<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' gd:etag='W/&quot;AkUGSHo5cSp7ImA9WhBUE0Q.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017</id><updated>2013-05-01T01:50:29.429-07:00</updated><category term='contratos bancários'/><category term='instituição financeira'/><category term='direito empresarial'/><category term='cédula de crédito industrial'/><title>Direito Empresarial - Bancário, Consumidor, Cobrança Judicial.</title><subtitle type='html'>@AdvMattos
Advogado Associado do escritório Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro.

Pós Graduando em Direito Empresarial na LFG.
</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;A0YHR3o9eyp7ImA9WhBUEks.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-9025103053440107818</id><published>2013-04-29T13:58:00.000-07:00</published><updated>2013-04-29T13:58:56.463-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-04-29T13:58:56.463-07:00</app:edited><title>OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA JURISPRUDÊNCIA DO STJ</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O direito foi criado para regular a vida em sociedade e, com vistas a garanti-lo, instituiu-se a Justiça. É do advogado o papel indispensável de servir de elo entre a parte&amp;nbsp;e o direito que lhe cabe. A contrapartida ao esforço empreendido por esse profissional na defesa dos interesses de seus clientes são os honorários advocatícios, motivo que leva, muitas vezes, quem tem o dever de ser o elo a se transformar em parte.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Valor excessivo, verba irrisória, recusa em pagar, se é o advogado quem deve... Muitos são os casos que vão parar na Justiça com vistas a equilibrar a relação entre o advogado, o seu cliente e a outra parte. Veja o que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem decidido sobre o assunto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Vencedor condenado a pagar&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em um dos recursos julgados no Tribunal, um réu que, mesmo vencedor na ação, foi condenado a pagar, juntamente com os autores, os honorários do advogado da corré, também vencedora. Ele tentava a evitar o pagamento, mas a Terceira Turma concluiu que a decisão que enfrentou o mérito da ação e transitou em julgado não pode ser modificada por exceção de pré-executividade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Na ação primária, ajuizada no Judiciário amazonense contra o espólio de um segurado e um de seus beneficiários, buscava-se a anulação de contrato de seguro de vida. As empresas de seguro contestaram o pagamento da indenização porque o falecido, apesar de ter sido vítima de homicídio (morte violenta), não teria declarado, à época da assinatura do contrato, que sofria de hipertensão arterial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A ação foi julgada improcedente e os autores, condenados, juntamente com o espólio, a pagar honorários ao advogado do outro réu. O réu condenado apresentou embargos de declaração, alegando que teria havido “erro material”, já que foi vencedor no processo e não poderia ser responsabilizado pelo pagamento de honorários à outra parte ré. Ao final, a condenação foi mantida em todas as instâncias e transitou em julgado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Ao analisar a questão, a relatora, ministra Nancy Andrighi, reconheceu a peculariedade do caso. “Por maior que possa ser a estranheza causada pela condenação do corréu ao pagamento de honorários advocatícios ao seu litisconsorte em ação vencida por ambos”, essa circunstância, segundo a ministra, foi ressaltada em recurso próprio, e a juíza de primeiro grau, mesmo alertada do fato, manteve na íntegra a condenação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Nancy Andrighi destacou, ainda, que a condenação a honorários foi estabelecida e enfrentou o mérito da ação. Nesse caso, tanto a condenação principal como o resultado dela adquirem a “eficácia de coisa julgada”, e não podem mais ser contestados por exceção de pré-executividade (REsp 1.299.287).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Execução provisória&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro recurso, interposto por uma associação hospitalar, a Quarta Turma entendeu que não cabe fixação de honorários advocatícios no cumprimento da sentença quando esta se encontra ainda na fase de execução provisória.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A associação recorreu ao STJ contra julgado que permitiu o arbitramento de honorários. Defendia que os honorários podem ser cobrados na fase de cumprimento de sentença. Entretanto, sustentou que o momento processual não seria adequado, pois ainda havia recursos pendentes na ação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O relator, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que o tratamento dado à execução provisória deve ser diverso da execução definitiva. Para ele, o artigo 475-O do Código de Processo Civil (CPC), que regula a execução provisória, determina que as execuções terão tratamento igualitário apenas no que couber.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Salomão também reconheceu a possibilidade da fixação dos honorários advocatícios duante o cumprimento de sentença, conforme regra introduzida pela Lei 11.232/05. “Não obstante, o que deve ser observado para a definição do cabimento de honorários advocatícios é o princípio da causualidade”, comentou (REsp 1.252.470).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Entendimento contrário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Embora o recurso da associação hospital tenha sido provido de forma unânime, o ministro Antonio Carlos Ferreira, mesmo acompanhando o relator, sustentou entendimento diferente. Segundo ele, “o critério para a fixação do ônus da sucumbência não deve ser a natureza do cumprimento de sentença (provisório ou definitivo), mas sim a resistência por parte do executado”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para Antonio Carlos Ferreira, se houver impugnação ou recusa ao pagamento, os honorários devem ser arbitrados na execução provisória – “seja pela causualidade (decorrente do não pagamento espontâneo, demandando novos do exequente), seja pela sucumbência (no caso de impugnação afastada)”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Terceira Turma do STJ tem posicionamento totalmente oposto ao da Quarta, no sentido de ser cabível a estipulação de honorários advocatícios em sede de execução provisória. Esse entendimento pode ser conferido no agravo regimental no AREsp 48.712, da relatoria do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Reparação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Ao analisarem um processo que discutia se honorários advocatícios devem entrar na condenação por perdas e danos, a Terceira Turma concluiu que a parte que deu causa ao processo deve suportar as despesas tidas pela parte contrária com advogados. Para os ministros, os honorários advocatícios contratuais integram os valores devidos como reparação por perdas e danos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Companhia de Seguros Minas Brasil recorreu contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que a condenou a restituir os honorários de advogado que haviam sido pagos pela transportadora Transdelta em uma ação de cobrança. A transportadora ingressou em juízo alegando que a seguradora se negava a pagar os prejuízos sofridos em razão de acidente com um veículo segurado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Além da cobertura do acidente, a transportadora exigiu reparação pelos danos materiais e morais que diz terem sido causados pela recusa da seguradora, inclusive as despesas com a contratação de advogados para realizar a cobrança judicial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, disse em seu voto que o Código Civil de 2002 – nos artigos 389,395 e 404 – traz previsão expressa de que os honorários advocatícios integram os valores relativos à reparação por perdas e danos. Ela esclareceu que os honorários citados no código são os contratuais e não devem ser confundidos com os de sucumbência – aqueles que a Justiça determina que o perdedor pague ao advogado do vencedor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;“Os honorários sucumbênciais, por constituírem crédito autônomo do advogado, não importam em decréscimo patrimonial do vencedor da demanda. Assim, como os honorários convencionais são retitados do patrimônio da parte lesada – para que haja reparação integral do dano sofrido –, aquele que deu causa ao processo deve restituir os valores despendidos com os honorários contratuais”, afirmou a relatora (REsp 1.027.797).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Cumulação honorária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O STJ reconhece a possibilidade de dupla condenação em honorários advocatícios fixados na ação de execução com aqueles arbitrados nos respectivos embargos do devedor. O entendimento é da Primeira Turma que reformou acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O contribuinte – massa falida de uma empresa de produtos químicos – recorreu ao STJ contra o entendimento do TRF4, segundo o qual os honorários advocatícios fixados nos embargos à execução substituiram aqueles fixados provisioriamente na execução fiscal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O contribuinte alegou que são devidos os honorários advocatícios por aquele que se deu causa à demanda (a União), já que a execução fiscal foi considerada extinta depois que a massa falida foi obrigada a constituir advogado para a sua defesa. O advogado teve, inclusive, que apresentar manifestações e impugnar os cálculos do ente público.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Primeira Turma deu razão ao contribuinte, pois os embargos do devedor são mais do que mero incidente processual e constituem verdadeira ação de conhecimento. A conclusão é a de que os embargos à execução não possuem natureza jurídica recursal, mas constituem ação autônoma, o que impõe que o patrono da causa, a quem é vedado exercer a profissão de forma gratuita, seja remunerado pelos esforços despendidos para o sucesso da causa (REsp 1.212.563).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Juros moratórios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Mesmo que não haja dúvidas quanto à obrigação de pagar os honorários, a questão pode virar uma contenda judicial para definir quando pagar. De acordo com decisao da Segunda Turma, consolida-se a obrigação de pagar os honorários a partir do trânsito em julgado da sentença. O não pagamento deles enseja juros moratórios, os quais incidem no cálculo dos honorários advocatícios a partir do trânsito em julgado do aresto ou da sentença em que foram fixados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O tema foi discutido no julgamento de um recurso especial contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O principal argumento foi o de que a mora somente existiria após o vencimento da obrigação não cumprida. O marco temporal seria o trânsito em julgado da sentença que condenou o estado ao pagamento dos honorários advocatícios oriundos da sucubência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para o relator, ministro Mauro Campbell Marques, sendo legítima a inclusão de juros de mora na condenação em honorários, ainda que não solicitado na inicial ou não previsto na sentença, deve-se fxar o termo inicial da sua incidencia. Dessa forma, para que sejam cobrados juros moratórios é preciso que exista a mora, que ocorre a partir do trânsito em julgado da sentença (REsp 771.029).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Moeda estrangeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Também se questiona na Justiça se o pagamento dos honorários pode se dar em moeda estrangeira. A Quarta Turma decidiu que, mesmo que fixados em moeda estrangeira, os honorários devem ser pagos em moeda nacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Turma rejeitou os argumentos apresentados por uma empresa que acertou com o advogado o pagamento dos honorários advocatícios em dólar. Segundo os ministros, o contrato pode ser feito em moeda estrangeira, mas o pagamento deve ocorrer em moeda nacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;No caso julgado, o termo de compromisso firmado entre a empresa e o advogado estabelecia como honorários advocatícios o pagamento de 20% do valor de U$ 80 mil, objeto de ação movida contra um frigorífico. Como apenas uma parte dos honorários foi paga, o advogado ajuizou ação para receber o restante, U$ 9.107,77, o que equivalia, na data do ajuizamento, a R$ 26.057,33.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A empresa havia sustentado que o estabelecimento de contratos em moeda estrangeira fere o artigo 1° do Decreto-Lei 857/69, o qual dispõe que são nulos os contratos e obrigações que estipulem pagamento em ouro, moeda estrangeira ou que, de alguma forma, restrinjam ou recusem o curso legal da moeda nacional. Afirmou, ainda, que considerou exagerada a fixaçaõ dos honorários em 20% do valor da condenação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Ao analisar o caso, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, destacou que o decreto-lei não proíbe a celebração de pactos e obrigações em moeda estrangeira, mas veda o pagamento em outra espécie que não a moeda nacional. Quanto aos critérios que levaram o tribunal de origem a fixar a verba advocatícia, o ministro esclareceu que não poderia revê-los, por vedação expressa na Súmula 7 do STJ (REsp 885.759).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Defensoria Pública&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Muitos são os casos envolvendo honorários advocatícios e Defensoria Pública. No julgamento do Recurso Especial 1.108.013/RJ, a Corte Especial definiu que são devidos honorários advocatícios à Defensoria Pública quando a atuação se dá em face de ente federativo diverso do qual é parte integrante. Eles não são devidos apenas quando a Defensoria atua contra a pessoa jurídica de direito público da qual é parte.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Quando a Defensoria Pública está no exercício da curadoria especial, não cabem honorários, uma vez que essa função faz parte de suas atribuições institucionais. A Terceira Turma enfrentou recentemente o tema. No caso, um defensor público do estado de São Paulo foi nomeado curador especial de uma cidadã em ação de despejo cumulada com cobrança de aluguéis ajuizada contra ela. Foi indeferido pedido de antecipação dos honorários advocatícios à Defensoria Pública de São Paulo, chegando a discussão ao STJ.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para a Defensoria, os honorários do curador especial enquadram-se no conceito de despejas judiciais e, portanto, estão sujeitos ao adiantamento. Alegou, ainda, que os honorários são devidos mesmo que a curadoria seja exercida por defensor público, não podendo ser dado tratamento diferenciado, no que diz respeito à verba honorária, daquele que seria dispensado ao curador especial sem vínculo com o estado e o defensor público.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em seu voto, a relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou que a Lei Complementar 80/94 determina que é função institucional da Defensoria Pública “exercer a curadoria especial nos casos previsto em lei”. Segundo ela, “sendo o exercício da curadoria especial função institucional da Defensoria Pública, descabe a fixação de honorários advocatícios pelo exercício do referido encargo”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Nancy Andrighi ressaltou, ainda, que, apesar da impossibilidade de percepção de honorários advocatícios pelo exercício de sua função institucional, são devidos à Defensoria Pública, enquanto instituição, os honorários advocatícios decorrentes de regra geral de sucumbência (REsp 1.203.312).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Acordo direto&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro julgamento, a Corte Especial definiu o alcance de dispositivo legal sobre honorários. Para a Corte, a determinação de que cada uma das partes se responsabilize pelo pagamento dos honorários de seus próprios advogados, quando houver acordo direto para encerrar processo judicial envolvendo a Fazenda Pública Federal, não é válida para as composições firmadas antes da vigência da Medida Provisória 2.226/01.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Esse entendimento, já adotado em outras decisões pelo Tribunal, foi reafirmado em julgamento da Corte Especial submetido ao rito dos recursos repetitivos, previsto pelo artigo 543-C do Código de Processo Civil. O dispositivo que trouxe a determinação havia sido suspenso em 2007 por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas os ministros do STJ entenderam que isso não afetava o caso julgado, pois o acordo em discussão fora firmado antes da MP, cuja norma não tinha efeito retroativo (REsp 1.218.508)..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="background-color: #f1f2f4; color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;A notícia ao lado refere-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #f1f2f4; color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;aos seguintes processos:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201299287" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1299287&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201252470" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1252470&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201027797" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1027797&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201212563" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1212563&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20771029" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 771029&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20885759" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 885759&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201203312" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1203312&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201218508" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1218508&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=AREsp%2048712" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;AREsp 48712&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/9025103053440107818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/os-honorarios-advocaticios-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/9025103053440107818?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/9025103053440107818?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/os-honorarios-advocaticios-na.html' title='OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA JURISPRUDÊNCIA DO STJ'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0ENR3k6cCp7ImA9WhBVEEo.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-8436419792882661859</id><published>2013-04-15T17:11:00.004-07:00</published><updated>2013-04-15T17:21:36.718-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-04-15T17:21:36.718-07:00</app:edited><title>DA DIVERGÊNCIA QUANTO A NATUREZA DO CREDITO REFERENTE AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO PROCESSO FALIMENTAR. TRABALHISTA OU PRIVILEGIO GERAL? CONTROVÉRSIA A SER DIRIMIDA PELO RECURSO ESPECIAL REPETITIVO Nº 1152218.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Uma das grandes polêmicas sobre o processo falimentar é alusivo à ordem
na qual os &lt;b&gt;créditos&lt;/b&gt; resultantes de &lt;b&gt;honorários advocatícios&lt;/b&gt; devem
ser satisfeitos no processo falimentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Há uma discreta divergência entre órgãos fracionários do Superior
Tribunal de Justiça que já merecia uma uniformização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;a) de um lado, a Quarta e a Segunda Turmas entendendo que os &lt;b&gt;honorários
advocatícios&lt;/b&gt; constituem verba com privilégio geral e não se equiparam ao &lt;b&gt;crédito&lt;/b&gt;
trabalhista para efeitos de &lt;b&gt;habilitação&lt;/b&gt; em processo falimentar (AgRg no
REsp 1101332/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em
19/06/2012; AgRg no REsp 1267980/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 03/11/2011; AgRg no REsp 1077528/RS, Rel. Ministro LUIS
FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/10/2010; REsp 1068838/PR, Rel. Ministro
MAURO CAMPBELL MARQUES, Rel. p/ Acórdão Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA,
julgado em 24/11/2009); REsp 612.923/SP, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA,
QUARTA TURMA, julgado em 11/12/2007);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Este lado da jurisprudência
do STJ apoia-se na tese de privilégio geral com base em três &amp;nbsp;pontos principais:
a real intenção do legislador&amp;nbsp;ao estabelecer a ordem de preferência no
processo falimentar; a distinção entre o trabalho prestado pela advocacia em
relação aos demais; e, por fim, a interpretação&amp;nbsp;restritiva da legislação
em questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quanto ao escopo do
legislador em estabelecer privilégio especial à classe&amp;nbsp;trabalhista, tem-se
que sua justificativa apresenta nítido caráter social. Essa preferência&amp;nbsp;prima
pela proteção do trabalhador que, em caso de falência da empresa para a qual&amp;nbsp;presta
seus serviços, encontrar-se-ia desamparado. Reconhece-se aqui que, em razão&amp;nbsp;dessa
situação, deixaria o trabalhador de exercer sua atividade laborativa, da qual&amp;nbsp;retirava
sua única fonte de sobrevivência. Importante destacar, também, a preocupação&amp;nbsp;do
legislador em proteger o assalariado enquanto parte hipossuficiente, presumida
por&amp;nbsp;lei, na relação trabalhista com sua empresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Percebe-se, de
maneira clara, que a condição do advogado é bastante&amp;nbsp;diferente desta acima
narrada. De início, não existe relação de dependência e&amp;nbsp;hipossuficiência
entre o advogado e seu constituinte. É sabido que um grande escritório, advoga
para diversos clientes, dos quais, em sua soma, retira seu&amp;nbsp;sustento, sendo
ainda evidente que não há entre os advogados e seus clientes qualquer&amp;nbsp;presunção
de hipossuficiência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A verba honorária
sucumbencial não pode, assim, ser habilitada como&amp;nbsp;equivalente àquelas
decorrentes da legislação trabalhista, por serem de natureza&amp;nbsp;absolutamente
inconciliável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nesse sentido de
forma brilhante destaca a Excelentíssima Ministra Eliana&amp;nbsp;Calmon, em seu
voto-vista no REsp 1.068.838⁄PR, publicado no DJE em 4⁄2⁄2010,&amp;nbsp;segundo o
qual:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 127.6pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 127.6pt; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;"Os honorários advocatícios não decorrem de uma relação de emprego,
pois&amp;nbsp;é certo que o profissional do direito, que presta um serviço
eventual, não é&amp;nbsp;empregado de seu cliente quando executa um mandato,
estabelecendo-se&amp;nbsp;por meio de um contrato de prestação de serviço uma
relação jurídica regida&amp;nbsp;pelo Código Civil.A CLT, em seu art. 3º, define
que “considera-se empregado toda pessoa&amp;nbsp;física que prestar serviços de
natureza não eventual a empregador, sob a&amp;nbsp;dependência deste e mediante
salário”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;Por fim, em
complemento a argumentação já exposta, ressalto que os&amp;nbsp;artigos de lei
ditos violados em momento algum dispõem, de maneira expressa, sobre a&amp;nbsp;referida
equiparação, não sendo possível a interpretação extensiva nesses casos,
pois,como bem destaca Amador Paes de Almeida: "Não declarando a espécie de
privilégio, é&amp;nbsp;de se concluir pelo privilégio geral" (ob. cit. 3ª ed,
Ed.Saraiva, p. 266, 2007, São Paulo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;b) e, de outro lado, a Terceira Turma abraçando entendimento segundo o
qual os &lt;b&gt;honorários advocatícios&lt;/b&gt; têm &lt;b&gt;natureza&lt;/b&gt; alimentar, equiparando-se,
por isso, aos &lt;b&gt;créditos&lt;/b&gt; trabalhistas para efeito de &lt;b&gt;habilitação&lt;/b&gt; na
&lt;b&gt;falência&lt;/b&gt;: REsp 988.126/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 20/04/2010; REsp 793.245/MG, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS,
TERCEIRA TURMA, julgado em 27/03/2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Este lado da jurisprudência entende que a reconhecida natureza alimentar
dos honorários advocatícios merece a mesma proteção que o salário &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;o
privilégio conferido pela Lei de Falências&amp;nbsp;
aos&amp;nbsp; salários&amp;nbsp; deve&amp;nbsp;
ser&amp;nbsp; estendido&amp;nbsp; também&amp;nbsp;
aos&amp;nbsp; honorários,&amp;nbsp; porquanto&amp;nbsp;
é exatamente&amp;nbsp; isso&amp;nbsp; que&amp;nbsp; a
Lei&amp;nbsp; visa&amp;nbsp;
a&amp;nbsp; proteger.&amp;nbsp; Interpreta-se, portanto, o&amp;nbsp; caput&amp;nbsp;
do&amp;nbsp; art.&amp;nbsp; 103&amp;nbsp; de
maneira extensiva, atribuindo-lhe o significado amplo de remuneração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Texto"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Texto"&gt;
O precedente modelo que defende a corrente de natureza alimentar
dos honorários equiparando-se aos créditos trabalhistas dos honorários é o RESP
793.245:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;FALÊNCIA - HABILITAÇÃO DE CRÉDITO -
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DE SUCUMBÊNCIA - NATUREZA TRABALHISTA-ALIMENTAR.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;- Na falência, a habilitação do
crédito por honorários advocatícios equipara-se ao trabalhista-alimentar e deve
ser habilitado na mesma categoria deste (REsp 793.245/MG, rel. Min. Humberto
Gomes de Barros, j. 27-3-2007).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Texto"&gt;
Do voto do relator, colhem-se as seguintes ponderações, que
calham qual luva à espécie:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;O Tribunal&amp;nbsp; de&amp;nbsp;
origem&amp;nbsp; deu&amp;nbsp; provimento&amp;nbsp;
à&amp;nbsp; apelação&amp;nbsp; "para&amp;nbsp;
determinar&amp;nbsp; a&amp;nbsp; inclusão&amp;nbsp;
do&amp;nbsp; crédito&amp;nbsp; no quadro&amp;nbsp;
geral&amp;nbsp; de&amp;nbsp; credores&amp;nbsp;
da massa&amp;nbsp; falida&amp;nbsp; com&amp;nbsp;
privilégio&amp;nbsp; especial&amp;nbsp; e&amp;nbsp;
para&amp;nbsp; determinar&amp;nbsp; que&amp;nbsp; ao
valor habilitado devem ser computados juros de 0,5% ao mês a partir da data da
certidão de f. 47 até a data do efetivo pagamento, se a Massa comportar, sendo
que a partir da vigência do Código Civil de 2002 incidirão juros de 1%."
(fl. 105).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Assim, a discussão cinge-se em
definir se, em falência, o crédito decorrente de honorários advocatícios deve
ser habilitado na classe de privilégio geral ou especial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Tanto a recorrente quanto o
Ministério Público&amp;nbsp; invocam&amp;nbsp; julgados da Quarta Turma, a dizerem que os
honorários advocatícios são créditos com privilégio geral. Vejam-se:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;"(...) I. Os honorários
advocatícios constituem, por força da Lei n. 8.906/1994, art. 24, &lt;i&gt;caput&lt;/i&gt;,
crédito com privilégio geral&amp;nbsp; (art. 102,
III, da Lei n. 7.661/1945), pelo que não prevalecem sobre os créditos
trabalhistas dos recorridos (art. 102, &lt;i&gt;caput&lt;/i&gt;), os&amp;nbsp; quais,&amp;nbsp;
inclusive,&amp;nbsp; são&amp;nbsp; originários&amp;nbsp;
de&amp;nbsp; execução&amp;nbsp; anterior&amp;nbsp;
(CPC,&amp;nbsp; art. &amp;nbsp;711), ensejando a penhora sobre os valores
depositados em conta judicial, que é hígida. (...)" (REsp
550.389/PASSARINHO).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;No&amp;nbsp;
mesmo&amp;nbsp; sentido:&amp;nbsp; REsp&amp;nbsp;
457.559/PASSARINHO&amp;nbsp; e&amp;nbsp; REsp 261.792/ROSADO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;No REsp 566.190/NANCY, declarando o
escopo alimentar dos honorários advocatícios&amp;nbsp;
esta&amp;nbsp; Turma&amp;nbsp; os&amp;nbsp;
equiparou&amp;nbsp; a&amp;nbsp; salários,&amp;nbsp;
para&amp;nbsp; fins&amp;nbsp; de&amp;nbsp;
preferência&amp;nbsp; em&amp;nbsp; processo&amp;nbsp;
de falência. Eis a ementa do julgado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;"-&amp;nbsp; A&amp;nbsp;
natureza&amp;nbsp; alimentar&amp;nbsp; dos&amp;nbsp;
honorários&amp;nbsp; autoriza&amp;nbsp; sua&amp;nbsp;
equiparação&amp;nbsp; a&amp;nbsp; salários, inclusive para fins de preferência
em processo falimentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;- Esse entendimento não é obstado
pelo fato de o titular do crédito de honorários ser uma sociedade de advogados,
porquanto, mesmo nessa hipótese, mantém-se a natureza alimentar da verba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Recurso conhecido e provido."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Os&amp;nbsp;
honorários&amp;nbsp; são&amp;nbsp; simplesmente&amp;nbsp;
os&amp;nbsp; frutos&amp;nbsp; do&amp;nbsp;
trabalho&amp;nbsp; do&amp;nbsp; advogado. Os honorários são a remuneração do
advogado e - por isso - sua fonte de alimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Não vejo como se possa negar essa
realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Por isso - e a experiência de
advogado militante me outorga autoridade para dizê-lo&amp;nbsp; -&amp;nbsp;
os&amp;nbsp; honorários&amp;nbsp; advocatícios&amp;nbsp;
têm&amp;nbsp; natureza&amp;nbsp; alimentar&amp;nbsp;
e merecem&amp;nbsp; privilégio&amp;nbsp; similar&amp;nbsp;
aos créditos trabalhistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;De fato, assim como o salário está
para o empregado e os vencimentos para servidores&amp;nbsp; públicos,&amp;nbsp;
os&amp;nbsp; honorários&amp;nbsp; são&amp;nbsp;
a&amp;nbsp; fonte&amp;nbsp; alimentar&amp;nbsp;
dos&amp;nbsp; causídicos.&amp;nbsp; Tratá-los diferentemente é agredir o cânone
constitucional da igualdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Conforta-me saber que, nesse
entendimento, estamos na boa companhia da Primeira&amp;nbsp; Turma&amp;nbsp;
do&amp;nbsp; Supremo&amp;nbsp; Tribunal&amp;nbsp;
Federal,&amp;nbsp; que,&amp;nbsp; em&amp;nbsp;
recente&amp;nbsp; julgado,&amp;nbsp; reformou&amp;nbsp;
acórdão&amp;nbsp; desta Corte (RMS
17.536/DELGADO, Relator para acórdão Ministro FUX) e definiu a natureza
alimentícia dos honorários de advogado,&amp;nbsp;
livrando-os da dolorosa fila&amp;nbsp; dos
precatórios comuns (cf.&amp;nbsp; RE&amp;nbsp; 470.407/MARCO&amp;nbsp;
AURÉLIO&amp;nbsp; no&amp;nbsp; Informativo&amp;nbsp;
do&amp;nbsp; STF&amp;nbsp; n.&amp;nbsp;
426&amp;nbsp; de&amp;nbsp; 17&amp;nbsp;
de&amp;nbsp; maio&amp;nbsp; de 2006).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Destaque1" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-indent: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Louvado nesses argumentos, empresto
ao Art. 24 do EOAB,&amp;nbsp; interpretação
coerente&amp;nbsp; com&amp;nbsp; o&amp;nbsp;
princípio&amp;nbsp; da&amp;nbsp; proporcionalidade. Entendo&amp;nbsp; que&amp;nbsp;
o&amp;nbsp; termo&amp;nbsp; "crédito&amp;nbsp;
privilegiado" transporta&amp;nbsp;
acepção que&amp;nbsp; se harmonize&amp;nbsp; com natureza&amp;nbsp;
laboral-alimentar&amp;nbsp; - dos
honorários&amp;nbsp; como fruto&amp;nbsp; do&amp;nbsp;
labor&amp;nbsp; advocatício&amp;nbsp; destinado&amp;nbsp;
às&amp;nbsp; necessidades&amp;nbsp; alimentares. Vale&amp;nbsp; dizer:&amp;nbsp;
os&amp;nbsp; honorários constituem&amp;nbsp; crédito&amp;nbsp;
privilegiado,&amp;nbsp; que&amp;nbsp; deve&amp;nbsp;
ser&amp;nbsp; interpretado&amp;nbsp; em&amp;nbsp;
harmonia&amp;nbsp; com&amp;nbsp; sua&amp;nbsp;
natureza trabalhista e alimentar (EOAB, Art. 24).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt;"&gt;
&lt;span style="color: #595656; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;No &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;Recurso Especial 1152218&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt; em
11/04/2013 o &lt;b&gt;Min. Luis Felipe Salomão &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;verificou haver multiplicidade de recursos a versar
o tema tratado no recurso, alusivo à ordem na qual os créditos resultantes de &lt;b&gt;honorários
advocatícios&lt;/b&gt; devem ser satisfeitos no processo falimentar e destinou o tema
ao procedimento de recursos repetitivos no âmbito do Superior Tribunal de
Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Após 8 (oito anos) da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;a href="http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.101-2005?OpenDocument"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: navy; text-decoration: none;"&gt;LEI N&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: navy;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: navy; text-decoration: none;"&gt;11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, o
STJ depois de varias divergências entre suas turmas decidiu unificar a jurisprudência
e solucionar a controvérsia quanto a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt; ordem na qual os &lt;b&gt;créditos&lt;/b&gt; resultantes de &lt;b&gt;honorários
advocatícios&lt;/b&gt; devem ser satisfeitos no processo falimentar: trabalhista ou verba
com privilégio geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Agora nos restar aguardar a decisão final da Corte Superior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; tab-stops: 45.8pt 91.6pt 137.4pt 183.2pt 229.0pt 274.8pt 320.6pt 366.4pt 412.2pt 458.0pt 503.8pt 549.6pt 595.4pt 641.2pt 687.0pt 732.8pt; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/8436419792882661859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/da-divergencia-natureza-do-credito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/8436419792882661859?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/8436419792882661859?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/da-divergencia-natureza-do-credito.html' title='DA DIVERGÊNCIA QUANTO A NATUREZA DO CREDITO REFERENTE AOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO PROCESSO FALIMENTAR. TRABALHISTA OU PRIVILEGIO GERAL? CONTROVÉRSIA A SER DIRIMIDA PELO RECURSO ESPECIAL REPETITIVO Nº 1152218.'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUEDRXw-eSp7ImA9WhBWFkk.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-6868588298887493013</id><published>2013-04-10T19:33:00.003-07:00</published><updated>2013-04-10T19:34:34.251-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-04-10T19:34:34.251-07:00</app:edited><title>ENUNCIADOS APROVADOS NA VI JORNADA DE DIREITO CIVIL</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Bradley Hand ITC&amp;quot;; font-size: 16.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADOS
APROVADOS NA VI JORNADA DE DIREITO CIVIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;PARTE
GERAL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;COORDENADOR:
ROGÉRIO MENESES FIALHO MOREIRA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 530 – &lt;b&gt;A emancipação, por si só, não elide a
incidência do Estatuto da Criança e do Adolescente. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 5°, parágrafo
único, do Código Civil&amp;nbsp; Justificativa: A
emancipação, em que pese assegurar a possibilidade de realizar&amp;nbsp; pessoalmente os atos da vida civil por
aqueles que não alcançaram a maioridade civil,&amp;nbsp;
não tem o condão, isoladamente considerada, de afastar as normas
especiais de caráter&amp;nbsp; protetivo,
notadamente o Estatuto da Criança e do Adolescente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O Estatuto da Criança
e do Adolescente insere-se em um contexto personalista,&amp;nbsp; garantindo tutela jurídica diferenciada em
razão da vulnerabilidade decorrente do grau de&amp;nbsp;
discernimento incompleto. Assim, a antecipação da aquisição da
capacidade de fato pelo&amp;nbsp; adolescente não
significa que ele tenha alcançado necessariamente o desenvolvimento&amp;nbsp; para afastar as regras especiais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 531 – &lt;b&gt;A tutela da dignidade da pessoa humana na
sociedade da informação inclui o direito ao esquecimento.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 11 do Código
Civil Justificativa: Os danos provocados pelas novas tecnologias de informação
vêm-se&amp;nbsp; acumulando nos dias atuais. O
direito ao esquecimento tem sua origem histórica no&amp;nbsp; campo das condenações criminais. Surge como
parcela importante do direito do exdetento à ressocialização. Não atribui a
ninguém o direito de apagar fatos ou reescrever a &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;própria história, mas
apenas assegura a possibilidade de discutir o uso que é dado aos&amp;nbsp; fatos pretéritos, mais especificamente o modo
e a finalidade com que são lembrados.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 532 – &lt;b&gt;É permitida a disposição gratuita do
próprio corpo com&amp;nbsp; objetivos
exclusivamente científicos, nos termos dos arts. 11 e 13 do Código Civil. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 11 e 13 do Código
Civil&amp;nbsp; Justificativa: Pesquisas com seres
humanos vivos são realizadas todos os dias, sem as&amp;nbsp; quais não seria possível o desenvolvimento da
medicina e de áreas afins. A Resolução CNS n. 196/96, em harmonia com o Código
de Nuremberg e com a Declaração de Helsinque, dispõe que pesquisas envolvendo
seres humanos no Brasil somente podem&amp;nbsp;
ser realizadas mediante aprovação prévia de um Comitê de Ética em
Pesquisa – CEP, de&amp;nbsp; composição
multiprofissional, e com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Esclarecido –TCLE
pelo participante da pesquisa, no qual devem constar informações&amp;nbsp; claras e relevantes acerca do objeto da
pesquisa, seus benefícios e riscos, a gratuidade&amp;nbsp; pela participação, a garantia de reparação
dos danos causados na sua execução e a&amp;nbsp;
faculdade de retirada imotivada do consentimento a qualquer tempo sem
prejuízo para&amp;nbsp; sua pessoa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 533 – &lt;b&gt;O paciente plenamente capaz poderá
deliberar sobre todos os aspectos concernentes a tratamento médico que possa
lhe causar risco de vida, seja imediato ou mediato, salvo as situações de
emergência ou no curso de&amp;nbsp; procedimentos
médicos cirúrgicos que não possam ser interrompidos. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 15 do Código
Civil&amp;nbsp; Justificativa: O crescente
reconhecimento da autonomia da vontade e da&amp;nbsp;
autodeterminação dos pacientes nos processos de tomada de decisão sobre
questões envolvidas em seus tratamentos de saúde é uma das marcas do final do
século XX. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Essas mudanças vêm-se
consolidando até os dias de hoje. Inúmeras manifestações nesse sentido podem
ser identificadas, por exemplo, a modificação do Código de Ética Médica e a
aprovação da resolução do Conselho Federal de Medicina sobre diretivas
antecipadas de vontade. O reconhecimento da autonomia do paciente repercute
social e juridicamente nas relações entre médico e paciente, médico e família
do paciente e médico e equipe assistencial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O art. 15 deve ser
interpretado na perspectiva do exercício pleno dos direitos da&amp;nbsp; personalidade, especificamente no exercício
da autonomia da vontade. O “risco de vida”&amp;nbsp;
será inerente a qualquer tratamento médico, em maior ou menor grau de
frequência. Por&amp;nbsp; essa razão, não deve ser
o elemento complementar do suporte fático para a interpretação&amp;nbsp; do referido artigo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Outro ponto relativo
indiretamente à interpretação do art. 15 é a verificação de como o&amp;nbsp; processo de consentimento informado deve ser
promovido para adequada informação do&amp;nbsp;
paciente. O processo de consentimento pressupõe o compartilhamento efetivo
de&amp;nbsp; informações e a corresponsabilidade
na tomada de decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 534 – &lt;b&gt;As associações podem desenvolver atividade
econômica, desde&amp;nbsp; que não haja finalidade
lucrativa&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 53 do Código
Civil&amp;nbsp; Justificativa: Andou mal o
legislador ao redigir o caput do art. 53 do Código Civil por ter&amp;nbsp; utilizado o termo genérico “econômicos” em
lugar do específico “lucrativos”. A dificuldade está em que o adjetivo
“econômico” é palavra polissêmica, ou seja, possuidora de vários significados
(econômico pode ser tanto atividade produtiva quanto lucrativa). Dessa&amp;nbsp; forma, as pessoas que entendem ser a
atividade econômica sinônimo de atividade&amp;nbsp;
produtiva defendem ser descabida a redação do caput do art. 53 do Código
Civil por ser&amp;nbsp; pacífico o fato de as
associações poderem exercer atividade produtiva. Entende-se&amp;nbsp; também que o legislador não acertou ao
mencionar o termo genérico “fins não&amp;nbsp;
econômicos” para expressar sua espécie “fins não lucrativos.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 535 – &lt;b&gt;Para a existência da pertença, o art. 93 do
Código Civil não exige&amp;nbsp; elemento
subjetivo como requisito para o ato de destinação. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 93 do Código
Civil&amp;nbsp; Justificativa: Parte da doutrina
pátria tem sustentado que, para a qualificação de&amp;nbsp; determinada coisa como pertença, é necessária
a existência de requisito subjetivo. O&amp;nbsp;
requisito subjetivo existiria assentado em ato de vontade do titular da
coisa principal ao destinar determinada coisa para atender a finalidade
econômico-social de outra. Esse ato, chamado de ato de afetação, é classificado
ou como ato jurídico stricto sensu, segundo&amp;nbsp;
alguns, ou como negócio jurídico. Entretanto, não se pode pensar o
instituto das pertenças com os olhos voltados ao instituto dos imóveis por
destinação, na forma como&amp;nbsp; foi regrado no
inc. III do art. 43 do Código Civil ab-rogado, em que era exigido do&amp;nbsp; proprietário de coisa móvel o elemento intencional
para que fosse concretizado o referido suporte fático. O legislador pátrio não
impôs, ao tratar da pertença nos arts. 93 e art. 94&amp;nbsp; do Código Civil, o elemento volitivo como
requisito para configurar a destinação de certa&amp;nbsp;
coisa para atender a função econômico-social de coisa principal ou ser a
destinação&amp;nbsp; efetuada pelo proprietário.
