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		<title>Catatau</title>
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		<title>Como acreditar numa notícia falsa</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Oct 2024 20:51:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O modelo básico das Fake News é aquele, da rede social, no qual alguém põe fotos de mulheres bonitas e inventa um nome qualquer de mulher. Tudo é falso, mas não importa: sempre aparece uma multidão de paspalhos predispostos àquela fantasia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O modelo básico das Fake News é aquele, da rede social, no qual alguém põe fotos de mulheres bonitas e inventa um nome qualquer de mulher. </p>



<p>Tudo é falso, mas não importa: sempre aparece uma multidão de paspalhos predispostos àquela fantasia.</p>
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		<title>Pobre Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 11:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há muitos anos não deixo de ter a impressão de que o sul do Brasil tem sido a região que menos evoluiu e mais saiu comprometida com tudo, da pandemia aos eventos climáticos. Tudo, no sul, precarizou: as mudanças climáticas são mais drásticas, não há investimento em melhoria urbana, o emprego está precaríssimo e via &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/09/06/pobre-sul/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Pobre Sul</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há muitos anos não deixo de ter a impressão de que o sul do Brasil tem sido a região que menos evoluiu e mais saiu comprometida com tudo, da pandemia aos eventos climáticos.</p>



<p>Tudo, no sul, precarizou: as mudanças climáticas são mais drásticas, não há investimento em melhoria urbana, o emprego está precaríssimo e via de regra informal, os preços aumentaram muito em todos os quesitos (combustível, imóveis, comida), as relações cotidianas se deterioraram (houve grande perda do senso de solidariedade e as pessoas se recolhem em nichos e bolhas), perdeu-se certa bússola sobre como se conduzir…</p>



<p>E o sul mantêm os mesmos políticos de sempre. E os mesmos <em>slogans</em>, muitos deles flertando com os piores preconceitos racistas e xenófobos, do tipo “AQUI se trabalha”. Os índices são falsos, mas autoreferentes e inflados (“educação da Finlândia”, “melhor nisso e naquilo”, sem que o dado seja fidedigno), as palavras também (“porque lá pra cima é pior”, “lá no nordeste…”, “aquele povo que não trabalha”…).</p>



<p>A ultradireita afetou demais a percepção do sulista sobre o mundo. Há ali um anarcocapitalismo difuso, uma guerra velada ou muitas vezes explícita de todos contra todos, uma espécie de refugismo em pequenos apartamentos regados a netflix ou em bolhas identitárias das coisas mais fúteis.</p>



<p>Pobre sul… Quando vai despertar e voltar a ver sua exuberante mata atlântica, seus rios e a natureza ainda não atingida por seus agrotóxicos? Quando voltará a comer seu pinhão na chapa com chimarrão em manhãs frias? Quando voltará a ter aquela frieza que era só ressabiada, sem ser tão agressiva?</p>
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		<title>Pagerank</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 14:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[catatau]]></category>
		<category><![CDATA[historia do esquecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Nos anos 2000 eu rodava o blog Catatau no Blogsome.com, e o blog chegou a ter Pagerank google 7 ou 8. Significava que o blog, apesar de estar num subdomínio, tinha importância de conteúdo tão bem valorizada que estava acima de 70% das outras páginas do mundo. E era em português. Acho que os owners &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/08/15/pagerank/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Pagerank</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos anos 2000 eu rodava o blog Catatau no Blogsome.com, e o blog chegou a ter Pagerank google 7 ou 8.</p>



<p>Significava que o blog, apesar de estar num subdomínio, tinha importância de conteúdo tão bem valorizada que estava acima de 70% das outras páginas do mundo. E era em português.</p>



<p>Acho que os owners do blogsome jamais souberam ou se importaram com isso. E em 2011, resolveram cancelar o site inteiro.</p>



<p>Foi um grande choque, e precisei trazer tudo para o wordpress. Mas a onda do momento começava a ser a das redes sociais e todo o Pagerank acumulado se perdeu, apesar de ser o mesmo conteúdo&#8230;</p>



