<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"><channel><title>Dea educação virtual</title><description></description><managingEditor>noreply@blogger.com (Dea educação virtual)</managingEditor><pubDate>Tue, 5 Nov 2024 18:46:42 -0800</pubDate><generator>Blogger http://www.blogger.com</generator><openSearch:totalResults xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">120</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/">25</openSearch:itemsPerPage><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/</link><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><copyright>deaproduções</copyright><itunes:subtitle>news</itunes:subtitle><itunes:author>Dea Produções</itunes:author><itunes:owner><itunes:email>profdeacortelazzi@gmail.com</itunes:email><itunes:name>Dea Produções</itunes:name></itunes:owner><item><title/><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/07/um-marco-na-historia-de-sao-paulo-e.html</link><pubDate>Thu, 9 Jul 2009 15:44:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-4514194187494769833</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.sampa.art.br/historia/revolucao32/images/fotorev1_pq.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 250px;" src="http://www.sampa.art.br/historia/revolucao32/images/fotorev1_pq.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.brasilescola.com/upload/e/Rev%20Constitucionalista%20-%20BR%20ESCOLA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 183px;" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/Rev%20Constitucionalista%20-%20BR%20ESCOLA.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um marco na história de São Paulo e, apesar de não termos vencido, forçamos o governo a aprovar (2 anos depois) uma nova Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em linhas gerais, a Revolução Constitucionalista de 1932 é compreendida como uma reação imediata aos novos rumos tomados pelo cenário político nacional sob o comando de Vargas. Os novos representantes estabelecidos no poder, alegando dar fim à hegemonia das oligarquias, decidiram extinguir o Congresso Nacional e os deputados das assembléias estaduais. No lugar das antigas personalidades políticas, delegados e interventores foram nomeados com o aval do presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visível perda de espaço político, sofrida pelos paulistas, impulsionou a organização de novos meios de se recolocar nesse cenário político controlado pelo governo de Vargas. O clima de hostilidades entre os paulistas e o governo Vargas aumentou com a nomeação do tenente João Alberto Lins de Barros, ex-participante da Coluna Prestes, como novo governador de São Paulo. O desagrado dessa medida atingiu até mesmo os integrantes do Partido Democrático de São Paulo, que apoiaram a ascensão do regime varguista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, podemos levantar outras questões que marcaram a formação deste movimento. No ano de 1931, a queda do preço do café, em conseqüência da crise de 29, forçou o governo Vargas a comprar as sacas de café produzidas. Essa política de valorização do café também ordenou a proibição da abertura de novas áreas de plantio, o que motivou o deslocamento das populações camponesas para os centros urbanos de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas sociais causados pelo inchaço urbano agravaram um cenário já marcado pela crise econômica e as mudanças políticas. Talvez por isso, podemos levantar uma razão pela qual a revolução constitucionalista conseguiu mobilizar boa parte da população paulista. Mais do que atender os interesses das velhas oligarquias, os participantes deste movimento defendiam o estabelecimento de uma democracia plena, onde o respeito às leis pudessem intermediar um jogo político já tão desgastado pelo desmando e os golpes políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de pegar em armas, representantes políticos de São Paulo pressionaram para que o governo Vargas convocasse uma Constituinte e a ampliação da autonomia política dos Estados. Em resposta, depois de outros nomes, indicou o civil e paulista Pedro de Toledo como novo governador paulista. Logo em seguida, Getúlio Vargas formulou um novo Código Eleitoral que previa a organização de eleições para o ano seguinte. No entanto, um incidente entre estudantes e tenentistas acabou favorecendo a luta armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1932, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável ao regime varguista. Durante o conflito – que já havia tomado as ruas da cidade de São Paulo – os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram assassinados por um grupo de tenentistas. As iniciais dos envolvidos no fato trágico inspiraram a elaboração do M.M.D.C., que defendia a luta armada contra Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 9 de julho de 1932, o conflito aramado tomou seus primeiros passos sob a liderança dos generais Euclides de Figueiredo, Isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger. O plano dos revolucionários era &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiab/revolucaoconstitucionalista.htm#" onclick="hwClick7488218461999(1555595320);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw7488218461999(event, this, '1555595320'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;empreender&lt;/a&gt; um rápido ataque à sede do governo federal, forçando Getúlio Vargas a deixar o  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiab/revolucaoconstitucionalista.htm#" onclick="hwClick14738912770999(1555595320);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14738912770999(event, this, '1555595320'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;cargo&lt;/a&gt; ou negociar com os revoltosos. No entanto, a ampla participação militar não foi suficiente para fazer ampla oposição contra o governo central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esperado apoio aos insurgentes paulistas não foi obtido. O bloqueio naval da Marinha ao Porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a Revolução Constitucionalista. Já no mês de setembro daquele ano, as forças do governo federal tinham tomado diversas cidades de São Paulo. A superioridade das tropas governamentais forçou a rendição dos revolucionários no mês de outubro.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Rainer Sousa  Graduado em História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;Explode em São Paulo uma revolta contra o presidente Getúlio Vargas. Tropas federais são enviadas para conter a rebelião. As forças paulistas lutam contra o exército durante três meses.&lt;br /&gt;O episódio fica conhecido como a “Revolução Constitucionalista de 1932”.&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;O Museu Histórico Voluntários da Pátria realiza de 06 a 31 de julho, a exposição comemorativa “Revolução de 1932”, em seu piso superior. O evento é uma realização da Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundart. A exposição traz objetos, fotos, recortes de jornais e documentos referentes à Revolução de 1932. Entre as peças, é possível observar, por exemplo, o capacete e o gorro protetor de cabeça usados no uniforme dos paulistas no conflito bélico. Também, uma bandeira paulista pequena, confeccionada à mão, e 10 medalhas de honra ao mérito alusivas à revolução, configuram na exposição. Trinta fotografias retratam cenas da revolução na capital paulista e também combatentes de Araraquara, entre eles Diógenes Muniz Barreto, Bento de Barros, Valdomiro Machado – cidadãos que deram nomes às ruas de Araraquara. Ainda, um acervo para consulta com recortes de jornais, livros e revistas que está à disposição dos visitantes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Revolução de 32&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre os meses de julho e outubro de 1932, onde o Estado de São Paulo visava à derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente Washington Luís que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. A política centralizadora de Vargas desagrada às oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. As elites políticas, do Estado economicamente mais importante, sentem-se prejudicadas. E os liberais reivindicam a realização de eleições e o fim do governo provisório. O governo Vargas reconhece oficialmente os sindicatos dos operários, legaliza o Partido Comunista e apóia um aumento no salário dos trabalhadores. Estas medidas irritam ainda mais as elites paulistas. Em 1932, uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores no Estado. Preocupados, empresários e latifundiários de São Paulo se unem contra Vargas. No dia 23 de maio é realizado um comício reivindicando uma nova constituição para o Brasil. O comício termina em conflitos armados. Quatro estudantes morrem: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução. E em julho, explode a revolta. As tropas rebeldes se espalham pela cidade de São Paulo e ocupam as ruas. A imprensa paulista defende a causa dos revoltosos. No rádio, o entusiasmo de Cesar Ladeira faz dele o locutor oficial da Revolução Constitucionalista. Uma intensa campanha de mobilização é acionada. Quando se inicia o levante, uma multidão sai às ruas em seu apoio. Tropas paulistas são enviadas para os fronts em todo o Estado. Mas as tropas federais são mais numerosas e bem equipadas. Aviões são usados para bombardear cidades do interior paulista. 35 mil homens de São Paulo enfrentam um contingente de 100 mil soldados. Os revoltosos esperavam a adesão de outros Estados, o que não aconteceu. Em outubro de 32, após três meses de luta, os paulistas se rendem. Prisões, cassações e deportações se seguem à capitulação. Estatísticas oficiais apontam 830 mortos. Estima-se que centenas a mais de pessoas morreram sem constar dos registros oficiais. A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior confronto militar no Brasil no século XX. Apesar da derrota paulista em sua luta por uma constituição, dois anos depois da revolução, em 1934, uma assembleia eleita pelo povo promulga a nova Carta Magna. O Feriado Desde 1997 é lei: todo dia 9 do mês de julho é feriado civil no Estado de São Paulo. O motivo? A celebração da data magna do Estado, em memória ao dia em que o povo paulista pegou em armas para lutar pelo regime democrático no País, deflagrando a Revolução Constitucionalista de 1932. A data garante folga no dia 9 de julho, a todos os funcionários públicos estaduais, salvo aqueles em regime extraordinário, como profissionais das áreas da saúde e segurança. Empregadores da iniciativa privada têm a liberdade de adotar ou não o feriado. O caminho para criação do feriado surgiu com uma lei federal que dispõe sobre feriados estaduais. A Lei Federal n.º 9.093, de 12 de setembro de 1995, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, definiu que a data magna de cada Estado da nação fosse transformada em feriado civil. Assim, cada unidade da federação teve liberdade para escolher qual o dia do ano deveria ser guardado. No caso de São Paulo, o dia escolhido foi 9 de julho.A data foi oficializada pelo Projeto de Lei n.º 710/1995, do deputado estadual Guilherme Gianetti. Aprovado pela Assembléia Legislativa, o PL deu origem à Lei Estadual n.º 9.497, de 5 de março de 1997, sancionada pelo governador Mário Covas. Por se tratar de lei estadual, o feriado não requer manutenção através de legislação específica, como a assinatura de um decreto renovando-o ano após ano. A seguir, confira o texto da lei estadual que define como feriado o dia 9 de Julho. Lei nº. 9.497, de 5 de março de 1997 Projeto de Lei nº 710/95, do deputado Guilherme Gianetti - PMDB. Institui como feriado civil, o dia 9 de julho, data magna do Estado de São Paulo. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei: Artigo 1º - Fica instituído, como feriado civil, o dia 9 (nove) de julho, data magna do Estado de São Paulo, conforme autorizado pelo artigo 1º, inciso II, da Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995. Artigo 2º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Artigo 3º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Palácio dos Bandeirantes, 5 de março de 1997. Mário Covas Exposição Comemorativa “Revolução de 1932” Local: Museu Histórico e Pedagógico Voluntários da Pátria Período: de 06 a 31 de julho Informações: (16) 3322.4887&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiab/revolucaoconstitucionalista.htm#" onclick="hwClick6312571343999(1555595320);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw6312571343999(event, this, '1555595320'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:1px;"&gt;ESPECIAL:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:2px;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Revolução de 1932&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;      &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/colorbar.gif" height="1" width="560" /&gt;                                          &lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;table style="width: 485px; height: 486px;" nosave="" background="../imagens/fundonmb.jpg" border="0" cellpadding="5" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" width="290"&gt;             &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:Verdana;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;eja:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp01.htm"&gt;A revolução, em imagens (146)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  &lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp01.htm"&gt;e textos de &lt;i&gt;O Mundo Ilustrado&lt;/i&gt;:&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;             &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp01.htm"&gt;01&lt;/a&gt;] Introdução - a revista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  Temas fotográficos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp02.htm"&gt;02&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp03.htm"&gt;03&lt;/a&gt;] MMDC/início&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp04.htm"&gt;04&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp05.htm"&gt;05&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp06.htm"&gt;06&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp07.htm"&gt;07&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp08.htm"&gt;08&lt;/a&gt;] Preparo cívico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp09.htm"&gt;09&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp10.htm"&gt;10&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp11.htm"&gt;11&lt;/a&gt;] Preparação bélica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp12.htm"&gt;12&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp13.htm"&gt;13&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp14.htm"&gt;14&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp15.htm"&gt;15&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp16.htm"&gt;16&lt;/a&gt;] Rumo à guerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp17.htm"&gt;17&lt;/a&gt;] Estado-maior revolucionário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp18.htm"&gt;18&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp20.htm"&gt;20&lt;/a&gt;] fotos diversas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp19.htm"&gt;19&lt;/a&gt;] Revolucionários mirins&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp21.htm"&gt;21&lt;/a&gt;] Proto-mártires&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp22.htm"&gt;22&lt;/a&gt;] Ouro para São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp23.htm"&gt;23&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp24.htm"&gt;24&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp25.htm"&gt;25&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp26.htm"&gt;26&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp27.htm"&gt;27&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp28.htm"&gt;28&lt;/a&gt;] A guerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp29.htm"&gt;29&lt;/a&gt;] O epílogo da revolução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp30.htm"&gt;30&lt;/a&gt;] Mapa: SP conflagrada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp31.htm"&gt;31&lt;/a&gt;] A Constituinte de 1934&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  Textos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp01.htm"&gt;01&lt;/a&gt;] Tradições democráticas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp02.htm"&gt;02&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp06.htm"&gt;06&lt;/a&gt;] Introdução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp06.htm"&gt;06&lt;/a&gt;/&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp10.htm"&gt;10&lt;/a&gt;] Júlio de Mesquita              Filho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp13.htm"&gt;13&lt;/a&gt;] Aureliano Leite&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp16.htm"&gt;16&lt;/a&gt;] O herói do túnel&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp20.htm"&gt;20&lt;/a&gt;] Carlota Queiroz, um símbolo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp20.htm"&gt;20&lt;/a&gt;] O Batalhão Acadêmico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp29.htm"&gt;29&lt;/a&gt;] O epílogo da revolução&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp32.htm"&gt;32&lt;/a&gt;] "Os que sabem muito..."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;Depoimentos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp33.htm"&gt;33&lt;/a&gt;] gal. Euclides Figueiredo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp34.htm"&gt;34&lt;/a&gt;] gal. Aristóteles Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp35.htm"&gt;35&lt;/a&gt;] gal. Brasílio Taborda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp36.htm"&gt;36&lt;/a&gt;] cel. Mário Abreu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;  [&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp37.htm"&gt;37&lt;/a&gt;] gal. Bertoldo Klinger&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;             &lt;td valign="top"&gt;             &lt;div align="right"&gt;               &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;img style="width: 205px; height: 289px;" src="http://www.novomilenio.inf.br/festas/32sp000.jpg" alt="Capa de revista de 1954 comemorativa da Revolução de 1932" nosave="" align="ABSBOTTOM" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;             &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp38.htm"&gt;Jornais de 32&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp39.htm"&gt;Hinos de 32&lt;/a&gt; (com &lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp39.htm#Ouvir"&gt;áudio&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp40.htm"&gt;Cartazes, folhetos, dinheiro de 32&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/1932sp41.htm"&gt;A revolução, 22 anos depois&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;Veja mais:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/brasil.htm"&gt;República brasileira&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/festas/brasil18.htm"&gt;A Constituição de 1934&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;img src="http://www.novomilenio.inf.br/imagens/ball.gif" nosave="" height="10" hspace="5" width="10" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0186.htm"&gt;Santos e a revolução&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Novo Enem terá 180 questões e 10h de duração; MEC lança edital</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/06/novo-enem-tera-180-questoes-e-10h-de.html</link><pubDate>Fri, 5 Jun 2009 14:51:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-6699110397258891503</guid><description>O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, sendo 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo. As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). As provas serão realizadas nos dias 3 e 4 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=28/05/2009&amp;amp;jornal=1&amp;amp;pagina=56&amp;amp;totalArquivos=152" target="_blank"&gt;Veja aqui o edital do novo Enem&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://download.uol.com.br/educacao/enem2009/novo_enem_habilidades_2009.pdf" target="_blank"&gt;Consulte as habilidades cobradas no novo Enem&lt;/a&gt; (arquivo em .pdf)&lt;/li&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O MEC (Ministério da Educação) resolveu mudar o formato do Enem. Inicialmente, eram previstos 200 testes, mas a pasta avaliou que 180 eram suficientes para avaliar os candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames desse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, 42 faculdades federais já declararam que irão utilizar o exame em seus vestibulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/mapa-do-enem-pelo-brasil.jhtm" target="_blank"&gt;Veja aqui as instituições que adotaram o novo Enem para o vestibular 2010&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O MEC definiu que o Enem poderá ser usado de quatro formas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;li&gt;como prova única para a seleção de ingresso;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;substituindo apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;combinando a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional; nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;usando o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.&lt;/li&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Inscrição&lt;/h3&gt;As inscrições do exame devem ser feitas somente &lt;a href="http://www.inep.gov.br/" target="_blank"&gt;pela internet&lt;/a&gt;, das 8h de 15 de junho às 23h59 de 17 de julho (horário de Brasília (DF). É preciso preencher o cadastro e imprimir o comprovante de inscrição e o boleto de pagamento; a taxa custa R$ 35. Os comprovantes de inscrição estarão disponíveis via web até o dia 24 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudantes que tenham estudado em escolas públicas ou em instituições participantes do Encceja 2006, 2007 e 2008 têm isenção de taxa. Também terão isenção de taxa candidatos de baixa renda, bem como os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais; para isso, é necessário fazer requerimento entre os dias 15 e 19 de junho, pela web. A relação dos isentos será divulgada até 3 de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado do Enem deverá ser enviado aos candidatos via Correios, a partir da segunda quinzena de janeiro de 2010.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author><enclosure length="105904" type="application/pdf" url="http://download.uol.com.br/educacao/enem2009/novo_enem_habilidades_2009.pdf"/><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:subtitle>O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, sendo 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo. As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). As provas serão realizadas nos dias 3 e 4 de outubro. Veja aqui o edital do novo EnemConsulte as habilidades cobradas no novo Enem (arquivo em .pdf) O MEC (Ministério da Educação) resolveu mudar o formato do Enem. Inicialmente, eram previstos 200 testes, mas a pasta avaliou que 180 eram suficientes para avaliar os candidatos. No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões. No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames desse dia. Até agora, 42 faculdades federais já declararam que irão utilizar o exame em seus vestibulares. Veja aqui as instituições que adotaram o novo Enem para o vestibular 2010 O MEC definiu que o Enem poderá ser usado de quatro formas: como prova única para a seleção de ingresso;substituindo apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;combinando a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional; nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;usando o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade. InscriçãoAs inscrições do exame devem ser feitas somente pela internet, das 8h de 15 de junho às 23h59 de 17 de julho (horário de Brasília (DF). É preciso preencher o cadastro e imprimir o comprovante de inscrição e o boleto de pagamento; a taxa custa R$ 35. Os comprovantes de inscrição estarão disponíveis via web até o dia 24 de julho. Estudantes que tenham estudado em escolas públicas ou em instituições participantes do Encceja 2006, 2007 e 2008 têm isenção de taxa. Também terão isenção de taxa candidatos de baixa renda, bem como os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais; para isso, é necessário fazer requerimento entre os dias 15 e 19 de junho, pela web. A relação dos isentos será divulgada até 3 de julho. O resultado do Enem deverá ser enviado aos candidatos via Correios, a partir da segunda quinzena de janeiro de 2010.</itunes:subtitle><itunes:author>Dea Produções</itunes:author><itunes:summary>O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, sendo 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo. As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). As provas serão realizadas nos dias 3 e 4 de outubro. Veja aqui o edital do novo EnemConsulte as habilidades cobradas no novo Enem (arquivo em .pdf) O MEC (Ministério da Educação) resolveu mudar o formato do Enem. Inicialmente, eram previstos 200 testes, mas a pasta avaliou que 180 eram suficientes para avaliar os candidatos. No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões. No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames desse dia. Até agora, 42 faculdades federais já declararam que irão utilizar o exame em seus vestibulares. Veja aqui as instituições que adotaram o novo Enem para o vestibular 2010 O MEC definiu que o Enem poderá ser usado de quatro formas: como prova única para a seleção de ingresso;substituindo apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;combinando a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional; nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;usando o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade. InscriçãoAs inscrições do exame devem ser feitas somente pela internet, das 8h de 15 de junho às 23h59 de 17 de julho (horário de Brasília (DF). É preciso preencher o cadastro e imprimir o comprovante de inscrição e o boleto de pagamento; a taxa custa R$ 35. Os comprovantes de inscrição estarão disponíveis via web até o dia 24 de julho. Estudantes que tenham estudado em escolas públicas ou em instituições participantes do Encceja 2006, 2007 e 2008 têm isenção de taxa. Também terão isenção de taxa candidatos de baixa renda, bem como os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais; para isso, é necessário fazer requerimento entre os dias 15 e 19 de junho, pela web. A relação dos isentos será divulgada até 3 de julho. O resultado do Enem deverá ser enviado aos candidatos via Correios, a partir da segunda quinzena de janeiro de 2010.</itunes:summary></item><item><title>CLIPE PATINHO</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/clipe-patinho.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2009 16:37:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-5360820830742606301</guid><description>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/Kgcz4FPwNbQ' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/Kgcz4FPwNbQ'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>The Gummy Bear Song - Long English Version</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/gummy-bear-song-long-english-version.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2009 16:19:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-6464202529621045594</guid><description>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/mB1PuesGGBc' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/mB1PuesGGBc'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Os textos</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/os-textos.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 18:03:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-9115953553155999250</guid><description>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Conforme combinado, postei alguns textos para ajudar nas pesquisas solicitadas. Saliento que não é necessario que sejam estes, o intuito é ajudar. Leiam e copiem o que acharem pertinente.&lt;br /&gt;Bons trabalhos .&lt;br /&gt;Profª Andrea&lt;/span&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Segunda Guerra Mundial</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/segunda-guerra-mundial.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:53:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-251039353396470028</guid><description>&lt;h2 class="h2"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/h2&gt;            &lt;div style="margin: 0pt 0pt 10px; text-align: center;"&gt;      &lt;img src="http://www.guerras.brasilescola.com/upload/conteudo_legenda/73973e6808b51e22d0f531129af352b0.jpg" alt="" /&gt;      &lt;div style="margin: 0pt 0pt 10px; font-size: 80%;"&gt;A Segunda Guerra reavivou as disputas imperialistas do início do século XX.&lt;/div&gt;     &lt;/div&gt;                  &lt;p&gt;Considerada uma verdadeira guerra mundial, a Segunda Guerra foi conseqüência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em conseqüência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período entre 1918 e 1939, a economia mundial sofreu um grande abalo gerado pela crise de 1929. Na época, a economia dos EUA financiava e fornecia produtos às principias nações européias atingidas pelos conflitos da Primeira Guerra Mundial. Além disso, a miséria de algumas nações, como no caso da Itália e da Alemanha, propiciou a ascensão de grupos políticos nacionalistas de extrema direita. Ao mesmo tempo, as disputas imperialistas ainda dominavam a concorrência da economia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi conseqüência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações européias. De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Veja mais:&lt;/p&gt; &lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/os-preparativos-segunda-guerra-mundial.htm"&gt;&lt;strong&gt;Preparativos da Segunda Guerra Mundial&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O revanchismo e os regimes totalitários na preparação de um novo conflito mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/ofensiva-alema.htm"&gt;&lt;strong&gt;A ofensiva alemã&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As conquistas que garantiram a vitória de Hitler nos primeiros anos da Segunda Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/a-resistencia-sovietica.htm"&gt;&lt;strong&gt;A resistência soviética&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um episódio fundamental na vitória contra a Alemanha nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/a-vitoria-aliados.htm"&gt;&lt;strong&gt;A vitória dos Aliados&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os episódios que garantiram a derrota dos países do Eixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/o-mundo-depois-segunda-guerra-mundial.htm"&gt;&lt;strong&gt;O mundo depois da Segunda Guerra Mundial&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os tratados e acordos políticos acontecidos depois da Segunda Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/erwin-rommel.htm"&gt;&lt;strong&gt;Erwin Rommel&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A biografia do militar que tramou um golpe contra Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/o-bunker-hitler.htm"&gt;&lt;strong&gt;O bunker de Hitler&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As características do último refúgio de Adolf Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guerras.brasilescola.com/seculo-xx/o-resgate-mussolini.htm"&gt;&lt;strong&gt;O resgate de Mussolini&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O plano que tentou recolocar Mussolini à frente da Itália no final da Segunda Guerra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="text-align: center;" align="center"&gt; &lt;span style="font-size: 16pt;font-family:Verdana;" &gt;&lt;b&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;   &lt;/b&gt; A humilhação sofrida  pela Alemanha com o Tratado de Versalhes cria as condições ideais para a  germinação do nacional-socialismo – nazismo – alemão e a ascensão de Hitler ao  poder, em 1933. O nacional-socialismo toma o poder pela violência, elimina as  dissensões internas com métodos violentos e combate a divisão do mundo produzida  pela 1a Guerra, quando os mercados mundiais são repartidos entre França,  Bélgica, Reino Unido, Holanda, Itália, Japão e Estados Unidos. A política alemã  não deixa dúvidas quanto aos desejos de Hitler: o carvão e o ferro da Sibéria; o  petróleo da Rumânia e Cáucaso; o trigo da Ucrânia. E, especialmente, o  reordenamento do mundo colonial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;    Reação mundial ao nazismo –  As potências ocidentais têm uma posição dúbia em relação ao nazismo. Pressentem  o perigo representado por Hitler, mas permitem o crescimento da Alemanha nazista  como forma de bloquear a União Soviética. A invasão da Polônia, em 1o de  setembro de 1939, por tropas e aviões alemães, não surpreende a Europa. Todos  estão à espera da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Origens do Eixo – Itália e  Alemanha têm regimes políticos semelhantes, mas o que mais as aproxima é o  limitado espaço territorial de que dispõem e a acirrada competição pelos  mercados internacionais. No período após a 1a Guerra, algumas nações são  favorecidas no plano internacional. É o caso do Reino Unido e da França, donos  de vastos impérios coloniais; dos Estados Unidos, avançando rapidamente na  disputa pelo mercado mundial; e da União Soviética, rica em recursos naturais e  em acelerado processo de desenvolvimento. Já Alemanha, Itália e Japão situam-se  em uma área de 4 milhões de quilômetros quadrados e possuem uma população  superior à do Reino Unido e Estados Unidos, somados. Assim, o Japão pretende  dominar a Ásia; a Itália ocupa a Albânia e a Abissínia (Etiópia); a Alemanha  militariza a Renânia, em 1936, e anexa a Áustria, em 1938. Na Conferência de  Munique, em 1938, da qual participaram a França, a Alemanha, a Itália e a  Inglaterra, Hitler consegue a cessão dos Sudetos (região da Checoslováquia). No  ano seguinte, o führer alemão cria o protetorado da Boêmia e anexa o porto  lituano de Memel, no mar Báltico. Stalin percebe que as anexações alemãs  caminham em direção à União Soviética e firma com Hitler o Pacto  Germano-Soviético, em 1939, pelo qual anexa a Lituânia, Letônia, Estônia e parte  da Polônia e Finlândia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:180%;"&gt;Começa a Gerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em abril de 1939 Hitler exige a  anexação de Dantzig, o "corredor polonês", e a concessão de uma rede rodoviária  e ferroviária que cruze a província polonesa da Pomerânia. A Polônia, sem  condições de resistir, é invadida por tropas nazistas no dia 1o de setembro. O  Reino Unido, comprometido com a defesa da Polônia em caso de agressão, declara  guerra à Alemanha. Horas depois, é seguida pela França. Até junho de 1940,  quando a Itália declara guerra à França e ao Reino Unido, o conflito está  restrito aos três países. A Alemanha invade e ocupa a Noruega, a Bélgica, a  Holanda e a França.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Domínio alemão – O domínio alemão  na Europa fica patente com a expulsão dos ingleses de Dunquerque e os  armistícios assinados pela França com a Itália e Alemanha, em junho de 1940, que  dividem o território francês em duas partes. Nesse momento, a Alemanha nazista  controla a Áustria, Tchecoslováquia, Dinamarca, Noruega e a maior parte da  França. Toda a costa ocidental da Europa pertence ao III Reich e não resta  nenhuma tropa inglesa no continente. Os ingleses, violentamente bombardeados,  dia e noite, resistem aos nazistas. Na Batalha da Inglaterra, no verão de 1940,  a aviação inglesa, RAF (Royal Air Force), consegue rechaçar os ataques da  Luftwaffe (aviação alemã).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;França ocupada – Com a divisão da  França, o primeiro-ministro francês, marechal Henri Phillipe Pétain, assume  poderes ditatoriais em 1940 e transfere a capital para Vichy, uma vez que Paris  está ocupada pelas tropas alemãs. O governo de Vichy é anti-republicano,  conservador, e colabora estreitamente com os nazistas, sobretudo de janeiro de  1941 até a ocupação alemã, em novembro de 1942.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A "França Livre" de De Gaulle –  Enquanto isso, um grupo de franceses, sob a liderança de Charles De Gaulle,  retira-se para Londres e apresenta-se como governo alternativo a Vichy. O  movimento, chamado "França Livre", entra em contato com as organizações de  resistência aos alemães na França ocupada, a "Resistência", em busca de apoio  nas colônias francesas da África.&lt;br /&gt;Charles André Joseph Marie de Gaulle&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(1890-1970), estadista francês,  nasce em Lille e freqüenta a Escola Especial Militar de Saint-Cyr. Aos 23 anos  ingressa na Infantaria e participa da 1a Guerra Mundial. Depois de alcançar as  patentes de major e general, assume o seu primeiro cargo político em 1940, como  secretário de Estado da Defesa Nacional. Durante a 2a Guerra, organiza a  resistência em Londres. Governa a França de 1958 a 1969. A Constituição que  promulga dura mais de 30 anos. No seu governo a Argélia se torna independente.  Em 1968 acontecem várias manifestações estudantis e operárias. Renuncia um ano  depois, após sair derrotado de um plebiscito para a reforma constitucional que  pretendia fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A "Nova Ordem" na Europa – A  Alemanha nazista implanta sua "Nova Ordem" nos territórios ocupados, que são  explorados segundo os interesses do III Reich. As tropas invasoras apoderam-se  dos estoques de matéria-prima e manufaturas e reativam as indústrias  paralisadas. Os povos conquistados são obrigados a trabalhos forçados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Campanha da Rússia – A primeira  fase da guerra termina com o ataque alemão à União Soviética, em junho de 1941.  Em conseqüência, as divergências ideológicas entre capitalistas e comunistas são  colocadas em segundo plano. Hitler invade a URSS, por um lado por ter o  Comunismo como um inimigo (para seus parâmetros) tão incidioso quanto os judeus  e ainda, segunda alguns autores, porque percebe a impossibilidade de ganhar a  guerra no oeste sem uma vitória no leste europeu. Nesse momento, 1 milhão de  soldados alemães ocupam os Bálcãs. A Wehrmacht (Exército alemão) já domina a  Romênia, Bulgária e Hungria e conquista a Iugoslávia e a Grécia. A invasão do  território soviético é levada a efeito em aliança com a Finlândia, Hungria e  Romênia. Com a subseqüente aliança entre a União Soviética e as potências  ocidentais, produzida pelo ataque nazista, a Alemanha empenha-se numa guerra em  duas frentes, para a qual não está bem preparada. A estratégia da blitzkrieg  (guerra-relâmpago) deixa de ser novidade e despontam contradições no próprio  comando nazista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;A Reviravolta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Batalha de Stalingrado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;  – &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;1941 marca a Batalha de Stalingrado,  MARCO do início da derrota nazista. Enquanto os aliados ocidentais lutavam  contra as potências do Eixo no Norte da África e, no máximo, prestavam algum  apoio moral principalmente pelas rádios BBC de Londres e Voice of America, dos  EUA, aos Aliados. A Guerra era travada na Europa exclusivamente por comunistas e  partisans, anti-fascistas em geral, com apoio pífio dos aliados ocidentais.  Acredita-se que os aliados ocidentais, sabendo que o Nazismo é uma forma  autoritária de encaminhar o Capitalismo enquanto o Socialismo constitui uma  forma autoritária de encaminhar o Comunismo, pensavam em permitir que Hitler e  seus assassinos destroçassem o Socialismo para, somente então, iniciar a luta  contra o autoritarismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    Fato é que o grosso do maquinário  bélico nazista foi deslocado para o chamado "front oriental", virando o centro  da Guerra para a Batalha de Stalingrado, que recebeu, a exemplo da Revolução  Espanhola, comunistas, anarquistas e anti-fascistas do mundo inteiro. Aqui no  Brasil, Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, publicou uma ODE à vitória de  Stalingrado, que mudou toda a abordagem da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    Praticamente abandonada pelos  Ocidentais, Stalin não se cansava de enviar ( EM VÃO!) mensagens pedindo suporte  humano com a abertura de um importante "Front Ocidental" que dividisse as forças  fascistas, após muitas perdas humanas - Stalingrado, além do nome emblemático e  simbólico do então Líder da União Soviético, constituía-se em principal porta de  entrada aos ricos territórios russos, particularmente terras férteis e petróleo  - a URSS coloca-se definitivamente na vanguarda do Comando Aliado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    O poderoso e numeroso Exército  Vermelho conseguia sucesso após sucesso:  todos os países da Europa (Polônia,  Hungria, Romênia, Bulgária, Tchecoslováquia, etc), iam sendo libertados o  Exército Vermelho foi o primeiro exército vitorioso a entrar efetivamente em  Berlim. A Bandeira Vermelha, com uma foice e um martelo a tremular no alto de  importantes prédios políticos alemães, como o Bundestag, em meio a um mar de  gente comemorando tornou-se o emblema maior da vitória aliada sobre os fascistas  de Hitler.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    Nestas circunstâncias, não restava aos  ocidentais outra alternativa que um desembarque também (a dúvida era Dunquerque  ou Normandia) sob a pena de ver o Exército Vermelho libertar também a Holanda, a  Bélgica, a França, etc. Decidiu-se o Desembarque na Normandia, principalmente  para garantir os interesses dos aliados ocidentais na Europa. Seu erro de  cálculo foi imaginar que o mais poderoso exército da Europa até então, a  Wehrmacht e a Luftwaffe, venceriam os Socialistas sem grande dificuldade. Os  Socialistas transformaram rapidamente fábricas de tratores em fábricas de  tanques de guerra, fábricas de canos em fábricas de metralhadoras, fuzis e  canhões e, em defesa de um regime e um idealismo acima de qualquer interesse  mesquinho dos fascistas ou dos aliados ocidentais, dedicaram-se de corpo e alma  ao esforço de guerra, de resto ocorrendo em seu território!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    A vitória dos Soviéticos sobre os  Nazistas e consequente libertação dos países do Leste Europeu constituiu na  maior surpresa dos aliados ocidentais que precipitaram o "Desembarque na  Normandia", como se disse, para garantir e preservar seus interesses econômicos  na Europa...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Pearl Harbor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Pearl Harbor – O ataque japonês à  base norte-americana de Pearl Harbor, colônia estadunidense situada no Havaí, em  7 de dezembro de 1941, levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Eixo e fez  com que o conflito se alastrasse a praticamente todo o mundo. Em junho de 1942 o  Japão já ocupa a Indochina Francesa e detém a supremacia naval no Pacífico. Em  seguida, toma Hong Kong, Malásia, Cingapura, Índias Orientais Holandesas, Bornéu,  Filipinas, Andamãs e Birmânia. As duas facções beligerantes estão definidas: os  países do Pacto Anticomintern (o Eixo) – Alemanha, Itália e Japão – contra os  Aliados – Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China. A China já se  encontra em guerra contra o Japão desde 1931.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Guerra de máquinas – A 2a Guerra  Mundial é uma guerra de máquinas, aviões, tanques, colunas motorizadas,  artilharia pesada, navios e submarinos. Antes da explosão do conflito, os  Estados Unidos esforçam-se por desenvolver a indústria de guerra e reúnem uma  produção bélica 50% mais poderosa do que as da Alemanha e Japão juntos. Nos anos  de 1943 e 1944, os Estados Unidos fabricam um navio por dia e um avião a cada  cinco minutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Kamikazes&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  – É como são chamados os aviões japoneses carregados de explosivos e dirigidos  por um piloto suicida que com ele se atira sobre o alvo inimigo. É usado pelo  Japão principalmente no final da 2a Guerra e é também o nome do piloto. O nome  vem da expressão "tempestade providencial" e é como os japoneses chamam as duas  tempestades que em 1274 e 1281 destruíram frotas de invasores mongóis, livrando  o país da guerra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Sofrimentos e a estratégia dos  Aliados Ocidentais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;    &lt;/b&gt;O conflito se torna  uma guerra de desgaste. O Eixo tenta subjugar a Inglaterra, cortando suas linhas  de abastecimento no Atlântico e no Mediterrâneo. As bases de Gibraltar e Malta  são constantemente bombardeadas. Em 1940 a Itália fracassa na campanha da África  e, na primavera de 1941, os alemães assumem o controle das operações com o  Afrikakorps, comandado pelo general Rommel. Com Rommel, os ingleses sofrem duras  perdas e a ameaça nazista continua sobre o canal de Suez e o Egito. Hitler,  entretanto, mais preocupado com a guerra na Europa, não dá o apoio necessário ao  Afrikakorps e, em outubro de 1942, as tropas de Rommel são atacadas pelo 8o  Exército Inglês, do general Montgomery, em El Alamein, no Egito. Os alemães  retiram-se rumo à Tunísia e a operação consuma-se em maio de 1943, quando os  norte-americanos desembarcam na região e os Afrikakorps rendem-se  incondicionalmente. Cerca de 250 mil soldados alemães e italianos são  aprisionados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Contra-ofensiva na África e  Itália – Em julho de 1943 os Aliados desembarcam na Sicília e, em setembro,  avançam até Nápoles. Mussolini é destituído em julho e a Itália muda de lado.  Tropas alemãs ocupam Roma, o centro e o norte do país, mas a ofensiva aliada  toma a capital em junho de 1944 e chega ao norte de Florença em setembro. Em  abril de 1945 as forças alemãs na Itália se rendem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Contra-ofensiva nos Bálcãs – O  avanço soviético chega à Romênia em abril-maio de 1944 e a liberta em setembro.  A Bulgária é libertada entre setembro e outubro. Também em outubro os exércitos  guerrilheiros da Iugoslávia passam à ofensiva, com o apoio de tropas soviéticas.  Na Albânia e na Grécia, os guerrilheiros (partisans) realizam levantes e forçam  a retirada das tropas alemãs durante o ano de 1944.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Dia D – Em 6 de junho de 1944,  chamado de "Dia D" pelos Aliados, sob o comando do general Eisenhower, é feito o  ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas que ainda  resistem na Europa. Cinqüenta e cinco mil soldados norte-americanos, britânicos  e canadenses desembarcam nas praias da Normandia, noroeste da França, na maior  operação aeronaval da História, envolvendo mais de 5 mil navios e mil aviões. Os  combates são pesados, com numerosas baixas, até 27 de junho, quando o I Exército  norte-americano toma o porto de Cherbourg. Em 9 de julho forças britânicas e  canadenses entram em Caen, abrindo caminho para a passagem de tanques pelas  defesas alemãs. Paris é libertada em 25 de agosto, Bruxelas em 2 de setembro. A  fronteira alemã anterior ao início da guerra é cruzada pelos Aliados em Aachen  em 12 de setembro. Ao mesmo tempo, os Aliados lançam bombardeios aéreos pesados  contra cidades industriais alemãs. No início de 1945 os soviéticos (pelo leste)  e os norte-americanos e britânicos (pelo oeste) fazem uma verdadeira corrida  para ver quem chega primeiro a Berlim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Dwight Eisenhower&lt;i&gt; &lt;/i&gt; (1890-1969), militar e político norte-americano. Em novembro de 1942, com a  patente de general, comanda as forças anglo-americanas na invasão do norte da  África. Um ano depois é escolhido para comandar as forças aliadas durante a  invasão da Europa ocidental. Desempenha papel importante na derrota do exército  alemão na frente oeste. Em 1951 é o comandante supremo da Organização do Tratado  do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, quando os Estados Unidos resolvem apoiar o  tratado. O prestígio o leva à presidência norte-americana. Após quatro anos,  reelege-se por maioria absoluta. Desenvolve uma política de impostos baixos e  intervenção mínima nos Estados. Nas relações externas, garante a hegemonia dos  Estados Unidos. Seu governo é considerado um dos mais bem-sucedidos deste  século.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Guerra no Pacífico – No Pacífico,  a situação também se inverte com a vitória das tropas norte-americanas na  batalha naval de Midway e em Guadalcanal, em 1942. Os Estados Unidos partem para  a reconquista da Ásia. No Pacífico central, os norte-americanos conquistam as  ilhas Aleutas, Gilbert, Marshall e Marianas entre maio de 1943 e março de 1944 e  as Filipinas entre outubro de 1944 e fevereiro de 1945. A Birmânia (atual Mianmá)  é reconquistada entre o final de 1944 e o início de 1945 por tropas britânicas,  norte-americanas e chinesas. Em fevereiro de 1945 ocorre o primeiro desembarque  norte-americano no Japão, na ilha de Iwojima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Ataque a Hiroshima e Nagasaki –  Com a Guerra contra o Japão praticamente terminada e vitoriosa, os  estadunidenses, para marcar posição e intimidar os Soviéticos, dando início  assim à Guerra Fria, a 6 de agosto de 1945 é lançada a primeira bomba atômica  sobre Hiroshima, deixando mais de 100 mil mortos e 100 mil feridos. A partir de  8 de agosto tropas soviéticas expulsam os japoneses da Mandchúria e da Coréia e  ocupam as ilhas Kurilas e Sakalina. Em 9 de agosto é lançada a segunda bomba  atômica, dessa vez sobre Nagasaki, com saldo de vítimas semelhante ao de  Hiroshima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O Final da Guerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;    &lt;/b&gt;Consta que Hitler  tenha dado ordem a um Korporaal (Cabo) que o matasse com um tiro e enrolasse  seus corpos em pneus, incinerando-os e tornando qualquer identificação  impossível para os recursos científicos da época. Há quem diga que cometeu  suicidio (difícil ter certeza histórica quanto a este ponto. Mas seus restos  mortais jamais foram encontrados) em 30 de abril, com a chegada das tropas  soviéticas a Berlim, e o almirante Doenitz forma novo governo e pede o fim das  hostilidades. A capital alemã é ocupada em 2 de maio. A Alemanha se rende  incondicionalmente em 7 de maio, em Reims. A capitulação do Japão acontece em 2  de setembro, em Tóquio. A 2a Guerra Mundial deixa um saldo de 50 milhões de  mortos - Mais de 20 Milhões de Soviéticos e quase 6 Milhões de judeus foram  mortos nesse período negro da história humana. Burgueses preocuparam-se em  arrolar os "custos financeiros" da Guerra e chegaram à conclusão de que foi de  cerca de US$ 1,40 trilhão - com base em que parâmetros? Pergunte a um economista  burguês, por obséquio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;O Julgamento de Nuremberg&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;Nasce a ONU e (re)surge o  Estado de Israel&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;    &lt;/b&gt;Terminado o conflito,  os vitoriosos decidem julgar os líderes nazistas num inédito tribunal  internacional de crimes de guerra. A iniciativa contribui para a descoberta dos  campos de concentração e extermínio. A sede escolhida é a cidade alemã de  Nuremberg, que nos anos 30 havia sido palco dos maiores comícios nazistas. São  realizados 13 julgamentos entre 1945 e 1947. Os juizes são norte-americanos,  britânicos, franceses e soviéticos. Dos 177 alemães indiciados, 25 são  condenados à morte, 20 à prisão perpétua e 97 a penas mais curtas de prisão. São  absolvidos 35. No julgamento principal, de novembro de 1945 a setembro de 1946,  os réus são os 21 principais líderes nazistas capturados. Dez deles são  executados por enforcamento na madrugada de 16 de outubro de 1946; o marechal  Hermann Goering suicida-se com veneno em sua cela - fornecido por um oficial  estadunidense simpatizante do nazismo - poucas horas antes; para o aristocrata  Göring seria uma infâmia ser enforcado...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    Como saldo maior do tribunal, o  nascimento da ONU - &lt;b&gt; &lt;a target="_blank" href="http://www.un.org/" style="text-decoration: none;"&gt;Organização  das Nações Unidas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; - em 1946 e o ressurgimento, após quase dois milênios,  do Estado de Israel que, infelizmente, JAMAIS cumpriu as determinações da ONU  quanto aos palestinos, repetindo, ao povo palestino, o tratamento que tiveram  dos nazistas...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt; &lt;img alt="Nazismo nunca mais!" src="http://www.culturabrasil.pro.br/imagens/lixonazi.gif" width="50" border="0" height="52" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;big&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.multimania.com/nthines/" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;img alt="Nazismo nunca mais!" src="http://www.culturabrasil.pro.br/imagens/uia1.gif" width="139" border="0" height="62" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/big&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;História Geral - Aquino, Denize e Oscar - Ed. Ao  Livro Técnico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Toda a História - José Jobson Arruda - Ed. Ática&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;História - Luiz Koshiba - Ed. Atual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mundosites.net/botao.gif" width="19" border="0" height="21" /&gt;  &lt;a href="http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/index_flash.html" rel="nofollow" target="_blank"&gt;II Guerra Mundial&lt;/a&gt; - Especial da Revista Veja sobre este evento que marcou a história mundial. Apresenta uma linha do tempo mês a mês, fotos da guerra, animações, vídeos, mapas, bibliografia e explicações dos principais fatos relacionados a 2ª Guerra Mundial. Apresentado numa linguagem dinâmica e moderna, é um dos melhores materiais sobre o assunto na Internet. Traz capas da revista Veja da época do conflito e os textos relacionados. Imprescindível para quem quer saber mais sobre o maior conflito armado do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mundosites.net/botao.gif" width="19" border="0" height="21" /&gt;  &lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/anosdechumbo/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Anos de Chumbo: 2ª Guerra Mundial&lt;/a&gt; - O material é baseado na série 1939-1945: Anos de Chumbo produzida pela TV Cultura e que conta com farto acervo de imagens da época, além de comentários e análises de historiadores e especialistas brasileiros. Analisa os principais fatos políticos, econômicos e sociais relacionados ao tema. Boa quantidade de mapas históricos e fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mundosites.net/botao.gif" width="19" border="0" height="21" /&gt;  &lt;a href="http://www.sentandoapua.com.br/index.htm" rel="nofollow" target="_blank"&gt;A Aviação Militar Brasileira na Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt; - conheça mais sobre a participação da FAB (Força Aérea Brasileira) no conflito. Veja várias fotos, acompanhe a cronologia da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, os veteranos, os navios de guerra brasileiros afundados e muitas curiosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mundosites.net/botao.gif" width="19" border="0" height="21" /&gt;  &lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" rel="nofollow" target="_blank"&gt;A Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt; - destaca os temas mais importantes do conflito como, por exemplo,causas econômicas, acordo de Munique, a queda da França, o isolamento da Inglaterra, a resistência russa, a batalha de Stalingrado, a derrota do eixo, a Invasão da Normandia e a ofensiva final sobre Berlim.Apesar de não apresentar fotos e mapas, torna-se uma boa referência de conteúdo histórico para trabalhos escolares e pesquisas em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;II Guerra Mundial - Introdução&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;A Segunda Guerra Mundial, iniciada setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes (direta ou indiretamente). O número de mortos superou os cinqüenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados. &lt;p&gt;É difícil de calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos (bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente). Outra de suas características, talvez a mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população civil na retaguarda. Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgaste". Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsadas permitiu-lhes que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse suprimida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares,. esta atingiu a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal fim. Com bem disse o historiador R.A.C. Parker: &lt;em&gt;"O conceito que a humanidade tinha de si mesmo, nunca voltará a ser o mesmo"&lt;/em&gt;. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Causas Gerais&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"... a decisão de qualquer guerra nem sempre deve ser considerada como um caso absoluto: muitas vezes o Estado vencido vê na sua derrota um mal transitório, a que as circunstâncias políticas ulteriores poderão fornecer um remédio." &lt;/em&gt; - Clausewitz&lt;/div&gt;&lt;p&gt;   &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;Causas diplomáticas&lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Quase todos os historiadores concordam que a causa diplomática mais profunda da Segunda Guerra Mundial tem sua origem no Tratado de Versalhes, assinado entre as potências vencedoras da Primeira Grande Guerra (Estados Unidos, Inglaterra, França) e as Vencidas (a Alemanha e a Áustria). A Alemanha se viu despojada da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra franco-prussiana de 1870), como teve de ceder à Polônia uma faixa de território que lhe dava acesso ao Mar Báltimo (o chamado "corredor polonês"). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cidade alemã de Danzig passaria ao controle da Liga das Nações e o território do Sarre, rico em carvão foi cedido por um período de 15 anos à França. Também foi vedado a Alemanha possuir um exército superior a 100 mil homens exigiu-se a desmilitarização da Renania (Região fronteiriça com a França), assim como o desmantelamento das fortificações situadas a 50 Km do Reno. Viu-se compelida a entregar todos os navios mercantes cuja tonelagem ultrapassasse a 1.600 toneladas e ceder gado, carvão, locomotivas, vagões, cabos submarinos, etc. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quantidade da sua dívida para com os aliados foi fixada na Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagas em 42 anualidades. Não poderia desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos militares (aviões, canhões, etc.). O velho Império Austro-Húngaro foi desfixada na Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagas em 42 anualidades. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não poderia desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos militares (aviões, canhões, etc.). O velho Império Austro-Húngaro foi desmembrado pelo tratado de Paz de St. Germain-en-Laye, onde teve que entregar o Tirol do Sul para a Itália, reconhecer a Independência da Hungria, Techcoslováquia, Polônia e Iugoslávia, Polônia e Iugoslávia, além de lhe ser vedada a união com a Alemanha. A Áustria foi proibida de possuir um exército superior a 30 mil homens. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estas sanções aplicadas pelos vencedores tornaram-se fonte de amargos rancores, que facilmente foram explorados pela extrema direita nacionalista (nazistas e capacetes-de-aço, que começam a proliferar na Alemanha em 1919). O grande erro do Tratado de Versalhes foi ter ferido profundamente o sentimento nacional dos alemães, e, por outro lado, não lhes ter suprimido o potencial industrial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com seus 65 milhões de habitantes e sua tradição militar, a Alemanha fatalmente viria reivindicar o seu lugar no rol das potências européias. Os diplomatas burgueses se esqueceram da lição do Congresso de Viena (1815), quando os vencedores de Napoleão procuraram não humilhar a França, a nação mais povoada da Europa Ocidental naquela época. Esta contradição entre potencial demográfico e industrial e o não reconhecimento diplomático de um estatuto privilegiado para a Alemanha, terminaram por fazer com que a ascensão de Hitler fosse possível. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;strong&gt;O novo sistema defensivo:&lt;/strong&gt; os aliados ocidentais, principalmente a França, ao estimularem o surgimento de novos estados-nacionais na Europa Centro-Oriental, visavam substituir a Rússia (então em plena guerra civil) como um fator de dissuasão para qualquer tentativa alemã de agressão. A Tchecoslováquia e a Polônia assinaram tratados de defesa mútua com a França e com a Inglaterra, Esperava-se que estes dois países obrigassem os alemães a lutar em duas frentes - como ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial - caso tentassem repetir o erro de 1914.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A França por sua vez, iniciou a construção da "Linha Maginot" um complexo sistema defensivo que partia da fronteira suíça até a um complexo sistema defensivo que partia da fronteira suíça até a da Bélgica. Desta forma esperava evitar um ataque de surpresa por parte de seu poderoso vizinho. No entanto os efeitos morais e psicológicos desta atitude, tiraram-lhe qualquer alternativa ofensiva, limitando-se a ter que agir caso os alemães o fizessem primeiro. &lt;/p&gt;A Inglaterra, no período entre-guerras, tornou-se cada vez mais apaziguadora, segura de ser uma ilha e de possuir a mais poderosa frota naval do mundo dando-lhe proteção suficiente caso houvesse um novo conflito. Os Estados Unidos voltaram nos anos vinte a adotar a política do isolacionismo, não querendo envolver-se nas querelas dos países europeus. Estas ambigüidades e atitudes defensistas seriam habilmente exploradas por Hitler na década dos anos trinta.&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - Causas econômicas&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;A crise econômica que se abate sobre o sistema capitalista mundial a partir de 1929, vai ser o fator mais poderoso para que um novo arranjo do poder em escala mundial seja pleiteado. A crise levou os países capitalistas a tomarem medidas protecionistas visando salvar os mercados internos das importações estrangeiras, ocorrendo uma verdadeira guerra tarifária. A produção mundial, reduziu-se em 40%, sendo que a diminuição do ferro atingiu a 60%, a do aço 58%, a do petróleo 13% e a do carvão 29%. &lt;p&gt;O desemprego grassou nos principais países industrializados: 11 milhões nos Estados Unidos, 6 milhões na Alemanha, 2 milhões e meio da Inglaterra e um número um pouco superior na França. Não está longe da verdade o fato ter provocado a aflição e o desemprego em mais de 70 milhões de pessoas (contando-se os seus dependentes). Como a economia já estava suficientemente internacionalizada (com exceção da URSS que se lançava nos Planos Qüinqüenais) todos os Continentes foram atingidos, aumentando ainda mais a miséria e o desemprego.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A América Latina por exemplo teve que reduzir em 40% suas importações e sofreu uma queda de 17% em suas exportações. É nesse contexto caótico que a Alemanha no Ocidente e o Japão no Oriente vão tentar explorar o debilitamento de seus rivais. Uma nova luta por mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial.&lt;!--M_TEXTO1--&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Causas Políticas&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt; A conjuntura externa caótica e a situação interna de desespero conduzem Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Atuando implacavelmente, em menos de um ano sufocou todos os movimentos oposicionistas (sociais-democratas, comunistas e liberais) dando início à "Revolução Nacional-socialista" que tinha como objetivo fazer a Alemanha retornar ao grau de potência européia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Naturalmente que para tal era necessário romper com o tratado de Versalhes, pois este impedia a conquista do "espaço vital", como o rearmamento. Atenuava-se o desemprego e atendia-se necessidades da poderosa burguesia financeira e industrial da Alemanha. Para evitar a má vontade das potências ocidentais, Hitler coloca-se como campeão do anti-comunismo a nível mundial, assinando com o Japão (novembro de 1936) e com a Itália (janeiro de 1937) o Pacto Anti-Comintern - cujo fim é ampliar o isolamento da URSS e, quando for possível, atacá-la.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O Japão, que igualmente passa por convulsões internas graves, dá início em 1931, a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, dando início ao longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra os Estados Unidos. &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;Os antecedentes imediatos&lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;&lt;strong&gt;A Guerra Civil Espanhola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nas eleições de 1936 a Frente Popular vence as eleições na Espanha. Em 18 de julho, os generais Mola e Francisco Franco rebelam-se contra a República, representando a coligação de forças conservadoras (a direita monarquista, a Igreja católica, e os grupos fascistas da Falange Espanhola) iniciando a guerra-civil que durou dois anos e nove meses. Enquanto a França e a Inglaterra optaram pela política de não intervenção, Hitler e Mussolini auxiliaram abertamente os nacionalistas de Franco (Legião Condor e Grupo de Tropas Voluntárias). &lt;/p&gt;Os republicanos, cada vez mais isolados, pediram apoio à URSS. Devido à distância, e ao bloqueio naval, o auxílio soviético não consegue equilibrar a situação a favor dos republicanos, que terminam por ser derrotados em março de 1939. Esta guerra serviu para Hitler experimentar sua estratégia da blitzkrieg (avanço de carros de combate conjugados com bombardeios aéreos maciços) e detectar a indecisão e fraqueza dos aliados ocidentais. Enquanto que para Stalin, serviu de lição, não podia se envolver num enfrentamento direto com a Alemanha.&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - A crise dos sudetos e o acordo de Munique&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;A ascensão de Hitler ao poder e seu nacionalismo exacerbado fizeram com que os alemães que habitavam países vizinhos, entrassem em ebulição, desejando integrarem-se na Grande Alemanha. Já em março de 1938, Hitler havia anexado a Áustria (Anschluss), tornando-a província do Reich. Com isso a integridade territorial da Tchecoslováquia ficou ameaçada. A Sudetolândia, região fronteiriça com a Alemanha, possuía uma população de origem germânica que perfazia 65% dos habitantes, apesar de legalmente pertencer a Tchecoslováquia desde 1919. &lt;p&gt;É justamente nesta região que os Tchecos tinham seu sistema defensivo, nos moldes franceses. Hitler começa a exercer pressão junto ao governo tcheco para anexá-la. O perigo de guerra torna-se iminente. Neste exato momento, Chamberlain, primeiro-ministro conservador da Inglaterra e Daladier, Presidente da França, propõem encontrar-se com Hitler em Munique. O Acordo de Munique terminou com uma estrondosa vitória dos nazistas, pois receberam o acordum para poder ocupar a Sudetolândia em troca de uma simples promessa de paz - que não seria cumprida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Esse acontecimento convenceu Hitler ainda mais da debilidade dos aliados ocidentais, estimulando-o a reivindicar a plena integração do "corredor polonês" ao Reich. Em março de 1939 a Tchecoslováquia deixa de ser independente, transformando-se no "Protetorado da Boemia e Morávia".&lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;O pacto Germano-Soviético&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt; Para poder invadir a Polônia, havia a necessidade da neutralização de uma das potências vizinhas da Alemanha. A Inglaterra e a França já haviam cedido a Tchecoslováquia e provavelmente iriam à guerra se a Polônia fosse invadida. Qual a reação da URSS? Hitler, veterano da Primeira Guerra Mundial sabia que a Alemanha não poderia repeli-la, isto é, ser obrigada a lutar simultaneamente, no Ocidente e no Oriente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim pensou em fazer um acordo com Stalin, temeroso que uma invasão (os exércitos russos haviam sido desbaratados pelos alemães entre 1914/16) pusesse abaixo as conquistas industriais da Rússia Soviética, não hesitou. A recente demonstração de fraqueza da Inglaterra e França, fez com que estendesse sua mão calorosamente ao maior adversário do comunismo. Em agosto de 1939, é assinado o Pacto de não agressão germano-soviético, cujas cláusulas secretas implicam na partilha da Polônia, reconhecendo a hegemonia soviética sobre os Estados Bálticos (Letonia, Estonia e Lituania). A estrava da guerra estava aberta. &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;A 1ª fase da ofensiva Nazi-fascista &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Em setembro de 1939, as tropas alemães cruzam a fronteira polonesa e marcham em direção a Varsóvia que será a primeira capital européia a conhecer as agruras do bombardeio aéreo. Apesar dos esforços, os poloneses não têm condições de deter a poderosa máquina militar germânica. Pela primeira vez é utilizada em larga escala a estratégia da blitzkrieg - a "guerra relâmpago" - maciças operações com divisões blindadas que atuam como pinças, encurralando o inimigo, isolando-o em bolsões, para posteriormente levá-los ao esmagamento ou à rendição.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A Inglaterra e a França enviam ultimatos, exigindo a retirada imediata das forças alemãs do território polonês - dando-lhes um prazo de vinte quatro horas - findo os quais automaticamente se declarariam em guerra com a Alemanha. A 3 de setembro, chegam a Chancelaria alemã as declarações de guerra. A Polônia resistiu por pouco mais de um mês, terminando por render-se incondicionalmente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qual a razão da Inglaterra e principalmente a França, não terem aproveitado o momento em que o grosso das forças alemãs atuavam na Polônia e iniciarem uma ofensiva pelas desguardadas fronteiras ocidentais? De certa forma, a Primeira Guerra Mundial condicionou os aliados ocidentais a acreditarem que a Segunda seria semelhante. Isto é, os alemães atacavam, os franceses se defendiam e finalmente levariam o inimigo ao esgotamento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nem a França nem a Inglaterra estavam preparadas para a nova dinâmica da guerra, que ao contrário da Primeira, se caracterizava por sua extraordinária mobilidade, propiciada pelo desenvolvimento dos blindados e da aviação de bombardeio. Durante nove meses as tropas anglo-francesas esperaram o ataque alemão, dando um tempo precioso para que Hitler não só liquidasse com a Polônia como ocupasse mais 500 mil Km2 antes de voltar suas forças contra eles. &lt;/p&gt;Em abril de 1940 as divisões alemãs ocupam a Dinamarca (praticamente sem resistência) e a Noruega - onde conseguem expulsar um corpo expedicionário anglo-francês em Narvik. A ocupação do Frente Norte, deveu-se a necessidade de evitar uma ofensiva inglesa pelo Báltico, como também preservar o abastecimento de matérias-primas estratégicas vindas da Suécia. Em maio de 1940, os Países Baixos são atacados. A Holanda é invadida no dia 15 e a Bélgica treze dias depois.&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - A queda da França&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;Até então os nazistas haviam enfrentado países pequenos e de poucos recursos humanos e materiais, quase sem tradição militar. Esperava-se que a França fosse resistir com mais eficiência, pois contava igualmente com a colaboração de um corpo expedicionário britânico. Vis a vis, os exércitos franceses tinham um número equivalente em homens, tanques e aviação, além de terem sido vitoriosos em 1914/18. No entanto, a catástrofe francesa foi ainda maior pelo inesperado arrojo das tropas alemãs.&lt;p&gt;Os franceses haviam concentrado suas mais eficientes tropas na fronteira com a Bélgica, pois fora dali que os alemães iniciaram a invasão em 1914. Estavam confiantes na segurança que a Linha Maginot lhes dava e se preocuparam com a região das Ardenas, ocupadas por florestas e extremamente acidentada. Por via das dúvidas colocaram à saída da floresta, um dos seus menos capazes exércitos, o 9º. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi exatamente nessa região que se deu o golpe de força alemão dividindo o exército francês em dois, fazendo com que o flanco esquerdo se retirasse juntamente com o corpo expedicionário britânico para a costa do Atlântico. O pânico estabeleceu-se na retaguarda francesa. Milhares de refugiados entupiam as estradas e impediam o deslocamento de tropas necessárias para tapar as brechas. A estrada para Paris abriu-se para os alemães. Enquanto isso, mais de seiscentos mil homens estavam sitiados na Linha Maginot, assistindo impotentes o desastre militar e político de seu país. O exército francês pulverizou-se em menos de três semanas, surpreendendo inclusive os alemães.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; As tropas nazistas desfilam por Paris em 14 de junho e cinco dias depois alcançam a costa atlântica. Dia 22 de junho ocorre o armistício de Compiègne, onde a França se rende. O país é dividido em duas zonas, uma ocupada pelos alemães, outra pelo governo colaboracionista do Marechal Petain. O espírito derrotista contaminou o país, fazendo com que somente o Gen. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De Gaulle pregasse a necessidade da continuação da luta. As restantes tropas anglo-francesas conseguem evitar a destruição completa graças a evacuação de Dunquerque. Apesar da catástrofe francesa a Inglaterra, agora sob a liderança de W. Churchill, promete continuar na guerra até a vitória final ("sangue, suor e lágrimas").&lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;A determinação da Inglaterra em continuar na luta&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt; &lt;em&gt;"Embora grande parte da Europa e antiquíssimos e famosos Estados hajam caído ou possam ainda cair nas garras da Gestapo e de todo o odioso aparato do domínio nazista, não haveremos de ceder nem fracassar. Iremos até o fim: lutaremos na França, lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com crescente confiança e poderio, no ar; defenderemos nossa Ilha custe o que custar; lutaremos nas praias, lutaremos nos aeropódromos, lutaremos nos campos, nas ruas e nas colinas; jamais nos renderemos, e mesmo que - o que não creio sequer por um momento - esta Ilha ou uma grande parte dela seja subjugada e esteja passando fome, nosso Império de além-mar, armado e guardado pela esquadra britânica, continuará a lutar até que, quando Deus quiser, o Novo Mundo, com toda a sua força e poderio, se ponha em marcha para socorrer e libertar o Velho."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso de Churchill na Câmara dos Comuns em 4 de julho de 1940, após a retirada das forças anglo-francesas de Dunquerque e doze dias depois da rendição da França. &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;A expansão da Guerra pelo Mediterrâneo, África e Balcãs &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Quando a sorte da França já estava praticamente selada, a Itália lhe declarou guerra (10 de junho de 1940) propiciando aos franceses suas únicas e inúteis vitórias contra as potências do Eixo. Tropas italianas estabelecidas na Líbia penetram no Egito em setembro de 1940 donde são rapidamente expulsas pela contra-ofensiva britânica que lhes abocanha a Cirenaica (Líbia Oriental). A situação desesperadora das forças italianas faz com que Hitler designe o Afrikakorps - comandado por E. Rommel - para auxiliar Mussolini. Entre março-abril de 1941 as tropas alemães infringem vigorosas derrotas aos ingleses obrigando-os a recuar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; No segundo semestre de 1940 a guerra atinge a região dos Balcãs. Desejoso de mostrar sua independência de Hitler, Mussolini ordena a invasão da Grécia, partindo da Albânia. As tropas italianas não conseguem ultrapassar a fronteira e ainda sofrem um contra-ataque anglo-grego que as faz recuar. A Alemanha decide enviar suas divisões para esta região tendo por objetivo afastar definitivamente os ingleses do Mediterrâneo Oriental, assim como reforçar seu fronte sul para a futura invasão da URSS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Entre abril-maio de 1941 caem sob seu domínio a Iugoslávia e a Grécia, culminando com uma surpreendente ocupação da Ilha de Creta - base aero-naval inglesa - pelos pára-quedistas alemães. Desta forma os campos petrolíferos da Romênia, que abasteciam as divisões blindadas alemãs, ficam a salvo dos bombardeios aéreos. Apesar dessas sucessivas derrotas, os ingleses conseguem manter algumas posições estratégicas importantes - a Ilha de Malta - na intersecção da Sicília com a África.&lt;/p&gt; Isso lhe possibilita assediar os comboios do Estreito de Gibraltar que lhes assegura a rota marítima com o Mediterrâneo e o Egito. A superioridade naval e aérea inglesa vai ser uma permanente fonte de tormentos para os italianos no Mediterrâneo, como também neutraliza a eficiência de combate do Afrikakorps derrotados em El Alamein, em 30 de junho de 1942, por falta de reforços.&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - O isolamento da Inglaterra&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;A situação da Inglaterra nos anos 40/41 era de quase total isolamento. Sua poderosa esquadra, havia dissuadido Hitler de invadi-la, levando-o a adotar a estratégia da Guerra aérea e submarina. H. Güring, supremo comandante da Luftwaffe foi responsável pelas operações de bombardeamento de Londres e outras cidades industriais. &lt;p&gt;Inicialmente procuraram atingir alvos estratégicos, mas a situação evoluiu para um bombardeio indiscriminado da população civil (Conventry). As bases alemãs estavam assentadas nos Países Baixos e na França conquistada. Um invento, do qual somente os ingleses tinham o monopólio, - o radar - muito os auxiliou na luta contra a avaliação alemã. Ao deixarem de bombardear os alvos estratégicos (industriais e aeródromos) os alemães propiciaram a que a RAF se recuperasse, passando a infringir pesadas perdas aos seus aviões. Em 1940, a Luftwaffe perdeu 1.733 aparelhos, tendo cada vez mais dificuldades em obter pilotos adestrados. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação da Inglaterra conhece verdadeiro alívio, quando Hitler resolve invadir a União Soviética em junho de 1941, sendo obrigado a desviar o esforço de guerra para o fronte Oriental. Mesmo assim, nestes dois anos críticos, a Inglaterra vê cair sobre suas cidades mais de 58 mil toneladas de bombas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paralelamente aos ataques aéreos, a Grã-Bretanha foi submetida ao cerco pelos submarinos. Em 1939 os ingleses haviam perdido 810 mil toneladas de barcos afundados, que no ano seguinte aumentou para 4 milhões e meio, atingindo o máximo de perdas em 1942, quando mais 8 milhões de toneladas foram postas à pique pelos torpedos alemães. Hilter escolheu a guerra submarina devido a inferioridade numérica da esquadra alemã e, tentava com ela, reeditar o Bloqueio Continental ordenado por Napoleão. Isolando a Inglaterra de suas colônias esperava secar as fontes de abastecimento em matérias-primas e alimentos, necessárias a seu esforço de guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Desta forma usava a estratégia do ataque indireto visando a neutralização e submissão da Inglaterra. No entanto, com a entrada dos Estados Unidos no conflito, a partir de dezembro de 1941, esta política não se concretizou. Imensos comboios passaram a atravessar o Atlântico apoiados pela esquadra anglo-americana. A invenção do sonar e a construção de destroiers, aperfeiçoaram a caça de submarinos. Se em 1940, apenas 22 submarinos haviam sido destruídos, seu número aumentou para 35 no ano seguinte, 85 em 1942 chegando ao auge em 1943, quando 287 submarinos foram postos fora de combate.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Esta política da guerra submarina terminou por levar os alemães a realizarem ataques indiscriminados a navios mercantes, mesmo àqueles países que ainda permaneciam neutros. O Brasil tem vários barcos torpedeados, a maioria dos quais no Atlântico Sul, o que forçará a entrada de Getúlio Vargas no conflito. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Conclusões da 1ª fase -  setembro de 1939 a junho de 1941&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;A guerra se iniciou com o conflito germano-polonês, em setembro de 1939, tornou-se 22 meses depois num combate generalizado envolvendo todas as nações da Europa Ocidental. Permaneceram neutros a Suécia, a Suíça e os países ibéricos. Ao término desta fase o sucesso de Hitler era evidente; suas forças haviam submetido oito países, perfazendo o controle de mais de um milhão e meio de km2 com uma população de mais de cem milhões de indivíduos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O poderio francês havia sido varrido em pouco mais de um mês e a Inglaterra achava-se na defensiva. O controle territorial partia das margens polares da Noruega englobando boa parte do Mediterrâneo. Contando os territórios da Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia mais as áreas dominadas, temos um total de 2 milhões 340 mil km2, com uma população de mais de 250 milhões. Os alemães passaram usufruir os recursos industriais e agrícolas da França, Bélgica e das regiões orientais da Europa (dominados: como a Iugoslávia, ou aliados como a URSS permaneciam neutros, fazendo com que o domínio alemão fosse incosteste. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Suas forças armadas tornaram-se calejadas, mais de dez milhões de homens haviam sido mobilizados dotados de modernos equipamentos baseando sua estratégia numa poderosa e ágil força blindada. O moral dos tropas era elevadíssimo, criando-se o mito da insensibilidade do exército alemão - a mais poderosa máquina de guerra que o mundo havia visto. Todos estes fatores criaram um clima otimista para Hitler dar início a 2ª fase do conflito: a invasão da URSS - que seria a sua tumba.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;strong&gt;Países aliados da Alemanha:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Itália&lt;br /&gt;2) Finlândia&lt;br /&gt;3) Hungria&lt;br /&gt;4) Bulgária&lt;br /&gt;5) Romênia    &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;A II fase da ofensiva Nazi-fascista  &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Vários fatores contribuíram para que Hitler se decidisse a invadir a URSS. Era-lhe difícil precisar quanto tempo a União Soviética se manteria fora do conflito e já que mais tarde ou mais cedo ela se envolveria, decidiu tomar a iniciativa atacando antes. Hitler subestimou o potencial soviético e de certa forma, sua opinião sobre a capacidade de resistência do Exército Vermelho era compartilhada pelos observadores ocidentais. Em 1937 Stalin havia expurgado todo alto-comando das Forças Armadas, 65% dos oficiais desapareceram nos campos de concentração ou pelos fuzilamentos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fragilidade do potencial soviético foi testada na guerra conta a pequena Finlândia, onde os russos padeceram severas perdas para submeter os fineses. Inegavelmente o peso maior devia-se ao antagonismo de ambos sistemas políticos. Hitler, afinal era o campeão do anti-comunismo, e esperava apoio mundial para sua cruzada contra bolchevismo. O pacto germano-soviético, fora apenas um interlúdio tático para consolidar seu domínio no Ocidente e desta forma poder jogar todo o peso do poderio alemão contra URSS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Stalin recebeu vários avisos da iminência da invasão. Tanto o serviço secreto britânico como o Departamento de Estado americano alertaram-no com suficiente antecipação. O espião soviético, Sorge, que atuava na Embaixada Alemã em Tóquio, enviou mensagem indicando a data exata em que os exércitos alemães atacariam. Nada disso convenceu Stalin. Acreditava que não passavam de manobras para envolvê-los numa guerra contra a poderosa Alemanha. Ordenou, inclusive, que os exércitos soviéticos se afastassem da fronteira alemã para evitar qualquer tipo de provocação. Assim, não é de espantar que fossem pegos de surpresa quando a invasão iniciou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os alemães dividiram suas forças em três grandes grupos de assalto. Os Exércitos do Norte, sob comando do Gen. Von Leeb possuía 57 divisões e sua missão era ocupar os Estados Bálticos e unir-se com os finlandeses em Leningrado. Os Exércitos do Centro, sob comando do Gen. Von Bock, composto por 45 divisões tinha como missão dirigir-se a Moscou. Os Exércitos do Sul, sob chefia de Von Rundstedt, com 38 divisões deslocaria-se para as férteis regiões da Ucrânia e posteriormente para o Cáucaso, rico em minérios e petróleo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Era a mais vasta operação de guerra até então ensejada pelos alemães, implicando numa força de 150 divisões mais tropas auxiliares de outras nacionalidades (romenos, húngaros, espanhóis, italianos, e pequenos grupamentos fascistas) perfazendo 3 milhões e duzentos mil soldados. Uma força dez vezes superior a de Napoleão quando este invadira a Rússia cento e trinta anos antes, e o maior exército invasor de todos os tempos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O ímpeto do ataque alemão desbaratou as forças fronteiriças e destruiu, quase toda a força aérea soviética, que foi abatida no solo. A penetração alemã teve poucos obstáculos. Suas divisões blindadas avançavam celeremente, envolvendo os exércitos russos em enormes bolsões. Nos primeiros meses do conflito, mais de 650 mil prisioneiros foram feitos. O otimismo e a certeza de uma vitória fácil inundou o Alto-Comando alemão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Pelos seus cálculos, pouco restava do poderio militar soviético, visto que em apenas cinco meses amplas regiões da Rússia caíram sob seu controle. Leningrado estava cercada, a estrada para Moscou desguarnecida, a Ucrânia desamparada. Mas lentamente a determinação e resistência dos soviéticos se fez sentir - uma guerra de vida e morte se perfilava no horizonte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;strong&gt;A locução de Stalin, feita em 4 de julho de 1941, dez dias depois da invasão alemã:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;em&gt;"Camaradas, cidadãos, irmãos e irmãs, combatentes do nosso Exército e da nossa Marinha! É a vos que me dirijo, meus amigos! Grave ameaça paira sobre o nosso país (...) Esta guerra nos foi imposta, achando-se o nosso país empenhado agora numa luta de vida ou morte contra o mais pérfido e maligno dos seus inimigos, o Fascismo Alemão. Nossas tropas se batem heroicamente em situação desvantajosa, contra um adversário fortemente armado de tanques e aviões... O grosso das tropas soviéticas, equipado com milhares de tanques e aviões, somente agora começa a participar dos combates... Unido ao Exército Vermelho, todo o nosso povo se levanta para defender a Pátria. O inimigo é cruel e impiedoso. Quer nossa terra, o nosso trigo e o nosso petróleo. Visa à restauração do Czarismo e à destruição da cultura nacional dos povos da União Soviética... quer nos fazer escravos de príncipes e barões germânicos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;em&gt;Nas nossas fileiras não haverá lugar para os fracos e os covardes, para os desertores e causadores de pânico. Nosso povo será destemido na luta e combaterá com abnegação na guerra patriótica de libertação contra os escravizadores fascistas. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;em&gt;(...) Sempre que unidades do Exército Vermelho sejam obrigadas a recuar, todo o material rodante ferroviário há de ser também retirado. Ao inimigo não se deixará uma única máquina, um simples tanque, uma libra de pão ou uma latinha de óleo. Os kolkhozniki sairão com todos os seus animais, entregarão ao Estado suas reservas de cereais para o envio a retaguarda... Tudo o que não puder ser carregado será destruído, seja cereal ou ferro, combustível ou metais não ferrosos ou qualquer propriedade de valor. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;em&gt;(...) Camaradas, nossas forças são incomensuravelmente grandes. O inimigo insolente logo o perceberá. Unidos ao Exército Vermelho, milhares de trabalhadores, de kolkhozniki e de intelectuais irão à guerra. Surgirão muitos milhões mais. Os trabalhadores de Moscou e de Leningrado já começam a organizar um opolcheniye (corpo auxiliar de voluntários ) de milhares de militantes para auxiliar o Exército Vermelho... O imenso poder popular será empregado para esmagar o inimigo. Avante! À vitória!"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;II Guerra Mundial - A resistência russa&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;O famoso teórico da guerra Clausewitz, já alertava sobre as dificuldades de se conquistar a Rússia. Sua vastidão, as poucas estradas e a determinação de lutar de seu povo, forçavam ao invasor a um assombroso desgaste. Num capítulo especial sobre os efeitos das marchas prolongadas, mostra como essas diminuem o potencial combativo de um exército. Ao penetrarem cada vez mais no solo russo, as forças alemãs começaram a sentir os efeitos destes fatores. &lt;p&gt;Agora não se tratava de conquistar pequenos países da Europa Ocidental e sim uma região que só em sua área européia, tinha mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, duas vezes e meia superior a da Europa Ocidental. As linhas invasoras, ao se estenderem por mais de mil quilômetros, dificultavam o abastecimento e municiamento, assim como as tornavam vulneráveis ao ataque de guerrilheiros na retaguarda. Sendo o exército alemão essencialmente motorizado, havia necessidade constante de combustível e reposição de peças para torná-lo eficiente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A resistência soviética aumentava de intensidade conforme os alemães se aproximavam de Moscou. O inverno de 1941 foi assaz precoce. O General Guderiam notou as primeiras nevascas na primeira quinzena de outubro. As estradas ficaram enlameadas diminuindo cada vez mais a capacidade de manobra das divisões panzer. Mesmo assim os alemães atingiram a periferia da capital soviética em novembro de 1941. A temperatura baixou terrivelmente, entre 20 e 25 graus abaixo de zero. Como esperavam o término da guerra para antes do inverno, foram surpreendidos sem vestuário apropriado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hitler ordenou que os exércitos aguardassem a passagem do inverno em suas posições de assalto. A capital seria conquistada na primavera de 1942. É neste momento que, com auxílio de tropas siberianas, o Marechal Zukov inicia o contra-ataque na região de Moscou, surpreendendo os alemães, afastando-os em definitivo. O pânico das tropas contaminou todo alto-comando, fazendo com que Hitler afastasse uma série de generais e assumisse o controle direto da guerra. A ordem era resistir em suas posições. Percebeu que uma retirada em pleno inverno, como muitos generais desejavam, poderia se transformar numa catástrofe de enormes proporções, desmoralizando definitivamente suas tropas. Segundo alguns, esta foi uma das poucas ordens sensatas de Hitler.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Na primavera verão de 1942, os alemães retomaram a ofensiva nas regiões do Sul da Rússia. Toda a área do Mar Negro foi conquistada, incluindo o Cáucaso. Foi o "verão negro" da história do Exército Soviético. No entanto, era visível que os russos preparavam-se cada vez melhor para enfrentar os cercos dos blindados alemães. Tropas aguerridas estavam se forjando no transcorrer das batalhas. Apesar das enormes perdas, os soviéticos passaram a ser abastecidos com um equipamento mais farto e de melhor qualidade, destacando-se o tanque T-34 e os morteiros-foguetes katyushas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Até os finais de 1941 caíram sobre o controle alemão 40% da população soviética, 41% de suas estradas de ferro, 38% do gado, 58% das siderurgias de aço, 60% do alumínio, 84% do açúcar, 38% dos campos cerealísticos, 63% do carbono e 60% do ferro. Apesar dessas conquistas nunca as baixas alemãs tinham sido posto fora de combate; 202.251 mortos, 725.642 feridos e 46.511 desaparecidos, perfazendo até fevereiro de 1942, 31% do total da força invasora. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;O esforço de guerra soviético&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;Nos últimos anos da década de trinta, conforme a negra nuvem da guerra se alastrava pela Europa, os soviéticos passaram a construir suas fábricas de forma a serem facilmente desmontáveis e conduzidas às regiões fora do alcance da aviação invasora. Quando os alemães atravessaram a fronteira da URSS em junho de 1941, deu-se início a remoção. Nos Urais foram instaladas 455 indústrias, 210 na Sibéria e 250 na Ásia Central, num total de 1.360.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Isso no entanto não evitou que mais de 1.700 cidades fossem destruídas como também 70 mil aldeias, desabrigando mais de 25 milhões de habitantes. 31.850 fábricas foram destruídas, 65 mil quilômetros de estradas de ferro totalmente inutilizadas, perecendo ainda 71 milhões de cabeças de gado variado. A mobilização da população propiciou às forças armadas de 11.556.000 soldados, dos quais 6.352.000 entraram em combate. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Catastróficas foram as perdas civis e militares. Apesar dos dados serem aproximativos Ellenstein os calcula ao redor dos 25 milhões de mortos (provocados pelo combate direto contra o inimigo, assim como pela fome, frio e epidemias). Das despesas totais para o esforço de guerra, calcula-se que a partir de 1942 60% da receita estatal foi destinada aos produtos bélicos. A produção de aviões atingiu a 3 mil unidades por mês a partir de 1943 e a de blindados - 2 mil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Stalin, no final do conflito, afirmou que seu país havia construído 100 mil blindados e 120 mil aviões. Considerável igualmente foi a ajuda prestada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha: segundo o Gen. Deane, os aliados ocidentais enviaram para a URSS: &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;table width="442" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt;&lt;li&gt;mil caminhões, 13 mil veículos de guerra, 2 mil veículos para canhões e 35 mil motocicletas;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;milhões e 670 mil toneladas de produtos de petróleo;  &lt;/li&gt;&lt;li&gt;milhões e 478 mil toneladas de víveres e equipamento ferroviário. &lt;p&gt;O auge do abastecimento, que se fez em sua maior parte pelo porto popular de Murmansk, ocorreu entre os anos de 1943 e 1944, contribuindo enormemente para a contra-ofensiva geral que levou os alemães à derrota. &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;A política de ocupação alemã  &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Como conseqüência lógica da política racista, os nazistas trataram com métodos bárbaros e cruéis as populações do Leste Europeu. Suas vítimas principais foram os poloneses e russos vistos como untermenschen (seres inferiores) pelos germanos conquistadores. De acordo com os princípios ideológicos de Mein Kampf diz-nos M. Crouzer - tratava-se de criar para algumas nações que disto fossem dignas, zonas vitais formadas dum certo número de "grandes espaços" (grossraum), política e economicamente autônomos, ligados por acordos bilaterais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; O centro seria formado pela Alemanha que seria a única a ser provida de parques industriais. Na periferia, estariam as nações camponesas - o Baurwall, ou "muro de camponeses", colonizada por alemães (Führungsvolk) tendo como servos os eslavos. Reduzir as populações do Leste ao estado absoluto de vasalagem foi pois a política dos conquistadores. Foram constituídos tropas especiais de extermínio e eliminação de marxistas, franco-maçons, democratas-burgueses, sindicalistas, comissários políticos e principalmente judeus.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; As regiões do Leste foram administradas pelos comissários do Reich (Reich-komissaer) com autoridade de vida e morte sobre as populações subjugadas. Seus objetivos, segundo Erich Koch eram claros: "Eu não vim aqui para espalhar a felicidade, vim para ajudar o Führer... Não estamos aqui para trazer manhã, mas para criar as bases de vitória. Somos uma raça de senhores que deve se lembrar sempre que o mais humilde trabalhador alemão tem social e biologicamente mil vezes mais valor que a população daqui". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, as escolas e universidades foram suprimidas, permitindo-se apenas o nível mínimo de escolarização. Professores e intelectuais foram fuzilados em massa. Este imenso império de terror era controlado pelo Reichsführer SS - Himmler que supervisionava pessoalmente a ação dos Einsatzuommandos, especializados no genocídio. Para tanto, foram construídos campos de concentração que passaram a eliminar pelo gás milhões de vítimas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Em Auschwitz, tornou-se possível gasear um lote de 2 mil pessoas em meia-hora e repetir a operação 4 vezes por dia. As mais bárbaras e atrozes experiências foram feitas com os prisioneiros em melhores condições, tornando-se tristemente célebre o Dr. Mengele. A rede de campos era composta por 15 de grande porte (Dachau, Neungamme, Mathausen, Ravesbruck, Chelmo, Treblinka, Sobibor, Maidaneck, Belzec, Belsen, Auschwitz, Theresinstadt) e 900 menores, estando em sua maior parte situados em terras polonesas. Acredita-se que pereceram nos campos de extermínio, mais de 10 milhões de pessoas das quais 60% eram de origem judaica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Conforme as necessidades da guerra aumentavam, as SS foram encarregadas juntamente com a Gestapo, de obterem mão-de-obra para a indústria alemã. Inicialmente solicitou-se o trabalho voluntário, mas a partir de 1942 instituiu-se o trabalho forçado adotando-se o seqüestro como uma maneira usual. Mais de 3 milhões de operários de ambos os sexos foram trabalhar no Reich, conduzidos como gado em enormes comboios ferroviários.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pode-se dizer que Hitler, ressuscitou a velha política colonialista praticada pelos europeus na Ásia e na África, querendo transformar os eslavos "nos seus negros", "nos seus amarelos". É compreensível pois entender a tenacidade com que os russo lutaram. &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;II Guerra Mundial - A batalha de Stalingrado&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;"Stalingrado foi o ápice da campanha russa. É verdade que a frente recuou aos pulos e sobre grandes distâncias, mas de maneira irreversível."&lt;/em&gt; - Lidde Hart&lt;/div&gt;&lt;p&gt; Stalingrado, cidade situada na margem direita do rio Volga, era um importante entroncamento fluvial e ferroviário que ligava as regiões minerais e petrolíferas do Cáucaso à área de Moscou. Hitler decidiu lançar o peso de sua ofensiva sobre esta cidade não só por motivos estratégicos, mas também políticos. Acreditava que provocaria um profundo abalo moral nas forças inimigas caso conquistasse rapidamente a cidade. As divisões alemãs que atuavam na Rússia foram ampliadas de 184 em junho de 1942 para 193 em agosto/setembro do mesmo ano. Assim reforçados, deram início a ofensiva sobre essa cidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A 17 de julho, o VI Exército sob o comando do Gen. Von Paulus teve ordem de dar início à mobilização que visava a ocupação de Stalingrado. Em setembro a luta se estende para o seu interior e sua queda é eminente. Hitler, eufórico, chega a anunciar a rendição para qualquer momento. No entanto, o avanço alemão por entre as ruínas da cidade é cada vez mais moroso. O 62º Exército comandado por Chuikov resiste a sombra de cada casa, de cada rua, de cada porão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A terrível oposição das tropas russas não evita que os alemães se apropriem de quase 70% da cidade. Chuikov faz referências a extrema dificuldade em se defender um fronte que tinha de extensão mais de 40 km e uma profundidade de apenas 3 km. Na outra margem do rio, os russos colocam sua artilharia que através de sucessivas barragens, evitam que o restante da cidade caia em poder dos alemães. As perdas de ambos os lados são imensas. O inverno se aproximava e a vitória alemã não se concretiza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Em 19 de novembro de 1942, após silencioso preparativo, os soviéticos, sob o comando do Gen. Zukov realizam a contra-ofensiva. Três grandes corpos de exércitos (de Vatutin, de Rokossovsky e de Yeremenko) avançam pelo frágeis flancos do VI Exército, terminando por cercá-lo completamente a 23 de novembro de 1942. Vinte e duas divisões de elite e mais dois exércitos romenos encontram-se aprisionados no chamado "caldeirão" de Stalingrado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Gen. Von Paulus solicita ordens para executar uma retirada em quanto fosse tempo. Hitler, teimosamente ordena que os alemães devam permanecer nas posições conquistadas, enviando um corpo blindado (Hooth-Mainstein) para tentar romper o bloqueio. Os russos com relativa facilidade e auxílio das baixas temperaturas conseguem afastá-lo das cercanias da cidade. Em dezembro de 1942 os soviéticos apelam para a rendição do VI Exército, dada a inutilidade de qualquer resistência. O natal de 1942 é lúgubre em toda a Alemanha. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;em&gt;führer&lt;/em&gt;, tenta criar uma situação emocional favorável ao espírito de resistência até o último homem. Promove Von Paulus a Marechal, esperando lhe dar ânimo. Dos 330 mil soldados existentes dentro do "caldeirão" a metade já havia perecido nos combates, pela fome e pelo frio. As promessas de Güring, de abastecer os sitiados via aérea não se concretizaram. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os dias 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 1943, as tropas soviéticas executam a operação final, que culmina na rendição incondicional de quase cem mil homens. Foi a maior derrota militar do Exército alemão em todos os tempos, marcando o fim da supremacia estratégica e tática da Alemanha, que definitivamente perdeu a iniciativa da guerra. Dali em diante, os soviéticos passariam a determinar os rumos do conflito. A Batalha de Stalingrado marca a reviravolta dos destinos da guerra e o princípio do fim da Alemanha Nazista. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;1941: a guerra se torna mundial e o O Japão desafia os EUA&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;Até dezembro de 1941, podemos dizer que a Guerra era um conflito entre nações européias. Mas a partir de então vai se generalizar pelas extensas regiões da Ásia. O Japão, aliado da Alemanha desde 1937, já estava envolvido com a China. Divididos entre as forças do Koumitang liderados por Chiang Kai-shek e do Partido Comunista de Mao Tse-Tung, os chineses tinham dificuldades em formar uma aliança para combater o invasor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Isso permitiu aos japoneses ocupar quase que um sexto do seu território, incluindo as populosas cidades do nordeste do país, como Pequim. Quando a França foi invadida pelos alemães em junho de 1940, aproveitaram-se da debilidade do velho Império Colonial para apropriar-se de suas colônias. A Indochina francesa é ocupada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; A expansão japonesa é vista com temeridade pelos Estados Unidos. Roosevelt trata de bloquear de todas as maneiras o seu crescimento militar e econômico. Seu primeiro passo foi anular os acordos comerciais que mantinha com o império do Sol Nascente. Inicia o embargo de petróleo e de matérias-primas minerais fundamentais para a indústria de guerra japonesa, além de lhes congelar os créditos que o Japão possuía nos Estados Unidos. No campo diplomático iniciam-se conversões para obter a evacuação dos nipônicos da China e Indochina - que fracassam. O estado de guerra torna-se latente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Internamente, a opinião pública era favorável a manutenção do isolacionismo. Os Estados Unidos não deviam entrar na guerra. Poderosos movimentos de direita se organizaram a favor da política do não-envolvimento. Pode-se dizer que somente Roosevelt e seus acessores sabiam que a participação americana no conflito era inevitável. A coesão nacional em torno do seu governo surgiu, quando os japoneses realizaram o surpreendente ataque à base naval de Pearl Harbour no Hawai, sede da frota americana no Pacífico. O dia 7 de dezembro coloca os Estados Unidos diretamente na Guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;strong&gt;Dois dias depois o Presidente Roosevelt leu sua mensagem de guerra à nação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;"O verdadeiro objetivo que buscamos situa-se muito acima e além do feio campo de batalha. Quando recorremos à força, como o fazemos agora, estamos resolvidos a que essa força seja dirigida para o bem último assim como contra o mal imediato. Nós, americanos não somos destruidores - somos construtores.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;em&gt;Estamos agora no meio de uma guerra, não de conquistas, não de vingança, mas por um mundo no qual esta nação, e tudo quanto esta nação representa, seja preservado para os nossos filhos. Esperamos eliminar o perigo do Japão, mas isto de pouco nos servirá se, conseguindo-o, verificarmos que o resto do mundo está dominado por Hitler e Mussolini. Vamos vencer a guerra e vamos conquistar a paz que se seguirá. E nas horas escuras deste dia - e através dos negros dias que talvez ainda venham - saberemos que a vasta maioria dos membros da raça humana está do nosso lado. Muitos deles estão lutando conosco. Todos eles estão orando por nós. Pois, representando nossa causa, representamos também a deles - nossa esperança e sua esperança pela liberdade sob Deus."&lt;/em&gt;   &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;A expansão japonesa: Ásia e Oceania - 1941 - 1942  &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;O ataque a Pearl Harbour não foi uma operação isolada do Alto Comando estratégico japonês, e sim parte de uma operação mais vasta, que compreendia ataques simultâneos às colônias inglesas, holandesas e americanas. Os objetivos desta ofensiva relâmpago eram sedimentar posições defensivas para, posteriormente, travar uma guerra de desgaste com os Estados Unidos e Grã-Bretanha. Os japoneses sabiam perfeitamente do extraordinário potencial militar que os Estados Unidos poderiam mobilizar. Destruindo sua esquadra no Pacífico - num ataque de surpresa - esperavam ganhar tempo para fixar-se numa área cujo raio fosse o maior possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Em janeiro de 1942, lançam a operação de conquista das Filipinas (E.U.A), e das Índias Holandesas (Indonésia caem sob seu controle em março de 1942). Outra força-tarefa japonesa ocupa Singapura na Malásia em fevereiro do mesmo ano. A cidade de Hong-Kong é ocupada em dezembro, enquanto a Birmânia rende-se em abril. A ofensiva japonesa lhes propicia o controle sobre 95% dos seringais produtores de látex, 90% do quinino. 70% da produção de arroz e estanho, assim como o petróleo, bauxita e cromo, todos fundamentais para sustentar a máquina de guerra. Isso dava ao Japão uma surpreendente capacidade de resistência quando os Estados Unidos iniciam sua contra-ofensiva no segundo semestre de 1942.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table valign="TOP" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="3" align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Regiões conquistadas pelo Japão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Países&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Área em Km²&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;População&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(em milhões)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Birmânia&lt;br /&gt;China&lt;br /&gt;Coréia&lt;br /&gt;Filipinas&lt;br /&gt;Indonésia&lt;br /&gt;Malásia&lt;br /&gt;Indochina&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;677.950&lt;br /&gt;1.500.000&lt;br /&gt;220.735&lt;br /&gt;297.370&lt;br /&gt;1.094.345&lt;br /&gt;330.400&lt;br /&gt;510.800&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;31&lt;br /&gt;237&lt;br /&gt;52&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;140&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;60&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Total&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;5.441.600&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;450&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO4--&gt;&lt;!--M_SUBTITULO4--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="left" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="LEFT"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA4--&gt;&lt;!--M_LEGENDA4--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO4--&gt;&lt;!--M_TEXTO4--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt; &lt;!--M_LINK_VOLTA--&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm"&gt;&lt;!--M_LINK_VOLTA--&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - A contra-ofensiva anglo-americana: A Invasão da Normandia&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;Desde 1942, os soviéticos insistiam na necessidade dos aliados abrirem um "Segundo Fronte" na Europa Ocidental, pois os Exércitos russos estavam sangrando ao terem de enfrentar 266 divisões invasoras (das quais, 193 alemãs). Americanos e ingleses alegavam que para tal, necessitavam de um longo período de preparação e adestramento das tropas, visto que teriam de ultrapassar a "Fortaleza do Atlântico". &lt;p&gt;Essa era um conjunto de fortificações construídas pelos alemães no litoral da Bélgica e da França que visava tranqüilizar as tropas nazista que combatiam na Rússia. Os alemães cometeram os mesmos equívocos dos franceses ao construírem a Linha Maginot, por um sistema defensivo estático pouco poder fazer numa guerra caracterizada pela intensa mobilidade das forças e pelo potencial dos bombardeiros aéreos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente, na metade do ano de 1944, os aliados ocidentais deram início à Operação Overlord. Uma frota de mais de três mil barcos transportando 350 mil homens partiu, partiu das costas do sul da Inglaterra em direção à Normandia. Os alemães esperavam que a invasão fosse realizada no passo de Calais e foram surpreendidos. Depois das dificuldades iniciais (principalmente na praia de Utah) as forças anglo-americanas conseguiram formar uma sólida cabeça-de-ponte no litoral francês.