<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993</atom:id><lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 07:17:33 +0000</lastBuildDate><category>Estruturas do mundo invisível</category><category>Cristais quebrados</category><category>English Version</category><category>Faces de Clio</category><category>Cárcere</category><category>Quando a estrada se finda</category><category>A despeito do ser humano</category><category>Olhos vendados</category><category>Protegidos da amiga de Erasmo</category><category>Conto: Uma sonata ao luar</category><category>Mãos entrelaçadas</category><category>Os homens-caixa</category><category>Dama de compania</category><category>Manchas da pena no papel</category><category>Tradução English Version</category><category>Espetáculo de marionetes</category><category>Palavras da autora</category><category>Jogo de espelhos</category><category>Lágrimas que não tocam o chão</category><category>O novo Mythos</category><category>Dante-Sama</category><category>Filhas de Lilith</category><category>Ao nascer da lua</category><category>Infância</category><category>Liberdade</category><category>Jéssica.</category><category>Lapsos temporais</category><category>Semana você decide</category><category>Dama de Negro</category><category>Do passado da cidade</category><category>Algo de carinho</category><category>Dos Anjos</category><category>Felicidade veste negro</category><category>Conto: Caleidoscópio temporal</category><category>Conto Filha de Cortesã</category><category>Conto: Bonequinha de pano</category><category>Mordred</category><category>Conto: Noturnos traços</category><title>Canto de Silêncio</title><description></description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Anonymous)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>453</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><xhtml:meta content="noindex" name="robots" xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml"/><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-1739166124455573208</guid><pubDate>Thu, 18 May 2017 20:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-05-18T17:15:00.282-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dama de Negro</category><title>Emulação</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5BxoPHs_yWOrRWKiFFaPOvScQfyiunAKiAvA83czHRevt7cVt75xtgHA32B1pK3MZwe_LlC2PI3D70BQAZC5CKLj6_Im-hm0iU4fohxsMS0YbfBmiIwGAFUeupcPlnuVcQ_ATvn1X-l/s1600/Entry1_371_Large_Fullsize.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5BxoPHs_yWOrRWKiFFaPOvScQfyiunAKiAvA83czHRevt7cVt75xtgHA32B1pK3MZwe_LlC2PI3D70BQAZC5CKLj6_Im-hm0iU4fohxsMS0YbfBmiIwGAFUeupcPlnuVcQ_ATvn1X-l/s1600/Entry1_371_Large_Fullsize.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Cabe em uma caixa.&lt;br /&gt;
Quem eu sou, o que me importa. Cabe em uma caixa de mudança.&lt;br /&gt;
O resto sempre foi parafernália. Sempre foi excesso.&lt;br /&gt;
Sou meia dúzia de roupas, uma série de livros que cabem em um pendrive, assim como alguns filmes que cabem em outro. Outra parte de mim, se perde no que entreguei.&lt;br /&gt;
Não é físico. Foi fugaz. Foram os abraços e beijos. Foram as refeições que fiz com amor e ódio. São os sons que fiz em prazer ou desagrado. Durou pouco tempo. Foi adiante. O abraço, as refeições, os sons. Não eram para mim somente. Passei adiante para os meus amados. Eram partes de mim que não eram partes minhas. O amor que sinto é deles. Só existe por causa deles. Logo, tenho que devolver, aos poucos, em pedaços.&lt;br /&gt;
Por que uma hora não estarei mais aqui.&lt;br /&gt;
Recebo tanto, todos os dias!&lt;br /&gt;
Em uma moeda não palpável, ocorrem trocas enormes todos os dias.&lt;br /&gt;
Não cabem em uma caixa.&lt;br /&gt;
Mas a memória falha. Se minha voz não estiver gravada, hão de esquecer dela. Meu rosto, se não estiver guardado em uma foto, há de ser igualmente apagado da memória. Tem de caber em uma caixa.&lt;br /&gt;
Depois de minha partida, dissolverei. É o caminho das coisas. A entropia me engolirá como a tudo. Caberei em um vaso de flores então. Mas não serei eu. Depois de ter partido, não sou mais eu.&lt;br /&gt;
Quem eu sou, a parte não fugaz, cabe em uma caixa.&lt;br /&gt;
Minhas receitas, meus livros, meus escritos, minhas músicas, minha voz. Emulações de mim cabem em uma caixa. A lembrança de mim cabe em uma caixa. Meu amor, o que me move, se perde todos os dias. Dissolvido em coisas que se desvanecem no momento em que são criadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Angel of August de Michael Parks&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2017/05/emulacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4h5BxoPHs_yWOrRWKiFFaPOvScQfyiunAKiAvA83czHRevt7cVt75xtgHA32B1pK3MZwe_LlC2PI3D70BQAZC5CKLj6_Im-hm0iU4fohxsMS0YbfBmiIwGAFUeupcPlnuVcQ_ATvn1X-l/s72-c/Entry1_371_Large_Fullsize.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-4041130586122808051</guid><pubDate>Fri, 14 Apr 2017 04:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-04-14T01:26:23.931-03:00</atom:updated><title>De cima</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib5Y8rwSom0C_tG0jeDGHvYOenmE8b4cV87D5gtDo85wVZhORg6uxlguq5k4Q68_ht0gWCSYsFy5FjkGiUWzFYUEvNAexJ33aCIiRrfV9hS9m1IciARJYyj6a9KtGdsJ5j1MfsshO2Rqbt/s1600/e786fc4948dc8bd7e5090290ba5649f7_full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib5Y8rwSom0C_tG0jeDGHvYOenmE8b4cV87D5gtDo85wVZhORg6uxlguq5k4Q68_ht0gWCSYsFy5FjkGiUWzFYUEvNAexJ33aCIiRrfV9hS9m1IciARJYyj6a9KtGdsJ5j1MfsshO2Rqbt/s1600/e786fc4948dc8bd7e5090290ba5649f7_full.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
São as pequenas palavras e frases.&lt;br /&gt;
Em algum momento, as pequenas verdades aparecem. E elas são desconfortáveis.&lt;br /&gt;
Em algum momento, o outro fica nas pontas dos pés para te olhar por cima.&lt;br /&gt;
Para mostrar sem intenção, sem planejamento...&lt;br /&gt;
Vê-te como menor do que és. Vê-te inferior.&lt;br /&gt;
São deslizes pequenos. Não pretendia.&lt;br /&gt;
Mas eles acontecem. A verdade surge a máscara cai. Sentes-te como areia, pó nos pés do outro.&lt;br /&gt;
A ironia de ver-se refletido nos olhos de outrém que se admira como pouco. Esperavas tanto desse olhar! Acreditavas ser o oposto!&lt;br /&gt;
Incomoda essa percepção. És pouco. Sempre fostes. Há quanto tempo que o outro esconde o real olhar?&lt;br /&gt;
E não percebestes.&lt;br /&gt;
És pouco.&lt;br /&gt;
Visto de cima.&lt;br /&gt;
Como se fosse um inseto.&lt;br /&gt;
Que o outro deseja pulverizar de sua existência.&lt;br /&gt;
E não sabias.&lt;br /&gt;
Talvez doa mais o não saber e perceber.&lt;br /&gt;
Talvez incomode ter que tomar providências. Ter de lidar com uma nova realidade obscura e ver as paredes rachando diante de sua real cor.&lt;br /&gt;
Talvez realmente tua pequenez esteja se mostrando.&lt;br /&gt;
Talvez estejas te percebendo como és.&lt;br /&gt;
Ou talvez, apenas, tu estejas te deixando engolfar pelo julgamento do outro.&lt;br /&gt;
Um outro que precisa te olhar de cima para prender-te.&lt;br /&gt;
Que farás então?&lt;br /&gt;
Precisas mover-te.&lt;br /&gt;
A inércia não te serve.&lt;br /&gt;
Precisas mover-te.&lt;br /&gt;
Isso é deixar-se prender.&lt;br /&gt;
Precisas mover-te.&lt;br /&gt;
É deixar-se diminuir.&lt;br /&gt;
Precisas mover-te.&lt;br /&gt;
Paralisar-te não resolverá o problema.&lt;br /&gt;
Move-te!&lt;br /&gt;
Esse olhar que recebes, não condiz com quem és.&lt;br /&gt;
Só corresponderá a tua identidade, se assim o deixares.&lt;br /&gt;
E realmente, é fácil deixar o olhar engolir-te, deturpar-te e apequenar-te. Principalmente o olhar do outro amado.&lt;br /&gt;
O olhar do outro amado é o que menos esperar que te deforme.&lt;br /&gt;
Termina por doer mais, justamente por que nesse caso, tinhas o escudo baixado.&lt;br /&gt;
E como em todas as outras situações, terminas-te com teu corpo e ego machucados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Buzillo&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2017/04/de-cima.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib5Y8rwSom0C_tG0jeDGHvYOenmE8b4cV87D5gtDo85wVZhORg6uxlguq5k4Q68_ht0gWCSYsFy5FjkGiUWzFYUEvNAexJ33aCIiRrfV9hS9m1IciARJYyj6a9KtGdsJ5j1MfsshO2Rqbt/s72-c/e786fc4948dc8bd7e5090290ba5649f7_full.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-4134422144072656096</guid><pubDate>Tue, 07 Mar 2017 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-03-07T00:00:23.849-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dama de Negro</category><title>Conta-gotas</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjF6rZeqoJb46JJvLPZUZGqB_cW2aYu5xFiK4-Rz4OFyOE8-nFMHavgkkqppG0wk10-Vhaki7yNhmO8WgSWnW6YBhU1BKunX38Q_f6Zu-gr3eBxo0CmPc6OqAqL8Exkocu95q7SnwTbSc7f/s1600/73dfeb700043511b08dbdd2794dde638.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjF6rZeqoJb46JJvLPZUZGqB_cW2aYu5xFiK4-Rz4OFyOE8-nFMHavgkkqppG0wk10-Vhaki7yNhmO8WgSWnW6YBhU1BKunX38Q_f6Zu-gr3eBxo0CmPc6OqAqL8Exkocu95q7SnwTbSc7f/s1600/73dfeb700043511b08dbdd2794dde638.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entregaram-me em um papel uma data.&lt;br /&gt;
Data genérica. Contemplei o papel.&lt;br /&gt;
Contei os dias.&lt;br /&gt;
Que dia sem graça.&lt;br /&gt;
Não haveria negociação por outra data.&lt;br /&gt;
Contei os dias. Não sobravam muitos. É isso então?&lt;br /&gt;
O aviso veio, decepcionou-me. Uma data qualquer para todos. E se eu escolhesse uma data melhor?&lt;br /&gt;
Não, não haveriam negociações. Aquilo não dependia de mim.&lt;br /&gt;
