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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-i26QadeGGXA/TyH_X1Z03HI/AAAAAAAAD3w/L09e8gI1F8Q/s1600/57195727.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-i26QadeGGXA/TyH_X1Z03HI/AAAAAAAAD3w/L09e8gI1F8Q/s200/57195727.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Numa época de contenções, vorazes apetites e mordazes recomendações para "troikar" de pátria, semblantes carregados pelo imaterial património do destino, trinam invisíveis guitarras num prenúncio de morte não desejada, verga o costado dos fortes, triste sina esta a de marinheiros de seco mar pétreo... No entanto, rompe-se a inexpugnabilidade de inviolável cerca, da putrefacção se faz inebriante aroma, volatilização do antes, o após antecedendo o agora, contrastes do finar feito vida. A realização da efemeridade quebra até pretensas sagacidades, fumo na ausência de fogo, paciência,&amp;nbsp;"que me botim na culpa&amp;nbsp;de num ser do scontra ou&amp;nbsp;q'ande d'a cabalo dó pa trás, que mai fai, daqui num alquino ou, agora que m'afize ó strafogueiro, à tchitcha tenrinha e ó scano"... Devaneios à parte, tem a vida composições destas, "bota-se-m'o curação pró pé das guelas e as manápulas dão-le bóze", quem sofre as agruras da penitência são as teclas, massacradas num compasso de "screbe e safa", sequência de "tchic-tchic-tchic, bolta pa tráze, tchega pra diante, tchamum-le o dilite ou o béque-speice, ou lá o que caralhitchas me dixo o home dus cumputadores". Mas começou a Feira da Caça e do Turismo 2012!!! E não há cheiro a terra que não me alivie as ânsias, que não amanse as angústias, que não aplaque a ira - mesmo que a ira não passe de uma conjunção de três letras para embelezar a prosa...&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4XAdzOMd1VA/TyIFPCHiDGI/AAAAAAAAD34/Nu_afwphTF0/s1600/HPIM5716.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-4XAdzOMd1VA/TyIFPCHiDGI/AAAAAAAAD34/Nu_afwphTF0/s200/HPIM5716.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Enfrenta-se a ameaça que paira da abóbada privada de estrelas, priva-se a descendência do conforto de quatro rodas, conforta-se a dita com a previsibilidade de um nocturno passeio sem a presença de abençoada chuva, ruma-se ao recinto da feira, sorridentes faces desvirginando o silêncio do "Prad'Cabaleiros", repetidas saudações à alva e imóvel Maria, intrépidos seres corruptores da calma da Praça Central, a das Eiras é quase ali, deslumbram-se os sentidos com luminosa fonte, comenta-se a fachada do hotel de passagem, ouvir-se-iam as moscas se tempo fosse delas, adiante, é já ali depois das recordações do escolar edifício que relembra a segregação dos sexos.&amp;nbsp;É o fascínio&amp;nbsp;de um regresso, anunciado há um par de anos, atravessa-se o recinto ornitológico, captam-se desconfiados olhares de rapina, apetece tocar, afagar as penas, acalmar os protestos&amp;nbsp;em forma de estridência. Arregala-se o olhar, segue o trio em procissão de deslumbramento, excitam-se salivares glândulas com o desfilar de sabores a terra, alheiras e outros enchidos em exposição, cheira a queijo, diz a descendência, mas cheira a miscelânea de terra e gente, sente-se a volúpia dos sentidos, apetece desencadear um descontrolado ataque às guloseimas. Por fim, saudações muitas, circunstanciais conversas, troca-se "ua mãozada" aqui, um "tchi" acolá,&amp;nbsp;soltam-se uns beijos "n'uas&amp;nbsp;botchetchas" ali, detêm-se as almas para&amp;nbsp;a degustação de uma ginginha,&amp;nbsp;"dá-s'um cibo à língua", revêm-se velhos conhecidos e amigos, demora um pouco mais&amp;nbsp;o intercâmbio quando surge o&amp;nbsp;"mou Binhó", soberba irmandade desprovida de genética, imobiliza-se o cortejo quando os xísticos glóbulos se amotinam pela presença dos longínquos acordes da voz das raízes, familiar e arrepiante choro da gaita-de-foles. É inexplicável esta música que me petrifica, talvez sejam ancestrais genes a clamarem pela injustiça do ostracismo, talvez seja apenas este indisfarçável&amp;nbsp;orgulho nas pedras que me deram vida.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DDvQ1npKIDw/TyINRyp3oAI/AAAAAAAAD4A/Cfp4TCwv-RE/s1600/HPIM5725.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-DDvQ1npKIDw/TyINRyp3oAI/AAAAAAAAD4A/Cfp4TCwv-RE/s200/HPIM5725.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Ou seja o gosto pela essência que me consome a dança dos ponteiros. Amanhã sentirei o mesmo, agitar-se-á a alma neste estranho bailado de quietude, revivescências de um tempo que tempo foi em tempos idos. A verdade&amp;nbsp;reside nas&amp;nbsp;portas da memória que teimam em não se fechar, talvez me tenha esquecido do "carabelho", propositadamente me tenha esquecido, porque pretensão não tenho de "cerrar o cancelo até que me tchame o home da&amp;nbsp;gadanha". Quiçá sofra da demência de uma "macedite" crónica ou, instância última, seja o sofrimento derivado de&amp;nbsp;"trasmontanite" aguda. Ou tenha sido a excessiva exposição à monotonia - essa sim!, monotonia - de telas de betão adulteradas por monóxido de carbono ou, alternativas coloridas, corrompidas a grafitti, inúmeras vezes&amp;nbsp;elo constituinte de automobilístico ofídeo, serpenteante VCI ou Segunda Circular decoradas a sucessão de intermitentes luzes encarnadas... Prefiro a pacatez do virtual abraço da imponência de uma árvore, vastos horizontes ondulantes que castram a noção de tempo. Prefiro as terras da Feira da Caça... Podia ser pior... Plagiando&amp;nbsp;uma certa campanha publicitária: "TERRA DOCE, VENHA CÁ!"...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lmYi5x3_YLI/TyKJdESOpYI/AAAAAAAAD4Q/BPSCJdDQNOE/s1600/HPIM5709.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-lmYi5x3_YLI/TyKJdESOpYI/AAAAAAAAD4Q/BPSCJdDQNOE/s400/HPIM5709.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-4478837909132312646?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/Etmthdr-GdM/feira-da-caca-e-turismo-retornos.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-i26QadeGGXA/TyH_X1Z03HI/AAAAAAAAD3w/L09e8gI1F8Q/s72-c/57195727.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2012/01/feira-da-caca-e-turismo-retornos.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2271499886227018507</guid><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-23T12:22:52.748Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Tradições</category><title>Sfouras d'algua proa...</title><description>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3X5k5nWMpyM/Tx1PMYpI1OI/AAAAAAAAD3Q/ND0y8mqiDAQ/s1600/HPIM3589.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-3X5k5nWMpyM/Tx1PMYpI1OI/AAAAAAAAD3Q/ND0y8mqiDAQ/s320/HPIM3589.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Bai-se pur um strafogueiro, trai-s'ua gabela de guiços e ua pinha, tchisca-se-l'um dus lumes, amanha-se bem a cousa pra que num haija muntas falmegas, num bá o catantcho do diabo ingaliar-se co'as as côtras do tchupão... D'ás bezes bota-se-m'esta buntade d'infardar um cibo de lombo de reco d'adôbo, "desprezo dando ao evoluído lombo de porco em vinha de alhos". Puri, na companha d'um bô púcaro d'smalte tchêo de pinga, dasquéis azuis ou brumêlhos que já nim na feira dos bint'nobe se bendim e que ficum mêos smoucados se cairim ó tchão. Ua pinga que d'ás bezes anda à bulha co'as goelas, "adstringente&amp;nbsp;a dizem", tirada dasquéis pipos que dromim&amp;nbsp;no tchão ó lado da loije. Se calha,&amp;nbsp;bem m'ou finto que num&amp;nbsp;mim'augue, mim pirongo se m'assaiu o home,&amp;nbsp;inda m'amarro ó pé do tchupão pra rilhar uas costelazinhas, imbuligo os dedos de guerdura pra depeis os limpar ó rodilho. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-biXQSZZA2v4/Tx1Pr4LX61I/AAAAAAAAD3Y/dTO5vMJfyqw/s1600/HPIM3510.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-biXQSZZA2v4/Tx1Pr4LX61I/AAAAAAAAD3Y/dTO5vMJfyqw/s200/HPIM3510.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Carai!, num se m'acalmum us pur dentros co'as bistas dus tchouriços imbarrados no fumeiro. Bô, inda m'astrebo a subir a um motcho co'a peliqueira e racoso ua alheira e ua linguiça... Que bos-jiu digo ou, stou-le c'ua sapeira ó caralhitchas dos lambiscos, pr'áli a mangarim das nhas bistinhas, q'inda l'infio ua lostra nas bentas qui us pintcho&amp;nbsp;da bara sim les cortar o fio. Ma num sei se m'astrebo&amp;nbsp;a cear, stou co'a pança mêa intchada das casulas&amp;nbsp;e do butelo, e inda se m'assaim uas cousas&amp;nbsp;dus pur dentros, d'home que stá mêo infastiado. Cmu quera, um copetcho d'augardente amanse a bulha... Bou puri&amp;nbsp;á'cmudar a tenda, lebo-l'a bianda ós recos, um cibo de farelos às pitas e ós parrecos e um tantinho de nabal afermentado à ruça, a burrica que toquei&amp;nbsp;há um cibo da lameira ó pé da corriça do Ti Tonho Mouco. Cmu quim num trabuca num manduca, já o dezia o mou abó, bou-me desabagar o lar e botar o natcho ó ar da neite, já se le sente o tcheiro do carambelo, miúda giada há-de star prós que madrugum. Bá, bou-me pur a samarra, im antes&amp;nbsp;q'o lombo fique mêo ingaranhado, e já bânho pra scruber mais uas tchalotices...&amp;nbsp;Bô, ele há cousas do catano, inda trás d'onte a Tchica do Ti Zé dos Poulos staba mêa imbutchinada pur u causa dos lapouços que se l'abancarum no scano a racoser-l'o presunto e ós queijos. Ou bem no dixo q'era milhor irmos a drumir, q'era hora, mas a companha quijo&amp;nbsp;mais ua pinga... Depeis foi lubar c'o Ti Zé a ingaliar-se co'a&amp;nbsp;a Tchica, ua lostra prá cá, ua tapona pra lá, apareciam-se cum deis cutchos danados, quase se m'abria a cabeça ó berde c'um testo que buou pró pé do&amp;nbsp;scano. Lá acalmemos a bulha, que se debem ter intendido ó depeis nas palhas, q'um home e ua mulher lá têim as suas desabenças, mas deis pares de pés sim miótes lá s'amanhum ó quente... Digo ou... Mas num me bim imbora sim scurritchar o copo, q'a pinga do Ti Zé sbara bem pur as goelas... Mas botaba ou faladura&amp;nbsp;pur u causa da Tchica... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lzoP9wNFuhk/Tx1QROZH6FI/AAAAAAAAD3g/g-jfQ_y4KU0/s1600/HPIM3532.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-lzoP9wNFuhk/Tx1QROZH6FI/AAAAAAAAD3g/g-jfQ_y4KU0/s200/HPIM3532.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Lubaba ou a bianda ós recos e quase q'intropeçaba nos tchanatos da mulher. Ficou mêa spritada assim que me biu. Inda pensei que nim as buas neites me desse, mas o catano da mulher, q'é dada a uns bruxedos mêos descontchabados cá pró mou modo de ber as cousas, inda m'arreganhou os dentes de tão contcha pur me ber.&amp;nbsp;Peis num é q'o diatcho da saieira quer que bá lá ciar na Sêsta? E fria-se no crutcho! Q'ou sou mim guitcho e&amp;nbsp;zeconfiado! Bem m'ou finto que num me bote pra lá uns pruparados no caldeiro, puri uns ruquelhos dos benenosos, ou injaldre uns cibos de&amp;nbsp;pós dasquéis que botum as gâmbias d'um home&amp;nbsp;na companha de cajatas! Staba munto daimosa prós mous gostos, q'a mim num m'ingana! Já ua bêze um home me cuntou q'andou deis meses d'sfoura, queitadinho, à conta d'ua galdéria c'má Tchica. Ou bem no sei quim num bota outra bêze o sim-senhor no&amp;nbsp;scano do&amp;nbsp;Ti Zé dos Poulos!... E num&amp;nbsp;é pur as nhas nalguinhas, que bus-jiu digo ou! Q'essas preferem dar um tchi-curação pur u causa d'uas carabunhas do que serim racusidas q'ua sfoura d'andar sempre a strumar o monte... Co estas cousas, já se m'apagou o lume, tânho q'ir pur um capão, q'inda fai uas brasecas, se l'afolar um cibo. Depeis inda me bou astreber a um copetcho, c'um carólo, um tantinho d'isco, e uas alcaparras q'inda tânho pr'áli amanhadas. Só pra num ir im augado prá deita... "Por vezes, orgulhos da alma, deixo-me encantar por este apreço no recurso uma ancestralidade moribunda. Posso não lhe tolher o destino, mas deixo-lhe registadas as causas.&amp;nbsp;Tudo não passa de" sfouras d'algua proa...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_XudYvtvGHs/Tx1QwdT0ZKI/AAAAAAAAD3o/lFfdHfcjPuw/s1600/HPIM3518.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-_XudYvtvGHs/Tx1QwdT0ZKI/AAAAAAAAD3o/lFfdHfcjPuw/s320/HPIM3518.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2271499886227018507?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/ngcMPGGLoRs/sfouras-dalgua-proa.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-3X5k5nWMpyM/Tx1PMYpI1OI/AAAAAAAAD3Q/ND0y8mqiDAQ/s72-c/HPIM3589.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2012/01/sfouras-dalgua-proa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2707554067548702882</guid><pubDate>Sat, 07 Jan 2012 19:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-08T03:20:54.807Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bombeiros</category><title>Bombeiros, "baribis" e sirenes</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-M1IyBwUusvE/TwiZcmdF7lI/AAAAAAAAD3I/6-gGbCB72RE/s1600/CIMG0209.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-M1IyBwUusvE/TwiZcmdF7lI/AAAAAAAAD3I/6-gGbCB72RE/s320/CIMG0209.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Neste regabofe de Reis, surpresas de Janeiras cantadas, grupos de afinadas vozes em louvores ao Menino, deparo-me com a desafinação de penhoradas contas a uma corporação que, regressões feitas, faz parte de diversos capítulos de uma meninice pautada por deslumbramentos muitos por aquela valente gente que morava do outro lado do Toural. Esta incapacidade&amp;nbsp;para perceber o imperceptível remete-me para um catatónico estado, involuntárias escolhas perante o abismo dos "Voluntários". Talvez entenda, ou talvez o entendimento se resuma&amp;nbsp;à resignação da perplexidade, contas feitas, fica esta algia da alma sem analgésico que lhe&amp;nbsp;valha. Serão os grupelhos, Senhores, serão estas estranhas&amp;nbsp;competições&amp;nbsp;para um nunca inventado "Guiness" de umbigos, mal amputados cordões, quiçá, ou a amálgama de volúpias da interioridade, que desprezo o juízo de valores em detrimento do dito de facto. E ouço as vozes, ou leio-as, estocada para&amp;nbsp;acolá, retaliação para "acoli", e&amp;nbsp;fica-me esta apetência para recordar os saudosos tempos do "Baribi". Morava à distância de uma estridência da sirene, esbugalhados sentidos em alerta pela difamação do silêncio. Se à noite fosse, despertavam-se os lençóis em algazarra de&amp;nbsp;nocturno choro do verdugo da pacatez, calçava-se o que à mão estivesse, ou ao pé para&amp;nbsp;mais correcto ser, atravessava-se o terreiro em direcção à casa dos padrinhos Venceslaus, percorria-se o bréu na companhia de exaltados vizinhos, só para saber onde era o motivo do alarde. Poderia a obscenidade do tempo decorar-se a desgraça lá para os lados dos familiares de Lamas, ou fosse uma daquelas raras partidas de quem gostava de massacrar o descanso alheio. Fosse o que fosse, lá estaria o Moutcho, o Tchico Noronha ou o Celeirós, e outros saudosos&amp;nbsp;que a passagem do tempo se encarregou de apenas lhes recordar as agitadas faces. Mas estavam lá, os mesmos de sempre, os "Voluntários" à força da carolice de um inexplicável sentido de dever. Cheguei a sonhar fazer parte da corporação, mais não fosse integrando-me como manejador de bombos na fanfarra. Nunca&amp;nbsp;cumpri o dever, para lá&amp;nbsp;de umas noites em claro num Verão dos anos 80 a servir de receptáculo às comunicações de desgraças de um qualquer centro coordenador da região. Noites em que, na insistência da monotonia de cinco horas madrugada fora, a fanfarronice de "teenager" conduzia a alguns excessos comunicativos, irrompendo&amp;nbsp;pela paz nocturna com alguns disparates via rádio. Havia alguns motoristas de ambulância que apreciavam a quebra do isolamento pelas deterioradas estradas de alcatrão deste recanto Nordeste. Outros havia que proferiam inenarráveis impropérios à audácia do imberbe que se aventurava a mobilizar a imaginação para obter um pouco mais de vida que a presença de&amp;nbsp;inertes ambulâncias ou carros de combate a incêndios no quartel da Alexandre Herculano. Mesmo com o companheiro de turno que alternava as horas de sono numa cama mais desconfortável que os desconfortáveis assentos das viaturas, a solidão marcava o campasso das noites. De quando em vez, quebrava-se a pretensa privacidade de algumas comunicações em vernáculo linguajar, alertando os distantes comparsas com sonoridades de forçadas eructações,&amp;nbsp;ou limitava-se o inusitado despertar a soltar umas&amp;nbsp;sonoras gargalhadas&amp;nbsp;com&amp;nbsp;as anedóticas conversas que iam penetrando nos auditivos canais. Passou o tempo, mas não passou o respeito e a admiração pelos Homens que, um&amp;nbsp;dia, repetidos alvoroços, se encarregaram de apagar os vómitos de chama que a chaminé lá de casa se resolveu a cuspir.&amp;nbsp;Coisa de pouca monta, escassos foram os prejuízos, de contrário sentido ficou a perplexidade de ver aqueles valentes a treparam pelo telhado para abafar a&amp;nbsp;infernal intempérie. Hoje, estão os heróis penhorados, espero que não entre o&amp;nbsp;expirador de fumos da casa em erupção, dado sou a vertigens e herói não sou... Mas sou solidário, morra até a culpa solteira, desconhecedor que sou dos candidatos a João Ratão, que se amanhem em intestinas disputas enquanto definhando vai a Carochinha. Empurra para lá, puxa para cá, não se extingue esta chama de não me resignar a ver os "meus" Voluntários de pneus e combustíveis à avessas. Unam-se vontades, discórdias se desatem, amanhã poderá a rifa sair aos que se digladiam. De repente,&amp;nbsp;foi a memória assaltada pelas fugas ao "Bomba", o "cão dos Bombeiros", imponente pastor alemão que aterrorizava, apenas pela sua presença, as peripécias de um bando de pardais à solta no Toural. Um dia, qual indomável trepador sem descendente sentido, apenas desci do tejadilho de uma camioneta quando o saudoso "Buja", incansável tratador e companheiro do "Bomba", conseguiu acalmar a animosidade daquela dentadura canina que, por pouco, não me constrangeu a "mejar-me pur as ciroulas abaixo"... Em jeito de compensação, fui bafejado um dia pela glória de entrar no revolucionário "Baribi"... Senti-me grande, sinto-me hoje pequeno... Salvem os&amp;nbsp;Voluntários...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2707554067548702882?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/1zCRifw-PKk/bombeiros-baribis-e-sirenes.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-M1IyBwUusvE/TwiZcmdF7lI/AAAAAAAAD3I/6-gGbCB72RE/s72-c/CIMG0209.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2012/01/bombeiros-baribis-e-sirenes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-1283135499573763018</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 21:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T23:50:34.317Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Contra-corrente</title><description>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O7kb0ByKOXM/Tv4cOb_PGiI/AAAAAAAAD2Q/l3iOwJI_pKA/s1600/HPIM5665.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-O7kb0ByKOXM/Tv4cOb_PGiI/AAAAAAAAD2Q/l3iOwJI_pKA/s400/HPIM5665.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
