<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409</id><updated>2024-10-01T02:47:48.151-07:00</updated><title type='text'>Debate Jurídico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-3766280146125444679</id><published>2011-09-29T16:36:00.001-07:00</published><updated>2011-09-29T16:37:50.238-07:00</updated><title type='text'>Atentado violento ao pudor e &quot;abolitio criminis&quot;</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Ontem
no Jornal Hoje, transmitido pela Rede Globo de Televisão, uma jovem de 18 anos relatou
os abusos sexuais que sofria do próprio pai enquanto tinha 8 a 16 anos de idade. A jovem é
estudante de direito e só tomou a atitude após saber que o mesmo também abusara
sexualmente outras pessoas, como uma sobrinha e uma cunhada do suposto
agressor, que é advogado e já pertenceu a Comissão de Direitos Humanos da Ordem
dos Advogados do Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Como
acontece com vários casos silimares, a filha teria avisado a genitora, que nada
fez. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;A
Delegada que investiga o caso pediu a prisão temporária e uma medida protetiva para
afastar o suspeito da filha. A prisão temporária foi negada. A medida protetiva
foi determinada, impondo ao suspeito a distância mínima de 100 metros da filha. Também
foi determinada a busca e apreensão de computadores e outros objetos do
suspeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Não
estou aqui para fazer o julgamento, nem me predispor a falar do caso em si,
pois não sou policial, muito menos juiz para falar sobre isso. Nem posso ser
leviano a ponto de condenar uma pessoal por suposto fato como de fato faz a mídia
deste país, que condena uma pessoa sem nem haver processo para julgá-lo. Todos são
inocentes até que se prove o contrário. Então, que a polícia faça um bom
serviço investigativo e que o Ministério Público e o Magistrado encarregados
possam fazer seus trabalhos dignamente. Caso entendam que ele é culpado, e que
consigam comprovar, que ele seja punido. No caso de não conseguirem provar, que
ele seja absolvido. Simples assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;O
fato que me fez escrever o texto é sobre as informações dadas em várias
emissoras de televisão, sites, rádios, etc. Nas matérias fora dito que o
acusado não poderia ser enquadrado por estupro, pois não houve conjunção
carnal, mas outros atos libidinosos diversos da conjunção carnal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Tal
fato causou estranheza aos operadores do Direito, pois o crime de atentado
violento ao pudor não existe mais no ordenamento jurídico. Este fora revogado
pela Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009. Daí veio a série de confusões
cognitivas devido às informações editadas e mal passadas pela pessoa de direito
e pelas encarregadas de passar a informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Como
dito acima, a jovem hoje se encontra com 18 anos e alega que fora abusada
sexualmente entre os 8 e 16 anos. Logo, os fatos deixaram de acontecer com a
mesma a cerca de 2 anos. O problema é, a Lei 12.015/2009 tem pouco mais de 2
anos. Com isso, houve atos após a mudança ou não? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Se
foram praticados todos os atos da continuidade delitiva anteriormente a modificação
legal, de fato o crime seria o de atentado violento ao pudor. Mas este deixou
de existir. Como fica então se houve a “&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;abolitio
criminis&lt;/i&gt;”? Este foi o pensamento da maioria dos operadores do Direito que
ainda não tem o conhecimento de algumas decisões das cortes especiais do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Se
houve continuidade delitiva após a mudança da lei, já poderia se falar logo em
estupro. (Entendo eu, que mesmo que todos os acontecimentos tivessem
acontecidos na vigência da redação anterior da lei, a força policial que
investiga o caso já poderia falar que os atos caracterizam estupro, de acordo
com a lei vigente hodiernamente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Primeiro
vamos falar dos crimes em
 si. Antes da entrada em vigor da Lei 12.015/2009 o estupro
era previsto da seguinte forma: “Constranger mulher à conjunção carnal. Mediante
violência ou grave ameaça”. Já o atentado violento ao pudor era da seguinte
forma: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a praticar ou
permitir que com ele se pratique ato libidinoso diverso da conjunção carnal”. Para
ambos os crimes a pena era a mesma, “reclusão, de 6 a 10 anos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Como
se pode perceber, somente mulher poderia ser vítima de estupro. Já atentado
violento ao pudor, qualquer pessoa poderia sofrer. Enquanto no estupro a
elementar era conjunção carnal (membro sexual masculino penetrando em membro sexual
feminino), no atentado violento ao pudor a elementar era a prática de outros
atos libidinosos diversos da conjunção carnal (utilização de outros locais que
não foram feitos exatamente para relação sexual, mas que humanos utilizam como
se fosse).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Dizem
que a mudança da lei ocorreu para acabar com as mistificações e confusão da
sociedade, que achava que todo abuso sexual era estupro. Ou até para dizer que
homem pode sofrer estupro. No caso, homem poderia sofrer abuso sexual, mas não
estupro, já que este crime tinha como elementar a vítima do sexo feminino (quem
quiser que me prove que algum homem sendo gravemente ameaçado, tendo seu psicológico
abalado, consiga ter conjunção carnal. Vale dizer, consiga fazer seu órgão
sexual ficar ereto). Mas hoje homem pode sofrer estupro (entendo que não há
como ser na conjunção carnal, mas somente com outros atos libidinosos. Todavia,
isso não vem ao caso)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Voltando
ao tema. Com a entrada em vigor, o crime de atentado violento ao pudor não
existe mais. Porém, o crime de estupro teve sua redação modificada, acoplando o
antigo estupro com o antigo atentado violento ao pudor. Hodiernamente vigora
com esta redação: “Constranger alguém, mediante
violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que
com ele se pratique outro ato libidinoso”. A pena continuou de 6 a 10 anos com regime de
reclusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;O legislador só facilitou. Agora tanto homem quanto mulher pode
sofrer estupro. Para caracterização do crime pouco importa que seja conjunção
carnal ou outros atos libidinosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;A doutrina diverge num ponto, se o indivíduo comete o crime com
conjunção carnal e outros atos libidinosos se serão “dois crimes”. Uns acham
que só pode ser punido por um crime. Outros falam que como são atos distintos,
há continuidade delitiva. Não sou ninguém para falar quem está certo, ou quem
está errado. Sou um reles bacharel em Direito recém-formado. Mas minha humilde
opinião é a de que só poderá ser punido por um único fato, ainda que seja
praticado com conjunção carnal e outros atos libidinosos, haja vista que ambos
são elementares de um único crime. Com a vigência da lei anterior poderia e
deveria ser entendido como continuidade delitiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Mas o que importa mesmo é saber se houve &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;abolitio criminis&lt;/i&gt;, se não há como punir o cidadão no caso de
comprovação do crime e se ele será beneficiado de alguma forma (benefício pela
modificação da lei, não benefícios de sua profissão e das mazelas das
investigações e corrupção do país que pode ocorrer).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Posso lhes afirmar que não houve &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;abolitio criminis&lt;/i&gt;. O crime de atentado violento ao pudor não existe
mais. Todavia, as elementares típicas do crime estão previstas em outro crime. Houve
mera alteração normativa. Não há mais que se falar em atentado violento ao
pudor, mas sim, em estupro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Poderia se pensar assim: o crime, a época em que fora cometido
tinha a denominação de atentado violento ao pudor, hoje inexistente. O fato foi
punido e supervenientemente fora modificada a legislação. Não será mais punido?
Será sim. Mas apenas mudando a nomenclatura do delito, que agora é estupro. Na
mesma lógica segue em casos ocorridos anteriormente e somente investigados após
a vigência da nova redação legal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Neste caso, há a aplicada do Princípio da Continuidade Normativo-Típica,
aplicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em alguns casos concretos, como no
caso em que pediram &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;habeas corpus&lt;/i&gt; por
entenderem que o crime de rapto inexiste e assim seria aplicado a &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;abolitio criminis&lt;/i&gt;. A Corte entendeu que
as elementares do crime passou a caracterizar outro crime, o de sequestro ou cárcere
privado qualificado (art. 148, § 1º, V do Código Penal). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Vejamos a decisão que consta no informativo por completo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;color: black; margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
A 2ª Turma indeferiu habeas
corpus impetrado em favor de condenado pela prática do crime de rapto (CP, art.
219). A defesa sustentava a ocorrência de abolitio criminis, em razão da
superveniência da Lei 11.106/2005, que revogou os artigos 219 a 222 do CP, e pleiteava
a conseqüente extinção da pretensão executória. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Aduziu-se que, muito embora o referido dispositivo tenha sido revogado
com o advento da supracitada lei, a restrição da liberdade com finalidade
libidinosa teria passado a figurar — &lt;u&gt;a partir da entrada em vigor desta
mesma norma&lt;/u&gt; — entre as possibilidades de qualificação dos crimes de
seqüestro ou cárcere privado&lt;/b&gt; (CP, art. 148, § 1º, V). Reputou-se que &lt;b&gt;a
mera alteração da norma, portanto, não haveria de ser entendida como abolitio
criminis, por ter havido c&lt;u&gt;ontinuidade normativa acerca do tipo penal&lt;/u&gt;.&lt;/b&gt;
HC101035/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 26.10.2010. (HC-101035) (informativo 606
- 2ª Turma)&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Como se pode ver, o caso é similar. Embora o crime de atentado
violento ao pudor tenha sido revogado pela Lei 12.015/2009, o crime agora tem
outra denominação, o de estupro. Esta denominação nova ocorreu na própria lei,
sendo idêntico ao caso julgado pela Corte Máxima do país no exemplo
supracitado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;E não haverá benefícios para o suspeito, em caso de condenação,
pois o crime continua existindo e a pena e o regime continuam os mesmos. Aliás,
já eram as mesmas penas na vigência anterior a Lei 12.015/2009. Caso a pena do
crime vigente fosse menor que o da redação anterior do crime revogado, deveria
ser aplicada a pena menor, em respeito aos princípios norteadores do Direito na
aplicação na norma mais benéfica. No caso da pena maior com a redação nova,
aplicar-se-ia a menos gravosa também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;CONCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Quando há revogação de um tipo penal, mas as suas elementares que
tipificavam o crime passam ou continuam a fazer parte de outra tipificadora
criminal, não há &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;abolitio criminis&lt;/i&gt;,
mas aplica-se o princípio da Continuidade Normativo-Típico aplicado em casos
concretos pelo STF.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;Embora se fale em atentado violento ao pudor no caso em concreto,
devido os fatos terem ocorridos na vigência anterior a Lei 12.015/2009, hoje se
aplicaria normalmente como crime de estupro, não devendo persistir o equívoco
de que uma mera nomenclatura de um delito revogado possa gerar impunidade dos
fatos ocorridos e que ainda continuam sendo crime. Não é como no caso de adultério,
que deixou se ser crime e que os elementos que caracterizavam não permitem a
acusação por outro crime vigente no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;BRASIL. Descreto-Lei nº 2848,
de 7 de dezembro de 1940. Código de Processo Penal. &lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;b&gt;Diário Oficial [da]
República Federativa do Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Brasília,
DF, 31 dez.. 1940. Disponível em: &amp;lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848.htm&amp;gt;.
