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	<title>catatau</title>
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	<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 16:21:39 +0000</pubDate>
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		<title>Obsessão Polar</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>arte visual</category>
	<category>near and far</category>
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		<description><![CDATA[	&nbsp;
	Um fotógrafo chamado Paul Nicklen trabalhava no ártico quando foi surpreendido por um grande leopardo marinho. &quot;Surpreendido&quot; n&atilde;o apenas pelo tamanho, mas pelo modo como o animal agiu. O relato é incrível. Tanto quanto suas fotos. 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="center">&nbsp;<a target="_blank" href="http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/p036-37_potd.jpg"><img width="460" height="426" border="0" src="http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/p036-37_potd.jpg" /></a></p>
	<p align="justify">Um fotógrafo chamado Paul Nicklen trabalhava no ártico quando foi surpreendido por um grande leopardo marinho. &quot;Surpreendido&quot; n&atilde;o apenas pelo tamanho, mas pelo modo como o animal agiu. O <a target="_blank" href="http://www.petapixel.com/2009/11/16/a-national-geographic-photographers-incredible-arctic-experience/">relato</a> é incrível. Tanto quanto suas <a target="_blank" href="http://www.pdnphotooftheday.com/2009/11/2673">fotos</a>. </p>
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<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=48RzFc0WBxE:93UM9Z9zDpw:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=48RzFc0WBxE:93UM9Z9zDpw:V_sGLiPBpWU"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?i=48RzFc0WBxE:93UM9Z9zDpw:V_sGLiPBpWU" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=48RzFc0WBxE:93UM9Z9zDpw:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a>
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		<title>Produtividade, aqui e lá</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 22:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>brasil</category>
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		<description><![CDATA[	Algum tempo atrás a CNA (Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecuária do Brasil), encabe&ccedil;ada pela senadora ruralista Katia Abreu  (DEM-TO) encomendou uma controversa pesquisa sobre a produtividade da agricultura familiar e dos assentamentos do MST. Katia Abreu é objeto de vários textos de Leonardo Sakamoto, responsáveis por desmontar armadilhas retóricas e grandes dist&acirc;ncias entre discurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Algum tempo atrás a CNA (Confedera&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecuária do Brasil), encabe&ccedil;ada pela senadora ruralista Katia Abreu  (DEM-TO) encomendou uma controversa pesquisa sobre a produtividade da agricultura familiar e dos assentamentos do MST. Katia Abreu é <a target="_blank" href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/?s=katia+abreu">objeto de vários textos de Leonardo Sakamoto</a>, responsáveis por desmontar armadilhas retóricas e grandes dist&acirc;ncias entre discurso e a&ccedil;&atilde;o. </p>
	<p align="justify">Os resultados dessa pesquisa foram amplamente divulgados. Contra as preten&ccedil;&otilde;es do governo em mudar índices de produtividade (n&atilde;o alterados desde os anos 70), a CNA demonstraria que mais de 70% dos assentamentos &quot;<a target="_blank" href="http://www.clicrbs.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;action=noticias&#038;id=2683614&#038;section=noticias">n&atilde;o geram renda</a>&quot;:</p>
	<blockquote><p align="justify">Segundo os dados levantados, 37% das famílias assentadas sobrevivem ganhando, por m&ecirc;s, cerca de um salário mínimo. A pesquisa é considerada uma radiografia da situa&ccedil;&atilde;o dos assentamentos brasileiros, cujos resultados apontam que 48% dos assentados n&atilde;o produzem o suficiente para sobreviver; 75% n&atilde;o t&ecirc;m acesso aos programas de crédito do governo e 46% compram terras ilegalmente de terceiros. (&#8230;)</p>
	<p align="justify">Segundo a CNA, existem no Brasil cerca de oito mil assentamentos rurais, nos quais vivem mais de 875 mil famílias que ocupam uma área de 80,6 milh&otilde;es de hectares. A pesquisa mostra que 37% dos assentados n&atilde;o apresentam qualquer tipo de produ&ccedil;&atilde;o e dos 63% que conseguem produzir, apenas 27% obt&ecirc;m o suficiente para garantir o sustento de sua família e ainda sobrar algo para comercializa&ccedil;&atilde;o. [<a target="_blank" href="http://www.tribunadointerior.com.br/index.php?option=com_content&#038;view=article&#038;id=751:nery-thome-241009&#038;catid=55:nery-jose-thome&#038;Itemid=82">fonte</a>]  </p></blockquote>
	<p align="justify">Ou conforme a posi&ccedil;&atilde;o do deputado Fabio Souto (DEM/BA),</p>
	<div align="justify">
<blockquote>
<p>Segundo a pesquisa, realizada em mil domicílios de assentamentos no nível 7 (aqueles que já receberam todo auxílio previsto), 72,3% dos assentados n&atilde;o geram renda com a produ&ccedil;&atilde;o, dos quais 37% n&atilde;o produzem absolutamente nada. O número de famílias que consegue produzir o suficiente para seu sustento e gerar excedente para venda fica abaixo de 30%. Existe trabalho infantil em quase 20% dos assentamentos, 14% das moradias n&atilde;o t&ecirc;m banheiro e mais de 80% dos assentados nunca fizeram um curso de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional. E mais: 75% dos assentados n&atilde;o possuem crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que possui condi&ccedil;&otilde;es de juros e prazos mais favoráveis do que as de mercado.</p>
 &ldquo;A verdade é que além de continuarem improdutivas, as terras desapropriadas pelo Governo Federal abrigam famílias que vivem abaixo da linha de pobreza (pelo menos 40%) e na maioria n&atilde;o est&atilde;o qualificadas para a atividade rural&rdquo;, avaliou Souto. Nesse contexto, o deputado destacou que a proposta do Governo Federal de alterar índices de produtividade das propriedades rurais brasileiras é totalmente inadequada. A mudan&ccedil;a, segundo ele, tornará imóveis produtivos em improdutivos e vai levar enorme inseguran&ccedil;a para o campo. Além disso, acabaria com os assentamentos, já que esses est&atilde;o muito longe de alcan&ccedil;ar a média de rendimento das outras propriedades. [<a target="_blank" href="http://www.jornalosollo.com.br/noticia.php?id_noticia=3579">fonte</a>]<br /> </blockquote>
 </div>
	<p align="justify">A última cita&ccedil;&atilde;o dá o tom: caso nos fiemos na pesquisa encomendada pelos ruralistas, a hipótese de revisar os índices de produtividade implicaria, diretamente, n&atilde;o apenas o fim dos latifúndios improdutivos, mas também o fim dos assentamentos.</p>
	<p align="justify">Curiosamente, Guilherme Cassel (Ministro do Desenvolvimento Agrário) publicou hoje um texto baseado em uma pesquisa diametralmente oposta &agrave; da CNA. Baseado no Censo Agropecuário 2006 do IBGE, ele afirma que a agricultura familiar é agente de peso na produtividade. Inicialmente ele aponta como exemplo o caso da agricultura familiar do Rio Grande do Sul, responsável por &quot;54% do valor bruto da produ&ccedil;&atilde;o, mesmo ocupando apenas 31% da área agricultável&quot;. Mas depois chama a aten&ccedil;&atilde;o ao papel do setor no Brasil inteiro:</p>
	<blockquote><p align="justify">Os dados do Censo mostram o quanto é errada essa percep&ccedil;&atilde;o. Agora, sabemos que 86% dos estabelecimentos rurais gaúchos s&atilde;o da agricultura familiar (estabelecimentos com até quatro módulos fiscais, ou seja, no caso do RS, no máximo 160 hectares), que esses estabelecimentos ocupam 992.088 pessoas (81% das pessoas ocupadas no campo) e que ela participa com 54% do valor bruto da produ&ccedil;&atilde;o, mesmo ocupando apenas 31% da área agricultável. Com mais clareza: a agricultura familiar no RS é mais produtiva que a chamada agricultura &ldquo;dos grandes&rdquo;. Se compararmos os indicadores de produtividade por hectare, isto fica ainda mais claro: R$ 1.462/ha/ano na agricultura familiar contra apenas R$ 547/ha/ano na agricultura de escala. Ou seja, no Rio Grande do Sul, a agricultura familiar é 67% mais produtiva. Outra informa&ccedil;&atilde;o importante: a agricultura familiar ocupa 16,1 pessoas para cada cem hectares, enquanto o outro modelo ocupa apenas 1,7 pessoa para os mesmos cem hectares.</p>
	<p> Os dados do Censo mostram ainda que esta situa&ccedil;&atilde;o se repete em todo o país. No Brasil, a agricultura familiar é 89% mais produtiva que o modelo tradicional e, com apenas 24,3% da área agricultável, participa com 38% do valor bruto da produ&ccedil;&atilde;o.</p>
	<p> Real&ccedil;ar esses dados n&atilde;o tem por objetivo alimentar uma falsa pol&ecirc;mica entre dois modelos, o que quase sempre resulta em conflitos estéreis, mas ajudar na constru&ccedil;&atilde;o de um outro olhar sobre o meio rural que temos. É preciso, é justo e é urgente que superemos, de uma vez por todas, o preconceito e a ideia de que só os grandes produzem com qualidade. A realidade é muito diferente e os dados do Censo mostram isto de forma clara e definitiva. A agricultura familiar, no Brasil e no Rio Grande do Sul, produz 70% de todos os alimentos que consumimos no dia a dia, se relaciona melhor com o meio ambiente, ocupa mais gente e é, sim, muito mais produtiva. [<a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;source=a2719748.xml&#038;template=3898.dwt&#038;edition=13538&#038;section=1012" target="_blank">fonte</a>] </p></blockquote>
	<p align="justify">Para quem quiser avaliar as pesquisas, as duas est&atilde;o on-line: a do IBOPE (&quot;<a target="_blank" href="http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=5&#038;proj=PortalIBOPE&#038;pub=T&#038;db=caldb&#038;comp=IBOPE+Intelig%EAncia&#038;docid=8CD09469E954A11383257651006E032E">perfil de brasileiros residentes em assentamentos rurais</a>&quot;) e a do IBGE (<a target="_blank" href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/2006/default.shtm">Censo Agropecuário 2006</a>). Como em toda pesquisa, cabe analisar desde a pergunta até o rigor metodológico. <img src='http://catatau.blogsome.com/wp-images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </p>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=0lj80s8Z2_o:mSs5lLtgt0Q:7Q72WNTAKBA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?d=7Q72WNTAKBA" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=0lj80s8Z2_o:mSs5lLtgt0Q:V_sGLiPBpWU"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?i=0lj80s8Z2_o:mSs5lLtgt0Q:V_sGLiPBpWU" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?a=0lj80s8Z2_o:mSs5lLtgt0Q:yIl2AUoC8zA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Catatau?d=yIl2AUoC8zA" border="0"></img></a>
</div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>LupaLuna (ou a questão da relação entre ecologia e negócio).</title>
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		<comments>http://catatau.blogsome.com/2009/11/17/lupaluna-ou-a-questao-da-relacao-entre-ecologia-e-negocio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>midia e politica</category>
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		<description><![CDATA[	
  
   
O presente post é a reprodu&ccedil;&atilde;o exata de outro, publicado no ano passado. As perguntas abaixo também permanecem as mesmas.
