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&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Declaro antes de tudo que apesar do teor quase condescendente com o Big Brother Brasil isso não é uma carta de aprovação ao mesmo. Tampouco uma crítica. Não precisamos de mais justificativas pra nos convencer de que o lixo é imundo. Nem críticas e nem aprovações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Guerra é paz.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não faz nem 10 anos que os primeiros embriões de reality show de alcance massivo e estupidificante começaram a surgir. Naquela época eu ainda estava no primário e não tinha ideia ou condição de dizer se era algo bom ou ruim. Assistia a coisas como "Casa dos Artistas" (várias versões), "No limite" (várias também) e por ultimo digo que vi as primeiras edições do Big Brother. Naquele tempo eu nem tinha ideia de quem era George Orwell, Goldstein e "política", "massiva" (e) "de controle" jamais estavam na mesma ideia; se quer na mesma frase. Não demorou muito tempo pra que alguns dos meus melhores professores deixassem de usar as palavras em inglês e seus temas recorrentes para contextualizar as matérias.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;(por falar nisso... como assim contextualizar? Tudo hoje em dia tudo tem de ser contextualizado, divertido, de fácil assimilação e interessante. O que aconteceu com o fato de que as vezes temos que fazer algumas coisas, não por que gostamos, mas sim por que TEMOS que fazer. O que aconteceu com a honra, disciplina e trabalho duro? Enfim...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Alguns deles começaram a mostrar que esse tipo de programa é lixo e pela primeira vez na vida fui levado a pensar que tal divertimento nos empobrecia na cabeça e não levava ninguém a lugar nenhum. Algumas das mentes mais ricas e brilhantes de hoje em dia aceitaram essa ideia comigo na época e hoje estão felizes consigo mesmas e "bem de vida". Consegui, ou conseguimos, com a insistência daqueles homens e mulheres engajados em me dar uma educação muito CARA e de qualidade, perceber que talvez o divertimento de algumas horas não fosse tão bom assim, visto tudo que ele representava e todos os efeitos colaterais de sua aceitação. Passei a vê-lo como um verme na mente. Havia criado algumas barreiras a certas instituições, mas havia esquecido o sutil e primordial.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Liberdade é escravidão.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Muitos anos se passaram. A crítica tinha ganhado uma forma forte e concisa. O ceticismo tinha feito seu papel e a ideia de não crer no não pode ser provado e não aceitar aquilo que trará consequências piores do que o prazer imediato estava arraigada. A vida tinha se tornado menor. As coisas perdiam sua mágica pois tudo podia ser analisado e repensado. Pelo menos era isso que eu pensava. Ledo engano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um dos piores males da fase da adolescência para os menos instruídos (esteja claro que, pelo menos ao meu ver, os menos instruídos não o são por vontade, mas por ignorância e falta de oportunidade. O saber advém de um retroalimentação positiva.) é a falta de razão. Uma visão turva, de baixo alcance e pouca análise trás os maiores problemas que alguém, o qual ainda não consegue nem se manter no mundo, poderia imaginar. Drogas, vícios,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;(alguém um dia teorizou que a liberdade &amp;nbsp;é a quantidade de escolhas que se pode fazer. Quanto mais vícios, menos possibilidades de escolha. Quanto mais vícios menos liberdade)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
filhos, crimes, casamentos, cadeia e todo tipo de más escolhas na hora errada em geral. O importante sobre alguém que não consegue se localizar no meio em que vive é que essa pessoa além de apanhar mais da vida, não saberá nem de onde veio a porrada. Continuará ignorante. Culpará a si mesmo ou a qualquer outro fator sem fazer a menor ideia de que talvez esteja completamente errado ou irremediavelmente certo. Acontece que nunca poderá aprender a se defender das grandes golpes da existência. Sofrer e não ter nem a menor ideia real de como cessar o sofrimento ou evitar os próximos é como estar à deriva. Pode não ocorrer nada. Ou tudo pode ocorrer.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Outro grande mal da juventude, só que esse entre os mais instruídos, é o excesso de razão. As coisas começam a fazer sentido. Ganham sabores, formas, cheiros e padrões quase intrinsecamente precedentes ao tempo. Tudo é visível e analisável. Todas as coisas são estudáveis e colocadas no papel fazem todo sentido para aqueles que não sabem desenhar coisas novas, mas sabem analisar desenhos velhos. Os velhos vilões são rápida e repetidamente rechaçados. Os mais "corajosos",&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;(coragem entre aspas, pois, para eles mesmos é reconhecido que, o que fazem é nada mais do que obrigação é lhes impossível escolha diferente. Sabem, eles, também que abrir mão de algumas companhias tolas não é coragem, mas sim bom senso)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
além de não se juntarem à roda dos amantes da massa, ainda combatem batalhas intelectuais com os que não tem armas pra defender suas ideias ou falta delas. Isso não é muito efetivo se o intuito for convencer as pessoas a pensar um pouco mais além. Aqueles que não tem capacidade de argumentar, mesmo que não possam contra-atacar permanecem insistentes, pois desenvolvem uma resistência sem igual. Tudo muito inefetivo. Muitas vezes forma-se um quadro onde os que criticam sentem-se orgulhosos de sua "diferença" e "inteligência", os que são criticados sentem-se orgulhoso de "não ligar pra opinião do sabe tudo" e ambos travam aí.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ambos assumiram seu papel social, mas apenas um pode realmente piorar. O chamado intelectual esqueceu-se do primordial. Com toda sua crítica e retórica aos velhos agentes "do mal" de "das trevas" (contrários a luz da razão) ele se esqueceu do que os professores ensinaram. A vida é muito dinâmica e muda antes que nos demos conta. Antes que ele pudesse (nós pudéssemos) ter novos e mais sábios professores a internet surge. Ele a encara como a forma mais linda de compartilhamento enaltecendo sua possibilidade de que todos podem falar o que pensam. Torna-se arauto dos seus benefícios.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Ignorância é força.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ele (nós) não pode mais perceber, por se achar diferente, que as coisas ruins da vida tem seus adeptos justamente pois há muitos que as compartilham e curtem. Esquece-se que a humanidade sempre decai a não ser que todos seus membros estejam em acordo sobre manterem-se vigilantes e esforçados pelo bem de todos os outros. Ainda relutante a tudo que a massa adora o novato dos meios menos difundidos não se percebe entre uma massa menor e com vocabulário maior, mas ainda assim ignorante na sua esfera. Os professores disseram, mas ele não se lembra mais: "tal divertimento nos empobrecia na cabeça e não levava ninguém a lugar nenhum". Richard Dawkins cunhou no ultimo capítulo do livro "O Gene Egoísta" a palavra "meme" que descreve a unidade básica e fundamental do pensamento. Como a vida faz, essa unidade nasce, cresce, reproduz e eventualmente morre dentro das mentes humanas. Uma forma de vida informacional. "Tal divertimento nos empobrecia na cabeça e não levava ninguém a lugar nenhum". Nos esquecemos que o que realmente nos deixa menos "elevados"&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;(que conste nos autos que &amp;nbsp;o autor mantêm-se &amp;nbsp;cético com relação a palavra "elevado". Como cético ele encara esse tipo de abordagem da vida como uma abordagem "pobre". Mas ainda como cético, percebe também que qualquer outra abordagem dessa vida efêmera e não eterna &amp;nbsp;é igualmente pobre e resolve que mentará a tradição dos iluministas e gregos a qual lhe foi passada como saudável. Não que ela esteja certa em si, mas por que ele a considera agradável e parece ser uma saída para a miséria e &amp;nbsp;sofrimento de seus irmãos humanos e das pessoas que &amp;nbsp;gosta)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
não são as coisas que a grande massa aprecia em deleite, mas sim o fato de que não estamos delegando nosso tempo para lutar pelos que ainda não conseguem e não estamos nos tornando mais fortes e sábios para conseguirmos nos enxergar no todo. Assistir Big Brother por gostar ou vê-lo para criticá-lo é tão inútil quanto não o assistir, mas gastar o mesmo e precioso tempo de sua vida em algo diferente do aprendizado e da sabedoria. Não assistir as chamadas novelas, séries, ou programas inúteis e massivos é tão prova de incompetência quanto passar horas na frente de uma (agora sim e verdade "tele-)tela rindo de piadas, imagens, textos, memes e tudo mais que a massa não aprecia, mas que é igualmente estagnador. É preciso correr na máxima velocidade apenas para manter-se no lugar e não ficar para trás. A competição da selva só mudou de nome, mas, como organismos vivos, ainda não nos &amp;nbsp;livramos do epípeto selvagem. Não temos o direito de descanso. Nenhum agente biológico o tem e não deveríamos nos achar no direito de regalo sem trabalho duro e perpétuo. Ou melhor... trabalho inteligente, duro e perpétuo. A porcaria ganha força pois a maioria a aprova ou ignora. Se a maioria o aprova ou irreleva, em qualquer novo meio onde algo chamado maioria tenha condições de se formar, com certeza essa "maioria", ainda que se enxergue diferente, será tão vil quanto a "massa" que abomina. As pessoas que não veem tv, que não assistem jornais, e que se recusam e ter suas opiniões moldadas pela mídia talvez estejam apenas tendo sua opinião moldada pela falta dela. Cada hora a mais de diversão é uma hora a menos em progresso interno.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não quero dizer que sou contra risos e não pretendo fazer com que que orgasmo e satisfação sejam pecado e heresia. Podemos nos divertir de outras formas e com auxílios diferentes. Podemos simplesmente não nos divertir demais a ponto de destruir ou descuidar do futuro. Podemos apenas não deixar a coisa rolar solta e tentar ter o mínimo de auto controle para aquilo &amp;nbsp;que podemos &amp;nbsp;pensar e enxergar como prejudicial a mim e ao todo. É só mais uma forma de pensar. Não tivemos professores que nos alertassem contra os males do burro fluxo livre de informações. Talvez esteja na hora de sermos eles. Apenas talvez.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não precisamos de mais de uma dose de soma por dia. Só ela já deveria ser o suficiente.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dlokKPTP_ao/TaHHkxEE2eI/AAAAAAAAACw/e58aeDj7BVM/s400/big_brother_is_watching_you.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-dlokKPTP_ao/TaHHkxEE2eI/AAAAAAAAACw/e58aeDj7BVM/s320/big_brother_is_watching_you.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-5464862296510237853?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style="background-color: white; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 14px;"&gt;Bem aventurados aqueles que conseguem entender que não é preciso estar certo para ser feliz.&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-8534199221597528034?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lZcRRn1_fFE-nrE4VUnhyinC6Zo/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lZcRRn1_fFE-nrE4VUnhyinC6Zo/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lZcRRn1_fFE-nrE4VUnhyinC6Zo/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/lZcRRn1_fFE-nrE4VUnhyinC6Zo/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/qLGjWkZVn-g" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/8534199221597528034/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2012/02/certezas.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/8534199221597528034?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/8534199221597528034?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/qLGjWkZVn-g/certezas.html" title="Certezas." /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2012/02/certezas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEER3s6eyp7ImA9WhRaEUU.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-3343503067719875061</id><published>2012-02-07T03:31:00.002-02:00</published><updated>2012-02-14T00:46:46.513-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-02-14T00:46:46.513-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Ideias" /><title>Do outro lado do amor</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