Pela concreção dos elementos do suporte fático do art. 93 do Código Civil, a
relação de pertinência é tutelada de modo objetivo. Dessarte, sendo irrelevante
a vontade de quem pratica o ato da destinação, importando tão somente o fato de
submeter determinada coisa, de modo duradouro, ao fim econômico-social de
outra, a destinação tem de ser classificada como ato-fato jurídico. Bastará à
realização dessa destinação ter o destinador o poder fático de dispor da coisa
principal e da coisa a ser pertença. Não é preciso que seja dono da coisa
principal ou da coisa a ser pertença nem que as possua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 536 – &lt;b&gt;Resultando do negócio jurídico nulo
consequências patrimoniais capazes de ensejar pretensões, é possível, quanto a
estas, a&amp;nbsp; incidência da prescrição.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 169 do Código
Civil Justificativa: Parece preponderar na doutrina pátria, não sem
discordância respeitável, o&amp;nbsp; entendimento
de que não há prescrição da pretensão ao reconhecimento de nulidade em negócio
jurídico, embora os seus adeptos optem pela apresentação de fundamentos&amp;nbsp; distintos. Nesse sentido, argumenta-se que a
ação de nulidade é de natureza constitutiva e, quando não se encontra submetida
a prazo decadencial específico, é imprescritível. Na direção contrária,
sustenta-se que, quanto às nulidades, a ação manejável é a&amp;nbsp; declaratória, insuscetível de prescrição ou
decadência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O tema, na seara
pretoriana, ainda não recebeu tratamento uniforme, havendo&amp;nbsp; precedentes tanto pela sujeição à prescrição
com a aplicação do prazo geral, quanto pela&amp;nbsp;
imprescritibilidade.&amp;nbsp; A redação do
art. 169 do Código Civil, ao explicitar que o negócio jurídico eivado de&amp;nbsp; nulidade não subsiste pelo decurso do tempo,
favorece a corrente da imprescritibilidade por qualquer dos raciocínios acima,
principalmente diante do fato de que o art. 179, em&amp;nbsp; complemento, somente estabelece o prazo
genérico de decadência para as hipóteses de negócios anuláveis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Considerada como
premissa a imprescritibilidade, deve-se proceder à diferenciação entre o pleito
tendente unicamente ao reconhecimento da invalidade dos efeitos
patrimoniais&amp;nbsp; dela decorrentes. Quanto a
estes, não se pode desconhecer a possibilidade de&amp;nbsp; surgimento de pretensão, de modo a tornar inelutável
a incidência da prescrição.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 537 – &lt;b&gt;A previsão contida no art. 169 não
impossibilita que, excepcionalmente, negócios jurídicos nulos produzam efeitos
a serem preservados&amp;nbsp; quando justificados
por interesses merecedores de tutela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 169 do Código
Civil Justificativa: A tradição jurídica brasileira afirma que a nulidade, por
ser vício insanável,&amp;nbsp; com fundamento na
ordem pública, conduz à absoluta ineficácia do negócio jurídico,&amp;nbsp; sendo o art. 169 a referência para esse
raciocínio. No entanto, o próprio CC relativiza&amp;nbsp;
essa conclusão ao reconhecer, em diversos dispositivos, a possibilidade
de negócios nulos produzirem efeitos merecedores de tutela pelo ordenamento
(ex.: art. 182, que, ao dispor sobre a indenização com o equivalente, considera
que o negócio nulo pode ter&amp;nbsp; produzido
efeitos perante terceiros de boa-fé; e art. 1.561, que assegura ao casamento
putativo a produção de efeitos até o reconhecimento da invalidade). A
jurisprudência do STJ também relativiza a regra do art. 169 em casos em que a
ordem social justifica a&amp;nbsp; preservação dos
efeitos produzidos pelo ato nulo, como ocorre na “adoção à brasileira”.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Além disso, o CC
consagrou o princípio da preservação do negócio jurídico nulo e anulável nos
arts. 170, 172 e 184, impondo-se que se busque, sempre que possível, a&amp;nbsp; conservação dos negócios e seus efeitos de
modo a proteger os que, de boa-fé,&amp;nbsp;
confiaram na estabilidade das relações jurídicas e também a prestigiar a
função social do&amp;nbsp; contrato. É necessário,
assim, reler a tese da ineficácia absoluta da nulidade à luz dos&amp;nbsp; valores e interesses envolvidos no caso
concreto, sendo certo que somente se justifica a&amp;nbsp; incidência do art. 169 quando o interesse subjacente
à causa da nulidade se mostrar mais&amp;nbsp;
relevante para o ordenamento do que o interesse social na preservação do
negócio&amp;nbsp; jurídico, competindo ao juízo de
merecimento de tutela, por meio do controle funcional da&amp;nbsp; invalidade, o reconhecimento dos efeitos
decorrentes do negócio nulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 538 – &lt;b&gt;No que diz respeito a terceiros
eventualmente prejudicados, o prazo decadencial de que trata o art. 179 do
Código Civil não se conta da celebração do negócio jurídico, mas da ciência que
dele tiverem. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 179 do Código
Civil.&amp;nbsp; Justificativa: O art. 178 do
Código Civil, embora estabeleça o mesmo prazo decadencial&amp;nbsp; para todos os casos de anulabilidade
previstos, de forma agrupada, no art. 171, ou seja, 4&amp;nbsp; (quatro) anos, prevê termos iniciais
distintos, a depender da hipótese versada. Assim é&amp;nbsp; que, havendo erro, dolo, fraude contra
credores, estado de perigo ou lesão, o prazo para&amp;nbsp; pleitear a anulação se conta da celebração do
negócio jurídico. Já na hipótese de coação,&amp;nbsp;
o prazo tem início no "dia em que ela cessar", ao passo que,
em se tratando de ato praticado por incapaz, o dies a quo é o da cessação da
incapacidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O art. 179, por seu
turno, versando sobre os demais casos de anulabilidade dispersos pelo código,
unifica não apenas o prazo para demandar a anulação – 2 (dois) anos –, mas&amp;nbsp; também seu termo a quo, que coincidirá, em
todas aquelas hipóteses, com a "data da&amp;nbsp;
conclusão do ato", salvo disposição legal em contrário.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Sucede que, entre as
anulabilidades espalhadas pelo Código, há aquelas que resultam da&amp;nbsp; proteção dispensada a interesses de terceiros
não envolvidos na celebração do negócio jurídico. É o que ocorre, v.g., na
venda de ascendente a descendente sem a anuência dos&amp;nbsp; demais descendentes do alienante (CC/2002,
art. 496). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Ora, exatamente
porque os descendentes, enquanto vivo o autor da herança, não são&amp;nbsp; credores dos respectivos quinhões (tendo, em
relação a estes, apenas expectativa), não&amp;nbsp;
se pode exigir deles nenhuma postura de "vigilância" sobre os
atos de seus ascendentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Daí não ser incomum
que a celebração de compra e venda com infringência ao art. 496&amp;nbsp; do Código Civil apenas venha ao conhecimento
dos prejudicados anos depois, quando da&amp;nbsp;
abertura da sucessão. Frustra-se, assim, por inação, que não se pode
imputar a eventual&amp;nbsp; desídia dos
interessados, a finalidade da regra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Desse modo, a fim de
resguardar a efetividade dos dispositivos legais a que se aplica o&amp;nbsp; prazo decadencial previsto no art. 179 do
Código Civil, é razoável e conveniente que se&amp;nbsp;
lhe dê a interpretação proposta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 539 – &lt;b&gt;O abuso de direito é uma categoria jurídica
autônoma em relação à responsabilidade civil. Por isso, o exercício abusivo de
posições jurídicas desafia controle independentemente de dano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 187 do Código
Civil&amp;nbsp; Justificativa: A indesejável
vinculação do abuso de direito a responsabilidade civil,&amp;nbsp; consequência de uma opção legislativa
equívoca, que o define no capítulo relativo ao ato&amp;nbsp; ilícito (art. 187) e o refere especificamente
na obrigação de indenizar (art. 927 do CC),&amp;nbsp;
lamentavelmente tem subtraído bastante as potencialidades dessa
categoria jurídica e&amp;nbsp; comprometido a sua
principal função (de controle), modificando-lhe indevidamente a&amp;nbsp; estrutura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Não resta dúvida
sobre a possibilidade de a responsabilidade civil surgir por danos decorrentes
do exercício abusivo de uma posição jurídica. Por outro lado, não é menos&amp;nbsp; possível o exercício abusivo dispensar
qualquer espécie de dano, embora, ainda assim,&amp;nbsp;
mereça ser duramente coibido com respostas jurisdicionais eficazes. Pode
haver abuso&amp;nbsp; sem dano e, portanto, sem
responsabilidade civil.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Será rara, inclusive,
a aplicação do abuso como fundamento para o dever de indenizar, sendo mais útil
admiti-lo como base para frear o exercício. E isso torna a aplicação da&amp;nbsp; categoria bastante cerimoniosa pela
jurisprudência, mesmo após uma década de vigência&amp;nbsp; do código. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O abuso de direito
também deve ser utilizado para o controle preventivo e repressivo. No&amp;nbsp; primeiro caso, em demandas inibitórias,
buscando a abstenção de condutas antes mesmo&amp;nbsp;
de elas ocorrerem irregularmente, não para reparar, mas para prevenir a
ocorrência do dano. No segundo caso, para fazer cessar (exercício inadmissível)
um ato ou para impor&amp;nbsp; um agir (não
exercício inadmissível). Pouco importa se haverá ou não cumulação com a&amp;nbsp; pretensão de reparação civil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;OBRIGAÇÕES
E CONTRATOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;COORDENADORES:
ANA DE OLIVEIRA FRAZÃO e&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;PAULO
ROQUE KHOURI&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 540 – &lt;b&gt;Havendo perecimento do objeto da prestação
indivisível por culpa de apenas um dos devedores, todos respondem, de maneira
divisível, pelo &amp;nbsp;equivalente e só o
culpado, pelas perdas e danos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 263 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: O art. 263 do CC,
em seu § 2º, ao tratar da perda do objeto da obrigação &amp;nbsp;indivisível, prevê que, “se for de um só a
culpa, ficarão exonerados os outros, &amp;nbsp;respondendo
só esse pelas perdas e danos”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A grande maioria da
doutrina (Álvaro Villaça Azevedo, Maria Helena Diniz, Sílvio de Salvo Venosa,
Nelson Rosenvald e Cristiano Chaves de Farias), interpretando o § 2º de acordo &amp;nbsp;com o caput do art. 263 (“Perde a qualidade de
indivisível a obrigação que se resolver em &amp;nbsp;perdas e danos”), afirma que, havendo perda da
prestação por culpa de apenas um dos &amp;nbsp;devedores,
não há isenção ou redução da responsabilidade dos demais, que, de maneira &amp;nbsp;divisível, respondem pelo equivalente e só o
culpado, pelas perdas danos. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Nesse sentido, Sílvio
de Salvo Venosa afirma: “mas pelo valor da prestação, &amp;nbsp;evidentemente, responderão TODOS” (Direito
Civil, v. 2, 11ª ed. São Paulo: Atlas, p. 108). &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Diante da clareza da
doutrina e da lógica do sistema, o enunciado só tem razão de ser em virtude da
discordância de Flávio Tartuce: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;“Entendemos que a
exoneração mencionada no parágrafo em análise é total, eis que atinge tanto a
obrigação em si quanto a indenização suplementar” (Direito Civil, 4ª ed. &amp;nbsp;São Paulo: Método, v. 2, p. 115). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 541 – &lt;b&gt;O contrato de prestação de serviço pode ser
gratuito&lt;/b&gt;. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 594 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: Há controvérsia
doutrinária a respeito da remuneração do prestador no contrato de prestação de
serviços. Uma corrente entende que não é possível, pois a &amp;nbsp;remuneração do prestador é sempre obrigatória.
Nesse sentido: LISBOA, Roberto Senise, &amp;nbsp;Manual
de Direito Civil, vol. 3, Contratos, 6ª ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 341;
ALVES, Jones Figueirêdo Alves, Novo Código Civil comentado, Coordenação:
Ricardo Fiúza, São Paulo: Saraiva, 2002, p. 534; TARTUCE, Flávio, Manual de
Direito Civil: &amp;nbsp;volume único, 2ª ed.,
Método, 2012, p. 685; e MELLO FRANCO, Vera Helena de, Contratos: Direito Civil
e Empresarial, 3ª ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2012, p. 128. Já a
segunda admite que o contrato de prestação de serviços possa ser gratuito, &amp;nbsp;sendo necessário apenas ajuste expresso. É
como pensam Paulo Luiz Netto Lôbo &amp;nbsp;(Código
Civil anotado, Coordenação: Rodrigo da Cunha Pereira, Síntese, 2002, p. 363) e &amp;nbsp;César Fiuza (Direito Civil: curso completo, 6ª
ed., Belo Horizonte: Del Rey, 2003, p. 436). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Apesar das
considerações da primeira corrente, a razão está com a segunda, porque, embora
não seja presumida a prestação de serviço gratuita, não há nenhum dispositivo
legal que vede tal possibilidade se as partes manifestarem expressamente tal
desejo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 542 – &lt;b&gt;A recusa de renovação das apólices de
seguro de vida pelas seguradoras em razão da idade do segurado é
discriminatória e atenta contra a&amp;nbsp; função
social do contrato.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 765 e 796 do
Código Civil Justificativa: Nos seguros de vida, o avanço da idade do segurado
representa agravamento do risco para a seguradora. Para se precaverem, as
seguradoras costumam estipular aumento dos prêmios conforme a progressão da
idade do segurado ou, &amp;nbsp;simplesmente,
comunicar-lhe, às vésperas do término de vigência de uma apólice, o &amp;nbsp;desinteresse na renovação do contrato. Essa
prática implica, em muitos casos, o alijamento do segurado idoso, que, para
contratar com nova seguradora, poderá &amp;nbsp;encontrar
o mesmo óbice da idade ou enfrentar prêmios com valores inacessíveis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A prática das
seguradoras é abusiva, pois contraria o art. 4º do Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741,
de 01/10/2003), que dispõe: "Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de &amp;nbsp;negligência, discriminação, violência,
crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus &amp;nbsp;direitos, por ação ou omissão, será punido na
forma da lei". A prática também é &amp;nbsp;atentatória
à função social do contrato. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A cobertura de riscos
é da essência da atividade securitária, assim como o mecanismo &amp;nbsp;distributivo. Os cálculos atuariais
permitiriam às seguradoras diluir o risco agravado pela &amp;nbsp;idade entre toda a massa de segurados,
equalizando os prêmios em todas as faixas de &amp;nbsp;idade, desde os mais jovens, sem sacrificar os
mais idosos. &amp;nbsp;A recusa discriminatória de
renovação dos contratos de seguro representa abuso da liberdade de contratar
das seguradoras e atenta contra a função social do contrato de &amp;nbsp;seguro, devendo, como tal, ser coibida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 543 – &lt;b&gt;Constitui abuso do direito a modificação
acentuada das &amp;nbsp;condições do seguro de
vida e de saúde pela seguradora quando da renovação do &amp;nbsp;contrato.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo:765 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: Os contratos de
seguro de vida e de saúde normalmente são pactuados por longo período de tempo.
Nesses casos, verificam-se relações complexas em que, muitas &amp;nbsp;vezes, os consumidores se tornam clientes
cativos de determinado fornecedor. Tais &amp;nbsp;situações
não podem ser vistas de maneira isolada, mas de modo contextualizado com a nova
sistemática contratual e com os novos paradigmas principiológicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Trata-se de
consequência da massificação das relações interpessoais com especial &amp;nbsp;importância nas relações de consumo. Parte-se
da premissa de que a relação contratual &amp;nbsp;deve
responder a eventuais mudanças de seu substrato fático ao longo do período &amp;nbsp;contratual. É uma aplicação do princípio da
boa-fé objetiva, que prevê padrão de &amp;nbsp;comportamento
leal entre as partes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A contratação em
geral ocorre quando o segurado é ainda jovem. A renovação anual &amp;nbsp;pode ocorrer por anos, às vezes décadas. Se,
em determinado ano, de forma abrupta e &amp;nbsp;inesperada,
a seguradora condicionar a renovação a uma repactuação excessivamente &amp;nbsp;onerosa para o segurado, há desrespeito ao
dever anexo de cooperação. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Dessa forma, o
direito de renovar ou não o contrato é exercido de maneira abusiva, em consonância
com o disposto no art. 187 do Código Civil. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Não se trata de
impedimento ou bloqueio a reajustes, mas de definir um padrão justo de reequilíbrio
em que os reajustes devam ocorrer de maneira suave e gradual. Aliás, esse é &amp;nbsp;o entendimento do STJ (Brasil, STJ, AgRg nos
EDcl no Ag n. 1.140.960/RS, relatora &amp;nbsp;Ministra
Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgamento em 23/8/11; REsp n. 1.073.595/MG, &amp;nbsp;relatora Ministra Nancy Andrighi, Segunda
Seção, julgamento em 23/3/11). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 544 – &lt;b&gt;O seguro de responsabilidade civil
facultativo garante dois &amp;nbsp;interesses, o
do segurado contra os efeitos patrimoniais da imputação de &amp;nbsp;responsabilidade e o da vítima à indenização,
ambos destinatários da garantia, com &amp;nbsp;pretensão
própria e independente contra a seguradora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 787 do Código
Civil Justificativa: Embora o art. 421 do Código Civil faça menção expressa à
função social do &amp;nbsp;contrato, ainda
persiste, em relação ao contrato de seguro de responsabilidade civil &amp;nbsp;facultativo, no art. 787 do mesmo diploma, a
visão tradicional do princípio da relatividade dos contratos. Na linha
interpretativa clássica, no seguro de responsabilidade civil, a &amp;nbsp;seguradora só é obrigada a indenizar a vítima
por ato do segurado senão depois de &amp;nbsp;reconhecida
a responsabilidade deste. Como não há relação jurídica com a seguradora, o &amp;nbsp;terceiro não pode acioná-la para o recebimento
da indenização. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Pela teoria do
reembolso, aplicável neste caso, o segurador garante o pagamento das perdas e
danos devidos a terceiro pelo segurado a terceiro quando este for condenado &amp;nbsp;em caráter definitivo. Por conseguinte, assume
a seguradora a obrigação contratual de &amp;nbsp;reembolsar
o segurado das quantias que ele efetivamente vier a pagar em virtude da &amp;nbsp;imputação de responsabilidade civil que o
atingir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A regra acima, omissa
no Código Civil de 1916, ao invés de representar a evolução na concepção do
contrato de seguro, dotado de função social, corresponde ao paradigma de &amp;nbsp;que o contrato não pode atingir – seja para
beneficiar ou prejudicar – terceiros que dele &amp;nbsp;não participaram. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;No seguro de
responsabilidade civil, o segurado paga o prêmio à seguradora a fim de garantir
eventual indenização a terceiro por danos causados. De tal sorte, a vítima tem &amp;nbsp;legitimidade para pleitear diretamente do
segurador o pagamento da indenização ou concomitantemente com o segurado. Há,
portanto, uma estipulação em favor de terceiro, &amp;nbsp;que somente será determinado se ocorrer o
sinistro, tendo em vista a álea presente nesse &amp;nbsp;contrato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Permite-se concluir
que o seguro de responsabilidade civil facultativo garante dois &amp;nbsp;interesses, o do segurado contra os efeitos
patrimoniais da imputação de &amp;nbsp;responsabilidade
e o da vítima à indenização, ambos destinatários da garantia, com &amp;nbsp;pretensão própria e independente contra a
seguradora. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 545 – &lt;b&gt;O prazo para pleitear a anulação de venda
de ascendente a &amp;nbsp;descendente sem anuência
dos demais descendentes e/ou do cônjuge do alienante &amp;nbsp;é de 2 (dois) anos, contados da ciência do
ato, que se presume absolutamente, em &amp;nbsp;se
tratando de transferência imobiliária, a partir da data do registro de imóveis.&lt;/b&gt;
&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 179 e 496 do
Código Civil &amp;nbsp;Justificativa: O art. 496
do Código Civil não estabeleceu prazo para o requerimento da &amp;nbsp;anulação da venda de ascendente a descendente,
impondo ao intérprete a necessidade &amp;nbsp;de
conhecer o prazo prescricional no capítulo que trata da invalidade do negócio
jurídico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;No referido capítulo,
por sua vez, encontra-se a regra do art. 179, que assim dispõe: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;“Quando a lei
dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitear-se
a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato”. O
artigo, porém, limitou-se a dizer que o prazo inicia-se da conclusão do ato. A
regra, como &amp;nbsp;está posta e por ser de
ordem geral, não considera que, no caso de compra e venda, a &amp;nbsp;parte interessada muitas vezes tem ciência do
ato e, consequentemente, da sua &amp;nbsp;conclusão.
No caso de transferência imobiliária, o termo a quo flui a partir do momento em
&amp;nbsp;que for realizado o registro em nome do
adquirente. O enunciado, no entanto, não exclui &amp;nbsp;outras hipóteses distintas da transferência
imobiliária. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 546 – &lt;b&gt;O § 2º do art. 787 do Código Civil deve ser
interpretado em consonância com o art. 422 do mesmo diploma legal, não obstando
o direito à &amp;nbsp;indenização e ao reembolso&lt;/b&gt;.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 787, § 2º, e
422 &amp;nbsp;Justificativa: O § 2º do art. 787
(“É defeso ao segurado reconhecer sua responsabilidade &amp;nbsp;ou confessar a ação, bem como transigir com o
terceiro prejudicado, ou indenizá-lo &amp;nbsp;diretamente,
sem anuência expressa do segurador”) não deve ser interpretado com o &amp;nbsp;propósito de obrigar os segurados a faltar com
a verdade ou a criar obstáculos ao trâmite &amp;nbsp;das ações judiciais, uma vez que estão em jogo
princípios de ordem pública, que não podem ser suprimidos ou minimizados pela
vontade das partes, conforme defende &amp;nbsp;parcela
significativa da moderna doutrina securitária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A vedação ao
reconhecimento da responsabilidade pelo segurado deve ser interpretada &amp;nbsp;como a proibição que lhe foi imposta de adotar
posturas de má-fé perante a seguradora, &amp;nbsp;tais
como provocar a própria revelia e/ou da seguradora, assumir indevidamente a &amp;nbsp;responsabilidade pela prática de atos que sabe
não ter cometido, faltar com a verdade &amp;nbsp;com
o objetivo de lesar a seguradora, agir ou não em conluio com o suposto &amp;nbsp;lesado/beneficiário, entre outras que venham a
afetar os deveres de colaboração e &amp;nbsp;lealdade
recíprocos. Caracteriza-se, portanto, como valorização da cláusula geral da
boafé objetiva prevista no art. 422 do Código Civil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Cumpre observar ainda
que uma interpretação estritamente literal de tal dispositivo legal pode
prejudicar ainda mais o segurado, que, nos casos de cumulação de &amp;nbsp;responsabilidade civil e criminal, deixa de se
beneficiar de atenuantes, comprometendo, &amp;nbsp;entre outros aspectos, sua liberdade de
defesa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Enunciado 547 – &lt;b&gt;Na hipótese de alteração da obrigação
principal sem o &amp;nbsp;consentimento do fiador,
a exoneração deste é automática, não se aplicando o &amp;nbsp;disposto no art. 835 do Código Civil quanto à
necessidade de permanecer obrigado &amp;nbsp;pelo
prazo de 60 (sessenta) dias após a notificação ao credor, ou de 120 (cento e &amp;nbsp;dias) dias no caso de fiança locatícia.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 366 e 835 do
Código Civil e art. 40, X, da Lei n. 8.245/1991 &amp;nbsp;Justificativa: O objetivo do art. 366 e da
Súmula n. 214 do STJ (“O fiador na locação não &amp;nbsp;responde por obrigações resultantes de
aditamento ao qual não anuiu”) é justamente o de &amp;nbsp;proteger o fiador de ficar responsável por
algo ao qual não anuiu ou sobre o qual não &amp;nbsp;manifestou expressa concordância. Dessa forma,
ocorrendo novação ou aditamento à &amp;nbsp;obrigação
original após a notificação do fiador, estaria este liberado de imediato, sem
que &amp;nbsp;pese sobre ele o prazo de 60
(sessenta) dias previsto no art. 835 do Código Civil. Do &amp;nbsp;contrário, estaria ele sujeito a responder por
obrigações às quais não anuiu, não &amp;nbsp;concordou
expressamente. Ora, durante esse prazo excedente de 60 (sessenta) dias, já &amp;nbsp;estariam vigentes as alterações feitas entre
credor e devedor principal, o que anularia em &amp;nbsp;parte o benefício conferido ao fiador de
permitir-lhe exonerar-se da fiança na hipótese do &amp;nbsp;art. 366 e da Súmula n. 214 do STJ.
Tratando-se de fiança locatícia, aplica-se o mesmo &amp;nbsp;raciocínio em relação ao prazo de 120 (cento
de vinte) dias previsto no inciso X do art. 40 &amp;nbsp;da Lei n. 8.245/1991.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Enunciado 548 – &lt;b&gt;Caracterizada a violação de dever
contratual, incumbe ao devedor o ônus de demonstrar que o fato causador do dano
não lhe pode ser imputado. &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 389 e 475 do
Código Civil &amp;nbsp;Justificativa: O Direito,
sistema composto por regras, princípios e valores coerentes &amp;nbsp;entre si, impõe que, tanto nas hipóteses de
mora e de inadimplemento da obrigação &amp;nbsp;quanto
nos casos de cumprimento imperfeito desta, seja atribuído ao devedor – e, na &amp;nbsp;última situação, ao solvens –, o ônus de
demonstrar que a violação do dever contratual &amp;nbsp;não lhe pode ser imputada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Enunciado 549 – &lt;b&gt;A promessa de doação no âmbito da transação
constitui obrigação positiva e perde o caráter de liberalidade previsto no art.
538 do Código Civil. &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 538 do Código
Civil Justificativa: Na jurisprudência, comum é a identificação de que, nos
casos em que a &amp;nbsp;promessa de doação é
realizada no âmbito de uma transação relacionada a pacto de &amp;nbsp;dissolução de sociedade conjugal, inexiste a
possibilidade de retratação do doador (precedentes do STJ: REsp n. 742.048/RS,
relator Ministro Sidnei Beneti, Terceira Turma, &amp;nbsp;julgado em 14/4/2009, DJe de 24/4/2009; REsp
n. 853.133/SC, relator Ministro Humberto Gomes de Barros, relator para o
acórdão Ministro Ari Pargendler, Terceira Turma, julgado em 6/5/2008, DJe de
20/11/2008). Todavia, inegável é que a promessa expressa vontade negocial e, no
âmbito da autonomia, não é sustentável restringir tal possibilidade somente &amp;nbsp;aos negócios bilaterais comutativos e
onerosos. É, pois, legítimo cogitar-se de promessa &amp;nbsp;de cumprir liberalidade que, após a chancela
estatal, deixa de apresentar tal caráter. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;RESPONSABILIDADE
CIVIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;COORDENADOR:
PAULO DE TARSO SANSEVERINO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 550 – &lt;b&gt;A quantificação da reparação por danos
extrapatrimoniais não &amp;nbsp;deve estar sujeita
a tabelamento ou a valores fixos. &lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 186 e 944 do
Código Civil &amp;nbsp;Justificativa: “Cada caso é
um caso”. Essa frase, comumente aplicada na medicina para &amp;nbsp;explicar que o que está descrito nos livros
pode diferir da aplicação prática, deve ser &amp;nbsp;trazida para o âmbito jurídico, no tocante aos
danos morais. Há três anos, o STJ buscou &amp;nbsp;parâmetros para uniformizar os valores dos
danos morais com base em jurisprudências e fixou alguns valores, por exemplo,
para os casos de morte de filho no parto (250 salários) &amp;nbsp;e paraplegia (600 salários). Da análise desse
fato, devemos lembrar que a linha entre a &amp;nbsp;indenização ínfima e o enriquecimento sem
causa é muito tênue; entretanto, a análise do &amp;nbsp;caso concreto deve ser sempre priorizada. Caso
contrário, corremos o risco de voltar ao &amp;nbsp;tempo da Lei das XII Tábuas, em que um osso
quebrado tinha um valor e a violência &amp;nbsp;moral,
outro. Quando um julgador posiciona-se acerca de um dano moral, deve atentar &amp;nbsp;para alguns pontos, entre os quais a gravidade
do fato, a extensão do dano, a posição &amp;nbsp;social
e profissional do ofendido, a condição financeira do agressor e do agredido, &amp;nbsp;baseando-se nos princípios da razoabilidade,
equidade e proporcionalidade, além da &amp;nbsp;teoria
do desestímulo. Dessa forma, a chance de resultados finais serem idênticos é &amp;nbsp;praticamente nula. O juiz não pode eximir-se
do seu dever de analisar, calcular e arbitrar &amp;nbsp;a indenização dentro daquilo que é pretendido
entre as partes. Assim, considerando o que &amp;nbsp;temos exposto, conclui-se que não deve existir
limitação prévia de valores, sob o risco de &amp;nbsp;fomentarmos a diabólica indústria do dano
moral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;ENUNCIADO 551 – &lt;b&gt;Nas violações aos direitos relativos a marcas, patentes e desenhos
industriais, será assegurada a reparação civil ao seu titular, incluídos &amp;nbsp;tanto os danos patrimoniais como os danos
extrapatrimoniais.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 186, 884,
927 e 944 do Código Civil &amp;nbsp;Justificativa:
A relevância da temática está, inicialmente, no fato de existir ainda hoje &amp;nbsp;discussão doutrinária a respeito da natureza
jurídica dos direitos da propriedade industrial. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Além disso, uma vez
verificada a infração ao direito da propriedade, é fundamental que se estabeleça
a devida reparação pelos danos causados ao seu detentor, mormente porque &amp;nbsp;essa espécie de lesão se reflete seja na
esfera patrimonial, com a redução nas vendas de &amp;nbsp;um produto ou serviço, seja na esfera moral,
com prejuízos para a imagem do produto ou &amp;nbsp;serviço através de mácula a sua reputação, de
associação com outro de qualidade inferior &amp;nbsp;ou cujo conceito é moralmente reprovável pela
sociedade, de ofuscamento da sua &amp;nbsp;distintividade
e/ou de adulteração do seu conceito (teoria da diluição). Por fim, é evidente &amp;nbsp;o enriquecimento ilícito daquele que se
aproveita do direito de propriedade alheio sem &amp;nbsp;mencionar as perdas impostas à sociedade pelo
atraso no desenvolvimento de &amp;nbsp;tecnologias,
do desestímulo ao processo criativo e da limitação na oferta de produtos e &amp;nbsp;serviços, em flagrante afronta ao que
estabelece o princípio da função social da &amp;nbsp;propriedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 552 – &lt;b&gt;Constituem danos reflexos reparáveis as
despesas suportadas pela operadora de plano de saúde decorrentes de
complicações de procedimentos &amp;nbsp;por ela
não cobertos.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 786, caput,
do Código Civil Justificativa: A proposta de enunciado parte da mesma ideia do
previsto no caput do art. &amp;nbsp;786 do Código
Civil para as seguradoras, questão pacífica em nosso ordenamento. A &amp;nbsp;Súmula n. 10 da Agência Nacional de Saúde
impõe que as operadoras de planos de &amp;nbsp;saúde
arquem com as despesas médicas oriundas de complicações de procedimentos &amp;nbsp;não cobertos, em virtude do princípio da
preservação da vida, órgão ou função do &amp;nbsp;paciente.