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Os portos da região foram dominados e, graças à absoluta superioridade aérea e naval, os alemães tiveram que recuar. A partir de então a dominação alemã sobre a França estava selada. Mais de um milhão de homens e equipamentos de alta qualidade foram desembarcados, dando início à ofensiva sobre Paris. Sentindo a inutilidade da continuação do conflito, um grupo de altos oficiais alemães tenta assassinar Hitler em 20 de julho. Apesar de sair ferido Hitler consegue sufocar a rebelião ordenando o julgamento sumário dos principais envolvidos (Stauffenberg e outros, são enforcados).&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Em setembro de 1944, Paris é ocupada pelo conjunto das forças aliadas (americanos, ingleses e franceses livres) e o General De Gaule faz sua entrada triunfal na cidade. Até o fim do mesmo ano a França encontra-se liberada. Ainda assim os alemães tentam uma operação contra-ofensiva na região de Ardenas aproveitando o mau tempo e, conseqüentemente, a neutralização da superioridade aérea dos aliados. Apesar da surpresa, as forças americanas e inglesas rapidamente se recompõe e liquidam com as divisões panzers (18 a 24 de dezembro de 1944).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A invasão da Alemanha terá início nos finais do inverno de 1944/45. As forças aliadas dividem-se em três grandes corpos. Os ingleses de Montgomery atravessam o Reno e dirigem-se para o Norte da Alemanha, isolando as tropas nazistas na Holanda. O Centro, sob o comando de Omar Bradley dirige-se para o coração industrial do IIIº Reich - a região do Ruhr, onde forçam a capitulação de 22 divisões alemãs em 14 de abril. O Sul, é responsabilidade do IIIº e IVº exército americano, sob o comando de Denvers, que se dirige para o Brener e fará ligação com os soviéticos no Elba. A guerra na Europa estava em seus estertores. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Cerco e capitulação do IIIº Reich 1943/45&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;Depois de Stalingrado (novembro/1942-fevereiro/1943) a sensação de vitória inundou o exército soviético. O duro ano de 1942, foi sucedido por brilhantes vitórias militares, onde os alemães foram gradualmente sendo desprovidos de suas melhores energias assim como obrigados a ceder amplas extensões de território ocupado. A contra-ofensiva russa se dá em toda a frente - das terras geladas do norte às férteis planícies da Ucrânia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dotados de melhor equipamento, as tropas soviéticas sentem-se mais seguras e autoconfiantes empurrando vigorosamente o inimigo para suas fronteiras. No Norte liberam a zona de Nevel; no setor central conquistam Smolesk e as operações do Sul terminam com a captura da bacia do Donez de onde avança em direção ao rio Dnieper, fazendo com que as forças alemãs que ocupavam a Criméia terminassem por ficar isoladas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No verão de 1943 (julho/agosto) travou-se a maior batalha de tanques de todos os tempos. Acredita-se de cerca de seis mil blindados e quatro mil aviões tomaram parte da batalha de Kursk. Devido à exigüidade do território disputado, o massacre tomou formas nunca dantes vistas. Os alemães acusaram baixas de 70 mil mortos e 2.900 tanques destruídos assim como 1392 aviões abatidos e a perda de mais de 5 mil veículos. Nunca mais a Wehrmacht conseguiu recuperar-se de tamanho abalo. &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;O capítulo de Leningrado  &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Das grandes tragédias que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial, a de Leningrado merece atenção especial. Se milhares de pessoas haviam sucumbido em Hiroshima e Nagasaki, em Hamburgo e Dresdem, ou pelos raides aéreos sobre Londres e Coventry, nenhuma catástrofe se compara com a que ocorreu com a população civil de Leningrado. Cercada desde o início da invasão alemã, foi submetida ao bombardeio e isolada do resto do país por 900 dias. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dos seus três milhões de habitantes existentes em 1941, um terço sucumbiu pelas bombas e, principalmente pela fome. Como disse H. Salisbury: "Este era o maior e mais prolongado cerco jamais suportado por uma cidade moderna..." Logo nos primeiros dias a aviação alemã conseguiu destruir suas reservas de alimento; um terrível racionamento foi imposto. Pessoas debilitadas pela falta de proteínas simplesmente morriam no trajeto para o trabalho, nos bancos das praças, nos escritórios ou em suas habitações. Foi preciso esperar mais de seis meses para poder evacuar parte da população aproveitando o congelamento do Lago Ladoga, única via de ligação existente com a parte russa não ocupada pelos invasores, chamada "Estrada do Gelo".&lt;/p&gt; Por ela, as autoridades soviéticas conseguiram evacuar 512 mil pessoas no inverno de 1941/42 assim como atenuar a carência de alimentos, combustível e munição. A população restante resistiu até a liberação final da cidade, mas as perdas humanas foram assombrosas. No julgamento de Nurenberg falou-se de 632 mil vítimas, enquanto outras fontes indicam 900 mil mortos. Seja qual for a correta, o fato é que Leningrado possui o maior cemitério de vítimas civis da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;II Guerra Mundial - A ofensiva final sobre Berlim&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;strong&gt;II Guerra Mundial &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra.htm" class="lista"&gt; » Introdução &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra1.htm" class="lista"&gt; » Causas econômicas  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra2.htm" class="lista"&gt; » Acordo de Munique  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra3.htm" class="lista"&gt; »  A queda da França    &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra4.htm" class="lista"&gt; » O isolamento da Inglaterra   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm" class="lista"&gt; » A resistência russa   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra6.htm" class="lista"&gt; » A batalha de Stalingrado  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra7.htm" class="lista"&gt; » A derrota do eixo   &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm" class="lista"&gt; » A Invasão da Normandia  &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra9.htm" class="lista"&gt; » A ofensiva final sobre Berlim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;O ano de 1944 continuou auspicioso para os soviéticos. Sua ofensiva de verão liquidou com 25 divisões alemãs na região de Minsk. Em agosto aproximam-se de Varsóvia. Neste momento ocorreu mais um dos terríveis martírios do povo polonês. Acreditamos que a proximidade das tropas soviéticas os socorresse, os partisans poloneses tentaram um levante na Capital que redundou num fracasso.&lt;p&gt; As represálias nazistas foram violentas, mais de 300 mil pereceram. Em outubro de 1944, as tropas soviéticas invadem pela primeira vez o solo alemão - a Prússia Oriental é conquistada. Durante o inverno de 1944/45 os russos preparam sua ofensiva sobre a capital do Reich. 2 milhões e meio de soldados, 6.250 blindados e 7.500 aviões são concentrados para o assalto final. Em 16 de abril o exército Vermelho, sob o comando do Gen. Zucov, (tendo em seu apoio o Gen. Konev) dá a salva inicial que culminará com a rendição de Berlim. Hitler, havia ordenado a mobilização geral da população, convocando todos os homens aptos entre os 16 e 60 anos, organizados em milícias populares (Deutscher Volksturn). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A indústria alemã, apesar dos constantes bombardeios aliados, continuava produzindo em larga escala; o que lhe faltou foi combustível e homens qualificados para utilizar o material bélico. Todos concordam que a resistência alemã foi muito mais significativa contra os russos do que contra os aliados ocidentais. As rivalidades ideológicas e o terrível massacre dos civis no Fronte Oriental, fizeram com que temessem represálias por parte dos soviéticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Nos fins de abril, mesmo com os inauditos esforços do Gen. Henrici, os russos penetram na periferia de Berlim. Hitler escreve seu testamento político, ao mesmo tempo que nomeia o Almirante Doenitz Presidente do Reich e indica Goebbels como seu Chanceler. No dia 30 de abril comete suicídio, acompanhado por sua mulher Eva Braun e por Goebbels e família. A primeira capitulação se dá em 7 de maio em Reims, no Quartel General de Eisenhower pelo Gen. Jodl. No dia seguinte, o Mal. Zucov aceita a rendição alemã feita pelo Marechal-de-Campo Keitel. A guerra na Europa tinha finalmente chegado a seu fim após mil e setecentos dias de matanças inauditas na história da humanidade. &lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Notas 1943/45&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;table width="442" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt;&lt;li&gt;A Blitzkrieg funda-se na necessidade de uma ofensiva rápida que surpreenderá no próprio local o adversário com forças superiores, em seu ponto mais fraco, impedindo-o em seguida, de estabilizar sua frente. É pela surpresa que é preciso atacá-lo, rápida e fortemente a fim de aniquilá-lo. Convém, então aproveitar ao máximo os transportes motorizados que, cinco vezes mais rápidos que os antigos, permitem uma grande flexibilidade de manobra e a pronta concentração de forças sobre o centro de gravidade, isto é, dispor de uma superioridade esmagadora sobre uma frente estreita, no ponto decisivo, aí efetuar uma penetração, ampliá-la e investir para o interior, antes que o adversário tenha tempo de reagir. Seu principal teórico foi Heinz Guderiam que a expôs num artigo em 1929 cujo título era Achtung Panzer! (Vide M. Crouzet - &lt;u&gt;a Época Contemporânea in História Geral das Civilizações&lt;/u&gt;, vol. Nº 16, pág. 25).&lt;p&gt;   &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A política dos campos de concentração e da prática do genocídio foi inspirada nas leituras feitas por Hitler sobre a política colonial inglesa e nos sistemas de "reservas" adotado pelos americanos para guardar e exterminar pela fome e pelo combate desigual as índios que não se submetiam ao cativeiro. (Vide John Toland - A. Hitler, vol. II, pág. 852).&lt;p&gt;   &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sobre a resistência soviética: "... a nossa política obrigou os bolchevistas e os nacionalistas russos a se unirem, numa frente comum contra nós. Os russos estão, hoje em dia, se batendo com uma coragem e um sacrifício pessoal extraordinários por um objetivo que não é nem mais nem menos do que o reconhecimento da dignidade humana". (Memorando de O. Bräutigan a Hitler). &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A teoria do "espaço vital" já havia sido esboçada no século XIX, quem a popularizou foi Arthur Moeller van der Bruck: considerado como o profeta do IIIº Reich, que deveu sua fama justamente à obra DAS DRITTE REICH, aparecida em 1923. Voltando a tomar temas comuns da polêmica nacionalista (a condenação de um povo de sessenta milhões de homens constrangido num espaço insuficiente) e a criticar os socialistas, associando-os ao judaísmo, propunha a formação de um terceiro partido entre o progresso e a reação, "o partido de todos os alemães que desejam defender a Alemanha por amor ao povo alemão". &lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;Dados  &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Comparação Entre a Primeira&lt;br /&gt;e a Segunda Guerra Mundial&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;table valign="TOP" width="300" align="center" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;1914/18&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;1939/45&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;Estados em guerra&lt;br /&gt;nº de mobilizados&lt;br /&gt;nº de mortos&lt;br /&gt;nº de mutilados&lt;br /&gt;gastos militares (diretos)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;33&lt;br /&gt;74 milhões&lt;br /&gt;10 milhões&lt;br /&gt;20 milhões&lt;br /&gt;208 bilhões&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;72&lt;br /&gt;110 milhões&lt;br /&gt;50 milhões&lt;br /&gt;28 milhões&lt;br /&gt;935 bilhões(*)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td colspan="3"&gt;&lt;span class="texto"&gt;(*) de dólares&lt;br /&gt;Fonte: Deborin, pág. 399&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;    &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Gastos de Guerra (*)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;E.U.A.&lt;br /&gt;Inglaterra&lt;br /&gt;Alemanha&lt;br /&gt;URSS&lt;br /&gt;Japão&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;21%&lt;br /&gt;20%&lt;br /&gt;18%&lt;br /&gt;13%&lt;br /&gt;4%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Geneva;font-size:78%;"&gt;(*) Existem várias estimativas sobre os gastos totais da guerra: DEBORIN indica 935 bilhões de dólares (indiretos); KINDER, H. &amp;amp; HILGEMANN indicam 1 trilhão e meio; a American University, 1 trilhão e 384 bilhões de dólares.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;p&gt;    &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Efeitos da Crise 1929/30 sobre&lt;br /&gt;a economia mundial&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;   &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;1929&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;1932&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;% negativo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;Ferro bruto&lt;br /&gt;Aço&lt;br /&gt;Petróleo&lt;br /&gt;Carvão&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;98.5&lt;br /&gt;120.4&lt;br /&gt;206.3&lt;br /&gt;1.325.6&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;39.7&lt;br /&gt;50.4&lt;br /&gt;180.3 (*)&lt;br /&gt;948.4&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;59,7&lt;br /&gt;58,2&lt;br /&gt;12,7&lt;br /&gt;28,5&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td colspan="4"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Geneva;font-size:78%;"&gt;(*) A queda da produção petrolífera foi menor do que outras fontes de energia devido ao fato de a economia nesta época não depender deste produto como a de hoje.&lt;br /&gt;Fonte: KINDER, H. &amp;amp; HILGEMANN - Atlas Mundial Histórico, vol. II, pág. 202.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Efeitos da recessão mundial&lt;br /&gt;sobre a economia alemã&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;1929&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;1930&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;1931&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;1932&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;1933&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;Falências&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(em milhões de marcos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;18.2&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;22.7&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;27.9&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;20.3&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;9.5&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;Desemprego&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(milhões de trabalhadores)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;2.850&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;3.218&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;4.887&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;6.042&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;6.014&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;  &lt;td colspan="6"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Geneva;font-size:78%;"&gt;Fonte: KINDER, H. &amp;amp; HILGEMANN - Atlas Mundial Histórico, vol. II, pág. 202.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Bombardeios Aéreos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Sobre a Inglaterra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td colspan="2" align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Sobre o IIIº Reich&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;1940&lt;br /&gt;1941&lt;br /&gt;1942&lt;br /&gt;1943&lt;br /&gt;1944&lt;br /&gt;1945&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;36.844&lt;br /&gt;21.858&lt;br /&gt;3.260&lt;br /&gt;2.298&lt;br /&gt;9.151(*)&lt;br /&gt;761&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;1940&lt;br /&gt;1941&lt;br /&gt;1942&lt;br /&gt;1943&lt;br /&gt;1944&lt;br /&gt;1945&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;10.000&lt;br /&gt;30.000&lt;br /&gt;40.000&lt;br /&gt;120.000&lt;br /&gt;650.000&lt;br /&gt;500.000&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Total&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;74.172&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Total&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;1.350.000&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;  &lt;td colspan="4" align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Geneva;font-size:78%;"&gt;(*) O aumento da tonelagem de bombas lançadas sobre a Inglaterra em 1944 deve-se ao desenvolvimento das bombas V-1 e V-2, autopropulsadas do litoral da França.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;    &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Baixas na Segunda Guerra Mundial&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:-1;"&gt;apenas na Europa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;   &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;País&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Militares&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Civis&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td align="CENTER"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;b&gt;Total&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;França&lt;br /&gt;Inglaterra&lt;br /&gt;E.U.A.&lt;br /&gt;URSS&lt;br /&gt;Polônia&lt;br /&gt;Iugoslávia&lt;br /&gt;Alemanha&lt;br /&gt;Itália&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;350&lt;br /&gt;326&lt;br /&gt;300&lt;br /&gt;6.500&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;3.500&lt;br /&gt;330&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;350&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;10.000&lt;br /&gt;5.000&lt;br /&gt;1.000&lt;br /&gt;700&lt;br /&gt;80&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;600&lt;br /&gt;388&lt;br /&gt;300&lt;br /&gt;16.500(*)&lt;br /&gt;5.000&lt;br /&gt;1.000&lt;br /&gt;4.200&lt;br /&gt;410&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;  &lt;td colspan="4"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Geneva;font-size:78%;"&gt;(*) As baixas da URSS apresentam variações: ELLENSTEIN apresenta 25 milhões e meio, WERTH, Alexandre calcula em 20 milhões; as autoridades soviéticas computam geralmente apenas as baixas militares entre 6 e 7 milhões de mortos.&lt;br /&gt;Fonte: PARKER, R. A. C. Europa no Século XX, pág. 404.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;   &lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;p class="titulo"&gt;&lt;b&gt;Vítimas do Genocídio&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;table valign="TOP" width="300" align="CENTER" border="1" cellpadding="3" cellspacing="3"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto"&gt;Morreram pelo gás, pela fome e pelos trabalhos forçados um número aproximado de dez a doze milhões de pessoas. Os grupos étnicos massacrados foram: os judeus (de 4,5 a 6 milhões), eslavos (de 2 a 3,5 milhões), ciganos (nº não avaliado) e outros.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;   &lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO4--&gt;&lt;!--M_SUBTITULO4--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="left" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="LEFT"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA4--&gt;&lt;!--M_LEGENDA4--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO4--&gt;&lt;!--M_TEXTO4--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div aling="CENTER"&gt; &lt;!--M_LINK_VOLTA--&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra8.htm"&gt;&lt;!--M_LINK_VOLTA--&gt; &lt;!--M_BOTAO_VOLTA--&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/segunda_guerra5.htm"&gt;&lt;!--M_BOTAO_VOLTA--&gt;&lt;/a&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Era Vargas</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/era-vargas.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:51:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7439500892289618043</guid><description>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A Era de Vargas  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O Governo Provisório (1930-1934)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A concentração de poderes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Getúlio Vargas assumiu o poder no dia 3 de novembro de 1930 como líder incontestável de uma revolução. Assumindo o governo com poderes extraordinários, Vargas reforçou lentamente o seu poder pessoal até que, em novembro de 1937, instituiu uma ditadura fascista no Brasil. Essa concentração de poderes nas mãos de Vargas representou a destruição do poder das oligarquias estaduais, fundamental no esquema político da República Velha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A progressiva concentração de poderes foi possível graças:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· à inexistência de grupos capazes de contestar e derrubar o novo governo e de assumir o controle político do país;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· aos choques de interesses entre grupos rivais - Getúlio aproveitou-se inteligentemente desses choques para reforçar o seu poder pessoal;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· e, principalmente, pelo apoio dado a Getúlio pela alta cúpula militar, representada inicialmente pelo general Goes Monteiro e, a partir de 1936, pelo mesmo general Goes Monteiro e pelo general Eurico Gaspar Dutra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Getúlio deixou claro, desde o início, o seu intuito de enfeixar em suas mãos tanto as decisões políticas quanto as econômico-financeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com o decreto de 11 de novembro, aprovado pelos seus ministros, Vargas passou a ter o direito de exercer os poderes Executivo e Legislativo, até que uma Assembléia Constituinte eleita estabelecesse a reorganização constitucional do país: Getúlio governou sem Constituição até 1934.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Determinou também a dissolução do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas estaduais e das Câmaras Municipais. Segundo Osvaldo Aranha, "tenente civil" e ministro da Justiça, "a Revolução não reconhece direitos adquiridos".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Foram demitidos todos os governadores estaduais, com exceção do recém-eleito governador de Minas Gerais, e substituídos por interventores federais, recrutados entre os tenentes, com poderes executivos e legislativos, porém subordinados ao poder central.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os estados "ficaram proibidos de contrair empréstimos externos sem a autorização do governo federal; gastar mais de 10% da despesa ordinária com serviços de polícia militar; dotar as polícias estaduais de artilharia e aviação ou armá-las em proporção superior ao Exército".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Essa extraordinária concentração de poderes, ausente durante a Republica das Oligarquias, produziu divergências na coalizão revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os líderes dos estados revolucionários, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, eram favoráveis à realização imediata de e eleições. Os tenentes, através do Clube Três de Outubro, exigiam que Vargas continuasse indefinidamente com todo poder, pois achavam que as mudanças estruturais de que o Brasil necessitava seriam prejudicadas por eleições que colocariam de volta no poder as velhas oligarquias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A composição do Governo Provisório&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Depois de criar um Tribunal Especial - cuja ação foi nula - com o objetivo de julgar "os crimes do governo deposto", o novo governo organizou um ministério que, pela composição, nos mostra o quanto Getúlio estava compromissado com os grupos que lhe apoiaram na Revolução:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· general Leite de Castro - ministro do Exército;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· almirante Isaías Noronha - ministro da Marinha;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Afrânio de Melo Franco (mineiro) - ministro do Exterior;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Osvaldo Aranha (gaúcho) - ministro da Justiça;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· José Américo de Almeida (paraibano) - ministro da Viação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· José Maria Whitaker (paulista) - ministro da Fazenda;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Assis Brasil (gaúcho) - ministro da Agricultura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dentro ainda da idéia de compromisso, foram criados dois novos ministérios:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Educação e Saúde Pública - o mineiro Francisco Campos;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Trabalho, Indústria e Comércio - o gaúcho Lindolfo Collor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Para Juarez Távora, pela sua admirável participação revolucionária e pelo seu prestígio como homem de ação, foi criada a Delegacia Regional do Norte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Pela chefia política dos estados brasileiros do Espírito Santo ao Amazonas, Juarez Távora foi chamado de O Vice-Rei do Norte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A política cafeeira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O capitalismo passava por uma de suas violentas crises de superprodução. Essas crises cíclicas do capitalismo eram o resultado da ausência de uma planificação, o que produzia a anarquia da produção social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;As nações industriais com problemas de superprodução acirravam o imperialismo, superexplorando as nações agrárias, restringindo os créditos e adotando uma política protecionista, sobretaxando as importações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Neste contexto o café conheceu uma nova e violenta crise de superprodução, de mercados e de preços, que caíram de 4 para 1 libra nos primeiros anos da década de 30.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Como o café era a base da economia nacional, a crise poderia provocar sérios problemas para outros setores econômicos, tais como a indústria e o comércio, o que seria desastroso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Era preciso salvar o Brasil dos efeitos da crise mundial de 1929. Era necessário evitar o colapso econômico do País·&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Para evitá-lo, o governo instituiu uma nova política cafeeira, visando o equilíbrio entre a oferta e a procura, a elevação dos preços e a contenção dos excessos de produção, pois a produção cafeeira do Brasil era superior à mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Para aplicar esta política, Vargas criou, em 1931, o CNC (Conselho Nacional do Café), que foi substituído em 1933 pelo DNC (Departamento Nacional do Café).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dentro desta nova política tornou-se fundamental destruir os milhares de sacas de café que estavam estocadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O então ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, através de emissões e impostos sobre a exportação, iniciou a destruição do excedente do café através do fogo e da água,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;De 1931 a 1944, foram queimadas ou jogadas ao mar, aproximadamente, 80 milhões de sacas. Proibiram-se novas plantações por um prazo de três anos e reduziram-se as despesas de produção através da redução dos salários e dos débitos dos fazendeiros em 50%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Por ter perdido o poder político e pelo fato de ter de se submeter às decisões econômicas do governo federal, as oligarquias cafeeiras se opuseram à política agrária de Vargas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Liberalismo e centralismo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Saber quem perdeu a Revolução de 1930 é fácil, o difícil é saber quem ganhou, devido à extrema heterogeneidade da frente revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;De um lado estavam os tenentes que ocupavam um destacado papel no governo, eram favoráveis a mudanças e, por isso, achavam desnecessárias as eleições, que para eles só trariam de volta as oligarquias tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Do outro lado, os constitucionais liberais defendiam as eleições urgentes. Vargas manobrava inteligentemente os dois grupos. Ora fazendo concessões aos tenentes, permitindo-lhes uma influência político , como João Alberto, nomeado interventor em São Paulo, ora acenando com eleições, como a publicação do Código Eleitoral de fevereiro de 1932 e o decreto de 15 de março, que marcava para 3 de maio de 1933 as eleições pata uma Assembléia Constituinte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Revolução Constitucionalista de 1932 (São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Foi de São Paulo que partiram as primeiras manifestações em prol da reconstitucionalização do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O manifesto do Partido Democrático (24-3-1931) partido que nascera em São Paulo em 1926 e era representado por industriais e elementos da classe média - repercutiu em vários estados, incentivando vários grupos constitucionalistas. Os paulistas exigiram, além de uma nova Constituição, um interventor que fosse paulista e civil, pois Getúlio havia colocado, como interventor de São Paulo, o tenente pernambucano João Alberto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Além disso, a aristocracia paulista pretendia retomar o poder político, de onde fora desalojado pela Revolução de 1930.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"A chamada Revolução Constitucionalista de São Paulo, que encheu o ano de 1932, não foi um mero fruto de circunstancias. Nem foi a explosão de um irresistível sentimento de revanche. Foi, antes, um ato deliberado, longa e friamente calculado e pensado pelos responsáveis e dirigente máximos do PRP, objetivando a retomada do poder do qual haviam sido desalojados tão violentamente".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;As manifestações antigetulistas levaram o PRP a aliar-se ao Partido Democrático, seu antigo inimigo, formando-se a'Frente única Paulista (FUP) contra o Governo provisório,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A nomeação de Pedro de Toledo, paulista e civil, para interventor de São Paulo não impediu a eclosão do movimento revolucionário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 23 de maio de 1932, a reação contra um grupo de estudantes, que já havia investido contra alguns jornais favoráveis a Getúlio, resultou na morte de quatro manifestantes, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujas Iniciais formaram a sigla revolucionária paulista: MMDC.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A revolução armada explodiu a 9 de julho de 1932, sob a liderança militar dos generais Isidoro Dias Lopes (SP) e Bertolo Klinger (MT) e a liderança civil de Francisco Morato e Pedro de Toledo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;São Paulo contava inicialmente com o apoio dos rebeldes mineiros liderados por Artur Bernardes e dos rebeldes gaúchos liderados por Borges de Medeiros: ambos foram presos pelas forças legais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;São Paulo, que pensava, segundo a propaganda, que o movimento não passaria de "uma simples parada militar, mera marcha triunfal até o Rio" viu-se envolvido num grande conflito armado. Perdendo seus aliados, não possuindo condições bélico-militares, acusado de fazer; um movimento separatista, São Paulo se rendeu as forças federais. A revolução durou apenas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Entretanto, se a Revolução Paulista de 1932 foi um fracasso do ponto de vista militar, foi um sucesso do ponto de vista político, pois em 1933 Getúlio Vargas promoveu eleições para a Assembléia Constituinte, que se instalou a 10 de novembro, sendo responsável pela elaboração de uma nova Constituição, promulgada em 1934.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Além disso, este movimento revelou a existência de duas concepções de Estado: de um lado, o liberalismo, que pressupõe o indivíduo acima do Estado e, do outro, o intervencionismo do Estado na política, na economia e nas relações entre classes, produzindo o centralismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Constituição de 1934&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Promulgada em 16 de julho, enunciada pela Constituição alemã de Weimar, a nova Constituição brasileira, liberal e centralizadora, estabelecia:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· regime presidencial e federativo;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· extinção do cargo de vice-p-sidente;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· voto secreto e feminino (pela primeira vez no Brasil);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· ensino primário obrigatório e gratuito;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· autonomia dos sindicatos e representação profissional;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· restrição à imigração (visava principalmente aos japoneses);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· nacionalização das empresas estrangeiras de seguros;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· proibição a empresas estrangeiras de se apossarem de órgãos de divulgação;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· obrigação às empresas estrangeiras de manterem, no mínimo, dois terços de empregados brasileiros;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· criação do mandado de segurança para a defesa dos direitos e liberdades individuais;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· três poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O poder Legislativo era formado pelo Senado e pela Câmara. Havia dois senadores por estado, com mandato de oito anos. Os deputados eram eleitos por quatro anos, com um número proporcional ao número de habitantes de cada estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Uma das novidades dessa Constituição era a representação classista, isto é, os sindicatos de patrões e empregados podiam eleger seus deputados, que tinham os mesmos direitos dos outros parlamentares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O governo constitucional (1934-1937)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A polarização ideológica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O período do governo constitucional de Getulio foi uma fase marcada pelo choque entre duas correntes ideológicas, influenciadas pelas ideologias de origem européia: a Ação Integralista Brasileira e a Aliança Nacional Libertadora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Ação Integralista Brasileira (AIB) - Nascida em São Paulo em 1932, fundada e liderada por P1ínio Salgado, a AIB caracterizou-se por ideologia e métodos fascistas. Invocando sempre a bandeira de luta contra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O "perigo comunista" ou "ameaça vermelha", a AIB conseguiu congregar elementos das altas camadas sociais, do alto clero e da cúpula militar. Pretendia a'criação de um "Estado Integral", ditatorial, com um só partido e um chefe único.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Tendo como lema a trilogia "Deus, Pátria e Família" os homens da Ação Integralista Brasileira usavam "camisas verdes" e tinham uma saudação especial: "Anauê!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Aliança Nacional Libertadora (ANL) - Surgiu como um movimento de Frente Popular, de composição variada contra o fascismo, congregando elementos dos mais diferentes escalões sociais, desde operários até algumas patentes militares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Desde sua fundação contava com a ativa participação de comunistas. A Aliança Nacional Libertadora, cujo presidente honorário era Luís Carlos Prestes, propunha: reforma agrária, constituição de um governo popular, cancelamento das dívidas externas e nacionalização das empresas estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"Muito significativo era o fato de que o integralismo e a Aliança Nacional Libertadora constituíam os primeiros movimentos políticos nacionais de aguda orientação ideológica. Os componentes da desconhecida Aliança Liberal, 'que haviam feito a Revolução de 1930, não passavam de políticos locais unidos pelo desejo comum de derrubar a estreita elite governante da República Velha...'".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Intentona Comunista&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os violentos choques entre integralistas e comunistas eram habilmente utilizados por Getúlio Vargas, que mostrava à classe média e aos militares os perigos de uma política aberta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O medo à "subversão vermelha" e os discursos extremados de Luís Carlos Prestes levaram o congresso Nacional a promulgar uma Lei de Segurança Nacional, concedendo ao governo federal amplos poderes para reprimir a ação da Aliança Nacional Libertadora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Invadindo o quartel-general da ANL, em 13 de julho de 1935, e confiscando seus documentos, o governo pode acusar que o movimento era financiado pelo comunismo internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A prisão de alguns líderes, o fechamento da Aliança Nacional Libertadora e a impossibilidade, agora, de chegar legalmente ao poder levaram a ala mais radical da ANL a uma rebelião armada em novembro de 1935: era a intentona Comunista, facilmente debelada pelas forças fiéis ao governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A vitória do governo contra os comunistas que se rebelaram em Natal, Recife e Rio de Janeiro trouxeram como resultado, o maior reforço do poder central.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Vargas saiu fortalecido do episódio. Decretou o estado de sítio, que se prolongou ate 1937. O país marchava para a ditadura do Estado Novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O golpe de 1937&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 1936, em meio à intensa agitação política, preparavam-se os planos para eleição presidencial que deveria se realizar em janeiro de 1938. Três candidatos disputariam aquela eleição:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Armando de Sales Oliveira (ex-interventor em São Paulo);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· José Américo de Almeida (ex-ministro da Viação do Governo Provisório);&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;· Plínio Salgado (líder da Ação Integralista).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Getúlio Vargas, que não pretendia deixar o governo, prepara um golpe de Estado, no que é apoiados pelos generais Goes Monteiro e Dutra. O plano golpista está preparado. As oposições, tanto políticas como militares, foram sufocadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"A boa política mandava criar um ambiente emocional que permitisse a rápida aceitação do golpe e da nova Constituição como medida de emergência e da salvação nacional. E isso foi conseguido com o plano Cohen".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O fantasioso plano Cohen, forjado por elementos do governo, era, segundo o próprio governo, um plano comunista para tomar o poder através do assassinato de grandes personagens da política nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Diante da "radicalização comunista'', Getúlio conseguiu do Congresso o decreto de Estado de guerra".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O golpe, marcado para 15 de novembro, aniversário da Proclamação da República, teve seu desfecho a 10 de novembro de 1937. O Congresso foi fechado. Uma nova Constituição, que já estava sendo elaborada desde 1936 por Francisco Campos, foi outorgada. A eleição não se realizou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Na noite do mesmo dia 10 de novembro, Getúlio fazia uma proclamação ao povo, justificando a necessidade de um governo autoritário: nascia, assim, o Estado Novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O Estado Novo (1937-1965)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A ditadura é, por assim dizer, a fonte de todos os males sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(Paulo Duarte)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Constituição de 1937&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Elaborada por Francisco Campos e baseada principalmente na Constituição polonesa - por isso conhecida como a Polaca -, a nova Constituição brasileira foi outorgada no mesmo dia do golpe, isto é, 10 de novembro de 1937.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A nova Constituição estabelecia um Estado autoritário com absoluta centralização do poder e a supressão da autonomia dos Estados, o que dava ao Brasil uma característica de Estado unitário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O presidente, eleito indiretamente para um mandato de seis anos, tinha o poder de dissolver o Congresso, reformar a Constituição, controlar as Forças Armadas e legislar por decretos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Permitindo que o chefe do governo enfeixasse em suas mãos os. Poderes Executivos, Legislativos e o próprio Judiciário, a Constituição apresentava características ditatoriais-fascistas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A maior concentração de poderes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Senhor de plenos poderes que lhe foram outorgados pela nova Constituição, Getúlio Vargas dissolveu o Congresso Nacional, destituiu os governadores dos estados, substituindo-os por novos interventores, extinguiu as bandeiras, armas, hinos e escudos estaduais, proibiu as greves, liquidou a independência dos sindicatos, cujos estatutos e diretorias passaram a depender da aprovação do Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O artigo 177 permitia ao governo demitir os funcionários civis ou militares cujas ações não se ajustassem à ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Pelo decreto de 2 de dezembro, extinguiam-se todos os partidos políticos, inclusive a Ação Integralista, cujos membros, que já se julgavam donos do poder e chocados com tal medida, romperam com o governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em maio de 1938, os integralistas tentaram um golpe, liderado, entre outros, por Severo Fournier. A frustrada tentativa de golpe dos integralistas contribuiu ainda mais para o reforço do poder de Getúlio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 16 de maio, o governo regulamentou a pena de morte no Brasil. Pouco depois, eram exilados os inimigos políticos do ditador. P1ínio Salgado foi convidado a deixar o país, partindo para Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O governo, preocupado com o problema da Segurança Nacional, modernizou as Forças Armadas e criou o Ministério da Aeronáutica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A política administrativa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O DASP - Objetivando maior controle da administração pública, Getulio Vargas institucionalizou, em 1938, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Deve-se notar que esse departamento serviu para ampliar seus poderes através do rígido controle da administração, pois servia também como órgão consultivo de Getúlio e seus ministros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O DIP - O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) foi, ao lado da polícia secreta, chefiada por Filinto Muller, o mais importante instrumento de sustentação do regime ditatorial-fascista do Estado Novo. Criado para a propaganda oficial do governo e para a censura funcionava como elemento controlador de toda a imprensa, determinando o que podia ou não ser publicado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A política social e econômica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Além dos órgãos administrativos citados, Getulio Vargas usava outros triunfos para aumentar seu poder pessoal e o poder do Estado, como, por exemplo, uma simpática legislação trabalhista e uma política econômica que se caracterizava pelo seu nacionalismo, intervencionismo estatal e protecionismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A política trabalhista - Completando uma política trabalhista já iniciada com a criação do Ministério do Trabalho, em 1931, o Estado Novo regulamentou as relações entre trabalhadores e patrões. Os sindicatos tornaram-se dependentes e foi criado o imposto sindical.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"... como se sabe, trata-se [o imposto sindical] de uma contribuição anual obrigatória, correspondente a um dia de trabalho, pago por todo empregado, sindicalizado ou não. Outro aspecto que deve ser lembrado no exame da política trabalhista do regime de 1937 é o tratamento dado aos problemas salariais".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Desde a Constituição de 1934, vinha sendo afirmado que a lei ordinária fixaria um salário mínimo, medida de certa importância se considerarmos que grande parte da força de trabalho não era qualificada. Somente em maio de 1940 surgiu um decreto-lei neste sentido. O país foi dividido em várias regiões para os fins da fixação do salário mínimo e estabeleceu-se uma escala variável, de acordo com a região."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"Entre os direitos recém-adquiridos pelo proletariado e pelos trabalhadores no comércio, incluíam-se: jornada de trabalho de 8 horas, férias remuneradas, estabilidade no emprego, indenização por dispensa sem justa causa, convenção coletiva de trabalho, a regulamentação do trabalho dás mulheres e de menores, os Institutos de Aposentadoria e Pensões, que garantiam assistência àqueles grupos".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Ainda em continuidade com as tendências do período anterior, foi consolidada a Justiça do Trabalho em 1939.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 1943, foi elaborada a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A diversificação agrária - Intervindo na economia, o Estado Novo promoveu a diversificação agrária, incentivando a policultura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Foram criados os Institutos do Açúcar e do Álcool, do Mate e do Pinho, responsáveis pelo financiamento, experimentação e divulgação de técnicas mais aperfeiçoadas de cultivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em São Paulo se expandiu a produção algodoeira com a aplicação dos capitais que antes eram aplicados no setor cafeeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O Japão e a Alemanha apresentavam-se como excelentes mercados consumidores de nossas matérias-primas, devido à participação destas nações na Segunda Guerra Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A industrialização - Favorecida pela Segunda Guerra Mundial e pela conseqüente redução das importações de manufaturados em aproximadamente 40%; pela diversificação agrária, com a produção abundante de matéria-prima, principalmente do algodão; pela desvalorização da moeda e o conseqüente aumento do preço dos produtos importados; pelo aumento do mercado consumidor interno com a abolição das taxas interestaduais e pela política econômica nacionalista e protecionista de Getúlio Vargas, a industrialização no Brasil sofreu um grande impulso a partir de 1940.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Desde 1939 que Getúlio e Sousa Costa, seu ministro da Fazenda, preparavam um Plano Qüinqüenal, que apresentava os seguintes itens principais: uma usina de aço, fábrica de aviões, usina hidrelétrica em Paulo Afonso, estradas de feno e de rodagem etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Manobrando inteligentemente, Vargas informou, em maio de 1940, ao Departamento de Estado americano, que a Krupp, empresa alemã, estava disposta a construir uma usina de aço no Brasil: deve-se notar que a Alemanha de Hitler já havia iniciado a Segunda Guerra Mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Esta manobra de Getúlio resultou na oferta norte-americana de um empréstimo de vinte milhões de dólares que seria feito pelo Eximbank.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com o auxílio dos empréstimos feito pelo Eximbank, foi iniciada a construção da usina de Volta Redonda, criando-se assim a Companhia Siderúrgica Nacional, que deveria produzir inicialmente 300 mil toneladas de aço por ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A partir de 1942, quando as relações Vargas-Roosevelt se tornaram mais amistosas e aumentaram os empréstimos do Eximbank, o governo federal ampliou os investimentos estatais no plano da infra-estrutura, Nasceu a Companhia do Vale do Rio Doce. Estava garantido o controle da matéria-prima para a indústria pesada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dentro desta mesma orientação nacionalista, havia sido criado o Conselho Nacional do Petróleo, em 1938, organismo subordinado diretamente ao chefe do governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O Brasil e a Segunda Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com relação à Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939, Getúlio mantinha posição de neutralidade, embora algumas personagens do seu governo, como Francisco Campos e Filinto Muller, preferissem a Alemanha a outras nações. Osvaldo Aranha e Lourival Fontes tendiam para o lado americano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Porém, em janeiro de 1942, depois da Segunda Conferência dos Chanceleres Americanos, o governo rompeu reações diplomáticas com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), permitindo a instalação de bases navais e aéreas no Nordeste brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A reação alemã e o afundamento de navios brasileiros levaram o Brasil a declarar guerra ao Eixo em agosto de 1942.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Foi, sem dúvida alguma, muito importante a participação da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e da FAB (Força Aérea Brasileira) nos campos de guerra europeus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;As tropas brasileiras, sob o comando do general Mascarenhas de Morais, obtiverem grandes vitórias em Monte Castelo, Castelnuovo, Fornovo, Montese.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A redemocratização do país&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"Com a vitória das Nações Unidades, que era, ao mesmo tempo, a derrota do nazi-fascismo, e a campanha que se desenvolvia no Brasil pela reconquista das liberdades democráticas, criara-se um clima impróprio para o regime ditatorial que se vinha mantendo no País (...). Não se podia admitir que permanecêssemos tolerando aqui o mesmo regime que havíamos ajudado a destruir na Europa".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;"... Os próprios membros do governo, a começar pelos militares, começaram a compreender que era necessário mudar, que o Estado Novo já havia cumprido o seu papel histórico e era necessário substituí-lo, preferivelmente de modo pacífico, e, se possível, enquanto era tempo, pelo próprio governo."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O ano de 1943 marcou-se pelo início das campanhas em prol da redemocratização. Neste ano, homens como Milton Campos, Afonso Arinos e outros lançaram um tímido manifesto, exigindo a redemocratização do País: era o Manifesto dos Mineiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Nos anos que se seguiram, desenvolveu-se a campanha. Em 1945, o Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores exigiu eleições livres e liberdade de expressão, e José Américo de Almeida fez declarações antiditatoriais no ornal Correio da Manhã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Renasceu o pluripartidarismo, com a criação da UDN, do PTB, do PSD, do PSP e a reabilitação do PCB.A UDN (União Democrática Nacional) era um partido composto essencialmente por antigetulistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O PSP (Partido Social Progressista) teria, em São Paulo, seu principal centro de ação e em Ademar de Barros, representante da burguesia paulista, seu líder maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O PCB (Partido Comunista Brasileiro), criado em 1922 e extinto, por determinação do governo, alguns meses depois, funcionou na ilegalidade até 1945, ano da sua reabilitação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o PSD (Partido Social Democrático) foram, ambos criados por Getúlio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O PSD era o partido dos grandes proprietários rurais e das oligarquias. O PTB representava o outro lado do varguismo: o lado popular. Vargas, assentado nas bases parlamentaristas do sindicalismo nacional por ele reformado, ao criar o PTB, visava esvaziar o PCB, aglutinando os operários num "partido dos trabalhadores".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em fevereiro de 1945, foi promulgado um Ato Adicional (emenda constitucional) através do qual Vargas assegurava eleições, que foram marcadas para 2 de dezembro. Em abril, Getúlio Vargas concederam liberdade aos presos políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Intensificou-se a campanha eleitoral. A UDN apresentou o brigadeiro Eduardo Gomes como seu candidato a presidente da República. O general Eurico Gaspar Dutra foi o candidato da coligação PTB-PSD. O PCB, legalizado por Getúlio, apresentou a candidatura de Yedo Fiúza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Durante a campanha eleitoral, surgiu um movimento liderado por comunistas e getulista, conhecido como Queremismo, querendo que Getúlio Vargas continuasse no governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A aproximação de Getúlio com os comunistas alarmou os meios políticos do Brasil. Alguns acreditavam na possibilidade de um novo golpe de Getúlio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No dia 29 de outubro, quatro dias apos terem nomeado o seu irmão Benjamin Vargas para chefe de polícia do Distrito Federal, Getúlio Vargas foi deposto sem luta pelos generais Goes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra. O governo foi entregue a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal: era o fim da ditadura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Nas eleições de dezembro saiu vitorioso o general Eurico Gaspar Dutra, candidato apoiado por Getúlio Vargas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt; &lt;span style="font-size: 16pt; font-weight: 700;font-family:Verdana;" &gt;Getúlio Dornelles Vargas  (1883 – 1954)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;   &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Getúlio  Dornelles Vargas nasceu em São Borja (RS) a 19 de abril de 1883. Foi chefe do  governo provisório depois da Revolução de 30, presidente eleito pela  constituinte em 17 de julho de 1934, até a implantação da ditadura do Estado  Novo em 10 de novembro de 1937. Foi deposto em 29 de outubro de 1945, voltou à  presidência em 31 de janeiro de 1951, através do voto popular. Em 1954,  pressionado por interesses econômicos estrangeiros com aliados no Brasil como  Lacerda e Adhemar de Barros, é levado ao suicídio a 24 de agosto de 1954. Com  uma bala no peito ele atrasa o golpe militar em 10 anos e “sai da vida para  entrar na história”... Contrariamente ao que todos os governantes fizeram antes  dele e vêm fazendo depois dele, o governo Vargas conquistou a vinda de técnicos  estrangeiros para incrementar a nossa economia. Todos os outros governantes  brasileiros antes e depois de Vargas colocaram, em maior ou menor grau, a  economia brasileira a serviço de interesses estrangeiros. Por isso, apesar de  todos os seus defeitos, é considerado  O MELHOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE  EM TODA A HISTÓRIA. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    Por volta de 1894 estudou em Ouro  Preto (MG), na Escola de Minas. Em 1898 torna-se soldado na guarnição de São  Borja e em 1900 matricula-se na Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo  (RS). Não permaneceu lá por muito tempo, foi transferido para Porto Alegre (RS)  a fim de terminar o serviço militar. Em março de 1904, matricula-se na faculdade  de direito de Porto Alegre, onde conhece dois cadetes da escola militar, Pedro  Aurélio de Góis Monteiro e Eurico Gaspar Dutra, dedicando-se, à ocasião, ao  estudo das obras de Júlio de Castilhos (positivista, fundador do Partido  Republicano no Rio Grande do Sul).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Formou-se em  dezembro de 1907, começando a trabalhar como segundo promotor público no  tribunal de Porto Alegre, mas voltou a sua cidade natal, São Borja, para exercer  as lides de advogado. Em 1909 elegeu-se deputado estadual, foi reeleito  novamente em 1913, mas renunciou em sinal de protesto a Borges de Medeiros, que  governava o Rio Grande do Sul. Voltou à assembléia legislativa estadual em 1917,  e foi reeleito em 1921. Em 1923 torna-se deputado federal, e em 1924 torna-se  líder da bancada gaúcha na Câmara. Washington Luís é eleito presidente em 1926 e  escolhe Getúlio Vargas como ministro da Fazenda, devido ao seu trabalho na  comissão de finanças da Câmara, mas ocupou o cargo por menos de um ano, sendo  escolhido como candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Eleito, tomou posse a  25 de janeiro de 1928.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Cenário Internacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A quebra da  Bolsa de Valores em Nova Iorque, em 1929, trouxe uma crise sem paralelo ao  capitalismo. O mundo capitalista faliu. A única nação que vivia fora da jogatina  da Bolsa de Valores, a União Soviética, foi a única infensa ao cataclisma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;         O principal produto da pauta de  exportações brasileiras à ocasião era o café. Produto de sobremesa. Em situações  de crise, as sociedades humanas economizam com o supérfluo. Café é supérfluo. As  exportações brasileiras sofrem vertiginoso decréscimo. Justamente os criadores  de gado do Rio Grande do Sul e Minas Gerais e os produtores de cana-de-açúcar da  Paraíba que são aqueles que “põem o dinheiro na casa chamada Brasil” estão sendo  ludibriados pelos coronéis paulistas, que se organizam em torno do paulista  Júlio Prestes para a sucessão de Washington Luís, ao invés de respeitar a  “política do café-com-leite” que rezava ser agora vez de um político apoiado  pelos mineiros. O rompimento é inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;         Num primeiro momento Getúlio  Vargas, do Rio Grande do Sul e João Pessoa, da Paraíba, formalizam aliança  contra os propósitos de Washington Luís.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As eleições  que se realizaram no dia 1º de março de 1930 – fraudadas ao extremo – deram a  vitória a Júlio Prestes. A Aliança Liberal recusou-se a aceitar a validade das  eleições, afirmando que a vitória de Prestes deu-se apenas por meio da fraude.  Além do mais os deputados eleitos em estados onde a Aliança conseguiu a vitória,  não obtiveram o reconhecimento dos seus mandatos. A partir daí iniciou-se uma  conspiração com base no Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No dia 26 de  julho de 1930 João Pessoa foi assassinado por João Dantas. Aquele episódio, que  a princípio não guardava características políticas, deu-se por motivos  passionais, acabouu servindo como estopim para uma mobilização armada, que  efetivamente se realizou a partir do Rio Grande do Sul em 3 de outubro. No dia  10 Vargas partiu de trem rumo a capital federal, temia-se que uma grande batalha  se realiza-se em Itararé (fronteira do Estado do Paraná) onde as tropas do  governo federal estavam acampadas para deter o avanço das tropas de Vargas. A  batalha nunca se realizou pois os generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e mais o  almirante Isaías de Noronha depuseram Washington Luís e formaram um junta  governativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 3 de  novembro de 1930, a junta passa o poder a Vargas que se faz chefe do governo  provisório. Tratou de organizar o ministério, chamando Lindolfo Collor para o  ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que foi criado no dia 26 de  novembro, bem como Francisco Campos que ficou com a pasta da Educação e Osvaldo  Aranha com a da Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Reação dos coronéis paulistas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1932  explodiu a chamada “revolução constitucionalista” de 9 de julho em São Paulo.  Aquela “revolução” não passou de uma revolta patrocinada pela oligarquia  paulista a pretexto de exigir do governo federal a reconstitucionalização do  país. De fato, os coronéis paulistas ansiavam por reassumir o poder através de  eleições controladas por eles. A Era Vargas foi o ponto final na política da  República Velha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O movimento  foi derrotado e Medeiros preso. Vargas, contudo, se sentiu  pressionado a  conceder a realização das eleições para uma Assembléia Constituinte em 5 de maio  de 1933. A Constituição entrou em vigor em 16 de julho de 1934, juntamente a  isso o Congresso realizou eleições indiretas e Vargas seguiu no poder, agora  como presidente constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O período é  marcado por polarização ideológica, de um lado a ANL (Aliança Nacional  Libertadora) que integra comunistas, liberais, socialistas e cristãos, de um  lado, e a AIB (Ação Integralista Brasileira), movimento inspirado pelo  nazi-fascismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A ANL é posta  fora da lei em 11 de julho de 1935. Sua extinção provocou a reação de setores  militares identificados com seu programa político, neste contexto eclodiu em  novembro de 1935 a chamada “Intentona Comunista” liderada por Luis Carlos  Prestes, esta contudo se limitou ao levante de algumas guarnições militares em  Natal (RN), Recife (PE) e do 3º Regimento de Infantaria na Praia Vermelha e da  Escola de Aviação no Rio de Janeiro. Contava com o apoio do Kremlin mas com  escasso apoio popular no Brasil e violenta repressão por parte do Estado  varguista, foi sufocado sem grande dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As eleições  marcadas para 1938 estavam se aproximando, a oligarquia paulista lança a  candidatura de Armando Sales de Oliveira, o próprio governo indicara o paraibano  José Américo de Almeida. Vargas concebe a idéia de permanecer no poder e fecha o  regime inaugurando o Estado Novo a pretexto de deter os planos de um golpe por  parte dos comunistas, que queriam lançar o país à uma Guerra.  Na realidade, o  “Plano Cohen” fora forjado no interior do próprio governo para justificar  perante a opinião pública nacional e internacional a sua permanência e o  fechamento autoritário que promovia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No dia 10 de  novembro de 1937 Vargas deu o golpe ordenando o cerco do Congresso Nacional,  determinando o seu fechamento e fazendo um pronunciamento onde anunciava a  promulgação de uma nova Constituição que substituiria a de 1934. Tal  Constituição já estava sendo elaborada a algum tempo por Francisco Campos que se  inspirara na Constituição autoritária da Polônia, esta ficou, naturalmente,  conhecida como "A Polaca".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A  Constituição do Estado Novo previa a extinção dos partidos políticos, colocando  na ilegalidade inclusive a Ação Integralista Brasileira. Esta tentou golpe,  tomando de assalto o Palácio Guanabara em 11 de maio de 1938. Foi frustrada em  seus propósitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Além da  extinção dos partidos políticos, uma série de medidas foram tomadas para  reprimir as oposições, tais como a nomeação de Interventores para os Estados,  censura aos meios de comunicação realizada pelo DIP (Departamento de Imprensa e  Propaganda). Tal órgão também cuidava de difundir a ideologia do Estado Novo,  censurando, arquitetando a propaganda do governo e exercendo o controle sobre a  opinião pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1943 edita  a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que garantia a estabilidade do emprego  depois de dez anos de serviço, descanso semanal, regulamentação do trabalho de  menores, da mulher e do trabalho noturno; a criação da Previdência Social e a  instituição da carteira profissional para maiores de 16 anos que exercessem um  emprego; a jornada de trabalho foi fixada em 8 horas de trabalho, antiga  reivindicação dos trabalhadores brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 19 de  março de 1931 foi criada a Lei de Sindicalização, ou seja os estatutos dos  sindicatos deveriam, a partir daquela medida, ser aprovados pelo ministério do  Trabalho. Enfim, Vargas assumia o controle do movimento operário nos moldes da  Carta del Lavoro de Benito Mussolini na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vargas  objetivava com esta política trabalhista, favorável aos operários, conquistar o  apoio das massas populares ao governo. Tal política paternalista buscava ainda  anular as influências da esquerda, desejando transformar o operariado num setor  sob seu controle, para ser usado pelo jogo do poder. A mesma política foi  praticada à mesma época por Juan Domingo Perón na Argentina e Lázaro Cárdenas,  no México.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="center"&gt;   &lt;!--webbot bot="HTMLMarkup" startspan --&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;  &lt;table id="table7" width="700" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;   &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;    &lt;td&gt;&lt;p&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!-- google_ad_client = "pub-0115585738187036"; google_ad_width = 300; google_ad_height = 250; google_ad_format = "300x250_as"; google_ad_type = "text_image"; google_ad_channel =""; google_color_border = "FFFFFF"; google_color_bg = "FFFFFF"; google_color_link = "0000FF"; google_color_url = "000000"; google_color_text = "000000"; //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"&gt; &lt;/script&gt;&lt;script&gt;window.google_render_ad();&lt;/script&gt;&lt;ins style="border: medium none ; 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Por pressão dos coronéis paulistas, Vargas criou em  1931 o Conselho Nacional do Café que implementou a "política de sustentação"  através da compra e queima dos excedentes que estavam estocados em depósitos do  governo. A queima de 17,2 milhões de sacas em 1937 e nos anos seguintes provocou  a redução dos preços do produto no mercado internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As  dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola conduziram o governo a investir no  desenvolvimento industrial como saída para a nossa dependência externa. A  Segunda Guerra Mundial reduziu a oferta de artigos industrializados. Isso  obrigou a substituição destas importações, fomentando o desenvolvimento das  indústrias locais. Implementa-se ainda uma política de exploração das riquezas  nacionais, com o Estado participando das atividades econômicas principalmente  aquelas vitais que precisam de estímulo governamental para desenvolver-se, como  a siderurgia e a do Petróleo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As medidas  econômicas tinham características nacionalistas, como a criação da Companhia  Siderúrgica Nacional, que iniciou a construção da Usina de Volta Redonda com  financiamentos norte-americanos. Isso se deu principalmente devido ao  estreitamento das relações entre o Brasil e os EUA em 1942, para fazer face ao  esforço de guerra. Neste mesmo ano veio ao Brasil uma Missão Técnica  estadunidense que trabalhou em projetos como a Companhia Vale do Rio Doce, que  explorava e exportava minérios, e a Hidrelétrica de Paulo Afonso. Vargas cria  também o Conselho Nacional do Petróleo que objetivava diminuir a dependência  brasileira do combustível, controlando o refino e a distribuição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Contrariamente ao que todos os governantes fizeram antes dele e vêm fazendo  depois dele, o governo Vargas conquistou a vinda de técnicos estrangeiros para  incrementar a nossa economia. Todos os outros governantes brasileiros antes e  depois de Vargas colocaram, em maior ou menor grau, a economia brasileira a  serviço de interesses estrangeiros. Por isso, apesar de todos os seus defeitos,  é considerado  O MELHOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JÁ TEVE EM TODA A HISTÓRIA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em troca da ajuda norte-americana, o  Brasil deu o seu apoio aos aliados na Segunda Guerra Mundial, rompendo relações  diplomáticas com as nações do Eixo. O afundamento de navios mercantes  brasileiros por submarinos alemães – reza a lenda que teriam sido navios  estadunidenses usando bandeiras nazistas para forçar o Brasil a ingressar na  Guerra ao lado dos estadunidenses, contrariamente ao que Perón, por exemplo, na  Argentina fez, adotando a neutralidade e aproveitando para crescer. De todo o  modo, sob Vargas, o Brasil se aproveitou muito bem da situação para  desenvolver-se. O Brasil declara guerra à Alemanha em 22 de agosto de 1942,  enviando a FEB (Força Expedicionária Brasileira) para lutar na Itália. Sua  participação não foi tão relevante para a vitória dos aliados, mas foi  importantíssima para o final do autoritarismo no Brasil. Pracinhas que foram à  Europa lutar contra regimes autoritários, voltam ao Brasil e aqui encontram...  Um regime autoritário! Getúlio demonstrou-se favorável em 1943 à  redemocratização do país, mas só quando a guerra tivesse se encerrado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em outubro de  1943 políticos de Minas Gerais, elaboram um manifesto repudiando o Estado Novo,  o chamado "Manifesto dos Mineiros". Em 1944 começam a chegar relatórios sobre as  tropas brasileiras na guerra que davam conta do desejo de redemocratização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 28 de  fevereiro de 1945 a Constituição de 1937 recebeu um ato adicionou que  possibilitava fixar as eleições presidenciais e logo destacaram-se duas  candidaturas a do Brigadeiro Eduardo Gomes que se opunha a Vargas e a do General  Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra de Getúlio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Neste período  também se criaram três partidos políticos, a UDN (União Democrática Nacional)  conservadora, direitista e anti-Vargas, o PSD (Partido Social Democrático) e o  PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), criados sob a inspiração de Vargas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 22 de  abril concede a anistia a todos os presos políticos, inclusive Luís Carlos  Prestes. A 28 de maio fixa a data das eleições para 2 de dezembro daquele ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A oposição  temia que Getúlio inviabilizasse a realização de eleições presidenciais, como já  fizera pelo menos duas vezes, em 1934 e 1938. Progredia a conspiração que  desejava depor Getúlio Vargas, o que efetivamente ocorre a 29 de outubro de  1945, quando tropas do Exército cercam o Catete e o obrigaram a renunciar. A  presidência foi ocupada interinamente por José Linhares, presidente do Supremo  Tribunal Federal e Vargas foi para o auto-exílio em São Borja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dutra é  eleito presidente e Getúlio Senador pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo, além  de Deputado Federal pelo Distrito Federal além de mais seis Estados. Optou pelo  cargo de Senador, passando à oposição ao governo Dutra. Em 1950 lança sua  candidatura à presidência juntamente com Café Filho pelo PTB e PSP (Partido  Social Progressista). É eleito e assume o poder a 31 de janeiro de 1951.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eleito com o  propósito de implantar reformas nacionalistas, desde o início do seu mandato  sofreu vigorosa oposição por parte da direita – a atuação de Carlos Lacerda,  governador do Rio, e de Adhemar de Barros, governador de São Paulo, que em suas  freqüentes viagens aos EUA urdiam um golpe contra Getúlio manifestava-se  abertamente em artigos vigorosos e em programas de rádio com uma virulência e  eloqüência sem paralelo na história nacional. Lacerda foi um canalha. Mas como  aquele canalha falava bem, sô!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Getúlio  inicia campanha pela nacionalização total do petróleo com o slogan "o petróleo é  nosso", o que culminaria com a criação da Petrobrás em 1953. Pelos acordos a que  foi compelido a submeter-se a Petrobrás ficaria com o monopólio de perfuração  refino de Petróleo, enquanto a distribuição do produto permaneceria com as  empresas privadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Naquele  período Vargas entra em constantes atritos com empresas estrangeiras acusadas de  enviar excessivas remessas de lucro ao exterior. Em 1952 um decreto institui o  limite de 10% para as tais remessas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1953  nomeia João Goulart, importante líder do PTB, para o Ministério do Trabalho, com  o objetivo de criar uma política trabalhista aproximando os trabalhadores do  governo, Goulart concede um aumento de 100% ao Salário Mínimo e é praticamente  canonizado pelos trabalhadores brasileiros e crucificado pelo empresariado  multinacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Jango causava  profundo descontentamento entre os militares que em 8 de fevereiro de 1954  entregaram um manifesto ao Ministério da Guerra (Manifesto dos Coronéis).  Getúlio pressionado e buscando a conciliação, opta por afastar João Goulart.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lacerda  lidera um poderosa, diabólica e brilhante campanha difamatória contra Getúlio  Vargas com vistas a afastá-lo para tornar mais simples a entrega das riquezas  brasileiras ao grande capital estadunidense, o que contrariava frontalmente os  interesses do povo brasileiro e do presidente Getúlio Vargas. Levanta os ânimos  contra o presidente e ele procura mais do que nunca amparar-se nos  trabalhadores. A 1º de maio de 1954 concede finalmente o prometido aumento de  100% no Salário Mínimo. A oposição no congresso entra com um pedido de  impeachment, mas Getúlio tem maioria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A imprensa  conservadora, particularmente o jornal Tribuna da Imprensa de Carlos Lacerda  segue em sua campanha contra o governo. Em 5 de agosto de 1954, Lacerda sofre um  atentado que matou o major-aviador Rubens Florentino Vaz. Aquela infelicidade,  um agudização da crise política. As investigações demonstraram o envolvimento de  Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio. Fortunato acabou sendo  preso e Lacerda passou a infernizar ainda mais a existência de Getúlio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A pressão da  oposição tornou-se mais intensa, no Congresso e nos meio militares: exigia a  renúncia de Vargas. Cria-se um tal clima de tensão que culmina com o tiro que  Vargas dá no coração na madrugada de 24 de agosto de 1954. Antes de suicidar-se  escreveu uma Carta-Testamento, na realidade seu testamento político. Ei-la:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;blockquote&gt;   &lt;blockquote&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;"Mais uma  vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se  desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não  me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação,  para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e  principalmente os humildes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Sigo o  destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos  econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.  Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive  de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos  grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime  de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no  Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os  ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas  através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se  avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o  trabalhador seja livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não querem  que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária  que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras  alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos  existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a  crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu  preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de  sermos obrigados a ceder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tenho lutado  mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante,  incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim  mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso  dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém,  querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha  vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Escolho este  meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma  sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso  peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem,  sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos  e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama  imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao  ódio respondo com o perdão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;E aos que  pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e  hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais  será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu  sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei  contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias,  a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a  minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da  eternidade e saio da vida para entrar na História." &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;  (Rio de Janeiro,  23/08/54 - Getúlio Vargas)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;/blockquote&gt; &lt;/blockquote&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lázaro  Curvêlo Chaves. Texto revisado a 26 de maio de 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://www.culturabrasil.pro.br/imagens/vargaspres.jpg" alt="Getúlio Vargas, tela de A. Malagoli" width="353" border="0" height="490" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;    &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;"&gt;Polêmica: Nosso leitor, Sr.  &lt;a href="mailto:py3af@via-rs.net" style="text-decoration: none;"&gt;Vitor  Dahm&lt;/a&gt;, registra:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    &lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;    &lt;a name="py3af"&gt;No dia 23 de agosto acessei esta página  para ler a carta de Getúlio Vargas. A ISTO É nº 1820 de hoje, 25 de agosto, na  página 20  publicou  a chamada Carta da Despedida verdadeira. Não são dados  maiores detalhes sobre a veracidade da mesma, porém por estar disponível para  uma exposição pública, merece alguma credibilidade inicial. Gostei deste Site  pela liberdade de expressão com responsabilidade e por isto divulgo o texto que  poderá causar polêmica por ser dita como a   VERDADEIRA carta de despedida de  Getulio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carta de despedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de  não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente  pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais  torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos  inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a  fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de  hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade  moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um  falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa. Se a simples  renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver  esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal  renúncia daria ensejo para com fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem  destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às  castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não  de crimes que contrariei ora porque se opunham aos próprios interesses  nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só  Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva  para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe  trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Biografia&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 - 24/8/1954) foi o &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/presidentesdobrasil"&gt; presidente&lt;/a&gt; que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/ditadura.htm"&gt;ditadura&lt;/a&gt;, o chamado &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/estado_novo.htm"&gt; Estado Novo&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Revolução de 1930 e entrada no poder &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/dicionario/populismo.htm"&gt;populismo&lt;/a&gt;. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com   poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.&lt;br /&gt;Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Realizações&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;Vargas criou a  Justiça do Trabalho (1939), instituiu o &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/salario_minimo.htm"&gt; salário mínimo&lt;/a&gt;, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.&lt;br /&gt;GV investiu muito na área de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/infra-estrutura.htm"&gt;infra-estrutura&lt;/a&gt;, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/geografia"&gt; Geografia&lt;/a&gt; e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;O Segundo Mandato&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt; Em 1950, Vargas voltou ao poder através de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/eleicoes2006"&gt; eleições&lt;/a&gt; democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do " &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/geografia/petroleo"&gt; Petróleo&lt;/a&gt; é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;O suicídio de Vargas&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt; Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História."  Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45px; margin-right: 45px;" align="justify"&gt; Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/industrial"&gt; industrial&lt;/a&gt; brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.&lt;/p&gt;&lt;a name="py3af"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a name="py3af"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Crise de 1929</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/crise-de-1929.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:48:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-8142842001509330379</guid><description>&lt;p&gt;Com o término da Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos passaram a ser o grande nome do capitalismo mundial. De maior devedor, o país passou a posição de maior credor mundial, pois concederam grandes empréstimos a outros países, vencedores e perdedores. Além disso, investiram na reconstrução da Europa e, ao mesmo tempo exportavam bastante para esse continente. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Porém, a partir de 1925, apesar de toda euforia, a economia norte-americana começou a ter sérios problemas. Enquanto a produção industrial e agrícola desenvolveu-se num ritmo acelerado, o aumento salarial foi muito lento. Além do mais, em conseqüência da progressiva mecanização da indústria e da agricultura o desemprego foi crescendo consideravelmente. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Após recuperarem-se dos prejuízos da guerra, os países europeus passaram a comprar cada vez menos dos Estados Unidos e a concorrer com o mesmo nos mercados internacionais. Pela falta de consumidores externos e internos, começaram a sobrar enormes quantidades de produtos no mercado norte-americano, caracterizando, assim, uma crise de superprodução, ou seja, muita mercadoria e poucos consumidores. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na tentativa de controlar essa crise, os agricultores passaram a armazenar cereais. Para isso, tiveram que pedir empréstimos aos bancos, oferecendo suas terras como garantia, muitos perderam seus bens. Já as indústrias se viram forçadas a desacelerar o ritmo da produção e, conseqüentemente, a despedir milhares de &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#" onclick="hwClick15566151371959(858490140);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw15566151371959(event, this, '858490140'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;trabalhadores&lt;/a&gt;, o que afetou ainda mais o mercado consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Queda da Bolsa de New York&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da crise vivida naquele momento, os pequenos, médios e grandes investidores mantiveram suas especulações com ações. Isto é, comercializavam esses papéis por valores que não condiziam com a real situação das empresas. No entanto, chegou o momento em que a crise atingiu a Bolsa de Valores de New York, um dos importantes centros do capitalismo mundial. Os preços das ações começaram a cair, os acionistas entraram na corrida para tentar vendê-las, mas não havia &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#" onclick="hwClick14912231482959(858490140);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14912231482959(event, this, '858490140'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;pessoas&lt;/a&gt; interessadas. No dia 29 de outubro de 1929, havia cerca de 13 milhões de ações à venda, mas faltavam compradores. O que resultou na queda dos preços das ações, provocando a quebra (crash) da Bolsa de New York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;New Deal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1932, com a promessa de solucionar os efeitos alarmantes da crise de 1929, Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos. Assim que assumiu o governo, pôs em prática um conjunto de medidas para tentar solucionar a crise, as quais ficaram conhecidas como New Deal. Com a adoção desse plano, o governo se desligava das idéias liberais, e passava a praticar o intervencionismo econômico. As principais medidas do New Deal foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Concessão de empréstimos a empresários urbanos e rurais, que haviam falido com a crise;&lt;br /&gt;• O governo passava a controlar a produção e os preços de grande parte dos produtos industriais e agrícolas;&lt;br /&gt;• Construção de grandes obras públicas;&lt;br /&gt;• Elevação dos salários, diminuição da jornada de  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#" onclick="hwClick13224562980959(858490140);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw13224562980959(event, this, '858490140'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;trabalho&lt;/a&gt; e legalização de sindicatos.&lt;br /&gt;• Criação do salário-desemprego e da assistência aos inválidos e velhos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="titulo"&gt;Crise de 1929&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Crise de 1929 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="" src="http://www.historiadomundo.com.br/imagens/crise.jpg" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No início do século XX, os Estados Unidos viviam o seu período de prosperidade e de pleno desenvolvimento, até que a partir de 1925, apesar de toda a euforia, a economia norte-americana começou a passa por sérias dificuldades. Podemos identificar dois motivos que acarretaram a crise:&lt;br /&gt;- O aumento da produção não acompanhou o aumento dos salários. Além de a mecanização ter gerado muito desemprego.&lt;br /&gt;- A recuperação dos países europeus, logo após a 1ª Guerra Mundial. Esses eram potenciais compradores dos Estados Unidos, porém reduziram isso drasticamente devido à recuperação de suas econômicas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Diante da contínua produção, gerada pela euforia norte-americana, e a falta de  &lt;a href="http://www.historiadomundo.com.br/#" onclick="hwClick13492663720727(-2014464784);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw13492663720727(event, this, '-2014464784'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;consumidores&lt;/a&gt;, houve uma crise de superprodução. Os agricultores, para armazenar os cereais, pegavam empréstimos, e logo após, perdiam suas terras. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir funcionários, agravando mais ainda a crise.&lt;br /&gt;A crise naturalmente chegou ao mercado de ações. Os preços dos papéis na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros capitalistas da época, despencaram, ocasionando o crash (quebra). Com isso, milhares de bancos, indústrias e &lt;a href="http://www.historiadomundo.com.br/#" onclick="hwClick1158267912727(-2014464784);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw1158267912727(event, this, '-2014464784'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;empresas&lt;/a&gt; rurais foram à falência e pelo menos 12 milhões de norte-americanos perderam o  &lt;a href="http://www.historiadomundo.com.br/#" onclick="hwClick15063246401727(-2014464784);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw15063246401727(event, this, '-2014464784'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;emprego&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abalados pela crise, os Estados Unidos reduziram a compra de produtos estrangeiros e suspenderam os empréstimos a outros países, ocasionando uma crise mundial. Um exemplo disso é o Brasil, que tinha os Estados Unidos como principal comprador de café. Com a crise, o preço do café despencou e houve uma superprodução, gerando milhares de desempregados no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para solucionar a crise, o eleito presidente Franklin Roosevelt, propôs mudar a política de intervenção americana. Se antes, o Estado não interferia na economia, deixando tudo agir conforme o mercado, agora passaria a intervir fortemente. O resultado disso foi a criação de grandes obras de infra-estrutura, salário-desemprego e assistência aos trabalhadores, concessão de empréstimos, etc. Com isso, os Estados Unidos conseguiram retomar seu crescimento econômico, de forma gradual, tentando esquecer a crise que abalou o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Crise de 1929 e Revolução de 1930&lt;/h2&gt;                &lt;b&gt;Aníbal de Almeida Fernandes,&lt;br /&gt; Agosto, 2006.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A famosa crise do café que faz parte da história de tantas famílias paulistas que sofreram suas duras conseqüências começa na realidade em 1920, devido ao contínuo, descontrolado e excessivo aumento da produção do café cuja safra chegava a espantosos 21 milhões de sacas para um consumo mundial de 22 milhões.&lt;br /&gt;Já havia uma série de falências e concordatas muito antes da quebra de Wall Street em Outubro de 1929, assim sendo, só em Setembro de 1929 o Correio da Manhã anunciava 72 falências e concordatas!&lt;br /&gt; 1927: O Brasil exportou 15.115.000 de sacas de café.&lt;br /&gt;1928: Houve mais uma enorme safra porem a exportação caiu para 13.881.000 sacas (menos 11%) já que os EUA, França, Itália, Holanda e Alemanha, que compravam 84% da produção brasileira, estavam comprando de outros países irritados com o Brasil, pois a nossa fama de exportador de café era péssima uma vez que aqui se misturavam pedras, terra e gravetos para aumentar o peso das sacas, alem de incluir café de qualidade inferior adulterando o produto final.&lt;br /&gt;Para piorar o contexto, em Outubro de 1929 os fazendeiros ainda estavam exportando a safra de 1927!! e a safra de 1928 estava toda ela retida nos armazéns de valorização de café que eram gerenciados pelo Instituto do Café que fora criado em São Paulo para apoiar financeiramente os fazendeiros paulistas com auxílio do governo federal.&lt;br /&gt;Em Outubro de 1929 o Herald Tribune informava que 2/3 do café consumido no mundo inteiro era produzido em São Paulo e que o café representava ¾ das exportações brasileiras e, por conta da crise mundial, o país estava em precária situação financeira.&lt;br /&gt; Previa-se um déficit de 120.000 contos de réis no orçamento de 1930. &lt;br /&gt;A falta de planejamento e controle sobre a produção do café era total e suicida, pois o consumo mundial era de 22 milhões de sacas e o Brasil sozinho, produzia essa quantidade sem mercado comprador determinado.&lt;br /&gt; 1929: a safra projetada para 13,7 milhões de sacas chega a mais de 21 milhões e a exportação diminuía cada vez mais!&lt;br /&gt;A crise nos EUA começou a 19/10/29 com a dificuldade de se levantar meros US$ 100.000 em fundos do governo americano. A crise arrastou milhões de pessoas na chamada matança dos inocentes (a famosa quinta feira negra de 24/10/29), onde pessoas ingênuas perderam tudo o que possuíam já que, em poucas horas, 12.894.650 ações trocaram de dono provocando uma das quedas de Bolsa de Valores mais drásticas da história e provocando a miséria de milhares de famílias nos EUA.&lt;br /&gt;Em Outubro de 1929 o governo federal brasileiro pretendia emprestar US$ 50 milhões para permitir que o Instituto do Café ajudasse os fazendeiros, só que o governo americano recusou o empréstimo, pois não havia mais dinheiro disponível nos EUA para empréstimo externo e a crise de Wall Street alastrou-se para o mundo.&lt;br /&gt;Um empréstimo de emergência de US$ 10 milhões da Schroeder and Company foi feito para alavancar o banco do Estado de São Paulo tendo como único motivo a necessidade de financiar o Instituto do Café de São Paulo e tentar evitar a quebradeira geral dos fazendeiros paulistas.&lt;br /&gt;A queda das exportações do café diminuiu as importações de outros produtos e os negócios encolhem e provocam o fechamento de empresas. O comércio e a industria diminuem o movimento com a recessão e como não havia dinheiro na praça as fabricas quebram gerando um enorme desemprego.&lt;br /&gt;O achatamento dos negócios provoca a ruína, a desonra e a desgraça das famílias, outrora abastadas, e muitos fazendeiros se suicidam ao se verem na miséria, alguns em desespero chegam a recorrer ao jogo para tentar salvar o patrimônio do naufrágio final.&lt;br /&gt;A derrocada financeira que devasta os EUA, Europa e América Latina piora todo dia gerando o desemprego e a miséria e preparando o cenário para a 2ª guerra mundial.&lt;br /&gt; No Brasil:aparecem notícias de falências, concordatas e tragédias familiares:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- No Rio a tradicionalíssima firma Oswaldo Tardim &amp;amp; Cia quebra com um passivo de 3.359.534$900, que era uma enorme quantia para a época!&lt;br /&gt;- Em São Paulo a população está estarrecida com a tragédia do palacete da rua Piauí no bairro de Higienópolis onde o empresário Abelardo Laudel de Moura de 28 anos, afogado em dívidas se arma com uma navalha e tenta matar a mulher, que consegue escapar, ele degola o filho de 2 anos e a filha e, em seguida, se suicida!&lt;br /&gt;- No interior o café é queimado, pois não há esperança de venda, nem há como arcar com o alto custo da estocagem do café de várias safras que não conseguem mercado consumidor e os grandes fazendeiros naufragam em dívidas e tem que vender as jóias de família para sobreviver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/crise1929_washington_luis.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt; Washington Luis&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta crise econômica repercute na disputa presidencial já em conflito com a disposição de Washington Luis de romper o Pacto de Ouro Fino celebrado em 1912 que fixara a alternância de São Paulo e Minas Gerais no poder governamental, com a famosa política café com leite ao insistir no nome de seu afilhado político Júlio Prestes de São Paulo em detrimento do mineiro Antonio Carlos que deveria ser o próximo presidente pelo Pacto.&lt;br /&gt;A súbita fraqueza econômica de São Paulo é o fato gerador para alicerçar a ambição política de Getúlio Vargas que mantém, dissimuladamente, a aparência de aliado confiável de Washington Luis de quem, aliás, fora Ministro da Fazenda desde o início do governo em novembro de 1926 até o final de 1927 quando Vargas sai do Ministério para assumir o governo do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Algumas forças políticas vêm em Vargas a opção para se contrapor a Washington Luís e à política café com leite, opção que evolui no meio efervescente das lutas políticas e interesses de vários personagens como Borges de Medeiros, o Papa Verde, os tenentes de 1922 e 1924 (Siqueira Campos, Juarez Távora, Cordeiro de Farias), o que restara da Coluna Prestes com a facção marxista do Luis Carlos Prestes e Maurício de Lacerda, os comunistas do Paulo de Lacerda, até culminar com a deposição de Washington Luis a 24/10/1930 que acaba com a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais e promoverá a instalação de uma nova sociedade no Brasil.&lt;br /&gt;1930: a instalação do governo Vargas acaba com o poder secular de São Paulo e Minas Gerais na política brasileira e muda radicalmente a sociedade constituída pelas grandes famílias agrárias de São Paulo como fonte de poder político e econômico. Getúlio é figurinha carimbada na história do Brasil; sua lembrança tanto serve para os que o odiavam como para os que até hoje o veneram. Para os primeiros, foi o "populista" que produziu um "mar de lama"; para os outros, foi o estadista que implantou um novo modelo de desenvolvimento que, apesar de seus defeitos, perdurou por mais de 50 anos, que bem ou mal incluiu à sociedade do século 20 as massas pobres e sem direitos.&lt;br /&gt;Resenha Histórica: para entender esta dança do poder no Brasil vamos voltar ao sec. XVII com o poder nas mãos dos engenhos de açúcar do nordeste que abasteciam o mundo, ao sec. XVIII com o poder nas mãos dos mineradores de ouro de Minas Gerais que reconstruíram Lisboa e enriqueceram a Inglaterra, ao sec. XIX com o poder da monocultura do café fazendo os riquíssimos barões de café do Rio de Janeiro sustentarem o Império até ter seu poder anulado pela exaustão das terras e pela abolição da escravidão, ao sec. XX com o poder do café de São Paulo e sua luxuosa belle époque ainda ligada ao poder agrário e chegando aos novos donos do poder a partir de 1930.&lt;br /&gt;Resumo: a partir de Vargas, (que é uma conseqüência da Crise de 1929), o contexto social brasileiro se desloca dos grandes fazendeiros e sua estrutura social agrária e se muda para os industriais e comerciantes provenientes de uma mescla de raças/culturas/tradições diferentes, (onde predominam majoritariamente os italianos e os árabes), que se instalam como os novos mandatários do poder e do dinheiro e moldam a dinâmica social urbana da nova sociedade onde a única linguagem sem fronteiras, que todos entendem, é o dinheiro. Essa nova sociedade que se forma no país, e no mundo, segue em uma transformação acelerada até eclodir a 2ª guerra mundial. Porém há que se observar que, em todas estas transformações sociais seculares se mantém o conceito da permanência histórica das elites no comando das mudanças sociais sempre manobrando em proveito próprio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fontes pesquisadas para estruturar este trabalho: &lt;br /&gt; Histórias de família, fonte primária.&lt;br /&gt;1930, Os Órfãos da Revolução, Domingos Meirelles, Editora Record, 2006, que é a base de informação dos dados técnicos que quantificam o trabalho.&lt;br /&gt;Grupos qualitativos e disputa sem qualidade, artigo de Carlos Alberto de Melo, Cientista Político, doutor pela PUC-SP, Professor de Sociologia e Política do Ibmec São Paulo.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Nazifascismo</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/nazifascismo.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:46:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-560772054907372400</guid><description>O Movimento Nazi-Fascista&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/002.htm" class="lista"&gt; » O Movimento Nazi-Fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/001.htm" class="lista"&gt; » A violência fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/000.htm" class="lista"&gt; » Síntese geral do fascismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;Apregoando um intenso fervor nacionalista, o movimento fascista (do latim fascio = feixe), surgido em 1919, logo após o findar da Primeira Guerra Mundial, transformou-se num fenômeno político internacional. Tendo seu epicentro na Itália, mergulhada em profunda crise socio-política, dali o fascismo, tornado-se hegemônico sobre os demais partidos da ultra-direita, expandiu-se, com maior ou menor presença, por quase todo o mundo. No entanto, em cada lugar em que se organizou assumiu uma denominação, um líder e uma simbologia própria, que diferia das demais agremiações da mesma ideologia. &lt;p&gt;&lt;b&gt;A militarização da política&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No início os seus militantes e principais quadros partidários foram largamente preenchidos por ex-combatentes, por veteranos da Primeira Guerra Mundial, que se sentiram frustrados, excluídos, quando não traídos pelos governos do após-guerra. Dai entender-se que tanto os chefes do movimento nazi-fascista (como Hitler e Mussolini) como seus seguidores mais próximos serem oriundos das trincheiras, e que, mesmo na paz, continuavam usando uniforme e celebrando a vida de soldados. Comportavam-se eles como se ainda estivesse entre seus camaradas no fronte de guerra. O fascismo foi, portanto, uma militarização da política, a transposição para a vida civil dos hábitos e costumes adquiridos por uma geração inteira de europeus que passaram quatro anos da sua existência condicionados pela brutal experiência de uma guerra terrível. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa experiência militar deles fez com que os partidos fascistas não somente usassem uniforme e obedecessem ao seu chefe do mesmo modo que os soldados seguem o seu general, como entendessem a política como um campo de batalha, na qual seus adversários não era vistos como rivais num quadro eleitoral, mas sim inimigos a serem encarcerados ou eliminados no futuro. A militarização da vida política, com o partido organizado como fosse um regimento do exército, disciplinado e obediente à uma hierarquia, teve como conseqüência a determinação deles de submeterem a sociedade civil por inteiro às regras militares. O que conduziu a que levassem a quartelização da sociedade por inteiro. Entendiam que travavam agora, finda a guerra, uma batalha para salvar a pátria, a sua pátria, ameaçada pela subversão comunista (inspirada na revolução bolchevique que ocorria, desde 1917, na Rússia), e pela debilidade da democracia liberal, incapaz de concentrar a energia necessária para retirar a nação da profunda crise econômica e moral com que saíra da guerra.&lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Difusão pelo mundo&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO2--&gt;&lt;img src="http://educaterra.terra.com.br/educacao/fotos_n/voltaire/suastica.jpg" vspace="3" align="RIGHT" border="0" hspace="3" /&gt; &lt;!--M_FOTO2--&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA2--&gt;&lt;!--M_LEGENDA2--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;As ruas de Roma, de Munique, de Berlim, de Madri, e até do Rio de Janeiro, enchiam-se de desfiles cívicos de militantes que marchavam, embandeirados, aos sons marciais, enaltecendo o nacionalismo e os valores pátrios que, segundo os fascistas, foram esquecidos ou abertamente traídos no período do pós-guerra. Cada organização fascista tinha o seu símbolo, sua cor e seu líder absoluto: um chefe, um duce, um führer, um caudilho, um chefe, que comandava seus homens como um general em tempo de guerra, e a quem seus seguidores devotavam verdadeira idolatria, considerando-o uma espécie de salva-pátria. Obviamente que os fascistas detestavam a democracia.&lt;!--M_TEXTO2--&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;Objetivos políticos e raciais&lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO3--&gt;&lt;img src="http://educaterra.terra.com.br/educacao/fotos_n/voltaire/feixe.jpg" vspace="3" align="RIGHT" border="0" hspace="3" /&gt; &lt;!--M_FOTO3--&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA3--&gt;&lt;!--M_LEGENDA3--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Tinham os nazi-fascistas como objetivo maior, deter a subversão social representada pelo comunismo. O nazi-fascismo transformou o bolchevismo no seu inimigo de morte e os comunistas não-soviéticos eram vistos como meros agentes a serviço do domínio mundial daquela potência. Pode-se dizer que o fascismo assumiu uma conotação mais radical exatamente nos países ou nas sociedades que se sentiam mais vulneráveis a uma revolução comunista. Naquelas em que a hierarquia social, os valores tradicionais e o ordenamento das classes, estavam mais sujeitos a serem derrubados. E, onde, no passado recente, a frustração ou a humilhação nacional sofrida na guerra ainda não fora esquecida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O nazismo, a vertente alemã do fascismo, elegeu ainda, como seu pior adversário, além dos já citados comunistas, os judeus. Seguidores da tradição anti-semita européia , atribuíam a eles todas as desgraças e vexações porque a Alemanha passara (a direita alemã debitou à derrota de 1918 aos comunistas e aos judeus que teriam dado "uma punhalada nas costas" do país). O violento anti-semitismo dele e sua política de defesa da eugenia - a obsessão pela pureza racial do homem ariano -, fez com que os nazistas terminassem por ordenar, entre 1939-45, o maior massacre de seres humanos até hoje registrado na história: o holocausto de todos os judeus europeus e o extermínio de todos aqueles que , segundo eles, "levavam uma vida indigna de ser vivida" (os loucos, menores excepcionais, portadores de males genéticos, idosos senis, etc.).&lt;!--M_TEXTO3--&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO4--&gt;O fascismo americano&lt;!--M_SUBTITULO4--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;table width="1" align="left" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="LEFT"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;!--M_CRED4--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;!--M_FOTO4--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA4--&gt;&lt;!--M_LEGENDA4--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO4--&gt;Incluiu-se também entre os fascismos, a forma peculiar com que ele surgiu e atuou nos Estados Unidos, majoritariamente nos estados do sul, por meio da organização secreta Ku Klux Klan, fundada a primeira vez em 1866-7 no Tennesse, e refundada em 1915, por William J.Simmons. Apesar de afirmar-se como um baluarte do cristianismo protestante, branco e anglo-saxão, e ser também anti-semita, os klanmen (como seus militantes eram denominados), que alcançaram a ser 5 milhões nos anos 20, concentraram o seu ódio nos negros americanos, incendiando suas igrejas comunitárias e promovendo brutais linchamentos. O líder supremo deles era denominado de Grande Mágico do Império (Great Wizard of Empire) e tinha ascendência sobre os demais chefes do Klan nos estados. Num deles o líder era designado como o Grande Dragão que chefiava um comitê de 8 Hidras que coordenavam a ação dos Ghouls, os vampiros, os que praticavam as atrocidades.&lt;br /&gt;A violência fascista&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/002.htm" class="lista"&gt; » O Movimento Nazi-Fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/001.htm" class="lista"&gt; » A violência fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/000.htm" class="lista"&gt; » Síntese geral do fascismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;Enquanto os marxistas justificavam a utilização da violência apenas para o momento revolucionário, o fascismo a exaltava. A violência era vista por eles como um instrumento legitimo de afirmação ou defesa de uma idéia. Assim seus militantes organizavam-se em esquadrões de assalto, em bandos de brigões, destacados para atacar seus inimigos políticos, formando as squadristti, do fascismo italiano e as SA (Sturm Abteilung) e a SS (Schutz Staffeln) dos nazistas. Consequentemente viam a guerra como uma instância superior da bravura humana. Era no campo de sangue que o homem revelava a sua coragem e determinação. Logo, odiavam os pacifistas e os defensores da não-violência em geral. &lt;p&gt;O fascismo desapareceu quase que totalmente depois da completa derrota que os E.U.A, a Grã-Bretanha e a URSS, lhe impôs ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. E, posteriormente, com o desaparecimento da URSS em 1991, acredita-se que dificilmente poderá voltar a se insurgir, pois uma das suas principais motivações era a existência do comunismo.&lt;!--M_TEXTO1--&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;O fascismo brasileiro&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO2--&gt;&lt;!--M_FOTO2--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA2--&gt;&lt;!