Acesso em: 29 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;______. Supremo Tribunal
Federal. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;HC101035/RJ. &lt;/b&gt;Relator:&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt; &lt;/b&gt;Ministro Gilmar Mendes. Distrito
Federal, 25 a
29 out. 2010. Disponível em: &amp;lt;http://www.stf.jus.br//arquivo/informativo/documento/informativo606.htm
&amp;gt;. Acesso em: 29 set. 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12.5pt;&quot;&gt;NOTAPAJOS.COM. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Filha denuncia pai, advogado, por abuso
sexual.&lt;/b&gt; [Rio de Janeiro]: G1/Globo/Notapajos, 2011. Disponível em &amp;lt;http://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=44335&amp;amp;noticia=Filha%20denuncia%20pai,%20advogado,%20por%20abuso%20sexual&amp;gt;.
Acesso em: 29 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/3766280146125444679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/atentado-violento-ao-pudor-e-abolitio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/3766280146125444679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/3766280146125444679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/atentado-violento-ao-pudor-e-abolitio.html' title='Atentado violento ao pudor e &quot;abolitio criminis&quot;'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-4460778025951690864</id><published>2011-09-28T09:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T14:42:47.060-07:00</updated><title type='text'>A Lei Maria da Penha não foi feita para proteger homens</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Uma colega alertou-me sobre uma decisão do Tribunal de
Justiça do Mato Grosso do Sul que aplicou analogicamente uma medida protetiva em
favor de um homem, para que sua esposa mantenha-se afastada dele por certa distância.
Normalmente, esta decisão poderia ser muito bem elaborada, embora fundamentada
por analogia e aplicando a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, que cria
mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos
termos do § 8&lt;u&gt;&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&lt;/u&gt; do art. 226 da Constituição Federal, da
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as
Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência
contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e
Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a
Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Conhecida como Lei Maria da
Penha. (BRASIL, 2006).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Vamos ao caso em
 tela. O autor da ação pediu, em sede de liminar, o
afastamento da esposa, na qual está se separando judicialmente, a uma distância
mínima de 100 (cem) metros, devido ao sofrimento de agressões físicas e verbais
praticadas pela ré. Atitude que o expõe a vexame e humilhação. Além das agressões
houve ameaças de morte. Tais agressões ocorreram em vários locais, como
trabalho do autor, casa própria e na frente do filho, adolescente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;A liminar não foi concedida em primeiro grau sob o
fundamento que não haver previsão legal para aplicação da medida protetiva em
favor do homem. Isso por permear o direito de liberdade, constitucionalmente
protegido, salvo casos previstos em
 lei. O autor recorreu da decisão com agravo de instrumento
com liminar. Nesta feita, o TBMS (&lt;i&gt;ad quem&lt;/i&gt;)
proferiu decisão favorável ao autor, através do Desembargador Dorival Renato
Pavan, membro da 4ª Turma do respectivo Tribunal. (MATO GROSSO DO SUL, 2011).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Na fundamentação o Desembargador disse alguns trechos que
transcrevo da notícia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 12pt; margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 12pt; margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;O relator afirmou que o princípio a ser aplicado para
definir a espécie é o da razoabilidade, havido por ele como sendo o adequado,
eis que “a inexistência de regra específica que preveja medida protetiva de não
aproximação destinada ao resguardo dos direito dos homens (gênero masculino)
não é justificativa plausível ao indeferimento de tal pleito, pois, reafirmo, o
ordenamento jurídico deve ser interpretado como um todo indissociável e os
conflitos de interesses resolvidos através da aplicação de princípios e da
interpretação analógica de suas normas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 12pt; margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;Além disso, ponderou que “o agravante relata situação
de conflito familiar insustentável que afeta os direitos fundamentais seus e de
seu filho adolescente, todos (sic) afetos à dignidade da pessoa humana”, o que
o levou a entender que o livre direito de locomoção da esposa deve ser
relativizado para inviabilizar que possa ela continuar a praticar atos que se
revelam atentatórios a valores relevantes como são os da honra e da dignidade
da pessoa humana, passíveis também de proteção, mesmo que pela via eleita e postulada
pelo agravante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;[…]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;Pavan sustentou na
decisão ainda que “a restrição à liberdade de locomoção da agravada não é
genérica, mas específica, no sentido de tão-somente manter distância razoável
do agravante, para evitar ao menos dois fatos, de extrema gravidade, a saber:
a) primeiro, de que a&amp;nbsp; agravada possa dar continuidade à prática dos atos
agressivos e de humilhação que submete o agravante perante sua própria família
e colegas de trabalho, ofendendo, com tal ato, sua dignidade;&amp;nbsp; b) segundo,
de que é possível que o autor, sentindo-se menosprezado, humilhado e ofendido,
possa revidar à agressão, com prejuízos incalculáveis para o casal e
consequências diretas no âmbito da família.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;O desembargador
fundou-se&amp;nbsp;no argumento de que “o agravante, ao invés de usar da
truculência ou da violência, em revide aos ataques da mulher, vem em juízo e
postula tutela jurisdicional condizente com a realidade dos fatos e da situação
de ameaça que vem sendo – ao que tudo indica – praticada pela mulher”, razões
pelas quais entendeu que “deve ter atendido o seu pedido, sendo mesmo possível
que se utilize da medida requerida na inicial, como liminar, sem que isso possa
implicar em qualquer cerceamento na liberdade do direito de ir e vir da
agravada, que encontrará limite, tão-somente, na ordem judicial restritiva de
não aproximação do autor, exatamente para evitar danos maiores tanto a ela
mesma quanto ao próprio agravante”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;O Des. Pavan
aplicou as disposições da Lei Maria da Penha por analogia e por via inversa,
salientando que “sem desconsiderar o fato de que a referida Lei é destinada à
proteção da mulher diante dos altos índices de violência doméstica em que na
grande maioria dos casos é ela a vítima” realiza-se o princípio da isonomia
quando as agressões partem da esposa contra o marido, de forma a proporcionar o
deferimento da liminar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Agora que
se vai a análise do caso e as referidas críticas, com a &lt;i&gt;devida vênia&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Primeiro,
no início do texto fala em separação judicial. Em termos técnicos, a doutrina e
a jurisprudência majoritária já entendem que este instituto cível foi
aniquilado com a Emenda Constitucional 66, de 13 de julho de 2010 (EC66), que
alterou o artigo 226, § 6º da Constituição da República Federativa do Brasil,
passando a vigorar com a seguinte redação: “O casamento civil pode ser
dissolvido pelo divórcio”. Com isto, não cabe mais falar na separação, haja
vista que nem prova de culpa de faz mais necessária para a decretação do divórcio.
Nem sequer será necessário um lapso para o acontecimento, como previa a Lex anterior
(2 anos separados de fato ou 1 ano separado judicialmente). Seria melhor falar
em divórcio direto, mesmo que o processo de divórcio tenha começado
anteriormente à EC66. Aplicar-se-ia a fungibilidade das ações decorrente de regramento
jurídico posterior. (BRASIL, 1988).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Posteriormente
se fala se fala em
 ex-marido. Como ainda não fora dissolvido o casamento,
tecnicamente ainda são marido e mulher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Mas ao caso
que tem a ver com o verdadeiro tema é: Pode ser aplicada alguma medida
protetiva da Lei Maria da Penha para proteger homem? A resposta há de ser
negativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Primeiro
que a Constituição em seu artigo 226, § 8º prever e assegura à família
mecanismos que proíbam a violência no âmbito das relações familiares. Isto de
fato é absoluto, mas se permeia através das leis inferiores. Em decorrência da
imposição constitucional foram criadas algumas leis específicas para proteger
pessoas em estados de vulnerabilidade e que precisam de proteção especial e
prioritária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Em razão do
dito acima, foram criadas e promulgadas algumas leis, como: Lei 8.069, de 13 de
julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); Lei 10.741, de 1º de
outubro de 2003 (Estatuto do Idoso); Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei
Maria da Penha); entre outras leis, decretos, convenções e tratados
internacionais vigentes no país, como a proteção aos deficientes físicos. Todas
estas leis são específicas para cada tipo de pessoa. (Lembrando que há ainda a
previsão da criação do Estatuto do Jovem, por força da Emenda Constitucional 67
de 2010).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Na Lei
Maria da Penha, logo no início, se ver que fora criada para &lt;b&gt;coibir a violência doméstica e familiar
contra a mulher.&lt;/b&gt; Mulher, gênero feminino. Logo, esta lei não se aplica para
homens, nem mesmo para homossexuais masculinos, travestis ou transexuais que não
mudaram sua documentação civil com decisão judicial que imponha a troca de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Não pode o
intérprete querer, ao mero alvedrio, aduzir a proteção de um grupo vulnerável a
outro. A Lei Maria da Penha foi criada para proteger as mulheres vítimas de
agressões físicas, cada vez mais comuns no Brasil. Em caso de agressões a
outros, será aplicados, seja separadamente ou concomitantemente, as proteções
cabíveis para cada grupo de vulnerabilidade. Exemplo: Em sendo uma menina,
adolescente, aplicasse conjuntamente a Lei Maria da Penha e o Estatuto da
Criança e do Adolescente. Em sendo um homem idoso, aplicasse exclusivamente o
Estatuto do Idoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;No caso
específico, trata-se de um homem. Logo, gênero masculino, onde não se aplica
uma lei específica para a proteção de mulher. Daí viria uma pergunta: Então foi
errada a decisão do Desembargador? O homem teria que continuar sofrendo agressões
físicas e verbais da mulher &lt;u&gt;por não haver previsão legal&lt;/u&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Vamos por
parte. Primeiro o magistrado de primeiro grau negou o pedido de liminar com
fundamento de não haver previsão legal para garantir o pedido realizado pelo
autor. Para poder comentar tal decisão, seria &lt;i&gt;mister&lt;/i&gt; saber quando foi prolatada a decisão. O site do TBMS tem notícia
apenas da decisão do tribunal &lt;i&gt;ad quem&lt;/i&gt;
datada (a notícia) de 17 de setembro de 2011. Mas não tem como saber a data da
decisão &lt;i&gt;a quo&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;A data
seria de suma importância para avaliarmos os quão atualizados estão os
operadores do Direito. Para não ser leviano (embora por se tratar de pedido de
liminar e agravo de instrumento para atacar a decisão que denegue a liminar
possa dar prazo razoável para a crítica a seguir), pensamos que possa ser
anterior à vigência da lei que se fala abaixo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;A Lei
12.403, de 4 de maio de 2011 alterou dispositivos do Código de Processo Penal,
especialmente os relacionados à prisão e medidas cautelares e liberdade provisória.