A não ser que eu almejasse adiantar a todo processo.&lt;br /&gt;
Queria eu adiantar o processo?&lt;br /&gt;
Não. Até o último momento eu iria aproveitar o tempo que tinha.&lt;br /&gt;
Era só um papel. Mandei emoldurar mesmo assim. Coloquei na parede de casa que mais olhava durante o dia.&lt;br /&gt;
Fiz meus planos. Segui um cronograma. Quantos dias faltavam ainda?&lt;br /&gt;
Contemplar a data e seguir com minha vida e meus planos com pressa tomaram conta do meu eu.&lt;br /&gt;
A diversão acabou. Precisava deixar tudo pronto para o dia. Ninguém podia ficar sem o que fazer naquele dia e depois.&lt;br /&gt;
Era só uma data genérica qualquer. Imemorável.&lt;br /&gt;
Importava apenas para mim.&lt;br /&gt;
Mesmo assim, eu aprontei tudo. Como deveria ser.&lt;br /&gt;
Entregaram-me em um papel uma data. E eu fiz seguir o cronograma.&lt;br /&gt;
Quando o tempo acabou, tudo estava pronto.&lt;br /&gt;
Infelizmente, não aproveitei o tempo como teria aproveitado...&lt;br /&gt;
Se não houvesse a data.&lt;br /&gt;
Ao menos, ninguém passaria trabalho.&lt;br /&gt;
Estava tudo pronto.&lt;br /&gt;
Agora era só esperar. Logo a data chegaria. Genérica, sem importancia nenhuma para ninguém além de mim.&lt;br /&gt;
A data que marcaria o fim das datas de calendário para mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Marcela Bolívar&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2017/03/conta-gotas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjF6rZeqoJb46JJvLPZUZGqB_cW2aYu5xFiK4-Rz4OFyOE8-nFMHavgkkqppG0wk10-Vhaki7yNhmO8WgSWnW6YBhU1BKunX38Q_f6Zu-gr3eBxo0CmPc6OqAqL8Exkocu95q7SnwTbSc7f/s72-c/73dfeb700043511b08dbdd2794dde638.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-7547416295716896840</guid><pubDate>Thu, 02 Feb 2017 21:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-02-02T19:58:03.688-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A despeito do ser humano</category><title>Distração</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhDwKUaT1NZnXrwKwVVQExViJ0P2dcAcfSGEap22ffN8ggVJP66QWDBo8jPhCAHVitySTEizYUpO_pUY2sg22bSVw2jrmw_ydF5_aC3rraMX-wV43HEKvQ4CqarnoUhP8KDg1xj236SmmY/s1600/tree1000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhDwKUaT1NZnXrwKwVVQExViJ0P2dcAcfSGEap22ffN8ggVJP66QWDBo8jPhCAHVitySTEizYUpO_pUY2sg22bSVw2jrmw_ydF5_aC3rraMX-wV43HEKvQ4CqarnoUhP8KDg1xj236SmmY/s1600/tree1000.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caminhava com total distração na rua.&lt;br /&gt;
A vida acontece. Para todos. Jurava que não aconteceria para si.&lt;br /&gt;
Mas eu estava lá. E eu aconteço. Pessoas como eu sempre acontecem. É bom lembrar disso. Nós existimos para além de seus pesadelos. E distração na rua... Oh!&lt;br /&gt;
A distração na rua possui um preço. Principalmente em uma rua deserta.&lt;br /&gt;
Falam que estamos na era do Big Brother. Grande coisa. As cameras gravam mal a noite. E a rua estava deserta. Como sempre. Eu conheço aquele caminho. Conheço as ruas que não possuem movimento. É só fingir que foi pelo dinheiro e jogar a carteira no lixo em outra rua qualquer. Esse tipo de coisa acontece todos os dias. E, eu estou para além do que visualizam. A primeira regra do jogo é nunca cair em um ghetto cultural. Não faça parte de um nicho problemático. Pessoas que fazem partes de nichos, de contracultura são muito bem vistas. Percebidas pelo outro com destaque. E eu quero passar desapercebido. Se alguém bater à alguma porta... Não será a minha.&lt;br /&gt;
Esconda-se em um armário para ter liberdade.&lt;br /&gt;
É fácil. Fingir que foi pela carteira.&lt;br /&gt;
Como balançava o corpo ouvindo músicas. Estava em um mundo particular, aproveitando-o. Fingindo não andar em um lugar vazio. Como todos, fingindo que pessoas como eu não existem. E nós existimos. Só para soprar e ver a chama dos olhos se apagar, enquanto o corpo esvazia em vermelho. É um pequeno prazer. Daí, é só pegar a carteira e seguir adiante. Ninguém viu, ninguém nunca vê. É uma rua deserta.&lt;br /&gt;
E eu seguirei adiante com minhas roupas corriqueiras, chegarei as ruas principais..&lt;br /&gt;
E as pessoas ao redor vão continuar acreditando que pessoas como eu não existem para além de seus pesadelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Jing Zhang&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2017/02/distracao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhhDwKUaT1NZnXrwKwVVQExViJ0P2dcAcfSGEap22ffN8ggVJP66QWDBo8jPhCAHVitySTEizYUpO_pUY2sg22bSVw2jrmw_ydF5_aC3rraMX-wV43HEKvQ4CqarnoUhP8KDg1xj236SmmY/s72-c/tree1000.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-5128488066807714185</guid><pubDate>Mon, 09 Jan 2017 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-01-08T22:02:06.781-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dama de Negro</category><title>Blackstar</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uVZv81GaE1mkaHjA8VVYOtrtIQX_BBFU6y2dpcqN1z9AfF8H3cwsVxcxeLd0plgUk5ts5QAxOzxcDVLfx4w3bnQbeZA90B49x7Yf77e3C-OVHcH6R6_ecfDl9UHu8mciAmG1rKeX6j4I/s1600/12a6097bf1bd4dde113efae762f2ecf3_full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uVZv81GaE1mkaHjA8VVYOtrtIQX_BBFU6y2dpcqN1z9AfF8H3cwsVxcxeLd0plgUk5ts5QAxOzxcDVLfx4w3bnQbeZA90B49x7Yf77e3C-OVHcH6R6_ecfDl9UHu8mciAmG1rKeX6j4I/s1600/12a6097bf1bd4dde113efae762f2ecf3_full.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando nos conhecemos, tu me contastes uma história fantástica.&lt;br /&gt;
Que eu não deveria ouvir.&lt;br /&gt;
Não tinha idade para isso.&lt;br /&gt;
Aqueles teus olhos de cores diferentes tão expressivos.&lt;br /&gt;
Ninguém soube então que eu ouvi aqueles contos teus durante a noite.&lt;br /&gt;
Tão distante, parecias tão perto de mim!&lt;br /&gt;
Talvez eu procure outra hora as gravações tuas.&lt;br /&gt;
Devo dizer, tua voz me impressionou na primeira vez que ouvi.&lt;br /&gt;
Mas não era música.&lt;br /&gt;
Não então.&lt;br /&gt;
Um olho azul, outro verde, cabelos ruivos.&lt;br /&gt;
Mas quando te conheci, tu eras loiro.&lt;br /&gt;
Tu eras perfeito, sabias?&lt;br /&gt;
Mesmo com cabelos loiros.&lt;br /&gt;
Esses dias, te vi quando tinhas cabelos longos loiros.&lt;br /&gt;
Um dia, descobri, eras como eu.&lt;br /&gt;
Não, não por conta das bobagens de horóscopo.&lt;br /&gt;
Tu eras como eu.&lt;br /&gt;
Amavas por completo, sem ver o envólucro.&lt;br /&gt;
Era adolescente.&lt;br /&gt;
E eu estava ainda descobrindo verdades de mim ainda.&lt;br /&gt;
Admito, eu estranhei quem era.&lt;br /&gt;
Adulta, soube que tinhas um arrependimento que lembrava muito ao que eu tinha.&lt;br /&gt;
Foi engraçado saber que a primeira vez que te vi, não foi a primeira vez que te ouvi. Eu não vi a ligação. Mas desde sempre, fizestes parte do meu imaginário.&lt;br /&gt;
Bobagem minha. Eu só não fiz a conexão entre os olhos e a voz cantante. Era muito fascínio para uma pessoa só. Não podia ser.&lt;br /&gt;
Podia?&lt;br /&gt;
Esse mês... Faz um ano. Alguns dias depois dos nossos aniversários, um ano.&lt;br /&gt;
É impressionante saber que as estrelas todas um dia se tornam buracos negros.&lt;br /&gt;
Quando desaparecem, deixam o nada em seu lugar.&lt;br /&gt;
Foi o que aconteceu contigo.&lt;br /&gt;
Ficou o nada no lugar. Ao menos, te despedistes de mim.&lt;br /&gt;
Eu, magoada, é que não tive coragem de ver teu adeus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Anaya Bladewind&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2017/01/blackstar.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi_uVZv81GaE1mkaHjA8VVYOtrtIQX_BBFU6y2dpcqN1z9AfF8H3cwsVxcxeLd0plgUk5ts5QAxOzxcDVLfx4w3bnQbeZA90B49x7Yf77e3C-OVHcH6R6_ecfDl9UHu8mciAmG1rKeX6j4I/s72-c/12a6097bf1bd4dde113efae762f2ecf3_full.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-438248012471327421</guid><pubDate>Wed, 21 Dec 2016 20:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-12-21T18:32:06.395-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Felicidade veste negro</category><title>No inverno</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UOv7UmOUmmL38AjgH6Jc3enPJsxJnGLDlap-9i3wwPyGUPZVW4nv1s-yvVJlYLdGhX641afpEPOZ-WfmWCdgoVrMK1T4mf-NbSROVXjFFE8IQXLWVlxCVbIX0WDE6VvtqaF_jDfhvfw9/s1600/verlinde_43.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UOv7UmOUmmL38AjgH6Jc3enPJsxJnGLDlap-9i3wwPyGUPZVW4nv1s-yvVJlYLdGhX641afpEPOZ-WfmWCdgoVrMK1T4mf-NbSROVXjFFE8IQXLWVlxCVbIX0WDE6VvtqaF_jDfhvfw9/s320/verlinde_43.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ar gelado na rua, a câmera fotográfica em uma mão, o vinho na outra.&lt;br /&gt;
Como era bom ser livre!&lt;br /&gt;
Lembras disso?&lt;br /&gt;
Do teu eu "artista" e "boêmio".&lt;br /&gt;
Perdido em algum outro lugar que não sei qual é.&lt;br /&gt;
Talvez tenha morrido de cirrose. Ia ser magnífico! Belo final para essa história. Ao menos o teu eu não se desvaneceria diante da vida.&lt;br /&gt;
O esforço para uma foto com foco em um câmera amadora no meio da noite. O ar frio do nosso inverno!...&lt;br /&gt;
O sobretudo negro, as botas negras... Negro como tuas aspirações. Almejavas ser um com a noite. Um ser completo de névoa e frio. E aquela lua azul maravilhosa. &lt;br /&gt;
A câmera em uma mão, o vinho em outra. &lt;br /&gt;
Algumas vezes o vinho como modelo para a foto. E a falta de medo. Andavas pelo meio fio sem medo. Respiravas aquele ar gelado como se não houvesse outro melhor. Era liberdade. Tinhas tua identidade bem definida. &lt;br /&gt;
