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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RIeyrKBQqZE/TyP_Z3qh27I/AAAAAAAAAqY/drrYI90rPAg/s1600/Foto+Reuters.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://4.bp.blogspot.com/-RIeyrKBQqZE/TyP_Z3qh27I/AAAAAAAAAqY/drrYI90rPAg/s320/Foto+Reuters.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Foto Reuters&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
“&lt;span style="font-size: large;"&gt;F&lt;/span&gt;altando
dez dias para o Natal de 1996, quatro pessoas partiram do Guarujá
para visitar quatro praias localizadas na encosta da serra do Guararu
– uma área de 4 mil hectares, conhecida como Rabo do Dragão,
tombada em 1992 pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo,
também protegida por decreto federal de 1993.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt; carro
seguia pela rodovia Guarujá-Bertioga e, pelas janelas, podia-se
admirar o verde robusto de remanescentes florestais da mata
atlântica, que já ocupou 1,3 milhão de quilômetros quadrados da
costa brasileira, desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do
Norte, restando atualmente 8% dessa área. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;
primeira parada aconteceu no Km 17, à frente da guarita do
Loteamento Iporanga. O relógio marcava 4 horas da tarde quando os
vigilantes comunicaram que o automóvel não poderia entrar: a praia
era &lt;i&gt;particular&lt;/i&gt;. O grupo obedeceu e seguiu viagem. Dez minutos
depois, o carro parou junto à portaria do Loteamento São Pedro,
onde seu acesso também foi impedido. O grupo prosseguiu, tentando
dessa vez ingressar nos loteamentos Tijucopava e Taguaíba, mas mais
uma vez sua entrada foi barrada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt; jeito
foi retornar, sem ao menos ter conseguido colocar os pés na areia.
Lá, o então promotor de Justiça do Guarujá, Edward Ferreira
Filho, aguardava pelos integrantes do grupo. "&lt;i&gt;Era notório
que só podia entrar naquelas praias quem tinha casa, terreno ou
autorização expressa de proprietários de imóveis lá de dentro&lt;/i&gt;",
lembra Ferreira Filho. A partir daí, ele instaurou inquéritos civis
de ofício para restaurar o acesso às praias, indevidamente
privatizadas por empresas loteadoras.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;os
inquéritos, o promotor alegou que as companhias feriam princípios
tanto constitucionais como ordinários, a exemplo de leis federais e
de artigo do Código Civil descritos no processo. Foram propostas
quatro ações civis públicas, as quais exigiram a liberação do
acesso às praias através de ruas dos loteamentos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;m 1997,
porém, a &lt;i&gt;câmara de vereadores&lt;/i&gt; do Guarujá aprovou lei
municipal que outorgava aos loteamentos a administração de uso dos
bens públicos em suas dependências, &lt;i&gt;a fim de preservar o meio
ambiente&lt;/i&gt;. Daí resultou uma segunda ação civil pública
encaminhada por Ferreira Filho, que alegou inconstitucionalidade, já
que as cancelas continuariam a controlar a entrada de visitantes,
contrariando o artigo 85 da Constituição Paulista. A ação foi
julgada improcedente, mas desde 2001 tem recurso extraordinário no
Supremo Tribunal Federal (STF). "&lt;i&gt;O julgamento está demorando
demais, pois já vai fazer cinco anos. Não é normal demorar tanto
tempo porque favorece os interessados diretos&lt;/i&gt;", comenta o
promotor.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;a lista
de proprietários de casas e terrenos dos quatro loteamentos há
muita gente do alto escalão político e econômico. "&lt;i&gt;Ao
analisar a ação civil pública referente à praia de Iporanga, é
possível ver que o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado
de São Paulo, Francis Davis, ingressou no processo como terceiro
interessado. Um dos advogados da Câmara Municipal, Evandro Luís
Castelo Branco Pertence, é filho do ministro do STF&lt;/i&gt;",
observa Ferreira Filho. Entretanto, para Antônio Ângelo Faragone,
presidente do Conselho da Sociedade dos Amigos do Sítio Iporanga, "&lt;i&gt;não há a menor interferência da Sasip, nem para
procrastinar nem para agilizar&lt;/i&gt;". Ele diz não se sentir
favorecido pela demora dos trâmites, pois preferia que o caso já
tivesse sido julgado”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Trecho do artigo de
João Mauro Araújo, transcrito da Revista Sesc – Problemas
Brasileiros, n° 373, jan/fev 2006, online no Portal SescSP)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;nquanto
nossa justiça trabalha com celeridade e presteza no Pinheirinho, as
Imobiliárias fazem a festa a serviço do bem estar e da preservação
ecológica, conforme lemos em seus anúncios e panfletos largamente
divulgados: 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;A
Imobiliária Itimar Imóveis traz para você o Condomínio Sorocotuba
Guarujá, que além de toda comodidade de uma Casa no Guarujá e um
Apartamento no Guarujá espaçosos e confortáveis, tem a privativa
Praia do Éden&lt;/i&gt;. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;O
Loteamento Jardim Acapulco, Localizado no Km 10,5 da Estrada
Guarujá-Bertioga, tem aproximadamente 814.000 m² de área, inserido
às margens do Canal de Bertioga, com acesso aquático através de
três canais secundários, de profundidade adequada a embarcações
de porte, oferecendo o conforto e segurança de aportá-las no pier
particular de cada residência. Além de segurança 24 horas, tanto
de portaria quanto de ronda, o condomínio oferece uma infra
estrutura com área de recreação, sede social, área reservada a
futuro Centro Náutico, à altura do alto nível das edificações de
mansões e casarões, dignos de elogios de nomes conceituados da
nossa arquitetura&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;O
Condomínio Marina Guarujá, mantém convênio com condomínios de
igual porte, como o de Iporanga, Sítio São Pedro, Tijucopava e
Taguaíba, para que os condôminos possam usufruir destas praias, e
utilizar o único heliponto da região homologado pela aeronáutica&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;efinitivamente
somos uma nação de Senhores, Capatazes, Capangas e Sacos de
Pancada. O resto que se moa. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7552334632780359686?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZTEBFx69_Hpwx5q-MOtGBG8gn54/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZTEBFx69_Hpwx5q-MOtGBG8gn54/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZTEBFx69_Hpwx5q-MOtGBG8gn54/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZTEBFx69_Hpwx5q-MOtGBG8gn54/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/qzs9b0CS068" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7552334632780359686/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/enquanto-isso.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7552334632780359686?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7552334632780359686?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/qzs9b0CS068/enquanto-isso.html" title="Enquanto isso..." /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-RIeyrKBQqZE/TyP_Z3qh27I/AAAAAAAAAqY/drrYI90rPAg/s72-c/Foto+Reuters.png" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/enquanto-isso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkANRnYyfyp7ImA9WhRUEUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-6758787523448771095</id><published>2012-01-21T10:26:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T10:26:37.897-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-21T10:26:37.897-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Resenha" /><title>Senhores, Capatazes, Capangas e Sacos de Pancada</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WK0h4vtMLsc/TxqsIFgO2nI/AAAAAAAAAqE/DiSmZWE12bw/s1600/justica+a+verdadeira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-WK0h4vtMLsc/TxqsIFgO2nI/AAAAAAAAAqE/DiSmZWE12bw/s320/justica+a+verdadeira.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Justiça Verdadeira, Google Imagens&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;rimeira Cena&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Mas,
Sr.Dent, o projeto estava à sua disposição na Secretaria de Obras
há nove meses.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Pois
é. Assim que eu soube fui lá me informar, ontem à tarde. Vocês
não se esforçaram muito para divulgar o projeto, não é verdade?
Quer dizer, não chegaram a comunicar às pessoas nem nada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Mas o
projeto estava em exposição...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Em
exposição? Tive que descer ao porão para encontrar o projeto.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - É no
porão que os projetos ficam em exposição.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Com
uma lanterna.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Ah,
provavelmente estava faltando luz.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 -
Faltavam as escadas, também.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Mas,
afinal, o senhor encontrou o projeto, não foi?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 -
Encontrei, sim – disse Arthur. - Estava em exibição no fundo de
um arquivo trancado, jogado num banheiro fora de uso, cuja porta
tinha uma placa: &lt;i&gt;Cuidado com o leopardo&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 Douglas
Adams, Guia do Mochileiro das Galáxias&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;egunda Cena&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Deseja
falar com quem? - perguntou&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Com o
gerente.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 -
Emprego?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Não.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Seu
nome.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 -
Pererico.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - De
quê?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Não
interessa, ele não me conhece.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Posso
saber o assunto?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - É
assunto de terceiros e devo guardar sigilo. Apenas posso
assegurar-lhe que é coisa rápida, de minutos. Ademais tenho
urgência de regressar à minha terra.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 O
porteiro abaixou-se até a mesinha, que ficava no canto da sala,
retirando de uma das gavetas uma ficha de metal. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Pela
numeração dela – disse com um sorriso malicioso – a sua
conversa com o gerente levará tempo a ser concretizada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Murilo
Rubião, A Fila&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;erceira Cena&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
Que deseja?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 Akáki
Akákievitch já sentira de antemão a necessária timidez; meio
confuso, falando na medida em que a desenvoltura da língua o
permitia, explicou, acrescentando, inclusive mais frequentemente que o
habitual, a partícula &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt;, que tinha um capote novinho em
folha mas que o haviam roubado de maneira desumana; que se dirigia a
ele pedindo para interceder de algum modo, entrar em contato com o
chefe de polícia ou outro qualquer, dar um jeito de descobrir onde
estava o capote.&amp;nbsp;Sabe
Deus por que, o fato é que o general achou que Akáki Akákievitch
estava usando de intimidade.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Meu
caro senhor, continuou ele intercadente – o senhor por acaso não
conhece o regulamento? Não sabe onde se encontra? Como se encaminham
as coisas? O senhor devia ter antes apresentado uma solicitação à
chancelaria; esta a enviaria ao chefe do escritório, ao chefe da
seção, depois ao secretário e então o secretário a passaria para
mim...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Mas,
Excelência – Akáki Akákievitch procurava reunir toda a sua
diminuta fração de presença de espírito e, sentindo que estava
terrivelmente suado, continuou: - Excelência, tive a ousadia de importuná-lo
porque o negócio de secretários é... é uma gente que não merece
confiança. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - O quê?
Como? De onde lhe vem tanta ousadia? Que maneiras são essas que o
senhor adquiriu? Que desrespeito é esse que os jovens andam
difundindo em relação aos seus chefes e superiores! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 A pessoa
importante pareceu não notar que Akáki Akákievitch já passava dos
cinquenta anos. Logo, se ele pudesse ser qualificado de jovem, isso
só seria possível em termos relativos, ou melhor, em comparação
com aqueles que já estavam na casa dos setenta.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - O
senhor por acaso não sabe com quem está falando? Não entende
diante de quem se encontra? Entende isso ou não entende? 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 Gogól,
O Capote&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uarta Cena&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 Embora
involuntariamente, K. deixou-se arrastar num diálogo de olhares com
Franz, mas, reagindo, acenou com os documentos e disse: - Aqui está
a minha documentação.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - E para
que a queremos nós?, respondeu o guarda mais alto. O seu
procedimento é pior do que uma criança. O que é que o senhor quer?
Pensa que vai fazer andar mais depressa este seu lindo processo só
porque discute conosco, os seus guardas, por causa de documentos e
mandatos de captura? Somos apenas simples subordinados e pouco
percebemos de documentos. Nada temos que ver como seu caso, a não
ser vigiá-lo dez horas por dia, que é para isso que nos pagam. Isto
é tudo o que somos, mas compreendemos perfeitamente que os chefes
para quem trabalhamos, antes de ordenarem uma prisão como esta,
devem estar devidamente informados das razões que a motivam e da
pessoa do preso. Não pode assim haver qualquer engano. Os nossos
funcionários, tanto quanto os conheço, e eu apenas lido com os
menos categorizados, não andam à caça dos crimes das pessoas, mas,
tal como a lei exige, vão direto ao culpado, enviando-nos a nós, os
guardas. Esta é a lei. Como pode, pois, haver um engano?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 -
Desconheço esta lei, respondeu K.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Tanto
pior para si, replicou o guarda. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - E
provavelmente ela não existe, a não ser nas vossas cabeças, volveu
K., tentando captar o pensamento dos guardas e virá-los para o seu
lado ou então adaptar-se ele próprio a eles. Mas o guarda disse
apenas numa voz desencorajadora:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - O
senhor ainda insiste? Franz interrompeu, - Olha, Willem, ele diz que
não conhece a lei e, no entanto, declara que está inocente. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 - Tens
inteira razão, mas nunca conseguirás que esse tipo de homem
reconheça onde está a razão, replicou o outro. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 K. não
fez mais objeções. Mas pensou: Vou deixar que estes miseráveis
mercenários - que é o que eles próprios admitem ser - estabelecem
com a sua tagarelice uma maior confusão no meu espírito? Falam de
coisas que não entendem de maneira nenhuma, pois só a estupidez os
conduz a tal certeza.&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
 Franz
Kafka, O Processo&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6758787523448771095?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XzScS9_4AedkzuSrguhYqz4jZuo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XzScS9_4AedkzuSrguhYqz4jZuo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XzScS9_4AedkzuSrguhYqz4jZuo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XzScS9_4AedkzuSrguhYqz4jZuo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/1FUUBIgio9I" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/6758787523448771095/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/senhores-capatazes-capangas-e-sacos-de.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6758787523448771095?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6758787523448771095?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/1FUUBIgio9I/senhores-capatazes-capangas-e-sacos-de.html" title="Senhores, Capatazes, Capangas e Sacos de Pancada" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-WK0h4vtMLsc/TxqsIFgO2nI/AAAAAAAAAqE/DiSmZWE12bw/s72-c/justica+a+verdadeira.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/senhores-capatazes-capangas-e-sacos-de.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUcDRHY7cCp7ImA9WhRVFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-7618646704775348781</id><published>2012-01-14T12:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-14T12:57:55.808-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-14T12:57:55.808-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônicas" /><title>Homo Mesura</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-edCkKjkCIwY/TxGWNO-AkJI/AAAAAAAAApg/ahL9VfB9tbU/s1600/011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://4.bp.blogspot.com/-edCkKjkCIwY/TxGWNO-AkJI/AAAAAAAAApg/ahL9VfB9tbU/s320/011.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Werner Heisemberg, Norberto Conti, 2008&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;V&lt;/span&gt;ivemos
tempos difíceis, bicudos! A cada dia que passa ganha corpo, e se
robustece, a tese subjetiva de que “a única realidade é a do ser
pensante”. Assim, vemos que categorias universais não passam de
manipulações a serviço de determinadas humanidades. Protágoras
(mais vivo que nunca) teria afirmado: “Homo mesura”, ao concluir
que tudo devia ser definido pelo conjunto das pessoas e aquilo que
vale num determinado lugar não deve valer, necessariamente, em
outro. Esta máxima significa que as coisas são conhecidas de uma
forma particular e muito pessoal por cada indivíduo.  O que vai
contra, ao projeto socrático de chegar ao conceito absoluto de cada
coisa. O Principio da Incerteza, pedra angular da Mecânica Quântica,
afirma que é impossível medir velocidade e posição de uma
partícula. Para enxergarmos um próton temos que iluminá-lo. A
quantidade de luz necessária afetaria a partícula, dificultando
qualquer previsão acerca do seu comportamento. Estamos ou não
estamos num mato sem cachorro? 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;V&lt;/span&gt;ivemos
num estado de completa incerteza. Ansiamos por uma &lt;i&gt;força&lt;/i&gt;,
qualquer força, em que possamos acreditar. É Zygmunt Bauman quem
nos alerta: “Buscamos algo em que possamos confiar e que nos seja
capaz de tranquilizar sobre as causas dessa profunda, vaga e difusa
consciência de insegurança que nos atormenta, dia e noite, neste
mundo líquido moderno. O desejo é que, conhecendo essas causas, a
&lt;i&gt;força&lt;/i&gt; possa nos
ensinar a combatê-las, reduzir-lhes o poder e neutralizá-las de
maneira eficaz; ou, melhor ainda, que essa &lt;i&gt;força&lt;/i&gt;
seja por si mesma poderosa para realizar as tarefas que as pessoas
normais, penalizadas com a inadequação de seus conhecimentos,
habilidades e recursos, só podem sonhar em fazer por conta própria”.