De incontáveis formas nos enganamos. Das maneiras mais diversas nos achamos criativos para errar em nossas conclusões. Em um passado distante (no qual talvez nem era eu a vivenciá-lo) fui comunicado de diversas decisões que envolviam a mim, mas não necessitavam de minha aprovação. Quando um não quer, dois não amam. Em minha extrema ignorância pensei ter sabido das coisas e entendido que estava ocorrendo toda vez que me falavam que o “agora” tinha acabado. Me imaginei sábio e achei ter entendido tudo colocando o universo de minha interlocutora dentro do meu e julgando-o segundo meus próprios preceitos. Como se as leis que me regem fossem válidas em todos os mundos que apenas consigo vislumbrar. Ledo engano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há algumas formas de expressão. Se queremos passar uma informação podemos usar de vários artifícios &amp;nbsp;e tudo varia dependendo do nosso objetivo com aquela informação. Muitas vezes dizemos a verdade na esperança que ela cause naqueles que a ouvem o efeito que queremos que ela cause. Nos esquecemos, entretanto, que talvez as pessoas tenham a mesma reação que nós diante dela. Queríamos que elas agissem diferente de nós ouvindo a mesma verdade que constatamos, mas as vezes isso não ocorre. As vezes elas entendem tudo que queremos dizer da forma que também entendemos quando abrimos os olhos. Tudo que nós queremos as vezes é mostrar algo e a pessoa não ver. Não queremos que os outros sejam como nós. Não queremos ter de nos enojar reconhecendo naqueles pelos quais nutrimos sentimentos a imundície que existe em nós. A verdade nunca funciona. Podemos mentir. Na verdade chegamos na inevitável conclusão que devemos mentir. É simples rápido e fácil se você é criativo e está disposto a construir uma realidade e não se importar se (ou quando) ela ruir. Funciona na maioria das vezes. Ou podemos tentar ofender declarando que nosso interlocutor é um animal tão atrasado que nada além de frases soltas sobre a natureza das coisas visíveis é capaz de lhe fazer tomar alguma atitude, ou seja: podemos usar de parábolas e metáforas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu pessoalmente acho a mentira linda, mas só quando tudo mais que a envolve também o é. Também não tenho problemas em ofender aqueles que simplesmente passam os olhos por cima de uma folha letrada sem ver aquilo que foi dito da forma que foi dito. Faço questão de esquecer que “aquilo” que foi “dito” é simplesmente inalcançável e intangível pelo simples fato de que, em realidade, não há fatos. Não exijo que me entendam e não exijo que tentem. Não quero que acreditem e, tão pouco, quero que se sintam ofendidos. Peço apenas que não se importem e olhem para um mundo onde risco o chão branco e deixo a minha marca seja ela de xingamentos ou elogios. Peço que não se importem em ser meu chão branco. Vejam bem. Satisfaço-me em escrever e alguém se satisfaz em ler. Como uma criancinha tola sinto-me feliz em xingar numa língua distinta da vida e, peço, “ouvinte” que você faça de bom grado seu papel e sinta-se feliz em ouvir em uma outra língua o que todos já proferem no seu idioma e pense além. No final eu me regalo, você se esforça e todos saem, se existir vitória em algo ou se alguém acha que algo nessa vida é vitória, ganhando.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ouvi diversas mentiras e me enfureci delas. Das que consegui distingui. Veja bem, só me senti mal por aquelas que não correspondem ao dito logo acima. Só me enfureci das mentiras colocadas num mundo de verdades. Ao mentir certifique-se que tudo mais terá a mesma cor, som e gosto falsos. Seja coerente. Uma mentira pintada no horizonte deixa de ter a movimentação que têm a vida. Quando o sol se pôr e o céu ainda continuar azul tudo estará acabado e feio. As mentiras, quando colocadas onde tudo que há são apenas elas, são lindas e pra sempre serão. Se tornam a verdade que vos rege. Dessas não me enfureci e estou crente que existem, mas não as consigo encontrar tamanha a maestria do que a elaborou em minha volta. Parabéns a ela. Qualquer mentira que se revele como tal merece a fúria do seu descobridor. Mas aquelas que não o podem ser, são tão sublimes que é como se o universo tivesse sido moldado e colocado de outra forma, sem maneira de ser rearranjado, tanto interna, quanto externamente ao ser (entidade) que pode ser (verbo) caracterizado como alvo da mesma. Mentir sem ser descoberto é como manipular a essência da vida e do tudo. É como ser Deus, só que sem a parte chata.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje finalmente desconfio de algumas mentiras e meias verdades contadas por elas algumas épocas atrás. Por isso pergunto-me se ainda existem maneiras de se mentir sem ser descoberto. Minha cabeça, como que agindo por instinto como uma barreira contra a tolice, me diz que sim. Sei que sim. Sei que sairei da vida crendo em realidades que não existem para todos e no conjunto da obra; que existem apenas em mim; inventadas por outros. Sei também que já conseguiram me colocar na posição de crente eterno (dessas mentiras). Mas ouso duvidar. Apesar de saber, ouso me agarrar na esperança, assim como todos os tolos, de que um dia toda verdade surgirá. Néscio. Sei que é pequenez, mas acho que preciso crer nisso. Preciso crer que um dia tudo passará pelo crivo de minha mente e poderei me apegar ao que é realmente real. Pois no dia em que eu tiver certeza que há mentiras que nunca serão reveladas, passarei a pensar que não sei em qual parte de minhas “paredes de memórias” (que me erguem e mantêm de pé) são reais.  Não poderei mais confiar em mim ou quem sou pois tudo serão duvidas vãs e sem possibilidades de serem sanadas. Talvez todas as paredes que erguem minha morada interna sejam na verdade tecidos... lençóis brancos incapazes de suportar seu próprio peso. O pior é que se forem lençóis pintados com inverdades, nem belos são. Talvez por isso tenha lapsos de “não sou eu”. Por mais que a dura verdade do real inexistente bate na minha porta da mente pra dizer que não existe tal coisa como “verdade”. Com certeza tudo são formas de ver, mas permito-me o apego ao talvez.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sobre as parábolas e metáforas disse que são ofensivas. Recordo-me também que é a forma com a qual mais me sinto á vontade em me expressar. Há duas conclusões: mentira, nem há duas. Há todas infinitas ou nenhuma. Para fins de continuar me agradando sem que ninguém mais sangre manterei a linha de raciocínio sobre duas razões: 1) gosto de ofender profundamente com a mais vil das merdas a face de todos aqueles se põem a me olhar. 2) Contenho multidões que se desvencilham umas das outras, não querem ofender e apenas escrevem dessa maneiras por esquecer-se do sentimento sobre esse lance de ser ofensivo e tudo mais. Não sei qual das duas é “real” (e se nessa altura do texto você ainda não lê a palavra real sempre com aspas, mesmo que eu não as coloque, por favor, vá embora) se é que isso de real exista e possa ser aplicados depois de tantas linhas falando sobre a natureza do crível e do real. Sei que estamos felizes e em escrever e ler.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Misturo sempre os dois. Não abro mão de coerência parar manter-me aceitável a mim mesmo. Se é mentira, que seja tudo mentira. Se é metáfora, que seja tudo metáfora. Não tente dizer que foi uma citação de Buda essa coisa de odres velhos e vinho novo. Seja coerente; perfeitamente coerente. É tudo que peço. E que não seja desafio demais para você.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje estou do outro lado do amor e percebo que as razões das coisas que vivi são todas muito maiores do que imaginava na época. Percebo que as palavras que ouvi e os atos que senti estavam muito além da minha capacidade de compreensão naquele momento. Percebo que me foi uma boa coisa pro momento acreditar em mim ignorando tudo mais e me percebendo como ser racional impassível de engano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
(Perceba que “boa coisa” é apenas a forma de dizer que me senti sereno e em paz com minha atitude. O termo bom é tão passível de relativização quanto o real.)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Percebo que gostei da minha atitude e que mesmo que naquela época tivesse entendido tudo como entendo hoje, ou seja, muito mais profundamente, teria tomado a mesma atitude. E me orgulho (sei que pequenina e mediocremente) disso.Hoje estou do outro lado do amor e uso as mesmas palavras que um dia usaram pra mim. Ouço as respostas que um dia dei e sei como sou visto. Não posso explicar tudo. São coisas que não são traduzíveis em palavras audíveis (por isso um texto).  Apenas observo e torço para que entenda tudo pelo simples prazer de sentir, mesmo não sentindo, que o looping existe e que fui incluído nele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, depois de tanto tempo, estando do outro lado do amor entendo que ainda estou do mesmo lado. Só não gosto de pensar isso.
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
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&lt;/div&gt;
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As ideias ão são inegociáveis. Elas vem e vão sem pedir, licensa, ajuda ou permissão. Se você vai aproveitá-las ou não, não é problema delas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-5656690989981150258?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U3yj_-ydw1ORpW4hwongVQ0aOU8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/U3yj_-ydw1ORpW4hwongVQ0aOU8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje ocorre algo estranho. Hoje as pessoas tem medo de ouvir que são gostadas. Hoje elas não encaram o fato de possuir parte do coração de alguém como um elogio e isso não faz sentido. Se alguém diz que gosta de você talvez seja por que você é uma pessoa tão agradável que sua companhia não satisfaz apenas a mente, mas também o coração. Melhor dizendo: sua companhia satisfaz tanto a parte emocional quanto racional da pessoa.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas hoje proximidade é sinônimo de peso. Amor é sinônimo de dor. Gente que se importa com você é sinônimo de compromisso. E nessa nova edição da vida não há um sinônimo para coragem. A covardia impera. Ninguém mais se entrega. As pessoas transam... uma... dua... três vezes, mas não se entregam. Confiam seu corpo aos outros, mas não sua mente ou corações. Isso não faz sentido.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, se você começa gostando de alguém você já começou errado. Você deve começar beijando ou transando e deve deixar o sentimento bem guardado e escondido pra ele não aparecer. Aquele que demonstrar mais cuidado e carinho perde o que aprenderam a encarar como "jogo" e não mais como vida.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Hoje, se você demonstrar tudo que sente pode perder todas as oportunidades com alguém legal, pois essa pessoa terá certeza que, assim como ela, você é um covarde que esconde quase tudo e só demonstra o que não consegue ocultar. Na cabeça dela você está morrendo de amores. Já era. Você perdeu o "jogo", a "chance" e a "vez".&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Talvez, demonstrar amor igualmente ou um pouco mais, não signifique que do casal essa pessoa ame mais. Talvez signifique apenas que aquele que perde tempo ocultando tenha um sentimento muito maior. E é justamente o "ocultista" que se ve sufocado por um sentimento que ele acha que existe no outro.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas tá tudo bem de ter perdido essa chance. Se alguém não consegue encarar de frente os próprios sentimentos e precisa ocultá-los por medo, talvez essa pessoa não &amp;nbsp;seja tão legal assim.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-8218640771617033220?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jqm_SanDGzTkBP80fmKoMlj_psM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jqm_SanDGzTkBP80fmKoMlj_psM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jqm_SanDGzTkBP80fmKoMlj_psM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jqm_SanDGzTkBP80fmKoMlj_psM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/z3tIqvUXViI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/8218640771617033220/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2012/01/aeria-atual.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/8218640771617033220?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/8218640771617033220?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/z3tIqvUXViI/aeria-atual.html" title="Aeria Atual" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2012/01/aeria-atual.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4FRHo_eyp7ImA9WhRVGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-8082431820964363886</id><published>2012-01-15T18:26:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T14:48:35.443-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-17T14:48:35.443-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Mundos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Versos" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Verdades" /><title>Admiração Inimiga</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRs9o0lwSv9AG1_VmmA20aaN6bOWS2Nxkr5iwHDftiQRJ1UBEum" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRs9o0lwSv9AG1_VmmA20aaN6bOWS2Nxkr5iwHDftiQRJ1UBEum" /&gt;&lt;/a&gt;Um Graal. Meu Graal. Foi um choque quando ele adquiriu vontade própria. Foi um choque quando finalmente pude ouvir sua voz mesmo quando eu apertava com força sua garganta. Foi um choque quando eu o consegui ouvir. Pensei que estava ficando louco ao perceber que objetos também tinham vontade própria. Foi um choque maior quando percebi que além de ter voz e vontade os objetos podiam se defender e até atacar. Mas o maior de todos os choques foi quando vi meu brinquedo nas mãos de outro. Era meu. Eu o possuía em todas as instâncias e mesmo assim podia sentir a dor de perceber os dedos dele tocando meu bibelô avermelhado. Nunca&amp;nbsp;vi nada, mas nas noites de final de semana eu entendia que meu brinquedinho, que agora sabia falar, tinha aprendido a dizer não pra mim e talvez até estivesse dizendo sim a todos os caprichos de outra criança. Eu não via ele, mas podia conhecê-lo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Era dor que me movia. A dor de saber que ela não estava mais lá para ceder a todas minhas exigências e vontades. A dor de realizar que eu não tinha mais quem rebaixar para me sentir superior. Era amor. Um amor que fazia doer com ânsias amargas no fundo peito. Um amor negro, fluido, viscoso, e cheio de raiva covarde, mas nenhuma fúria corajosa. Era amor. Um amor submisso vil, sorrateiro. Um sentimento impessoal e sem cor escondido nas sombras. Era amor. Uma conjunção de vontades e quereres que nunca olhava as coisas ou as pessoas de frente e nos olhos, mas sempre curvado, mais baixo, como um servo que pretende trair e matar e que só olha meio de costas e no canto do olho. Dissimulado. Amor... meu amor e eu o queria de volta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rzOmsLX6Ypc/S4UA0pyqyiI/AAAAAAAAEDo/rAWxwz0jIww/s400/mulher33.