<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240</atom:id><lastBuildDate>Tue, 10 Jan 2012 01:49:02 +0000</lastBuildDate><title>CONTRA-PONTO</title><description>Blog de opiniões, comentários e notícias.</description><link>http://blogcontraponto.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (John)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Contra-ponto" /><feedburner:info uri="contra-ponto" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1796980184152776457</guid><pubDate>Thu, 23 Sep 2010 14:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-09-23T11:20:30.084-03:00</atom:updated><title>Álbum sem título</title><description>&lt;a href="http://goo.gl/photos/6YLc" imageanchor="1" style="clear:right;margin-bottom:1em;margin-left:1em"&gt;&lt;img border="0" src="http://lh6.ggpht.com/_1Z4orknoaeg/TJthRU-yNoE/AAAAAAAAAKQ/g8SUZgU7XOM/s160-c/AlbumSemTitulo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1796980184152776457?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/xKCak2kMJ_g/album-sem-titulo.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://lh6.ggpht.com/_1Z4orknoaeg/TJthRU-yNoE/AAAAAAAAAKQ/g8SUZgU7XOM/s72-c/AlbumSemTitulo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2010/09/album-sem-titulo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1591220286445508930</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 19:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T16:32:54.085-03:00</atom:updated><title>THE MONKEY AMONG WASPS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Está escrito logo ali embaixo que as ideologias embotam o raciocínio. E, verdade seja dita, isto vale para todas as ideologias. Prova disto, além do cardápio habitual dos esquerdistas, é o filme Fogo Cruzado, Rapid Fire em inglês, mais precisamente um tele-filme. Conta a história de um dos mais violentos assaltos acontecidos nos EUA. Detalhe: os vilões são de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A película é duma chatice impressionante e não há uma só atuação que salve. Bobagens familiares, romancezinhos, uma cena de nudez mais do que gratuita e dramazinhas muito provavelmente inverídicos recheiam os antecedentes da história em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostra-se ali um grupo de homens desmiolados liderados por um sujeito completamente tapado em alguns ideais de direita, bem ao gosto dos amantes das armas. O sujeito acredita que as leis naturais lhe dão o direito de fazer o que bem entende, dado que um governo central não está de acordo com elas, assim ele se julga autorizado a não respeitar lei alguma, pura e simplesmente, fazendo-o apenas porque não tem condições de medir forças com a polícia. Ao menos até ter a idéia de realizar o tal assalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele se mete a assaltar porque quer ser dono de um pedaço de terra para ali fazer sua própria república. Como não tem dinheiro e o banco lhe negou um empréstimo, por conta de poucas garantias, bolou a coisa e chamou os amigos cabeças ocas para sujar as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura, um dos manés encoraja o outro: não se preocupe, vamos tomar dinheiro dos ricos e o banco tem seguro. Pois é, né? Se é rico, que se lasque, até para certos setores da direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é uma descarga de mais de, acreditem, vinte mil tiros disparados por quatro sujeitos contra toda a força policial de uma pequena cidade. Morreram três dos bandidos, sobrando só o líder, além de quatro policiais, noves fora a dezenas de feridos. Infelizmente, o tiroteio e a perseguição foram toscamente filmados, mas não tanto que não sirva como bom substituto duma novela ou coisa do gênero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1591220286445508930?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/ZJOOGdN4gns/monkey-among-wasps.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>99</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/monkey-among-wasps.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-6314722262338725916</guid><pubDate>Tue, 25 Mar 2008 19:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T16:05:20.947-03:00</atom:updated><title>A REGRA DO OCTETO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Michael Lowi escreveu um livro bem lido nos cursos de ciências sociais e por alunos que têm professores esquerdistas, intitulado “As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Munchausen”. O sindicato dos sociólogos de São Paulo (!) o considera, textualmente, um dos mais importantes inteliquituáiz marxistas brasileiros, apesar de o mesmo não pisar por aqui há décadas, residindo e trabalhando na França há mais de quarenta anos. Para além de textos marxistas, ele se aventura também no ambientalismo. Lá no, não riam, não riam, Centro de Mídia Independente, escreveu o seguinte certa vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;É importante ir construindo a relação entre as lutas sociais e as ambientais, pois elas tendem a concordar, unidas ao redor de objetivos comuns.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Considerando que o objetivo dos marxistas é substituir o capitalismo e o estado de direito pelo comunismo, fica claro que o ambientalismo deve ter o mesmo objetivo ou, no mínimo, destruir o capitalismo e tudo que o sustenta. Considerando que o capitalismo não é um sistema político, na prática isto importa que o ativismo ecológico pretende um novo modelo de sociedade, diverso daquele onde floriu o capitalismo, ou seja, sem maiores liberdades que não a de escolher entre capim e alfafa para o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais francês dos intelequituáiz brazucas afirma cristalinamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O ecossocialismo parte de algumas idéias fundamentais de Marx sobre a lógica do capital e de alguns dos descobrimentos, avanços e conquistas científicas do movimento ecológico e da ciência ecológica. Marx não havia colocado ainda a questão da ecologia em sua análise porque, na sua época, a questão era muito pouco evidente. Mas ele afirma, em O Capital, que o sistema capitalista esgota as forças do trabalhador e as forças da Terra. Traça um paralelo entre o esgotamento do trabalhador e o esgotamento do planeta. Portanto, o desenvolvimento do capitalismo acaba com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No português claro isto quer dizer o seguinte: o capitalismo é ruim para o meio ambiente porque Marx disse que é. E teje dito, sô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom desse artigo é que ele mostra como uma ideologia pode embotar o raciocínio lógico. A certa altura lê-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Então, a transformação revolucionária das forças produtivas passa pela questão das novas fontes de energia, pelas chamadas fontes de energia renováveis. No lugar do petróleo poluidor e da energia nuclear devastadora, necessita-se buscar energias renováveis, como a energia solar. Mas ela não interessa aos capitalistas, porque é gratuita, difícil de vender e não é mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas haja madeira para se fazer um tapume deste tamanho na lógica e na realidade. Isso é que é tapume. Tapadices deste tipo só mesmo em mentes completa e totalmente dominadas por uma ideologia. Claro que a luz solar é de graça, até aí a água também o é. O que custa é a conversão dela em algo humanamente útil, assim como se paga pelo tratamento da água. Células fotovoltaicas já existem e são usuais para pequenas demandas energéticas, como calculadoras, relógios e aquecimento de água residencial. Aliás, um aquecedor solar não é nada barato. Enfim, há já um mercado para a utilização da luz solar, apenas que o mesmo ainda não equacionou a relação custos-benefícios de um modo atraente para a maioria dos consumidores. No geral, só três tipos de energia são realmente úteis aos humanos: luz, calor e a mecânica, ou seja, movimento. No fim, em quase todas as atividades humanas, as formas de energia disponíveis na sociedade são convertidas numa dessas três. E quase sempre se passa pela eletricidade antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que chama a atenção mesmo é o claro uso revolucionário das tais fontes de energia renováveis. Enfim, eis claro, cristalino, o uso ideológico das questões ambientais em prol de uma implantação de um novo modelo de sociedade. Como nas urnas a coisa é meio difícil, pelo menos nos países sem cultura paternalista de dependência do estado, apela-se agora pelo amor ao nosso quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mesmo trecho, contra o qual não se encontrará uma só voz nos cultos ambientalistas, mostra como o debate não é técnico nem de longe. Energia é energia, sempre, não desaparece. Fonte de energia não é algo que faça surgir energia, é algo que gera energia útil aos seres humanos, mais especificamente é algo que transforma outros tipos de energia em um tipo desejado de energia. Por exemplo, a força mecânica das águas se transforma em eletricidade, que será conduzida a lares e empresas, que a converterão, via equipamentos vários, em luz, calor e, às vezes, em energia mecânica novamente. Fontes de energias existem aos montes, nem poderia ser diferente, já que energia é algo deveras abundante na natureza. O problema todo está em se obter fontes economicamente viáveis de energia, ou seja, que forneçam a energia desejada a um custo aceitável pelos consumidores. Se é para se preocupar com problemas ambientais, deve-se apenas acrescentar o impacto ecológico destas tais fontes na conta, não retirar o componente econômico, porque, capitalismo  ou socialismo, estas conversões sempre terão um custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que toda fonte de energia tem custos e que os consumidores, por definição econômica, sempre procuram o que lhes é mais vantajoso, ou seja, mais barato, todo produtor de energia, numa economia livre, tem o interesse de baixar o preço para conquistar mais consumidores. Considerando que o custo energético também é um custo dos equipamentos de um lar, temos aí que produtos que consomem menos energia são mais atrativos aos consumidores. Portanto, produtos que façam mais com menos energia são ecologicamente razoáveis. E fontes que produzam mais a partir de cada vez menos são também ecologicamente razoáveis. E uma tal busca só é razoável para os produtores num ambiente em que estes possam ganhar algo com isto, em que possam visar o lucro, porque se o custo puder ser repassado impunemente ao resto da sociedade, via impostos, por exemplo, estes não buscarão aperfeiçoar nada, já que o mesmo sempre será pago de alguma forma. Portanto, mais uma vez, o problema não é o capitalismo, é capitalismo de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-6314722262338725916?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/WlyQl_OxYrc/regra-do-octeto.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/regra-do-octeto.