<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>À Conversa com Pais</title><description>Psicologia Educacional e Psicoterapia</description><managingEditor>noreply@blogger.com (  Non Stop Family)</managingEditor><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 20:30:04 +0100</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://aconversacompais.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>Psicologia Educacional e Psicoterapia</itunes:subtitle><itunes:category text="Education"/><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email></itunes:owner><item><title>Prevenir e lidar com a indisciplina em sala de aula - Encontros com professores</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2012/04/prevenir-e-lidar-com-indisciplina-em.html</link><category>Encontros</category><category>indisciplina</category><category>lidar</category><category>Prevenir</category><category>professores</category><category>sala de aula</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 12:54:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-1438590076223449125</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs_P-ewRBgyaBb2N1LKtdVCLrakQZm6KsOu6k5xIACTpjPw-pXBE1RvjHNBucHEzfag2_P9ANevDkrA1dRo6lXdVv015wArBoKSyaKREYk4cHQqS2qtIvpDY7dJwL6cctoP_pi_nv5YSA/s1600/we+can+change+the+world.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 247px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs_P-ewRBgyaBb2N1LKtdVCLrakQZm6KsOu6k5xIACTpjPw-pXBE1RvjHNBucHEzfag2_P9ANevDkrA1dRo6lXdVv015wArBoKSyaKREYk4cHQqS2qtIvpDY7dJwL6cctoP_pi_nv5YSA/s400/we+can+change+the+world.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5733450887019376530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;Introdução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Dum modo geral, uma das grandes dificuldades apontadas pelos professores no exercício da sua actividade encontra-se directamente ligada à indisciplina na sala-de-aula. Este parece ser um desafio transversal, atingindo os professores principiantes na carreira, como os mais experientes&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Tal leva a uma reflexão sobre um conjunto de estratégias e competências profissionais directamente ligadas à gestão da sala de aula que os ajude, professores, no desempenho do seu papel.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Antes de mais, existirá uma procura e apelo a um trabalho conjunto, através da partilha de saberes e experiências entre psicólogos e professores, visando contribuir para o nosso desenvolvimento profissional e motivação e, deste modo, conseguir resultados positivos no comportamento e aprendizagem dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;É mais fácil para uma criança disruptiva “reinar” quando os professores trabalham em separado, do que quando trabalham em conjunto. Deste modo, uma coerência e firmeza comum na aplicação das regras face à indisciplina da aula combate a confusão por parte dos alunos e evita que, paralelamente, se tornem mais indisciplinados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;Funções e finalidades dos “desvios às regras”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A razão dos comportamentos disruptivos são sempre variadas, e a leitura dos mesmos só se pode realizar tendo em conta múltiplos aspectos, como a acção ou a situação vivida no momento do incidente, a história relacional da turma ou do aluno com determinado professor, o período do dia ou do ano lectivo, entre muitos outros factores (Amado &amp;amp; Freire, 2002).  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Segundo Kauffman (&lt;i&gt;in &lt;/i&gt;Lopes &amp;amp; Rutheford) “ a característica marcante em crianças com perturbações do comportamento é a confusão.  Confusão sobre quem são, sobre o que se espera delas, onde pertencem no meio social que é a escola e sobre como poderão obter a gratificação que muitas outras parecem obter tão facilmente. São, habitualmente, crianças com poucas habilidades sociais, e com fracas capacidades de resolução de problemas.  Estas lacunas, com facilidade, são transportadas para a relação com os professores e, frequentemente, geram menos suporte por parte dos mesmos.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Em contexto de sala-de-aula, as causas destes comportamentos podem estar ligados a diversos factores (quer de ordem psicológica, psicossocial ou pedagógica). Não sendo o nosso intuito abordar de um modo profundo a origem destas atitudes, importa igualmente salientar que, em dado momento, a maioria das crianças apresenta um ou outro comportamento disruptivo, o que leva à difícil definição de aluno perturbador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;Definição de aluno perturbador&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Esta não é, sem dúvida, uma definição fácil e, provavelmente, cada um de nós possuirá uma ideia própria sobre o que é uma criança perturbadora em sala de aula. Graubard (&lt;i&gt;in &lt;/i&gt;Lopes e Rutherford) dá uma definição das perturbações comportamentais dos alunos em que, com rigor, se evidencia o tipo e o grau de severidade de comportamentos de um aluno seriamente perturbador: “Definem-se as incapacidades comportamentais como sendo um tipo de comportamentos excessivos, crónicos e desviantes, que vão desde os actos impulsivos e agressivos até aos actos depressivos e de afastamento, que frustram as expectativas do receptor no que diz respeito àquilo que considera ser adequado e que o receptor quer ver eliminados.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No DSM-III-R os comportamentos perturbadores são definidos do seguinte modo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;“Esta sub-classe de distúrbios é caracterizada pelo comportamento social perturbador, o qual é frequentemente mais penoso para os outros do que para a pessoa que exibe o distúrbio.  … Constitui-se num padrão de conduta persistente, que viola os direitos básicos dos outros e as principais normas ou regras da sociedade apropriadas para a idade”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Com naturalidade, não se procura que o papel dos professores passe pela definição psicopatológica da criança com perturbações de desenvolvimento, até porque, nos casos em que tal se verifique, a solução passa sempre pelo pedido de ajuda dum técnico especializado.  E, felizmente, a maioria dos comportamentos perturbadores nas aulas não estão directamente ligados a padrões alterados de desenvolvimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A verdadeira questão é que, alunos que apresentam com frequência comportamentos disruptivos são, habitualmente, mais difíceis, obrigam a um maior dispêndio de tempo e energias e, com vasta frequência, tornam o papel educativo do professor mais frustrante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Podemos, com muita razão e legitimidade, referirmo-nos à demissão por parte de muitas famílias, a políticas educativas menos correctas, entre outras questões que prejudicam a actividade lectiva directa ou indirectamente. No entanto, o papel do professor é (e será) extremamente importante na forma como uma aula é gerida e influencia, de modo decisivo, o comportamento dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;O papel do professor na prevenção de comportamentos disruptivos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Mais do que teorizar sobre as razões dos problemas de comportamento, importa falar sobre o papel do professor para, numa primeira instância, prevenir comportamentos disruptivos e, quando não possível, em modificar a conduta dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Se o papel do professor sempre esteve confinado à transmissão de conhecimentos, verificou-se uma necessidade de evoluir e, actualmente, além desse papel, vê-se impelido a ser um gestor de sala-de-aula, um organizador da aprendizagem e, além das competências didácticas inerentes à matéria que lecciona, deverá ser portador dum rol de competências relacionais que lhe permitam de modo eficaz fazer face aos desafios com que se depara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Diferentes estudos e autores defendem que as habilidades dos professores favorecem de modo preponderante o aumento de interacções positivas dos alunos. Deste modo, ao iniciar-se um novo ano lectivo, a grande questão que se coloca em termos educativos está em saber que tipo de grupo uma turma se virá a tornar. E aí, o professor, enquanto líder, pode claramente exercer uma influência importante na definição do grupo. As turmas podem percorrer toda a escala, desde um grupo de indivíduos egocêntricos, até um grupo com funcionamento harmonioso, em que cada indivíduo só o pode ser enquanto membro do grupo. O objectivo é que seja o professor a definir a atmosfera da sala de aula e os objectivos educacionais com base nas suas necessidades, ao invés de ser a turma a definir o papel do professor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;O modo como o professor utiliza determinados conceitos e ferramentas pode ajudar significativamente a promover o desenvolvimento do grupo como um todo, e o individual, através da educação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;Interacção professor aluno/diferentes estilos de gestão da sala de aula por parte do professor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Na gestão da sala de aula, o professor é o líder formal do grupo-turma (Estanqueiro, A. 2010).  Esta qualidade de liderança depende muito das qualidades pessoais do professor e, essencialmente, do estilo de relação que adopta na relação com os alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Tendo em vista o contexto em que nos centramos (1ºCEB), temos que ter sempre em conta que, quanto mais novo é o grupo de crianças, mais decisiva é a componente relacional. Para aprender, as crianças precisam gostar de quem lhes transmite a informação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A investigação (Amado, 2001; Maya, 200; Carita, 19923; Freira, 1990; &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Amado &amp;amp; Freire, 2002) revela que os alunos esperam que os professores actuem com autoridade e poder dentro da sala de aula. O grande problema que se verifica é na gestão equilibrada dos poderes e na queda nos extremos (autoritarismo e permissividade).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;Estilos de gestão de sala de aula:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Autoritarismo: &lt;/b&gt;este modo de ensino é, de certo modo, caracterizado como um abuso da autoridade, pela rigidez, agressividade, repressão e prepotência. As atitudes do autoritário são de vigilância constante e de distanciamento afectivo.  Estes professores, com frequência, desencorajam as discussões e os trabalhos de pesquisa, exigem obediência estrita, castigam frequentemente e raramente elogiam;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Permissivo: &lt;/b&gt;o professor permissivo cria muitas situações de perfeito descontrolo na aula. Permite que os alunos se sintam perfeitamente à vontade, as suas decisões têm como centro de preocupações o bem-estar académico dos alunos mais do que as preocupações académicas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Indiferente:&lt;/b&gt; característica dos professores desmotivados, que gerem a aula numa rotina diária, procurando ser o menos incomodados possível. Aulas pouco interessantes, em que pouco ou nada de interessante ocorre;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Assertivo: &lt;/b&gt;professor que se sabe fazer respeitar, começando por respeitar os alunos. Acredita neles e confere-lhes responsabilidades, censura e admoesta recordando a regra, tem em conta os comportamentos e não a pessoa.  É aquele que sabe elogiar quando devido, mas que consegue castigar caso necessário, desde que a punição obedeça aos princípios da razoabilidade, adequação e consistência.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;Competências de gestão da sala de aula para prevenção da indisciplina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No que respeita à gestão da sala de aula para prevenção da indisciplina, distinguem-se, do ponto de vista temporal, diferentes estratégias que serão aqui tratadas, nomeadamente:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;1-&lt;/b&gt; Estratégias de início de ano lectivo; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;2-&lt;/b&gt; Estratégias para o início da aula;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;3-&lt;/b&gt; Estratégias de vigilância e controlo dos comportamentos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;4-&lt;/b&gt; Estratégias de manutenção da motivação dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;1- Estratégias de início de ano lectivo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;O primeiro encontro entre o professor e os alunos é fundamental para deixar uma imagem positiva, não existindo uma segunda oportunidade para deixar uma primeira impressão. Nesse sentido, deixam-se algumas ideias para esse momento:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;No início do ano lectivo, verifica-se a necessidade de transmitir uma imagem de autoridade, organização, usando e abusando de atitudes de firmeza e segurança, consistência, e uma intervenção pronta face à ocorrência de comportamentos de indisciplina.  Não sendo apologistas da expressão “não sorrir até ao Natal”, o recomendado passa pela recepção ao aluno de um modo caloroso, mas formal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Procurar adquirir informação sobre o grupo para, o mais depressa possível, tratá-los pelo nome.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Elaboração da planta da sala, de modo a facilitar a organização dos alunos, bem como a identificação por parte do professor;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Estabelecimento de regras claras que regulem diversos aspectos do quotidiano da sala (como são exemplo o modo de participar na sala; deslocações pela mesma; comunicar com o professor e com os colegas; organização da sala; entre diversos outros aspectos que os professores considerem fundamentais).  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Regras das Regras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Regras de conduta para o estabelecimento das regras da sala-de-aula:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;1-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;As regras devem ser simples, claras, positivas e funcionais. Por exemplo, a regra “não falar para o lado”, é impossível de ser cumprida, o que acaba por minar a credibilidade do professor que, ao fornecer uma regra que não se pode cumprir, transmite subliminarmente a mensagem de que não é só aquela, como provavelmente muitas das suas regras, não são para cumprir;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;2-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Os alunos, além de compreenderem as regras, devem compreender e aceitar a sua necessidade;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;3-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Sempre que possível, as regras fundamentais deverão ser explicitadas e explicadas no primeiro dia de aulas. Curiosamente, ao contrário do que é costume pensar, as crianças preferem professores que são claros no esclarecimento de regras e firmes no seu cumprimento;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;4-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;As regras, uma vez estabelecidas, deverão ser cumpridas – esta é uma área em que professores eficazes e ineficazes apresentam diferenças vincadas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;5-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Sempre que possível, o envolvimento da turma na definição das regras resultará, certamente, numa melhor aceitação das mesmas.  Ao contrário do que se possa pensar, a negociação com os alunos não representa perda de autoridade por parte do professor. Quando os alunos são convidados a participar nas actividades, sentem-se mais empenhados em cumpri-las;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l2 level1 lfo3;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;6-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;As regras deverão ser sempre enunciadas pela positiva (enunciar o comportamento a realizar, ao invés do que não se deve realizar; ex.: “entrar devagar na sala-de-aula” ao contrário de “não entrar a correr”).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Privilegiar actividades em que se trabalhe com o grupo no seu todo permite uma mais rápida aprendizagem dos comportamentos e procedimentos desejados pelo professor, ao invés de subgrupos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Manifestar expectativas positivas em relação ao comportamento e aproveitamento de todos os alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;2- Estratégias para o início da aula &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt; Torna-se necessário que o professor imponha e lidere o ritmo e a ordem do início da aula. Nesse sentido, importa que:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;O professor deve estimular a entrada dos alunos na sala, estando atento à mesma (não escrever no quadro ou realizar outras tarefas).  A entrada e saída de alunos da sala-de-aula deve obedecer a regras claras).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Existir um momento específico (rotina) que marca o início da aula – o sumário é um óptimo exemplo, mas pode ser outro à medida do professor e da turma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;3- Estratégias de vigilância e controlo dos comportamentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;-  &lt;i&gt;Scaning&lt;/i&gt; visual; &lt;/b&gt;Trata-se duma competência fundamental para o controlo dos acontecimentos na sala de aula. Consiste em que o professor, através do olhar, evidencie de modo sistemático a sua presença e o seu nível de consciência quanto à marcha dos acontecimentos. Permite ao adulto prever o rumo dos acontecimentos, nomeadamente aqueles que podem perturbar a aula, conseguindo antecipar-se-lhes, evitando a sua instauração. Se utilizado sistematicamente, possibilita que os próprios alunos percebam que o professor está a par do que eles estão a realizar;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt; Movimento em sala de aula; &lt;/b&gt;Complementam a acção do “&lt;i&gt;scanning&lt;/i&gt; visual”, uma vez que faz com que os alunos sintam uma maior presença do professor se este tiver uma componente visual e uma componente de proximidade física. Além de permitir que o professor veja comportamentos impossíveis de observar quando junto ao quadro, o facto de poder estar nas costas dos alunos (fora do seu campo de visão) é fortemente inibitório de comportamentos fora da tarefa;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;Sistema de sinais (marcadores);&lt;/b&gt; Dentro da dinâmica de sala de aula, o professor pode utilizar um conjunto de “sinais” que servem para organizar e sinalizar o rumo das actividades da sala, bem como para advertir um aluno ou grupo. Um conjunto de sinais que permita uma comunicação rápida e fácil, que possa transmitir às crianças quando é o momento de falar, de fazerem silêncio, de participar (entre outros exemplos), devem fazer parte das rotinas de sala, as quais, com um mínimo dispêndio de tempo, permitem um máximo de eficácia de acção;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;☺ &lt;/span&gt;Separar alunos mais perturbadores&lt;/b&gt;, bem como procurar que não estejam distantes do professor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;4- Estratégias de manutenção da motivação dos alunos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Realizar uma frequente monitorização do trabalho dos alunos, através da observação do modo como executam as tarefas propostas, dando apoio para superarem dificuldades, feedback, entre outros;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Estimular o interesse dos alunos, mandando-os ao quadro, colocando questões de forma aleatória, procurando distribuir a atenção por todos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Variar as estratégias de ensino/aprendizagem, utilizando material audiovisual, ou outras técnicas de suporte visual; actividades experimentais; trabalhos de pesquisa; trabalhos de grupo; entre outros;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Dar vivacidade à aula e evitar discursos monótonos. Transmitir motivação, procurar manter um ritmo de aula adequado, procurando evitar abrandamentos no fluir das actividades, mas com transições suaves entre estas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Ter as crianças ocupadas e procurar minimizar tempos mortos. Ajuda:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;- Atribuir tarefas adicionais aos alunos mais rápidos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;- Retomar rapidamente o curso da aula no caso de interrupção;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;- Evitar usar o quadro por períodos de tempo muito prolongados;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:35.4pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;- Iniciar as actividades imediatamente após ter dado instruções (fornecer sempre instruções claras sobre a tarefa a realizar, para que os alunos se inteirem do que se pretende e espera que façam). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Certificar-se sempre que os alunos concluíram a tarefa a realizar antes de transitar para a seguinte. Se necessário, aguarde que a conclua;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Sistema de cargos. Atribuir tarefas concretas e responsabilidades ajudam a incentivar a participação dos alunos, aumentando a sua motivação e interesse.  É especialmente útil para as crianças mais problemáticas, pois pode permitir que se sintam mais capazes e parte do processo da aula e, determinados cargos que obrigam a uma maior mobilidade dentro da sala, pode permitir controlar quem tem maiores dificuldades em ficar imobilizado por longos períodos de tempo. Ex. de cargos na sala-de-aula:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;            - Responsável pela distribuição de material;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;            - Responsável pela arrumação dos livros;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;            - Encarregado da saída e entrada nas aulas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;            - Entre outros diferentes momentos ou tarefas comuns na sala-de-aula.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Utilizar uma linguagem clara e acessível;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Enquadrar os conteúdos fazendo a ponte com conhecimentos anteriores dos alunos e fazer uso das suas sugestões/contributos positivos para a aula;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Explicitar o interesse e a ligação das matérias leccionadas a nível da ligação com a realidade fora da escola, e a sua relevância para o futuro dos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;Estratégias de mudança de comportamento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;Reforço social positivo: &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;“Acto que consiste em dar a um indivíduo uma resposta socialmente recompensadora (consequência positiva) após a ocorrência do comportamento, o que faz com que a frequência deste tenda a aumentar” ( Lopes &amp;amp; Rutheford, 2001).  Ao falarmos de reforços sociais referimo-nos ao elogio, à atenção positiva e ao feedback positivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;São exemplos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Um sorriso;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Um bom marcado num exercício;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Expressões como “bom trabalho” ou “estou muito orgulhoso do teu trabalho”;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Um toque afectuoso no ombro ou costas do aluno;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Um comentário sobre um comportamento correcto do aluno, como por exemplo (entraste muito bem na sala de aula);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Expor publicamente o trabalho da criança;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Utilizar algum distintivo como prémio (reforço simbólico);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Falar com os pais, valorizando os seus trabalhos e qualidades;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Ser o primeiro a ir para o recreio;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Elogiar o trabalho duma das crianças com dificuldades, a fim de estimular as restantes;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Escrever comentários nos trabalhos das crianças;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Comentários positivos sempre que possível;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Conversar agradavelmente com as crianças;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Dedicar especial atenção a uma criança em particular sempre que se mostre oportuno;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;. Permitir que a criança exiba o seu trabalho para o grupo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Aqui vem o conceito de igualdade, que também passa pela diferença de comportamento. Sabemos bem que, determinados alunos precisam de mais reforços sociais que outros, especialmente quando estes salientam comportamentos positivos dos mesmos. Esses reforços fazem a criança sentir-se notada pelo professor, e podem prevenir que as crianças se façam notar pelos mesmos de forma disruptiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Importante: &lt;/b&gt;Reflectir sobre como é muito mais fácil para nós adultos salientarmos (ou chamarmos à atenção) as crianças pelos comportamentos negativos que apresentam, ao invés dos positivos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red"&gt;Linhas de orientação para utilizar de modo mais eficaz o reforço social:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b&gt;1-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;O reforço deve registar-se imediatamente ao comportamento positivo. &lt;/b&gt;Quanto mais depressa se recompensar o aluno pelo comportamento adequado, mais eficaz é o reforço. A criança deve saber imediatamente qual a sua acção que foi considerada correcta pelo professor, e qual em concreto.  Evitar prestar atenção ao aluno quando ele se está a comportar mal.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b&gt;2-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;O reforço deve ser individual. &lt;/b&gt;O que funciona com uns, não funciona com outros. Alguns gostam de elogios “para o grupo”, outros de receber “uma estrelinha”, outros não gostam da palmada nas costas. Cabe ao professor analisar o que funciona melhor. No entanto, o que funciona hoje, mais tarde poderá não funcionar, necessitando-se promover a mudança e a novidade.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b&gt;3-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;Quantidade de reforço. &lt;/b&gt;No início reforça-se insistentemente, mesmo que se pense que “o aluno já deveria se comportar como tal”. Aqui não funciona a máxima “só faz o seu dever”. À medida que o aluno se for aproximando dos padrões exigíveis, é preferível que o comportamento passe a ser reforçado de modo intermitente, para evitar o efeito de saciação. Em teoria, um comportamento reforçado intermitentemente, a intervalos variáveis e em montantes variáveis, resiste fortemente à retirada do estímulo.  No pólo oposto, um comportamento reforçado constantemente a intervalos fixos, normalmente extingue-se rapidamente quando o mesmo é retirado. Daí que a importância da máxima: &lt;b&gt;reforçar continuamente no início.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;4-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;Os reforços devem ser equiparados às respostas das crianças (não se põe dar um grande reforço a uma resposta pequena);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b&gt;5-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;Mais que o resultado final, reforçar as tentativas do aluno para alcançar o efeito desejado.  &lt;/b&gt;Normalmente os objectivos a que nos propomos que a criança alcance são muito difíceis de alcançar de imediato, tendo assim de ser moldado de forma correcta. Ex: queremos que uma criança, ao invés de gritar quando quer falar, levante o braço.  Se ela gritar e levantar os braços ao mesmo tempo, podemos reforçar o levantar os braços, e ignorar o gritar.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;line-height:150%;mso-list:l1 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b&gt;6-&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; font-weight: normal; line-height: normal; "&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;Ignorar o comportamento inadequado.&lt;/b&gt; O comportamento a eliminar pode, sempre que possível e, de acordo com a sensibilidade do professor, ser ignorado sistematicamente. Em simultâneo, deve ser escolhido um comportamento que se quer incrementar e reforçá-lo com elogios e atenção.  De certo modo, é como que estar atento aos pequenos momentos em que o aluno se porta bem, e reforçá-lo. O que acontece frequentemente é que, através da atenção que damos aos comportamentos negativos das crianças, estamos a incentivar a sua repetição com maior frequência. Geralmente, para as crianças, ter atenção negativa é melhor que não ter atenção nenhuma por parte do adulto e, crianças frequentemente disruptivas possuem, com frequência, padrões de comportamento negativos.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;b&gt;Atenção – &lt;/b&gt;esta estratégia tem de ser realizada durante um período prolongado de tempo e, com coerência, para se encontrarem resultados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;Contratos comportamentais&lt;/b&gt;:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Um contrato comportamental é um acordo entre duas ou mais pessoas, estipulando as suas responsabilidades, tanto no que diz respeito a um determinado comportamento, como ao reforço pela sua realização.  (Lopes &amp;amp; Rutheford, 2001). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A vantagem principal deste método resulta do facto dos alunos se constituírem e percepcionarem como parte integrante de um processo de negociação em que participam, assumindo por isso um compromisso fundamental com os outros e consigo próprios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Linhas básicas de orientação dum contrato comportamental:&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top:0cm" type="disc"&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;O contrato comportamental só pode funcionar      implicando uma conversa e discussão dos problemas em que ambas as partes      estão envolvidas (aluno e professor) e estabelecem os parâmetros do      contrato. Negociados podem ser também o número e o nível do (s) comportamento      (s), bem como as suas consequências ou recompensas.&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;O contrato deve ser um documento formal e escrito,      especificando todas as responsabilidades e privilégios das partes      envolvidas;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;Os termos do contrato devem ser positivos e claros;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;Procurar mudar um comportamento específico de cada      vez;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;O contrato deve recompensar a realização de um      comportamento, não a obediência à figura de autoridade (sob pena de o      comportamento apenas se verificar perante a figura de autoridade);&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;A recompensa deve seguir-se imediatamente à      realização do comportamento contratado;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;mso-list:l0 level1 lfo2;      tab-stops:list 36.0pt"&gt;Os termos do contrato dever ser justos, realistas e      satisfatórios para ambas as partes.       &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:18.0pt;text-align:justify;line-height: 150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;Sistema de créditos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;O sistema de créditos é um modo mais elaborado de utilizar o reforço na aula. Consiste em entregar ao aluno um determinado número de créditos, tão próximo possível quanto a realização de um comportamento desejado.  Os créditos são uma espécie de pontuação que se vai acumulando, sendo, mais tarde, trocados pelo estímulo de reforço (quase como uma moeda de troca).  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Tem uma dupla vantagem. Se, por um lado permite ao professor reforçar os comportamentos positivos com uma grande proximidade temporal (estrelas por exemplo), mantendo uma taxa elevada de respostas diárias, por outro ensina o adiamento da gratificação (reforço estipulado), conseguindo aliar a intermitência da recompensa com a imediata. Além de possibilitar uma maior adesão e motivação por parte da criança, esta combinação de estímulos permite que o comportamento resista mais fortemente à extinção após a retirada do reforço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Um erro muito comum ao “prometer” uma recompensa a longo prazo é assim ultrapassado pela atribuição das estrelinhas e do acumular para uma recompensa a receber posteriormente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Este sistema pode ser utilizado com toda a turma, com um grupo ou com um só aluno perturbador.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Tem linhas orientadoras específicas às quais o adulto deve atender:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;1º&lt;/b&gt; Os comportamentos a reforçar devem constar de um contrato preferencialmente escrito (apesar de poder ser oral). Esta é uma estratégia que deve estar ligada e ser coerente com as regras da sala. Os comportamentos devem possuir uma definição comportamental clara para a criança;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;2º &lt;/b&gt;Os créditos devem ser distribuídos logo após a ocorrência do comportamento. Quando não for possível de imediato, o mais próximo possível do comportamento desejado;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;3º &lt;/b&gt;Deve estabelecer-se um número específico de reforços de apoio (prémios) que equivalerão aos créditos que as crianças possam obter. De certo modo, como que os poderão comprar. O custo de tal deve estar estabelecido e ser do conhecimento do aluno;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;4º &lt;/b&gt;É necessário determinar um momento específico para trocar os créditos pelos reforços de apoio. Tal pode ser estabelecido numa base temporal (ao fim da semana, dia) ou em função da concretização de determinados objectivos (ex: atingir 100 estrelas);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;5º &lt;/b&gt;Convêm que o sistema seja realizado de forma fácil e prática de gerir pelos professores, mas também que seja cativante e apelativa para os alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ex. de prémios que podem ser trocados por créditos: escolha de jogos ou actividades; liderar actividades ou determinados momentos da dinâmica da sala; tempo livre para realizar actividades do agrado das crianças; pequenas guloseimas; tomar conta da turma; utilizar o retroprojector; fazer recados para o professor; ser o primeiro da fila; planear a rotina dum dia; entre outras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:blue"&gt;- &lt;/span&gt;Punição:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A questão da punição é sem dúvida uma das que maiores críticas e questões tem colocado nos últimos tempos a nível educativo. No entanto, parece-nos impossível que não seja aplicada em contexto educativo e, mesmo quem não a defenda, muito provavelmente a aplicará sem dar por isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Procuraremos, neste espaço, analisar algumas das vantagens e desvantagens desta ferramenta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;É, sem dúvida, uma estratégia útil para fazer face a comportamentos perturbadores de menor importância, sobretudo aqueles que são motivados pelo desejo de chamar a atenção do professor (Campos, B. P., 1997). Pode-se definir como a utilização dum estímulo que causa aversão, aplicado depois dum comportamento considerado inadequado, visando a extinção do mesmo. É utilizada porque diminui de forma imediata o comportamento-alvo, resultando a curto-prazo, mas necessita ser trabalhada com outras estratégias (anteriormente referidas) para poder provocar mudança comportamental.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Estudos demonstram que facilmente a criança aprende qual o comportamento que não deve realizar mas, mais dificilmente consegue saber qual o correcto para evitar as punições (Luís Joyce-Moniz, 1998), daí que, quando não utilizada da melhor maneira (ou quando é a única utilizada) corre o risco de provocar reacções secundárias negativas, como são exemplo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;* Fortes reacções emocionais que dificultam novas aprendizagens;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;* Reacções de evitamento dos alunos à escola, que fica conotada como um ambiente de punição;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;* Gerar agressividade dos alunos face aos responsáveis pela sua punição;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;* O professor funcionar como um modelo de agressão, a ser copiado pelos alunos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No entanto, é uma estratégia com o seu valor e, como acima referido, importante na diminuição imediata do comportamento disruptivo. Para ser utilizada de forma eficaz, é importante que o professore siga algumas regras:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- A criança terá que ter sempre a possibilidade de ser colocado numa posição em que não é punido, procurando-se que existam estímulos que procurem aproximar a criança do comportamento desejado, servindo a punição como inibidor do comportamento indesejado;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Os princípios gerais do condicionamento operante devem ser respeitados, nomeadamente: a frequência da punição tem de ser alta (de preferência uma estimulação aversiva para cada resposta a eliminar); o estímulo punitivo deve ser aplicado o mais próximo da resposta a eliminar; por fim, deve evitar-se a administração prolongada da punição. Uma criança habituada a um castigo torna-o um hábito, não uma punição;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- A punição também não deve ser um estímulo mais recompensador do que o reforço positivo. Se a criança ganhar mais atenção com esta, maior será a tendência a repetir o comportamento a eliminar;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Dirigir-se ao aluno mantendo o contacto ocular;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Falar de forma calma, firme e assertiva;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Não ameaçar com castigos que não possam ser praticados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- A punição não deve ser excessivamente forte, de modo a comprometer a relação aluno/professor. Paralelamente a esse risco, punições em excesso podem levar ao evitamento do comportamento a eliminar apenas na presença do professor (ou outro elemento de autoridade).