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://4.bp.blogspot.com/_rzOmsLX6Ypc/S4UA0pyqyiI/AAAAAAAAEDo/rAWxwz0jIww/s320/mulher33.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu podia conhecê-lo e assim o fiz. Eu não podia vê-lo, ouvi-lo, mas podia senti-lo. Ele escrevia. Derramava sua alma por todos os lados sem imaginar que ela poderia ser recolhida, moldada, mudada, imitada e usada contra ele. Nas letras, versos, palavras, palavras, palavras, sons, ventos provindos de lábios, dedos, tinta, grafite e imagens eu podia saber quem era o novo dono do que é meu. Capturar o que ele tinha de melhor e usar para algo que ele faria de pior: ofender. Nas rebuscadas e intricadas tramas dos pensamentos reconheci alguns pontos comuns, algumas palavras peculiares, algumas expressões esporádicas, uma certa falta de confiança nas três partes de seu ego. Tudo misturado numa coisa bonita chamada de refúgio pátrio. Seria fácil. Qualquer passo na direção dele já seria suficiente para acharem que era ele falando. Era diferente. Numa direção que as pessoas não costumam andar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Li, reli, li outra vez, andei, caminhei, corri, voltei, virei, parei, andei, mexi, me abaixei, olhei, procurei, me perdi, voltei, me encontrei, fiz uma nova referencia, andei, corri, tentei, acendi, vivi, senti, me perdi de novo, andei, busquei, voltei, olhei, observei, fiz um novo ponto de referência, com mais cuidado, andei, busquei, li, senti, tentei e não compreendi tudo. E ao mesmo tempo em que tudo isso ocorria eu me disfarçava dele. Antes de terminar de aprender eu tentava fazer. Era perfeito. Um plano perfeito e incrível. Não havia chances de ser descoberto. Às vezes era complicado agir das maneiras certas, imitar de forma correta e cada vez que o tentava emular, percebia que estava sendo diferente da primeira. As mensagens que mandava pra ela, ameaçando, xingando, ofendendo e sujando tudo com ódio brilhante e morno estavam todas ficando diferentes uma das outras pois cada vez eu via ele um aspecto que não existia antes. Não fazia mal. Não havia como errar. Eu era invisível e não existia. As ondas de rádio não levam assinatura e com relação aos diferentes tons que eu via e transmitia a ela, não havia como achar que fossem de outra pessoa a não ser dele. Apesar das diferentes texturas e opacidades ainda eram as cores dele: preto, prata e escarlate. Por algum tempo deu certo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ela conversava comigo. Ela agia comigo como sempre agiu sem nada dizer sobre o ocorrido. Era óbvio que ela não desconfiava de mim, mas dele. Ela deixaria de gostar dele. Ela passaria a gostar de mim. Ela voltaria pra mim. Ela? Ela era minha. Minha e só minha. De mais ninguém. Eu sorria. Sorria como sempre sorri sem nenhum problema. Não havia muita explicação a dar. Não havia nada de extraordinário na situação. Mas ela conversava com ele? Ela agia com ele como agia comigo? Era arriscado, mas nada que eu não pudesse suportar, portar ou me desvencilhar caso eu percebesse que alguma coisa começasse a ruir. Não há rastros no ar, nem poderes tão grandes que possam fazer com que o tempo revele seus segredos idos. Tudo estava bem e provavelmente ele já fazia algo que o denunciasse. Ela acharia algo. Na desconfiança até vírgulas se tornam provas. Meu brinquedo era tolo e meu inimigo não me sabia. Ele não me encontraria. Não se pode atingir o que não está lá, o que não existe.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VId8wUO4z-c/TllYSI70PuI/AAAAAAAAB28/oRDOVBCKWmo/s1600/Roberto+O..png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-VId8wUO4z-c/TllYSI70PuI/AAAAAAAAB28/oRDOVBCKWmo/s320/Roberto+O..png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vasculhei mais. Misturava um pouco dele comigo. Era necessário e já nem achava tão nojento assim. Não era um amalgama eterno e sagrado. Era apenas o estudo que leva ao poder e à sabedoria. Às vezes devemos abrir mão de nós pra chegarmos onde nós queremos, mesmo que nós mudemos e não sejamos mais tão "nós" assim. Nos filmes vemos os fracos corromperem-se. Vemos aqueles que não têm força suficiente para se manter impassíveis, serem moldados pelo conhecimento que adquiriram e sucumbirem ao lado mal da força. Eu não sou como eles. Eu sou mais alto. Resistirei à agressividade, mesmo que a parte que estou adquirindo me envenene ou me ataque por dentro. Talvez isso ocorresse, mas não é o que sentia por enquanto. Sentia, embora enojado alguma admiração, alguma beleza, alguns pensamentos pelos seus pensamentos. Estava tudo bem. Nada daria errado e ele não conseguiria me dominar ou me fazer pensar diferente. Eu estava livre dele, mesmo o olhando diferente a cada dia. Mesmo olhando com mais profundidade. Nada de estranho estava ocorrendo e tudo ia bem, mesmo comigo guardando tudo que eu podia de um outro ser tão diferente dentro de mim. Minha armadura astral era muito mais forte que a dele, meu refúgio pátrio muito mais elevado, minha leitra mais linda que a do ourives e com certeza eu continuava sendo eu.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Continuava da mesma forma e agora, depois de equilibrar e aprisionar melhor Ele num cantinho nojento de mim como punição por me fazer tentar entendê-lo, eu já era mais capaz de ser como ele quando precisava. Eu não sabia todas as coisas. Mas estava prestes a saber que não saber era muito pior que saber demais. Ela se achegou a mim. Tinha conversado com ele e ele a tinha embromado com a verdade. Ele tinha dito, mostrado e convencido meu brinquedinho favorito, agora branquinho e não mais vermelho sangue, que ele nada estava fazendo. Ela tinha contado pra certas pessoas e estava esperando o erro de cada uma. Pra certo grupo contava a história e se as mensagens parassem, ela saberia quem ou quens eram os ofensores. Já fazia muito tempo que eles conversavam e eu não sabia. Desde quando eu ainda aprendia dEle. Desde quando as coisas que eu mandava a ela ainda soavam confusas. No começo de tudo. No começo do entendimento. Meu brinquedinho só podia estar sendo guiado por Ele. Ela nunca foi tão inteligente assim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Conversa entre "Ele" e o "Brinquedinho"&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A moça: Oi?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O rapaz: Oi. Tudo bem?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A moça:&amp;nbsp;Sim tudo. E vc?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O rapaz:&amp;nbsp;Tudo bem também.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Conversa vai, conversa vem.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A moça:&amp;nbsp;Tem certeza que não é você quem tá me mandando essas mensagens me chamando de "puta imunda"? &lt;br /&gt;
O rapaz:&amp;nbsp;Claro que tenho. C tá doida? Nunca fui assim e vc sabe que eu não sô esse tipo de moleke. Além do mais. Pq eu faria isso? &lt;br /&gt;
A moça:&amp;nbsp;Mas parece muito vc. &lt;br /&gt;
O rapaz:&amp;nbsp;Tem certeza? Pra mim não parece tanto. Só uma cópia mal feita e desordenada &lt;br /&gt;
A moça:&amp;nbsp;É. Tem razão... ok... &lt;br /&gt;
O rapaz:&amp;nbsp;Outra coisa. Se fosse eu mesmo eu diria na cara. E se não dissesse eu ia ma disfarçar, né? Não ia agir como sempre ajo. Ia inventar uma pessoa... alguém que não existe. Vc sabe. Vc leu... eu te mostrei. Você jamais conseguiria atingir o que não está lá. &lt;br /&gt;
A moça:&amp;nbsp;É. Você não ia ser tão bobão mesmo. &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
(ela confiava desconfiando, mas estava certa ao fazer isso)&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Dias mais tarde.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Conversa vai, conversa vem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
A moça:&amp;nbsp;Descobri quem foi. &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
(ela não tinha contado pra ele, mas ele sabia que ela tinha contado dos causos das mensagens com certo tempo pra certas pessoas pra descobrir o autor. Se ao contar pra um grupo que a polícia estava investigando tudo cessasse, ela saberia que o ser pertencia adaquele grupo)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;
O rapaz:&amp;nbsp;Descobriu? Quem?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
... &lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
Fim da conversa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ela falou comigo. Palavras quentes. Acho que Ele diria que seriam sons envoltos em fúrias, chamas e crueldade. Me encostou na parede com facas nas mãos e disse que os homens da lei investigavam os causos. Disse que isso que tava acontecendo era crime e que eles iriam encontrar o culpado. Eu não resisti e pedi que ela não fizesse isso. Que deixasse tudo pra lá. Com um olhar atento e perspicaz, aquele que as mulheres fazem quando deixam os olhos meio fechados e fixos, ela olhou pra mim, pra dentro de mim e exigiu que eu pedisse misericórdia. Ela tinha me pegado. Com certeza não apenas ela, mas Ele. Ela nunca seria tão capaz. Ela nunca seria tão capaz quanto eu.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uTrE4vY13yg/S-Wsn3vur0I/AAAAAAAAAoM/gYgQWbg8QOk/s1600/loucura.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_uTrE4vY13yg/S-Wsn3vur0I/AAAAAAAAAoM/gYgQWbg8QOk/s320/loucura.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Eu ruí.&lt;/div&gt;
Eu chorei.&lt;br /&gt;
Eu pedi e implorei.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu jurei&lt;br /&gt;
E sofri&lt;br /&gt;
Mas não havia como sair dali.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu perdi.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Ela venceu.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
O mundo me desobedeceu.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Eu tentei e não consegui.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Em ódio me esvaí.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vergonhosamente deu errado. Pedi com tudo que tinha para que a investigação parasse. Me senti pequeno, vil e sem saída. Chorei com tudo que tinha. Não havia opção. Me rebaixei para que minha altiva executora empunhada por outro Alguém me perdoasse. Ela perdoou. Ela. Uma pessoa. Era uma pessoa. Um ser que sabia ou tentava e podia viver sem mim. Ela está impura. Não posso mais. Ela alcançou a altura dos altivos. Se sujou com o conhecimento do qual eu com certeza me mantinha imune e livre. Tudo acabou aí. Ou não. Talvez, dessa vez, eu devesse ferir o que ela mais ama já que não sinto capaz de alcançá-la. Eu só tenho uma bala na agulha e nesses casos devemos atirar onde mais dói. Ou não?&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-8082431820964363886?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Cabeça no alto e pés no chão. Assim era Gilberto a girafa.&lt;br /&gt;
E os outros animais ainda se perguntavam por que ele estava sempre sorrindo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.papeldeparede.etc.br/fotos/wp-content/uploads/Girafa10.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://www.papeldeparede.etc.br/fotos/wp-content/uploads/Girafa10.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BPWpS2zRoV0LHlw9keFRJ2dsnkQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BPWpS2zRoV0LHlw9keFRJ2dsnkQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BPWpS2zRoV0LHlw9keFRJ2dsnkQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BPWpS2zRoV0LHlw9keFRJ2dsnkQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/IHlqp-PHEmQ" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/4519644113918553588/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2012/01/gilberto.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/4519644113918553588?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/4519644113918553588?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/IHlqp-PHEmQ/gilberto.html" title="Gilberto" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2012/01/gilberto.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEIBR387fyp7ImA9WhRVFE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-2384675386369026556</id><published>2012-01-13T00:36:00.001-02:00</published><updated>2012-01-13T00:42:36.107-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-13T00:42:36.107-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curtas Criações" /><title>Nuvens</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://www.acheiobyte.com.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvem-.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.acheiobyte.com.br/wp-content/uploads/2011/05/nuvem-.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Nuvens, imensas e imponentes. As vezes negras, perigosas. As vezes poderosas. Lindas, calmantes, libertadoras. No entanto, inatingíveis mesmo que alcançáveis. Superiores. Nada as fere. Nada sentem. Etéreas. Geniosas. Serenas. Em paz, mesmo que não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-2384675386369026556?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VUjbHrMfVAlcT8LQUntqxjoWrgc/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VUjbHrMfVAlcT8LQUntqxjoWrgc/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VUjbHrMfVAlcT8LQUntqxjoWrgc/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/VUjbHrMfVAlcT8LQUntqxjoWrgc/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/wpDTB1L220Y" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/2384675386369026556/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2012/01/nuvens.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/2384675386369026556?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/2384675386369026556?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/wpDTB1L220Y/nuvens.html" title="Nuvens" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2012/01/nuvens.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;Ak4AQno5eSp7ImA9WhRVGEw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-6350125926402262683</id><published>2012-01-13T00:33:00.003-02:00</published><updated>2012-01-17T14:49:03.421-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-17T14:49:03.421-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Versos" /><title>Menos</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
