<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>.caso.me.esqueçam.</title><description></description><managingEditor>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</managingEditor><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 21:19:57 +0200</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">292</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle/><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><title/><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2019/09/como-eu-previ-muito-trabalhoso-escrever.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Sun, 29 Sep 2019 21:16:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-4195507814551575954</guid><description>Como eu previ, muito trabalhoso escrever por aqui enquanto viajo. Mas tenho escrevido (escrito? Escrevido? Escrivinhado? Socorro) uma ou duas coisas lá pelo insta. Quem quiser, passa lá. Como sempre, todo mundo eh bem-vindo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
@luciana.loup&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>O ronco da cueca</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2019/04/o-ronco-da-cueca.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 5 Apr 2019 01:33:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-7848650856318280279</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tamanho do post é inversamente proporcional à quantidade de novidades contidas nele. Inclusive, espero que seja um post pequeno senão esta introdução não fará sentido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu tou devendo post pra caraleo. Eu tenho tanta coisa pra falar! Mas eu tenho uma ótima justificativa pra impossibilidade de fazê-lo agora e, ao mesmo tempo, uma promessa bem bonita de algo que é melhor que post.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hein?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não posso mais postar atualmente porque não tenho mais acesso à computadores. "Escreve pelo celul..." Odeio. Cada letra aqui foi digitada pela ajuda do meu único e&amp;nbsp; positivo polegar direito, avaliem minha destreza em digitação celulárica. Vamos explicar longamente, oi, sou geminiana,&amp;nbsp; esse problema de teclado (e lá vai a introdução do post foi por água abaixo).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em 2018, Gaspar e eu decidimos muita coisa pras nossas vidas. Uma delas foi casar. Casar um com o outro, que fique bem claro. Depois, deixamos nossos empregos e nossas casas para viajar pela América Latina. Começamos a nossa viagem por um país governado por fascistas, o meu. Para isso, Gaspar tomou aulas de português com uma professora e foi totalmente auxiliado por um material didático de alta qualidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A professora: eu mesma.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O material: este blog.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele lia alguns posts em voz alta. Enquanto eu corrigia a sua pronúncia, ele se enriquecia com o vasto vocabulário disponível neste diário virtual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essas vantagens, somadas à disposição de Gaspar, deram seus frutos. Gasparito já entende tudo em português e fala aprumado. Os pirata fica até corado com os palavrão que ele sabe falar. Ele ainda se confunde numas coisas, mas são erros lindos. Queijo de coalho é queijo de coelho. Umbigo é umbilico. Careta é careca, cuíca é cueca. "Tá ouvindo a cueca dessa música?" Graças a deus, eu não estava. Na Bahia, ele perguntou "o que é mesmo que a gente vai comer? Moleque?" Era moqueca. Corrigi desesperada já que comer moleque às vezes dá cadeia. Ele já se confundiu e chamou Alceu Valença de Seu Valentino. Mas o melhor é quando ele fala de repente um VIXI MARIA!, numa mistura de homenagem e tiração de onda comigo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas enfim, divago. O caso é que, ao reler meu blog durante as sessões com G, eu acabei relembrando fatos da minha vida que ficariam perdidos pra sempre no passado caso eu não houvesse esse espaço. O que seria de mim se eu esquecesse que, em 2010, um mexicano praticamente desconhecido vomitou no meu guarda-roupa, no meu tapete e ainda&amp;nbsp; esvaziou meu perfume preferido pra mascarar o cheiro? E tudo isso sem eu nunca ter dado permissão de dormir no meu quarto? Gente, é muita riqueza de informação isso aqui.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ao mesmo tempo, já está mais do que ridículo manter um blog com um post anual. E, como eu gosto de escrever e de registrar e de divagar devagar, e de trocadilhos e como eu não quero ter filhx, nem plantar árvore, vou escrever um livro, que é melhor que post.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não vou abandonar esse espaço (nunca). Comprei um caderno pra anotar minhas aventuras e registrar tudo pro futuro. Um futuro que vai passar por aqui pra fazer companhia ao passado já presente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aguardem e confiem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>A peleja do Petit Dragon</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2018/07/a-peleja-do-petit-dragon.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 27 Jul 2018 16:26:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-7747936519579359480</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As aulas do Krav Maga ja começaram e também ja 
terminaram - é nessas horas em que eu me dou conta de como eu demoro a escrever. "A Era Cenozoica começou. E também ja terminou". As aulas do Krav Maga ja começaram e também ja 
terminaram. Agora, podem me chamar de Arma Branca. A gente aprendeu a 
desarmar gente que te ameaça com faca ou com revolver, aprendemos a 
fugir de uma agressao se estivermos sentadas ou mesmo deitadas (é soh se fingir de morta, igual com urso). Aprendemos até a sair de uma 
situaçao onde você ta de joelho e ha uma pessoa apontando uma arma pra 
sua cabeça, atras de você. Nessa, o professor perguntou "qual melhor maneira de sair dessa situaçao?"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Rapaz... O cara ta armado?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Atras de mim?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu tou de joelho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- A merda ja ta na calcinha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh. O que?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu sei la como se sai dessa! Eu faria o que sempre faço quando tenho um problema, chamo a minha maezinha. Uma das 
primeiras coisas que ele explicou foi que, durante uma agressao, nunca 
devemos&amp;nbsp; gritar "socorro" pra dissuadir o agressor. Alguém sabido 
disse "temos que gritar 'fogo'". O professor corrigiu: "nao, temos que 
gritar 'terrorista!'".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;DICIONARIO PORTUGUES - FRANCES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Bom dia: Bonjour !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Por favor: S'il vous plaît!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Socorro: Terroriste !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Boa noite: Bonsoir !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Obrigada: Merci !&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O
 material obrigatorio pras aulas: caneleira, protetor genital feminino, luvas de 
luta livre e proteçao pros dentes. Caso você quebre algum dente, o seguro soh te cobre se você tiver portado o protetor de dente no momento do acidente. Também comprei uma blusa com o nome do
 clube, mas depois contaram que uma menina tava vestida com a blusa e um
 cara ficou provocando ela no metrô, chamando pra briga. Acho isso uma 
idiotice sem tamanho. Pra mim, a unica razao valida pra começar uma briga é
diante da injuria "Beatles ou Rolling Stones?". Ja matei três.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc1GkevJsFYPzaXp_zYjpkeQBF8VcGrtN2QEhy-Hcn0WjnvAzpH0DjEFBnj2HkBf_imycC35Y5HFKXWj2uJxGVCs3OycZdgSUz2KkAqFrXy9HFlax_Airz4T9uR7RdrtJ18BzjcMWmKqSp/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-26+a%25CC%2580+14.48.59.png" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="205" data-original-width="217" height="188" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc1GkevJsFYPzaXp_zYjpkeQBF8VcGrtN2QEhy-Hcn0WjnvAzpH0DjEFBnj2HkBf_imycC35Y5HFKXWj2uJxGVCs3OycZdgSUz2KkAqFrXy9HFlax_Airz4T9uR7RdrtJ18BzjcMWmKqSp/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-26+a%25CC%2580+14.48.59.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu nunca usei o protetor genital. Eu posso até ficar com essa cara da foto com o protetor de dentes, mas usar protetor genital é demais pra minha imagem. E olha que eu conheço os estragos de uma vulva destroçada. *musica triste no violino* Quando eu era pequena, eu tava andando de bicicleta (sempre ela), andando muito rapido, muito muito rapido. Eu estava montada no vento. Aih eu tive que frear e nessa freada, meu corpo foi se projetando pra frente e a bicicleta ficou exatamente onde ela estava. Mas algo me impediu de voar da bicicleta: o meu pubis. Ele se chocou contra o noh central do guidao. Doeu tanto que eu achei que meu umbigo e minha vagina tinham formado um soh. Décadas depois, me encontro recusando um protetor xenital. Sei la, aquele negocio voluminoso entre as pernas te dah uma sensaçao de poder muito grande, sabe. Você olha la pra baixo, você vê aquele pacote e ja começa a coça-lo, a mostra-lo pras meninas na rua. Você soh fala nele pros seus amigos e começa a achar que você tem mais direitos que os nao-pacotudos. E como eu sou ligada nessas baboseiras de feminismo e direitos iguais, deixei o protetor genital pra la. Vai que eu começo a achar que eu sou o centro da terra.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No intuito de colocar a gente em situacoes verossimeis, o professor trancava a gente no vestiario ou no banheiro e designava uma vitima e varios agressores. Você &lt;i&gt;sabe&lt;/i&gt; que tudo é encenado. Você &lt;i&gt;conhece&lt;/i&gt; as pessoas que estao encenando. Mas quando você ta trancada num banheiro e três pessoas tentam te bater, você da play no instinto de sobrevivência. E nao é bonito. A primeira te bate, você revida, a segunda chega, você da murro, a primeira volta, você lembra que tem pernas, da chute, mas a terceira ja ta te socando, você empurra todo mundo, a baba escorre, você fecha a boca mas o protetor ta ali impedindo. Pela gritaria, você pensa que &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; tem um estuprador ali. Em dois minutos de luta, você ta tremendo de cansaço. E acho que esse é, pra mim, um dos grandes aprendizados do Krav: eu nao duraria nada numa luta. Mas o professor disse que isso era o esperado de qualquer pessoa de porte fisico &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;de uma galinha desnutrida&lt;/span&gt; médio. Por isso, o objetivo dele nao era ensinar a gente a lutar, mas ensinar tecnicas que permitiriam a gente de fugir em segurança. Aceitei. Mas aceitar nao é pra todo mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sophie, nunca te esquecerei. Sophie era uma jovem garota que nao sabia brincar. Quando ela vinha pra aula, a gente fazia um eye roll coletivo e tentava nunca fazer dupla com ela. Vou explicar o porquê. Claro. Numa das aulas, o professor deu a cada uma 1/4 de um macarrao (o de 
fazer boiar, nao o de comer, pelo amor de deus) pra que a gente tentasse
 tocar os pontos fracos da nossa adversaria (pescoço, barriga...) ao 
mesmo tempo em que evitavamos ser tocadas. Era soh tocar, no melhor 
estilo D'Artagnan, &lt;i&gt;touché&lt;/i&gt;. Mas a cavala da Sophie pegava o 
macarrao e descia o cacete na parceira, puxava o macarrao da ôta e tome 
porrada nela! Ave maria! Eu parava com minha adversaria pra olhar a cena, a 
mao na boca. O professor ficava louco. Se o professor mandasse bater no pao, ela batia com a força das tripas. Foda-se a técnica, o importante é fazer a colega do outro lado cair dura no chao. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRTiIMgsZQH3C_tJWYq-x-LMUGFnqQ7u29qZHrxv8UjcTayqvroI-W9jNTc1XisEYgPx-1Q4-lLkuR6j9BT8JgJePyHKD6wNxyF3btqOEiITFURua4PTuWnM1L_xNOatDGxJe61zEJaz4/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+14.12.02.png" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="253" data-original-width="203" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRTiIMgsZQH3C_tJWYq-x-LMUGFnqQ7u29qZHrxv8UjcTayqvroI-W9jNTc1XisEYgPx-1Q4-lLkuR6j9BT8JgJePyHKD6wNxyF3btqOEiITFURua4PTuWnM1L_xNOatDGxJe61zEJaz4/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+14.12.02.png" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pessoa segurando um pao&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcCCgSVLVoCvBuBAg9QVQZrEHQqXi4bJRSizAVOCiY9PoHmpH-QQAfdsDtwgid2gDogoTG_o7KWDpDCUSezNB8trWzQHr9BrRye4ZXWHlgldykSkdWsRoGjux_cu2yszD09dNuWHeF9N4/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+14.21.28.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="184" data-original-width="195" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcCCgSVLVoCvBuBAg9QVQZrEHQqXi4bJRSizAVOCiY9PoHmpH-QQAfdsDtwgid2gDogoTG_o7KWDpDCUSezNB8trWzQHr9BrRye4ZXWHlgldykSkdWsRoGjux_cu2yszD09dNuWHeF9N4/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+14.21.28.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pessoa segurando um p&lt;span class="st"&gt;ã&lt;/span&gt;o&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
As aulas seguiam quase sempre a mesma dinâmica: o professor nos ensinava uma técnica e, la pro fim da aula, ele cansava a gente em algum exercicio aleatorio. Logo em seguida, nohs deviamos aplicar a técnica ensinada no começo do curso. Ele explicava que esse "cansaço" seria o equivalente a um ataque surpresa no meio da rua, quando você nao consegue raciocinar direito. Entao, ele fazia, por exemplo, a gente girar em torno de nohs mesmas, de olhos fechados e, ao abrir os olhos, alguém atacava a gente. Ou ele colocava duas meninas no tatame de 3x3m e a ideia era colocar pra fora a adversaria. Aih volta Sophie e uma pequena descriçao dela: um ser muito competitivo de 17 anos, maior e mais pesada que todas nohs, com uma pontinha de psicopatia brilhando atras daqueles&amp;nbsp; olhinhos negros. Quando ela entrava no tatame, ela ja olhava pra gente assim&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRoRBwVvhfop0-YgNsn1GQ0dUWoLj5MwHP-WGwk1T4dFmzOiuoH_sse8d_5b8CpkTx3MmrPx5WB6bZMcE032qfvJUGMDoSlJ3ufJSuSx_bMDlrPqCksNSy2PhoQBCZ9n3J2g5SW49Rsbk/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+12.12.20.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="376" data-original-width="282" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRoRBwVvhfop0-YgNsn1GQ0dUWoLj5MwHP-WGwk1T4dFmzOiuoH_sse8d_5b8CpkTx3MmrPx5WB6bZMcE032qfvJUGMDoSlJ3ufJSuSx_bMDlrPqCksNSy2PhoQBCZ9n3J2g5SW49Rsbk/s320/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-27+a%25CC%2580+12.12.20.png" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
"Meu deus, entrei aqui pra aprender tecnicas de defesa e vou sair dentro de um saco fechado com ziper". O professor se aproxima, escolhe Sophie e eu pra subir no tatame. Sophie começa a dançar Haka. Eu enxugo discretamente o suor do buço. A gente sobe no tatame, o professor dita as regras: "vocês começam de joelho e nao podem se levantar. A primeira que tocar o chao, com qualquer parte do corpo, perde. Vocês tem três chances. E as que perderem, tem uma puniçao. FIGHT!". O professor mal fechou a boca, a menina foi voando em cima de mim. Soh que Sophie nao sabia um detalhe: eu sou competitiva pra caralho. Alias, troquem "competitiva" por "apaixonada pela vida". Quando ela voou em cima de mim eu apliquei a técnica dos manifestantes que precisam ser evacuados pela policia de algum lugar ocupado: fiz peso morto. Ela se cagava pra me empurrar pra fora mas enquanto eu tava prostrada no chao, aproveitei pra agarra-la e joga-la sobre mim pra fora do tatame. Ela colocou a maozinha dela no chao, mas mesmo assim continuou a lutar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Opa, nao! Perdeu, balao! Ieewww!&lt;br /&gt;
- NAO, MAS EU COLOQUEI SOH A MAO PRA FORA, TEM QUE SER O CORPO TODO!&lt;br /&gt;
- Tiaaaaa! Olha Sophie robaaanu!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O professor veio e me deu razao. Luci 1 x 0 Sophie. Senti o olhar maligno dela pairar sobre minha alma, mas pensei "se eu ganhar essa, broder, tou tranquila". Até porque a puniçao pras perdedoras eram três murros de cada vencedora na barriga. Not today. Tentei a técnica do peso morto de novo, mas ela se concentrou em empurrar meu centro de gravidade e aquela merda tava dando certo. Pensei com serenidade "vou perder, caralho" e o chao cada vez mais perto. Foi quando eu ouvi a voz de Mestre Chung e seus grandes bigodes brancos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Procure a força que ha em você, Pequeno Dragao!&lt;br /&gt;
- Mas ela é mais forte do que eu, Mestre! &lt;br /&gt;
- Observe uma flor: a cada dia, ela se abre para alcançar a luz e a cada fim de tarde, ela se fecha novamente.&lt;br /&gt;
- Mas como isso pode me ajudar nesse momento?&lt;br /&gt;
- Nao pode.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nao me perguntem como, mas eu consegui jogar essa menina pra fora do tatame e soh nao fiz dancinha porque ainda tinha a terceira parte e eu nao sabia se ela conhecia o significado do termo fair play. Fiquei na minha. Nao demorou muito, ela me jogou pra fora do tatame e disse sorrindo "PELO MENOS EU SALVEI MINHA HONRA".&lt;br /&gt;
"Minha honra".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Salvou nao, minha filha. Agora soh no harakiri. Fiquei passada imaginando essa menina perdendo a virgindade e estendendo o lençol sujo de sangue na varanda de casa. Depois de uns meses, ela abandonou o curso. Nao vou me inscrever de novo no proximo ano porque temos novas aventuras em vista, cenas do proximo capitulo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc1GkevJsFYPzaXp_zYjpkeQBF8VcGrtN2QEhy-Hcn0WjnvAzpH0DjEFBnj2HkBf_imycC35Y5HFKXWj2uJxGVCs3OycZdgSUz2KkAqFrXy9HFlax_Airz4T9uR7RdrtJ18BzjcMWmKqSp/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2018-07-26+a%25CC%2580+14.48.59.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></item><item><title>De como nascem os traumas</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2017/12/de-como-nascem-os-traumas.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 22 Dec 2017 19:31:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-131466530284270243</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Atualmente, eu moro com duas outras criaturinhas e posso dizer que achava mais facil morar com&amp;nbsp; dez pessoas que com somente duas. Porque se você nao gostar de uma das dez pessoas, você tem um problema com apenas 10% da casa. A três, se você nao gostar de uma das pessoas, você nao gosta de metade da casa. A nao ser que você também tenha um problema consigo mesmo. Nesse caso, é melhor você livrar a pessoa legal da presença de vocês dois.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas nao era disso que eu queria falar. Queria dizer que, como eu fui a primeira a entrar no apartamento, eu tive que encontrar os fiadores e colocar meu nome em todas as faturas e no contrato do apartamento. Se a vida me decidiu adulta, comecei a agir com adultice e acabei me tornando descascadora de pepino profissional em relaçao aos problemas da casa. Eu arranjo tudo aqui! Pode-se dizer que eu sou o homem da casa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(queria ter visto a cara dazamiga feminista lendo essa frase)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, como vocês verao, os problemas daqui sao muitos. Vem comigo, gentchi!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ha um mês, a internet parou de funcionar e... Alias, esqueçam o que eu disse no paragrafo anterior sobre autonomia na resoluçao de problemas. Eu resolvo tudo, mas eu tenho meus limites: fazer ligacoes telefônicas pra desconhecidos. Pra conhecidos também, mas nesse caso, sao eles que ligam e eu nao tenho muita escolha. Entao, quando a internet parou de funcionar, eu terceirizei a ligaçao para Namorado. Ele é otimo. Ele liga, expoe o problema e a atendente:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Você ja tentou reiniciar a box?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nossa, tou falando com o funcionario do mês?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nao estava. Claro que reiniciamos a box! Reiniciamos a box e apertamos tanto botao que devemos ter reiniciado a internet de outras casas. Mas num procedimento padrao, a moça fez a gente trocar os cabos, desligar aparelhos e liga-los numa sequencia tao especifica que eu achei que ela tivesse tirando onda da nossa cara. Pensando bem, talvez estivesse mesmo. (...) Nossa, ela nos enganou direitinho. Enfim, pra compensar minha covardia de nao ter falado ao telefone, fui seguindo namorado pela casa como uma sombra e antecipando as necessidades dele, ligando as luzes, tirando movel de lugar, dando os codigos e numero cliente exigidos pela telefonista. Acho que todo esse auxilio silencioso me lembrou muito minha avoh e de quando eu era criança e ia passar as férias na casa dela, em Campina Grande. Na época, ela tinha uma historia de ir no Centro "resolver as coisas". Veja bem, resolver as coisas nao era assinar um tratado de paz mundial, mas comprar um carretel de linha ou amolar um alicate de unha. E eu adorava resolver as coisas com ela. Ela costurava e, de vez em quando, ia atras de uma revista de costura ou de um apetrecho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Olha, vovoh, esse carretel é preto e...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Num é esse preto que eu quero nao, menina.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3DXzQkcmGEn5Q4B8BF4O5EJl8RmMftH7c6Ejm5cOeS4IMURI_V9AmqaAhix8rO23ftIZBqvusaG4xltFG5RdoAG-OFOiL1a2NxFPV4UU_7Yi_CEaOsQWv894IjQ7ugCdVNY33pBBZYig/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-12-22+a%25CC%2580+19.03.43.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="662" data-original-width="496" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3DXzQkcmGEn5Q4B8BF4O5EJl8RmMftH7c6Ejm5cOeS4IMURI_V9AmqaAhix8rO23ftIZBqvusaG4xltFG5RdoAG-OFOiL1a2NxFPV4UU_7Yi_CEaOsQWv894IjQ7ugCdVNY33pBBZYig/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-12-22+a%25CC%2580+19.03.43.png" width="149" /&gt;&lt;/a&gt;Aih ela pegava um carretel preto mais preto que o preto absoluto e eu ficava ooohhh vovozinha! Como eu disse, eu gostava de sair com ela, MENOS... menos, meu amigos, quando chovia. Quando chovia era foda. Quando chovia todos os cidadaos campinenses se apinhavam nas calçadas à procura de um abrigo que, vez ou outra, ostentavam as lonas dos camelôs. Mas o pior era quando vovoh abria o guarda-chuva. Minha avoh é muito pequenininha, soh ela e Polegarzinho tem essa altura. Entao, quando ela abria o guarda-chuva, ele ficava &lt;i&gt;exatamente&lt;/i&gt; na altura da cara das pessoas, funcionando como uma hélice mortifera, mas ela nem se dava conta. Ela ia andando pela calçada feito um foguete, prestando atençao nas bancas de revista, procurando a "Manequim" do mês e enfiando o guarda-chuva no olho das pessoas. Se virava e VRAAA na cara de um. Mudava de direçao e VRAAAA na cara de outro. Era passando e deixando um rastro de caretas e sangue atras dela. E eu ia atras, morta de vergonha, trabalhando a diplomacia "ai, desculpa, moço! Eita, vov... ai, minha senhora, taquih seu olho. Desculpa, ta? Ah, quê? Ele nao é verde? Meu deus, de quem é esse olho verde? Vovoh, espera, para de se mexer!" e assim ia, até a chuva dar clemência. Bons tempos!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Voltando pra 2017: a atendente nao conseguiu resolver nosso problema com a internet e tivemos que ir até a loja pegar uma chave 4G enquanto a box seria magicamente reparada à distância. "Quando a luz voltar a ficar branca, é porque tah bom". Como isso me pareceu muito razoavel, aceitei. Passado um tempo, tudo estava indo muito bem na minha vida até que o inferno astral começou. Pra quem nao sabe, o inferno astral é um periodo de merda de 30 dias que precede o dia do aniversario da pessoa. Como meu aniversario é em maio e o periodo de merda taih, imagino que estou vivenciando o inferno astral de Jesus Cristo porque ta complicado. Pra falar a verdade, tudo começou a dar ruim ha mais ou menos uma semana, entao, podemos dizer que se trata apenas de um inferninho astral. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9yXbS-uVrSDUSRCAKVlw6-skbHPPe7jTHBnGTXDqsxKNHixgtZ8j2UmTZylMTSz4boL3slh-MTknYcSoHyJ5HMOJ6Z1-64m6QNrF5vQQSMaYA3lRVl0_zusBUizhtcuedkeI8pNPLjIA/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-12-22+a%25CC%2580+19.08.14.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="332" data-original-width="277" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9yXbS-uVrSDUSRCAKVlw6-skbHPPe7jTHBnGTXDqsxKNHixgtZ8j2UmTZylMTSz4boL3slh-MTknYcSoHyJ5HMOJ6Z1-64m6QNrF5vQQSMaYA3lRVl0_zusBUizhtcuedkeI8pNPLjIA/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-12-22+a%25CC%2580+19.08.14.png" width="166" /&gt;&lt;/a&gt;Na quarta:&lt;br /&gt;
Notei que as nossas caçarolas estavam flutuando num liquido pastoso, fedorento e amarelado que escorria de algum lugar desconhecido da pia. Pesquei as panela e fui consultar o encanador que fica, comodamente, no térreo do nosso prédio. A secretaria disse que ele iria passar somente "amanha", à 10h.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quinta:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;A 11h30, o encanador da sinal de vida. Foi la em casa e quando eu abri a porta, senti um cheiro tao forte de birita vindo dele que eu tava na duvida se eu dava um high five ou um conselho. Era um velhinho de poucas palavras. E de poucas atitudes também.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh. Ta entupido.&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- Nao vou poder consertar agora. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Euh... Entao quando?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Hoje de noite você ta em casa?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Tou, mas muito tarde, vocês ja vao estar fechados.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao, a gente nao tem hora pra fechar nao.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na verdade, tinham. Nao somente tinham hora pra fechar como fecharam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sexta:&lt;br /&gt;