<p>Mas desde então, não foi mais com o conteúdo que a internet se importou. </p>



<p>O blog segue aqui, entre idas e vindas.</p>
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		<title>Dar parabéns à IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Aug 2024 14:41:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Outra modalidade de analfabetismo digital, mas com grandes consequências políticas (seguindo o post anterior) é bem exemplificado pelas as IA&#8217;s e tem se intensificado com elas: é a atribuição de autoria a um meme não feito por humanos, ou de retrato a uma imagem postada como spam, ou de simples confusão de personagens. Anos atrás, &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/08/15/dar-parabens-a-ia/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Dar parabéns à&#160;IA</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Outra modalidade de analfabetismo digital, mas com grandes consequências políticas (seguindo o <a href="https://wp.me/pCdl-1CK">post anterior</a>) é bem exemplificado pelas as IA&#8217;s e tem se intensificado com elas: é a atribuição de autoria a um <em>meme</em> não feito por humanos, ou de retrato a uma imagem postada como spam, ou de simples confusão de personagens.</p>



<p>Anos atrás, tínhamos as histórias sobre as velhinhas que penduravam a <a href="https://www.metroworldnews.com.br/entretenimento/2020/11/09/ha-anos-idosa-reza-obi-wan-kenobi-de-star-wars-pensando-que-e-um-santo-catolico.html">foto</a> de Obi-wan Kenobi na parede ou detinham um bonequinho de <a href="https://glamour.globo.com/google/amp/lifestyle/trending/noticia/2017/01/idosa-reza-diariamente-para-boneco-de-senhor-dos-aneis-pensando-ser-santo.ghtml">Elrond</a> num altar para rezar a Jesus ou Santo Antonio.&nbsp;Isso era certamente confusão, mas não deliberadamente explorada por outrem.</p>



<p>Hoje a indução ao erro se tornou uma indústria, por exemplo de engajamento. Há as páginas no Facebook e no Instagram feitas pura e simplesmente para coletar fotos e vídeos de influencers de corpo bonito. O engajamento é alto, e o que se vê nas interações? Gente elogiando as fotos como se fossem postadas pelos próprios retratados.</p>



<p>Isso quando o retratado é uma pessoa <em>real</em>.&nbsp; Redes como o Facebook se esforçam para distinguir se há um retrato ou uma IA, sinalizando a postagem. Mas não falta gente que cai no engodo (ou no engajamento) com mensagens do tipo &#8220;olá, bebê&#8221; e quetais (quando não se dedicam a atacar as modelos).</p>



<p>Na mesma linha, há as imagens de IA geradas automaticamente. Se elas são sobre gatinhos, fofurices ou mensagens de paz, não faltam os velhinhos dando os parabéns e abençoando. A máquina dos anos 2020 recebe de seus usuários diversos &#8220;Deus lhe abençoe&#8221;.</p>



<p>Daí às <em>fake news</em> e às maiores barbaridades deste mundo, o caminho é o de um curto-circuito.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1024" height="666" data-attachment-id="6254" data-permalink="https://catatau.wordpress.com/2024/08/15/dar-parabens-a-ia/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031/" data-orig-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg" data-orig-size="1080,703" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=300" data-large-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=863" src="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=1024" alt="Comentário sobre a boxeadora argelina que ganhou as Olimpíadas" class="wp-image-6254" srcset="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=1024 1024w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=150 150w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=300 300w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg?w=768 768w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/image_editor_output_image847236717-17239279318348460490538769031031.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1024" height="666" data-attachment-id="6253" data-permalink="https://catatau.wordpress.com/2024/08/15/dar-parabens-a-ia/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202/" data-orig-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg" data-orig-size="1080,703" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=300" data-large-file="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=863" src="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=1024" alt="" class="wp-image-6253" srcset="https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=1024 1024w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=150 150w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=300 300w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg?w=768 768w, https://catatau.wordpress.com/wp-content/uploads/2024/08/screenshot_20240817-175039_facebook311659030937341202.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>A inversão do fone de ouvido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 18:41:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nos anos 1980/90, o walkman e os fones de ouvido surgiram e se multiplicaram. Possuir ambos era sinal de status, modernidade, de estar na crista da onda. Também envolvia a sensação de carregar consigo a história da música, pois virtualmente se poderia ouvir tudo em qualquer lugar (bastando ter as fitas, e depois os CDs, &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/08/05/a-inversao-do-fone-de-ouvido/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">A inversão do fone de&#160;ouvido</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos anos 1980/90, o walkman e os fones de ouvido surgiram e se multiplicaram. Possuir ambos era sinal de status, modernidade, de estar na crista da onda. Também envolvia a sensação de carregar consigo a história da música, pois virtualmente se poderia ouvir tudo em qualquer lugar (bastando ter as fitas, e depois os CDs, ipods, pendrives&#8230;)</p>