A câmera em uma mão, o vinho em outra, e os lábios que se tocavam e experimentavam o vinho um do outro. Aquela liberdade que não volta mais.&lt;br /&gt;
Qual tua identidade agora?&lt;br /&gt;
Tua noite era perfeita. Um mundo escuro sem pessoas. Somente teu eu real, a lua e as corujas.&lt;br /&gt;
Quanto tempo isso faz? Quanto tempo desde que tu e tua identidade invernal se distanciaram&amp;nbsp; de modo a nunca mais se encontrar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Claude Verlinde&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/12/no-inverno.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi-UOv7UmOUmmL38AjgH6Jc3enPJsxJnGLDlap-9i3wwPyGUPZVW4nv1s-yvVJlYLdGhX641afpEPOZ-WfmWCdgoVrMK1T4mf-NbSROVXjFFE8IQXLWVlxCVbIX0WDE6VvtqaF_jDfhvfw9/s72-c/verlinde_43.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-8928081744913137490</guid><pubDate>Fri, 25 Nov 2016 15:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-11-25T13:48:00.146-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Faces de Clio</category><title>Memória</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9osBgie0S9WxF3wQzISY4so0WUPUtxOcBRlMpa2BZh0kL_ztQ1pEt6w2ciBqn4iRO6I1m4u9_8vpjkND0kznNHD6IT93FbPSkiljfCo23755716yEwAC99Ias9qb17_WDsfKVPThzx9ub/s1600/68350038f97438d56791cc1dcb78eb5b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9osBgie0S9WxF3wQzISY4so0WUPUtxOcBRlMpa2BZh0kL_ztQ1pEt6w2ciBqn4iRO6I1m4u9_8vpjkND0kznNHD6IT93FbPSkiljfCo23755716yEwAC99Ias9qb17_WDsfKVPThzx9ub/s1600/68350038f97438d56791cc1dcb78eb5b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esqueci.&lt;br /&gt;
Ato falho meu. Tendemos a esquecer aquilo com o qual não nos importamos. Não é esse o caso. Esqueci por que ainda não aconteceu. Mentira minha. Existem coisas que não são passíveis de esquecimento mesmo que ocorram no futuro.&lt;br /&gt;
Ato falho. Negação quem sabe? Quem sabe... &lt;br /&gt;
Entenda.. Existe uma linha de pontos negros que se segue. E os olhos se acostumam a ver as linhas negras, esquecendo das claras. Não é que não possua importância. É que algumas vezes os olhos estão acostumados à escuridão.&lt;br /&gt;
Achas que é culpa minha o que me faz falar? Sempre disse que a culpa é capaz de milagres. A culpa tem a capacidade de mover o mundo. Não é que não tenhas importância. Mas é uma sucessão de pontos negros que te ocultam.&lt;br /&gt;
Existe outra série de preocupações, entende?&lt;br /&gt;
Desta vez, não existe somente a ti. Da outra vez também haviam outras coisas... Só que os pontos negros no papel eram pontos, não manchas da caneta que se espalhavam e impediam a visão do resto.&lt;br /&gt;
Não, não estou me desculpando.&lt;br /&gt;
Apenas esqueci.&lt;br /&gt;
Ato falho meu.&lt;br /&gt;
Infelizmente, a verdade é que meu mundo não gira ao redor de ti.&lt;br /&gt;
Talvez nunca venha a girar.&lt;br /&gt;
Sim, esqueci.&lt;br /&gt;
Porém, infelizmente esquecer do que não se destaca por si só...&lt;br /&gt;
É mais que natural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Anaya Bladewind&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/11/memoria.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg9osBgie0S9WxF3wQzISY4so0WUPUtxOcBRlMpa2BZh0kL_ztQ1pEt6w2ciBqn4iRO6I1m4u9_8vpjkND0kznNHD6IT93FbPSkiljfCo23755716yEwAC99Ias9qb17_WDsfKVPThzx9ub/s72-c/68350038f97438d56791cc1dcb78eb5b.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-2914652599849718009</guid><pubDate>Wed, 12 Oct 2016 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-10-12T13:31:02.708-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cristais quebrados</category><title>Capacidade Plena</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHvPcUKjWI42-35udEDoURzhKki7dVtpoWUbCpnU_QbVhpl4P2O3gPRrmaFpDcUkxb-63QpWniRSXlDTw9LHBhhfym4aUfxWAoBYJqiVgzQLxW1u-_D15qVez1SrkfL3jjPS_HvWRbqL0x/s1600/_angel_of_despair___zemotion_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHvPcUKjWI42-35udEDoURzhKki7dVtpoWUbCpnU_QbVhpl4P2O3gPRrmaFpDcUkxb-63QpWniRSXlDTw9LHBhhfym4aUfxWAoBYJqiVgzQLxW1u-_D15qVez1SrkfL3jjPS_HvWRbqL0x/s1600/_angel_of_despair___zemotion_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez, veio a traição.&lt;br /&gt;
Mais uma vez, o raio caiu no ponto onde me encontrava.&lt;br /&gt;
Não foi falta de sorte.&lt;br /&gt;
Não existe sorte.&lt;br /&gt;
Preciso acreditar que não existe sorte.&lt;br /&gt;
Se sorte inexiste, o azar também. Se azar inexiste, a sorte também. Apenas uma série aleatória de fatos que se seguem até um ponto final inesperado (na maior parte das vezes).&lt;br /&gt;
Não há descanso real.&lt;br /&gt;
Somente desilusão gradativa até a perda total de qualquer alento.&lt;br /&gt;
Mas sorrimos e fingimos que não é isso. Perdemos tempo tentando conceber uma mentira diferente, por que a realidade é cruel, e quando nua, feia. E não há quem se importe com o outro. Cobram empatia de quem não pode dá-la, mas esquecem-se dos capazes que apenas escolhem ser frios e indiferentes.&lt;br /&gt;
Cobram de quem não tem capacidade de dar. Ensinam a essa pessoa. Cobram-lhe.&lt;br /&gt;
Dos perfeitamente capazes...&lt;br /&gt;
Nada.&lt;br /&gt;
Nenhuma cobrança.&lt;br /&gt;
Desses nada cobram. Quem tem capacidade e não o faz, é absolvido.&lt;br /&gt;
Por que assim?&lt;br /&gt;
Não é azar. Não existe fortuna.&lt;br /&gt;
É aleatório.&lt;br /&gt;
Somos desumanos com quem mais precisa de humanidade. É isto apenas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Noah KH Angel of despair.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/10/capacidade-plena.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHvPcUKjWI42-35udEDoURzhKki7dVtpoWUbCpnU_QbVhpl4P2O3gPRrmaFpDcUkxb-63QpWniRSXlDTw9LHBhhfym4aUfxWAoBYJqiVgzQLxW1u-_D15qVez1SrkfL3jjPS_HvWRbqL0x/s72-c/_angel_of_despair___zemotion_.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-2030136502444350143</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2016 16:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-09-14T13:42:00.310-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Quando a estrada se finda</category><title>Sobre o ato de nadar</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH2gWkaWVt9fP2LEMxXx1Z69nByHCwq5O7k42V82JAK390B6FEyDc0etlotfA4ne3RLFKdIbVks4XWoOn1no1ZYBphjHyoconatVXVEWCw5zRSjWG-Jt6jyksDiAitZo0otEaoZ0n8G2GA/s1600/Ocean_Souls_by_Zephyri.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH2gWkaWVt9fP2LEMxXx1Z69nByHCwq5O7k42V82JAK390B6FEyDc0etlotfA4ne3RLFKdIbVks4XWoOn1no1ZYBphjHyoconatVXVEWCw5zRSjWG-Jt6jyksDiAitZo0otEaoZ0n8G2GA/s1600/Ocean_Souls_by_Zephyri.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
E todas aquelas dores pareciam devaneios de quem nunca sentiu.&lt;br /&gt;
Exagero exaltado de quem queria sentir algo.&lt;br /&gt;
Mas não sentia.&lt;br /&gt;
Talvez fosse gelo por dentro.&lt;br /&gt;
Quem sabe, fossem sentimentos tão irrelevantes, que não importavam.&lt;br /&gt;
Possivelmente, a existência se dá em ondas. Que ficam mais fortes conforme nos afastamos da praia em direção ao mar. Uma existência rasa, que conforme segue, passa a aprofundar-se e ter de ir contra forças cada vez maiores. Arrebatamento maior então. O meio com uma força de influência cada vez maior, com menores proteções.&lt;br /&gt;
Talvez fosse isso.&lt;br /&gt;
Conforme se segue, distante da praia, menor alcance o som vindo da costa possui. Maior é isolamento, maior é a força necessária para existir sem se afogar. A dor solitária possui uma grandeza maior. Por que não há nada que lhe quebre a força antes. E a força aumenta. Resistir exige maior esforço.&lt;br /&gt;
O problema se dá quando a existência começa distante da praia, da costa.&lt;br /&gt;
Direto nas águas.&lt;br /&gt;
Sempre resistindo.&lt;br /&gt;
Sempre forçando.&lt;br /&gt;
Sempre sofrendo.&lt;br /&gt;
Para quê?&lt;br /&gt;
A resistência eterna cansa, não se conhece o esforço enquanto esforço. Conhece-se a existência insegura sem se saber que ela sempre foi insegura. As coisas são como são. Apenas &amp;nbsp;se sabe que a profundidade entre o ar e o fundo, onde o corpo conseguiria descansar... aumentam. E se está só. Por que a existência desde sempre se deu na solidão. Mas as ondas ficam cada vez mais fortes. O arrebatamento é maior. Cada vez se exige mais força do corpo.&lt;br /&gt;
Cansa nadar.&lt;br /&gt;
Principalmente para quem nasceu nadando, de uma forma ou de outra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Ocean Souls de Zephyri&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/09/sobre-o-ato-de-nadar.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH2gWkaWVt9fP2LEMxXx1Z69nByHCwq5O7k42V82JAK390B6FEyDc0etlotfA4ne3RLFKdIbVks4XWoOn1no1ZYBphjHyoconatVXVEWCw5zRSjWG-Jt6jyksDiAitZo0otEaoZ0n8G2GA/s72-c/Ocean_Souls_by_Zephyri.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-1230430501032958831</guid><pubDate>Mon, 01 Aug 2016 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-08-04T10:12:03.700-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dos Anjos</category><title>Distorções</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhji9dgLyD2ZzlHYDoTq0dF4WyjzP1FPCVqxyJoSY7daDhPGC-teJDsnSAf6Cu4WqDsmtsS1VUJNTn-IGqKK7XU5Zsc7uEb0E3sXkFNc7ghhPE60oMUgjTpQOVoD5IY0pcxPlFMD5TtWDMe/s1600/candice21.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhji9dgLyD2ZzlHYDoTq0dF4WyjzP1FPCVqxyJoSY7daDhPGC-teJDsnSAf6Cu4WqDsmtsS1VUJNTn-IGqKK7XU5Zsc7uEb0E3sXkFNc7ghhPE60oMUgjTpQOVoD5IY0pcxPlFMD5TtWDMe/s1600/candice21.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ter filhos é ter um coração com pernas. Um coração que caminha por onde quer, que vai onde quer, sem controle algum.&lt;br /&gt;