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Necessidade de separar muito bem o comportamento incorrecto a evitar e, de grande importância, indicar o comportamento correcto (ex. Luís, o comportamento correcto devia ter sido entrar devagar e em silêncio na sala).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- Quando a criança está de castigo, evitar que estejam disponíveis factores de distracção, que impeçam a punição de ser sentida como tal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- A punição nunca poderá servir para humilhar o aluno, ou contribuir para que seja conotado com rótulos difíceis de serem eliminados (como são exemplo: “nunca pára quieto”; “só faz asneira”; “é sempre a mesma coisa”).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;- As repreensões fazem sentido quando o aluno precisa, e não quando o professor perde o autodomínio. Por vezes, perante um comportamento indisciplinado, o professor ganha se esperar uns segundos antes de agir. Ficar quieto, a olhar o aluno nos olhos, em silêncio, é uma reacção que frequentemente desarma alunos habituados a reacções impulsivas (Estanqueiro, 2010).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Importante – &lt;/b&gt;Por vezes, a disciplina não é possível de definir apenas dentro da sala-de-aula. Em casos mais difíceis, importa que o professor nãos e feche dentro da sua sala, e apresentem queixa junto dos directores de escola, professores titulares. Um aluno, quando se porta mal, deve ser responsabilizado e sofrer as consequências dos seus actos. As crianças levam a um pedido de desculpa e, sempre que possível, os castigos devem possibilitar a reparação do seu acto (ex: limpar o que sujou; arrumar o que desarrumou; entre outros).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No mesmo sentido, uma boa comunicação entre a escola e a família, traduzida na conjugação de esforços, favorece a motivação dos alunos e ajuda a prevenir ou resolver alguns problemas de indisciplina (nunca desistir dos pais).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;Abordagem positiva na educação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Com um enorme grau de importância, salienta-se a necessidade de estabelecer relações interpessoais positivas com as crianças. Tal implica disponibilidade afectiva para ouvir os alunos, para nos aproximarmos das crianças, ser afectuoso, empáticos, confiantes, protectores, termos sentido de humor, respeitar o aluno e a sua individualidade, sermos calmos na abordagem dos problemas, nunca humilhar as crianças, sempre com a firmeza necessária para fazer cumprir as decisões tomadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:red"&gt;Uma abordagem optimista no desenvolvimento da criança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvn6oPTRG88L30n3-_51aEGsnT-X-LvJDYTAjGMNqOaQ8ZR0MsmQujm0kNepMOlM-aiJOxAwBFUssw7fB-frSL_hBnVVxkcb9g6CDwdlmWM-_qrht3wE7rd-VofTUNSL4VGLAWqUCc5Ts/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda recente no campo da Psicologia, a Psicologia Positiva caracteriza-se pelo enfoque nas qualidades do ser humano, bem como no que faz a vida merecer ser vivida e o que podemos melhorar. Deste modo, esta corrente procura quebrar a tonalidade negativa atribuída pela Psicologia, muito centrada na patologia e nos problemas, e focar-se, de forma teórica e empírica, na construção de condições que conduzam a uma melhor qualidade de vida, à procura da felicidade por parte do sujeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A Psicologia Positiva não possui o intuito de desvalorizar ou descredibilizar o anteriormente realizado a nível da Psicologia, nem a importância do atingido, que deve ser sempre preservado e valorizado. Pretende sim, de certo modo, salientar que, durante o desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência, não foi priorizado o estudo da felicidade do ser humano. O que é que nos faz ser mais felizes? Como podemos incrementar os nossos níveis de felicidade? Visto estar provado que a ausência de doença, só por si, não resulta automaticamente em felicidade ou bem-estar (Marujo, H., Neto, L., Caetano, A., &amp;amp; Rivero, C., 2007), a questão da felicidade e do bem-estar humano têm de ser obrigatoriamente aspectos alvo de estudo da Psicologia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;Ao efectuar uma reflexão sobre a importância duma abordagem optimista no desenvolvimento da criança, importa pensar sobre o que é o optimismo. Segundo os autores anteriormente referidos, o "optimismo é uma característica individual que, embora possa ter algumas influências genéticas, pode ser aprendida e implica sempre a capacidade de ter expectativas positivas acerca do futuro e acreditar que o que está para vir é bom. Isto para além da capacidade de ver o melhor da vida. Mesmo nas situações mais problemáticas, desafiadoras e, até, dramáticas, o optimismo traduz-se na capacidade de retirar alguma aprendizagem e algum ponto positivo". Das vivências diárias e daquelas mais significativas ou marcantes, concluí-se que o que diferencia os optimistas dos pessimistas não passa pelo número de boas ou más experiências ao longo da vida, mas sim pelo modo como as percepcionam e interpretam.&lt;br /&gt;Esta nova forma de interpretar a realidade (optimista) faz ainda mais sentido em contexto educativo, quer seja em casa, numa escola, num Jardim de Infância, ou outros locais em que se privilegie o papel de educador, tanto mais que se comprova que o optimismo tem repercussões directas nos níveis de felicidade, da saúde física e mental ao longo da vida, e até mesmo nos níveis de produtividade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;Atendendo ao anteriormente referido pede-se, em primeiro lugar, que quem se relaciona directamente com crianças compreenda e assuma a importância que terá no seu futuro, pois são os modelos de referência, a quem as crianças recorrerão na procura de modos de compreender e agir sobre a realidade em que se inserem. Temos de nos consciencializar que somos os principais agentes de socialização das crianças e que, consequentemente, as nossas atitudes para com elas são determinantes para o seu desenvolvimento harmonioso. É nos pequenos momentos, nos pormenores, que a criança assimila os nossos exemplos, os nossos ensinamentos. A expressão: "Faz o que digo, não faças o que faço", não tem valor num contexto educativo, pois será pelas nossas acções que a criança se guiará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A importância dos modelos de referência "caseiros" é demonstrada através de estudos (Marujo, H.; Neto, L. &amp;amp; Perloiro, M., 2000) que comprovam que os diferentes membros de uma família tendem a ter níveis semelhantes de pessimismo ou de optimismo. Tal revela-nos que aprendemos a ser optimistas com aqueles que nos são próximos, e coloca às famílias (e também às diferentes instituições e profissionais que com crianças trabalham) o desafio (e responsabilidade) no sentido de procurarem fomentar o desenvolvimento de crianças positivas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A consciência do peso das nossas acções no desenvolvimento das nossas crianças, exige uma reflexão sobre a forma como vivemos a nossa felicidade, como encaramos as adversidades e as transmitimos às crianças. Esta introspecção pode, e deve, ser realizada ao longo de todo o nosso processo de interacção com as crianças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como educar para o optimismo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;Não existe uma fórmula que nos transforme em optimistas. Todos os momentos da nossa vida podem ser encarados e avaliados de diferentes perspectivas, que podem ser mais ou menos optimistas. O povo português é caracterizado pela ideia da desgraça, do futuro sombrio, em que só nesse estado encontramos conforto (sentimento de excelência do Fado). Não querendo incorrer no erro de catalogar o povo português, não se torna difícil encontrar provas do negativismo endémico à nossa sociedade, bastando para tal ver o telejornal, e realizar uma comparação entre o número de boas e as más notícias. De certo modo, por vezes, surge o sentimento que a tragédia une as pessoas, e que é errado ser feliz e demonstrar esse estado de espírito. E essa é uma mensagem que frequentemente é transmitida às nossas crianças, a de que em criança é natural ser feliz, rir, mas que ao crescer, tudo muda. E é precisamente por aí que podemos iniciar uma mudança, começando por cada um de nós, agentes educativos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Esta "revolução" tem de ocorrer, e é em casa e nos estabelecimentos educativos que ela deve começar. É reconhecido que ao salientarmos um traço, existe uma maior probabilidade de o repetir. Ao observarmos adultos em interacção com crianças, verifica-se a frequência com que são destacados aspectos negativos, repreensões, em comparação com os elogios aos bons comportamentos. Nós, adultos, não o realizamos por malícia, ou por desejar o mal para os nossos filhos. O que se verifica com frequência é que repetimos nas nossas crianças os modelos educativos que nos foram transmitidos, que vastas vezes não primavam pelo uso do elogio. No entanto, esses padrões educativos podem ser alterados, especialmente ao termos consciência das nossas acções e do impacto que possuem no desenvolvimento da criança. Cabe-nos a nós, adultos, realizarmos uma auto-reflexão das nossas interacções com as crianças, e analisar o feed-back que lhes transmitimos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ao termos o objectivo de aumentar o número de comportamentos positivos por parte duma criança, será através do elogio, do carinho no momento certo, que o atingimos. Nestas situações verifica-se a regra do que é salientado tende a repetir-se. Uma criança, ao efectuar um comportamento desejável, se obtiver a atenção positiva, uma recompensa (elogio, miminho, incentivo, não se trata de recompensa material), terá maior tendência a repetir esse comportamento no futuro. Se, no sentido inverso, atribuirmos atenção (mesmo que negativa) à criança quando tem comportamentos incorrectos, repreendendo-a, enquanto que não a estimulamos ao realizar uma atitude correcta, pois partimos do princípio que faz apenas o que é seu dever, estamos a estimular o comportamento indesejável. As crianças querem/necessitam de atenção e, se não a obtiverem através de comportamentos positivos, vão requere-la com comportamentos indesejáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;É claro que não se pede que se deixe de repreender as crianças quando existe essa necessidade, não é esse o propósito. Ao longo do seu desenvolvimento, é fundamental que a criança explore o seu mundo, e isso implica que os adultos necessitem colocar limites aos seus filhos. Essa curiosidade e interesse são saudáveis por parte das crianças, mas o papel dos adultos passa por promover a sua socialização, o que leva a por limitar a sua exploração quando necessário. Um dos papéis do educador passa por transmitir e ensinar o que a criança pode ou não realizar, incutindo-lhe regras e limites essenciais para o seu desenvolvimento e segurança. O que se pretende é que, além do referido, se estimule a criança pelos bons movimentos que realiza. O elogio, o incentivo, a confiança que lhes fornecemos são ferramentas que ela interioriza, e que lhe ajudam a sentir confiança em si para explorar o mundo, e para resolver os problemas de forma autónoma, confiando em si, nos seus recursos, e nas pessoas que lhe são significativas.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ao longo da nossa convivência com as crianças, por vezes tendemos a esquecer que são crianças, e que possuem uma capacidade de entendimento distante da dos adultos. Também assim o é no modo como lidam com os elogios como com as críticas. Ao realizarmos uma crítica a um adulto, ele poderá ter a capacidade de analisar o que lhe foi comunicado, e ajustar o seu comportamento de modo a evitar essa punição. Contudo, este processo mental poderá ser muito complexo para uma criança e, até certas idades, impossível de realizar. Ou seja, para uma criança que recebeu uma crítica, poderá ser muito difícil alterar e ajustar o seu comportamento, pois ainda não possui a maturidade cognitiva que lhe permita compreender que, para evitar receber a repreensão, tem de mudar o comportamento "X" pelo "Y". No momento de repreender, pede-se paciência aos educadores, cujo papel não poderá passar apenas pela crítica, mas igualmente pelo ensinar à criança o modo correcto de agir, mostrando sempre a esperança de que na próxima vez a criança será bem sucedida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Esta dificuldade cognitiva em ajustar o comportamento aquando de uma crítica, não se verifica no momento em que recebe um elogio por um bom comportamento. Nesse caso, trata-se de um processo cognitivo mais elementar, em que apenas realiza uma associação directa entre o comportamento realizado e a atenção positiva recebida. Por aí passa frequentemente o sucesso na mudança de comportamento das crianças, o salientar os aspectos positivos, de forma a tornarem-se mais frequentes, e a não atribuição de atenção às pequenas atitudes negativas, procurando que ocorram com menos frequência. Quando não é possível desvalorizar, e a repreensão torna-se necessária, importa explicar à criança o que fez de forma incorrecta, instruindo-a sobre o procedimento desejado e, claro, mostrar-lhe que sabemos que ela conseguirá ser bem sucedida no futuro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;É importante focar uma pequena nota no que se refere às repreensões e aos castigos. Quando o adulto se depara com a necessidade de repreender uma criança, o seu propósito não é vingar-se ou fazer mal à criança. O objectivo é sempre o de alterar o comportamento, que a criança tenha consciência de que o que realizou é incorrecto, e que esperamos no futuro que altere o comportamento específico que o levou à repreensão. Dessa forma, ao falarmos com a criança, devemos evitar expressões como o "És sempre assim", "Nunca fazes nada bem", entre outras. O mal de expressões como as referidas (entre outras) é que, além de não comunicarmos à criança qual o comportamento que consideramos incorrecto, não lhe transmitimos a esperança de o poder alterar, qualificamo-la de forma negativa, estamos a prejudicar a autoconfiança e a obstaculizar um sucesso futuro. Quanto ao comportamento em questão, é importante referir, de forma clara, o que desaprovamos, pois é o que queremos modificar e, de forma construtiva e optimista, comunicar-lhe o que esperamos dela, delegando-lhe a responsabilidade de confiarmos que, no futuro, conseguirá realizar o comportamento desejado. Expressões como as referidas anteriormente (sempre e nunca) funcionam mais como uma avaliação geral à criança, ao invés de focar o comportamento específico, aquele que realmente queremos alterar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Optimismo ou fuga aos problemas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Esta perspectiva de encarar o papel educativo e, em geral, a vida não implica a negação e a desvalorização dos problemas e dificuldades que surgem. O que incentiva e estimula é uma perspectiva construtiva, centrada na procura de soluções para os mesmos. Nesses aspectos, a dinâmica dentro duma sala de aula possui uma importância vital no desenvolvimento académico duma criança, e na construção do seu auto-conceito académico. É nos “pequenos” momentos, nas “pequenas” verbalizações que tão irreflectidamente desvalorizamos que podemos realizar a diferença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;Nos diálogos importa valorizar as qualidades da criança (e dos adultos), apreciar os seus esforços, e transmitir a confiança de que podem/conseguem ultrapassar os problemas com que se deparam, pois têm esse potencial. Procurem adoptar na sala de aula um poder democrático, em que todos possuem opiniões válidas e interessantes, e com o qual é possível estimular a troca de ideias, mesmo que opostas, promovendo a aceitação e o diálogo numa perspectiva de procura de soluções, ao invés da passividade e pessimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe-nos a nós questionarmo-nos sobre as coisas boas da nossa vida, e fazê-lo com as crianças. Tão frequentemente, ao falarmos entre nós, de imediato fazemos referências ao que de mau nos ocorre, e esquecemo-nos do quão bom é viver. Todos nós passamos por acontecimentos positivos e negativos, essa é uma realidade. A grande diferença encontra-se no modo como eles são vivenciados e explicados. Ao passo que um pessimista terá uma maior tendência em acreditar o acontecimento negativo como sua culpa, e a acreditar que "será sempre assim", e que "não há nada a fazer"; o optimista tenderá a justificar esse mesmo acontecimento como algo pontual, que aconteceu naquelas circunstâncias, mas acreditando que existe a possibilidade de solucioná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, o que se expressa às nossas crianças influencia-as muito precocemente. Por exemplo, uma criança que recebe uma nota negativa, tenderá a pensar que é "burra", que não tem capacidades para aprender, ou poderá acreditar que teve esta nota porque o teste foi difícil, e começar a planear o que terá de realizar, para que, no próximo, tenha uma boa nota. Estas "pequenas" diferenças têm implicações, quer no futuro próximo (o modo como se implica no próximo teste), quer na idade adulta. Cabe-nos a nós reflectir sobre como queremos/podemos apetrechar as nossas crianças, e que modelos queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;“A vida é como um cobertor demasiado pequeno. Puxa-se para cima e fica-se com os pés de fora, sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem dispostas conseguem encolher os ombros e passar uma noite muito confortável."&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:177.0pt;text-align:justify;text-indent: 35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Marion Howard&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:141.6pt;text-align:justify;text-indent: 35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;“Ensinar é um exercício de imortalidade”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:141.6pt;text-align:justify;text-indent: 35.4pt;line-height:150%"&gt;            Ruben Alves, &lt;i&gt;in &lt;/i&gt;Estanqueiro, A. 2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;Bibliografia / Leituras Recomendadas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Amado, J. S. &amp;amp; Freire, I. P. (2002) &lt;b&gt;Indisciplina e violência na escola – compreender para prevenir.&lt;/b&gt; Porto: Asa Editores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Arends, R. I. (1995) &lt;b&gt;Aprender a ensinar.&lt;/b&gt; MacGraw-Hill: Amadora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Campos, B. P. (1990) Psicologia do desenvolvimento e educação de jovens. Lisboa: Universidade Aberta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Estanqueiro, A. (2010) &lt;b&gt;Boas práticas na educação – o papel dos professores.&lt;/b&gt; Lisboa: Editorial Presença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Gomez, M. T. &amp;amp; Mir, V. &amp;amp; Serrats, M. G. (1993) &lt;b&gt;Como criar uma boa relação pedagógica.&lt;/b&gt; Porto: Asa Editores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Joyce-Moniz, L. (1998) &lt;b&gt;A modificação do comportamento – teoria e prática da psicoterapia e psicopedagogia comportamentais.&lt;/b&gt; Lisboa: Livros Horizonte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Lopes, J &amp;amp; Rutherford, R. (2001) &lt;b&gt;Problemas de comportamento na sala de aula. &lt;/b&gt;Porto: Porto Editora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Marujo, H. A. &amp;amp; Neto, L. M. (2004) &lt;b&gt;Optimismo e esperança na educação – Fontes inspiradoras para uma escola criativa.&lt;/b&gt; Lisboa: Editorial Presença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Marujo, H. A. &amp;amp; Perloiro, M. (2000) &lt;b&gt;Educar para o optimismo: guia para professores e pais.&lt;/b&gt; Lisboa: Editorial Presença.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ramsey, R. D. (1997) &lt;b&gt;501 dicas para professores&lt;/b&gt;. Lisboa: Editora Replicação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Sampaio, D. &amp;amp; Strecht, P., &amp;amp; Zink, R. &amp;amp; Amado, J. &amp;amp; Woods, P. (2001) &lt;b&gt;Cadernos de criatividade: indisciplina e violência na escola. &lt;/b&gt;Lisboa: Associação educativa para o desenvolvimento da criatividade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Santos, J. (1997) &lt;b&gt;A casa da praia – o psicanalista na escola.&lt;/b&gt; Lisboa: Livros Horizonte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Santos, J. (1991) &lt;b&gt;Ensaios sobre a educação II – O falar das letras.&lt;/b&gt; Lisboa: Livros Horizonte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Sprinthall, N. A. &amp;amp; Sprinthall, R. C. (1993) &lt;b&gt;Psicologia Educacional, uma abordagem desenvolvimentalista&lt;/b&gt;. MacGraw-Hill: Amadora.&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjs_P-ewRBgyaBb2N1LKtdVCLrakQZm6KsOu6k5xIACTpjPw-pXBE1RvjHNBucHEzfag2_P9ANevDkrA1dRo6lXdVv015wArBoKSyaKREYk4cHQqS2qtIvpDY7dJwL6cctoP_pi_nv5YSA/s72-c/we+can+change+the+world.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>Apresentação do Encontro de pais realizado no IPPI dia 19 de Abril de 2012</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2012/04/apresentacao-do-encontro-de-pais.html</link><category>Desenvolvimento da criança</category><category>Educação</category><category>encontro de pais</category><category>infantil</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 12:49:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-9222557576348965524</guid><description>&lt;div style="width:425px" id="__ss_12615677"&gt; &lt;strong style="display:block;margin:12px 0 4px"&gt;&lt;iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/12615677" width="425" height="355" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="padding:5px 0 12px"&gt; View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/thecroaker/death-by-powerpoint" target="_blank"&gt;PowerPoint&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/brunopsi" target="_blank"&gt;brunopsi&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Desenvolvimento da criança dos 0 aos 10 anos</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2012/04/desenvolvimento-da-crianca-dos-0-aos-10.html</link><category>Desenvolvimento da criança dos 0 aos 10 anos</category><category>Filhos</category><category>Pais</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 11:59:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-4931590220791549288</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPjqdjuLXvrQT2oghc32zifBkd1lvXV7vZmqrPu2JoWS-u3gfJfHpSL0c4sBsXskCP5O-qElZN8xa43h_k7K0c7vljrZFx7k4NFkUJwNXLT6MugSwu2TRv9HdQyrlXZkm5c4Jz7imIQyI/s1600/globo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPjqdjuLXvrQT2oghc32zifBkd1lvXV7vZmqrPu2JoWS-u3gfJfHpSL0c4sBsXskCP5O-qElZN8xa43h_k7K0c7vljrZFx7k4NFkUJwNXLT6MugSwu2TRv9HdQyrlXZkm5c4Jz7imIQyI/s400/globo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5733436205963719778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center; "&gt;&lt;b style="font-size: 100%; line-height: 150%; text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;A importância da formação para o desenvolvimento da criança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Longe de procurar, com este texto, ensinar a educar, a relevância em abordar a temática do desenvolvimento prende-se com um duplo objetivo. O primeiro passa por potenciar um melhor conhecimento das necessidades da criança, que são distintas conforme o seu estádio de desenvolvimento e, em consequência, o segundo objetivo passa por, através dessa identificação das necessidades concretas respeitantes a cada faixa etária, poderemos adequar os cuidados prestados e o acompanhamento que melhor se adapte a elas, independentemente do nosso papel educativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;Primeiros momentos de vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Ao contrário do que durante muitos anos se acreditou, a importância dos primeiros tempos de vida é fundamental para o desenvolvimento dum ser humano, sendo aí que se estabelecem as bases para o seu percurso afectivo e cognitivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;No entanto e, apesar de provavelmente esta ser a geração de pais mais informada acerca do desenvolvimento infantil, ainda se verificam com relativa frequência casos em que as necessidades da criança não são satisfeitas, sendo até muitas vezes desvalorizadas face a outras recorrentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;Primeiro ano de vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Após nove meses dentro do útero materno, o bebé estará provavelmente preparado para a sua aventura no mundo exterior. No entanto, mais do que qualquer outro animal, o seu desenvolvimento prolongar-se-á muito para além do nascimento, quer a nível motor, quer cognitivo, verificando-se uma completa dependência dos cuidados ambientais. Este período de dependência é mais acentuado nos mamíferos e nas aves e, em especial, nas espécies mais encefalizafas, ocorrendo a máxima duração na nossa espécie.  No seu conjunto, o recém-nascido encontra-se mais afastado da idade adulta do que as crias de outras espécies. Poderemos dizer que, de certo modo, ao nascer, somos todos um pouco prematuros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Se, por um lado, esta dependência constitui um grande inconveniente para a criança e progenitores, simultaneamente, verificam-se grandes benefícios. Com efeito, um período tão longo de dependência justifica-se pelo facto de ser uma criatura cuja principal especificidade é a capacidade de aprender e, invenção básica, a cultura, ou seja, os modos de estar e ser que cada geração transmite à seguinte. Desta forma, com tanto para aprender, as crianças possuem muito a ganhar com o facto de serem forçadas a permanecer junto daqueles que as ensinam.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Em última instância, podemos definir esta relação como possuindo ganhos para ambos os lados. Se, no caso do bebé, o seu objectivo está ligado à própria sobrevivência, no caso da mãe o mesmo objectivo verifica-se, mas, neste caso, a dos seus genes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Estes primeiros tempos de vida são caracterizados por uma enorme dependência da mãe (ou figura de referência protectora), com o qual o recém-nascido mostra-se quase fundido, ainda sem grande capacidade de individualidade e autonomia. Nesses termos, o sentimento de aceitação incondicional pela mãe é um factor indispensável ao desenvolvimento da confiança em si e no meio que o envolve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O tipo de vinculação que a criança estabelece possui uma importância fundamental na qualidade das ligações emocionais futuras da criança. Aquelas cuja ligação com a mãe decorreu de modo seguro estão naturalmente mais aptas a gostar de ir à escola, aprender, brincar, receber e visitar amigos e, um dia namorar, casar e terem a sua vida organizada, pois possuem uma confiança básica em si e no mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;O “equipamento” do recém-nascido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Ao nascer, os bebés possuem pouco controlo sobre o seu aparelho motor: agitam-se duma forma descoordenada e nem conseguem segurar a cabeça. Com 4 meses, é natural que já se sentem com apoio e tentem agarrar objectos que estejam à vista, tarefa essa que realizam com taxas reduzidas de sucesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;As crianças aprendem principalmente através dos sentidos e são fortemente afectadas pelo ambiente imediato, daí a importância de fornecermos um meio sensorial rico e responsivo de modo a promover o desenvolvimento da inteligência das crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Enquanto as capacidades motoras dos bebés são, inicialmente, muito limitadas, os sentidos apresentam, desde cedo, com maturidade considerável. Tal é possível comprovar através da verificação das mudanças nos ritmos de respiração, de mamar e de índices semelhantes de resposta à estimulação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Possuem uma audição apurada, conseguindo descriminar entre tons de diferentes alturas e intensidades. Verifica-se uma tendência para responder a uma voz humana suave, especialmente feminina, preferencialmente a outros sons. Conseguem ver, apesar de um tanto “míopes” e incapazes de focar objectos a distâncias maiores de um metro e vinte centímetros.  Conseguem discriminar facilmente brilho e cor e seguir um estímulo móvel com os olhos. São ainda sensíveis ao tacto, aos odores e ao paladar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;Desenvolvimento emocional/Social&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Os instintos e reflexos inatos funcionam, em primeiro plano, à volta da ingestão de alimentos e à satisfação das necessidades básicas. Em consonância, existe uma enorme dependência da mãe, com a qual o recém-nascido mostra-se quase fundido, ainda sem grande capacidade de individualidade e autonomia.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O sentimento de aceitação incondicional por parte da mãe é um factor indispensável ao desenvolvimento da confiança em si e no mundo que a rodeia.  Se, no início, a criança sente a mãe como parte de si, no culminar do primeiro ano ela aprende a vivenciá-la como objeto separado (com identidade e papel próprios). Desenvolve a capacidade de tolerar a frustração e, desta capacidade de espera, resulta o nascer duma representação interna de mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Para que este desenvolvimento ocorra satisfatoriamente é importante que esta etapa seja preenchida de boas experiências emocionais, que permitam ao bebé um modelo de estabilidade e segurança, previsível e contínuo. “Ganham” os bebés que estabelecem uma boa ligação aos adultos mais próximos, e com eles estabelecem uma relação de confiança básica, marcada por um padrão rotineiro, sem períodos de separação traumáticos ou perda de figuras de referência. Perdem aqueles que, por oposição, possuírem vinculações inseguras, marcadas por instabilidade ou por múltiplos prestadores de cuidados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#0070C0"&gt;Actividade Lúdica do bebé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O bebé precisa adaptar-se a um mundo novo mas, para tal, necessita conhecê-lo e compreendê-lo. Por natureza, as crianças são muito curiosas, possuindo um desejo natural de compreender tudo o que ocorre à sua volta, embora essa exploração seja limitada pelas suas limitações motoras, que restringem as possibilidades de exploração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Como referido, desde o primeiro momento que a capacidade perceptiva e a inteligência do bebé actuam em consonância com o ambiente.  Um bebé, deitado no berço, verifica que, ao mexer-se, o móbil também se mexe. A partir daí, repete o movimento, porém, agora de forma objectiva e consciente. Dado que o bebé, nesta etapa, se encontra maioritariamente deitado, a decoração da cama do bebé estimula a sua inteligência. Obviamente que, à medida que vai crescendo, tal estende-se a outros espaços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Aos 4 meses, a criança consegue controlar de forma mais eficaz os seus movimentos, podendo, com razoável precisão, aproximar a mão dos objectos, desde que próximos.  Então, o chocalho que ela sacode e produz som, o brinquedo que ela morde, a grade do berço, entre outros, cada objecto ganha vida e estimula-a para novas e ricas experiências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Nestas idades é muito comum brincar com o abrir e fechar os olhos o que, para uma criança, representa perder ou possuir o mundo. Uma boa forma de estimulação que a criança pode realizar com o adulto é a tradicional brincadeira de esconder a cara com algo, e depois reaparecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Atirar objectos para o chão, actividade que tanto aborrece os adultos (mas que diverte imensamente as crianças), acaba por ser uma experiência que o bebé faz com o objecto e com o adulto, numa relação causa/efeito, em que o atirar o objecto causa o seu desaparecimento e respectivo barulho na queda, para não falar da reacção dos adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;No segundo semestre de vida, um bebé descobre uma nova e maravilhosa ferramenta de exploração do mundo, os dedos, e a sua capacidade para entrar em pequenas aberturas. Geralmente, os receptáculos preferidos para os seus dedos são os olhos, \ouvidos boca (sua e dos outros), entre outros. Nesta fase, a criança passa a explorar tudo o que seja possível meter um dedo (daí a necessidade de especial atenção às tomadas eléctricas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;O bebé sente prazer em explorar, encaixar, descobrir, construir… O desejo de aprender e conhecer é evidente em todos os bebés saudáveis. No início da vida, cada gesto e acto executado actua de forma permanente na construção da sua inteligência e desenvolvimento. A curiosidade faz parte da natureza humana, e caminha, lado a lado, com os interesses e necessidades de cada indivíduo, influenciando-o.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Aqui pede-se aos pais um equilíbrio salutar entre o permitir uma exploração saudável do seu mundo, e a imposição de limites protectores, sem coarctar as experiências e vivências que lhe permitam crescer, aprender e compreender tanto objectos, como pessoas ao seu redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height: 150%;color:#1F497D;mso-themecolor:text2"&gt;Ideias para estimulação do bebé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;1º. Mês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt; - Converse ou cante para o bebé. O som da sua voz é reconfortante e transmite-lhe segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Faça massagens à criança, estimule cada parte do corpo dela: pés, mãos, costas, rosto. Pode-se colocar música suave e revelar, através deste contacto físico, os seus sentimentos por ele pois, o toque das mãos transmite amor, carinho e segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-language:PT"&gt;2º Mês -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; Apresente objectos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Junto ao berço coloque um móbil colorido dentro do campo de visão do bebé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;3º Mês -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebé tentará imitar e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Estimule o tacto do bebé com objectos de diferentes texturas. Ex.: passar no pé ou na mão dele uma pluma e observar as reacções; encostar na mão algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado apoiado por almofadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;4º Mês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebé tentará imitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Mande-lhe brinquedos (bolas, dados) para ele tentar agarrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;5º Mês&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; - Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que ele agarrar, vai levar à boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Espalhe brinquedos à sua volta deixe-o a brincar no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;6º Mês -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; Durante as refeições relate ao bebé o que ele está a comer. Mostre-lhe os alimentos.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Nesta fase, convide a criança para passear, e espere que ela lhe estenda os braços.&lt;br /&gt;Imite o barulho dos animais e objectos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre, deixe-o próximo das árvores, para que ele observe o balancear o e barulho das folhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;7º Mês –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; Proporcione à criança a manipulação de brinquedos que façam barulho, de diferentes cores, formas e tamanhos. Coloque-os próximos do bebé e estimule-o de modo a ele ir buscá-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Ensine-o a dizer adeus. Em pouco tempo repetirá os gestos dos adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;8º Mês - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Brinque às escondidas com uma toalha ou cortina. Permita que a criança mande objectos para o chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento. Desta forma, está-se a fomentar a noção de causa e efeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Conte histórias, mostrando as imagens do livro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;9º Mês - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Deixe perto do bebé brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e a encaixá-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Quando junto do bebé, relate-lhe tudo o que faz. Ele começará a repetir sílabas. Converse sobre animais e imite o barulho dos mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;10º Mês - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Converse com o bebé e dê-lhe alternativas. Por exemplo: "Queres o urso ou a bola". Assim procurará o desejado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará os seus monossílabos.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, está a incentivar a linguagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;11º Mês -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; Participe nas brincadeiras da criança. Deixe à mão objectos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Chame a atenção dele para objectos e animais conhecidos e também para as novidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Estimule-o a beber água em copos ou com o auxílio de palhinhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;12º Mês - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique-lhe tudo: o que estão a fazer, onde vão, etc... Brinque às escondidas ou à apanhada com a criança. Jogue à bola com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#1F497D;mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;Segundo / Terceiro Ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D; mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Depois do primeiro ano, existem três marcos evolutivos do desenvolvimento da criança:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;- O aparecimento da marcha;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;- O início da linguagem (sobretudo a possibilidade de dizer "não");&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;- E o controlo dos esfíncteres, que representa a possibilidade de entre os 2 e os 3 anos prescindir-se do uso de fraldas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Com a aprendizagem da marcha e da linguagem, a criança adquire, de forma progressiva, a sua independência motora, ficando muito mais apta a explorar o que a rodeia. Nesta fase, a capacidade de tolerar a distância e a ausência dos pais é maior, mas ainda não é substancial. Para que exista uma presença emocional dos pais na vida psíquica da criança, a sua presença é ainda muito necessária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Por esta altura, a criança começa a andar, sobe e desce escadas, vai para cima dos móveis, etc. - O equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os músculos das pernas ainda não estão bem fortalecidos. Contudo, a partir dos 16 meses, o bebé já é capaz de caminhar e de se manter de pé em segurança, com movimentos muito mais controlados. Verifica-se igualmente uma melhoria da motricidade fina devido à prática - capacidade de segurar um objecto, manipulá-lo, passá-lo de uma mão para a outra e largá-lo deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de transportar objectos na mão enquanto caminha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Após o segundo aniversário, e à medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar. É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;No segundo ano de vida, a linguagem começa igualmente a desenvolver-se e, a possibilidade de dizer "não", "eu" e "meu" surge como a expressão do eu próprio em oposição ao outro. Verifica-se uma grande mudança na consciência que a criança tem de si própria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Após os 15 meses, verifica-se uma maior capacidade de compreensão das ordens impostas, inicialmente com o recurso de gestos, depois, sem os mesmos. Começa a conseguir acompanhar ordens simples, do género "Dá-me o brinquedo".