--M_LEGENDA2--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;O Brasil, como é sabido, não ficou a margem do movimento fascista. Vários grupos simpatizantes já haviam se organizado em legiões nos anos 20, inspirados em Mussolini, no entanto foi preciso esperar o ano de 1932, quando o escritor e jornalista Plínio Salgado (ex-integrante do Movimento Pau-brasil) fundou a A.I.B. (Ação Integralista Brasileira), em São Paulo, a qual, nos anos trinta, tornou-se "o primeiro partido político brasileiro com implantação nacional" [H.Trindade, pag. 9]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Brasil, visto suas características miscigenadas, o integralismo assumiu com mais ênfase o anticomunismo e não o racismo ou o anti-semitismo ( 65% dos militantes aderiram ao movimento por serem anticomunistas e somente 5% por sua posição anti-semita [H.Trindade, pag. 161]). Também marcou-o uma inclinação pela religiosidade que não encontramos nem no fascismo italiano e muito menos no neopaganismo nazista. Tanto é que o "Manifesto de Outubro" de 1932, redigido por Plínio Salgado, Chefe Nacional do Integralismo, inicia-se com a frase "Deus dirige os destinos dos povos". &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Advogava o advento da "Quarta Humanidade" uma era que integrasse - daí o Integralismo - as etapas anteriores da história humana ( o sentimento de Cosmo da primeira, a iluminação pelo Verbo Divino da segunda, e o senhor dos elementos da terceira) para chegar ao Homem Integral gerado pela futura "Revolução Integral". O lema adotado foi o conservadoríssimo "Deus-Pátria-Família". Trindade diz que o personagem literário, o filósofo Mandaratuba, um pensador ultra-nacionalista e patriota, crente no corporativismo, fascinado pelos heróis e temerosos dos "bárbaros", criado por Plínio Salgado, é uma "caricatura autobiográfica" do próprio autor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Organizavam-se em "legiões" e subdividiam-se em "bandeiras" e "terços" e cumprimentavam-se bradando "anauê", com o braço estendido a la romana. Chegaram a anunciar a militância de 500 mil de homens e mulheres. Tinham, devido a sua formação disciplinada e gosto pela hierarquia e pelo uniforme, muita simpatia por parte das Forças Armadas, especialmente entre os oficiais da Marinha, a mais conservadora das três forças.&lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;O putsch integralista&lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO3--&gt;&lt;!--M_FOTO3--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA3--&gt;&lt;!--M_LEGENDA3--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Com a implantação do Estado Novo por Getúlio Vargas em novembro de 1937, os integralistas esperavam que o ditador convidasse o seu líder Plínio Salgado para um ministério. &lt;/p&gt;Porém, se Getúlio Vargas adotou alguns dos seus princípios (o anticomunismo, o estado forte, autoritário e intervencionista) e os cerimoniais cívicos (o culto ao chefe da nação e os desfiles patrióticos), os excluiu do poder. Em vista disto, os integralista tentaram toma-lo através de um putsch. Na noite de 11 de maio de 1938, liderados pelo tenente Severo Fournier, atacaram o Palácio Guanabara, a residência presidencial no Rio de Janeiro. Enquanto isso outros grupos de ação integralista tentavam prender outros destacados chefes militares do regime getulista. Fracassaram. Getúlio Vargas, que escapou ileso do cerco a que fora submetido, reagindo, os colocou na prisão e o movimento ultra-direitista foi posto na ilegalidade. Plínio Salgado exilou-se em Portugal, acolhido pela ditadura Salazarista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os integralistas, não mais com esta denominação, chegaram no entanto ao poder muito tempo depois em apoio à Ditadura Médici (entre 1969-1974), quando vários dos seus antigos militantes assumiram governos estaduais (como no caso do RGS e do Estado do Rio) e elevados cargos ministeriais e administrativos.&lt;br /&gt;Síntese geral do fascismo&lt;!--M_TIT--&gt;  &lt;table align="right" border="0" cellpadding="2" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;table width="214" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="chapeu" bgcolor="#aa6d32"&gt;Leia mais&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" bgcolor="#f4dcc6" valign="top"&gt; &lt;!--M_LEIAMAIS--&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/002.htm" class="lista"&gt; » O Movimento Nazi-Fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/001.htm" class="lista"&gt; » A violência fascista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/seculo/2004/02/17/000.htm" class="lista"&gt; » Síntese geral do fascismo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_LEIAMAIS--&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="texto" align="left" valign="top"&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO1--&gt;Para entender por tópicos o que é o fascismo, confira o quadro. &lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/educacao/fotos_n/voltaire/fascismo.htm" class="textolinkbold" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Clique aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--M_TEXTO1--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO2--&gt;Os principais movimentos fascistas no entre-guerras (1919-1945)&lt;!--M_SUBTITULO2--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;!--M_CRED2--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO2--&gt;&lt;!--M_FOTO2--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA2--&gt;&lt;!--M_LEGENDA2--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO2--&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://educaterra.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/educacao/fotos_n/voltaire/grupos_fascistas.htm" class="textolinkbold" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Confira aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;!--M_TEXTO2--&gt;  &lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;p class="titulo"&gt; &lt;!--M_SUBTITULO3--&gt;Bibliografia&lt;!--M_SUBTITULO3--&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;table width="1" align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right"&gt;&lt;span class="credito"&gt; &lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;!--M_CRED3--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;!--M_FOTO3--&gt;&lt;!--M_FOTO3--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="legenda"&gt; &lt;!--M_LEGENDA3--&gt;&lt;!--M_LEGENDA3--&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;!--M_TEXTO3--&gt;Brady, Robert A. - &lt;i&gt;The spirit and structure of German Fascism&lt;/i&gt; - The Citadel Press, Nova Iorque, 1971 &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Buron, Thierry - Gauchon, Pascal - &lt;i&gt;Os fascismos&lt;/i&gt; - Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1980  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fest, Joachim - &lt;i&gt;Hitler&lt;/i&gt; - Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1976&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gertz, René - &lt;i&gt;O fascismo no sul do Brasil&lt;/i&gt; - Editora Mercado Aberto, Porto Alegre-RS, 1987&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Michel, Henri - &lt;i&gt;Les Fascismes&lt;/i&gt; - Press Universitaires de France, Paris, 1983, 3ª ed.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nolte, Ernst- &lt;i&gt;El fascismo en su época&lt;/i&gt; - Ediciones Peninsula, Madri,1967&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Shirer, William - &lt;i&gt;Ascensão e queda do IIIº Reich&lt;/i&gt; - Editora Civilização brasileira, Rio de Janeiro, 4 vols., 1967&lt;/p&gt;Trindade, Hélgio - &lt;i&gt;Integralismo ( o fascismo brasileiro na década de 30)&lt;/i&gt; - Difel, São Paulo, 1974&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="s"&gt;A terceira via&lt;/h2&gt;   &lt;div class="PostContent"&gt;        &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;O Nazi-Fascismo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A situação crítica que se encontrava a Europa após a guerra concorreu para o surgimento de ideologias políticas totalitárias que se apresentavam como solução para todos os males. Crescia, portanto, uma terceira via, além da democracia liberal e do socialismo. O fascismo e sua versão alemã – o nazismo – são as maiores expressões deste quadro. Nos países em que o totalitarismo triunfou, sobretudo na Itália e na Alemanha,ocorrem situações parecidas: um regime democrático frágil, polarização entre a esquerda (comunistas e anarquistas) e a direita nacionalista, crise econômica e, por fim, a figura de um líder incorporando os símbolos nacionais.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Argumenta-se que o regime totalitário é uma resposta aos momentos de crise. No contexto histórico específico do fascismo, acrescenta-se o avanço das idéias socialistas como um fator explicativo importante. Esta idéia é defendida pelo historiador marxista Eric Hobsbawm. Segundo ele, a ascensão da direita totalitária foi uma espécie de resposta ao crescimento do poder operário, evidenciado na Revolução de Outubro, na Rússia. Hobsbawm continua dizendo que a direita radical já fazia parte do cenário político europeu desde o fim do século XIX, mas eram mantidos sob controle. O "perigo" socialista viria mudar este contexto&lt;i&gt;.&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt; &lt;/i&gt;Ainda neste aspecto econômico, diz-se que o fascismo surge como solução para os conflitos entre capital e trabalho. A burguesia, temerosa de perder o seu poderio neste conflito, alia-se então aos regimes totalitários de direita.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outros estudiosos argumentam diferente. Priorizando o aspecto político, encontram-se aqueles que defendem a idéia de um "vazio hegemônico" para explicar o surgimento do nazi-fascismo. Este conceito é utilizado para caracterizar uma situação onde, em um determinado lugar, nenhum grupo social se encontra em condições políticas e econômicas de impor o seu projeto de poder. Neste momento, então, surge a figura de um líder que "toma pra si" a responsabilidade política de desenvolver a nação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No caso italiano, a frustração em não conquistar alguns territórios desejados, somado às perdas obtidas durante a guerra criaram um ambiente fértil para a ascensão do regime de Mussolini. O nacionalismo era instigado. Greves e rebeliões em toda a parte demonstravam a situação social do país.O governo democrático não possuía autoridade suficiente para acalmar os ânimos. A burguesia então, receosa com o clima revolucionário, acabou apoiando aqueles que representavam uma opção política com a força e a capacidade necessária para controlar esta situação – os fascistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois de tentativas frustradas de tentar chegar ao poder por vias legais, em 1919, Mussolini percebeu que outra via era possível, e assim o fez. Com o agravamento da situação no país, mais grupos demonstravam apoio ao fascismo. Em 1922, Mussolini chegava ao poder para três anos depois eliminar a oposição e estabelecer o seu regime totalitário.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na mesma época em que se consolidou o regime fascista na Itália, Hitler lançava seu livro - &lt;i&gt;Mein Kampf (Minha Luta)&lt;/i&gt; – onde desenvolvia suas teorias raciais e dava corpo à futura ideologia nazista. Sua obsessão pela pureza da raça, seu ódio aos judeus e seu nacionalismo exacerbado foram suas marcas, além de um gênio político-militar que poucos ousaram reconhecer. O desejo de um Império Alemão Central (o espaço vital) composto apenas daqueles pertencentes à "raça superior ariana" foi um objetivo buscado até a sua morte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O ambiente político e econômico em que se deu o surgimento e o desenvolvimento dos nazistas na Alemanha foi semelhante àquele visto na Itália fascista. No entanto, após investimentos norte-americanos no pós-guerra a Alemanha se recuperou economicamente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Diferente da Itália, na Alemanha havia uma industrialização suficiente para se ter um proletariado bem definido. Após a Primeira Guerra Mundial, além de ter sido considerada a "culpada pela guerra", foi imposto aos alemães um governo social-democrata – a "República de Weimar". No entanto, este tipo de governo necessita de recursos econômicos para manter a política social à qual ela se propõe. Na falta de capital, crescem as oposições à este regime de governo. A partir disto, o fator principal que veio ajudar em muito a ascensão de Hitler foi a Crise de 1929. O país, de todos os europeus que haviam passado pela industrialização, foi o mais atingido pela crise econômica. Um terço da população era de desempregados, a polarização entre nazistas e comunistas aumentava. A partir daí, o estabelecimento do regime nazista na Alemanha se deu de forma meteórica. Já em 1933, em poucas semanas Hitler passou de Chanceler para Führer. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Várias foram as mudanças introduzidas com a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha. Os partidos foram extintos e os judeus foram perseguidos. Por outro lado, o Führer conseguiu praticamente acabar com o desemprego, através da promoção de inúmeras obras públicas. Mas como questiona Duroselle, &lt;i&gt;"ao preço de que deterioração moral?".&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Além disso, com nacionalismo exagerado, Hitler ressurgiu e construiu diversos símbolos nacionais, a fim de obter a unidade do povo alemão. Nada escapava ao alcance da ideologia totalitária. Até os juízes faziam a saudação nazista.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cabe ressaltar que o Estado totalitário, diversas vezes, se apropria de elementos do discurso socialista, uma vez que o "público alvo" era o mesmo – as camadas sociais mais baixas. Além disso, ambos possuem um sistema de partido único e o desprezo pela individualidade, priorizando o coletivo. Por isso, muitos autores costumam assemelhar o regime fascista do regime socialista da URSS. De fato, os dois regimes foram totalitários, utilizando, porém, um discurso ideológico distinto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Além disso, a utilização dos meios de comunicação em massa para a propagação da ideologia totalitária também foi uma constante. O culto à personalidade, o ideal de nação, o coletivo/corporativismo (em detrimento ao individualismo exaltado pela ideologia liberal), o nacionalismo, o racismo, enfim, diversos elementos foram costurados com o intuito de corporificar um discurso ideológico que sobrepujasse toda e qualquer oposição ao regime. Além disso, os nazi-fascistas se caracterizam pelo ativismo, ou seja, o uso da força e da violência, sobretudo contra as correntes de esquerda – comunistas, socialistas e anarquistas. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Estado totalitário não abre mão do capitalismo. O que ele faz de diferente é a não adoção da democracia, do liberalismo (e sua prerrogativa do individualismo). O totalitarismo intervém na economia porque acredita que acima dos interesses particulares estão os interesses da nação, do conjunto de indivíduos. Um slogan utilizado pelos nazistas dizia tudo: "você não é nada, o povo é tudo".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Bibliografia consultada:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;DUROSELLE, J. B. &lt;i&gt;A Europa de 1815 aos nossos dias&lt;/i&gt;. São Paulo: Ed. Pioneira, 1985.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;HOBSBAWM, Eric J. &lt;i&gt;A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991&lt;/i&gt;). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.&lt;/p&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;hr width="33%" align="left"  style="font-size:78%;"&gt;  &lt;div id="ftn1"&gt; &lt;p&gt;[1]&lt;span style="font-size:85%;"&gt; HOBSBAWM, Eric J. &lt;i&gt;A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991&lt;/i&gt;). São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 127.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div id="ftn2"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[2]&lt;span style="font-size:85%;"&gt; DUROSELLE, J. B. &lt;i&gt;A Europa de 1815 aos nossos dias&lt;/i&gt;. São Paulo: Ed. Pioneira, 1985,p.95.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>fim da primeira guerra mundial</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/fim-da-primeira-guerra-mundial.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:44:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7732526924656934648</guid><description>&lt;h2&gt;Fim da Primeira Guerra Mundial&lt;/h2&gt; &lt;div class="descr"&gt; &lt;span class="icat"&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/categoria/educacao/"&gt;Educação&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="iaut"&gt;Roberto&lt;/span&gt; &lt;span class="idat"&gt;01/10/08&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;     &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.blogers.com.br/wp-content/uploads/2008/10/fim-da-primeira-guerra-mundial.jpg" alt="fim da primeira guerra mundial" /&gt;&lt;br /&gt;A primeira guerra mundial está diretamente relacionada com o inicio da segunda, já que os interesses territoriais dos alemães não haviam se concretizado, pelo contrário, tiveram que devolver a região de Alsácia e Lorena para a França, sem contar nas diversas clausulas do Tratado de Versalhes fazendo a Alemanha regredir economicamente e tendo de &lt;a href="http://www.blogers.com.br/fim-da-primeira-guerra-mundial/#" onclick="hwClick15874338741765(1580042775);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(255, 0, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw15874338741765(event, this, '1580042775'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;pagar&lt;/a&gt; os custos que os países vitoriosos tiveram com a guerra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Pode se dizer que a Alemanha perdeu a guerra mas não perdeu a guerra também, já que seu exército não foi derrotado, a derrota alemã foi fruto de um golpe burguês, onde a maioria destes eram judeus. Daí a raiva de Hitler pelos judeus, pois na primeira guerra mundial ele era um dos soldados do front que ainda queria batalhar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Após assinar o Tratado de Versalhes e acabar com seu exército (uma das exigências do tratado), a  &lt;a href="http://www.blogers.com.br/fim-da-primeira-guerra-mundial/#" onclick="hwClick6786263240765(1580042775);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(255, 0, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw6786263240765(event, this, '1580042775'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;economia&lt;/a&gt; alemã desabou. Mas, não demorou muito para que Adolf Hitler chegasse ao poder com o nazismo, espalhando o nacionalismo exaltado por toda a Alemanha.&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;p&gt;Artigos relacionados&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/saiba-mais-sobre-o-fim-da-primeira-guerra-mundial/"&gt;Saiba mais sobre o Fim da Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/resumo-do-fim-da-primeira-guerra-mundial/"&gt;Resumo do fim da Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/primeira-guerra-mundial/"&gt;Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/consequencias-da-primeira-guerra-mundial/"&gt;Consequencias da Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/saiba-mais-sobre-a-terceira-guerra-mundial/"&gt;Saiba mais sobre a Terceira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/fotos-da-primeira-guerra-mundial/"&gt;Fotos da primeira guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/resumo-da-primeira-guerra-mundial/"&gt;Resumo da Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/a-primeira-guerra-mundial/"&gt;A primeira guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/historia-mundial/"&gt;Historia mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/brasil-na-primeira-guerra-mundial/"&gt;Brasil na primeira guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/segunda-guerra-mundial/"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/fim-da-segunda-guerra-mundial/"&gt;Fim da segunda guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/judeus-na-segunda-guerra-mundial/"&gt;Judeus na segunda guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/breve-resumo-sobre-a-segunda-guerra-mundial/"&gt;Breve resumo sobre a Segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/fotos-da-segunda-guerra-mundial/"&gt;Fotos da segunda guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/terceira-guerra-mundial/"&gt;Terceira guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/o-que-e-nazismo/"&gt;O que é Nazismo&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/pos-segunda-guerra-mundial/"&gt;Pós segunda Guerra Mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/podemos-acreditar-na-terceira-guerra-mundial/"&gt;Podemos acreditar na terceira guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://www.blogers.com.br/brasil-na-segunda-guerra-mundial/"&gt;Brasil na segunda guerra mundial&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="72%" bg style="color:#000000;"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;span style="font-family:Brush Script MT;font-size:7;color:#990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#ff3333;"&gt;&lt;img src="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/imagens/titulo1guerra.jpg" width="342" height="55" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#999999;"&gt;1914 a 1918&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="11%" bgcolor="#000000"&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/imagens/LogoNaufr%E1gios%20do%20Brasil%20pequeno.jpg" width="95" border="0" height="119" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="2" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="11%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td width="49%" bg style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;A  Situação Mundial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="51%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bg style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td bg style="color:#000000;"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" bg border="0" border cellspacing="0" style="color:#000000;"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td colspan="2"&gt; &lt;div align="center"&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;O  segundo maior conflito da história da humanidade, só perdendo para  a &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/2guerra.htm"&gt;Segunda Grande Guerra,&lt;/a&gt; iniciou-se na Europa em 1914,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;  devido a um conjunto de antagonismos econômico, coloniais e político-militar,  entre as principais potências industriais da Europa. As diferênças  causaram uma forte corrida armamentista com a intalação de uma 'Paz"  armada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;O  assassinato do príncipe Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro,  por um jovem Sérvio, foi o estopim para o conflito. O império Astrio-Húngaro  declarou guerra à Sérvia, que pediu ajuda a Rússia.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;A  Alemanha aliou-se a Áustria-Hungria, Itália,&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;Bulgária  e a Turquia&lt;/span&gt;, enquanto Sérvia, Rússia, &lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;França,  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Inglaterra  e Japão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt; assinavam  o pácto da Tríplice Enten-te, &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Mais  tarde a &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Itália  mudou de lado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;  e outros países, entre os quais, Portugal, China, Estados Unidos, Brasil  etc. aliaram-se, &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;alcançando,  o conflito, o status de guerra mundial. O guerra extendeu-se até &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;1918,  quando o grupo Germânico capitulou.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="53%"&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Nem  só de trincheiras e gases venenosos foi travado a 1ª Guerra Mundial.  Em fevereiro de 1915, a Alemanha lança mão dos U-boat, afim de bloquear  o comércio e transporte de suprimentos para o front. Uma das primeiras  vítimas foi o navio britânico Lusitânia. Porém a pressão  americana,obrigou a Alemanha a cessar este tipo de ataque.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Em  1917, a Alemanha desencadeia uma guerra submarina irrestrita, em volta das águas  da Europa, o que provocaria a entrada dos Estdos Unidos na guerra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;  &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="47%"&gt; &lt;div align="center"&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/imagens/1guerrauboat1.jpg" width="303" border="2" height="109" /&gt;&lt;br /&gt; U-1&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;O primeiro de uma nova geração de  U-boats, que provocaria maciças perdas aos aliados.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bg style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;  &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As perdas dos Aliados somaram mais de 2,7 milhões  de toneladas. Apesar disso, o esforço não foi suficiente para vencer  os aliados que haviam adoptado um sistema de comboio, mais eficiênte contra  os U-Boot&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;;  com ele, foram transportados para o front, cerca de 2 milhões de soldados  norte-americanos, além de armas e suprimentos vindos da europa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" bg border="0" cellspacing="0" style="color:#000000;"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O  Brasil, era um país escencialmente agrícola e a guerra apenas um  eco da Europa, seus efeitos restringiam-se as dificuldades econômicas e  a forte propaganda das duas facções.&lt;br /&gt;Com a ampliação  da guerra submarina, &lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;inclusive&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;a  a navios&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;  de países neutros que navegassem nas águas da Europa, o comércio  brasileiro, passou a ter seus navios ameaçados de ataque.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr bg style="color:#000000;"&gt; &lt;td width="49%" bg style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;Os  Ataques e a Guerra&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="51%"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr bg style="color:#000000;"&gt; &lt;td width="49%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="51%"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bg style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;No  dia 5 de abril de 1917 o vapor brasileiro &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm" target="mainFrame"&gt;Paraná&lt;/a&gt;  foi torpedeado por um submarino alemão, com três vítimas.  No dia 11 de abril nosso país rompe relações diplomáticas  com o bloco Germânico. Em 20 de maio o navio &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm" target="mainFrame"&gt;Tijuca&lt;/a&gt;  foi torpedeado perto na França. Nos meses seguintes o governo Brasileiro,  confisca 42 navios alemães que estavam em portos brasileiros, como indenização  de guerra. Varios ataques a navios brasileiros sucederam-se alguns causando afundamentos.&lt;br /&gt; Vários dos quais, foram afundados durante a segunda guerra mundial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#006699;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bg style="color:#000000;"&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;/  &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navpaises.htm" target="mainFrame"&gt;Alegrette&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navcostasergipe.htm" target="mainFrame"&gt;Baependi&lt;/a&gt;  / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navcostasergipe.htm" target="mainFrame"&gt;Bagé&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navpaises.htm" target="mainframe"&gt;Barbacena&lt;/a&gt;  / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navpaises.htm" target="mainFrame"&gt;Cabedello&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navcostasaopaulo.htm" target="mainFrame"&gt;Campos&lt;/a&gt;  / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navcostapara.htm" target="mainFrame"&gt;Lages&lt;/a&gt; / &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/navpaises.htm" target="mainFrame"&gt;Parnaíba&lt;/a&gt;  / &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#000000"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;No dia&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt; 23 de outubro  de 1917 o cargueiro nacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;  &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm" target="mainFrame"&gt;Macau&lt;/a&gt;, um dos navios (Palatia)  arrestados, foi torpedeado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;por  um submarino alemão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;,  perto da costa da Espanha e seu comandante feito prisioneiro. Com a pressão  popular contra a Alemanhã, no dia 26 de outubro de 1917 o país declara  guerra a aliança Germânica.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr bg style="color:#000000;"&gt;  &lt;td width="20%" height="92"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="60%" height="92"&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;O  Brasil vai à Guerra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="20%" height="92"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#000000"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman, Times, serif;font-size:130%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;A  participação militar do Brasil na solo europeu foi pequena; resumindo-se  a algumas ações de pilotos da força aérea, treinados  na Europa e apoio médico.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;  A Marinha recebeu a incumbência de patrulhar o Atlântico, evitando  a ação dos submarinos inimigos. Para essa tarefa é criado  o &lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/naufdong.htm"&gt;D.N.O.G. (Divisão Naval de Operações  de Guerra)&lt;/a&gt;. Vários navios são incorporados a essa divisão  de patrulhamento inclusive o Laurindo Pitta, (navegando até hoje).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#006699;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td colspan="2" bgcolor="#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="83%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="17%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="83%" bg style="color:#999999;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Esquadra  Brasileira na 1ª Guerra Mundial&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="17%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="83%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="17%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#000000"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr bg style="color:#000000;"&gt;  &lt;td rowspan="6" width="50%" height="285" valign="top"&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Sete  navios compunham a esquadra oceânica: Cruzadores Rio Grande do Sul e Bahia,  Contratorpedeiros Parahyba, Santa Catharina, Piahuy e Rio Grande do Norte, e o  Navio Auxiliar Belmonte.&lt;br /&gt;Porém, logo após o início de  sua atividade em novembro de 1918, a Alemanhã capitulou, cerrando o fim  da Primeira Grande Guerra Mundial.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Cento e setenta  e seis submarinos alemães foram entregues aos Aliados, enquanto a frota  de alto-mar alemã foi conduzida a Scapa Flow (Inglaterra), onde foi posta  a pique em Junho de 1919.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td rowspan="6" width="8%" height="285" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="42%" height="30" valign="middle"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Cruzador  Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td width="42%" bg height="29" valign="middle" style="color:#000000;"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Contratorpedeiro  Rio Grande do Norte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td width="42%" bg height="28" valign="middle" style="color:#000000;"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Contratorpedeiro  Santa Catharina&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td width="42%" bg height="27" valign="middle" style="color:#000000;"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Contratorpedeiro  Piahuy &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td width="42%" bg height="25" valign="middle" style="color:#000000;"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Contratorpedeiro  Parahyba&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td width="42%" bg height="46" valign="middle" style="color:#000000;"&gt;  &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Navio  Auxiliar Belmonte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#000000"&gt; &lt;td width="50%"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="50%"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr bgcolor="#000000"&gt;  &lt;td width="50%"&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;img src="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/imagens/FNBahia.jpg" width="243" border="2" height="112" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#999999;"&gt;Cruzador Bahia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%"&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/imagens/FNDong.jpg" width="205" border="2" height="108" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Rebocador Laurindo  Pitta &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" border="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#000000"&gt;  &lt;td colspan="2"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr bgcolor="#000000"&gt; &lt;td colspan="2"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr bgcolor="#000000"&gt;  &lt;td colspan="2"&gt; &lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr bg style="color:#333333;"&gt;  &lt;td width="69%" bg style="color:#999999;"&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Navios  afundados na 1ª Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="31%" bgcolor="#000000"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr bgcolor="#000000"&gt; &lt;td colspan="2"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr bgcolor="#000000"&gt; &lt;td colspan="2"&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Durante  o período da Primeira Grande Guerra, diversos navios cargueiros, nacionais  e de outras nações, foram atacados e alguns afundados nas águas  brasileiras e da Europa.&lt;br /&gt;Aquí estão eles.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr bgcolor="#000000"&gt; &lt;td width="69%" height="29" valign="middle"&gt; &lt;/td&gt;&lt;td width="31%" height="29" valign="middle"&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table width="90%" align="center" bg border="0" cellspacing="0" style="color:#000000;"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td width="50%" bg style="color:#999999;"&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Brasileiros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%" bg style="color:#999999;"&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Estrangeiros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="50%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td width="50%"&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#006699;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm" target="mainFrame"&gt;Macau,  Maceió, Paraná, Tijuca,&lt;br /&gt;Lapa, Acary, Guayba&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm"&gt;&lt;span style="color:#006699;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavbrasil.htm"&gt;&lt;span style="color:#006699;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="50%"&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#006699;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavestrang.htm" target="mainFrame"&gt;Cap  Trafalgar, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavestrang.htm"&gt;&lt;b&gt;Eber&lt;/b&gt;, Guadalupe,&lt;br /&gt;Highland  Hope, &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;color:#006699;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavestrang.htm" target="mainFrame"&gt;Santa  Catharina,&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.naufragiosdobrasil.com.br/1guerranavestrang.htm"&gt;Van  Dike.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>O Primeiro Reinado</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/o-primeiro-reinado.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:42:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-8247993295100752458</guid><description>&lt;li&gt;PRIMEIRO REINADO&lt;/li&gt;  &lt;!-- End BreadCrumb --&gt;     &lt;div class="PostHead"&gt;  &lt;!-- This uses the GoogleAdsense468x60.html snippet --&gt;    &lt;h1&gt;PRIMEIRO REINADO&lt;/h1&gt;   &lt;ul class="PostInfo"&gt;&lt;li class="Author"&gt;Por &lt;a href="http://www.mundovestibular.com.br/authors/11/Hist%C3%B3ria"&gt;História&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="Time"&gt;Publicado 12/06/2008&lt;/li&gt;&lt;li class="Categ"&gt;&lt;a href="http://www.mundovestibular.com.br/categories/Hist%C3%B3ria/"&gt;História&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="Rating"&gt;&lt;span style=""&gt;   Nota:    &lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/redRatingFull.gif" alt="ratingfull" /&gt;&lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/redRatingFull.gif" alt="ratingfull" /&gt;&lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/redRatingFull.gif" alt="ratingfull" /&gt;&lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/redRatingFull.gif" alt="ratingfull" /&gt;&lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/redRatingFull.gif" alt="ratingfull" /&gt;  &lt;/span&gt;  &lt;span style="display: none;"&gt;  Vote &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="PostAuthorDetails"&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style="float: right;"&gt; &lt;a valign="absmiddle" href="http://www.mundovestibular.com.br/articlerss/author/11" target="_blank" style="border: 0px none ;"&gt;  &lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/icon_Rss.gif" style="border: 0px none ;" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;  &lt;span style="display: none;"&gt; &lt;a align="left" valign="absmiddle" href="http://www.mundovestibular.com.br/articlerss/author/11?podcastonly=1" target="_blank"&gt;  &lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/templates/Default/Images/podcast.gif" style="border: 0px none ;" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;  &lt;/span&gt; História&lt;/h2&gt;  &lt;img src="http://www.mundovestibular.com.br/authorpics/9374d1406f2ebd07f40874796efcffb3.gif" class="Picture" align="left" border="0" /&gt;  &lt;p&gt;História para o vestibular&lt;/p&gt; &lt;a href="http://www.mundovestibular.com.br/authors/11/Hist%C3%B3ria"&gt;Veja todos os artigos por História&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;!-- This uses the GoogleAdsense200x200.html snippet --&gt;     &lt;small&gt;&lt;strong&gt;Por: Jailson Marinho &lt;/strong&gt;&lt;/small&gt;      &lt;!-- The Adsense will automatically be inserted half way through the content. Applies for both Side and Middle options. --&gt;  &lt;p&gt;A história da Monarquia Brasileira estará dividida em duas partes. Nesta aula, de número 14, observaremos o Primeiro Reinado e o Período Regencial. Na próxima aula, de número 15, estudaremos o Segundo Reinado e o golpe republicano.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Primeiro Reinado (1822/1831)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Primeiro Reinado é caracterizado pela organização do Estado Nacional Brasileiro, que pode ser dividido nas seguintes etapas: as guerras de independência, o reconhecimento externo de nossa independência, a elaboração da primeira Constituição e a abdicação de D. Pedro I.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;As guerras de independência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para garantir a independência e manter a unidade territorial D. Pedro I teve que enfrentar a resistência de algumas províncias, governadas por portugueses e que se mantiveram leais às Corte portuguesas. As províncias foram a Bahia, Pará, Piauí e Maranhão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outra província que se opôs foi a Cisplatina. A guerra da Cisplatina, que se iniciou em 1823, só terminou em 1828 com a proclamação de sua independência ( é o atual Uruguai).&lt;br /&gt;As guerras de independência contrariam a visão tradicional de que a independência brasileira foi pacífica. Em virtude da ausência de um exército nacional organizado, as guerras de independência contaram com o apoio das milícias civis - com forte participação popular- e auxílio de mercenários ingleses e franceses, destacando-se Lord Cochrane, John Grenfell, John Taylor e Pierre Labatut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a derrota das forças militares contrárias à independência a unidade territorial foi mantida e D. Pedro I coroado imperador em dezembro de 1822.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O reconhecimento da independência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro país a reconhecer oficialmente a independência do Brasil foram os Estados Unidos da América, no ano de 1824. O reconhecimento deu-se obedecendo os princípios da Doutrina Monroe, que pregava e defendia a não intervenção da Europa - através da Santa Aliança- nos assuntos americanos. "A América para os americanos" era&lt;br /&gt;o lema da Doutrina Monroe. Desta forma, os Estados Unidos da América garantiam sua supremacia política na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1825 foi a vez de Portugal reconhecer a independência de sua antiga colônia. A Inglaterra atuou como mediadora entre o Brasil e Portugal. Em troca do reconhecimento, Portugal exigiu uma indenização de dois milhões de libras, que auxiliariam o Reino lusitano a saldar parte de suas dívidas com os britânicos. Como o Brasil não possuia este montante, a Inglaterra tratou de emprestar. Assim, o dinheiro exigido por Portugal nem saiu da Inglaterra e, de quebra, o Brasil tornou-se seu dependente financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à mediação inglesa no reconhecimento de nossa independência, esta obteve importantes regalias comerciais com a assinatura de um tratado, no ano de 1827, que reafirmava os tratados de 1810. O acordo garantia tarifas alfandegárias preferenciais aos produtos ingleses, o que prejudicou o desenvolvimento econômico brasileiro. O novo acordo estabelecia a extinção do tráfico negreiro ­cláusula que não foi concretizada.&lt;br /&gt;Assim, o Brasil continuava a ser um exportador de produtos primários, importador de produtos manufaturados e dependente financeiramente da Inglaterra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Organização jurídica do Estado Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a independência do Brasil, tornou-se necessário organizar o novo Estado, através de uma Constituição. Neste momento, a vida política no novo país estava dividida em dois grupos. O Partido Português, que articulava a recolonização do Brasil, e o Partido Brasileiro, dividido em duas facções: os conservadores, liderados pelos irmãos Andrada e que defendiam uma monarquia fortemente centralizada; e os liberais, que defendiam uma monarquia onde os poderes do rei fossem limitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1823, uma Assembléia Constituinte - composta por 90 deputados -apresentou um projeto constitucional que mantinha a escravidão, restringia os poderes do imperador e instituía o voto censitário: o eleitor ou o candidato teria de comprovar um determinado nível de renda. A renda seria avaliada pela quantidade anual de alqueires de mandioca produzidos. Dado a isto, este projeto constitucional ficou conhecido como a "Constituição da Mandioca".&lt;br /&gt;Não gostando de ter os seus poderes limitados, D. Pedro I fechou a Assembléia Constituinte. Procurando impedir sua dissolução, a Assembléia ficou reunida na noite de 11 para 12 de novembro, episódio conhecido como Noite da Agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissolvida a Assembléia, D. Pedro convocou um grupo de dez pessoas - Conselho de Estado - que ficou encarregado de elaborar um novo projeto constitucional. O projeto será aprovado em 25 de março de 1824.&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;A CONSTITUIÇÃO DE 1824&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;A seguir, os principais aspectos da primeira Carta do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-estabelecimento de uma monarquia hereditária;&lt;br /&gt;-instituição de quatro poderes: poder Executivo, exercido pelo imperador e seus ministros; poder Legislativo, exercido por deputados eleitos por quatro anos e senadores nomeados em caráter vitalício; poder Judiciário, formado por juízes e tribunais, tendo como órgão máximo o Supremo Tribunal de Justiça e o poder Moderador, de atribuição exclusiva do imperador e assessorado por um Conselho de Estado. Pelo poder Moderador, o imperador poderia interferir nos demais poderes. Na prática, o poder político do imperador era absoluto;&lt;br /&gt;-O país foi dividido em províncias, dirigidas por governadores nomeados pelo imperador;&lt;br /&gt;-O voto era censitário, tendo o eleitor ou candidato de comprovar uma determinada renda mínima; o voto seria a descoberto ( não secreto );&lt;br /&gt;-Eleições indiretas;&lt;br /&gt;-Oficialização da religião católica e subordinação da Igreja ao controle do Estado.&lt;br /&gt;Assim, a Constituição outorgada em 1824, impedia a participação política da maioria da população e concentrava os poderes nas mãos do imperador, através do exercício do poder Moderador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excessivo autoritarismo do imperador, explicitado com o fechamento da Assembléia Constituinte e com a outorga da Constituição centralizadora de 1824, provocaram protestos em várias províncias brasileiras, especialmente em Pernambuco, palco da primeira manifestação do Primeiro Reinado. Trata-se da Confederação do Equador.&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;O nordeste brasileiro, no início do século XIX, encontrava-se em grave crise econômica. Somada aos ideais revolucionários de 1817 ( Revolução Pernambucana) ocorre em Pernambuco um movimento republicano, de caráter separatista e popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os líderes do movimento temos as figuras de Manuel de Carvalho Pais de Andrade, Cipriano Barata, padre Gonçalves Mororó e Frei Caneca. O movimento recebeu apoio de outras províncias nordestinas ( Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rebeldes proclamaram a independência e fundaram uma república, denominada Confederação do Equador ( dada à localização geográfica das províncias rebeldes, próximas à linha do Equador ) e adotaram, de forma provisória, a Constituição da Colômbia.&lt;br /&gt;A repressão ao movimento, determinada pelo imperador, foi violenta e seus principais líderes condenados à morte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Abdicação de D. Pedro I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários foram os fatores que levaram à abdicação de D. Pedro I. O Primeiro Reinado apresentava um difícil situação financeira em decorrência da balança comercial desfavorável, contribuindo para as altas taxas inflacionárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande descontentamento em relação à figura do imperador, em virtude de seu autoritarismo, como o fechamento da Assembléia Constituinte, a imposição da Constituição de 1824, a repressão à Confederação do Equador.&lt;br /&gt;Contam-se ainda, a desastrosa Guerra da Cisplatina e a participação do imperador na sucessão do trono português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa brasileira inicia uma série de críticas ao governo imperial, resultando no assassinato do jornalista Líbero Badaró, grande opositor de D. Pedro I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1831, em Minas Gerais, o imperador enfrentou sérias manifestações, sendo recebido com faixas negras em sinal de luto pelo morte do jornalista. Retornando à capital do Império, seus partidários promoveram uma festa em homenagem ao imperador, desagradando a oposição e ao povo. Inicia-se uma luta entre partidários e opositores ao imperador, denominada "Noite das Garrafadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sucessivas mudanças ministeriais, procurando conter as manifestações, D. Pedro I abdicou, na madrugada de 7 de abril de 1831, em favor de seu filho D. Pedro de Alcântara.&lt;br /&gt;Em Portugal, após enfrentar o irmão D. Miguel, será coroado rei de Portugal, com o título de Pedro IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abdicação de D. Pedro I consolidou o processo de independência, ao afastar o fantasma da recolonização portuguesa. Daí, nos dizeres de Caio Prado Jr., "o 7 de abril, completou o 7 de setembro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seu legítimo sucessor possuia apenas cinco anos de idade, inicia-se um período político denominado Período Regencial.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Período Regencial (1831/1840)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Período Regencial foi um dos mais conturbados da história brasileira. Dada a menoridade do sucessor ao trono, o país foi governado por regentes, que, segundo a Constituição de 1824, seriam eleitos pela Assembléia Geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as regências haverá três correntes políticas: os Moderados ou Chimangos, que representavam a aristocracia rural; os Restauradores ou Caramurus, composto por comerciantes portugueses e pela burocracia estatal; os Exaltados ou Farroupilhas que representavam as camadas médias urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Moderados defendiam uma monarquia moderada, os Restauradores pregavam a volta de D. Pedro I e os Exaltados exigiam uma maior autonomia das províncias. Os mais radicais, entre os exaltados, pediam o fim da Monarquia e a proclamação de uma República.&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;A ORGANIZAÇÃO DAS REGÊNCIAS&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Regência Trina Provisória ( abril a junho de 1831 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e Francisco de Lima e Silva. O principal ato dos regentes foi a promulgação da Lei Regencial, que suspendia temporariamente o exercício do poder Moderador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Regência Trina Permanente (1831/1835)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Composta por Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho e Bráulio Muniz.&lt;br /&gt;O ministro da Justiça foi o padre Diogo Antônio Feijó, que criou a Guarda Nacional; uma milícia armada formada por pessoas de posses, que se transformou no principal instrumento de repressão da aristocracia rural, para conter os movimentos populares. O comando da Guarda Nacional nos municípios era entregue ao coronel, patente vendida aos grandes proprietários de terras, que assumiam, localmente, as funções do Estado, garantindo a segurança e a ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1832, foi aprovado o Código do Processo Criminal, que concedia aos municípios uma ampla autonomia judiciária. Esta autonomia será utilizada para garantir a imunidade aos grandes proprietários de terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1834, procurando atenuar as disputas políticas entre exaltados e moderados, foi elaborado o Ato Adicional, que estabelecia algumas alterações na Constituição de 1824. A seguir, as emendas à Constituição de 1824:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-a criação das Assembléias Legislativas Provinciais, substituindo os Conselhos Provinciais e garantindo uma maior descentralização administrativa;&lt;br /&gt;-a extinção do Conselho de Estado, que assessorava o imperador no exercício do poder Moderador&lt;br /&gt;-criação do Município Neutro do Rio de Janeiro, sede da administração central;&lt;br /&gt;-substituição da Regência Trina pela Regência Una, eleita pelas assembléias de todo país. O mandato do regente seria de quatro anos. Semelhante medida é tida como uma experiência republicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ato Adicional é visto como um avanço das idéias liberais visando garantir uma maior autonomia aos poderes locais.&lt;br /&gt;No ano de 1835 o padre Feijó foi eleito regente uno.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ (1835/1837)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a regência de Feijó a uma reorganização dos grupos políticos. O grupo Moderado divide-se em progressistas, defensores da autonomia provincial, e os regressistas, que pregavam uma maior centralização política, para enfrentar os movimentos populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os progressistas criaram o Partido Liberal, e os regressistas o Partido Conservador.&lt;br /&gt;Durante a regência de Feijó ocorrerá dois importantes levantes regenciais - a Cabanagem na província do Pará e a Guerra dos Farrapos, na província do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrando incapacidade para conter as revoltas, Feijó sofre grande oposição parlamentar sendo obrigado a renunciar em 1837.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA ( 1837/1840)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Araújo Lima era presidente da Câmara e partidário dos Conservadores. Sua regência é de caráter conservador. Os movimentos populares eram atribuídos às reformas liberais do Ato Adicional. Procurando restaurar a ordem no país, o Ato Adicional foi alterado, mediante a aprovação, no ano de 1840, da Lei Interpretativa do Ato Adicional, que suprimia a autonomia das províncias e garantia a centralização política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1840 foi fundado o Clube da Maioridade, que defendia a antecipação da maioridade do imperador. Segundo os membros do Clube, a presença do imperador contribuiria para cessar os movimentos populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1840, após a aprovação de uma emenda constitucional - que antecipava a maioridade do imperador - D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. Este episódio é conhecido como Golpe da Maioridade ( D. Pedro tinha, na ocasião 15 anos ).&lt;/p&gt;&lt;div style="padding: 10px; float: right;"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!-- google_ad_client = iwp_google_ad_client; google_alternate_ad_url = ""; google_ad_width = 300; google_ad_height = 250; google_ad_format = "300x250_as"; google_ad_type = "text_image"; google_ad_channel = iwp_google_ad_channel; google_color_border = "FFFFFF"; google_color_bg = "FFFFFF"; google_color_link = "CC0000"; google_color_text = "414B56"; google_color_url = "414B56"; //--&gt;&lt;/script&gt; &lt;script type="text/javascript" src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js"&gt; &lt;/script&gt;&lt;script src="http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/expansion_embed.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/test_domain.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;script&gt;window.google_render_ad();&lt;/script&gt;&lt;ins style="border: medium none ; margin: 0pt; padding: 0pt; display: inline-table; height: 250px; position: relative; visibility: visible; width: 300px;"&gt;&lt;ins style="border: medium none ; margin: 0pt; padding: 0pt; display: block; height: 250px; position: relative; visibility: visible; width: 300px;"&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" hspace="0" id="google_ads_frame1" marginheight="0" marginwidth="0" name="google_ads_frame" src="http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?client=ca-pub-5803491103807471&amp;amp;dt=1243471341688&amp;amp;lmt=1243471334&amp;amp;format=300x250_as&amp;amp;output=html&amp;amp;correlator=1243471341688&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.mundovestibular.com.br%2Farticles%2F4431%2F1%2FPRIMEIRO-REINADO%2FPaacutegina1.html&amp;amp;color_bg=FFFFFF&amp;amp;color_text=414B56&amp;amp;color_link=CC0000&amp;amp;color_url=414B56&amp;amp;color_border=FFFFFF&amp;amp;ad_type=text_image&amp;amp;eid=68120021&amp;amp;ref=http%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2Fsearch%3Fq%3DPrimeiro%2BReinado%26ie%3Dutf-8%26oe%3Dutf-8%26aq%3Dt%26rls%3Dorg.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial%26client%3Dfirefox-a&amp;amp;frm=0&amp;amp;dff=Verdana&amp;amp;dfs=11&amp;amp;biw=1125&amp;amp;bih=672&amp;amp;adx=662.5&amp;amp;ady=4088&amp;amp;ga_vid=851525758.1243471340&amp;amp;ga_sid=1243471340&amp;amp;ga_hid=1833603698&amp;amp;flash=10.0.22&amp;amp;w=300&amp;amp;h=250&amp;amp;u_h=864&amp;amp;u_w=1152&amp;amp;u_ah=834&amp;amp;u_aw=1152&amp;amp;u_cd=32&amp;amp;u_tz=-180&amp;amp;u_his=1&amp;amp;u_java=true&amp;amp;u_nplug=25&amp;amp;u_nmime=114&amp;amp;dtd=106&amp;amp;xpc=O3BJp5JJ32&amp;amp;p=http%3A//www.mundovestibular.com.br" style="left: 0pt; position: absolute; top: 0pt;" vspace="0" width="300" frameborder="0" height="250" scrolling="no"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/ins&gt;&lt;/ins&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;As Rebeliões Regenciais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O período regencial foi marcado por uma grande instabilidade política, devido aos conflitos entre a própria elite dirigente - os liberais e os conservadores - e das camadas populares contra esta elite dirigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a independência, tornou-se necessária a organização do Estado Nacional que, como vimos, manteve as estruturas sócio-econômicas herdadas do período colonial: o latifúndio monocultor e escravocrata, mantendo a economia nacional voltada para atender as necessidades do mercado externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal quadro veio agravar a situação das camadas populares que passaram, por meio das rebeliões, a questionar a estrutura do novo Estado e a propor um novo modelo- daí as propostas separatistas e republicanas.&lt;/p&gt; &lt;h3&gt;A CABANAGEM ( PARÁ- 1835/1840)&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;Um dos mais importantes movimentos sociais ocorridos na história do Brasil, marcado pelo controle do poder político pelas camadas populares.&lt;br /&gt;A população do Pará vivia em um estado de penúria, e sua esmagadora maioria vivia em cabanas, à beira dos rios, em condições de absoluta miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início do levante está ligado às divergências, no interior da elite dirigente, em torno da nomeação do presidente da província. A revolta contou com apoio da população pobre -insatisfeita com as péssimas condições de vida e contra os privilégios das oligarquias locais.&lt;br /&gt;Em 06 de janeiro de 1835, os cabanos dominam a capital da província e ocupam o poder. Estabelecem um governo autônomo e de caráter republicano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os principais líderes encontravam-se o cônego Batista Campos, os irmãos Antônio e Francisco Vinagre, Eduardo Angelim e o fazendeiro Clemente Melcher-proclamado o novo presidente da província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cabanagem foi um movimento essencialmente popular. Em virtude de traições ficou enfraquecido, facilitando a repressão pelas forças regenciais. A primeira rebelião popular da história brasileira terminou com um saldo de mais de 40.000 mortes, em população de aproximadamente 100.000 pessoas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A GUERRA DOS FARRAPOS (RIO GRANDE DO SUL- 1835/1845)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução farroupilha foi a mais longa que já ocorreu na história brasileira. O movimento possui suas raízes na base econômica da região. A economia gaúcha desenvolveu-se para atender as necessidades do mercado interno -a pecuária e a comercialização do charque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fazendeiros de gado gaúcho, denominados estancieiros, se revoltaram contra a elevação dos impostos sobre o charque, impedindo de competir com o charque argentino- que era privilegiado com tarifas alfandegárias menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estancieiros reivindicavam uma maior autonomia provincial. Os farroupilhas -que pertenciam ao Partido Exaltado, em sua maioria republicanos; liderados por Bento Gonçalves ocuparam Porto Alegre - no ano de 1835 - e em 1836 proclamaram a República de Piratini.&lt;br /&gt;Em 1839, com o auxílio do italiano Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro proclamaram a República Juliana, região de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o golpe da maioridade, em 1840, D. Pedro II; procurando pacificar a região, prometeu anistia aos revoltosos -medida que não surtiu efeito. Em 1842 foi enviado à região Luís Alves de Lima e Silva - o barão de Caxias -para dominar a região. Em 1845 foi assinado um acordo de paz - Paz de Ponche Verde - entre Caixas e Canabarro, que entre outras coisas estabelecia anistia geral aos rebeldes, libertação dos escravos que lutaram na guerra e taxação de 25% sobre o charque platino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "farrapos" foi uma alusão à falta de uniforme dos participantes da rebelião.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A SABINADA ( BAHIA - 1837/1838)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento liderado pelo médico Francisco Sabino Barroso, contrário à centralização política patrocinada pelo governo regencial. Foi proclamada uma república independente até que D. Pedro II assumisse&lt;br /&gt;o trono imperial. O governo central usou da violência e controlou a rebelião, que ficou restrita à participação da camada média urbana de Salvador.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;A BALAIADA ( MARANHÃO - 1838/1841)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimento de caráter popular que teve como líderes Raimundo Gomes, apelidado de "Cara Preta"; Manuel dos Anjos Ferreira, fabricante de cestos e conhecido como "Balaio" e Cosme Bento, líder de negros foragidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grave crise econômica do Maranhão e a situação miserável da população, provocou uma rebelião contra a aristocracia local. Os rebeldes ocuparam a cidade de Caxias e procuraram implantar um governo próprio. A repressão regencial foi liderado por Luís Alves de Lima e Silva, que recebeu o título de "barão de Caxias" pelo sucesso militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve ainda um outro levante, que durou apenas dois dias, mas tem grande importância, por tratar-se de uma rebelião de escravos. Trata-se da Revolta dos Negros Malês, ocorrida na Bahia, no ano de 1835. Os negros malês eram de religião muçulmana, e se rebelaram contra a opressão dos senhores brancos. Com gritos de "morte aos brancos, viva os nagôs", espalharam pânico pela região. A repressão foi muito violenta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;EXERCÍCIOS&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1) (FUVEST) - Sobre a Guarda Nacional, é correto afirmar que ela foi criada:&lt;br /&gt;a) pelo imperador, D. Pedro II, e era por ele diretamente comandada, razão pela qual tornou-se a principal força durante a guerra do Paraguai&lt;br /&gt;b) para atuar unicamente no Sul, a fim de assegurar a dominação do Império na Província da Cisplatina;&lt;br /&gt;c) segundo o modelo da Guarda Nacional Francesa, o que fez dela o braço armado de diversas rebeliões no período regencial e início do 2º Reinado;&lt;br /&gt;d) para substituir o exército extinto durante a menoridade, o qual era composto, em sua maioria por portugueses e ameaçava restaurar os laços coloniais;&lt;br /&gt;e) no período regencial como instrumento dos setores conservadores destinado a manter e restabelecer a ordem e a tranqüilidade públicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;2) (FUVEST) -O sistema eleitoral adotado no Império Brasileiro estabelecia o voto censitário. Esta afirmação significa que:&lt;br /&gt;a) o sufrágio era indireto no que se referia às eleições gerais&lt;br /&gt;b) para ser eleitor era necessário possuir uma determinada renda anual&lt;br /&gt;c) as eleições eram efetuadas em dois turnos sucessivos&lt;br /&gt;d) o voto não era extensivo aos analfabetos e às mulheres&lt;br /&gt;e) por ocasião das eleições, realizava-se o recenseamento geral da população.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;3)(UESC) Movimentos políticos e sociais colocaram em perigo a unidade territorial brasileira após a independência de 1822. Identifique dentre eles os que continham propostas federalistas;&lt;br /&gt;a) Malês e Confederação do Equador;&lt;br /&gt;b) Emboabas e mascates;&lt;br /&gt;c) Balaiada e Farroupilha&lt;br /&gt;d) Mascates e Malês;&lt;br /&gt;e) Confederação do Equador e Emboabas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;4) (UFOP-MG) - O Ato Adicional à Constituição brasileira de 1824, aprovado em 12 de agosto de 1834, suprimiu:&lt;br /&gt;a) as assembléias provinciais&lt;br /&gt;b) o Senado vitalício&lt;br /&gt;c) o Conselho de Estado&lt;br /&gt;d) o município neutro&lt;br /&gt;e) o poder Moderador&lt;/p&gt; &lt;p&gt;5)(UMC) - O golpe da maioridade, datado de julho de 1840 e que elevou D. Pedro II a imperador do Brasil, foi justificado como sendo:&lt;br /&gt;a) uma estratégia para manter a unidade nacional, abalada pelas sucessivas rebeliões provinciais&lt;br /&gt;b) o único caminho para que o país alcançasse novo patamar de desenvolvimento econômico e social&lt;br /&gt;c) a melhor saída para impedir que o partido Liberal dominasse a política nacional&lt;br /&gt;d) a forma mais viável para o governo aceitar a proclamação da República e a abolição da escravatura&lt;br /&gt;e) uma estratégia para impedir a instalação de um governo ditatorial e simpatizante do socialismo utópico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas dos exercícios&lt;br /&gt;1) E&lt;br /&gt;2) B&lt;br /&gt;3) C&lt;br /&gt;4) C&lt;br /&gt;5) A&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Independencia do Brasil</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/independencia-do-brasil.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:40:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-5319303274417496827</guid><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/tiradentes"&gt;Tiradentes&lt;/a&gt;. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Dia do Fico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/paises/portugal"&gt; Portugal&lt;/a&gt; e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;O processo de independência&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Pós Independência&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/colonia"&gt;colônia&lt;/a&gt;. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.&lt;br /&gt;Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/escravidao.htm"&gt; escravidão&lt;/a&gt; se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;O processo de independência do Brasil&lt;/h2&gt;            &lt;p class="sumary"&gt; Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/ReuniaoMacon.jpg" alt="" width="272" align="right" border="0" height="230" /&gt;Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o "sete de setembro". Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:+1;"&gt;&lt;b&gt;Os Movimentos de Emancipação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/Inconfid.jpg" alt="" vspace="5" width="286" align="left" border="0" height="185" hspace="10" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Eis aí sua importância maior, já que em outros aspectos ficou muito a desejar. Sua composição social por exemplo, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos. Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais. O mais grave contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama -- seria o pretexto para deflagar a revolta - e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento. Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/Tiradentes.jpg" alt="" width="264" align="right" border="0" height="190" /&gt;Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana. A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos. Justamente por possuír uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao "sete de setembro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto. Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura recolonizadora sobre o Brasil. D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção recolonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-size:+1;"&gt;&lt;b&gt;O Significado Histórico da Independência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/Maconaria.jpg" alt="" width="279" align="right" border="0" height="190" /&gt;Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira. Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/DPedroI.jpg" alt="" width="70" align="left" border="0" height="126" hspace="10" /&gt;É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal".Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos. &lt;/p&gt;      &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;     &lt;script language="JavaScript1.1" src="http://afiliados.submarino.com.br/afiliados/get_banner.asp?tipo=full&amp;amp;franq=167920"&gt;&lt;/script&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/portal/Celulares-Telefonia-sl/21507649/?listid=slbaixanokia&amp;amp;menuId=1030&amp;amp;franq=167920&amp;amp;wt.mc_id=afiliados_full&amp;amp;wt.mc_ev=click" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i.s8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_celularnokia_21507649.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      &lt;div id="MaisTextos"&gt;    &lt;h3&gt;Mais textos de &lt;b&gt;Brasil Império&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;   &lt;/div&gt;             &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=2"&gt;1824: Uma contituição Antidemocrática&lt;/a&gt; &lt;i&gt;09/09/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=508"&gt;A Abolição da Escravidão&lt;/a&gt; &lt;i&gt;18/05/2003&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=206"&gt;A Balaiada&lt;/a&gt; &lt;i&gt;28/08/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=385"&gt;A Confederação do Equador&lt;/a&gt; &lt;i&gt;28/04/2002&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=12"&gt;A Guerra do Paraguai: Os Protagonistas&lt;/a&gt; &lt;i&gt;05/04/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=834"&gt;A Guerra dos Fazendeiros&lt;/a&gt; &lt;i&gt;17/05/2006&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=247"&gt;A Maçonaria no Brasil&lt;/a&gt; &lt;i&gt;11/09/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=703"&gt;Abolição&lt;/a&gt; &lt;i&gt;11/05/2005&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=1010"&gt;Abolição da Escravidão&lt;/a&gt; &lt;i&gt;27/01/2009&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=1"&gt;Antecedentes da Revolução Farroupilha&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=997"&gt;Cabanada e Cabanagem&lt;/a&gt; &lt;i&gt;20/11/2008&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=384"&gt;CIPRIANO BARATA&lt;/a&gt; &lt;i&gt;28/04/2002&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=688"&gt;Debret - Um artista a serviço da corte portuguesa no Brasil&lt;/a&gt; &lt;i&gt;17/03/2005&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=383"&gt;FREI CANECA&lt;/a&gt; &lt;i&gt;28/04/2002&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=202"&gt;José Bonifácio&lt;/a&gt; &lt;i&gt;10/09/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=1009"&gt;Levante Cuiabano&lt;/a&gt; &lt;i&gt;06/01/2009&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=165"&gt;Mauá e o início da Modernização no Brasil&lt;/a&gt; &lt;i&gt;26/06/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=794"&gt;O Café e a Província Fluminense no Brasil dos Braganças&lt;/a&gt; &lt;i&gt;13/12/2005&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=3"&gt;O processo de independência do Brasil&lt;/a&gt; &lt;i&gt;12/09/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=13"&gt;SABINADA&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;   &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=828"&gt;Um casamento dinástico&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Independência do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;I – Introdução&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Ocorreram muitas revoltas pela libertação do Brasil, nas quais muitos brasileiros perderam a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os que morrem achavam que valia a pena sacrificar-se para melhorar a situação do povo brasileiro. Queriam uma vida melhor, não só para eles, mas para todos os brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Mas a Independência do Brasil só aconteceu em 1822. E não foi uma separação total, como aconteceu em outros países da América que, ao ficarem independentes, tornaram-se repúblicas governadas por pessoas nascidas no país libertado. O Brasil independente continuou sendo um reino, e seu primeiro imperador foi Dom Pedro I, que era filho do rei de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Historicamente, o processo da Independência do Brasil ocupou as três primeiras décadas do século XIX e foi marcado pela vinda da família real ao Brasil em 1808 e pelas medidas tomadas no período de Dom João. A vinda da família real fez a autonomia brasileira ter mais o aspecto de transição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O processo da independência foi bastante acelerada pelo que ocorreu em Portugal em 1820. A Revolução do Porto0 comandada pela burguesia comercial da cidade do Porto, que foi um movimento que tinha características liberais para Portugal mas, para o Brasil, significava uma recolonização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O processo de nossa independência acabou em 1822, quando Dom Pedro proclamou a Independência, se separando assim de Portugal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Antes do Brasil conseguir sua Independência muitos brasileiros perderam a vida, para melhorar a situação do povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;II – Desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;1 – Chegada da Família Real no Brasil &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França. Ele queria conquistar toda a Europa e para tanto derrotou os exércitos de vários países. Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os países europeus de comercializar com os inglês. Foi o chamado Bloqueio Continental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João. Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação muito difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio brasileiro; se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa. 15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que poderam trazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Quando o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só encontrou um reino abandonado e pobre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808. Ainda em Salvador Dom João abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Essa medida foi de grande importância para a economia brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;De Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de março de 1808. O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com a chegada da Família Real ao Brasil, novos tempos para a colônia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;2 – O Reino de Dom João – um novo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com a instalação da corte no Brasil, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do império português e Dom João teve de organizar toda a  &lt;a href="http://www.coladaweb.com/hisbrasil/independencia.htm#" onclick="hwClick11341007990790(1540892420);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw11341007990790(event, this, '1540892420'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;administração&lt;/a&gt; brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior; instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação ( Supremo Tribunal).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se no Rio de Janeiro a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro de São João.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;3 – As mudanças econômicas no Brasil &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Depois da chegada da família real duas medidas de Dom João deram rápido impulso à economia brasileira: a abertura dos portos e a permissão de montar indústrias que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Abriram –se fábricas, manufaturas de tecidos começaram a surgir, mas não progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Bom resultado teve, porém, a produção de ferro com a criação da Usina de Ipanema nas províncias de São Paulo e Minas Gerais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Outras medidas de Dom João estimularam as atividades econômicas do Brasil como:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Construção de estradas; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os portos foram melhorados. Foram introduzidos no país novas espécies vegetais, como o chá; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Promoveu a vinda de colonos europeus.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A produção agrícola voltou a crescer. O açúcar e do algodão, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do século XIX. Neste período surgiu o café, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro lugar nas exportações brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Usina de ferro de Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;4 – Medidas de incentivo à cultura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Além das mudanças comerciais, a chegada da família real ao Brasil também causou um reboliço cultural e educacional. Nessa época, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de Belas-Artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal. Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico. Uma atitude muito importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia. Ela editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas. Foi um período de grande progresso e desenvolvimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O Teatro de São João inaugurado em 1818. 1º número de A Gazeta do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;5 – A volta da Família Real a Lisboa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Tanto movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico. Afinal, o Brasil deixara de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias. Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros. Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal. Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros. Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses. Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Embarque da Família Real, de volta a Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/span&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;6 – Dom Pedro o defensor do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. No final desse ano, um fato novo redefiniu a situação: chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obediência do Brasil às ordens vindas da metrópole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcionários públicos, o convenceu a ficar. O regente recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no país. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas províncias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer. Ele foi à sacada e disse: "Se é para o bem de todos e  &lt;a href="http://www.coladaweb.com/hisbrasil/independencia.htm#" onclick="hwClick17414971561790(1540892420);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw17414971561790(event, this, '1540892420'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;felicidade&lt;/a&gt; geral da nação, diga ao povo que fico!". Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Portugal não aceitou pacificamente a decisão de Dom Pedro. As tropas portuguesas sediadas no Rio de Janeiro tentaram força-lo a embarcar, o povo reagiu em defesa de Dom Pedro . Pressionados essas tropas voltaram para Portugal.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;D. Pedro recusou-se a partir. Momentos decisivos do rompimento com Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dom Pedro estimulado pelo entusiasmo popular, tomou novas decisões. Primeiramente reformou o ministério dando-lhe força e unidade . Para isso nomeou a 16 de janeiro de 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva Ministro dos Negócios do Interior, da Justiça e dos Estrangeiros. Em 04 de abril aconselhado por José Bonifácio decretou que as ordens vindas de Portugal, só teriam valor se aprovadas por ele, como isso, enfrentando as exigências das cortes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 03 de junho de 1822, convocou uma Assembléia Nacional Constituinte para fazer as novas leis do Brasil. Isso significava que, definitivamente, os brasileiros fariam as próprias leis. Para o Parlamento português (denominado Cortes) não poderia haver desobediência maior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;As agitações populares tomaram conta das ruas nas principais cidades brasileiras. E em 1º de agosto Dom Pedro dirigiu um manifesto aos brasileiros, convocando-os a se unirem. Em 06 de agosto, dirigiu outro manifesto às nações exigindo o reconhecimento, pelos outros povos, dos direitos do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a província de São Paulo que se encontrava agitada por lutas internas. A regência ficou entregue à sua esposa dona Leopoldina. Durante a sua ausência, chega ao Rio de Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta imediata de Dom Pedro à Portugal e a anulação da convocação da Assembléia Nacional Constituinte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Leopoldina e José Bonifácio enviaram um correio para levar essa carta a Dom Pedro. José Bonifácio e Leopoldina enviam outra carta, cada um reforçava a idéia de que havia chegado a hora de tomar uma decisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A proclamação da Independência é considerada necessária por D. Leopoldina e o conselho do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;7 – A Proclamação da Independência do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dom Pedro estava voltando à São Paulo, após uma viagem a Santos. Era 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, quando o correio alcançou Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas. Ele começou a lê-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Eram uma instrução das Cortes portuguesas, uma carta de Dom João VI, outra da princesa e um ofício de José Bonifácio. Todos diziam a mesma coisa: que Lisboa rebaixava o príncipe a mero delegado das Cortes, limitando sua autoridade às províncias, onde ela ainda era reconhecida. Além disso, exigiam seu imediato regresso a Portugal, bem como a prisão e processo de José Bonifácio. A princesa recomendava prudência, mas José Bonifácio era alarmante, comunicando-lhe que além de seiscentos soldados lusitanos que já haviam desembarcado na Bahia, outros 7 mil estavam em treinamento para serem colocados em todo o Norte do Brasil. Terminava afirmando: "Só existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como prisioneiro das cortes portuguesas ou proclamar a Independência, tornando-se imperador do Brasil".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dom Pedro sabia que o Brasil esperava dele uma atitude. Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou até às margens do Ipiranga e gritou à guarda de honra: "Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar...Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Após arrancar as insígnia de cores azuis e brancas de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: " Por meu sangue, por minha honra e por Deus, farei do Brasil um país livre", em seguida, erguendo a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou Morte!".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Momento em que D. Pedro proclama a Independência do Brasil nas margens do Rio Ipiranga em São Paulo.&lt;br /&gt;                  &lt;/span&gt;                   &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A notícia se espalhou por todo o Brasil. O povo cantou e dançou nas ruas. O Brasil não era mais uma nação acorrentada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No dia seguinte, iniciou a viagem de retorno ao Rio de Janeiro. Na capital foi saudado como herói.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No dia 1º de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi coroado imperador do Brasil e recebeu o título de Dom Pedro I.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Festejos da aclamação de D. Pedro I à Imperador do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;8 – As guerras pela Independência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A Independência havia sido proclamada, mas nem todas as províncias do Brasil puderam reconhecer o governo do Rio de Janeiro e unir-se ao Império sem pegar em armas. As Províncias da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Grão-Pará e , por último, Cisplatina, dominadas ainda por tropas de Portugal , tiveram que lutar pela sua liberdade, até fins de 1823.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Na Bahia, a expulsão dos portugueses só foi possível quando Dom Pedro I enviou para lá uma forte esquadra comandada pelo almirante Cochrane, para bloquear Salvador. Sitiados por terra e por mar, as tropas portuguesas tiveram finalmente que se render em 02 de julho de 1823.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Após a vitória na Bahia, a esquadra de Cochrane, seguindo para o norte, bloqueou a cidade de São Luís. Esse bloqueio apressou a derrota dos portugueses não só no Maranhão, mas também no Piauí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Do Maranhão um dos navios de Cochrane continuou até o extremo norte, e, ameaçando a cidade de Belém, facilitou a rendição dos portugueses no Grão-Pará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;No extremo Sul, a cidade de Montevidéu, sitiada por terra e bloqueada por uma esquadra brasileira no rio do Prata teve de se entregar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Com o reconhecimento da Independência pela Cisplatina completou-se a união de todas as províncias, sob o governo de Dom Pedro I, firmando assim o Império Brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt; &lt;u&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/u&gt; &lt;/b&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;9 – O reconhecimento da Independência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Unidas todas as províncias e firmado dentro do território brasileiro o Império, era necessário obter o reconhecimento da Independência por parte das nações estrangeiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A primeira nação estrangeira a reconhecer a Independência do Brasil foram os Estados Unidos em maio de 1824. Não houve dificuldades, pois os norte-americanos eram a favor da independência de todas as colônias da América.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O reconhecimento por parte das nações européia foi mais difícil porque os principais países da Europa, entre eles Portugal, haviam-se comprometido, no Congresso de Viena em 1815, a defender o absolutismo, o colonialismo e a combater as idéias de liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Entre as primeiras nações européias apenas uma foi favorável ao reconhecimento do Brasil independente: a Inglaterra, que não queria nem romper com seu antigo aliado, Portugal, nem prejudicar seu comércio com o Brasil. Foi graças à sua intervenção e às demoradas conversações mantidas junto aos governos de Lisboa e do Rio de Janeiro que Dom João VI acabou aceitando a Independência do Brasil, fixando-se as bases do reconhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A 29 de agosto de 1825 Portugal, através do embaixador inglês que o representava, assinou o Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. O Brasil, entretanto, teve que pagar a Portugal uma indenização de dois milhões de libra esterlinas, e Dom João VI obteve ainda o direito de usar o título de Imperador do Brasil, que não lhe dava, porém qualquer direito sobre a antiga colônia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A seguir as demais nações européias, uma a uma, reconheceram oficialmente a Independência e o Império do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 1826 estava firmada a posição do Brasil no cenário internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt; &lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt; &lt;/b&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;10- Hino da Independência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dom Pedro I adorava música e tocava vários instrumentos musicais. Após a Independência do Brasil, Evaristo da Veiga fez a letra e Dom Pedro I compusera o música do Hino da Independência.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;D. Pedro I tocando o Hino da Independência composta por ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Já podeis da Pátria  &lt;a href="http://www.coladaweb.com/hisbrasil/independencia.htm#" onclick="hwClick14206012502790(1540892420);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14206012502790(event, this, '1540892420'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;filhos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ver contente a mãe gentil&lt;br /&gt;Já raiou a liberdade&lt;br /&gt;No horizonte do Brasil&lt;br /&gt;Já raiou a liberdade&lt;br /&gt;Já raiou a liberdade&lt;br /&gt;No horizonte do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Brava gente, brasileira&lt;br /&gt;Longe vá temor servil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Os grilhões que nos forjava&lt;br /&gt;Da perfídia astuto ardil&lt;br /&gt;Houve mão mais poderosa&lt;br /&gt;Zombou deles o Brasil&lt;br /&gt;Houve mão mais poderosa&lt;br /&gt;Houve mão mais poderosa&lt;br /&gt;Zombou deles o Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Brava gente, brasileira&lt;br /&gt;Longe vá temor servil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Não temais ímpias falanges&lt;br /&gt;Que apresentam face hostil&lt;br /&gt;Vossos peitos, vossos braços,&lt;br /&gt;São muralhas do Brasil&lt;br /&gt;Vossos peitos, vossos braços,&lt;br /&gt;Vossos peitos, vossos braços,&lt;br /&gt;São muralhas do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Brava gente, brasileira&lt;br /&gt;Longe vá temor servil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Parabéns, ó Brasileiros!&lt;br /&gt;Já com garbo juvenil&lt;br /&gt;Do universo entre as nações&lt;br /&gt;Resplandece a do Brasil&lt;br /&gt;Do universo entre as nações&lt;br /&gt;Do universo entre as nações&lt;br /&gt;Resplandece a do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Brava gente, brasileira&lt;br /&gt;Longe vá temor servil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;br /&gt;Ou ficar a Pátria livre&lt;br /&gt;Ou morrer pelo Brasil&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;u&gt; &lt;/u&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/u&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt; III – Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Enquanto o Brasil era colônia de Portugal, o Brasil enfrentou com bravura e venceu os piratas, os franceses e os holandeses. Ocorreram muitas lutas internas e muitos perderam a sua vida para tentar tornar seu país livre e independente de Portugal. Essa luta durou mais de trezentos anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O processo da Independência foi muito longo e por ironia do destino foi um português que a proclamou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Em 07 de Setembro de 1822, Dom Pedro filho do rei de Portugal Dom João VI, pressionado pelas Cortes de Lisboa para retornar a imediatamente para Portugal , pois o interesse das Cortes eram a recolonização do Brasil e também sofrendo pressões do povo brasileiro ele às margens do Ipiranga proclama a independência do Brasil e definitivamente separando-se de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Porém a independência do Brasil não ocorreu em todas as províncias do Brasil, as províncias da Bahia, do Maranhão, do Piauí, do Grão-Pará e da Cisplatina, ainda estavam dominadas pelos portugueses e precisaram de muitas lutas para que elas tornassem também independentes. Essas lutas se estenderam até 1823.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Depois de todas as províncias estarem independentes, houve a necessidade do reconhecimento da Independência por parte das outras nações. O primeiro país da América a reconhecer a nossa independência foi os Estados Unidos. Os países europeus o reconhecimento foi mais difícil, e o Brasil teve até que pagar uma indenização à Portugal, depois de demoradas conversações a Independência do Brasil foi reconhecida por todas as nações européia e em 1826 o Brasil firmou sua posição de país independente no cenário internacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Mais será que o Brasil conseguiu realmente a sua independência ? Acho que a resposta é sim e não ao mesmo tempo. Porque o Brasil atualmente tem seu governo, formado por brasileiros, e não é mais uma colônia de outro país. Mas por outro lado ele ainda continua dependendo dos outros países, possuindo uma dívida externa muito alta. Os estrangeiros continuam invadindo o nosso país montando empresas estrangeiras em nosso país, e com isso as nossas riquezas acabam indo para fora enquanto isso nosso país continua tento desemprego, pessoas miseráveis, baixo salários, etc, e os países que aqui se estalam quase não pagam impostos e enviam grandes remessas de dinheiro para seu país de origem deixando ele cada vez mais rico as custas de nosso país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Por tudo isso, ainda falta muita coisa para conseguirmos nossa total independência, e para isso acontecer muita coisa precisa ser mudada em nosso país. As riquezas produzida com o trabalho do brasileiro deve contribuir para elevar o nível de vida da nossa população, a vida dos brasileiros deve ser mais respeitada e protegida e para isso ainda temos que lutar muito ainda para que possamos conseguir realmente a nossa total independência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title/><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/outros-temas-abolicao-da-escravatura.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:39:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-5049035455914627283</guid><description>&lt;table width="87%" bg border="0" border cellspacing="0" style="color:#000080;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="34%" align="center" bg style="color:#efefef;"&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000080;"&gt;Outros Temas &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;       &lt;td width="33%" align="center" bgcolor="#c6ecff"&gt;          &lt;/td&gt;       &lt;td width="33%" align="center"&gt;          &lt;/td&gt;     &lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/abolicao.htm"&gt;&lt;b&gt;Abolição         da Escravatura&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a História da Abolição da Escravatura, a Lei Áurea, Movimento Abolicionista.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/colonia"&gt;&lt;b&gt;Brasil         Colônia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - colonização do Brasil, sociedade colonial, escravismo, ciclo do açúcar e do ouro. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/brasil_imperio.htm"&gt;&lt;b&gt;Brasil         Império&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; -  fatos da História do Brasil Império, monarquia no Brasil, Primeiro Reinado, Segundo Reinado. &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/futebol"&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/republica"&gt;&lt;b&gt;Brasil         República&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a República Velha, República da Espada, Presidência civil, Política dos governadores.&lt;b&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/futebol"&gt; &lt;b&gt; &lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/cabanagem.htm"&gt;&lt;b&gt;Cabanagem&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história, causas e objetivos desta importante revolta popular que ocorreu no período regencial.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/ciclo_borracha.htm"&gt;&lt;b&gt;Ciclo da Borracha&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Times New Roman;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;istória, exportações, desenvolvimento da região amazônica e crise da borracha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/ciclo_cafe.htm"&gt;&lt;b&gt;Ciclo do Café&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;saiba mais sobre o período de grande desenvolvimento econômico do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/ciclo_ouro.htm"&gt;&lt;b&gt;Ciclo do Ouro&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;leia sobre o período de maior desenvolvimento brasileiro da época colonial.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/coronelismo.htm"&gt;&lt;b&gt;Coronelismo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Times New Roman;"&gt;conheça as características deste sistema político e econômico da República Velha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/descobrimentodobrasil"&gt;&lt;b&gt;Descobrimento         do Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a chegada dos portugueses ao Brasil, comércio de especiarias,  pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/diretas_ja.htm"&gt;&lt;b&gt;Diretas Já&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história deste importante movimento democrático e popular que ocorreu em 1984.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/ditadura"&gt;&lt;b&gt;Ditadura&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - o Regime Militar de 1964, O golpe militar de 64, Governos Militares.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/escravidao.htm"&gt;&lt;b&gt;Escravidão         no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - escravidão negra africana no Brasil Colônia, tráfico de escravos, senzalas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/estado_novo.htm"&gt;&lt;b&gt;Estado Novo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a história do Brasil durante a ditadura de Getúlio Vargas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/guerra_contestado.htm"&gt;&lt;b&gt;Guerra do Contestado&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - causas, liderança e conflitos sociais na região do Contestado.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/guerradoparaguai"&gt;&lt;b&gt;Guerra         do Paraguai&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - os motivos do conflito armado, Tomada de Corrientes, Batalha de Riachuelo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/guerradosemboabas.htm"&gt;&lt;b&gt;Guerra         dos Emboabas&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;  - a História da Guerra dos Emboabas, os bandeirantes, paulistas e forasteiros na revolta.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/guerradosfarrapos"&gt;&lt;b&gt;Guerra         dos Farrapos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história da Guerra dos Farrapos, a Revolta Farroupilha no Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/imigracao_japonesa.htm"&gt;&lt;b&gt;Imigração Japonesa no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a história, a chegada no Kasato Maru, os primeiros imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/imigracao"&gt;&lt;b&gt;Imigração         no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história da Imigração no Brasil, imigrantes italianos, espanhóis, alemães, portugueses etc.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/inconfidencia_mineira.htm"&gt;&lt;b&gt;Inconfidência         Mineira&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a História da Inconfidência Mineira, Conjuração Mineira, os inconfidentes&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/independencia"&gt;&lt;b&gt;Independência         do Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história da Independência do Brasil, Dom Pedro I, Grito do Ipiranga, 7 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/indios"&gt;&lt;b&gt;Índios         Brasileiros&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - sociedade indígena, Escravidão e miscigenação, cultura indígena, índios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/industrializacao_brasil.htm"&gt;&lt;b&gt;Industrialização no Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - conheça o processo de industrialização brasileira..&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quilombos"&gt;&lt;b&gt;Quilombos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história dos Quilombos, os quilombolas, o Quilombo dos Palmares, Zumbi dos Palmares.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/plano_real.htm"&gt;&lt;b&gt;Plano Real&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - objetivos, ações, resultados e desdobrados deste importante plano econômico brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_chibata.htm"&gt;&lt;b&gt;Revolta         da Chibata&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a História da Revolta da Chibata, causas, reivindicações dos marinheiros, acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_da_vacina.htm"&gt;&lt;b&gt;Revolta         da Vacina&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - a História da Revolta da Vacina, conflitos populares no início da República, Oswaldo Cruz.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt;  &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_felipe_santos.htm"&gt;&lt;b&gt;Revolta  de Felipe dos Santos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - contexto histórico, causas, líder e consequências do movimento.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt;  &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_dos_males.htm"&gt;&lt;b&gt;Revolta  dos Malês&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - causas, planos e fim desta revolta contra a escravidão e imposição religiosa.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolucao_praieira.htm"&gt;&lt;b&gt;Revolução Praieira&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história da revolta, causas, reivindicações e contexto histórico.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/sabinada.htm"&gt;&lt;b&gt;Sabinada&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - história, causas e como terminou esta revolta regencial.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/tenentismo.htm"&gt;&lt;b&gt;Tenentismo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - saiba mais sobre este movimento militar que ocorreu nas primeiras décadas da República.&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/vinda_familia_real.htm"&gt;&lt;b&gt;Vinda da Família Real para o Brasil&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;saiba mais sobre este importante momento da história brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quadrado.gif" width="8" border="0" height="8" /&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/zumbi_dos_palmares.htm"&gt;&lt;b&gt;Zumbi         dos Palmares&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - vida do líder negro Zumbi dos Palmares, quilombos, resistência negra no Brasil Colonial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Brasil Colonia</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/brasil-colonia.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:37:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-3811383085687970127</guid><description>&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000000;"&gt;BRASIL COLÔNIA&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/b&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;AS GRANDES NAVEGAÇÕES&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;   &lt;b&gt;         &lt;/b&gt;As grandes viagens marítimas dos séculos XV-XVI foram uma continuação natural do renascimento do comércio na Europa, iniciado ainda na Idade Média. Esse renascimento deu origem ao capitalismo, cujo elemento impulsionador é o lucro. Era natural então que, esgotadas as possibilidades de desenvolvimento comercial na Europa, novas regiões passassem a ser exploradas, mesmo à custa de muito esforço e sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Entre os fatores que motivaram as grandes navegações marítimas, o principal foi sem dúvida a busca de lucros pela burguesia comercial e financeira da Europa. Por isso, a burguesia européia investia vultosos recursos para armar esquadras, remunerar tripulações, para financiar, enfim, as expedições oceânicas. Neste mesmo sentido, foi importante também o apoio de alguns monarcas, com os de Portugal e Espanha, que partilhavam os lucros dos empreendimentos comerciais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;b&gt;As navegações portuguesas&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Como vimos, Portugal foi o primeiro país a empreender sistematicamente a navegação atlântica. Mesmo antes do bloqueio do Mediterrâneo pelos turcos, os portugueses já haviam iniciado a exploração das costas da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sem dúvida, a posição geográfica de Portugal contribuiu para o seu pioneirismo. Com todo o litoral voltado para o Atlântico, o país tinha nas atividades marítimas uma importante base econômica: a pesca ocupava boa parte de sua população e seus portos serviam No entanto, esse não foi o principal fator do pioneirismo português nas grandes navegações. O mais importante foi o fato de Portugal ter um governo forte, centralizado na pessoa do rei, e cujo interesse fundamental eram as atividades comerciais. A partir da Revolução de Avis, a vida política portuguesa passou a girar em torno do rei. E os reis da dinastia de Avis, conduzida ao trono com o apoio dos comerciantes, empenharam-se principalmente em levar adiante empreendimentos de natureza essencialmente comercial.de escala para os navios que faziam o percurso de ida e volta entre o Mediterrâneo e o mar do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Também contribuíram para o êxito português os estudos desenvolvidos em Sagres, no sul de Portugal. Ali, o Infante Dom Henrique, filho do Rei Dom João I, reuniu numerosos pilotos, cartógrafos e astrônomos, cujos trabalhos favoreceram o avanço da arte de navegar e impulsionaram a expansão marítima portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;DESCOBRIMENTO DO BRASIL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;         &lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Pouco depois do retorno de Vasco da Gama a Portugal, o Rei Dom Manuel, o Venturoso, mandou organizar uma esquadra com o objetivo de garantir a supremacia portuguesa na Índia. Outra finalidade da expedição era difundir a religião cristã entre os pagãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A esquadra, a maior até então organizada em Portugal, era composta de treze navios e tinha uma tripulação de aproximadamente 1200 homens. Para comandá-la, o rei escolheu Pedro Álvares Cabral, fidalgo de uma das mais tradicionais famílias portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Cabral partiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500. Em 22 de abril de 1500, tendo-se afastado, para oeste, da rotas estabelecida por Vasco da Gama, avistou terra. Não se sabe ao certo o que teria levado Cabral a se afastar da rota estabelecida. Alguns autores admitem que ele teria instruções de Dom Manuel para procurar terra no lado ocidental do Atlântico. O estabelecimento da linha de Tordesilhas -- recuada para oeste, em relação à da bula Inter Coetera, por insistência de Portugal -- reforça essa hipótese, pois parece indicar que os portugueses suspeitavam da existência de terras no Atlântico Sul. No entanto, a escassez de documentos sobre o assunto impede que se afirme categoricamente a intencionalidade ou não do descobrimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;EXPLORAÇÃO DO LITORAL BRASILEIRO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A primeira exploração do litoral do território descoberto foi feita pela própria esquadra de Cabral, que seguiu paralelamente à costa em direção norte, procurando um porto onde os navios ficassem abrigados. O lugar escolhido recebeu o nome de Porto Seguro e hoje chama-se baía Cabrália, localizada no atual estado da Bahia.