<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-27340982</atom:id><lastBuildDate>Tue, 04 Nov 2025 15:46:20 +0000</lastBuildDate><category>Idade Antiga</category><category>Atualidade</category><category>Idade Contemporânea</category><category>Idade Média</category><category>Atividades</category><category>Desabafo de professor</category><category>Dia-a-dia</category><category>Brasil República</category><category>Idade Moderna</category><category>Garoto Gorfadinha</category><category>Brasil Colônia</category><category>História em Debate</category><category>O Homem do Livro</category><category>América Colonial</category><category>Brasil Império</category><category>Pré-História</category><title>Carbono 14: Entrou aqui, virou História</title><description>Antes de torcer o nariz e dizer que odeia História, navegue por aqui</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>190</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-1603396309150173033</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2023 14:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-04-19T15:49:50.232-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>Uma curiosidade sobre o Manifesto Comunista </title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
  &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj17nRwYN-OWjXjKF6PxZNu3s5mBxMDZ2BcG35xn3TXzKb5Y-DL2HSwsq-LY7q4GvnoBuS2BuqVfreDU-K8hHF1jKZzGDvgD4nYCmi9Z5CTC6Zy61PueGVilujCSf8nzKEocoNr/s1600/1677420672959880-0.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;
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  &lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia 21 de fevereiro de 1848 Marx publicou o Manifesto do Partido Comunista. Era uma encomenda feita pela Liga dos Comunistas de Londres. Marx, que vivia em Bruxelas, atrasou a entrega do texto e os tios ficaram bem bravos e deram uma intimada nele para devolver os documentos da Liga, caso não concluísse o trabalho. O fato é que o Manifesto Comunista foi publicado na Inglaterra escrito em alemão. Ou seja, quase ninguém leu. Outro fato curioso. Essa liga (originalmente chamada de Liga dos Justos) não era de trabalhadores das fábricas, isto é, do processo de mecanização pós-Revolução Industrial. Ela era composta por artesãos alemães exilados em Londres. O lema deles era: &quot;Todos os homens são irmãos!&quot;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por incrível que pareça, nessa época a palavra socialismo estava mais próxima de uma doutrina burguesa &quot;identificada com vários esquemas reformistas experimentais e utópicos&quot;, conforme afirma o historiador Osvaldo Coggiola. Já os comunistas, segundo ele, &quot;eram aqueles que estavam claramente a favor da derrubada revolucionária da ordem existente e do estabelecimento de uma sociedade igualitária&quot;. A Liga dos Justos inicialmente era socialista. Marx chegou a frequentar algumas de suas reuniões e ficou muito impressionado. Disse Marx: &quot;Entre eles a fraternidade não é uma palavra vazia, mas uma realidade, e toda a nobreza da humanidade irradia desses homens endurecidos pelo trabalho (...) o gosto pelo estudo, a sede de conhecimento, a energia moral, a necessidade de desenvolvimento&quot;. O fato é que a liga se tornou comunista, e provavelmente, Marx teve um papel nisso quando se filiou a ela em 1847. Foi nesse ano que novos estatutos foram criados, no qual ficava claro a mudança de paradigma:&amp;nbsp; &quot;O fim da Liga é a derrubada da burguesia, o reino do proletariado, a supressão da antiga sociedade burguesa fundada no antagonismo de classes e o estabelecimento de uma nova sociedade sem classes e sem propriedade privada&quot;. O antigo lema: &quot;Todos os homens são irmãos!&quot; foi substituído pelo &quot;Proletários de todos os países uni-vos!&quot;, frase que encerra o Manifesto Comunista.&lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2023/02/uma-curiosidade-sobre-o-manifesto.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj17nRwYN-OWjXjKF6PxZNu3s5mBxMDZ2BcG35xn3TXzKb5Y-DL2HSwsq-LY7q4GvnoBuS2BuqVfreDU-K8hHF1jKZzGDvgD4nYCmi9Z5CTC6Zy61PueGVilujCSf8nzKEocoNr/s72-c/1677420672959880-0.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-957894392591835341</guid><pubDate>Mon, 18 Apr 2022 23:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2024-08-21T08:08:35.288-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>Bloqueio Continental - &quot;Quero conquistar o mar com o poder da terra&quot;</title><description>#pratodoslerem Pintura de Napoleão Bonaparte sentado em uma cadeira. Ele não parece nada contente.
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9jLqBsSmdnUD4boe4S2J4gHvoN_TxGCyX8zMulPCCysbFLOXaHZ5AbnF5PHs7GtFSeqHVrQwphf6i-x-PKF7jIc58DTRzHIlxytM9FXBxLll12srtTS2Tx6dJKPoG0MEymBfoPRgTe9tKncespL7N0mobQIUosvXsa1ziSWVY1R_xywdyYg/s875/napole%C3%A3o.webp&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9jLqBsSmdnUD4boe4S2J4gHvoN_TxGCyX8zMulPCCysbFLOXaHZ5AbnF5PHs7GtFSeqHVrQwphf6i-x-PKF7jIc58DTRzHIlxytM9FXBxLll12srtTS2Tx6dJKPoG0MEymBfoPRgTe9tKncespL7N0mobQIUosvXsa1ziSWVY1R_xywdyYg/w512-h640/napole%C3%A3o.webp&quot; width=&quot;512&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;Crédito da imagem: https://www.history.com/news/napoleon-bonaparte-downfall-reasons-personality-traits&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas palavras de Napoleão Bonaparte revelam muito bem suas intenções quando impôs à toda Europa o Bloqueio Continental.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os franceses acreditavam que a derrota inglesa seria inevitável atacando sua economia. A industrialização da Inglaterra dependia de matérias-primas e de mercados consumidores para a sua manutenção e crescimento. Isolar as Ilhas Britânicas impedindo-as de fazer comércio com o resto do continente europeu conduziria a economia inglesa à destruição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o decreto de Berlim de 21 de novembro de 1806, Napoleão instituiu o Bloqueio Continental. O curioso é que essa tática para atacar a economia do país rival foi usada pela própria Inglaterra contra os franceses de forma bem mais atenuada. Foi por isso que Napoleão justificava no decreto:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&quot;Considero que esse abuso monstruoso do direito de bloqueio só tem por objetivo impedir as comunicações entres os povos e construir o comércio e a indústria da Inglaterra sob a ruína do comércio da indústria do continente, e que é direito natural opor ao inimigo as armas das quais ele se serve, resolvemos aplicar à Inglaterra os métodos que ela consagrou na sua legislação marítima e decretamos, consequentemente: Artigo 1º - As Ilhas Britânicas estão em estado de bloqueio.&quot;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhum produto inglês poderia entrar no continente europeu. O decreto, dentre outras determinações, previa que qualquer inglês em solo ocupado pela França seria considerado prisioneiro de guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vemos que Napoleão, por não dispôr de uma frota suficientemente potente para atacar a Inglaterra, não fez um bloqueio marítimo, mas tentou fazer um bloqueio terrestre nos principais portos do continente.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2022/04/bloqueio-continetal-quero-conquistar-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9jLqBsSmdnUD4boe4S2J4gHvoN_TxGCyX8zMulPCCysbFLOXaHZ5AbnF5PHs7GtFSeqHVrQwphf6i-x-PKF7jIc58DTRzHIlxytM9FXBxLll12srtTS2Tx6dJKPoG0MEymBfoPRgTe9tKncespL7N0mobQIUosvXsa1ziSWVY1R_xywdyYg/s72-w512-h640-c/napole%C3%A3o.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-5032111363286805060</guid><pubDate>Sat, 18 Dec 2021 16:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-12-18T14:02:16.943-03:00</atom:updated><title>Do peso à leveza - Daniel Giandoso</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi8HICRnbWNyPCTKCgFttioZxUZfcq_KyOmLRiv_Cwpjs8Uvk-chqYEOqiN6RW0mz0lQuQWB340nj6MaAQ3Jsr17hGYme6GI-8mGQ8Nxf9fY0AVbFwk-FxUgyTLhxV1WO56CcCfOEObAUZCbIGKhk3FjXJiQWuywWPnuusCU9X8RUG9mVPzXA=s2250&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;2250&quot; data-original-width=&quot;1410&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi8HICRnbWNyPCTKCgFttioZxUZfcq_KyOmLRiv_Cwpjs8Uvk-chqYEOqiN6RW0mz0lQuQWB340nj6MaAQ3Jsr17hGYme6GI-8mGQ8Nxf9fY0AVbFwk-FxUgyTLhxV1WO56CcCfOEObAUZCbIGKhk3FjXJiQWuywWPnuusCU9X8RUG9mVPzXA=w402-h640&quot; width=&quot;402&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do que trata esse livro?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seria o passo a passo para uma nova dieta?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ou então, a história de um boxeador peso pesado que mudou para a categoria peso pena?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bem longe disso...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Link para ler na Amazon: &lt;a href=&quot;https://amzn.to/329yl9R&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Do peso à leveza&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/12/do-peso-leveza-daniel-giandoso.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEi8HICRnbWNyPCTKCgFttioZxUZfcq_KyOmLRiv_Cwpjs8Uvk-chqYEOqiN6RW0mz0lQuQWB340nj6MaAQ3Jsr17hGYme6GI-8mGQ8Nxf9fY0AVbFwk-FxUgyTLhxV1WO56CcCfOEObAUZCbIGKhk3FjXJiQWuywWPnuusCU9X8RUG9mVPzXA=s72-w402-h640-c" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-1060522175818815040</guid><pubDate>Sat, 10 Jul 2021 02:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-07-10T09:33:39.980-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil República</category><title>A Revolução de 1932 e a micro-história</title><description>&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;#pracegover: cartaz com 4 jovens soldados enfileirados. Atrás deles, tremulam as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo. No cartaz está escrito: &quot;Para completar o batalhão aliste-se M.M.D.C.&quot;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4EgPNIlw4Z1Xw3FKd5elFKegxlB1s0xwx5vDio8XqzyocAKjdiXjfayt55W6Q9MswZEdNP5Dv-ZxcRN6z_SIS1QwNZw9XR5tKNaixYnkPDJjTF2m3oVSkpmrI6XnV8lj-VmJs/s2048/cartaz+MMDC.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;2048&quot; data-original-width=&quot;1365&quot; height=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4EgPNIlw4Z1Xw3FKd5elFKegxlB1s0xwx5vDio8XqzyocAKjdiXjfayt55W6Q9MswZEdNP5Dv-ZxcRN6z_SIS1QwNZw9XR5tKNaixYnkPDJjTF2m3oVSkpmrI6XnV8lj-VmJs/w426-h640/cartaz+MMDC.jpg&quot; width=&quot;426&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.al.sp.gov.br&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p dir=&quot;ltr&quot;&gt;A história dos acontecimentos problematizada e analisada em livros, nem sempre consegue revelar de que maneira pessoas simples viveram esses acontecimentos. Muitos historiadores se esforçam para recuperar essas vozes e investigar as sutilezas escondidas. Infelizmente, trata-se de uma tarefa difícil pela carência de fontes. &lt;br&gt;
Uma vez, a minha avó me contou suas lembranças da Revolução Constitucionalista de 1932. Ela tinha 8 anos. Toda vez que passava um avião no céu chamado por ela de vermelhinho, todas as crianças saíam correndo para se esconder debaixo da cama. Eram os aviões do governo de Getúlio.&lt;br&gt;
A segunda lembrança também é muito boa. A fazenda ficava a caminho da divisa entre São Paulo e o sul de Minas Gerais. Certa vez, passaram por ali um grupo de soldados paulistas. Eles estavam com muita fome e pediram algo para comer. Minha bisavó pegou pães que ela havia feito e se feriu com a faca ao cortá-los. Um dos soldados tirou um lenço da farda e o amarrou na mão da minha bisavó. Os soldados seguiram caminho.&lt;br&gt;
Essas duas lembranças permaneceram na memória de minha avó até ela morrer.&lt;br&gt;