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Uma vez que este é o período em que as crianças estão mais abertas à aprendizagem da linguagem, os adultos que falam muito com elas, que lhes lêem, ensinam canções e poemas infantis (por outras palavras, que usam a linguagem para comunicar com elas) têm um efeito marcante no seu desenvolvimento linguístico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;As inter-relações pessoais contribuem de modo fundamental para que as crianças aprendam a distinguir quais os comportamentos adequados e quais não são. À medida que o seu comportamento se torna cada vez mais complexo durante o segundo ano de vida, a criança vai aprendendo com as expressões faciais dos adultos, com o seu tom de voz, gestos e palavras, quais os tipos de comportamento que geram aprovação e quais geram reprovação. Os padrões geram-se através do dar e receber entre as crianças e os adultos que cuidam delas. Contudo, e a par do comportamento, são também muito importantes as emoções, os desejos e a auto-imagem em formação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;A partir dos 24 meses, surge a idade dos "Porquês?" À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física - trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo. É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período. Ocorre igualmente um desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;No seu processo de evolução, por volta dos dois anos/dois anos e meio, vai-se verificar a capacidade de criar imagens mentais (aquilo a que chamamos símbolos, ideias). Tal leva à compreensão dos conceitos. Progressivamente e, com a ajuda dos adultos, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo. Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (o que mais tarde lhe permitirá o contar até 10; formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 2 cavalos, etc.).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Por esta altura, as brincadeiras que implicam o fazer de conta ou a imaginação e que envolvem dramas humanos (por ex., bonecos a abraçar-se ou a lutar) ajudam a criança a aprender a relacionar uma imagem ou representação com um desejo, e depois usar essa imagem para pensar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Surge então a capacidade de auto-observação. Esta capacidade é fundamental para o autocontrolo de actividades tão simples como pintar dentro ou fora dos riscos de um desenho, ou fazer corresponder imagens com números. A auto-observação também ajuda a estabelecer relações de empatia com os outros e a corresponder a expectativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Nesta fase, a criança irá investir muito na medição das suas posses, limites (de que algumas birras são exemplo), bem como em comportamentos omnipotentes, de risco ou de oposição. Embora seja um aspecto fundamental em todo o desenvolvimento, é uma altura em que se torna maior a importância das regras e limites estabelecidas às e com as crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;As birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção, e podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de a comunicar de forma eficaz).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, verifica-se uma tendência por parte dos adultos em facilitar, provavelmente devido a uma culpabilidade inconsciente que sentem em não passarem com os seus filhos o tempo que consideram ideal, sentindo que conter, frustrar, contrariar ou proibir pode prejudicar a criança. Muitas vezes, existe até um receio de perda do amor por parte da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Mas, o que se verifica é que as crianças mais inseguras e com um maior sentimento de desprotecção são aquelas que, desde pequenas, não lhes foram passadas regras nem limites por uma entidade protectora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#1F497D;mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;Bases para a aprendizagem da disciplina&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height: 150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#1F497D;mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;O cliché de que a seguir ao amor, o que de mais importante podemos dar a uma criança são os limites, faz todo o sentido. Toda a aprendizagem, mesmo a dos limites e da organização, começa com o carinho, a partir do qual as crianças aprendem a confiar, a sentir calor humano, intimidade, empatia e afeição pelos que a rodeiam. Os limites e a organização começam com o afeto, pois grande parte da tarefa de as ensinar a interiorizar limites baseiam no desejo dela em agradar ao "outro".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Um dos problemas associados às regras e limites fundamentalmente estabelecidos a partir do medo prende-se com a impossibilidade da figura de autoridade estar sempre junto da criança, o que faz com que, na sua ausência, a criança não sinta medo da punição. Por outro lado, o excesso de medo pode criar na criança ansiedade e inibição na maior parte das situações, chegando ao ponto de inibir formas saudáveis de expressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Quando a disciplina é estabelecida como uma aprendizagem e é reforçada, com muita empatia e carinho, as crianças sentem-se bem por seguirem as regras. A sensação de saber que se é "o menino dos olhos" de alguém é muito agradável. Quando essa criança sentir o olhar de desapontamento por um comportamento incorrecto, vai possuir uma sensação de perda porque não recebe o olhar carinhoso de quando se porta bem. Se nunca tivesse sentido tal, não haveria sensação de perda ou de frustração que a motivasse interiormente a modificar o comportamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;É necessário ver que a disciplina é uma tarefa a longo prazo. O objectivo é ensinar a criança a controlar os seus próprios impulsos.  Nesse sentido, existem pequenos “truques” que ajudam na interiorização dos limites nas crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;É reconhecido que ao salientarmos um traço, existe uma maior probabilidade de o repetir. Ao observarmos adultos em interacção com crianças, verifica-se a frequência com que são destacados aspectos negativos, repreensões, em comparação com os elogios aos bons comportamentos. Nós, adultos, não o realizamos por malícia, ou por desejar o mal para os nossos filhos. O que se verifica com frequência é que repetimos nas nossas crianças os modelos educativos que nos foram transmitidos, que vastas vezes não primavam pelo uso do elogio. No entanto, esses padrões educativos podem ser alterados, especialmente ao termos consciência das nossas acções e do impacto que possuem no desenvolvimento da criança. Cabe-nos a nós, adultos, realizarmos uma auto-reflexão das nossas interacções com as crianças, e analisar o feed-back que lhes transmitimos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Ao termos o objectivo de aumentar o número de comportamentos positivos por parte duma criança, será através do elogio, do carinho no momento certo, que o atingimos. Nestas situações verifica-se a regra do que é salientado tende a repetir-se. Uma criança, ao efectuar um comportamento desejável, se obtiver a atenção positiva, uma recompensa (elogio, miminho, incentivo, não se trata de recompensa material), terá maior tendência a repetir esse comportamento no futuro. Se, no sentido inverso, atribuirmos atenção (mesmo que negativa) à criança quando tem comportamentos incorrectos, repreendendo-a, enquanto que não a estimulamos ao realizar uma atitude correcta, pois partimos do princípio que faz apenas o que é seu dever, estamos a estimular o comportamento indesejável. As crianças querem/necessitam de atenção e, se não a obtiverem através de comportamentos positivos, vão requere-la com comportamentos indesejáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;É claro que não se pede que se deixe de repreender as crianças quando existe essa necessidade, não é esse o propósito. Ao longo do seu desenvolvimento, é fundamental que a criança explore o seu mundo, e isso implica que os adultos necessitem colocar limites aos seus filhos. Essa curiosidade e interesse são saudáveis por parte das crianças, mas o papel dos adultos passa por promover a sua socialização, o que leva a por limitar a sua exploração quando necessário. Um dos papéis do educador passa por transmitir e ensinar o que a criança pode ou não realizar, incutindo-lhe regras e limites essenciais para o seu desenvolvimento e segurança. O que se pretende é que, além do referido, se estimule a criança pelos bons movimentos que realiza. O elogio, o incentivo, a confiança que lhes fornecemos são ferramentas que ela interioriza, e que lhe ajudam a sentir confiança em si para explorar o mundo, e para resolver os problemas de forma autónoma, confiando em si, nos seus recursos, e nas pessoas que lhe são significativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Ao longo da nossa convivência com as crianças, por vezes tendemos a esquecer que são crianças, e que possuem uma capacidade de entendimento distante da dos adultos. Também assim o é no modo como lidam com os elogios como com as críticas. Ao realizarmos uma crítica a um adulto, ele poderá ter a capacidade de analisar o que lhe foi comunicado, e ajustar o seu comportamento de modo a evitar essa punição. Contudo, este processo mental poderá ser muito complexo para uma criança e, até certas idades, impossível de realizar. Ou seja, para uma criança que recebeu uma crítica, poderá ser muito difícil alterar e ajustar o seu comportamento, pois ainda não possui a maturidade cognitiva que lhe permita compreender que, para evitar receber a repreensão, tem de mudar o comportamento "X" pelo "Y". No momento de repreender, pede-se paciência aos educadores, cujo papel não poderá passar apenas pela crítica, mas igualmente pelo ensinar à criança o modo correcto de agir, mostrando sempre a esperança de que na próxima vez a criança será bem sucedida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;Esta dificuldade cognitiva em ajustar o comportamento aquando de uma crítica, não se verifica no momento em que recebe um elogio por um bom comportamento. Nesse caso, trata-se de um processo cognitivo mais elementar, em que apenas realiza uma associação directa entre o comportamento realizado e a atenção positiva recebida. Por aí passa frequentemente o sucesso na mudança de comportamento das crianças, o salientar os aspectos positivos, de forma a tornarem-se mais frequentes, e a não atribuição de atenção às pequenas atitudes negativas, procurando que ocorram com menos frequência. Quando não é possível desvalorizar, e a repreensão torna-se necessária, importa explicar à criança o que fez de forma incorrecta, instruindo-a sobre o procedimento desejado e, claro, mostrar-lhe que sabemos que ela conseguirá ser bem sucedida no futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt;&lt;br /&gt;É importante focar uma pequena nota no que se refere às repreensões e aos castigos. Quando o adulto se depara com a necessidade de repreender uma criança, o seu propósito não é vingar-se ou fazer mal à criança. O objectivo é sempre o de alterar o comportamento, que a criança tenha consciência de que o que realizou é incorrecto, e que esperamos no futuro que altere o comportamento específico que o levou à repreensão. Dessa forma, ao falarmos com a criança, devemos evitar expressões como o "És sempre assim", "Nunca fazes nada bem", entre outras. O mal de expressões como as referidas (entre outras) é que, além de não comunicarmos à criança qual o comportamento que consideramos incorrecto, não lhe transmitimos a esperança de o poder alterar, qualificamo-la de forma negativa, estamos a prejudicar a autoconfiança e a obstaculizar um sucesso futuro. Quanto ao comportamento em questão, é importante referir, de forma clara, o que desaprovamos, pois é o que queremos modificar e, de forma construtiva e optimista, comunicar-lhe o que esperamos dela, delegando-lhe a responsabilidade de confiarmos que, no futuro, conseguirá realizar o comportamento desejado. Expressões como as referidas anteriormente (sempre e nunca) funcionam mais como uma avaliação geral à criança, ao invés de focar o comportamento específico, aquele que realmente queremos alterar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Uma última nota importante para a questão dos limites. Um modo fundamental de aprendizagem para as crianças é através da modelagem (imitação) das pessoas com quem privam, sendo o papel doa progenitores de grande importâncis: a moral desenvolve-se a partir da tentativa de querer ser como um adulto admirado, daí a importância de procurarmos ser os melhores modelos possível para as nossas crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D;mso-themecolor:text2; mso-fareast-language:PT"&gt;Socialização da criança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Ao nível da socialização, a criança aprecia a interacção com adultos que lhe sejam familiares, imitando e copiando os comportamentos que observa. No entanto, vai se verificando um aumento progressivo da autonomia: sente satisfação por estar num grupo de crianças, necessitando apenas de confirmar ocasionalmente a presença e disponibilidade do(s) adulto(s) de referência - esta necessidade aumenta em situações novas, surgindo uma maior dependência quando é necessária uma nova adaptação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;As suas interacções com as outras crianças são ainda limitadas: as suas brincadeiras decorrem sobretudo em paralelo e não em interacção com elas. A partir dos 20-24 meses, e à medida que começa a ter maior consciência de si própria, física e psicologicamente, começa a alargar os seus sentimentos sobre si aos outros - desenvolvimento da empatia (começa a ser capaz de pensar sobre o que os outros sentem).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Inicialmente, o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;No decorrer do terceiro ano de vida, começa a verificar-se como tema comum de brincadeira a imitação e tentativa de participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D; mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;Controlo dos esfíncteres&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D;mso-themecolor:text2; mso-fareast-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Com cerca de dois anos de idade, inicia-se o processo de ensino do controlo dos músculos que permitem a possibilidade de contenção e expulsão das fezes e da urina (controlo dos esfíncteres). E, simultaneamente, a aprendizagem da limpeza do corpo. Travam-se as "lutas" do bacio. Do ponto de vista da criança, tal implica uma renúncia, um "favor" que se presta à mãe. Os pais desejam que a criança passe a utilizá-lo sempre que sente necessidade e esta vai aproveitar a possibilidade de controlo para os seus momentos de oposição e jogos de afirmação. É um momento importante do desenvolvimento e é de salientar que poderá provocar na criança muita ansiedade, sobretudo quando há excessiva rigidez na educação (chegando-se por vezes ao castigo quando a criança não controla). É desejável que este processo seja realizado com tranquilidade, aceitando o ritmo de cada uma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;É de evitar um exagero na necessidade de limpeza. Nalguns casos, a associação entre sexo e "porcaria" poderá mais tarde, no adulto, repercutir-se como uma não aceitação do seu próprio corpo, dos seus cheiros e líquidos, o que eventualmente, levará a manifestações negativas nas suas vivências afectivas e comportamentos mais íntimos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#1F497D;mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;Terceiro / Quarto Ano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Esta é uma fase marcada pelas repercussões psicológicas do reconhecimento da diferença anatómica entre sexos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;A criança pequena começa a identificar-se com o progenitor do mesmo sexo (o menino com o papel do pai, a menina com o modelo materno). Fazem parte da mesma época as brincadeiras em que se mostram os órgãos genitais (conduta aparentemente "exibicionista", brincadeiras de médicos, etc.). É a época das perguntas, das repetições com tonalidades prazerosas. O pensamento apresenta uma falta de separação nítida entre a fantasia e a realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Nesta fase aumenta a curiosidade em explorar questões relacionadas com a vida dos adultos, como: de onde vêm os bebés, como foi o seu nascimento, etc. Cabe aos pais procurar satisfazer essa curiosidade, sem cometerem o erro de aprofundar à medida do desejo que a criança parece requerer, pois ela ainda não possui uma maturidade psicológica que permita lidar com essa informação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Nesta etapa surge, como factor significativo, a necessidade de manter viva a diferença geracional entre os pais e a criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D; mso-themecolor:text2;mso-fareast-language:PT"&gt;Entre os Cinco/Seis anos até aos 10&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Neste período, a criança continua a precisar duma grande proximidade afectiva dos pais, com o carinho associado necessário. Porém, progressivamente aumenta o período de tempo que passa com outras crianças, bem como a importância dessas relações para a sua vida. Aumenta cada vez mais a importância de possibilitar à criança oportunidades de interagir com outras da sua idade na maioria dos dias da semana (Brazelton &amp;amp; Greenspan, 2002).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;É igualmente neste período da vida da criança que se inicia um “período de calma” no desenvolvimento emocional e impulsivo. O pudor faz passar para segundo plano o interesse pelo que é instintivo, principalmente perante os adultos - o chamado período de latência sexual, que vai até a puberdade. A esfera de acção excede a família (jardim de infância, companheiros da mesma idade). A fantasia concentra-se nas fábulas (bem e mal); as brincadeiras sujeitam-se a regras. O princípio da realidade vai ganhando terreno ao princípio do prazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;A escola ajusta-se muito bem e de muitas formas ao estádio de desenvolvimento das crianças, exigindo delas produção e ordem. A relação com as novas pessoas que representam a autoridade e a competência exercita, da parte da criança, a adaptação, a auto-afirmação, a capacidade de concentração, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Esta entrada surge como uma mudança fundamental na vida da criança. Ela passará a estar sujeita a avaliações por parte do (s) seu (s) professor (es), colegas, bem como por si mesma, necessitando possuir um auto-controlo que lhe permita corresponder às novas exigências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraph" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: -18pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; font-family: Symbol; "&gt;·&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 7pt; line-height: normal; "&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Uma nota para a importância dos adultos neste processo. Para que a criança possua um bom desenvolvimento académico, é de extrema importância que receba bons modelos, bem como feed-backs positivos e adequados por parte dos adultos mais próximos (pais e professores). Aprender é descobrir o mundo à sua volta, e tal é sempre melhor quando devidamente acompanhado pelas pessoas que nos são importantes, e as principais bases da nossa auto-estima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D;mso-themecolor:text2; mso-fareast-language:PT"&gt;Desenvolvimento Cognitivo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Nestas idades, deve-se dar ênfase a competências e actividades como contar, classificar, construir e manipular, com o objectivo de estimular o desenvolvimento cognitivo da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;As actividades podem (e devem) ter cada vez mais regras. O valor destas é quase mais significativo do que a actividade em si. Enquanto a criança em idade pré-escolar obedece às regras sem compreender o porquê da sua existência, a partir dos 6/7 anos percebe-as pelo seu valor funcional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Esta é uma fase também caracterizada pelo desenvolvimento motor da criança, que lhe permite adquirir um maior equilíbrio, coordenação e controlo do seu corpo. Actividades que potenciem e levem à exploração do corpo e seus limites potenciam a aquisição do esquema corporal. Este desenvolvimento é preponderante para todo o desenvolvimento académico, pois é a partir do nosso corpo que inicio a exploração para o resto do mundo e, áreas com o a percepção visual e temporal, desenvolvidas através de actividades tão lúdicas como brincar à apanhada e jogar às escondidas são essenciais para a aprendizagem académica (sendo este só um pequeno exemplo). Daí que, mesmo com a entrada para a escola, não se deve nunca desvalorizar a importância do brincar no desenvolvimento da criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#1F497D;mso-themecolor:text2; mso-fareast-language:PT"&gt;Socialização&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;A identidade de sexo continua a estruturar-se, através dos modelos de identificação masculina e feminina fornecidos pelos adultos mais significativos. Só pode crescer bem como rapaz ou rapariga quem tem para quem olhar e com quem se identificar.&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;O grupo de pares torna-se progressivamente mais importante e, a pertença a um grupo é fundamental para a sua identidade. As crianças tendem a aproximar-se de outras com gostos ou características com que se identifiquem sendo, com frequência, neste período, que se nota a maior separação entre os grupos e brincadeiras de “meninos e meninas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Não obstante este passo, a importância e necessidade de proximidade afectiva dos pais é ainda de extrema importância. Passa também por eles contribuírem para uma progressiva transferência da regulação do comportamento da criança para a mesma, potenciando e incentivando a auto-regulação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#0070C0;mso-fareast-language:PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; color:#0070C0;mso-fareast-language:PT"&gt;Educação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;br /&gt;Não é possível dar receitas para uma educação "correcta". Os conselhos isolados, ao contrariarem o estilo educativo geral, confundem os pais e fazem com que a criança fique sem saber de que modo deve comportar-se. Mais fácil do que dar receitas de educação "normal" é dizer como não se deve ser a educação: despótica, dogmática, moralizadora, superexigente, com mimos excessivos, abandono ou contradições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;O que importa, pois, é a atitude global dos pais, sendo válida a antiga norma do amor e do exemplo. A união entre os pais, a capacidade para servir de modelos, aceitação incondicional da criança, sem mimá-la em excesso. Os pais devem ser firmes sem dureza, alegres e positivos, deixando a criança "um pouco solta", sem angústias, nem indiferença: estas são as melhores condições para a criança aprender a auto-afirmar-se, não se tornando egoísta e passiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;A forma da educação deve ajustar-se à idade da criança. À criança em idade Pré-Escolar, deve-se, até certo ponto, "soltar", não lhe perturbando o desenvolvimento com excesso de cuidados educativos; por outro lado, só se aprendem umas tantas normas, nessa idade, mediante uma espécie de condicionamento, à base de prémio e castigo. A criança, em idade escolar, é mais acessível ao conselho e ao esclarecimento (dentro de certos limites).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-size: 100%; font-weight: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%; "&gt;Algumas palavras sobre os castigos aplicados à criança pequena: o próprio castigo deve ser caloroso (tanto no que diz respeito ao afecto parental como relativamente à recordação que a criança guarda); e não deverá deixar ressentimento nem aos pais, nem aos filhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiPjqdjuLXvrQT2oghc32zifBkd1lvXV7vZmqrPu2JoWS-u3gfJfHpSL0c4sBsXskCP5O-qElZN8xa43h_k7K0c7vljrZFx7k4NFkUJwNXLT6MugSwu2TRv9HdQyrlXZkm5c4Jz7imIQyI/s72-c/globo.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>SEMENTES PARA CRESCER</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/12/sementes-para-crescer.html</link><category>Auto-estima</category><category>Criança</category><category>Estratégias</category><category>Pais</category><category>parental</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Tue, 21 Dec 2010 12:16:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-1942881013516835913</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglyKZITQkR9pCe3OWAZEY6M10kFhFNBWodV2tT5A2VNZxCYwssulTu70UwHrzRhKGGj1cXYun-aiRzrtTLBgupKskeIPEm-K3Lg8-1-yYfXfEwpMgKtQ8ez5I04m6djfaniJ9tZXotFok/s1600/autoestima.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 192px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglyKZITQkR9pCe3OWAZEY6M10kFhFNBWodV2tT5A2VNZxCYwssulTu70UwHrzRhKGGj1cXYun-aiRzrtTLBgupKskeIPEm-K3Lg8-1-yYfXfEwpMgKtQ8ez5I04m6djfaniJ9tZXotFok/s200/autoestima.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553109036246658178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:150%"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:13.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family: &amp;quot;Book Antiqua&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:BatangChe;color:blue"&gt;Práticas parentais de reforço à auto-estima da criança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A importância da discussão em torno do tema auto-estima torna-se extremamente relevante, no sentido em que o grau de investimento, por parte duma criança, em explorar e enfrentar os desafios desenvolvimentais, depende da confiança em si e nas suas capacidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;Num momento em que o &lt;i&gt;Bullying&lt;/i&gt; e o consumo de substâncias psicoativas são temas recorrentes, verifica-se que a criança/adolescente com uma boa auto-estima encontra-se mais preparada para se defender e fazer-se respeitar, não permitindo que os outros abusem de si ou a influenciem negativamente.  Para dotarmos as nossas crianças dessas ferramentas, o papel dos pais e de outros adultos de referência assume um papel preponderante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:blue"&gt;Auto-estima&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt; line-height:150%;color:black"&gt;No desenvolvimento da criança, na aquisição de competências e nas conquistas daí resultantes, importa indagar sobre a construção e desenvolvimento da auto-estima, bem como o papel dos adultos nesse processo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;A imagem que temos de nós, ou seja, o modo como nos percepcionamos (auto-conceito), é construída desde uma fase muito precoce da nossa vida, provavelmente desde a gravidez, e encontra-se, de modo indelével, ligada à relação com os pais e/ou outras figuras de referência da nossa vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;Visto a capacidade da criança em realizar um julgamento eficaz de si e das suas capacidades ser reduzida, depende das pessoas que lhe são significativas, que funcionam como "espelhos", aos olhos de quem se percepciona. Deste modo, os pais são, geralmente, os principais "espelhos" da criança, e têm um papel crucial no modo como se avalia e confia nas suas capacidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;E é com base nessa imagem devolvida pelos pais que a criança constrói a sua auto-imagem e realiza um julgamento sobre si, que pode ser mais ou menos positivo.  A esse julgamento, ou a essa avaliação que realizamos sobre o nosso auto-conceito, denominamos de auto-estima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height: 150%;color:blue"&gt;Papel Parental&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;Importa então reflectir sobre o que lhes estamos a transmitir. Porque se, predominantemente, a criança receber “ecos” positivos, a sua auto-estima tenderá a ser alta.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;No sentido inverso, se recebe com maior frequência &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt; negativo, tenderá a possuir uma imagem negativa de si própria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Cabe então aos adultos a tarefa de valorizar o que de bom a criança realiza, as suas qualidades e, mesmo nas actividades em que possuí maiores dificuldades, transmitir-lhes a esperança de serem bem sucedidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt; line-height:150%;color:blue"&gt;O elogio enquanto arma positiva&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;O elogio serve como uma poderosa ferramenta ao serviço dos pais, no que se refere à auto-estima dos seus filhos. Atribuído quando tenta realizar algo (elogiar o esforço, não apenas os sucessos), faz com que se sinta importante, valorizada, e capaz de empreender novas tentativas e conquistas. Além de permitir que acredite que é capaz de realizar algo que o adulto valoriza e respeita, este sentimento de confiança de ser bem sucedida é interiorizado e preservado no futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Assim, mesmo quando o sucesso não é alcançado, o elogio pela tentativa, associado à esperança que o adulto lhe transmite que da próxima vez poderá ser bem sucedida, permite-lhe acreditar em si e nas suas capacidades, o que a ajuda a lidar com as frustrações de forma mais eficaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt; line-height:150%;color:blue"&gt;O poder das palavras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;Para além do elogio, com grande frequência os pais são levados a sinalizar comportamentos ou acções que não consideram os mais adequados. Por vezes desprovidas de grande reflexão, as palavras utilizadas assumem um valor fundamental na mensagem que queremos transmitir, e no que queremos que a criança percepcione.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Torna-se então perigoso recorrer aos típicos rótulos e etiquetas que por vezes atribuímos às crianças. Como anteriormente referido, elas procuram nos adultos significativos espelhos que lhes ajudem a moldar a sua imagem. Essa imagem convém ser positiva e, quando não o for, deve transmitir a possibilidade de mudança para melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Os rótulos não transmitem essa possibilidade. Ao invés, contribuem para que se percepcione e comporte de acordo com os “títulos” que os adultos lhes devolvem. Se, desde uma fase precoce da sua vida, começa a identificar-se com designações como “burra”, “preguiçosa”, “pastelona”, entre outras, com maior probabilidade crescerá a acreditar que o é.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;A nível educativo, verifica-se a necessidade de ajudar a criança a compreender os comportamentos que não são os desejados pelos adultos, e aí torna-se importante recorrer a um uso eficaz das palavras. Para tal, as verbalizações dos adultos devem incidir sobre os comportamentos incorrectos da criança (Ex. “Esqueceste-te de arrumar o quarto”). Uma correcta sinalização do comportamento indesejado, permite à criança interiorizá-lo e, ao adulto, demonstrar o comportamento desejado, bem como transmitir que acreditamos na possibilidade de mudança positiva no futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;O oposto verifica-se quando, ao invés de demonstrar o comportamento desejado, atribuímos traços de personalidade (Ex.: “és sempre um desarrumado” ao invés de “tens de arrumar o quarto”).&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Deste modo, ao invés de se contribuir para uma efectiva melhoria comportamental por parte da criança, estamos a fornecer uma avaliação da sua identidade, de carácter permanente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt; line-height:150%;color:blue"&gt;Ideias Positivas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;É necessário a criança acreditar na possibilidade de sucesso, e para tal precisa ser bem sucedido na realização de tarefas.  Para tal, os pais devem procurar transmitir essa possibilidade de sucesso. Importa assim atribuir-lhe pequenas tarefas, que sejam adequadas à sua faixa etária, para ter verdadeiras hipóteses de ser bem sucedida.  Nesse sentido, damos-lhe oportunidades de desenvolver-se, sem incorrer no erro de protecção em excesso, nem de a pressionar além das suas limitações naturais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Todavia, não cabe ao adulto procurar evitar exaustivamente que a criança se depare com sentimentos de frustração. Mais do que tal, a sua tarefa passa pelo ensinar que não é possível ser sempre bem sucedido.  Quando existe uma boa identificação parental, a criança cresce tendo os pais como modelos a seguir. Porém, pode ser difícil para uma criança acreditar que poderá ser um dia como aquele ser perfeito que o pai e/ou a mãe aparenta ser. É muito salutar que os adultos também admitam quando cometem erros, e que o façam junto da criança. Reconhece assim que os adultos não são perfeitos, tal como ela não o é. Deste modo, os adultos podem ajudar a criança a aprender que errar é natural, todos o fazem, não apenas ela, e que existe sempre a possibilidade de, na próxima vez, procurar melhorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;- Quando possível, permita que a criança tome as suas próprias decisões. Pode-se, por exemplo, pedir que opine sobre questões como onde ir passear, que actividade realizar, entre outras. Tal faz com que se sinta importante, valorizada e respeitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Ouvir a criança. Mesmo nos momentos em que está apressado/a, é importante parar para ouvir e valorizar o que a criança nos transmite. Por vezes não é possível dar atenção imediata às suas questões. Nesses momentos, é preferível explicar que será melhor falar sobre o assunto mais tarde. Quando possível, volte a abordar novamente a questão junto dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;– Dar valor às questões colocadas pela criança. Elas fazem perguntas de enorme significado moral, resta-nos estar atentos e, em conjunto, procurar aprofundá-las - não com a postura de sabedores da verdade, mas ouvindo o seu ponto de vista, expondo os nossos, explorando e descobrindo em conjunto. É neste ouvir e partilhar de argumentos com outras crianças e adultos que ela experiencia desequilíbrios cognitivos, que a levam a colocar em causa os seus conceitos e conduzem a uma nova reorganização dos mesmos. Este conflito (cognitivo) é fundamental para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Permitir a livre expressão dos seus sentimentos, mesmo os negativos. Por vezes, desvalorizam-se sentimentos muito fortes da criança, com expressões como "não se chora", ou "isso não é nada". Se ela sente, é porque tem razões para tal. É importante validar esses sentimentos e permitir-lhe que os partilhe com os adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- É frequente esquecermo-nos de que já fomos crianças, e de que a sua forma de entender e percepcionar o mundo é muito diferente da nossa. Procure empatizar com ela, e perceber como esta se sente em determinado momento. Deste modo, ser-lhe-á mais fácil entender o seu ponto de vista e, assim, lidar com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Tal como os adultos, a criança também aprecia (e merece) que respeitem os seus espaços e limites. Expressões como "com licença" e "obrigado" podem contribuir para que se sinta confiante e respeitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Partilhar com os filhos os seus gostos e os seus valores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span class="apple-style-span"&gt; Enquanto modelo para as crianças, transmita e seja entusiasta, positivo e alegre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;- Por vezes, o cansaço fruto dum dia de trabalho pode favorecer momentos em que se "descarrega" na criança de forma descontextualizada e injusta. É necessário avaliar o nosso estado e, quando necessário, recorrer ao parceiro para que lide com determinadas situações, resguardando o adulto mais cansado (e a criança).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;- Esta é uma verdade que deve ser aplicada para todas as crianças, mas que torna-se mais relevante quando se trata de irmãos: o recorrer às comparações para repreender ou fazer a criança ver qual o comportamento desejável não é uma boa estratégia pedagógica. Não é positivo para nenhuma delas, e há uma delas que fica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;prejudicada com a situação. Em comportamentos negativos, o ideal será comparar com outros momentos positivos (Ex. “Não devias ter batido no teu irmão.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Lembras-te no outro dia quando vieste contar aos pais que o mano te estava a chatear?”).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;- Uma grande parte do dia da criança é vivenciado longe dos pais, na escola, no jardim-de-infância ou creche.  No fim do dia, é relevante que os pais demonstrem interesse e curiosidade pelas actividades dos seus filhos.  Com frequência a criança ou não responde ou é vaga, mas o que conta é o interesse demonstrado pelos pais, o que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;a permite percepcionar-se como importante para eles. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt;line-height:150%;color:blue"&gt;Desafio:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt; experimentar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt; line-height:150%;color:black"&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;perguntar à criança pelas coisas boas do seu dia, o que mais gostou, o que valorizou. De seguida, expressar igualmente o que mais gostou no seu próprio dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%; color:black"&gt;- Diga à sua criança o que a faz única e especial.  Todos nós o somos, mas poucas vezes alguém nos diz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;- Por fim, uma última referência para o elogio: elogie-a com frequência, mas quando e onde o merecer. Os elogios são uma óptima ferramenta para a construção da auto-estima, mas só quando atribuídos pelo mérito, e de forma coerente. Mais do que o resultado, reforce o esforço da criança para ser bem sucedida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt;line-height:150%;color:black"&gt; &lt;span class="apple-style-span"&gt;Termina-se com uma proposta: uma vez por dia (no mínimo), elogiar uma acção ou qualidade positiva da criança, com naturalidade e no momento em que ela realiza o comportamento alvo do elogio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglyKZITQkR9pCe3OWAZEY6M10kFhFNBWodV2tT5A2VNZxCYwssulTu70UwHrzRhKGGj1cXYun-aiRzrtTLBgupKskeIPEm-K3Lg8-1-yYfXfEwpMgKtQ8ez5I04m6djfaniJ9tZXotFok/s72-c/autoestima.