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	<title>Ceticismo Político</title>
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	<description>Análise política para adultos</description>
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		<title>O que vimos nas manifestações pró-Bolsonaro é&#8230; abismo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2016 01:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma análise nua e crua no site Modo Espartano mostra que as manifestações pró-Bolsonaro não confirmam os 3 milhões de likes na página (que podem ser enganosos). Nada que este blog já não tenha avisado antes: A página de Jair Bolsonaro no Facebook tem, atualmente, pouco mais de 3 milhões de seguidores. Como estou bastante [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma análise nua e crua no site Modo Espartano mostra que as manifestações pró-Bolsonaro não confirmam os 3 milhões de likes na página (que podem ser enganosos). Nada que este blog já não tenha avisado antes:</p>
<blockquote>
<div>A página de Jair Bolsonaro no Facebook tem, atualmente, pouco mais de 3 milhões de seguidores. Como estou bastante flexível hoje, darei uma colher de chá aos minions. Vamos considerar a hipótese absurda de que todos estes mais de 3 milhões de seguidores sejam mesmo eleitores do deputado, ignorando as <b>diversas crianças que o seguem</b> e que nem votam, ignorando também aqueles que o seguem só para ver as bobagens que o deputado diz. Supondo que ele se candidate a presidente em 2018 e tenha tudo isso em votos, ainda assim é uma merreca. Luciana Genro fez mais de 1,6 milhão de votos. 3 milhões não são suficientes nem para ser governador do Rio de Janeiro.</div>
<div></div>
<div>Ok, sei que ele também pode ter vários eleitores que não o seguem nas redes sociais. Isso é perfeitamente possível, e é exatamente este o ponto. Internet não vence eleição, nunca venceu. Se fosse o caso, em 2014 teríamos segundo turno entre Aécio Neves e Luciana Genro, e o Eduardo Jorge estaria em pelo menos quarta posição. A realidade é que campanhas eleitorais têm muito mais coisas por trás, não se trata apenas de memes e publicidade barata. Por isso, digo categoricamente: os minions que afirmam que Bolsonaro será presidente após 2018 são uns fanfarrões, uns blefadores. Eles não têm nada na mão além desses &#8220;likes&#8221; na internet. É só isso.</div>
</blockquote>
<div>Clique no link para o texto <a href="http://www.modoespartano.com.br/2016/05/o-fracasso-vergonhoso-dos-bolsominions.html">O fracasso vergonhoso dos Bolsominions</a> para ver o resto.</div>
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		<title>Os 11 padrões de negação da política</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2016 01:20:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se escreve sobre política, muito mais na Europa e nos Estados Unidos do que no Brasil. Há livros como Rules for Radicals, de Saul Alinsky, The Art of Political War e Take no Prisoners, de David Horowitz, The Real Right Returns, de Daniel Friberg e vários outros. Se buscarmos combinar análises, podemos adaptar parte [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://lucianoayan.com/2016/02/20/os-11-padroes-de-negacao-da-politica/"><img class="size-full aligncenter" src="http://i0.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/saiu_de_campo.jpg?w=640" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>Muito se escreve sobre política, muito mais na Europa e nos Estados Unidos do que no Brasil. Há livros como <em>Rules for Radicals</em>, de Saul Alinsky, <em>The Art of Political War</em> e <em>Take no Prisoners</em>, de David Horowitz, <em>The Real Right Returns</em>, de Daniel Friberg e vários outros. Se buscarmos combinar análises, podemos adaptar parte do material da dinâmica social, da psicologia social e da psicologia evolutiva para complementar os métodos a serem obtidos e insights a serem absorvidos. Há muito conteúdo por aí.</p>
<p>Mas há uma “trava” para muitos brasileiros. Por mais que expliquemos os métodos, boa parte dos brasileiros não consegue assimilá-los. Isto acontece por uma cultura de negação da política, muito provavelmente criada no Brasil após o regime militar. Com isto, quando alguém começa a falar de métodos não demora para alguém interromper dizendo que “é impossível que façamos isso”, que “a culpa é dos políticos que não nos representam” ou que “está tudo dominado”.</p>
<p>Tecnicamente, em termos de dinâmica social, estes discursos representam “interrupções”. Imagine, por exemplo, que você vai começar uma sessão de treino para o próximo jogo do campeonato de futebol. Mas quando todos entram no gramado para treinar, alguém diz: “Qual a razão para estarmos aqui jogando futebol?”. E a partir daí, se interrompe o treino, por meia hora, para a pessoa discutir uma razão filosófica para o futebol. Em termos de resultado, isto é um desastre, além de completa negação da realidade. E nem sequer era o momento adequado para fazer aquilo. Mesmo assim, o treinamento foi interrompido por meia hora. Todas as ações de negação da política servem, então, como “interrupções” de ações efetivamente políticas.</p>
<p>Os padrões estão aqui não para demonizar seus praticantes, mas para compreendê-los e criarmos antídotos de modo que essas pessoas não interrompam as ações efetivamente políticas. Também é bom dizer que todos nós manifestamos um ou outro desses padrões vez por outra. O complicado é quando eles se transformam em uma mania e são manifestados em momentos inconvenientes em grande volume. Aqui estão, portanto, os 11 padrões de negação da política</p>
<p><strong>(1) Propor algo irrealizável ou praticamente impossível</strong></p>
