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	<title>Vithais JLAM 28</title>
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		<title>E.T. &#8211; O Extraterrestre (1982)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 13:38:41 +0000</pubDate>
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<p>Nos últimos anos temos visto um constante movimento de idas e vindas envolvendo pessoas que buscam refúgio em continentes e nações desenvolvidas. A Europa, os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia são destinos almejados por milhares de homens, mulheres e crianças que abandonam seus países de origem em busca do sonho de uma vida estável. Buscam a estabilidade econômica, política e social. Fogem do flagelo da fome, da guerra, das perseguições étnicas ou religiosas. Acreditam que cruzar mares, oceanos ou longas extensões de terra lhes permitirá a paz e a prosperidade que não conseguiram nos locais onde nasceram e cresceram, onde seus antepassados escreveram sua história e nos quais muitos de seus parentes e amigos permanecem após sua retirada.</p>



<p>Em séculos passados estas migrações humanas eram até mesmo estimuladas e desejadas. Eram necessárias novas levas de colonos para que as terras fossem ocupadas e se tornassem produtivas. Algum rei, rainha ou presidente, assessorado por seus parlamentares, queria fincar de vez a bandeira de suas raízes num local promissor e longínquo. Milhões de pessoas atravessaram o mundo para realizar este sonho de construir uma nova e melhor existência.</p>



<p>No século XXI, após quase 2 décadas passadas, o panorama é outro, marcado não mais pela busca de novos colonos, mas pela construção de muros e leis que isolem quem já alcançou o bem-estar social e a prosperidade econômica numa democracia estabelecida e vigorosa como aquelas que imperam nos países mais buscados por estes imigrantes. Os imigrantes não são mais desejados, por vezes, no entanto, por razões humanitárias, abrem-se as fronteiras, a partir da intervenção das Nações Unidas; em outras, como no caso dos países emergentes, até há abertura e possibilidades, mas o que espera estes homens e mulheres é um destino incerto, talvez um pouco melhor do que aquele que deixaram para trás, sendo que por tão pouco, não sabem se a mudança pode valer a pena.</p>



<p>“E.T. – O Extraterrestre”, filme de Steven Spielberg, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos, parece não ter nada que o relacione a este imenso movimento de massas do mundo atual. Se examinarmos, no entanto, a questão do ponto de vista do estrangeiro ou alienígena que visita outro planeta ou nação, sendo visto como alguém muito diferente, exótico, digno até mesmo de suspeição e de encarceramento, não estaremos chegando próximos da temática do filme de Spielberg?</p>



<p>Se pensarmos na forma como Elliott, o menino que se assusta com o E.T. recém-chegado e que, ainda assim, se dispõe a recebê-lo, colocando-o dentro de sua casa, procurando estender as mãos e cuidar daquele ser intergaláctico para que, com isso, o novo amigo aprenda uma nova língua, perceba a cultura diferente na qual está inserido, consiga se relacionar com aqueles que são de outra espécie e, mesmo, quem sabe, possa se estabelecer por aqui, não estamos diante de uma poderosa e necessária analogia a ser feita?</p>



<p>Esta fábula espacial, contada de um jeito tão terno e familiar, como se qualquer um de nós, independente da origem, etnia, religião, conta bancária, gênero ou qualquer outro atributo, tenhamos uma relação de proximidade com o filme e com as ações de Elliott e de seus irmãos e amigos, pode ser um relato inspirador para os tempos sombrios de exclusão, ódio, perseguição e xenofobia que estamos vivendo nas duas décadas já passadas neste século/milênio que mal se iniciou…</p>



<p>Ver, rever e apreciar o filme, a riqueza por trás das ações puras e singelas das crianças que lideram a história ao lado do ser intergaláctico, memorável para gerações que conhecem sua história desde o lançamento do filme no início dos anos 1980, é uma excelente oportunidade para repensar a postura extremista que vigora no mundo atual e que faz os muros serem erguidos…</p>



<h1 class="wp-block-heading"><strong>O Filme</strong></h1>



<p>A floresta, na escuridão da noite, onde alguns sons de animais podem ser ouvidos, é invadida por algumas luzes e estranhos seres, a examinar a vida que por lá existe, a natureza rica e diversificada que pode ser percebida na fauna local. Estes extraterrestres estão a vagar por ali, aparentemente a examinar e estudar o local e suas espécies vegetais. De repente, luzes intensas, barulho de cães, homens com lanternas a entrar na mata, em busca do desconhecido, do invasor, para capturá-los, ainda que não saibam quem são, o que fazem, o que querem ali…</p>



<p>A pressa então leva os seres de outro planeta a fugir, com rapidez, em direção a sua nave e zarpar o quanto antes para que não sejam capturados por aqueles homens e seus cães. Um deles, no entanto, fica para trás – isolado, com medo, encolhido em meio aos arbustos, sem saber o que fazer ou como ir para casa…</p>



<p>Enquanto isso, num bairro próximo daquela floresta, meninos se divertem e jogam enquanto pedem pizza. Quando chega a encomenda, o menor deles é convocado para ir buscar o alimento. Depois de pegar e pagar a encomenda, ele volta para dentro de casa e, ainda no caminho, escuta uns sons diferentes… Curioso, vai ver o que está acontecendo e, então, se encontra com aquele ser… Corre para dentro, conta para os outros meninos, todos vão para fora, mas já não encontram o tal “duende” mencionado por Elliott… Talvez seja um coiote… As marcas no chão indicam que pode ser… O menino diz que não, mas ninguém acredita nele…</p>



<p>Começa aí uma amizade que conquistou milhões de fãs e que fará com que o menino Elliott, com a ajuda de seus irmãos e amigos, acolha o ser de outro planeta, nomeado por eles como E.T., cuidem dele, o escondam das autoridades, lutem por sua vida e tentem ajudá-lo a voltar para seu planeta de origem.</p>



<p>A bela fábula criada por Spielberg conquistou legiões de fãs no mundo inteiro e continua viva, intensa, rica de mensagens e ideias, a convidar as novas gerações a conhecê-la e, aos fãs de décadas passadas, a revê-la! Um memorável e inolvidável clássico! Imperdível!</p>



