<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595</atom:id><lastBuildDate>Wed, 26 Oct 2016 02:48:03 +0000</lastBuildDate><category>ensino</category><category>Adágio popular e filosofia</category><category>Azeredo Freud e a Internet</category><category>Religião</category><category>filosofia</category><category>ANPOF</category><category>As Universidades de Corporações</category><category>Ateísmo</category><category>Chauí</category><category>Comte</category><category>Criando Deus</category><category>Dawkins</category><category>Edgar da Rocha</category><category>Escola não é padaria?</category><category>Gérson</category><category>Montaigne</category><category>O corpo na China Olímpica</category><category>O erótico o pornográfico e a arte</category><category>O professor capitão do mato</category><category>Papa</category><category>Pitágoras</category><category>Platão</category><category>Platão Dantas e nossos juízes</category><category>Potter</category><category>Presidência da ANPOF</category><category>Sócrates no divã de Freud</category><category>UsP</category><category>Violência na escola</category><category>Vlastos</category><category>Weber</category><category>amor</category><category>cota</category><category>criacionismo</category><category>desencantamento</category><category>educação</category><category>educação sexual</category><category>escola pública</category><category>filosofia social</category><category>liberdade</category><category>libido</category><category>menina</category><category>modernidade</category><category>racionalidade</category><category>sexo</category><category>sociologia</category><category>trabalho</category><category>universidade</category><category>vestibular</category><title>Coruja da Filosofia</title><description>o Filósofo da Cidade de São Paulo</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6860253865823245516</guid><pubDate>Sat, 13 Jun 2009 08:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-13T05:04:59.842-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">amor</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Chauí</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">libido</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Platão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Vlastos</category><title>O amor e o início da filosofia - mais um ou dois erros de Marilena Chauí</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s1600-h/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 81px;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s200/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5346719878653712818&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nietzsche diz que Platão percebeu e confessou, por meio de uma “ingenuidade possível apenas para a um grego, não a um cristão”, que “não haveria absolutamente filosofia platônica se não houvesse tão belos jovens em Atenas”. Na presença desses jovens, mirando-os, o filósofo enlouquece. É a imagem desses jovens que “lança a alma do filósofo numa vertigem erótica” não lhe permitindo repouso “até que tenha plantado a semente das coisas elevadas num solo tão belo”.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não deveríamos nunca tergiversar a respeito desse verdadeiro início da filosofia platônica, e que, em certo sentido, é o início da filosofia &lt;em&gt;tout court&lt;/em&gt;. Mas, para não tergiversar, antes de tudo, não podemos errar.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após ter levantado o erro da professora Marilena Chauí a respeito do &lt;em&gt;elenkhós&lt;/em&gt;,&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn2&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; volto a mais dois problemas de seus textos, exatamente quanto ao ponto do início da filosofia, com Sócrates e Platão.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em seu livro &lt;em&gt;Introdução à história da filosofia&lt;/em&gt;, a professora Marilena Chauí inicia o tópico “a filosofia de Sócrates” dizendo que o ‘conhece-te a ti mesmo’ e o ‘sei que nada sei’ são “as duas expressões que ninguém no pensamento ocidental jamais duvidou que fossem de Sócrates”. Ela ainda acrescenta que, com tais perguntas “o homem, a ética e o conhecimento surgem como as questões centrais da filosofia”.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn3&quot;&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar da expressão de Chauí parecer peremptória, nós todos sabemos que, a rigor, o que ela diz de Sócrates, neste particular, não poderia ser dito. Primeiro, sabemos que o “conhece-te a ti mesmo” era tido como uma inscrição no Templo de Apolo, no santuário de Delfos. Não era uma expressão de Sócrates, e vinha junto com outras que, enfim, compunham aquilo que os velhos legisladores do povo helênico haviam deixado ali, como ordem do deus. Sócrates endossou a frase. E o modo que o endossou é complexo.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também não é verdade que Sócrates tenha dito, do modo que a professora Marilena afirma que o fez, a frase “sei que nada sei”. Sócrates nunca se declarou um ignorante, nesse sentido geral. Muito menos fez do “sei que nada sei” um ponto de partida. Ao contrário, o “sei que nada sei” foi, de certo modo, um ponto de chegada. E não foi dito dessa maneira. Em &lt;em&gt;A defesa de Sócrates&lt;/em&gt;, o que Platão faz a Mosca de Atenas contar é outra coisa. Após investigar um seu interlocutor sobre um assunto determinado, como de praxe, Sócrates conclui (vejam: conclui!) que ele e seu interlocutor são ignorantes sobre o que tentaram investigar, mas ao menos, sobre o que está em questão, ele sabe que não sabe, enquanto que seu interlocutor imagina que sabe.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn4&quot;&gt;[4]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poderíamos rearranjar as coisas para a professora Marilena Chauí? Em parte, sim. Diríamos que, quanto ao “conhece-te a ti mesmo”, o que ela quis dizer foi que ninguém duvidaria que Sócrates assumiu a expressão como lema, embora não fosse uma frase dele. Todavia, quanto ao “sei nada sei”, fica mais difícil salvar a professora. Pois, primeiro, a expressão não é descontextualizada, como ela expôs, e não diz respeito ao início da investigação e, sim, aparece como uma conclusão. Além disso, o mais importante é que em todas as conversações socráticas, a Mosca de Atenas jamais diz que nada sabe. Ele diz saber várias coisas. Sabe tanto que, quando inicia o &lt;em&gt;elenkhos&lt;/em&gt;, ele assume o que acredita e pede ao outro que também o faça, e que seja sincero, e isso &lt;em&gt;no que acredita&lt;/em&gt; é o seu saber. A chamada “ignorância socrática”, que muitos autores elevam a um paradoxo, não pode ser expressa de um modo descontextualizado, como sendo um “sei que nada sei” em absoluto, geral.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mais complicado desse trecho da professora Marilena Chauí é que, exatamente no que é chamado de “o início da filosofia” (platônica), Sócrates a desmente. Vamos imaginar que Platão seja o início da filosofia enquanto um gênero literário do Ocidente, e vamos levar em consideração que Marilena Chauí começa o seu capítulo sobre Platão falando do amor, tendo em vista que aí estaria o início da filosofia para o Cisne de Atenas. Se assim agimos, então a leitura de &lt;em&gt;O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; é o caminho natural, que Marilena deve citar, e ela assim o faz. Ora, mas é exatamente no início de &lt;em&gt;O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; que Sócrates diz claramente que se há algo no qual ele é um bom conhecedor, isso é o amor. A proposta ali, na festa de Agathon, é a de fazer diversas falas sobre Eros, e então, na votação, Sócrates diz que ninguém vai votar contra essa proposta, muito menos ele próprio: “de modo algum” diz Sócrates, “uma vez que a única coisa que eu digo que entendo é da arte do amor”.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn5&quot;&gt;[5]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Poder-se-ia dizer, em favor da professora Chauí, que ela não considerou a fala de Sócrates em &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, pois este seria um escrito do período intermediário de Platão, em que Sócrates já não é mais o Sócrates histórico. Mas, isso não resolveria o problema dela. Primeiro, ela própria, como mostrei em outro lugar&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn6&quot;&gt;[6]&lt;/a&gt;, não faz uma divisão rigorosa e consistente entre o “Sócrates de Platão” e o “Sócrates histórico”. Portanto, por esse critério, ela não tem boa defesa. Em segundo lugar, e de modo mais importante, isso que Sócrates fala na casa de Agathon, de fato pode ser tomado como algo seu, uma vez que no livro &lt;em&gt;Lisis&lt;/em&gt;, que pertence à fase dos “diálogos Socráticos”, a Mosca de Atenas mostra bem que é versado no assunto sobre o amor, distinguindo-o bem da amizade.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, o “sei que nada sei” que Marilena Chauí imputa a Sócrates, e que vários outros autores, um tanto descuidados, tomam de modo absoluto, não pode ser aceito. Ou seja, não pode ser aceito como tendo sendo dito do modo que ele é posto no livro da professora Chauí.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Exatamente no trabalho de se começar a filosofar, é o amor que está presente. Mas não somente como prática, e sim como um conhecimento. Sócrates diz bem que ele é versado na “arte do amor”. Nietzsche leva bem a sério essa afirmação, chamando Sócrates de “o grande erótico”.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn7&quot;&gt;[7]&lt;/a&gt; Nietzsche leva muito a sério, também, o que seria, segundo ele próprio, a confissão de Platão, de que o início da filosofia só é possível pelo amor.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aliás, aqui, no trato com o início da filosofia, do modo que Platão a entende, a professora Marilena Chauí também introduz outro ponto problemático. Ela expõe sua explicação de &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, e desconsidera completamente o papel de Alcebíades no texto. Ele entra bêbado, e creio que a professora achou por bem não dar ouvidos a um bêbado! Então, ele acredita que &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt; diz respeito a uma só coisa: o discurso de Diotima sobre o amor. O dado problemático, no entanto, não é este. É que ela dá ao leitor uma informação errada. Ela termina esse tópico de se livro dizendo que a fala de Diotima-Sócrates é que a “essência de Eros” é o “desejo de formosura – da forma bela ou da bela forma”, e que é isso que “a tradição consagrou com a expressão Amor Platônico”.