"Num dia cheio de glória&lt;br /&gt;
Em frente aos sonhos&lt;br /&gt;
Nos precipícios da vida&lt;br /&gt;
Eu ousei mais um passo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não havia feitores&lt;br /&gt;
Não havia feitos&lt;br /&gt;
Não havia prisão ou perseguição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Liberdade."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto menos se tem, mais livre se é... Não gosto de versos, mas fiz e pensei, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-6350125926402262683?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Perfeito é tudo aquilo que nossa mediocridade não permite que vejamos quão melhor poderia ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-3088247093851405987?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Pai deixa 28 lições de vida aos filhos antes de morrer&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/mulher7por7/files/2011/07/maefilhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/mulher7por7/files/2011/07/maefilhos.jpg" width="512" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando soube que tinha poucos meses de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só pensou em seus filhos, Thomas e Lucy. Em vez de sentir piedade de si mesmo ou entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai – mesmo à distância. Paul escreveu cartas, deixou mensagens gravadas em DVD e até comprou presentes para ser entregues às crianças em seus aniversários futuros. Separou também seus livros preferidos e, dentro deles, deixou bilhetes dizendo por que havia gostado de lê-los.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em novembro de 2009, aos 45 anos, Paul morreu por causa do melanoma, deixando a mulher, Mandy, Thomas, então com 5 anos, e Lucy, de 1 ano e meio. Quase dois anos depois, ele continua presente com suas mensagens e fotos espalhadas por toda a casa. E, no mês passado, a família ganhou mais uma lembrança de Paul. Por acaso, Mandy encontrou um documento em seu antigo computador intitulado “Sobre encontrar a realização”. “Abri e, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto, descobri que eram seus pontos para viver uma vida boa e feliz”, diz Mandy ao jornal Daily Mail.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Quando alguém recebe a notícia de que tem poucos meses de vida, decide que sua vida não vai ser completa se não pular de bungee-jump da Ponte Harbour, em Sidney, ou não tiver visitado o Grand Canyon. Esse não era Paul. Tudo que importava para ele estava bem aqui. Ele viveu e morreu de acordo com suas próprias regras, e sei que encontrou sua própria realização.” Mandy diz que a carta é uma reprodução fiel dos valores e do bom humor de Paul.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O professor resumiu as reflexões que nortearam seu modo de viver em 28 itens. Traduzo aqui as palavras de Paul para seus filhos – e que agora servem de inspiração não só para eles, mas para todos que as leem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
“Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Amo muito vocês. Não se esqueçam disso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Amo vocês com todo meu coração,&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Papai”&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-4562972404960567515?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/070808_blog.uncovering.org_sven-geier_coral-reef_small.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/070808_blog.uncovering.org_sven-geier_coral-reef_small.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não dá pra dividir o que é inseparável. Não que ela seja indivisível por dois três ou até mais e independente do meu consentimento, consciência ou sentimento. Não posso conter, apenas com todos os meus dez dedos, todas as rotas de fuga e chegada pela quais ela, molhada e fluída como é, escorre. Não posso contar apenas com meus vinte talentos.  Não que eu queira de verdade contê-la. Há outros verbos mais aplicáveis a esse presente o qual me senti honrado em abrir.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho todas as certezas de quem se tornou apático devido a pressão feita pelo universo todo pra dentro da mente e da alma. Tenho todos os entendimentos daquele que já viu pessoas guardiãs se tornarem mercenárias, pagas apenas com moedas de prazer e se esquecem do prezar na terceira pessoa do singular (que às vezes se torna uma só e primeira). Não queria sentir ou precisar, mas pressinto a cisão. A verdade é que há ocasiões de solidez onde nada se esvai em carícias ou egoísmos carismáticos. A verdade colocada como um muro é que o indivisível não é o outrem, mas eu. O ser que vos remete as ânsias de vontade é indivisível do ser que remete a ela. Dois animais convivendo em conflito infernal dentro de um mesmo corpo. O eu que quer apregoar a liberdade e o ser que quer apenas que o outro não queria ser tão vasto e sem fronteiras conflitam. O indivisível na verdade sou eu, o qual não se separa de si para que apenas o lado bom seja aproveitado em outras equações. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Posso elevar à sétima potência o que sinto de bom sem subtrair de mim o gerúndio da convivência em dor. Não consigo dividir. Por esses aspectos creio em mim como um zero e todos sabem que é impossível dividir por zero. Eu particípio; mas só como um todo. Eu, sujeito total não consigo fazer o que me exijo e em se tratando dos números e das letras apenas me rebaixo, me abaixo e continuo sem vírgulas. Também não quero ser como você. Não consigo separar o que há de mal em alguém e transferi-lo pro que há de bom em outrem. Talvez a ordem dos fatores não altere o resultado, talvez o pretérito perfeito possa ser construído a partir de uma base maior que dois. Talvez em alguns seres, os quais não considero privilegiados, essa equação apresente duas respostas para a questão x, mas em mim não há números imaginários.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://pt.dreamstime.com/fractal-psicad-eacutelico-thumb970296.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://pt.dreamstime.com/fractal-psicad-eacutelico-thumb970296.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em mim equações e inscrições são ambas partes que se completam e nessa minha temerária tentativa de integrações, integrais e poesias vejo que o resultado com certeza vai ser errado. Mas continuo até o fim, só pra perceber que o que terei ao final não corresponde a nenhuma alternativa apresentada. Ainda assim continuo; mesmo sabendo que não há borrachas para apagar esse tipo de erro, mas há letras que sobrepostas transformam as anteriores de raízes em flores, de barras em liberdades e de mim em um eu mais escrito, inscrito e circunscrito num livro que leva um nome divino. O livro da vida; e sendo vida resolvi viver todas as alternativas. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não quero acertar sempre. Quero apenas continuar escrevendo minha história, mesmo que no futuro do pretérito eu queira transformar tudo num borrão irreparável e ilegível. Sei que não poderei fazer de novo (apagar nada ou borrar qualquer coisa) e que as marcas estarão lá, entendíveis e angustiantemente consultáveis para sempre. No máximo poderão ser deixadas mais para trás nas páginas. Ainda assim continuarei até ter plena consciência do equívoco ou até que minha caneta não possa mais escrever nem com tinta branca os traços de sua face geometricamente perfeita. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Inseparável e indivisível; eu de mim.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-2215348991095227881?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Eu ainda sinto coisa em meu coração; ou meus corações, não sei. As partes que não são mais minhas ainda pulsam com força. As partes minhas se confundiram no todo e por tudo isso agradeço a cada uma que trocou fragmentos comigo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
Arrependerei-me de muitas coisas até o fim da vida e orgulharei-me de tantas outras até que possa me lembrar. Agradeço ter a oportunidade de sentir esse gotejar de sangue. Essa pequena dor constritora. É vida, e esse sentimento é pra mim, mais que bem vindo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Todos dizem que é bom viver cada dia como se fosse o ultimo, mas são tão poucos os que realmente colocam isso em prática que restam não mais que dois ou três pra dizer a verdade:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
prepare-se para morrer de saudades todos os dias&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
para lembrar de não poder mais ter&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
para não esquecer ninguém&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
para que cada uma seja a melhor em algum aspecto e todas sejam lágrimas&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
para tornar cada por do sol marcante e doloroso&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
e para ter de elevar forças a partir do nada para que cada nova aurora não seja o elevar uma enorme, quente e revestida de luz, gota de lamento.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-5581027907510339435?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BaM3RpMCu3glW-x8FFgSMAuag50/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BaM3RpMCu3glW-x8FFgSMAuag50/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BaM3RpMCu3glW-x8FFgSMAuag50/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/BaM3RpMCu3glW-x8FFgSMAuag50/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/y0sKuk4tgdc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/5581027907510339435/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/12/nova-aurora.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/5581027907510339435?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/5581027907510339435?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/y0sKuk4tgdc/nova-aurora.html" title="Nova Aurora" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/12/nova-aurora.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A08GQ309eSp7ImA9WhRUFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-1907806169565093263</id><published>2011-12-30T21:43:00.002-02:00</published><updated>2012-01-26T15:43:42.361-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-26T15:43:42.361-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Válvulas de Escape" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Ideias" /><title>Desconforto</title><content type="html">&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-asqYPD-Wb2Y/TYZKpUs2vpI/AAAAAAAAAMo/Z2tK-RPnu_I/s1600/fogo_chamas_fogueira_1024x768_2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-asqYPD-Wb2Y/TYZKpUs2vpI/AAAAAAAAAMo/Z2tK-RPnu_I/s320/fogo_chamas_fogueira_1024x768_2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma prévia: "Temos também todos os pontos positivos e fortes daqueles que cresceram num inferno de chamas mornas, prontos a não precisarem de luz, ou prontos a serem sua própria luz".&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desconforto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma palavra que vale por si mesma. Sons que expressam por si uma ideia impossível de ser esclarecida de outra forma. Como um cheiro que não pertence a nenhum sabor, mas que por si só nos faz sentir o gosto. Gosto esse, as vezes, amargo, picante, amarelo, traumatizante, ardido, áspero, fétido, estridente. Desconforto... não há muitas maneiras lógicas de pensar sobre ele. Como dedos etéreos e invisíveis que se movem dentro de seu cérebro e coração enquanto se tenta se livrar da coceira num lugar inalcançável e intocável. Como uma dor em outra dimensão que passa por fios através de nós. Não a sentimos no todo, mas sabemos que ela está permeando. As vezes ele vem perfurante e passa deixando para trás o som de um coração mais leve. As vezes ele vem como um novelo de arame farpado que deve ser desembaraçado com as entranhas e sem usar as mãos. O triste é que muitas vezes ele é irresolúvel... completamente. Passa-se os dias no engano perene de que houve algum progresso por medo da realidade gélida de que nada mudou e nem mudará. Mas não nos culpo. As ilusões movem o amanhã.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desconforto. Há muitas maneiras de lidar com ele. Pode-se correr do mesmo. Recusá-lo como inexistente. Ignorá-lo. Pode-se fechar o coração, a cabeça e as entranhas para o mesmo e escolher não sentir as gotas de sangue que se desalojam de seu local devido e caem no interior, onde não deveriam estar, onde tê-lo como invocador da vida é apenas mais uma maneira de fazer as partes inanimadas e inconscientes sentirem dor. Pode-se simplesmente esquecer que temos de desamarrar a alma usando apenas o estômago. Mas assim, continuaremos com este órgão, representante de nossa força de vontade e capacidade de suportar-nos, fraco. Ou podemos... pode-se escolher vivê-lo e sofrer com cada nossa sensação que ele trás. Então fortalecemo-nos, mas a que custo? Farpas na mente, gelo nos olhos, cores no vazio, imperfeições na lisura, negritude na luz e um grande quebra cabeça em forma de escultura para se montar quando não se tem gravidade para apoiar o que talvez reconheceríamos como chão. E pra que tanto? Apenas pra que estejamos fortes. Talvez não tenhamos escolha de verdade. Talvez o que somos, no legado de nossos pais adicionado ao que nos tornamos na mistura de todos, defina em completude todas nossas escolha. Mas isso não tira de nós a culpa. Nem da culpa somos culpados e mesmo assim ela é toda nossa e acima de tudo. Mesmo tendo em mim todo o direito sobre ela não posso colocá-la em quem eu quiser.