<h1 class="wp-block-heading"><strong>Para Refletir</strong></h1>



<p>Os muros que se erguem não são apenas aqueles que excluem os imigrantes dos destinos que eles perseguem. Há, sem dúvida, políticas persecutórias e excludentes sendo erguidas que precisam ser entendidas, discutidas e revistas. No entanto, além destas barreiras legais ou físicas nas fronteiras que dividem o mundo rico do pobre, existem também as questões relativas as nações de origem destas pessoas que são igualmente fatores de opressão a lhes fazer optar pelo exílio, fugindo das trevas que são a eles impostas nestes países, como o desemprego, as perseguições políticas ou religiosas, a pobreza, a fome, as epidemias, o analfabetismo… Derrubar muros não significa apenas abrir os portões do aparente paraíso que se encerra nos países desenvolvidos para todos estes imigrantes. É preciso resolver as questões que levam as pessoas a trilhar caminhos perigosos, mortais muitas vezes, abandonando toda sua história, família, tradição, amigos, bens e o que for, em troca do desconhecido…</p>



<p>Quando “E.T.” foi lançado, o mundo vivia uma grande divisão, com os norte-americanos e o capitalismo de um lado e, do outro, a União Soviética e o socialismo do outro… O que mudou de lá para cá? A exclusão que vivemos nos primeiros 20 anos do século XXI, em relação a qual podemos fazer uma analogia com o filme, também existia naquela época, talvez perceptível no embate entre comunistas/socialistas e capitalistas?</p>