O senhorzinho também nao passou na sexta. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sabado:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A mangueira da maquina de lavar roupa também ta com um vazamento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segunda:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vou no encanador, falo do primeiro vazamento, falo do segundo vazamento, temo por alguma alcunha, falo que é urgente, o encanador chega horas depois, conserta os dois vazamentos e diz que vai voltar no dia seguinte pra verificar se tudo esta bem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia seguinte:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O encanador volta, se certifica que o primeiro vazamento esta estancado &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(jucah feelings)&lt;/span&gt; e vai embora.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia seguinte do dia seguinte:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Descubro &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; vazamento na maquina de lavar. Como sou uma adulta, exclamo em adultês: mas sera o benedito? (Minha alma é velha) Desço pra ver a secretaria e encontro uma foto minha na porta do encanador com duas faixas vermelhas se cruzando em cima dela. Respiro fundo, entro e tento:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Moça. Olha...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- ...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu sei, eu sei. Eh que...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim. Aconteceu...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mas assim?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim. Mas eu nao tenho culp...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Querida, posso te fazer uma pergunta?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nessa altura, er, pode...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Você ta apaixonada pelo...?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu? Nao!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao! &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ta bom, ta bom...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu soh queria que ele...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Viesse e...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Olha, tenho que ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sai de la correndo, dobrei a esquina, cabelos embaraçados, lagrimas no rosto. Encostei na parede e, arfando com meu caderno apertado contra o peito, fui deslizando devagarzinho e fiquei la, agachada, naquela tarde umida, sem saber exatamente o que eu estava sentindo. Tudo aquilo fazia sentido? Estava eu apaixonada pelo encanador pé de cana? Talvez mrs. Dawson estivesse certa e eu estivesse sabotando o trabalho dele para... para...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ver este miseravel aparecer aqui em casa e consertar, pela 4a vez, a porra da maquina de lavar que soh podia ta possuida! O vazamento vinha da outra ponta da mangueira! O pior é que o chao do apartamento é de madeira e ele absorveu toda a agua. O piso ficou preto e todo fofo. Oing! Fechei a torneira e, enquanto esperava o enganador, resolvi diminuir o estrago secando um pouco o chao com o secador de cabelo. Procuro meu secador no banheiro e nao acho. BUFANDO mando uma mensagem pras minhas roomates, QUEM FOI A CARA DE FUINHA QUE PEGOU O CARALHO DO MEU SECADOR?, pensei. "Galera, quem pegou meu secador de cabelo, por favor?".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto a demoiselle nao se entregava, peguei um secador aleatorio que estava à disposiçao e me mandei pra cozinha. Empurrei a maquina, liguei o secador, direcionei o vapor e, 30 segundos depois, ele estourou na minha mao, POW! Eu dei um grito e um pulo pra cima da geladeira. Eu morro de medo de levar choque! Sabe aquelas brincadeiras que a gente fazia quando era criança, "você prefere morrer eletrocutado ou queim..." Queimado. Prefiro morrer queimado e esturricado. Cara, eu levei um choque dos infernos quando era pequena. Mereci. Desobedeci à minha mae e fui traquinar. Peguei um fio que tava desencapado e enfiei na tomada. Minha mae tinha avisado: "nao é pra pegar nesse fio, ele pode dar choque". Aih ela colocou o fio em cima do guarda-roupa. O que eu fiz? Subi na cômoda, peguei o fio, coloquei na tomada e depois peguei na ponta desencapada. Levei um choque dos bigode queimar. Sai correndo desesperada pra sala. Quando ela entendeu o que tinha acontecido, minha mae, banhada na agua da pedagogia, me disse "VOCÊ MORRE DURA, MENINA!" e foi isso. Nem um abracinho, minha gente. De como nascem os traumas. E dai que o secador inventa de pipocar. Desliguei aquele troço da tomada, fiz o sinal da cruz e ouvi minha roommate saindo do quarto, meu secador na mao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desisti daquilo tudo e fui comer. Liguei o forninho e... E ele nao estava funcionando. "Pronto, queimei a casa". Liguei pra namorado soh pra desabafar, mas ele aproveitou pra me aconselhar a nao tocar em nada, explicando que os cabos deviam estar molhados por causa do vazamento. Ta bom.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fui ler as treta na internet. Uma hora depois, o feed nao atualizava mais. A internet-nao-esta-funcionando-caraleo-de-asa. Nessa altura eu comecei a rir. Rir de nervoso. Peguei o numero-cliente, liguei pra operadora e um cara me atendeu. Ele tinha uma batata quente na boca. Eu soh entendia o começo das frases.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Bom dia, senhora Aquino.&lt;br /&gt;
- Sou eu mesma, mais adulta do que nunca, pode falar. Eu sou o homem da casa.&lt;br /&gt;
- Bom dia, senhora, a senhora estah com um xoxxoxoxo chahahduehfuhfufh...&lt;br /&gt;
- Eh, acho que sim... A internet parou de funcionar.&lt;br /&gt;
- Estaremos mandando um chavezzzzxox oxxoxoxoxhchah ahacjidjfi&lt;br /&gt;
- Mas eu ja tenho a chave, é ela que nao ta funcionando mais.&lt;br /&gt;
- Eu convido a senhora, madame Aquino para religar a bxxoxoxox xochhchhicichic&lt;br /&gt;
- Ta bom, entao. Obrigada.&lt;br /&gt;
- Xo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;Desliguei a chave, acionei a rede antiga e voilà! A internet voltou ao normal. Confesso que gostava mais de resolver as coisas com minha avoh. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
::&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.8px;"&gt;E pra quem é de feici:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.8px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;cardo&amp;quot;; font-size: 19.8px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam/?fref=ts" style="color: #e69138; font-size: 19.8px; text-decoration: none;"&gt;.caso.me.esqueçam.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3DXzQkcmGEn5Q4B8BF4O5EJl8RmMftH7c6Ejm5cOeS4IMURI_V9AmqaAhix8rO23ftIZBqvusaG4xltFG5RdoAG-OFOiL1a2NxFPV4UU_7Yi_CEaOsQWv894IjQ7ugCdVNY33pBBZYig/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-12-22+a%25CC%2580+19.03.43.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Disque L para lesar</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2017/09/disque-l-para-lesar.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>feminismo</category><category>nao se reprima</category><category>presepada</category><category>vive la souffrance</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 22 Sep 2017 11:14:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-6523962483704928523</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vocês devem nao andar se perguntando onde foram parar as historias da casa em que eu morava com mais dez pessoas. Pois bem, ha mais de três anos, eu mudei de casa e de bairro. Agora, eu moro no bairro mais popular de Lyon: a Guillotière. Esse bairro tem tanto macho assediador de beira de calçada, que eu ja dediquei &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2013/10/a-questao-do-genero-na-guillotiere.html" target="_blank"&gt;um post sobre o assunto&lt;/a&gt; ha quatro anos, antes mesmo de morar no bairro. "Luci, se o bairro é tao foda assim, por que você escolheu morar la?" Gente, deixa eu escolher pelo menos o bairro onde eu vou morar! "Ah, entao nao reclama". Olha, o blog é meu, eu reclamo se eu quiser. Alias, eu nem sei com quem eu tou discutindo... Entao, continuando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tem um bando de desocupado pelas calçadas. Eles passam o dia todo la, vendendo haxixe e marlboro falsificado. Alias, esses sao os menos desocupados. Os desocupados profissionais, te cantam quando você passa. Mas atençao, nao é aquela "cantada" de brasileiro quero-te-colocar-de-quatro-e-ripa-na-chulipa. A cantada é mais estilo "você é muito charmosa", "bom dia, hmm", o que leva muito macho a achar que estamos exagerando quando nos indignamos com esses tratamentos. Mas creiam-me: quando você escuta isso com frequência, você ja sai de casa botando sangue pelos olhos! Ou soh sou eu que reajo assim? &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Siiiim, soh você, Virgem Maria dos anos 90.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuCtWtu9elKyUE3RtklIG-PnLNwammrGRCuJsqXBiTgZ2DJriEc39-afi9C6piYlHbLTcx6rvlUs9nu1XwwhruWCI8-I2LAz5YdA7Bgu76WCwrI5pwM5p1RKtSRSI0xi4nmvEEqmNFjhs/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-20+a%25CC%2580+16.52.25.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="319" data-original-width="224" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuCtWtu9elKyUE3RtklIG-PnLNwammrGRCuJsqXBiTgZ2DJriEc39-afi9C6piYlHbLTcx6rvlUs9nu1XwwhruWCI8-I2LAz5YdA7Bgu76WCwrI5pwM5p1RKtSRSI0xi4nmvEEqmNFjhs/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-20+a%25CC%2580+16.52.25.png" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span id="goog_1627517958"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1627517959"&gt;&lt;/span&gt;Diferentona&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Alias, quando eu era criança, eu morria de medo dessas historias de Virgem que chora, de colchao que pega fogo sozinho. Um dia minha mae saiu de casa e eu fiquei vendo Gugu com meu irmao mais velho. O programa falava sobre uma estatua da Virgem que chorava sangue. Olha, eu tava tao tensa, que se meu irmao tivesse espirrado na hora, eu nao estaria aqui agora escrevendo besteira pra vocês, teria passado dessa pra melhor, morta de susto. Enfim, divago. O caso é que eu passei a reagir com certa frequencia às cantadas, à medida em que os anos foram passando.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entao, ha duas semanas, la estava eu tranquilamente andando na calçada com a criança tranquila que tomo conta, numa tarde muito tranquila. Estavamos voltando pra casa quando, de repente, um homem que estava dentro de um carro estacionado me chamou pra pedir uma informaçao. Eu fui com certa cautela, sem me aproximar muito. Por que? Porque quando eu era pequena, eu lembro de estar brincando na rua com meus irmaos/amigos e de um cara ter parado num carro pedindo informaçao. Ele queria saber onde tinha uma farmacia no bairro, porque ele tinha levado uma picada de abelha. Eu deixo vocês imaginarem onde ele tinha levado a picada. Pois é. Os anos 90 foram recheados de Caverna do Dragao e trauma. Inclusive, la vai mais um sobre o tema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Aquele momento em que você usa seu blog como terapia)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu tava andando pelo bairro com uma amiga e a prima dela. A gente devia ter uns 9/10 anos, no maximo. De repente, numa tarde muito intranquila, um bigodudo de boné passa de bicicleta pela gente mostrando as vergonhas dele. A vista daquele bigode pendurado me chocou bastante. Os bigodes eram muito comuns nos anos 90. Tinha até na televisao, assim, no domingo à tarde, pra qualquer criança ver.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas voltando pra semana passada, eu fui andando com cautela até o carro do cara que queria a tal informaçao. Peguei a criança pela mao e fiquei ha uma distância de pelo menos dois metros dele. O cara pediu a informaçao aos cochichos achando que eu iria me aproximar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Shhhffftiijjjj&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- EH O QUE, OMI?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh... Onde fica o Sixième?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Fica praquele lado la, oh.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ah ok. (...) Você é muito charmosa!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkRlOEr0INMIgHapagBQeu5-swoOLSLQTuqcVnH8d6cmOcOgymn_KUqd4eldXomWBlPD3bZsMBJ9zDMFkYDLFjduiyiFUNbcQ9WXMYEmhJgd3dyIbkeCmIU91mMFIJ01GT5K7KebkTP-g/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-20+a%25CC%2580+16.52.25.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="319" data-original-width="224" height="640" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgkRlOEr0INMIgHapagBQeu5-swoOLSLQTuqcVnH8d6cmOcOgymn_KUqd4eldXomWBlPD3bZsMBJ9zDMFkYDLFjduiyiFUNbcQ9WXMYEmhJgd3dyIbkeCmIU91mMFIJ01GT5K7KebkTP-g/s640/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-20+a%25CC%2580+16.52.25.png" width="448" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Coroi. Ele disse essa, acelerou e foi embora. Eu queria ter tido alguma coisa pra arremessar naquele carro, mas eu soh tinha a criança comigo, achei melhor nao. Eu voltei pra casa bufando, passei um péssimo dia. Dois dias depois, às 8h30 da manha, fui trabalhar e, quando tava entrando pela porta do prédio da guria, um cara passa por mim dizendo algo e fazendo cara de quem nunca viu mulher na vida. Claro que eu mandei ele calar a boca e claro que ele veio atras de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Insira meu pânico aqui)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entrei no prédio rapidamente, fechei a porta de madeira maciça, passei pela segunda porta, de vidro. Ele abriu a porta de madeira com um chute, eu abri a porta do elevador e paramos ali. Ele abriu a boca, mostrou os dentes e, com os olhos, gritou: "Sua promiscua! Putéfia!" (Optei pela traduçao que iria choca-los menos). "Zoupeira, croia!" Sem esperar que ele descobrisse que a porta de vidro nao tranca, eu peguei o elevador, toda cagadinha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, eu começaria o trabalho no mesmo horario. Fiquei com medo do insano estar me esperando no mesmo lugar, mas o Céu foi clemente e era dia de chuva. Chuva = guarda-chuva = Luci-dissimulando-o-rosto-com-guarda-chuva. Dai la estava eu na minha cautela tao caracteristica, andando e escondendo a cara, andando e colocando o guarda-chuva entre mim e os passantes, qualquer um, pra evitar antigas e novas confusoes. Dois caras vinham se aproximando no sentido oposto. Eu fui avançando em direçao a eles e, quando iamos nos cruzando, eu coloquei discretamente a umbrela entre a gente pra evitar qualquer contato. Foi quando um deles se jogou na minha frente, se agachou, avaliou meu rosto, sorriu e disse "ah sim ! Ela é linda!" e foi embora com o amigo sorrindo. Aih meus olhos foram chuvendo até o trabalho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A verdade é que no dia em que o doido entrou no prédio, eu decidi me inscrever nas aulas de Krav Maga &lt;strike&gt;PORQUE VIOLENCIA A GENTE RESOLVE COM VIOLENCIA&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;porque eu queria ter um pouco mais de auto-controle. Pra isso, eu tinha que ter um certificado médico provando que eu era apta pra atividades fisicas. Fui no médico, &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2017/09/a-mulher-nao-vitruviana.html" target="_blank"&gt;aquele mesmo que diagnosticou minha tosse de louco&lt;/a&gt;, e tivemos o seguinte dialogo:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Dotô, eu queria um certificado médico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (escrevendo de cabeça baixa) Pra quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Pra praticar uma atividade fisica...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (escrevendo de cabeça baixa) Qual?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Krav Maga.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (cabeça baixa) Por que?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Porque eu fui agredida na rua por um cara e...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (para de escrever e levanta a cabeça com um sorriso) Aaah! Entao você quer bater nos homens?!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pra falar a verdade, eu gostaria muito de estripar uns dois ou três, mas poder me defender em caso de ataque ja ta bem bom! Aih ele perguntou o que os caras me diziam. E é foda contar, né, porque, primeiro, isso nao vem ao caso, segundo, isso nao vem ao caso mesmo. Mas como eu falo pra caralho, eu disse que os caras soltam uns clichês e/ou fazem uns barulhos com a boca.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Que tipo de barulhos?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ah, sei la!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (assoviando) Fiu-fiu?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Haha Meu filho, nin-guém faz fiu-fiu hoje em dia! A gente soh vê isso em propaganda de creme solar ou de cerveja. Na vida real os caras trincam os dentes e chupam a saliva. Arfam com a lingua do lado de fora.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nhé... eles dizem fiu-fiu... é... isso mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ta bom. Entao, vamos pra sala de exame. Tire somente a blusa e o sutia.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Certo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Fiu-fiu! he-he-he&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Juro. A pessoa tem que jurar no caralho desse blog, mas é verdade. O cara simplesmente assoviou. Bom, ele fez isso assim que eu levantei, antes que eu me despisse, mas ainda assim: achando que essa seria uma PIADA MUTCHO LOKA! Selo Gentili de aprovaçao. E depois ele ainda disse que era loucura se "inflamar" porque "homem é assim mesmo, sempre foi". Magina, broder! A mulher vai no seu consultorio traumatizada pelo pedofilo que tem ataque anafilatico peniano, pelo homem de bigode na bicicleta, pelos insanos da Guillotière e dezenas de outros ainda. Ela ta traumatizada a ponto de resolver fazer um esporte de combate pra se defender no caminho da propria casa e você, seu médico pessoal, depois de ouvir tudo, decide o quê? O quê? Fazer uma piada com assédio e ainda justifica-lo. Claro. Pensando bem, era bem inofensivo essa Virgem que menstrua pelos olhos. Sdds.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background-color: white; color: #706b6b; font-family: Cardo; font-size: 19.8px; line-height: 27.72px;"&gt;
::&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.8px;"&gt;E pra quem é de feici:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.8px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;cardo&amp;quot;; font-size: 19.8px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam/?fref=ts" lambdaeverupdated="1" style="color: #e69138; font-size: 19.8px; text-decoration: none;"&gt;.caso.me.esqueçam.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuCtWtu9elKyUE3RtklIG-PnLNwammrGRCuJsqXBiTgZ2DJriEc39-afi9C6piYlHbLTcx6rvlUs9nu1XwwhruWCI8-I2LAz5YdA7Bgu76WCwrI5pwM5p1RKtSRSI0xi4nmvEEqmNFjhs/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-20+a%25CC%2580+16.52.25.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></item><item><title>A mulher nao vitruviana</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2017/09/a-mulher-nao-vitruviana.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Mon, 11 Sep 2017 22:17:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-4687600492510243393</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgw5zn6pY5KuSmNVnEQmaafxMJKvd8LiobqFB-Ot8o_wGAt3mqw-1Mby23-PlDhlTRBAfM19Y9l9vCqdknqfgiaFSWwESXRdZF0JJYSnJUOUovxertjGmo4Ds_p4SBsroj3DlWRljt7apM/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-11+a%25CC%2580+21.07.04.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="319" data-original-width="390" height="163" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgw5zn6pY5KuSmNVnEQmaafxMJKvd8LiobqFB-Ot8o_wGAt3mqw-1Mby23-PlDhlTRBAfM19Y9l9vCqdknqfgiaFSWwESXRdZF0JJYSnJUOUovxertjGmo4Ds_p4SBsroj3DlWRljt7apM/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-11+a%25CC%2580+21.07.04.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Acalento&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
As lembranças do feici me mostraram &lt;i&gt;&lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2011/09/medica-que-sabia-demais.html" target="_blank"&gt;esse post&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; de 2011 sobre uma das minhas &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;milhares de&lt;/span&gt; idas ao médico. Esse post me divertiu bastante porque, se minhas acnes nadegueiras desapareceram, minha peleja por um médico continua firme e forte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Da médica maluca que dava o diagnostico com um mega-fone, eu migrei pra uma que atendia la perto de casa. Além de medica generalista, ela também atuava na ginecologia, o que era bem pratico, ja que isso me poupava de ver dois médicos caso eu também precisasse de um especialista nesta area. Além do mais, eu preferia me consultar com alguém que soubesse realmente o quao violenta pode ser uma colica menstrual. Entao, eu ia sempre no consultorio dela até que um dia ela me receitou vitaminas pra tratar de queda de cabelo. Teria sido maravilhoso se ela tivesse pedido exames e descoberto que, na verdade, eu tinha um tumor. Mas eu nao guardo rancor dessa maldita incompetente. A prova disso é que fui consulta-la uma ultima vez.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Doutora, eu tou com uma micose vaginal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- (olhos condescendentes) E como você tem tanta certeza?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;i&gt;Porque nas crises de coceira eu tenho vontade de extirpar minha vulva com um ralador&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de legumes.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Pura intuição.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Vamos dar uma olhada então.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(uma olhada depois...)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao, nao é micose nao.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Como assim nao é micose?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Na verdade, sua anatomia faz com que você sinta esse desconforto, mas na verdade, você soh precisa mudar de posiçao nas suas relaçoes sexuais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Juro pela minha mae mortinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Oi, mae! Nao se preocupa que essa historia é verdade!) &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;/div&gt;
Eu fiquei assim, olhando pra cara dela, olhando praquele diploma emoldurado na parede, olhando pra cara dela, olhando praquele diploma... E fui embora. Desiludida com o fato de que uma especialista em vaginas &amp;amp; cia nao reconheça um problema simples relacionado à vaginas &amp;amp; cia, decidi avacalhar e dar uma oportunidade pros homens. Foi então que encontrei um novo médico que, em cinco consultas, não me tocou nenhuma vezinha, não tirou pressão, nem fez perguntas sobre meu historico de saúde. Muito pratico!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A primeira vez que precisei desse homem, foi no ano passado por causa de uma tosse. Essa tosse começou de mansinho, como quem nao queria me matar. Era um arranhado delicado que fazia a voz emperrar. Fui ao médico uma vez. "Antialérgico". E mel e xarope. As semanas foram passando. Fui no médico pela segunda vez: "antibiótico". E Mel, xarope, alho. Antibiotico na terceira vez também...  E mel, xarope, alho, oleo essencial, exorcismo... E a tosse la, ha quase seis meses! Comemoramos juntas o Natal daquele ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu ja tinha me acostumado a ela e essa é uma mentira tao grande que fui ver uma naturopata. Se com medicamentos alopaticos o encosto nao saia, resolvi dar uma chance à homeopatia. Mas consultas com médicos homeopatas não são reembolsadas pela seguridade social francesa, então desembolsei 60 eurinhos. Finalmente, com esse novo tratamento, eu pude constatar que eu havia jogado 60 euros no lixo: a tosse persistia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No oitavo mês, decidi ver outro médico. Eu tava fazendo uma formação na época e pedi sugestões de médicos pros colegas de classe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Conheço um otimo!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Quero o numero dele então, por favor.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ah, mas deixa soh eu te avisar uma coisa...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na sua opinião, do que Luciana precisava ser avisada acerca desse médico? A pergunta soh admite &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; resposta correta:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
a) O médico não era discreto&lt;br /&gt;
b)&amp;nbsp;O médico&amp;nbsp;não sabia diagnosticar micoses&lt;br /&gt;
c)&amp;nbsp;O médico&amp;nbsp;não investigava as doenças&lt;br /&gt;
d)&amp;nbsp;O médico dava falsos diagnósticos&lt;br /&gt;
e)&amp;nbsp;O médico não curava nem tosse&lt;br /&gt;
f)&amp;nbsp;O médico&amp;nbsp;não era reembolsável&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
g)&amp;nbsp;O médico era negro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Olha, ele é negro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O_o&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu digo isso porque tem gente que não gosta, né?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVWeX2bWuMJjQTK3FExx5Z-JGcCoyZ7XvaKWmZfDoY4isDlq8l-a-B4h87eikoGmmy1tcxXrdvvJVH7bXJQPXcO9JEFXCxFAVeQ8haXRw0j9uAIcw4eCdGq3fMzrkzInnbEib-r0PFRtk/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-11+a%25CC%2580+19.18.54.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="556" data-original-width="441" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVWeX2bWuMJjQTK3FExx5Z-JGcCoyZ7XvaKWmZfDoY4isDlq8l-a-B4h87eikoGmmy1tcxXrdvvJVH7bXJQPXcO9JEFXCxFAVeQ8haXRw0j9uAIcw4eCdGq3fMzrkzInnbEib-r0PFRtk/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-11+a%25CC%2580+19.18.54.png" width="158" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Anos 90&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Sem entrar no mérito da questão kakolega, fui no médico-que-tem-gente-que-nao-gosta. Cheguei la, me apresentei e fui desenrolando o pergaminho de cerca de sete metros onde eu tinha registrado meus ultimos percalços de (nao) saúde e li, durante sete horas, 36 minutos e 43 segundos, todas as minhas doenças importantes dos ultimos cinco anos. O caba nem piscava. Dava pra ver que aquele médico estava interessado no meu problema. Ele até me fez perguntas! Doi? Febre? Catarro? Dor de cabeça? Pediu exame de sangue e fez até aqueles exames que eu achei que tivessem ficado nos anos 90: tirou pressão com ajuda do estetoscopio, verificou minha goela com um abaixador de lingua, me fez tossir enquanto me auscultava etc. Eu fiquei assim, uau, um médico! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, saímos da sala de exame, voltamos para a sala de consulta e ele tinha um ar grave. Ele juntou as maos, suspirou fundo e me deu o veredicto assim, sem nem ao menos me preparar: "Luciana, você não tem nada". Como assim eu não tenho nada? Eu nunca nunca tive nada, doutor! Não me deixa assim sem doença, tao de repente! "Na verdade, esse é um problema de ordem psicológica". Devolve minha doenç... Ah, problema psicológico! Vejo que estamos chegando a um acordo. "Essa tosse é o que chamamos de 'tosse dos loucos'". &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eh o quê, broder?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;La toux des fous&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que em francês é mais simpático, mas não menos revoltante! E essa revolta não vinha da minha desconfiança em relação a esse diagnostico, ela vinha contra mim mesma que não tinha pensado nisso antes! Quer dizer, eu cheguei a pensar, mas essa garganta coçava tanto que eu cheguei a pensar novamente no ralador de legumes. "Nada", ele disse. Mas não foi com essa analise que ele ganhou meu coração. Foi quando ele disse "você é muito mais ansiosa do que você imagina". Querido, é porque eu sou ansiosa de cagar liquido que eu vou aceitar o que você ta falando. E uma outra coisa que me leva a acreditar nessa teoria é que essa tosse começou logo depois da &lt;a href="https://casomeesquecam.blogspot.fr/2016/05/cara-de-30-corpinho-de-87.html" target="_blank"&gt;pericardite&lt;/a&gt;. Tudo se explica. Eu não tou doente, somente louca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Três semanas depois, eu parei de tossir. Eu estava procurando médicos homens, mulheres, sem me dar conta que nada disso importava sem o auxilio dele:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCn56tXpRmcGVMrJONhs2KA1c6yY3M8klZCGhB5Nd5PpK4mOj1kczudu3YbqqLReqjvTPTZOmqFuA1MxrJ4rws9C3ikD7j0o_644W5J5yrBiGi4pdBqBlLPt3IpH1PhtwimRvfYRb8jEc/s1600/Jesu%25CC%2581s+Me%25CC%2581dico2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" data-original-height="327" data-original-width="242" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCn56tXpRmcGVMrJONhs2KA1c6yY3M8klZCGhB5Nd5PpK4mOj1kczudu3YbqqLReqjvTPTZOmqFuA1MxrJ4rws9C3ikD7j0o_644W5J5yrBiGi4pdBqBlLPt3IpH1PhtwimRvfYRb8jEc/s320/Jesu%25CC%2581s+Me%25CC%2581dico2.jpg" width="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Quero avisar que essa imagem é meramente ilustrativa ja que o médico era negro.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
