<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360</id><updated>2024-11-01T06:24:44.821-03:00</updated><category term="Biografia resumida de Milton Santos"/><category term="fenômeno"/><title type='text'>CULTUREBIT</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360.post-4887457964309010678</id><published>2010-04-15T23:01:00.000-03:00</published><updated>2010-04-15T23:01:39.139-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava eu a pensar, logo após ver uma matéria  sobre o oriente médio. Então decidi rever minhas pastas de trabalho para a faculdade na matéria de sociologia.&lt;br /&gt;
    Entenda você também um pouco oque acontece no Oriente Médio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                       Oriente Médio e a civilização islâmica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    A morte do profeta Maomé,em 632 d.C.,provocou a divisão de seus seguidores em dois grupos: os Xiitas e os Sunitas ,predominantes até hoje.&lt;br /&gt;
    Os sunitas seguiram os ensinamentos  de Maomé contidos em um conjunto de textos que foi  denominados de Suna. Para os sunitas, o Suna é uma importante fonte de verdade  ao lado do Alcorão.&lt;br /&gt;
    Os Xiitas consideram que o líder  religioso e politico deva ser descendente de Maomé,além de só admitirem o Alcorão como fonte sagrada . Os Xiitas são contrários  à ocidentalização(costumes americanos e europeus) e são defensores intransigentes dos costumes  da fé islâmica. Os  Sunitas correspondem a 85 % do mundo muçulmano e os Xiitas , aos 15% restantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                              Conflitos e interesses&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    A pós  termino da primeira  guerra mundial,britânicos e franceses fizeram a divisão dessa área por meio do acordo de Sykes-Picot. Assim, Síria e Líbano ficaram sob domínio francês,e Palestina,Mesopotâmia e Jordânia  sob domínio inglês. &lt;br /&gt;
    No período entre as duas guerras,muitos conflitos ocorreram, devido ao processo de independência  politica dos países árabes. Após esse período ,os conflitos se intensificaram ,principalmente  com a criação do Estado de Israel,devido ao interesse de  grandes potências  nas áreas nas éreas petrolíferas e às  disputas internas de poder,oque tem contribuído para a instabilidade constante na região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                             Questões territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    A divisão territorial arbitraria promovida no Oriente Médio pelos colonizadores europeus ,no inicio do século XX ,gerou diversos problemas de ordem geopolítica  que perduram até hoje. &lt;br /&gt;
    Isto porque,quando os ingleses e franceses subdividiram a área do antigo império Turco-otomano em novos países ,não levaram em conta a diversidade de grupos étnicos que habitavam esses territórios ,mas apenas os seus interesses econômicos nessa parte da Ásia,da mesma forma que ocorrera com a chamada Partilha da Ásia .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                          Criação de Israel e a Palestina&lt;br /&gt;
    Entre os conflitos existentes hoje no Oriente Médio,provavelmente o que tem causado maior repercussão e apreensão em todo o mundo seja o conflito entre judeus e  palestinos.&lt;br /&gt;
   No inicio do século XX,milhares de judeus espalhados pelo mundo passaram a imigrar para a Palestina,fundando bairros judaicos nas cidades e colônias agrícolas na zona rural . Ameaçados pelo grande fluxo de judeus ,os palestinos entraram em conflito com esses migrantes que reivindicavam parte do território palestino.&lt;br /&gt;
    No final da década de 1940,a pressão exercida pela comunidade judaica internacional,com o apoio dos EUA,levou a ONU a instalar o Estado de Israel,usando para isso parte do território palestino . Esse fato serviu para acirrar ainda mais o conflito entre esses dois povos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                     Jerusalém, a cidade sagrada das três religiões &lt;br /&gt;
                    &lt;br /&gt;
     Localizada no centro do Estado de Israel e fazendo fronteira ,a oeste com o território da Cisjordânia, Jerusalém é uma síntese  dos conflitos existentes  no Oriente Médio. Ela apresenta-se  como um mosaico étnico que reúne em uma única cidade povos de religiões distintas.&lt;br /&gt;
     Atualmente com mais de 500 mil habitantes ,Jerusalém está dividida  entre a cidade nova ,onde vive mais de 20 mil pessoas. O controle da cidade velha é uma das principais causas das disputas que ocorre hoje em dia entre judeus e árabes. Nesse pequeno espaço,de aproximadamente 1,0 Km² ,estão  reunidos monumentos históricos  sagrados para cristãos ,judeus e muçulmanos.&lt;br /&gt;
     Todos esses monumentos estão espalhados em quatro bairros distintos: o judeu, o árabe,o cristão e o armênio. Assim ,tomado pelos judeus e reivindicado pelos árabes ,o controle politico da “cidade santa” apresenta-se como principal obstáculo ao acordo de paz entre israelenses, pales- tinos  e a outras nações do Oriente Médio&lt;br /&gt;
     Nessa região de clima árido, controle de um país sobre os poucos recursos aqüíferos subterrâneos ,nascentes e recursos de rios, possui enorme importância ,onde garante o abastecimento de água .Dessa forma , disputas por áreas de bacias hidrográficas  e pela utilização  de lençóis subterrâneos têm sido,também , a causa de conflitos armados.&lt;br /&gt;
     A bacia hidrográfica  do rio Jordão é motivo de disputa territoriais entre quatro países fronteiriços: Israel, Libano , Síria e Jordânia. &lt;br /&gt;
     Um dos  objetivos de Israel ao invadir  a Síria ,em 1967, era obter o controle sob as colinas de Golã ,onde estão as nascentes do rio Jordão.&lt;br /&gt;
     Outra região do O.M. em que a questão da água provoca tensão é a área em torno das bacias dos rios Tigre e Eufrates. As  principais  nascentes desses rios localizam-se  em território turco ,e suas águas, e suas  águas que correm em direção ao Golfo Pérsico,abastecem a Síria e o  Iraque. No entanto,os sírios e os iraquianos se vêem ameaçados pela Turquia ,que pode controlar os fluxos de água por meio de projetos de irrigação e da construção de uma hidrelétrica em seu território. Isso poderá prejudicar o bastecimento de água nos países a jusante gerando novos conflitos.           &lt;br /&gt;
               &lt;br /&gt;
                    O petróleo e as desigualdades sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
    A economia baseada na exploração do petróleo trouxe muita riqueza para os países produtores do O.M., mas podemos afirmar que essa riqueza esta desigualmente distribuída.Onde na realidade ,as riquezas geradas pela exploração do petróleo acabam por beneficiar apenas uma “pequena elite dominante “ : a nobreza;os altos funcionários do Estado; os proprietários de terras onde estão os campos petrolíferos;e as multinacionais que dominam o mercado mundial do produto. Os países do O.M. São de fundamental importância para os países de todo o mundo,porque é dessa região que se encontra cerca de  60% de todo o petróleo do planeta. &lt;br /&gt;
    Portanto,os conflitos  existentes entre árabes(palestinos) e os judeus (israelenses) por causa de “Terra Santa”  é acompanhado por todos os países .&lt;br /&gt;
    É importante lembrar que esse dois países não possuem reservas de petróleo ,mas estão localizados no meio da região produtora e os demais países árabes produtores de petróleo tendem a apoiar a questão palestina  enquanto  os EUA e os países da Europa apóiam Israel.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/4887457964309010678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/04/estava-eu-pensar-logo-apos-ver-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/4887457964309010678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/4887457964309010678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/04/estava-eu-pensar-logo-apos-ver-uma.html' title=''/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360.post-2994828470225776758</id><published>2010-04-05T14:37:00.001-03:00</published><updated>2010-04-05T14:37:45.852-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava eu em casa, numa noite chuvosa, comecei a organizar a minha pasta e encontrei um o resumo de uma aula de sociologia, achei interessante e pensei em postar, e, aqui está leiam e reflitam .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