<p>Imagine que você está em uma comunidade de Facebook discutindo como pressionar os deputados para aprovar um projeto de lei. E então alguém interrompe dizendo: “Ei, desistam disso tudo, o melhor mesmo é um sistema monárquico”. Mas como essa proposta é irrealizável (ao menos nos dias atuais) e não há nem sequer um contexto cultural adequado para professá-la, qual a razão para aventá-la em um momento de discussão de opções táticas viáveis e mais urgentes? Eu não quero dizer que um monarquista está fazendo a interrupção de caso pensado, mas este é claramente um exemplo de negação da política.</p>
<p><strong>(2) Negar ou igualar as opções disponíveis</strong></p>
<p>Você organiza seus amigos para pressionar os deputados do PSDB para que eles endureçam nas críticas ao PT e entrem com ações contra os bolivarianos. E, de uma hora para outra, alguém aparece dizendo “ei, desistam disso, é a estratégia das tesouras” ou “eles já fecharam tudo no Pacto de Princeton e não adianta pressionar”. Em outro momento, dizem “desistam de todos eles, pois a solução é Bolsonaro 2018”. Nada contra alguém ter preferência por votar em Bolsonaro (eu prefiro votar nele do que em um petista), mas se estamos discutindo demandas políticas envolvendo todos os parlamentares atuais, que sentido há em inserir esse tipo de comando verbal para falar de uma eleição que só vai acontecer em 2018? No mínimo é esquisito.  Por que não falar da “opção Bolsonaro” enquanto discutimos a eleição de 2018 (o que só vai acontecer daqui a dois anos) e focarmos nas opções que temos para as demandas atuais? Quanto à tese do conchavo, faltam evidências. Parece mais desculpinha para negar ou igualar as opções disponíveis para as demandas atuais.</p>
<p><strong>(3) Pensar em soluções fora da política</strong></p>
<p>É muito frequente vermos com que naturalidade esta opção é adotada. É como em um torneio de sedução, alguém trazer, como opção: “não conquistei ninguém, então vou estuprar”. Ou no campeonato de futebol: “estou em último lugar, o negócio é comprar o juiz”. A mente orientada ao tapetão pode encontrar racionalizações para quebrar as regras. É um pulo para justificar o abandono do jogo. O pedido por intervenção militar é este padrão clássico executado à risca. Recentemente, surgiu o pedido por “revolução civil”, mas que no fim das contas depende do exército chegar e arrumar a bagunça. Discursos assim representam o lançamento de opções “além da política”. Exatamente por isso são destrutivos em termos de motivação para as ações efetivamente políticas. Não surpreende que os adeptos deste padrão xingaram tanto os movimentos de rua, mas, depois de renegá-los oficialmente, não conseguiram levar ninguém às ruas. Elementar.</p>
<p><strong>(4) Apelar ao purismo</strong></p>
<p>Este fenômeno acontece tanto com conservadores, liberais e libertários. Envolve um comportamento turrão no momento de discutir as opções disponíveis, pois elas não se adequam puramente ao que você acredita. Ora, por que um libertário anarcocapitalista deve votar se ele não acredita no estado? Esse é um exemplo de purismo vindo de um libertário. O purismo, em todos os casos, é uma racionalização pela qual várias opções razoavelmente interessantes – especialmente em comparação com as opções propostas pelo seu maior inimigo – são descartadas por não serem exatamente o que você quer. Mas a política é a arte do possível em relação ao que temos. Infelizmente, o purista não pensa assim.</p>
<p><strong>(5) Renegar as opções democráticas</strong></p>
<p>Na política moderna, a democracia é o palco onde os jogos realmente acontecem. É onde corações e mentes são disputados por formadores de opinião de cada um dos lados. Mas o negador da política, como não gosta do jogo, diz então que o “problema é a democracia em si”. Alguns autores de direita já chegaram ao extremo de escrever teses validando esta negação, como Hans-Hermann Hoppe fez em <em>Democracia: o Deus que Falhou</em>. Mas a conversa é a mesma de sempre: colocar na democracia a culpa dos direitistas que se recusam a jogar o jogo. Argumentam que a “democracia permitiu a implementação de lei (a)” ou “aumento do poder do estado com (b)”. Mas isso, na verdade, não é culpa da democracia, mas de opositores que se recusaram a jogar o jogo. E quanto mais renegam a democracia, mais perderão. E enquanto isso vemos a esquerda querendo a censura e definindo isso como “democratização de meios de comunicação”. Diante disso, dá até dó de ver direitistas dizendo que “a democracia não funcionou”…</p>
<p><strong>(6) Ignorar ganhos rápidos</strong></p>
<p>Eu não sei se Olavo de Carvalho disse que sua proposta de criar uma “elite da alta cultura” é um projeto que se conclui só em 20 ou 30 anos. Mas já vi alguns de seus leitores dizendo: “olha, desistam das opções que temos, pois é preciso primeiro criar uma nova elite cultural”. Mas será que não podemos fazer nada até lá? Decerto podemos, mas este tipo de discurso – e deixo claro que não sei se Olavo o formatou desse jeito, podendo ser ação apenas de alguns de seus leitores – é usado para interrupção de ações atuais. Novamente retornamos à campanha virtual de Jair Bolsonaro para 2018. É uma campanha de verdade? Tomara que seja. Mas há suspeitas de que falar de uma candidatura em 2018 em pleno 2016 – enquanto temos tantas outras demandas importantes mais prioritárias, entre elas o impeachment – pode estar sendo uma forma de nublar a mente de muita gente em relação a ganhos rápidos. É bom ficar de olho, apenas, e isso não significa duvidar do candidato. Geralmente com este padrão alguém diz “deixe  a opção corrente (a) de lado, pois o importante é cuidar de (b)”. Obviamente (b) jamais é uma demanda para ser materializada em curto espaço de tempo. Sempre é algo lançado para acontecer daqui 2, 5, 10 ou até 30 anos, tempo suficiente para algumas pessoas trocarem por outra demanda e até esquecerem de quem a lançou originalmente. Como disse, é para ficarem de olho…</p>