A lei entrou em vigor no dia 4 de julho de 2011, devido à &lt;i&gt;vacacio legis &lt;/i&gt;de 60 dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Daí a
pergunta, a decisão do juízo &lt;i&gt;a quo&lt;/i&gt; é
anterior a referida lei? Pela razoabilidade do tempo, parece que não. Então,
dizer que não há previsão legal para aplicar alguma medida cautelar (protetiva)
é está desatualizado com as leis vigentes no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Veja-se o
que dispõe o Código de Processo Penal com a redação dada pela Lei 12.403:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;Art. 319.&amp;nbsp; São medidas cautelares diversas da prisão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;[…]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares
quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado
permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Como se
pode ver, hodiernamente há previsão legal para o caso tem tela. Poderia sim o
magistrado aplicar cautelarmente a proibição da esposa de chegar próximo ao
marido e ao filho adolescente (aqui sim se aplicaria uma regra específica,
quanto ao filho adolescente). Com isso, aplicando a razoabilidade de manter a
esposa a 100 metros
de distância, asseguraria a proteção do bem da integridade física e psicológica
do requerente. Em caso de descumprimento, pagamento de multa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Agora em se
tratando da decisão do Desembargador é que não se pode ter dúvida da falta técnica,
com a &lt;i&gt;devida vênia&lt;/i&gt; que cabe a um mero
bacharel em Direito. Muito
bonita a decisão em falar do princípio da isonomia, aplicação analógica de lei
específica, proteção da integridade física, princípio da razoabilidade, a
moralidade do autor ajuizar uma ação requerendo proteção jurisdicional e não
partir para a violência, como ocorre muito, entre outras fundamentações ditas
pelo douto magistrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Embora a
decisão do magistrado esteja em consonância com a legislação penal e processual
penal, a fundamentação parece ter sido errônea. Não se aplica analogia ao
alvedrio do entendimento do magistrado. A analogia deve ser aplicada com
cautela. O direito à integridade física e outros direitos devem ser protegidos,
mas não há como se aplicar lei específica de proteção e um grupo vulnerável
para outro grupo. É inadmissível aplicação do Estatuto do Idoso para quem não é
idoso ou não guarde consonância com elementos que ligue a devida proteção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Aplicar a
Lei Maria da Penha para proteger um homem não é de bom senso. A Lei Maria da
Penha protege a mulher e exclusivamente a ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;Não quero
aqui dizer que o autor da ação não teria direito à proteção legal. Hoje existe
a forma, basta ficar atento às mudanças legislativas. Quando se fala da
fundamentação ter sido errônea é que não haveria a necessidade de aplicar
analogicamente a Lei Maria da Penha para proteger um ser do sexo masculino. O CPP
já prever medidas cautelares do mesmo teor legislativo e neste diploma legal
não há restrição quanto a gênero, idade, coordenação motora, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;O princípio
da igualdade é verificado pelo tratamento desigual na medida da desigualdade. Sem
falar que é tratamento igual &lt;u&gt;perante a lei&lt;/u&gt;. Uma lei que protege um grupo
considerado vulnerável não infringe o princípio constitucional. Ao contrário,
ratifica, haja vista que os vulneráveis sofrem mais e precisam de maior proteção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;CONCLUSÃO:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;A decisão,
embora protegendo e garantindo um direito inerente ao ser humano (integridade física
e moral), teve sua fundamentação equivocada. Não se aplica a Lei Maria da Penha
para proteção de homens, haja vista que a lei específica protege tão
exclusivamente seres do sexo feminino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;As medidas
cautelares vigentes no Código de Processo Penal aplicar-se-ia tranquilamente ao
caso em tela, não havendo necessidade de aplicação analógica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;REFERÊNCIAS:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;BRASIL. Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil&lt;/b&gt;.
Brasília, DF, 5 out 1988. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&quot; style=&quot;color: black;&quot;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 28 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;______. Descreto-Lei
nº 3689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;Brasília, DF, 13 ago. 1941.
Disponível em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt; &lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del3689.htm&amp;gt;.
Acesso em: 28 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial; font-size: small;&quot;&gt;______. Lei
nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência
doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8&lt;u&gt;&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&lt;/u&gt; do
art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para
Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação
dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código
de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras
providências. &lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;nbsp;Brasília,
DF, 08 ago. 2006. Disponível em: &amp;lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm&amp;gt;.
Acesso em: 28 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;MATO GROSSO DO SUL. &lt;b&gt;Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul: Portal Poder Judiciário.&lt;/b&gt;
Liminar proíbe mulher de se aproximar do ex-marido. Campo Grande, 19 set. 2011.
Disponível em: &amp;lt;http://tjms.jus.br/noticias/materia.php?cod=20132&amp;gt;.
Acesso em: 28 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;border: medium none; padding: 0cm 0cm 1pt;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;border: medium none; padding: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;__________________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;Hoje, mais do que nunca, vejo a necessidade dos
operadores de Direito se atualizarem com as legislações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Arial;&quot;&gt;Depois dessa, tem o caso da garota que era
estuprada pelo próprio pai e a senhora Delegada disse que não era estupro por não
ter ocorrido “conjunção carnal”, mas outros atos libidinosos. Que seria
atentado violento ao pudor. Pode ser que o crime tenha ocorrido anteriormente a
mudança da lei, mas não há modificação quanto à pena. Muito menos há de se
falar mais em atentado violento ao pudor. E pelo caso, parece que, mesmo a
primeira vez tendo acontecido antes da modificação legal, que houve atos
idênticos posteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/4460778025951690864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/lei-maria-da-penha-nao-foi-feita-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4460778025951690864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4460778025951690864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/lei-maria-da-penha-nao-foi-feita-para.html' title='A Lei Maria da Penha não foi feita para proteger homens'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-1866492167129916482</id><published>2011-09-22T12:54:00.000-07:00</published><updated>2011-09-22T12:54:29.854-07:00</updated><title type='text'>Exame de Ordem vira tema de novela</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dia 26 de setembro começa uma nova novela da Rede Globo. Entre os temas
abordados está o Exame de Ordem e a necessidade de aprovação para exercer a
profissão de advogado.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O tema pode ser importante, mas corre sérios riscos, a depender do
desenrolar da trama. O personagem será Marcos, vivido por Angelo Antônio. Ele
teria feito um acordo com a esposa de que cuidaria da família (casa e filhos)
enquanto a mulher trabalharia para sustentar. Acontece que, como na vida real,
o status financeiro da família não permanece o mesmo com o decorrer dos anos. Pela
necessidade de maior poder aquisitivo para a manutenção da família e os
aumentos dos gastos, a esposa passa a pedir ao marido que o ajude nas despesas
da casa. Todavia, ele precisa passar no Exame de Ordem da OAB para ter uma
profissão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como já transmitido nos folhetins, a personagem da esposa critica o marido
por ser preguiçoso e não se esforçar para ser aprovado no Exame. Este é o
problema, a possibilidade de estigmatização dos reprovados no Exame de Ordem. Corre
o risco de todos os reprovados passarem a ser taxados de “preguiçosos” e “descomprometidos
com os estudos”, o que não é verdade. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O jeito é esperar para ver o que a forma como a trama das seis abordará. Sabemos
ainda que, com os episódios e a audiência, os rumos dos personagens sempre
mudam. Pode ser que o tema do Exame de Ordem seja somente inicial, ou que seja
tratado na trama toda. Pode ser que coloquem outros personagens passando pelo
mesmo problema da reprovação no Exame, mas sem serem preguiçosos. Isso dependerá
da boa vontade dos autores, da rede televisiva, e também da audiência. Vamos
ter que esperar mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas falando sobre o Exame. De fato, há muitos descomprometidos com os
estudos que são reprovados no Exame de Ordem, além de faculdades que não
ensinam corretamente, nem preparam seus acadêmicos para o mundo do trabalho. Mas
custa dizer que isso é da extrema maioria. Há muitas conotações acerca do Exame
de Ordem que muitos não querem falar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O mercado de trabalho está saturado. Disso a maioria já sabe. Mas o fato de
dizer que as faculdades não preparam os acadêmicos para o trabalho é contestável.