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-887672507736257066</guid><pubDate>Mon, 24 Mar 2008 18:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-24T15:41:07.431-03:00</atom:updated><title>DAS CALÇAS E DAS CELULITES</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Continuando a saga davídica de desmentir o apocalipse climático, vejamos aqui algumas opiniões de diversos cientistas sobre o tal aquecimento global antropogênico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claude Allègre, ex-ministro da Ciência da França, que foi dos primeiros cientistas a chamar a atenção da opinião pública para os perigos do aquecimento global, há 20 anos: "&lt;span style="color:#000099;"&gt;existem provas crescentes de que a principal causa do aquecimento global é originada por fenômenos da natureza&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nigel Calder, ex-editor da revista New Scientist: "&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;quando os políticos e jornalistas declaram que a ciência do aquecimento global está estabelecida (em definitivo, formado um paradigma científico) mostram uma ignorância lamentável sobre como se aplica o método científico. (...) Há vinte anos que a investigação científica do clima se politizou a favor de uma hipótese particular (...) Imagina-se que quem apresenta dúvidas acerca do aquecimento global deve estar a ser pago pelas companhias petrolíferas. Foi exatamente o que eu acreditei até investigar as suas verdadeiras razões (...) O alarmismo do medo do aquecimento global promove manchetes  dos media sobre as ondas de calor, que têm origem diferente, e relega para páginas interiores, dedicadas à economia, os milhões de dólares perdidos nas colheitas de Inverno da Califórnia devido à geada anormal&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Timothy Ball, um dos primeiros canadenses doutorados em climatologia: "&lt;span style="color:#000099;"&gt;Acredite-se ou não, o aquecimento global não é devido à contribuição humana para a concentração atmosférica do dióxido de carbono. Estamos perante o maior erro da história da ciência (...) Desperdiçamos tempo, energia, e milhares de milhões de dólares e criamos medo e consternação desnecessários num tema sem justificação científica&lt;/span&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bob Carter, australiano do Laboratório de Geofísica da Marinha:  "&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Os argumentos circunstanciais de Al Gore são tão fracos que chegam mesmo a ser patéticos . É simplesmente inacreditável que tenham, juntamente com todo o filme, atraído atenção do público&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Igor Poliakov, da Universidade do Alasca, "&lt;span style="color:#000099;"&gt;A região do Árctico onde se verificou uma subida da temperatura [parte oriental, devido às depressões que levam ar quente] que se supõe fazer perigar os ursos polares mostra flutuações desde 1940 sem nenhuma tendência marcada pela subida&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade: sabia que quase todo o sistema solar está em aquecimento? Marte, Plutão, Saturno, até o próprio Sol, a coisa tá esquentando em tudo que é canto. Devem ser as naves da NASA que passam por lá e poluem o ambiente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade: um recente estudo do Tenesse Center for Policy Research mostra que Al Gore apenas numa das suas mansões consome 20 vezes mais energia do que a média dos americanos, ou seja, Al Gore consome mais eletricidade num mês do que o americano médio num ano.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; E este é o homem que disse que o aquecimento não é apenas um problema político, mas moral. E, nunca é demais lembrar, ele tem muito dinheiro investido em companhias de “energia alternativa”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-887672507736257066?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/r7D_kJZLdXA/das-calas-e-das-celulites.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/das-calas-e-das-celulites.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-5787478600918767615</guid><pubDate>Fri, 14 Mar 2008 21:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-25T16:48:57.639-03:00</atom:updated><title>CRÔNICA DO DESPAUTÉRIO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Um dotô diniversidá escreveu um artigo sobre a polêmica da pesquisa com células embrionárias. Foi publicado no JC e-mail, revista eletrônica da SBPC. O nome dele é Luis Carlos Lopes, professor de Comunicação na Universidade Federal Fluminense., historiador de formção. Como o escrito é um bom resumo das principais teses a favor da coisa, comenta-se a la Jack, difundindo modo usual das mailing lists. O texto do professor segue em colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Ciências e valores humanos, artigo de Luís Carlos Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm razão os que afirmam que ainda se vive na pré-história da humanidade. Prova disto é a imensa miséria material que ainda assola a maioria dos mortais, bem como a ignorância de muitos sobre os ‘mistérios’ da vida e do universo. Considerar a natureza e a vida humana como ‘mistérios’ sustentou e ainda sustenta os que querem que a maioria viva na obscuridade; que jamais saiam da caverna, enxergando a luz do sol. Para existir escravos, dominados e dominadas é preciso que lhes sejam sonegados o saber; que este não seja democratizado e acessível às maiorias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que raio de argumento é este? É apenas, claro, uma falácia ad hominen: ataca-se o interlocutor e não as idéias. Como se sabe, é preciso concordar com Hitler se ele diz que o céu é azul, porque, afinal, é verdade. Enfim, pouco importa quem diz o que, o que importa é se o que é dito é razoável ou não. Mas repare bem na última frase do parágrafo, volta-se a ela logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Na época do renascimento europeu, discutia-se o cosmos e a posição dos homens frente ao universo. Galileu foi condenado a abjurar, isto é negar o que disse, porque tinha provas que a Terra se movia. Seus juízes, como outros de outras épocas, quase nada entendiam das idéias do célebre cientista. O julgaram com base na religião, nos sensos comuns e na retórica de seus pseudos-conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O destino de Giordano Bruno foi mais cruel. Foi executado (1600), na fogueira do Vaticano, por acreditar que existiriam 'múltiplos mundos’ e que se poderia ser ‘radicalmente acadêmico de nenhuma academia’. Pensar contra a ordem, mesmo que poucos compreendessem o que brilhantes intelectuais produziam, podia ser fatal. Muitos foram perseguidos, humilhados, presos, deportados, torturados, executados simplesmente por terem idéias originais e imensa paixão pelo conhecimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais ad hominen. Aqui se percebe uma defesa das idéias científicas e sua intocabilidade por quem não seja cientista, o que vem a ser uma falácia de autoridade. Claro, se um cientista disser que o céu é vermelho, nada poderá ser oposto...haja paciência. E ainda chama de pseudo-conhecimento os argumentos usados em ambos os casos, ocultando o fato de que Galileu não encontrou apoio em nenhum outro pensador de sua época, católico ou não, ele cometeu o que hoje se chama mudança de paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que o autor faz uso da história, mas não conta que mudanças de paradigma sempre, prestem atenção, sempre são problemáticas e demoram a se estabelecer. Até hoje se encontra na comunidade científica quem não dê lá muito crédito à relatividade. Pior, fala de gente que foi perseguida, mas não fala de gente que foi sustentada para fazer ciência pelos mesmos algozes das duas figuras referidas. Por exemplo, aquele monge de nome Mendel, aqui e ali conhecido como pai da biologia moderna e responsável só pela base da genética. Monge Mendel, compreendem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;As revoluções industriais, liberais e a primeira descolonização (século XVIII e XIX) mudaram este procedimento. Os cientistas desta época não deixaram de ser perseguidos, mas dificilmente eram mortos, apenas por pensarem diferentemente do que estava estabelecido consensualmente pelo poder político e social. Obviamente, eles sobreviveram por estarem em locais que os protegiam. Se estivessem em outros, a história seria diferente. Grandes nomes, tais como Darwin, com sua teoria sobre a evolução das espécies e dos seres humanos, Marx, com sua teoria sobre o capitalismo, seu método filosófico e sua crítica política, Pasteur com sua nova biologia, tiveram imensos problemas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, um artigo que chama Marx de filósofo sem maiores explanações já revela muita coisa sobre o autor. Mas que seja. E haja imaginação para saber como é que essas tais revoluções mudaram o tal do procedimento. Bem, parece que ele quer dizer que a perda do poder político, a Igreja Católica (era dela que se fala no artigo, não?) parou de perseguir cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Foram admoestados, principalmente Marx, por ousar discutir a natureza da nova ordem estabelecida na Europa e no mundo de seu tempo. Apesar disto, puderam trabalhar e deixar uma herança que ainda hoje, mesmo com revisões e atualizações, nutre a imaginação científica, em seus domínios específicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sim, claro, Marx foi deveras admoestado. Chegaram até a confiscar seus rendimentos na bolsa de valores inglesa, oriundos da bolsa do amigo Engels e de fortuna familiar. Cogitaram até de enforcá-lo, como se sabe. Ah, não é disto que se fala, mas de críticas? Eita,mas que doideira, a crítica pública não é uma das maiores virtudes da ciência? Não é assim que se obtém a credibilidade? Qual teoria científica neste mundo não sofreu pesadas críticas? Einstein infernizou a vida de Planck e seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Ao longo do século passado, o legado das ciências matemáticas, naturais e humanas foi desdobrado ao infinito. O cientista, agora um proletário especial, passou a produzir cada vez mais em equipe, atuando em laboratórios, universidades, governos e, até mesmo, em empresas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas que legado enorme tem essa ciência: infinito. Um artigo laudatório não merece nenhuma credibilidade, nunca. O tom dos artigos científicos, ou seja, dos artigos com conteúdo científico, sempre é neutro, isento e com o charme de uma bula de remédios, justamente para se ficar só com o que interessa á ciência: fatos, dados, argumentos, conclusões. Predileções é o que mais se busca afastar na atividade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cientista é um proletário especial. Ah, claro, não só ele é da categoria destinada a governar o mundo, segundo a profecia de São Marx, como é de uma ala especial. Obviamente, pessoas especiais devem ser tratadas especialmente. Logo, quando se der a ditadura do proletariado, eles deverão ser tratados especialmente. Como o autor do artigo é cientista, seria demais dizer que talvez esteja advogando em causa própria? Pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A partir das origens e da maior universalização da ciência, as conquistas foram inúmeras. Muitas delas serviram para a expansão do poder de quem já o tinha. Outras aumentaram as possibilidades de vida das maiorias. Ainda outras, permitiram que se compreendessem melhor os problemas da natureza e da vida social. As ciências não servem a um único senhor, podem estar a serviço da humanidade ou militar contra a sobrevivência da espécie.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O cientista de hoje perdeu o romantismo dos seus antecessores de mais de um século atrás. Tanto podem estar querendo tirar os homens da caverna, como podem estar desenvolvendo artefatos que mantenham as sociedades na maior ignorância ou mesmo as destruam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até aí dá para dizer o mesmo de toda e qualquer atividade humana. Irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O paradoxo da ciência foi claramente exposto nos acontecimentos de 1945. A explosão da bomba atômica, na verdade um experimento científico-político e militar, pôs a nu esta contradição. É preciso aplicar o princípio da vigilância democrática e humanista ao campo das teorias e das práticas científicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Então, algum tipo de controle da atividade científica é aceitável? Só não pode ser por gente de fora da ciência? Ué, que raio de controle é esse em que o controlado se confunde com o controlador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O mais grave é sem dúvida o das práticas, pois nelas é que se podem desenvolver monstruosidades ou se operar ‘milagres’ humanistas. A própria experiência da bomba revelou que os cientistas, em sua maioria, reconhecem os seus erros e são capazes de fazer o possível, dentro de seus limites, para evitar outras catástrofes baseadas em seu saber.