                                                     Reflexões acerca do Islanismo hoje&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizer que o Islam é a religião que mais cresce no mundo já é consenso. Com quase um bilhão e meio de adeptos espalhados pelo mundo,os muçulmanos representam perto de 25% da população mundial e não dá mais para dizer que eles não são mais uma realidade social,politica e religiosa.&lt;br /&gt;
Muito se fala sobre o Islam ,mas pouco se sabe  sobre ele.&lt;br /&gt;
Em recente pesquisa realizada pelo HISTORIANET sobre a expansão do Islam,em um universo  de de mais 650 pessoas ,48,1% manifestaram a opinião de que  o Islam representa uma ameaça para o imperialismo norte-americano. Trata-se de  um percentual elevado que só demonstra como o preconceito existe e como está enraizado em nós. Desde cedo somos direcionados no sentido de ver o Islam como uma ameaça,seja pela politica,religiosa  ou social. No nosso imaginário Islam é sinonimo de fanatismo, e muitos associam ao terrorismo. Um avião cai,um prédio explode, logo somos induzidos a achar que se trata de obra de algum muçulmano árabe fanático, em plena “guerra santa” contra o ocidente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um dos erros mais comuns é a associação que se faz do Islam com a cultura árabe. Apesar de o Islam  ter surgido na península arábica , e de ter na língua árabe  a língua do Alcorão,fator de unidade,atualmente os árabes representam uma minoria nesse universo,menos de 18%  do total.&lt;br /&gt;
O próprio uso da palavra “árabe” expressa um preconceito,pois coloca sob o mesmo denominador ,africanos,curdos,persas e turcos. Desconhecemos suas origens,suas origens, suas culturas,suas tradições,as particularidades especificas de cada povo. Muito do que é passado pela mídia traz o viés do etnocentrismo,nós,no ocidente,civilizados,cultos,eruditos,belos e formosos e eles,o oriente,a barbárie,a ignorância ,o atraso. Como no século XIX,continuamos a impor a nossa  maneira de ver o mundo,os nossos valores,nossa cultura estes sim,verdadeiros e legítimos. Estranhamente apagamos de nossa memoria o fato de que muito do nosso cotidiano é  devido à cultura islamica que dominou o mundo por muito tempo!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta postura,em grande parte  deve-se a uma politica colonialista européia, iniciada no século XIX,que ao “levar a civilização aos povos bárbaros”,na verdade representou um processo continuo de apartheid,exploração,expropriação e genocídio. Muitas das questões que afligem o mundo contemporâneo têm origem nessa politica de denominação&lt;br /&gt;
Contrariamente do que se pode pensar,o Islam reconhece,entende e aceita a existência dos diferentes povos. Em um de seus versículos,o Alcorão,o livro sagrado dos muçulmanos,diz que os homens foram criados em nações para que se conhecessem e se compreendessem e nãopara que fossem inimigos. Em seu “Sermão da Despedida”,o profeta Mohammad,cujo exemplo de vida é seguido por todos os muçulmanos,disse que um árabe não é superior a um não árabe,nem um não árabe é superior a um árabe;o branco não é superior ao negro,nem negro tem qualquer superioridade sobre um branco,exceto quanto à temência a Deus; e que os homens tem certos direitos em realação às mulheres,mas as mulheres também  têm direitos sobre os homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto à mídia, esta faz a sua parte,limitando a nossa forma de compreender o mundo aos padrões convencionados como “civilizados”.Saliente o que é estranho à cultura ocidental e esconde o que efetivamente acontece naquelas regiões. Enfatiza as proibições,as restrições impostas às mulheres,enfim,o aspecto exterior da questão,sem estabelecer uma relação de causa e efeito dos acontecimentos,sem definir o que são costumes e tradições e o que é verdadeiramente islâmico.&lt;br /&gt;
Sob esta ótica,para o ocidente, tudo é esquisito no Islam, e do ponto de vista da aparência  externa &lt;br /&gt;
,não há muita diferença do Afeganistão para a Arábia Saudita ou a Jordânia,muito  embora Arábia Saudita e Jordânia se alinhem politica e ideologicamente com o Ocidente. Vivemos num mundo globalizado, e por isso,altamente interdependente. As transformações no ocidente influenciam um e outro profundamente. De um lado, temos os muçulmanos querendo se recuperar-se dos efeitos perversos do colonialismo e sua sociedade exigindo mudanças sociais e politicas,mas qualquer  põe em perigo a correlação de forças atuais. Do outro lado ,as grandes potencias  se opõem a iniciativas que ponham  em cheque sua hegemonia politica, e os países dependentes, temendo perder sua soberania recém conquistadas,vêem com desconfiança  qualquer tentativa  por parte de quem até bem pouco tempo era opressor. A preocupação humanitária  em relação a condição da mulher muçulmana é muitas vezes acompanhada por um discurso que sataniza o Islam o que faz  com que os muçulmanos fiquem mais desconfiados ainda. As conseqüências desses embates ,cultural ,poliico e social,inevitavelmente acabam repercutindo na mulher, o elo mais fraco dessa corrente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso do Afeganistão, mais evidência, chega até nós sob forma de aberração. No entanto, não nos ensinam que se trata de um país que vem de uma história  de invasões ,ocupação soviética  por mais de 10 anos,que desestruturou  sua economia, que sua população vive sob um cotidiano de guerra constante,uma vez que o Taleban não detém controle total do país ,que existe uma luta interna de poder entre facções muçulmanas . Como se não bastasse, os EUA acusaram o rico empresário saudita Osama bin laden de estar envolvido nos atos terroristas as suas embaixadas no Quênia e na Tanzânia . Quando o regime do Taleban se recusou a entregar Bin Laden aos EUA , a ONU , em represália , impôs pesadas sanções  ao Afeganistão ,cujo o ônus como sempre recaem sobre a pop pulação indistintamente,homens ,mulheres e crianças.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o Taleban usa a retórica ideológica para privar a mulher muçulmana do acesso à educação básica , a mídia ocidental condena,e com razão. Afinal ,há 14 séculos o Islam assegurou direitos sociais e econômicos que objetivaram garantir igualdade entre homens e mulheres ,inclusiveo acesso igual  à educação,o direito de expressão , de propriedade  e de voto. Mas, não tem razão quando define as restrições impostas à mulher afegã como parte da doutrina islâmica . O Islam não é a prática que dele fazem alguns muçulmanos.  A critica Taleban ,assim,transforma-se num pretexto para condenar os legítimos islâmicos em geral ,e mostrar  ao ocidente que o Islam é incompatível  com as modernas exigências sociais  e politicas e que nada poderia ser pior do que uma sociedade fundada nos  princípios islâmicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na verdade ,grupos como o Taleban ,em nada diferem de tantos outros espalhados pelo mundo moderno. Movimentos  semelhantes podem  ser encontrados em outros países e entre as muitas  religiões do mundo e não imaginamos que eles possam ameaçar a hegemonia das grandes potências.&lt;br /&gt;
Os cristãos norte-americanos que bombardeiam clinicas de aborto ,hindus que atacaram a mesquita de Babri ,e que estão de olho nas inúmeras de olho nas mesquitas espalhadas pela Índia, judeus ultra-ortodoxos que atiram pedras em  mulheres que andam pelas ruas vestindo calças  ou mangas curtas,enfim , todos são a expressão contemporânea da intolerância e, nesse sentido ,têm mais em comum  com o Taleban do que eles percebem e muito menos a ver com o Islam, como somos levados a supor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos esses movimentos,apesar de suas diferenças externas,são uma reação às dramáticas mudanças sociais, politicas e econômicas que vêm ocorrendo nos últimos 150 anos. As transformações são rápidas ,adquiriram uma dinâmica própria e estão além do controle das pessoas comuns . Os muçulmanos em geral  acalentam  de estado islâmico ,mas percebem que esse sonho vai ficando cada vez mais distante, diante do avanço inexorável de uma civilização global  secular agressiva e tecnologicamente  mais avançada. Em seu movimento de reação esse grupos acabaram  por enfatizar o lado material ,porque mais fácil de ser controlado e de ser imposto  às pessoas . Na verdade ,a violência do Taleban contra os que desrespeitam  as regras não deixa de ser implementação  da moderna visão de que a interferência  da moderna visão de que a interferência &lt;br /&gt;