Na memória de pessoas comuns a macro e a micro-história se confundem e ganham novos significados. Esses acontecimentos são rememorados e remodelados ao longo da vida. &lt;br&gt;
Mesmo morando numa casinha no meio do nada, todos sabiam (pelo rádio, é claro) que aqueles aviões lançavam bombas, daí o medo das crianças.&lt;br&gt;
E o testemunho de minha avó com 8 aninhos, revela para a macro história as privações sofridas pelos soldados.&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/07/a-revolucao-de-1932-e-micro-historia.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4EgPNIlw4Z1Xw3FKd5elFKegxlB1s0xwx5vDio8XqzyocAKjdiXjfayt55W6Q9MswZEdNP5Dv-ZxcRN6z_SIS1QwNZw9XR5tKNaixYnkPDJjTF2m3oVSkpmrI6XnV8lj-VmJs/s72-w426-h640-c/cartaz+MMDC.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6340076569643577362</guid><pubDate>Sun, 04 Jul 2021 20:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-07-04T18:34:48.728-03:00</atom:updated><title>Mais poesia, menos gritaria</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivaX9l08W-PjY1cQQILUPWr4V9dcrkvB9vU_O8IvqlfY4QitAuuzX-dRlqVRxnZi6ZP7fjyhtCSil9WLx0ZFh7zpMNjFs-0VbSQvzzIaXz70OzNXcsuWr-GR-jRq-hzpMxYEKk/s441/Captura+de+tela+de+2021-07-04+17-56-00.png&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;441&quot; data-original-width=&quot;367&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivaX9l08W-PjY1cQQILUPWr4V9dcrkvB9vU_O8IvqlfY4QitAuuzX-dRlqVRxnZi6ZP7fjyhtCSil9WLx0ZFh7zpMNjFs-0VbSQvzzIaXz70OzNXcsuWr-GR-jRq-hzpMxYEKk/s16000/Captura+de+tela+de+2021-07-04+17-56-00.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Poesia pronta&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se chega até nós&lt;br /&gt;
se está escondida dentro da gente&lt;br /&gt;
se flui quando se permite&lt;br /&gt;
se é gestada e nasce em dores&lt;br /&gt;
se é construída por dedicado labor&lt;br /&gt;
se vem da carne que sofre&lt;br /&gt;
ou se chega divinamente na alma&lt;br /&gt;
não sei dizer&lt;br /&gt;
Está comigo&lt;br /&gt;
enquanto a tinta pelo papel caminha&lt;br /&gt;
Depois, ao mundo pertence&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://amzn.to/3AqUmxi&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Meus outros poemas na Amazon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2019/07/blog-post.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivaX9l08W-PjY1cQQILUPWr4V9dcrkvB9vU_O8IvqlfY4QitAuuzX-dRlqVRxnZi6ZP7fjyhtCSil9WLx0ZFh7zpMNjFs-0VbSQvzzIaXz70OzNXcsuWr-GR-jRq-hzpMxYEKk/s72-c/Captura+de+tela+de+2021-07-04+17-56-00.png" height="72" width="72"/></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-5304855698659370324</guid><pubDate>Sat, 03 Jul 2021 02:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-07-04T17:37:30.860-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>O culto à tradição no fascismo eterno</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;#pracegover: foto de Umberto Eco. Sua barba é branca. Usa chapéu e óculos.&lt;br&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;400&quot; data-original-width=&quot;700&quot; height=&quot;366&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcZRPj36je62a4wlm1jQopb0d-oetX1KERQgZT9e1ZH-R1P6F1Vy-UH-jHvtq3gS_uh9FEfahyphenhyphenl6SQ798wENmCiPv8OLn98eX82wFMw5EyWU39gOh5pRJvNHkUQKj1OWtQ3OP_/w640-h366/umberto-eco.webp&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://brasil.estadao.com.br/blogs/macaco-eletrico/desculpe-umberto-eco/&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br&gt;A primeira característica do eterno fascismo apresentada por Umberto Eco em sua conferência denominada &quot;Ur-fascismo&quot; realizada 1995 é o culto à tradição ou o tradicionalismo. &lt;br&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse tradicionalismo é comum em correntes religiosas. Por exemplo: parte do catolicismo na França adotou uma postura tradicionalista como resposta à ação revolucionária contra a Igreja durante a Revolução Francesa. No entanto, Umberto Eco ressaltou mais o tradicionalismo surgido ainda na Idade Antiga&amp;nbsp; como uma reação ao racionalismo grego. Basicamente, consistia na crença de que haveria revelações misteriosas presentes desde as origens da humanidade. Trata-se de um conhecimento místico, por muito tempo oculto, cujos adeptos seriam capazes de ler as alegorias sobre essa verdade, muitas vezes presente de forma sincrética em coisas muito diferentes. &lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Eco, a consequência dessa visão tradicionalista é que o conhecimento verdadeiro já está posto, embora oculto. Assim, o conhecimento não seria algo a ser aprimorado. Basta apenas, desvendar o que está oculto. Outra consequência do tradicionalismo é que ele estimula teorias e discursos conspiratórios como demonstração dessas verdades ocultas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse tradicionalismo utilizado pelo nazifascismo histórico é uma das características do fascismo eterno.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos recompor esta discussão. Em 1995 Umberto Eco não desenvolveu o culto à tradição na perspectiva religiosa. Porém, vemos o quanto ela se faz presente na atualidade. Partidos e políticos autoritários se colocam como os defensores da tradição da família cristã e da moral religiosa, sobretudo sexual. Nesse sentido, os valores cristãos são ameaçados por uma série de inimigos. Esta postura é perfeitamente compreensível em uma perspectiva intra-religiosa, interna à religião. No entanto, o fascismo eterno faz disto uma bandeira política, uma ação de governo e a identifica com o Estado nacional. Assim, qualquer grupo ou ideia contrária à tradição cristã é uma ameaça à própria nacionalidade. Grupos religiosos são facilmente cooptados por esse posicionamento político em defesa de valores cristãos e costumam relativizar a truculência, o desprezo à democracia, aos direitos humanos e a incompetência administrativa de quem os governa. Basta que o líder aja em nome dessa moralidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a parcela da população não religiosa ou pouco sensível a moral cristã? Ela também é cooptada pelo tradicionalismo na segunda dimensão exposta por Umberto Eco. A crença em verdades ocultas também atrai. As teorias conspiratórias tornam-se prato cheio para os negacionistas. E aqui o leque é grande: movimentos contra vacinas, mudanças climáticas, globalismo, comunismo e a defesa apaixonada de tudo o que foge ao bom senso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É impressionante como o pensamento de Umberto Eco ilumina as nossas mazelas. &lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/07/o-culto-tradicao-no-fascismo-eterno.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcZRPj36je62a4wlm1jQopb0d-oetX1KERQgZT9e1ZH-R1P6F1Vy-UH-jHvtq3gS_uh9FEfahyphenhyphenl6SQ798wENmCiPv8OLn98eX82wFMw5EyWU39gOh5pRJvNHkUQKj1OWtQ3OP_/s72-w640-h366-c/umberto-eco.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6324155905731644570</guid><pubDate>Tue, 26 Jan 2021 20:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-07-04T17:37:54.361-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pré-História</category><title>A Pré-história do Direito</title><description>&lt;p&gt;John Gilissen (1912-1988) foi jurista, historiador, magistrado e professor universitário na Bélgica. Em sua monumental obra &quot;Introdução histórica ao Direito&quot;, logo no primeiro capítulo, ele faz uma reflexão muito importante sobre o direito dos povos sem escrita.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse vídeo, há alguns elementos importantes sobre o Direito na Pré-história ou seria melhor dizer, sobre a Pré-história do Direito?&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/7TPToZ-Fa88&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;7TPToZ-Fa88&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/01/a-pre-historia-do-direito.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/7TPToZ-Fa88/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6629418724607230593</guid><pubDate>Sun, 24 Jan 2021 19:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-01-24T16:51:56.454-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Média</category><title>Brincar é importante! Os gregos e os medievais sabiam disso</title><description>&lt;p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uMaNcB6Es210-a6i_7k87Cs8ClrwfrAgJ8rkAN9Q6_Y_El5XiognIfsTXe4AAnVkU6mou6doyqTILtJvEp5WMIqAm4feMnBTfJ_jZUu9ePY8qbf_j63p4jRy3HlQVHXSS-rS/s1440/F_LITANY-OF-ST-THOMAS-AQUINAS.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;600&quot; data-original-width=&quot;1440&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uMaNcB6Es210-a6i_7k87Cs8ClrwfrAgJ8rkAN9Q6_Y_El5XiognIfsTXe4AAnVkU6mou6doyqTILtJvEp5WMIqAm4feMnBTfJ_jZUu9ePY8qbf_j63p4jRy3HlQVHXSS-rS/w640-h266/F_LITANY-OF-ST-THOMAS-AQUINAS.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.nashvilledominican.org/prayer/litanies/litany-st-thomas-aquinas/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Brincar deixa a vida mais leve.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Brincando aprendemos melhor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não dá para levar muito a sério quem leva tudo a sério.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Brincadeira tem hora. Quem força muito a barra pra ser engraçado acaba sendo desagradável.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo isso já aconteceu conosco. É humano! É tão legal quando lemos ou escutamos alguém e imediatamente ressoa dentro de nós: &quot;Isso é verdade!&quot; Ocorre naquele momento uma adesão nossa à coisa lida ou ouvida. E por quê? Por que aquilo, por ser tão humano, já estava em nós.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentemente, lendo um pequeno comentário que Tomás de Aquino fez a um trecho da Ética de Aristóteles, esse encontro mais uma vez ocorreu em mim. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Disse São Tomás: &quot;O brincar é necessário para a vida humana&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como o nosso corpo precisa descansar, pois não consegue trabalhar ininterruptamente, a brincadeira é um repouso para a alma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tomás de Aquino dizia que aqueles que mais se dedicam às atividades racionais, são os que mais precisam da brincadeira. Ela dilata o afeto e nos faz acolher interiormente o que é agradável. Por outro lado, a tristeza atrapalha a aprendizagem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, São Tomás alerta que não se pode brincar de qualquer maneira. Existe um jeito bom (virtuoso) e um jeito ruim (vicioso) para brincar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim com Aristóteles, ele afirma que nossas ações exteriores revelam disposições morais interiores. Ou seja, a maneira como brincamos revela algo mais profundo em nós.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há uma brincadeira viciosa, pois todo exagero, inclusive o relacionado à brincadeira é vício.&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há também&amp;nbsp; e uma brincadeira virtuosa. A virtude é o equilíbrio, a justa medida das coisas, o que inclui até mesmo brincadeiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A brincadeira ruim conduzida pelo vício é a zombaria, o escárnio, a grosseria... É feita por aqueles que se tornam importunos por sempre querer fazer rir. Conduzem os outros ao riso ferindo alguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, quando uma pessoa não suporta brincadeira alguma, sempre séria e rígida, também está no vício. Afinal, existe o vício pelo excesso e o vício pela carência (todo extremo é vício).