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	<title>Cota Jurídica</title>
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	<description>Informação jurídica direto ao ponto</description>
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	<title>Cota Jurídica</title>
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		<title>Inteligência Artificial e Justiça 4.0: Avanços, Riscos e Desafios no Judiciário Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:26:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[Um processo judiciário mais rápido, acessível e eficiente é o que promete o programa Justiça 4.0, implementado no Brasil desde 2020. Na prática, em vez de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>A revolução digital nos tribunais: como equilibrar a eficiência da automação com a segurança e a governança</h2>
<h3><b>Carlos Oyola</b></h3>
<p>Um processo judiciário mais rápido, acessível e eficiente é o que promete o programa Justiça 4.0, implementado no Brasil desde 2020. Na prática, em vez de depender apenas de procedimentos tradicionais e físicos, o sistema passa a incorporar ferramentas como inteligência artificial, automação e análise de dados para organizar processos, apoiar decisões e reduzir burocracias. A ideia central é simples: usar tecnologia para melhorar a prestação jurisdicional, sem afastar o papel essencial dos juízes e servidores na tomada de decisões.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" data-attachment-id="31573" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/inteligencia-artificial-e-justica-4-0/just/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/just.png?fit=632%2C400&amp;ssl=1" data-orig-size="632,400" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="just" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/just.png?fit=632%2C400&amp;ssl=1" class="aligncenter size-full wp-image-31573" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/just.png?resize=632%2C400&#038;ssl=1" alt="Um processo judiciário mais rápido, acessível e eficiente é o que promete o programa Justiça 4.0, implementado no Brasil desde 2020. Na prática, em vez de..." width="632" height="400" title="Inteligência Artificial e Justiça 4.0: Avanços, Riscos e Desafios no Judiciário Brasileiro 1" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/just.png?w=632&amp;ssl=1 632w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/just.png?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 632px) 100vw, 632px" /></p>
<p>Dados recentes do <a href="https://www.cnj.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">Conselho Nacional de Justiça</a> mostram que 45,8% dos tribunais e conselhos já utilizam ferramentas de inteligência artificial, principalmente em tarefas relacionadas a texto, como geração, melhoria e sumarização de conteúdos, além de verificação ortográfica. Entre os órgãos que ainda não adotaram essa tecnologia, 81,3% manifestam intenção de implementação. Esses dados indicam que a IA deixou de ser experimental e passou a integrar, de forma estruturada, a rotina do Judiciário, incluindo tribunais superiores e cortes estaduais.</p>
<p>As aplicações mais comuns envolvendo inteligência artificial incluem triagem e classificação de processos, identificação de precedentes, automação de tarefas repetitivas e apoio à análise de grandes volumes de dados. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, também ampliou o uso de ferramentas digitais e projetos de inovação voltados à gestão processual. Em paralelo, a Justiça Federal destacou a necessidade de atenção aos riscos associados ao uso dessas tecnologias no ambiente judicial.</p>
<p>Esse avanço, porém, trouxe um novo tipo de problema: a possibilidade de manipulação de sistemas de inteligência artificial por meio de instruções inseridas de forma oculta em documentos, conhecidas como “prompts ocultos”. Nota técnica recente da Justiça Federal alertou que esse tipo de interferência pode distorcer o funcionamento de ferramentas automatizadas, afetando a integridade de análises e recomendações produzidas por sistemas de IA no contexto processual. O achado evidencia uma vulnerabilidade relevante em um ambiente que passa a depender cada vez mais de automação.</p>
<p>Diante desse cenário, surgem soluções que combinam tecnologia e governança institucional. Entre elas, destacam-se o fortalecimento de auditorias em sistemas de inteligência artificial, a manutenção obrigatória da supervisão humana em decisões sensíveis, o desenvolvimento de protocolos de segurança cibernética e o uso de tecnologias complementares, como blockchain, para garantir rastreabilidade e integridade de registros. A criação de normas claras de uso também se torna essencial para evitar abusos e garantir previsibilidade jurídica.</p>
<p>Apesar dos desafios, os impactos positivos da Justiça 4.0 são significativos. A digitalização reduz o tempo de tramitação dos processos, melhora a gestão de grandes volumes de ações e amplia o acesso da população aos serviços judiciais. Para empresas, há ganhos em previsibilidade e redução de custos operacionais. Para a sociedade, o resultado tende a ser um sistema mais acessível, transparente e responsivo às demandas contemporâneas.</p>
<p>O cenário aponta, portanto, para uma transformação irreversível. A integração entre inteligência artificial e blockchain tende a consolidar um novo modelo de Justiça no Brasil, mais digital e orientado por dados. O desafio central não é apenas tecnológico, mas institucional: garantir que a inovação avance com segurança, responsabilidade e preservação dos princípios fundamentais do sistema jurídico.</p>
<figure id="attachment_31411" aria-describedby="caption-attachment-31411" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" data-attachment-id="31411" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/dados-contra-a-incerteza-como-a-jurimetria-reduz-riscos/carlos-oyola-600-x-901-px/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Carlos-Oyola-600-x-901-px.png?fit=600%2C901&amp;ssl=1" data-orig-size="600,901" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Carlos Oyola (600 x 901 px)" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;&lt;b&gt;Carlos Oyola, Diretor Comercial da e-Xyon&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
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		<title>Pós-Graduação voltada ao direito previdenciário internacional e mobilidade global aponta nicho de atuação emergente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:12:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Previdenciário]]></category>
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					<description><![CDATA[Direito Previdenciário Internacional - A internacionalização das carreiras jurídicas e o avanço dos fluxos migratórios têm ampliado a procura por serviços jurídicos transnacionais. Dados do...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Iniciativa com dupla certificação acompanha o crescimento das demandas transnacionais e a busca por especialistas</strong></h2>
<p>A <a href="https://cotajuridica.com.br/transnacionalidade-vida-dever-planejamento/?relatedposts_hit=1&amp;relatedposts_origin=31565&amp;relatedposts_position=0" target="_blank" rel="noopener">internacionalização das carreiras jurídicas</a> e o avanço dos fluxos migratórios têm ampliado a procura por serviços jurídicos transnacionais. Dados do Thomson Reuters Institute (2024–2025) indicam que esse mercado segue em expansão, impulsionado pela crescente complexidade regulatória em múltiplas jurisdições. Nesse contexto, ainda se observa uma lacuna na formação de profissionais preparados para atuar em contextos internacionais.</p>
<p>É nesse cenário que se insere a Pós-Graduação em Direito Previdenciário Internacional e Mobilidade Global, uma iniciativa inédita voltada à formação de profissionais para atuação em ambientes jurídicos multijurisdicionais.</p>
<p>Com aulas em português e foco no público luso-brasileiro, incluindo participantes da América do Sul e Norte, Europa e África, o curso atende a busca por formação técnica específica na interseção entre previdência, migração e mobilidade internacional.</p>
<p>Coordenada pela advogada e acadêmica internacional Rita Silva, a pós-graduação surge a partir das necessidades observadas na área. “Embora existam diversas formações em Direito Previdenciário nacional, há pouquíssimos cursos que abordam de forma aprofundada os acordos internacionais, a mobilidade entre países e a atuação estratégica em questões transnacionais”, afirma.</p>
<p>A formação tem como pilares três grandes motivações profissionais, que são a empregabilidade global, a qualificação acadêmica superior e a construção de redes internacionais. O programa propõe uma especialização estratégica para profissionais que visam construir autoridade em uma área técnica, em expansão e com forte projeção internacional.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" decoding="async" data-attachment-id="31568" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/pos-graduacao-direito-previdenciario-internacional/direito-previdenciario/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Direito-previdenciario.png?fit=605%2C753&amp;ssl=1" data-orig-size="605,753" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="Direito previdenciário" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Direito-previdenciario.png?fit=605%2C753&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31568 size-full" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Direito-previdenciario.png?resize=605%2C753&#038;ssl=1" alt="Direito Previdenciário Internacional - A internacionalização das carreiras jurídicas e o avanço dos fluxos migratórios têm ampliado a procura por serviços jurídicos transnacionais. Dados do..." width="605" height="753" title="Pós-Graduação voltada ao direito previdenciário internacional e mobilidade global aponta nicho de atuação emergente 3" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Direito-previdenciario.png?w=605&amp;ssl=1 605w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Direito-previdenciario.png?resize=241%2C300&amp;ssl=1 241w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /></p>