do  estado  na vida das pessoas é a resposta  para maior  parte dos problemas sociais .</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/2994828470225776758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/04/estava-eu-em-casa-numa-noite-chuvosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/2994828470225776758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/2994828470225776758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/04/estava-eu-em-casa-numa-noite-chuvosa.html' title=''/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360.post-8800512944909583881</id><published>2010-01-24T14:38:00.000-02:00</published><updated>2010-01-29T12:27:24.240-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 23/1/2010 14:16&lt;br /&gt;Governo brasileiro acena com mais US$ 15 milhões ao Haiti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em visita ao Haiti neste sábado, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil vai oferecer mais US$ 15 milhões para ajudar na reconstrução do país caribenho.&lt;br /&gt;O governo brasileiro já havia aprovado um auxílio financeiro de US$ 15 milhões, poucos dias após o terremoto. Desse montante, US$ 5 milhões já estão com as Nações Unidas.&lt;br /&gt;Segundo Amorim, o restante da ajuda &quot;está em processo&quot; e deve ser liberada &quot;muito rapidamente&quot;.&lt;br /&gt;Durante a conversa com o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerivee, pela manhã, Amorim disse que ofereceu, ainda, ajuda para recompor o governo local.&lt;br /&gt;&quot;Ofereci, entre outras possibilidades, a formação de quadros administrativos também, porque uma grande parte dos quadros do Haiti desapareceram, morreram&quot;, disse.&lt;br /&gt;&quot;É muito importante que haja a percepção de que o governo haitiano está em controle da situação&quot;, acrescentou Amorim.&lt;br /&gt;Questionado sobre a preocupação do Brasil em manter a liderança na região, Amorim disse que o Brasil &quot;não está preocupado&quot; com a questão.&lt;br /&gt;&quot;Ao contrário do que a mídia pode pensar, o Brasil não está preocupado com a liderança regional, mas sim em ajudar o Haiti, com respeito aos mandatos internacionais e com respeito ao governo do Haiti&quot;, disse o ministro brasileiro.&lt;br /&gt;Segundo Amorim, &quot;é importante que o povo do Haiti sinta que seu governo, o governo que ele elegeu, é o governo que está conduzindo (o processo de reconstrução), naturalmente com o apoio da comunidade internacional.&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira, o general Floriano Peixoto, que comanda as tropas da Missão de Paz no país caribenho, disse que o trabalho de reconstrução do Haiti é uma &quot;oportunidade&quot; para o Brasil.&lt;br /&gt;BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.&lt;br /&gt;Sem dúvidas que o governo brasileiro “não quer impressionar” a comunidade internacional e mostrar que está hapto a desenvelver sua liderança politica internacionalmente e não serão apenas 15 milhões e sim 350 milhões de reais conforme a midia já anunciou!&lt;br /&gt;Mas se esquece do “Haiti que há no Brasil”,são mais de 50 milhões de pessoas que sobrevivem abaixo da linha da pobreza,com menos de hum salário mínimo por mês,e os desabrigados das enchentes que afetaram todo o país do final de 2009 ao inicio deste ano  de 2010,dezenas de cidades em estado de calamidade publica ,arrasadas,devastadas,e sem contar os desmpregados que estão aos milhões!&lt;br /&gt;Ajudar sim,devemos ajudar mas, não tirar de um povo que ha decadas vem sendo humilhado e roubado por uma grande corja de politicos corruptos,com seus roubos escandalosos,como mensalão,mesalinho,meias,cuecas,propinas e muitos outros que são encobertos.&lt;br /&gt;Em um país que em sua bandeira diz:&lt;br /&gt;Ordem e Progresso!Mas sem ordem não há progresso coseqüentemente não haverá crescimento e desenvolvimento!&lt;br /&gt;Sendo assim “o povo brasileiro,continua a deriva neste grande navio chamado Brasil”e seus governantes sempre impressionando!</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/8800512944909583881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/01/por-bbc-bbc-brasil-atualizado-2312010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/8800512944909583881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/8800512944909583881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2010/01/por-bbc-bbc-brasil-atualizado-2312010.html' title=''/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360.post-5753134219399039184</id><published>2009-09-12T12:56:00.000-03:00</published><updated>2009-09-12T13:17:14.919-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Biografia resumida de Milton Santos"/><title type='text'>Resumo biográfico de Milton Santos</title><content type='html'>&lt;meta equiv=&quot;CONTENT-TYPE&quot; content=&quot;text/html; charset=utf-8&quot;&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name=&quot;GENERATOR&quot; content=&quot;BrOffice.org 3.0  (Win32)&quot;&gt;&lt;style type=&quot;text/css&quot;&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;LEFT&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Estive pesquisando e achei essa &quot;joia&quot;,é a biografia resumida em que na minha opinião é um dos maiores pensadores brasileiros de nossa época ,leiam e reflitam !&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;LEFT&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;MILTON SANTOS (1926 / 2001 )&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;&lt;b&gt;Biografia Resumida &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;O &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Prof. Dr. Milton Santos&lt;/span&gt; (Milton de Almeida Santos ou Milton Almeida dos Santos), nasceu em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, no dia &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;03 de Maio de 1926&lt;/span&gt;. Geógrafo e livre pensador brasileiro, homem amoroso, afável, fino, discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, coragem que sempre teve. Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 ( o prêmio Nobel da geografia), professor em diversos países (em função do exílio político causado pela ditadura de 1964), autor de cerca de 40 livros e membro da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, entre outros. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;O Prof. Milton Santos formou-se em Direito no ano de 1948, pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), foi professor em Ilhéus e Salvador, autor de livros, que surpreenderam os geógrafos brasileiros e de todo o mundo, pela originalidade e audácia: &quot;O Povoamento da Bahia&quot; (48), &quot;O Futuro da Geografia&quot; (53), &quot;Zona do Cacau&quot; (55) entre muitos outros. Em 1958, já voltava da Universidade de Estrasburgo, da França, com o doutorado em Geografia, trabalhou no jornal &quot;A Tarde&quot; e na CPE (Comissão de Planejamento Econômico-BA), precursora da Sudene, foi preso em 1964 e exilado. Passou o período entre 1964 a 1977 ensinando na França, Estados Unidos, Canadá, Peru, Venezuela, Tânzania; escrevendo e lutando por suas idéias. Foi o único brasileiro e receber um &quot;prêmio Nobel&quot;, o &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Vautrin Lud&lt;/span&gt;, que é como um &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Nobel de Geografia&lt;/span&gt;. Outras de suas magistrais obras são: &quot;Por Uma Outra Globalização&quot; e &quot;Território e Sociedade no Século XXI&quot; (editora Record) .