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a brincadeira virtuosa, essa sim é maravilhosa! É feita por aqueles que conseguem converter uma situação em riso de forma conveniente, agradável. Atuam de maneira desembaraçada, flexível. Com uma inteligência aguda, sabem brincar sem ferir ninguém.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As virtudes não são naturais. Elas acontecem pelo cultivo do hábito, do bom hábito. E essa é a parte boa. Não estamos fadados às bobagens que cometemos. Cada manhã é um recomeço. Afinal, se não cometêssemos bobagem alguma, são seríamos humanos, seríamos angélicos como São Tomás de Aquino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/01/brincar-e-importante-os-gregos-e-os.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uMaNcB6Es210-a6i_7k87Cs8ClrwfrAgJ8rkAN9Q6_Y_El5XiognIfsTXe4AAnVkU6mou6doyqTILtJvEp5WMIqAm4feMnBTfJ_jZUu9ePY8qbf_j63p4jRy3HlQVHXSS-rS/s72-w640-h266-c/F_LITANY-OF-ST-THOMAS-AQUINAS.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-2397431114483082623</guid><pubDate>Tue, 19 Jan 2021 14:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-03-20T07:55:52.480-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><title>A carta de Plínio, o jovem ao Imperador Trajano sobre os cristãos</title><description>&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Plínio, o Jovem, Governador da Província de Bitínia e Ponto que ficava às margens do Mar Negro na Ásia Menor, no ano 112 d.C. escreveu ao Imperador Trajano informando-o sobre como ele estava conduzindo a perseguição aos cristãos na região.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Tudo parecia caminhar bem, mas diante de alguns acontecimentos inesperados, Plínio, hesitante, pediu orientações ao imperador.&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;Para entender melhor como os romanos agiam contra os cristãos, acompanhe o vídeo e conheça nosso canal.&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/DYASmWVlpVY&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;DYASmWVlpVY&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/01/a-carta-de-plinio-o-jovem-ao-imperador.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/DYASmWVlpVY/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-8047785267914229189</guid><pubDate>Sat, 16 Jan 2021 13:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-05-30T08:40:37.488-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><title>O dilema de Antígona</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfL8QIoLeb6D6eHQCUy6RY26Dget4sEzPKWs_g7WYNPdkbYB2ikxJSfm1yBmgn7tJ1MUVmS1CxboCWwmOuoWipDaIubh9OVJPG2DOlWG0HMuNXLfCM_FL54VOQs0oOovtckGc4/s1200/Ant%25C3%25ADgona.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;628&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;334&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfL8QIoLeb6D6eHQCUy6RY26Dget4sEzPKWs_g7WYNPdkbYB2ikxJSfm1yBmgn7tJ1MUVmS1CxboCWwmOuoWipDaIubh9OVJPG2DOlWG0HMuNXLfCM_FL54VOQs0oOovtckGc4/w640-h334/Ant%25C3%25ADgona.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;div&gt;É lícito desobedecer a lei? Costumes ancestrais prevalecem quando entram em conflito com uma lei aprovada por uma autoridade?&lt;p&gt;Vejamos como Antígona (nome da peça escrita por Sófocles) responde ao seu tio Creonte, rei de Tebas:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&quot;A tua lei não é a lei dos deuses; apenas o capricho ocasional de um homem. Não acredito que tua proclamação tenha tal força que possa substituir as leis não escritas dos costumes e os estatutos infalíveis dos deuses. Porque essas não são leis de hoje, nem de ontem, mas de todos os tempos: ninguém sabe quando apareceram. Não, eu não iria arriscar o castigo dos deuses para satisfazer o orgulho de um pobre rei. Eu sei que vou morrer, não vou? Mesmo sem teu decreto. E, se morrer antes do tempo, aceito isso como uma vantagem&quot; (Antígona, Sófocles). &lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O teatro e os mitos gregos são sempre atuais, pois apresentam os grandes dilemas da natureza humana. Longe de querer solucioná-los, os gregos preferiam discuti-los. Afinal, eles sabiam muito bem que para as grandes questões não havia respostas simples.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mundo polarizado como o nosso, revela mais a infantilidade de nossa sociedade em preferir alguém que lhe forneça certezas (ainda que ocas) a admitir e encarar de frente os dilemas da vida, arcando com as consequências de nossas escolhas. Ninguém escapa. Em algum momento, isso acontece com todos, ainda que em níveis diferenciados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parece que para Sófocles, o ponto central não é defender que Antígona é a heroína e Creonte o vilão. No fundo, todos tinham as suas razões para agir da forma como agiram. O mundo não está dividido entre limpinhos e corruptos, entre mocinhos e bandidos. É mais confortável pensar que sempre estou do lado certo (buscando justificativas para me convencer disso) e o outro, sempre está do lado errado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez, para Sófocles lhe importava mais apresentar até onde uma alma obstinada e cega pode chegar. Os grandes dilemas permanecerão e o desafio é agir sabiamente e menos de maneira insensata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sempre haverá argumentos muito &quot;corretos&quot; para justificar a insensatez.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/01/o-dilema-de-antigona.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfL8QIoLeb6D6eHQCUy6RY26Dget4sEzPKWs_g7WYNPdkbYB2ikxJSfm1yBmgn7tJ1MUVmS1CxboCWwmOuoWipDaIubh9OVJPG2DOlWG0HMuNXLfCM_FL54VOQs0oOovtckGc4/s72-w640-h334-c/Ant%25C3%25ADgona.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-83640137100861871</guid><pubDate>Fri, 15 Jan 2021 11:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-01-15T08:43:17.312-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><title>Por que os cristãos eram perseguidos? Ste Croix responde</title><description>Durante os três primeiros séculos, os cristãos foram perseguidos pelos romanos. As narrativas dos martírios dos cristãos impressionam tanto, que fica parecendo que os cristãos eram perseguidos por toda a parte no Império.&lt;div&gt;Mas afinal, do que os cristãos eram acusados? Será mesmo que eles representavam um perigo para Império Romano?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acompanhe o vídeo sobre esse intrigante assunto e conheça nosso canal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;BLOG_video_class&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/MwmPTysphrQ&quot; width=&quot;320&quot; youtube-src-id=&quot;MwmPTysphrQ&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2021/01/por-que-os-cristaos-eram-perseguidos.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/MwmPTysphrQ/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-4208027428112061350</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2020 13:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-11-19T14:08:59.733-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>O povo e a ralé em Hannah Arendt</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAs0PioFwOdqhyphenhyphenF6wZ_yv-DjGIYNk25oyXNezUkQYpUQ4u3zbxcFOqF6o8z3hwuWheTMsVKdzqwFxVfqduoPmckJB2jfVQjteCipz8BA1VHbivN0UsiH961duyzlQ0qSZrt8ad/s538/hannah.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;446&quot; data-original-width=&quot;538&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAs0PioFwOdqhyphenhyphenF6wZ_yv-DjGIYNk25oyXNezUkQYpUQ4u3zbxcFOqF6o8z3hwuWheTMsVKdzqwFxVfqduoPmckJB2jfVQjteCipz8BA1VHbivN0UsiH961duyzlQ0qSZrt8ad/s16000/hannah.png&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.dhm.de/lemo/biografie/hannah-arendt&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualidade de Hannah Arendt para a compreensão da sociedade hodierna chega a ser surpreendente. Segundo a autora, o povo e a ralé não podem ser confundidos.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;Enquanto o povo, em todas as grandes revoluções, luta por um sistema realmente representativo, a ralé brada sempre pelo “homem forte”, pelo “grande líder” (Origens do Totalitarismo).&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que distintos, são facilmente confundidos, pois a ralé reúne &quot;resíduos de todas as classes&quot;, ou seja, não se trata de um nicho social específico ligado ou pela renda, classe social, escolarização, ou pela etnia. A ralé é um &quot;refugo de todas as classes&quot;. O que une essas pessoas no conjunto ralé é o ódio à representação política (instituições, congresso, parlamento, partidos) e o ódio à sociedade, pois se sentem excluídas de alguma forma. Sobretudo, a ralé odeia grupos específicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse ódio à sociedade e à representação política, faz com que a ralé se mova para ações fora da institucionalidade com grande agressividade, sob a justificativa de que há uma conspiração para o domínio do mundo. Quando Hannah Arendt escreveu, ela apontou que o ódio da ralé foi mobilizado contra a conspiração judaica mundial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, ao que tudo indica, grupos de extrema direita (potencializados pelas redes sociais) mobilizam o ódio da ralé e a movimentam contra o que chamam de globalismo comunista, contra a ONU e OMC, contra migrantes e muçulmanos, contra minorias, e finalmente, contra os que querem destruir a família cristã.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É da ralé que surgem líderes políticos autoritários que fazem frente a toda institucionalidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;Os pessimistas históricos compreenderam a irresponsabilidade fundamental dessa nova camada social, e previram corretamente também a possibilidade de converter-se a democracia num despotismo, cujos tiranos surgiriam da ralé e dependeriam do seu apoio (Origens do Totalitarismo).&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uaauuu! O meu consolo é que a história não se repete somente no que há de mais abjeto e grotesco, mas também se repete no que há de mais sublime e valoroso. No entanto, os que se dedicam a isso aparecem menos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://amzn.to/2IP1WeP&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Origens do Totalitarismo - Hannah Arendt&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;
        &lt;/div&gt;
