<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415</atom:id><lastBuildDate>Mon, 17 Dec 2012 01:42:39 +0000</lastBuildDate><category>Literatura desenhada</category><category>Guilherme Sakuma</category><category>Ficções</category><category>Maurício Limeira</category><category>Denise Ravizzoni</category><category>Etctoteca</category><category>Cinema</category><category>Não Ficção</category><category>Fabrício Romano</category><category>Podcast</category><category>Críticas</category><category>Crônicas</category><category>Fábio Vanzo</category><category>Contos</category><category>Discoteca</category><category>Patrícia Lage</category><category>Quadrinhos</category><title>Capitu With Lasers</title><description></description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-1598099856916586051</guid><pubDate>Thu, 10 May 2012 17:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-10T10:22:45.212-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><title>Cerveja na biblioteca</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W7QGXRqzMms/T6v4mzBy35I/AAAAAAAADhk/AuIW0VjXcX4/s1600/imagem+post+denise.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-W7QGXRqzMms/T6v4mzBy35I/AAAAAAAADhk/AuIW0VjXcX4/s1600/imagem+post+denise.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Calma, calma! Não estou falando de nenhuma biblioteca onde se pode consumir álcool livremente. Trata-se da Open Air Library, uma biblioteca pública localizada em Magdeburg, Alemanha, construída quase que totalmente com caixas de cerveja doadas por uma empresa da região. As embalagens são habitualmente utilizadas para vender a bebida em lotes. O escritório de design Karo prestou acessória durante a obra e foi responsável pelo acabamento da obras reutilizando partes da fachada de um armazém abandonado.&lt;br /&gt;O projeto busca, além de diminuir o volume de lixo produzido no município, incentivar o hábito da leitura entre os moradores e recuperar a autoestima da cidade basicamente esquecida após a reunificação da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WDl28ihuuXI/T6v2ro6IL6I/AAAAAAAADg8/OGGQyw-DVe4/s1600/1biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-WDl28ihuuXI/T6v2ro6IL6I/AAAAAAAADg8/OGGQyw-DVe4/s640/1biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" width="426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mqc03F097YU/T6v2sQCvK5I/AAAAAAAADhE/nglOy1u8qTw/s1600/2biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://3.bp.blogspot.com/-mqc03F097YU/T6v2sQCvK5I/AAAAAAAADhE/nglOy1u8qTw/s640/2biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7c7V6gnUe6I/T6v2tNS6YNI/AAAAAAAADhM/WVqljAJXXOI/s1600/3biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://4.bp.blogspot.com/-7c7V6gnUe6I/T6v2tNS6YNI/AAAAAAAADhM/WVqljAJXXOI/s640/3biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Fuz5zAmHhPs/T6v2t4VrD2I/AAAAAAAADhU/rWebBx_sATI/s1600/4biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://2.bp.blogspot.com/-Fuz5zAmHhPs/T6v2t4VrD2I/AAAAAAAADhU/rWebBx_sATI/s640/4biblioteca-constru%C3%ADda-com-caixa-de-ceveja.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;A ideia, além de inovadora quanto ao material utilizado, é um bom exemplo da aplicação dos conceitos de ‘público’,‘colaboração’ e ‘confiança’, já que foi erguida com o esforço da população, e os mais de dois mil livros do acervo foram doados por moradores, que também são responsáveis pela manutenção e conservação do prédio. A biblioteca funciona em sistema 24 horas sem funcionários ou seguranças: qualquer um pode entrar, pegar um livro e levá-lo para casa (entendendo, claro, que será preciso devolver).&lt;br /&gt;O prédio conta também com área externa, espaço para apresentações culturais e área verde.&lt;br /&gt;A pergunta que não quer calar: daria certo em terras brazilis?</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2012/05/cerveja-na-biblioteca.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-W7QGXRqzMms/T6v4mzBy35I/AAAAAAAADhk/AuIW0VjXcX4/s72-c/imagem+post+denise.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-2125166970576749152</guid><pubDate>Thu, 03 May 2012 20:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-03T18:15:40.704-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><title>Tinta, papel e alfinetes</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9Uh-ReAdcDY/T6MtsthhvRI/AAAAAAAADgE/JnipJuS642c/s1600/alfinetadas+post.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-9Uh-ReAdcDY/T6MtsthhvRI/AAAAAAAADgE/JnipJuS642c/s1600/alfinetadas+post.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Escritores são entidades acima do bem e do mal, mentes ocupadas apenas com temas nobres e superiores, enclausurados em seus templos de criação, nobremente solidários com companheiros de profissão, certo? Errado. Escritores são críticos, e podem ser por vezes mesquinhos, eventualmente implicantes, despeitados, ferinos, sarcásticos, criaturas providas de um kit especial composto por línguas e garras afiadas. Enfim, são humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separei uma lista das mais interessantes alfinetadas e provocações literárias, que em linhas gerais dão uma ideia da opinião real que gênios cultivam por outros gênios. Algumas dessas tiradas me fizeram admirar ainda mais os autores que sempre gostei – principalmente ao emitirem as críticas. Outras... bem, outras apenas confirmaram minhas impressões. O fato é que, no mundo literário ou não, parece que ninguém poupa ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vão elas. Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;H. G. Wells&lt;/b&gt; (Guerra dos Mundos) sobre George Bernard Shaw (Pygmalion)&lt;br /&gt;“Uma criança idiota gritando em um hospital.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lord Byron&lt;/b&gt; (Don Juan) sobre John Keats (To Autumn)&lt;br /&gt;“Aqui temos a poesia ‘mija-na-cama’ do Johnny Keats e mais três romances de sei lá eu quem. Chega de Keats, eu peço. Queimem-o vivo! Se algum de vocês não o fizer eu devo arrancar a pele dele com minhas próprias mãos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;William Faulkner&lt;/b&gt; (A Cidade) sobre Ernest Hemingway (Por Quem os Sinos Dobram)&lt;br /&gt;“Ele nunca sequer pensou em usar uma palavra que pudesse mandar o leitor para um dicionário.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;William Faulkner&lt;/b&gt; sobre Mark Twain (As Aventuras de Huckleberry Finn)&lt;br /&gt;“Um escritor mercenário que não conseguia nem ser considerado da quarta divisão na Europa e que enganou alguns esqueletos literários de tiro-certo com cores suficientemente locais para intrigar os superficiais e preguiçosos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vrK13BVLqYg/T6LtxI3Zp4I/AAAAAAAADfg/V8aDGmTJRgA/s1600/hemingway+escrevendo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-vrK13BVLqYg/T6LtxI3Zp4I/AAAAAAAADfg/V8aDGmTJRgA/s400/hemingway+escrevendo.jpg" width="395" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Hemingway, placidamente rabiscando seus alfarrábios&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ernest Hemingway&lt;/b&gt; sobre William Faulkner&lt;br /&gt;“Pobre Faulkner. Ele realmente pensa que grandes emoções vêm de grandes palavras?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mark Twain&lt;/b&gt; sobre Jane Austen (Orgulho e Preconceito)&lt;br /&gt;“Eu não tenho o direito de criticar nenhum livro e eu nunca faço isso, a não ser quando odeio um. Eu sempre quero criticar a Jane Austen, mas seus livros me deixam tão bravo que eu não consigo separar minha raiva do leitor, portanto eu tenho que parar a cada vez que começo. Cada vez tento ler Orgulho e Preconceito quero exumar seu cadáver e acertá-la na cabeça com seu osso do queixo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ralph Waldo Emerson&lt;/b&gt; (Concord Hymn) sobre Jane Austen &lt;br /&gt;“Os romances da senhorita Austen me parecem vulgares no tom, estéreis em inventividade artística, presos nas apertadas convenções da sociedade inglesa, sem genialidade, sem perspicácia ou conhecimento de mundo. Nunca a vida foi tão embaraçosa e estreita.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Virginia Woolf&lt;/b&gt; (Orlando) sobre Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo)&lt;br /&gt;“É tudo um protesto cru e mal cozido”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Virginia Woolf&lt;/b&gt; sobre James Joyce (Ulisses)&lt;br /&gt;“Ulisses é o trabalho de um estudante universitário enjoado coçando as suas espinhas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oscar Wilde&lt;/b&gt; (O Retrato de Dorian Grey) sobre Alexander Pope (Ensaio sobre a crítica)&lt;br /&gt;“Existem duas formas de se odiar poesia: uma delas é não gostar, a outra é ler Pope.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Joseph Conrad&lt;/b&gt; (Coração das Trevas) sobre D.H. Lawrence (Filhos e amantes)&lt;br /&gt;“Sujeira. Nada além de obscenidades.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D.H. Lawrence&lt;/b&gt; sobre Herman Melville (Moby Dick)&lt;br /&gt;“Ninguém pode ser mais palhaço, mais desajeitado e sintaticamente de mau gosto como Herman, mesmo em um grande livro como Moby Dick. Tem algo falso sobre sua seriedade, esse é o Melville.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D.H. Lawrence&lt;/b&gt; sobre James Joyce &lt;br /&gt;“Meu deus, que idiota desastrado esse James Joyce é. Não é nada além de velhos trabalhos e tocos de repolho de citações bíblicas com um resto cozido em suco de um jornalismo deliberadamente sujo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vladimir Nabokov&lt;/b&gt; (Lolita) sobre Joseph Conrad (Coração das Trevas)&lt;br /&gt;“Eu não consigo tolerar o estilo loja de presentes de Conrad e os navios engarrafados e colares de concha de seus clichês românticos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vladimir Nabokov&lt;/b&gt; sobre Ernest Hemingway &lt;br /&gt;“Quanto ao Hemingway, eu li um livro dele pela primeira vez nos anos 40, algo sobre sinos, bolas e bois, e eu odiei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vladimir Nabokov&lt;/b&gt; (Lolita) sobre Fyodor Dostoievsky (Crime e Castigo)&lt;br /&gt;“A falta de bom gosto do Dostoievsky, seus relatos monótonos sobre pessoas sofrendo com complexos pré-freudianos, a forma que ele tem de chafurdar nas trágicas desventuras da dignidade humana – tudo isso é muito difícil de admirar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gore Vidal&lt;/b&gt; (O Julgamento de Paris) sobre Truman Capote (A Sangue Frio)&lt;br /&gt;“Ele é uma dona de casa totalmente empenada do Kansas, com todos os seus preconceitos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Truman Capote&lt;/b&gt; sobre Jack Kerouac (On The Road)&lt;br /&gt;“Isso não é escrever. Isso é só datilografar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Charles Baudelaire&lt;/b&gt; (Paraísos Artificiais) sobre Voltaire (Cândido)&lt;br /&gt;“Eu cresci entediado na França. E o maior motivo para isso é que todo mundo aqui me lembra o Voltaire, o rei dos idiotas, o príncipe da superficialidade, o antiartista, o porta-voz das serventes, o papai Gigone dos editores da revista Siecle”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Elizabeth Bishop&lt;/b&gt; (Norte e Sul) sobre J.D. Salinger (Apanhador no Campo de Centeio)&lt;br /&gt;“Eu odiei o ‘Apanhador no Campo de Centeio’. Demorei dias para começar a avançar, timidamente, uma página de cada vez e corando de vergonha por ele a cada sentença ridícula pelo caminho. Como deixaram ele fazer isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;W. H. Auden&lt;/b&gt; (Funeral Blues) sobre Robert Browning (Flautista de Hamelin)&lt;br /&gt;“Eu não acho que Robert Browning era nada bom de cama. Sua mulher também provavelmente não ligava muito pra ele. Ele roncava e devia ter fantasias sobre garotas de 12 anos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Evelyn Waugh&lt;/b&gt; (Memórias de Brideshead) sobre Marcel Proust (Em Busca do Tempo Perdido)&lt;br /&gt;“Estou lendo Proust pela primeira vez. É uma coisa muito pobre. Eu acho que ele tinha algum problema mental.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Gustave Flaubert&lt;/b&gt; (Madame Bovary) sobre George Sand (Mattéa)&lt;br /&gt;“Uma grande vaca recheada de namquim”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Friedrich Nietzsche&lt;/b&gt; (Assim Falou Zaratustra) sobre Dante Alighieri (A Divina Comédia)&lt;br /&gt;“Uma hiena que escreveu sua poesia em tumbas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Harold Bloom&lt;/b&gt; (A Invenção do Humano) sobre J.K. Rowling (Harry Potter)&lt;br /&gt;“Como ler Harry Potter e a Pedra Filosofal? Rapidamente, para começar, e talvez também para acabar logo. Por que ler esse livro? Presumivelmente, se você não pode ser convencido a ler nenhuma outra obra, Rowling vai ter que servir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Martin Amis&lt;/b&gt; (Experiência) sobre Miguel Cervantes (Dom Quixote)&lt;br /&gt;“Ler Don Quixote pode ser comparável a uma visita sem data para acabar de seu parente velho mais impossível, com todas as suas brincadeiras, hábitos sujos, reminiscências e sua intimidade terrível. Quando a experiência acaba (na página 846 com a prosa apertada, estreita e sem pausa para diálogos), você vai derramar lágrimas, isso é verdade. Mas não de alívio ou de arrependimento e sim lágrimas de orgulho. Você conseguiu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: site &lt;a href="http://flavorwire.com/188138/the-30-harshest-author-on-author-insults-in-history"&gt;Flavorwire&lt;/a&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2012/05/tinta-papel-e-alfinetes.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9Uh-ReAdcDY/T6MtsthhvRI/AAAAAAAADgE/JnipJuS642c/s72-c/alfinetadas+post.