::&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #706b6b; font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.799999237060547px;"&gt;E pra quem é de feici:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="color: #706b6b; font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 19.799999237060547px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #706b6b; font-family: &amp;quot;cardo&amp;quot;; font-size: 19.799999237060547px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam/?fref=ts" lambdaeverupdated="1" style="color: #e69138; font-family: Cardo; font-size: 19.799999237060547px; text-decoration: none;"&gt;.caso.me.esqueçam.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgw5zn6pY5KuSmNVnEQmaafxMJKvd8LiobqFB-Ot8o_wGAt3mqw-1Mby23-PlDhlTRBAfM19Y9l9vCqdknqfgiaFSWwESXRdZF0JJYSnJUOUovxertjGmo4Ds_p4SBsroj3DlWRljt7apM/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2017-09-11+a%25CC%2580+21.07.04.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></item><item><title>Cara de 30, corpinho de 87</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2016/05/cara-de-30-corpinho-de-87.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>hospital</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Thu, 19 May 2016 11:59:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-1040877345641642888</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXKjYAGWI74v1E_rldBA1Vx2nEA91LJJDPihDMhDXrTHqpf_vPSghtoRMKVNZi2EWHxcmGp5Ff6TMdddtnPnhi3Ex9vMe1dUyAe673Rrf_jwSxRUIhYEq3kqxDOlM3jCSxkRkaxjmIQro/s1600/hosp.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXKjYAGWI74v1E_rldBA1Vx2nEA91LJJDPihDMhDXrTHqpf_vPSghtoRMKVNZi2EWHxcmGp5Ff6TMdddtnPnhi3Ex9vMe1dUyAe673Rrf_jwSxRUIhYEq3kqxDOlM3jCSxkRkaxjmIQro/s1600/hosp.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Check!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Quem me conhece sabe que minha saude é algo mais instavel que a lealdade do Temer. Tenho longos relatos nesse blog sobre minhas passagens por hospitais lioneses. Reconheço cada um pelo cheirinho do banheiro. Fiz uma cesareana pra retirada de um &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2012/06/toda-cura-para-todo-mal.html" target="_blank"&gt;tumor&lt;/a&gt; em 2012. Em 2013, fui operada do &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2013/09/pequenas-cronicas-de-um-coracao-partido.html" target="_blank"&gt;coraçao&lt;/a&gt;. Recentemente, descobri que meus joelhos tem uma pequena ma-formaçao, o que faz com que as rotulas escolham qual caminho seguir quando dobro os joelhos. Por isso, semanalmente, faço uma sessao de fisioterapia. Em sete anos de Lyon, dei entrada no&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&amp;nbsp;Hôpital Femme Mère Enfant (ala endocronologica &lt;i&gt;e&lt;/i&gt; ala cardiaca), no Edouard Herriot, no Hospital Militar e, recentemente, no Saint Joseph Saint Luc. Esse &lt;i&gt;recentemente&lt;/i&gt; guarda a historia de hoje.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Ha duas semanas, eu estava de bouas no meu quarto tentando me lembrar no Netflix do ultimo episodio de HIMYM assistido. Faz uns dois anos que eu tento terminar essa série. Eu tou na segunda temporada. Tem muita coisa na vida pra se ver, minha gente. E o Netflix nao veio ao mundo pra trazer paz de espirito à gente indecisa e sem foco. Eu sou de gêmeos. Gê-me-os. A gente sai de casa pra comprar pao e volta inscrita na faculdade de musica. Com um sorvete na mao. Mas a questao é que eu comecei a sentir uma dor no peito. Assim, tao de repente. E a dor foi aumentando, aquele aperto no coraçao. Nao&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;era uma dor de pressentimento porque&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;lembrei que meus filhos nao estavam viajando de carro e que meu marido nao estava na guerra. Lembrei ainda que eu nao tenho filhos. "Meu deus, por que essa dor? Seria amor?"&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Nao era.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Entao, me apoiei na mesa e comecei a chamar pelo nome da minha esposa Gertrudes, porque essa se parecia, em muito, com uma dor que somente uma pessoa com uma esposa de nome Gertrudes tem. Mas ninguém respondeu ao meu chamado. Ainda bem, diga-se de passagem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;A dor foi tao abrupta, que pensei que poderiam estar fazendo vudu comigo. Mas, como sabiamente disse o Pica-Pau, "vudu é pra jacu". Qualquer que fosse a origem, o importante é que, quando eu me debruçava, doia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Quando eu respirava, doia. Foi aih que descobri que meu recorde em apneia, num momento de desespero, é de quinze segundos. Imaginando que praticar apneia nao iria necessariamente ajudar, tomei um paracetamol. Acho que se eu tivesse comido um amendoim, eu teria tido o mesmo alivio. Foi entao que decidi fazer minha visita anual ao hospital.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Minha coloc foi comigo. Enquanto eu era atendida por um enfermeiro, ela fazia minha ficha na recepçao. Perguntaram a ela o que eu fazia na França, porque eu me mudei, se eu estava legal no paihs. Vocês sabem, essas informaçoes super uteis pra quem esta dando entrada num hospital. Eles alegaram que as perguntas eram necessarias para saber se ela me conhecia bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Sério?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&amp;nbsp;"Nao, querida, ela me achou na rua, me deu um golpe de clava e me arrastou pro hospital".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;E aih começou aquele procedimento de praxe: questoes sobre o historico de saude familiar. Meus pais tem problemas cardiacos? Na familia temos problemas de pressao alta? Eu sei que o intuito é de guiar um pouco os medicos, mas eu tenho trauma de diagnosticos equivocados. Como por exemplo, da medica que me receitou &lt;i&gt;vitaminas&lt;/i&gt; quando eu disse que estava perdendo os cabelos devido ao tumor. Entao, pra que eles nao se baseiem em uma pista falsa, respondo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Adotados. Todos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Seus pais sao adotados?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Todo mundo. Meu pais e os pais dos meus pais antes deles. E os pais dos pais dos meus pais antes deles também. Ninguém sabe de historico familiar, é uma coisa louco, doutor. Qualquer um pode ter uma doença hereditaria. Ou nao.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Acho que até eu sou adotada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;E quem sabe eu sou sua filha. Pai, me cura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Assim, ele teve que fazer radiografias dos meus pulmoes de baixa capacidade apineica e um exame de sangue completo. Enquanto isso, eu tava tao branca que estava desaparecendo aos poucos na maca. Quando a enfermeira voltou, soh tinha a pulseirinha com meu nome em cima do lençol. Mas ela me encontrou e começou com outra&amp;nbsp;sessão&amp;nbsp;de perguntas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- De zero a dez, qual a intensidade da sua dor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Sei la, oito.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Oito?! Mas entao é uma dor quase insuportavel!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Ah nao, pera, moça! Seis entao.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Seis?! Mas entao nao é tao forte assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Nao, ah meu deus! Seis e meio? Seis ponto oito? Sete?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Eu morrendo aos poucos e a mulher querendo que eu desse conta de dar nota pra dor. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Olha, eu nao sei. Quando eu &lt;i&gt;nao&lt;/i&gt; respiro, a dor é seis. Mas quando eu respiro é oito e, quando eu respiro profundamente, é nove. Entao, como eu nao posso parar de respirar...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Claro, né!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Mingula! Claro o que? Fale direito que eu tenho o coraçao que poderia ser o da sua avoh!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Eu passei a noite dando nota pra essa dor. So que eu estagnei no sete. A dor ja estava mais suportavel e eu podia até bocejar, vejam soh que sorte a minha, mas eu tive medo que eles me mandassem pra casa ainda com dor, entao fiquei la por mais algum tempo, até eles descobrirem o que eu tinha.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXW2-BtYRSlG4sNIVJbvrMASKt5nGpFt7hsRewyfjrHhzz5Eq7Bp_KgMM1qF_BTbjgm1LvXoYnByMPt4gsMevdDNZS6SiRitPasMbcuALA_wU5YZe2HDtjENvh_QNaUUfWO8892xQohlM/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2016-05-19+a%25CC%2580+10.09.29.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXW2-BtYRSlG4sNIVJbvrMASKt5nGpFt7hsRewyfjrHhzz5Eq7Bp_KgMM1qF_BTbjgm1LvXoYnByMPt4gsMevdDNZS6SiRitPasMbcuALA_wU5YZe2HDtjENvh_QNaUUfWO8892xQohlM/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2016-05-19+a%25CC%2580+10.09.29.png" width="175" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;um figo com pericardite&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;La pras 3h da manha, o médico do hospital trouxe o veredicto: &lt;a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9ricardite" target="_blank"&gt;pericardite&lt;/a&gt;. Isto nada mais é que uma inflamaçao na membrana que envolve o coraçao. Três meses de tratamento, um mês longe do trabalho e repouso absoluto sob risco da coisa voltar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;Uma semana depois, fui consultar um cardiologista pra fazer um electrocardiograma.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Por que você estah aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Eu tive uma pericardite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Sua familia tem historico de problemas cardiacos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- A sua tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- A minha? Tem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;- Papai?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;E pra quem é de feici:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;times&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam/?fref=ts"&gt;.caso.me.esqueçam. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXKjYAGWI74v1E_rldBA1Vx2nEA91LJJDPihDMhDXrTHqpf_vPSghtoRMKVNZi2EWHxcmGp5Ff6TMdddtnPnhi3Ex9vMe1dUyAe673Rrf_jwSxRUIhYEq3kqxDOlM3jCSxkRkaxjmIQro/s72-c/hosp.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">19</thr:total><georss:featurename xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">Lyon, France</georss:featurename><georss:point xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">45.764043 4.8356589999999642</georss:point><georss:box xmlns:georss="http://www.georss.org/georss">45.586788500000004 4.5129354999999638 45.9412975 5.1583824999999646</georss:box></item><item><title>Morcegos à abejas</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2016/03/morcegos-abejas.html</link><category>ai como eu sofro</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Wed, 23 Mar 2016 23:30:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-7749405961236163872</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicNCyNwHP9mWWOzmu9KtOJBA37HufTgHipYq835ostw3UycPlOd_r1cOsGS9BSDJ2GPn8jVfo8r7y8Z6XHU-ot8nvTl7qRws_QuFDQyM3wgwhlx4Zbtyvefo7eteVGNZlRsmYgwHwdg0U/s1600/carlsbad-cavern-national-park-ga3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicNCyNwHP9mWWOzmu9KtOJBA37HufTgHipYq835ostw3UycPlOd_r1cOsGS9BSDJ2GPn8jVfo8r7y8Z6XHU-ot8nvTl7qRws_QuFDQyM3wgwhlx4Zbtyvefo7eteVGNZlRsmYgwHwdg0U/s320/carlsbad-cavern-national-park-ga3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Voltandos às origens&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Quem segue o blog desde 2009 &lt;strike&gt;merece um biscoito&lt;/strike&gt; sabe que eu morava com dez pessoas numa casa em Lyon. Bom, esse numero variou muito com o passar dos anos: as vezes eramos oito, mas ja chegamos a ser treze. Eh de se imaginar que as coisas nem sempre eram faceis. Tinha sempre algum mala que raramente ajudava nas tarefas domesticas, mas pelo fato de sermos numerosos, a faxina acabava sendo feita por algum guerreiro ou guerreira. Se duas pessoas estavam com preguiça de cozinhar, o jantar acabava na mesa do mesmo jeito pelas maos de duas ou três mais dispostas. Confesso que, no começo, eu achava que seria dificil morar com dez pessoas, mas dificuldade mesmo eu senti na hora de mudar de casa e... morar com somente duas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meus leitores queridos, volta e meia vocês me perguntam "Luci, transar no chuveiro engravida?" ou ainda, "Luci, o que é um-a coloc?" Nesse post, vou responder à segunda pergunta, que ta dentro do &amp;nbsp;tema, ta? Entao, quando você vira adulto, ou rico, o que vier primeiro, e sai da casa dos seus pais, você pode dividir seu teto com alguém, certo? Pois "coloc" nada mais é do que a versao francesa do&amp;nbsp;&lt;i&gt;roommate,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;ou ainda a forma de moradia. Exemplo: "eu moro numa coloc. Eu tenho dois colocs". A pessoa do coloc, claro, pode vir em varias versões. Versão segunda-mae, versão gota-serena (que de serena soh tem a gota), versao velha-louca-dos-gatos, versao apendicite-inflamada etc. Atualmente, eu moro com esta ultima.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfSOMvlReqh6hfZNEQ0n-_9UVltDMDKYdl97D4OmUaW6zfNH7PXCOnSJSKFJ3TIT6JNwX2_BWP6elDmC6eqtDBDeya2B_dDHg-07T6mppbWQq7ETup-lKNmy35YxJKcYaM6pv_G_X0m3I/s1600/Morcego+%252810%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjfSOMvlReqh6hfZNEQ0n-_9UVltDMDKYdl97D4OmUaW6zfNH7PXCOnSJSKFJ3TIT6JNwX2_BWP6elDmC6eqtDBDeya2B_dDHg-07T6mppbWQq7ETup-lKNmy35YxJKcYaM6pv_G_X0m3I/s200/Morcego+%252810%2529.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Luci, o jantar ta pronto"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
Eu me mudei dessa casa supra-citada em 2014 e fui parar no centro da cidade, num apartamento, no bairro da Guillotière. Vocês lembram &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2013/10/a-questao-do-genero-na-guillotiere.html" target="_blank"&gt;desse bairro&lt;/a&gt;, né. &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;nao lembram&lt;/span&gt;&amp;nbsp;O meu apartamento atual é bem escuro, parece uma caverna. Quando fui visita-lo, com uma lanterna na mao, me deparei com lindas pinturas rupestres e centenas de milhares de morcegos. Eu tenho medo de morcego (eu ia fazer uma piada com o Batman, mas nao achei nenhuma, podem ficar tranquilos) mas eu prefiro olhar pelo lado positivo: graças à troca cultural, minha audiçao ficou mais apurada desde que me mudei e passei a me deslocar usando ecolocalizaçao. Eh maravilhoso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No comeco de 2015, eu fui pro Brasil. Nessa mesma época, eu morava na caverna com um cara que ja tinha morado comigo na outra casa. Mas precisavamos escolher uma terceira pessoa para baratear o aluguel (percebe-se que eu nao sai da casa dos meus pais porque fiquei rica). Eu estava super empolgada com a viagem porque ja fazia dois anos e meio que eu nao pisava no Brasil, entao releguei a segundo plano a escolha do nosso futuro coloc. Ledo engano. Meu coloc e eu acabamos escolhendo, sem muita reflexao, um carinha que parece,&lt;i&gt; e muito&lt;/i&gt;, com o personagem abaixo:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span id="goog_1525782383"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1525782384"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDaIB6nMIwK8sdiadoMs5zLgYakWmIUx-rwNTcxlkgM-44cL4mOYpueioyKZWjPPxMIxfoe4NHSyas2yX9Yj1uLE6sIc7pxZM8FoxOclgNoZEoavBGsb4k9REgLWUZqwoYJPPWTwRn9n8/s1600/boneco-filme-shrek-principe-encantado-aprox-16-cm-20766-MLB20196976396_112014-O.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDaIB6nMIwK8sdiadoMs5zLgYakWmIUx-rwNTcxlkgM-44cL4mOYpueioyKZWjPPxMIxfoe4NHSyas2yX9Yj1uLE6sIc7pxZM8FoxOclgNoZEoavBGsb4k9REgLWUZqwoYJPPWTwRn9n8/s200/boneco-filme-shrek-principe-encantado-aprox-16-cm-20766-MLB20196976396_112014-O.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sim, o principe do Shrek. A unica diferença é que meu novo coloc tem queixo duplo. Da pra colocar uma folha A4 no meio do queixo dele. Eh uma pena que manter uma folha de papel no queixo de alguém nao seja bem algo de grande proveito. A principio, Principe era legal. Mas nao demorei muito pra sacar que eu estava morando com uma pessoa perturbada. Ja nos primeiros dias de convívio, ele me mandou um sms super grosseiro. Eu fiquei tao indignada com a afronta que contratei um franco-atirador pra dar cabo dele naquele dia. Mas ao chegar em casa, ele me recebeu com uma cerveja e perguntou como tinha sido meu dia, como se nada tivesse acontecido. Com os olhos semi-cerrados, estudei a situacao em silêncio, acariciando a barbicha inexistente. "Hmm… Este principe é perigoso. Conhece meus pontos fracos. Preciso usar de muita perspicacia e cautela para derrota-lo" e sai pelo apartamento gritando de braços abertos enquanto emitia meu sonar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ele tinha manias que eu odiava!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 - O cara usava todo o espaço do congelador com garrafas pet vazias. Sim, a pessoa abria o congelador pra procurar um gelin e se deparava com um monte de garrafas de plastico!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Cara, tu sabe que tu colocou garrafas vazias no congelador?&lt;br /&gt;
- Sei.&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- Tu... pode explicar por que?&lt;br /&gt;
- Pra que nenhum fungo se desenvolva na boca delas quando eu for usa-las.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu sempre tive vontade de enfiar aquelas garrafas congeladas no reto dele. Ao invés disso, mergulhei o gargalo das garrafas no sanitário e coloquei de volta no congelador. Mentira, meu eu-nove-anos-de-idade quis fazê-lo, mas para o bem da (minha) humanidade, eu reprimo alguns seres que habitam em mim. Alguns.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 - Antes mesmo da gente se conhecer, ele namorou por um tempo uma argentina que morava na França. Eles foram passar as férias na cidade natal dela e ele voltou mais argentino que o pai da menina e, durante todo o ano em que moramos juntos, tive que aguentar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Luci, como se diz "abelha" em português?&lt;br /&gt;
- Abelha.&lt;br /&gt;
- Nossa, como em espanhol! "Abeja"!&lt;br /&gt;
- Nossa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Luci, como se diz "passaro" em português...?&lt;br /&gt;
- Pass...&lt;br /&gt;
- …porque em espanhol se diz "pajaro". :D&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro dia, segurando uma cuia com chimarrao: "os argentinos tomam chimarrao. No sul do Brasil também se toma chimarrão. Você sabia disso?" E você sabia que la na Paraíba a gente passa a pexêra em francês metido?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 - Ele praticamente nao fazia faxina. Tenho que dizer que, em um ano, eu&amp;nbsp;&lt;i&gt;nunca&lt;/i&gt; o vi lavar o banheiro, nem o chuveiro, nem passar pano na casa, nem espanar! "Nossa, Luci, o que ele fazia entao?" Raiva! Muita raiva! Ele deixava tanta comida no ralo da pia que eu ficava imaginando se ele tinha conseguido comer alguma coisa. O fogão meu deus tinha uma amostra de cada coisa que ele havia cozinhado durante o dia. Eu ainda tou pensando numa piada com o Batman. Amave&lt;span style="background-color: white;"&gt;lmente, com os olhos flamejando e labaredas de fogo saindo pelos ouvidos, fui explica-lo que a faxina &lt;/span&gt;deveria ser feita igualmente pelos três colocs e que eu nao pedia que ele fizesse nada mais ~complexo~, como limpar o sugador do fogao, mas soh o basico mesmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas até o sugador do fogao eu ja limpei!&lt;br /&gt;
- Quando?!&lt;br /&gt;
- Em janeiro.&lt;br /&gt;
- Cara... a gente ta em dezembro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - A maioria das pessoas aqui me chama de Lucie. Meus amigos íntimos me chamam de Lulu. Meus amigos e ele. Um dia, enquanto discutíamos, ele decidiu me atingir e me chamou de... Luciana. "Lu-ci-a-na, quando é que você vai embora, Lu-ci-a-na?" Quando a briga acabou, ele voltou a me chamar de Lulu. Mas foi bastante estranho ver alguém tentando me atacar me chamando pelo meu próprio nome. Sua… sua espécie de LUCIANA!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Principe gosta de ser aquele cara meio resolve-tudo, que TEM de ser reconhecido pelo trabalho que fez. Mais do que gostar de ajudar, ele gosta que as pessoas precisem dele. Quando eu comentei com um morcego que o pneu da bike nao funcionava, Principe, do alto do seu cavalo branco, disse "calma, eu vou te ajudar". Broder, eu nao preciso da sua ajuda, mas no dia em que eu tiver uma folha de papel precisando ser colocada num queixo, eu te solicito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas as nossas tensões vinham principalmente do fato dele achar que os objetos que pertenciam a ele &amp;nbsp;fossem uma extensão dele próprio, como fazem certos caras com seus carros. Entao, criticas negativas deveriam ser evitadas para o bem da caverna. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjU0sPAplXayBpWKbjwaO23WrKM_fkKygl0QGTuIt6x18ddChuM8tkUVHU95Cw0V_rKNDXYwL_Q6gI2L7BT7X-5kYD3wGhD08iNTef8jfbXcAFtlq-IpSvP_SwIU248ENInWOMN-3Nypxs/s1600/puffing-billy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjU0sPAplXayBpWKbjwaO23WrKM_fkKygl0QGTuIt6x18ddChuM8tkUVHU95Cw0V_rKNDXYwL_Q6gI2L7BT7X-5kYD3wGhD08iNTef8jfbXcAFtlq-IpSvP_SwIU248ENInWOMN-3Nypxs/s320/puffing-billy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Um dia, Principe trouxe um aspirador de po la pra casa. Mas nao qualquer aspirador de po. Ele trouxe o &lt;i&gt;primeiro&lt;/i&gt; aspirador de po fabricado na Europa. Na verdade o trambolho era tao esquisito que eu fiquei em duvida se ele vinha do passado ou do futuro. Ele tem o meu peso e funciona muito mal. Sinceramente, se eu ficasse de quatro e aspirasse o chao com a boca (nao imaginem essa cena), eu teria tido um resultado melhor que aquele oferecido por esse aspirador de po. Um dia, um rapaz que ja tinha sido coloc de Principe num passado distante, deu de cara com o aspirador na nossa sala, sendo puxado por quatro cavalos, e disse "nossa, esse aspirador &lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt; existe?" Existe. Existe e ao invés de aspirar ele tosse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pronto, sentiram a vibe do aspirador, ne? Eu tive que fazer essa introdução para que voces entendessem a suscetibilidade do meu coloc. A proprietaria do apartamento, sensibilizada pela minha dificuldade em fazer a faxina com o trambolho, me disse que ela tinha um aspirador em desuso e queria saber se nohs estariamos interessados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O fio tem mais de um metro de comprimento?&lt;br /&gt;
- Claro.&lt;br /&gt;
- Quero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E assim foi. Entao, eu comentei com ele a proposta da proprietaria, mas parecia que eu tinha dito que ela queria um dos testiculos dele no lugar do aluguel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- O que?! Por que?!&lt;br /&gt;
- Nao sei, porque o aspirador dela deve ser mais moderno.&lt;br /&gt;
- Se é assim, eu vou guardar o meu aspirador.&lt;br /&gt;
- Ta bom.&lt;br /&gt;
- Vou guardar ele no meu quarto!&lt;br /&gt;
- Bom, nao precisa, mas se você quiser, tudo bem.&lt;br /&gt;
- Nao! Eu vou guardar sim!&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- Ninguém quer o meu aspirador...&lt;br /&gt;
- ...&lt;br /&gt;
- Mas quando nao tinha nenhum aspirador, vocês bem que usavam ele, nao é?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Eu nao ouvi o resto, porque eu dei um tiro na minha cabeça. Um mês depois, Principe se mudou. Ouvi dizer que ele foi pra outra cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFOnFKTDXqqbMVIPTkyA3uOkFrP2SlYWvrSxP7CL7V6QUdkb5ZsYpS-snx23ejD6b2i139Plz1Fk7q2zpiZ4fc-k2588tdr7rs7b_tkXPNsvDHuj3R1A8-ItVA8urD3WNGY0p3q3_M6JY/s1600/Far_far_away.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFOnFKTDXqqbMVIPTkyA3uOkFrP2SlYWvrSxP7CL7V6QUdkb5ZsYpS-snx23ejD6b2i139Plz1Fk7q2zpiZ4fc-k2588tdr7rs7b_tkXPNsvDHuj3R1A8-ItVA8urD3WNGY0p3q3_M6JY/s320/Far_far_away.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Agora somos três meninas. Sera emocionante quando estivermos todas menstruando ao mesmo tempo. Mas sinceramente, eu nao sou a unica a morar com gente esquisita. Gaspar morava com um garotinho &lt;strike&gt;cheio de acido&lt;/strike&gt; meio bipolar. Ou o cara tava feliz e fazendo o bem sem olhar a quem, ou tava xingando e quebrando a casa (geminianos!). Na véspera do dia em que ele deixou a coloc, ele gritou com todos, disse que o mundo tava contra ele, queimou uma cédula de 100 euros (sim), chorou nos bracos de Gaspar e depois foi pro quarto. No outro dia, ele foi embora sem avisar e ninguém nunca mais o viu. Que saudade dos meus dez!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para incentivos, pitacos e atualizacoes:&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam" target="_blank"&gt;Caso.me.esquecam - Facebook&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicNCyNwHP9mWWOzmu9KtOJBA37HufTgHipYq835ostw3UycPlOd_r1cOsGS9BSDJ2GPn8jVfo8r7y8Z6XHU-ot8nvTl7qRws_QuFDQyM3wgwhlx4Zbtyvefo7eteVGNZlRsmYgwHwdg0U/s72-c/carlsbad-cavern-national-park-ga3.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total></item><item><title>Tempestade numa panela d'agua</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2016/02/tempestade-numa-panela-dagua.html</link><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Mon, 1 Feb 2016 17:06:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-2153336046946513783</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;
&lt;span style="text-align: start;"&gt;No come&lt;/span&gt;ço do ano passado, eu tava me recuperando de uma desilusao amorosa, de um idiota que fez cocô no meu coraçao. Num fim de semana de amargura, decidi ir pra festa de um amiguinho. La, encontrei um cara que tinha um rolo de papel higiênico. Ele limpou todo o cocô do meu coraçao e, desde entao, tamo junto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style="text-align: start;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
Essa eh minha introducao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele eh bem bonitinho, o bichinho, bem loiro. Muito loiro. Na verdade, ele é tao loiro, que quando a gente ta meio longe, a gente pensa que ele nao tem sobrancelha, mas ele tem logo duas. E os cilios dele sao transparentes. Quando eu chamo ele de Gasparzinho, ele aprecia médio. Mas ele nao sabe falar português, entao ta tudo serto (meu amor, se um dia você aprender português e ler isso, "serto" nao se escreve assim, ta? Eh com dois "S". Oin, também te amo).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"Luci de namorado novo... Manda nude". Mando nao, pessoas. Mas eu vou contar uma historia, ta, que é melhor que nudes*. Eu tenho uma&amp;nbsp;&lt;strike&gt;maldiçao&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;coisa com namorados desastrados. Quem acampanhou o blog na época, sabe que meu ex ja tentou me esganar enquanto dormia, quebrou minha bicicleta e metade do mobiliario da casa em que a gente morava e tudo isso sem querer. Camilo, se você ainda falar português… bom, desculpaê, mano! Entao, Camilo quebrava tudo, mas a façanha de provocar uma enchente no quarto foi obra de Gaspar (agora que eu tou pensando que esganar a namorada enquanto ela dorme nao é a perfeita descriçao de uma pessoa desastrada, mas deixa pra la).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*nem eh&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu comecei a desconfiar que Gaspar era desastrado quando ele chegou um dia em casa falando do trabalho: "hoje eu me dei um murro na cara". Eh, a historia começou assim. "Eu fui tentar tirar um saco de areia do carro, mas ele tava muito pesado! Dai, enquanto eu fazia força pra puxa-lo, minha mao escorregou e eu me dei um murro na cara". O cara por pouco nao se neutralizou sozinho. High level &amp;nbsp;de mao-esquerdice: lutar MMA com um saco de areia. E perder.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIIHJSU-hvHm3eZiMgxlJ59s8LqazY3elBysO_2ikTlQvliTWCbHy4jkKtavEbtVdK1sTRs7NVMM28P7gDsUVYCaY3OGFkol2YmsNO4C3ePg6rWRJavbCoE-RqFFsCsaw_HWAp2r4N5t8/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-10-29+a%25CC%2580+20.38.09.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIIHJSU-hvHm3eZiMgxlJ59s8LqazY3elBysO_2ikTlQvliTWCbHy4jkKtavEbtVdK1sTRs7NVMM28P7gDsUVYCaY3OGFkol2YmsNO4C3ePg6rWRJavbCoE-RqFFsCsaw_HWAp2r4N5t8/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-10-29+a%25CC%2580+20.38.09.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas desastre mesmo, eu vi no final do ano passado. Quando o inverno chega por aqui, a gente tem que retirar o ar que ficou acumulado nos aquecedores. Isso otimiza o funcionamento do aparelho. A tarefa consiste em girar levemente uma peça do aquecedor, fazendo com que o ar saia, geralmente com um pouco de agua junto. Assim que o ar sai, fecha-se a valvula outra vez. A açao dura cinco segundos. Mas para o sucesso da operaçao, é preciso ter à mao uma bacia pequena e uma chave francesa. Pode ser uma chave inglesa tambem, mas desde a Guerra dos Cem anos, as chaves inglesas nao funcionam muito bem na Franca. O senhorzinho da foto, por exemplo, muito discreto no seu modus operandi, executou o serviço com um copinho de café e uma chave de fenda. Eu, por via das duvidas, menos por temor que por exagero, realizo a açao com um tonel que cabe a familia dentro (vale salientar que minha voh pariu bastante nos anos 50). O recipiente se faz necessario porque a pressao dentro do aquecedor é muito forte e as vezes o ar liberado sai, como eu disse, com um pouco de agua.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjp-Gi6FSmAZYll-ts7ZSgE9RnSv1raPuN1OvLSPJfmqZWaJFtQJk9UIn4wS4Gnh2nJqsts67fD2qJPo0BZtGPg0W6nmKKLOOsKktFIW5uVei8tMvJ6J5UY_54hS6F-EOaikJilikPphuM/s1600/clube+da+luta.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjp-Gi6FSmAZYll-ts7ZSgE9RnSv1raPuN1OvLSPJfmqZWaJFtQJk9UIn4wS4Gnh2nJqsts67fD2qJPo0BZtGPg0W6nmKKLOOsKktFIW5uVei8tMvJ6J5UY_54hS6F-EOaikJilikPphuM/s200/clube+da+luta.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