<h3><strong>Dupla certificação internacional e imersão europeia</strong></h3>
<p>Um dos principais diferenciais do curso é a dupla certificação internacional, que amplia significativamente a inserção do aluno no mercado global. Os participantes receberão certificação europeia pela Universidade Portucalense, em Portugal, e certificação internacional americana por meio da University Seal nos Estados Unidos. Além disso, há certificação pelo PrevConnection &#8211; Instituto de Direito Previdenciário Internacional.</p>
<p>A programação do curso contará com a International Week Europe, uma experiência imersiva opcional em Portugal, com atividades acadêmicas e institucionais, incluindo visitas à Universidade de Coimbra e ao Tribunal da Relação do Porto, além de oficinas práticas com docentes europeus.</p>
<h3><strong>Formação prática para uma atuação sem fronteiras</strong></h3>
<p>A carga horária de aproximadamente 360 horas terá formato majoritariamente online e ao vivo, estruturada para atender profissionais que atuam ou desejam atuar com foco diferenciado. Estão previstos módulos sobre acordos e tratados internacionais, sistemas previdenciários comparados, mobilidade global, planejamento migratório e prática da advocacia previdenciária internacional.</p>
<p>Entre as habilidades desenvolvidas, destacam-se a capacidade de atender brasileiros no exterior, estrangeiros no Brasil e famílias transnacionais, além do planejamento estratégico da mobilidade global, integrando previdência, tributação, residência fiscal e compliance documental.</p>
<p>Segundo Rita Silva, a proposta articula teoria e prática, com preparação a uma carreira com visão especializada sobre questões atuais. “Este projeto representa a construção de uma nova geração de profissionais inseridos em uma advocacia sem fronteiras, conectada às transformações globais do século XXI”, ressalta.</p>
<h3><strong>Inscrições para primeira turma até fim de julho</strong></h3>
<p>As matrículas estão abertas para a turma inaugural, com vagas limitadas. A previsão é que o período promocional se encerre até o final de julho, conforme o preenchimento das vagas.</p>
<p>A iniciativa alia a formação prática e multidisciplinar e se posiciona como uma resposta qualificada às exigências contemporâneas da atuação global.</p>
<p><strong>Mais informações em: <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://prevconnection.com/posgraduacao/#top" target="_blank" rel="noopener">https://prevconnection.com/posgraduacao/#top</a></span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sobre Rita de Cássia da Silva</strong></h3>
<p>Graduada na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, a advogada internacionalista é pós-graduada em Advocacia Empresarial Trabalhista – Previdenciária e Previdência Privada e em Seguro Social na Universidade de Lisboa. É Mestranda em Direito Tributário Internacional e especialista em Direito dos Expatriados, Imigrantes e Estrangeiros, com expertise em Acordos e Tratados Internacionais e Direito de Família Internacional. Também é especialista em Direito Internacional Privado, Direito Previdenciário Internacional, Direito do Trabalho com foco em Expatriação, Direito dos Aeronautas com enfoque nas aposentadorias especiais e da área de saúde. É palestrante e Consultora Jurídica em Legislação Brasileira nos Estados Unidos. É CEO do Internazionale que já conta com 120 advogados em 12 países, fundadora da Comunidade PrevConnection &#8211; a 1ª Comunidade de Direito Previdenciário Internacional que já conta com 80 advogados e Mentora de carreiras para advogados. É Coautora do Livro Empreendedoras da Lei Europa com o artigo Brasileiros Imigrantes.</p>
<p><strong>Mais informações: <a title="https://ritasilvaadvogados.com" href="https://ritasilvaadvogados.com" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff0000;">https://ritasilvaadvogados.com</span></a></strong></p>
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		<title>O que pode ser patenteável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clara Toledo Corrêa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Marcas e Patentes]]></category>
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					<description><![CDATA[A Propriedade Intelectual - da qual a Propriedade Industrial é um dos principais ramos - constitui um ativo de extrema importância para os negócios e está...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="font-weight: 400;"><strong><em>As estratégias jurídicas que enchem o</em></strong><strong><em>s carrinhos de supermercado</em></strong></h2>
<h3 style="font-weight: 400;"><a href="https://cotajuridica.com.br/author/clara-toledo-correa/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Clara Toledo Corrêa</em></strong></a></h3>
<p style="font-weight: 400;">A Propriedade Intelectual &#8211; da qual a Propriedade Industrial é um dos principais ramos &#8211; constitui um ativo de extrema importância para os negócios e está presente na vida cotidiana das pessoas, embora muitas vezes elas nem imaginem. Ela aparece nos produtos colocados no carrinho de supermercado, no nome da escolinha de esportes dos filhos, na música ouvida no carro, nos aplicativos utilizados diariamente e até na forma de uma garrafa reconhecida à distância.</p>
<p style="font-weight: 400;">Mas nem tudo nesse universo é <strong><em>patenteável</em></strong>. Dependendo do que se pretende proteger, podem estar envolvidos patentes, marcas, desenhos industriais, direitos autorais, segredos de negócio, indicações geográficas e normas de repressão à concorrência desleal.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31559" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/o-que-pode-ser-patenteavel/carrinho-de-mercado/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?fit=1890%2C945&amp;ssl=1" data-orig-size="1890,945" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;}" data-image-title="carrinho de mercado" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?fit=1020%2C510&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31559" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?resize=800%2C400&#038;ssl=1" alt="A Propriedade Intelectual - da qual a Propriedade Industrial é um dos principais ramos - constitui um ativo de extrema importância para os negócios e está..." width="800" height="400" title="O que pode ser patenteável 4" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?w=1890&amp;ssl=1 1890w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?resize=1024%2C512&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?resize=768%2C384&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/07/carrinho-de-mercado.png?resize=1536%2C768&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;"><strong>Assim, quando alguém afirma que uma empresa “patenteou uma receita”, é preciso cautela. Uma receita culinária, por si só, dificilmente se transforma em monopólio jurídico, pois costuma ser considerada parte do conhecimento comum, ainda que tenha aquele “tempero secreto”. O que pode ser patenteado, desde que cumpra os três requisitos legais &#8211; <em>novidade, atividade inventiva e aplicação industrial</em> &#8211; é uma solução técnica, o que pode incluir uma nova composição alimentícia, um processo de fabricação inovador, uma técnica de conservação ou uma tecnologia capaz de alterar a textura, a estabilidade ou a vida útil do produto, mas não a receita em si. Nesse caso, a empresa deverá descrever detalhadamente a invenção no pedido de patente em troca de uma exclusividade temporária de exploração.</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Muitas companhias, porém, escolhem outro caminho: o segredo de negócio. Como a fórmula da Coca-Cola. Receitas, proporções, temperaturas, processos de fermentação, aromas e métodos internos podem ser mantidos em sigilo, desde que existam medidas efetivas de proteção, como controle de acesso restrito, senhas e a assinatura de contratos de confidencialidade por funcionários e parceiros. Diferentemente da patente, o segredo não possui prazo de validade, mas sua proteção desaparece se a informação se tornar pública ou for legitimamente descoberta por um concorrente, por meio da engenharia reversa.</p>
<p style="font-weight: 400;">Assim, nas prateleiras dos mercados podemos encontrar diversas formas de estratégias jurídicas de proteção. O nome do produto, o logotipo e outros sinais visuais, pertencem ao campo das marcas. Já a configuração ornamental de uma garrafa, de uma embalagem ou da apresentação de um produto pode ser protegida por registro de<strong> </strong>desenho industrial, que protege a aparência e o design, sem se preocupar com a função técnica ou até mesmo uma marca tridimensional. Menciono o caso da garrafa da Coca-Cola e do tablete de chocolate Toblerone.</p>
<p style="font-weight: 400;">Há ainda o conjunto-imagem, conhecido como <em>trade dress</em>: a combinação de cores, formatos, rótulos e elementos visuais que faz o consumidor reconhecer imediatamente um produto ou mesmo uma loja. No Brasil, não temos uma legislação específica sobre o tema, mas a imitação desse conjunto é combatida com base nas regras de repressão à concorrência desleal.</p>
<p style="font-weight: 400;">Finalmente, queijos, cafés, vinhos e doces podem sugerir<strong> </strong>indicações geográficas, sendo ela a Indicação de Procedência ou a Denominação de Origem, que atrelam a reputação ou determinadas qualidades do produto ao seu território de origem a uma “identidade coletiva”, como respectivamente “Café Mineiro,” ou “Queijo da Canastra” e os vinhos do “Vale dos Vinhedos”.</p>