&lt;br /&gt;Durante uma semana os portugueses ficaram na região -- batizada de Ilha de Vera Cruz--- e mantiveram alguns contatos com os habitantes. Para assinalar a posse da terra, Cabral mandou erguer uma cruz com o brasão do rei de Portugal. O nome Ilha de Vera Cruz foi substituído por Terra de Santa Cruz, mais tarde abandonado em favor do nome Brasil, que se tornou definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No dia 2 de maio, a esquadra retomou seu caminho para a Índia. Um dos navios, comandados por Gaspar de Lemos, foi enviado de volta a Portugal. Levava a notícia dos acontecimentos e várias cartas, entre elas a de Pero Vaz de Caminha, que relatava a viagem e o descobrimento da nova terra. Antes de realizar a travessia do Atlântico, esse navio explorou parte do litoral ao norte de Porto Seguro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;b&gt;A expedição de Martim Afonso de Souza&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Em 1530, Dom João III enviou ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Sousa, cujos principais objetivos eram verificar a existência de metais preciosos, explorar e patrulhar o litoral e estabelecer os fundamentos da colonização do Brasil. Martim Afonso tinha poderes para nomear autoridades e distribuir terras às pessoas que quisessem permanecer aqui para desempenhar essa missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Martim Afonso percorreu quase todo o litoral brasileiro. De Pernambuco, enviou dois barcos para explorar o litoral norte; organizou expedições rumo ao sertão, partindo de Cabo Frio e de Cananéia; chegou até a foz do rio da Prata e depois retornou ao litoral paulista, onde fundou a vila de São Vicente (1532). Ali se organizaram alguns povoados, iniciou-se o plantio da cana e foram construídos os primeiros engenhos da colônia. Começava assim a colonização efetiva do Brasil, apoiada na produção de açúcar para o mercado externo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;INÍCIO DA COLONIZAÇÃO NO BRASIL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Além da defesa do território, a colonização do Brasil teve outra finalidade: transformar a colônia num empreendimento lucrativo para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Durante o reinado de Dom João III (1521-1557), o comércio português na Índia entrou em crise, em virtude da concorrência de outras nações européias, principalmente da Holanda e da Inglaterra. Ao mesmo tempo, as enormes despesas com a montagem e a manutenção do império português na África e na Ásia -- construção de navios, pagamento de tripulações, edificação de fortalezas etc. --- arruinaram as finanças do país. Nessa situação, tornava-se urgente o aproveitamento do Brasil, até então pouco lucrativo. Por outro lado, os portugueses esperavam encontrar metais preciosos, incentivados pelas notícias da descoberta de grandes jazidas de ouro e prata na América espanhola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;INSTALAÇÕES PRODUTIVAS AÇUCAREIRAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Martin Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar da ilha da Madeira e instalou o primeiro engenho da colônia em São Vicente, no ano de 1533. Inaugurava-se, assim, a base econômica da colonização portuguesa no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os engenhos multiplicaram-se rapidamente pela costa brasileira, chegando a 400 em 1610. A importância econômica do açúcar como principal riqueza colonial evidencia-se no valor das exportações do produto no período do apogeu da mineração (século XVIII): superior a 3000 milhões de libras esterlinas, enquanto a mineração, na mesma época, gerou um lucro de cerca de 200 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A produção do açúcar voltava-se exclusivamente para a exportação e, por gerar elevados lucros comandava a economia colonial. Outra lavouras desenvolveram-se na colônia, mas geralmente apresentavam um caráter complementar e secundário. À produção canavieira destinavam-se as melhores terras, grandes investimentos de capital e a maioria da mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O responsável pela produção -- o senhor de engenho -- usufruía de enorme prestígio social. Sobre um latifúndio monocultor, escravista e exportador, um padrão de exploração agrícola denominado plantation, assentava-se a agricultura brasileira no início da colonização de nosso território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A região Nordeste, destacadamente o litoral de Pernambuco e Bahia, concentrou a maior produção de açúcar da colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            As unidades açucareiras agro-exportadoras, conhecidas como engenhos, eram compostas de grandes propriedades de terra, obtidas com as doações de sesmarias pelos donatários e representantes da Coroa (governadores-gerais) a quem se interessasse pelo empreendimento. A grande extensão dessas propriedades impediu à formação de uma classe camponesa e o desenvolvimento significativo de atividades comerciais e artesanais que pudessem dinamizar um mercado interno, como ocorria em algumas regiões coloniais da América do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O engenho, que em alguns casos chegava a ter perto de 5 mil moradores, era constituído por extensas áreas de florestas fornecedoras de madeira; plantações de cana; a casa-grande, residência do proprietário, sua família e agregados e se da administração; a capela; e a senzala, alojamento dos escravos. A moenda, a casa das caldeiras e a casa de purgar formavam a fábrica do açúcar, o engenho propriamente dito. O produto era enviado para Portugal e depois para os Países Baixos, onde era refinado e comercializado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;ESCRAVOS NA SOCIEDADE AÇUCAREIRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Diversos fatores determinaram a generalização do trabalho escravo africano no Brasil, a partir do final do século XVI, ao mesmo tempo que a mão-de-obra nativa deixava de ser opção viável. Epidemias adquiridas em contato com os brancos, mortes pelo trabalho forçado, desarticulação de sua economia de subsistência, fugas para o interior marcavam os povos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Além disso, a luta dos jesuítas contra sua escravização levou os colonos a voltarem seus olhos cada vez mais para os escravos africanos. Há longo tempo o trabalho já era explorado por companhias particulares graças ao assiento, direito de explorar o tráfico negreiro cedido pelo rei, mediante pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os negros eram capturados na África pelos portugueses que, não raramente, promoviam ou estimulavam guerras entre as tribos africanas para poderem comprar, dos chefes vencedores, os negros derrotados. Aos poucos, os sobas, chefes locais africanos, passaram a capturar seus conterrâneos e a negociá-los com os traficantes, em troca de fumo, tecidos, cachaça, armas, jóias, vidros, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mesmo considerando a diversidade das cifras, entre os estudiosos, sobre o tráfico de escravos capturados na África, alguns números finais certamente estão bem próximos do que já se chamou de "holocausto negro". Os escravos chegavam ao Brasil amontoados nos porões de navios negreiros chamados tumbeiros, sujeito a condições tão insalubres pela superlotação e a longa duração da viagem, que a média de mortalidade era estimada em 20%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não seria exagero estimar que o número de vítimas envolvendo os escravos transportados e os que morreram na luta contra as incursões brancas chegaria a algo próximo do dobro ou até do triplo dos africanos deslocados para a América. Calcula-se que, até o século XIX, entre 10 e 15 milhões de africanos, dos quais cerca de 40% vieram para o Brasil, foram capturados pelos brancos e deslocados para a América.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;APOGEU E A CRISE DO AÇÚCAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Durante o século XVI e início do século XVII, o Brasil tornou-se o maior produtor de açúcar do mundo e o responsável pela riqueza dos senhores de engenho, da Coroa e de comerciantes portugueses. Mas foram sobretudo os holandeses que mais se beneficiaram com a atividade açucareira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Responsáveis pelas etapas de refinação e comercialização, segundo estimativas, obtinham a terça parte do valor do açúcar vendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O caráter exportador da economia, característico do pacto colonial (relação entre metrópole e colônia, segunda a política mercantilista), foi firmado pela maciça importação de mercadorias européias, como roupas, alimentos e até objetos decorativos, para garantir o sustento e a opulência em que viviam os senhores de engenho do Nordeste. Além disso, a participação dos holandeses e portugueses no comércio do açúcar foi fator que desviou a riqueza para as áreas metropolitanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por razões dinásticas, entre 1580-1640, o monarca espanhol Filipe II passou a dominar vastas extensões da Europa. nesse período, Portugal e suas colônias também estiveram subordinados ao domínio espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Uma guerra de independência entre Países Baixos e Espanha levou os holandeses, conhecedores das técnicas de refino e comercialização do açúcar, a produzi-lo em suas colônias. Concorrendo em melhores condições com o produto brasileiro, causaram a queda do preço, entre 1650 e 1688, a um terço de seu valor. A crise da produção açucareira no Brasil trouxe prejuízos tanto para a economia portuguesa quanto para a colonial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Diante da crise da produção colonial de açúcar, o rei de Portugal, D. Pedro II (1683-1706), procurou soluções para superá-la, apoiando-se na atuação de seu ministro, o conde de Ericeira, que baixou as leis "pragmáticas". Proibiu-se o uso de certos produtos estrangeiros, a fim de reduzir as importações e equilibrar a deficitária balança comercial lusa, além de reorientar as atividades produtivos no reino e nas colônias, com a ajuda de técnicos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Estimulou-se no Brasil a produção do tabaco e outros produtos alimentares destinados à exportação, bem como intensificou-se a busca das drogas do sertão. Juntamente com a tentativa de revitalização da produção açucareira, essas medidas surtiriam efeitos positivos um pouco mais tarde, já no início do século XVIII, coincidindo com o princípio da atividade mineradora. Mesmo perdendo a supremacia no conjunto da economia colonial, o açúcar, que apresentava, nessa fase, uma rentabilidade bem menor que a de séculos anteriores e concorria num mercado bastante competitivo continuou a ser o principal produto nas exportações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;CAPITANIAS HEREDITÁRIAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A colonização do Brasil, iniciada em 1530 com a expedição de Martim Afonso de Souza, não foi uma tarefa fácil. Em 1532, Martim Afonso fundou São Vicente, a primeira vila brasileira. No entanto, um único núcleo de povoamento na imensidade da costa não resolvia os problemas causados por navios franceses que vinham buscar pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Era necessário povoar rapidamente a região costeira, mas a Coroa portuguesa não dispunha na época de recursos humanos nem econômicos para colonizar, em curto prazo, o litoral brasileiro. Por isso, a partir de 1534, o governo português resolveu iniciar no Brasil um processo de colonização que já havia sido aplicado, com muito sucesso, na ilha da Madeira e nos Açores: a divisão da terra em capitanias. Dessa forma, a Coroa portuguesa pretendia ocupar o território brasileiro e torná-lo uma fonte de lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            As capitanias eram imensos lotes de terra que se estendiam, na direção dos paralelos, do litoral até o limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas. Esses lotes foram doados em caráter vitalício e hereditário a elementos pertencentes à pequena nobreza lusitana. Os donatários tinham de explorar com seus próprios recursos as capitanias recebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ao doar as capitanias, a Coroa portuguesa abria mão de certos direitos e vantagens, em favor dos donatários, esperando com isso despertar seu interesse pelas terras recebidas. A Carta de Doação e o Foral garantiam os direitos do capitão donatário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Pertenciam-lhe todas as salinas, moendas de água e quaisquer outros engenhos da capitania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Podia escravizar índios em número indeterminado, mas devia enviar 39 para Lisboa, anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ficava com a vigésima parte da renda do pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Podia criar vilas, administrar a justiça e doar sesmarias, menos para a esposa, para o filho mais velho e para judeus e estrangeiros. Sesmaria era uma extensão de terra que o donatário doava a quem se dispusesse a cultivá-la. Ao contrário da capitania, da qual o donatário não tinha a propriedade (mas apenas o uso), a sesmaria era propriedade do sesmeiro, após dois anos de real utilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O rei reservava para si algumas vantagens que, na verdade, lhe garantiam os melhores proveitos que a terra poderia oferecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dez por cento de todos os produtos da terra;&lt;br /&gt;vinte por cento (um quinto) das pedras e metais preciosas;&lt;br /&gt;monopólio do pau-brasil, das drogas e das especiarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No Brasil, o sistema de divisão da terra em capitanias não deu bons resultados. A grande extensão dos lotes talvez a principal razão do insucesso. Sem recursos suficientes, os donatários só conseguiam fundar estabelecimentos precários na região costeira dos lotes que recebiam; não tinham condições de tentar a colonização do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A enorme distância que separava as capitanias da metrópole, de onde vinham os recursos necessários para a sobrevivência dos núcleos iniciais, dificultava ainda mais a colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            As capitanias de São Vicente e de Pernambuco, apresentaram resultados melhores do que as outras. O sucesso dessas capitanias se deveu ao êxito da cultura canavieira e da criação de gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Com o passar do tempo, as capitanias foram revertendo ao governo português. No século XVIII, quando Portugal era governado pelo Marquês de Pombal, o sistema foi totalmente extinto. Os limites das capitanias sofreram modificações, mas determinaram os contornos gerais das províncias do Império que se limitavam com o Atlântico; estas, por sua vez, deram origem aos Estados litorâneos do Brasil atual. Os estados do interior tiveram origem diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;GOVERNO DE TOMÉ DE SOUZA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Tomé de Souza foi escolhido por Dom João III para ser o primeiro governador-geral do Brasil.&lt;br /&gt;            Chegou em 29 de março de 1549, acompanhado por mais de novecentas pessoas, entre soldados, colonos a degredados. O governador trazia ainda material para iniciar a construção da primeira cidade, além de algumas cabeças de gado. Estes foram os principais fatos da administração de Tomé de Souza:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Início das atividades dos jesuítas no Brasil. O primeiro grupo de missionários jesuítas chegou com o governador e era chefiado pelo padre Manuel da Nóbrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Fundação de Salvador, a primeira capital do Brasil, em 1549.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Criação do primeiro bispado brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Visita às capitanias do sul, onde o governador considerou aprovada a fundação da vila de Santo André da Borda do Campo, feita anos antes por Martim Afonso de Souza, e proibiu que os missionários se instalassem no sertão (medida que se revelou inútil). As duas atitudes do governador relacionavam-se com o fato de a capitania de São Vicente ser considerada um ponto estratégico por sua proximidade com as terras espanholas, com as quais inclusive, os vicentinos mantinham muitos contatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Criação das primeiras fazendas de gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Foi muito importante para o primeiro governo-geral a ajuda recebido do português Diogo Álvares Correia, o Caramuru, bem como o trabalho dos jesuítas. Diogo Álvares vivia entre os indígenas da Bahia desde 1510 e desempenhou importante papel como intermediário entre os portugueses e os índios. Os sacerdotes da Companhia de Jesus, sob a chefia de Nóbrega, fundaram em Salvador, o primeiro colégio do Brasil. Os jesuítas penetraram no sertão, empenharam-se na catequese dos índios, fundaram escolas para os filhos dos colonos e procuraram impor aos portugueses as normas da moral cristã no relacionamento com os indígenas. Assim, tentaram impedir a escravização de índios e a exploração sexual das mulheres indígenas pelos colonizadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;GOVERNO DE DUARTE DA COSTA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            O segundo governador-geral, Duarte da Costa, chegou ao Brasil em 1553, trazendo 250 pessoas, entre elas o noviço José de Anchieta. Vários acontecimentos marcaram a administração do segundo governador-geral:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Combate às tribos indígenas do Recôncavo Baiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Expedição ao sertão, com o objetivo de procurar as tão faladas riquezas minerais, procedentes das colônias espanholas situadas na região andina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Incidente entre o primeiro bispo, Dom Pero Fernandes Sardinha, e o filho de Duarte da Costa, Dom Álvaro da Costa, que trouxe conseqüências trágicas para o bispo. Diante das críticas de Dom Pero Fernandes à agressividade e aos maus costumes de Dom Álvaro, a população de Salvador se dividiu em duas facções: uma favorável a Dom Álvaro e ao governador; outra favorável ao bispo. Dom Pero Fernandes foi chamado a Portugal para dar explicações sobre os acontecimentos, mas seu navio naufragou no litoral de Alagoas e ele foi morto pelos índios caetés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Fundação do Colégio de São Paulo pelos jesuítas, em 25 de janeiro de 1554.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Invasão do Rio de Janeiro em 1555 pelos franceses, que pretendiam estabelecer uma colônia naquele local. Como não dispunha de recursos suficientes para expulsá-los, o governador nada pôde fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;GOVERNO DE MEM DE SÁ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Um dos principais acontecimentos durante o governo de Mem de Sá, sucessor de Duarte da Costa, foi a expulsão dos franceses no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os invasores tinham estabelecido relações cordiais com os indígenas, incitando-os contra os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1563, os jesuítas José de Anchieta e Manuel de Nóbrega conseguiram firmar a paz entre os portugueses e os índios tamoios, que ameaçavam a segurança de São Paulo e de São Vicente. Anchieta permaneceu cinco meses como refém dos índios de Iperoig, aldeia localizada onde é hoje a cidade de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo. A chamada Paz de Iperoig, conseguida pelos dois sacerdotes, permitiu a sobrevivência do Colégio de São Paulo e a permanência dos portugueses na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mem de Sá, num primeiro ataque contra os invasores do Rio de Janeiro, conseguiu destruir o forte Coligny, que eles tinham construído na ilha de Serigipe, hoje Villegaignon, na baía de Guanabara. Depois disso, o governador voltou à Bahia. Os franceses, que tinham conseguido refúgio junto aos índios, seus aliados, retornaram e reconstruíram o forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1º de março de 1565, o sobrinho de Mem de Sá, Estácio de Sá, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A nova cidade tornou-se a base das operações dos portugueses na luta contra os franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A expulsão definitiva dos franceses só foi conseguida depois de muitas lutas. Estácio de Sá, com a ajuda de tropas do governador e da região de São Vicente, derrotou os invasores depois da batalhas do forte Coligny, de Uruçu-Mirim e da ilha do Governador (Paranapuã). Destacaram-se nos combatentes, lado a lado com os portugueses, os índios temiminós do Espírito Santo, comandados por Araribóia. Como recompensa, esse chefe indígena recebeu uma sesmaria na região do Rio de Janeiro, onde fundou a vila de São Lourenço, que deu nome à cidade de Niterói.&lt;br /&gt;Mem de Sá governou até 1572, ano de sua morte. Dom Luís de Vasconcelos, que havia sido enviado em 1570 para ser o quarto governador, morreu durante a viagem para o Brasil, quando seu navio foi atacado por pirata franceses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;A REVOLTA DE &lt;i&gt;BECKMAN&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            No Maranhão, como em São Paulo, houve conflitos entre os colonos e os jesuítas por causa da escravização dos indígenas. Em 1661, por seu trabalho de intransigente defesa da liberdade dos índios, os religiosos da Companhia de Jesus foram expulsos do Maranhão. Só puderam voltar, por decisão da Coroa, em 1680.&lt;br /&gt;Nessa data, o governo português proibiu terminantemente a escravização de índios.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;            Para resolver o problema da falta de braços para a lavoura, bem como para controlar o comércio naquela região do Brasil, o governo português criou, em 1682, a Companhia de Comércio do Estado do Maranhão, à qual passou a responsabilidade do monopólio da Coroa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A companhia não cumpriu os compromissos assumidos, o que despertou grande descontentamento entre os colonos da região. Os escravos africanos não foram trazidos para o Maranhão em número suficiente, e os gêneros alimentícios negociados pela companhia, além de muito caros, não eram de boa qualidade.&lt;br /&gt;Revoltaram-se contra esta situação elementos do clero, da classe mais elevada e do povo, chefiados por Manuel Beckman, fazendeiro muito rico e respeitado na região. Os revoltosos expulsaram os jesuítas, declararam deposto o governador e extinta a companhia de comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Beckman governou o Maranhão durante um ano, até a chegada de uma frota portuguesa sob o comando de Gomes Freire de Andrada. Beckman fugiu mas foi delatado por Lázaro de Melo, sendo então preso e enforcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A extinção da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão foi mantida pelo governo português , como queriam os revoltosos, mas os jesuítas puderam retornar e continuar seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;A GUERRA DOS EMBOABAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Quando as notícias da descoberta de ouro em Minas Gerais se espalharam pelo Brasil e chegaram a Portugal, milhares de pessoas acorreram à região. No livro Cultura e opulência do Brasil por suas Drogas e Minas, do padre João Antônio Andreoni (Antonil), editado em 1711, encontramos a seguinte referência ao afluxo de pessoas a Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            "&lt;i&gt;A sede do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como são os das minas, que dificilmente se poderá dar conta do número de pessoas que atualmente lá estão...&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O afluxo de forasteiros desagradou os paulistas. Por terem descoberto as minas e por elas se encontrarem em sua capitania, os paulistas reivindicaram direito exclusivo de explorá-las. Entre 1708 e 1709, ocorreram vários conflitos armados na zona aurífera, envolvendo de um lado paulistas e de outro portugueses e elementos vindos de vários pontos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os paulistas referiam-se aos recém-chegados com o apelido pejorativo de emboabas. Os emboabas aclamaram o riquíssimo português Manuel Nunes Viana como governador das Minas. Nunes Viana, que enriquecera com o contrabando de gado para a zona mineira, foi hostilizado por Manuel de Borba Gato, um dos mais respeitados paulistas da região. Nos conflitos que se seguiram, os paulistas sofreram várias derrotas e foram obrigados a abandonar muitas minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Um dos episódios mais importantes da Guerra dos Emboabas foi o massacre de paulistas pelos embobas, no chamado Capão da Traição. Nas proximidades da atual cidade de São João del-Rei, um grupo de paulistas chefiados por Bento do Amaral Coutinho. Este prometeu aos paulistas que lhes pouparia a vida, caso se rendessem. Entretanto, quando eles entregaram suas armas, foram massacrados impiedosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em represália, os paulistas organizaram uma tropa de mais ou menos 1 300 homens. Essa força viajou para Minas com o objetivo de aniquilar os emboabas, mas não chegou a atingir aquela capitania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A guerra favoreceu os emboabas e fez os paulistas perderem várias minas. Por isso, eles partiram em busca de novas jazidas; em 1718 encontraram ricos campos auríferos em Mato Grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Estas foram as principais conseqüências da Guerra dos Emboabas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Criação de normas que regulamentam a distribuição de lavras entre emboabas e paulistas e a cobrança do quinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Criação da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, ligada diretamente à Coroa, independente portanto do governo do Rio de Janeiro (3 de novembro de 1709).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Elevação da vila de São Paulo à categoria de cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Pacificação da região das minas, com o estabelecimento do controle administrativo da metrópole.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;A GUERRA DOS MASCATES&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A Guerra dos Mascates foi um movimento de caráter regionalista cujos principais fatores foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * decadência da atividade agroindustrial açucareira em virtude da concorrência internacional;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * desenvolvimento comercial e urbano em Pernambuco;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * elevação do povoado de Recife à categoria de vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Com a decadência do açúcar, a situação dos poderosos senhores de engenho de Pernambuco sofreu grandes modificações. Empobrecidos, os fazendeiros de Olinda, pertencentes às mais tradicionais famílias da época, eram obrigados a endividar-se com os comerciantes portugueses do Recife, que lhes emprestavam dinheiro a altos juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os olindenses chamavam os recifenses de mascates, referindo-se de forma pejorativa à sua profissão. Os recifenses, por sua vez, designavam os habitantes de Olinda pelo apelido de pés-rapados, por serem pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Recife crescera tanto desde a época do domínio holandês que, em 709, o Rei Dom João V elevou o povoado à categoria de vila. Este fato desagradou os habitantes de Olinda, a vila mais antiga da capitania, embora mais pobre e menos povoada que Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1710, ao serem demarcados os limites entre as duas vilas, teve início a revolta. O governador de Pernambuco, Sebastião de Castro e Caldas, foi ferido por um tiro na perna e, com o agravamento da luta, fugiu para a Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sucederam-se os choques entre olindenses e recifenses, e a revolta tomou conta de toda a capitania. Com a nomeação de um novo governador (Felix José Machado de Mendonça), as lutas acalmaram-se. Em 1714, o Reio Dom João V anistiou todos os que se envolveram na revolta, restabelecendo a ordem em Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A rivalidade entre brasileiros e portugueses na capitania continuou a existir, mas só se transformou novamente em revolta mais de um século depois (1817) e com caráter diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;MOTINS DO MANETA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Nos últimos meses de 1711, ocorreram duas sublevações populares na Bahia. A razão do primeiro motim, chefiado pelo negociante João de Figueiredo da Costa, apelidado o Maneta, foi um aumento de impostos decretado pelo governo. A multidão, formada principalmente por portugueses, avançou contra o palácio do governador Pedro de Vasconcelos e Souza, que atendeu aos pedidos da massa popular. Todos os participantes da revolta forma anitiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pouco tempo depois, ocorreu outro motim na Bahia, quando a esquadra francesa do corsário Duguay-Trouin ocupou o Rio de Janeiro. Os revoltosos queriam a organização imediata de uma expedição para combater os invasores. O governador Pedro de Vasconcelos conseguiu contornar a situação até os franceses deixarem o Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Na região das minas, o ouro em pó era utilizado como se fosse moeda corrente. Com a criação das Casas de Fundição em Minas Gerais, em 1719, a circulação de ouro em pó foi proibida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            As casas de Fundição foram criadas pelo governo português para evitar o contrabando de ouro e obrigar o colono a pagar o quinto devido à Coroa. Todo ouro descoberto deveria ser encaminhado a essas repartições, onde era derretido e, depois de separada a parte do rei, transformado em barras.&lt;br /&gt;Foi contra essas condições do governo que ocorreu a revolta de 1720, chefiada por Filipe dos Santos Freire. A Revolta de Filipe dos Santos foi motivada, portanto, apenas por fatores econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Seus objetivos eram impedir o estabelecimento das Casas de Fundição e manter a legalidade da circulação de ouro em pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 28 de junho de 1720 teve início a revolta em Vila Rica (atual Ouro Preto). Cerca de 2 000 revoltosos dirigiram-se para Ribeirão do Carmo, atual Mariana, e pressionaram o governador de Minas, Dom Pedro de Almeida, Conde de Assumar, para que atendesse às suas exigências. Este concordou com os pedidos dos revoltosos, pois não contava com forças armadas para enfrentá-los. Assim que conseguiu tropas suficientes, o governador esmagou a revolta, mandando prender os cabeças do movimento. Filipe dos Santos foi enforcado (16 de julho de 1720), e seu corpo esquartejado após a execução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;INCONFIDÊNCIA MINEIRA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A Inconfidência Mineira foi uma conspiração que ocorreu em 1789 em Vila Rica, hoje Ouro Preto. Entre os fatores que determinaram o movimento destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Os excessos cometidos pelas autoridades escolhidas pelo governo português para administrar a região das minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A decadência da produção de ouro, que se acentuou a partir dos meados do século XVIII, e o sistema de cobrança dos quintos devido à Coroa. Quando o ouro entregue não perfazia 100 arrobas (cerca de 1500 quilos), era decretada a derrama, ou seja, o que faltasse seria cobrado de toda a população, pela força das armas. Os excessos cometidos pelas autoridades por ocasião da derrama levaram o povo ao desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * As idéias de liberdade trazidas por estudantes brasileiros que tinham realizado cursos superiores na Europa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;    * O conhecimento da independência dos Estados Unidos, cujos colonos, revoltados também contra o sistema fiscal de sua metrópole, tinham se libertado da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Entre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José de Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa; o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, os coronéis Domingos de Abreu e Joaquim Silvério dos Reis (um dos delatores do movimento); os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, era provavelmente o participante da conspiração de menor posição social (era alferes e dentista prático). No entanto, foi o único a assumir a responsabilidade pelo movimento. Negando a princípio sua participação, Tiradentes assumiu posteriormente toda a responsabilidade pela Inconfidência, inocentando seus companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os planos dos inconfidentes eram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * estabelecer um governo independente de Portugal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * criar uma universidade em Vila Rica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * criar indústrias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * fazer de São João del-Rei a nova sede da capitania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;INCONFIDÊNCIA CARIOCA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A Inconfidência Carioca teve características parecidas com o movimento sufocado em Minas Gerais cinco anos antes. A Revolução Francesa foi a inspiradora dos inconfidentes do Rio de Janeiro, que fundaram uma Sociedade Literária para a divulgação de suas idéias. Denunciados, os conjurados foram presos e acusados de fazerem críticas à religião e ao governo, além de adotarem idéias de liberdade para a colônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Entre os inconfidentes cariocas estavam o poeta Manuel Inácio da Silva Alvarenga, Vicente Gomes e João Manso Pereira. Durante dois anos e meio, os implicados no movimento frustrado ficaram presos, sendo depois libertados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;INCONFIDÊNCIA BAIANA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A Inconfidência Baiana em 1798, também chamada Conjuração Baiana, teve características bem diferentes das anteriores, especialmente porque seus participantes pertenciam às camadas pobres da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os chefes da Inconfidência foram Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens, que eram soldados, João de Deus do Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Lira, alfaiates. A conspiração é por isso conhecida também como Revolta dos Alfaiates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Inspirados nos ideais da Revolução Francesa, os inconfidentes pretendiam proclamar a República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 12 de agosto de 1798, os conspiradores colocaram nos muros da cidade papéis manuscritos chamando a população à luta e proclamando idéias de liberdade, igualdade, fraternidade e República. Foram descobertos e presos e, em 8 de novembro de 1799, enforcados em Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Com a vinda de Dom João em 1808, o Brasil passou por profundas modificações. Por isso, na época da Revolução Pernambucana a situação do Brasil era bem diferente da que vivia o país, quando eclodiram os movimentos revolucionários anteriores a esse.&lt;br /&gt;Os principais fatores da Revolução de 1817 em Pernambuco foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * a independência das colônias espanholas da América do Sul;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * a independência dos Estados Unidos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * as idéias de liberdade que vinham se propagando desde o século anterior em todo o Brasil;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * a ação das sociedades secretas, que pretendiam a libertação da colônia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * o desenvolvimento da cultura em Pernambuco, por influência do Seminário de Olinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O governador de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, ficou sabendo dos planos dos revolucionários e mandou prender os principais implicados na conspiração. Estes, então, anteciparam a eclosão do movimento, que teve início quando o capitão José de Barros lima (apelidado "Leão Coroado") matou o oficial português encarregado de prendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A revolta estendeu-se rapidamente e os patriotas tornaram-se senhores da situação, estabelecendo novo governo assim que Caetano Montenegro partiu para o Rio de Janeiro. Os principais implicados na Revolução Pernambucana em 1817 foram: Domingos José Martins, Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, padre João Ribeiro Pessoa, Antônio Gonçalves da Cruz, José de Barros Lima, padre Miguel de Almeida Castro, José Inácio Ribeiro de Abreu Lima e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Assim que conseguiram dominar a situação, os revoltosos organizaram um governo provisório. O novo governo procurou logo estender o movimento às outras capitanias e obter o reconhecimento no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A revolta estendeu-se ao Ceará, à Paraíba e ao Rio Grande do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O governo revolucionário pernambucano durou pouco mais de dois meses. Recife foi cercada por mar e tropas enviadas da Bahia avançaram por terra, colocando os revoltosos em situação desesperadora, desmantelando-lhes a resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            A mudança da família real e da Corte portuguesa para o Brasil foi conseqüência da situação européia no início do século XIX. Naquela época, a Europa estava inteiramente dominada pelo imperador dos franceses, Napoleão Bonaparte. Com sua política expansionista, ele submetera a maior parte dos países europeus à dominação francesa. O principal inimigo de Napoleão era a Inglaterra, cuja poderosa armada o imperador não pudera vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, obrigando todas as nações da Europa continental a fecharem seus portos ao comércio inglês. Com essa medida, Napoleão pretendia enfraquecer a Inglaterra, privando-a de seus mercados consumidores e de suas fontes de abastecimento. Nessa época, Portugal era governado pelo Príncipe Regente Dom João, pois sua mãe, a Rainha Dona Maria I, sofria das faculdades mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pressionado por Napoleão, que exigia o fechamento dos portos portugueses ao comércio inglês, e ao mesmo tempo pretendendo manter as relações com a Inglaterra, Dom João tentou adiar o mais que pôde uma decisão definitiva sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se aderisse ao Bloqueio Continental, Portugal ficaria em condições extremamente difíceis, porque a economia portuguesa dependia basicamente da Inglaterra. Os ingleses eram os maiores fornecedores dos produtos manufaturados consumidos em Portugal e também os maiores compradores das mercadorias portuguesas e brasileiras. A Inglaterra, por sua vez, também não queria perder seu velho aliado, principalmente porque o Brasil representava um excelente mercado consumidor de seus produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Para resolver a situação de acordo com os interesses de seu país, o embaixador em Lisboa, Lorde Percy Clinton Smith, Visconte de Strangford, conseguiu convencer Dom João a transferir-se com sua Corte para o Brasil Desse modo, os ingleses garantiam o acesso ao mercado consumidor brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A transferência da Corte era uma boa solução também para a família real, pois evitava a deposição da dinastia de Bragança pelas forças napoleônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            O Tratado de Fontainebleau, estabelecido entre a França e a Espanha em outubro de 1807, apressou a decisão do Príncipe Regente Dom João a abandonar a metrópole. Por aquele tratado, Portugal e suas colônias, inclusive o Brasil, seriam repartidos entre a França e a Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            No dia 29 de novembro, Dom João e sua família, acompanhados por cerca de 15.000 pessoas, partiram para o Brasil. No dia seguinte, as tropas francesas do general Junot invadiram Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Quatro navios britânicos escoltaram as embarcações portuguesas até o Brasil; parte da esquadra portuguesa aportou na Bahia e parte no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;A chegada de Dom João à Bahia, onde ficou pouco mais de um mês, ocorreu em 22 de janeiro de 1808. Teve início, então, uma nova História do Brasil, pois a colônia foi a grande beneficiado com a transferência da Corte. A presença da administração real criou pouco a pouco condições para a futura emancipação política da colônia. Na Bahia, Dom João seguiu para o Rio de Janeiro. Ali, o alojamento da numerosa comitiva do príncipe causou grandes problemas. As melhores residências da cidade foram requisitadas para os altos funcionários da Corte, não sendo poucas as pessoas despejadas de suas casas para hospedar os recém-chegados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; line-height: 150%;" align="justify"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;O GOVERNO DE DOM JOÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000080;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;            Em 1810, dois anos após o estabelecimento da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, a Inglaterra renovou seus tratados comerciais com o príncipe dom João. Beneficiados com esses tratados, os ingleses aumentaram ainda mais a venda de seus produtos para o mercado brasileiro. A burguesia portuguesa, ao contrário, viu seus privilégios se reduziram. No Reino, os portugueses hostilizavam dom João; na Colônia, dirigiam sua insatisfação contra a elite local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A relação entre os portugueses recém-instalados e os brasileiros -- latifundiários e comerciantes -- tornaram-se tensas, pois somente os portugueses tinham acesso aos postos do governo. Aos brasileiros restava apenas o pagamento dos impostos, usados basicamente para a sustentação da Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A Coroa era incapaz de contentar brasileiros e portugueses porque ela mesma estava quase sempre sem dinheiro. Dom João recorria freqüentemente aos empréstimos externos de banqueiros ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Esse descontentamento geral levou um jornal clandestino -- O Correio Braziliense -- a criticar o governo português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas, apesar de todas as dificuldades, dom João reurbanizou o Rio de Janeiro, construiu escolas, bibliotecas e teatros. Trouxe para o Brasil artistas e cientistas europeus, o que contribuiu para renovar a cultura brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" align="left"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; Brasil Escola (&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/" target="_blank"&gt;www.brasilescola.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;) e Base de Dados do Portal Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 5px; margin-bottom: 5px;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px;" align="center"&gt;&lt;b&gt;História do  Brasil Colônia, a sociedade colonial, os portugueses no Brasil, a colonização  do Brasil,&lt;br /&gt; cultura na História do Brasil Colonial, administração colonial&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px;" align="center"&gt;&lt;img src="http://www.historiadobrasil.net/colonia/martimafonso.jpg" alt="brasil colonial" width="97" border="0" height="110" /&gt;&lt;br /&gt; Martim Afonso de Souza : pioneiro na colonização do Brasil&lt;/p&gt; &lt;div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"&gt;  &lt;p style="margin-left: 30px; margin-right: 30px;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;O  Período Pré-Colonial : A fase do pau-brasil (1500 a 1530)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;A  expressão " &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/descobrimento"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; descobrimento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; " do Brasil está carregada de  eurocentrismo, além de desconsiderar a existência dos &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/indiosdobrasil"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; índios&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em nosso país  antes da chegada dos portugueses. Portanto, optamos pelo termo  "chegada" dos portugueses ao Brasil. Esta ocorreu em 22 de abril de  1500, data que inaugura a fase pré-colonial.&lt;br /&gt; Neste período não houve a colonização do Brasil, pois os portugueses não se  fixaram na terra. Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem  relatados na carta de Caminha, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil  da mata Atlântica.&lt;br /&gt; O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor  avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração,  os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, deram espelhos, apitos, chocalhos  e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e  carregamento até as caravelas).&lt;br /&gt; Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses  que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e  Espanha que dividiu as terras recém descobertas em 1494). Os corsários ou  piratas também saqueavam e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no  rei de Portugal. O medo da coroa portuguesa era perder o território brasileiro  para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e  enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.&lt;br /&gt; Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias  no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas.&lt;br /&gt; No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos  de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como  objetivos : povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o  cultivo de cana-de-açúcar no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A  fase do Açúcar ( séculos XVI e XVII )&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;O  açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava um grande  valor. Após as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a  cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o  plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar,  além de começar o povoamento do Brasil.&lt;br /&gt; Para melhor organizar a colônia, o rei resolveu dividir o Brasil em &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/capitaniashereditarias"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; Capitanias  Hereditárias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas  aos donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam  encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No  geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande  distância da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e  piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que  apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e de  empresários.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Administração  Colonial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa  portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e  ter mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza,  que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a  produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de  ouro e prata.&lt;br /&gt; Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos  pelos "homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam  os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública  nesta fase.&lt;br /&gt; A capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a  mais desenvolvida e rica do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;A economia colonial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era  um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar. Utilizava a mão-de-obra  africana &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/escravidao"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; escrava&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e tinha como  &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/colonia/#" onclick="hwClick13058425332942(91372580);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw13058425332942(event, this, '91372580'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;objetivo&lt;/a&gt; principal a venda do açúcar para o  mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e  algodão.&lt;br /&gt; As plantações ocorriam no sistema de plantation, ou seja, eram grandes  fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e  visando o comércio exterior.&lt;br /&gt; O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil só podia fazer  comércio com a metrópole.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A  sociedade Colonial&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; A  &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/colonia/#" onclick="hwClick19768350831942(91372580);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw19768350831942(event, this, '91372580'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;sociedade&lt;/a&gt; no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação  social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os  senhores de engenho. Abaixo, aparecia uma camada média formada por  trabalhadores livres e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam  os escravos de origem africana.&lt;br /&gt; Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder  social. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política,  deviam apenas cuidar do lar e dos filhos.&lt;br /&gt; A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam,  além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a  miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos  escravos).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Invasão  holandesa no Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Entre os anos de 1630 e 1654, o Nordeste brasileiro foi alvo de ataques e fixação  de &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/invasaoholandesa"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;holandeses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Interessados no comércio de açúcar, os holandeses implantaram  um governo em nosso território. Sob o comando de Maurício de Nassau,  permaneceram lá até serem expulsos em 1654. Nassau desenvolveu diversos  trabalhos em Recife, modernizando a cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Expansão  territorial : bandeiras e bandeirantes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Foram os bandeirantes os responsáveis pela ampliação do território  brasileiro além do Tratado de Tordesilhas. Os &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/bandeirantes"&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt; bandeirantes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; penetram no território  brasileiro, procurando índios para aprisionar e jazidas de ouro e diamantes.  Foram os bandeirantes que encontraram as primeiras minas de ouro nas regiões de  Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;O  século do Ouro : século XVIII &lt;/b&gt;&lt;br /&gt; Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de  organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio  de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O  quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e  correspondia a 20% de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado  nas Casas de Fundição.&lt;br /&gt; A descoberta de ouro e o início da exploração da minas nas regiões auríferas  ( Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás ) provocou uma verdadeira "corrida do  ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de  várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para  o dia.&lt;br /&gt; Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e  &lt;a href="http://www.historiadobrasil.net/colonia/#" onclick="hwClick11398625150942(91372580);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw11398625150942(event, this, '91372580'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;cultural&lt;/a&gt; aumentou muito  nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes  artistas plásticos do Brasil : Aleijadinho.&lt;br /&gt; Vários empregos surgiram nestas regiões, diversificando o mercado de trabalho  na região aurífera.&lt;br /&gt; Para acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi  transferida para o Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Revoltas  Coloniais e Conflitos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;Em  função da exploração exagerada da metrópole ocorreram várias revoltas e  conflitos neste período:&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Guerra      dos Emboabas&lt;/b&gt; : os bandeirantes queriam exclusividade na exploração do      ouro nas minas que encontraram. Entraram em choque com os paulistas que      estavam explorando o ouro das minas.&lt;/p&gt;    &lt;/li&gt;&lt;li&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Revolta      de Filipe dos Santos&lt;/b&gt; : ocorrida em Vila Rica, representou a insatisfação      dos donos de minas de ouro com a cobrança do quinto e das Casas de Fundição.      O líder Filipe dos Santos foi preso e condenado a morte pela coroa      portuguesa.&lt;/p&gt;    &lt;/li&gt;&lt;li&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Inconfidência      Mineira&lt;/b&gt; (1789) : liderada por Tiradentes , os inconfidentes mineiros      queriam a libertação do Brasil de Portugal. O movimento foi descoberto      pelo rei de Portugal e os líderes condenados.&lt;/p&gt;     &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;            &lt;h2&gt;Brasil Colônia&lt;/h2&gt;          &lt;div class="Busca"&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=412"&gt; A Sociedade Patriarcal&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;No início do século XX, o Brasil viveu um processo de urbanização mais acentuado, no entanto, predominava a vida rural na medida em que o café era o produto mais importante da economia. No campo, as relaçoes famil&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=667"&gt;"Convescote" : Religiosidade na América Portuguesa&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A religiosidade sem dúvida, foi um fator de suma importância para o cotidiano dos colonos portugueses &lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=444"&gt;A Corte Portuguesa no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;É a madrugada de 27/11/1807 e a corte, desesperada, se atropela com pressa e desordem no cais de Belém... &lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=275"&gt;A Inconfidência Mineira&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A Inconfidência Mineira é considerada o principal movimento emancipacionista do Brasil colônia, apesar de não ter passado de uma conspiração coordenada pela elite das Minas Gerais.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=963"&gt;A Missão Artística Francesa&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Quando em 1808 a família real se viu obrigada a vir para o Brasil, trouxe com ela, mesmo que inconscientemente, a semente da criação desta, que seria a precursora do ensino de arte no Brasil, a missão artística francesa de 1816. Composta por importantes nomes das artes francesas veio para ser o marco inicial do ensino de arte no Brasil.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=388"&gt;A PECUÁRIA NO BRASIL&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A pecuária sempre foi considerada uma atividade secundária no processo de colonização e, no entanto, foi fundamantal para o povoamento do interior.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=5"&gt;A presença holandesa na economia açucareira&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Na falta de metais preciosos, a solução para obter alguma forma de lucro no Brasil colônia, seria promover a produção de um gênero agrícola que tivesse grande aceitação e elevado preço no&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=612"&gt;A sentença de Tiradentes&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;"Mostra-se que entre os chefes, e cabeças da Conjuração o primeiro que suscitou as idéias de república foi o Réu Joaquim José da Silva Xavier por alcunha o Tiradentes".&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=765"&gt;As Irmandades Religiosas&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Minas Gerais, século XVIII - Leigos e instituições sem envolvimento com o catolicismo fundaram e desenvolveram uma "religiosidade peculiar", as irmandades. Um espaço que aceitava todos: homens, mulheres, negros e brancos.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=847"&gt;Aventura, viagem, emocoes.&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;"Aventura no Caminho dos Tropeiros - A cavalo, da Lagoa dos Patos a Sorocaba". A publicacao faz parte da Colecao Expedicoes, da Editora Letras Brasileiras.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=994"&gt;Bolos e docinhos&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;O último trimestre de 1807 foi tomado por grandes modificações no cotidiano de Lisboa&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=943"&gt;Caetana&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Caetana era mucamba, responsável em cuidar de todas as tarefas da “casa grande” e...&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=606"&gt;CALÇADA DO LORENA&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Construída entre 1790 e 1792, por ordem do governador da Capitania de São Paulo, Bernardo José Maria de Lorena (1788-1797), a Calçada do Lorena foi o primeiro caminho pavimentado com pedras na região da Serra do Mar, e l&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=552"&gt;Carta de Pero Vaz de Caminha&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A "Carta" é considerada o primeiro documento oficial da História do Brasil, redigida ao rei de Portugal D. Manuel, para comunicar-lhe o "descobrimento" das novas terras.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=781"&gt;Cauim&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Nos primeiros anos do século XVI, tribos indígenas do Novo Mundo, especialmente os Tupinambás, apreciavam o cauim, um tipo de bebida fermentada à base de mandioca, milho e frutas, elaborada pelos próprios nativos.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=257"&gt;Conjuração Baiana&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Negros e mulatos, soldados e artesãos, escravos e libertos foram a base da Conjuração Baiana em 1798, que inspirada na fase popular da Revolução Francesa, pretendia alcançar a independência do Brasil com uma&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=620"&gt;D. João VI&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A figura de D. João VI esta vinculada a fuga da corte portuguesa, em 1807, para o Rio de Janeiro, devido ao Bolqueio Continental decretado por Napoleao Bonaparte&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=939"&gt;Lei estética&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Em 1808 foi publicada, no Rio de Janeiro, um edital com objetivo de promover um “banho de civilização” nos habitantes e nas moradias da cidade.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=925"&gt;Mata Atlântica&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;“... a estender os olhos, não podíamos ver senão terras e arvoredos”. Pero Vaz de Caminha.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=302"&gt;Mineiração no Brasil colonial&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Conheça o século do ouro e a história da mineração no Brasil colonial: as formas de extração, o fiscalismo e o destino do ouro brasileiro, que acabou em cofres ingleses.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=194"&gt;Mostra do Redescobrimento&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Encerra-se no dia 7 de Abril a mostra Brasil +500, realizada no Parque do Ibirapuera em São Paulo.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=7"&gt;Navegar é preciso&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Em 1415 os portugueses venciam os mouros e tomavam a cidade de Ceuta no norte da África. Em 1492 a Espanha, através do navegador genovês Cristóvão Colombo chagava na ilha de São Salvador nas Antilhas.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=977"&gt;NOBREZA BRASILEIRA E A DINASTA BRAGANÇA&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A Dinastia Bragança e as Raízes da Nobreza Brasileira João IV (1640-1656), Afonso VI (1656-1683), Pedro II (1683-1706), João V (1706-1750) José (1750-1777), Maria I (1777-1816), João VI (1816-1826). Dinâmica Social no Portugal/Brasil dos Bragança a partir do século XVI &lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=978"&gt;NOBREZA BRASILEIRA E A DINASTA BRAGANÇA&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A Dinastia Bragança e as Raízes da Nobreza Brasileira João IV (1640-1656), Afonso VI (1656-1683), Pedro II (1683-1706), João V (1706-1750) José (1750-1777), Maria I (1777-1816), João VI (1816-1826). Dinâmica Social no Portugal/Brasil dos Bragança a partir do século XVI &lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=6"&gt;O início da colonização&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Nesses 500 anos de descobrimento do Brasil, muito tem-se falado da expansão ultramarina portuguesa, da expedição de Pedro Álvares Cabral e de sua chegada ao Brasil.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=956"&gt;O norte de Minas Gerais&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A colonização do norte de Minas Gerais foi comandada pelo bandeirante Matias Cardoso de Almeida no final do século XVII, responsável por escravizar os índios da região e ocupar áreas próximas ao rio São Francisco, para onde se deslocaram grupos de paulista e nordestinos. Neste período também se formaram as primeiras fazendas de gado.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=325"&gt;O Poder do açúcar&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Primeiramente reservado somente ao consumo dos nobres, o açúcar acabou tornando-se o principal produto de cultivo na costa litorânea.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=185"&gt;O Quilombo do Quariterê&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A mineração e o trabalho escravo foram responsáveis pelo início do povoamento da região de Mato Grosso. Leia o texto do Prof. João de Medeiros Alves.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=4"&gt;O trabalho escravo na História do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Os castigos corporais são comuns, permitidos por lei e com a permissão da Igreja. As Ordenações Filipinas sancionam a morte e mutilação dos negros como também o açoite.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=496"&gt;O Tropeirismo no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A atividade dos tropeiros foi fundamental desde os tempos da mineração. Na região sul do Brasil, são vistos como responsáveis pela dinâmica da economia pecuarista, pelo surgimento de diversas cidades no interior e&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=862"&gt;Pânico no Rio de Janeiro&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Algumas páginas da história nos revelam uma triste herança deixada pelas aventuras francesas comandadas por Nicolau Durand de Villegaignon no século XVI, numa região que ainda iria receber o nome de Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=933"&gt;Pelas entranhas das Minas Gerais  &lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Para entender como era a vida nas cidades mineiras no século 18, é necessário ter uma experiência mais íntima com o lugar.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=801"&gt;Rebeliões&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Nas Minas Gerais havia um verdadeiro caldeirão de inquietações, a região vivia sob o tormento da possibilidade de, a qualquer momento, sofrer um ataque generalizado dos escravos. O número de rebeliões até então, não acompanhava, nem de perto, o aumento da formação de quilombos.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=589"&gt;Resistência indígena&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;O importante feito da "descoberta" do Brasil causou impressionismo aos portugueses, pois estavam diante de rara beleza, de grande diversidade contida na fauna e na flora, diante de uma imensidão territorial, enfim, diante de um cenário exube&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=619"&gt;Tráfico negreiro&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Trata das condições do transporte de escravos, no "auge" do tráfico negreiro, realizado principalmente pelos portugueses nos séculos XVI e XVII.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=1011"&gt;Um chamado para a Revolução&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;Boletins distribuídos à população de Salvador eram parte da Conjuração Baiana em 1798.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=813"&gt;Um espatáculo sagrado&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;A religiosidade no Brasil colonial muitas vezes ditou o cotidiano dos fiéis adoradores. No Rio de Janeiro do século XVII este fenômeno não ocorreu de maneira diferente. Desta forma, a Coroa portuguesa demonstrava seu poder de influência exercido por meio da representação da força divina.&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=591"&gt;Um Governo Holandês no Brasil Colônia&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;No início do século 17 quase dois terços do comércio e do transporte do açúcar concentravam-se nas mãos dos holandeses ao mesmo tempo em que Amsterdam se transformava no grande centro de refino e distribui&amp;amp;&lt;/p&gt;        &lt;hr /&gt;         &lt;h3&gt;&lt;a align="left" href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=566"&gt;Vasco da Gama e Cabral&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;     &lt;p&gt;O que devemos a eles? A Expansão Marítima portuguesa, conhecida como ciclo oriental de navegações, envolveu diversos setores da sociedade lusitana e deu fama a muitos homens que comandaram os empreendimentos expansionistas.&lt;/p&gt;        &lt;/div&gt;          &lt;p class="sumary"&gt;       &lt;/p&gt;      &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family:Monotype Corsiva;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:+3;"&gt;O Brasil Colônia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Monotype Corsiva;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Autores: Carla Peres, Paulo Costa, e Vanessa Verfe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Monotype Corsiva;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Uruguaiana, RS, novembro de 1999&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#Introdu%C3%A7%C3%A3o"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#AS%20NAVEGA%C3%87OES"&gt;AS NAVEGAÇOES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#3%20A%20FASE%20PR%C3%89-%20COLONIZADORA"&gt;A FASE PRÉ- COLONIZADORA&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#4%20OS%20PRIMEIROS%20ESTAGIOS%20DA%20ADMINISTRA%C3%87AO"&gt;OS PRIMEIROS ESTAGIOS DA ADMINISTRAÇAO COLONIAL.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#5%20A%C3%87%C3%9ACAR:%20A%20TAREFA%20SECULAR"&gt;AÇÚCAR: A TAREFA SECULAR&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#6%20PALMARES"&gt;PALMARES&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#7%20O%20DOM%C3%8DNIO%20ESPANHOL"&gt;O DOMÍNIO ESPANHOL&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#8%20PRIM%C3%93RDIOS%20DA%20ARTE%20NO%20BRASIL"&gt;PRIMÓRDIOS DA ARTE NO BRASIL&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#9%20O%20BANDEIRISMO"&gt;O BANDEIRISMO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#10%20A%20MINERA%C3%87%C3%83O"&gt;A MINERAÇÃO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#11%20O%20NATIVISMO"&gt;O NATIVISMO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#12%20A%20DECAD%C3%8ANCIA%20ECON%C3%94MICA%20DE%20PORTUGAL"&gt;A DECADÊNCIA ECONÔMICA DE PORTUGAL&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#13%20O%20EP%C3%8DLOGO%20DA%20FASE%20COLONIAL"&gt;O EPÍLOGO DA FASE COLONIAL&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#14%20A%20ERA%20DO%20BARROCO"&gt;A ERA DO BARROCO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#15%20CONCLUS%C3%83O"&gt;CONCLUSÃO&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size:-1;"&gt;&lt;a href="http://historia.campus2.vilabol.uol.com.br/Brasil/Brcoln.html#REFER%C3%8ANCIAS%20BIBLIOGR%C3%81FICAS"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Introdução"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;l INTRODUÇÃO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste trabalho, procurou-se abordar a questão do Brasil colônia, de uma maneira mais crítica, fugindo um pouco do que sempre foi divulgado e imposto, pela historiografia tradicional.&lt;br /&gt;Através de consultas à várias fontes escritas, de autores variados, procuramos abordar as questões da "descoberta", a colonização, a administração colonial, o ciclo açucareiro, a resistência dos negros à escravidão, o domínio espanhol, o surgimento da arte no Brasil, o bandeirismo, o ciclo do ouro, as revoltas e movimentos nativistas, e o surgimento do estilo barroco. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; 2 &lt;a name="AS NAVEGAÇOES"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;AS NAVEGAÇOES&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A formação de Portugal  está ligada às lutas de reconquista da Península Ibérica,  tais lutas ocorreram dentro das características do feudalismo. A dinastia de Avis que foi o auge de D. João no poder, representou a vitória de um começo do nacionalismo, subiu ao trono para reinar dois séculos 1385-1580.&lt;br /&gt;O Grupo Mercantil, embora não tivesse força para mudar a sociedade portuguesa na época de Avis, conseguiu, temporariamente competir com a nobreza então titulada. Entre os  fatores que possibilitaram tal competição, destacam-se: a situação geográfica de Portugal. A guerra contra os mouros obrigava o governo a contrair empréstimo, sendo posteriormente pagos através de arrecadação de impostos.&lt;br /&gt;Verificou-se que o país não contava com uma sólida estrutura capitalista mercantil que permitisse enfrentar os novos concorrentes que tinham aparecido: holandeses, franceses e ingleses.&lt;br /&gt;Portugal é um país voltado para o mar, o sal e a pesca, já constituem riquezas básicas. Isso também possibilitou as  descobertas técnicas: bússola, astrolábio, caravela.&lt;br /&gt;Movidos pelo desejo de acabar com o monopólio italiano, os  portugueses começaram com a ocupação de - Ceuta, Cabo da Boa Esperança, e a tentativa de descoberta do caminho para as Índias. A Espanha, incentivada pela expulsão dos Mouros,&lt;br /&gt;  e com a descoberta de Colombo (América em 1492), aceitava o projeto (da busca do caminho alternativo para as Índias).&lt;br /&gt;O Tratado de Tordesilhas (1494), acabou determinando que o Brasil, ou pelo menos boa parte dele, pertencesse a Portugal.&lt;br /&gt;A "descoberta" oficial ocorreu em 1500. Porém segundo alguns historiadores, na ocasião do  Tratado de Tordesilhas, já existia uma razoável certeza quanto a existência de terras a Ocidente.&lt;br /&gt;Descoberta ou acidente? Rejeitando-se tais hipóteses, qual seria a intenção da expedição de Cabral?&lt;br /&gt;A colonização veio como conseqüência do descobrimento, não tendo sido esta finalidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="3 A FASE PRÉ- COLONIZADORA"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;3 A FASE PRÉ- COLONIZADORA&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante, três séculos, o brasil ficou  na condição de colônia portuguesa. O colonialismo beneficiava a Metrópole. Havia uma grande dependência da colônia em relação à metrópole, pois aquela importava a cultura e os comportamentos da Metrópole.&lt;br /&gt;No Brasil daqueles anos não se pode falar em dominação. Inicialmente, o Brasil foi um desafio, pois não havia riquezas para Portugal explorar, o interesse era garantir o controle da rota Atlântica.&lt;br /&gt;O direito de explorar as terras foi concedido a particulares mediante obrigações, mas considerando o Monopólio da Coroa.&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos, os franceses  mantinham bom relacionamento com os índios, somente por volta de 1530, Portugal passou a se interessar mais pelo Brasil.&lt;br /&gt;O Brasil foi o berço da "democracia racial". Se uma raça preponderou , preponderam também seus costumes.  Os negros e índios foram submetidos a violência física e cultural, o Índio perdeu suas terras, o  negro foi transferido brutalmente de ambiente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="4 OS PRIMEIROS ESTAGIOS DA ADMINISTRAÇAO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;4 OS PRIMEIROS ESTAGIOS DA ADMINISTRAÇAO COLONIAL.&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para possibilitar uma melhor administração, Brasil foi dividido em Capitanias Hereditárias. Estas capitanias, criadas  por D. João III, enfrentaram vários problemas. Em 1549, foi nomeado o primeiro governador geral do Brasil, criado para coordenação das capitanias. Passaram a existir as capitanias reais.&lt;br /&gt;O Governo Geral pode ser definido como primeiro esboço do poder público no Brasil. O Marquês de Pombal, sabendo da carência de gente para administrar a colônia,  se valeu de brasileiros. O  centralismo político já tinha ultrapassado a fase de experiências para se tornar um projeto mais amplo. Os primeiros Governadores Gerais foram encarregados de tarefas administrativas e militares por um prazo de 3 anos.  Os primeiros marcos da tarefa colonizadora : Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá .&lt;br /&gt;A distinção entre governadores e os vice-reis:  O vice-rei, muito mais que um governador geral, parecia a própria personificação do poder. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="5 AÇÚCAR: A TAREFA SECULAR"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;5 AÇÚCAR: A TAREFA SECULAR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A base da colonização foi o açúcar, riqueza trazida de fora, onde, Portugal já tinha experiência com plantio e a comercialização do produto nas Ilhas Atlânticas.&lt;br /&gt;Havia o predomínio do latifúndio, típico  de economia açucareira. Gerava altos lucros,  ocorria a não-diversificação de atividades e a monocultura .&lt;br /&gt;A mais significativa atividade propiciada pelo açúcar foi a criação de gado, para a qual utilizava-se o braço indígena e seu descendente mestiço.&lt;br /&gt;A cana-de-açúcar, exigiu muita mão-de-obra, a solução inicial foi a escravidão indígena, porém, o índio  se mostrou um "mau trabalhador".&lt;br /&gt;Até os jesuítas acabaram se opondo escravidão dos indígenas. Portugal precisou então, do braço africano.&lt;br /&gt;Os negros vinham nos navios "negreiros", também chamados de "tumbeiros", dada a quantidade de pessoas que morriam durante a travessia do atlântico, devido às más condições de higiene, fome, sede, doenças, e superlotação dos porões dos navios.&lt;br /&gt;Já na colônia, submetidos a um duro trabalho, o negro quilombo (fujão), era o mais sofrido, era submetido à novena ou trezena (nove, ou treze chibatadas). Outros tipos de punições a que estavam sujeitos ainda, eram o tronco, viramundo, cepo, bacalhau (relho de cinco pontas), o mais comum.&lt;br /&gt; As classes de negros não eram iguais. Havia uma certa distinção entre escravos domésticos, escravos de ganho, e os escravos de eito, estes, submetidos a um trabalho mais árduo, nos canaviais. Os escravos não formavam um todo homogêneo, os crioulos não gostavam dos recém-chegados da África, os mulatos (em especial os que assumiam funções remuneradas: feitores, mestres-de-açúcar, etc.), desprezavam os escravos em geral, os escravos urbanos viam com certa superioridade os escravos agrários e, as vezes até ajudavam na luta contra os quilombos. Os ladinos  se julgavam melhores que os boçais . Afora isso, haviam ainda as diferenças culturais, os negros islamizados (fula, mandinga e haussá), por exemplo, eram rebeldes, e não se misturavam aos companheiros de infortúnio, mantendo-se isolados.&lt;br /&gt;"O negro foi a base do sistema colonial do Brasil. Mais do que pés e mãos do engenho, foi pés e mãos do Brasil."&lt;br /&gt;A condição servil não estimulava ninguém a produzir, o negro mostrou por todos os meios o quanto aquela situação não lhe servia. Reagiu sempre que, e como pôde, fugindo, assassinando e rebelando-se. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="6 PALMARES"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;6 PALMARES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi em Alagoas, na serra da Barriga, que se formou Palmares, o quilombo mais famoso, em fins do século XVI, início do século XVII, por volta de 1600. Palmares congregou várias aldeias, chegou a agrupar 20.000 pessoas, em 27.000km2, incluindo índios, mulatos e até mulheres brancas (capturadas em incursões), atraiu também muitos marginalizados. Sua capital, o mocambo dos macacos, agrupou aproximadamente 5.000 pessoas, incluindo o Rei do Quilombo, Zumbi dos Palmares. Nesta época, a busca pela liberdade, a fuga pelas matas impenetráveis, e a não aceitação da condição servil, caracterizou o primeiro passo para a formação dos quilombos. Sua estrutura política era de "monarquia despótica" e centralizada de forma eletiva, visto o perigo da diversidade cultural existente nos quilombos. Seus reis foram respectivamente, Ganga Zumba, e Zumbi.&lt;br /&gt;A formação de quilombos, foi uma atitude próspera que muito atraiu os que não aceitavam o caráter antiprodutivo latifundiário. Devido à diversidade cultural, quanto à língua, adotaram-se heranças lusitanas, os costumes africanos tiveram a sua continuidade, naquilo que não influenciaria a administração do quilombo. No aspecto econômico, Palmares evoluiu da coleta e do ataque à fazenda e aldeias, para uma economia de base coletivista e não-monetária.&lt;br /&gt;A invasão holandesa a Pernambuco (1630-1654), acelerou as fugas de escravos pelo "afrouxamento geral", no controle sobre estes.&lt;br /&gt; A introdução holandesa de novas técnicas de tortura (muito desumanas), gerou ainda mais revolta entre os negros. Os holandeses opuseram-se ao quilombo, mas foram rechaçados ferozmente por duas vezes, expulsos os holandeses, os portugueses retomaram a luta anti-Palmares. Os lusitanos viam Palmares não só como "algo fora do comum", mas também como um "caso de polícia", queriam reaver sua propriedade (os negros), e coloca-los novamente nas lavouras. Os lusos depararam-se com uma eficaz tática de guerrilha, que, de defensiva, passou a ofensiva. A primeira tentativa de tomar Palmares, por parte de Fernão de Carrilho, fracassou. Além da busca de mão-de-obra, a terra ali, era vista pelos portugueses como extremamente fértil para a agricultura açucareira.&lt;br /&gt;Em 1678, os luso-brasileiros, fizeram um acordo com os quilombolas, e reconheceram o direito dos Palmares. Revoltados com o acordo, os palmarinos mataram Ganga Zumba, e firmaram o famoso Zumbi, no comando do quilombo.&lt;br /&gt;Destruir Palmares, para os lusitanos, era "imperativo político e obrigação da coroa", era impossível um quisto daqueles, visto um nordeste latifundiário e aristocrático&lt;br /&gt;Em 1687, Domingos Jorge Velho, assume a direção da campanha contra Palmares. O quilombo passa de uma tática guerrilheira móvel, para uma defesa fixa, o que apressou o seu fim. A distância entre negros e homens livres (estes mesmo pobres e oprimidos), foi grande fator para a derrota. Os escravos se viram compelidos a levar sozinhos uma luta, que, em caso de resultado positivo, favoreceria também a outra classe dominada. Após prolongada luta, em 06 de fevereiro de 1694, Palmares é destruída, o rei Zumbi escapa e continua a existência de outros quilombos. Em 1695, Zumbi foi morto e teve sua cabeça espetada num poste na praça do Recife para mostrar aos escravos que ele não era imortal. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="7 O DOMÍNIO ESPANHOL"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;7 O DOMÍNIO ESPANHOL&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1580, com o objetivo de unificar a Península Ibérica, Felipe II, rei da Espanha, incorpora pacificamente o reino Português, tornando-se  o mais poderoso monarca europeu. Felipe II era um campeão do reacionarismo católico-feudal. Era apoiado pelo clero português, que queria preservar seus privilégios. O seu reinado era legítimo, e perfeitamente dentro dos conceitos. A Europa aceitava dentro das teorias políticas feudais, a presença de outros reis, formando (pelo grau de parentesco), uma "grande família".&lt;br /&gt;O conceito de "domínio espanhol", é um tanto errado, pois apenas, o rei da Espanha, passou a ser o mesmo de Portugal, as nações se mantiveram separadas havendo apenas um vice-rei em Lisboa.&lt;br /&gt;As principal conseqüência da união ibérica, para o Brasil, foi o incentivo à penetração pelo interior, pois o Tratado de Tordesilhas, que dividia terras entre Portugal e Espanha, foi suspenso, favorecendo a expansão da pecuária, e as necessidades do bandeirismo. Gerou também novas e intensas incursões européias, baseadas nos conflitos entre Espanha e o resto da Europa. A união dinástica durou de 1580 a 1640, quando a aristocracia lusa rumou a uma tirania, e com o apoio francês, independizou Portugal, com a implantação da nova dinastia: a de Bragança, sustentada até a proclamação da República em 1910.&lt;br /&gt; Interessados na colônia, os franceses, tentaram apoderar-se do Maranhão, onde poderiam intervir no Caribe, por onde passavam navios espanhóis carregados de metais preciosos. Chefiados por Daniel de La Touche, fundaram a cidade de São Luís, e queriam fundar a França Equinocial. O fracasso francês, deu início à colonização do Maranhão, e sua transformação em colônia separada do Brasil. Era o estado do Maranhão, com seis capitanias, sendo hoje as atuais áreas do Pará e Amazonas.&lt;br /&gt;As invasões holandesas foram ocasionadas pelo conflito entre o capitalismo comercial batavo em expansão, e a monarquia espanhola aristocrática e monopolista. O nacionalismo holandês, tornou-se vitorioso contra a tirania espanhola nos países baixos, aliada pelo catolicismo romano, vivendo o Concílio de Trento, e a Inquisição. Contra isso, Felipe II rompeu ligações luso-brasileiras com a Holanda. Assim criou-se a Companhia do Comércio (holandesa), que invadiu a zona canavieira da colônia. Para o Brasil, tal atitude foi em termos, um contato com o capitalismo e sua ocupação deu-se para fins de política e economia.&lt;br /&gt;Tendo fracassado a invasão à Bahia, os holandeses rumaram à Pernambuco, e seu sucesso inicial, em termos, deve-se a  Calabar (figura contestada, que teria auxiliado os holandeses na terra desconhecida). Mas a invasão teve como maior responsável, Maurício de Nassau, hábil político de financiamentos e reconstrutor de engenhos, agradando aos latifundiários. Nassau, com seu caráter inovador, criou uma sociedade européia, urbana, burguesa, e calvinista.&lt;br /&gt;O fim do governo Nassau, e as cobranças aos latifundiários, foi o sinal para a ruptura. Os senhores, ameaçados de perderem as terras arrendadas, expulsaram os holandeses, caracterizando a insurreição pernambucana, que não passou de uma luta entre classes dominantes (latifundiários devedores X comerciantes credores). Após a expulsão dos holandeses, o açúcar entra em declínio, pela perda do monopólio. A segunda metade do século XVII, foi tempo de crise. Passa-se a estimular o bandeirismo para a busca do ouro nas Minas Gerais, que marcaria a segunda fase da colonização. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="8 PRIMÓRDIOS DA ARTE NO BRASIL"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;8 PRIMÓRDIOS DA ARTE NO BRASIL&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A cultura brasileira não foi aquela erudita, das tradições e convicções ocidentais, era a "cultura espúria", produzia coisas de valor.&lt;br /&gt;As elites prestaram-se historicamente às exigências coloniais. Porém um país sem matizes  nacionais válidas, que apresentara uma condição submissa na sua política e economia, também não condicionaria a produção de cultura. A colônia dependia de outras estruturas econômicas, a elite funcionava como um elo de ligação entre o colonizador, e o  colonizado, sua cultura formou-se basicamente, a partir dos princípios religiosos ocidentais.&lt;br /&gt;No século XVI foram as construções de taipa de pilão, no século XVII, o Barroco com suas voltagens religiosas, manifestou-se através de duas escolas, a Benedita e a Franciscana. A "missão holandesa", deixou expressivas desenvolturas culturais: como a pintura e a admiração às belezas e paisagens litorâneas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;8.1 A QUESTÃO DO BARROCO BRASILEIRO &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era um trabalho artístico, executado por gente da terra, mestiços, com matéria-prima local. A arte sacra era o mercado de trabalho, e era sinônimo de pompa e riqueza. O barroco era o estilo das formas dramáticas, grandiosas e opulentas, voltadas à decoração. Exprimiu as incertezas de uma época que oscilava entre velhos e novos valores. Era o&lt;br /&gt; marketing da contra reforma, com toda grandeza artística extasiando e arrebatando fiéis à Igreja Católica.&lt;br /&gt;Seus artistas eram vistos como meros oficiais mecânicos especializados, pois no século XVIII, especialmente em Minas Gerais, eram muitos.&lt;br /&gt;Eram tarefas mais livres, frutificando o aumento de artistas como: arquitetos, escultores, pintores e entalhadores.&lt;br /&gt;Para a metrópole, não interessava uma valorização da arte, pois estas poderiam minar as bases da dominação colonial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="9 O BANDEIRISMO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;9 O BANDEIRISMO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A questão do bandeirismo, evidencia as dificuldades das comunidades afastadas do centro exportador dominante, o nordeste açucareiro. Os paulistas viram-se  compelidos a buscar meios de enriquecimento. Disto resultaram as bandeiras  - empresas móveis, misto de aventureirismo épico, e oportunismo empresarial.&lt;br /&gt;As bandeiras representaram um importante fator na configuração das fronteiras, pois dirigiram-se rumo às áreas desabitadas do interior, pelas quais os espanhóis não haviam se interessado, voltados como estavam para a mineração andina.&lt;br /&gt;Devido à carência de recursos da terra à qual não tinham por que se prender, os paulistas dos primórdios acabaram por favorecer o surgimento de uma ideologia que muito ajudaria a classe dominante regional do futuro, a ideologia da iniciativa privada.&lt;br /&gt;S. Paulo se colocou na vanguarda econômica e política da nação, essa ideologia muito serviu à classe dominante regional como instrumento do federalismo.&lt;br /&gt;Devido ao aspecto do pioneirismo desbravador, o primitivo isolamento da comunidade paulista, contribuiu para a formação de uma mentalidade regionalista fortemente arraigada, cujo resultado último e extremo, veio a ser a Rev. Const. De 1932.&lt;br /&gt; Na primeira grande fase do bandeirismo, o objetivo era aprisionar índios para vende-los como escravos em lugares que não usavam o negro por ser muito caro, era o único bom negócio possível aos paulistas. Tal negócio foi facilitado pois, devido à união Ibérica, o Tratado de Tordesilhas não estava em vigor, isto foi uma das causas da destruição do primeiro ciclo missioneiro no sul da colônia.&lt;br /&gt;As bandeiras tiveram seu auge durante a ocupação de Angola pelos holandeses, pois foi interrompido o tráfego negreiro, e a mão-de-obra escrava escasseou ainda mais, gerando um aumento nos preços dos escravos. O seu declínio foi por ocasião da expulsão dos holandeses da costa africana, ao mesmo tempo em que os índios aldeados nas missões sulinas, começaram a reagir aos ataques dos  bandeirantes. Após dois contra-ataques bem sucedidos, por parte dos índios, principalmente o "combate do M’bororé", os bandeirantes interromperam seus assédios às missões.&lt;br /&gt;Segundo alguns autores, a palavra bandeira,  talvez derive de "bando" (reunião de bandos). Possuía uma certa organização. Apesar de submetida a uma autoridade absoluta, era muito heterogênea. Cassiano Ricardo à definiu como "cidade que caminha", devido à sua diversificação social.&lt;br /&gt;A alimentação dessas hordas, consistia principalmente de caça, pesca, coleta, e eventuais roças de milho (bivaques). As expedições duravam anos, e eventualmente havia quem as financiasse, o que reforça a idéia da combinação do espírito aventureiro, com o espírito empresarial, impregnado do desejo de lucro.&lt;br /&gt;Quando o açúcar deixou de dar lucros, a Coroa resolveu encontrar metais preciosos. Houve a contratação de técnicos espanhóis pelo governo português, para ensinar aos os bandeirantes, as técnicas de mineração, e as bandeiras passaram a se dedicar à busca de pedras e minerais preciosos, tornado-se uma empresa quase estatal, ao final do século XVII. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="10 A MINERAÇÃO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;10 A MINERAÇÃO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ciclo do ouro se constituiu um dos episódios básicos da história brasileira do séc XVIII. Favoreceu o povoamento do interior, deslocou o eixo histórico colonial do nordeste para o centro-sul. Surgiu um novo  tipo de sociedade (mais flexível que a do açúcar).&lt;br /&gt;Também surgiram  novas cidades    como: Ouro Preto, Sabará, Mariana, São João d’El Rey, etc., bem como a criação de novas capitanias (Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso).&lt;br /&gt;O ouro era monopólio real, a exploração era feita através do arrendamento de  lotes ou "datas de minas", que eram sorteadas aos particulares. Seu tamanho variava conforme o número de escravos do candidato contemplado. Este tinha um prazo para iniciar a extração, não podia negociar a data recebida, exceto se provasse ter perdido todos os seus escravos. Em caso de repetição da alienação de uma data, o responsável ficava proibido de novamente candidatar-se e receber outra.&lt;br /&gt;Inicialmente a mineração era superficial, e restringia-se ao leito dos rios. A mineração em profundidade teve início no séc. XIX, com a vinda para o Brasil da St John d’El Rey Minning Co. (inglesa) Hanna Corp. (americana), esta última, um conglomerado&lt;br /&gt; norte-americano, dedicou-se à extração de minério de ferro no atual estado de MG, já no séc XX.&lt;br /&gt;A exploração do ouro no séc XVIII, se dava de duas maneiras: lavras   (organizada, empresarial), ou pelos faiscadores  (iniciativa privada) e ex-escravos que exerciam pequenos ofícios nas cidades.&lt;br /&gt;O ciclo do ouro possibilitou surgimento de grupos intermediários entre a classe rica, e a classe pobre (classe mercantil). Pois o ouro  exigia menor investimento do que o açúcar. Outra classe também surgiu, a dos  funcionários públicos para cobrar impostos, e coibir o contrabando&lt;br /&gt;O contrabando foi a principal causa de Portugal desestimular a vinda de gado do NE, pelo vale do S. Francisco, o que incentivou a atividade pecuária no extremo sul, necessária para abastecer a região mineradora.&lt;br /&gt;Entre outras conseqüências do ciclo do ouro, tivemos também a  mudança da capital de Salvador para o rio de Janeiro (1763). O incentivo à política centralizadora, os Bragança (Reis D. João V e D. José I, tornaram-se financeiramente independentes das cortes graças aos impostos cobrados no Brasil na época faustosa (quinto) e mesmo na decadente (derrama) da mineração.&lt;br /&gt;No plano das  relações internacionais, havia uma forte  dependência de Portugal em relação à Inglaterra (1703 - Tratado de Comércio e Amizade - de Methuen - nome do diplomata inglês que o obteve). A Inglaterra se encarregou da sustentação militar e diplomática da frágil nação lusa numa Europa conflagrada pela guerra de sucessão da Espanha, em troca da abertura dos portos lusitanos aos artigos manufaturados britânicos. Neste tratado, a  única vantagem para Portugal eram os  privilégios alfandegários para o vinho (até 1786).&lt;br /&gt;Os resultados do Tratado de Methuen não foram positivos para os lusos. O abastecimento de Portugal e do Brasil com produtos britânicos acarretou um «déficit» crescente de Lisboa em relação à Londres. Portugal se tornou colônia comercial da Inglaterra, e ainda perdeu em 1786, as vantagens que possuía de colocação de seus vinhos no mercado britânico.&lt;br /&gt;O ouro brasileiro que foi entregue aos cofres portugueses, lá ficou, isto é, não foi utilizado para pagar os «déficits» lusitanos, serviu para estimular os gastos suntuários da monarquia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="11 O NATIVISMO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;11 O NATIVISMO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O séc XVIII, além da mineração, também foi marcado pelos diversos sintomas de descontentamento em relação à política metropolitana, os "movimentos nativistas", não se deve no entanto levar este termo ao pé da letra, visto que os primeiros movimentos visavam corrigir injustiças exatamente apelando ao poder absoluto do rei.&lt;br /&gt;· Revolta no Maranhão (Manuel Beckmann) - Contra a oposição jesuítica à escravização indígena, e contra o monopólio extorsivo de uma Cia de Comércio, (A Revolta de Beckmann)&lt;br /&gt;· Guerra dos Emboabas (S. Paulo, início do séc XVIII (1707) - Paulistas x forasteiros (baianos e portugueses), devido à concorrência na procura do ouro&lt;br /&gt;· Guerra dos mascates (1710) - Latifundiários devedores de Olinda x credores de Recife, de origem portuguesa.&lt;br /&gt;· Revolta de Filipe dos Santos (Ouro Preto, ou vila Rica - 1720) - Organizado pelos mineradores contra a instituição do quinto e das casas de fundição para cobrá-lo, impedindo assim, a sonegação e o contrabando. Nenhuma teve objetivos amplos, foram manifestações de cunho imediatista e regional, sem projetos políticos consistentes. Manuel Beckmann lutou pelos interesses dos&lt;br /&gt; colonos do Maranhão, acreditando que a solução só poderia vir de Sua Majestade. A Guerra dos Emboabas não passou de disputa interesseira entre paulistas bandeirantes, e forasteiros ávidos em lucrar com um negócio para cuja descoberta não tinham concorrido. A Guerra dos Mascates  foi um conflito entre classes dominantes da região pernambucana, a agrária e a mercantil. A rebelião de Filipe dos Santos, foi em prol de uma causa que não pode encontrar defensores - a causa do contrabando e da sonegação em favor de benefícios individuais.&lt;br /&gt;Estas várias revoltas no período do Brasil colônia, apenas espelham as diferenças entre as várias partes do Brasil e a regionalização social e cultural subjacente à unidade política e administrativa imposta pela Coroa portuguesa. Todavia, mostram, de um modo desordenado, a existência de contradições e descontentamentos locais forjados no correr da existência colonial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="12 A DECADÊNCIA ECONÔMICA DE PORTUGAL"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;12 A DECADÊNCIA ECONÔMICA DE PORTUGAL&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A decadência do colonialismo foi acompanhada de um crescente enrijecimento administrativo e político.  Portugal  desenvolveu ao máximo a idéia de que a colônia só servia para enriquecer a metrópole. O Brasil só podia vender para Portugal, e comprar de Portugal, a preços fixados por este, além disso, não podia produzir nada que Portugal pudesse produzir e/ou vender para o Brasil,  como aguardente, sal, manufaturas. Em 1785, a Rainha D. Maria I, assinou o famoso alvará que leva o seu nome, proibindo as manufaturas no Brasil, afim de não desperdiçar os esforços que deveriam se concentrar na agricultura&lt;br /&gt;O fisco tornou-se opressivo ao extremo, foi criada uma contribuição "voluntária" para reconstrução de Lisboa, após o terremoto de 1755, que continuou sendo cobrada até muito depois da cidade ficar pronta de novo.&lt;br /&gt;Não era mais Portugal quem abastecia o Brasil, e sim a Inglaterra via Portugal, o qual se constituiu num intermediário encarecedor.&lt;br /&gt;Terminar com o monopólio, tornou-se no séc XVIII, um ideal do capitalismo liberal que veio ao encontro dos interesses de duas classes sociais bastante distanciadas entre no espaço, o latifundiário do Brasil, e o burguês da Inglaterra.&lt;br /&gt; O colonialismo mercantilista e monopolista entrou em crise quando as sociedades coloniais amadureceram, combateram impostos extorsivos e desejaram liberdade para comprar e vender, e o capitalismo em expansão no Velho Mundo reclamou a expansão dos mercados, opondo-se aos mercados fechados vigentes em defesa de seus negócios.&lt;br /&gt;O ciclo de rebeliões reiniciou 69 anos após o levante de  Filipe dos Santos, com a Inconfidência Mineira de 1789. Foi mal planejada, e nem teve chances de ser posta em prática. Entretanto trouxe idéias relativamente avançadas (República, capital no interior, industrialização, universidade, etc)&lt;br /&gt;Estes últimos movimentos de rebelião, tiveram significado mais profundo que os primeiros . Embora estritamente regionais, não há dúvidas no que tange às intenções libertárias e republicanas então desenvolvidas. Isso se deveu à influência da independência dos EUA, e da filosofia iluminista da França, cuja vertente mais elitista e burguesa  foi absorvida pelos inconfidentes mineiros, e a mais democrática e popular foi seguida pelos inconfidentes baianos.&lt;br /&gt;Estas revoltas integravam várias classes sociais diferentes, cada qual com objetivos comuns em relação às outras, e específicos para si próprias. Ao começar o séc XIX, a independência para o Brasil parecia, apesar das manifestações já havidas, algo distante. Mas só parecia. As várias classes sociais estavam descontentes, o monopólio comercial já não era aceito nem pela classe dominante colonial nem pelo capitalismo internacional em expansão.&lt;br /&gt;Pombal não visava romper com a Inglaterra, pois precisava do seu apoio nas disputas com a Espanha pela posse das fronteiras do sul, entretanto procuravam dar uma margem de autonomia à Portugal. segundo alguns historiadores, as medidas econômicas tomadas por Pombal, objetivaram fortalecer a burguesia portuguesa, e também a colônia, cujas defesas contra invasores políticos e&lt;br /&gt;econômicos eram débeis. Sacrificava-se o arcaico monopólio em nome de uma política de empreendimentos capaz de trazer o progresso a uma nação estagnada.&lt;br /&gt;Portugal tinha carência de quadros administrativos e burocráticos que atuassem no Brasil,  Pombal não hesitou em se valer de elementos da elite colonial nas tarefas do poder. A plutocracia local começou a se habituar ao exercício do mando (quando não havia conflito de interesses com a metrópole). Pombal tratava o Brasil com cautela evitando conflitos com os magnatas locais.&lt;br /&gt;Por iniciativa de Pombal, a  Real Fazenda afrouxou a vigilância sobre as Juntas da Fazenda colonial e a derrama, imposto que era cobrado para perfazer o mínimo de 100 arrobas estabelecido pelo quinto, foi suspensa, este "afrouxamento", possibilitou fortunas individuais e negócios escusos.&lt;br /&gt;O declínio da extração do ouro, favoreceu o progresso industrial da colônia, reduzindo a possibilidade de financiar a importação de artigos ingleses, 80% dos estabelecimentos industriais criados na era pombalina, o foram depois de 1770.&lt;br /&gt;As colônias inglesas da América do Norte fizeram sua independência e, a idéia de emancipação política foi adotada pela elite mineira como um meio de manter privilégios e autoridade adquiridos, e impedir que seus negócios fossem investigados. Aquilo que Portugal criara no Brasil, um grupo político para o representar, se voltava agora contra seu criador.&lt;br /&gt;Segundo alguns autores, não foi o idealismo que moveu os inconfidentes, mas sim, o temor de que a Coroa investigasse negócios duvidosos. Silvério dos Reis traiu a inconfidência visando conseguir a mesma coisa que o movera a entrar nela: livrar-se das dívidas que tinha para com a Fazenda Real.  A denúncia da conspiração levou à suspensão da derrama, cuja cobrança seria a bandeira de luta dos inconfidentes, e permitiria a eles ocultar seus interesses de classe sob a capa de uma causa do interesse da maioria.&lt;br /&gt;O movimento, mais imaginado nos resultados, do que efetivado na ação, nada tinha de concreto, exceto o desenho da bandeira, e a idéia de usar o dia da cobrança da derrama para desencadeá-la.&lt;br /&gt;Numa evidência de quão frágeis eram os elos que ligavam os inconfidentes, Cláudio Manoel da costa acabou denunciando Tomás Antônio Gonzaga.&lt;br /&gt;Em Portugal, a influência pombalina retornava, embora Pombal já tivesse morrido (1782), por isso a coroa resolveu usar um certo comedimento ao julgar os implicados.  Tiradentes não pertencia à plutocracia mineira, tratava-se de um indivíduo que não conseguira subir na vida, tendo entrado na Inconfidência com objetivos arrivistas. Executá-lo foi um meio de ridicularizar, o movimento, como se procurasse chamar a atenção para o baixo nível dos que tinham participado da conjura.  Dada à pouca relevância social de Tiradentes, que reação poderia causar a sua morte? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="13 O EPÍLOGO DA FASE COLONIAL"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;13 O EPÍLOGO DA FASE COLONIAL&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ouro terminara  a cana sofria a concorrência do Caribe,  o algodão do Maranhão sofria a concorrência do sul dos EUA,  afora o ouro das Gerais, a cana do NE, e o algodão do MA, o Brasil tinha pouca coisa a oferecer.&lt;br /&gt;A Bahia importava o escravo da Guiné,   único meio de escoar a produção de fumo, e importava o caríssimo e indomável escravo negro islamizado da Guiné, capitania, pois era a única moeda usada para adquirir especificamente aquele tipo de negro africano, sendo por isso, comprado pelos traficantes que o comerciavam.&lt;br /&gt;No mais, extraíam-se as drogas da Amazônia (cravo, canela, castanha-do-pará, cacau, urucum, salsaparilha, sementes, etc.), criava-se gado no sertão nordestino, e no extremo sul, e praticava-se uma débil agricultura de subsistência junto aos latifúndios monocultores..&lt;br /&gt;No aspecto social, a concentração de poder, riqueza, e o que existia de cultura, concentrava-se no litoral. Em geral a sociedade era agrária, latifundiária, patriarcal, católica e escravista. Só a mineração propiciou um certo desenvolvimento urbano e o surgimento de estratos intermediários.&lt;br /&gt;O Brasil rústico disperso, e primitivo que havia no interior, era ignorado pela sociedade concentrada no litoral. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="14 A ERA DO BARROCO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;14 A ERA DO BARROCO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No séc XVIII, ocorreu a  plena maturação do Barroco brasileiro, especialmente no NE (BA e PE), e  na zona decadente da cana (RJ e MG). Havia uma diferença marcante entre o barroco do litoral, e o barroco de Minas Gerais. No estilo adotado no litoral, havia um forte contraste entre a simplicidade do exterior, e a opulência interna, bem como, as sacristias tinham muita importância, e fazia-se um largo uso do azulejo. Já nas Minas Gerais, ocorria o contrário, o exterior era mais decorado, e o interior tinha uma ornamentação mais leve, havia menor importância da sacristia, e o azulejo não era muito usado, em seu lugar adotava-se a técnica conhecida como "fingimento", ou seja, fazia-se uma pintura imitando azulejos.&lt;br /&gt;As Ordens conventuais foram proibidas de entrar em Minas. Esta  proibição se deu devido ao «poder corruptor do ouro». Os conventos poderiam usar sua inviolabilidade para o contrabando de ouro, além do que, temia-se que os monges estimulassem o não-pagamento dos impostos devidos. As igrejas foram erguidas por encomenda do clero secular ou de Ordens Terceiras, de feições menos rígidas e hieráticas.  Os artistas discutiam com as irmandades as plantas das igrejas que vinham de Portugal, e não raro as alteravam. Tinha-se uma arte mais nacional, com menor influência européia.&lt;br /&gt; No século XVIII, tivemos grandes artistas mulatos. Na pintura destacaram-se o baiano José Joaquim da Rocha, bem como o mineiro Manoel da Costa Ataíde (Mestre Ataíde),  autor da pintura de Nossa Senhora, e anjos, com traços mestiços.&lt;br /&gt;Na  escultura tivemos Valentim Fonseca e Silva (Mestre Valentim, RJ),  Francisco das Chagas («o Cabra»), e  Antônio Francisco Lisboa («o Aleijadinho», MG)&lt;br /&gt;Arquiteto, escultor e decorador, Mestre Aleijadinho viveu de 1730 a 1814. Fez seu aprendizado em Minas, nunca deixou o Brasil. Acometido de uma doença que o deformou, a ela deveu o apelido. Segundo Mário de Andrade, a obra do Aleijadinho divide-se em duas: a fase sã de Ouro Preto e S. João d’El Rey, que se caracteriza pela serenidade equilibrada e pela clareza magistral, e a fase de Congonhas, onde desaparece aquele sentimento renascente da fase sã e surge um sentimento muito mais gótico e expressionista. A deformação na fase sã é de caráter plástico. Na fase doente, é de caráter expressivo.&lt;br /&gt;Na música  igualmente preponderou a figura do mulato. Houve uma plêiade de compositores talentosos em MG, entre os quais avultaram os nomes de Marcos Coelho Neto, Ignácio Parreiras Neves, Francisco Gomes da Rocha e, sobretudo, Lobo de Mesquita. Tal como nas artes plásticas, preponderou a figura do mulato, a atividade artística era um meio de ascensão social daquela gente marcada pelo estigma da cor.&lt;br /&gt;Ao contrário do que pode-se pensar, apesar da maioria dos músicos serem mulatos, não houve a adoção de ritmos negros na música. A preocupação foi justamente evitar tudo que pudesse lembrar uma origem "desagradável" e, por isso indesejável.&lt;br /&gt;José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). Homem de grande talento, carioca, padre com seis filhos e uma imensa fé transfigurada na mais sublime das artes. Por ser mulato, ficou padre, mais que a vocação, interessava a ele, certamente, uma posição social que, na época, facilitava os que queriam estudar e careciam de recursos. Ser padre tornava seu trabalho mais simples: segundo a perspicaz observação de Bruno Kiefer, os pais entregavam-lhe as filhas para estudarem música, sem maiores preocupações ...&lt;br /&gt;José Maurício chegou a ser o compositor oficial da corte de D. João VI.&lt;br /&gt;A partir do início do séc XIX houve uma mudança histórica na arte brasileira,  a arte sacra, cede lugar à arte profana. O  Rio de Janeiro substitui. Minas Gerais, que substituiu o NE, como centro  da arte brasileira, a partir de  1816, ocorre a implantação do estilo neoclássico pela Missão Artística Francesa&lt;br /&gt;Este novo estilo partiu do princípio de que arte se aprende nas Academias, e não pelos ditames do sentimento. O neoclassicismo repudiou a herança colonial: era arte de autodidatas e, ainda por cima, mulatos... para o artista neoclássico, arte era produto de uma elite esclarecida e intelectualmente privilegiada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="15 CONCLUSÃO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;15 CONCLUSÃO&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir do exposto, conclui-se que a colonização do nosso país, foi essencialmente uma colonização de exploração. À metrópole, só interessava servir-se dos recursos, e riquezas existentes na colônia.&lt;br /&gt;Num segundo momento, a classe dominante, já nascida no Brasil e, portanto, brasileiros, também não interesses em mudar a situação. Eram favorecidos e privilegiados pela coroa portuguesa, a ajudavam a manter a dominação sobre seus irmãos brasileiros.&lt;br /&gt;Em todos os momentos, todos os povos de diferentes nacionalidades que aqui aportaram, tinham um único objetivo, a exploração, o saque, e o aviltamento da cultura dos povos indígenas nativos desta terra.&lt;br /&gt;Desde a nossa infância, sempre nos foi inculcada uma imagem heróica dos nossos "bravos" bandeirantes, dos inconfidentes, dos navegadores portugueses, que "descobriram" nossa terra, e esforçaram-se por trazer a civilização, o progresso, e a fé cristã para os "selvagens, que andavam nus, e adoravam os demônios das florestas".&lt;br /&gt;É tempo de entendermos, que os nossos "heróis" do passado, tem muito a ver com os nossos grandes personagens da classe dominante da atualidade, agem sempre visando o interesse econômico pessoal, ou de classes dominantes, com as quais estão comprometidos.&lt;br /&gt; "Modificam-se os meios, permanecem os objetivos". Na fase colonial, portugueses, franceses, holandeses, vinham com seus navios movidos à vela, até a colônia, e daqui saíam carregados com ouro, pau-brasil, aguardente, sal, etc; no presente, os "grandes conquistadores" do FMI, vem à periferia com seus jatos, e daqui se retiram levando nossas reservas cambiais.&lt;br /&gt;Durante o jugo da metrópole, vinham governadores gerais e vice-reis, para gerenciar a colônia, na atualidade, somos "governados’ por brasileiros natos, só que as determinações do que o governo tem de fazer ou deixar de fazer, dentro do país, normalmente são ditadas pelo imperialismo capitalista estrangeiro.&lt;br /&gt;Não seria tempo de, ao invés de reverenciarmos os "heróis" da historiografia tradicional, admirarmos sim, o povo, os índios que, embora tenham sido vencidos, jamais aceitaram a dominação, e resistiram de todas as formas que puderam? Os negros escravos que embora sob o jugo dos senhores e feitores, jamais se renderam? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a name="REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS"&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;AZANHA, Gilberto; VALADÃO, Virgínia Marcos. SENHORES DESTAS        TERRAS. Os povos indígenas no Brasil: da colônia aos nossos dias.  Editora Atual, &lt;/p&gt;&lt;p&gt;LOPES, Luis Roberto. HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL. Porto Alegre: Mercado Aberto, &lt;/p&gt;&lt;p&gt;MESGRAVIS, Laima. O Brasil nos primeiros séculos.  São Paulo: Contexto, 1994.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 20px; margin-right: 20px;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>A Expansão Napoleônica, o Bloqueio Continental e a Vinda da Família Real para o Brasil</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/expansao-napoleonica-o-bloqueio.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:35:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-393023221257148635</guid><description>&lt;p class="MsoTitle" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:180%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;  &lt;a target="_blank" style="text-decoration: none;" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4274&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8576653206"&gt;  &lt;img src="http://www.culturabrasil.org/imagens/10808pq.jpg" width="127" border="0" height="180" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;  &lt;a target="_blank" style="text-decoration: none;" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4274&amp;amp;tipo=2&amp;amp;isbn=8576653206"&gt;  &lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;1808 - Laurentino Gomes (A Fuga da Família   Real para o Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Napoleão  e o Império&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; –  Napoleão chegou ao poder através do  golpe de 18 Brumário, em 1799, que pôs fim à Revolução Francesa ao dissolver o  Diretório. A partir disso, foi concentrando o poder em suas mãos até que, em  1804, proclamou-se imperador da França.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O  Bloqueio Continental&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – Com a Revolução Francesa  havia se iniciado uma longa luta entre a França revolucionária e os países  absolutistas que se sentiam ameaçados pelo seu exemplo. Com a ascensão de  Napoleão, essa luta ganhou um novo impulso. Em 1805, Inglaterra, Prússia,  Áustria e Rússia uniram-se pela terceira vez contra a França, coligação que  Napoleão desfez com relativa facilidade, mas não conseguiu vencer a Inglaterra.  