<p>O que nos torna próximos é a nossa humanidade. Não há como negar. Independentemente de qualquer fator, como a origem, a etnia, a religião ou o gênero, somente para mencionar alguns, somos todos seres humanos e temos que cultivar o pensamento da integração, do respeito, da ética e da civilidade na relação entre as pessoas e os povos. Somente assim o mundo todo poderá prosperar e combater de forma efetiva os seus principais flagelos, como a fome, o analfabetismo, as perseguições, a pobreza, as epidemias, as guerras e outros grandes desafios. (JLAM)</p>
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		<title>Você conhece &#8220;House of Cards&#8221;?</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2015 12:46:33 +0000</pubDate>
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<p>&#8220;Em <em>House of Cards</em> o retrato pintado dos Underwood nos coloca em contato com gente fria, a quem o dinheiro que a tantos mobiliza, está em segundo plano em relação a sua busca maior, relacionada ao poder político. Frank e Claire Underwood (a esposa é personificada de forma brilhante por Robin Wright, que como Spacey, foi igualmente premiada por suas atuações de altíssimo nível) são capazes de literalmente eliminar seus oponentes ou mesmo de afastar propositalmente aliados incondicionais se isso lhes prejudicar o caminho ao Olimpo, ou melhor, a Casa Branca. Ainda que a trama esteja em andamento e sem desfecho definido, House of Cards é uma aula de realismo político em que “os fins justificam os meios”, o que nos permite entender, em parte, como os políticos operam, que interesses imediatos os mobilizam, a quem realmente querem ou precisam atender e como o povo, que lhes atribui o poder pelo voto, é percebido por eles&#8230;&#8221;  (Por João Luís de Almeida Machado)</p>
<p>Leia o texto na íntegra no Planeta Educação, em <a href="http://planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2560" rel="nofollow">http://planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2560</a></p>
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		<title>Histórias do Sal, o mineral mais consumido do mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2015 13:23:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Disponibilizo a seguir o vídeo da TV Brasil, do programa Caminhos da Reportagem, que apresenta histórias do Sal, o mineral mais consumido do mundo, apresentado na televisão em 02/04/15. Fui entrevistado para a composição do programa trazendo informações sobre a história deste essencial insumo para a vida no planeta tendo em vista minha experiência como... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/04/08/historias-do-sal-o-mineral-mais-consumido-do-mundo/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Disponibilizo a seguir o vídeo da TV Brasil, do programa Caminhos da Reportagem, que apresenta histórias do Sal, o mineral mais consumido do mundo, apresentado na televisão em 02/04/15. Fui entrevistado para a composição do programa trazendo informações sobre a história deste essencial insumo para a vida no planeta tendo em vista minha experiência como docente por mais de 6 anos na cadeira de História da Alimentação no Centro Universitário Senac, em Campos do Jordão/SP. Creio que é um ótimo programa e um material de valor para quem estuda gastronomia, engenharia de alimentos, história ou atua em áreas afins.</p>
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		<title>A melhor educação do mundo e sua ênfase nos processos e não nos resultados</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2015 14:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[PISA]]></category>
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					<description><![CDATA[“Na Finlândia não fazemos ranking de escolas. Em vez resultados individuais, pensamos no processo de aprendizagem. Uma das principais maneiras de se fazer isso é tornar o processo de aprendizagem mais perceptível, orientar estudantes e dizer a eles quais em que estão bem, quais são suas dificuldades e como podem resolvê-las. Enfatizamos o processo, não... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/27/a-melhor-educacao-do-mundo-e-sua-enfase-nos-processos-e-nao-nos-resultados/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Na Finlândia não fazemos ranking de escolas. Em vez resultados individuais, pensamos no processo de aprendizagem. Uma das principais maneiras de se fazer isso é tornar o processo de aprendizagem mais perceptível, orientar estudantes e dizer a eles quais em que estão bem, quais são suas dificuldades e como podem resolvê-las. Enfatizamos o processo, não o resultado em si. Esse é nosso principal conceito de avaliação.” (Marjo Kyllönen, secretária de educação de Helsinki, na Finlândia. Disponível em <a href="http://porvir.org/porfazer/na-finlandia-competencia-toma-lugar-conteudo/20150326">http://porvir.org/porfazer/na-finlandia-competencia-toma-lugar-conteudo/20150326</a>)</p></blockquote>
<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg"><img data-attachment-id="6294" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/27/a-melhor-educacao-do-mundo-e-sua-enfase-nos-processos-e-nao-nos-resultados/finlandia/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg" data-orig-size="596,341" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="finlandia" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg?w=300" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg?w=596" class="aligncenter size-full wp-image-6294" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg" alt="finlandia" width="596" height="341" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg 596w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg?w=150&amp;h=86 150w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/finlandia.jpg?w=300&amp;h=172 300w" sizes="(max-width: 596px) 100vw, 596px" /></a></p>
<p>O resultado é a parte final de todo um processo. Na vida é assim. Na educação de uma pessoa também. Por vezes nos esquecemos disto e focamos apenas naquilo que mensuramos ao final de um período inteiro de estudos, sem atentar para o caminho que foi trilhado até ali.</p>
<p>A lição que vem da Finlândia parece tão óbvia, mas como já dizia Darcy Ribeiro em seu célebre texto “Sobre o óbvio”, muitas vezes aquilo que está diante do nosso nariz não é percebido por nós e deixamos passar, tornando a experiência, tantas vezes, mais difícil do que deveria ser.</p>
<p>Assisti um filme em que o protagonista, no leito de morte, dizia a um familiar com quem conversava o que gostaria que estivesse escrito em sua lápide, após seu falecimento. Em determinado momento desta conversa, destacava que ali estariam inscritas as datas de seu nascimento e morte e que entre eles estaria um traço. Falou então que considerava o traço mais importante que as datas de início e fim de sua existência. Seu filho, com quem confabulava, não entendeu a princípio, o que motivou sua rápida conclusão, algo como: “O traço representa a jornada, a experiência, a vida que vivi”.</p>
<p>Nada mais correto e profundo e, ainda assim, continuamos a ignorar o traço, a experiência, a vivência, o caminho, a jornada e toda a vida que ali se encontra. Na educação falhamos ao não olharmos atentamente para a experiência como um todo, o processo do ensino e da aprendizagem.</p>
<p>Todas as interações que acontecem, as ações didáticas ensejadas, a provocação que deve existir no processo educativo, o chamamento para o conhecimento, a experimentação como base do saber científico, as trocas, o intercâmbio, a orientação, a tutoria, as leituras, o diálogo com artistas e pensadores e tudo aquilo que a educação deve trazer e oferecer, o pacote completo, que tem que ser trabalhado de forma a envolver, estimular e parecer maravilhoso para quem participa, todos cientes de dores e vitórias ali contidas.</p>
<p>Para mim o ensino que somente mira exames e rankings não completa aquilo que se busca na essência e no cerne da educação, relacionada a formação de pessoas para a vida em sociedade, cientes de direitos e deveres, críticos, éticos, sensíveis ao que o mundo lhes apresenta como desafios, conhecedores das ferramentas que há séculos constituímos com pesquisas e desenvolvimento técnico, solidários, tolerantes, curiosos, buscando um mundo melhor.</p>
<p>Se olhamos somente os resultados imediatos o que temos é um retrato momentâneo daquilo que foi todo o processo formativo e, portanto, irregular, incompleto e, mesmo, deficiente do indivíduo e da sociedade.</p>
<p>Se acompanhamos o processo como um todo, valorizando inclusive os resultados finais, daí sim teremos uma educação comprometida e engajada em prol de uma sociedade melhor.</p>
<p>A primazia da Finlândia no PISA, um dos maiores e mais importantes elementos mundiais de avaliação da qualidade da educação, não é resultado do acaso. Ainda que estejam entre os melhores há algum tempo, o amanhã não é aguardado com a empáfia daqueles que estão no alto do pódio, há sempre espaço para melhorar e os educadores daquele país sabem disso e já atuam para que nos próximos anos e décadas reformas aconteçam e garantam não o topo dos rankings internacionais de educação, mas sim a melhor formação possível para seus cidadãos, para que tenham um futuro mais próspero e feliz.</p>
<p style="text-align:right;">Por João Luís de Almeida Machado</p>
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		<title>24/7 e 360°</title>