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-4511269899293888877</guid><pubDate>Mon, 30 Apr 2012 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-30T15:44:15.818-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Não Ficção</category><title>Lendo o que Pessoa lia</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-y9-m45MZ384/T57sP9P3McI/AAAAAAAADfE/7wBFOINeFGU/s1600/o+que+fernando+pessoa+lia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-y9-m45MZ384/T57sP9P3McI/AAAAAAAADfE/7wBFOINeFGU/s1600/o+que+fernando+pessoa+lia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esta semana esbarrei num site que disponibiliza a biblioteca virtual de&lt;b&gt; Fernando Pessoa&lt;/b&gt;. Através do link &lt;a href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/"&gt;http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt&lt;/a&gt; é possível conhecer o que Pessoa leu, as anotações que fez em seus livros, ideias para poemas que surgiam durante as leituras, e mais algumas coisinhas, incluindo manuscritos do próprio autor, além de poemas e traduções escritas nas páginas iniciais de alguns livros. No site da biblioteca virtual estão ainda anotações, assinaturas, dedicatórias e selos adesivos. Isso mesmo: selos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xkl2GrJJY4k/T57qltaQrPI/AAAAAAAADes/7xpomLU2g-M/s1600/0010figura5b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-xkl2GrJJY4k/T57qltaQrPI/AAAAAAAADes/7xpomLU2g-M/s320/0010figura5b.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;Reprodução de livro pessoal do autor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Em seu diário,&amp;nbsp;Fernando Pessoa colava os selos das lojas  em que costumava adquirir livros. Pelas entradas no caderno de anotações, presume-se que o escritor encomendava suas edições a partir de um catálogo de livraria ou de alguma editora estrangeira. No espólio existem ainda muitas listas com as datas de encomenda de livros, como, por exemplo, 7 de Abril de 1916, na qual figuram The Magnet e The Magic Seven, ambos de Lida&amp;nbsp;Abbie Churchillque e que ainda hoje constam da biblioteca particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros são os que acompanharam o poeta desde a adolescência – na época em que ele ainda morava na África do Sul – até um mês antes de sua morte. Para consulta, estão disponíveis cerca de 1.100 exemplares, já que alguns não puderem ser compartilhados por razões relacionadas a direitos autorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade interessante é que parte dos volumes traz anotações feitas por Pessoa com referências a seus famosos heterônimos. Num livro de latim de 1904, por exemplo, aparece o nome de F. Pyps, um dos primeiros na longa lista de ‘outros’ criados pelo escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a visita pela curiosidade e pelo trabalho de compilação.</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2012/04/lendo-o-que-pessoa-lia.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-y9-m45MZ384/T57sP9P3McI/AAAAAAAADfE/7wBFOINeFGU/s72-c/o+que+fernando+pessoa+lia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-6621938047559721083</guid><pubDate>Thu, 26 Apr 2012 21:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T23:47:52.681-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Literatura desenhada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Etctoteca</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Quadrinhos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Fabrício Romano</category><title>Literatura desenhada: Daniel Clowes</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Zt4662uRkw8/T5naTzCuJtI/AAAAAAAADbc/-BD27XxNwSQ/s1600/daniel+clowes+brasil.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Zt4662uRkw8/T5naTzCuJtI/AAAAAAAADbc/-BD27XxNwSQ/s1600/daniel+clowes+brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Literatura existencialista não é &lt;i&gt;apenas &lt;/i&gt;lenga-lenga para chatos (sabemos, são muitos, os chatos e os lenga-lengas). Quadrinhos, por sua vez, não se resumem a sujeitos que voam e soltam raios. Literatura em quadrinhos para adultos também está aí, muito além das adaptações de cânones para estudantes preguiçosos, como dos nacionais &lt;b&gt;O Alienista&lt;/b&gt; (conto de Machado de Assis adaptado pelos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá, do blog &lt;a href="http://10paezinhos.blog.uol.com.br/"&gt;10pãezinhos&lt;/a&gt;) e &lt;b&gt;O Pagador de Promessas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(de Dias Gomes, por Eloar Guazzelli). Alguns autores extraem da arte gráfica um discurso que só funcionaria com a soma da linguagem visual e textual. E o resultado estará nessa série de postagens. O primeiro autor da coluna é &lt;b&gt;Daniel Clowes&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z1ZzA1NAHws/T5mp90K8-OI/AAAAAAAADZ8/rARcyOqulPA/s1600/DanClowesPortrait.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z1ZzA1NAHws/T5mp90K8-OI/AAAAAAAADZ8/rARcyOqulPA/s400/DanClowesPortrait.jpg" width="332" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small; text-align: -webkit-auto;"&gt;Autorretrato de Daniel Clowes&lt;/span&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Daniel Clowes&lt;/b&gt; ficou mais conhecido após a adaptação da &lt;i&gt;grafic novel&lt;/i&gt; &lt;b&gt;Ghost World&lt;/b&gt; para o cinema, com &lt;b&gt;Thora Birch&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Beleza Americana&lt;/i&gt;), no papel de Enid, uma adolescente gordinha e desengonçada a procura de escape para o ócio, e &lt;b&gt;Scarlett Johansson&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Vicky, Christina, Barcelona&lt;/i&gt;), que deu à personagem Rebecca um esforço enorme de mover a boca e ser compreendida. O filme tem a direção de &lt;b&gt;Terry Zwigoff&lt;/b&gt;, e também elenca &lt;b&gt;Steve Buscemi&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Bob Balaban&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/rq6AOc0ATnU" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pegada narrativa comum aos contos, &lt;b&gt;Eightball &lt;/b&gt;(sem previsão para chegar ao Brasil) é minha HQ favorita de Clowes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t7nttaLlpbQ/T5m4HXx50oI/AAAAAAAADaQ/Ycr5reV61s8/s1600/2C423639-0E8B-4E3D-92C3496F498C5CB7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7nttaLlpbQ/T5m4HXx50oI/AAAAAAAADaQ/Ycr5reV61s8/s400/2C423639-0E8B-4E3D-92C3496F498C5CB7.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eightball é uma série de álbuns com histórias curtas, às vezes de uma página ou duas. As obras de Clowes são movidas por personagens feios, fracos, melancólicos ou cruéis, vivendo no cenário do cotidiano ou em mundos fantásticos. Há muito do existencialismo da literatura russa do século XX ali. Não há super-heróis, não há grandeza. O comum e os pequenos conflitos internos têm o peso de uma catástrofe. Até mesmo a beleza, pelas mãos de Clowes, parece meio torta, meio errada. Senão moralmente, fisicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele assina mais de vinte HQs, um episódio de Os Simpsons e dois roteiros para cinema&amp;nbsp;(com Ghost World, premiado com o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado). Pouca coisa foi editada no Brasil.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Como uma Luva de Veludo Moldada em Ferro&lt;/i&gt; (Conrad Editora, 2002), &lt;i&gt;Mundo Fantasma&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;Ghost World) &lt;/i&gt;e&amp;nbsp;&lt;i&gt;Wilson &lt;/i&gt;(mais recente lançamento nacional, Companhia das Letras, 2012).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, Daniel Clowes explica como funciona seu processo de criação e como encara os personagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" height="368" id="player_12704217" width="457"&gt;&lt;param value="true" name="allowfullscreen"/&gt;&lt;param value="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=12704217&amp;ver=0" name="movie"/&gt;&lt;param value="always" name="allowscriptaccess"/&gt;&lt;param value="window" name="wmode"/&gt;&lt;embed id="player_12704217" width="457" height="368" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=12704217&amp;ver=0" wmode="window" /&gt;&lt;/embed&gt;&lt;noscript&gt;&lt;a href="http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=12704217"&gt;Quadrinista Daniel Clowes fala sobre seu processo de criação&lt;/a&gt;&lt;/noscript&gt;&lt;/object&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2012/04/literatura-desenhada-daniel-clowes.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Zt4662uRkw8/T5naTzCuJtI/AAAAAAAADbc/-BD27XxNwSQ/s72-c/daniel+clowes+brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-1193687964916807726</guid><pubDate>Tue, 18 Oct 2011 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-18T14:24:52.184-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Guilherme Sakuma</category><title>Comédia romântica da vida real: parte final</title><description>O lugar estava vazio, coisa que me deixou muitíssimo contente. Sentamos numa das mesas do lado de fora e pedimos a cerveja da Paris Hilton e da Sandy Devassa.&lt;br /&gt;“Que tal?”, perguntei.&lt;br /&gt;“Prefiro Skol.”&lt;br /&gt;“Skol fede a mijo.”&lt;br /&gt;“Essa aqui não tem gosto de nada”, Bela disse.&lt;br /&gt;“Gosto do comercial com a Sandy”, rebati.&lt;br /&gt;“Prefiro a outra, a loira.”&lt;br /&gt;“A loira é mó porca.”&lt;br /&gt;“E você pensa que a Sandy é uma santa?”&lt;br /&gt;“Claro que não!”, respondi. “E é exatamente por isso que eu gosto dela.”&lt;br /&gt;“Bom, ainda prefiro Skol.”&lt;br /&gt;“Essa aqui tem o gosto do mijo da Sandy”, soltei, e tomei um belo gole.&lt;br /&gt;Conversamos mais, fumamos uns cigarros, brigamos, fizemos as pazes, comemos uma porção de manjuba e outra de maminha, brigamos de novo e fizemos as pazes mais uma vez. Só fomos embora quando o garçom veio dizer que o lugar ia fechar. Bela esperou o cara me dar a conta, pra depois pegar e colocar o dinheiro dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos o carro na rua e subimos para o meu apê. Bela colocou sua camisola com estampa de “Eu te adoro muito” e avisou que não ia ter festinha. Eu também estava cansado demais para uma – não que a festinha com ela não fosse a melhor festinha de todas que eu tivera durante toda a minha vida até então (nosso encaixe era perfeito, quero dizer, ela era “estreita” e eu nunca tive muito a oferecer...). Dormiu enroscada em mim, feito uma cobrinha. Uma cobrinha do amor.&lt;br /&gt;Naquela noite eu não pensei em suicídio antes de capotar no sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Guilherme Sakuma&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia &lt;a href="http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte-1.html"&gt;parte 1&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte-2.html"&gt;parte 2&lt;/a&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-3146664832559225766</guid><pubDate>Tue, 11 Oct 2011 19:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-11T12:42:42.594-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Guilherme Sakuma</category><title>Comédia romântica da vida real: parte 2</title><description>Ela estacionou atravessado na rua. Todo mundo que passava buzinava ou xingava alguma coisa. Entrei e dei-lhe um beijo na bochecha.&lt;br /&gt;“Demorei... foi mal. Não quis descer de elevador com a família Buscapé inteira, vim de escada.”&lt;br /&gt;“Tua cara.”&lt;br /&gt;“E meu cabelo estava difícil de pentear.”&lt;br /&gt;“Você parece mulher.”&lt;br /&gt;“Se eu parecesse mais um pouco, arrumava um velhote pra me bancar.”&lt;br /&gt;“Ainda dá tempo.”&lt;br /&gt;“Espero que sim. Escuta, será que a gente pode ir agora?”&lt;br /&gt;Saiu cantando pneu e deixou o carro morrer na primeira lombada. Disse que não queria mais dirigir e eu tomei o volante. &lt;br /&gt;Como não conseguimos decidir para qual shopping iríamos, acabamos seguindo em direção ao mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra variar um pouco, foi um saco arrumar uma vaga. Quando consegui, ao descer acendi um cigarro para comemorar o feito.&lt;br /&gt;“Gui, cê não sabe que não pode fumar aqui?”&lt;br /&gt;“E daí que não pode? Vão fazer o quê? Me processar? Jogar spray de pimenta nos meus olhos?”&lt;br /&gt;“Sei lá.”&lt;br /&gt;“Vamos andando. Eu apago se alguém vier encher o saco.”&lt;br /&gt;Caminhamos até as escadas rolantes que davam acesso ao shopping. Ninguém veio chatear. Como tinha conseguido a minha ceninha, apaguei o cigarro antes de descer. Bela foi na frente e eu abracei-a por trás e dei uns beijinhos em sua nuca morena.&lt;br /&gt;“Cê parece criança”, ela disse.&lt;br /&gt;“Isso é ruim?”&lt;br /&gt;“Você tem vinte e seis anos.”&lt;br /&gt;“E você tem trinta e seis.”&lt;br /&gt;“Trinta e seis tem a sua vovozinha e a sua mãe.”&lt;br /&gt;“Não, as duas juntas tem umas cinco vezes isso.”&lt;br /&gt;“Olha, Gui, aqui tem o tênis que eu quero!”, disse, toda feliz, apontando para uma loja de tênis.&lt;br /&gt;Paramos em frente da vitrine e eu vi que tênis era esse que ela queria – um troço todo colorido, de cano alto, com algumas bobagens escritas e alguns desenhos. Parecia algum tipo de brincadeira de péssimo gosto.&lt;br /&gt;“Bom, combinaria com você se você tivesse sete anos”, falei. “Por que não procura um daqueles que acendem luzinha embaixo quando se pisa?”&lt;br /&gt;“Já falei que quem tem trinta e sete anos é a sua mãe e a sua avó.”&lt;br /&gt;“Eu não disse trinta e sete...”&lt;br /&gt;“E esse aqui?”, disse, apontando para um outro coloridão – mas sem todas aquelas asneiras escritas e desenhos.&lt;br /&gt;“Gostei desse. Mas, caralho, trezentos e noventa paus?!”&lt;br /&gt;“Meio caro né?”&lt;br /&gt;“Pra você pode até ser. Pra mim é o mesmo que passar seis meses almoçando churrasco grego na barraquinha do cabeludo do lado da Galeria do Rock.”