Seguisse a pança atulhada em rabanadas o normal processo digestivo e estariam as Cousas a regurgitar votos de próspero ano novo, pleno de felicidade, saúde e quejandos. Subitamente, o enternecedor crepitar da lenha que vai amansando as agruras da geada exterior relembra ao "Cousador" que ainda decorrerá mais um movimento de rotação, mesmo que o cu nada tenha a ver com as calças... Afinal, só amanhã termina o ano do "roubar, scut e tolhe"... Dadas as circunstâncias, não me apetece enveredar pela retrospectividade. Mais não seja, rima a coisa com idade e a cabeleira tingida aqui e acolá por alvos sinais faz questão de relembrar que a trintena do milénio já lá vai. Dê-se eufemística preferência à visão da alvura como apelo a uma subjectiva visão de charme... Adiante, que se interrompeu o dislate com precoces acordes de Cantares das Janeiras, grupo de venturosos resistentes à descida do mercúrio. &lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f1CoalkcajQ/Tv5NZpxTYpI/AAAAAAAAD20/srUHfZ1ZeCE/s1600/30122011141.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-f1CoalkcajQ/Tv5NZpxTYpI/AAAAAAAAD20/srUHfZ1ZeCE/s200/30122011141.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;O aperitivo suplantou o tempero do voraz apetite de quem se aprestava para deglutir um azedo acompanhado por batatas e grelos. Agregada a fome com a vontade de comer, fustigada a presença com ramos de essência a terra, arrepiou-se a alma, certo é, que isto de revivescências tem que se lhe diga, e os lacrimais quase soltaram um grito húmido que se ficou pela lubrificação das pálpebras. De repente, esqueci-me da barragem do Tua, do helicóptero do INEM, da fantasmagórica imagem do "pouca-terra", das estações que definham, da saúde que não temos, do orçamento que - também - não temos. E senti o afago deste incomensurável abraço do Mar de Pedras que reprime as ténues saudades dos finais de tarde Atlânticos. Há retornos assim, manchados a inocuidade, talvez seja a demência em contraponto ao despovoamento, a crença na terra da oportunidade, onde gente vê as pedras em depauperação, impropérios do tempo, vêem os loucos a seiva da vida. E está o "bandulho" empanturrado a desejo, estava o azedo às portas da sublimação e os grelos de "cancelos" abertos à gula. O azeite, "tralhado" no seu repouso de Inverno, áureas gotas que perfumam os frutos da terra, uma pincelada de "binagre caseirinho" para enfeitar o gosto, e a excitação dos sentidos pelas coisas simples. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QKTk1FBSp4g/Tv5OEJlxPPI/AAAAAAAAD3A/XnW8TWCAk7U/s1600/HPIM5236.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-QKTk1FBSp4g/Tv5OEJlxPPI/AAAAAAAAD3A/XnW8TWCAk7U/s200/HPIM5236.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;É hora de descer as "scaleiras", a prole em alvoroço, talvez a "bila" esteja desperta para a última "bolta dos tristeze" do ano, luvas a postos, "garruços" a amansar o escalpe, "bota a samarra pur o lombo que t'ingaranhas"... No exterior o ar está impregnado a lareiras em erupção, gelam-se as extremidades olfactivas, sinto-me um alienígena em busca de vida acompanhado de um trio de resistentes, ao longe ainda ecoam as vozes dos Cantadores das Janeiras... E relembro tempos idos em que os forretas eram presenteados com "Estes barbas de farelos... Não têm nada pra nos dar... Só têm uma arquinha velha... Onde os ratos vão cagar"... Efeitos da contra-corrente... &lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-1283135499573763018?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/wUhSwxdu-SI/contra-corrente.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-O7kb0ByKOXM/Tv4cOb_PGiI/AAAAAAAAD2Q/l3iOwJI_pKA/s72-c/HPIM5665.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/12/contra-corrente.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-3637963648658079491</guid><pubDate>Sat, 24 Dec 2011 18:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-24T19:52:30.859Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cousas Transmontanas</category><title>Boas Festas Macedenses</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HblpBqj3FF0/TvYZ2k3xdgI/AAAAAAAAD1g/nOB3YDvAw7o/s1600/HPIM5655.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" rea="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-HblpBqj3FF0/TvYZ2k3xdgI/AAAAAAAAD1g/nOB3YDvAw7o/s400/HPIM5655.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BcAiGpJKKhc/TvYcwmjKkKI/AAAAAAAAD1s/FRD0mLzwBqY/s1600/HPIM5682.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-BcAiGpJKKhc/TvYcwmjKkKI/AAAAAAAAD1s/FRD0mLzwBqY/s200/HPIM5682.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;A&amp;nbsp;suave angústia&amp;nbsp;que precede a Consoada ganha contornos de Inverno adornado a estio quando as raízes se transfiguram em ramos e as folhas se fundem com o fruto, planta de vegetal reino saída, telúrica forma de arrepiar ficções de centrífugas viagens onde a densidade se fragiliza pela intervenção da fresca brisa com que o Adamastor de Bornes presenteia a chegada do Menino. Está quase, folga a tristeza, brinda o "tchupão" com a entrada do melhor "strafogueiro", "afola-se pra que pegue", choram os "butelos" por casamenteiros dias de casulas muitas. O resto da família está prestes a entrar neste mundo de renovados "ô, ô, ô!", anos de vénia à tradição, sorrisos distribuídos ao sabor da correnteza de dias que tomam o sabor da eternidade, num "déjà-vu" de sentidos abraços ou repenicados beijos, emoções tomadas de assalto por um qualquer arrepio a que chamam saudade, debita ao longe o "I wish you a Merry Christmas" do Tio Sam, ou expira a portugalidade - estranho conceito misturado a diáspora de trio de "éfes" - um bafo de "A todos um bom Natá...á...á...á...al". Entretanto, fustigam-se os indutores de triglicéridos e colesterol a inferno, excitam-se salivares glândulas com&amp;nbsp;filhós&amp;nbsp;regadas a pecado ou polvilhadas a elos de penitência, sonhos de irresistível volúpia, indomável aroma proporcionado por rabanadas. Ao longe espreita a aletria ou o arroz-doce, ou outro qualquer coisa doce que chamamento há-de ser para infusões de cidreira ou limonete...&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sfa0n1YuKc8/TvYqFBxT3ZI/AAAAAAAAD2E/Vu_XJhwMWSY/s1600/HPIM5675.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-sfa0n1YuKc8/TvYqFBxT3ZI/AAAAAAAAD2E/Vu_XJhwMWSY/s200/HPIM5675.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;O nível de corrosão estomacal atinge insustentáveis picos, depenica-se aqui, surripia-se acolá, não sem ecoarem os protestos de sábias mãos da eternidade.&amp;nbsp;Entretanto,&amp;nbsp;fiel amigo chamado, alivia-se o torpor das brasas, simulações de espaciais naves sustentadas a tripé, "põe-l'o testo pra que ferba", tragam os "trontchos de coube" e os "rábinos",&amp;nbsp;coloca o aurífero líquido na mesa, que as maçãs da terra direito têm ao aconchego. Há-de o repasto ser regado a "tantinha pinga", intercalada a rega com aspersões de histórias muitas, danem-se os controlos analíticos&amp;nbsp;que hoje é Dia de Consoada... BOAS FESTAS!!!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-3637963648658079491?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/Hl5isMelYnM/boas-festas-macedenses.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-HblpBqj3FF0/TvYZ2k3xdgI/AAAAAAAAD1g/nOB3YDvAw7o/s72-c/HPIM5655.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/12/boas-festas-macedenses.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-3946453969779757649</guid><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 15:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-09T18:14:33.193Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cousas Transmontanas</category><title>Ventos de mudança</title><description>&lt;div align="justify"&gt;
﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_L_6kkYDExk/TuIptAmn1VI/AAAAAAAAD1E/SjZ9bjvau7c/s1600/44756_147194721965034_100000235217732_357406_698400_n.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="300" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-_L_6kkYDExk/TuIptAmn1VI/AAAAAAAAD1E/SjZ9bjvau7c/s400/44756_147194721965034_100000235217732_357406_698400_n.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
﻿﻿ &lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
O irrevogável apelo das pedras, de sempre sentido, retorno a&amp;nbsp;materno ventre, afago do âmnio, como se necessitasse a alma&amp;nbsp;&amp;nbsp;de permanente&amp;nbsp;polimento. Talvez incremente o brilho ou seja a luz&amp;nbsp;ocultada por escuro túnel, saberão os deuses descarnar o porvir...&amp;nbsp;Rasguem-se folhas de anciã sapiência, já o afirmam os antigos, quem muda Deus ajuda...&amp;nbsp;É um analgésico dos desconfortos da&amp;nbsp;fadiga, cataplasma que aplaca as dores da distância, é o futuro já ali ao&amp;nbsp;lado, ao virar de arredondadas esquinas do Marão. Trás-os-Montes entranha-se, paradoxos de ópio injectado sem prévia massagem, sente-se apenas a picada da essência, e gosta-se, gosta-se, gosta-se e gosta-se. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Bh-YMxIMY1U/TuJEDqldUaI/AAAAAAAAD1M/PUmWgnXx46c/s1600/HPIM3954.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" mda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Bh-YMxIMY1U/TuJEDqldUaI/AAAAAAAAD1M/PUmWgnXx46c/s200/HPIM3954.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Depois, bem... Depois fica&amp;nbsp;a léxica destreza&amp;nbsp;amputada, insondáveis dicionários que abarquem tamanho acervo de cousas sentidas.&amp;nbsp;Este sentir não se decifra, sinonímia ausente, volatilização dos signos, ou, proezas tamanhas, talvez seja o inacabado retrato de universal linguajar, simultaneamente entendível e indecifrável. É uma doença sem desagradáveis sintomas para lá da saudade, terapêutica esboçada a divinização das pedras, a veneração do xisto, a endeusamento da terra. Trás-os-Montes é um santuário de altares muitos, fusões de céu e serra,&amp;nbsp;fado&amp;nbsp;entoado a estranhos acordes de parelhas da memória, algazarras do silêncio, paz soçobrada pelo encantamento dos sentidos. É o êxtase, se tal existe, peles vincadas a agrestia, faces enrugadas pelo estio, despudor do tempo, marcas de arados de gelo e neve, e o paraíso, meu Deus, o paraíso! Escondido atrás de montes, ocultado por detrás de giestal do esquecimento, arredado da ribalta das luzes,&amp;nbsp;quase omisso de turísticos roteiros. Para alguns é o chamamento de pétro útero, sonata ao luar, composição de inaudíveis sons que adoçam os tímpanos, peças de um teatro dos sonhos. Há certos vícios que não se explicam, gritam-se, espalham-se através da brisa das coisas simples, navegações sem alísios ventos ao sabor das marés do orgulho. Não sei o que sentiria se&amp;nbsp;fosse súbdito de outro Reino que não o Maravilhoso. Mas sei o que sinto por ser filho das pedras, enteado do Azibo, bastardo de Bornes. É a intransmissível genética do xisto, carregada numa qualquer translocação que constrangeu a orquestra a tocar uma afinada sinfonia de ventos de mudança. A menina dança?...&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;﻿&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-c87szzo1fDE/TuJNKmg55EI/AAAAAAAAD1U/Aze-eI0uHpw/s1600/HPIM3965.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" mda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-c87szzo1fDE/TuJNKmg55EI/AAAAAAAAD1U/Aze-eI0uHpw/s400/HPIM3965.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-3946453969779757649?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/HhyJK32cQMs/ventos-de-mudanca.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-_L_6kkYDExk/TuIptAmn1VI/AAAAAAAAD1E/SjZ9bjvau7c/s72-c/44756_147194721965034_100000235217732_357406_698400_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/12/ventos-de-mudanca.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-834287068985778292</guid><pubDate>Sun, 27 Nov 2011 16:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-27T23:51:25.802Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>O arroz da D. Joaquina - Volúpias de dominicais pretéritos</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EH65-wCTq08/TtKIZXTF6YI/AAAAAAAADzo/861yx4UeTo4/s1600/70-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 114px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EH65-wCTq08/TtKIZXTF6YI/AAAAAAAADzo/861yx4UeTo4/s320/70-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679752049399818626" /&gt;&lt;/a&gt; Despertava o franzino imberbe, alheado ainda de lipídicas acumulações, vulgar pau de virar tripas, atlético porém, sublinhe-se, envolto em estremunhado olhar, destro óculo dessintonizado com oposto sestro, e o quase irreprimível desejo de permanecer no aconchego do ninho, embrulhado em ásperos, mas reconfortantes, lençóis de flanela. A atmosfera tresandava a Inverno nessas dominicais alvoradas, o bafo pulmonar decorava o feixe de luz que o candeeiro irradiava, infantis jogos fantasmagóricos da ingenuidade. Do exterior chegavam rumores da agrestia de Bornes, galinácea algazarra omissa e os suídeos em inusitado silêncio. Estranheza pela ausência de animal azáfama, tomava o petiz de assalto a varanda, perscrutar de horizontes com a velhinha figueira vergada pelo peso dos anos e as oliveiras do "Patchalica" em ranger de dentes, amparando com invulgar estoicismo a fina película de "carambelo" que lhes enrugava o fruto. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2RczfWRf_n4/TtKwGWYrkLI/AAAAAAAAD0A/IXMPpVi2JmI/s1600/comercio.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 195px; height: 87px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2RczfWRf_n4/TtKwGWYrkLI/AAAAAAAAD0A/IXMPpVi2JmI/s200/comercio.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679795703202418866" /&gt;&lt;/a&gt; Fugaz arrepio da espinha, extremidades enregeladas, era Domingo! Era dia de enfarruscar o sossego do patriarca, camuflava-se o moço enquanto desatava em heróica correria direccionando a voracidade de mimos para o quarto no lado oposto. Invariavelmente, era recebido com incomparável sorriso, malícia de confronto com a progenitora, cúmplice abraço protector. De soslaio, emboscado no leito paterno, espreitava as figuras do "Comércio do Porto" ou do semanário "Tempo", enquanto o aparelho debitava aquela estridência de imaterialidade patrimonial da humanidade ou, alternativas outras, sentia uma náusea provocada por alienígenas musicalidades de não menos alienígenas autores - "Berdi", "Putchini", "Mozarte" ou "Betoben" - cujos nomes esquisitos não conseguira ainda decifrar. O desfilar orquestral feria uns tímpanos mais habituados ao "Atirei com o pau ao gato" ou, épocas obliquamente douradas, heroicizada era a conterraneidade do "Arrebita", do "Carimbó Português" ou do "Bate o pé"... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6GT3KlPDAKE/TtKpS8D6WZI/AAAAAAAADz0/FhQn1nTrjEI/s1600/Roberto%2Bleal%2Bbate%2Bo%2Bp%25C3%25A9.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6GT3KlPDAKE/TtKpS8D6WZI/AAAAAAAADz0/FhQn1nTrjEI/s200/Roberto%2Bleal%2Bbate%2Bo%2Bp%25C3%25A9.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679788222892890514" /&gt;&lt;/a&gt; Tempos outros em que o país parava para deglutir os "Festivais" da Tonicha, do Mendes, do Carvalho ou do Tordo... A matriarcal voz de comando interrompia o efémero éden, anunciando o "mata-bitcho" servido, inesquecíveis "carólos" de pão centeio atormentados pelas brasas, afagados pela textura de lácteo derivado que os amansava com gordurosa relíquia. Era hora de transferência para o vetusto "scano", pendente mesa do improviso, pratos recheados a inconfundíveis e eternos aromas a torrada, o café do pote de ferro a contribuir para aromática orgia. Dispensava o leite - ah pois!, dispensava o leite - até os protestos confundirem a irredutibilidade do rapaz. E, abono da verdade, a espessa camada que preenchia a superfície da leiteira era irresistível! Emoldurava-se o alvo líquido a pó de cacau, incessante rodopio de frustradas tentativas de provocar o desaparecimento da nata. Soava a estranha magia, talvez fossem efeitos de calor emanado pelo "strafogueiro", ou contivesse alguma druídica poção o "caldeiro da bianda" pendurado nos "lares". &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oZQxsQE4tIU/TtKwUrxqh5I/AAAAAAAAD0M/SiNAdo2XzNo/s1600/180160_190561594295013_100000235217732_635987_646173_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oZQxsQE4tIU/TtKwUrxqh5I/AAAAAAAAD0M/SiNAdo2XzNo/s200/180160_190561594295013_100000235217732_635987_646173_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679795949462521746" /&gt;&lt;/a&gt; Viriam as pressas, afinal era Domingo, dia do Senhor. Empertigado em domingueiro traje, "proa" da mãe, botas aprumadas com a verticalidade dos plátanos que engalanavam o terreiro, duo em procissão, talvez ao cortejo aportassem a D. Marquinhas, a D. Deolinda, o Sr. Pinheiro, ou ocasional vulto de dominical romaria à Igreja de S. Pedro. Na serenidade da Avenida das Flautas - jocosa corrupção de idos tempos da toponimicamente intragável Alexandre Herculano - era o centro transposto, a farmácia do Dr. Bento Marques a um lado, a sapataria do "Fernandico" a outro, a tabacaria do "Maldonado" de seguida. Mentais trajectos, não sem antes cumprir o ritual de verificação do termómetro da "Singer", haveria de chegar a "Casa do Pobo", a "Albertina Mendonça", o "Armando Mendes" e a saudosa "Cobrinha", respeitável senhora de infatigáveis respostas a impropérios da miudagem. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SqNWiquG1us/TtK7Ba7hYjI/AAAAAAAAD0Y/DKFknL84bm8/s1600/HPIM5460.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-SqNWiquG1us/TtK7Ba7hYjI/AAAAAAAAD0Y/DKFknL84bm8/s200/HPIM5460.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679807713150853682" /&gt;&lt;/a&gt; Pecaminosas composturas em compensação, seria medalha de bom comportamento acolitar o sacerdote, velhas batalhas de correrias outras, fita da meta cortada muito antes do incontornável "Litcha" se digladiar com os sinos. Talvez um dia o S. Pedro tenha em consideração as manifestações do "puto" em eucarísticas celebrações... Culto finalizado, cumprimentos de circunstância, geral debandada, estômagos em aflitivos acordes, retrocedia o passo por idênticos caminhos em inverso percurso. Algures, lá pelo centro, haveria de estar o patriarca em solene espera, que o homem era pouco dado a públicas manifestações. Traçados destinos, escalava-se o "Monte-Mel", inebriante atmosfera de culinários efeitos, haveria a mesa de adornada ser por inconfundíveis iguarias, irrepetível arroz como só a D. Joaquina sabia confeccionar. O "arroz da D. Joaquina"... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ddgHO9M61aE/TtLEYKDxPgI/AAAAAAAAD0k/5ATk0M3Yzqk/s1600/untitled9.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ddgHO9M61aE/TtLEYKDxPgI/AAAAAAAAD0k/5ATk0M3Yzqk/s200/untitled9.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679817999363685890" /&gt;&lt;/a&gt; A estupefacção de assistir à aspiração de suculentos grãos, "tchitcha" quase esquecida, o rapaz entrava em indómito processo de voraz apetite apenas na presença dos vapores emanados daquela travessa de arroz, o "arroz da D. Joaquina"... Alternativas outras a risco de culinárias monotonias, avesso era o "puto" às ditas, ficava por vezes o "Pica-Pau" com as graças, glândulas salivares em desalinho pelo aspecto do magnífico "Bife na Caçarola". E havia sempre uma incursão ao "Café Central", parietais pinturas irrepreensíveis, ficava o petiz deslumbrado pela recriação da lavoura, figuras que o tempo e a modernidade apagaram e a memória não obliterou. Depois, a cadência de futebolístico calendário o permitisse, chegaria a hora de rumar ao velhinho campo pelado. Era a euforia das correrias do "Manel Fininho" ou das defesas do "Pardal", das bolas que perdiam o tino e voavam para as casas dos juízes, do desfilar de insultos às mães dos jogadores adversários e ao árbitro, os incessantes gritos de "Macedo, Macedo"... E a inesquecível figura do "Sô Capela" sempre "en garde" com o seu inseparável guarda-chuva... Eram volúpias de dominicais pretéritos... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0OD17Rnnuz8/TtLMuvQubVI/AAAAAAAAD0w/lTmc-i2eKvs/s1600/208866_212015442144433_100000079352053_907350_5396564_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0OD17Rnnuz8/TtLMuvQubVI/AAAAAAAAD0w/lTmc-i2eKvs/s320/208866_212015442144433_100000079352053_907350_5396564_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679827183400283474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-834287068985778292?