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falar em milagre humanista é coisa curiosa, é mais ou menos como falar em milagre demoníaco. E o autor dá por certo que sendo humanista é bom. E isso num artigo cheio de referências históricas. Mas, vá lá, eventualmente humanista e humanitário estejam aí como sinônimos. Não são, mas que seja, por ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A ciência e os cientistas não estão acima do bem e do mal. É possível discutir seus empreendimentos e verificar a pertinência dos mesmos no que se refere aos interesses da humanidade. Até aí, não há o que objetar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ok. Bem, nem tão ok, assim, afinal sempre resta o problema de saber quem fala em nome da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;O que é inaceitável é, por exemplo, impedir o ensino da teoria da evolução nas escolas, sob o pretexto da ofensa à tradição religiosa. Interditar o avanço para as mulheres que o aborto provocou comprovadamente pelo mundo afora. Questionar a pesquisa de células-tronco com base nos mesmos velhos preconceitos religiosos, que tanto prejuízos trouxeram à humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que avanço o aborto provocou para as mulheres mundo afora? O aborto melhorou salários? Curou doenças? Aumentou a expectativa de vida? Noves fora poder engravidar sem se preocupar com as conseqüências, que outro benefício as mulheres ganharam com o aborto? Do assunto ensino da teoria da evolução, fala-se logo abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Obviamente, os religiosos têm o direito a ter suas idéias, mas elas não podem ser impostas ao conjunto da sociedade e a domínios que as religiões não compreendem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E se a gente resolver usar o mesmo argumento contra a ciência, ele é válido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A argumentação religiosa deve ser respeitada, como qualquer outro tipo de argumentação, dentro dos seus limites. Imagine-se, se vamos voltar ao passado, quando a última palavra ‘científica’ era da autoridade eclesiástica. Qualquer hora se estará reacendendo as fogueiras da Inquisição. Todos têm o direito à palavra, porém é preciso delimitar espaços e privilegiar a inteligência frente ao monstro da ignorância.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cientistas são ignorantes em matéria religiosa e filosófica, logo, são ignorantes em matéria ética, logo, segundo os termos do próprio artigo, devem calar a boca em matérias éticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Os que julgaram Galileu e Bruno quase nada entendiam de suas ciências. Os julgaram a partir da tradição e dos sensos comuns. Fizeram a mesma coisa, os que condenaram e ainda condenam radicalmente, Darwin, Pasteur, Marx e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mais falácia de autoridade. E quem entendia bem pra chuchu de ciência eram os marxistas soviéticos que proibiram o ensino da teoria da evolução ao argumento de que ela era capitalista por pregar a competitividade. Mas isto é só provocação. O que pega mesmo é que novamente se advoga que apenas cientistas possam criticar cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Os que julgam e repelem os que pensam na atual fase da modernidade, não procedem de modo diverso. A luta argumentativa para se validar tem que ir além dos limites da tradição e dos sensos comuns.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só há um jeito de “lutar argumentativamente”: com a lógica, aquela que rejeita contradições e repele falácias. Fora disto, defender tal ou qual fato ou é diversão ou é política, é defesa de visão de mundo, de projeto de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;As idéias precisam ser debatidas para avançarem e não impedidas de circular.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Qual idéia a respeito das pesquisas com células embrionárias é impedida de circular? Mas de novo essa coisa de confundir crítica pública com repressão? Debater sem discordar não é debater, é propagar, se não for propagandear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;A pesquisa só funciona se tiver liberdade de ação e profundo sentido ético. A ética da pesquisa não pode se fundamentar em dogmas das tradições e, sim, na validade social do experimento. Se a pesquisa sobre as células-tronco pode salvar vidas é ridículo tentar objetar o seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um artigo repleto de história termina com uma pérola dessas. No texto, falou-se que quem não é de ciência não pode criticar os cientistas, porque os críticos não sabem do que falam. Bem, a supor que ainda valha alguma coisa nesse mundo, por questão de coerência, quem nada sabe sobre ética, também não pode falar sobre a mesma, logo, os cientistas, na condição de cientistas, não podem falar sobre ética porque não a estudam. Levando isto a termo, que vem a ser uma falácia de autoridade, obviamente não se pode esperar que quem não entenda de ciência venha a defendê-la, o que, obviamente, torna os ministros do STF incompetentes para a missão. Dando um passo adiante, só poderia falar sobre este específico assunto quem dele entende, o que não parece ser o caso do autor, seja pela absoluta ausência de questões relativas à biologia, seja pelo seu currículo Lattes (necas de biologia, epistemologia, filosofia da ciência, história da ciência...). Se quem nada entende de biologia pode defendê-la, por que quem não entende não pode criticá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Validade social? O que significa isto? Utilidade? Ou conformidade com o projeto vigente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tanta história, não se falou uma linha sobre o fato de a medicina moderna dever as calças às barbáries nazistas. Ou seja, de tanto sofrimento nasceu muita coisa boa. É disto que se trata, então? E olhe que a medicina é fato consumado, não mera probabilidade. Aliás, cadê um só benefício concreto das pesquisas com células embrionárias? Ou ao menos uma só previsão factível? Nada, defende-se a pesquisa apenas pelo ato de pesquisar. É duma obviedade atroz, portanto inócua ao debate, que conhecimento pode gerar coisas boas. Esta não é a questão, nem de longe. O que se pretende com essa tentativa de invalidar os argumentos religiosos? Deixar de ouvir bons argumentos só porque emitidos por fulano ou sicrano? Ou porque não convém a uma dada ideologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há bons argumentos em favor da liberdade de pesquisa científica e das pesquisas com células embrionárias. Nenhum deles consta do artigo, que, ao fim, é só mais uma peça de propaganda. Que mais dizer dum texto repleto de contradições e omissões relevantes ao debate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que dizer da criatividade, essa mola mestra do progresso? Ora, se o cientista, por qualquer razão, não pode utilizar uma dada linha de pesquisa, poderá usar outra, especialmente em se tratando de tecnologia, que vem a ser o que se discute em se tratando de pesquisas com células embrionárias, já que a ciência básica já foi feita, aliás, só existe em razão do tal monge católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, desse mato sai cachorro, mas não por esse caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrete: Pasteur era cristão devoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-5787478600918767615?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/LBwGVch6-bQ/crnica-do-despautrio.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/crnica-do-despautrio.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1271350634668831196</guid><pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-13T16:58:16.554-03:00</atom:updated><title>É PRECISO GARANTIR O PÃO, PARA DEPOIS BRIGAR PELA MORTADELA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Silvio Cordeiro viu uma notícia veiculada no SBT sobre pessoas que pirateiam grifes famosas. Mandou uma sucinta missiva eletrônica ao diretor da emissora. Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Para o Diretor do Jornal do SBT:&lt;br /&gt;A campanha insidiosa que este jornal faz contra o pessoal que produz tênis e bonés de grifes famosas é uma completa insânia: vocês, uma TV que quer ser alguma coisa, fazem campanha contra cidadãos brasileiros que acharam uma perspectiva de trabalho que não interfere em nenhuma outra empresa do Brasil: fechando essas pequenas confecções, ninguém vai comprar bonés ou tênis originais: vão comprar produtos vindos da China, dando emprego pra chineses e nossos compatriotas vão viver de esmolas do Sr. Lula. Foi uma infelicidade ligar a TV e ver a insidiosa campanha contra nossos patrícios.&lt;br /&gt;Façam reportagens mostrando as atividades ilícitas de juizes, de membros do congresso e do executivo: ou precisam de favores dos governantes? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a polícia tem recursos sobrando, faz sentido que se empenhe tanto em combater a pirataria. Considerando a nossa realidade, é aceitável a objeção do telespectador, em que pese seja de um nacionalismo exagerado (se o normal já é coisa para ficar para trás...mas agora o papo é outro). A pirataria não é defensável, mas gastar dinheiro escasso com isto ao invés de garantir que o cidadão possa ir em paz com sua patroa na sorveteria, bem, certamente isto é bastante criticável. Idem para a imprensa também, a qual, já não atua mais, no quesito, apenas o seu papel informativo, promovendo verdadeira campanha em prol de intereses comerciais (legítimos, sim, mas, o papo é outro).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1271350634668831196?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/ghVY2lbPPOs/preciso-garantir-o-po-para-depois.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/preciso-garantir-o-po-para-depois.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-5328651641342156465</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2008 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T11:21:55.438-03:00</atom:updated><title>MAIS É MENOS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Lucas Mafaldo escreve um belo resumo sobre as duas liberdades, negativa e positiva. Costuma-se falar também em direitos positivos, mas aí convém tomar cuidado para não se confundir com direito positivo (normas jurídicas objetivas vigentes). Eis o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Hoje tentarei explicar a distinção entre dois tipos de liberdade, proposta por Isaiah Berlin, influente professor de filosofia de Oxford.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Liberdade positiva e negativa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A idéia básica de Berlin é que existem dois tipos diferentes de liberdade: liberdade negativa e liberdade positiva.&lt;br /&gt;Atenção: "negativa" e "positiva" aqui não têm valor de adjetivo; trata-se só de uma forma de separar os conceitos, não de dizer que uma liberdade é boa e a outra é ruim.&lt;br /&gt;Bom, mas o que significam estes conceitos? Vamos à explicação.&lt;br /&gt;Liberdade negativa é "ausência de coerção", ou seja: é ausência de barreiras que lhe impeçam de realizar algo.