	Organizou-se em Curitiba um grande festival chamado Lupa-Luna. Tem desde Axé, até música eletr&ocirc;nica. 
	O Slogan é ecológico:  
	Com o slogan: Música e natureza fazendo eco, o Lupaluna acontece em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div class="entry">
<p align="center"><a onclick="return fitsInWindow();"><img border="0" alt="img338/1476/sea0143lgs2.jpg" title="Click to visit ImageShack for Image Hosting!" src="http://img338.imageshack.us/img338/1476/sea0143lgs2.jpg" /></a>  </p>
  <br /> <br />
<p align="justify">O presente post é a <a target="_blank" href="http://catatau.blogsome.com/2008/04/10/lupa-luna-ou-sobre-como-transformar-o-discurso-sobre-ecologia-em-um-negocio/">reprodu&ccedil;&atilde;o exata de outro</a>, publicado no ano passado. As perguntas abaixo também permanecem as mesmas.</p>
	<p align="justify">Organizou-se em Curitiba um grande festival chamado <a href="http://lupaluna.rpc.com.br/" target="_blank">Lupa-Luna</a>. Tem desde Axé, até música eletr&ocirc;nica. </p>
	<p align="justify">O Slogan é ecológico:  </p>
	<blockquote><p align="justify"><a href="http://www.spvs.org.br/salaimprensa/ler_noticia.php?i=908" target="_blank">Com o slogan</a>: Música e natureza fazendo eco, o Lupaluna acontece em um espa&ccedil;o de 300 mil m2 - equivalente a 42 campos de futebol, montado a 22km do centro de Curitiba com a Serra do Mar como moldura natural. A expectativa para os dois dias de evento é de mais de 60 mil pessoas, que assistir&atilde;o &agrave;s performances simult&acirc;neas em tr&ecirc;s palcos diferentes. </p></blockquote>
	<p align="justify"> Uma das organizadoras, a <a target="_blank" href="http://www.spvs.org.br/salaimprensa/ler_noticia.php?i=908">SPVS</a>, afirmou que todas as emiss&otilde;es de polui&ccedil;&atilde;o do evento, desde a organiza&ccedil;&atilde;o até a execu&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o medidas. Com o índice total da polui&ccedil;&atilde;o em m&atilde;os, será adotada uma área de mata nativa no município de Piraquara, próximo a Curitiba.</p>
	<blockquote><p align="justify">Música e natureza fazendo eco - Em parceria com a SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem o Lupaluna vai garantir a neutraliza&ccedil;&atilde;o do impacto causado pela realiza&ccedil;&atilde;o do megafestival no meio ambiente, por meio da ado&ccedil;&atilde;o de áreas consideradas n&atilde;o-afetadas pelo homem. Inédita, a iniciativa é chamada de Condomínio Ecológico Lupaluna, projeto que também incentiva a ado&ccedil;&atilde;o de áreas de mata nativa por outros festivais, empresas e artistas.&nbsp; </p></blockquote>
	<p align="justify">Além da área do evento conter o tamanho de 42 campos de futebol, fica bem próxima a outras áreas de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental. E tem a Serra do Mar paranaense (um dos últimos redutos de mata atl&acirc;ntica nativa) como vista:</p>
	<blockquote><p align="justify">O espa&ccedil;o onde será realizado o evento fica em Piraquara, município onde est&atilde;o localizados os mananciais que fornecem água para Curitiba e Regi&atilde;o Metropolitana. Várias a&ccedil;&otilde;es que estimulem uma atitude ecológica por parte do púbico ser&atilde;o realizadas, chanceladas pela SPVS que há mais de 20 anos atua na preserva&ccedil;&atilde;o de áreas naturais no Paraná.&nbsp; </p></blockquote>
	<p align="justify">E enfim, as perguntas que n&atilde;o querem calar:</p>
	<p align="justify">- Essa prática é bem semelhante &agrave; do sequestro de carbono, bem familiar &agrave; SPVS. O conceito é simples: paga-se a preserva&ccedil;&atilde;o de um lugar para poder poluir outro, &quot;neutralizando&quot; a polui&ccedil;&atilde;o. <em>Que tipo de benfeitoria traz conservar uma área já conservada, para justificar a polui&ccedil;&atilde;o de outra área?&nbsp;</em></p>
	<p align="justify">- Fazendo as contas, temos uma área já preservada, e uma polui&ccedil;&atilde;o prevista. O saldo final n&atilde;o é negativo? </p>
	<p align="justify">- A área &quot;neutralizada&quot; pela SPVS será maior que 42 campos de futebol? Seria, ainda, somada ao impacto deste evento?</p>
	<p align="justify">- N&atilde;o se poderia adotar a mesma área sem uma festa?</p>
	<p> - O &quot;impacto causado pela realiza&ccedil;&atilde;o do megafestival&quot; n&atilde;o seria neutralizado simplesmente <strong>n&atilde;o realizando</strong> um &quot;megafestival&quot;?  </p>
	<p align="justify">O Lupa Luna talvez fa&ccedil;a parte de algumas outras práticas, empreendidas na Serra do Mar paranaense. Algumas entidades, como o <a target="_blank" href="http://www.nhundiaquara.com.br/centro.htm">Santuário Nhundiaquara</a>, já organizaram raves, e tem instala&ccedil;&otilde;es que mais parecem constru&ccedil;&otilde;es havaianas do que cai&ccedil;aras. Sinal dos tempos?</p>
	<p align="center">***&nbsp;</p>
	<p align="justify">E suponhamos que medidas como essa, da Lupa Luna, <strong>sempre se realizassem</strong>. No horizonte, é essa a proposta dos organizadores: poluo o equivalente a um campo de futebol, para n&atilde;o mexer em outra área equivalente a um campo de futebol. Depois, repito o processo, indefinidamente. Considero, ainda, o índice de recupera&ccedil;&atilde;o da natureza, <em>versus </em>a prática indiscriminada de poluir x neutralizar.  </p>
	<p>A equa&ccedil;&atilde;o é algo como <strong><font color="#990000">0</font> + <font color="#0000cc">(-1)</font> = -1</strong></p>
	<p align="justify"><font color="#990000">Isso quer dizer que, se a área utilizada como neutraliza&ccedil;&atilde;o fosse derrubada, teria valor -1. Como n&atilde;o é, seu valor é igual a zero (mantém-se uma área que, de qualquer modo, seria mantida). A única opera&ccedil;&atilde;o em conta, na área que será preservada, é a de derrubá-la. Ou o que dá no mesmo, n&atilde;o se conta a <em>recupera&ccedil;&atilde;o </em>de áreas derrubadas, mas apenas o <em>n&atilde;o</em> <em>abatimento </em>de áreas preservadas. N&atilde;o as derrubando, seu valor absoluto é sempre vazio. </font> </p>
	<p align="justify"><font color="#0000cc">O que n&atilde;o ocorre com a área poluída, que sempre tem valor negativo (-1)</font>. </p>
	<p align="justify">Resultado? <strong>Tiro um e mantenho outro, mas a conta só é de tirar &lsquo;um&rsquo; ou &lsquo;dois&rsquo;.</strong> Uma opera&ccedil;&atilde;o que, no fim das contas, n&atilde;o soma.  </p>
	<p align="justify">Moral da história: A natureza só tem a permanecer como está, ou perder; já o investidor, só tem a ganhar, podendo investir e ao mesmo tempo se apoiar na auto-promo&ccedil;&atilde;o &quot;ecológica&quot;. </p>
	<p align="center">***</p>
	<p align="justify">O que gera o contra argumento: &quot;ok, mas eles poderiam muito bem organizar uma festa assim, e n&atilde;o ter nenhuma atitude de defesa do meio ambiente. N&atilde;o é assim que se faz sempre? Pelo menos os organizadores propoem adotar uma área de mata para preservar, n&atilde;o é mesmo?&quot;&nbsp;</p>
	<p align="justify">O problema desse contra-argumento é o <strong>fim </strong>de tal prática. Ora, obviamente preservar um quinh&atilde;o de terra vale mais do que n&atilde;o preservar nenhum. Mas o problema é que esse tipo de política compensatória é um modelo cada vez mais adotado. No Brasil, existem diversas ONGs, criadas com esse objetivo de preservar terras, financiadas com dinheiro de outros países. Mas o fim s&atilde;o precisamente as cotas de polui&ccedil;&atilde;o: pode-se poluir mais lá, comprovando que se preserva aqui. </p>
	<p align="justify">O problema desse modelo reside, portanto, precisamente em seu caráter compensatório. N&atilde;o implica necessariamente a recupera&ccedil;&atilde;o do que foi já explorado, ou se implica, é sempre em vista de um jogo de cotas que legitima explorar outro lugar. No fim das contas, trabalha-se n&atilde;o para reverter danos ecológicos (e &quot;reverter&quot; é uma no&ccedil;&atilde;o bem complicada), mas com uma espécie de vínculo utilitário entre (1) o lucro que se apóia no discurso ambiental, e (2) o lucro de investimentos comuns, ordinários. </p>