No comeco do inverno, Gaspar chegou do trabalho meio derrubado e resmungando. Pensei que ele tivesse pego uma briga com outro saco de areia, entao nao fiz comentarios. Ele falou que tinha tido um dia ruim, mas nao entrou em detalhes. Ele disse somente que iria tirar o ar do aquecedor e que logo me daria antençao. Entao, la estava eu lendo um livro na cama sobre o Coliseu, deitada de barriga, as perninha balançando. Inclusive, voces sabiam que o nivel da arquibancada mais distante da arena do Coliseu era reservado aos pobres, aos escravos e as mulheres? Pois eh, esse blog eh um oceano de cultura. Falando nisso...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto apreciava minha leitura, eu ouvi, de repente, gritos de pessoas no quarto e buzinas de carros. Levantei o rosto e vi familias inteiras correndo na mesma direcao, fugindo de uma onda gigante que chegava à toda velocidade. Eu so tive tempo de salvar o Coliseu. Tinha um geiser descontrolado saindo do aquecedor: Gaspar tinha aberto tanto a valvula do aquecedor, que a pressao a jogou dentro da panela que ele inocentemente segurava e a agua da cidade foi sendo jorrada aos litros dentro daquele quarto. Eu presenciei um fenomeno raro, uma especie de chuva indoor, a primeira observada na França. Felizmente, eu reagi rapidamente para ajuda-lo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKnPOFCVWw880OPrKkB2-35b8zIBRSPx42P3Wwu8x5BBUDsta9SxlxKW5b86hhvgzQKxbcOVXHTmeK1qym7q06hup7Ui6BwfXJugm6nYFhmsT6wf-ciadfSP1kaUfjwI_NgW6wavlKil0/s1600/Urso_Do_Picapau.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKnPOFCVWw880OPrKkB2-35b8zIBRSPx42P3Wwu8x5BBUDsta9SxlxKW5b86hhvgzQKxbcOVXHTmeK1qym7q06hup7Ui6BwfXJugm6nYFhmsT6wf-ciadfSP1kaUfjwI_NgW6wavlKil0/s1600/Urso_Do_Picapau.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apos passar 20 segundos dando voltas em torno de mim mesma, corri pra fechar o registro da agua. Sai do quarto correndo, desci dez lances de escada num pulo, entao lembrei que eu nao sabia onde era o registro geral e voltei pro quarto. Vi o dedinho loiro da criatura enfiado no aquecedor, tentando conter a agua, em vao. Tive pena, mas quis rir. Ou foi o contrario. Perguntei a Gaspar onde era o danado do registro, mas fazia somente um mes que ele morava la e ele sabia tanto quanto eu. Ele pediu pra eu acordar o coloc dele que dormia no andar de baixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desci de novo as escadas e bati descontroladamente a porta. Quando o cara abriu, ele tinha um olho fechado e o outro meio aberto, mas a situacao exigia uma açao rapida, entao fui sucinta na explicaçao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Gasparaquecedorcoliseuenchenteregistro! Onde eh que eh o registro?&lt;br /&gt;
- O registro de que?&lt;br /&gt;
- O de agua! Tem uma enchente!&lt;br /&gt;
(ele abriu um olho)&lt;br /&gt;
- Nao sei. Por que?&lt;br /&gt;
- Gaspar quebrou o aquecedor!&lt;br /&gt;
- An? Como assim?&lt;br /&gt;
- Ai, meu deus!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhe, eu ja estava esbaforida, imaginando encontrar meu namorado azul, boiando afogado no quarto, entao pedi pra ele subir, mas ele foi na velocidade turista-visitando-igreja e eu la, incentivando ele com os olhos arregalados. Chegando la, juro, tinha agua na parede, no teto, debaixo da cama, meias molhadjinhas e o tapete encharcado. Mas felizmente, Gaspar tinha conseguido lutar contra a pressao da agua e recolocado a valvula no lugar. E o melhor de tudo, ele continuava transparente e nao azul. Depois de secar o quarto (e o computador e os livros e as roupas), encontramos a panela. E uma chave inglesa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="-webkit-text-stroke-width: 0px; color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: auto; text-align: justify; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px;"&gt;
&lt;div style="margin: 0px;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIIHJSU-hvHm3eZiMgxlJ59s8LqazY3elBysO_2ikTlQvliTWCbHy4jkKtavEbtVdK1sTRs7NVMM28P7gDsUVYCaY3OGFkol2YmsNO4C3ePg6rWRJavbCoE-RqFFsCsaw_HWAp2r4N5t8/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-10-29+a%25CC%2580+20.38.09.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></item><item><title>Para sua saude, quatro frutas diarias</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2015/05/para-sua-saude-quatro-frutas-diarias.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>amigos</category><category>bicicleta</category><category>eu bebo sim</category><category>presepada</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 22 May 2015 18:54:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-5442825838475930308</guid><description>&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLGJxB34NJ8tywEnspXckNifIn-hVtc9Hikyi-fV2t7WWH7nEpHPStvn6T0RrOZBgLRxyj9SX1BQYOJqejJMvCJLfdORmzobfmFDl8Y4gapmkLdiwU2u1hmOe-un59_qRdE6iQ6NPHITo/s1600/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-05-22+a%25CC%2580+18.56.05.png"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLGJxB34NJ8tywEnspXckNifIn-hVtc9Hikyi-fV2t7WWH7nEpHPStvn6T0RrOZBgLRxyj9SX1BQYOJqejJMvCJLfdORmzobfmFDl8Y4gapmkLdiwU2u1hmOe-un59_qRdE6iQ6NPHITo/s200/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-05-22+a%25CC%2580+18.56.05.png" width="200"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
&lt;div&gt;
oi&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Seria &lt;strike&gt;cu doce&lt;/strike&gt; mentira dizer que eu passei um ano sem postar porque estava sem tempo. Gente, eu trabalho 12h por semana! (Beijos, capitalismo). O que me falta é vergonha na cara mesmo. Mas eis uma boa razao pra voltar à ativa: um post comemorativo pros meus seis anos na França. Com certeza, esses foram os anos mais intensos da minha vida, algumas das melhores e piores coisas que vivi aconteceram no decorrer deles. E que bom! Mas o que fica no coraçao (e que vai pro blog) é a cachorrada do quotidiano. Salve!&lt;/div&gt;
&lt;br&gt;
Final de semana passado, tava rolando o Nuits Sonores, um famoso festival de musica eletrônica de Lyon. Pra comprar o ingresso, você precisa vender seu irmao caçula. E se sua mae reclamar, venda a mae também, porque o festival dura quatro dias. Claro que eu nao fui nos shows mais caros (lembram que eu trabalho 12h por semana?). Mas os pobres também foram agraciados com noites mais baratas. Eu, por exemplo, comprei um passe de três reau e outro de dez. Pra mesma noite.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
O objetivo era começar a noite bebendo uma cerveja de leve na casa dos amigos, ir pro primeiro show e, antes da meia-noite, chegar no segundo show, porque depois desse horario, cê nao entra mais, colega. Eu tinha a noite inteira pela frente e claro que eu iria chegar à tempo. O problema é que a noite começou errada e, ao inves de cerveja, comecei bebendo um tipo de alcool que o pai de uma amiga produz utilizando pêras. "Olha, Luci, bebe. Tem gostinho de pêra". Gostinho de mooorte, minha filha! O negocio era tao forte que era eu bebendo e a lagrima escorrendo. Mas a gente ficou la de bouas, falando da vida alheia, comendo amendoim, pêra, eu chorando… Quando, de repente, 21h!&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Debaixo de chuva, pegamos um ônibus com um monte de gente estranha. Eu tava super comunicativa e, quando eu estou super comunicativa com gente que eu nao conheço, pode acreditar, o nome disso é alcool. Nunca na minha vida que eu vou falar com pessoas desconhecidas de forma espontânea. Credo. Mas la estava eu falando do meu guarda-chuva pra moça do lado. Dai que a gente chegou e a unica coisa que eu vi foi a fila do bar. A musica tava uma bosta e eu nao sei onde foram parar as dez da noite, mas ja eram 23h!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;br&gt;
Eu iria pro segundo show, no Sucre, com um amigo, Adri, que ja estava comigo. O Sucre era do outro lado do planeta, ele iria de bicicleta e eu teria que pegar um ônibus + tramway. Eu nao sabia exatamente onde ir uma vez que descesse do tramway, mas encontrei mais gente esquisita la e pensei em segui-los ja que, com certeza, eles iriam pro mesmo lugar que eu.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Nao foram.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Eu desci do tramway, toda errada, seguindo a galera que ia pra uma festa num barco. "Meu deus, o Sucre virou um barco". Entendi que nao era la, dei meia-volta e nao vi mais nada. As pessoas tinham sumido. Todas. Tinha um posto de gasolina aberto, mas os postos daqui nao tem frentista, entao foi bem solitario ver tudo iluminado, sem ninguém, parecia uma cidade abandonada. Cruzei algumas pessoas que iam pro barco… maldito… que nao tinha a menor ideia de onde eu deveria ir. Entao, finalemente liguei pra Adri pra que ele viesse me buscar. Teria sido genial se ele tivesse atendido o telefone. &lt;br&gt;
&lt;br&gt;
E eu andei, liguei, andei, religuei, a chuva aumentou, diminuiu e eu andando. Eu ligava par Adri, nada acontecia. Comecei a ter saudade dos meus amigos, da minha casa. Vento friiio… Silêncio. Vazio. Uma musica de Djavan na cabeça. Entao, bastante resignada, como soh esses momentos te ensinam a ser, escolhi um cantinho, tirei um vira-lata do bolso, um copinho vazio da starbucks do outro e comecei a pedir esmola. Pronto. Minha mae me educou tao direitinho pra eu terminar assim, meu deus. Anos de faculdade jogados no lixo. Meu tratamento odontologico, super caro, que viria me poupar anos de terapia. Uma carreira internacional no balé. Tudo jogado fora. Eu nunca fiz balé, mas eu poderia ter feito. Aquele momento é que nao iria permitir.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Aih um cara passa, me joga uma moedinha e eu vejo que é Adri! Iupiii! Ele parou a bicicleta, a gente se abraçou, pinotou no meio da rua e eu subi na bike dele. Posicionei minha querida bunda no guidao, ja que os franceses nao tem costume de levar as visitas no quadro. La estava eu, sao e salva, com meu grande amigo (literalmente). So que, enquanto eu estava mendigando, Adri estava enchendo a cara no primeiro show. Entao, ele estava bastante empolgado com a vida, por assim dizer. No curto caminho que nos levaria ao show, tinha uns bancos, umas arvores e o cérebro de Adri viu tudo isso como obstaculos legais à transpor. Ele ficava dando voltas e desviando dos bancos no ultimos segundo. E eu la, o copo de starbucks numa mao e o cu na outra.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Ele viu uma arvore cuja as folhas iam quase até o chao e disse "a gente vai atravessar essa, Lulu, se segura". Olha, eu nem tive tempo de dizer nao. Ele acelerou e se abaixou. Mas eu, que nao tinha muita opçao, levei uma lapada de galho na cara. Eu comi folha, joaninha, casulo, macaco e toda a fauna/flora existente naquele micro mundo ecologico. A bebedeira passou num segundo. Mas o pior estava por vir. Logo depois da arvore, tinha um banco. Tinha um banco no meio do caminho, no meio do caminho tinha um banco de pedra, redondo e grande como uma nave espacial. Eu soh tive tempo de gemer. A bicicleta bateu no banco e ficou onde estava. Eu fui embora. Enquanto eu voava, pensei nos momentos felizes em que era mendiga e desejei voltar no tempo, mas era tarde demais. Felizmente, eu aterrissei como uma flor no banco. Soh machuquei o pé. E a mao. E a consciência. Sangrou um pouco, mas eu ri mais do que outra coisa.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Cheguei feliz na noite, dançando e mancando, um pouco depois da meia-noite. A noite foi linda. Eu falei com todo mundo, eu apertei o mamilo de um cara, eu subi nos ombros de outro, eu tirei os sapatos, eu fiz amigos, eu dancei e, às 7h da manha, decidimos voltar pra casa. A gente queria ser responsavel entao decidimos colocar a bicicleta dentro do tramway e voltar assim. Mas o tramway estava meio longe, entao, subi na bicicleta dele (a gente nao aprende nunca) e traçamos nosso caminho. Quando viramos a esquina, vimos o tramway de longe chegando na estaçao. Adri bateu no peito e disse "a gente vai pegar &lt;i&gt;aquele&lt;/i&gt; ali. Se segura, Lulu". Eu segurei no guidao com minhas nadegas, entreguei nas maos de deus e fomos.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Ele pedalou como um condenado e chegamos triunfalmente à tempo de pegar o bonde. As pessoas riam da palhaçada. Mas quando colocamos a bicicleta no tramway, o motorista abriu a portinha dele e mandou a bike descer. Voltei com outros amigos e, chegando em casa, encontrei Adri todo ensanguentado. Ele me contou que a roda da frente se soltou enquanto ele pedalava. Tive uma doh! Somente no dia seguinte foi que a gente se deu conta, juntos, que, no momento em que o motorista pediu pra ele descer, Adri tentou tirar a roda da bicicleta pra mostrar que… que a gente nao ia andar de bicicleta dentro bonde? Nao sei. Soh sei que ele esqueceu de fixar a roda depois e deu no que deu. Demos boas gargalhadas. Ele, nem tanto.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
E o que fica como aprendizado, crianças? Pêras sao perigosas.&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
::&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
Para aventuras menos complexas,&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam"&gt;https://www.facebook.com/casomeesquecam&lt;/a&gt;&lt;br&gt;
&lt;br&gt;
&lt;br&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLGJxB34NJ8tywEnspXckNifIn-hVtc9Hikyi-fV2t7WWH7nEpHPStvn6T0RrOZBgLRxyj9SX1BQYOJqejJMvCJLfdORmzobfmFDl8Y4gapmkLdiwU2u1hmOe-un59_qRdE6iQ6NPHITo/s72-c/Capture+d%25E2%2580%2599e%25CC%2581cran+2015-05-22+a%25CC%2580+18.56.05.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">20</thr:total></item><item><title>So faltou o Rodrigo</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2014/02/so-faltou-o-rodrigo.html</link><category>coloc</category><category>eu bebo sim</category><category>festas</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Sun, 2 Feb 2014 13:54:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-6134727124348785799</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nunca tivemos problemas quanto à uma falta de convidados nas nossas festas. Somos nove moradores na teoria, mas doze na pratica. Entao, uma festinha com os amigos proximos, beira facilmente a centena. Por isso, com o passar dos anos e a popularidade de algumas festas, nos vimos obrigados a desenvolver certas praticas que pudessem proporcionar a loucura geral dos convidados e a tranquilidade dos vizinhos.&amp;nbsp;Falhamos miseravelmente.&amp;nbsp;Pelo menos quanto à segunda parte.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As primeiras festinhas tinham todo um cheiro de inocência. Cada criança trazia sua garrafa de alcool, um tira-gosto (96,5% das escolhas giram em torno de amendoins borrachudos, mas 100% dos amendoins sao devorados antes das 2h da manha) e dois ou três coleguinhas. Eles chegavam, bebiam, vomitavam e iam embora. Tranquilo. Mas as festas foram ficando mais conhecidas e começamos a nos adaptar à nova demanda: de umas três festas pra cah, começamos a disponibilizar barris de cerveja, muros de som, um dormitorio pros guerreiros (esvaziamos um grande quarto da casa e cobrimos o chao de colchoes), uma recepçao, um fumodromo com musica e alguns metros de pizza feitas num forno à lenha. Resultado: na festa do sabado, eramos quase 300.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWoA89uHKbhncUQKcyDE3Y9AsNnUOOtDnP8pwBHipPVPwZ4g-griOxqPSZ80sADnLrFx89a3fDlsec-J8NZN9iGWwWKTJhKKn_TZhec_6nVjPq_l1hgWEvH3qtCG2-srsqXh8ZNCDFnu4/s1600/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2014-01-29+a%CC%80+22.41.39.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWoA89uHKbhncUQKcyDE3Y9AsNnUOOtDnP8pwBHipPVPwZ4g-griOxqPSZ80sADnLrFx89a3fDlsec-J8NZN9iGWwWKTJhKKn_TZhec_6nVjPq_l1hgWEvH3qtCG2-srsqXh8ZNCDFnu4/s1600/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2014-01-29+a%CC%80+22.41.39.png" height="166" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;Aqui qué a festa?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em festas assim, as pessoas nunca chegam em pequenos grupos, elas chegam em caravanas. De carro, metrô, jegue, bicicleta. Vi um grupo saindo de um bueiro. Eu, particularmente, sempre peço pros meus convidados trazerem amigos pra que eles nao se sintam deslocados caso eu &lt;strike&gt;saia de mim&lt;/strike&gt; va dançar. Mas tem gente que nao sabe ponderar.&amp;nbsp;Uma convidada, que trouxe metade da festa, foi logo se justificando na entrada: "Me disseram que era pra trazer os amigos". Quando eu vi a quantidade de pessoas que ela trouxe, quis explicar que era pra trazer os amigos mais proximos e nao todas as pessoas que ela ja conheceu na vida. A avoh dela ficou la no sofa, com um Malibu na mao. O professor de fisica do ensino médio foi dançar com a vizinha dela. O evento foi compartilhado no Feici.&amp;nbsp;As pessoas ligavam chamando os amigos. "Traz todo mundo", ouvi um dizer ao telefone.&amp;nbsp;Entao, a cada dez minutos, viamos uma horda ensandecida chegar e se enraizar na nossa sala. Para a ocasiao, veio gente de Marselha, veio gente de Paris. A meia-noite, eramos bastante numerosos e meus colocs ainda nao tinham se decidido se aquilo era algo a se comemorar. Encontrei um antigo coloc, mas no momento em que começamos a conversar, um grupo que pedia passagem o levou para longe e nunca mais tivemos noticias dele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A festa se concentrava em quatro pontos: o fumodromo, a frente da casa, a sala e o subsolo. Este ultimo era o local mais procurado, ja que sediava o bar e os djs. Desci com dois amigos pra ouvir um pouco de musica, mas logo fomos engolidos pela fumaça que saia da maquina de gelo seco e, em três segundos, eu ja tava pegando na mao de pessoas que eu nao conhecia. Eu nao sabia onde meus amigos estavam. Eu nao sabia onde eu estava. Fiquei vagando sem rumo e trombando nas pessoas que brotavam na minha frente. Elas tinham uma cara tao perdida quanto a minha. Uma menina se jogou em cima de mim, me pegou pela gola e me pediu pra tira-la dali. O problema é que algum coloc de inteligência muito desenvolvida ligou a maquina e a escondeu atras de um sofa pra ninguém tropeçar nela, mas ninguém sabia exatamente em qual tomada ela estava ligada e atras de qual sofa. Taticas de guerra foram prontamente colocadas em pratica e vi um coloc se rastejar em direçao ao ponto mais denso de fumaça e desaparecer nas brumas. Mais uma grande perda. A maquina soh parou de fazer fumaça quando o conteudo se esgotou. Foi nesse momento que nos demos conta de que eramos bem mais numerosos do que pensavamos. Metade da festa foi descoberta e os reencontros foram felizes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No fumodromo, uma menina fez uma entrada fenomenal usando um casaco de pele, herança da avoh. No instante em que bati os olhos no casaco dela, imaginei todas as cenas catastróficas possíveis e, antecipando o pior, fui preveni-la: "você é muito corajosa de vir a uma festa assim. Você nao tem medo que alguém derrube bebida em cima do seu casaco?" e ela, com ar superior, respondeu que "nao. Eu nao me importo. Eu nao gosto de me vestir de acordo com a ocasião, gosto de ser original... pra fazer esporte, ir às compras ou ir pras festas...". Meu lado cruzeta aflorou e eu tive vontade de jogar minha cerveja naquela merda de casaco e avisar que ser original é chegar nu. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os problemas de superlotação logo apareceram. A casa tem dois banheiros, um no andar de baixo, outro no andar de cima, mas bloqueamos o acesso às escadas que levam ao primeiro andar (porque também dao acesso aos quartos) com um colchao de espuma. Puro luxo. O resultado é que a fila do banheiro saia da casa, seguia pela calçada e dava três voltas no quarteirao. Monique chegou em mim, carinha desolada: "eu segurei tanto meu xixi na fila que, mesmo agora depois de ter ido ao banheiro, minha bexiga ainda ta doendo". Tive doh. Aquela quantidade de gente tava insuportavel, entao, nao era nem 1h da manha quando decidi ir embora. Mas fui em grande estilo: subi em cima do sofa, dei um mosh na multidao e fui conduzida até a saida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltei no dia seguinte, no final da tarde, rezando pra que a faxina ja tivesse sido feita. Nao tinha. Mas a casa estava inteira. A festa durou até as 9h. A cerveja acabou à 1h da manha (900 copos de cerveja consumidos), entao, os colocs empurraram pros convidados as velhas garrafas de alcool que sobram a cada festa que fazemos, aquelas que os convidados compram à 5 euros e que ninguém quer beber. Pois bem. Beberam. E ainda pagaram por isso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTRyWD2A8qAIKTimMuy7pg2BwqF8IP9G-uZYDdtCx9rILoLNbMzimeuknp8JhMKtfjzFOdf6vmvpvaJRFuDgHfIuLGrGgPQYTnrh_4Lm_qV8JrAhAvW7sSf9a53_isf4stjSVwUFgKXaw/s1600/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2014-01-29+a%CC%80+22.47.04.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTRyWD2A8qAIKTimMuy7pg2BwqF8IP9G-uZYDdtCx9rILoLNbMzimeuknp8JhMKtfjzFOdf6vmvpvaJRFuDgHfIuLGrGgPQYTnrh_4Lm_qV8JrAhAvW7sSf9a53_isf4stjSVwUFgKXaw/s1600/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2014-01-29+a%CC%80+22.47.04.png" height="180" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um coloc explicou porque odiou tanto a festa. Disse que, enquanto ele dormia, um casal entrou de fininho no quarto, se apoderou da cama do colega de quarto ausente e "copulou". Sim, ele usou essa palavra. Nao, ele nao tem 126 anos. A avoh da menina, que ainda se encontrava no sofa, riu do termo. "Eh trepar, meu filho. Trepar".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma convidada tropeçou no colchao enquanto descia as escadas e saiu bolando ladeira abaixo. Abriu o queixo, foi pro hospital às 4h da manha. O bar produziu 600 euros, mas acho que, depois de terem pago dj, caixas de som e cerveja, nao deve ter sobrado muita coisa. Também soube que um vizinho chegou às 8h da manha pedindo clemência. Disse que os vizinhos estavam cansados do barulho, mas que eles tem medo da gente entao, ninguém disse nada, nem quiseram chamar a policia. Olha, tudo bem que meu bairro parece o Bronx (gente fuzilada, carro queimado), mas é tudo exagero. Somos legais. O problema é que minha rua é uma rua de velhos de mente velha, entao preconceito rola solto. Outro dia, uma senhora chegou no emprego de um coloc (que fica no final da rua) e perguntou se as vans que ficam na frente da nossa casa, sao vans de prostitutas. Realizem. Nao sei se ela estava interessada em se candidatar à uma vaga, mas dispersamos os rumores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a proxima festinha taih: dia 15 de fevereiro, cumbia e cerveja. Vocês estao todos convidados, toda a internet. Tragam os amigos, caso eu saia da festa. Ou de mim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWoA89uHKbhncUQKcyDE3Y9AsNnUOOtDnP8pwBHipPVPwZ4g-griOxqPSZ80sADnLrFx89a3fDlsec-J8NZN9iGWwWKTJhKKn_TZhec_6nVjPq_l1hgWEvH3qtCG2-srsqXh8ZNCDFnu4/s72-c/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2014-01-29+a%CC%80+22.41.39.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">37</thr:total></item><item><title>A questão do gênero na Guillotière</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/10/a-questao-do-genero-na-guillotiere.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>eu bebo sim</category><category>feminismo</category><category>presepada</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Mon, 28 Oct 2013 10:37:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-5455242073977888319</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJF72n72JonSnoYhnP-G8FSC895iR4XC2kHrqnRNP5oY_eQauohvImUTTf4aFpSl3ii15CxsLA_ON6XXA0QdxhDpj0V8JsvPgeeQxPATMgYWYugIf1BFterlKYHd5vi85-LiTvPUajRLo/s1600/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2013-10-23+a%CC%80+19.47.39.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJF72n72JonSnoYhnP-G8FSC895iR4XC2kHrqnRNP5oY_eQauohvImUTTf4aFpSl3ii15CxsLA_ON6XXA0QdxhDpj0V8JsvPgeeQxPATMgYWYugIf1BFterlKYHd5vi85-LiTvPUajRLo/s320/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2013-10-23+a%CC%80+19.47.39.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