É faltar um pedaço teu eternamente. Um pedaço teu que saiu do teu corpo e caminha por aí livre.&lt;br /&gt;
E que pode estar totalmente em desacordo com o que tu percebes dele. Ou não.&lt;br /&gt;
É algo que tu queres cuidar, proteger.&lt;br /&gt;
E que tu consegues ver melhor que a ti. Um pedaço teu com vontade própria.&lt;br /&gt;
E a pior agonia de quem tem filhos é lutar contra os outros que não se percebem e nem procurar conhecer o outro.&lt;br /&gt;
Nada é pior para uma mãe do que saber que as pessoas olham através de seu filho e não a ele. Como se ele fosse de vidro, vêem uma distorção através da luz. E não percebem a criança de verdade. Tem mães que passam a vida inteira em uma luta contra a visão distorcida dos outros.&lt;br /&gt;
Essa visão exclui.&lt;br /&gt;
Essa visão diminui.&lt;br /&gt;
Essa visão destrói.&lt;br /&gt;
E as mães lutam contra essa visão todo santo dia.&lt;br /&gt;
Por que seus filhos são pedaços seus.&lt;br /&gt;
Seus filhos são humanos.&lt;br /&gt;
Eles sentem. Eles existem. E são completos.&lt;br /&gt;
Essas crianças não são distorções. Elas são inteiras. Elas sentem tanto quanto a distorção humana que as distorce. Esses humanos que são incapazes de serem empáticos. Que estão presos no próprio egoísmo e compaixão barata que de nada ajuda ou serve.&lt;br /&gt;
Carne, osso, mente. Eles sentem e entendem. A não verbalização disso não importa. Nem todos conseguem falar a mesma língua e por isso não são menos capazes de serem entendidos.&lt;br /&gt;
Falta vontade.&lt;br /&gt;
Foi o que descobri em um ano.&lt;br /&gt;
Inventaram uma criança, idealizaram a mesma e com um sopro de ar, criou-se uma distorção de luz que só se quebrou com outro sopro de ar. Mas a criança ainda era a mesma. Ainda estava lá.&lt;br /&gt;
Eu não sei verbalizar a minha revolta com isso.&lt;br /&gt;
A criança não mudou.&lt;br /&gt;
Mudaram duas vezes a percepção sobre a criança.&lt;br /&gt;
Eu chorei. De alívio, admito, chorei. Não pelo fato do sopro de ar mudar a criança. O sopro de ar apenas permitiu que vissem a criança novamente. Ela não é incompleta, ela não é incapaz. Nunca foi. E as outras também não são. Eu chorei por raiva pelas outras crianças que serão vistas de forma distorcida. Essa é uma criança que se escapa do julgamento voraz do mundo, dos outros que, em tese, deveriam amá-la.&lt;br /&gt;
Infelizmente, ao que parece, o único amor sem condições e distorções...&lt;br /&gt;
Era o meu.&lt;br /&gt;
E disso não vou esquecer nunca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Candice the ghost series de David Ho.&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/08/ter-filhos-e-ter-um-coracao-com-pernas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhji9dgLyD2ZzlHYDoTq0dF4WyjzP1FPCVqxyJoSY7daDhPGC-teJDsnSAf6Cu4WqDsmtsS1VUJNTn-IGqKK7XU5Zsc7uEb0E3sXkFNc7ghhPE60oMUgjTpQOVoD5IY0pcxPlFMD5TtWDMe/s72-c/candice21.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-6459958663611196372</guid><pubDate>Thu, 21 Jul 2016 13:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-07-21T10:55:31.881-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cárcere</category><title>Desvio das expectativas</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQMoEU8mIRhHkKK0WuAXxUsxhalDvHsWFc_WcbEj02PlVBvfRuf9qUf44qi0o6_DukR0A1UFaSR5KYa5Zz6GzY1MfWkrAI-iazzCRFJTVISC1x32x6fSzYqfJQb_80QPh39A72OzlRT08_/s1600/amel_pt2_83.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQMoEU8mIRhHkKK0WuAXxUsxhalDvHsWFc_WcbEj02PlVBvfRuf9qUf44qi0o6_DukR0A1UFaSR5KYa5Zz6GzY1MfWkrAI-iazzCRFJTVISC1x32x6fSzYqfJQb_80QPh39A72OzlRT08_/s1600/amel_pt2_83.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devo um texto para ti.&lt;br /&gt;
Fiquei de falar de forma bonita sobre tua chegada. Desta vez, não consigo. Queria fazer algo bonito, para lembrares depois. Mas da forma que as coisas estão, é-me impossível. Sendo sincera, preferia que pegasses um desvio na estrada e nunca chegasses.&lt;br /&gt;
Espero que não leias nunca essas palavras.&lt;br /&gt;
Espero que não saibas quem sou.&lt;br /&gt;
Espero sumir no meio do vazio.&lt;br /&gt;
Eu não quero te conhecer. Não quero que chegues.&lt;br /&gt;
Quero um desvio no caminho e que nunca nos encontremos. Isso é errado. Mas não consigo agir de outra forma. Incomoda sorrir e dizer que estou feliz com a tua chegada.&lt;br /&gt;
Ninguém está.&lt;br /&gt;
É horrível ter que lidar com o mundo ao redor eclipsando, ao mesmo tempo que no espaço frequentado com pessoas, todos fingem que não virás. Por que não deverias vir.&lt;br /&gt;
Entende?&lt;br /&gt;
Ninguém te quer aqui. E eu não quero mais ter que fingir que anseio por algo que não quero.&lt;br /&gt;
Não quero que venhas. Quero que encontres outro alguém. Não quero te conhecer, não quero te ver.&lt;br /&gt;
Não te quero.&lt;br /&gt;
Aliás, ninguém te quer.&lt;br /&gt;
E eu cansei de fingir e ouvir coisas horríveis por que logo tu vens.&lt;br /&gt;
Acima de tudo, eu desprezo minha burrice.&lt;br /&gt;
Julguei tudo mal. De novo.&lt;br /&gt;
Quero sumir. Me perder na estrada de modo que ninguém mais me encontre.&lt;br /&gt;
Quero eu me desviar desse caminho e não encontrar com ninguém.&lt;br /&gt;
Este texto era para ser para ti.&lt;br /&gt;
Como eu queria que houvesse um desvio e não fosse assim. Entenda, existe uma espiral ruim que nunca termina. Estou descendo nela há anos.&lt;br /&gt;
Não há mais desvio para mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Amellia&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/07/desvio-das-expectativas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQMoEU8mIRhHkKK0WuAXxUsxhalDvHsWFc_WcbEj02PlVBvfRuf9qUf44qi0o6_DukR0A1UFaSR5KYa5Zz6GzY1MfWkrAI-iazzCRFJTVISC1x32x6fSzYqfJQb_80QPh39A72OzlRT08_/s72-c/amel_pt2_83.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-5984227655178520430</guid><pubDate>Thu, 09 Jun 2016 16:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-07-02T14:14:55.469-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dos Anjos</category><title>Linguagem</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLAbVJCvuoZ75ddmVkY05GL4F0Fc7I45uaSsrizgb5FBn2TNgQuPyWL4dQ_4ny0CqL_phAB-r5f8vIAxqUpAJn6IB_M0pD47bw25lmx-a06d9ftrsbsUoEtD4xfEVqI5s2co_huGKhKjcv/s1600/Gathering_almond_blossoms_JW.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLAbVJCvuoZ75ddmVkY05GL4F0Fc7I45uaSsrizgb5FBn2TNgQuPyWL4dQ_4ny0CqL_phAB-r5f8vIAxqUpAJn6IB_M0pD47bw25lmx-a06d9ftrsbsUoEtD4xfEVqI5s2co_huGKhKjcv/s1600/Gathering_almond_blossoms_JW.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
A única palavra expressa com perfeição.&lt;br /&gt;
Eis um título interessante. Eis uma pequena fonte de alegria.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Aqueles olhos grandes que te contemplam e desarmam. E aquele sorriso tão bonito! Que sorriso lindo tu tens!&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Geralmente puxando minhas roupas, querendo alguma coisa. Precisas de mim.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Eu sou o ponto de partida de alguém, uma referência, um porto seguro. Sinto tanto medo ultimamente. O motivo para o medo, sendo o mesmo que me dá coragem. Choro de medo, quando ninguém vê. &amp;nbsp;Minhas mãos tremem, eu tenho medo. Só que o mundo é composto por cachorros, que não podem sentir o cheiro de medo. E por ti, não posso temer. Por ti, tenho que atacar a todos. Por que na verdade, no fundo, eles são inimigos teus. Por que são cegos. Por que não te vêem. Tu és um ponto transparente e lindo. Eles não te vêem. E eu sinto ódio. Por que tu sabes quem eles são, tu os vê. E eu preciso respirar fundo e conviver. Por que deles tu precisas também. Talvez tanto ou mais que de mim. Eu não sei a medida.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Tu és minha, eu tua. &amp;nbsp;Tu és meu porto seguro. Meu motivo para respirar fundo e seguir adiante. As flechas que vêm não me atingem. Eu estou em guerra. Vai ser longa. Talvez dure toda a vida. Eu não sei. Uma guerra santa, por ti. E disso eles não sabem. Por que eles não te vêem. Eles vêem uma transparência, não quem és.&lt;br /&gt;
E como eles são estúpidos, meu amor!&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Mamãe.&lt;br /&gt;
Minha pausa da guerra diária em teus olhos verdes cor-de-mel como os meus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Gathering among blossoms de John William Waterhouse&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/06/linguagem.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhLAbVJCvuoZ75ddmVkY05GL4F0Fc7I45uaSsrizgb5FBn2TNgQuPyWL4dQ_4ny0CqL_phAB-r5f8vIAxqUpAJn6IB_M0pD47bw25lmx-a06d9ftrsbsUoEtD4xfEVqI5s2co_huGKhKjcv/s72-c/Gathering_almond_blossoms_JW.jpg" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-4043909324082296555</guid><pubDate>Fri, 01 Jan 2016 02:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2016-01-01T00:00:01.048-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os homens-caixa</category><title>Coelho Branco</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWh0RN4JRuK3Zzb-v1Aor5NCc-ceyVFkb1ylFkIrHqEBp5Mb5Yb7Jxi0Eov-8ro_uj5bLH9tLQN77DPQ8QbWMC_6WiNwX_Vi_PazdbLiW0wLhNJfC39q85S2q-NRtrmFaZ-E76nm1aLnEw/s1600/verlinde_14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWh0RN4JRuK3Zzb-v1Aor5NCc-ceyVFkb1ylFkIrHqEBp5Mb5Yb7Jxi0Eov-8ro_uj5bLH9tLQN77DPQ8QbWMC_6WiNwX_Vi_PazdbLiW0wLhNJfC39q85S2q-NRtrmFaZ-E76nm1aLnEw/s1600/verlinde_14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span id="goog_1609099247"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1609099248"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pressa.&lt;br /&gt;