	<p align="justify">O Festival toca em um tema que já aparece, e que será cada vez mais frequente. Mas que incrivelmente é pouco discutido. </p>
  	    </div>
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		<title>Kennedy Alencar entrevista Lula</title>
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		<comments>http://catatau.blogsome.com/2009/11/16/kennedy-alencar-entrevista-lula/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 17:16:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>midia e politica</category>
	<category>brasil</category>
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		<description><![CDATA[	

Tem uma hora na sua vida em que voc&ecirc; é todo principista. E tem uma hora que voc&ecirc;, sem abdicar dos seus princípios, tem que fazer a política real. E voc&ecirc; só pode mudar a política real se voc&ecirc; participa dela, pois de fora voc&ecirc; n&atilde;o muda. (&#8230;)
	O poder, presidente, corrompeu o PT?&nbsp;
	N&atilde;o. Primeiro, voc&ecirc; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">
<blockquote>
<p>Tem uma hora na sua vida em que voc&ecirc; é todo principista. E tem uma hora que voc&ecirc;, sem abdicar dos seus princípios, tem que fazer a política real. E voc&ecirc; só pode mudar a política real se voc&ecirc; participa dela, pois de fora voc&ecirc; n&atilde;o muda. (&#8230;)</p>
	<p><em>O poder, presidente, corrompeu o PT?&nbsp;</em></p>
	<p>N&atilde;o. Primeiro, voc&ecirc; n&atilde;o pode confundir o PT, que é o maior partido de massa da história desse país, com o erro que alguma pessoa possa ter cometido, é preciso separar isso. (&#8230;) E essa história do mensal&atilde;o ainda vai ser esclarecida (&#8230;) É a maior arma&ccedil;&atilde;o já feita contra um governo. (&#8230;) Porque tem uma parte da elite política empodrecida nesse país que n&atilde;o estava habituada &agrave; altern&acirc;ncia de poder. E eu sou a altern&acirc;ncia de poder.</p></blockquote>
	<p>Lula concede uma bela <a href="http://www.redetv.com.br/portal/Video.aspx?113,24,68125" target="_blank">entrevista a Kennedy Alencar</a>, na Rede TV. Nela, saltam aos olhos vários elementos sobre suas táticas de governo. Dentre elas, as alian&ccedil;as pol&ecirc;micas com vários figur&otilde;es da política tradicional. </p>
	<p>Na cita&ccedil;&atilde;o acima, Lula dá o tom: o PT n&atilde;o corrompeu os princípios; manteve-os, mesmo que em fun&ccedil;&atilde;o da &quot;política real&quot;. </p>
	<p>Em outra metáfora, Lula compara esse jogo &quot;real&quot; de alian&ccedil;as com as figuras de Jesus e Judas. Se Judas mantém votos decisivos, cabe estrategicamente buscar esses votos, para a realiza&ccedil;&atilde;o dos princípios. </p>
	<p>Os fins justificam os meios? A pergunta fica no ar. De um lado, discutimos o tema de certas alian&ccedil;as com dinossuaros da política, como Sarney. De outro, salta aos olhos o discurso mais concentrado no consumo interno do que no famoso &quot;corte de gastos&quot;, resultando em reportagens como <a href="http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=14845197" target="_blank">essa</a>. Mas certamente, como Lula bem atenta, n&atilde;o se pode falar de fins sem&nbsp; encarar efetivamente os meios da política brasileira &quot;real&quot;.&nbsp; </p>
	<p align="center">*** </p>
	<p>E com capa do filme vindouro, já se vende o livro &quot;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5486&#038;tipo=2&#038;isbn=8539000377" target="_blank">A História de Lula - Filho do Brasil</a>&quot; </p>
</div>
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		<title>Suicídios e práticas organizacionais</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>trabalho</category>
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		<description><![CDATA[	A transi&ccedil;&atilde;o das práticas organizacionais na France Telecom acarretou 24 suicídios em 18 meses. 
	O Amauri Ferreira recomendou dois links sobre o trágico universo corporativo da France Telecom. Em 18 meses, 24 suicídios (!). 
	Tudo devido &agrave; famosa política de &quot;transi&ccedil;&atilde;o&quot; da empresa para os &quot;novos tempos&quot; - dos antigos modelos de emprego estável para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify"><em>A transi&ccedil;&atilde;o das práticas organizacionais na France Telecom acarretou 24 suicídios em 18 meses.</em> </p>
	<p align="justify">O <a target="_blank" href="http://amauriferreira.blogspot.com/">Amauri Ferreira</a> recomendou <a target="_blank" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/06/a-maquina-de-suicidios-da-france-telecom/">dois</a> <a target="_blank" href="http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1382053">links</a> sobre o trágico universo corporativo da France Telecom. Em 18 meses, 24 suicídios (!). </p>
	<p align="justify">Tudo devido &agrave; famosa política de &quot;transi&ccedil;&atilde;o&quot; da empresa para os &quot;novos tempos&quot; - dos antigos modelos de emprego estável para as novas din&acirc;micas &quot;líquidas&quot; e ao mesmo tempo &quot;enxutas&quot; do mercado.&nbsp; </p>
	<p>No site do Nassif, pulularam comentários sobre as práticas análogas no Brasil:</p>
	<div align="justify">
<blockquote>
<p>Tudo isso aconteceu no Banco do Brasil, no malfadado Governo FHC, quando milhares de servidores do Banco perderam seus empregos por meio de uma carnificina chamada PAQ &ndash; Plano de Adequa&ccedil;&atilde;o de Quadros e um outro, ainda pior, o PDV &ndash; Programa de Desligamento Voluntário que de voluntário só tinha o nome. Os que n&atilde;o perderam o emprego foram transferidos do interior do país &ndash; o Piauí, por exemplo &ndash; para Brasília, S&atilde;o Paulo, Rio, etc. Embora abafado, o corpo funcional teve notícia de muitos suicídios em todo o país (&#8230;)</p>
</blockquote>
</div>
	<p align="justify">Outros leitores citaram uma entrevista de <a target="_blank" href="http://video.google.com/videoplay?docid=-869023518623610246#">Naomi Klein</a> e alguns de seus livros (citaram <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5486&#038;tipo=2&#038;isbn=0312421435 " target="_blank">No Logo</a> - parece acertar em cheio a quest&atilde;o!). </p>
	<p align="justify">Nisso tudo, interessante o caso da France Telecom ser relativamente &quot;recente&quot; (caso se possa dizer isso). Pois no Brasil, a linguagem dos Planos de Demiss&atilde;o Voluntária e seus análogos, se n&atilde;o se pode dizer que terminou no governo Lula, saiu relativamente de cena.</p>
	<p align="justify">Por aqui existem alguns poucos relatos de boas transi&ccedil;&otilde;es, mas é notável o tema das transi&ccedil;&otilde;es massacrantes. </p>
	<p align="justify">A diferen&ccedil;a é aparentemente n&atilde;o haver no Brasil uma ampla discuss&atilde;o sobre os elementos visíveis no caso franc&ecirc;s. Nos círculos informais, nas ruas e no boca-a-boca, talvez em alguns círculos acad&ecirc;micos restritos, essa discuss&atilde;o existiu. Mas n&atilde;o amplamente, nem se dedicou aten&ccedil;&atilde;o midiática. Por que será?</p>
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		<title>“Unitaliban”</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>educação</category>
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		<description><![CDATA[	
	Charge do Lute, reproduzida do informe do 300. 
	&nbsp;
	Após o caso da aluna humilhada por ir de minissaia &agrave; Uniban (e agora expulsa da faculdade), diversas mídias come&ccedil;aram o trocadilho: &quot;Unitaliban&quot;, &quot;Unitaleban&quot; ou outras varia&ccedil;&otilde;es para o grupo afeg&atilde;o.