efeito dos ventos lioneses&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quanto eu escuto todas as portas da casa batendo por causa do vento, até as fechadas - o vento abre a porta usando o trinco e a fecha novamente -, eu sei que nao é um bom momento pra sair de casa, ainda mais de bicicleta. Mas eu tive aula e fui obrigada a sair de casa (faz uns 24 anos que eu lamento essa frase). Normalmente, o trajeto se da numa grande avenida que segue ladeira abaixo. Entao, soh tenho que ter cuidado pra nao ser atropelada pelo tramway e tudo certo, mal preciso pedalar. Soh que semana passada tava tenso. Foi a primeira vez que eu andei de ré numa bicicleta. O vento parecia um coice e, quanto mais eu fazia esforço, mais eu sentia a resistência dele. Mas enfrentei o vento, enfrentei a aula e fui contente pra Guillotière encontrar um amigo praquela cerveja de fim de tarde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Guillotiere é um famoso bairro de Lyon, famoso sobretudo pelas cantadas dos &lt;strike&gt;punheteiros&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;sedutores de plantao que te cantam com tanta convicçao que sao capazes de te engravidar soh te dando bom dia - por isso, eu fecho as pernas e os ouvidos quando ando por essas bandas. Infelizmente, nao da pra evitar o bairro porque é onde se encontra um dos lugares mais visitados na cidade: o rio Rhone. Fui enfrentando ventos e homens pra encontrar o tal amigo na beira do rio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comprei umas cervejas, escolhi um lugar tranquilo e sentei tensa com todas as aproximaçoes suspeitas. Um cara veio, perguntou se eu tinha um isqueiro e saiu de boa com a negativa. Mas nao tive tanta sorte com o segundo, que sentou bem do meu ladinho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- E aih, tudo bem?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ah, nao, cara. Por favor. Você nao vem pra isso, né?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao, nao vou incomodar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;- Tarde demais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Soh quero... sei la... A vida é bonita, né?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu achava que conversa mais vazia que a de elevador nao existia. Mas encontramos um novo adversario, senhoras e senhores: a conversa de beira de rio. Ela começou assim, mas se dirigiu pra isso:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Que marca roxa é essa aih no seu braço?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao sei, acho que bati na porta ontem...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao foi o seu namorado, né?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Errr... nao. Mas ja essa marca aqui, oh, foi da agulha do exame de sangue que fiz ontem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Você tem AIDS?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Juro. O cara simplesmente perguntou se eu tinha AIDS. Tudo muito tranquilo. Oi, tudo bem, a vida é bela, você tem AIDS? Enquanto isso, ja tinha enviado mensagens de socorro ao meu amigo pra que ele viesse logo me tirar daquela situaçao. Quando o inquisidor me viu com o celular, disse que iria embora "porque seu namorado pode nao gostar que eu esteja aqui". Ou seja. Foda-se se você nao curte minha presença, o negocio é nao estar aqui quando o macho chegar. Depois apareceu dois caras vendendo dorgas. O legal é que em nenhum momento eles ofereceram pra mim, soh pro meu amigo. Alias, eles nem sequer me olharam. Eu nao ia aceitar de todo jeito, mas acho um absurdo esse machismo. Até dos traficantes! Aff.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkdtNqZI0LfdhTbHqgHhqzGyE8vz1lseNsaJT_h9l_EQxVSeZSHu2ze5H-WCwRKw17mizZ8UNP8Hc6CAkFuBHNVrRlXi4NXa3p0SQWACdmcdRSpAvP6QOkCYm27svU8AS8z7-vGX9u8pQ/s1600/feminismo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkdtNqZI0LfdhTbHqgHhqzGyE8vz1lseNsaJT_h9l_EQxVSeZSHu2ze5H-WCwRKw17mizZ8UNP8Hc6CAkFuBHNVrRlXi4NXa3p0SQWACdmcdRSpAvP6QOkCYm27svU8AS8z7-vGX9u8pQ/s200/feminismo.png" width="153" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Pelo direito de ser tomada por uma drogada!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDUAPrLF76kP_HMPaMjeNXZVOlBV9-JZs1ibb5svyxBO9hSTBDsrmXHAS4VFkldkrpFi4iEX6H3krvN_nxF2LKVO97l5WSWV2pMPLags70H4GtrRJgtwJxnJrUGcFftV0xAQIvR-yXuS8/s1600/6388435067_ac27b24b3b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDUAPrLF76kP_HMPaMjeNXZVOlBV9-JZs1ibb5svyxBO9hSTBDsrmXHAS4VFkldkrpFi4iEX6H3krvN_nxF2LKVO97l5WSWV2pMPLags70H4GtrRJgtwJxnJrUGcFftV0xAQIvR-yXuS8/s200/6388435067_ac27b24b3b.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando o amigo chegou, pedi pra que fossemos pra minha area preferida do Rio: entre o banheiro publico e o lugar onde vende cerveja. Estratégia, amigos. Os banheiros publicos de Lyon foram reformados e agora as cabines, que ficam espalhadas pela cidade, tem uma porta automática que se abre apos o uso para ser completamente lavadas automaticamente. O tempo de lavagem é sempre o mesmo, pouco importa a sujeira do banheiro, mas ele pode ser mais ou menos longo de acordo com o peso da sua bexiga ja que a porta se fecha por um bom minuto. Daih que eu fui pela primeira vez, naquela noite. Aguardei pacientemente o usuario sair. A porta calmamente fechou ao mesmo tempo que uma voz automatica começou a narrar as etapas da lavagem onde o banheiro tem que estar vazio. Uma vez que ele estava limpo, entrei, fiz meu pipi transparente e voltei a beber.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas uma vez que fomos uma primeira vez ao banheiro, morreu, amigo, as idas serao cada vez mais frequentes. Entao, 30 min depois, la estava eu de novo, soh que dessa vez, tinha duas pessoas na minha frente. Dois caras. Fiquei branca, porque acho que eles tavam la para fazer cocô - porque, né, o cara que ta &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; se mijando nao vai ficar esperando o Galvao Bueno dos toilettes narrar como é que o banheiro sera lavado, ele vai logo é no cantinho da rua e pronto (como um animal, alias. Mas bom, diante de uma grande necessidade, somos todos animais)&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;mas isso ainda nao da motivo de violar alguém, amiguinhos. boa noite!&lt;/span&gt; Entao, era cocô. E, a cada etapa, a vozinha que narrava. E abre e fecha e lava e abre e fecha e caga e abre e fecha e lava e abre. Uma eternidade. E eu la, mudando de cor. Perninha cruzada. Olhos marejados. Arrepios. Abre caceta. Para de cagar. Limpa logo essa bunda. Meu deus, nao me deixa fazer xixi aqui, por favor. Eu sou tao jovem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E dai, a porta abre.&amp;nbsp;Tudo bem que ela leva 50 seg para abrir, mas ela abre.&amp;nbsp;E dai eu entro no banheiro tentando andar o mais rapido possivel abrindo minimamente as pernas. Percebam. E a voz recomeça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;Porta automatica, fechando em cinco segundos para lavagem.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;i&gt;Vai, vai, fecha.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;Porta fechada.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;i&gt;Creioemdeuspaitodopoderosocriadordoceuvailogo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;Iniciando a lavagem.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- *suspiro&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;&lt;i&gt;Chuuaaaaa! Chuuuuaaaa!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Mami.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;Você vai mijar nas calças.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- ✝&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;Lavagem finalizada. Abertura de porta.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Olha. Eu nao lembro de ter passado por situaçao semelhante antes (mentira, ja mijei nas calças varias vezes depois dos meus 15 anos). Entao, quando a porta abriu, eu entrei e ja fui mijando, mesmo vendo que a porta ainda nao estava totalmente fechada. Nao sei finalmente o que poderia contribuir de maneira mais decisiva para o fim da minha dignidade: mijar nas calças à vista de todos ou mijar no banheiro à vista de todos. Mas fiz minha escolha e posso dizer que a vida ficou menos sombria de repente. A unica ma noticia é que eu tinha razao sobre o uso do banheiro pelos caras. O banheiro é lavado, mas o ar nao é purificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as liçoes de hoje, amiguinhas? Evitem andar sozinhas na Guillotière (sobretudo se vocês tiverem um roxo no braço), nunca aceitem dorgas de estranhos (de toda forma, eles nao vao te oferecer se você tiver um pipiu) e sobretudo, jamais, em nenhum caso, entrem num banheiro publico que tenha sido utilizado por um homem. Eh cilada, Bino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjJF72n72JonSnoYhnP-G8FSC895iR4XC2kHrqnRNP5oY_eQauohvImUTTf4aFpSl3ii15CxsLA_ON6XXA0QdxhDpj0V8JsvPgeeQxPATMgYWYugIf1BFterlKYHd5vi85-LiTvPUajRLo/s72-c/Capture+d%E2%80%99e%CC%81cran+2013-10-23+a%CC%80+19.47.39.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">16</thr:total></item><item><title>Perigo alado mora ao lado</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/09/perigo-alado-mora-ao-lado.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>presepada</category><category>vive la france</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Thu, 26 Sep 2013 18:32:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-8988583621896467174</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilkl3734LE5_kP9grJgxtFCr_N3k9qgjPjM86v9D4cdoBEmdQQ3kZjhJ4KbMbG3R1CklEQOOaLHSOlAAp6FqcjZ5brKRzrh8xlOek_HESViF5VfrjUQdTf79fiwCZFJm8KG6jC0TkiQXE/s1600/Vespa_98cc_19461.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilkl3734LE5_kP9grJgxtFCr_N3k9qgjPjM86v9D4cdoBEmdQQ3kZjhJ4KbMbG3R1CklEQOOaLHSOlAAp6FqcjZ5brKRzrh8xlOek_HESViF5VfrjUQdTf79fiwCZFJm8KG6jC0TkiQXE/s320/Vespa_98cc_19461.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;Um perigo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Descobri recentemente que França e Brasil tem diferenças bem mais flagrantes nos seus costumes do que eu ousava imaginar. E eu nao me refiro ao fato de que a cor do McDonalds aqui seja verde. Tou falando de algo bem mais desconfortante. De assalto. Enquanto algumas das capitais brasileiras galopam rumo às primeiras posiçoes no &lt;a href="http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-15-cidades-brasileiras-entre-as-mais-violentas-do-mundo" target="_blank"&gt;raking de violência mundial&lt;/a&gt;, os assaltos na França seriam o sonho de qualquer paraibano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pra quem nao sabe, eu moro numa casa com outras oito pessoas e, no final de semana passado, viajamos todos juntos, como uma grande familia, para a fazenda de um amigo. O final de semana tinha tudo para ser perfeito, mas duas coisas atrapalharam. A primeira foram as vespas. As pobrecitas foram desalojadas à força (e la nem vai ter Copa), alguém derrubou a casa delas por medida de segurança, entao, elas ficaram vagando doidonas por aih, sem saber o que fazer da vida - como eu, inclusive, nesse exato momento pos-hospital. Daih que elas infestaram o ambiente e, sempre que deixavamos à vista alguma comida ou bebida doce, elas se aproximavam. Algumas, incapazes de suportar o fato de serem sem-teto, se jogavam dentro de copos de suco de laranja e se afogavam. Familias inteiras pereceram dessa forma. Mas as bravas continuavam a vespar entre nohs humanos, sobretudo em torno de mim, certamente a mais doce. Mas eu nao fui uma das duas pessoas picadas porque ja tive uma experiência com vespas ha alguns meses que me serviu de liçao e me ensinou a respeita-las. Tinha um ninho de vespas perto da porta da casa e era comum vê-las voando pertinho da gente. Um dia, enquanto aguava o jardim, tive a brilhante ideia de molhar as vespas. Nao preciso contar que fui picada, eu espero. Que liçao aprendemos, amiguinhos? Vespas nao gostam de chuva.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas as vespas nao foram a pior parte do final de semana.&amp;nbsp;Na noite do sabado, recebemos uma mensagem da unica pessoa que ficou na casa dizendo que haviamos sido assaltados. Apesar da nossa casa ser grande, ela esconde um fato bastante contraditorio no tocante ao nosso nivel de vida: somos pobres. Na verdade, nossa pobreza é mais uma questao ideologica do que propriamente econômica (pra que vocês vejam, eu sou tao privilegiada que até quando eu sou pobre, é por escolha): recuperamos tudo, nao compramos quase nada (e, quando compramos, é na loja de usados) e o preço que pagamos é outro: o principal sofa da sala tem um rasgao enorme. Cabe mais pessoas no rasgao que no sofah. E, pra avacalhar ainda mais, desenhei no estofado um pênis gigante (porque tenho 12 anos) que foi mascarado por um desenho subsequente de um Bart Simpson (de olhos bem bem grandes). As cadeiras sao completamente diferentes em tamanho e conforto e... nao se trata de estilo. Ou seja, o ladrao deve ter ficado bem decepcionado ao ver o estado da casa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No entanto, temos nossa vaidade tecnologica e, quando soube que tinhamos sido assaltados, pensei logo nos computadores, maquinas fotograficas etc. Na verdade, foi tao duro saber que meu computador nao estava mais no meu quarto, que a unica coisa que pensei foi "tudo bem, você ja entregou sua monografia". Desapego de emergência. Mas pouco a pouco as informaçoes foram chegando: "nao roubaram nenhum computador". Imediatamente, lembrei de um casal conhecido que teve a casa assaltada em Paris. Levaram correntes de ouro, mas deixaram o notebook. E deram uma cagadinha no meio da sala deles. Acho que deve ser uma marca da gangue. Apos um breve momento de reflexao, comecei a avaliar se seria preferivel encontrar meu computador e um pedaço de cocô no meio do meu quarto ou minha mesa vazia e um chao limpo. Encontraram um cocô na cama de um coloc, mas tinha sido obra de um dos gatos da casa. E alias, ainda resta duvidas se se trata mesmo de um cocô ou de um vômito...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No final das contas, eles soh levaram o cartao de credito da conta bancaria da coloc, mas deixaram computadores, tabletes, mp3, maquinas fotograficas, bicicletas e minha corrente de ouro. Entrando no meu quarto, encontrei metade das minhas roupas no chao. O que podemos concluir? A especialidade dos ladroes franceses é fazer bagunça. Eles entram nas casas alheias na calada da noite e bagunçam a casa toda. Mas nossa casa ja é tao bagunçada que o ladrao deve ter pensado "nossa, essa casa ja foi assaltada. Vou dar uma arrumadinha". Até torcemos para que o ladrao tivesse roubado o sofa, mas ao voltarmos, o sofa ainda estava la, com pênis e tudo. Os policiais vieram pra tirar as impressoes digitais, mas tinham tantas que eles desistiram - conhecendo o fluxo de pessoas na casa, da pra entender porque. Inclusive, minha memoria nao permite saber se ja contei isso aqui, mas uma vez, um dos colocs tava no terraço fumando quando escutou o carteiro, da calçada, falando baixinho pro colega em treinamento: "olha, quando você tiver uma carta destinada a essa rua e nao souber em qual casa entregar, pode entregar nessa aqui".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pensando bem, eu até que tenho sorte com assaltos. Ano passado, quando eu tava no Brasil, mais especificamente no hospital, minha irma foi assaltada enquanto trazia dois computadores na mao, o meu e o dela. O ladrao chegou, puxou o computador dela e deixou o meu - como vocês podem ver, minha sorte soh perde pra minha solidariedade. Minha outra experiência com (quase) assaltos, data do começo da minha adolescência. La estava eu em Joao Pessoa, indo pro shopping com uma amiga. 19h, aparelho nos dentes, parada de ônibus vazia, chegam dois meliantes de alta periculosidade, um deles, com uma arma na mao. Eu poderia ter chorado, desmaiado, corrido, dado cambalhota, mas nao. Eu comecei a falar. Falar, falar... Puxei altos papos com o ladrao até ele reclamar que eu tava olhando demais pra cara dele. Lembro que tive medinho, mas lembro mais ainda de como o cara era desajeitado. Em um momento, ele colocou a arma debaixo do braço e ficou filosofando sobre o bem e o mal. Realizem. Balanço do assalto: um ticket de ônibus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, o nosso "assalto" teve seu lado positivo: a seguradora vai repor a porta arrombada - que ja estava meio defeituosa. Tou vendo que a maior ameaça na França sao as vespas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://www.facebook.com/casomeesquecam" target="_blank"&gt;.caso.me.esqueçam ta no Facebook!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilkl3734LE5_kP9grJgxtFCr_N3k9qgjPjM86v9D4cdoBEmdQQ3kZjhJ4KbMbG3R1CklEQOOaLHSOlAAp6FqcjZ5brKRzrh8xlOek_HESViF5VfrjUQdTf79fiwCZFJm8KG6jC0TkiQXE/s72-c/Vespa_98cc_19461.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></item><item><title>Pequenas crônicas de um coraçao partido - parte II</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/09/pequenas-cronicas-de-um-coracao-partido.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>amigos</category><category>coloc</category><category>hospital</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Sun, 15 Sep 2013 11:51:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-2851221497856075916</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinQHPEChQ5NslvCjCaVyqlT3TmpEypnDNbduH61x3-H2QOYLMUeniOWhLLGst6tDgzkCFMuZ6OQgT7WhNGkdJQcQgHQza5inYDIvQjyG2lTsH4kKbVaWyluJ1ztv3kPIeFDeLCUlZP3Dg/s1600/Captura+de+tela+2013-09-08+a%CC%80s+13.24.19.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinQHPEChQ5NslvCjCaVyqlT3TmpEypnDNbduH61x3-H2QOYLMUeniOWhLLGst6tDgzkCFMuZ6OQgT7WhNGkdJQcQgHQza5inYDIvQjyG2lTsH4kKbVaWyluJ1ztv3kPIeFDeLCUlZP3Dg/s320/Captura+de+tela+2013-09-08+a%CC%80s+13.24.19.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Ah, se tivesse sido tao romântico assim...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois de um post mela-cueca, alias, mela-calcinha (alguém me explica porque 95% das pessoas que leem meu blog é formada por mulheres? Nada contra as mulheres, eu até sou uma, mas...), vou mostrar a dura realidade de uma cirurgia no coraçao. Atençao! Os relatos a seguir serao fortes. Pessoas com problemas no coraçao (sobretudo vocês, hahaha), crianças e amigos sensiveis, evitem a leitura das linhas que se seguem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Pros que acabaram de desembarcar no blog...) Ano passado, descobriu-se que eu tinha um tumor de 3 cm na supra-renal direita. Foi descoberto assim, por acaso, apesar dos efeitos provocados serem ja bem evidentes. Enquanto os médicos faziam os exames necessarios para a operaçao de retirada do tumor, descobriu-se ainda que eu tinha uma abertura de 3 cm no lado direito do coraçao. Percebe-se que meu corpo tem alguma implicância com "3" e lado direito. Mas poderia ser pior. Eu poderia ter três maos direitas. Ou um pênis de três centimetros na coxa direita. Ou três olhos direitos. Ou, pior ainda, eu poderia ser de direita até a terceira idade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O tumor foi pro lixo numa operaçao bem sucedida e, 417 dias depois, chegara a vez do coraçao. O meu problema, nao era assim tao grave. Um pequeno sopro. Pra quem ignora o que seja, uma foto pra ilustrar o problema.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTSVko6V9rgrCIwAomvHuZM8y38aDsYJ8P8w9w39EeudeHF5HXZee_fhfDDP6UH67a9x73Nry6dxCVXslZBT1_d2NsnZZTkh9TREYxGyqtERuBaEy9ScuACchRtHAkCLZZzWEco_eQnNw/s1600/Captura+de+tela+2013-08-23+a%CC%80s+23.30.35.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjTSVko6V9rgrCIwAomvHuZM8y38aDsYJ8P8w9w39EeudeHF5HXZee_fhfDDP6UH67a9x73Nry6dxCVXslZBT1_d2NsnZZTkh9TREYxGyqtERuBaEy9ScuACchRtHAkCLZZzWEco_eQnNw/s320/Captura+de+tela+2013-08-23+a%CC%80s+23.30.35.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma pequena abertura que provocava um desvio no curso normal do sangue que, por sua vez, provoca um monte de coisa ruim que eu nunca procurei saber o que era porque o importante eu ja sabia: eu nao tinha escolha. A cirurgia foi marcada para o dia, adivinhem, 03, mas eu tinha que entrar no hospital no dia anterior. Como a vida costuma conspirar quando você ja ta toda lascada, minha orientadora deu como prazo o dia 02 para a entrega do trabalho de conclusao da primeira parte do mestrado: eu tinha 15 dias para redigir 40 paginas em francês. Na verdade, eu tive alguns meses para fazer isso, mas soh tomei tino duas semanas antes, de modo que, horas antes de entrar no hospital, eu ainda estava preparando a conclusao. Porque a vida precisa de emoçao.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No hospital, dividi o quarto com uma senhorinha de 83 que tinha acabado de fazer uma cirurgia no coraçao. Ela perguntou:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Você vai fazer uma cirurgia de quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Do coraçao.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Sim. Claro. Mas de quê?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aih eu lembrei envergonhada de que a gente tava no... &lt;i&gt;Hopital Cardiologique&lt;/i&gt;. Apos corar levemente, tentei disfarçar, expliquei meu problema sem muito entusiasmo e ela se danou a falar da sopa que tava tomando. "Porque quando a gente vive uma guerra e passa fome, qualquer refeiçao é deliciosa". Eu tava de costas pra ela e, quando ouvi aquilo, meu olhos brilharam, minha cabeça fez uma volta de 180° e eu perguntei "gue-guerra? Que guerra?". A Segunda, meu povo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E daih ela começou a contar como foi, dos amigos que perdeu, do tanque de guerra estacionado na calçada dela que bombardeava o bairro e eu la, achando tudo lindo. Foi dificil imaginar o sofrimento vivido e os barulhos até ela começar a peidar. Sim, peidar. O primeiro peido durou tempo suficiente para que lagartas se transformassem em borboletas. Ela tava sentada num tipo de troninho instalado numa poltrona e sua missao do dia era fazer cocô. OU SEJA, eu estava confinada num quarto com uma mulher desconhecida que deveria cagar. E, à isso, eu preciso adicionar o fato de que... ela tentou. Ela peidou o mundo naquele quarto de hora. O cheiro subiu e eu, pobre coitada, com os olhos marejados de nausea, continuei impassivel para nao constrange-la.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Um casal de amigos, que tinha pouco mais de 18 anos, foi levado pra um campo de concentraçao.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eles eram judeus?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eram nada. Mas foram levados assim VRRRRAAAAA mesmo. Eles estavam conversando na calçada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eles foram levados pra onde?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Primeiro, VRRRRAAA pra Alemanha, mas depois, VRA VRAAAA, eu perdi o paradeiro deles.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gente. Eu me perguntava o que ainda restava dentro dessa mulher para que ela ainda continuasse cagando, mas quando a enfermeira entrou no quarto e perguntou se ela ja tinha terminado, ela disse que nao tinha conseguido fazer nada! Quis dizer que ela estava errada e que ela tinha conseguido me fazer perder o apetite, mas me limitei a comemorar internamente o fato de que a porta estava aberta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, às 13h, o maqueiro veio me buscar pra me levar pro bloco cirurgico. O cara era tao bonito quanto Brad Pitt e tao gay quanto Elton John. Sem problema, eu nao estava em condiçoes de exibir meu chalme naquele momento: depois dos remedios que me deram pra que eu &lt;strike&gt;chapasse &lt;/strike&gt;relaxasse e aquela camisolinha de hospital, eu nao ia conseguir chamar a atençao dele nem se eu fosse o mais divino dos gays. A velha também elogiou a beleza do homem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cheguei na sala de cirurgia meio drogada e ja nessa hora, eu nao lembro de quase nada. E eh a partir desse momento que o drama se acentua. Abro os olhos, apos ter passado um longo momento passeando no limbo, e começo a sentir todos os invasores do meu corpo: um tubo na goela, outro entre as pernas, no nariz e, os mais incômodos, no peito. O médico, ao ver meus olhinhos abertos, vem e retira o tubo da garganta. Fez cocegas, mas nao as do tipo que te fazem rir. Meus olhos se encheram de lagrimas (reaçao normal apos compressao de algum nervinho local) e eu fiquei la, estatica. Vi as horas passarem com rapidez. Nao porque eu estava distraida, mas porque eu voltava a dormir por longos periodos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, fui levada a um quarto com duas camas. Ocupei a primeira e dormi. Meus amigos foram chegando, dei um oi drogado e dormi. Recebi presentinhos e dormi. A gente conversou e eu dormi. Eu tava bem louca. Eu nao queria falar, nem abrir os olhos. Na verdade, eu nao queria nem respirar, mas meus pulmoes eram teimosos. Mas o melhor momento foi sem duvida aquele em que ha a troca da roupa de cama. A troca se faz com o paciente na cama. Realizem. Eles levantam meus pés ao mesmo tempo em que vao retirando o lençol, me suspendem os quadris enquanto uma outra figura vai projetando o lençol limpo no colchao, até que todo o meu corpo tenha sido levantado, por partes, e um novo lençol tenha tomado o lugar do sujo. Falar sobre essa experiência nao me perturbou e me tomou somente alguns segundos do meu tempo. &lt;i&gt;Viver&lt;/i&gt; a experiência me fez querer chutar aquelas mulheres e sentir dores em lugares cuja existência eu ignorava.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando nao eram visitas de trocas de lençol, eu recebia no quarto as responsaveis por me dar banho. "Banho". Elas tinham que passar uma esponja com sabao e depois agua no corpo todo. Esse momento era até relaxante. O problema é quando elas queriam lavar as costas e dai eu tinha que sentar. Soh que, quando você tem que sentar tenho uma abertura de um palmo recem-fechada no peito, sentar significa sentir dor. Muita dor. Tentei explicar que no Brasil as pessoas nao lavam as costas, um costume ancestral, praticado pelo povo local antes mesmo da vinda dos portugueses, mas elas me ignoraram e, quando dei por mim, tava sentada, choramingando e sendo lavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando nao eram as visitas de troca de lençol ou as de banho... o pessoal da radiologia chegava pra bater foto dos meus pulmoes. E dai eu tinha que levantar as costas da cama pra posicionar a placa na altura dos pulmoes. Dor. Muita dor. Minha vida, Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;
  &lt;o:AllowPNG/&gt;
 &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;

&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves/&gt;
  &lt;w:TrackFormatting/&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;JA&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;
   &lt;w:EnableOpenTypeKerning/&gt;
   &lt;w:DontFlipMirrorIndents/&gt;
   &lt;w:OverrideTableStyleHps/&gt;
   &lt;w:UseFELayout/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;
   &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;
   &lt;m:dispDef/&gt;
   &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;
   &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;
   &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;
   &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;
  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="276"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;

&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tableau Normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin:0cm;
 mso-para-margin-bottom:.0001pt;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:12.0pt;
 font-family:Cambria;
 mso-ascii-font-family:Cambria;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-hansi-font-family:Cambria;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;



&lt;!--StartFragment--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Mas &lt;u&gt;nada&lt;/u&gt; era comparado à dor provocada pelas
duas mangueiras enfiadas na lateral do meu peito. Eu nao tinha ideia de como exatamente elas
estavam instaladas e fazia menos ideia ainda de como elas seriam retiradas. Por
causa delas, era dificil mexer o braço direito. Eu não poderia fazer uma
saudação nazista nem se eu quisesse. Mas isso me fez perceber algo obvio e
pavoroso: o corte da cirurgia foi realizado no peito direito. “Misericordia...
O que foi que eles operaram&amp;nbsp;?” Ja estava me preparando psicologicamente com
a ideia de portar somente um pulmão, mas eu realmente estava na ala de
cardiologia. Tudo certo. Ou quase.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Novo quarto apos a cirurgia, nova companheira de quarto. Esta compartilhava
duas coincidências em relaçao à anterior: foi criança durante &lt;s&gt;as Cruzadas&lt;/s&gt;
a Segunda Guerra e peidava com vigor. Anna e Paula estao de prova&amp;nbsp;! Mas
ela tinha um &lt;i&gt;plus&lt;/i&gt;... Ela roncava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Leitores queridos. Eu ignorava que um ser humano,
tao pequeno e, aparentemente, tao frágil, pudesse emitir um som tao potente.
Não deveria haver um soh musculo naquela garganta que prestasse pra alguma
coisa. Dormi duas noites com meus fones de ouvido – sem musica. Numa delas,
dormi três horas. Privada de sono, passei pelo menos uma hora ouvindo a melodia
do ronco dela antes de decidir me entregar à televisão (em silêncio, usando os
fones de ouvido). No dia seguinte, madame acorda e pergunta com um fio de
indignação: “você assistiu televisão tarde da noite, não foi?” Fiquei calada
porque &lt;s&gt;sou lesa&lt;/s&gt; não queria contraria-la, mas admito que ja tava cansada
dos pitacos e reclamações da véia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg74xDtnZji5_cebDTdaXZdeJkNHGV3KRmTjp2Cfx7mvU0ixFiKG-cx3jtTNX5pUN4bXzUs3iOGmQjLioxaeia-iyesxPtZFxf2FdpWAprtuzfbdEPpFvfmcLpi_vXAaUpkxT8yk4d8FrI/s1600/Captura+de+tela+2013-09-15+a%CC%80s+11.23.41.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg74xDtnZji5_cebDTdaXZdeJkNHGV3KRmTjp2Cfx7mvU0ixFiKG-cx3jtTNX5pUN4bXzUs3iOGmQjLioxaeia-iyesxPtZFxf2FdpWAprtuzfbdEPpFvfmcLpi_vXAaUpkxT8yk4d8FrI/s200/Captura+de+tela+2013-09-15+a%CC%80s+11.23.41.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Mais cansada ainda eu tava do cheiro que
emanava do meu couro cabeludo. O banho de esponja que as enfermeiras me davam
não se estendia à cabeça e, como em Lyon estava fazendo 78 graus, na sombra, e
a véia tinha decidido fechar as persianas pra evitar a entrada de sol e
oxigênio no quarto, eu transpirava por cada poro e mangueira do meu corpo. “Não
morri com a cirurgia, vou morrer de calor. Que lindo”. A partir do segundo dia,
comecei a sentir um cheiro de macaco velho. Era eu. Minhas lindas madeixas
encaracoladas, ao termo de três dias roçando no travesseiro, tinham virado um
ninho de rato. Uma enfermeira se apiedou da minha situação e com grande bravura
se apresentou para pentear meu cabelo. Eu ri. Expliquei que ela poderia ainda
encontrar na minha cabeça as mãos das pessoas que tentaram tocar no meu cabelo. E eu continuei la, na cama, parecendo a doida dos gatos.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;Gostaria de ter mais registros desses momentos.