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn8&quot;&gt;[8]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ora, sabemos que a tradição, ou seja, o que viemos contando uns para outros, sobre a expressão “amor platônico”, não é isso que ela diz. E aqui, tanto faz a literatura quanto a conversa comum, o fato é que “amor platônico” é um amor sem sexo, algo do “amor distante”, “idealizado”, às vezes “não confesso”. Enquanto que, para Platão, em &lt;em&gt;O banquete&lt;/em&gt;, Eros não abdica de si mesmo em favor de uma essência … deserotizada. O que ocorre no processo da “escada do conhecimento”, é que o interesse pelo belo inicia-se com o desejo pelos corpos belos e atinge o desejo pelo belo em si. Mas isso não significa que, ao fim e ao cabo, Eros perca sua condição erótica propriamente dita. Ao contrário, é mais fácil percebermos nesse processo, como Gregory Vlastos nota, que há aí um caminho que, mais tarde, seria chamado por nós de sublimação. Nosso impulso pelo amor de coisas intelectuais, belas e boas pode ganhar o caráter de fixação e de loucura que estamos acostumados a ver no amor sexual, na paixão erótica. Trata-se, então, do mesmo fio condutor de energia – libido&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn9&quot;&gt;[9]&lt;/a&gt; –, diríamos nós, pós-freudianos. Ora, Nietzsche, também ele um pré-freudiano como Platão, notou que Platão estava, sim, mostrando as transformações do instinto erótico, não sua dissolução ou seu abafamento. Mas, se seguirmos Chauí, as coisas se complicam.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Caso paremos no texto dela, no momento em que diz que a “essência de Eros” é o “desejo de formosura”, ficamos aquém de entender a “escada” do conhecimento apresentada por Diotima-Sócrates. Principalmente, teríamos aí de perguntar a razão dela falar que isso é filosofia e ligar tal coisa ao termo grego: philosophia – “desejo de saber”. Ora, philia e eros são “amor” de modos bem diferentes. E o próprio Sócrates fez as distinções devidas. As ligações que Chauí faz são mecânicas, pouco explicativas. Se as seguimos, é como se o amor-erótico virasse amor-amizade, de modo a poder justificar a etimologia da palavra filosofia. Não é isso que Sócrates apresenta em &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, de modo algum. Agora, se continuamos no texto de Chauí, e chegamos ao fim do tópico, as coisas ficam mais complicada ainda. Pois, no final desta parte, ela diz o que já contei, que é que a tradição tem acertado na sua noção de “amor platônico”.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre isso, “a tradição” errou feio. Pois quando falamos, na literatura ou no âmbito da conversa comum, sobre “amor platônico”, estamos dizendo que nosso amor se dirige a algo individual. É um amor distante, mas dirigido a alguém, a algo &lt;em&gt;individual.&lt;/em&gt; Ora, o amor platônico, na acepção de &lt;em&gt;O Banquete&lt;/em&gt;, é o amor pela Forma, portanto, pelo universal. Aliás, essa falta do amor pelo individual, em Platão, é o que é reclamado por Gregory Vlastos.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn10&quot;&gt;[10]&lt;/a&gt; E eis aí, então, a razão do aparecimento de Alcebíades, que Chauí não notou. Ou que não quis notar! (quanta censura pode haver em nossa cabeça cristã, não?)&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse particular, vale a pena lembrar a interpretação de Marta Nussbaum.&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftn11&quot;&gt;[11]&lt;/a&gt; Ela diz que Vlastos procura em Platão o amor individual e, enfim, não acha e censura o Cisne de Atenas por isso. Mas ela, Nussbaum, lembra que Vlastos pode ter procurado no lugar errado, ou seja, na fala de Sócrates-Diotima. Pois o amor individual aparece, justamente, ao final, quando Alcebíades entra e faz o seu discurso chamando a atenção para sua maneira de seguir Eros – seguindo o amor pelo indivíduo Sócrates. Aliás, Alcebíades usava em seu escudo não um brasão de seus ancestrais, e sim a figura de Eros segurando um raio.  Ele era um devoto de Eros, mas de um modo especial. Platão não deixou isso passar. Não censurou a fala de Alcebíades. Ao contrário, ele fechou o texto com essa fala.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Valeria aí retomarmos as discussões sobre a origem da filosofia, se Platão é seu início no Ocidente. E valeria a pena, creio eu, que a professora Marilena Chauí retomasse esses pontos problemáticos em seu livro que, afinal, é um livro bastante utilizado pelos jovens.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo., &lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a rel=&quot;#someid1&quot; href=&quot;http://ghiraldelli.org/&quot;&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a rel=&quot;#someid2&quot; href=&quot;http://ghiraldelli.ning.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;hr style=&quot;margin-left: 0px; margin-right: 0px;&quot; size=&quot;1&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref1&quot;&gt;[1]&lt;/a&gt; Nietzsche, F. O problema de Sócrates. Trad. Paulo Cesar Souza. &lt;em&gt;Crepúsculo dos ídolos&lt;/em&gt;. São Paulo: Cia das Letras, 2006, aforismo 23, p. 76 &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref2&quot;&gt;[2]&lt;/a&gt; Ghiraldelli Jr., P. &lt;em&gt;História da filosofia&lt;/em&gt;. São Paulo: Contexto, 2008. Para uma referência mais rápida, online, ver: &lt;http: com=&quot;&quot; 2008=&quot;&quot; 12=&quot;&quot; 17=&quot;&quot; frankenstein=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref3&quot;&gt;[3]&lt;/a&gt; Chauí, M. &lt;em&gt;Introdução à história da filosofia&lt;/em&gt;. São Paulo: Cia das Letras, 2002, p. 187.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref4&quot;&gt;[4]&lt;/a&gt; Plato.. The apology of Socrates. Trad. G. M. A. Grube.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Five dialogues&lt;/em&gt;. Indianapolis: Hackett Publishing Company.21, d, p. 26.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref5&quot;&gt;[5]&lt;/a&gt; Plato. Trad. Nehamas and Woodruff. &lt;em&gt;Symposium&lt;/em&gt;. Indianapolis. Hackett Publishing Company, 1989. 177D, p. 8&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref6&quot;&gt;[6]&lt;/a&gt; “Sobre um erro de Marilena Chauí”: &lt;http: br=&quot;&quot; fotos=&quot;&quot; file=&quot;&quot; pdf=&quot;&quot;&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref7&quot;&gt;[7]&lt;/a&gt; Nietzsche, F. O problema de Sócrates. &lt;em&gt;Crepúsculo dos ídolos&lt;/em&gt;. São Paulo, 2006.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref8&quot;&gt;[8]&lt;/a&gt; Chauí, M. &lt;em&gt;Op. cit&lt;/em&gt;., p., 212.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref9&quot;&gt;[9]&lt;/a&gt; Dodds, Plato and the irrational soul. In; Vlastos, G. (org.) &lt;em&gt;Plato II&lt;/em&gt;. Notre Dame: University of Notre Dame, 1978. P. 221.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref10&quot;&gt;[10]&lt;/a&gt; Vlastos. G. Love in Plato. In: Platonic Studies. Princeton: Princeton University Press, 1981.&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/#_ftnref11&quot;&gt;[11]&lt;/a&gt; Nussbaum, M. Trad. Ana Aguiar Cotrim. &lt;em&gt;A fragilidade da bondade&lt;/em&gt;. São Paulo: Martins Fontes, 209, p. 173&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/06/o-amor-e-o-inicio-da-filosofia-mais-um.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SjNdZsismbI/AAAAAAAADlw/ykeanO5QXOY/s72-c/T%C3%BAmulo+de+Etrusco,+na+It%C3%A1lia+cont%C3%A9m+na+sua+parede+algo+como+o+banquete+t%C3%ADpico..jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8709527489573633420</guid><pubDate>Mon, 04 May 2009 08:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-04T05:12:06.340-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">desencantamento</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia social</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">modernidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">racionalidade</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">sociologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">trabalho</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Weber</category><title>Weber filósofo</title><description>&lt;a onblur=&quot;try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}&quot; 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Eles fizeram filosofia relacionando-a com o pensamento social. Essa maneira de filosofar criou o que, no século XX, deu origem a uma filosofia diferente, a chamada &lt;i style=&quot;&quot;&gt;filosofia social&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Ambos atacaram a filosofia, ou o que se entendia como filosofia até então, a metafísica. Arrebanhando para sua argumentação filosófica aspectos sociológicos, históricos e antropológicos, Nietzsche criou uma filosofia da história e uma tipologia, e se serviu de ambas para gerar uma abordagem da linguagem a partir da filosofia social. Por sua vez, Marx não queria falar da metafísica de um modo exclusivamente teórico; ele entendia que todo o ideal da &lt;i style=&quot;&quot;&gt;boa vida&lt;/i&gt;, pregado pela filosofia desde seu nascedouro, se realizaria praticamente se houvesse uma revolução social para além das revoluções que ele assistiu – a revolução capaz de extinguir as classes sociais. Em outras palavras: a filosofia se &lt;i style=&quot;&quot;&gt;realizaria&lt;/i&gt; por meio da história e, assim, chegaria ao fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Assim, quanto a alvos e até mesmo quanto aos meios, Nietzsche e Marx foram bem diferentes. Mas quanto ao “espírito do século XIX”, ambos comungaram da idéia de que o pensador social era o coração que deveria estar no peito do pensador &lt;i style=&quot;&quot;&gt;tout court&lt;/i&gt;. Mais do que gostaríamos, Marx e Nietzsche viveram no século de Augusto Comte. A idéia de uma “ciência da sociedade” ou de uma “filosofia social” pairou nos céus do século XIX, e foi por aí que figuras como Marx e Nietzsche abriram para Sartre, Dewey, Adorno e tantos outros uma regra de conduta que, desde Sócrates, estava no encalço da filosofia. Cícero escreveu que Sócrates fez a filosofia descer dos Céus à Terra. Mas, o feito de Sócrates foi realmente um feito nas mãos de Marx e Nietzsche. Só então a filosofia cumpriu esse programa socrático de pouso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A filosofia do século XIX, toda ela, foi uma filosofia mensurada a partir de sua proximidade ou distância para com o que parecia ser o seu destino, o de ser filosofia social. Aos filósofos do século XX não foi dado o direito de não se envolver com a &lt;i style=&quot;&quot;&gt;vida social&lt;/i&gt;. Mesmo a filosofia analítica não conseguiu ficar alheia a isso. Tornou-se lugar comum no século XX ver o existencialismo, o pragmatismo, a Escola de Frankfurt, o estruturalismo, o neotomismo e tantas outras correntes da filosofia não terem apenas uma visão específica relativa ao conjunto chamado “ética e política”, mas, antes disso, tentarem se referir a problemas filosóficos típicos com a ajuda de parâmetros e elementos vindos da sociologia, antropologia e história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Max Weber se insere perfeitamente no centro desse movimento, como figura que viveu a transição do século XIX para o XX. Todavia, ele fez uma espécie de caminho inverso da maioria dos pensadores que lhe deram asas ou que colheram nele algum alimento. Weber não foi o filósofo que se transformou em filósofo social, ele foi o sociólogo que tinha vocação para a filosofia – a filosofia social, com certeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Talvez por isso, Weber tenha se tornado o mais filosófico dos sociólogos, mas não pelo que queria escrever ou pelo que queria pesquisar. Ele assim se fez porque escreveu sociologia como se ela não pudesse ser outra coisa que não filosofia social. Talvez tenha sido Weber, e não Marx e Nietzsche, ou Comte e Durkheim, o verdadeiro fundador da filosofia social.