A Ordem dos Advogados do Brasil exerce um poder ímpar na sociedade. É a única
ordem (ou classe trabalhista) referenciada na Constituição Federal. Tal
acontecimento se faz devido à extrema necessidade da imperiosidade da justiça. Esta
Ordem tem o dever, inclusive, de corroborar com o Ministério da Educação e
Cultura (MEC) na aprovação das faculdades. Isso se faz por meio de pareceres. A
OAB se queixa de muitas faculdades terem suas autorizações e reconhecimentos sem
o aval da OAB, que dá parecer contrário. Todavia, há de se questionar os reais
motivos dos pareceres desfavoráveis. Se os mesmos são meramente com cunho políticos
ou sociais. Caso sejam pela falta de qualidade estrutural ou física, estas
faculdades sequer deveriam ser autorizadas, muito menos reconhecidas. Caso
tenham cunho político ou de perseguição, pode ser averiguado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que há de se questionar é o que a OAB faz para cassar estas faculdades. Não
vejo sendo feito nada. Desconheço qualquer tipo de Ação Judicial para fechar
essas mantenedoras da péssima qualidade de ensino. Então, a OAB tem o Exame de
Ordem, que com a reprovação, cada vez maior, serve de escopo para a manutenção
do próprio Exame. (Obs.: se alguém conhece alguma ação judicial da OAB para
fechar alguma faculdade em que deu o parecer desfavorável para autorização e
reconhecimento que, por favor, avise. Estarei de prontidão para me redimir pela
falta de conhecimento específico).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro ponto intrigante é que a maioria dos professores dessas faculdades são
advogados. Muitos são juristas de outras profissões (tecnicamente seriam
cargos, vistos que são todos públicos, já que a única profissão privada
exercida por um bacharel em Direito é a advocacia). Estes professores (advogados
e demais juristas) estariam desqualificados para lecionarem os acadêmicos de
Direito a terem uma dignidade mínima para o exercício da profissão? Por que
estes professores aprovariam seus alunos se entendem que eles não estão preparados?
Em que lugar ficou a Ética profissional da busca da justiça? Mas eles são
advogados, pertencem ao quadro da Ordem (mesmo os de alguns cargos, como
Defensores Públicos, Advogados da União, etc.). Estão aí alguns dos motivos
pelo qual podem ser mantidas as faculdades mequetrefes. Ninguém quer tirar
alguma vantagem daqueles que são seus.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E quem não apostaria na péssima qualidade do ensino mercadológico? Digo,
alguém já reparou que muitos dos mantenedores das faculdades de Direito tem
seus próprios cursinhos preparatórios ou coligações com os mesmos? Será que o mau
ensino não é proposital para a manutenção da máquina de cursinhos existentes no
país e crescem na mesma tomada do crescimento absurdo de faculdades de Direito?
(São só questionamentos, não estou aqui afirmando que isso ocorra, mas que há
essa possibilidade). Lembro-me da surpresa que tive de uma pessoa muito
conhecida no mundo jurídico afirmar que deixou a carreira para manter os
cursinhos preparatórios, pois são muito mais lucrativos. Essa é a realidade, o
transmitir conhecimento está atrás do real interesse, lucros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste ínterim, há uma questão da qual repudio. Pessoas das classes D e E
continuarão sendo raríssimas exceções na profissão de advogados. Estes lutam a
vida toda. Tem a obrigação de estudar em escolas fundamentais e de ensino médio
com uma péssima qualidade de ensino (especialmente do ensino público), que não
tem culpa disso, pois é a realidade do Brasil Após isso estudam do jeito que
podem para entrar numa faculdade, e normalmente pensam também na faculdade de
Direito, que sempre foi e sempre será cobiçada (trata-se de cunho histórico. Qual
família não gostaria de ter um médico ou advogado entre os seus membros? Isso
vem desde a colônia brasileira, para não dizer de tempos muito antes). Após
luta para entrar na faculdade, encontra mais uma barreira, o nível das aulas já
começa maior do que a sua capacidade cognitiva. Mesmo assim vai aprendendo aos
poucos e se familiariza com os estudos. Eles não tem culpa do ensino público do
país ser abaixo do necessário. Passa no mínimo 5 anos na faculdade e quando
termina encontra mais um óbice, o Exame de Ordem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Daí qual a parte que vocês poderiam perguntar acerca do meu repúdio? Por ter
que passar por um Exame de Ordem? É claro que não. Meu repúdio está na
possibilidade do péssimo ensino ser proposital para que as mesmas pessoas façam
um cursinho preparatório para o Exame, além do valor exorbitante que é cobrado
para fazer a prova. Façam uma comparação da aprovação de candidatos que fizeram
cursinhos e dos que não fizeram. O número é quase total daqueles que fizeram um
tipo de cursinhos serem aprovados, enquanto os que não fizeram serem reprovados.
Os cursinhos precisam ser custeados, razão pela qual os cidadãos das classes D
e E continuam sendo exceções, pois não tem condições econômico-financeiras para
isso. Passam a ter mais uma luta da tentativa do estudo sozinho, sem falar que
dificilmente terão prática jurídica (mesmo em fase de estágio), por não terem
conhecimentos pessoais. A prática é que faz o estudioso compreender melhor a
matéria.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Daí muitos perguntariam: E os Núcleos de Prática Jurídica (NPJ)? – respondo:
já repararam no nível desses NPJs? Cada vez pior. A maioria dos advogados não
quer nem participar desses núcleos. Quase a totalidade afirma que só faz parte
dos NPJs exclusivamente pelo dinheiro que recebe (mais uma vez o pensamento é só
pelos lucros, e não no ideal de justiça pela qual juraram na formatura. Aliás,
parece que o juramento dos formados em Direito e Medicina é só “da boca para
fora”). São raros os núcleos de prática jurídicas que realmente lecionem, mesmo
assim, todos são limitados à determinadas áreas jurídicas, normalmente só
recebem ações civis (de baixa complexidade), penais (&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;habeas corpus&lt;/i&gt; e relaxamento de prisão) e algumas causas
trabalhistas. Nunca vi faculdade que tenha NPJ exercendo o Direito
Administrativo, Tributário, Empresarial, entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O óbice do Exame de Ordem é pior para essas pessoas (classes baixas)
justamente pelas dificuldades que a própria vida já os impõe. Com o passar do
tempo, e a reprovação no exame o mesmo fica sem profissão e a cada dia que
passa esquecendo o que tinha aprendido (até pelo fato de não terem como
estudar, não terem livros, etc.). Perguntaram-me: não existem bibliotecas?
Existem, mas quem custeará a condução para se chegar numa biblioteca? (poucos
ainda podem fazer isso ou tem uma biblioteca próxima). E os livros cada vez
mais defasados nas bibliotecas dessas faculdades? (passando por algumas
bibliotecas que me informaram, verifiquei que a maioria sequer tinha uma edição
de 2011 de um livro, imagine. Pior ainda é verificar o acervo de livros de
Direito Civil de 1998, quando ainda regia-se pelo Código Civil de Beviláqua. Certo
que se pode estudar por comparação e ainda há casos na justiça brasileira que são
regidos pelo &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;Códex&lt;/i&gt; Civilista antigo,
mas tendo-se como se comparar com os atualizados).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os ricos e abastados têm outra história por trás de tudo isso. Eles têm
condições de comprar livros e ter acervos cada vez mais atualizados. A maioria
não tem dificuldade para encontrar estágio (remunerado, ainda mais), pois tem
sempre “alguém conhecido”, o que não os faz terem necessidade do NPJ da
faculdade. Estes têm os olhos da maioria dos professores, que os bajulam.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Com a proliferação das faculdades quem tem mais a perder são os pobres
mesmo, que pensam que poderão ser alguma coisa na vida ter uma profissão
estigmatizada como uma das mais nobres do país (e também estigmatizada por
outros adjetivos). Os pobres não têm culpa por terem uma educação péssima
aplicada pelo poder público e de sonhar com a profissão de advogado. De achar
que estão estudando em algo autorizado e reconhecido com a capacidade de
transformá-lo em um profissional e acabar encontrando uma barreira seletiva não
natural.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não quero dizer que o Exame tenha que acabar, ao contrário, sempre achei e
ainda acho que o Exame de Ordem é necessário, mas não como um poder de seleção
(reserva de mercado), mas como verificador de suficiência. Para isso faz mister
uma atuação mais ativa dos órgãos e das pessoas coligadas para que a educação
seja melhor, desde o início, no ensino fundamental. Porém, o tempo já passou, e
fazer todos os que já tiveram uma educação péssima voltar ao fundamental é
depreciativo e fere de morte a dignidade da pessoa humana. Para isso a OAB,
como senhora da verdade do mundo jurídico, deveria ao menos tentar cassar as
autorizações e os reconhecimentos das faculdades que não são dignas de preparar
o cidadão para a profissão, não tendo como fundamento a reprovação no exame,
pois este não mede a capacidade laborativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que se quer é um Exame justo, com valor acessível. Justo para todos. Por
falar em acessível, poderiam perguntar sobre a isenção. Alguém de cidade “pequena”
(até de cidade grande e tumultuada) já tentou se inscrever no tal “CadÚnico”? É
uma verdadeira burocracia e m descaso com o cidadão. Como se não bastasse,
muitos se inscrevem e tem suas isenções indeferidas e ninguém sabe o real
motivo. Voltando ao valor, 200 reais é muito para uma prova, os gastos não
chegam nem a metade disso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O que quero dizer com tudo isso e o que tem a ver com a novela?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Bem, a novela terá um personagem rico que não é comprometido com os estudos
(como já falei acima). De certo alguém que não é comprometido não merece nem
deve exercer a profissão de advocacia, que é essencial para a sociedade. Porém,
a reprovação no Exame não é somente para os descomprometidos, tampouco os
aprovados no Exame são comprometidos e são bons profissionais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitos que são reprovados no Exame têm a capacidade mínima, às vezes até máxima,
para a profissionalização, mas por motivos “N” não conseguem ser aprovados num
Exame de Ordem que não busca a suficiência (é só observar cada vez mais a
utilização de regras e leis muito específicas, com intuito meramente de reprovar
mesmo) de quem pretende ser profissional, mas uma forma de exclusão e seleção
de alguns. Para confirmar isso, é só verificar o número de juristas que já
foram reprovados em Exame de Ordem, mas já foram e exercem funções de