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/ySlSTvvCHoM/o-arroz-da-d-joaquina-volupias-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-EH65-wCTq08/TtKIZXTF6YI/AAAAAAAADzo/861yx4UeTo4/s72-c/70-1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/11/o-arroz-da-d-joaquina-volupias-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-5209650368290272541</guid><pubDate>Sat, 19 Nov 2011 23:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-20T15:35:03.381Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Francolino Gonçalves - Purificações de alma nordestina</title><description>Vão influindo os vitupérios à génese nesta singular forma de colocar os periscópios da alma a vasculhar o cromossoma das pedras, estranhos degraus de expiação dos pecados, paulatinos dias de vergastadas na crença, inexpugnabilidade de xísticas muralhas atrofiada. Dobra o costado do orgulho com ignominiosas afrontas dos que, fé na ingenuidade, deveriam ter a epiderme sulcada a arribas do Douro, a neve de Montesinho ou a estio do Tua. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b6aKDLJIDuE/Tskcg9hVJJI/AAAAAAAADzE/HYmXCMwYnIA/s1600/HPIM4805.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-b6aKDLJIDuE/Tskcg9hVJJI/AAAAAAAADzE/HYmXCMwYnIA/s200/HPIM4805.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677100157872972946" /&gt;&lt;/a&gt; Onde residirá a aberração cromossómica? Constará do mapa genético a existência de um novo haplogrupo nunca anunciado? Terá tido o Sahelanthropus uma paralela evolução? Quase inadvertidamente "scamoutchei as fuças" contra esta opacidade infame de ver processos de "bentas a jogar ó rou-rou" onde os protagonistas são, tal como eu, descendentes do reino pétreo. E não me conformo com a resignação de ver o meu Nordeste afrontado por grotescas piadas da razão... «Entom, pareuce que os bãodidos som quaise tuodos da tua terra, carago!»... Lá vou dizendo que a degeneração se terá devido a uma qualquer distracção, um mergulho no Mar da Palha talvez, ou terão os corredores de al-Lixbûnâ estranhos efeitos na translocação genética de alguns... "Racosam-se" os anéis e fiquem os dedos, apetece-me panegiricar, soltar loas ao vento, glorificar a excelência abafando a mediocridade. Afinal, neste assalto às paredes do orgulho, parece que o indigenismo macedense permanece em imaculado estado, o berço de tentáculos de fiscais fraudes, traficadas influências ou alvos capitais lá mais para o setentrião, oriente e ocidente irmanados, ficam meridionais principados entregues à bastardia. Desvirginados nunca sejam os filhos do concelho em forma de bota... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6lpIxSJwVP8/TskdJhP2ACI/AAAAAAAADzQ/5v6-iRBKdLQ/s1600/HPIM4806.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6lpIxSJwVP8/TskdJhP2ACI/AAAAAAAADzQ/5v6-iRBKdLQ/s200/HPIM4806.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677100854658072610" /&gt;&lt;/a&gt; Honra ao Gonçalves de Macedo, ao Martins de Chacim, ao Campos Vergueiro, ao Rocha Cabral, ao Almeida Pessanha, ao Pereira do Lago, ao Moura Pegado, ao Valfredo Pires, ao Figueiredo Sarmento, ao Pimenta Rêgo. Honra a tantos outros, os vivos, nados por inestimável fecundação do xisto pela brisa de Bornes, Pires Cabral à cabeça. Nesta exaltação da proveniência, olhe-se com redobrado interesse para o prestígio que flutua neste mar de indignadas águas. De repente, a Academia Pedro Hispano lavrou o impensável, na curta existência da sua anual decisão de premiar a excelência de culturais figuras, impalpável geminação de Grijó e Corujas, par de consecutivos anos com a conterraneidade em destaque. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vNKJnYxFh7s/Tskd1tXgT1I/AAAAAAAADzc/y6l-1ONyk4A/s1600/HPIM4781.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-vNKJnYxFh7s/Tskd1tXgT1I/AAAAAAAADzc/y6l-1ONyk4A/s200/HPIM4781.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677101613825675090" /&gt;&lt;/a&gt; No ano transacto foi Adriano Moreira o galardoado, ímpar figura que apresentações dispensa, Grijó no mapa, ocultem-se controversas posturas, desvalorizem-se discordâncias, menosprezem-se concordâncias também, em sinopse de filho da terra, bailem apenas os genes das pedras. Segue-se-lhe Frei Francolino José Gonçalves, Corujas em alta por filho seu, Homem de religiosas letras, incontornável figura de bíblicas interpretações, insigne exegeta da Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém, membro da Comissão Bíblica Pontifícia. Creia-se nos louváveis encómios da crítica, alvoroço dos genes, e o mundial perito-mor no Profeta Isaías é filho de fornada de macedense ascendência. E acabou de ser galardoado com invulgar reconhecimento pátrio... É pouco? É muito? A este filho da terra, também, nesta convulsão de errantes personagens que desvirtuam a essência, doce compensação para a amargura, irradiado orgulho com proveniência no centro de Nordestina Pátria-Mãe, fica esta desmesurada algazarra dos genes, estranho bailado este de passos trocados, imaginária gaita-de-foles a compassar a dança em ritmos da ancestralidade... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_A2C1iIm3L8/TshJk2NpkLI/AAAAAAAADy4/VElHbGo7mJw/s1600/01293302847359full.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_A2C1iIm3L8/TshJk2NpkLI/AAAAAAAADy4/VElHbGo7mJw/s320/01293302847359full.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676868227677393074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-5209650368290272541?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/7koR6pX-xeY/francolino-goncalves-purificacoes-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-b6aKDLJIDuE/Tskcg9hVJJI/AAAAAAAADzE/HYmXCMwYnIA/s72-c/HPIM4805.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/11/francolino-goncalves-purificacoes-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-6707663859196997050</guid><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 12:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-13T21:38:44.309Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Fermento da essência</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Cm2Y_8BwrXw/Tr-_0I3ijMI/AAAAAAAADxw/avDLXAOgwLQ/s1600/HPIM5220.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Cm2Y_8BwrXw/Tr-_0I3ijMI/AAAAAAAADxw/avDLXAOgwLQ/s320/HPIM5220.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674464957964651714" /&gt;&lt;/a&gt; Estranhos pesadelos estes, profecias do tempo, sinopses do futuro, talvez a soberania ganhe características aladas e se evapore, voe para lá das cordilheiras e aterre por terras outrora de Francos e Germanos. Hoje, artificiais evoluções da espécie, lembram-me os coloridos atlas onde pontificavam Checoslováquias, Jugoslávias e URSS, apanágio de dissensões por quedas de muro contrariadas, estranho continente retalhado este, sinto a invasão de hordas de Francozis e Germerquelanos, fórmulas neotribais em silenciosas cavalgadas. É um sonho apenas, fruto de ficcionais convulsões, prossegue a fuga metamorfoseado em insecto, nuvens de entomófagas plantas em perseguição. Empunham apelativos cartazes, impunes sorrisos, arregalo o olhar em desmesurada angústia ao conseguir vislumbrar um gordo "WIR SPRECHEN DEUTSCH", acompanhado a letras miúdas com um "NOUS PARLERONS FRANÇAIS"... Procuro desenfreadamente algo lavrado em "aborto" ortográfico, e nem um signo sequer, soa-me a travessia do Rio Lethes, o Lima do esquecimento. Não fossem as quase imperceptíveis aglutinações francófonas, sentir-me-ia amputado do cordão que me ligava à herança latina. Quase a despenhar-me no abismo, sou despertado pelos genes de xisto, alvoroçados com o prenúncio. Acordo do torpor, verifico que ainda consigo articular fonemas em Português, tento vestir a linguagem a traje pátrio, vermífugo para intelectuais disenterias, orgulhoso da persistência em "faCtos", numa "reCta" que me "direCciona" a pirâmides da essência, muito para cá do "EgiPto"... Ufa!!!... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-C5S7yYCRigo/Tr_YD5mydFI/AAAAAAAADx8/oMjzbnHapbA/s1600/HPIM5225.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-C5S7yYCRigo/Tr_YD5mydFI/AAAAAAAADx8/oMjzbnHapbA/s200/HPIM5225.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674491617024832594" /&gt;&lt;/a&gt; Afinal, tudo não terá passado de efémera insónia de um dos hemisférios cerebrais... Regressado a este pedaço à beira-mar, parte da Callaecia de idos tempos, o vento a fustigar arbóreas franças, dia de alerta laranja em contrastes de céu a cinza pintado, nesta penumbra de sarcófago do planeta quase claustrofóbica. Mas sabe bem compensar a aparente melancolia com o ruído do troar exterior em contraponto ao sossego de uns cavacos a crepitar, melomania adornada a gosto pessoal, prazeres estomacais aconchegados a assado de forno emoldurado a "castanea sativa", regados a vínico néctar dos deuses, prazenteira companhia dos que fazem de paredes macedenses refúgio... Macedo, dos Cavaleiros o foi, terra maldita de contestatárias vozes - alicerçadas razões por vezes - terra bendita para quem o tutano lhe suga a cada tentativa de amputação da distância. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-e1VFSgHc6xE/TsARB0eg6kI/AAAAAAAADyI/576GqeizKnE/s1600/HPIM5147.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-e1VFSgHc6xE/TsARB0eg6kI/AAAAAAAADyI/576GqeizKnE/s200/HPIM5147.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674554253450996290" /&gt;&lt;/a&gt; Neste desvario de aromas a Atlântico com desejos de homónimos do Azibo, apaziguados ânimos de fugaz incursão a vales e montes, apetece-me enaltecer a essência, vangloriar os feitos, ainda que os feitos se resumam à obliteração de inacabados túneis por tribos dos conquistados de Olisipo. Talvez sejam efeitos de propalada supremacia étnico-cultural de Túrdulos em migração... Que seja, deturpe-se o ditado, que para lá do Marão deveria mandar a unicidade dos que lá estão, acrescido mandamento aos que "proa" sentem pelo desprezo da aculturação. Será tempo de desmistificar, enalteça-se o que enaltecimento parece não ter - ou fantasiosas crenças nos vendilhões do templo. Em verdade vos digo, sinto-me tão europeu como um turco. Nesta finisterra ocidental, excêntrico extremo de estranha gente de acoplados genes de invasões muitas, não fossem celtas reminiscências de exacerbados contactos, ou vestigiais aspectos no fenótipo de presumível ascendência em suevos súbditos de Teodomiro ou visigodos partidários de Vitiza, julgar-me-ia num oceânico enclave infinitamente omitido de ocidentais cartografias, extravagâncias de ilhéu nunca descoberto. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DpzhNihAss0/TsAjRMD74mI/AAAAAAAADyU/Y3K1cisFY8g/s1600/HPIM5148.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DpzhNihAss0/TsAjRMD74mI/AAAAAAAADyU/Y3K1cisFY8g/s200/HPIM5148.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674574308689306210" /&gt;&lt;/a&gt; Apenas porque sou de Trás-os-Montes Oriental, terra de encantos muitos, Nordeste o dizem, lá para os lados de inacessíveis terras de "trás-do-sol-posto". E, objectivamente, que se danem lusitanistas teses paridas no desconhecimento de clássicos autores, viva a Lusitânia, mas Lusitano não sou. E viva a Callaecia também, mas de Calaico apenas terei a afinidade de ocidentais fronteiras. Viva ainda a Asturia onde incluída foi esta nordestina terra encravada nas fronteiras do esquecimento por reordenamentos do povo do Lácio. Mas, acima de tudo, viva a diferenciação de diferente ser, filhos de encavalitadas pedras, netos de montes e vales, bisnetos de direitas margens do "Durius" e de Tua e Sabor afluentes. E vivam históricas falácias de renascentistas epopeias, esqueça-se a forma como incluídos fomos no reino, exacerbem-se artificiais fronteiras de séculos muitos. Contas feitas, serei tão europeu como lusitano serei, à lusa pátria do Douro para baixo não renego, que isto de Português ser tem que se lhe diga, mas... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ehz7QS9Pc70/TsApSHjN_vI/AAAAAAAADyg/mMinUvAXCYw/s1600/HPIM5174.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ehz7QS9Pc70/TsApSHjN_vI/AAAAAAAADyg/mMinUvAXCYw/s200/HPIM5174.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674580921727975154" /&gt;&lt;/a&gt; De separatista longe estou - venham acusações muitas - num resumo à moral genética de enaltecimento da diferença. Partidário sou da existência de muitos "Amadeu Ferreira", inexpugnáveis cavaleiros da luta pela identidade. Que me perdoem os infanções da globalização, mas continuarei a dar preferência à genuinidade de "ua ráineta ou ua brabo d'smolfe" em vez de um bastante apelativo "apfelstrudel". Não regatearei encómios a um "bô butelo com casulas secas", dispensando o "saucisson d'Auvergne". Não prescindirei de um "bô trontcho de penca" relegando o "chucrute" a mero acessório ocasional... E jamais presentearei gustativas papilas com alheira recheada a galinha e pato, substituinda-a por aquela em que ancestral saber manuseia "intchedeiras co a massa de pão imbuligada em cibos de tchitcha gorda e couro, pita e parreco". Prefiro indubitavelmente "ua selada de tchítcharos" à equivalente de feijão-frade. O bacalhau sabe incomparavelmente melhor com "erbanços" do que com grão-de-bico. E hei-de persistir nesta insana forma de ter apreço por "sbarar no carambelo" ou fazer "pintcha-carneiras", ficar fascinado sempre que vejo "alustrar" enquanto cai uma "scarabanada", comer um "carólo de bola sobada" com um "cibo de lambisco"... E alegrar-me com a aparência de rugas tristes e cansadas, de gente simples que me dá um mundo distinto sempre que a visito... « - Ó carbalho que ma racontracosa, atão o lapardeiro stá infastiado? Bota cá um copo pra buber ua pinga, bai ó pipo si'u queres. E trai o presunto que stá imbarrado ó pé dos galelos. Qués a carotcha ou um carólo de cabo a rabo? Bá, abonda di o catcho do toco do picheperne que já o amandemos pró carbalhtchas. E num qués um tantinho de caldo? Olha q'é de casulas secas, q'ou bem no sei que t'im augas todo por ele»... Há, realmente, coisas fantásticas e distintas nas raízes, "or sim"?... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UXnZ7J2LBDU/TsA4utdh3AI/AAAAAAAADys/dsV1aPBEJ_4/s1600/HPIM5151.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UXnZ7J2LBDU/TsA4utdh3AI/AAAAAAAADys/dsV1aPBEJ_4/s320/HPIM5151.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674597905615412226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-6707663859196997050?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/qvI2SAzm8go/fermento-da-essencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-Cm2Y_8BwrXw/Tr-_0I3ijMI/AAAAAAAADxw/avDLXAOgwLQ/s72-c/HPIM5220.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/11/fermento-da-essencia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2961136556750879821</guid><pubDate>Sun, 06 Nov 2011 13:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-06T15:17:28.045Z</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Paradoxos da interioridade</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IAxGWZkSdhg/TraZIpWJ95I/AAAAAAAADxA/m66XuUiHefc/s1600/HPIM5212.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IAxGWZkSdhg/TraZIpWJ95I/AAAAAAAADxA/m66XuUiHefc/s320/HPIM5212.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671889154536503186" /&gt;&lt;/a&gt; "Something is rotten in the state of Denmark"... Ou, corrompendo Hamlet, olvide-se um dos reinos vikings e adapte-se shakespereana tirada: "algo vai mal no Reino das Pedras"... Os resultados preliminares dos Censos 2011 causam-me alguma confusão mental. Talvez, num assomo de coragem, me veja na contingência de um regresso à saudosa Escola Primária - terei mais apreço em ser um aluno "primário", ao invés de aluno "básico" - local onde poderia apreender, de novo, as vantagens da aplicação de mentais cálculos. Circunstancialmente, na pior das hipóteses matemáticas, existiria a probabilidade de o meu par neuronal se abstrair da confusão, mais não fosse através de um compulsivo puxão de orelhas que lhe avivasse a destreza, e detivesse a capacidade de perceber o quase inversamente proporcional. Não será novidade para ninguém o culminar de um processo que se iniciou há algumas décadas. O concelho de Macedo de Cavaleiros, na mesma senda dos homólogos da interioridade, vem perdendo população. "Im Westen nichts Neues" - "All Quiet on the Western Front" - ou, recurso a nova tradutora corrupção, desta vez ao soldado Remarque, "A Nordeste nada de novo"... A confirmar a tendência de ermamento, nesta insana guerra de fomentados despovoamentos, a população macedense decresceu uns "meros" 9,2% em apenas um decénio. Recorrendo ao "observatório do positivismo", há territórios concelhios em pior estado de degradação populacional... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SqVYO7bhCc8/Trak5yeGs0I/AAAAAAAADxk/ufUtJaPD9KQ/s1600/HPIM5131.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SqVYO7bhCc8/Trak5yeGs0I/AAAAAAAADxk/ufUtJaPD9KQ/s200/HPIM5131.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671902093427258178" /&gt;&lt;/a&gt; Mas regressemos à Escola Primária... Seria aritmeticamente lógico que a um decréscimo populacional equivalesse uma mesma tendência no que ao património residencial respeita. Ou, alternativamente, já que a perenidade de tijolos e betão ultrapassa largamente a de carne e osso, que as taxas de crescimento urbanístico se mantivessem próximas do zero. Mas, incongruências do geral estado do Reino Pétreo, não só o número de edifícios se viu inflaccionado em 10,6%, como o número de alojamentos teve um inusitado crescimento de 14,4%! Ora, se diminui a gente, para que servem mais alojamentos? Em jeito de tentativa de limar um pouco a minha ignorância, em 2001 existiam no concelho macedense 0,59 alojamentos por cada habitante; em apenas dez anos, esse número aumentou para 0,74... Poderia tal ser representativo de uma substancial pujança económica, caso a tendência demográfica fosse no sentido ascendente. Mas no actual estado de coisas, que significado terá o ilogismo? Haverá alguém que detenha a capacidade de me explicar o paradoxo, como se eu fosse uma criancinha a gatafunhar com giz branco num quadro de negra lousa?... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-M9GsPyC_EgI/TrakBiq4edI/AAAAAAAADxY/4Z3vggahrAg/s1600/HPIM5253.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-M9GsPyC_EgI/TrakBiq4edI/AAAAAAAADxY/4Z3vggahrAg/s320/HPIM5253.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671901127113210322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2961136556750879821?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/TDRewCcMsZQ/paradoxos-da-interioridade.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-IAxGWZkSdhg/TraZIpWJ95I/AAAAAAAADxA/m66XuUiHefc/s72-c/HPIM5212.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/11/paradoxos-da-interioridade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-1648438367954329835</guid><pubDate>Sun, 02 Oct 2011 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-02T22:18:40.470+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Bispo Bragança-Miranda</category><title>José - Pedradas no charco do 44º Bispo de Bragança-Miranda</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Im4IJ2wK6QU/ToivgwYFGrI/AAAAAAAADv8/YQEwLaILytQ/s1600/305424_168874546524347_153684848043317_357913_4493527_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Im4IJ2wK6QU/ToivgwYFGrI/AAAAAAAADv8/YQEwLaILytQ/s320/305424_168874546524347_153684848043317_357913_4493527_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658965909067602610" /&gt;&lt;/a&gt; Tenho um grande apreço por uma rara espécie a que as gentes de terras do Tio Sam convencionaram epitetar de "mavericks" - um conceito para o qual, ao que julgo saber, não existe vocábulo equivalente na língua que foi vilipendiada por um qualquer aborto ortográfico. Um "maverick" será alguém que se destaca por trilhar caminhos inusuais, que assume o risco de não seguir os padrões habituais, que aposta na independência de pensamentos, agindo de forma intrépida para o seu próprio bem sem desvirtuar a essência de palmilhar os terrenos que contribuam, em simultâneo, para o bem alheio. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IA9BHoHuQ3E/Toi2w6ouLGI/AAAAAAAADwE/aLl0PSEBShE/s1600/296328_182763425135459_153684848043317_400545_1711876921_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-IA9BHoHuQ3E/Toi2w6ouLGI/AAAAAAAADwE/aLl0PSEBShE/s200/296328_182763425135459_153684848043317_400545_1711876921_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658973883281058914" /&gt;&lt;/a&gt; Poderia estar aqui horas a fio em descritivo processo que, ainda assim, não conseguiria abarcar todo o conceito inerente ao potencial neologismo - talvez sejam limitações inerentes à não aceitação do atrás mencionado vilipêndio... Mas consigo, de indubitável forma, tipificá-lo através de um exemplo. Não um exemplo qualquer, não um daqueles espécimes que, honrarias dixit, são adornados por uma intensa graxa de cores diversas apenas porque foram elevados ao patamar de supremo pastor do rebanho do extremo nordeste do meu Reino. Prefiro vê-lo como distinta peça do rebanho, Cordeiro o é afinal, "alma mater" em masculina versão de modernos tempos, potencial "pater noster" de pródigos espíritos, líder de um exército de paz que parece ter acabado de transpôr o Rubicão proferindo uma nova versão do "alea jacta est". &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TsJL7MWvKe8/TojTui1Z-aI/AAAAAAAADwk/93ruhkYZ1DA/s1600/308151_182797195132082_153684848043317_400680_1870596373_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TsJL7MWvKe8/TojTui1Z-aI/AAAAAAAADwk/93ruhkYZ1DA/s200/308151_182797195132082_153684848043317_400680_1870596373_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659005728369277346" /&gt;&lt;/a&gt; Soa-me a estranho esta alusão, não por do rebanho não ser, fisicamente distante, certo é, mas por tresmalhada ovelha ser por vezes, "maverick" o diria, na aparência de empertigada extremidade nasal. São as fugas ao estabelecido, rompimentos do "status quo", afinidades com posturas do quadragésimo quarto, cumplicidades com o Bispo que apreço tem por chamar o rebanho com recurso ao mel desprezando o fel. Não irei ao beija-mão, a essência não despedeçarei contra públicas manifestações, da fogueira vaidades, perdoem-me inacabadas inquisições, vassalagens de prestações muitas. Remeto-me à infâmia de presumida ausência, anonimato de roucos louvores, exaltação da diferença, chegará o dia de homenagem ao pastor que culto presta ao terreno e banal prazer de uns chutos na bola, ou de tributo prestar ao homem que, efémeros momentos, troca a mitra por distinta insígnia de Baden-Powell. Venha de lá a "canhota", ou "Sempre Alerta"... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-E5lFOqtI9Mw/TojF-2kGxaI/AAAAAAAADwU/j-GGkIt_Q_E/s1600/296732_182792715132530_153684848043317_400629_1160538729_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-E5lFOqtI9Mw/TojF-2kGxaI/AAAAAAAADwU/j-GGkIt_Q_E/s200/296732_182792715132530_153684848043317_400629_1160538729_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658990615380542882" /&gt;&lt;/a&gt; E venham também mais cinco, ou mais muitos, nos quais assumo, provisoriamente em tendência para o definitivo, me incluo. Arrojo ao patamar de humilde "grão de amendoeira", renovações de caducos mundos, resposta ao chamamento, anuência a distinto apelo, visíveis já eram as ondas, brisas de cardeais pontos na colateralidade de Novo ou Gomes, Eduardo ou Júlio, prenúncios de vagas do rejuvenescimento. Alegremente regrido, epopeia a tempos de infância de inabaláveis crenças, folga o costado de emigrado da fé, anime-se a esperança de tempos outros. Tiro-te o chapéu, José, ou tiro-lhe o chapéu, D.José Cordeiro, vingue a esperança de ver o meu mundo olhado com o inusitado, da semente nova árvore ou, controladas ambições, ramagens que amparem o torpor e raízes que sustentem o alheamento. E, já agora, pedir muito não seja, que esta transcrição do "Blogue de Grão de Amendoeira" mantenha a validade, muito para lá da sua recente publicação: «Ultimamente, a Comissão de Arte Sacra, em parceria com a Associação Terras Quentes, tem estado a promover a inventariação do património móvel. A diocese de Bragança – Miranda, lidera, a nível do país, no campo da inventariação, com mais de 11 mil peças já registadas, mostrando o seu empenho e trabalho desenvolvido e certamente que, D. José Cordeiro, continuará a dar continuidade e atenção»... A Diocese, o Nordeste Trasmontano, mais que merecer um Bispo assim, talvez precise de Homens assim. De amplas visões... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XW6_zLXyH_w/TojTReCpNYI/AAAAAAAADwc/4VGERHKRT_M/s1600/163463_1498054378608_1451588194_31109673_663800_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XW6_zLXyH_w/TojTReCpNYI/AAAAAAAADwc/4VGERHKRT_M/s320/163463_1498054378608_1451588194_31109673_663800_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659005228866418050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-1648438367954329835?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/DSjMiCMiO4E/jose-pedradas-no-charco-do-44-bispo-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-Im4IJ2wK6QU/ToivgwYFGrI/AAAAAAAADv8/YQEwLaILytQ/s72-c/305424_168874546524347_153684848043317_357913_4493527_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/10/jose-pedradas-no-charco-do-44-bispo-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-6617709944542918452</guid><pubDate>Wed, 14 Sep 2011 23:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-18T18:36:14.190+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Tesouros de Arte Sacra, a alheira de Mirandela e o vinho do Porto...</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PGs1NgcMR-8/TnXSFnP2DtI/AAAAAAAADvM/ZuY8VYX0HTA/s1600/CartazP2_peq.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-PGs1NgcMR-8/TnXSFnP2DtI/AAAAAAAADvM/ZuY8VYX0HTA/s400/CartazP2_peq.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653655901110144722" /&gt;&lt;/a&gt; ... o poder do marketing ou a sua ausência... Um dia, numa dessas passagens em relação às quais apenas nos recordamos da sua ocorrência, sem precisar datas, horas ou locais, apenas sabemos que aconteceram, algures, talvez no séc. XX ou, quem sabe, provavelmente já no XXI... Um dia, como dizia, visitei uma Feira do Fumeiro, não o impingido com selos de qualidade industrial, mas o nascido do artesanal, proveniente do acumular de empirismo de sábias mãos. Para estarrecimento da minha ignorância, no sector dedicado às alheiras, honra mirandesa às tabafeias, os espécimes que se alcandoravam ao patamar do nem sempre apelativo "mais caros" não tinham a sua origem em Mirandela! Denotando atroz desconhecimento, percorri o chamariz dos sentidos, enquanto me interrogava sobre o aparente paradoxo: as alheiras mais caras eram provenientes de Macedo de Cavaleiros! Seguiam-se-lhes no pódio as de Bragança, sendo acometido de amnésia no que respeita às detentoras do bronze. Mas não eram, seguramente, as de Mirandela... Porque essas, recordo-me, não sendo as mais baratas, ocupavam um lugar nas cercanias da cauda do pelotão. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kbQgZjTGzVQ/TnXXEaSk7aI/AAAAAAAADvU/7iKBdUBi9YQ/s1600/HPIM2510.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-kbQgZjTGzVQ/TnXXEaSk7aI/AAAAAAAADvU/7iKBdUBi9YQ/s200/HPIM2510.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653661378010213794" /&gt;&lt;/a&gt; Mas então, acessos de vulgarização, as melhores alheiras, as afamadas, as supremas, não eram as de Mirandela? Ou sê-lo-iam em processo análogo ao do melhor vinho do mundo - subjectiva opinião corroborada por muitos - conhecido como do Porto mas parido na agrestia xística da meridional paisagem trasmontano-duriense? Curiosidade espicaçada, voltem-se os olhos para buscas outras, livrescas e afins, salde-se a dívida da ignorância e, judaicas metáforas de confirmação pendentes, que os foragidos da Inquisição refugiados ficaram em nordestinas terras - mais para a raia, meus caros, mais para a raia - e, a terem adulterado linguiças e salpicões, provável é que as tripas tenham tido primordial enchimento de pão e aves lá para os lados do Mirandum e não para os que ficam na quase homónima atalaia pequena. Mas não só, mas não só... Século XIX quase a finar, inauguração tinha o que agora submerso vai ser: o troço de linha férrea entre Foz-Tua e Mirandela. Dizem os anais que as alheiras ganharam inusitada fama pelo Reino (ter-se-ão empanturrado D. Luis e comparsas de tão nobre petisco na inauguração do que finado agora está?)... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ij8DRPKOqLk/TnXolkVEjxI/AAAAAAAADvc/37evsMWBKM8/s1600/CARVALHAIS_09-04-1973.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 124px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ij8DRPKOqLk/TnXolkVEjxI/AAAAAAAADvc/37evsMWBKM8/s200/CARVALHAIS_09-04-1973.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653680639338385170" /&gt;&lt;/a&gt; Dizem os mesmos que, no decurso dos anos em que Mirandela era detentora da estação de caminho-de-ferro mais setentrional da província, aí afluiam os produtores da tão sublime alheira para que a mesma chegasse aos exigentes paladares das extremidades litorais do reino. Não tardou muito a associação do topónimo aos exemplares de fumeiro... Louve-se o empenho dos da Princesa do Tua, aplauda-se o marketing associado à elevação da alheira a maravilha gastronómica. E aplauda-se, em simultâneo, o salpicão de Vinhais, o folar de Valpaços, as amêndoas de Moncorvo, o cordeiro de Bragança, a castanha da Padrela, o azeite de Murça, a posta Mirandesa, as cerejas de Afândega, o vinho de Carrazeda, a batata de Chaves... Há, até, "alóctones" Confrarias do Butelo e das Casulas merecedoras de aplausos!!! "Chlap-chlap" ao "tudo que é doutro lado", DOP, IGP, IPP (e, porque não, PQP) e Macedo tendo, efectivamente não tem... Mas, já agora, à laia dos que pouco têm por onde escolher, eleve-se a ícone gastronómico macedense o Lúcio de Escabeche, sem indicação de PPAA, que a dita Paisagem Protegida, condicionalismos geoestratégicos, vai sendo conotada - marketing dixit - com a sede distrital (diga-se, em abono da verdade, que os glóbulos macedenses se "gumitum" ao invés de darem voz a náuseas)... Quedos e mudos não ficando, deveríamos, em contingentismo, aproveitar as lacunas de preenchimento gastronómico-geográfico e elevar, em conjunto com o supracitado Lúcio de Escabeche, a "tchouriça-doce" a património da Humanidade Macedense, criando em concomitância, a "Confraria dos Tchítcharos e dos Erbanços" com a homónima do "Tchouriço da Língua e da Butcheira". Mais não fosse, dignificar-se-iam os proscritos da gastronomia "strasmuntana"... E seriam proclamados os omissos tesouros... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FfOq5q2IgkI/TnYUdEzwmII/AAAAAAAADvk/6tmToCRyWF8/s1600/100%2Btesouros%2Bda%2Barte%2Bsacra%2Bnacional%2BSt%25C2%25BA%2BAnt%25C3%25B3nio%2BTravanca.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 66px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-FfOq5q2IgkI/TnYUdEzwmII/AAAAAAAADvk/6tmToCRyWF8/s320/100%2Btesouros%2Bda%2Barte%2Bsacra%2Bnacional%2BSt%25C2%25BA%2BAnt%25C3%25B3nio%2BTravanca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653728871949834370" /&gt;&lt;/a&gt; Por menção a tesouros fazer, infâmia da alma, lembrei-me do jornal Público (afianço aos que fazem da má-língua modo de vida que não auferi um cêntimo que seja pela gratuita publicidade). O acossar da mente pelo dito periódico surgiu apenas como reflexo do muito que temos e do pouco que fazemos por esse muito que temos (será isto um pleonasmo?). Diz a publicidade que encabeça esta "sfoura scrita" que haverá 100 Tesouros da Arte Sacra Nacional. "Atão, s'há 7 Marabilhas d'Intcher o Bandulho, pur u que caralhitchas - No'Snhor me perdô - num habia d'haber 100 d'Intcher a Alma"? Neste delapidar do orgulho que grassando vai ao abrigo sabe-se lá de que vilipêndios, o tesouro que teve honras de abertura da centúria só poderá ser uma "cousa" insignificante. Será que os responsáveis do Público e do SNBCI (Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja) ensandeceram de vez? Lá é forma de inaugurar o desfile jornalístico dos ditos 100 Tesouros com uma peça proveniente do concelho macedense??? Diz a separata do Público a 22-08-2011: «O P2 inicia hoje uma série dedicada aos Tesouros da Arte Sacra Nacional»... Legenda acompanhada de uma figura familiar: a de São Miguel Arcanjo, ímpar representação do séc. XIV proveniente da Igreja de São Martinho de Vilar do Monte! Como se a heresia bastante não fosse, a 13-09-2011 é repetida a graça de proveniência no concelho macedense: é publicada uma imagem de Santo António dos Pães, do séc. XVIII, originária de Travanca! Heresia por heresia, "spitarum-se-me" os meus hereges genes macedense-trasmontanos... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ITxXmH49gYA/TnYfct_CmOI/AAAAAAAADvs/HLP4kt1CVr0/s1600/ee9a05d07de3826bed02380c20deb393.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ITxXmH49gYA/TnYfct_CmOI/AAAAAAAADvs/HLP4kt1CVr0/s320/ee9a05d07de3826bed02380c20deb393.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653740960451041506" /&gt;&lt;/a&gt; Não porque tenha visto algum "bitcho do outro mundo", mas tão somente porque, estranheza para alguns, das 18 digníssimas entidades que participação têm neste desfilar de distinção, uma delas é a Diocese de Bragança-Miranda, representada através do labor do inventário histórico-artístico conduzido por uma entidade demonstrativa do que melhor se faz por Macedo de Cavaleiros: a Associação Terras Quentes. Quer dizer... Apresento as minhas mais sinceras, honestas e demais "eras" e "estas" desculpas aos contestatários da distinção do parido por terras elevadas a concelho há pouco mais de 15 décadas. Tive um breve, mas intenso, colapso da alma (se é que possuidor sou da dita)... Penitencio-me pela tentativa de elevação da terra detentora dos calhaus onde fui orgulhosamente parido. Se "de Espanha nem bom vento nem bom casamento" (ainda que nutra uma certa inveja por "nuestros hermanos"), parodie-se em alternativo léxico e parece que "de Macedo nem boa brisa nem boa boda, parece tudo uma f... coisa e tal que rima com roda"... "E que fai uns indêzes de bez'im quando que se botum mim contchos e tchêos de prôa só pur u causa de terim nacido nua bila que num é milhor q'as outras mas, carbalhos que m'a racontracosum, bem m'ou finto que seija pior do q'elas"!... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i52y-qznIBw/TnYpkxpgxGI/AAAAAAAADv0/hlhfEXoHYiM/s1600/P%2525C3%2525BAblico22%252520de%252520Agosto%252520P2%252520p%2525C3%2525A1g%2525202%252520001%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 86px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-i52y-qznIBw/TnYpkxpgxGI/AAAAAAAADv0/hlhfEXoHYiM/s400/P%2525C3%2525BAblico22%252520de%252520Agosto%252520P2%252520p%2525C3%2525A1g%2525202%252520001%255B1%255D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653752093989717090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-6617709944542918452?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/OjPmGsPWQys/tesouros-de-arte-sacra-alheira-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-PGs1NgcMR-8/TnXSFnP2DtI/AAAAAAAADvM/ZuY8VYX0HTA/s72-c/CartazP2_peq.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/09/tesouros-de-arte-sacra-alheira-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-7733238436036252671</guid><pubDate>Fri, 26 Aug 2011 23:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-27T13:36:49.054+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>As partículas da impunidade</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--Hy9K_N2LZk/TljjM8Fw5zI/AAAAAAAADus/_MKxDMp4_Rk/s1600/patoleia_festa_sto_ambrosio_vale_porca_macedo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 154px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--Hy9K_N2LZk/TljjM8Fw5zI/AAAAAAAADus/_MKxDMp4_Rk/s200/patoleia_festa_sto_ambrosio_vale_porca_macedo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645511944337155890" /&gt;&lt;/a&gt; Ocasiões há que potenciam esta, pejorativa para uns, irreprimível vontade de imergir nas saudades do saudosismo, redundâncias da alma. Não é traje a nostalgia, trata-se apenas de uma desequilibrada balança de três pratos. Na incapacidade narrativa de desenhar o espécime, pelo esquisso da irrealidade me fico, flua o imaginário num esboço de regressão temporal. Tempos houve, idos tempos não muito recuados, de despertar a respeito, e a respeito adormecer. Era injectado à nascença, como se, independentemente do género, a prole tivesse o lóbulo auricular adornado a invisível pendente. Era uma inapagável marca dos dias, subtil sinalética, entre coisas outras, de humilde vénia ao que propriedade alheia era. As parcas viaturas que circulavam por, poierentas algumas, artérias da minha "vila", detentoras não eram de alarmes, supérfluos acessórios para a pacatez. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kCsWeEsNrs8/TljjxBjzSuI/AAAAAAAADu8/35JU3E9nPOg/s1600/195970_212033258809318_100000079352053_907514_6784960_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kCsWeEsNrs8/TljjxBjzSuI/AAAAAAAADu8/35JU3E9nPOg/s200/195970_212033258809318_100000079352053_907514_6784960_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645512564280609506" /&gt;&lt;/a&gt; Estacionava-se o veículo, de antemão sabendo que, arcaicas manivelas rodadas, os vidros abertos seriam apenas um convite à invasão de moscas, ou outros alados seres. Sairiam com o andamento... Invariavelmente, não havia o peso do porta-chaves a corroer a algibeira: a chave de casa incrustada ficava, em diurna permanência, à vista de todos, na respectiva fechadura. E raramente, mas muito raramente, os tímpanos eram obsequiados com novas de "amigos do alheio". Hoje, melancolia da inversão proporcional, "rest in peace" ao respeito, ou "sit tibi terra levis", louvores à impunidade ou, instância última, razão tinha Lavoisier. Omitiu o químico francês o parágrafo único ao seu princípio de conservação da matéria: aplicado a humana essência, sérios riscos corre de deturpação por envenenamento dos costumes. É a corrupção dos dias, importação de sabe-se lá o quê, ou saber-se-á, será a globalização, ou desmesurado incremento de egocêntricos umbigos? É o capitalismo! - vocifera uma ala! É a anarquia! - protesta outra. É a sociedade! - outra clamará... Entretanto, incriminem-se policiais forças... "- Atão o sacana do polícia infiou ua lostra no bandido"? PONHA-SE A FERROS O POLÍCIA!!! "- Bô, e o bandido o que fezu"? NADA, SEGURAMENTE, PARA LÁ DE SER VÍTIMA DA SOCIEDADE... "- Roubou-l'o ouro à Ti Maria Miquinhas, indrominou o Ti Tonho Mouco, racoseu-le a reforminha e inda le botou as manápulas às goelas, q'o home stá tchêo de maçaduras no p'zcoço. E pra mangar co a gente inda se pôsu a méjar no adro da igreja"... COISA POUCA... "- E já foi acaçado"? TALVEZ... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KBOkf2ptLfM/TljkG-kHlII/AAAAAAAADvE/lIgEY_k6abU/s1600/207051_212021758810468_100000079352053_907388_792599_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KBOkf2ptLfM/TljkG-kHlII/AAAAAAAADvE/lIgEY_k6abU/s200/207051_212021758810468_100000079352053_907388_792599_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645512941433754754" /&gt;&lt;/a&gt; "- Dixo-mo o mou q'era o Tchico Aldrúbias, queitado. Tamém, o que querium? O pai obrigabó a ir prá escola pra ber se se fazia home. Dás bezes inda le punha ua aixada nas mãos pra q'aprendesse a num andar à boa baiela. Munto sofreu o indêze. Era um bô rapaze, nunc'às minhas bistinhas o birum trabucar, morreu-l'o pai quando l'sbarou a carroça das burras pur'a ribanceira abaixo. Foi a sorte do Tchico! Depeis do enterro num boltou a alapar o sim-senhôre nos motchos da scola. A malbada da mãe ind'ó queria botar áprender ua arte... Queitadinho do Tchico, depeis d'ua bida álombar co d'zprezo da sociedade, ind'ó querim infiar nos Corrécios! Sim uas mines ou uas cigarradas, sequera! E aparecesse-me que nim têm trabisão, nim intrenet nos quartos"... Entretanto, nesta metamorfose dos dias, prostituição de costumes, os "Tchico Aldrúbias" têm consciência dos "queitadinhos" que são, vítimas da sociedade, despudor dos tempos que correm. Sabem que navegam em águas de impunidade. Por isso não espanta a sucessão de vandalismo que vai assolando o que um dia era terreno sagrado, inexpugnável, inatingível, respeitável. Desta vez foi o Santuário de Santo Ambrósio, profanado, vandalizado, assaltado. Amanhã será outro, o nosso próprio santuário, quem sabe... E num qualquer depois de amanhã, ou tarde será, ou "dixo-mo o mou bruxo q'inda boltemos ós tempos de cabeças abertas ó berde"... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--5trxIZExkc/Tljjf4DO9YI/AAAAAAAADu0/lEXl2xRdSy0/s1600/Santo%2BAmbr%25C3%25B3sio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--5trxIZExkc/Tljjf4DO9YI/AAAAAAAADu0/lEXl2xRdSy0/s320/Santo%2BAmbr%25C3%25B3sio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645512269670315394" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;(NOTA: Primeira foto, autoria de Paulo Patoleia (captada no recinto de Santo Ambrósio) ; Última foto, autoria de Vale da Porca Digital)                &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-7733238436036252671?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/Z-bLZBPPwGo/as-particulas-da-impunidade.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--Hy9K_N2LZk/TljjM8Fw5zI/AAAAAAAADus/_MKxDMp4_Rk/s72-c/patoleia_festa_sto_ambrosio_vale_porca_macedo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/08/as-particulas-da-impunidade.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2436586234063681204</guid><pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-25T00:57:43.248+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Reticências de abafada grandeza</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rzua1nUplF4/TlWO97SRMvI/AAAAAAAADuk/p2qT00bQoJY/s1600/Valter.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 220px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rzua1nUplF4/TlWO97SRMvI/AAAAAAAADuk/p2qT00bQoJY/s320/Valter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644574902516265714" /&gt;&lt;/a&gt; Pouco dado sou a públicas homenagens. Creio na voz dos actos, acredito na sonoridade das obras. Finjo, por vezes, alhear-me da proliferação de súbitos encantamentos emoldurados a momentânea falsidade. Mas quedo-me pelo limbo do fingimento, fragrâncias de névoa, cachimbo inerte, prolongamento de tabaco com aroma a carácter (não existe à venda em tabacarias - banido de comerciais circuitos)... De privadas manifestações a subtil exteriorização sem recurso a festival, decorativos efeitos ou musical banda em alvorada, retrocedo ao degredo de um prosélito pintalgado a anátema. Por vezes, porém, não me contenho e, de exaltação em exaltação, provimento dou a esta quase vulcânica forma de enaltecimento ao que parido é por terras que deverão, um dia, ter sido calcorreadas por desenfreados Zoelas, antepassados da essência elevados a relíquia do esquecimento... Cousas outras, o direi... Chamem-se-lhes os descendentes, ou seguidores de passos, lhes chamem, que de certezas não é o mundo feito. Ou será, conveniências de passagem na esquina dos proscritos, vingue a modéstia, drenagem de terrenos aparentemente desprovidos de humidade, ou secas gotas de um estranho composto liquefeito. Abençoada abominação ao desperdício da sublimação da diferença! Perdoem-me os destinatários desta afronta aos princípios de remetimento à sobriedade. Ventos da montanha, não me contenho! É o gosto pela diferença, controverso gosto talvez, o duvido porém, que a unanimidade vai decorando almas outras, e silenciar não faço a esta súbita vontade de publicidade dar às reticências de abafada grandeza. Tem nome, duplo nome, distintos seres emparelhados a arte, pura, divina, abençoada a terra, temperada a distinta agrestia, vales e montes assolados por aroma a Trás-os-Montes, genes enraizados em xísticos solos. Cousas de inimitável voz, Kamané se proclama, Carlos Baptista o é, tela de som, catálogo de infindável arrepio... E cousas de quadros pintados a pincel de dedicação, apontadas objectivas, cores da essência, Cavaleiro, andante também, mas de caminhos com trauteadas músicas com pegadas de Valter... A voz e a imagem... Únicas... "Made in Macedo de Cavaleiros city"... http://www.youtube.com/watch?v=HEVPaUjXwaE           &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2436586234063681204?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/NTC2jPnHXQw/reticencias-de-abafada-grandeza.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-rzua1nUplF4/TlWO97SRMvI/AAAAAAAADuk/p2qT00bQoJY/s72-c/Valter.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/08/reticencias-de-abafada-grandeza.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-7092383318451188999</guid><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 15:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-16T01:10:40.262+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>"Bô era! Atão Macedo é ua merda?"...</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RSOs7H-eV6M/TkmzFbsOJsI/AAAAAAAADt0/VfJ5pNMUKdc/s1600/HPIM8775.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RSOs7H-eV6M/TkmzFbsOJsI/AAAAAAAADt0/VfJ5pNMUKdc/s200/HPIM8775.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641236914172208834" /&gt;&lt;/a&gt; Assemelha-se a um pesadelo da invariabilidade dos dias. Ou talvez tudo não passe de um contrapeso à eternidade de um sonho trajado a lirismo, ressuscite-se Freud, adrenalina se inocule em Jung, ou requisição civil se imponha aos Sigmund em parceria com os Carl. Não é trampa mas defecou-a o felino (sempre soa melhor que o mais vulgar "não é merda mas cagou-a o gato")... Será uma alucinação dos dias, derivações em pasta de papel numa amálgama de difusos eucaliptos sem raízes sequer. Definitivamente, algias da alma, se é que almas há, somos um povo triste, macambúzio o dizia Junqueiro, vergado às traulitadas de quem convencimento nos deu de que a imprecação é arma de arremesso da inutilidade. A minha "vila" tem vida, por vezes, vezes outras engalanada é a foguetório de insonoridade para lá dos bandos alados que se guerreiam pelas melhores vistas sobre a Maria da Fonte e o Jardim toponimicamente marcado a luta de classes, reclusões de tempos outros que preferência têm pela omissão dos seus heróis numa qualquer gaveta do olvido. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OUnboGzu2F0/TkmzUHdO3UI/AAAAAAAADt8/lFWZ31a2T10/s1600/HPIM8652.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-OUnboGzu2F0/TkmzUHdO3UI/AAAAAAAADt8/lFWZ31a2T10/s200/HPIM8652.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641237166438669634" /&gt;&lt;/a&gt; Fantasmagórica ou pejada de vida, o meu apreço por Macedo não se dilui pela insistência na volatilização, pinturas de altaneiras vozes de profecias com tonalidades a desgraça. Sorrateiramente, deixo-me envolver pela atmosfera Macedense. Ouço daqui, ausculto dali, e não fosse esta incomensurável paixão pelas raízes de xisto, arriscar-me-ia a marcar-me com um sinete de desenraizado. Pondero seriamente na consulta a um qualquer discípulo do progenitor da psicanálise. Demente devo estar, seguramente, ou terá a demência sido epitetada a valores outros que inclusão não dão à insanidade. Começo a ofegar com esta constante peregrinação de apóstatas. A cada passo que dou, a cada cadeira onde me sento, a cada inspiração deste impoluto ar, deparo-me com uma incrementada classe constituída por gente colonizada pelos ares que vêm do litoral, ou doutro telúrico espaço qualquer, desde que a léguas do vetusto "Villar de Masaedo". &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eyDxEYpXySc/TkmznUgAdOI/AAAAAAAADuE/25WhCxsVGAo/s1600/005_MacedoCavaleiros.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 130px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eyDxEYpXySc/TkmznUgAdOI/AAAAAAAADuE/25WhCxsVGAo/s200/005_MacedoCavaleiros.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641237496357483746" /&gt;&lt;/a&gt; Aprecio particularmente os risos adornados a sarcasmo sempre que regurgito este sublime conduto com sabor a orgulho trasmontano. Soa-me a altivez decorada a hastes bovídeas ou, frequente-se a diplomacia, a mais elaborados e presunçosos chifres cervídeos. Depurações do espírito, talvez sirvam para disfarçar a impotência ou, instância última, "ignis fatuus" de proclamado pedantismo em pedestal com epígrafe "Amicos pecuniae faciunt"... Não que verdade não seja, que os euros íman são para as amizades, para degraus outros, quiçá, folga o carácter enquanto transpira a hipocrisia. Amanhã substitui-se a palmada lombar por afiado gume, que "mai fai", entretanto agucem-se viperinas estocadas de ofídeos, descanse o ego pela exaltação de pretensa maldade alheia. Oculte-se a própria inépcia na simultaneidade da vociferação da imbecilidade dos ausentes, há-de chegar o dia de vassalagem prestar aos que presenteados são com desdém. Sintomas dos dias... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-v1jc9YpOeE4/Tkm0Efgv2fI/AAAAAAAADuM/VQEuOiHEPnM/s1600/HPIM8207.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-v1jc9YpOeE4/Tkm0Efgv2fI/AAAAAAAADuM/VQEuOiHEPnM/s200/HPIM8207.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641237997529586162" /&gt;&lt;/a&gt; Aprecio esta dissolução, perversão de costumes, critique-se apenas, que as soluções são apanágio dos inexpugnáveis. E amanhã, os que hoje me falam, retribuir-me-ão com a singeleza do silêncio, numa qualquer esplanada em que a falta de amor-próprio parece falar mais alto, ou seja o pretensiosismo de um sociedade adulterada pelo conceito de "nouveau-riche", unhas calcinadas pelo ardor de trabalhos muitos, subjugadas a verniz, limadas a escuridão do pretérito. Transcrevo algo que li na edição deste mês de um exemplar da imprensa local: «O que hoje pode ler-se, nitidamente, no tecido urbano de Macedo, sobre a história de amor à cidade pode resumir-se deste modo: até 1960 Macedo foi amada pelos seus habitantes; de 1960 a 1980 foi amada pelos visitantes; de 1980 para cá deixou de ser amada.» Não arriscaria tanto, porque de 1980 para cá, ou de 1990, ou desde a viragem de milénio, não prescindi do amor à minha "vila", cidade a dizem. Mas paulatinamente me apercebo do desprezo a que os Macedenses a vão votando, tratando-a como uma manta de retalhos que talvez seja, mirando-a com o lancinante olhar de filhos pródigos. Depois ainda há um outro colapso... Em renovado recurso ao mesmo exemplar jornalístico, subscrevo inteiramente nova passagem, de novo autor: «O exercício cultural, o saber considerar e apreciar um acto de cultura, é apanágio dos povos mais evoluídos e representa um cume civilizacional protagonizado pelo homem. Sem cultura não há sociedade que evolua, não há democracia que se aguente. Sem cultura há crise, de certeza.» &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EbhruI_By64/Tkm0x8IySTI/AAAAAAAADuU/HrDS4O2pdgQ/s1600/HPIM4820.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EbhruI_By64/Tkm0x8IySTI/AAAAAAAADuU/HrDS4O2pdgQ/s200/HPIM4820.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641238778307823922" /&gt;&lt;/a&gt; Qual presságio da frontalidade, sinto-me contagiado, num estranho constrangimento pela ofuscação pela realidade. Somos detentores de muito, provando pouco. Remetemos o legado entulhando-o num poço sem fundo, destituimos as pedras da realeza colocando no trono "voitures et maisons", "haus und auto", "coches y casas"... Talvez o que venha de fora seja indubitavelmente bom... Mas o que vejo cá dentro é indubitavelmente óptimo. Daí a intragabilidade da compulsão de ouvir insistentemente que "Macedo é ua merda"... É uma permanente recusa na deglutição. Se Macedo é "ua merda", aconselho os dignos apologistas de tal a irem viver para "Vila Nova de Trás da Salada". Como é exterior a Macedo, será segura e inquestionavelmente melhor... Quanto a mim, permanecerei nesta demência de acreditar que os defeitos são o primeiro passo para enaltecer as qualidades. Talvez um dia esta compulsiva paixão tenha cura. Até lá, remeto-me à insignificância desta estranha adoração pela terra que me pariu, seja ela pintada a laranja, a rosa, ou a outra qualquer cor... Cousas... Ou distintas degustações... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m3Dzul4Muk8/Tkm1PPUEcjI/AAAAAAAADuc/QnBWGMNkE5c/s1600/HPIM4788.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-m3Dzul4Muk8/Tkm1PPUEcjI/AAAAAAAADuc/QnBWGMNkE5c/s320/HPIM4788.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641239281671631410" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;              &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-7092383318451188999?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/oHJVu0Sf6mQ/bo-era-atao-macedo-e-ua-merda.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-RSOs7H-eV6M/TkmzFbsOJsI/AAAAAAAADt0/VfJ5pNMUKdc/s72-c/HPIM8775.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/08/bo-era-atao-macedo-e-ua-merda.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-5304223749796169551</guid><pubDate>Thu, 11 Aug 2011 17:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-08-11T20:49:48.529+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Lampejos de ansiedade por Trás-os-Montes</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JMOiSt2Zifg/TkQYrFcoj5I/AAAAAAAADtE/aOWHyeHaM7k/s1600/untitled23.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JMOiSt2Zifg/TkQYrFcoj5I/AAAAAAAADtE/aOWHyeHaM7k/s320/untitled23.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639659761850421138" /&gt;&lt;/a&gt; Há locais assim, entranham-se, provocam um permanente regurgitar de saudade. Por vezes fazemos deles lana-caprina, mas é só na aparência de um quotidiano emoldurado a afazeres outros, contingências de migrante, edições diárias de acumular de uma fome que ganha proporções de monstruosidade. "Stou tchêinho de saudades de Macedo e dus mous ares stransmuntanos, c'um caralhitchas"!!! Foi só um efémero desabafo em forma de gargarejo da alma... Alivia, por instantes, o quase insuportável peso da distância, mas acalmar não faz a ânsia. Permanece o verdugo, qual atroz cumprimento de pena, sentença contra esta pregada impunidade de ter "botado tchôros ó mundo no mêo dos calhaus". &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-28Vr0gGWlmw/TkQdk_e8MsI/AAAAAAAADtM/VPe3r31j71k/s1600/HPIM8499.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-28Vr0gGWlmw/TkQdk_e8MsI/AAAAAAAADtM/VPe3r31j71k/s200/HPIM8499.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639665154728407746" /&gt;&lt;/a&gt; É ineficaz, sei-o, mas tenho um anormal apreço por este tormento do espírito sempre que se aproxima uma incursão mais ao Reino das Fragas, Principado do Nada, Condado do Tudo. Regenera os dias, rejuvenesce o xisto que carrego nos genes, talvez seja acossado por "algu'alma do outro mundo, fique mêo spritado e tanham puri que me fazer uas mezinhas. Se calha ind'é a Maria que se desalapou da Fonte. Cmu quera"... Num breve mas intenso cerrar de pálpebras, percorre-me este arrepiante estremecimento de ubiquidade, duplo corpo com a metade de mim sentada numa qualquer esplanada da Agostinho Valente, a gémea a penar, longe sentada, incontido desejo de olhar o ponteiro dos segundos em hipersónica velocidade. Valham-me as letras... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eXKjZKx6r4w/TkQjWQWRJDI/AAAAAAAADtU/nhB0CMTU2iY/s1600/untitled10.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 127px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-eXKjZKx6r4w/TkQjWQWRJDI/AAAAAAAADtU/nhB0CMTU2iY/s200/untitled10.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639671498627163186" /&gt;&lt;/a&gt; E valha-me esta aversão ao crescimento, muralha contranatura, numa volúpia dos sentidos de eterno retorno a infância nunca perdida. "Já le sinto o tcheiro ó Azibo, já se m'arregalum nas bistas co a Serra de Montemé, já se me botum os pur dentros desinquietos co a merenda na baranda do Ti Inberno, peliqueira a postos pra mais um carólo e um cibo de tchithco, ua pinga pur as goelas, um tantinho de queijo queimão e uns intremóços, seladinha de tomatos e pupinos, e tchítcharos puri, ua talhada de melão pra desinfastiar"... São os sons da terra parideira, desafinações de encantos tantos, orquestra em sinfonia de jamais inventados acordes. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pMHr6Dy-48I/TkQnJ6DmkPI/AAAAAAAADtc/301iv446YUE/s1600/HPIM5216.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-pMHr6Dy-48I/TkQnJ6DmkPI/AAAAAAAADtc/301iv446YUE/s200/HPIM5216.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639675684531376370" /&gt;&lt;/a&gt; "Depeis, dixo-mo a intrenete - ua maringância dos cuputadores - hai uas festas por Macedo e um passêo ó luar no Azibo. E im Bregança aparece-se-me q'uns homes e uas mulheres bão fazer um triatro qualquera da Idade Mediebal no castelo"... Aproveitarei a deixa para uma visita ao Museu Abade de Baçal, exposição da ancestralidade, Ordo Zoelarvm a dizem. Correrá o tempo, ao compasso das águas do Azibo, do Sabor, do Tuela ou do Macedo. Ou de uma ribeira qualquer... O céu nocturno cobrir-se-á de ímpar beleza, concertos de grilos e noctívagos seres, algures onde a pacatez é abraçada a Nogueira e Bornes, saciada a Azibo, regada a fornalha do estio, num distinto aconchego do âmago. Como se a ternura fosse provida de regaço, e nos sentássemos no amparo de braços amputados das pedras. Ser Macedense e Trasmontano... Não se entende, não se explica, julgo nem se sentir também. Porque é sentimento a aguardar invenção de nomenclatura... Ou talvez se resuma à grandeza de uma distinta pequenez... Amanhã darei voz aos arrepios da epiderme, assim fale o tecido... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AoQRt5MxGQY/TkQxJ6uclNI/AAAAAAAADtk/yyn7cQySd5Y/s1600/HPIM0834.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AoQRt5MxGQY/TkQxJ6uclNI/AAAAAAAADtk/yyn7cQySd5Y/s320/HPIM0834.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639686679827354834" /&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-5304223749796169551?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/sVG_qfD9XDY/lampejos-de-ansiedade-por-tras-os.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-JMOiSt2Zifg/TkQYrFcoj5I/AAAAAAAADtE/aOWHyeHaM7k/s72-c/untitled23.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/08/lampejos-de-ansiedade-por-tras-os.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-3062886757784296949</guid><pubDate>Sun, 17 Jul 2011 12:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-24T02:44:26.479+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">IP4</category><title>IP4 - A imolação dos inocentes</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2WaC7sS09Qw/Titk9Cwt0yI/AAAAAAAADsc/wwpaeJo475Y/s1600/HPIM4668.