<p>E eis que surgiu o smartphone. Com ele, no Brasil ao menos, o movimento pareceu retrógrado: as pessoas jogaram fora os fones de ouvido para confundir o smartphone com o antigo radinho de pilha no jogo de domingo, mas generalizado para a vida toda: é volume máximo, não importando o assunto e que se dane o ouvinte.</p>



<p>É o mesmo tipo de gente que em geral não sabe desligar a digitação com barulho, ou como baixar o volume. É quem há pouco tinha dificuldades de fazer algo mais que ligar, e flertava com os celulares de teclas grandes. É, finalmente, o mesmo tipo de gente que clica em phishing, cai em golpe e vota baseado em fake news.</p>



<p>Está para ser feito um estudo de como os smartphones emburreceram as pessoas. </p>
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		<title>&#8220;Fascismo&#8221; e redes sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 21:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[historia do esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[midia]]></category>
		<category><![CDATA[midia e politica]]></category>
		<category><![CDATA[big techs]]></category>
		<category><![CDATA[fascismo]]></category>
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					<description><![CDATA[O fascismo tem várias homologias para com as redes sociais. Pois ele opera por ressonância. As redes sociais, quando passaram a usar o like, e mais ainda o follow, se tornaram verdadeiros &#8220;para-raios de maluco&#8221;: elas tornaram possível aproximar entre si desde colecionadores de gibi até pedófilos. Mas, independente do conteúdo a ser aproximado, o &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/07/31/fascismo-e-redes-sociais/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">&#8220;Fascismo&#8221; e redes&#160;sociais</span></a>]]></description>
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<p>O fascismo tem várias homologias para com as redes sociais. Pois ele opera por ressonância. As redes sociais, quando passaram a usar o <em>like</em>, e mais ainda o <em>follow</em>, se tornaram verdadeiros &#8220;para-raios de maluco&#8221;: elas tornaram possível aproximar entre si desde colecionadores de gibi até pedófilos.</p>



<p>Mas, independente do conteúdo a ser aproximado, o que importa é a forma. As pessoas tendem a seguir aquilo que de algum modo as toca. Isso não é racional, é algo situado nas paixões, na identificação.</p>



<p><em>Likes</em> e <em>follows</em> já existiam antes. Mas nunca foram reunidos de forma sistemática, especialmente sob os modos inaugurados pelo <em>facebook</em>. </p>



<p>Não é à toa que, depois das redes sociais usarem os <em>likes</em> e <em>follows</em>, e depois delas universalizarem, o mundo guinou à ultra-direita. O vínculo entre a exploração de redes sociais (<em>facebook</em>, <em>whatsapp</em> etc.) e de estratégias de ultradireita é para lá de escancarado. </p>



<p>E, afinal, é assim que também as <em>Big Techs</em> ganham seu pão.</p>
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		<title>A normalidade doente das organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 16:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[faroeste caboclo]]></category>
		<category><![CDATA[historia do esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[organização]]></category>
		<category><![CDATA[organizações]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia do trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde que Henri Fayol escreveu Administração Industrial e Geral, em 1916, ele dizia que a, digamos, &#8220;organização&#8221;, deveria ter uma anatomia e uma fisiologia: deveria ter órgãos distribuindo suas funções, executadas por seres humanos. Fayol inspirava-se em Claude Bernard, dentre outros, dando a visão de que uma empresa deveria se comportar semelhante a um organismo, &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/07/30/a-normalidade-doente-das-organizacoes/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">A normalidade doente das&#160;organizações</span></a>]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Desde que Henri Fayol escreveu <em><a href="https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7948393/mod_resource/content/2/FAYOL%2C%20Henri.%20Administração%20industrial%20e%20geral%20previsão%2C%20organização%2C%20comando%2C%20coordenação%20e%20controle.%20São%20Paulo%2C%20Atlas%201978..pdf">Administração Industrial e Geral</a></em>, em 1916, ele dizia que a, digamos, &#8220;organização&#8221;, deveria ter uma anatomia e uma fisiologia: deveria ter órgãos distribuindo suas funções, executadas por seres humanos. </p>



<p>Fayol <a href="https://www.scielo.br/j/cebape/a/MSqLsF5NYRJmXbdXbXyp7wR/">inspirava-se em Claude Bernard</a>, dentre outros, dando a visão de que uma empresa deveria se comportar semelhante a um organismo, com um meio de regulação interna, mesmo que em sua época as &#8220;empresas&#8221; industriais se vissem como sistemas fechados e não precisassem se adaptar tanto assim ao exterior. </p>