Ocorre que muitas dessas complicações surgem em virtude de vícios nos materiais
utilizados no procedimento, por erro médico ou por condições inadequadas das &amp;nbsp;clínicas e dos hospitais, tais como infecção
hospitalar ou falta de equipamentos. &amp;nbsp;Considerando
que o art. 35-F da Lei n. 9.656/1998 determina que a assistência prestada &amp;nbsp;pelas operadoras de planos de assistência à
saúde compreende todas as ações &amp;nbsp;necessárias
à prevenção da doença e à recuperação, manutenção e reabilitação da &amp;nbsp;saúde, observados os termos da referida lei e
do contrato firmado entre as partes, nada mais razoável do que a possibilidade
de ressarcimento da operadora contra o causador &amp;nbsp;do dano em caso de culpa. É claro que qualquer
procedimento envolvendo a saúde do &amp;nbsp;paciente
incorre em riscos, que são minimizados quando todas as medidas de segurança &amp;nbsp;necessárias são utilizadas. Não se pretende
imputar responsabilidade aos médicos e &amp;nbsp;estabelecimentos
de tratamento de saúde por complicações oriundas de casos fortuitos &amp;nbsp;(por exemplo, deficiência imunológica oriunda
do próprio paciente ou da doença que o &amp;nbsp;acomete).
O que se busca é atribuir a devida responsabilidade em caso de não &amp;nbsp;observância dos deveres de diligência e
cuidado que envolvem a área da saúde. Assim, a &amp;nbsp;proposta serve para estabelecer aplicação
analógica da norma em comento por se tratar &amp;nbsp;de situações semelhantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 553 – &lt;b&gt;Nas ações de responsabilidade civil por
cadastramento indevido nos registros de devedores inadimplentes realizados por
instituições financeiras, a &amp;nbsp;responsabilidade
civil é objetiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 927 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: Há mais de seis
anos foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal a ADI n. &amp;nbsp;2.591, relator Ministro EROS GRAU, Tribunal
Pleno (DJ de 13/4/2007, PP-00083, EMENT &amp;nbsp;VOL-02271-01
PP-00055), sendo o referido julgado verdadeiro marco jurídico nas &amp;nbsp;relações privadas entre os usuários e as instituições
financeiras. No entanto, ainda hoje, &amp;nbsp;há
resistência e timidez na aplicação às relações de natureza financeira do
regramento do &amp;nbsp;microssistema normativo
consumerista, especialmente no que se refere à responsabilidade civil. Nos
contratos bancários, são inúmeros os desdobramentos &amp;nbsp;contratuais que envolvem prestação de serviço,
especialmente quanto a procedimentos &amp;nbsp;de
registro no cadastro de devedores inadimplentes. Não raro, esses serviços são &amp;nbsp;restados de forma indevida, resultando em
ações judiciais que visam à &amp;nbsp;responsabilização
civil das instituições financeiras. Na praxe judicial, porém, &amp;nbsp;invariavelmente, a discussão é canalizada para
averiguação da culpa da instituição &amp;nbsp;financeira
nas suas mais variadas facetas, porém, sempre se busca arrimo no art. 927 do &amp;nbsp;CC, tendente a induzir o magistrado a proceder
à análise da culpa do agente financeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A referida operação
de cadastramento, todavia, não está, de modo algum, abrangida pela “definição
dos custos das operações ativas e a remuneração das operações passivas &amp;nbsp;praticadas na exploração da intermediação de
dinheiro na econômica”, critério delimitador &amp;nbsp;para a não aplicação do microssistema
normativo do CDC aos contratos bancários. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Portanto, é
necessário apontar o direcionamento correto para averiguação da natureza da responsabilidade
civil das instituições financeiras, na qual não se perquire a culpa do agente
financeiro, tão somente a ocorrência de fato do serviço, cuja previsão não se &amp;nbsp;encontra no Código Civil, mas sim no art. 12
do CDC. Ante o exposto, é imperioso que se &amp;nbsp;discuta e se lance mão de enunciado capaz de
abalizar a aplicação da responsabilidade &amp;nbsp;objetiva para a conduta das instituições
financeiras no que se refere ao cadastro indevido &amp;nbsp;de devedores, afastando a discussão da noção
de culpa para aproximá-la da noção de &amp;nbsp;fato
do serviço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 554 – &lt;b&gt;Independe de indicação do local específico
da informação a &amp;nbsp;ordem judicial para que
o provedor de hospedagem bloqueie determinado conteúdo &amp;nbsp;ofensivo na internet.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 927,
parágrafo único, do Código Civil Justificativa: A controvérsia é objeto de
inúmeros precedentes, tendo sido recebida pelo &amp;nbsp;STF como de repercussão geral (Recurso
Extraordinário com Agravo n. 660861 – relator &amp;nbsp;&amp;nbsp;Ministro Luiz Fux, 9/4/2012). No Superior
Tribunal de Justiça, o tema não é pacífico, &amp;nbsp;havendo precedentes que reconhecem a
desnecessidade de indicação específica do local &amp;nbsp;onde a informação nociva à dignidade humana
está inserida para que o provedor proceda &amp;nbsp;à retirada. Ou seja, “independentemente da
indicação precisa, pelo ofendido, das páginas &amp;nbsp;que foram veiculadas as ofensas (URL's)” (REsp
n. 1.175.675/RS, relator Ministro Luis &amp;nbsp;Felipe
Salomão, Quarta Turma, julgado em 9/8/2011, DJe de 20/9/2011). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Tal posicionamento
visa primeiramente fazer cessar o dano, visto que a rapidez com que as &amp;nbsp;informações são replicadas e disponibilizadas
na internet pode tornar inútil a prestação &amp;nbsp;jurisdicional futura. Além disso, visa também
preservar a própria efetividade da jurisdição, &amp;nbsp;principalmente quando envolve antecipações dos
efeitos da tutela em que se determina o &amp;nbsp;bloqueio
da informação, e não apenas de um link específico. Portanto, propõe-se o &amp;nbsp;enunciado para a sugestão de harmonização do
tema, optando-se pela tutela da &amp;nbsp;dignidade
humana da vítima que procura o Judiciário para a satisfação da pretensão de &amp;nbsp;bloqueio do conteúdo nocivo e que não pode ser
incumbida do ônus de indicar em que &amp;nbsp;local
especificamente está disponibilizada a informação lesiva toda vez que o mesmo &amp;nbsp;conteúdo é replicado e disponibilizado
novamente por terceiros. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 555 – &lt;b&gt;“Os direitos de outrem” mencionados no
parágrafo único do art. &amp;nbsp;927 do Código
Civil devem abranger não apenas a vida e a integridade física, mas &amp;nbsp;também outros direitos, de caráter patrimonial
ou extrapatrimonial. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 927,
parágrafo único, do Código Civil Justificativa: De acordo com os termos do
parágrafo único do art. 927 do Código Civil, &amp;nbsp;“haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos &amp;nbsp;especificados
em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do &amp;nbsp;dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem”. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A lei estabeleceu uma
espécie de cláusula geral de objetivação da responsabilidade civil, que
ocorrerá sempre que se constatar que a atividade normalmente desempenhada pelo &amp;nbsp;ofensor puder acarretar risco para os direitos
de terceiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Note-se que o risco a
que alude a lei deve ser dirigido aos “direitos de outrem”, não tendo o
legislador indicado quais seriam tais direitos. Por isso, é possível extrair do
texto legal o entendimento de que referidos direitos abrangem não apenas a
vida, a saúde e a &amp;nbsp;integridade física das
pessoas, mas também diversos outros, tenham eles caráter &amp;nbsp;patrimonial ou extrapatrimonial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 556 – &lt;b&gt;A responsabilidade civil do dono do prédio
ou construção por sua ruína, tratada pelo art. 937 do CC, é objetiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 937 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: A proposta
demonstra a superação do modelo de culpa presumida pelo &amp;nbsp;Código Civil de 2002, tendo sido consagrada a
responsabilidade objetiva pelo art. 937 do &amp;nbsp;CC diante de risco criado pelo dono do prédio
ou construção. Anote-se que essa é a &amp;nbsp;manifestação
de muitos doutrinadores em comentários ao citado dispositivo (por todos: &amp;nbsp;CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de
responsabilidade civil. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2007. p. 208-213; VENOSA,
Silvio de Salvo. Código Civil interpretado. São Paulo: Atlas, &amp;nbsp;2010. p. 891-892; GONÇALVES, Carlos Roberto.
Direito civil brasileiro. Responsabilidade &amp;nbsp;Civil. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010. v. 4,
p. 192-193; BARBOZA, Heloísa Helena. &amp;nbsp;Código
Civil anotado. 2ª ed. Curitiba: Juruá, 2009, p. 515; GAGLIANO, Pablo Stolze;
PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil. 10ª ed., vol. 3. São
Paulo: Saraiva, 2012, p. 229). Na jurisprudência, numerosos julgados concluem
da mesma &amp;nbsp;forma, citando inclusive a
interação dialogal com a responsabilidade objetiva consagrada &amp;nbsp;pelo Código de Defesa do Consumidor (ver:
TJSP, APL n. 0191228-46.2009.8.26.0100, &amp;nbsp;Ac.
6088024, São Paulo, Quinta Câmara de Direito Privado, relator Desembargador &amp;nbsp;Moreira Viegas, julgamento em 8/8/2012, DJESP
de 27/8/2012; TJRS, Ac. 34347- 69.2011.8.21.7000, Canoas, Nona Câmara Cível,
relator Desembargador Leonel Pires &amp;nbsp;Ohlweiler,
julgamento em 27/4/2011, DJERS de 31/5/201; TJRJ, ementário: 10/2002, n. 22,
18/4/2002, Apelação Cível n. 2001.001.21725, data de registro 13/3/2002, folhas
&amp;nbsp;33949/33957, comarca de origem: capital,
2ª Câmara Cível, votação unânime, relator Desembargador Sérgio Cavalieri Filho,
julgamento em 22/11/2001; TJRJ, ementário: &amp;nbsp;14/2004, n. 18, 20/5/2004, Apelação Cível n.
2003.001.30517, comarca de origem: capital, &amp;nbsp;17ª Câmara Cível, votação unânime, relator
Desembargador Fabrício Bandeira Filho, &amp;nbsp;julgamento
em 10.12.2003). &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 557 – &lt;b&gt;Nos termos do art. 938 do CC, se a coisa
cair ou for lançada de condomínio edilício, não sendo possível identificar de
qual unidade, responderá o condomínio, assegurado o direito de regresso.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 938 do Código
Civil Justificativa: A proposta confirma a responsabilidade objetiva tratada
pelo art. 938 do &amp;nbsp;Código Civil, estando
igualmente na linha da doutrina contemporânea (DINIZ, Maria &amp;nbsp;Helena. Código Civil anotado. 15ª ed. São
Paulo: Saraiva, 2010. p. 637; GODOY, Cláudio &amp;nbsp;Luiz Bueno. Código Civil comentado. Coord.
Ministro Cezar Peluso. São Paulo: Manole, 2007. p. 782; CAVALIERI FILHO,
Sérgio. Programa de responsabilidade civil. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2007, p.
215-216; VENOSA, Sílvio de Salvo. Código Civil interpretado. São &amp;nbsp;Paulo: Atlas, 2010. p. 893; GAGLIANO, Pablo
Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo &amp;nbsp;Curso
de Direito Civil. 10ª ed., vol. 3. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 230).
Concluindo pela &amp;nbsp;responsabilização do
condomínio, é esta a jurisprudência do STJ: “Responsabilidade civil &amp;nbsp;– Objetos lançados da janela de edifícios – A
reparação dos danos é responsabilidade do &amp;nbsp;condomínio. A impossibilidade de identificação
do exato ponto de onde parte a conduta &amp;nbsp;lesiva
impõe ao condomínio arcar com a responsabilidade reparatória por danos &amp;nbsp;causados a terceiros. Inteligência do art.
1.529 do Código Civil Brasileiro. Recurso não &amp;nbsp;conhecido” (STJ, REsp n. 64.682/RJ, relator
Ministro Bueno de Souza, Quarta Turma, &amp;nbsp;julgamento
em 10/11/1998, DJ de 29/3/1999, p. 180). Entre os julgados estaduais, com &amp;nbsp;destaque: TJRS, Rciv n. 71002670024, Erechim,
Segunda Turma Recursal Cível, relatora &amp;nbsp;Desembargadora
Fernanda Carravetta Vilande, julgamento em 13/10/2010, DJERS de &amp;nbsp;20/10/2010; TJMG, APCV n.
1.0024.08.107030-2/0011, Belo Horizonte, Décima Segunda &amp;nbsp;Câmara Cível, relator Desembargador Saldanha
da Fonseca, julgamento em 26/8/2009, &amp;nbsp;DJEMG
de 14/9/2009. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 558 – &lt;b&gt;São solidariamente responsáveis pela
reparação civil, juntamente com os agentes públicos que praticaram atos de
improbidade &amp;nbsp;administrativa, as pessoas,
inclusive as jurídicas, que para eles concorreram ou &amp;nbsp;deles se beneficiaram direta ou indiretamente.&lt;/b&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 942, caput e
parágrafo único, do Código Civil, combinado com os arts 3º, 4º, 5º e &amp;nbsp;6º da Lei n. 8.429, de 2/6/1992 (Lei de
Improbidade Administrativa) &amp;nbsp;Justificativa:
O art. 942, caput e parágrafo único, do Código Civil materializa tanto o &amp;nbsp;princípio da imputação civil dos danos quanto
o princípio da responsabilidade solidária de &amp;nbsp;todos aqueles que violam direito alheio. A Lei
de Improbidade Administrativa (LIA) ora &amp;nbsp;vigente
não prevê, especificamente, a responsabilidade das pessoas físicas ou jurídicas
&amp;nbsp;envolvidas nos atos de improbidade
administrativa. Para que se possa imputar-lhes a &amp;nbsp;necessária responsabilidade civil pela
reparação das consequências dos referidos atos de &amp;nbsp;improbidade, o julgador precisa recorrer a uma
interpretação sistemática dos arts. 3º a 6º &amp;nbsp;da Lei n. 8.429/1992. Afinal, a atual LIA diz,
no art. 3º, que suas disposições se aplicam a &amp;nbsp;todos os que, mesmo não sendo agentes
públicos, induzem, ou para ela concorrem, a &amp;nbsp;prática dos atos de improbidade ou deles se
beneficiam. Diz também, no art. 5º, que, &amp;nbsp;ocorrendo lesão ao patrimônio público por atos
comissivos ou omissivos, dolosos ou &amp;nbsp;culposos,
deve o agente público ou o terceiro envolvido prestar integral ressarcimento.
E, &amp;nbsp;no art. 6º, dispõe que ao
enriquecimento ilícito do agente público ou do terceiro &amp;nbsp;beneficiado corresponde a perda de bens ou
valores indevidamente acrescidos aos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;patrimônios
respectivos. Há uma acentuada preocupação, no entanto, pois não raro a &amp;nbsp;defesa dos infratores pontua que não se pode
estabelecer condenação de natureza &amp;nbsp;fortemente
punitiva, como o é a decretação da perda dos bens, sem uma tipificação legal &amp;nbsp;estrita. Assim, enquanto não for editada nova
regulação para a matéria, defendemos a necessária aplicação do art. 942, caput
e parágrafo único, do Código Civil como suporte legal para a responsabilidade
solidária de todos os envolvidos na prática de atos de &amp;nbsp;improbidade administrativa, sejam ou não
agente públicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 559 – &lt;b&gt;Observado o Enunciado 369 do CJF, no
transporte aéreo, nacional e internacional, a responsabilidade do transportador
em relação aos &amp;nbsp;passageiros gratuitos,
que viajarem por cortesia, é objetiva, devendo atender à &amp;nbsp;integral reparação de danos patrimoniais e
extrapatrimoniais.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 732 e 736 do
Código Civil, 256, § 2º, b, da Lei n. 7.565/1986 e 1º do Decreto n. &amp;nbsp;5.910/2006 Justificativa: O art. 736 do Código
Civil afasta a incidência das normas do contrato de transporte nas situações em
que a condução da pessoa é feita puramente por amizade ou cortesia, não
existindo nenhuma vantagem direta ou indireta para o condutor. Tal regra &amp;nbsp;tem reflexo direto na responsabilidade civil
em caso de dano à pessoa conduzida. Por não &amp;nbsp;se tratar de transporte, mas de mera liberalidade,
o condutor somente será &amp;nbsp;responsabilizado
se ficar comprovado pela vítima ou seu sucessor o dolo ou culpa grave, &amp;nbsp;afastando-se a teoria do risco aplicável à
responsabilidade do transportador (art. 734 do &amp;nbsp;Código Civil). Trata-se de entendimento consolidado
na jurisprudência nacional e &amp;nbsp;expressamente
consagrado na Súmula n. 145 do Superior Tribunal de Justiça. Não &amp;nbsp;obstante o art. 732 do Código Civil e em abono
à interpretação consagrada pelo &amp;nbsp;Enunciado
n. 369 da IV Jornada de Direito Civil, no transporte aéreo de pessoas, nacional
&amp;nbsp;e internacional, são aplicáveis aos
passageiros gratuitos, que viajarem por cortesia, as &amp;nbsp;regras sobre responsabilidade civil do
transportador previstas nas leis especiais (art. 256, &amp;nbsp;§ 2º, b, da Lei n. 7.565/1986 e art. 1º do
Decreto n. 5.910/2006). Por conseguinte, a &amp;nbsp;responsabilidade do transportador aéreo será
sempre objetiva, sendo nula a cláusula &amp;nbsp;excludente
de responsabilidade em tais casos ou que estabelece limitações. A indenização
deverá atender à efetiva reparação dos danos patrimoniais e morais, &amp;nbsp;inclusive relativamente aos passageiros
gratuitos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 560 – &lt;b&gt;No plano patrimonial, a manifestação do
dano reflexo ou por ricochete não se restringe às hipóteses previstas no art.
948 do Código Civil.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 948 do Código
Civil &amp;nbsp;Justificativa: A possibilidade de
reconhecimento do ressarcimento de dano patrimonial &amp;nbsp;reflexo em situações que destoam das hipóteses
previstas no art. 948 do Código Civil &amp;nbsp;pode
ser notada no ordenamento brasileiro. Existem hipóteses defendidas pela mais &amp;nbsp;abalizada doutrina, como ocorre com o caso
positivado no art. 945 do Código Civil português, admitido pelo Ministro Paulo
de Tarso Sanseverino. Outras hipóteses foram &amp;nbsp;recepcionadas pela jurisprudência nacional, a
exemplo do que ocorreu no interessante &amp;nbsp;caso
julgado pelo Superior Tribunal de Justiça em que uma empresa de promoções &amp;nbsp;artísticas pleiteava o dano patrimonial por
ricochete sofrido pelo extravio das bagagens de &amp;nbsp;um maestro que contratara para participar de
espetáculos artísticos (REsp n. 753.512, julgamento em 2/3/2010, relator para o
acórdão Ministro Luis Felipe Salomão). A mesma &amp;nbsp;linha de pensamento encontramos em recente
decisão do Tribunal de Justiça de São &amp;nbsp;Paulo
que se refere a demanda condenatória ajuizada pelo Estado de São Paulo visando &amp;nbsp;a indenização por danos patrimoniais, tendo em
vista que o fardamento utilizado por um dos bombeiros integrantes de seus
quadros encontrava-se dentro de veículo que fora &amp;nbsp;furtado no estacionamento de instituição de
ensino particular em que estudava o soldado &amp;nbsp;em questão. Do voto da relatora se extrai que,
“na hipótese, o evento redundou na &amp;nbsp;subtração,
por via oblíqua, do fardamento de bombeiro que estava no interior do veículo &amp;nbsp;furtado do pátio do estacionamento oferecido
pela Instituição de Ensino de Marília. O &amp;nbsp;nexo etiológico está presente. Considere-se
que não cabem disceptações sobre a &amp;nbsp;existência
de relação jurídica entre a Universidade e o Estado. O dano ocorreu em &amp;nbsp;ricochete”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 561 – &lt;b&gt;No caso do art. 952 do Código Civil, se a
coisa faltar, dever-se-á, &amp;nbsp;além de
reembolsar o seu equivalente ao prejudicado, indenizar também os lucros &amp;nbsp;cessantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 952 do Código
Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa:
Segundo Mário Júlio de Almeida Costa, na sétima edição do seu livro &amp;nbsp;“Direito das obrigações”, na avaliação do dano
material, aplica-se a chamada “teoria da &amp;nbsp;diferença”, na qual o prejuízo é quantificado
por meio da comparação entre o estado atual &amp;nbsp;do patrimônio e sua situação se o dano não
tivesse ocorrido e a compensação das &amp;nbsp;vantagens
perdidas, devidas sempre que o evento danoso tenha produzido ao lesado &amp;nbsp;também perda de lucros. O art. 952 do atual
Código Civil apenas trata da indenização a &amp;nbsp;título de lucros cessantes quando a coisa
usurpada ou esbulhada puder ser restituída ao &amp;nbsp;proprietário legítimo, dispondo ainda que,
juntamente a esse tipo de indenização, outra, &amp;nbsp;pela deterioração da coisa, também deverá ser
paga ao prejudicado. Todavia, é &amp;nbsp;importante
dar tratamento igual para o outro tipo de situação abordada nesse dispositivo &amp;nbsp;normativo: aquela na qual a coisa falte. Nessa
situação, não se pode restituir a mesma &amp;nbsp;coisa
que o possuidor legítimo tinha; assim, outra coisa equivalente ou outra coisa &amp;nbsp;equivalente estimada pelo preço ordinário e
pelo preço de afeição da coisa, quando esta &amp;nbsp;própria não existir, deverá ser reembolsada ao
prejudicado. Na hipótese, também se deve interpretar como possível uma
indenização a título de lucros cessantes ao prejudicado &amp;nbsp;caso o objeto esbulhado ou usurpado fosse de
seu uso em alguma atividade remuneratória. Em tal situação, o proprietário
legítimo da coisa claramente se encontra prejudicado financeiramente pela falta
dela, isso até o reembolso do seu equivalente, ou &amp;nbsp;seja, de objeto similar, ou até o reembolso do
seu preço ordinário e de afeição, contanto &amp;nbsp;que este não se avantaje àquele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 562 – &lt;b&gt;Aos casos do art. 931 do Código Civil
aplicam-se as excludentes da responsabilidade objetiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 931 do Código
Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: O art.
12 do CDC disciplinou integralmente a responsabilidade civil pelo fato do
produto, exigindo a existência de um defeito no produto posto em circulação
para &amp;nbsp;responsabilização dos fornecedores.
Tal dispositivo prevê as circunstâncias que devem &amp;nbsp;ser levadas em conta pelo julgador para
identificar o produto defeituoso e as hipóteses &amp;nbsp;excludentes de responsabilidade civil. De
acordo com Sergio Cavalieri, o fundamento da &amp;nbsp;responsabilidade civil do fabricante por danos
causados pelos produtos postos em &amp;nbsp;circulação
é a existência de eventuais defeitos nesses produtos. O art. 931 do CC dispõe &amp;nbsp;genericamente que os empresários respondem
independentemente de culpa “pelos danos &amp;nbsp;causados
pelos produtos postos em circulação”, mas não se refere ao defeito, tratado no &amp;nbsp;CDC. Isso ocorre porque o art. 931 foi
proposto antes da existência do CDC (Projeto de &amp;nbsp;Lei n. 634, de 1975), inicialmente para
proteger os consumidores de produtos &amp;nbsp;farmacêuticos
e, ainda antes que entrasse em vigor o CDC, sofreu alteração em sua &amp;nbsp;redação para proteger os consumidores de
produtos de modo geral. Como reconhece &amp;nbsp;explicitamente
Rui Stocco em sua obra, “o aparente conflito tem como origem o fato de &amp;nbsp;que o art. 931 do atual Código Civil foi
redigido e incluído no projeto de lei muito antes do &amp;nbsp;advento do Código de Defesa do Consumidor.
Impunha-se sua retirada, posto que &amp;nbsp;desnecessário”.
Além disso, o art. 931 ressalva expressamente os casos já previstos na &amp;nbsp;lei especial, que, neste caso, é o Código de
Defesa do Consumidor. Portanto, o art. 931 &amp;nbsp;do Código Civil não se aplica à
responsabilidade civil pelo fato do produto nas relações de &amp;nbsp;consumo, uma vez que essa hipótese foi
integralmente disciplinada pelo art. 12 do Código &amp;nbsp;de Defesa do Consumidor, lei especial e de
aplicação cogente, que prevê os requisitos &amp;nbsp;para responsabilização objetiva do fornecedor.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;DIREITO
DAS COISAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;COORDENADOR:
GUSTAVO JOSÉ MENDES TEPEDINO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 563 – &lt;b&gt;O reconhecimento da posse por parte do
Poder Público &amp;nbsp;competente anterior à sua
legitimação nos termos da Lei n. 11.977/2009 constitui &amp;nbsp;título possessório. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.196 do
Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: No
âmbito do procedimento previsto na Lei n. 11.977/2009, verifica-se que &amp;nbsp;o Poder Público municipal, ao efetuar
cadastramento dos possuidores no momento da demarcação urbanística, emite
documento público que atesta a situação possessória ali &amp;nbsp;existente. Tal reconhecimento configura título
possessório, ainda que anterior à &amp;nbsp;legitimação
da posse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 564 – &lt;b&gt;As normas relativas à usucapião
extraordinária (art. 1.238, caput, CC) e à usucapião ordinária (art. 1.242,
caput, CC), por estabelecerem redução de prazo em benefício do possuidor, têm
aplicação imediata, não incidindo o disposto &amp;nbsp;no art. 2.028 do Código Civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.238 do
Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: O
Código Civil, quando estabeleceu regra de transição a respeito da usucapião
(art. 2.029), ocupou-se apenas das hipóteses previstas nos parágrafos únicos &amp;nbsp;dos arts. 1.238 e 1.242, afastando, assim, o
disposto no art. 2.028. Desse modo, &amp;nbsp;inexistindo
norma de transição específica, os prazos estabelecidos no caput dos aludidos &amp;nbsp;artigos incidem diretamente, em analogia ao
entendimento consubstanciado no enunciado &amp;nbsp;n. 445 da Súmula do STF. O proprietário
possuiria, desse modo, o prazo de vacatio legis &amp;nbsp;do Código Civil para proceder à defesa de seus
interesses. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 565 – &lt;b&gt;Não ocorre a perda da propriedade por
abandono de resíduos &amp;nbsp;sólidos, que são
considerados bens socioambientais, nos termos da Lei n. &amp;nbsp;12.305/2012.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.275, III,
do Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: A Lei
n. 12.305/2012, ao prever, no art. 6º, VIII, que o resíduo sólido consiste em
bem “econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de &amp;nbsp;cidadania”, impõe deveres ao proprietário,
vedando que dos resíduos disponha de forma &amp;nbsp;inadequada. Assim, tendo em vista os valores
incidentes na tutela dos bens &amp;nbsp;socioambientais,
afasta-se a possibilidade de abandono de resíduos sólidos, que devem &amp;nbsp;ter a destinação final ambientalmente
adequada, com disposição final em aterros. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 566 – &lt;b&gt;A cláusula convencional que restringe a
permanência de animais em unidades autônomas residenciais deve ser valorada à
luz dos parâmetros legais &amp;nbsp;de sossego,
insalubridade e periculosidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Referência
legislativa: Código Civil, art. 1.335, I, e Lei n. 4.591/1964, art. 19 &amp;nbsp;Justificativa: A proibição prevista na
convenção de condomínio à presença de animais &amp;nbsp;em unidades autônomas residenciais deve ser
analisada de acordo com os níveis de &amp;nbsp;sossego,
saúde e segurança do condomínio, bem como com as especificidades do caso
concreto, como por exemplo, a utilização terapêutica de animais de maior porte.
Evita-se, &amp;nbsp;assim, a vedação abusiva na
convenção. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 567 – &lt;b&gt;A avaliação do imóvel para efeito do leilão
previsto no § 1º do &amp;nbsp;art. 27 da Lei n.
9.514/1997 deve contemplar o maior valor entre a avaliação efetuada &amp;nbsp;pelo município para cálculo do imposto de
transmissão inter vivos (ITBI) devido &amp;nbsp;para
a consolidação da propriedade no patrimônio do credor fiduciário e o critério &amp;nbsp;fixado contratualmente.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Referência
Legislativa: Lei n. 9.514/1997, art. 27, § 1º &amp;nbsp;Justificativa: Considerando que, em regra, os
financiamentos imobiliários são de longo prazo, podendo ocorrer defasagem entre
o valor indicado no contrato e o valor de &amp;nbsp;mercado, no primeiro leilão a que se refere o
art. 27, §1º, da Lei n. 9.514/1997, o imóvel &amp;nbsp;pode vir a ser ofertado e arrematado por valor
muito inferior ao de mercado. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Considerando que o
leilão deve ser realizado nos 30 dias que se seguirem à consolidação da
propriedade no patrimônio do credor e que a transmissão constitui fato gerador
do &amp;nbsp;ITBI, o valor cobrado pelo município
para a transação pode mostrar-se o mais próximo da &amp;nbsp;realidade do mercado por ocasião do leilão. &amp;nbsp;Desse modo, caso esse valor seja superior ao
valor estipulado contratualmente, poderá &amp;nbsp;ser utilizado para a fixação do preço do
imóvel para fins do primeiro leilão previsto na Lei &amp;nbsp;n. 9.514/1997.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 568 – &lt;b&gt;O direito de superfície abrange o direito
de utilizar o solo, o &amp;nbsp;subsolo ou o
espaço aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato, &amp;nbsp;admitindo-se o direito de sobrelevação,
atendida a legislação urbanística. &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Referência
legislativa: Código Civil, art. 1.369, e Estatuto da Cidade, art. 21 &amp;nbsp;Justificativa: A norma estabelecida no Código
Civil e no Estatuto da Cidade deve ser &amp;nbsp;interpretada
de modo a conferir máxima eficácia ao direito de superfície, que constitui &amp;nbsp;importante instrumento de aproveitamento da
propriedade imobiliária. Desse modo, deve &amp;nbsp;ser reconhecida a possibilidade de
constituição de propriedade superficiária sobre o &amp;nbsp;subsolo ou sobre o espaço relativo ao terreno,
bem como o direito de sobrelevação. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 569 – &lt;b&gt;No caso do art. 1.242, parágrafo único, a
usucapião, como &amp;nbsp;matéria de defesa,
prescinde do ajuizamento da ação de usucapião, visto que, &amp;nbsp;nessa hipótese, o usucapiente já é o titular
do imóvel no registro. &amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.242,
parágrafo único, do Código Civil Justificativa: A usucapião de que trata o art.