Promotores, Magistrados, Defensores, etc.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por outro lado, muitos que são aprovados no Exame viram advogados e param
com os estudos, com o “comprometimento” que tiveram exclusivamente para a
aprovação numa prova. Muitos passaram por aprenderem ao “macetes” dos cursinhos
preparatórios e até receberem algumas questões das provas (não há quem me faça acreditar
que alguns cursinhos acertaram em simulados as questões idênticas ou muito
semelhantes das provas oficiais, inclusive perguntas com especificidades
gritantes). Após a aprovação vão ser “apenas profissionais” e cometem erros
gritantes. O que comprova também que passar no Exame não significa muito. É
preciso primeiro parar de pensar que se deve estudar para passar, mas estudar
para aprender e para praticar (especialmente a Ética). Melhor ainda, não
estudar para passar, mas até passar e após passar, estudar sempre.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que a novela não faça dos bacharéis em Direito em pessoas estigmatizadas
pela preguiça do seu personagem e faça do tema algo mais condizente com toda a
realidade. Que possa ser mostrado que realmente há faculdades com ensinos aquém
do necessitado, mas que há muitas que exercem muito bem a sua função. Que há
barreiras para que pobres exerçam a função “nobre da advocacia” e não apenas
mais um riquinho que fora reprovado. Que mostre que o Exame não é suficiência,
mas uma forma de barreira, mesmo que necessária por alguns fatos, mas que ele
somente não bastaria, e sim uma atuação maior dos órgãos para a qualificação
profissional e educacional, não só jurídica, mas de todas as áreas. Que mostre também
a falta de compromisso dos próprios advogados no exercício extra funcional (o
de professor). Aqui eu faço uma pergunta: Cabe à OAB punir o advogado que
leciona no ensino jurídico sem a devida qualidade? (não sei responder isso, mas
que acho antiético uma pessoa que sabe ser incapaz de ensinar fazer isso,
acho).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E mais uma pergunta: Alguém pode ser responsabilizado pelo prejuízo que os bacharéis em Direito tiveram por não alcançarem o sonho da profissão na qual um órgão (MEC) afirma teria ao terminar uma faculdade que supostamente teria condições de prepará-los para a profissão? Afinal de contas, mesmo se fosse pela péssima qualidade (e se fosse só isso), a culpa não seria deles, pois acreditaram naqueles que tem o poder de atestar a qualidade. (Punição a quem deva ser punido).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sonho ainda com um dia em que os colegas juristas (muitos
que sentem o prazer em dizer que serão futuros colegas por estes não ter uma
profissão, ainda) procurem não pensar no Exame como uma ferramenta de contenção
do número de advogados, mas de verificar se os bacharéis têm a qualidade mínima
para exercer a profissão que só aprenderá realmente, com a prática. Pouco
importa se 100 mil ou 1 milhão sejam profissionais, desde que todos tenham
qualidade. E que reconheçam que o Exame precisa muito ser aperfeiçoado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sonho ainda com o dia em que o mundo jurídico realmente se
aproxime dos desprovidos de riqueza. Que se chegue aos pobres o conhecimento
jurídico para que os mesmos possam entender dos seus direitos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
PS.: Aos juristas que sentem o prazer em menosprezar os
colegas juristas por “ainda não serem advogados” ou não terem uma profissão/cargo,
uma lição da Majestosa Fernanda Montenegro. No Curso de Teatro da Universidade
Federal da Bahia (UFBA), a famosa atriz negou-se a dar um autógrafo a um aluno
da universidade. Este aluno ficou revoltado com a atitude da artiz e passou a chamá-la
de mercenária e egoísta. Minutos depois, na palestra que a Grande Atriz
Brasileira conduziu, ela explana com as seguintes palavras: “Hoje me bati com
um colega que estuda nessa faculdade que queria um autógrafo meu quando me
neguei a dar. Não é por nada, mas me recuso a dar autógrafos a colegas de
trabalho. Não sou melhor nem pior do que ninguém. Não sou mais atriz, nem
melhor atriz que nenhum de vocês, apenas sou mais conhecida e tive mais
oportunidades”. O aluno ouviu e ainda não satisfeito externou: “Mas eu não sou
seu colega ainda, sou apenas um estudante de teatro”. E ela retrucou: “O fato
de você ainda está estudando não o faz ser futuro colega, mas o faz colega
desde já, afinal, quem já tem a profissão também continua sendo estudante”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;


&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
PS.²: Não quero que entendam que isso é uma crítica à OAB em
si, nem a ninguém em específico, só quero ter a chance de criar um verdadeiro
debate sobre o tema. Que o sol possa brilhar para todos e não só para uns.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
PS.³: Nem vou entrar em vários outros detalhes que acho deploráveis sobre o assunto. Só para constar um, o Presindente de uma Seccional da OAB que cria um artigo defendendo o Exame de Ordem. Artifo este em que o mesmo diz que a OAB é uma autarquia. Certamente o douto Presidente sabe mais do que os que foram reprovados e tem conhecimento da ADIN 3026 em que o STF decidiu que a OAB não é autarquia, e, por consequência, não pertence à Administração Direta ou Indireta. A OAB é uma personalidade jurídica sui generis que exerce um serviço público indispensável para a sociedade e para a justiça. Não relatarei o nome do presidente da seccional nem o artigo, mas está no próprio sítio da OAB Federal e é deste ano. Talvez tenha sido apenas o esquecimento por parte do Presidente da decisão de 2006 (coisa que o candidato ao Exame não tem o luxo de ter, esquecer de algo durante a prova).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Falo isso por ter ficado revoltado com o número de artigos criados diariamente em defesa do Exame quando fora admitida repercussão geral no STF e qua há a possibilidade de extinguí-lo. Se é inonstitucional ou não o STF vai dizer e pronto. E outros criados em favor da extinção. Mas como quem contra eles não podem, aqui estou eu me juntando e escrevendo sobre o tema (pausa para os risos).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Para aqueles que não sabiam ainda que a OAB não é autarquia e queiram ler a ementa e o Acórdão, segue o link com pdf: http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&amp;amp;docID=363283&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
Espero comentários.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/1866492167129916482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/exame-de-ordem-vira-tema-de-novela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/1866492167129916482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/1866492167129916482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/exame-de-ordem-vira-tema-de-novela.html' title='Exame de Ordem vira tema de novela'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-6681343834859292362</id><published>2011-09-16T17:16:00.000-07:00</published><updated>2011-09-20T16:04:40.033-07:00</updated><title type='text'>Faltam 1000 dias para a Copa do Mundo no Brasil</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje,
16 de setembro de 2011, é o marco da contagem regressiva para a Copa do Mundo
de 2014 que começará no dia 12 de junho de 2014 (numa quinta-feira, coisa rara.
Normalmente a FIFA marca a estreia para uma sexta-feira, porém, por ser uma
sexta-feira 13. Talvez seja superstição da FIFA). Como todos sabem, a Copa do
Mundo será realizada no Brasil.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas...
e daí? A Copa será realizada no “país do futebol”. Mas quem foi que disse que o
Brasil tem condições de sediar um evento esportivo de tão monta? &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até
o momento somente os estádios de futebol estão dentro do cronômetro (exceto os
estádios de São Paulo e Natal). A Nova Arena Fonte Nova tem expectativa de ser
entregue em fevereiro ou março de 2013, embora o cronômetro real marque a
entrega para dezembro de 2012 (assim como todos os outros estádios). Porém,
Copa do Mundo se resume aos estádios? A resposta é negativa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estamos
a pouco mais de 2 anos da estreia e vários problemas não foram resolvidos.
Alguns já se têm notícias de que não serão solucionados em tempo hábil. A
mobilidade urbana terrestre está em meio ao caos em praticamente todas as
cidades que sediarão a Copa. Salvador está em tempo de parar com tanto
engarrafamento. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ainda mais. Nem
Brasília se salva. Em Salvador pretende-se criar um metrô que leva da Paralela à
cidade vizinha, Lauro de Freitas. Logo a cidade que há mais de uma década tenta
construir um metrô e com tantas notícias de corrupção. Ainda há previsão de
inauguração em novembro de apenas 6
 km, quando o projeto original era de no mínimo 36 km. Quem acredita que isso
saia do papel? Quanto mais será usurpado dos cofres públicos?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro
problema que assola o país é a mobilidade urbana aérea. Quem confia nas
construções e em soluções para o caos aéreo existente no Brasil há anos? Acho
que ninguém confia, nem mesmo os responsáveis pelo poder administrativo e
político. Várias são as razões, entre elas as licitações demoradas, a
burocracia, a corrupção, a falta de organização, entre outros problemas. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O
sistema de hotelarias também preocupa. Será que estão preparados para
recepcionar os turistas que virão ao país? Preparação de pessoal tem um custo,
e atualmente não está barato. Muitos dos hotéis ainda não estão capacitando
seus agentes para um bom atendimento ao público. Postergar ainda mais pode
prejudicar na manutenção dos turistas e na imagem das cidades sedes. Outro
questionamento é acerca da estrutura dos hotéis, pousadas e afins. A maioria
não dispõe de estrutura adequada e atualmente estão mais preocupados com a
venda de edifícios do que a preparação para hospedagem em si. Tal assunto dará um
alto índice de inflação imobiliária.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas
o fator que mais preocupa é a quantia a ser utilizada para a realização do
evento. Claro que a preocupação é relativa ao quanto de dinheiro público.
Estima-se que gastem o valor equivalente à construção de 30 hospitais. Isso
mesmo, 30 hospitais. E como anda saúde dos brasileiros? Numa franca decadência.
Hospitais em ruínas, profissionais despreparados e desqualificados, falta de
profissionais nas mais variadas áreas (pediatria está prestes a deixar de
existir). Imaginem que a construção de tudo para o evento retira dinheiro que deveria
ser investido na saúde. E se houver uma epidemia justamente nesta época?