<p>Como se sabe, isso tudo foi contestado posteriormente, quando a bolha do trabalho circunscrito às indústrias estourou, rumo à complexidade econômica e de serviços que vimos hoje. </p>



<p>De lá para cá, muita coisa se inventou sobre as &#8220;organizações&#8221;. Muito se disse que o mundo muda rapidamente, que há instabilidade constante, que as organizações não são mais sistemas fechados e que precisam se adaptar a um mundo em constante mutação. Isso implicaria na busca de um gigantesco dinamismo, de capacidade interna de mudança, de competências para ver o que se passa lá fora e dar bom rumo às mudanças, sem o que a palavra &#8220;mudar&#8221; vira apenas um modismo vazio. </p>



<p>É aí que se vê um fenômeno muito curioso nas organizações, talvez as brasileiras: é que há empresas (públicas ou privadas, não importa), hoje, cuja imagem adequada seria a de um corpo doente. </p>



<p>Explico: um corpo sadio tem as características de ser espontâneo, fluido, sem a necessidade de ficar constantemente &#8220;inovando&#8221;, pois ele se adequa espontaneamente às situações ambientais sob suas possibilidades próprias. Um corpo sadio é, digamos para resumir, &#8220;criativo&#8221;. Ele não &#8220;pensa&#8221; em inovar, pois em seu funcionamento normal ele já &#8220;inova&#8221;.</p>



<p>Quanto ao corpo doente, ele tem esse círculo da espontaneidade e da criação rompidos. Se meu braço está quebrado, ele não se apresenta mais a mim como meu braço normal. Ele rompe a cadeia de movimentos espontâneos do corpo, ele exige cuidados próprios, ele cria demandas inexistentes em tempos &#8220;normais&#8221;. Num corpo doente, sua doença sempre lhe &#8220;dá trabalho&#8221;, ela corta o funcionamento normal, ela faz com que todo o funcionamento global fique colorido com as cores da doença. </p>



<p>Pois parece que muitas &#8220;organizações&#8221; nos dias atuais se comportam exatamente dessa forma, a da &#8220;doença&#8221;. Pois essas organizações &#8220;normalmente&#8221; se comportam como se fossem doentes. E isso porque elas acabam tomando para si uma série de slogans, de palavras de ordem, de modismos, que sequer são ou seriam importantes ou relevantes para seu funcionamento &#8220;normal&#8221;. Um desses slogans, dentre os mais malditos, é o da &#8220;inovação&#8221;.</p>



<p>A noção (jamais conceito) de &#8220;inovação&#8221; serviria, em tese, para que uma empresa não apenas consiga prever dificuldades futuras, mas também antever possibilidades de crescimento futuro, ou mesmo resolver problemas presentes. A busca de inovação é um processo criativo. E como tal, caso valha a imagem mais acima, &#8220;inovar&#8221; seria uma virtualidade das mais espontâneas de um corpo saudável, ou ainda, de uma empresa que gostaria de imitar as possibilidades de uma &#8220;organização&#8221;. Não se enxerta inovação numa empresa como se enxerta uma planta: ou ela constitui a situação global da empresa, ou lhe é um corpo estranho. </p>



<p>E a inovação como constitutiva de uma empresa, apesar do modismo, não é o que se vê por aí. O que se vê é um mandamento, uma injunção, uma obrigação pura e simples de &#8220;inovar&#8221; (e não importa o termo, pode ser qualquer outro à escolha, pois o princípio é o mesmo). Com pretexto da moda, cria-se uma série de práticas vazias, que muitas vezes só servem para justificar a colocação de certos funcionários de administração. Cria-se programas inteiros, avaliações, práticas, de &#8220;inovação&#8221;, as quais sequer fazem parte da lógica inerente da organização e, mais ainda, passam a atrapalhar tudo o que funcionava anteriormente de forma espontânea. </p>



<p>Por pressão de modismos empresariais supostamente dirigidos a uma sociedade &#8220;dinâmica&#8221;, cria-se verdadeiras quimeras empresariais. Muitas empresas que não tem qualquer implicação para com certas dinâmicas da moda acabam adotando-as, não por necessidade orgânica, mas por simples modismo e injunção externa. </p>