<p style="font-weight: 400;">Assim, as estratégias jurídicas que enchem o carrinho de supermercado não se baseiam apenas em “patentes”. Elas envolvem uma combinação sofisticada de proteção da tecnologia (patentes), de conhecimento confidencial (segredos), de identidade visual (marcas, desenhos industriais e <em>trade dress</em>), da reputação e da origem (indicações geográficas), agregando um valor de extrema importância para cada empreendedor e indústria por de trás desses ativos intelectuais, bem como fomenta a economia de um país e contribui para a sociedade.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/09GeNx0H92k?si=84y5X0uXxzUs_9b3" width="900" height="506" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<figure id="attachment_22883" aria-describedby="caption-attachment-22883" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="22883" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/validade-da-patente/clara-correa-toledo/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Clara-correa-toledo.png?fit=524%2C493&amp;ssl=1" data-orig-size="524,493" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Clara correa toledo" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Clara Toledo Corrêa é especialista em Propriedade Intelectual e Industrial, advogada da Toledo Corrêa Marcas e Patentes e vice-presidente de Propriedade Intelectual da AN Startups Brasil-Associação Nacional de Startups. clara@toledocorrea.com.br &amp;#8211; Imagem: Roncon &amp;#038; Graça Comunicação&lt;/p&gt;
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		<title>Links patrocinados e o uso de marcas: o que diz a jurisprudência atual?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 23:17:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas e Patentes]]></category>
		<category><![CDATA[Concorrência Desleal]]></category>
		<category><![CDATA[Direito digital]]></category>
		<category><![CDATA[Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[Links Patrocinados]]></category>
		<category><![CDATA[Marcas]]></category>
		<category><![CDATA[Propriedade intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[STJ]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda as recentes decisões do STJ e TJSP sobre o uso de marcas em links patrocinados. Saiba a diferença entre correspondência exata e ampla na configuração de concorrência desleal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong><em>Por Marianna Furtado de Mendonça</em></strong></h3>
<p>Ao examinar a responsabilidade civil no mercado de <strong>links patrocinados</strong>, o <a href="https://cotajuridica.com.br/clausula-de-nao-concorrencia-sem-limitacao-temporal-e-invalida-decide-stj/" target="_blank" rel="noopener">Superior Tribunal de Justiça</a> (STJ) consolidou um entendimento fundamental: a análise da concorrência desleal no ambiente digital vai além do conteúdo dos sites. Ela deve considerar, principalmente, como os provedores de busca comercializam seus serviços publicitários.</p>
<h3><strong>O posicionamento do STJ sobre responsabilidade e danos</strong></h3>
<p>No julgamento do <strong>REsp nº 2.096.417/SP</strong>, a Corte indicou que o dever de indenizar surge quando a dinâmica dos resultados patrocinados gera confusão no consumidor ou promove a concorrência parasitária. Com isso, o foco jurídico desloca-se para o modelo de exploração econômica das plataformas e seus impactos no mercado.</p>
<p>Atualmente, as decisões das cortes brasileiras levam em conta o formato de contratação das palavras-chave. Acórdãos recentes destacam que é crucial identificar se o anunciante optou pela <strong>correspondência exata</strong> ou pela <strong>correspondência ampla</strong>.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31518" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/links-patrocinados-e-o-uso-de-marcas/dinamica-de-pesquisa/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Dinâmica de Pesquisa" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31518" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Entenda as recentes decisões do STJ e TJSP sobre o uso de marcas em links patrocinados. Saiba a diferença entre correspondência exata e ampla na configuração de concorrência desleal." width="800" height="447" title="Links patrocinados e o uso de marcas: o que diz a jurisprudência atual? 6" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Dinamica-de-Pesquisa.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h3><strong>Correspondência exata vs. ampla: o impacto na concorrência desleal</strong></h3>
<p>Para entender a legalidade da estratégia de marketing, é preciso diferenciar os métodos de ativação dos anúncios:</p>
<ul>
<li><strong>Correspondência Exata:</strong> O anúncio só aparece quando o termo pesquisado coincide literal ou semanticamente com a palavra-chave escolhida. Há uma ação direta do anunciante sobre o termo.</li>
<li><strong>Correspondência Ampla:</strong> O anúncio é exibido em uma pluralidade de situações, incluindo sinônimos, erros ortográficos, antônimos e temas relacionados.</li>
</ul>
<p>O entendimento jurisprudencial recente aponta que, na <strong>modalidade de correspondência ampla</strong>, geralmente não há concorrência desleal. Isso ocorre porque o anunciante não escolhe ativamente o vocábulo da marca alheia; o resultado é fruto de algoritmos da plataforma, inexistindo nexo de causalidade direto entre a conduta do contratante e o resultado da busca.</p>
<h3><strong>Marcas de baixa distintividade e termos genéricos</strong></h3>
<p>A análise jurídica torna-se ainda mais criteriosa quando a palavra-chave envolve marcas de &#8220;baixa distintividade&#8221; ou termos descritivos do setor econômico. Nestes cenários, a jurisprudência tem sido restritiva.</p>
<p>A 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do TJSP, ao julgar o caso da marca <strong>“Decoradornet”</strong> (Ap. nº 1081401-97.2020.8.26.0100), entendeu que se tratava de um termo evocativo da atividade. Como a contratação foi via correspondência ampla, afastou-se a tese de apropriação direta de marca e de concorrência desleal.</p>
<p>De forma semelhante, no caso envolvendo a marca <strong>“GIRONET”</strong> (Ap. nº 1004346-50.2023.8.26.0590), o tribunal reforçou que o uso de termos isolados e genéricos que compõem uma marca não configura uso parasitário, especialmente quando a exibição do anúncio decorre de associações algorítmicas automáticas.</p>
<h3><strong>O Enunciado XVII do TJSP e a interpretação das &#8220;Marcas Fracas&#8221;</strong></h3>
<p>O <strong>Enunciado XVII</strong> do Grupo de Câmaras Reservadas de Direito Empresarial do TJSP estabelece que:</p>
<p>“caracteriza ato de concorrência desleal, a utilização de elemento nominativo de marca registrada alheia, nome empresarial ou título do estabelecimento, dotado de suficiente distintividade e no mesmo ramo de atividade, como vocábulo de busca à divulgação de anúncios contratados junto a provedores de pesquisa na internet. “</p>
<p>Contudo, essa regra ganha nuances quando se trata de uma <strong>marca fraca</strong>. O titular de uma marca composta por termos necessários ao nicho de mercado não pode impedir que terceiros utilizem essas palavras para identificação de seus próprios serviços.</p>
<h3><strong>Conclusão: a importância da análise técnica</strong></h3>
<p>A melhor interpretação jurídica para a palavra &#8220;utilização&#8221; no Enunciado XVII sugere que a ilicitude ocorre na &#8220;compra&#8221; deliberada do elemento nominativo da marca alheia em sua integralidade.</p>
<p>Dessa forma, os tribunais têm decidido que, se o elemento da marca é constituído por palavras de uso comum ou evocativas do mercado, não há prática de concorrência desleal nem dever de indenizar, independentemente da modalidade de correspondência (exata ou ampla) utilizada no serviço de links patrocinados.</p>
<figure id="attachment_31517" aria-describedby="caption-attachment-31517" style="width: 562px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31517" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/links-patrocinados-e-o-uso-de-marcas/marianna-furtado-de-mendonca/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Marianna-Furtado-de-Mendonca.png?fit=562%2C732&amp;ssl=1" data-orig-size="562,732" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Marianna Furtado de Mendonça" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Marianna Furtado de Mendonça&lt;/p&gt;
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<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 18:58:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Migratório]]></category>
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					<description><![CDATA[Cidadania Portuguesa - A nova Lei da Nacionalidade foi promulgada na noite deste domingo (3) em Portugal, encerrando um processo legislativo marcado por questionamentos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: left;" align="center"><strong>Lei promulgada neste domingo (3) endurece regras, muda forma de contagem do tempo e levanta dúvidas sobre processos em andamento</strong></h2>
<p>A nova Lei da <a href="https://cotajuridica.com.br/nacionalidade-portuguesa-simplificada-para-netos-de-portugueses/" target="_blank" rel="noopener">Nacionalidade</a> foi promulgada na noite deste domingo (3) em Portugal, encerrando um processo legislativo marcado por questionamentos constitucionais e abrindo uma fase considerada ainda mais sensível: a da aplicação prática das novas regras.</p>
<p>A decisão foi formalizada pelo presidente António José Seguro, após a revisão do texto anterior, que havia sido parcialmente considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional, no Acórdão n.º 1133/2025. A nova versão busca corrigir esses pontos, mas já provoca reações no meio jurídico e entre estrangeiros que vivem ou pretendem viver no país.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31496" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/portugal-eleva-para-7-anos-prazo-cidadania/cidadania-portuguesa/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?fit=1089%2C625&amp;ssl=1" data-orig-size="1089,625" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="cidadania portuguesa" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?fit=1020%2C586&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31496" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?resize=800%2C459&#038;ssl=1" alt="Cidadania Portuguesa - A nova Lei da Nacionalidade foi promulgada na noite deste domingo (3) em Portugal, encerrando um processo legislativo marcado por questionamentos..." width="800" height="459" title="Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros 8" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?w=1089&amp;ssl=1 1089w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?resize=300%2C172&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?resize=1024%2C588&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cidadania-portuguesa.png?resize=768%2C441&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h3><strong>Prazo maior e nova forma de contagem</strong></h3>