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Milton Santos, este grande brasileiro, morreu em São Paulo-SP, no dia 24 de Junho de 2001, aos 75 anos, vítima de câncer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;Prof. Milton Santos: Pensamento de Combate&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;( por Cláudio Cordovil ) &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Um momento de vida inteligente na televisão brasileira. A entrevista do geógrafo &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Milton Almeida dos Santos, exibida anos atrás&lt;/span&gt; no programa &lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;b&gt;Roda Viva&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; (uma produção da TV Cultura, retransmitida pela TVE), revelou a milhares de telespectadores o vigor do pensamento de &lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;b&gt;um dos mais respeitados intelectuais brasileiros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Professor titular da USP e considerado por seus pares um dos mais conceituados geógrafos vivos do mundo, Milton Santos quase se compara ao intelectual americano &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Noam Chomsky&lt;/span&gt;, em termos de radicalidade de sua original reflexão de resistência em tempos de &quot;pensamento único&quot;. Com&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt; 12 títulos de doutor honoris causa&lt;/span&gt; de respeitadas universidades estrangeiras, esse baiano afável é um escritor prolífico, com &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;mais de 40 livros publicados&lt;/span&gt;. Homem que sempre cultivou mais discípulos do que parceiros, pelo grosso calibre de suas denúncias da cooptação de intelectuais que emudecem diante das tentações do mercado e dos riscos da globalização. Milton Santos foi o único estudioso fora do mundo anglo-saxão a receber o que &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;pode ser considerado o Nobel da Geografia&lt;/span&gt; pelo conjunto de sua obra o&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 102, 0);&quot;&gt;&lt;b&gt;prêmio Vantrin Lud&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Durante a exibição de sua entrevista no Roda Viva, os telefones do programa não pararam de tocar. &quot;Muitas pessoas ligaram emocionadas e entusiasmadas, vibrando e agradecendo a emissora pela transmissão. O teor das declarações do público se assemelhou ao verificado com a entrevista de Noam Chomsky&quot;, comenta Marco Nascimento, diretor de jornalismo da TV Cultura. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Em entrevista no programa Roda Viva, o senhor afirmou que observamos atualmente uma&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt; capitulação dos intelectuais brasileiros&lt;/span&gt; diante da situação do país. Como define essa capitulação?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* A capitulação dos intelectuais é um fenômeno internacional já antigo e que se &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;agravou com a globalização&lt;/span&gt;. Isso de alguma maneira perdura com a democracia de mercado de hoje. A intelectualidade brasileira se organiza através de grupos fechados que &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;necessitam mais de fazer pressão, para sobreviver, do que de se reunir para pesquisar&lt;/span&gt;. Por isso tendem a se aproximar do establishment, o que reduz a sua força de pensamento, imaginação e crítica. Isso equivale a capitular. No Brasil, há exceções, mas essa síndrome precisa de uma cura urgente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Em uma de suas declarações mais contundentes no programa Roda Viva, o senhor afirmou que &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;o pobre é neste momento o único ator social no Brasil com o qual podemos aprender algo de verdadeiro&lt;/span&gt;. Poderia explicar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Em A natureza do espaço falo um pouco sobre essa idéia. As classes médias são confortáveis de um modo geral. O conforto cria dificuldades na visão do futuro. O conforto quer estender o presente que está simpático. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;O conforto, como a memória, é inimigo da descoberta&lt;/span&gt;. No caso do Brasil isso é mais grave, porque esse conforto veio com a difusão do consumo. O consumo é ele próprio um emoliente, Ele amolece. Os pobres, sobretudo os pobres urbanos, não têm o emprego, mas têm o trabalho, que é o resultado de uma descoberta cotidiana. Esse trabalho raramente é bem pago, enquanto o mundo dos objetos se amplia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - O senhor fala da sabedoria da escassez...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Exatamente. Fui buscar esse conceito em Sartre, quando ele fala da escassez que joga uma pessoa contra a outra na disputa pelo que é limitado. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Essa experiência da escassez é que faz a ponte entre a necessidade e o entendimento&lt;/span&gt;. Como a escassez sempre vai mudando, devido a aceleração contemporânea, o pobre acaba descobrindo que não vai nunca morar na Ipanema da novela, que jamais vai alcançar aquelas coisas bonitas que vê. Ele continua vendo, mas está seguro hoje de que não as alcançará. Gostaria de dizer que a classe média já começa a conhecer a experiência da escassez. E isso pode ser bom. Como a classe média, na sua formação, tem uma capacidade de codificação maior, isso vai nos levar a uma precipitação do movimento social, da produção da consciência, ainda que seja de uma maneira incompleta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Pesquisa divulgada mês passado na França revelou que 72% dos franceses oscilam entre o medo e a revolta com relação ao atual modelo econômico. Acredita que a situação francesa seja muito distinta da brasileira? Como explica a aprovação popular da política econômica brasileira? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Essa questão pode ser desdobrada em duas. No Brasil, a expansão do consumo veio com o regime autoritário e continua com a democracia de mercado. Por conseguinte, essa expansão do consumo junto a essas duas estruturas de controle faz com que a opinião pública seja amortecida. Há muito mais espaço para o consumidor, esse espaço legitimado agora com o código do consumidor, e nada para o cidadão. Dessa forma, &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;torna-se mais fácil aceitar um mundo onde são as coisas que comandam, e não os valores&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;# - O que acontece no caso do Brasil?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Esse apego enorme às coisas faz com que a coisa mais representativa, que atualmente é o Real, a coisa que faz adquirir coisas, interfira no resultado das pesquisas favoráveis à moeda. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Mas, a mesma pessoa que gosta do Real não gosta do desemprego, não gosta da insegurança&lt;/span&gt;. De modo que vivemos esse paradoxo que está rebaixado na consciência das pessoas. O que aparece lá em cima é o Real, a satisfação com a moeda, mas há uma infinidade de situações, que não são latentes, mas reais, embora não apareçam como sistema na consciência. Por isso temos a impressão de que o Brasil não está reagindo, mas penso que há um vulcão adormecido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Viviane Forrester, em seu best seller francês intitulado O horror econômico, afirma que vivemos no meio de uma &quot;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;magnífica ilusão&lt;/span&gt;&quot;. &quot;Nossos conceitos de trabalho e de desemprego, manipulados por políticos, não tem mais qualquer substância&quot;. Ela anuncia que uma nova civilização já se iniciou e nela só uma pequena parcela da população mundial encontrará trabalho. O que pensa dessa afirmação? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Há anos eu já afirmava que &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;a globalização, tal como era considerada, começa por ser uma fábula&lt;/span&gt;. Essa fábula se tornou possível exatamente pela &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;violência da informação&lt;/span&gt;. Produzem-se idéias que são impostas. Nesse sentido, o que Forrester afirma a propósito da &quot;magnífica ilusão&quot; me parece correto. Mas é a partir dessa ilusão e dessa fábula que são impostas fórmulas que conduzem os países em sua economia, política e relações sociais. São fábulas perversas, como essa que fazem com que não discutamos a solidariedade. Toda a discussão sobre a previdência se faz em bases contábeis e não levando em conta que a nação tem que ser solidária e todos temos de estar juntos. Todos os debates são feitos naturalizando a perversidade, através da naturalização da desigualdade social. É uma tristeza que a discussão sobrfe o desemprego se limite a uma relação mensal de números falsos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Como assim?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Vivemos uma fase de politização das estatísticas. Isso se dá de forma descarada no Brasil em todos os campos da vida social e econômica. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Há uma distribuição de estatísticas de forma maciça, mas que não permite análise porque não há desagregação que conduz a uma interpretação. a apresentação da estatística já é enviesada&lt;/span&gt;. Não se pode atribuir às pesquisas de opinião tão disseminadas hoje em dia a qualidade de fornecer o entendimento das estruturas e processos sociais. A estatística é retrato encomendado de apenas uma parcela do social, mas não é o social. Essas pesquisas têm um papel de deformação da vida política e degradação da vida partidária. Na última campanha foi curioso ver como os candidatos decidiam ir mudando em função das pesquisas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;#- Parece que vivemos um paradoxo na era da informação: a sociedade parece cada vez mais opaca, menos decifrável. Temos mais estatísticas, mas entendemos menos a sociedade. A que atribui esse fenômeno?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;A violência da informação também se deve ao fato de que a grande indústria da comunicação é extremamente concentrada&lt;/span&gt;. Éconcentrada nas mesmas mãos que concentram a competitividade. Esta não tem qualquer finalidade. Até hoje não se descobriu por que as grandes empresas globais competem. Todos os dias nos defrontamos com uma interpretação já feita, mas que é simplista, ilusória e produz uma fábula. Isso gera esse efeito de opacidade. Ela é menor nos países onde a figura do cidadão pôde se cristalizar ao longo dos séculos e maior nos países onde a cidadania não se concretizou, como na África e na América Latina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;#- A globalização parece haver reduzido a influência dos mercados nacionais que constituíam um dos fundamentos do poder do Estado-nação. O que é feito de noções tão caras à geografia, como Estado, nação e território?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Prefiro dizer que o mercado nacional é o nome fantasia do mercado global. Esse mercado global trabalha com alguns pontos do território e exige que os estados nacionais aparelhem esses pontos. As empresas globais ali se instalam. É nesses pontos privilegiados que elas produzem nacionalmente uma produção global. Mas há também o território: todo o resto utilizado pelas outras empresas e pela maioria esmagadora dos homens que não vivem sem esses território. Podemos encarar de outra maneira a questão do território, do mercado e do Estado nacional. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Esse mercado global travestido de mercado nacional não tem um reflexo, nem obrigatório nem imediato, sobre a maior parte da população&lt;/span&gt;. Ele se amplia com o desemprego, com a fome, sem que a maior parte da população seja beneficiária, enquanto o mercado territorial é o que tem a ver com a maioria da população e acaba sendo o sustentáculo do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;#- No programa Roda Viva o senhor sugeriu que o prefeito Celso Pitta está sofrendo um linchamento, que o senhor parece atribuir ao racismo. E se as denúncias se provarem verdadeiras? Acredita que sua crítica foi feita em momento oportuno?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;* Na sociedade da informação em que vivemos há linchados e linchados. O caso dos precatórios mostra que há linchamentos de graus variáveis. Minha colocação tem um caráter político no sentido maior. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Desejo a aceitação mais tranqüila do negro na sociedade brasileira&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;# - Que dificuldades lhe trazem sua condição de intelectual negro e o tom destoante de seu pensamento no establishment acadêmico?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;* Pude me manter como outsider. Em que medida ser outsider no meu caso não se deve ao fato de eu ser negro? Os prêmios são um dia e vivem no círculo que sabe deles. &lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;A minha vida de todos os dias é a de negro. como tal, mantenho com a sociedade uma relação de negro&lt;/span&gt;. No Brasil, ela não é das mais confortáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;hr /&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;CENTER&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Educacao/MiltonSantos3.jpg&quot; name=&quot;figura1&quot; align=&quot;RIGHT&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;378&quot; width=&quot;234&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;&lt;b&gt;MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO - A DE TODOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 153, 0);&quot;&gt;Prof. Dr. Délio Mendes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Para o mundo intelectual brasileiro entrou em encantamento um dos seus principais pensadores. E se encantou em plena produção, no seu momento mais fértil. Produzia uma crítica à globalização considerando que a mesma tem sido levada a efeito do ponto de vista do capital financeiro. Propunha uma outra globalização. Intelectual estudioso do espaço e do tempo, compreendeu, em seu tempo, o espaço como produção do homem na relação com a totalidade da natureza e a intermediação da técnica. Técnica que corresponde a um tempo determinado pela produção dos homens. Homem do seu tempo, Milton Santos se fez presente em todos os grandes embates intelectuais da última metade do século passado. O seu tempo e o seu espaço foram o tempo e o espaço da globalização. Que ele queria que fosse outra. Ou melhor, a outra, a globalização de todos os excluídos, resgatados em uma sinfonia de humanização. Milton se fez maestro da paz e da felicidade. Felicidade de todos. Buscou uma globalização que unisse todas as mulheres e todos os homens, sob égide do encontro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Conheci Milton, no Recife, em 1978, quando estava às voltas com Pobreza urbana. Inovava ao compreender o mundo formal e informal, como duas faces de um circuito comandado desde a acumulação ampliada do capital.&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt; Inovava e agitava. Milton era, sobretudo, um agitador. Agitador de idéias, no melhor sentido de um intelectual da sua estatura. Avesso aos partidarismos, falava da isenção do intelectual para exercitar a crítica. Por isso, sempre esteve radicalmente ao lado do seu povo. Em Pobreza urbana se faz crítico de um debate sobre a desigualdade que se presta, mais e muito mais, à louvação mesquinha de intelectuais vazios entre si, do que a colocação correta e crítica dos grandes problemas da exclusão. “Indubitavelmente, o tom de certos trabalhos, nos quais o jogo conhecido das referências recíprocas entre autores &quot;freqüentemente substitui uma análise dos fatos, tem contribuído para a perpetuação do debate, que, embora pretenda atacar o problema em profundidade, perde-se numa guerrilha semântica confusa.