1.242, parágrafo único, constitui matéria de defesa a ser alegada no curso da
ação de anulação do registro do título translativo de &amp;nbsp;propriedade, sendo dispensável o posterior
ajuizamento da ação de usucapião. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;FAMÍLIA
E SUCESSÕES&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;COORDENADOR:
OTAVIO LUIZ RODRIGUES JUNIOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 570 – &lt;b&gt;O reconhecimento de filho havido em união
estável fruto de &amp;nbsp;técnica de reprodução
assistida heteróloga “a patre” consentida expressamente &amp;nbsp;pelo companheiro representa a formalização do
vínculo jurídico de paternidade filiação, cuja constituição se deu no momento
do início da gravidez da companheira.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 1.607 e
1.609 do Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: O
Código Civil de 2002, apesar de admitir a reprodução assistida heteróloga no
casamento (art. 1597, V), não tratou expressamente da referida técnica no &amp;nbsp;companheirismo. &amp;nbsp;Com base em pesquisa desenvolvida a respeito
do tema e considerando a regra do art. 226, § 7º, da Constituição Federal, é de
se afirmar que as técnicas conceptivas são admissíveis em favor dos
companheiros. Como não há presunção de paternidade do &amp;nbsp;companheiro em relação ao filho de sua
companheira, ainda que ele manifeste consentimento prévio à técnica de
reprodução assistida heteróloga, é preciso identificar o mecanismo de
estabelecimento do vínculo paterno-filial. &amp;nbsp;Com base na integração das normas jurídicas
acerca do tema, deve-se admitir que a &amp;nbsp;manifestação
volitiva do homem-companheiro quanto ao reconhecimento da paternidade &amp;nbsp;não tem o condão de estabelecer vínculo, mas
apenas de formalizá-lo (ou declará-lo) sem que haja falsidade ideológica em tal
manifestação. Na realidade, a paternidade jurídica se &amp;nbsp;constitui mediante ato complexo consistente na
manifestação de vontade do companheiro, no sentido de autorizar a companheira a
ter acesso a técnica de reprodução &amp;nbsp;assistida
heteróloga, e no início da gravidez em razão do êxito da técnica conceptiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A proposta do
enunciado visa evidenciar os dois momentos distintos e, logicamente, as naturezas
diversas das duas manifestações de vontade do companheiro: a) a primeira &amp;nbsp;como integrante do ato formador do vínculo
jurídico da paternidade; b) a segunda com &amp;nbsp;caráter de formalização do vínculo, de
conteúdo declaratório. Para que não haja dúvida a &amp;nbsp;respeito da possibilidade de formalização do
vínculo jurídico de paternidade-filiação, ainda &amp;nbsp;que ocorra a morte do companheiro antes do
nascimento do filho fruto de técnica de reprodução assistida heteróloga, houve
mudança da redação da proposta original para a &amp;nbsp;redação final aprovada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 571 – &lt;b&gt;Se comprovada a resolução prévia e judicial
de todas as &amp;nbsp;questões referentes aos
filhos menores ou incapazes, o tabelião de notas poderá &amp;nbsp;lavrar escrituras públicas de dissolução
conjugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 1.571 ao
1.582 do Código Civil, combinados com a Lei n. 11.441⁄2007 Justificativa: A Lei
n. 11.441⁄2007 prevê que somente é permitido aos cônjuges fazer uso &amp;nbsp;da escritura pública de separação judicial ou
divórcio se não houver interesses de &amp;nbsp;menores
ou incapazes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Entretanto,
entendemos que, se os interesses dos menores ou incapazes forem atendidos ou
resguardados em outro processo judicial, é permitido aos cônjuges dissolver o
vínculo &amp;nbsp;matrimonial, inclusive com a
partilha de bens e o uso do nome, sem que afete o direito ou &amp;nbsp;interesse dos menores ou incapazes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A Lei n. 11.441⁄2007
é uma importante inovação legislativa porque representa novo &amp;nbsp;paradigma, o da desjudicialização, para as
hipóteses e cláusulas em que há acordo entre &amp;nbsp;os cônjuges. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Se há acordo quanto
ao divórcio e se os interesses dos menores estão resguardados em &amp;nbsp;lide judicial específica, não há por que
objetar o procedimento simples, rápido, &amp;nbsp;desjudicializado,
que desafoga o Judiciário e dá resposta mais rápida às questões &amp;nbsp;eminentemente pessoais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Ao Judiciário será
requerido somente o que remanescer da lide, sem que haja acordo, como também
aqueles que contenham direitos e interesses dos menores ou incapazes. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 572 – &lt;b&gt;Mediante ordem judicial, é admissível, para
a satisfação do crédito alimentar atual, o levantamento do saldo de conta vinculada
ao FGTS.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigos: 1.695 e
1.701, parágrafo único, do Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: O
direito aos alimentos é um dos mais importantes de nosso sistema, pois &amp;nbsp;serve para garantir existência digna,
englobando a alimentação, o vestuário, o lazer, a &amp;nbsp;educação, etc. Como se sabe, atualmente, a
única hipótese de prisão civil decorre da &amp;nbsp;dívida de natureza alimentar (art. 5ª, LXVII,
CF). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Contudo, embora
admitida a coerção pessoal, muitas vezes os alimentandos encontram dificuldades
em receber o que lhes é de direito. Em algumas oportunidades, o próprio &amp;nbsp;devedor resiste de boa-fé, por não possuir os
recursos suficientes para adimplir a pensão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Em tal contexto, uma
alternativa viável seria a retirada dos valores depositados na conta vinculada
ao FGTS para a satisfação do crédito. Muitos princípios poderiam ser invocados &amp;nbsp;em prol dessa solução. Inicialmente, ambas as
partes terão a sua dignidade reconhecida, &amp;nbsp;pois o credor receberá a pensão, enquanto o
devedor se livrará do risco de prisão civil. A &amp;nbsp;menor onerosidade da medida é nítida. &amp;nbsp;A jurisprudência do STJ orienta-se pela
admissão da orientação do enunciado: AgRg no &amp;nbsp;RMS n. 34.708/SP, AgRg no RMS n. 35.010/SP e
AgRg no RMS n. 34.440/SP. Há, &amp;nbsp;igualmente,
precedentes de tribunais estaduais sobre o tema: TJ/RS, AI n. 70046109757, &amp;nbsp;7. C. C., relator Jorge Dall'Agnol, DJe de
1º/12/2011. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Dessa forma, a
aprovação de um enunciado no sentido proposto poderá colaborar para &amp;nbsp;que os operadores de todo o Brasil tomem
ciência dessa orientação, o que redundará, em &amp;nbsp;última análise, na mais adequada proteção das
pessoas. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 573 – &lt;b&gt;Na apuração da possibilidade do
alimentante, observar-se-ão os &amp;nbsp;sinais
exteriores de riqueza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.694, § 1º,
do Código Civil &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Justificativa: De
acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, o reconhecimento do &amp;nbsp;direito a alimentos está intrinsicamente
relacionado com a prova do binômio necessidade &amp;nbsp;e capacidade, conforme expresso no § 1º do
art. 1.694 do Código Civil. Assim, está claro &amp;nbsp;que, para a efetividade da aplicação do
dispositivo em questão, é exigida a prova não só &amp;nbsp;da necessidade do alimentado, mas também da
capacidade financeira do alimentante. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Contudo, diante das
inúmeras estratégias existentes nos dias de hoje visando à &amp;nbsp;blindagem patrimonial, torna-se cada vez mais
difícil conferir efetividade ao art. 1.694, § &amp;nbsp;1º, pois muitas vezes é impossível a
comprovação objetiva da capacidade financeira do &amp;nbsp;alimentante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Por essa razão, à
mingua de prova específica dos rendimentos reais do alimentante, deve &amp;nbsp;o magistrado, quando da fixação dos alimentos,
valer-se dos sinais aparentes de riqueza. &amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso
porque os sinais exteriorizados do modo de vida do alimentante denotam seu real
&amp;nbsp;poder aquisitivo, que é incompatível com
a renda declarada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Com efeito, visando
conferir efetividade à regra do binômio necessidade e capacidade, sugere-se que
os alimentos sejam fixados com base em sinais exteriores de riqueza, por &amp;nbsp;presunção induzida da experiência do juízo,
mediante a observação do que &amp;nbsp;ordinariamente
acontece, nos termos do que autoriza o art. 335 do Código de Processo &amp;nbsp;Civil, que é também compatível com a regra do
livre convencimento, positivada no art. &amp;nbsp;131
do mesmo diploma processual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 574 – &lt;b&gt;A decisão judicial de interdição deverá
fixar os limites da curatela para todas as pessoas a ela sujeitas, sem
distinção, a fim de resguardar os &amp;nbsp;direitos
fundamentais e a dignidade do interdito (art. 1.772)&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.772 do
Código Civil &amp;nbsp;&amp;nbsp;Justificativa: O CC/2002 restringiu a norma
que determina a fixação dos limites da &amp;nbsp;curatela
para as pessoas referidas nos incisos III e IV do art. 1.767. É desarrazoado &amp;nbsp;restringir a aplicação do art. 1.772 com base
em critérios arbitrários. São diversos os &amp;nbsp;transtornos mentais não contemplados no
dispositivo que afetam parcialmente a capacidade e igualmente demandam tal
proteção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Se há apenas o
comprometimento para a prática de certos atos, só relativamente a estes cabe
interdição, independentemente da hipótese legal específica. Com apoio na prova &amp;nbsp;dos autos, o juiz deverá estabelecer os
limites da curatela, que poderão ou não ser os &amp;nbsp;definidos no art. 1.782. &amp;nbsp;Sujeitar uma pessoa à interdição total quando
é possível tutelá-la adequadamente pela interdição parcial é uma violência à
sua dignidade e a seus direitos fundamentais. A &amp;nbsp;curatela deve ser imposta no interesse do
interdito, com efetiva demonstração de &amp;nbsp;incapacidade.
A designação de curador importa em intervenção direta na autonomia do curatelado.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Necessário
individualizar diferentes estatutos de proteção, estabelecer a graduação da incapacidade.
A interdição deve fixar a extensão da incapacidade, o regime de proteção, &amp;nbsp;conforme averiguação casuística da aptidão
para atos patrimoniais/extrapatrimoniais &amp;nbsp;(PERLINGIERI, P. Perfis do Direito Civil. RJ:
Renovar, 1997, p. 166; RODRIGUES, R. G. &amp;nbsp;A
pessoa e o ser humano no novo Código Civil. In: A Parte Geral do Novo Código
Civil (Coord.: G. TEPEDINO), RJ: Renovar, 2002, p. 11-27; ABREU, C. B. Curatela
&amp;amp; &amp;nbsp;interdição Civil. RJ: Lumen Juris,
2009, p. 180-220; FARIAS, C. C. de; ROSENVALD, N. &amp;nbsp;Direito Civil/Teoria Geral. RJ: Lumen Juris,
2010, p. 252; TEIXEIRA, A. C. B. Deficiência &amp;nbsp;psíquica e curatela: reflexões sob o viés da
autonomia privada. Revista Brasileira de &amp;nbsp;Direito das Famílias e Sucessões, v. 7, p.
64-79, 2009. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;ENUNCIADO 575 – &lt;b&gt;Concorrendo herdeiros de classes diversas,
a renúncia de qualquer deles devolve sua parte aos que integram a mesma ordem
dos chamados &amp;nbsp;a suceder&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Artigo: 1.810 do
Código Civil &amp;nbsp;Justificativa: Com o
advento do Código Civil de 2002, a ordem de vocação hereditária &amp;nbsp;passou a compreender herdeiros de classes
diferentes na mesma ordem, em &amp;nbsp;concorrência
sucessória. Alguns dispositivos do Código Civil, entretanto, permaneceram &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;inalterados em
comparação com a legislação anterior. É o caso do art. 1.810, que prevê, na hipótese
de renúncia, que a parte do herdeiro renunciante seja devolvida aos herdeiros &amp;nbsp;da mesma classe. Em interpretação literal,
v.g., concorrendo à sucessão cônjuge e filhos, &amp;nbsp;em caso de renúncia de um dos filhos, sua
parte seria redistribuída apenas aos filhos &amp;nbsp;remanescentes, não ao cônjuge, que pertence a
classe diversa. Tal interpretação, &amp;nbsp;entretanto,
não se coaduna com a melhor doutrina, visto que a distribuição do quinhão &amp;nbsp;dos herdeiros legítimos (arts. 1.790, 1.832,
1.837) não comporta exceção, devendo ser &amp;nbsp;mantida mesmo no caso de renúncia.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fontes:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.jf.jus.br/cjf/CEJ-Coedi/jornadas-cej/enunciados-aprovados-da-i-iii-iv-e-v-jornada-de-direito-civil/jornadas-de-direito-civil-enunciados-aprovados"&gt;http://www.jf.jus.br/cjf/CEJ-Coedi/jornadas-cej/enunciados-aprovados-da-i-iii-iv-e-v-jornada-de-direito-civil/jornadas-de-direito-civil-enunciados-aprovados&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enunciado em PDF para uso em tablets:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.jf.jus.br/cjf/CEJ-Coedi/jornadas-cej/VI%20JORNADA1.pdf"&gt;http://www.jf.jus.br/cjf/CEJ-Coedi/jornadas-cej/VI%20JORNADA1.pdf&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/6868588298887493013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/enunciados-aprovados-na-vi-jornada-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/6868588298887493013?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/6868588298887493013?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/enunciados-aprovados-na-vi-jornada-de.html' title='ENUNCIADOS APROVADOS NA VI JORNADA DE DIREITO CIVIL'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CUAESH87eip7ImA9WhBWE0U.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-1113221764494516381</id><published>2013-04-07T18:13:00.003-07:00</published><updated>2013-04-07T18:15:09.102-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-04-07T18:15:09.102-07:00</app:edited><title>CHEQUE: PRATICIDADE QUE PODE CAUSAR TRANSTORNOS A QUEM EMITE E QUEM RECEBE (A VISÃO DO STJ SOBRE ORDEM DE PAGAMENTO À VISTA CONHECIDA COMO CHEQUE)</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Ter um talão de cheques não é difícil. Basta que a pessoa possua conta corrente em algum banco e não tenha restrição de crédito. Durante décadas, antes que essa forma de pagamento tivesse seu lugar no mercado ameaçado pelo cartão de crédito, a manipulação de um talão de cheques dava ao correntista um ar de sofisticação e status.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A popularização do uso dos cheques, contudo, trouxe consigo a insegurança e a desconfiança, pois aquele pequeno pedaço de papel não oferecia a garantia de que a conta teria fundos suficientes para o pagamento do valor ali expresso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Além da devolução por falta de fundos, vieram outros problemas, como as fraudes e as confusões geradas pelo cheque pós-datado. Muito demandado em relação ao assunto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vem firmando jurisprudência sobre esse título de crédito, em relação a questões como execução, prescrição, indenização por erros ou mesmo delitos como fraude e roubo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Insignificância&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O Tribunal, por exemplo, negou a aplicação do princípio da insignificância a um caso de furto em que o réu se aproveitou da relação de amizade com a vítima para furtar quatro folhas de cheque em branco. A Sexta Turma do STJ considerou que a existência de maus antecedentes e a má conduta do réu, que abusou da confiança do amigo, justificaram a sua condenação à pena de dois anos e 11 meses de reclusão (HC 135.056).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro caso, o mesmo colegiado negou habeas corpus a um homem que cometeu o crime de estelionato ao subtrair um talão de cheques e falsificar a assinatura do titular em duas folhas, realizando em seguida compras de mercadorias no valor de R$ 43 e R$ 51. O homem foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão, em regime semiaberto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O relator do caso, ministro Og Fernandes, entendeu que a falta de exame grafotécnico nos cheques fraudados pode ser suprida por outras provas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;“No caso, a materialidade do delito teria sido demonstrada pelo boletim de ocorrência registrado pela vítima, apreensão das microfilmagens dos cheques, auto de exibição e apreensão de cópia de comprovante de abertura de conta corrente em nome da vítima, termo de coleta de padrões gráficos do réu e confissão na fase do inquérito e em juízo”, afirmou o ministro (HC 124.908).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Prescrição&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Como o cheque é ordem de pagamento à vista, a sua eficácia para o saque inicia-se com a simples entrega por parte do emitente ao beneficiário, podendo este dirigir-se imediatamente à agência bancária para proceder ao saque ou depósito. O prazo de apresentação serve como orientação para a contagem do prazo prescricional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O STJ já consolidou o entendimento de que o cheque deixa de ser título executivo no prazo de seis meses, contados do término do prazo de apresentação fixado à data em que foi emitido, e a regra persiste independentemente de o cheque ter sido emitido de forma pós-datada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Segundo o ministro Luis Felipe Salomão, o uso do cheque pós-datado, embora disseminado socialmente, traz riscos ao tomador do título, como o encurtamento do prazo prescricional e a possibilidade de ser responsabilizado civilmente pela apresentação do cheque antes do prazo estipulado (REsp 875.161).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para a ministra Nancy Andrighi, ainda que seja prática costumeira na sociedade moderna, a emissão de cheques pós-datados não encontra previsão legal. “Admitir-se que do acordo extracartular decorram os efeitos almejados pela parte recorrente importaria na alteração da natureza do cheque como ordem de pagamento à vista, além de violação dos princípios da literalidade e abstração”, afirmou (REsp 1.068.513).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro julgamento, a Terceira Turma decidiu que ação cautelar de sustação de protesto de cheque interrompe a prescrição da execução (REsp 1.321.610).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A decisão foi tomada no julgamento de recurso especial interposto por microempresa, no curso de embargos à execução de cheque. A parte alegou a prescrição do cheque que deu origem à execução.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Segundo a relatora, ministra Nancy Andrighi, o credor não foi desidioso, apresentando o cheque para protesto antes de decorrido o prazo de prescrição e aguardando o trânsito em julgado das ações impugnativas promovidas pela devedora para só então executar o título, comprovando sua boa-fé.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Quarta Turma, no julgamento do REsp 926.312, entendeu que é possível ação monitória baseada em cheque prescrito há mais de dois anos sem demonstrar a origem da dívida. De acordo com o ministro Luis Felipe Salomão, em caso de prescrição para execução do cheque, o artigo 61 da Lei 7.357/85 prevê, no prazo de dois anos a contar da prescrição, a possibilidade de ajuizamento de ação de enriquecimento ilícito. Expirado esse prazo, o artigo 62 da Lei do Cheque ressalva a possibilidade de ajuizamento de ação fundada na relação causal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Luis Felipe Salomão destacou ainda que a jurisprudência do STJ também admite o ajuizamento de ação monitória (Súmula 299), reconhecendo que o próprio cheque satisfaz a exigência da “prova escrita sem eficácia de título executivo” a que se refere o artigo 1.102-A do Código de Processo Civil.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Execução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A execução do cheque é forma de cobrança simples, rápida e eficaz de título cambial. O STJ já entendeu que, para poder ser executado, o cheque deve ter sido apresentado à instituição financeira dentro do prazo legal. A falta de comprovação do não pagamento do título retira sua exigibilidade (REsp 1.315.080).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para o ministro Luis Felipe Salomão, “por materializar uma ordem a terceiro para pagamento à vista”, o cheque tem seu momento natural de realização na apresentação, “quando então a instituição financeira verifica a existência de disponibilidade de fundos, razão pela qual a apresentação é necessária, quer diretamente ao sacado quer por intermédio do serviço de compensação”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro julgamento, a Terceira Turma do STJ definiu que empresa que endossa cheque de terceiro perante&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;factoring&lt;/em&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;também é responsável pelo pagamento do valor do título (REsp 820.672).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;No caso, a empresa de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;factoring&lt;/em&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;ajuizou ação de execução contra a empresa e contra a pessoa que emitiu o cheque, com o objetivo de cobrar importância de cerca de R$ 1 mil. Ao analisar a questão, o colegiado destacou: “A lei é mais que explícita: quem endossa garante o pagamento do cheque. Seja o endossatário quem for. A lei não faz exclusões. Portanto, não cabe criar exceções à margem da lei.”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Outra decisão do STJ garantiu aos credores o acesso ao endereço de emitente de cheque sem fundos. Para os ministros da Quarta Turma, o banco tem dever geral de colaboração com o Judiciário e deve fornecer o endereço, se determinado pela Justiça (REsp 1.159.087).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para o colegiado, o sigilo bancário é norma infraconstitucional e não pode ser invocado de modo a tornar impunes condutas ilícitas ou violar outros direitos conflitantes. Além disso, os ministros afastaram a alegação de que a medida viola direitos do consumidor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;“Apesar de o Código de Defesa do Consumidor alcançar os bancos de dados bancários e considerar abusiva a entrega desses dados a terceiros pelos fornecedores de serviços, o CDC impõe que se compatibilizem a proteção ao consumidor e as necessidades de desenvolvimento econômico”, destacou o ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;strong style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Indenização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Acordo em cheque pós-datado não vincula terceiros que o sacaram antes do prazo. Dessa forma, o terceiro de boa-fé não está sujeito a indenizar o emitente por eventuais danos morais decorrentes da apresentação antes da data combinada. O entendimento foi aplicado pela Quarta Turma (REsp 884.346).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Segundo o relator, ministro Luis Felipe Salomão, era incontroverso no caso que o cheque circulou e que não constava como data de emissão aquela supostamente pactuada, mas a data em que foi efetivamente emitido. “O cheque é ordem de pagamento à vista e submete-se aos princípios da literalidade, abstração, autonomia das obrigações cambiais e inoponibilidade das exceções pessoais a terceiros de boa-fé”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O ministro observou que, apesar de a Súmula 370 do próprio STJ orientar que há dano moral na apresentação antecipada do cheque pós-datado, essa regra se aplica aos pactuantes e não a terceiros.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Em outro julgamento, a Terceira Turma condenou o Banco ABN Amro Real S/A ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a correntista que teve o seu nome incluído do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo. O motivo foi a devolução de forma errada, por insuficiência de fundos, de um cheque que já estava prescrito (REsp 1.297.353).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A Turma, seguindo o voto do ministro Sidnei Beneti, concluiu que o prazo estabelecido para apresentação do cheque serve, entre outras coisas, como limite temporal da obrigação que o emitente tem de manter provisão de fundos em conta bancária suficiente para a compensação do título.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;“A instituição financeira não pode devolver o cheque por insuficiência de fundos se a apresentação tiver ocorrido após o prazo que a lei assinalou para a prática desse ato”, acrescentou.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;O STJ condenou outra instituição bancária a pagar indenização por ter devolvido cheques sustados ao devedor, e não ao credor. No caso, a Quarta Turma manteve a condenação do Banco do Brasil a indenizar por danos morais, no valor de R$ 10 mil, a Associação Comunitária de Laginha, na Paraíba, por sustação de dois cheques (REsp 896.867).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;A associação celebrou convênio com o estado da Paraíba, mediante o Projeto Cooperar, para a construção de rede de eletrificação rural. Sustentou que o Projeto Cooperar depositou dois cheques na sua conta corrente, no valor de R$ 22.271,57, que serviriam para pagar a empresa contratada por ela.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Ocorre que os cheques foram sustados pela administração pública, sendo o valor estornado da conta corrente da associação. Porém, ao invés de a instituição bancária ter devolvido os títulos para o credor (associação), entregou-os ao devedor (Projeto Cooperar), conduta essa que impediu a associação de exercer seus direitos creditórios e pagar suas obrigações junto a fornecedores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Para o ministro Luis Felipe Salomão, relator, o governo do estado não tem atribuição para emitir normas relativas a procedimentos bancários, notadamente as concernentes a cheques.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;" /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;“Ainda que se reconhecesse alguma vinculação entre o governo estadual e a instituição bancária, o que não ocorre, notadamente quanto a procedimentos bancários, não cometeria ato ilícito a instituição que deixasse de cumprir determinação manifestamente ilegal”, afirmou o ministro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="background-color: #f1f2f4;"&gt;&lt;span style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 11px;"&gt;A notícia acima foi retirada em sua íntegra do sitio&amp;nbsp;eletrônico do Superior Tribunal de Justiça e&amp;nbsp;refere-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background-color: #f1f2f4; color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px;"&gt;aos seguintes processos:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=HC%20135056" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;HC 135056&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=HC%20124908" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;HC 124908&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20875161" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 875161&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201068513" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1068513&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201321610" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1321610&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20926312" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 926312&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201315080" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1315080&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20820672" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 820672&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201159087" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1159087&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20884346" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 884346&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201297353" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1297353&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20896867" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 896867&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/1113221764494516381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/cheque-praticidade-que-pode-causar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/1113221764494516381?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/1113221764494516381?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/cheque-praticidade-que-pode-causar.html' title='CHEQUE: PRATICIDADE QUE PODE CAUSAR TRANSTORNOS A QUEM EMITE E QUEM RECEBE (A VISÃO DO STJ SOBRE ORDEM DE PAGAMENTO À VISTA CONHECIDA COMO CHEQUE)'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0UNQXk7fCp7ImA9WhBWEU8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-7436570880913916532</id><published>2013-04-04T19:33:00.000-07:00</published><updated>2013-04-04T19:34:50.704-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-04-04T19:34:50.704-07:00</app:edited><title>PRORROGAÇÃO DE CONTRATO SEM AQUIESCÊNCIA DO CONSUMIDOR. CLÁUSULA ABUSIVA. CASO CLASSICO DA RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE REVISTA POR ASSINATURA </title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;No
que diz respeito a vedação a prorrogação de contrato sem aquiescência do
consumidor o Código Consumerista é claro. Vale dizer: nos termos do artigo 39,
III, do Código de Defesa do Consumidor, é considerada prática abusiva o envio
de produtos ao consumidor sem que este tenha solicitado previamente sendo, na
dicção do parágrafo único daquele artigo, equiparado a amostras grátis os
produtos enviados sem consentimento prévio:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Art.
39, CDC: É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas
abusivas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;(...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;III
- enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto,
ou fornecer qualquer serviço;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;(...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Parágrafo
único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor,
na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis,
inexistindo obrigação de pagamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O
Art. 46 do Código Consumerista impõe que os contratos que regulam as relações
de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a oportunidade
de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos
forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Dessa forma, se vê que a
prorrogação contratual sem anuência do consumidor é prática abusiva de algumas
empresas consumeristas, o que gera sua responsabilidade pelas consequências
advindas, conforme jurisprudência abaixo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;CDC. INDENIZAÇÃO. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO SEM
AQUIESCÊNCIA DO CONSUMIDOR. CLÁUSULA ABUSIVA. COBRANÇA INDEVIDA. REPETIÇÃO DO
INDÉBITO. DANO MORAL DEVIDO. DANO IN RE IPSA. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.
IMPOSSIBILIDADE. PROPORCIONALIDADE. RAZOABILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. SENTENÇA
MANTIDA.CDC1&lt;b&gt;) É DIREITO DO CONSUMIDOR A INFORMAÇÃO ADEQUADA E CLARA SOBRE OS
PRODUTOS E SERVIÇOS QUE ADQUIRE (ART. 6O, III, DO CDC).6OIIICDC2) AFIGURA-SE
ABUSIVA E NULA DE PLENO DIREITO, A CLÁUSULA QUE PREVÊ A PRORROGAÇÃO DE CONTRATO
POR PRAZO INDETERMINADO SEM PRÉVIA AQUIESCÊNCIA DO CONSUMIDOR&lt;/b&gt;.3) &lt;b&gt;IN
CASU, HOUVE A CELEBRAÇÃO DE CONTRATO DE ADESÃO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE
INTERNET, ONDE PREVIA QUE A ASSINATURA TERIA VIGÊNCIA POR PRAZO INDETERMINADO.
CONTUDO, O ACERVO PROBATÓRIO DOS AUTOS EVIDENCIA QUE TAL INFORMAÇÃO DIVERGE DA
QUE FOI REPASSADA À AUTORA, POIS DOS VÁRIOS EMAILS COLACIONADOS SE VERIFICA
QUE, A ELA, FOI CONFERIDO UM PLANO TRIMESTRAL, NO VALOR DE TRÊS PARCELAS DE
R$49,00, COMPROVANDO QUE O FORNECEDOR VIOLOU O SEU DEVER DE INFORMAÇÃO&lt;/b&gt;.4) &lt;b&gt;CONFIGURADA
A COBRANÇA INDEVIDA DE PARCELAS MENSAIS DESCONTADAS DIRETAMENTE NA
CONTA-CORRENTE DA AUTORA, IMPÕE-SE O RECONHECIMENTO DA INEXISTÊNCIA DO DÉBITO E
O DIREITO DA CONSUMIDORA EM RECEBER O VALOR IGUAL AO DOBRO DO QUE PAGOU EM EXCESSO,
ALÉM DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAÇÃO PELOS DANOS MORAIS CAUSADOS NA MODALIDADE
DAMNUM IN RE IPSA (ART. 6O, INCISO VI E ART. 14, CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR).6OVI14CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR&lt;/b&gt;5) O QUANTUM INDENIZATÓRIO
A TÍTULO DE DANOS IMATERIAIS DEVE SER FIXADO EM HARMONIA COM PRINCÍPIOS DA
RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE RECOMENDADOS AO CASO EM ESPÉCIE E
ATENDIDOS OS EFEITOS COMPENSATÓRIOS, PUNITIVOS E PREVENTIVOS, OBSERVANDO-SE
AINDA AS DEMAIS CIRCUNSTÂNCIAS VALORATIVAS RELACIONADAS ÀS P ARTES, TAIS COMO
CONDIÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA E GRAVIDADE DA REPERCUSSÃO DA VIOLAÇÃO. NESTA
ORDEM DE CONSIDERAÇÃO, O VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS ARBITRADO NO
PATAMAR DE R$2.000,00, ESTÁ DE ACORDO COM A ORIENTAÇÃO DA DOUTRINA E DA
JURISPRUDÊNCIA, RAZÃO PELA QUAL NÃO MERECE REFORMA.6) RECURSO CONHECIDO E
IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. O RECORRENTE DEVERÁ
ARCAR COM O PAGAMENTO DAS CUSTAS E HONORÁRIOS FIXADOS EM 10% DO VALOR DA
CONDENAÇÃO. (1947788320098070001 DF 0194778-83.2009.807.0001, Relator: JOÃO
FISCHER, Data de Julgamento: 04/05/2012, 2ª Turma Recursal dos Juizados
Especiais do Distrito Federal, Data de Publicação: 11/05/2012, DJ-e Pág. 325)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;De
outro vértice, destaca-se que quando a discussão gira em torno da
responsabilidade civil por defeito do serviço, o ônus da prova é transferido ao
fornecedor, em exemplo claro de inversão do ônus probatório pela própria lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Nos
termos do artigo 14, do CDC, "o fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por
informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Por
sua vez, o § 3º, do mencionado artigo, estabelece que "o fornecedor de
serviços só não será responsabilizado quando provar que tendo prestado o
serviço, o defeito inexiste; a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro". &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Ao
estabelecer a responsabilidade civil objetiva dos prestadores de serviços por
danos causados ao consumidor em razão de vício na sua prestação e enumerar,
taxativamente, as suas causas excludentes, condicionando-as à prova pelo
fornecedor de alguma das circunstâncias descritas no § 3º, evidencia-se o
objetivo do artigo 14, do CDC de retirar o ônus da prova do consumidor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Assim
sendo, se o fornecedor não comprovar que houve a efetiva anuência do consumidor
em relação a continuidade da prestação do serviço, sendo esse um ônus pelo
desequilíbrio entre consumidor e empresa consumerista, responderá o mesmo pelos
danos causados ao &amp;nbsp;consumidor que não prevê
a prorrogação do contrato e suas cobranças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Diante
desse panorama fático, de evidente descaso com o consumidor, aliado à cobrança
indevida, entende-se ser dispensável a prova efetiva dos danos, pois estes são
in re ipsa. São presumíveis os danos morais e desconfortos na esfera íntima
enfrentados por aquele consumidor que abruptamente tem adimplir por um produto
ou serviço que expressamente não solicitou, vendo seus rendimentos reduzidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Neste sentido é o
entendimento desta Corte, a exemplo dos arestos abaixo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Ementa:
RESPONSABILIDADE CIVIL. EDITORA GLOBO. ASSINATURA DE REVISTA. RENOVAÇÃO
AUTOMÁTICA. ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR AUSENTE. REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
POSSIBILIDADE. DANO MORAL. &lt;b&gt;A renovação
automática de assinatura de revista pela editora configura ato ilícito, nos
termos do artigo 39, III, doCDC. Demonstrada a cobrança indevida de valores, a
repetição em dobro é medida que se impõe, nos termos do art. 42, parágrafo
único, do CDC. A prática abusiva da demandada acarreta dano moral indenizável.
As adversidades sofridas pelo autor, a aflição e o desequilíbrio em seu
bem-estar, fugiram à normalidade e se constituíram em agressão à sua dignidade&lt;/b&gt;.
Fixação do montante indenizatório considerando o grave equívoco da ré, o
aborrecimento e o transtorno sofridos pelo demandante, além do caráter
punitivo-compensatório da reparação. APELAÇÃO PROVIDA. (Apelação Cível Nº
70031161375, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Túlio de
Oliveira Martins, Julgado em 17/12/2009)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;A doutrina de Sérgio
Cavalieri Filho também está alinhada neste sentido:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;“Essa
é outra questão que enseja alguma polêmica nas ações de indenização. Como, em
regra, não se presume o dano, há decisões no sentido de desacolher a pretensão
indenizatória por falta de prova do dano moral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Entendemos,
todavia, que por se tratar de algo imaterial ou ideal, a prova do dano moral
não pode ser feita através dos mesmos meios utilizados para a comprovação do
dano material. Seria uma demasia, algo até impossível, exigir que a vítima
comprove a dor, a tristeza ou a humilhação, através de depoimentos, documentos
ou perícia; não teria ela como demonstrar o descrédito, o repúdio ou o
desprestígio através dos meios probatórios tradicionais, o que acabaria por
ensejar o retorna à fase da irreparabilidade do dano moral em razão de fatores
instrumentais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Neste
ponto a razão se coloca ao lado daqueles que entendem que o dano moral está
ínsito na própria ofensa, decorre da gravidade do ilícito em si. Se a ofensa é
grave e de repercussão, por si só justifica a concessão de uma satisfação de
ordem pecuniária ao lesado. Em outras palavras, o dano moral existe in re ipsa;
deriva inexoravelmente do próprio fato ofensivo de tal modo que provada a
ofensa, ipso facto está demonstrado o dano moral à guisa de uma presunção natural,
uma presunção hominis ou facti, que decorre das regras da experiência comum.