&lt;br /&gt;“Vamos ver as outras lojas.”&lt;br /&gt;“Tá.”&lt;br /&gt;Peguei em sua mão e fomos caroçar mais um pouco nas vitrines. A maioria das coisas era um lixo completamente inútil...&lt;br /&gt;Para que eu ia querer uma mochila de notebook à prova de balas e com porta garrafa de uísque que custava R$ 3.950,00? Para que eu ia querer um relógio que suportava um quilômetro de profundidade e mordida de tubarão assassino pela bagatela de R$ 9.440,00?...&lt;br /&gt;O que tem de interessante em gastar R$ 24,00 para sentar numa cadeira de silicone e tomar uma porra de um iogurte congelado com gosto de vômito açucarado? E ainda por cima fazendo pose de ricaço blasé?&lt;br /&gt;Depois até encontrei algumas coisas que “pegaram” meu olho, tipo um casaco de couro ultra fashion que custava R$3.800,00 e uns óculos Rayban de grau por R$ 890,00. Mas tive que deixar para a próxima.&lt;br /&gt;Como sempre, tivemos que fazer uma parada básica na C&amp;amp;A, onde peguei (quero dizer, comprei) duas camisetas sem estampa por R$ 12,90 cada, na promoção. Bela quis me dar um agasalho de presente, só que aí já era demais para a minha cabeça, e eu não aceitei.&lt;br /&gt;Na livraria não encontrei nenhum livro que eu queria. O lugar também era bem mal organizado e mal frequentado, e os funcionários não pareciam estar fazendo nada além de bagunçar mais ainda as prateleiras. Havia romances grossíssimos com capas laminadas, letras em alto relevo, gravuras coloridas, a porcaria toda, repletos de histórias sobre bruxos, dragões, vampiros, zumbis, fantasmas, aliens e cowboys e outras merdas. Também havia algumas novas edições dos clássicos imortais da literatura repletas de descrições de planícies, móveis de madeira, candelabros, bengalas e relógios de bolso.  E tinham também vários manuais ensinando como pensar, como falar, como se alimentar, como se vestir, como trabalhar, como trepar... Dava pra notar que praticamente todos os livros ali haviam sido escritos, produzidos e editados para que alguém os levasse a sério. E nego realmente tinha que fazer todo esse esforço mesmo...&lt;br /&gt;De volta à loja de tênis Bela acabou escolhendo outro (tênis); um de quatrocentos e setenta paus – mas sem luzinhas e cores demais e bobeiras escritas. Nisso já eram nove e cinquenta da noite. Subimos para o estacionamento.&lt;br /&gt;Srta. Sorrisinho mal pôde esperar, e já dentro do carro foi calçando seus novos tênis. Sorria para mim. Ela tinha medo da descida em espiral do estacionamento do shopping, então só falou quando já estávamos lá embaixo. “Gui, bora tomá uma?”&lt;br /&gt;“Ahhhh... de novo?”&lt;br /&gt;“Ué, por que não?”&lt;br /&gt;“Amanhã eu trabalho.”&lt;br /&gt;“Eu também. Tenho que estar as oito no salão.”&lt;br /&gt;“Seria bom se você tirasse uma folga de vez em quando.”&lt;br /&gt;“Ha, queridinho! E quem vai pagar minhas contas? Você?”&lt;br /&gt;“Lógico que não. Arruma outro otário.”&lt;br /&gt;“Então!... Ah, Gui, vamos, vai”, disse, fazendo biquinho. “Eu pago”&lt;br /&gt;“Ah, agora sim cê falou o que eu queria ouvir”, brinquei e falei sério (muito sério...) ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;“Aonde a gente vai?”&lt;br /&gt;“Sei lá, escolhe um lugar, Belinha.”&lt;br /&gt;“Por que sou sempre eu quem tem que escolher?”&lt;br /&gt;“Porque por mim a gente ia lá no boteco do China encher o rabo de cachaça até que o desgraçado expulsasse a gente.”&lt;br /&gt;“Olha, se comporta hoje, viu? Que eu não tô podendo.”&lt;br /&gt;Ela escolheu um bar aonde nós sempre íamos em fins de domingo como aquele; um mais ou menos tranquilo e meio caro (caro para mim, bem entendido). Tive de estacionar na rua de trás – onde ocorriam estupros e assassinatos –, porque eu não estava nem um pouco a fim de pagar estacionamento – e seria cara-de-pau demais deixar que a Bela também pagasse por mais essa. Dei uma mão para a ela e com a outra, dentro do bolso, posicionei o dedo em cima do botãozinho da lâmina do canivete, para caso houvesse alguma altercação. Mas não houve nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Guilherme Sakuma&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte 3: quarta-feia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O lugar estava vazio, coisa que me deixou muitíssimo contente. Sentamos numa das mesas do lado de fora e pedimos a cerveja da Paris Hilton e da Sandy Devassa &lt;/i&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;Leia a&amp;nbsp;&lt;a href="http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte-1.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-3954492640658754088</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2011 22:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-10T15:54:56.691-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Podcast</category><title>Sejam bem-vindos ao Capitu With Delay!</title><description>Olá, aqui é o Fabrício. Tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;b&gt;Podcast Capitu With Lasers&lt;/b&gt; (quinzenal, indo ao ar às quintas) e as postagens (diárias) estão dando uma atrasada devido a excesso de trabalhos pessoais dos imigrantes ilegais contratados para a edição do podcast e a organização do blogue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos episódios já estão gravados e em processo de edição. Esperamos que nesta semana entre no ar o episódio número 2; uma adaptação cinematográfica de &lt;b&gt;Kafka&lt;/b&gt;, produzida por &lt;b&gt;Jana Lisboa&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Máwrio Câmara&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Fábio Vanzo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Fabrício Romano&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rJjiGEAdsZA/TpN2w-YOnBI/AAAAAAAADLY/X79dwl3oPqI/s1600/imigrantes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="424" src="http://3.bp.blogspot.com/-rJjiGEAdsZA/TpN2w-YOnBI/AAAAAAAADLY/X79dwl3oPqI/s640/imigrantes.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os imigrantes ilegais serão punidos, por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os imigrantes ilegais pedem desculpas.</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/sejam-bem-vindos-ao-capitu-with-delay.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rJjiGEAdsZA/TpN2w-YOnBI/AAAAAAAADLY/X79dwl3oPqI/s72-c/imigrantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-2644028911053241490</guid><pubDate>Mon, 10 Oct 2011 22:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-10T15:26:34.180-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Guilherme Sakuma</category><title>Comédia romântica da vida real: parte 1</title><description>Era uma tarde de domingo e eu realmente estava disposto a rolar para o lado e morrer. Chovia, naturalmente, e eu curtia uma dor de barriga de pastel, porções de calabresa acebolada e cerveja choca da noite do dia anterior...&lt;br /&gt;Só que alguém sempre tinha que me telefonar; e esse alguém era a Srta. Sorriso Quando Acordo (mesmo de ressaca). Quero dizer, Bela.&lt;br /&gt;“Oi!”, ela disse.&lt;br /&gt;“Ah, e aí.”&lt;br /&gt;“Tá de ressaca?”&lt;br /&gt;“Dor de barriga. Pensando em suicídio.”&lt;br /&gt;“Normal.”&lt;br /&gt;“E você? Tá bem?”, perguntei só por perguntar.&lt;br /&gt;“Tô. Lembra o que você fez noite passada?”&lt;br /&gt;Aí vem, pensei. “Não lembro e não quero lembrar.”&lt;br /&gt;“Pois eu vou falar mesmo assim.”&lt;br /&gt;“Manda.”&lt;br /&gt;“Você quebrou um copo na calçada e foi pra cima de um cara.”&lt;br /&gt;“Lembrei.”&lt;br /&gt;“Acha isso bonito?”&lt;br /&gt;“Ele tava olhando pra você. Tava te comendo de quatro com os olhos.”&lt;br /&gt;“Para de inventar. Você queria arrumar confusão, como sempre.”&lt;br /&gt;“Isso também, mas que ele tava olhando, ele tava. Eu cortei a cara dele?”&lt;br /&gt;“Não, um amigo dele veio correndo e te acertou. Daí você caiu no chão e eles iam te bater, mas eu e as meninas não deixamos.”&lt;br /&gt;“As putas?”&lt;br /&gt;“É, AQUELAS que você vive chamando de putas.”&lt;br /&gt;“Bom, deviam ter me deixado morrer como um homem. E depois? Vocês se arrumaram com uns caras e deram o fora?”&lt;br /&gt;“Não. Mas era bem isso que eu deveria ter feito.”&lt;br /&gt;“Também acho.”&lt;br /&gt;Bela ficou quieta por uns instantes.&lt;br /&gt;“Queria ir ao shopping”, falou.&lt;br /&gt;“Queria ou quer?”&lt;br /&gt;“Quê?”&lt;br /&gt;“Esquece. Quer fazer o que lá, que mal lhe pergunte?”&lt;br /&gt;“Tô precisando de umas blusinhas.”&lt;br /&gt;“De novo?”&lt;br /&gt;“Ah, bebê, já faz um mês que a gente não vai ao shopping”, ela disse, imitando voz de criança. &lt;br /&gt;“Nossa, faz TANTO tempo, né, Belinha?”&lt;br /&gt;“Faz mesmo.”&lt;br /&gt;Fiquei quieto para ver se ela não desistia. Podia ouvi-la tragando seu cigarro Free sem gosto de nada. Pus um chiclete na boca e continuei em silêncio.&lt;br /&gt;“Tá, se você não quiser ir, eu vou sozinha”, por fim falou meio tristonha.&lt;br /&gt;Argh, que porra. Eu sempre achava que estava devendo algo para ela – e provavelmente estava. De modo que só pude concordar. “Preciso de uns quarenta minutos para me arrumar”, avisei.&lt;br /&gt;“Tudo isso? Cê parece mulher. Jesus Cristo...”&lt;br /&gt;“Tsc, tenho que cagar, escolher uma roupa e pentear o cabelo. E Jesus, de costas, realmente deveria se parecer com uma.”&lt;br /&gt;“Ai, para de falar essas coisas!”&lt;br /&gt;“Quarenta e cinco minutos. Passa aqui?”&lt;br /&gt;“Passo.”&lt;br /&gt;“Não esquece que quando você for dar a ré pra fora da garagem o volante funciona ao contrário”, lembrei-a.&lt;br /&gt;“Eu sei disso.”&lt;br /&gt;“Não parece.”&lt;br /&gt;“Bobo.”&lt;br /&gt;Srta. Sorrisinho desligou e eu fui ao banheiro dar a minha primeira merdada do dia. Quando acabei não consegui me limpar, por mais papel que gastasse, então usei o velho truque do papel higiênico molhado e depois o seco. Problema resolvido, enfiei a cabeça debaixo da torneira aberta. Depois penteei os cabelos com gel, caguei de novo, saí do banheiro e fui escolher umas roupas para vestir. Decidi por uma camisa xadrez e uma das minhas duas calças jeans que ainda serviam. Enfiei no bolso a carteira de motorista e algum dinheiro amassado. No hall do elevador percebi que tinha esquecido de escovar os dentes. Encontrei um chiclete solto no bolso de trás da calça e resolvi o meu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Guilherme Sakuma&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte 2: terça-feira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ela estacionou atravessado na rua. Todo mundo que passava buzinava ou xingava alguma coisa. Entrei e dei-lhe um beijo na bochecha [...] &lt;/i&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/comedia-romantica-da-vida-real-parte-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-7824586394509786029</guid><pubDate>Sun, 02 Oct 2011 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-02T16:33:35.506-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Patrícia Lage</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><title>Por onde crio o que abriga-me</title><description>Nessa reunião de tempos, um único de repente de mudança: eu quis ter a minha casa. Para habitar os meus outros quereres, meus sons, meus instrumentos banais, meus temporais. Tecer as paredes com meus dizeres para acarinhar, finalmente, os meus costumes, dar lugar aos azedumes que já não aguento mais e de que tanto gosto; os meus vieses, minhas marés, os meus pés. Minha casa de ares tantos, de braços e pernas e cantos, meu acalanto. E reconhecer as cores das posses minhas, o que é meu e sempre todo foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   E bastava que eu mesma construísse, com o fado que trago nas veias, a minha casa enraizada nos meus ideais, nos meus suspiros escondidos, nos meus desejos ancestrais. Os pertences jogados, recusados... Meus. Minha casa merecida, conjugada por mim - filha de crenças contraditórias, de ideias mortas, de porto náufrago vazio – meus passos-raízes reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas minha casa eu quis e faço num mesmo instante, enquanto vejo-me diante de mim, um eu astuto e cheio de cicatriz. Porque eu morei em tanto corpo que não me pertenceu... Já fui de quem nem perto chegou... Os desencaixes feriram e inauguraram certas lições, e de desabrigo em desabrigo, era estrela no alto e sorriso escondido, embasando minhas dores passageiras. Minha casa sou eu, este ser recém- começado. É em mim que carrego o que me continua, sou quem dá morada às minhas aventuras e as reconheço, as aceito e invento outras ilusões. Tenho eu uma garagem nas mãos e são os meus dedos o meu passaporte em invasão. Minha casa tem o endereço da direção dos olhos, estes que faço nascer em sentidos. Voltada para mim, minha casa que abrigo. Que haja o agora – construção de meu lar que é de urgência, e eu já não espero mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Patrícia Lage&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/10/por-onde-crio-o-que-abriga-me.