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Participação na Revista CEI - Cadernos de Educação de Infância, Agosto de 2010</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/10/participacao-na-revista-cei-cadernos-de.html</link><category>Cadernos de Educação de Infância</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 2 Oct 2010 16:54:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-2144049551124488320</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc5aqJXWrm17kPlLy9BsvJvA98LjGs6EUvmM7d15qzNGDKMA7oNwVAov22rWxNwH6GoOP_Z4PmedjBWJO3k8_Zo_mHRFsdoYZnAQmx4dVvhLhMZffbSygzd_F1YDc_dQy6EeOgvidEO0w/s1600/CEI1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 400px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc5aqJXWrm17kPlLy9BsvJvA98LjGs6EUvmM7d15qzNGDKMA7oNwVAov22rWxNwH6GoOP_Z4PmedjBWJO3k8_Zo_mHRFsdoYZnAQmx4dVvhLhMZffbSygzd_F1YDc_dQy6EeOgvidEO0w/s400/CEI1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523478595663465330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFcmG9rER7Y4tqwsAOpaGp4IfZyRgiKKYlUjtGDQOJvaULSbl9v9szh4bO31GL7_h77hAiIdIVa7KS1vWRKkSTvU2D-lrtEEr41hDwCY4r8mfDbjlzrgPulcZHCqH5ub04A6eR1qyXUas/s1600/CEI2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 400px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhFcmG9rER7Y4tqwsAOpaGp4IfZyRgiKKYlUjtGDQOJvaULSbl9v9szh4bO31GL7_h77hAiIdIVa7KS1vWRKkSTvU2D-lrtEEr41hDwCY4r8mfDbjlzrgPulcZHCqH5ub04A6eR1qyXUas/s400/CEI2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523478274903592354" /&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgc5aqJXWrm17kPlLy9BsvJvA98LjGs6EUvmM7d15qzNGDKMA7oNwVAov22rWxNwH6GoOP_Z4PmedjBWJO3k8_Zo_mHRFsdoYZnAQmx4dVvhLhMZffbSygzd_F1YDc_dQy6EeOgvidEO0w/s72-c/CEI1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Participação na Revista Pais &amp; Filhos, Maio de 2010</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/10/participacao-na-revista-pais-filhos.html</link><category>Crianças</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><category>Revista Pais e Filhos</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 2 Oct 2010 16:48:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-125589684363763540</guid><description>&lt;a href="http://www.paisefilhos.pt/index.php/familia/pais-a-m-menu-familia-58/2737-tver-ou-nao-tver-nao-e-a-questao"&gt;http://www.paisefilhos.pt/index.php/familia/pais-a-m-menu-familia-58/2737-tver-ou-nao-tver-nao-e-a-questao&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjllwJvHvSrsNqDYas_iDkX0b2mvOvfqNxiZoK8596yPGpJhY5utmO4S5ISoMM66YjNVJ8_jQ8C0j2FvkFUXXkCWn1kKM0QFP27K4I8bgyD_3STFBjXqN2ZOAKpW69BmsxBaCBBVA6KBUY/s1600/pais+e+filhos+1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523476411547987218" border="0" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjllwJvHvSrsNqDYas_iDkX0b2mvOvfqNxiZoK8596yPGpJhY5utmO4S5ISoMM66YjNVJ8_jQ8C0j2FvkFUXXkCWn1kKM0QFP27K4I8bgyD_3STFBjXqN2ZOAKpW69BmsxBaCBBVA6KBUY/s400/pais+e+filhos+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1ho6qPSJRsQGEmw-yk0oQEUcSr573fP4Qx5C_wwXzyjV6BoitLECaUQIgMHuZ-pP59UtmqkGpn43qZsLWp4RtgbyYCaUnaZHva6pDk0TZPUUbSXRDwWw4GQiQYcJjThr3xaHVx9eRqzg/s1600/pais+e+filhos2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 285px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523476407663262738" border="0" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1ho6qPSJRsQGEmw-yk0oQEUcSr573fP4Qx5C_wwXzyjV6BoitLECaUQIgMHuZ-pP59UtmqkGpn43qZsLWp4RtgbyYCaUnaZHva6pDk0TZPUUbSXRDwWw4GQiQYcJjThr3xaHVx9eRqzg/s400/pais+e+filhos2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh07Ng2tTV6I7BKVrkIQWunCINyBIiTOSWHNLmKwmoieY0iin2ID75tbovJEjb0tY_182SCCD7a5T-UK_FMlGFoVIqsqToH8GQ_7XT1o59FEFF38ZSXKLtFXAFjvg2iI9h6Iy6j2dwSM64/s1600/pais+e+filhos+3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 288px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523476401944313042" border="0" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh07Ng2tTV6I7BKVrkIQWunCINyBIiTOSWHNLmKwmoieY0iin2ID75tbovJEjb0tY_182SCCD7a5T-UK_FMlGFoVIqsqToH8GQ_7XT1o59FEFF38ZSXKLtFXAFjvg2iI9h6Iy6j2dwSM64/s400/pais+e+filhos+3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjllwJvHvSrsNqDYas_iDkX0b2mvOvfqNxiZoK8596yPGpJhY5utmO4S5ISoMM66YjNVJ8_jQ8C0j2FvkFUXXkCWn1kKM0QFP27K4I8bgyD_3STFBjXqN2ZOAKpW69BmsxBaCBBVA6KBUY/s72-c/pais+e+filhos+1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Como explicar a crise às crianças</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/10/como-explicar-crise-as-criancas.html</link><category>Crianças</category><category>Pais</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 2 Oct 2010 16:08:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3355988409633633799</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEih5bM9s_aLgapsswDS3LnOEXHGPby_eRtMMMCt-N8aCQGfNdI-tliI_I314GUJIQ3DrigjOi8HQ2Ijanl7bwWk5LVTXN6z-Lkkb47iCjk4iSAllsIYlenIDn2OR64E25jvWp-neF-PWDM/s1600/crise.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEih5bM9s_aLgapsswDS3LnOEXHGPby_eRtMMMCt-N8aCQGfNdI-tliI_I314GUJIQ3DrigjOi8HQ2Ijanl7bwWk5LVTXN6z-Lkkb47iCjk4iSAllsIYlenIDn2OR64E25jvWp-neF-PWDM/s400/crise.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523466202716263538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span id="NewsSummaryContent"&gt;&lt;p class="artigo-intro" id="NewsSummary" style="line-height: 1.4em; margin-top: 20px; margin-bottom: 6px; font-family: Georgia, serif; font-weight: bold; font-size: 0.7em; margin-left: 0px; "&gt;Especialistas garantem que aos três anos as crianças já devem saber porque não podem ter brinquedos novos.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="Article"&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;A crise alterou a vida de muitas crianças, mas os pais não sabem como falar dela. Pediatras aconselham a não esconder o problema. E sugerem a melhor forma de explicar aos mais novos o drama dos problemas financeiros quando eles fizerem certas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;strong&gt;Pai e mãe, porque é que não posso comprar o brinquedo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"É essencial integrar as crianças nas poupanças em tempo de crise. Ou seja, fazer com que elas se sintam parte da resolução." O conselho é do pediatra Gomes Pedro. Não esconder das crianças os tempos difíceis de crise e envolvê- -las nas poupanças familiares é também a opinião do psicólogo Bruno Pereira Gomes. "Assim, elas sentem que estão a ajudar, vão sentir-se melhor, caso contrário poderiam até pensar que os problemas económicos da família são culpa delas", explica o especialista ao DN.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;A psicóloga Sílvia de Jesus Coutinho defende que "convém passar a mensagem às crianças de que nem sempre vão poder comprar tudo o que querem". Adiantando que assim os mais pequenos se adaptam melhor às mudanças de circunstâncias e percebem que os pais não são nem devem ser super-heróis.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;strong&gt;O que quer dizer isso da crise, podem explicar-me?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Conversar com as crianças não é fácil, mas Bruno Gomes sugere que os pais fujam aos discursos elaborados. O especialista diz que o melhor é um discurso simples que não assuste as crianças.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Também Sílvia Coutinho avisa que quando os filhos perguntam o que é a crise tudo deve ser explicado "numa linguagem próxima do nível de entendimento da criança". Além disso, acrescenta, não se deve "explicar coisas a mais". Basta responder às perguntas dos filhos de forma simples.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"Não é preciso forçar nada. Há que estar atento às perguntas que os filhos fazem e ir esclarecendo as dúvidas calmamente" diz Bruno Gomes, que acha ser "impossível as crianças não saberem o que se passa com a quantidade de notícias que há". Atendendo às informações, "elas, neste momento, têm medo da crise", diz.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;strong&gt;Mas eu não sou novo de mais para saber essas coisas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;De acordo com Gomes Pedro, quando as crianças entram para a escola, "é importante que vão adaptando os conhecimentos". Mas Sílvia Coutinho considera que aos três anos as crianças começam a pedir brinquedos e é preciso dizer-lhes que não podem ter tudo. Por isso, essa pode ser uma boa idade para lhes explicar de forma simples o que é a crise.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Nestas idades, a crise pode ter um lado positivo, diz Gomes Pedro: "É nestas alturas que as crianças podem construir valores morais e aprender a partilhar." Isto é, ao compreenderem as dificuldades por que passa a família, ou outras pessoas, aprendem também elas a fazer frente aos problemas. Gomes Pedro sublinha, porém, que aos três ou quatro anos os miúdos "envolvem-se naturalmente nas fantasias".&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;strong&gt;Então e aquelas histórias todas de finais felizes não existem?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Apesar de a crise não ser uma situação agradável, Bruno Gomes defende a necessidade de as crianças imaginarem que podem ser felizes, "que o bom pode vencer".&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Da mesma forma, Sílvia Coutinho também aconselha os pais a continuarem a contar histórias felizes aos filhos, pois estas dão segurança. "As histórias com final feliz dão a ideia de que tudo vai correr bem no final e isso é bom", assegura.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;A psicóloga entende mesmo que estas histórias podem ajudar a falar da crise. "Os pais podem dizer que agora não podem comprar tudo, mas que no futuro tudo vai resolver-se e vão poder comprar brinquedos", exemplifica.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Importante também é que as crianças entendam o mundo à sua volta. "Os pais nunca devem ocultar a verdade. Mas é sempre mais fácil ir pelo lado negativo. Temos de pensar no aspecto positivo, explicando o lado mau", recomenda Bruno Gomes, aconselhando mesmo os pais a lerem contos de fadas para si próprios.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Para Gomes Pedro, "a criança deve saber o que é a realidade, mas claro que deve ter o seu refúgio de fantasia."&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Publicado no Diário de Notícias em 06/06/2010&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1586563"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1586563&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEih5bM9s_aLgapsswDS3LnOEXHGPby_eRtMMMCt-N8aCQGfNdI-tliI_I314GUJIQ3DrigjOi8HQ2Ijanl7bwWk5LVTXN6z-Lkkb47iCjk4iSAllsIYlenIDn2OR64E25jvWp-neF-PWDM/s72-c/crise.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>'Stress' faz disparar problemas de sono nas crianças e jovens</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/10/stress-faz-disparar-problemas-de-sono.html</link><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><category>sono</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 2 Oct 2010 16:03:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3277518760937515455</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZvJ2jqr2eOF6bLGB4l3r402VBmJr3a4OaD_s_A7PnB95oiQzKCCprfIyiftmqc82wJoxD6Fpu5QAnL5VH8etOlkYGrJsQb6P66zRQWjPu58pQ5iFr6ye58POu2l0JQs3_SsyA2LtLZfI/s1600/estresse.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZvJ2jqr2eOF6bLGB4l3r402VBmJr3a4OaD_s_A7PnB95oiQzKCCprfIyiftmqc82wJoxD6Fpu5QAnL5VH8etOlkYGrJsQb6P66zRQWjPu58pQ5iFr6ye58POu2l0JQs3_SsyA2LtLZfI/s400/estresse.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523464729394638642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span id="NewsSummaryContent"&gt;&lt;p class="artigo-intro" id="NewsSummary" style="line-height: 1.4em; margin-top: 20px; margin-bottom: 6px; font-family: Georgia, serif; font-weight: bold; font-size: 0.7em; margin-left: 0px; "&gt;Número de casos que chegam aos pediatras está a aumentar. Um estudo alerta para as mudanças de comportamento e para a ansiedade que provoca nos mais novos&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="Article"&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Luís, João e Matilde são irmãos e todos têm dificuldade em dormir. Uma situação cada vez mais frequente entre as crianças e jovens, alertam os especialistas. Na origem da falta de sono está o stress do dia-a-dia da maioria das famílias, que os mais novos também sentem.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Um estudo realizado nos Estados Unidos revela que as crianças dormem hoje menos uma hora do que há 30 anos. E que a falta de sono se reflecte na redução dos níveis de inteligência, num comportamento ansioso e até contribui para o aumento da obesidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"Há 15 anos não tinha tantos casos de crianças com problemas de sono", reconhece ao DN o director do Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Gomes Pedro. "Actualmente, o stress nas famílias é maior", justifica o clínico. E a maior proximidade de pais e pediatras durante as consultas também ajuda a detectar mais cedo os problemas.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;O tempo necessário para dormir varia de criança para criança, mas oito horas é o tempo de sono recomendável pelos médicos. 60% das crianças e jovens ouvidas pelos autores do estudo norte-americano confessaram sentirem-se sonolentos durante o dia, porque dormiam menos de sete horas por noite. O que tem consequências no seu aproveitamento escolar ou nos níveis de ansiedade durante o dia.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;No caso de Luís, 20 anos, e João, de 17 anos, a falta de uma noite descansada não se repercutiu nas notas. Já Matilde, de cinco anos, deixou de ir ao infantário durante cerca de dois meses devido aos problemas de sono que a faziam acordar tarde e cansada.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"De um momento para o outro deixou de dormir. Só conseguia descansar um pouco se fosse para a minha cama e há muito que tinha perdido esse hábito", recordou ao DN a mãe, Maria José Salgueiro. Além da falta de sono, os pesadelos estragavam o pouco que conseguia dormir e, para agravar, começou a urinar com frequência.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;As causas não são claras, mas quando em Novembro a família ficou doente, com suspeitas de gripe A, Matilde, sendo a mais nova, "recebeu muitos miminhos". No regresso à normalidade, a criança sentiu muito esta separação. "Começou a não querer ir para o infantário, achava que eu não gostava tanto dela, que não a queria comigo", contou a mãe. O stress de se separar da mãe terá estado na origem da falta de sono. A criança passou também a estar muito ansiosa durante o dia.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Já no caso de Luís foi a preocupação com o irmão que lhe roubou o descanso. Como filho mais velho sempre levou muito a sério o seu papel de proteger o irmão João, que é surdo profundo. "Preocupava-se com tudo. Qualquer problema faz com que durma mal. Sempre foi assim", afirmou a mãe.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;João é uma situação "mais normal" entre os jovens que dormem mal. Gosta de estar bem preparado na escola e perde o sono principalmente nas alturas dos testes. Mas, tal como Luís, nunca recorreu a um médico. Afinal bastava um pouco de calma para controlar a ansiedade e conseguir dormir.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Com Matilde, Maria José Salgueiro optou por ir ao pediatra e o segredo para que a filha voltasse a dormir descansada na cama exigiu muita calma e paciência. Tanto Gomes Pedro como o psicólogo Bruno Pereira Gomes recomendam que o primeiro passo seja recorrer ao pediatra.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"Só em situações extremas é que há mesmo a necessidade de recorrer a um psicólogo. A solução para que uma criança normalize o seu sono passa pela existência de rituais, como uma hora concreta de ir para a cama", referiu ao DN Bruno Pereira Gomes.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Gomes Pedro salienta que as crianças absorvem todos os problemas familiares. E que para resolver a situação "há que reorganizar a desorganização". Por isso, é importante que os pediatras sugiram aos pais estratégias para garantir que os filhos tenham uma noite descansada (ver caixa), o que pode passar por uma simples mudança de hábitos.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;A opinião é partilhada por Bruno Pereira Gomes. "Muitos pais têm problemas em se impor e as crianças vão testando os limites." Depois, há um ponto essencial: "Hoje em dia as crianças têm uma vida muito sedentária. As crianças precisam de tempo para extravasar a energia", conclui.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Publicado no Diário de Notícias em 08/02/2010&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1489245&amp;amp;seccao=Sa%FAde"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1489245&amp;amp;seccao=Sa%FAde&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZvJ2jqr2eOF6bLGB4l3r402VBmJr3a4OaD_s_A7PnB95oiQzKCCprfIyiftmqc82wJoxD6Fpu5QAnL5VH8etOlkYGrJsQb6P66zRQWjPu58pQ5iFr6ye58POu2l0JQs3_SsyA2LtLZfI/s72-c/estresse.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total></item><item><title>Crianças passam tempo de mais nas creches</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/10/criancas-passam-tempo-de-mais-nas.html</link><category>creche</category><category>Criança</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 2 Oct 2010 15:57:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-559691091769444448</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzn3CQnpxLqsGBe5I0fEfeED61cgEzHSCb944oleLXxSav0L79jy1K6CNne7oUCSh7UZH0Y4YMhkgTRWfGHeDFaMT5u60ucRtVCiMwaAh0oSQHZ6T2vpUvYmDdt9JTGd2Ek1p6COqjgAg/s1600/creche.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 95px;" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzn3CQnpxLqsGBe5I0fEfeED61cgEzHSCb944oleLXxSav0L79jy1K6CNne7oUCSh7UZH0Y4YMhkgTRWfGHeDFaMT5u60ucRtVCiMwaAh0oSQHZ6T2vpUvYmDdt9JTGd2Ek1p6COqjgAg/s200/creche.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523463410536756690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px; font-weight: bold; line-height: 15px; "&gt;Deco alerta que um terço fica mais de nove horas no jardim- -de-infância. Especialistas alertam para risco deste distanciamento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;div id="Article"&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Ansiedade, stress e insegurança são alguns dos problemas que podem surgir nas crianças quando passam muito tempo na creche. E os dados de um estudo da Deco mostram que quase um terço está mais de nove horas nas creches. Os especialistas alertam para os riscos deste horário prolongado, mas lembram que mais importante é que o pouco tempo que os pais passam com os filhos seja um tempo de qualidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;"A média que conheço é de dez a 12 horas por dia de estada na creche. Sete horas é o ideal", afirmou ao DN o psicólogo Bruno Pereira Gomes. O especialista considera que as creches são importantes para a socialização, mas também têm aspectos negativos: "As crianças estão muito tempo distantes dos pais. É crucial que quando estão com os filhos aproveitem ao máximo. Caso contrário, esta distância poderá resultar em crianças mais inseguras, instáveis emocionalmente, stressadas, ansiosas e menos respeitadoras."&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Para Bruno Pereira Gomes "é difícil uma criança entender porque o pai não a vem buscar à creche há mesma hora que os outros". "Podem pensar que 'não gostam de mim'", referiu.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Já a pediatra Ana Serrão Neto diz que o melhor é mesmo não passar "tempo nenhum" na creche. "Até aos dois anos e meio/três é melhor ficar com familiares ou empregados de confiança", explicou ao DN. A clínica defende que a partir dessa idade e caso a criança não tenha contacto com outras, então, "por razões de socialização", a creche pode ser benéfica. "Não é desejável que sejam tantas horas, mas é a realidade", acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Mesmo deixando os mais pequenos tantas horas no jardim-de- -infância, os pais gostavam que estes estabelecimentos fechassem as portas mais tarde e até que abrissem aos sábados. "Sei que é difícil ser pai e essa hipótese iria facilitar a vida, mas a solução não é essa. Há que pensar antes em ter melhores horários ou trabalhar mais perto de casa e reduzir o tempo gasto nos transportes públicos, por exemplo. Não podemos ter crianças a crescer sem pais", realça Bruno Pereira Gomes.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;O estudo da Deco mostra também que 73% das crianças passam uma hora por dia a ver televisão nos jardins-de-infância. "Se o fazem é errado e antipedagógico. Um filme uma vez por semana é uma ideia aceitável", destacou o psicólogo.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Para Ana Serrão Neto este não é um problema, já que a televisão pode funcionar como "um estímulo visual" para os mais novos.&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;Publicado no Diário de Notícias em 26/02/2010&lt;/p&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; line-height: normal; font-size: 16px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1505105"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1505105&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="line-height: 1.4em; margin-top: 5px; margin-bottom: 5px; font-family: Arial, sans-serif; font-size: 0.7em; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzn3CQnpxLqsGBe5I0fEfeED61cgEzHSCb944oleLXxSav0L79jy1K6CNne7oUCSh7UZH0Y4YMhkgTRWfGHeDFaMT5u60ucRtVCiMwaAh0oSQHZ6T2vpUvYmDdt9JTGd2Ek1p6COqjgAg/s72-c/creche.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item><item><title>Já como e durmo sozinho:</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2010/04/ja-como-e-durmo-sozinho.html</link><category>autonomia</category><category>comer</category><category>Criança</category><category>Dificuldades</category><category>dormir</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapia</category><category>sono</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 7 Apr 2010 13:51:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-5345934241593725819</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguP9ihWBVdtxEiHyCLzGBcPRmWLWB0ji6ihW7swsI8_Z9_fEslT6lsfDZyCOfV6Yy6Ncd4UA0kChBOOrIvMa1bSPZq8Omp9LDwroHdKxdE3bxprA_bYEcQQ0GsOTss2hZjneQUI9vybJQ/s1600/Imagem12.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457378861703604386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguP9ihWBVdtxEiHyCLzGBcPRmWLWB0ji6ihW7swsI8_Z9_fEslT6lsfDZyCOfV6Yy6Ncd4UA0kChBOOrIvMa1bSPZq8Omp9LDwroHdKxdE3bxprA_bYEcQQ0GsOTss2hZjneQUI9vybJQ/s200/Imagem12.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Percursos na Autonomia da Criança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No léxico educativo, pode-se definir autonomia como o processo que permite à criança diminuir proporcionalmente a dependência do adulto e, em contrapartida, obter uma maior segurança em si própria, nas suas potencialidades, e na tomada de decisões por si mesma, através duma análise de diferentes aspectos ligados a essa escolha. Este será, no fundo, o objectivo de todos os intervenientes no processo educativo, o de permitir que a criança construa o seu conhecimento, e se torne responsável nos seus comportamentos e acções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referência ao termo no contexto específico do desenvolvimento assume diferentes significados, tendo em conta a idade da mesma, bem como outros factores, como são exemplo o género, a nacionalidade, a cultura, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a criança adquire capacidades que lhe permitem um controlo motor e verbal mais eficaz, verifica-se, da sua parte, uma crescente disponibilidade para explorar, descobrir e comunicar com o mundo em seu redor, momento em que o termo autonomia ganha maior significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento da autonomia&lt;br /&gt;Piaget (em Desenvolvimento moral da criança) aborda o tema da autonomia moral da criança, dividindo-a em três fases:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ü Primeiros 3 anos de vida: Após o nascer e, até o primeiro ano, ano e meio de vida, a criança vive numa fase caracterizada, entre diversos factores, por um grande egocentrismo, em que desconhece o conceito de certo e errado, de cumprir regras, e em que as suas principais conquistas verificam-se a nível relacional, especialmente nas relações de afecto junto das figuras de referência. As normas de conduta são impostas pelas necessidades básicas da criança. À medida que cresce, ela pode e começa a seguir regras que, são-no mais pelo hábito do que por uma consciência do certo e do errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ü 3 aos 9 anos: Progressivamente, verifica-se o desenvolvimento do respeito pelas regras. A diferença entre o certo e o errado centra-se no cumprir ou não as normas impostas pelos adultos. Neste período, a capacidade da criança em “colocar-se no lugar do outro” é reduzida, o que a leva ao entendimento de que todas as outras seguem as mesmas regras. Este respeito encontra-se principalmente ligado a dois sentimentos, o amor e o medo. Esta respeita as regras pela necessidade de agradar ao adulto amado, e porque tem medo das consequências que derivam do seu não cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as regras sejam seguidas pelas crianças, estas ou não são capazes ou sentem dificuldades em compreender quais os critérios que levaram à sua elaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A partir dos 10 anos: A fase da autonomia, em que se procura uma legitimação das regras. O respeito pelas regras é realizado através de acordos mútuos. Elas agora são negociadas, acordadas, não podendo ser meramente impostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel dos adultos&lt;br /&gt;O papel dos adultos, na construção da autonomia dos seus filhos, é fundamental e influencia, de modo marcante, o modo como a criança ultrapassa os diferentes desafios com que se depara à medida que cresce. Aos pais, cabe a função de promover um nível equilibrado de autonomia. Este equilíbrio centra-se entre dois pólos opostos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autonomia em excesso – em que os pais deixam a criança explorar por sua iniciativa, sem limites concretos e orientadores para com a sua acção. Além das dificuldades da criança em se socializar, em compreender o que pode ou não realizar, pode gerar-lhe sentimentos de ansiedade, insegurança, não se sentindo protegida e acompanhada pelos adultos de referência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autonomia em défice – Os pais ou adultos de referência adoptam comportamentos de sobreprotecção, em que a criança não é estimulada a experimentar, a explorar. Tal poderá contribuir para que se torne descrente das suas capacidades, e possua medo em arriscar e procurar novas experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pais e educadores, pede-se “uma tripla função”:&lt;br /&gt;« Promover a autonomia, dando à criança a possibilidade de manter uma relação activa de exploração dos objectos como forma de construção do conhecimento;&lt;br /&gt;« Manter disponibilidade para auxiliá-la nos momentos em que a tarefa se torna superior às suas capacidades actuais;&lt;br /&gt;« Demonstrar, de modo coerente e firme, quais as regras e limites que se espera que cumpra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma criança, pode-se então definir o conceito de liberdade como o poder de escolha dentro dos limites que os adultos significativos lhe fornecem para explorar. Tal torna-se fundamental, na medida que tanto pais como educadores possuem como objectivo a preocupação em educar as crianças para a autonomia, estimulando-as a construírem os seus conhecimentos, de modo activo e participativo, bem como dotá-las de ferramentas para uma socialização eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança deve ser, tanto quanto possível, produtora do seu conhecimento, aprendendo a pensar. Deste modo, a pais e educadores cabe possibilitar-lhe a possibilidade de auto-reflectir, de manifestar os seus desejos, impulsos, de decidir, de resolver de forma autónoma os seus problemas, e sentir que, quando necessita, tem o apoio, a orientação e os limites dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo: a criança autónoma não é aquela que faz tudo segundo os seus desejos e impulsos, sem atribuir importância ao seu redor. Mas antes, o sujeito autónomo é aquele que consegue ser e agir, segundo a sua vontade, mas de modo enquadrado e respeitante com as regras, ideias e valores do seu grupo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideias para fomentar a autonomia:&lt;br /&gt;- Criar situações que promovam a autonomia, que obriguem a criança a escolher, a ponderar diferentes perspectivas, a experimentar o sucesso e o insucesso nas mesmas. Elas pedem orientação, e não uma autoridade máxima. Ao permitir a possibilidade de escolha e/ de actuação a uma criança, transmite-se que “confiamos em ti”, que sabemos que poderá ser bem sucedida e que, mesmo errando, poderá aprender e ultrapassar as dificuldades;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escutar. Ela possui um tempo próprio para organizar o seu pensamento, e convém que o adulto não antecipe as suas ideias, mas sim que lhe dê tempo para que as finalize;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Promover um espaço aberto ao diálogo, à troca de ideias e ao entendimento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Permitir que a criança erre sem julgamentos, sem crítica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Evitar realizar as acções pela criança. A autonomia deve ser conquistada pela criança, e promovida pelo adulto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adaptar as possibilidades de tomada de decisão de acordo com a idade e maturidade da criança;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais do que os resultados finais, importa incentivar os pequenos passos na direcção correcta, pois a criança necessita de se sentir capaz, e só o sente quando obtém sucesso nas suas investidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafios desenvolvimentais das crianças (e dos pais): Alimentação e o Sono&lt;br /&gt;Ao longo do processo de autonomização duma criança, existem desafios que colocam à prova pais e crianças, e que se tornam marcadores na sua relação. Estes são momentos privilegiados de relação, bem como de negociação, assentes num equilíbrio entre a vontade/necessidade da criança em se afirmar como um ser independente, e dos pais em educar a criança conforme os seus padrões sociais e educacionais. Não são, de longe, os únicos, mas a alimentação e o sono são comummente duas das tarefas desenvolvimetais que maiores desafios colocam a pais e filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se procura, com este artigo fórmulas educativas. No entanto, existem alguns conceitos e conhecimentos que podem contribuir para ultrapassar essas dificuldades com menor tensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, o primeiro passo passa pela aceitação de que, grande número das dificuldades que surgem, se verificam dado que a criança se encontra perante a aquisição duma nova competência. O seu desenvolvimento não é linear, não se regendo apenas pela aquisição de novas competências. Com grande frequência, a aquisição dessas leva a uma regressão noutras já adquiridas, o que pode suscitar nos pais sentimentos de frustração e, muitas vezes, a sensação de desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a aceitação de que os retrocessos verificados são um possível sinal de desenvolvimento dos seus filhos, pode levar a que os adultos se sintam menos ansiosos e frustrados e, consequentemente, que transmitam esses sentimentos mais positivos aos filhos, de incentivo perante os esforços dos filhos nessa procura de independência e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentação&lt;br /&gt;Os momentos da alimentação são dos que maior angústia causam a pais e educadores, em relação aos quais se exige, o mais precocemente possível, altos níveis de autonomia por parte da criança. O alimentar-se sozinha está directamente ligado à autonomia da criança, e deve ser estimulado nesse sentido, desde os primeiros momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de vida da criança, constata-se que a manifestação de vontade e prazer na alimentação, por parte do bebé, é algo natural. No entanto, ao longo do seu desenvolvimento, verificam-se períodos em que ela desinveste, o que vem criar problemas na tarefa alimentar. Apesar desta ser uma área, como tantas outras, em que deve existir um acompanhamento e um diálogo permanente com o pediatra da criança, existem algumas ideias a ter em conta, que poderão contribuir para prevenir e/ou atenuar as dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das dificuldades ligadas à alimentação prendem-se com o facto das duas partes (criança / adultos) possuírem objectivos opostos. O desenvolvimento adquirido pela criança ao longo do fim do primeiro ano de vida, leva-a a querer com maior intensidade explorar essas capacidades. Mais do que alimentar-se, ela quer agarrar os talheres, a comida, negociar com os pais… Enfim, quer explorar todas as suas novas “ferramentas”. Este é um exemplo de como o investimento, por parte da criança, para desenvolver uma nova competência, leva a um retrocesso noutra, neste caso, na alimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode esperar que a criança passe automaticamente do registo de ser alimentada para o de alimentar-se sozinha sem que, para isso erre. Para que tal suceda, de forma autónoma, tem primeiro que errar, fazer asneiras, sujar, entornar e deixar cair comida e talheres. Esta é uma etapa importantíssima para o objectivo final e, já por si, uma enorme conquista. Como tal, esta fase de experimentação deve ser acompanhada, compreendida e incentivada pelos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que os pais valorizem, e incentivem, as novas capacidades dos seus filhos, como o agarrar, o procurar imitar os adultos, o comer sozinha e explorar diferentes texturas e consistências da comida... A criança precisa destas experiências, de sentir prazer na alimentação, como anteriormente ocorria. Após esta fase, ela encontrar-se-á preparada para aprender a ter uma alimentação de acordo com os padrões sociais em que se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, por insistência, a tarefa alimentar se torna desprovida de interesse para a criança, podemos estar a contribuir para que uma dificuldade potencialmente passageira, se adense e se fixe num padrão comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também por volta desta fase de desenvolvimento, verifica-se uma mudança das suas necessidades alimentares. Tal carece duma correcta percepção por parte do adulto. Durante o primeiro ano de vida dum bebé, ele triplica de peso, o que leva a que o seu apetite seja muito grande. Entre o 1 e os 2 anos, verifica-se que o aumento de peso é substancialmente menor, apenas cerca de 20 %, existindo mesmo períodos em que se mantém. Tal é perfeitamente natural, e é desse modo que deve ser encarado. Por vezes, pais habituados às necessidades alimentares dum bebé, poderão sentir alguma ansiedade pela sua diminuição, e transmitir esse sentimento ao filho. Esse comportamento poderá remeter a maiores níveis de insistência, os quais poderão ser sentidos, por parte da criança, como agressivos, diminuindo o seu desejo natural de se alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideias-chave a considerar:&lt;br /&gt;- Incentivar e estimular as tentativas de autonomia da criança. Neste caso específico, o comer sozinha. Aos poucos, e progressivamente, devemos ir incentivando as crianças a utilizar os talheres, como os “grandes fazem”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve-se evitar usar ameaças, recompensas e castigos ligados à alimentação. Até podem funcionar no momento mas, a criança pode sentir que possui uma “arma” que pode utilizar no futuro, o que só serve para prolongar as dificuldades. Funciona melhor atribuir liberdade à criança, permitir a exploração dos alimentos e promover que ela decida, dentro dos limites impostos pelos pais, como poderá resolver a situação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ensinar a respeitar e valorizar o horário das refeições. Esse é o momento de alimentar-se, além dum momento importante de relação. Devemos procurar que seja tranquilo, apelar à liberdade e ao prazer de comer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com frequência os pais preocupam-se com o facto dos seus filhos não se alimentarem convenientemente. O facto dela estar a crescer de acordo com os padrões para a sua idade, e a comunicação com o pediatra, ajudam os adultos a sentirem-se seguros quanto às suas capacidades em alimentar os filhos. Quando não se alimentam nos momentos adequados, importa resistir à tentação de o fazer posteriormente com alimentos do seu agrado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A criança, para ter fome, necessita de movimentar-se e ser activa. Quando passa muito tempo passiva, como é o exemplo de estar sentada a ver televisão, é natural que sinta menos fome. Ao invés, quando brinca, corre, joga à bola, gasta mais energias, e mais apetite terá;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como em tudo na actividade parental, ser um bom modelo e exemplo para os filhos. As crianças crescem desejando imitar e identificar-se com as suas figuras de referência, daí a importância de sermos bons modelos para seguirem.