<p><strong>(7) Negar ou transferir responsabilidade</strong></p>
<p>Qualquer pessoa que acesse a Internet e conhece as regras do jogo já pode pressionar candidatos e até formadores de opinião para jogarem sob os princípios da guerra política. Podemos exigir menos frouxidão de opositores da tirania, bem como exigir que os principais formadores de opinião lidos por nós usem os rótulos mais assertivos possíveis contra oponentes. Podemos também usar termos adequados e lançar shaming e ridicularização em adversários em qualquer interação virtual. Porém, de repente alguém diz: “de que adianta tudo isso se não temos partidos que nos representem?”. Esta é uma forma de transferir a responsabilidade para uma outra parte. Enquanto agentes políticos sempre temos algo a fazer. O jogo efetivamente é decidido pelos formadores de opinião, mas, em linha com aqueles que concordamos e que lutam por nossas demandas, sempre temos algo a fazer. Quanto mais pessoas assumirem a responsabilidade – especialmente nos blocos de formadores de opinião, profissionais ou amadores, e nos últimos está o segredo para a vitória – mais resultados teremos, assim como mais parlamentares e políticos em geral pressionados surgirão.</p>
<p><strong>(8) Ampliar o poder do oponente</strong></p>
<p>O ser humano trabalha por motivação e recompensa. Sem a motivação, não buscamos a recompensa. Mas se esta parece muito distante, então temos pouca motivação. É por isso que buscar pequenas conquistas – que levam às conquistar maiores – é positivo, pois isso mantém a motivação dos envolvidos. Mas uma forma de negar a política é dizer que seu inimigo é tão poderoso, mas tão poderoso que não pode ser vencido pelas vias políticas. Obviamente este padrão tende a justificar o desânimo absoluto, com a catarse prometida vindo a partir de soluções fora da política. Este tipo de comportamento sofreu um balde de água fria com a vitória de Maurício Macri na Argentina e, dias depois, com a vitória da oposição de Nicolas Maduro na Venezuela. Ainda assim, eles sempre retornam com novas racionalizações para dizer que nosso inimigo é onipresente e indestrutível… pelas vias politicas, é claro. Saul Alinsky disse: “Poder não é o que você tem, mas o que o seu inimigo pensa que você tem”. Com este padrão, o direitista cria uma versão inversa (e imperdoável) do lema alinskiano.</p>
<p><strong>(9) Evitar clareza em demandas</strong></p>
<p>Em muitos casos as demandas resultantes da negação são moralmente bizarras, dignas de vergonha alheia e, no mundo atual, praticamente indizíveis. Quais as alternativas à política? Guerra civil? Sair matando os opositores? Proibir os partidos inimigos? Exilar adversários? E em relação à guerra cultural, a alternativa é qual? Acabar com a laicidade do estado? Em muitos casos, o negador da política critica a situação atual, detalha até mesmo seus inimigos mas, sabendo que muitas de suas demandas receberiam o selo “vergonha alheia”, não propõem nada no lugar. Recentemente, participei de um debate neste blog onde uma pessoa me definia como “culpado” pela situação atual. Motivo: eu seria um “crente na democracia”. Questionei então: “qual a alternativa?”. Ele me respondeu que não tinha uma. Ora, mas se não tinha alternativa, como atacava as alternativas disponíveis? Mas lá pelas tantas ele deixou escapar que optaria por uma ditadura a la Pinochet, pois não teria os mesmos problema de “uma democracia”. Aí as coisas ficavam mais claras: ele tinha uma demanda, mas não queria ser claro por questões de vergonha até em proferi-la. Muitas vezes encontramos este padrão. Em termos de interrupção, isso é particularmente incômodo, pois falamos em demandas factíveis, que podem ser expressadas e virarem projetos políticos, mas eles as criticam, em nome de demandas que muitas vezes nem mesmo tem coragem de expressar. Vergonhoso.</p>
<p><strong>(10) Endeusar a própria incompetência política</strong></p>
<p>A partir do momento em que descobrimos um certo grau de inaptidão política, o ideal seria lutar para reverter a situação, nos desenvolvendo cada dia mais, adquirindo habilidade para rotular, dominar a prática do shaming, criar um pensamento orientado a frames e daí por diante. Mas para isso seria preciso aceitar a política em sua plenitude. Mas como fazer isso se algumas pessoas até criaram racionalizações para tornar a incompetência política uma espécie de “mérito”? Para isso, podem fazer confusões entre métodos e conteúdo, para dizer que <a href="https://lucianoayan.com/2016/02/14/rotina-de-negacao-usar-os-metodos-dos-esquerdistas-na-guerra-politica-e-anti-etico/" target="_blank">jogar a guerra política é imoral</a>. Alguns até se orgulham de serem “mais morais” por não jogarem o jogo. Mas na verdade imoral é não jogá-lo a partir do momento em que se adquire a ciência de como funciona a política. Outros dizem que “o conservador possui uma mente diferente, que não quer ver a política como um jogo”, mas a verdade é completamente diferente. Conservadores costumam ser pessoas funcionais – ou seja, que operam normalmente, sendo capazes de viver em sociedade – em todos os aspectos da vida. Podem arrumar um emprego, ter relacionamentos e daí por diante. Em todas essas questões, existe um aspecto da política cotidiana que eles sabem jogar, e caso não soubessem fracassariam em seus empregos e relacionamentos em maior quantidade do que os esquerdistas. Isso não acontece, pois eles conseguem jogar o jogo da vida. Porém, em virtude de racionalizações para negação da política – inserida em sua mente por formadores de opinião que nela não acreditam -, criaram uma incompetência especificamente no domínio do debate público. O terror  acontece quando até mesmo criam racionalizações para achar que esta incompetência, que deveria ser imperdoável, é uma espécie de mérito.</p>