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-8473851958445542409</guid><pubDate>Fri, 30 Sep 2011 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-30T10:42:57.833-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Fábio Vanzo</category><title>Sine fide ambulabo umbra</title><description>_Andei de ônibus e a pé a vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Por que quis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nunca tive dinheiro pra comprar um carro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nem meus pais tiveram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bom, às vezes eu até tive, mas não conseguiria mantê-lo depois, com manutenções, impostos e combustíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E bicicleta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Nunca aprendi a andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não é não. Mas o fato é que, quando passei mal, tive que ir a pé e de ônibus para o pronto-socorro, esperar em pé durante horas pra ser atendido, até morrer num corredor fedendo a éter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Aí não sei, devem ter me carregado de lá pra cá, de IML pra cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_E agora você está aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Poizé. Essa merda de espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Só por que não acreditei em carma, agora me ferro mais ainda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Você não soube aproveitar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah, tenta aproveitar algo em São Paulo, pegando condução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Agora você terá que vagar pelo umbral por um tempão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_É, porra. NEM DEPOIS DE MORTO VOU DEIXAR DE ANDAR A PÉ?</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/sine-fide-ambulabo-umbra.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-3085834880025872877</guid><pubDate>Thu, 22 Sep 2011 20:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-22T13:17:46.814-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Discoteca</category><title>Para ler com tequila</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LzQX-E_YdCg/TnuWobgN73I/AAAAAAAADLE/jl4Toi1U7hw/s1600/Tito+%2526+Tar%25C3%25A2ntula.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-LzQX-E_YdCg/TnuWobgN73I/AAAAAAAADLE/jl4Toi1U7hw/s640/Tito+%2526+Tar%25C3%25A2ntula.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que acontece se juntarmos cinema, tequila, rock e México? Ora, Tito &amp;amp; Tarântula! A banda surgiu em 1992, em Hollywood, trabalhando temáticas do underground nas letras, sempre com uma pitada dark, e o som meio referencial, meio hard, meio blues com uma pitada minúscula de pimenta latina só para temperar o estilo. Redescobri a banda outro dia enquanto remexia nuns CDs e passei a gostar ainda mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, gosto do nome. Os músicos também são figuraças, e só a estilosa Caroline Rippy, uma autêntica garota mexican pin-up, já vale o espetáculo. As músicas da banda estão frequentemente misturadas à obra de diretores de cinema como Tarantino e Robert Rodríguez. Era deles a música que pontuava a antológica cena de Salma Hayek dançando com uma cobra em Um Drink no Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A banda é formada por Tito Larriva, Caroline Rippy, Steven Hufsteter e Alfredo Ortiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-865oSAo7haE/TnuW-wI7SFI/AAAAAAAADLI/wPrwwJ6FbQQ/s1600/TitoandTarantula.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://1.bp.blogspot.com/-865oSAo7haE/TnuW-wI7SFI/AAAAAAAADLI/wPrwwJ6FbQQ/s640/TitoandTarantula.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quem é Tito?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tito Larriva, o vocalista, é o único remanescente da formação original. Compositor, cantor, músico e ator, Larriva nasceu em Ciudad Juárez, Chihuahua, e cresceu entre Fairbanks, Alasca e El Paso, Texas. Foi um menino comportado que tocava violino na orquestra da escola e cantava no coral da igreja. Em 1975, mudou-se para Los Angeles, e tudo mudou. Fundou a banda punk O Plugz (dois álbuns com selo independente). Depois, fundou as bandas Cruzados (1985) e After Dark (1987).  Já como Tito &amp;amp; Tarântula, cantando em inglês e em espanhol, lança mais cinco álbuns:Tarantism (1997), Hungry Sally &amp;amp; Other Killer Lullabies (1999), Little Bitch (2000), Andalucia (2002) e Back Into the Darkness (2008).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelamente, participou da banda Psychotic Aztecs, da banda Chingon (que surgiu por iniciativa do diretor de cinema Robert Rodríguez - guitarrista)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tito, além de ser dono de um vocal cheio de referências à old school roqueira, daqueles que chegam a ser meio hipnotizante, também empresta sua imagem ao cinema. Entre suas aparições na telona, está o Radiohead do filme True Stories (David Byrne), o cara maluco que troca tiros com Tarantino em Desperado e o vocalista da banda de vampiros em Um Drink no Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dê uma olhada no vídeo, depois, coloque o CD para tocar, sirva-se de uma dose generosa de tequila ouro e aproveite. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Si6fYgimDeM" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/para-ler-com-tequila.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LzQX-E_YdCg/TnuWobgN73I/AAAAAAAADLE/jl4Toi1U7hw/s72-c/Tito+%2526+Tar%25C3%25A2ntula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-4638812981401843657</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 17:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T10:34:51.294-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Discoteca</category><title>Mike Patton: Guarda, che fa bene</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-u5wV75n7_No/TnofGUgfqFI/AAAAAAAADK0/oILnfduaqJM/s1600/mike+patton+em+orquestra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-u5wV75n7_No/TnofGUgfqFI/AAAAAAAADK0/oILnfduaqJM/s1600/mike+patton+em+orquestra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Muito pode ser dito sobre&lt;b&gt; Mike Patton&lt;/b&gt;. Conheço um sujeito que afirma que Patton arruinou o &lt;b&gt;Faith No More&lt;/b&gt;. Ok, não é possível dizer que ele agrade a todos, mas também é impossível não reconhecer que a vida do rapaz não é nada tediosa. Ele é uma espécie de hiperativo e se dedica a projetos que vão de música instrumental a trilhas sonoras de filmes e dublagens de videogames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dxZqbzoy0Yo/TnofMnxw0yI/AAAAAAAADK4/51sFyGip984/s1600/mikepatton.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-dxZqbzoy0Yo/TnofMnxw0yI/AAAAAAAADK4/51sFyGip984/s320/mikepatton.jpg" width="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para compreender as diversas facetas musicais de Patton, talvez seja necessário um pouco de estudo de psicologia e uma leve tendência a assumir personalidades conflitantes. O fato é que, se ele cultiva personalidades, não tem a menor dificuldade em dar-lhes vida. Uma destas facetas em especial é muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando de &lt;b&gt;Mondo Cane&lt;/b&gt;. A ideia para Mondo Cane sur­giu em 2008. Patton, que era casado com uma ita­li­ana e pro­pri­e­tá­rio de uma casa em Bologna, não ape­nas aprendeu perfeitamente o idioma como desenvolveu um inte­resse pro­fundo pelo can­ci­o­neiro do país da bota. Não bas­tava admi­rar Ennio Morricone, ele precisava vivenciá-lo. O tra­ba­lho feito ao vivo com uma orques­tra de 65 pes­soas explora os gos­tos mais pecu­li­a­res do cali­for­ni­ano. Durante um bom tempo, os fãs pude­ram se diver­tir no YouTube com as ima­gens dos shows que deram ori­gem ao disco, já que a primeira gravação formal do projeto só aconteceu em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iRaM4ezl8Wc/TnofT01F6bI/AAAAAAAADK8/J4-Ea_mZX4E/s1600/Luka82271_ilcieloscreenshot.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="372" src="http://2.bp.blogspot.com/-iRaM4ezl8Wc/TnofT01F6bI/AAAAAAAADK8/J4-Ea_mZX4E/s640/Luka82271_ilcieloscreenshot.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bom tempo mesmo… a pri­meira data para o lan­ça­mento da gra­va­ção de Mondo Cane era 2008, depois pas­sou para 2009 e, final­mente, ocor­reu ape­nas em 2010. Entre as 11 can­ções que fazem parte do álbum, há momen­tos sen­ti­men­tais e sin­ge­los como “&lt;b&gt;Scatinella&lt;/b&gt;” e “&lt;b&gt;Deep Down&lt;/b&gt;”, única can­ção em inglês, mas que não des­toa das outras por se tra­tar de uma com­po­si­ção feita por Morricone para o filme &lt;b&gt;Perigo: Diabolik&lt;/b&gt;. No entanto, os pon­tos altos de Mondo Cane estão nas fai­xas em que Mike extra­vasa sua ener­gia, como na pito­resca “&lt;b&gt;Che Notte!&lt;/b&gt;”, de Leo Chiosso e na tem­pes­tu­osa “&lt;b&gt;Urlo Negro&lt;/b&gt;”, ori­gi­nal­mente do&lt;b&gt; The Blackmen&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mondo Cane pro­por­ci­ona uma expe­ri­ên­cia sin­gu­lar para o ouvinte e apre­senta uma nova faceta de Mike Patton, igual­mente talen­tosa, mas mais come­dida e, ainda assim, com alguma carga dramática. Contudo, não é para espe­rar que os fãs se apai­xo­nem pela música ita­li­ana, nem que encontrem ali o mesmo sujeito de &lt;b&gt;The Real Thing&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Angel Dust&lt;/b&gt;. Eu, particularmente, acho uma delícia assistir aos vídeos de Patton dando vazão à sua porção Mastroianni e exibindo trejeitos do clássico canalha bacana, sobretudo quando inclui no figurino a toquinha de rede que costuma usar na cabeça em algumas apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/zaUrzMeS4xg" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Spaghetti no Rock in Rio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mike Patton, que já participou do festival como frontman do Faith no more, traz seu projeto experimental e orquestrado para o palco Sunset do Rock In Rio, o Mondo Cane, no dia 24/09. Com ele, estará no palco a Orquestra Sinfônica de Heliópolis, além de outras combinações um tanto inusitadas. Acho que, no mínimo, será um espetáculo interessante.&lt;br /&gt;Veja quem se apresenta no mesmo dia no palco Sunset&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra&lt;br /&gt;Tulipa Ruiz + Nação Zumbi&lt;br /&gt;Milton Nascimento + Esperanza Spalding (EUA)&lt;br /&gt;Mike Patton/ Mondo Cane (EUA) + Orquestra Sinfônica de Heliópolis</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/mike-patton-guarda-che-fa-bene.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-u5wV75n7_No/TnofGUgfqFI/AAAAAAAADK0/oILnfduaqJM/s72-c/mike+patton+em+orquestra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-7332549342377376165</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 14:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T07:50:24.255-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>O cara dos corvos</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-luYUqznKr_M/Tnnvp_Ypl4I/AAAAAAAADKk/bDJFtxMoSrw/s1600/O+corvo%252C+the+raven.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-luYUqznKr_M/Tnnvp_Ypl4I/AAAAAAAADKk/bDJFtxMoSrw/s1600/O+corvo%252C+the+raven.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há autores que produzem textos imagéticos que se tonam ótimas adaptações para o cinema. Para outros, as próprias palavras são imagens completas, cenários inteiros, universos complexos. As imagens que conseguem transmitir são tão poderosas que fazem seus textos cobiçados pela indústria do cinema e acabam sofrendo (sim, a palavra é essa mesmo: sofrendo!) adaptações que, na maioria das vezes, são ineficazes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim, Edgar Allan Poe é um desses autores. Seus contos são tão perfeitamente construídos que chegam a ser orgânicos: respiram e sufocam. Tentar transformar em filme um conto como ‘O Barril de Amontillado’ com toda aquela narrativa sobre os corredores subterrâneos cobertos de salitre seria, no mínimo, reduzir o impacto das imagens que as palavras conseguem sugerir à imaginação do leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6v3C7WrgThc/Tnnwo0WJ51I/AAAAAAAADKs/LTL_iqXnTKk/s1600/The-Raven-01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="428" src="http://1.bp.blogspot.com/-6v3C7WrgThc/Tnnwo0WJ51I/AAAAAAAADKs/LTL_iqXnTKk/s640/The-Raven-01.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, acredito que ‘The Raven’ será uma iniciativa bem sucedida. O filme não pretende transformar o texto de Poe em filme, mas sim transformar o próprio escritor em personagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme relata de forma fictícia os cinco controversos e misteriosos últimos dias da vida de Edgar Allan Poe. Na trama, o escritor vivido por Jonh Cusack, está em busca de um serial killer que pratica crimes espelhados em suas histórias. O assassino sequestra a esposa do escritor (Alice Eve, de ‘Ela é Demais pra Mim’) e, para ajudá-lo na busca da amada, contará com um detetive interpretado por Luke Evans (‘Fúria de Titãs’). O roteiro é assinado por Hannah Shakespeare (‘Obsessão’) e Ben Livingston, e a direção ficou a cargo de James McTeigue (‘V de Vingança’). A estreia está prevista para 9 de março de 2012, nos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VwsXjHLf2uU/Tnnw66KPZ2I/AAAAAAAADKw/qbtDUXrt9RU/s1600/Reaven%252C+poe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="426" src="http://2.bp.blogspot.com/-VwsXjHLf2uU/Tnnw66KPZ2I/AAAAAAAADKw/qbtDUXrt9RU/s640/Reaven%252C+poe.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um detalhe que deixa a coisa toda mais interessante: a morte de Poe nunca foi inteiramente esclarecida. Sabe-se que foi encontrado nas ruas de Baltimore em estado de delírio e, dias depois, morreu em um hospital. Suas últimas palavras teriam sido «&lt;i&gt;It's all over now: write Eddy is no more&lt;/i&gt;».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, sim! Adorei o cartaz. Nada de fotos dramáticas de época. Apenas o contorno de um corvo, fazendo alusão ao mais famoso poema de Poe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dUPxacb57gw/TnnwZEcJkQI/AAAAAAAADKo/Ir-CpO2mhWE/s1600/ff_d__0_TheRaven.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dUPxacb57gw/TnnwZEcJkQI/AAAAAAAADKo/Ir-CpO2mhWE/s320/ff_d__0_TheRaven.