&lt;br /&gt;Neste conceito cabem todas aquelas liberdades que existem por si mesmas – e que continuarão a existir desde que ninguém as tome de você.&lt;br /&gt;A liberdade de expressão, portanto, é uma liberdade negativa. Para que ela exista, basta que não haja ninguém lhe impedindo de falar.&lt;br /&gt;Outro exemplo é a liberdade de decidir sobre como utilizar sua propriedade. Você sempre a terá, e só a perderá se algum agente externo interferir sobre ela.&lt;br /&gt;Por outro lado, liberdade positiva é "possibilidade de agir", ou seja, é a capacidade de realizar algo de fato.&lt;br /&gt;Nem toda liberdade negativa implica em uma liberdade positiva. Se você tem o direito à propriedade, mas não possui uma propriedade, você não pode exercer seu direito.&lt;br /&gt;A liberdade positiva, portanto, não existe por si mesma. Para que ela exista, é preciso que as condições para o seu exercício estejam presentes na realidade. Ou seja: a liberdade positiva tem um preço. Ela não existe de graça: alguém precisa criá-la&lt;br /&gt;Isso precisa ser enfatizado: toda liberdade positiva tem um preço. Em outras palavras: a possibilidade de agir depende que alguém crie as condições para que a ação seja possível.&lt;br /&gt;Alguns exemplos: a liberdade de ter um carro só pode existir quando alguém trabalhou para construir um carro. A liberdade de ter acesso a serviços médicos só existe por causa do trabalho dos próprios médicos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a defesa da liberdade por resultar em menos liberdade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como toda liberdade positiva possui um preço, quando ela é cristalizada em direito isto implica no surgimento de um novo dever. Afinal, se dissemos que "fulano tem direito a ter um carro", estamos implicitamente dizendo que "sicrano precisa arranjar um carro para fulano".&lt;br /&gt;Do mesmo modo que todo direito que possui um custo implica em um novo dever, toda liberdade que possui um custo implica em uma nova obrigação.&lt;br /&gt;Quando Berlin propôs essa distinção ele estava preocupado com a possibilidade da retórica pró-liberdade ser usada para diminuir a liberdade do povo.&lt;br /&gt;Não há problema em reivindicar uma liberdade negativa, pois, no fim das contas, estamos apenas pedindo para ser deixados em paz para realizarmos nossos objetivos.&lt;br /&gt;Mas reivindicar uma liberdade positiva é bem diferente, pois cada nova liberdade positiva criada implica em uma nova obrigação – e, portanto, em menos liberdade para quem tiver que arcar com seu custo.&lt;br /&gt;Ou seja, cada pessoa que exige uma nova liberdade positiva está exigindo que a responsabilidade sobre sua liberdade seja colocada nos ombros de outra pessoa, que será forçada a pagar o preço dessa nova liberdade.&lt;br /&gt;E a questão é: quem vai ficar com essa nova obrigação? Quem vai pagar o preço dessa nova liberdade?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concluindo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o direito de reclamar da perda de uma liberdade negativa é bastante razoável. Afinal, você está apenas exigindo que alguém saia do seu caminho. Você quer o direito de buscar seus próprios objetivos.&lt;br /&gt;Reclamar da falta de determinada liberdade positiva, por outro lado, já não me parece nada razoável. Quem faz esse tipo de reivindicação está dizendo: "quero poder fazer algo, e quero que vocês criem as condições para que eu faça isso".&lt;br /&gt;Reivindicar uma liberdade negativa é querer ser responsável por suas próprias escolhas. Reivindicar uma liberdade positiva é querer que os outros se responsabilizem por suas escolhas.&lt;br /&gt;A diferença é sutil, mas é essencial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um complementozinho: a liberdade negativa é inclusive condição para que a liberdade positiva aconteça de forma justa, ou seja, sem que ninguém seja obrigado a pagar por ela. Assim, quanto mais liberdade negativa, mais os interesses se convergem e pela própria dinâmica da vida social, estes se mostrarão como incentivos à realização de coisas que serão uma liberdade positiva para alguém. Mas, se você não puder usar o que é seu do modo como melhor lhe convém, então pode ser que não possa plantar batatas que darão a alguém o direito de comê-las ou usá-las de um outro modo que lhe seja conveniente. Portanto, no fim das contas, quanto mais liberdade negativa real, mais a liberdade positiva potencial da sociedade se concretiza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-5328651641342156465?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/f6NQaL7vaig/lucas-mafaldo-escreve-um-belo-resumo.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/lucas-mafaldo-escreve-um-belo-resumo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-398122153466015826</guid><pubDate>Tue, 11 Mar 2008 14:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-11T11:10:22.269-03:00</atom:updated><title>HORIZONTE DE EVENTOS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Aqui já se falou que qualquer sociedade que não permita maiores escolhas a seus cidadãos não contém moral alguma, pela simples razão de que sem opções e diferenças não há intencionalidades no agir, só automatismo, logo, não há racionalidade e muito menos moral nesta práxis. Mostrando a mesma coisa e muito mais, vem à tona um belo livro em formato PDF, “Uma teoria sobre socialismo e capitalismo”, do professor Hans-Herman Hope, filósofo e economista alemão, atualmente dando aulas na Universidade de Nevada, Las Vegas, e Senior Fellow do Instituto Ludwig von Mises. O texto ganhou tradução para o português brasileiro pelas mãos do Sr. Klauber Cristofen Pires, que disponibiliza na versão eletrônica o seu e-mail: &lt;a href="mailto:klauber.pires@gmail.com"&gt;klauber.pires@gmail.com&lt;/a&gt;. Verdade seja dita, o tradutor acaba por colocar uma mancha no verniz da obra com um prólogo por demais laudatório em que se lêem coisas como “O professor Hans Hermann-Hoppe tem o dom de nos fazer olhar para além do óbvio”, “Dotado de um profundo senso humanístico”, “Este livro não somente se lê, mas também se ouve” e por aí vai. Como é coisa de uma página, logo se esquece deste deslize e se agradece pela tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rave etika e inteliquituáu reinante, qualquer coisa escrita neste sentido é bem vinda. E de que exatamente trata o livro, além da questão da ética no socialismo? Constrói uma teoria científica econômica logicamente fundamentada, livre, na sua base, do empirismo (o que também pode ser seu ponto fraco, mas isto exige uma discussão impertinente nestes segundos); avalia as várias formas de socialismo conhecidas na história, e mostra que o capitalismo é um sistema moralmente superior e que o igualitarismo não é nada moral. Um pequeno trecho da introdução mostra a que veio a peça. Coisa de dar água na boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Será demonstrado que a teoria da propriedade implícita no socialismo não passa, normalmente, nem mesmo o primeiro teste decisivo (a condição necessária, senão suficiente) requerido para normas de conduta humana que possam requisitar para si serem moralmente justificadas ou justificáveis. Este teste, tal como formulado na chamada “regra de ouro” ou, similarmente, no imperativo categórico kantiano, requer que, para ser justa, uma norma deve ser geral e aplicável a cada única pessoa da mesma forma. A norma não pode especificar direitos ou obrigações diferentes para categorias diversas de pessoas (uma para os cabeças vermelhas, e uma para os outros, ou uma para as mulheres e outra diferente para os homens), porque uma tal norma “particularista”, naturalmente, jamais poderia, nem mesmo em princípio, ser aceita como justa por todos. As leis particularistas, porém, do tipo “eu posso ferir você, mas você não tem permissão para me ferir”, estão, como se tornará claro no curso deste tratado, justamente na base de todas as formas praticadas de socialismo. Não apenas economicamente, mas no campo da moral, também, o socialismo torna-se um sistema mal-concebido de organização social. Novamente, a despeito de sua má reputação pública, é o capitalismo, um sistema social baseado explicitamente no reconhecimento da propriedade privada e das relações contratuais entre os detentores de propriedade privada, que vence incondicionalmente. Será demonstrado que a teoria da propriedade implícita no capitalismo não apenas passa no primeiro teste de “universalização”, mas também que ele se torna a pré-condição lógica (die Bedingung der Moeglichkeit) de qualquer tipo de justificação argumentativa: Quem argumenta em favor de qualquer coisa, e em particular em favor de certas normas como sendo justas, deve, implicitamente, pelo menos, pressupor a validade das normas de propriedade implícitas no capitalismo. Negar a validade destas normas de aceitabilidade universal e argüir em favor do socialismo é, então, contraditório.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: o título deste post é uma pequena provocação aos nossos festejados inteliquituáiz, que vivem se gabando de sua interdisciplinariedade (que o autor do livro também professa, aliás), multidisciplinariedade, meta-disciplinariedade e, claro, da sua a-disciplinariedade, mostrando que não é privilégio de Derridas o uso de expressões de ciências firmadas em textos doutra natureza. Obviamente, não se precisa dela para se validar as teses e ganha um salgadinho de cana quem conseguir fazer a devida relação entre o título hawkinsiano e o texto. Promoção válida apenas para eles, para gente séria é covardia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-398122153466015826?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/ftT2AV7ZaqU/horizonte-de-eventos.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/horizonte-de-eventos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-5626968961392827845</guid><pubDate>Mon, 10 Mar 2008 20:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-10T17:04:55.026-03:00</atom:updated><title>HOJE, SÓ AMANHÃ</title><description>O inverno findou-se, os gremlins foram torrados ao sol do meio dia, mas, como diz o título, tem, mas acabou, ops, hoje, só amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-5626968961392827845?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/pHTiuYMRI5Q/hoje-s-amanh.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2008/03/hoje-s-amanh.