Assim, por exemplo, provada a perda de um filho, do cônjuge, ou de outro ente
querido, não há que se exigir a prova do sofrimento, porque isso decorre do
próprio fato de acordo com as regras de experiência comum; provado que a vítima
teve seu nome aviltado, ou a sua imagem vilipendiada, nada mais ser-lhe-á
exigido provar, por isso que o dano moral está in re ipsa; decorre
inexoravelmente da gravidade do próprio fato ofensivo, de sorte que, provado o
fato, provado está o dano moral’. (Programa de Responsabilidade Civil. 6ª ed.,
São Paulo: Malheiros, 2005, p. 108).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Por
tais fundamentos, se reconhece a nulidade da cláusula de prorrogação contratual
automática sem prova de anuência do consumidor, devendo responde o fornecedor
por danos morais e devolução em dobro dos valores indevidamente cobrados do
consumidor, conforme inciso III do art. 39 do CDC.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/7436570880913916532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/prorrogacao-de-contrato-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/7436570880913916532?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/7436570880913916532?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/04/prorrogacao-de-contrato-sem.html' title='PRORROGAÇÃO DE CONTRATO SEM AQUIESCÊNCIA DO CONSUMIDOR. CLÁUSULA ABUSIVA. CASO CLASSICO DA RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE REVISTA POR ASSINATURA '/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkUMRX89cSp7ImA9WhBTEEo.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-2467023863128993239</id><published>2013-02-04T07:07:00.000-08:00</published><updated>2013-02-05T06:24:44.169-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-02-05T06:24:44.169-08:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direito empresarial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contratos bancários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='instituição financeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cédula de crédito industrial'/><title>DAS ILEGALIDADES PRATICADAS NO FINANCIAMENTO OPERADO POR CEDULA DE CREDITO INDUSTRIAL. A ESPADA DE DAMOCLES DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSICIONAMENTO JURISPRUDENCIAL SOBRE A CEDULA COMERCIAL.</title><content type='html'>&lt;span lang="PT-BR"&gt;O Decreto-lei nº 413, de 9 de janeiro de 1969, regula tudo o que diz respeito aos Títulos de Crédito Industriais, que engloba tanto a disciplina das Cédulas de Crédito Industrial quanto a Nota de Crédito Industrial, cuja diferença conceitual já foi vista no Item 1 deste trabalho, mas será brevemente levantada no fim deste item. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
A definição de cédula de crédito industrial se encontra no artigo 9˚ do Decreto-lei n˚ 413/69, e dispõe que esta é "uma promessa de pagamento em dinheiro, com garantia real, cedularmente constituída". Tal garantia real poderá ser constituída através de penhor, alienação fiduciária ou hipotéca e ser oferecida por terceiro, sendo apresentado no próprio título, dispensando documento à parte, até mesmo na hipoteca.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Porém o presente artigo, vai tratar das peculiaridades desta modalidade, sob o enfoque das clausulas abusivas que as instituições financeiras de forma escorreita, aderem ao titulo tratando-se de verdadeira espada de damocles na mão dos banqueiros  frente aos consumidores.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Por este motivo vou separar o presente trabalho em tópicos que trataram das aplicações do CDC, da natureza do contrato, e dos principais encargos ilegais comumente encontrados nas cédulas de crédito industrial.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;

&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;li&gt;DA APLICABILIDADE DO CÓDIGO DO CONSUMIDOR AOS CONTRATOS BANCÁRIOS – CEDULA DE CREDITO INDUSTRIAL. DA SUMULA 297 DO STJ.:&lt;/li&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;

&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Consoante entendimento dominante, as relações de consumo de natureza bancária ou financeira devem ser protegidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Neste contexto, preconizam os artigos 2º e 3º, CDC:&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Art. 2°&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Art. 3°&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ainda, sobre o tema já se pronunciou o STF, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º 2591:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ART. 5o, XXXII, DA CB/88. ART. 170, V, DA CB/88. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. SUJEIÇÃO DELAS AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, EXCLUÍDAS DE SUA ABRANGÊNCIA A DEFINIÇÃO DO CUSTO DAS OPERAÇÕES ATIVAS E A REMUNERAÇÃO DAS OPERAÇÕES PASSIVAS PRATICADAS NA EXPLORAÇÃO DA INTERMEDIAÇÃO DE DINHEIRO NA ECONOMIA [ART. 3º, § 2º, DO CDC]. MOEDA E TAXA DE JUROS. DEVER-PODER DO BANCO CENTRAL DO BRASIL. SUJEIÇÃO AO CÓDIGO CIVIL.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
1.      As instituições financeiras estão, todas elas, alcançadas pela incidência das normas veiculadas pelo Código de Defesa do Consumidor.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
2.      "Consumidor", para os efeitos do Código de Defesa do Consumidor, é toda pessoa física ou jurídica que utiliza, como destinatário final, atividade bancária, financeira e de crédito.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(...)&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Igualmente, o entendimento sobre a utilização do Código de Defesa do Consumidor em contratos bancários foi consolidado na súmula 297 do STJ: &lt;i&gt;"O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Importante observar que, diante da aplicação do CDC, cabe a incidência dos princípios a ele inerentes, principalmente, quando estamos tratando de contratos, da boa-fé, visando à proteção do hipossuficiente na relação jurídica. Sobre este tópico, muito bem dissertou Cavalieri, cabendo a transcrição:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Promover a defesa do consumidor (Constituição Federal, art. 5º, XXXII) importa restabelecer o equilíbrio e a igualdade nas relações de consumo, profundamente abaladas por aquele descompasso entre o social e o jurídico, ao qual nos referimos (Código de Defesa do Consumidor, art. 8º, III). Em outras palavras, a vulnerabilidade do consumidor é a própria razão de ser do nosso Código do Consumidor; ele existe porque o consumidor está em posição de desvantagem técnica e jurídica em face do fornecedor. E foi justamente em razão dessa vulnerabilidade que o Código consagrou uma nova concepção do contrato – um conceito social, no qual a autonomia da vontade não é mais o seu único e essencial elemento, mas também, e principalmente, os efeitos sociais que esse contrato vai produzir e a situação econômica e jurídica das partes que o integram. Ainda em razão dessa vulnerabilidade, o Estado passou a intervir no mercado de consumo ora controlando preços e vedando cláusulas abusivas, ora impondo o conteúdo de outras e, em certos casos, até obrigando a contratar, como no caso dos serviços públicos. Ao juiz foram outorgados poderes especiais, não usuais no Direito tradicional, que lhe permitem, por exemplo, inverter o ônus da prova em favor do consumidor, desconsiderar a pessoa jurídica, nulificar de ofício as cláusulas abusivas, presumir a responsabilidade do fornecedor até prova em contrário, e assim por diante.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Sobre a aplicação do código do consumidor aos contratos bancários com lastro em cédulas de crédito comercial, vejamos precedente do SJT:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO ESPECIAL.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
BANCÁRIO. &lt;b&gt;CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL.&lt;/b&gt; MULTA CONTRATUAL. REDUÇÃO DE 10% PARA 2%. LEI 9.298/96.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
1. A Lei nº 9.298/96, alterando a redação do § único do artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor, reduziu de 10% para 2% o valor da multa.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
2. Incidência em relação aos contratos celebrados após sua vigência.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Precedentes específicos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
3. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ol&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(AgRg no Ag 1323600/RS, Rel. &lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/02/2012, DJe 29/02/2012)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
MULTA MORATÓRIA. REDUÇÃO PARA 2%. POSSIBILIDADE.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
1. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras (Súmula n. 297/STJ).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
2. A cobrança de multa moratória no percentual de 10% é admitida apenas para contratos firmados antes da vigência da Lei n.9.298/1996, que alterou o CDC, merecendo, no caso dos autos, ser mantida em 2%, conforme o enunciado da Súmula n. 285/STJ.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
3. Agravo regimental desprovido.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(AgRg no REsp 1121432/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 15/09/2011, DJe 23/09/2011)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Incidente, assim, o CDC e seus dispositivos à hipótese dos autos, inclusive no que diz respeito à nulidade das cláusulas abusivas. O que se percebe é o estabelecimento de obrigações iníquas que colocam a parte embargante (consumidor) em excessiva desvantagem, tudo incompatível com a boa-fé e a equidade (art. 51, inciso IV).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;2. DA CONDIÇÃO ADESIVA DO CONTRATO. INEXISTÊNCIA DE PACTUAÇÃO. &lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O instrumento firmado com a instituição financeira não deriva da livre e espontânea manifestação da vontade das partes contratantes.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Sérgio Covello, em sua obra "Contratos Bancários", Ed. Saraiva, página 157, ensina que: &lt;i&gt;"Quem contrata com um Banco só tem possibilidade de aceitar em bloco as condições impostas ou recusá-las em sua totalidade, deixando de celebrar o contrato. Digamos: ou adere ás condições ou não contrata"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Tal forma de contratação, com a referência a cláusulas genéricas inseridas em outro instrumento contratual - geralmente registrado em cartório - e sem que o consumidor bancário tenha ciência integral das cláusulas contratuais assumidas, é vedado pelos Arts. 46, 52, I, II e III, e 54, §§ 3º e 4º, do CDC.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A contratação por adesão e a ampla liberdade contratual conferida às instituições financeiras tornam o consumidor a parte hipossuficiente na relação jurídica de consumo. De sorte que o consumidor está exposto às práticas de cláusulas abusivas, inseridas nos contratos de adesão bancários.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Percebe-se que estas cláusulas gerais em apartado do contrato principal visam somente proteger os interesses da instituição financeira e maximizar o desequilíbrio entre as partes contratantes.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O dever geral de informação é obrigação da instituição de crédito prestadora de serviço.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A tendência atual do Direito, acompanhada pelo nosso Código de Defesa do Consumidor, é de considerar os contratos num contexto, prezando por sua função social, zelando para que não desrespeitem preceitos de ordem pública e para que mantenham o efetivo equilíbrio entre as partes, não sendo fonte de vantagem excessiva ou enriquecimento ilícito de um dos contratantes à custa do outro. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Neste sentido, está a norma do art. 51 do CDC, dizendo que são nulas de pleno direito as cláusulas contratuais abusivas. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Logo, é obrigação do Judiciário, no zelo pela função social do contrato, afastar as disposições abusivas se verificar que o contrato, nos termos em que realizado, fere o equilíbrio entre os contratantes e é utilizado para que uma parte obtenha vantagem ilícita sobre a outra. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Mera declaração de recebimento das cláusulas gerais é insuficiente para confirmar a pactuação entre os contratantes, inclusive sobre a ótica do CDC, em razão da natureza de adesão do instrumento, conforme ementa abaixo:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"Contrato de adesão – Caracterização – o que caracteriza o contrato de adesão propriamente dito é a circunstância de que aquele a quem é proposto não pode deixar de contratar, porque tem necessidade de satisfazer a um interesse que, por outro modo não pode ser atendido." (TJSP – Ac. Unânime; da 11ª Câmara Cível; JTJSP nº 145/150; Apelação nº 196.449-2"&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
É induvidoso que no caso o banco economicamente mais poderoso impõe à parte mais fraca um instrumento pronto e acabado, sem condições de discussão, logo se conclui que não houve, assim, pacto sobre os encargos e índices:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
APELAÇÃO CÍVEL. REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. JUROS CONTRATADOS. CORREÇÃO MONETÁRIA. TJLP (TAXA DE JUROS A LONGO PRAZO). FALTA DE PACTUAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. APLICAÇÃO DO INPC QUE É O ÍNDICE QUE MAIS CORRESPONDE À VARIAÇÃO DA MOEDA. TABELA PRICE. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. IMPOSSIBILIDADE.&lt;b&gt;&lt;u&gt;A utilização da TJLP como fator de correção em contratos de adesão em que há relação de consumo é vedada, posto que a TJLP - taxa de juros de longo prazo não é índice de correção monetária, mas reflexo da variação do custo de capitalização do dinheiro no mercado futuro. Recurso provido parcialmente. &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;(2622860 PR 0262286-0, Relator: Carlos Mansur Arida, Data de Julgamento: 30/09/2004, Decima Câmara Cível (extinto TA), Data de Publicação: DJ: 6736)&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A interpretação dos negócios jurídicos, com base na intenção das partes, deve observar a boa-fé, os usos e os costumes do local da celebração do contrato, devendo serem declaradas nulas de pleno direito as cláusulas contratuais abusivas (encargos financeiros, anatocismo e retenção).&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
3. DA POSSIBILIDADE DA REVISÂO JUDICIAL DE CLÁUSULAS ABUSIVAS, ILEGAIS E INIQUAS, CONSTANTE DE CONTRATOS BANCÁRIOS COM BASE NAS SUA DISPOSIÇÕES. HIPOSSUFICIÊNCIA DOS AUTORES/CONTRATANTES NA RELAÇÃO COM A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. CONTRATO DE NATUREZA ADESIVA QUE DESCARACTERIZA A AUTONOMIA DE VONTADE. &lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como já dito, a previsão legal é expressa para contratos bancários e a hermenêutica empregada deve ser inclusiva, potencializando o arcabouço de prerrogativas dos consumidores em favor de sua proteção contra os abusos do poder econômico, sendo este o espírito que inspira o &lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90/oC%C3%B3digo%20de%20Defesa%20do%20Consumidor%20-%20Lei%208078/90"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Assim, cremos que a plausibilidade do direito afirmado deve ser sopesada com base nas regras do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90/oC%C3%B3digo%20de%20Defesa%20do%20Consumidor%20-%20Lei%208078/90"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, aplicável às instituições financeiras, como entendido, agora já pacificamente, pela Jurisprudência Pátria. Neste sentido a Súmula nº 297 do STJ, aprovada pela Segunda Seção em 12 de maio de 2004, que tem o seguinte verbete: SÚMULA N.297 do STJ : "O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90/oC%C3%B3digo%20de%20Defesa%20do%20Consumidor%20-%20Lei%208078/90"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; é aplicável às instituições financeiras".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Em assim sendo, temos que ressaltar que o limite ao princípio da obrigatoriedade da avença encontra-se no da supremacia do interesse público, que rege a matéria contratual. Existindo confronto entre o acordo e a lei, cabe a quem possui legítimo interesse recorrer ao Poder Judiciário com vistas ao seu reconhecimento. Neste sentido, aliás, é a lição do Professor Sílvio de Salvo Venosa, em sua obra, Direito Civil, 3ª Ed., Teoria Geral das Obrigações e dos Contratos, quando discorre sobre "autonomia da vontade" na pág. 375 da referida obra. Vejamos:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"(...) Em tese, a vontade contratual somente sofre limitação perante uma norma de ordem pública. Na prática, existem imposições econômicas que dirigem essa vontade. No entanto, a interferência do Estado na relação contratual privada mostra-se crescente e progressiva". Como examina Orlando Gomes (1983a:94), no século XIX, a disciplina do contrato concentrava-se na manifestação de vontades, no exame dos vícios do consentimento. O que importava era verificar se o consentimento era livre. No contrato da nossa época, a lei prende-se mais à contratação coletiva, visando impedir que as cláusulas contratuais sejam injustas para uma das partes. Assim, a lei procurou dar aos mais fracos uma superioridade jurídica para compensar a inferioridade econômica. (...) No ordenamento, portanto, há normas cogentes que não poderão ser tocadas pela vontade das partes. Há normas supletivas que operarão no silêncio dos contratantes."&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Assim é que o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90/oC%C3%B3digo%20de%20Defesa%20do%20Consumidor%20-%20Lei%208078/90"&gt;C&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;ódigo de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, cuja aplicação aos contratos bancários é hoje matéria pacificada (como dito alhures), impõe a anulação de cláusulas iníquas, abusivas ou meramente potestativas, como ressai da expressa dicção do art. 51 e seus incisos. No que concerne à aplicabilidade do princípio pacta sunt servanda, que preconiza que as partes devem cumprir fielmente o que foi convencionado na avença, verifica-se que o mesmo não tem total incidência nos contratos regidos pelo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90/oC%C3%B3digo%20de%20Defesa%20do%20Consumidor%20-%20Lei%208078/90"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código de Defesa do Consumidor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, haja vista que os dispositivos deste Código são regidos por preceitos legais de ordem pública, destarte, o princípio ora examinado encontra-se mitigado face ao da supremacia do interesse público. A jurisprudência, outrossim, é assente no mesmo sentido, conforme se verifica de decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, a título ilustrativo: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"ALIENAÇAO DE IMÓVEL FINANCIADO PELO SFH. MÚTUO HIPOTECÁRIO.CONHECIMENTO DO AGENTE FINANCEIRO - PRESUNÇAO DE CONSENTIMENTO TÁCITO. (...) 4. Consoante o princípio pacta sunt servanda, a força obrigatória dos contratos há de prevalecer, porquanto é a base de sustentação da segurança jurídica, segundo o vetusto &lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103251/c%C3%B3digo-civil-de-1916-lei-3071-16/oC%C3%B3digo%20Civil%20de%201916%20-%20Lei%203071/16"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código Civil de 1916&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, de feição individualista, que privilegiava a autonomia da vontade e a força obrigatória das manifestações volitivas. &lt;b&gt;Não obstante, esse princípio sofre mitigação, uma vez que sua aplicação prática está condicionada a outros fatores, como v.g., a função social, as regras que beneficiam o aderente nos contratos de adesão e a onerosidade excessiva. 5. Embargos de declaração rejeitados".&lt;/b&gt; (grifado) (STJ. 1ª turma. EDcl no &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/busca?s=jurisprudencia&amp;amp;q=titulo:REsp%20573059%20/%20RS/oPETICAO%20DE%20RECURSO%20ESPECIAL"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;REsp 573059 / RS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;; Embargos de Declaração no Recurso Especial 2003/0138646-0. Ministro LUIZ FUX. J. 03/05/2005. DJ 30.05.2005 p. 216) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/dir&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Posto isso, não há que se falar em ato jurídico perfeito, quando a autonomia da vontade cede lugar a preceitos de ordem pública que foram violados. Incontroverso as características de adesividade, esta matéria não merece maiores digressões, haja vista que é cediço o caráter de uniteralidade destes, uma vez que inexiste a possibilidade de discutir aquilo que foi pactuado a qualquer tempo. O que, decerto, demonstra, o seu caráter adesivo. Corroborando esse entendimento, aqui está um excerto de decisão exarada pelo Supremo Tribunal Federal, in literris: "...as empresas que contratam com os bancos não o fazem numa situação de igualdade, mas em verdadeiros contratos de adesão, em nítida inferioridade. É preciso recompor o equilíbrio" (RT 629/523). &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Por definição legal – art. 3º, § 2º, do CDC – os serviços bancários são regidos pelas normas do constitucional estatuto, amoldando-se o banco na situação jurídica de fornecedor e o cliente, na de consumidor, aplicando-se a este, por força da norma protetiva do artigo 4º, inciso I, o reconhecimento de sua vulnerabilidade no mercado de consumo. A aplicação das normas já referidas em conjunto com as previstas no artigo 39, V, combinadas com o artigo 51, IV e XV, ambos do CDC, conduzem à completa revisão das cláusulas contratuais abusivas.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O artigo 51, IV, do CDC considera nulas de pleno direito as cláusulas iníquas, que coloquem o consumidor em exagerada desvantagem ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade, em que pese os termos da Súmula nº 381 do STJ, de questionável cientificidade jurídica.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Assim, as cláusulas insertas nos contratos bancários, como sói ocorrer em qualquer espécie de contrato privado, estão sujeitas à revisão pelo Poder Judiciário, quando devidamente provocado. Nesse sentido já se manifestou o Supremo Tribunal Federal no julgamento histórico da ADI nº 2591/F.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
De outro lado, possível também a revisão dos contratos renegociados e/ou nos quais a dívida foi confessada, perdendo consistência jurídica o respectivo debate, uma vez que a matéria já se encontra sumulada pelo STJ, conforme verbete n° 286: "A renegociação de contrato bancário ou a confissão de dívida não impede a possibilidade de discussão sobre eventuais ilegalidades dos contratos anteriores." &lt;/div&gt;
&lt;ol start="4"&gt;

&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;4. DOS ENCARGOS ILEGAIS COMUNS PRATICADOS EM CEDULA DE CREDITO INDUSTRIAL POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. DA NULIDADE DAS CLAUSULAS BANCARIAS. &lt;/u&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;li&gt;DA NULIDADE DA Taxa ANBID/CETIP:&lt;/li&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/b&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A denominada taxa ANBID/CETIP aplicada aos encargos básicos na cédula objeto da lide é nula de pleno direito, nos exatos termos da Súmula n° 176 do STJ, que assim dispõe:&lt;b&gt; "É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor à taxa de juros divulgada pela ANBID-CETIP".&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Seguem precedentes:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. CAPITALIZAÇÃO MENSAL. PROIBIÇÃO. JULGAMENTO EXTRA-PETITA.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
CAPITALIZAÇÃO SEMESTRAL. TAXA ANBID. ILEGALIDADE. SÚMULA Nº 176/STJ.- Salvo expressa previsão em lei específica (como no caso das cédulas de créditos rurais, industriais e comerciais), inocorrente na espécie, é vedada às instituições financeiras a capitalização de juros.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
- Fere o princípio da adstrição o julgado que aprecia a causa, como no caso, além do pedido formulado na inicial. Capitalização semestral admitida.&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
- "É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor à taxa de juros divulgada pela ANBID/CETIP" (Súmula nº 176/STJ).&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(REsp 148.323/RS, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA, julgado em 09/11/1999, DJ 21/02/2000, p. 128)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
JUROS.&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
TAXA ANBID. INADMISSIBILIDADE. SUM. 176/STJ.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
CEDULA DE CREDITO INDUSTRIAL&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
. CAPITALIZAÇÃO.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
POSSIBILIDADE DE QUE SE FAÇA MENSALMENTE, SE ASSIM PACTUADO.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(REsp 81.107/RS, Rel. Ministro EDUARDO RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 05/08/1997, DJ 15/09/1997, p. 44374)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Logo incabível na espécie a cobrança da taxa da associação nacional dos bancos de investimento e desenvolvimento, conforme sumula editada pelo STJ, e por sua incompatibilidade com outros encargos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;b. COMISSÃO ‘DEL CREDERE’&amp;nbsp;- ENCARGO NÃO ADMITIDO NESTA ESPECIE DE CONTRATO. ENCARGO DE CONTRATO DE COMISSÃO MERCANTIL OU REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. PRECEDENTES.&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;u&gt;
 


&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prevê a cédula de crédito industrial dos autos no primeiro aditivo (fls. 56) em comento a aplicação da comissão Del Credere como integrante dos juros remuneratórios, entretanto, considerando que as cédulas de crédito industrial são regidas por lei específica, os encargos constantes nos contratos somente serão admitidos se previstos no Decreto-Lei nº 413/1969.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, a referida cláusula, na verdade, é adotada nos contratos de comissão mercantil ou de representação comercial, em que o agente vendedor (geralmente o representante) assume perante o comitente (geralmente o comerciante) a responsabilização pela pontualidade ou a insolvência de terceiros, garantido, deste modo, menores riscos no negócio.Aliás, ensina Maria Helena Diniz que a comissão com cláusula Del Credere é uma modalidade contratual pela qual o comissionário assume a responsabilidade pela solvência daquele com quem vier a contratar e por conta do comitente (in Código Civil Anotado, 8ª edição, Ed. Saraiva).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, trata-se de matéria estranha ao referido diploma legal, possuindo natureza jurídica diversa, pois diz respeito a contrato de representação mercantil, não guardando qualquer relação com o contrato em discussão, conforme reiteradas decisões judiciais:&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;br /&gt;

&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ementa:&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
REVISIONAL. &lt;b&gt;CÉDULA DE CRÉDITO INSDUSTRIAL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR &lt;/b&gt;Aplicáveis suas disposições aos contratos bancários. &lt;b&gt;JUROS REMUNERATÓRIOS NOS CRÉDITOS PREVISTOS EM LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA (RURAL, COMERCIAL E INDUSTRIAL). COMISSÃO `DEL CREDERE Além de se tratar de cláusula ilegal, a sua natureza jurídica não condiz com o negócio jurídico em revisão.&lt;/b&gt; CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS NAS CÉDULAS RURAIS, COMERCIAIS E INDUSTRIAIS Autorizada sua incidência na periodicidade contratada. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA É vedada sua utilização sob qualquer hipótese. MULTA Nos contratos celebrados anteriormente à Lei 9298/96 permanece em vigor o patamar contratado de 10%. Para os contratos celebrados posteriormente impende a redução para 2%. COMPENSAÇÃO DAS VERBAS HONORÁRIAS Admitida. REDUÇÃO DA VERBA HONORÁRIA Prejudicado o seu enfretamento, face o resultado do julgamento. CONHECERAM EM PARTE E DERAM PARCIAL PROVIMENTO À APELAÇÃO. (Apelação Cível Nº 70007146509, Décima Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Francisco Pellegrini, Julgado em 11/11/2003)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Apelação Cível. Ação de Revisão Contratual. Avalista. Contrato de mútuo. Aplicabilidade do CDC aos contratos bancários em geral. Nota de crédito Comercial. Comissão "del credere". Ilegalidade. Natureza jurídica de contrato de adesão. TJLP. Possibilidade de sua aplicação quando pactuada. Juros. Dever do Conselho Monetário Nacional em fixá-los. Aplicação do art. 5º da lei nº 6.840, de 03.11.80, c.c. o art. 5º do Dec.-lei nº 413, de 09.01.69. Incidência da limitação de 12% ao ano prevista no Dec. nº 22.626/33, ante a omissão do CMN. Capitalização mensal de juros. Impossibilidade. Comissão de Permanência. Incidência simples no período de inadimplência.CDC5º6.840c.c5º41322.6261. APLICABILIDADE DO CDC: O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras, sendo possível a revisão de cláusulas abusivas, ilegais e iníquas, constante de contratos bancários, com base nas suas disposições.CDCCódigo de Defesa do Consumidor2. &lt;b&gt;COMISSÃO "DEL CREDERE": Além de se tratar de cláusula ilegal, a sua natureza jurídica não condiz com o negócio jurídico em revisão&lt;/b&gt;.3. TJLP: Quando pactuada, como na hipótese dos autos, é possível sua aplicação como fator de atualização monetária. Precedentes do STJ.4 . LIMITAÇÃO DOS JUROS: A cédula de crédito comercial, no tocante à limitação dos juros, tem a mesma disciplina da cédula de crédito rural (2007207785 SE , Relator: DESA. CLARA LEITE DE REZENDE, Data de Julgamento: 21/08/2007, 1ª.CÂMARA CÍVEL)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Desse modo, mostra-se ilegal a cobrança da comissão Del Credere no caso em tela por expressa determinação legal.&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;c. DA MULTA MORATÓRIA. CDC. ART. 52. REDUÇÃO DO PERCENTUAL DA MULTA PARA 2%.&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/b&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
É patente a abusividade contratual da multa de 10%, sendo imperativa sua redução para 2%, conforme disposto no Código de Defesa do Consumidor.&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Conforme se extrai dos contratos aderidos, o percentual de multa aplicado&amp;nbsp;é comumente de 10% em todos os contratos.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O parágrafo 1º do artigo 52 do CDC determina que a taxa pelo atraso deve ser de 2% ao ano, conforme determina a referida legislação:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
" § 1º As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Assim, considerando a legislação consumerista supracitada e a sua interpretação pró consumidor, a multa incidente deve corresponder a 2% devendo portanto ser reduzido ao patamar legal.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;b&gt;d. DA INAPLICABILIDADE DO USO DA TAXA DE JUROS DE LONGO PRAZO (TJLP). DO CONTRATO DE ADESÃO NÃO PACTUADO. SUBSTITUIÇÃO PELO INPC/IBGE:&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/b&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A utilização da TJLP como fator de correção em contratos de adesão em que há relação de consumo é vedada, posto que a TJLP - taxa de juros de longo prazo não é índice de correção monetária, mas reflexo da variação do custo de capitalização do dinheiro no mercado futuro.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Aplicando a TJLP e os juros, fica caracterizado duas taxas de juros, onerando excessivamente a dívida. A TJLP, por exemplo, segue em linhas gerais o mesmo procedimento da TR no que tange ao seu fator futurista, incerto e impreciso, relativamente ao índice que se vai adotar para a Taxa. Desta forma, sua exclusão e não meramente substituição do pacto é reclamada, ou seja, não é índice de correção monetária, pois é taxa de juros de longo prazo.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Fica claro que o autores hipossuficientes não pactuaram com o réu tal taxa, tanto pelos aditivos adesivos ao contrato original que previa TR, como pela ausência de assinatura dos autores no Aditivo de Cédula de Crédito industrial de fls. 84/85, que indicava a TJLP. A troca de índices pelo banco é feita de forma escorreita por aditivos de natureza de adesão, do qual a instituição se utiliza da hipossuficiência de conhecimento jurídico e contabil dos autores.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Assim, baseando-se nos preceitos do Código de Defesa do Consumidor, em razão de a avenca, neste particular, ter se tornado excessivamente onerosa para o devedor, correta se faz a determinação de substituição da comissão de permanência por outro indexador, que melhor reflita a variação inflacionária mensal. No caso, deve ser substituída pelo TR, por melhor representar a variação da inflação mensal.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Da mesma forma, a Taxa de Juros a Longo Prazo – TJLP não é adequada para a atualização da dívida, tendo em vista que, por ser taxa de juros, evidentemente não serve de índice de correção monetária, cuja finalidade é recompor o valor da moeda corroída pela inflação. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Sobre o assunto, veja-se os recentes posicionamentos jurisprudenciais:&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ementa:&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL DE CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL GARANTIDA POR ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA PELA TJLP. &lt;b&gt;A TJLP (taxa de juros a longo prazo) não pode ser utilizada como critério de correção monetária do débito, devendo ser substituída pelo IGP-M, que melhor reflete a inflação do período, além de ser mais vantajoso ao consumidor.&lt;/b&gt; IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. A exigência de encargos ilegais e/ou abusivos afasta a mora, cuja conseqüência é a improcedência da Ação de Busca e Apreensão. Apelação desprovida. (Apelação Cível Nº 70023912058, Décima Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Lúcia de Castro Boller, Julgado em 29/10/2009).&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ol&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Importante salientar que em razão da natureza de adesão do contrato, não foi disponibilizado aos consumidores pactuar sobre o índice de correção adequado para o seu financiamento, o que de &lt;i&gt;per si&lt;/i&gt; afasta qualquer interpretação de acordo de vontades, deixando explicito que a abusiva taxa foi imposta pela instituição financeira.&lt;/div&gt;
&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, por não ser a taxa de juros em longo prazo válida como fator de correção monetária, deverá ser adotado o TR na atualização da dívida, por melhor exprimir a variação inflacionário.&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/span&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;ol type="a"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;b&gt;e. DA INAPLICABILIDADE DA COMISSÃO DE PERMANENCIA NAS CEDULAS DE CRÉDITO INDUSTRIAL. Decreto-Lei n.º 413/69.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A comissão de permanência tem natureza jurídica tríplice, ou seja: destina-se à&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; remuneração do capital emprestado, à atualização monetária do saldo devedor e à sanção pelo descumprimento do contrato.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;ol start="4"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Por essa razão, a comissão de permanência &lt;b&gt;não pode ser cobrada em conjunto com quaisquer outros encargos, tais como juros remuneratórios, juros de mora, correção monetária ou multa contratual&lt;/b&gt;. Ocorrendo esta hipótese, haveria incidência dupla de remuneração do capital, dupla composição do valor emprestado e dupla sanção ao devedor, o que é vedado pelo ordenamento jurídico brasileiro.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Foi justamente este o objetivo da Resolução 1.129/1986, do Banco Central do Brasil, em seu inciso II, quando estabeleceu a proibição da cumulação da comissão de permanência com "&lt;i&gt;quaisquer outras quantias compensatórias pelo atraso no pagamento dos débitos vencidos&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Conforme exaustivos precedentes do Superior Tribunal de Justiça, é descabida a cobrança da comissão de permanência nas cédulas de crédito rural, comercial e industrial, tendo em vista que a legislação dessa modalidade específica de crédito, voltada ao fomento da economia, estabelece expressamente os encargos exigíveis no caso de inadimplemento do mutuário, quais sejam: (i) juros remuneratórios, (ii) juros moratórios de 1% ao ano; e (iii) multa convencional.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Sendo assim, a despeito de se admitir a comissão de permanência nos demais contratos sujeitos ao regime jurídico bancário, não pode o acessório incidir na modalidade negocial sob discussão.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Nesse sentido:&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
BANCÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA. GRAU. REEXAME. SÚMULA N. 7-STJ. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. INADMISSIBILIDADE. NÃO PROVIMENTO.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
1. "Não adequado aferir, em recurso especial, percentuais e valores da condenação para concluir ou não pela sucumbência em parte mínima do pedido, por ser intento que demanda inegável incursão na seara fático-probatória de cada demanda, vedada pela súmula 07 desta Corte." (REsp 514371⁄MG, Rel. Min. Fernando Gonçalves, Quarta Turma, unânime, DJe 09⁄11⁄2009)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
2. "&lt;b&gt;Nos casos de cédula de crédito rural, comercial e industrial, esta Corte não admite a cobrança de comissão de permanência em caso de inadimplência. Precedentes&lt;/b&gt;." (AgRg no Ag 1064081⁄SE, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, unânime, DJe 18⁄03⁄2011)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
3. Agravo regimental não provido.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(AgRg no Ag 1011105⁄MG, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, DJe 24⁄08⁄2011) &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. RECURSO INFUNDADO. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
1. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça firmou entendimento no sentido de que o enunciado nº 83 de sua Súmula não se restringe aos recursos especiais interpostos com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional, sendo também aplicável nos recursos fundados na alínea "a".&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
2. A relação jurídica existente entre o contratante e a instituição financeira é disciplinada pelo Código de Defesa do Consumidor (Súmula 297⁄STJ).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
3. É possível revisar os contratos firmados com a instituição financeira, desde a origem, para afastar eventuais ilegalidades, independentemente de quitação ou novação, a teor da súmula nº 286⁄STJ.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
4. &lt;b&gt;Nos casos de cédula de crédito rural, comercial e industrial, esta Corte não admite a cobrança de comissão de permanência em caso de inadimplência. Precedentes.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
5. Em razão de incidir na espécie o Código de Defesa do Consumidor, a cobrança da multa moratória na alíquota de 10% só poderá ser mantida para contratos firmados antes da vigência da Lei nº 9.298⁄96, que alterou o Código Consumerista, motivo pelo qual, no caso, mereceu ser reduzida para 2%, conforme disposto no enunciado da Súmula nº 285⁄STJ. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
6. A aferição, se houve ou não sucumbência recíproca, é matéria que demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada pelo óbice da súmula nº 7⁄STJ.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(AgRg no Ag 1064081⁄SE, Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe 18⁄03⁄2011) &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Diante do exposto deve ser declarada nula a incidência da comissão de permanência por ausência de amparo legal na natureza da operação de crédito realizado entre as partes.&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;ol start="4"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;f. DA DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
A descaracterização da mora depende do reconhecimento de abusividade quanto a encargos exigidos no período da normalidade contratual, ou seja, aqueles encargos que naturalmente incidem antes mesmo de configurada a mora.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O acatamento das razões expostas e a nulidade dos encargos contratados por adesão afasta a caracterização da mora.&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Esses abusos devem ser extirpados ou decotados com reflexo na caracterização da mora em que o consumidor tenha eventualmente incidido por razão da cobrança ilegal da instituição financeira.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O Superior Tribunal de Justiça analisou a questão da configuração da mora em ação revisional de contrato bancário, conforme incidente de processo repetitivo, resultando a orientação n. 2, a qual transcrevo:&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E BANCÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. JUROS REMUNERATÓRIOS. CONFIGURAÇÃO DA MORA [...]&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
ORIENTAÇÃO 2 - CONFIGURAÇÃO DA MORA.&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
a) O reconhecimento da abusividade nos encargos exigidos no período da normalidade contratual (juros remuneratórios e capitalização) descaracteriza a mora;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
b) Não descaracteriza a mora o ajuizamento isolado de ação revisional, nem mesmo quando o reconhecimento da abusividade incidir sobre os encargos inerentes ao período da inadimplência. &lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
[...]&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
(Recurso Especial n. 1.061.530/RS, Relatora Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 22/10/2008, DJe 10/03/2009).&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Logo, o reconhecimento da abusividade contratual implica descaracterização da mora até o recálculo do montante da dívida.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/2467023863128993239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/02/das-ilegalidades-praticadas-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/2467023863128993239?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/2467023863128993239?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/02/das-ilegalidades-praticadas-no.html' title='DAS ILEGALIDADES PRATICADAS NO FINANCIAMENTO OPERADO POR CEDULA DE CREDITO INDUSTRIAL. A ESPADA DE DAMOCLES DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSICIONAMENTO JURISPRUDENCIAL SOBRE A CEDULA COMERCIAL.'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Belém - PA, República Federativa do Brasil</georss:featurename><georss:point>-1.4550205 -48.50236819999998</georss:point><georss:box>-1.9630035000000001 -49.147815199999975 -0.9470375000000001 -47.85692119999998</georss:box></entry><entry gd:etag='W/&quot;DU4DSXs_eip7ImA9WhNUGE8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-2553997397377671842</id><published>2013-01-10T06:26:00.001-08:00</published><updated>2013-01-10T06:26:18.542-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2013-01-10T06:26:18.542-08:00</app:edited><title>DA NULIDADE DA EXECUÇÃO LASTREADA EM DUPLICATA SEM  ASSINATURA DO EMITENTE. INVALIDADE DO TITULO.</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;
  &lt;o:AllowPNG/&gt;
 &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves/&gt;
  &lt;w:TrackFormatting/&gt;
  &lt;w:DoNotShowComments/&gt;
  &lt;w:DoNotShowInsertionsAndDeletions/&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;
   &lt;w:EnableOpenTypeKerning/&gt;
   &lt;w:DontFlipMirrorIndents/&gt;
   &lt;w:OverrideTableStyleHps/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;
   &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;
   &lt;m:dispDef/&gt;
   &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;
   &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;
   &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;
   &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;
  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin-top:0cm;
 mso-para-margin-right:0cm;
 mso-para-margin-bottom:10.0pt;
 mso-para-margin-left:0cm;
 line-height:115%;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:11.0pt;
 font-family:"Calibri","sans-serif";
 mso-ascii-font-family:Calibri;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-hansi-font-family:Calibri;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;
 mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
 mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
 mso-fareast-language:EN-US;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal" style="margin-bottom: 2pt;"&gt;
A Lei nº 5.474/68 conceitua
a duplicata como um título formal, que circula por meio de endosso,
constituindo um saque fundado sobre um crédito decorrente de uma compra e venda
mercantil ou prestação de serviços. A formalidade exige que o título preencha
todos os requisitos previstos em lei, dentre eles a assinatura do emitente da
cártula, art. 2º, § 1º, inciso&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;IX. O
referido dispositivo legal dispõe:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Art. 2º. No ato da emissão da fatura, dela poderá ser
extraída uma duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo
admitida qualquer outra espécie de título de crédito para documentar o saque do
vendedor pela importância faturada ao comprador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;§ 1º. A duplicata conterá:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;I – a denominação “duplicata”, a data de sua emissão e o
número de ordem;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;II – o número da fatura;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;III – a data certa do vencimento ou a declaração de ser a
duplicata à vista;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;IV – o nome e domicílio do vendedor e do comprador;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;V – a importância a pagar, em algarismos e por extenso;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;VI – a praça de pagamento;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;VII – a cláusula à ordem;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;VIII – a declaração do reconhecimento de sua exatidão e da
obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite, cambial;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;IX – a assinatura do emitente.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Com
efeito, tais títulos como bem se veem, quando não assinados pelo eminente, acabam
por violar a Lei Nº 5.474, que dispõe que é requisito da Duplicata a assinatura
do emitente, pois não se pode olvidar que o que dá origem ao título é o seu
saque, com a respectiva assinatura do emitente. Ademais, não se pode olvidar
que a duplicata é título formal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De
acordo com o artigo 887 do atual Código Civil, o título de crédito somente
produz efeito quando preencha todos os requisitos previstos na lei. O art. 889
do mesmo diploma, por sua vez exige a assinatura do emitente no título, sob
pena de invalidez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na
lição de Nelson Nery Junior, “o título que autoriza a execução é aquele que
prima facie evidencia certeza, liquidez e exigibilidade que permitem que o
credor lance mão de pronta e eficaz medida para o cumprimento da obrigação a
que o devedor se prestou a cumprir” (Código de Processo Civil Comentado, ed.