	&nbsp;
	Com certeza os trocadilhos se referiam ao terrorismo, primitivismo e outras coisas mais, t&atilde;o alardeadas.&nbsp;
	&nbsp;
	O mais curioso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="center"><a href="http://s292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/?action=view&#038;current=opit-09112009_charge.jpg" target="_blank"><img width="442" height="350" border="0" src="http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/opit-09112009_charge.jpg" alt="Photobucket" /></a></div>
	<div align="center">Charge do <a href="http://www.blogdolute.blogspot.com/" target="_blank">Lute</a>, reproduzida do<a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3415" target="_blank"> informe do 300</a>. </div>
	<div align="center">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Após o caso da aluna humilhada por ir de minissaia &agrave; Uniban (e agora <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,uniban-expulsa-aluna-assediada-por-usar-vestido-curto-em-aula,462814,0.htm" target="_blank">expulsa</a> da faculdade), diversas mídias come&ccedil;aram o trocadilho: &quot;<a href="http://www.google.com.br/search?q=unitaliban" target="_blank">Unitaliban</a>&quot;, &quot;Unitaleban&quot; ou outras varia&ccedil;&otilde;es para o grupo afeg&atilde;o.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Com certeza os trocadilhos se referiam ao terrorismo, primitivismo e outras coisas mais, t&atilde;o alardeadas.&nbsp;</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O mais curioso é que o trocadilho pode ter significados mais, digamos, profundos. Taliban, em <em>pashtu</em>, significa &quot;estudante&quot;. Em<em> <a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5486&#038;tipo=2&#038;isbn=9788576652847">A Grande Guerra pela Civiliza&ccedil;&atilde;o</a></em> [<a target="_blank" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5486&#038;tipo=2&#038;isbn=9788576652847">livro</a>, <a target="_blank" href="http://compare.buscape.com.br/procura?id=3482&#038;raiz=3482&#038;ens=0&#038;kw=robert%20fisk&#038;site_origem=521287">pre&ccedil;os</a>], Robert Fisk escreve uma notável <a href="http://catatau.blogsome.com/2008/08/25/atencoes-para-o-afeganistao/" target="_blank">passagem</a> sobre esse grupo, acertando no alvo e fugindo de todos os <a href="http://catatau.blogsome.com/2009/07/07/robert-fisk-the-cliches-go-on-for-ever/" target="_blank">clich&ecirc;s</a>:</div>
	<blockquote><div align="justify">(&#8230;) &quot;O que voc&ecirc; espera?&quot;, perguntou-me o jardineiro, perto das ruínas do antigo palácio de inverno em Jalalabad. &quot;Os taleb&atilde;s vieram dos campos de refugiados. Eles apenas est&atilde;o nos dando o que tiveram&quot;. Isso clareou tudo: as novas leis do Afeganist&atilde;o - t&atilde;o anacr&ocirc;nicas e brutais para nós e os afeg&atilde;os educados - eram menos uma tentativa de reviver a religi&atilde;o do que a continua&ccedil;&atilde;o da vida dos vastos campos imundos nos quais tantos milh&otilde;es de afeg&atilde;os se amontoaram, nas fronteiras de seu país, durante a invas&atilde;o soviética (&#8230;) [tradu&ccedil;&atilde;o livre] </div></blockquote>
	<div align="justify">Moral da história: os &quot;estudantes&quot; n&atilde;o se definem tanto assim por seu arcaísmo, mas sobretudo pela <em>tentativa </em>de <em>universalizar </em>o arcaísmo - certas práticas locais, em muitos aspectos alheias ao Isl&atilde;, nascidas na imundície da vida refugiada. N&atilde;o está em jogo tanto assim as cren&ccedil;as locais, particulares e &quot;retrógradas&quot; do secto (existem tantos outros mundo afora), mas sim a <em>tentativa </em>- violenta - de reduzir tudo o mais a essas particularidades (universalismo idiotizante curiosamente correlato a <a href="http://catatau.blogsome.com/2009/03/24/a-razao-publica-na-epoca-de-george-w-bush/" target="_blank">outros mais difundidos</a>, mas isso é outro assunto - ou n&atilde;o).</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Daí voltamos ao caso da etiqueta que corre por aí: &quot;Unitaliban&quot;. A universidade escreveu um <a target="_blank" href="http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&#038;codnot=935367">informe</a> sobre a expuls&atilde;o da aluna, com a passagem:</div>
	<blockquote><div align="justify">&quot;a atitude provocativa da aluna resultou numa rea&ccedil;&atilde;o coletiva de defesa do ambiente escolar&quot; </div></blockquote>
	<div align="justify">&quot;Defesa do ambiente escolar&quot;: uma exc&ecirc;ntrica forma de definir uma massa aos gritos de &quot;Puta! Puta!&quot;, em meio a seguran&ccedil;as inertes. A faculdade mesma declarou que a aluna já foi &quot;alertada&quot; (sic) sobre o uso de roupas sensuais. Mas certamente a &quot;rea&ccedil;&atilde;o coletiva&quot; n&atilde;o se referiu aos &quot;alertas&quot;.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Alguns dias atrás, em uma manifesta&ccedil;&atilde;o, alunos da faculdade foram &agrave; aula com nariz de palha&ccedil;o. Em protesto n&atilde;o exatamente <em>contra </em>a aluna, mas <em>a favor</em> da &quot;imagem&quot; da faculdade, alguns alunos pretendiam </div>
	<blockquote><div align="justify">&quot;limpar o nome da universidade, porque o diploma vai ficar manchado por esta história&quot; (sic) </div></blockquote>
	<div align="justify">A &quot;rea&ccedil;&atilde;o coletiva de defesa do ambiente escolar&quot; convive, portanto, com o desejo de &quot;limpar o nome da universidade&quot;. O recado é claro: o problema n&atilde;o é as amea&ccedil;as de estupro e a humilha&ccedil;&atilde;o pública (curiosa &quot;rea&ccedil;&atilde;o de defesa&quot; educativa), mas sim a aluna de minissaia.  </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Se uma aluna de minissaia incomoda tanto assim, como declaram agora as vozes da institui&ccedil;&atilde;o, surpreende a inércia total dos seguran&ccedil;as, e também o fato da aluna ser apenas &quot;alertada&quot; - n&atilde;o foi advertida, suspensa, ou qualquer outra coisa. Se houve certo procedimento institucional - o &quot;alerta&quot; - anterior, se a aluna era conhecida por &quot;<a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3404" target="_blank">extrapolar</a>&quot; (sic), enfim, se a institui&ccedil;&atilde;o se incomoda tanto com tudo isso em nome do &quot;bom senso&quot; e coisas afins, salta aos olhos a pergunta: porque n&atilde;o se incomodou efetivamente <em>antes</em>? </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O Brasil tem dessas coisas, isso é muito interessante: em primeiro lugar, o tema muito comum, aceito e cultuado da aluna gostosa que vai para a aula de minissaia. Elas n&atilde;o deixar&atilde;o de usar minissaia por isso (e a única atitude estranha, nisso tudo, foi a&nbsp; dos alunos da Uniban, o que resultou também na difus&atilde;o do trocadilho &quot;Unibambi&quot;). Em segundo lugar, a nítida aus&ecirc;ncia de fiscaliza&ccedil;&atilde;o em qualquer coisa, misturada com um efeito estereotipado de &quot;efici&ecirc;ncia&quot;, &quot;rigor&quot; e condena&ccedil;&atilde;o sumária quando se está sob o olhar público. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Disso tudo, resulta a tentativa grosseira da institui&ccedil;&atilde;o buscar assentimento geral na expuls&atilde;o sumária da aluna; e da parte de alguns alunos, o esfor&ccedil;o de n&atilde;o &quot;manchar&quot; o diploma, tentando convencer a todos que a faculdade é imediatamente boa enquanto se cobre com panos mornos a <em>pergunta </em>sobre o ocorrido.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O que esbarra também em outro tema, hoje muito comum: a insist&ecirc;ncia de alunos (especialmente de algumas faculdades particulares) em afirmar que por ser &quot;minha&quot;, &quot;minha faculdade deve ser necessariamente boa, e ai do meu currículo se afirmarem o contrário&quot;. Em outras palavras: até alguns anos atrás n&atilde;o era estranho um aluno criticar o lugar onde estuda; hoje, pelo contrário, qualquer crítica a uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino pode carregar suspeitas sobre sua credibilidade, como se todos constatassem no fundo n&atilde;o haver fiscaliza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e portanto a satisfa&ccedil;&atilde;o de critérios mínimos e gerais de &quot;ensino&quot;. Essas justifica&ccedil;&otilde;es indiretas e reiteradas sempre cont&ecirc;m algo mais do que dizem: &quot;minha faculdade&quot; tem &quot;estrutura boa&quot;, &quot;foi aceita pelo MEC&quot;, &quot;tem laboratórios novos&quot;, e assim por diante (e quando se precisa &quot;falar mal&quot;, a culpa é sempre individualizada - n&atilde;o raramente nos professores). S&atilde;o espécies de eufemismos (que institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deveria ter tudo isso?), mascarando a falta de <a href="http://catatau.blogsome.com/2007/03/13/decreto-desfavorece-professores-de-nivel-superior" target="_blank">contrata&ccedil;&atilde;o</a> de <a href="http://www.conjur.com.br/2009-abr-01/mpf-uniban-tenha-terco-professores-regime-integral" target="_blank">professores titulados</a> ou desrespeito a normas educacionais. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Obviamente a Uniban n&atilde;o é &quot;Unitaliban&quot; e nem precisa ser. É claro que n&atilde;o se pode lan&ccedil;ar preconceitos sobre a faculdade ou seus alunos. Só n&atilde;o é agindo assim que alunos e institui&ccedil;&atilde;o convencer&atilde;o o contrário. <img src='http://catatau.blogsome.com/wp-images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
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		<title>Entre o meritocrata e o tecnocrata, o mundo é dos espertos</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 13:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>educação</category>
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		<description><![CDATA[	Na edi&ccedil;&atilde;o de Veja da semana, a revista entrevistou Paulo Renato de Souza, ex-ministro da educa&ccedil;&atilde;o do governo FHC e secretário da educa&ccedil;&atilde;o do governo Serra. 