&lt;br /&gt;Sono&lt;br /&gt;Abordar a temática do sono é sempre um tema delicado, em especial porque não é uma questão consensual sendo, por consequência, sujeita a diferentes perspectivas e opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem vários factores que levam pais a querer dormir com os filhos, como são exemplo as seguintes situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fruto das necessidades laborais, verifica-se um elevado número de horas em que os pais estão privados dos seus filhos, resultando no desejo de passarem o maior tempo possível junto a eles. O dormir juntos proporciona maiores períodos de proximidade, além de poder oferecer mais segurança aos pais que, com frequência, sentem dificuldades em se afastar dos filhos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pais divorciados poderão possuir maiores sentimentos de culpabilidade por se separarem dos seus filhos durante o dia e, assim, procurar compensar essa ausência durante a noite. Também pode ocorrer que estes adultos se sintam mais sozinhos e, assim, procurem uma maior proximidade com os filhos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O facto de crianças mais novas acordarem um número considerável de vezes durante a noite, leva a que seja facilitador atender às suas necessidades quando no mesmo espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral, a nossa sociedade considera importante que a criança, mais cedo ou mais tarde, possua o seu espaço próprio, preservando a sua autonomia e intimidade, bem como a dos seus pais. Para os adultos, torna-se muitas vezes difícil fazer a escolha sobre o momento ideal para que o seu filho durma sozinho no seu quarto. Esta é uma decisão que deve ser, antes de mais, tomada em conjunto pelos pais, e planeada antecipadamente. A pesar nessa decisão deve contar a informação de que, quanto mais tarde ocorrer a mudança para o seu próprio quarto, mais difícil se tornará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brazelton, tendo em conta vários estudos que incidiram sobre a maturidade do sistema nervoso do bebé, defende que por volta dos 4/5 meses é a altura ideal para que os pais de debrucem sobre esta decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conseguir dormir sozinho é um dos objectivos a alcançar por parte duma criança, e é um passo importante no seu caminho para a autonomia. A importância desta conquista verifica-se facilmente no modo como crianças com 4/5 anos se valorizam dizendo “eu durmo sozinho”, em contradição com os que se remetem ao silêncio, com receio de serem descobertos pelos companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que uma criança “aprenda” a dormir sozinha, ela necessita ser capaz de fazer uso dos seus mecanismos para se reconfortar, e enfrentar uma noite afastada das suas figuras protectoras. Tal leva a que a criança aprenda padrões para o seu autoconforto quando acorda. Tal funciona como facilitador do processo de autonomia emocional, além de contribuir para o desenvolvimento do sentimento de segurança sem a presença física dos progenitores. Quanto mais a criança incluir os pais nos seus padrões de sono, mais dependente se tornará dos mesmos. Daí que seja natural que, ao contrário do esperado, quanto mais crescido for o filho, mais difícil tenderá a ser a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta importante conquista na autonomização, não é um processo linear e, com grande frequência, os pais deparam-se com retrocessos, o que os pode levar a questionar as crianças, bem como as suas próprias capacidades educativas. Como referido anteriormente, a aquisição de novas competências pode causar retrocessos noutras já adquiridas e, nesse aspecto, o sono é facilmente influenciável. Deste modo, mais uma vez, é com calma e consciência de que é “um passo em frente” que os pais devem encarar estas novas dificuldades. Apontam-se dois exemplos de avanços que podem causar retrocessos no sono:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adquirir o desenvolvimento motor que lhe permite levantar-se, agarrar-se ao berço, é natural que a criança teste essas capacidades na hora de deitar. Quando esse desenvolvimento se cimentar, os seus padrões de sono tendem a normalizar-se. No sentido oposto, quando os adultos encaram com demasiada ansiedade esses retrocessos, ao invés de valorizarem o avanço alcançado, poderão inconscientemente contribuir para que as crianças se fixem neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo recorrente verifica-se por volta dos três anos. Neste período, verifica-se um avolumar dos medos manifestados pela criança, como são exemplo o medo do escuro, dos fantasmas e ladrões, que surgem com maior intensidade nesta idade, em especial no momento de deitar. Mais do que um retrocesso na capacidade da criança dormir sozinha, estes medos são sinais de uma maior maturidade em diversas áreas, como a da imaginação, da criatividade, do jogo simbólico, e duma maior consciência dos seus pensamentos agressivos, que se tornam mais ricos neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este desenvolvimento, importantíssimo no modo como a criança se socializa e incorpora os diferentes papéis sociais, resulta frequentemente em retrocessos na capacidade da criança sentir-se segura, no seu quarto, longe dos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, o primeiro passo para ultrapassar estes retrocessos passa pela sua aceitação enquanto integrantes e consequência dum processo evolutivo positivo da criança. Estas dificuldades são, no fundo, bons sinais e, quando os pais assim os aceitam, contribuem para uma diminuição da sua ansiedade e frustração, evitando que estas sejam passadas aos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, deixam-se algumas ideias úteis para ajudar a criança a dormir sozinha, e a vencer o medo do escuro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Procure transformar o momento de deitar numa ocasião de prazer e de relaxamento. Fale com a criança, conte-lhe histórias ao adormecer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A existência de rituais ajudam a criança a organizar-se e a orientar-se. Uma hora certa para deitar, e a criação dum ritual de preparação para este momento, como o beber leite, vestir o pijama ou lavar os dentes podem ser facilitadores. Importa que a criança interiorize que um determinado acto precede o momento de deitar, sem retorno ou negociação possível;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reconheça e legitime o medo da criança. Tente compreendê-lo e, em conjunto, explorar a causa dos seus medos, bem como formas de os ultrapassar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mostre cumplicidade com os seus filhos, falando-lhes dos seus medos quando era criança, e até mesmo de alguns que sente em adulto (tendo em conta a adequação dos conteúdos à idade da criança);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixar a porta aberta do quarto pode ser um bom auxílio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A existência duma luz de presença é um "amigo" maravilhoso. Se a idade da criança o permitir, ter junto a si uma lanterna que pode acender quando sentir medo. Este medo pode ajudar a criança a sentir que possui uma "arma" para se proteger;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A possibilidade da criança ter na sua cama um boneco ou brinquedo que goste muito pode contribuir para que se sinta mais segura e confiante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O medo do escuro não se enfrenta no mundo do concreto, por isso torna-se desnecessário dizer-lhe que papões não existem. Este é um jogo que se joga ao nível da imaginação, e por isso os pais terão que participar a esse nível. Ajude a criança a procurar os monstros que julga escondidos no armário, assuste os fantasmas com uma lanterna, conte-lhe histórias em que os heróis venceram os monstros, use a imaginação e a fantasia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros&lt;br /&gt;fizeram de mim”&lt;br /&gt;Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia / Leituras recomendadas&lt;br /&gt;Brazelton, T. Berry (1995), O Grande Livro da Criança, Editorial Presença, Lisboa.&lt;br /&gt;Brazelton, T. Berry (2004), A criança e o sono, Editorial Presença, Lisboa.&lt;br /&gt;Piaget, Jean, O Juízo moral na criança (1994), Editora Summus, São Paulo.&lt;br /&gt;Sprinthall &amp;amp; Sprinthall, Psicologia Educacional (2000), Mc Graw-Hill, Lisboa. &lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEguP9ihWBVdtxEiHyCLzGBcPRmWLWB0ji6ihW7swsI8_Z9_fEslT6lsfDZyCOfV6Yy6Ncd4UA0kChBOOrIvMa1bSPZq8Omp9LDwroHdKxdE3bxprA_bYEcQQ0GsOTss2hZjneQUI9vybJQ/s72-c/Imagem12.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">7</thr:total></item><item><title>Castigos: Rigor ou Afecto?</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2009/12/castigos-rigor-ou-afecto.html</link><category>Afecto</category><category>Castigos: Rigor</category><category>Educação</category><category>escola</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapia</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:21:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-1250527591254907822</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEic3KMhTkr04Cv_LyCqNjlXOKnK1cBz_8DzmtHfDVaRtR8yK1goqOvEWBO0O3yQE4tGswjEzXl_4K8OhoS6Z8B6jBwCajx14Hs3F_YpZm0tctidjhMCV_bnnX5MoGl0odU325JWE9Vz_1A/s1600-h/j0232100.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 104px; FLOAT: left; HEIGHT: 297px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418086126057972002" border="0" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEic3KMhTkr04Cv_LyCqNjlXOKnK1cBz_8DzmtHfDVaRtR8yK1goqOvEWBO0O3yQE4tGswjEzXl_4K8OhoS6Z8B6jBwCajx14Hs3F_YpZm0tctidjhMCV_bnnX5MoGl0odU325JWE9Vz_1A/s400/j0232100.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Castigar ou não Castigar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um dos aspectos que, a nível pedagógico, maior angústia causa a pais e educadores, são as dúvidas levantadas pelo acto de castigar. Castigar ou não? Qual o castigo mais apropriado? Esta ferramenta educativa, tão universal e utilizada ao longo da história nas mais diversas sociedades, continua a gerar diferentes opiniões, e a ser alvo de amplos debates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;"Asneiras de crescimento"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As crianças não nascem com a noção de certo e errado, e não sabem, à partida, qual o comportamento adequado para cada momento. Ao seu ritmo, estas vão procurar descobrir o meio à sua volta, explorar as suas capacidades à medida que as vão adquirindo, bem como testar as reacções dos outros para conhecer e desenvolver-se socialmente. As crianças "pedem" aos adultos que lhes forneçam as ferramentas para uma socialização bem sucedida, num equilíbrio nem sempre facilmente atingível entre a liberdade dada às nossas crianças, e os limites que se pretende que interiorizem.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A importância dos limites&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A tema castigos é indissociável do de limites pois, à partida, os primeiros são utilizados como ferramenta para que a criança interiorize os segundos. E, actualmente, ser pai remete para um conflito cada vez mais frequente: não passar tempo suficiente com os filhos.&lt;br /&gt;Após um dia de trabalho, longe dos filhos, é natural que os pais sintam não acompanhar o seu crescimento do modo desejado. Este sentimento, aliado ao cansaço e à necessidade de realizar múltiplas tarefas domésticas leva, por vezes, à adopção duma estratégia de compensação da sua ausência, através duma maior permissividade ou, por outro lado, a uma intolerância excessiva face aos comportamentos da criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, tal pode conduzir à educação de crianças com dificuldades em reconhecer limites, que não sabem lidar com a frustração, e torna difícil a compreensão e interiorização das noções de certo e errado. Os filhos precisam de limites para se sentirem seguros, para se socializarem, aprenderem a lidar com a agressividade, para crescer de forma saudável. E é, especialmente quando os pais têm menos tempo disponível, que as crianças mais os requerem, pois necessitam de receber essa segurança. Quanto menos a tiverem, mais veemente a vão reclamar, colocando os pais à prova, num processo de desgaste que pode ter consequências irreversíveis na relação parental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Os limites&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A imposição de limites ocorre sensivelmente no momento em que a criança adquire a capacidade motora para explorar o meio à sua volta. Por volta dos 8/9 meses, ela começará a gatinhar, e a adoptar o comportamento saudável de experimentar e conhecer os espaços em que se encontra. E é a partir deste preciso momento que os pais se confrontam com a necessidade de julgar o que é permitido a criança fazer, e o que não é. Este facto é ilustrado pelo exemplo clássico da criança que procura descobrir o que são as tomadas eléctricas, especialmente devido ao facto de comummente se situarem à altura do seu campo de visão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com o desenvolvimento da criança, entre os 18 meses e os 3, 3 ½ anos, no qual se verifica um aumento da linguagem e da destreza física, a necessidade de colocar limites firmes e inteligíveis para as crianças, passa a ser uma das imposições que se colocam a pais e educadores. Esta é uma fase em que a criança procura organizar-se e explorar com grande avidez o que a circunda, e "reclama" dos adultos significativos a orientação e a organização que lhe permitam aprender o que pode ou não realizar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À medida que a criança cresce, mantém-se sempre a necessidade desta suscitar a orientação organizativa por parte dos pais, o que se vai alterando é a possibilidade crescente dos pais explicarem as regras impostas, devido à progressiva capacidade de entendimento dos filhos. Se, nos primeiros tempos de vida os limites podem ser colocados através de estratégias mais simples, como a distracção, o agarrar, a cara de mau, entre outras, com o desenvolvimento da criança, essa tarefa torna-se mais exigente e elaborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Os castigos ajudam?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de abordar a questão dos castigos, torna-se fundamental salientar que, embora estes sejam importantes auxiliares no processo de interiorização de limites por parte das crianças, essa aprendizagem não pode passar apenas pela sua aplicação. Pelo contrário, o poder dos castigos deverá ser sempre reduzido, quando comparado com o do afecto, do exemplo e do diálogo, que deverão ser as principais ferramentas de socialização e educação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habitualmente, no processo educativo, as crianças procuram ser como os seus modelos de referência, cabendo-lhes a estes serem os melhores exemplos / modelos possíveis. A interiorização e a aprendizagem de regras e limites faz-se, fundamentalmente, pela imitação e procura de identificação com os modelos de referência que as crianças possuem, da qual os pais, seguidos dos elementos de família mais próximos, educadores, professores, entre outros, assumem amplo destaque.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Surge então a pergunta- os castigos ajudam ou não? E essa é uma das questões que maior angústia causa a pais e educadores, bem como qual o castigo mais apropriado para a criança.&lt;br /&gt;Os castigos ajudam, e podem ser uma importante ferramenta de educação e socialização. Mas, para tal, terão de ser aplicados com moderação, de forma correcta e coerente. Existem modos de potenciar esta ferramenta, o que será tratado de seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O propósito do castigo não é castigar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer qual o castigo certo, para dada situação. Além de pouco sensato, um "manual de instruções" apenas serviria para produzir mais incerteza e instabilidade na hora em que se pede aos pais segurança e firmeza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de mais, para que uma criança interiorize os limites, é necessário que se sinta afectivamente ligada à pessoa que a castiga. O castigo deve ser sempre dado com carinho, com amor, e transmitir a noção de que "eu estou a fazer isto por que gosto de ti, e preocupo-me contigo". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Importa ter em conta que, na hora de castigar, por mais aborrecido que se possa estar com a criança, o objectivo não pode ser o de "castigar", de lhe causar mal estar em retorno, mas sim ter o propósito de ajudar a criança a perceber que a sua acção foi incorrecta, e que compreenda o que é esperado dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Quebrar o ciclo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O objectivo imediato passa inequivocamente pelo término do comportamento incorrecto que a criança está a realizar. Tal poderá ser realizado de inúmeras formas, mas o olhar, a expressão facial (cara de mau), a imposição física (ex.: agarrar), o tom de voz, firme e seguro, sem gritar, poderão ser os melhores aliados. Nos primeiros anos, um castigo que resulta com sucesso é o isolamento, ou o acto de se sentar sem actividade na "cadeira do castigo" sem actividade. Esse castigo permite à criança acalmar, para de seguida ser possível conversar sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Aspectos significativos dos castigos:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existem pormenores relativos aos castigos que devem ser levados em consideração:&lt;br /&gt;É essencial que o seu propósito seja o de sinalizar o comportamento incorrecto, pelo que convém não existir uma grande distância temporal do comportamento alvo, senão incorre-se no perigo da criança abstrair-se e esquecer-se do motivo do mesmo; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De seguida e sempre tendo em conta a idade da criança, torna-se fundamental que lhe seja explicado o que realizou de incorrecto e, explicitar de forma compreensiva, clara e curta, o que pretendemos dela. Se necessário e possível, exemplificando-o.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deverá ser num sítio que os pais possam controlar, pois além das questões de segurança, é importante que se certifiquem que a criança, durante o tempo de castigo, não tem brinquedos à disposição ou outros factores de distracção, como por exemplo a televisão; do mesmo modo, o "mandar para o quarto" ou para outro espaço semelhante é um castigo que menores probabilidades terá de ser bem sucedido, pois o mais certo será a criança encontrar tantos factores de distracção nesses espaços que provavelmente rapidamente se esquecerá do comportamento que a levou ao castigo;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer castigo aplicado deve ter em conta a idade e o desenvolvimento da criança. Sempre que possível, o castigo deve contribuir para a reparação do comportamento alvo (ex.: se sujou algo, limpar). Também é importante não intimidar a criança com um castigo que se sabe que não será possível por em prática;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À medida que a criança se desenvolve a nível verbal, pode ter um papel activo na forma de reparar o seu comportamento incorrecto. Convém permitir-lhe que ela participe e opine sobre os castigos ou modos de reparar o comportamento incorrecto;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procurar explorar com a criança o que a levou a realizar o acto. Esta compreensão, além de demonstrar disponibilidade afectiva por parte dos pais, pode contribuir para que a criança se sinta aceite e amada, mesmo quando realiza algo menos correcto; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim, e de extrema importância, é importante que a criança, após ter realizado o acordado no momento, possa ter a possibilidade de ser desculpada, o que lhe faculta o entendimento de que a reparação do mal efectuado é possível;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na maioria das vezes, as suas "pequenas asneiras" funcionam apenas como forma dela chamar a atenção dos adultos. Sempre que possível, o melhor será ignorar esses pequenos comportamentos e, ao invés, quando a criança estiver a comportar-se do modo pretendido, dar-lhe a atenção que procura, reforçando e elogiando o bom comportamento. O que é notado e reforçado tende a repetir-se com maior frequência e, mais vale salientar e reforçar aspectos positivos da criança, do que negativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Atenção ao que se diz, e ao modo como se diz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;As palavras contam, e muito. Daí que, no processo educativo, importa realizar um constante processo de auto-avaliação, no sentido de se procurar melhorar a função educativa. Nesse sentido, há que dar uma grande importância ao que se diz, ao que se transmite, e ao que se deseja que a criança interprete.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As palavras são importantes não só na hora de se castigar. Antes pelo contrário, são fundamentais no modo como a criança interioriza o que os adultos esperam nela. As expectativas da criança sobre as suas possibilidades de sucesso são fundamentais para o seu comportamento e, ela só se acreditará capaz de ser bem sucedida, se os pais lhe transmitirem. A capacidade das crianças realizarem uma correcta avaliação de si e dos seus comportamentos é reduzida, e necessitam dos pais, como espelhos. É importante que esses espelhos lhes transmitam a possibilidade de sucesso, de serem bem sucedidos. Veja-se:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma criança que, depois do jantar e antes de deitar, costuma brincar com os bonecos - Os pais, ao prepararem a criança para comer, poderão dizer duas frases, por exemplo: A primeira- "Quando acabares de comer toda a sopa, vais poder brincar com os bonecos". Esta verbalização transmite o acreditar, por parte do adulto significativo, das possibilidades de sucesso da criança na tarefa, e nos bons resultados consequentes. Segunda- "Se não comeres a sopa, não brincas com os bonecos". Esta verbalização, além de funcionar como uma ameaça, transmite a possibilidade e o acreditar de que a criança não será bem sucedida na tarefa (comer), mostrando a possibilidade de insucesso como a mais previsível. É uma pequena diferença de palavras, mas é uma grande diferença pedagógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A hora de repreender&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando se repreende uma criança e ela é castigada, geralmente é por ela ter realizado uma acção contrária ao que se considera correcto (por exemplo uma criança que bateu no irmão mais novo). Nesse sentido, mais do que castigar, o que se deseja é mudar esse comportamento, e utiliza-se o castigo como um auxílio para esse objectivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, o castigo só por si não contribui para que esse comportamento desapareça. Aí entra o poder das palavras. A partir do momento em que a criança adquire o desenvolvimento suficiente para se expressar e compreender verbalmente, as palavras utilizadas pelos pais poderão funcionar como aliados excepcionais a nível educativo ou, se mal utilizadas, contribuir para aumentar a confusão e a insegurança da criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando ao exemplo da criança que bateu no irmão mais novo, naturalmente, os pais mostrar-se-ão desapontados com o seu comportamento, e terão o desejo de o modificar. É necessário que, ao falar com a criança, as verbalizações incidam directamente sobre o acto incorrecto. Misturar assuntos e/ou alargar muito as explicações apenas serve para desviar dos propósitos. O comportamento incorrecto deverá ser bem sinalizado, de modo a que a criança tenha a perfeita consciência do comportamento indesejável. E, por mais fácil que esta tarefa possa parecer, existem algumas "ratoeiras" em por vezes se tropeça...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convém evitar utilizar expressões como: "és sempre assim"; "tu nunca fazes nada bem"; "és feio, mau, mal comportado"; "não gosto mais de ti"; entre outras. O que se pretende é a mudança, substituir o comportamento incorrecto pelo correcto pelo que, expressões como as referidas, não transmitem essa possibilidade de mudança. Antes o inverso, transmitem às crianças o sentimento que os pais a vêem como aquela que actua incorrectamente, sem a possibilidade de mudar, prejudicando a auto-imagem da criança. Assim, no exemplo referido, evitar expressões como: "estás sempre a bater ao teu irmão", utilizando outras que sinalizem directamente o comportamento incorrecto "os pais estão zangados porque bateste no teu irmão" e, muito importante, explicar alternativas de como os pais esperam que a criança resolva o assunto no futuro: "da próxima vez, quando estiveres chateado com o teu irmão, podes vir dizer aos pais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Castigos corporais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro tema directamente ligado aos castigos são os castigos corporais, geradores de imensa discussão, bem como de imensas opiniões. Quando o propósito passa por ajudar a criança a interiorizar regras, o castigo corporal revela-se pouco eficaz. Isto porque, quando ela realmente muda de comportamento, fá-lo por medo da figura de autoridade. E tal leva-a a aprender que, perante determinada figura de autoridade, não pode ter dado comportamento. O que até a pode levar a não o realizar nesse contexto específico, mas dificilmente o evitará noutros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criança aprende o que pode e não pode junto dos pais e, quando estes utilizam esta norma, elas aprendem que quando lhe batem é porque fez algo incorrecto. Quando muda de contexto (por exemplo, jardim de infância e escola), ela terá maiores dificuldades em respeitar adultos que não utilizam os mesmos padrões de disciplina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E até que idade bater? Pode-se bater a uma criança mas, quando ela cresce, já não se pode? Ou continua-se a bater? Se o bater numa criança prejudica a sua auto-estima, podemos imaginar o quanto afecta a dum adolescente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anteriormente neste artigo foi referido que, mais do que os castigos, a criança aprende pelo exemplo. No exemplo referido (o filho que bate no irmão mais novo), os pais procurarão ensinar à criança que o acto é errado, e que ela não deveria bater no irmão. Para uma criança (e, porque não para um adulto), poderá ser difícil compreender que não pode bater nos outros, quando os próprios pais lhe batem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais factores poderiam ser englobados nesta discussão mas, acima de tudo, o principal é que se pretende que as crianças nos respeitem, e não que temam os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Conclusões&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o acto de castigar pode ser dividido em quatro momentos / objectivos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Interromper o comportamento incorrecto, quando possível, e sinalizar de modo a que a criança compreenda sem dúvidas o que originou a reacção do adulto. Para que a criança consiga realizar uma correcta associação entre o comportamento incorrecto e a correspondente consequência, é necessária uma rápida reacção dos pais. Acções como "no fim do dia falamos" ou "quando o pai chegar ele fala contigo" são menos eficazes;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após adquirir consciência do comportamento reprovado pelos pais, a criança deverá conseguir compreender qual o comportamento desejado. É importante que os pais, ao explicarem o procedimento, transmitam à criança que sentem que ela será bem sucedida no futuro. Se a criança não acreditar em si, e na possibilidade de ser bem sucedida no futuro, provavelmente voltará fracassar;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desculpar. Nenhuma criança faz alguma acção que não possa ser perdoada. A criança necessita compreender que, apesar dos erros, também os poderá resolver e ultrapassar, e voltar a obter a confiança dos pais. Só assim poderá voltar a tentar ser bem sucedida em novos desafios. Aqui os pais poderão também dar o exemplo, assumindo que também já fizeram "asneiras", tal como as crianças, e que conseguiram aprender com elas e melhorar, tal como os filhos conseguirão;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Importantíssimo, reforçar quando a criança tem o comportamento adequado! Um sorriso, um elogio no momento certo, são as melhores armas que se podem utilizar.&lt;br /&gt;Apesar da importância dos castigos, importa realçar novamente que a nossa principal ferramenta educativa é a relação de amor estabelecida com a criança, esse é o principal argumento que possuímos. O principal modo duma criança aprender e respeitar limites é crescer num ambiente em que se sinta amada, e em que aprenda a amar em retribuição. A criança deseja, e quer crescer, para ser "grande" como os seus modelos de referência (geralmente os pais), e será através do seu exemplo que melhor poderão moldar o seu comportamento, e influenciar positivamente a sua socialização.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ressalva-se que todos os pais sentem dificuldades na educação dos seus filhos. É natural cometer erros, e aprender com eles, tal faz parte da tarefa educativa. Tal como os pais mudam, as crianças também, conseguindo alterar os comportamentos. Não só a nível da disciplina, mas como em vários outros aspectos educativos, a aprendizagem dos limites é uma tarefa a longo prazo, que exige determinação, coerência, firmeza e, fundamentalmente, muita paciência e amor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEic3KMhTkr04Cv_LyCqNjlXOKnK1cBz_8DzmtHfDVaRtR8yK1goqOvEWBO0O3yQE4tGswjEzXl_4K8OhoS6Z8B6jBwCajx14Hs3F_YpZm0tctidjhMCV_bnnX5MoGl0odU325JWE9Vz_1A/s72-c/j0232100.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total></item><item><title>Falemos de coisas sérias: O brinquedo</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2009/06/falemos-de-coisas-serias-o-brinquedo.html</link><category>Adolescente</category><category>Brincar</category><category>Brinquedo</category><category>Criança</category><category>Desenvolvimento</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:18:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-147044393975868200</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgP25pgsneLFaO7agSb2rZqlRxnnYAfqchXjw77Ftusl3G_spqmD2aUmVHH7KwzbjqtA5UvXWZdVcIYvkfxbAP4mwOQLmHjjNrmVCsJgb13FTk0qtMxkSdT9UQTjxTThX2iDADPiaxbTNI/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348294733840353762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgP25pgsneLFaO7agSb2rZqlRxnnYAfqchXjw77Ftusl3G_spqmD2aUmVHH7KwzbjqtA5UvXWZdVcIYvkfxbAP4mwOQLmHjjNrmVCsJgb13FTk0qtMxkSdT9UQTjxTThX2iDADPiaxbTNI/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A sua importância no desenvolvimento da criança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Brincar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Ao longo do desenvolvimento da criança, o brincar funciona como uma "ferramenta" que lhe permite explorar, conhecer e agir sobre a realidade que a rodeia. Ao brincar, a criança experimenta e desenvolve capacidades motoras, artísticas, criativas, cognitivas, sociais, entre outras. Este brincar, tão comummente desvalorizado, permite-lhe controlar a realidade em que se insere, possibilitando desse modo a sua integração, compreensão e experiência de diferentes mecanismos de interacção com o meio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando falamos do brincar da criança, referimo-nos a algo realmente sério, pois tal acção permite-lhe desenvolver um rol de competências que, de outro modo seria, se não impossível, muito menos eficaz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre outras competências, o "brincar" permite à criança desenvolver: capacidades motoras; a linguagem; ser criativa e explorar o seu sentido artístico; comparar, realizar associações, aprender conceitos de tamanho, realizar cálculos; desenvolver competências sociais - a brincar, ela aprende a socializar com os pares, a criar amigos, a resolver conflitos, a gerir sentimentos como a agressividade e a frustração, a interiorizar limites (quer sejam próprios, como impostos). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Brinquedo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao termos consciência do quão fundamental é o brincar no desenvolvimento infantil, importa falar sobre o brinquedo e a sua importância. Cabe a este, antes de mais, ser divertido e cativar a criança para que assim possa contribuir, de forma lúdica, para o seu desenvolvimento e aprendizagem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brinquedo pode ser definido como um "tradutor" do real para a "realidade da criança", que permite suavizar o impacto percepcionado do tamanho e força do mundo dos adultos, possibilitando-lhe assim manipular e evitar o sentimento de impotência. Isto é, por exemplo: uma criança, ao ver o pai a conduzir o carro, desejará ser um dia grande e conduzir, tal como ele. Mas, face à impossibilidade de conduzir o carro do pai, o poder manipular um de brincar fá-lo experimentar e vivenciar a sensação de poder que o progenitor sente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Desenvolvimento da criança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brincar não é sempre igual. A criança brinca e interage com o que a rodeia de modo específico, tendo em conta o estágio de desenvolvimento em que se insere, o que influencia os seus interesses e motivações naturais. E, tal como o brincar vai mudando, também as necessidades e os gostos em relação aos brinquedos alteram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, o estádio de desenvolvimento em que a criança se encontra, a sua maturidade, o seu desenvolvimento psicomotor, os interesses e motivações naturais são factores a ter em conta ao escolher um brinquedo. Até porque, a adequação do brinquedo à criança, influencia significativamente o grau de interesse que ela irá sentir, bem como o quanto esse brinquedo a estimulará.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De seguida, são abordados diferentes períodos de desenvolvimento e referidas algumas ideias sobre brinquedos que, nessas faixas etárias, poderão funcionar como aliados potenciadores de desenvolvimento:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Do nascimento ao primeiro aniversário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta fase de desenvolvimento, o ideal são os brinquedos que conseguem prender a atenção das crianças sem, no entanto, as "agredir". Aqui, o brincar acenta numa relação muito pessoal entre ela e o brinquedo. É conveniente proporcionar uma estimulação multi-sensorial à criança, daí que seja adequado escolher brinquedos que estimulem diferentes sentidos, como o tacto, a audição e a visão. Para a criança, importa a variedade de cores, a textura e o movimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aconselha-se:&lt;/strong&gt; Bonecos de pelúcia agradáveis ao toque, com diferentes texturas e tamanhos (sem botões ou outros materiais passíveis de serem retirados e inseridos na boca); os móbiles que se colocam em cima da cama; os tapetes de actividades; os brinquedos para o banho; livros apropriados para bebé, quer sejam de pano, de plástico (grandes) ou para o banho; chocalhos com sons suaves e diferentes; blocos de plástico; objectos próprios que possam ser mordidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;1 aos 2/3 anos de vida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta fase é caracterizada por um período de grande desenvolvimento motor e da linguagem na criança. Ela torna-se progressivamente mais activa e procura explorar cada vez mais o meio à sua volta, revelando uma enorme curiosidade e desejo de descobrir e explorar o mundo à sua volta. Durante este período, verifica-se um crescendo no interesse pela interacção com "o outro".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo este processo de exploração, a criança realiza-o através da utilização dos seus sentidos sem, no entanto, possuir uma grande noção de perigo, o que tão frequentemente causa sobressaltos aos adultos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por esta altura, verifica-se a predominância dos jogos de exercício e de manipulação, com uma maior destreza motora e um natural e progressivo incremento da sua autonomia. Este brincar favorece o sentimento de poder e eficácia por parte da criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aconselha-se:&lt;/strong&gt; bolas de futebol; jogos de encaixar e empilhar; blocos; livros, dando enfoque aos que possuem desenhos coloridos e cativantes; jogos e brinquedos que permitam empurrar e puxar; brinquedos que estimulem a linguagem como imitações de telefones e microfones; bonecos maiores; quebra-cabeças simples e adequados à idade; carrinhos, comboios, barcos e aviões de imitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Do terceiro ano de vida até aos 5/6 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesta fase de desenvolvimento, a criança procura cada vez mais explorar o meio à sua volta, testando a sua força física, e imitando os que a rodeiam, especialmente os pais e irmãos mais velhos. A possibilidade do jogo simbólico, recentemente adquirida, permite à criança a compreensão e a aprendizagem de papéis sociais que fazem parte da sua cultura, daí a imitação dos que a rodeiam (os conhecidos jogos dos "pais e mães", aos médicos são um exemplo de tal). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As suas brincadeiras são caracterizadas pelo desenvolvimento da fantasia, aliado ao aumento da linguagem (a criança adquire a capacidade de representar objectos, mesmo quando não presentes), o que assume um papel fundamental nas suas brincadeiras, nomeadamente através do faz-de-conta. Aqui, as histórias, os fantoches, os desenhos e o brincar com objectos atribuindo-lhes outros significados fazem parte do dia-a-dia da criança. A criança necessita de jogos que estimulem e potenciem a sua criatividade, bem como a sua actividade motora coordenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aconselha-se:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Livros; diferentes materiais de pintura e desenho; quadro e giz; plasticina e massas de modelar; fantoches; máscaras e fantasias; casinhas e brinquedos de imitação do "mundo dos adultos", como são exemplo, as ferramentas, os utensílios de cozinha, entre outros; bonecos; bolas e diferentes utensílios para práticas desportivas (sempre apropriados à idade e desenvolvimento da criança), lagos, puzzles simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;6/7 anos aos 10 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por esta altura, os jogos e brincadeiras com regras assumem uma maior importância no quotidiano da criança. As brincadeiras centram-se por vezes mais nas regras das mesmas do que na actividade em si. Deste modo, o brincar e o jogo de regras possui um papel fundamental no modo como a criança aprende a seguir regras e desenvolve estratégias de tomada de decisão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jogo permite à criança socializar com o outro de forma mais organizada, desenvolvendo a socialização assente em conjuntos de regras, no seu respeito e na sua negociação. Tal permite socializar de forma mais organizada, descobrindo deste modo que não são os únicos sujeitos da acção e que, para atingirem os seus objectivos, devem considerar também o facto de que os outros também possuem objectivos próprios que querem satisfazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, é exigido à criança um controlo do comportamento impulsivo diferente do verificado em períodos anteriores de desenvolvimento. Estas características das brincadeiras e dos jogos levam ao desenvolvimento dum comportamento caracterizado pelo incremento do controle sobre a impulsividade, a uma maior capacidade de pensar e reflectir sobre as suas acções e a um aumento dos interesses intelectuais, o que encaixa propositadamente com a entrada para o Primeiro Ciclo de Escolaridade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aconselha-se:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Livros adequados à idade; diversos materiais de escrita e pintura; blocos com números e letras; jogos de tabuleiro, de agilidade mental, de atenção e memória, de habilidade motora; brinquedos de construção e montar (como por exemplo, os tradicionais legos); jogos de experiências científicas, como microscópios, lentes de aumento e outros instrumentos que estimulem uma iniciação científica; desporto e actividades ao ar livre; bicicleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Notas Finais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Importa realçar que as idades apresentadas são meros indicadores de desenvolvimento, de modo a organizar a informação. No entanto, estas idades não poderão deixar de ser consideradas meramente enquanto auxiliadoras. Nenhuma criança possui um desenvolvimento homogéneo. De modo natural, desenvolvem mais rapidamente umas competências do que outras. O mesmo se passa quando comparamos diferentes crianças, que obviamente possuem um desenvolvimento distinto umas das outras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada criança tem o seu padrão de maturação e exige, antes de mais, que se esteja atento, respeite e acompanhe o seu desenvolvimento. Esta é uma verdade para o brincar, para os brinquedos escolhidos, e para tudo o que se relacione com o desenvolvimento infantil.