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2WaC7sS09Qw/Titk9Cwt0yI/AAAAAAAADsc/wwpaeJo475Y/s200/HPIM4668.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632706758832935714" /&gt;&lt;/a&gt; Um dia despertei de uma infundada letargia. Inquietei-me com esta estranha sobrevivência à aleatoriedade de uma roleta russa pintada a bréu, cor de asfalto, cheiro a tinta de morte. Troquei de peúgas, não fosse a sacanice disfarçar-se a putrefacção, sobrepujando-se aos aromas a vilipêndio, forjados encantos trajados a sanguíneas manchas. Chamem-se os bovídeos pela nomenclatura... O IP4 foi um abjecto render de guarda, adocicado presente adornado a embrulho de veneno, cicuta injectada em venosas saliências de gente habituada a sorrir com a solenidade de procissões de migalhas. A ilusão de um engodo na aparência de um anzol dissimulado a prenúncio de desfile de destroços, óbvias e nauseabundas profecias de vozes que repousam no incómodo de endeusados seres que projectaram a morte alheia. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H110ycI3S7M/TitnCCKubYI/AAAAAAAADsk/g7yojQTWjYs/s1600/ng1351637.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-H110ycI3S7M/TitnCCKubYI/AAAAAAAADsk/g7yojQTWjYs/s200/ng1351637.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632709043596193154" /&gt;&lt;/a&gt; Na inconsciência de uma poupança que vidas não vem poupando... Incúria das gentes? Adrenalínicos excessos de gente acostumada ao ostracismo, pacata populaça cujas únicas vias de comunicação se resumiam ao parentesco com as rugas cravadas em faces rasgadas a arduidade dos dias? Cometer-se-ão etílicos excessos, o afirmam iluminadas mentes que se demitem do crime apelando à impunidade? Seremos uma cambada de irredutíveis seres esboçados a irresponsabilidade? Não creio, não creio, senhores doutores... O IP4 foi uma artimanha mal engendrada, pedaço de pouco a quem nada tinha. Hoje, mortes muitas, amputações tantas, é filho de pai incógnito e a mãe é uma anónima filha da rua, puta de esquina, descendente dos desvarios de uma mal sucedida prática coital entre comunitárias verbas e aversões ao porvir. Ou talvez tenha sido apenas uma artificial inseminação lavrada a obscuro futuro... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VEfRS0RxMeE/Tits8M54ZzI/AAAAAAAADss/KWiHUwKVR1o/s1600/HPIM4669.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VEfRS0RxMeE/Tits8M54ZzI/AAAAAAAADss/KWiHUwKVR1o/s200/HPIM4669.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632715540468885298" /&gt;&lt;/a&gt; Hábitos de país à bancarrota plantado... Hão-de vir novas Vera Cruz, ou Palops outros, CEEs outras haverá, talvez o Mercosul nos aceite, ou se descubra ouro negro nas Berlengas. Instância última, por espaços nunca dantes navegados, a lusofonia colonizará Marte até novo grito do Ipiranga em alienígena vocalização... Sonhos do desenrascanço, talvez o túnel avance... Ou cesse a penitência de circular Marão acima, alheias terras a desejada A4, esventradas a insanidade de quem alternativas não pensa. É o tormento dos dias, flagelo da espera, angústia da probabilidade. Talvez a amputação não me bata à porta, extensíveis desejos, di-lo a ansiedade de ver um Reino rasgado a quase impossibilidade de frontais choques. Até lá, reze-se ou creia-se, domine-se a arte de sentidos extra, olhos atentos a impróprias sinalizações, pasme a alma pelo confronto com necessários desvios decorados a sinalética terceiro-mundista, redobrem-se cuidados, sonhe-se com risonho futuro. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qh9v3ypWrNc/Titx1uebNuI/AAAAAAAADs0/9uKsFhq-lBc/s1600/0_big.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 133px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qh9v3ypWrNc/Titx1uebNuI/AAAAAAAADs0/9uKsFhq-lBc/s200/0_big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632720926779586274" /&gt;&lt;/a&gt; Alternativamente, louvem-se os réus, doseiem-se os dias a paciência, gratidão muita a atrasadas justiças. Amargas trovas da injustiça, pelem-se os "coisos", haja quem fruta tenha para irrigar, ou pruridos muitos para coçar. Mantendo superiores extremidades em permanente simbiose com o volante, e periscópios da alma em focalização de oitavo sentido. Somos ludibriados em acordes de silêncio, resignações a pentagrama musical desprovido de claves, bemol ou sustenido, sem um gemido sequer, abafados protestos de aparente inexpugnabilidade. Ouve-se uma sonata de alheados instrumentos, escuta-se uma cantata de afónica voz, sentados na poltrona do "faz de conta", em estranha aquiescência do desbaratar do pouco que sobra. Entretanto, as rotativas vão-se preenchendo a imolação dos inocentes... E não encontra a culpa véu para o casamento... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yb2vr-j9MNg/Tit4sJhadyI/AAAAAAAADs8/C6stfguBwzk/s1600/HPIM4670.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yb2vr-j9MNg/Tit4sJhadyI/AAAAAAAADs8/C6stfguBwzk/s320/HPIM4670.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632728458822580002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-3062886757784296949?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/ZFCANSYMoRY/ip4-imolacao-dos-inocentes.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-2WaC7sS09Qw/Titk9Cwt0yI/AAAAAAAADsc/wwpaeJo475Y/s72-c/HPIM4668.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/07/ip4-imolacao-dos-inocentes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-6386094424779640403</guid><pubDate>Sun, 10 Jul 2011 22:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-17T00:48:20.336+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>A sustentável riqueza do ser</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nBbIb8jnVKg/Thon-m6c-iI/AAAAAAAADr0/xPUxEbOYd0Q/s1600/HPIM4518.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nBbIb8jnVKg/Thon-m6c-iI/AAAAAAAADr0/xPUxEbOYd0Q/s320/HPIM4518.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627854640903944738" /&gt;&lt;/a&gt; Um Museu de Arte Sacra... ou a (des)sacralização de um povo parido com arte... A cultura ter-se-á democratizado, numa peculiar forma de livre acesso com vedações na conveniência, permanente beliscabilidade na independência de metamorfoses de Ministérios em Secretarias. Falácias da inversão de cadeiras... O resgate do fantasma, féretro transformado em arte, foi, emancipação de grupelhos, uma obra de arte em si. Subjectivas visões, o Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros é um ícone. Lavrado a emoções reguladas por um paternal poder, ainda que o parricídio pareça soar a prática comum. É um jogo de sedução onde o arado revolve a terra numa plena fusão, coitos da alma, que se dane quem por baixo está, ou a subversão em nome da táctica. Talvez sejam reminiscências de astrais cultos legados pela ancestralidade Zela, revivescências de humano heliocentrismo, irradia calor na efemeridade de um convencimento das massas, habituadas que estão ao despotismo do asfalto ou à ditadura do betão. Infames tabuleiros de protagonismo rubricados a presumível hipoteca de futuro... "Ma racosa o carbalhtchas, que já stou a infiar a seitoura unde num debo e inda m'astrebo a que me capim. Bô, q'isto num é Intrudo e num me bou disfraçar de berrão"... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wbeR7tskXHc/TiG-yHs9fmI/AAAAAAAADr8/XEF1DzrBDhY/s1600/MAS.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-wbeR7tskXHc/TiG-yHs9fmI/AAAAAAAADr8/XEF1DzrBDhY/s200/MAS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629990777460194914" /&gt;&lt;/a&gt; Devaneios à parte, pinceladas de acidificação da alma, reconheço esta embriaguez pela absorção de culturais vapores com proveniência na Casa Falcão. Olha-se uma vez, duas, ou a infinidade de um permanente olhar, refreia-se o exacerbado ciúme da Maria da Fonte, paixão de anos muitos, sente-se o transtorno do eriçar da pelagem. Irremediavelmente, surge este invulgar apelo de entronização da génese. Parece não haver regressão possível nesta inusual atracção que parece corroer os dias de fora para dentro. Paradoxalmente, aprecia-se a corrosão... "Cada tchotcho co'a sua panca"... Haverá sempre um qualquer abafado grito da crítica, mais não seja pela possibilidade de a mesma fazer parte de um inatismo como filosófica corrente, mas sinto uma irreprimível vontade de aplaudir a visita de Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qul58iy3NCU/TiHsmaGCykI/AAAAAAAADsE/TKCeTVK-DPY/s1600/untitled34.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qul58iy3NCU/TiHsmaGCykI/AAAAAAAADsE/TKCeTVK-DPY/s200/untitled34.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630041153773685314" /&gt;&lt;/a&gt; Não exclusivamente pela cultura em si. Afinal, as navegações pelas injustiças ao desterrado povo encravado atrás de serras e penedias têm tributos destes. Efémeros, é certo, mas cheira a sublimação de migalhas para quem faminto está. Honra seja prestada a esta espécie de vénia aos representados, sublinhe-se o invulgar, louve-se a pedrada no charco. Mesmo que a heterogeneidade dos representados se resuma a uma singular homogeneidade... Subtilezas de "cancelos cerrados c'um carabelho qualquera", ou um "guitcho ólhar pur cima do scano"... « - Fetcha lá a matraca, atão num bês que stás a ser mim lorpinha? Inda te racoses cum esse'strejeitos de quem sprita lacraus»... « - Bai-t'ós poulos! E frias-te no crutcho, q'ou num m'acagaço s'o feitor s'imbutchinar! Nos'Senhor num me dou miólos só prós bitchinhos os cumerim!»... Folga o vilipêndio, entretanto, e exalta-se a essência. Ou tenta-se... Revivescências do pretérito, ressuscitações do que parece moribundear. Serão vãs tentativas de vida dar ao que finado parece estar? Ou paliativos cuidados brotados desta inexplicável sedução pela terra que deve o nome às maçãs. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-inHbVIBN1G8/TiISsJmuGSI/AAAAAAAADsM/idbJp6gCLSY/s1600/MAS2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-inHbVIBN1G8/TiISsJmuGSI/AAAAAAAADsM/idbJp6gCLSY/s200/MAS2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630083033868409122" /&gt;&lt;/a&gt; Fosse a excepção do solar uma regra e visibilidades outras ressumariam. Intransigências do ser, a distinção da terra-mãe resumida não está à excepcionalidade de um soberbo reaproveitamento de um solar condenado ao cadafalso. Ainda que visibilidade outra tivesse com original acesso, deslumbramentos de alpendre precedido de aristocráticos degraus. Mas isso são contas de rosários meus, afinidades com a beleza em detrimento da operacionalidade... Não será obstrução a renovações de investidas, tal o encanto. As paixões explicação não têm, deixam-se fluir ao abrigo de repetidas catarses da alma. São arrepios que se fundem no âmago, vivências que penetram no impenetrável, abalos de metafísica justificação. O Museu de Arte Sacra é detentor desse encanto. Está lá, brilhante, ao virar da esquina do abandono, baú de memórias, depósito de luzidios e inanimados seres contadores de histórias, resgatados ao desprezo de atrozes adulterações pela obstinação de um punhado de gente que lê a herança a indecifráveis símbolos. Tiro-lhes o chapéu... À Autarquia, porque em boa hora adquiriu um imóvel e o iluminou a orgulho; à Diocese, porque incentivou a inventariação e o restauro das peças; e à Associação Terras Quentes, inexcedível parceiro na empreitada de rejuvenescer a moribundez. E a Francisco José Viegas porque, interpretações de leituras várias, homenagem prestando à municipalidade museológica, mediatizou o que mais mediatizado poderia estar. Mesmo na fugacidade de digna passagem de périplo que transfigurou este pedaço de terra assemelhado a enclave... Na brevidade de umas horas reassumimos o papel de efectivo território do soberano país parido pela pertinácia da afronta do Afonso à progenitora. E vergo-me perante esta obstinação de repudiar a insustentável pobreza do ser que me tentam impor os vendilhões do templo... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BrCpiPzKNKI/TiIiZJ52xVI/AAAAAAAADsU/EA99FD1Vvwg/s1600/208647_215296638482980_100000079352053_932506_4060755_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-BrCpiPzKNKI/TiIiZJ52xVI/AAAAAAAADsU/EA99FD1Vvwg/s320/208647_215296638482980_100000079352053_932506_4060755_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630100299717199186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-6386094424779640403?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/hGHKroJzqnw/sustentavel-riqueza-do-ser.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-nBbIb8jnVKg/Thon-m6c-iI/AAAAAAAADr0/xPUxEbOYd0Q/s72-c/HPIM4518.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/07/sustentavel-riqueza-do-ser.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-7305629408675323440</guid><pubDate>Sat, 02 Jul 2011 11:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-07-02T16:24:11.701+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cortiços</category><title>Um Museu do Azeite e outras cousas de Cortiços</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CAfl4OHEXQM/Tg8IsLkBm7I/AAAAAAAADrM/LLVe-ZhuBVo/s1600/HPIM4638.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-CAfl4OHEXQM/Tg8IsLkBm7I/AAAAAAAADrM/LLVe-ZhuBVo/s320/HPIM4638.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624724014720195506" /&gt;&lt;/a&gt; Era uma vez uma paixão por Zoelas, seduções inentendíveis para aqueles que não perscrutam a ancestralidade como um dinâmico legado que decifra a ponte para o futuro. Não é História, são "cibos" de rude raça; não é Arqueologia, são pedras que falam; não é Antropologia, é um "tantinho" de genética do espírito. São estranhas palpitações a cada rebusco, corpos acossados por tórrido sol, extensões auriculares processadas pelos protestos de insectos que vêem o seu reino invadido. Sente-se um arrepio nas vértebras, doce e profundo arrepio, e o entusiasmo cresce a cada partilha de comuns interesses, descendência em deslumbramento por um pedaço de "tegulae" mais. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-P8SJQ257DrE/Tg8kcjMvZmI/AAAAAAAADrU/UbQIdKieCUY/s1600/HPIM4635.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-P8SJQ257DrE/Tg8kcjMvZmI/AAAAAAAADrU/UbQIdKieCUY/s200/HPIM4635.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624754532512654946" /&gt;&lt;/a&gt; Ocasionalmente, muito ocasionalmente porém, o destino, ou - quem sabe - o livre arbítrio, coloca-nos defronte de gente que partilha e entende, gente que sente as pedras com distinto sentir, gente que não se importa de expor esta rudimentar atracção pelo legado que, como Torga dizia, nos faz ter "hemoglobina que nunca se descora". E nada tem de afinidades com ácidos fólicos, vitaminas B12, ferros, ferritinas ou transferrinas. Como se a anemia não afectasse os descendentes das pedras... Analíticos conceitos arrumados a um canto, uma singela partilha do universo Zoela conduziu ao desafio de confrontação com similitudes de apresentados cultos solares. E abriu-se, escancarada, a porta para desafios outros. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-egSllvEwKdY/Tg8sZradtUI/AAAAAAAADrc/vOLv11V3MnM/s1600/01072011099.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-egSllvEwKdY/Tg8sZradtUI/AAAAAAAADrc/vOLv11V3MnM/s200/01072011099.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624763279271114050" /&gt;&lt;/a&gt; Desmazelo dos dias, há anos não me aventurava pela freguesia de Cortiços, terra de Fidalgos, extinta sede concelhia por reformas de finais de XIX. Por lá permanecem testemunhos de glórias outras, o tempo não lhes apaga o rasto ou, adulterando-o, transforma vestígios do passado em esqueleto de muros. Histórias outras... Depois, a obra de visionários, gente que culto presta às vozes que voz lhe deram. Entrar no Museu do Azeite é abdicar do tormento de pensar que o abandono da génese é geral. Ainda há resistência à perda de identidade! É como se penetrássemos num inexpugnável castelo, feito de pedras como elevadas eram muralhas, permissão dando aos sentidos para invadidos serem a cada estocada de idos tempos. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZKwPp2AWy5E/Tg8x8Cr3toI/AAAAAAAADrk/stRPwrSW3pk/s1600/HPIM4639.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZKwPp2AWy5E/Tg8x8Cr3toI/AAAAAAAADrk/stRPwrSW3pk/s200/HPIM4639.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624769367191828098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Permaneceu o voraz apetite de um regresso, mais calmo, menos efémero. Em cada canto do espaço sente-se o pulsar de cada fenómeno nele retratado, como se por ali permanecessem os homens e mulheres que vida lhe deram. O cicerone, privado conhecedor de cada pedaço do recheio, contagia-nos com a simplicidade do seu entusiasmo, elevando cada peça a um patamar de quase idolatria pela história que nela repousa. E sentimo-nos escoltados por resistentes da Monarquia, ou por Zoelas que do Cramanchão fizeram habitat, ou por gente simples que afagava azeitonas tranformando-as em ouro líquido. Depois, não resisti ao desafio de observar de perto plágios de "rodas de raios curvos" esculpidas em santo lugar, ou exemplar outro lá para o abandono de uma casa na Cernadela. De permeio, a escalada a um muro, por lá se encontra incrustado pedaço de pedra que de mó manual serviu e, altaneira, a que a tampa de sepultura medieval se assemelha, gravados caracteres para futura decifração. É um estranho apelo este... Alicerçado num não menos estranho sentir. Cousas... Cousas que impelem a um desvio ao Cramanchão, riqueza guardada por espessa vegetação, num silêncio quebrado pela azáfama de vizinha pedreira. Eram os Zoelas, romanizados Zoelas, aculturações do desfilar do tempo, algures perdidas por entre rebentamentos da modernidade. É um arrepio da alma... Hei-de regressar a "Vallis de Cortisis"... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GxIe-c3tF8k/Tg83VN4IyQI/AAAAAAAADrs/QYOVncici-U/s1600/HPIM4637.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GxIe-c3tF8k/Tg83VN4IyQI/AAAAAAAADrs/QYOVncici-U/s320/HPIM4637.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624775297250937090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-7305629408675323440?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/9wHX4PPAAJE/um-museu-do-azeite-e-outras-cousas-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-CAfl4OHEXQM/Tg8IsLkBm7I/AAAAAAAADrM/LLVe-ZhuBVo/s72-c/HPIM4638.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/07/um-museu-do-azeite-e-outras-cousas-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2734704691582425494</guid><pubDate>Sun, 26 Jun 2011 14:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-26T17:26:59.732+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Macedo</category><title>Fai um calor do caralhitchas!</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hsLEO84WpmM/TgdbQjlAVyI/AAAAAAAADqs/uhFdHhtqm8E/s1600/HPIM4454.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hsLEO84WpmM/TgdbQjlAVyI/AAAAAAAADqs/uhFdHhtqm8E/s320/HPIM4454.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622562999781840674" /&gt;&lt;/a&gt; O inferno exterior inibe esta desmesurada vontade de um "home" se embrenhar no coração da terra. Aventurei-me lá fora, voz dando a esta sã insanidade que me empurra à descoberta de montes e vales, incessante busca do que excitar gera neste descendente das pedras. Verdugo dos dias, o astro, à realeza elevado, queima as entranhas, língua de fora, qual cão vadio sedento de sombra e água frescas. O escalpe reclama, numa surda voz que atordoa, ecoa o borbulhar, como se uma fervente panela se aprestasse a explodir na presença da brusquidão de um mal calculado movimento. Macedo metamorfoseou-se em forno, cumplicidades com amarelos avisos, solidária cidade nesta causa da vergastada do estio. Não fora um certo puritanismo da educação e boas maneiras, diria "f...