<p>A principal mudança afeta diretamente quem pretende obter a cidadania portuguesa por tempo de residência. O prazo mínimo exigido passou de 5 para 7 anos para brasileiros.</p>
<p>Na prática, isso significa que quem planejava solicitar a nacionalidade após cinco anos legais no país terá que aguardar pelo menos mais dois anos.</p>
<p>Além disso, a nova lei estabelece que a contagem do prazo só começa a partir da emissão da autorização de residência — ou seja, o período de espera por regularização migratória deixa de ser considerado. Na prática, isso pode ampliar ainda mais o tempo total até a cidadania.</p>
<p>Para estrangeiros de outras nacionalidades, o prazo pode chegar a 10 anos.</p>
<p>O advogado <strong>Wilson Bicalho</strong>, <strong>licenciado em Portugal e professor de pós-graduação de direito migratório</strong>, explica que a mudança altera o planejamento de quem pretende se naturalizar.</p>
<p><em>“O aumento do prazo muda completamente a estratégia de quem pretende obter a nacionalidade. Não é apenas esperar mais tempo, mas manter toda a regularidade migratória por um período mais longo, o que exige mais organização e segurança jurídica ao longo do processo.”</em></p>
<h3><strong>Impacto direto para brasileiros</strong></h3>
<p>As mudanças atingem diretamente brasileiros, que hoje formam a maior comunidade estrangeira em Portugal. Segundo dados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e do Eurostat — órgão de estatísticas da União Europeia —, o país já reúne mais de 500 mil brasileiros residentes.</p>
<p>Além disso, há um volume expressivo de pedidos de nacionalidade em andamento, muitos deles aguardando análise há anos.</p>
<p>Para quem pretende iniciar o processo, o cenário agora é de exigências maiores e tempo de espera mais longo.</p>
<p><em>“O que se observa é um aumento da exigência e do tempo de permanência necessário. Isso impacta diretamente brasileiros que enxergam Portugal como porta de entrada para a Europa”,</em> avalia <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<h3><strong>Nascidos em Portugal: o que muda para filhos de imigrantes</strong></h3>
<p>A nova lei mantém a possibilidade de acesso à nacionalidade para crianças nascidas em Portugal, filhas de estrangeiros, mas reforça critérios ligados à situação dos pais.</p>
<p>Para filhos de imigrantes nascidos em Portugal, o acesso à nacionalidade continua condicionado à situação legal dos pais. Pela regra tradicional, era exigido que um dos progenitores comprovasse residência no país por pelo menos cinco anos. Agora, as mudanças indicam um endurecimento desse critério, com maior exigência de vínculo formal: passa a ser considerada a necessidade de residência legal por período mínimo, com referência a pelo menos três anos no momento do nascimento.</p>
<p>Na prática, isso significa que não basta mais a presença no país — é necessário que o vínculo migratório esteja regularizado.</p>
<p>O presidente português destacou, ao promulgar a lei, a necessidade de preservar a proteção e a integração dessas crianças, especialmente no acesso a direitos fundamentais como saúde e educação.</p>
<p>Para famílias brasileiras, esse ponto segue sendo estratégico.</p>
<p><em>“A forma como Portugal trata crianças nascidas no país, filhas de imigrantes, tem impacto direto na estabilidade das famílias. Não é apenas uma questão jurídica, mas social e de integração”,</em> afirma <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<h3><strong>Processos em andamento são o principal ponto de atenção</strong></h3>
<p>Se para novos pedidos a regra é mais clara, para quem já está no sistema a preocupação é outra: qual legislação será aplicada.</p>
<p>O próprio presidente português destacou que os processos em andamento não devem ser afetados pelas novas regras — ponto considerado central para a segurança jurídica.</p>
<p><em>“Se houver qualquer mudança na forma de análise desses processos, o impacto será imediato. Há brasileiros aguardando há anos. Alterar a regra no meio do caminho compromete a confiança no sistema — por isso, respeitar a legislação vigente à época do pedido é essencial para garantir segurança jurídica”,</em> afirma <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<h3><strong>Lei mais rígida e cenário ainda em definição</strong></h3>
<p>Além do aumento de prazos, a nova legislação traz critérios mais rigorosos para a concessão da nacionalidade e alterações no Código Penal, incluindo a previsão de perda de nacionalidade como pena acessória — medida que ainda depende de decisão final do Tribunal Constitucional.</p>
<p>Mesmo com a promulgação, o próprio presidente fez ressalvas públicas sobre a falta de consenso político em torno de uma lei considerada estruturante, destacando o risco de sucessivas mudanças comprometerem a estabilidade normativa.</p>
<p><em>“Quando há alterações frequentes em uma lei dessa natureza, o impacto vai além do jurídico. Isso afeta diretamente a confiança de estrangeiros que planejam construir vida no país”,</em> afirma <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<h3><strong>Proteção a menores e impacto familiar</strong></h3>
<p>Apesar do endurecimento das regras, o texto mantém a preocupação com a proteção de crianças nascidas em Portugal, filhas de imigrantes, garantindo acesso a direitos fundamentais como saúde e educação.</p>
<p>Para famílias brasileiras, esse ponto segue sendo relevante no planejamento de longo prazo.</p>
<p><em>“A nacionalidade não pode ser tratada apenas como um ato administrativo. Ela está diretamente ligada à integração social e ao futuro das famílias que vivem no país”,</em> pontua <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<h3><strong>Morosidade pode ampliar ainda mais o tempo</strong></h3>
<p>Outro fator que pode potencializar os efeitos da nova lei é a lentidão na análise dos pedidos, já apontada como um dos principais gargalos do sistema.</p>
<p><em>“Mesmo antes das mudanças, muitos processos já levavam anos. Com regras mais exigentes e nova forma de contagem, existe o risco de esse prazo aumentar ainda mais na prática”,</em> ressalta <strong>Wilson Bicalho</strong>.</p>
<p>A nova lei já está em vigor, mas seus efeitos reais devem ser sentidos nos próximos meses — especialmente por brasileiros que dependem dessas regras para definir permanência, cidadania e projetos de vida na Europa.</p>
<figure id="attachment_31502" aria-describedby="caption-attachment-31502" style="width: 700px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31502" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/portugal-eleva-para-7-anos-prazo-cidadania/wilson-bicalho-3/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?fit=813%2C765&amp;ssl=1" data-orig-size="813,765" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Wilson Bicalho" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Wilson Bicalho, &lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?fit=813%2C765&amp;ssl=1" class="wp-image-31502" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?resize=700%2C659&#038;ssl=1" alt="Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros 4" width="700" height="659" title="Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros 9" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?w=813&amp;ssl=1 813w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?resize=300%2C282&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Wilson-Bicalho.jpg?resize=768%2C723&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><figcaption id="caption-attachment-31502" class="wp-caption-text"><strong>Wilson Bicalho, Advogado e CEO da Bicalho Consultoria Legal em Portugal</strong></figcaption></figure>
<h3><strong>Quem é Wilson Bicalho:</strong></h3>
<p>&#8211; Advogado e CEO da Bicalho Consultoria Legal em Portugal, Licenciado no Brasil e Portugal;</p>
<p>&#8211; Sócio na Bicalho Consultoria Legal em Portugal;</p>
<p>&#8211; Professor de Pós-Graduação em Direito Migratório;</p>
<p>&#8211; Pós-graduado em Lisboa pela Autónoma Academy de Lisboa;</p>
<p>&#8211; Sócio fundador das empresas portuguesas B2L Born to Link e RBA International;</p>
<p>&#8211; CEO da NextBorder.ai.</p>
<p><strong> <img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31494" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/portugal-eleva-para-7-anos-prazo-cidadania/eua/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?fit=974%2C252&amp;ssl=1" data-orig-size="974,252" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="eua" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?fit=974%2C252&amp;ssl=1" class="wp-image-31494 alignnone" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?resize=286%2C74&#038;ssl=1" alt="Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros 5" width="286" height="74" title="Portugal eleva de 5 para 7 anos prazo para cidadania e afeta brasileiros 10" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?w=974&amp;ssl=1 974w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?resize=300%2C78&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/05/eua.png?resize=768%2C199&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px" /></strong></p>
<h3><strong>Sobre a Bicalho Consultoria:</strong></h3>
<p>A Bicalho Consultoria Legal é uma empresa com ampla experiência em processos migratórios para os Estados Unidos e Portugal, com escritórios no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos. Oferece soluções para empresas e empreendedores e profissionais liberais, que englobam assessoria jurídica, consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista, e planejamento patrimonial, auxiliando a internacionalizar negócios e carreiras. Conta com um corpo experiente e multidisciplinar de profissionais.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h3><strong>Saiba Mais: </strong></h3>
<p><strong>Site:</strong> <a href="https://bicalho.com" target="_blank" rel="dofollow noopener">bicalho.com</a></p>
<p><strong>Instagram:</strong> <a href="https://www.instagram.com/bicalhoconsultoria/" target="_blank" rel="dofollow noopener">instagram.com/bicalhoconsultoria</a> &#8211; <a href="https://www.instagram.com/bicalhoconsultoria/" target="_blank" rel="dofollow noopener">@biccalhoconsultoria</a></p>