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		<dc:creator><![CDATA[joaoluis28]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 12:33:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Imagino que em breve estaremos lendo algo como o fictício artigo abaixo, pensado por mim, que é futurista para o bem e para o mal. Me assusta pensar que várias coisas como estas já estão em desenvolvimento, em estudos, em planejamento&#8230; “Está em processo de elaboração, ainda com muitos ajustes a serem feitos, um novo... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/26/247-e-360/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagino que em breve estaremos lendo algo como o fictício artigo abaixo, pensado por mim, que é futurista para o bem e para o mal. Me assusta pensar que várias coisas como estas já estão em desenvolvimento, em estudos, em planejamento&#8230;</p>
<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="6291" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/26/247-e-360/bionic-man/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg" data-orig-size="960,800" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Picasa&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1373973182&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="bionic man" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=300" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=960" class="aligncenter size-large wp-image-6291" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=660" alt="bionic man" width="660" height="550" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=660 660w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=150 150w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=300 300w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg?w=768 768w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/bionic-man.jpg 960w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p><em>“Está em processo de elaboração, ainda com muitos ajustes a serem feitos, um novo ser humano que atenda as demandas do mundo pós-contemporâneo.</em></p>
<p><em>Já existem modelos virtuais perfeitos que atendem a esta demanda.</em></p>
<p><em>Trabalham na escala 24/7 e tem visão ampliada (e os demais sentidos também) em nível total, ou seja, com alcance 360°.</em></p>
<p><em>Os aperfeiçoamentos em curso já estão atualizando a versão digital para Extreme HD, muito além do 2k ou do 4k já disponibilizados no mercado em telas de televisão de ponta. Nestas novas versões há recursos que ampliam a visão noturna, como aqueles utilizados pelos militares em incursões recentes nos conflitos do Oriente Médio e do Afeganistão, em infravermelho.</em></p>
<p><em>O ser humano atual é limitado e é preciso adequá-lo aos padrões avançados da tecnologia. Ampliando sua condição e capacidade com a inserção de chips no cérebro, numa atualização dos homens biônicos apresentados de forma bem rudimentar em série televisiva dos anos 1970 (“O homem de 6 milhões de dólares” e também em “A mulher biônica”).</em></p>
<p><em>Vestíveis que ampliam a condição humana quanto aos sentidos já estão sendo testados e incorporados ao seu cotidiano, como relógios, óculos, cintos, calçados e outros objetos, tudo para deixar James Bond, o agente 007, totalmente defasado e seus filmes se tornarem relíquias de museu.</em></p>
<p><em>O passo a seguir, depois das versões digitais e dos vestíveis é colocar no corpo humano os recursos que os tornem mais fortes, rápidos, inteligentes e sensíveis, ampliando sua visão, audição e olfato.</em></p>
<p><em>Afinal de contas, é preciso que a humanidade se prepare cada vez mais para trabalhar horas e horas sem sentir cansaço, ampliando seus níveis de produtividade, tornando o dia de 24 horas algo que esteja realmente ao alcance de todos, usufruindo dos 7 dias da semana e do ano inteiro se possível.</em></p>
<p><em>Dormir para que? Remédios e tecnologias podem nos dar acesso a horas e horas antes perdidas com o sono, em colchões, sendo produtivos.</em></p>
<p><em>Cientistas, engenheiros, técnicos e estudiosos de diferentes segmentos trabalham arduamente para que o mundo seja, enfim, movimento total e pleno para todos os cidadãos que nele vivem. E você, quando vai entrar nessa?”</em></p>
<p>Já parou e pensou nisso? Em como sua vida mudou com todas as tecnologias, para o bem e para o mal? Tudo está de acordo com o que você gostaria ou se pudesse mudaria algo?</p>
<p>Você quer ser 24/7 e 360°?</p>
<p>Eu não quero&#8230;</p>
<p style="text-align:right">Por João Luís de Almeida Machado</p>
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		<item>
		<title>Quanto ganha um professor brasileiro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[joaoluis28]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 15:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Salários]]></category>
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					<description><![CDATA[Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/salario-dos-professores-brasileiros-esta-entre-os-piores-do-mundo/  Os dados são aterradores e somente comprovam aquilo que todos já sabiam, ou seja, que ser professor no Brasil paga pouco, ou melhor, remunera com salários aviltantes se pensarmos em fatores como formação, responsabilidade social, necessidade constante de atualização, compromisso com as novas gerações, impacto político e econômico das atividades educacionais para as pessoas... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/23/quanto-ganha-um-professor-brasileiro/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif"><img loading="lazy" data-attachment-id="6288" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/23/quanto-ganha-um-professor-brasileiro/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif" data-orig-size="940,1223" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=231" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=787" class="aligncenter size-large wp-image-6288" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=660" alt="salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4" width="660" height="859" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=660 660w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=115 115w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=231 231w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif?w=768 768w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/salario-professores-comparacao-brasil-outros-paises4.gif 940w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p>Fonte: <a href="http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/salario-dos-professores-brasileiros-esta-entre-os-piores-do-mundo/ " target="_blank">http://veja.abril.com.br/blog/impavido-colosso/salario-dos-professores-brasileiros-esta-entre-os-piores-do-mundo/ </a></p>
<p>Os dados são aterradores e somente comprovam aquilo que todos já sabiam, ou seja, que ser professor no Brasil paga pouco, ou melhor, remunera com salários aviltantes se pensarmos em fatores como formação, responsabilidade social, necessidade constante de atualização, compromisso com as novas gerações, impacto político e econômico das atividades educacionais para as pessoas e a nação e, principalmente, para a formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos.</p>
<p>Quando examinamos atentamente os dados, percebemos, entre outras coisas que:</p>
<p>&#8211; A desvalorização do Real perante o dólar torna ainda menor o valor apresentado no infográfico, ou seja, se no período em que esta tabela foi apresentada a equivalência entre as moedas era de R$ 2,29 para adquirir U$ 1,00 concluímos que hoje o valor do salário do professor brasileiro do Ensino Básico é ainda menor, atingindo o patamar de U$ 7.310,00 (valor de referência do dólar para este cálculo é de R$ 3,25 para comprar U$ 1,00);</p>
<p>&#8211; A média salarial dos professores dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é de U$ 29.411,00 anuais. Nos valores calculados na época, significava dizer que o salário do professor brasileiro era quase 3 vezes inferior a esta média. De acordo com os valores atuais do dólar, o salário do professor é 4 vezes menor que esta média.</p>
<p>&#8211; A comparação mais próxima possível a ser feita é com o Chile e o México, países latino-americanos que estão num patamar aproximado quanto a realidade de nações emergentes. Em relação aos professores chilenos a diferença é de quase 70% a mais para os docentes daquele país. Quanto aos educadores mexicanos, o ganho real médio deles é quase 50% superior ao dos brasileiros.</p>
<p>Salários representam apenas um dos indicadores de qualidade de trabalho e valorização profissional. Há outros quesitos igualmente importantes que não entram nesta consideração, como apoio a atualização de conhecimentos, condições de trabalho (equipamentos, estado das escolas), segurança para a efetivação da função profissional, estímulo e reconhecimento social, possibilidade de acesso a cultura e benefícios trabalhistas, além de plano de carreira, entre outras coisas.</p>
<p>Os professores brasileiros precisam, certamente, de melhores condições, caso contrário se tornará ainda menor a quantidade de pessoas interessadas em carreiras vinculadas a esta área importantíssima, ou melhor, primordial para o futuro do país.</p>
<p>Cálculos realizados pelos responsáveis pelas operações que avaliam o estrago feito pela corrupção no Brasil indicam que com o dinheiro desviado seria possível dobrar investimentos em educação e saúde&#8230; É preciso falar mais?</p>
<p>Só para arrematar, nos preocupamos tanto com a qualidade de diferentes produtos e serviços que adquirimos e com a educação de nossos filhos e netos não temos, tantas vezes, a mesma preocupação. Pagamos por escolas particulares sendo que no Brasil os custos tributários equivalem a 5 meses dos trabalhadores assalariados&#8230; Com esta arrecadação teríamos que ter escolas públicas de qualidade e não é este o cenário da educação nacional.</p>
<p style="text-align:right;">Por João Luís de Almeida Machado</p>
]]></content:encoded>
					