    &lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/11/o-povo-e-rale-em-hannah-arendt.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAs0PioFwOdqhyphenhyphenF6wZ_yv-DjGIYNk25oyXNezUkQYpUQ4u3zbxcFOqF6o8z3hwuWheTMsVKdzqwFxVfqduoPmckJB2jfVQjteCipz8BA1VHbivN0UsiH961duyzlQ0qSZrt8ad/s72-c/hannah.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-7042194999969174343</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2020 00:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-11-18T21:19:56.187-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Média</category><title>Os intelectuais e a cidade medieval.</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhr35b1brkHQ643l9ZA7pSjpaB2jxjv39oKV2bQLWQEdWOVxczUqk44gUVWvMleM_oQ5otQMr8ZDTlm6n4N8og_-t5X4_xnW_hyNMKATh6QsFoqojcuokZpuehYlOFi38bdk0aS/s640/universit%25C3%25A9.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;360&quot; data-original-width=&quot;640&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhr35b1brkHQ643l9ZA7pSjpaB2jxjv39oKV2bQLWQEdWOVxczUqk44gUVWvMleM_oQ5otQMr8ZDTlm6n4N8og_-t5X4_xnW_hyNMKATh6QsFoqojcuokZpuehYlOFi38bdk0aS/s16000/universit%25C3%25A9.jpg&quot; title=&quot;Créditos da imagem: https://www.bbc.co.uk/programmes/b00zf384&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.bbc.co.uk/programmes/b00zf384&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um assunto recorrente nos livros didáticos quando abordam a Idade Média é o renascimento comercial e urbano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No século XII, as cidades floresceram na Europa. E com elas, a circulação de pessoas, de produtos e de ideias. Dentre as diferentes profissões típicas do espaço urbano, muitas delas organizadas em corporações de ofício, há uma curiosa e pouco falada: o intelectual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso mesmo! Ele pertencia a um grupo social inserido nessa divisão do trabalho urbano. Para o historiador Jacques Le Goff, o intelectual na Idade Média era um homem que ganhava a sua vida vendendo palavras, ou seja, vivia ensinando e escrevendo. Essa era a sua profissão: ser professor e sábio. Assim, o intelectual medieval nasceu junto com a cidade. Seu lugar de trabalho era a universidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O curioso é que sempre estudamos que os homens do Renascimento eram modernos e reverenciavam a cultura clássica. Bem, é verdade. Porém, o que não nos ensinam, é que os intelectuais medievais também se julgavam muito modernos e se recorriam ao conhecimento científico dos antigos, especialistas nas artes liberais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dizia Bernardo de Chartres: &quot;Somos anões empoleirados nos ombros de gigantes. Assim, vemos melhor e mais longe do que eles, não porque nossa vista seja mais aguda ou nossa estatura mais alta, mas porque eles nos elevam até o nível de toda a sua gigantesca altura&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Logo, a diferença entre os modernos medievais e os modernos renascentistas em relação à cultura clássica é que os primeiros imitavam os antigos e os segundos, muitas vezes, os contestavam.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para saber mais:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://amzn.to/35J1KGX&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Os intelectuais na Idade Média - Jacques Le Goff&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/11/os-intelectuais-e-cidade-medieval.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhr35b1brkHQ643l9ZA7pSjpaB2jxjv39oKV2bQLWQEdWOVxczUqk44gUVWvMleM_oQ5otQMr8ZDTlm6n4N8og_-t5X4_xnW_hyNMKATh6QsFoqojcuokZpuehYlOFi38bdk0aS/s72-c/universit%25C3%25A9.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-606941499014299368</guid><pubDate>Sat, 31 Oct 2020 00:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-10-31T22:45:28.563-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Moderna</category><title>Cândido de Voltaire</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg06kyY0NNcogv5UfzKqjeCoe07rCSAzbdxiLS5M-xIvU63HbabUQ6L3ViWpzqUcc0cN_Yi2pGCoShs-WVF7N9VLNQznJG1RWx6z159J5YBkUIWVJHg-AuOkD5LKRV3JuZuxbRC/s732/voltaire_medal_crop.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;556&quot; data-original-width=&quot;732&quot; height=&quot;486&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg06kyY0NNcogv5UfzKqjeCoe07rCSAzbdxiLS5M-xIvU63HbabUQ6L3ViWpzqUcc0cN_Yi2pGCoShs-WVF7N9VLNQznJG1RWx6z159J5YBkUIWVJHg-AuOkD5LKRV3JuZuxbRC/w640-h486/voltaire_medal_crop.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&quot;Que é otimismo? - disse Cacambo.&lt;div&gt;Ai de mim - disse Cândido -, é a mania de afirmar que tudo está bem, quando tudo está mal&quot; (Cândido, XIX).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;Minha esposa me disse que a ironia é a melhor habilidade que tenho. Claro que ela estava sendo irônica. Eu aprecio, mas não sou bom em praticá-la. Já Votaire é um mestre. A ironia por natureza incomoda, aponta o que há de ridículo numa situação, muitas vezes ocultada pela hipocrisia disfarçada de bons modos ou bons propósitos. É um jeito inteligente de trazer à luz o que ninguém quer colocar sob a luz. Mas, infelizmente, a ironia também pode ser usada de forma perversa ou agressiva. O irônico que habita em mim caminha mais para essa ironia rasteira. Já Voltaire é um mestre.&lt;p&gt;Em &quot;Cândido ou o otimismo&quot;, a ironia de Voltaire é divertida. Ao acompanhar os infortúnios de Cândido, Pangloss e Cunegundes e a leitura que esses personagens fazem de suas tragédias, vemos o quanto Voltaire dá alfinetadas na tradição aristotélica, na escolástica, no clero (jesuítas em especial), na ideia do &quot;melhor dos mundos possível&quot; de Leibniz tão amavelmente personalizado no otimismo de Pangloss e de Cândido.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nunca me vi como um otimista. Aliás, não gosto muito dessa palavra. Sempre vi isso de ser otimista como algo meio infantil, desconectado da realidade. Claro que estou errado. Porém, sempre preferi a palavra esperança. Operar na realidade com esperança, olhando ao redor, mas também olhando para o que ainda não está presente e que, com a esperança, se quer cultivar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez, o sonhador, inconformado com a realidade, queira concretizar a esperança quando ainda não já lugar para ela no mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas voltando ao Cândido, Voltaire questiona qualquer explicação totalizante que conforte ou forneça um sentido metafísico, sobrenatural para a existência. O faz com leveza e graça sem panfletar ódio. Dado que a dureza e os infortúnios da vida recaem sobre todos, desvalidos e nobres, no final da obra, a conclusão de Voltaire é bem pragmática:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&quot;Deveis possuir - disse Cândido ao turco - vastas e magníficas terras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apenas vinte jeiras - respondeu o turco -; cultivo-as com meus filhos; o trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade&quot; (Cândido, XXX).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse encontro foi transformador. Cândido não se rebelou contra seu amado mestre Pangloss, que até o último parágrafo do livro procurou demonstrar que tudo o que aconteceu a Cândido desencadeou no melhor dos mundos possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua resposta a Pangloss:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&quot;Muito bem - disse Cândido -, mas é preciso cultivar o nosso jardim&quot;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse trágico momento em que estamos vivendo, em que o absurdo do dia seguinte é mais estarrecedor que o anterior, qual é o teu jardim? Cultivemos com esperança.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/10/candido-de-voltaire.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg06kyY0NNcogv5UfzKqjeCoe07rCSAzbdxiLS5M-xIvU63HbabUQ6L3ViWpzqUcc0cN_Yi2pGCoShs-WVF7N9VLNQznJG1RWx6z159J5YBkUIWVJHg-AuOkD5LKRV3JuZuxbRC/s72-w640-h486-c/voltaire_medal_crop.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-5858407563615084385</guid><pubDate>Sat, 26 Sep 2020 18:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-04-08T12:14:56.467-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>Os liberais autoritários</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkpG80jm1AnlKIJ_D37GAmZZFVUWQBmxVc8t1fbcQ4naubrJfoPlUAAUfDyXYV8qKnkp8SwkP_wnzopn805C1nzOJXo-VJ7rP0X8W0HG76OKWQXRL4a-GUpCqClI1WuF1fvjc2/s762/locke.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;582&quot; data-original-width=&quot;762&quot; height=&quot;489&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkpG80jm1AnlKIJ_D37GAmZZFVUWQBmxVc8t1fbcQ4naubrJfoPlUAAUfDyXYV8qKnkp8SwkP_wnzopn805C1nzOJXo-VJ7rP0X8W0HG76OKWQXRL4a-GUpCqClI1WuF1fvjc2/w640-h489/locke.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;#pracegover Pintura com o retrato de John Locke. Seus cabelos são brancos e cacheados. Apesar de seu nariz ser grande, Locke não era mentiroso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em tempos malucos como os que temos vivido, encontrar coerência no mundo é tão difícil quanto topar com espécies ameaçadas de extinção. &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt; ainda perambula por aí aos montes. Porém, como disse Raulzito &quot;o homem é o exercício que faz&quot;. Então, ser humano é mais difícil de se encontrar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há muita gente de personalidade autoritária falando de democracia e de liberdade individual. Para estes, isolamento social, uso de máscaras, responsabilização por propagar mentiras nas redes sociais são atentados a liberdade, a democracia, ao pensamento liberal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos ver o que disse John Locke, o pai do liberalismo político. Locke defendia que a liberdade é uma característica presente no Estado de Natureza, cujo contrato social deve preservá-la. Esta liberdade, consiste em cada homem poder dispor sobre si e sobre seus bens, dentro dos limites da lei natural, sem estar sob domínio de outra pessoa, pois, nesse caso, não seria livre.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, para deixar claro que esta liberdade não significava licenciosidade para qualquer coisa, Locke também apontou para os limites de sua atuação:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;Entretanto, ainda que se tratasse de um “estado de liberdade”, este não é um “estado de permissividade”: o homem desfruta de uma liberdade total de dispor de si mesmo ou de seus bens, mas não de destruir sua própria pessoa, nem qualquer criatura que se encontre sob sua posse, salvo se assim o exigisse um objetivo mais nobre que a sua própria conservação. O “estado de Natureza” é regido por um direito natural que se impõe a todos, e com respeito à razão, que é este direito, toda a humanidade aprende que, sendo todos iguais e independentes, ninguém deve lesar o outro em sua vida, sua saúde, sua liberdade ou seus bens (Segundo Tratado sobre o Governo Civil, II, 6).&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os que vociferam contra as medidas restritivas em meio à pandemia, alegando liberdade individual, direito de ir e vir, ou de dispor sobre si da forma como bem entendem, são pessoas autoritárias, sem traço algum de pensamento liberal ou democrático. Isso porque, como disse Locke, não sou livre para lesar o outro em sua vida e saúde. Mas é claro que não dá para esperar bom senso dessas pessoas. Afinal, John Locke era comunista.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/09/os-liberais-autoritarios.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkpG80jm1AnlKIJ_D37GAmZZFVUWQBmxVc8t1fbcQ4naubrJfoPlUAAUfDyXYV8qKnkp8SwkP_wnzopn805C1nzOJXo-VJ7rP0X8W0HG76OKWQXRL4a-GUpCqClI1WuF1fvjc2/s72-w640-h489-c/locke.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-2877593831373679490</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-11-18T21:23:49.187-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>A relação passado e presente</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-PiBXWzEd0BWvgguiSJyvaMwBRVwDRJFfRM-y8x6kvdGITCMFVC_tcrqHw7B-aqCP05PUh0OgXDnrDAARkZZnefbc9bj2YdlaXhKQcmwvlVdN6QmZv0rixBuMkzHtgIKGDPB9/s1200/1200x680_portrait_de_lhistorien_et_resistant_marc_bloch.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;680&quot; data-original-width=&quot;1200&quot; height=&quot;362&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-PiBXWzEd0BWvgguiSJyvaMwBRVwDRJFfRM-y8x6kvdGITCMFVC_tcrqHw7B-aqCP05PUh0OgXDnrDAARkZZnefbc9bj2YdlaXhKQcmwvlVdN6QmZv0rixBuMkzHtgIKGDPB9/w640-h362/1200x680_portrait_de_lhistorien_et_resistant_marc_bloch.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Crédito da imagem: https://www.franceinter.fr/emissions/la-marche-de-l-histoire/la-marche-de-l-histoire-26-juin-2020&lt;br&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;A compreensão sobre o tempo é um problema filosófico já presente nas &quot;Confissões&quot; de Santo Agostinho:&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;blockquote&gt;O
 que é realmente o tempo? Quem poderia explicá-lo de modo fácil e breve?