RT, 7ª ed., p. 981).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
Nesse passo, cumpre afastar a possibilidade de ser
promovida Execução com base em documento que não preenche os requisitos legais
exigidos a constituir título de crédito extrajudicial, porquanto não contém a
assinatura do eminente, que é condição de validade do título.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Destarte,
não obstante a relação negocial constitua fato incontroverso, o título a ser executado
não se apresenta como documento dotado de força executiva. As duplicatas sem
assinatura do emitente não contêm os requisitos da certeza, liquidez e
exigibilidade, de modo que a cobrança dos valores lá especificados deve ser
feita por intermédio de ação ordinária, em que pese ser a execução via inidônea
para a satisfação da pretensão do apelante. Calha referir que a omissão de
qualquer requisito legal, que retire a validade do título de crédito, não
implica a invalidade do negócio jurídico que lhe deu origem, nos termos do art.
888 do Código Civil vigente. Nesse sentido:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. DUPLICATA DE PRESTAÇÃO
DE SERVIÇOS. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS FORMAIS EXIGIDOS PELO § 1º DO ART. 2º DA
LEI Nº 5.474/68. TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. CPC, ART. 585, I. &lt;b&gt;Embora a relação negocial seja fato
incontroverso, pois admitida pela parte contrária, o título de crédito
executado não se apresenta como documento com força executiva, pois não contém
a assinatura do emitente.&lt;/b&gt; Apelação não-provida. (Apelação Cível Nº
70010131233, Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Iris Helena
Medeiros Nogueira, Julgado em 24/11/2004)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“COMERCIAL. DUPLICATA. FALTA DE ASSINATURA DO EMITENTE DO
TÍTULO. REQUISITO EXIGIDO PELA LEI. &lt;b&gt;Embora
a relação negocial seja fato incontroverso, eis que admitida pela parte
contrária, os títulos executados não se apresentam como documentos com força
executiva. A formalidade exige que o título preencha todos os requisitos
previstos em lei, dentre eles a assinatura do emitente da cártula, art. 2º, §
1º, inciso IX, da Lei 5.474/68.&lt;/b&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;APELO IMPROVIDO. (Apelação Cível nº 70004582524, Segunda Câmara Especial
Cível, TJRS, Relatora Ana Beatriz Iser, julgado em 03/06/2003)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“EMBARGOS À EXECUÇÃO. DUPLICATA. FALTA DE ACEITE E DE
COMPROVAÇÃO DA ENTREGA E RECEBIMENTO DAS MERCADORIAS. &lt;b&gt;É requisito essencial à formação da duplicata a assinatura do emitente.&lt;/b&gt;
Não é executável a duplicata sem aceite e desacompanhada da comprovação da
entrega e recebimento das mercadorias. RECURSO IMPROVIDO. (Apelação cível nº
70002327591, Décima Quinta Câmara Cível, TJRS, Relator Manuel José Martinez
Lucas, julgado em 23/05/2001)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“APELAÇÃO CÍVEL. DUPLICATA. FALTA DE ASSINATURA.
INEXISTÊNCIA. PRECLUSÃO E COISA JULGADA. DISCUSSÃO SOBRE O CRÉDITO. AUSÊNCIA DE
IMPUTAÇÃO ESPECÍFICA. Não oferecendo resistência o executado, via embargos, não
se lhe fecha a oportunidade de discussão, se não que a de fazê-lo com suspensão
do processo executivo. &lt;b&gt;A ausência de
assinatura do emitente em duplicata fá-la inexistente.&lt;/b&gt; Não mais é
admissível a contestação por negativa geral, diante dos termos do art. 302 do
CPC. APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Cível nº 598371052, Sexta Câmara Cível,
TJRS, Relator Antônio Janyr Dall'agnol Júnior, julgado em 03/11/1999)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“DUPLICATA. &lt;b&gt;Hipótese
em que a ausência de assinatura da duplicata pelo emitente a desnatura como
título cambiariforme, e, "ipso facto", lhe retira a característica
executiva. Sentença que declarou a exeqüente carecedora da ação executiva, por
ausência de título executivo, mantida.&lt;/b&gt; APELO IMPROVIDO. (Apelação Cível nº
197059322, Terceira Câmara Cível, TARGS, Relator Luiz Otávio Mazeron Coimbra,
julgado em 25/06/1997)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;“COMERCIAL. DUPLICATA. FALTA DE ASSINATURA DO EMITENTE.
INEXECUTABILIDADE. &lt;b&gt;1. A falta de
assinatura do emitente na duplicata impede sua criação, que e ato anterior ao
próprio aceite, e retira do portador os meios de ação que lhe são próprios.&lt;/b&gt;
2. Apelação provida. (Apelação Cível nº 194121174, Terceira Câmara Cível,
TARGS, Relator Araken de Assis, julgado em 10/08/1994)”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Trata-se aqui de
ausência da assinatura do emitente. E a falta de assinatura do emitente, de
fato, torna o título insubsistente, sendo inadmissível que após o ajuizamento
do pedido de falência venha a ser regularizado. O sacador, que é a pessoa que
emite o título, assume obrigação ao emitir a cártula e a sua assinatura é
requisito essencial, sendo absolutamente formal o título de crédito. Merece
lembrada a velha lição de &lt;b&gt;Tullio Ascarelli:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;"Os requisitos
"formais" exigidos pela lei, para que o documento possa constituir um
título de crédito, são impostos sob pena de nulidade, isto é, a sua falta
acarreta a insubsistência de um "título de crédito" ou de um título
de crédito de determinado tipo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A exceção de nulidade
atém-se naturalmente à própria existência de um título de crédito e de um
direito cartular e por isso poderá ser oposta a qualquer portador por qualquer
devedor.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;.........................................................................................................................&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Em geral, a lei não
especifica o momento em que devem coexistir todos os requisitos de um
documento, o que eqüivale a afirmar que devem existir no momento em que for
usado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ensina-se, portanto,
que os requisitos do título de crédito devem coexistir no momento da sua
apresentação, ou melhor, no momento que se invoca, com base no próprio título,
o direito cartular." &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;(Teoria Geral do Títulos de Crédito,
Saraiva, 2a ed., 1969, trad. de Nicolau Nazo, págs. 23/24)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Por
isso é imperiosa a extinção da ação, pela nulidade dos títulos executivos,
forte no inciso I do artigo 618 do Código de Processo Civil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 72pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Nesse
sentido, tem se posicionado a jurisprudência desta corte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;EMENTA:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À
EXECUÇÃO. &lt;span&gt;DUPLICATA&lt;/span&gt;. &lt;span&gt;FALTA&lt;/span&gt; DE &lt;span&gt;ASSINATURA&lt;/span&gt; DO &lt;span&gt;EMITENTE&lt;/span&gt;.
REQUISITO LEGAL. INVALIDADE DOS TÍTULOS. NULIDADE DA EXECUÇÃO. 1. &lt;b&gt;A Lei nº 5.474/68 conceitua a &lt;span&gt;duplicata&lt;/span&gt; como um título formal, que
circula por meio de endosso, constituindo um saque fundado sobre um crédito
decorrente de uma compra e venda mercantil ou prestação de serviços. A
formalidade exige que o título preencha todos os requisitos previstos em lei,
dentre eles a &lt;span&gt;assinatura&lt;/span&gt; do &lt;span&gt;emitente&lt;/span&gt; da cártula. 2. Os documentos
que instruem o pedido executório não constituem títulos de crédito
extrajudicial, pois não constam neles a &lt;span&gt;assinatura&lt;/span&gt;
do &lt;span&gt;emitente&lt;/span&gt;, conforme exigido
pelo inciso IX do § 1º do art. 2º da Lei nº 5.474/68. &lt;/b&gt;3. Sentença mantida.
APELO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70017345786, Nona Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Tasso Caubi Soares Delabary, Julgado em 11/07/2007).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoQuote" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;EMENTA:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;&amp;nbsp; AÇÃO DECLARATÓRIA. &lt;span&gt;DUPLICATA&lt;/span&gt;. &lt;span&gt;FALTA&lt;/span&gt; DE &lt;span&gt;ASSINATURA&lt;/span&gt;
DO &lt;span&gt;EMITENTE&lt;/span&gt;. NULIDADE DO TÍTULO.
Decreto de procedência da ação declaratória de nulidade de título de crédito
que se mantém, na ausência de &lt;span&gt;assinatura&lt;/span&gt;
da &lt;span&gt;duplicata&lt;/span&gt; pelo &lt;span&gt;emitente&lt;/span&gt;. Não preenchimento de requisito
formal extrínseco, com previsão no art. 2.º, § 1.º, IX, da Lei n.º 5.474/68.
APELO IMPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70009566084, Quinta Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Ana Maria Nedel Scalzilli, Julgado em 31/03/2005).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;EXECUÇÃO
POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE. DUPLICATAS MERCANTIS PROTESTADAS E
ACOMPANHADAS DOS COMPROVANTES DE ENTREGA DAS MERCADORIAS. ALEGAÇÃO DE QUE A
FALTA DE ACEITE NÃO AFASTARIA A EXEQUIBILIDADE DAS CAMBIAIS. SENTENÇA
TERMINATIVA FUNDADA EM CAUSA DIVERSA. FALTA DE INTERESSE DE AGIR CONFIGURADA.
NÃO CONHECIMENTO DO APELO NESTA PARTE. TÍTULOS NÃO ASSINADOS PELO EMITENTE.
PRESSUPOSTO FORMAL IMPOSTO PELO ART. 2º, § 1º, IX, DA LEI DE DUPLICATAS.
INOBSERVÂNCIA. AUSÊNCIA DE TÍTULO EXECUTIVO. NULIDADE DA EXECUÇÃO CONFIGURADA.
RECURSO NÃO PROVIDO NA PARTE EM QUE FOI CONHECIDO.2º§ 1ºIXA &lt;b&gt;assinatura do emitente da duplicata é
requisito formal indispensável para a validade do título de crédito e, conforme
decidiu o Superior Tribunal de Justiça &lt;/b&gt;(REsp n. 264.174/PR, rel. Min.
Carlos Alberto Menezes Direito, DJ 25-3-2002, p. 273), &lt;b&gt;não pode ser aposta depois de ajuizada a execução. &lt;/b&gt;(181442 SC
2010.018144-2, Relator: Jorge Luiz de Borba, Data de Julgamento: 21/06/2010,
Segunda Câmara de Direito Comercial, Data de Publicação: Apelação Cível n. , de
Joinville)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Inclusive
o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou sobre a assinatura do emitente
como requisito formal de validade do titulo de crédito, vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Título
de crédito. Assinatura do emitente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;1.
&lt;b&gt;A assinatura do emitente é requisito
formal indispensável para a subsistência do título de crédito, não podendo ser
aposta após o ajuizamento do pedido de falência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;2.
Recurso especial não conhecido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;(REsp
264174/PR, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 13/12/2001, DJ 25/03/2002, p. 273)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
Portanto, verifica-se que a execução lastreada em
duplicata sem assinatura do emitente é título executivo inválido, não
preenchendo os requisitos exigidos para a sua configuração, não se encaixando
no rol do art. 585, inc. I, do CPC. &lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/2553997397377671842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/01/da-nulidade-da-execucao-lastreada-em_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/2553997397377671842?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/2553997397377671842?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2013/01/da-nulidade-da-execucao-lastreada-em_10.html' title='DA NULIDADE DA EXECUÇÃO LASTREADA EM DUPLICATA SEM  ASSINATURA DO EMITENTE. INVALIDADE DO TITULO.'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUYHRHg4fip7ImA9WhNXE00.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-6653641447319670478</id><published>2012-11-30T12:23:00.000-08:00</published><updated>2012-11-30T12:25:35.636-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-11-30T12:25:35.636-08:00</app:edited><title>DA RESPONSABILIDADE DO CREDOR NA AÇÂO DE EXECUÇÃO DE DIVIDA INEXISTENTE. DA DEVIDA INDENIZAÇÃO MORAL E MATERIAL AO EMBARGANTE. ART. 574 DO CPC</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O art. &lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91735/c%C3%B3digo-processo-civil-lei-5869-73/oArtigo%20574%20do%20Código%20Processo%20Civil%20-%20Lei%205869/73"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;574&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91735/c%C3%B3digo-processo-civil-lei-5869-73/oCódigo%20Processo%20Civil%20-%20Lei%205869/73"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Código de Processo Civil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;, prevê expressamente que o credor deverá indenizar o devedor pelos prejuízos suportados toda a vez que decisão judicial declarar, no todo ou em parte, inexistente a dívida que fundou a execução.:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Art. 574 - O credor ressarcirá ao devedor os danos que este sofreu, quando a sentença, passada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação, que deu lugar à execução.&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Tal responsabilidade pode ser entendida como ampliação de caso especifico da responsabilidade do art. 16 do CPC:&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;a href="http://www.blogger.com/null" name="Art. 16"&gt;&lt;/a&gt;Art. &lt;b&gt;16&lt;/b&gt; - Responde por perdas e danos aquele que pleitear de má-fé como autor, réu ou interveniente.&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Note-se que o ressarcimento previsto no aludido dispositivo legal é de natureza objetiva, prescindindo, portanto, da existência de dolo ou culpa. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A esse respeito, precisos os escólios do atual ministro do STF TEORI ALBINO ZAVASCKI:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"Segundo opinião generalizada da doutrina, é de natureza objetiva a responsabilidade prevista no art. 574. 'O fundamento do ressarcimento ao executado dos danos que sofreu pela execução infundada é o mesmo da condenação em custas. É o fato objetivo da derrota, ou do sucumbimento', escreveu Amílcar de Castro. Trata-se de responsabilidade objetiva que decorre do risco ligado ao ônus processual', observou Mario Aguiar Moura. Sua natureza é idêntica à da prevista para o ressarcimento dos danos em caso de execução provisória (art. 588, I), também objetiva, segundo doutrina clássica. Dispensa-se, conseqüentemente, investigação sobre dolo ou culpa. Basta, para obter ressarcimento, a prova da existência do dano - patrimonial ou moral - e da sua relação de causa e efeito com o processo de execução" ("Comentários ao código de processo civil". 2a ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, v. 8, p. 116).&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ao mesmo resultado levam as ponderações de ARAKEN:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"O elemento subjetivo (culpa 'lato sensu') é irrelevante nacaracterização de semelhante responsabilidade do credor. Os arts. 574 e 588, I, que tratam do assunto, consagram hipóteses de responsabilidade objetiva. À incidência dessas regras basta a configuração de requisito único: a emanação de provimento jurisdicional, designado de sentença, mas que abranqe qualquer ato decisório provido deste efeito, que, após a abertura do procedimento 'in executivis', desfaça o crédito excutido no todo ou em parte. É bem de ver que o processo executivo, do ângulo das regras processuais, se desenvolveu válida e legitimamente, mas produziu, fora do processo, dano injusto, porque inexistente a obrigação. Conforme acentua Chiovenda, é justo que suporte o dano o credor que provocou, em proveito próprio, a execução injusta, na medida em que o devedor não fez para provocar tal dano e sequer se encontrava obrigado a evitá- lo" ("Comentários ao código de processo civil", 1a ed., Rio de Janeiro: Forense, 1999, v. VI, n° 40, ps. 83-84) (grifo não original)&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A invocação da responsabilidade do credor depende de manifestação expressa do devedor nos autos, sujeita à provocação do juízo, vale dizer, não é medida de ofício&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;
De outra parte, "os danos", aos quais alude o art. 574 do CPC, devem ser entendidos em sentido amplo, abrangendo tanto o dano material como o dano moral ocasionado ao devedor pela execução infundada. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Nos dizeres de TEORI ALBINO ZAVASCKI, já citado:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"Os danos de que trata o art. 574 são os objetivamente decorrentes da existência do processo de execução. Não se limitam ao pagamento das custas e honorários advocatícios, que têm disciplina própria e são devidos em qualquer execução, e não apenas na que foi frustrada pela superveniente sentença que declarou a inexistência da obrigação. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O dispositivo fala em 'danos que [o devedor] sofreu', devendo-se compreendê-los, portanto, em sentido amplo, tais como previstos no art. 402 do CC (art. 1.059 do CC/16): abrangem, além do que o executado efetivamente perdeu, também o que deixou de lucrar.&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Não há porque excluir os danos morais efetivamente comprovados, notadamente em face do que dispõe o art. 5o, X, da Constituição. (...). Em suma, são todos os danos, devidamente comprovados, que tenham relação de causalidade com o processo de execução intentado para haver o cumprimento de obrigação declarada, posteriormente, inexistente" ("Comentários ao código de processo civil", 2a ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2003, v. 8, p. 115) (grifo não original).&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
O desembargador Marcelo Cezar Muller do ínclito Tribunal do Rio Grande do Sul, em sua obra "A responsabilidade do credor segundo o artigo 574 do CPC", amplia o procedimento de responsabilidade do credor para cumprimentos de sentença, em razão de sua natureza de execução de titulo judicial, vejamos:&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"A regra do art. 574, instituída pelo Código de Processo Civil de 1973 no sistema jurídico, possui caráter específico, uma vez que somente incidirá mediante a presença de todos os seus requisitos. Não se confunde com outras hipóteses de responsabilidade da parte ou mesmo do credor, as quais podem ter origem no Código de Processo ou no Código Civil. A presença de superposição de regras induz à necessidade de estabelecer critérios para a aplicação de cada uma de forma correta.  &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Em princípio, o dispositivo abarca qualquer espécie de execução definitiva, com origem em título judicial e extrajudicial. O cumprimento de sentença, mesmo que não gere um processo autônomo, continua sendo execução, porque visa à satisfação do crédito do vencedor da demanda. Houve a fusão em uma única relação processual das atividades cognitiva e executória, com dispensa de novo pedido de citação. O termo execução ou decisão exeqüenda continua sendo utilizada na lei, sendo exemplos o art. 475-I, &lt;i&gt;caput&lt;/i&gt; e §§ 1º e 2º, e o art. 475-B, § 3º, do CPC. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Dessa maneira, quando se trata de processo execução ou cumprimento, a responsabilidade do credor, de maneira específica, pode ter duas origens: a) art. 574; b) art. 475-O, I (art. 588, I, antes da&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Lei 11.232/2005), do CPC. A primeira regra, objeto deste estudo, tem aplicação à execução definitiva, a segunda à execução provisória, e ambas fazem transparecer o princípio da responsabilidade. &lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
No que se refere ao processo de execução regulado por lei especial, se esta não dispuser de regra própria sobre a responsabilidade do credor e, se for cabível, pode haver aplicação subsidiária do Código de Processo."&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Vejamos  precedente judicial sobre a responsabilidade do credor por execução de divida declarada inexistente:&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. ART. 574 DO CPC. É responsabilidade do exequente ressarcir o devedor pelos danos causados em caso de ser declarada inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que deu lugar à execução. Art. 574 do CPC. A liquidação dos danos pode ser efetuada nos próprios autos da execução, não havendo necessidade de ajuizamento de ação autônoma. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70038993176, Décima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Luiz Roberto Imperatore de Assis Brasil, Julgado em 26/01/2011)&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Em posicionamento de vanguarda, o Tribunal do Rio Grande do Sul condenou o Município em Execução Fiscal a indenizar o contribuinte executado por divida de IPTU declarada inexistente, ampliando o cabimento do art. 574 do CPC à fazenda pública:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Ementa:&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. MANIFESTO DESCABIMENTO. DANOS MORAIS. ART. 574, CPC. Apresentando-se manifestamente infundada execução fiscal, de elevado valor, que cumula conduta inaceitável do Poder Público, primeiro retirando, ilegalmente, a posse dos proprietários e, depois, cobrando-lhes, injustificadamente, o tributo predial, contra o que já fora manifestado judicialmente ao ser reconhecido o apossamento administrativo, inafastável a configuração de afetação da esfera extrapatrimonial daqueles que se submeteram a tal conduta, permitindo o art. 574, CPC, o reconhecimento e condenação dos danos derivados do indevido processo executivo. PROCESSUAL CIVIL. SUCUMBÊNCIA. HIERARQUIA DAS PRETENSÕES. REDEFINIÇÃO. Considerando-se a substância das pretensões e sua hierarquia, e não apenas dado numérico, configura-se, no caso dos autos, nitidamente, a maior derrota do Município, o que leva a que se redefina a distribuição e quantitativos dos encargos sucumbenciais. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70046489993, Vigésima Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em 25/01/2012&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
A liquidação dos danos, todavia, pode ser efetuada nos próprios autos da execução, não havendo necessidade de ajuizamento de ação autônoma. A respeito do tema, cito a lição de Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero:&lt;/div&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;
&lt;dir&gt;

&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
"&lt;b&gt;3. Apuração dos Danos.&lt;/b&gt; A liquidação dos danos pode ocorrer mediante requerimento nos próprios autos da execução. Não é necessária a propositura de ação condenatória. A ilicitude da execução vai evidenciada desde logo a partir do trânsito em julgado da decisão que declara inexistente, no todo ou em parte, a obrigação que deu lugar à execução. Com o trânsito em julgado há certeza a respeito do ilícito. Cumpre a partir daí apenas discutir o nexo causal e o importe do dano causado, o que pode ocorrer mediante liquidação por arbitramento (art. 475-C, CPC) ou por artigos (art. 475-E, CPC)."&lt;/div&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/dir&gt;&lt;/span&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;dir&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
　&lt;/div&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;
&lt;/dir&gt;

&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;div align="JUSTIFY" dir="LTR"&gt;
Logo, a extinção de ação executiva fundada na inexistência da divida implica a incidência do artigo 574 do CPC, liquidando-se os prejuízos nos próprios autos em que se processou a execução.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/6653641447319670478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/11/da-responsabilidade-do-credor-na-acao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/6653641447319670478?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/6653641447319670478?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/11/da-responsabilidade-do-credor-na-acao.html' title='DA RESPONSABILIDADE DO CREDOR NA AÇÂO DE EXECUÇÃO DE DIVIDA INEXISTENTE. DA DEVIDA INDENIZAÇÃO MORAL E MATERIAL AO EMBARGANTE. ART. 574 DO CPC'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;D08MQXo6fSp7ImA9WhNREk0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-5121245457214770480</id><published>2012-11-06T04:43:00.001-08:00</published><updated>2012-11-06T04:44:40.415-08:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-11-06T04:44:40.415-08:00</app:edited><title>INTERPRETAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM CASOS CONSUMERISTAS</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 9px;"&gt;ESPECIAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="background-color: white; padding-bottom: 10px;"&gt;
&lt;span class="titulo_texto" style="color: #9d362e; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-weight: bold; margin-left: 0px; padding: 5px 5px 10px 0px;"&gt;As ciladas do consumo na mira da Justiça&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
Estudos do Ministério da Fazenda apontam que, em 2020, o país será o quinto mercado consumidor do mundo. Se as previsões estiverem certas, os brasileiros vão estar dispostos a gastar mais com moradia, lazer, educação e alimentos. Os dados informam que o consumo das famílias passará de R$ 2,3 trilhões em 2010 para R$ 3,5 trilhões até o final da década, um número que chama a atenção para a necessidade do consumo consciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) podem auxiliar as pessoas a não cair nas ciladas do consumo. Com frequência, são apresentadas demandas envolvendo consumidores que não atentam para as cláusulas do contrato e vendedores que não procuram esclarecê-las. E há até a situação de pessoas que compram um produto no exterior e buscam a garantia no Brasil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inúmeros são os problemas de consumo que chegam ao Tribunal – como o caso dos consumidores que já não conseguem pagar as contas e acabam com o nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Princípio da transparência&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Uma informação clara, precisa e adequada sobre os diferentes produtos e serviços é princípio básico previsto pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e que, muitas vezes, não é observado. Para o STJ, a informação defeituosa aciona a responsabilidade civil, abrindo espaço para indenizações (REsp 684.712).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É dever de quem vende um produto destacar todas as condições que possam limitar o direito do consumidor. As cláusulas de um contrato devem ser escritas de forma que qualquer leigo possa compreender a mensagem, em nome da transparência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por esse princípio, o consumidor tem direito, por exemplo, à fatura discriminada das contas de energia elétrica ou de telefonia, independentemente do pagamento de taxas. O Ministério Público ajuizou ação contra uma empresa de telefonia alegando prestação de serviços inadequados, no tocante às informações contidas nas faturas expedidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O STJ reafirmou a tese de que o consumidor tem direito a informação precisa, clara e detalhada, sem a prestação de qualquer encargo (REsp 684.712). Um dever que permeia também a relação entre médico e paciente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Terceira Turma julgou caso em que o profissional se descuidou de informar a paciente dos riscos cirúrgicos, da técnica empregada, do formato e das dimensões das cicatrizes de uma cirurgia de mama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os ministros decidiram que o profissional, ciente do seu ofício, não pode se esquecer do dever de informação ao paciente, pois não é permitido criar expectativas que, de antemão, sabem ser inatingíveis (REsp 332.025).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Informação dúbia&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O entendimento do Tribunal é no sentido de que informação dúbia ou maliciosa deverá ser interpretada contra o fornecedor de serviço que a fez vincular, conforme disposição do artigo 54, parágrafo quarto, do CDC.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um recurso julgado, em que houve dúvida na interpretação de contrato de assistência médica sobre a cobertura de determinado procedimento de saúde, a Quarta Turma deu ganho de causa ao consumidor, que buscava fazer transplante de células (REsp 311.509).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para o STJ, não é razoável transferir ao consumidor as consequências de um produto ou serviço defeituoso (REsp 639.811). Se o fornecedor se recusar a cumprir os termos de uma oferta publicitária, por exemplo, o consumidor, além de requerer perdas e danos, pode se valer de execução específica, pedindo o cumprimento forçado da obrigação, com as cominações devidas (REsp 363.939).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Propaganda enganosa&lt;/strong&gt;Diversas decisões do STJ vão contra qualquer tipo de publicidade enganosa ou abusiva. Em julgamento no qual se analisou a exploração comercial de água mineral por parte de uma empresa, a Primeira Turma se posicionou contra a atitude de encartar no rótulo do produto a expressão “diet por natureza”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O STJ entendeu que somente produtos modificados em relação ao produto natural podem receber a qualificação&amp;nbsp;&lt;em&gt;diet&lt;/em&gt;, sejam produtos destinados a emagrecimento, sejam aqueles determinados por prescrição médica. Assim, a água mineral, que é comercializada naturalmente, sem alterações em sua substância, não pode ser qualificada como&amp;nbsp;&lt;em&gt;diet&lt;/em&gt;, sob o risco de configurar propaganda enganosa (REsp 447.303).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Da mesma forma que uma cerveja, ainda que com teor de álcool abaixo do necessário para ser classificada como bebida alcoólica, não pode ser comercializada com a inscrição “sem álcool”, sob o risco de se estar ludibriando o consumidor (REsp 1.181.066).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Planos de saúde&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
A empresa que anuncia plano de saúde com a inscrição de cobertura total no título de um contrato não pode negar ao paciente tratamento de uma patologia, se acionada, mesmo que no corpo do texto haja limitação de cobertura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Terceira Turma decidiu que as expressões “assistência integral” e “cobertura total” têm significado unívoco na compreensão comum, e “não podem ser referidas num contrato de seguro, esvaziadas do seu conteúdo próprio, sem que isso afronte o princípio da boa-fé nos negócios” (REsp 264.562).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Operadoras de planos de saúde têm também obrigação de informar individualmente a seus segurados o descredenciamento de médicos e hospitais. A Terceira Turma julgou caso de um paciente cardíaco que, ao buscar atendimento de emergência, foi surpreendido pela informação de que o hospital não era mais conveniado (REsp 1.144.840).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A informação deve sempre estar à mão do consumidor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Marcas internacionais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diante das seduções de mercado do mundo globalizado, com propostas cada vez mais tentadoras, o STJ proferiu decisão no sentido de que empresas nacionais que divulgam marcas internacionais de renome devem responder pelas deficiências dos produtos que anunciam e comercializam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O consumidor, no caso, adquiriu no exterior uma filmadora que apresentou defeito. A empresa sustentava que, apesar de ser vinculada à matriz – que funcionava no Japão –, não poderia ser responsabilizada judicialmente no Brasil, pois a prestação da garantia ocorria de forma independente (REsp 63.981).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Quarta Turma decidiu que, se as empresas nacionais se beneficiam de marcas mundialmente conhecidas, incumbe-lhes responder também pelas deficiências dos produtos que anunciam e comercializam, não sendo razoável destinar ao consumidor as consequências negativas dos negócios envolvendo objetos defeituosos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“O mercado consumidor, não há como negar, vê-se hoje ‘bombardeado’ diuturnamente por intensa e hábil propaganda, a induzir a aquisição de produtos, notadamente os sofisticados de procedência estrangeira, levando em linha de conta diversos fatores, dentre os quais, e com relevo, a respeitabilidade da marca”, afirmou o ministro Sálvio de Figueiredo na ocasião em que proferiu o voto. Ele considerou pertinente a responsabilização da empresa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Desequilíbrios contratuais&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
As disposições contratuais que ponham em desequilíbrio a equivalência entre as partes são condenadas pelo Código do Consumidor. Segundo inúmeras decisões do STJ, se o contrato situa o consumidor em posição de inferioridade, com nítidas desvantagens em relação ao fornecedor, pode ter sua validade questionada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Tribunal admite a modificação de cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais, e a sua revisão é possível em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas (AgRg no REsp 849.442). Não importa, para tanto, se a mudança das circunstâncias tenha sido ou não previsível (AgRg no REsp 921.669).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tem sido igualmente afirmado, em diversos julgamentos, que é possível ao devedor discutir as cláusulas contratuais na própria ação de busca e apreensão em que a financeira pretende retomar o bem adquirido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ministra Nancy Andrighi, em voto-vista proferido sobre o assunto, ponderou que seria pouco razoável reconhecer determinada nulidade num contrato garantido por alienação fiduciária e não declará-la apenas por considerar a busca e apreensão uma ação de natureza sumária (REsp 267.758).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Consumidor inadimplente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
O consumidor deve ser previamente informado quanto ao registro de seu nome nos serviços de proteção ao crédito. Assim, terá a oportunidade de pagar a dívida e evitar constrangimentos futuros na hora de realizar novas compras (REsp 735.701).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se a dívida foi regularmente paga, o credor tem a obrigação de providenciar o cancelamento da anotação do nome do devedor no banco de dados, no prazo de cinco dias (REsp 1.149.998).&lt;br /&gt;
O prazo de prescrição para o ajuizamento de ação de indenização por cadastro irregular é de dez anos, quando o dano decorre de relação contratual, tendo início quando o consumidor toma ciência do registro (REsp 1.276.311).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não cabe indenização por dano moral, segundo o STJ, em caso de anotação irregular quando já existe inscrição legítima feita anteriormente (Rcl 4.310). Para o Tribunal, o ajuizamento de ação para discutir o valor do débito, por si só, não inibe a inscrição do nome do devedor nos cadastros de proteção ao crédito. Para isso ocorrer, é necessário que as alegações do devedor na ação sejam plausíveis e que ele deposite ou pague o montante incontroverso da dívida (REsp 856.278).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
Texto copiado do STJ&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
A noticia acima refere-se aos seguintes processos:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="conteudo_texto" style="background-color: white; color: #595656; font-family: verdana, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20684712" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 684712&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20684.712" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 684.712&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20332025" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 332025&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20639811" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 639811&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201181066" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1181066&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201.144840" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1.144840&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20849442" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 849442&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20921669" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 921669&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20267758" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 267758&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20735701" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 735701&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201149998" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1149998&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%201276311" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 1276311&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=Rcl%204310" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;Rcl 4310&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="obj_textos_rel_processos" style="color: #8b8b8b; height: 15px; margin-bottom: 3px; margin-left: 8px; padding-left: 14px; text-align: left;"&gt;
&lt;a class="" href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;amp;valor=REsp%20856278" style="color: #2465a4; font-family: 'trebuchet ms', arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" target="janela_processos"&gt;REsp 856278&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/5121245457214770480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/11/interpretacao-do-superior-tribunal-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/5121245457214770480?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/5121245457214770480?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/11/interpretacao-do-superior-tribunal-de.html' title='INTERPRETAÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EM CASOS CONSUMERISTAS'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0MFSX0zeyp7ImA9WhNSEEU.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-3936828664622242480</id><published>2012-10-24T07:32:00.001-07:00</published><updated>2012-10-24T07:36:58.383-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-24T07:36:58.383-07:00</app:edited><title>DO EMPATE FICTO COMO TRATAMENTO DIFERENCIADO DESTINADO AS MICROEMPRESAS (ME) E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (EPP) NAS LICITAÇÕES. LEI COMPLEMENTAR 123/2006</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A lei complementar nº 123
(Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), de 14 de
dezembro de 2006, trouxe mudanças significativas em relação à participação e
tratamento de microempresas e empresas de pequeno porte nas licitações públicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Uma das principais inovações diz
respeito à regra de preferência nas hipóteses em que ocorrer empate na
licitação. Entretanto não se trata de um empate ipsis litteris, mas sim de uma
espécie de ficção de empate por aproximação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
É cediço que a Lei Complementar
n. 123/2006 foi editada para estabelecer regras de tratamento diferenciado às
micro e pequenas empresas, em atendimento ao disposto nos arts. 170, inciso IX,
e 179 da Constituição da República de 1988, com o desígnio de fomentar seu
desenvolvimento econômico. Noutro dizer, o legislador pátrio elegeu o poder de
comprar do Estado como ferramenta veiculadora de políticas públicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Dentre as regras gizadas pelo
diploma retro, o Capítulo V - Do acesso aos mercados - contempla inovações no
ordenamento jurídico ao conferir determinados privilégios às ME e EPP para
participar de licitações, criando condições favoráveis à obtenção de
contratações administrativas, entre as quais, destaca-se em especial, as regras
de preferências nos casos de empate, consoante disciplinado na Lei Complementar
n. 123/2006, notadamente no seu art. 44, a saber:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;"Art. 44. Nas licitações será
assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as
microempresas e empresas de pequeno porte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;§ 1º Entende-se por empate aquelas
situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresas de
pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez por cento) superiores à proposta
mais bem classificada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;§ 2º Na modalidade de pregão, o intervalo
percentual estabelecido no § 1º deste artigo será de até 5% (cinco por cento)
superior ao melhor preço."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O dispositivo sub oculo revela
hipótese legal do empate "ficto" ou "presumido" ao
mencionar que as propostas apresentadas pelas ME e EPP iguais ou até 10%
superiores à proposta mais bem classificada (no caso de pregão 5%) serão consideradas
empatadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Sobre a regra especial de
desempate em favor das ME´s e EPP`s, mister se faz trazer a baila a doutrina do
procurador federal André Luiz Santa Cruz Ramos :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“Em primeiro lugar, cumpre esclarecer o que
a Lei Geral entende exatamente por empate. Ao contrário do que se pode
imaginar, esse empate de que trata a lei não ocorre apenas quando a proposta de
uma ME ou EPP for igual à melhor proposta oferecida por uma empresa normal, mas
também quando a diferença entre elas é muito pequena. É o que diz o §1º do art.