Eu deveria estar realmente um primor. Cabelo em pane, entubada, suada, cansada
e fedida. Beth disse que eu dormia no meio das conversas e acordava respondendo
à perguntas feitas dez minutos antes. Mas eu não dormia. Eu piscava o olho
lentamente. Os primeiros dias foram bem dificeis. Eu tinha uma bombinha de morfina que eu podia acionar quando eu sentisse dor, mas ela soh liberava morfina a cada dez minutos e, na boa, eu nao via diferença nenhuma entre antes e depois. Eu nao, mas a velhinha do meu lado sim. Ela disse que a ultima vez que deram morfina a ela, depois de uma cirurgia no fêmur, ela teve visoes e caiu da cama! "Tinham coisas andando no meu quarto! Eu vi. E nao quero tomar morfina dessa vez". Pensei "nem &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; quero que a senhora tome". Credo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp;Com o passar dos dias, foram me desentubando. Assim, ganhei uma mobilidade importante e a permissao de tomar banho! Eu sentia como se tivesse ganho na loteria. Eu podia me levantar, andar (andei cinco metros no quarto dia e senti que esses passos foram tao importantes quanto os de Armstrong em 69). Eu poderia ir sozinha no banheiro. E eu até deveria, senao a enfermeira teria que recolar a sonda na uretra. Horas depois, a enfermeira me perguntou com a mao na cintura:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
- Você ja fez xixi?&lt;br /&gt;
- Nao... :D&lt;br /&gt;
- Mas voce nao esta bebendo agua suficiente?!&lt;br /&gt;
- Na-nao... :/&lt;br /&gt;
- Ah é? Você quer que eu coloque a sonda de volta?&lt;br /&gt;
- Nao :(&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aih eu sai correndo pra mijar. As enfermeiras pareciam minha mae, aff. Como vocês podem ver, fui bem cuidada. Voltei pra casa e tou sendo assistida por minha coloc que, olha que sorte, é enfermeira! Pra finalizar as boas noticias, minha orientadora disse que tinha gostado do meu trabalho. Agora, hora de descansar: muita informaçao pro meu coraçao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinQHPEChQ5NslvCjCaVyqlT3TmpEypnDNbduH61x3-H2QOYLMUeniOWhLLGst6tDgzkCFMuZ6OQgT7WhNGkdJQcQgHQza5inYDIvQjyG2lTsH4kKbVaWyluJ1ztv3kPIeFDeLCUlZP3Dg/s72-c/Captura+de+tela+2013-09-08+a%CC%80s+13.24.19.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total></item><item><title>E a mae, joana.</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/09/e-mae-joana.html</link><category>amigos</category><category>coloc</category><category>hospital</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Sun, 8 Sep 2013 00:36:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-7551316795559620590</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;broder, e essa força?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;por aqui, tudo bem. posso começar a falar do tempo, ja que a senhora sempre pergunta se aqui ta frio ou quente. é verdade que o clima pode influenciar bastante nosso humor, mas ultimamente tenho me sentindo tao bem, que deixei de ir à janela checar o rumo dos ventos pra decidir se ponho um sorriso ou se o guardo no bolso. gostaria de explicar porque me sinto bem, mas pra sua decepçao, é sem motivo aparente, mais ligado às minhas drasticas mudanças de humor do que propriamente à um emprego novo. ou esse bem-estar seja talvez porque eu tenha me dado conta de que um emprego, ainda que novo, nao vai contar em nada à minha felicidade. talvez conte à minha conta. mas nao conto com isso. mas te conto que (parei) estou bem simplesmente porque, aqui, ja sofri demais. mas nao era um sofrimento sabido. eu soh soube que fui triste porque agora eu sorrio. ainda que sem motivo. desculpa. na verdade, tem um motivo. ou varios. mas nao sao aqueles motivos-clichês: estabilidade, labrador no jardim ou carro na garagem. e ja me adianto que nao ando feliz porque descobri que o grande segredo da felicidade é mudar de carreira do nada, trabalhar menos, se ocupar mais dos filhos, seguir seus sonhos ou começar a procurar beleza nas pequenas coisas da vida, como o caminhar de uma joaninha no nosso joelho. eu sempre soube que joaninhas eram indicadoras supremas de gente feliz. ou sensivel. joaninhas ja me fizeram muito feliz. a ultima, inclusive, me fez feliz ha umas três semanas, quando eu tava colhendo damasco la em larnage. o sentimento provocado nesta mulher de 28 anos, foi provavelmente o mesmo produzido em qualquer outra criança que vê uma joaninha pela primeira vez na vida. o mundo todo para de mexer. e aquela joaninha se torna imensa. e vai dançando desajeitada na nossa pele. e vai deixando, em cada passo, um carinho. e, de repente, o nosso coraçao começa a queimar e o sorriso começa a sorrir e, sei la porque, a desgraçada da joaninha voa no apice do momento. e a realidade volta, os carros buzinam, você levanta o rosto e o mundo ta ali de novo, como era antes da joaninha decidir dançar. decidi parar de procurar felicidade em coisas tao efêmeras, mas nao pretendo afastar a possibilidade.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;mas mainha, nao tou escrevendo pra falar de joaninhas, ainda que eu saiba que a senhora poderia me escutar falar durante horas sobre um assunto tao banal. (...) desculpa, joaninha. tao "banal". eu tou te escrevendo pra dizer que eu ja fiz a cirurgia do coraçao e, por favor, maezinha, nao se sinta traida. eu nao vi nenhum interesse em amargurar esse seu coraçao falando da data ainda que ele seja bem saudavel&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;(apesar dele estar batendo ao dobro do tempo que o meu)&lt;/i&gt;&lt;i&gt;. nao disse nada porque eu sabia que, enquanto meu coraçao estivesse sendo consertado, o seu estaria paralisado. mas pra te acalmar: tou bem. de novo. os detalhes eu conto em casa, ao telefone, porque ainda tou no hospital. mas tou aqui de boa, sem absolutamente nenhum cateter ou soro ou sonda ou dor, onde as recomendaçoes se limitam basicamente a "nao dar bunda canastica" ou "nao dançar a macarena bêbada". mas de qualquer jeito, eu nao faço mais isso – nao danço a macarena. sigo à risca as recomendaçoes do médico e as enfermeiras estao derretidas por mim. acho que ainda nao sou a queridinha de todas elas, mas pretendo me transformar deixando (comida e) um bilhetinho agradecido em cima da cama antes de ir embora. sou absolutamente a favor de bilhetinhos. dentro do bolso do amigo, na carteira do amado, na cama - ainda que seja na de um hospital e pra uma mulher. mas quando falei de traiçao, nao me referi propriamente ao fato de nao ter revelado a data. falo na verdade, da escolha de ter feito a cirurgia aqui, tao longe da senhora. mas segui meu coraçaozinho fudido e apostei que teria aqui o suporte necessario (nao o melhor) pra realizar a cirurgia.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;quando acordei sozinha na sala de reanimaçao, me senti infinitamente sozinha. eu tive um sonho quando era criança, provavelmente o sonho mais bizarro que ja tive na vida (eu sei, sonho bizarro = pleonasmo, mas). eu, numa piscina profunda, me deparo com uma vaca amarrada em cima de uma cama, as quatro patas atadas em cada ponta dela. e nesse momento do sonho, nao havia barulho. eu sentia uma angustia enorme de ver aquele bicho que, ainda que vivo, nao se debatia debaixo da agua. eu queria procurar a superficie, mas nao me mexia. ficava ali, vendo a porra da vaca turva e aquele silêncio ensurdecedor, aquela solidão azul. quando acordei sozinha na sala de reanimaçao, eu tava presa à cama, anestesiada. tinha pelo menos um tubo saindo de cada buraco do meu corpo, dois que saiam grotescamente da lateral do meu peito direito diretamente pra uma caixa de plastico e outras tantas agulhas presas às maos e aos braços. e naquele silêncio, soh me limitei a seguir o medico com os olhos. e toda vez que eu me sinto sozinha, eu lembro desse sonho, desse vazio. e nessa hora, eu me senti realmente sozinha, solidoes que soh uma doença é capaz de proporcionar. mas dessa vez, eu decidi me mexer. e fui la pra superficie tomar fôlego, deixei o silêncio, a agua e a vaca pra la. enfrentei quatro dias de claustrofobia em cima de uma cama porque nao podia me mexer e o que me enclausurava era meu proprio corpo. mas olha. tou aqui escrevendo esse email. tirei os tubos. guardei os buracos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;e sabe, no primeiro dia no quarto, recebi tanta gente, que fiquei de saco cheio (nada pessoal, pessoal): nao podia falar direito. e eles trouxeram porcos de pelucia, chocolates, paes, cookies, livros, bombons e até vieram, num dia de tempestade, me ajudar na correçao final da minha monografia (inclusive, a entreguei hoje). eles se revezaram pra corrigir os erros de ortografia e fizeram uma tabela com os dias de visita, pra que eu nao passasse nenhum dia sozinha no hospital. nico me abraçou tao forte quando voltou de viagem que eu senti o coraçao dele bater contra meu peito. e priscilla, quando se despediu hoje, pegou meu rosto com as duas maos, deu um beijo bem longo e, quando pensou em largar meu rosto, voltou a beijar a bochecha e rimos juntas como um belo casal de lesbica que nao somos. e eu soh pude ter vivido essas coisas, porque eu apostei que aqui daria tudo certo. era garantido que com a senhora eu nao passaria nenhuma privaçao, mas eu decidi arriscar. e ganhei. é por isso que eu tenho me preocupado menos com o tempo. essas pessoas sao minhas joaninhas de felicidades não-efêmeras. pode sorrir.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;com amor, da filha querida&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;luciana&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
(é bom especificar, ela tem duas).&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">24</thr:total></item><item><title>Qual o problema de ser uma puta?</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/08/qual-o-problema-de-ser-uma-puta.html</link><category>feminismo</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Thu, 22 Aug 2013 13:04:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-84608248049307066</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Li um &lt;a href="http://www.huffingtonpost.fr/stefanie-williams/filles-salopes_b_3793624.html?utm_hp_ref=france" target="_blank"&gt;artigo&lt;/a&gt; em francês que entra na série "mais atual, impossivel" e que, por sua utilidade publica, me fez querer traduzi-lo e publica-lo neste meu amado espaço. Por favor, nao analisar muito o nivel da traduçao, eu fiz o que pude. Foca no que interessa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;A verdade sobre as verdadeiras putas&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu sou uma puta. Uma puta de puta, puta. Eles dizem isso direto. Os que leem meu blog e nao estao de acordo com o conteudo. Os que nao me amam. As mulheres que pensam que o sexo é repugnante. Os caras que querem boas meninas pra apresentar às suas maes e que pensam que, porque eu falo abertamente de sexo, eu nao gosto dos jantares de familia ou das maes.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eles tem muitas razoes pra pensar o que eles pensam. Eu ja dormi com um monte de homem. Mais de dez. Mais de vinte. A gente continua ? Eu ja escrevi muito sobre minha vida sexual. Eu dividi historias pessoais porque eu pensei, e penso ainda, que nao somente eu escrevo bem, mas que eu escrevo uma boa histoira. Uma historia que, eu ainda estou convencida, tera um "happy ending" em alguma parte nessa porra, entre os emails injuriados e o papel que alguem colocou no carro da minha mae, estacionado numa estacao, no qual estava escrito "eu espero que voce esteja orgulhosa da puta que voce educou".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu comecei a assistir a série &lt;i&gt;The newsroom&lt;/i&gt;, de Aaron Sorkin. No começo, eu odiei o personagem de Sloan Sabbith. Essa cronista de economia, excepcionalmente atraente, loucamente inteligente e jamais desprovida de uma reposta espirituosa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Atençao, spoiler, se você assiste à série.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu assisti o episodio que saiu no domingo passado. Dois momentos que prenderam mais do que tudo. Maggie pergunta à Sandra Fluke : "qual é o problema de ser uma puta ?". O segundo momento, é uma situaçao complicada na qual se encontra Sloan Sabbith. Ela sai com um cara. Ele tira fotos dela, ela ta de acordo, depois ela termina a relaçao. Ele publica as fotos na internet. O mundo inteiro vê o corpo da jovem menina. Sua carreira esta em perigo. Todo mundo fica sabendo. O rumor corre solto. Ela se senta no chao de um quarto escuro, chorando, e diz baixinho : "eu quero morrer".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu nunca me imaginei um dia me sentir grata à Aaron Sorkin. Por tudo. Mas eu agradeci baixinho à Aaron Sorkin.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais ao longo do episodio, Sloan Sabbith da de cara com seu ex, que publicou as fotos, no momento em que ele esta no meio de uma reuniao. Ela da um chute no saco dele, acerta uma direita e tira uma foto do seu nariz sangrando.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A puta ganhou. E isso, meus amigos, é magico. Porque, vejam vocês, a puta nao ganha nunca. As meninas que tiveram suas fotos publicadas na internet, nao ganham nunca. Elas perdem o emprego delas e a reputaçao. Elas sao humilhadas e forçadas a levar sua vergonha. Vergonha de seus corpos. Elas devem se desculpar por serem sexualmente ativas no meio privado. Por essas coisas que nohs fazemos na intimidade de nossos quartos que nohs nao deveriamos fazer, mas que nohs fazemos mesmo assim, porque existem nove bilhoes de habitantes nesse planeta e eles chegaram aqui de uma maneira ou de outra. Sloane Sabbith se senta no seu quarto escuro e diz : "eu quero morrer". Porque ela deixou seu namorado tirar fotos e ele as publicou. Nao foram fotos dela matando cachorrinhos, batendo em criancinhas ou estuprando pessoas idosas. Sao fotos dela. Do seu corpo. Essa coisa que vive sob suas roupas. As partes do seu corpo que sao, de certa maneira, mais ofensivas que os dedos dos seus pés.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Depois chega Maggie com essa frase que resume o que eu me esforço dizendo ha muitos anos. "Qual é o problema de ser uma puta ?"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Fim do spoiler&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nohs temos todas medo de receber essa etiqueta. E a ironia dessa historia, é que a maior parte de nohs (e talvez eu esteja errada sobre esse ponto, mas eu estou quase certa de ter razao) fazemos essas coisas como as verdadeiras putas fazem. Nos tiramos fotos. Nos enviamos mensagens de texto safadas. Nos dormimos com nossos namorados. Nossos maridos. Nos chupamos. Nohs nos despimos. Nohs temos uma vagina. Nohs a utilisamos. Algumas entre nohs, as vezes, sentem mesmo prazer em utilisa-las. Nohs temos seios e mamilos e nadegas. Entao, com certeza, nohs deveriamos todas ter vergonha. Porque somos as unicas a fazer esse tipo de coisa. Você me entende, você, mulher do mundo inteiro ? Você é a unica a fazer o que você faz com esse cara (ou essa menina, ou pior, COM OS DOIS). E isso é tao terrivelmente ofensivo, ruim e vergonhoso. Como? Você quer saber por que ? Oh. Porque… puta ?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Me chamaram de puta outro dia, na internet, no que deve ter sido a milésima vez. Por causa de um artigo que eu escrevi sobre o emprego de barman. Como se fosse também uma injuria. Eu nunca ganhei o prêmio Pulitzer. Mas vocês sabem quem eu sou ? Uma boa pessoa. Eu sou perfeita ? Nao. Eu cometo erros ? Absolutamente. Grandes erros ? As vezes. Eu fiz coisas das quais eu me arrependo ? Sim. Eu faço coisas que eu nao me arrependo mas que, segundo alguns, eu deveria me arrepender ? Sim. Eu sou um ser humano. Eu tenho seio. E uma vagina. E a maneira com a qual eu os utiliso nao faz de mim alguém bom ou mal. Eu escrevi uma vez que se uma mulher descobrisse uma vacina contra a aids, mas no dia seguinte fotos dela nua com um vibrador viessem à tona, essa ultima parte seria a manchete dos jornais. Porque, evidentemente, os vibradores fazem mal às pessoas (piadas à parte). Evidentemente, uma mulher tendo uma relaçao sexual ofende as pessoas. Uma mulher tirando fotos dessa coisa assustadora sob suas roupas ? Falemos sério, eu nao diria que seria tao horrivel quanto uma criança com cancer, mas… na verdade, sim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu agradeci silenciosamente Aaron Sorkin, nao porque ele soube sair do pensamento quadrado e abrir um debate sobre o sexismo, as mulheres e "dois pesos, duas medidas". Esse duplo padrao incrivelmente frustrante, existirah até o fim da minha vida e ainda muito tempo depois disso. Desculpa cortar seus coraçoes, senhoras. Mas eu agradeci Aaron Sorkin de ter dado à puta "aberta" o "happy ending". De ter lembrado ao mundo que a puta que se deixa flagrar fazendo coisas (que todo mundo faz) e que ninguém ousa fazer, é ainda sim, alguem bom. Que mesmo com internet, os blogs de fofoca e de "dupla moral", as putas podem ganhar sempre. E ter esses momentos onde elas atingem o saco de um cara e o faz se arrepender de ter um pênis nesse momento, da mesma forma que as mulheres se arrependem de ter uma vagina quando uma foto da dita vagina é publicada na internet.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu me recuso a me desculpar de ser uma verdadeira puta e de escrever sobre esse assunto se isso puder evitar que uma menina, nesse pais, se sente num quarto escuro dizendo que ela quer morrer porque a chamaram de puta. Por lembrar ao mundo que as putas podem fazer boas açoes. Elas praticam esporte, ganham trofeus e ajudam doentes. Elas ganham causas e eleicoes. Elas amam suas familias. Elas podem ser boas amigas que trabalham voluntariamente num abrigo de animais e que enviam correios aos soldados no exterior. Elas podem dar 10$ a um sem-teto que ninguém da atençao. E elas nao fazem isso por se desculparem por serem putas. Elas o fazem porque ela sao boas pessoas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">14</thr:total></item><item><title>Round II</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/08/round-ii.html</link><category>ai como eu sofro</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Wed, 7 Aug 2013 20:41:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-284832351471062720</guid><description>&lt;i&gt;Meu coração tá batendo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Como quem diz:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;"Não tem jeito!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Zabumba bumba esquisito&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Batendo dentro do peito...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Falei &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2012/06/pequenas-cronicas-de-um-coracao-partido.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, mas aparentemente nao expus suficientemente minha vida. Hohoho. Post rapido pra acalmar os coraçoes - porque sei o que é um coraçao preocupado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Teu coração tá batendo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Como quem diz:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;"Não tem jeito!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;O coração dos aflitos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Pipoca dentro do peito&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;O coração dos aflitos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Pipoca dentro do peito...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Crianças, vou fazer um breve post relatando com mais detalhes o que ha. O que haverah: preciso fazer uma cirurgia pra corrigir o que conhecemos como "sopro no coraçao". Ponto. Nasci com isso, nao quero morrer com isso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como eu gosto muito do meu coraçao, apesar das coisas que ele me faz sentir... (ou justamente por isso?) eu gostaria de remenda-lo. Isso me darah algo como uma melhor qualidade de vida. Qualidade de vida pra mim é tomar cerveja na beira da praia com meus amigos. Ou tomar cerveja, somente. Mas ao que me aparece, os medicos nao estao de acordo com minha simploria filosofia de vida e logo vou fazer outra temporada num hospital lionês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vou mandar consertar o bichinho aqui mesmo. Fiquei apavorada com a historia do tumor, por isso fui pro Brasil. Acho que a tal depressao nao ajudou muito, mas, uma vez esta ultima vencida, estou de peito aberto para receber uma nova cirurgia por aqui mesmo. Mais estrupiado do que ele estah, ele nao pode ficar. Eh o que esperamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Coração-bôbo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Coração-bola&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Coração-balão&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Coração-São-João&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;A gente&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Se ilude, dizendo:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;"Já não há mais coração!"...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">15</thr:total></item><item><title>Je dis aime!</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/06/je-dis-aime.html</link><category>musica</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 14 Jun 2013 14:10:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-5358484965703123227</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ontem tive uma noite linda com um homem. Eu, ele e mais dez mil pessoas. Foi uma orgia à céu aberto, num dos meus lugares preferidos em Lyon. O nome do sujeito é&amp;nbsp;Mathieu Chedid e ele é dono dessa cara:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpwNIuwzPjLY9dgevnI_CHW6hitWM8BBG9K6Nbp3IeLKzDOHgqqY9MdhWm7txapz7kIrwGcbDVFMyxmA0cFCZejQzSnll2CsGsfgnrpDG_rzVYOKv48At9d_3g0M2RIyAPLU5ovB7hdPM/s1600/Captura+de+tela+2013-06-14+a%CC%80s+12.22.53.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpwNIuwzPjLY9dgevnI_CHW6hitWM8BBG9K6Nbp3IeLKzDOHgqqY9MdhWm7txapz7kIrwGcbDVFMyxmA0cFCZejQzSnll2CsGsfgnrpDG_rzVYOKv48At9d_3g0M2RIyAPLU5ovB7hdPM/s320/Captura+de+tela+2013-06-14+a%CC%80s+12.22.53.png" width="317" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&amp;nbsp;Ele também é dono dessa aih embaixo. Mas eu o aceito como ele é.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGVpRIpKlGVB4h6xNltxr0uyh2j2GqsSCZcRnThMKOLwR1xwf1il0GPIjNg0mTLyKe0usufJnP87oUNtZaf1mkZM4x77xaDBK23ovID2EI8abqe1SipWrSiVOtqIz75AqxMY7NHKa0EUA/s1600/m.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgGVpRIpKlGVB4h6xNltxr0uyh2j2GqsSCZcRnThMKOLwR1xwf1il0GPIjNg0mTLyKe0usufJnP87oUNtZaf1mkZM4x77xaDBK23ovID2EI8abqe1SipWrSiVOtqIz75AqxMY7NHKa0EUA/s320/m.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
Sou lindo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Gosto. Gosto dele. Tem voz fina e, sei la como, consegue ser sexy - falou a pessoa que gosta de homem-macho, sabe. Brucutu. Que coça o saco, cospe no chao e da tiro pra cima. Mas nao acreditem em tudo o que eu digo. Dai, desembolsei uma grana - que daria pra me deixar bêbada durante uns dois dias - num ingresso e, NOVE MESES depois, la estava eu, euforica e palpitante pra ver o homem cantar. E dai, ele cantou, eu cantei, ele dançou, eu dancei, ele gritou, eu gritei. Ele rico graças a mim e eu pobre por causa dele. Os dois felizes. Isso que importa. Foi bom pra você? Foi. Quando a gente se vê de novo? Em novembro: cabei de comprar outro ingresso pra vê-lo. Prazer, meu nome é Luciana e eu sou impulsiva. Sou pobre. Passo fome, mas nao passo vontade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;J' veux pas finir ma vie à Honolulu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Chanter comme un oiseau çà n'se fait plus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Je veux ma voix brisée, triplement brisée&amp;nbsp;!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px;"&gt;&lt;object height="315" width="560"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OVFDfzGJ_ik?hl=fr_FR&amp;amp;version=3"&gt;&lt;/param&gt;
&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;
&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;
&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OVFDfzGJ_ik?hl=fr_FR&amp;amp;version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 17px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 17px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: 'Big Caslon'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Ps. Oui, cops Elisabeth, vamos juntas! :D&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: 'Big Caslon'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: 'Big Caslon'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
::&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: 'Big Caslon'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="color: black; font-family: 'Big Caslon'; font-size: medium; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;