&lt;br /&gt;Antes de mais, ao escolher um brinquedo e/ou brincadeira, importa seguir os desejos e vontades da criança, pois é desse modo, lúdico e divertido, que poderão contribuir para o desenvolvimento das mais diversas competências da criança.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgP25pgsneLFaO7agSb2rZqlRxnnYAfqchXjw77Ftusl3G_spqmD2aUmVHH7KwzbjqtA5UvXWZdVcIYvkfxbAP4mwOQLmHjjNrmVCsJgb13FTk0qtMxkSdT9UQTjxTThX2iDADPiaxbTNI/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">6</thr:total></item><item><title>MAIS SORRISOS, MENOS BIRRAS:</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2009/03/mais-sorrisos-menos-birras.html</link><category>Adolescente</category><category>Consulta</category><category>Criança</category><category>Desenvolvimento</category><category>Filho</category><category>Positiva</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapia</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 13 Mar 2009 14:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3576880077148777069</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9LivYuwzC5ECmp68WKuWu9QQXBaP81xtK8vIcfI882C7r8d47AeR2Zop3yLJFeV96bxQOt8N8yxvuKA4w-3UFU5tpT3SiCbk7D-756lkGFqElmB3Vya5jvscBSCIGUOfqk8Ekh9iEaFk/s1600-h/images2"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312675252095175506" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9LivYuwzC5ECmp68WKuWu9QQXBaP81xtK8vIcfI882C7r8d47AeR2Zop3yLJFeV96bxQOt8N8yxvuKA4w-3UFU5tpT3SiCbk7D-756lkGFqElmB3Vya5jvscBSCIGUOfqk8Ekh9iEaFk/s320/images2" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Uma abordagem optimista no desenvolvimento da criança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvn6oPTRG88L30n3-_51aEGsnT-X-LvJDYTAjGMNqOaQ8ZR0MsmQujm0kNepMOlM-aiJOxAwBFUssw7fB-frSL_hBnVVxkcb9g6CDwdlmWM-_qrht3wE7rd-VofTUNSL4VGLAWqUCc5Ts/s1600-h/images.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ainda recente no campo da Psicologia, a Psicologia Positiva caracteriza-se pelo enfoque nas qualidades do ser humano, bem como no que faz a vida merecer ser vivida e o que podemos melhorar. Deste modo, esta corrente procura quebrar a tonalidade negativa atribuída pela Psicologia, muito centrada na patologia e nos problemas, e focar-se, de forma teórica e empírica, na construção de condições que conduzam a uma melhor qualidade de vida, à procura da felicidade por parte do sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia Positiva não possui o intuito de desvalorizar ou descredibilizar o anteriormente realizado a nível da Psicologia, nem a importância do atingido, que deve ser sempre preservado e valorizado. Pretende sim, de certo modo, salientar que, durante o desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência, não foi priorizado o estudo da felicidade do ser humano. O que é que nos faz ser mais felizes? Como podemos incrementar os nossos níveis de felicidade? Visto estar provado que a ausência de doença, só por si, não resulta automaticamente em felicidade ou bem-estar (Marujo, H., Neto, L., Caetano, A., &amp;amp; Rivero, C., 2007), a questão da felicidade e do bem-estar humano têm de ser obrigatoriamente aspectos alvo de estudo da Psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao efectuar uma reflexão sobre a importância duma abordagem optimista no desenvolvimento da criança, importa pensar sobre o que é o optimismo. Segundo os autores anteriormente referidos, o "optimismo é uma característica individual que, embora possa ter algumas influências genéticas, pode ser aprendida e implica sempre a capacidade de ter expectativas positivas acerca do futuro e acreditar que o que está para vir é bom. Isto para além da capacidade de ver o melhor da vida. Mesmo nas situações mais problemáticas, desafiadoras e, até, dramáticas, o optimismo traduz-se na capacidade de retirar alguma aprendizagem e algum ponto positivo". Das vivências diárias e daquelas mais significativas ou marcantes, concluí-se que o que diferencia os optimistas dos pessimistas não passa pelo número de boas ou más experiências ao longo da vida, mas sim pelo modo como as percepcionam e interpretam.&lt;br /&gt;Esta nova forma de interpretar a realidade (optimista) faz ainda mais sentido em contexto educativo, quer seja em casa, numa escola, num Jardim de Infância, ou outros locais em que se privilegie o papel de educador, tanto mais que se comprova que o optimismo tem repercussões directas nos níveis de felicidade, da saúde física e mental ao longo da vida, e até mesmo nos níveis de produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo ao anteriormente referido pede-se, em primeiro lugar, que quem se relaciona directamente com crianças compreenda e assuma a importância que terá no seu futuro, pois são os modelos de referência, a quem as crianças recorrerão na procura de modos de compreender e agir sobre a realidade em que se inserem. Temos de nos consciencializar que somos os principais agentes de socialização das crianças e que, consequentemente, as nossas atitudes para com elas são determinantes para o seu desenvolvimento harmonioso. É nos pequenos momentos, nos pormenores, que a criança assimila os nossos exemplos, os nossos ensinamentos. A expressão: "Faz o que digo, não faças o que faço", não tem valor num contexto educativo, pois será pelas nossas acções que a criança se guiará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância dos modelos de referência "caseiros" é demonstrada através de estudos (Marujo, H.; Neto, L. &amp;amp; Perloiro, M., 2000) que comprovam que os diferentes membros de uma família tendem a ter níveis semelhantes de pessimismo ou de optimismo. Tal revela-nos que aprendemos a ser optimistas com aqueles que nos são próximos, e coloca às famílias o desafio (e responsabilidade) no sentido de procurarem fomentar o desenvolvimento de crianças positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência do peso das nossas acções no desenvolvimento das nossas crianças, exige uma reflexão sobre a forma como vivemos a nossa felicidade, como encaramos as adversidades e as transmitimos aos nossos filhos. Esta introspecção pode, e deve, ser realizada não apenas desde o nascimento da criança, mas sim desde o momento da gestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que ninguém vem ao mundo optimista ou pessimista, no entanto, é também aceite que o estado de espírito de uma mãe durante a gravidez tem repercursões no desenvolvimento da criança. Durante a gestação, as crianças apreendem as sensações através da sua mãe, tanto as positivas, como as negativas. É importante que as mães encarem este período de uma forma feliz e optimista, de forma a oferecerem o máximo de experiências positivas ao filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre benéfico que, durante o período de gestação, a mãe converse frequentemente com o seu filho, oiça música que a faça descontrair, sinta o seu bebé, procure ter o máximo de experiências felizes e relaxantes, pratique exercícios de relaxamento e de visualização (imagine cenários e situações agradáveis, pratique Yoga, entre outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Como educar para o optimismo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe uma fórmula que nos transforme em optimistas. Todos os momentos da nossa vida podem ser encarados e avaliados de diferentes perspectivas, que podem ser mais ou menos optimistas. O povo português é caracterizado pela ideia da desgraça, do futuro sombrio, em que só nesse estado encontramos conforto (sentimento de excelência do Fado). Não querendo incorrer no erro de catalogar o povo português, não se torna difícil encontrar provas do negativismo endémico à nossa sociedade, bastando para tal ver o telejornal, e realizar uma comparação entre o número de boas e as más notícias. De certo modo, por vezes, surge o sentimento que a tragédia une as pessoas, e que é errado ser feliz e demonstrar esse estado de espírito. E essa é uma mensagem que frequentemente é transmitida às nossas crianças, a de que em criança é natural ser feliz, rir, mas que ao crescer, tudo muda. E é precisamente por aí que podemos iniciar uma mudança, começando por cada um de nós, agentes educativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta "revolução" tem de ocorrer, e é em casa e nos estabelecimentos educativos que ela deve começar. É reconhecido que ao salientarmos um traço, existe uma maior probabilidade de o repetir. Ao observarmos adultos em interacção com crianças, verifica-se a frequência com que são destacados aspectos negativos, repreensões, em comparação com os elogios aos bons comportamentos. Nós, adultos, não o realizamos por malícia, ou por desejar o mal para os nossos filhos. O que se verifica com frequência é que repetimos nas nossas crianças os modelos educativos que nos foram transmitidos, que vastas vezes não primavam pelo uso do elogio. No entanto, esses padrões educativos podem ser alterados, especialmente ao termos consciência das nossas acções e do impacto que possuem no desenvolvimento da criança. Cabe-nos a nós, adultos, realizarmos uma auto-reflexão das nossas interacções com as crianças, e analisar o feed-back que lhes transmitimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao termos o objectivo de aumentar o número de comportamentos positivos por parte duma criança, será através do elogio, do carinho no momento certo, que o atingimos. Nestas situações verifica-se a regra do que é salientado tende a repetir-se. Uma criança, ao efectuar um comportamento desejável, se obtiver a atenção positiva, uma recompensa (elogio, miminho, incentivo, não se trata de recompensa material), terá maior tendência a repetir esse comportamento no futuro. Se, no sentido inverso, atribuirmos atenção (mesmo que negativa) à criança quando tem comportamentos incorrectos, repreendendo-a, enquanto que não a estimulamos ao realizar uma atitude correcta, pois partimos do princípio que faz apenas o que é seu dever, estamos a estimular o comportamento indesejável. As crianças querem/necessitam de atenção e, se não a obtiverem através de comportamentos positivos, vão requere-la com comportamentos indesejáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não se pede que se deixe de repreender as crianças quando existe essa necessidade, não é esse o propósito. Ao longo do seu desenvolvimento, é fundamental que a criança explore o seu mundo, e isso implica que os adultos necessitem colocar limites aos seus filhos. Essa curiosidade e interesse são saudáveis por parte das crianças, mas o papel dos pais passa por promover a sua socialização, o que leva a por limitar a sua exploração quando necessário. Um dos papéis do educador passa por transmitir e ensinar o que a criança pode ou não realizar, incutindo-lhe regras e limites essenciais para o seu desenvolvimento e segurança. O que se pretende é que, além do referido, se estimule a criança pelos bons movimentos que realiza. O elogio, o incentivo, a confiança que lhes fornecemos são ferramentas que ela interioriza, e que lhe ajudam a sentir confiança em si para explorar o mundo, e para resolver os problemas de forma autónoma, confiando em si, nos seus recursos, e nas pessoas que lhe são significativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da nossa convivência com as crianças, por vezes tendemos a esquecer que são crianças, e que possuem uma capacidade de entendimento distante da dos adultos. Também assim o é no modo como lidam com os elogios como com as críticas. Ao realizarmos uma crítica a um adulto, ele poderá ter a capacidade de analisar o que lhe foi comunicado, e ajustar o seu comportamento de modo a evitar essa punição. Contudo, este processo mental poderá ser muito complexo para uma criança e, até certas idades, impossível de realizar. Ou seja, para uma criança que recebeu uma crítica, poderá ser muito difícil alterar e ajustar o seu comportamento, pois ainda não possui a maturidade cognitiva que lhe permita compreender que, para evitar receber a repreensão, tem de mudar o comportamento "X" pelo "Y". No momento de repreender, pede-se paciência aos educadores, cujo papel não poderá passar apenas pela crítica, mas igualmente pelo ensinar à criança o modo correcto de agir, mostrando sempre a esperança de que na próxima vez a criança será bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta dificuldade cognitiva em ajustar o comportamento aquando de uma crítica, não se verifica no momento em que recebe um elogio por um bom comportamento. Nesse caso, trata-se de um processo cognitivo mais elementar, em que apenas realiza uma associação directa entre o comportamento realizado e a atenção positiva recebida. Por aí passa frequentemente o sucesso na mudança de comportamento das crianças, o salientar os aspectos positivos, de forma a tornarem-se mais frequentes, e a não atribuição de atenção às pequenas atitudes negativas, procurando que ocorram com menos frequência. Quando não é possível desvalorizar, e a repreensão torna-se necessária, importa explicar à criança o que fez de forma incorrecta, instruindo-a sobre o procedimento desejado e, claro, mostrar-lhe que sabemos que ela conseguirá ser bem sucedida no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante focar uma pequena nota no que se refere às repreensões e aos castigos. Quando o adulto se depara com a necessidade de repreender uma criança, o seu propósito não é o vingar-se ou fazer mal à criança. O objectivo é sempre o de alterar o comportamento, que a criança tenha consciência de que o que realizou é incorrecto, e que esperamos no futuro que altere o comportamento específico que o levou à repreensão. Dessa forma, ao falarmos com a criança, devemos evitar expressões como o "És sempre assim", "Nunca fazes nada bem", entre outras. O mal de expressões como as referidas (entre outras) é que, além de não comunicarmos à criança qual o comportamento que consideramos incorrecto, não lhe transmitimos a esperança de o poder alterar, qualificamo-la de forma negativa, estamos a prejudicar a autoconfiança e a obstaculizar um sucesso futuro. Quanto ao comportamento em questão, é importante referir, de forma clara, o que desaprovamos, pois é o que queremos modificar e, de forma construtiva e optimista, comunicar-lhe o que esperamos dela, delegando-lhe a responsabilidade de confiarmos que, no futuro, conseguirá realizar o comportamento desejado. Expressões como as referidas anteriormente (sempre e nunca) funcionam mais como uma avaliação geral à criança, ao invés de focar o comportamento específico, aquele que realmente queremos alterar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Optimismo ou fuga aos problemas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta perspectiva de encarar o papel educativo e, em geral, a vida não implica a negação e a desvalorização dos problemas e dificuldades que surgem. O que incentiva e estimula é uma perspectiva construtiva, centrada na procura de soluções para os mesmos. Nesses aspectos, a dinâmica familiar possui uma importância vital no desenvolvimento da criança. É nos diversos momentos, que tão irreflectidamente desvalorizamos que podemos realizar a diferença: no caminho para casa; nas refeições; na realização de tarefas escolares, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos diálogos importa valorizar as qualidades da criança (e dos adultos), apreciar os seus esforços, e transmitir a confiança de que podem/conseguem ultrapassar os problemas com que se deparam, pois têm esse potencial. Procurem adoptar na vossa família um poder democrático, em que todos possuem opiniões válidas e interessantes, e com o qual é possível estimular a troca de ideias, mesmo que opostas, promovendo a aceitação e o diálogo numa perspectiva de procura de soluções, ao invés da passividade e pessimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe-nos a nós questionarmo-nos sobre as coisas boas da nossa vida, e fazê-lo com as crianças.&lt;br /&gt;Tão frequentemente, ao falarmos entre nós, de imediato fazemos referências ao que de mau nos ocorre, e esquecemo-nos do quão bom é viver. Todos nós passamos por acontecimentos positivos e negativos, essa é uma realidade. A grande diferença encontra-se no modo como eles são vivenciados e explicados. Ao passo que um pessimista terá uma maior tendência em acreditar o acontecimento negativo como sua culpa, e a acreditar que "será sempre assim", e que "não há nada a fazer"; o optimista tenderá a justificar esse mesmo acontecimento como algo pontual, que aconteceu naquelas circunstâncias, mas acreditando que existe a possibilidade de solucioná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, o que se expressa às nossas crianças influencia-as muito precocemente. Por exemplo, uma criança que recebe uma nota negativa, tenderá a pensar que é "burra", que não tem capacidades para aprender, ou poderá acreditar que teve esta nota porque o teste foi difícil, e começar a planear o que terá de realizar, para que, no próximo, tenha uma boa nota. Estas "pequenas" diferenças têm implicações, quer no futuro próximo (o modo como se implica no próximo teste), quer na idade adulta. Cabe-nos a nós reflectir sobre como queremos/podemos apetrechar as nossas crianças, e que modelos queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida é como um cobertor demasiado pequeno. Puxa-se para cima e fica-se com os pés de fora, sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem dispostas conseguem encolher os ombros e passar uma noite muito confortável."&lt;br /&gt;Marion Howard</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9LivYuwzC5ECmp68WKuWu9QQXBaP81xtK8vIcfI882C7r8d47AeR2Zop3yLJFeV96bxQOt8N8yxvuKA4w-3UFU5tpT3SiCbk7D-756lkGFqElmB3Vya5jvscBSCIGUOfqk8Ekh9iEaFk/s72-c/images2" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total></item><item><title>Sexualidade da Criança</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/03/sexualidade-da-criana.html</link><category>Criança</category><category>Educação</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><category>Sexualidade</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Mon, 23 Feb 2009 14:36:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-7920934598350416800</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjez17KddcryOwfnaa1e8RJv-s-qq5g5P5C6nGLBwfFyDlZSe9Cc01gNtGHAQQNNzIz7jw_QjbWh3i_9jnt5QXSR2RerOQH81TT7OroYa6TtrtCwmqoThOmUdhuRZJXbEy_Av3WWpZOyeg/s1600-h/EdSexual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249531347308420338" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px" height="225" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjez17KddcryOwfnaa1e8RJv-s-qq5g5P5C6nGLBwfFyDlZSe9Cc01gNtGHAQQNNzIz7jw_QjbWh3i_9jnt5QXSR2RerOQH81TT7OroYa6TtrtCwmqoThOmUdhuRZJXbEy_Av3WWpZOyeg/s320/EdSexual.jpg" width="254" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao abordar o tema da Educação Sexual, deparamo-nos com uma realidade com a qual pais e educadores sentem a responsabilidade de informar e debater questões ligadas à sexualidade, com os seus filhos. Contudo, por se tratar de uma área que pode, muitas vezes, ser interpretada de forma reducionista, com uma carga sexual-genital, os agentes educativos tendem a sentir algum embaraço e insegurança na forma de abordar o tema. Na generalidade dos casos, a inexistência de modelos na sua própria infância, torna esta tarefa parental nova e, deste modo, vêm-se como menos preparados para a realizar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para tal há que considerar o que é a Educação Sexual: é realizada mesmo quando julgamos que não o fazemos. Ela está ligada à vida: aos momentos que partilhamos, ao mudar as fraldas, os afectos, as carícias, comentários a um programa de televisão, o momento de dar banho, os exemplos que damos, etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desta forma, é importante que tenhamos em conta que estamos a moldar as nossas crianças, bem como a transmitir-lhes valores, mesmo quando pensamos que não. Como essa educação sexual já está, mesmo que implicitamente, a ser desempenhada, é chegada a altura de assumirmos a importância da sua abordagem explícita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Grande parte dos problemas ligados à vivência da sexualidade têm origem na falta de informação e na ansiedade daí gerada. Da mesma forma, a ignorância sobre estes assuntos poderá resultar numa baixa auto-estima, promover um desenvolvimento não harmonioso, desencadear situações de culpa ou de medo. Mesmo actualmente, numa sociedade caracterizada pela facilidade em adquirir informação, a importância da família é sempre distinta, dada a tonalidade emocional e afectiva implícita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Daí a importância de promover uma educação sexualizada, e contribuir para a formação de crianças, jovens e futuros adultos com mais capacidade de se sentirem bem consigo próprios, de amar, de se realizarem sexualmente, de se sentirem felizes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nascimento da criança &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sexualidade é uma força viva do indivíduo, um meio de expressão dos afectos, uma maneira de cada um se descobrir, bem como descobrir os outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desta forma, é desde o nascimento da criança que se deverá começar a pensar em Educação Sexual, algo que não pode ser considerado distinto de todo o processo educativo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nos primeiros meses de vida, toda a relação está ligada ao tocar, às carícias, às respostas dadas às necessidades que a criança vai manifestando, ao contacto corporal que se permite e se promove. Esta fase centra-se muito na estimulação da capacidade de comunicar, de desenvolver sentimentos associados à segurança e à confiança, que permitirão equilibrar e estruturar as reacções afectivas que se desenvolverão no percurso de vida. Desta forma, estamos a promover as bases para uma boa evolução afectiva, sexual e social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Identidade Sexual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O processo que vai permitir à criança encontrar a sua identidade sexual, o ver-se como pertencente ao sexo que tem, inicia-se muito precocemente. Na maioria dos casos, tal começa a ser trabalhado mesmo antes do nascimento da criança (a decoração do quarto, as cores das roupas, os brinquedos escolhidos, etc.).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Este é um desafio que obriga os pais a estarem abertos e atentos à sociedade actual, de forma a não se deixarem guiar por uma educação baseada em valores e normas mais tradicionais dos papéis sociais masculinos e femininos. Um rapaz não o deixa de ser só por desejar brincar com bonecas, nem se deixa de ser uma rapariga por gostar de jogar à bola e subir a árvores, antes pela possibilidade de experimentação se consolida o género.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cabe aos pais e aos educadores ir aprovando comportamentos facilitadores do bem-estar da criança durante o desenvolvimento do seu papel sexual, aceitando-o positivamente e facilitando assim o seu processo pessoal de construção da identidade sexual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A idade dos "porquês"&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desenvolvimento da linguagem e a sua manipulação, vai permitir explorar o mundo à sua volta. Neste período surge, por volta dos três anos, a fase do "Porquê?". Nesta etapa de vida da criança, a temática sexual é quase obrigatória. Temas como as diferenças anatómicas, de roupa, de jogos, a sua origem (a célebre pergunta: "de onde vêm os bebés?"), são motivos que causam enorme interesse e curiosidade na criança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Curiosidade pelo corpo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paralelamente às dúvidas e curiosidades que coloca através da linguagem, a criança explorará o seu corpo, tentando conhecer e promover as sensações que produz. É a fase do reconhecimento do seu sexo, do toque e da observação. É frequente mostrar os seus órgãos sexuais, bem como compará-los com os das outras crianças para melhor se reconhecer nesse confronto com o outro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para os pais, o facto de uma criança explorar o seu corpo na procura de o conhecer e de sentir prazer, é uma actividade que frequentemente causa apreensão. Porém, estes comportamentos são naturais, fazem parte do desenvolvimento, e é com essa mesma naturalidade que deverão ser encarados. É possível orientar a criança, sem a culpabilizar pelo facto de ter essas manifestações na intimidade, dizendo frases do tipo: "Faz antes isso no teu quarto". Há que evitar atitudes repressivas, que podem ir no sentido inverso ao desejado: a promoção do bem-estar no seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao nível do jogo, as crianças procuram brincadeiras que incluam o toque e a descoberta do corpo: brincar aos pais e às mães, aos médicos e aos doentes, etc. Estes jogos funcionam como uma ferramenta, que permitirá a comparação dos seus órgãos com os dos amigos e os dos adultos, bem como a descoberta de que lhes dão prazer. É nesta fase que provavelmente se inicia a associação entre sentimentos associados a uma vivência sexual e órgãos genitais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cabe aos adultos dar à criança a oportunidade de realizar com tranquilidade e sem fantasmas a exploração dos órgãos genitais. Desta forma, estaremos a contribuir para que a criança possua uma imagem corporal mais íntegra e satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;A relação triangular pai, mãe e criança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nesta fase de descoberta dos órgãos sexuais e de observação das diferenças entre géneros, é natural que existam diferenças no relacionamento com os pais. Processa-se uma relação triangular com os dois pais e o(a) filho(a), que vai ser caracterizada, consoante o género da criança, pela atracção do pai ou da mãe numa rivalidade com o progenitor do mesmo sexo. É através deste "conflito" potencial, que será resolvido pela aproximação progressiva do pai em relação ao filho e da mãe em relação à filha (processo de identificação), que vai estruturar a criança em relação ao próprio sexo, de uma forma diferenciada para o rapaz e para a rapariga.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É fundamental os pais compreenderem, com ternura, esta fase de crescimento, marcando, no entanto, os limites dos sonhos e desejos dos seus filhos. Tal passa pela afirmação dos seus próprios afectos e pela ligação de amor entre o pai e a mãe. Os filhos devem aprender a respeitar a existência de intimidade entre os pais, sem que isso corresponda a um sentimento de perda de amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ultrapassada esta fase (a denominada fase Edipiana), existe uma grande mudança na forma como as crianças vivenciam a sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Os seis anos, e a entrada para a escola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Entre os seis e os sete anos de idade, verificam-se grandes alterações na vida da criança. Este período coincide com a entrada para a escola e, com ela, surgem novos companheiros, outros adultos, importantes aprendizagens e novas exigências pessoais e sociais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Podes ser considerada como uma fase promotora do desenvolvimento intelectual. Nesta, a actuação dos pais e educadores deverá centrar-se na resposta sincera às questões colocadas e na promoção do diálogo, aproveitando para tal todas as situações, como são exemplo a leitura de livros, comentários a filmes e programas televisivos, ocorrências do quotidiano, etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cabe aos adultos de referência reflectir sobre o que querem que seja assimilado pelas crianças. Analisar os nossos comportamentos, ponderando se estes transmitem o que pretendemos, os modelos dos quais as procuramos dotar, os horizontes que lhes apresentamos e ajudamos a descobrir. Enfim, a nossa filosofia, ideologia e atitudes influenciarão os comportamentos e sentimentos das crianças, imprimindo-lhes estes aspectos de diferentes modos para toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Notas Finais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É importante os pais reviverem narrativamente e entre si a sua própria infância e adolescência: o modo como foram sentidas as questões, dúvidas associadas à sexualidade, o meio pelo qual acederam à informação e, a percepção e sentimentos agregados a estas informações recolhidas. Este diálogo do recordar, permite ensaiar e debater, de forma antecipada e estruturada, questões relativas à educação dos filhos do casal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Durante a infância, as crianças questionam-se sobre os mais variados temas. Estas perguntas devem ser atendidas à medida que vão surgindo, permitindo a assimilação e estruturação das suas respostas, daí que devem ser adaptadas ao nível etário da criança. De igual modo, também noutras áreas, convém aproveitar as oportunidades que vão surgindo no quotidiano para debater estas questões. Importa que as crianças se sintam acompanhadas por pessoas nas quais confiem, adultos que vivem o que ensinam, e que são capazes de estabelecer laços afectivos. Salienta-se ainda que, o que é dito terá de ser repetido outras vezes, pois o seu crescimento possibilita uma compreensão diferente da mesma questão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na abordagem do tema da sexualidade, é conveniente associá-lo ao amor, à ternura, ao bem-estar e ao prazer, para que as crianças compreendam que, enquanto forem crianças, não poderão ter relações sexuais, pois o corpo não está suficientemente amadurecido. Como outras coisas na vida, elas acontecerão mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A sexualidade, como componente da vida do indivíduo, deverá ser transmitida de uma forma positiva, salientando as qualidades da comunicação, da ternura, da transmissão dos afectos e do prazer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O modo como a ternura , o amor e o carinho são expressos entre os pais, e de pais para filhos, é a forma mais autêntica e genuína de comunicação da afectividade e sexualidade. Como lidamos com o bebé e a criança, a acarinhamos, comunicamos com o seu corpo, conversamos, vai repercutir-se na qualidade das relações futuras, isto é, o futuro começa hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjez17KddcryOwfnaa1e8RJv-s-qq5g5P5C6nGLBwfFyDlZSe9Cc01gNtGHAQQNNzIz7jw_QjbWh3i_9jnt5QXSR2RerOQH81TT7OroYa6TtrtCwmqoThOmUdhuRZJXbEy_Av3WWpZOyeg/s72-c/EdSexual.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">11</thr:total></item><item><title>Presente de Natal: Brincar!</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/12/presente-de-natal-brincar.html</link><category>Brincar</category><category>Brinquedo</category><category>Criança</category><category>Filhos</category><category>Jogo</category><category>Natal</category><category>Pais</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-8663986286321063543</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7QMJ_cDkAjt2fl2u_PprpQITWhaXYK4zowgI-lvced80XEF1Wz7FPOyyY8p_hyphenhyphenjcxyxxHXrtEZtccRKpQvF7-RimJgkc06s-1asIOsnzsObcJf4fB0a0LI9yLEM1Pzy6OodNMivQJwLI/s1600-h/brincar3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281492230265533794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7QMJ_cDkAjt2fl2u_PprpQITWhaXYK4zowgI-lvced80XEF1Wz7FPOyyY8p_hyphenhyphenjcxyxxHXrtEZtccRKpQvF7-RimJgkc06s-1asIOsnzsObcJf4fB0a0LI9yLEM1Pzy6OodNMivQJwLI/s320/brincar3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Numa sociedade caracterizada pela azáfama de afazeres quotidianos, é frequente os adultos não investirem activamente numa das principais ferramentas que as crianças possuem para conhecer, explorar e compreender o mundo: "brincar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O acto de "brincar", ao longo da História tão frequentemente desvalorizado e destituído de valor prático, serve de base para a aquisição e promoção de competências fundamentais para o desenvolvimento global da criança. Actualmente assume tal importância que no Princípio VII da Declaração Universal dos Direitos da Criança é consagrado o direito à criança de brincar. Existe um amplo consenso sobre a sua importância em múltiplas áreas do desenvolvimento infantil, e o "brincar", o jogo e o brinquedo são actualmente alvo de estudos científicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta perspectiva, defende-se o "brincar" como fundamental para o desenvolvimento da criança, bem como a participação dos pais nas mesmas, já que o "brincar":&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, por excelência, uma forma da criança comunicar e expressar-se;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É a forma mais natural (e divertida) da criança aprender. Desta forma, a aprendizagem realiza-se de uma forma espontânea, sem o risco de insucessos, apenas pelo prazer de explorar;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É o principal motor de desenvolvimento global da criança. Quer a nível motor, social, cognitivo e afectivo. O conjunto de desafios provocados e experimentados através do brincar proporcionam à criança a possibilidade de testar os seus limites, de correlacionar ideias, de estabelecer relações lógicas, de construir conceitos, estimular a linguagem, aprender a compreender e lidar de forma eficaz com os sentimentos;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Permite à criança conhecer e inserir-se na sua sociedade, socializar-se com o grupo de pares e com os adultos, fazer amigos;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Os pais, ao brincarem com os seus filhos, além de lhes possibilitarem a interiorização dos seus valores, estão a demonstrar interesse pelo meu "mundo", pela forma como conhecem e exploram a realidade. Deste modo, revelam ao seu filho o amor que sentem por ele, e a importância que os atribuem às suas brincadeiras o que, além de valorizar o acto da criança, aumenta o seu interesse, fomenta a criatividade e contribui para a auto-estima da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, antes de mais, a criança deve brincar porque brincar é bom, faz bem. É divertido, dá vontade de rir, e contribui para que se sinta feliz. Este Natal, pede-se aos pais que dêem tempo às crianças para brincarem, que brinquem com elas, e que participem activamente no desenvolvimento de todas as capacidade dos seus filhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A todos um Bom Natal.&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh7QMJ_cDkAjt2fl2u_PprpQITWhaXYK4zowgI-lvced80XEF1Wz7FPOyyY8p_hyphenhyphenjcxyxxHXrtEZtccRKpQvF7-RimJgkc06s-1asIOsnzsObcJf4fB0a0LI9yLEM1Pzy6OodNMivQJwLI/s72-c/brincar3.