&lt;span style=&quot;&quot;&gt;  &lt;/span&gt;Quem sabe não possamos dizer que Weber foi, antes que Dewey, Adorno ou Sartre, o verdadeiro criador da filosofia social. Weber agiu assim de dois modos. Primeiro, transformou seu neokantismo em uma epistemologia própria para sua sociologia. Segundo, transformou sua compreensão sociológica da modernidade em um quadro filosófico dos tempos modernos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;No que segue, falarei de modo breve sobre esses dois pontos. Serei altamente sucinto quanto ao primeiro ponto, o tema da epistemologia. Terei mais tempo, então, para a visão de Weber a respeito da modernidade. Pois penso que é exatamente neste segundo campo que Weber deixou sua marca de pensador social para a filosofia social que se espraiou pelo século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;2.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A respeito da epistemologia, Weber deixou claro que ele entendia que o porto seguro do conhecimento não era o ponto de partida, como afirmava o positivismo francês. O ponto de partida não deveria ser visto como o do agente cognitivo com esquemas capazes de se deparar com os “dados da realidade” de forma bruta. O ponto de partida teria de ser entendido como o do agente cognitivo colocando seus esquemas de apreensão sobre a realidade, e construindo então os “dados” a partir de esquemas já alterados pela própria forma interação com a realidade social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Assim, a objetividade deveria ser grafada deste modo: “objetividade”, com aspas. Com isso, Weber queria mostrar que a concordância teórica ao final de uma investigação não era nada natural, e sim um esforço compreensivo grande, uma vez que agentes diferentes partiam de pontos de vista diferentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Na época de Weber, e também depois, esse seu neokantismo, esse seu, por assim dizer, idealismo, trouxe para o pensamento alemão uma marca característica. Weber ficou conhecido como historicista e sua sociologia passou a ter o nome de “compreensiva”. Os manuais se cansaram de expor tais características, e no decorrer do século evoluíram no sentido de apresentar Weber como o contraponto de Durkheim, para quem a sociologia era antes explicativa que compreensiva. Os “fatos sociais” deveriam ser tratados como “coisas”, como objetos naturais que, na visão positivista clássica, não poderiam ser “construídos”, e seriam realmente dados – dados brutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Talvez essa forma de Weber trabalhar, o da sociologia compreensiva, o tenha feito prestar mais atenção às cosmovisões de cada pessoa que quer “ler a realidade”. E, então, por isso mesmo, ele se viu impulsionado a tecer considerações sobre a modernidade como um tema singular. A própria concepção do que é o moderno seria, de certo modo, o ponto de partida de uma visão de mundo, exatamente o esquema que iria construir o “fato social”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;3.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Não há em Weber um texto cujo objetivo é descrever a modernidade. A compreensão que tiramos de Weber a respeito dos tempos modernos depende de uma leitura geral de vários de seus trabalhos. A visão da modernidade fornecida por Weber, e que é o que a filosofia do século XX mais absorveu, pode ser posta sobre quatro expressões: 1) “Separações das esferas de valor”; 2) “desencantamento do mundo”; 3) “burocratização das instituições”; 4) a modernidade cria “o especialista sem inteligência e o hedonista sem coração”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Comentando cada uma dessas expressões, terminaremos por compor o quadro da modernidade fornecido por Weber para os filósofos do século XX e, ao mesmo tempo, estaremos fornecendo a filosofia social do pensador Max Weber.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;1. Separação de esferas de valor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Weber não fala em esferas de valor em oposição a esferas de fatos. Weber trata todas as esferas de atuação humana como esferas de valor. O que são essas “esferas”? Simplesmente isto: são os campos das atividades humanas centrais. Basicamente três: a esfera da ciência e da técnica, a esfera da arte e a esfera da moral. Ele segue a tríade kantiana: conhecimento teórico, apreciação estética, normatividade ético-moral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Weber lembra que todas essas esferas, no Ocidente pré-moderno, estão articuladas sob o imã da religião. A modernidade se configura quando essa imantação perde a força, e então cada uma dessas áreas da atividade humana ganha autonomia e se separa uma da outra. Há uma independência entre tais esferas. O próprio trabalho de Kant, ao falar do homem como ser transcendental, que é uma consciência que deve ser analisada em três campos, já se mostra ela mesma, tal obra, como fruto da modernidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Assim, a modernidade é a época em que o conhecimento e as teorias se fazem a partir de diretrizes intrínsecas, e não mais em função de uma cosmovisão específica, como a cosmovisão religiosa. Ao mesmo tempo, a moral passa a ser uma moral laica, antes regrada pela cidade e pela profissão do que por qualquer ordenação de doutrinas que seriam fornecidas pelas divindades. Não à toa, também em Kant, nasce a idéia de que a virtude é algo do âmbito específico da consciência, e que o ser moral não precisa de uma religião para se comportar moralmente. O equivalente ocorre com a arte, que passa a retratar o mundo e, enfim, a ficcionar o mundo. A idéia de uma arte que é arte por representar os feitos do cristianismo perdem a razão de ser. A arte fica em função do belo, e o belo é visto por Kant, por exemplo, como o que é da ordem do desinteresse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Nos tempos modernos a ciência, a arte e a moral andam pelas suas próprias pernas. Paulatinamente se desgarram do que lhes dava unidade e, nesta unidade, sentido. A religião, em especial o cristianismo, é a fonte de sentido dessa unidade. A modernidade se faz como modernidade na medida em que essa unidade não se verifica mais na vida dos homens. E então, não raro, vários deles, individualmente, sentem o peso da perda de sentido. Do final do século XIX até os dias de hoje, encontramos pessoas que lamentam a “vida sem sentido” provocada pelos “tempos modernos”. O senso comum e a mentalidade popular sabem bem expressar isso que é a separação e autonomia das esferas de valor, como tudo isso é posto, em forma erudita, no pensamento social de Weber – sua caracterização da vida moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;2. Desencantamento do mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Às vezes encontramos leitores de Weber que exageram no entendimento da expressão “desencantamento do mundo”. Eles tomam a idéia de modernidade segundo a característica da “perda de sentido”, e então falam do “desencantamento do mundo” como uma espécie de sentimento subjetivo-individual de angústia, de desespero. Mas não é assim que Weber utilizou a expressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;“Desencantamento do mundo” é, em Weber, a expressão que caracteriza uma situação geral que se abate sobre o homem que, se age segundo tal ordenação, pode ser chamado de homem moderno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Em oposição ao homem não moderno, o moderno é aquele que olha para tudo que há ao seu redor, e também para si mesmo, como sendo regido ou por causa e efeito ou por razões. Tudo é naturalizado. Aquilo que não pode ser explicado ou compreendido na base de relações causais ou relações racionais não é misterioso. Uma vez que não pode ser explicado, isso se deve a duas circunstâncias: ou porque quem quer explicar não foi educado para explicar ou porque a ciência ainda não encontrou razões ou causas para tal. Então, ou por educação individual ou pelo progresso da ciência, o que deve ser explicado será, a qualquer momento, explicado. Deuses, gênios, demônios, forças extra-naturais e assim por diante caem fora do horizonte do homem, e então ele é, de fato, um homem moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;É claro que um homem moderno pode ter uma mentalidade arcaica. É isso que o faz tomar remédios e, ao mesmo tempo, fazer simpatias. Mas não é o fato de termos mais gente do primeiro tipo que gente do segundo tipo que definimos se estamos ou não na modernidade. O que vale é que o que impera nas nossas relações, como fator preponderante, é que levamos a sério a idéia de um mundo a nossa volta que não funciona senão por relações que não são nem um pouco mágicas. O encanto ou o enfeitiçamento do mundo cai por terra aos nossos olhos. Quando isso ocorre, a modernidade já bateu à nossa porta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;3. Burocratização das instituições&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Em um mundo em que as relações entre os homens e as relações entre os homens e a as coisas são todas passíveis de serem expostas segundo um relato racional, por qual motivo se haveria de ficar sujeito ao acaso? As chances de previsibilidade e controle se tornam muito mais concretas, ou ao menos plausíveis. Para tal, as instituições privadas e públicas, as empresas e, enfim, o Estado, devem ser regrados segundo um plano administrativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;O plano administrativo tipicamente moderno é potencializado pela racionalização das ações. A racionalidade que Weber toma como a racionalidade &lt;i style=&quot;&quot;&gt;tout court&lt;/i&gt; é aquela da ação levada a cabo através dos meios mais econômicos. Então, a racionalização da administração é posta em prática na medida em que idiossincrasias e gostos pessoais ficam de lado, cedendo espaço para atividades de rendimento ótimo. Nada melhor que uma burocracia profissional, completamente impessoal, para realizar tal façanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;A burocratização torna-se o caminho pelo qual as instituições e o Estado se permitem chamar de entidades racionais. O mundo do trabalho é produto e produtor desse tipo de racionalidade que, com a burocratização das relações, se torna um mundo que promete realizar o ideal de Comte: “prever para prover”. O mundo em que esse lema se torna verdadeiro é o mundo moderno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;4. Especialista sem inteligência, hedonista sem coração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;As conseqüências psico-sociais da “perda de sentido” e da “burocratização” produzem o &lt;i style=&quot;&quot;&gt;típico &lt;/i&gt;homem moderno, caracterizado por Weber como “o especialista sem inteligência e o hedonista sem coração”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Essa figura típica é encontrada por nós em todos os lugares. Não raro, quando nos olhamos no espelho, somos capazes de nos reconhecermos nessa figura. Temos um saber profissional que se revela como um &lt;i style=&quot;&quot;&gt;know how&lt;/i&gt; especial. Precisamos de ser &lt;i style=&quot;&quot;&gt;experts&lt;/i&gt; em algo para sobrevivermos no mundo moderno. Isto é, o que nos faz aproveitáveis na vida moderna é nossa capacidade de sermos racionais ao máximo, e nossa profissão espelha isso. Ou somos aqueles que sabem mais de muito pouco, ou simplesmente somos chamados de diletantes e, então, somos colocados à margem do trabalho. Não temos que ter inteligência. Temos de ser &lt;i style=&quot;&quot;&gt;experts&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Nossa condição de &lt;i style=&quot;&quot;&gt;experts&lt;/i&gt;, em um mundo sem sentido, em que tudo é regido pela capacidade de fazermos a relações não saírem de seu traçado racional, nos tornamos capazes de viver o momento, sem grandes preocupações com o futuro. O futuro virá, e ele será bom, acreditamos nisso. Nossa crença está baseada na idéia de que nada pode ocorrer de diferente no mundo se seguirmos os procedimentos racionais e burocratizados. Então, cada minuto pode ser vivido, cada dia pode ser aproveitado, tudo que temos nas mãos é algo para aproveitarmos ao máximo e, então, descartarmos.