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt; Esta crítica direta acompanha uma análise da produção intelectual da pobreza que, segundo Milton, pouco tinha contribuído para a resolução dos problemas da pobreza. Para este jogo de vaidades não se contava com a sua participação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;A história do homem, compreendida como a história da superação, faz do autor de Pobreza urbana, um profeta da evolução. “A história do homem sobre a terra é a história de uma ruptura progressiva entre o homem e o entorno. Esse processo se acelera quando, praticamente ao mesmo tempo, o homem se descobre como indivíduo e inicia a mecanização do Planeta, armando-se de novos instrumentos para poder dominá-lo. A natureza artificializada marca uma grande mudança na história da natureza humana. Hoje, com a tecnociência, alcançamos o estágio supremo dessa evolução.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[3] &lt;/span&gt;A visão da técnica, do espaço e do tempo, assume, nesta compreensão, um caráter inovador, na medida em que passa a apreender a dimensão da história, da história de temporalidades técnicas que permite produzir uma sociedade determinada, empregando, de acordo com a técnica predominante, uma certa quantidade de trabalho humano. Milton abre o conceito de território, mostrando-o como o lugar do drama social “Bom, há nessa desordem a oportunidade intelectual de nos deixar ver como o território revela o drama da nação, porque ele é, eu creio, muito mais visível através do território do que por intermédio de qualquer outra instância da sociedade. A minha impressão é que o território, revela as contradições muito mais fortemente.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt; Da relação técnica, espaço e tempo, revela-se a história, ou melhor, uma outra história, no palco iluminado expresso no território. Esta outra história aponta para as desigualdades. Faz emergir a exclusão da maioria da população concentrada em um território degradado, onde pobres de todas as naturezas lutam contra todos os carecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Milton se mostra mais crítico no livro recente Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt;, onde nos aponta para um mundo de difícil percepção por conta da confusão reinante que nos tem levado à perplexidade. Portanto, toma para análise a realidade relacional do ser humano, e a esta realidade relacional perversa atribui os males revelados pelo território. Não aceita explicações mecanicistas pelo seu caráter insuficiente. Atribuindo ao desenrolar da história, capitaneada por determinados segmentos da sociedade, os males que tornam difícil a vida da maioria das mulheres e dos homens. Coloca na base deste processo confuso a tirania do dinheiro e da informação, transcende a Marx, e o dinheiro passa a produzir dinheiro, dominando o mundo da produção de mercadorias. Especulação, financeirização. A globalização é feita menor, sob a égide dos bancos e dos banqueiros, criando uma fábrica de perversidades. “O desemprego crescente torna-se crônico. A pobreza aumenta e as classes médias perdem em qualidade de vida. O salário médio tende a baixar. A fome e o desabrigo se generalizam em todos os continentes.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Caminhando no terreno da mais valia global, Por uma outra globalização apreende o papel dos intelectuais. Todos trabalhando a ampliação desta mais valia. Trabalhando para ampliar a produtividade como se este fosse um trabalho abstrato, e não a produção de urna vantagem para o capital.&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[7] &lt;/span&gt;É preciso reconhecer este momento e a sua peculiaridade. A de ser um momento para o capital. E todas as ações movem-se na direção do reproduzir para os ricos. Entretanto, se esta é uma constatação, não é, felizmente, uma fatalidade. Milton nos aponta para um outro conhecimento. Para a possibilidade de conhecer, para a liberdade do ser humano. Para modificar o mundo. Para que o conhecimento se produza no interior da crítica, sem abstrações alienantes, sem reconhecimentos incompletos que produzem falsas compreensões e encobrem os verdadeiros dramas sociais. E assim, pode-se evitar a espera para que cresça o bolo, evitando a indigência de uma quantidade grande de seres humanos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;É o início de uma outra cognoscibilidade do planeta. Um planeta que conta com todas as possibilidades de ser desvendado. Mas, nem sempre o conhecer é possível. A informação nem sempre se propõe a informar, e sim a convencer acerca das possibilidades e das vantagens das mercadorias. &quot;O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt; A contradição se faz e se refaz na impossibilidade de se produzir, de imediato, uma informação libertadora. A alienação é a face que brota aguda da globalização financeira, da globalização do dinheiro. Encanta-se o mundo. O princípio e o fim são o discurso e a retórica. Então o que fica para o ser comum é a farsa do consumo. Não há referência à transformação do espaço e do tempo. O homem consumidor caminha no espaço do desconhecimento do mundo relacional e do falso e alardeado conhecimento do mundo das mercadorias. O fetiche, como e desde sempre, se realiza no ocultamento do valor de troca e no falso evidenciamento do valor de uso. É a utilidade que aparece, e que é proclamada em todo o universo informacional. Fala-se ao peito sangrando das mulheres e homens que não são consumidores. Para a competitividade, tem-se de chamar os consumidores, tem-se que oferecer o melhor, o mais barato, produzido desde a produtividade aumentada pelo trabalho dos intelectuais. Tudo para melhorar a competitividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Para Milton, a competitividade é ausência de compaixão. Tem a guerra como norma, e privilegia sempre os mais fortes em detrimento dos mais fracos. Busca fôlego na economia e despreza os que pensam mais para além. &quot;Para tudo isso, também contribuiu a perda da influência da filosofia na formulação das ciências sociais, cuja interdisciplinaridade acaba por buscar inspiração na economia.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[9] &lt;/span&gt;Esta é uma das mais importantes reflexões levadas a efeito no interior de Por uma outra, na medida em que coloca um ponto focal que não é localizado costumeiramente no campo da ideologia. Cientistas sociais dos mais diferentes matizes sucumbem aos encantos da facilidade dos números e do falso realismo de uma formulação econômica ideologizada, que esquece os seres humanos e os substitui pelas equações e as tabelas estatísticas que ilusionam os dirigentes e metem medo a todos os que não querem padecer no inferno apontado pelos proclamadores da nova única. Se não aceitas as premissas e as evidências das projeções estatísticas da nova única, serás responsável pelo caos que há de vir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Empobrece a ciência social em geral, nada para além da numerologia estatística. Investir nos setores sociais acarreta um custo que o capital não se propõe a pagar, e a ciência se curva, entra em letargia, deixa o mundo nas mãos dos economistas que vão levá-lo adiante de mãos com a lógica da relação produto capital e da competitividade. A ciência humana se faz pobre para interpretar um mundo confuso e conturbado e, desde logo, tudo a ciência econômica. Este enfoque modernoso atinge por caminhos nunca dantes navegados a maioria das falas e dos discursos. Grandes farsas são inventadas e reinventadas. O privilégio continua privilegiando o privilegiado. &quot;Os atores mais poderosos se reservam os melhores pedaços do território.