	O título da entrevista na edi&ccedil;&atilde;o on-line dá o tom: &quot;Contra o corporativismo: O secretário da Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo diz que sem meritocracia n&atilde;o haverá avan&ccedil;os na sala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Na edi&ccedil;&atilde;o de Veja da semana, a revista <a href="http://veja.abril.com.br/281009/contra-corporativismo-p-019.shtml" target="_blank">entrevistou Paulo Renato de Souza</a>, ex-ministro da educa&ccedil;&atilde;o do governo FHC e secretário da educa&ccedil;&atilde;o do governo Serra. </p>
	<p align="justify">O título da entrevista na edi&ccedil;&atilde;o on-line dá o tom: &quot;Contra o corporativismo: O secretário da Educa&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo diz que sem meritocracia n&atilde;o haverá avan&ccedil;os na sala de aula - e que os sindicatos s&atilde;o um entrave para o bom ensino&quot;. </p>
	<p align="justify">O que parece interessante é a idéia que Paulo Renato pretende fazer passar por debaixo do tapete: a &quot;meritocracia&quot;, contra o &quot;corporativismo&quot; dos professores brasileiros. </p>
<a id="more-1392"></a><br />
<p align="justify">Convenhamos que a idéia da &quot;meritocracia&quot; é algo um tanto quanto &quot;atraente&quot; dentro de certa linguagem administrativa, organizacional, corporativa enfim. Interessante para muitos, portanto.&nbsp; Contra o &quot;corporativismo&quot; do ensino, a linguagem corporativa do &quot;gestor&quot; educacional. Afeita a esse tipo de <em>slogan</em>, a reportagem de Veja continua: &quot;É preciso premiar o esfor&ccedil;o e o talento para tornar a carreira de professor atraente. O bom ensino depende disso&quot;. </p>
	<p align="justify">Contra o corporativismo, é preciso premiar esfor&ccedil;o e talento individuais. &quot;Os sindicalistas s&atilde;o um freio de m&atilde;o para o bom ensino&quot;, e &quot;É         	      preciso discutir a educa&ccedil;&atilde;o com mais objetividade e menos ideologia&quot;. Mas será só isso?</p>
	<p align="justify">&quot;Mais objetividade e menos ideologia&quot;: o ponto de partida é interessante porque Paulo Renato identifica, de saída, uma espécie de discurso &quot;marxista&quot; nos sindicatos dos professores e em suas categorias organizadas. Se n&atilde;o há &quot;marxismo&quot;, há algo semelhante a um marxismo, de inspira&ccedil;&otilde;es mais ou menos (diga-se) socializantes. E esse &quot;marxismo&quot; se alastraria n&atilde;o apenas entre professores e sindicatos, mas também na própria forma&ccedil;&atilde;o universitária. Afastados da &quot;prática&quot;, os centros universitários apenas reproduziriam certo discurso &quot;ideológico&quot;.</p>
	<p align="justify">N&atilde;o entraremos em quest&atilde;o sobre a defini&ccedil;&atilde;o de &quot;ideologia&quot; (nem sobre como qualquer marxista n&atilde;o julga ter um discurso &quot;ideológico&quot;, mas pelo contrário, pretende acusar todos eles). Paulo Renato desqualifica essa suposta aus&ecirc;ncia de prática, nas universidades, acusando certa &quot;ideologia&quot;. Portanto, &quot;ideologia&quot; implicaria mal ensino e dist&acirc;ncia da prática: </p>
	<blockquote><p align="justify">&Agrave;s universidades que pretendem formar professores, mas passam          	    ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática,          	    as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a quest&otilde;es mais teóricas.          	    Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário          	    predominante n&atilde;o passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria.          	    O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer          	    ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia          	    marxista. É uma situa&ccedil;&atilde;o difícil de mudar.          	    A resist&ecirc;ncia vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.&nbsp;  </p></blockquote>
	<p align="justify">E a primeira curiosidade de sua entrevista aparece aqui: no mesmo movimento em que Paulo Renato acusa o discurso universitário de ser um marxismo de terceira, identifica esse mesmo discurso &agrave; posi&ccedil;&atilde;o &quot;ideológica&quot; dos professores e inclusive de seus modos de organiza&ccedil;&atilde;o. Tudo &quot;ideologia&quot;, e &quot;de terceira&quot;. Contra as generaliza&ccedil;&otilde;es teorizantes da &quot;academia&quot; enxergada por PR, sua generaliza&ccedil;&atilde;o (&quot;ora, s&atilde;o todos &#8216;marxistas de terceira&#8217;&quot;). E contra a &quot;ideologia&quot;, nada melhor do que o &quot;objetivismo&quot;. </p>
	<p align="justify">O que é mais &quot;objetivo&quot; do que a ideologia? Dissolver &quot;objetivamente&quot; o &quot;corporativismo&quot; é defender uma educa&ccedil;&atilde;o que privilegie as diferen&ccedil;as e compet&ecirc;ncias individuais,</p>
	<blockquote><p align="justify">&nbsp;O maior problema no Brasil n&atilde;o é a falta de dinheiro, mas          	    como esses recursos s&atilde;o empregados - em geral, de maneira bastante ineficaz.          	    Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso          	    das verbas já existentes. Prova disso é que, com or&ccedil;amento          	    id&ecirc;ntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima          	    qualidade e outras, de péssimo nível.         	  </p>
	<p align="left" class="corpo"><strong>O que explica isso? <br />                </strong></p>
	<div align="justify"> As boas s&atilde;o comandadas por diretores com uma vis&atilde;o moderna          	    de gest&atilde;o, coisa raríssima no país. N&atilde;o existe no          	    Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar          	    equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda          	    gestor. Quem se sai bem na fun&ccedil;&atilde;o de diretor, em geral, é         	      porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.</div></blockquote>
	<p align="justify">, do mesmo modo que se tem uma no&ccedil;&atilde;o ing&ecirc;nua de &quot;prática&quot; (contra a &quot;ideologia&quot;, as &quot;teorias&quot; e afins): </p>
	<blockquote><p align="justify"><strong>As avalia&ccedil;&otilde;es sempre chamam aten&ccedil;&atilde;o          	    para o despreparo dos professores brasileiros. A que o senhor atribui isso?<em> <br />                  </em></strong>&Agrave;s universidades que pretendem formar professores, mas passam          	    ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática,          	    as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a quest&otilde;es mais teóricas.          	    Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário          	    predominante n&atilde;o passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria.          	    O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer          	    ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia          	    marxista. É uma situa&ccedil;&atilde;o difícil de mudar.          	    A resist&ecirc;ncia vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.&nbsp; </p>
	<p align="justify"><strong>Como isso se reflete nas escolas?<em> <br />                </em></strong>Muitos professores propagam em sala de aula uma vis&atilde;o pouco objetiva          	    e ideológica do mundo. Alguns n&atilde;o dominam sequer o básico          	    das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram          	    as técnicas para passar o conhecimento adiante. V&ecirc;-se nas escolas,          	    inclusive, certa apologia da aus&ecirc;ncia de métodos de ensino. Uma          	    ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade          	    total para construir o conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer          	    ci&ecirc;ncia pressup&otilde;e um método. No ensino superior, há         	      também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se &agrave;         	      raz&atilde;o.  </p></blockquote>
	<p align="justify">E aí come&ccedil;amos a catar as pe&ccedil;as do que significa tal educa&ccedil;&atilde;o &quot;objetiva&quot;, contra as &quot;ideologias&quot;. Em primeiro lugar ela preza n&atilde;o uma categoria educacional, mas diferen&ccedil;as individuais. Essa é a fonte da tal &quot;meritocracia&quot;. Mas que tipo de critério evidencia as diferen&ccedil;as individuais? Paulo Renato sinaliza (em uma pérola, convenhamos): o &quot;dom inato&quot; para a &quot;chefia&quot; e o &quot;improviso&quot;. Linguagem corporativa sobreposta &agrave; pedagógica, fique bem claro. E o &quot;dom inato&quot; se une a outros fatores um tanto quanto curiosos, a defesa de uma certa &quot;raz&atilde;o&quot; (sic) baseada em métodos universalizantes identificados por ele com a &quot;ci&ecirc;ncia&quot;, e enfim tudo ligado &agrave; &quot;prática&quot;. </p>
	<p align="justify">Lembremos que tudo isso é &quot;objetivo&quot;, portanto, &quot;n&atilde;o ideológico&quot;. É certo que existe má forma&ccedil;&atilde;o universitária e uma gigantesca parcela dos professores formados confundem <em>achismo </em>com a aplica&ccedil;&atilde;o de <em>métodos sócio-interacionistas</em>, por exemplo. A queixa de Paulo Renato certamente se dirige a uma confus&atilde;o entre esses métodos e a má forma&ccedil;&atilde;o (embora cheire certo gosto por perspectivas educativas tecnocráticas). </p>