&lt;span style=&quot;&quot;&gt;  &lt;/span&gt;Vivemos, sim, um tipo de hedonismo. Mas é um hedonismo caricato, pois nosso coração é incapaz de se regozijar com nossa ampliada capacidade de usufruir dos bens que geramos e novos caminhos que abrimos. Não temos o coração educado para a verdadeira doutrina do hedonismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Podemos ficar horas na praia, como nenhum outro homem do passado conseguiu ficar, uma vez que tinha de parar sua vida para voltar ao trabalho, ou seja, garantir os meios de sobrevivência; todavia, todo esse tempo que ficamos na praia, nos sentimos entediados se não temos nosso &lt;i style=&quot;&quot;&gt;laptop&lt;/i&gt; conectado por meio de algum wireless. Nosso hedonismo é um sintoma moderno, não o aprendizado da doutrina de Epicuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;4.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Essas características apresentadas por Weber postas pelos sociólogos – bem mais do que pelos filósofos – como atreladas ao “paradigma do trabalho”, que seria o modelo teórico pelo qual teríamos de enxergar a sociedade moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Entretanto, atualmente a filosofia social imagina que deve absorver o “paradigma da linguagem”, colocando em Banho-Maria o “paradigma do trabalho”. Não poderia ser diferente, uma vez que temos dúvida de se estamos, ainda, vivendo a modernidade. Associamos o “paradigma do trabalho” à modernidade. Agora, que o trabalho parece não ser o imã de nossa sociedade, e a idéia de trabalho parece não ajudar muito para descrever nossas relações sociais , alguns de nós diz que vivemos não só na sociedade pós-trabalho, mas na sociedade pós-moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Todavia, não precisaríamos pensar em “paradigma do trabalho” ou “da linguagem”. Podemos pensar que ainda vivemos na modernidade ou que vivemos em uma situação &lt;i style=&quot;&quot;&gt;pós&lt;/i&gt;-moderna. Essas questões, para o que quero dizer de Weber e de sua atualidade, são bem menos importantes do que pensam uma boa parte dos sociólogos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Desde o início dos anos oitenta do século XX temos procurado saber se estamos ou não no campo que, até então, entendíamos ser o “campo moderno”. Mas, independentemente dos resultados desse debate, é difícil descartar essas quatro características postas acima, traçadas por Weber para falar da modernidade, como o que somos obrigados a manter na mira e entender se quisermos compreender o nosso mundo, seja lá qual for este mundo. Mesmo para aqueles que apostam que há traços pós-modernos em nossa vida ocidental que não podem mais ser negados, é difícil descartar esses elementos descritivos de Weber. A modernidade pode ir embora, pode desaparecer e, enfim, no campo teórico, podemos acreditar que o melhor seria deixar para trás o “paradigma do trabalho”. Mas, será que não podemos levar para o mundo pós-moderno esses elementos de Weber? Será que não &lt;i style=&quot;&quot;&gt;temos&lt;/i&gt; que levar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Essa pergunta faz sentido. E justamente por ela fazer sentido, nós podemos dizer que a filosofia social gerada por Weber tem uma sobrevida maior do que ele próprio, talvez, tenha imaginado que conseguiria. Esses quatro elementos, que Weber usou para descrever a modernidade, podem se readaptados para descrever uma sociedade em que o trabalho não é mais nem fato central nem categoria teórica fundamental. Não nos vemos obrigados a ficar rodando o cadáver do “paradigma do trabalho” para não deixar o espírito de Weber ir embora. Podemos enterrar o cadáver. Weber e sua caracterização da vida moderna parece, agora, não uma caracterização da vida moderna, e sim um panorama amplo que a filosofia social tem para oferecer para nossas reflexões acerca até mesmo de uma sociedade que já não pode mais ser descrita, exclusivamente, como sociedade moderna. É como se o moderno, em Weber, tivesse adquirido uma tipo de caráter mais amplo que o do “paradigma do trabalho” ou mesmo o da noção de modernidade. E se isso é correto, mais ainda, então, vamos ter Weber como filósofo – filósofo social, sem dúvida, mas, por isso mesmo, filósofo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;© 2009, São Paulo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=&quot;font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.org/&quot;&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.ning.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv=&quot;Content-Type&quot; content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;ProgId&quot; content=&quot;Word.Document&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;Generator&quot; content=&quot;Microsoft Word 12&quot;&gt;&lt;meta name=&quot;Originator&quot; content=&quot;Microsoft Word 12&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;File-List&quot; href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;themeData&quot; href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx&quot;&gt;&lt;link rel=&quot;colorSchemeMapping&quot; href=&quot;file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCliente%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml&quot;&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt; 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Qual a razão? Segundo eles mesmos, o objetivo que tinham era o de “democratizar a USP” que, também segundo eles mesmos, seria “elitizada”. Agora, como dizem, estão contentes porque a USP finalmente aderiu ao sistema de cotas para o exame vestibular; no caso, a chamada cota social: 50% das vagas da USP devem ficar para os alunos provindos da escola pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Não posso ficar feliz com isso. Pois apesar da aparente boa intenção desses professores burocratas (alguns deles não passaram no vestibular da USP), sua idéia sobre o assunto é equivocada. Trata-se de um equívoco que também percorre os corredores de secretarias de educação, gabinetes de reitorias por aí afora e vai acabar batendo no MEC e no Congresso. E essas instâncias, todas elas muito afeitas ao populismo barato, tenderão a errar segundo o mesmo erro da pró-reitoria atual da USP. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Caso a intenção não seja a de mero populismo, e que realmente seja um erro de avaliação e não um engodo proposital, então qual é o erro? Simples: acreditar que a Universidade tem o poder de forçar a melhoria da escola pública por meio de exames. Não tem. Nem de forma direta e nem de forma indireta. Talvez no passado isso pudesse acontecer. Agora, na situação em que a escola pública se encontra, esse tipo de ação vai antes prejudicar os cursos universitários que ser uma cunha para a melhoria da escola pública básica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;A escola pública está aquém de conseguir se recuperar a partir desse mecanismo.&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Deveríamos ter pensado nele quando a parte menos pobre de nossa classe média ainda estava na escola pública. Isso iria incentivá-la a ficar e, então, tal postura poderia manter nossas elites governantes – que possuem vários elementos vindos da classe média – com os olhos abertos para o ensino estatal. Mas, agora é tarde. Ao menos para esse tipo de ação isolada, é tarde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;As estatísticas iniciais, feitas por grupos privados, começam a chegar às nossas mãos. De fato, por conta do vestibular da FUVEST aproveitar três pontos da prova do ENEM, já estávamos constatando uma sensível aparente migração de alunos de melhor renda para a escola pública. E isso agora tende a aumentar decisivamente: todos vão procurar se beneficiar das cotas. E qual é a estratégia dos ricos? Voltar para a escola pública em termos de ocupar uma posição na sala, passar ali com facilidade, dado que a escola pública não oferece qualquer resistência, e continuar a estudar nos cursinhos pré-vestibulares particulares. Os cursinhos já perceberam isso claramente, e estão começando a se preparar para receber mais alunos nas salas avulsas, aquelas que não são salas de colégio. Assim, voltamos ao processo de seleção de sempre: os mais ricos, os que puderem pagar o cursinho, vão disputar todas as vagas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Ou seja, em termos de política educacional, essa volta da classe média menos pobre para a escola pública não necessariamente significará, no curto prazo ou mesmo em uma situação de médio prazo, o despertar de uma atenção das elites governantes para a escola pública. Talvez a medida contida no projeto do senador Cristóvam Buarque, ao menos como idéia, seja bem melhor: que todo político seja obrigado a ter seu filho na escola pública. É uma idéia que nunca vingará no Congresso Nacional, mas, como idéia, ao menos tem o mérito de mostrar onde está o problema de fato. A medida da USP não mostra o problema, o escamoteia. Resolver? Jamais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;A política de cotas para minorias não é uma ação de política educacional. É uma ação para quebrar o preconceito; trata-se de uma ação social para diminuir o pouco convívio, em determinados lugares, de grupos sociais diferentes. É necessário, sim, que em um país como o nosso o filho do branco e o filho de negro convivam nos mesmos locais. Nisso, ela está correta. Agora, a política de cotas da USP, no caso, é sim uma forma de política educacional. Seu objetivo é mexer com a USP por dentro e fazer a USP, de fora, possa mexer com a escola pública. Nos dois sentidos, a ação será nefasta. A USP vai ter de abaixar seu nível de ensino que, aliás, já tem capengado por conta de greves e por conta de concursos pouco sérios. E quanto à ação da USP sobre a escola pública básica, ela será anulada facilmente pela capacidade de mobilidade dos ricos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;O resultado final será este: a USP ficará uma porcaria, e então as elites, que quiserem estudar, irão todas de uma vez para o Mackenzie e PUC (no caso de São Paulo), e logo estarão indo para outras faculdades e universidades privadas e, uma vez lá, obrigarão tais escolas a se tornarem melhores. A escola pública de ensino básico passará por um momento em que acolherá uma parcela de alunos menos