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[10]&lt;/span&gt; Inclusive do território do pensar para impedir o pensar. Apoderam-se das mentes e dos corações e, por conseqüência, das vidas no pleno movimento da vivência. Tudo isto no mundo da competitividade. A competitividade revela a essência do território, os lugares apontam para as lutas sociais, trazendo a tona virtudes e fraquezas dos atores da vida política e da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;A cidadania se torna menor do que sua percepção. O cidadão pretende transcender o seu espaço primitivo. Todavia, o mundo, expresso desigualmente, não tem como regular os lugares em suas diversidades e, por conseqüência, a cidadania se faz menor. A desigualdade aponta a impossibilidade da generalização da cidadania. O espaço é esquizofrênico na expressão da exclusão social. Uns homens sentem-se mais cidadãos do que outros. Mas estes homens são apenas consumidores, pois a cidadania depende de sua generalização. Não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e o poder distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos cidadãos. É preciso construir a cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;A transição (conclusão)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;O novo nasce sem que se perceba. Quase na sombra, o mundo muda de maneira imperceptível, todavia constante. Neste início de século, temos a consciência de que estamos vivendo uma nova realidade. As transformações atuais colocam os homens em permanente estado de perplexidade. A poluição e a desertificação se alastram, a super população e as tecno-epidemias etc., tornam o mundo diverso negativamente. A pobreza e a desigualdade, são produtos desta forma da produção do modo civilizatório capitalista. Este novo apresenta diferentes faces. Tudo isto como conseqüência da desestruturação da ordem industrial. O atual período histórico não é apenas a continuação do capitalismo ocidental, é mais. Melhor, é muito mais, é a transição para uma nova civilização. Esta transição que está em curso é preocupante para determinadas sociedades, desprotegidas na guerra das nações pela primazia na história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Milton chama atenção para esta realidade. &quot;No caso do mundo atual, temos a consciência de viver um novo período, mas o novo que mais facilmente apreende-se diz respeito à utilização de formidáveis recursos da técnica e da ciência pelas novas formas do grande capital, apoiado por formas institucionais igualmente novas. Não se pode dizer que a globalização seja, semelhante às ondas anteriores, nem mesmo uma continuação do que havia antes, exatamente porque as condições de sua realização mudaram radicalmente. É somente agora que a humanidade está podendo contar com essa nova realidade técnica, providenciada pelo que se está chamando de técnica informacional. Chegamos a um outro século e o homem, por meio dos avanços da ciência, produz um sistema de técnicas da informação. Estas passam a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando a presença planetária desse novo sistema técnico.&quot;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;É necessário, para compreender esse novo, o conhecimento de dois elementos fundamentais na formação social das nações: a formação técnica e a formação política. Uma permite a compreensão dos elementos tecnológicos que formam as composições necessárias à produção, e a outra indica que setores serão privilegiados com a organização possível da produção. “Na prática social, sistemas técnicos e sistemas políticos se confundem e é por meio das combinações então possíveis e da escolha dos momentos e lugares de seu uso que a história e a geografia se fazem e refazem continuamente.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[12]&lt;/span&gt; Desde esta compreensão, esta nova sociedade pode, inclusive, abrir uma nova época com a colocação de um novo paradigma social. Este paradigma pode ser posto como: a superação da nação ativa pela nação passiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Ou melhor, voltando ao velho Marx: a nação em si é superada pela nação para si. Para isto, é necessário que o velho/novo mundo periférico retome um projeto político de independência, fora dos moldes de projetos como o Mercosul, que nada mais representam do que a dependência em bloco, na medida em que este tipo de associação só serve à subserviência coletiva, levando grupos de países periféricos a deixar de submeterem-se isoladamente, para cair em bloco nos ardis do capital financeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Finalmente, utilizando a dialética como referência, Milton mostra a batalha travada entre a nação passiva e a nação ativa, em uma transição política que envolve todos os espaços do viver, desde o espaço da vida cotidiana. A nação ativa, ligada aos interesses da globalização perversa, nada cria, nada contribui para a formação do mundo da felicidade, ao contrário da outra nação dita passiva que, a cada momento, cria e recria, em condições adversas, o novo jeito de produzir o espaço social, mostrando que a atual forma de globalização não é irreversível e a utopia é pertinente. ” É somente a partir dessa constatação, fundada na história real do nosso tempo, que se torna possível retomar, de maneira concreta, a idéia de utopia e de projeto.”&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[13] &lt;/span&gt;Desde esta compreensão, a globalização é um projeto irreversível da humanidade. Entretanto, não é esta a globalização desejada, e sim uma outra, a de todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Délio Mendes é Professor Dr. do Departamento de Sociologia da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Texto publicado pela &lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fundaj.gov.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Fundação Joaquim Nabuco&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;, originalmente publicado na Revista Política Democrática, Brasília, Ano 1, n.2, p.191-197, 2001&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;JUSTIFY&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;hr /&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;LEFT&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;Sobre o livro: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal. São Pauto: Record, 2000.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; align=&quot;LEFT&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt; SANTOS, Milton (1978) Pobreza urbana, Hucitec/UFPE/CNPU, São Paulo, Recife.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton, Pobreza urbana, op. cit. p.29.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (1994), Técnica espaço tempo, Hucitec, São Paulo, p. 17.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Entrevista com SEABRA, Odete, CARVALHO, Mônica e LEITE, José Corrêa, Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, p. 21.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[5]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - do pensamento único à consciência universal, Record, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[6]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 19&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[7]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 31&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[8]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 39&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[9]&lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 47&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[10] &lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 79.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[11]&lt;/span&gt; SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 142.&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[12] &lt;/span&gt;SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 142&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;[13]&lt;/span&gt; SANTOS, Milton (2000) Por uma outra globalização - op. cit. p. 160&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Promoção&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 153);&quot;&gt;Instituto de Pesquisas Sociais - INPSO, da FJN&lt;br /&gt;Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, da UFPE&lt;br /&gt;Núcleo de Estudos Estratégicos - NEST, da UFPE&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(204, 0, 0);&quot;&gt;Apoio&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 139);&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: rgb(0, 0, 153);&quot;&gt;Prefeitura da Cidade do Recife&lt;br /&gt;UNESCO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;western&quot; style=&quot;margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; </content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/5753134219399039184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2009/09/resumo-biografico-de-milton-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/5753134219399039184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/5753134219399039184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2009/09/resumo-biografico-de-milton-santos.html' title='Resumo biográfico de Milton Santos'/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7311003040569274360.post-2494604890338681621</id><published>2009-05-11T11:29:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T11:23:48.859-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fenômeno"/><title type='text'></title><content type='html'>Por  um mundo melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o avanço tecnológico e o surgimento de novos veículos de comunicação,as pessoas sentem-se mais livres e independentes. Tudo isso acontece devido ao fenômeno que é a  Cibercultura. &lt;br /&gt;Mas até onde essa evolução tecnológica e comunicativa contribui para o engrandecimento&lt;br /&gt;intelectual e social da humanidade?