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">23</thr:total></item><item><title>A criança e o luto</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/12/criana-e-o-luto.html</link><category>Criança</category><category>Luto</category><category>Morte</category><category>Perda</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Fri, 5 Dec 2008 22:36:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3294617832747734375</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8n6hJQOE5RJ1vdNkCNcYI3JwwmiPhUQlO7XCnNGG8T7RV5Yv3Su_OmsL44PhTY5rNpZFGunL3hu52WAGekjp_1bsjOXkeq8B6y7bV2qpZOULvgb6RebMZlgBHkmGaOnz0tqaR6z9ZQ2A/s1600-h/luto2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276439176737079106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 203px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8n6hJQOE5RJ1vdNkCNcYI3JwwmiPhUQlO7XCnNGG8T7RV5Yv3Su_OmsL44PhTY5rNpZFGunL3hu52WAGekjp_1bsjOXkeq8B6y7bV2qpZOULvgb6RebMZlgBHkmGaOnz0tqaR6z9ZQ2A/s320/luto2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quando a criança perde alguém especial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Facilmente um pai, ha&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmrA4IqKt3EC2G_7OpzElU5Oo_EY2N8aV1_Jl_hVOZBKCSNQKzjUkwv76K6NvFpXRWhbGKG_abrWKonkGua354YHIS4961CNN3NTUsbhwCgzIAU7Bh2YHskbhMY9lZX2ugObYYPlzDhtI/s1600-h/luto2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;bituado a observar o seu filho a brincar, verifica o elevado número de vezes em que o tema morte surge nas suas fantasias e brincadeiras. Esta é uma questão que, muito precocemente, causa curiosidade, interesse e medo às crianças, que a procuram explorar através da melhor ferramenta que possuem para conhecer o mundo: o brincar. Para uma criança, a perda de uma pessoa amada é um acontecimento que quase sempre gerador de angústia nos pais, que se confrontam, por um lado, com a sua própria dor e, por outro lado, com a ansiedade causada pelas dúvidas de como abordar e lidar com o acontecimento traumático junto do seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda, e o luto a ela associado, é uma experiência quase inevitável no percurso de vida de uma pessoa. Independentemente da faixa etária, o rol de sentimentos envolto na perda de alguém que se ama é uma experiência sempre dolorosa e difícil de suportar. Para uma criança, a perda de um ente significativo é quase sempre caracterizada por um turbilhão de sentimentos, para os quais não possui os mecanismos que permitam lidar com eles de forma eficaz, e muito menos entende-los. Daí a importância dos adultos que a acompanham, e estão consigo nestes momentos difíceis. Os pais, familiares, pessoas próximas, entre outros, podem ajudar, não só nos momentos próximos à cauda da dor, mas em todo o processo de luto por que a criança terá de passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa abordagem junto de uma criança que perde alguém significativo, é necessário encarar a tristeza e a dor que acompanham esse momento como parte integrante de todo o processo ligado à experiência de perda. Porém, convém assinalar que o luto não advém apenas da morte de alguém, podendo estar associado à perda de um animal de estimação, de uma separação ou divórcio dos pais, entre outras situações. De uma forma geral, o luto poderá caracterizar-se pelo conjunto de sentimentos e comportamentos ligados ao sofrimento causado por uma perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-se triste, num momento em que lida com uma perda, é natural, além de terapêutico. Porém, aos adultos, geralmente causa dor ver uma criança a sofrer mas, ao invés de se procurar tentar acabar com o sofrimento da criança (tarefa provavelmente inexequível), é importante acompanha-la na livre expressão dos seus sentimentos, compreendê-los e empatizar com estes, de modo a que sinta que é compreendida, e que a sua dor é aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prever ou antecipar o comportamento de uma criança após a notícia da perda é uma tarefa irrealizável. As reacções diferem de criança para criança, podendo o rol de comportamentos diferir desde a tristeza absoluta, até o parecer indiferente (apesar de não o ser), o que geralmente causa espanto a quem assiste. São comuns igualmente atitudes de isolamento e afastamento das outras pessoas, comportamentos agressivos, apatia, surgimento de sintomas psicossomáticos, desinvestimento académico, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;A notícia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não existe um guião do modo correcto de transmitir a notícia da perda a uma criança. Será sempre um caso em que requererá flexibilidade, o uso de calma e muita paciência. Prepare-se para a possibilidade de ter de repetir, ou explicar de forma diferente, pois o que foi dito poderá ser questionado pela criança, ou até mesmo necessitar de aprofundar mais detalhadamente do que o que estava à espera, se a criança assim o requisitar. Há falta das palavras correctas para transmitir a notícia (o que caberá sempre aos adultos, pelo recurso à sua experiência, bom senso e intuição), pode-se procurar propiciar as melhores condições para o realizar. Nesse sentido, é aconselhável que quem fale com a criança lhe seja próxima (por exemplo, no caso de morte de um pai, poderá ser aconselhável a mãe falar com a criança). Mais que as palavras, conta que o que é dito o seja com amor, e esse amor sente-se junto das pessoas que nos são mais próximas. Num momento difícil como é a da morte, é fundamental que a criança se sinta apoiada e acompanhada pelos que mais ama. Abraços, beijos, mimos, quando sentidos e aceites pela criança, são sempre bem vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhece-se como componente facilitador em toda a relação com a criança, mas também nesta ocasião, a honestidade. Apesar de, como referido anteriormente, não existirem guias ou discursos pré-elaborados, pode-se com certeza afirmar que o mentir, ocultar ou utilizar eufemismos para a morte, não é recomendado. A criança, insegura por tudo o que está a passar, só poderá ser prejudicada pela desconfiança que resulta da descoberta de uma mentira por parte de quem a ama e lhe deveria transmitir segurança. Mais cedo ou mais tarde a criança saberá a verdade dos factos. Dessa forma, mais vale que o saiba de adultos significativos, que lhe podem dar segurança, conforto e amparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adultos, com a melhor das intenções, procuram proteger a criança , recorrendo compreensivelmente ao uso de expressões como “Está muito doente e foi para longe para se curar”, ou “Está a dormir para sempre”, que não a ajudam. Ao invés de tal, é aconselhável a utilização de uma abordagem sincera e directa. Não seja redundante, utilize a palavra morte, e explique à criança o sucedido, tendo sempre o cuidado de adequar o discurso à sua idade e maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A honestidade e sinceridade são necessárias não apenas na escolha das palavras com as quais é transmitida a notícia à criança, mas ao longo de todo o processo de luto. Com frequência, os adultos incorrem no erro de tentar proteger as crianças do seu sofrimento, e não se sentem livres pana os manifestar quando junto delas. O aconselhável será o oposto. Uma criança, ao se deparar com a morte de alguém, terá dificuldades em lidar com toda a panóplia de sentimentos que a invadem, e recorrerá aos seus modelos de referência para procurar aprender a lidar com sensações tão fortes. Deste modo, o facto dos adultos partilharem com os mais novos os seus sentimentos, a sua tristeza, o choro, permite-lhes sentirem-se mais confortáveis e aceites com o que sentem, e em partilhá-lo com quem os rodeia, não incorrendo na ideia de que esconder os seus sentimentos é o mais correcto a fazer, visto os adultos junto a si o realizarem. O chorar e a tristeza são salutares, e são o primeiro passo para lidar e reparar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a premissa de um ambiente de carinho e apoio criado à volta da criança, possibilita-se a criação de condições favoráveis para partilhar a sua dor, tristeza, zanga... Estas são reacções naturais, que variam muito de criança para criança. O importante é, além do adulto falar, dar espaço para que a criança fale, se manifeste, e sinta que tem quem a oiça e a acompanhe na sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Rituais fúnebres / Rituais de morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rituais fúnebres e, particularizando os católicos que assumem o grosso da representação cultural e religiosa portuguesa, assumem a morte e o início do processo de luto como uma solenidade e parcimónia que acentua a dor e a perda definitiva. Perante este cenário, os adultos enfrentam dúvidas no que diz respeito à assistência ou não das crianças às cerimónias do funeral, bem como acerca da permissão para ver o corpo da pessoa falecida, o que constitui um factor causador de ansiedade para os adultos, que se questionam sobre a melhor opção a tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto o velório como o funeral possuem um papel fundamental na forma como uma pessoa se despede de alguém, e inicia o seu processo de luto. Este é um momento que ajuda à consciencialização de que uma pessoa morreu, e permite que, nestes primeiros momentos de luto, uma pessoa se sinta apoiada e acompanhada na sua dor, e na despedida de quem ama. Estas razões são válidas tanto para um adulto, como para uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, é muito importante que a criança seja envolvida na tomada de decisão de assistir ou não ao funeral, bem como a de ver o morto ou não (salvaguardando sempre que o defunto não esteja em condições capazes de chocar a criança). O desejo da criança terá de ser sempre um factor a tomar em conta na hora da tomada de decisão da criança presenciar ou não o funeral e, nessa escolha, deverá sentir-se aceite e acompanhada pelos que ama. Durante a cerimónia, as crianças poderão querer assisti-la na sua totalidade ou, como por vezes ocorre, poderão saber que já assistiram o suficiente, e pedir para irem embora. Em qualquer das situações, é fundamental aceitar a sua vontade, e apoiá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da criança nunca ter assistido a um funeral, poderá não saber do que se trata. Nestas situações, é conveniente que os adultos expliquem os rituais da cerimónia, o que irá acontecer antes, durante e após esse momento, além de preparar as crianças para as diferentes respostas comportamentais e emocionais das outras pessoas presentes (explicar que poderá ver muitas pessoas a chorar, talvez gritar...). Mais uma vez, será aconselhável que as explicações sejam directas e simples, sem rodeios, e adequadas à maturidade da criança. Elas saberão procurar as informações que necessitam, podendo muitas vezes passar por questões práticas (quanto tempo demora, como é que vai o caixão, entre outras). Os adultos significativos devem preparar-se para responder às mais diferentes questões que a criança colocar, manifestando a abertura necessária para que ela se sinta confiante em colocá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O processo de luto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre difícil lidar com o luto. Independentemente da faixa etária, quer se seja adulto ou criança, a perda de um ser amado causa sempre dor. Visto ser a tristeza um sentimento comum nas diferentes faixas etárias face à morte, tal como nos adultos, será comum que as crianças passem por períodos de profunda tristeza. E, tal como os adultos, as crianças necessitarão de sentir-se apoiadas e acompanhadas pelos que ama, de forma a superar esta dor, que realmente poderá nunca desaparecer inteiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como a criança reage perante a morte não é muito distinta da forma como lida com outras perdas, a intensidade é que pode diferir. Apesar de não serem rígidas, e de cada criança ser “um mundo”, é possível, de forma geral, verificar-se a existência de fases distintas na forma como lidam com o luto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-&lt;/strong&gt; Choque: prende-se com o conjunto de reacções iniciais fase ao conhecimento da perda do objecto significativo. O tipo de reacções varia muito de criança para criança, pelo que será de esperar o mais variado tipo de comportamentos, e aceitá-los enquanto naturais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2-&lt;/strong&gt; Protesto/Negação: esta fase é caracterizada pelo estado de dúvida e dificuldade em aceitar a perda. De forma inconsciente, este mecanismo de defesa faz com a criança não encare, ou procure não acreditar no sucedido;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3-&lt;/strong&gt; Desorganização / Depressão: verifica-se quando se começa a encarar como real e irreversível o acontecimento traumático. Devido a tal, a criança sente-se frequentemente triste, poderá possuir sentimentos de culpa, ansiedade, medo e isolamento. O seu dia-a-dia poderá ser caracterizado pelas rápidas alterações de humor, bem como pela existência de comportamentos agressivos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4-&lt;/strong&gt; Reconstrução/Reorganização: após a dor da perda, a criança começa, aos poucos, a ajustar-se às mudanças que se sucederam na sua vida. Verifica-se um reajustamento na sua vida, no qual de certa forma aprende a lidar com a dor, mas não a viver para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do luto não ser necessariamente caracterizado por um percurso linear, antes pelos diferentes avanços e retrocessos, e pelas diferenças de situação para situação, o conhecimento destas fases pode permitir uma melhor compreensão das diferentes reacções da criança, e assim uma melhor adaptação das respostas por parte dos adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como a criança suportará esta dor estará sempre ligada ao apoio que sente dos que lhe são próximos. Será esse apoio que lhe permitirá transmitir todos os sentimentos que a invadem, na procura de empatia, de compreensão e conforto. Daí o papel primordial da honestidade na relação. Aos adultos que acompanham a criança pede-se que manifestem também os seus sentimentos, que os partilhem com as crianças e que, através do seu exemplo, como modelos de relacionamento para a criança, a ajudem a encontrar estratégias para lidar com a sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza do luto funciona como um “alarme”, em que se pede aos que nos são mais próximos que se juntem, que apoiem, e que ajudem a ultrapassar a dor, em conjunto. Por parte da criança, o sentir que também ajuda os adultos a ultrapassar a sua dor, ajuda-o a sentir-se importante, e a acreditar que, em conjunto e tal como os adultos, conseguirá ultrapassar este período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período de luto, os sentimentos predominantes nas crianças são a tristeza, a revolta e o medo. Porém, as suas reacções são frequentemente caracterizadas por alterações súbitas de humor. Uma criança poderá passar rapidamente de períodos de grande tristeza, para outros de apatia, de isolamento, bem como adoptar comportamentos que fazem parecer que o acontecimento traumático lhes é indiferente. Todos estes sentimentos e comportamentos são naturais, em concreto o brincar e o sorrir, e cabe aos adultos que a acompanham salvaguardarem-se de que ela se sente apoiada, e de que existem condições para que se expresse emocionalmente. Este é um processo natural, pelo que não será necessário pressionar a criança. Esta saberá quando é o momento ideal para o fazer, e procurará a(s) pessoas com quem o quer realizar. Com relativa frequência, a(s) pessoa(s) escolhidas podem não ser as mais próximas, poderá ser uma professora ou educadora. Respeite a escolha e o tempo da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce referir que o propósito do presente artigo não procura dar as respostas concretas, fórmulas ou constituir um manual de instruções para os pais/educadores. Ao invés de procurar essa tarefa destinada ao fracasso, procura, acima de tudo, ajudar os adultos que lidam com crianças que passam por situações de perda a sentirem-se mais confiantes de si e preparados para o momento em que se depararem com uma situação geradora de dor como a perda. Procura-se, acima de tudo, transmitir a consciência e a confiança de que os adultos possuem a capacidade de ajudar as crianças de forma eficaz a lidar com estas situações, sempre penosas. Recomenda-se apenas os ingredientes essenciais: o amor, aliado ao contributo insubstituível do tempo. Esse amor, quando baseado numa relação sólida e honesta entre um adulto e uma criança, é o principal instrumento para permitir à criança ultrapassar de forma eficaz o leque de emoções associados à perda, ajudando-a a reconciliar-se com a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8n6hJQOE5RJ1vdNkCNcYI3JwwmiPhUQlO7XCnNGG8T7RV5Yv3Su_OmsL44PhTY5rNpZFGunL3hu52WAGekjp_1bsjOXkeq8B6y7bV2qpZOULvgb6RebMZlgBHkmGaOnz0tqaR6z9ZQ2A/s72-c/luto2.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">9</thr:total></item><item><title>Dois mundos: O Divórcio dos pais</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/08/dois-mundos-o-divrcio-dos-pais.html</link><category>Desenvolvimento</category><category>Divórcio</category><category>Filhos</category><category>Pais</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 27 Aug 2008 15:46:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-2886575654629233381</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB7HOmKTaq-mHAM5W9i0OrrFJNstAnRrx5j-IvuVzUWWmUYDxfnx6G5YmxbLy4idd4lV9Z70X-ZvYFl_gHkkhtxCNunq2bQDhpsvy3BO1OPNd6qbOQzmOo1mhyXvYC5sUYYj_554cRgF8/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234867250649736514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB7HOmKTaq-mHAM5W9i0OrrFJNstAnRrx5j-IvuVzUWWmUYDxfnx6G5YmxbLy4idd4lV9Z70X-ZvYFl_gHkkhtxCNunq2bQDhpsvy3BO1OPNd6qbOQzmOo1mhyXvYC5sUYYj_554cRgF8/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Numa sociedade caracterizada pelas constantes alterações a nível sociocultural, uma das mudanças mais visíveis prende-se com o galopante aumento da taxa de divórcios, que deixou de ser um acontecimento raro, possuidor duma carga social muito negativa, e tornou-se num facto comum e aceite nos nossos dias, existindo vários estudos que apontam para que, dos casamentos que ocorrem actualmente, perto de 50% resultarão em divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações para este fenómeno são várias, podendo passar por um menor peso da Igreja e dos seus valores na sociedade actual, o desejo de felicidade e realização pessoal sobreposto ao respeito pelas tradicionais regras sociais, um regime imediatista de todo o tipo de consumo, entre outras causas. Mais do que analisar as inúmeras razões que motivam um casal para a tomada de decisão de viverem separados, é importante reflectir que, com frequência, quem mais sofre com todo o processo é quem não tem qualquer responsabilidade por ele: os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é inevitavelmente um momento difícil para uma criança, provavelmente até mesmo o mais difícil pelo qual terá de passar na sua infância. Porém, os pais têm um papel fundamental no processo de adaptação à nova realidade e na forma como elabora a sua perda. Não poderão evitar que a criança sofra, mas poderão minimizar esse sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A separação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para potenciar esse processo de acompanhamento e ajuda a uma criança na fase do divórcio, é necessário encará-lo como um acontecimento duradouro, como algo que surge de um casamento infeliz, que requer a separação física, e se prolonga pelo resto da vida, sendo necessário adoptar uma diferente organização e dinâmica familiar. Este é um processo muitas vezes longo, que envolve uma complexa cadeia de acontecimentos que se repercutem por muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um divórcio altera todo o conceito de família que a criança possuía, obrigando-a a confrontar-se com a inevitável saída de um dos progenitores de casa e, na generalidade das crianças, com a perda do contacto diário com o mesmo. Este é sempre um acontecimento doloroso para uma criança, que a marcará. O modo como um filho vivência esse período, bem como os sentimentos com que é confrontada, variam de criança para criança, consoante a sua personalidade, a dos pais, o seu género, a sua e idade e maturidade, entre vários outros factores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A panóplia de sentimentos que a criança poderá sentir é enorme, sendo muito frequente sentir angústia, medo de perda, de abandono, culpa, raiva, negação, tristeza e ansiedade. Quando um progenitor abandona o parceiro, é comum a criança também se sentir abandonada, e com medo de perder a ligação com o elemento que sai de casa. A frequente batalha por parte das crianças para que os pais não se separem (realidade que a criança procura evitar a todo o custo) suscita sentimentos de impotência, bem como a apreensão de que a sua opinião, os seus desejos não são significativos, e que não é capaz de controlar algo tão importante para a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pré-divórcio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As crianças percepcionam muito mais do que podemos imaginar e, dependendo da sua idade, é comum que sintam quando o casamento dos pais está em crise. Apesar dessa percepção, é natural que possuam receio em fazer questões, provavelmente com medo do que possam ouvir. Não obstante esse silêncio, desde o momento em que os pais tomam a decisão irreversível de se divorciarem, é importante prepararem os seus filhos para o que se suceder. Desta forma os pais, em conjunto e, de forma sensata e calma, devem explicar aos filhos as alterações que irão ocorrer. O facto de estarem todos juntos permite à criança encarar esta situação como uma decisão mútua, acordada por ambos os pais, de forma madura e racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o cuidado de adequar a linguagem à idade e maturidade do filho, é importante explicar de forma clara toda a situação. Na maioria destas, as crianças não necessitam de relatos muito elaborados. Basta explicitar de forma simples o que é um divórcio, as mudanças que ocorrerão na vida dos pais e na dos filhos, em traços gerais, as razões do divórcio (evitando pormenores ligados a questões sexuais ou actos de infidelidade, caso estes ocorram). Aos filhos, poderá ser difícil compreender e aceitar essa nova realidade. Cabe aos pais, sempre que necessário, e com a devida paciência, voltar a repetir o anteriormente explicado, por outras palavras, as vezes que a criança sentir necessidade. Ela saberá transmitir quando tiver assimilado a nova informação, provavelmente elaborando uma nova questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural o surgimento de sentimentos de culpa, por parte das crianças, por se percepcionarem causadoras da separação dos progenitores. Aos pais, cabe explicar aos filhos que estes não são culpados da situação, antes pelo contrário, as crianças são o melhor que o casamento lhes trouxe. Importa esclarecer que já existiu amor entre os pais, tal deixou de se verificar, mas o amor pelos filhos irá manter-se para sempre, tal é impossível de mudar. Desta forma, além de estarmos a ajudar a criança a lidar com os sentimentos de culpa, estaremos a validar e a combater o medo de perder o amor dos seus pais, em especial o de quem sai de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se deparar com a notícia, o filho poderá ter dificuldades em aceitá-la como algo definitivo. É conveniente que os pais manifestem a firmeza e a irreversibilidade da decisão e, quando já planeada, informá-la da data concreta de saída de casa do pai/mãe. Mais uma vez, manifestem ao filho que não está no poder dela impedir essa separação, nem depende de si o reatamento da relação, é uma decisão dos pais, pela qual ele não é minimamente responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum o casal procurar esconder os seus sentimentos, não só nesta, mas na maioria das situações penosas por que passam. Esse comportamento é legítimo e compreensível, pois parte do desejo de querer poupar às crianças a dor dos pais. Porém, a criança é indissociável da família e, tal como a maioria dos mecanismos que adquire, ela aprende a lidar com os sentimentos vivenciando-os e, preferencialmente, junto dos seus pais, que são os seus modelos. O acto de partilharem os seus transmite-lhes a ideia de não serem os únicos a sofrerem com a situação, permitindo-lhes sentirem-se menos isolados e mais apoiados. Mais uma vez se pede honestidade em todo este processo, e tal verifica-se igualmente ao nível dos sentimentos, em que pais e filhos devem poder expressar livremente a tristeza que sentem, sendo esse o primeiro passo para o processo de adaptação à nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bilhete de Identidade: PAIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divórcio dos pais acarreta sempre sofrimento. Não obstante toda a dor causada, a nível emocional, todo o processo antes e depois da separação é mais relevante que o divórcio em si. Vários estudos demonstram que os filhos submetidos a relações conflituosas entre os pais, seja através de agressões verbais ou físicas constantes, ou mesmo casamentos caracterizados pela inexistência de comunicação, diálogo, centradas no silêncio, proporcionam com maior frequência crianças com problemas de comportamento e de socialização do que as cujos pais se divorciaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, diferentes estudos apontam para que a existência de um bom diálogo entre os pais após o divórcio é um dos melhores predictores de ajustamento psicológico das crianças fruto de pais divorciados. Ou seja, só por si, o divórcio não é sinónimo de problemas emocionais nas crianças mas, todavia, é necessária a consciência que a parentalidade não termina (ou diminui) após o divórcio, verificando-se a necessidade de continuidade e estabilidade das relações afectivas com ambos os pais, e um adequado entendimento e respeito entre ambos os progenitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pós-separação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem e uma mulher podem divorciar-se um do outro, mas o mesmo não pode acontecer com os filhos. Separar o papel de marido e mulher do de pai/mãe é uma tarefa que os pais terão de encarar como decisiva na forma como a criança vivência o divórcio dos pais. Esse é um papel para a vida, e que deve ser aceite e cumprido com responsabilidade e amor por ambos os progenitores, antes, durante e após o processo de divórcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora todos os prejuízos causados por um divórcio, uma família só com a presença da mãe ou do pai pode facultar um ambiente mais saudável para o desenvolvimento de uma criança, do que a coexistência numa família em permanentes conflitos, caracterizada pala falta de comunicação e de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruptura da família é encarada como um problema de difícil resolução para a maioria dos filhos, mesmo tendo em conta que geralmente se apresenta como a única solução para por termo a todo um cenário de conflitos e dor. Os filhos, envoltos em todo o processo, necessitam, por parte dos pais, de serem salvaguardados de todos os conflitos, discussões e disputas tão frequentemente associadas a este período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança necessita de elaborar a sua dor, de adaptar-se a todas as alterações na sua realidade. Para que todo esse processo decorra de forma saudável, é preciso sentir que, apesar do divórcio, o seu amor pelos pais, e o destes por si não será posto em causa. Ela poderá gostar sempre dos dois e nunca terá de escolher entre eles, independentemente do progenitor que ficou com a sua custódia, e daquele que saiu de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das acções de divórcio, a custódia dos filhos é atribuída à mãe. Nestes casos, ou quando o inverso ocorre, é necessária a consciência que as crianças necessitam de contactos frequentes e regulares com ambos os progenitores. Para o seu desenvolvimento psicológico e social, as crianças precisam de possuir uma boa imagem do pai e da mãe, necessitam duma relação saudável, estável e positiva com ambos os progenitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manutenção das rotinas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto possível, as rotinas diárias deverão ser mantidas (hora de acordar, deitar, ir para a escola, refeições, etc.). Este procedimento permite minimizar a sensação de intranquilidade e turbulência que caracteriza este período, consequência de todo o desmoronar da imagem familiar que a criança possuía. Estes actividade e rotinas permitem à criança a sensação de alguma normalidade no seu ambiente, transmitindo-lhes segurança e conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que as crianças se mantenham a frequentar a mesma escola mas, se tal não for possível, a manutenção das redes de contacto que possuía antes do divórcio (amigos, colegas de escola e outras actividades extracurriculares, etc.) é uma importante forma de obterem apoio de pessoas significativas, bem como possibilitar divertirem-se e esquecerem por momentos o momento difícil por que passam. No mesmo sentido, a família alargada (avós, tios, primos) poderá ser uma forte fonte de apoio, compreensão e, em muitos casos, oferecem modelos de organização familiar, em que a criança pode procurar compreensão e estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aos pais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sumariamente, ao longo deste artigo, procurou-se realizar uma reflexão sobre a forma como as crianças sentem e vivenciam a separação dos pais e as suas repercussões psicológicas. Mas, fundamentalmente, procurou-se que, através duma maior consciencialização do sofrimento dos prejuízos emocionais a que as crianças estão sujeitas, os pais aceitem a responsabilidade do seu papel, e se consciencializarem de que é necessário esforço e discernimento, para colocar os interesses dos seus filhos acima dos seus próprios. Pede-se-lhes que assumam a parentalidade, e que desempenhem esse papel para a vida.&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjB7HOmKTaq-mHAM5W9i0OrrFJNstAnRrx5j-IvuVzUWWmUYDxfnx6G5YmxbLy4idd4lV9Z70X-ZvYFl_gHkkhtxCNunq2bQDhpsvy3BO1OPNd6qbOQzmOo1mhyXvYC5sUYYj_554cRgF8/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">29</thr:total></item><item><title>Os medos da criança</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/06/os-medos-da-criana.html</link><category>Criança</category><category>Medo</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sun, 6 Jul 2008 13:04:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-2477651333202017274</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQSo6bMdnsjs9KCMzD-J3uM7o5I9nSIVAOuK_xp35tGqgusT31R_Nf5TrXFvnFVbIHD7j3v1IB4aRD7XE9MKdoNS1JvyqXrl1QRikqZFAbmSYhNa3341ZSGvbnnT1_YWLuV-YhxrV7LI/s1600-h/pesadelo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5276436276423978850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQSo6bMdnsjs9KCMzD-J3uM7o5I9nSIVAOuK_xp35tGqgusT31R_Nf5TrXFvnFVbIHD7j3v1IB4aRD7XE9MKdoNS1JvyqXrl1QRikqZFAbmSYhNa3341ZSGvbnnT1_YWLuV-YhxrV7LI/s320/pesadelo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O medo é uma emoção básica, que coloca o nosso organismo em sobre-alerta e o prepara para fugir e/ou defender-se perante a percepção de perigo. A generalidade das crianças passará por algum sintoma de medo durante a sua infância, em especial as raparigas que, no entanto, têm uma maior facilidade em ultrapassá-lo. Esta maior facilidade estará, provavelmente, ligada a uma maior capacidade em exteriorizar sentimentos e emoções que, em consonância com a ajuda dos pais, lhes possibilita uma melhor compreensão dos seus sentimentos, e leva a uma procura mais eficaz de estratégias para lidar com os mesmos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desta forma, ao falarmos de medos, devemos encará-los enquanto emoção saudável, com uma função adaptativa: alertar para os perigos que rodeiam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os medos estão ligados a etapas específicas do desenvolvimento. Apesar de serem tarefas desenvolvimentais que terão de ultrapassar, o modo e a intensidade com que os sentem varia de criança para criança, de acordo com a sua personalidade, a dos pais, entre outros factores. Com o crescimento e correspondente maturação cognitiva e emocional, a criança, com a colaboração dos pais, vai encontrando estratégias eficazes para lidar com os medos, pelo que, na sua maioria, acabam por desaparecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos de vida duma criança, o seu medo está muito ligado ao receio de perda do seu cuidador, a sua figura de referência (geralmente a mãe), denominando-se de medo ou ansiedade de separação. Por volta dos 7/8 meses de vida, os bebés adquirem a capacidade de distinguir os rostos familiares, em especial o da sua mãe, em contraste com os que desconhece. Surge aqui uma fase denominada de Angústia do Estranho, caracterizada pela manifestação, por parte da criança, de medo ou ansiedade perante a presença de estranhos, ou pessoas com quem tenha menos contacto. Nesta fase, as crianças ainda não adquiriram uma competência, a da "permanência do objecto", que consiste no saber que, quando algo (ou alguém) sai do seu campo de visão, pode voltar. Para o bebé, quando tal acontece, ele sente medo por esse objecto deixar de existir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir dos dois anos, é frequente a criança começar a ter medo de ser abandonada pelos pais e, consequentemente, de qualquer separação que possa ocorrer. É igualmente nesta fase que se verifica um aumento do medo dos animais, que costuma perdurar até por volta dos quatro anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imaginação assume um papel preponderante nos medos das crianças e é, com o aproximar dos três anos (altura em que a imaginação se torna mais rica e atinge um maior grau de desenvolvimento) que é potenciado o surgimento do medo do escuro, dos monstros, fantasmas, ladrões, entre outros. Este é um dos medos mais comuns entre as crianças, sendo transversal a várias culturas e civilizações. Geralmente surge entre o terceiro e o sexto ano de vida da criança, e é habitualmente ultrapassado até à entrada para a escola. Ocorre com especial incidência na hora de dormir, momento em que a criança se sente "desprotegida", pois confronta-se com a separação física dos pais, bem como com a segurança que esta presença lhe oferece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o atingir dos seis anos de idade, a criança atinge uma fase de desenvolvimento que lhe permite encarar a morte como algo irreversível, perdendo o seu lado fantasioso e assumindo uma vertente mais concreta, o que lhe provoca medo da sua própria morte, bem como a das suas figuras de referência. Verifica-se aqui uma transição do medo de separação para o medo de morte. Aí, apresenta uma associação de morte a coisas concretas, como a uma pessoa, a caixões, cemitérios, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paralelamente à entrada para a escola, e ao longo do seu curso, surgem medos ligados a esta nova etapa da sua vida, bem como aos desafios a ela associados. O medo de se expor, ter de falar nas aulas, ir ao quadro, as histórias contadas de agressão dos mais velhos, entre outros, causam apreensão às crianças. Aqui os medos estão muito ligados à identidade da criança, à sua auto-estima e sentimentos de insegurança. Poderá surgir o receio de ser diferente, ser gozado pelos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta insegurança e medo assumem um papel marcante num espaço como a escola, pois estes sentimentos poderão transmitir à criança a sensação de impotência perante a resolução de dificuldades que até pode percepcionar como não perigosas, mas que apenas não se sente capaz de as ultrapassar. Nestes casos, é essencial que os pais e/ou educadores saibam escutar a criança, desmistificar esses sentimentos e, sobretudo, ouvi-las e ajudá-las no sentido de encontrar estratégias eficazes para a resolução dos seus medos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;OS PAIS PODEM AJUDAR&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É impossível os pais evitarem o sentimento de medo por parte dos seus filhos (o que também não seria salutar). Ao invés disso, podem ter um papel preponderante no auxílio da procura de estratégias que permitam à criança lidar convenientemente com os obstáculos com que é confrontada e lhe permitam ultrapassar o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais ao se depararem com os medos dos seus filhos, naturalmente podem manifestar confusão e algum desconhecimento sobre a forma mais adequada para lidar com a situação. Antecedente à procura de estratégias para ultrapassar esses medos, é fundamental que os pais validem e respeitem os sentimentos dos filhos, e tal passa por nunca os ridicularizar ou desvalorizar. Os medos são fruto do processo de desenvolvimento da criança, o que acarreta novos desafios. São um factor positivo, e é dessa forma que deverão ser encarados, apesar do filho ainda não ter atingido um nível de maturação que lhe permita enfrentar esse medo da forma mais eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bem estar emocional da criança é favorecido pela existência de cumplicidade com os pais. A criança ao ter medo, enfrenta o anseio de não o conseguir ultrapassar, bem como o de ser a única que passou por este sentimento. O acto dos pais relatarem à criança que também eles passaram por situações semelhantes, inclusive uma similar à que o filho sente, fá-las sentir apoiadas e aceites, transmite-lhes a possibilidade de vencerem os seus medos e serem "grandes e fortes" como os seus pais. Procure explorar com os seus filhos formas de resolver as situações, podendo também dar exemplos de como conseguiu resolver os seus próprios medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promoção do diálogo entre pais e filhos é uma das melhores "ferramentas" que se pode transmitir aos filhos. Essa abertura ao diálogo, permite deixar uma "janela aberta", o que facilitará à criança a procura dos pais (ou outras figuras de referência) quando se sentir ameaçada, ou estiver a lidar com sentimentos perante os quais sente dificuldades em lidar. Só o acto da criança falar e explicar os seus medos aos pais, serve de alívio e, além de promover uma maior aproximação entre os pais e os filhos, é um importante passo na procura conjunta de soluções para os problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estratégia universal perante uma situação percepcionada como perigosa é a fuga ou o evitamento. Torna-se importante a consciencialização que, só através do enfrentar dos desafios, é que conseguimos ultrapassá-los. Recorrendo à aceitação e validação dos sentimentos dos filhos, cabe aos pais ajudarem a criança na procura da forma mais eficaz de resolução do problema, ao invés da fuga, frequentemente a primeira resposta à questão ansiogénica. Os medos, sendo marcadores do desenvolvimento da criança, funcionam como tarefas desenvolvimentais, às quais cabe à criança ultrapassar, resultando na promoção da autonomia da criança, no seu desenvolvimento emocional, que consequentemente se repercute ao nível do seu auto-conceito. O enfrentar atempado dos medos evita que, a longo prazo, estes possam possuir uma dimensão patológica resultante em fobias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IDEIAS ÚTEIS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ajudar a vencer o medo do escuro:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Reconheça e legitime o medo da criança. Tente compreendê-lo e, em conjunto, explorar a causa dos seus medos, bem como formas de os ultrapassar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure transformar o momento de deitar numa ocasião de prazer e de relaxamento. Conte-lhe histórias ao adormecer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de rituais ajudam a criança a organizar-se e a orientar-se. Uma hora certa para deitar, e a criação dum ritual de preparação para o momento de deitar, como o beber leite, vestir o pijama ou lavar os dentes podem ser facilitadores. O importante é a criança interiorizar que um determinado acto precede o momento de ir deitar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostre cumplicidade com os seus filhos, falando-lhes dos seus medos quando era criança, e até mesmo de alguns que sente em adulto (tendo em conta a adequação dos conteúdos à idade da criança);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar a porta aberta do quarto pode ser um bom auxílio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência duma luz de presença é um "amigo" maravilhoso. Se a idade da criança o permitir, ter junto a si uma lanterna que pode acender quando sentir medo. Este medo pode ajudar a criança a sentir que possui uma "arma" para se proteger;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade da criança ter na sua cama um boneco ou brinquedo que goste muito pode contribuir para que se sinta mais segura e confiante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo do escuro não se enfrenta no mundo do concreto, por isso torna-se desnecessário dizer-lhe que papões não existem. Este é um jogo que se joga ao nível da imaginação, e por isso os pais terão que participar a esse nível. Ajude a criança a procurar os monstros que julga escondidos no armário, assuste os fantasmas com uma lanterna, conte-lhe histórias em que os heróis venceram os monstros, use a imaginação e a fantasia...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/span&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOQSo6bMdnsjs9KCMzD-J3uM7o5I9nSIVAOuK_xp35tGqgusT31R_Nf5TrXFvnFVbIHD7j3v1IB4aRD7XE9MKdoNS1JvyqXrl1QRikqZFAbmSYhNa3341ZSGvbnnT1_YWLuV-YhxrV7LI/s72-c/pesadelo.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">30</thr:total></item><item><title>A importância do brincar no desenvolvimento da criança</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/03/importncia-do-brincar-no.html</link><category>Brincar</category><category>Desenvolvimento</category><category>Lúdico</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sat, 7 Jun 2008 14:52:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3488641858644420111</guid><description>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249526187130829490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="277" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwhKYbnzxGDJkom0TNlpVPtCvclFTj2fNtjv6C6_TYH9rijBQm2oZHOxeIgd1KiE3FyS2LZvhH8acK50CKXkY8PUAYFjiCaUZapGk4cDz1vfSiOGmXobPEhsgZhIn8wTgQce2-qqYz9UY/s320/j0430677.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;A Criança aprende a Brincar&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brincar é uma das formas mais comuns do comportamento humano, principalmente durante a infância. Infelizmente, até há relativamente pouco tempo, o brincar era desvalorizado e menosprezado, destituído de valor a nível educativo. Com o evoluir dos tempos, atravessa-se uma mudança na forma como se percepciona o brincar, e a sua importância no processo de desenvolvimento duma criança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, verifica-se uma maior preocupação com a formação das crianças: tanto pais, como educadores, procuram a melhor forma de as tornarem responsáveis, equilibradas, etc, contudo, não é raro esquecerem-se que o brincar pode ser uma "ferramenta", por excelência, para que a criança desenvolva essas qualidades.