Provavelmente o país não estará preparado.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Educação
é outro ponto que perde dinheiro nisso. Como estará a educação da sociedade
para receber os turistas? Provavelmente uma catástrofe (já que estamos “no
fundo do poço”). É só olharmos como anda atualmente a educação e que em dois
anos não mudará muita coisa. Quase nenhuma escola pública do país sequer fora
aprovada no ENEM.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
E
a segurança? Convivemos com o noticiário diário em que mais se demonstra
violência que quaisquer outras notícias. Mais da metade dos boletins
informativos jornalísticos transmitem a violência, especialmente os jornais que
vivem do sensacionalismo. Se a segurança é insuficiente para salvaguardar os
direitos dos cidadãos brasileiros, como podemos crer numa segurança para os
cidadãos e os milhares de turistas que devem vir ao Brasil? A situação é
crítica.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora o que há de revoltar a população (ao menos deveríamos
nos revoltar) é como todo esse dinheiro está sendo utilizado e como pretende
ser utilizado daqui em
 diante. O Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDCP)
foi criado para flexibilizar as regras de licitações para obras da Copa do
Mundo e para as Olimpíadas de 2016 (que acontecerão no Rio de Janeiro).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tal RDCP foi instituído pela Lei 12.462/2011 (aprovando a
Medida Provisória 52/2011). A lei há de ser contestada pela quebras de regras
das licitações (utilizadas pelo Poder Público para contratar com o privado). Tal
lei busca assegurar uma igualdade de competição, transparência, moralidade,
probidade, entre outros princípios constitucionais/administrativos,
excepcionalmente elencados no art. 37 e seguintes da Constituição.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não seguindo a íntegra da Lei 8.666/93 o dano ao erário pode
ser enorme, como de fato já ocorre mesmo seguindo à burocracia existente na
lei. Além do dano ao patrimônio público, o meio ambiente pode sair prejudicado
com a aceitação da lei que instituiu o RDCP.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por tudo isso (e muito mais) é que o Procurador-Geral da República,
o Senhor Roberto Gurgel, enviou ao Supremo Tribunal Federal uma ação direta de
inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar para derrubar a Lei
12.462/2011, diante da prerrogativa dos artigos 102, I, “a” e “p”, e 103, IV da
Constituição Federal, e da Lei 9.689/1999.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Vocês acham mesmo uma boa a realização da Copa do Mundo no
Brasil? É melhor gastar tanto dinheiro público em construção de estádios e
outras coisas em detrimento das que realmente interessam aos brasileiros, como
saúde, educação, segurança, previdência e etc.?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sendo muito sincero. Gosto muito do futebol, mas tinha a
preferência em construções de hospitais, escolas e capacitação de pessoas para
essas áreas e para segurança. A única coisa que poderemos aproveitar de verdade
(se é que farão), será a construção das estradas ou vias públicas terrestres.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por mais que reconheça que o sistema legal de licitações
seja extremamente burocrático, este meio ainda evita maiores prejuízos à nossa
população, evita que a corrupção seja maior, entre outros problemas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/ADI%204655_rdc_copa.pdf&quot;&gt;http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/ADI%204655_rdc_copa.pdf&lt;/a&gt;&amp;nbsp; (para aqueles que tiverem interesse em ver a peça da ADIN)&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/6681343834859292362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/faltam-100-dias-para-copa-do-mundo-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/6681343834859292362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/6681343834859292362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/faltam-100-dias-para-copa-do-mundo-no.html' title='Faltam 1000 dias para a Copa do Mundo no Brasil'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-2102095530865342540</id><published>2011-09-10T19:01:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T19:04:34.538-07:00</updated><title type='text'>A inconstitucionaliade do tratamento dado a união estável nas sucessões</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b&gt;A INCONSTITUCIONALIDADE DO TRATAMENTO DADO À UNIÃO ESTÁVEL NA SUCESSÃO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Está em trâmite no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um
Recurso Especial com argüição de inconstitucionalidade do art. 1.790 do Código
Civil (CC), que versa sobre a sucessão nas famílias instituídas por união
estável. O tema me chamou a atenção por ter sido o mesmo da monografia
defendida para conclusão da graduação em Direito. (STJ, Arguição de
Inconstitucionalidade no processo eletrônico REsp. 1.135.354 / PB – Número de
Registro 2009/0160051-5, Ministro relator Luis Felipe Salomão).&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Quando tive o pensamento de escrever acerca do tema, a
unanimidade dos professores da faculdade era contrária ao meu pensamento, mesmo
assim dois professores aceitaram o desafio em orientar-me, embora mostrando
alguns pontos na tentativa de me convencer da mera constitucionalidade do
dispositivo. Porém, há discordância doutrinária e jurisprudencial do tratamento
diferenciado da união estável e do casamento para efeitos da sucessão
hereditária.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Como volta a baila o tema, sentir-me na necessidade de
externar a minha humilde opinião, da qual já se tem um voto favorável, a do
Ministro Relator Luis Felipe Salomão. A última notícia é a de que o processo
encontra-se interrompido devido ao pedido de vistas do Ministro Cesar Asfor Rocha
(BRASIL, 2011).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um ponto interessante a ser dito é que a ação só poderá
julgar acerca dos incisos III e IV do art. 1.790 CC. O motivo disto é que em
sede de controle de inconstitucionalidade incidental, deve ter atenção
exclusivamente ao caso concreto, não podendo ultrapassar os limites do que se
pretende na ação. No caso em tela a ação versa sobre a volta dos parentes
colaterais à sucessão do &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;de cujus&lt;/i&gt;,
assim como da totalidade da herança, em não havendo “parentes suscetíveis” se
atrelar ao &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;caput&lt;/i&gt; ou não do
dispositivo legal.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Dito sobre o processo, faz mister a transcrição do
dispositivo cível:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Art. 1.790. A companheira
ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos
onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;I - se concorrer com
filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída
ao filho;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;II - se concorrer com
descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada
um daqueles;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;III - se concorrer com
outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;IV - não havendo parentes
sucessíveis, terá direito à totalidade da herança. (BRASIL, 2002).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Necessária também a transcrição do artigo a qual se requer a
comparação e equiparação das famílias: &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Art. 1.829. A sucessão
legítima defere-se na ordem seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;I - aos descendentes, em
concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no
regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art.
1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da
herança não houver deixado bens particulares;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;II - aos ascendentes, em
concorrência com o cônjuge;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;III - ao cônjuge
sobrevivente;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0cm 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;IV - aos colaterais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Primeiramente, vale salientar da existência de alguns
princípios atinentes a seara familiar e sucessória, tais como: princípio da
igualdade e respeito à diferença (entre as pessoas e entre as entidades
familiares), princípio da liberdade (inclusive na escolha de entidade familiar
que queiram conviver), princípio da dignidade da pessoa humana, princípio do
pluralismo das entidades familiares, princípio da afetividade, princípio da
razoabilidade, princípio da proporcionalidade, entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O Ministro relator, em primeiro plano, destaca a falta de
técnica legislativa logo no &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;caput&lt;/i&gt; do
art. 1.790 CC, visto que só quem “participa da sucessão” é “herdeiro”. Aqui me
utilizo a devida&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt; vênia&lt;/i&gt; para ressaltar
um ponto, em tese isto é verdade, mas há um caso específico em que o Poder
Público não é herdeiro, mas poderá entrar na sucessão. Trata-se da herança &amp;nbsp;vacante e da herança jacente, por consequência.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda com relação ao artigo, o Ministro relator é categórico
em afirmar que a topologia está inadequada, pois o dispositivo legal
encontra-se em local impróprio, não tendo nada a ver com as disposições gerais
em matéria sucessória. Neste mesmo sentido encontra-se Cahali (2007, p.
180-181), que leciona que o local mais apropriado a tecer sobre o assunto seria
o da vocação hereditária, já que interfere na ordem das sucessões. No mesmo
sentido Hironaka (2010, p. 58-59), que ainda informa que a má colocação do
referido dispositivo não coaduna nem mesmo com a estrutura do próprio Código
Civil.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em caráter analítico, o Código Civil de 2002 derrogou alguns
dispositivos das Leis nº 8.971, de 29 de dezembro de 1994 e nº 9.278, de 10 de
maio de 1996, ambas disciplinando o instituto da união estável e
co-relacionados. Nestas derrogações, alguns autores teceram verdadeiras
críticas, tais como Dantas Júnior (2004, p. 581-582), haja vista o “inaceitável
retrocesso à legislação anterior”. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na ocasião da monografia, ainda por desconhecimento de
alguns pontos do mundo jurídico, não me atentei para o que o Ministro relator
conduziu acerca deste retrocesso. Eis que se trata de um retrocesso em matéria
de direito fundamental. Muito bem lembrado pelo Ministro sobre o &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;efeito cliquet&lt;/i&gt;, também conhecido como
princípio da vedação do retrocesso em matéria de direitos fundamentais (ou mais
adequadamente, em matéria de direitos humanos, que não se confunde, nem se
resume aos direitos fundamentais).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No tocante a comparação entre a sucessão dos companheiros em
relação à dos casados, segundo a doutrina majoritária, quem participa da meação
não herda (isso serve apenas para os casados). Porém, na união estável, como a
parte em que o companheiro pode herdar está atrelada aos bens adquiridos a
título onerosos na vigência da união, este teria direito à meação e também
herdaria. O que, analisando uma situação idêntica com cônjuges, quem vive em
união estável teria vantagem quando só há patrimônio comum.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mesmo a decisão tendo que se ater ao &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;caput&lt;/i&gt; e aos incisos III e IV do artigo 1.790 CC, fora relatado no
voto do Ministro relator a incongruência dos incisos I e II que versam da forma
em que o companheiro ou a companheira herdará em concorrência com os filhos e
descendentes do &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;de cujus&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste ponte vale a transcrição do voto do Ministro Relator
Luis Felipe Salomão:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Indaga-se
da legitimidade da diferenciação do quinhão que tocaria ao companheiro, a
depender se concorrente com filhos comuns do casal ou com filhos unicamente do &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;de cujus&lt;/i&gt; (art. 1.790, incisos I e II).