&lt;br /&gt;Bom,cabe a nós cidadãos e usuários deste sistema à cooperar para que isso ocorra de tal maneira positivando em algo essa globalização!&lt;br /&gt;A cibercultura surgiu da relação entre a tecnologia e a modernidade,esta última  caracterizou-se pela denominação da natureza humana. É a busca pela dominação manipuladora para conhecimento e transformação de dados binários  para o uso-fruto da humanidade.&lt;br /&gt;No que se refere a comunicação  o papel  das tecnologias foi libertar os indivíduos das limitações de espaço e tempo.&lt;br /&gt;A Cibercultura caracterizou-se fundamentalmente  pela apropriação da sociedade “midiativa” se é que podemos dizer assim.                 &lt;br /&gt;Cibercultura é um espaço de comunicação mais flexivel que o produzido nas mídias convencionais ,no radio,na TV e nos jornais impressos,poucos indivíduos são responsáveis por mandar as informações para uma quantidade maior de pessoas.&lt;br /&gt;Já no ciberespaço a relação com o outro fica mais abrangente no contexto todos-todos,onde a priore ,todos podem emitir e receber informações de qualquer lugar do planeta ,seja esta informação escrita ,imagética ou sonora,onde resgata a manifestação cultural ,baseada em troca de influências mutuas oque no contexto informativo pode ser chamado  copyleft.&lt;br /&gt;Isso faz a cibercultura  tornar-se uma era singular da historia da humanidade por sua dinâmica e por ser inédita.&lt;br /&gt;Deixa-nos uma impressão na cibercultura, de que tudo está na rede e a rede em todos os lugares e a cada vez mais móvel ,não é apenas um fenômeno tecnológico,mas um processo que envolve além de tecnologia,envolve a dinâmica sócio-comunicacional.&lt;br /&gt;Temos que  usar estas ferramentas que estão ao nosso alcance para contribuirmos com a humanidade por um mundo melhor,para realmente aproximarmos as pessoas uma das outras sem  o etnocentrismo e um olhar menos robotizado ,e sim com mais humanitarismo. &lt;br /&gt;Para enriquecer ainda mais este texto achei muito ineressante em uma das aulas de sociologia na faculdade, é a visão de um dos maiores sociólogos que já tivemos sobre a globalização...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor Milton Santos e sua visão da globalização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países,que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18 ,expande-se com a industrialização,ganha novas bases com a grande industria,nos fins do século 19,e agora,adquire mais intensidade,mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em tipo de troca : técnica,comercial,financeira e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um novo período da história da humanidade e a base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico,obtido em razão do desenvolvimento cientifico e baseado na importância obtida pela tecnologia ,a chamada ciência da produção.&lt;br /&gt;Onde todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico,tornado indispensável à produção e ao intercambio e fundamento do consumo ,em suas novas formas.&lt;br /&gt;Graças as novas técnicas ,a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta ,e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível te-lo em todos os pontos da Terra. &lt;br /&gt;A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial,buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica .&lt;br /&gt;Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos, a competitividade.&lt;br /&gt;Num mundo assim transformado,todos os lugares tendem a tornar-se globais,e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno tem relação com oque acontece em todos os demais.&lt;br /&gt;Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras ,uma aldeia global. Na realidade,as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais,alguns Estados ,as grandes organizações internacionais.&lt;br /&gt;Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades.&lt;br /&gt;E,ao contrario do que se esperava,crescem o desemprego, a pobreza,a fome,a insegurança do cotidiano,num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.&lt;br /&gt;As drogas ,com sua enorme difusão,constitui um dos grandes flagelos desta época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo parece,agora,girar sem destino. É a chamada globalização perversa. &lt;br /&gt;Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas cientificas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.&lt;br /&gt;Não cabe,todavia ,perder a esperança,porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20,se usados de uma outra maneira,bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e , aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar ,onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categorias de analises utilizadas por Milton Santos para explicar a globalização,presentes no texto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unicidade da técnica : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da imposição de um único sistema técnico-produtivo (tecnologia) que é imposto a todas as nações do globo pelos países que dispõem dos meios de comando. Esse sistema, entretanto,não possibilita aos países subdesenvolvidos desenvolver tecnologias em áreas consideradas estratégicas (industrias automobilísticas ,informática, química, farmacêutica e etc) intensificando e ampliando a dependência econômica e politica dos países pobres em relação aos ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor único: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É metáfora que o autor utiliza para se referir ao sistema ideológico vigente que é emanado de um único pólo ,e subordina todos os países do mundo em relação à ele, interferindo de forma contundente na formação de valores culturais, comportamentais, morais,além do econômico e politico. Esse pólo é comandado pelo os EUA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convergência dos momentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos um novo período de história da humanidade, e a base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento cientifico e baseado na importância&lt;br /&gt;obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.&lt;br /&gt;Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas. Graças às novas técnicas , a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é que esse conhecimento obtido é utilizado por aqueles que tem capacidade econômica para produzi-lo e, é utilizado apenas em seu próprio proveito.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://culturebit.blogspot.com/feeds/2494604890338681621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2009/05/por-um-mundo-melhor-com-o-avanco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/2494604890338681621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7311003040569274360/posts/default/2494604890338681621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://culturebit.blogspot.com/2009/05/por-um-mundo-melhor-com-o-avanco.html' title=''/><author><name>Marcelo Pacheco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08612058663085567545</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOaJaz9IVYwjNJgIVpGqMYhKXCDOoYTqnY-3ZB-D1EOl94qGQYHfPHSXt39hwnYgHUF4V_8LRxT2rc17r5rot5wBCczChENu8TA4fKExLPolXKR5aK4YoyGL4g5WHvuiA/s220/GEDC0655.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>