 Quem poderia captar o seu conceito, para exprimi-lo em palavras? No 
entanto, que assunto mais familiar conhecido em nossas conversações? Sem
 dúvida, nós o compreendemos quando dele falamos, e compreendemos também
 o que nos dizem quando dele nos falam. Por conseguinte, o que é o 
tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem
 me pergunta, então não sei (&lt;i&gt;Confissões&lt;/i&gt;, XI,14.17).&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;Santo Agostinho deixa claro como que as palavras são insuficientes para explicar algumas coisas. Mesmo o tempo sendo algo tão familiar e corriqueiro, não conseguimos defini-lo muito bem. Trata-se de uma reflexão filosófica que foge da análise histórica. Marc Bloch em seu livro &quot;Apologia da História ou o ofício do historiador&quot;, nega a definição de História como a ciência do passado, ou seja, que estuda o passado. Segundo ele, &quot;a própria ideia de que o passado possa ser objeto da ciência é absurda&quot;. Ora, se toda a produção de conhecimento se faz no tempo presente, como poderia a História estudar o passado? A rigor, o passado não existe. Como estudar cientificamente algo que não existe objetivamente?&lt;p&gt;A dificuldade sobre o presente não é menor. Diz Bloch: &quot;O que é, com efeito, o presente? No infinito da duração, um ponto minúsculo e que foge incessantemente; um instante que mal nasce morre. Mal falei, mal agi e minhas palavras e meus atos naufragam no reino de Memória&quot;. Se o passado não existe e o presente constantemente deixa de existir, compreender a História como uma ciência que estuda o homem no tempo torna-se bem instigante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o historiador, o tempo não é apenas uma medida, ou seja, a forma de medir uma duração. Nas palavras de Bloch, o tempo &quot;é o próprio plasma em que se engastam os fenômenos e como o lugar de sua inteligibilidade&quot;. Assim, as ações humanas, objeto da história, estão encravadas nesse plasma de tempo, um tempo histórico no qual se opera a compreensão. Segundo Bloch, esse tempo histórico é continuum e perpétua mudança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os fenômenos humanos estão repletos de continuidade, transição, mudança e ruptura. Cabe ao historiador, em cada tempo presente, formular problemas (a partir do presente) e navegar nesse plasma do tempo histórico em eterna busca, para compreender os fenômenos sociais e a atuação humana a partir dos vestígios documentais, interrogando-os criticamente.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No estudo introdutório a este livro de Marc Bloch, Jacques Le Goff sintetizou muito bem essa relação entre passado e presente: compreender o presente pelo passado e compreender o passado pelo presente. Naturalmente, aceitamos melhor a primeira frase, pois partimos do pressuposto de que determinadas causas geram determinados efeitos. Assim, se o presente resulta do passado, o passado o explica. A segunda frase costuma causar maior estranhamento. Porém, dado que não podemos aceitar cegamente os testemunhos documentais do passado, é a postura de análise investigativa e crítica feita pelo historiador no tempo presente que o norteia nesse plasma do tempo histórico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para saber mais&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://amzn.to/35EQfAC&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;499&quot; data-original-width=&quot;348&quot; height=&quot;256&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgH352I3xgK0mlFVULIqdSVBjsXD8S9QT3-LURGo3cJYVX1n2CXnZd3UB1d5FLj2I3z0EVZRW3XJhr_n5kL1Js1H14_kuR6QHbKvKRW99KxVIvWU4wQ17dcnbPhhItiAdId8oTf/w178-h256/51H3-dGdHvL._SX346_BO1%252C204%252C203%252C200_.jpg&quot; width=&quot;178&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/09/a-relacao-passado-e-presente.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-PiBXWzEd0BWvgguiSJyvaMwBRVwDRJFfRM-y8x6kvdGITCMFVC_tcrqHw7B-aqCP05PUh0OgXDnrDAARkZZnefbc9bj2YdlaXhKQcmwvlVdN6QmZv0rixBuMkzHtgIKGDPB9/s72-w640-h362-c/1200x680_portrait_de_lhistorien_et_resistant_marc_bloch.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-4711853530705770395</guid><pubDate>Tue, 31 Mar 2020 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-11-18T21:22:45.274-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Brasil República</category><title>A Revolução de 1964</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIDCBSQYde3KjY3pBP7F7yPfWeBGEtjPLUazMaFuy0AfyrrFSS2FXAVpBHJYjPobL4Zxjh-4jMP2ot3BvjexvayO-own9EMJFsEVOtW2bQMYWITLx8bhhRhEENtueAStiBVa0C/s1600/abaixo+a+ditadura.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;441&quot; data-original-width=&quot;500&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIDCBSQYde3KjY3pBP7F7yPfWeBGEtjPLUazMaFuy0AfyrrFSS2FXAVpBHJYjPobL4Zxjh-4jMP2ot3BvjexvayO-own9EMJFsEVOtW2bQMYWITLx8bhhRhEENtueAStiBVa0C/s1600/abaixo+a+ditadura.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
Este era o título de um pequeno texto presente na &quot;Apostila do Atirador&quot;, um material de estudos destinado aos jovens que prestavam serviço militar obrigatório em 1996. Lá estava eu! &lt;br&gt;
Quando li este título, logo pensei que se tratava de um esforço para mostrar de forma positiva o golpe dado no presidente João Goulart. É claro que a palavra revolução foi utilizada para denotar uma mudança pra melhor. Hoje, os defensores da ditadura falam de movimento de 1964. &lt;br&gt;
Lembro-me também, que em uma das instruções um dos soldados perguntou ao sargento o que foi o atentado do Rio-Centro (?!?!?!?!?!!!!). É claro que o sargento desconversou com um certo riso, dizendo que não foi nada. Lembro-me que ele olhou para mim com o canto dos olhos... Eu com um gesto de cabeça demonstrei eu que sabia do que se tratava e que ele também. Bom, foi por isso ele me olhou com o canto dos olhos: ele sabia que eu sabia.&lt;br&gt;
Minha experiência no exército foi positiva. Porém, ao ser recrutado, eu não pude ingressar na faculdade de História da USP. Tranquei a matrícula e comecei no ano seguinte.&lt;br&gt;
Depois de um alguns semestres, tive o privilégio de estudar História Contemporânea com a querida professora Maria Aparecida de Aquino. Em uma das aulas, ela tratou do Rio-Centro analisando junto com os alunos uma longa reportagem investigativa feita por Caco Barcellos em 1996. Daí eu entendi a pergunta feita de forma ingênua por meu antigo companheiro de farda ao sargento. Ele viu alguma coisa dessa reportagem quando ela foi exibida.&lt;br&gt;
A realidade histórica, os fatos não podem ser negados com discursos ou palavras propositalmente escolhidas para construir uma outra história.&lt;br&gt;
Os alemães assumiram com dor e com dignidade a história das atrocidades do nazismo e do holocausto. Assumiram e não negaram a história. Não forjaram discursos para se justificar. Não escolheram palavras para reconstruir de forma perversa a História recente de seu país. Eles não privam as novas gerações dos fatos, mas, permanentemente, por meio da educação, as conscientizam.&lt;br&gt;
Numa data como hoje, dia do golpe militar, infelizmente, ainda se negam os fatos (os passados e os presentes, até mesmo os que acabaram de ocorrer) por meio de discursos e de frases que inflamam as emoções, manobram com as indignações (muitas vezes legítimas), impulsionam o ódio contra governos anteriores, contra a imprensa, contra a ciência, contra as universidades, sempre por meio de um moralismo religioso oco para esconder o horror que ninguém pode saber: o quanto são insignificantes e incompetentes.</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/03/a-revolucao-de-1964.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIDCBSQYde3KjY3pBP7F7yPfWeBGEtjPLUazMaFuy0AfyrrFSS2FXAVpBHJYjPobL4Zxjh-4jMP2ot3BvjexvayO-own9EMJFsEVOtW2bQMYWITLx8bhhRhEENtueAStiBVa0C/s72-c/abaixo+a+ditadura.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-200285811065115597</guid><pubDate>Sun, 22 Mar 2020 00:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-22T13:05:06.841-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>O calendário da Revolução Francesa</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEito4AoI3SwktUJMwDPhw44VzJMbcD2rWGtwH-z9iStNncnQIBCsVBMbse-r1QuKFr81Z3NncCL98Pbaxk-gKlvJ59_dYFyyvZ8-DNlL9gyJ-8pc4NzMXlJFxNPL7zMxFub1BEp/s1600/calend%25C3%25A1rio+revolucion%25C3%25A1rio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;631&quot; data-original-width=&quot;800&quot; height=&quot;504&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEito4AoI3SwktUJMwDPhw44VzJMbcD2rWGtwH-z9iStNncnQIBCsVBMbse-r1QuKFr81Z3NncCL98Pbaxk-gKlvJ59_dYFyyvZ8-DNlL9gyJ-8pc4NzMXlJFxNPL7zMxFub1BEp/s640/calend%25C3%25A1rio+revolucion%25C3%25A1rio.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: http://www.scalarchives.com&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br&gt;
Há coisas bem esquisitas que acontecem no mundo, totalmente 
desnecessárias. Uma delas foi a adoção de um novo calendário durante a 
Revolução Francesa.&lt;br&gt;
Para demarcar o quão importante era aquele 
momento na história, os franceses começaram a contar o tempo 
novamente, deixando claro a ruptura com o momento anterior. Criaram um novo calendário para evidenciar o começo de um novo 
tempo na história do mundo.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
O calendário começou a valer em 1793. Ele possuía 12 meses de 30 dias. Cada mês tinha três semanas de 10 
dias. O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos. Por fim, um minuto tinha 100 segundos.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
O ano começou no dia 22 de setembro
 de 1792, que além de ser o equinócio de outono no hemisfério norte, foi o dia da Proclamação da República Francesa.&lt;br&gt;
Os nomes dos meses 
também eram bem diferentes, baseados nas condições do clima, na 
agricultura e nas estações.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Esta é a lista dos meses com a correspondência do nosso calendário:&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Vindimiário: 22 de 
set. - 21 de out.&lt;br&gt;
Brumário: 22 de out. - 20 de 
nov.&lt;br&gt;
Frimário: 21 de nov. - 20 de dez.&lt;br&gt;
Nivoso: 21 de 
dez. - 19 de jan.&lt;br&gt;
Pluvioso: 20 de jan. - 18 de fev.&lt;br&gt;
Ventoso: 19 de fev. - 20 de mar.&lt;br&gt;
Germinal: 21 de mar. - 19 de abr.&lt;br&gt;
Floreal: 20 de abr. - 19 de maio.&lt;br&gt;
Pradial: 20 de maio - 18 de 
jun.&lt;br&gt;
Messidor: 19 de jun. - 18 de jul.&lt;br&gt;
Termidor: 19 de jul. - 17 de 
ago.&lt;br&gt;
Frutidor: 18 de ago. - 20 de set.&amp;nbsp; &lt;br&gt;
&lt;br&gt;
É claro 
que não fazia o menor sentido só a França seguir um calendário e o resto
 do mundo outro. Ele vigorou de 22 de set. de 1792 até 31 de dez. de 
1805, quando Napoleão retomou o calendário gregoriano. </description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/03/o-calendario-da-revolucao-francesa.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEito4AoI3SwktUJMwDPhw44VzJMbcD2rWGtwH-z9iStNncnQIBCsVBMbse-r1QuKFr81Z3NncCL98Pbaxk-gKlvJ59_dYFyyvZ8-DNlL9gyJ-8pc4NzMXlJFxNPL7zMxFub1BEp/s72-c/calend%25C3%25A1rio+revolucion%25C3%25A1rio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-7705834598721133081</guid><pubDate>Sun, 08 Mar 2020 19:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-09T16:58:49.554-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>Pra que serve a política?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippt_glo1dS73TI_jW9JSyuGSEMzYRJp0b7NsUY4ZnRHC8Ulk6MCFOs8JCb3fpykoDdC5fCuhBdW-ftY3QClB3j2_uxB79T5sDNmlgnuncfoy_Qfjc6t-qjEKefv5XfyyES9b-/s1600/aristolete.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;720&quot; data-original-width=&quot;1280&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippt_glo1dS73TI_jW9JSyuGSEMzYRJp0b7NsUY4ZnRHC8Ulk6MCFOs8JCb3fpykoDdC5fCuhBdW-ftY3QClB3j2_uxB79T5sDNmlgnuncfoy_Qfjc6t-qjEKefv5XfyyES9b-/s640/aristolete.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Religião, futebol e política não se discutem?&lt;br /&gt;