<p><strong>(11) Demonizar a habilidade dos oponentes</strong></p>
<p>Li em um texto de Alexandre Borges sobre o quanto alguns direitistas usam a seguinte expressão: “a esquerda tem o monopólio da virtude”. Aí ele lembra: é claro, pois ela lutou por isso. Quer dizer, a esquerda assumiu a responsabilidade de conseguir o monopólio da virtude, e, com os tempos, demonstrou habilidade em conquistar vários espaços mentais, inclusive vários rótulos ótimos para eles (e péssimos para seus oponentes). Isto, em vez de envergonhar os negacionistas – que deveriam pensar “ei, então é hora de eu me mexer” – acaba gerando uma espécie de questionamento moral ao oponente. É como se seu time entrasse em campo, não quisesse aprender as regras do jogo, as ignorasse e com 10 minutos já estivesse tomando 5 a 0. Mas aí, ao invés de questionar sua inabilidade, você demonizaria a habilidade deles: “que sacanagem a deles de fazer tantos gols, não?”. Eu me lembro de um amigo que costumava expor algumas ações taticamente espertas da extrema-esquerda, dizendo: “olha só o que eles fizeram”. Fazia isso com uma espécie de indignação. E eu respondia: “mas eles tem que fazer isso mesmo, estão certos; resta a nós fazermos a nossa parte”. Nada impediria que ele usasse até o shaming contra o oponente, mas é lastimável um comportamento de “trava” para a ação. Outra ilustração está no filme Falcão Negro em Perigo, onde um soldado diz: “Eles estão atirando na gente”. O capitão retorna: “Ora, atire de volta”. Seja lá como for, com este padrão, o negacionista não apenas promove a própria incompetência política (como visto no padrão anterior), como demoniza a competência adversária. O bloqueio mental criado com isso é terrível para qualquer forma de desenvolvimento.</p>
<p>Em resumo, esses são os 11 padrões de negação da política, que tenho mapeado em todo esse tempo de blog, e especialmente a partir do início da campanha eleitoral de 2014. Obviamente, os padrões existem há muito tempo, e fazem parte das chagas que adquirimos por termos uma limitação de nossa conscientização política – especialmente desde os tempos do regime militar. Em nações da Europa e da América do Norte, a direita geralmente perde da esquerda no jogo (por sorte tem havido alguma evolução nos últimos tempos), mas ainda o joga. No Brasil, a coisa é pior: muitos ainda negam a própria política, executando vários dos padrões acima com uma normalidade impressionante. Obviamente, já existem alguns sinais de evolução quanto à consciência política, mas a negação prejudica terrivelmente o desenvolvimento.</p>
<p>O objetivo aqui não é demonizar essas pessoas, como já ressaltei anteriormente. É entender esses padrões e saber como combatê-los e neutralizá-los enquanto fazemos ações organizadas para a política. Em 13/3 teremos novas manifestações pelo impeachment de Dilma e vários movimentos e pessoas estão em apoio. Mas muitas pessoas aparecerão com padrões de negação nas comunidades focadas nesta luta. É preciso reduzir seu efeito. O negacionismo da política é inevitável e ocorre tanto na direita como na esquerda. Mas nesta última, os negacionistas ficaram relegados a partidos e organizações obscuros. Na direita, acabou se transformando em uma mania, ultrapassando qualquer cota de controle. O negócio é nos precavermos e superarmos os padrões de negação.</p>
<p>E aí, você acha que há algum padrão adicional a ser mapeado? Acha que novos exemplos são necessários? Argumentos e críticas construtivas são bem vindos, especialmente aqueles querendo refutar os padrões ou exemplos aqui utilizados, ou mesmo para justificar comportamentos. Objeções assim podem reforçar (ou não) este tipo de mapeamento.</p>
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		<title>O drama do negacionismo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2016 01:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por todos os dias visualizamos comportamentos de negação da política. Talvez subconscientemente alguns de nós somos até capazes de identificar estes padrões comportamentais. Mas ainda não é muito fácil avaliar seus impactos. E falamos aqui de um impacto devastador. Simplesmente, a negação da política é o maior de todos os flagelos acometendo a direita no [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://lucianoayan.com/2016/03/06/o-drama-do-negacionismo/"><img class="alignnone size-full" src="http://i1.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/urso.jpg?w=640" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>Por todos os dias visualizamos comportamentos de negação da política. Talvez subconscientemente alguns de nós somos até capazes de identificar estes padrões comportamentais. Mas ainda não é muito fácil avaliar seus impactos. E falamos aqui de um impacto devastador.</p>
<p>Simplesmente, a negação da política é o maior de todos os flagelos acometendo a direita no Brasil. Muitos falam em Foro de São Paulo. Outros mencionam o patrimonialismo doentio. Ou mesmo o culto ao estado. Todos estes fatores têm sido úteis na consolidação do esquerdismo, e, atualmente, no altíssimo risco de vivermos sob uma violentíssima ditadura de extrema-esquerda. A maior parte da responsabilidade por este cenário está na negação da política.</p>
<p>Para compreender este dano, imagine a situação de dois técnicos de futebol vivendo situações similares. Ambos estão na segunda divisão e possuem elencos com o mesmo potencial de gerar resultados. Nos dois casos, existe a disputa por uma das quatro vagas para a primeira divisão.</p>
<p>Realize, agora, que durante os seis meses do certame, o técnico do time A conseguirá executar todos seus treinamentos. Algo que dure em média cerca de 40 horas semanais. Isto sem contar o tempo de concentração e as próprias partidas. Em todo este período seu time estará dedicado.</p>