&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;as nem
tudo está perdido. Vejam o que sugere a professora Mary Hooks Pears,
decana do proeminente Colégio da High Society Of Cool and Hipsters
Studies da Universidade de Ohio, Massachusetts, em dissertação
apresentada perante o Comitê Central do Bureau International des
Poids et Mesures, na última quarta feira. Afirma a&amp;nbsp;digníssima, urgente e
necessária reformulação completa do sistema de pesos e
medidas. Diz em nota: “Após
várias tentativas frustradas em fazer os alunos de todos os graus
assimilarem os sistemas de unidades, visto não refletirem o universo
prático das coisas, proponho que os Governos aprovem e oficializem
um novo sistema, bem mais próximo das exigências do dia-a-dia
cotidiano das classes em todas as instâncias”. E apresenta-nos a
seguinte tabela: 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Potências
de Dez&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Pra
caralho = Infinito; Pra cacete = 100.000; Uma porrada = 10.000; Uns
mil = 1.000; Um monte = 100; Um pouco = 10; Miséria = 1; Um cisco =
0,1; Porra nenhuma = 0,001; Nem que a vaca tussa = 0,000001.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;b&gt;Porcentagem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tudo =
95%; Quase tudo = 90%; Todos = 85%; Quase todos = 80%; Meio = 60%;
Metade = 40%; Ninguém = 15%; Nada = 10%; Quase nada = 5%; Nadica de
nada = 2%; Uma titica = 1%; Um pelinho = 0,1%; Um pentelhésimo = :
0,001%.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Comprimento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Um palmo=
30cm (na compra); Um palmo = 20cm (na venda); Um quilômetro = 600m
(ida); Um quilômetro = 1400m (volta); Um pinto = 30cm (dono); Um
pinto = 6,31cm (outro).&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Grau
de Precisão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nas coxas
= erro de aprox. 30%; Mais ou menos = erro de aprox. 20%; Exatamente
= erro de aprox. 5%; Perfeitamente = erro de aprox. 4%; Na bucha =
erro de aprox. 3%; Na lata = erro de aprox. 2%; Na mosca = erro de
aprox. 1%; No olhinho do c... = Erro de 0,001%. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volume&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Um gole
de cerveja = 600 ml; Um gole de chopp = 300 ml; Um gole de caipirinha
= 250 ml; Um gole de pinga = 100 ml; Um gole de café = 50 ml; Um
gole de água = 25 ml; Um gole de leite = 2,6 ml; Um balde = 7500 ml;
Um mijão = 500 ml; Um mijinho = 30 ml; Um pinguinho = 2 ml; Um cuspe
= 1,5 ml; Uma gota = 0,1 ml; Um cheirinho = 0,001 ml. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Velocidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A milhão
por hora = 170 km/h; A mil por hora = 160 km/h; A cem por hora = 120
km/h; A dez por hora = 60 km/h. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Tempo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Uma
semana = 14 dias; Duazoras = 5 h; Um minuto = 30 min; 1 segundo =
duazoras; Um momento = Eternidade; Um instante = Infinito. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;omo
disse Gilberto Gil, no lançamento do seu mais novo trabalho,
&lt;i&gt;Refazendo a Refavela&lt;/i&gt;, ao tergiversar sobre o copo meio cheio/meio
vazio nas mãos de Zeca Pagodinho: “Talvez seja pra rir. Ou não”.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7618646704775348781?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OK4wslc8-htmm4OnYg_XELtiin4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OK4wslc8-htmm4OnYg_XELtiin4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OK4wslc8-htmm4OnYg_XELtiin4/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/OK4wslc8-htmm4OnYg_XELtiin4/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/OGbB1jE-W-Y" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7618646704775348781/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/homo-mesura.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7618646704775348781?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7618646704775348781?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/OGbB1jE-W-Y/homo-mesura.html" title="Homo Mesura" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-edCkKjkCIwY/TxGWNO-AkJI/AAAAAAAAApg/ahL9VfB9tbU/s72-c/011.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/homo-mesura.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUMSXoyeCp7ImA9WhRWGUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-6292782656676577476</id><published>2012-01-07T11:18:00.000-02:00</published><updated>2012-01-07T11:18:08.490-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-07T11:18:08.490-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Hoje Só Quero Estar Aqui</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jXYccj5wMOY/TwhFHbSGiDI/AAAAAAAAApM/IXFPwnuWYco/s1600/RAUL+MENDEZ+TEMA+A+DAMA+E+O+TOCADOR+MEDIDA+50X40+A.S.T.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-jXYccj5wMOY/TwhFHbSGiDI/AAAAAAAAApM/IXFPwnuWYco/s320/RAUL+MENDEZ+TEMA+A+DAMA+E+O+TOCADOR+MEDIDA+50X40+A.S.T.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Raul Mendez, A Dama e o Tocador, 2004&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não quero falar
do céu&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nem da brisa que dança
nos meus olhos 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nesta manhã de
maritacas, sabiás e bem-ti-vis.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não cantarei o
verde, não recitarei o lilás&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nada direi das carícias
dos tons deste azul 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Que orvalham meus
lábios com tenras primaveras.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uantos arabescos,
Valquíria, estes pirilampos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Debruados de soluços
em longínquas madrugadas)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não falarei de
mágica, quanto mais de fantasia&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Não sonharei a menina,
debruçada na janela&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Num três por quatro de
valsa acenando uma espera.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;spraiado em luares,
hoje não beberei do vinho&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Não comerei da fruta
que nasce em tuas mãos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nem cochilarei no teu
colo de loureiros virginais.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uantos arabescos,
Valquíria, estes pirilampos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Debruados de soluços
em longínquas madrugadas)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não sentirei o
perfume da tua nuca alecrim&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nem sussurrarei ao teu
ouvido palavras de volúpia&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Embriagado pela
simetria da tua boca de baunilha.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não me deitarei
na relva dos teus braços 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tampouco farei deste
acalanto um acorde em desatino&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Para que não te
escondas pela cidade a cada embargo deste canto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uantos arabescos,
Valquíria, estes pirilampos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Debruados de soluços
em longínquas madrugadas)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje não voarei nem
permitirei que minhas asas aticem&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Estes meus sentidos
buscadores de estrelas e confins de madrigais&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Pois só desejo
auscultar a vastidão do meu querer ansioso de chegar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;F&lt;/span&gt;ora de mim esta
saudade, estas lembranças tão banais&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Fora de mim melancolia,
que hoje só desejo estar aqui&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Rosalinda, contigo,
minha pequena e fugitiva alegria. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uantos arabescos,
Valquíria, estes pirilampos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Debruados de soluços
em longínquas madrugadas)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6292782656676577476?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YZZJRl6t15ntRBWiL9X7mNoMTbQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YZZJRl6t15ntRBWiL9X7mNoMTbQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YZZJRl6t15ntRBWiL9X7mNoMTbQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YZZJRl6t15ntRBWiL9X7mNoMTbQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/vh64rZPNTHI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/6292782656676577476/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/hoje-so-quero-estar-aqui.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6292782656676577476?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6292782656676577476?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/vh64rZPNTHI/hoje-so-quero-estar-aqui.html" title="Hoje Só Quero Estar Aqui" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-jXYccj5wMOY/TwhFHbSGiDI/AAAAAAAAApM/IXFPwnuWYco/s72-c/RAUL+MENDEZ+TEMA+A+DAMA+E+O+TOCADOR+MEDIDA+50X40+A.S.T.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2012/01/hoje-so-quero-estar-aqui.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIFQn0zfCp7ImA9WhRWE0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-6153205959259487050</id><published>2011-12-31T13:15:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T13:15:13.384-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-31T13:15:13.384-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><title>Presente</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PX_XVYaHpBw/Tv8mh-Oj1bI/AAAAAAAAAo4/_o5SOVa1eSc/s1600/cartum-duke-002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-PX_XVYaHpBw/Tv8mh-Oj1bI/AAAAAAAAAo4/_o5SOVa1eSc/s320/cartum-duke-002.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cartum, Duke&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando
cheguei ela estava com aquela cara de quem comeu e não gostou. 
Atirou o controle remoto sobre a mesinha de centro. O bichinho quicou
duas vezes e foi parar debaixo da estante qual um cachorrinho
assustado. Depois, bufou toda aquela raiva em muxoxos e resmungos
audíveis no final da rua. Não perguntei o que havia, porque eu
sabia o que havia. Aqueles modos eram por demais conhecidos. E não
seria hoje que eu iria jogar algum combustível naquela fogueira.
Aliás, há tempos tinha decidido que houvesse o que houvesse, sempre
que houvesse, não discutiria, esperaria a poeira baixar e se ela,
após alguns dias de cara amarrada, decidisse falar, ouviria tudo até
o fim meneando a cabeça num forte gesto de concordância. Vinha
funcionando... até hoje. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;oje ela
decidiu impedir que eu abrisse a geladeira e sondasse as reservas.
Prostrou-se impávida entre eu a minha expectativa. Não recuei e a
encarei com o semblante plácido. Pra que fiz isto! Avançou com as
unhas desembainhadas e só não abriu uma avenida na minha cara por
que, lembrando os ensinamentos do meu mestre de Tai Chi, desloquei
meu ponto de equilíbrio alguns milímetros para a esquerda, o
suficiente para que ela, qual uma montanha, desabasse sobre o piso de
pinho comprado em doze prestações. Mas não caiu. O que pensam que
sou, um monstro? Não permiti  que ela chegasse ao chão. Aparei-a a
cerca de meio metro e segurei a barra. Mas não a levantei de
imediato. Deixei que sentisse o peso da gravidade, numa tentativa de
que tomasse consciência do precipício em que se jogara. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;ais uma
vez errei. Devia já estar acostumado. Mas, não, sempre acredito na
possibilidade de mudança. Sempre penso que a experiência é capaz
de nos fazer enxergar a verdade. De nos fazer compreender que aquilo
que estamos prestes a  fazer pode ser feito de outra maneira. Sempre
aposto no contar até dez. Analisar todas as possibilidades antes de
partir, antes de jogar a pedra, antes de julgar, de decretar a
sentença, de ligar a chave, de apertar o botão, de dar aquele passo
que nos atolará para sempre no reino das desculpas. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;ão
mudou quando a ergui. Chutou a almofada displicente, a mesma onde
estivemos recostados noite passada entre dengos e afagos. Ela esquece
fácil. O poço sem fundo onde às vezes se ancora tem a propriedade
de apagar toda lembrança, de projetar sombras sobre o nosso futuro
incerto. Mas não fiz o que ela esperava. Não entrei na cozinha.
Fiquei parado no umbral, à espera do seu próximo movimento.
Agachada, tateando os confins da estante, parecia outra. Aquela outra
que eu temia e vinha buscando de todo jeito evitar. Aquela outra de
cotovelo afiado, capaz de me fazer calar ao menor sinal de
discordância ou de desatenção diante da sua loquacidade. Novamente
na posse do controle, sentou-se costumeiramente do lado esquerdo do
sofá para assistir ao canal de documentários. Senti que devia
acompanhá-la. Manso, como um colegial à espera de aprovação,
mostrei interesse no vídeo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
-&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;sta
hora não tem nada que preste&lt;/i&gt;! E começou a zapear através dos
120 canais disponíveis. Estancou numa pregação. Não contestei.
Quem era eu para contestar?  Estava apelando para o televangelista
numa clara indicação de que devia entregar-me, render-me ao poder
curativo do espírito santo, confessar todos os meus pecados e
alcançar a salvação. Fiz-me de desentendido. Ou melhor, ignorei
aquela estratégia. Não tinha feito nada de errado, estava com a
consciência tranquila. Ela sim, é que estava extrapolando,
exorbitando, indo além do razoável. Não podia ceder. Mesmo que
custasse o nosso casamento. E preparei-me para o pior. Mas não foi
preciso muito. Virou-se para mim, fez cara de
te-perdoo-mas-que-isto-não-se-repita e lembrou-me do nosso mais
sagrado compromisso: estar disponível para o outro, sempre, a
qualquer hora, em qualquer lugar, em quaisquer circunstâncias. E
acrescentou, com um divertido toque de malícia: - &lt;i&gt;Posso saber
porque o senhor não atendeu ao celular?&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Como posso confiar no
senhor se não sou capaz de saber onde o senhor está? &lt;/i&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6153205959259487050?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ey2AP9l2RNNajA15mgYJqrOGylQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ey2AP9l2RNNajA15mgYJqrOGylQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ey2AP9l2RNNajA15mgYJqrOGylQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Ey2AP9l2RNNajA15mgYJqrOGylQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/Cbb6enU5O-A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/6153205959259487050/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/presente.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6153205959259487050?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/6153205959259487050?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/Cbb6enU5O-A/presente.html" title="Presente" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-PX_XVYaHpBw/Tv8mh-Oj1bI/AAAAAAAAAo4/_o5SOVa1eSc/s72-c/cartum-duke-002.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/presente.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUACQHw6fCp7ImA9WhRXF08.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-1432428954387818513</id><published>2011-12-24T09:56:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T09:56:01.214-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-24T09:56:01.214-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Tantos de mim</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2IkH29Uh1Gs/TvW8r0WZiDI/AAAAAAAAAog/wQuODl7LDNM/s1600/As+V%25C3%25A1rias+Sombras+de+Pessoa%252C+Google+Imagens.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-2IkH29Uh1Gs/TvW8r0WZiDI/AAAAAAAAAog/wQuODl7LDNM/s320/As+V%25C3%25A1rias+Sombras+de+Pessoa%252C+Google+Imagens.jpg" width="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;As Várias Sombras de Pessoa, Google Imagens&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;á um que chora&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que fraqueja&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tem um que deplora&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que graceja&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;em um que tolera&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Outro que implora&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Há um que sovina&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que controla&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;á um que congrega&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que assola&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Há um mediano&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que extrapola&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;á um que cavila&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E aquele carola&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Há um que precisa&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Dar tratos à bola&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;á um clandestino&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que guerrilha&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Há um paulatino&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E outro armadilha&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;H&lt;/span&gt;á um que simula&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E um que se altera&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Há um que emula&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E outro que espera...&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;xistem tantos de mim&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Que não sei bem 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Qual desses vos fala. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A todos
que acompanham este blog: Boas Festas e um 2012 multifacetadamente
único.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-1432428954387818513?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nUIhscJ7k1zsteOQ9u2ofRMFLJI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nUIhscJ7k1zsteOQ9u2ofRMFLJI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nUIhscJ7k1zsteOQ9u2ofRMFLJI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/nUIhscJ7k1zsteOQ9u2ofRMFLJI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/Pmd7FLlxC5Q" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/1432428954387818513/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/tantos-de-mim.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1432428954387818513?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1432428954387818513?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/Pmd7FLlxC5Q/tantos-de-mim.html" title="Tantos de mim" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-2IkH29Uh1Gs/TvW8r0WZiDI/AAAAAAAAAog/wQuODl7LDNM/s72-c/As+V%25C3%25A1rias+Sombras+de+Pessoa%252C+Google+Imagens.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/tantos-de-mim.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0YEQn09fip7ImA9WhRXEUs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-4478485179083713896</id><published>2011-12-17T20:31:00.001-02:00</published><updated>2011-12-17T20:31:43.366-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-17T20:31:43.366-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>O Reflexo e a Sombra</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RTQbYnB8Slc/Tu0X9akM84I/AAAAAAAAAoI/rvHpVH3fpic/s1600/Metropolis%252C+Fritz+Lang%252C+1927.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-RTQbYnB8Slc/Tu0X9akM84I/AAAAAAAAAoI/rvHpVH3fpic/s1600/Metropolis%252C+Fritz+Lang%252C+1927.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cena de Metropolis, Fritz Lang, 1927&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Na copa dos edifícios,
assoma furtivo vulto 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Sílfide, saltita e
grasna irrequieto flerte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Travessa canção
súbito me desperta&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Estanco e aguardo
inesperado fado  
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Traz singular figura de
ignoto passo&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Em suas escamas o meu
nome tatuado 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A lua alheia assiste na
cidade breve 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Excessivo ato em pleno
fim de tarde&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Perverso, rasteja o
vulto transmutado em larva&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Frágil como um rebento
a buscar um seio farto&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Repleto de tais
intenções sussurra encantos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Iminente ato vil, prova
cabal do seu intento&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Enrosca-se e acaricia,
sem pressa, aveludado&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A salivar vocábulos de
paradigmas natimortos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- O lixo, onde devo
descartar o lixo, 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Todo o lixo que trago
escuso e insolúvel?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Cuido, entrincheirado
nos flancos da quimera&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Do riso melindrado que
inteiro me rumina 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
No começo da noite,
vagos olhos se encaram&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Com palavras ruidosas
celebra-se hecatombes&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Enfadados de dor, em
doses demandadas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Dissimula-se uns tantos
quantos suicídios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Pelejas consumadas,
descerrados véus toldos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Crimes deslembrados,
resta-nos almas penadas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Na cidade grave,
malgrado todo pensamento estético 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Reflexo e sombra se
revesam, para assombro dos incautos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-4478485179083713896?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wgk8VKDLO0YmLMPwV5fJv9SVaDQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wgk8VKDLO0YmLMPwV5fJv9SVaDQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wgk8VKDLO0YmLMPwV5fJv9SVaDQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/wgk8VKDLO0YmLMPwV5fJv9SVaDQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/yGBev7ndZf8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/4478485179083713896/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/o-reflexo-e-sombra.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/4478485179083713896?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/4478485179083713896?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/yGBev7ndZf8/o-reflexo-e-sombra.html" title="O Reflexo e a Sombra" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-RTQbYnB8Slc/Tu0X9akM84I/AAAAAAAAAoI/rvHpVH3fpic/s72-c/Metropolis%252C+Fritz+Lang%252C+1927.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/o-reflexo-e-sombra.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkIDRXwyfyp7ImA9WhRQFUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-1602644916270425894</id><published>2011-12-10T08:51:00.001-02:00</published><updated>2011-12-10T08:56:14.297-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-10T08:56:14.297-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Tropo</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eyFyY2U72d0/TuM5xG7LcpI/AAAAAAAAAnw/LX5SvIQIjUE/s1600/na_ponta_lingua-z.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-eyFyY2U72d0/TuM5xG7LcpI/AAAAAAAAAnw/LX5SvIQIjUE/s320/na_ponta_lingua-z.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Google Imagens&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;s palavras são tudo&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A mão, a faca e o
corte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A imagem, a pose e o
porte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O tempo, o hoje e a
sorte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O espaço, o amanhã e
a morte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;mo as palavras&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mesmo quando são
flácidas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mesmo quando são
óbvias&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Pois a mágica das palavras&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Está em serem parte&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;J&lt;/span&gt;á ri muito lendo&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(Existem palavras que
coçam)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Já me espantei tanto
ouvindo...&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
(Ah, as palavras que
engasgam)&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;B&lt;/span&gt;lá, blá, blá... 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Blá, blá, blá...&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Blá, blá, blá...&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;mo tanto as palavras&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Que tenho ciúmes delas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Amo tanto as palavras&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Que mato e morro por
elas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mesmo quando são
drásticas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mesmo quando são
cáusticas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;eria este amor um
capricho,&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Será este o meu vicio?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Profetizar os
solstícios 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Lamentar os suplícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Eliminar os resquícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Propagar os benefícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Justificar os
meretrícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Negar os malefícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Programar os comícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Eleger os pontifícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Elogiar os patrícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Encarar os precipícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Fomentar os reinícios&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Cortar os
desperdícios...&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tornar-me vitalício?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;s palavras são tudo&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Jamais o que julgam ser&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-1602644916270425894?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n0nbnCdQeEyZQTAVbLHcXmWR6Hc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n0nbnCdQeEyZQTAVbLHcXmWR6Hc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n0nbnCdQeEyZQTAVbLHcXmWR6Hc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n0nbnCdQeEyZQTAVbLHcXmWR6Hc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/kaMkamUrVqk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/1602644916270425894/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/tropo.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1602644916270425894?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1602644916270425894?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/kaMkamUrVqk/tropo.html" title="Tropo" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-eyFyY2U72d0/TuM5xG7LcpI/AAAAAAAAAnw/LX5SvIQIjUE/s72-c/na_ponta_lingua-z.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/tropo.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak8AQHwzcSp7ImA9WhRRGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-1730178609896061081</id><published>2011-12-03T11:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-03T11:27:21.289-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-03T11:27:21.289-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônicas" /><title>Anotações Desacordadas</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-p6MJDOA9TKk/Ttog47XBVSI/AAAAAAAAAnc/qfB-mRwGuQE/s1600/SchreibeKunst1784.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="252" src="http://2.bp.blogspot.com/-p6MJDOA9TKk/Ttog47XBVSI/AAAAAAAAAnc/qfB-mRwGuQE/s320/SchreibeKunst1784.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Ilustração de Johannes Stäps, Leipzig, 1784&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;m tempos
de prosperidade, desaparecem as palavras. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;J&lt;/span&gt;á foi o
tempo em que por trás de um gênio da literatura, havia um monte de
tipógrafos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;odos na
antessala, ansiosos. Tinha que levar uma resposta. Logo ele que só
possuía perguntas. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;F&lt;/span&gt;oi
alguém falar em aumento que logo adoeceu. Na clínica, recebeu três
caixas de chocolate, uma dúzia de rosas e cinco balões em formato
de coração. Piorou. A junta médica, consternada, deu-lhe  um ano
de vida. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;ndo a
pensar se não seria um bom negócio descobrir o Brasil de uma vez
por todas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando pensou que ia viver nas nuvens, adveio o caos aéreo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;F&lt;/span&gt;azia
tanto calor naquelas plagas que os políticos andavam nus.  