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desconforto por viver. Apenas por existir. Enfim, quando se escolhe foleá-lo, analisá-lo, lambê-lo, sentí-lo, ardê-lo, mesmo não sendo escolha, fortalecemo-nos. Dizem os apreciadores do chão que a cada tombo cresce-se mais duas alturas. Espantam-se aqueles que se levantam após sentir suas faces chocarem-se com o chão pois percebem que quando erguem-se de novo estão vendo o pôr laranja do sol acima das nuvens. Mas estes não sabem todas as coisas. Espantariam-se muito mais se pudessem perceber o gradativo crescimento de uma mente desconfortável. Os tombos nos elevam, mas o desconforto faz muito mais. Nos torna troncudos, irretrocedíveis, fortes e mais altos do que todas as quedas juntas, mas não vemos pois ocorre o tempo todo nas mentes que pensam sobre isso. Não escolhemos ser assim, mas mesmo assim temos toda a culpa. Temos também todos os pontos positivos e fortes daqueles que cresceram num inferno de chamas mornas, prontos a não precisarem de luz, ou prontos a serem sua própria luz. Somos assim e aqueles não são, ou não são o tempo todo aproveitem o todo que podem como aproveitamos o nosso. A vida acaba e embora, não haja saudade ou lembrança após o fim de tudo, escolhemos viver hoje como se a palavra amanhã fosse uma heresia proferida por um outro eu que nunca existirá.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Desconforto... escolhi sentir e pensar sobre ele. Embora, talvez, na realidade, não haja escolha alguma quando opto por sentí-lo, todas as vezes, na língua e após o fim enxergo o gosto do alívio.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-1907806169565093263?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8sIl8rHcsdWKufDjgzgx6co7ttw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8sIl8rHcsdWKufDjgzgx6co7ttw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8sIl8rHcsdWKufDjgzgx6co7ttw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/8sIl8rHcsdWKufDjgzgx6co7ttw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/fAVNVqb3Q00" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/1907806169565093263/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/12/uma-previa-temos-tambem-todos-os-pontos.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1907806169565093263?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1907806169565093263?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/fAVNVqb3Q00/uma-previa-temos-tambem-todos-os-pontos.html" title="Desconforto" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-asqYPD-Wb2Y/TYZKpUs2vpI/AAAAAAAAAMo/Z2tK-RPnu_I/s72-c/fogo_chamas_fogueira_1024x768_2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/12/uma-previa-temos-tambem-todos-os-pontos.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEMHSX4zeCp7ImA9WhRWEEQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-9161227782993415199</id><published>2011-12-28T14:09:00.003-02:00</published><updated>2011-12-28T15:13:58.080-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-28T15:13:58.080-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Mundos" /><title>Morta em Público</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://sumartins.files.wordpress.com/2010/05/image1.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://sumartins.files.wordpress.com/2010/05/image1.png" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
O discurso não tava lá essa coisas. A Drª Maria Cecília Rodrigues de Souza não tinha o que poderíamos chamar de "o dom da palavra". Nos menos incautos havia a ligeira impressão que a Drª não tinha dom algum.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No chão. Fazia algum tempo que as pessoas não estavam mais prestando atenção nela. &lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Não ouviam mais sua voz, nem viam sus trejeitos treinados para serem observados e aprendidos. Mas mesmo assim a atenção de todos estava dispersa. Pouco a pouco as pessoas que eventualmente olhavam na direção do palco viam a mulher lá, sozinha ao lado do pedestal do microfone que continuava de pé. Começava a se contorcer. Alguns raciocinavam que ela parecia uma barata em agonia batendo as pernas. Outros se assustavam e se inclinavam pra ver o que tava acontecendo. A agonia agora parecia mais dolorosa e inquietante. Se remexia com tudo. Quando um carro bate na estrada não há muito tempo pra que se pense sobre a batida em si. As coisas ocorrem tão rápido e as forças conflitantes fazem parte de universos tão distantes que só após alguns minutos as pessoas conseguem tomar alguma atitude. Aquele discurso chato de morrer tentando convencer os empregados a trabalharem mais, serem mais burros, menos questionadores tudo belo bem da empresa. Tão chato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Agora, ali no chão nas ultimas contorções, as pessoas que antes estavam acostumadas a ignorar todos os fatos e pensar no infinito do tempo, na grama crescendo, no sentido da vida e na morte da bezerra tinham sido jogadas na incrível realidade de que talvez e apenas talvez aquele palavrório infinito tinha cessado. Alguns agora cutucavam os que estavam dormindo para que pudessem ver a magia do momento. Um dos ouvintes acabara de pensar sobre a eternidade, baseado no sentimento de intérmino daquela moça espalhando letras irresponsavelmente pelo ar. O pensamento dele era o seguinte:&lt;br /&gt;
"A eternidade deve ser tipo assim... uma bola feita toda de diamante que é tipo cem bilhões de vezes maior que o... não... novecentos e noventa e nove trilhões vezes maior que o sol... essa bola de alguma maneira não colapsa sobre seu próprio peso... isso... uma bolota muito grande diamante. A cada um bilhão... melhor... um trilhãosão de anos uma borboleta do tamanho da minha unha passa e resvala com a pontinha da asa bem de levezinho nessa bolota imensa de diamante... com o tempo essa bolota de diamante invariavelmente vai sendo desgastada pelo atrito com a asa da borboleta. E então, quando a bolota tiver acabado graças a esse atrito com a asa da borboleta, será apenas o começa da eternidade. Então... quando a eternidade acabar... vai ser apenas o começo dessa discurso chato..."&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enquanto ainda se acostumavam com a ideia de "fim" a moça doutora em relações públicas, parava de se mexer. Estava morta. O jovem que tava lá pensando nas coisas de bolota nem se mexia. Ele nem era o mais entediado do público e é impossível comensurar em palavras o sentimento de felicidade do cara mais chateado. Depois que todos tinham conseguido galgar os degraus da realidade e voltar sua atenção ao que a muito tempo a trás eles podiam chamar de vida ele ainda estava tentado enxergar a si mesmo como ser consciente e temporal. Assim que conseguiu chorou de felicidade e tomou a única atitude que conseguiu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Levantou-se emocionado e bateu palmas pausadas e bem fortes. Chorava com a face emocionada. As lágrimas passavam a pingar de seu rosto e o ritmo, força e&amp;nbsp;brevidade&amp;nbsp;das palmas aumentava. Levantou-se... aplaudiu de pé com tudo que tinha, era e poderia ser. Ele pegou a mochila ainda muito emocionado coma &amp;nbsp;maior expressão de triunfo que todos poderiam ter visto, cruzou o auditório e, emocionado, abriu a porta, deixou o a luz entrar e se foi. Talvez ainda desse tempo de viver... talvez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(texto escrito a tempos... depois da primeira reunião motivacional do trabalho... o cara da bolota de diamante sou eu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-9161227782993415199?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A primeira vez foi bem no olho, mas tava tudo bem. Usei um tapa-olho por um tempo e passados alguns anos voltei a enxergar perfeitamente com ele. Bom, pelo menos eu creio que sim. Então, tentando não ser tão estúpido quanto o universo tentava me estupidificar eu adquiri uma viseira triplamente protegida. Ninguém mais poderia ver meus olhos. Você não pode atingir o que não está lá. Mas mesmo que possa, minha visão estaria completamente protegida e nunca mais meus olhos seriam feridos.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Acomodei e paguei caro por isso. Minha mão direta perdeu dois dedos. Esses não cresceram mais, mas não era algo muito ruim. Não era como se tivesse perdido o polegar e o indicador. Eram apenas o mindinho e o anelar. Com o tempo voltei a me acostumar às batalhas cotidianas, me adaptei e resolvi blindar até os ossos todo o braço esquerdo. Nada atrapalharia mais a mão que ataca.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Dessa vez pensei primeiro e apenas um dia antes da batalha que me faria perder as duas pernas tinha protegido com armaduras de violência a perna direita. Foi sorte a espada da outra pessoa vir daquele lado. Em um milésimo de segundo me senti aliviado pela espada dali naquela altura. Levantei o joelho protegido, fazendo com que a lâmina do “cara” lá atingisse apenas a caneleira de ferro, osso e ouro. Nenhum dano. Pra terminar ainda usei aquele pé forjado a bronze para calcar a cabeça do inimigo. Demorou muito, mas ele se recuperou. Por incrível que parece ele não se revestiu de armadura nenhuma mesmo depois de tudo isso. Fiquei intrigado, mas não me prestei a mais pensamentos sobre essa escolha. Problema dele.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Resolvi que tudo deveria ser coberto. É meio difícil adaptar-se a armadura quando você coloca ela antes de a carne ser arrancada. Quando ela cresce em conjunto com a peça parece que ambas são parte sua e tudo segue seu caminho de aprendizado de forma rápida, fácil e costumeira. O que não ocorre quando você parafusa em seus ossos uma blindagem pronta e numa parte sua que nunca fora arrancada. Como elas não crescem juntas não dá pra saber se está forte o suficiente. Na hora da batalha se estiver fraca demais toda a dor de imputar o amálgama no corpo foi inútil. Quando ela está forte demais, bem... não há armadura forte demais. Pelo menos era assim que eu pensava.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Forjei uma espada nova, longuíssima. Tinha ficado linda. Parecia que havia algum talento natural de ferreiro em mim. Devia ser coisa de família. Envenenei ela com ódio e chamusquei-a com morte. O lado ruim é que não havia bainha que suportasse seu toque. As provindas de animais sucumbiam logo. Apodreciam instantaneamente ao tentar ocultá-la. As de ferro pobre derretiam, e era incogitável fazer uma bainha do mesmo material da espada. Levaria muito tempo e seria muito trabalho sem propósito. Resolvi fazer uma argola do mesmo material e prendê-la em mim, como tudo mais. Essa "aliança" deixava a lâmina à vista e arrastando no chão. Minhas pegadas sumiam com o tempo, mas a marca do metal permanecia para sempre. Pareceu uma boa ideia. As pessoas não se aproximavam por medo da espada negra e incandescente e eu não me incomodava com os medrosos e fracos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Lá estava eu. Completamente coberto. Uma defesa absoluta e impenetrável de qualquer ângulo. Na batalha anterior eu quase fui acertado pelo espinho de uma massa num único ponto esquecido, perto da dobra da mandíbula, logo abaixo de onde ela (a mandíbula) se liga nos ossos do crânio. Enfim. Ao que parecia estava tudo protegido agora. Nada me atingiria. O estranho é que mesmo depois de tudo coberto ainda restavam choques, (só os hercúleos) que ainda eram sentidos na pele e carne, mas com o tempo e sem incômodos adicionais até esta e também os músculos enrijeceram-se para que toda a dor fosse suprimida.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A cabeça se adaptou bem a tudo. Tanto internamente quanto externamente. Por algum tempo eu atacava todos sem perceber. Era complicadíssimo entender que as pessoas precisavam apenas de toques levíssimo para responder. No meu caso, apenas para que eu sentisse algo e olhasse na direção de quem queria chamar minha atenção, havia a necessidade de um golpe fortíssimo nas costas. Dessa maneira eu sentia e me virava pra ver. Geralmente era um amigo e batíamos um bom papo. Algumas vezes era um inimigo fraquíssimo. Sem muitas demoras eu o esmagava. Geralmente matava ou atingia num ponto de dor infinita só pra ele não se levantar mais, mas eles sempre sobreviviam. Alguns passavam a se proteger e esses eu considerava os valorosos e sábios. Outros apenas continuavam o mesmo poço de sensibilidade de antes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Como disse havia amigos. Com eles eu tinha mais cuidado embora a maioria fosse tão ou mais protegida quanto eu. Isso dependia do quanto eles eram hábeis na luta. Quanto menos hábil mais armadura. Eram poucos, pois a maioria das pessoas não suportava meu toque, mesmo que pra mim ele fosse o mais leve possível. Sem que tenhamos visto, construímos uma blindagem em forma de tenda sobre nós, impedindo que os fracos e incômodos se aproximassem e permitindo que nossas espadas, ainda nas bainhas e com as pontas pra fora das tentas ferissem esses seres às nossas costas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Um dia algo muito ruim aconteceu. Senti na pele uma unha. Fiquei muito assustado, muito mesmo. Nada tocava minha pele fazia anos. Na hora imaginei que fosse a ponta de uma fina faca e quando me virei, em pavor, minha espada arrancou as duas pernas de uma linda garotinha. A dor dessa vez veio de dentro para fora. Ela gritou e chorou muito e muito e não havia nada que eu pudesse fazer por ela. Nada. Aguardei até que o senhor No Jikan Zait viesse e curasse um pouco da dor dela, mas isso demorou muito.