<p><strong>YouTube:</strong> <a href="https://www.youtube.com/@BicalhoConsultoriaLegal" target="_blank" rel="dofollow noopener">Youtube.com/@BicalhoConsultoriaLegal</a> &#8211; <a href="https://www.youtube.com/@BicalhoConsultoriaLegal" target="_blank" rel="noopener">@BicalhoConsultoriaLegal</a></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Facebook:</strong> <a href="http://facebook.com/bicalhoconsultorialegal" target="_blank" rel="dofollow noopener">facebook.com/bicalhoconsultorialegal</a></p>
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		<title>Quem responde quando a IA erra? Desafios e Responsabilidade Jurídica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 05:50:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[Descubra quem é o responsável jurídico quando a IA erra. Analisamos o impacto da inteligência artificial nas empresas e a importância da governança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>O debate que as empresas ainda não estão prontas para enfrentar</strong></h2>
<h3><strong>Por Edson Hideki, sócio-fundador da Revio</strong></h3>
<p data-path-to-node="7">O <a href="https://cotajuridica.com.br/inteligencia-artificial-cresce-no-brasil-e-se-destaca-no-mercado-juridico/" target="_blank" rel="dofollow noopener">avanço da inteligência artificial (IA)</a> dentro das empresas brasileiras deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade operacional. De atendimento ao cliente a decisões financeiras e jurídicas, sistemas automatizados já influenciam, direta ou indiretamente, as escolhas estratégicas. O problema é que, enquanto a adoção acelera, uma pergunta essencial ainda segue sem resposta clara: <b data-path-to-node="7" data-index-in-node="395">quem responde quando a IA erra?</b></p>
<h2 data-path-to-node="8">O Impacto da Inteligência Artificial no Setor Jurídico e Corporativo</h2>
<p data-path-to-node="9">A discussão ganhou novo fôlego após um caso nos Estados Unidos envolvendo o Gemini, ferramenta desenvolvida pela Google. A empresa foi acionada judicialmente após a família de um usuário alegar que interações com o chatbot teriam incentivado comportamentos extremos, levantando questionamentos sobre segurança e responsabilidade no uso da tecnologia.</p>
<p data-path-to-node="10">Na prática, empresas já utilizam a IA para recomendar decisões, priorizar demandas, sugerir acordos e até interpretar dados complexos, o que já faz parte da rotina dos departamentos jurídicos. Segundo estudo da <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="211">KPMG</b> intitulado <i data-path-to-node="10" data-index-in-node="227">“Dos dados ao conhecimento”</i>, realizado em 2024 com 1.390 executivos de oito setores, 51% dos líderes já observam impacto significativo da IA na área jurídica, sendo que 33% apontam alto impacto e 18% relatam mudanças transformadoras.</p>
<h2><strong><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31487" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/quem-responde-quando-ia-erra-responsabilidade/governanca-e-responsabilidade-em-ia/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Governança e Responsabilidade em IA" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31487" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Governança e Responsabilidade em IA. Quem responde pelo erro?" width="800" height="447" title="Quem responde quando a IA erra? Desafios e Responsabilidade Jurídica 11" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Governanca-e-Responsabilidade-em-IA.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></strong></h2>
<h3 data-path-to-node="11"><strong>A Transição da IA Experimental para a Operacional</strong></h3>
<p data-path-to-node="12">A tecnologia já ultrapassou a fase experimental e passou a influenciar operações e decisões dentro das empresas. Ainda que o discurso oficial mantenha o ser humano como decisor final, a realidade é que, em muitos casos, a influência da tecnologia é determinante.</p>
<p data-path-to-node="13">E isso muda completamente a lógica de responsabilidade. Afinal, quando uma decisão tem por base uma recomendação gerada por IA, o erro está no algoritmo, na empresa que o implementou ou no profissional que o validou?</p>
<h2 data-path-to-node="14"><strong>Responsabilidade Civil e o Uso da IA como Ferramenta</strong></h2>
<p data-path-to-node="15">A resposta, ao menos por enquanto, tende a recair sobre as organizações. Do ponto de vista jurídico e reputacional, dificilmente será aceitável transferir a responsabilidade para a tecnologia. A inteligência artificial não é sujeito de direito, é ferramenta. E, como qualquer ferramenta, sua utilização implica responsabilidade de quem a adota.</p>
<p data-path-to-node="16">No Brasil, discussões em torno do <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233" target="_blank" rel="dofollow noopener"><b data-path-to-node="16" data-index-in-node="34">Marco Legal da Inteligência Artificial</b></a> ainda avançam em ritmo mais lento do que a adoção da tecnologia pelo mercado. Isso abre espaço para um fenômeno já observado em outros contextos: decisões judiciais passando a estabelecer, na prática, os limites de uso antes mesmo da existência de regras claras.</p>
<h3 data-path-to-node="17"><strong>O Perigo da &#8220;Falsa Segurança&#8221; nos Modelos Generativos</strong></h3>
<p data-path-to-node="18">Outro ponto crítico ainda pouco discutido é o risco da chamada “falsa segurança”. Sistemas de IA, especialmente os baseados em modelos generativos, têm a capacidade de produzir respostas altamente convincentes, mesmo quando incorretas. Esse tipo de erro não apenas passa despercebido com mais facilidade, como também tende a ser incorporado ao processo decisório com um nível de confiança que nem sempre é justificado.</p>
<h2 data-path-to-node="19"><strong>Governança de IA: A Base para Decisões Seguras</strong></h2>
<p data-path-to-node="20">É nesse contexto que a governança de IA assume um papel central. Não como um protocolo técnico isolado, mas como a base que sustenta decisões seguras dentro das empresas. Isso passa por:</p>
<ul data-path-to-node="21">
<li>
<p data-path-to-node="21,0,0">Auditoria de sistemas;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="21,1,0">Definição clara de responsabilidades;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="21,2,0">Monitoramento contínuo;</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="21,3,0">Critérios objetivos para uso da tecnologia em áreas sensíveis.</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="22">Sem essa estrutura, o uso da inteligência artificial tende a ampliar riscos em vez de reduzi-los. Decisões passam a ser tomadas com base em informações imprecisas, sem que haja clareza sobre a origem do erro ou sobre quem deveria tê-lo evitado. A maturidade no uso de IA também impacta diretamente a gestão de risco e a reputação das empresas.</p>
<h3 data-path-to-node="23"><strong>Vantagem Estratégica e Gestão de Risco</strong></h3>
<p data-path-to-node="24">Organizações que tratam a tecnologia apenas como uma ferramenta de eficiência operacional correm o risco de negligenciar seu efeito sobre processos críticos. Já aquelas que incorporam governança desde o início conseguem equilibrar inovação com segurança.</p>
<p data-path-to-node="25">À medida que a inteligência artificial ganha espaço, cresce também a necessidade de revisão dos fluxos internos. <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="113">Quem valida? Em que momento? Com base em quais critérios?</b> Sem respostas claras para essas perguntas, a tecnologia deixa de ser um apoio e passa a ser um ponto cego dentro da operação.</p>
<p data-path-to-node="26">Do ponto de vista estratégico, empresas mais preparadas tendem a sair na frente. Não apenas por utilizarem inteligência artificial, mas por fazerem isso com controle, transparência e responsabilidade. A discussão sobre responsabilidade em IA já faz parte da rotina das empresas, ainda que de forma pouco estruturada. E, como em outros momentos de transformação tecnológica, quem se antecipa tem vantagem.</p>
<blockquote data-path-to-node="27">
<p data-path-to-node="27,0">&#8220;Mais do que perguntar se a IA pode errar, organizações deveriam estar se perguntando se estão preparadas para lidar com as consequências quando isso acontecer. Porque a discussão já não é mais sobre a possibilidade de falha, é sobre quem estará disposto a assumir o erro.&#8221;</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_30948" aria-describedby="caption-attachment-30948" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="30948" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/ia-ganha-espaco-no-compliance-fiscal/edson-hideki/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?fit=1600%2C1200&amp;ssl=1" data-orig-size="1600,1200" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Edson Hideki" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Edson Hideki, sócio-fundador da Revio&lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?fit=1020%2C765&amp;ssl=1" class="wp-image-30948" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?resize=600%2C450&#038;ssl=1" alt="Quem responde quando a IA erra? Desafios e Responsabilidade Jurídica 6" width="600" height="450" title="Quem responde quando a IA erra? Desafios e Responsabilidade Jurídica 12" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Edson-Hideki.jpeg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30948" class="wp-caption-text"><strong>Edson Hideki, sócio-fundador da Revio</strong></figcaption></figure>
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		<title>Violência Digital Contra a Mulher: Os Avanços e Desafios Um Ano Após as Novas Leis</title>