Corra.&lt;br /&gt;
Sempre.&lt;br /&gt;
Corra.&lt;br /&gt;
Há um destino finito para a corrida?&lt;br /&gt;
Talvez?&lt;br /&gt;
Pressa infinita. Sempre há um compromisso. Sempre há algo mais importante. Não há tempo para respirar! Não viva! Isso consome tempo da corrida. Sempre! Corra!&lt;br /&gt;
Há um destino.&lt;br /&gt;
Uma montanha a ser escalada. É preciso subir.&lt;br /&gt;
Com que finalidade?&lt;br /&gt;
Não há tempo para perguntas. Corra! O tempo está passando! Pressa!&lt;br /&gt;
Olhe o relógio! Tempo perdido! Corra! Corra! Corra!&lt;br /&gt;
Escale a montanha. Não observe a vista. Há outra para ser escalada, ali do lado, mais alta. Corra. Respirar é perda de tempo. Essa cisma em observar arredores! A corrida se perde desta forma! Corra! Olhe o relógio! O tempo está passando!&lt;br /&gt;
É urgente chegar ao compromisso no horário. As metas não se batem sozinhas!&lt;br /&gt;
Vamos!&lt;br /&gt;
Vamos!&lt;br /&gt;
Ande!&lt;br /&gt;
Quanta lerdeza!&lt;br /&gt;
Faça seu tempo em função da corrida. Antes não havia tanta demora em resposta corporal. Por que essa lerdeza nova? Esse não é seu melhor.&lt;br /&gt;
Sim, a paisagem se degradou. O corpo também. Faz parte. Mas, o compromisso! Ele é mais importante! Vamos!&lt;br /&gt;
Estacou?&lt;br /&gt;
Não move mais.&lt;br /&gt;
Tanta pressa, ainda assim, se atrasou para o compromisso. Pena, a morte não espera ninguém.&lt;br /&gt;
Esses que correm tanto, será que sabem para onde vão?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Claude Verlinde&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2016/01/coelho-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWh0RN4JRuK3Zzb-v1Aor5NCc-ceyVFkb1ylFkIrHqEBp5Mb5Yb7Jxi0Eov-8ro_uj5bLH9tLQN77DPQ8QbWMC_6WiNwX_Vi_PazdbLiW0wLhNJfC39q85S2q-NRtrmFaZ-E76nm1aLnEw/s72-c/verlinde_14.jpg" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-6742639339895405547</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2015 03:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-12-22T01:36:00.124-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Manchas da pena no papel</category><title>Descontrole</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBN1t52alG2_VeZSRE-vMip45YKCpW6wXtc14H5wOECRdBG5jIfMndPC_K2EqOyL6fHCeM7Ighw3Jxm6gYtT3W7wtqInW4gJv3d2Qwdxcz5jQPY5aYY-rdOF9ZHYYxNVQY9nBc3CD9TjgH/s1600/001da62d4cc7ebcfd45967fbbfef5cb1_full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBN1t52alG2_VeZSRE-vMip45YKCpW6wXtc14H5wOECRdBG5jIfMndPC_K2EqOyL6fHCeM7Ighw3Jxm6gYtT3W7wtqInW4gJv3d2Qwdxcz5jQPY5aYY-rdOF9ZHYYxNVQY9nBc3CD9TjgH/s1600/001da62d4cc7ebcfd45967fbbfef5cb1_full.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
As palavras tuas, ações deformadas do outro.&lt;br /&gt;
Culpa do outro, genialidade tua.&lt;br /&gt;
Mal interpretado.&lt;br /&gt;
Fantástico domínio de linguística! O autor que não possui o domínio de seu escrito. O leque possui&amp;nbsp; absurdo tamanho. Como comunicar quando a margem à erro se faz tão alta? Palavras com bifurcações. Branco.Nada. Medo. Luz. Conforto &lt;br /&gt;
Um mundo de representações fantásticas diversas em torno de um. O conjunto... Não há controle. Por que ansiá-lo? Nunca dono das próprias palavras. &lt;br /&gt;
Impossível retidão. Necessidade de preparar-se para o absurdo. Jamais dono das significações.Senso comum que perde a funcionalidade natural.
Atos tomados por outros. Palavras perdidas, deformadamente compreendidas. Repetições.&lt;br /&gt;
A tentativa deturpada de comunicação.&lt;br /&gt;
Sob a clara luz escura do senso-comum.&lt;br /&gt;
Algo seu que a todos pertence.&lt;br /&gt;
Um espaço onde o individual é transmutado pelo coletivo.&lt;br /&gt;
Ferida exposta de forma clara.&lt;br /&gt;
Controle inexiste.&lt;br /&gt;
Outra ilusão deturpada.&lt;br /&gt;
Pequenos pedaços arrancados de si, espalhados, recolhidos e remontados por outrém que jamais viu o estado original.&lt;br /&gt;
Para que ansiar algo que não se tem? O intuito e desejo perdidos em um esforço inútil.&lt;br /&gt;
Uma vez manchado, não há mais domínio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Ogasa Shin&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2015/12/descontrole.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBN1t52alG2_VeZSRE-vMip45YKCpW6wXtc14H5wOECRdBG5jIfMndPC_K2EqOyL6fHCeM7Ighw3Jxm6gYtT3W7wtqInW4gJv3d2Qwdxcz5jQPY5aYY-rdOF9ZHYYxNVQY9nBc3CD9TjgH/s72-c/001da62d4cc7ebcfd45967fbbfef5cb1_full.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-7945058262529150763</guid><pubDate>Mon, 09 Nov 2015 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-11-09T01:24:00.598-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">English Version</category><title>Delusion</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqbJsxJgGq6esx2v29Gd3RS1iDM7YZfzWJ7flcnoe6zzF7tlCDo-wko-_O3s4m4Oh46yPDabW7aadwtaSYl4n-XDjvgbfkwYtjY-vED8c_AMarU5Ysq_CRQVuJm1SrGkVUfSwF6Td8goS7/s1600/a4a2ea436508f56b94891db6a6ff01b1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqbJsxJgGq6esx2v29Gd3RS1iDM7YZfzWJ7flcnoe6zzF7tlCDo-wko-_O3s4m4Oh46yPDabW7aadwtaSYl4n-XDjvgbfkwYtjY-vED8c_AMarU5Ysq_CRQVuJm1SrGkVUfSwF6Td8goS7/s1600/a4a2ea436508f56b94891db6a6ff01b1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
If I gave up...&lt;br /&gt;
Would you mind?&lt;br /&gt;
Would you forgive me?&lt;br /&gt;
It is not an easy task...&lt;br /&gt;
Get the courage to give up.&lt;br /&gt;
But I need to be free from myself.&lt;br /&gt;
But them, I think again.&lt;br /&gt;
I am in this dance far too long, I am far too bored. Tired. Still, I think I can wait a little longer, just enough so you won't miss me too much.&lt;br /&gt;
Just enough so your wings grow and you fly by yourself.&lt;br /&gt;
The mesure that you can hate me and not forgive me for destroyed part of you.&lt;br /&gt;
As long as needed...&lt;br /&gt;
So you could have memories of us that matter.&lt;br /&gt;
So I wont lose things important to you.&lt;br /&gt;
I am indeed a coward.&lt;br /&gt;
Selfish.&lt;br /&gt;
I want to leave everything.&lt;br /&gt;
But I cant leave you.&lt;br /&gt;
The memories we could still will make together.&lt;br /&gt;
I can't set you free from me.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Image: Ravens Laughter&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2015/11/delusion.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqbJsxJgGq6esx2v29Gd3RS1iDM7YZfzWJ7flcnoe6zzF7tlCDo-wko-_O3s4m4Oh46yPDabW7aadwtaSYl4n-XDjvgbfkwYtjY-vED8c_AMarU5Ysq_CRQVuJm1SrGkVUfSwF6Td8goS7/s72-c/a4a2ea436508f56b94891db6a6ff01b1.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-5771788306036920766</guid><pubDate>Thu, 08 Oct 2015 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-10-11T00:23:41.496-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Estruturas do mundo invisível</category><title>Ankh</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqhV2PFGCgv41vprONEz7fpkRhGmN-2QoKMDPADWLkCRTwY3DKujY0f0lafK6f0wuFx57kAvyxNhM_Jm6pgir8PR7quWyfShSEy3GOfb6fEGKAEgvGfA9ecBQT8IoTxnxDmS2O8edCdbbe/s1600/ankhwall.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqhV2PFGCgv41vprONEz7fpkRhGmN-2QoKMDPADWLkCRTwY3DKujY0f0lafK6f0wuFx57kAvyxNhM_Jm6pgir8PR7quWyfShSEy3GOfb6fEGKAEgvGfA9ecBQT8IoTxnxDmS2O8edCdbbe/s1600/ankhwall.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele tinha um ankh na mão. Entre o indicador e o polegar, um ankh tatuado.&lt;br /&gt;
Peguei-me pensando..&lt;br /&gt;
Seria o mesmo pensamento de qualquer forma.&lt;br /&gt;
A ironia de uma pessoa segurando uma arma e disparando com aquela mão, aqueles dedos e aquele ankh. Ironia não.&lt;br /&gt;
Um ciclo.&lt;br /&gt;
Ankh; da morte, da vida, da reencarnação. Do ciclo completo.&lt;br /&gt;
Naquelas mãos e uma arma que disparava.&lt;br /&gt;
O pensamento viria. Mesmo sem as correntes no pescoço. Mesmo sem o boné e as calças que caem.&lt;br /&gt;
Viria.&lt;br /&gt;
Por que seria fantástico.&lt;br /&gt;
Duas pessoas em uma sala. Uma ameaçando outra. E o estouro.&lt;br /&gt;
E o ankh com seu ciclo completo em segundos.&lt;br /&gt;
Entre o polegador e o indicador..&lt;br /&gt;
Um ciclo.&lt;br /&gt;
Em um mundo que seguimos sempre em frente, numa eterna linha reta..&lt;br /&gt;
A lembrança ancestral dos ciclos.&lt;br /&gt;
Na existência líquida, a lembrança de monumentos estáticos. De que a permanência dependia exatamente da resiliência da imagem no tempo. O palpável que garantia o imaterial. Em um tempo em que o imaterial dissolve tudo que parecia permanente...&lt;br /&gt;