pobres, mas esses alunos não causarão o movimento desejado, que seria o de fazer seus pais, com capacidade de reivindicação, gritar em favor da escola pública. Pois, afinal, o prazo que devem ficar ali, para se garantirem no vestibular com a cota, é muito pouco (basta freqüentar o ensino médio). Não é o suficiente para que seus pais venham a se preocupar com a escola do filho. Não haverá o movimento de atenção social dos mais ricos para com a escola pública, como se poderia esperar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;É triste dizer, mas tenho de dizer: as pessoas que inventam medidas de política educacional na pró-reitoria da USP não entendem de educação. É incrível que elas não tenham conseguido perceber isso. De fato, a ciência da educação, no Brasil, precisa de melhores olhos. Precisam de olhos de bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Uma medida como esta, da USP, jamais poderia ser uma medida isolada. Para ter alguma eficácia, ela teria de vir por meio de uma ação articulada da Universidade com a secretaria de Educação do Estado de São Paulo. A USP teria de condicionar o seu vestibular a uma ação prática do governo de São Paulo de melhoria real dos salários dos professores da escola pública básica, e não esta política de bônus e mérito que, na verdade, não é o mérito para o melhor professor. Além disso, tal medida da USP deveria estar agendada com uma postura do governo estadual no sentido de garantir a fixação de cada professor na escola básica em que leciona. E mais, o governo estadual deveria garantir a ampliação do direito de crítica dos professores às suas autoridades. E por fim: uma política clara no sentido de criar condições para que o professor tenha regimes sabáticos, para que ele volte a estudar. Neste último caso, a USP deveria ter cursos de mestrado específicos, para acolher tal professor em suas sabáticas, no assunto em que ele gostaria de se aperfeiçoar. Uma vez com o título de mestre nas mãos, esse professor deveria ter incentivos financeiros claros e decisivos no sentido de fazê-lo não sair da escola básica que leciona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Essas são umas poucas medidas – mas necessárias – que poderiam ser assumidas por conta de um plano articulado entre o governo do Estado e a USP. Aí sim, a conversa seria séria. Mas, infelizmente, cada um desses setores olha para o próprio umbigo, não para as necessidades reais de nossa educação. A pró-reitoria da USP faz política, não política educacional, e a secretaria de Estado do Governo de São Paulo, é claro, vai no mesmo rumo, e no caso, nem quer saber do que ocorre com a USP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.ning.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;e &lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.org/&quot;&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://mogulus.com/filosofia&quot;&gt;http://mogulus.com/filosofia&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.wordpress.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.wordpress.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.blogspot.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/04/ensino-e-vestibular-contra-o-rico.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7912579878010508334</guid><pubDate>Fri, 24 Apr 2009 01:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-23T22:28:36.587-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ensino</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">liberdade</category><title>A Filosofia da Educação para a Liberdade</title><description>&lt;div class=&quot;entry&quot;&gt;&lt;div class=&quot;snap_preview&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt; 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Todos nós acreditamos que sabemos disso. Mas, não é verdade que sabemos disso efetivamente. Há lugares onde o Paraíso é tomado não só como existente, mas como o terreno real onde vivemos. Quais são esses lugares? Salas de aula.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Há salas de aula em que a idéia de aprendizado ainda se confunde com a prática estúpida em que um fala – e nem sempre sabe corretamente do que fala – e outros escutam e copiam, sem que qualquer atitude reflexiva ou crítica apareça. Contestação, então, nem pensar! Parece incrível, mas após tantos anos de divulgação da literatura filosófico-pedagógica vinda do campo da contestação, a maioria de nossas salas de aula do ensino superior vive o elogio à atitude do cabisbaixo. Que ninguém ouse não dizer amém – este é o lema da sala de aula brasileira. Vivemos o desconhecimento dos anos 60 e o oposto dos anos 80. Andamos hoje nos restos da mediocridade dos anos 90.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Novamente entregamos nossa liberdade de modo fácil. Parece que somos livres, hoje, mas, na verdade, estamos aquém da sofisticação de raciocínio para a qual estávamos apontando nos anos 80, quando estávamos usando a liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Dou um exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Fui falar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ao meu lado estava um professor da UnB, representante da Presidência da República para as questões de Direitos Humanos. Eu falei primeiro. Na introdução da minha fala, eu comentei de passagem que não sabia se poderíamos, nós humanos, falarmos em “direitos nossos”. Pois, após o que havíamos feito com os outros animais, as plantas e toda a Terra, me parecia bastante discutível que ainda quiséssemos, nós humanos, termos direitos. Qualquer animal ou planta iria nos ver como cínicos ao escutar a expressão “Direitos Humanos”. Existiria algum “direito humano” a ser reivindicado, após termos usado de todo tipo de direito que nos cabia e que não nos cabia, retirando direitos dos outros habitantes do Planeta?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Minha rápida fala, nesse sentido, tinha um caráter visivelmente irônico. Todavia, ela não se encerrava na ironia. A ironia pela ironia não é um dos melhores instrumentos. Sócrates usava dela, mas ele a acoplava ao &lt;em&gt;elenkhós&lt;/em&gt;, o método da refutação. Como bom admirador de Sócrates, minha ironia não estava ali apenas para ser ironia, ela se fez presente para que eu pudesse &lt;em&gt;desterritorializar&lt;/em&gt; o tema daquele dia. Pois, é claro, só fazendo assim é que eu poderia, por meio da filosofia, evitar que meu colega de palestra começasse com uma ladainha já conhecida. Eu já sabia que ele iria falar genericamente em “tolerância” e iria lembrar a Declaração dos Direitos do Homem e, enfim, falaria em “liberdade, igualdade e fraternidade”. Propositalmente, então, trouxe o tema não para o confronto homem-Estado, e sim para o confronto homem-Planeta, o que é, enfim, o confronto Homem-Homem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Imaginei, então, que ao fazer isso a nossa discussão sobre “Direitos Humanos” pudesse ser ampliada. Ao invés de pensarmos em ética, pensaríamos em cosmologia. Seria como que uma “virada nietzchiana”. Mas não foi o que ocorreu. Meu parceiro de mesa não entendeu a ironia. Não conseguiu acompanhar a tentativa de deslocamento que fiz. E ao começar a falar, voltou para a estrada de chão batido. Passou a se justificar e, pior ainda, a justificar o cargo que exercia no governo. Queria convencer os estudantes sobre a importância dos “Direitos Humanos”, uma vez que eu, o filósofo ali presente, parecia não ver a “importância nos Direitos Humanos”. Ora, mas o que eu disse não tirava o mérito dele ou do emprego dele no governo. O que eu disse se fez no sentido de mostrar um modo de pensar &lt;em&gt;diferente&lt;/em&gt;, quiçá mais amplo. Mas, infelizmente, ele não “pegou” a coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Esse exemplo é significativo. É em relação a isto que digo que nossas salas de aula não possuem liberdade. Não há a liberdade para ser inteligente. Pois não há, afinal, a liberdade. Estamos tão acostumados a ouvir e copiar, tão adestrados para não responder de modo duro ao professor, tão postos para sermos pequenas Danusas Leão vomitando etiquetas, que não somos mais capazes de pegar a cauda de foguete de uma ironia. Não somos mais capazes de “ir no vácuo” de uma tentativa de desterritorizalização. Perdemos a liberdade, o humor e a inteligência. Nossas sala de aula são uma chatice só. Estamos no anti-clímax dos anos 70 e 80. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Como readquirir a liberdade? Com o jovens? Parece ser impossível, hoje, ver algum jovem capaz de contestar. Afinal, jovens com algum livro de esquerda em casa têm pai, tio, primo ou puxa-saco no governo federal. E os jovens “de direita”, contestariam?&lt;span&gt; &lt;/span&gt;A direita é limitada na sua contestação, pois após alguns primeiros gritinhos ela logo estanca, uma vez que sua função objetiva é a de preservação máxima do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. A juventude parece estar com dificuldade de ser livre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Mas, e os mais velhos? Ora, o exemplo que citei é de um professor da minha geração. Ele fugiu da ironia. Ele não soube se abrir para a liberdade. Ele não conseguiu fazer outra coisa senão justificar o fato de que estava no governo e que “os Direitos Humanos são coisa importante”. A fala dele foi a fala mais domesticada que já escutei nos últimos anos. Não havia um pingo sequer de rebeldia. Não havia uma isca de uso da liberdade. Não havia uma lasquinha de contestação. Tudo que é necessário para que a inteligência floresça e a verdade possa nadar de braçada, eu não encontrei ali. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Não consigo cumprimentar o Brasil de hoje. O Brasil de hoje é um fantasma de Brasil. Precisaríamos &lt;em&gt;redescrever&lt;/em&gt; uma filosofia da educação para a liberdade, de modo a trazer a liberdade para o campo no qual ela faz sentido, que é o campo prático. Só assim poderemos voltar a usar da inteligência. Sem contestação, é difícil ser inteligente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.org/&quot;&gt;http://ghiraldelli.org&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.ning.com/&quot;&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0pt 0pt 0.0001pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://filosofia.pro.br/&quot;&gt;http://filosofia.pro.br&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://mogulus.com/filosofia&quot;&gt;http://mogulus.com/filosofia&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;    &lt;/div&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/04/filosofia-da-educacao-para-liberdade.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-4590685613916149408</guid><pubDate>Wed, 11 Feb 2009 10:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-11T08:20:14.511-02:00</atom:updated><title>Liberdade</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k6V2T4ng1Tu4jwWJIN&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x8c1j1_liberdade_school&#39;&gt;Liberdade&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo mostra filme e comenta o &quot;medo da liberdade&quot;	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/liberdade.