Concorrendo com filhos comuns o companheiro terá direito à quota equivalente a
que fizer jus o filho (inciso I); “se concorrer com descendentes só do autor da
herança tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles” (inciso II). Não
há solução dada pelo legislador, todavia, à hipótese de existirem filhos comuns
do casal e exclusivos do autor da herança. (BRASIL, 2011, p. 4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na tentativa de solucionar o problema, o relator transcreve
a aprovação do enunciado da IV Jornada de Direito Civil: &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Enunciado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;: Na hipótese de o companheiro sobrevivente concorrer
com filhos comuns (inc. I) e descendentes somente do de cujus (inc. II),
deve-se aplicar o disposto no inc. I, dividindo-se igualmente a herança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-left: 4cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Justificativa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;: Diante do princípio da igualdade entre os filhos,
não se pode conceber sejam estabelecidos quinhões diferentes numa mesma
partilha em que concorrem tanto os filhos comuns do companheiro sobrevivente
como os descendentes só do autor da herança. Entendimento contrário faria os
filhos exclusivos do autor da herança tivessem quinhão maior dos que os filhos
também do companheiro sobrevivente. (BRASIL, 2011, p. 5, grifo do autor).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Primeiro o leitor deve reparar num ponto estranho. No inciso
I o legislador fala em filhos, já no inciso II fala em descendentes (aqui
exclusivos do falecido). Vale salientar que em se tratando de descendentes, os
mais próximos excluem os mais remotos, salvo direito de representação (artigo
1.833 CC). Logo, só haveria concorrência, em tese, entre os filhos do falecido,
sejam exclusivos ou comuns. Todavia, há de se notar que utilizar apenas a
palavra filhos no inciso I gera divergência doutrinárias, das quais tem
defensores que acham que se forem netos concorrerão pelo inciso III. Algo que
também deve ser refutado com a inconstitucionalidade por tratamento
diferenciado. Há de se entender que a utilização da palavra “filhos” foi uma
falha técnica legislativa (GOMES, 2006, p. 67-68).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não pode ser admitida a diferenciação dos filhos diante do
texto constitucional, razão pela qual a jurisprudência vem dando razão ao
Enunciado da IV Jornada de Direito Civil.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Agora se fala do que realmente a decisão em si pode gerar
efeitos, relacionado aos incisos III e IV do artigo 1.790 do Código Civil. No
casamento, quando não há descendentes, o cônjuge concorre com ascendentes. Já
na união estável, não havendo descendentes o legislador impôs a regra de
concorrer com qualquer outro parente suscetível. Pela regra da ordem de vocação
hereditária, se vislumbra a mesma falha técnica do legislador, quem concorre
primeiro são os ascendentes, para depois os colaterais. Não há como pretender a
concorrência de companheiro com ascendentes e parentes colaterais ao mesmo
tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Todavia, aqui há o retrocesso com as leis anteriores. Na égide
da lei anterior, que regia acerca da sucessão dos companheiros, na falta de
ascendentes e descendentes, o companheiro herdaria a totalidade do patrimônio. Agora,
segundo o dispositivo do Código Civil, deve concorrer com os herdeiros
colaterais, sem nenhum tipo de diferença, o que vale dizer que concorrerão com
primos, tios, e outros (sempre obedecendo a ordem de vocação hereditária). É de
se imaginar que o companheiro herdará apenas um terço do que ajudou a construir
em vivência com o de cujus, valendo-se apenas da regra que parente suscetíveis
são os até o quarto grau.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste trecho o Ministro relator aduz a 3 pensamentos:&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
1 – Não há distinção entre o casamento e a união estável,
ambas possuem os mesmos direitos;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
2 – Mesmo que pudesse haver a distinção entre os institutos,
ofenderia a dignidade da pessoa humana chamar parentes distantes a concorrer
com quem ajudou a construir o patrimônio, violaria o direito à herança e os
princípios da razoabilidade e da proporcionalidade;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
3 – A aplicação do princípio da vedação do retrocesso em matéria
de direitos fundamentais (&lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;efeito cliquet)&lt;/i&gt;,
não podendo o Código Civil retroagir perante a Lei 8.971/94.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Neste ínterim, o
Ministro relator vota pela inconstitucionalidade do inciso III do dispositivo
legal, e, por conseguinte, o inciso IV (na falta de &lt;u&gt;outros parentes suscetíveis&lt;/u&gt;).
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda faltou vislumbrar acerca de outra divergência doutrinária.
Em não havendo outros parentes suscetíveis, o companheiro herdaria a totalidade
do patrimônio. Mas, de qual patrimônio? Do patrimônio relacionado apenas ao que
adquiriram na constância da união a título oneroso? Ou da totalidade do patrimônio,
seja a título oneroso ou gratuito, seja adquiridos na constância ou não da união?&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Para Cahali (2007, p. 182-183) a herança está
atrelada ao que dispõe o &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;caput&lt;/i&gt;,
limitando apenas aos bens adquiridos de forma onerosa durante a união. Logo, os
bens particulares do &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;de cujus&lt;/i&gt; serão conferidos
ao Município, ao Distrito Federal ou a União, dependendo da localidade dos
bens. Sendo assim, nas palavras do autor, há a concorrência do companheiro com
o Poder Público. Este também é o entendimento de Zeno Veloso ([entre 2003 e 2008]
apud DINIZ, 2010, p. 149-150).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
Contrariamente, Gomes (2006, p. 68) afirma que se
deve dar ao companheiro a totalidade do patrimônio deixado pelo falecido, seja
a título oneroso ou não, adquirido ou não na constância da união estável, pois
esta é a prerrogativa imposta no art. 1.844 do Código Civil, que dispõe acerca da
herança jacente somente quando não existir cônjuge, companheiro ou qualquer
parente sucessível. Dantas Júnior (2004, p. 604), em sua deixa, prefere
acreditar que houve falta de técnica do legislador ordinário. No mais ele
coaduna com Gomes ao tratar do art. 1.844 do Código Civil. No mesmo sentido
aduz Diniz (2010. p. 149-150), que ainda preleciona a não possibilidade de
concorrência do companheiro sobrevivente com as entidades públicas pelo fato
deles serem apenas herdeiros &lt;i style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;sui generis&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Pelo que se dá a entender do voto do Ministro Relator da
Corte Especial, o tratamento deve ser o mesmo dado aos cônjuges. Não havendo
descendentes, nem ascendentes, cabe ao companheiro o patrimônio total. Não
tendo este patrimônio ligação apenas com o auferido a título oneroso na constância
da união.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;CONSIDERAÇÕES FINAIS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mesmo a contragosto dos professores, hoje está nítida que ao
menos é passível de discussão a inconstitucionalidade do tratamento
diferenciado da união estável e do casamento em relação aos direitos sucessórios.
Isto se dá pela falta de hierarquia das entidades familiares, preceituando os
princípios da afetividade, liberdade de escolha em qual entidade familiar
queiram conviver, igualdade das entidades familiares, entre outros princípios.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não se pode haver diferenciação entre as entidades
familiares a ponto de dar extremas vantagens em uma forma de convivência em
detrimento de outras, como no caso de companheiros que só tenham patrimônio em
comum, que levam vantagem aos casados na mesma situação, ou de cônjuges que não
concorrem com colaterais e na união deveriam. Ao contrário, os direitos sucessórios
dos companheiros devem ser o mesmo dado aos casados.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em se tratando do direito de familiar ser incluso nos
Direitos Humanos, não se pode haver retrocesso dos direitos adquiridos pela
sociedade. Com isso, o Código Civil não poderia retroagir face a legislação
anterior, Lei 8.971/94, aplicando-se, mesmo que de forma, ainda, incidental, a
inconstitucionalidade do artigo 1.790 do Código Civil em sua integralidade,
seja pela diferenciação dos filhos, seja pelo tratamento diferenciado dos institutos
familiares.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;REFERÊNCIAS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;BRASIL. Lei n.º 10.406, de 10 de
janeiro de 2002. Institui o Código Civil. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil&lt;/b&gt;, Brasília, DF, 11 jan. 2002.
Disponível em:
&amp;lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htm&amp;gt;. Acesso em: ´09
set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
______. Superior Tribunal de Justiça. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;REsp. 1.135.354 / PB. &lt;/b&gt;Requerente: Maria Jaydeth Miranda. Requerido:
Onaldo Lins de Luna – Espólio. Relator: Ministro Luis Felipe Salomão. Distrito
Federal, 19 ago. 2011. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=102903&quot;&gt;http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;amp;tmp.texto=102903&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 09 set. 2011.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
______. ______&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;. &lt;/b&gt;Voto
do Relator: Ministro Luis Felipe Salomão. Distrito Federal, 19 ago. 2011.
Disponível em: &amp;lt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&amp;amp;sSeq=15725302&amp;amp;sReg=200901600515&amp;amp;sData=20110602&amp;amp;sTipo=68&amp;amp;formato=PDF&quot;&gt;https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&amp;amp;sSeq=15725302&amp;amp;sReg=200901600515&amp;amp;sData=20110602&amp;amp;sTipo=68&amp;amp;formato=PDF&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 10 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
CAHALI, Francisco José. Sucessão decorrente do casamento e
da união estável. In: CAHALI, Francisco José; HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes
Novaes (Org.). &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Direito das sucessões&lt;/b&gt;.
3. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 161-205.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
DANTAS JÚNIOR, Aldemiro Rezende. Sucessão no casamento e na
união estável. In: FARIAS, Cristiano Chaves de (Org.). &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Temas atuais de Direito e Processo de Família.&lt;/b&gt; Rio de Janeiro:
Lúmen Júris, 2004. p. 535-613.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;DINIZ, Maria Helena.&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Curso de Direito Civil brasileiro: &lt;/b&gt;Direito
das Sucessões. 24. ed. São Paulo: Saraiva, 2010. v. 6.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-pagination: none;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;mso-pagination: none;&quot;&gt;
GOMES, Orlando. &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Sucessões.&lt;/b&gt; 4. ed. atual. e aum. Rio de
Janeiro: Forense, 2008.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes Novaes. Direito das
sucessões: concorrência do companheiro e do cônjuge, na sucessão dos
descendentes. In: PEREIRA, Rodrigo da Cunha (Org.). &lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;Família e responsabilidade&lt;/b&gt;: teoria e prática do Direito de Família.
Porto Alegre: IBDFAM; Magister, 2010. p. 55-64.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&amp;nbsp;_______________________________________________________________________________&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
PS¹.: Peço aqui desculpas por utilizar-me da primeira pessoa. Sei que em textos acadêmicos, mesmo que não oficiais, a utilização da primeira pessoa (seja no singular ou no plural) não deve ser utilizada, mas dessa vez é questão de cunho pessoal mesmo. Não tive como conter-me sobre o assunto que defendi na banca da faculdade diante de pessoas que pensavam o contrário.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
PS².: Espero comentários e um debate jurídico propriamente dito.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/2102095530865342540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/inconstitucionaliade-do-tratamento-dado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/2102095530865342540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/2102095530865342540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/inconstitucionaliade-do-tratamento-dado.html' title='A inconstitucionaliade do tratamento dado a união estável nas sucessões'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-4758452504362324181</id><published>2011-09-07T11:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T15:57:34.748-07:00</updated><title type='text'>Federação Catarinense de Futebol e a vedação de manifestação</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Sei que o assunto está atrasado, mas no dia 25 de
agosto de 2011 a Federação Catarinense de Futebol (FCF) anunciou, por meio de
nota pública no site oficial da FCF, que não estaria permitida a manifestação
contra o dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Senhor
Ricardo Teixeira, no clássico Figueirense x Avaí no Estádio Orlando Scarpelli.