<p>Já o time B, em nosso exemplo, vive situação completamente diferente. Seu elenco está convencido de que apenas um quarto do tempo deve ser gasto para o treinamento. Nada além de 10 horas semanais. As demais 30 horas são gastas para discutir questões como: vale a pena jogar futebol? Outros debates incluem a “filosofia do futebol” – onde eles passam a maior parte do tempo justificando a inviabilidade do jogo – e até a “escolha de esportes opcionais”. Um debate em específico é divertido: eles discutem sobre a impossibilidade de se vencer um campeonato apenas pelo treinamento e pelas regras. Para eles é preciso discutir a compra de juízes, uma vez que seus adversários “são muito poderosos”. Quase 30 horas semanais são gastas com esse tipo de discussão.</p>
<p>Evidentemente, sob as mesmas condições (e considerando o mesmo perfil técnico), o time A tende a ter chances muito mais consideráveis de ir para a primeira divisão. Lembre-se que eu falei de chances, e não de uma certeza. Mas com certeza o time B deve ir para terceira divisão. O fato é que o time A aceitou o código do futebol. O time B o negou.</p>
<p>Em outro exemplo, considere um gerente de projetos júnior – que até tenha alguma experiência – estudando para a certificação PMP. Após o treinamento em gestão de projetos, o plano de estudo requer 400 horas de estudo em um período de três meses, após o qual o aluno estará apto a fazer a prova. Com base em dados de mercado, para uma pessoa medianamente inteligente, esta carga horária parece ser suficiente.</p>
<p>Observe agora uma outra pessoa com a mesma experiência e tendo assistido o mesmo treinamento e com o mesmo nível de inteligência. Porém, ao invés de estudar 400 horas, ela estudará apenas 100 horas. As demais serão gastas com elocubrações questionando a viabilidade da gestão de projetos, ou até na criação de uma teoria da conspiração onde apenas pessoas que tenham pago alguma propina poderão passar. Enfim, em nome de atitude de negação, esta pessoa não concentrará os esforços necessários a caminho de um objetivo.</p>
<p>Não estou querendo sugerir que as negações são absurdas <em>per se</em>. Na verdade, quando estamos diante de um objetivo – idealizado ou apenas discutido -, teremos atitudes de negação e não há nada de errado com isso. Quando alguém decide escolher por um curso universitário, pensamentos de negação podem levar à seguinte conclusão: é melhor abandonar este curso, pois não é aquilo que desejo, em nome de um outro. O investimento de esforços em um relacionamento pode ser interrompido pela negação da vida em dois por parte deste casal, por diversos motivos. Muitas vezes as negações podem nos levar para o brejo, mas em certos casos nos levam para terra firme.</p>
<p>O complicômetro aparece quando falamos de negação diante de objetivos diante dos quais qualquer opção de fuga é inaceitável. Por exemplo, imagine que você está no meio da floresta caçando com amigos e, de repente, todos precisam correr inabalavelmente de um urso. Se não o fizerem, podem virar picadinho nas mãos de um animal que pode te partir ao meio com um golpe. É totalmente insano que, no meio da fuga, você pense em parar para refletir sobre “a validade filosófica de se fugir da dor” ou sobre “problematizações em relação ao direito dos ursos de terem sua caça” (você incluído). Assim, a negação é um flagelo quando ela se torna um obstáculo em relação a um objetivo do qual é inaceitável que você fuja.</p>
<p>Uma vez que – por vários motivos que abordaremos no curso deste ensaio – a política é inevitável, negá-la é uma estupidez. Mas visualizar este tipo de comportamento é extremamente comum. Ouvimos todos os dias pessoas dizendo que “a democracia não funciona”, que “é melhor que venha o exército mesmo” ou que “o povo não sabe votar”. Mas se a democracia não funciona, qual a opção? E será que pedir por intervenção militar – enquanto existe um mar de oportunidades para vitórias políticas mais legítimas pela frente – é uma alternativa válida em termos morais e até pragmáticos? E será que dizer que o povo “não sabe votar” não é apenas uma justificativa esfarrapada para a falta de esforços de um dos lados da guerra política? Ao longo deste ensaio ficará claro que todos estes discursos são apenas manifestações de negação da política, raramente levando a qualquer resultado positivo.</p>
<p>Negações sempre geram interrupções de esforço. Como já vimos antes, não há problema algum em interromper ações que não nos interessam. Mas e quando essas ações interrompem objetivos óbvios. Ou pelo menos objetivos que deveriam ser óbvios, principalmente por não termos opções além deles. Cada vez mais a observação dos eventos políticos nos mostram que negar a política é quase tão inteligente como negar a existência da noite e do dia, a solidez das pedras e a alta temperatura da água fervente. É quase como se pudéssemos dizer: “ok, você nega que a água fervente se encontra em alta temperatura?”. O resultado desta negação pode levar alguém ao hospital.</p>
<p>Se isto parece uma loucura é porque definitivamente é. A direita brasileira, em muitos casos, tem praticado a loucura de negar a política. Se o primeiro princípio do código da guerra política aqui proposto defende que devemos aceitar a política como ela é, manifestar atitudes de negação é o prenúncio para o desastre. Nisto, liberais, libertários e conservadores contribuem com vários de seus adeptos nos brindando com manifestações diárias desse tipo de comportamento. Desta feita, a direita gasta tempo considerável enchendo a cabeça de minhoca e interrompendo várias iniciativas para a conquista de uma verdadeira consciência política.</p>