Esta, graças à sua posição insular e sua poderosa marinha, manteve-se intocável.  Para fazer face ao poderio britânico, Napoleão decretou o Bloqueio Continental  em 1806, fechando o continente europeu à Inglaterra. Ele procurou, assim, criar  toda sorte de dificuldades econômicas, a fim de desorganizar a economia inglesa.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todavia, o bloqueio contrariava também os poderosos  interesses econômicos do continente e, logo de início, encontrou fortes  oposições. Outra fragilidade do bloqueio encontrava-se no fraco desempenho das  indústrias francesas, incapazes de ocupar o grande vazio deixado pelo súbito  corte do fornecimento britânico. Além disso, os produtos coloniais, cuja  distribuição era controlada pela Inglaterra, te­riam de encontrar substitutos  adequados.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Portugal  e o bloqueio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – A economia portuguesa havia muito  se encontrava subordinada à inglesa. Daí a relutância de Portugal em aderir  incondicionalmente ao bloqueio. Napoleão resolveu o impasse ordenando a invasão  do pequeno reino ibérico. Sem chances de resistir ao ataque, a família real  transferiu-se para o Brasil em 1808, sob proteção inglesa. Começou então, no  Brasil, o processo que iria desembocar, finalmente, na sua emancipação política.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h1 style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;A Transferência da Corte para o  Brasil&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O duplo  aspecto das guerras napoleônicas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – As guerras  napoleônicas (1805-1815) apresentaram dois aspectos importantes: de um lado, a  luta contra as nações absolutistas do continente europeu e, de outro, contra a  Inglaterra, por força das disputas econômicas entre essas duas nações burguesas.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As principais nações continentais - Áustria, Prússia e Rússia  - foram subjugadas por Napoleão a partir de 1806, em razão da sua imbatível  força terrestre. Entretanto, foi no confronto com a Inglaterra que as  dificuldades tomaram forma, paulatinamente, até asfixiarem por completo as  iniciativas napoleônicas.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1806, apesar de o domínio continental estar aparentemente  assegurado, a Inglaterra resistiu a Napoleão, favorecida pela sua posição  insular e sua supremacia naval, sobretudo depois da batalha de Trafalgar (1805),  em que a França foi privada de sua marinha de guerra.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Strangford e a política britânica para Portugal –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;  Sem poder responder negativa ou positivamente ao ultimatum francês por ocasião  do Bloqueio Continental, a situação de Portugal refletia com toda a clareza a  impossibilidade de manter o status quo *. Pressionada por Napoleão, mas incapaz  de lhe opor resistência, e também sem poder prescindir da aliança britânica, a  Corte portuguesa estava hesitante. Qual­quer opção significaria, no mínimo, o  desmoronamento do sistema colonial ou do que dele ainda restava. A própria  soberania de Portugal encontrava-se ameaçada, sem que fosse possível vislumbrar  uma solução aceitável. Nesse contexto, destacou-se o papel desempenhado por  Strangford, que, como representante diplomático inglês, soube impor, sem  vacilação, o ponto de vista da Coroa britânica.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para a Corte de Lisboa colocou-se a seguinte situação:  permanecer em Portugal e sucumbir ao domínio napoleônico ou retirar-se para o  Brasil. Esta última foi a solução defendida pela Inglaterra.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A fuga da  Corte para o Brasil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – Indeciso, o príncipe regente  D. João' adiou o quanto pôde a solução, pois qualquer alternativa era danosa à  monarquia.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Afinal, a iminente invasão francesa tornou inadiável o  desfecho. A fuga da Corte para o Rio de janeiro, decidida na última hora,  trouxe, não obstante, duas importantes conseqüências para o Brasil: a ruptura  colonial e o seu ingresso na esfera de domínio da Inglaterra.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chegando ao Brasil, D. João estabeleceu a Corte no Rio de  janeiro e em 1808 decretou a abertura dos portos às nações amigas, pondo fim, na  prática, ao exclusivo metropolitano que até então restringia drasticamente o  comércio do Brasil.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h1 style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;A Penetração Britânica no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Breve  histórico –&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Desde a sua formação, Portugal esteve  sob permanente ameaça de anexação por parte da Espanha, finalmente concretizada  com a União Ibérica em 1580. A conseqüência imediata dessa união foi, como  vimos, a ocupação holandesa a partir de 1630.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Motivado por tais experiências,  Portugal adotou sempre uma cautelosa política de neutralidade e buscou apoio,  quando necessário, na Inglaterra. Logo após a Restauração (1640), Portugal foi  obrigado a fazer concessões comerciais aos ingleses em troca de apoio contra a  Espanha e a Holanda. Os tratados de 1641, 1654 e 1661, com a Inglaterra, foram  produtos dessa concessão que, afinal, acabou resultando na crescente dependência  de Portugal. Através desses tratados foi aberto à burguesia inglesa o mercado  colonial português, na condição de nação mais favorecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O mais importante tratado, pelo seu caráter lesivo a  Portugal, foi o de Methuen, assinado em 1703, em pleno início da mineração no  Brasil. O tratado possuía apenas dois artigos:&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Artigo 1  °. Sua Sagrada Majestade El Rei de Portugal promete, tanto em seu próprio Nome,  como no de Seus Sucessores, admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de  Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era  costume até o tempo em que foram proibidas pelas leis, não obstante qualquer  condição em contrário.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i&gt;Artigo  2º.  - E estipulado que Sua Sagra­da e Real Majestade Britânica, em Seu Próprio  Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de  admitir na Grã Bretanha os vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo  algum (haja paz ou guerra entre os Reinos de Inglaterra e de França) não se  poderá exigir direi­tos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro  título direta ou indireta­mente, ou sejam transportados para Inglaterra em  pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que se costuma  pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo  terça parte do direito de costume.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Tratado de Methuen estipulou,  em síntese, a compra do vinho português em troca de tecidos ingleses. Esse  acordo bastante simples foi, entretanto, altamente nocivo para Portugal porque,  em primeiro lugar, importava-se mais tecido do que se exportava vinho, tanto em  termos de quantidade como em valor; em segundo, as manufaturas portuguesas foram  eliminadas pela concorrência inglesa. Por último, dado o desequilíbrio do  comércio com a Inglaterra, a diferença foi paga pelo ouro brasileiro. Desse  modo, o Tratado de Methuen abriu um importante canal para a transferência da  riqueza produzida no Brasil para a Inglaterra.&lt;!--webbot bot="HTMLMarkup" endspan i-checksum="20954" --&gt; &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os tratados de 1810&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;  – Com tempo, a dependência de Portugal se aprofundou e essa foi a razão por que  D. João finalmente se submeteu às exigências inglesas e se transferiu para o  Brasil. Em 1810, quando a Corte já se encontrava no Rio de Janeiro, a Inglaterra  fez D. João assinar três tratados que a favorecia. Um deles era o de Amizade e  Aliança o outro de Comércio e Navegação e um último que veio regulamentar as  relações postais entre os dois reinos.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Do conjunto dos dispositivos, destacavam­se alguns artigos  que feriam frontalmente os interesses econômicos de Portugal e do Brasil, além  da humilhação política que outros itens impuseram à soberania lusitana.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em um artigo do segundo tratado, por exemplo, a Inglaterra  exigiu o direito de extra­territorialidade. Isso significava que os súditos  ingleses radicados em domínios portugueses não se submeteriam às leis  portuguesas. Assim; esses súditos elegeriam seus próprios juízes, que os  julgariam segundo as leis inglesas.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E os portugueses residentes em domínios britânicos gozariam  dos mesmos direitos? Não. O príncipe regente aceitou, resignadamente, a  "reconhecida eqüidade da jurisprudência britânica" e a "singular excelência da  sua Constituição”. Inversamente, pode-se dizer que a Inglaterra não reconheceu  nenhuma eqüidade na jurisprudência lusitana...&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Outro aspecto escandaloso dos tratados foi o direito  assegurado à Inglaterra de colocar suas mercadorias no Brasil mediante a taxa de  15% ad valorem *, enquanto os produtos portugueses pagavam 16%, isto é, 1 % a  mais que os ingleses! Os demais países estavam submeti­dos à taxação de 24% em  nossas alfândegas.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em  síntese:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;  A extrema brutalidade dos trata­dos  impostos pela Inglaterra não foi obra do acaso. Ela se explica pela pesada  pressão econômica que o bloqueio napoleônico exerceu sobre a Inglaterra. De  fato, as guerras napoleônicas, e suas conseqüências para a economia inglesa,  tornaram premente a necessidade de abrir no­vos mercados, sob pena de a  Inglaterra sucumbir às pressões da conjuntura. A quebra do pacto colonial era  vital, pois as mercadorias estavam se acumulando e precisavam ser escoadas de  algum modo, o que tornava a exclusão inglesa do mercado americano algo  impensável. Ora, a relativa facilidade com que a Inglaterra impôs seus  interesses ao Brasil permitiu a maciça exportação de seus produtos, inundando o  nosso mercado. Mais do que isso, a presença inglesa trouxe modificações radicais  na posição do Brasil dentro do mercado internacional: saímos da órbita do  colonialismo mercantilista português para ingressar na dependência do  capitalismo industrial inglês.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h2 align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;A Inglaterra e as Novas Formas de  Dominação&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; Transformações do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – Após a abertura  dos portos, pela primeira vez o Brasil pôde manter contatos comerciais diretos e  regulares com o exterior, sem a intermediação de Portugal. O Rio de Janeiro  transformou-se então num "empório do Atlântico Sul", nas pa­lavras do  historiador Nelson Werneck Sodré. Ali chegavam mercadorias de diversas  procedências e dali eram exportados os produtos brasileiros.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As formas  da nova dependência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; – Com o fim do exclusivo  metropolitano, uma nova forma de dependência se estabeleceu, manifestando-se no  déficit permanente da balança comercial ex­terna. Essa situação decorreu da  franquia dos portos, que alterou as tarifas alfandegárias de 48%, na época do  exclusivo, para 24% com D. João, a fim de favorecer contatos comerciais  diversificados. As trocas comerciais, todavia, não favoreceram o Brasil, e  diversas razões podem ser alinhadas para explicar essa situação.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até a ruptura colonial, nosso comércio era, pelo menos,  equilibrado, embora a produção fosse prejudicada pelas excessivas taxas e  restrições em favor da metrópole. Em compensação, Portugal representava um  mercado garantido para as exportações brasileiras.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A abertura dos portos alterou profunda­mente os hábitos de  consumo no Brasil, com a chegada de grande quantidade de mercado­rias, sobretudo  de origem inglesa. Um viajante inglês, John Mawe, assim descreveu o Rio dessa  época: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"O    mercado ficou inteiramente abarrota­do; tão grande e inesperado foi o    fluxo de manufaturas inglesas no Rio, logo em seguida à chegada do    Príncipe Regente, que os aluguéis das casas para armazená-las    elevaram-se vertiginosamente. A baía estava coalhada de navios, e em    breve a alfândega transbordou com o volume das mercadorias. Montes de    ferragens e pregos, peixe salgado, montanhas de queijos, chapéus, caixas    de vidro, cerâmica, cordoalha, cerveja engarrafada em barris, tintas,    gomas, resinas, alcatrão, etc., achavam se expostos não somente ao sol e    á chuva, mas à depredação geral; (...) espartilhos, caixões mortuários,    selas e mesmo patins para gelo abarrotavam o mercado, no qual não    pode­riam ser vendidos e para o qual nunca deve­riam ter sido enviados.&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/blockquote&gt; &lt;/blockquote&gt; &lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent: 36pt;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto isso, as exportações brasileiras não cresciam na  mesma proporção, nem tão rapidamente quanto era necessário para fazer face às  importações. A Inglaterra não adquiria produtos brasileiros, pois suas colônias  já os produziam. Só entravam no mercado britânico aquelas mercadorias  consideradas úteis às indústrias têxteis, como o algodão e o pau-brasil. De  Portugal, a Inglaterra adquiria o vinho e o azeite. Com isso, a balança  comercial do Brasil tornou-se deficitária.&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esse déficit permanente precisava ser salda­do de alguma  forma. A solução dependia do fluxo de capital estrangeiro, que aqui chegava na  forma de empréstimo público. Mas os altos juros cobrados apenas agravavam a  situação e, por volta de 1850, representavam 40% das finanças públicas.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;História do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b&gt; &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;História do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Expansão napoleonica</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/expansao-napoleonica.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:34:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7590435372436975362</guid><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:7;"&gt;Expansão Napoleônica&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Napoleão foi um dos maiores estrategistas militares dos ultimos tempos, conseguindo ao mesmo tempo o apoio de burquesia e camponeses. Desenvolveu uma rápida carreira no cenário político-militar francês. Aos 24 anos era promovido a general, aos 30 tornou-se cônsul e aos 35 era imperador.&lt;br /&gt;Sua primeira tarefa era eliminar o perigo externo (Inglaterra). Para isso avançou sobre a segunda coligação (Inglaterra, Áustria e Rússia).&lt;br /&gt;Em 1800 a Áustria foi derrotada na batalha de Marengo e 2 anos depois, em 1802 Inglaterra e França assinaram a Paz de Amiens que na verdade foi apenas uma trégua.&lt;br /&gt;Em 1803 se formou uma nova aliança anti-francesa (formada pelos mesmo países da segunda) se opondo a Espanha que havia apoiado a França. Em outubro de 1805, a marinha franco-espanhola foi dizimada na batalha de Trafalgar pela esquadra britânica comandada pelo Almirante Nelson. Porém em terra se mostrava a superioridade do exército francês nas batalhas de Ulm e Austerlitz, Napoleão derrotou o exército russo e austríaco.&lt;br /&gt;Em 1806, Napoleão suprimia o massacrado Império romano-germânico reunindo a maioria dos estados alemães e declarando a si próprio "protetor". E no mesmo ano é formada a quarta aliança (Inglaterra, Rússia e Prússia) as tropas prussianas foram rapidamente derrotadas na batalha de Iena, enquanto os russos caíram em 1807 nas batalhas de Eylau e Friedland, assinando o tratado de Tilsit, no qual a Rússia se tornava aliada dos franceses.&lt;br /&gt;Depois de derrotada a quarta aliança a França dominava praticamente todo o território europeu, os territórios que não eram comandados pelo próprio imperador estava nas mãos de parentes ou aliados, difundindo instituições francesas por toda parte.&lt;br /&gt;Quem poderia derrotar esse mito que era Napoleão? Fora algumas vitórias travadas em alto mar vencidas pela Inglaterra todas as outras batalhas tinham sido perdidas, já estava provada a superioridade terrestre do exército francês, todo o continente estava sob seu comando e em breve a Inglaterra iria desmoronar, pois sua burguesia era aos poucos sufocada pelo bloqueio continental.&lt;br /&gt;A Espanha que antes se aliara a Napoleão se revoltou contra a França quando foi nomeado para o trono espanhol um francês seu irmão José bonaparte. Organizando em forma de guerrilha, os espanhóis destruíram o mito da invencibilidade francesa na batalha de Baylem em 1808. Em 1809 formou-se uma quinta aliança para derrotar a França (Inglaterra e Áustria) mais uma vez derrotada por Napoleão. A notícia da vitória espanhola se espalhou criando várias frentes de luta na qual o Duque de Wellington expulsou os franceses em 1811.&lt;br /&gt;Finalmente a Rússia decide romper o bloqueio continental causando imediata reação em Napoleão que decidiu punir exemplarmente invadindo a Rússia com um exército de 450.000 homens enquanto 150.000 ficavam postados na Polônia fornecendo armamentos necessários. Até então parecia a derrocada do Império Russo, mas estes ultilizaram uma tática que se chamou "terra arrasada" retirando-se das cidades sem enfrentar o exército frances levando o que podiam e incendiavam o que restava, envenenavam a água, destruiam plantações. Napoleão conseguiu invadir Moscou mas se surpreendeu ao ver a cidade incendiada pelos próprios russos. O exército frances decidiu retirar-se mas se viu frente a um poderoso inimigo "o general frio" minando a tropas francesas muitos morriam de fome, sede, doenças como granguena e ao final o gigantesco exército que invadira a Rússia dos 450.000 apenas 30.000 homens retornaram com vida. Encorajados pelo enfraquecimento do Império Napoleônico, mais visível após a grande "derrota" na Rússia, formou-se a sexta aliança (Prússia, Áustria, Rússia e Inglaterra) e após sucessivas derrotas em Março de 1813 os exércitos da sexta coligação tomavam Paris na batalha de Leipzig. O império frances foi desfeito e o imperador exilado para ilha de Elba ficando em sua companhia quase 1.000 soldados.&lt;br /&gt;Em 1915 Napoleão foge da ilha de Elba na companhia de seus 1.000 homens e avança até o território francês. Ciente do que ocorria, Luis XVIII enviou um batalhão para aprisioná-lo, e nas margens do rio Mure, deu-se o histórico encontro entre seu ex-imperador retomando o comando do exército. Napoleão se aproximou a dez passos das tropas e disse: "Soldados do quinto batalhão, sou vosso imperador. Reconhecei-me: se entre vós houver um soldado que queira me matar o seu imperador, aqui estou.". Abriu seu capote cinzendo, os oficiais ordenaram fogo, mas os soldados se recusaram a atirar até que surgiram gritos "aqui esta o nosso general", "viva o imperador".&lt;br /&gt;Contando com apoio de vários soldados que engrossavam suas fileiras pelo caminho Napoleão avançava rapidamente a caminho de Paris. Luis XVIII fugiu para a Bélgica e Napoleão tomava o poder pela segunda vez, formou-se a sétima aliança. Foi finalmente derrotado na batalha de Waterloo na Bélgica. Ele pede proteção ao governo britânico e abdica o trono, é exilado para ilha de Santa Helena (costa africana no atlântico sul) onde veio a falecer em 1821.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota francesa foi provocada principalmente pelo sacrificio e inverno russo onde o exército frances sofreu a sua maior derrota. E as vitórias maritimas graças ao poderío das frotas britânicas.  Fontes: História Moderna e Comtemporanea de Leonel Itaussu e Luíz Cézar, Atlas da história do mundo da folha de São Paulo.&lt;/p&gt;&lt;div id="corpo"&gt;    &lt;h1&gt;Expansão Napoleônica&lt;/h1&gt;   &lt;h3&gt;Napoleão e o Império &lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;Napoleão chegou ao poder através do golpe de 18 Brumário,      em 1799, que pôs fim à Revolução Francesa ao dissolver      o Diretório. A partir disso, foi concentrando o poder em suas mãos      até que, em 1804, proclamou-se imperador da França. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;O Bloqueio Continental &lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;Com a Revolução Francesa havia se iniciado uma longa luta entre      a França revolucionária e os países absolutistas que      se sentiam ameaçados pelo seu exemplo. Com a ascensão de Napoleão,      essa luta ganhou um novo impulso. Em 1805, Inglaterra, Prússia, Áustria      e Rússia uniram-se pela terceira vez contra a França, coligação      que Napoleão desfez com relativa facilidade, mas não conseguiu      vencer a Inglaterra. Esta, graças à sua posição      insular e sua poderosa marinha, manteve-se intocável. Para fazer face      ao poderio britânico, Napoleão decretou o Bloqueio Continental      em 1806, fechando o continente europeu à Inglaterra. Ele procurou,      assim, criar toda sorte de dificuldades econômicas, a fim de desorganizar      a economia inglesa. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Todavia, o bloqueio contrariava também os poderosos interesses econômicos      do continente e, logo de início, encontrou fortes oposições.      Outra fragilidade do bloqueio encontrava-se no fraco dAesempenho das indústrias      francesas, incapazes de ocupar o grande vazio deixado pelo súbito corte      do fornecimento britânico. Além disso, os produtos coloniais,      cuja distribuição era controlada pela Inglaterra, te­riam      de encontrar substitutos adequados. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;Portugal e o bloqueio &lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;A economia portuguesa havia muito se encontrava subordinada à inglesa.      Daí a relutância de Portugal em aderir incondicionalmente ao      bloqueio. Napoleão resolveu o impasse ordenando a invasão do      pequeno reino ibérico. Sem chances de resistir ao ataque, a família      real transferiu-se para o Brasil em 1808, sob proteção inglesa.      Começou então, no Brasil, o processo que iria desembocar, finalmente,      na sua emancipação política. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt; A Transferência da Corte para o Brasil&lt;/h3&gt;   &lt;h4&gt;O duplo aspecto das guerras napoleônicas &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;As guerras napoleônicas (1805-1815) apresentaram dois aspectos importantes:      de um lado, a luta contra as nações absolutistas do continente      europeu e, de outro, contra a Inglaterra, por força das disputas econômicas      entre essas duas nações burguesas. &lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;As principais nações continentais &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Áustria, Prússia e R&amp;Auacute;ssia - foram subjugadas por      Napoleão a partir de 1806, em razão da sua imbatível      força terrestre. Entretanto, foi no confronto com a Inglaterra que      as dificuldades tomaram forma, paulatinamente, até asfixiarem por completo      as iniciativas napoleônicas. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Em 1806, apesar de o domínio continental estar aparentemente assegurado,      a Inglaterra resistiu a Napoleão, favorecida pela sua posição      insular e sua supremacia naval, sobretudo depois da batalha de Trafalgar (1805),      em que a França foi privada de sua marinha de guerra. &lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;Strangford e a política britânica para Portugal &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Sem poder responder negativa ou positivamente ao ultimatum francês      por ocasião do Bloqueio Continental, a situação de Portugal      refletia com toda a clareza a impossibilidade de manter o status quo *. Pressionada      por Napoleão, mas incapaz de lhe opor resistência, e também      sem poder prescindir da aliança britânica, a Corte portuguesa      estava hesitante. Qual­quer opção significaria, no mínimo,      o desmoronamento do sistema colonial ou do que dele ainda restava. A própria      soberania de Portugal encontrava-se ameaçada, sem que fosse possível      vislumbrar uma solução aceitável. Nesse contexto, destacou-se      o papel desempenhado por Strangford, que, como representante diplomático      inglês, soube impor, sem vacilação, o ponto de vista da      Coroa britânica. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Para a Corte de Lisboa colocou-se Aa seguinte situação: permanecer      em Portugal e sucumbir ao domínio napoleônico ou retirar-se para      o Brasil. Esta última foi a solução defendida pela Inglaterra.    &lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;A fuga da Corte para o Brasil &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Indeciso, o príncipe regente D. João' adiou o quanto pôde      a solução, pois qualquer alternativa era danosa à monarquia.    &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Afinal, a iminente invasão francesa tornou inadiável o desfecho.      A fuga da Corte para o Rio de janeiro, decidida na última hora, trouxe,      não obstante, duas importantes conseqüências para o Brasil:      a ruptura colonial e o seu ingresso na esfera de domínio da Inglaterra.    &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Chegando ao Brasil, D. João estabeleceu a Corte no Rio de janeiro      e em 1808 decretou a abertura dos portos às nações amigas,      pondo fim, na prática, ao exclusivo metropolitano que até então      restringia drasticamente o comércio do Brasil. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt; A Penetração Britânica no Brasil&lt;/h3&gt;   &lt;h4&gt;Breve histórico &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Desde a sua formação, Portugal esteve sob permanente ameaça      de anexação por parte da Espanha, finalmente concretizada com      a União Ib&amp;eAacute;rica em 1580. A conseqüência imediata      dessa união foi, como vimos, a ocupação holandesa a partir      de 1630. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Motivado por tais experiências, Portugal adotou sempre uma cautelosa      política de neutralidade e buscou apoio, quando necessário,      na Inglaterra. Logo após a Restauração (1640), Portugal      foi obrigado a fazer concessões comerciais aos ingleses em troca de      apoio contra a Espanha e a Holanda. Os tratados de 1641, 1654 e 1661, com      a Inglaterra, foram produtos dessa concessão que, afinal, acabou resultando      na crescente dependência de Portugal. Através desses tratados      foi aberto à burguesia inglesa o mercado colonial português,      na condição de nação mais favorecida.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O mais importante tratado, pelo seu caráter lesivo a Portugal, foi      o de Methuen, assinado em 1703, em pleno início da mineração      no Brasil. O tratado possuía apenas dois artigos: &lt;/p&gt;   &lt;p&gt; Artigo 1 °. Sua Sagrada Majestade El Rei de Portugal promete, tanto      em seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, admitir para sempre      de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas      de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo em      que foram proibidas pelas leis, não obstante qualquer condição      em contrário. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Artigo 2º. - E estipulado que Sua Sagra­da e Real MajestadeA Britânica,      em Seu Próprio Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada      para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os vinhos      do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja paz ou guerra entre      os Reinos de Inglaterra e de França) não se poderá exigir      direi­tos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro      título direta ou indireta­mente, ou sejam transportados para Inglaterra      em pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que      se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França,      diminuindo ou abatendo terça parte do direito de costume. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O Tratado de Methuen estipulou, em síntese, a compra do vinho português      em troca de tecidos ingleses. Esse acordo bastante simples foi, entretanto,      altamente nocivo para Portugal porque, em primeiro lugar, importava-se mais      tecido do que se exportava vinho, tanto em termos de quantidade como em valor;      em segundo, as manufaturas portuguesas foram eliminadas pela concorrência      inglesa. Por último, dado o desequilíbrio do comércio      com a Inglaterra, a diferença foi paga pelo ouro brasileiro. Desse      modo, o Tratado de Methuen abriu um importante canal para a transferência      da riqueza produzida no Brasil para a Inglaterra.&lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;Os tratados de 1810&lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Com tempo, a dependência de Portugal se aprofundou e essa foi a razão      por que D. João finalmente se submeteu às exigências inglesas      e se transferiu para o Brasil. Em 1810, quando a Corte já se encontrava      no Rio de Janeiro, a Inglaterra fez D. Jo&amp;Aatilde;o assinar três      tratados que a favorecia. Um deles era o de Amizade e Aliança o outro      de Comércio e Navegação e um último que veio regulamentar      as relações postais entre os dois reinos. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Do conjunto dos dispositivos, destacavam­se alguns artigos que feriam      frontalmente os interesses econômicos de Portugal e do Brasil, além      da humilhação política que outros itens impuseram à      soberania lusitana. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Em um artigo do segundo tratado, por exemplo, a Inglaterra exigiu o direito      de extra­territorialidade. Isso significava que os súditos ingleses      radicados em domínios portugueses não se submeteriam às      leis portuguesas. Assim; esses súditos elegeriam seus próprios      juízes, que os julgariam segundo as leis inglesas. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;E os portugueses residentes em domínios britânicos gozariam      dos mesmos direitos? Não. O príncipe regente aceitou, resignadamente,      a "reconhecida eqüidade da jurisprudência britânica"      e a "singular excelência da sua Constituição”.      Inversamente, pode-se dizer que a Inglaterra não reconheceu nenhuma      eqüidade na jurisprudência lusitana... &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Outro aspecto escandaloso dos tratados foi o direito assegurado à      Inglaterra de colocar suas mercadorias no Brasil mediante a taxa de 15% ad      valorem *, enquanto os produtos portugueses pagavam 16%, isto é, 1      % a mais que os ingleses! Os demais países estavam submeti­dos      à taxaç&amp;atildAe;o de 24% em nossas alfândegas. &lt;/p&gt;   &lt;h4&gt;Em síntese&lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;A extrema brutalidade dos trata­dos impostos pela Inglaterra não      foi obra do acaso. Ela se explica pela pesada pressão econômica      que o bloqueio napoleônico exerceu sobre a Inglaterra. De fato, as guerras      napoleônicas, e suas conseqüências para a economia inglesa,      tornaram premente a necessidade de abrir no­vos mercados, sob pena de      a Inglaterra sucumbir às pressões da conjuntura. A quebra do      pacto colonial era vital, pois as mercadorias estavam se acumulando e precisavam      ser escoadas de algum modo, o que tornava a exclusão inglesa do mercado      americano algo impensável. Ora, a relativa facilidade com que a Inglaterra      impôs seus interesses ao Brasil permitiu a maciça exportação      de seus produtos, inundando o nosso mercado. Mais do que isso, a presença      inglesa trouxe modificações radicais na posição      do Brasil dentro do mercado internacional: saímos da órbita      do colonialismo mercantilista português para ingressar na dependência      do capitalismo industrial inglês. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt; A Inglaterra e as Novas Formas de Dominação&lt;/h3&gt;   &lt;h4&gt;Transformações do Rio de Janeiro &lt;/h4&gt;   &lt;p&gt;Após a abertura dos portos, pela primeira vez o Brasil pôde      manter contatos comerciais diretos e regulares com o exterior, sem a intermediação      de Portugal. O Rio de Janeiro transformou-se ent&amp;Aatilde;o num "empório      do Atlântico Sul", nas pa­lavras do historiador Nelson Werneck      Sodré. Ali chegavam mercadorias de diversas procedências e dali      eram exportados os produtos brasileiros. &lt;/p&gt;   &lt;h3&gt;As formas da nova dependência&lt;/h3&gt;   &lt;p&gt;Com o fim do exclusivo metropolitano, uma nova forma de dependência      se estabeleceu, manifestando-se no déficit permanente da balança      comercial ex­terna. Essa situação decorreu da franquia dos      portos, que alterou as tarifas alfandegárias de 48%, na época      do exclusivo, para 24% com D. João, a fim de favorecer contatos comerciais      diversificados. As trocas comerciais, todavia, não favoreceram o Brasil,      e diversas razões podem ser alinhadas para explicar essa situação.    &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Até a ruptura colonial, nosso comércio era, pelo menos, equilibrado,      embora a produção fosse prejudicada pelas excessivas taxas e      restrições em favor da metrópole. Em compensação,      Portugal representava um mercado garantido para as exportações      brasileiras. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A abertura dos portos alterou profunda­mente os hábitos de consumo      no Brasil, com a chegada de grande quantidade de mercado­rias, sobretudo      de origem inglesa. Um viajante inglês, John Mawe, assim descreveu o      Rio dessa época: &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;"O mercado ficou inteiramente abarrota­do; tão grande e inesperado      foi o fluxo de manufaturas ingleAsas no Rio, logo em seguida à chegada      do Príncipe Regente, que os aluguéis das casas para armazená-las      elevaram-se vertiginosamente. A baía estava coalhada de navios, e em      breve a alfândega transbordou com o volume das mercadorias. Montes de      ferragens e pregos, peixe salgado, montanhas de queijos, chapéus, caixas      de vidro, cerâmica, cordoalha, cerveja engarrafada em barris, tintas,      gomas, resinas, alcatrão, etc., achavam se expostos não somente      ao sol e á chuva, mas à depredação geral; (...)      espartilhos, caixões mortuários, selas e mesmo patins para gelo      abarrotavam o mercado, no qual não pode­riam ser vendidos e para      o qual nunca deve­riam ter sido enviados."&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Enquanto isso, as exportações brasileiras não cresciam      na mesma proporção, nem tão rapidamente quanto era necessário      para fazer face às importações. A Inglaterra não      adquiria produtos brasileiros, pois suas colônias já os produziam.      Só entravam no mercado britânico aquelas mercadorias consideradas      úteis às indústrias têxteis, como o algodão      e o pau-brasil. De Portugal, a Inglaterra adquiria o vinho e o azeite. Com      isso, a balança comercial do Brasil tornou-se deficitária. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Esse déficit permanente precisava ser salda­do de alguma forma.      A solução dependia do fluxo de capital estrangeiro, que aqui      chegava na forma de empréstimo público. Mas os altos juros cobrados      apenas agravavam a situação e, por volta de 1850, representavam      40% das finanças públicas. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt; &lt;span class="fonte"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; www.culturabrasil.pro.br&lt;/p&gt;   &lt;h6&gt;Expansão Napoleônica&lt;/h6&gt;   &lt;p&gt; Napoleão foi um dos maiores estrategistas militares dos ultimos tempos,      conseguindo ao mesmo tempo o apoio de burquesia e camponeses. Desenvolveu      uma rápida carreira no cenário político-militar francês.      Aos 24 anos era promovido a general, aos 30 tornou-se cônsul e aos 35      era imperador. Sua primeira tarefa era eliminar o perigo externo (Inglaterra).      Para isso avançou sobre a segunda coligação (Inglaterra,Áustria      e Rússia). Em 1800 a Áustria foi derrotada na batalha de Marengo      e 2 anos depois, em 1802 Inglaterra e França assinaram a Paz de Amiens      que na verdade foi apenas uma trégua. Em 1803 se formou uma nova aliança      anti-francesa (formada pelos mesmo países da segunda) se opondo a Espanha      que havia apoiado a França.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Em outubro de 1805, a marinha franco-espanhola foi dizimada na batalha de      Trafalgar pela esquadra britânica comandada pelo Almirante Nelson. Porém      em terra se mostrava a superioridade do exército francês nas      batalhas de Ulm e Austerlitz, Napoleão derrotou o exército russo      e austríaco. Em 1806, Napoleão suprimia o massacrado Império      romano-germânico reunindo a maioria dos estados alemães e declarando      a si próprio "protetor". E no mesmo ano é formada      a quarta aliança (Inglaterra, Rússia e Prússia) as tropas      prussianas foram rapidamente derrotadas na batalha de Iena, enquanto os russos      caíram em 1807 nas batalhas de Eylau e Friedland, assinando o tratado      de Tilsit, no qual a Rússia se tornava aliada dos franceses. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Depois de derrotada a quarta aliança a França dominava praticamente      todo o território europeu, os territórios que não eram      comandados pelo próprio imperador estava nas mãos de parentes      ou aliados, difundindo instituições francesas por toda parte.      Quem poderia derrotar esse mito que era Napoleão? Fora algumas vitórias      travadas em alto mar vencidas pela Inglaterra todas as outras batalhas tinham      sido perdidas, já estava provada a superioridade terrestre do exército      francês, todo o continente estava sob seu comando e em breve a Inglaterra      iria desmoronar, pois sua burguesia era aos poucos sufocada pelo bloqueio      continental. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;A Espanha que antes se aliara a Napoleão se revoltou contra a França      quando foi nomeado para o trono espanhol um francês seu irmão      José bonaparte. Organizando em forma de guerrilha, os espanhóis      destruíram o mito da invencibilidade francesa na batalha de Baylem      em 1808. Em 1809 formou-se uma quinta aliança para derrotar a França      (Inglaterra e Áustria) mais uma vez derrotada por Napoleão.      A notícia da vitória espanhola se espalhou criando várias      frentes de luta na qual o Duque de Wellington expulsou os franceses em 1811.      Finalmente a Rússia decide romper o bloqueio continental causando imediata      reação em Napoleão que decidiu punir exemplarmente invadindo      a Rússia com um exército de 450.000 homens enquanto 150.000      ficavam postados na Polônia fornecendo armamentos necessários.      Até então parecia a derrocada do Império Russo, mas estes      ultilizaram uma tática que se chamou "terra arrasada" retirando-se      das cidades sem enfrentar o exército frances levando o que podiam e      incendiavam o que restava, envenenavam a água, destruiam plantações.      Napoleão conseguiu invadir Moscou mas se surpreendeu ao ver a cidade      incendiada pelos próprios russos.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O exército frances decidiu retirar-se mas se viu frente a um poderoso      inimigo "o general frio" minando a tropas francesas muitos morriam      de fome, sede, doenças como granguena e ao final o gigantesco exército      que invadira a Rússia dos 450.000 apenas 30.000 homens retornaram com      vida. Encorajados pelo enfraquecimento do Império Napoleônico,      mais visível após a grande "derrota" na Rússia,      formou-se a sexta aliança (Prússia, Áustria, Rússia      e Inglaterra) e após sucessivas derrotas em Março de 1813 os      exércitos da sexta coligação tomavam Paris na batalha      de Leipzig. O império frances foi desfeito e o imperador exilado para      ilha de Elba ficando em sua companhia quase 1.000 soldados. Em 1915 Napoleão      foge da ilha de Elba na companhia de seus 1.000 homens e avança até      o território francês. &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Ciente do que ocorria, Luis XVIII enviou um batalhão para aprisioná-lo,      e nas margens do rio Mure, deu-se o histórico encontro entre seu ex-imperador      retomando o comando do exército. Napoleão se aproximou a dez      passos das tropas e disse: "Soldados do quinto batalhão, sou vosso      imperador. Reconhecei-me: se entre vós houver um soldado que queira      me matar o seu imperador, aqui estou.". Abriu seu capote cinzendo, os      oficiais ordenaram fogo, mas os soldados se recusaram a atirar até      que surgiram gritos "aqui esta o nosso general", "viva o imperador".      Contando com apoio de vários soldados que engrossavam suas fileiras      pelo caminho Napoleão avançava rapidamente a caminho de Paris.    &lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Luis XVIII fugiu para a Bélgica e Napoleão tomava o poder pela      segunda vez, formou-se a sétima aliança. Foi finalmente derrotado      na batalha de Waterloo na Bélgica. Ele pede proteção      ao governo britânico e abdica o trono, é exilado para ilha de      Santa Helena (costa africana no atlântico sul) onde veio a falecer em      1821.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;&lt;span class="fonte"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; www.ohistoriador.hpg.ig.com.br&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Revolução Francesa</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/revolucao-francesa.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:31:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-1483723771669215338</guid><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Contexto Histórico : A França no século XVIII&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A situação da &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/paises/franca"&gt; França&lt;/a&gt; no século XVIII era de extrema injustiça social na época do &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/antigo_regime.htm"&gt; Antigo Regime&lt;/a&gt;. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;A França era um país &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/mercantilismo"&gt; absolutista&lt;/a&gt; nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/monarquia.htm"&gt;monarquia&lt;/a&gt;) ou condenados à guilhotina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/clero.htm"&gt; clero&lt;/a&gt; que também tinha o privilégio de não pagar &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/impostos.htm"&gt;impostos&lt;/a&gt;. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.&lt;br /&gt;A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Revolução Francesa (14/07/1789)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/queda_bastilha.htm"&gt; Queda da Bastilha&lt;/a&gt; em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.&lt;br /&gt;O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.&lt;br /&gt;Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.&lt;br /&gt;No mês de  agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Girondinos e Jacobinos&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/francesa/jacobinos.htm"&gt; jacobinos&lt;/a&gt; representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Fase do Terror &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/francesa/robespierre.gif" alt="Robespierre" width="110" border="0" height="113" /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Maximilien de Robespierre: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;defesa de mudanças radicais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A burguesia no poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/francesa/napoleao.gif" width="130" border="0" height="88" /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Napoleão Bonaparte: implantação do governo burguês&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/biografias/napoleao.htm"&gt; Napoleão Bonaparte&lt;/a&gt; é colocado no poder com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Francesa foi um importante marco na &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/conceito_historia.htm"&gt; História&lt;/a&gt; Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/capitalismo"&gt; capitalista&lt;/a&gt; foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/iluminismo"&gt;iluministas&lt;/a&gt;, a independência  de alguns países da América Espanhola e o movimento de &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/inconfidencia_mineira.htm"&gt; Inconfidência Mineira&lt;/a&gt; no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;Introdução &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Como a Revolução Francesa não teve apenas por objetivo mudar um governo antigo, mas abolir a forma antiga da sociedade, ela teve de ver-se a braços a um só tempo com todos os poderes estabelecidos, arruinar todas as influências reconhecidas, apagar as tradições, renovar costumes e os usos e, de alguma maneira, esvaziar o espírito humano de todas as idéias sobre as quais se tinham fundado até então o respeito e a obediência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    As instituições feudais do Antigo Regime iam sendo superadas à medida que a burguesia, a partir do século XVIII, consolidava cada vez mais seu poder econômico.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A sociedade francesa exigia que o país se modernizasse, mas o entrave do absolutismo apagava essa expectativa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O descontentamento era geral, todos achavam que essa situação não podia continuar. Entretanto, um movimento iniciado há alguns anos, por um grupo de intelectuais franceses, parecia ter a resposta. Esse movimento criticava e questionava o regime absolutista. Eram os iluministas, que achavam que a única maneira possível de a França se adiantar em relação à Inglaterra era passar o poder político para as mãos da nova classe, isto é, a burguesia (comerciantes, industriais, banqueiros). Era preciso destituir a nobreza que, representada pelo Rei , se mantinha no poder.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A monarquia absoluta que, antes, tantos benefícios havia trazido para o desenvolvimento do comércio e da burguesia francesa, agora era um empecilho. As leis mercantilistas impediam que se vendessem mercadorias livremente. Os grêmios de ofício impediam que se desenvolvessem processos mais rápidos de fabricação de mercadorias. Enfim, a monarquia absoluta era um obstáculo, impedindo a modernização da França. Esse obstáculo precisava ser removido. E o foi pela revolução.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A Revolução Francesa significou o fim da monarquia absoluta na França. O fim do antigo regime significou, principalmente, a subida da burguesia ao poder político e também a preparação para a consolidação do capitalismo. Mas a Revolução Francesa não ficou restrita à França. suas idéias espalharam-se pela Europa, atravessaram o oceano e vieram para a América latina, contribuindo para a elaboração de nossa independência política. Por esse seu caráter enumênico é que se convencionou ser a Revolução Francesa o marco da passagem para a Idade Contemporânea. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A situação da França antes da revolução &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A economia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;A situação econômica da França era crítica. A maioria da renda vinha da agricultura, onde as técnicas eram atrasadas em relação ao consumo do país. Dos 26 milhões de habitantes, 20 milhões viviam no campo em condições de vida extremamente precárias. Uma parte dos camponeses estava ainda sob o regime de servidão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Um comerciante, para transportar suas mercadorias de um lado para outro do país, teria que passar pelas barreiras alfandegárias das propriedades feudais, pagando altíssimos impostos, o que impedia os comerciantes de venderem livremente suas mercadorias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Para piorar a situação, parece que ate a natureza ajudou a revolução: entre os anos de 1784 a 1785 houve inundações e secas alienadamente, fazendo com que os preços dos produtos ora subissem, não dando condições para que os pobres comprassem, ora descessem, levando alguns pequenos proprietários à falência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A situação da industria francesa não era melhor, pois parte dela ainda estava sob o sistema rural e domestico, e as corporações (grêmios) impediam o desenvolvimento de novas técnicas. Como se não bastasse, o governo francês assinou o seguinte tratado com o governo inglês: os franceses venderiam vinhos para os ingleses, e estes venderiam panos para os franceses, sem pagar impostos, o que levou as manufaturas francesas a não suportarem a concorrência dos tecidos ingleses, entrando numa grave crise. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A sociedade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;A sociedade francesa, na época, estava dividida em três partes, conhecidas como Estados: &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• Primeiro Estado - era o clero francês e estava dividido em alto e baixo. O alto clero era composto por elementos vindos das ricas famílias da nobreza, possuindo toda a sorte de privilégios, inclusive o de não pagar impostos. O baixo clero era o pobre, estando ligado ao povo em geral e não à nobreza, como o primeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• Segundo Estado - era a nobreza em geral. Os privilégios eram incontáveis, sendo que o mais importante era a isenção de impostos. Ha que se salientar aqui que a nobreza também estava dividida: a nobreza cortesã, que vivia no palácio, e outros setores da nobreza, que viviam na corte, recebendo pensões do Rei, onerando os seus castelos, no campo, as custas do trabalho de seus servos. À medida que a crise aumentava, essa nobreza que viviam no campo aumentava a pressão sobre seus servo, favorecendo o clima de insatisfação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• Terceiro Estado - era constituído de todos aqueles que não pertenciam nem ao Primeiro nem ao Segundo Estado. Afinal, o que era o Terceiro Estado?&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Era o setor da sociedade francesa composto pela maioria esmagadora da população, sobre cujos ombros recaia todo o peso de sustentação do reino francês. Esse setor era composto, na sua maioria, pelos camponeses que, com um árduo trabalho, forneciam os alimentos para toda a França, além de terem de pagar pesadíssimos impostos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Finalmente, os membros mais destacados do Terceiro Estado, quanto a liderança: a burguesia. Esta se dividia em pequenos burgueses (pequenos comerciantes, artesãos), uma camada média (composta de lojistas, profissionais liberais) e a alta burguesia (grandes banqueiros, comércio exterior). &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O Terceiro Estado será aquele que, pelo peso das responsabilidades, se levantará contra a opressão do Estado Absolutista. Os camponeses terão papel importante, os pobres das cidades também, mas a liderança e os frutos dessa revolução caberão a uma fração do Terceiro Estado: a burguesia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A política na França pré-revolucionária mostrava os sinais da decadência acumulada dos outros Reis absolutos, principalmente um déficit crônico no reinado Luís XVI, que subiu ao trono em 1774.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    As críticas ao regime aumentavam dia-a-dia. Os intelectuais, baseando-se nas teoria dos iluministas, não poupavam seus escritos para criticar desesperadamente o regime. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;Os antecedentes da revolução&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;O Rei, diante dessa situação, tenta alguns expediantes para resolver a questão. Convidou um iluminista de nome Neckerque começou a trabalhar imediatamente, pois queria ver sanado o mal do país. Necker, um homem de confiança do Rei, que pensa numa solução para a crise, era preciso que todos pagassem impostos na França.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Necker faz seu primeiro ato: manda publicar as contas do Estado, onde fica claro o enorme Déficit de 126 milhões de libras Em seguida, com a anuência do Rei e da nobreza, convoca os Estados Gerais, única solução encontrada para discutir uma saída.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Os Estados Gerais, uma assembléia de todos os Estados que desde 1614 não eram convocados, deveriam discutir mais ou menos abertamente uma solução para a crise financeira e achar uma saída para que todos pagassem impostos iguais. Todavia, o Terceiro Estado não pensava só nisso, mas também em aproveitar a oportunidade e fazer exigências de caráter político.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A notícia da convocação dos Estados Gerais caiu como uma bomba sobre a França. Da noite para o dia todo o país foi invadido por milhares de jornais, panfletos e cartazes. Os bares e os cafés tornaram-se centro de agitação, como o famoso Café Procope. A nobreza e o Rei viam isso tudo apavorados:&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    "Já se propõe a supressão dos direitos feudais... Vossa Majestade estaria acaso determinado a sacrificar e humilhar sua brava e antiga ... nobreza ?"; Este era um desesperado apelo da nobreza ao Rei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Como reagia o Terceiro Estado? Organizava-se ainda mais e queria as transformações imediatamente. Os Estados Gerais começaram sua reunião de abertura no dia 5 de maio de 1789, sendo que dai em diante foi impossível deter a revolução.&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A revolução estourou: as jornadas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;O Rei abre a sessão dos Estados Gerais fazendo um discurso de advertência contra as pretensões políticas: "Estamos aqui para tratar de problemas financeiros e não para tratar de política".&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O Terceiro Estado reagiu prontamente, exigindo a qualquer custo que as reuniões fossem conjuntas e não separadamente por Estados. Diante da negação, o Terceiro Estado proclama-se em Assembléia Geral Nacional. O Rei, desesperado diante do atrevimento dos representantes populares, manda fechar a saia de reuniões. Mas o Terceiro Estado não se da por vencido e seus deputados se dirigem para um salão que a nobreza utilizava para jogos. Lá mesmo fizeram uma reunião, onde ficou estabelecido que permaneceriam reunidos até que a França tivesse uma Constituição. Esse ato ficou conhecido com o nome de O Juramento do Jogo de Pela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    No dia 9 de julho de 1789, reúne-se uma Assembléia Nacional Constituinte, incumbida de elaborar uma Constituição para a França. Isso significava que o Rei deixaria de ser o senhor absoluto do reino.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A burguesia francesa, por sua vez, apelou para o povo. No dia 14 de julho de 1789, toda a população parisiense avança, num movimento nunca visto, para a Bastilha, a prisão política da época, onde o responsável pela prisão foi preso e enforcado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O momento agora e dos camponeses, que percebem a fraqueza da nobreza e invadem os castelos, executando famílias inteiras de nobres numa espécie de vingança, de uma raiva acumulada durante séculos. Avançam sobre a propriedade feudal e exigem reformas. A burguesia, na Assembléia, temerosa de que as exigências chegassem também às suas propriedades, propõe que se extingam os direitos feudais como única saída para conter o furor revolucionário dos camponeses. A 4 de agosto de 1789, extingue-se aquilo que por muitos séculos significou a opressão sobre os camponeses.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  A burguesia, preocupada em estabelecer as bases teóricas de sua revolução, fez aprovar, no dia 26 de agosto do mesmo ano, um documento que se tornou mundialmente famoso: A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;O processo revolucionário &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;1ª fase - Assembléia Nacional Constituinte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;    &lt;/span&gt;Um dos atos mais importantes da Assembléia foi o confisco dos bens do clero francês, que seriam usados como uma espécie de lastro para os bônus emitidos para superar a crise financeira. Parte do clero reage e começa a se organizar Como resposta, a Assembléia decreta a Constituição Civil do Clero isto é, o clero passa a ser funcionário do Estado, e qualquer gesto de rebeldia levara a prisão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A situação estava muito confusa. A Assembléia não conseguia manter a disciplina e controlar o caos econômico. O Rei entra em contato com os emigrados no exterior (principalmente na Prússia e na Áustria) e começam a conspirar para invadir a França, derrubar o governo revolucionário e restaurar o absolutismo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Para organizar a contra-revolução, o monarca foge da França para a Prússia, mas no caminho e reconhecido por camponeses, é preso e enviado à Paris. Na capital, os setores mais moderados da Assembléia conseguiram que o Rei permanecesse em seu posto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A partir daí uma grande agitação tem início, pois seria votada e aprovada a Constituição de 1791. Esta constituição estabelecia, na França, a Monarquia Parlamentar, ou seja, o Rei ficaria limitado pela atuação do poder legislativo (Parlamento).&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Neste poder legislativo era escolhido através do voto censitário e isso equivalia dizer que o poder continuava nas mãos de uma minoria, de uma parte privilegiada da burguesia. Resumindo, o que temos é uma Monarquia Parlamentar dominada pela alta burguesia e pela aristocracia liberal, liderada, por exemplo, pelo famoso La Fayette, é o total afastamento do povo francês.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Os setores populares estavam descontentes, porque continuavam ainda sob o despotismo, não o da monarquia absoluta mas o despotismo dos homens do dinheiro, setores tradicionais da nobreza e do clero conspiravam, com a anuência do Rei, para tentar restaurar o antigo regime.  &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Os grupos políticos organizavam-se para definir suas posições:&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    No recinto da Assembléia, sentava-se à esquerda o partido liderado por Robespierre, que se aproximava do povo: eram os Jacobinos ou Montanheses (assim chamados por se sentarem nas partes mais altas da Assembléia); ao lado, um pequeno grupo ligado aos Jacobinos, chamados Cordeliers, onde apareceram nomes como Marat, Danton, Hebert e outros; no centro, sentavam-se os constitucionalistas, defensores da alta burguesia e a nobreza liberal, grupo que mais tarde ficará conhecido pelo nome de planície; à direita, ficava um grupo que mais tarde ficará conhecido como Girondinos, defensores dos interesses da burguesia francesa e que temiam a radicalização da revolução; na extrema direita, encontram-se alguns remanecentes da aristocracia que ainda não emigrara, conhecidos pelo nome de negros ou aristocratas, que pretendiam a restauração do poder absoluto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Quanto a situação externa, o clima era de total apreensão. As monarquias absolutas vizinhas olhavam para o que estava acontecendo na França com grande temor. Tanto é verdade, que alguns elementos emigrados da nobreza francesa pretendiam que países como a Áustria e a Prússia iniciassem imediatamente uma guerra contra a França. A Assembléia Legislativa, sabedor dessa situação, raciocinava da seguinte forma: ou expandimos o ideal revolucionário para esses países ou, então, a França Revolucionaria ver-se-á isolada e condenada ao fracasso. Daí a Assembléia também pensar na guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;2ª fase - Assembléia Legislativa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A Assembléia Legislativa francesa exigiu da Áustria e da Prússia um compromisso de não invasão e, como não foi atendida pelas monarquias absolutas, declarou guerra a 20 de abril de 1792.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Luís XVI exultava, pois esperava que os exércitos franceses fossem derrotados para que ele pudesse voltar ao poder como Rei absoluto; dessa forma, o Rei e a Rainha, a famosa Maria Antonieta, entram em contato com os inimigos, passando-lhes segredos de guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A atuação dos exércitos franceses foi um fracasso no campo de batalha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Na Assembléia, Robespierre denuncia a traição do Rei e dos generais ligados a ele, que também estavam interessados na derrota da França Revolucionaria. Num discurso aos jacobinos, Robespierre dizia:&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;"Não! Eu não me fio nos generais e, fazendo exceções honrosas, digo que quase todos têm saudades da velha ordem, dos favores de que dispõe a Corte. Só confio no povo, unicamente o povo."&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Nas ruas de Paris e das grandes cidades, os sans culottes (maneira como os pobres das cidades se identificavam) se agitavam pedindo a prisão dos responsáveis pelas derrotas da França diante dos exércitos austríacos e prussianos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;3ª fase - A Convenção Nacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A 2 de setembro, pela manha, chegou a Paris a notícia de que Verdun estava sitiada; Verdun, a última fortaleza entre Paris e a fronteira. Imediatamente, foi lançada uma proclamação aos cidadãos: "À s armas cidadãos, às armas! O inimigo está às portas !" Vários prisioneiros, suspeitos de ligação com o antigo regime, foram massacrados pela população.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    No dia 20 de setembro de 1792, chegou a Paris a notícia da esmagadora vitória dos exércitos franceses sobre os exércitos prussianos e, no mesmo dia. foi oficializada a proclamação da República, a primeira da França. Agora, o órgão que governará a França será a Convenção eleita por voto universal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A situação dos "partidos" políticos ficou mais nítida com a Convenção: &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• À direita, o grupo dos girondinos defendendo os interesses da burguesia, que nesse momento estava dominando a Convenção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• No centro, o grupo da planície (ou pântano), defendendo os interesses da burguesia financeira, mas tendo uma atitude oportunista dizia-se estar do lado de quem estava no poder.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;• À esquerda e no alto, a montanha (jacobinos), defensores dos interesses da burguesia e do povo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O que fazer com o Rei? Os girondinos queriam mantê-lo vivo, pois temiam que sua execução fizesse com que o povo quisesse mais reformas, o que ia contra seus interesses. Os jacobinos queriam que o Rei fosse julgado e executado como traidor da pátria. A proposta jacobina saiu vencedora e o Rei foi executado. Os jacobinos tornavam-se cada vez mais populares e eram apoiados pelos sans culottes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Por sua vez, os exércitos franceses aproveitavam suas vitorias para propagar os ideais da revolução, e os países de governos absolutistas se sentiam cada vez mais sujeitos à propaganda liberal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O novo governo revolucionário francês fez reformas de vários níveis, mas todas elas extremamente moderadas, de tal forma que não questionassem o poder dos girondinos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Entretanto, os girondinos no poder viam na guerra uma forma de aumentarem suas fortunas e, por isso, quanto mais altos os preços dos produtos (alimentos, roupas), melhor para eles. Na verdade, eram eles que os vendiam e quem os comprava era o povo que, em sua extrema pobreza, não podia comprar mercadorias caras. E nessa contradição que vamos entender o porque da queda do governo da Convenção do jacobinos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Os sans culottes, nas ruas de Paris, exigiam reformas, controle dos preços, mercadorias baratas, salários altos, e os girondinos exigiam exatamente o contrário. Nesse momento, os jacobinos (montanheses) começam a liderar as reivindicações e conseguem que se forme a Comissão de Salvação Publica, tendo por obrigação controlar os preços e denunciar os abusos feitos pelos altos comerciantes girondinos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A agitação aumenta, os girondinos ficam cada vez mais temerosos diante das manifestações dos sans culottes. Aumentando a crise, uma região inteira da França, chamada Vendéia, instigada pelo clero e pelos ingleses, levanta-se num movimento contra-revolucionário.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Entre maio e junho de 1793, o povo se levanta em Paris, cerca o prédio da Convenção e exige a prisão dos Deputados traidores, isto é, dos girondinos. Os jacobinos (montanheses) aproveitaram as manifestações de apoio dos sans culottes e depuseram os girondinos, instaurando um novo governo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A fase do terror - a ditadura dos jacobinos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Agora que os jacobinos estavam no poder, era preciso controlar os movimentos populares. O governo dos jacobinos terá como característica principal sua posição moderada na esquerda. Os jacobinos fazem parte de um governo popular, mas não tomam medidas que atendam aos interesses de todas as faixas da população e sim medidas mais ligadas à pequena burguesia francesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    No dia 13 de julho de 1793, o ídolo popular Marat é assassinado por uma mulher membro do partido girondino. A partir daí a população exige a radicalização da revolução. Inicia-se o terror: todos os elementos suspeitos de ligações com os girondinos e com a aristocracia contra-revolucionária são massacrados ou executados nas guilhotinas, depois de julgamentos populares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Reformas imediatas são feitas: a principal foi a redistribuição da propriedade, surgindo condições para o aparecimento de três milhões de pequenas propriedades na França. As reformas atingem até mesmo o calendário oficial, que adquire características marcadas e anticlericais e passa a basear-se nos fenômenos da natureza. Por exemplo, o mês do calor (julho, na Europa) transforma-se no mês do Termidor; dezembro, o mês das neves (inverno), transforma-se no Nevoso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Robespierre tenta, com alguma habilidade inicial, manter-se no centro para governar. Aos poucos começa a atacar seus aliados da esquerda: foram presos e executados elementos como Hebert e Jacques Roux. Com a liqüidação dos elementos de extrema esquerda, Robespierre não pode contar com um apoio seguro dos sans culottes. Quer, a todo custo manter-se no meio da esquerda, incorruptivelmente. Golpeia depois seus companheiros que tinham uma posição mais próxima da direita moderada; como exemplo, temos a execução de Danton.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Robespierre, durante a ditadura dos jacobinos, consegue uma série de êxitos: liqüida a contra-revolução da Vendeia e obtém várias vitórias contra os inimigos externos da revolução (entre esses inimigos, contava-se não só a Prússia e a Áustria, mas também a poderosa Inglaterra); acelera os processos do segundo terror, que executa, na guilhotina, vários contra-revolucionários.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Mas o problema persistia. Robespierre tomava algumas medidas que, ao povo, pareciam anti-populares, e outras, que desagradavam a burguesia (como, por exemplo, o fato de não haver liberdade de comércio). Conspirava-se. A alta burguesia financeira, que na sua posição oportunista dentro do partido da planície, conseguiu sobreviver ao período do terror, conspirava contra o governo jacobino. Robespierre apela para os sans culottes, a fim de salvar seu governo. Mas onde estavam os lideres que podiam mobilizá-los? Todos executados. O governo jacobino estava só. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A reação termidoriana: o golpe do 9 do Termidor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    No dia 27 de julho de 1794 (9 do Termidor, pelo novo calendário revolucionário), ao iniciar-se mais uma reunião da Convenção, Robespierre e seus partidários foram impedidos de falar, e contra eles foi imediatamente decretada a prisão. Seus partidários ainda fizeram uma desesperada tentativa de salvá-los, conclamando os sans culottes para se manifestarem publicamente e pegarem em armas contra o golpe de Estado que estava sendo dado. Mas poucos atenderam aos seus apelos. O partido da planície liderava o golpe. A alta burguesia, que havia suportado o domínio do governo jacobino, de tendência popular, queria agora se libertar e acabar de uma vez por todas com ele, para estabelecer um governo dos ricos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Aos poucos, o partido da planície vai dominando a situação, e uma das primeiras medidas foi executar Robespierre e todos os seus adeptos, sem ao menos julgá-los. A guilhotina funcionou sem parar: todos os elementos que poderiam exercer alguma liderança junto ao povo eram sumariamente executados. Jovens de famílias ricas organizavam-se em bandos para perseguir todos aqueles que eram considerados suspeitos de atividades revolucionarias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Que estava fazendo esse movimento anti-popular ? "Financistas, banqueiros, municionadores, agiotas contidos antes pelo Terror voltaram à preeminência, enquanto os nobres, os grandes burgueses e também os emigrados retomavam a tradição mundana do Velho Regime. E Começou a formar-se, assim, a burguesia nova pela fusão das antigas classes dirigentes e dos homens enriquecidos na especulação (...) e nos fornecimentos de guerra. "&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O novo governo apressa-se em tomar uma série de medidas para salvaguardar seus interesses: restaura a escravidão nas colônias (havia sido abolida anteriormente), acaba com a Lei do Máximo, que regulava os preços das mercadorias,(agora, poder-se-ía vender as mercadorias a preços os mais altos possíveis), e proíbe que se cante nas ruas a Marselhesa, o hino da revolução. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;4ª fase - O Diretório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Em setembro de 1795, prepara-se a nova Constituição. A Convenção Revolucionaria desaparecia e cedia lugar a um tipo de governo exercido por um Diretório, composto por cinco membros representando o poder executivo, e duas Câmaras; uma delas era o Conselho dos Anciãos, e a outra, o Conselho dos Quinhentos, ambos representando o poder legislativo. O governo do Diretório suprimiu o voto universal, implementado pela Convenção e restabeleceu o voto censitário. Isto significa que todos os esforços feitos pela maioria do povo francês foram aproveitados pelas novas classes ricas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A política interna do Diretório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Internamente, a política do Diretório era totalmente voltada às novas classes ricas. O comércio ficou totalmente liberado e sem restrições, significando que os setores pobres da população arcavam com a alta dos preços e com a inflação. A corrupção havia se tornado quase oficial. A alta burguesia jogava desenfreadamente na bolsa para auferir lucros cada vez maiores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Alguns antigos militantes jacobinos, liderados por Gracus Babeuf, exprimiam suas insatisfações no jornal A Tribuna do Povo, de propriedade do líder. Esse jornal clamava pela volta da Constituição de 1793 e pelo fim dos privilégios. Pedia também que o que fora proposto na Declaração dos Direitos do Homem não continuasse só no papel, como até então. Babeuf começa a conspirar e a organizar uma grande rebelião popular para tomar o poder e estabelecer uma sociedade mais justa e sem privilégios.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Mas, um dos seus agentes militares denunciou a Conjuração dos Iguais (movimento assim conhecido). No dia l0 de maio de 1796, imediatamente, Babeuf e seu companheiro Buonarotti foram presos. Depois de um ano, Babeuf foi condenado à morte pela guilhotina. Esta tentativa de estabelecer um governo popular na França foi violentamente reprimida pelas altas classes enriquecidas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;A política externa do Diretório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Essa política pautava-se pela tentativa de vencer os inimigos da França e, se possível, aumentar os domínios franceses na Europa, numa tentativa de anexação dos territórios conquistados, principalmente a leste (pedaços da atual Alemanha até o Rio Reno) e ao sul (a anexação de uma região chamada Lombardia, ao norte da Itália). O militar encarregado dessas anexações foi o jovem e habilidoso General Napoleão Bonaparte, que cumpriu perfeitamente a missão expansionista, já delineada nessa nova fase do capitalismo. Napoleão garantiu todos esses territórios ao governo do Diretório assinando um tratado com a Áustria, na cidade de Campo Fórmio, no qual esta reconhecia o direito da França de se apossar dessas regiões em troca de outras concessões. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;18 de Brumário - o golpe em nome da burguesia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A situação era extremamente grave. A burguesia, em geral, apavorada com a instabilidade, esquecia seus ideais de liberdade, pregados alguns anos antes, e pensava num governo forte, numa ditadura, se fosse preciso, para restaurar a lei e a ordem, para restabelecer as condições de se ganhar dinheiro de uma forma segura. Todos sabiam que a única pessoa que poderia exercer um governo desse tipo deveria ser um elemento de prestigio popular e ao mesmo tempo forte o suficiente para manter com mão de ferro a estabilidade exigida pela burguesia. Nesse momento, quem reunia essas condições era o jovem general que tantas glórias já havia trazido para a França (e outras mais ainda estavam por ser conseguidas): Napoleão Bonaparte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    No dia 10 de novembro de 1799 (18 de Brumário, pelo calendário revolucionário), Napoleão retorna do Egito, e, com o apoio de dois outros políticos, dissolvem o Diretório e estabelecem um governo conhecido pelo nome de O Consulado. &lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);font-size:130%;" &gt;O governo de Napoleão Bonaparte (1799-1814)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Foi a partir do golpe do 18 Brumário, 9 de novembro de 1799, que Napoleão Bonaparte assumiu o governo francês. sua chegada ao poder significou a solução para os distúrbios de um governo anterior que oscilava entre a ameaça terrorista e a ameaça monarquista.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    As reformas administrativas implementadas na período napoleônico foram um dos aspectos de maior durabilidade do governo. Medidas que foram implantadas naquele momento permanecem até os dias de hoje na administração francesa. O remanejamento administrativo centralizou o governo sob a égide de Paris. No aspecto político tudo levava a crer que na verdade a sociedade francesa estaria diante de uma autocracia mal disfarçada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    O Código Civil fixado em 1804 foi responsável pela fixação dos tragos da moderna sociedade francesa e também servil de exemplo para diversos Estados europeus que nele se inspiraram, adotando-lhe seus princípios e reproduzindo-lhe as disposições.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Como estadista Napoleão ratificou a redistribuição de terras levada a efeito pela Revolução permitindo inclusive que o camponês médio continuasse a ser um lavrador independente reformou o sistema tributário fundando o Banco Francês com o objetivo de exercer maior controle nos negócios fiscais. As obras publicas, drenagem dos pântanos, construção de pontes e redes de estradas e canais, foram realizadas sobretudo com objetivos militares bem como para conquistar o apoio da burguesia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A educação mereceu atenção especial por parte do imperador que instalou escolas publicas elementares em cada aldeia ou cidade francesa e fundou um escola normal em Paris para preparação dos professores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A política externa de Napoleão Bonaparte foi marcada pelo fim da diplomacia tradicional fundamentada sobretudo sobre alianças dinásticas, acordos matrimoniais ou conveniência dos soberanos Durante o período em que esteve a frente do governo francês deparou com inúmeras guerras, que resultaram em importantes mudanças na orientação da historia contemporânea, provocando a ira e a oposição das forças conservadoras e reacionárias representadas pela Santa Aliança.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    A exemplo da guerra de conquista e exploração imperial destacamos um conflito fundamental que alterou as relações européias, durante o período em questão, entre a França e a Grã-Bretanha, refletindo na política comercial européia. No dia 21 de novembro de 1806 foi decretado, pelo governo francês, o bloqueio continental vedando aos neutros o acesso aos portos franceses e proibindo a introdução de todos os produtos britânicos no continente. Tal medida justificada pelo desejo de Napoleão eliminar seu principal concorrente para alcançar total predomínio comercial nos mercados europeus bem como o controle dos mercados coloniais e ultramarinos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Todo esse quadro a nível interno e externo, fez surgir o mito napoleônico, o "pequeno cabo" como era denominado pelos seus aficionados, e o bonapartismo, doutrina pregada por aqueles que eram a favor do modelo imperial estabelecido por Napoleão na França.&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;    Entretanto não se pode negar que Napoleão Bonaparte destruiu o legado da Revolução jacobina, inspirada no sonho da igualdade, liberdade e fraternidade. Pela sua tirania foi acusado por seus opositores de ter sido o principal responsável pela "experiência abortada da França".&lt;/p&gt;  &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;"Bonaparte praticou uma traição parricida, pervertendo os poderes que lhe haviam sido confiados na qualidade de magistrado republicano, para chagar à subversão da república e à instituição de um despotismo militar em seu benefício e no de sua família. Se ele houvesse exercido seus poderes honestamente para estabelecer e fortalecer um governo livre em seu país, a França gozaria agora da liberdade e do repouso, e, tendo seu exemplo atuado diretamente, cada nação da Europa se beneficiaria de um regime sobre o qual a vontade do povo exerceria um certo controle. Seu egoísmo atroz bloqueou o progresso salutar dos príncipes e o inundou de rios de sangue que ainda não se esgotaram. E há ainda muito a acrescentar à considerável soma de devastação e de miséria por que foi responsável..."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;table class="contentpaneopen"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="100%"&gt;&lt;h1 class="firstHeading"&gt; Revolução Francesa (1789-1799)     &lt;/h1&gt;     &lt;/td&gt;         &lt;td class="buttonheading" width="100%" align="right"&gt;      &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2946&amp;amp;pop=1&amp;amp;page=0&amp;amp;Itemid=42" target="_blank" onclick="window.open('http://www.algosobre.com.br/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2946&amp;amp;pop=1&amp;amp;page=0&amp;amp;Itemid=42','win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no'); return false;" title="Imprimir"&gt;       &lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/M_images/printButton.png" alt="Imprimir" name="Imprimir" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;/td&gt;        &lt;td class="buttonheading" width="100%" align="right"&gt;     &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=emailform&amp;amp;id=2946&amp;amp;itemid=36" target="_blank" onclick="window.open('http://www.algosobre.com.br/index2.php?option=com_content&amp;amp;task=emailform&amp;amp;id=2946&amp;amp;itemid=36','win2','status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=400,height=250,directories=no,location=no'); return false;" title="E-mail"&gt;      &lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/M_images/emailButton.png" alt="E-mail" name="E-mail" align="middle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;    &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;               &lt;span class="titulo_categoria2"&gt;     História   &lt;/span&gt;                &lt;span class="small"&gt;        Por &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/view-user-profile.html?user=55879"&gt;Durval A da Costa Neto&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/index2.php?option=com_autores&amp;amp;no_html=1&amp;amp;task=verrssdoautor&amp;amp;author=55879" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/img/ico_rss.gif" alt="Assinar feed do autor" align="absmiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:dudahist@yahoo.com"&gt;dudahist@yahoo.com&lt;/a&gt;     &lt;/span&gt;      &lt;p&gt;                   &lt;/p&gt;&lt;div id="banner_conteudo"&gt;     &lt;div class="publicidade"&gt;Publicidade&lt;/div&gt;        &lt;div class="moduletable"&gt;    &lt;script type="text/javascript"&gt;   GA_googleFillSlot("Arroba"); &lt;/script&gt;&lt;script src="http://pubads.g.doubleclick.net/gampad/ads?correlator=1243470704995&amp;amp;output=json_html&amp;amp;callback=GA_googleSetAdContentsBySlotForSync&amp;amp;impl=s&amp;amp;a2ids=%2CM1_Q%2C&amp;amp;cids=%2CMRZkZU%2C&amp;amp;client=ca-pub-0765066637039535&amp;amp;slotname=Arroba&amp;amp;page_slots=Skyscrapper%2CSuperbanner%2CLayerBanner%2CArroba&amp;amp;cust_params=&amp;amp;cookie=ID%3Df9f9e972b089c7d8%3AT%3D1243470704%3AS%3DALNI_MYs3IReKapePzRwe48G_zehr36GXA&amp;amp;cookie_enabled=1&amp;amp;ga_vid=1698493169.1243470705&amp;amp;ga_sid=1243470705&amp;amp;ga_hid=1420109126&amp;amp;ga_fc=false&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.algosobre.com.br%2Fhistoria%2Frevolucao-francesa-1789-1799.html&amp;amp;ref=http%3A%2F%2Fwww.google.com.br%2Fsearch%3Fq%3DRevolu%25C3%25A7%25C3%25A3o%2BFrancesa%26ie%3Dutf-8%26oe%3Dutf-8%26aq%3Dt%26rls%3Dorg.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial%26client%3Dfirefox-a&amp;amp;lmt=1243470694&amp;amp;dt=1243470713280&amp;amp;cc=100&amp;amp;u_h=864&amp;amp;u_w=1152&amp;amp;u_ah=834&amp;amp;u_aw=1152&amp;amp;u_cd=32&amp;amp;u_tz=-180&amp;amp;u_his=1&amp;amp;u_java=true&amp;amp;u_nplug=25&amp;amp;u_nmime=114&amp;amp;flash=10.0.22"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div id="google_ads_div_Arroba"&gt; &lt;iframe style="border: 0pt none ;" marginheight="0" marginwidth="0" name="google_ads_iframe_Arroba" id="google_ads_iframe_Arroba" width="300" frameborder="0" height="250" scrolling="no"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt; &lt;script&gt;GA_googleCreateDomIframe('google_ads_div_Arroba' ,'Arroba');&lt;/script&gt;  &lt;/div&gt;        &lt;/div&gt;  &lt;strong&gt;Conceito:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Movimento social e político ocorrido na França no final do século XVIII que teve por objetivo principal derrubar o Antigo Regime e instaurar um Estado democrático que representasse e assegurasse os direitos de todos os cidadãos. &lt;h2&gt;Introdução:&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;           A Revolução  Francesa é considerada o mais importante acontecimento da história contemporânea.  Inspirada pelas &lt;strong&gt;idéias iluministas&lt;/strong&gt;,  a sublevação de lema &lt;strong&gt;"Liberdade,  Igualdade, Fraternidade"&lt;/strong&gt; ecoou em todo mundo, pondo abaixo regimes  absolutistas e ascendendo os valores burgueses. Foi &lt;strong&gt;à  revolução burguesa&lt;/strong&gt;, tendo vista a sua condição de destruidora da velha  ordem em nome das idéias e valores burgueses e por conta da &lt;strong&gt;ideologia burguesa&lt;/strong&gt; predominante  durante praticamente todo processo revolucionário.      &lt;/p&gt; &lt;h2&gt;A França pré-revolucionária&lt;/h2&gt; &lt;p&gt;      A sociedade francesa anteriormente à  revolução era uma sociedade moldada no &lt;strong&gt;Antigo  Regime&lt;/strong&gt;. Ou seja, politicamente o Estado era &lt;strong&gt;Absolutista&lt;/strong&gt; (Absolutismo Monárquico), economicamente  predominavam as práticas &lt;strong&gt;mercantilistas&lt;/strong&gt; que sofriam com as constantes intervenções do Estado e na área social  predominavam as relações de &lt;strong&gt;servidão&lt;/strong&gt; uma vez que a maioria da população francesa era camponesa. Em torno de 250 milhões de pessoas viviam em condições miseráveis nos campos franceses, pagando altíssimos impostos a uma elite aristocrática que usufruía do luxo e da riqueza gerados pelo trabalho dos campesinos em propriedades latifundiárias, ou feudos, dos nobres. Nas áreas urbanas a situação não era muito diferente de quem vivia nas áreas rurais. A população urbana, composta em sua maioria por &lt;strong&gt;assalariados de baixa renda&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;desempregados&lt;/strong&gt; (excluídos) e &lt;strong&gt;pequenos burgueses&lt;/strong&gt; (profissionais liberais), também arcava com pesadíssimos impostos e com um custo de vida cada vez mais elevado. Os preços em geral dos produtos sofriam reajustes constantemente e isso pesava na renda dos trabalhadores em geral – urbanos e rurais. Já as elites, compostas por um &lt;strong&gt;alto clero&lt;/strong&gt;, uma &lt;strong&gt;alta  nobreza&lt;/strong&gt; e, claro, a &lt;strong&gt;Família  Real&lt;/strong&gt; – a realeza francesa: Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta, filhos e demais parentes – vivam em palácios luxuosos – como o monumental Palácio de Versalhes, localizado nos arredores de Paris e que era a residência de veraneio da Família Real e da elite – &lt;strong&gt;não  pagavam impostos&lt;/strong&gt;, promoviam banquetes – às custas do dinheiro público – em suma: viviam nababescamente (do requinte, da opulência, do luxo, das mordomias,...) face a situação de miséria e pobreza da maioria da população. Veja o que demonstra a ilustração abaixo: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="mosimage" style="border-width: 0px; margin: 6px; padding: 0px; width: 186px;" align="center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_01.jpg" onclick="MosImageExt_popup('images/stories/historia/revolucao_francesa_01.jpg','336','273','','bottom',''); return false;"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_01.jpg" alt="Fonte: Reprodução" title="Fonte: Reprodução" width="180" border="0" height="146" hspace="6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;h2&gt;&lt;strong&gt;A Revolução e suas Fases&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt; &lt;p&gt; No final do século XVIII a situação sócio-econômica da França era de total calamidade. Numa perspectiva de tentar resolver as situações problemas, o Monarca Luis-XVI convocou seu Ministro das finanças Necker, que estava afastado do cargo, para decidir quanto a situação de crise econômica e financeira. Por sugestão de Necker, Luis-XVI convocou, no dia 5 de maio de 1789, a Assembléia dos chamados &lt;strong&gt;Estados  Gerais&lt;/strong&gt; que reunia os representantes políticos do 1º. ,  2º. e 3º. Estados os quais não se reuniam desde o século XVII. O 1º. Estado era formado pelo alto clero, o 2º. Estado pela alta nobreza e o 3º. Estado, pelos deputados que representavam a maioria da população (assalariados, camponeses e pequena burguesia) – era o grupo maior, pois continha um número maior de representantes. Observe os Estados Gerais reunidos em 1789, convocados por Luis-XVI: &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="mosimage" style="border-width: 0px; margin: 6px; padding: 0px; width: 186px;" align="center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_02.jpg" onclick="MosImageExt_popup('images/stories/historia/revolucao_francesa_02.jpg','398','310','','bottom',''); return false;"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_02.jpg" alt="Fonte: Reprodução" title="Fonte: Reprodução" width="180" border="0" height="140" hspace="6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;p&gt;  Na ocasião da convocação e da reunião dos Estados Gerais, depois de abrir a sessão, Luis-XVI deu por aberta as discussões e votações para os problemas que atingiam a sociedade francesa. A questão, porém, centrava-se no &lt;strong&gt;sistema de votação&lt;/strong&gt; dentro da Assembléia. Sobre a questão dos pagam e dos não pagam impostos, por exemplo, o sistema de votação favoreceu ao 1º. e ao 2º. Estados. Como? Como a votação era por Estado e &lt;strong&gt;não por indivíduo&lt;/strong&gt; (individual), cada Estado tinha &lt;strong&gt;direito  a um só voto&lt;/strong&gt;. No caso dos impostos, votou-se contra ou a favor do 1º. e do 2º. Estados arcarem com o pagamento de impostos. Resultado: pelo sistema de votação vigente, os dois Estados permaneceram isentos da obrigação do pagamento de impostos, já que totalizou dois votos contra um. Esse modelo de votação gerou revolta por parte dos deputados do 3º. Estado que reagiram prontamente, exigindo a qualquer custo que as reuniões fossem conjuntas e não separadamente por Estados. Diante da negação, o 3º. Estado &lt;strong&gt;proclama-se em Assembléia Geral Nacional&lt;/strong&gt;. O Rei, desesperado diante do atrevimento dos representantes populares, manda fechar a sala de reuniões. Mas o 3º. Estado não se deu por vencido e seus deputados se dirigiram para um salão que a nobreza utilizava para jogos. Lá mesmo fizeram uma reunião, onde ficou estabelecido que permaneceriam reunidos até que a França tivesse uma &lt;strong&gt;Constituição&lt;/strong&gt;. Esse ato ficou  conhecido com o nome de &lt;strong&gt;“O Juramento  do Jogo de Pela”&lt;/strong&gt;. Os deputados que &lt;strong&gt;fundaram&lt;/strong&gt; a &lt;strong&gt;ASSEMBLÉIA NACIONAL&lt;/strong&gt; nela &lt;strong&gt;juraram igualdade jurídica e direitos  políticos para todos os homens comuns&lt;/strong&gt;. Veja a seguir como ficou esse  juramento simbolizado no imaginário da Revolução Francesa:      &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="mosimage" style="border-width: 0px; margin: 6px; padding: 0px; width: 186px;" align="center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_03.jpg" onclick="MosImageExt_popup('images/stories/historia/revolucao_francesa_03.jpg','284','196','','bottom',''); return false;"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_03.jpg" alt="Fonte: Reprodução" title="Fonte: Reprodução" width="180" border="0" height="124" hspace="6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;p&gt; Pela imagem percebemos que os seus integrantes se voltam para o centro onde está um orador. Possivelmente este orador é um membro de importância, pois dirige a sessão conduzindo os demais a jurarem por algo. Este algo era a &lt;strong&gt;CONSTITUIÇÃO&lt;/strong&gt;  na qual &lt;strong&gt;constariam  todos os direitos políticos e jurídicos dos cidadãos&lt;/strong&gt;. Portanto,  concluindo, eles juraram pela &lt;strong&gt;liberdade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;igualdade&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;fraternidade&lt;/strong&gt; – lemas da Revolução Francesa. No dia 9 de julho de 1789, reúne-se uma Assembléia Nacional Constituinte, incumbida de elaborar uma Constituição para a França. Isso significava que o Rei deixaria de ser o senhor absoluto do reino. A burguesia francesa, por sua vez, apelou para o povo. No dia &lt;strong&gt;14 de julho de 1789&lt;/strong&gt;, toda a população parisiense avança, num  movimento nunca visto, para a &lt;strong&gt;Bastilha&lt;/strong&gt;, a prisão política da época, onde o responsável pela prisão, o carcereiro, foi espancado pela multidão vindo a falecer. Veja a imagem a seguir também parte do imaginário da &lt;strong&gt;Queda da Bastilha&lt;/strong&gt;:      &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="mosimage" style="border-width: 0px; margin: 6px; padding: 0px; width: 186px;" align="center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_04.jpg" onclick="MosImageExt_popup('images/stories/historia/revolucao_francesa_04.jpg','432','352','','bottom',''); return false;"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_04.jpg" alt="Fonte: Reprodução" title="Fonte: Reprodução" width="180" border="0" height="146" hspace="6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;p&gt; O momento agora é dos camponeses, que percebendo a fraqueza da nobreza, invadem os castelos, executando famílias inteiras de nobres numa espécie de vingança, de uma raiva acumulada durante séculos. Avançam sobre a propriedade feudal e exigem reformas – sobretudo a &lt;strong&gt;Reforma Agrária&lt;/strong&gt;. A burguesia, na Assembléia, temerosa de que as exigências chegassem também às suas propriedades, propõe que sejam extintas os &lt;strong&gt;direitos  feudais&lt;/strong&gt; como única saída para conter o furor revolucionário dos camponeses. A 4 de agosto de 1789, extingue-se aquilo que por muitos séculos significou a opressão sobre os camponeses: &lt;strong&gt;as  obrigações feudais&lt;/strong&gt;. Porém, os impostos continuaram altos, o custo de vida pouco se alterou e a França continuava em guerras externas significando despesas altas para o Estado, agora burguês. A burguesia, preocupada em estabelecer as bases teóricas de sua revolução, fez aprovar, no dia 26 de agosto do mesmo ano (1789), um documento que se tornou mundialmente famoso: &lt;strong&gt;A Declaração dos Direitos do Homem e do  Cidadão&lt;/strong&gt;. Nesse documento a burguesia francesa declarava, entre outras,  quem era &lt;strong&gt;cidadão&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;não cidadão&lt;/strong&gt; esperando que houvesse uma aceitação por parte das classes populares que ainda encontravam-se insatisfeitas com as realizações políticas e sociais daqueles que se diziam seus representantes políticos. Na realidade a &lt;strong&gt;Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão&lt;/strong&gt; foi uma forma  de &lt;strong&gt;legitimar&lt;/strong&gt; a  burguesia no &lt;strong&gt;poder político do Estado&lt;/strong&gt; sendo ela a classe dominante, de  elite. Portanto, para a burguesia a &lt;strong&gt;revolução  estava por encerrada uma vez que seus interesses já haviam sido conquistados  por ela&lt;/strong&gt;. Era necessário impedir a &lt;strong&gt;radicalização  do movimento revolucionário&lt;/strong&gt;; ou seja, era necessário impedir que a  revolução se tornasse &lt;strong&gt;popular&lt;/strong&gt;,  o que não interessava à burguesia.       &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;1ª. Fase da Revolução: A Assembléia Nacional Constituinte –  1789-1792&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;      Nesta fase, fundou uma &lt;strong&gt;Monarquia Parlamentarista&lt;/strong&gt;, ou &lt;strong&gt;Constitucional&lt;/strong&gt;. Um dos atos mais importantes da Assembléia foi o confisco dos bens do clero francês, que seriam usados como uma espécie de lastro para os bônus emitidos para superar a crise financeira. Parte do clero reage e começa a se organizar e como resposta a Assembléia decreta a Constituição Civil do Clero; isto é, o clero passa a ser funcionário do Estado, e qualquer gesto de rebeldia levaria a prisão. A situação estava muito confusa. A Assembléia não conseguia manter a disciplina e controlar o caos econômico. O Rei entra em contato com os emigrados no exterior (principalmente na Prússia e na Áustria) e começam a conspirar para invadir a França, derrubar o governo revolucionário e restaurar o absolutismo. Para organizar a contra-revolução, o monarca foge da França para a Prússia, mas no caminho e reconhecido por camponeses, é preso e enviado à Paris. Na capital, os setores mais moderados da Assembléia conseguiram que o Rei permanecesse em seu posto. A partir daí uma grande agitação tem início, pois seria votada e aprovada a &lt;strong&gt;Constituição de 1791&lt;/strong&gt;. Esta constituição estabelecia, na França, a Monarquia Parlamentar, ou seja, o Rei ficaria limitado pela atuação do poder legislativo (Parlamento). &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      Neste poder legislativo era escolhido  através do &lt;strong&gt;voto censitário&lt;/strong&gt; e  isso equivalia dizer que o &lt;strong&gt;poder  continuava nas mãos de uma minoria, de uma parte privilegiada da burguesia&lt;/strong&gt;. Resumindo, o que temos é uma Monarquia Parlamentar dominada pela alta burguesia e pela aristocracia liberal, liderada, por exemplo, pelo famoso La Fayette. É o total afastamento do povo francês que continuava sem poder de decisão. No recinto da Assembléia, sentava-se &lt;strong&gt;à  esquerda&lt;/strong&gt; o partido liderado por &lt;strong&gt;Robespierre,&lt;/strong&gt; que se aproximava do povo: eram os &lt;strong&gt;Jacobinos  ou Montanheses&lt;/strong&gt; (assim chamados por se sentarem nas partes mais altas da Assembléia); ao lado, um pequeno grupo ligado aos Jacobinos, chamados &lt;strong&gt;Cordeliers&lt;/strong&gt;, onde apareceram  nomes como Marat, Danton, Hebert e outros; no centro, sentavam-se os &lt;strong&gt;constitucionalistas&lt;/strong&gt;, defensores  da alta burguesia e a nobreza liberal, grupo que mais tarde ficará conhecido  pelo nome de &lt;strong&gt;planície&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;à direita&lt;/strong&gt;, ficava um grupo que  mais tarde ficará conhecido como &lt;strong&gt;Girondinos&lt;/strong&gt;,  defensores dos interesses da burguesia francesa e que &lt;strong&gt;temiam a radicalização da revolução&lt;/strong&gt;; na extrema direita,  encontram-se alguns remanecentes da aristocracia que ainda não emigrara,  conhecidos por &lt;strong&gt;aristocratas&lt;/strong&gt;,  que pretendiam a &lt;strong&gt;restauração do poder  absoluto&lt;/strong&gt;.      &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      Esta  fase terminou com a &lt;strong&gt;radicalização do movimento revolucionário depois que Robespierre e seus seguidores agiram incitando à população a pegarem em armas e lutarem contra a Assembléia e as forças conservadoras&lt;/strong&gt;.      &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;2ª. Fase da Revolução: A Convenção Nacional – 1792-1794/95&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;      Foi a fase considerada mais radical do  movimento revolucionário porque foi a etapa em que os &lt;strong&gt;Jacobinos&lt;/strong&gt;, liderados por Robespierre, assumiram o comando da  revolução. Portanto, foi a &lt;strong&gt;etapa mais  popular do movimento já que os Jacobinos eram representantes políticos das  classes populares&lt;/strong&gt;. Para alguns historiadores, esta etapa &lt;strong&gt;não predominou a ideologia burguesa, já  que a burguesia não conduzia a revolução neste período&lt;/strong&gt;. Porém, antes da  queda da Monarquia Parlamentar, a burguesia chegou a proclamar uma &lt;strong&gt;República – a República Girondina&lt;/strong&gt; em setembro de 1792. A república foi proclamada como um mecanismo de assegurar a burguesia seus interesses, projetos, no poder político do Estado. Como as tensões estavam exaltadas, a alta burguesia francesa decidiu tirar todo o poder político do rei Luis-XVI e transferi-lo para si (a burguesia). Desta forma caía a Monarquia na França. Em 1792, a Assembléia Legislativa aprovou uma declaração de guerra contra a Áustria. É interessante salientar que a burguesia e a aristocracia queriam a guerra por motivos diferentes. Enquanto para a burguesia a guerra seria breve e vitoriosa, para o rei e a aristocracia seria a esperança de retorno ao velho regime. Palavras de Luís XVI: &lt;strong&gt;"&lt;em&gt;Em  lugar de uma guerra civil, esta será uma guerra política&lt;/em&gt;"&lt;/strong&gt; e da  rainha Maria Antonieta: &lt;strong&gt;"&lt;em&gt;Os  imbecis&lt;/em&gt; [referia-se a burguesia]&lt;em&gt;! Não vêem que nos servem&lt;/em&gt;"&lt;/strong&gt;. Portanto, o rei e a aristocracia não vacilaram em trair a França revolucionária. Luís XVI e Maria Antonieta foram presos, acusados de traição ao país por colaborarem com os invasores. Verdun, última defesa de Paris, foi sitiada pelos prussianos. O povo, chamado a defender a revolução, saiu às ruas e massacrou muitos partidários do Antigo Regime. Sob o comando de &lt;strong&gt;Danton&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Robespierre&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Marat&lt;/strong&gt;,  foram distribuídas armas ao povo e foi organizada a &lt;strong&gt;&lt;a title="Comuna Insurrecional de Paris" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comuna_Insurrecional_de_Paris"&gt;Comuna  Insurrecional de Paris&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. As palavras de Danton ressoaram de forma  marcante nos corações dos revolucionários. Disse ele: &lt;strong&gt;"&lt;em&gt;Para vencer os inimigos, necessitamos de audácia, cada vez  mais audácia, e então a França estará salva&lt;/em&gt;"&lt;/strong&gt;. Em  21 de Janeiro do ano seguinte, 1793, Luis-XVI  foi condenado e guilhotinado na &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“praça da revolução”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – atual Praça da Concórdia situada na avenida Champs-Élysées, em Paris – uma vez que os Jacobinos já haviam assumido a liderança do movimento revolucionário. A rainha Maria Antonieta, foi decapitada no mesmo ano só que em setembro. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      A República Girondina  caiu e os Jacobinos assumiram a direção política do Estado proclamando uma nova  República: &lt;strong&gt;a República Jacobina&lt;/strong&gt; e com ela uma nova &lt;strong&gt;Constituição&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;a Constituição de 1793&lt;/strong&gt;. Na Constituição Jacobina continham princípios que satisfazia a população porque garantia-lhe direitos e poder de decisão. Vejamos os mais importantes pontos da nova Constituição: &lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Voto Universal ou  Sufrágio Universal&lt;/strong&gt; -  Todos os cidadãos homens maiores de  idade, votam.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Lei do Máximo ou Lei do Preço Máximo&lt;/strong&gt; – estabeleceu um teto  máximo para preços e salários.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Venda de bens públicos e dos emigrados para recompor as finanças  públicas&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Reforma Agrária&lt;/strong&gt; – confismo de terras da nobreza emigrada e da Igreja Católica, que foram divididas em lotes menorese vendida a preços baixos para os camponeses pobres que puderam pagar num prazo de até 10 anos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Extinção da Escravidão Negra nas Colônias Francesas&lt;/strong&gt; – que  acabou por motivar a &lt;strong&gt;Revolução  Haitiana em 1794&lt;/strong&gt; e que durou até 1804 quando no Haiti aboliu-se a  escravidão.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Organização dos  seguintes comitês: o &lt;strong&gt;Comitê de  Salvação Pública&lt;/strong&gt;, formado por nove (mais tarde doze) membros e  encarregado do poder executivo, e o &lt;strong&gt;Comité de  Segurança Pública&lt;/strong&gt;, encarregado de descobrir os suspeitos de  traição.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Criação do &lt;strong&gt;Tribunal  Revolucionário&lt;/strong&gt;, que julgava os opositores da Revolução e  geralmente os condenavam à Guilhotina. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p&gt; Ressalta-se que para que os Jacobinos pudessem alacançar o poder político do Estado e assumí-lo, teve que contar com um apoio fundamental: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;os sans-culottes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sans-culottes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; eram indivíduos populares – normalmente desempregados e assalariados, a plebe  urbana – que eram identificados pelo &lt;strong&gt;frígio,  ou barrete, vermelho que usavam sobre suas cabeças&lt;/strong&gt;. Veja a ilustração:      &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      &lt;/p&gt;&lt;div class="mosimage" style="border-width: 0px; margin: 6px; padding: 0px; width: 164px;" align="center"&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_05.jpg" onclick="MosImageExt_popup('images/stories/historia/revolucao_francesa_05.jpg','105','119','','bottom',''); return false;"&gt;&lt;img src="http://www.algosobre.com.br/images/stories/historia/revolucao_francesa_05.jpg" alt="Fonte: Reprodução" title="Fonte: Reprodução" width="158" border="0" height="180" hspace="6" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;       &lt;p&gt;      Os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sans-culottes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; acabaram por se tranformar em uma força motora da revolução. Isto é, como era formado por uma massa de indivíduos, graças as ações violentas dos mesmos que os Jacobinos, ligados a eles, chegaram ao poder. Definitivamente os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sans-culottes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; tiveram um  papel fundamental no processo revolcionário francês já que correspondiam as  aspirações populares.       &lt;/p&gt; &lt;p&gt;      Porém, mesmo com o apoio  dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sans-culottes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e estando na direção política do Estado realizando determinadas reformas políticas e sociais significativas, os Jacobinos não duraram muito no poder devido ao que implantaram durante sua República – a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Era do Terror&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.  Robespierre, líder supremo dos Jacobinos, decidiu implantar a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Era  do Terror&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Mas o que significou isso? Significou que era necessário agir de modo ditatorial para alcançar um governo democrático e assegurar as conquistas instituídas pelas reformas que se realizavam. Para tais fins teve que Robespierre impor o poder do Estado sobre a população e condenar todos os que eram considerados suspeitos de traição à Guilhotina. Foi o período em que a Guilhotina foi mais usada. Até mesmo líderes Jacobinos próximos a Robespierre, como Danton por exemplo, foram guilhotinados. O excesso de terror fez com que os Girondinos articulassem um Golpe de Estado – o golpe &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“9 do Termidor”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – e derrubassem  com a República Jacobina, guilhotinando inclusive Robespierre. Iniciava-se a terceira fase revolucionária. &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;&lt;strong&gt;3ª. Fase da Revolução: o  Diretório – 1795-1799 / A Era Napoleônica-1799-1815&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;       Conhecido como &lt;strong&gt;Reação  Termidoriana&lt;/strong&gt;, o golpe de Estado armado pela alta burguesia financeira,  que &lt;strong&gt;marcou o fim da participação  popular no movimento revolucionário&lt;/strong&gt;, em compensação os estabelecimentos comerciais cresciam, porque as ações burguesas anteriores haviam eliminado os empecilhos feudais. O novo governo, denominado &lt;strong&gt;Diretório&lt;/strong&gt; (1795-1799), autoritário e fundamentado numa aliança com o exército (então restabelecido após vitórias realizadas em guerras externas), foi o responsável por elaborar a nova Constituição, que manteria a burguesia livre de duas grandes ameaças: &lt;strong&gt;a República Democrática Jacobina e o Antigo Regime&lt;/strong&gt;. O Poder Executivo foi concedito ao Diretório, e uma comissão formada por cinco diretores eleitos por cinco anos. Apesar disso, em 1796 a burguesia enfrentou a reação dos Jacobinos e radicais igualitaristas. Graco Babeuf liderou a chamada &lt;strong&gt;Conspiração  dos Iguais&lt;/strong&gt;, um movimento socialista que propunha a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"comunidade  dos bens e do trabalho"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, cuja atenção era voltada a alcançar a igualdade efetiva entre os homens, que segundo Graco, a única maneira de ser alcançada era através da &lt;strong&gt;abolição da  propriedade privada&lt;/strong&gt;. A revolta foi esmagada pelo Diretório, que  decretou pena de morte a todos os participantes da conspiração, e o  enforcamento &lt;a title="Graco Babeuf" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Graco_Babeuf"&gt;Babeuf&lt;/a&gt;.      &lt;/p&gt; &lt;p&gt; O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma &lt;strong&gt;ditadura militar&lt;/strong&gt;, uma espada  salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. A figura que  sobressai no fim do período é a de &lt;strong&gt;Napoleão Bonaparte&lt;/strong&gt;. Ele era o general francês mais popular e famoso da época. Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram o exército revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira rápida. Aos 24 anos já era general de brigada. Após um breve período de entusiasmo pelos Jacobinos, chegando até mesmo a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países absolutistas que invadiram a França e foi responsável pelo sufocamento do golpe de 1795. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Enviado ao Egito para tentar interferir nos negócios do império inglês, o exército de Napoleão foi cercado pela marinha britânica nesse país, então sobre tutela inglesa. Napoleão abandonou seus soldados e, com alguns generais fiéis, retornou à França, onde, com apoio de dois diretores e de toda a grande burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o &lt;strong&gt;&lt;a title="Consulado (História da França)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Consulado_%28Hist%C3%B3ria_da_Fran%C3%A7a%29"&gt;Consulado&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;,  dando início ao período napoleônico com o golpe de Estado conhecido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“18  de Brumário”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Com o golpe Napoleão foi adquirindo poderes políticos  até que em 6 de maio de 1804 foi consagrado &lt;strong&gt;Imperador&lt;/strong&gt; com o título de &lt;strong&gt;Napoleão Bonaparte-I&lt;/strong&gt; governando até 1814, quando caiu do poder e foi exilado. Durante seu governo Napoleão não só estendeu com as fronteiras francesas por meio de guerras, como realizou diversas reformas políticas e sociais, sempre em nome dos interesses burgueses, instituindo o &lt;strong&gt;código civil&lt;/strong&gt;,  reformando o &lt;strong&gt;sistema educacional&lt;/strong&gt; e adotando o estilo artistico &lt;strong&gt;neo-clássico&lt;/strong&gt; como modelo arquitetônico que servia de veículo de propaganda para as dimensões de seu poder político e para a alta burguesia em seu estilo de vida. &lt;/p&gt;   &lt;div class="moduletable_vejatb"&gt;        &lt;h3&gt;      Veja Também ...    &lt;/h3&gt;        &lt;ul&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/marcha-para-a-independencia-a.html" title="Marcha para a Independência, A"&gt;Marcha para a Independência, A&lt;/a&gt;   &lt;/li&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/grecia-antiga.html" title="Grécia Antiga"&gt;Grécia Antiga&lt;/a&gt;   &lt;/li&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/milagre-economico-o.html" title="Milagre Econômico, O"&gt;Milagre Econômico, O&lt;/a&gt;   &lt;/li&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/historia-da-paraiba-2.3.-a-populacao-indigena.html" title="História da Paraíba: 2.3. A População Indigena"&gt;História da Paraíba: 2.3. A População Indigena&lt;/a&gt;   &lt;/li&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/ilumismo-revolucao-cultural.html" title="Ilumismo (Revolução Cultural)"&gt;Ilumismo (Revolução Cultural)&lt;/a&gt;   &lt;/li&gt;&lt;li&gt;   &lt;a href="http://www.algosobre.com.br/historia/historia-da-paraiba-5.2.-paraiba-atual.html" title="História da Paraíba: 5.2. Paraíba Atual"&gt;História da Paraíba: 5.2. Paraíba Atual&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div style="margin-top: 0.6em; float: left; vertical-align: bottom;"&gt;&lt;b&gt;1760-2009&lt;/b&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;span id="show_date" style=""&gt;&lt;a href="javascript:showAdvanced();"&gt;Pesquisar outras datas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="display: none;" id="show_advsearch"&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch/advanced_search?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;ei=QdsdSt6aBKTmlQfmj7zFBQ&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=timeline_result&amp;amp;ct=title&amp;amp;scoring=t"&gt;Pesquisar outras datas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;form method="get" action="/archivesearch" style="display: inline;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span id="advanced_date" style="display: none;"&gt;&lt;span style=""&gt;De &lt;input size="8" maxlength="12" value="1760" name="as_user_ldate" id="as_user_ldate"&gt; Até &lt;input size="8" maxlength="12" value="2009" name="as_user_hdate" id="as_user_hdate"&gt;&lt;input name="q" value="Revolução Francesa" type="hidden"&gt;&lt;input name="scoring" value="t" type="hidden"&gt;&lt;input name="um" value="1" type="hidden"&gt;&lt;input name="q" value="Revolução Francesa" type="hidden"&gt;&lt;input name="lnav" value="od" type="hidden"&gt;&lt;input value="Ir" name="btnG" type="submit"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/form&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" valign="bottom"&gt;&lt;span id="chart_tip" style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Clique na área para selecionar o período&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2"&gt;&lt;style type="text/css"&gt;/*&lt;![CDATA[*/#timelinemain {width: 650px;height: 100px;background: transparent url(http://www.google.com/chart?chs=650x100&amp;cht=bvs&amp;chxt=x&amp;chxl=0:%7C1760%7C1780%7C1800%7C1820%7C1840%7C1860%7C1880%7C1900%7C1920%7C1940%7C1960%7C1980%7C2000%7C&amp;chxr=0,0,100&amp;chxs=0,676767,11.5,0,tl,676767&amp;chd=e:C3DxEXFfDSF.EQFKJ2FzIPFdHvKa..VbYiOfJ6OkITGMH.GFGfFEETIZGzDHGIFzGGCjB.J8D8FNDvDUDpDRDpDiNnEwB7BDD6CyCvCMC6BqBjGQCSCmBiDCBnBuBgCWNdDcCkC8CBEOCuBXDLCmBWDDCdD5JaDBCUCBB9BwDeD5DVCUDTCaB8B0DoC0HtCdC-BpAACfCYDYCnCaGKB3C4DWC7D1DGC9DVC1KtCIBwBYByB-D6CmDlFAGhAAAAAAAAAA&amp;chbh=5,0,0&amp;chg=7.69,0,5,6&amp;chxp=0,0.0,7.7,15.4,23.1,30.8,38.5,46.2,53.8,61.5,69.2,76.9,84.6,92.3&amp;chco=3366cc,bbcced&amp;chm=R,bbbbbb,0,0.9955,1.0|h,bbbbbb,0,1.0,1.0,1&amp;chxs=0,000000,11,-1) 0 0 no-repeat;padding: 0;margin-top: 5px;margin-left: 0;}#timelinemain #years {list-style: none;padding: 0;margin: 0;}#timelinemain #years li {display: block;float: left;width: 50px;height: 100px;}#timelinemain #years li a {display: block;height: 99px;width: 49px;}#timelinemain #years li a:hover {border: 1px solid blue;}#timelinemain #years li a span {display: block;height: 0;overflow: hidden;}/*]]&gt;*/&lt;/style&gt;&lt;div id="timelinemain"&gt;&lt;ol id="years"&gt;&lt;li&gt;&lt;a target="_parent" href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1760&amp;amp;as_hdate=1779&amp;amp;lnav=hist0" title="1760 - 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1939"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a target="_parent" href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1940&amp;amp;as_hdate=1959&amp;amp;lnav=hist9" title="1940 - 1959"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a target="_parent" href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1960&amp;amp;as_hdate=1979&amp;amp;lnav=hist10" title="1960 - 1979"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a target="_parent" href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1980&amp;amp;as_hdate=1999&amp;amp;lnav=hist11" title="1980 - 1999"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a target="_parent" href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=2000&amp;amp;as_hdate=2019&amp;amp;lnav=hist12" title="2000 - 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Pode-se dizer que aí, nas idéias básicas da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, encontra-se a marca de nascimento do Estado &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet0" style="display: none;"&gt;A conjugação das idéias de Rousseau e Montesquieu, bem como de outros filósofos da época, serviram de esteio para a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt;.(27). Pode-se dizer que aí, nas idéias básicas da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, encontra-se a marca de nascimento do Estado Liberal, de cunho extremamente individualista e legalista. Nasce o império da lei, o Estado de Direito na concepção moderna.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more0" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(0);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more0" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(0);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2275" onmousedown="return rwt(this,'','','res','1-0','AFQjCNGnS9AWamk-fyXr-4PXmPsk5ffwsw','')"&gt;Princípio da legalidade na administração pública ...&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1789+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','1','AFQjCNGG48ZqKwEh5hFv60GCU0lZIjtmhw','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2275&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;1789 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet1" style=""&gt;A um século de distância de &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, apesar de continuar a ser objeto de inflamadas controvérsias, era geralmente reconhecida como um evento histórico positivo, portador de valores que permaneciam atuais. A Segunda Internacional, criada em Paris &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet1" style="display: none;"&gt;A comparação com a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; põe em evidência uma diferença importante. A um século de distância de &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt;, a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, apesar de continuar a ser objeto de inflamadas controvérsias, era geralmente reconhecida como um evento histórico positivo, portador de valores que permaneciam atuais. A Segunda Internacional, criada em Paris exatamente no primeiro centenário da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, evoca explicitamente essa tradição revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more1" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(1);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more1" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(1);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-64452008000300007&amp;amp;script=sci_arttext&amp;amp;tlng=pt" onmousedown="return rwt(this,'','','res','5-0','AFQjCNHc0vd7fPh1igAd2lBAD8wJD4XctQ','')"&gt;Lua Nova: Revista de Cultura e Política -...&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1789+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','5','AFQjCNGG48ZqKwEh5hFv60GCU0lZIjtmhw','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-64452008000300007&amp;amp;script=sci_arttext&amp;amp;tlng=pt&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;1789 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet2" style=""&gt;Em &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt; houve a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; que com seus ideiais (Racionalismo, Liberalismo, Iluminismo, Evolucionaismo) rejeitou todo tipo de autoridade religiosa, tanto católica como protestante, e principalmente qualquer paradigma que viesse das Escrituras (Bíblia). A &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet2" style="display: none;"&gt;Em &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt; houve a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; que com seus ideiais (Racionalismo, Liberalismo, Iluminismo, Evolucionaismo) rejeitou todo tipo de autoridade religiosa, tanto católica como protestante, e principalmente qualquer paradigma que viesse das Escrituras (Bíblia). A princípio a Igreja Romana rejeitou os ideais da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, porém, com o passar do tempo, na sua lida em dominar suas Colonias, era necessário a todo custo afastar o Católico da Bíblia, e para isto, os ideais da &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more2" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(2);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more2" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(2);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://paisageminterna.blogspot.com/2005/10/soa.html" onmousedown="return rwt(this,'','','res','6-0','AFQjCNH73p6QfeyvV4VfUGvtDz2y-DT99Q','')"&gt;.: soa&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1789+revolu%C3%A7%C3%A3o+francesa+iluminismo" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','6','AFQjCNG7WelDscXWTGE7Bra5xV2wyYPxuQ','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;paisageminterna.blogspot.com/2005/10/soa.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;1789 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet3" style=""&gt;Resumo da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; A &lt;b&gt;Revolução francesa&lt;/b&gt; teve seu início em &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt;, uma &lt;b&gt;revolução&lt;/b&gt; política onde foi destruído o absolutismo e consolidado a hegemonia da burguesia. A França passava por muitas dificuldades antes da &lt;b&gt;revolução&lt;/b&gt;, havia perdido colônias e mercados &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet3" style="display: none;"&gt;Resumo da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; A &lt;b&gt;Revolução francesa&lt;/b&gt; teve seu início em &lt;b&gt;1789&lt;/b&gt;, uma &lt;b&gt;revolução&lt;/b&gt; política onde foi destruído o absolutismo e consolidado a hegemonia da burguesia. A França passava por muitas dificuldades antes da &lt;b&gt;revolução&lt;/b&gt;, havia perdido colônias e mercados para a Inglaterra, a indústria era pouco lucrativa, a agricultura estava em crise e os cofres &lt;b&gt;franceses&lt;/b&gt; vazios.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more3" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(3);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more3" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(3);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://007.blogbrasil.com.br/resumo-da-revolucao-francesa/" onmousedown="return rwt(this,'','','res','9-0','AFQjCNHcnItN2LeuJfrI1dql4sjIE15Bpw','')"&gt;Resumo da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1789+absolutismo+revolu%C3%A7%C3%A3o+francesa" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','9','AFQjCNErNCuOktgEyUAVIorFRCLyroKueQ','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;007.blogbrasil.com.br/resumo-da-&lt;b&gt;revolucao&lt;/b&gt;-&lt;b&gt;francesa&lt;/b&gt;/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;26. 8. 1789 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet4" style=""&gt;Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão surgiu em meio à &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; Tomada da Bastilha marcou a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; Em &lt;b&gt;26 de agosto de 1789&lt;/b&gt;, em meio à &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, foi elaborada a Declaração... http://www.unificado.com.br/calendario/08/revul_fr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.yaggon.com/v2/w/como_surgiu_homem" onmousedown="return rwt(this,'','','res','0-0','AFQjCNGsWpEB8HrPkpbUXPsuXqZuGmBbTA','')"&gt;como surgiu homem - Yaggon&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1789+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o+declara%C3%A7%C3%A3o+direitos+homem+cidad%C3%A3o" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','0','AFQjCNH9SDl7SsBFE53V5xpfim92v03GGQ','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.yaggon.com/v2/w/como_surgiu_homem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1791&amp;amp;as_hdate=1791&amp;amp;lnav=dt"&gt;1791&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;14. 6. 1791 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet5" style=""&gt;A Lei de Le Chapelier foi uma lei &lt;b&gt;francesa&lt;/b&gt;, aprovada logo no início da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;14 de junho de 1791&lt;/b&gt;. Foi escrita e defendida por Issac René Guy le Chapelier, proibindo os sindicatos, as greves e as manifestações dos trabalhadores. Alegando a &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet5" style="display: none;"&gt;A Lei de Le Chapelier foi uma lei &lt;b&gt;francesa&lt;/b&gt;, aprovada logo no início da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;14 de junho de 1791&lt;/b&gt;. Foi escrita e defendida por Issac René Guy le Chapelier, proibindo os sindicatos, as greves e as manifestações dos trabalhadores. Alegando a defesa da "livre empresa" e da iniciativa privada, as penas a aplicar aos sindicalistas podiam ir desde avultadas quantias em dinheiro e privação de direitos de cidadania até à pena de morte (Artº 7 e 8).&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more5" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(5);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more5" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(5);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Le_Chapelier" onmousedown="return rwt(this,'','','res','8-0','AFQjCNHaQ0Fm8o-bpdj4Ge1BuehoowSrLw','')"&gt;Lei de Le Chapelier - Wikipédia, a enciclopédia...&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1791+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o+chapelier+lei" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','8','AFQjCNGHy7YLz-U5L3McutBew69LIys91Q','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Le_Chapelier&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1793&amp;amp;as_hdate=1793&amp;amp;lnav=dt"&gt;1793&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;6. 4. 1793 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet6" style=""&gt;O Comitê de Salvação Pública (em &lt;b&gt;francês&lt;/b&gt;: Comité de salut public), criado em &lt;b&gt;6 de abril de 1793&lt;/b&gt;, foi o orgão executivo da Convenção e cuidava da segurança interna da França na época da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;. Mais tarde, sobre o poder dos jacobinos, o órgão conduzia &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet6" style="display: none;"&gt;O Comitê de Salvação Pública (em &lt;b&gt;francês&lt;/b&gt;: Comité de salut public), criado em &lt;b&gt;6 de abril de 1793&lt;/b&gt;, foi o orgão executivo da Convenção e cuidava da segurança interna da França na época da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;. Mais tarde, sobre o poder dos jacobinos, o órgão conduzia a política do terror na &lt;b&gt;revolução francesa&lt;/b&gt;. Sua figura de maior destaque foi Robespierre.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more6" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(6);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more6" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(6);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%AA_de_Salva%C3%A7%C3%A3o_Nacional" onmousedown="return rwt(this,'','','res','4-0','AFQjCNF757-W8YYTxxjMG5JM_RAePRUULg','')"&gt;Comitê de Salvação Pública - Wikipédia, a...&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1793+conven%C3%A7%C3%A3o+fran%C3%A7a+comit%C3%A9+comit%C3%AA+public+p%C3%BAblica" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','4','AFQjCNEpHdeSvNql7JIqb599LdKzp8AfIQ','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;pt.wikipedia.org/wiki/Comit%C3%AA_de_Salva%C3%A7%C3%A3o_Nacional&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1848&amp;amp;as_hdate=1848&amp;amp;lnav=dt"&gt;1848&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;1848 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet7" style=""&gt;Diante desse imperativo categórico, a pergunta que a gente se faz é: de que Europa se trata? Pois, da mesma forma que há diversas modalidades de globalização, existem várias Europas possíveis. Durante a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; e nas jornadas de &lt;b&gt;1848&lt;/b&gt; costumava-se opor a &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet7" style="display: none;"&gt;Diante desse imperativo categórico, a pergunta que a gente se faz é: de que Europa se trata? Pois, da mesma forma que há diversas modalidades de globalização, existem várias Europas possíveis. Durante a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt; e nas jornadas de &lt;b&gt;1848&lt;/b&gt; costumava-se opor a ''Europa dos povos'' à ''Europa dos reis''. Hoje alguns opõem a mesma Europa dos povos à Europa dos bancos centrais e dos mercados financeiros. Dir-se-á que esta última é a única realisticamente possível, já que é a &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more7" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(7);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more7" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(7);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.rubensricupero.com/artigos/1997/folha_1995_18_10_97.htm" onmousedown="return rwt(this,'','','res','2-0','AFQjCNG-W0CKA5Ckefd8Q_oLOMROBNDwbA','')"&gt;Artigos Folha de São Paulo - 1995 - Rubens...&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1848+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','2','AFQjCNFtkRqFn6v3QNcutXJRvMPtbPuKXw','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.rubensricupero.com/artigos/1997/folha_1995_18_10_97.htm&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1889&amp;amp;as_hdate=1889&amp;amp;lnav=dt"&gt;1889&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;31. 3. 1889 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet8" style=""&gt;Inaugura da em &lt;b&gt;31 de Março de 1889&lt;/b&gt;, a Torre Eiffel foi construída em homenagem ao centenário da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;. O Governo &lt;b&gt;Francês&lt;/b&gt; teve a idéia de uma Exposição Mundial arquitetônica para um Monumento que seria construído no Champs-de Mars no centro de &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet8" style="display: none;"&gt;Inaugura da em &lt;b&gt;31 de Março de 1889&lt;/b&gt;, a Torre Eiffel foi construída em homenagem ao centenário da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;. O Governo &lt;b&gt;Francês&lt;/b&gt; teve a idéia de uma Exposição Mundial arquitetônica para um Monumento que seria construído no Champs-de Mars no centro de Paris. Foram presenciados mais de cem designers para o tal concurso, mas, o Comitê do Centenário escolheu a obra do engenheiro &lt;b&gt;francês&lt;/b&gt; Gustave Eiffel (1832-1923) de quem receberia o seu nome em homenagem.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more8" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(8);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more8" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(8);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://bresilfranceactualites.blogspot.com/2009_02_02_archive.html" onmousedown="return rwt(this,'','','res','3-0','AFQjCNHcbhlEB6XfmxNBBmZ8ImekSlI-TQ','')"&gt;Brésil - France Actualités: 02/02/09&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1889+eiffel+torre+inaugurada+francesa" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','3','AFQjCNHxfz1V_I4sJQ7w8FwM58JONdzJtg','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;bresilfranceactualites.blogspot.com/2009_02_02_archive.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="70" align="right" valign="top"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;nobr&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/archivesearch?q=Revolu%C3%A7%C3%A3o+Francesa&amp;amp;scoring=t&amp;amp;um=1&amp;amp;sa=N&amp;amp;sugg=d&amp;amp;as_ldate=1989&amp;amp;as_hdate=1989&amp;amp;lnav=dt"&gt;1989&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="margin-left: 1em;" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div class="j"&gt;&lt;span style=""&gt;1989 - &lt;/span&gt; &lt;span id="short_snippet9" style=""&gt;As fortes tendências irracionalistas expressam-se diretamente na moderna historiografia. As comemorações do bicentenário da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;1989&lt;/b&gt;, ensejaram uma vasta, bem articulada e ricamente financiada operação ideológica historiográfica. Uma importante &lt;b&gt;...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="long_snippet9" style="display: none;"&gt;As fortes tendências irracionalistas expressam-se diretamente na moderna historiografia. As comemorações do bicentenário da &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, em &lt;b&gt;1989&lt;/b&gt;, ensejaram uma vasta, bem articulada e ricamente financiada operação ideológica historiográfica. Uma importante elite de historiadores conjugou seus esforços em verdadeira campanha geral contra a &lt;b&gt;Revolução Francesa&lt;/b&gt;, em especial, e contra o conceito de &lt;b&gt;revolução&lt;/b&gt;, em geral.&lt;/span&gt;&lt;span id="show_more9" style=""&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:showMore(9);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_plus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar mais&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="hide_more9" style="display: none;"&gt; &lt;nobr&gt;&lt;a href="javascript:hideMore(9);"&gt;&lt;img valign="bottom" src="http://www.google.com.br/images/zippy_minus_sm.gif" border="0" /&gt; Mostrar menos&lt;/a&gt;&lt;/nobr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;div class="l"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;De&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.espacoacademico.com.br/086/86maestri.htm" onmousedown="return rwt(this,'','','res','7-0','AFQjCNFJcd-X7qrj9VeQzlFNFbxWvvBD4Q','')"&gt;Luz &amp;amp; Sombras&lt;/a&gt; - &lt;a class="fl" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sa=N&amp;amp;q=1989+francesa+revolu%C3%A7%C3%A3o+bicenten%C3%A1rio" onmousedown="return rwt(this,'','','rel','7','AFQjCNFOedqpnWORgij2UnZ2oOZkdM5A1Q','')"&gt;Páginas relacionadas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 128, 0);"&gt;www.espacoacademico.com.br/086/86maestri.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;   &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Reforma e contra reforma religiosa - 6ª serie</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/reforma-e-contra-reforma-religiosa-6.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:27:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-3642149602892169325</guid><description>&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;&lt;b&gt;A REFORMA RELIGIOSA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;A crise da religiosidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;No fim da Idade Média, o crescente desprestígio da Igreja do Ocidente, mais interessada no próprio enriquecimento material do que na orientação espiritual dos fiéis; a progressiva secularização da vida social, imposta pelo humanismo renascentista; e a ignorância e o relaxamento moral do baixo clero favoreceram o desenvolvimento do grande cisma do Ocidente, registrado entre 1378 e 1417, e que teve entre suas principais causas a transferência da sede papal para a cidade francesa de Avignon e a eleição simultânea de dois e até de três pontífices.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Uma angústia coletiva dominou todas as camadas sociais da época, inquietas com os abusos da Igreja, que exigia dos fiéis dízimos cada vez maiores e se enriqueciam progressivamente com a venda de cargos eclesiásticos. Bispos eram nomeados por razões políticas e os novos clérigos cobravam altos preços pelos seus serviços (indulgências), e nem sempre possuíam suficientes conhecimento de religião ou compreendiam os textos que recitavam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Com as rendas que auferiam, papas e bispos levavam uma vida de magnificência, enquanto os padres mais humildes, carentes de recursos, muitas vezes sustentavam suas paróquias com a instalação de tavernas, casas de jogo ou outros estabelecimentos lucrativos. Outros absurdos como a venda de objetos tidos como relíquias sagradas – por exemplo, lascas de madeira como sendo da cruz de Jesus Cristo – eram efetuados em profusão. Diante dessa situação alienante, pequenos grupos compostos por membros do clero e mesmo por leigos estudavam novas vias espirituais, preparando discretamente uma verdadeira reforma religiosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;O Luteranismo na Alemanha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Na Alemanha, o frade agostiniano Martinho Lutero desenvolveu suas reflexões, criando a doutrina da justificação pela fé como único ponto de partida para aprofundar os ensinamentos que recebera. Segundo ele, "Deus não nos julga pelos pecados e pelas obras, mas pela nossa fé". Enquanto a concessão de indulgências como prática de devoção era entendida pelos cristãos como absolvição, a justificação pela fé defendida por Lutero não permitia atribuir valor às obras de caridade, opondo-se à teoria da salvação pelos méritos. Em 1517, Lutero publicou suas 95 teses, denunciando falsas seguranças dadas aos fiéis. Segundo diziam essas teses, só Deus poderia perdoar, e não o papa, e a única fonte de salvação da Igreja residia no Evangelho. Em torno dessa nova posição, iniciou-se na Alemanha um conflito entre dominicanos e agostinianos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Em 1520 o papa Leão X promulgou uma bula em que dava 60 dias para a execução da retratação de Lutero, que então queimou publicamente a bula papal, sendo excomungado. No entanto, Lutero recebera grande apoio e conquistara inúmeros adeptos da sua doutrina, como os humanistas, os nobres e os jovens estudantes. Consequentemente, uma revolta individual transformou-se num cisma geral. Na Alemanha as condições favoráveis à propagação do luteranismo se acentuaram devido à fraqueza do poder imperial, às ambições dos príncipes em relação aos bens da Igreja, às tensões sociais que opunham camponeses e senhores, e o nacionalismo, hostil às influências religiosas de Roma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;O imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Carlos V, tentou um acordo para tolerar o luteranismo onde já houvesse, mas pretendia impedir sua propagação. Cinco principados protestaram contra esta sanção, o que gerou o termo protestantismo. Sentindo a fragmentação cristã em seus domínios, Carlos V convocou a Dieta de Augsburg, visando conciliar protestantes e cristãos. Dada a impossibilidade de acordo, os príncipes católicos e o imperador acataram as condenações, na tentativa de eliminar o protestantismo luterano. Após anos de luta, em 1555, os protestantes venceram, e foi assinada a paz, que concedeu liberdade de religião no Santo Império. Lutero morreu em 1546, mas permaneceu como grande inspirador da Reforma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;O movimento luterano abriu caminhos para rebeliões políticas e sociais, não previstas por Lutero. Em 1524 eclodiu a Revolta dos Camponeses, composta em sua maioria por membros de uma nova seita, os anabatistas. Extremamente agressivos e individualistas, levaram às concepções de Lutero sobre a livre interpretação da Bíblia e reclamavam a supressão da propriedade e a partilha das riquezas da Igreja. Embora sustentando a idéia de liberdade cristã, Lutero submetia-se a autoridades legítimas, recusando-se a apoiar os revoltosos. Condenou então as revoltas e incitou os nobres à repressão. Os camponeses foram vencidos e o protestantismo se expandiu apenas para os países escandinavos (Suécia, Noruega e Dinamarca), sendo instrumento de rebelião dos burgueses e comerciantes contra os senhores de terra, que eram nobres católicos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;O Calvinismo na França&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Na França, o teólogo João Calvino posicionou-se com as obras protestantes e as idéias evangelistas, partindo da necessidade de dar à Reforma um corpo doutrinário lógico, eliminando todas as primeiras afirmações fundamentais de Lutero: a incapacidade do homem, a graça da salvação e o valor absoluto da fé. Calvino julgava Deus todo poderoso, estando a razão humana corrompida, incapaz de atingir a verdade. Segundo ele, o arrependimento não levaria o homem à salvação, pois este tinha natureza irremediavelmente pecadora. Formulou então a Teoria da Predestinação: Deus concedia a salvação a poucos eleitos, escolhidos por toda a eternidade. Nenhum homem poderia dizer com certeza se pertencia a este grupo, mas alguns fatores, entre os quais a obediência virtuosa, dar-lhe-iam esperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Os protestantes franceses seguidores da doutrina calvinista eram chamados huguenotes, e se propagaram rapidamente pelo país. O calvinismo atingiu a Europa Central e Oriental. Calvino considerou o cristão livre de todas as proibições inexistentes em sua Escritura, o que tornava lícitas as práticas do capitalismo, determinando uma certa liberdade em relação à usura, enquanto Lutero, muito hostil ao capitalismo, considerava-o obra do demônio. Segundo Calvino, "Deus dispôs todas as coisas de modo a determinarem a sua própria vontade, chamando cada pessoa para sua vocação particular". Calvino morreu em Genebra, em 1564. Porém, mesmo após sua morte, as igrejas reformadas mantiveram-se em contínua expansão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;O Anglicanismo na Inglaterra&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Na Inglaterra, o principal fato que desencadeou a Reforma religiosa foi a negação do papa Clemente VII a consentir a anulação do casamento do rei Henrique VIII com Catarina de Aragão, impedindo a consolidação da monarquia Tudor. Manipulando o clero, Henrique VIII atingiu seu objetivo: tornou-se chefe supremo da Igreja inglesa, anulou seu casamento e casou-se com Ana Bolena. A reação do papa foi imediata: excomungou o soberano e, em consequência, o Parlamento rompeu com Roma, dando ao rei o direito de governar a Igreja, de lutar contra as heresias e de excomungar. Consolidada a ruptura, Henrique VIII, através de seus conselheiros, organizou a Igreja na Inglaterra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;Entretanto, a reforma de Henrique VIII constituiu mais uma alteração política do que doutrinária. As reais alterações teológicas surgiram no reinado de seu filho, Eduardo VI, que introduziu algumas modificações fortemente influenciadas pelo calvinismo. Foi no reinado de Elizabeth I, porém, que consolidou-se a Igreja Anglicana. A supremacia do Estado sobre a Igreja foi afirmada e Elizabeth I tornou-se chefe da Igreja Anglicana independente. A Reforma na Inglaterra representou uma necessidade de fortalecimento do Estado, na medida em que o rei transformou a religião numa via de dominação sobre seus súditos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;A Contra-Reforma&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000080;"&gt;A reação oficial da Igreja contra a expansão do protestantismo ficou conhecida como Contra-Reforma. Em 1542, o papa Paulo III introduziu a Inquisição Romana, confiando aos dominicanos a função de impô-las aos Estados italianos. A nova instituição perseguiu todos aqueles que, através do humanismo ou das teologias luterana e calvinista, contrariavam o ortodoxia católica ou cometiam heresias. A Inquisição também foi aplicada em outros países, como Portugal e Espanha. Em 1545, a Igreja Católica tomou outra medida: uma comissão de reforma convocou o Concílio de Trento, desenvolvido em três fases principais, entre 1545 e 1563, fixou definitivamente o conteúdo da fé católica, praticamente reafirmando suas antigas doutrinas. Confirmou-se também o celibato clerical e sua hierarquia. Em 1559 criou-se ainda o Índice de Livros Proibidos, composto de uma lista de livros cuja leitura era proibida aos cristãos, por comprometer a fé e os costumes católicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;A Reforma Religiosa&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="4" height="16" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="363" valign="top"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        O processo de transição feudo-capitalista&lt;/span&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-a001')" class="" link_content=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;teve na          Reforma religiosa do século XVI a grande revolução espiritual que          encaminhou o homem à modernidade. Não podemos considerar a Reforma uma          simples manifestação de descontentamento, pois, ao romper a unidade do          cristianismo ocidental, alterou profundamente a estrutura clerical e a          visão sobre vários dogmas, como também uma revisão na essência da          doutrina da salvação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 10px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        Em síntese, podemos entender a Reforma como uma tentativa de restauração          do cristianismo primitivo ou verdadeiro que, de um modo geral, começou a          se processar desde a Baixa Idade Média e atingiu sua maior amplitude com          a Reforma protestante e a reação católica representada pela          Contra-Reforma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px -2px; text-indent: 15px;" align="left"&gt;         &lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;         1. A Conjuntura e os Fatores&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;da Reforma&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        Com a crise do modo de vida feudal, o Renascimento urbano-comercial          passou a determinar um novo contexto socioeconô-mico. A Igreja Católica,          no entanto, com sua postura doutrinária acerca do empréstimo de dinheiro          a juros e a busca do lucro em geral (usura), passou a representar um          bloqueio ao espírito de acumulação pré-capitalista. Começou a se fazer          sentir cada vez mais a necessidade de adequar a fé e os princípios          religiosos à nova realidade econômica. Se de um lado tínhamos a          burguesia nascente tentando conciliar a nova mentalidade do lucro e da          acumu-lação de riqueza com sua consciência religiosa, a crise          estrutural, pela qual passava o feudalismo, gerava uma atmosfera de          tensões e conflitos entre os servos e os senhores feudais. As pressões          senhoriais traduziram-se em constantes revoltas camponesas. Nesse          contexto de transformações socioeconômicas, a crise religiosa passou a          ser um elemento de convergência das lutas de classe. De um lado, o poder          senhorial católico (nobreza feudal e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="1" bgcolor="#cccccc"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="364" valign="top"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        alto clero), do outro, a burguesia ascendente e o campesinato oprimido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        Do ponto de vista político, o processo de fortalecimento e centralização          do poder real, que culminou com a formação das Monarquias Nacionais, fez          surgir um Estado forte e dominador, o que tornou inevitável e imperioso          o controle sobre a Igreja. Por outro lado, era oportuna a convulsão          religiosa que permitiria aos soberanos confiscar os bens e submeter a          Igreja à sua tutela, como veremos na Inglaterra de Henrique VIII ou na          Alemanha de Martinho Lutero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        Nesse contexto de mudanças econômicas, sociais e políticas, surgiram as          condições determinantes para a Reforma, levando em conta, contudo, que          os problemas de ordem religiosa e espiritual tiveram fundamental          importância. Não podemos associar essa verdadeira revolução da          cristandade exclusivamente a fatores materiais, econômicos (capitalismo)          ou políticos. A grande questão estava ligada à crise religiosa criada a          partir da inadequação do clero (Igreja Católica) à qualificação da fé          (Renascimento/ Humanismo). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        A humanidade, no contexto da transição feudo-capitalista (século XVI),          mantinha uma profunda fé em Deus. As provas de fé foram constantes ao          longo da Idade Média; as Cruzadas, a construção de igrejas e as&lt;/span&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt; &lt;a href="javascript:popGlossario('../glossario/1141.htm')" class="LINK_CONTENT"&gt;         &lt;u&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;heresias&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;heresias          nos comprovam uma religiosidade intensa e fervorosa. Ao mesmo tempo, a          partir do Renascimento, com o desenvolvimento técnico e o surgimento da          imprensa, a publicação em série da Bíblia possibilitou a difusão e a          cons-cientização religiosa dos fiéis, tornando-os mais exigentes e          críticos em relação à Igreja Católica. Os humanistas como Erasmo de          Roterdam (&lt;i&gt;Elogio da Loucura&lt;/i&gt;) e Thomas Morus (&lt;i&gt;Utopia&lt;/i&gt;) podem          ser vistos como elementos dessa nova visão e consciência crítica, pois,          ao condenar a ignorância e a imoralidade do clero, levantaram a          necessidade da mudança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A Reforma Religiosa&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="4" height="16" /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="363" valign="top"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;       &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      Podemos concluir que a essência da Reforma reside na crise moral da Igreja        Católica, cujo poder e abusos contrastavam com suas pregações e        atribuições. Tanto no alto quanto no baixo clero reinavam a imoralidade e        a ignorância, que levaram ao comércio da fé e coisas sagradas&lt;span style="font-family:Palatino Linotype;font-size:85%;"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt; (&lt;a href="javascript:popGlossario('../glossario/1140.htm')" class="LINK_CONTENT"&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-weight: 700; text-decoration: underline;"&gt;relíquias religiosas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, milagres, etc.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      Muitos papas tiveram um comportamento essencialmente temporal, agindo como        nobres eclesiásticos que praticavam das guerras ao mecenato, do luxo à        venda de &lt;span style="font-family:Palatino Linotype;font-size:85%;"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt; &lt;a href="javascript:popGlossario('../glossario/1139.htm')" class="LINK_CONTENT"&gt;       &lt;u&gt;&lt;span style="font-style: normal; font-weight: 700;"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;indulgências&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;        (venda do perdão). Todo esse panorama decadente levou ao fortalecimento        dos concílios como tentativa de reduzir a influência externa e o        envol-vimento do papa com o poder político. Porém, os escândalos        continuaram a acontecer. Um dos acontecimentos que marcaram a conjuntura        da eclosão do processo reformista envolveu o papa Leão X. Com vistas na        construção da Basílica de São Pedro, em Roma, Leão X negociou a venda de        indulgências na Alemanha com uma família de banqueiros alemães, os        Fuggers, tornando a fé um negócio de caráter mercantil e financeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      Em suma, o crescimento do sentimento e consciência religiosa dos fiéis        evidenciou os abusos e a corrupção do clero. A salvação pela obra jogou a        fé para um segundo plano e provocou uma verdadeira onda de questionamentos        sobre a função eclesiástica. Em uma conjuntura de transição, os problemas        religiosos articularam-se a fatores econômicos, sociais e políticos, dando        uma intensidade estrutural ao processo reformista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="1" bgcolor="#cccccc"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="364" valign="top"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;       &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;      &lt;span style="font-size: 15pt;color:#888888;" &gt;&lt;b&gt;2. A Reforma Luterana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/pictures/2002-31-161-23-i001.jpg" width="250" border="0" height="350" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;center&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;table style="margin: -2px 10px 0pt; border-collapse: collapse; text-align: right; word-spacing: 0pt; text-indent: 0pt; line-height: 100%;color:#dab031;" id="AutoNumber1" width="75%" bg border="0" border cellspacing="0" height="52"&gt;           &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;             &lt;td&gt;       &lt;span style="font-size: 8pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px;"&gt; &lt;span style="font-size: 8pt;font-family:Arial;" &gt;        Anúncio de sermão de Martinho Lutero na cidade de Wittenberg, em que ele          expunha suas críticas à Igreja de Roma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;           &lt;/tr&gt;         &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: -12px 10px 12px;" align="right"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-i001')" class="" link_content=""&gt;       &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      Martinho Lutero nasceu na Saxônia, no ano de 1483. Filho de um pequeno        burguês, dedicou-se aos estudos de Direito Canônico e Filosofia. Ingressou        posteriormente na ordem religiosa dos agostinianos, sendo indicado para a        paróquia de Wittenberg. Tornou-se um professor de excelência em teologia e        um religioso muito respeitado pela comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="BODY_PAGE" width="779" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="744" align="left" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="TITULO_MODULO"&gt;A Reforma Religiosa&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="4" height="16" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="363" valign="top"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;       &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      No ano de 1517, fez forte oposição ao monge dominicano Tetzel, que vendia,        na Alemanha, em nome do papa Leão X, indulgências para a construção da        Basílica de São Pedro. Esse fato levou Lutero à formulação das 95 teses de        propostas críticas de mudança da estrutura eclesiástica. Depois de ter        fixado suas idéias na porta da catedral de Wittenberg, suas teses        começaram a circular por várias regiões da Alemanha, recebendo apoio de        setores da população, que se identificavam com a busca de purificação        cristã proposta por Lutero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      No ano de 1520, o papa Leão X, por meio de uma bula papal, condenou Lutero        por suas propostas e intimou-o a retratar-se, sob pena de ser considerado        herege. Lutero reagiu queimando em público o documento papal, sendo        excomungado e devendo se submeter a um julgamento secular. Condenado        também pelos simpatizantes do imperador Carlos V, na Dieta de Worms,        Lutero conseguiu refúgio no castelo de Wartburg, onde redigiu panfletos        com suas idéias de reforma e traduziu a Bíblia para o alemão. Grande parte        dos príncipes alemães o apoiaram porque desejavam romper com o imperador        Carlos V e com a poderosa e influente Igreja Católica (papa).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      Esses príncipes apoderaram-se das terras da Igreja Católica, fortalecendo,        assim, o Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      As idéias de Lutero influenciaram o movimento de revolta camponesa dos        anabatistas que, liderados por Thomas Munzer, tentaram tomar terras        senhoriais e do clero. Lutero se opôs violentamente contra os anabatistas,        gerando com isso uma verdadeira guerra religiosa. Essa posição de Lutero        revelou o seu comprometimento com os príncipes e setores da nobreza alemã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      No ano de 1529, com a expansão das idéias reformistas, o imperador Carlos        V convocou a Dieta de Spira, que decidiu pela permissão ao luteranismo nas        regiões convertidas, preservando, no entanto, as regiões alemãs ainda        católicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;O protesto dos luteranos contra as medidas da Dieta resultaram no surgimento do termo       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;protestantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt;       &lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Martinho Lutero e o teólogo Felipe Melanchton escreveram, no ano de 1530, a obra reformista Confissão de Augsburg , na qual foram estabelecidos os fundamentos da doutrina luterana. Entre eles, podemos destacar:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="1" bgcolor="#cccccc"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="364" valign="top"&gt;         &lt;div align="justify"&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt;       &lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;– a        salvação não se alcança pelas obras, mas sim pela fé, pela confiança em        Deus e pelo sofrimento interior;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt;       &lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;– o        culto religioso foi simplificado, baseando-se nos salmos e na leitura da        Bíblia;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt;       &lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;–        valorizou-se o contato direto entre o fiel e Deus, dispensando-se o clero        como intermediário;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 10px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt;       &lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;–        manutenção de dois sacramentos: o batismo e a eucaristia (comunhão), e no        ritual da eucaristia, acreditava-se na presença de Jesus no pão e no        vinho, negando a transformação do pão e do vinho no corpo e no sangue de        Cristo (transubstanciação pregada pela Igreja Católica).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;div align="center"&gt;           &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;           &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/pictures/2002-31-161-23-i002.jpg" width="250" border="0" height="276" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;div align="right"&gt;           &lt;table class="LEGENDA_BG" style="border-collapse: collapse; margin-left: 23px; margin-right: 10px;color:#dab031;" width="65%" border="0" border cellpadding="4" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="LEGENDA_TD"&gt;             &lt;p align="right"&gt;             &lt;span style="font-size: 8pt; font-weight: 400;font-family:Arial;" &gt;A              gravura mostra Lutero no púlpito, a direita, divulgando suas idéias              reformistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;         &lt;/div&gt;         &lt;p style="margin: -13px 10px 25px; text-indent: 14px;" align="justify"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-i002')" class="" link_content=""&gt;         &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 14px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-weight: 700;"&gt;         &lt;span style="font-size: 15pt;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;3.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;          A Reforma Calvinista&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Na Suíça, região de intenso e          próspero comércio, teve início o processo de Reforma Protestante com          Ulrich Zwinglio (1489-1531). Seguidor de Lutero e de Erasmo de Roterdam,          Zwinglio promoveu pregações que resultaram em violenta guerra civil          entre reformistas e católicos, na qual morreu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        A guerra teve seu final marcado pelo acordo conhecido como Paz de Kappel          , que dava autonomia religiosa a cada "cantão" (região) suíço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        A obra de Zwinglio foi continuada por um francês, João Calvino, que,          sofrendo forte perseguição em seu país, fugiu para a Suíça e, em          Genebra, começou a propagar as bases de sua doutrina contidas na obra          Instituição da Religião Cristã.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;/td&gt;     &lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="8" height="8" /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td width="19" align="right" background="../images/trace_bg.gif" valign="top"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/Gray_Dot.gif" width="1" height="15" /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;table class="TB_PAGES" width="19" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;         &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/trace2.gif" width="18" height="18" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2973.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;           22&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2974.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;           23&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="SELECTED_PAGE" width="18" align="center" height="18"&gt;24&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2976.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;           25&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2977.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;           26&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2978.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;           27&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/trace3.gif" width="18" height="18" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;          &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="4" height="32" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table class="BODY_PAGE" width="779" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="744" align="left" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="TITULO_MODULO"&gt;A Reforma Religiosa&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="4" height="16" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="363" valign="top"&gt;       &lt;div align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        A doutrina calvinista teve grande aceitação entre os representantes da          classe ascendente, a burguesia, na medida em que valorizava aspectos de          seu interesse, tais como o trabalho e o acúmulo de riquezas. Entre seus          fundamentos religiosos, podemos evidenciar a aceitação da Bíblia como          única fonte da verdade, a exclusão do culto aos santos e às imagens, o          combate ao celibato clerical e à autoridade papal, a manutenção dos          sacra-mentos do batismo e da eucaristia e a justificação da usura e do          lucro através da predestinação absoluta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;       &lt;div align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;         &lt;/span&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px 10px; text-indent: 15px;"&gt; &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;        A doutrina calvinista consolidou-se por meio do Consistório, que          estabeleceu em Genebra um rígido modelo de vida para os habitantes da          cidade e suas atividades sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px;"&gt;         &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/pictures/2002-31-161-23-i003.jpg" width="250" border="0" height="281" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;       &lt;div align="right"&gt;         &lt;table style="border-collapse: collapse; margin-left: 10px; margin-right: 10px;color:#111111;" id="AutoNumber1" width="60%" bg border="0" border cellspacing="0" height="35"&gt;           &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;             &lt;td&gt;             &lt;p style="margin: 0pt 2px;" align="right"&gt;             &lt;span style="font-size: 8pt;font-family:Arial;" &gt;Calvino criou uma doutrina              mais severa que a de Lutero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;           &lt;/tr&gt;         &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;       &lt;/div&gt;       &lt;p style="margin: -13px 10px 35px;"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-i003')" class="" link_content=""&gt;         &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin: -13px 10px 5px; text-indent: 14px;"&gt;       &lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;       4. A Reforma Anglicana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px 3px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;A Reforma na Inglaterra foi        gerada por um conjunto de fatores, dentre eles, a influência das idéias de        John Wyclif, o nacionalismo inglês que se opunha ao poder da Igreja        Católica e a necessidade de a Monarquia inglesa romper com Roma para        centralizar o poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="1" bgcolor="#cccccc"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="364" valign="top"&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px 10px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;A Reforma Anglicana teve sua        causa imediata ligada ao rompimento do rei inglês Henrique VIII com o papa        Clemente VII.       Henrique VIII pretendeu conseguir junto ao papa a anulação do seu        matrimônio com Catarina de Aragão. Devido à oposição do papa, o rei inglês        organizou um tribunal formado por bispos ingleses que aprovou, à revelia        de Roma, a anulação do casamento real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;       &lt;div align="center"&gt;         &lt;p style="margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;         &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/pictures/2002-31-161-23-i004.jpg" width="250" border="0" height="297" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;       &lt;div align="right"&gt;         &lt;table class="LEGENDA_BG" style="border-collapse: collapse; margin-left: 10px; margin-right: 10px;color:#111111;" width="70%" border="0" border cellpadding="4" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;           &lt;td class="LEGENDA_TD" align="right"&gt;           &lt;p align="right"&gt;           &lt;span style="font-size: 8pt; font-weight: 400;font-family:Arial;" &gt;A reforma religiosa de Henrique VIII tinha objetivos principalmente políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;       &lt;/div&gt;       &lt;p style="margin-left: 10px; margin-top: -13px; margin-bottom: 10px;"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-i004')" class="" link_content=""&gt;       &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Essa atitude de rebelião        ocasionou a excomunhão de Henrique VIII que, em resposta, fez com que o        Parlamento inglês aprovasse o Ato de Supremacia (1534), pelo qual o rei        era reconhecido como chefe da Igreja e de seus domínios na Inglaterra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;A Reforma Anglicana,        diferentemente da luterana e da calvinista, não pode ser considerada tão        radical, na medida em que manteve normas e rituais católicos,        acrescentando-se, entretanto, princípios calvinistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p style="margin: 0pt 10px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;       &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;O anglicanismo consolidou-se em        definitivo durante o reinado da rainha Elizabeth I, quando esta obrigou o        Parlamento a decretar a Lei dos 39 artigos (1562), que transformou a        Igreja inglesa em um misto de catolicismo e calvinismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;/td&gt;     &lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="8" height="8" /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td width="19" align="right" background="../images/trace_bg.gif" valign="top"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/Gray_Dot.gif" width="1" height="15" /&gt;&lt;br /&gt;      &lt;table class="TB_PAGES" width="19" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;         &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/trace2.gif" width="18" height="18" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2973.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;22&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2974.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;23&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2975.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;24&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="SELECTED_PAGE" width="18" align="center" height="18"&gt;25&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="1" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2977.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;26&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;           &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td class="V1" width="18" align="center" height="18"&gt;&lt;a href="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/pages/2978.htm" class="LINK_PAGINATION"&gt;27&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td class="BORDER_PAGES" width="1"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;         &lt;tr&gt;            &lt;td width="1" bgcolor="#ffffff"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;           &lt;td width="18"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/trace3.gif" width="18" height="18" /&gt;&lt;/td&gt;         &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;          &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/White_DOT.gif" width="4" height="32" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="363" valign="top"&gt;&lt;p style="margin: 0pt 10px -2px; text-indent: 15px;"&gt;&lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;         A Contra-Reforma (Reforma&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;"&gt;         &lt;span style="font-size: 15pt; font-weight: 700;font-family:Arial;color:#888888;"  &gt;         Católica)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;O sucesso das reformas          protestantes deu origem a uma forte reação da Igreja Católica, que teve          como finalidade impedir o avanço reformista e reestruturar a Igreja          Católica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;O Concílio de Trento, reunido          de 1545 a 1563, teve importante papel na tentativa de barrar o avanço do          protestantismo e resolver os graves problemas existentes no interior da          Igreja Católica. Entre suas principais resoluções, podemos destacar: a          afirmação da autoridade papal; manutenção do celibato clerical;          confirmação dos sete sacramentos; elaboração do catecismo; tradução da          Bíblia; criação de seminários e proibição das indulgências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Outra importante instituição          criada foi a Companhia de Jesus, fundada em 1534 por Ignácio de Loyola e          aprovada pelo papa Paulo III. Essa ordem, organizada sob uma rígida          hierarquia, dedicou-se à tarefa da catequese e educação através das          quais combatia o avanço do protestantismo, promovendo a reafirmação dos          dogmas católicos. Os jesuítas tiveram importante papel na conversão ao          catolicismo de grande parcela da população indígena americana (missões e          reduções).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p style="margin: 0pt 10px 5px; text-indent: 15px;" align="justify"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Outra medida importante          ordenada pela Igreja Católica para deter o avanço reformista foi a          elaboração do Índex, catálogo de livros proibidos aos católicos. Obras          renascentistas, humanistas ou reformistas eram queimadas em praça          pública; se possível, com o autor junto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="1" bgcolor="#cccccc"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="1" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="8"&gt;&lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/dot.gif" width="5" height="4" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="364" valign="top"&gt;         &lt;div align="justify"&gt;           &lt;p style="margin: 0pt 10px 15px; text-indent: 15px;"&gt;         &lt;span style="font-size: 11pt;font-family:Arial;" &gt;Por fim, devemos salientar a          reorganização do tribunal do Santo Ofício, também chamado de Inquisição,          criado na Idade Média, e cuja tarefa era julgar e combater toda e          qualquer manifestação anticatólica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;div align="center"&gt;           &lt;p style="margin-top: 5px; margin-bottom: 0pt;"&gt;           &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/content/pictures/2002-31-161-23-i005.jpg" width="250" border="0" height="226" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;div align="right"&gt;         &lt;table class="LEGENDA_BG" style="margin: 0pt 10px; word-spacing: 0pt; border-collapse: collapse;color:#111111;" width="85%" border="0" border cellpadding="4" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="LEGENDA_TD"&gt;           &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;           &lt;span style="font-size: 8pt; font-weight: 400;"&gt;A igreja perdia adeptos e assistia à contestação e rejeição de seus dogmas, mas demonstrou no Concílio de Trento que ainda era muito poderosa e tinha capacidade de reação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;         &lt;/div&gt;         &lt;p style="margin: -12px 10px 23px;"&gt;&lt;span class="PARAGRAFO"&gt;&lt;a href="javascript:popAnimacao('../animation.htm#2002-31-161-23-i005')" class="" link_content=""&gt;         &lt;img src="http://www.cocemsuacasa.com.br/ebook/images/icon_la.gif" width="29" border="0" height="14" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;REFORMA RELIGIOSA E A CONTRA-REFORMA&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Objetivo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Mostrar o porquê  do aparecimento    de novas religiões, quais foram os motivos que levaram pessoas de importância,    como reis e nobres a questionarem o poder da igreja. E também qual     foi a reação da igreja ao surgimento de outras religiões.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pré-requisito:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Ter lido a lição    pensamento e cultura medieval, para poder entender as mudanças ocorridas     na sociedade moderna.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;REFORMA RELIGIOSA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A reforma religiosa, pode-se dizer que foi um movimento ou até mesmo    uma revolução religiosa. Onde o poder total da igreja foi questionado,    desafiado. Será que tudo que era dito pela igreja era verdadeiro? Deveria     ser seguido cegamente, sem perguntas?&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Essa situação ocorreu durante o séc. XVI, onde novas     religiões cristãs surgiram.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; A religião dominante começa    a sofrer divisões. Esse aparecimento de novas religiões abalou    a supremacia política e espiritual da igreja católica e a autoridade    do Papa. Por isso o termo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reforma&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Foi uma verdadeira     reforma no lado mais importante de uma sociedade: o religioso.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A “reforma” , ou seja, o surgimento de novas religiões,    não passou despercebido para a igreja católica. A reação    católica a reforma foi chamada de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CONTRA-REFORMA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.    Afinal uma instituição soberana não se deixaria vencer     tão fácil.!&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Essas crises marcaram também a passagem do feudalismo para o capitalismo.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Quando o império romano acabou , a igreja assumiu o papel público    na educação, justiça e economia. Com todas essas funções    seria lógico que nem todos concordariam com a união :estado     e igreja.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      A reforma, na verdade serviu para ajustar a sociedade ao modelo capitalista.    Moldá-la aos novos ideais e valores, além das transformações     econômicas da Europa.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;em&gt;QUAIS OS PRINCIPAIS MOTIVOS DA REFORMA??&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Um motivo não foi só novas idéias. Mas a análise    da conduta dos representantes da igreja. Muitos destes aproveitavam-se de    seus cargos e do conceito popular de que eram intercessores  dos homens    perante Deus, para abusar dos seus privilégios, enriquecer e entrar    na política. Toda essa má  conduta serviu para estimular a divisão     da religião.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Outro motivo foi na formação das monarquias nacionais, onde    a igreja passou a ser encarada como barreira ao progresso econômico.    Porque a igreja possuía muitas propriedades em vários países,    que na época pagavam tributo a Roma. Mas com a queda de Roma, as monarquias    começaram a desenvolver-se e uma consciência nacional começou    a surgir, fazendo que o poder do rei ficasse em oposição ao     da igreja.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Na economia, as teorias de condenação a usura, ou seja, a cobrança     de juros, ia de encontro com a atividade bancária.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Na conduta, houve uma crise moral, que serviu como motivo para a reforma.    Já que “eles pregavam, mas eles próprios não praticavam”.     Essa corrupção moral atingia a todos os nível clericais.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Resumindo: a igreja deu motivos para uma divisão: vida sem regras,    luxo do clero, venda de cargos, relíquias sagradas e indulgências(     perdão papal pelos pecados).&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Houve também o aparecimento de heresias e a oposição     dos humanistas.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      As heresias tinham idéias que eram contrárias a muitos dos ensinamentos     da igreja. Além de atrair muitos adeptos que ansiavam por uma melhora.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Os humanistas também passaram começaram a criticar as atitudes     da igreja.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Alguns destes foram: Erasmo de Roterdã, Thomas Morus, John    Wyclif e John Huss. Os dois primeiros incentivavam uma reforma interna       e depuração     das práticas eclesiásticas.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      John Wyclif, um professor universitário, atacou o sistema eclesiástico,    a opulência do clero e a venda de indulgências. Para ele a base    da verdadeira fé era a Bíblia. Além disso ele pregava    o confisco dos bens dos clérigos na Inglaterra e o voto de pobres por     parte deles.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      John Huss era da universidade de praga, uniu à reforma religiosa o    espírito de independência nacional do Sacro Império. Ele    ganhou adeptos, mas ele foi preso, condenado e queimado na fogueira em 1415,     pela decisão do concílio da Constança.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Acabou se tornando       herói e símbolo da liberdade política e religiosa.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;em&gt;ONDE A REFORMA SE DESTACOU??&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;ALEMANHA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;em&gt;a origem da reforma&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A Alemanha era uma região feudal e com comércio ao norte.       Mas a igreja era dona de mais de um terço da região. Seus       clérigos    não tinham um bom comportamento e os nobres tinham interesses em suas    terras. Esses fatores foram de importância para o desejo de autonomia     em relação a Roma.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Martinho Lutero, era Frade agostiniano (1483- 1546) e não concordava       com muitas coisas do alto clero, entre elas:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» o interesse sobre a economia e a riqueza feudal;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» o péssimo comportamento dos clérigos, que abusavam       do seu poder;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» o afastamento da doutrina, dos textos sagrados;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;ele começou a se manifestar na universidade de Wittenberg, Saxônia.     Os pontos altos de sua doutrina foram:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a salvação pela fé;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a bíblia pode ser interpretada livremente;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» sacramentos importantes: batismo e eucaristia;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a  única verdade é a Escritura Sagrada;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» proibição do celibato clerical e o culto de imagens;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» submissão ao estado;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Claro que  com essas idéias Martinho Lutero não passou    despercebido. Em 1517, fixou as &lt;strong&gt;&lt;em&gt;95 Teses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; na porta da igreja     . essas teses mostravam suas críticas e a nova doutrina.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Em 1521, Lutero foi excomungado pelo Papa Leão X, por meio de uma Bula    papal, onde havia a ameaça de heresia. Mas a resposta de Lutero foi     bem prática: queimou a bula em praça pública!&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Lutero, mesmo perseguido, teve apoio da nobreza alemã. Que tinha forte    interesse político e econômico na reforma. Visto que esta reforma     liberaria os bens da igreja ao poder da nobreza.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      O luteranismo se expandiu rapidamente. Mesmo em paises fortemente católicos,     como Espanha e Itália.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Em 1530 , Lutero e o teólogo Filipe Melanchton escreveram a &lt;em&gt; confissão de Augsburgo&lt;/em&gt;, base da  doutrina luterana. Nesta época,    um quarto da Antuérpia era luterana. Quando Carlos V, imperador Alemão    , não quis oficializar o luteranismo, os príncipes fizeram uma     confederação para protestar contra essa atitude.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Por isso o nome &lt;em&gt;PROTESTANTES&lt;/em&gt;, ou seja, os seguidores da       nova doutrina cristã. Por volta de 1550, muitos alemães já eram     luteranos.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;SUÍÇA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      A Suíça, era uma região de próspero comércio     e livre do Sacro Império.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      A reforma protestante foi iniciada com &lt;em&gt;Ulrich Zwinglio&lt;/em&gt; ( 1489-1531).    Este era seguidor de Lutero. Suas   pregações estimularam    a guerra civil entre católicos e reformadores, onde ele próprio    morreu. A guerra findou com a Paz de Kappel, onde cada região do país    tinha autonomia religiosa.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Depois, o francês João Calvino, chega a Suíça.    Em 1536, publicou a obra &lt;em&gt;INSTITUIÇÃO DA RELIGIÃO    CRISTÃ.&lt;/em&gt; Ele pede proteção para os Huguenotes,ao  rei    Francisco I.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Rapidamente suas pregações se espalharam e ele passou a ter    controle sobre a vida política, religiosa e social das pessoas. Colocou    uma censura tão rígida quanto à católica.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Sua doutrina baseava-se em:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» &lt;em&gt;predestinação&lt;/em&gt; – o homem sendo dependente     da vontade de Deus;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» &lt;em&gt;sacramentos&lt;/em&gt; – o batismo e a eucaristia;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» &lt;em&gt;condenação ao uso de imagens&lt;/em&gt;;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Calvino pregava  que a riqueza material através do trabalho       era um sinal que a pessoa estava destinada à salvação.       Por isso foi tão bem aceita entre os burgueses.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;INGLATERRA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Na Inglaterra, foi o rei Henrique VIII que tomou a frente na revolução    protestante. Essa tinha caráter político. O rei rompeu com a     igreja por motivos pessoais.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Ele queria divorciar-se de Catarina de Aragão    para casar-se com Ana Bolena. O motivo da separação: ele queria     ter um herdeiro para o trono inglês.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      O papa negou a anulação do casamento, porque Catarina era aparentada    de Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Logo    o papa não queria ter problemas com Carlos que era seu aliado. Por    isso Henrique VIII rompeu com a igreja em 1534. publicou pelo Parlamento o    ATO DE SUPREMACIA. Esse documento o fazia chefe da igreja, que logo mais ficou    conhecida como Anglicana. O Papa o excomungou , e ele com rei confiscou os     bens da igreja católica na Inglaterra.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Suas reformas só terminaram com Elisabeth I, sua filha com Ana Bolena.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Na verdade , as bases do calvinismo estavam misturadas aos dogmas católicos.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; O resultado foi: a independência diante Roma, tendo um monarca como    chefe da igreja e a continuidade de certos tipos católicos, como: a     hierarquia eclesiástica.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;CONTRA-REFORMA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Com a expansão do protestantismo na Europa, a igreja católica    entrava em crise. Por isso foram necessários meios para frear a expansão     reformista.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Por isso o Papa Paulo III, em 1538, junto com um grupo religioso produziram    um documento, onde se fazia uma auto-crítica aos interesses materiais     da igreja e ao comportamento imoral de muitos clérigos.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Em 1534, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Companhia de Jesus &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; foi fundada,    seu idealizador foi &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ignácio de Loyola&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Esta    ordem religiosa tinha a semelhança de um exército. Por terem    uma obediência sem igual aos seus superiores e uma rígida conduta    moral, os “soldados de Cristo”, como eram chamados os jesuítas     possibilitaram uma reorganização no comportamento clerical.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;O CONCÍLIO DE TRENTO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Em 1545, o Papa Paulo III , querendo modificar a igreja, convocou os membros    do alto clero para uma assembléia. Onde o objetivo desse concílio    era resolver os problemas da fé e eliminar vários atritos que     levaram muitos a entrarem nas religiões protestantes.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Algumas das proibições foram:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a venda de indulgências;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a obrigatoriedade de se estudar em um seminário para se       tornar um clérigo;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a venda de cargos do alto clero;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Mas também foram reafirmados alguns dogmas:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» a salvação só pode ser através da       fé e     boas obras;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» celibato clerical;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» indissolubilidade do casamento;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» infabilidade da Papa;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» culto a virgem Maria e aos santos&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;» manutenção da hierarquia eclesiástica;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Foi neste Concílio que houve a reativação da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Inquisição&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou    o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;tribunal do Santo ofício,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para julgar e    punir hereges, ou seja, aqueles que resolvessem questionar ou falar algo     diferente dos dogmas católicos.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Para silenciar essas vozes, a inquisição usava do       terror . com isso muitos foram condenados e executados. Também  nesta época    foi criado o INDEX- uma lista de livros proibidos pela santa Inquisição,    isto serviu para atrapalhar o desenvolvimento cultural e científico.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A contra- reforma foi mais  atuante em Portugal e Espanha. Com foram       estes países que deram início a expansão marítima,       a fé católica  através dos jesuítas, foi levada as colônias nas Américas  central e sul , enquanto o protestantismo foi para a América do Norte  pelos ingleses.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Motivos &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;O processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Podemos destacar como causas dessas reformas : abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/renascimento"&gt;renascentista&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt; A Igreja Católica vinha, desde o final da &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/idademedia"&gt; Idade Média&lt;/a&gt;, perdendo sua identidade. Gastos com luxo e preocupações materiais estavam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos elementos do &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/clero.htm"&gt; clero&lt;/a&gt; estavam desrespeitando as regras religiosas, principalmente o que diz respeito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais, deixavam a população insatisfeita.&lt;br /&gt;A burguesia comercial, em plena expansão no século XVI, estava cada vez mais inconformada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho. O lucro e os juros, típicos de um &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/capitalismo"&gt; capitalismo&lt;/a&gt; emergente, eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos.&lt;br /&gt;Por outro lado, o papa arrecadava dinheiro para a construção da basílica de São Pedro em &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/imperioromano"&gt;Roma&lt;/a&gt;, com a venda das indulgências (venda do perdão).&lt;br /&gt;No campo político, os reis estavam descontentes com o papa, pois este interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza.&lt;br /&gt;O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja. O homem renascentista, começava a ler mais e formar uma opinião cada vez mais crítica. Trabalhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo. Um pensamento baseado na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão.&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Reforma Luterana&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt; O monge alemão &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/biografias/lutero"&gt; Martinho Lutero&lt;/a&gt; foi um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica. Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica.&lt;br /&gt;As 95 teses de Martinho Lutero condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo ( religião luterana ). De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época.Em suas teses, condenou o culto à imagens e revogou o celibato. &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Reforma Calvinista &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.suapesquisa.com/protestante/calvino.gif" alt="João Calvino - reforma religiosa na França" width="130" border="0" height="138" /&gt;&lt;b&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;João Calvino: reforma na França&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Na &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/paises/franca"&gt;França&lt;/a&gt;, João Calvino começou a Reforma Luterana no ano de 1534. De acordo com Calvino a salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto. Essa idéia calvinista, atraiu muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. Calvino também defendeu a idéia da predestinação (a pessoa nasce com sua vida definida).&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A Reforma Anglicana &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o casamento do rei. Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;A &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/contra_reforma.htm"&gt; Contra-Reforma&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. No Concílio de Trento ficou definido :&lt;br /&gt;- Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/jesuitas.htm"&gt;jesuítas&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- Retomada do Tribunal do Santo Ofício - &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/inquisicao"&gt; Inquisição&lt;/a&gt; : punir e condenar os acusados de heresias&lt;br /&gt;- Criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos): evitar a propagação de idéias contrárias à Igreja Católica.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Intolerância &lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Em muitos países europeus as minorias religiosas foram perseguidas e muitas guerras religiosas ocorreram, frutos do radicalismo. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), por exemplo, colocou católicos e protestantes em guerra por motivos puramente religiosos. Na França, o rei mandou assassinar milhares de calvinistas na chamada Noite de São Bartolomeu. &lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Grandes Navegações - 6ª serie (Expansão Maritima)</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/grandes-navegacoes-6-serie-expansao.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:25:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7931222335923063394</guid><description>&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;As grandes Navegações&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As grandes navegações tiveram início no século XV.&lt;br /&gt;Os europeus começaram a desenvolver o comércio entre a Europa e o Oriente (na Ásia, principalmente na região das índias).&lt;br /&gt;Os produtos de maior valor comercial na época eram:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/BD14565_.GIF" width="15" border="0" height="15" /&gt; as chamadas especiarias (cravo, canela, noz-mascada, gengibre).&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/BD14565_.GIF" width="15" border="0" height="15" /&gt; sedas, porcelanas, tapetes, perfumes, marfins, pedras preciosas etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;b&gt;A pimenta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as especiarias existentes no Oriente e cobiçadas pelos europeus, nenhuma era mais importante e mais valiosa do que a pimenta. Hoje considerada mero condimento, a pimenta, nos séculos XVI e XVII, era artigo de fundamental importância na economia européia. Como não havia condições de se alimentar o gado durante o rigoroso inverno da Europa setentrial, a quase totalidade dos rebanhos era abatida por volta do mês de novembro. O sal era usado para preservar a carne por vários meses, mas a pimenta e, em menor escala, o cravo eram considerados imprescindíveis para tornar o sabor das conservas menos repulsivo. Na Europa, o preço da pimenta era altíssimo e na Índia os hindus só aceitavam trocá-la por ouro. Os portugueses chegaram a trazer cerca de 30 mil quintais por ano (quase 2 mil toneladas ) de pimenta da Índia para Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Esses produtos eram originários da Índia, da China e do Ceilão, e chegavam às cidades de Alexandria e Constantinopla, trazidos pelos árabes.&lt;br /&gt;Essas mercadorias eram comercializadas na Europa por preços muito elevados, pelos comerciantes italianos das cidades de Veneza e Gênova.&lt;br /&gt;Portugal e Espanha ambicionavam fazer esse comércio, diretamente com as Índias, comprando os produtos e vendendo-os por preços elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O pioneirismo português&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudiosos do passado atribuíram o pioneirismo português na expansão marítima à sua posição geográfica privilegiada. Outros consideram o fechamento do comércio no Mediterrâneo pelos turcos como fator determinante para a saída portuguesa. São teses inaceitáveis. Para os historiadores de hoje, o pioneirismo de Portugal está ligado à precoce centralização política. Vejamos o por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Do Mediterrâneo para  Atlântico&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Desde a Antiguidade, a história do Ocidente esteve restrita à navegação no Mediterrâneo. No início da Idade Moderna, o oceano Atlântico era totalmente desconhecido.&lt;br /&gt;A navegação limitava-se à região costeira da Europa: de Portugal aos países escandinavos- Dinamarca, Noruega e Suécia.&lt;br /&gt;Devido aos altos riscos, a exploração do Atlântico não atraía investimentos particulares. Em conseqüência , a expansão só poderia ser feita com a iniciativa do Estado, pois era o único agentes capaz de investir grandes recursos sem temer os prejuízos, já que esses recursos provinham da arrecadação de impostos em escala nacional. Daí a importância da centralização, sem a qual esse agente investidor da expansão marítima não existiria.&lt;br /&gt;Na realidade, a constituição do Estado nacional ou a centralização política foi um pré-requisito da expansão. Assim, depois de Portugal, lançaram-se à expansão, sucessivamente, Espanha, Países Baixos, França e, finalmente, Inglaterra, à medida que lograram a centralização.&lt;br /&gt;No caso de Portugal, deve-se mencionar ainda a importância da Escola de Sagres, dirigida pelo infante D. Henrique, o Navegador.&lt;br /&gt;O Estado financiava as pesquisas e as viagens de exploração, estabelecendo, em compensação, o monopólio régio do ultramar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;table width="685" border="0" cellpadding="0" cellspacing="4"&gt;   &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td colspan="3" width="675" valign="bottom"&gt;       &lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;b&gt;O Senhor das Estrelas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;       &lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;   &lt;tr&gt;     &lt;td width="448"&gt;       &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;De acordo com certos depoimentos (bastante controversos), o Infante D. Henrique era alto, forte e loiro, devido à herança genética de sua mãe, a inglesa D. Filipa. Sendo ou não um tipo anglo-saxônico, D. Henrique seria visto por historiadores britânicos e lusos como o mais puro exemplo de virtude e ética cavalerianas. Biografias inglesas publicadas no século XIX o apresentariam como um cavaleiro arturiano (ao lado), cercado de comólografos similares ao mago Merlin e de cavaleiros ousados e indômitos. Na vida real, D. Henrique de fato interessava-se por ocultismo, chegando a escrever um livro chamado Segredo dos Segredos da Astrologia. Zurara, se biógrafo, atribuiu as "altas conquistas" do príncipe ao fato de ele "ter o ascendente de Áries, que é a casa de Marte, Aquário na casa de Saturno e o sol na casa de Júpiter". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td width="31"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td width="184"&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/dhenrique.gif" width="162" border="0" height="196" /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Espanha e o "descobrimento" da América&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os portugueses exploravam a costa africana e descobriam o caminho para a Índia, os espanhóis, através de Cristóvão Colombo, chegavam à América (1492).&lt;br /&gt;A audaciosa viagem de Colombo tinha por objetivo atingir a China através do Atlântico. Nesse sentido, a América era um obstáculo e, de imediato, não despertou interesse da Coroa espanhola. O mesmo aconteceu com o Brasil, em 1500, quando aqui chegou a esquadra de Pedro Álvares Cabral.&lt;br /&gt;Com a entrada em cena da Espanha, teve início uma disputa dos domínios de além-mar com Portugal. O acordo foi estabelecido com o Tratado de Tordesilhas (1494), que dividiu os domínios respectivos entre os dois Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo, resolveram procurar um novo caminho para as Índias, viajando pelo Oceano Atlântico, contornando o sul da África.&lt;br /&gt;Começou nesse período a época das Grandes Navegações.&lt;br /&gt;Contribuíram para o desenvolvimento das navegações:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/BD14565_.GIF" width="15" border="0" height="15" /&gt; a procura de um novo caminho para as Índias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:100%;"&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/BD14565_.GIF" width="15" border="0" height="15" /&gt;  as invenções: caravela, bússola, astrolábio, pólvora, papel e imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As Invenções&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Algumas invenções contribuíram para o desenvolvimento do comércio, possibilitando a realização de longas viagens marítimas.&lt;br /&gt;Entre essas invenções, temos:&lt;br /&gt;A bússola, um instrumento usado para orientação. Consta de uma agulha imantada voltada para o Norte.&lt;br /&gt;As caravelas, que tornaram as viagens mais rápidas.&lt;br /&gt;O astrolábio, outro instrumento de orientação usado para verificar a altura dos astros.&lt;br /&gt;A pólvora, usada pelos navegantes para se defenderem dos ataques, durante as viagens.&lt;br /&gt;O papel e a imprensa, que permitiram a divulgação dos acontecimentos sobre Geografia, ciências e Navegações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.redescobrindoobrasil.hpg.ig.com.br/descobrimentos.jpg" width="702" border="0" height="362" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#800000;"&gt;O que foram as grandes navegações?          &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#800000;"&gt;Os motivos         &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt; O motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar às regiões produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        Outros fatores favoreceram a concretização desse objetivo:&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        • Comerciantes e reis aliados já estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o comércio internacional;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;• A tecnologia necessária foi obtida com a divulgação de invenções chinesas, como a pólvora (que dava mais segurança para enfrentar o mundo desconhecido), a bússola, e o papel. A invenção da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a construção de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de mão-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais própria para enfrentar as imensas distâncias nos oceanos;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        • Histórias como a de Marcopolo e Prestes João aguçavam a imaginação e o espírito de aventura;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;• Até a Igreja Católica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infiéis e pagãos, que substituiriam os fiéis perdidos para as Igrejas Protestantes.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#800000;"&gt;         Os pioneiros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram Portugal e Espanha.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Portugal, conhecedor de que as Índias (como genericamente era chamado o Oriente), ficava a Leste, decidiu navegar nessa direção, contornando os obstáculos que fossem surgindo. Optou pelo Ciclo Oriental.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês Cristóvão Colombo, que acreditava na idéia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois países.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#800000;"&gt;         Conquistas portuguesas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt; Partindo de Lisboa, após a benção do sacerdote e da despedida do povo, caravela após caravela deixava Portugal, voltando com notícias e lucros sempre crescentes. Inicialmente contornando a África em:&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;•         &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         1415 conquistaram Ceuta;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;•         &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         durante o século XV o litoral da África e Ilha da Madeira, Açores, Cabo Verde e Cabo         Bojador;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;•         &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         1488 chegaram ao Sul da África, contornando o Cabo da Boa Esperança;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;•         &lt;/span&gt;         &lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         1498 atingiram a Índia com Vasco da Gama. O objetivo fora atingido.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#800000;"&gt;         Conquistas espanholas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;         &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#4d2a01;"&gt;         A Espanha começou a navegar mais tarde, só após conseguir expulsar os árabes de seu território.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Mas em 1492, Cristóvão Colombo obteve do rei espanhol as três caravelas, Santa Maria, Pinta e Nina, com as quais deveria dar a volta ao mundo e chegar às Índias. Após um mês de angústias e apreensões chegou a terra firme, pensando ter atingido seu destino. Retorna à Espanha, recebendo todas as glórias pelo seu feito.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Portugal apressou-se a garantir também para si as vantagens dessa descoberta e, em 1494, assinou com a Espanha o famoso Tratado das Tordesilhas, que simplesmente dividia o mundo entre os dois pioneiros das grandes navegações. Foi traçada uma linha imaginária que passava a 370 léguas de Cabo Verde. As terras a Leste desta linha seriam portuguesas e as que ficavam a Oeste seriam espanholas. Foi assim que parte do Brasil ficou pertencendo a Portugal seis anos antes de Portugal aqui chegar.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Infelizmente para Colombo, descobriu-se pouco depois que ele não havia chegado às Índias, e "apenas" tinha descoberto um novo continente, que recebeu o nome de América, em homenagem a Américo Vespúcio que foi o navegador que constatou isso.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Colombo caiu em desgraça, morreu na miséria e a primeira viagem em torno da terra foi realizada em 1519 por Fernão de Magalhães e Sebastião del Cano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.brasilescola.com/upload/e/grandes%20navegacoes.jpg" alt="" width="356" height="267" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O mapa-múndi antes da expansão marítima européia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Usualmente, para compreendermos o advento das grandes navegações, fazemos uma associação entre o reavivamento comercial da Baixa Idade Média, a formação dos Estados Nacionais e a ascensão da burguesia para compreendermos tal experiência histórica. A primeira nação a reunir esse conjunto de características específicas foi Portugal, logo depois da Revolução de Avis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa revolução, ocorrida em 1385, Portugal promoveu uma associação entre sua nascente burguesia mercantil e o novo Estado Nacional ali consolidado. Desde o reino de Dom João I, Portugal sofreu um processo de uniformização tributário e monetário capaz de ampliar os negócios da burguesia e fortalecer economicamente a Coroa. Nessa época, as especiarias orientais eram de grande valia e procura no mercado Europeu. Desde o século XII, a entrada dos produtos orientais se dava pelo monopólio exercido pelos comerciantes italianos e árabes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visando superar a dependência para com esse dois atravessadores, Portugal promoveu esforços para criar uma rota que ligasse diretamente os comerciantes portugueses aos povos do Oriente. Dom Henrique (1394 – 1460), príncipe português, reuniu na cidade de Sagres vários navegantes, cartógrafos, marinheiros e cosmógrafos dispostos a desenvolver &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiab/grandes-navegacoes.htm#" onclick="hwClick13727197271871(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw13727197271871(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;conhecimentos&lt;/a&gt; no campo marítimo. Objetivando contornar o continente africano, o século XV assistiu o desenvolvimento da expansão marítima de Portugal. No ano de 1435, um grupo de 2500 desembarcou nas Ilhas Canárias dando início à formação das primeiras colônias portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, os portugueses partiram ao Cabo do Bojador, no litoral africano, até então definido como um dos limites máximos do mundo conhecido. Em 1434, o navegador Gil Eanes, ultrapassou o cabo abrindo portas para a conquista lusitana sob o litoral africano. Depois de formar novos entrepostos pela Costa Africana, um novo limite viria a ser superado. Em 1488, Bartolomeu Dias chegou ao Cabo da Boa Esperança definindo mais nitidamente a possibilidade de uma rota para o Oriente. Dez anos mais tarde, o navegador Vasco da Gama chegou à cidade indiana de Calicute e voltou a Portugal com uma embarcação cheia de especiarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio tempo em que Portugal despontou em sua expansão marítima, a Espanha se envolveu no processo de expulsão dos mouros da Península Ibérica. O fim da chamada Guerra de Reconquista possibilitou a inserção dos espanhóis na corrida de expansão marítima. Atraídos pelo projeto do navegador genovês Cristóvão Colombo, a Espanha decidiu financiar a expedição do explorador italiano, em 1492. De acordo com o plano de Colombo, seria possível alcançar-se o Oriente navegando-se pelo Ocidente. Dessa &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiab/grandes-navegacoes.htm#" onclick="hwClick16444964720871(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw16444964720871(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;aventura&lt;/a&gt; marítima, a Coroa Espanhola descobre o continente americano. A partir de então, a Espanha inaugurou uma nova área de exploração econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo a rivalidade entre Portugal e Espanha, ambos os reinos buscaram assinar tratados definidores das regiões a serem por cada um deles. Em 1493, a Bula Intercoetera estabeleceu as terras a 100 léguas de Cabo Verde como região de posse portuguesa. No ano seguinte, Portugal solicitou o alargamento das fronteiras para 370 léguas de Cabo Verde. Essa revisão abre uma discussão sobre a possibilidade de navegadores portugueses já conhecerem terras ao sul do continente americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1500, o navegante português Pedro Álvares Cabral anunciou a descoberta do Brasil. Com isso, os processos de exploração da América e a transferência do eixo econômico mundial iniciaram um novo período na economia mercantil européia. Ao longo do século XVI, outras nações, como Holanda, França e Inglaterra questionaram o monopólio ibérico realizando invasões ao continente americano e praticando a pirataria.&lt;/p&gt; Por Rainer Sousa</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Absolutismo e formação das monarquias - 6ª series</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/absolutismo-e-formacao-das-monarquias-6.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:20:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-2977117547897163930</guid><description>&lt;!-- fim acessibilidade --&gt;                         &lt;p align="center"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/absolutismo%20300%20x%20200%20-%20BRASIL%20ESCOLA%281%29.jpg" width="300" height="200" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luís XIV, um dos expoentes do absolutismo francês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;Comumente compreendida como uma forma de governo que veio superar os entraves do mundo feudal, a ascensão dos Estados Nacionais Absolutistas envolve um conjunto de fatores bem mais amplos que simples mudança de um sistema sócio-econômico. É bem verdade que, desde o século XI, com o reaquecimento das atividades comerciais pela Europa, alguns costumes e práticas da Idade Média perderam espaço para o início de um novo período histórico. Porém, existem outros fatores de ordem cultural, geográfica e filosófica importantes para a compreensão desse processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, não foi só pelo interesse da burguesia comercial que os Estados Nacionais conseguiram se firmar em solo Europeu. Os chamados teóricos do absolutismo, que surgiram principalmente no século XVI, também serviram de base para que essa nova forma de regime político pudesse se estabelecer. Mesmo defendendo novas &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/absolutismo-mercantilismo.htm#" onclick="hwClick6061572091499(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw6061572091499(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;idéias&lt;/a&gt;, podemos também compreender que as teorias absolutistas não promoveram uma ruptura completa com alguns pontos da  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/absolutismo-mercantilismo.htm#" onclick="hwClick16614927930499(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw16614927930499(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;sociedade&lt;/a&gt; feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Estado Absolutista, a autoridade máxima era representada pela figura do rei, que na grande maioria dos casos tinha origem nobre. A partir disso, podemos evidenciar que a nobreza detentora de terras, poderosa durante o mundo feudal, também participou dos mais elevados quadros políticos da Idade Moderna. É importante lembrar que os nobres, dentro do Estado Absolutista, desfrutavam de grandes privilégios como, por exemplo, a isenção de impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contundo, não podemos deixar de frisar o papel da burguesia, que via na unificação e nas padronizações político-adminstrativas um meio eficaz para ampliar seus ganhos comerciais. A descentralização política, o pagamento de tributos feudais e a falta de uma unidade monetária limitavam imensamente os ganhos comerciais. Com a criação de um território unificado, onde só o Estado cobrava impostos e existia uma mesma moeda, era possível aumentar os lucros da burguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a criação dos estados, além do interesse da burguesia e da nobreza, também deveriam ser desenvolvidas um novo conjunto de valores culturais e ações geopolíticas que legitimassem a nova ordem estabelecida. Dessa forma, os Estados Nacionais procuraram definir seus territórios, promoveram a criação de símbolos nacionais, criaram uma única moeda, estabeleceram uma língua oficial e, até mesmo, recontaram as origens do povo pertencente àquela nação. Outro fator importante na construção do Estado Nacional foi a adesão da Igreja ao novo poder, proclamando o caráter divino do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, devemos compreender que a formação dos Estados Nacionais como um processo lento e gradual. As monarquias nacionais foram surgindo na Europa ao custo de diversas batalhas e tratados que vão dar a estabilidade necessária a esse tipo de governo. Entre outras batalhas podemos destacar a Guerra da Reconquista, que expulsou os árabes da península Ibérica; e a Guerra dos Cem Anos, que marcou disputas territoriais entre a Inglaterra e a França como exemplos das disputas que marcaram a formação das Monarquias Nacionais.&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;Veja mais:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/estados-nacionais.htm"&gt;&lt;strong&gt;Formação dos Estados Nacionais Modernos&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/absolutismo-frances.htm"&gt;&lt;strong&gt;Absolutismo Francês&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/a-mitificacao-monarquia.htm"&gt;&lt;strong&gt;A mitificação da monarquia&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Graduado em  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/absolutismo-mercantilismo.htm#" onclick="hwClick12379302272499(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw12379302272499(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;História&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Equipe Brasil Escola&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No decorrer da Idade Média, a figura política do rei era bem distante daquela que usualmente costumamos imaginar. O poder local dos senhores feudais não se submetia a um conjunto de leis impostas pela autoridade real. Quando muito, um rei poderia ter influência política sobre os nobres que recebiam parte das terras de suas propriedades. No entanto, o reaquecimento das &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/estados-nacionais.htm#" onclick="hwClick3320194311815(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw3320194311815(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;atividades&lt;/a&gt; comerciais, na Baixa idade Média, veio a transformar a importância política dos reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autoridade monárquica se estendeu por todo um território definido por limites, traços culturais e lingüísticos que perfilavam a formação de um Estado Nacional. Para tanto, foi preciso superar os obstáculos impostos pelo particularismo e universalismo político que marcaram toda a Idade Média. O universalismo manifestava-se na ampla autoridade da Igreja, constituindo a posse sobre grandes extensões de terra e a imposição de leis e tributos próprios. Já o particularismo desenvolveu-se nos costumes políticos locais enraizados nos feudos e nas cidades comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes burgueses surgiram enquanto classe social interessada na formação de um regime político centralizado. As leis de caráter local, instituídas em cada um dos feudos, encareciam as atividades comerciais por meio da cobrança de impostos e pedágios que inflacionavam os custos de uma viagem comercial. Além disso, a falta de uma moeda padrão instituía uma enorme dificuldade no cálculo dos lucros e na cotação dos preços das mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, a crise das relações servis causou um outro tipo de situação favorável à formação de um governo centralizado. Ameaçados por constantes revoltas – principalmente na Baixa Idade Média – e a queda da produção agrícola, os senhores feudais recorriam à autoridade real com o intuito de formar exércitos suficientemente preparados para conter as revoltas camponesas. Dessa maneira, a partir do século XI, observamos uma gradual elevação das atribuições políticas do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para convergir maiores poderes em mãos, o Estado monárquico buscou o controle sobre questões de ordem fiscal, jurídica e militar. Em outros termos, o rei deveria ter autoridade e legitimidade suficientes para criar leis, formar exércitos e decretar impostos. Com esses três mecanismos de ação, as monarquias foram se estabelecendo por meio de ações conjuntas que tinham o apoio tanto da burguesia comerciante, quanto da nobreza feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o apoio dos comerciantes, os reis criaram exércitos mercenários que tinham caráter essencialmente temporário. Ao longo dos anos, a ajuda financeira dos comerciantes tratou de formar as milícias urbanas e as primeiras infantarias. Tal medida enfraqueceu a atuação dos cavaleiros que limitavam sua ação militar aos interesses de seu suserano. A formação de exércitos foi um passo importante para que os limites territoriais fossem fixados e para que fosse possível a imposição de uma autoridade de ordem nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então, o rei acumulava poderes para instituir tributos que sustentariam o Estado e, ao mesmo tempo, regulamentaria os impostos a serem cobrados em seu território. Concomitantemente, as moedas ganhariam um padrão de valor, peso e medida capaz de calcular antecipadamente os ganhos obtidos com o comércio e a cobrança de impostos. A fixação de tais mudanças personalizou a supremacia política dos Estados europeus na figura individual de um rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de contar com o patrocínio da classe burguesa, a formação das monarquias absolutistas também contou com apoio de ordem  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/estados-nacionais.htm#" onclick="hwClick3221845262815(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw3221845262815(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;intelectual&lt;/a&gt; e filosófica. Os pensadores políticos da renascença criaram importantes obras que refletiam sobre o papel a ser desempenhado pelo rei. No campo religioso, a aprovação das autoridades religiosas se mostrava importante para que os antigos servos agora se transformassem em súditos à autoridade de um rei.