Claro que sim! É possível pensar e debater sobre qualquer coisa.&lt;br /&gt;
Aliás, é justamente pelo fato das pessoas não serem educadas desde muito cedo ao diálogo, muita agressão existe hoje nas redes sociais. Quando faltam argumentos ao redor de ideias, as pessoas se agridem.&lt;br /&gt;
Então, vamos lá. Para que serve a política?&lt;br /&gt;
Essa parece uma pergunta difícil de responder, pois os grupos políticos (partidos, sindicatos, associações, movimentos) têm propósitos ou intenções diferentes. Então, pensando a partir da realidade atual, a política serve pra atender interesses particulares ou de um grupo específico. Sendo múltiplos esses interesses, fica difícil achar uma resposta. &amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Aristóteles (384-322 a.C.) a política não tinha uma pluralidade de finalidades. Ela não era entendida como um espaço em disputa para dela se servir, ou seja, para atender aos fins específicos do grupo vencedor. Segundo o filósofo grego, a política procura tornar os membros de uma sociedade bons e justos. Ela é um meio para cultivar a virtude nos cidadãos, o bem viver em sociedade. Homens virtuosos pensam no bem comum e essa é a finalidade de uma comunidade política. A razão e ser das instituições políticas seria a promoção desse bem viver coletivamente. Então, a finalidade da política é promover a felicidade dos cidadãos.&lt;br /&gt;
De fato, temos muito a aprender com os antigos. Para Aristóteles os cargos públicos deveriam ser destinados às pessoas dotadas de virtude cívica, isto é, aquelas que mais se identificam com o bem comum, o que garantiria mais felicidade na sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia também: &lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2019/08/quem-inventou-politica.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;Quem inventou a política?&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; </description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/03/pra-que-serve-politica.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEippt_glo1dS73TI_jW9JSyuGSEMzYRJp0b7NsUY4ZnRHC8Ulk6MCFOs8JCb3fpykoDdC5fCuhBdW-ftY3QClB3j2_uxB79T5sDNmlgnuncfoy_Qfjc6t-qjEKefv5XfyyES9b-/s72-c/aristolete.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6887223611569917030</guid><pubDate>Tue, 03 Mar 2020 11:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-03T11:02:50.325-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>O monopólio do uso legítimo da violência física</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiolPa5y6dnQXQ5syGVWhkd-HZBUqq46_WaMI9YPHnrvX2aMXiojP9sz__6Y6u8afIGTW1zQkVrb6BmZgW7M64HgTAIaT11LkkSmCytJSYIp-xMY_kECVDzZyMMWVB6fm5jvcVe/s1600/weber.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;307&quot; data-original-width=&quot;512&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiolPa5y6dnQXQ5syGVWhkd-HZBUqq46_WaMI9YPHnrvX2aMXiojP9sz__6Y6u8afIGTW1zQkVrb6BmZgW7M64HgTAIaT11LkkSmCytJSYIp-xMY_kECVDzZyMMWVB6fm5jvcVe/s1600/weber.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: http://editoraunesp.com.br/blog&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Em 1919 Max Weber realizou uma importante conferência intitulada &quot;A Política como vocação&quot;. Nela, procurou discutir o que é vocação política e qual o seu sentido. Para Weber, a política está associada ao poder do Estado e aos meios que ele atua. Assim, o Estado se estabelece por meio de coação, de força, a tal ponto de ser a violência o instrumento específico do Estado. &lt;br /&gt;
É nesse contexto que se insere a sua famosa frase: ao Estado compete o &quot;monopólio do uso legítimo da violência física&quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais à frente, Weber  afirma que um dos fundamentos de legitimidade é a legalidade, isto é, a legitimidade vem pelo respeito à legalidade, às regras racionalmente estabelecidas para o exercício do poder. Então, o uso legítimo da violência física por parte do Estado não se faz de qualquer maneira, sob qualquer pretexto, mas apenas sob a observância da lei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando analisamos a atual conjuntura brasileira, o uso ilegítimo da violência física, portanto criminosa, não está somente nas mãos do crime organizado. A atuação das milícias tem se configurado em uma estratégia para atender a fins políticos. Ela é uma espécie de braço sujo de grupos políticos para atuar em benefício deles à margem da lei. Os milicianos agem fora da lei sob a proteção de políticos para atender aos interesses desses grupos políticos. São grupos paramilitares, à margem do Estado, que violentam e matam a serviço de políticos que se apoderam cada vez mais do Estado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É sempre bom lembrarmos de que ainda temos uma Constituição:&lt;br /&gt;
Art. 5º XVII - É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.&lt;br /&gt;
Art. 17 § 4º - É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia também: &lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2020/02/o-fascismo-nosso-de-cada-dia.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;O fascismo nosso de cada dia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/03/o-monopolio-legitimo-do-uso-da_3.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiolPa5y6dnQXQ5syGVWhkd-HZBUqq46_WaMI9YPHnrvX2aMXiojP9sz__6Y6u8afIGTW1zQkVrb6BmZgW7M64HgTAIaT11LkkSmCytJSYIp-xMY_kECVDzZyMMWVB6fm5jvcVe/s72-c/weber.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6245826066413266620</guid><pubDate>Sun, 01 Mar 2020 16:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-03-01T13:17:54.594-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><title>A fuga dos cristãos para Pela</title><description>No final do primeiro século, em meio ao trágico acontecimento da Primeira Guerra Judaica (66-72 d.C.) na qual o exército romano destruiu o Templo de Jerusalém, uma curiosa narrativa sobre a fuga dos cristãos de Jerusalém permanece na fronteira entre a lenda e os fatos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As primeiras comunidades cristãs eram formadas por judeus, chamados pelos especialistas de judeu-cristãos. Na guerra contra os romanos, essas comunidades teriam abandonado Jerusalém migrando-se para Pela (atual Tabaqat Fahl - Jordânia).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQHrRiKxf4YybZWck5k4lPasLsBkc7nTOcNTxQVSCV1g9NfWMvKZIFWPSOYPm7If0K_S-35gllt9tKscgxbCnbhL1vXCtIc3jb9M_ayj7xFPYSuUtNB_TnxxfUpR-KjlnDNsgL/s1600/Pela.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;334&quot; data-original-width=&quot;500&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQHrRiKxf4YybZWck5k4lPasLsBkc7nTOcNTxQVSCV1g9NfWMvKZIFWPSOYPm7If0K_S-35gllt9tKscgxbCnbhL1vXCtIc3jb9M_ayj7xFPYSuUtNB_TnxxfUpR-KjlnDNsgL/s1600/Pela.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Ruínas de Pela. Créditos da Imagem: &lt;a href=&quot;https://universes.art/en/art-destinations/jordan/pella&quot;&gt;https://universes.art/en/art-destinations/jordan/pella&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Eusébio de Cesareia relata que os cristãos partiram para Pela pouco antes da guerra começar:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
Ora, os membros da Igreja de Jerusalém, através de uma profecia proveniente de uma revelação feita aos fiéis mais ilustres da cidade, receberam ordem de deixar a cidade antes da guerra e transferir-se para uma cidade da Pereia, chamada Pela. Para lá fugiram de Jerusalém os fiéis de Cristo, de sorte que os santos varões abandonaram totalmente a régia capital dos judeus e toda a terra da Judeia. Então, a justiça de Deus atingiu os judeus que haviam praticado tais iniquidades contra Cristo e os apóstolos e esta geração de ímpios desapareceu inteiramente do meio dos homens (EUSÉBIO, &lt;b&gt;História Eclesiástica&lt;/b&gt;, III,5,3).&lt;/blockquote&gt;
Então, a partir de Eusébio conclui-se que:&lt;br /&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Os cristãos partiram porque receberam uma mensagem divina;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Todos os santos homens deixaram a cidade (certamente, os líderes das comunidades);&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A destruição de Jerusalém foi uma punição divina contra os judeus pela morte de Jesus e dos apóstolos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;br /&gt;
As palavras de Eusébio correspondem aos fatos ou é apenas uma lenda?&lt;br /&gt;
Bem, para alguns historiadores Eusébio seria tendencioso nessa narrativa, pois só ele fala dela. Dado a importância desse acontecimento, é estranho que ele não seja mencionado por outros autores. Também é difícil imaginar que os cristãos conseguiriam fugir de Jerusalém em meio ao cerco romano. Por fim, a cidade de Pela foi saqueada pelos rebeldes, sendo um lugar nada apropriado para fugir. Porém, nada disso é conclusivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, outros historiadores amparados no testemunho de Eusébio defendem que a guerra implicou no exílio dos judeu-cristãos de Jerusalém para Pela e de outros grupos de cristãos palestinos para a Ásia Menor. A razão para isso foi a negação dos cristãos em tomar parte nos conflitos. O exílio era a única alternativa para manter as convicções pacifistas dos judeu-cristãos. A fuga para Pela teria gerado uma reação judaica negativa contra os cristãos. No entanto, é difícil imaginar que todos os judeu-cristãos não se solidarizaram com tragédia judaica.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A questão principal não é a oposição fato x lenda. Na verdade, o grande problema está em associar a fuga para Pela com o fim das comunidades cristãs em Jerusalém. Provavelmente, a guerra dos judeus contra os romanos não foi um fator decisivo para o desaparecimento dos judeu-cristãos de Jerusalém, nem da Palestina. Após a morte de Simeão, sucessor do Apóstolo Tiago, é possível notar uma presença organizada de judeu-cristãos na cidade mantendo uma sucessão episcopal até a Revolta de Bar Cochba (132-135 d.C.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há algo mais intrigante em tudo isso. Talvez, Eusébio quisesse esconder uma realidade oposta ao que ele relatava, a saber: o envolvimento de judeu-cristãos na guerra contra os romanos. Contemporâneo ao Imperador Constantino, ele escreveu a História Eclesiástica já no limiar do Império cristão. Não seria nada apropriado falar da participação de cristãos numa guerra contra Roma. A migração para Pela seria um recurso utilizado por Eusébio para inviabilizar qualquer entendimento da participação direta de cristãos na guerra ao lado dos judeus. Além disso, há um significado simbólico representado pelo abandono de Jerusalém pelos cristãos que não foi explorado. Dado que isso poderia significar que o cristianismo deixava seu berço para se tornar uma religião universal para todo o mundo conhecido, a dimensão simbólica deste ato poderia ser recorrente entre os pensadores cristãos, o que não aconteceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Leia também: &lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2008/06/converso-de-constantino.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;b&gt;A Conversão de Constantino&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; </description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/03/a-fuga-dos-cristaos-para-pela.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjQHrRiKxf4YybZWck5k4lPasLsBkc7nTOcNTxQVSCV1g9NfWMvKZIFWPSOYPm7If0K_S-35gllt9tKscgxbCnbhL1vXCtIc3jb9M_ayj7xFPYSuUtNB_TnxxfUpR-KjlnDNsgL/s72-c/Pela.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-3208614164331565215</guid><pubDate>Tue, 18 Feb 2020 18:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2021-03-22T21:55:13.281-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Média</category><title>O que é Feudalismo?</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNQ2d852Jti1N-5d_ukLoIMSGgEuCN7AuhaKbjcYBtw0tkQHQvgU_RXaKNa13W3sKgRMR9ZSRPI4yK-ZQMXjOHnGYfBmhOhDhAKCJGQ-kvXTdFmnLXLOWOxh7hsDp8iFSzlozn/s1600/feodalism.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;364&quot; data-original-width=&quot;600&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNQ2d852Jti1N-5d_ukLoIMSGgEuCN7AuhaKbjcYBtw0tkQHQvgU_RXaKNa13W3sKgRMR9ZSRPI4yK-ZQMXjOHnGYfBmhOhDhAKCJGQ-kvXTdFmnLXLOWOxh7hsDp8iFSzlozn/s1600/feodalism.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.larousse.fr&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;#pracegover 12 nobres e um clérigo acompanham a cerimônia de um contrato vassálicos. O vassalo ajoelhado diante do suserano lhe presta a homenagem. As mãos do vassalo estão entre as mãos do suserano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;