<p>Para se conseguir fugir de um urso assassino, é essencial tomar a ação de fuga como algo a concentrar todos seus esforços enquanto você tiver fôlego. Para que seu time tenha chances de ser campeão da segunda divisão, com possibilidade de acesso à primeira, é preciso treinar o máximo possível. Para passar no exame PMP, o estudo deve ser transformado em sua prioridade número zero. E para obter resultados na política, é preciso aceitá-la como ela é. Negações só tendem a gerar interrupção de esforços e redução de chance de resultados. Isso jamais funcionou em qualquer aspecto da vida. Não seria diferente para a política.</p>
<p>Em vários países, especialmente na Europa e na América do Norte, podemos falar sobre métodos da guerra política e gerar muitos resultados. No Brasil, há um dificultador adicional – e não estou dizendo que isso não ocorre em outros países latino-americanos – em razão do altíssimo índice de negação da política. Em consequência, vemos muitas pessoas “travarem” ao falar de política. Disto não podemos tirar outra conclusão que não compreender que transformar a negação da política (por parte da direita) em um problema a ser resolvido é um de nossos principais empreendimentos. (Obviamente, existem exceções que felizmente aumentam a cada dia; mas o problema da negação ainda é gravíssimo e muito mais volumoso do que seria tolerável)</p>
<p>Hoje em dia, a mina de ouro da esquerda brasileira tem sido a negação da política por parte da direita. Podemos acabar com essa festa se conhecermos os padrões de negação da política, antes de começarmos a lidar com eles.</p>
<p>Fonte: <em><a href="https://lucianoayan.com/2016/03/06/o-drama-do-negacionismo/">O drama do negacionismo – Ceticismo Político</a></em></p>
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		<title>O absurdo que parece não ser percebido pelas viúvas da ditadura militar</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2016 01:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[O mais curioso de toda interação com a tropa de Bolsonaro é como eles parecem não entender a escala em que sua posição é indefensável. Isso me lembra até quando, certa vez, eu argumentei que PT e PSDB não poderiam ser equiparados, por questões de endosso ao totalitarismo no primeiro caso, que não aconteciam no segundo. [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://lucianoayan.com/2016/04/30/o-absurdo-que-parece-nao-ser-percebido-pelas-viuvas-da-ditadura-militar/"><img class="aligncenter" src="http://i2.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/bolsonaro.jpg?resize=467%2C281" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>O mais curioso de toda interação com a tropa de Bolsonaro é como eles parecem não entender a escala em que sua posição é indefensável. Isso me lembra até quando, certa vez, eu argumentei que PT e PSDB não poderiam ser equiparados, por questões de endosso ao totalitarismo no primeiro caso, que não aconteciam no segundo. Daí alguém disse: “Mas eles são iguaizinhos mesmo, mas a diferença é que o primeiro estupra e o segundo seduz”. No que a resposta é imediata: “Se você não sabe a dife<span class="text_exposed_show">rença entre os dois casos, então é bom ficarmos precavidos quanto à sua pessoa”.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Agora que virou parte da agenda do Bolsonaro “reescrever a história da ditadura”, o desengajamento moral fica a cada dia mais evidente. O que é indefensável – da parte deles – não é a questão específica da ditadura militar, mas como eles tem coragem de defender um sistema que apresentou três características: (1) não teve eleições diretas para presidente, (2) teve presos políticos, (3) censurou a imprensa.</p>
<p>Não importa se você está endossando o regime militar ou o regime chavista. O que importa é que esses três aspectos são indefensáveis (e olhe que Maduro não se qualifica no primeiro). O que se assiste nessa nova revoada pró-Bolsonaro depois de 17/4 é que muita gente está com coragem de dizer coisas inacreditáveis para relativizar os crimes da ditadura militar (o principal desses crimes foi ela ter existido nos moldes de uma ditadura). E como isso tudo é indefensável, criaram uma barragem de mentiras tão grande, mas tão grande que não se diferenciam da retórica petista anti-impeachment. Aliás, quem já estudou o <em>modus operandi</em>visto nas mentiras propagadas por adeptos de Nicolas Maduro para defender, por exemplo, a prisão de Leopoldo Lopez, não se surpreende nem um pouco com as mentiras ditas por adeptos de Jair Bolsonaro para defender o Coronel Ustra, por exemplo.</p>
<p>Por exemplo, se você critica a existência de presos políticos, eles dirão que “eram todos terroristas”. Aqui há uma falácia de generalização, pois muitos eram inocentes de qualquer ação terrorista. Mas eles fingirão ignorar esta observação, e repetirão o frame. Ou então quando você diz que “existia censura de imprensa”, eles dirão que “não foi bem uma censura, pois só ideias comunistas eram censuradas”. Mas que porra é essa?</p>
<p>O mais vergonhoso de todos os truques é aquele no qual, se você recusa esta retórica revisionista, é desafiado deste modo: “Você está comprando a narrativa da esquerda”. Quer dizer, o mundo, na ótica deles, só possui duas narrativas: a primeira, que rejeita os ditadores militares mas abraça os terroristas, e a segunda, que abraça os ditadores militares mas rejeita os terroristas. É com essa chantagem emocional baseada em falso dilema que eles repetem seus frames falsos <em>ad aeternum</em>. Na realidade, há uma terceira narrativa, muito mais sensata: o regime militar foi imperdoável, bem como foram os terroristas da extrema-esquerda, que infelizmente serviram de pretexto para os primeiros tomarem o poder de forma indefensável. Estudar a dialética erística, a ponerologia política e o desengajamento moral ajuda muito a mapear estes truques.</p>