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;e a
situação não está pra passarinho, imaginem pro pica pau – disse
o missionário trinchando uma codorna, convicto de que era nhambu,
num campo de pouso clandestino no coração da Floresta Amazônica.  
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O &lt;/span&gt;sujeito
era tão santo, mas tão santo, que acabou condenado por heresia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt; problema da democracia é que nunca se chega a um acordo quanto ao sexo dos anjos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;U&lt;/span&gt;m dia,
quase fui livre. O problema é que, sendo a liberdade um paradoxo,
acabei voltando para a casa dos meus pais. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;cordara
com a sensação de que, de uns tempos pra cá, chegava cada vez mais
atrasado a todos os encontros que, por uma estranha razão, esquecia
de marcar. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;iante da
dificuldade de entender o que é ser moderno, adotou um figurino para
todas as ocasiões. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;onselho
de amigo: nunca peça fiado na rosca dos outros. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;rending
topics no Twitter: “Não se deve colocar todos os ovos numa única
cesta”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
L&lt;/span&gt;ição de Autoajuda: “Evite acidentes... Faça de propósito”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
P&lt;/span&gt;rovérbio Revisitado: “Quando um não quer, dois não brigam. Mas
um apanha”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;abedoria de Caminhão: “O Brasil é um país geométrico. Tem
problemas angulares, discutidos em mesas redondas por um monte de
bestas quadradas”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="pt-BR" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;nde
todos têm opinião formada sobre um assunto, prevalece a força.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-1730178609896061081?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bPMiAI5FBGkdEETTvq_ZiLubl-Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bPMiAI5FBGkdEETTvq_ZiLubl-Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bPMiAI5FBGkdEETTvq_ZiLubl-Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/bPMiAI5FBGkdEETTvq_ZiLubl-Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/3T4THnr83VY" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/1730178609896061081/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/anotacoes-desacordadas.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1730178609896061081?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1730178609896061081?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/3T4THnr83VY/anotacoes-desacordadas.html" title="Anotações Desacordadas" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-p6MJDOA9TKk/Ttog47XBVSI/AAAAAAAAAnc/qfB-mRwGuQE/s72-c/SchreibeKunst1784.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/12/anotacoes-desacordadas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D04DRn0-fCp7ImA9WhRRE0w.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-8473503210373757155</id><published>2011-11-26T11:47:00.001-02:00</published><updated>2011-11-26T11:59:37.354-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-26T11:59:37.354-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro" /><title>Soltem a Magdala - Último capítulo</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ETL5mPcbjCg/TtDuNJbxkYI/AAAAAAAAAnI/YsK3VIvjHwc/s1600/comediaJacquesCallot15921635.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://4.bp.blogspot.com/-ETL5mPcbjCg/TtDuNJbxkYI/AAAAAAAAAnI/YsK3VIvjHwc/s320/comediaJacquesCallot15921635.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Comédia, Jacques Callot (1592-1635)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

Derradeiro capítulo da saga ilustrativa do aforismo “Vão-se os
dedos, ficam os anéis”, brilhantemente comentado na Introdução
do célebre tratado de ontologia “Uma cebola é uma cebola, tudo o
mais são favas” do admirável filosofo, colunista social e
sacoleiro de profissão Athaíde Bossay de Melo Rego. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Baterias antiaéreas daquele lado. Metrancas a
cada vinte metros. Já acamparam na praça. Não permitam que subam a
rampa.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Falcão, vai dar uma voltinha, vai!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Não captei! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;
Volupo &lt;/b&gt;– Sempre atrasado...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Excelência, mil perdões.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Que foi desta vez, Baleia?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Os ratos abandonam o navio. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Respira. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Os Prejudicados conseguiram o apoios dos credores.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Ferrou geral. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Ameaçam cortar o fornecimento de rabiolas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Ai, meus obuzes! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Burocrário, traz a Magdala.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Pirou?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Fala pro povo, amor!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – (Toda fashion)&amp;nbsp;“&lt;i&gt;Erradicar a pobreza e a marginalização;
reduzir as desigualdades sociais e regionais&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Boiei!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Tem que ver as coisas pelo lado estético, sacou?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Pra mim, isto é frescura.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Acho melhor você tirar o seu time de campo. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Mas o que foi que eu fiz?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não se engana muitos por longo tempo, Carcamano
disse-me um dia.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Aqui entre nós, me conta: você e ele...?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Até parece...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Desta vez não pode haver engano, hein! Tudo terá
que ser como manda o figurino. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – E quanto a Magdala?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Viajará o mundo, alcançará a fama, aplaudida por
todos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – E se... você entende... ela entregar o ouro?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Não se preocupe. Adicionei as três leis da
robótica. Burocrácio, abra a rede. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Contagem regressiva!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Aos seus lugares.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Em três, dois, um... no ar! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Pelopinos e pelopinas. Não quero interromper por
muito tempo a novela. Além do mais, o rango pode esfriar e aí a
dona Maria vai ter que esquentar tudo de novo, coisa que o seu Zé
não  gosta, não é mesmo? E como não quero ser acusado de provocar
dissensões no seio da sagrada família, vou direto ao ponto, odeio nhén nhén nhén! Venha até aqui, minha filha,
chega mais. Estão vendo? Táqui do meu lado, minha sobrinha Magdala,
a musa preferida do povão. Neste momento solene, eu, Volupo de
Pelópia, decreto e assino aqui e agora, diante de todos vocês, a
entrega, simbólica, do cetro e da coroa praquela que foi aclamada,
por vocês, como a legítima soberana. Disse simbólica por que minha
mui estimada menina ainda é menor de idade e só poderá sentar ao
trono quando completar vinte e um aninhos, coisa que só acontecerá
daqui a alguns anos. Naquela oportunidade faremos um plebiscito para
sabermos se queremos a monarquia ou a república, não é uma boa?
Enquanto isto, as portas do palácio estão escancaradas, apareçam
prum cafezinho. Mas marquem hora, que isto aqui não é a casa de mãe
joana. Portanto, congelem tudo que a antiga musa canta e preparem-se
para o próximo campeonato mundial de arraias. Pelópia não perderá
o bonde da história. Boooa noite!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Fecha a rede!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Baleia, providencie um completo banho de loja na
nossa menina. E ó: capriche na maquiagem. Quero fotos dela
distribuídas em todos os jornais, repartições públicas,
churrascarias e postos de gasolina... pra ontem, viu?!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Vem, neném!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – E nada de intimidades, seu pervertido!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; - “&lt;i&gt;Caminhando e cantando e seguindo a canção&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Chiii, deu tilte na rebimboca da parafuzeta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
–  Bem que falei que aquela cartilha de OSPB estava com o prazo de
validade vencida.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Quero imediatamente uma campanha pelo estabelecimento da
república. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Espera aí, se você iniciar uma campanha para o estabelecimento
da república e sabendo-se que a república caracteriza-se pela
alternância no poder, o que me garante que iremos continuar no bem
bom?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Soltei a Magdala, não soltei?! Pensa que o povo esquece? Quando
ela chegar à maioridade, teremos aprovada a república. E quem sairá
candidato a presidente, quem?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt;
– Gostei, mais uns vinte anos pra deitar e rolar.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– É ou não é um bom plano de previdência privada?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Viva o presidente Volupo!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Ai, cansei. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Ainda tem os credores.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Já falei: devo, não nego, pago quando puder. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Mas eles querem um compromisso assinado e com firma reconhecida.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Sabe a reserva do Catimbó Açu?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Não me diga que...?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Acabei de aprovar um projeto de preservação. Gringo adora um
verde.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Sensacional! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Chega por hoje. Burô é com você, meu nego.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
– Acabei de receber estas belezuras de pipas. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Mostra, mostra!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
– Os banqueiros mandaram como brinde.  
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– E todas têm títulos, que &lt;i&gt;hermoso&lt;/i&gt;. Moô, qual preferes?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Xavê: república nova, república novíssima, neo-república...
ai, tô indecisa!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Falcão, chega mais. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt;
– Estou &lt;i&gt;bem&lt;/i&gt; aqui. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Acostume-se com os novos tempos, amigo!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt;
– Saco!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Vamos lá, quero ver todo mundo empinando papagaios!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;
Cai o pano.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-8473503210373757155?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-IiDhsB2L5vwlGcawpxpUMz3wg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/M-IiDhsB2L5vwlGcawpxpUMz3wg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dFNR7m7ZHv0/TshLsrl-B0I/AAAAAAAAAnA/ikySi9LUAkE/s1600/350px-Antoine_Watteau_054.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-dFNR7m7ZHv0/TshLsrl-B0I/AAAAAAAAAnA/ikySi9LUAkE/s320/350px-Antoine_Watteau_054.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Jean-Antoine Waltteau (1684-1721) Comediantes Italianos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
N&lt;/span&gt;o capítulo anterior vimos que aquilo que não tem remédio,
remediado está. Afinal, na hora do aperto todos correm para o
mercado em busca de um bom e velho escambo. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – (Numa cela pobre porém limpinha, rabiscando
versos) “&lt;i&gt;Sou donzela bem nascida/ Pra vida bem viver/Meu sonho é
tão bonito/ eterno amanhecer/ Que minha vida nada tenha de arremedo/
A esperança, irmãos, há de vencer o medo&lt;/i&gt;”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Vê quanto sofre esta pobre criança!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Estaríamos bem melhor se estivesse emparedada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Um pouco de compaixão, mulher. Padeço, não vês
que padeço? Hoje vejo que acima de tudo é preciso cantar. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Se você pensa que vou dançar conforme a
música...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Vamos pegar leve com ela, entendido?! Só
precisamos ampliar seus horizontes. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Contanto que seja nossa a perspectiva!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Magdala, querida, sou eu, titio, lembra?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – Quem sois, quiqueres?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Vim para mostrar-lhe o mundo, filhinha!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – “&lt;i&gt;Ah, vislumbrar os doces prados da minha
terra&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Tá bom, chega de gongorismos, vais direito pro
chuveiro que a inhaca tá braba. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – “&lt;i&gt;Sentir novamente o aroma dos campos e
ladeiras deste meu imenso rincão. Andar de déu em déu, ouvir o eco
do meu sussurro clamando pelo amor que me espera”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Louquinha, louquinha.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Consequência do drama romântico... Que fazer?! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Vejo que vamos ter que investir pesado na
repaginada.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – “&lt;i&gt;Famintos de justiça, não temais, meu verso
será vosso pão”. &lt;/i&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – É lasca!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Vamos ter que tirar umas gordurinhas. Burocrário,
prepara a mesa de operações. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt; – “&lt;i&gt;Ó manhãs de primavera, minha retinas
orvalhadas sorriem inocentes de toda dor&lt;/i&gt;”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Vamos ter que tirar mais que gorduras. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – Tudo pronto, chefe!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; - Anestesia geral!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Vamos ter que extrair alguns ranços. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Bisturi!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Cuidado com a bolsa!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Devagar. Assim vai ficar liberal demais. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Pronto. Agora vamos transplantar algumas inovações.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Cadê os modelos importados?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Na mão. Fotografia autografada da Doris Day
beijando o Rock Hudson, fio do encharpe da Isadora Duncan...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Talvez algo mais...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Já sei: música do Vandré, discurso do
Caetano...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; –  Péra, péra, péra... algo mais espiritual...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Que tal um santinho do reverendo Moon. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Gente, é preciso charme, ela não pode ficar
capenga!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Bota um desenho do Clodovil!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Tá fibrilando, tá fibrilando... cheque o nível
de oxigenação!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – 1.8 XL. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Só mais um ou dois grampos...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – Fita crepe!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Vai dá pro gasto. Tchan, tchan, tchan... Parla,
meu bem, parla!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Magdala&lt;/b&gt;  - O povo é soberano e sua vontade é lei. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – Chiiii... fedeu!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Acho que exagerei na dose do cloranfenicol. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – Sugiro dar uma mexidinha nas disposições
transitórias.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Prejudicados&lt;/b&gt; – (Off) “&lt;i&gt;Só tem um jeito/ Pra sair do
rolo/ É agora ou nunca? Magdala lá/ Ela é certinha/ Mais
bonitinha/ Magdala já&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;Continua...&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-880044151641935697?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_nWT2SyiwnJ991HRuYQj6yC4Kjs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_nWT2SyiwnJ991HRuYQj6yC4Kjs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_nWT2SyiwnJ991HRuYQj6yC4Kjs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/_nWT2SyiwnJ991HRuYQj6yC4Kjs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/WkHinggo2Ho" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/880044151641935697/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-5.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/880044151641935697?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/880044151641935697?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/WkHinggo2Ho/soltem-magdala-capitulo-5.html" title="Soltem a Magdala - Capítulo 5" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-dFNR7m7ZHv0/TshLsrl-B0I/AAAAAAAAAnA/ikySi9LUAkE/s72-c/350px-Antoine_Watteau_054.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-5.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DEIDQXczcSp7ImA9WhRSEU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-7041883389679304408</id><published>2011-11-12T17:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-12T17:36:10.989-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-12T17:36:10.989-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro" /><title>Soltem a Magdala - Capítulo 4</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wveHUDhcKgs/Tr7JRwDzPII/AAAAAAAAAmk/VDyp7M64h0w/s1600/personnages.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" src="http://4.bp.blogspot.com/-wveHUDhcKgs/Tr7JRwDzPII/AAAAAAAAAmk/VDyp7M64h0w/s320/personnages.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, sans-serif; line-height: 15px; white-space: nowrap;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-small;"&gt;arteemtodaaparte.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
N&lt;/span&gt;o capítulo anterior, graças aos sofisticados recursos tecnológicos disponíveis no momento,
viajamos no tempo para constatarmos estupefactos certa lei inexorável:
a corda sempre arrebenta do lado de quem tem a constituição mais
fraca. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Ainda ouço o silvo intrépido da ferramenta pelos
ares. Tentei desviá-la mas, foi tarde demais. Carcamano tinha que
empregar tanta força, tinha? Se não fosse aquela mania de exibir
competência, a bicha não teria se soltado. Agora nossa delicada
menina tem que conviver com esses quinze quilos de destruição
fincados na omoplata esquerda. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Ieeeeaaarrrggghhhhrrrrr....!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – (Ao Doutor) Alguma sinal de melhora?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – Tsk, tsk. O caso é bastante comum, a literatura é
rica em menções, contudo... o fenômeno é bastante complexo. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Dá pra fazer por menos?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – O aço penetrou fundo, atingiu vasos
comunicantes...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não me diga que ela...?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – Jamais!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Deus, ó deus, poucos com muito e muitos com
pouco!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Há males que vem pra bem. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Arrggghhh...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Faça alguma coisa, doutor!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – Não há como retirar a excrecência. Todo os
recursos físicos e metafísicos foram esgotados. Qualquer tentativa
de remover-lhe a picareta poderá ser fatal. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O que tem que ser, será!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Por que isto não aconteceu com a filha da
vizinha?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O pior é que estamos gastando uma nota preta com
este conceituado e exíguo cérebro científico e neca de
pitibiribas. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – Mas veja pelo lado bom. Se não tivesse acontecido
esta esdrúxula fatalidade, vocês estariam pagando impostos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – E você o que é: humorista?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Doutor&lt;/b&gt; – A paciente precisa descansar. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Anaaarrrggghhhgggggblé....!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O que me preocupa no momento é que o nosso segredo
vazou. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Como descobriram a Magdala?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Agora morreu neves. Caiu na boca do povo, minha
filha, já viu!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Talvez ela devesse sofrer um lamentável acidente.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Aí é que a vaca vai pro brejo. Vai sobrar pra
quem?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Maldita liberdade de imprensa. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O que podemos fazer, além dos pescoções de
praxe, é adiar um pouco os acontecimentos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Você não está pensando em...?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Será que nos resta outra saída?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Você a conhece bem. Se algum dia chegar ao trono,
Magdala desencadeará uma onda de revanchismo sem precedentes. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Para tudo existe uma solução. Ademais ela é sangue do nosso sangue, deve ter um bom coração. Sabe que no fundo, tudo que
fizemos, fizemos por amor. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Prejudicados&lt;/b&gt; – (Em off) “&lt;i&gt;Ó Emengarda não fique assim
tão triste/ Esqueça o que aconteceu/ Do gorilão, metida a besta/
Que numa sexta, tascou-lhe a mão/ Do gorilão, da picareta/ Naquela
sexta, que confusão/ O que será de ti, ô/ O que será de nós, ó/
Só tem um jeito/ Pra sair do rolo/ É agora ou nunca/ Magdala lá/
Ela é certinha, mais bonitinha/ Magdala já”&lt;/i&gt;. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Más notícias. Botei escuta até em rabo de gato,
tenho gente infiltrada em todo que é ralo de banheiro mas não
consigo antecipar-me à avalanche de passeatas, comícios, greves e
manifestações. Mal dissolvo uma reunião, já tenho duas, três
pipocando aqui e acolá. A coisa tá preta e o negócio, a cada dia
que passa, fica mais russo. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Tem que haver uma luz fim do túnel. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Admita, estamos indo pras cucuias. A cada dia
cresce o número de prejudicados. O entulho precisa ser removido. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não seja impertinente. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Desculpe mas, Emengarda é carta fora do baralho. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Só há um modo de deter os prejudicados. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Já esgotei todos os métodos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Soltemos a Magdala!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Uma pitomba. Magdala não reinará. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Faremos uma transição pacífica. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – A minha parte desta rapadura ninguém tasca eu vi