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Graduado em História&lt;br /&gt;Equipe Brasil  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/estados-nacionais.htm#" onclick="hwClick16605880310815(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw16605880310815(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;Escola&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Veja mais:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/formacao-monarquia-nacional-espanhola.htm"&gt;&lt;strong&gt;Monarquia Nacional Espanhola&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htm"&gt;&lt;strong&gt;Monarquia Nacional Portuguesa&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/formacao-monarquia-nacional-francesa.htm"&gt;&lt;strong&gt;Monarquia Nacional Francesa&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/idade-moderna.htm"&gt;&lt;strong&gt;Idade Moderna&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/"&gt;&lt;strong&gt;História Geral &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.brasilescola.com/"&gt;&lt;strong&gt;Brasil Escola&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;AS MONARQUIAS NACIONAIS&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Objetivo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;O objetivo desta lição é mostrar como surgiram as monarquias. Quais foram os primeiros países que conseguiram se unir ao ponto de formar um reino unificado mesmo tendo grande extensão territorial, sem estar nos moldes do feudalismo e Ter um poder centralizado e forte com moeda e exército nacional.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pré-Requisito:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Estar seguindo as lições sobre idade média.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;AS MONARQUIAS  NACIONAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Como já analisado em lições anteriores, uma das características mais comuns do feudalismo foi a descentralização política. O sistema feudal tinha rígidas estruturas que eram verdadeiras barreiras para o desenvolvimento do comércio, A principal atividade burguesa. Visto que o feudo tinha autonomia política, havia a variação de moedas, tributos, pesos e medidas de um feudo para outro.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; A partir do século XI, a situação política começa a mudar. Primeiro, porque a burguesia tinha um imenso interesse em instituir um poder forte e centralizado que pudesse ficar à cima da autoridade da nobreza, tirando totalmente as características feudais. Segundo, os reis já ansiavam fortalecer-se politicamente e submeter a nobreza e a igreja ao seu poder.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; As mudanças que ocorreram no século XI, como: as revoltas populares, as epidemias, a expansão do comércio e o enriquecimento dos comerciantes junto com a união de interesses de burgueses e o rei, serviram de impulso para o processo de formação das monarquias nacionais. Permitiu também a instituição de impostos, moedas e exército a nível nacional.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Essa autonomia monárquica foi estabelecida em boa parte da Europa. Por causa do enriquecimento dos suseranos maiores, ou seja, os donos das maiores extensões de terra, e pela busca do apoio junto aos moradores das cidades e aos camponeses livres.&lt;br /&gt;     A partir de agora  será visto algumas dessas monarquias.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;MONARQUIA INGLESA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Para entender a  monarquia inglesa é preciso relembrar alguns fatos na história inglesa.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; No século V, as ilhas Britânicas eram ocupadas por vários povos germânicos, entre eles haviam os Anglos e os Saxões.  De início eles estabeleceram sete reinos nesta ilha. Depois nos séculos VI e VII, os sete reinos foram reduzidos para três e no século IX estes reinos já haviam sido reduzidos para um único reino , o Anglo-Saxônico. Foi nesta época que se implantou o feudalismo na Inglaterra.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Em 1066, Guilherme I, O conquistador, Duque da Normandia, derrotou o último rei anglo-saxônico e deu início a dinastia normanda. Pelo fato da coroa britânica ter sido tomada por meio da guerra e por um rei forasteiro, favoreceu a centralização do poder, já que este rei não tinha compromissos com os nobres ingleses.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Para garantir o  controle do reino e sobre os nobres, Guilherme dividiu a Inglaterra em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;condados &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;shires&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e colocou supervisores, os &lt;em&gt;sheriffs&lt;/em&gt;, funcionários do rei.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Guilherme governou de 1066 até 1087, teve sua estrutura do fortalecimento monárquico com duas bases de apoio: o caráter militar de seu governo, que ele havia conquistado em guerra; e a aliança com os plebeus livres.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Em 1154, Henrique  II, deu início a dinastia dos &lt;em&gt;Plantagenetas,  ou angevina.&lt;/em&gt; O reino foi marcado pela ampliação dos poderes reais, sendo  imposto a todos os senhores feudais. Criou-se &lt;em&gt;Leis Comuns&lt;/em&gt; a todo território inglês, que eram aplicadas e  controladas por juízes que percorriam todos os territórios.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Depois de Henrique II, veio seu filho, Ricardo, Coração de Leão( 1189 – 1199). Este por permanecer envolvido em  várias batalhas, inclusive a terceira cruzada, ficou afastado do trono por vários anos. Esse afastamento abriu caminho para as insatisfações populares e aumento dos impostos, que acabaram por debilitar o poder real e fortalecer os senhores feudais.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Foi por esta época que parece o lendário Hobin Hood, que segundo a lenda, por causa da ausência de Ricardo no reino, seu irmão João Sem –terra, passou a tomar conta do reino.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Na história real, João Sem- terra(1199-1216), continuou com o aumento de impostos, que serviam para cobrir os gastos com a guerra contra a França. Para obter mais bens, João começou a confiscar terras da igreja. Em 1214, foi derrotado na luta contra  a França. Em 1215, os nobres insatisfeitos com o abuso nos impostos e as derrotas para a França, impuseram à João Sem-terra, a &lt;em&gt;Carta magna,&lt;/em&gt; documento que limitava o poder real e que permitia o aumento de impostos ou alteração de qualquer lei, somente com o consentimento do &lt;em&gt;Grande Conselho&lt;/em&gt;, composto por conde, barões e pelo clero.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Esta carta serviu  de base das liberdades inglesas e imposição dos nobres sobre o poder real.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Em 1265, foi  criada as &lt;em&gt;Provisões &lt;/em&gt;ou&lt;em&gt; Estatutos de Oxford.&lt;/em&gt; Porque Henrique III sucessor de João Sem-terra, violou a Carta Magna. Neste estatuto houve uma mudança nos membros do Grande Conselho , passou a ter representantes da burguesia. Esse Grande Conselho serviu de base para o Parlamento inglês.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      No século XIII,  as mudanças foram maiores. A atividade comercial cresceu muito e refletiu nas  cidades.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Os nobres começaram a se interessar pela produção de lã. Isto os levou a aumentar as áreas de pastagem de ovelhas. Embora isso levassem a invadir o &lt;em&gt;manso comunal, &lt;/em&gt;território utilizado pelos camponeses para suas atividades agrícolas e pastoris. É claro que essa apropriação indevida, trouxe problemas para os camponeses, que se viram sem seu local de trabalho. Para os camponeses não retornarem as suas terras , os nobres passaram a fazer o &lt;em&gt;cercamento&lt;/em&gt; destas  terras. O resultado foi: os camponeses sem trabalho e mais pobres foram  obrigados a irem para as cidades.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      No século XIV,  apareceram as conseqüências das guerras, principalmente a dos &lt;em&gt;cem Anos&lt;/em&gt;. Os exageros nos gastos foi o  suficiente para fazer explodir revoltas sociais que ajudaram a enfraquecer o  poder dos nobres.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Como se não bastasse a guerra dos cem anos, a Inglaterra estava perto de outra, mas esta foi interna, a guerra das Duas Rosas. Esta foi a disputa do poder inglês entre facções da nobreza. A família Lancaster, que representava todos os que ainda estavam ligados as tradições feudais;a família York, representava os nobres “aburquesados”, ou seja , ligados aos interesses mercantis. Esta guerra durou 30 anos e muitos nobres perderam a vida. Em 1485, esta guerra chega ao seu fim quando Henrique Tudor, da família Lancaster , mas casado com uma York, torna-se rei, Henrique VII.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      As conseqüências  foram: enfraquecimento da aristocracia feudal   e dos nobres.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;MONARQUIA  FRANCESA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;A França foi o maior exemplo na formação das  monarquias nacionais.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Depois do  declínio dos reis Carolíngios, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hugo Capeto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, Conde de Paris, deu  início a uma nova dinastia, a Capetíngia, que durou de (987-1328), na França.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Foi nesta dinastia que começou o processo de instalação progressiva do poder real forte e nacional. Os reis mais destacados foram : Filipe Augusto, Luis IX e Filipe IV.&lt;br /&gt;Os monarcas eram símbolo da defesa da paz, dos camponeses e dos burgueses, além de serem os apoiadores das virtudes cristãs. Isto mostra que os reis franceses tinham como marca a sustentação na fé católica e isso mais a frente serviu de base para a tese do “ direito Divino dos reis”.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; O rei estava mais interessado em derrubar a organização política feudal e impor a centralização do poder e exigir o respeito aos seus direitos de suserano maior. Os reis de destaque:&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;u&gt;Filipe Augusto,  ou Filipe II&lt;/u&gt;( 1180-1223)&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Este organizou um exército nacional e expandiu as fronteiras do reino, com a ajuda financeira da burguesia. Uma das regiões de seu interesse foi o norte da França, dominado pelos ingleses. Lutou contra o rei João Sem-terra e conquistou a Normandia.&lt;br /&gt;Outra contribuição de Filipe II foi a criação de novas fontes de renda: a venda de cartas de franquia a diversos burgos ou a exigência de um pagamento em moeda pela dispensa das obrigações feudais de seus suseranos. Criou impostos a nível nacional e fiscais para cuidar do recolhimento dos tributos.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Tudo isso foi  para abrir caminho para o controle político de várias áreas controladas somente  pelos nobres locais.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;u&gt;Luis IX&lt;/u&gt; (1226-1270)&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Sua marca foi o combate ao particularismo feudal e o esforço para a consolidação da monarquia francesa. Fez reformas judiciárias e financeiras, instituiu uma moeda nacional. Participou na 7ª e 8ª cruzada, mas sem bons resultados. Morreu na 8ª cruzada.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Por ter sido  muito religioso, teve a reputação de santo e foi canonizado anos após sua  morte, como São Luis.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;u&gt;Filipe IV, o belo&lt;/u&gt;( 1285-1314)&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Esse em muito seguiu os passos de seus antecessores. Mas teve uma característica singular: conflitos com a igreja, que colocava restrições à sua autoridade real.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Em crise econômica, Filipe começou a exigir que o clero também pagasse imposto. Isso diminuiria a renda da igreja, então o Papa Bonifácio VIII ameaçou excomungá-lo.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Com essa ameaça o  rei buscou  apoio da sociedade, criando a &lt;em&gt;Assembléia dos Estados Gerais&lt;/em&gt;,  constituída pelo clero, nobreza e comerciantes das cidades. Logo o resultado  foi a cobrança de imposto também da igreja.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Após a morte do Papa, em 1303, os conflitos entre rei e igreja aumentaram. Com o apoio da sociedade Filipe conseguiu transferir a sede do Papado de Roma para Avignon, sul da França e escolher o novo Papa, Clemente V.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; Essa transferência do papado não foi boa. Muitos clérigos não aceitaram e então elegeram outro Papa para Roma. Com dois Papas a crise eclesiástica aumentou causou uma divisão da igreja,que ficou conhecida por &lt;em&gt; Cisma do Ocidente&lt;/em&gt;. Somente anos a frente, em 1417, que este Cisma terminou. Onde houve a unificação , com um só Papa, Martim V com uma única sede do Papado, Roma.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;      Durante o século  XIV, a monarquia francesa sofreu vários golpes. O maior e mais prolongado foi  com a Inglaterra, na &lt;em&gt;Guerra dos Cem anos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;ATIVIDADES&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;RESPONDA:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;1) no século XI, o  que serviu de incentivo para o processo de formação das monarquias nacionais?&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;2) A França foi o  maior exemplo, na formação das monarquias. Quais foram os reis de maior  destaque e quais foram seus feitos?&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;________________________________________________________________&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;&lt;strong&gt;GABARITO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;1) Foram as revoltas populares , as epidemias como a peste negra, a expansão do comércio, enriquecimento dos comerciantes, a união dos reis e dos burgueses pelos mesmos interesses.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;2) Filipe Augusto ou Filipe II, que criou exército nacional, expandiu as fronteiras de seu reinado, criou a carta de franquia aos burgos ou seja a isenção das obrigações feudais, e impostos a nível nacional.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Luis IX, combateu o particularismo feudal. criação de uma moeda nacional , esforço para a consolidação da monarquia, reformas jurídicas e financeiras.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;     &lt;p&gt;Filipe IV , O Belo, teve conflitos com a igreja. Exigiu imposto aos clérigos, criou a Assembléia dos Estados Gerais e transferiu a sede do Papado.&lt;/p&gt;     &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Formação das Monarquias Nacionais&lt;/h2&gt;            &lt;p class="sumary"&gt; Sem dúvida esse é um dos capítulos da História mais complexos para os estudantes. Durante a Baixa Idade Média (XI - XV ), período de transição feudo-capitalista, o poder senhorial, fragmentado, entra em crise e desenvolve-se na Europa ocidental um processo de centralização política, com o fortalecimento do poder real e a formação das Nações; porém esse não é um processo linear, coisa aliás que não existe em história. Não podemos pensar que os reis a cada ano que passou foram gradualmente aumentando o poder até se tornarem absolutistas. Infelizmente essa transição não foi tão simples assim. Temos que tentar imaginar um longo período, de alguns séculos, onde o poder real viveu altos e baixos, mesmo porque, muitas vezes para que um rei se fortalecesse, teria que enfrentar outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa situação é percebida tanto na História da Inglaterra como na História da França, países que se enfrentaram em algumas ocasiões importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa abaixo destaca o desenvolvimento da monarquia inglesa, desde o final do século XI, até o reinado de João sem terra, derrotado pelos franceses em 1214. (Notem que grande parte do território que hoje pertence à França esteve sob domínio inglês). A derrota deste monarca significou não só a perda territorial, mas também de poder político, pois foi forçado a aceitar a Magna Carta (1215) documento imposto pelos barões ingleses, obrigando o rei a reconhecer os direitos de seus súditos. Muitos consideram esse documento como precursor das liberdades individuais na Inglaterra e da própria formação do Parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/1.jpg" alt="" width="400" border="1" height="337" /&gt;&lt;br /&gt;Mapa 1&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota de João sem Terra, representou por sua vez um momento importante na história francesa: a vitória de Felipe II - Augusto -. Essa vitória foi de grande importância para o início concreto da centralização política e para o início da formação de uma nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortalecido, o rei pode impor seu poder a um número maior de nobres, aumentando consideravelmente seus domínios, porém ainda longe de consolidar a nação, como destaca o mapa 2. A França ainda enfrentará outras guerras até a consolidação concreta do poder, com o absolutismo surgindo apenas no início do século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/2.jpg" alt="" width="365" border="1" height="266" /&gt;&lt;br /&gt;Mapa 2&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras mais importantes no processo de centralização política no período medieval foi Felipe IV, o belo. Preocupou-se com a centralização da arrecadação tributária, imposta aos senhores feudais e à Igreja, provocando uma intensa disputa com os católicos, caracterizada pela excomunhão do rei, que invadiu a Itália e forçou os cardeais a escolherem um novo Papa, que passou a comandar a Igreja a partir da cidade de Avignon, sob comando do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.historianet.com.br/imagens/felipeiv.gif" alt="" width="286" border="1" height="462" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;script language="JavaScript1.1" src="http://afiliados.submarino.com.br/afiliados/get_banner.asp?tipo=full&amp;amp;franq=167920"&gt;&lt;/script&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/portal/Celulares-Telefonia-sl/21507649/?listid=slbaixanokia&amp;amp;menuId=1030&amp;amp;franq=167920&amp;amp;wt.mc_id=afiliados_full&amp;amp;wt.mc_ev=click" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i.s8.com.br/images/afiliados/banner/468x60_celularnokia_21507649.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;      &lt;div id="MaisTextos"&gt;    &lt;h3&gt;Mais textos de &lt;b&gt;Mapas&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;   &lt;/div&gt;             &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=80"&gt;A crise do Império Romano&lt;/a&gt; &lt;i&gt;05/04/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=87"&gt;A Expansão Árabe&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=167"&gt;A Expansão religiosa no século XVI&lt;/a&gt; &lt;i&gt;25/06/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=91"&gt;A Formação da Itália&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=407"&gt;A formação do Japão&lt;/a&gt; &lt;i&gt;17/08/2002&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=183"&gt;A Formação dos EUA&lt;/a&gt; &lt;i&gt;27/07/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=172"&gt;A Guerra dos 30 anos&lt;/a&gt; &lt;i&gt;09/07/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=201"&gt;A Guerra dos Cem Anos&lt;/a&gt; &lt;i&gt;21/08/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=83"&gt;A ocupação da Mesopotâmia&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=284"&gt;A Primeira Guerra Mundial&lt;/a&gt; &lt;i&gt;12/03/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=88"&gt;As Cruzadas&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=81"&gt;As Grandes Descobertas&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=82"&gt;As Primeiras Civilizações&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=315"&gt;Economia no Brasil Colônia&lt;/a&gt; &lt;i&gt;25/06/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=86"&gt;Expansionismo Romano&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;a id="publishButton" class="cssButton" href="javascript:void(0)" target="" onclick="if (this.className.indexOf(&amp;quot;ubtn-disabled&amp;quot;) == -1) {var e = document['stuffform'].publish;(e.length) ? e[0].click() : e.click(); if (window.event) window.event.cancelBubble = true; return false;}"&gt;&lt;div class="cssButtonOuter"&gt;&lt;div class="cssButtonMiddle"&gt;&lt;div class="cssButtonInner"&gt;Publicar postagem&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=89"&gt;Formação das Monarquias Nacionais&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=78"&gt;O Império Bizantino&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=345"&gt;O Império Russo&lt;/a&gt; &lt;i&gt;13/08/2001&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=252"&gt;O Neocolonialismo&lt;/a&gt; &lt;i&gt;11/11/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=558"&gt;O Reino Franco&lt;/a&gt; &lt;i&gt;03/09/2003&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=90"&gt;O Sacro Império Romano Germânico&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=84"&gt;Os Impérios Mesopotâmicos&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=79"&gt;Os Povos Bárbaros&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=85"&gt;Palestina e Fenícia na Antiguidade&lt;/a&gt; &lt;i&gt;04/05/2000&lt;/i&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>china antiga - 5ª</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/china-antiga-5.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:17:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7568315392417749409</guid><description>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em decorrência das invasões sofridas, a China foi dividida em reinos feudais independentes no período compreendido entre os séculos III e IV. Neste tipo de reino, o rei desempenhava a função de chefe religioso e aos nobres cabia a responsabilidade de defender o território contra as invasões estrangeiras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Dinastias Chinesas &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Após um período de luta entre os principados, quando os nobres já se encontravam mais fortes do que o rei, deu-se início ao surgindo das primeiras dinastias chinesas. A primeira delas foi a &lt;b&gt;Sui&lt;/b&gt;, que no ano de 580 consegui unificar os reinos. No ano de 618, esta dinastia foi substituída pela &lt;b&gt;Tang&lt;/b&gt;, que teve como ponto marcante a contribuição significativa com o desenvolvimento cultural do povo chinês. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;A &lt;b&gt;dinastia Tang&lt;/b&gt; entra em declínio após ser derrotada pelos &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/historia/arabe"&gt; árabes&lt;/a&gt; no ano de 751, sendo substituída, em 907, pela &lt;b&gt;dinastia Sung&lt;/b&gt;, que elevou o crescimento econômico e estimulou o desenvolvimento da &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/o_que_e/cultura.htm"&gt;cultura&lt;/a&gt;. Foi durante esta dinastia que a pólvora foi inventada. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;A partir da linha de pensamento do filósofo Confúcio, que defendia a idéia de que a natureza humana é boa, porém, é corrompida pelo uso indevido do poder, a política foi influenciada de tal forma que contribuiu com a unificação cultural da China. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;No período compreendido entre os anos de 1211 e 1215, os mongóis invadem a China e dão início ao seu império, que passa a ser dividido em 12 províncias; contudo, eles dão continuidade ao desenvolvimento alcançado pelo reino anterior. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Em 1368, a dinastia mongol é derrubada pela resistência interna, e, esta, assume o poder com o nome de &lt;b&gt;dinastia Ming&lt;/b&gt;. Durante este período, foi realizada uma política que expandiu o território chinês para a Manchúria, Indochina e Mongólia. Entretanto, este reinado começa a cair em decorrência da chegada dos europeus, em 1516, e tem seu fim definitivo no ano de 1644, após a invasão manchu. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;Quando estudamos a China, não podemos deixar de estudar outros dois pontos importantes: O primeiro deles é o &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/budismo"&gt;budismo&lt;/a&gt;, que teve forte influência nas manifestações artísticas chinesas como a &lt;a href="http://www.suapesquisa.com/literatura"&gt;literatura&lt;/a&gt;, a pintura e a escultura. O segundo é a Grande Muralha da China, que foi levantada, antes do século III A.C, com o propósito de defender os principados contra as invasões de seus inimigos. Foi reconstruída ente os séculos XV e XVI cruzando o país de leste a oeste.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Construção da História               Chinesa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A China já produzia sua História e métodos         historiográficos próprios muito antes da chegada das concepções         européias de ciências humanas no século XIX. E - diga-se de passagem         - estes métodos eram tão bem articulados que os primeiros         pesquisadores estrangeiros aceitaram, por diversas vezes, as versões         chinesas sobre o seu próprio passado sem muito discutir (Watson, 1969:         11-6 e Gernet, 1979: 29-36).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A História chinesa começou a ser         redigida tendo por mister resgatar uma idéia de passado que servisse de         modelo para as gerações futuras. Assim sendo, os chineses começaram,         desde cedo, a empreender a prática de registrar, analisar, recolher         dados e fixar eventos como forma de referendar certas concepções de         universo e sociedade nas quais se viam inseridos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os dois primeiros grandes historiadores         chineses teriam sido Confúcio (Kong Fuzi), que teria vivido no século         VI a.C. e que se tornou famoso pela escola de pensamento desenvolvida a         partir de seus ensinamentos; e Sima Qian (século II-I a.C.), o         “pai” da História chinesa, que desenvolveu os métodos de pesquisa         empregados na redação dos registros dinásticos até o fim da era         imperial. Isso não quer dizer que antes disso a China não houvesse         produzido textos históricos; mas Confúcio foi o primeiro grande         recuperador e editor destes conteúdos - como a sua produção comprova         -, enquanto Sima Qian foi o organizador da primeira cronologia histórica         “definitiva” das dinastias antigas, bem como biógrafo dos grandes         nomes da história e do pensamento chinês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Soma-se isso ao fato da cultura chinesa         apreciar com gosto a tradição enciclopedista: no mesmo século VI         a.C., grande parte dos autores que integravam as diversas escolas filosóficas         haviam tido experiências trabalhando no acervo de bibliotecas         particulares ou dos governos locais. Este material literário, que         aparentemente já era produzido em larga escala, serviria de base tanto         para Confúcio quanto para Sima Qian (ainda que em épocas distintas)         redigirem seus escritos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A idéia que temos é que estes conjuntos         de escritos açambarcavam diversos ramos do saber, desde arte até ciências         e História. Na dinastia Han temos o conhecimento de que obras         abrangentes (que teriam inspirado, séculos depois, as enciclopédias         ocidentais) já eram produzidas, com o fim de instruir os elementos         candidatos a burocracia em todos os níveis de avaliação exigidos         (Guignard, 1957).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Confúcio, portanto, teria se valido         deste arcabouço para eleger aqueles que seriam os livros tidos como clássicos         na literatura chinesa: o Shu Jing (Livro das Histórias), o Shi Jing         (Livro dos cânticos), o I Jing (Livro das Mutações), o Li Qi (Livro         dos Rituais), o Chun Qiu (os Anais das Primaveras e Outonos, acrescido         de comentários posteriores denominados Zhuo Quan) e o Yue Jing (Livro         da Música - este, perdido). Destes, dois são objetivamente históricos:         o Shu Jing e o Chun Qiu. O Shi Jing e o Li Qi nos dariam idéias de como         seriam os hábitos e práticas culturais e sociais do período Zhou (mas         que Confúcio transpõe igualmente para os períodos mais anteriores da         História Chinesa); e por fim, o I Jing, que seria um livro sobre as         formas primitivas de pensamento e ciência chinesa, bem como de         importante uso oracular e religioso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Sua preocupação, porém, era arrumar o         conhecimento contido nos textos de acordo com sua pregação moral, sem         fazer um trabalho de análise da veracidade das fontes. Este problema não         parecia ser sua preocupação mais importante: os exemplos, dados pelos         grandes personagens históricos, é que bastavam por si só para         ilustrar as idéias por ele defendidas: "Quem, ao repassar o velho,         descobre o novo é apto para ser mestre” (Lunyu, 2). E não é impossível,         por conseguinte, que Confúcio mesmo acreditasse nestas versões com fé,         tendo em vista sua veneração pelo passado: “Eu transmito, não         invento nada. Confio no passado e o amo” (Lunyu, 7).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Mas seu trabalho é um divisor de águas         no desenvolvimento da História Chinesa: é ele quem constrói a         primeira grande versão da história antiga que envolve as dinastias, os         personagens míticos e a realidade de sua época. Outros escritos do gênero         - como os Anais de Bambu, descobertos recentemente - indicam que há uma         grande probabilidade de Confúcio ter condensado, pela primeira vez, uma         única versão histórica abrangente utilizando-se, para isso, de versões         do Shu Jing, que tal como os outros livros, existiam anteriormente ao         seu período de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O poder desta realização se faz sentir         na própria existência das outras escolas de pensamento que foram         contemporâneas ou posteriores ao Mestre: apesar de cada uma delas ter         legado seus escritos, nenhuma produziu um texto histórico ou uma versão         do Shu Jing que tenha sobrevivido. Parece-nos que era mais fácil as         mesmas se utilizarem da versão confucionista para tecer seus próprios         comentários e críticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Obviamente, as obras de Confúcio foram         alteradas em períodos posteriores por diversos autores, muitos deles         seguidores de sua escola (Yutang, 1957:131-142). Na época da dinastia         Qin (III a.C.), quando ocorreu a primeira grande queima de livros que se         tem notícia, as obras do pensamento confucionista foram perseguidas e         destruídas em grande número, o que fez com que houvesse uma         disparidade patente entre as versões sobreviventes que foram redigidas         durante a época da dinastia Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Por conta disso, o trabalho realizado por         Sima Qian (II-I a.C.), o Shi Ji, ou Registros Históricos, situa-no como         o primeiro grande Historiador de facto não só da dinastia Han como de         toda a China antiga e posterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;No vácuo deixado pelo trabalho de Confúcio,         várias outras obras históricas foram produzidas, mas em geral era         fragmentárias e pouco abrangentes. O Caos vivido pela época dos         Estados Combatentes legou uma grande quantidade de Anais de cunho local,         restritos a existência breve e conturbada de efêmeros reinos, cuja         sobrevivência era bastante volátil. Foram destas reminiscências que o         pai de Sima Qian, Sima Tan, historiador da dinastia Han, iniciou, por         conseguinte, a redação de uma História da China que tivesse início         nos tempos mais antigos e que culminasse com a glória da dinastia Han,         em todo seu poder e força. Sima Tan morreu, porém, antes de construir         seu trabalho: coube ao seu filho, Sima Qian, continua-lo, o que fez de         forma brilhante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Inicialmente, Sima Qian se encarregou de         verificar a veracidade das informações contidas nos registros históricos,         inclusive nos escritos confucionistas. Utilizando o apoio e os recursos         financiados pela burocracia imperial, coletou de informações em         diversas regiões do império, que depois ele iria cruzar e avaliar.         Partindo desta premissa, não se limitou a fazer versões que         conjugassem os dados obtidos, mas tentou analisar, dentro de uma         perspectiva crítica, qual das versões existentes parecia ser a mais         razoável. Comparou o resultado destas observações com as tabelas         astronômicas que continham os registro de eclipses e posições astrológicas,         verificando a autenticidade da datação dos acontecimentos. E ainda,         sendo meticuloso ao extremo e sincero no seu trabalho, criticou tanto os         personagens de sua história quanto sua própria incapacidade, por         vezes, de detalhar melhor a biografia das pessoas e acontecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O resultado disso era sua afirmação de         que sua obra não poderia assegurar a validade dos acontecimentos até o         ano de 841 a.C., quando então as fontes estariam por demais obscuras.         Hoje, estão comprovadas, por uma série de análises arqueológicas e         textuais que as datas apresentadas no Shi Ji estão corretas, realmente,         até onde seu autor podia assegurar! (Gernet, 1969:29-36)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Supõe-se que o trabalho deste autor         tenha ainda sofrido a influência do confucionismo cosmológico de Dong         Zhongshu, fortemente calcado nas teorias da escola Wu Xing, ou escola         das Cinco Energias. Esta corrente do pensamento chinês, que seria         depois uma das bases da ciência tradicional, defendia um sistema no         qual os ciclos de reprodução e destruição mútua dos cinco elementos         (ou identidades) básicos da natureza representavam a manifestação da         ordem cósmica, e se reproduziam em todas as instâncias da existência.         Sima Qian teria se utilizado, provavelmente, destas concepções para         modificar ou interpretar certos acontecimentos históricos, o que         surpreendentemente não altera de fato seus conteúdos, mas sim suas análises         em certos pontos. (Granet, 1979)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Um destacado seguidor da linha de Sima         Qian foi Ban Gu (I d.C.), que foi o redator do Han Shu, ou Anais de Han.         Mais conciso, e menos crítico, Ban Gu se limitou a fazer somente uma         história de sua Dinastia, até o período da grande divisão (9-22         d.C.), no que ele praticamente completa o trabalho do Shi Ji,         finalizando a longa cronologia estabelecida pelo seu predecessor. E, a         partir desta época, o modo de se fazer história ganhará uma certa         uniformidade, sendo essencialmente o mesmo que se manterá até o final         do império.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Desta forma, analisemos a seguir as         fontes utilizadas na construção e no estudo desta antiguidade chinesa         e os períodos históricos elaborados pelos mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Documentação Chinesa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Um trabalho sobre a China Antiga não         seria completo se não utilizássemos uma gama variada de fontes,         datadas basicamente a partir da época de Confúcio, como foi visto. Uma         variada coleção de livros era a base, já na época Han, para o estudo         e a compreensão da cultura e do passado da China. No mesmo período, já         havia também até uma certa preocupação em se determinar a época, o         estilo e as formas de alguns objetos artísticos, culminando com a criação         de pequenos museus e antiquários particulares, onde especialistas         trabalhavam, tal como os bibliotecários, para determinar as condições         históricas de uma peça (Paul-David, 1957). Muito provavelmente seus métodos         eram os mesmos do Shi Ji: recolher, comparar e analisar. Mas tal         contribuição no campo da análise material não foi de grande valia,         ao que se saiba, para os antigos chineses, servindo com interesse,         realmente, a arqueologia moderna (que abordaremos adiante).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Voltando as nossas fontes literárias, os         chineses elaboraram classificações diversas das obras que julgavam         serem as mais importantes para o estudo de sua própria História e         Cultura, e no século I a.C. já se havia estabelecido uma categorização         para classificar os textos. O sábio Cai Yong (133-192) (Gernet,         1969:158) fixou, depois, o conteúdo dos seis clássicos (hoje, somente         cinco) que seriam a base fundamental de estudo da cultura, como proposto         por Confúcio: o Shu Jing, Shi Jing, I Jing, Li Qi, Chun Qiu e Yue Jing.         Na divisão estabelecida durante a Dinastia Han, além destes tratados         tidos como básicos, as categorias que se seguiam eram: os textos Históricos         (Shi Ji e o Han Shu) e os Livros das escolas de pensamento,         sub-divididos em; Escola de Confúcio (Lunyu, ou Conversações, Daxue,         ou Grande Ensinamento, Zhongyong, ou Doutrina do Meio e o Livro de         Mengzi, ou Mêncio, recebendo depois a adição do Xiao Jing, ou Clássico         da Fraternidade, e o livro de Xun zi); Escola do Tao (Dao De Jing, ou         Livro do Caminho e da Virtude, de Lao zi, o livro de Lie zi, o livro de         Zhuang Zi e ainda, um tratado intitulado Huainazi); Escola Legista (o         livro de Shang Yang e o Han Fei zi); Escola Moísta (o livro de Mozi); e         por fim, uma parte em aberto onde eram agrupados os diversos tratados de         outras escolas e de vários gêneros tidos como não clássicos, mas         importantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Por isso mesmo, essa classificação         arbitrária não impedia que vários outros livros existentes não         fossem lidos e trabalhados amplamente. É o caso do Nei Jing, ou livro         Interno, um tratado de medicina e ciência antiga utilizado pela Escola         de pensamento do Yin-Yang e pela Escola Wu Xing; havia também o famoso         Sun Zi Bing Fa, ou o Livro da lei da Guerra de Sun Zi, datado da época         dos Estados combatentes; o Zushun Jiniam (o citado Anais de Bambu) e o         Yantienlum, ou Tratado do sal e do ferro, texto datado provavelmente da         época Qin, sobre questões econômicas; somam-se o trabalho de Wang Fu         (Qianfulun - uma coleta de textos críticos ao regime e a sociedade da         época), Wang Chong (Luheng, um longo texto de reflexões críticas         sobre a filosofia e a ciência) e o de Cui Shi (Zhenglun - um tratado         sobre a razão de Estado dos Han), entre vários outros, o que         demonstra, por fim, como eram variadas as fontes nas quais os chineses         podiam beber para construir sua própria história. Assim, esta concisa         apresentação tem apenas por objetivo mostrar o que os próprios         chineses consideravam como básico para se ler: o que não quer dizer         que lessem somente isso, mas o que não quer dizer também que todos         conseguissem ler, ao menos, uma parte destes conteúdos; o que nos faz         concluir que, na China, a produção da História e da Cultura estava         (como em várias outras partes do mundo) fortemente vinculada à elite.         A partir desta época teremos ainda uma fixação mais definitiva dos         textos antigos, que sofrerão alterações ocasionais mas que manterão         uma forma razoavelmente estável até as versões atuais. E, com os         elementos arqueológicos, vamos construindo os modelos de que dispomos -         pois esta é um das ciências que mais tem contribuído para o         conhecimento da China Antiga.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A Arqueologia têm resgatado do fundo da         terra as imagens de uma civilização rica, desenvolvida e poderosa         desde a antiguidade. Já no início do século XX se descobriam as         carapaças de tartaruga com inscrições antiqüíssimas - origem remota         da escrita chinesa, que lhe deu base e a sustenta como a escrita em vigência         mais antiga do mundo; ao mesmo tempo, expedições pela Ásia central         revelavam os incríveis depósitos de textos antigos de Dunhuang,         bibliotecas até hoje a serem traduzidas em sua complitude dada a         quantidade magnífica de achados; na década de 50, as tumbas Shang de         Anyang revelam o mundo dos bronzes antigos, confirmando listagens         antigas de nobres e reis da antiguidade, e alçando a cronologia chinesa         à uma época cada vez mais distante; no seguir das décadas de 60 e 70,         temos as descobertas de tumbas antigas da época Zhou e Qin, incluindo aí         a famosa tumba do Marques de Yi e o colossal mausoléu dos guerreiros de         terracota de Qinshi Huangdi - enfim, a arqueologia chinesa têm         promovido a descoberta de evidências, materiais e obras de arte que         falam por si próprios perante os documentos, mas que muitas das vezes         os complementam e os revelam. Sima Qian terá sua cronologia comprovada;         a tumba de Qinshi Huangdi demonstra também que seu relato sobre a magnífica         cripta não era exagerado. As documentações chinesas, pois, exigem uma         grande habilidade para serem trabalhadas, manipuladas e analisadas,         mostrando a complexidade e profundidade desta cultura (ver Watson, 1969         e Thorp,  &lt;i&gt;Reinos Soterrados da China&lt;/i&gt;, Abril; 1998).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Cronologia Tradicional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os antigos chineses foram, talvez, o único         povo do mundo a não ter um mito universal de criação. Se o tiveram,         era tão pouco importante que não fizeram nenhuma menção a sua existência.         Somente na época dos Han é que um mito deste gênero virá fazer parte         do folclore chinês, sendo importado provavelmente das áreas que haviam         sido recentemente conquistadas no sul do território; e ainda assim, será         deslocado da mitologia tradicional e não será comentado pelos grandes         historiadores da época. (Watson, 1969:11-15 e Campbell, 1999:291-344)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A História chinesa já começa nos seres         humanos. Os tempos antigos, primitivos, reminiscências prováveis dos         períodos proto-históricos, são aqueles nos quais os chineses recebem         os enviados do céu para aprenderem o que precisam para viver (Campbell,         1999:291-300). Esta, com certeza, era uma projeção que os         “historiadores” pouco anteriores a Confúcio, já realizavam sobre o         seu próprio passado, humanizando os elementos primitivos e lendários         que existiriam na suas antigas cronologias, como a do Shu Jing. Este período         antigo dividir-se-ia entre a época dos três patriarcas e a época dos         Cinco soberanos, que antecederiam a primeira dinastia mítica da China,         os Xia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O período dos três patriarcas é uma         construção resultante de fragmentos de documentações diversas e de         reproduções iconográficas tardias (Granet, 1979:27-34).         Constituiria-se no momento em que, nos primórdios da humanidade         chinesa, um enviado de nome Fuxi teria vindo a terra ensinar os seres         humanos a caçar, pescar, fazer o calendário, estruturar as instituições         sociais e de governo. Teria também deduzido e ensinado os Guas, ou         trigramas, utilizados posteriormente no I Jing, através da observação         da Natureza. A primeira referência a esta figura lendária aparece nos         comentários de Confúcio ao mesmo I Jing. (Wilhelm, 1988:158) Com Fuxi         teria vindo sua irmã (ou esposa) Nu Gua, que teria sido a inventora do         ferro e da administração e, por fim, Shen Nung, inventor da medicina e         da agricultura, o que o destacou, posteriormente, no panteão dos deuses         populares (Granet, 1979 e Palmer, 1993:21-33). Estes três primeiros         patriarcas teriam corpos e atributos de animais, o que indica que sua         fixação teria se dado num estágio de transição da religião chinesa         das práticas zoomórficas para o antropozoomorfismo, sendo         possivelmente uma sobrevivência xamânica (Ibdem Granet, p.27-34).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Estes três enviados são substituídos         pelos Cinco soberanos, dentre os quais se destacam o primeiro, Huang Di,         o Imperador Amarelo e os últimos, Yao e Shun (Yutang, 1959: 131-149). O         mesmo Shun que entregou o poder nas mãos de Da Yu (o Grande Yu) (idem,         149-154) para que este resolvesse o problema das inundações chinesas         (tal como o Noé ocidental, mas que ao invés de construir uma arca, fez         barragens, diques e canais, o que torna totalmente humana a questão do         “dilúvio” chinês) e que seria o fundador, depois, da Dinastia Xia.         Huang Di teria sido um imperador místico, patrono da medicina, da         magia, das armas e do poder. Os outros governantes, tal como Yao e Shun,         porém, já haviam ganho um ar muito mais humano, e a própria narrativa         do Shu Jing reforça isso. O Shi Ji também não deu muita importância         à veracidade da mitologia que envolvia Huang Di, tratando-o mais como         um modelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Existia, porém, na época Han, uma         discordância em torno desta cronologia inicial. A primeira linha, tida         como ortodoxa, de forte influência confucionista, tendia a só aceitar         os personagens indicados nas obras de Confúcio, o que praticamente         reduzia a história à presença de Fuxi, Shen-Nung, Huang Di, Yao e         Shun como os primeiros governantes antes de Yu. A minimização dos         outros soberanos e a não inclusão de Nu Gua nesta linha não eram         preocupações destes estudiosos, mais interessados nos aspectos simbólicos         e filosóficos das narrativas. Uma segunda linha, originada na obra de         Sima Qian, entrevia com clareza existência dos cinco soberanos e         aceitava a complementação dos três primeiros patriarcas, somando um número         de oito personagens fundamentais. A atitude deste autor de incluir no         Shi Ji uma visão completa destes sábios governantes parecia         corresponder à crença na escola Wu Xing e nos ciclos dos Cinco         elementos, que somados aos três patriarcas (o que formava a base do Gua,         um trigrama) completavam o número de oito, tais como os oito Guas do Ba         Gua. (Granet, 1979: 92-155)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Controvérsias à parte, a não-ortodoxia         do Shi Ji terminou por prevalecer, valendo sua versão. Não devemos         esquecer, porém, que estes personagens não eram invenção de Sima         Qian, já existindo em outros compêndios históricos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Após os Cinco soberanos, a realeza Xia         teria sido a primeira a receber o Mandato do Céu (Ming Tien), uma         investidura gerada pelos deuses e ancestrais para que os sábios         administrassem o homem e a terra. O ideograma Wang &lt;img src="http://orientalismo.vilabol.uol.com.br/004.ht5.gif" width="17" border="0" height="14" /&gt;         (rei), composto de três traços horizontais e um vertical, que os         corta, corresponde diretamente a esta concepção: que o soberano é         alguém encarregado de unir o céu, a terra e o homem. O Mandato se         extinguiria quando uma dinastia perdesse suas virtudes (De), o que         correspondia a um movimento cíclico, reprodução direta da ordem cósmica         e da natureza, inexoravelmente ligado aos processos de decadência e         renascimento do universo. Tais concepções, no entanto, são tidas         atualmente como uma transposição dos Zhou ao passado, e uma versão         histórica mais atual e palpável entende que o objetivo desta proposta         ideológica era fomentar a idéia de uma antiguidade perfeita e         harmoniosa, justificadora do poder desta dinastia. Aliás, esta, de         fato, é que inaugura a prática do Mandato como ritual político (ver o         Lunyu, 20).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Xia teriam sido substituídos, em sua         fase de decadência, pelos Shang (Yin), em torno do século XX-XV a.C. (Shiji,         3) Com uma cultura tecnicamente avançada, os Shang aparecem na História         chinesa como os grandes empreendedores do politeísmo antropomórfico (e         dos holocaustos humanos), dos carros de guerra e de uma escrita que         aparece fartamente representada nos ossos e carapaças oraculares de         tartaruga. Uma sucessão de confrontos políticos, intrigas e guerras         culminam com a decadência dos mesmos, o que permitiu a ascensão dos         Zhou ao poder em torno do século X a.C. Estes fundam um novo sistema         político, baseado na divisão feudal da terra, onde um grupo de nobres         trocava seu apoio à casa de Zhou por propriedades e bens. Uma nova fase         de expansão do território, inaugurada pelo início bem sucedido desta         política, colocou os Zhou em contato com os “bárbaros” do norte         (que já ameaçavam os Shang), lançando-os num processo interminável         de guerras que - num período posterior - forçaram, inclusive, a         transferência da capital, sob ameaça de invasão nômade. Assim, o         sistema feudal chinês terminou por implodir na disputa pelo poder político         e pelos territórios. A época que vai até o século VI a.C. (época de         Confúcio) seria conhecida como época das Primaveras e Outonos,         contidas nos anais do Chun Qiu e no Zhuo Quan. Neste momento, diversos         conflitos e violações das fronteiras entre os reinos e os pequenos         Estados que formavam o “império” Zhou forçaram os chineses a         reverem suas posições diante do mundo e da sociedade. É o que         caracterizou o período das Cem escolas de pensamento, no qual surgiram         confucionistas, taoístas, legistas, moístas, entre outras de menor         relevância. Esse momento acabou por se ver engolido pelos         acontecimentos políticos da época, que numa crescente escalada de violência         culminaram com o período dos Estados Combatentes (datado         tradicionalmente entre 481-221 a.C.), quando se formaram os sete         principais Estados que lutariam pelo poder até a vitória de Qin, em         221 a.C., resultando na unificação de todo o Império em um novo         sistema de governo centralizado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Influenciado pelos legistas, o primeiro         auto-proclamado imperador Qin, Qin Shi Huang Di, estabeleceu sua         dinastia sob novas bases, concentrando o poder em suas mãos e criando         uma administração forte e eficiente, que regulava a vida social e econômica         da população. Foi um período de grande desenvolvimento técnico, mas         também de perseguição intelectual e política, quando ocorreu,         inclusive, uma grande queima de livros tidos como ortodoxos e retrógrados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Mas seu reinado foi efêmero, tal como         sua dinastia: apesar das grandes realizações, como o início da         construção da grande muralha para a proteção contra as tribos do         Norte, ou mesmo da unificação da escrita, Qin Shi Huang Di não era         bem quisto, e após sua morte em 210 a.C., nenhum de seus sucessores         conseguiu se manter. Depois de quatro anos de lutas, um ex-camponês e         pequeno funcionário de nome Liu Bang fundou aquela que seria realmente         a primeira grande dinastia chinesa: os Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O período Han foi próspero para a China         Antiga, desenvolvendo o comércio, as relações internacionais,         expandido as fronteiras e fazendo uma administração mais justa e menos         asfixiante que os Qin. Nesta época adota-se o confucionismo como         doutrina oficial de governo, apesar de algumas estruturas anteriores         serem mantidas. Após um interregno, ocasionado por um golpe articulado         por opositores do regime, interessados na restauração dos antigos         costumes (o governo de Wang Mang, de 9-22 d.C.), a dinastia Han se         restabeleceu e conseguiu governar novamente até o século III, quando         se desestruturou por completo, dando margem á uma nova época de         fragmentação. No entanto, as bases para a estrutura imperial já         haviam sido lançadas e, depois dos Han, as outras grandes dinastias         teriam o trabalho de recuperá-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Historiografia Moderna&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Na Europa, os estudos sobre a China foram         bastante imprecisos até o início da Era moderna. Antes disso, versões         históricas como a de Marco Pólo, atualmente bastante discutíveis,         eram utilizadas e aceitas como adequadas (Wood, 1997).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A virada nessas concepções veio com o         impacto das navegações mundiais realizadas no século XVI. Ao se         depararem com uma realidade bem diferente daquela concebida pelos seus         antecessores medievos, portugueses e espanhóis tiveram que por mãos à         obra e iniciaram uma pesquisa maior sobre as civilizações do Oriente,         ainda que sobre o seu prisma colonialista e essencialmente cristão. A         iniciativa lusa, em especial, rendeu frutos, já que os missionários         por eles levados para as colônias orientais foram, por muito tempo, a         fonte principal de informações que toda Europa recebia. Com grande         sucesso, os mesmos conseguiram se instalar nas cortes chinesas,         possuindo uma significativa influência na assessoria aos assuntos         estrangeiros até o século XVIII.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Neste mesmo período, porém, vemos que o         interesse econômico e político de Inglaterra, França e Holanda havia         aumentado significativamente em relação ao Oriente, e o declínio do         poder Ibero abriu as portas dessas civilizações a novos contatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Este processo foi acompanhado pela evolução         da cultura e do pensamento ocidentais. Toda uma geração de pensadores         franceses, alemães e ingleses buscou avidamente identificar e analisar         as formas de filosofia e história vindas de China e Índia. O fascínio         despertado pelas teorias confucionistas, por exemplo, puseram variadas         vezes em xeque as realizações do proselitismo cristão. Mas este foi         um período de intensas trocas de informações e conhecimentos entre         ambas as partes do mundo, sem que houvesse (vale ressaltar), uma         predominância Ocidental nesta via, como muitas vezes a História         moderna tenta passar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;As abordagens mais sérias sobre a China         só começaram, no entanto, a partir do século XIX. Isso de deve a         alguns fatores bem definidos: o Império chinês, até então, era         bastante fechado à presença de estrangeiros, com exceção dos         portugueses, restritos à Macau (Peyreffite, 1997). Estes períodos de         xenofobia são cíclicos na História chinesa, devido às ameaças de         invasão do território: os chineses já haviam vivido sobre o domínio         de uma dinastia estrangeira (os Yuan, 1280-1368) e, nesta época, além         da presença Ocidental, viviam sob o julgo de outra dinastia         estrangeira, os Qing (1644-1911, de origem Manchu). Os traumas         decorrentes destes períodos complicados, somados a incapacidade (e má         vontade) dos estrangeiros em compreender a cultura chinesa gerou, por         conseguinte, uma série de preconceitos e enganos. Foi preciso uma evolução         dos métodos historiográficos e sociológicos para que as relações         culturais pudessem se flexibilizar e se distender entre europeus e         chineses. O momento inicial desta mudança foi, justamente, o conturbado         final do século XIX.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Podemos adicionar a estes problemas o         fato da China ter uma história milenar e complexa, e somente por         caminhos tortuosos e fatigantes o monólito desta estrutura começou a         ser dissecado, analisado, investigado e valorizado por suas características         singulares e impressionantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os primeiros historiadores modernos da         China foram essencialmente literatos, que no período XIX-XX iniciaram o         trabalho de tradução das obras clássicas e pesquisa dos “fatos”         históricos. Duas vertentes se destacaram nesta época: a primeira, que         creditava legitimidade à cronologia clássica chinesa, devido à sua         aparente coerência; e a segunda, que tentou adaptar o modelo clássico         greco-romano para o contexto indu-chinês. Assim sendo, a primeira         corrente considerava a legitimidade dos conteúdos culturais chineses,         conquanto a segunda tentava delimitá-la como uma manifestação aperfeiçoada         da sociedade indiana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Atualmente, História e Arqueologia         tendem a comprovar a originalidade cultural da China e, embora a         cronologia tradicional já não seja aceita sem as correções e análises         posteriores, a segunda vertente (indu-chinesa) verificou-se uma construção         totalmente irreal. No entanto, esta concepção se arraigou fortemente         nos meios acadêmicos e no senso comum, o que nos gera, até hoje, uma série         de enganos na interpretação e na análise do Oriente, tanto antigo         quanto moderno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Nesta fase dos estudos chineses (XIX-XX),         podemos destacar importantes autores como Herbet Gilles, James Legge         (ambos ingleses) e Edouard Chavannes, da França. Este último é         considerado, em particular, o “pai” da moderna Sinologia francesa,         por seus métodos amplos e abrangentes, que buscavam conjugar         Arqueologia, Literatura e História, realizando basicamente um trabalho         interdisciplinar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Seu grande seguidor, e um dos maiores         especialistas em China que o mundo já conheceu foi Marcel Granet, que         nas primeiras décadas do século XX produziu livros diversos que, em         muitos pontos, continuam atuais até os dias de hoje. Não obstante ser         um grande Sinólogo, Marcel Granet também foi um especialista em métodos         históricos e sociológicos, tendo formado vários dos autores que         dariam ensejo à formação da Escola dos Annales, contribuindo na crítica         e na reformulação das técnicas de análise sobre as culturas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;As guerras trouxeram para a China, no         entanto, uma séria interrupção dos trabalhos históricos e arqueológicos.         Em 1928, por exemplo, haviam sido descobertas grandes coleções de         inscrições Shang-Yin em carapaças de tartaruga, fomentando a revisão         das cronologias tradicionais em função da análise de genealogia dos         ideogramas. (30) No entanto, na primeira década do século XX a China         havia derrubado a Monarquia e instalado a República. E, na década de         30, já estava sendo invadida pelo Japão. Logo, houve muito pouco tempo         para realização destes trabalhos inovadores com regularidade. Depois,         com a segunda guerra, a revolução comunista e outros processos         tumultuosos, a China só veio a recuperar suas pesquisas sobre         Antiguidade com maior eficiência e constância na década de 60. Isso         demonstra o quanto esta Nova História chinesa é recente. Para se ter         idéia, o momento dourado da arqueologia chinesa ocorre nos anos 70, com         a descoberta de novos sítios Shang e Zhou (os primeiros haviam sido         descobertos na década de 20 e depois, na de 50) e do túmulo do         imperador Qin Shi Huang Di (até hoje em fase de escavação, tendo em         vista que as partes recuperadas provavelmente não correspondem nem a         1/5 do monumento como um todo).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A partir dos anos 50 a História da China         começou, então, a ser reavaliada em várias partes do mundo. Autores         como Chan Wing-tsit e Feng Yulan começaram a ser amplamente valorizados         por seus estudos no campo filosófico chinês. O trabalho do Sinólogo         alemão Richard Wilhelm, da década de 30, foi recuperado e divulgado         por suas considerações únicas em torno da funcionalidade das idéias         chinesas. Na arqueologia, o trabalho inovador de Kwang Chang trouxe uma         nova luz sobre os períodos antigos. E o inglês Joseph Needham surge,         depois desses anos 50, como o grande historiador das ciências         sino-orientais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Na China, a História esteve engajada no         discurso marxista até o início dos anos 80, colocando o antigo         pensamento chinês como uma sobrevivência reacionária e conservadora.         A arqueologia trabalhou diretamente com métodos quantitativos, não         dando muita margem para considerações cognitivas e simbólicas. No         entanto, a partir desta época de distensão do sistema político, os         chineses começaram também a lidar com outras vertentes culturalistas e         o resultado disso foi um resgate interessantíssimo das antigas tradições,         sob um novo olhar técnico e teórico. As tradições do pensamento e da         cultura têm sido valorizadas pelos seus aspectos antropológicos e         filosóficos, e a academia chinesa tem formulado propostas metodológicas         bastante criativas, inseridas num contexto transculturalista que visa         discutir todas as conceituações históricas (essencialmente         ocidentais) sob um novo prisma (embora uma parcela significativa destes         mesmos autores nativos esteja se utilizando deste expediente para         re-afirmar uma suposta “superioridade cultural” chinesa... uma         reminiscência xenófoba e sinocentrista derivada, como podemos ver, da         fusão entre as sobrevivências culturais milenares com o revanchismo         pelos tempos coloniais e pela formulação de um novo nacionalismo chinês).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Podemos afirmar, por conseguinte, que o         estudo da China têm sido abordado por vieses variados. A Sinologia,         enquanto “ciência das coisas chinesas”, tem tentado se livrar de         sua pesada carga eurocentrista e colonialista para se tornar uma         proposta abrangente e mais completa de estudo sobre a civilização,         englobando um trabalho interdisciplinar na formação de especialistas.         A História cultural também tem dado espaço a autores brilhantes, como         Jonathan Spence e André Levy. A arqueologia chinesa tem se desenvolvido         fortemente, mas quase sempre nas mãos de pesquisadores nativos. O         grande desafio hoje, no estudo sobre a China tem sido, de fato, se         livrar da incomoda bagagem dos tempos colonialistas (e racistas) que         tantas deformações trouxeram ao campo das ciências humanas como também,         esclarecer o público sobre os estereótipos múltiplos que se formaram         em torno das culturas orientais, principalmente os de caráter esotérico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Dando continuidade à nossa análise das         visões modernas sobre a História da China Antiga, o que observamos,         hoje, é um consenso em torno de alguns aspectos que envolvem a         cronologia tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Em primeiro lugar, as fontes sobre as         quais esta cronologia era estruturada derivavam, essencialmente, da         ortodoxia confucionista. Assim sendo, podemos compreender que muitas das         construções propostas pela antiga história chinesa, principalmente em         torno das dinastias Xia e Shang-Yin seriam, na verdade, superposições         da cultura Zhou sobre o passado. Isso fica evidente pelo trabalho         arqueológico que envolve a descoberta da cultura Shang.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Inicialmente, ainda não existem comprovações         diretas sobre a existência de uma Dinastia Xia. As duas culturas neolíticas         existentes, a de Yangshao e a de Longshan, demonstram ser diferentes         entre si, mas não existe nenhum indício de serem mais do que sítios         proto-históricos (Barnes, 1993; Jopert, 1979:22-54). Mas, como         afirmamos, a arqueologia continua se desenvolvendo: é possível,         portanto, que num futuro próximo seja identificado algum indício que         constitua uma prova definitiva sobre um sistema monárquico antigo         denominado Xia. No entanto, isso ainda é suposição e por isso         trabalharemos com o que temos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os momentos iniciais dos Zhou também são         um pouco obscuros: depois do século VIII a.C. as datações melhoram,         mas no caso das biografias dos personagens históricos, estas continuam         um tanto confusas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Para efeito comparativo, segue uma tabela         entre a cronologia tradicional e a moderna, a partir da qual         detalharemos, nos próximos capítulos, os períodos históricos e suas         constituições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;*Notação: as datas registradas nos períodos         de 841 a.C. do Shi Ji ainda são aceitas como corretas, sem grande         contestação. A variação de algumas aparece, somente, em relação às         biografias de algumas figuras importantes dos séculos VII-V a.C.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;table width="100%" border="0" cellpadding="2"&gt;           &lt;tbody&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Períodos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Tradicional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Moderna&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Arqueologia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;3 patriarcas e 5                 soberanos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-2852                 -2205&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Período                 Proto-Histórico&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Imperador Yao&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-2356                 - 2255&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Cerâmica                 Preta e Pintada&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Imperador Shun&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-2852                 -2205&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Cultura                 Yang Shao e Long Shan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Dinastia Xia&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-2205                 -1766&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Fase                 de Transição&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Dinastia Shang&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-1766                 -1122&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-1500                 -1028&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Bronze 1&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Zhou anterior&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-1122                 -650&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-1027                 -650&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Bronze 2&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Zhou posterior&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-650 -221&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-700 -                 221&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Bronze                 Tardio e Ferro&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Período Qin&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-221 -206&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-221 -                 206&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Teoria                 dos 5 Elementos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Han anterior&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-206 +9&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;-206 +9&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;             &lt;tr&gt;               &lt;td width="25%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;Han posterior&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;+22 +220&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;+22 +220&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;               &lt;td width="25%" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;             &lt;/tr&gt;           &lt;/tbody&gt;         &lt;/table&gt;         &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Vemos que a Cronologia         tradicional coloca a cultura chinesa como uma das mais antigas do mundo,         junto com as da Índia e do Médio Oriente. Tem se feito um grande esforço,         dentro da China, para resgatar o valor das datações tradicionais, em         função de uma suposta antiguidade longínqua que justificasse a         “ascendência” cultural chinesa sobre as outras civilizações         mundiais. Este trabalho, ideologicamente engajado, não tem conseguido         grandes êxitos. Os avanços arqueológicos têm sido significativos,         mas as tentativas de sobrepor as descobertas materiais às datações         antigas são ocasionalmente falhas. A crítica que se faz a este         trabalho é, sobretudo, quanto ao seu discurso nacionalista, tal como         tem acontecido também com a História Indiana. Mas, felizmente, esta         visão não é abrangente e mesmo em seus países de origem ela é         contestada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Período Shang&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A civilização Shang é conhecida, também,         como Idade do Bronze Chinês ou Época da Realeza Palaciana. No entanto,         ambos os termos são um tanto quanto imprecisos. Nossa tendência é         sempre de realizar uma analogia entre os sistemas políticos e sociais         da antiga China com os nossos equivalentes ocidentais, mas tal consideração         merece uma avaliação cuidadosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Vejamos a denominação arqueológica: na         época Shang, a metalurgia do Bronze desenvolveu-se tecnicamente de         forma rápida e avançada, ultrapassando em muito as conquistas do         Ocidente. No entanto, houve também um relativo domínio do ferro, que,         no entanto, conviveu muito tempo com o bronze sem substituí-lo. E,         quando o ferro passa a ser utilizado mais amplamente, na época dos Qin         - Han, uma das etapas de transição (a do ferro martelado para a do         ferro fundido) parece não ter existido, conquanto as técnicas do         bronze possam ter sido utilizadas como substitutas para tal fim. Os         Shang também dominavam a construção de carros de combate, com os         quais guerreavam e eram enterrados: e até a época Han estes foram         utilizados de forma ampla. Tais indícios, por conseguinte, demonstram         que a uniformidade que caracteriza os períodos arqueológicos no         Ocidente não pode ser aplicada, sem uma devida adaptação, ao contexto         chinês. O mesmo acontece em relação à denominação histórica de         Realeza Palaciana. Sabe-se que os Shang viviam em cidades-estado e que         estas, muito provavelmente, possuíam alguma autonomia. No entanto,         quais eram as relações entre as mesmas que caracterizariam,         possivelmente, uma monarquia, tal como existia na época? Podemos falar         de um imperador Shang ou de Reis Shang? Sabemos também que eles se         identificavam como um grupo étnico de características particulares e         comuns, mas em que isso influenciava sua prática política e social? As         respostas que possuímos para este período são ainda um pouco         incompletas e inseguras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Shang pareciam ser um grupo étnico         fortemente vinculado a cultura Longshan, evidenciado por algumas         semelhanças em suas culturas materiais: uso de muros de terra batida em         torno das cidades, utilização de ossos e tartarugas em artes divinatórias,         e um estilo artístico próprio que aparecia nas cerâmicas antigas         (preta e pintada) (Gernet, 1979:58-61). Há um hiato, no entanto, entre         o surgimento dos Shang e a civilização Longshan; a primeira surge, nos         depósitos arqueológicos, longe dos tempos ceramistas, dominando uma         avançada técnica de emprego do bronze; "Como os homens da cultura         Longshan e os da cerâmica cinzenta, os Shang fizeram grande uso da         madeira para as suas construções e a sua baixela.&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Toda uma série de vasos de bronze – aqueles cujas formas são         angulares – seriam cópias de vasos de madeira.&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Por outro lado, a arte dos Shang é uma arte animalista, não         apenas na decoração como nas formas, dando provas, num tal domínio,         de uma fantasia e um gênio inventivo surpreendentes (vasos em forma de         carneiros, de corujas, de rinocerontes, de elefantes...).&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Só pela sua arte, a civilização chinesa da época dos Shang         apresenta-se já, praticamente, tanto como&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;uma civilização de caçadores e criadores como de         agricultores'.(ibidem, 1969)&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;         O Bronze, aliás, é a grande marca dos Shang: inúmeras coleções de         recipientes dos mais variados tipos e funções são normalmente         encontradas nas tumbas deste período. O estilo artístico empregado em         sua confecção (já nesta época realizada em pré-moldados) manifesta         os elementos identificadores da cultura Shang. Sua composição étnica         é comprovada pelo estilo inconfundível dos vasos rituais trípodas e         pela máscara Tao Tieh, motivo decorativo vulgar (e aparentemente         estatal) que identificava o grupo. Soma-se a isso a escrita, que aparece         nos cascos de tartaruga e ossos animais para realização de presságios         e oráculos. Este sistema de inscrições está parcialmente decifrado,         e possui conexões com os ideogramas que comporiam a escrita chinesa tal         como conhecemos hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O aspecto ritual e religioso desta         sociedade é de suma importância, tendo em vista a quantidade de         achados do gênero: sacrifícios constantes de carne e vinho de arroz         eram feitos aos deuses (que tinham características transitórias entre         o Zoomorfismo e o Antropozoomorfismo) e depositadas em urnas especiais,         das quais muitas sobreviveram graça a sua qualidade. Por vezes, os         mesmos ritos buscavam atrair reis mortos e grandes antepassados. As         tumbas Shang demonstram que havia a prática da servidão e do         escravismo, já que eram feitos holocaustos maciços de condenados,         presos e pessoas dedicadas em vida (e também, na morte) ao nobre         falecido. Este era enterrado com seus pertences materiais, armas,         animais e os mesmos servidores degolados, cuja cabeça era depositada em         separado do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Shang não eram também um grupo         disperso: apesar da vida organizada em cidades semi-autônomas, parece         ter havido a ascensão de reis responsáveis pela administração dos         interesses coletivos das comunidades. Três são os motivos que nos         levam a crer nisso: primeiro, a construção de cidades centrais         (capitais), dentre as quais se destaca Anyang, responsável pela         articulação e reprodução do poder Shang; "&lt;span style="color: black;" lang="EN-US"&gt;Os         Shang parecem ter-se organizado como uma forma de cidade-Estado sob uma         monarquia que, no início, foi muito forte. Havia aldeias-satélites não         muito longe da capital central e o Estado tinha meios de controlar as         comunidades a uma grande distância. Mais de 50 sítios com restos dos         Shang, nove deles de grande, importância, foram identificados na região         do rio Amarelo e da planície da China setentrional. A localização da         capital murada sofria mudanças, e dois dos mais importantes sítios         foram Zhengzhou (provavelmente a antiga capital de Ao), fundada durante         o reinado do décimo monarca e ocupada desde c. 1500 a 1300, e Anyang,         também conhecida como Grande Shang, que data do tempo do 19o rei, em         1300, até a queda da dinastia em 1027 a.C" (Morton, 1986); &lt;/span&gt;em         segundo lugar, a necessidade existente de resistir às invasões         daqueles que eles julgavam ser “bárbaros”, na verdade povos nômades         ou mesmo outros reinos que conviveram com esta dinastia no espaço físico         da China Antiga; por fim, o fato de existirem listas com as gerações         reais que coincidem, com precisão razoável, com as apresentadas por         Sima Qian no Shi Ji.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O domínio dos mesmos se restringiu         bastante à região norte, e suas fronteiras viviam em constante tensão         e conflito. Seu modo de vida, essencialmente agrícola, apresenta uma         certa inclinação pecuária que se refletia nos hábitos alimentares e         nos sacrifícios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Existem indícios de que a agonia dos         Shang, em torno do século XI, se deu pela fragmentação de seu poder         interno, aliado ao contexto de invasão externa que teria sido promovido         pelos grupos constituidores da dinastia posterior, os Zhou. Os elementos         que denotam a diferenciação entre estes estrangeiros e os Shang estão         presentes, por exemplo, nas questões religiosas. Uma das primeiras         medidas Zhou foi acabar com a prática dos sacrifícios humanos quando         da morte de nobres: estes foram substituídos por estátuas de pedra ou         madeira. Os Zhou aparecem como mais guerreiros, dinâmicos, mas com uma         mentalidade aberta o suficiente para absorver os elementos culturais e técnicos         que mais lhes interessavam dos Shang. É o caso dos estilos artísticos         e da manutenção do Bronze. No entanto, ocorreu uma transformação no         sistema político e social, já que os Zhou instauraram um novo tipo de         regime monárquico feudatário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Assim sendo, parece-nos que os Shang são         o primeiro grupo organizado, na civilização chinesa, a partir de uma série         de reminiscências proto-históricas que lhes garantem seu caráter. No         entanto, vemos que outros grupos conviveram com os Shang em seu período         de existência, o que nos faz concluir que a construção confucionista         de uma história dinástica e étnica linear não era precisa: os Zhou         seriam, em essência, uma fusão da cultura Shang modificada com os         elementos trazidos por outros grupos étnicos habitantes de um espaço         entre noroeste e o alto sudoeste chinês. E com os Zhou se iniciaria, no         imaginário chinês, o “grande período de Ouro”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Período Zhou&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A época Zhou é         conhecida por uma terminologia variada: ela já foi chamada de Idade dos         principados, Época Feudal chinesa e Primeiro Grande Império.         Analisemos cada uma dessas visões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;O termo Idade dos         Principados remete-se à política da casa de Zhou de distribuição de         terras e títulos nobiliárquicos para os aliados e servidores fiéis.         Desta forma, era possível dentro do “Império Zhou” a existência         de reinos quase autônomos, que guerreavam entre si sob o arbítrio da         casa imperial. Esta denominação parece ser adequada, portanto, ao         contexto da época final dos Zhou, mas não sabemos se vale para os períodos         iniciais, onde não existiria uma fragmentação política tão grande.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Já o termo Feudalismo         Chinês é uma sobreposição do equivalente lingüístico ocidental ao         sistema político e econômico implementado pelos Zhou, que incluía         relações de vassalagem e uma hierarquia social baseada em títulos e         funções sociais. No entanto, este termo também é criticado pela sua         especificidade, que não parece ser plenamente aplicável ao caso chinês,         tendo em vista as diferenças que caracterizam as instituições         constituintes do poder no modelo Zhou (Gernet, 1979:58).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A idéia de primeiro         grande Império é uma sobrevivência das interpretações clássicas         confucionistas sobre a História Antiga. Vemos que os chineses tinham a         tendência de articular os períodos passados numa única linha cronológica         e espacial, sem observar suas variações étnicas e materiais. No         entanto, a preocupação dos mesmos era explicar os momentos contemporâneos         de suas vidas, para os quais as alterações nas estruturas históricas         passadas nada significavam, portanto, se fossem desprovidas de um         sentido simbólico. Assim, o fato dos Zhou representarem uma casa monárquica         que intermediava a ação política dentro da China Antiga e que haviam         inaugurado o Mandato do Céu como instituição, por si só bastava aos         classicistas para denomina-lo como Império. Na verdade, temos que         considerar que o que chamamos realmente de Imperium Chinês (ou seja, a         partir dos Qin), é, também, uma construção da nossa historiografia.         O que é para nós uma radical mudança no sistema político antigo,         através dos Qin, que caracterizaria o processo de unificação e         construção de uma nova estrutura administrativa e cultural era (e         ainda é, para alguns chineses) apenas uma mudança na continuidade histórica.         E devemos lembrar ainda que o termo Império é de origem Latina: até         existem alguns equivalentes homeomórficos na língua chinesa, mas         nenhum deles preciso. Assim, é difícil pensar em como podemos associar         a terminologia Imperium ao caso chinês. No entanto, a contestação que         se faz desta linha historiográfica é que ela tende a não observar as         rupturas e transformações históricas de forma significativa, tendendo         a um imobilismo cultural e ideológico. Ela não observa também as         modificações institucionais que asseguram uma nova perspectiva social         e política ao longo da História chinesa. Logo, podemos afirmar com         segurança que este terceiro ponto de vista é uma reprodução direta         do imaginário antigo, que criou uma cronologia única e articulada, mas         que não é pertinente com as transformações que ocorreram no plano         material e institucional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Vemos assim que a utilização         destas três terminologias não é, por conseguinte, totalmente         conflitante ou impossível, mas exige cuidado e especificidade nos casos         de análise.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A História dos Zhou,         segundo uma tradição ainda aceita (de acordo como o Shu Jing e com o         Shi Ji) começa com a derrocada dos Shang em torno dos séculos XI-X         a.C. Os grupos étnicos que comporiam os Zhou teriam uma ascendência próxima         dos Shang-Yin (manifesta pelos estilos artísticos e pela escrita), mas         habitavam fora do território “imperial”, e viviam em contato direto         com os “bárbaros”. De tradição militarista (embora seus costumes         sociais e fúnebres fossem muito menos cruéis que os dos Shang), os         Zhou promoveram uma invasão do território conduzidos por um rei         chamado Wen, que tinha por objetivo findar com a sucessão de terríveis         déspotas Yin que afligiam a sociedade. Após uma grande batalha, os         Zhou derrubam os antigos soberanos e assumem o poder. Depois disso, o         rei Wen é sucedido por Wu, cujas realizações consolidam a posição         da nova dinastia. No entanto, ainda ocorreriam rebeliões e conflitos         que só seriam resolvidos, após algum tempo, pelo Duque Zhou (Zhougong).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Estas três figuras são         fundamentais tanto na antiga história chinesa quanto na própria         Sinologia moderna. Os reis Wen e Wu, tanto quanto o Duque Zhou, eram         considerados modelos de virtude e sabedoria dentro do pensamento chinês.         A eles foi atribuída, por Confúcio, a primeira redação do I Jing (Wilhelm,         1988:3-13). Se a existência verídica destes personagens procede, isso         parece já não ser tão importante, tendo em vista o que foi realizado         em nome dos mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Partindo do século XI-X,         o tempo dos Zhou é dividido em períodos distintos: o primeiro, que         iria de 1027 - 700 a.C. seria os dos Zhou anteriores, também chamados         de ocidentais ou primitivos. Esta divisão é marcada pela transferência         da capital para a cidade de Chengzhou e pela modificação de alguns parâmetros         culturais e artísticos. A data aproximada de 770 a.C. marcaria o auge         desta dinastia, que depois iria declinar em função da desestruturação         interna e dos conflitos com os bárbaros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;O segundo período, dos         Zhou posteriores, ou ainda orientais e recentes, é marcado pela decadência         política, mas se constitui numa época fértil para o pensamento e para         ciência chinesa. Ele estaria datado de 771 a 221 a.C., quando da vitória         dos Qin e a unificação chinesa. Está subdividido em duas partes: a         primeira, que vai de 771-481 a.C. é chamada, como já citado         anteriormente, de Primaveras e Outonos (presentes nas narrativas do Chun         Qiu e do Zhuo Quan), quando se inicia o período dos Estados Combatentes         (Zhang Guo), que vai até 481-221 a.C. Os chineses opunham os dois períodos         demonstrando claramente a perspectiva de conflito e corrupção do poder         e da sociedade que se estabeleceram a partir dos séculos VII-VI a.C. No         VI-V a.C. é interpolado o período denominado Época das Cem Escolas,         (já citado) que marca o alvorecer dos sistemas clássicos de pensamento         chinês (Chan, 1979).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Há uma linha ainda que         prefere definir a cronologia Zhou pelos seus estilos artísticos,         separando-a em três: Zhou Inicial (1027-900), Zhou Médio (900-650) e         Zhou Final (650-221) (Pinschel, 1963: 7-21). Segunda esta concepção,         bastante funcional para o estudo da arte, o primeiro período         corresponde ao de assimilação das antigas formas Shang; o segundo, de         fusão artística entre os dois estilos e o terceiro, de multiplicidade,         ligado à separação dos reinos. É, no entanto, um modelo         artificialmente criado, e apenas metodologicamente funcional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A análise histórica e         arqueológica demonstra que houve uma expansão territorial e econômica         das atividades Zhou no primeiro período. É o período de construção         de uma nova cultura, conjugando elementos próprios com os dos antigos         Shang - Yin. A organização política se desdobra, nalguns aspectos, em         torno das antigas relações arcaicas dos Shang: os soberanos são         responsáveis não só pela administração pública quanto pelo         espiritual e militar na comunidade. Há uma inovação, porém,         fundamental para a nova estrutura monárquica: a divisão em reinos e         feudos do território, ligados por relações de vassalagem à casa de         Zhou. Decorrente disso há também a formação de um corpo regular de         assistentes burocráticos e funcionários no qual se confundem cidadãos         livres e escravos. No entanto, se a autoridade moral é a base do novo         poder monárquico, o que se veria seria uma degradação da capacidade         de influência dos governantes em relação aos principados. A situação         foi estável até o recrudescimento das invasões bárbaras no norte         (VII a.C.), que puseram em dúvida, diante da sociedade, o mandato         celeste em mãos dos Zhou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;As escolas e suas idéias&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A percepção de um         conflito eminente foi atentada pelo surgimento de inúmeras escolas         filosóficas que compõem o período das Cem Escolas. Surgidas         basicamente no século VI a.C., o conteúdo destas escolas baseava-se na         proposta de uma série de pensadores sobre os meios de recuperação da         antiga dignidade Zhou, ou ainda, de reformulação social. A ordenação         e a separação destes grupos de pensamento foi feita de forma didática         no período dos Han, mas é provável que nos séculos VI-IV elas ainda         se vissem mais vinculadas aos seus mestres do que propriamente a uma idéia         de “escola” (Jopert, 1979:88-142). A organização clássica dessas         escolas é a seguinte: Ru jia, ou escola dos letrados, mais         especificamente os confucionistas, seguidores da linha de Confúcio, Mêncio         e Xunzi; moístas, de Mozi; taoístas, da linha de Laozi, Liezi e         Zhuangzi, escolas dos nomes, de Huizi; a escola das leis, de ShangYang,         Han Fei e Lisi; e ainda, a escola dos políticos, dos ecléticos, do         Yin-Yang, dos Cinco elementos e da Agricultura. Estas teriam sido as         mais importantes do período, havendo outras de caráter secundário. Um         ligeiro quadro fornece-nos idéias básicas sobre as propostas morais         destas escolas;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Taoístas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;:         movidos pelos escritos de um suposto sábio chamado Laozi, construíram         uma doutrina filosófica que defendia a compreensão do Tao como a única         forma dos homens viverem em harmonia e retornarem a natureza primordial.         Tao aí entende-se por um conceito abrangente cujas traduções         aproximadas podem significar de “caminho” até “natureza”, ou         mesmo “cosmos”. As diversas especulações sobre a não-ação,         sobre a realidade do homem em relação ao meio e sua consciência sobre         a vida inauguraram uma nova perspectiva de discussão filosófica na         China. Mas os dois taoístas que popularizaram a doutrina foram Zhuangzi         e Liezi, que transformaram em histórias e contos a teoria obscura do         Tao escrita no Daodejing. O taoísmo desde cedo, porém, se aglutinou         com as práticas mágicas, alquímicas e xamânicas, perdendo grande         parte do seu conteúdo filosófico e transformando-se numa religião. De         certa forma identificamos esse processo com a tendência latente de         ritualização presente na cultura chinesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Confucionismo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;:         diferente dos taoístas, Kongzi (Confúcio) preocupou-se desde o inicio         em empreender uma volta ao passado imperial Zhou, e não propriamente         com uma perspectiva naturalista como a taoísta. Ele acreditava no poder         da educação para retificar a conduta do homem, e sua proposta         extremamente pragmática indicava um caminho acessível à todos para o         reerguimento social. Kongzi não deixava por isso de trabalhar também         com valores metafísicos, mas seu entendimento sobre a realidade humana         mostrava uma lucidez incrível, e por estes motivos suas proposições não         podiam deixar de considerar a dificuldade em realizar o trabalho de         instruir a sociedade. Assim sendo, a escola confucionista estimulava         seus discípulos a participarem da vida pública e da burocracia para         que estes pudessem efetivar mudanças sociais salutares. A data clássica         de vida de Kongzi foi de 551-479 a.C., e os dois grandes confucionistas         posteriores foram Mengzi (Mencius) e Xunzi. que teriam vivido         aproximadamente no século IV-III a.C.. Estes desenvolveram uma grande         discussão acerca da natureza do homem e do papel da educação e do         governo. Como o taoísmo, o confucionismo se transformou numa espécie não         muito definida de religião estatal, tornando-se na época Han a         doutrina oficial do estado imperial, mas já impregnada de modificações         deletérias aos seus pontos mais positivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Legismo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;:         a escola da Lei (Fa jia) representa a ascensão de uma razão de governo         pragmática, dura e violenta. Ela não se dispõe à retornar ao passado         ideal, mas a criar um governo forte e centralizador em torno dos príncipes.         Semelhante ao que ocorreu na Índia com o Artashastra e na Europa com         Maquiavel, os legistas apresentavam uma proposta alternativamente despótica         de poder e governo, e foram muitas vezes absorvidos na máquina         administrativa, como no caso da dinastia Qin. Seu maior autor teria sido         Han fei, que viveu no século III a.C., e organizou o conteúdo dessa         escola que separava a política da moral, aliava a prática à uma         teoria muito bem planejada e baseava-se em princípios completamente         severos e racionais, desprovidos de qualquer sentimentalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Moísmo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;:         algumas décadas depois de Confúcio, um grupo surgiu sobre a égide de         Mozi, um retórico religioso que pregava a paz, a igualdade e desprezava         a dita “proposta educativa” dos confucionistas, por achar que ela         naturalmente excluía os menos providos. Curiosamente, os moístas eram         materialistas, utilitaristas e dominavam inúmeras técnicas militares,         que utilizavam para defender aqueles que acreditavam ser os “mais         fracos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Nominalistas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;:         os ditos “sofistas” chineses surgiram mais ou menos na mesma época         destas outras escolas, e destacaram-se pelo uso da retórica na discussão         de assuntos políticos e jurídicos. Tiveram pouco expoentes no século         IV-III a.C., mas alguns dos fragmentos que sobraram revelam um grupo         altamente intelectualizado, capaz de elaborar paradoxos complexos, como         o que seria escrito na Grécia por Zenão de Eleia, num período próximo,         sobre a flecha partida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;/i&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Escola dos cinco         Elementos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;: a         doutrina dos cinco elementos foi um desdobramento da antiga ciência         chinesa, contida em livros como o Neijing e o Ijing. Ela se preocupou em         entender as problemáticas científicas como decorrentes de um ciclo         natural que envolvia as correntes Yin e Yang e o domínios dos cinco         elementos (água, fogo, metal, terra e madeira). Estes ensinamentos         encontraram um sucesso enorme na época dos Han, principalmente no campo         tecnológico, mas também foram aproveitadas para explicar eventos históricos         e sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;Essas escolas são a base         da estrutura do pensamento chinês, embora devam ser analisadas com         cuidado diante das inúmeras alterações que sofreram em suas propostas         ou mesmo em seu discurso. No entanto, elas nos fornecem os elementos         necessários para compreender a lógica dessa civilização, mesmo em         seus períodos mais antigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;O Império Zhou&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;i&gt;        &lt;/i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A época Zhou denota a         formação de uma classe nobre importante dentro da sociedade,         interligada ao funcionamento da política, da força militar e da         economia. Ela manipulava o funcionamento das práticas administrativas,         sociais e religiosas através deste corpo burocrático, criado para         executar o poder na extensão do território. Como afirma Aymard,         “Tem-se a impressão de que, na época dos Zhou ocidentais, a         sociedade ainda não foi submetida a uma hierarquia complicada, como será         o caso, à medida que se desenvolver a tendência para a unidade política         e a centralização do poder. A sociedade estava dividida em duas         grandes classes: embaixo, a plebe camponesa; em cima, a classe patrícia         (nobres hereditários). Pouco a pouco, ramificar-se-ão e         classificar-se-ão os elementos médios, começando no grau mais baixo         com os escravos e trabalhadores rurais, elevando-se progressivamente         pelos artesãos e mercadores, letrados e funcionários, ministros e         altos funcionários, nobres e príncipes, até o imperador, que domina a         pirâmide hierárquica” (Aymard, 1957). Foi, porém, um momento de         refinamento e desenvolvimento para a cultura: os Zhou eram apreciadores         da música, da literatura e das belas artes. Mantiveram, sem grandes         modificações, a organização econômica Shang, implementado a cobrança         dos impostos sobre a utilização do território. Novos tipos de produção         agrícola foram introduzidos, bem como o artesanato e a manufatura foram         estimulados, pela primeira vez, num sentido de exportação: “A invenção         tecnológica foi, uma vez mais, tão útil à agricultura quanto era na         guerra. Nessa época; foi inventado o arnês de peitoral, ou coelheira,         que aumentava a eficiência, seguindo-lhe pouco depois, já no século V         d. C., um novo tipo de coelheira rígida. Esses dois tipos de arreios         permitiram a um único cavalo fazer o que dois ou até quatro faziam         antes, quando o arnês de pescoço ameaçava estrangular o animal se         tivesse de deslocar um peso excessivo no tiro. O maior avanço técnico         de todos foi a introdução dos processos de fusão e fundição do         ferro, mencionados pela primeira vez em 513 a.C. O ferro fundido é         encontrado em objetos que datam de 400 a. C., época em que o uso desse         minério já entrara em uso bastante generalizado. Um dos primeiros usos         conhecidos do ferro na China era como revestimento das bordas cortantes         de pás de madeira, e para outros implementos agrícolas como enxadas,         facões e foices” (Morton, 1986).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;A intelectualidade deveu         muito às primeiras épocas Zhou, sobre as quais sabemos pouco, porém.         Existem indícios sobre como seriam os primeiros sistemas de pensamento         desenvolvidos na época. No entanto, estes foram filtrados e modificados         na época das Cem Escolas. No campo religioso, vemos sumir no meio das         classes abastadas o politeísmo folclórico, que dá lugar a uma concepção         mais abstrata de metafísica, baseada em princípios ecológicos das noções         de Céu e Terra, ligadas ao Ser humano. Nos discursos taoístas e         confucionistas observamos claramente que os Deuses não aparecem: o Céu,         esta entidade sem forma, é que governa os destinos da civilização.         Era ele quem gerava o Mandato Celeste, atributo de uma dinastia para         realizar a conexão entre o mesmo Céu, a Terra e a Humanidade, gerando         a Harmonia universal (Smith, 1969).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;O Advento dos Estados         Combatentes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O início dos         Estados Combatentes é marcado pelo fim da capacidade de arbítrio dos         Zhou sobre os problemas internos e a concentração de força em apenas         sete principados: Qi, Qin, Chu, Zhao, Han, Yen e Wei. Cada qual, com sua         força militar e seu próprio corpo de funcionários, encetou um         processo de guerra ininterrupta que culminou com a vitória do melhor         organizado (e cruel) Estado Qin, em 221 a.C. O novo soberano decide, após         a vitória sobre os Zhou, assumir o título de Primeiro Grande Imperador         Amarelo, ou Qin Shi Huang Di, marcando, para a historiografia moderna, a         fase do Imperium real na China; "&lt;/span&gt;O início do declínio do         feudalismo, bem como o movimento no sentido da unidade, é visível no         período da Primavera e Outono (770-481 a. C.), nome que recebeu de         anais assim chamados. É nesta altura que se verifica o primeiro         enfraquecimento do princípio da hereditariedade, sendo a própria casa         real dos Zhou a vítima mais visível dessa mudança. O &lt;i&gt;Livro da História&lt;/i&gt;         dá-nos uma visão clara das circunstâncias de extrema carência em que         ficou o Filho do Céu depois de, em 771 a. C., os nobres se terem aliado         contra os invasores bárbaros. Apesar de todos os grandes senhores terem         declarado a sua lealdade ao trono, o novo rei não pôde deixar de         reconhecer a dependência em que ficara da «benevolência de todos, sem         a qual a Terra não goza de paz». As ofertas de arcos e flechas que fez         aos mais destacados membros da nobreza são sinal duma flagrante falta         de força, na medida em que representam o reconhecimento do direito a         punir quem desobedecesse a ordens reais. A pouco e pouco, esta devolução         de autoridade deixou os reis Zhou com uma função apenas religiosa e um         reino empobrecido a rodear Luoyang. Com efeito, os achados arqueológicos         mostram o crescimento de centros de poder independentes nas grandes         quantidades de bronzes descobertos em diversos pontos da cidade         fortificada e nos túmulos sumptuosos, cujas inscrições não se         referem já ao monarca Zhou, mas proclamam os nomes dos nobres para os         quais foram feitos. &lt;o:p&gt;         &lt;/o:p&gt;         Com o declínio das obrigações feudais e a erosão do poder central,         os chefes dos estados emergentes lutavam entre si pela conquista de         território e competiam para atrair artífices e agricultores. A oeste,         os primitivos Qin incentivavam a imigração de estados rivais         oferecendo casas e isenção do serviço militar. Um estado de guerra         permanente, ora entre os próprios Chineses, ora com os Bárbaros         invasores vindos das estepes do Norte, provocou uma redução         substancial no número de estados. Segundo o &lt;i&gt;Livro dos Ritos (Liji)&lt;/i&gt;,         existia durante o período da Primeira Dinastia dos Zhou (1027-771 a.         C.) um total de 1763 feudos. No princípio do século vii a. C. já só         havia 200 territórios feudais; por volta de 500 a. C., esse número         tinha caído para menos de 20. Durante o período dos Reinos Combatentes         (481-221 a. C.), as lutas intestinas tornaram-se tão ferozes e intensas         que só sete estados feudais conseguiam reunir recursos suficientes para         fazer a guerra. Impotente, o monarca Zhou, via duas grandes potências,         Qin e Chu, ainda incompletamente sinizadas, conquistarem território         tirando partido das lutas entre os estados feudais mais antigos. Em 221         a. C., a força de Qin foi suficiente para destruir todos os seus rivais         e unificar toda a antiga China num só império. Em 256 a. C., o último         rei Zhou foi brutalmente expulso do trono pelas tropas de Qin.(Cotterel,         1987) &lt;o:p&gt;         &lt;/o:p&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;O arcabouço gerado pelos         Zhou foi a base sobre o qual os Qin pensaram uma nova estrutura de         governo. Influenciados pela escola legista e, temerosos de criarem um         sistema político falho, os Qin promoveram uma proposta centralizadora e         unificante, pautada numa lei rígida, que eficazmente colocou este         principado na ponta pela corrida do poder. Souberam aproveitar as experiências         negativas da intelectualidade Zhou em resgatar o passado e elaboraram um         projeto novo de governo, naquela época contestado por suas características         novas e desvirtuado das antigas tradições. No entanto, o pragmatismo         dessas propostas de criação de um novo império vingou, gerando uma         estrutura política na China que seria milenar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Período Qin-Han&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Relativamente bem documentado, o período         Qin - Han estabelece as bases sobre as quais as dinastias posteriores         iriam governar a China. A estrutura construída era tão sólida que não         só resistiu ao tempo quanto foi capaz de converter dinastias         estrangeiras aos modos chineses (como os Yuan e os Qing, da época         medieval e moderna).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Qin empreenderam uma reforma completa         na sociedade e no governo, utilizando-se das teorias legistas para tal         fim. Unificaram o poder em torno da figura do Imperador Qin Shi Huang Di,         suprimindo grande parte da influência e dos direitos nobiliárquicos.         Centralizaram a administração pública nas mãos do corpo burocrático,         estabelecendo as diretrizes funcionais dos cargos e atributos das posições.         Como afirma J. Gernet; “o que importa é que o príncipe seja a única         fonte de benfeitorias e de honras, de castigos e de penas. Se delega a         menor parte que seja do seu poder, corre o risco de criar rivais, que         cedo tentarão usurpar-lhe esse poder. Do mesmo modo, é necessário que         as atribuições dos funcionários do Estado sejam estritamente         definidas e delimitadas para que não surja nenhum conflito de alçada e         para que os funcionários não se aproveitem da imprecisão dos seus         poderes para se arrogarem uma autoridade ilegítima. Mas, acima de tudo,         o que deve assegurar o funcionamento do Estado é a instituição de         regras objetivas, imperativas e gerais. [...] Não só deve a lei ser pública,         conhecida por todos, não consentindo qualquer interpretação         divergente, mas também a sua própria aplicação deve ser independente         dos juízos incertos e variáveis dos homens.A idéia era impedir a         superposição e a concentração de poder nas mãos de elementos         discordantes do governo, o que poderia criar novas sublevações” (Gernet,         1969).