		<link>https://cotajuridica.com.br/violencia-digital-contra-mulher-leis-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Penal]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 24 de abril de 2025, o Brasil deu um passo decisivo no combate à violência de gênero com a entrada em vigor de duas normas fundamentais...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="7">Em 24 de abril de 2025, o Brasil deu um passo decisivo no combate à <a href="https://cotajuridica.com.br/o-direito-das-mulheres-nao-tem-data/" target="_blank" rel="dofollow noopener">violência de gênero</a> com a entrada em vigor de duas normas fundamentais: a <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15125-24-abril-2025-797344-publicacaooriginal-175181-pl.html" target="_blank" rel="dofollow noopener"><b data-path-to-node="7" data-index-in-node="142">Lei nº 15.125/2025</b></a> e a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/Lei/L15123.htm" target="_blank" rel="dofollow noopener"><b data-path-to-node="7" data-index-in-node="165">Lei nº 15.123/2025</b></a>.</p>
<p data-path-to-node="8">A primeira instituiu a monitoração eletrônica obrigatória para agressores sob medida protetiva. Já a segunda estabeleceu um agravante de pena para casos de violência psicológica que utilizam tecnologia ou <a href="https://cotajuridica.com.br/inteligencia-artificial-direito/" target="_blank" rel="dofollow noopener"><b data-path-to-node="8" data-index-in-node="205">Inteligência Artificial (IA)</b></a>.</p>
<p data-path-to-node="9">Passado um ano, os reflexos dessas legislações já transformam a prática jurídica e o cotidiano dos tribunais.</p>
<h2 data-path-to-node="10"><strong>O Reconhecimento da Violência Digital como Dano Real</strong></h2>
<p data-path-to-node="11">O maior avanço dessas leis foi consolidar o entendimento de que a violência no ambiente digital não é uma ofensa menor. Trata-se de uma agressão real, com impactos psicológicos, sociais e patrimoniais tão graves quanto os de uma agressão física.</p>
<p data-path-to-node="12">Antes dessas normas, o Judiciário enfrentava uma &#8220;zona cinzenta&#8221;. Vítimas de ataques virtuais precisavam recorrer a tipos penais genéricos, como injúria ou difamação, que não traduziam a gravidade do crime. Com a nova moldura legal, o Direito Penal brasileiro passou a reconhecer que a tecnologia, quando usada como ferramenta de opressão, exige uma resposta específica e punições previsíveis.</p>
<p data-path-to-node="12"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31476" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/violencia-digital-contra-mulher-leis-2025/violencia-contra-mulher-03/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Violência Contra Mulher 03" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31476" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Fotografia em close do rosto de uma mulher angustiada à noite, iluminado pela luz de um smartphone que exibe muitas notificações, simbolizando o assédio e a perseguição digital. Violência Digital Contra a Mulher" width="800" height="447" title="Violência Digital Contra a Mulher: Os Avanços e Desafios Um Ano Após as Novas Leis 13" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-03.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h2 data-path-to-node="13"><strong>As 4 Formas Mais Comuns de Violência com Uso de IA</strong></h2>
<p data-path-to-node="14">Atualmente, o cotidiano dos escritórios criminalistas e do Judiciário revela que a tecnologia tem sido instrumentalizada de formas cada vez mais sofisticadas. Podemos elencar quatro frentes principais de ataques:</p>
<h3 data-path-to-node="15"><strong>1. Deepfakes de Natureza Íntima</strong></h3>
<p data-path-to-node="16">A produção e divulgação de imagens íntimas fabricadas por IA — os <b data-path-to-node="16" data-index-in-node="66">deepfakes pornográficos</b> — representam o caso mais frequente. O alvo costuma ser ex-companheiras, colegas de trabalho e, em situações alarmantes, adolescentes.</p>
<h3 data-path-to-node="17"><strong>2. Manipulação de Voz (IA Generativa)</strong></h3>
<p data-path-to-node="18">O uso de áudios falsos criados artificialmente para simular a voz da vítima. Essa técnica é comumente aplicada em contextos de extorsão, chantagem emocional ou manipulação de relacionamentos.</p>
<h3 data-path-to-node="19"><strong>3. Perseguição Digital Automatizada</strong></h3>
<p data-path-to-node="20">O uso de <i data-path-to-node="20" data-index-in-node="9">bots</i> e ferramentas de rastreamento para monitorar de forma ininterrupta a vida de ex-companheiras, configurando um cerco digital asfixiante.</p>
<h3 data-path-to-node="21"><strong>4. Assédio Coordenado por Perfis Sintéticos</strong></h3>
<p data-path-to-node="22">A criação de uma &#8220;multidão virtual&#8221; de perfis falsos gerados por IA para atacar uma única vítima. Isso amplifica o sofrimento psicológico, gerando a sensação de um linchamento público orquestrado por uma só pessoa.</p>
<p data-path-to-node="22"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31475" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/violencia-digital-contra-mulher-leis-2025/violencia-contra-mulher-04/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Violência Contra Mulher 04" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31475" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Imagem abstrata com efeitos de glitch digital e códigos de IA sobrepostos a uma forma feminina distorcida, representando a manipulação tecnológica e o deepfake contra mulheres. Violência Digital Contra a Mulher" width="800" height="447" title="Violência Digital Contra a Mulher: Os Avanços e Desafios Um Ano Após as Novas Leis 14" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-04.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h2 data-path-to-node="24"><strong>Os Limites da Lei e a Velocidade da Tecnologia</strong></h2>
<p data-path-to-node="25">Embora o progresso legislativo seja notável, a velocidade da inovação tecnológica ainda supera o ritmo do Direito. Por ser reativo, o sistema jurídico brasileiro ainda enfrenta gargalos críticos:</p>
<ul data-path-to-node="26">
<li>
<p data-path-to-node="26,0,0"><b data-path-to-node="26,0,0" data-index-in-node="0">Responsabilização de Plataformas:</b> Falta de clareza nos critérios para a remoção imediata de conteúdos ilícitos.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="26,1,0"><b data-path-to-node="26,1,0" data-index-in-node="0">Jurisdição Internacional:</b> Muitos crimes são cometidos através de servidores estrangeiros e agentes anônimos, dificultando a persecução penal.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="26,2,0"><b data-path-to-node="26,2,0" data-index-in-node="0">Cadeia de Custódia Digital:</b> A necessidade de protocolos forenses específicos para validar provas geradas por IA, algo que o sistema de justiça ainda busca dominar plenamente.</p>
</li>
</ul>
<h2 data-path-to-node="27"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31477" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/violencia-digital-contra-mulher-leis-2025/violencia-contra-mulher-02/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Violência Contra Mulher 02" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31477" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Ilustração conceitual de uma mulher sendo envolvida por uma teia de dados digitais, códigos de inteligência artificial e símbolos de assédio online, representando a violência digital. Violência Digital Contra a Mulher" width="800" height="447" title="Violência Digital Contra a Mulher: Os Avanços e Desafios Um Ano Após as Novas Leis 15" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Violencia-Contra-Mulher-02.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></h2>
<h2 data-path-to-node="27"><strong>O Futuro do Enfrentamento à Violência de Gênero</strong></h2>
<p data-path-to-node="28">Um ano após a implementação das leis, fica evidente a necessidade de aprimoramentos em três eixos: <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="99">procedimental</b> (criação de varas especializadas), <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="148">probatório</b> (critérios técnicos para provas de IA) e <b data-path-to-node="28" data-index-in-node="200">sancionatório</b> (penas proporcionais ao alcance massivo do meio digital).</p>
<p data-path-to-node="29">A tendência é que a legislação brasileira evolua para um modelo integrado, tratando a <a href="https://www.cnj.jus.br/julgamento-com-perspectiva-de-genero-demonstra-o-amadurecimento-do-judiciario-avalia-conselheira/" target="_blank" rel="dofollow noopener">violência digital contra a mulher</a> como uma modalidade autônoma de crime, com dinâmica e punições próprias.</p>
<h3 data-path-to-node="31"><strong>Sobre o Autor</strong></h3>
<figure id="attachment_31342" aria-describedby="caption-attachment-31342" style="width: 896px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31342" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/empresas-quando-problema-tributario-vira-crime/carlos-alberto-arges-junior/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Carlos-Alberto-Arges-Junior.jpeg?fit=896%2C1193&amp;ssl=1" data-orig-size="896,1193" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Carlos Alberto Arges Júnior" data-image-description="&lt;p&gt;Carlos Alberto Arges Júnior é advogado criminalista com mais de 30 anos de atuação em Direito Penal Empresarial e Tributário em Minas Gerais. Sócio-diretor do escritório Arges &amp;#038; Arges Advogados Associados, fundado há mais de 60 anos em Belo Horizonte e reconhecido pelo ranking Análise Advocacia 2023 e referência nacional no setor jurídico.&lt;/p&gt;
" data-image-caption="&lt;p&gt;Carlos Alberto Arges Júnior é advogado criminalista com mais de 20 anos de atuação em Direito Penal Empresarial e Tributário em Minas Gerais. Sócio-diretor do escritório Arges &amp;#038; Arges Advogados Associados, fundado há mais de 60 anos em Belo Horizonte e reconhecido pelo ranking Análise Advocacia 2023&lt;/p&gt;
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<p><em><strong>*</strong> As imagens desta publicação foram geradas com Inteligência Artificial (IA).</em></p>
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		<title>Revenge Porn é crime: Entenda as consequências e como agir na Justiça</title>
		<link>https://cotajuridica.com.br/revenge-porn-e-crime-entenda-as-consequencias/</link>