A lembrança da segurança, do estático, mostra seu poder total, ao captar a imaginação de um habitante do templo líquido.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIoJxoYlduqMwe10ZJVSwqWkgqyfhq6vUFDbRjLo1DqSxkUxDhgkNftkSshpUE8OiFBucvOUbQ7nVXUeFq9H6uHpiRAC15iECDfSsLU15-Gpv_Dqppsw0z3SqlseXQVcMhg1xCr7JVl6yc/s1600/cascoly-image.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIoJxoYlduqMwe10ZJVSwqWkgqyfhq6vUFDbRjLo1DqSxkUxDhgkNftkSshpUE8OiFBucvOUbQ7nVXUeFq9H6uHpiRAC15iECDfSsLU15-Gpv_Dqppsw0z3SqlseXQVcMhg1xCr7JVl6yc/s1600/cascoly-image.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2015/10/ankh.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjqhV2PFGCgv41vprONEz7fpkRhGmN-2QoKMDPADWLkCRTwY3DKujY0f0lafK6f0wuFx57kAvyxNhM_Jm6pgir8PR7quWyfShSEy3GOfb6fEGKAEgvGfA9ecBQT8IoTxnxDmS2O8edCdbbe/s72-c/ankhwall.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-497876652614819508</guid><pubDate>Sun, 27 Sep 2015 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-27T00:00:01.561-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Conto: Uma sonata ao luar</category><title>Tentação</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijJQjN9nw7WutWUmgWG6tdoJ-tiRFNRgUs8xcE9zU8wKQ1GIDQc5JyReKMtVMOt2bkPiIfDvRcu3j-KHEcJ39knL7eSdzlSQblztANqphcvZQ3XANZFQvdBdB65Gu-oXbtN8NE9Sw6sR9Q/s1600/savitri_750.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijJQjN9nw7WutWUmgWG6tdoJ-tiRFNRgUs8xcE9zU8wKQ1GIDQc5JyReKMtVMOt2bkPiIfDvRcu3j-KHEcJ39knL7eSdzlSQblztANqphcvZQ3XANZFQvdBdB65Gu-oXbtN8NE9Sw6sR9Q/s1600/savitri_750.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
Ele usava uma bengala desta vez.&lt;br /&gt;
Sem necessidade.&lt;br /&gt;
Mas o charme que ganhara era irresistível.&lt;br /&gt;
Bobagem sua. Não importaria se fossem trapos. Seu olhar era cativo dele.&lt;br /&gt;
Desde quando? Já não lembrava mais quando não era assim.&lt;br /&gt;
A voz lhe roubara para sempre de seu mundo.&lt;br /&gt;
Não houvera escapatória, na realidade. Ele lhe oferecera um mundo totalmente diferente do que conhecia. E fora. Como não ir? A curiosidade pelos tons negros do mundo dele lhe seduziram.&lt;br /&gt;
E a voz selou-a cativa.&lt;br /&gt;
A lua crescente no céu, e ele sorria, maroto, bengala de madeira em mãos. Os detalhes em prata que ela possuía eram motivo de riso entre os dois. Ah! A prata, as crenças diriam que lhe denunciaria. E os locais acreditariam que ele não era o que era.&lt;br /&gt;
E todos à noite dormiriam tranquilos, sem estranhar os hábitos noturnos dos habitantes daquela casa. E a manhã sem sonhos viria para eles dois, sem importar.&lt;br /&gt;
O mundo dela mudara.&lt;br /&gt;
Tons negros tomaram conta de sua existência.&lt;br /&gt;
Fora apresentada à tantas situações.&lt;br /&gt;
Que jamais teriam acontecido.&lt;br /&gt;
Não fosse aquela noite, aquele primeiro passo fora de sua prisão para junto dele.&lt;br /&gt;
Não fosse ele, sua voz, seu perfume.&lt;br /&gt;
Ela sorria, não da prata que não o feria, mas do fato de que nada é realmente o que se espera. Nem mesmo a prata, que pelo folclore local deveria feri-lo e não feria. Certeza dos habitantes da cidade, motivo de riso dos dois.&lt;br /&gt;
Viver é ter o inesperado chamando e segui-lo.&lt;br /&gt;
Ele era o seu fato inesperado, e ela o seguiria onde quer que ele fosse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Savitri_750 de Michale Parkes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2015/09/tentacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijJQjN9nw7WutWUmgWG6tdoJ-tiRFNRgUs8xcE9zU8wKQ1GIDQc5JyReKMtVMOt2bkPiIfDvRcu3j-KHEcJ39knL7eSdzlSQblztANqphcvZQ3XANZFQvdBdB65Gu-oXbtN8NE9Sw6sR9Q/s72-c/savitri_750.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-7471260331927708462</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2015 05:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2015-09-08T03:16:37.037-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Os homens-caixa</category><title>Imaculado</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZuhLQ8RViUVjBp2jbp7nttzXRa7v-0t15fE2WQaeehDd2EOjJd28jGt7DjASAXPFitFWQsRbkSaDTEyV3B3I6g__0ilLP3brhLkrvWLUsLd3bqGfDqk3oVpHM0Tw1nuuU9ZxSunEtXLII/s1600/Sleeping_Beauty_by_tahra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZuhLQ8RViUVjBp2jbp7nttzXRa7v-0t15fE2WQaeehDd2EOjJd28jGt7DjASAXPFitFWQsRbkSaDTEyV3B3I6g__0ilLP3brhLkrvWLUsLd3bqGfDqk3oVpHM0Tw1nuuU9ZxSunEtXLII/s1600/Sleeping_Beauty_by_tahra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Persegue-se um corpo sem marcas.&lt;br /&gt;
Um corpo inocente, mudo. Um corpo jovem, que não possui nada de seu. Um corpo sem identidade.&lt;br /&gt;
Um corpo que não mostra os caminhos por onde andou.&lt;br /&gt;
Algo entre o plástico e a borracha. Limpo, mas macio. Não macio em demasia. Somente o suficiente para dizer-se que é algo de humano.&lt;br /&gt;
Mesmo que o dono do mesmo não seja humano?&lt;br /&gt;
Um corpo mudo, que não grite.&lt;br /&gt;
Um corpo submisso, moldado para não ter marcas.&lt;br /&gt;
Um corpo sem história e sem vontade.&lt;br /&gt;
Persegue-se um corpo sem marcas.&lt;br /&gt;
Um corpo de mortos, que não viveu.&lt;br /&gt;
Um corpo zumbi, pois ainda se mexe.&lt;br /&gt;
Não para resistir. Mas que se mexa.&lt;br /&gt;
O suficiente para dizer que houve consentimento.&lt;br /&gt;
O suficiente para dizer-se que é perfeição.&lt;br /&gt;
Um corpo sem estrias, sem cicatrizes, sem rugas.&lt;br /&gt;
Mas cada ruga foi um sorriso.&lt;br /&gt;
Cada estria foi um filho.&lt;br /&gt;
Cada cicatriz uma corrida que não deu certo.&lt;br /&gt;
Um corpo que não caminhou.&lt;br /&gt;
Um corpo sem marcas..&lt;br /&gt;
Sem história.&lt;br /&gt;
Persegue-se algo que só se obtém quando não se persegue nada.&lt;br /&gt;
Um corpo morto-vivo.&lt;br /&gt;
A beleza consiste em não viver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem:&amp;nbsp;Sleeping Beauty de Tahra&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2015/09/inocencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZuhLQ8RViUVjBp2jbp7nttzXRa7v-0t15fE2WQaeehDd2EOjJd28jGt7DjASAXPFitFWQsRbkSaDTEyV3B3I6g__0ilLP3brhLkrvWLUsLd3bqGfDqk3oVpHM0Tw1nuuU9ZxSunEtXLII/s72-c/Sleeping_Beauty_by_tahra.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-5574147002363557579</guid><pubDate>Sat, 21 Sep 2013 04:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-21T01:41:41.329-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Espetáculo de marionetes</category><title>Paradoxo</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisqx7-mMF8rEZw4TfrCNSjsMbI-CTi-P-ni_h_PiF2dOHKSQfh2kYKhJv5OJmI8WCnpgFWh4u7zxeporDS0weG3OeSGId7k3AM9U_2DdpE0tMLP3Oj5bb6tFsMmQ8YJ-9VPYfMHk6h9FU5/s1600/512c9d6a05f7ad7c5efa50af2b175c4c_full.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisqx7-mMF8rEZw4TfrCNSjsMbI-CTi-P-ni_h_PiF2dOHKSQfh2kYKhJv5OJmI8WCnpgFWh4u7zxeporDS0weG3OeSGId7k3AM9U_2DdpE0tMLP3Oj5bb6tFsMmQ8YJ-9VPYfMHk6h9FU5/s1600/512c9d6a05f7ad7c5efa50af2b175c4c_full.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O riso contido. Como mentes! A mentira escorre por teus olhos, que te condenam! Mentes! Hipócrita! Hipócrita! Hipócrita! Ser vil, de espírito cuja pequenez e mediocridade faltam adjetivos. Colocas ar de santidade em uma mentira! Colocas sacrificio divino onde há apenas causalidade humana. Colocas na vida humana o ar de castigo. Hipócritra! Hipócrita! Hipócrita!&lt;br /&gt;
Feche esses lábios pútridos e nunca mais os abra! Ser vil! Quisera eu calar-te com minhas mãos.&lt;br /&gt;
Mas também sou vil. Também tenho pequenez incontável em meu ser. A parte louca de mim, ri. A parte humana em mim, teme por quem sofrerá nas mãos de teus cuidados. A divindade nada tem a ver com a causalidade humana.&lt;br /&gt;
Vil!&lt;br /&gt;
Quisera eu esbofetear-te os lábios vis que exalam mentira com cheiro de putrificação. Ser arrogante, cretino.&lt;br /&gt;
Se fosse outrém, julgarias e condenarias sem piscar. Abririas esta boca horrível e exclamarias o horror que não sentes. Falarias em punição divina. Não outorga divina de responsabilidades, como agora o dizes. Odiei-te. Pela falta de irmandade que possuis.&lt;br /&gt;
Imaginastes e pronunciastes desculpas. Eximistes-te de qualquer culpa. Esperas uma audiência crente e cativada... E meu ser duvida de cada palavra.&lt;br /&gt;
Não te culpo e julga por tua humanidade... O que incomoda é tua falta de fraternidade. É por ver em ti os mesmos olhos que gritam de outrém, os mesmos olhos que viram o grito silencioso de outros e ao invés de estender a mão em fraternidade, apressaram-se em entregar penas injustificáveis a quem precisava de ajuda.&lt;br /&gt;
Agora, meu riso é contido. Pois vejo em teus olhos, a mesma procura de um ombro amigo que a outros negastes. Pois vejo tuas mãos, pecadoras como (quiçá mais!) qualquer outra, colocarem sobre si, um manto de santidade tecido no próprio desespero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Anaya Bladewind&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/09/o-riso-contido.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisqx7-mMF8rEZw4TfrCNSjsMbI-CTi-P-ni_h_PiF2dOHKSQfh2kYKhJv5OJmI8WCnpgFWh4u7zxeporDS0weG3OeSGId7k3AM9U_2DdpE0tMLP3Oj5bb6tFsMmQ8YJ-9VPYfMHk6h9FU5/s72-c/512c9d6a05f7ad7c5efa50af2b175c4c_full.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-8442114011861554127</guid><pubDate>Thu, 15 Aug 2013 06:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-15T03:35:04.041-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Faces de Clio</category><title>Molotov</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk3zvXuZ5BN0qSSm0zN9Ibc1TnOtf4O3mkABXhkaOQX9yKVClu0e_xY8GkZJbA0wwsXrFndMMmyq2LqJdM6f5jpPYNjqQEH6cFnT7E_Xj0KvqgQOhCq8XYZyewiaqidiViEn8Za8KjjFaL/s1600/id_4_by_bucz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk3zvXuZ5BN0qSSm0zN9Ibc1TnOtf4O3mkABXhkaOQX9yKVClu0e_xY8GkZJbA0wwsXrFndMMmyq2LqJdM6f5jpPYNjqQEH6cFnT7E_Xj0KvqgQOhCq8XYZyewiaqidiViEn8Za8KjjFaL/s1600/id_4_by_bucz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O irreal como real. Falácias como fogo que se propagam e a tudo destroem. Sem deixar rastro para a verdade. Nunca há espaço para a verdade nessas horas. Quando precisam de uma solução rápida, sempre utilizam querosene. Purificação instantânea.&lt;br /&gt;