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Um dia ela parou de chorar e eu ainda estava lá. Um dia ela voltou a sorrir e eu ainda estava lá. Considerava-me dessa vez seu guardião pessoal. Um dia ela conseguiu andar de novo e eu ainda estava lá. Eu agora era soldado disposto a morrer por aquele lindo sersinho que se recuperava completamente. Um dia ela passou a poder amar e eu ainda estava lá. Foi com muita felicidade que vi, dentro do peito dela, a pequenina chama, quase uma fagulha, acender-se. Mais tarde ela estava completamente curada e eu estava muito mais forte, hábil e protegido por ter de lutar as minhas batalhas e as batalhas dela ainda estava lá.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Então percebi. Notei sua linda pela branquinha de menina, seus cabelos vermelhos (um vermelho vivo que doeria meus olhos se estivessem nus), seus olhos cor de mel, deliciosos de ser olhar. Mas elas não estavam lá. As cicatrizes não estavam lá. Não havia nenhum sinal.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- O que você fez?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Olha só... então o grandalhão fala? – disse a mocinha em tom jocoso.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Só não tinha o que dizer e tinha medo de te machucar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Certo, muito prazer meu nome é Alva.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Eu não digo mais meu nome, mas pode me chamar de Guerreiro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Certo guerreio, então... - ela se aproximou cautelosa e com um sorriso e eu me afastei sem que ninguém, nem mesmo eu, soubesse que expressão estava no meu rosto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Calma Guerreiro, não vou te machucar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Eu sei que não. Não conseguiria... esse não é meu medo. Meu medo é te ferir de novo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Tá tudo bem. Deixa eu chegar perto de você.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Eu não queria, mas travei. Estava com tanto medo que resolvi que qualquer movimento podia ser fatal, para ela. Tinha de ficar completamente imóvel.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Certo guerreiro, então... do que você estava falando? - tão linda, tão linda.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- O que você fez com as cicatrizes? - Acho que eu sempre tinha visto essa beleza, mas foi só nesse momento que me dei conta.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Eu? Bom... eu sumi com elas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Por que fez isso? Elas são a glória. Te fazem lembrar de tomar cuidado e do quanto é forte.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Forte?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- É, forte. Por ter resistido a mais esse ferimento.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Eu não quero ser forte. - falando desse jeito eu percebi. Ela era como aqueles insábios que se recusavam a se proteger mesmo depois de um ferimento mortal. Como podia ser que eu apreciasse tanto aquele lindo sersinho jovem mesmo sendo um dos fracos?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Não quer ser forte?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Não. Quero aproveitar tudo. Aquelas cicatrizes me lembravam de tomar cuidado, me faziam temer e me fariam deixar de aproveitar o muito.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Mas...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Olha só, aquele dia, muito tempo atrás você tinha deixado cair uma coisa. Nem sei o que era na verdade, mas parecia uma pedrinha brilhante. Eu peguei ela do chão e ia te devolver. Levei alguns segundos pra perceber que por mais que eu batesse às suas costas você não sentia nada. Outros segundos levei pra perceber que você não me veria com essas coisas na frente dos olhos a não ser que olhasse diretamente para baixo, para mim. Aí eu desisti e quando estava indo embora passei debaixo do seu braço olhando pra cima, pro seu rosto. Foi quando vi.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Viu o que?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Vi um pontinho pequeno. Um pedaço da sua pele sem armadura, quase embaixo do braço, na parte detrás. Achei que se eu te tocasse ali você me veria. Fiquei atrás de você, vesti um sorriso e cutuquei bem nele com a unha do dedinho mindinho.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Foi quando me virei. – talvez houvesse lágrimas nos meus olhos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- É... foi quando se virou - ela abaixou os olhos tristes.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Bom. O que você queria me entregar?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Eu sei lá. Caiu em algum lugar e se você não sentiu falta não devia ser importante.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- É, não devia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Alguns segundos de silêncio. Lembrei de todos os assuntos que pairavam nos primeiros segundos ao falar com ela.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Você tirou as cicatrizes e não vestiu armadura. Por quê?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ela se aproximou de novo. Dessa vez estavam ambos sentados em duas pedras próximas. Pareciam ter sido colocadas lá pra isso. A grama estava verdinha, havia flores, sons de cachoeira, mas ele não notava nenhuma dessas coisas. Mais próxima. Rosto com rosto. Beijou-o.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Sentiu isso? - disse ela bem baixinho no ouvido dele.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- Não - disse ele atônito. - Não senti nada.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- É por isso que não visto armaduras e não cultivo o medo. Não sentir dor é o mesmo que não sentir.&lt;/div&gt;
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&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Permitiu que ela falasse o mais alto que pudesse com a voz cheia de cólera. Como tentava ser um garoto prudente imaginou que ela quisesse despejar toda a raiva e concedeu que empunhasse todas as palavras e as cravasse em seus ouvidos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No fundo ele se perguntava se todo esse problema era fruto, do egoísmo, do "problema" que ela tinha ou dele. Resolveu que, mesmo que as três fossem verdadeiras, a ultima era falsa (não era problema dele) e a segunda inegável (era problema dela agora). Qualquer que fosse a resposta, era dispensável.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tudo se foi e não rendeu um texto nem de 20 pensamentos. O potencial era tanto... o final das coisas define-as.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-2853072238794483428?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EXeG85fEMzrC-ta6ZSqDZGy6ics/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/EXeG85fEMzrC-ta6ZSqDZGy6ics/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/Th8hh073yPo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/2853072238794483428/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/03/e-isso-ai-e-nao-mais-que-isso.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/2853072238794483428?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/2853072238794483428?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/Th8hh073yPo/e-isso-ai-e-nao-mais-que-isso.html" title="É isso aí... e não mais que isso." /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/03/e-isso-ai-e-nao-mais-que-isso.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CEUGRXw5fSp7ImA9Wx9bGU8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-4460345323700559705</id><published>2011-02-28T16:43:00.002-03:00</published><updated>2011-02-28T16:43:44.225-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-28T16:43:44.225-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando em Cores" /><title>Pérola</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3_L2mtwXdWY/TUdOdnLYk3I/AAAAAAAAAVg/tzWZe3Yn3IE/s1600/jocaebenito0035+26-01-11.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://4.bp.blogspot.com/_3_L2mtwXdWY/TUdOdnLYk3I/AAAAAAAAAVg/tzWZe3Yn3IE/s400/jocaebenito0035+26-01-11.JPG" width="400" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;No &lt;a href="http://jocaebenito.com/"&gt;blog&lt;/a&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-4460345323700559705?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z0ieKzltQcznJfypk_LB6Mn6ykE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/z0ieKzltQcznJfypk_LB6Mn6ykE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/RdvuX7fHi9A" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/4460345323700559705/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/perola.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/4460345323700559705?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/4460345323700559705?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/RdvuX7fHi9A/perola.html" title="Pérola" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_3_L2mtwXdWY/TUdOdnLYk3I/AAAAAAAAAVg/tzWZe3Yn3IE/s72-c/jocaebenito0035+26-01-11.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/perola.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEEQ388eyp7ImA9Wx9bE00.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-1914572036042000444</id><published>2011-02-21T14:00:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T14:00:02.173-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-21T14:00:02.173-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Ideias Fascinantes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curtas Criações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Mundos Fascinantes" /><title>Sansão e Dalila</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UM91MPjEkaM/TV3k-JEnnuI/AAAAAAAAAQo/tIONryPuUA0/s1600/01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="123" src="http://4.bp.blogspot.com/-UM91MPjEkaM/TV3k-JEnnuI/AAAAAAAAAQo/tIONryPuUA0/s200/01.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Agora diga-me Sansão, qual o segredo de tua força?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sansão fita-a com um sorriso cínico e um olhar bem maroto.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O segredo da minha força, Dalila, é minha inteligência.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela olha pro teto, pensa bastante. Fica mais uma meia hora dividindo a cama com ele enquanto ele mantém a expressão vitoriosa na face. Levanta-se apressada e irritada. Veste a roupa e calça os sapatos com a fúria empregnada nos trejeitos. Puta da vida ela abre a porta da sala e vai embora pisando duro.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sansão continua sorrindo... olhando pro teto e fumando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-1914572036042000444?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t6vPIk1tPklBYJRNIsAqF_MarhM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t6vPIk1tPklBYJRNIsAqF_MarhM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t6vPIk1tPklBYJRNIsAqF_MarhM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/t6vPIk1tPklBYJRNIsAqF_MarhM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/xLgyYSFIMfM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/1914572036042000444/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/sansao-e-dalila.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1914572036042000444?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1914572036042000444?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/xLgyYSFIMfM/sansao-e-dalila.html" title="Sansão e Dalila" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-UM91MPjEkaM/TV3k-JEnnuI/AAAAAAAAAQo/tIONryPuUA0/s72-c/01.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/sansao-e-dalila.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4GRHkyeSp7ImA9Wx9bEkg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-7562484146500408216</id><published>2011-02-20T14:00:00.002-03:00</published><updated>2011-02-20T23:55:25.791-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-20T23:55:25.791-03:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curtas Criações" /><title>Parnasianismo psicótico...</title><content type="html">&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Don... você tem que perdoar. Esquece deixa pra lá. As pessoas são assim mesmo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Mas é claro que vou perdoar... Vô deixar pra lá, esquecer e seguir em frente...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  - Que bom Don... que bom. Fico feliz... Vem cá seu louco, mas dá um  abraço. Achei que você ia fazer alguma coisa a respeito... algo bem  paia.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - (risos) Por que achou isso?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Sei lá... você estava com um olhar estranho...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não. Tá tudo bem agora...&lt;br /&gt;
. &lt;br /&gt;
.&lt;br /&gt;
.&lt;br /&gt;