					<comments>https://cotajuridica.com.br/revenge-porn-e-crime-entenda-as-consequencias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 16:09:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda o que é Revenge Porn, as penalidades do Artigo 218-C e como agir legalmente em casos de exposição íntima sem consentimento. Guia com foco em Direito Digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-path-to-node="6">A exposição íntima sem consentimento, popularmente conhecida como <a href="https://www.google.com/search?q=https://takeitdown.ncmec.org/pt/" target="_blank" rel="dofollow noopener"><b data-path-to-node="6" data-index-in-node="66">Revenge Porn</b></a> (Pornografia por Vingança), é um crime grave com punições severas no Brasil. O avanço das tecnologias de comunicação facilitou o compartilhamento de dados, mas a legislação brasileira também evoluiu para proteger a privacidade e a dignidade das vítimas.</p>
<h2 data-path-to-node="7"><strong>O que diz o Artigo 218-C do Código Penal?</strong></h2>
<p data-path-to-node="8">Enquadrado no <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13718.htm" target="_blank" rel="dofollow noopener">artigo 218-C do Código Penal Brasileiro</a>, o crime é caracterizado por:</p>
<blockquote data-path-to-node="9">
<p data-path-to-node="9,0">“Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio &#8211; inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática”.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="10">A pena prevista é de <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="21">reclusão de 1 a 5 anos</b>, caso a conduta não constitua um crime ainda mais grave.</p>
<p data-path-to-node="10"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31471" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/revenge-porn-e-crime-entenda-as-consequencias/revenge-porn/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?fit=1024%2C572&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,572" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Revenge Porn" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?fit=1020%2C570&amp;ssl=1" class="aligncenter wp-image-31471" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?resize=800%2C447&#038;ssl=1" alt="Entenda o que é Revenge Porn, as penalidades do Artigo 218-C e como agir legalmente em casos de exposição íntima sem consentimento. Guia com foco em Direito Digital." width="800" height="447" title="Revenge Porn é crime: Entenda as consequências e como agir na Justiça 17" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Revenge-Porn.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<h2 data-path-to-node="11"><strong>Os impactos psicológicos e sociais nas vítimas</strong></h2>
<p data-path-to-node="12">Dados recentes revelam um cenário alarmante: <b data-path-to-node="12" data-index-in-node="45">82,5% das vítimas são mulheres</b>, com idades entre 12 e 17 anos. Na maioria das vezes, o autor é um ex-companheiro que utiliza a exposição como forma de retaliação pelo fim do relacionamento.</p>
<p data-path-to-node="13">Segundo a advogada especialista em Direito Digital e Penal, <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="60">Carolina Vissechi</b>:</p>
<blockquote data-path-to-node="14">
<p data-path-to-node="14,0">“Os impactos ultrapassam o constrangimento momentâneo. Na prática, a vítima sofre abalo psicológico intenso, danos à imagem e reputação, prejuízos profissionais e isolamento social. Não são raros os casos envolvendo ansiedade, depressão e afastamento das atividades profissionais. Do ponto de vista jurídico, os impactos transcendem o mero aborrecimento e configuram dano moral in re ipsa, ou seja, um dano presumido, que decorre da própria gravidade do fato. A exposição da intimidade é uma violação tão severa aos direitos da personalidade (imagem, honra, privacidade) que o sofrimento e o abalo psicológico são consequências lógicas e inegáveis”.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="15"><strong>Como preservar provas em casos de exposição digital?</strong></h3>
<p data-path-to-node="16">A proteção jurídica começa com a coleta correta de evidências. Carolina Vissechi orienta os passos imediatos:</p>
<blockquote data-path-to-node="17">
<p data-path-to-node="17,0">“É essencial tirar print, e se possível, efetuar a preservação das provas digitais, pois o print pode ser considerado frágil em alguns casos. Por isso, o ideal é complementá-lo com mecanismos de preservação técnica da prova, que garantem a integridade das informações. Isso pode ser feito por meio de ata notarial, lavrada em cartório, que confere fé pública ao conteúdo digital ou plataformas especializadas como Verifact e E-not Provas, que registram metadados, autenticam o conteúdo e reduzem riscos de questionamento judicial”.</p>
</blockquote>
<h2 data-path-to-node="18"><strong>Responsabilidade das redes sociais e o Marco Civil da Internet</strong></h2>
<p data-path-to-node="19">O <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="2">Artigo 21 da Lei do Marco Civil da Internet</b> estabelece diretrizes claras para as plataformas e provedores de conteúdo. Diferente de outros conteúdos, o material de nudez íntima possui uma regra de remoção acelerada.</p>
<blockquote data-path-to-node="20">
<p data-path-to-node="20,0">“O Marco Civil da Internet estabelece diretrizes sobre a responsabilidade dos provedores. De forma geral, a remoção de conteúdo depende de ordem judicial. Contudo, em casos de divulgação não consentida de nudez ou conteúdo íntimo, a legislação prevê exceção: a retirada deve ocorrer mediante simples notificação da vítima, independentemente de decisão judicial. Além disso, a legislação permite a requisição judicial de dados cadastrais, registros de acesso e endereços IP, informações essenciais para identificação do autor e responsabilização nas esferas cível e criminal”.</p>
</blockquote>
<h2 data-path-to-node="21"><strong>Canais de denúncia e a ferramenta Take It Down</strong></h2>
<p data-path-to-node="22">A recomendação para as vítimas é agir com rapidez. Além das vias judiciais, existem mecanismos tecnológicos de proteção:</p>
<blockquote data-path-to-node="23">
<p data-path-to-node="23,0">“É recomendável que a vítima registre imediatamente o boletim de ocorrência. Por fim, especialmente em casos envolvendo exposição de imagens íntimas de menores de idade, existe uma ferramenta muito relevante: o Take It Down. O Take It Down é um site que permite que a própria vítima, ou seus responsáveis, solicitem a remoção de imagens íntimas compartilhadas sem consentimento. O diferencial é que a plataforma cria uma espécie de “impressão digital” (hash) do conteúdo no próprio dispositivo do usuário. Esse hash é compartilhado com diversas plataformas (como redes sociais e grandes sites), que passam a bloquear automaticamente a publicação ou reenvio daquele material”.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="24"><strong>Sobre o escritório Carolina Vissechi Advocacia</strong></h3>
<p data-path-to-node="25">Fundado pela advogada <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="22">Carolina Vissechi</b>, especialista em <b data-path-to-node="25" data-index-in-node="57">Direito Digital</b>, o escritório é referência em questões de Redes Sociais, Remoção de Conteúdo, Proteção de Dados e <a href="https://cotajuridica.com.br/crime-de-stalking-no-brasil/" target="_blank" rel="dofollow noopener">Crimes Cibernéticos</a>. Com foco em segurança digital, a equipe auxilia influenciadores, empresas e indivíduos a navegarem com proteção jurídica no ambiente online.</p>
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		<title>O preço ambiental do fracking no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 22:40:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[O fraturamento hidráulico (fracking) não é apenas uma técnica de extração de gás; é uma escolha política com impactos diretos sobre água, solo e produção...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><strong>Riscos Estratégicos e o Cenário Internacional: O Dilema do Fracking no Brasil</strong></h2>
<h3><strong><i>Por Lucas Kannoa</i></strong></h3>
<p>O fraturamento hidráulico (<i>fracking</i>) não é apenas uma técnica de extração de gás; é uma escolha política com impactos diretos sobre água, solo e produção agrícola. A técnica consiste na injeção de milhões de litros de água, areia e aditivos químicos sob alta pressão para fraturar rochas e liberar hidrocarbonetos, processo descrito em relatórios regulatórios norte-americanos e em avaliações ambientais europeias. Seu uso intensivo de água e a presença de compostos como benzeno e formaldeído, identificados em fluidos de fraturamento e águas residuárias, são apontados por estudos da EPA e de agências estaduais dos EUA como <a href="https://cotajuridica.com.br/as-fraturas-expostas-das-tragedias-anunciadas/" target="_blank" rel="dofollow noopener">fatores de risco potencial</a> à saúde e aos aquíferos.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31463" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/o-preco-ambiental-do-fracking-no-brasil/fracking/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?fit=799%2C446&amp;ssl=1" data-orig-size="799,446" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="fracking" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?fit=799%2C446&amp;ssl=1" class="aligncenter size-full wp-image-31463" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?resize=799%2C446&#038;ssl=1" alt="O fraturamento hidráulico (fracking) não é apenas uma técnica de extração de gás; é uma escolha política com impactos diretos sobre água, solo e produção..." width="799" height="446" title="O preço ambiental do fracking no Brasil 18" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/fracking.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /></p>
<p>No Brasil, o debate é ainda mais sensível porque envolve o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce do mundo, compartilhada com Argentina, Paraguai e Uruguai, e o risco de tiro no pé do Agronegócio. A literatura técnica demonstra que falhas de revestimento de poços, vazamentos e manejo inadequado de efluentes podem comprometer águas subterrâneas, solo e produção agrícola, preocupação que fundamentou decisões políticas em outros países.</p>