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-4834454504709529707</guid><pubDate>Fri, 23 Nov 2007 17:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-23T15:50:02.598-02:00</atom:updated><title>OS TIJOLOS DO ESPÍRITO HUMANO SÃO MATERIAIS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tem a ver com sobrevivência da espécie, não com certo ou errado, mas recente pesquisa americana marcou mais um gol na peleja batida entre, digamos, inatistas e, digamos, culturalistas; tento pro primeiro time. A bem da verdade, é coisa passada a briguinha, mas que resta ainda tradicional em certos círculos, especialmente nas humanas que insistem em dizer que estão vencendo, mais particularmente no nosso amado país. Trata-se do fato de que crianças que nem começaram a falar já sabem distinguir entre pessoas boas e más. Lembremos: sem comunicação não há cultura, portanto, as crianças não foram ensinadas a distinguir entre, vá lá por licença poética, o certo e o errado. Inteligência social é menos social do que biológica. O estudo foi publicado na Nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turma de Yale, capitaneada pela Dra. Kiley Hamlin, fez um estudo bastante simples até: pegou doze nenês com seis meses de idade e outros dezesseis com dez, fazendo com que assistissem várias vezes um desenho animado, desenvolvido pela equipe, cuja história envolvia três personagens. A primeira, subia uma montanha; a segunda, ajuda a primeira, empurrando-a para cima; a terceira, atrapalha a primeira, empurrando-a para baixo. Ato seguinte, os pesquisadores mostraram aos bebês bonecos das segunda e terceira personagens para que escolhessem entre um e outro. Todas as crianças de seis meses e catorze dos de dez escolheram o boneco que ajudava a primeira personagem a subir a montanha. Enfim, crianças são capazes de escolher entre pessoas que fazem coisas boas e más. Ninguém ensinou, até porque é impossível ensinar algo dessa complexidade sem a fala. Portanto, seres humanos possuem um sentido inato do que sejam condutas boas e más, aceitáveis ou não dentro de um ambiente social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores afirmam que tais descobertas indicam que os “&lt;span style="color:#000066;"&gt;humanos realizam avaliações sociais num estágio muito anterior de desenvolvimento do que se pensava, e sustenta a tese de que a capacidade de avaliar indivíduos com base em suas interações sociais é universal e não depende de aprendizado”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter certeza de que não haveriam outras explicações, a galera de Yale fez outras experiências quanto às preferências dos infantes, as quais afastaram, por exemplo, a possibilidade de que eles simplesmente preferissem coisas que sobem ao invés de coisas que descem; ou então que se se tratasse das aparências do bonecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Dra. Hamlin, não se pode dizer desta predileção “&lt;span style="color:#000066;"&gt;se é algo inato, mas podemos dizer que é algo pré-lingüístic&lt;/span&gt;o”. E acrescentou: “&lt;span style="color:#000066;"&gt;Nós não achamos que esses bebês têm qualquer noção de moral, mas parece ser uma parte essencial da moralidade sentir uma empatia por aqueles que fazem coisas boas e o contrário por aqueles que fazem coisas más – parece ser uma parte importante de um sistema racional e moral que virá depois&lt;/span&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dra., ao que tudo indica, só não quis por o dedo na ferida e nem meter a mão em cumbuca, porque se crianças sem aprendizado diferenciam pessoas boas de pessoas más, conforme suas ações, então isto só pode ser inato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser acreditar que isto anula o papel da educação, fique à vontade. Mas dá para dizer que, entre outras coisas, a educação pode manter e reforçar este, digamos assim, instinto. E, claro, também pode anular. Enfim, o maniqueísmo fica por conta do freguês, a pesquisa só retratou a natureza, mostrando como ela é. O que se faz desse conhecimento é outro papo. Sempre é.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-4834454504709529707?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/b9_rFDZLWFU/os-tijolos-do-esprito-humano-so.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/os-tijolos-do-esprito-humano-so.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-3491124603047857377</guid><pubDate>Fri, 23 Nov 2007 13:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-23T11:30:22.895-02:00</atom:updated><title>FECHANDO  A TORNEIRA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Em breve os planos de saúde cobrirão despesas relativas, segundo nota oficial, a "planejamento familiar", tais como DIU, laqueadura e vasectomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um acordo feito entre ANS e os planos. Ninguém sabe dizer exatamente o que cada parte perdeu na negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taí, gravidez indesejada vai cada vez mais se tornando um simples caso de relaxo e, óbvio, de descaso com a vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-3491124603047857377?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/R9078dj8RQs/fechando-torneira.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/fechando-torneira.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-8967772651662169101</guid><pubDate>Tue, 20 Nov 2007 16:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-20T14:33:51.113-02:00</atom:updated><title>QUANDO OS PORCOS VOMITAM PÉROLAS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Há quem diga, parodiando ou adequando, vai do gosto do freguês, que de onde menos se espera daí é que não sai nada mesmo. Pois se deu recente caso incrível, que vem a integrar a série “ainda há esperança”. E não é que um dos mais bajulados esquerdistas do mundo jurídico saiu-se com uma intervenção contra um ato de louvor a um ícone da “luta dos oprimidos”. Dona Martaxa sancionou uma lei criando um feriado novo, o do dia da consciência negra, seja lá que diabos isto venha a ser. Pois o dotô Adilson Dallari, dono de um invejável currículo nas fileiras vermelhas (e na academia em geral, a bem da verdade), cravou sem dó nem piedade (e tomara que comece a acreditar no que escreveu):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;"Por força da lei Municipal de SP 13.707/04, foi instituído o feriado municipal do 'Dia da Consciência Negra', a ser comemorado todos os dias 20 de novembro. A Lei municipal foi supostamente editada com base no artigo 11 da Lei Federal 605/49, a qual, todavia, somente autorizaria a instituição de um feriado religioso. Assim sendo, é forço concluir que, ao sancionar a Lei, Dona Marta assumiu as funções do Papa e canonizou um novo santo : 'São Zumbi'. A usurpação cometida é problema da igreja católica, mas a violação da Constituição Federal é problema de todos e cada um de nós, que, lamentavelmente, por desencanto ou por medo da pecha de racista, ou de ser integrante 'da zelite', toleramos mais essa pequena inconstitucionalidadezinha e assim seguimos convivendo com corrupçõeszinhas, assaltozinhos, estuprozinhos... acabando por achar tudo isso normal."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fosse da lavra de Olavo de Carvalho, Reinaldo de Azevedo, Rodrigo Constantino, ou mesmo nascido neste blog, seria coisa do tipo chover no molhado, mas vindo de onde vem é uma brisa nesse deserto. E que continue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-8967772651662169101?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/Si_5HxtlLJU/quando-os-porcos-vomitam-prolas.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/quando-os-porcos-vomitam-prolas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-5192058840404660473</guid><pubDate>Wed, 14 Nov 2007 18:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-14T16:28:44.392-02:00</atom:updated><title>O MITO MAIS PODEROSO DO MUNDO?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A psicóloga Marcela Ortolan envia interessante nota sobre a anedota abaixo dos porcos selvagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Gostei muito do texto que vocês enviaram sobre os porcos selvagens. Gostei tanto que gostaria de fazer algumas considerações. O objetivo do texto é fazer uma analogia entre o método usado na captura dos porcos selvagens e como as "agencias de controle" nos "domesticam" de acordo com os seus interesses sem que a gente perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descrição do procedimento usado na captura dos porcos selvagens é chamado, na psicologia, de processo de modelagem por aproximações sucessivas pelo do uso de reforço positivo. Acho interessante que a descrição deste processo esteja sendo usado como elemento de tomada de consciência, possibilitando que os leitores de tal texto, a partir do momento que conhecem uma forma de "controle", possam escolher qual a melhor forma de agir de acordo com os seus princípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante por que uma das criticas mais fortes ao Behaviorismo Radical é o fato de ele tornar claro estes "métodos de controle", afinal a existência destes vai de encontro ao que conhecemos como "livre-arbítrio". Alias, Goethe em 1774 – algumas décadas antes do surgimento do behaviorismo radical - já havia feito uma observação neste sentido no seu conhecido livro "Os sofrimentos do jovem Werther":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos os pedagogos eruditos são unânimes em afirmar que as crianças não sabem por que desejam determinada coisa; mas também os adultos, como as crianças, não andam ao acaso pela terra, e, tanto quanto elas, ignoram de onde vêm ou para onde vão; como elas, agem sem propósito determinado e, igualmente, são governados por biscoitos, bolos e varas de marmelo: eis uma verdade em que ninguém quer acreditar, embora seja óbvia, no meu entender." p. 15, Goethe, Os Sofrimentos do Jovem Werther. (grifo nosso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre tais criticas a resposta de Skinner era que ignorar o controle não faz com que ele deixe de existir, mas conhecê-lo possibilitaria uma real liberdade: a liberdade de escolher a qual controle gostaríamos de responder e/ou de criarmos nossos próprios controles. Por isso, foi com alegria que li o texto sobre "Como capturar porcos selvagens".&lt;br /&gt;Quanto ao texto gostaria apenas de fazer mais dois apontamentos. Primeiro: esses métodos não são exclusividade de nenhum tipo de governo: capitalistas, comunistas, socialistas, talebãns, PT, PV, PSDB... todos usam o mesmo método, alguns com de forma mais elaborada que outros. Por isso cuidado ao fazer avaliações fechadas quanto isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: esse procedimento é usado para coisas "boas" também. Na verdade, boa parte do que aprendemos é por este métodos. Poderia usar exemplos técnicos para ilustrar isso, mas vou usar a descrição de como formamos laços afetivos de amizade uns com os outros feita por Antonie de Saint-Exupéry no seu livro O Pequeno Príncipe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Por favor... cativa-me! disse ela.&lt;br /&gt;- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.&lt;br /&gt;- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! - Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...&lt;br /&gt;No dia seguinte o principezinho voltou.&lt;br /&gt;- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.&lt;br /&gt;- Que é um rito? perguntou o principezinho.&lt;br /&gt;- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!&lt;br /&gt;Assim o principezinho cativou a raposa." (grifo nosso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raposa foi se acostumando ao Princezinho assim como os porcos foram acostumando-se com a cerca. A cada dia ele chegava mais perto e ela foi se acostumando com a sua presença e com o tempo pode descobri-lo como agradável, como os porcos descobriram o alimento. Veja: fazer laços não é ruim. Pelo contrário, é algo que "dá sentido a vida" e por falar disso de forma tão simples esse livro fez e faz tanto sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo mesmo processo de reforçamento positivo e aproximações sucessivas aprendemos quase tudo na vida. A outra opção é por uso de punição, ao qual ninguém gosta de ser submetido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada pela atenção&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;Marcela Ortolan&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem, o caso é que se trata justamente de se perceber que se trata de um controle. Em política, algo assim só é tolerado apenas e tão somente se os cidadãos consentem expressamente com a coisa. O uso desse mecanismo de modo oculto é sempre uma tirania disfarçada. Que o ambiente nos molde por acaso é uma coisa, que um governo use recurso públicos para condicionar as pessoas a este ou aquele modelo social é coisa bem diversa. Conforme dito, parece que Skinner seria dessa mesma opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao pequeno príncipe, parece claro que o mesmo tem um olhar bastante efeminado, pejorativamente falando, da realidade. Afinal, que vantagem Maria leva em se aproximar da raposa? E não foi a mesma raposa, malandramente, quem bem lembrou que "tu te tornas responsavél por tudo que cativas?" Essa ingenuidade principesca é contraproducente ao sobreviver e, para quem por esse caminho se vai, não há elevação espiritual possível sem a sobrevivência corpórea; nem tudo que é bom para o corpo é bom para o espírito, mas tudo o que é mau para o corpo o é também àquele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-5192058840404660473?