primeiro. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Ai, meus canhões!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – (Grita) Burocrácio! &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;continua&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7041883389679304408?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/RgO9xkJh1KHAh4bP9jSeSKurNqs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/RgO9xkJh1KHAh4bP9jSeSKurNqs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/RgO9xkJh1KHAh4bP9jSeSKurNqs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/RgO9xkJh1KHAh4bP9jSeSKurNqs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/_tLk2eDczss" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7041883389679304408/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-4.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7041883389679304408?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7041883389679304408?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/_tLk2eDczss/soltem-magdala-capitulo-4.html" title="Soltem a Magdala - Capítulo 4" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-wveHUDhcKgs/Tr7JRwDzPII/AAAAAAAAAmk/VDyp7M64h0w/s72-c/personnages.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-4.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4MQH89fCp7ImA9WhRTFEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-7684455937585549387</id><published>2011-11-05T08:29:00.001-02:00</published><updated>2011-11-05T08:29:41.164-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-05T08:29:41.164-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro" /><title>Soltem a Magdala - Capítulo 3</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-04ag4za1gMM/TrUPT8PCUvI/AAAAAAAAAmQ/BB1A29a5n2M/s1600/corna3.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-04ag4za1gMM/TrUPT8PCUvI/AAAAAAAAAmQ/BB1A29a5n2M/s320/corna3.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;www.delpiano.com&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
N&lt;/span&gt;o capítulo anterior, descobrimos que há sim alguns esqueletos no
armário, produto de administrações passadas mal resolvidas
emocionalmente.  Faremos um breve passeio no tempo, com o auxilio de
tecnologia de ponta, para vermos de perto as primícias de certos
malassombros que assolam Pelópia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não interessa o custo. Quero tudo do bom e do
melhor, de preferência importado.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Assim será. Não ficará pedra sobre pedra. Um
novo conceito de palácio brotará nestes trópicos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Todo mundo trabalhando duro. E ai daquele que eu
pegar coçando o saco.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – O seu milagre está garantido. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Ahn ahn... com licença!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Coronel Carcamano! Que bom vê-lo de volta.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Minha senhora!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – E a quinta coluna?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Penetrando firme.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Quanto tempo ficas desta vez?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Tempo suficiente para extirpar algumas minorias
ruidosamente empedernidas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Só desejo paz!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Paz e progresso.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Mas, voltando à vaca fria... Baleia, vá ver se
estou na esquina (Baleia sai) Senti a sua falta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Aqui me tens de regresso. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Ando tão precisada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Shiii! As paredes tem ouvidos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Toma, toma esta xexelenta nos braços. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Péra, mulher!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Que foi?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Os tempos são outros.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não me diga que...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Sim, preciso confessar: cobiço outra. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Perfídia! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Nossa amor não tem futuro, Dedé. Meu sonho é
casar na igreja, lua-de-mel em Caraguá e cuidar de sete filhos numa
casinha branca no alto da colina. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não, não quero saber de mais nada. Quem é a
lambisgóia? 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcanamo&lt;/b&gt; – Alguém muito próximo. (Emengarda entra)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Emengarda! Que fazes, pudica, passeando por aqui,
nestas horas tão insonsas?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – No quartinho fazia um calor tão... tão...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Tórrido!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Sórdido. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Permita-me refrescá-la. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Não se dê ao trabalho, major.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Qual nada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Capitão Carcamano, penso estar na hora de passar
a tropa em revista. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Perdão, por instantes deixei-me levar pela
estética barroca. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Melhor que te vás, querida. Os operários devem
chegar a qualquer momento e isto aqui vai virar um bafafá. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Posso ficar mais um pouquinho? Gostaria tanto de
ver esses homenzinhos trabalhando. Parecem-me tão... tão...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Másculos!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda &lt;/b&gt;– Minúsculos!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Este tipo de espetáculo não fica bem pro teus
olhinhos, meu amor. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Deixe que fique.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Ela tem uma constituição muito frágil.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Comigo por perto não haverá imprevidência. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Está bem, mas só um pouquinho. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Obrigadinha, titiazinha!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – O trabalho enobrece o homem, já disse um
filosofo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Gracinha. É o que pensas, tenente?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Sou de pegar no batente de sol a sol. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Adoro trabalhos manuais!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Permita-me uma demonstração. Vês aquelas
ferramentas? Escolhe uma e verás do que este militante é capaz. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Eu posso, titia, posso?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Escolhe a mais pesada, meu bem, o sargento
Carcamano aguenta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Minha mãe mandou dizer que eu escolhesse esta
mas como sou teimosa escolho esta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; – Graciosa troquilídea, reserve em tuas retinas
espaço para cena insuperável (Apanha uma picareta).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Cabo Carcamano, vê lá o que vais fazer. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Carcamano&lt;/b&gt; - ( Tira a túnica) Afastem-se, senhoras. Acabarei
com estes aliceces num piscar d'olhos (Senta a pua)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – (Atingida) Ahhhhhhgggggggrrrrrrrr....!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7684455937585549387?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/39qkbQr_w6M-OCYVJ3uRuy0iQBM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/39qkbQr_w6M-OCYVJ3uRuy0iQBM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/39qkbQr_w6M-OCYVJ3uRuy0iQBM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/39qkbQr_w6M-OCYVJ3uRuy0iQBM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/OB-lMxhhGcs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7684455937585549387/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-3.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7684455937585549387?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7684455937585549387?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/OB-lMxhhGcs/soltem-magdala-capitulo-3.html" title="Soltem a Magdala - Capítulo 3" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-04ag4za1gMM/TrUPT8PCUvI/AAAAAAAAAmQ/BB1A29a5n2M/s72-c/corna3.gif" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/11/soltem-magdala-capitulo-3.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkcGR3c9cCp7ImA9WhdaGEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-3112344489726575307</id><published>2011-10-29T08:27:00.000-02:00</published><updated>2011-10-29T08:27:06.968-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-29T08:27:06.968-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro" /><title>Soltem a Magdala - Capítulo 2</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fMEoCKFSqi4/TqvTXCSTCeI/AAAAAAAAAlo/7b4xU9bmP1g/s1600/www.vilepasseist.wordpress.com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="140" src="http://4.bp.blogspot.com/-fMEoCKFSqi4/TqvTXCSTCeI/AAAAAAAAAlo/7b4xU9bmP1g/s320/www.vilepasseist.wordpress.com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;www.vilepasseist.wordpress.com&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
N&lt;/span&gt;o capítulo anterior os Prejudicados bateram à porta. Mas sendo o
preço da liberdade é a eterna vigilância, recorre-se primeiro aos
últimos recursos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – (Com bolas de gude) Tá brincando, não troco esta
esverdeada por nada deste mundo. Sente só a firmeza. Uma esfera
perfeita. Repara como desliza... quase não é preciso esforço...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Falcão, quantas vezes já te disse que este
esporte não dá futuro pra ninguém. Porque você insiste em ser
diferente, meu filho? Alguém me lembra de assinar um decreto
proibindo, de uma vez por todas, a prática deste jogo. Burocrácio,
como andam as coisas?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Na mesma. Com ligeira tendência de queda. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Continue monitorando a bagaça. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt; – Estou indo agorinha mesmo pra Central de
Balelas e Quejandos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – (Ao Burocrácio) Epa, paradinho aí: devolve a
gordinha!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt; – É mesmo uma belezura! (Devolve)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Mas não é pro teu bico. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Posso falar?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Vamos nessa.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Negócio seguinte... Ai, cansei: conta pra ele
Baleia.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Os Prejudicados mais uma vez botam as manguinhas de
fora. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – É você na qualidade de ministro nomeado...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Permite? Altamente nomeado. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Mas que periga ser baixamente nomeado se não
acabar com esta anarquia.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Primeira providência: Consultar o Conselho. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Como “consultar o conselho”?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Ué! Como se consulta o conselho?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O conselho é você, idiota!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Perdão, mesmo sendo eu o conselho, só imitirei
um parecer após amplas consultas. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Agora deu! Quem ele que é: um democrata?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Perdão de novo mas, tudo deve ser feito dentro da
mais estrita legalidade. (Abre caderneta) Vejamos... Está bem aqui:
blá, blá, blá... hum, hum, hum... Táqui: Inciso XXXVIII,
parágrafo 27, artigo terceiro, capítulo VI, do Regulamento pro
Seguro Não Morrer de Velho... ponto: Moleza: é botar pra quebrar!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Pelo menos parece que sabe ler.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Fui! Alguma coisa do comércio, madame?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Se não for dar muito trabalho, dá pra passar na
pizzaria e trazer uma gigante de aliche, com bastante azeitona?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Sinto, mas não tenho xongas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Debita na conta única.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Na um ou na dois?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Alguém consegue levar as coisas a sério por
aqui?!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Falcão&lt;/b&gt; – Cada coisa a seu tempo. (Saindo) Se não tiver
aliche, posso trazer anchova?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Anchova não gosto, traz de pepperoni com bastante
toucinho. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Ainda mando este cara de volta pro orfanato!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Podemos ir agora?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Agora não vai ser possível.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Você tem que conversar com o médico.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Minutinho, excelência.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; –  Marquei aula de yoga. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Segundinho só.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Mas...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Deixa o Baleia falar, mulher.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – É que chegou um primo da cunhada de um sobrinho da
empregada da irmã da vizinha da sogra gorda de uma conhecida da
mamãe e...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – E tá procurando trabalho!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Não chega a tanto. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Devassa, minha flor, ainda temos vagas no
Ministério das Forças Ocultas?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Qual o nível de instrução dele?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Phd em mercandaizing.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Hum... talvez pra entubar bracholas no período
vespertino. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Ele é perito em projetos culturais, acrescento. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Manda passar no almoxarifado e pegar uma arara
fixa. Mas vou logo avisando, oitenta e cinco por cento do salário
vem direto pro bolso do besta aqui. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt; – Anotado. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Se perguntarem por mim diga que estou em reunião
no clube . 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Nananinanão. O senhor vai visitar a Emengarda.
Faz mais de mês que o senhor não comparece. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Saco! Já devíamos ter jogado uma pá de cal nesta
história. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – E acabar com o nosso bem bom?!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Aquilo é um entulho. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Mas é nossa sobrinha e se regemos, regemos em seu
nome, lembre-se disto. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Mas aquilo é uma inês morta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Fala baixo que ela pode ouvir. Vamos, entre. E
bote um sorriso nesta cara de gamela. Cadê a minha fofinha?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Ahhhh...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Titio e titia tão ati!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Ahhhhhhhhhh....!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Tê ti foi? Tá dodói ati?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Emengarda&lt;/b&gt; – Ahhhhhgggg....!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Pára!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Deixa de ser grosso.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – Se já não gostava de repolho, agora então...!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Tínhamos que ter evitado aquele acidente.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – A culpa foi sua. Você inventou aquela reforma
estrutural no palácio.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – A culpa foi nossa. Você concordou inteiramente
com o projeto. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt; – O que a gente não faz para impressionar a massa!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;

&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt; – Parece que foi ontem. Sempre fui uma idealista,
sabia? Sonhava com um mundo melhor, onde cada um pudesse ir à Paris
pelo menos uma vez por ano. Mas o destino é cruel, tá nem aí pras
boas intenções. E hoje, o que sou? Uma cética, cuja únicas
venturas são alguns míseros trocados que mal dão pra despesas do
dia a dia em Miami. Ah, quem me dera voltar ao passado...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-3112344489726575307?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hpeUJ6vrkZxzBILYoG57BT3jAhg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hpeUJ6vrkZxzBILYoG57BT3jAhg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D56JHR3l4gI/TqKvFoKmZ4I/AAAAAAAAAlM/JC2rLu58cMU/s1600/mascaras-gregas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://4.bp.blogspot.com/-D56JHR3l4gI/TqKvFoKmZ4I/AAAAAAAAAlM/JC2rLu58cMU/s320/mascaras-gregas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;marceloazevedo.wordpress.com&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;a
longínqua, ensolarada e verdejante Ilha de Pelópia mandavam dois
regentes austeros e ufanistas. Faziam e aconteciam e não prestavam
contas. O povo para eles é que tinha a sorte de tê-los como donos
da vida e da morte. Ê lugar bom pra se viver. Lugar bom pra se viver
estava ali.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt;
– (Com jornal) Patati patatá... deixa ver... ouçam esta aqui:
“&lt;i&gt;Não há um só pelopino, desde a mais tenra idade, que não
pratique o mais popular e nobre esporte. Celeiro de craques, somos
hoje grande exportador de cafifas. Pelópia desponta como favorita
absoluta ao título máximo no campeonato mundial de pandorgas,
posição que mantém a mais de meio século, a despeito da torcida
contra, invejosa e maledicente&lt;/i&gt;”. E vai por aí a fora...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– A vida é linda!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– (Entrando esbaforido) Meus soberanos, o Ministério da Coisa
Líquida e Certa...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Que espero continue acertando e liquidando com altos índices de
produtividade, diga-se de passagem!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Respeitosamente...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Você não está irradiando bons fluidos, Baleia!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Sinto-me envergonhado por trazer-vos desagradável notícia.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Quem se atreve...?!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Os Prejudicados!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Gentinha sem caráter. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– O que desejam desta vez? Não bastam as cestas básicas? 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Sublime recordação. Porém,  o buraco agora é mais acima. 
Ameaçam invadir o palácio se a infante Magdala não for libertada e
coroada imediatamente soberana de Pelópia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Regentes&lt;/b&gt;
– Ai, ai, ai... me segura que vou ter um troço (Desmaiam)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt;
- (Ao Baleia) Satisfeito?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Mas...&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
– Esta tua competência ainda vai acabar nos levando pro buraco.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– E agora?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
– Segura tua onda e vai bombando ar (Entrega-lhe um leque. Recita)
“&lt;i&gt;A densa floresta de sanguessugas repleta/ De abrigo serve ao
ignaro contrabando/ E às orgias laicas dos primitivos aborígenes/
Mas o braço valeroso e forte/ Do egrégio poder lúcido e audaz/
Traz a impoluta máquina/ O potente tijolo/ E o prático aerosol
repelente/ Cumprindo seu destino altaneiro/ Rasga o homem/ O manto
covarde e vil da indolência/ Introduzindo na mata inóspita/ A
singela civilização/ Ei, serra/ Ei, trator/ Leva o progresso onde a
vontade guie/ E a insigne excelência alcance”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Já consigo respirar!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Puxa, tocou fundo. Lavra de quem, esta pérola?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt;
– Da minha santa vó, que o divino a tenha!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Emoções à parte, chegou a hora da onça beber água. Abram as
canais com a nação!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrário&lt;/b&gt;
– Rede à postos! Em três... dois... um, no ar! Sai pro lado,
Baleia!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Pelopinos e pelopinas. Mais uma vez, no exercício estrito do
dever outorgado, penetro em vosso lar (com perdão da má palavra) no
momento em que saboreardes uma gentil penosa. Obrigado e bom
proveito. Amados, novamente a mão solerte da discórdia ameaça
nossas mais sagradas instituições que, com sacrifício pessoal e
familiar, busco preservar e aperfeiçoar. Daqui, do aparente
aconchego do trono, onde, para informação de vocês, faço das
tripas coração, estou de butuca naqueles que querem chutar o pau da
barraca! Comigo não, violão! Aqui não tem esbórnia. Somos
pacíficos por obra e graça do divino mas, se me pisam nos calos,
rodo a baiana e aí todo mundo vai saber o que luzia perdeu na horta.
É só. Em nome da nossa amizade, fica aqui um grande abraço. Fim. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Burocrácio&lt;/b&gt;
– Fechada a rede.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Acho que coloquei as coisas no seus devidos lugares, não? Burô,
 me chama o Falcão. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Amoô...! Será que vamos ter um endurecimento do regime?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Arriar a bandeira, nunca!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Nossa, me subiu um fogo. (Ao Baleia) Que parar de abanar esta
meleca!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Devassa, na iminência de chover cobras e lagartos, talvez
devesse passar o fim de semana na casa de Noca. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Nem vem que não tem!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Foi só uma sugestão.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Te conheço de outros carnavais. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– O trem aqui vai feder, tô avisando.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Pode tirar seu cavalinho do cerrado. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Diz que me ama!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Num digo!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Diz.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– (Inaudível)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Não ouvi.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Fico encabulada!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Quem é a minha bilunga?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Ah, Volupo, pára, vai!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– (Xumbregação) Que foi, Baleia?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Olha, não é pieguice, não. Mas esse amor me comove.  