<p>Não à toa há tanto mal atendimento, tanta má gerência, e tanta gente de saco cheio.</p>
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		<title>A Marvel acabou, e a culpa é do Multiverso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 10:36:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[gibi]]></category>
		<category><![CDATA[Beyolder]]></category>
		<category><![CDATA[cultura de massa]]></category>
		<category><![CDATA[deadpool]]></category>
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					<description><![CDATA[Fui assistir #Wolverine e #Deadpool hoje. Não durei 30 minutos na poltrona. A #Marvel acabou e a pá de cal foi o “multiverso”. Explico. Nos anos 1980/90, universos como a Marvel e a DC começaram a deixar seus criadores preocupados: a multiplicidade de histórias deixava tudo cada vez mais complexo. Quem comprava muito gibi começava &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/07/29/a-marvel-acabou-e-a-culpa-e-do-multiverso/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">A Marvel acabou, e a culpa é do&#160;Multiverso</span></a>]]></description>
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<p>Fui assistir <a rel="tag" class="hashtag u-tag u-category" href="https://catatau.wordpress.com/tag/wolverine/">#Wolverine</a> e <a rel="tag" class="hashtag u-tag u-category" href="https://catatau.wordpress.com/tag/deadpool/">#Deadpool</a> hoje. Não durei 30 minutos na poltrona. A <a rel="tag" class="hashtag u-tag u-category" href="https://catatau.wordpress.com/tag/marvel/">#Marvel</a> acabou e a pá de cal foi o “multiverso”. Explico.</p>



<p>Nos anos 1980/90, universos como a Marvel e a DC começaram a deixar seus criadores preocupados: a multiplicidade de histórias deixava tudo cada vez mais complexo. Quem comprava muito gibi começava a perceber que não havia linha nas ações, não havia mais concordância nas histórias, começava-se a perder as linhas temporais e espaciais, o que um herói fazia aqui não batia com aquele outro gibi etc..</p>



<p>Para corrigir isso a DC criou a “Crise nas Infinitas Terras”. Ela era uma espécie de obra universal que concentraria todos os personagens para dar uma espécie de zeragem no cronômetro e no ponto espacial: a partir do desfecho da “crise”, a DC nivelaria as histórias, resetaria o universo. Tudo teria sentido novamente.</p>



<p>O mesmo se deu na Marvel com sucessivas histórias, em torno de <a rel="tag" class="hashtag u-tag u-category" href="https://catatau.wordpress.com/tag/thanos/">#Thanos</a>, <a rel="tag" class="hashtag u-tag u-category" href="https://catatau.wordpress.com/tag/beyolder/">#Beyolder</a>, “novas” gerações ou séries (Ultimate etc) reunindo todo mundo em torno de seres cada vez mais poderosos.</p>



<p>E nos anos 2000 se intensificaram as adaptações ao cinema. De saída houve o descompasso de estúdios diversos para heróis diversos, começou tudo sem lógica. As adaptações, salvo raras exceções, atropelavam histórias, misturavam narrativas, encurtavam histórias que renderiam filmes inteiros em simples menções&#8230; </p>



<p>E deu no que deu: desperdiçaram munição, e tudo se passa como se não restasse mais nada.</p>



<p>Como, então, resolver o problema? A escolha, ao que parece, foi de repetir o que foi feito nos gibis dos anos 80/90, só que em sentido inverso: não se trata mais de tentar reunir as narrativas, mas de criar algo que permita admitir que daqui por diante nada precisará mais ter nenhuma coerência.</p>



<p>E assim se criou o Multiverso. As histórias estão discrepantes? Basta dizer que pertencem a multiversos distintos. Pois <em>qualquer</em> personagem agora poderá ter <em>qualquer</em> história. Poderá trocar de papéis, e até multiplicar o mesmo papel, pois daqui por diante pode haver um universo inteiro com um só herói. É possível morrer e ressuscitar, sem maior explicação ou fidelidade a uma narrativa. Afinal, estamos no multiverso! Desde que se coloquem algumas piadas no meio e o público ache graça…</p>



<p>Se este filme não colar, basta no próximo desdizer tudo, inventar um outro caminho do multiverso e assim por diante. Basta ter menos conteúdo que os sanduíches e refrigerantes que anunciam o filme.</p>
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		<title>Nietzsche, o &#8220;fdp&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 14:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[historia do esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[midia e politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Fui ver uma &#8220;fala&#8221; sobre Nietzsche no &#8220;Flow&#8220;, do Youtube: consiste num carinha que parece cheirado, falando um monte de palavrões e que Nietzsche &#8220;é um fdp&#8221;. Metade do video era merchand para gamers, outra metade dizer que Nietzsche é um fdp e que o locutor pensa na vida enquanto está no chuveiro. Em algum &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/07/27/nietzsche-o-fdp/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">Nietzsche, o &#8220;fdp&#8221;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fui ver uma &#8220;fala&#8221; sobre Nietzsche no &#8220;<em>Flow</em>&#8220;, do <em>Youtube</em>: consiste num carinha que parece cheirado, falando um monte de palavrões e que Nietzsche &#8220;é um fdp&#8221;. Metade do video era <em>merchand</em> para <em>gamers</em>, outra metade dizer que Nietzsche é um fdp e que o locutor pensa na vida enquanto está no chuveiro.</p>