.&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NIG64opLouU/TWAKB_Be_dI/AAAAAAAAAQs/U98pZyltjVw/s1600/01.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://3.bp.blogspot.com/-NIG64opLouU/TWAKB_Be_dI/AAAAAAAAAQs/U98pZyltjVw/s200/01.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;"Tenho  a mais pacífica das índoles. Meus desejos são: uma modesta choupana, um  teto de palha, mas boa cama, boa comida, leite e manteiga bem frescos,  flores diante da janela, algumas belas árvores diante da porta e, se o  bom Deus quiser me fazer inteiramente feliz, me deixará experimentar a  alegria de ver seis ou sete de meus inimigos pendurados nessas árvores.  Diante de suas mortes, lhes perdoarei com o coração enternecido toda a  maldade que cometeram contra mim em vida - sim, deve-se perdoar seus  inimigos, mas não antes que sejam enforcados". Heinrich Heine,  Pensamentos e lampejos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-7562484146500408216?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YFkXPyfxpcjxyHdz6LgxmGEdyDY/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YFkXPyfxpcjxyHdz6LgxmGEdyDY/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YFkXPyfxpcjxyHdz6LgxmGEdyDY/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/YFkXPyfxpcjxyHdz6LgxmGEdyDY/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/SFfj5dh1MQg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/7562484146500408216/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/parnasianismo-psicotico_20.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/7562484146500408216?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/7562484146500408216?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/SFfj5dh1MQg/parnasianismo-psicotico_20.html" title="Parnasianismo psicótico..." /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-NIG64opLouU/TWAKB_Be_dI/AAAAAAAAAQs/U98pZyltjVw/s72-c/01.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/parnasianismo-psicotico_20.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0UERXw8fip7ImA9Wx9bEU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-6437419776682647894</id><published>2011-02-19T14:00:00.000-02:00</published><updated>2011-02-19T14:00:04.276-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-19T14:00:04.276-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curtas Criações" /><title>Antes nada...</title><content type="html">Antes nada do que pouco. O pouco nos anestesia, o nada nos revolta. A revolta nos faz querer tudo. Lutaremos e conseguiremos mais do que o suficiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-6437419776682647894?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zEgl0Hma9I08fQLy_KrPFk-Jp_E/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zEgl0Hma9I08fQLy_KrPFk-Jp_E/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zEgl0Hma9I08fQLy_KrPFk-Jp_E/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/zEgl0Hma9I08fQLy_KrPFk-Jp_E/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/jpBRCUAxdIg" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/6437419776682647894/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/antes-nada.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/6437419776682647894?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/6437419776682647894?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/jpBRCUAxdIg/antes-nada.html" title="Antes nada..." /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/antes-nada.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU8CRn0zeip7ImA9Wx9UGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-1547733277874872559</id><published>2011-02-17T23:50:00.001-02:00</published><updated>2011-02-17T23:51:07.382-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-17T23:51:07.382-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Ideias Fascinantes" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Mundos Fascinantes" /><title>Refúgio Pátrio</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aviso: texto puramente descritivo o qual nunca teve intenção de ser compartilhado, ou seja, não é agradável à mente.&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
"&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Os rios eram cristalinos como se cristal corresse de  seus leitos. Não pedaços de cristal, mas como se todo cristal fosse um  lindo azul piscina de bolinhas. O mais próximo que podia chegar seria se  você pudesse imaginar um cristal se derretendo e mesmo assim  continuando firme e correndo para o mar. O mar... Era totalmente preto.  Era lindo ver o encontro de tal azul com o mar cor de petróleo e  consistência de água."&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;     Um dia um sonho virou pra mim e me perguntou pra onde eu ia. O céu era vermelho vivo como nunca se poderia ver, a ponto de terem rajados de negro tal a intensidade de sua cor. O sol era azul como a chama mais viva do dos olhos de Deus.&lt;br /&gt;
Eu disse que ia para o "para sempre" e ele me perguntou se eu sabia o caminho. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;     Era tudo diferente lá, mas é como se eu soubesse onde eu estava. As nuvens em camadas umas sobre as outras e não tapavam o lindo céu escarlate. Havia manchas na lua quebrada (ao meio) e em seus fragmentos. Tais manchas pareciam respingos, como pontos pretos de escuridão. Poderia ser lepra ou apenas sinais de velhos impactos de pedras voadoras.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Disse que não sabia o caminho, mas que todos os caminhos iam pra lá.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          As pedras voadoras às vezes perdem sua direção e desviam de coisas pequenas e fracas pra se chocarem com as mais fortes e inabaláveis, fazendo de si mesmas poeiras ininterruptas e constantes em uma mesma direção e sentido.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;      - Mas o para sempre não existe. O que você vê aqui é tudo que terá.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;      - Existe sim. Tenho certeza. E se ele não existir minha vida torna-se vazia e enfadonha. Tristeza seria minha única escolha, e pisar em pregos, minha única salvação. Só a dor me inspiraria a ficar vivo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Meu sonho era lânguido, pálido e meio sem forma. Eu poderia pensar nele e vê-lo mais ou menos como um humano comum enxerga outro humano comum, mas no fundo eu sabia que essa forma não exprimia realmente o que ele era. Ele perecia morto, como nos jogos de computador onde nossos inimigos são apenas parte da máquina não viva. Parecia um só com o ambiente em que estava e de certa forma parecia que ele era um só comigo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;      - Não existe. O "para sempre" é algo que nunca apareceu por aqui e que acho que jamais voltará. - O sonho olha para cima pensativo - Houve uma época em que os céus eram apenas azuis e o sol queimava em branco. Em outro tempo ele foi verde e o sol inexistia, pois seu calor era todo sugado pela lua negra. Hoje a lua é finita, o céu é vermelho (realmente muito vermelho; sangue, lindo e cruel) e o sol é azul flamejante. Mas mesmo depois de todas essas mudanças e depois de tantas eras o "para sempre" nunca deu o ar de sua graça.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Mas o que tem a ver a aparência de tudo aqui com o lugar pra onde vou?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          A grama crescia sobre meus pés. Realmente ela crescia e morria a olhos vistos fazendo cócegas. Movia-se como se você a tivesse gravado durante um mês e depois acelerasse a o filme. Mas ela não crescia muito antes de sucumbir e deixar uma nova camada surgir da sua morte.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Aqui tudo que chega muda algo. Até sua presença mudou esse lugar um pouco. Você nunca tinha vindo aqui antes e não sabe como era de você chegar. Você também nunca saberá sobre isso. Ninguém aqui vai poder te contar. Não que sejamos maus ou não gostemos de você. Mas nós, sonhos, pedras, rios, ouro, sóis, luas e ventos não temos vida o suficiente para lhe contar a mudança das coisas. Faz parte da nossa natureza assim como querer saber sempre mais faz parte da sua.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Os rios eram cristalinos como se cristal corresse de seus leitos. Não pedaços de cristal, mas como se todo cristal fosse um lindo azul piscina de bolinhas. O mais próximo que podia chegar seria se você pudesse imaginar um cristal se derretendo e mesmo assim continuando firme e correndo para o mar. O mar... Era totalmente preto. Era lindo ver o encontro de tal azul com o mar cor de petróleo e consistência de água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Que sou eu? O que estou fazendo aqui?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Tem certeza que não sabe quem é você?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          O lugar era maravilhosamente lindo. Era como se onisciência, onipotência e onipresença tivessem feito um curso de arquitetura (fundado por "meu coração"), e tivessem colorido o mundo com gritos, danças palmas e pulos. Aquele lugar era perfeito, embora eu não acreditasse em perfeições. Ali era onde eu passaria o resto da eternidade fazendo o que quer que eu quisesse fazer.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Por que essa pergunta? Estou aqui, mas não sei onde estou e nem quem sou. Só sei que estou, sei das coisas que gosto, como gosto delas, por que gosto, e tudo mais que faz parte de nossa alma primitiva. - vasculhando a memória chegou a essa conclusão - Só isso sei.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          O vento não lambia-me como se poderia pensar e como é normal no mundo normal. Ele me abraçava, quente e refrescante ao mesmo tempo, de modo que parecia nunca estarmos sozinhos, mesmo sabendo que tudo que existia e tinha vida de verdade naquele mundo era eu.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Olhe para trás...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          -Por quê?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Olhei e vi tudo e sabia de tudo. Não que eu precisasse olhar em uma direção específica. O fato de tomar a atitude de olhar para trás já vazia qualquer direção ser o meu "atrás". As coisas naquele universo... (bem... até a palavra universo era demasiado mecânica para se adequar a aquele "lugar sem fronteiras" e sem lugares) eram diferentes e ao mesmo tempo normais. O mais normal que algo pode ser. Elas pareciam diferentes, pois eu já conhecia um outro universo e normais por que eu sabia tudo sobre onde eu estava e o que eu não sabia, estava satisfeito em não saber. Não havia felicidade plena simplesmente porque a felicidade dependa da existência de tristeza. Tais coisas inexistiam naquele local.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Sei quem sou agora... e sei onde estou. Mas por quê?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Isso aqui é um refúgio pátrio. seu Refúgio Pátrio e e as pessoas só vão a eles quando o lugar onde estão não está de acordo com a existência que precisam.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Lá, bem ao longe, no leste, onde o céu escarlate rajado e a as montanhas vulcânicas se encontravam havia uma finíssima linha cor de neon que definia onde começava o céu e onde iniciava a terra. No outro universo essa magnificência é conhecida apenas como horizonte. Os cortes, vermelho escuro, no céu eram como aprendizados que se colocam sobre aprendizados que já existiam e por isso ficam mais negros. Os vulcões expeliam ouro e mercúrio líquidos. Era lindo ver a junção da tal lava metálica com os rios cristais.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - É estranho como toda vez que venho aqui todos meus outros sentidos ficam anestesiado e apenas vejo tudo. - lembrava-se de tudo nesses instante. De todas as vezes que "era" e que "visitara" seu Refúgio Pátrio.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;     - E quem disse que você está vendo algo? Você está de olhos fechados. E se todos os outros sentidos estão anestesiados como poderia me ouvir?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Realmente eu estava de olhos fechados e ao abri-los eu continuava vendo as coisa. A parte estranha era que se eu não quisesse ver algo poderia continuar de olhos abertos que um mar de breu e trevas se interpunha entre mim e lugar que eu estava. Mas... eu estava em todo lugar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Tem razão. Sonho meu... Tenho de ir agora e foi muito bom estar com você em mim novamente.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Sempre que precisar de verdade você irá me visitar e embora não se lembre, saberá por que vem aqui sempre.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          "Sonho meu" estava certo. Sem uma visita periódica eu já teria me suicidado há tempos. Sem o conforto do "lugar sem fronteiras" a vida já teria se findado.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          - Realmente o “pare sempre” não existe.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;          Assim, do nada, ouve-se um som de desembainhar. Metade de meio tempo mais tarde, percebo um misto de trovão com seda rasgando-se. Acima havia uma faca, tão alta quanto as nuvens adentrando por violência as etéreas partes altas. Era descomunal de tal modo que apesar de estar tão longe quanto o infinito tinha dimensões muito maiores que as nuvens. Era um objeto cortante, afiado e, apesar de não temê-lo, emanava hostilidade. Meu sonho, que já tinha se esvaído me diz (não há como explicar como algo que já se foi ainda fala comigo, mas ele falava) que aquilo era a razão dos rajados tão lindos e velhos que cortavam o "além alturas". Um líquido roxo caia como em cachoeira direto do "acima". Era estranho, porque o céu mesmo sendo de infinita permitia que quem caísse dele, alcançasse o chão. Ao final havia um lago roxo formado ao meu lado com o acúmulo desse líquido. Era um roxo espelhado... podia me ver nele. Da ultima vez que isso (uma valarra) havia  ocorrido as montanhas/vulcões de ouro/mercúrio haviam sido jogadas "dentro" daquele universo.