Não dá pra passar pela Idade Média sem falar dele de feudalismo. Segundo o historiador F. L. Ganshof, Feudalismo pode ser entendido de duas maneiras: pelo aspecto social e político; e pelo aspecto jurídico.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
No primeiro caso, o Feudalismo é um tipo de sociedade em que é possível verificar as seguintes características:&lt;br&gt;
1.&amp;nbsp;Desenvolvimento dos laços de dependência de homem para homem, no qual os guerreiros especializados ocupavam o patamar superior da hierarquia social.&lt;br&gt;
2. Parcelamento máximo do direito de propriedade.&lt;br&gt;
3. Hierarquia dos direitos sobre o parcelamento da terra em correspondência aos laços de dependência entre os homens.&lt;br&gt;
4. Parcelamento do poder, criando em cada região instâncias autônomas.&lt;br&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
Isso significa que as pessoas daquela época sabiam que havia uma forte dependência entre os três grupos sociais, isto é, entre nobres, servos e clérigos. A terra estava nas mãos da nobreza e da Igreja. E o acesso a ela não dependia só de guerras, mas de acordos entre os homens. E por fim, o poder não estava centralizado.&lt;br&gt;
Essas são as características do Regime Feudal presentes na Europa Ocidental a partir do século X.&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;br&gt;
Porém, o feudalismo também pode ser entendido a partir do seu aspecto jurídico. Trata-se de um conjunto de instituições que criaram e regularam as obrigações de obediência e de serviço entre um homem livre (vassalo) com outro homem livre (senhor ou suserano) que lhe fornecia sustento, um feudo. Os termos representam muito bem essa relação de dependência. Vassus significa rapaz servidor, aquele que serve. E feudo significa um bem dado em troca de algo.&lt;br&gt;
Esse acordo era formalizado em uma cerimônia conhecida como &quot;&lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2006/07/o-contrato-vasslico.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;contrato vassálico&lt;/a&gt;&quot;. Nela, senhor fornecia um benefício ao vassalo em troca de apoio militar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
Leia também:&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2006/07/as-obrigaes-do-suserano.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As obrigações do suserano&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div dir=&quot;ltr&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://carbonocatorze.blogspot.com/2006/06/as-obrigaes-do-vassalo.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As obrigações do vassalo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/02/o-que-e-feudalismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNQ2d852Jti1N-5d_ukLoIMSGgEuCN7AuhaKbjcYBtw0tkQHQvgU_RXaKNa13W3sKgRMR9ZSRPI4yK-ZQMXjOHnGYfBmhOhDhAKCJGQ-kvXTdFmnLXLOWOxh7hsDp8iFSzlozn/s72-c/feodalism.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-6800593607608314111</guid><pubDate>Mon, 10 Feb 2020 20:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-02-11T12:28:53.894-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>O fascismo nosso de cada dia</title><description>&lt;div&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicRelter_ndRc5QHmWajUiMtdUN5u5hNbv2PTwBcE3N7JEOvHG6aEuGJQ0BRSfeWIZ3KVYQQbB5fmqgFbzTBtD6iuGwg08VLeojKZGOdeHc1Rcp3cxPxxBBi5i1mDevPfPvkQz/s1600/Maio+de+1933%253A+multid%25C3%25A3o+se+aglomera+na+pra%25C3%25A7a+Bebelplatz%252C+em+Berlim%252C+para+assistir+%25C3%25A0+queima+de+livros.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;529&quot; data-original-width=&quot;940&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicRelter_ndRc5QHmWajUiMtdUN5u5hNbv2PTwBcE3N7JEOvHG6aEuGJQ0BRSfeWIZ3KVYQQbB5fmqgFbzTBtD6iuGwg08VLeojKZGOdeHc1Rcp3cxPxxBBi5i1mDevPfPvkQz/s640/Maio+de+1933%253A+multid%25C3%25A3o+se+aglomera+na+pra%25C3%25A7a+Bebelplatz%252C+em+Berlim%252C+para+assistir+%25C3%25A0+queima+de+livros.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Queima de livros em Berlim, 1933. Créditos da imagem: https://www.dw.com/pt-br&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;i&gt;&quot;Nós precisamos nos manter alertas para que o sentido destas palavras não seja esquecido novamente. O Fascismo Eterno ainda nos rodeia, as vezes sem uniforme. Seria tão mais fácil para nós se aparecesse novamente no cenário mundial alguém dizendo “Eu quero reabrir Auschwitz, eu quero os Camisas Negras desfilando novamente nas praças italianas”. A vida não é assim tão simples. O Fascismo Eterno pode chegar usando os disfarces mais inocentes. Nosso dever é desmascará-lo e apontar o dedo para qualquer uma de suas instâncias – a qualquer dia, em qualquer parte do mundo&quot; (Umberto Eco).&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
Afirmar que alguém é de direita, de esquerda, que alguém é liberal ou conservador virou xingamento no Brasil. Isso é bem típico de uma sociedade que pouco ou nunca foi educada para o debate, para a reflexão e para o autoquestionamento. As redes sociais só deixaram evidente essa nossa deficiência. No entanto, quem assume de forma consciente qualquer um desses &quot;xingamentos&quot; sente-se orgulhoso e bem com eles. Agora, ninguém assume a pecha de fascista. Ninguém quer ser filho dessa mãe ou desse pai. Fascista é sempre o outro.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Isso é compreensível, pois o fascismo histórico não pode ser assumido como bom por quem possui sanidade mental mínima ou estrutura psicológica razoável. Portar o básico nessas áreas é bem mais que suficiente para não ser um adorador de Hitler com suástica tatuada.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Mas o problema não é o fascismo histórico, caricaturado e de fácil reconhecimento. O problema é o fascismo oculto que também circula nos Estados democráticos. Enquanto houver um ambiente que cultiva o ódio, o nacionalismo exagerado, o medo do outro, a exclusão dos indesejados, o líder mítico que nos salvará ou o culto à violência como garantia de segurança, o fascismo encontrará terreno para se desenvolver, pois ainda que não seja assumido formalmente, todos aqueles que movidos por discursos simplistas e emotivos aceitam tendências ou atitudes autoritárias para resolução de problemas ameaçadores, operam na lógica do fascismo. Podem se autodenominar como quiser: patriotas, cidadãos de bem, defensores da família, bons cristãos, justiceiros, defensores dos trabalhadores, do trabalho, dos costumes, da tradição, dos nobres valores... não importa, se o alicerce é: sou da turma dos bons e corretos que querem construir a nação ou uma sociedade ideal, e que portanto, cabe destinar à barbárie tudo o que for diferente de mim, estou dialogando com a mentalidade fascista. É claro que se trata de postura constante e irredutível. Todos podemos falar e fazer coisas muito estúpidas, cujos bom senso e consciência corrigem. Essa lucidez não existe no fascismo que move a massa como único corpo em única vontade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br&gt;
Nos anos 70, Michel Foucault em seu texto &quot;Introdução à vida não fascista&quot;, fala desse fascismo que &quot;ronda nossos espíritos e nossas condutas cotidianas&quot;. Basicamente, ele consiste no gosto pelo poder. Para precaver-se dele seria necessário, dentre outras coisas, liberar a ação política de &quot;toda paranoia unitária e totalizante&quot; e fomentar o pensamento plural.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Também Umberto Eco em sua conferência &quot;O fascismo eterno&quot; de 1995, teceu algumas de suas características, tais como: o culto da tradição, a oposição ao saber e à ciência, uma vez que a verdade já foi anunciada, ação pela ação desprovida de qualquer reflexão sobre os atos, a oposição aos intelectuais e às universidades que &quot;são ninho de comunistas&quot;, a busca pelo consenso e o exacerbado medo da diferença, o combate a qualquer identidade social, já que o nacionalismo une a todos, a ideia de que o pacifismo é uma fraqueza, o enaltecimento do militarismo e do heroísmo, a obsessão fálica do macho alfa... dentre outras coisas muito atuais que circulam por aí. Governador decidindo quais livros podem ser lidos, secretário decidindo qual deve ser a cultura de um país, prática docente criminalizada, ataques cotidianos à imprensa, gente decidindo quem é ser humano e quem não é... nada disso é fascismo. É a antessala para ele. Todos estamos nela e poucos se incomodam.&lt;/div&gt;
</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/02/o-fascismo-nosso-de-cada-dia.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicRelter_ndRc5QHmWajUiMtdUN5u5hNbv2PTwBcE3N7JEOvHG6aEuGJQ0BRSfeWIZ3KVYQQbB5fmqgFbzTBtD6iuGwg08VLeojKZGOdeHc1Rcp3cxPxxBBi5i1mDevPfPvkQz/s72-c/Maio+de+1933%253A+multid%25C3%25A3o+se+aglomera+na+pra%25C3%25A7a+Bebelplatz%252C+em+Berlim%252C+para+assistir+%25C3%25A0+queima+de+livros.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-3722308158611931881</guid><pubDate>Tue, 04 Feb 2020 08:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2023-07-26T20:38:56.433-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Contemporânea</category><title>Milton Santos, seu sorriso e eu</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAfYFxUyhEFWVZBuuNXPTYN57qG2Je8KhbP0c3QlXT2gNcImEDprF3Fd8r2LLtNyIfB_Pl4W2lZipIncb01cdI6LUashbd0HY2QjhnDiG9gao2IHJqCAJoEaw_fOaaQh9lpOmr/s1600/milton-santos1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;514&quot; data-original-width=&quot;842&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAfYFxUyhEFWVZBuuNXPTYN57qG2Je8KhbP0c3QlXT2gNcImEDprF3Fd8r2LLtNyIfB_Pl4W2lZipIncb01cdI6LUashbd0HY2QjhnDiG9gao2IHJqCAJoEaw_fOaaQh9lpOmr/s640/milton-santos1.jpg&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://albswiss.wordpress.com&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br&gt;
Vivi os últimos anos do segundo milênio como jovem estudante de graduação no curso de História. Caipira do interior, de encantamento assustado e curioso na cidade grande que só via na TV. Uma vez, no Departamento de História e de Geografia da FFLCH, me detive estático diante da vitrine de uma livraria da Edusp que tinha no prédio. Lá dentro estava Milton Santos. Fiquei ali um certo tempo e ele percebeu que estava sendo observado. Eu, olhando para ele com a aquela cara de bobo paralisado. Ele deu risada e eu continuei.&lt;br&gt;