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	</item>
		<item>
		<title>A falta de educação na Pátria Educadora</title>
		<link>https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/20/a-falta-de-educacao-na-patria-educadora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[joaoluis28]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2015 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Pátria educadora]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao proferir em discurso de abertura de mandato que um dos principais objetivos a serem alcançados pela presidência da república do Brasil a partir de 2015 era o de que o país se tornasse a “Pátria Educadora”, vieram à tona constatações, sonhos, desafios e, principalmente, a certeza de que muito trabalho teria que ser feito.... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/20/a-falta-de-educacao-na-patria-educadora/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="6282" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/20/a-falta-de-educacao-na-patria-educadora/patria-educadora-3/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg" data-orig-size="1001,322" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="pátria educadora 3" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=300" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=1000" class="aligncenter size-large wp-image-6282" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=660" alt="pátria educadora 3" width="660" height="212" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=660 660w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=150 150w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=300 300w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg?w=768 768w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/pc3a1tria-educadora-3.jpg 1001w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p>Ao proferir em discurso de abertura de mandato que um dos principais objetivos a serem alcançados pela presidência da república do Brasil a partir de 2015 era o de que o país se tornasse a “Pátria Educadora”, vieram à tona constatações, sonhos, desafios e, principalmente, a certeza de que muito trabalho teria que ser feito.</p>
<p>Foi então escolhido um novo ministro, experiente político, já tendo atuado como parlamentar e também no executivo estadual, como governador. Experiência política, portanto, não lhe faltaria, além do que seria possível acomodar interesses e conchavos juntamente a partidos da base de apoio do governo, ainda que o novo ministro não fosse um educador ou alguém com conhecimento e prática específica na área.</p>
<p>O slogan “Pátria Educadora” virou manchete de jornais, viralizou na internet, ganhou os noticiários da televisão e do rádio, num misto de espanto e, ao mesmo tempo, esperança, ainda que rala e restrita as “velhinhas de Taubaté” que apoiam a atual chefe do executivo nacional, grupo este que a cada dia que passa fica mais restrito mesmo entre pessoas do próprio partido que a elegeu.</p>
<p>De qualquer forma ficou evidenciado desde o princípio, ou seja, desde que as palavras “Pátria Educadora” foram primeiramente anunciadas que a educação no país não atende as expectativas e necessidades nacionais, o que já era de conhecimento geral ao ser assumido como política pública prioritária somente escancarou ainda mais que no Brasil a educação não oferece o que dela se espera minimamente, ou seja, que os alunos concluam os ciclos tendo conhecimento satisfatório de português, matemática, ciências, história, geografia&#8230;</p>
<p>Oficializou-se ao adotar este slogan ou estas palavras de ordem que os resultados auferidos por diferentes sistemas de medição dos conhecimentos, sejam eles internacionais (como o PISA em que o Brasil está sempre entre os últimos colocados em todos os saberes avaliados quando comparado a um grupo de cerca de 60 países de todos os continentes, pobres ou ricos, próximos ou distantes) ou nacionais (como o Ideb, o Saresp, o Enem, o Enade&#8230;) em que as notas médias dos estudantes brasileiros revelam buracos graves em sua formação, como a incapacidade de ler fluentemente ou de realizar cálculos matemáticos básicos ao final do Ensino Fundamental, para se restringir ao mínimo mesmo.</p>
<p>As medições já estão sendo feitas há anos, tendo se iniciado como prática regular nos anos 1990 e com base em parâmetros e práticas indicadas por organismos internacionais visando criação de metas, planificação de ações, reengenharia dos processos educativos, atualização de procedimentos didáticos, utilização de novas tecnologias e por aí vai.</p>
<p>Ainda assim, a recém-nascida “Pátria Educadora”, com todos estes dados nas mãos, auferidos de forma regular e com grande competência por órgãos governamentais, privados ou por ONGs, passadas quase 2 décadas do início destas pesquisas e aferições na educação nacional, ou seja, cumprindo-se no mínimo um ciclo formativo completo da educação básica, em se considerando alunos que entraram no 1º ano do ensino fundamental em 98 e que se formaram no 3º ano do ensino médio 13 anos depois, temos ainda os mesmos problemas, alguns de ordem estrutural, pois nos faltam instalações adequadas e até mesmo um currículo nacional que norteie a educação básica, outros focados na valorização dos profissionais de educação que é inexistente ou pífia, e para completar a formação deficiente destes profissionais e o exercício da profissão, dificultado pela falta de apoio governamental e social.</p>
<p>Falar de aspectos pedagógicos é também chover no molhado, ou seja, constatando que carecem os educadores de consistência nos projetos políticos-pedagógicos, na clareza quanto a filosofia educativa das redes e escolas, do foco na formação do cidadão e também do profissional do futuro, na utilização de metodologias e recursos que estabeleçam desafios e oportunizem diálogo nas salas de aula e destas com a sociedade.</p>
<p>E é neste cenário que nos últimos dias, antes de completar 100 dias de seu novo mandato, a presidente da república tem seu ministro da educação demissionário após bater boca no congresso com os deputados, apontando o dedo em riste para o presidente desta casa legislativa, a afirmar aquilo que muitos já sabem, inclusive os próprios parlamentares, ou seja, que melhorar a educação no país é apenas mote de campanha ou de governo e não real preocupação. Conseguir benefícios para si mesmo ou para seu partido, realizando conchavos e, se em algum momento for realmente importante para estes fins primordiais, apoiar e votar projetos que efetivamente melhorem a educação nacional, daí sim colocá-los em pauta.</p>
<p>O que o ex-ministro da educação fez foi dizer que no Brasil falta educação, compromisso com o povo, real zelo pela coisa pública e que não sairemos do lugar, ou seja, que a “Pátria Educadora” é apenas um devaneio, um mote de governo, uma forma de iludir a população por mais algum tempo. Não apenas o legislativo está pouco ou nada compromissado com este projeto mas também ao executivo falta força, disposição, empenho e real vontade de realizar de fato uma educação de qualidade no país.</p>