<p>Em algum momento eles citam Clovis de Barros Filho. Aí dá a entender que o jeito descolado e cheio de palavrões é para imitar Clovis de Barros.</p>



<p>É a velha receita, o velho atalho, de imitar a forma sem se apropriar do conteúdo: Clovis de Barros sabe o que está fazendo e seu jeito despojado de falar faz parte de uma estratégia de divulgação científica e de convite à filosofia. É o saber acadêmico em posição de humildade e inclinado à divulgação.</p>



<p>Já seu imitador o é apenas na forma, seguindo escolas como a de Ovalo de Caralho, sob a ilusão de que posição significa saber, e melhor ainda se ornado, mesmo que com o jeito desbocado olavesco misturado com streamer.</p>



<p>Clovis de Barros estudou, fez a lição de casa e faz divulgação científica. O rapaz desbocado é streamer, youtuber, o que seja, e o que busca é engajamento.</p>



<p>Nessas horas é bom saber que Clovis de Barros é um caso muito específico e que tantos professores universitários não estão sujando o mar da internet com mais plástico (boa parte dele já fornecido pelas IA&#8217;s).</p>
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		<title>O paraíso pavimentado à brasileira</title>
		<link>https://catatau.wordpress.com/2024/07/20/o-paraiso-pavimentado-a-brasileira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[catatau]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 17:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[faroeste caboclo]]></category>
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					<description><![CDATA[O RJ sempre me pareceu ser uma espécie de espelho exagerado do Brasil. Tipo, se o Brasil realizar certas virtualidades, será parecido ou acentuará características existentes do RJ. Hoje almocei no Shopping de Cabo Frio. É um lugar literalmente construído no paraíso: durante milhares de anos pessoas viveram aqui, pois neste lugar há o fim &#8230; <a href="https://catatau.wordpress.com/2024/07/20/o-paraiso-pavimentado-a-brasileira/" class="more-link">Continuar lendo <span class="screen-reader-text">O paraíso pavimentado à&#160;brasileira</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O RJ sempre me pareceu ser uma espécie de espelho exagerado do Brasil. Tipo, se o Brasil realizar certas virtualidades, será parecido ou acentuará características existentes do RJ.</p>



<p>Hoje almocei no Shopping de Cabo Frio. É um lugar literalmente construído no paraíso: durante milhares de anos pessoas viveram aqui, pois neste lugar há o fim da Lagoa de Araruama, confluência de lagoa com mar de água límpida, transparente de um jeito raramente visto.</p>



<p>É tão raro que descrever como é a água por aqui não faz juz ao modo como as pessoas de fora deveriam entender.</p>



<p>Além disso, há muitos sambaquis por aqui, sem contar vestígios arqueológicos outros que poderiam eventualmente ser encontrados. É muito verossímil dizer que, quando Américo Vespúcio atracou aqui perto (onde hoje é conhecido como Arraial do Cabo), havia neste lugar muito índio morando e se alimentando fartamente, sem contar a mata exuberante e os outros recursos.</p>



<p>Mas o que se fez de fato foi um Shopping. A imagem é essa mesma, a de pavimentar o Paraíso, a História, colocando em cima asfalto, Mc Donalds e a especulação imobiliária da Região dos Lagos (todos os ítens combatidos por alguém que já se foi, Carlos Scliar, sem que outros tenham chegado).</p>



<p>Nada de Mata Atlântica (ela é um elemento estranho à paisagem e à <em>percepção</em> do cabofriense, artigo só para eventual gente de luxo da APA Pau Brasil, ja perto de Buzios &#8211; pois aqui tinha muito pau de tinta), de sambaqui, de História ou estórias.</p>



<p>O que há é Divertidamente no cinema, gente mal educada, serviço péssimo e, quando você sai para comer lá fora e contemplar a lagoa, fica ouvindo os motoboys do Iphood esbravejando aos gritos e trocando farpas com os outros funcionários que estão assalariados (sabe-se lá até quando).</p>



<p>(Suco de Rio de Janeiro, suco do que parece que o Brasil quer ser muito mais)</p>
]]></content:encoded>
					
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