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Do filme&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;The Raven&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;País de Origem : Espanha/EUA/Hungria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estréia no Brasil : 2012&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Produção:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FilmNation Entertainment/Endgame Entertainment/Intrepid Pictures&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Direção : James McTeigue&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Direção de Arte : Dragan Kaplarevic &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Roteiro :  Ben Livingston/Hannah Shakespeare &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fotografia : Danny Ruhlmann &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosidade: o museu que guarda os pertences de Edgar A. Poe passa por sérias dificuldades, e a ajuda do ator John Cusack foi solicitada para dar uma forcinha. Será que ele topa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosidade 2: Poe praticamente inventou a figura do detetive, e, por tabela, a profissão, criando Auguste Dupin, presente em contos como ‘Os Assassinatos da Rua Morgue’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Na tela&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos contos de Poe foram adaptados para o cinema, na maioria das vezes sem muito sucesso. Algumas das velhas películas são realmente legais, mas não propriamente boas. No link abaixo, de um blog lusitano, é possível conhecer algumas adaptações para o cinema inspiradas no poema O Corvo.&lt;/div&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/o-cara-dos-corvos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-luYUqznKr_M/Tnnvp_Ypl4I/AAAAAAAADKk/bDJFtxMoSrw/s72-c/O+corvo%252C+the+raven.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-2380510892733805080</guid><pubDate>Wed, 21 Sep 2011 13:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T09:33:52.198-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>The Rum Diary</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UcQjneKYlMU/TnntH9iqSqI/AAAAAAAADKg/HGTYChmDj4g/s1600/run%2Bdiary%252C%2Bjhonny%2Bdeep.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-UcQjneKYlMU/TnntH9iqSqI/AAAAAAAADKg/HGTYChmDj4g/s1600/run%2Bdiary%252C%2Bjhonny%2Bdeep.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estreia em Outubro nos EUA, e ainda sem data de exibição no Brasil, &lt;b&gt;The Rum Diary&lt;/b&gt;, ou &lt;b&gt;Rum – Diário de um Jornalista Bêbado&lt;/b&gt; (juro que odeio essas traduções!), a realização de um velho sonho de &lt;b&gt;Jonhy Depp&lt;/b&gt;, que queria levar às telas o primeiro livro do jornalista gonzo &lt;b&gt;Hunter Thompson&lt;/b&gt; (1937-2005). Jonhy e Hunter eram amigos, e haviam conversado em 1997 sobre a possibilidade de filmar o livro.&lt;br /&gt;O filme fala de&lt;b&gt; Paul Kemp &lt;/b&gt;(Depp), um romancista alcoólatra e divorciado que foge para Porto Rico, onde passa a trabalhar como repórter para um jornal. Faz amizade com um cara e juntos consomem quantidades monstruosas de rum e alucinógenos até que um esquema corrupto em que acabaram se envolvendo entra em colapso. Depp, além de protagonista, é também um dos produtores . &lt;br /&gt;O ator já havia encarnado outro alter ego de Thompson, Raoul Duke, no filme de &lt;b&gt;Terry Gilliam&lt;/b&gt;, Medo e Delírio, de 1988.&lt;br /&gt;No elenco, ainda estão Aaron Eckhart (O Cavaleiro das Trevas), Richard Jenkins (Queime Depois de Ler) e Giovanni Ribisi (Encontros e Desencontros). O roteiro é assinado por Bruce Robinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Og0Y_LCH2oM" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/har-jonnhy-rum-diary.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UcQjneKYlMU/TnntH9iqSqI/AAAAAAAADKg/HGTYChmDj4g/s72-c/run%2Bdiary%252C%2Bjhonny%2Bdeep.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-3026806772053024345</guid><pubDate>Tue, 20 Sep 2011 20:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T13:20:56.602-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Críticas</category><title>Na estante</title><description>João Cabral de Melo Neto é mais conhecido por textos como "Morte e Vida Severina". No entanto, escrevia sobre temas distintos em tom mais lírico. É o que se pode ver neste volume que traz num único volume Crime na Calle Relator (1987) e Sevilha andando (1989). Nessas duas obras, João Cabral de Melo Neto adota temas distintos sem, no entanto, abandonar o rigor e a forma que o consagraram.&lt;br /&gt;Segundo apresentação da editora, “dentre as cidades em que viveu na Espanha&amp;nbsp;–&amp;nbsp;Barcelona, Madri e Sevilha&amp;nbsp;–, é a essa última que o poeta dedica seus últimos trabalhos. Adotando um tom mais lírico, o autor versa sobre as paisagens da cidade, suas ruas e pátios, e principalmente sobre o andar da mulher andaluza, atribuindo à cidade uma figura feminina. Os textos aqui reunidos trazem nos títulos referências a um dos lugares que mais tocaram João Cabral, conforme confessou no poema Autocrítica do livro "A escola das facas".&lt;br /&gt;Em Sevilha Andando, o poeta deixa de lado sua amada Recife para falar de outra cidade onde morou e se apaixonou, e assim a descreve em "O segredo de Sevilha": "Sevilha é um estado de ser,/ menos que a prosa pede o verso".&lt;br /&gt;Já em Crime na calle Relator, o humor é ingrediente principal utilizado pelo poeta nas 25 pequenas histórias baseadas em fatos reais que compõem o livro. Com descrições de cunho realista, o autor dá vida a essas anedotas ocorridas em diferentes lugares da Espanha.&lt;br /&gt;João Cabral de Melo Neto descreve personagens notáveis em seus versos, como toureiros, poetas, bailadores, e cantadores andaluzes, sem deixar de lado, porém, a marca que o tornou um dos maiores poetas brasileiros: a precisão com a palavra e o trabalho constante no aperfeiçoamento do verso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ugAs3fqfFeg/Tnj1BhG576I/AAAAAAAADKY/6KUHN90H4IE/s1600/poesia+e+fic%25C3%25A7%25C3%25A3o+jo%25C3%25A3o+cabral+de+mello+neto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-ugAs3fqfFeg/Tnj1BhG576I/AAAAAAAADKY/6KUHN90H4IE/s320/poesia+e+fic%25C3%25A7%25C3%25A3o+jo%25C3%25A3o+cabral+de+mello+neto.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crime na Calle Relator / Sevilha andando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Poesia e ficção&lt;br /&gt;224 páginas&lt;br /&gt;R$ 39,90 – nas livrarias desde 02/09/2011&lt;br /&gt;Editora objetiva</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/na-estante.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ugAs3fqfFeg/Tnj1BhG576I/AAAAAAAADKY/6KUHN90H4IE/s72-c/poesia+e+fic%25C3%25A7%25C3%25A3o+jo%25C3%25A3o+cabral+de+mello+neto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-5735401702474417113</guid><pubDate>Tue, 20 Sep 2011 14:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-20T07:22:29.376-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Maurício Limeira</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Ugo Giorgetti: urbano, paulista e perplexo</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6Z-b2plZJgs/TnifVGPudEI/AAAAAAAADKQ/5iJtaB0ojVM/s1600/Ugo+Giorgetti.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-6Z-b2plZJgs/TnifVGPudEI/AAAAAAAADKQ/5iJtaB0ojVM/s1600/Ugo+Giorgetti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um mendigo andando pela rua, nu da cintura pra baixo, brada alegremente que “estamos todos fudidos!". Um velho jogador de sinuca arranca uma página de um guia de filmes eróticos e, após guardá-la dentro do sapato, diz que “com tanta sacanagem, meu pé vai ficar quentinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogador de futebol congela na noite paulista enquanto o colega de quarto leva uma fã para a cama. Em todos esses momentos há, mais do que o deboche ou o gosto pelo nonsense, uma sensação de espanto diante da vida. Há também um observador muito atento a detalhes que, mesmo acontecendo bem do nosso lado, nos passam despercebidos. Um observador irônico e generoso, que gosta de mostrar aos outros o que vê e, bom de conversa, não se furta a comentar a estranha realidade em que se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Peraí, tu tá entrando na do escamoso. Aqui ninguém&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;vai te proibir de fazer porra nenhuma não.&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome desse observador é Ugo Giorgetti. Paulista que ganha a vida com a publicidade, embora tenha cursado Filosofia na USP e seja mais conhecido como diretor de pequenas obras primas do cinema brasileiro, Giorgetti vem desde 1985 (ano em que estreou no longa-metragem de ficção, com &lt;i&gt;Jogo Duro&lt;/i&gt;) se dedicando a construir uma filmografia inquieta e surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/Vtx_7zgZsxM" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada filme, que ele também escreve, é um exemplo do que se pode fazer com poucos recursos e muito a dizer. Seu universo é urbano, e, como a cidade em que vive, claustrofóbico, confuso e plural. Daí ser comum ver, debaixo de um mesmo teto, músicos excêntricos e executivos bêbados, produtoras de TV e agentes funerários, lutadores de boxe e corretores de imóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu ponto de partida é a estranheza do encontro, seja entre classes (e mundos) diferentes, ou, como em seus filmes mais recentes, entre tempos que, por uma razão ou por outra, se separaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Logo no dia de um Coríntians e&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Palmeiras me aparece um rabo desses.&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sobre essa razão que Giorgetti se debruça. Mesmo que não traga respostas. Mesmo sem querer ensinar nada a ninguém. Mesmo levando-nos a rir. Filmes como &lt;i&gt;Festa&lt;/i&gt;, Sábado,&lt;i&gt;  Boleiros – Era uma Vez o Futebol&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Boleiros 2&lt;/i&gt;, têm uma notável capacidade de criar situações que, sem jamais ultrapassar a fronteira do realismo, mostram o quanto o absurdo faz parte de nossa condição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r4Edssq8t8k/TnidA5GOAfI/AAAAAAAADKM/oFo0823jmZM/s1600/fe47_arq098-02-00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="404" src="http://3.bp.blogspot.com/-r4Edssq8t8k/TnidA5GOAfI/AAAAAAAADKM/oFo0823jmZM/s640/fe47_arq098-02-00.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Cena de "Festa"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Neles, questões como moradia e desemprego tornam-se razão de um riso esquisito, quase nervoso, porque o humor que leva a este riso não está lá para esconder o problema. Pelo contrário, escancara-o até o limite (do qual jamais ultrapassa) da caricatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identificação é imediata, mesmo que se trate de um guarda que nunca deu um tiro, ou de um garçom argentino obrigado a carregar um enorme cachorro. Os personagens são tão bem construídos e interpretados que, muitas vezes, a impressão é de que se assiste um documentário, tamanha a riqueza de detalhes de suas falas, sotaques, gírias e gestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Muito prazer. Amigo do Esteves&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;é meu amigo também.&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra falar dos filmes de Ugo Giorgetti sem citar seus atores. Adriano Stuart e Otávio Augusto são obrigatórios. O primeiro, um inesquecível jogador de sinuca em &lt;i&gt;Festa&lt;/i&gt;, faria depois pequenas pontas em &lt;i&gt;Sábado&lt;/i&gt; e O &lt;i&gt;Príncipe&lt;/i&gt;, e seria um dos protagonistas dos  dois &lt;i&gt;Boleiros&lt;/i&gt;. Stuart tem uma fala mansa e um jeito meio malandro e debochado que cai fácil no gosto do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é ator de grandes recursos dramáticos, mas tem carisma, inteligência e humor suficientes para manter sobre si a atenção do espectador, e com isso fazer-se querido. Já Otávio Augusto é ator completo. Pode ser agente de funerária gago, métrie rabugento, juiz ladrão ou intelectual desiludido numa cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada personagem seu é uma transformação que ele realiza, e, assim como Stuart, dá gosto vê-lo em cena. Há também o Jesse James, coadjuvante que protagonizou &lt;i&gt;Jogo Duro&lt;/i&gt; (e que curiosamente não dá as caras em &lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt;) e que é uma espécie de marca registrada do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Os Mesquita? Não, eles não fazem mesquita, não.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eles fazem jornal.&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KjbNGXUJWMA/Tnig8-3JBYI/AAAAAAAADKU/gFspcTFs-Gc/s1600/principe-poster01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-KjbNGXUJWMA/Tnig8-3JBYI/AAAAAAAADKU/gFspcTFs-Gc/s400/principe-poster01.jpg" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na crítica social que Giorgetti imprime a seus filmes verifica-se, mais do que revolta, o espanto. É com perplexidade que o autor constata o resultado de tantas relações sociais mal traçadas. A vida parece uma luta contínua por espaço, seja físico ou social, e do poder que decorre daí e orienta o relacionamento entre as partes em conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protagonista de &lt;i&gt;Jogo Duro&lt;/i&gt; usa o poder (mesmo que aparente) para seduzir a invasora; a equipe de filmagem de Sábado faz da chantagem (fornecendo alimentos) o meio para que os moradores do edifício aceitem não apenas a violência da invasão, mas o abuso na retenção do elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o autor vai, sutilmente, colocando diante do público a sua estranheza, o seu desconforto, ainda que disfarçados pelo humor, que já disseram ser a melhor forma de criticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;b&gt;Esses homens me odeiam…! Isso que ele&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;está dizendo é pura luta de classes… Mas que filho da puta!