<p>Me recuso a acreditar que todos esses proferindo tais discursos insanos para defender a ditadura militar sejam monstros sem empatia. Devemos ir atrás dos formadores de opinião que estão inserindo essas ideias indefensáveis na mente deles. O que importa é que a direita mais pragmática precisa se desvencilhar das viúvas da ditadura militar o quanto antes, pois no momento em que a extrema-esquerda começar a “fotografar” esses discursos a coisa vai complicar, definitivamente.</p>
<p>Felizmente muita gente já entendeu que eles são o atraso de vida na política. Mas a própria disposição de, em pleno 2016, virem defender uma ditadura com recursos retóricos rasos é algo a ser estudado.</p>
</div>
<p>Fonte: <em><a href="https://lucianoayan.com/2016/04/30/o-absurdo-que-parece-nao-ser-percebido-pelas-viuvas-da-ditadura-militar/">O absurdo que parece não ser percebido pelas viúvas da ditadura militar – Ceticismo Político</a></em></p>
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		<title>Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2016 01:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[É hora de ver o Brahma em cana: Será que agora vai? Eis a notícia da Veja: A 4ª Vara Criminal de São Paulo remeteu ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula e a denúncia contra o petista por lavagem de dinheiro e falsidade [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/02/justica-de-sp-envia-a-moro-pedido-de-prisao-de-lula/"><img class="size-full aligncenter" src="http://i2.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/alx_imagens-do-dia-lula-discurso-pt-20160425-006_original.jpeg?w=640" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>É hora de ver o Brahma em cana:</p>
<blockquote><p>Será que agora vai? Eis a notícia da Veja: A 4ª Vara Criminal de São Paulo remeteu ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula e a denúncia contra o petista por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no caso do tríplex de Guarujá (SP). Os autos foram enviados pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira na última quinta-feira, após ela negar recursos contra a decisão na qual declinou da competência para o juízo que centraliza a Operaçã</p></blockquote>
<p>Fonte: <em><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/02/justica-de-sp-envia-a-moro-pedido-de-prisao-de-lula/">Justiça de SP envia a Moro pedido de prisão de Lula – Ceticismo Político</a></em></p>
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		<title>Baseado em chantagem, pedido de renúncia de Dilma é canalhice, sem-vergonhice, irresponsabilidade e desrespeito à nação</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2016 23:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela odeia o povo brasileiro: Como vimos hoje pela manhã, Dilma Rousseff estaria pensando em pedir novas eleições e ainda renunciar, mas requisitando que o vice faça o mesmo: A presidente Dilma Rousseff pensa em enviar ao Congresso nos p(prróximos dias uma proposta de emenda constitucional (PEC) para que novas eleições presidenciais sejam realizadas ainda [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/02/pedido-de-renuncia-compartilhada-de-dilma-e-canalhice-sem-vergonhice-irresponsabilidade-e-desrespeito-a-nacao/"><img class="aligncenter" src="http://i1.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/dilma-1.jpg?resize=482%2C271" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p></blockquote>
<p>Ela odeia o povo brasileiro:</p>
<blockquote><p>Como vimos hoje pela manhã, Dilma Rousseff estaria pensando em pedir novas eleições e ainda renunciar, mas requisitando que o vice faça o mesmo: A presidente Dilma Rousseff pensa em enviar ao Congresso nos p(prróximos dias uma proposta de emenda constitucional (PEC) para que novas eleições presidenciais sejam realizadas ainda neste ano. As informações são do jornal O Globo. Segundo O Globo, a equipe do vice-presidente Michel Temer recebeu a informação de que Dilma estaria preparando um pronunciamento em r</p></blockquote>
<p>Fonte: <em><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/02/pedido-de-renuncia-compartilhada-de-dilma-e-canalhice-sem-vergonhice-irresponsabilidade-e-desrespeito-a-nacao/">Baseado em chantagem, pedido de renúncia de Dilma é canalhice, sem-vergonhice, irresponsabilidade e desrespeito à nação – Ceticismo Político</a></em></p>
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		<title>Gilmar Mendes suspende crédito extra de R$ 100 milhões para publicidade de Dilma</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2016 23:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais show de horror: O golpe de Dilma para obter R$ 100 milhões de crédito para propaganda (o que a BLOSTA festejaria) tende a dar em água, pois, em nome da Justiça, Gilmar Mendes entrou em ação: O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou a suspensão de crédito extra de R$ 100 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/01/gilmar-mendes-suspende-credito-extra-de-r-100-milhoes-para-publicidade-de-dilma/"><img class=" aligncenter" src="http://i2.wp.com/cp.infinihostidc.com.br/wp-content/uploads/2016/05/gilmar-mendes.jpg?resize=529%2C318" alt="" data-recalc-dims="1" /></a></p>
<p>Mais show de horror:</p>
<blockquote><p>O golpe de Dilma para obter R$ 100 milhões de crédito para propaganda (o que a BLOSTA festejaria) tende a dar em água, pois, em nome da Justiça, Gilmar Mendes entrou em ação: O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou a suspensão de crédito extra de R$ 100 milhões destinados à Presidência da República para gastar mais com publicidade. O ministro concedeu uma liminar (decisão provisória) em uma ação apresentada pelo Solidariedade ao STF questionando a constitucionalidade da medid</p></blockquote>
<p>Fonte: <em><a href="https://lucianoayan.com/2016/05/01/gilmar-mendes-suspende-credito-extra-de-r-100-milhoes-para-publicidade-de-dilma/">Gilmar Mendes suspende crédito extra de R$ 100 milhões para publicidade de Dilma – Ceticismo Político</a></em></p>