Apenas enxergamos o que podemos. O que é de nosso interesse. É mais fácil crer no que é conveniente, mesmo que inacreditável.&lt;br /&gt;
Ninguém levantou uma dúvida à respeito da estranheza dos fatos. Como é fácil crer em um conto mau escrito e &amp;nbsp;sem nenhum nexo! Males da pós-modernidade, creio.&lt;br /&gt;
A mediocridade da aceitação do inaceitável e ilógico. A dissipação do fogo levando toda uma floresta. O bom-senso sendo assassinado por incautos que o desconhecem.&lt;br /&gt;
Tal realidade torpe não deveria ser real. A verdade onde a falta de bom-senso reina e é ignorada a possibilidade que se atém a realidade.&lt;br /&gt;
Por que crer que um ser humano sem asas é capaz de voar se alguém assim o disse? Não há provas. Há uma realidade que contesta tal afirmação.&lt;br /&gt;
O local de quem afirma o impossível não o torna mais ou menos possível.&lt;br /&gt;
Estamos presos à nós mesmos, ao fim de tudo. E nós queremos crer no inacreditável, pois quem o afirma é, de acordo com alguns, uma fonte confiável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagem: Bucz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, eu sei que o texto ficou muito ruim. Infelizmente, estou com um tema na cabeça e não consigo trabalha-lo como quero...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/08/molotov.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjk3zvXuZ5BN0qSSm0zN9Ibc1TnOtf4O3mkABXhkaOQX9yKVClu0e_xY8GkZJbA0wwsXrFndMMmyq2LqJdM6f5jpPYNjqQEH6cFnT7E_Xj0KvqgQOhCq8XYZyewiaqidiViEn8Za8KjjFaL/s72-c/id_4_by_bucz.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-120836165553003500</guid><pubDate>Wed, 31 Jul 2013 18:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-31T15:20:54.184-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dos Anjos</category><title>Comunicação</title><description>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhE_Olu11mGfAPCbKaHroDmHUmr5wtTyX7MN84KEx0Wd7C85Nu_CJUZqH7kxfmdvnAEtoEloQPUD_IFloeanUbPViw5b_uWL8ZCe6jTtNQzH3K9QCnUrx6S31FoO1pjiX64BKWrs9DHsVwG/s1600/munier_1874_01_a_special_moment.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhE_Olu11mGfAPCbKaHroDmHUmr5wtTyX7MN84KEx0Wd7C85Nu_CJUZqH7kxfmdvnAEtoEloQPUD_IFloeanUbPViw5b_uWL8ZCe6jTtNQzH3K9QCnUrx6S31FoO1pjiX64BKWrs9DHsVwG/s1600/munier_1874_01_a_special_moment.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
Isso é um monólogo. O que falas é incompreensível. Ignoramos tal fato e seguimos nossa rotina. Fazemos ruídos em um mundo repleto de barulho. Tu não compreendes o significado de minhas palavras. Fingimos que isso é um diálogo&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
Por que não seria?&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
Um som teu provoca uma reação minha, e assim vamos rumo à algo. Tu és incapaz de imaginar o que acontecerá, o rumo que tudo se dará.. Tudo extremamente novo, colorido e divertido para ti e para mim velho e sem graça. Exceto por aqueles momentos em que estamos nessas nossas conversas estranhas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
O que importa é que sorris para mim. Eu sorrio para ti. E de um jeito ou de outro, compreendemos o que isso significa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-image: none !important; border: none; box-shadow: none !important; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Verdana, Tahoma, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 22.5px; margin-bottom: 10px !important;"&gt;
Imagem: Special moment de Emilie Munier&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/07/comunicacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhE_Olu11mGfAPCbKaHroDmHUmr5wtTyX7MN84KEx0Wd7C85Nu_CJUZqH7kxfmdvnAEtoEloQPUD_IFloeanUbPViw5b_uWL8ZCe6jTtNQzH3K9QCnUrx6S31FoO1pjiX64BKWrs9DHsVwG/s72-c/munier_1874_01_a_special_moment.jpg" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-4024511080690686951</guid><pubDate>Mon, 22 Jul 2013 05:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-22T02:00:10.296-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cárcere</category><title>Fixação</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMfTXtC6EDW5RcDYG-YhYyI-zy8bQWTHNbU1jDNh4KbN_-VFfs54vZA90kBXOmyyveLx_rt_HfDsW1TWk5mowoOqDXehHIoC8PqhYVa-cTFm2AWwAtZjkqb_iT7x74ysmLzVnzhVvbQ_U/s1600-h/af51e7d8e87d2f06c4d00e92ca2fc360%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="af51e7d8e87d2f06c4d00e92ca2fc360" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline" border="0" alt="af51e7d8e87d2f06c4d00e92ca2fc360" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhznR9tazMJVhlALq5VR1SVlFXJltWAv1fWAEzNmPAY5sje6xvhJOzDWAW5grpYzbUcVoXa3WG2ANunaDbvy5kkH2C6k8aWcPOBHvROwGpFD24p4WmEEThwzAQKji_Is0yWBsTG9juONqc/?imgmax=800" width="622" height="638" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Presa as entranhas do ser. Adentrando-o, tal qual erva-daninha que desconhece seu lugar. Incapacitando-o aos poucos. Impossibilitando-lhe descanso. Corrompendo-lhe do interior e expressando sua maior fúria no exterior. Sufocando-lhe e diminuindo aos poucos seus movimentos. Instalada, ali, para seu desprazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, era um incomôdo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sabia como lidar com tais coisas. Desta vez, não conseguia expurgá-la. Surgira do nada, porém ao nada era incapaz de retornar. Deveras pertubava-lhe a paz conquistada com tanto esforço. A raiz de todo mal, o pior inimigo. Tudo dentro de si.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apenas um pensamento devidamente instalado no âmago de seu ser. Nada mais que isso. Nada mais que um pensamento fixo, imóvel e corrompido. Sem forma, sem cor, sem toque. Incapaz de ferir-lhe de maneira real.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma negra obcessão. Destruía-lhe o ímpeto por completo. Não conseguia abandoná-la. Tratava de um tema, um tema único apenas. Fixa, presa, dentro de si. Aprisionava-lhe em si. Não possuía senão a liberdade de um pensamento só.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Comandava-lhe a vontade. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela, e apenas ela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Simples, pequena, fixa e negra idéia que nublava-lhe a vista e real contemplação de tudo a seu redor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagem: Alexander Jansson&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/07/fixacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhznR9tazMJVhlALq5VR1SVlFXJltWAv1fWAEzNmPAY5sje6xvhJOzDWAW5grpYzbUcVoXa3WG2ANunaDbvy5kkH2C6k8aWcPOBHvROwGpFD24p4WmEEThwzAQKji_Is0yWBsTG9juONqc/s72-c?imgmax=800" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-6391435109356840041</guid><pubDate>Sun, 21 Jul 2013 04:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-21T01:34:34.934-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cárcere</category><title>Uma vida sem título</title><description>&lt;div style="text-align: left" dir="ltr" trbidi="on"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTT_EZRLfT2xx-3czvrZQhCT8-RyqnQUtVzoZ0_oLks2hF_Blsnhx6cRpIrTubpjM9u5oVWk21mCdEuFE6TKOAW4i5fHEuH43sJ34CaRmHgFlQRXcCHkAsJozhFcfc1Q74BcNs4qS9bWA/s1600-h/26c8d56a0dff52c9528d421479f5db5f%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="26c8d56a0dff52c9528d421479f5db5f" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline" border="0" alt="26c8d56a0dff52c9528d421479f5db5f" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTT-7vd34y3IeK8US44jHJhZ9AOhqEwshD9A7X2A5-gHXSZMf48__dINXqSKBb6RFh8wt-FgeA2qikNvHDJBccWXARb67fl8qvXJ1K4Bh48uDY48Y2ppDkpp8eqwT_yGKlFGu2QHomaxU/?imgmax=800" width="626" height="275" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Eu queria escrever um conto.    &lt;br /&gt;O mais bonito deles. Por que não? Todos podem , possuem o dom de escrever. Por que não eu? Que estou eternamente na berlinda entre o quase algo? Quase. Quase. Quase. QUASE! Tantas derrotas.    &lt;br /&gt;Apenas uma vitória. Contaria como vitória?    &lt;br /&gt;Sim, eternamente falando de uma palavra só. E lá se vai o carater impessoal. Por que não? Almejava escrever um belo conto.    &lt;br /&gt;Algo como garota conhece garoto. Cliché? Sim. Mas quem se importaria. Se o conto viesse acompanhado de longos vestidos do século XIX, mais perfeito seria. Frustração antiga. Algumas pessoas nasceram para perder. Para serem somente de pó.    &lt;br /&gt;Algumas pessoas são incapazes.     &lt;br /&gt;A principio, todos podem escrever um conto. Geralmente com final feliz. A principio, todos possuem qualidades.    &lt;br /&gt;Apenas uma vitória. Ainda contaria como vitória? Sim. Mas alguns nasceram para perder. Aleijados de grandes capacidades, aleijados de grandes possibilidades. Marcados para o fracasso. Ah!&amp;#160; Essa nuvem negra bem que poderia ser apenas obra de um ocaso cruel. Algumas estrelas jamais brilharão.    &lt;br /&gt;Apenas uma vitória. Pueril vitória. Curta.     &lt;br /&gt;Apenas uma alegria.    &lt;br /&gt;Alguns são incapazes.    &lt;br /&gt;Eu sou incapaz.     &lt;br /&gt;Por quê não pode ser diferente?&amp;#160; Talvez haja uma roleta, em algum lugar, que defina tais coisas. Apenas incapacidade. Pertencimento ao nada. O corpo engolfado. De novo.    &lt;br /&gt;Será que um dia serei livre disto?