-.. lá o calor!". Digo-o, secretas confissões na privacidade de pública exposição, escrever não o faço, resguardo-me no subentendimento, de antemão sabendo que decifrar o faz quem vernáculo idioma usa. Entende-se, é feio, ou dizem-no, porque todos os botões conhecem tão pecaminosa forma de pragas rogar ao desconforto. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rHUZ_7IAI34/TgdbsmpcK1I/AAAAAAAADq0/R89a7KVhvsE/s1600/HPIM4445.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rHUZ_7IAI34/TgdbsmpcK1I/AAAAAAAADq0/R89a7KVhvsE/s200/HPIM4445.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622563481642085202" /&gt;&lt;/a&gt; Valha-nos o lago, ou recantos outros para lá do Azibo! Ou a ventoinha que incessantemente rodopia enquanto o que escreve pragueja... Talvez tenha sido o São Pedro, chaves muitas de aberturas tantas, abriu o céu ao inferno, quem sabe, ou ter-se-á esquecido de uma frincha mal selada, que o Demo, todos o sabem, rogado não se faz a atormentar os vivos. E abriu também a Feira, rejuvenescimento de aparente fantasma, a "vila" encheu-se de vida em dia de popular pai Carreira. Discutíveis gostos, da algazarra me afastei, as agulhas viram-se para sonoridades outras, não sem homenagem prestar às imediações. Sabe a festa, é festa!, celebrem-se os dias em carreiros de humanas formigas, feche-se a Pereira Charula ao trânsito, abram-se alas ao povo, o meu povo, aquele que rugas me faz adorar e a trabalhos muitos vassalo me faço. Na efemeridade dos dias, Macedo está vivo, ou a vida cheira. Sorri o mobiliário de esplanadas habitualmente enredado na pacatez da noite. Sorriem os donos também, esfreguem-se superiores extremidades. E sorria eu! &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KLp1XNTi6oU/TgdcnSX-PlI/AAAAAAAADq8/q50yVlX6DXs/s1600/HPIM4478.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KLp1XNTi6oU/TgdcnSX-PlI/AAAAAAAADq8/q50yVlX6DXs/s200/HPIM4478.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622564489812393554" /&gt;&lt;/a&gt; Afinal, a minha "volta dos tristes", penosa e monótona incursão de calcorreado percurso de anos muitos, transfigura-se: há vida para lá da passarada que inferniza cabelos com não solicitado creme. Circunstâncias há em que a sociabilização rasga taciturna face, num aperto de mão mais, inconvenientes perguntas por vezes, não menos inconvenientes respostas, ou a singeleza de uma feliz saudação de quem há anos não se vê. Entretanto, fiz uma pausa para regenerar o espírito com uma água "gaseada" com sabor a limão que dizem ser produzida aqui num concelho ao lado (ainda que os dividendos voem para outras bandas - não é assim também com a produção eléctrica?)...  De novo me aventurei a exterior ambiente... E de novo entrei em rápida reclusão! "Fai mesmo um calor do caralhitchas. Num fora pur a bregonha e botaba-me todo couratchinho! Mas tchaldra-me q'inda bem puri a alustrar, bem m'ou finto que num trubô, q'o céu aparecesse-me que se stá ámanhar... Peis habia de bir ua zurbada, q'inda hei-de botar os cousos de molho na barrage a tchuber-me nas fuças". Mas isso serão contas de outro rosário... Porque, mais à "neitinha", quero ir desvirginar o recinto da Feira de S. Pedro 2011. E aí jeito não dá "niua trubuada"... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jgm9M_Phihs/TgddXe9TgNI/AAAAAAAADrE/5GbDLBZryas/s1600/HPIM4476.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jgm9M_Phihs/TgddXe9TgNI/AAAAAAAADrE/5GbDLBZryas/s320/HPIM4476.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622565317823922386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2734704691582425494?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/QdtplSnPn9k/fai-um-calor-do-caralhitchas.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-hsLEO84WpmM/TgdbQjlAVyI/AAAAAAAADqs/uhFdHhtqm8E/s72-c/HPIM4454.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/fai-um-calor-do-caralhitchas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-8698981127654977849</guid><pubDate>Sat, 25 Jun 2011 14:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-25T17:30:30.574+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lamas</category><title>Gula, amizades e ar puro</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1FT5rbWcsWM/TgYIDbXQLGI/AAAAAAAADp8/L_gUe21v1_0/s1600/HPIM4448.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1FT5rbWcsWM/TgYIDbXQLGI/AAAAAAAADp8/L_gUe21v1_0/s320/HPIM4448.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622190039796558946" /&gt;&lt;/a&gt; Há reinos onde o tempo parece correr ao sabor da mansidão dos montes. Ouve-se a balada da serra, num inquietante sossego que espevita um sorriso que nos abre a alma de par em par, exposições de abertura zero, filtros ausentes, apenas esta hipnose de um arrepio forçado pelo toque de imagens que embriagam os sentidos. Há tesouros assim, na aparência de um esconderijo, despertados em singelas conversas de uma tradição perdida. Ou quase... Revivescências do pretérito, tempero de seculares amizades nascidas debaixo de sagrados calhaus, descontextualizações em modernos tempos onde conceitos se prostituem ao sabor de (in)conveniências tantas. Há purezas assim, equilíbrio do dar recebendo, num qualquer sentido abraço, fraternidade sem cláusulas, gente das pedras, nas pedras criado, nas pedras parido. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W4EZ7MvpAYA/TgYI-l5JEyI/AAAAAAAADqE/ePoubD761-4/s1600/HPIM4425.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-W4EZ7MvpAYA/TgYI-l5JEyI/AAAAAAAADqE/ePoubD761-4/s200/HPIM4425.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622191056235336482" /&gt;&lt;/a&gt; Simples, despojada de adereços da aparência, feições esboçadas a carácter da serra, completa, que a vida não é para ser levada a prestações. Retome-se a tradição... Há sempre um tempo para retomar a tradição. Relembrem-se as velhas aventuras dos tolos, guerreiros numa qualquer noite do estio, assados à luz da Lua, repetidos convívios de anos a fio, provisoriamente esquecidos numa gaveta da lembrança. Era o "pito assado na Siôra do Campo". Eram os tolos, somente os tolos, providos da vontade de salutar convívio, pactos celebrados a brasas de giesta, ruidosos lampejos a acordar vidas que dormem, inebriantes aromas da gula, talvez se aproximem os lobos, ou lupinos espíritos da ancestralidade. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8EGR8gLmJ00/TgYJj3IqchI/AAAAAAAADqM/dTAG7kiY7LM/s1600/HPIM4422.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-8EGR8gLmJ00/TgYJj3IqchI/AAAAAAAADqM/dTAG7kiY7LM/s200/HPIM4422.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622191696519000594" /&gt;&lt;/a&gt; Quebre-se estabelecida ordem, renovem-se os pactos, adornados a perdido javali, estufadas batalhas, um "carólo" por companhia, abra-se o apetite com salgadas azeitonas, guerreie-se com "carabunhas", abram-se hostilidades da gula. Algures, a lenha, restos de amputados carvalhos, renovada vida lhes deram. E acenda-se a fogueira, deslumbrado olhar, é o fascínio do fogo, é o receio também, por entre um copo mais, controladas chamas que ofuscam, por breves instantes, o calor de seladas amizades. Chegam opíparas convidadas, de Judeus nascidas, folgam nasais receptores da magnificência do cheiro a natureza, inunda-se o ar de névoa do fumeiro, excitam-se gustativas papilas pelo prenúncio a sabor a terra. Um copo mais para atenuar a espera, "aparece-se que stão mim boas, bota cá mais um cibo de jabali"... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-i2G194iZ9_E/TgYKQ-8blDI/AAAAAAAADqU/SyiOlJZWJlM/s1600/HPIM4426.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-i2G194iZ9_E/TgYKQ-8blDI/AAAAAAAADqU/SyiOlJZWJlM/s200/HPIM4426.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622192471709291570" /&gt;&lt;/a&gt; Rotula-se o ar a conversas de "pança tchêa", provam-se os primeiros exemplares, tostados, saborosos, "ou quero o cornitcho". Celebra-se o momento a perdidos olhares no horizonte, o Azibo ali ao fundo, eterna busca de uma distinção mais, Bornes a um lado, Nogueira a outro, dorsos de guardião iluminados por alaranjada luz de final de tarde. "E atão num s'ass'ó pito? Ah peis que num s'assa! Abonda di a grelha que já o racosemos!"... Ide comer erva a um lameiro, ou palha ao palheiro, melhor o diria a matriarca, ainda por cá andasse! Degusta-se o galináceo, como se vez primeira fosse, saborosa carne curada a grão e couves, e a petiscos que a terra dá. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xm2ef2v4GCg/TgYK-UIMuaI/AAAAAAAADqc/oN6IuFRkI1U/s1600/HPIM4435.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xm2ef2v4GCg/TgYK-UIMuaI/AAAAAAAADqc/oN6IuFRkI1U/s200/HPIM4435.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622193250489907618" /&gt;&lt;/a&gt; Reacendem-se velhos episódios de noites tantas regadas a infâmia do vinho, soltem-se os espíritos, maniete-se a inibição, avance-se destemido para a gargalhada geral. "Atão num t'alembras daquela neite im que quase te mejaste pra cima do assado? Bô, isso foi quando um biu um jabali a racoser-nos o presunto... Catantcho, o que fai o binho!"... A noite cai, de mansinho, distinta prole estelar a abençoar os esparsos pirilampos em que as aldeias se transformam. Levanta-se o arraial, contam-se as armas e os soldados, apagam-se os vestígios da refrega. É hora de descer ao "pobo", acalmem-se excessos com cafeínica dose, ou exacerbem-se, há sempre um digestivo mais à espreita. Ou um javali que se atravesse no caminho... E na ressaca dos dias, hoje começa o São Pedro... Com o inferno do estio lá fora... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AZki4XZWgQs/TgYLmbW1M4I/AAAAAAAADqk/JW-3xxxPlqA/s1600/HPIM4459.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AZki4XZWgQs/TgYLmbW1M4I/AAAAAAAADqk/JW-3xxxPlqA/s320/HPIM4459.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622193939625096066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-8698981127654977849?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/5_jYZEDJ7F4/gula-amizades-e-ar-puro.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-1FT5rbWcsWM/TgYIDbXQLGI/AAAAAAAADp8/L_gUe21v1_0/s72-c/HPIM4448.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/gula-amizades-e-ar-puro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-411680406272551935</guid><pubDate>Mon, 20 Jun 2011 23:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-22T02:38:08.814+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Cousas</category><title>A ansiedade das pedras</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b1Mz2i9u7GY/TgE4JD8mQjI/AAAAAAAADpk/JxQDFWAt82w/s1600/HPIM0001.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-b1Mz2i9u7GY/TgE4JD8mQjI/AAAAAAAADpk/JxQDFWAt82w/s320/HPIM0001.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620835538264539698" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;As pedras, perscrute-se-lhes o âmago, insondáveis palpitações de vida o clamará a descrença, dotadas que estão da lucidez de um cúmplice afago. Encoste-se-lhes o ouvido no lado contrário do paradoxo, de mansinho, sem recurso a brusco despertar. Resgate-se o estetoscópio de sublime fantasia, invisibilidade no seu eterno mergulho nos recônditos da alma, activem-se sensibilidades auditivas pela genética contrariadas, apele-se à fugacidade de um efémero beliscar dos sentidos. E estarão lá, bem ao lado do oposto, esquivos, camuflados, numa arredondada esquina do nunca, cardíacos batimentos pétreos, ténues, imperceptíveis, indecifráveis formas de vida onde diz a lógica repousar o inerte. Afinidades que compêndios de Geologia decifrar não sabem... Sabem-no os estreitos e impalpáveis caracteres desenhados a pactos de sangue, xísticos, graníticos, quartzíticos, "íticos" outros mais, petrificados à nascença numa inverosímil geminação que naturais leis contrariam. É a essência do metafísico, do inentendível, linguajar do silêncio, como se da obliteração do som rompessem lexicais formas intraduzíveis, sem recurso a universal dicionário que lhes aclare o significado. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2APh39EMYcA/TgFGvSxetVI/AAAAAAAADp0/YMzJtA8NyoA/s1600/HPIM4235.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2APh39EMYcA/TgFGvSxetVI/AAAAAAAADp0/YMzJtA8NyoA/s200/HPIM4235.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620851588242257234" /&gt;&lt;/a&gt; Bastante é ser efectivo membro da Confraria das Pedras, intrínseca adesão ao choro primeiro, para carregar esta estranha simbiose que me dota da infame capacidade de escutar a mudez das pedras, falando para surdos seres. Há demências piores... Sirva-lhe a assumpção de atenuante ao juízo dos mortais. Não desminto orgulhosas insanidades: fito em desmesurada estupefacção a fisiologia das pedras, permissão dou a proibida paixão, acossado por estranhos e penetrantes olhares de volúpia, inenarrável desejo pelo que indesejável é, o dizem os manuais dos bons costumes e de não menos boas maneiras. É a perversidade de ser filho das pedras, estranha prole o sou, enraizado na imobilidade, vergado a um pétreo sagrado, altares muitos de monotonia pouca, na grandeza desenhada a formas tantas, altivas por vezes, rastejantes outras. É controverso tentar explicar o inexplicável, abala os sentidos apenas, talvez seja uma arquitectura com arcos de imperfeita volta, ou encavalitados pedaços de petrogénese vergados ao suor dos homens. Sei lá o que é! Ou sei, de privadas confissões de imperfeitos amores, secretas confidências que auscultam a ansiedade das pedras... E a suave angústia de lhes tocar os sentidos... Amanhã... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qhUgab8qTj4/TgE4ivFSKbI/AAAAAAAADps/QbSyblQ-eY4/s1600/HPIM4158.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qhUgab8qTj4/TgE4ivFSKbI/AAAAAAAADps/QbSyblQ-eY4/s320/HPIM4158.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620835979340425650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-411680406272551935?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/ouN1DhHu7Rw/ansiedade-das-pedras.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-b1Mz2i9u7GY/TgE4JD8mQjI/AAAAAAAADpk/JxQDFWAt82w/s72-c/HPIM0001.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/ansiedade-das-pedras.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-3463917980522358587</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2011 23:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-08T16:20:05.106+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eleições</category><title>Legislativas à Macedense (Parte II)</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EdzKy3xJ9jM/Te66Yu2Pl2I/AAAAAAAADpE/RIvCyQxgY_g/s1600/HPIM4143.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EdzKy3xJ9jM/Te66Yu2Pl2I/AAAAAAAADpE/RIvCyQxgY_g/s320/HPIM4143.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615630719432759138" /&gt;&lt;/a&gt; Mantendo a eventualmente controversa divisão geográfica da "bota concelhia" em seis áreas perfeitamente distintas (tal como referenciado na publicação que esta antecede), leituras há que permitem retirar outras ilações do mapa político. A incontestabilidade do mapeamento laranja parece não oferecer dúvidas. O que também parece não gerar contestação é uma correspondência entre a subida de votação do PSD com a equivalente descida do PS. Porém, outras questiúnculas se levantam... Porque nem sempre o que evidente parece corresponde à realidade. O PSD subiu 828 votos; o PS desceu 835. Soa a transferência directa, mas... Para onde foram os 199 votos que perdeu o CDS? Logicamente, ter-se-ão transformado em voto útil. E para onde terá ido o rombo de 414 votos que o BE sofreu (passou de 6,16% em 2009 para 2,01% nestas eleições - de quarta para quinta força política - tendo o PCP subido apenas 19 votos)? Indo um pouco mais longe...  Assumindo sem grandes riscos que, do acréscimo de 828 votos do PSD, 199 corresponderão aos votos úteis provenientes da perda do CDS, restam 629. Será lógico supor que resultem de uma transferência do eleitorado flutuante que votou PS nas anteriores eleições. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IHiXaTw8kWs/Te-Rm0m0tNI/AAAAAAAADpM/PxVGzn5rBLE/s1600/HPIM3952.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IHiXaTw8kWs/Te-Rm0m0tNI/AAAAAAAADpM/PxVGzn5rBLE/s200/HPIM3952.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615867356496835794" /&gt;&lt;/a&gt; Mas ainda asssim restam mais 206 votos perdidos pelo PS sem destino evidente. Acrescentem-se-lhes os 395 votos efectivamente perdidos pelo BE (414 menos 19 "transferidos" para o PCP) e ascende a 601 o total de perdas da "esquerda". Se considerarmos que, comparativamente às Legislativas de 2009, houve menos 568 votantes, obtemos uma diferença residual de 33 votos (facilmente distribuídos pelos "pequenos partidos", particularmente o PH e o MPT). Não parece trancendente a conclusão: uma grande fatia dos votos perdidos à "esquerda", particularmente os mais à "esquerda", foram-no para a recentemente chamada "abstenção útil". Isto é, a percentagem de votantes que estão insatisfeitos com o partido no qual habitualmente votam mas não pretendem contribuir para presumível vitória de outro com a sua directa contribuição. Poderá assemelhar-se a falácia, mas não é... Faça-se um mero exercício teórico: 4 listas (A, B, C e D) numa pretensa votação em que obteriam, respectivamente, 34%, 41%, 20% e 5%. Suponha-se que os votantes da lista C optavam pela "abstenção útil". Os resultados finais seriam bastante diferentes: A - 42,5% ; B - 51,25% ; D - 6,25%. Ter-se-ia contribuído para uma maioria absoluta da lista B sendo abstencionista... Cousas curiosas dos números que parecem ter-se passado no concelho de Macedo de Cavaleiros, se bem que com resultados inversos aos eventualmente pretendidos... Um concelho que apresenta nuances particulares já que, e ainda considerando a divisão em seis áreas geográficas, não é visível uma perfeita homogeneidade de votação à medida que se percorrem as distintas regiões. As áreas do Norte concelhio apresentam uma tendência marcadamente "conservadora", atestada pelo fosso de votação entre os partidos considerados de "direita" comparativamente com os classificados como de "esquerda". Nas freguesias englobadas a Nordeste isso é ainda mais notório, com uma votação média de 77,86% nos primeiros contra 17,19% nos segundos. Essa diferença é ligeiramente atenuada a Noroeste com 68,55%/25,60%. É na freguesia de Macedo que essa diferença surge mais esbatida com 62,89%/32,04%, mantendo-se o abismo nas restantes três regiões, se bem que de forma não tão vincada como a Norte. Não espanta, por isso, que seja a Nordeste que PSD e CDS obtêm os seus melhores "scores" médios, com 59,09% e 18,77%, respectivamente. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QQ84nHwufXk/Te-SDfRrKfI/AAAAAAAADpU/PNEAycVKndU/s1600/HPIM3963.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QQ84nHwufXk/Te-SDfRrKfI/AAAAAAAADpU/PNEAycVKndU/s200/HPIM3963.