<p>Luís Fernando Veríssimo que me desculpe por lhe tomar emprestada a “Velhinha de Taubaté”, célebre personagem da literatura nacional que teimava em acreditar no governo numa época em que os índices de popularidade do então presidente José Sarney, de triste lembrança e nenhuma saudade, despencaram a patamares em que a atual governante, Dilma Rousseff, se encontra hoje, com apenas 13% de pessoas que aprovam seu governo (ironias a parte, 13 é o número de seu partido e por alguns considerado indicador de azar enquanto por outros, de sorte).</p>
<p>Não faço parte do grupo das novas “Velhinhas de Taubaté”, mas como brasileiro e educador, gostaria sinceramente que a educação fosse tratada com respeito e que ações e proposições sérias fossem tomadas para que slogans apenas criados com finalidade de marketing não enganem ainda mais nosso povo.</p>
<p>Obs. A propósito, por onde anda o mentor da atual presidente, o ex-presidente Lula, que sempre aparece quando a notícia é boa mas que some de cena quando os problemas nacionais o ameaçam quanto aos seus interesses imediatos?</p>
<p style="text-align:right;">Por João Luís de Almeida Machado</p>
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		<title>Novas relações com o saber: Lições de Pierre Lévy</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2015 11:53:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Pierre Levy]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg"><img loading="lazy" data-attachment-id="6276" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/18/novas-relacoes-com-o-saber-licoes-de-pierre-levy/edtech1/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg" data-orig-size="1000,405" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="edtech1" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=300" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=1000" class="aligncenter size-large wp-image-6276" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=660" alt="edtech1" width="660" height="267" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=660 660w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=150 150w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=300 300w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg?w=768 768w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/edtech1.jpg 1000w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p>Pierre Lévy, em seu já clássico livro “Cibercultura”, publicado no Brasil pela Editora 34, num aparentemente longínquo ano de 1999, antes portanto da virada do século e coincidindo com a estreia nos cinemas de “Matrix”, dos irmãos Andy e Larry Wachowsky, em relação ao qual é possível traçar alguns paralelos (produção igualmente icônica e referencial em relação à qual retornaremos em análises posteriores), já definia com precisão naquele momento movimentos importantes relacionados ao uso da tecnologia na educação, a despeito de alguns recursos por ele considerados estarem ainda naquele momento em estágio embrionário.</p>
<p>Pensar, por exemplo, em EAD (Ensino Aberto e a Distância, segundo a definição de Lévy, o que expande a visão reducionista em uso que traduz a sigla apenas como Ensino a Distância) em 1999, significava não ter conhecimento quanto a várias ferramentas que para todos os usuários destas plataformas educacionais hoje em dia são corriqueiras e usuais para o ensino e aprendizagem. Ainda assim Pierre Levy pensa ser essencial a educação destes novos tempos a “aclimatação dos dispositivos e do espírito do EAD”, esclarecendo desde então que o EAD se utiliza de “hipermídias”, “redes de comunicação interativas” e de “todas as tecnologias intelectuais de cibercultura”.</p>
<p>Lévy percebe desde o primeiro momento que a utilização do EAD não pode prescindir de “um novo estilo de pedagogia” que ao mesmo tempo que promove a “aprendizagem coletiva” atende aos alunos em modelos personalizados, atuando em favor dos mesmos ao respeitar seu ritmo, dificuldades, bagagem cultural, arcabouço teórico&#8230;</p>
<p>Aprender, neste novo contexto não pode se prender a forma linear e tradicional de ensino. É preciso desconstruir as ações características desta escola repetitiva, com saberes organizados dentro de uma estrutura amarrada e encadeada de forma apenas lógica, cabendo aos docentes seguir currículos previamente estabelecidos e, com isso, concentrar os saberes e a função educativa em sua ação didática expositiva.</p>
<p>Porque aprender História, por exemplo, dentro de um rígido modelo que define o início dos estudos na Pré-História e determina que tudo termina no período Contemporâneo, estruturando o ensino com base em referenciais fixos como os elementos sociais, econômicos, culturais e político-jurídicos, lendo tudo dentro de um modelo analítico marxista ou conservador? Não seria possível, por exemplo, iniciar os estudos com os movimentos sociais percebidos na realidade, naquilo que salta aos olhos, como a crise da água, a epidemia de dengue ou as marchas de contestação ao governo e contrárias a corrupção endêmica no país?</p>
<p>E esta é uma outra indicação de caminhos proposta por Lévy, na trilha de pensadores que anteciparam sua ação no tempo e a partir de outras realidades, como Paulo Freire, ou seja, fazendo com que a escola valorize, reconheça e respeite “as experiências adquiridas” dos educandos. Neste sentido as “ferramentas do ciberespaço”, como as caracteriza o pensador francês, entre as quais a decisiva é mesmo a internet, elo e canal de ligação entre pessoas, povos, culturas, semelhanças e diferenças, na riqueza da multiplicidade das pessoas, nesta ecodiversidade humana, cria os elementos de conexão a ligar e relacionar todos os seus usuários e, num futuro breve, todos os habitantes do planeta.</p>
<p>As tecnologias criaram caminhos ao oferecer, também segundo Lévy, “novas formas de acesso a informação” e a propor “novos estilos de raciocínio e de conhecimento”. Pensar dentro da cibercultura passa por processar a informação com acesso a linguagem multimidiática, com acesso a fontes diversas e em profusão, podendo experimentar com simuladores e não apenas a partir do real, adicionando-se portanto novos elementos que podem antecipar e auxiliar no planejamento daquilo que será proposto e realizado no mundo físico.</p>
<p>Há, no entanto, cuidados mais que necessários, fundamentais no trabalho com as novas tecnologias, em particular a capacidade de leitura e interpretação desta informação toda que se apresenta. A profusão, a quantidade, a demasia ou a oferta infindável de recursos e meios não significa pelo volume que estamos de fato mais ricos neste universo, apenas que precisamos ser mais cuidadosos, criteriosos e críticos na apreciação do que nos é oferecido.</p>
<p>Ao mesmo tempo, separar o joio do trigo nunca foi tão importante numa época em que o virtual e suas telas parecem cada vez mais onipresentes, ou seja, discernir entre o digital e o real, tornando as ferramentas, experiências e caminhos da tecnologia apoios indiscutíveis para o caminho humano desde que percebidas como meios e não como fins. A finalidade está no mundo real, nas experiências sensoriais, no universo físico e todas as relações que criamos com os outros seres que conosco coexistem no universo.</p>