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– Devias ter pensado nisto antes. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Perdoem-me qualquer desassossego.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Depois me lembre de te dar uns cascudos. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Devassa&lt;/b&gt;
– São sejas duro com ele.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Para minha remissão... (Apresenta relatório) Saiu indagorinha
do forno.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Quanto?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Nadinha. Não gastei um só dubrix. Claro que usei de certos
métodos persuasivos, coisa leve, autorizada pela lei de patentes. Vê
esta reta ascendente? Estamos no rumo certo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Quem?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Vosso governo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– Aprovação?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Noventa e oito virgula noventa e sete.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– E o resto?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Que resto?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– A titica que falta.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Favas contadas.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– É por isto que você continua morando na cidade baixa. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Baleia&lt;/b&gt;
– Considere a margem de erro!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Volupo&lt;/b&gt;
– De erro em erro, ferra-se um governo!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;Continua...&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6162572936036691084?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UHTylGjX_5ELVKf42mn2w9medd4/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UHTylGjX_5ELVKf42mn2w9medd4/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0opD43aUzAk/TpmTd-lY6GI/AAAAAAAAAko/-MU3XDbvO9I/s1600/113_007.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-0opD43aUzAk/TpmTd-lY6GI/AAAAAAAAAko/-MU3XDbvO9I/s320/113_007.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Escultura Estranha, Los Angeles&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;egundo a
Agência Ânsia, ao contrário da nobilíssima frase &lt;i&gt;não há
almoço grátis&lt;/i&gt;, o programa espacial e as sondas Pioneer 10 e 11
informam exatamente onde encontrá-lo, alertou em palestra, para uma horda de fiéis, o mais cotado pré pré candidato à presidência
dos EEUU. Ao encerrar sua inspiradora alocução conclamou a multidão
para uma reza braba. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;e acordo com previsões do prestigioso Banco de Investimentos Global, divulgadas
em seu boletim semanal,  se Cristo fosse hoje sacar algum no Banco do
Vaticano, seu saldo seria insuficiente. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt; coluna
da Barbara Boquinha, num dos seus costumeiros furos de reportagens,
registrou ontem que, durante a Batalha Apocalíptica entre o Bem e o
Mal, &lt;i&gt;alguém&lt;/i&gt;, visivelmente indignado com o atual estado de
coisas, dirigiu-se ao Comandante Bondoso e pontificou: “&lt;i&gt;Olha,
acabaram de bater a minha carteira: tô fora&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;orrespondentes
internacionais do &lt;i&gt;New World&lt;/i&gt;, divulgaram lá fora, em letras
garrafais que, na Praça dos Três Poderes, o consórcio vencedor
acabou de instalar o outdoor: “&lt;i&gt;Desculpe o transtorno, estamos em
obras&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;R&lt;/span&gt;elatório divulgado neste final de semana pela Federação
Internacional da Industria Farmacêutica sugere que, ao preparar-se para Sua
Segunda Vinda, Cristo teria exclamado: “&lt;i&gt;Paiê, cadê meu remédio
pra enxaqueca&lt;/i&gt;”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;sta
ninguém me contou, vi com estes olhos que a terra há de comer um
dia (ou não!). O portão da sede da Nova Igreja Renovada da Salvação
Compulsória, ostenta o amigável cartaz: “&lt;i&gt;Cuidado com o cão&lt;/i&gt;”.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;ublicada em doze idiomas pelos quatros cantos do mundo, a Revista Espírita &lt;i&gt;Luz e Caridade&lt;/i&gt;, em edição extra nesta quinzena, revela que os portões do Paraíso amanheceram hoje
com a seguinte pichação: “&lt;i&gt;Estamos em greve por melhores
devotos&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt; Revista
&lt;i&gt;Tô Nem Aí&lt;/i&gt;, traz em sua última edição o borogogó de que,
após assistir ao comercial de lingerie estrelado por &lt;i&gt;top model&lt;/i&gt;
&lt;i&gt;fashion &lt;/i&gt;da hora, famoso diretor norte-americano decidiu levar
às telas o drama amoroso do casal primeiro. Acrescenta, ao final de
extensa reportagem, a ilibada publicação: “&lt;i&gt;Espera-se grande
polêmica em torno da cena em que Eva convence o Todo Poderoso de que
tudo não passou de um leve descuido&lt;/i&gt;”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;egundo a
Delegacia Especializada em Crimes Contra os Costumes, a partir de
denúncias anônimas, foram presas, em Búzios, na tarde de ontem, as
famigeradas Filhas de Ló: grupo que usava a internet para divulgar a
prática do hediondo crime da senefilia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;ado como
morto, emérito político reapareceu hoje, acompanhado de elegante
&lt;i&gt;entourage&lt;/i&gt;, a batizar com seu insigne nome, um movimentado beco
sem saída. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;egundo
fontes fidedignas&amp;nbsp;anonimamente&amp;nbsp;infiltradas no Banco Central, Judas não morreu
enforcado. Teria se jogado do topo do Parthenon ao descobrir que as
trintas moedas na verdade não passavam de combalidos euros. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;e olho no mercado e publicada
às pressas, por um dos seus sócios, a biografia
de operoso executivo do Vale do Silício nos conta que, nos idos dos 70,
o jovem teria declarado, durante reunião informal e ligeira com
alguns veteranos órfãos de Woodstock: “&lt;i&gt;Claro que sou bobo. Mas
não sou otário&lt;/i&gt;”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;iante da
recente polêmica causada por um comercial onde o canônico Bruxo de
Cosme Velho aparece caracterizado de ariano, o mais novo acadêmico,
do alto do seu engomado fardão, teria declarado nos corredores de
formidável emissora: “&lt;i&gt;O patrão, o que acha&lt;/i&gt;?”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;U&lt;/span&gt;m dublê
de humorista, está sendo processado por um nascituro de famosa
cantora. Um fato inédito nos anais do Direito Civil, Penal,
Trabalhista e Canônico. O grande filosofo grego Aristóteles foi
convocado como testemunha, por sua declarada aversão aos bufões,
neste que promete ser o julgamento do século. O grupo televisivo,
radiofônico e futebolístico, proprietário dos direitos de
transmissão, espera abocanhar preciosas fatias da concorrida
audiência, custe o que custar. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Í&lt;/span&gt;nclito
político e acadêmico fervoroso, ao ser vaiado na cidade da música,
teria declarado, manhosamente: “&lt;i&gt;Finalmente sou pop. Posso morrer em
paz&lt;/i&gt;”. Sua filha, ao contrário, teria ameaçado: “&lt;i&gt;Essa gente anda
procurando sarney para se coçar&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;ara
finalizar: entre os trapalhões, barulhentos e sem escrúpulos e os
práticos, eficientes e morais, nado em um oceano de contradições -
neurótico até a medula, ingênuo até o talo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7173808076518936041?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-BKbLeNv2RLoyyVCkcF4wHqShhU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-BKbLeNv2RLoyyVCkcF4wHqShhU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-BKbLeNv2RLoyyVCkcF4wHqShhU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/-BKbLeNv2RLoyyVCkcF4wHqShhU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/yX0e5sQpqSw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7173808076518936041/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/10/rapidinhas.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7173808076518936041?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7173808076518936041?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/yX0e5sQpqSw/rapidinhas.html" title="Rapidinhas" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-0opD43aUzAk/TpmTd-lY6GI/AAAAAAAAAko/-MU3XDbvO9I/s72-c/113_007.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/10/rapidinhas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0MCSXcyfip7ImA9WhdbEEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-1914591328422707666</id><published>2011-10-08T11:43:00.000-03:00</published><updated>2011-10-08T11:51:08.996-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-08T11:51:08.996-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poemas" /><title>Malassombro</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2U8vi7kYss8/TpBYJhbiv6I/AAAAAAAAAkc/4dSV_kwuiR8/s1600/Retirantes%252C+Portinari%252C+1944.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-2U8vi7kYss8/TpBYJhbiv6I/AAAAAAAAAkc/4dSV_kwuiR8/s320/Retirantes%252C+Portinari%252C+1944.JPG" width="303" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Retirantes, Portinari, 1944&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;eca braba, dos
seiscentos,&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Mundo velho
esturricado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Rasga mortalha roucou.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt; jegue, mal segurado
nos ossos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Dobrados, tropeça ermo
nas canelas 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E de boca vai ao chão,
lascado - Crend'eus Pai!&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;e dia, calorão&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Ô fome.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
De noite, litania&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Sai visagem. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;lhos turvos e gretados&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
No terreiro, assuntam
um redemunho:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Vôte, crend'eus pai
treis veiz!&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;os dedos gastos dos
meninos&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tomba mais uma porta:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Tomém, num tinha
serventia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;o oco da sala, duas
trouxas esperam&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Arriadas nos cambitos
das meninas 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Tadinhas das mi'as
fia, dá dó.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;essa vida levo nada,
é pó:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Osmarina, Geralda,
Dasdô&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Celestino, Casimiro e
Nicanô&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
-&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt; V&lt;/span&gt;amo, Belé, vamo
estradá.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Dois passos cada um
deu, a custo:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tiveram que estancar,
no susto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;edonha&lt;b&gt;, &lt;/b&gt;uma voz vem de
trás,&amp;nbsp;agônica:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A cintilar coriscos nas órbitas absortas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A pau a pique geme sob impacto da mágica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;V&lt;/span&gt;ô ficá aqui
suzinha, a mercê desta agonia?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
No batente que em antes
tinha porta&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
A miséria, tesa, fina e fria,
suplicava companhia. 
&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-1914591328422707666?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/85pSPIt66N-4eajRl_y7xLZgYho/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/85pSPIt66N-4eajRl_y7xLZgYho/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/85pSPIt66N-4eajRl_y7xLZgYho/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/85pSPIt66N-4eajRl_y7xLZgYho/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/jv-gSEoYmmI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/1914591328422707666/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/10/malassombro.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1914591328422707666?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/1914591328422707666?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/jv-gSEoYmmI/malassombro.html" title="Malassombro" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-2U8vi7kYss8/TpBYJhbiv6I/AAAAAAAAAkc/4dSV_kwuiR8/s72-c/Retirantes%252C+Portinari%252C+1944.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/10/malassombro.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0EHRX05eip7ImA9WhdUFEU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-1490087774743643573</id><published>2011-10-01T12:07:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T12:07:14.322-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-01T12:07:14.322-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Contos" /><title>O Pedido</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FPGGXOBtT7M/TocqscQz4WI/AAAAAAAAAkQ/IWZKv_B7B6w/s1600/escher_encounter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-FPGGXOBtT7M/TocqscQz4WI/AAAAAAAAAkQ/IWZKv_B7B6w/s320/escher_encounter.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Encounter, M.C.Escher, 1944&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;
campainha toca justamente quando estou no banho. Por que as
campainhas sempre tocam nestas horas? Vai aqui um tanto do efeito
Carlos Rigot. Não tenho podido escapar da sua influência nestes
últimos meses. Tenho me dedicado a pensar nas suas teorias mais do
que deveria. Mas vá lá, é possível que meu amigo esteja certo em
algo.  Com a toalha à guiza de sarongue fui até à porta. Olhei
através do olho mágico: ninguém. Quem terá sido? Decidi abrir.
Nada nem ninguém. Nada, modo de dizer - no capacho jazia um envelope
pardo, meio amassado e gasto pelo uso. Que continha? Voltei para o
banho intrigado com aquela surpresa e depressa cumpri meu ritual
matinal, ansioso. Após servir-me de uma caneca de café, decidi que
era a hora de decifrar aquele mistério. Adivinhem! Num breve
bilhete, com letras de variados formatos e tamanhos, recortadas de
revistas, Rigot desculpava-se por tirar-me dos meus afazeres e
lamentava não tê-lo feito pessoalmente. Solicitava que eu desse uma
passada de olhos numa pequena crônica escrita na última madrugada,
sob o efeito de alguns analgésicos e da decisão de embarcar numa
demorada viagem (sabe-se lá por onde) sem previsão de volta.
Pedia-me ainda a gentileza de, vez ou outra, deixar entrar um pouco
de sol no seu apartamento, e mais: ao encarregar-me da guarda dos
seus escritos (o que demandaria um completa arrumação naquele caos
de coisas suas) pedia que organizasse tudo por título, data e
assunto – aquilo que não se enquadrasse nestas categorias, estaria
eu autorizado a criar meu próprio método de classificação. Estava
tudo lá, era só ter paciência, escrevera. E que me preparasse
para, a cada semana, receber, via correio, dois ou três manuscritos,
os quais deveria aquivá-los digitalmente visto ter eu certo domínio
destas novatas tecnologias. E finalizou: “...&lt;i&gt;se assim decidires,
para conservação da nossa amizade, podes compartilhar com quem
quiseres. Divirta-se&lt;/i&gt;.”&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;o meu
amigo, nunca me passaria negar alguma coisa. Bem, talvez negasse duas
ou três. Armas, por exemplo. Jamais guardaria armas para um amigo.
Porque certamente jamais as devolveria. E aí, perderia o amigo.
Portanto, como sei que também vocês possuem amigos e deles recebem
os mais estranhos pedidos, sei que entenderão do porque não me
furtei à tarefa que me designada. E para que meu amigo continue a
apreciar a amizade que lhe dedico, compartilho com vocês um dos
primeiros escritos que encontrei, passado quase um mês desde que
comecei a, duas vezes por semana, sentar-me naquela cadeira de praia
e tentar colocar um pouco de ordem no mundo de Carlos Rigot.
Esclareço que não alterei nada, nem uma vírgula. Digitei tal como
encontra-se no original que agora repousa, dentre muitos, numa
novíssima pasta AZ em cima do guarda-roupas lá de casa - para
desespero da diarista que nunca consegue removê-la sem esforço e
dores costumeiras. Não sei quanto tempo isto vai durar, afinal
prevejo meia dúzia. Talvez o forro do guarda-roupas ceda antes. Bem,
vamos ao compromisso. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;Sem
título, agosto de 79. Reminiscências&lt;/b&gt;. (Crônica ou Conto?)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
“&lt;i&gt;Até
os vinte e cinco anos somos qual a manhã, tudo em nós é
obediencia, pudor, graça e doçura; até os quarenta e cinco, qual o
meio dia, refletimos moderação, coragem, amor, cortesia e lealdade;
até os sesenta, somos o entardecer – tudo em nós almeja
sabedoria, justiça, generosidade, humor e alegria; depois dos
setenta, a noite – só nos resta relembrar com gratidão&lt;/i&gt;. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="RIGHT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Dante Alighieri&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando
criança, gostava de brincar de aviador. Deitava o velho velocípede,
de modo que uma das rodas ficasse à altura da sua barriga. Sentava
num caixote de madeira e acomodava outro caixote ao lado. Posicionava
um pedaço de madeira no vão entre as tábuas a simular um cambio.
Elevava a vista e aguardava a passagem dalgum avião. Quando avistava
um, acionava sua máquina e punha-se a guiar o mais pesado que o ar.
E voava... voava... Todos os dias. Embora a “máquina” mais se
assemelhasse a um automóvel, era um avião que pilotava. No alto, no
meio das nuvens, no céu, lá ia a guiar seu numinoso pássaro e
quando este sumia na imensidão daquele azul, o velho velocípede
readquiria a função original: conduzí-lo por estradas
intermináveis no meio da sala enquanto a mãe lhe apontava a colher.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Ô
apressado e bonito motorista, pare seu lindo caminhão e venha
abastecer. Hoje temos baião de dois e carne do sol assada na panela&lt;/i&gt;!
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Só
um pouquinho, dona moça. Preciso manobrar. Vrum... vrum! Depressa,
que tenho uma carga importante que precisa chegar daqui a pouco na
Capital&lt;/i&gt;. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;artiu.
Em suas andanças descobriu que sucesso significa morte. Não
tornou-se aviador, tampouco motorista. E como sucesso rima com
posses, acabou num sonho recorrente, labirinto... Corredores, 
portas, salas, quartos... Lugares minúsculos, exdrúxulos... Próximo
da saída, acorda com a sensação de que esqueceu alguma coisa em
algum lugar. Chegou a rabiscar: “&lt;i&gt;Ecos que me plangem a memória,
elos gastos, ociosos e malandros, fizeram de mim um instrumento e
agora que sou plano vasto e tardo, com ferros me aplaino e me
desgasto&lt;/i&gt;”. A pior coisa que pode acontecer a um humano é
esquecer do próprio destino. Donde vem, para onde vais, meu bom e
interrompido herói? 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;ois é...
Infeliz do povo que precisa de heróis, disse Brecht. Herói: sujeito
preparado na arte da sedução; aquele que faz uso de expedientes e
artifícios discutíveis para nos convencer que seu propósito ou o
propósito dos interesses que representa, é o proposito de todos. Se
a crítica, exercida com propriedade, trouxer à consciência as
manobras, trejeitos e artimanhas dos indivíduos na busca de seus
objetivos, das leis e dogmas dos poderes constituídos, faremos
avançar a liberdade, a autonomia e a responsabilidade humanas. Quem
sabe um dia possamos dispensar os heróis! Infelizmente, vivemos
ainda num mundo onde viscejam oportunistas, aventureiros, charlatões,
artistas do sofisma que não descansam na tentativa de nos vender
gato por lebre. Apelos altissonantes reverberam conceitos obsoletos
e, no mais das vezes, cínicos. Vivemos num mundo avançado
tecnologicamente gerido por interesses que beiram o obscurantismo,
senão guiados por propósitos arcaicos e superados, em nome da
segurança e do bem estar - deles próprios.  Sangrento altar de
sacrifícios! Apesar dos efeitos visivelmente perniciosos, dos
efeitos devastadores e comprometedores do futuro da raça humana,
certos princípios ainda encontram-se encastelados e fortemente
aparelhados, reproduzindo-se em alta velocidade. A propriedade
privada e a religião são  formas de dominação que impedem o
progresso humano. A primeira aprisionando o corpo, a segunda o
espírito. Romper com estes grilhões requer criatividade. Requer
novo conceito de Justiça, reformulação completa do Estado, um novo
Contrato Social. Sobretudo, requer uma nova Mitologia. Onde a lógica
e a retórica empolada de arautos corrompidos pelo poder material,
ávidos de luxo e privilégios, não mais nos seduzam com suas
odisséias improváveis e melancólicas. Nego a fácil cópia e
afirmo a dificil criação. Criar é partir e um dia voltar.
Precisamos de heróis. Heróis diurnos e diuturnos, que nos
emocionem, que nos levem às lágrimas, que nos purguem os pecados,
que nos ensine a compaixão e, sobretudo, que combatam perigos reais
e hipóteses plausíveis. E na eventualidade de combaterem
implausibilidades, que insistam a todo instante em demonstrar que
elaboram jogos, donde possamos extrair juízos que ampliem nossa
sensibilidade e gerem novos e eficazes conhecimentos. Precisamos de
heróis que trabalhem pelo amanhã, o amanhã que fomos ontem”. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;V&lt;/span&gt;iram?