Com o tempo, percebi que toda quarta-feira, logo depois do almoço, o professor Milton Santos ia ao departamento, certamente para conduzir algum laboratório, orientar algum grupo de estudo, penso eu. Eu ficava sentado no banco bem no lugar em que ele passava. Pontualmente, de terno e gravata, calmamente caminhando, o professor se aproximava, olhava para mim, me cumprimentava e sorria. A mesma cena ocorria sempre, todas as vezes: o olhar e o sorriso.&lt;div&gt;Semana após semana, por longo tempo, eu sentava naquele banco e esperava o Milton Santos passar, até que ele não foi mais...&lt;br&gt;
Recentemente, uma aluna da faculdade em que trabalho me perguntou: &quot;Você nunca falou com ele? Por quê?&quot;&lt;br&gt;
Eu respondi: &quot;Ele me olhava e sorria para mim&quot;.&lt;br&gt;
Vejam o breve vídeo que a Academia Brasileira de Ciências produziu em homenagem a Milton Santos. &amp;nbsp; &lt;br&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;YOUTUBE-iframe-video&quot; data-thumbnail-src=&quot;https://i.ytimg.com/vi/Jdh-gmNNhIo/0.jpg&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/Jdh-gmNNhIo?feature=player_embedded&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/02/milton-santos-seu-sorriso-e-eu.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAfYFxUyhEFWVZBuuNXPTYN57qG2Je8KhbP0c3QlXT2gNcImEDprF3Fd8r2LLtNyIfB_Pl4W2lZipIncb01cdI6LUashbd0HY2QjhnDiG9gao2IHJqCAJoEaw_fOaaQh9lpOmr/s72-c/milton-santos1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-27340982.post-3771209356037565798</guid><pubDate>Sun, 26 Jan 2020 23:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2020-01-26T20:54:10.284-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Idade Antiga</category><title>Por que os cristãos eram perseguidos no Império Romano?</title><description>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB48KusWlM_xb8MMVPFLh7vxJl6bTogvyL8K87eGFGl9S1kRCxBLkwjPcvCC0OXfOwPRO1uTph_wvVmhsOJF8sj1bpbpTSGi9Dspob37JUnJLPLnuNRCNBcqVY4su_XmEzirO-/s1600/mart%25C3%25ADrio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;400&quot; data-original-width=&quot;960&quot; height=&quot;265&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB48KusWlM_xb8MMVPFLh7vxJl6bTogvyL8K87eGFGl9S1kRCxBLkwjPcvCC0OXfOwPRO1uTph_wvVmhsOJF8sj1bpbpTSGi9Dspob37JUnJLPLnuNRCNBcqVY4su_XmEzirO-/s640/mart%25C3%25ADrio.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Créditos da imagem: https://www.firstthings.com/&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
Esta é a pergunta que o historiador Ste. Croix se propôs responder investigando exclusivamente fontes romanas.&lt;br /&gt;Bem, em 64 d.C. Roma foi incendiada por Nero. Acredita-se que ele fez isso para construir seu palácio. O detalhe é que o imperador pôs a culpa nos cristãos, o que iniciou a primeira perseguição comprovada contra eles. Além de serem acusados de incendiários, através dos escritos de Tácito e de Suetônio sabemos que os cristãos foram acusados de odiarem a espécie humana. As fontes também relatam que eles eram odiados pelo povo por suas abominações. Ou seja, para os romanos os cristãos eram capazes de cometer crimes terríveis! Logo, eram perigosos. Então, dá pra entender por que bastava a acusação de ser cristão para alguém ser julgado. Ao que tudo indica, havia um ódio popular contra eles que levavam as autoridades a agir. Ser cristão era suficiente para sofrer punição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Depois de Nero, sabemos que durante o principado de Domiciano (81-96 d.C.) os cristãos foram acusados de deslealdade política, motivada quando o culto ao imperador foi reforçado na Ásia Menor, onde se encontravam muitas comunidades cristãs. Assim, sob Domiciano, cristãos foram mortos por não cultuarem o imperador. Geralmente, é isso que pensamos como principal causa das perseguições: os cristãos eram mortos porque não reconheciam o imperador como deus. Na verdade, a documentação revela que esta não era a prática corrente ou fator decisivo para os martírios. Afinal,&amp;nbsp; era comum os imperadores receberem culto somente após a sua morte.&lt;br /&gt;Assim, a causa maior que motivava as perseguições era a negação de sacrificar aos deuses. Em relação ao culto imperial os registros revelam que se tratava da negação de juramento ao seu gênio (uma espécie de espírito ancestral protetor) ou a negação do sacrifício aos deuses em seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
Outra questão curiosa é que todo esse procedimento, quando necessário, ocorria dentro da legalidade. Isso significa que o processo judicial que os cristãos sofriam era baseado nos mesmos procedimentos para qualquer outro crime. Não se configurava do ponto de vista legal em uma ação arbitrária por parte do Estado.&lt;br /&gt;Nas províncias, os julgamentos mais importantes eram feitos diante dos governadores. Já em Roma, eles aconteciam diante do prefeito da cidade. &lt;br /&gt;Um cidadão romano poderia apelar para um segundo julgamento diante do imperador. Mas a partir da documentação não dá pra dizer que isso acontecia com os cristãos. Então dá pra pensar duas coisas: &lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Nenhum caso foi considerado de grande importância por parte das autoridades, a ponto de ser necessário um segundo julgamento pelo imperador.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ou, o que mais provável: os cristãos não apelavam por que o martírio era a forma mais perfeita de se associarem aos sofrimentos de Jesus Cristo.&amp;nbsp; &lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
Outra questão curiosa. Tudo indica que nunca houve uma lei geral contra o cristianismo que valesse para todo o Império, exceto no breve período em que as perseguições foram orquestradas diretamente pelos imperadores.&lt;br /&gt;Na maior parte do tempo, as perseguições foram locais e não gerais para todo o território imperial. Além disso, um governador não podia tomar iniciativa nas perseguições. Era necessária uma denúncia e o delator tinha de agir com prudência, pois uma acusação falsa ou ausência de provas incorria em crime de calúnia. Isso fica claro na resposta do Imperador Trajano a uma carta enviada em 112 d.C. por Plínio, que ocupava a função de legado imperial na Bitínia e no Ponto. Trajano orienta a não procurar os cristãos para puni-los, mas apenas agir mediante uma denúncia. &lt;br /&gt;No entanto, este tipo orientação poderia ser ignorada, como aconteceu nas perseguições de Lião e de Viena ocorridas em 177 d.C. por mando do governador. E quando um governador dava ordem de perseguição ele não estava descumprindo a lei, uma vez que ele não era obrigado a seguir uma determinação de um imperador anterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tudo dependia da abrangência da convulsão social provocada pela presença dos cristãos em uma dada região. O rigor do governador era proporcional à fúria da população contra os cristãos. Se um governador se recusasse a fazer o que o povo esperava, se tornava impopular. A indignação geral contra os cristãos podia provocar motins e linchamentos. Uma vez desencadeada a violência, qualquer coisa poderia acontecer. Assim, se tratava de um problema bem pragmático, ainda que o cristianismo fosse ilegal. O objetivo básico da autoridade romana era manter a ordem na província. Se a presença dos cristãos não motivasse distúrbios civis, não haveria razão para um governador ordenar perseguições. No entanto, o fato de não haver razões concretas para uma perseguição não significava que os cristãos eram aceitos pelos romanos. Ao contrário, as autoridades suspeitavam deles. Os motivos para isso eram:&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;As autoridades os consideram maus homens porque adoravam um homem que foi crucificado pelo Governador da Judeia por crime político;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A lealdade dos cristãos ao Estado era colocada em dúvida por se negarem a jurar pelo gênio do imperador;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Falavam sempre sobre o fim do mundo, mentalidade muito ruim para o Império;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sabiam que em seus livros verificava-se um ódio a Roma (sob o disfarce de Babilônia), cuja ruína era profetizada;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;E, finalmente, seus ritos secretos eram considerados como conspirações políticas e comportamento antissocial.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
Diante desse quadro, não era difícil um governador condenar um cristão por traição, ainda que não era nada disso o que estava ocorrendo. Segundo, Ste. Croix, bastava um acusador alegar a existência do cristianismo e um governador disposto a punir os cristãos por considerar necessário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Outra coisa muito interessante que geralmente, não pensamos: O sacrifício aos deuses era uma prova para constatar que realmente não era cristão quem negava ser. Tal prática (não apenas usada contra cristãos) era acompanhada de tortura e com Marco Aurélio (161-180) passou a ser aplicada a todas as pessoas de classe baixa, cidadãos ou não. Essa medida tinha como objetivo fazer a pessoa apostatar e não fazer dela um mártir. &lt;br /&gt;Daí, Ste. Croix deduzir que se um governador quisesse realmente condenar um cristão não poderia torturá-lo, pois abriria uma oportunidade para a apostasia, da qual, uma vez assumida, decorria a liberdade imediata do acusado. &lt;br /&gt;No entanto, é preciso considerar a importância do martírio no imaginário cristão, assumido em grande parte sem resistência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Por que as massas populares exigiam e até iniciavam as perseguições?&lt;br /&gt;O ponto principal é que o monoteísmo cristão punha em perigo a &lt;i&gt;pax deorum&lt;/i&gt;. Por serem impiedosos aos deuses romanos, isto é, não nutrir piedade aos deuses romanos, os&amp;nbsp; cristãos atraíam os castigos das divindades. Esta seria a causa de desastres de qualquer natureza. Ainda que não houvesse legalmente a obrigação dos habitantes do império (cidadãos ou não) de realizarem os cultos públicos, até os magistrados e os senadores se obrigavam a tais práticas. Era de bom tom demonstrar publicamente respeito às tradições religiosas dos antepassados e piedade aos deuses. Os cristãos negando participar dos cultos públicos se posicionavam abertamente contra a religião do império e contra os deuses. Isso os colocavam à margem do Estado, pois os cultos religiosos eram atos cívicos, isto é, demonstrações concretas de identidade coletiva e lealdade ao Estado. Eles negavam respeitar a tradição dos antepassados. Portanto, do ponto de vista romano fica claro por que o governo perseguia os cristãos. &lt;br /&gt;Entretanto, é necessário reconhecer que, excetuando os principados de Valeriano (253-260) e de Diocleciano (284-305) em nenhum momento os cristãos foram impedidos de cultuar seu Deus privadamente.</description><link>http://carbonocatorze.blogspot.com/2020/01/por-que-os-cristaos-eram-perseguidos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Giandoso)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB48KusWlM_xb8MMVPFLh7vxJl6bTogvyL8K87eGFGl9S1kRCxBLkwjPcvCC0OXfOwPRO1uTph_wvVmhsOJF8sj1bpbpTSGi9Dspob37JUnJLPLnuNRCNBcqVY4su_XmEzirO-/s72-c/mart%25C3%25ADrio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>