Vou viajar, volto em julho com novas aventuras. Essas, prometem.&amp;nbsp;E, se eu morrer, quero que vocês saibam: amo minha mae. E Fabio. E minha irma. Véi, eu amo minha irma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpwNIuwzPjLY9dgevnI_CHW6hitWM8BBG9K6Nbp3IeLKzDOHgqqY9MdhWm7txapz7kIrwGcbDVFMyxmA0cFCZejQzSnll2CsGsfgnrpDG_rzVYOKv48At9d_3g0M2RIyAPLU5ovB7hdPM/s72-c/Captura+de+tela+2013-06-14+a%CC%80s+12.22.53.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total></item><item><title>Tom sobre tom</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/06/tom-sobre-tom.html</link><category>eu bebo sim</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Tue, 4 Jun 2013 22:52:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-8495713517608620784</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um dia, enquanto eu mostrava aos meus amigos a nova cor da parede da sala da minha casa, pintada por mim mesma, a campanhia tocou. Nos entreolhamos. Estamos esperando alguém? As sobrancelhas saltaram aos pares. Gritei um "vai entrando" curioso e decidido: permitir as pessoas entrar na minha casa me possibilitou conhecê-las melhor. Foi assim com os amigos citados, por exemplo. Com varios passos feitos por duas unicas pernas, vi surgir um figura completamente desconhecida que, sem que eu soubesse, tinha por habito me espionar. Deixar cortinas e portas abertas pros vizinhos pode nao ser sempre uma boa ideia, afinal. Meu "convidado" me cumprimentou de maneira tao rude... que foi como se aquele &lt;i&gt;oi&lt;/i&gt; em lingua estranha fosse uma maneira de insultar. E, sem que eu perguntasse, ele disse a que veio: "eu vou parar de espionar você". Nos entreolhamos. Ele esperou uma reaçao. Eu esperei entender. Ele continuou, ainda sem incentivo de minha parte: "do meu quarto, eu vi a parede da sua sala descascando. Eu vi sua tristeza, como você andava perdido. Mas também vi você tentar dar a volta por cima. Foi comprar tintas novas. Foi dificil escolher a textura. O peso das tintas comprometeu a saude da sua coluna. Você foi forte, admito, mas... Que porra de cor é essa?! Que verde é esse? Eu nao gostei desse tom. Olha, você é daltônico e nao vê problema nisso. A partir de hoje, eu nao pretendo mais espionar você". Vimos seus calcanhares se distanciarem. Meus amigos ficaram confusos. Tentei minimizar o ocorrido: "vivo bem com meu daltonismo, a nao ser que eu dirija. E eu nao dirijo nunca". E viram em mim o vermelho que nao vejo neles e sorriram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">8</thr:total></item><item><title>E que dia é hoje, amiguinhos?</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/05/e-que-dia-e-hoje-amiguinhos.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>amigos</category><category>eu bebo sim</category><category>presepada</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 31 May 2013 16:08:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-868990135315200914</guid><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Poderia ter sido apenas mais uma sexta-feira, como qualquer outra, onde saio com meus amigos e encho a cara. Mas essa, era uma sexta-feira especial. A sua "especialidade" começou pelo fato de que eu tive que trabalhar - nao trabalho nas sextas, tenho mais tempo para diversao e nenhum dinheiro para isso. Sai do trabalho e, antes de pegar o caminho que leva ao meu quarto, telefonei para um amigo (M.) que me chamou pra sair.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"AAEE, LULUU! BORA SAIIRR! AAAEdeHHHhhhWOOW!"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Apos a sequencia de barulhos extravagantes - que mais diziam sobre o seu estado alcoolico* que propriamente sobre sua felicidade em falar comigo - subi na minha bicicleta envenenada e me juntei a M. e seu amiguinho na casa de terceiros. Eram 22h e minha barriga nao via comida desde às 13h. Pretendia voltar pra casa cedo, entao, quis ser rapida e eficaz na bebedeira: tomei meio litro de cerveja a quase 9% e ja cheguei no barco (era uma boate-barco) vendo estrela. Segundo o quadro que se encontra abaixo, eu estava "euforica" e minha diminuiçao de julgamento iria se manifestar numa aposta com M. Eu:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Aposto que teu xixi nao chega até a rua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Ele chega sim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Que nada, ele tem ainda a metade da calçada pra percorrer e ta perdendo força.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Chega!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Se ele chegar até a rua, te pago uma caipirinha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E foi assim que eu perdi 8 €.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;table align="center" class="wikitable" style="background-color: #f9f9f9; border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-collapse: collapse; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; color: black; font-size: 13px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 1em;"&gt;&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;&lt;th style="background-color: #f2f2f2; border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em; text-align: center;"&gt;Etanol no sangue (gramas/litro)&lt;/th&gt;&lt;th style="background-color: #f2f2f2; border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em; text-align: center;"&gt;Estágio&lt;/th&gt;&lt;th style="background-color: #f2f2f2; border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em; text-align: center;"&gt;Sintomas&lt;/th&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;0,1 a 0,5&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Sobriedade&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Nenhuma influência aparente.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;0,3 a 1,2&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Euforia&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Perda de eficiência, diminuição da atenção, julgamento e controle&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;0,9 a 2,5&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Excitação&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Instabilidade das emoções, incoordenação muscular. Menor inibição. Perda do julgamento crítico&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;1,8 a 3,0&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Confusão&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Vertigens, desequilíbrio, dificuldade na fala e distúrbios da sensação.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;2,7 a 4,0&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Estupor&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Apatia e inércia geral. Vômitos, incontinência urinária e fezes.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;3,5 a 5,0&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Coma&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Inconsciência, anestesia. Morte&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Acima de 5&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Morte&lt;/td&gt;&lt;td style="border-bottom-color: rgb(170, 170, 170); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-left-color: rgb(170, 170, 170); border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: rgb(170, 170, 170); border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: rgb(170, 170, 170); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; padding-bottom: 0.2em; padding-left: 0.2em; padding-right: 0.2em; padding-top: 0.2em;"&gt;Parada respiratória&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHPA6SLy5ZHa2RP_pYfByqG9ti-ak8MFN5VcmclHtEvrJC093hz2zjxnecv7ErRlnEFgpetWcjVL-ESvjxVoYxQ5iVxmOQEcep1Cyd1YyrQUfCvoV9W2FasnO6uO1lIpjrz1YlTlO_Tjw/s1600/enhanced-buzz-wide-29293-1342538882-4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHPA6SLy5ZHa2RP_pYfByqG9ti-ak8MFN5VcmclHtEvrJC093hz2zjxnecv7ErRlnEFgpetWcjVL-ESvjxVoYxQ5iVxmOQEcep1Cyd1YyrQUfCvoV9W2FasnO6uO1lIpjrz1YlTlO_Tjw/s200/enhanced-buzz-wide-29293-1342538882-4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Entramos na boate, fomos até o bar e no final do copo, eu ja tinha passado pra terceira etapa do nosso quadro: excitaçao. Puxei papo com duas mulheres que estavam ao lado como se tivessemos feito &amp;nbsp;faculdade juntas. Mas elas eram tao legais! Acho que eu devo ter dito isso pra elas. Quis outra caipirinha, mas os meninos ainda nao tinham terminado a deles. Comecei a saltitar, a achar a vida linda. A vida era linda. A musica acariciava meus ouvidos e eu soh pensava em dançar. Fui beber.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP5ICK_w6KPH260cUxnZBbgKS1VtP61ugkFI-LP-gXGi7r78jp0uQ0Gtf2fdjQoolRehf4fPxReuKcdhKI3Hz-8JDWG3CJk7ygwteTWdZa-ToLG0CPlXLCNiAwzSImsgsV_lJYrb7wyl0/s1600/Captura+de+tela+2013-05-31+a%CC%80s+15.11.27.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiP5ICK_w6KPH260cUxnZBbgKS1VtP61ugkFI-LP-gXGi7r78jp0uQ0Gtf2fdjQoolRehf4fPxReuKcdhKI3Hz-8JDWG3CJk7ygwteTWdZa-ToLG0CPlXLCNiAwzSImsgsV_lJYrb7wyl0/s320/Captura+de+tela+2013-05-31+a%CC%80s+15.11.27.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No segundo copo, fomos pra o terraço do barco (exatamente este que estah ao lado) e continuamos a conversar divertidamente. Eu ja nao queria mais dançar. Eu queria voar. Eu queria voar, mas meus pés estavam estranhamente pesados. A partir desse momento, eu nao lembro de muita coisa, so de ver um novo copo na minha mao. No final dele, nao tive duvidas: foi o dito que me levou a dizer, segundo testemunhas, "vou ali vomitar". Estupor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu sai chutando os pés e me locomovendo como um polvo, por propulsao. Me jogava pra frente, dava dois passos e ia pra direita. Me jogava pra frente, dava três passos e ia pra esquerda. Foi assim que cheguei no exterior do barco, sentei sei la onde, abri as pernas e, sem fazer nenhum esforço, vomitei. Nao sei direito o que vomitei, nao averiguei, mas vomitei tanto que desceram lagrimas. Quando pensei que ja tinha acabado, vomitei mais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Celular toca. Eh M. Olho, ignoro, vomito. Tentei escrever uma mensagem mas os dedos nao correspondiam ao comando do cérebro. Foi uma luta de Titas. Meu cerebro aos frangalhos e meus dedos aflitos. Consegui escrever "Es dtour". Deve ser algum pedido de socorro em alguma lingua alienigena, mas seja como for, desisti de me comunicar com M. Tentar aprender a escrever levou menos tempo e foi mais facil que aquilo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Luzes... sons ao longe... e um "Lulu" familiar. M. e seu amigo me encontram e &amp;nbsp;avaliam a situaçao:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- O que é que a gente faz?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Nao sei, acho que ela nao pode pegar a bicicleta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(vomito soh de me imaginar fazendo algum esforço que seja)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eh.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Bora chamar um taxi.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu soh queria morrer. Sentia que minha alma tinha ido embora passear. Fiquei la, dobrada em dois, olhando pros meus pés. Um taxi brotou do chao, mas eu nao tinha forças pra me levantar. Entao, eles me levaram, me jogaram no carro e tudo o que eu fazia era grunhir. Entrei no carro e dormi.&amp;nbsp;Abri os olhos e, com uma emoçao nunca antes vivida, me deparei com minha casa. Fechei os olhos, abri e estava na sala. Fechei os olhos, abri e tava no banheiro vomitando. Fechei os olhos, abri e &amp;nbsp;tava na minha cama. Era 1h da manha.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No dia seguinte, acordei como uma flor. Desconfiada, vi uma garrafa de agua intocada ao lado do colchao. Me sentia bem. Minha alma tinha voltado. Sentei. Tentei lembrar da minha noite e senti uma coisa estranha. Vergonha. Cinco anos sem vomitar para acabar sendo derrotada por meio litro de cerva e três caipirinhas. Fui humilhada! Logo eu que raramente tenho ressaca. Logo eu.&amp;nbsp;Mas vômitos sao uma liçao de vida. Um ensinamento. Uma das ultimas vezes que vomitei (senao a ultima), foi quando morava no Brasil. Depois de uma festa na casa de Camilo, acordo e, ao lado dele, vejo uma bacia cheia de vômito. Olho pro coitadinho e pergunto:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Amor, você vomitou?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Eu nao. Foi tu.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas agora, vendo essa tabela, acho que tive sorte com essa coisa de incontinência urinaria e fezes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quatro dias depois, fui buscar minha bicicleta. Meu maior medo era de encontra-la sem a sela. Mas a sela estava la, assim como o guidao e os pneus. A unica coisa que faltava era o conteudo esperado da câmera de ar: alguém excitado, confuso ou euforico, secou meus pneus. Entao, tive que levar minha bicicleta pra passear, debaixo de chuva até a casa dos meus patroes e depois pegar dois metrôs lotados (com a bicicleta) até a minha casa. "Valeu a pena, Luciana?", indaguei-me. Valeu, pois vocês tem um poste no blog e eu tenho uma liçao: nunca mais vou beber caipirinha. De barriga vazia.&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; font-family: sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
* minha dislexia bêbada me fez escrever "alcoolitro". &amp;nbsp;Gente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiHPA6SLy5ZHa2RP_pYfByqG9ti-ak8MFN5VcmclHtEvrJC093hz2zjxnecv7ErRlnEFgpetWcjVL-ESvjxVoYxQ5iVxmOQEcep1Cyd1YyrQUfCvoV9W2FasnO6uO1lIpjrz1YlTlO_Tjw/s72-c/enhanced-buzz-wide-29293-1342538882-4.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">18</thr:total></item><item><title>Zoufris Maracas</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/05/zoufris-maracas.html</link><category>aniversario</category><category>musica</category><category>vive la france</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Thu, 23 May 2013 14:22:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-949876709461107033</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dia 21 de maio fez quatro anos que cheguei na França. O tempo passa rapido. Parece que foi ha quatro anos. Um amigo me perguntou, meio de onda, "e aih, ta gostando?". Pensei no frio, na musica, nas pessoas, nos lugares, nos festivais, ponderei e ele teve um sorriso como resposta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
❤&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXv1uFEP9T3YQdlaZtTQaO0CxfOJF3z9ez17Q74tkofpo3Uenw2Rkt10iG9pVUcIix_1Oi2JM6Q8V5VBF-ifLgsyfLIqmrpkGA4oDBxuw99Q9Pz2ZTEYevbQHLj2ojT4bq7iL13pJnRLs/s1600/5113_zoufris+maracas_a3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXv1uFEP9T3YQdlaZtTQaO0CxfOJF3z9ez17Q74tkofpo3Uenw2Rkt10iG9pVUcIix_1Oi2JM6Q8V5VBF-ifLgsyfLIqmrpkGA4oDBxuw99Q9Pz2ZTEYevbQHLj2ojT4bq7iL13pJnRLs/s1600/5113_zoufris+maracas_a3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Por falar em musica francesa, ha algumas semanas fui apresentada à um grupo de Marselha que se chama Zoufris Maracas. Amei de cara e sigo amando loucamente. Primeiro, porque o sotaque do sul da França é um tesao. Depois, porque o vocalista é um tesao. E, terceiro, porque as letras e as melodias sao lindas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFN90Ep7MaY12kBcy3uq_638c57lZEXVqqkWgw-SU-PLFWv00_kTJPshS-S1YYP0R7qCSQmtqgDaZEATMuYewZgU7Tr3J4mrZui_vc_Dg4e-wMe9Gb9kUdZvfkaKQeU_BShzceRbMeBMc/s1600/Captura+de+tela+2013-05-23+a%CC%80s+13.43.41.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFN90Ep7MaY12kBcy3uq_638c57lZEXVqqkWgw-SU-PLFWv00_kTJPshS-S1YYP0R7qCSQmtqgDaZEATMuYewZgU7Tr3J4mrZui_vc_Dg4e-wMe9Gb9kUdZvfkaKQeU_BShzceRbMeBMc/s320/Captura+de+tela+2013-05-23+a%CC%80s+13.43.41.png" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Esse é o vocalista. Eh, eu sei, eu sei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Nao agrada à tod@s, mas eu amo homen&amp;nbsp;&lt;strike&gt;com cara de bêbado&lt;/strike&gt; mais velho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tem duas musicas onde eles fazem referência a nois. Uma se chama &lt;i&gt;Bahia&lt;/i&gt; e a outra, &lt;i&gt;Feijaon&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;Um dia, fiquei de ouvido ligado pra entender a letra de &lt;i&gt;Bahia&lt;/i&gt;. O cara conta que tava numa praia na Bahia, quando ele conhece uma menina. "Uma menina a cada estaçao". E dai, ele a leva pra casa, eles se pegam, ele "acarecia os peitos" dela e ela vai tomar um banho de banheira. Ao sair, ele nota que ela, na verdade, é ele. E dai ele diz "nao tem chance!", mas dai "a menina" pega o cara, encosta ele no espelho e, finalmente, eles... bom. "Eu vou poupa-los do fim", eles diz. Entao, ele termina a musica dizendo "mas&amp;nbsp;se isso te convem, que as coisas nao estejam sempre certinhas, nao hesite em te dar prazer". Gente. Vocês ouviram quantas musicas sobre homens que terminam com um travesti? A ultima frase é "Bahia, um cara a cada estaçao"*.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na verdade, gosto da maioria das letras. Umas, apesar de falarem de meio-ambiente, nao entram no clichê, de tao bem feitas que sao. Elas falam sobre como trabalho é perda de tempo, sobre liberdade, sobre o prazer das pequenas coisas. Infelizmente, a traduçao faz perder um pouco o brilho do original, entao, aconselho aos amiguinhos que desenrolam francês a procurarem as letras. E, no mais, à todos que tem ouvidos, &lt;a href="http://grooveshark.com/#!/album/Prison+Dor+e/7446643" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Zoufris Maracas&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Pour moi musique est comme l'amour&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Il faudrait faire ça tous les jours&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Et puis surtout recommencer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Pour moi musique n'as pas de prix&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Musique connecte les esprits&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;Musique pimente l'existence&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
* Sim, sei que o Brasil é conhecido pelos seus travestis, mas pela sagacidade das outras letras, deduzo que &amp;nbsp;trata-se de uma homenagem e nao de uma tiraçao de onda.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXv1uFEP9T3YQdlaZtTQaO0CxfOJF3z9ez17Q74tkofpo3Uenw2Rkt10iG9pVUcIix_1Oi2JM6Q8V5VBF-ifLgsyfLIqmrpkGA4oDBxuw99Q9Pz2ZTEYevbQHLj2ojT4bq7iL13pJnRLs/s72-c/5113_zoufris+maracas_a3.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>A insustentavel beleza do ser</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/05/a-insustentavel-beleza-do-ser.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>brazil-il</category><category>curiosidades</category><category>familia</category><category>fotos</category><category>vive la france</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Mon, 13 May 2013 10:17:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-1648868562434320220</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu tinha uma relaçao de amor e odio com meu cabelo. Alias, a quem estou tentando enganar?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu tinha uma relaçao de odio e odio com meu cabelo. E essa relacao vinha desde pequena. &lt;i&gt;Quando eu era um filhoooteeee&lt;/i&gt;, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar dos proprios cabelos. E, mais que isso, eu nao sabia que as pessoas poderiam gostar de cabelos cacheados ou, pior, crespos. Nem da cor dos meus cabelos eu gostava, afinal, a Xuxa era mais famosa que a Mara. Angélica era mais famosa que a Mara. Alias, cadê a Mara? (Viu? Gente de cabelo escuro soh se fode). Ah, Mara, se fossemos loiras! Nossas vidas poderiam ter sido diferentes! &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na época em que eu nem sabia ler - mas que ja compreendia que nao ia ser Paquita - minha mae tentava domar meu cabelo fazendo uns penteados que nao eram nada populares entre minhas amigas e meu cabelo sempre foi motivo de piada na minha classe. - musica triste no violino - Curiosamente, era meu irmao mais velho, um verdadeiro perito em causar traumas, quem mais me importunava com essa historia, todo dia era um apelido novo. E o que dizer da minha mae que, um dia, enquanto me penteava, ja sem paciência com aquela cabeça cheia de cabelo, disse "eu passei a vida toda fazendo alisamento no meu cabelo, mas tinha esperança de ter uma filha com cabelo bom. Aih nasce essa coisa".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pois é.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Ja ficaram com pena da pequena Luci? Ou devo dizer que eu chorei caladinha quando ouvi isso?)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipCjaqsazaGh9HARgiu0yMxhPQwAu5EuJxJho9hiMFKTwCwcASbrFHuDJHnPp2V82eaTNIYhi5m7juMXcVade-cdIxHghONekWpbpgZ2QWpaSIZpcZXbi-_KLfLqj9VjBzk1VyzXaz4jk/s1600/touca-de-grampos-242448-4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipCjaqsazaGh9HARgiu0yMxhPQwAu5EuJxJho9hiMFKTwCwcASbrFHuDJHnPp2V82eaTNIYhi5m7juMXcVade-cdIxHghONekWpbpgZ2QWpaSIZpcZXbi-_KLfLqj9VjBzk1VyzXaz4jk/s200/touca-de-grampos-242448-4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
A minha mae, meu irmao, meus colegas e Xuxa acabaram por me convencer de que eu deveria ter cabelo liso. Desafiando as leis da natureza e contrariando meus genes, passei a fazer touca no cabelo com auxilio da minha mae. Para fazer a touca, os cabelos nao podem estar molhados, nem secos. E deve-se passar algumas horas com o cabelo virado pra direita e, outras tantas, pra esquerda. Isso dava dor de cabeça. Tinha sempre algum fio que ficava esticado demais ou sempre tinha algum friso filho da puta que nao tinha mais a ponta de plastico. Apesar de toda a perseverança, os frisos nao eram magicos e, quando finalmente eu retirava a touca, minha cabeça parecia uma palmeira, entao, eu amarrava os cabelos. E minha mae fazia essa toca&lt;b&gt; &lt;/b&gt;praticamente todas as vezes em que eu lavava os cabelos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais ou menos aos 11 anos, comecei a fazer alisamento no salao. Era uma coisa fedorenta, que continha formol, causava feridas no couro cabeludo, custava super caro e que deveria ser refeita basicamente a cada três meses (na parte da raiz, onde o cabelo ruim do demônio voltava a crescer). Estou absolutamente convencida de que eu devo ter passado por quase todos os saloes de beleza de Joao Pessoa (e alguns de Campina Grande), na esperança de finalmente encontrar a Fada do Cabelo Bom. Nao encontrei.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1z8vqge8j1eBSet8ik87puyzs8EyCo_PexC6BF6nJyPL2UcvPnxtEhADlDPfQ37Lref7VdzZ_3X5bztRsqgVWOyY6Fc9Y9fM4j9hhdeNHnOjqwWYyw4Y-xfhnam8ulupWyXJUkCUU0-A/s1600/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+18.01.06.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1z8vqge8j1eBSet8ik87puyzs8EyCo_PexC6BF6nJyPL2UcvPnxtEhADlDPfQ37Lref7VdzZ_3X5bztRsqgVWOyY6Fc9Y9fM4j9hhdeNHnOjqwWYyw4Y-xfhnam8ulupWyXJUkCUU0-A/s200/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+18.01.06.png" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Tarde demais!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu era realmente escrava dos saloes. Ja cheguei a passar mais de 10h num salao em época de festas, mas quando eu saia de la, eu flutuava e meus cabelos acompanhavam o sentido do vento. Eu ficava tao diferente que meu ex-namorado me chamava pelo meu segundo nome. Mas mesmo com o cabelo liso, eu fazia questao de prende-lo. Finalmente, eu achei o salao com o alisamento "perfeito", mas isso foi somente la pelos 18. Antes disso, eu mergulhei em varias noias e tinha tanto complexo com meu cabelo, que eu fazia parte da turma do fundao porque queria evitar os olhares dos colegas. Eu sentava na parte de tras dos ônibus pelo mesmo motivo. Um pouco antes de entrar na faculdade, consegui deixar de lado o diadema e as presilhas que ajudavam a domar meu cabelo - isso foi uns dois anos depois de eu brigar com uma amiga que, inocentemente, quis fazer uma brincadeira retirando meu diadema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ninguém toca no meu cabelo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, finalmente, chegou o dia em que eu tive que decidir se eu amava mais meu namorado francês ou a cabeleireira. Me mudei e, na França, passei momentos dificeis vendo meu cabelo se transformar. Era como se eu fosse Cinderela e todo dia fosse 23:59h. Eu vivia a angustia de me deparar com minha realidade capilar. Na França, eu teria de vender um orgao pra pagar pelo procedimento. E eu gosto dos meus orgaos. Durante três anos, me virei como pude para disfarçar o indisfarçavel.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Foi entao que eu comecei a prestar atençao nas outras pessoas (até fiz &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2010/06/meu-lado-viking.html" target="_blank"&gt;esse post&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;um dos mais visualizados no blog). Vi que elas tinham rugas e cabelos crespos soltos e cicatrizes e estrias e alguns nem tinham dente direito. E vi que elas nao pareciam se importar consigo, nem comigo, mas meus amigos, sim, eles nao entendiam como eu poderia ser tao extrema quando o assunto era o meu cabelo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhikrn9ghTGW-R-LA_KEF0tumsLrkTN_4gnrl-FhjE0vxpE4bHVbOs4yBQKGO9QoRXvaoOMVH3bCFfO0iluoGvNphTbDH4rmSUb6d1kcwU9oxjDYTgdoO3Eovh5fn9A8r_DoFSB6vefpOs/s1600/Macarrao-com-Ovos.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhikrn9ghTGW-R-LA_KEF0tumsLrkTN_4gnrl-FhjE0vxpE4bHVbOs4yBQKGO9QoRXvaoOMVH3bCFfO0iluoGvNphTbDH4rmSUb6d1kcwU9oxjDYTgdoO3Eovh5fn9A8r_DoFSB6vefpOs/s200/Macarrao-com-Ovos.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dois anos sem ir no Brasil e meu cabelo estava em cima do muro, nao se decidia se ele era liso ou cacheado. Desesperada, pedi pra Camilo corta-lo e ele subiu até o ombro. O cabelo, nao Camilo. E, pela primeira vez na vida, meus amigos, eu vi meu cabelo natural. Foi como ver o mar pela primeira vez aos 70 anos. Meu cabelo dava voltas. Ele era... era... cacheado. Foi dificil aceita-lo. Eu preferiria ter um cabelo &amp;nbsp;prostituto à um cabelo cacheado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2012/03/um-passo-frente.html" target="_blank"&gt;Quando me perdi na Italia&lt;/a&gt;, meus patroes me contaram depois que eles foram no bar onde eu estive pela ultima vez e perguntaram se ninguém ali teria visto "uma menina de cabelos cacheados". E por um milésimo de segundo, ok, dois, pensei "como eles esperavam me encontrar perguntando por alguém de cabelo cacheado?!". Essa era eu. Mas mesmo atualmente, ainda estou tentando me acostumar à ideia. Ha uns dois meses, tomei um choque ao ver um desenho de mim feito por uma coloc onde eu fui feita com... cabelos curtos e cacheados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas o estranhamento vem da simples falta de costume e nao da dificuldade em aceitar. Me aceitei. Sai do armario, resolvi me assumir. Até tive uma espécie de pesadelo outro dia em que eu acordava de cabelo liso, como antes, e ficava angustiada de ter que ver o mesmo lento processo de crescimento. E sabe, minha vida agora é tao mais simples! Me pergunto ainda hoje por que eu demorei 27 anos pra ser eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0ZWL8H8BLYCMbldkltSJZEO2XjHJ7-pZrOGlj6-8YY4cKMQa4bj6FVeLK9B3egEfEkOjnHMDfF3fA_I3jdTk2h9H1J9xXr482DiQD3d0hUPfq1oyI7k_Nj1XETSy8kiqPquXQWbROAhA/s1600/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+19.11.18.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="314" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0ZWL8H8BLYCMbldkltSJZEO2XjHJ7-pZrOGlj6-8YY4cKMQa4bj6FVeLK9B3egEfEkOjnHMDfF3fA_I3jdTk2h9H1J9xXr482DiQD3d0hUPfq1oyI7k_Nj1XETSy8kiqPquXQWbROAhA/s320/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+19.11.18.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas ainda tou trabalhando em mim a possibilidade de fazer ainda mais volume nele cortando-o. Mas enfim, vida nova. Agora eu tiro fotos -&amp;nbsp;sabendo que, um ano atras, eu nao conseguia nem olhar no espelho, que dira registrar o que via.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSy6O42mHYaOZU3PszntpG1LgP2BS09_a-wLhTlWz9BT7RdvTdvRTyDwJLA4IKTeHzGxKMHmAkUoGJSB1DVoonhKO3gbQPbmLDuovxIm7A9QIlim3GQ1QMTW47Ivshi7c5CIR-66NrNw8/s1600/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+19.22.06.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="387" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSy6O42mHYaOZU3PszntpG1LgP2BS09_a-wLhTlWz9BT7RdvTdvRTyDwJLA4IKTeHzGxKMHmAkUoGJSB1DVoonhKO3gbQPbmLDuovxIm7A9QIlim3GQ1QMTW47Ivshi7c5CIR-66NrNw8/s400/Captura+de+tela+2013-05-11+a%CC%80s+19.22.06.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Essa, por exemplo, sou eu me amando ♥&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Agora, parem de dizer aos seus filhos que eles nao nasceram do jeito certo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipCjaqsazaGh9HARgiu0yMxhPQwAu5EuJxJho9hiMFKTwCwcASbrFHuDJHnPp2V82eaTNIYhi5m7juMXcVade-cdIxHghONekWpbpgZ2QWpaSIZpcZXbi-_KLfLqj9VjBzk1VyzXaz4jk/s72-c/touca-de-grampos-242448-4.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">35</thr:total></item><item><title>Terror durante voo França-Brasil</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/05/terror-durante-voo-franca-brasil.html</link><category>ai como eu sofro</category><category>conceito previo</category><category>viagem</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Fri, 10 May 2013 13:28:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-5984008454178194827</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Senti a necessidade de retomar o blog quando me dei conta de que eu recomecei a transformar todos os fatos do meu cotidiano em uma historia pro blog. Além do fim do casamento, o Guri entrou no maternal, eu fiz amiguinhos franceses, fiz amiguinhos brasileiros, fui pro Brasil duas vezes, fui pra Inglaterra, Portugal, Espanha, recebi a visita da minha mae aqui, cortei meu cabelo curtinho, pintei meu cabelo de vermelho, de preto - nao ao mesmo tempo -, entrei no mestrado, minha patroa engravidou do terceiro moleque (moleca! ♥), minha patroa anunciou minha demissao, meu irmao se casou e, no entanto, eu nao sei sobre o que escrever.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pensei em olhar pra qualquer objeto a minha volta e puxar um post ninja dali, mas depois de ter a visao da minha toalha secando no aquecedor da sala, achei melhor começar do começo. Ou do meio!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Primeira ida pro Brasil do ano passado. Eu, depois de dois anos sem pisar na América, em plena crise sentimental, tendo um tumor alojado na minha barriga, os hormônio tudo doido, chorando a cada pio de passarinho, entrei no aviao com sede de descanso. Depois de mostrar a passagem, dei um deficiente sorriso a aeromoça e fui procurar meu assento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ouvi distraidamente o barulho das turbinas trabalhando. A medida em que fui chegando perto da minha poltrona, percebi que o barulho foi ficando cada vez mais forte, quase ensurdecedor. Pela sorte que tenho, imaginei que eu fosse viajar pendurada em uma das turbinas, tipo assim, "janela", soh que do lado de fora. Mas foi pior, meus amigos. O barulho vinha de um bebê. Mas era uma espécie de bebê-gorila, porque o choro nao era coisa de Deus. Nao. Era uma coisa meio gutural, sabe. Tipo "OOONNN OOONNNN" ao invés de um meigo&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;"ueen ueen"&lt;/span&gt; sussurado.&amp;nbsp;Claro que vocês ja entenderam tudo e ja imaginaram que o bebê estava pertinho de mim.&amp;nbsp;Pois erraram: o&amp;nbsp;bebê estava no &lt;i&gt;meu&lt;/i&gt; assento. Como proceder? Com o bilhete na mao e um sorriso gentil, me inclinei e disse educamente:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Com licença, senhorrrr... inho?, mas acho que esse é o meu assento.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- OOOOONNN OOOONNN!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- Por fav...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