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;     Ao olhar pra frente eu pude entender tudo. Não que houvesse uma direção a ser olhada, mas apenas a intenção de olhar pra frente me vez ver meu futuro. Na verdade nada do que estava lá foi realmente visto. Eu apenas sabia. Aquele rasgo no meu céu era causado por outro "lugar sem fronteiras". Assumindo uma forma corpórea e abrindo um rasgo ele colocou um pouco de si em mim.      Agora eu era valarrado. Havia aprendido um pouco mais e havia um pouco mais de alguém enfeitando meu ser.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;     Alguns instantes antes de abrir os olhos (Eu não estava dormindo. Isso ocorreu durante um tempo de piscar de olhos enquanto via um filme no cinema) pude perceber que aquele local era apenas eu. Como uma pintura de mim, que só eu veria por completo. Construída a base de gritos, pulos e vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*Valarra: reforma, adaptação, mudança nas raízes fundamentais, aprendizado, elevação ou decaimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-1547733277874872559?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/45mQyoncnk67iX3bfUz5xvWUojQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/45mQyoncnk67iX3bfUz5xvWUojQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/45mQyoncnk67iX3bfUz5xvWUojQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/45mQyoncnk67iX3bfUz5xvWUojQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/hoeJ3kYSPLs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/1547733277874872559/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/refugio-patrio_17.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1547733277874872559?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/1547733277874872559?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/hoeJ3kYSPLs/refugio-patrio_17.html" title="Refúgio Pátrio" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/refugio-patrio_17.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0QNSX47eSp7ImA9Wx9UFUk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-3223870088242308691</id><published>2011-02-12T17:09:00.001-02:00</published><updated>2011-02-12T18:09:58.001-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-12T18:09:58.001-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Ideias Fascinantes" /><title>Refúgio Pátrio</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9CNDabwi9Wc/TVbaGn-mL3I/AAAAAAAAAQk/9TOU7lO9EDE/s1600/01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-9CNDabwi9Wc/TVbaGn-mL3I/AAAAAAAAAQk/9TOU7lO9EDE/s200/01.jpg" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Refúgio Pátrio de alguém pode ser uma linda paisagem com tudo de mais magnífico que ele possa imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Outra pessoa poderia forjar um Refúgio Pátrio de ferro e labiríntico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Outra pessoa poderia ter um Refúgio Pátrio formado por medos e  dores e embora essa pessoa possa ser psicótica isso não quer dizer que  seu Refúgio Pátrio (RP) seja menos admirável.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jYT9A-O1jts/TVbY9NIMybI/AAAAAAAAAQY/Jpb_2s1-G1w/s1600/03.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-jYT9A-O1jts/TVbY9NIMybI/AAAAAAAAAQY/Jpb_2s1-G1w/s200/03.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mais ou menos com uns dezenove anos eu entrei pra uma turma da Escola de Artes Basileu França. Até estes dias eu achava o teatro e tudo mais que ocorria nos meios artísticos não musicais a pior forma de expressão artística que um ser humano incapaz podia adentrar. Não mudei minha opinião, ainda acho o teatro a pior forma de expressão, mas admiro-o mesmo assim ou exatamente por isso. Bom, numa das aulas de expressão corporal o nosso professor nos contou sobre a fortaleza da solidão que é um lugar separado que góticos usavam para entrar e terem somente seu eu como companhia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zJV2PQ2EtuY/TVbZGFiSXnI/AAAAAAAAAQc/u-mLsfr0MLU/s1600/02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" src="http://2.bp.blogspot.com/-zJV2PQ2EtuY/TVbZGFiSXnI/AAAAAAAAAQc/u-mLsfr0MLU/s200/02.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Achei a idéia magnânima, mas muito medíocre. Se o homem pode ser encarado como ser infinito em todos os seus pormenores, por que deveríamos limitá-lo a uma espaço físico finito, imperfeito e que não condiz com tudo que ele podia imaginar de melhor ou pior? Criei então o Refúgio Pátrio. Cada ser humano possué* (ou não) o seu e é a sua visão sobre você mesmo de forma não limitada. Ou seja:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O Refúgio Pátrio de alguém pode ser uma linda paisagem com tudo de mais magnífico que ele possa imaginar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Outra pessoa poderia forjar um Refúgio Pátrio de ferro e labiríntico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Outra pessoa poderia ter um Refúgio Pátrio formado por medos e dores e embora essa pessoa possa ser psicótica isso não quer dizer que seu Refúgio Pátrio (RP) seja menos admirável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GUIjMag-FGo/TVbZ3l3SDhI/AAAAAAAAAQg/dSGFK2ya5No/s1600/04.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-GUIjMag-FGo/TVbZ3l3SDhI/AAAAAAAAAQg/dSGFK2ya5No/s200/04.jpg" width="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O RP de outra pessoa pode simplesmente não existir. Não que ele seja etéreo, mas ele simplesmente não existe visto que esse pessoa sabe que não se pode destruir o que não existe e tenha medo de ser destruída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O RP de alguém é então seu universo pessoal obrigatoriamente escrito em forma de palavras. Ele é junção do que você é, ou seja, suas predisposições e talentos inatos somados ao que você consegue, quer, pode, ou tenta adquirir do meio, somado ao que você foi, espera ser e será. Resumindo: é você com ou sem um corpo físico, na forma (seja qual for) que você quiser imaginar. Resumindo o resumo: Você é e possui (obrigatoriamente e ao mesmo tempo) seu RP da forma que quiser e sem limites.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agora que já tá explicado, na próxima postagem apresentar-lhes-ei meu próprio Refúgio Pátrio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;*Possué: possuir e ser (possui e é) ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9CNDabwi9Wc/TVbaGn-mL3I/AAAAAAAAAQk/9TOU7lO9EDE/s1600/01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-3223870088242308691?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Começou pequenino e fácil de se expulsar, mas eu deixei ele lá. Não estava incomodando ninguém, então eu pensei que... bom, na verdade estava incomodando bastante, muito mesmo, mesmo sendo mínimo. Enfim, estava realmente doendo e eu o deixei, ocupando o pouco e relevante espaço que tinha conquistado. Foi uma atitude corajosa dar a cara a tapa para a tristeza. Muitos diriam que fui covarde, que eu tinha de ter cortado o mal pela raíz (raiz essa a qual daria origem a uma árvore frondosa e cheia de lindas flores negras e venenosas). Diante de todas essas, corretas, equilibradas e coerentes constatações alheias fiz o melhor a ser feito: irrelevei.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sentimento de vazio foi crescendo e/ou eu diminuindo, já que "tudo, sou" apenas uma pequena expressão da relatividade absoluta. As coisas iam se perdendo, se deixando. Bom, o vazio faz exatamente isso com a gente, não é? Deixamos de ser gente. Começou com as alegrias, as euforias e os risos. Depois se foram também as homéricas tristezas, os gostos, os cheiros e até o orgasmo pulsante. Tudo apenas se desvanecia e ia embora deixando a dor de um membro que, mesmo que defeituoso, era nosso e fora arrancado a partir dos ossos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nesses estágio, cerca de três tempos após a ________(*) de certas (e erradas também) partes de mim, já não havia o que fazer. Era se entregar e ver o  que ocorreria confiando que, fortalecido por outras dores, valeria a pena crescer e aprender com essa última. Então, quando o nada já estava ocupando tudo em mim... quando o vazio começou a se tornar maior do que eu... quando a ausência começou a ter um limite mais extenso que minhas fronteiras, ocorreu o óbvio: ela saiu. Encontrando um outro universo, infinitamente maior, se ocupou de ocupá-lo, sem fazer caso da minha eusignificância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até nossos sentimentos nos abandonam, nos ignoram diante de nosso liliputianismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cheguei ao destino e ela se foi, fazendo valer a pena cada sensação ou insensação da mesma. Para os outros nunca fez sentido o por que de eu ter acatado o sofrimento como modo de vida e a felicidade como meio de morte (de suicídio). Pra mim, não havia senso efetivo mais proveitoso. Quando chegar a hora dela, da felicidade, farei o mesmo e não desperdiçarei uma única gota. Aproveita-la-ei sem que haja tempo de vir descrevê-la. Cada sentimento tem(os) em si, sua forma ideal de ser degustado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nossa pobre língua não tem uma palavra que expresse o sentimento de "ausência sentida"... Simplesmente não está lá, da mesma forma que você deixa de se perceber em você mesmo. Desconfortável, não? Sendo assim mantive o espaço vazio.&lt;br /&gt;
PS1: Talvez a palavra "insensação" preencha esse espaço.&lt;br /&gt;
PS2: Odeio esses textos poéticos e abstratos demais, mas cada personagem meu tem seu próprio livre arbítrio, até os não humanos (isso inclui "os universos" que os e nos circundam).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-6505026859311923496?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2LnMCW3YKj5kSV9-wqReBjCXv4M/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2LnMCW3YKj5kSV9-wqReBjCXv4M/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2LnMCW3YKj5kSV9-wqReBjCXv4M/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/2LnMCW3YKj5kSV9-wqReBjCXv4M/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/buZrDWQclRw" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/6505026859311923496/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/blog-post.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/6505026859311923496?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/6505026859311923496?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/buZrDWQclRw/blog-post.html" title="_____________" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/TVIWlRr_nMI/AAAAAAAAAQU/MVV3LMQZdOQ/s72-c/zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/blog-post.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0YCR3YycCp7ImA9Wx9VGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-908253379081418324.post-240112770132280124</id><published>2011-02-06T11:30:00.001-02:00</published><updated>2011-02-06T11:32:46.898-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-02-06T11:32:46.898-02:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Curtas Criações" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Criando Verdades" /><title>Real-fantasia</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Don, que tipo de coisa você escreve?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Não sei cara. Atenho-me MUITO ao fantástico, mas jamais permito que meu eu lírico paire no éter sem um chão pra pisar, sem um tempo pra se situar e sem um limite corporal ou mental definidíssimo... (Um bom exemplo disso: &lt;a href="http://criacional.blogspot.com/2010/08/ninguem-le.html"&gt;Ninguém lê&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Então você fantasia ao extremo pra retratar a realidade?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Nem é bem isso...&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Então fala sobre a realidade usando a fantasia?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Nem tão fantasia assim também. Não sou poeta indefinido, tenho meus limites.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Real-fantasia então?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - É... pode ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/908253379081418324-240112770132280124?l=criacional.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ValnyniGKOy9QjnzYppRtdnHLzU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ValnyniGKOy9QjnzYppRtdnHLzU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ValnyniGKOy9QjnzYppRtdnHLzU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ValnyniGKOy9QjnzYppRtdnHLzU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Criacional/~4/456HGfz2tvM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://criacional.blogspot.com/feeds/240112770132280124/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://criacional.blogspot.com/2011/02/real-fantasia.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/240112770132280124?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/908253379081418324/posts/default/240112770132280124?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/Criacional/~3/456HGfz2tvM/real-fantasia.html" title="Real-fantasia" /><author><name>D. F. Rodrigues</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02729385593441846619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="32" height="24" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8EvPuI8jeI/S9MmhfUdcsI/AAAAAAAAAJY/Vt_YdxAiD9c/S220/Tatoo+(3).jpg" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://criacional.blogspot.com/2011/02/real-fantasia.html</feedburner:origLink></entry></feed>