&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagem: Alessandro Bavari&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/07/sem-titulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhTT-7vd34y3IeK8US44jHJhZ9AOhqEwshD9A7X2A5-gHXSZMf48__dINXqSKBb6RFh8wt-FgeA2qikNvHDJBccWXARb67fl8qvXJ1K4Bh48uDY48Y2ppDkpp8eqwT_yGKlFGu2QHomaxU/s72-c?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-6384920122193130989</guid><pubDate>Sat, 13 Jul 2013 00:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-12T21:08:56.446-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Dos Anjos</category><title>Ange</title><description>&lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhMd3w2FO6VqBQ84pqeXfZ5eEYn-xh1_2pK2fLXDoQnFE5XXyuXuFzOKWEBIwjSSab1MIEbeJQImwkQuKrTMEnVesFZHBebR5MdTQoQZ2miQ9tXMXFPI5YoQP7MoI5WpS8SRaNyoTDTFm0/s1600-h/William%252520Adolphe%252520Bouguereau%25252C%252520A%252520Young%252520Girl%252520Defending%252520Herself%252520Against%252520Eros%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="William Adolphe Bouguereau, A Young Girl Defending Herself Against Eros" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; display: block; margin-right: auto" border="0" alt="William Adolphe Bouguereau, A Young Girl Defending Herself Against Eros" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge_b-apg0RVgUzM82EmRHKpmQxtTV_FZWUvBa4ywQDufquTr7VL4pl3dCaWElCQD8mohSfOD8ugZVQjNbOY-HCPS8XcuM5fmG9hhbj0hXh_yOUkvfZzzJ_n2E-odMyzakvJ67VcGJ8s3A/?imgmax=800" width="348" height="500" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tu dormes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um sono tranquilo e lindo. Se houverem pesadelos, saberei. Sempre sei. Desperto de meu sono e te abraço. Daqui a 15 anos isso não irá importar muito para ti. Talvez. Realmente isso não me incomoda. Tu, com o corpo inquieto, mente perdida em um canto onde sou incapaz de proteger-te, faz-me mal. Eu sempre te abraço e beijo nessa hora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTo6HRGT9nvOOWj2CLHeFdytqL3ZpDJXTLQEPR_iiy9hhq1Z54Unii6oIm3-NawEoIyHqpPIJl97NUb7vboB5ZMmd1UCg-odFTkbKQ55KCo1xAwdxRF6hrCkn25YsRXes7zaq5RDXkn_Y/s1600-h/William%252520Adolphe%252520Bouguereau%25252C%252520L%252527Amour%252520au%252520Papillon%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="William Adolphe Bouguereau, L&amp;#39;Amour au Papillon" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-right: 0px" border="0" alt="William Adolphe Bouguereau, L&amp;#39;Amour au Papillon" align="right" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw-5rqE4-yuHSl4YIYCc9bmWm9viZmm_XuVqfQQFchHAF6o5g7KPS62ZJKh01rN_v6NXlZ01XgY_pGYlLis_mBst7gOeEZjP7hkIjO4oJHZaLjmUlfkV5pVW0KqyAqVaNF_Sj6z-YKakU/?imgmax=800" width="145" height="244" /&gt;&lt;/a&gt; Prometi que ia te escrever algo bonito. E não o fiz antes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tem coisas que sou incapaz de colocar no papel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Perdoas-me por isso? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Daqui a 15 anos talvez não me perdoes por nada. E isso não importa. Eu te abraçarei como agora. Provavelmente mais forte. Conversas com Violeta e esperas que ela te responda. Quem sabe ela diga algo e eu que não escute. Adultos são surdos, meu amor.&amp;#160; Olhas-me tão séria algumas vezes. Tenho medo disso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu quase chorei aquele dia. Teu olhar falava com dor, acusava. Sim, te traí. Foi horrível. Prometi que não machucaria. Foi para teu bem. E não será a última vez. Muitas mais causar-te-ei dor por que crerei que estou a fazer-te o melhor possível. Para teu bem. Não será nem a primeira, nem a última vez que te trairei, que causar-te-ei dor. Peço desculpas de antemão. O amor também machuca, mesmo sem querer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora estás entre meus braços, sentada, observando o que escrevo. Será que daqui a quinze anos lerás isso? Será que algum dia terás noção do amor que sinto? Não há calmaria, meu anjo. É um amor em forma de turbilhão. Nunca consigo diminuir a velocidade das ondas que sinto dentro de mim quanto te vejo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMqp2c5M62GjC6YTlcBX3GgpnyQUtSsOuQQWUZNS2hntIvJ5fEJTfQNEY6BTFm4-bViKG2hGNPqm74seiocUDfMgIdjlSsu6PxIEisAZP9D7HFHCsxX3G4yshSilcMcYy7MsLll3xtFGo/s1600-h/William%252520Adolphe%252520Bouguereau%25252C%252520Douleur%252520d%252527amour%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="William Adolphe Bouguereau, Douleur d&amp;#39;amour" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-right: 0px" border="0" alt="William Adolphe Bouguereau, Douleur d&amp;#39;amour" align="left" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1S-AtN97rFNimlOBepi7EIMwqJ2tAzRVIy8xno6VttkGXkxG4OU8krbMhyphenhyphenzjTs4HK2oSf-a6bJQzzaz-NBN4yZwTWdCiWL901BrqYf47EcSagf6ofoMbHL8Q6GgFFfuoHulLnhR30PZY/?imgmax=800" width="154" height="244" /&gt;&lt;/a&gt; Desde a primeira vez que te vi.&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Amo beijar-te. Beijo-te tantas vezes quanto possível. Esses dias ouvi um oi teu. Quando choras, pareces me chamar. Coloco-te palavras na boca, sendo que és capaz somente de balbuciar. O amor, meu pequeno amor, é algo supreendente.&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagens: William Adolphe Borguereau&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para minha pequena Ange. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/07/ange.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEge_b-apg0RVgUzM82EmRHKpmQxtTV_FZWUvBa4ywQDufquTr7VL4pl3dCaWElCQD8mohSfOD8ugZVQjNbOY-HCPS8XcuM5fmG9hhbj0hXh_yOUkvfZzzJ_n2E-odMyzakvJ67VcGJ8s3A/s72-c?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4756149026729511993.post-1980439744387206749</guid><pubDate>Fri, 05 Jul 2013 05:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-05T02:49:52.882-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Olhos vendados</category><title>Entre pares e díspares</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgLuLFxv6BfZPXH7cet6_NskSCOljwBbzs8J-nE9MjsSMIP3JVeUDsPpTDjiIK5MVmjxf7MUTlfyE_t-s0JNzkduhn43zXUF8jUNzBOojOJ7Jt0SKPJFj7toa5mXXSNAwZ52iT4CzMTbC4/s1600-h/697e72bf56f36abfd6d9f6cc1c58937e_full%25255B5%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="697e72bf56f36abfd6d9f6cc1c58937e_full" style="border-top: 0px; border-right: 0px; border-bottom: 0px; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; display: block; margin-right: auto" border="0" alt="697e72bf56f36abfd6d9f6cc1c58937e_full" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEXEIMwuqLFHHoeVvbfRqst3RAYqcc5orJb8B-TzjLi5Fs8lSJ2_DY2wOOwE8lIPKF12SyIvSjwx9_0J_hC3xHqEczm-BenYdABIcBq5nnP-OZw4p2Jo0EuCLRexPJpPHEdXC3kLlzlh0/?imgmax=800" width="475" height="921" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Impregna as roupas. O ar. Polui da mente. Maldita, amaldiçoada. Parte intrinseca de alguns. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fortuna nunca possuiu o hábito de sorrir para todos ao mesmo tempo. Carrancas suas que despedaçam frágeis, grandes, poucas ou muitas espectativas. Em efeito dominó, as carrancas a tudo destróem.&amp;#160; Mancham as roupas, destróem as faces, o corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um mundo que se baseia na existência ou não de carrancas. Tão mais fácil receber sorrisos da bela deusa quando nascido em um lar por ela já abençoado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por que faz-se questão de ignorar tal fato?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meritocracia… Apenas um nome para justificar um espaço onde muitos sofrem com as carrancas da caprichosa deusa que sorri a poucos favoritos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meio-sorriso não existe. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Talvez desdém.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por quê?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Perguntas não convém. Questionar leva a caminhos dúbios, distante do sorriso das mesmas. Perto do hálito que impregna as roupas. Marcado ser humano a sofrer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Perguntar não convém. Não há recompensa no questionamento. Apenas erguem os olhos, esperando um sorriso. Perfumam-se pelo sorriso. Se erguerem as mãos alto o suficiente, talvez ela sorria, se fizerem as poses corretas, a vestimenta correta.. Um sorriso apenas…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Meritocracia… Em um mundo díspar, espera-se que ela sorria em algum momento para si. É essa a lógica. É essa a espera. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um dia, quem sabe, se erguerem as mãos alto o suficiente… Porém, o cheiro já penetrou a carne até então. Aquele cheiro que a impede de sorrir…&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, o fracasso lhe impediu de sorrir. Em um mundo díspar, para poucos ela sempre irá sorrir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagem: Marcela Bolívar&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Se você gostou do texto, deixe um comentário no blog depois.&lt;/div&gt;</description><link>http://houseofsilent.blogspot.com/2013/07/entre-pares-e-dispares.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgEXEIMwuqLFHHoeVvbfRqst3RAYqcc5orJb8B-TzjLi5Fs8lSJ2_DY2wOOwE8lIPKF12SyIvSjwx9_0J_hC3xHqEczm-BenYdABIcBq5nnP-OZw4p2Jo0EuCLRexPJpPHEdXC3kLlzlh0/s72-c?imgmax=800" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>