<p>Um terceiro e último ponto nesta trilha a ser considerado é que o advento das tecnologias e sua utilização não sacrificam ou eliminam outros recursos, meios e canais criados pela humanidade. Aprender com e sem as tecnologias são caminhos complementares e não excludentes. Viver com e sem as tecnologias é o que se pretende e espera e não somente experiências focadas apenas no virtual ou no real.</p>
<p style="text-align:right;">Por João Luís de Almeida Machado</p>
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		<title>O Povo na rua: Projeto de Nação x Projeto de Poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[joaoluis28]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2015 12:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[O povo foi para as ruas. Mais de um milhão de pessoas somente na Paulista. Vestidos de verde e amarelo. Sem associação com qualquer partido político. Sem interferência de sindicados, grupos estudantis organizados, movimentos sociais e sem que nenhum dinheiro bancasse a iniciativa. Sem violência ou quebra-quebra. Famílias inteiras, adultos, jovens, crianças, idosos. Trabalhadores, empresários,... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/16/o-povo-na-rua-projeto-de-nacao-x-projeto-de-poder/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png"><img loading="lazy" data-attachment-id="6270" data-permalink="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/16/o-povo-na-rua-projeto-de-nacao-x-projeto-de-poder/sampa3/" data-orig-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png" data-orig-size="940,350" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="sampa3" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=300" data-large-file="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=940" class="aligncenter size-large wp-image-6270" src="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=660" alt="sampa3" width="660" height="246" srcset="https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=660 660w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=150 150w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=300 300w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png?w=768 768w, https://joaoluis28.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/03/sampa3.png 940w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /></a></p>
<p>O povo foi para as ruas. Mais de um milhão de pessoas somente na Paulista. Vestidos de verde e amarelo. Sem associação com qualquer partido político. Sem interferência de sindicados, grupos estudantis organizados, movimentos sociais e sem que nenhum dinheiro bancasse a iniciativa. Sem violência ou quebra-quebra. Famílias inteiras, adultos, jovens, crianças, idosos. Trabalhadores, empresários, profissionais liberais, professores, estudantes e representantes de todos os segmentos sociais. A indignação é grande.</p>
<p>A enganação é igualmente grande e pelo que se viu na percepção do evento a partir do discurso oficial transmitido por ministros da presidente da república, que não se dignou ela mesma a aparecer para falar o que pensa, ou seja&#8230; nada irá mudar. Pacote anticorrupção e a tão alardeada reforma política já haviam sido prometidos após as manifestações de junho de 2013 e pararam no executivo e no legislativo. Tal sentimento de imobilismo e falta de compromisso do atual governo levaram a novo panelaço no horário em que falavam os representantes de Dilma Rousseff.</p>
<p>Atribuir o movimento as elites e as pessoas que não votaram na candidata vitoriosa nas urnas na última eleição é somente um modo de tentar diluir o movimento intenso que tomou as ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, São Luís, Belém, Campo Grande, Cuiabá, Recife e tantas outras cidades brasileiras.</p>
<p>Fechar os olhos, tampar os ouvidos e responder como se os ofendidos fossem eles ou então dizer que as manifestações são parte da democracia e que é mais fácil juntar pessoas contra que a favor é igualmente desrespeitar a força e a inteligência do povo, acuado diante de fatos que saltam aos olhos, como a corrupção que, entre outras coisas, destrói o patrimônio público como podemos ver todos no caso da Petrobras (e outras que virão se as investigações continuarem), o elevadíssimo custo Brasil, país que cobra os mais altos juros do mundo, o crescimento da inflação e da taxa de desemprego, o encolhimento do setor industrial, a quebra de compromissos de campanha com a população em relação a projetos sociais, a &#8220;pátria educadora&#8221; que não paga o Fies ou que diminui investimentos nas escolas e universidades, o rebaixamento do país quanto a segurança para que empresas tragam capital para aqui aplicar&#8230;</p>
<p>O que se vê é que o Brasil hoje tem a sua frente um governo que cerra os punhos e defende de forma arraigada um projeto de poder, de perpetuação no comando da nação de um partido, desrespeitando a civilidade democrática ao mentir quanto aos compromissos e promessas assumidos e jogar para ganhar custe o que custar, mesmo que isso signifique atacar opositores e mesmo aliados usando as piores artimanhas possíveis para conseguir o que deseja, pouco importando o Brasil e o povo.</p>
<p>Não está em questão, e o povo nas ruas está cada vez mais ciente disso, um terceiro turno, como apregoam Dilma, Lula e seus aliados. Não é pelo candidato derrotado, por seu partido ou pelo projeto de governo por eles defendidos que a população está clamando. O que se deseja é um projeto de Nação, algo que independentemente do partido A ou B, do candidato X ou Y, garanta oportunidades reais de  trabalho, empregos, melhor distribuição de renda, educação, empreendedorismo, investimento, serviços públicos de qualidade, segurança, boas estradas, hospitais de qualidade, acesso a cultura e outros.</p>
<p>Mais do que defender-se das críticas ou, como apregoa a política suja e deslavada que se pratica tantas vezes, estender a mão direita em cumprimento ao mesmo tempo em que na esquerda se carrega uma pedra para atingir seu oponente, deve emergir desta situação um momento de assumir responsabilidades, do <em>mea culpa</em>, associado a uma postura menos arrogante, que abra linhas de diálogo em prol do Brasil, visando pacto nacional em favor de conquistas já atingidas e de ações que ensejem real progresso para a nação.</p>
<p>Culpar a crise global é outra forma de tirar o foco da questão principal, ou seja, que o Brasil é o país que menos cresce na América Latina, que nosso índice de desemprego não é tão baixo assim, que tivemos e teremos inflação em alta a superar a meta estabelecida pelo próprio governo ou que perdemos investimentos e credibilidade no mercado internacional, ou seja, que o projeto econômico do governo está falido, como até a própria presidente da república reconheceu na semana passada.</p>
<p>Repassar os custos da crise econômica e política para os trabalhadores com aumento de impostos é outra situação grave a ser resolvida. A carga tributária brasileira consome cerca de 5 meses de patrões e empregados, um absurdo de alta, com serviços públicos de qualidade abaixo da média, para não dizermos em alguns casos, ruins demais mesmo!</p>