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615867848987191794" /&gt;&lt;/a&gt; De igual forma não causará espanto que seja aí que PS e BE obtêm as suas piores votações médias, com 14,62% para socialistas e 0,99% para bloquistas. Curiosamente, não é a Noroeste que o PS detém a sua segunda pior votação, mas sim nas freguesias englobadas no Centro. Este facto é perfeitamente explicável por representar este conjunto de freguesias aquele onde PCP e BE obtêm as suas melhores performances, respectivamente, 3,79% e 2,00%, bem como é nas mesmas que os centristas conseguem a sua segunda melhor votação média (em contraponto, é também aqui que o PSD alcança a sua segunda pior votação - não deixa de ser um facto curioso que seja nas freguesias do Centro que os "extremos" conseguem melhores performaces à custa dos partidos de um pretenso "bloco central PSD/PS"). E venham de lá mais curiosidades numéricas... À semelhança das anteriores Legislativas, a freguesia de Ferreira mantém o estatuto de bastião laranja, com 70,27% dos votos no PSD. No lado oposto, mas mantendo a congruência, Santa Combinha é a "ovelha negra" dos sociais-democratas com 26,27%. Já Vilar do Monte mantém, como em 2009, o seu lugar altaneiro nas votações "rosa", com 40,91%. O carrasco dos socialistas foi desta vez com 6,90%, Lamas, destronando Corujas deste posto. No que respeita aos centristas, louvem Santa Combinha e os seus 40,00% de inusitados votos "populares", roubando o lugar de máximo reduto do CDS a Corujas. Numa titânica luta de pequenas freguesias, Soutelo Mourisco, com 2,56% de votos no CDS, roubou o lugar à Burga como freguesia com menos tendência para depositar votos nos centristas. Os Cortiços, nada de novidade, mantêm com firmeza o seu lugar de bastião comunista, ao cederem ao PCP 10,76% dos votos. Vilarinho do Monte, Ferreira, Santa Combinha, Burga e Talhinhas não afinam pela mesma bitola já que não subsistem votantes no PCP. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YXsOqRNm6-8/Te-SfiOQ6qI/AAAAAAAADpc/Dy-qsCM4AxM/s1600/HPIM4144.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YXsOqRNm6-8/Te-SfiOQ6qI/AAAAAAAADpc/Dy-qsCM4AxM/s200/HPIM4144.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615868330814532258" /&gt;&lt;/a&gt; Relativamente ao BE, Carrapatas persiste na posição de freguesia com mais afinidades bloquistas, com 5,11%. Afinidades que não parecem ser geradas em Murçós, Soutelo Mourisco, Edroso, Corujas, Santa Combinha, Burga, Vale Benfeito e Vilar do Monte, onde o BE não consegue um voto que seja. E os chamados "partidos pequenos"? O PH destronou o PCTP do primeiro lugar do pódio, destacando-se a Amendoeira como freguesia onde residem mais "humanistas", seguida de perto por Macedo e por Lamalonga. O MPT, para lá da freguesia de Macedo, obtém simpatia acrescida em Vilarinho de Agrochão. Por sua vez, o PCTP, perdendo 15 "trabalhadores comunistas portugueses" comparativamente às últimas Legislativas, vai conquistando um ou outro adepto de Norte a Sul, sendo quase inexistente a Nordeste e obtendo o seu melhor resultado médio (0,69%) no conjunto das freguesias a Centro. Quanto aos restantes pequenos, para lá de serem residuais, nota para o PPM que mantém os mesmos 23 votos de 2009, com a relevância de não haver qualquer adepto da "realeza" a Nordeste e de terem surgido do nada quatro indefectíveis "monárquicos" nos Olmos. Por idêntico diapasão afinam os "nacionalistas", persistentes nos mesmos 19 adeptos que já detinham em 2009. Contas feitas, esmifradas as Legislativas, espere-se mais dois anos pelas Autárquicas... Ou por outro PEC-IV... Tenho subjectiva e polemicamente dito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-3463917980522358587?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/pDxd4Y272jI/legislativas-macedense-parte-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-EdzKy3xJ9jM/Te66Yu2Pl2I/AAAAAAAADpE/RIvCyQxgY_g/s72-c/HPIM4143.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/legislativas-macedense-parte-ii.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-2920780149214440618</guid><pubDate>Tue, 07 Jun 2011 13:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-07T18:48:13.485+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Eleições</category><title>Legislativas à Macedense (Parte I)</title><description>Dissecar os resultados de umas Eleições Legislativas num âmbito concelhio poderá revelar-se enfadonha tarefa. Especialmente para todos os que, naturalmente, não nutrem particular apreço por números e, particularmente, por estatísticas e afins. O que não é o caso deste Cavaleiro Andante... Vale, essencialmente, pelas curiosidades... Para os interessados, e para uma mais detalhada informação, façam o favor de consultar http://www.legislativas2011.mj.pt/territorio-nacional.html#... &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CVAaw8bribc/Te4vlItliqI/AAAAAAAADoc/gFuo96Sp0oY/s1600/59830_153112158039957_100000235217732_390341_7634160_n.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CVAaw8bribc/Te4vlItliqI/AAAAAAAADoc/gFuo96Sp0oY/s320/59830_153112158039957_100000235217732_390341_7634160_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615478100417940130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, pois... Para não contrariar a corrente alaranjada saída destas eleições, o mapa concelhio ficou pintado a tonalidades de vitamina C. Sinais dos tempos, consequências históricas, hábitos... Hegemonia quebrada pelas pequenas, mas digníssimas, freguesias de Vilar do Monte e Santa Combinha. Se a primeira saiu pintalgada a rosa, a segunda, afinidades com a água da albufeira, ficou decorada a azul. Isolados resistentes que, por representarem apenas 1,45% do total de votantes, não beliscaram sequer a onda laranja. Mas fica-lhes o troféu da diferença... &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mayI_E8-VQQ/Te4xNndFfpI/AAAAAAAADok/Uf61AeOEOR4/s1600/34250_138650209486152_100000235217732_309477_7722009_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mayI_E8-VQQ/Te4xNndFfpI/AAAAAAAADok/Uf61AeOEOR4/s200/34250_138650209486152_100000235217732_309477_7722009_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615479895376625298" /&gt;&lt;/a&gt; E por feita menção a total de votantes, uma reverenciada vénia aos 9.146 que "desalaparam a peidola" de casa para ir depositar a sua vontade em forma de cruzinha (ou em alternativas formas). Aos restantes 9.989 deixo o meu lamento pelo alheamento e por contribuirem para a magnífica taxa de abstenção de 52,20%, desconto feito aos abstencionistas virtuais, seja pelas contingências da ordem natural da vida, seja pela irresponsabilidade de quem deveria gerir os cadernos eleitorais de mais profícua forma. Mas adiante, que é longo o processional cortejo... Com um louvor especial para a Amendoeira, inquestionável vencedora dos direito e dever cívicos, medalha de ouro da luta anti-abstenção com uma magnífica performance de uns "míseros" 35,15% de abstencionistas (indo a prata para Vilar do Monte - 39,31% - e o bronze para Corujas com 42,53%). Nos antípodas, como já habitual vem sendo, a segunda maior freguesia do concelho em termos populacionais: Morais, com os seus inusitados 69,51% de "baldas" ao acto eleitoral. Efectivamente, este parece um fenómeno do Entroncamento, dada a persistência ao longo das últimas eleições. Senhores da Junta de Freguesia de Morais, ainda bem recentemente por aí andei às voltas e os únicos fantasmas que vi foram as pedras da igreja da Sra. do Monte. Ou talvez não... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zQ47o0Ul6jc/Te47xagoghI/AAAAAAAADos/MtZkpVMHUNo/s1600/HPIM4105.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zQ47o0Ul6jc/Te47xagoghI/AAAAAAAADos/MtZkpVMHUNo/s200/HPIM4105.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615491505493410322" /&gt;&lt;/a&gt; Mas, subjectivas avaliações dadas a conjecturas várias, discutíveis afinidades, divida-se o território concelhio em seis distintas regiões: o Noroeste (Lamalonga, Vilarinho de Agrochão, Arcas, Vilarinho do Monte e Ala); o Nordeste (Murçós, Espadanedo, Soutelo Mourisco, Ferreira, Edroso, Corujas, Lamas, Podence e Santa Combinha); a freguesia de Macedo; o Centro (Sesulfe, Amendoeira, Vale de Prados, Vale da Porca, Castelãos, Carrapatas e Cortiços); o Sudoeste (Burga, Bornes, Vale Benfeito, Grijó, Vilar do Monte, Olmos e Chacim); e, finalmente, o Sudeste (Salselas, Vinhas, Bagueixe, Talhinhas, Talhas, Morais, Lagoa, Lombo e Peredo). E deixem-se voar análises outras... Nada que surpreenda desmesuradamente, é nos extremos Leste (NE e SE) que o fenómeno do alheamento eleitoral é mais vincado, com taxas de abstenção que se situam entre os 57e os 58%. Já nos homólogos ocidentais, o intervalo é de 54 a 56%. É na área em redor da sede concelhia que se situam os mais baixos níveis de abstenção, com valores abaixo dos 50%, oscilando entre pouco mais de 46% na freguesia de Macedo e os quase 48% nas freguesias englobadas no apartado "Centro". &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LPA-YeLS4zY/Te5Q9aDXfrI/AAAAAAAADo0/_4UEec2-auk/s1600/HPIM4129.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LPA-YeLS4zY/Te5Q9aDXfrI/AAAAAAAADo0/_4UEec2-auk/s200/HPIM4129.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615514801273274034" /&gt;&lt;/a&gt; Parece inegável que nas imediações do ambiente "urbano" a afluência às urnas é mais notória, cavando-se um fosso à medida que surge o afastamento da sede concelhia. Fenómeno normal da interioridade, parece ser. Mas regressemos à abstenção concelhia... Descontando o valor de "eleitores-fantasmas" que as estimativas apontam para um número a rondar os 10%, ainda assim ficar-se-ia com uma taxa de abstenção de cerca de 49,8%. Como justificar este desprezo de metade da população macedense votante por um direito conquistado pela democracia? Para lá do natural desencanto por sucessivos anos de "cauda da Europa", acrescido dos mediáticos escândalos de políticos e seus acólitos em vivência de desregrada impunidade, talvez o problema resida também nos fenómenos migratórios. Pessoalmente, conheço um grande grupo de dignos macedenses que, afastados há anos da sua terra-natal, nunca se sentiram motivados a proceder à alteração do seu recenseamento eleitoral. Serão justificante suficiente para esta rejeição democrática? Representarão uma fatia do todo, mas não de tal forma aberrante que justifiquem esse mesmo todo... Talvez seja apenas o "são todos iguais" ou um banal "a política não me interessa, eles é que se governam"... No entanto, pegando no recente platónico recurso de um amigo, «Uma das penalizações por nos recusarmos a participar na política é que acabamos por ser governados por outros piores do que nós». &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Nn9In7HQ8Ms/Te5ZuJ5c7LI/AAAAAAAADo8/CAV6WFW7_qE/s1600/HPIM3836.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Nn9In7HQ8Ms/Te5ZuJ5c7LI/AAAAAAAADo8/CAV6WFW7_qE/s200/HPIM3836.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615524434843331762" /&gt;&lt;/a&gt; Porque o desinteresse pode ser manifestado por outras vias, democráticas de igual forma: os Brancos e os Nulos. Estas silenciosas formas de protesto (ou, cada vez menos, de iliteracia), não contrariando o expectável, resumem-se ao residual. Contudo, são as freguesias englobadas a Sudeste as que se destacam no bolo dos "Brancos" e dos "Nulos", superando consideravelmente a média concelhia (2,02% de votos em branco e 1,25% de votos nulos). Não é de espantar que sejam o Lombo e Lagoa a liderar o pelotão dos "Brancos" com 5,15% e 4,69% dos votos, respectivamente. Assim como não causa espanto que Talhinhas, com os seus 5,08% se destaque nos "Nulos". Maior surpresa, relativizada pela diminuta quantidade de votantes, é a notação de que o "Partido dos Votos Nulos" é a terceira força política em Soutelo Mourisco, com uns inusitados 10,26%!!! Realce ainda, pela excepção, para Ferreira e Santa Combinha, únicas freguesias onde os "Brancos" e os "Nulos" são ostracizados por completo. Como já vai a procissão longa, deixo para depois as restantes avaliações e curiosidades "coloridas"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-2920780149214440618?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/CTI6VEnQ-5A/legislativas-macedense-parte-i.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-CVAaw8bribc/Te4vlItliqI/AAAAAAAADoc/gFuo96Sp0oY/s72-c/59830_153112158039957_100000235217732_390341_7634160_n.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/legislativas-macedense-parte-i.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-823252850188992758.post-7335055643642068048</guid><pubDate>Fri, 03 Jun 2011 15:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-03T20:11:59.662+01:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Pires Cabral</category><title>A. M. Pires Cabral, os "Esdras Harpix" e os "Tio Zé das Candeias"</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-NaWX_Y0Cv8E/TekwGrLccnI/AAAAAAAADoA/rZpE9dFOkxk/s1600/PIRES%2BCABRAL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 169px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-NaWX_Y0Cv8E/TekwGrLccnI/AAAAAAAADoA/rZpE9dFOkxk/s400/PIRES%2BCABRAL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614071301722108530" /&gt;&lt;/a&gt; Ocasionalmente, reacende-se esta vela parafinada a dinamite, rastilhos de incongruências muitas, nesta contumácia que me impele, desafortunadamente por vezes, a vociferar contra a resignada postura de auto-comiseração, como se as vergastadas no orgulho inflingissem dor naqueles que, à distância de um gabinete, abocanham sarcasticamente a destreza com que somos ludibriados a migalhas de betão e asfalto. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mZzf4QDe2Y4/TektYiilDLI/AAAAAAAADnQ/2_Hcee2w8cs/s1600/Pires%252520Cabral.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-mZzf4QDe2Y4/TektYiilDLI/AAAAAAAADnQ/2_Hcee2w8cs/s200/Pires%252520Cabral.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614068310105984178" /&gt;&lt;/a&gt; Haverá coisa mais regeneradora que o "nacional-coitadismo" que se alcandorou ao patamar de corrente ideológica predominante neste oitavo canto? Talvez creia na bússula de António, mago de lavradas letras, diabolizados olhares de quem «vê oito direcções de mundo, oito métodos de estar. O oitavo é o Nordeste».  É a metamorfose dos dias... Sinto-me acolitado por uma qualquer víbora-cornuda, druidismo militante de mágicas poções que desenvoltura dão a esta viperina língua que não se acomoda ao silêncio do rebanho.  Profilaxia desta aparente precoce insanidade, o dirão os Esdras Harpix, apeteceu-me viajar até Sancirilo. «Esdras Harpix era [...] esperto mas talvez não inteligente; seguramente inculto e primário. [...] Ele era também [...] manhoso, obstinado, aventureiro, velhaco e destituído de escrúpulos - cinco qualidades [...] contra as quais a finura natural, a erudição, o lastro doutrinário e o poder de argumentação de Judas Ormin não pareciam ser infelizmente arma bastante». &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-atcjD0t089k/TekxpWmYtUI/AAAAAAAADoI/kCqbZHfHfM8/s1600/CAF_SO%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-atcjD0t089k/TekxpWmYtUI/AAAAAAAADoI/kCqbZHfHfM8/s400/CAF_SO%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614072997005014338" /&gt;&lt;/a&gt; Paralelismos tantos de (ir)realidades muitas, náusea dos dias... "Mas atão quem me manda a mim botar serradura onde num se arramou guerdura"? Pontuais devaneios de quem vê com elevado orgulho o débito de um prémio mais ao "home de Grijó, o do sô doutôre da fermácia", nascido um dia, literal e literariamente, «Algures a Nordeste». Desta vez foi a Associação Portuguesa de Escritores que reparou no perturbador "O Porco de Erimanto" e, analgésico para esta perenidade de uma desencantada dor complexada a inverosímil inferioridade, o agraciou com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C7mZ9MXGqZc/TektnX8XCwI/AAAAAAAADnY/fG2KS6TVIPM/s1600/0_big.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-C7mZ9MXGqZc/TektnX8XCwI/AAAAAAAADnY/fG2KS6TVIPM/s200/0_big.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614068564959365890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Peis que bus-jiu digou ou, bem m'ou finto que num haija pr'aí uns inbijosos duns lapardeiros imbutchinados pur u causa disto. Pra eis era bem milhore albidarim-se de beze q'inda hai gente pur Trásdusmontes»... E, frustração dos omniscientes, no âmago de "aldeana" gente, esquecida e vilipendiada gente, há pedaços tocados a Midas, como se de uma inusitada revolução das pedras brotassem uivos da consciência, em estranhos bailados de rebeldia do ser, ornados a excelência de descendentes Zoelas, que de epopeizados Lusitanos pouco devemos carregar. Rememore-se o Tio Zé das Candeias, a singeleza em contraponto à altivez dos que tentam transfigurar o Reino Maravilhoso em Merdosa Coutada: «Carvalho, senhor Visconde! Há [...] anos com o rei na barriga, não lhe parece que já eram muito boas horas de o ter cagado?»... &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EzYTBz5CrCE/Tekt2s7r4BI/AAAAAAAADng/oyFPSbRwwA0/s1600/Picture_11.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 136px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-EzYTBz5CrCE/Tekt2s7r4BI/AAAAAAAADng/oyFPSbRwwA0/s200/Picture_11.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614068828291719186" /&gt;&lt;/a&gt; Não fina a excelência em António Pires Cabral, seguem-lhe trilhados caminhos os do clã, Rui e Miguel. Ornamente-se a aparência de ficção em pinturas de letras de Manuel Cardoso, Fernando Mascarenhas ou, mais recentemente, Carla Ferreira. Decore-se a tempero de fluidez poética de Virgínia do Carmo e obtém-se um literário folar agridoce com sabor a distinção. E remeto Adriano Moreira ou Raul Rego para outras andanças... "Sêmos bôs, or sim? Atão purque caralhtchas andemos sempre a spremer a lágrima pur us cantos, cmu se tibéssemus q'andar sempre ápaijar uas abantesmas?"... Sou um inconformado, certo é, nesta jornada, inglória por vezes, de elevar a essência trasmontana, macedense por inerência, a patamares onde deveria estar acolhida. Serei apodado de lírico, ingenuidade minha, roubam-me a comida os Esdras Harpix, mas não me tiram esta fome de elevação a Tio Zé das Candeias. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NF4A7uyTGyU/TekuTdru3VI/AAAAAAAADnw/aK8g1IIuCac/s1600/temposcruzados.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NF4A7uyTGyU/TekuTdru3VI/AAAAAAAADnw/aK8g1IIuCac/s200/temposcruzados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614069322414480722" /&gt;&lt;/a&gt; E pode ser, viscerais resquícios de uma ancestralidade que não renego, que contágios haja a distraídas mentes. Talvez tudo não passe de um "tiro na bruma" em "tempos cruzados", ou "vertigem" do "ti manel xeringa"... Ou serei o próprio diabo... Mas não serei recordado como o que veio ao enterro. Ainda que more nesta inexpugnável chama do ventre pétreo onde moram calhaus parideiros, não soçobrando pela "proa" imensa na excelência da terra e da gente... &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zTH9KgC_Fmw/Teku2MjOqVI/AAAAAAAADn4/VT0WjeaMKYs/s1600/229124_222973124380550_100000035911459_1012736_5812381_n.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zTH9KgC_Fmw/Teku2MjOqVI/AAAAAAAADn4/VT0WjeaMKYs/s200/229124_222973124380550_100000035911459_1012736_5812381_n.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614069919110834514" /&gt;&lt;/a&gt; Mesmo que a dita esteja urgentemente necessitada de cuidados paliativos, médicos os não direi. De repente, assombro de passagens outras, tomou-me de assalto a popular sabedoria do tio Águsto Cordeleiro: «Rapazes, a saúde está nisto: pés quentes, cabeça fria, cu aberto, boa urina, merda para a medicina»...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/823252850188992758-7335055643642068048?l=masaedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/CousasDeMacedoDeCavaleiros/~3/Mey86ImMgN8/m-pires-cabral-os-esdras-harpix-e-os.html</link><author>noreply@blogger.com (Cavaleiro Andante)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-NaWX_Y0Cv8E/TekwGrLccnI/AAAAAAAADoA/rZpE9dFOkxk/s72-c/PIRES%2BCABRAL.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://masaedo.blogspot.com/2011/06/m-pires-cabral-os-esdras-harpix-e-os.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