&lt;/b&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt; isso parece ter mudado. Embora haja alguns momentos de humor, o filme - um dos mais recentes - de Ugo Giorgetti é um drama amargo e melancólico. Aqui ele deixou para trás o olhar carinhoso sobre personagens humildes, voltando sua câmera para as elites intelectuais e aumentando de maneira impressionante a contundência de sua crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O convívio com essa gente (Giorgetti integrou conselhos de cultura) deve ter-lhe dado elementos de sobra para construir o personagem Marino Esteves, um empresário da área cultural que vê a mesma apenas como mais uma mercadoria. Pensamento que é regra em qualquer direção que se procure olhar, fazendo com que as exceções sejam relegadas para algum canto obscuro do reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produto cultural é aquele que se vende, e aquele que se vende é aquele que não propõe mudanças. É o que pode até vestir uma capinha de insatisfação, mas que no fundo está aí para perpetuar o jogo cínico dos privilégios. A estranheza, a perplexidade de Giorgetti, são assim, substituídas, em &lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt;, pela recusa. A reação do protagonista Gustavo, ao final curto e grosso do filme, certamente já passou pela cabeça de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendente é a reação do personagem Mário. Cansado da exclusão do Brasil no processo das conquistas mundiais, propõe como única alternativa a inclusão através da via imaginária: só inventando uma nova &lt;i&gt;História do Brasil&lt;/i&gt;, como fazem os anglo-saxões recusando o pioneirismo de Santos Dumont, é que poderia se dar a inserção do mesmo no cenário mundial. Só inventando vários Santos Dumont, e repetindo à exaustão essa mentira até torná-la realidade, é que nos tornaríamos enfim uma potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/rxT1aASJO48" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do cinema, não precisamos inventar. Ugo Giorgetti é o nosso Santos Dumont. Só falta os distribuidores perceberem isso, e darem ao grande público a chance de confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(As citações entre os parágrafos são de filmes de Ugo Giorgetti,&lt;br /&gt;cujos títulos intencionalmente não foram incluídos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Maurício Limeira&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/ugo-giorgetti-urbano-paulista-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6Z-b2plZJgs/TnifVGPudEI/AAAAAAAADKQ/5iJtaB0ojVM/s72-c/Ugo+Giorgetti.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-5401722502426823601</guid><pubDate>Mon, 19 Sep 2011 17:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-19T11:37:16.966-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Etctoteca</category><title>Coraline em HQ</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6zo6IKIpp-c/Tnd0HngQ1-I/AAAAAAAADJ8/pefcepkfsZg/s1600/coraline+-+neil+gaiman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-6zo6IKIpp-c/Tnd0HngQ1-I/AAAAAAAADJ8/pefcepkfsZg/s1600/coraline+-+neil+gaiman.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A intrigante obra do inglês Neil Gaiman ganhou uma versão em Graphic Novel, e chega ao Brasil pela editora Rocco, em edição caprichada.&lt;br /&gt;A estória gira em torno da garotinha Coraline Jones, curiosa, inteligente e personalíssima menina de onze anos que se muda com a família para uma nova cidade, onde vai ocupar a casa conhecida como "o palácio cor-de-rosa".&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rVdOpypKVY0/Tnd14qbJoDI/AAAAAAAADKI/cGQovDXkMjw/s1600/coraline8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-rVdOpypKVY0/Tnd14qbJoDI/AAAAAAAADKI/cGQovDXkMjw/s1600/coraline8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com os pais ocupados em outros afazeres, decide explorar os cômodos e acaba por descobrir um mundo paralelo, em que os adultos são solícitos, as brincadeiras contagiantes, os amigos acolhedores e os animais falantes. No entanto, o que parecia ser fantástico, não é tão incrível assim. Coraline precisará decidir entre perder-se na fantasia e salvar o mundo que conhece e que, sob a ameaça de nunca mais voltar, acaba descobrindo que ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sCg-cmhZPZc/Tnd0SyEpOvI/AAAAAAAADKA/0Gv2aHyHCIk/s1600/coraline-em-quadrinhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-sCg-cmhZPZc/Tnd0SyEpOvI/AAAAAAAADKA/0Gv2aHyHCIk/s320/coraline-em-quadrinhos.jpg" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coraline – Graphic Novel por P. Craig Russel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1ª Edição / 2010 – 188 páginas&lt;br /&gt;Preço Médio – R$ 48,00&lt;br /&gt;Editora Rocco&lt;br /&gt;E a saga segue, agora em novos formatos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeando pelas notícias de lançamentos literários na internet, esbarrei na seguinte nota:&lt;br /&gt;"Pela primeira vez, Stephenie Meyer revela os segredos por trás da série e mostra as histórias e anotações que fizeram parte de seus exercícios de criação, que incluem perfis detalhados de personagens, informações genealógicas e extensas referências cruzadas. O livro traz ainda uma entrevista exclusiva, franca e bastante pessoal, cedida por Stephenie à amiga e também escritora Shannon Hale. Para os fãs, uma oportunidade única de conhecê-la bem mais de perto.&lt;br /&gt;Repleto de belas imagens, o guia proporciona uma experiência completamente nova do universo de Crepúsculo, desde o momento em que Bella pôs novamente os pés na cidade de Forks até o fantástico e instigante desfecho da saga."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H7yPTfsBmvI/Tnd0sh7kVBI/AAAAAAAADKE/YDKAP4F8AOU/s1600/HQ+Caroline%252C+Neil+Gaiman.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-H7yPTfsBmvI/Tnd0sh7kVBI/AAAAAAAADKE/YDKAP4F8AOU/s200/HQ+Caroline%252C+Neil+Gaiman.jpg" width="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Crepúsculo: Guia Oficial Ilustrado da Série&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;560 páginas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;Editora Intrínseca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, me perguntei: quero ler? Resposta: claro que não... rs. Depois do filme, da trilha sonora, das camisetas, das revistas, dos resumos, dos bonecos, das edições especiais e da balela em torno do trio de atores, quem precisa de mais Crepúsculo, afinal?</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/coraline-em-hq.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6zo6IKIpp-c/Tnd0HngQ1-I/AAAAAAAADJ8/pefcepkfsZg/s72-c/coraline+-+neil+gaiman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-7726937074406409485</guid><pubDate>Mon, 19 Sep 2011 13:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-21T03:34:08.993-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Fabrício Romano</category><title>A garota de chapéu</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XDiL3Gvsv2A/Tnc77eLsMPI/AAAAAAAADJo/1rdR5891LJ8/s1600/Hat-Woman_b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="425" src="http://3.bp.blogspot.com/-XDiL3Gvsv2A/Tnc77eLsMPI/AAAAAAAADJo/1rdR5891LJ8/s640/Hat-Woman_b.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;A caminho de casa, desperta. A primeira coisa que vê é a garota de chapéu, em pé, segurando-se na barra de ferro. As pontas do cabelo expostas, os seios redondinhos e empinados, o rosto calmo, uma noite decente. É algo bonito de se ver numa linha como esta; de corredores tomados por cabeças de cabelos crespos, em que nordestinos atulham cada espaço e carregam sacolas grandes nas mãos e amargura nas fuças. Poderia amar a garota de chapéu, fodê-la até morrer. Não sabe quando ela embarcou, há quanto tempo está ali, se reparou em sua cara murcha de lascado e de cansaço. Crava os olhos nela. Espera algum sinal. Ela o ignora por toda a viagem. Ignora-o. Compreende odiá-la. A garota se aproxima, aperta o botão. Seu perfume é doce. Espera rente à escadinha, intocável. Se não houvesse outros passageiros, traria uma britadeira e a estocaria nas costas dela. Enquanto agonizasse no chão do coletivo, puxaria a cordinha e desceria sem ninguém notar. Ao desembarcar, ela não o percebe na janela e segue pela calçada, incólume, com o trotar de um cavalo puro-sangue, ou, quem sabe, como imagina trotarem cavalos puros-sangues.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dVVUI6miIEw/Tnc77trZkWI/AAAAAAAADJw/VatgZ50fahc/s1600/04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="428" src="http://1.bp.blogspot.com/-dVVUI6miIEw/Tnc77trZkWI/AAAAAAAADJw/VatgZ50fahc/s640/04.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma miserável sobe ao ônibus com duas crianças também miseráveis, uma carregada ao braço e a outra, a maiorzinha, da altura da cintura, preta, de testa franzida, agarrando-se aos ferros. A barriga inchada da mulher dá na cara mais um miserável ao mundo. O fulano fecha os olhos e deita a cabeça na janela, assim que a vê. Ela paga a passagem e, em meio a todos os outros passageiros, escolhe-o. Planta-se ali, ao lado dele. Ele não faz nada senão continuar com o macete. Abre um pouco a boca, baba, deixa a cabeça deslizar pelo vidro, pender, por pouco bater no encosto do banco da frente. E a miserável continua ali. "Segura aqui, seu merda!" O merdinha, o maiorzinho, da altura da cintura, obedece-a, gruda as mãos na barra de ferro. O cara finge, inabalável. "Vem, molenga!" O molenguinha vai, trepando-se aos ferros da altura que lhe serve. Do assento cedido por outro passageiro, no fundo do ônibus, a mulher rosna algo para todos ouvirem, o que o mano do macete, agora com os olhos nas ruas, não compreende.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ejeirjqeYNI/Tnc77q3NAEI/AAAAAAAADJ4/sene0oto_mc/s1600/osasco-alagado10-hg-16-12-2009.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://1.bp.blogspot.com/-ejeirjqeYNI/Tnc77q3NAEI/AAAAAAAADJ4/sene0oto_mc/s640/osasco-alagado10-hg-16-12-2009.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chove. Janelas fechadas e vidros embaçados. O ônibus lotado, fedorento e abafado quebra. Os passageiros insistem em permanecer abrigados, mas quando o caminhão do guincho chega, impossível serem guinchados para a garagem também. Descem, abrem guarda-chuvas e pulam a corrente d'água em curso vigoroso ao pé da saída e do meio-fio da calçada. O novo abrigo é o corredor entre as avenidas, entre o trânsito lento, entre as correntes e trombas d'água, salpicadas da chuva escrota nas pernas. Nem tudo está perdido, pois o mano do macete deixa a companhia dos fodidos para descer a avenida e chegar em casa. Sobe as escadas, toma banho, troca de roupa, acende um cigarro e, da janela, observa-os fugir das investidas da água que se levanta quando passam carros pelas avenidas. Estão cercados, molhados e fodidos. Riem uns dos outros, achando graça do que se molha mais, e do mais tonto, o que cai numa poça. O mano do macete não ri. Traga o cigarro. E chove.&lt;/div&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/garota-de-chapeu.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XDiL3Gvsv2A/Tnc77eLsMPI/AAAAAAAADJo/1rdR5891LJ8/s72-c/Hat-Woman_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-7623919090511482121</guid><pubDate>Mon, 19 Sep 2011 12:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-19T06:49:12.933-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Etctoteca</category><title>Não é Lost, é Alcatraz</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2WdNc7tVCzI/TnczYj5UtRI/AAAAAAAADJc/PkdNK-s3pJE/s1600/alcatraz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-2WdNc7tVCzI/TnczYj5UtRI/AAAAAAAADJc/PkdNK-s3pJE/s1600/alcatraz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o nome de J.J. Abrams aparece envolvido em alguma produção, todos esperam por um novo Lost. Não entendo bem a expectativa. Ao menos para mim, quando um trabalho foi bom, espero que o próximo seja diferente... ou melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso quero prestar atenção na nova série do produtor. O pôster mostra uma imagem sombria da prisão numa ilha distante. Esta é Alcatraz. Sim, eu sei, é novamente uma ilha como cenário central, mas dado o devido desconto pelas razões que devem envolver mercado, cifras e coisas assim, é diferente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QH-7xI1BGZg/Tnczkz_ps-I/AAAAAAAADJg/zizzBXq0Ar8/s1600/alcatraz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-QH-7xI1BGZg/Tnczkz_ps-I/AAAAAAAADJg/zizzBXq0Ar8/s640/alcatraz.jpg" width="533" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Hurley is back&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na trama, Jorge Garcia, o Hurley de Lost, será um agente que investiga o inesperado reaparecimento de 50 guardas e prisioneiros de Alcatraz, 50 anos após o misterioso desaparecimento da prisão. E o que rola? O departamento de defesa de São Francisco começa a investigar um crime. O principal suspeito, Jack, identificado por uma impressão digital, teria morrido há mais de 50 anos, de acordo com documentos da polícia. Mas, na verdade, nada é o que parece (Ok! Lá vem Lost novamente!). Ela descobre, então, que ele não só está vivo como não envelheceu desde que, há 50 anos, esteve preso na prisão chamada Alcatraz, que fica numa ilha na bacia de São Francisco, Califórnia. E mais: fatos inexplicáveis, poder, governo, suspense e climão de "oh, e agora?". Gosto da ideia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O elenco é composto por Sam Neill, Jorge Garcia, Sarah Jones, Parminder Nagra, Robert Forster, Santiago Cabrera, Jonathan Coyne, e ainda está sem data definida para exibição no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cedo para comparar com Lost ou com qualquer outra coisa. Desde que eu não descubra depois de meses que todo mundo está morto no final, está valendo a experiência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/J_jAlFqvASU" width="640"&gt;&lt;/iframe&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/nao-e-lost-e-alcatraz.