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8535161746281227482</guid><pubDate>Sun, 01 Feb 2009 16:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-01T14:18:32.996-02:00</atom:updated><title>TV Filosofia 1 Segmento 2</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k3LCetJ5lboppBVWpp&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x87z9j_tv-filosofia-1-segmento-2_school&#39;&gt;TV Filosofia 1 Segmento 2&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Programa da Universidade São Marcos para a TV Aberta. Programa 1, parte b: Sócrates.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/tv-filosofia-1-segmento-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7167716055951027863</guid><pubDate>Sun, 01 Feb 2009 09:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-02-01T07:56:44.557-02:00</atom:updated><title>TV Filosofia 1 parte a: Sócrates</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k4snltebYniU5XVVCp&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x87wx5_tv-filosofia-1-parte-a-socrates_school&#39;&gt;TV Filosofia 1 parte a: Sócrates&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Programa TV Filosofia da Universidade São Marcos, apresentado por Francielle Maria na TV Aberta São Paulo, entrevistando o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2009/02/tv-filosofia-1-parte-socrates.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-5825160148789135999</guid><pubDate>Mon, 29 Dec 2008 03:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-29T01:06:46.512-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Adágio popular e filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ANPOF</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Edgar da Rocha</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Presidência da ANPOF</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">universidade</category><title>ANPOF: cabeça nova, mas sem idéias</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente das suas parentes no campo da história, ciências sociais e educação, a ANPOF não é conhecida nos meios acadêmicos. E é completamente inexistente fora deles. A ANPOF é a Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia. Não temos no Brasil o que os americanos possuem lá, no trânsito da vida acadêmica com a filosofia, uma associação aberta para filósofos. Com expressão, não temos uma associação de filosofia a partir de filósofos; a maior parte de nossos filósofos atua apenas como professor de filosofia, em universidades. A inserção desse pessoal no debate público é praticamente zero. E a ANPOF atual reflete isso. Seu presidente é um ilustre desconhecido, ninguém conseguiria identificar na imprensa ou mesmo nos meios acadêmicos quem é o moço chamado Edgar da Rocha. A cada cem estudantes de filosofia, cento e um não sabem quem é Edgar!&lt;br /&gt;E para ilustres desconhecidos, ilegítimos intelectualmente, não há outro modo de se apresentar senão desfiando currículo. E um currículo feito de batismos externos. Ou seja, como ninguém nunca leu um livro ou texto do moço (talvez nem mesmo o orientador dele!), então, é necessário colocar para os associados o CV do jovem! A falta de legitimidade natural cria a pseudo-legitimidade.&lt;br /&gt;A ANPOF já teve como presidente o professor Bento Prado Jr.. Sempre de terno e gravata e solícito com todos, Bento circulava nos meios jornalísticos procurando ler os colegas, resenhar seus livros e não deixar a filosofia se reduzir ao gueto. A ANPOF também teve a professora Marilena Chauí. Igualmente bem vestida e charmosamente loquaz, nunca deixou de se inserir na mídia, mostrando que a filosofia se faz na vida, não somente no gabinete. Outros desse estilo passaram pela presidência. Tudo indicava que a ANPOF poderia crescer não só em número, mas em pessoas que iriam agarrar e viver a condição de filósofos.&lt;br /&gt;A mentalidade dessa geração pioneira da ANPOF veio do tempo que filosofia era filosofia, uma atividade de pensamento, ousadia, crítica e capacidade de redescrever situações e pessoas para além de teses de mestrado e doutorado. Essa geração que veio de Bento e Marilena, e que deu para nós uma Olgária Matos e vários outros que buscaram, mesmo no Terceiro Mundo, fazer a filosofia não deixar de ser um instrumento capaz de dialogar com os vários setores sociais – como americanos, franceses e alemães nunca deixaram de fazer –, foi o meu grupo de heróis inspiradores. Não estou dizendo que esse pessoal respondeu nesses debates aquilo que eu queria ouvir e o que eu acredito. Não! Mas não é pela concordância que eu os admirava, mas pela inserção intelectual e social; e, não raro, pela minha discordância em relação ao que defenderam.&lt;br /&gt;Mas agora, o que temos como filosofia acadêmica? Um professor faz um artiguinho de nada e corre colocar em alguma revistinha presa ao “Qualis”, um mecanismo criado pelos pares para dizer qual periódico e qual editora pode ou não publicar coisas válidas. Trata-se de algo como um Index do tipo do da Inquisição medieval, só que mais medíocre. Sim, medíocre, pois ele não está aí para defender uma doutrina, mas apenas para incentivar o grupelhismo.&lt;br /&gt;Fiz meu currículo (que depois de um tempo tive de colocar na imbecilizante Plataforma Lattes) enquanto estava na academia, durante 35 anos. Mas, antes mesmo de sair de vez da Universidade, comecei a não dar mais atenção para aquilo, pois comecei a perceber que mostrar o currículo estava se tornando apenas uma forma de não conversar sobre filosofia. Pois, de fato, ninguém que se preocupa com o CV-Lattes escreve sobre filosofia. Alguém que mostra o CV já indica que ninguém o conhece, que ninguém o leu, que nem mesmo os que estudam seu assunto o leram. Os americanos filósofos não mostram currículo, às vezes nem mesmo em concursos! Quando assumem uma associação, o que mostram é um artigo amplo, de envergadura, sobre os grandes vôos da filosofia. Vários presidentes da ANPOF não precisaram mostrar currículo.&lt;br /&gt;Não raro, os professores da nova geração escrevem pequenas teses e dissertações, em geral de pouca ousadia e criatividade, e colocam artiguinhos em supostas revistas de qualidade, tudo para ser “professor da pós”, e não propriamente filósofos. Passam anos lendo (sem explicar) apenas um único livro de filosofia na sala de aula - isso é &quot;a aula&quot; que ministram! Vários entre esses professores passam anos repetindo a mesma aula, todo santo dia! E ocorreu de fato aula? Não! O que fizeram foi ler – em português (!) – o que está aqui e ali em um volume de Os Pensadores. Quando fazem isso, já é muito. São incapazes de uma conexão qualquer entre sociedade, cultura e filosofia. Dizem que isso que fazem é rigor, quando na verdade é apenas mediocridade. Ou o que é pior: fingem serem scholars de um filósofo, quando na verdade são apenas ignorantes em história da filosofia e, principalmente, em cultura brasileira. São incapazes de levarem adiante conexões entre o assunto que dizem dominar e o todo da filosofia e da filosofia aplicada.&lt;br /&gt;No Brasil a regra é a seguinte: você entra no curso de filosofia na universidade e vira universitário, para sempre, e não filósofo. Vai ser estudante universitário e professor universitário. Todos os cacoetes universitários vindo de práticas autoritárias e corporativas são incorporados, e isso é maior que o conteúdo do curso. Ou seja, a Universidade vence a filosofia. Na formação de cada um a filosofia perde para as práticas da vida universitária, isto é, a politicalha e o grupelhismo. Como estudantes, bajulam professores para terem bolsa; como professores, bajulam outros professores (e o governo) para subirem na carreira - carreira administrativa, é claro. Um dia, chegam na ... presidência da ANPOF. E a filosofia? Ah, &quot;papers&quot; para o Qualis. Mas, de conteúdo mesmo, de criatividade filosófica, nada!&lt;br /&gt;Em um determinado momento de nossa história parecia que a filosofia iria se democratizar e, com isso, a ANPOF iria escapar desses cacoetes da Universidade. Mas não foi o que ocorreu. Ela caiu de joelhos. Os anos estão passando e a ANPOF cresce em associados e perde em capacidade de fazer filosofia. O reflexo disso apareceu quando elegeram um menino da Bahia para ser o presidente da ANPOF, e agora essa catástrofe se repete na escolha desse fantástico elemento humano que, segundo seu currículo, tem vários livros, mas que segundo as editoras, não tem nenhum! Ninguém do meio intelectual escutou ao menos um zumbido de Edgard da Rocha!&lt;br /&gt;A verdade disso tudo aparece agora, no e-mail que recebi da Diretoria da ANPOF. Em vez do presidente indicado (ele foi votado?) escrever um texto dizendo “O que é filosofia?” ou coisa parecida, para que possamos ter uma base do que ele pensa sobre o assunto – como os americanos fazem –, o que ocorreu foi apenas uma coisa esquisita: o e-mail veio com o CV-Lattes do rapaz. Ali aparece o que? O nada! Sim, pois tudo que está ali, que ele apresenta como sua identidade, é o que a lei obriga que ele apresente para ser professor universitário no Brasil: mestrado, doutorado, algumas publicações técnicas e alguns cargos administrativos. Ora, isso não caracteriza um filósofo. Colocar seu CV para se apresentar no campo da filosofia é mais que ridículo, chega a ser uma forma de dizer: não tenho nada a dizer, de fato, sobre filosofia. E não tem mesmo!&lt;br /&gt;Bom, pode haver objeção a essa minha observação. Pode-se dizer: mas a ANPOF é antes de tudo uma associação de “gente de programa de pós-graduação”, não de filosofia. Nesse caso, eu estaria errado em cobrar da ANPOF uma atuação menos rasteira. Todavia, no Brasil não podemos nos dar ao luxo de fazer filosofia sem contar com a universidade. Os países ricos conseguem isso. Mas nós não conseguimos nem mesmo ter um público leitor para fora do público estudantil – e isso não só em filosofia. Seria querer muito ter uma ANPOF cuidando da vida burocrática de professores burocratas, de um lado, e uma associação de filósofos, de outro. No Brasil, acabamos por acreditar - e nisso pode ser que erramos - que a ANPOF seria uma associação de filósofos, uma associação de filosofia.&lt;br /&gt;Um filósofo pode ser professor universitário. Nada o impede. Ele pode ter lá seus escritos “técnicos”, que o formaram. Alguns fazem o dever de casa bem feitinho. Outros, fazem o dever de casa com orientadores que não orientam nada. Agora, não é isso que vai coroar ou não o processo para alguém ser filósofo. Para ser visto como filósofo, no mundo todo, não é somente a formação escolar que importa. O mestrado e o doutorado, e mesmo a livre-docência e o pós-doutorado, no Brasil de hoje, são estágios da formação. Ou seja, são requisitos básicos. São o que se tem de fazer como “o mínimo” para ser professor de um programa de pós-graduação. Isso não é identidade de filósofo. Ao contrário, é identidade de professor e, não raro, de burocrata.&lt;br /&gt;Assim, com essa mentalidade, a ANPOF se descaracteriza a cada dia. Ou melhor, se caracteriza de modo pouco alvissareiro.&lt;br /&gt;Tudo indica que a ANPOF espelha hoje o que havia de mais tosco nos anos 80, que era o atropelo da mentalidade tecnicizante e burocrática sobre as áreas humanísticas. Aos poucos essa mentalidade que visa falar do calcanhar da barata venceu. E hoje os filósofos não sabem mais quem foi Monteiro Lobato ou Anísio Teixeira, e mentem que sabem alguma coisa sobre um parágrafo do Tratactus. Fingem ser especialistas em um assunto, para esconder o fato de que não possuem conhecimento geral algum. Hoje, cada coordenadorzinho de pós-graduação coloca na bibliografia de seus cursos alguns livros que, por amizade ou financiamento do estado, eles publicaram; ninguém os leriam. Mas ele enfia tal bibliografia goela abaixo dos alunos e, então, “faz currículo”. Ou então coloca uma bibliografia imensa, exatamente para &quot;fazer pose&quot;.