Meu transparente amigo travava (aguardo ainda trave) um árduo
combate: empreender a volta. Descobrirá o caminho? Com quais
elixires nos brindará ao irromper à porta? Só posso desejar que
constelações o guiem. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-1490087774743643573?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HwDZK7Ivmc2ryPTbM24Q_T9uwTg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/HwDZK7Ivmc2ryPTbM24Q_T9uwTg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-opcAWFjz5wk/Tn36EadaHII/AAAAAAAAAkI/zqc5MW9HQVE/s1600/www.odeporica.blogspot.com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-opcAWFjz5wk/Tn36EadaHII/AAAAAAAAAkI/zqc5MW9HQVE/s320/www.odeporica.blogspot.com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;www.odeporica.blogspot.com&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;b&gt; Companheiro de Morte, &lt;/b&gt;&lt;i&gt;continuação&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;"N&lt;/span&gt;a manhã
seguinte, no templo, Sali quis saber do sumo sacerdote se havia razão
para condenar-lhe o julgamento. O ancião não tinha resposta. Alegou
que precisava ouvir mais uma vez as histórias de Farlinas, precisava
se preparar melhor e que, naquela noite, após terem cumprido com
seus rituais de rezas e oferendas,  voltariam ao palácio. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando o
sol começou a se por, Sali estava novamente sentada ao lado do rei e
Farlimas começou sua narrativa. Mais uma vez, antes do alvorecer,
todos dormiam – o rei, seus servos, seus hóspedes, os emissários
e os sacerdotes – envoltos pelo êxtase. Mas entre eles, Sali e
Farlimas estavam despertos e sugaram o prazer dos lábios um do
outro. E abraçaram-se novamente, entrelaçando braços e pernas. E
assim as coisas continuaram, dia após dia, por muitos dias. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;as se
antes havia corrido a notícia das histórias de Farlimas, agora
havia o rumor de que os sacerdotes estavam negligenciando suas
oferendas e orações. A intranquilidade começou a espalhar-se, até
que um dia, um mercador, em visita ao templo, perguntou quando
celebrariam o próximo festival da estação, pois estava planejando
uma viagem e gostaria de voltar para os festejos e precisava saber
quanto tempo tinha. O sacerdote, muito constrangido, pois há muitas
noites não via a lua e as estrelas, pediu que voltasse no dia
seguinte, que iria consultar as tabelas e só aí teria uma resposta
definitiva. Todo o clero foi convocado e o superior inquiriu qual
deles recentemente tinha observado o curso das estrelas. Nem uma
única voz respondeu. Todos tinham estado ouvindo as histórias de
Farlimas. '&lt;i&gt;Não há nenhum entre vocês que tenha observado o
curso das estrelas e a posição da lua?&lt;/i&gt;' Eles continuaram
sentados completamente imóveis, até que um, que era muito velho,
levantou-se e falou que haviam sido enfeitiçados por Farlimas e que
nenhum deles podia dizer quando deveriam ser celebradas as festas nem
quando o fogo deveria ser extinto e o novo aceso. O supremo sacerdote
preocupado com o que dizer às pessoas, pediu a um noviço que
trouxesse Sali até sua presença. Não lhe saía da cabeça o fato
de que enquanto Farlinas vivesse e falasse todos o escutariam. Quando
Sali apresentou-se diante dele, a primeira coisa que ouviu foi:
'&lt;i&gt;Farlimas é contra Deus, tem que morrer'. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Sali
estremeceu e lembrou-lhe que o narrador era Companheiro de Morte do
rei, que matar Falimas era também matar o rei. Teria o sacerdote
lido nas estrelas o dia da consumação? Não, não tinha nenhuma
resposta e isto o estava atormentando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;ovamente
solicitou uma audiência ao rei e o encontrou no palácio, ao lado da
irmã.  Akaf, solítico, vendo-lhe o semblante abatido, pediu-lhe que
dissesse o que passava em seu coração. O ancião pediu-lhe que
falasse de Farlinas. '&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Deus enviou-me, primeiro um
pensamento da proximidade do dia da minha morte e eu fiquei com medo.
Em seguida, Deus enviou-me a lembrança de Farlimas, que me havia
sido enviado como presente de além mar. Deus confundiu meu
discernimento com o primeiro pensamento. Com o segundo, ele alentou
meus sentidos e tornou-me feliz'.&lt;/i&gt; O sacerdote  disse, quase num
lamento: '&lt;i&gt;Farlimas tem que morrer, ele está perturbando a ordem
revelada&lt;/i&gt;'. Akaf levantou-se, foi até uma janela lateral  donde
se avistava o porto fervilhando de bens e após cofiar a barba por
instantes, sem voltar-se para o velho disse: '&lt;i&gt;Morro antes dele&lt;/i&gt;'.
Sali juntou-se ao irmão e olhando para o sumo sacerdote disse: '&lt;i&gt;A
vontade de Deus dará a decisão nesta questão'&lt;/i&gt;. Akaf voltou
para o trono e anunciou: '&lt;i&gt;Assim seja! E para isto, todo o povo
deverá testemunhar&lt;/i&gt;'. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;ensageiros
saíram pela cidade gritando aos quatro ventos que Farlimas, naquela
noite, falaria  diante de todos. Um trono coberto por um véu foi
erigido para o rei na grande praça pública e, quando a noite
chegou, o povo, aos milhares, acorreu de todos os lados. Os hóspedes,
os emissários e os sacerdotes chegaram e acomodaram-se. Sali
sentou-se ao lado do irmão, Akaf, o rei velado. Foi ordenado que
Farlinas se apresentasse e ouvisse a acusação que o clero
apresentava contra ele, de destruição da ordem estabelecida cuja
sentença era a morte. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;F&lt;/span&gt;arlimas
retirou os olhos de Sali, fitou a multidão, olhou de relance para os
sacerdotes e ergueu-se. '&lt;i&gt;Sou um servo de Deus e acredito que todo
o mal no coração humano é repugnante a Deus. Esta noite Deus
decidirá se mereço morrer ou viver&lt;/i&gt;'. E começou a narrativa. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;S&lt;/span&gt;uas
palavras eram no início tão doces quanto o mel, sua voz penetrava
na multidão como a primeira chuva de verão na terra seca. De sua
língua exalava um perfume mais intenso que o do almíscar ou do
incenso; sua cabeça brilhava como uma luz de uma única luminária
numa noite negra. Sua narrativa era como o haxixe que faz as pessoas
felizes quando despertas e logo torna-as sonhadoras. Com o
aproximar-se do amanhecer, ele elevou a voz e suas palavras inundaram
os corações das pessoas como o Nilo crescente. Para algumas, eram
palavras pacificadoras quanto a entrada no Paraíso, mas para outras,
tão assustadoras quanto o Anjo da Morte. O júbilo tomou conta do
espírito de alguns e o horror do coração de outros. E quanto mais
se aproximava a aurora, mais poderosa se tornava sua voz, mais altas
suas reverberações dentro das pessoas, até que os corações da
multidão se levantaram uns contra os outros, em batalha; se
enfureceram uns contra outros como as nuvens no céu em noite de
tempestade. Raios de fúria e trovoadas de ira chocavam-se. Mas
quando nasceu o sol e a narrativa de Farlimas chegou ao fim, uma
perplexidade inexprimível tomou conta das mentes confusas dos que
permaneceram vivos. Ao olharem ao redor, viram que os sacerdotes
jaziam mortos no chão. Sali ergueu-se e prostrou-se diante do rei,
que estava por trás do véu e exclamou: '&lt;i&gt;Ó meu rei, retire o
véu, meu irmão: mostre-se ao seu povo e faça a oferenda você
mesmo. Pois estes aqui foram ceifados pelo Anjo da Morte,  por ordem
de Deus&lt;/i&gt;'. Os servos retiraram o véu que encobria o trono real e
Akaf levantou-se. Ele era o primeiro de sua linhagem de reis que o
povo de Napara vira. Ele era jovem e tão belo de se apreciar como o
sol nascente. A multidão entrou em júbilo. Um cavalo branco foi
trazido para que montasse. Akaf dirigiu-se ao templo, tendo à sua
esquerda a irmã e à direita o contador de histórias. O jovem rei
pediu uma enxada e na entrada do templo cavou um buraco. Ordenou a
Farlimas que lançasse nele uma semente. Cavou outro e pediu que Sali
lançasse nele uma semente. Imediata e simultaneamente as duas
sementes germinaram, crescendo diante dos olhos das pessoas e, ao
meio dia, as espigas nascidas das duas sementes estavam maduras. O
rei extinguiu o fogo no templo e todos os pais de família da cidade
extinguiram as chamas de suas lareiras. Sali acendeu o novo fogo e
todas as jovens virgens da cidade vieram buscar fogo dessa chama. E
desde aquele dia, não houve mais sacrifícios humanos em Napata. 
Akaf tornou-se o primeiro Nap de Napata a permanecer vivo até que a
Deus agradasse tirar sua vida na velhice. Quando morreu, Farlimas
sucedeu-o no trono, elevando ainda mais a fortuna do reino". 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;rach-ben-Hassul
ia se preparando para sair quando um ouvinte o interpelou: 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Não
entendo como isto pode ter causado a ruína do reino! 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O velho
barba branca contemplou-o e, enquanto ajeitava ao ombro sua abaia,
completou:  
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- A fama
de Farlimas tomou conta do mundo de tal forma que surgiu tanta inveja
nos corações do homens que quando ele morreu os países vizinhos
romperam seus tratados, declararam guerra ao reino e Napata sucumbiu,
invadida por selvagens e bárbaros que logo esgotaram suas minas de
ouro e cobre e destruíram suas cidades. Nada restou daqueles dias
gloriosos senão a lembrança dos contos que Farlimas tinha trazido
consigo do seu país, muito além do mar.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-2110055775522377034?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2Hubc6iqYXI/TnUVe8kpDPI/AAAAAAAAAjc/IBcRl7VCeFg/s1600/www.odeporica.blogspot.com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-2Hubc6iqYXI/TnUVe8kpDPI/AAAAAAAAAjc/IBcRl7VCeFg/s320/www.odeporica.blogspot.com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;www.odeporica.blogspot.com&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;
Companheiro de Morte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;través
de um tradutor soube que um estudioso leu na obra de um mestre a
narração de um orgulhoso barba branca, numa roda de cameleiros,
tuaregues, berberes, árabes, núbios, etíopes e europeus, quando da
elevação da repressa de Assuã por ordens do Lord Kitchener, para
manter seus subordinados ocupados com seus próprios assuntos, visto
a Itália ter declarado guerra à Turquia, bombardeado e ocupado
Trípoli, Cineraica e as ilhas Dodecanesas. Reunidos no mercado da
cidade de El Obeid, a sudoeste de Cartum, no Sudão, em 1912, durante
sete dias vários contadores revesaram-se na contação de histórias.
No oitavo, Arach-ben-Hassul, descendente de uma das últimas famílias
sobreviventes da antiga guilda dos artesãos de cobre, levantou-se e
disse: “Agora sou eu que vou contar”. E falou de um tempo remoto
em que aquela região era verde e poderosa; que um dos quatro mais
ricos reis da terra, o Nap de Napata do Cordofão, era proprietário
de todo o cobre e ouro da região; que mantinha domínio sobre muitos
povos, todos fabricantes de armas e fornecedores de escravos para a
corte; que o reino era  grande exportador de riquezas para todo o
Ocidente; que, embora fosse rico e poderoso, sua vida era a mais
triste e limitada, pois cada Nap de Napata podia reger apenas por um
breve período de anos e, que de um modo ou de outro, tudo isto junto
foi a causa da destruição do outrora próspero reino de Kash.
Infelizmente, esta região hoje não passa de um deserto físico e
cultural. Mas deixemos o chefe dos cameleiros falar, através do
mestre, do estudioso, do tradutor e deste amador que para vós
escreve. Assim:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
“&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;m
todo o reino, todas as noites, os sacerdotes observavam as estrelas,
faziam oferendas e acendiam fogos sagrados por medo de perder a
trilha das estrelas e ficarem sem saber quando o rei deveria ser
morto. Assim, como tantas vezes antes, aquele dia chegou. Touros
foram sacrificados; todos os fogos da terra foram apagados; as
mulheres encerradas dentro das casas e, após terem decapitado o rei,
os sacerdotes acenderam o fogo novo e um novo rei foi convocado:
Akaf, sobrinho do imolado. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;
primeiro ato oficial de cada Nap de Napata era decidir quais pessoas
deveriam acompanhá-lo no caminho da morte. Elas eram escolhidas
entre os que lhe eram mais caros e o primeiro nomeado seria o que
dirigiria os outros. Um escravo chamado Farlimas, célebre por sua
arte de contar histórias, chegara à corte alguns anos antes,
enviado como presente por um rei do Extremo Oriente. E o novo Nap de
Napata disse: '&lt;i&gt;Este homem deverá ser meu primeiro acompanhante.
Ele me entreterá até a hora da minha morte e me fará feliz depois
da morte'&lt;/i&gt;. Para cuidar da chama sagrada, que deveria permanecer
acesa durante o período daquele reinado, os sacerdotes designaram
Sali-fu-Hamr, a irmã mais nova de Akaf. Ela devia cuidar do fogo
sagrado, manter-se absolutamente casta por toda a vida e ser morta,
não junto com o rei, mas imediatamente após, no momento de acender
a nova chama. Mas Sali-fu-Hamr tinha medo da morte e, quando ouviu
que a escolha havia recaído sobre ela, ficou apavorada. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt; rei
viveu, por um tempo, feliz, em grande deleite, desfrutando da riqueza
e majestade de seu domínio. Passava as noites com seus amigos e com
todos os visitantes que chegavam à corte como emissários. Mas numa
noite fatídica ele compreendeu que, a cada um de seus dias
jubilosos,  andava um passo adiante em direção à morte certa e
ficou com muito medo. Foi incapaz de afastar aquele pensamento
assustador e, deprimido, pediu que Farlimas contasse uma história.
'&lt;i&gt;Chegou o dia em que você tem que me alegrar&lt;/i&gt;'.  Farlimas
começou a contar uma história e todos escutaram. O rei e os
hóspedes esqueceram de beber, esqueceram de respirar. Até os
escravos esqueceram de servir e também de respirar. A arte de
Falimas deixou-os envolvidos numa deliciosa embriaguez. O rei tinha
esquecido seus pensamentos de morte. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;aquele
dia, Akaf e seu séquito mal puderam esperar até a noite e dali em
diante, todos os dias, Farlimas era convocado para desempenhar seu
papel. A notícia de suas narrativas espalhou-se por toda a corte, a
cidade, o país. O rei, a cada dia, presenteava-lhe uma bela peça de
vestuário. Os hóspedes e emissários davam-lhe ouro e pedras
preciosas. Ele ficou rico. E quando andava pelas ruas, seguido por
uma tropa de escravos, distribuía presentes aos necessitados. As
pessoas o amavam e passaram a desnudar o peito para ele, em sinal de
respeito. Sali, ao ouvir o milagre, enviou uma mensagem ao irmão:
'&lt;i&gt;Deixe-me, apenas uma vez, ouvir Farlimas contar uma história&lt;/i&gt;'.
E um dia Sali veio. Farlimas viu Sali e, por um momento, perdeu seus
sentidos. Tudo o que ele via era Sali. Tudo o que Sali via era
Farlimas. Tirando os olhos de Sali, o narrador começou. E sua
narrativa foi no início como o haxixe, que leva a um suave
adormecimento e logo conduz os homens da inconsciência ao sono.
Depois de um tempo os hóspedes estavam dormindo; o rei estava
dormindo. Ouviam a história apenas em sonhos, até terem sido
completamente arrebatados. Mas Sali permaneceu desperta. Seus olhos
estavam fixos em Farlimas. E quando ele acabou a narrativa e
levantou-se, ela também levantou. Farlimas andou na direção de
Sali e Sali andou na direção de Farlimas. Ele abraçou-a; ela
abraçou-o e disse, olhando-o nos olhos: '&lt;i&gt;Nós não queremos
morrer. &lt;/i&gt; &lt;i&gt;Devo pensar em uma maneira de ficarmos juntos&lt;/i&gt;'. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;aquele
dia, Sali foi ao sacerdote supremo e quis saber quem determinava
quando o velho fogo seria apagado e o novo aceso. O sacerdote
disse-lhe que isto era decidido por Deus. Diante da insistência da
moça em saber como Deus comunicava sua vontade aos sacerdotes, o
velho respondeu: '&lt;i&gt;Todas as noites observamos as estrelas&lt;/i&gt;.
&lt;i&gt;Nunca as perdemos de vista. Todas as noites observamos a lua e
sabemos, de uma noite para outra, que estrelas estão aproximando-se
da lua e quais as que estão afastando-se. É por isto que sabemos.
Fazemos isso todas as noites. Se passasse uma série de noites em que
nada pudesse ser visto, não seríamos capazes de reencontrar nossas
estrelas e não saberíamos quando o fogo deveria ser extinto e aí
não estaríamos em condições de exercer nosso ofício'. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Sali
mencionou que as obras de Deus eram magníficas e que a maior,
entretanto, não era a sua escrita no céu. Sua maior obra é a nossa
vida na terra. Lição que aprendera na noite passada. O sacerdote
não entendeu e quis saber do que ela estava falando. Ela respondeu
que Deus deu a Farlinas o dom de contar histórias como jamais
existiu igual, maior que sua escrita no céu. O velho, horrorizado,
disse que ela estava errada e levantou-se para abrir a porta. Sali
argumentou: '&lt;/span&gt;&lt;i&gt;A lua e as estrelas você conhece. Mas você
já ouviu as histórias de Farlimas&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;'&lt;/span&gt;?
O sacerdote olhou para o chão e balançou a cabeça negativamente.