	<p align="justify">Mas aí, nas entrelinhas, Paulo Renato acaba dizendo o que n&atilde;o gostaria: se há tantos professores ruins, se há tanta falta de &quot;metodologia&quot; (como ele quer fazer parecer), será esse um problema a ser resolvido por meritocracia? N&atilde;o se torna gritante, antes da avalia&ccedil;&atilde;o meritocrática ou qualquer outra, a necessidade de algo semelhante a uma auto-gest&atilde;o ou auto-regula&ccedil;&atilde;o do ensino? Para&nbsp; cogitar a possibilidade de um <em>sistema meritocrático</em>, n&atilde;o seria necessário cogitar antes a possibilidade de um <em>sistema educacional</em>, por excel&ecirc;ncia? Ora, qualquer teoria gerencial &quot;razoável&quot; (talvez o próprio Paulo Renato diria assim) pressup&otilde;e que para uma correta avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos (as recompensas individuais, os méritos) deveria haver uma correta coloca&ccedil;&atilde;o das causas (por exemplo um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es prévias que favore&ccedil;a verdadeiras rela&ccedil;&otilde;es de ensino, do material didático ao salário dos professores e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dos alunos), um plano prévio com fatores muito bem definidos, impedindo que a meritocracia n&atilde;o seja meramente uma tapa&ccedil;&atilde;o de buracos e uma discrimina&ccedil;&atilde;o generalizada travestida de gest&atilde;o.  </p>
	<p align="justify">Talvez Paulo Renato resvale na idéia de que a exist&ecirc;ncia de qualquer meritocracia (ou qualquer outro modelo) só tem sentido dentro de um certo plano prévio, de algo que possa ser chamado previamente de um <em>sistema</em>, que no caso em quest&atilde;o é de <em>ensino</em>. Sistema que ele mesmo reconhece n&atilde;o existir de fato e de direito quanto afirma que uma escola boa se diferencia de uma ruim por méritos individuais (do diretor, do professor, etc.). Se é assim, se s&atilde;o as características <em>individuais </em>que permitem dizer que aqui há educa&ccedil;&atilde;o ou aplica&ccedil;&atilde;o de investimentos e ali n&atilde;o há, que esse professor é um educador verdadeiro e aquele n&atilde;o, qual é o <em>plano</em> das escolas, o &quot;sistema&quot; que as rege, dado que Paulo Renato mesmo, ao propor o modelo meritocrático, reconhece que de saída pode ou n&atilde;o haver educa&ccedil;&atilde;o no sistema &quot;educacional&quot;? </p>
	<p align="justify">Qual é o <em>plano prévio</em> da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, dado que aqui há educa&ccedil;&atilde;o e ali n&atilde;o há? Paulo Renato n&atilde;o enfrenta a quest&atilde;o, aliás fundamental para qualquer um em sua posi&ccedil;&atilde;o. Para ele, antes da educa&ccedil;&atilde;o &quot;objetiva&quot; e meritocrática partir de um <em>solo</em> brasileiro, deve se reger por um <em>horizonte </em>anglo-sax&atilde;o:</p>
	<blockquote><p align="justify">Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-sax&atilde;,          	    as aferi&ccedil;&otilde;es do nível dos professores e do próprio          	    ensino n&atilde;o s&atilde;o apenas bem-aceitas como t&ecirc;m ajudado a melhorar          	    as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os          	    professores brasileiros que agora resistem a passar pela avalia&ccedil;&atilde;o          	    certamente n&atilde;o est&atilde;o atentos a isso. Sua maior preocupa&ccedil;&atilde;o         	      é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer          	    no&ccedil;&atilde;o de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma          	    regra do projeto que limita o número de promo&ccedil;&otilde;es por ano:          	    n&atilde;o mais do que 20% dos profissionais poder&atilde;o subir de nível.         	      É um teto razoável: evita um rombo no or&ccedil;amento e, ao          	    mesmo tempo, promove uma bem-vinda competi&ccedil;&atilde;o. Demandará         	      mais empenho e estudo dos professores - o que n&atilde;o lhes fará mal.&nbsp;  </p></blockquote>
	<p align="justify">Culturas &quot;individualistas e competitivas&quot; talvez sejam assim por certas garantias prévias concedidas aos indivíduos e competidores. Garantias prévias oferecendo de fato uma regula&ccedil;&atilde;o meritocrática, e muito provavelmente uma margem maior do que 20%. Falávamos de meritocracia ou de restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentárias? Daí a queixa de PR contra o &quot;corporativismo&quot;. O ex-ministro é contra a isonomia:</p>
	<blockquote><p align="justify"><strong>No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários. Esse n&atilde;o é um valor que deveria ser preservado?<br />                </strong> N&atilde;o. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferen&ccedil;as de desempenho entre os profissionais, n&atilde;o t&ecirc;m impacto relevante no ensino. O que faz diferen&ccedil;a, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha.  </p></blockquote>
	<p align="justify">Um exemplo dessa coes&atilde;o de categoria é o das faltas justificadas: elas s&atilde;o uma prática institucional (n&atilde;o necessariamente formal) t&atilde;o generalizada que n&atilde;o se reduz ao estado de S&atilde;o Paulo. Outro exemplo é a recusa dos sindicatos quanto &agrave;s provas aplicadas a professores, dada a aus&ecirc;ncia de tempo para um professor se preparar. Paulo Renato chama os sindicatos de &quot;retrógrados&quot; - supostamente eles n&atilde;o defendem a educa&ccedil;&atilde;o, apenas a categoria. Certamente, existem sindicalistas de todo tipo, como também certos tecnocratas n&atilde;o conseguem vestir totalmente a pele de cordeiro. Mas poderíamos ainda for&ccedil;ar os olhos e perceber o que significam tais medidas da &quot;categoria&quot;, tanta &quot;resist&ecirc;ncia&quot;, tanto esfor&ccedil;o por &quot;isonomia&quot;: nos&nbsp; exemplos anglo-sax&otilde;es, t&atilde;o apreciados por PR, a meritocracia se rege por mérito propriamente dito, n&atilde;o <em>absolutamente </em>por restri&ccedil;&otilde;es or&ccedil;amentárias. Em termos de oportunidade, se a meta é ser como os gringos, a impress&atilde;o a se deixar nos professores n&atilde;o deveria ser a de um teste para o <a target="_blank" href="http://blog.controversia.com.br/2009/10/07/a-prova-mais-difcil-do-mundo/">Instituto Indiano de Tecnologia</a>. Falávamos de mérito, de uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos efeitos dadas certas condi&ccedil;&otilde;es prévias - n&atilde;o de oportunidades rarefeitas.</p>
	<p align="justify">Será que a &quot;categoria&quot;, t&atilde;o mal vista por Paulo Renato, defende <em>absolutamente</em> direitos retrógrados? N&atilde;o seria o contrário, a defesa da exist&ecirc;ncia de direitos prévios? Mesmo que existam sindicalistas mordedores de osso (algo contrário &agrave; generaliza&ccedil;&atilde;o), n&atilde;o é difícil ver o quanto a esmagadora maioria dos professores concorda com certas linhas dos sindicatos, especialmente as que propoem esses direitos prévios. Ora, há algo de errado quando se admite que dentro das escolas pode haver ou n&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o - portanto n&atilde;o existe ponto inicial algum, regula&ccedil;&atilde;o alguma, e a meritocracia seria apenas uma medida paliativa e de fácil manejo, dando apar&ecirc;ncia de efici&ecirc;ncia em um sistema em colapso.</p>
	<p align="justify">Aliás, um &quot;sistema&quot; de regula&ccedil;&atilde;o das condutas individuais já existe, no Brasil. Chama-se &quot;jeitinho&quot;. Em Tropa de Elite, os policiais inclusivem chamam esse conjunto de subterfúgios de &quot;sistema&quot;. Na falta de rela&ccedil;&otilde;es formais, na falta de um sistema educacional, existem aqueles professores que ensinam, e alguns outros que vivem do subterfúgio. Na falta de um sistema educacional, pode haver ou n&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o. Convenhamos que esse abandono dos professores e das escolas &agrave; <em>escolha individual </em>por haver ou n&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o apenas se agravou em governos de ideologia próxima &agrave; de PR, por exemplo nas mudan&ccedil;as no regime das reprova&ccedil;&otilde;es condicionados n&atilde;o a fatores pedagógicos, mas sobretudo a financiamentos de grandes institui&ccedil;&otilde;es estrangeiras. E o próprio PR defende que seu critério absoluto n&atilde;o é pedagógico, mas financeiro.  </p>
	<p align="justify">Daí o ex-ministro querer também fazer passar por baixo do tapete certa associa&ccedil;&atilde;o entre a <em>avalia&ccedil;&atilde;o </em>continuada de um sistema e a <em>necessidade </em>desse sistema ser meritocrático. Ora, nem todo sistema auto-regulado e eficiente é meritocrático. E vice-versa, nem todo sistema meritocrático é eficiente, ou mesmo corresponde de fato o que prescreve de direito. A meritocracia é sempre uma regula&ccedil;&atilde;o, digamos, <em>a fortiori</em>, por decorr&ecirc;ncia. É uma regula&ccedil;&atilde;o &quot;segunda&quot;, como dito acima. Para haver mérito deve haver antes um sistema nivelador dos méritos prévios. Sen&atilde;o como avaliar qualquer produtividade? Qualquer empresário interessado na produtividade de seus funcionários estabeleceria critérios &quot;objetivos&quot; (como quer PR) para que sua avalia&ccedil;&atilde;o seja algo mais do que um achismo, e seu procedimento seja algo mais do que uma discrimina&ccedil;&atilde;o deliberada. Só é curioso n&atilde;o vermos o mesmo interesse em um ex-ministro e pretenso candidato, t&atilde;o afeito aos jarg&otilde;es corporativos. </p>
	<p align="justify">Querendo fazer a educa&ccedil;&atilde;o brasileira parecer com a gringa, Paulo Renato só esquece de avisar ao leitor que os <em>resultados </em>gringos provém de <em>condi&ccedil;&otilde;es </em>gringas. </p>
	<p align="justify">Há diversos outros pontos problemáticos em sua entrevista (por exemplo, a denúncia do mal uso das verbas públicas na educa&ccedil;&atilde;o, e depois a defesa da educa&ccedil;&atilde;o paga para suprir as próprias verbas). Mas o notável é essa apar&ecirc;ncia de linguagem eficiente e gerencial no meio do contexto brasileiro. Linguagem atraente para alguns, mas cujos efeitos n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o atraentes assim a ninguém. </p>
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		<title>A era “pós-teórica”</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 11:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>nomadologias</category>
	<category>near and far</category>
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		<description><![CDATA[	Na era da informa&ccedil;&atilde;o, muitos asseguram que as &quot;teorias&quot; se &quot;dissolvem&quot;. 