&lt;br /&gt;Ao agir assim, colocando seus &quot;papers&quot; aqui e ali, em suas disciplinas de pós-graduação, acredita que virou um autor. Torna-se um famoso autor desconhecido -- até mesmo entre os pares. Querem uma prova? Eis a prova que cala a boca de qualquer um: dentro da própria diretoria da ANPOF duvido que alguém leu alguma coisa do presidente atual da entidade. E talvez todos da diretoria possam até ter vergonha do fato de que cada um nunca leu o outro colega. A desculpa é esta: o que o colega escreveu &quot;não é o meu assunto&quot;. Ou seja, a especilidade, que na verdade é mentirosa, apenas encobre o fato de que se tornaram antes professores universitários que filósofos. A Universidade venceu a filosofia - novamente. E assim vamos, no país do faz de conta, mentindo sobre a qualidade de mais uma associação.&lt;br /&gt;É uma vergonha. Estivemos tão próximos de ter uma associação de filosofia e ... deixamos isso passar. Continua valendo a frase de Bento Prado, para caracterizar as últimas gestões da ANPOF: “eles não são do meio”. O que recebi da ANPOF por e-mail, ou seja, o CV do presidente da entidade, o moço que ninguém sabe quem é, parece ser realmente uma forma de fazer a frase de Bento ainda ecoar com validade.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.&lt;br /&gt;Veja a rede: &lt;a href=&quot;http://ghiraldelli.ning.com/&quot; _fcksavedurl=&quot;http://ghiraldelli.ning.com&quot;&gt;http://ghiraldelli.ning.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/anpof-cabea-nova-mas-sem-idias.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8006781664118087716</guid><pubDate>Sat, 20 Dec 2008 10:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-20T08:31:12.237-02:00</atom:updated><title>O Conhecimento 5</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k6KU2g9VpM92ecSRb2&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7s828_o-conhecimento-5_tech&#39;&gt;O Conhecimento 5&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	O que é o conhecimento? Mais sobre o tema e sobre Platão, no quinto volume do curso do CEFA.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/o-conhecimento-5.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-7582783636432757699</guid><pubDate>Thu, 18 Dec 2008 03:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-18T01:04:32.933-02:00</atom:updated><title>Aristóteles no cinema</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k3gJ2AfOJIeAUSSI1Q&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7rgxe_aristteles-no-cinema_shortfilms&#39;&gt;Aristóteles no cinema&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo mostra Aristóteles no cinema. Vejam isso!	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/aristteles-no-cinema.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2058395880166944241</guid><pubDate>Sat, 13 Dec 2008 12:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-13T10:13:36.638-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">criacionismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ensino</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Religião</category><title>Deus e o Diabo disputam o ensino brasileiro?</title><description>&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s1600-h/carol_castro_pp.jpg&quot;&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5279246310978014082&quot; style=&quot;FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s320/carol_castro_pp.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://filosofia.mypodcast.com/2008/12/Deus_e_o_Diabo_disputam_a_educao_brasileira-166933.html&quot;&gt;Escute Podcast Filosofia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Finalmente Deus e o Diabo chegaram ao Terceiro Mundo. Demorou, mas vieram. Durante a década de 90 eles se mantiveram nos Estados Unidos. E eu estava intrigado: por que só lá? E os outros mortais, não poderiam usufruir da polêmica dos séculos passados sobre se devemos ou não colocar o “criacionismo” nas escolas? Afinal, estamos no século XXI, e é natural que se lemos tanta coisa dos séculos passados e imaginamos ser algo atual, não custava nada também ressuscitar isso. Afinal, o homem comum não ressuscita Lázaros, só pode fazer isso com velhas polêmicas.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Todo tipo de religião entra na escola. Umas entram mais, uma vez que são as religiões das elites ou de grupos emergentes. Éramos católicos todos, até pouco tempo, mesmo que fôssemos aos terreiros de Umbanda. Hoje nós continuamos indo a terreiros, claro, pois são mais interessantes. Todavia, uma boa parte de nós virou evangélico. Nunca houve uma escola laica no sentido radical do termo no Brasil. Estudei em escola pública a vida toda (e por isso me formei bem, pois a escola pública não era o que os governos – inclusive o do PT e do PSDB – a transformaram), e não foram poucos os dias que rezamos em sala de aula, segundo um bom ritual católico. Os “crentes”? Ah, eram apenas dois ou três “ignorantes” – era assim que nós pensávamos, os da religião oficial. E foi assim. Em parte, é assim. E se “os crentes” se tornarem a elite, não vai mudar, talvez até piore.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Escola é lugar de religião. Você a chuta para fora, pela porta. Sabe o que ela faz? Ela volta pela janela. Você fecha a janela. Sabe o que ocorre? As pessoas falam: ficou muito escuro aqui dentro agora, é necessário luz. E vem a luz: a da ciência, a da filosofia e, é claro, um cara sempre grita lá no fundo: “e a luz de Jesus?” E vem Jesus. É assim que funciona um lugar de jovens e crianças. Os adultos não conseguem imaginar um processo educacional sem religião. Eles até podem ser ateus. Mas eles não possuem nenhum projeto verdadeiramente laico para educar os filhos. Podem até dizer para os filhos que Deus não existe. Mas como acreditam no Diabo, acabam mostrando aos filhos que, ao menos na escola, seria legal conviver com Deus. E lá vem a religião. E vem com tudo, sempre. Vem padre que gosta de criança e vem o Cacá para virar pastor. Religião é uma fonte de renda imensa.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Bem, do ponto de vista de um filósofo como eu, que não sou professor de filosofia, sou uma pessoa que vive como filósofo, não há como não estar com um pé no iluminismo. Todavia, antes do Iluminismo, tivemos o Renascimento e o início das idéias liberais. Aprendemos com Locke e outros a idéia de “tolerância religiosa”. Eu penso que fui além. Aprendi com William James a idéia de que a religião, a ciência e a filosofia são espaços diferentes. &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer aqui que a religião trabalha com metáforas e a ciência trabalha com o literal e a filosofia reflete sobre as duas. Isso seria uma opinião, não uma posição filosófica. Uma posição filosófica precisa ser mais qualificada. Talvez fosse interessante começar a pensar que todas as três trabalham com metáforas, todas elas são grandes ficções. São narrativas de convívio, nada mais. O inteligente é saber que elas indicam lugares de convívio. Elas criam espaços de convívio. Elas inauguram praças e clareiras em florestas. Todas as três possuem algo horrível. Ou seja, em todas elas o Diabo se aloja. Ele se chama dogmatismo. Sim, o Diabo tem vários nomes. Mas no âmbito da cultura, ele se chama dogmatismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Então, quando Deus dá uma cochilada (e Deus faz isso de propósito), o Diabo reaparece. Ele vem com aquele papo dele, de Diabo. Finge de tolerante, de liberal e ... pimba, solta lá o seu verbo dogmático. Ele inventa guerras. Quando Deus acorda do seu sono fingido, começa a soltar raios ... ah, desculpa, é Zeus que solta raios. Bem, Deus acorda nervoso (assim fica melhor). E ele diz: “puxa vida gente, eu imaginei que só Bin Laden estivesse nessa de ficar brigando por religião ainda”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Mas nós não ouvimos Deus. Caso ouvíssemos, seríamos santos. Mas que sem graça! Então, nos engalfinhamos em polêmicas absurdas. Começamos a querer resolver como que a escola deve ensinar a origem do mundo. Uns falam que as teorias evolucionistas (que, aliás, não deveriam se resumir só a Darwin, caso quiséssemos ser honestos) deveriam ter o monopólio do ensino sobre a criação da vida. Sim, o evolucionismo tem boa história para contar – eu admito. Outros falam que se os evolucionistas contam sua história, os criacionistas deveriam poder contar também (bom, se quiséssemos mesmo ser honestos, deveríamos então abrir espaço para as religiões afro!). Ora, mas qual a razão de não podermos contar todas essas histórias para as crianças? Qual a razão de contarmos uma história do “Lobo Mau e os Três Porquinhos” e não podermos contar uma história da “Branca de Neve e Sete Anões”? Não há nenhum argumento capaz de convencer uma pessoa mais ou menos sadia mentalmente de que uma história de certo tipo irá tornar a criança melhor e outra mais ou menos do mesmo tipo não irá. As histórias antes formam que deformam. A TV também. Essas histórias têm menos poder sobre as crianças que queremos fazer crer. Crianças são antes guiadas por exemplos de pais e parentes que por histórias escolares.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Agora, a questão é o tipo de hora de se contar uma história. Nossa grade curricular ainda é vertical. E caso Deus continue a viver, sem que o Diabo o mate na hora que ele cochilar, a nossa escola continuará tendo uma grade vertical e os que apostam na transversalidade serão queimados no fogo dos infernos – ou qualquer outro fogo. Pode ser apenas num fogo de bar, numa bebedeira, se quiserem. Bem, com eu dizia, nossa grade curricular é vertical, então, temos de colocar as coisas em “disciplinas”, “matérias”. Ora, não vejo nenhum problema em manter as várias teorias da evolução nas aulas de ciências – pois a questão da evolução, hoje, não é uma questão como era no tempo de Darwin, ou seja, uma teoria não laboratorial, passa pela engenharia genética etc. – e manter as aulas de religião vigentes, com todas as religiões tendo seu espaço. Ou seja, poderíamos até melhorar o quadro: que tal a transformação da aula de religião em “história das religiões”? História da religião para valer, com bons professores e, inclusive, com debates com intelectuais de Sinagogas, Muçulmanos etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Com isso, todo mundo poderá fornecer sua narrativa. Ah! Sim, sei sei. Os religiosos irão dizer: “ah! mas então nós vamos contar a história, que admite versões, e a ciência vai contar a verdade? Assim não vale”. Ora, mas se o religioso pensa assim, que o evolucionismo, só porque está na aula de “ciências”, deve ser tomado como verdade e o criacionismo, por estar na aula de religião, deve ser tomado como uma “parábola”, um “mito” ou uma “versão”, ele próprio, religioso, está conferindo à ciência um poder que ele, se fosse um religioso culto, não daria. A aula de ciências também lida com versões – por isso seria mais justo e honesto que pudéssemos falar em neolamarckismo nas aulas de ciências tanto quanto falamos de darwinismo.