'&lt;i&gt;Como, então, pode pronunciar um julgamento? Asseguro-lhe que
mesmo vocês sacerdotes, ao ouvir, se esquecerão de vigiar as
estrelas'. &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;O ancião encarou-a e
ela, sentindo o ardor do fogo, continuou: '&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Prove-me apenas
que estou errada e que a escrita nas estrelas é maior e mais
poderosa do que esta vida na terra'&lt;/i&gt;. O velho pegou-a pelo braço,
colocou-a na soleira da porta e despediu-se: '&lt;i&gt;É exatamente isso o
que vou provar&lt;/i&gt;', e fechou a porta. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;kaf
recebeu uma solicitação do alto sacerdote para que fosse permitido
ao clero entrar no palácio naquela noite afim de que pudessem ouvir
as histórias de Farlinas. O rei consentiu e assim, quando o sol se
aproximava da hora de se por e o rei, seus hóspedes e os emissários
estavam reunidos, juntaram-se a eles todos os sacerdotes, que
despiram a parte superior de seus corpos e se prostraram no chão. O
supremo sacerdote disse: '&lt;i&gt;Foi declarado que as histórias de
Farlimas são as mais magníficas das obras de Deus&lt;/i&gt;'. O rei disse
a ele: '&lt;i&gt;Vocês podem decidir por vocês mesmos&lt;/i&gt;'. O salão
estava repleto de gente e Farlimas abriu caminho entre ela. '&lt;i&gt;Comece,
meu querido Companheiro de Morte&lt;/i&gt;'. Farlimas olhou para Sali e
Sali para Farlimas. Tirando os olhos de Sali, o narrador começou. E
sua narrativa deixou-se ouvir enquanto o sol estava se pondo. Era
como o haxixe que anuvia e transporta, que induz ao relaxamento, que
leva ao desmaio profundo. De maneira que, quando a lua surgiu, o rei,
seus servos, seus hóspedes, os emissários e os sacerdotes dormiam
um sono profundo. Apenas Sali estava desperta e quando o relato
chegou ao fim, Farlimas ergueu-se e dirigiu-se para Sali: '&lt;i&gt;Deixe-me
beijar esses lábios dos quais saem palavras tão doces&lt;/i&gt;'. Eles
abraçaram-se, entrelaçando braços e pernas e deitaram-se entre
aqueles que dormiam, conhecendo uma felicidade de partir o coração".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Continua no próximo sábado...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6062840542447464052?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sBUJncE064mpnWhmr7ChTQ8N18g/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sBUJncE064mpnWhmr7ChTQ8N18g/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1L5ctTq_BIU/TmtvLzMeshI/AAAAAAAAAjQ/LuGOLEuOokQ/s1600/www.jagostinho.com.br.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-1L5ctTq_BIU/TmtvLzMeshI/AAAAAAAAAjQ/LuGOLEuOokQ/s1600/www.jagostinho.com.br.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;www.jagostinho.com.br&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;É&lt;/span&gt; sempre
bom iniciar um discurso com uma máxima, depois desenvolver o
argumento que corresponda. Mas como diria um esperto: se conselho
fosse bom não se dava de graça. Portanto, na falta de máxima
fiquemos com a mínima ou nenhuma prova de sabedoria. Enfeitar o bolo
para que? Deixemos solado mesmo e quem tenha fome que o consuma como
melhor lhe aprouver. Vamos e convenhamos, o mar não está pra peixe!
Aliás, tanto o mar quanto o peixe não estão nem aí quanto mais
chegando. Pelo menos não por estas bandas, afeitas a &lt;i&gt;happy hours
&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;peladas no fim
de semana (e durante os dias da semana também) que ninguém é de
ferro e se o mar não está pra peixe o negócio é virar molusco. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;omeço
lembrando que Carlos Rigot comprou um chapéu. Medo que o céu desabe
sobre sua cabeça e o encontre desprotegido. O remédio para
hipertensão não o tem aliviado. Tanto que, ontem por razões ainda
não totalmente esclarecidas, teve um ataque de pânico (ou terá
sido calundu?) e só não correu por aí desesperado e nu porque
tinha assumido o compromisso de visitar a vozinha que beira a casa
dos noventa e oito e a qualquer momento desaparecerá numa nuvenzinha
de pó rumo ao desconhecido, tamanho o seu entrunfinhamento em cima
de uma maca hospitalar. Não iria fazer desfeita à venerável, não
senhor, não àquela que tanto o embalou aconchegado ao colo, que
tanto apertou-lhe as bochechas a sorrir felicíssima cada vez que
fazia as suas (dele) vontades. Deixou de lado a frescura fidalgal e
apressou o passo com o firme propósito de afagar aqueles ralos
cabelos o quanto antes e assim poder retornar à costumeira atividade
de tentar juntar dois ou três liames na direção de qualquer coisa
semelhante a conclusão. Era assim: o nosso comensal catava aqui e
ali, com alguma perícia, diga-se de passagem, argumentos que
trouxesse ao seu conturbado espírito não a paz dos cemitérios mas
algum equilíbrio que permitisse continuar fazendo o que achava que
ainda tinha a fazer muito mais por obrigação do que por decisão
tomada. Decisão tomada mesmo foi a compra do chapéu. Intempestiva,
é bom lembrar. Mas o que não era inesperado na vida deste
neurastênico contumaz? Quanto mais precavia-se mais perturbado
ficava. Obcecado por organização, vinha tentando colocar um pouco
de ordem nos pensamentos e a forma encontrada foi a de criar um
universo paralelo onde trancafiou-se e de lá não saía nem a pau,
afinal mantinha lacrado os portões, jogado fora a chave e esquecido
a senha. O que não o impedia de continuava a dar &lt;i&gt;bom dia&lt;/i&gt;,
responder aos&lt;i&gt; tudo bem&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;?,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;bater o ponto, pagar prestações,
procurar descobrir uma maneira não teatral de evitar os
incômodos e, quem sabe um dia, ganhar na loteria pois vinha se
mostrando esta a única saída visível para os seus infortúnios,
visto não ter seguido o conselho paterno de encontrar algo rentável
com o que se ocupar e parar de ficar por aí caçando chifre em
cabeça de porca, que ao homem cabe construir uma família, escrever
um livro e se plantar uma árvore já está de bom tamanho, o resto é
o resto e só podemos ir até onde a nossa perna alcança e se o
mundo pudesse ser mudado teria sido em seu começo e não depois que
já viciou-se no desvio. É o tal negócio, quanto mais dizem para
gente não fazer uma coisa aí é que desatinamos fazê-la, não pra
contrariar como querem alguns rebeldes mimados mas, porque a natureza
não tolera arreios nem freios e nada supera a experiência por mais
aguda que seja a lógica. Porém sensatez é bom e não tem efeito
colateral. Daí esta joia da sabedoria humana que hoje conhecemos por
&lt;/span&gt;&lt;i&gt;meio termo&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Mas como
algo que é meio pode ser inteiro? É certo que por isto, integridade
seja algo tão raro e por ser tão escassa, seu valor resulta nulo
por não existir demanda. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
F&lt;/span&gt;oi neste ponto, no momento desta inflexão, que bati à sua porta na
tentativa de encontrar com o meu amigo alguma resposta para a minha
perplexidade diante de um fato que encontrei noticiado na Gazeta
naquela manhã fria e desolada: uma doméstica havia sido condenada,
em última instância, a um ano e três meses de cadeia pelo crime de
roubo. Havia sido denunciada por seu antigo patrão de tê-lo
surrupiado, num raro momento de descuido, a singela quantia de cento
e vinte reais. Os advogados, confiantes na benevolência da justiça,
imploraram piedade. Em vão. À mulher restou resignar-se da sentença
e cumprir a pena conforme prescreve o nosso acerbo e volumoso Código
Penal. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
C&lt;/span&gt;laro que não aguardei que ele me oferecesse um chá, um café ou um
simples copo d'água até porque Carlos Rigot não se dá ao trabalho
de levantar as pestanas quando está imerso em sua rotina de leitura,
atitude que, em passado recente, fez com que a família buscasse
intervenção psiquiátrica temerosa que dali possa sair algum
artefato capaz de destruir o modo de vida ocidental. Ponderados que
são, acreditam que tudo em excesso é doença, que ao bom cidadão
não cabe excessos e para que tudo fique de acordo é preciso que
cada um se comporte dentro da mais estrita observância dos bons
modos e dos bons costumes conforme reza a tradição expressa na
letra da lei. A ignorância é  insegura, daí deitar raízes
profundas na tentativa de autoafirmação. O que nunca cogitavam era
que a curiosidade do meu amigo havia atingido um ponto para além do
cabo da boa esperança, havia alcançado aquele ponto onde nada nem
ninguém o demoveria do direito de compreender porque dois e dois são
quatro e, principalmente, ter para si se esta conta é mesmo exata. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;
J&lt;/span&gt;oguei-me na cadeira de praia displicentemente disposta diante da
televisão, não sem antes afastar algumas peças de roupas que
descansavam em seus braços. - Cara, você precisa dar um jeito nisto
aqui, arrisquei na tentativa de fazê-lo devotar-me atenção. Não
ousava censurar meu amigo. Estava acostumado às suas manias e até
me sentia bem ao seu lado por conta de seus discursos, alguns cheios
de luz e retos outros recobertos de nuvens sombrias, tortuosos e
trôpegos como os passos de um bêbado carente de solidariedade numa
madrugada de aperreio. O que não tolerava era aquele seu ar de
ausência quando decidia enfronhar-se num assunto. Tornava-se
insuportável e não havia santo no mundo capaz de retirá-lo do
buraco onde se metia. Teimoso como uma porta, só o tínhamos neste
mundo quando lhe aprazava ou convinha. Resignado, aguardei que
reparasse na minha presença e se dignasse dar-me ouvidos. O que
demorou alguns intermináveis minutos. Finalmente passou a mão sobre
a cabeça como se afastasse algo incomodo e persistente, voltou-se
para mim e perguntou com aquela loquacidade peculiar: - E aí? Fiz de
conta estar no fim de uma peroração e repliquei: - E então?!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;ntão que ela foi absolvida. A Câmara aceitou o argumento de
anterioridade do crime e decidiu que ela continua deputada mesmo
tendo sido flagrada com a mão na massa num ato de lesa pátria.
Lembrei do caso e incontinente aproveitei para contar-lhe do que me
afligia buscando traçar um paralelo entre os dois episódios.
Indignado, aventurei-me discorrer sobre que tipo de justiça é esta
que usa todo rigor para condenar um fraco e mostra-se convivente com
os malfeitos dos poderosos?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Mas a justiça foi feita! Nos dois casos, os julgadores cumpriram a
lei.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Lei injusta, isto sim!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Porque aqui não se trata de justiça. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- Trata-se do que então?&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
- De poder. Você leu Alice no País dos Espelhos? Diante do ovo que
fala, Alice questiona-lhe o direito de fazer as palavras significarem
coisas diferentes do que elas querem dizer para as outras pessoas. E
o ovo, do alto do fino muro que o sustenta, sentencia: &lt;i&gt;A questão
é quem é que manda aqui.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-2139484595489068589?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w4kaaDH3taJeCiOATYFNB9V6emY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/w4kaaDH3taJeCiOATYFNB9V6emY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q2znsXd6FdA/TmIgC2wuQGI/AAAAAAAAAjA/00oSirrt6-0/s1600/cienciahoje.uol.com.br.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="314" src="http://1.bp.blogspot.com/-q2znsXd6FdA/TmIgC2wuQGI/AAAAAAAAAjA/00oSirrt6-0/s320/cienciahoje.uol.com.br.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;cienciahoje.uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;cendeu
um cigarro e pronto. Porque não um cachimbo, já reclamaram, até
elogiaram: ah, o cheiro do fumo... mas, olha, falo do bom, importado.
Depois é um hábito sofisticado, envolve ritual, essas coisas que
tornam a vida mais interessante, emprestam a existência algum
estilo, estilo de verdade, não este fedorento vício. Mas como
acostumara-se a servir-se das novidades quando elas se dispusessem,
livre e espontaneamente, chegar às suas mãos em forma de presente,
Carlos Rigot bateu a cinza e retomou a linha de pensamento que vinha
ocupando seus neurônios naquela tarde, agoniado com a perspectiva de
ter que cumprir mais um ritual familiar, dessas obrigações que  nos
cansam mais do que se tivéssemos escalado uma alta montanha com
botas de chumbo e uma enorme mochila entupida de pesados e inúteis
pertences presa às costas . Não é que desgostasse das festinhas que
os parentes constantemente faziam, regadas a muita cerveja, quitutes
deliciosos e um ou outro papo capaz de produzir grandes risadas mas,
ultimamente vinha dedicando o pouco tempo que tinha para si em seus
próprios devaneios, afinal desejava experimentar algum prazer
intelectual visto que os de outra ordem andavam meio escassos
ultimamente. Ademais era uma boa oportunidade para testar uma teoria
que vinha desenvolvendo, a de que quando você esta atoa ninguém o
perturba enquanto que, basta pensar em ocupar-se alguém sempre lhe
bate à porta. Bem, se nesta tarde sua teoria rendesse mais um ponto
na tendência positiva não teria saída senão inventar alguma
desculpa e aguardar para a próxima os falares de desconfiança e
censura que inevitavelmente choviam sobre seu caráter arredio e
pouco afeito às costumeiras discussões e projetos a que todos se
lançavam certos de estarem fazendo o melhor por suas vidas. Olhou
para o canto costumeiro da janela e entregou-se à cena na ânsia de
compreender algo daquela história ouvida no coletivo semana passada,
alheio à campainha do telefone que insistia em desviá-lo do
caminho. Bingo. Ligo depois de volta, disse apressado e colocou o
cotovelo sobre a escrivaninha enquanto segurava os lábios com o
indicador e o queixo com o polegar.   
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
“&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;
ônibus partira de Casa Nova um pouco antes das sete e logo às dez,
com o sol tinindo, atingira a primeira parada. Os dezessete que ia às
compras em Estância Eldorado, comportavam-se como em férias, férias
adolescentes. O motorista avisou quinze minutos e ninguém lhe
prestou atenção entretidos que estavam com a confissão de um novo
possível romance surgido na última hora entre Arminda e Julião, os
mais novos integrantes daquela singular caravana que já ia para o
sétimo ano e que nunca deixara de fazer a alegria dos seus
integrantes: uma semana longe de casa, com dinheiro no bolso e muita
novidade para ver e comprar, além da companhia de iguais, seguros de
contarem com a discrição mútua, desde que as escorregadelas não
atrapalhassem os negócios. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando
atingiram a Serra do Espinhaço, Julião embalado por meia dúzia de
latinhas, chamou Arminda para dançar e a turma toda apoiou não sem
protesto do motorista que solicitou moderação dentro do seu
veículo, que não toleraria descontroles em sua nave, que aquela era
a última vez que avisava, que se tivesse que falar de novo pararia o
ônibus e mandaria todos prosseguirem a pé. Mas qual o quê, estavam
pagando, bem melhor ficasse calado, tocasse o barco adiante, a festa
estava apenas começando, não adiantava ficar nervoso, que já devia
estar acostumado, que aquela já era a quarta vez que os conduzia,
melhor ficar de olho da estrada e evitasse que a vaca fosse pro
brejo. O condutor engoliu, ruminou, cuspiu fora mas na boca ferveu um
gosto de desfeita e, enquanto o punhal do desrespeito enterrava-se no
espirito, deixou o pensamento perambular em masmorras, perder-se em
subterrâneos mentais que a gente sabe bem poucos saíram de lá para
contar, mas logo recuperou o folego e desculpou-se consigo mesmo ao
lembrar das gorjetas e mimos que lhe enchiam os bolsos e  braços ao
final da jornada. Que a gente não faz, que a gente não tolera
quando se pensa na crianças, choramingou de si para si e nem teve
tempo de enxugar os olhos subitamente invadidos por um sentimento de
vazio ao pensar no destino dos filhos na estrada da vida... o ônibus
foi colhido de frente por uma carreta, rolou ribanceira abaixo, tombou, tombou, tombou cinco vezes, bateu numa rocha e escapuliu na
transversal direto para o abismo.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;D&lt;/span&gt;uas
horas depois, enquanto o perímetro era isolado, a polícia
disciplinava uma horda de curiosos, bombeiros preparavam a descida,
paramédicos vistoriavam equipamentos, uma ambulância aproximava-se
gemendo agonia e uma chusma de repórteres disputavam terreno ávidos
de ângulos, um lavrador gritou: tem alguém subindo o morro!  Era
Julião. O único sobrevivente. Pega daqui, segura dali, ajudaram-no
a galgar os últimos metros na direção da pista e depositaram-no
numa maca dentro do carro resgate. Milagre. Após passar por um exame
preliminar constatou-se que o recuperado não apresentava qualquer
arranhão, ferimento ou traumatismo decorrente da sinistro: muito
pelo contrário, parecia saído de uma festinha de fim de semana
pronto para encarar a dureza de uma segunda feira. Milagre. O
repórter da rádio local, concunhado de um dos policiais, conseguiu
chegar até Julião e o arrastou até a lateral da ambulância, local
que lhes propiciaria alguns minutos  distantes do assédio
inevitável. Ao ser indagado sobre o que acontecera, Julião, sem
pestanejar, vaticinou: - Ouvi um estrondo, me agarrei no banco e pedi
a deus que me salvasse! Milagre. E o repórter, de microfone aberto
para aquela cobertura que, na sua apressada contabilidade, poderia
render semanas de editoriais, colunas, debates, interpretações de
especialistas, campanhas pró e contra insistiu, visivelmente
insatisfeito com aquela primeira resposta, resposta que encerrava
tudo, botava um ponto final na história. Pediu mais, detalhes,
minúcias, enveredou pela história pregressa, cogitou relações,
suscitou manobras, descasos, omissões, na desesperada e profissional
tentativa de oferecer aos seus ouvintes e quicá ouvintes que ainda
não eram seus, algo bombástico, algo extraordinário, a ponta de um
novelo que ao ser desembaraçado traria ao mundo novas perspectivas, 
afinal detinha em sua locução a oportunidade de fazer bonito e quem
sabe cacifar-se para vaga numa emissora de alcance nacional. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;ão
absorvidos estavam em seus próprios redemoinhos, da perplexidade um,
da ambição outro,  nem perceberam que, na contra mão, um caminhão
desgovernado, invadira o cordão de isolamento e, tendo abatido dois
ou três desavisados que insistiam em fotografar o tumulto, veio com
o peso de suas quinze toneladas, acrescido de outras tantas pela
implacável velocidade, chocar-se com a ambulância e espremê-los
entre as ferragens, invalidando qualquer veleidade que, por alguns
instantes, tenha embalado suas vidas”.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;nquanto
rabiscava garatujas na folha de papel estrategicamente depositada
sobre a mesa, Carlos Rigot anotou duas ou três conclusões, quem
sabe as usasse em argumentos futuros. Mas que segurança tinha desses
seus achados? Claro que não desejava participar de disputas
científicas, artísticas, religiosas ou metafísicas então,
guardaria pra si a expectativa de algum juízo sintético.
Seguramente a reconstituição não correspondiam aos fatos. Mas
temos como saber da &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;? E o mais importante: que
significado ela nos revela, em que consequências ela nos atola?  É!
Somos livres para contar um conto e acrescentar um ponto. Para livre
interpretar basta começar, devemos isto aos protestantes. 