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/g4gXObgFuy8/o-mito-mais-poderoso-do-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>14</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/o-mito-mais-poderoso-do-mundo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-3537522552615789594</guid><pubDate>Wed, 14 Nov 2007 17:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-14T15:52:55.246-02:00</atom:updated><title>NATUREZA DISLÉXICA E DALTÔNICA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Se você é dos que acham que o mundo, o universo, a natureza possuem alguma lógica, aqui vai um fato bem contrário à idéia. Foi reverberada aqui (&lt;a href="http://ocontra-ponto.zip.net/arch2007-08-19_2007-08-25.html#2007_08-23_17_11_23-11352788-0"&gt;http://ocontra-ponto.zip.net/arch2007-08-19_2007-08-25.html#2007_08-23_17_11_23-11352788-0&lt;/a&gt;) a notícia sobre a pesquisa que encontrara no nariz a explicação para a diferença entre os sexos. Dos fatos escreveu-se o seguinte: &lt;span style="color:#663333;"&gt;Pessoal de Harvard e do Instituto Médico Howard Huges, capitaneados por Catherine Dulac, Jennings Xu e Tali kimchi, descobriram pode ser no nariz que se ache o pivô das diferenças entre os sexos de vertebrados, mais especificamente o órgão vomeronasal, responsável por detectar os feromônios. Pois os pesquisadores descobriram que fêmeas de camundongo, quando nascem sem o órgão, comportam-se como machos, inclusive subindo em outras fêmeas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dra. Catherine ficou particularmente surpresa: “os resultados são surpreendentes. Ninguém imaginava que uma simples mutação poderia induzir fêmeas a se comportar como machos”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Dra. Catherine tinha uma hipótese maluca de que se desligasse o dito órgão nos machos, estes passariam a se comportar como fêmeas. Ela levou a coisa adiante e acabou acertando. A natureza realmente não é lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, agora, é que ratinhos com o vomeronasal desligados realmente se comportam como fêmeas. E isto é uma maluquice, sem dúvida. Pense o seguinte: se você fosse montar um robô que repetisse o crescimento humano, desde antes da definição de sexos, colocaria um, digamos, programa que acionasse caracteres femininos ou masculinos conforme uma dada situação. Até aí, é o normal da coisa: se ocorrer X, então o robô se tornaria mulher, não ocorrendo, manter-se-ia homem (ou inverso, tanto faz). Mas para que dois programas? É o que a natureza fez, aparentemente, com os ratinhos. As fêmeas nascem com um botão “macho” desligado e os machos com um botão “fêmea” desligado. Considerando que a natureza, através de erros e tentativas, sempre acaba, por assim dizer, optando pela via menos custosa, afinal especialmente entre seres vivos, energia é algo realmente caro, esta mistura é um desperdício de material (e da energia usada na sua confecção), posto que é simplesmente inútil um gene com a mesma função, mas sinal trocado, em machos e fêmeas, algo como uma variável com mesmo sinal em ambos os lados de uma equação qualquer (porque se anulam são inúteis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...alguém pode dizer que talvez haja uma explicação: talvez o comportamento tenha muito pouco a ver com o corpo (o que também seria uma violação à lei do menor esforço reinante na natureza, em se tratando de produto acabado) e machos e fêmeas passem a se comportar como tal à medida em que identifiquem e, principalmente, se diferenciem do sexo oposto e, assim, um ratinho que não consegue identificar as fêmeas acaba se comportando como uma. O problema é que assim sendo não há razão alguma para que machos se comportem como fêmeas e estas como aqueles, porque o normal seria que ambos se comportassem de um só modo ao não identificar o sexo oposto. Esta hipótese, ainda mais maluca, traz uma questão pertinente: os comportamentos sexuais independem dos corpos? Se a resposta for positiva, é bem razoável assim pensar, então o homossexualismo ganharia mais uma base científica. Claro, sempre haveria o velho problema de se confrontar a moral vigente com a ciência, um erro crasso que vem se repetindo &lt;em&gt;ad nauseam&lt;/em&gt; por esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa dessas, em que pesem as ressalvas de sua pouco ou improvável aplicação a humanos, vem em reforço à idéia bem new age de que todo homem tem um pouco de mulher e vice-versa. Coisa clara e completamente inútil sob qualquer ponto de vista, posto que as relações entre ambos não precisam de tamanhas imbricações científicas para tomarem este ou aquele rumo. Mais uma vez: ciência não é para se opor à moral, é para melhor descrever o mundo natural. Com este conhecimento podemos, conforme seja mais ou menos razoável, alterar nossa moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, taí o braço bem torcidinho. Mas que a hipótese da Dra. Catherine era maluquice, lá isso era.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-3537522552615789594?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/m7GK4xNeZM0/natureza-dislxica-e-daltnica.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/natureza-dislxica-e-daltnica.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-7938496065493083638</guid><pubDate>Thu, 08 Nov 2007 19:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-08T17:06:40.967-02:00</atom:updated><title>CONTRA A MARÉ, TODO SOPRO É BEM VINDO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Longe de serem grandes filmes, mesmo para padrões Hollywoodianos atuais, vale a pena dar uma olhada em dois filmes nem tão recentes, que, de bom mesmo só tem a presença de dois medalhões em boa forma. É que ambos são inéditos em expor vertentes contra a corrente atual do politicamente correto. Já é o suficiente a pagar o ingresso e a pipoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um é o Mercador de Pedras, que defende cruamente a existência de uma guerra de civilizações, assunto nem sequer ventilado na cultura Timeseana atual; no elenco, Harvey Keittel, como um vendedor de pedras raras conquistador do mulherio, uma bizarrice que já paga o ingresso. O vendedor é um muçulmano integrante de uma célula terrorista, que vem a conhecer a esposa de um jornalista paranóico, mutilado das pernas num atentado. Deixa claro, e pode ser dito sem estragar o final, que os terroristas não querem algum espaço no mundo, querem é por abaixo a civilização ocidental. Fala claramente da versão wahabita do islã e da sua predominância na política do oriente médio, inclusive na Arábia Saudita, até hoje considerada aliada dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é Os Invasores, no qual se expõe exatamente o que vem a ser um mundo coletivista e em que as pessoas deixam seus interesses e emoções de lado em prol de um bem comum, outro tabu atacado de frente, já que impera para todo canto a idéia de que devemos agir na base do altruísmo; conta com Daniel Craig, o atual 007, num papel inócuo e numa atuação bem aquém e com a sempre e cada vez mais bela Nicole Kidman, numa boa atuação, pela falta de maneirismos, como a psiquiatra que encarna o lado ruim da humanidade, ou seja, aquele em que cada um cuida de si e procura não atrapalhar os demais e só. Um vírus alienígena começa a transformar as pessoas em seres insensíveis, que só fazem, digamos assim, o que é bom para todos, deixando de pensar e agir individualmente, posto que não possuem mais emoções, logo não são mais egoístas, ranzinzas, etc. Conforme se espalha, guerras vão se acabando, a violência diminui. Só que ninguém deseja mais nada, exceto servir à uma missão não muito bem esclarecida. No final, também sem estragar surpresa nenhuma, uma repórter pergunta a um cientista se de fato o vírus era carta fora do baralho, o qual responde apenas: você tem lido os jornais? O mais corajoso do filme é dizer que um mundo ideal só é possível se abdicarmos de nossa humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se dizer, mais uma vez, e que venham outras, que nem tudo está perdido, afinal. Parece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-7938496065493083638?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/asuNOhiZDks/contra-mar-todo-sopro-bem-vindo.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/contra-mar-todo-sopro-bem-vindo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-7199380461136795129</guid><pubDate>Thu, 08 Nov 2007 12:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-08T10:23:15.210-02:00</atom:updated><title>GRACINHAS VANGUARDISTAS (HÁ QUEM CHAME DE LITERATURA)</title><description>(Modernamente):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, conto erótico é um saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-7199380461136795129?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/zC8Mmz9gfYo/gracinhas-vanguardistas-h-quem-chame-de.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/gracinhas-vanguardistas-h-quem-chame-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1979034695214871330</guid><pubDate>Tue, 06 Nov 2007 19:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-11-06T17:51:14.049-02:00</atom:updated><title>ACASO FÚTIL</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Jogos de internet, trata-se de uma espécie de corrente para criar um piada sem fim, algo do tipo “complete a frase”. Tempos modernos, guerra pela audiência, uma incrível e inenarrável falta de tempo e mais uma tantada de outras coisas levam a equipe deste fixado rotativo a aderir a um. Autoria desconhecida, o que realmente pouco importa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Consiste este em pegar o mais próximo livro, abrir na página 161 e escolher a quinta frase completa ali constante. Repete-se no blog e indica-se em blog alheio. Fácil assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vindos de lados opostos, dois livros disputaram a categoria e não havendo modo razoável de resolver a pendenga, perderam os dois. Deu o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1) Mas serão retroativas, por serem atinentes a direitos pessoais puros e a direitos pessoais patrimoniais (os de crédito e os obrigacionais), as constantes, por exemplo, nos arts. 1565 a 1570, 1642, 1643 a 1652. (Curso de direito civil, volume V, Maria Helena Diniz)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2)Além disso, encontrando uma base evolucionária para o altruísmo, a sociobiologia mostra que o senso de justiça tem raízes profundas na mente das pessoas e não precisa contrariar nossa natureza orgânica. (Tábula Rasa, Steve Pinker)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não é que até por acaso se encontra algo para bater nos nossos amados intelequituáiz?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1979034695214871330?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/qT2yqrQqb4Y/acaso-ftil.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/11/acaso-ftil.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-3546778991484168976</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2007 16:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-31T15:04:05.550-02:00</atom:updated><title>GRADES DE MIGALHAS</title><description>Mais uma anedota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem.&lt;br /&gt;O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar seu governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível".&lt;br /&gt;No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"&lt;br /&gt;O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada.&lt;br /&gt;"Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca um outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo."&lt;br /&gt;Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficarão tão acostumados a ele que esquecerão como caçar na floresta, por si próprios, o seu alimento, e por isso aceitam a servidão." O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando-os para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídio para todo tipo de coisa, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social", medicina e medicamentos "gratuitos", sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha.  Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis" e também que "não é possível alguém prestar um serviço mais barato do que seria se você mesmo o fizesse". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-3546778991484168976?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/2vA4oZMW2_A/grades-de-migalhas.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/grades-de-migalhas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-2087852187500976800</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2007 16:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-31T14:49:29.739-02:00</atom:updated><title>ESMIUÇANDO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Capitalismo é o bônus do ônus.&lt;br /&gt;Bônus sem ônus é corrupção.&lt;br /&gt;Ônus sem bônus é ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-2087852187500976800?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/vY9jDv_ZAcc/esmiuando.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/esmiuando.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-244990301854638486</guid><pubDate>Mon, 29 Oct 2007 18:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-29T16:17:28.626-02:00</atom:updated><title>A RAÇÃO DA TARTARUGA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Discutam os çábios jurídikos o quanto quiserem, mas a razão pela tradicional e já absurda demora na “prestação jurisdicional” (em português usual: trabalhar) é bem simples: falta trabalho e sobra burocracia. Não são os recursos que emperram o processo, é juiz jogando tênis em horário de trabalho, é o excesso de carimbos e carimbadores, de assinaturas, de bobagens mil, cada vez mais anacrônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se, por exemplo, o caso do Fórum de Ribeirão Preto. Segundo o ilustríssimo e excelentíssimo doutor senhor diretor do mesmo, há tantos insetos por ali que se faz urgente a dedetização do prédio. Agindo com o rigor que se espera de um membro do judiciário, não titubeou e contratou o serviço, agendado para o dia 16 de novembro, exatamente entre a quinta 15, feriado, e o sábado 17. Simples assim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-244990301854638486?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/90jZYFJ6Rw4/rao-da-tartaruga.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/rao-da-tartaruga.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-2265710862645289145</guid><pubDate>Mon, 29 Oct 2007 18:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-29T16:10:16.085-02:00</atom:updated><title>A EMPOLATRIA ASININA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Copiando estilo alheio, trago a anedota abaixo e “depois volto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Um gerente de vendas recebeu o seguinte fax de um dos seus novos vendedores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seo Gomis o criente de Belzonte pidiu mais cuatrucenta pessa. Faz favor toma asprovidenssa. Abrasso, Nirso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximadamente uma hora depois, o gerente Gomes recebeu outro fax...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seo Gomis, os relatório di venda vai xega atrazado proque to fexando umas venda. Temo que mandá treis mil pessa. Amanhã tô xegando. Abraço, Nirso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seo Gomis, num xeguei pucausa de que vendi maiz deis mil em Beraba. To indo pra Brazilha. Abrasso, Nirso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seo Gomis, Brazilha fexo 20 mil. Vo pra Frolinopolis e de lá pra Sum Paulo no vinhão das cete hora. Abrasso, Nirso”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi o mês inteiro. O gerente, muito preocupado com a imagem da empresa, levou ao presidente as mensagens que recebeu do vendedor semi-analfabeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, homem muito preocupado com o desenvolvimento da empresa e com a cultura dos funcionários, escutou atentamente o gerente e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe as mensagens comigo. Vou ler e tomar as providências necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tomou... Redigiu de próprio punho o seguinte aviso, para ser afixado no mural da empresa, ao lado das mensagens de fax do vendedor Nirso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A parti de oje nóis tudo vamo fazê feito o Nirso. Si preocupá menos em iscrevê serto, modo vendê maiz. Acinado, O Prizidenti”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nossos invejáveis intelequituais são como o Seo Gomi, ainda que defendam o “direito” de cada um falar do jeito que bem entende, mas só, claro, quando se trata de falar contrariamente à gramática universal. É que por mais que digam que cada qual tem seu próprio modo de comunicar, no mérito, são exatamente como o gerente acima, cheios de fru-frus, mas substância mesma que é bom, necas. E dá-lhe discurso politicamente correto, com empolações e plumagens mil, mas conteúdo praticamente nenhum, quando muito. Usam e abusam da obscuridade, dos termos herméticos, das citações, do uso descontextualizado de informações científicas, mas ao fim tem-se o de sempre: pajelança, ritualismos e, claro, a idolatria desmedida pela ditadura “esclarecida”. No frigir dos ovos, em miúdos, no português claro, quase sempre é disto que se trata com estes nossos amantes do poder. Não se deixe enganar, por mais que defendam o modo Mano Brown de ser e falar, eles não são um Nirso, não vendem, não produzem, não comunicam, eles são só mais um Seo Gomi, preocupados em discutir tudo e fazer nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-2265710862645289145?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/gWKC2L6TxY0/empolatria-asinina.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/empolatria-asinina.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-981220151602269242</guid><pubDate>Tue, 23 Oct 2007 18:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-23T16:10:57.794-02:00</atom:updated><title>KIERKGAARDIANAS - OU, RIDUM EST</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Como já foi dito aqui, noutra oportunidade, é atribuído a Kierkgaard o seguinte; um homem que não ri de si mesmo não merece ser levado a sério. Nessa esteira, convém reverberar esse texto sobre blogs, contribuindo ao final com um auto-sarcasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A GALINHA ATRAVESSOU A RUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, atravessou. Foi de uma calçada até a outra e chegou sã e salva. Ponto final. Mas como é que alguns colunistas e blogueiros noticiariam tal fato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emir Sader&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O neoliberalismo e a imprensa golpista fizeram com que a galinha se exilasse no outro lado da rua. Estamos encaminhando um abaixo-assinado para evitar que isso se repita e protestar contra essa direita pavorosa que suprime os direitos dos galináceos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reinaldo Azevedo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Deu na Folha, volto depois: "Galinha Atravessou a Rua - Uma galinha foi de uma calçada para a outra, chegando sã e salva".&lt;br /&gt;Voltei&lt;br /&gt;Viram só? É mais um petralha fugindo! Eles só sabem fazer isso! Fugiu, amarelou! Foi para o outro lado da rua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mino Carta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Lembro com certa nostalgia quando nos sentamos, para uma conversa amigável, o cônsul-geral da Itália em São Paulo, o então correspondente internacional do Le Monde, eu… e a galinha! Ela lá estava, sempre quieta, sempre a beber moderadamente seu Blue Label. Num dia, falaram sobre atravessar a rua. E me lembro bem da conversa, pois tenho comigo minha memória, e sem dúvida é esta a maior riqueza dos justos. Pois então:a galinha, até então sempre quieta e reservada, naquele dia achou de dizer que jamais faria isso. Gritou, e eu lembro, que jamais atravessaria a rua. Coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olavo de Carvalho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A travessia da galinha é pura manobra baseada nos princípios gramscianos em que se funda a atual corja comunista do Brasil. Tentam, com isso, desviar nossa atenção, fingindo que tal fato é uma notícia. Ao mesmo tempo, obviamente, estão aí, a olhos vistos e em plena luz do dia, cumprindo com todos os protocolos estabelecidos pelo Foro de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo Henrique Amorim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A galinha foi chutada pelo Governador Eleito José Serra&lt;br /&gt;- E a mando da Rede Globo&lt;br /&gt;- Ou então foi Serra que mandou a Globo chutá-la.&lt;br /&gt;- Ou então a galinha fugiu de ambos, que seguramente a chutariam.&lt;br /&gt;- Ou então os dois são a galinha, e fugiram provavelmente com medo.&lt;br /&gt;- Bom, sei lá. O que quer que tenha havido, é culpa do Serra e da Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diogo Mainardi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A galinha foge de Lula. A galinha não agüenta Lula. A galinha não quer mais ouvir falar de Lula. A galinha até votou em Lula, mas se arrependeu. A galinha vaiou Lula, mas tem medo de confessar. Querem que sejamos galinhas. Enquanto isso, ouve-se do Planalto: Cocoricó! Cocoricó! Cocoricó!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luis Nassif&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho aqui (ver em pdf) o estudo realizado por cinco cientistas de Omsk intitulado "Travessia de Galinhas". Sobre isso, inclusive, falei na semana passada (ver aba "Galinha Atravessando a Rua"). O leitor Parmênides trouxe impressionante contribuição que transcrevo a seguir, com gráficos e tabelas. É um trabalho interessante, de fato. E aguardo, para amanhã, uma dissertação de mestrado que joga um pouco mais de luz sobre essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Josias de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Galinha Foi a Pé&lt;br /&gt;(algum gif animado bem sem graça, como uma galinha pulando, ou caminhando infinitamente, ou algo do gênero)&lt;br /&gt;Em tempos de caos aéreo, as galinhas precavidas fogem dos aeroportos e preferem atravessar a rua caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qualquer Blog de Direitista Truculento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acabou-se a moral! É hora de se tomar de volta o poder deste país, para restabelecer a ordem! Quem terá coragem de fechar esse Congresso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qualquer Blog de Esquerdista que Baba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A culpa é do PFL e do PSDB e do capitalismo e do neoliberalismo e das multinacionais e dos transgênicos e do aquecimento global e da globalização e da Globo e da mídia golpista e do açlskjdfaçlskdjfaçdkfj…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Noblat&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O deputado Hermenegildo Cloaquinha, membro da "CPI da Galinha", informou por telefone que a galinha é na verdade um pato. E não atravessou a rua, mas sim um rio.