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2WdNc7tVCzI/TnczYj5UtRI/AAAAAAAADJc/PkdNK-s3pJE/s72-c/alcatraz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-3794250028578721767</guid><pubDate>Sat, 17 Sep 2011 19:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-17T15:15:22.934-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Fabrício Romano</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Um nariz!</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fTOJzvohsQ8/TnT6wOiHUJI/AAAAAAAADJI/iNT_Z6rt408/s1600/ODorminhoco%252C+Woody+Allen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-fTOJzvohsQ8/TnT6wOiHUJI/AAAAAAAADJI/iNT_Z6rt408/s1600/ODorminhoco%252C+Woody+Allen.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Referência nerd sobre Woody Allen: o cara que tirou o Oscar do Star Wars. Antenados no mundo das celebridades: o cara que casou com a afilhada. Dos muito cultos: o cara que cita Turguêniev e Mahler.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Lá estava Woody Allen, na prateleira da locadora. Devo ter resistência a caras consagrados. Troco Godard por cinema 3D com a Megan Fox. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cocota comigo queria ver. Qual é? Esse cara deve ser a Clarice Lispector com bolas. Lugar de drama é no consultório psiquiátrico. Ela bufou. E cortou: Limaram o pornô, veja só. Embora o conservadorismo dos funcionários tenha trocado a seção pornô por seção religiosa, era uma locadora bacana. E era coisa de dois quarteirões de casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Certo, certo, vai Woody Allen, mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sleeper, O Dorminhoco. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Levamos o filme pro balcão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Escuta, o que aconteceu com a seção pornô?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Fabrício!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Só quero saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;É uma locadora família, disseram.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quer coisa que gere mais família que pornografia, cara?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O cara não entendeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nem a cocota.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esquece.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pegamos o caminho da roça, a cocota meio puta com alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E desembuchou: Meu pai vai naquela locadora, cacete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E ele não vê pornô?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vai pro inferno, Fabrício.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Certo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ficamos meio calados pelo o resto do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu pai não vê pornô, Fabrício.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Claro que não.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vai se foder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Eu concordei com você!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vai pro inferno, Fabrício.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Chegamos em casa. Um clima estranho. Todo mundo vê pornô, pensei. Pacotes de Ruffles, Coca-cola, chocolate, Woody Allen no DVD. Comédia, que saco. Se choro até com comercial de banco, o mesmo não acontece com risada. E o filme começa. Qual é, cocota, o cara tá batendo no outro com uma cadeira de rodas! Onde ele quer chegar, com isso? É gozado, diz ela. Lembra Chávez, continua. Escuta, Chávez é genial. Esse cara tá batendo no outro com uma cadeira de rodas! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O filme do sujeito da cadeira de rodas que acorda no futuro tem um pano de fundo político e filosófico sobre as relações da sociedade com o poder, que saco. E a garota se cagalhando de rir com o sujeito fingindo ser um robô pra fugir da polícia, enquanto é atacado por um pudim de chocolate mutante do tamanho de três homens. Ela fica virando pra mim. Eu, sério, esforço uma erguida de sobrancelha. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Chávez, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vai pro inferno, Fabrício.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A coisa toda vai acontecendo. Trapalhadas de montão. Altas confusões. Filosofia. Que saco. Acontece que, de alguma forma, enquanto eu pensava numa condicional nova de HTML e no pai dela vendo pornografia, então, um milagre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cena era assim: a sociedade daquele lugar mantinha numa câmara a única parte do corpo restante de seu líder após um atentado bem-sucedido. O nariz. O nariz do governador. Pelo nariz, pretendiam clonar o líder e tê-lo de volta. Mas, um nariz? E o plano do Dorminhoco e uma garota, ativistas de esquerda, era roubar o nariz do governador. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ei-lo, o milagre: comecei a puxar o canto da boca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Dorminhoco precisava distrair a cúpula dos líderes enquanto a garota roubava o nariz.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma puxada maior.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Dorminhoco não sabia o que falar pra aquelas pessoas. Falava o que vinha à cabeça. A cúpula concordava.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma risada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A garota deixava o nariz cair no chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma gargalhada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Isso acabou com o meu maxilar doendo. Eu me cagalhando de rir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A cocota me olhava, orgulhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Diz ela: Clarice Lispector, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Escuta, Chávez não fez um bom trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um nariz!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meu Deus!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um nariz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acervo Woody Allen hoje faz parte dos DVDs aqui de casa. Não lembro quantas vezes repeti o filme do pudim mutante e do nariz roubado. O cara consegue ser cômico. E profundo. É perfeito, na maior parte do tempo. Não sei por onde anda a garota e o pai sem pornô dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/um-nariz.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fTOJzvohsQ8/TnT6wOiHUJI/AAAAAAAADJI/iNT_Z6rt408/s72-c/ODorminhoco%252C+Woody+Allen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-9154963155019417303</guid><pubDate>Sat, 17 Sep 2011 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-19T07:26:59.665-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Não Ficção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Críticas</category><title>Horns vira O Pacto</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2laoMiOBSf4/TnSvYnRWr0I/AAAAAAAADI8/sHLQbvpdC7I/s1600/leitura%2Bde%2Bjoe%2Bhill.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-2laoMiOBSf4/TnSvYnRWr0I/AAAAAAAADI8/sHLQbvpdC7I/s1600/leitura%2Bde%2Bjoe%2Bhill.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Joe Hill&lt;/b&gt; escreveu um livro e batizou-o de &lt;b&gt;Horns&lt;/b&gt;. Alguém na editora brasileira achou por bem trocar o nome da criança para &lt;b&gt;O Pacto&lt;/b&gt;. Jamais entenderei a lógica de algumas traduções, mas tudo certo, vamos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos de Horns, ou O Pacto, se preferir. É a estória de Ignatius Perrish, ou Ig, um cara tranquilo, normal. No meio de tanta normalidade, certo noite Ig perde sua namorada. A moça é assassinada logo depois de uma briga feia do casal. Ele, claro, se torna suspeito. Tudo isso é revelado em climão flash back, já que no primeiro capítulo do livro damos de cara com Ig acordando de uma ressaca enorme, depois de ter blasfemado e mijado solenemente sobre a imagem de uma santa na noite anterior. Ao se olhar no espelho depois da noitada, Ig descobre que possui um lindo par de chifres. E não é só isso: os chifres possuem o poder de fazer com que seus interlocutores digam as verdades mais duras de forma direta, a começar por Glenna, sua atual namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DMpf6eeThI4/TnSvq9gdjtI/AAAAAAAADJA/vdsoqUorn7s/s1600/joe-hill-horns-art-vinnie-chong.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-DMpf6eeThI4/TnSvq9gdjtI/AAAAAAAADJA/vdsoqUorn7s/s1600/joe-hill-horns-art-vinnie-chong.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bem, Ig não vira um demônio por ter chifres. Muito pelo contrário. Ele passa a sofrer muito com as revelações que vão ajudar a reconstituir o que aconteceu na noite em que sua vida mudou. Aí entra a técnica de Hill, que vai montando a narrativa com cortes precisas entre passado e presente. Coisa de cirurgião manejando um bisturi delicado. Há suspense, claro, mas há uma narrativa humana muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q_zYCVF0bkQ/TnSvriW1XXI/AAAAAAAADJE/5jyxoCYWVDg/s1600/pacto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-q_zYCVF0bkQ/TnSvriW1XXI/AAAAAAAADJE/5jyxoCYWVDg/s1600/pacto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;WTF?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Hill tem o meu respeito desde &lt;b&gt;Fantasmas do Século XX&lt;/b&gt;, seu livro de contos. Recomendo Horns, que, afinal, não consigo chamar de O Pacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Denise Ravizzoni&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/horns-vira-o-pacto.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2laoMiOBSf4/TnSvYnRWr0I/AAAAAAAADI8/sHLQbvpdC7I/s72-c/leitura%2Bde%2Bjoe%2Bhill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-2000939811380401720</guid><pubDate>Fri, 16 Sep 2011 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-16T06:30:57.025-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Crônicas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Não Ficção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Fabrício Romano</category><title>A síntese do moribundo</title><description>Admiro a cena do escritor à mesa da cafeteria, olhos nas ruas,&amp;nbsp;café quente,&amp;nbsp;caneta na mão, caderno de anotações, uma liturgia meio idiota, mas admirável. Comigo nunca funcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encafuado num quarto três por três, lembro da citação de Sabino, quando termino de escrever esta postagem, e volto a este ponto pra acrescentá-la. É algo assim: "Malcolm Muggeridge afirma que depois de milhares de anos-luz no Inferno, se lhe perguntarem como era a vida na Terra, dirá que é uma folha em branco numa máquina de escrever e tendo de ser coberta com palavras: não amanhã, nem na próxima semana ou no próximo ano: agora!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns se metem em ritual próprio para a criação das primeiras linhas. Nada como a preparação do narrador de Rubem Fonseca, aquele do coelho e da girafa com chifres, ou a de outra autora, a mulher que escrevia em pé, mas um cafezinho, um som no volume médio e um cigarrinho é um bom começo. As mesas de cafeteira com ampla janela para a rua só funcionam com o Pessoa. Já tentei isso num boteco de São Paulo. Fiquei bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, então, quando a última linha é escrita, fim da angústia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema se agrava no dia seguinte, ao ler o que você passou a noite toda escrevendo e achar abominável, encontrar falhas miseravelmente tontas e amaldiçoar a si próprio por tamanhas idiotices. Depois perder mais algumas horas para consertar. Comprar outro maço de cigarros, passar mais café. Por fim, apagar tudo e voltar para a folha em branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a publicação digital não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos problemas dos blogues, ao contrário de uma publicação impressa, que fica guardadinha na estante, segura da autossabotagem, consiste em o autor se ver obrigado a confrontar o próprio trampo todas as vezes em que entrar na internet. Vai ler aquilo, encontrar um erro, ler de novo, outro erro. Nunca ficará satisfeito com as novas e novas alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de um livro só é possível ao se deixar de lado todas as distrações para se concentrar unicamente naquilo que é lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet joga &lt;i&gt;links&lt;/i&gt; na sua cara. Bofeteia você com &lt;i&gt;links&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Escangalha sua cabeça com alertas de novas mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a felicidade (ou não) daqueles que escrevem em blogues, a vastidão de informações na internet obriga o autor a produzir textos sintéticos e objetivos. Do contrário, o leitor saberá que está sendo enganado, que está perdendo coisas mais bacanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o leitor fica cansado com extensos detalhes descritivos e vai embora, a culpa certamente não é dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se você tivesse que contar a estória que um moribundo fosse ouvir no último suspiro. Não tem jeito de pedir ao moribundo esperar mais um pouco pra morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na síntese, a&amp;nbsp;angústia do processo de criação dura menos, embora não seja menos acentuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo. Cheguei aqui pela nona vez, lembrei da citação do Sabino. “Malcolm Muggeridge afirma que depois de milhares de anos-luz no Inferno...”