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;hegado
ao fim da sua sumária investigação, não se sentia nem um pouco
melhor, nem mais nem menos recompensado, nem mais nem menos sabido.
Sua breve análise não lhe trouxera &lt;i&gt;aquele&lt;/i&gt; prazer mas
dera-lhe uma certeza: deveria ter ido à festa. Deveria ter aceito o
convite dos parentes e ido empanturrar-se de guloseimas e cevada,
como fazem os chineses quando seus braços não alcançam a pipa que
está no alto.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6081075427758863792?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-d4WgL08Bs_I/Tlj8ZUqhLNI/AAAAAAAAAik/UZ9oPzArsXI/s1600/jc-00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-d4WgL08Bs_I/Tlj8ZUqhLNI/AAAAAAAAAik/UZ9oPzArsXI/s320/jc-00.jpg" width="167" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;O Louco, Tarot de Marselha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Porque aí, à beira?, questiona o viajante, ávido de ares. Trazemos os pés cansados, nós os sem tempo, responde o coro dos enraizados, dos que crescem como arbustos, de cujos gravetos são feitas as cercas que os encurrala e só enxergam a vastidão do espaço - vazio à sua volta. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Não há para onde ir, aqui ficamos no aconchego dos nossos lares. Distrai-nos os jogos que herdamos. Aqui quedamos industriosos, nós os que tememos a falta, a carência e a necessidade, zelosos da nossa segurança, inocentes do acaso, nós os previdentes. Para afugentar o desconhecido, erguemos totens nas sete entradas da nossa cidadela. Sete demônios nos protegem, com seus olhos de fogo, suas línguas viperinas e seus gestos de desprezo e ameaça. Apenas aquilo que é familiar nos conforta. Entre nós, apenas o conhecido prospera. Mas diga lá, ó viajante, donde vens, de quem sois filho, a qual família deves obediência, que trazes nesta bolsa à tiracolo e para onde vais?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nasci longínquo, caminho por andar. Meus sonhos e meus ais cabem todos nesta bolsa. Mostrai. Compreenderiam? És modesto ou somos parvos? (Percorreu o viajante uma fração de partir). Há muito abolimos o desejo e o egoísmo, monstros singulares. Não existe entre nós tais desvios. Se trazes novidades, esquece, toda novidade é natimorta. Para nós nada permanece que não seja hábito. Cultivamos a verdade inquestionável de que tudo é efêmero e negociável. Nos tratamos por irmãos, pois conhecemos de cada um a origem e nos satisfaz chegar até o avô. Assim vivemos com o nosso deus e seu mandamento sagrado.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E entre eles havia um homem que era tido o melhor, o mais sábio e o mais bondoso. E todas as noites sentavam para ouvir de seus lábios balbucios e vislumbres recheados de engasgos, qual mariposas em torno da luz pálida dos candeeiros. E o velho homem, embora nutrisse dúvidas e carregasse em seu coração oceanos de tédio, tinha sido destinado a decorar-lhes o espírito com alguma arte.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Oh, minhas crianças, começava, meus frágeis recém-nascidos! Para vós apenas o peito da vossa mãe e os jogos com que vos alegrais! Vinde e brincai, pois não há porque nossos pés exaustos se ponham a caminho. Sabeis: lá fora habita o sofrimento, fadigas dolorosas e vaidades inumeráveis. Para onde quer que olhemos eis a boca escancarada do descaminho e as presas afiadas da perdição. Cuidai das vossas almas, velai por vossa diversão e a diversão dos seus, pois tudo o mais vos será dado. Perseverem nesta obediência inevitável, meus amados!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Não vos importeis senão com o vosso cotidiano, um dia de cada vez. Que é o amanhã senão cálculo, esfinge que nos devora com enigmas? Não sofrais com o que não vos foi dado conhecer, pois aquilo que não conhecerdes não vos será cobrado. Não questioneis, portanto, para que não tenhais que provar, pois a prova onera o provador. Não desejais aquilo que não vos foi destinado. Cada um morre sua própria morte, para glória eterna dos que nos antecederam. Só a proximidade nos importa. Só aquilo que podemos degustar com os nossos sentidos, conta para o dia que nos basta. Porque haveríamos de desejar o impossível, nós os possíveis, nós os somente?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Deixai vir a mim os ladrões e os parasitas. Eles são o fermento da terra. Deixai que se esgueirem nas sombras pois assim vigiam e controlam as trevas, por nós. Não vos incomodeis com os parasitas, eles enaltecem a nossa pujança e fertilidade.  Mas a nenhum facilitais a entrada. Recaia sobre eles toda desconfiança, para que, por sua astúcia e malícia, alcancem o mérito da nossa indulgência. Porque só o homem de mérito prospera. Só o homem de mérito pode um dia alcançar a glória de figurar entre os ancestrais veneráveis. Sejais dignos desse merecimento, ó meus filhinhos!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Nada deixai à mostra, a não ser a vossa sabedoria e beleza. Que entre vós o feio não prospere. Tudo que destoar de vós, tudo que não vos for semelhante, seja doravante e para sempre considerado feio, meus sorridentes filhinhos! Contenham a vossa voluptuosidade, que o vosso tesouro permaneça guardado para o dia da grande glória, para o dia em que haverdes de entrar no reino celeste dos  ancestrais. Não vos encheis de palavras, sejais comedidos no vosso conhecimento porque a nós  basta o útil e o necessário para um dia de labuta. Crede nisto e dormirão tranquilos.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Deixai vir a mim também os perversos, pois eles terão a sua parte. Que seria do rebanho se o predador não encontrasse a presa? Cresceria desordenado e entregue a caprichos. Para tudo há um limite e um proposito, lembrai. Deus não escreve certo por linhas tortas! Deixai vir a mim os sórdidos porque deles é a sujeira e a imundice do mundo. Imundice e sujeira que repudiamos, nós os puros, os alvos e imaculados. Pois é digno deles esse trabalho: chafurdarem-se no pântano, entre maléficas e terríveis emanações, covil de numerosos e desconhecidos vermes. Deixai vir a mim os cínicos e hipócritas, deixai que ostentem as vestes do bom comportamento e da boa conduta e não vos peçais provas da sua fé, pois melhor um oportunista conhecido que um desconhecido sincero, vigiai!  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Minhas crianças, é preciso que mantenhais a pedra do tropeço que vos impeça serem arrastados à lama e ao lodo. Sois fracos, nascerdes fracos e morrereis mais fracos ainda, contudo vossa força é retirada da certeza de que muitos gravetos formam um feixe. Experimentem partir um feixe, ó incautos! Não temais, filhos meus, que assim como trago esta imensa barba branca de incontáveis fios, cada um liame que me liga a vós, gravo minhas palavras em tábuas de ouro para que não ocorra sucumbirem ao abismo do esquecimento e do escárnio. Agora ides dormir tranquilos e saciados, que velarei, fiel e materno, o vosso sono. Passai a taramela em vossas portas e lacrais vossas janelas com o ferrolho da vossa fé inquebrantável. Que assim seja para todo o sempre!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E antes que dissessem amém o viajante já retornara à sua caminhada, sob a luz enigmática da lua.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-6563012888235692212?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bs7pFB-O3rM/Tk-0DD5aWlI/AAAAAAAAAiI/fRBFafpdnOw/s1600/05248.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-bs7pFB-O3rM/Tk-0DD5aWlI/AAAAAAAAAiI/fRBFafpdnOw/s320/05248.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;pratagy.net&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;C&lt;/span&gt;oruja rasgou seda por cima do telhado. Vai-te, agourenta!&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;raldina, guardiã do Sagrado Coração, caiu doente de repente. Diminuta, 52 anos, seis filhos. O que é, o que é, não houve diagnóstico, nenhuma resposta. Caiu doente e possessa, assim: do dia pra noite. Passou a gritar, gritar incongruências, indizíveis. Quinze dias gritando, os vizinhos arrepiados com aquela coisa sem coisa. Que sucesso era aquele? Oraldina não fazia sentido, só gritava, gritos de horror, labaredas, queimadura de gelo, secura braba, garganta arranhada, navalha, cacos de vidro, álcool em ferida, osso quebrado. Pavoroso.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;assados estes dias, quis ir para a rede. Passou outros quinze balançando-se, pra lá e pra cá. Nhec, nhec, nhec.... O marido e dois filhos revesavam-se nos cuidados, mas que cuidados, se não havia, se não sabiam. Não comia, não bebia, só balançava o corpúsculo pra lá e pra cá. Pendulo. Nhec, tic, nhec, tac... A filha do meio, grávida, veio visitá-la. Gritou que não entrasse, iria perder a criança.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;T&lt;/span&gt;rouxeram o médico de aplicar injeção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Na mão viu, porque lá nem pensar, onde já se viu, estranho enxergar minhas vergonhas&lt;/i&gt;!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
O doutor tentou ser gentil mas, a espetada desacertou, a canela fina arribou e ai ai como doeu a masculeza do receitador que vergou e fugiu. Era deixar. Engruvinhou.   &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;N&lt;/span&gt;o mês seguinte, levantou-se, passeou pela casa, deu uma volta pelo oitão, encheu todos os potes com água e soltou os passarinhos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Tá boa&lt;/i&gt;, alguns disseram saudosos da paçoca. Mas Oraldina não fez paçoca, não salgou carne, não preparou maria-isabel nem lembrou do cajus no ponto pra cajuína, só perguntou pelo mais novo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Tá viajando. Foi levar encomenda de malas pras bandas de Miguel Alves&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Mande uma carta avisando que é pra ele voltar. Quando chegar vou me esconder atrás da porta que é pra dar um susto nele&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
E riu sumida, imperceptível. Quando o rapaz chegou fez bu e correu se rindo, levada.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt; cantou. Versinhos do arco-da-velha. Do tempo do onça. Do tempo do bufa. E a casa se encheu de perfumes. Quem era sério sorria, quem era alegre soltava gaitada. De onde tirava aquilo? E Oraldina ria, palitando o dente com a ponta da unha miudinha como se tivesse mastigado iguaria.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;uis cafuné. Veio a nora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
-&lt;i&gt; Faz daquele jeito&lt;/i&gt;. Gostava. A filha mais velha ensaiava muxoxo. Não tinha preferências, gostava e pronto. Na metade da tarefa, a moça ouviu um trec, na nuca. A cabeça rala tombou.  Deitaram-na. Vieram as filhas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Quero ir vestida que nem Santa Rita&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Mas não usem a máquina, tem que ser costurada à mão&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Vai saber porque! As moças, esmeradas, gastaram tempo de sobra, adiando, adiando... E Oraldina rindo, mangando de toda coisinha, dessas tais coisinhas sem qualquer significância. Mangou das moscas, das formigas, das aranhas... Mangou do bode velho, das galinhas poedeiras, do garnisé ... Só não mangou do marido que era enfezado. Pra ele declamou umas quadrinhas meio sem graça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Doidou&lt;/i&gt;?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Queria chupar carambolas, mas engasgou, tossiu invisível. Lacrou os olhos. E acenderam velas. O genro pegou uma e botou-lhe na mão. Todos em volta. Nenhuma lágrima, já haviam derramados córregos uns, outros rios. Aguardaram munganga, não veio. Levantou o dedo e disse:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Prestem atenção, prestem muita atenção. Estão prestando atenção? Então&lt;/i&gt;...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
Tum! Sumiu.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;V&lt;/span&gt;elaram-na no terreiro, sobre três tábuas e dois cavaletes. Tiraram fotografia. Todos de preto. Menos ela, que ficou muito bonita de branco.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;P&lt;/span&gt;assado uma semana, as duas mais novas estavam deitadas na cama alta quando caçula sentiu uma pontada no ombro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
- &lt;i&gt;Que é? É mãe?&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
-&amp;nbsp;&lt;i&gt;Não se virem. Vocês duas prometeram rezar missa. Esqueceram, como esquecem requeijões mordiscados nos buracos das paredes&lt;/i&gt;?  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;raldina não descuidou dos seus. Nunca. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-4944796558605710965?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jBZMaH2_esdp5kFF1aarLieQzCo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jBZMaH2_esdp5kFF1aarLieQzCo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jBZMaH2_esdp5kFF1aarLieQzCo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/jBZMaH2_esdp5kFF1aarLieQzCo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/PntVxs4y84g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/4944796558605710965/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/08/oro-finou.html#comment-form" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/4944796558605710965?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/4944796558605710965?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/PntVxs4y84g/oro-finou.html" title="Orô Finou" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-bs7pFB-O3rM/Tk-0DD5aWlI/AAAAAAAAAiI/fRBFafpdnOw/s72-c/05248.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/08/oro-finou.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUUNQX8_eCp7ImA9WhdWFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-790284732237478721.post-7904295027559814835</id><published>2011-08-13T22:10:00.000-03:00</published><updated>2011-09-10T12:08:10.140-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-10T12:08:10.140-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Mitologia" /><title>A Tradição Relativa IV</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HYQkxKX0Rj8/TkcftFeRl7I/AAAAAAAAAhs/vwAJZW-Y5cQ/s1600/hernehunter.blogspot.com.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-HYQkxKX0Rj8/TkcftFeRl7I/AAAAAAAAAhs/vwAJZW-Y5cQ/s320/hernehunter.blogspot.com.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;hernehunter.blogspot.com&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A&lt;/span&gt;s Belas Palavras&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;uando a cabeleira flamejante de &lt;i&gt;Ñamandu&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Dançava nas coroas que ornavam as cabeças dos &lt;i&gt;Jeguakavas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Os caraíbas chegaram para aumentar o mal no mundo&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;K&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;arai&lt;/i&gt;, que andava pela terra à procura de &lt;i&gt;ywy mara eÿ&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Recusou o sinal de repartir o rosto e disse:&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
- Guardem seu deus, temos os nossos!&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;buruvicha&lt;/i&gt; não gostou, falou dos presentes&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Do pau de fogo e da faca, do quanto era grande a terra pra cultivar&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
E dos muitos inimigos que os  &lt;i&gt;Ava&lt;/i&gt; tinham que vencer&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;- Ywy mara eÿ&lt;/i&gt; é sonho, difícil de encontrar.  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;K&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;arai&lt;/i&gt; tomou o assento da palavra e disse que era hora de &lt;i&gt;ñe'ë porä&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
- É preciso ganhar a pátria das coisas não-mortais, disse &lt;i&gt;Karai&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Que se &lt;i&gt;ywy mara eÿ&lt;/i&gt; não existia, que &lt;i&gt;Ñamandu&lt;/i&gt; falasse&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Que todos os deuses falassem, que era a hora da completeza acabada&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;s &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Jeguakavas &lt;/i&gt;abriram seus corações e aguardaram a embriaguez.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Cessou todo o ruído da floresta, cessou o alarido das crianças&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Sabiam que sem &lt;i&gt;ñe'ë porä&lt;/i&gt; nenhum adornado iria sobreviver.  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; o que &lt;i&gt;Karai&lt;/i&gt; falou esplendorou nos corações heroicos dos &lt;i&gt;Ava&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Dignas dos deuses, as palavras adornaram-lhes ainda mais a alma  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Ñe'e porä &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;dentro deles&lt;/span&gt;&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;semente em cada um, &lt;i&gt;ywy mara eÿ&lt;/i&gt; inatingível  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Pela violência e pela brutalidade da Terra Má, agora domínio dos caraíbas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
- &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;P&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;orque nós, belos adornados, somos expostos a uma existência &lt;i&gt;achy&lt;/i&gt;,  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Perguntou &lt;i&gt;Karai&lt;/i&gt;, porque somos reduzidos a viver a vida de animais doentes?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Nós desejamos &lt;i&gt;ywy mara eÿ&lt;/i&gt; mas nossa condição é &lt;i&gt;ywy mba'e megua&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Como podemos reconquistar nossa pátria perdida, nossa pátria múltipla?&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;K&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;arai&lt;/i&gt;, um &lt;i&gt;arandu porä&lt;/i&gt;, um &lt;i&gt;ñe'ë jara&lt;/i&gt;, permitiu que o pensamento se libertasse&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
E a sua potência desdobrou desdobrando-se ao ponto de tomar conta de &lt;i&gt;Karai&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
E não era mais ele quem falava, mas um longínquo eco de numerosas vozes  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
A murmurarem a dança flamejante da cabeleira de Ñamandu na noite originária&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
E os &lt;i&gt;Jeguakavas, &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;fios de sua cabeça&lt;/span&gt;&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; disseram, cada um com voz própria,  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;Karai&lt;/i&gt; tem razão, &lt;i&gt;ywy mara eÿ&lt;/i&gt; vai nascer de belas palavras, de &lt;i&gt;ñe'ë porä.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
- &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;ue fiquem guardadas no recôndito da floresta para serem pronunciadas&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Pelos poucos numerosos que se erguem na sua totalidade de adornados.&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Para que nossa carne de natureza imperfeita se sacuda  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
E jogue fora, para longe de si, sua imperfeição.  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; quanto a você, &lt;i&gt;Karai Ru Ete&lt;/i&gt;, você, nós-vós,  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
Todos os dias hás de pronunciar as abundantes palavras,  &lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;
As belas palavras que nenhuma pequenez altera.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/790284732237478721-7904295027559814835?l=certoscontosincertos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pdfJYIY-rWl8pTbPicuVaQvyvMQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pdfJYIY-rWl8pTbPicuVaQvyvMQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pdfJYIY-rWl8pTbPicuVaQvyvMQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/pdfJYIY-rWl8pTbPicuVaQvyvMQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/CertosContosIncertos/~4/i_-vfVLjafE" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/feeds/7904295027559814835/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/08/tradicao-relativa-iv.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7904295027559814835?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/790284732237478721/posts/default/7904295027559814835?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/CertosContosIncertos/~3/i_-vfVLjafE/tradicao-relativa-iv.html" title="A Tradição Relativa IV" /><author><name>Paulo Laurindo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04775748977322437860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://1.bp.blogspot.com/_Y0e_oQ7v7mA/SxfVi72UxuI/AAAAAAAAAAU/egd4Jz1mJDg/S220/Primavera+045.jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-HYQkxKX0Rj8/TkcftFeRl7I/AAAAAAAAAhs/vwAJZW-Y5cQ/s72-c/hernehunter.blogspot.com.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://certoscontosincertos.blogspot.com/2011/08/tradicao-relativa-iv.html</feedburner:origLink></entry></feed>