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		<title>Dilma disse que “sexismo” ajudou o impeachment. Sim, o sexismo praticado por ela.</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2016 23:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[A entrevista dada por Dilma nesta quarta-feira à CNN teve outros momentos cômicos, entre os quais aquele onde a presidente disse ter sido vítima de sexismo no impeachment: A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta quarta-feira (27), que o fato de ser mulher contribuiu para o processo de impeachment ganhar forças e rebateu as [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A entrevista dada por Dilma nesta quarta-feira à CNN teve outros momentos cômicos, entre os quais aquele onde a presidente disse ter sido vítima de sexismo no impeachment:</p>
<blockquote><p>A presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta quarta-feira (27), que o fato de ser mulher contribuiu para o processo de impeachment ganhar forças e rebateu as críticas de ser “uma mulher dura”. Em entrevista à emissora americana CNN, a petista disse que, quando a classificam como “dura”, ela responde que é “uma mulher dura, rodeada por homens fofos, educados, gentis e bondosos”.</p>
<p>No ano passado, em entrevista ao “Washington Post”, a presidente já havia mencionado sofrer preconceito por ser mulher. Na ocasião, Dilma disse ser vítima de argumentos sexistas. “Você já ouviu alguém dizer que um presidente homem se intromete em tudo? Eu nunca ouvi. Acredito haver um pouco de viés de gênero. Sou descrita como uma mulher dura e forte que põe o nariz onde não é chamada e sou cercada por homens fofos”, ironizou a presidente à época.</p></blockquote>
<p>Não há sexismo algum contra Dilma. Ela tomou um impeachment do mesmo jeito que foi feito em 1992 com um homem: Fernando Collor. Não gosta de tratamentos iguais, Dilma?</p>
<p>Mas quem sabe as atitudes sexistas, machistas e até misóginas do PT podem ter contribuído para queimar sua imagem. Lembremos que Dilma riu de uma piada de estupro. Nesta semana, vimos um ator petista cuspindo em uma mulher. Agredir mulheres tem sido uma constante petista. O sexismo de Dilma e seus lacaios pode ter ajudado a queimar ainda mais sua imagem, amplificando, aí sim, a vontade de vê-la fora do troninho.</p>
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		<title>Senadores de linha auxiliar fazem teatro para entregar carta pedindo “novas eleições” para Dilma</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2016 23:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Ayan]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em termos administrativos, petistas e seus sicários não governam. Só vivem para manter o poder. Dane-se à administração. Enquanto isso, compensam no teatro. Como vimos anteriormente, um bando(zinho) de senadores petistas descarados – e outros dissimulados – decidiram pedir “novas eleições”. Para não dar muito nada cara, elegeram Randolfe Rodrigues para entregar uma carta à [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em termos administrativos, petistas e seus sicários não governam. Só vivem para manter o poder. Dane-se à administração. Enquanto isso, compensam no teatro. Como vimos anteriormente, um bando(zinho) de senadores petistas descarados – e outros dissimulados – decidiram pedir “novas eleições”. Para não dar muito nada cara, elegeram Randolfe Rodrigues para entregar uma carta à Dilma onde fingem “pedir novas eleições”. Lá vamos nós:</p>
<blockquote><p>O grupo de senadores que defende eleições presidenciais como solução para a crise política deverá entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira (28), a fim de sugerir que ela apoie a ideia de eleições presidenciais antecipadas para 2016.</p>
<p>Os senadores vão sugerir três alternativas à presidente: a convocação de um plebiscito, o apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos senadores que já está em tramitação no Senado ou o envio de uma nova PEC com conteúdo semelhante.</p>
<p>A ideia de enviar uma comunicação foi incentivada, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1765204-em-reuniao-com-senadores-lula-evita-apoiar-novas-eleicoes.shtml">se reuniu com os senadores na manhã desta quarta-feira</a> no apartamento da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Embora não tenha se comprometido com a ideia das eleições, Lula estimulou os senadores, segundo Randolfe, a envolverem Dilma no esforço de uma discussão sobre o assunto.</p>
<p>A carta, segundo o senador João Capiberibe (PSB-AP) falará sobre “a inviabilidade” de o governo Dilma prosseguir, tendo em vista o impeachment iminente no Senado, e vai sugerir que “num gesto de grandeza” ela coloque em prática uma consulta popular que encurtaria seu próprio mandato, advogando como “fundamental uma saída pelo voto popular”.</p>
<p>Segundo Randolfe, a proposta que os senadores defendem é a de um plebiscito com força vinculante, ou seja, se a maioria da população se manifestasse pelo fim do governo, as eleições antecipadas já seriam marcadas.</p></blockquote>
<p>Esse truque de simular dissociação entre os interesses da fonte e seus sicários dissimulados já não devia enganar mais ninguém. É muito provável que toda essa ação tem coordenação de Dilma, e o próprio ato de entrega da carta não passa de um teatro.</p>
<p>De qualquer forma, dane-se: basta apontar o dedo na cara de Dilma e de seus sicários e expo-los como aqueles que diziam rejeitar qualquer pedido de renúncia. Se as eleições antecipadas não estão previstas na constituição, então dependem de renúncia ou invenção de leis bizarras. Basta agora fazer os petistas sucumbirem pelo seu próprio livro de regras.</p>
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