Que os manifestantes não poderiam entrar no Estádio e caso estivesse dentro
seriam retirados, se possível, por força policial.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;A FCF se baseou no artigo 13-A, inciso IV, do Estatuto do Torcedor,
instituído pela Lei n.º 10.671, de 15 de maio de 2003. Tal dispositivo tem a seguinte
redação:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Art. 13-A.&amp;nbsp; São condições de
acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo de outras
condições previstas em lei:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;IV - não portar ou ostentar cartazes, bandeiras,
símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista
ou xenófobo; [...]&quot; (BRASIL, 2011).&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;De fato, não pode ser admitida a ostentação de
ofensas às pessoas, sejam dirigentes de agremiações esportivas, ou de quaisquer
cidadãos. Porém, o que o público pretendia fazer era uma manifestação frente às
notícias de corrupção na CBF, notadamente do seu dirigente, Ricardo Teixeira.
Não havia cunho de ofensa desmedida por parte dos manifestantes, nem cunho
racista ou xenofóbico.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Segundo o Dicionário Priberam (2011),&amp;nbsp;&lt;u&gt;racismo&lt;/u&gt;&amp;nbsp;tem
o significado&amp;nbsp;de &quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333;&quot;&gt;sistema que afirma a superioridade de
um grupo racial sobre os outros, preconizando, particularmente, a separação
destes dentro de um país (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de
uma minoria (racismo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #457e75;&quot;&gt;anti-semita&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333;&quot;&gt;&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;nazis)&quot;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Quanto à terminologia&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;xenofobia&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;, o Dicionário
supracitado informa que significa &quot;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333;&quot;&gt;aversão aos
estrangeiros&quot;. Contudo, essa expressão não tem somente este significado no
mundo informal. Segundo Freitas ([2002-2010]), &quot;x&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #151515;&quot;&gt;enofobia é uma palavra de origem grega que significa antipatia ou
aversão a pessoas e objetos estranhos [...]. A xenofobia como preconceito
acontece quando há aversão em relação à raça, cultura, opção sexual,
etc.&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Como se pode ver, o Estatuto de Defesa do Torcedor
tem a intenção de proibir as práticas racistas e preconceituosas, vedação que deve ser realizada não apenas no mundo esportivo, mas em qualquer parte da
civilização.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Realizada a análise das palavras, manifestação é
prática de racismo ou xenofobia? Manifestar contra uma direção de uma
personalidade jurídica se compara com prática de racismo ou xenofobismo? Se a prática
dos atos de manifestação tivesse cunho apenas de chamar o dirigente da CBF de
macaco, de imprestável por sua idade, cor, raça, credo, ou quaisquer outras
formas de discriminação, a nota pública que a FCF teria total previsão legal e
constitucional, mas não foram essas as intenções dos manifestantes, que pediram apenas transparência nas conduções esportivas, principalmente quando envolver verba pública. Que haja não só a transparência em si, mas seus elementos, como a publicação dos gastos.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;A manifestação tomou força com a referida nota
pública, tendo o repúdio de várias personalidades do mundo jurídico, e de todos
os cidadãos que tomaram ciência da atrocidade cometida pelo anunciante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;O direito de manifestação é constitucional, não podendo nenhum ato
legal, administrativo ou jurídico&amp;nbsp;tolher&amp;nbsp;tal preceito. Está previsto
no artigo 5º, inciso IV da Constituição Federal de 1988, que dispõe: &quot;é
livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato&quot;. Certamente
não havia anonimato na manifestação, todos estavam &quot;dando a cara para
bater&quot;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Como nem toda manifestação tem caráter proporcional e razoável ao
praticado por uma pessoa, aquele que se sentir ofendido pela manifestação terá
o seu direito de resposta resguardado, conforme o inciso posterior.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Logo, não cabia à FCF tolher o direito de manifestação, ainda mais sem
saber o conteúdo do que estaria escrito nas faixas e quaisquer outros meios
utilizados no manifesto. Caberia sim, aos ofendidos, no caso em tela o Senhor
Ricardo Teixeira (se realmente se sentisse ofendido), se utilizar do seu
direito de resposta proporcional ao agravo, além de adentrar com ação de
reparação por danos materiais, morais e de imagens, caso tivesse havido algum
dano.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;No caso em concreto, para assegurar o direito de liberdade de expressão e de
manifestação, constitucionalmente protegido, além de ser elevado a direito
fundamental também em diversos Tratados Internacionais, o Ministério Público
Federal de Santa Catarina (MPF-SC) recomendou que a FCF retirasse a nota
pública que proibia a manifestação. Não obstante a recomendação feita, o MPF-SC
e a Defensoria Pública da União (DPU) adentraram com uma Ação Civil Pública,
direcionada para a Justiça Federal.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Tal acontecimento pode gerar algumas dúvidas ao leitor. Poderia a Ação
Civil Pública com pedido de urgência e liminar ter sido ajuizada na Justiça
Federal se a entidade coatora é estadual? A resposta é afirmativa, desde que
sendo verificada a casuística. Em geral a competência para julgar ações de
entidades ou personalidades jurídicas estaduais, seria da justiça comum. Entretanto,
vale ressaltar que o MPF-SC e a DPU tomaram para si a ação e ajuizaram na
Justiça Federal com escopo no Artigo 109, inciso III da Constituição Federal,
pois a atitude da FCF atentaria aos Tratados e Convenções Internacionais
assinados entre a União e Estado Estrangeiro ou organismo internacional. Logo,
não poderia ser decretada a incompetência do juízo.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Felizmente fora concedida a liminar requerida na Ação Civil
Pública,&amp;nbsp;salvaguardando&amp;nbsp;o direito fundamental. Tal decisão foi
prolatada pelo juiz federal substituto Luciano Andraschko, impondo multa de 100
mil reais pelo descumprimento da decisão.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Não obstante a decisão deferindo a liminar, caberia a todo e qualquer
cidadão impetrar o remédio constitucional do &quot;habeas-corpus&quot;, haja
vista a proibição ter reflexos no direito de locomoção, nos termos do artigo
5º, inciso LXVIII, da Carta Magna, por ter havido abuso de poder por parte do
dirigente da FCF (ou ainda, a ilegalidade do ato). Em não afetando o direito de
locomoção, seria cabível outro remédio constitucional, o mandado de segurança,
conforme artigo 5º, LXIX do mesmo diploma legal.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;O ato de manifestação por parte de torcedores
contra um dirigente de entidade esportiva não se confunde com práticas de racismo
ou de xenofobismo. Todo ato de manifestação e direito de liberdade de expressão
deve ser respeitado, desde que não se tenha abuso de direito. Se alguém se
sentir ofendido com tal manifestação, o mesmo que exerça seu direito de
resposta proporcional ao agrado acometido.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Todo ato de malemolência que tenha o cunho de
tolher direito de liberdade de expressão deve ser repelido, seja por ato
administrativo, institucional ou necessitando de decisão judicial. Neste
ínterim, cabe aos legitimados da ação civil pública ajuizar a referida ação
para salvaguardar os direitos fundamentais, assim como a todo cidadão, que
estiver em situação de sofrer ameaça de direito, em impetrar as referidas
ações, no caso da FCF um &quot;habeas-corpus&quot;, pois havia a possibilidade
de não poder exercer o direito de ir e vir. Nos demais casos em que não pudesse
ser impetrado o &quot;habeas-corpus&quot;, valer-se-ia da impetração do mandado
de segurança.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;REFERÊNCIAS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;BRASIL. Constituição da República Federativa do
Brasil de 1988.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil&lt;/b&gt;.
Brasília, DF, 5 out 1988. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 7 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;______. Lei n.º 10.671, de 15 de maio de 2003.
Dispõe sobre o Estatuto de Defesa do Torcedor e dá outras providências.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Brasília, DF, 16 maio
2003. Disponível em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.671.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.671.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;gt;. Acesso em: 7 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;DICIONÁRIO PRIBERAM.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Racismo.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;[São
Paulo], 2011. Disponível em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=rasicmo&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=rasicmo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;gt;. Acesso em: 7 set. 2011&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;______.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Xenofobia.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;[São Paulo],
2011. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=xenofobia&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=xenofobia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 7 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;FREITAS, Eduardo de.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;Xenofobia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;. Brasília: Brasil
Escola, [2002-2010]. Disponível em: &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.brasilescola.com/doencas/xenofobia.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.brasilescola.com/doencas/xenofobia.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;.
Acesso em: 7 set. 2011.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &#39;Times New Roman&#39;,serif; font-size: 13.5pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/4758452504362324181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/federacao-catarinense-de-futebol-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4758452504362324181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4758452504362324181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/federacao-catarinense-de-futebol-e.html' title='Federação Catarinense de Futebol e a vedação de manifestação'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8889680321624802409.post-4246187371640407807</id><published>2011-09-07T08:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T08:10:10.722-07:00</updated><title type='text'>O início do blog</title><content type='html'>Bom galera, este blog não tem o cunho de mudar o pensamente de ninguém, mas apenas de expressar alguns comentários acerca do mundo jurídico na visão de um mero bacharel em Direito em alguns temas que acho interessante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que gostem.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/feeds/4246187371640407807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/o-inicio-do-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4246187371640407807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8889680321624802409/posts/default/4246187371640407807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://debatejuridico-gilvan.blogspot.com/2011/09/o-inicio-do-blog.html' title='O início do blog'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02283440023815592530</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjHnhJHsDiRmCUlXpV7oAZsd37Xfe6kiPUh_hnpKizFpLgFRd8kc6VvDVJOxgDjE5TI8PSJWkzKchlWG9ZhVIxXKEnWwNITyhJlYZ_MkgVYZkeNqSRHiB6mP_lMVAGsfRU/s220/futebol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>