Ontem Fabiano Angelico, do Transparencia Brasil, vinculou um interessante texto sobre como nossa época se definiria pelo abandono das &quot;teorias&quot; em nome de um caráter imediato e imperativo da &quot;prática&quot; (como se isso n&atilde;o fosse uma baita teoria), dado vivermos na era da informa&ccedil;&atilde;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><em>Na era da informa&ccedil;&atilde;o, muitos asseguram que as &quot;teorias&quot; se &quot;dissolvem&quot;.</em><br /> <br />
<p align="justify">Ontem <a href="http://algumasnotassoltas.wordpress.com/" target="_blank">Fabiano Angelico</a>, do Transparencia Brasil, vinculou um interessante texto sobre como nossa época se definiria pelo abandono das &quot;teorias&quot; em nome de um caráter <em>imediato </em>e <em>imperativo </em>da &quot;prática&quot; (como se isso n&atilde;o fosse uma baita teoria), dado vivermos na era da informa&ccedil;&atilde;o e a teoria ser um índice de aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o:</p>
 <a id="more-1391"></a><br />
<div align="justify">
<blockquote>
<p>In the absence of data, you theorise. In an abundance, you just need to do the maths. And, because of all those super-efficient search engines, we share more and more data. Data dissolves ideology.</p>
	<p>Two further books exemplify this: David MacKay&rsquo;s Sustainable Energy&mdash;Without the Hot Air and Stewart Brand&rsquo;s Whole Earth Discipline are rigorous responses to the challenge of climate change. Both work from data rather than theory, and offer systems of management rather than ideologies. Both are number-rich and theory-light, and urge action&mdash;now. In MacKay&rsquo;s words: &ldquo;We have to stop saying &lsquo;No&rsquo; and start saying &lsquo;Yes&rsquo;.&rdquo; In Brand&rsquo;s: &ldquo;We are as gods and have to get good at it.&rdquo; [<a target="_blank" href="http://www.prospectmagazine.co.uk/2009/10/the-post-theoretical-age/">Brian Eno, The Post-Theoretical Age</a>] </p>
 </blockquote>
 </div>
	<p align="justify">Esque&ccedil;amos a denúncia das ideologias, as tentativas de diagnóstico, as abstra&ccedil;&otilde;es. A informa&ccedil;&atilde;o está toda ela aí, n&atilde;o há oculta&ccedil;&atilde;o ou privilégio, e sim excesso. Por isso ela &quot;dissolve a ideologia&quot;. A tarefa, portanto,&nbsp; n&atilde;o é mais &quot;teórica&quot; ou &quot;ideológica&quot;, n&atilde;o é mais uma tentativa de olhar através dos acontecimentos para tentar decifrar sua trama, mas sim organizá-los segundo suas regularidades. N&atilde;o há mais &quot;opacidade&quot; e um olhar tentando transpassá-la, n&atilde;o há mais necessidade disso; agora, tudo seria &quot;transparente&quot;. N&atilde;o perguntemos mais como a vida deve ser ou n&atilde;o vivida, basta geri-la. </p>
	<p align="justify">Isso é interessantíssimo. Pois, dentro de tantas modas de inserir a pequena palavrinha &quot;pós&quot; antes de quase tudo, talvez Eno encontrou uma palavra finalmente apropriada: era &quot;pós-teórica&quot;.&nbsp;</p>
	<p align="justify">Da linguagem corporativa ao <em>marketing </em>e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es cotidianas, enfim até no ensino, tudo repete o imperativo: <em>Just do it</em>. <em>Just Go</em>. Nem os movimentos &quot;teóricos&quot; do século XX, denunciando uma crescente tecniza&ccedil;&atilde;o do homem, foram suficientes para conter o tal imperativo (que o leitor desculpe nosso pequeno deslize teorizante nesta frase, prometemos que foi somente essa!). </p>
	<p align="justify">Imperativo tornado t&atilde;o evidente, t&atilde;o óbvio, que olha ele expresso por um grande <em>player</em> em pleno governo George W Bush, diagnosticando - ops, quer dizer, prescrevendo - toda a nossa época, em um <a href="http://www.nytimes.com/2004/10/17/magazine/17BUSH.html?_r=1&#038;ex=1255665600&#038;en=890a96189e162076&#038;ei=5090&#038;partner=rssuserland" target="_blank">clássico artigo publicado no NYT em 2004</a>:</p>
	<blockquote><p align="justify">The aide said that guys like me were &quot;in what we call the reality-based community,&quot; which he defined as people who &quot;believe that solutions emerge from your judicious study of discernible reality.&quot; &#8230; &quot;That&#8217;s not the way the world really works anymore,&quot; he continued. &quot;We&#8217;re an empire now, and when we act, we create our own reality. And while you&#8217;re studying that reality&mdash;judiciously, as you will&mdash;we&#8217;ll act again, creating other new realities, which you can study too, and that&#8217;s how things will sort out. We&#8217;re history&#8217;s actors&hellip;and you, all of you, will be left to just study what we do.&quot;  </p></blockquote>
	<p align="justify">&quot;O mundo n&atilde;o funciona mais assim. Somos um império agora, e quando agimos, criamos nossa própria realidade. E enquanto voc&ecirc;s estudam essa realidade - judiciosamente, como queiram -, agimos novamente, criando outras novas realidades, que voc&ecirc;s podem estudar também, e aí está como as coisas ser&atilde;o. Somos os atores da história&#8230; e voc&ecirc;s, todos voc&ecirc;s, apenas ficar&atilde;o estudando o que nós fazemos&quot;. </p>
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		<title>O Fim do Geocities (1994-2009)</title>
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		<comments>http://catatau.blogsome.com/2009/10/28/o-fim-do-geocities-1994-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:57:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>midia e politica</category>
	<category>midia</category>
	<category>nomadologias</category>
		<guid isPermaLink="false">http://catatau.blogsome.com/2009/10/28/o-fim-do-geocities-1994-2009/</guid>
		<description><![CDATA[	O servi&ccedil;o de hospedagem gratuita de sites do Yahoo, chamado Geocities, foi apagado ontem, dia 26/10/2009. 
	&nbsp;
	O que parece uma notícia banal é, na verdade, um marco na história da internet. Criado em 1994, o GeoCities foi a primeira plataforma realmente &quot;popular&quot; de divus&atilde;o de conteúdo, bem antes dos blogues. 
	&nbsp;

Antes do nascimento de ferramentas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify">O servi&ccedil;o de hospedagem gratuita de sites do Yahoo, chamado <a href="http://geocities.yahoo.com/gcp/" target="_blank">Geocities</a>, foi apagado ontem, dia 26/10/2009. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O que parece uma notícia banal é, na verdade, um marco na história da internet. Criado em 1994, o GeoCities foi a primeira plataforma realmente &quot;popular&quot; de divus&atilde;o de conteúdo, bem antes dos blogues. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
<a id="more-1390"></a><br />
<div align="justify">Antes do nascimento de ferramentas como o Google, o Geocities organizava seus conteúdos em &quot;cidades&quot;, com longos endere&ccedil;os temáticos, divididos em sub-temas e aí no número de cada site (ex.: http://www.geocities.com/TheTropics/Cabana/8434/superind.html - antigo endere&ccedil;o do fabuloso quadrinho &quot;Supermanietzsche&quot;) </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Primeiramente aut&ocirc;nomo, o endere&ccedil;o foi incorporado ao Yahoo!. Mas a incorpora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o trouxe amplia&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o, praticamente inalterado enquanto evoluia o resto da Rede. O Geocities permaneceu com os mesmos recursos dos anos 90 enquanto surgiam os blogues, as plataformas din&acirc;micas, as comunidades virtuais e os endere&ccedil;os curtos. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Perdeu usuários. E mesmo as pequenas altera&ccedil;&otilde;es (primeiramente o endere&ccedil;o encurtado para o nome de usuário; depois um frame de publicidade no lado direito da tela, e uma plataforma limitada de blogs) n&atilde;o acompanharam a Rede.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">O Geocities é importante porque nessa plataforma vimos pela primeira vez um fen&ocirc;meno relativamente corriqueiro hoje em dia: pessoas comuns despontando como difusoras de informa&ccedil;&atilde;o e do que a informa&ccedil;&atilde;o pode ocasionar. Indivíduos comuns com privilégios relativos e temporários diante da &quot;grande mídia&quot;.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Com uma diferen&ccedil;a: a novidade dessa mídia, nos anos 90, conferia a essas pessoas um estatuto estranho, n&atilde;o evidente, dificilmente enquadrável. N&atilde;o foram poucos os textos de jornal ou revista se reportando a esses tipos de site com certo ar de desconfian&ccedil;a, reprova&ccedil;&atilde;o ou reserva, ao mesmo tempo em que se admitia haver ali um fato novo e informa&ccedil;&otilde;es efetivas e pertinentes.</div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Tal &quot;estranheza&quot;, na época, era de muitos modos festejada. Criou-se literatura em <a target="_blank" href="http://www.quattro.com.br/tristessa/">novos formatos</a>, e muito se explorou sobre as <a target="_blank" href="http://catatau.blogsome.com/2008/07/14/coronelismo-eletronico-e-cristalizacao-do-hipertexto/">possibilidades</a> do <a target="_blank" href="http://catatau.blogsome.com/2007/09/03/hipertexto-complexidade-e-blogs/">hipertexto</a> e suas rela&ccedil;&otilde;es com a &quot;realidade&quot;. Essa passagem do hipertexto &agrave; realidade - e n&atilde;o da realidade ao hipertexto, preocupa&ccedil;&atilde;o de todo movimento posterior até hoje - trazia importantes quest&otilde;es, sobre possíveis contribui&ccedil;&otilde;es da Rede para a emancipa&ccedil;&atilde;o das pessoas. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">Como dizia a autora do informarte.net, abria-se a possibilidade de verdadeiros bailes de máscaras, com tudo o que um &quot;baile de máscaras&quot; significa: um grande encontro aberto, onde os indivíduos deixam media&ccedil;&otilde;es autoritárias ou personalizantes de lado para construir algo <em>em comum</em>. </div>
	<div align="justify">&nbsp;</div>