<p>A experiência internacional revela um padrão: diante da incerteza científica e dos riscos ambientais, governos optaram pela precaução. Em 2011, a França aprovou a Lei nº 2011-835, cujo art. 1º proíbe expressamente a exploração de hidrocarbonetos por fraturamento hidráulico, com base na Carta do Meio Ambiente e no princípio da prevenção; o Conselho Constitucional confirmou sua validade em 2013.</p>
<p>Em 2012, o estado de Vermont (EUA) promulgou o Act 152, proibindo a prática e o armazenamento de resíduos. Em 2014, o estado de Nova York formalizou a proibição após avaliação do Department of Environmental Conservation que apontou riscos significativos à saúde pública e à água. Em 2017, a Irlanda editou o <i>Petroleum and Other Minerals Development (Prohibition of Onshore Hydraulic Fracturing) Act 2017</i>, vedando o fracking em terra firme.</p>
<p>No mesmo ano, o Uruguai aprovou a Lei nº 19.585, estabelecendo moratória e criando comissão técnica para avaliar impactos. A província argentina de Entre Ríos, por meio da Lei nº 10.477/2017, também proibiu a técnica, destacando o prejuízo agrícola da produção e exportação de maçãs argentinas.</p>
<p>Os fundamentos invocados nessas normas convergem: proteção de recursos hídricos, saúde pública, incerteza científica e aplicação do princípio da precaução consagrado no direito ambiental internacional e internalizado em diversos ordenamentos.</p>
<p>No Brasil, o tema está submetido ao <a href="https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Inicio" target="_blank" rel="dofollow noopener">Superior Tribunal de Justiça</a> no IAC 21, que discute a possibilidade e as condições de exploração de fontes não convencionais por fraturamento hidráulico. A decisão terá repercussão nacional. Permitir a técnica sem salvaguardas robustas significa assumir riscos diretos sobre a base hídrica que sustenta o agronegócio, setor que depende de previsibilidade ambiental e de credibilidade internacional em padrões ESG para exportação.</p>
<p>Diante da experiência comparada e dos dados técnicos disponíveis, a pergunta não é energética, mas estratégica: faz sentido expor solos férteis e reservas hídricas a uma técnica de retorno produtivo declinante e alto passivo ambiental? A resposta, à luz das evidências e dos precedentes internacionais, recomenda prudência e, sobretudo, responsabilidade intergeracional.</p>
<figure id="attachment_31465" aria-describedby="caption-attachment-31465" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31465" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/o-preco-ambiental-do-fracking-no-brasil/lucas-kannoa/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Lucas-Kannoa.jpg?fit=800%2C736&amp;ssl=1" data-orig-size="800,736" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Lucas Kannoa" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Lucas Kannoa, advogado e professor especialista em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Estácio&lt;/p&gt;
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		<title>A inovação é estratégica!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gilberto Vieira de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:36:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Autoral]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao longo da minha atuação em Propriedade Intelectual e Industrial, não foram poucas as vezes em que ouvi que inovação não possui relação direta com patentes....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2 style="font-weight: 400;"><strong>Mas é a proteção da patente </strong><strong>que garante geração de valor</strong></h2>
<p style="font-weight: 400;"><strong> </strong></p>
<h3 style="font-weight: 400;"><strong><em>Clara Toledo Corrêa</em></strong></h3>
<p style="font-weight: 400;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Ao longo da minha atuação em Propriedade Intelectual e Industrial, não foram poucas as vezes em que ouvi que<a href="https://cotajuridica.com.br/lei-de-inovacao/" target="_blank" rel="dofollow noopener"> inovação</a> não possui relação direta com patentes. A afirmação possui um fundo de verdade, mas não deve ser simplificada, pois distorce a realidade.</p>
<p style="font-weight: 400;">Inovar vai além de proteger formalmente uma criação por meio de registro – disso já sabemos. Não obstante, ignorar o papel das patentes é temerário e despreza um dos principais instrumentos de valorização e apropriação dessas inovações.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31458" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/a-inovacao-e-estrategica/inovacao-estrategica/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?fit=799%2C446&amp;ssl=1" data-orig-size="799,446" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Inovação estratégica" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?fit=799%2C446&amp;ssl=1" class="aligncenter size-full wp-image-31458" src="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?resize=799%2C446&#038;ssl=1" alt="Ao longo da minha atuação em Propriedade Intelectual e Industrial, não foram poucas as vezes em que ouvi que inovação não possui relação direta com patentes...." width="799" height="446" title="A inovação é estratégica! 20" srcset="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?w=799&amp;ssl=1 799w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Inovacao-estrategica.png?resize=768%2C429&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px" /></p>
<p style="font-weight: 400;">No ambiente acadêmico, o tema se torna ainda mais sensível. Explico melhor. No Brasil, as universidades são as maiores responsáveis pela produção tecnológica e pelos depósitos de patentes por nacionais, em que pese o fato de não possuírem um viés econômico — e nem deveriam —, pois não é essa a missão central de uma instituição de ensino. Assim, grande parte do que é desenvolvido no meio acadêmico não é protegido por meio de registro de patente (desenho industrial, etc.), seja por ausência de cultura em Propriedade Intelectual, seja pela percepção de que determinadas criações não possuem relevância econômica.</p>
<p style="font-weight: 400;">A isso se soma a falta de orientação – não é incomum ouvirmos que nas universidades pouco se ensina sobre Propriedade Industrial. Deste modo, muitos pesquisadores desconhecem que uma publicação acadêmica pode inviabilizar uma patente, já que a divulgação prévia extingue o requisito da novidade exigido por lei para o registro de uma patente. Consequentemente, o resultado é a perda silenciosa de ativos com potencial econômico, que acabam caindo no chamado domínio público.</p>
<p style="font-weight: 400;">Portanto, questionar a relevância do número de depósitos de patentes como indicador de inovação exige cautela, como mencionado anteriormente. Embora não seja um critério absoluto, também não pode ser ignorado.</p>
<p style="font-weight: 400;">Países como Japão, China, Estados Unidos e Alemanha — líderes econômicos e tecnológicos — estão entre os maiores depositantes de patentes do mundo, o que não é por acaso. Tais nações alcançaram essas posições por meio de décadas de investimento em educação, políticas públicas voltadas à inovação, segurança jurídica e valorização do conhecimento, criando ambientes em que inovar e proteger caminham lado a lado.</p>
<p style="font-weight: 400;">Mas, também é necessário considerar como os fatores estruturais influenciam esse cenário. Em muitos desses países, há maior equilíbrio social, melhores condições de vida e maior estabilidade econômica. Ainda que o custo absoluto de registro possa ser elevado, ele tende a ser mais acessível quando comparado à renda média e às condições locais.</p>
<p style="font-weight: 400;">No Brasil, a realidade é distinta. Lidamos com desigualdade social, instabilidade econômica e dificuldades de acesso, que tornam o investimento em Propriedade Industrial um desafio. Ainda que existam mecanismos de incentivo, proteger uma inovação nem sempre é prioridade para quem enfrenta obstáculos mais urgentes.</p>
<p style="font-weight: 400;">Assim, embora as universidades liderem a produção científica e tecnológica nacional, é fundamental integrar pesquisa, orientação e estratégia de proteção não apenas nesse âmbito. Não se trata de mercantilizar a academia, mas de evitar que a ausência de visão estratégica comprometa o valor do que é produzido pelos nossos pesquisadores.</p>
<p style="font-weight: 400;">Alcançar o nível de países como Japão, China, Estados Unidos e Alemanha exige mais do que talento e potencial: demanda políticas públicas eficazes, redução de desigualdades e disseminação de conhecimento sobre Propriedade Intelectual. Inovar é de extrema importância, mas proteger é o que garante que a inovação gere valor, desenvolvimento e autonomia contribuindo para todo o País e não apenas os inventores.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><center><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/QbwsgNYZyX4?si=b_P9vBsYenzZKE41" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></center><span style="color: #ffffff;">..</span></p>
<figure id="attachment_31457" aria-describedby="caption-attachment-31457" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="31457" data-permalink="https://cotajuridica.com.br/a-inovacao-e-estrategica/1612_claratoledocorrea_credito_roncongracacom/#main" data-orig-file="https://i0.wp.com/cotajuridica.com.br/wp-content/uploads/2026/04/1612_ClaraToledoCorrea_Credito_RonconGracaCom.jpeg?fit=1600%2C1109&amp;ssl=1" data-orig-size="1600,1109" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="1612_ClaraToledoCorrea_Credito_RonconGracaCom" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Clara Toledo Corrêa é especialista em Propriedade Intelectual e Industrial, advogada da Toledo Corrêa Marcas e Patentes e vice-presidente de Propriedade Intelectual da AN Startups Brasil-Associação Nacional de Startups. clara@toledocorrea.com.br &amp;#8211; Crédito: Roncon &amp;#038; Graça Comunicações&lt;/p&gt;
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<h3><strong>Informações à imprensa</strong></h3>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Roncon &amp; Graça Comunicações</strong><br />
Cel (19) 9-9772-8828<br />
<strong><em>Jornalistas: Edécio Roncon / Vera Graça</em></strong><br />
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