- OOOOONNNN!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Segurando fortemente a vontade de sentar de uma vez naquela mini-cabeça, lancei um olhar maligno para os pais na esperança de alguma reaçao sensata. Foi quando descobri que nao se tratava de apenas um bebê, mas de &lt;i&gt;dois&lt;/i&gt;. Nas quatro cadeiras do meio do aviao, estavam dispostos: (pessoa-sofredora-aleatoria) + (pai) + (mae + bebê 1) + (gorilinha). Olhei pro céu com os olhos semi-cerrados e disse "Deus, se isso é mais uma provaçao, aviso que ja aprendi muito com &lt;a href="http://casomeesquecam.blogspot.fr/2012/06/pequenas-cronicas-de-um-coracao-partido.html" target="_blank"&gt;Godz&lt;/a&gt;". Dito isso, como que por magia, a mae removeu imediatamente aquela criança do meu banco e fez uma careta como se estivesse me fazendo um favor dificil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Revendo a cena hoje, acredito piamente que o bebê entendeu que aquilo se tratava de uma imensa injustiça porque ele dobrou a intensidade dos gritos. Firme e forte, pensei "se esse bebê estiver pensando que com isso eu vou ceder e procurar outro lugar, ele estah muito enganado". Entao, eu cedi e fui procurar outro lugar. Perguntei ao aeromoço se havia algum outro assento vago e ele, lançando um olhar de profundo desprezo em torno de si, disse "se você encontrar algum, é seu".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tive uma ideia genial e lembrei do vaso sanitario, unico assento disponivel no momento. Fui sorrateiramente até la mas, quando abri a porta, dei de cara com o bebê em cima do sanitario. OOOOOOONNNN OOONNNN! Fechei a porta do banheiro e sai correndo, esbarrando nas pessoas, nas malas, até que finalmente encontrei o aeromoço que estava de costas atendendo um passageiro. Toquei seu ombro e, quando ele se virou, vi que era o bebê que fez OOOOOOOONNNN! Sai correndo, tropeçando nos meus proprios pés e, antes que pudesse gritar por socorro, encontrei uma poltrona vazia. Peguei minha mochila e, assim que eu abri o cofre, o que eu vi? Nada. Entao, joguei minha mochila la dentro, sentei na poltrona e decolamos. OOOOOONNNN!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Esse ultimo "on" nao é nada além da minha tentativa de enganar o cérebro de vocês fazendo-os pensar que o bebê também &amp;nbsp;estaria dentro do cofre. Nao estava).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pois bem. Bunda instalada, checo vizinho da direita, direito. Checo o vizinho da esquerda e... checo de novo e choco: era um homem que vestia uma camisa onde havia uma bandeira do Brasil. Olha, minha intuiçao é foda, sabe. Nao tenho intuiçao pra ganhar na loteria, nem pra prever quando o Guri vai desmantelar a irma com um chute, mas pressinto quando algum mala vai puxar conversa comigo. Até pensei em me levantar pra sentar ao lado do baby-gorila. Foi quando senti um leve toque no meu braço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oi! Tudo bom, amiguinha? De onde você vem? :D&lt;br /&gt;
- (&lt;i&gt;Do inferno).&lt;/i&gt; Da França.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daih, ele contou, sem que eu perguntasse, que ele morava em Lisboa e que estava indo ao Brasil numa "viagem de negocios" (sempre que eu ouço essa expressao, me veem à cabeça mafiosos com maletas cheias de dolares na mao). Ele tinha as orelhas esfoladas e, apesar da minha grande curiosidade, preferi brincar com os fones de ouvidos oferecidos pela companhia aerea - que estavam com defeito. O problema, é que, por mais que minha natureza de bicho-do-mato preferisse a distância dos seres humanos, resolvi seguir o exemplo de Monique que, umas duas semanas antes, me apareceu com um amiguinho que ela fez no trem Paris-Lyon. Pensei "puxa, que legal! Pessoas 'abertas' tem mais chances de fazer amigos". Entao, decidi fingir que eu era uma pessoa sociavel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cara era baixinho, do tipo achatado, careca, extremamente musculoso e se esforçava para "falar bonito". Numa tentativa sofrivel de impressionar, ele usava palavras pomposas para formular uma frase simples. Resultado: nao entendi nada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Luciana... Lu! Você como pessoa, você se sente bem na França?&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;- (Como pessoa, sim, mas meu lado cadela precisa de amigos)&lt;/i&gt;. Na verdade, sinto falta de ter amigos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;Pegando-na-minha-mao ele disse:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Pois, Lu, você pode nao ter amigos na França, mas você acaba de fazer um em Lisboa.&lt;br /&gt;
- &lt;i&gt;(Quem?)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Meda. Sabe aqueles momentos em que você nao sabe como reagir? Tentei me emocionar, nao consegui. Tentei apenas sorrir, nao consegui. Tudo o que eu fiz foi retirar delicamente minhas maozinhas dali e me virar de volta. Mas ja era tarde demais. Quando as luzes do aviao foram desligadas, coloquei um filme qualquer, os fones e, adivinhem, o cara ficou puxando papo. Gente, eu juro! E Deus, que nesse momento ja estava bem mais perto da gente, estah de prova! Foi horrivel! La, sim, eu senti medo. Mas o pior estava por vir: ele me chamou de bebê. Be-bê!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6IKzDga2IXHDEnEvqXOoqMqP3FaoPtZXR1qIfd2WcFzA6eypC710QWuYPpE9-jkciv6tI8v60bhfIlSkD8Yw6dDqxnzEwpvQ0O1XTDbtAn4RVPeVqhcZDIT-xhxE3uQTxd1PbgQk2Ttk/s1600/Captura+de+tela+2013-03-14+a%CC%80s+22.16.31.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6IKzDga2IXHDEnEvqXOoqMqP3FaoPtZXR1qIfd2WcFzA6eypC710QWuYPpE9-jkciv6tI8v60bhfIlSkD8Yw6dDqxnzEwpvQ0O1XTDbtAn4RVPeVqhcZDIT-xhxE3uQTxd1PbgQk2Ttk/s200/Captura+de+tela+2013-03-14+a%CC%80s+22.16.31.png" width="142" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
uén&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse momento, voltei a me transformar em Luci e decidi nunca mais ser sociavel novamente na minha vida.&amp;nbsp;Entao, pra nao dar a oportunidade de um desconhecido me chamar de bebê novamente, tive outra ideia brilhante e decidi antecipar meu cochilo. Ele nao ousaria perturbar o sono alheio. O problema é que eu nao durmo em avioes e meu cochilo durou 45 segundos. Quando minhas palpebras tentaram se abrir, ouvi o homem tomando fôlego pra recomeçar a falar entao, rapidamente, fechei os olhos e fiquei imovel. Decidi que quando o aviao pousasse, eu desembarcaria de olhos fechados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Descemos todos em Salvador para uma escala e o cara, sem que eu perguntasse, disse que tinha um terreno pra vender no Brasil que valia um milhao (ele frisou bem esse detalhe). Mas consegui me livrar do milionario dizendo que iria encontrar um tio meu. O problema é que eu sai da area onde eu deveria ter recuperado minhas bagagens, entao, tive que ficar esperando, junto com outra menina na mesma situaçao, alguém que pudesse nos acompanhar ao tapete que faz as malas circularem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto esperavamos, começamos a puxar conversa (sim, quebrei minha promessa). Ela perguntou porque eu estava indo pro Brasil, entao, falei do divorcio e do tumor. Ela olhou pra mim bem séria e perguntou se eu era crente. Antes que eu pudesse &lt;strike&gt;sair correndo&lt;/strike&gt; responder, ela disse:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBla_XBZuSNk7xJ8NS_Xgg9yrIeqh69lLdSwo0sQjDTqcLNL9-BiE98xh3hRXIc6nieUR4js4DsbpxGYT7aGOHfAYXwMFHWB7afVgThTQuJFyZSQG8dhNJbb_N64wmBRtblZUn-iTvbm8/s1600/RWS_Tarot_00_Fool.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjBla_XBZuSNk7xJ8NS_Xgg9yrIeqh69lLdSwo0sQjDTqcLNL9-BiE98xh3hRXIc6nieUR4js4DsbpxGYT7aGOHfAYXwMFHWB7afVgThTQuJFyZSQG8dhNJbb_N64wmBRtblZUn-iTvbm8/s400/RWS_Tarot_00_Fool.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
"Meu deus, é um sonho? Tarô?!" Olhei desconfiada pro lado esperarando o Pé Grande surgir, sei lah!, mas ao invés disso, ouvi uma voz familiar gritando "bebeeeê!". Eh um pesadelo. Meu "amigo" lisbonense voltou das cinzas e eu o apresentei a louca do tarô. Em dois minutos eles estavam discutindo ferozmente sobre... Chiclete com Banana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nao me perguntem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWnuGQefRqTbByL39jEvEsDQ0YB1RAEXgfTiS6JvZ-MiZTFDfNwG-4JO2HrRz-DOsqGY8ZC3sZnfTdUTLWuCXuz-w1AGJJ7FJdYmGsF_T_W7W_dkS2gBGFqE79tFV483s-BgD26DXbjfg/s1600/Captura+de+tela+2013-03-16+a%CC%80s+10.28.58.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWnuGQefRqTbByL39jEvEsDQ0YB1RAEXgfTiS6JvZ-MiZTFDfNwG-4JO2HrRz-DOsqGY8ZC3sZnfTdUTLWuCXuz-w1AGJJ7FJdYmGsF_T_W7W_dkS2gBGFqE79tFV483s-BgD26DXbjfg/s320/Captura+de+tela+2013-03-16+a%CC%80s+10.28.58.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alias, o que acontece com o vocalista dessa banda? O cara tira o bigode, mas nao tira esse lenço da cabeça. Acho que no dia em que ele o tirar, o topo da cabeça dele cai podre no chao. Mas enfim. Daih que sentamos numa mesa, os três, e o cara explicou à cartomante, que ele iria vender um imovel no Brasil que valia quatro millhoes. Fiquei impressionada com a valorizacao dos imoveis no Brasil e decidi que ia vender a casa dos meus pais assim que eu chegasse nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De Chiclete com Banana, passamos para "violência doméstica". Foi quando ouvi a seguinte frase sair da boca do milionario&amp;nbsp;(pessoas de bom coraçao, se vocês estiveram almoçando, nao leiam isso):&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Mas... bom... se é feito dentro de casa, nao tem problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na minha cabeça, eu subi na mesa, dei um bicudo na cara dele e fui pro portao de embarque. Fora da minha cabeça, eu sorri, olhei pro lado e pedi pra menina tirar o tarô pra mim. Eu nao lembro direito o que ela disse, mas eram coisas bem genéricas tipo...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"Você se arrepende de algo!". Olha, eu nem tava arrependida de nada na minha vida, mas pela sugestao, eu comecei a me arrepender de muita coisa, inclusive de ter mudado de lugar no aviao. Entao, disse "sim, é verdade, me arrependo bastante de algo". E ela la, toda feliz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esperamos juntos pelo meu voo durante três horas. Três fucking horas! Entrei no segundo aviao com medo dos passageiros, mas... no babies, no friends. A moral? Nunca dê moral.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6IKzDga2IXHDEnEvqXOoqMqP3FaoPtZXR1qIfd2WcFzA6eypC710QWuYPpE9-jkciv6tI8v60bhfIlSkD8Yw6dDqxnzEwpvQ0O1XTDbtAn4RVPeVqhcZDIT-xhxE3uQTxd1PbgQk2Ttk/s72-c/Captura+de+tela+2013-03-14+a%CC%80s+22.16.31.png" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">21</thr:total></item><item><title>Das pequenas anedotas</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/05/das-pequenas-anedotas.html</link><category>curiosidades</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Wed, 1 May 2013 10:37:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-2255152506410720614</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando eu era pequena, eu dediquei (assim, por acaso) uma parte das minhas manhas assistindo ao Telecurso 2000. Nao, eu nao estava particularmente interessada nas aulas de mecânica, mas eu achava divertido ver as tecnicas usadas para construir tal ou tal coisa. Achava interessante como atores poderiam ser tao bons professores a ponto de conseguir passar o conteudo a uma ignorante como eu &amp;nbsp;(nao pela incapacidade mental, mas pela baixa idade, claro. Aos dez, eu ja era um gênio. Do mal). Lembro que, em uma aula, eles ensinavam como "limar" um objeto. Era a primeira vez que eu escutava essa palavra (ou prestava atençao a ela). Anos depois, muitos anos depois, la do outro lado do Atlântico, eu ganho, numa certa noite, esmaltes e uma lixa de unha. Uma lixa de unha tao belamente ornamentada que, à primeira vista, nem pareceu uma lixa de unha. "Ahh, mas isso é uma... é uma..." Como se chama lixa de unha em francês?! "Lime à ongles". Ahh, merci! Lime! E daih, de repente, eu voltei a Joao Pessoa, 18 anos antes, e me encontrei com cabelo assanhado e cara amassada, segurando um copo de leite na sala, na frente da televisao. Limar. O primeiro passo pra conhecer uma lingua estrangeira é conhecer a propria lingua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>Cinco anos em cinco meses (ou do amor pelo lado de lah).</title><link>http://casomeesquecam.blogspot.com/2013/04/cinco-anos-em-cinco-meses-ou-do-amor.html</link><category>amigos</category><category>amo meu cocô</category><category>brazil-il</category><category>casamento</category><category>chega de saudade</category><category>coloc</category><category>curiosidades</category><category>cushing</category><category>eu bebo sim</category><category>familia</category><category>feminismo</category><category>vive la france</category><category>vive la souffrance</category><author>noreply@blogger.com (caso.me.esqueçam)</author><pubDate>Sun, 28 Apr 2013 17:47:00 +0200</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2451288949706564058.post-5583693924961574347</guid><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nao querendo ser monotematica, mas ja sendo, queria colocar para fora um post que martela ha alguns meses minha cabeça &amp;nbsp;sobre a França e sobre essa coisa de evoluçao - e talvez ovulaçao, porque parte desse post é oferecimento da minha tpm.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhM8AW_xAq7qLUobHyupP1ZBV4ghey6mjMDZiMLXXfFOhpN85QkbCuLsI6iY5weRN90PU1utMq_LizQdxH8CSC1fjyZe7258k37bqxA5FuDCnkXV-C-G-Zv9jUOskr0x8smogOgG9kch3Y/s1600/solidao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhM8AW_xAq7qLUobHyupP1ZBV4ghey6mjMDZiMLXXfFOhpN85QkbCuLsI6iY5weRN90PU1utMq_LizQdxH8CSC1fjyZe7258k37bqxA5FuDCnkXV-C-G-Zv9jUOskr0x8smogOgG9kch3Y/s320/solidao.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando eu cheguei aqui na França (2009), me sentia uma estranha em absoluto. Eu estava convencida de que soh estava aqui por Camilo - apesar da antiga vontade de ir embora do Brasil (Brasil = Joao Pessoa. Joao Pessoa = casa dos meus pais). Até hoje, eu nao sei se fui feliz ou nao nesses anos todos em que vivi aqui. Acho que Camilo era uma boa fonte de felicidade que mascarava a solidao sentida. Eu acordava respirando Camilo, mas começava a beber às 8h da manha nos finais de semana pra ver se aguentava o tranco de estar sozinha. E eu, que gosto tanto de falar (o blog veio da vontade de falar, nao de escrever), comecei a me fechar na minha conchinha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ia pro trabalho/faculdade, voltava pra casa, entrava pelas escadas exteriores que davam acesso direto ao meu quarto (para nao ter a necessidade de entrar pela sala e cruzar com meus colocs) e soh descia quando o jantar estivesse pronto. Uma vez terminada a refeiçao, eu subia e me escondia novamente. Disso, surgiram inumeras brigas ferozes com Camilo que, sei la porque, gostava de perder tempo falando merda com o pessoal la na sala. O unico momento em que eu me permitia ser social, era com um, dois, três, vinte, copos de cerveja na mao. Nao gostava de falar francês porque coloquei na minha cabeça que, por nunca ter feito um curso decente, eu nao sabia falar francês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E dai, mesmo estando tao longe, eu tinha uns pesadelos estranhos com meu pai. E me pegava com o coraçao acelerado pelo pensamento de um dia ter de ve-lo novamente. Mas ao mesmo tempo, eu pensava em Fabio e meu coraçao se enchia da mais fina angustia, aquela coisa negra que ia me secando por dentro - alguns a conhecem como "saudade". Mas aih a angustia ia embora e dava lugar ao medo. Eu tinha medo de falar, de contactar as pessoas, de sair, de voltar, de ficar e de ser. E, como se nao bastasse, vinha sempre, uma vez ou outra, aquela sensaçao de nao pertencer a lugar nenhum, e alguns pensamentos sempre introspectivos e pseudo filosoficos sobre a necessidade de se pertencer a algum lugar. Eu pertencia a Camilo. E ele dizia que eu era a casa dele. E parecia um bom acordo, porque a gente parecia feliz. E eu amei tanto esse homem! Eu nem lembro mais como era, mas sei que amei porque eu preferi me abandonar à abandona-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acho que meu amor se confundiu com dependência. Eu nao conseguia fazer nada sozinha. No começo,&amp;nbsp;mesmo quando eu conseguia me exprimir razoavelmente em francês, eu pedia pra que ele fosse comigo ao médico. Eu fazia uma drama pra ele ir comigo resolver algo na Prefeitura. Eu entrava em pânico e fazia birra de criança pra que ele fizesse algum telefonema de meu interesse. Uma vez, a gente pegou uma briga fenomenal nos metros parisienses, porque eu queria que ele me acompanhasse a um lugar que ele nao queria ir - tudo isso porque eu achava que eu era incapaz de voltar pra casa sozinha. Ele corrigia meus trabalhos da faculdade. Eu nunca viajava sem ele. Nunca saia sem ele! Cinema. Camilo. Teatro. Camilo. Show. Camilo. Bar. Camilo. Sim, eu tenho muita vergonha de dizer isso. Eu realmente fui muito fraca. Eu achava que tentava mudar isso, eu queria que as pessoas falassem comigo, mas quando elas falavam, eu rezava pra que elas se calassem. Eu soh queria que elas soubessem que eu era mais interessante do que aquilo, mas eu nao queria fazer esforço pra isso, porque "esforço" subtendia "falar" e, isso, eu nao era capaz de fazer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, apesar de toda essa dependência, eu acordei e finalmente percebi que eu tava tao vazia, tao pobre, que eu nao o amava mais, que eu estava com ele, nao mais por amor, mas por medo e, nesse dia, eu realmente me senti (ainda mais) sozinha. Tentei colocar a culpa na minha extrema e fatal instabilidade. Culpei meu signo. Culpei a lua. Culpei Lula - porque todo mundo culpa o Lula. Culpei a França, o Brasil. E lembrava de Artur da Tavola (desculpa atencipada, pois citaçoes soam sempre quase esnobes) quando ele dizia que "(música é vida interior, e) quem tem vida interior jamais padecerá de solidão". Eu achava que tinha e, portanto...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando acabamos, eu entrei em depressao. Alias, aquilo deveria ter outro nome, porque depressao eu ja tinha sentido, mas "aquilo" era mais intenso e "aquilo" me transformou. Eu achava insuportavel viver, mas vivia porque eu sabia que fazer alguma besteira iria provocar uma tristeza semelhante na minha mae e esse pensamento me apavorava (desculpa o drama, mas foi assim que aconteceu e, apesar de eu nao entender mais aquela tristeza, eu sei que ela existiu e que foi dessa forma que ela fez parte de mim). Até que um médico me disse que aquilo tudo era, em parte, decorrência de um tumor. Fui pro Brasil desejando estar com meus pais. Sim, &lt;u&gt;pai&lt;/u&gt; e mae. Fiz a cirurgia e, quando voltei, meus amiguinhos...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando eu voltei, decidi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer. Me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto a você. Parei de me trancar no quarto. Decidi que meu francês nao é bom para um francês, mas que é bom para uma estrangeira. Perdi quase todo o peso ganho durante a doença. Entrei no mestrado, mesmo sabendo que nao haveria ninguém pra corrigir meus trabalhos. Fui descobrindo simplesmente o que era ser eu de verdade - quando comecei minha vida sexual/amorosa, engatei nove anos no stop de namoro e era a primeira vez em que eu estava vivendo sem um cara pra me dizer o que fazer (sou feminista, mas...). Fiquei meio perdida no começo porque sou o tipico clichê de menina que nao teve a figura do pai presente e que demanda muita atençao dos namorados. Agora, gasto meu dinheiro da forma que quero - agora nao gasto mais porque, se somos livres, "nohs gatos ja nascemos pobres", nao esqueçamos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhm0z6VnbLLscUrMPy-7RiAhxmRom8xsIAtp5cTG_FmZbB8oeWcZ0aXARHIZQPUfUyLk8B9ivH7G9qI08dQM5L8dEq4pd7jIqlP8IskvN2s4cOP6uon1K6SjOgweOaUx_rw3jlh0kN9hw/s1600/Captura+de+tela+2013-04-28+a%CC%80s+17.29.09.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhm0z6VnbLLscUrMPy-7RiAhxmRom8xsIAtp5cTG_FmZbB8oeWcZ0aXARHIZQPUfUyLk8B9ivH7G9qI08dQM5L8dEq4pd7jIqlP8IskvN2s4cOP6uon1K6SjOgweOaUx_rw3jlh0kN9hw/s320/Captura+de+tela+2013-04-28+a%CC%80s+17.29.09.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aprendi a viajar sozinha - na primeira vez que viajei sem Camilo, foi pra fazer um trajeto de pouco mais de uma hora. Compro uma quiche, entro no trem, me deparo com uma cadeira vazia ao meu lado. Aguento firme, mas ao ver que nao tinha ninguém pra dividir a porra da quiche, começo a chorar. E fico assim, comendo a quiche e chorando, tendo pena de mim. Deprimente. Hoje, eu prefiro viajar sozinha, isso me da a oportunidade de passar o tempo olhando pela janela, de observar as vaquinhas no pasto ou, em dias feios, de ver macro espermatozoides de chuva se formarem na janela do trem. Aprendi a planejar coisas sozinha.&amp;nbsp;Viajo e, quando volto pra Lyon, vem quase sempre uma lagriminha emocionada me socorrer quando&amp;nbsp;me dou conta de que aqui é minha casa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu cortei meus cabelos! Dei um pulo dificil para fora dos padroes e agora nao sou mais a menina de cabelos longos e lisos. Sou uma mocinha de cabelos curtos e cacheados (e crespos!). Decidi usa-los como eles sao e, porra, vocês nao imaginam a liberdade que é poder ser você mesma. Fiz o primeiro Amigo francês. E o segundo e o terceiro. E agora, quando eu chego em casa, as pessoas sorriem ao me ver. Quando estou estudando no quarto, elas batem na minha porta e me mandam descer. E eu ainda nao me acostumei com isso. Porque essas eram as pessoas que eu admirava em silêncio ha uns anos e, agora, elas me dizem "eu te amo".&amp;nbsp;Eu amo meus colocs. Eu aprendo com eles. Sao dez ao todo. A gente fala tudo sobre tudo e sobretudo sobre nada. E acho que, finalmente, o que me salvou foram as pessoas. Eu ja tinha falado aqui, num post antigo, que o importante nao é o lugar, mas quem te rodeia. Pra mim, vida interior, Artur, sao pessoas. Eu preciso disso. Eu preciso falar, preciso ser ouvida, mas também tenho necessidade de ouvir, de conhecer o outro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nesses meses em que passei longe do blog, recebi alguns emails de leitores desconhecidos que dizam "olha, desculpa, você nao me conhece, mas eu leio seu blog e sinto como se te conhecesse", e dai, elas me perguntavam se eu ia bem e contavam um pouco a historia de vida delas. Gente, eu amo! Eu acho isso genial! Gosto de gente dada (ui), aberta (ui), que nao faz pose, que nao faz tipo. No começo de 2008, um amigo me escreveu um email depois de ler um post antigo meu num blog antigo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;(...) Desculpe o texto pseudo-sério, mas seu post realmente mexeu comigo, de alguma forma... acho que fiquei meio emocionado, de alegria e tristeza por me sentir em sua pele. Ainda assim, quero que você guarde pra sempre a forma como te admiro; bem como a forma verdadeira como você ama esse negócio de viver - que faz parecer que você não tem medo de nada, parece que nada é realmente tão grande que não possa ser alcançado&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pois é, eu tive medo de muita coisa, mas parece que continuei conquistando-as &amp;nbsp;- pelo menos era isso que Camilo me fazia tentar enxergar. Acho que aqui, na França, eu tive a oportunidade de crescer. Sim, poderia ter sido em qualquer outro pais, mas nao foi. Foi longe de casa, longe do meu perimetro de segurança. Me fudi muito sozinha, mas percebi que tudo isso fui eu quem provocou. E, apesar de achar que fosse enlouquecer em certos momentos por nao ter ideia do que fazer com minha vida, olho pra tras e sorrio com toda a ironia que me acompanhou. A vida é irônica. E soh. Sinto como se tivessem me dado uma injeçao de vida. Decidi parar de me vitimizar, de achar que eu sou fraca. Ninguém sabe que você é fraco até que você o diga - gente, baixou o satanas da auto-ajuda? E, finalmente, acho que estou onde eu queria estar. A França me emociona ♥. Aqui é casa e vai ser casa pelos proximos nove anos - a nao ser que eu queira partir de novo, porque eu tenho a escolha. Mas tenho amado esse pais. Adorei fazer o post anterior, adorei perceber que eu faço parte disso. Nao foi pela beleza do pais que eu vim, mas foi pela beleza que eu fiquei. E, sim, pelo povo. Nao escutem os clichês que rolam por aih sobre os franceses. Os franceses sao sim um povo amavel. E quem diz o contrario, nao conhece os franceses.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sei que a vida vai continuar nao sendo facil. Mas eu tou bem acompanhada. Eu tenho eu. :)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhM8AW_xAq7qLUobHyupP1ZBV4ghey6mjMDZiMLXXfFOhpN85QkbCuLsI6iY5weRN90PU1utMq_LizQdxH8CSC1fjyZe7258k37bqxA5FuDCnkXV-C-G-Zv9jUOskr0x8smogOgG9kch3Y/s72-c/solidao.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">37</thr:total></item></channel></rss>