	<div align="justify">No auge do Geocities, despontava esse tipo de quest&atilde;o.  </div>
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		<title>Teoria e Prática em responsabilidade social</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Catatau</dc:creator>
		
	<category>trabalho</category>
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		<description><![CDATA[	
	do Malvados (clique para ampliar)  
	Um self made man, familiar ao ambiente corporativo, prestava entrevista para elucidar o &quot;conceito&quot; (n&atilde;o seria no&ccedil;&atilde;o?) de &quot;responsabilidade social&quot;. Ostentando a figura retórica do &quot;homem prático&quot; (n&atilde;o esses teóricos infames, perdidos em conjecturas e abstra&ccedil;&otilde;es, sem resultados práticos na realidade), ele inicia comparando &quot;responsabilidade social&quot; das empresas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="center"><a target="_blank" href="http://s292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/?action=view&#038;current=donodomundo4.gif"><img width="459" height="146" border="0" alt="Photobucket" src="http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/donodomundo4.gif" /></a></p>
	<p align="center">do <a target="_blank" href="http://www.malvados.com.br/donosdomundo/donosdomundo7.html">Malvados</a> (clique para ampliar)  </p>
	<p align="justify">Um <em>self made man</em>, familiar ao ambiente corporativo, prestava entrevista para elucidar o &quot;conceito&quot; (n&atilde;o seria no&ccedil;&atilde;o?) de &quot;responsabilidade social&quot;. Ostentando a figura retórica do &quot;homem prático&quot; (n&atilde;o esses teóricos infames, <a href="http://catatau.blogsome.com/2009/10/15/a-culpa-e-da-filosofia/" target="_blank">perdidos</a> em conjecturas e abstra&ccedil;&otilde;es, sem resultados práticos na realidade), ele inicia comparando &quot;responsabilidade social&quot; das empresas com &quot;filantropia&quot;. </p>
<a id="more-1389"></a><br />
<p align="justify">Filantropia - segundo nosso <em>self made man</em> - se resume a uma benfeitoria localizada: a empresa pode sustentar uma posi&ccedil;&atilde;o de socialmente responsável quando, no fim das contas, faz pequenos benefícios, como uma doa&ccedil;&atilde;o, uma melhoria externa ou algo do g&ecirc;nero.</p>
	<p align="justify">Já &quot;responsabilidade social&quot; seria algo mais amplo, englobando toda a empresa. Ou melhor, n&atilde;o apenas a empresa, mas o ambiente circundante, de uma forma n&atilde;o apenas episódica (isso é filantropia), mas arraigada na própria <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamento_estrat%C3%A9gico" target="_blank">miss&atilde;o</a> </em>da organiza&ccedil;&atilde;o. Uma empresa com responsabilidade social, diz nosso entrevistado, n&atilde;o faz apenas atos responsáveis, mas carrega a &quot;responsabilidade&quot; no seio de suas práticas cotidianas, do atendimento do cliente ao servi&ccedil;o, passando pelos produtos e projetos extra-corporativos. <font color="#c0c0c0">(Talvez o entrevistado n&atilde;o saiba que, antes do nascimento dos discursos corporativos e das &quot;ci&ecirc;ncias&quot; da administra&ccedil;&atilde;o, existiam muitas &quot;gest&otilde;es&quot; (é como se chama hoje) de práticas filantrópicas, muitas vezes confundidas com o que ele mesmo chama de &quot;responsabilidade social&quot;; talvez ele também desconhe&ccedil;a que tal universalismo da &quot;responsabilidade social&quot; talvez nasceu de <a target="_blank" href="http://www.cairn.info/revue-critique-internationale-2007-2-p-173.htm">outro</a>, filantrópico, muito bem localizado. Mas isso é outro assunto! </font>;)<font color="#c0c0c0">)</font> </p>
	<p align="justify">O entrevistado admite - no costumeiro tom <em>en passant</em> quando se trata disso - que o fim de qualquer empresa é o <em>lucro</em> puro e simples, e n&atilde;o a filantropia ou a sociedade. Mas rapidamente complementa: tanto melhor se, junto ao <em>fim </em>da empresa, que é o <em>lucro</em>, somarmos em seus <em>meios </em>isso que chamamos de responsabilidade social. O resultado é<em> bem prático e visível</em>: fins lucrativos unidos a meios sociais beneficia todo mundo, n&atilde;o é mesmo?  </p>
	<p align="justify">Mas, no fim das contas, como saber se uma empresa é socialmente responsável? Como garantir a efetividade de tal responsabilidade, pergunta a repórter?&nbsp; </p>
	<p align="justify">Ora, diz nosso herói, a responsabilidade de uma empresa se mede por seus resultados. Sob que critérios? O próprio consumidor. Em tempos como esses, uma empresa sem responsabilidade social efetiva n&atilde;o sobrevive ao consumidor consciente. Ciente do que faz a empresa fabricante do produto que consome, o consumidor rapidamente trocará de empresa, quando souber de qualquer irregularidade, qualquer &quot;irresponsabilidade&quot;. </p>
	<p align="justify">Dado isso, a repórter n&atilde;o perguntou, por exemplo, a que se deve o sucesso dos produtos chineses, se o consumidor é consciente e sua consci&ecirc;ncia regulará naturalmente o mercado conforme as &quot;responsabilidades&quot;. Mas isso n&atilde;o vem ao caso. O curioso, realmente curioso, é em <em>primeiro lugar</em> essa cren&ccedil;a imediata de que os fins do lucro empresarial e seus meios &quot;responsáveis&quot; se casam como duas almas g&ecirc;meas, e em <em>segundo lugar</em> como o critério da &quot;responsabilidade social&quot; passa rapidamente da miss&atilde;o da empresa para&nbsp; fora dela, na regula&ccedil;&atilde;o do consumidor. Como se rapidamente o tema da empresa responsável do século XXI resvalasse naquele outro, do fim do século XVIII, do indivíduo livre cujas decis&otilde;es aglomeradas criariam uma grande m&atilde;o invisível, chamada agora de &quot;consumo consciente&quot;. </p>
	<p align="justify">Mas qu&ecirc;? Fa&ccedil;o perguntas demais e abstraio muito; diante de tanta abstra&ccedil;&atilde;o, certamente deveria mudar de paradigma.  </p>
 <em> </em>
</p>
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	<item><title>Links for 2009-09-15 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/oz75svRY9Cg/noticia</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-09-15</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1687"&gt;Volta ao mundo com 3 reais e passando pelo Everest - AltaMontanha.com&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-09-15</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-09-11 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/_2U3b7krHEI/noticia</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-09-11</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://biblos.com/genesis/1-1.htm"&gt;Genesis 1:1 Hebrew Texts and Analysis&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
Bíblia em versão incrível: original, transliteração, tradução palavra a palavra.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-09-11</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-08-31 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/VKoEn2IiU9U/noticia</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-08-31</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://animot.blogspot.com/2009/08/cara-de-pau-dos-ruralistas.html"&gt;aNImOt: A cara de pau dos ruralistas&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-08-31</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-08-25 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/4vCkcE8M8_c/noticia</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-08-25</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://antoniocicero.blogspot.com/2009/08/novalis-de-hymnen-die-nacht-hinos-noite.html"&gt;Novalis: de &amp;quot;Hymnen an die Nacht&amp;quot; / &amp;quot;Hinos &amp;agrave; noite&amp;quot;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-08-25</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-07-10 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/Ag96tDiGRq0/noticia</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-07-10</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://monjes.org/libros-y-ebooks/23953-cambridge-companion-foucault.html"&gt;Cambridge Companion to Foucault - Monjes - Cultura libre&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-07-10</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-06-20 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/qYPO8GCIr4I/noticia</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-06-20</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090619_museuhq_df.shtml"&gt;Fran&amp;ccedil;a inaugura museu de hist&amp;oacute;ria em quadrinhos&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090619_multainternet_ac.shtml"&gt;Americana &amp;eacute; condenada a multa milion&amp;aacute;ria por pirataria&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.lemonde.fr/planete/article/2009/06/19/sur-la-piste-controversee-des-indo-europeens_1208911_3244.html#xtor=RSS-3244"&gt;Sur la piste controvers&amp;eacute;e des Indo-Europ&amp;eacute;ens - Plan&amp;egrave;te - Le Monde.fr&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/18/corte-de-trecho-da-carta-publicada-hoje-em-o-globo/"&gt;Corte na carta publicada hoje em O Globo &amp;laquo; Blog da Petrobras &amp;ndash; Fatos e Dados&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><feedburner:origLink>http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-06-20</feedburner:origLink></item><item><title>Links for 2009-06-18 [del.icio.us]</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/Catatau/~3/UEYxY__8Rno/noticia</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2009 00:00:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">http://del.icio.us/catatando/noticia#2009-06-18</guid><description>&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://meandros.wordpress.com/2009/06/17/a-caca-as-bruxinhas/#comments"&gt;a ca&amp;ccedil;a &amp;agrave;s bruxinhas &amp;laquo; meandros&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
O Meandros comenta sobre as proibições de quadrinhos nas redes escolares&lt;/li&gt;
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