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O regime centralizado possuía caracteres         despóticos, e essa era a real intenção dos Qin. Através do controle         burocrático estatal, diminuía-se a capacidade de afirmação das         elites de cada um dos principados, filtrando a participação das mesmas         no regime através da atuação junto ao governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;No campo econômico, as mudanças políticas         também surtiram efeito junto à produção agrícola, manufatureira e         nas obras públicas. Houve uma reformulação na arrecadação de         impostos, no recolhimento de reservas em grãos para as épocas de         carestia, crise ou guerra, e o estímulo ao comércio externo. Grandes         obras de irrigação, barragens, arroteamento de novos terrenos e         fortificação de cidades foi empreendida, ao custo de milhares de         escravos, servos e camponeses livres convocados para o trabalho compulsório.         A Grande Muralha é um dos demonstrativos do projeto megalômano de Qin         Shi Huang Di: construída pela união de várias outras pequenas         muralhas locais, seu objetivo era regular a presença dos nômades do         Norte nas fronteiras chinesas (Shiji, 88).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Qin Shi Huang Di ainda fez mais pelo império         chinês: unificou pesos, medidas e moedas para facilitar o trânsito de         mercadorias. Promoveu também a uniformização dos ideogramas, criando         a primeira gramática-dicionário da língua chinesa, de caráter         universal. Esta síntese permitiu que, nos séculos posteriores, várias         outras nações pudessem falar e escrever chinês, sendo a base, ainda,         dos ideogramas modernos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Em meio a tantas medidas positivas, a         dinastia Qin também foi marcada pela violência: perseguições aos sábios         discordantes do regime, queima de livros, supressão de práticas         religiosas, culto à imagem do Imperador, exaustão das classes baixas         pela exploração do trabalho...a unificação do Império teve um alto         custo social, que em breve despertou a insatisfação popular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;O reinado de Qin Shi Huang Di foi         marcante, porém efêmero: em 210 a.C. ele morre, provavelmente         envenenado pelos elixires que tomava para obter a imortalidade. Onde vários         assassinos falharam, a vaidade enterrou o tirano. Depositado em seu         fabuloso mausoléu, descoberto em 1974, foi guarnecido por soldados de         terracota que, planejados para defende-lo em outro mundo, não puderam         protege-lo da fúria dos camponeses. A tumba foi saqueada e enterrada na         terra. Sem deixar substitutos à altura, a China foi lançada numa nova         guerra civil, mas dessa vez rápida, que fez ascender ao poder o         ex-camponês Liu Bang, fundador da Dinastia Han, em 206 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Uma nova sociedade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Han foram ainda mais efetivos na         administração do Império, embora tenham suavizado suas características         autoritárias. Preservando muito da estrutura administrativa Qin,         algumas reformas foram feitas para dinamizar a burocracia: realização         de exames para a admissão de funcionários, criação de escolas públicas         e Universidades para formação e renovação do corpo e ampliação dos         quadros. Reformaram o exército, combatendo de forma eficaz os sempre         ameaçadores bárbaros do Norte. Restituíram parte dos títulos nobiliárquicos,         mas sem a importância dos tempos Zhou. No campo ideológico, a grande         reforma foi a adoção do Confucionismo como doutrina oficial de Estado,         o que alçou a posição desta Escola ao patamar de prática religiosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Foi um período fértil para a cultura         chinesa: o taoísmo também se desenvolveu bastante (tanto como         filosofia quanto religião) e o Império ainda recebeu a entrada dos         primeiros pregadores budistas. A literatura cresceu em todos os campos,         estendendo-se pela filosofia (que encontra um período de fusão incomum         entre diversas correntes, dando origem aos chamados “pensadores ecléticos”),         História (é a época de Sima Qian e de Ban Gu), romance, poesia,         teatro, etc. Há uma renovação da arte, promovida pelo contato com         novas estéticas vindas do estrangeiro. Destaca-se a inventividade da         cerâmica, do bronze e o desdobramento de novas técnicas como o relevo         e a pintura; “A pintura da dinastia Han inicia na arte chinesa uma         linguagem verdadeiramente nova e característica. Se até agora o         esplendor dos exemplares modelados no bronze ou no barro ou a         preciosidade dos jades talhados nos surpreendem pela capacidade e         genialidade de transmitir com extremo rigor formas puras, magníficas de         cor, preciosas pelo contorno, e pela intrínseca beleza da matéria,         subordinada aos valores da arte, a pintura Han apresenta-nos uma página         de vida vívida e amada. [...] É um mundo em si vivido e impossível de         repetir, cuja linguagem atinge uma íntima expressão de vida. Se         podemos interpretar o caráter de um rito segundo as formas do vaso, se         da planimetria de um túmulo podemos deduzir a concepção social de uma         civilização, a obra pictórica chinesa fala-nos uma linguagem mais         universal, mais fácil e evidente: fascina-nos para nos fazer participar         num instante de vida que destrói as distâncias no tempo e no espaço”         (Pischel, 1963).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Política Han&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/i&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Os Han desenvolveram ainda mais a expansão         do Império em direção ao Oeste. Durante o reinado de Wudi (II-I a.C.)         estabelecem-se contatos com os impérios do Ocidente (Roma e Partia) e         com a Índia, abrindo a Rota da seda para difundir suas mercadorias em         todas as partes do Mundo Antigo: “A mais importante realização do         reinado de Wudi foi sem dúvida a expansão do poder chinês e dos         limites territoriais da China, fatos que merecem um exame mais detido. A         expansão deu-se em três direções: para o noroeste, para o nordeste e         para o sul. O primeiro imperador Han, Gao Zu (Liu Bang), como vimos,         teve de enfrentar o problema - que, mesmo naquela época, não era novo         - dos nômades das estepes. Os Xiong-nu haviam conseguido uma forte         liderança antichinesa ao formarem uma confederação regional de         tribos. Havia na corte chinesa uma corrente contrária à solução         conciliatória e ao acordo, com base no fato de que as doações feitas         aos líderes Xiong-nu aumentavam não só sua riqueza, mas também seu         poder de oposição. Por outro lado, a política exterior chinesa de caráter         pacífico havia conseguido tirar proveito dos acordos de paz com os nômades,         da seguinte maneira: os reféns das tribos que eram enviados à corte         chinesa como garantia de bom comportamento não só eram tratados         magnificamente, mas também recebiam educação chinesa e até postos         nas funções palacianas. Assim, quando voltavam a seus lares,         incentivavam amizade com a China e davam oportunidade de os chineses         intervirem na política local, quando fosse o caso” (Morton, 1986).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Alguns desses soberanos Han se excederam,         porém, permitindo o surgimento de um movimento restaurador chefiado por         Wang Mang, que entre 9-22 d.C. fundou a rápida dinastia Qi. (51) Sua         proposta de retomar a antiguidade só funcionou durante algum tempo, e         após sua morte, a dinastia Han retomou o poder, mantendo-o até o século         III d.C.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A vida dos Han testemunhou uma série de         progressos notáveis também na economia e na tecnologia:  "O         mundo chinês manifesta, a partir da segunda metade do século II a.C.,         uma vitalidade notável, confirmada pelos testemunhos concordantes dos         textos e da arqueologia. Beneficia dos progressos conseguidos no decurso         desse período, tão rico em inovações, como foi o dos dois séculos         que precederam o Império, e das vantagens proporcionadas pela unificação         política. Durante a época dos Han continuaram a registrar-se         progressos na metalurgia do ferro. Sem dúvida que será necessário         esperar pelo século VI para se encontrar descrito um processo de co-fusão,         antepassado do processo moderno Siemens-Martin, mas os Chineses souberam         produzir aço desde o século lI a.C., aquecendo e trabalhando, em         conjunto, ferros com diferentes teores de carbono. Desde esta época, as         armas de aço substituem as armas de bronze, as únicas que, segundo         parece, foram conhecidas na época dos Reinos Guerreiros, altura em que         a fundição de ferro servia sobretudo para a produção de utensílios         agrícolas. São de ferro as espadas, as alabardas e os mecanismos de         bestas da época dos Han, encontrados nas escavações. O testemunho de         Plínio, o Antigo (37-39), que elogia a qualidade do ferro produzido         pelos Seres, corrobora as alusões dos textos chineses às exportações         clandestinas de ferro e à difusão das técnicas siderúrgicas, durante         a época dos Han, nos oásis da Ásia Central. O fabrico do ferro é, de         resto, o mais ativo e o mais importante deste período. Na altura da         instituição do monopólio do Estado sobre a produção de ferro e de         sal, em 117 a.C., foram criadas pela administração 48 fundições,         empregando cada uma delas um pessoal que ia de algumas centenas a um         milhar de operários. Designados nas fundições privadas pelo nome de &lt;i&gt;tongzi         &lt;/i&gt;- termo que se aplica aos adolescentes e que evoca um estado servil         -, estes operários eram conscritos ou condenados cujas condições de         vida levaram muitas vezes à sua revolta. Para além destes dois grandes         sectores do sal e do ferro, onde o monopólio do Estado só foi, de         resto, aplicado de modo estrito durante menos de um século, coexistiam         empresas privadas e públicas. As grandes oficinas do Estado, cujo         funcionamento acarretava pesados encargos e cuja produção se         destinaria em grande parte aos presentes feitos a populações         estrangeiras, localizavam-se na capital Chang An e nas províncias. Em         Lizi, antiga capital do reino Qi, no noroeste de Shandong, essas         oficinas vários milhares de operários. Mas existiam também empresas         privadas criadas por famílias de ricos mercadores. Acontecia o mesmo         com as lacas, fabricadas sobretudo no Sichuan e no Henan. Algumas peças         encontradas em estações arqueológicas trazem o nome &lt;i&gt;do &lt;/i&gt;artífice         que dirigiu o seu fabrico e outras não trazem nenhuma marca e poderiam         provir de oficinas particulares. As descobertas arqueológicas e as alusões         de certos textos deixam supor que as empresas privadas tiveram um papel         importante na economia da China dos Han.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Um outro artesanato importante era o do&lt;i&gt;         &lt;/i&gt;cobre, cujos produtos principais eram as moedas (a sua fundição         por particulares foi proibida desde muito cedo), e os espelhos de         bronze. No primeiro séculos da nossa era, estes espelhos tornaram-se um         artigo de exportação e nota-se que os seus motivos e o tipo das suas         inscrições se modificaram a partir desta época. Descobriram-se         numerosos exemplares desde a Sibéria ao Vietnam e, até mesmo, na Rússia         Meridional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Verificaram-se nítidos progressos no domínio         da produção e das técnicas agrícolas. Os instrumentos de&lt;i&gt; &lt;/i&gt;ferro         são de melhor qualidade que nos séculos IV e III e o uso &lt;i&gt;do &lt;/i&gt;arado         puxado por bois generaliza-se. Na época &lt;i&gt;do &lt;/i&gt;imperador Wu, foi         empreendido um enorme esforço para aumentar a superfície das terras         regadas e para valorizar novas terras na China &lt;i&gt;do &lt;/i&gt;Norte. Agrônomos         experimentados são encarregados de difundir novos métodos de cultura         e, a partir de fins do século I a.C., certos funcionários esforçam-se         por converter à cultura dos cereais as tribos nômades estabelecidas         aquém das Grandes Muralhas. A partir de 85 a.C., difunde-se um tipo de         afolhamento em faixas de terra onde as culturas são alternadas &lt;i&gt;(daitian).         &lt;/i&gt;Mas os principais cereais continuam a ser os da Antiguidade -         cevada, trigo e milho miúdo -, culturas às quais se torna necessário         juntar a soja e o arroz que tinham então uma importância relativa. A         partir de fins do século II, a luzerna (a erva &lt;i&gt;musu), &lt;/i&gt;importada         das regiões ocidentais, permite alargar à China do&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Norte a criação         de cavalos.[...] Verdadeiramente, mesmo na época em que o controle do         Estado sobre a economia do Império era mais eficaz, o governo central         contou sempre com os notáveis locais. Uma das particularidades sociais         da época dos Han no seu conjunto é, com efeito, a existência de famílias         riquíssimas que dirigem simultaneamente empresas agrícolas (produção         cerealífera ou agrícola, pastorícia, piscicultura, etc.), industriais         (fiação, fundições, lacas, etc.) e comerciais e que dispõem de uma         abundante mão-de-obra. Nas regiões onde a agricultura é o recurso         principal, estas famílias ricas limitam-se a exercer pressão sobre os         camponeses pobres praticando preços usurários e levando os devedores a         alugar-lhes as suas terras ou a vendê-las. É, sem dúvida, o caso         daqueles mil notáveis, espécie de déspotas rurais, que Wang Wenshu,         funcionário de tendência legista, mandou prender e julgar em 120 a.C.         Mas, em todos os lugares onde as condições econômicas o permitem,         outros recursos vêm juntar-se aos rendimentos agrícolas" (Gernet,         1979). Tais evidências sobre o processo constante de evolução econômica,         política e tecnológica advém de um intenso controle que o império         buscara exercer sobre as atividades produtivas - uma marca,         evidentemente, do período legista, mas fundamental para compreender a         estrutura do pensamento estatal chinês deste período.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Por conta disso, a experiência dos Han         foi definitiva para o estabelecimento do Império chinês. Foi neste         momento que a sociedade constituiu a estrutura mais duradoura de sua         existência, encontrando seu apogeu, no período clássico, na mesma época         Han e depois, com os Tang (618-907 d.C.). Nunca, depois do terceiro século,         a China criaria outro sistema imperial que não fosse diretamente         inspirado no antigo regime Han. Este foi o marco da antiguidade chinesa,         sobre o qual a civilização iria se desenvolver posteriormente.&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A China Antiga, de constituição social         e política imóvel e prolongada é, antes de tudo, uma construção         histórica recente. Esta civilização possuiu na antiguidade um         dinamismo todo próprio, sobre o qual observamos o desenvolvimento e a         evolução de práticas culturais e econômicas derivadas, por um lado,         dos tempos proto-históricos e, por outro, da interação com povos         estrangeiros, em geral de ascendência étnica sino-mongólica. O Mundo         chinês era essencialmente agrícola e artesanal e esse modo de vida,         que tanto combateu para dominar e se harmonizar com o meio ambiente se         contrapunha, culturalmente, ao sistema de vida nômade do norte, onde         havia a prática intensiva da pecuária, criando a dicotomia “sedentário         - civilizado” X “bárbaro - nômade”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Como forma efetiva de transmissão dos         conhecimentos, os chineses desenvolveram a ritualização das técnicas         produtivas e interativas com a natureza, característica fundamental         desta civilização. Na época de Confúcio, muitos desses rituais já         haviam perdido seu sentido original, mas continuavam a ser defendidos         como modelos ideais de conexão com a natureza (Lunyu, 3). Como afirma         Granet, "A vida das aldeias está submetida ao ritmo das estações.         No outono e na primavera, realizam-se as assembléias populares reunindo         homens e mulheres que se entregam conjuntamente a brincadeiras e orgias:         concursos para tirar dos ninhos os ovos das aves migradoras, lutas,         perseguições, danças e cantos, colheita de plantas silvestres,         batalhas de flores, justas em que se defrontam moças e moços numa dança         ritmada por meio de canções improvisadas etc.; comedeiras e bebedeiras         encerram tais jogos, enquanto se concluem trocas e vendas, à semelhança         da própria feira.Quando o ano agrícola termina, efetuando-se então a         volta à aldeia, os homens festejam entre si o fim da colheita; a         celebração é feita com torneios de prendas. A estação morta vai         começar; é ela inaugurada pela cerimônia do Grande No que anuncia a         hibernagem dos homens e dos animais; disto participam apenas os homens;         há danças com disfarces animalescos, ao som de um timbale de argila,         os exorcistas exibem seus talentos, come-se e bebe-se, fazem-se apostas,         adormece-se, enfim, na embriaguez, depois de amplas despesas, cabendo         aos anciãos a presidência da agitação geral. A festa de &lt;i&gt;Paqa &lt;/i&gt;fecha         o período ativo que precede imediatamente o inverno; é celebrada pelos         velhos da aldeia que, em vestes de luto e com o bastão na mão,         convidam os homens a dar início ao retiro, a fim de preparar a renovação         de outro ano" (1930/1979).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Mas a busca incessante por modelos         efetivos de subsistência é que articulou, nos tempos remotos, as idéias         de uma ciência chinesa primitiva que seria re-sistematizada no tempo         das Cem Escolas. Isso resplandece, também, na forte atribuição que as         técnicas tiveram no desenvolvimento material da civilização,         contribuindo para os avanços inúmeros obtidos no campo da metalurgia,         cerâmica, trabalho artesanal, fabril, etc. E todas essas conquistas         foram alcançadas tendo por raiz os sistemas cosmológicos naturais, que         sobreviveram até hoje na forma de teorias elementares sobre o espaço,         o corpo e a natureza; "&lt;span style=""&gt;Com         a civilização chinesa, chegamos a um panorama do mundo e da ciência         diferente, em muitos aspectos, daquele característico do Ocidente.         [...] Mas para entender bem suas realizações devemos ter em mente que,         desde os tempos mais primitivos, os chineses encaravam o universo como         um vasto organismo, do qual o homem e o mundo natural representam apenas         uma parte. Esse ponto de vista influenciou profundamente o modo pelo         qual eles explicavam os fenômenos naturais; em alguns casos, isso os         ajudou a se antecipar ao Ocidente na busca de explicações para muitos         fatos; mas, em outros, impediu-os de achar a verdadeira interpretação         para o comportamento do mundo. Um segundo fator que também desempenhou         papel importante foi a rejeição - ou sua falta de crença - de toda         espécie de divindade pessoal onipotente como um poder mais alto a         governar o universo. Algumas conseqüências desse fato serão         consideradas mais adiante.&lt;o:p&gt;         &lt;/o:p&gt;         Os chineses sempre demonstraram um extraordinário senso prático, uma         imensa habilidade em aplicar todos os conhecimentos a fins práticos.         Entre os povos primitivos, eles eram cientistas práticos par excellence,         [...] como veremos claramente, não foi apenas em tecnologia que os         chineses mostraram seu pioneirismo; eles tinham alguns pontos de vista         científicos que eram muito avançados para a época, embora freqüentemente         os formulassem em termos práticos". (Ronan, 1986)&lt;o:p&gt;         &lt;/o:p&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;É o caso dos avanços obtidos no         desenvolvimento da produção que culminaram, por exemplo, com o domínio         fabuloso das técnicas de irrigação, principalmente no final dos Shang,         quando se tornam uns dos fatores primordiais na estruturação das vidas         comunitárias. Igualmente, estas concepções sobre o natural sofriam (e         se reproduziam) no campo ideológico, influenciando as organizações         sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A China Antiga era um lugar onde o poder         político se exercia, antes de tudo, pelo atributo cósmico da execução         da força. A concepção de Estado, no entanto, significava         ideologicamente uma entidade regularizadora da vida cotidiana, cuja função         era permitir a reprodução da sociedade e assegurar as ligações com o         Céu. Embora responsáveis pelo povo, as diversas formas de governos         chineses antigos não inibiram a tirania, mas criaram a consciência da         existência de segmentos sociais que haviam de ser observados e, em         certa medida, atendidos, sob o risco de revolta e corrupção dos         costumes. No texto &lt;i&gt;A Grande Declaração&lt;/i&gt;, do Shujing, esta concepção         já está manifesta: “O Céu se compadece do povo. O Céu realiza         aquilo que o povo deseja”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A manipulação do Calendário, por         exemplo, é um desses atributos de poder. Desde os Zhou, (mas com uma         maior intensidade na época Han) os monarcas se encarregavam de         promulgar as datas de plantio, colheita, regulação de atividades econômicas         e sociais, etc.; "Durante cada mês de primavera, o Filho do Céu         ocupa um dos três quartos do &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;         situados a leste e neles circula ritualmente num carro em forma de fênix         ornamentado de bandeiras verdes, ao qual se atrelam dragões verdes. O         Soberano veste-se de verde, cor da Primavera, e adorna-se de jade, a fim         de estar em harmonia com a cor dos bosques. Nos meses de verão, o Filho         do Céu passa a morar nas salas do lado sul do &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;         (na China antiga, a posição do sul era invertida em relação à. que         lhe atribuímos no Ocidente, isto é, os aposentos do sul, no &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;,         ficavam no ápice do quadrilátero do edifício). O carro em que circula         é então vermelho, bem como as vestes do Soberano e os jades         ornamentais. Os cavalos são ruços, de caudas negras. O fogo, elemento         do verão, tem a propriedade de elevar-se: proibidos são, pois, os         trabalhos que impliquem em aplainar a terra, bem como em cortar árvores         altas. Indultos são concedidos aos criminosos. Recomenda-se o retiro e         evita-se o excesso de agitação. É o momento da separação máxima         entre o &lt;i style=""&gt;Yin&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;Yang&lt;/i&gt;         e, portanto, tudo convida à meditação e não às atividades         corporais. A vida sexual, própria da primavera, deve reduzir-se ao mínimo.         O sopro vital deve ser conservado e não sofrer agitações através de         paixões. No verão não se fazem guerras. Seguindo-se ao terceiro mês         de verão, há um período intermediário em que o Filho do Céu, no         aposento central do quadrilátero do &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;,         simboliza estar no eixo de seu reino. De lá ele observa o “ciclo dos         astros em torno da Viga Celeste (&lt;i style=""&gt;Tianji&lt;/i&gt;)”,         constituída essa pela constelação da Ursa Maior. O Filho do Céu         veste-se então de amarelo (cor da terra), circula num grande carro         feito de uma prancha quadrada (símbolo da Terra), a qual cobre um pálio         arredondado (símbolo do Céu). O Imperador, colocando-se entre um e         outro símbolos, representa o Intermediário Supremo no eixo do mundo. O         Outono, por sua vez, é uma estação de justiça e repressão. É         quando o &lt;i style=""&gt;Yang&lt;/i&gt;, força         positiva, declina e perde terreno para o &lt;i style=""&gt;Yin&lt;/i&gt;,         pólo negativo. O Filho do Céu, acompanhando o ritmo natural do         Universo, passa a viver a oeste do &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;,         lado do sol poente. O gavião lança-se, no outono, à caça e à morte.         O Soberano imita-o e circula no seu carro de guerra, ao qual se atrelam         cavalos brancos de crinas negras. O Filho do Céu veste-se de branco,         cor do luto na China. Seus jades são brancos e ele alimenta-se de         plantas fibrosas e carne de cão. Impera o metal, elemento de que se         fazem as armas. No Outono é propício castigar os opressores e os         negligentes. As prisões são reparadas. O Céu e a Terra começam a         mostrar seu rigor. A pena de morte pode, então, ser aplicada aos crimes         sérios. Não há mais liberalidade e feudos não podem ser distribuídos         aos vassalos: a época é de recolher e não de conceder. Devem         construir-se muralhas e edificar-se cidades. Os depósitos de cereais         devem estar repletos, à espera do Inverno. No último mês do Outono, há         o retorno dos campos, onde se passa a vida na primavera e no verão; o         fogo, que se acendera nas regiões do plantio, “é levado às cidades         e vilas”. Interrompem-se as atividades nos campos. No Inverno, o Filho         do Céu retira-se para a “Sala Escura” (&lt;i style=""&gt;Xuantang&lt;/i&gt;)         no &lt;i style=""&gt;Mingtang&lt;/i&gt;, situada ao norte         do Palácio (isto é, na parte inferior do quadrilátero, pois como o         norte corresponde ao elemento água, sua propriedade é descer e não         elevar-se, como o fogo). “O Sopro Celeste ausenta-se da Terra; o Sopro         Terrestre afunda num abismo”. Como no Verão, quando existe um         afastamento entre Céu e Terra, também no Inverno (já que os opostos         se tocam) “não há mais comunicação entre um e outro”. “Tudo         está finalizado, tudo está fechado: é então que o Inverno se         instala”. Para aumentar a energia vital e renovar as alianças         humanas, organizam-se grandes festas, em que todos se alcoolizam. O         Soberano, no &lt;i style=""&gt;Xuantang&lt;/i&gt;,         circula num carro de cor escura, ao qual se atrelam corcéis cinza -         ferro. Suas roupagens são negras, ornamentadas de jade azul - escuro.         Como no verão, o sábio, no momento em que &lt;i style=""&gt;Yin&lt;/i&gt;         e o &lt;i style=""&gt;Yang&lt;/i&gt; estão em conflito,         retira-se e permanece em repouso. Ele procura atingir urna paz interior         que auxilia o &lt;i style=""&gt;Yin&lt;/i&gt; e o &lt;i style=""&gt;Yang&lt;/i&gt;         a reencontrarem tranqüilidade. Sacrifícios são realizados no último         mês de inverno, a fim de que o novo ano, já próximo, seja propício.         Finalmente, o Rei promulga um novo calendário"(Jopert, 1979).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Se o Calendário falhava, a população         em geral (incluindo grupos da elite) tendia a achar que os soberanos não         estavam mais preparados para administrar a vida do império, o que         levava a conflitos contínuos contra os piores monarcas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;De fato, o pensamento chinês sempre         calcou sua alternância entre o pragmatismo necessário a sobrevivência         com uma perspectiva ideal de organização natural-social. Um dos         elementos fundamentais dessa civilização é sua interminável busca         pela harmonia com o cosmo; sobrevivência, talvez, dos tempos em que os         antigos habitantes proto-históricos lutavam para compreender o meio         ambiente que os cercava e aproveita-lo da melhor forma possível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Este pensamento, porém, como tudo mais         que a China produziu, sofreu uma ação benéfica do tempo, que o         aperfeiçoou e o tornou complexo e sutil. A evolução abrangente da         cultura material chinesa se deu graças ao longo tempo de maturação         pelo qual passou, apresentando-se ao mesmo tempo variada e uniforme em         alguns aspectos. Disso os chineses antigos tiraram a importante lição         de articular a linguagem ao real, tendo em vista sua crença na atuação         da palavra escrita e falada como reprodutoras, sucitadoras da ação         mental no plano físico; "&lt;span style=""&gt;Ao         analisar a ciência primitiva dos chineses, os historiadores observaram         uma vantagem, ausente no estudo da ciência de qualquer outro povo: a         escrita chinesa. Os ideogramas exprimem uma idéia e não o som da         palavra que representa essa idéia; portanto, a escrita chinesa         permanece essencialmente a mesma, desde os tempos antigos, e assim,         hoje, pode-se ler um texto primitivo com a mesma facilidade com que se lê         um texto moderno" (Ronan, 1986).&lt;o:p&gt;         &lt;/o:p&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Diante deste quadro podemos observar, por         fim, que a antiga civilização chinesa criou os necessários parâmetros         pelos quais desenvolveu uma estrutura de vida que, em todo seu         dinamismo, teve uma preocupação intensa em salvaguardar o antigo,         fomentando a criação de um imaginário capaz de se sobrepor ao real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;As contraposições entre a cultura         material e a tradição histórica clássica denotam a intensa         necessidade que temos de continuar estudando a civilização chinesa em         seus variados nuances que nos apresentam, acima de tudo, a possibilidade         de repensarmos a nós mesmos quando defrontados com uma concepção         eficaz de compreensão do mundo que diferia (e ainda, difere) em muito         dos nossos métodos de percepção naturais e científicos. E, por isso         mesmo, o estudo da China será sempre uma oportunidade de reavaliar as         nossas opiniões em qualquer campo de estudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;A bibliografia que aqui apresento é temática         e sucinta. Não tem por objetivo ser exaustiva ou completa, mas serve         apenas para indicar textos que sejam mais acessíveis ao público em         comum. Daí, também, minha opção por vincular a maior parte do         material em português, salvo em casos específicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Manuais de História Chinesa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Gernet, J. (1969) &lt;i&gt;A China Antiga&lt;/i&gt;,         Lisboa e (1979) &lt;i&gt;O Mundo Chinês&lt;/i&gt;, Lisboa: Cosmos; Joppert, R.         (1979) &lt;i&gt;O Alicerce Cultural da China&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro: Avenir e         Morton, W. (1986) &lt;i&gt;China - História e Cultura&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro:         Zahar. Uma excelente introdução ao tema está presente também em         Blunden, C. (1997) &lt;i&gt;China&lt;/i&gt;, Edições Del Prado: Madrid. Sobre história         a cultura na China Antiga, o insuperável Granet, M. (1979 - data         original, 1930) &lt;i&gt;Civilização chinesa&lt;/i&gt; (2 volumes), Rio de         Janeiro: Ferni. Sobre Arqueologia, os livros de Watson, W. (1969) &lt;i&gt;China&lt;/i&gt;         e &lt;i&gt;China Antiga&lt;/i&gt; (ambos) Lisboa: Verbo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Pensamento Chinês&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Granet, M. (1997) &lt;i&gt;O Pensamento Chinês&lt;/i&gt;,         Rio de Janeiro: Contraponto; Kaltenmark, M. (1982) &lt;i&gt;A Filosofia         chinesa&lt;/i&gt;, Lisboa: Gradiva e o texto de Chan Wing Tsit (1979 -         original, 1939) &lt;i&gt;História da Filosofia Chinesa&lt;/i&gt; em Moore, C, (org.)         &lt;i&gt;Filosofia: Oriente, Ocidente&lt;/i&gt;, São Paulo: Cultrix-Edusp.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Traduções&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Grande parte dos textos traduzidos para o         português são das escolas filosóficas. Uma boa antologia é a de         Yutang, L. (1957) &lt;i&gt;Sabedoria da Índia e da China&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro:         Pongetti. Os livros clássicos do Confucionismo podem ser encontrados         nas traduções do Padre Joaquim Guerra (1978-1984), editadas em Macau.         Constituem-se do &lt;i&gt;Quadrivolume&lt;/i&gt; de Confúcio, &lt;i&gt;Mâncio&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Escrituras         Selectas&lt;/i&gt; (Shujing), &lt;i&gt;Livro das Mutações&lt;/i&gt; (Yijing), &lt;i&gt;Livro         das Canções&lt;/i&gt; (Shijing) e &lt;i&gt;Quadras de Lu e sua Relação Auxiliar&lt;/i&gt;         (Chunqiu e Zuozhuan), não tendo podido apenas traduzir o Manual dos         Rituais. Sugiro ainda a excelente versão do Lunyu de Anne Cheng (1991) &lt;i&gt;Conversações&lt;/i&gt;         de Confúcio, Lisboa: Estampa e a famosa tradução do livro das mutações         de Wilhelm, R. (1986) &lt;i&gt;I Ching&lt;/i&gt;, São Paulo: Pensamento. As traduções         taoístas mais indicadas são a de Wilhelm (1988) &lt;i&gt;Tao te King&lt;/i&gt;, São         Paulo: Pensamento e a de Watson, B. (1986) &lt;i&gt;Escritos Básicos de         Chuang-tzu&lt;/i&gt;, São Paulo: Cultrix. O &lt;i&gt;Neijing&lt;/i&gt; foi traduzido pela         editora Domínio Público (Rio de Janeiro, 1991) e o livro &lt;i&gt;Arte da         Guerra&lt;/i&gt; tem uma boa tradução de Cleary, T. (2000) São Paulo:         Cultrix; já o livro de &lt;i&gt;Shang Yang &lt;/i&gt;tem uma única tradução pela         editora Europa-América (Lisboa, 1999).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Leitura Complementares&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Aymard, A. (1957) &lt;i&gt;China Antiga &lt;/i&gt;em         Crouzet, M. (org.) &lt;i&gt;História geral das civilizações&lt;/i&gt;, Lisboa e         Aymard, A. (org.)(1957) &lt;i&gt;Aspects de la Chine&lt;/i&gt;, Paris: Puf [contém         os textos de Guinard e Paul-David]; Difel; Barnes, G. (1993) &lt;i&gt;The rise         of civilization in east asia&lt;/i&gt;, London: Thames and Hudson; Escarra, J.         (1939) &lt;i&gt;La Chine&lt;/i&gt;, Paris; Palmer, M. (1993) &lt;i&gt;Elementos do Taoísmo&lt;/i&gt;,         Rio de Janeiro: Ediouro; Peyreffite, A. (1997) &lt;i&gt;O Império Imóvel&lt;/i&gt;,         Rio de Janeiro: Casa Jorge; Wood, S. (1997) &lt;i&gt;Marco Polo foi a China?&lt;/i&gt;         Rio de Janeiro: Record; Said, E. (1990) &lt;i&gt;Orientalismo&lt;/i&gt;, São Paulo:         Companhia das letras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Africa - 5ªs</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/africa-5s.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:15:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-7966570403841014129</guid><description>&lt;table width="580" align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" class="alt21" width="100%" align="center"&gt;África: culturas e sociedades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" class="alt23" width="100%" align="right"&gt; Marta Heloísa Leuba Salum (Lisy)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;!-- Nesta linha entram as referências do artigo e o(a) autor(a) --&gt;        &lt;td class="alt15" width="500" bgcolor="#eeddbb"&gt;Texto do guia temático para professores &lt;i&gt;África&lt;/i&gt;: culturas e sociedades, da série &lt;i&gt;Formas de Humanidade&lt;/i&gt;, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.Escrito em janeiro de 1999 e revisto e adaptado em julho de 2005 para publicação neste site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;     &lt;td class="alt11_3" width="80" bgcolor="#eeddbb"&gt;&lt;img src="http://www.arteafricana.usp.br/codigos/textos_didaticos/002/01.gif" alt="" width="66" border="0" height="68" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;  &lt;!-- Início tabela da estrutura da página Artigo --&gt;  &lt;td colspan="2" class="alt22" width="100%" align="left"&gt; &lt;p align="justify"&gt; &lt;b&gt;1ª. Parte - África: cultura material e história&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreendermos a cultura material das sociedades africanas, a primeira questão que se impõe é a imagem que até hoje perdura da África, como se até sua "descoberta", fosse esse continente perdido na obscuridade dos primórdios da civilização, em plena barbárie, numa luta entre Homem e Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a história dos povos africanos é a mesma de toda humanidade: a da sobrevivência material, mas também espiritual, intelectual e artística, o que ficou à margem da compreensão nas bases do pensamento ocidental, como se a reflexão entre Homem e Cultura fosse seu atributo exclusivo, e como se Natureza e Cultura fossem fatores antagônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que fez com que a distorção da imagem do continente africano, atingisse também os povos que ali habitavam. De acordo com as ciências do século XIX, inspiradas no evolucionismo biológico de Charles Darwin, povos como os africanos estariam num estágio cultural e histórico correspondente aos ancestrais da Humanidade. Dotados do alfabeto como instrumento de dominação não apenas cultural, mas econômica também, os europeus estavam em busca de suas origens, sentindo-se no vértice da pirâmide do desenvolvimento humano e da História. Vem daí as relações estabelecidas entre Raça e Cultura, corroborando com essa distorção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a história da África, pelo menos antes do contato com o mundo ocidental, em particular antes da colonização, não pode ser compreendida tomando-se como referência a organização dominante adotada pelas sociedades ocidentais. Normalmente fica no esquecimento, dado ao fato colonial, que não existe uma África anterior, a que se convencionou chamar África tradicional, diversa e independente, com suas particularidades sociais, econômicas e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sociedades ocidentais, assim chamadas por oposição às não-ocidentais (não-européias), se estruturaram fundamentalmente sob o modo de produção capitalista. Além disso, o modo de produção dominante (não existe apenas um) numa sociedade pode nos dizer muito sobre a vida dessa sociedade, mas certamente não comporta explicações de todas as dimensões de como os homens que a constituem compreendem sua vida e modelam sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A degeneração da imagem das sociedades africanas, de suas ciências, e de seus produtos é resultado do projeto do Capitalismo, que difundiu a idéia de que o continente africano é tórrido e cheio de tribos perdidas na História e na Civilização. É resultado também do etnocentrismo das ciências européias do século XIX. É necessário, pois, ver de que História e de que Civilização se trata. E do ponto de vista histórico-econômico, o imperialismo colonial na África é meio e produto do Capital, uma das grandes invenções que vem desde a era dos Descobrimentos reforçada ainda mais pela consolidação do Liberalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viés econômico da História é um importante instrumento da Ideologia do Desenvolvimento, tipicamente ocidental. Dentro dessa linha de raciocínio, o Capital emerge de fora das sociedades de que tratamos para regrar suas atividades econômicas de modo diferente, conforme interesses externos aos dessas sociedades produtoras e dos povos que as constituem, modificando as relações sociais e impondo um novo modelo de pensar e agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sociedades africanas tradicionais (ou pré-coloniais) tinham em suas atividades econômicas uma das formas de sobrevivência, de acordo com o meio ambiente em que viviam, de suas necessidades materiais e espirituais, e de toda uma tradição anterior de várias técnicas e tipos de produção. Havia muitos povos nômades, que precisavam se deslocar periodicamente, e havia povos sedentários, que fundando seus territórios, chegaram a constituir grandes reinos, desenvolvendo atividades econômicas produtivas, tanto de bens de consumo como de bens de prestígio (em que se destacam várias de suas artes de escultura e metalurgia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a história oficial procurou velar é que os africanos desenvolveram várias formas de governo muito complexas, baseando-se seja em uma ordem genealógica (clãs e linhagens), seja em processos iniciáticos (classes de idade), seja, ainda, por chefias (unidades políticas, sob várias formas). Algumas grandes chefias, consideradas Estados tradicionais, são conhecidas desde o século IV (como a primeira dinastia de Gana), mesmo assim posteriores a grandes civilizações, cuja existência pode ser testemunhada pela arte, como a cerâmica de Nok (Nigéria), datada do século V a.C. ao II século d.C. Aliás, ela é uma das produções mais atingidas pelo tráfico do mercado negro das artes na África que coloca em risco toda uma história ainda não completamente estudada (cf. esse assunto e dois exemplares da cerâmica de Nok dos mais célebres clicando &lt;a href="http://icom.museum/redlist/afrique/french/page01.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os impérios de Gana, Mali e outros se sucederam na África ocidental durante toda a Idade Média européia; reinos da África oriental e central (como os Lunda e Luba) se disputam entre os séculos XVI e XIX, sendo considerados semelhantes aos estados de modelo monárquico ou imperial. Outros estados centralizados marcam relações de longa data com o exterior, como o reino Kongo (a partir do século XIII). Então, é importante relativizar o peso conferido ao continente africano enquanto um dos territórios das "descobertas", como também é o caso das Américas. Em ambos os casos, a história dos povos que lá e aqui habitavam era considerada como inexistente pelos europeus, como se a história fosse resultado de uma cultura - a européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente se esquece de pensar que a "ação civilizadora" européia era para tirar suas elites da emergência de sua própria falência econômica: os europeus precisavam se apropriar de novas terras e mercados para alcançar hegemonia. E fizeram isso na perspectiva da exploração, sob pretexto de "descobrir" o que estava "perdido", tanto no globo terrestre (como se fosse seu quintal) como na história (como se ela fosse um produto acabado), sendo eles os sujeitos, no presente, do tempo e do espaço - passado e futuro. Ignoraram que os africanos já mantinham contatos seculares (provavelmente milenares) com outras civilizações: a egípcia, por exemplo, é africana, apesar das relações estabelecidas, e reconhecidas historicamente, com o Mediterrâneo antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ainda lembrar que a penetração árabe no território africano vem do século VII, enquanto os primeiros contatos dos europeus com os africanos foram estabelecidos a partir do século XV. E tais contatos foram de viajantes e mercenários, do lado ocidental, e chefias bem estruturadas, do lado africano, resultando, em alguns casos, e durante alguns séculos, num comércio ativo, dada a força de grandes estados tradicionais na África, num clima muito diferente da situação colonial que sobreveio apenas no fim do século passado. Essa exploração teve o apoio da Etnologia da época, mas tornou-se um dos fundamentos da Antropologia, cujo desenvolvimento, através de várias teorias sobre as relações do Homem com a Natureza e a Cultura, permite-nos perceber as diferenças como características e valores fundamentais para a permanência e dinâmica da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através dela que se permitiu reconhecer que os estados tradicionais africanos não foram apenas instrumentos de governo eficazes e agentes da história, mas estimularam a produção de grandes patrimônios materiais.É o caso das artes de Ifé e Benin, bem como das artes luba e kuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira uma terracota de ifé cuja réplica já foi exposta no Brasil clicando &lt;a href="http://www.smb.spk-berlin.de/mv/afrika/e/kunst1.htm" target="_blank"&gt; aqui&lt;/a&gt;). Da arte de Benin e arte luba confira as FIG 1 e 2, a sobre a arte kuba veja uma de suas estátuas mais célebres clicando &lt;a href="http://www.thebritishmuseum.ac.uk/compass/ixbin/hixclient.exe?%7BUPPER%7D%3Av2_free_text_tindex=kuba&amp;amp;_IXDB_=compass&amp;amp;_IXSPFX_=graphical%2Fsummary%2F&amp;amp;_IXFPFX_=graphical%2Ffull%2F&amp;amp;_IXNOMATCHES_=graphical%2Fno_matches.html&amp;amp;%24+%28with+v2_searchable_index%29+sort=.&amp;amp;_IXsearchterm=kuba&amp;amp;submit-button=summary" target="_blank"&gt; aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('1.jpg','Benin')"&gt;FIGURA 1&lt;/a&gt;:Figura de rei, arte de Benin, Nigéria, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('2.jpg','Luba%20Hemba')"&gt;FIGURA 2&lt;/a&gt;: Estatueta do tipo chamada "de ancestral", arte luba-hemba, Republica Democrática do Congo, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas outras modalidades da arte africana que dominam, junto com essas, a gênese de uma história da arte africana, mesmo que sempre apartada da história universal da arte. Por isso, não deixe de conferir a linha do tempo da história da arte no continente africano proposta pelo Museu Metropolitano de Nova Iorque clicando &lt;a href="http://www.metmuseum.org/toah/hm/02/af/hm02af.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de não terem escrito sua história anteriormente, não quer dizer que os africanos, bem como os povos autóctones das Américas e da Oceania, não tinham história, muito menos que não tinham escrita. Objetos de arte considerados apenas decorativos estão plenos de mensagens codificadas por signos e símbolos que podem ser "traduzidos", ou interpretados verbalmente, como é o caso de muitos objetos proverbiais (FIG 3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('3.jpg','Ashanti')"&gt;FIGURA 3&lt;/a&gt;: Pesos de latão para medição de pó de ouro, arte ashanti, acervo MAE&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira também o artigo de Lucia Harumi Borba Chirinos neste site. (LINK4A) Além disso, na tradição oral, ou no registro oral da história dos povos africanos, podemos constatar que o tempo é marcado pelo evento, e que esse evento não se situa num vazio: ele supõe um lugar exato, um instante único (p. ex., a queda de um cometa célebre, uma enchente inusitada, marcando feitos de um governo determinado, de um chefe conhecido e nominado). Do mesmo modo, podemos pensar na revalidação da informação histórica em objetos que expressam, através de mesclas de estilo ou da própria iconografia, deslocamentos das comunidades africanas, formando grandes correntes migratórias pelo continente, seja de caráter cultural, comercial ou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses contatos, determinando combinações de elementos originais de um povo com outro(s), promoveram um dinamismo externo e explicam a unidade cultural da África. Por outro lado, a história desses povos pelo continente é uma história de conquistas, de legitimação do território a ser habitado e cultivado, explicando a diversidade cultural existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança social provocada pelo fato colonial faz parte dessa história, mesmo que a intenção da colonização era acabar com ela. O período colonial africano é recente, durando de 1883-1885 até pouco mais da metade do século XX. Nesse período, os governos europeus dividiram e reagruparam as sociedades tradicionais da África em colônias, cujas fronteiras não correspondiam aos seus territórios originais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas décadas de 1950 e 1960, depois das independências conquistadas individualmente, mas num grande movimento de solidariedade entre nações, as linhas de divisa colonial foram de modo geral absorvidas na configuração dos países atuais, a partir de então com seus próprios governos. Mesmo assim, até hoje são países que lutam com dificuldade, tentando recuperar suas origens ancestrais, e prosseguir suas vidas dentro do quadro da globalização imposto mundialmente. As lutas civis, e a presença de ditadores compactuados com potências estrangeiras na África atual refletem ainda os problemas que a exploração européia e a ideologia do desenvolvimento causaram aos povos africanos, esgotando seus minérios e suas florestas, degradando seu meio ambiente, alterando seu ecossistema, estabelecendo uma ordem completamente diferente sobre uma experiência secular de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que a exploração da África não se deu apenas na sua colonização, esta já tão truculenta em si mesma, lembrando que durante esse período os africanos não foram apenas usurpados em suas economias e territórios, mas em seus modos de existência e de pensamento, principalmente através de ações missionárias. Sabemos como a Igreja manipulou o Cristianismo sob pretexto de uma ação civilizatória compactuada com países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estamos falando apenas daqueles que permaneceram no continente e não dos que foram sequestrados para a industria da escravidão que durou pelo menos quatro séculos. Podemos dizer que se o futuro de alguns africanos (os que foram feitos escravos) continuou aqui no Brasil (e nas Américas), e o passado de povos africanos na África ficou na memória coletiva e no silêncio da cultura material, temos muito a repensar sobre a nossa história em comum, encontrando, oxalá, nossos valores para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não podemos admitir nada de primitivo na história e na cultura material dos povos africanos, vez que se trata de sociedades que têm atrás de si mesmas existência milenar. Temos testemunhos plásticos e iconográficos do séculos V, VI e até VII a.C. nos países do Mediterrâneo antigo, que demonstram não apenas a presença da civilização egípcia, como também das civilizações da África sub-saariana, esta chamada de África negra. Vê-se aqui a antiguidade das culturas africanas, bem como sua dinâmica, alimentada não apenas por fluxos internos, mas também externos, desde longa data. Ao lado de tudo isso, lembrar que descobertas arqueológicas vêm demonstrando a precedência da espécie humana e de suas indústrias no continente africano, antes dos seus vestígios em território europeu, como o caso do exemplar mais antigo do homo sapiens sapiens (nossa espécie) descoberto no Quênia, datado de 130 mil anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante, portanto, ter sempre em vista que o continente africano é imenso, com centenas de grupos étnicos ou sociedades, que não devemos chamar de tribos, pois o sistema de parentesco, além de não ser a única forma de organização, manifesta-se em grande diversidade e complexidade na composição dos grupos culturais. Hoje as sociedades africanas são sociedades modernizadas, o que não quer dizer que antes elas não tinham organização. Com uma hierarquia de obrigações e direitos, e com uma tecnologia própria ditada pela sua economia, seja ela de subsistência ou de comércio, algumas sociedades tradicionais voltavam-se mais para a agricultura, outras para a caça e pesca, e não raro, essas atividades eram mescladas. Não há conhecimento de grupos africanos sem um tipo de organização, seja em pequenas chefias a grandes repúblicas e reinos, até que as grandes potências ocidentais invadiram e colonizaram o território africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, devemos também estar alertos para não nos valermos do que, entre nós, é tido como premissa de civilização, achando que com isso chegamos à compreensão de outros povos. Ao lado de técnicas de metalurgia ou cultivo, ao lado de chefias ou de um comércio ativo, cada sociedade, cada cultura tem um sistema de categorias próprias de pensamento e existência, sendo ele o que a diferencia das outras, e o que lhe dá real relevância perante a Humanidade. A cultura material e a arte, pelo seu caráter concreto (de "coisas", objetos), podem ser veículos eficientes para que tais categorias não fiquem tão vulneráveis à ação destruidora de nosso etnocentrismo, desde que sejam enfocadas como produtos de sociedades diferentes e não desiguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;2ª. Parte - África: cultura material e arte africana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As artes plásticas da África que vemos nos livros e coleções são produtos desenvolvidos ao longo de séculos. Sejam esculpidos, fundidos, modelados, pintados, trançados ou tecidos, os objetos da África nos mostram a diversidade de técnicas artísticas que eram usadas nesse continente imenso, e nos dão a dimensão da quantidade de estilos criados pelos povos africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais estilos são a marca da origem dos objetos, isto é, cada estilo ou grupo de estilos corresponde a um produtor (sociedade, ateliê, artista) e localidade (região, reino, aldeia). Mesmo assim, devemos lembrar que os grupos sociais não podem ser considerados no seu isolamento, e, portanto, é natural que a estética de cada sociedade africana compreenda elementos de contato. Além disso, cada objeto é apenas uma parte da manifestação estética a que pertence, constituída por um conjunto de atitudes (gestos, palavras), danças e músicas. Isso pode determinar as diferenças entre a arte de um grupo e de outro, tendo-se em vista também o lugar e a época ou período em que o objeto estético-artístico era visto ou usado, de acordo com a sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a primeira coisa a reter é que, na África, cada estátua, cada máscara, tinha uma função estabelecida, e não eram expostas em vitrines, nem em conjunto, nem separadamente, como vemos dos museus. Outra coisa deve ser lembrada: a arte africana é um termo criado por estrangeiros na interpretação da cultura material estética dos povos africanos tradicionais, diferente das artes plásticas da África contemporânea que se integram, como as nossas, brasileiras e atuais, no circuito internacional das exposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje ainda há uma produção similar aos objetos tradicionais, ela deve-se no maior das vezes às demandas de um mercado turístico, motivado pela curiosidade e exotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com referência aos objetos muito semelhantes aos tradicionais ainda em uso em rituais religiosos ou festas populares há, assim como no Brasil, na África atual, uma cultura material, que, apesar de sua qualidade estética, é considerada, também pelos africanos de hoje, "religiosa" ou "popular" nos moldes ocidentais, onde o antigo e moderno são historicamente discerníveis. Isso não quer dizer, no entanto, que, através de conteúdos e símbolos, a arte africana atual não esteja impregnada do tradicional, ainda que se manifestando em novas formas. Ao contrário, as especificidades da estética tradicional africana é visível também, nos dias atuais, nas produções artísticas dos países de fora da África, principalmente daqueles, como o Brasil, cuja população e cultura foram formadas por grandes contingentes africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui, neste texto, estaremos tratando sempre dessas produções realizadas pelos africanos antes da ruptura entre tradição e modernidade. Daqui para frente, devemos relativizar o uso do tempo verbal, e lembrar que a expressão arte africana é, queiramos ou não, um reducionismo inventado por estrangeiros, mas que está cristalizada entre nós, relativa a toda produção material estética da África produzida antes e durante a colonização, até meados do século XX, trazida à Europa por viajantes, missionários e administradores coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria difícil encontrarmos nessa arte africana alguns elementos de aproximação com os de correntes da arte ocidental, do naturalismo ao abstracionismo. Mas esse tipo de comparação não é capaz de nos desvendar o verdadeiro sentido da arte africana tradicional, porque esta não foi feita para ser realista ou cubista, isto é, ela não era um exercício de reflexão sobre a forma, ou sobre a matéria, como nas artes plásticas entre nós. Apesar disso, podemos identificar na arte africana os elementos que permitiram a artistas, como Picasso, a revolucionar a arte ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cubismo, portanto, é uma invenção intelectual dos europeus, que nada tem a ver com a intenção dos africanos: enquanto no cubismo a representação do objeto se dá de diversos pontos de vista, em diversas de suas dimensões formais ao mesmo tempo, a estética africana busca, ao contrário, uma síntese do objeto ou do tema construído materialmente, plena de objetivo, inspiração e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estátua não representa, normalmente, um Homem, mas um Ser Humano integral, que tem uma parte física e espiritual - do passado e do futuro. Tem, por isso, um lado sagrado, ligado às forças da Natureza e do Universo. Uma máscara ou uma estátua concentram forças inerentes do próprio material de que são constituídas, ou que comportam em seu interior ou superfície, além de sua própria força estética. Elas não têm, portanto, uma função meramente formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, podemos observar que algumas produções são mais realistas ou mais geométricas. O realismo ocorre com frequência nas estátuas, talvez por seu caráter representativo (de uma figura humana, da imagem onírica de um antepassado), enquanto que o geometrismo aparece muito nas máscaras, principalmente naquelas que representam espíritos e seres sobrenaturais, melhor dizendo, o desconhecido (mas existente no plano consciente e inconsciente). Mesmo assim, nada disso permite dizer ou não é isso que determina haver uma linha divisória clara entre uma forma e outra, ou um estilo e outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos distinguir uma arte produzida na África ocidental e a produzida na África central. E dentro dessas grandes áreas geográficas, podemos distinguir estilos seja pelos detalhes, seja pelo tema ou tipo do objeto produzido. Por exemplo, as produções artísticas dos Dogon e Bambara são muito distintas embora situadas, por alguns autores, dentro de uma mesma faixa estilística (chamada de "sudanesa"), já que elas apresentam uma certa continuidade formal ou temática, além do fato de que tais sociedades ocupam territórios contíguos permeados por identidades históricas, geográficas e ambientais. No entanto, as portas de celeiro são renomadas entre os Dogon (FIG 4 ), e o tema do antílope é mais reconhecido, embora não exclusivo, na arte Bambara (FIG 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('4.jpg','Dogon')"&gt;FIGURA 4&lt;/a&gt;: Porta de celeiro, arte dogon, Mali, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('5.jpg','Bambara')"&gt;FIGURA 5&lt;/a&gt;: Topo de máscara "tyi-wara", arte bambara, Mali, acervo MAE- USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de objeto (porta de celeiro) e esse tema (antílope) celebram a arte dos Dogon e dos Bambara respectivamente não apenas porque foram encontrados em abundância entre eles, mas também porque são considerados por esses povos como signos específicos de sua cultura em circunstâncias dadas na sua tradição oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É oportuno lembrar que a distinção entre os estilos só pode ser determinada por uma série de estudos interdisciplinares que apoiam a análise morfo-estilística. Entre essas disciplinas estão a arqueologia e etno-história, que, apesar de suas especificidades, estão intimamente ligadas à etnografia e à Antropologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os procedimentos técnicos e a matéria-prima usados na produção material podem "falar" muito sobre o estilo, assim como sobre o meio ambiente em que determinadas sociedades vivem. A madeira era muito usad-a nas regiões de floresta. É por isso que a estatuária africana está concentrada na chamada África ocidental e na África central, regiões onde predominava a floresta equatorial e tropical, e onde se conservam apenas partes dela hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso do metal, embora tenha sido corrente em todo o continente, caracterizou as produções artísticas da savana, onde floresceram grandes reinos, tanto na África ocidental quanto na central, onde a arte era fundamentalmente ligada à organização social e política, a serviço de mandatários, através de ateliês oficiais - caso da chamada "arte de côrte" de Ifé e Benin (já ilustrada acima) ou da escultura da associação Ogboni fieta pelo sofisticado processo de fundição pela cera perdida (FIG 6).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('6.jpg','Cera%20perdida')"&gt;FIGURA 6&lt;/a&gt;: Ilustração das etapas da fundição de um par de "edan" pela técnica da cera perdida, arte ogboni/ioruba, Nigéria, acervo MAE-USP. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto a essas produções de metal devemos mencionar a escultura em marfim, renomada não apenas entre povos do Golfo da Guiné e do Benin (como os ioruba) mas também entre os da embocadura do Rio Congo (como os Bakongo), que desde o século XV era requerida pelos "gabinetes de curiosidade" da Europa (veja clicando &lt;a href="http://www.metmuseum.org/toah/hd/apiv/hd_apiv.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Bruto ou trabalhado, o marfim, assim como o cobre, era considerado precioso em todas as sociedades africanas, desde muito antes do tráfico (desde a antiguidade, pelo Vale do Nilo e pelo Saara), mas é certo que o contato com o mundo ocidental, desde o Renascimento europeu, promoveu um desenvolvimento de uma arte africana em marfim já voltada para o comércio e turismo como a da atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras artes, como a cerâmica, cestaria, adornos corporais, eram feitas tradicionalmente por todas as sociedades, respondendo às necessidades cotidianas e rituais, sendo que podemos destacar algumas em que essas técnicas eram mais usadas do que a escultura, de acordo com o modelo de organização social e as formas de expressão estética. Nesses casos, os recursos gráficos eram mais aplicados do que os recursos representativos da escultura. Aqui podem ser compreendidos, particularmente, os produtos de sociedades situadas em regiões semi-áridas, que, em busca periódica de novos territórios, não podiam transportar com facilidade bens móveis de grande porte. Mas às vezes esses modelos de análise se mostram arbitrários, pois a arte decorativa pode imperar também onde as figurativas e realistas são muito destacadas, e onde a produção estética está voltada à legitimação de um poder monárquico e centralizado como dos Bakuba (FIG 7), e que também comporta uma importante estatuária conforme ilustrado acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('7.jpg','Kuba')"&gt;FIGURA 7&lt;/a&gt;: Montagem de objetos utilitários com decoração típica, arte kuba, Republica Democrática do Congo, acervo MAE-USP.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o material nem sempre era usado por sua abundância ecológica e a escolha do material não era arbitrária: como o objeto que iria ser produzido, o material tinha um valor simbólico em cada centro de produção. Algumas máscaras e estátuas deveriam ser esculpidas em madeira de árvores determinadas; a confecção de adornos implicava no uso de determinadas fibras e sementes, e, em alguns casos, de tipos diferentes de contas, se não de um tipo de liga metálica, de marfim e outros materiais de origem inorgânica e animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos detalhes morfológicos dos objetos, como a posição, o tamanho, a distribuição de cores, entre outros, são características diferenciais do estilo com que cada sociedade representa uma forma e um tema. Mas existe uma série de características culturais comuns entre os povos da África e diversas das de sociedades de outros continentes que permeiam suas artes tradicionais de uma forma singular: seus sistemas de pensamento e de crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;3ª. Parte - África: cultura material, filosofia e religião&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, devemos lembrar que a dissociação entre Religião e outras esferas da Cultura existente no Ocidente, e na Modernidade, não faz parte da natureza da Humanidade. E, como vimos, as sociedades da África pertencem a complexos culturais muito antigos, reciclando valores arraigados pela Tradição, caracterizando-se por uma maneira de produzir bens espirituais e materiais de acordo com sua história e com o meio ambiente onde se formaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreendermos os sistemas de pensamento e de crenças das sociedades africanas, devemos ter sempre em mente a dinâmica tradição-modernidade, e, como fizemos com respeito à arte, relativizar o que pertenceu ao passado e o que, e sob que forma, permanece no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cultura africana tinha, antes da ruptura social, sua forma de conceber o mundo, de explicar suas origens e de formular o que lhes convêm, conforme mostram os mitos e lendas, bem como o discurso das pessoas mais antigas, que viveram antes ou durante a situação colonial. Isso demonstra a grande diversidade cultural no continente, correspondente à diversidade de formas e estilos na arte tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, no plano filosófico, podemos assinalar um aspecto que dá unidade aos povos da África tradicional: o indivíduo é considerado vivo porque tem um ascendente (é filho, neto de alguém), e quem vai lhe garantir a finalidade e memória de sua vida e existência é a perspectiva de seu descendente (seu futuro filho e neto). Portanto a noção de morte está concretamente ligada à de vida : morrer significa não procriar. Sem filhos, a linhagem familiar se extingue - vida e morte não são apenas biológicas, mas sociais principalmente. A existência do indivíduo se traduz através do seu ser-estar (o que implica em tempo e espaço ou lugar) no mundo, através do cotidiano, no trabalho ou no lazer, sempre conectado ao universo social, cósmico, natural e sobrenatural ao mesmo tempo, sendo impossível separar o que é concreto e espiritual, ou determinar o que é sagrado ou profano, na vida desses povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, o exercício da existência volta-se para questões que vão além do poder econômico, o que não exclui a preocupação social e individual com o status (disputado e atribuído a indivíduos de prestígio como sábios e dirigentes), já que ele é uma das chaves para que o grupo tenha uma estrutura para permanecer unido e forte visando ao advento de futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, a profusão de imagens antropomórficas esculpidas a que se chama de "ancestrais", já que normalmente, mas nem sempre como se divulga através de publicações, eram relacionadas, e usadas, no culto de antepassados. Os chamados "fetiches", aí colocados em oposição aos "ancestrais", são objetos, esculpidos ou não, constituídos de vários materiais agregados. O conceito de fetiche é discutível, pois, significando "coisa feita", é relacionado sempre à magia e a feitiçaria num sentido distorcido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('8.jpg','Teke')"&gt;FIGURA 8&lt;/a&gt;: Estatueta "buti", do tipo chamada de "fetiche", arte teke, Republica Democrática do Congo, acervo MAE-USP.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, os materiais dos "fetiches" entre os quais são também classificadas estatuetas dos Bateke (FIG 8, acima) - simbolizam partes dos mundos animal, vegetal e mineral, aludindo uma idéia de totalidade construída pelos africanos, baseada em seu conhecimento sobre as forças da Natureza (muitas vezes relacionados à cura medicinal) e do Cosmo. Isso explica porque muitas das estatuetas chamadas de "fetiches", em contrapartida, tinham relações diretas com o culto de antepassados, fundado na idéia de acúmulo de forças através de gerações sucessivas e da apropriação do território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras duas características nos sistemas filosófico e de crenças das sociedades africanas tradicionais é a consciência de periodicidade e infinitude, isto é, a idéia de que o descendente vem do ascendente e a idéia, que vem em decorrência disso, de que o passado está intimamente ligado ao futuro, passando pelo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um indivíduo vivendo em sociedade em um determinado período histórico supõe a existência de outro ou outros indivíduos (filho, neto, bisneto, etc) em períodos subsequentes, graças à existência daqueles que vieram antes dele, e criaram regras para que seus contemporâneos e conterrâneos pudessem seguir vivendo, articulando-se conforme as condições de sobrevivência. Há um provérbio de origem africana em que podemos constatar essa característica de infinitude, de que a vida é infinita: "uma vez que é dia, depois noite, qual será o fim deles?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de pensamento comporta uma perspectiva dinâmica que não corresponde à idéia de que esses povos não teriam história antes dos europeus chegarem, e que eles viviam sempre do mesmo modo que seus avós e bisavós. Outro provérbio africano nos permite constatar essa característica de periodicidade, de que a vida é periódica - e histórica: "as coisas de amanhã estão na conversação das pessoas de amanhã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos aqui uma preocupação em regrar o que acontece no presente, o que é uma responsabilidade dos que vivem para garantir a existência do futuro, e que não há nada de estático nisso, ao contrário, há uma previsão de mudança, uma consciência de que há um dinamismo na vida, na existência, não apenas por modificações ambientais naturais, mas também modificações técnicas e filosóficas determinadas pela sucessão de gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, os africanos preservavam regras de sua Cultura, modificando-as quando necessário, sem precisar de outras normas vindas de fora, coisa que os Europeus não podiam entender, pois eles se consideravam superiores a todos os povos não-europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento de superioridade vem da constatação da diferença. Na visão judaico-cristã, por exemplo, os africanos foram tidos como povos animistas, isto é, aqueles que atribuem vida às coisas e seres inanimados, e acreditando que plantas e animais são dotados de "alma", sendo portanto capazes de agir como seres humanos. Isso não é verdade e deturpa as formas autênticas de concepção do mundo dos africanos, colocando-os como inferiores, ou "primitivos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre, na verdade, é que na África tradicional a concepção de mundo é uma concepção de relação de forças naturais, sobrenaturais, humanas e cósmicas. Tudo que está presente para o Homem tem uma força relativa à força humana, que é o princípio da "força vital", ou do axé - expressão ioruba usada no Brasil. As árvores, as pedras, as montanhas, os astros e planetas, exercem influência sobre a Terra e a vida dos humanos, e vice-versa. Enquanto os europeus queriam dominar as coisas indiscriminadamente, os africanos davam importância a elas, pois tinham consciência de que elas faziam parte de um ecossistema necessário à sua própria sobrevivência. As preces e orações feitas a uma árvore, antes dela ser derrubada, era uma atitude simbólica de respeito à existência daquela árvore, e não a manifestação de uma crença de que ela tinha um espírito como dos humanos. Ainda que se diga de um "espírito da árvore", trata-se de uma força da Natureza, própria dos vegetais, e mais especificamente das árvores. Assim, os humanos e os animais, os vegetais e os minerais enquadravam-se dentro de uma hierarquia de forças, necessária à Vida, passíveis de serem manipuladas apenas pelo Homem. Isso, aliás, contrasta com a idéia de que os povos africanos mantinham-se sujeitos às forças naturais, e, portanto, sem cultura. Os povos da África tradicional admitem a existência de forças desconhecidas, que os europeus chamaram de mágicas, num sentido pejorativo. Mas a "mágica", entre os africanos, era, na verdade, uma forma inteligente - de conhecimento - de se lidar com as forças da Natureza e do Cosmo, integrando parte de suas ciências e sobretudo sua Medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses elementos filosóficos podem ser vistos expressados graficamente nas decorações de superfície de esculturas, na tecelagem e no trançado, e na própria arquitetura, através de figuras geométricas (zigue-zagues, linhas onduladas, espirais - contínuas e infinitas), de figuras zoomorfas (cobras, lagartos, tartarugas - que, além de sua forma, estão associadas à idéia de vitalidade e longevidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma linguagem gráfica simbólica, equivalente a da figura antropomórfica em estátuas e estatuetas, onde se ressaltam cabeça, mãos e pés, seios, ventre, orgãos sexuais (todos considerados, de um modo geral, centros de força vitais). Elas expressam, do mesmo modo que os grafismos, aspectos relacionados ao tema da reprodução humana e à capacidade de produção do conhecimento necessário à perpetuação da espécie humana, mesmo que individualmente, venham a desempenhar funções e a expressar significados específicas(FIG 9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('9.jpg','Luba%20Hemba')"&gt;FIGURA 9&lt;/a&gt;: Estatueta "akua-ba", arte ashanti, Gana, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas como a fertilidade da mulher e fecundidade dos campos são freqüentes e quase que indissociáveis na expressão artística, estabelecendo a relação entre a abundância de alimento e a multiplicação da prole, um fator concreto em sociedades agrárias. O tema do duplo remete à relação de fatores complementares ou antagônicos (dia-noite, homem-mulher). Todas essas formas gráficas e representativas são um recurso para apresentar, sob forma material, um conjunto de idéias sobre a existência concebida visando ao equilíbrio e à perpetuação biológica e espiritual do grupo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os africanos não tinham Deus, ou que tinham vários deuses, o que não parece ser muito preciso. Em quase todas as populações da África foram registrados depoimentos da criação do mundo, em que existe apenas um único "Deus". Trata-se de uma força primordial, um Criador que criou o Mundo e os Homens, colocou-os na Terra, e deixou-os ao seu Destino (FIG 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('10.jpg','Senufo')"&gt;FIGURA 10&lt;/a&gt;: Topo de máscara, arte senufo, Costa do Marfim, acervo MAE-USP. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas histórias de origem podem ser chamadas de mitos porque se trata de seres não conhecidos em vida (que estão na memória coletiva), sendo por isso míticos, sem que se caia no erro de desconsiderá-los, como fizeram os ocidentais, como idéias sem valor científico e histórico. Tais mitos de origem comportam freqüentemente o relato de pares primordiais, de gêmeos ou duplas, que vieram para cultivar e povoar o mundo, e, muitas vezes, seres zoo-antropomorfos que, dotados da tecnologia (instrumentos agrários ou de caça), vieram para ensinar os Homens a produzir e obter alimento, para se multiplicarem, zelando, eles - os Homens -, pela sua própria permanência em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das diferenças dessas idéias com relação às idéias de mundo cristãs é a consciência de que cada ser que está presente no mundo tem seu papel, e que a força dos Homens é humana, e não divina. Daí a necessidade de uma relação constante com os antepassados, visando às futuras gerações. Esse pode ser apontado como um significado substantivo das várias formas de culto de ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a vida dos povos africanos é tida como muito mais ritualizada que no mundo cristão. O mundo material e o espiritual são concebidos juntos, quase que inseparáveis, o que implica em modelos de culto e religião completamente diferentes do que se adotou no Ocidente, que por sua vez serviu de modelo para outros povos formados na modernidade, como é o caso brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Candomblés (são várias as formas como essa religião brasileira de origem africana se apresenta) conservam formas de culto muito próximas às de cultos tradicionais da África ocidental (sobretudo dos Fon e dos Ioruba), adotando emblemas, nomes e outras características de suas divindades (e, às vezes, das divindades dos povos de línguas bantu, ou dos chamados Bantos, da África central), bem como a hierarquia de poder iniciático (FIG 11 a 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('11.jpg','Iorub%C3%A1')"&gt;FIGURA 11&lt;/a&gt;: Colar de babalaô, arte nagô, República Popular do Benim, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('12.jpg','Brasil%20Iemanj%C3%A1')"&gt;FIGURA 12&lt;/a&gt;: Estátua de Iemanjá, arte afro-brasileira, Salvador/Brasil, acervo MAE-USP&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="javascript:popImage('13.jpg','Brasil%20Oxal%C3%A1')"&gt;FIGURA 13&lt;/a&gt;: Opaxorô, arte afro-brasileira, Salvador/Brasil, acervo MAE-USP.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, numa aproximação ainda que a grosso modo, eles teriam uma estrutura de panteão, como a das religiões grega e cristã. Isso quer dizer que existe um Criador e uma porção de outras divindades articuladas em camadas subalternas. Os cultos tradicionais da África, por sua vez, voltavam-se, em linhas gerais, aos antepassados ou a divindades da Natureza. Neste último caso, poderia ser enquadrado o Culto de Orixás - apelação dada às divindades de origem ioruba ou nagô (os voduns, inquices e caboclos são divindades de povos africanos de outras origens) -, em que se baseiam a maioria dos candomblés, muito embora muitas dessas divindades celebram chefes políticos sacralizados, com uma qualidade divina, de uma localidade (ou reino) determinado, onde são considerados como antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, grande parte da escultura antropomórfica seja da África ocidental, seja da central, é uma "presentificação" desses personagens míticos ou mesmo conhecidos em vida - antepassados fundadores de territórios, chefes de linhagem ou chefes eleitos renomados por feitos realizados durante seus governos. Em peças desse tipo transparece a grande relação entre política e religião, motivo pelo qual estátuas, bustos e cabeças, tendo uma força acumulada de vários níveis, não podiam ser vistas por todas as pessoas, se não os altos iniciados nos cultos, ou seja, aqueles que tinham status social e religioso, sendo que em muitas sociedades, o chefe político era também o sacerdote supremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, neste final, resta a contradição: grande parte da arte africana, que tanto nos mobiliza o olhar pelo impacto estético, era feita, antes de ser tirada de seu contexto, para não ser vista, a menos que houvesse uma ocasião precisa para isso. Está aí está a demonstração da grandeza e do poder de uma cultura material, depositária não de segredos, mas de fundamentos, a serviço da história e cultura dos povos africanos, que dentro e fora de seu território original, continuam sua existência, formando novos valores, como acontece entre nós, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Bibliografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALANDIER, G. As dinâmicas sociais: sentido e poder. São Paulo: Difel, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BALANDIER, G.; MAQUET, J. Dictionnaire des civilisations africaines. Paris: Hazan, 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BASTIDE, R. As Américas negras: as civilizações africanas no Novo Mundo. São Paulo: Difel; Edusp, 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAN, J. Muntu: las culturas neoafricanas. México: Fondo de Cultura Económico, 1963 (Tiempo presente;  44)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KI-ZERBO, J. (coord.). História Geral da África: I. Metodologia e pré-história. São Paulo: Ática; Paris: Unesco, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEIRIS, M.; DELANGE, J. Afrique noire: la création plastique. Paris: Gallimard, 1967 . (Univers des formes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MERCIER, P. História da Antropologia. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERRANO, C.; MUNANGA, K. A revolta dos colonizados: o processo de descolonização e as independências da África e da Ásia. São Paulo: Atual, 1995. (História geral em documentos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMPELS, P. La philosophie bantoue. Paris: Présence africaine, 1948.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERGER, P. Orixás : deuses iorubás na África e no Novo Mundo. São Paulo: Currupio;  Círculo do Livro, 1985.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>Egito Antigo</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/egito-antigo.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:09:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-488529926574024211</guid><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI131889-EI1728,00.html"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 212px; height: 136px;" src="http://img.terra.com.br/i/2003/10/27/83557_cp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.geocities.com/athens/Marble/4341/egito-antigo.html"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 86px; height: 98px;" src="http://www.geocities.com/athens/Marble/4341/morte.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Egito antigo, é só clicar nas imagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="txtsecao"&gt;      &lt;div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"&gt;        &lt;p&gt;As enchentes periódicas do Nilo fertilizavam as terras ao longo do vale e também causava inundações, o que obrigou seus habitantes a represar e distribuir as águas. Esse &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/egipcio.htm#" onclick="hwClick18354391091909(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw18354391091909(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;trabalho&lt;/a&gt; intenso e organizado levou à criação de uma civilização. Inicialmente, dividia-se em Alto Egito (vales) e Baixo Egito (deltas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião do Antigo Egito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De religião politeísta, os egípcios adoravam deuses antopormófica (sob a forma humana) e antropozoomórfica( corpo humano com a cabeça de um animal). O deus mais importante era Rá (depois Amon-Rá), mas o mais popular era Osíris. Acreditando que os mortos podiam voltar à &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/egipcio.htm#" onclick="hwClick1821730860909(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw1821730860909(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;vida&lt;/a&gt;, desenvolveram a mumificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Período Pré-Dinástico&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De 4.000-3.200 a.C., foram construídas as pirâmides de Queóps, Quéfren e Miquerinos. Essas obras custaram tanto esforço e sacrifício que a população rebelou-se. A nobreza de Tebas restabeleceu a autoridade do faraó e teve início ao Médio Império(2100-1750 a.C.). Foi uma época de prosperidade, mas as revoltas internas facilitaram a vitória dos hicsos, que dominaram o Egito por 150 anos. A expulsão dos hicsos deu início ao Novo Império (1580-525 a.C.), marcado por uma política guerreira e expansionista. Nesse período ocorreu a ocupação dos persas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sociedade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade era dividida em camadas sociais rígidas: a dos privilegiados (sacerdotes, nobres, funcionários) e a dos populares (artesãos, camponeses e escravos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Economia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia baseava-se na agricultura (trigo, cevada, linho, algodão, legumes, frutas e papiro), na criação (bois, asnos, gansos, patos, cabras e carneiros), na mineração (ouro, cobre e pedras preciosas) e no artesanato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A mulher, a família e o Casamento no antigo Egito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão da mulher institucionalizada no Antigo Egito aparece claramente em alguns  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/egipcio.htm#" onclick="hwClick14439332952909(1265187709);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 102, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw14439332952909(event, this, '1265187709'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;textos&lt;/a&gt; chamados de Instruções de Sabedoria. Os escribas aconselhavam aos egípcios a se casarem cedo e terem muitos filhos, além de abordar o cuidado que um homem deve ter com as mulheres estranhas e belas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camponeses&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Egito está localizado no nordeste da África. Ele está limitado ao norte com o Mediterrâneo, ao sul com a Núbia, a oeste com a Líbia e a leste com o Mar Vermelho. O Egito é um extenso país irrigado pelo Rio Nilo. As cheias do Nilo começam em julho e vão até novembro. Neste período, o rio transborda e deposita o lodo e o limo que possibilitam o aproveitamento agrícola da região. O Rio Nilo é tão importante para a civilização egípcia que os historiadores dizem: “O Egito é uma dádiva do Nilo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sociedade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A sociedade egípcia era hierárquica e de limitada mobilidade social. No alto da pirâmide, estava o faraó, que era considerado um deus vivo, depois vinham os nobres, os altos funcionários, os sacerdotes, os guerreiros, os escribas, os artesãos, os trabalhadores comuns, os camponeses, que eram a maioria da população, e os escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os camponeses tinham as piores condições, pois tinham uma dura fiscalização dos administradores. Os escravos egípcios eram frutos da captura nas guerras, do comércio, dos filhos dos escravos e como forma de tributos das regiões dominadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao tratamento que lhes eram dados, variava muito. Os escravos domésticos, os artesões e os artistas recebiam um tratamento melhor do que os dados aos escravos que trabalhavam nas minas e pedreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher egípcia, comparada com a mulher das civilizações antigas, tinha uma boa situação. Tinha personalidade jurídica, podia adquirir propriedade, legar bens e fazer testamentos. Os egípcios valorizavam a família, daí o respeito e consideração por suas mães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No casamento dos egípcios predominava a monogamia (ter uma mulher apenas), já o faraó tinha várias esposas, inclusive era comum haver a prática de endogamia (casar com alguém da sua família, como uma irmã, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;a href="http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/economia-e-sociedade/#" onclick="hwClick7630847311917(-1093146756);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 255, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw7630847311917(event, this, '-1093146756'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;Economia&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A economia baseava-se na agricultura e na pecuária. Eram cultivados cereais, como a cevada e o trigo, legumes e abundantes árvores frutíferas. Eram criados porcos, cabras, bois e mais tarde cavalos. Com o papiro, que era encontrado nas margens do Nilo, fabricavam-se papel, cordas, cestas, sandálias e esteiras. Os egípcios eram “mestres” na arte de tecer, portanto a tecelagem era bem desenvolvida. A caça e a pesca eram largamente praticadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um comércio interno bastante desenvolvido, apesar de não haver moedas, o que dificultava a  &lt;a href="http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/economia-e-sociedade/#" onclick="hwClick1612983100917(-1093146756);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; color: rgb(0, 255, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw1612983100917(event, this, '-1093146756'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe(event, this); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;negociação&lt;/a&gt;, a qual era feita da forma amonetária. O comércio com o exterior era fraco, pois dependia exclusivamente do faraó. Mas os egípcios exportavam cereais, vinho, óleos vegetais, papiro e móveis e importavam pedras preciosas, marfim, perfumes e madeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado egípcio era proprietário dos meios de produção, incluindo terras e instrumentos de trabalho. Os camponeses recebiam terras para o cultivo, mas pagavam tributos para usá-las, a forma de pagamento era na forma de produtos ou de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;table width="756" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td colspan="15" rowspan="1" width="483" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;font-size:+2;color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size: 24px;"&gt;Economia Agrícola no Antigo Egito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="9" height="31"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="16" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="14" rowspan="3" width="440"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;A base econômica do Egito faraônico era a agricultura, principalmente o cultivo de cereais, como trigo e cevada. O trabalho nos campos era facilitado pelas cheias anuais do rio Nilo, que fertilizavam as margens de terra, tornando-as bastante produtivas. Até mesmo os nobres e outros grupos mais abastados tinham prazer em se fazer representar a si próprios nas tumbas, e mesmo templos, envolvidos na vida do campo, no trabalho de jardins, vinhas, terras ou na avaliação dos produtos, junto de inúmeros funcionários.&lt;br /&gt;Os egípcios antigos gostavam muito de representar cenas agrícolas em em todas as formas assim  poderemos ver até hoje pássaros, plantas, cenas de caça , pesca , cultivo , as flores e folhagens da época. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="2" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="1" height="248"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="14" rowspan="1" width="302" align="center" valign="middle"&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/egyptology2000/ca_a.jpeg" width="302" border="0" height="248" /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="248"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="2" height="248"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="16" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="2" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="5" height="105"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="26" rowspan="1" width="750"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Os camponeses constituíam a maioria absoluta da população. Viviam em aldeias e executavam os trabalhos agrícolas nas terras que pertenciam ao Estado, às altas camadas sociais e aos templos, entregando a seus proprietários excedentes da produção  em geral menos da metade - como imposto. Um camponês nos tempos do Novo Reino (1550-1070 a.C.) cultivava uma área de cerca de 5 (aruras) (1,25 hectares), suficiente para uma família em torno de 5 ou 6 indivíduos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="105"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="7"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="18" height="12"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="10" rowspan="3" width="396" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;O trabalho no campo era regulado em função das três estações do ano, típicas do país, relacionadas ao ciclo do rio Nilo: Akhit - a inundação, de julho a novembro; Peret - a chamada ,saída, ou reaparecimento da terra cultivável do seio das águas - época da semeadura - que acontecia de novembro a março; Shemu - a colheita, que acontecia de março a junho. Analisada a paralisação das atividades agrícolas durante a inundação, e considerando-se que a colheita, realizada entre fins de março e início de junho, terminava bem antes de ocorrer a nova cheia do rio Nilo, constata-se que o ciclo da agricultura básica durava pouco mais de meio ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="4" height="12"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="17" rowspan="1" width="346" align="center" valign="middle"&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/egyptology2000/colheitadauva.jpg" width="346" border="0" height="240" /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="240"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="4" height="240"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="18" height="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="4" height="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="1" height="78"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="30" rowspan="1" width="755"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Note-se que no período das inundações do Nilo, quando praticamente cessavam os trabalhos agrícolas, os camponeses eram requisitados pelo Estado para a prestação de corvéias ou trabalhos nas obras públicas, como a construção de pirâmides ou templos. São conhecidos de diversas épocas decretos reais isentando certos grupos de camponeses desse trabalho forçado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="78"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="3" height="134"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="27" rowspan="1" width="751"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Os campos de trigo e de cevada - cultivos básicos - sucediam-se desde os pântanos do Delta, ao norte, até a região da Núbia, no extremo sul. Uma vez o rio Nilo voltando ao leito normal após a cheia, iniciava-se o trabalho de cultivo da terra. A primeiro tarefa dos camponeses era a aragem e semeadura da terra, antes mesmo que as águas da inundação se retirassem totalmente. Esses dois afazeres ocorriam no mesmo momento. Camponeses que revolviam a terra com arados e enxadas eram seguidos de imediato de outros camponeses que lançavam as sementes dos cereais, pisoteadas por animais (ovelhas, cabras, etc.) de modo a penetrarem no solo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="2" height="134"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="13"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="9" height="147"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="16" rowspan="1" width="475" align="center" valign="middle"&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/egyptology2000/colheitadotrigo.jpg" width="475" border="0" height="147" /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="7" height="147"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="13" height="22"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="8" rowspan="1" width="240" align="center" bgcolor="#ffcc66"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Cena de Cultivo da Tumba de Snedjem &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="11" height="22"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="4" height="166"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="27" rowspan="1" width="752"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;À época da colheita, os talos de trigo e de cevada eram cortados pelo meio utilizando-se uma pequena foice de madeira com dentes de sílex. Os talos eram depositados no chão. Feito isso, recolhiam-se as espigas em cestos, sendo transportadas à extremidade do campo. O cereal era então pisoteado por bois de modo a separar o grão da casca, e em seguida peneirado. Era nesse momento que chegavam aos campos os proprietários ou seus representantes, acompanhados de um contingente de escribas, agrimensores, empregados e soldados, os quais iriam, antes de tudo, medir os campos de modo a determinar a percentagem do cereal que o camponês deveria entregar. Os grãos colhidos eram acondicionados em sacas denominadas de khar, com 73 litros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="166"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="2" height="214"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="27" rowspan="1" width="750"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;A construção de celeiros para o armazenamento dos cereais colhidos pelos camponeses constituía uma grande preocupação dos proprietários das terras no Antigo Egito. Além de representações de celeiros em tumbas, conhecemos esse elemento particular através dos modelos em madeira e cerâmica depositados em tumbas - verdadeiras maquetes - além daqueles encontrados em antigas cidades e templos. Nos tempos no Novo Reino (1570 a 1070 a.C.) os celeiros mais comuns eram cilíndricos, construídos em tijolos de barro revestidos de gesso, medindo de 1,5 m a 2,5 m de diâmetro e de 3 a 5 m de altura. Escadarias davam acesso à parte superior, nas quais haviam aberturas por onde se depositavam os grãos. No templo do faraó Ramsés III (séc. XIV a.C.) em Medinet-Habu, na margem oeste do Nilo em frente à moderna cidade de Luxor, e também na antiga cidade de Akhetaton - hoje Tell-el-Amarna - no Médio Egito, foram encontrados celeiros de 8 a 9 m de diâmetro tendo 7 a 8 m de altura. Séries de celeiros poderiam também ser encontradas, bem como pequenos celeiros no interior de jardins e casas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="3" height="214"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="11" height="33"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="11" rowspan="1" width="322"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;font-size:+2;color:#336600;"&gt;&lt;span style="font-size: 24px;"&gt;As desgraças do camponês&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="10" height="33"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="30" rowspan="1" width="754"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Trecho de uma obra conhecida entre os egiptólogos como :Sátira dos Ofícios -trata-se do papiro Lansing (Museu Britânico,  9994), do Reino Novo,20° dinastia (1196-1070 a.C.), mas sabe-se que o texto remonta ao Médio Reino (2040-1783 a.C.).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="2" height="68"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="2" height="218"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="29" rowspan="1" width="754"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Deixa-me também expor-te a situação do camponês, essa outra rude ocupação... De dia ele talha seus instrumentos agrícolas, de noite ele fabrica corda. Mesma a sua hora de descanso ele gasta no trabalho agrícola. Ele se equipa para ir ao campo como se fosse um guerreiro. O campo ressecado está diante dele. Ele vai buscar sua junta de bois... Passa três dias procurando-a, acha-a no pântano. Não acha pele nos animais, pois os chacais os devoraram... Quando chega ao seu campo, encontra-o fendido (pelo calor). Leva tempo cultivando, a serpente o persegue. Esgota a semente atirando-a ao chão. Não vê sequer uma folha verde. Ara e semeia três vezes com grão emprestado. Sua mulher procurou os comerciantes e nada achou para trocar. Agora o escriba desembarca nas margens. Ele mede a colheita. Auxiliares estão atrás dele com varas, e núbios com ripas de palmeiras. Um deles lhe diz: Entrega o cereal!Não há! Ele é surrado sem piedade, amarrado, jogado no canal, com a cabeça debaixo dágua. Sua mulher é atada em sua presença. Seus filhos estão em correntes. Seus vizinhos o abandonam e fogem. Não há cereal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="1" height="218"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="7"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="14" height="219"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="5" rowspan="1" width="114" align="center" valign="middle"&gt;&lt;img src="http://www.geocities.com/egyptology2000/hapyestatua.jpg" width="114" border="0" height="219" /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="13" height="219"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="12" height="22"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="8" rowspan="1" width="240" align="center" bgcolor="#ffcc66"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Estátua do Deus Hapi - Deus do Rio Nilo&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="12" height="22"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="32" height="5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr valign="top"&gt;  &lt;td colspan="6" height="151"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;  &lt;td colspan="21" rowspan="3" width="740"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica;"&gt;&lt;span style="font-size: 14px;"&gt;Um dos deuses muito conhecidos do Panteão Egípcio é o deus Hapi, associado ao Rio Nilo, as inundações e a colheita, muito representada nas tumbas como um ser de pele esverdeada, lembrando o lodo fertilizante do Nilo após suas cheias. O culto ao Deus Hapi é bem antigo acreditando-se que possam vir desde o período pré-dinástico. Textos falando sobre o Deus Hapi, foram encontrados na Tumba de Unas da 4a. Dinastia. Ele também é representado segurando plantas como lótus e o papiro. Ele se tornou parte do panteão de Deuses da criação do mundo.&lt;br /&gt;Vários hinos foram feitos em sua homenagem , com o tempo ele passou a ser identificado como Osíris. Na ocasião da cheia do Rio Nilo um grande festival era realizado em honra ao Deus Hapi, e estatuetas do deus eram carregadas pelas cidades e vilas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;!-- google_ad_section_end --&gt;&lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;     &lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>CÓDIGO DE HAMURABI - 5ª serie A, B e C</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/codigo-de-hamurabi-5-serie-b-e-c.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2009 17:07:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-6662063292533998129</guid><description>Hamurabi, rei da Babilônia (1792-1750 ou 1730-1685 a.c.), criador do império babilônico. O seu código é uma das leis mais antigas da humanidade e está gravado em uma estela cilíndrica de diorito, descoberta em Susa e conservada no Louvre.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;babilon.jpg (30772 bytes)&lt;br /&gt;http://www.geocities.com/Athens/Olympus/7866/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Código de Hamurabi protege a propriedade, a família, o trabalho e a vida humana (...) O autor de roubo por arrombamento deveria ser morto e enterrado em frente ao local do fato (...) As penas eram cruéis: jogar no fogo (roubo em um incêndio), cravar em uma estaca (homicídio praticado contra o cônjuge), mutilações corporais, cortar a língua, cortar o seio, cortar a orelha, cortar as mãos, arrancar os olhos e tirar os dentes."  Trecho da obra: "Criminologia", do Des. Álvaro Mayrink da Costa, Ed. Forense, vol. 1, p. 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Código possui 282 artigos e tem como preâmbulo o seguinte texto:&lt;br /&gt;"-Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra e dos céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de toda a humanidade a Marduc; quando foi pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra, -por esse tempo Anu e Bel me chamaram, a mim Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte, para iluminar o mundo e propiciar o bem estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu; eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Dirilu; o que deu vida à cidade de Uruk; supriu água com abundância aos seus habitantes; o que tornou bela a nossa cidade de Brasíppa; o que encelerou grãos para a poderosa Urash; o que  ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anuit."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo I do Código dedica-se aos Sortilégios, juízo de Deus, falso testemunho, prevaricação de Juízes. A seguir alguns artigos referentes às penalidades aplicadas, nota-se desde logo a influência do Talião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1º - Se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar prova disso, aquele que acusou deverá ser morto.&lt;br /&gt;Art. 3º - Se alguém em um processo se apresenta como testemunha de acusação e não prova o que disse, se o processo importa perda de vida, ele deverá ser morto.&lt;br /&gt;Art. 4º - Se alguém se apresenta como testemunha por grão e dinheiro, deverá suportar a pena cominada no processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No art. 5º está estabelecido que o juiz prolator de uma sentença errada será punido com o pagamento das custas multiplicadas por 12, e ainda será expulso publicamente de sua cadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 15 - Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma escrava da Corte, ou escravo ou escrava de um liberto, deverá ser morto.&lt;br /&gt;Art. 16 - Se alguém acolhe em sua casa um escravo ou escrava fugidos da Corte ou de um liberto e depois da proclamação pública do mordomo, não apresenta, o dono da casa deverá ser morto.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Art. 127 - Se alguém difama uma mulher consagrada ou a mulher de um homem livre e não pode provar, se deverá arrastar esse homem perante o Juiz e tosquiar-lhe a fronte.&lt;br /&gt;Art. 128 - Se alguém toma uma mulher, mas não conclui contrato com ela, essa mulher não é esposa.&lt;br /&gt;Art. 129 – Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, deve-se amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.&lt;br /&gt;Art. 130 – Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto e a mulher irá livre.&lt;br /&gt;Art. 131 – Se a mulher de um homem livre é acusada pelo próprio marido, mas não surpreendida em contato com outro, ela deverá jurar em nome de Deus e voltar à sua casa.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;195 - Se um filho espanca seu pai, dever-se-lhe-á decepar as mãos.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Sobre delitos e penas:&lt;br /&gt;Art. 198 – Se alguém arranca o olho de um liberto, deverá pagar uma mina.&lt;br /&gt;Art. 199 – Se ele arranca um olho de um escravo alheio, ou quebra um osso ao escravo alheio, deverá pagar a metade do seu preço.&lt;br /&gt;Art. 201 - Se ele partiu os dentes de um liberto, deverá pagar um terço de mina.&lt;br /&gt;Art. 203 - Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma mina.&lt;br /&gt;Art. 204 - Se um liberto espanca um liberto, deverá pagar dez siclos.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Art. 209 – Se alguém bate numa mulher livre e a faz abortar, deverá pagar dez siclos pelo feto.&lt;br /&gt;Art. 210 – Se essa mulher morre, então se deverá matar o filho dele.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Sobre o exercício da Medicina:&lt;br /&gt;Art. 215 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o cura ou se ele abre a alguém uma incisão com a lanceta de bronze e o olho é salvo, deverá receber dez siclos.&lt;br /&gt;Art. 218 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata, ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, dever-se-lhe-á cortar as mãos.&lt;br /&gt;Art. 219 – Se o médico trata o escravo de um liberto de uma ferida grave com a lanceta de bronze e o mata, deverá dar escravo por escravo.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Sobre o exercício da Engenharia:&lt;br /&gt;Art. 229 – Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.&lt;br /&gt;Art. 233 – Se um arquiteto constrói para alguém uma casa e não a leva ao fim, se as paredes são viciosas, o arquiteto deverá à sua custa consolidar as paredes.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Sobre a navegação:&lt;br /&gt;Art. 236 – Se alguém freta o seu barco a um bateleiro e este é negligente, mete a pique ou faz que se perca o barco, o bateleiro deverá ao proprietário barco por barco.&lt;br /&gt;Art. 237 – Se alguém freta um bateleiro e o barco e o provê de trigo, lã, azeite, tâmaras e qualquer outra coisa que forma a sua carga, se o bateleiro é negligente, mete a pique o barco e faz que se perca o carregamento, deverá indenizar o barco que fez ir a pique e tudo que ele causou perda.&lt;br /&gt;Art. 240 – Se um barco a remos investe contra um barco de vela e o põe a pique, o patrão do barco que foi posto a pique deverá pedir justiça diante de Deus; o patrão do barco a remos, que meteu a fundo o barco a vela, deverá indenizar o seu barco e tudo quanto se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma termina o Código de Hamurabi:&lt;br /&gt;As justas leis que Hamurabi, o sábio rei, estabeleceu e com as quais deu base estável ao governo: - Eu sou o governador guardião. Em meu seio trago o povo das terras de Sumer e Acad. em minha sabedoria eu os refreio, para que o forte não opirma o fraco e para que seja feita justiça à viúva e ao órfão. Que cada homem oprimido compareça diante de mim, como rei que sou da justiça. Deixai-o ler a inscrição do meu monumento. Deixai-o atentar nas minhas ponderadas palavras. E possa o meu monumento iluminá-lo quanto à causa que traz e possa ele compreender o seu caso. Possa ele folgar o coração exclamado: - "Hamurabi é na verdade como um pai para o seu povo; estabeleceu a prosperidade para sempre e deu um governo puro à terra. Nos dias a virem, por todo tempo futuro, possa o rei que estiver no trono obeservar  as palavras da justiça que eu tracei em meu monumento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes: "Origem dos Direitos dos Povos", Ed. Ícone, 6ªed., 1995.&lt;br /&gt;-"Criminologia", do Des. Álvaro Mayrink da Costa, Ed. Forense, vol. 1, 1992.&lt;br /&gt;- Almanaque Abril CD-ROM, 1996.</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item><item><title>18 - a-ha - Crying in the rain (in vallhall)</title><link>http://profdeacortelazzi.blogspot.com/2009/05/18-ha-crying-in-rain-in-vallhall.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2009 19:31:00 -0700</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1130084250526481785.post-3204983041863027484</guid><description>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/U_vE3bA7vZg' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/U_vE3bA7vZg'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><author>profdeacortelazzi@gmail.com (Dea Produções)</author></item></channel></rss>