&lt;br /&gt;Mais do que uma "ferramenta", o brincar é uma condição essencial para o desenvolvimento da criança. Através do brincar, ela pode desenvolver capacidades importantes como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação. Ao brincar, exploram e reflectem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas, interiorizando-as e, ao mesmo tempo, questionando as regras e papéis sociais. O brincar potencia o desenvolvimento, já que assim aprende a conhecer, aprende a fazer, aprende a conviver e, sobretudo, aprende a ser. Para além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Através da brincadeira, as crianças ultrapassam a realidade, transformando-a através da imaginação. Desta forma, expressam o que teriam dificuldades em realizar através do uso de palavras. Os jogos das criança não são apenas recordações do que vêem os adultos fazerem. Elas nunca reproduzem de forma absolutamente igual ao sucedido na realidade. O que sucede é uma transformação criadora do percepcionado para a formação de uma nova realidade que responda às exigências e inclinações da própria criança, ou seja, uma reinvenção da realidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O brincar apresenta características diferentes de acordo com o desenvolvimento das estruturas mentais, existindo, segundo Piaget, 3 etapas fundamentais:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dos 0 aos 2 anos de idade&lt;/strong&gt;- Aqui ocorrem os chamados Jogos de Exercício. Neste período, a criança vai adquirindo competências motoras e aumentando a sua autonomia. Vai preferindo o chão ao berço, demonstrando alegria nas tentativas de imitação da fala... vai revelando prazer ao nível da descoberta do seu corpo através dos sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Elabora então as suas brincadeiras à volta da exploração de objectos através dos sentidos, da acção motora, e da manipulação - características dos "jogos de manipulação". Estes jogos oferecem sentimentos importantes de poder e eficácia, bem como fortalecem a auto-estima. Deste modo, constituem peças fundamentais para o desenvolvimento global da criança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entre os 2 e os seis/sete anos de idade-&lt;/strong&gt; A simbologia surge com um papel fundamental nas brincadeiras, como são exemplo o "faz de conta", as histórias, os fantoches, o desenho, o brincar com os objectos atribuindo-lhes outros significados, etc. Os jogos simbólicos são possíveis dado que, nesta fase, a criança já é capaz de produzir imagens mentais. A linguagem falada permite-lhe o uso de símbolos para substituir objectos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O jogo simbólico oferece à criança a compreensão e a aprendizagem dos papéis sociais que fazem parte da sua cultura (papel de pai, de mãe, filho, médico, etc.). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A partir dos sete anos de idade –&lt;/strong&gt; Por fim, as brincadeiras e jogos com regras tornam-se cruciais para o desenvolvimento de estratégias de tomada de decisões. Através da brincadeira, a criança aprende a seguir regras, experimenta formas de comportamento e socializa, descobrindo o mundo à sua volta. No brincar com outras crianças, elas encontram os seus pares e interagem socialmente, descobrindo desta forma que não são os únicos sujeitos da acção e que, para alcançarem os seus objectivos, deverão considerar o facto de que os outros também possuem objectivos próprios que querem satisfazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos jogos com regras, os processos originados e/ou desenvolvidos são outros, uma vez que nestes o controlo do comportamento impulsivo é diferente e necessário. É a partir das características específicas de cada jogo que a criança desenvolve as suas competências para adaptar o seu comportamento, distanciando-o cada vez mais da impulsividade. Nestes jogos, os objectivos são dados de uma forma clara, devido à sua própria estrutura, o que exige e permite, por parte da criança, um avanço na capacidade de pensar e reflectir sobre as suas acções, o que lhe permite uma auto-avaliação do seu comportamento moral, das suas habilidades e dos seus progressos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brinquedo&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brinquedo representa uma oportunidade de desenvolvimento. Ele traduz o real para a "realidade infantil", suavizando o impacto provocado pelo tamanho e força dos adultos, diminuindo o sentimento de impotência da criança. Os problemas que surgem na manipulação dos brinquedos, jogos, etc, fazem a criança crescer através da procura de soluções e alternativas. Por exemplo, um boneco pode ser um bom companheiro e aliado; uma bola, um promotor do desenvolvimento motor; um puzzle, estimular o desenvolvimento cognitivo; etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O desempenho psicomotor da criança enquanto brinca, por exemplo, a correr atrás duma bola, alcança níveis que só mesmo a motivação intrínseca consegue. Simultaneamente, estimula-se a atenção, a concentração e a imaginação e, por consequência, contribui para que fique mais calma, relaxada e aprenda a pensar, estimulando a sua inteligência e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Papel dos Adultos &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;O adulto pode (e deve) estimular a imaginação das crianças, despertando ideias, questionando-as de forma a que elas próprias procurem soluções para os problemas que surjam. Além disso, brincar com elas, procurando estimular as crianças e servir de modelo, ajuda-as a crescer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brincar com alguém reforça os laços afectivos. Um adulto, ao brincar com uma criança, está-lhe a fazer uma demonstração do seu amor. A participação do adulto na brincadeira eleva o nível de interesse, enriquece e estimula a imaginação das crianças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O brincar não significa apenas recrear-se, antes pelo contrário, é a forma mais completa que a criança tem de comunicar consigo mesma e com o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A criança precisa ter tempo e espaço para brincar. É importante proporcionar um ambiente rico para a brincadeira e estimular a actividade lúdica no ambiente familiar e escolar, lembrando que rico não quer dizer ter brinquedos caros, mas fazer com que elas explorem as diferentes linguagens que a brincadeira possibilita (musical, corporal, gestual, escrita), fazendo com que desenvolvam a sua criatividade e imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É a brincar que aprende o que mais ninguém lhe pode ensinar. É dessa forma que ela se estrutura e conhece a realidade. Além de estar a conhecer o mundo, está-se a conhecer a si mesma. Ela descobre, compreende o papel dos adultos, aprende a comportar-se e a sentir-se como eles. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O acto de brincar pode incorporar valores morais e culturais, em que as actividades podem promover a auto-imagem, a auto-estima, a cooperação, já que o lúdico conduz à imaginação, fantasia, criatividade e à aquisição dum sentido crítico, entre outros aspectos que ajudam a moldar as suas vidas, como crianças e, futuramente, como adultos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É através da actividade lúdica que a criança se prepara para a vida, assimilando a cultura do meio em que vive, integrando-se nele, adaptando-se às condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a competir, cooperar com os seus semelhantes: a conviver como um ser social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwhKYbnzxGDJkom0TNlpVPtCvclFTj2fNtjv6C6_TYH9rijBQm2oZHOxeIgd1KiE3FyS2LZvhH8acK50CKXkY8PUAYFjiCaUZapGk4cDz1vfSiOGmXobPEhsgZhIn8wTgQce2-qqYz9UY/s72-c/j0430677.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">14</thr:total></item><item><title>Relaxar para crescer</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/05/relaxar-para-crescer.html</link><category>Desenvolvimento</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><category>Relaxar</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Thu, 1 May 2008 16:56:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-7433767170182796520</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7R5b-_mlNHNAFYetp1bnJe4Yg1CeFdDjvQ9NBAUrtBot_RE7WFZBjJ4qGP10l6OGZxoxMskYDu4ub00KAf1QtJ1HXs8Rdf6NC86N2xLbfLiG-N-DR2-L73uaSBFufqItVGug1-BrzoOg/s1600-h/j0400305.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247260401873423074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px" height="231" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7R5b-_mlNHNAFYetp1bnJe4Yg1CeFdDjvQ9NBAUrtBot_RE7WFZBjJ4qGP10l6OGZxoxMskYDu4ub00KAf1QtJ1HXs8Rdf6NC86N2xLbfLiG-N-DR2-L73uaSBFufqItVGug1-BrzoOg/s320/j0400305.jpg" width="248" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Segunda-feira: toque atrás de toque, elas correm de sala para sala. Chegado o fim das aulas, agarram na mochila, já a caminho do automóvel e disparam rumo à Natação, Ténis, Judo ou Inglês, engolindo um lanche para aconchegar...preparam-se à pressa, que o tempo voa! Finda a actividade, arrancam para casa a todo o vapor, mergulham no banho, jantam e saltam para a cama (isto nos dias calmos, nos quais não há trabalhos de casa para realizar). Amanhã será terça-feira...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O ritmo exasperante a que habituamos as nossas crianças, de forma a corresponder às exigências crescentes da sociedade imediatista em que vivemos, traduz-se em horários a full-time, em que são equiparadas a ‘mini-adultos’. O desejo natural dos pais de as dotar e capacitar de mais recursos e “ferramentas”, para enfrentar os desafios, representa um acréscimo de oportunidades para o desenvolvimento da criança. Contudo, importa considerar que a criança precisa de momentos para relaxar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A desvalorização dos momentos de relaxamento, por parte dos pais, associada à adopção do papel de ‘mini-adulto’ pela criança; a ocorrência de mudanças familiares; situações de crise; problemas na escola entre outros, podem originar estresse, dificuldades em gerir a ansiedade, perturbações do sono, alterações do comportamento e mesmo, do desempenho académico desta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;STOP: MOMENTO PARA RELAXAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas de relaxamento são utilizadas na maioria das intervenções psicológicas a problemas que manifestam sintomas de ansiedade. De igual modo, o relaxamento pode ser promotor do desenvolvimento da criança e, simultaneamente, revelar-se um factor preventivo de eventuais complicações como as já mencionadas. Para tal, os pais podem incrementar esta prática no quotidiano da criança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enquanto agentes modeladores do comportamento da criança, compete aos pais apoiar e orientar o processo de parar para sentir, pensar, consciencializar-se, enfim relaxar. À medida que os pais lhe ensinam modos de relaxar, a criança interioriza-os e aprende a considerá-los um recurso ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O relaxamento permite à criança renovar e ampliar, mental e fisicamente, a sua energia. Ajuda-a a expandir o conhecimento de si e dos outros, aumenta a sua auto-estima e favorece a aprendizagem de modos de actuar perante situações geradoras de estresse. Desta forma, competências essenciais como; atenção, memória, auto-regulação, criatividade, resolução de problemas, consciência de si, do seu corpo, das suas sensações e emoções, capacidade de escuta e análise, entre outras, são aprendidas e/ou potenciadas, favorecendo o seu desempenho em ocasiões futuras, nos mais variados contextos. Isto é, desenvolve novos recursos emocionais e cognitivos, através do ensaio de diferentes respostas exploratórias às dificuldades sentidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;SAIBA AJUDAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversas práticas de relaxamento que podem ser efectuadas de forma lúdica e apelativa entre pais e filhos, sem grande complexidade. Eis as algumas ideias:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Ensine-o a respirar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O respirar de forma profunda e compassada promove uma diminuição da activação fisiológica e, consequente, distensão muscular. Use um balão ou um apito para tornar a tarefa mais aliciante. No caso de optar por um apito, a respiração deve ser lenta a ponto deste não emitir qualquer som.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Usar a distracção&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existem actividades que, só por si, podem induzir estados de relaxamento. Tais como, a leitura de um livro ou revista, pintar, escrever, andar de bicicleta, dançar, etc. Além de distrair a criança quando está tensa ajuda-a a descentrar-se das suas preocupações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Aliviar a tensão muscular&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Peça à criança que se deite confortavelmente e feche os olhos. De seguida, ensine-a a concentrar e anular a tensão numa determinada parte do corpo, percorrendo sucessivamente todas as partes. Recorra a instruções como, “Faz força no braço direito.”, “Descansa-o.” Este exercício possibilita uma descarga das tensões acumuladas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;O poder do toque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O toque das pessoas significativas reduz os índices de ansiedade e transmite uma sensação de segurança e bem-estar. Um abraço, beijo, carícia, massagem, cócegas suaves, exemplificam contactos físicos que ajudam a criança a relaxar.&lt;br /&gt;Contudo, este contacto físico não agrada a todas as crianças. Assim sendo, os pais podem deixar que seja ela a tocar-lhes. Por exemplo, permitindo que ela os penteie, massaje, faça cócegas, etc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Utilizar a música&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Coloque uma música calma, ainda que de fundo, o que incita um estado de relaxamento, quer aos pais, quer aos filhos. Esta prática minimiza o estresse ligado às rotinas diárias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Falar de emoções&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Por vezes, a criança sente medo e constrangimento em expor abertamente as suas emoções e sentimentos, por se considerar diferente, o que lhe pode causar ansiedade, tristeza, zanga, etc. Proporcionar momentos de diálogo espontâneo, com a criança, acerca dos sentimentos e emoções de ambos, permite-lhe sentir alívio e aceitação, por parte dos outros.&lt;br /&gt;Elabore verbalizações que expressem claramente emoções como, por exemplo, “Sentes-te preocupado com o teste de amanhã?”, “Por vezes, quando tinha a tua idade, também me sentia nervoso.”, “Ficas-te com medo por o pai estar doente?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Descontrair pela visualização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta prática pode revelar-se muito útil na hora da criança ir dormir.&lt;br /&gt;Mais uma vez, a criança deve deitar-se confortavelmente e fechar os olhos. De seguida, peça-lhe para se visualizar num lugar do agrado da mesma, de preferência tranquilo e familiar, como a praia ou um campo. Posteriormente, sugira-lhe que imagine sensações características desse lugar (por exemplo, ouvir o som do mar ou do vento nas árvores, sentir o sabor de um gelado). Pode ser praticada em família, sem fronteiras para a imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Relaxar a brincar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vestir a pele de um herói, construir um castelo, ser médico, professora ou pirata, fazer um puzzle, jogar à bola ou à apanhada... Brinque com a criança.&lt;br /&gt;Brincar é o meio privilegiado desta explorar, conhecer e comunicar as suas vivências interiores. Ajuda-a a relaxar e a lidar com medos e angústias próprias da sua idade, estimulando a imaginação e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Independentemente das práticas utilizadas, a premissa é relaxar. Páre, relaxe e divirta-se com o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por Lúcia Fernandes (Psicóloga e Psicoterapeuta) e Bruno Gomes (Psicólogo e Psicoterapeuta)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7R5b-_mlNHNAFYetp1bnJe4Yg1CeFdDjvQ9NBAUrtBot_RE7WFZBjJ4qGP10l6OGZxoxMskYDu4ub00KAf1QtJ1HXs8Rdf6NC86N2xLbfLiG-N-DR2-L73uaSBFufqItVGug1-BrzoOg/s72-c/j0400305.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total></item><item><title>Como ajudar o seu filho a ler</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/03/como-ajudar-o-seu-filho-ler.html</link><category>Dificuldades de Aprendizagem</category><category>Leitura</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Mon, 28 Apr 2008 15:40:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-8577481504782612246</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtjYaTcIy31tZJ61b8_qi8N2uTDePwtYhTL1cy_lSvd90oka8CRtczOyo1Dm9g96T2vclMnhmR_FY93GYrSS-_MxvHW77JlBNkXISxdmY-pza0QM-qmgRr1jRGHMNT0bZTiK6SmrTZnv4/s1600-h/ler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235136675497288610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" height="199" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtjYaTcIy31tZJ61b8_qi8N2uTDePwtYhTL1cy_lSvd90oka8CRtczOyo1Dm9g96T2vclMnhmR_FY93GYrSS-_MxvHW77JlBNkXISxdmY-pza0QM-qmgRr1jRGHMNT0bZTiK6SmrTZnv4/s320/ler.jpg" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A nível académico, a&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; aprendizagem da leitura surge como um marco fundamental no percurso da criança. Esta aprendizagem contribui para o processo de autonomia da criança, ajuda-a a obter melhores resultados académicos, e a possuir uma auto-estima mais elevada.&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os pais, bem como outros adultos de referência, possuêm um papel fundamental nessa aprendizagem, desde os primeiros meses de vida. De seguida, ficam algumas ideias simples, que podem estimular a criança para esta descoberta fundamental: &lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;
&lt;br /&gt;- Ler, com frequência, para o seu filho. Esta é uma actividade que pode ser realizada desde os primeiros tempos de vida duma criança. Apesar de, no princípio, a criança não compreender, o objectivo é que ela fique familiarizada com o som da sua voz, e se acostume a ver e a tocar em livros;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;- Conte histórias, incentivando a criança a realizar perguntas e a falar da história que acabou de ouvir. Procure associá-la a acontecimentos do dia a dia do seu filho;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;- É importante que os livros apresentados à criança adequem-se à sua maturidade. Nos primeiros anos de vida, livros ilustrados com figuras apelativas e pouco texto são os mais recomendados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;- Tenha sempre disponíveis, e de fácil acesso, materiais de pintura e de escrita;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;- Recomenda-se a aquisição dum dicionário infantil, de preferência daqueles que possuêm imagens ao lado das palavras. Procure desenvolver o hábito de pesquisa, como o de, ao brincar com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: "Vamos descobrir o que isto significa?";
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;- Visite com frequência bibliotecas e livrarias;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;- Por último, mas de extrema importância, dê o exemplo. As crianças desejam e procuram identificar-se e imitar os seus pais. Leia, leiam juntos. Desse modo, estão juntos a explorar e a relacionar-se com o livro e a leitura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtjYaTcIy31tZJ61b8_qi8N2uTDePwtYhTL1cy_lSvd90oka8CRtczOyo1Dm9g96T2vclMnhmR_FY93GYrSS-_MxvHW77JlBNkXISxdmY-pza0QM-qmgRr1jRGHMNT0bZTiK6SmrTZnv4/s72-c/ler.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total></item><item><title>Como lidar com as birras?</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/04/como-lidar-com-as-birras.html</link><category>Birras</category><category>Crianças</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 9 Apr 2008 12:42:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-2818087988959664398</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEbMcYIS6gNl2JfYGuCZQVP2GhYnQ9UjoriROe14YqWT-GhLoPuNKpNsUllifaxpZs638SLS_5Cmi1N52UUKLQtifbjLVrL_HBgZEBUTGt7pRk0rMKsV12C0fs2bOJMsBXaXV-eawoTeQ/s1600-h/menino-zangado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241895189658513682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="127" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEbMcYIS6gNl2JfYGuCZQVP2GhYnQ9UjoriROe14YqWT-GhLoPuNKpNsUllifaxpZs638SLS_5Cmi1N52UUKLQtifbjLVrL_HBgZEBUTGt7pRk0rMKsV12C0fs2bOJMsBXaXV-eawoTeQ/s400/menino-zangado.jpg" width="142" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Uma criança aos berros no chão do supermercado... A gritar que não quer jantar... Raro é o pai que nunca teve de lidar com uma birra do filho. Entre os 18 meses e os 3/4 anos, quase todas as crianças passam, com menor ou maior intensidade, por momentos destes, o que deixa frequentemente os pais desarmados, sem saber como reagir.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que tal situação é um sinal de crescimento, e é característica duma fase em que a criança procura afirmar-se, com sentimentos e vontades próprias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ser difícil lidar com este tipo de comportamentos, eles podem tornar-se em óptimas oportunidades de ajudar a criança a aprender a conviver com sentimentos como a frustração e a zanga, e a desenvolver a capacidade de auto-controlo. A tarefa dos pais é ensinar à criança outras formas de expressar as suas necessidades, e a aceitar o facto de que nem sempre lhe fazem a vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestes momentos, é necessário que os pais não tenham receio de dizer não, explicando a razão de o fazerem. Cabe-lhes ensinar aos filhos que as birras não os farão mudar a sua opinião, bem como que o seu amor pelo filho não se alterará. Se mesmo assim não resultar, procure distraí-lo ou não lhe dê atenção por alguns minutos. Muitas birras terminam quando deixam de ter público e, com os pais por perto, tornam-se mais difíceis de controlar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Após a criança controlar-se, felicite-a por ter optado pelo bom comportamento, e procure falar com ela sobre alternativas de conduta mais eficazes que as birras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Só com firmeza as crianças aprendem a respeitar as regras propostas pelos pais. Aprender que tudo tem limites, abre caminho para um convívio saudável com os outros e para uma boa integração na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O objectivo é a autodisciplina, porém, não pense que esta será a última birra...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEbMcYIS6gNl2JfYGuCZQVP2GhYnQ9UjoriROe14YqWT-GhLoPuNKpNsUllifaxpZs638SLS_5Cmi1N52UUKLQtifbjLVrL_HBgZEBUTGt7pRk0rMKsV12C0fs2bOJMsBXaXV-eawoTeQ/s72-c/menino-zangado.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">95</thr:total></item><item><title>Agressividade ou falta de limites?</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/04/agressividade-ou-falta-de-limites.html</link><category>Agressividade</category><category>Crianças</category><category>Limites</category><category>Pais</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 9 Apr 2008 12:38:00 +0100</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-2210685157780306599</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin2Q6Mh_Q_tf1XCI2Y8UaUtnVvwB3uiG-Ky80bAU6Ci_-Lt9p4Mxy72rb1aMN1xOyW5J1lKrfQgm8nshUESj90U2dBIIlJwZ0eWp2VezLHiNkUjIDsNZQnpPvPQMeDzm4tFxNAu0nU6YM/s1600-h/virgem-sova-rmenino.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259352598072133490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" height="225" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin2Q6Mh_Q_tf1XCI2Y8UaUtnVvwB3uiG-Ky80bAU6Ci_-Lt9p4Mxy72rb1aMN1xOyW5J1lKrfQgm8nshUESj90U2dBIIlJwZ0eWp2VezLHiNkUjIDsNZQnpPvPQMeDzm4tFxNAu0nU6YM/s320/virgem-sova-rmenino.jpg" width="185" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A sociedade actual exige cada vez mais dos pais: em termos de disponibilidade prestada; dos cuidados necessários; da difícil gestão de situações e problemas; o boom de informação à qual as crianças têm acesso; um regime escolar mais permissivo instalado; entre outros. Desta extrema exigência face à multiplicidade de factores, componentes e intervenientes, é comum os pais depararem-se com dificuldades em lidar com a agressividade dos seus filhos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando um bebé nasce, ele traz na sua "mala de ferramentas" impulsos amorosos, mas também agressivos. A agressividade é fundamental para que a criança aprenda a defender-se e a impor-se no meio em que vive e se desenvolve, para afirmar-se e ensaiar-se enquanto pessoa. Nesta experiência que é o crescer, a criança não sabe controlar essa agressividade, ou seja, não consegue usar de modo adequado esta "ferramenta". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Geralmente, os comportamentos agressivos ocorrem quando a criança se sente frustrada ou quer comunicar que algo não está bem. Com muita frequência, a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ela e controle o seu impulso agressivo, já que ela é pequena e não tem condições de o fazer autonomamente. Nesses momentos, é como se o adulto emprestasse o seu auto-controlo à criança.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O comportamento agressivo infantil resulta, numa perspectiva desenvolvimental, na ausência de estratégias pessoais para organizar respostas melhor adaptadas à necessidade de conforto e segurança que a criança tem diante de situações ansiogénicas. Assim como os pais ajudam uma criança a andar, a falar... também a devem ensinar a controlar a sua agressividade e a aprender a hora e o modo correcto de a exteriorizar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;À medida que cresce, a criança aprende com os adultos que existem diferentes formas de se defender e obter aquilo que deseja. Quando os pais e/ou educadores ensinam que não é necessário tirar aos colegas os brinquedos, mas que é possível pedir para brincar com eles, ou chegar a um entendimento sobre como dividi-los, eles estão a ensinar à criança estratégias sociais que podem substituir condutas agressivas. Se este tipo de estratégia se mostrar eficaz, gradualmente a criança aprende a negociar e, se o ambiente no qual se insere valorizar essa atitude, gradualmente a conduta agressiva passa a ser menos frequente que as restantes estratégias para controlar o ambiente. É por isso que as lutas vão diminuindo de frequência com o seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que as crianças apresentem uma forma legítima, natural e saudável de agressividade, é conveniente que os pais sejam tolerantes para com os filhos, aceitando-os e compreendendo-os de forma absoluta, mas justa. Dessa forma, estaremos a contribuir para que a independência e a criatividade sejam traços marcantes no desenvolvimento da criança, privilegiando simultaneamente na relação, a construção, o estabelecimento e a interiorização (compreensão e aceitação) de regras e limites, num exercício contínuo de respeito pelos outros e pela natureza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A questão das regras e dos limites assume um papel educativo cada vez mais importante, visto verificar-se grande receio, por parte dos pais, em reprimirem, censurarem ou limitarem os seus filhos, fazendo da permissividade uma forma de lhes agradar e compensar possíveis ausências resultantes do ritmo de vida actual, expresso na falta de tempo para estarem e acompanharem os filhos. Porém, tal acarreta o enorme risco de gerar crianças que não conhecem os seus limites, e que não sabem lidar com sentimentos de frustração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou, noutro sentido, crianças sujeitas a uma conduta de risco devido à inconsistência na forma de colocar limites. Tal pode deixar a criança confusa sobre o que pode ou não realizar, e torna difusa a compreensão do que é certo e do que é errado. Também não é raro encontrem-se pais que estimulam a conduta agressiva dos filhos, principalmente dos meninos, para a resolução de conflitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar de não existirem receitas ou guiões para lidar com a agressividade duma criança, ficam aqui algumas ideias que podem ajudar no dia-a-dia. São elas:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É necessário aceitar que, bem doseada, a agressividade é natural e até essencial para a criança poder brincar com os seus sentimentos agressivos, de forma a poder desenvolver a consciência da diferença entre a brincadeira e a verdadeira violência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quando existe uma agressão por parte da criança, importa perguntar o motivo de tal gesto. Mesmo que a criança não responda, ajuda-a a pensar. Posteriormente, fazê-la pedir desculpa à agredida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É importante incentivar o diálogo e ser paciente. Muitas vezes, o tom de voz é determinante e diz mais do que as palavras. Procure ouvir a criança;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O estabelecimento de limites claros é promotor do desenvolvimento da criança. Quando for necessário, dizer não, explicando o motivo da decisão. Não ter receio em impor a autoridade;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Os adultos, enquanto modelos de referência, devem dar o exemplo e assim, não bater nas crianças;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Manter a expectativa positiva face à criança e reforçar o comportamento adequado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Normalmente, a agressividade não expressa "raiva", mas sim sentimentos como a insegurança, a mágoa, entre outros. É necessário ter em atenção o aumento da agressividade de uma criança, procurando compreender as causas por detrás desse comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Disciplina é o segundo mais importante presente que os pais podem dar aos filhos. O amor vem em primeiro lugar, mas aprender a dominar sentimentos fortes como a raiva e a desilusão e comportar-se dentro de certos limites vem em segundo lugar." &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;T. Berry Brazelton&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEin2Q6Mh_Q_tf1XCI2Y8UaUtnVvwB3uiG-Ky80bAU6Ci_-Lt9p4Mxy72rb1aMN1xOyW5J1lKrfQgm8nshUESj90U2dBIIlJwZ0eWp2VezLHiNkUjIDsNZQnpPvPQMeDzm4tFxNAu0nU6YM/s72-c/virgem-sova-rmenino.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">70</thr:total></item><item><title>Estratégias para crianças com défice de atenção</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/03/estratgias-para-crianas-com-dfice-de.html</link><category>Crianças</category><category>Défice Atenção</category><category>Estratégias</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Wed, 13 Feb 2008 15:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-3918061793565569845</guid><description>&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_s9PQEEKr8vtJXj5W9VUmWdYPpdJ09dzCUZRt-icKn0YOO3hor5mMAQjPhyphenhyphenbJYHtoyhfOy3fvGHbV9-bTZ1sKSXcrPep0yDXKBXayvn5FdP1ZjHz99n2uTfdEWgIpnal7SvNhojWxA3g/s1600-h/2007116224955File1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249543930281516050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="235" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_s9PQEEKr8vtJXj5W9VUmWdYPpdJ09dzCUZRt-icKn0YOO3hor5mMAQjPhyphenhyphenbJYHtoyhfOy3fvGHbV9-bTZ1sKSXcrPep0yDXKBXayvn5FdP1ZjHz99n2uTfdEWgIpnal7SvNhojWxA3g/s320/2007116224955File1.jpg" width="194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- As crianças com défice de atenção necessitam de organização, de estrutura, de directrizes e de repetições. O estabelecimento de regras, expostas e de fácil leitura, ajuda a criança a saber o que é esperado dela, o que lhe transmite segurança. O clássico conjunto de regras, exposto na sala, de uma forma visível e apelativa, após terem sido trabalhadas em grupo, é um meio auxiliar muito eficaz. Convém ter em conta a necessidade das regras serem colocadas na positiva, e de se recorrer a elas sempre que uma seja desrespeitada. As crianças necessitam ouvir com frequência, por isso repita-as, fale acerca delas, promova o diálogo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um sistema de créditos (economia de fichas) é uma possibilidade válida de alterar alguns dos comportamentos indesejáveis. Convém que seja realizado na positiva, nunca na negativa, com prémios concretos que, à medida que os objectivos vão sendo alcançados, vão sendo substituídos por elogios (por ex.). No início da aplicação do sistema, os critérios de avaliação terão níveis de exigência mais reduzidos, ocorrendo um aumento gradual à medida que o tempo passa e os objectivos vão sendo alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dar feedback, de uma forma construtiva, com frequência. As crianças beneficiam muito com o retorno frequente do seu resultado. Tal facilita a ocorrência dum comportamento desejável, possibilitando à criança saber o que lhe é esperado, e se está a atingir as metas esperadas, o que pode ser um excelente incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Possuir pensamento positivo. Na maioria dos casos, quando se corrige uma criança, existe a tendência para dizer :"Não faças isso"; quando o que surtirá mais efeito será dizer: "Faz isso". Procurar dizer pela positiva, ao invés da negativa. Desta forma permite-se à crianças interiorizar o que tem de fazer, o que se espera dela, ao invés do que o que não se espera que realize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe elevada associação entre o défice de atenção e a baixa auto-estima, normalmente como consequência directa da primeira. Convém que a criança seja "alimentada" com incentivos e apoios, não apenas quando termina tarefas, mas também durante a realização das mesmas. Valorizar mais o esforço que o resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve-se procurar salientar os aspectos positivos da criança, evitando tratá-lo por apelidos ou realizar comentários depreciativos. Quando for necessário criticar, deve-se criticar o comportamento específico, mostrando, no entanto, que ela pode melhorar e, de uma forma pedagógica, mostrar-lhe a forma correcta de agir. Perguntas do género "Sabes o que fizeste?, ou "Como é que achas que podias ter feito de forma diferente?" ajudam a promover a auto-observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estabelecer tarefas de conclusão rápida (inicialmente), começando a aumentar gradualmente a complexidade e duração das mesmas, fomentando a aprendizagem da organização. Relativamente a grandes tarefas, procurar dividir em menores. Grandes tarefas, em crianças com défice de atenção, frequentemente resultam num nível de resposta do tipo "eu não sou capaz". Pela divisão de tarefas, o adulto pode permitir à criança que demonstre a si própria que é capaz, e evitar sentimentos de frustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na sala, procurar colocar a criança junto do adulto, tal ajuda a evitar a distracção. De igual forma, juntar a criança perto de outras bem comportadas, pois ela necessita de modelos para se estimular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Procurar juntar as mesas em círculos, ou em "U". Tal facilita o contacto e o "olho a olho" com os restantes colegas, o que ajuda a evitar a dispersão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Utilizar, sempre que possível, metodologia visual. Procurar escrever no quadro palavras chave enquanto se fala dos assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ser criativo e procurar inovar, tal entusiasma as crianças, ajuda a motivar e a manter a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alternar actividades mentais e físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitas vezes, o "chamar à atenção" verbal pode ser trocado por um simples olhar, que ajuda a criança a manter-se atenta. O mesmo resultado pode ter um pequeno toque físico quando esta se distraí (Ex.: leve toque no ombro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Promover a prática de exercícios físicos, tal ajuda a "libertar" o excesso de energia, contribuí para o aumento da capacidade de concentração, além de ser divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Procurar fomentar a comunicação Pais/Escola, não apenas duma forma reactiva, após a ocorrência de dificuldades, mas sim duma forma construtiva e preventiva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_s9PQEEKr8vtJXj5W9VUmWdYPpdJ09dzCUZRt-icKn0YOO3hor5mMAQjPhyphenhyphenbJYHtoyhfOy3fvGHbV9-bTZ1sKSXcrPep0yDXKBXayvn5FdP1ZjHz99n2uTfdEWgIpnal7SvNhojWxA3g/s72-c/2007116224955File1.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">94</thr:total></item><item><title>A agressividade nas crianças</title><link>http://aconversacompais.blogspot.com/2008/03/estratgias-de-combate-agressividade.html</link><category>Agressividade</category><category>Criança</category><category>Pais</category><category>Psicologia</category><category>Psicoterapeuta</category><category>Psicólogo</category><author>noreply@blogger.com (Unknown)</author><pubDate>Sun, 10 Feb 2008 15:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6154591097457635474.post-9098407862300500479</guid><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv-n4fD_IEMH1FO5YFs-RjcyBdTV_pdoQrVN4cjlG6730cjkDrWTLs9MHHRSwhBp5VY7YG2_COpJLt9rmZPWnD-56iE0O0sug7qz6ngbhFBOemfVLrFd3PoQBdqRY7s_6joirg1zlnKL0/s1600-h/img1_2e65f2f2fdaf6c699b223c61b1b5ab89.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259342562707994546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="178" alt="" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv-n4fD_IEMH1FO5YFs-RjcyBdTV_pdoQrVN4cjlG6730cjkDrWTLs9MHHRSwhBp5VY7YG2_COpJLt9rmZPWnD-56iE0O0sug7qz6ngbhFBOemfVLrFd3PoQBdqRY7s_6joirg1zlnKL0/s320/img1_2e65f2f2fdaf6c699b223c61b1b5ab89.jpg" width="179" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  Uma dificuldade comum à generalidade dos pais, prende-se com a forma como lidar com a agressividade dos seus filhos. É necessário aceitar que, bem doseada, a agressividade é natural e até essencial para a criança poder brincar com as suas fantasias agressivas, de forma a poder desenvolver a consciência da diferença entre a brincadeira e a verdadeira violência. Apesar de não existirem "soluções milagrosas" para lidar com a agressividade duma criança, ficam aqui algumas ideias que podem ajudar no dia-a-dia: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quando existe uma agressão por parte da criança, deve-se perguntar sempre o motivo de tal gesto. Mesmo que a criança não responda, obriga-a a pensar. Faze-la pedir desculpa à agredida;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Procurar o diálogo e ser paciente. Muitas vezes, o tom de voz diz mais do que as palavras. Procurar ouvir a criança;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Impor limites claros. Quando for necessário, dizer não, mas tentar sempre dar uma explicação;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não ter receio em impor a autoridade:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não bater nas crianças (devem ser os adultos a dar o exemplo). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Manter a expectativa de comportamentos adequados e reforçá-los positivamente quando manifestados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Normalmente, a agressividade não está a expressar raiva, mas sim outros sentimentos como insegurança, mágoa, etc. É necessário ter em atenção o aumento da agressividade de uma criança, procurando compreender as causas por detrás desse comportamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" height="72" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv-n4fD_IEMH1FO5YFs-RjcyBdTV_pdoQrVN4cjlG6730cjkDrWTLs9MHHRSwhBp5VY7YG2_COpJLt9rmZPWnD-56iE0O0sug7qz6ngbhFBOemfVLrFd3PoQBdqRY7s_6joirg1zlnKL0/s72-c/img1_2e65f2f2fdaf6c699b223c61b1b5ab89.jpg" width="72"/><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total></item></channel></rss>