&lt;br /&gt;(meia hora depois)&lt;br /&gt;O deputado voltou atrás, negando que dissera aquilo tudo. Então, prevalece a versão de que foi uma galinha que atrevessou a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, neste amado, invejado e idolatrado blog seria assim:&lt;br /&gt;Há coisas e coisas e convém separá-las e assim mantê-las. Do acontecido mais falado destes tempos, a travessia da galinha, nossos amados inteliquituais asseveram que é por pressão da sociedade consumista. É fato que a galinha realmente atravessou a rua em direção a uma loja, saída que vinha duma agência bancária. Os dotôs, contudo, não informam, porque não sabem ou porque não querem, que a tal loja era de aparelhos ortopédicos, precisada que estava de uma bota do tipo. Também não dizem que ela tentou conseguir o tal sapato especial no SUS, mas não conseguiu e ainda bateu às portas do judiciário em busca de uma liminar, o qual, depois de ministros das altas cortes ganharem umas viagens pagas pelo ministério da saúde, começou a mudar seu entendimento a respeito da obrigação do estado fornecer remédios e similares a todos quantos precisem, dizendo agora que obrigar a cumprir sua obrigação provocará a quebra do mesmo, como se não houvesse dinheiro suficiente sendo tungado da população economicamente ativa. Tampouco lembram que o tal empréstimo conseguido no banco só foi possível porque ela hipotecou sua chácara, comprada com o suor de anos de trabalho. Para variar, nossos çábius confundem os fatos com as versões, criadas por eles mesmo, coisa que muita gente chama de devaneio, outros, conforme o contexto, de paranóia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-981220151602269242?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/7SYiO0LvSvM/kierkgaardianas-ou-ridum-est.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/kierkgaardianas-ou-ridum-est.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1218606885163585015</guid><pubDate>Sun, 21 Oct 2007 18:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-21T17:06:44.983-02:00</atom:updated><title>PRI</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Do Millor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I Agora o senhor aprendeu, doutor Renan Calheiros: "Amigos, amigos, amizades à parte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II E que vão para o inferno os burocratas (uma praga indestrutível e inevitável, e insubstituível, desde que o pré-homem inventou a civilização) que, mais uma vez, jogam em cima de mim esse maldito "horário de verão". Com o qual mexem no meu dia-a-dia e invadem meu metabolismo. Repito, e não repito mais: só respeito um Verão, a Vera (Fischer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III Sempre que vejo a campanha e a arrecadação gigantescas do Criança Esperança, me vem logo o pensamento: "Vai faltar criança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV Toma nota aí, pessoal – todo mundo saiu do armário. Os jornais contam que havia aproximadamente 2 milhões de pessoas na parada gay, em Copacabana. Afetado, digo pro meu amigo Rebelo: "Bróder, diante desses números, não há como negar: um de nós dois é".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V Este ano o Brasil atingiu o recorde anual de vendas de automóveis: 2 milhões de veículos. E eles comemoram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI Pela segurança, entusiasmo e capacidade de convencer a patuléia, inteleqtuais incluídos, de qualquer absurdo de que nem ele mesmo sabe do que se trata, desconfio muito que Lula andou lendo Mein Kampf. Vai ver que até em alemão. Só que Hitler era muito mais culto. Mais safo. E com inimigos mais definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII Ninguém diz que é de direita, essa posição maldita. E de esquerda, essa posição sacrossanta, é quem diz que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII Fenômeno internacional – verifiquem em qualquer língua –, querem dizer década e escrevem milênio. Exemplos: "na década de 1970", "na década de 1830", "na década de 1710". Pô, pessoal de todas as línguas, década se refere a 10 anos, não a século, muito menos a milênio. O certo, compreensível, é escrever: "Na década de 70, na década de 20, na década de 50". Olhem, coleguinhas intelequituais, arranjem maneira de deixar claro a que década estão se referindo. Não joguem o problema em cima do leitor, que já está fazendo o sacrifício de ler vocês.&lt;br /&gt;em cima do leitor, que já está fazendo o sacrifício de ler vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX Ainda vale citar Lenine: "O que é um assalto a um banco diante de um banco?". Ou é melhor melhorar Lenine?: "O que é um assalto a um banco quando os bancos nos assaltam por meio de tarifas, tarifas, tarifas e registros contábeis misteriosos, até indecifráveis?". Sem que os banqueiros se arrisquem. Nos assaltam em casa. Sem sair de casa. Leio que nas obras do Metrô de São Paulo um dos lados da abertura não se encontrou com o do lado oposto. Os construtores se justificaram: adotaram a estratégia chinesa de construção, no tempo em que a China ainda não era um país capitalista. Como lá havia pouca engenharia e muita mão-de-obra, eles colocavam 1 000 trabalhadores num lado da montanha e 1 000 do outro lado. Se se encontrassem, faziam um túnel. Se não se encontrassem, faziam dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X Leio que nas obras do Metrô de São Paulo um dos lados da abertura não se encontrou com o do lado oposto. Os construtores se justificaram: adotaram a estratégia chinesa de construção, no tempo em que a China ainda não era um país capitalista. Como lá havia pouca engenharia e muita mão-de-obra, eles colocavam 1 000 trabalhadores num lado da montanha e 1 000 do outro lado. Se se encontrassem, faziam um túnel. Se não se encontrassem, faziam dois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1218606885163585015?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/c-VL6w393pY/pri.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/pri.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-4338997637948097594</guid><pubDate>Thu, 18 Oct 2007 19:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-18T17:58:32.636-02:00</atom:updated><title>GAGAÍSMO GENIÁTRICO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A inveja é uma merda, certo. E é pecado, certo também. Mas que temos, temos. E é razoável, de certa forma, que a tenhamos, afinal, nos serve de impulso muitas vezes. Por que não invejar Ghandi ou Pelé que seja? Sabedoria e talento não exatamente males a serem evitados. Por exemplo, alguém pode invejar pessoas que, de algum modo, fazem do mundo um lugar um pouco diferente, marcam presença na história. Claro, convém saber da história toda, para não se meter a defender bandidos, como Rimbaud, o poeta traficante de mulheres. Digamos os doutores James Watson e Francis Crick, que acabaram por, digamos assim, inventar a genética, cujas contribuições, para o bem e para o mal já mudaram a cara do mundo, descobridores do DNA, RNA e da estrutura helicoidal do primeiro, a famosa dupla-hélice. Como muitos outro gênios da ciência, alternam teorias fantásticas com bobagens homéricas, como a recentemente deflagrada, a de que negros são menos inteligentes do que brancos porque é uma obviedade que seres geograficamente distantes não podem ter a mesma evolução. Humanos, erram mais que acertam, perdoa-se, mas é de se registrar a besteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tese, que será parte de um livro de lançamento em breve, já foi defendida por outros dois picaretas, autores do livro “A curva do sino”, em que pretendiam provar de uma vez por todas que negros são inferiores a brancos. A pesquisa mostrou-se fraudulenta e o livro caiu no esquecimento. Watson chega a dizer que o fato de querermos que a humanidade seja igual não fará com que efetivamente seja. Tem toda razão o doutor, mas não há fato algum que evidencie que seres de uma mesma espécie possam ter diferenças significativas num curto período de tempo, bio-geologicamente falando, por mais que grupos se desenvolvam em distancias razoáveis. Fosse assim, grosso modo, os cães da África miariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema todo começa, claro, no conceito de inteligência. O mais sintético, e, por isto mesmo, menos controverso, conceito de inteligência dá conta de que esta é a capacidade de adequar os meios aos fins. Difícil imaginar que negros não sejam igualmente capazes a brancos na hora de decidir qual ferramenta usar para fixar uma tábua na parede, se uma chave de boca ou um martelo. É bom lembrar que, embora nos seja uma nota deveras distintiva, a inteligência, não é um fator determinante na sobrevivência de uma espécie. Mesmo ampliando-se o conceito, temos que alterações do potencial cognitivo levam centenas de milhares de anos, ou mais, bem mais do que o tempo em que grupos humanos se espalharam mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência atual não fornece nenhuma evidência de que haja diferenças genéticas a produzir significativas diferenças cognitivas entre dois homens. Antes pelo contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que o doutor Watson diz coisas polêmicas, ele já atirou contra as mulheres e a favor da melhoria genética da espécie humana, um upgrade da eugenia nazista. Pode ser que o faça para causar polêmica mesmo, para atrair mais interessados nos seus projetos. Um deles, o mapeamento genético humano, já se exauriu e talvez ele esteja buscando novas fontes de recursos. Infelizmente, também a ciência precisa de marketing para se manter e, neste sentido, falem mal mas falem de mim é uma máxima poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém lembrar que nem tudo que um cientista diz é científico. Esta aí a prova.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-4338997637948097594?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/o4DsDhOpB9I/gagasmo-genitrico.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/gagasmo-genitrico.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-7253402137004195240.post-1354052397348475017</guid><pubDate>Mon, 15 Oct 2007 15:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-15T13:40:19.411-02:00</atom:updated><title>2+2=2+1</title><description>&lt;div align="justify"&gt;É uma atrás da outra com esses nossos intelequituáiz. Um doutorzão, adevogado, constitussionalizta, dotô Alexandre de Moraes, defende o projeto dos chips da prefeitura paulistana. Ele diz hoje na FSP que o povo pode ficar tranqüilo, que não há chance de os bandidos obterem acesso aos dados recolhidos pela prefeitura porque, textualmente, “&lt;span style="color:#006600;"&gt;serão absolutamente sigilosos, sem nenhuma utilização fora das hipóteses legais, como já ocorre em outras metrópoles, como Londres (Inglaterra) &lt;/span&gt;". É gentileza o MEC cassar o diploma dos asnos que ensinaram esse dotô (ruim é a parteira...), pois ele não sabe que bandidos são bandidos porque não respeitam a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que o camarada escreve livros para estudantes de direito. O futuro se torna cada vez mais sombrio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7253402137004195240-1354052397348475017?l=blogcontraponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Contra-ponto/~3/tZ7WLzZWjRU/2221.html</link><author>noreply@blogger.com (John)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://blogcontraponto.blogspot.com/2007/10/2221.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