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Todavia, podemos ser mais honestos ainda. Podemos ser justos. Então, recuperaríamos os transversalistas. Tiraríamos esse pessoal da quarentena e fundaríamos com eles espaços intermediários na grade curricular. Nesses espaços, poderíamos discutir, por exemplo, as inúmeras formulações filosófico-religiosas que acoplam teorias evolucionistas e religião. Na Igreja Católica, por exemplo, existe uma série de versões do projeto criacionista em que o projeto evolucionista é absorvido e respeitado, integrado mesmo. Afinal, a Igreja Católica nunca foi obscurantista. Ao menos não na cúpula! Ela sempre tentou lidar com o novo – ainda que, nas bases, ela tenha usado da força. Ora, mas quem não usou, não é? Será que outras igrejas também possuem esse tipo de sofisticação? Creio que algumas sim, afinal, as igrejas não católicas já estão aí na praça faz tempo, e algumas delas nasceram de projetos nitidamente intelectuais.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Bem, as coisas poderiam ser assim. Poderíamos acomodar Deus e o Diabo dessa maneira. Mas, para tal, precisaríamos ter uma escola funcionando. E no Brasil a escola pública está acabada, e a escola particular, em grande medida, está fingindo que faz algo. Só alguns grandes colégios usam livros e pagam bem professores. O grosso da escola particular ensina mal e paga mal. Sobrevivem porque a classe média não quer voltar para a não-escola, que é o que virou a escola pública. Então, em um país onde não há escola, não adianta querer acomodar Deus e o Diabo, pois ambos pressupõem a escola para viver. Eles logo logo descobrirão que não temos escolas e voltarão para América. Até eles querem viver o sonho americano.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo (religião? Ah, sim, acredito nos deuses greco-romanos, é claro, e como bom italiano, vendo uma macarronada me torno devoto de Baco imediatamente).&lt;/div&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/escute-podcast-filosofia-finalmente.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/SUOmjJeiy4I/AAAAAAAACGY/I1kRJrjkVPU/s72-c/carol_castro_pp.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2483220523836752344</guid><pubDate>Wed, 10 Dec 2008 01:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T23:08:02.750-02:00</atom:updated><title>Filósofo diz tudo a governador</title><description>&lt;embed allowscriptaccess=&quot;never&quot; wmode=&quot;transparent&quot; src=&quot;http://www.dailymotion.com/swf/k1Jm8F2DSocSjPS4un&amp;colors=background:FAF516;glow:E86B02;&amp;related=0&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;323&quot; allowFullScreen=&quot;true&quot; allowScriptAccess=&quot;always&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://vodpod.com&quot;&gt;posted with vodpod&lt;/a&gt;&lt;img style=&quot;visibility:hidden;width:0px;height:0px;&quot; border=0 width=0 height=0 src=&quot;http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.11NXC/bHQ9MTIyODg3MTIyOTg*MyZwdD*xMjI4ODcxMjczMjk2JnA9MjcxNzkxJmQ9Jm49YmxvZ2dlciZnPTEmdD*=.gif&quot; /&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/filsofo-diz-tudo-governador.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-5340331317983757511</guid><pubDate>Tue, 09 Dec 2008 05:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-09T03:20:46.333-02:00</atom:updated><title>A verdade para o governador</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k26xO3XaNvolc4S4un&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7o7nf_a-verdade-para-o-governador_school&#39;&gt;A verdade para o governador&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo diz tudo que você, professor, gostaria de dizer ao governador e à secretária de educação de São Paulo.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/verdade-para-o-governador.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-2488431163621567491</guid><pubDate>Thu, 04 Dec 2008 03:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-04T01:11:26.775-02:00</atom:updated><title>O Conhecimento 3</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/kTXfCmDh8RPjtURBD9&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7lu1z_o-conhecimento-3_school&#39;&gt;O Conhecimento 3&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Curso do CEFA &quot;O Conhecimento&quot;. Programa 3. 	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/12/o-conhecimento-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-3634004452746126873</guid><pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-26T21:33:58.462-02:00</atom:updated><title>Filosofia e Cotidiano na TV</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k7x1BgmXvUjWwiR69I&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7j8p6_filosofia-e-cotidiano-na-tv_lifestyle&#39;&gt;Filosofia e Cotidiano na TV&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli mostra a concepção de filosofia da &quot;desbanalização&quot; aplicada ao cotidiano em interassante programa de TV do Rio de Janeiro. 	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/filosofia-e-cotidiano-na-tv.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8058207231555065435</guid><pubDate>Mon, 24 Nov 2008 14:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-24T12:10:17.975-02:00</atom:updated><title>O olhar da filósofa</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k6Hf45MYnaXrVaQUqq&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7i9wm_o-olhar-da-filosofa_creation&#39;&gt;O olhar da filósofa&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo comenta o afresco de Rafael &quot;A Escola de Atenas&quot; para lembrar Hipathia.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/o-olhar-da-filsofa.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8169732617145678847</guid><pubDate>Fri, 21 Nov 2008 21:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-21T19:38:48.376-02:00</atom:updated><title>Alegoria da Caverna de Platão</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k1ccJdyUSQLLvvQHSh&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7h8oh_alegoria-da-caverna-de-platao_school&#39;&gt;Alegoria da Caverna de Platão&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr mostra que até mesmo a filosofia, dependendo do modo que é transmitida, pode se tornar banal. Então, a desbanalização do banal deve se voltar para a filosofia. Isso é explicado a partir do comentário de um vídeo sobre a Alegoria da Cavernas, de Platão.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/alegoria-da-caverna-de-plato.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8293288778994977668</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-14T01:24:38.851-02:00</atom:updated><title>Violência nas escolas</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k575QdG90IUzyKQ9oU&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people&#39;&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas_6100.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-4936877371706470206</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-14T01:24:38.727-02:00</atom:updated><title>Violência nas escolas</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/kpuwnwb8sTBDluQ9oU&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people&#39;&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8668852829685163142</guid><pubDate>Fri, 14 Nov 2008 03:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-14T01:24:36.347-02:00</atom:updated><title>Violência nas escolas</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/kb8tIKtU9M0ggYQ9oU&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7eefg_violencia-nas-escolas_people&#39;&gt;Violência nas escolas&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo explica a violência na adolescência e a violência escolar na falta de política educacional. Cenas e declarações incríveis.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/violncia-nas-escolas.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6585582906664701673</guid><pubDate>Thu, 13 Nov 2008 09:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-13T07:06:15.920-02:00</atom:updated><title>Maurício Tragtenberg, ensinando a protestar</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k6zn6TN93B7hg3Q5GE&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7e3ew_mauricio-tragtenberg-ensinando-a-pr_school&#39;&gt;Maurício Tragtenberg, ensinando a protestar&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. fala do cientista social e educador libertário Tragtenberg, falecido em 17 de novembro de 1998.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/maurcio-tragtenberg-ensinando-protestar.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1797684589612669264</guid><pubDate>Wed, 12 Nov 2008 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-12T21:06:08.161-02:00</atom:updated><title>Ministro Derrapa</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k2er8nrdXI2fu2Q2tm&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7dtvo_ministro-derrapa_school&#39;&gt;Ministro Derrapa&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filosofia explica mais um fracasso do MEC	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/ministro-derrapa.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-1361439741057692292</guid><pubDate>Wed, 12 Nov 2008 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-12T07:19:51.064-02:00</atom:updated><title>Habermas critica Rawls</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k4Nn1Mo1oJ8rH8Q1aA&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7dq0k_habermas-critica-rawls_school&#39;&gt;Habermas critica Rawls&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	O filósofo explica o essencial da novidade da crítica de Habermas a Rawls.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/habermas-critica-rawls.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-8233854044862262590</guid><pubDate>Sat, 08 Nov 2008 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-08T21:36:34.988-02:00</atom:updated><title>Jesus dos filósofos</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; height=&#39;256&#39; width=&#39;320&#39; type=&#39;application/x-shockwave-flash&#39; src=&#39;http://www.dailymotion.com/swf/k7EQNYw46P5LqqPLqZ&#39;/&gt;	&lt;p&gt;	&lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/video/x7cfcd_jesus-dos-filosofos_school&#39;&gt;Jesus dos filósofos&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;	Vídeo enviado por &lt;a href=&#39;http://www.dailymotion.com/pgjr23&#39;&gt;pgjr23&lt;/a&gt;	&lt;/p&gt;	&lt;p&gt;	Filósofo Paulo Ghiraldelli explica cristianismo e o papel de Jesus a partir de uma perspectiva filosófica.	&lt;/p&gt;</description><link>http://corujadafilosofia.blogspot.com/2008/11/jesus-dos-filsofos.html</link><author>noreply@blogger.com (Paulo Ghiraldelli)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6837384105703305595.post-6983045193869744606</guid><pubDate>Sat, 08 Nov 2008 01:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-07T23:43:48.355-02:00</atom:updated><title>Estudantes Conversam com Filósofo</title><description>&lt;embed allowfullscreen=&#39;true&#39; 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