. Começo o texto de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite virada. Espero matar esse restinho de café antes de apagar tudo isso e ir pra cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Fabrício Romano&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/sintese-do-moribundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-4296775745746447176</guid><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 07:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-15T02:47:07.441-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Não Ficção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Discoteca</category><title>Mingus – baixista, escritor e dançarino no abismo</title><description>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-kJDaDoVAiog/TnGiWHLfN_I/AAAAAAAADHY/E5qY5x8rK5Q/s1600/mingus.jpg" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mingus é o cara&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O lendário Charles Mingus, cara que pressionou o botão do mixer e fez misérias pelo Jazz, era, segundo seus amigos e companheiros de estrada e estúdio, genial, dócil, intratável, gentil, desastroso, explosivo, violento, afetivo... e por aí vai. Sim, todos falavam do mesmo Mingus, aquele que levava ao extremo e ao limite o sentido dionisíaco de tocar, aproximando a barreira entre o prazer e a dor, a vida e a morte.&lt;br /&gt;O mesmo Mingus escreveu uma biografia definida como ‘demolidora de consciências’. Chamou seus fantasmas para dançar no abismo. Logo no princípio do livro, Abaixo de Cão (Beneath the Underdog), se define como uma personalidade multifacetada:&lt;br /&gt;“Há um que fica no centro, imperturbável, imóvel, observando à espera de poder transmitir aos outros dois o que vê. O segundo é uma espécie de animal assustado, que ataca antes que o ataquem. E há ainda um terceiro, um gênero de pessoa apaixonada, a personificação da simpatia que permite aos outros a entrada nos mais íntimos recantos do seu santuário interior, e que recebe os insultos e confia e assina contratos em branco e fica com má fama porque trabalha de graça ou quase e que, quando descobre o que lhe fizeram, fica com uma raiva que só lhe apetece matar e arrasar tudo à sua volta, ele mesmo incluído por ter sido tão estúpido! Mas não pode e tem de voltar para dentro de si mesmo”.&lt;br /&gt;Como se não bastasse acabar com o ritmo do Jazz quadradinho, abrir as portas para o fusion e tudo o mais, o baixista gênio expôs sua vida como uma ferida profunda, por onde todos podiam ver o interior de suas verdades.&lt;br /&gt;Meu conselho: ouça a música, leia o livro. Mingus é o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para saber mais&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;nasceu no dia 22 de abril de 1922 em Nogales, Arizona e foi criado em Watts, nos arredores de Los Angeles&lt;/li&gt;&lt;li&gt;sua ascensão foi em princípios de 50, trabalhando com Charlie Parker, Miles Davis e Duke Ellington, quando se tornou um do poucos baixistas a ter seu próprio conjunto de jazz. Com seus álbuns pioneiros "Pithecanthropus Erectus"(1956), "New Tijuana Moods"(1957) e "Mingus Ah Um"(1959), Mingus se estabeleceu como um dos compositores de jazz mais importantes do seu século&lt;/li&gt;&lt;li&gt;em 1977 ele foi diagnosticado como portador de uma desordem nervosa Esclerose Lateral Amniotrópica, mais conhecida como Doença de Lou Gehrig.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;limitado a uma cadeira de rodas e incapaz de tocar piano, Mingus continuou criando em seu gravador até a  morte, no dia 5 de janeiro de 1979 em Cuernavaca, México. Suas cinzas foram jogadas no Rio Ganges&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;Discografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;1955 – Mingus at the Bohemia (live) – Debut/OJC&lt;br /&gt;1956 – Pithecantropus Erecturs – WEA&lt;br /&gt;1957 – The Clown – Atlantic&lt;br /&gt;1957 – Tijuana Moods – Classics&lt;br /&gt;1957 – New Tijuana Moods – Bluebird / RCA&lt;br /&gt;1959 – Blues and Roots – Rhino&lt;br /&gt;1959 – Mingus Ah Um – Columbia&lt;br /&gt;1960 – Pre-bird – Mercury&lt;br /&gt;1960 – Charles Mingus Presents Charles Mingus – Candid&lt;br /&gt;1961 – Oh Yeah – Rhino&lt;br /&gt;1963 – The Black Saint and the Sinner Lady – Polydox&lt;br /&gt;1963 – Mingus, Mingus, Mingus, Mingus, Mingus – Polydox&lt;br /&gt;1970 – Reincarnation of a Lobebird – Prestige&lt;br /&gt;1971 – Let my Children Hear Music – Columbia&lt;br /&gt;1973 – Changes One &amp;amp; Two – Rhino&lt;br /&gt;1796 – Cumbia &amp;amp; Jazz Fusion – Atlantic&lt;br /&gt;1977 – Three of Four Shades of Blues – Atlantic &lt;br /&gt;1977 – His Final Work - Point&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mingusmingusmingus.com/" target="_blank"&gt;Site oficial&lt;/a&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/mingus-baixista-escritor-e-dancarino-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kJDaDoVAiog/TnGiWHLfN_I/AAAAAAAADHY/E5qY5x8rK5Q/s72-c/mingus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-7893495645344515514</guid><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 06:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-14T23:51:31.600-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Denise Ravizzoni</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficções</category><title>Ser sem sequer saber</title><description>Acorda e pensa que tem um dia todo pela frente. Precisa preencher o tempo de alguma maneira até a hora da aula sem lembrar muito daquilo. ‘E tudo por causa da merda dos livros’, pragueja para o espelho do banheiro enquanto escova os dentes. Logo com ela, que não lia porcaria nenhuma e só gostava de revistas que falavam da vida das celebridades. Que ideia! O cara tinha dito alguma coisa, comparado com alguém, ou sei lá o quê. Na hora, nem pode se defender. Não sabia bem o que o sujeito havia dito. Depois, colegas esclareceram. Era personagem de um livro velho. Ficou mais indignada ainda. Que direito tinha o idiotinha de compará-la a personagem morta de livro velho? Por favor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente uma pontada de raiva bem na boca do estômago só de pensar nisso. E, pior de tudo, vai ter que encarar a classe outra vez. Uns riram por ela não saber quem era a tal personagem. Outros riram por achar que aquilo devia ser algum palavrão novo. Outros, ainda, riram da reação meio histérica, do rosto vermelho, da ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos meses, sabia que estava sendo observada. Percebia que o cara ficava espiando, sentado lá no canto direito da sala, na última carteira. Sentia o calor no pescoço em determinados momentos e sabia que se virasse a cabeça repentinamente ia encontrar com os olhos dele grudados nela. Trocou de lugar por duas vezes alegando não enxergar direito o que os professores escreviam no quadro, mas não adiantou. O olhar seguia seus movimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando resolveu não se incomodar mais com isso, passou a encontrar coisas em sua mochila. Pétalas de alguma flor fedorenta, chocolates, poemas chatos em papéis coloridos, balas. Porra, assim já era demais. Enfiar coisas em sua mochila... Foi falar com o cara. Perguntou se era ele quem entupia sua mochila com esse lixo esquisito. Ele não disse nada. Sorriu de volta e saiu caminhando, quieto e misterioso. Irritou-se ainda mais, mas não pode deixar de notar o sorriso perfeito, certinho, de dentes claros. Nem os olhos escuros que se fechavam um pouco quando sorria. Tá, ele era bonitinho, mas e daí? Não gostava que invadissem sua vida daquele jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, depois de um tempo sem aprontar nada, vinha com isso. Dizer que ela tinha olhos de sei lá o quê na aula foi demais. Isso não ia ficar assim, ah, mas não ia mesmo! Se precisasse, daria  queixa na diretoria, ou chamaria uns moleques fortes e desocupados para resolver a situação na saída, ou qualquer coisa assim. O cara não respeitava seus pedidos, não a deixa em paz, simplesmente não ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia passou e chegou a hora de encarar a situação da melhor forma que pudesse. Tinha decidido. Ia falar com ele antes das aulas. Esperou no portão até que viu o cara vindo lá do outro lado da rua. Mirou nele os lindos olhos de ressaca, os olhos de cigana oblíqua e dissimulada com tamanha intensidade que pareciam emitir pequenos e coloridos lasers. Do outro lado, se aproximando cada vez mais e vendo o olhar da menina pregado nele, em atitude de espera, murmura baixinho a palavra entre os dentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Capitu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Denise Ravizzoni&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/ser-sem-sequer-saber.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1378306236302910415.post-8710344336992312870</guid><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 06:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-15T06:53:12.989-07:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Não Ficção</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Filho de camaleão, peixinho é</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vxWzg9KU3bg/TnGc7E49MZI/AAAAAAAADHI/g0flsumNxOY/s1600/Filho+de+camale%25C3%25A3o%252C+peixinho+%25C3%25A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-vxWzg9KU3bg/TnGc7E49MZI/AAAAAAAADHI/g0flsumNxOY/s1600/Filho+de+camale%25C3%25A3o%252C+peixinho+%25C3%25A9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Surge na cena do mundo cinematográfico um cara chamado Duncan Jones. Até aí, nada de especial. Promessas artísticas e novos diretores pipocam em todos os cantos. O detalhe é que o tal Duncan Jones é filho de outro Jones, David, mas conhecido como David Bowie. Começa a ficar interessante. &lt;br /&gt;Ser filho do Bowie também não garante qualidade, é certo. E imagino que não deva ser fácil ser comparado ao papai Bowie quando o assunto é criatividade. Mas, não sejamos precipitados. O fato é que o resultado do primeiro trabalho representativo de Duncan é uma surpresa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Sci-fi estiloso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de Lunar, Sci-fi com claras referências a 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) e Corrida Silenciosa (1972).  &lt;br /&gt;O filme é praticamente todo encenado por Sam Rockwell, ator de quem particularmente gosto muito, que encara uma viagem à lua tendo como companhia o robô GERTY (voz de Kevin Spacey – de Beleza Americana). Rockwell vive o astronauta Sam Bell em duas versões, dando características distintas a cada uma das facetas, mantendo a atenção do espectador. O robô, que convive com o atronauta, expressa suas emoções através de smiley faces. Rockwell, portanto, precisa carregar o filme nas costas. E consegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6ty3OjsKVIg/TnGdIwls8FI/AAAAAAAADHM/QhtcRVzvpNQ/s1600/moon01-600x266.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-6ty3OjsKVIg/TnGdIwls8FI/AAAAAAAADHM/QhtcRVzvpNQ/s1600/moon01-600x266.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rockwell vive o astronauta Sam Bell&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A história gira em torno da missão de três anos de Sam Bell à lua. Lá, o astronauta extrai uma matéria especial que é enviada para a Terrra. Bell tem esposa e filha e encara cada dia de trabaho como mais um dia longe de casa. Por um problema no transmissor, não consegue se comunicar com a esposa em tempo real, o que cria um hiato interessante. No período final da missão, Sam tem visões estranhas e devaneios. Um acidente de trabalho acaba tirando o cara de circulação e surge uma verdade perturbadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Duncan, conseguiu fazer um filme muito legal com um orçamento enxuto para os padrões hollywodianos (US$ 5 milhões), e tratou o isolamento de forma delicada. Foi impossível não ler ali um pouco de Blade Runner e a solidão dos replicantes. Embora as referências estejam lá, o filme é de Duncan, que particpou do roteiro com Nathan Parker. Lunar vale a viagem na nave em companhia de Sam Bell e Gerty. Mr. Bowie deve estar muito orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-w99x9gTyUl0/TnGdccVG-uI/AAAAAAAADHQ/MXJKzUPNm5g/s1600/moon13-600x398.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-w99x9gTyUl0/TnGdccVG-uI/AAAAAAAADHQ/MXJKzUPNm5g/s1600/moon13-600x398.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Mais um&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Duncan também dirigiu Contra o Tempo (Source Code). O filme conta que numa manhã, um soldado (Jake Gyllenhaal) acorda no corpo de um viajante desconhecido e, oito minutos depois do fato estranho, é testemunha da explosão de um trem. O soldado percebe que não é sua vida, não é seu corpo, e descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de 'Código Fonte’. Não vi ainda, mas vou dar uma conferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Denise Ravizzoni&lt;/b&gt;</description><link>http://capituwithlasers.blogspot.com/2011/09/filho-de-camaleao-peixinho-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Fabrício Romano)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vxWzg9KU3bg/TnGc7E49MZI/AAAAAAAADHI/g0flsumNxOY/s72-c/Filho+de+camale%25C3%25A3o%252C+peixinho+%25C3%25A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>