<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4623740986599582059</id><updated>2024-09-27T17:56:33.159-03:00</updated><title type='text'>_Diários do Camboja_</title><subtitle type='html'>Questões que nos atravessam são dissecadas aqui</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariosdocamboja.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4623740986599582059/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdocamboja.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4623740986599582059.post-6811133928566740230</id><published>2009-07-12T16:58:00.005-03:00</published><updated>2009-08-14T19:24:46.693-03:00</updated><title type='text'>I trust my dealer [eu confio no meu traficante]</title><content type='html'>A música eletrônica é velha. Há mais de 80 anos atrás, o russo (sempre eles!) Leon Theremin apresentava ao mundo um dos primeiros instrumentos eletrônicos: o Theremin. Este funcionava através de dois imãs que, presos aos dedos e se comunicando por antenas magnéticas, controlavam freqüência (graves e agudos) e volume (forte e fraco). O som era criado a partir de fontes puramente elétricas, sem nenhuma mediação acústica, que só aparecia depois na forma de um alto-falante. Apropriada pela música erudita, a eletrônica (na forma de colagens de fitas e manipulações de sinais elétricos) prometia a ruptura com todo o reino da representação que caracterizou a arte desde sua suposta redescoberta pelos renascentistas. O futurismo italiano glorificava sons mecânicos e a lógica da máquina que podia redimir o homem. A apologia do progresso e o caráter messiânico de certas corrente modernas me causam risos até hoje. O futuro não chegou e ficamos presos em um eterno presente, sentindo saudades de um passado falsificado que nunca existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento da história, algum ex-hippie descobre a música eletrônica. Reinventar a roda parece ser o maior passatempo humano. Depois do rock ter ensurdecido e emburrecido gerações, o que viria depois provaria ser a própria caixa de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse revival da música eletrônica das raves de Goa só existiu devido a uma substância: o MDMA. Misturada a batidas repetidas e inundando o cérebro de prazer, a utopia se encontrava aqui e agora. O argumento de que a música eletrônica não é música certamente é um ponto forte. Trata-se de um barulho que induz ao transe. Vazio de significados, pura formalismo da técnica, leva à dissolução do eu (não aquela potencialmente revolucionária, mas a puramente hedonista), até que se acorde em uma ‘blue Monday’ qualquer sentindo o vazio de um cérebro drenado de neurorecptores. Até o próximo fim de semana. A reflexão que pode brotar de uma obra de arte aqui é inútil, o que existe é o agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazios de conteúdos, esses ditos pós-modernos (que na verdade nada mais são do que o pastiche dos heróis modernos de outrora) ainda alegam que estão ligados a tradições xamânicas de qualquer local do planalto do Tibet. Falou então. Mero recalque movido a drogas sintéticas e outras nem tanto que anestesiam e alienam corpos frenéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso se mostra como típico de uma juventude que se quer &#39;&lt;a href=&quot;http://telmascherer.blogspot.com/2008/11/e-segue-tipologia-da-nossa-juventude.html&quot;&gt;muderna&lt;/a&gt;&#39; e &lt;a href=&quot;http://irradiandoluz.blogspot.com/2008/08/voces-nao-estao-entendendo-nada-ou-os.html&quot;&gt;carrega em suas bocas um cadáver&lt;/a&gt;. E ainda vão dizer que o careta sou eu.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Diários do Camboja - nenhum direito reservado. (Anti-copyright)&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariosdocamboja.blogspot.com/feeds/6811133928566740230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariosdocamboja.blogspot.com/2009/07/i-trust-my-dealer-eu-confio-no-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4623740986599582059/posts/default/6811133928566740230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4623740986599582059/posts/default/6811133928566740230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosdocamboja.blogspot.com/2009/07/i-trust-my-dealer-eu-confio-no-meu.html' title='I trust my dealer [eu confio no meu traficante]'/><author><name>Unknown</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>