<p>Aumentar os combustíveis para pagar os buracos do petrolão, num momento em que o petróleo está com os preços caindo no mercado mundial só comprova a incompetência de nosso governo.</p>
<p>E a disparada do dólar? Nenhuma moeda foi tão desvalorizada perante o dólar quanto o real&#8230;</p>
<p>Neste fundo de poço, cabe ao governo arregaçar as mangas, parar de fazer papel de vítima de injustiças, abandonar o projeto de poder de seu partido, criar alianças e estabelecer o pacto social em prol das necessárias e urgentes reformas política, tributária e de ações de moralização na gestão pública, com combate efetivo a corrupção, prisão de envolvidos, retirada de cargos de denunciados, devolução do dinheiro roubado do erário público e trabalhar em prol da recuperação econômica da nação brasileira.</p>
<p>Chega de roubalheira, de mentiras e de enrolação. É hora de mudar o Brasil. O povo nas ruas clama por isso!</p>
<p>Obs. E a mensagem já foi suficientemente clara com as manifestações de 2013, com as de 15/03/15 e continuará enquanto for necessário, com a população já marcando retorno para daqui a 2 meses, em 15/05/15 se nada for feito!</p>
<p style="text-align:right;">Por João Luís de Almeida Machado</p>
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		<title>Quando o Zé encontrou o Diabo ou o Inferno é aqui na Terra</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2015 18:28:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[O caboclo andava tranquilo pela estrada de terra rumo a roça distante onde morava quando foi interpelado pelo demônio que de repente surgiu a sua frente. Demonstração pouco usual de bravura e valentia, mesmo diante de toda pirotecnia utilizada na entrada do belzebu, parecia que o capiau estava diante de algum mortal como ele, tamanha... <div class="link-more"><a href="https://joaoluis28.wordpress.com/2015/03/12/quando-o-ze-encontrou-o-diabo-ou-o-inferno-e-aqui-na-terra/">Leia mais</a></div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O caboclo andava tranquilo pela estrada de terra rumo a roça distante onde morava quando foi interpelado pelo demônio que de repente surgiu a sua frente.</p>
<p>Demonstração pouco usual de bravura e valentia, mesmo diante de toda pirotecnia utilizada na entrada do belzebu, parecia que o capiau estava diante de algum mortal como ele, tamanha era sua tranquilidade.</p>
<p>O diabo então se manifestou por gestos que levaram o chão a tremer, ventos a soprar, mato a queimar nos arredores e todo tipo de turbulência que certamente fariam muito marmanjo tremer nas bases.</p>
<p>E o caipira continuava lá, parado, solene, a olhar Mefistófeles nos olhos, desconfiado apenas de tudo aquilo, sem entender ao certo o que acontecia.</p>
<p>Como palavras não brotavam e o coisa ruim ficava cada vez mais vermelho de raiva, coube ao Zé da Roça, como era conhecido aquele homem simples na comunidade em que vivia, manifestar-se dizendo:</p>
<p>&#8211; Veio me buscar?</p>
<p>Atônito o anjo caído não sabia como responder, mas decidiu amedrontar de fato o tal Zé retrucando:</p>
<p>&#8211; Sim. Seu destino é o inferno!</p>
<p>De bate pronto respondeu o Zé:</p>
<p>&#8211; É longe? Dá pra passar em casa primeiro e avisar a patroa?</p>
<p>E o diabo esperando que ele perguntasse se sua alma tinha salvação, se ajoelhando e se penitenciando por seus erros e pecados, mas aquela alma ingênua e pura, de homem simples de pé no chão, que certamente tinha falhas e pecadilhos cometidos ao longo de seus anos de vida perguntava se a danação ficava longe e se dava tempo de avisar a Maria, sua mulher.</p>
<p>Sem que tivesse tempo de responder as perguntas do agricultor, o demônio foi novamente questionado pelo Zé:</p>
<p>&#8211; Posso deixá este milho na venda do Joaquim e pedi pra ele amanhã leva o dinheiro para a Maria?</p>
<p>Que diabos estava a acontecer? Se perguntava no seu íntimo o demônio. Ou melhor, que diabos não estava a acontecer pois aquele homem não expressava traço de temor daquela criatura que fedia enxofre e o ameaçava com seu tridente.</p>
<p>&#8211; O padre falou que ocê podia aparece a qualquer momento, mas não disse não que seria hoje. E óia que estive com ele a pouco&#8230; – disse o Zé.</p>
<p>&#8211; Não se preocupe não que ele logo vai encontrar você por lá e queimar no fogo do inferno também. – respondeu o diabo.</p>
<p>&#8211; É bom mesmo ele aparece por lá porque não me pagou a mandioca e as batata que deixei pra ele na semana passada. – concluiu o caipira.</p>
<p>&#8211; Escuta aqui Zé&#8230; Você não entendeu ainda que está diante de Lúcifer, do diabo em carne e osso, que veio aqui te buscar para levar para o reino das trevas onde você vai arder?</p>
<p>&#8211; Percebi sim&#8230; Mas se tem que sê anssim, então vamu lá.</p>
<p>&#8211; Como assim? Você não vai chorar, espernear, pedir uma nova chance, vai se conformar e me deixar levá-lo sem brigar ou implorar por sua vida?</p>
<p>&#8211; Fico triste de sabê que não vou ver mais a Maria, o Joãozinho ou a Silvinha, mas eles vão entende que chegou minha hora.</p>
<p>&#8211; Você vai para o inferno, tudo bem quanto a isso?</p>
<p>&#8211; Vô passa fome? Tem água se senti sede? De veis em quando tem umas caninha por lá? Tem uns amigo por lá pra bate uma prosa? Quem sabe até me arruma um trabáio arando suas terra pra consegui comida da boa, cuidar de uma horta, ordenha vaca ou cria galinha&#8230;</p>
<p>&#8211; Zé, você vai bater as botas, esticar as canelas, vestir o paletó de madeira, partir desta para uma melhor, corrigindo, para uma pior&#8230; O inferno te espera e você me pergunta de trabalho, de cachaça, de amigos ou de comida&#8230; Agora quem não está entendendo sou eu&#8230;</p>
<p>&#8211; É que dizem que o inferno, ao menos prus pobre, é na Terra mesmo, então pensei que deve ser anssim como o que já conheço&#8230;</p>
<p>&#8211; É só força de expressão esta fala de que o inferno é na Terra. Coisa de quem não tem o que fazer. A vida lá embaixo é muito pior, as pessoas vivem no ócio, comendo o pão que o diabo amassou, perto de gente cheia de maldade&#8230;</p>
<p>&#8211; Intão é iguar aqui mesmo, num é mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; Deus do céu, Zé&#8230; Você é demais de ignorante, nem mesmo o inferno sabe ao certo como é&#8230;</p>
<p>&#8211; Ninguém nunca vorto pra mi conta, então num sei, só pelos sermão do padre na igreja, que num entendu direito pois não passei do primeiro ano primário&#8230;</p>
<p>Do mesmo modo como surgiu, do nada, o demônio sumiu, desistindo de assustar ou levar o Zé que, então, continuou seu caminho até chegar em sua casa.</p>
<p>A mulher então perguntou para ele porque tinha demorado mais que das outras vezes para chegar em casa.</p>
<p>O Zé então respondeu que tinha encontrado o diabo no caminho ao que a Maria deu de ombros e arrematou:- “Pois é, não dizem mesmo que o inferno é aqui na Terra&#8230;”</p>
<p>Por João Luís de Almeida Machado</p>
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