44, segundo o qual “entende-se por empate aquelas situações em que as propostas
apresentadas pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou
até 10% (dez por cento) superiores à proposta mais bem classificada ... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;... Vê-se, pois que a Lei Geral criou o que
já se está chamando de empate ficto ou ficção de empate, uma vez que configura,
juridicamente, não apenas quando houver mais de uma proposta com valores
indenticos, “mas também serão consideradas como empate as situações em que a
diferença entre as propostas se enquadre num determinado limite porcentual”, o
qual no pregão é de 5%, enquanto nas demais modalides licitatórias é de 10%.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Cristiana Fortini explica que :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“O § 1º e o §2º do art. 44 da LC criam, ao
lado do empate real, o empate ficto, se as propostas equidistarem umas das
outras (tomando como referência a proposta inicialmente melhor colocada) dentro
de um intervalo de 10% para as modalidades tradicionais e 5% no caso de adoção
do pregão. O empate aqui mencionado é o relativo ao preço. O empate real é
possível apenas nas modalidades tradicionais, porque no pregão, ainda que não
se exija a renovação de lances, não se permite a repetição de proposta ofertada
por terceiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Vale dizer, se a proposta mais bem situada
for de R$ 100,00, todas as propostas, apresentadas por micro ou pequenas
empresas, iguais a ela (como dito, possível apenas no caso de emprego das
modalidades tradicionais) e todas as que não a ultrapassarem em mais de 10%
(modalidades tradicionais) ou 5% (se for pregão) serão consideradas empatadas.
Assim, estarão empatadas as propostas das micro ou pequenas empresas que não
ultrapassarem R$ 110,00 (cento e dez reais) ou R$ 105,00 (cento e cinco reais),
a depender da modalidade de licitação em uso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&amp;nbsp;Ocorrendo o empate ficto conforme art. 44 da
LC. 123/2006, o art. 45 da mesma lex encarrega-se de disciplinar os seguintes
procedimentos: a) a ME ou EPP mais bem classificada poderá oferecer proposta de
preço inferior àquela considerada vencedora do certame, situação em que será
adjudicado em seu favor o objeto licitado; b) se a ME ou EPP mais bem
classificada não apresentar proposta de preço inferior, serão convocadas as
remanescentes, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito; c)
no caso de serem idênticos os valores das propostas originais apresentadas
pelas ME e EPP, será realizado sorteio entre elas para que se identifique
aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O mestre Andre Luiz Santa Cruz
Ramos continua lecionando :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“Assim sendo o “empate”, e uma vez
caracterizado, prevê o art. 45 da Lei Geral três soluções distintas. No inciso
I, prevê a lei que “ a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem
classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada
vencedora do certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto
licitado ... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;... Caso a faculdade prevista no inciso I
não seja exercida pela ME ou EPP respectiva, o inciso II estabelece uma outra
solução, prevendo que “não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa
de pequeno porte, na forma do inciso I do caput deste artigo, serão convocados
as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese dos §1º e 2º&amp;nbsp; do art. 44 desta Lei Complementar na ordem
classificatória, para o exercício do mesmo direito”. Veja-se que a lei não
estabeleceu que sejam convocados todas as ME`s e EPP´s participantes do certame
licitatório para que eventualmente exerçam a faculdade constante do §1º. Serão
chamadas apenas as ME`s ou EPP´s que tenham oferecido proposta que se enquadre
nos limites percentuais previstos no art. 44, §1º e 2º.Se não houver nenhuma
outra ME ou EPP nessa situação, então serão considerada vencedora a empresa
normal que se classificou em primeiro lugar ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;... Pode ser ainda que as ME´S ou EPP´s que
se enquadrem na previsão normativa do inciso II, analisada acima, tenham
oferecido, originalmente, propostas equivalente, hipóteses em que se aplicará a
regra do inciso III: no caso de equivalência dos valores apresentados pelas
microempresas e empresas de pequeno porte que se encontrarem nos intervalos
estabelecidos nos §1º e §2º do art. 44 desta Lei Complementar, será realizado
sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá
apresentar melhor oferta.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Como se vê, a norma estabelece um direito de
preferência às EPP e ME para em caso de empate (real ou ficto) apresentarem
propostas menor do que aquela que, em condições normais, seria a vencedora da
disputa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A lei conferiu uma segunda chance
a elas, sendo-lhes facultado alterar, posteriormente, a sua proposta original,
de modo a que esta passe a ser inferior à proposta inicialmente classificada em
primeiro lugar. Se elas assim o fizerem, serão consideradas vencedoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Nessa toada, o doutrinador Joel
de Menezes Niebuhr ensina que :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“A rigor, reconhecendo-se o empate, na
forma dos parágrafos do art. 44 da Lei Complementar 123/06, a microempresa ou
empresa de pequeno porte mais bem classificada faz jus à oportunidade de
oferecer proposta de preço inferior à proposta de preço até então considerada vencedora
do certame, conforme dispõe o inc. I do art. 45 da mesma lei complementar.
Enfatiza-se que não basta à microempresa ou empresa de pequeno porte igualar o
menor preço até então ofertado. A microempresa ou empresa de pequeno porte mais
bem classificada deve cobrir o menor preço até então ofertado, reduzi-lo. Se o
fizer, prescreve o referido inc. I do art. 45 da Lei Complementar, o objeto da
licitação deve ser adjudicado a ela.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O professor José Anacleto Abduch
Santos, por sua vez, ministra que :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“Como a lei não estabelece qualquer
parâmetro para esta nova proposta, qualquer valor menor do que a proposta
original deve ser reputado suficiente para que o desempate se efetive (proposta
apenas R$ 1,00 menor do que a original, por exemplo).”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Cumpre mencionar que a Lei nº
11.488, de 15 de junho de 2007, estendeu às cooperativas os mesmos benefícios
outorgados às microempresas e empresas de pequeno porte nas licitações,
conforme se verifica no seu art. 34:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Art. 34.&amp;nbsp;
Aplica-se às sociedades cooperativas que tenham auferido, no
ano-calendário anterior, receita bruta até o limite definido no inciso II do
caput do art. 3o da Lei Complementar no 123, de 14 de de-zembro de 2006, nela
incluídos os atos cooperados e não-cooperados, o disposto nos Capítulos V a X,
na Seção IV do Capítulo XI, e no Capítulo XII da referida Lei Complementar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
As disposições contidas na Lei
Complementar nº 123/06, relativas ao critério de desempate para microempresas,
são auto-aplicáveis, ou seja de obrigação pela Administração Pública. Isso
significa que ele deve ser reconhecido independente de requerimento da pequena
empresa ou de previsão editalícia, pois se trata de uma determinação legal
imperativa do art. 22, inc. XXVII da CF/88 .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O entendimento do Tribunal de
Contas da União no Acórdão nº 702/2007-Plenário, o Ministro Benjamin Zymler
sinalizou no sentido de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;“Apesar da ausência de previsão editalícia
de cláusulas que concedam a estas categorias de empresas os benefícios
previstos nos art. 45 e 46 da lei supradita, não há impedimentos para a
aplicação dos dispositivos nela insculpidos. Tais disposições, ainda que não
previstas no instrumento convocatória, devem ser seguidas, vez que previstas em
lei. Cometerá ilegalidade o Sr. Pregoeiro caso, no decorrer do certame,
recuse-se a aplica-las, se cabíveis.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A jurisprudência dos Tribunais Pátrios também
caminha com este entendimento a julgar MS de autoridades coatoras que
descumpram o tratamento diferenciado disposto na lei geral, vejamos: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Ementa: APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO. EMPATE FICTO. LEI COMPLEMENTAR Nº 123/06.
CRITÉRIO DE DESEMPATE PARA MICROEMPRESAS. NORMAS AUTO-APLICÁVEIS. PREÇO
PROPOSTO EM UM DOS ITENS SUPERIOR AO TETO ESTABELECIDO NO EDITAL QUE NÃO
AUTORIZA DESCLASSIFICAÇÃO DO CERTAME. PROPOSTA INTEGRAL INICIALMENTE
APRESENTADA PELA IMPETRANTE QUE NÃO É SUPERIOR A 10% EM RELAÇÃO À PROPOSTA
MELHOR CLASSIFICADA. ILEGALIDADE DO ATO PRATICADO PELA AUTORIDADE COATORA.
VERIFICAÇÃO DE RISCO DE DANO DE DIFÍCIL REPARAÇÃO PARA A IMPETRANTE E PARA A
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA REFORMADA PARA A CONCESSÃO
LIMINAR DA SEGURANÇA PLEITEADA. REJEITADA A PRELIMINAR À UNANIMIDADE. APELAÇÃO
PROVIDA, POR MAIORIA, VENCIDO O RELATOR. (Apelação Cível Nº 70039838073,
Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Arno Werlang, Julgado
em 19/01/2011) (grifos nossos) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Sendo assim, por força do
disposto no art. 40 da Lei 8.666/93, é inafastável a obrigação da Administração
Pública de incluir nos instrumentos convocatórios da licitação (lei interna do
certame) tudo o que for necessário para dar efetividade ao tratamento
diferenciado e favorecido previsto na Lei Complementar 123/2006 em favor das
microempresas, empresas de pequeno porte e cooperativas, sob pena de invalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: #244061; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14.0pt; font-variant: small-caps; line-height: 150%;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;BRASIL. Lei Complementar n. 123, de 14
de dezembro de 2006. Disponível em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&amp;lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp123compilado.htm&amp;gt;.
Acesso em&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;08/08/2012.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;FORTINI, Cristiana. Micro e pequenas
empresas: as regras de habilitação, empate e desempate na Lei Complementar nº
123 e no Decreto nº 6.204/07. Fórum de Contratação e Gestão Pública – FCGP,
Belo Horizonte, ano 7, n. jul. 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;JUSTEN FILHO, Marçal. O Estatuto da Microempresa e as licitações
públicas - 2. ed. rev. e atual., de acordo com a Lei Complementar 123/2006 e o
Decreto Federal 6.204/2007.&amp;nbsp; São Paulo:
Dialética, 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;MONTEIRO, Flavia Santos. A
imperatividade da regra do “desempate” de propostas prevista nos artigos 44 e
45 da Lei Complementar nº 123/2006. Informativo Justen, Oliveira e Talamini,
Curutiba, nº 9, nov/2007, disponível em &lt;a href="http://www.justen.com.br/informativo.php?l=pt&amp;amp;informativo=9&amp;amp;artigo=318,acesso"&gt;http://www.justen.com.br//informativo.php?l=pt&amp;amp;informativo=9&amp;amp;artigo=318,acesso&lt;/a&gt;
em 08/08/2012&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;NIEBUHR, Joel de Menezes. Repercussões
do Estatuto da Microempresa e das Empresas de Pequeno Porte em Licitação
Pública. Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n. 157, mar.2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Curso de
Direito Empresarial. Bahia. JusPODIVM, 2009 .&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;SANTOS, José Anacleto Abduch.
Licitações e o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. 1. ed.
Curitiba: Juruá, 2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – Acórdão
nº 702-2007 – Plenário – Benjamin Zymler&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – Acórdão
nº 2505-2009 – Plenário – Augusto Nardes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoHeader" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO
SUL - Apelação Cível Nº 70039838073, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça
do RS, Relator: Arno Werlang, Julgado em 19/01/2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/3936828664622242480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/10/do-empate-ficto-nas-como-tratamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/3936828664622242480?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/3936828664622242480?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/10/do-empate-ficto-nas-como-tratamento.html' title='DO EMPATE FICTO COMO TRATAMENTO DIFERENCIADO DESTINADO AS MICROEMPRESAS (ME) E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE (EPP) NAS LICITAÇÕES. LEI COMPLEMENTAR 123/2006'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C08BRHk8fip7ImA9WhNTGU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-204903990781760871</id><published>2012-10-22T11:48:00.001-07:00</published><updated>2012-10-22T11:50:55.776-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-10-22T11:50:55.776-07:00</app:edited><title>DA IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DA FAZENDA COM RPV/PRECATÓRIO QUANDO DIVERSOS OS ENTES PÚBLICOS CREDOR E DEVEDOR</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Determina a Constituição Federal,
com a recente redação dada pela EC nº 62/09:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Art. 100. Os
pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e
Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na
ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos
respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações
orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
§ 9º No
momento da expedição dos precatórios, independentemente de regulamentação,
deles deverá ser abatido, a título de compensação, valor correspondente aos
débitos líquidos e certos, inscritos ou não em dívida ativa e constituídos
contra o credor original pela Fazenda Pública devedora, incluídas parcelas
vincendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa
em virtude de contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009 - grifei).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
§ 10. Antes
da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora,
para resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de
abatimento, informação sobre os débitos que preencham as condições
estabelecidas no § 9º, para os fins nele previstos. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 62, de 2009).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A determinação constitucional não
suprime ou relativiza os requisitos do instituto, definidos no Código Civil:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Art. 368. Se
duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas
obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A referência genérica à Fazenda
Pública apenas significa que todos os entes integrantes da administração direta
e indireta podem valer-se da nova regra constitucional. Todavia, para que incida
a compensação, deve o próprio executado ser também o credor do valor que
pretende compensar, pois não poderia dispor de verba de que não é titular. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O dispositivo autorizador refere
créditos “constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora”
(grifei), indicando que deva ocorrer reciprocidade. Não permite a interpretação
ampliativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Observando-se, ainda, que o
abatimento, a título de compensação, dá-se no momento da expedição do
precatório, quanto ao credor original e a Fazenda Pública devedora (§ 9º do
art. 100, CF/88, com a redação da EC nº 62/09), o que mais reforça o
entendimento da inviabilidade de compensação em casos como o dos autos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
É firme a jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça no sentido da impossibilidade da compensação, quer
pela inexistência de lei estadual que a tanto autorize, como exigido pelo
artigo 170, CTN, quer porque inviável sem que existam créditos e débitos
recíprocos, o que se verifica quando envolvidas pessoas jurídicas distintas –
no caso, o débito de IPVA E ICMS é do Estado, enquanto o crédito representado
pelo precatório é da LOTERIA DO ESTADO DO PARÁ - LOTERPA, autarquia estadual
criada pela LEI ESTADUAL nº 4603/75 e reestruturada pela LEI ESTADUAL 6570/03,
com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa e financeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
No que tange à matéria em
discussão, o STJ tem entendimento consolidado, conforme se constata dos
julgados que ora colaciono:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="EN-US"&gt;AGRG NO AG 1089465/RS, REL. &lt;/span&gt;MINISTRA
ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, JULGADO EM 02/06/2009, DJE 19/06/2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
TRIBUTÁRIO E
PROCESSO CIVIL – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – COMPENSAÇÃO DE
PRECATÓRIO – IPERGS X ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – INEXISTÊNCIA DE LEI
AUTORIZATIVA – IMPOSSIBILIDADE &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
1. Esta Corte
tem entendido ser incabível compensar créditos oriundos de cessão de direitos
sobre precatórios judiciais emitidos em desfavor do Instituto de Previdência do
Estado do Rio Grande do Sul - IPERGS com créditos tributários titularizados
pelo Estado do Rio Grande do Sul. 2. Agravo regimental não provido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, inúmeros julgados
pelos Tribunais Pátrios:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Ementa:
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DA FAZENDA COM
RPV/PRECATÓRIO. EC 62/09. ART. 100, § 9º DA CF. IMPOSSIBILIDADE QUANDO DIVERSOS
OS ENTES PÚBLICOS CREDOR E DEVEDOR. A regra do art. 100, § 9º, da Constituição
Federal, incluído pela EC nº 62/09, aplica-se apenas quando for o próprio
executado o titular do crédito que pretende compensar na execução. Não incide
ela na hipótese de serem os valores devidos a ente público diverso, que não
integra a lide. RECURSO DESPROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70041093485,
Terceira Câmara Especial Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Almir Porto
da Rocha Filho, Julgado em 29/03/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Ementa:
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO. ARGUMENTOS QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS
DECISÓRIOS. Não tendo as razões de agravo infirmado os fundamentos decisórios
merece mantida, na íntegra, a decisão agravada, sintetizada na ementa a seguir
transcrita: "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. LIMINAR EM MANDADO DE
SEGURANÇA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO DE ICMS. ARTIGO
151, II, CTN. PEDIDO PRINCIPAL VISANDO À COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DO ESTADO COM
PRECATÓRIO OBJETO DE CESSÃO DEVIDO PELO IPERGS. IMPOSSIBILIDADE. EMENDA
CONSTITUCIONAL Nº 62/09. DECRETO ESTADUAL Nº 47.063/10. DEPÓSITO DO MONTANTE
INTEGRAL DO CRÉDITO. NECESSIDADE DE QUE SEJA EM DINHEIRO. PRECEDENTES. É firme
o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, assim como deste Tribunal,
quanto à inadmissibilidade da compensação de crédito do Estado com precatório
objeto de cessão devido pelo IPERGS, quer pela inexistência de lei estadual que
a tanto autorize, como exige o artigo 170, CTN, quer pela ausência de créditos
e débitos recíprocos. Aliás, com a vigência da EC nº 62/09, tendo o Estado do
Rio Grande do Sul adotado o regime do art. 97, § 1º, I, ADCT, os precatórios
somente terão poder liberatório se e quando deixar de ser procedido o
respectivo depósito, a par de se definir a possibilidade de abatimento
compensatório em relação à entidade devedora (art. 100, § 9º, CF/88). Quanto à
suspensão da exigibilidade do crédito tributário, forte no artigo 151, II, CTN,
o depósito do montante integral deve ser em dinheiro, inviabilizando, pois, o
deferimento da liminar pleiteada, assim como raciocínio em termos do disposto
no artigo 151, IV, CTN." (Agravo Nº 70045637725, Vigésima Primeira Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa,
Julgado em 26/10/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Ementa: PROCESSUAL
CIVIL E TRIBUTÁRIO. ANTECIPAÇÃO DA TUTELA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE
CRÉDITO TRIBUTÁRIO DE ICMS. ARTIGO 151, II, III E V, CTN. PEDIDO PRINCIPAL
VISANDO À COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DO ESTADO COM PRECATÓRIO OBJETO DE CESSÃO
DEVIDO PELO IPERGS. IMPOSSIBILIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/09. DECRETO
ESTADUAL Nº 47.063/10. DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL DO CRÉDITO. NECESSIDADE DE
QUE SEJA EM DINHEIRO. PEDIDO ADMINISTRATIVO E DECISÃO DEFINITIVA. AUSÊNCIA DE
VEROSSIMILHANÇA. ARTIGO 273, CAPUT, CPC. É firme o entendimento do Superior
Tribunal de Justiça, assim como deste Tribunal, quanto à inadmissibilidade da
compensação de crédito do Estado com precatório objeto de cessão devido pelo
IPERGS, quer pela inexistência de lei estadual que a tanto autorize, como exige
o artigo 170, CTN, quer pela ausência de créditos e débitos recíprocos. Aliás,
com a vigência da EC nº 62/09, tendo o Estado do Rio Grande do Sul adotado o
regime do artigo 97, § 1º, I, ADCT, os precatórios somente terão poder
liberatório se e quando deixar de ser procedido o respectivo depósito, a par de
se definir a possibilidade de abatimento compensatório em relação à entidade
devedora (art. 100, § 9º, CF/88). Quanto à suspensão da exigibilidade do
crédito tributário, forte no artigo 151, II e III, CTN, o depósito do montante
integral deve ser em dinheiro e o pedido administrativo deve estar pendente de
julgamento, respectivamente, contexto diante do qual resta afastada a
verossimilhança das alegações, inviabilizando, pois, a concessão da tutela antecipada
pleiteada, assim como raciocínio em termos do disposto no artigo 151, V, CTN.
(Agravo de Instrumento Nº 70044592582, Vigésima Primeira Câmara Cível, Tribunal
de Justiça do RS, Relator: Armínio José Abreu Lima da Rosa, Julgado em
22/08/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, não caberá a
compensação requerida pela Fazenda Pública Estadual, quando inexistir créditos
e débitos recíprocos pelas mesmas pessoas jurídicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/204903990781760871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/10/da-impossibilidade-de-compensacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/204903990781760871?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/204903990781760871?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/10/da-impossibilidade-de-compensacao-de.html' title='DA IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO DA FAZENDA COM RPV/PRECATÓRIO QUANDO DIVERSOS OS ENTES PÚBLICOS CREDOR E DEVEDOR'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DUIHQ38_eSp7ImA9WhJbGU8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-4688133002345270758</id><published>2012-09-28T19:33:00.003-07:00</published><updated>2012-09-29T07:05:32.141-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-09-29T07:05:32.141-07:00</app:edited><title>SUMULA 479 DO STJ -  DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS POR DANOS CAUSADOS POR FRAUDES E DELITOS PRATICADOS POR TERCEIROS. </title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="line-height: 150%; text-align: start; text-indent: 70.9pt;"&gt;A responsabilidade civil das instituições bancárias é tema que atravessa
décadas no cenário jurídico brasileiro, tendo o STJ, tal como o STF,
jurisprudência razoavelmente firme nesse aspecto.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É da década de 60, por exemplo, a Súmula n. 28⁄STF, segundo a qual:
"O estabelecimento bancário é responsável pelo pagamento de cheque falso
ressalvadas as hipóteses de culpa exclusiva ou concorrente do
correntista".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
O mencionado verbete possuía como suporte jurídico a idéia de risco do
empreendimento ou da profissão, como ficou claro no voto do relator do RE n.
3.876⁄SP, um dos precedentes que deram origem à Súmula. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Como razões de decidir, o relator, Ministro Anibal Freire, mencionou a
sentença de piso nos seguintes termos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Em caso como o dos autos, em que
não há culpa do suposto emissor, nem do sacado, este deve suportar os prejuízos
do pagamento do cheque falso, porque isto é um dos riscos de sua profissão,
porque o pagamento é feito com seus fundos, porque o crime de falsidade foi
contra ele dirigido e porque ao suposto emissor era impossível evitar que o
crime produzisse seus efeitos. (RE 3876, Relator(a):&amp;nbsp; Min. ANIBAL FREIRE,
Primeira Turma, julgado em 03⁄12⁄1942)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Ainda que o conteúdo da Súmula n. 28⁄STF esboce algo de responsabilidade
objetiva, revelava-se nítida a atenuação da responsabilidade da instituição
financeira, na medida em que havia possibilidade de afastamento desta, em caso
de culpa &lt;b&gt;concorrente&lt;/b&gt; do correntista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Nessa esteira, foi o voto proferido pelo Ministro Orozimbo Nonato, no
sentido de que, em relação a cheque falsificado, "em princípio, o Banco é
responsável pelo seu pagamento, podendo ilidir ou mitigar sua responsabilidade,
se provar culpa grave do correntista" (RE 8740, Relator(a):&amp;nbsp; Min.
OROZIMBO NONATO, Segunda Turma, julgado em 18⁄11⁄1949).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Essa visão histórica apenas para assinalar a tendência sinalizada pela
Corte Suprema, antes da vigência do Código Consumerista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Todavia, atualmente, a elisão da responsabilidade do banco, por exemplo,
por apresentação de cheque falsificado, não se verifica pela mera concorrência
de culpa do correntista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É que o art. 14, § 3º, do Código de Defesa do Consumidor, somente afasta
a responsabilidade do fornecedor por fato do serviço quando a culpa do
consumidor ou de terceiro for &lt;b&gt;exclusiva&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;verbis&lt;/i&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify; text-indent: 7.1pt;"&gt;
Art. 14. O
fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à
prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify; text-indent: 7.1pt;"&gt;
[...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify; text-indent: 7.1pt;"&gt;
§ 3° O
fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify; text-indent: 7.1pt;"&gt;
[...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify; text-indent: 7.1pt;"&gt;
II - a culpa
exclusiva do consumidor ou de terceiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
No caso de correntista de
instituição bancária que é lesado por fraudes praticadas por terceiros -
hipótese, por exemplo, de cheque falsificado, cartão de crédito clonado,
violação do sistema de dados do banco -, a responsabilidade do fornecedor
decorre, evidentemente, de uma violação a um dever contratualmente assumido, de
gerir com segurança as movimentações bancárias de seus clientes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Ocorrendo algum desses &lt;i&gt;fatos do serviço&lt;/i&gt;, há responsabilidade
objetiva da instituição financeira, porquanto o serviço prestado foi defeituoso
e a pecha acarretou dano ao consumidor direto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Nesse sentido, confira-se o magistério de Sérgio Cavalieri Filho:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Muito se tem discutido a
respeito da natureza da responsabilidade civil das instituições bancárias,
variando opiniões desde a responsabilidade fundada na culpa até a
responsabilidade objetiva, com base no risco profissional, conforme sustentou
Odilon de Andrade, filiando-se à doutrina de Vivante e Ramela
("Parecer" in &lt;i&gt;RF 89⁄714&lt;/i&gt;). Neste ponto, entretanto, importa
ressaltar que a questão deve ser examinada por seu duplo aspecto: em relação
aos clientes, a responsabilidade dos bancos é contratual; em relação a
terceiros, a responsabilidade é extracontratual. (&lt;i&gt;Programa de responsabilidade
civil. &lt;/i&gt;9 ed. São Paulo: Atlas, 2010, p. 417)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Situação que merece exame específico, por outro lado, ocorre em relação
aos não correntistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Com efeito, no que concerne àqueles que sofrem os danos reflexos de
serviços bancários falhos, como o terceiro que tem seu nome utilizado para
abertura de conta-corrente não há propriamente uma relação contratual
estabelecida entre eles e o banco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Não obstante, a responsabilidade da instituição financeira continua a
ser objetiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Aplica-se o disposto no art. 17 do Código Consumerista, o qual equipara
a consumidor todas as vítimas dos eventos reconhecidos como "fatos do
serviço", &lt;i&gt;verbis&lt;/i&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Art. 17. Para os efeitos desta
Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É nesse sentido o magistério de Cláudia Lima Marques:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
A responsabilidade das entidades
bancárias, quanto aos deveres básicos contratuais de cuidado e segurança, é
pacífica, em especial a segurança das retiradas, assinaturas falsificadas e
segurança dos cofres. Já em caso de falha externa e total do serviço bancário,
com abertura de conta fantasma com o CPF da "vítima-consumidor" e
inscrição no Serasa (dano moral), usou-se a responsabilidade objetiva da
relação de consumo (aqui totalmente involuntária), pois aplicável o art. 17 do
CDC para transforma este terceiro em consumidor e responsabilizar o banco por
todos os danos (materiais e extrapatrimoniais) por ele sofridos. Os assaltos em
bancos e a descoberta das senhas em caixas eletrônicos também podem ser
considerados acidentes de consumo e regulados &lt;i&gt;ex &lt;/i&gt;vi art. 14 do CDC.
(MARQUES, Cláudia Lima. &lt;i&gt;Comentários do Código de Defesa do Consumidor. &lt;/i&gt;3
ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010, p. 424)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Com efeito, por qualquer ângulo que se analise a questão, tratando-se de
consumidor direto ou por equiparação, a responsabilidade da instituição
financeira por fraudes praticadas por terceiros, das quais resultam danos aos
consumidores, é objetiva e somente pode ser afastada pelas excludentes
previstas no CDC, como, por exemplo, "culpa &lt;b&gt;exclusiva&lt;/b&gt; do consumidor
ou de terceiros".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
As instituições bancárias, em situações como a abertura de
conta-corrente por falsários, clonagem de cartão de crédito, roubo de cofre de
segurança ou violação de sistema de computador por &lt;i&gt;crackers&lt;/i&gt;, no mais das
vezes, aduzem a excludente da &lt;b&gt;culpa exclusiva de terceiros&lt;/b&gt;, sobretudo
quando as fraudes praticadas são reconhecidamente sofisticadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Ocorre que a culpa exclusiva de terceiros apta a elidir a
responsabilidade objetiva do fornecedor é espécie do gênero &lt;b&gt;fortuito externo&lt;/b&gt;,
assim entendido aquele fato que não guarda relação de causalidade com a
atividade do fornecedor, absolutamente estranho ao produto ou serviço
(CAVALIERI FILHO, Sérgio. &lt;i&gt;Programa de responsabilidade civil. &lt;/i&gt;9 ed. São
Paulo: Atlas, 2010, p. 185). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É a "causa estranha" a que faz alusão o art. 1.382 do Código
Civil Francês (&lt;i&gt;Apud. &lt;/i&gt;DIAS, José de Aguiar. &lt;i&gt;Da responsabilidade civil.
&lt;/i&gt;11 ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2006, p. 926). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É o fato que, por ser inevitável e irresistível, gera uma
impossibilidade absoluta de não ocorrência do dano, ou o que, segundo Caio
Mário da Silva Pereira, "aconteceu de tal modo que as suas consequências
danosas não puderam ser evitadas pelo agente, e destarte ocorreram
necessariamente. Por tal razão, excluem-se como excludentes de responsabilidade
os fatos que foram iniciados ou agravados pelo agente" (&lt;i&gt;Responsabilidade
civil. &lt;/i&gt;Rio de Janeiro: Forense, 2000, p. 305).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Valiosa também é a doutrina de Sérgio Cavalieri acerca da diferenciação
do fortuito interno do externo, sendo que somente o último é apto a afastar a
responsabilidade por acidente de consumo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Cremos que a distinção entre
fortuito interno e externo é totalmente pertinente no que respeita aos
acidentes de consumo. O fortuito interno, assim entendido o fato imprevisível
e, por isso, inevitável ocorrido no momento da fabricação do produto ou da
realização do serviço, não exclui a responsabilidade do fornecedor porque faz
parte de sua atividade, liga-se aos riscos do empreendimento, submetendo-se a
noção geral de defeito de concepção do produto ou de formulação do serviço.
Vale dizer, se o defeito ocorreu antes da introdução do produto no mercado de
consumo ou durante a prestação do serviço, não importa saber o motivo que
determinou o defeito; o fornecedor é sempre responsável pela suas conseqüências,
ainda que decorrente de fato imprevisível e inevitável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
O mesmo já não ocorre com o
fortuito externo, assim entendido aquele fato que não guarda nenhuma relação
com a atividade do fornecedor, absolutamente estranho ao produto ou serviço,
via de regra ocorrido em momento posterior ao da sua fabricação ou formulação.
Em caso tal, nem se pode falar em defeito do produto ou do serviço, o que, a
rigor, já estaria abrangido pela primeira excludente examinada - inexistência
de defeito (art. 14, § 3º, I)" ( CAVALIERI FILHO, Sérgio. Programa de
Direito do Consumidor. São Paulo: Atlas, 2008. p.&amp;nbsp; 256-257)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
_________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Na mesma linha vem entendendo a
jurisprudência desta Corte, dando conta de que a ocorrência de fraudes ou
delitos contra o sistema bancário, dos quais resultam danos a terceiros ou a
correntistas, insere-se na categoria doutrinária de fortuito interno, porquanto
fazem parte do próprio risco do empreendimento e, por isso mesmo, previsíveis
e,&amp;nbsp; no mais das vezes, evitáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Por exemplo, em um caso envolvendo roubo de talões de cheque, a Ministra
Nancy Andrighi, apoiada na doutrina do Ministro Paulo de Tarso Sanseverino,
assim se manifestou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Não basta, portanto, que o fato
de terceiro seja &lt;i&gt;inevitável &lt;/i&gt;para excluir a responsabilidade do
fornecedor, é indispensável que seja também &lt;i&gt;imprevisível&lt;/i&gt;. Nesse sentido,
é notório o fato de que furtos e roubos de talões de cheques passaram a ser
prática corriqueira nos dias atuais. Assim, a instituição financeira, ao
desempenhar suas atividades, tem ciência dos riscos da guarda e do transporte
dos talões de cheques de clientes, havendo previsibilidade quanto à
possibilidade de ocorrência de furtos e roubos de malotes do banco; em que pese
haver imprevisibilidade em relação a qual (ou quais) malote será roubado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
Aliás, o roubo de talões de
cheques é, na verdade, um &lt;i&gt;caso fortuito interno&lt;/i&gt;, que não rompe o nexo
causal, ou seja, não elide o dever de indenizar, pois é um fato que se liga à
organização da empresa; relaciona-se com os riscos da própria atividade
desenvolvida. (cfr. Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, &lt;i&gt;Responsabilidade
civil no Código do consumidor e a defesa do fornecedor&lt;/i&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;São Paulo:
Saraiva, 2002, p. 293).Portanto, o roubo de malote contendo cheques de clientes
não configura fato de terceiro, pois é um fato que, embora muitas vezes
inevitável, está na linha de previsibilidade da atividade bancária, o que atrai
a responsabilidade civil da instituição financeira. (REsp 685662⁄RJ, Rel.
Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 10⁄11⁄2005, DJ 05⁄12⁄2005,
p. 323)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
_________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&amp;nbsp;O raciocínio tem sido o
mesmo para casos em que envolvem, abertura de conta-corrente ou liberação de
empréstimo mediante utilização de documentos falsos, ou, ainda, saques
indevidos realizados por terceiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Nesse sentido o REsp &lt;span class="highlightbrs"&gt;1199782&lt;/span&gt; / PR
resolveu o conflito de forma definitiva sobre o prisma do dispositivo
processual do art. 543-C&amp;nbsp; :&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;RECURSO ESPECIAL
REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. JULGAMENTO PELA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO
CPC. RESPONSABILIDADE CIVIL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS. DANOS
CAUSADOS POR FRAUDES E DELITOS PRATICADOS POR TERCEIROS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA. FORTUITO INTERNO. RISCO DO EMPREENDIMENTO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
1. Para efeitos do art. 543-C do
CPC: As instituições bancárias respondem objetivamente pelos danos causados por
fraudes ou delitos praticados por terceiros - como, por exemplo, abertura de
conta-corrente ou recebimento de empréstimos mediante fraude ou utilização de
documentos falsos -, porquanto tal responsabilidade decorre do risco do
empreendimento, caracterizando-se como fortuito interno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
2. Recurso especial provido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
(REsp 1199782/PR, Rel. Ministro
LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/08/2011, DJe 12/09/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Em casos de fraude em abertura de conta, o serviço bancário é
evidentemente defeituoso, porquanto é aberta conta-corrente em nome de quem
verdadeiramente não requereu o serviço (art. 39, inciso III, do CDC). Tal fato
do serviço não se altera a depender da sofisticação da fraude, se utilizados
documentos falsificados ou verdadeiros, uma vez que o vício e o dano se fazem
presentes em qualquer hipótese.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Esse entendimento testilha com a jurisprudência sedimentada nesta Corte,
que possui, inclusive, precedente específico para o caso (REsp 964.055⁄RS, Rel.
Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA, julgado em 28⁄08⁄2007, DJ
26⁄11⁄2007, p. 213) e atualmente tem sumula editada sob o nº 479:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"&gt;SÚMULA N. 479 -
27/08/2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="background: white;"&gt;As instituições
financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno
relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias.&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Em casos tais, a jurisprudência tem entendido que o abalo moral é &lt;i&gt;in
re ipsa &lt;/i&gt;e que é possível a fixação de indenização por danos morais em até
50 (cinquenta) salários mínimos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Nesse sentido, são os seguintes precedentes: AgRg no REsp 971.113⁄SP,
Rel. Ministro&amp;nbsp; JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA, julgado em
23⁄02⁄2010; AgRg no Ag 889.010⁄SP, Rel. Ministro&amp;nbsp; SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, julgado em 11⁄03⁄2008.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Some-se a responsabilidade do
banco também com apoio no art. 927, parágrafo único, do Código Civil de 2002,
segundo o qual haverá a obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, "quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem". É
precisamente o caso de risco da atividade econômica desenvolvida pelos bancos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Logo a súmula 479 editada pelo
STJ reconheceu a responsabilidade objetiva do banco e o dano moral &lt;i&gt;in re ipsa, para condenar a &lt;/i&gt;instituição
financeira recorrida&lt;i&gt; &lt;/i&gt;em casos&lt;span style="background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial;"&gt; fortuito interno relativo a fraudes e
delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias, como por
exemplo a abertura fraudulenta de conta.&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;i&gt;Ver o dados sobre a sumula 479:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;01/08/2012&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="MsoNormalTable"&gt;
 &lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
  &lt;td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt; width: 10.0%;" valign="top" width="10%"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;Órgão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
  &lt;td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt; width: 40.0%;" valign="top" width="40%"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;Superior
  Tribunal de Justiça&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
  &lt;td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt; width: 10.0%;" valign="top" width="10%"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
  &lt;td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt; width: 40.0%;" valign="top" width="40%"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;DJ-e
  01/08/2012 - STJ&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
 &lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
  &lt;td colspan="4" style="border-bottom: solid black 1.0pt; border: none; mso-border-bottom-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
 &lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;TEXTO INTEGRAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;table border="0" cellpadding="0" class="MsoNormalTable" style="mso-cellspacing: 1.5pt; mso-padding-alt: 7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt; mso-yfti-tbllook: 1184; width: 100%px;"&gt;
 &lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
  &lt;td style="padding: 7.5pt 7.5pt 7.5pt 7.5pt;"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
  SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA&lt;br /&gt;
  SEGUNDA SEÇÃO&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  SÚMULA N. 479&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  &lt;i&gt;As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados
  por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no
  âmbito de operações bancárias.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  Referência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;:&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  CC/2002, art. 927, parágrafo único.&lt;br /&gt;
  CDC, arts. 14, § 3º, II, e 17.&lt;br /&gt;
  CPC, art. 543-C.&lt;br /&gt;
  REsp 1.197.929-PR (*) (2ª S 24/08/2011 – DJe 12/09/2011).&lt;br /&gt;
  REsp 1.199.782-PR (*) (2ª S 24/08/2011 – DJe 12/09/2011).&lt;br /&gt;
  &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;REsp 685.662-RJ (3ª T 10/11/2005 – DJ 05/12/2005).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 1.292.131-SP (3ª T 17/06/2010 – DJe 29/06/2010).&lt;br /&gt;
  REsp 1.045.897-DF (3ª T 24/05/2011 – DJe 01/06/2011).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 1.430.753-RS (3ª T 03/05/2012 – DJe 11/05/2012).&lt;br /&gt;
  REsp 1.093.617-PE (4ª T 17/03/2009 – DJe 23/03/2009).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 1.235.525-SP (4ª T 07/04/2011 – DJe 18/04/2011).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 997.929-BA (4ª T 12/04/2011 – DJe 28/04/2011).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 1.357.347-DF (4ª T 03/05/2011 – DJe 09/05/2011).&lt;br /&gt;
  AgRg no Ag 1.345.744-SP (4ª T 10/05/2011 – DJe 07/06/2011).&lt;br /&gt;
  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;AgRg
  no AREsp 80.075-RJ (4ª T 15/05/2012 – DJe 21/05/2012).&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  (*) Recurso representativo da controvérsia.&lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  &lt;br /&gt;
  &lt;span style="color: red;"&gt;Este texto não substitui o publicado no DJe - STJ de
  01.08.2012.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/td&gt;
 &lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/4688133002345270758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/sumula-479-do-stj-responsabilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/4688133002345270758?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/4688133002345270758?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/sumula-479-do-stj-responsabilidade.html' title='SUMULA 479 DO STJ -  DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS POR DANOS CAUSADOS POR FRAUDES E DELITOS PRATICADOS POR TERCEIROS. '/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcDQ3Y4cCp7ImA9WhJbFU8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-8610786584658005703</id><published>2012-09-24T14:27:00.005-07:00</published><updated>2012-09-24T14:27:52.838-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-09-24T14:27:52.838-07:00</app:edited><title>DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO EXEQUENTE POR DÍVIDA JÁ PAGA, TOTAL OU PARCIALMENTE. EXEGE DO ART. 574 DO CPC. NECESSIDADE DE INDENIZAÇÂO MORAL E MATERIAL AO DEVEDOR POR EXECUÇÃO TEMERÁRIA. </title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
O art. &lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91735/c%C3%B3digo-processo-civil-lei-5869-73" title="Artigo 574 do Código Processo Civil - Lei 5869/73"&gt;574&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91735/c%C3%B3digo-processo-civil-lei-5869-73" title="Código Processo Civil - Lei 5869/73"&gt;Código de Processo Civil&lt;/a&gt;, prevê
expressamente que o credor deverá indenizar o devedor pelos prejuízos
suportados toda a vez que decisão judicial declarar, no todo ou em parte,
inexistente a dívida que fundou a execução: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;b&gt;Art.&lt;/b&gt;&lt;a href="" name="Art._574"&gt; &lt;b&gt;574&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - O credor ressarcirá ao devedor os danos
que este sofreu, quando a sentença, passada em julgado, declarar inexistente,
no todo ou em parte, a obrigação, &lt;b&gt;&lt;u&gt;que
deu lugar à execução.&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; (grifos nossos)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
O supracitado
artigo processual seguia o entendimento do que dispunha o revogado art. 1.531
do Código Civil de 1916:&lt;i&gt; "Aquele que demandar por dívida já paga, no
todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas, ou pedir mais do que for
devido, ficará obrigado a pagar o devedor, no primeiro caso, o dobro do que
houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se, por
lhe estar prescrito o direito, decair da ação."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;i&gt;Alguns
doutrinadores entendem que com a revogação do código civil, o referido
dispositivo foi recebido pelo art. 940 CC/02 que trata da repetição de
indébito, outros doutrinadores entendem que o art. 1531 foi recepcionado no
novo código civil pelos art. 17 e 18 que tratam de litigância de má-fé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;i&gt;Porém ao
nosso entender, tratam-se de disposições diferentes, sendo o art. 574 do CPC
uma reparação pecuniária equivalente aos danos sofridos pelo executado, podendo
ser cumuladas com repetição de indébito e litigância de má-fé caso o magistrado
decida pela suas utilizações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;i&gt;Ao nosso
entender, o art. 574 do CPC é uma sanção reparatória exclusiva da ação de
execução, podendo ser requerido via embargos à execução, exceção de
pré-executivdade e impugnação.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal" style="text-indent: 99.25pt;"&gt;
Há divergência na doutrina
so&lt;st1:personname w:st="on"&gt;br&lt;/st1:personname&gt;e qual o meio apto para o
devedor obter a declaração da inexistência da o&lt;st1:personname w:st="on"&gt;br&lt;/st1:personname&gt;igação
e o reconhecimento do direito à indenização pelo dano sofrido. Podem, desde
logo, ser mencionados: ação autônoma; embargos do devedor, impugnação a
execução e ação rescisória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafoNormal"&gt;
A legitimidade ativa é do devedor, parte demandada na
ação executiva ou no cumprimento da sentença, interpretação mais condizente com
a regra em exame.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
É pacífico o entendimento doutrinário e
jurisprudencial no sentido de que a indenização prevista no referido
dispositivo legal exige que o credor tenha agido de má-fé ao demandar o devedor
por dívida já paga, total ou parcialmente, sem ressalvar valores recebidos. Tal
entendimento, inclusive, está contido analogicamente na Súmula 159⁄STF:&lt;i&gt;"Cobrança
excessiva, mas de boa-fé, não dá lugar às sanções do art. 1531 do Código Civil&lt;/i&gt;.&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Nesse sentido, os seguintes precedentes
desta Corte Superior: REsp 730.861⁄DF, 3ª Turma, Rel. Min. Castro Filho, DJ de
13.11.2006, p. 252; REsp 730.861⁄DF, 3ª Turma, Rel. Min. Castro Filho, DJ de
13.11.2006, p. 252; REsp 507.310⁄PR, 2ª Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, DJ de
1º.12.2003, p. 319; REsp 403.444⁄DF, 4ª Turma, Rel. Min. Aldir Passarinho
Junior, DJ de 24.3.2003, p. 228; REsp 256.304⁄SP, 4ª Turma, Rel. Min. Ruy
Rosado de Aguiar, DJ de 18.9.2000, p. 136; AgRg no REsp 130.854⁄SP, 2ª Turma,
Rel. Min. Nancy Andrighi, DJ de 26.6.2000, p. 140; REsp 99.683⁄MT, 3ª Turma,
Rel. Min. Eduardo Ribeiro, DJ de 15.6.1998, p. 115.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Note-se que o ressarcimento previsto no aludido dispositivo legal é de
natureza objetiva, prescindindo, portanto, da existência de dolo ou culpa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
A esse respeito, precisos os escólios do atual ministro do STF TEORI
ALBINO ZAVASCKI:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
"Segundo opinião generalizada da doutrina, é de natureza objetiva a
responsabilidade prevista no art. 574. 'O fundamento do ressarcimento ao
executado dos danos que sofreu pela execução infundada é o mesmo da condenação
em custas. É o fato objetivo da derrota, ou do sucumbimento', escreveu Amílcar
de Castro. Trata-se de responsabilidade objetiva que decorre do risco ligado ao
ônus processual', observou Mario Aguiar Moura. Sua natureza é idêntica à da
prevista para o ressarcimento dos danos em caso de execução provisória (art.
588, I), também objetiva, segundo doutrina clássica. Dispensa-se,
conseqüentemente, investigação sobre dolo ou culpa. Basta, para obter
ressarcimento, a prova da existência do dano - patrimonial ou moral - e da sua
relação de causa e efeito com o processo de execução" ("Comentários
ao código de processo civil". 2a ed., São Paulo: Revista dos Tribunais,
2003, v. 8, p. 116).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Ao mesmo resultado levam as ponderações de ARAKEN:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
"O elemento subjetivo (culpa 'lato sensu') é irrelevante na caracterização
de semelhante responsabilidade do credor. Os arts. 574 e 588, I, que tratam do
assunto, consagram hipóteses de responsabilidade objetiva. À incidência dessas
regras basta a configuração de requisito único: a emanação de provimento
jurisdicional, designado de sentença, mas que abranqe qualquer ato decisório
provido deste efeito, que, após a abertura do procedimento 'in executivis',
desfaça o crédito excutido no todo ou em parte. É bem de ver que o processo
executivo, do ângulo das regras processuais, se desenvolveu válida e
legitimamente, mas produziu, fora do processo, dano injusto, porque inexistente
a obrigação. Conforme acentua Chiovenda, é justo que suporte o dano o credor
que provocou, em proveito próprio, a execução injusta, na medida em que o
devedor não fez para provocar tal dano e sequer se encontrava obrigado a evitá-
lo" ("Comentários ao código de processo civil", 1a ed., Rio de
Janeiro: Forense, 1999, v. VI, n° 40, ps. 83-84) (grifo não original)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De outra parte,
"os danos", aos quais alude o art. 574 do CPC, devem ser entendidos
em sentido amplo, abrangendo tanto o dano material como o dano moral ocasionado
ao devedor pela execução infundada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Nos dizeres
de TEORI ALBINO ZAVASCKI, já citado:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
&lt;b&gt;"Os danos de que trata o
art. 574 são os objetivamente decorrentes da existência do processo de
execução. Não se limitam ao pagamento das custas e honorários advocatícios, que
têm disciplina própria e são devidos em qualquer execução, e não apenas na que
foi frustrada pela superveniente sentença que declarou a inexistência da
obrigação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-left: 127.6pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none;"&gt;
&lt;b&gt;O dispositivo fala em 'danos
que [o devedor] sofreu', devendo-se compreendê-los, portanto, em sentido amplo,
tais como previstos no art. 402 do CC (art. 1.059 do CC/16): abrangem, além do
que o executado efetivamente perdeu, também o que deixou de lucrar.&lt;/b&gt; Não há porque excluir os danos morais
efetivamente comprovados, notadamente em face do que dispõe o art. 5o, X, da
Constituição. (...). Em suma, são todos os danos, devidamente comprovados, que
tenham relação de causalidade com o processo de execução intentado para haver o
cumprimento de obrigação declarada, posteriormente, inexistente"
("Comentários ao código de processo civil", 2a ed., São Paulo:
Revista dos Tribunais, 2003, v. 8, p. 115) (grifo não original).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
Inegável, por
outro lado, que a conduta do exequente em distribuir ação judicial de divida já
paga total ou parcialmente, submete, injustamente, o executado a uma situação
vexatória, causando-lhe aborrecimento e dissabor, além de abalo ao seu crédito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
É possível ao executado obter a declaração de
inexistência da o&lt;st1:personname w:st="on"&gt;br&lt;/st1:personname&gt;igação através de
ação autônoma, impugnação ao cumprimento de sentença, embargos do devedor, ação
rescisória ou agravo de instrumento. Mesmo que o fundamento da declaração surja
após o ajuizamento da execução é viável o reconhecimento da responsabilidade do
credor. Apenas o ajuizamento de execução, independente de outro ato, sendo
declarada inexistente toda a o&lt;st1:personname w:st="on"&gt;br&lt;/st1:personname&gt;igação,
pode gerar a o&lt;st1:personname w:st="on"&gt;br&lt;/st1:personname&gt;igação de indenizar,
caso tenha sido &lt;span lang="PT"&gt;atingida a esfera
jurídica do executado. &lt;/span&gt;A liquidação dos danos pode ser procedida nos
mesmos autos ou em apenso, como incidente, sendo importante a observância dos
princípios do processo civil e a racionalidade dos atos, o que fornecerá a
melhor solução para o caso concreto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; line-height: 150%; text-indent: 70.9pt;"&gt;Logo, o legislador processual não permitiu que o credor
utilizasse a ação expropriatória sem qualquer sanção por irresponsabilidade, e
permitiu o executado requerer reparação dos danos sofridos pela execução
temerária, estando essa responsabilidade do credor exposta no art. 574 do CPC.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 70.9pt;"&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/8610786584658005703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/da-responsabilidade-objetiva-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/8610786584658005703?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/8610786584658005703?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/da-responsabilidade-objetiva-do.html' title='DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO EXEQUENTE POR DÍVIDA JÁ PAGA, TOTAL OU PARCIALMENTE. EXEGE DO ART. 574 DO CPC. NECESSIDADE DE INDENIZAÇÂO MORAL E MATERIAL AO DEVEDOR POR EXECUÇÃO TEMERÁRIA. '/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CU4ERH05fyp7ImA9WhJbFE8.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5843451794311685017.post-540991411748186895</id><published>2012-09-23T10:49:00.000-07:00</published><updated>2012-09-23T11:11:45.327-07:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-09-23T11:11:45.327-07:00</app:edited><title>O ANIMUS DE NOVAR NOS CONTRATOS DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. DA NECESSIDADE DO DEMONSTRATIVO DE DÉBITO DA EVOLUÇÃO DA DIVIDA DESDE A ORIGEM NAS EXECUÇÕES LASTREADAS EM INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONFISSÃO DE DÍVIDA COMO CONDIÇÃO DE LIQUIDEZ E EXIGIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DA SUMULA 286 DO STJ</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;o:OfficeDocumentSettings&gt;
  &lt;o:AllowPNG/&gt;
 &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;br /&gt;
&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:WordDocument&gt;
  &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;
  &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;
  &lt;w:TrackMoves/&gt;
  &lt;w:TrackFormatting/&gt;
  &lt;w:DoNotShowRevisions/&gt;
  &lt;w:DoNotPrintRevisions/&gt;
  &lt;w:DoNotShowMarkup/&gt;
  &lt;w:DoNotShowComments/&gt;
  &lt;w:DoNotShowInsertionsAndDeletions/&gt;
  &lt;w:DoNotShowPropertyChanges/&gt;
  &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;
  &lt;w:PunctuationKerning/&gt;
  &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;
  &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;
  &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;
  &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;
  &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;
  &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;
  &lt;w:LidThemeAsian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;
  &lt;w:LidThemeComplexScript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;
  &lt;w:Compatibility&gt;
   &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;
   &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;
   &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;
   &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;
   &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;
   &lt;w:SplitPgBreakAndParaMark/&gt;
   &lt;w:EnableOpenTypeKerning/&gt;
   &lt;w:DontFlipMirrorIndents/&gt;
   &lt;w:OverrideTableStyleHps/&gt;
  &lt;/w:Compatibility&gt;
  &lt;m:mathPr&gt;
   &lt;m:mathFont m:val="Cambria Math"/&gt;
   &lt;m:brkBin m:val="before"/&gt;
   &lt;m:brkBinSub m:val="&amp;#45;-"/&gt;
   &lt;m:smallFrac m:val="off"/&gt;
   &lt;m:dispDef/&gt;
   &lt;m:lMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:rMargin m:val="0"/&gt;
   &lt;m:defJc m:val="centerGroup"/&gt;
   &lt;m:wrapIndent m:val="1440"/&gt;
   &lt;m:intLim m:val="subSup"/&gt;
   &lt;m:naryLim m:val="undOvr"/&gt;
  &lt;/m:mathPr&gt;&lt;/w:WordDocument&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
 &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"
  DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"
  LatentStyleCount="267"&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"
   UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography"/&gt;
  &lt;w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading"/&gt;
 &lt;/w:LatentStyles&gt;
&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
 /* Style Definitions */
 table.MsoNormalTable
 {mso-style-name:"Tabela normal";
 mso-tstyle-rowband-size:0;
 mso-tstyle-colband-size:0;
 mso-style-noshow:yes;
 mso-style-priority:99;
 mso-style-parent:"";
 mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
 mso-para-margin-top:0cm;
 mso-para-margin-right:0cm;
 mso-para-margin-bottom:10.0pt;
 mso-para-margin-left:0cm;
 line-height:115%;
 mso-pagination:widow-orphan;
 font-size:11.0pt;
 font-family:"Calibri","sans-serif";
 mso-ascii-font-family:Calibri;
 mso-ascii-theme-font:minor-latin;
 mso-hansi-font-family:Calibri;
 mso-hansi-theme-font:minor-latin;
 mso-bidi-font-family:"Times New Roman";
 mso-bidi-theme-font:minor-bidi;
 mso-fareast-language:EN-US;}
&lt;/style&gt;
&lt;![endif]--&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Registre-se,
inicialmente que, o instrumento particular no qual alicerça a pretensão do
exequente e desse estudo não se constitui, absolutamente, em uma propalada
novação, mas sim mera "confissão de dívidas", pois consoante prevê o
art. 360, I, da Lei Substantiva Civil, quando o devedor contrai com o credor
nova dívida para extinguir e substituir a anterior e, se assim o é, ausente se
fazendo tal circunstância, qual seja, o denominado animus novandi , inarredável
se faz a aplicação da norma contida no art. 361, do mesmo Diploma Legal
preconizando que não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito mas inequívoco,
a segunda obrigação confirma simplesmente a primeira . &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
O conceito
jurídico de novação, em sendo assim, impõe um acordo de vontades entre os
contratantes a fim de que, pela substituição, seja extinta a obrigação
primitiva, substituindo-a por outra, esta completamente independente da
anterior.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A simples sucessão contratual, encadeada sobre
a obrigação original que é sucedida - e é o que ocorre analogicamente aos contratos
bancários de renegociação de débitos bancários -, não opera sobre o
relacionamento jurídico-financeiro a novação, porque falta-lhe à tipificação a
criação, em primeiro lugar, de uma obrigação e, em segundo, a intenção de
novar. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A partir do
momento em que o devedor assina a confissão da divida, passa a pagar juros e
encargos, não lhe sendo possíveis discutir as modalidades dos contratos de
adesão, que simplesmente são submetidos à sua assinatura.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A partir de
então, na condição de devedor fica submetido, via contrato de adesão, à
imposição do credor que, então, pode pretender valer-se do manto da novação,
com o fito de encobrir as ilegalidades e abusividades que se espelham no
contrato anterior.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Se o exequente
tivesse o animus de dar força de novação ao contrato de confissão de dívida, a
teria expressamente adicionado no termo em questão, porém teria a ciência que
iria ser obrigado a adotar as praticas corretas de correção e aplicação do
juros ao débito original do empréstimo e o “saldo apurado” seria claramente
objeto de AÇÃO REVISIONAL, como o foi no presente caso. Há de se lembrar que o
embargante na relação é hipossuficiente, não tinha a época auxilio judicial ou
contábil para perceber a cilada a ele imposta.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Os contratos de confissão de dívida por forma
adesiva, neste sentido, é um destes baluartes aos quais o credor normalmente
instituições financeiras apegam-se para sustentarem e encobrirem operações
abusivas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
É verdade que, hodiernamente, instituição
financeira contratam com clientes as mais variadas modalidades de operações.
Estas operações, na grande maioria, não terminam em si, estendendo-se e
continuando em uma seqüência de contratos, chamados no jargão empresarial de
"mata-mata".&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Neste diapasão, quando o relacionamento
jurídico-financeiro é posto sob a luta da revisão judicial, o credor alega que
as obrigações legais estão extintas, porquanto a novação cobriu seu manto,
apresentando somente o último contrato, o qual, geralmente, não representa
senão o último mês de relacionamento. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Com isso, busca
o credor "sepultar", sob a lápide da novação, todos os abusos que
foram cometidos nos contratos anteriores, pretendendo, assim, que haja uma nova
obrigação, limpa de ilegalidades.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Citando de forma
análoga doutrina de ilegalidades bancárias, ensina: “Assim, se se permitir
apenas uma análise formal da questão, estar-se-á homenageando a prática da
má-fé nos contratos, ofendendo os princípios da
contratualística."(Ilegalidades nos Contratos Bancários.2a ed. 2.002. Rio
de Janeiro: Aide Editora. pp. 153 e 154).&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Posto assim,
claro fica que, em tais hipóteses, não se pode admitir a novação, porquanto a
obrigação anterior era juridicamente eivada de vícios e, portanto, não poderia
ser novada, visto que um dos requisitos é que exista obrigação anterior válida.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Assim já se
manifestou o STJ em caso de mutuo análogo ao caso: &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
"Realização
de novo mútuo para encobrir capital e juros do empréstimo anterior, vencido e
não resgatado. Isto viola a proibição do anatocismo, porque no mútuo
superveniente, a título de principal, "são agregadas as parcelas nas quais
se decompõe a dívida anterior (capital mais encargos) e os custos da nova
obrigação"."(STJ, 4a T., REsp n. 7.432-PR, rel. Min. Sálvio de
Figueiredo Teixeira , DJU de 17.09.91).&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Sustenta Álvaro
Augusto Cassetari : &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
"A simples
modificação das taxas de juros, parcelamento da dívida, ou prorrogação da data
do vencimento da dívida não representam modificação da obrigação, mas,sim, como
nas palavras de Rogério Lauria Tucci," meras alterações ocasionais
"ocorridas no curso do contrato bancário originário. Pois, a obrigação
continuará sendo a mesma: a de pagar ao banco o capital originariamente
emprestado acrescido dos encargos financeiros." (Confissão de Dívida
Bancária - Novação. 1a ed. 2a tir. 2002. Curitiba: Juruá. pp. 79 e 80). &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Como expôs o
egrégio Superior Tribunal de Justiça: &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
"Não
constitui novação o acordo de vontades, através do qual os contratantes
quantificam o valor da dívida em atraso, abrangendo principal, correção
monetária e juros, pactuam o pagamento da soma fixada em parcelas periódicas,
entregando o devedor, ao credor, na oportunidade, notas promissórias
representativas do valor do principal e acessórios."(1a T., REsp n.
226.703-DF, rel. Min. José Delgado , DJU de 17.12.99, p. 442). &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Nesse contexto ,
a idéia de novação deve ser rechaçada, posto que clara a continuidade negocial
existente, com a confissão resumindo-se em, apenas, uma renegociação de saldo
devedor existente. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
O demonstrativo
de débito juntado apenas do contrato de confissão de dívida não explicita os
juros, a correção monetária e outros encargos aplicados ao valor confesso,
impossibilitando, assim, aferir a origem evolução da dívida desde a dívida
inicialmente firmada. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A simples
confissão de dívida decorrente de contrato anterior, como já dito não implica
por si só em novação, senão, em verdade, num prolongamento do prazo de
exigibilidade do débito, com a inserção de novos acessórios. Nesse contexto, o
que está sendo executado é, com maior precisão, a obrigação contratual
originária, o que impõe-se que, venha aos autos a demonstração completa da
evolução do débito desde os seus primórdios.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
E, sendo certo,
que dentro de uma interpretação extensiva e utilizando-se da analogia, a teor
da súmula 286 do STJ, que "a renegociação de contrato bancário ou a confissão
da dívida não impede a possibilidade de discussão sobre eventuais ilegalidades
dos contratos anteriores", mister se faz a presença de todas as avenças
entabuladas entre os litigantes, precipuamente as que culminaram na pactuação
do instrumento de confissão de divida, a fim de se aferir o efetivo
preenchimento dos requisitos de exeqüibilidade: liquidez, exigibilidade e
certeza do título, o que não fez o embargado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Para que se
exemplifique esta tentativa de mascarar ilegalidades, quando o exequente, junta
o contrato de confissão de divida com encargos legais sobre o valor confesso,
esse valor confessado de forma adesiva pelo devedor normalmente é realizado com
incidência de correções monetárias com índices abusivos (como CDI E TJLP),
somada de multa moratória de 10% (ilegal da ótica consumerista, visto que o CDC
expressamente ordena a utilização de 2%), juros moratórios e algumas vezes
somados a juros remuneratórios com capitalização mensal de juros .&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Muitas vezes
esta evolução da divida chega a triplicar o valor correto do que o executado
realmente deve ao credor, servindo a confissão de divida como instrumento de
convalidação de ilegalidades dos encargos aplicados no valor confesso.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A apresentação
dos cálculos desde sua origem se faz obrigatória para que o contrato de
confissão de divida como titulo executivo extrajudicial demonstre sua liquidez
e exigibilidade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A apresentação
de planilha de cálculos demonstrando a evolução da divida desde a origem evita
que o credor venha mascarar abusividades do valor confesso no contrato de
confissão de dívida por este motivo a sumula 286 do STJ, para afastar essa
pratica abusiva entre contratados a qual são regidos pelo principio da
eticidade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A obscuridade
nos cálculos, ou a distância entre eles e a propositura da ação, prejudicam o
devedor na condição de executado, pois impedem sua defesa uma vez que
impossibilitam a análise dos valores. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
A respeito,
pertinente é a lição do mais novo ministro do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, o
ínclito Teori Albino Zavascki: &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
"A memória
do cálculo consiste em demonstrativo do débito atualizado até a propositura da
ação (CPC, art. 614, II) discriminando claramente as operações realizadas, com
identificação precisa do valor e da natureza dos elementos adotados como base,
de modo a permitir que o devedor e o juiz tenham condições de aquilatar a
adequação do valor executado com a obrigação resultante do título
executivo." (Título Executivo e Liquidação, São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1999, p. 193). &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Como elemento
obrigatório para propositura da execução, nos termos do art. 614, II, do CPC, o
demonstrativo atualizado do debito deve ser claro e elucidativo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Para Sergio
Bermudes, "&lt;u&gt;&lt;b&gt;não basta ao credor afirmar qual o credito atualizado.
Cumpre-lhe juntar a inicial uma memória de calculo, explicitando a operação que
o levou a alcançar o valor final, atualizado na forma da lei, da sentença, ou
do negocio jurídico de que resulta&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;." (A reforma do código de processo
civil. Rio de Janeiro: Freitas Bastos,)&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Além de
delimitar o valor executado, o demonstrativo tem que habilitar a compreensão do
calculo pelas partes, facultando defesa ao executado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Sobre o tema,
confira-se o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Direito
processual civil. Agravo no recurso especial. Embargos do devedor à execução.
Confissão de dívida. Oriunda de contrato de abertura de crédito. Título
extrajudicial. Juntada dos contratos originários. Inércia do exequente.
Extinção da execução. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
- A confissão de
dívida é título hábil para a execução, ainda que oriundo de contrato de
abertura de crédito, novado ou não, goza de plena liquidez, certeza e
exigibilidade, constituindo-se, portanto, título executivo extrajudicial. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;- A renegociação
de contrato bancário ou a confissão da dívida não impede a possibilidade de
discussão sobre eventuais ilegalidades dos contratos anteriores"(Súmula n.
286/STJ). &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;- Questionada,
todavia, a legalidade das cláusulas do contrato originário, pode haver o debate
do valor devido, ainda que renegociado, e, em tal caso, precedentemente à
extinção do processo, deve ser oportunizada ao credor a juntada daquele pacto e
do demonstrativo de evolução dele advindo, nos termos do art. 616 do CPC.
Precedentes. &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;- A não juntada
dos contratos anteriores pelo credor, apesar de devidamente intimado para
tanto, acarreta a extinção do processo executivo sem julgamento do mérito.
Agravo no recurso especial a que se nega provimento. (STJ, AGRESP n. 988699/SC,
3ª Turma, j. em 06.03.2008, relª. Minª. Nancy Andrighi)&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Os tribunais
pátrios seguem o entendimento da corte superior:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Ementa: AÇÃO
REVISIONAL. CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA DE NOVAÇÃO. CONFIRMAÇÃO DA
OBRIGAÇÃO ORIGINÁRIA. POSSIBILIDADE DE DISCUSSÃO DO TÍTULO ORIGINÁRIO. Não
tendo o novo título ânimo de novar, pois, expressamente, as partes acordantes
arredaram a intenção de novar, incide a norma do artigo 1.000 do CC. Ou seja, a
segunda obrigação, que ora se executa, apenas confirmou a anterior, razão por
que deve ser desconstituída a sentença para que a execução prossiga tendo por
base também o título originário. REVISÃO DE CONTRATOS JÁ QUITADOS.
Possibilidade. Relação jurídica continuativa. DA POSSIBILIDADE DE REVISAR
CONTRATAÇÕES BANCÁRIAS COM BASE NO CDC. Aplicabilidade do CDC. Doutrina e
jurisprudência. JUROS. LIMITAÇÃO A 12% A.A., FLAGRADA A ABUSIVIDADE EM CLÁUSULA
CONTRATUAL. CDC. INDEXADOR. TAXA REFERENCIAL. Tendo sido pactuada, incide como
índice de correção monetária. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. (Apelação Cível Nº
70001149541, Décima Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Guinther Spode, Julgado em 12/09/2000)&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Diante de tais
circunstâncias, a execução que apresenta apenas o demonstrativo de débito da
divida após o contrato de confissão de divida não está em conformidade com a
regra do artigo 614, II do Código de Processo Civil, não se prestando, pois,
para instruir o pedido inicial, induzindo a nulidade da execução.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Não tendo o novo
título ânimo de novar, pois, expressamente, as partes acordantes arredaram a
intenção de novar, incide a norma do artigo 361 do CC/02 . Ou seja, a segunda
obrigação, que ora se executa, apenas confirmou a anterior, razão por que deve
ser extinta a execução por inexistência de demonstrativo de débito com a
evolução da divida desde sua origem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
Por
eventualidade, caso o julgador não conheça a nulidade da execução, deve ser
convertido o julgamento em diligência, cumprindo-se o art. 616 do CPC e art.
6º, VIII, do CDC (caso a relação seja consumerista), de modo que, a exequente
seja intimada para exibir o demonstrativo de evolução do débito desde sua origem
e, havendo, outros ajustes que digam respeito ao instrumento de confissão de dívida
e outras avenças já acostado aos autos, com prazo de dez dias,
oportunizando-se, em seguida, aos embargantes, se for o caso, ofertarem
manifestação.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;Patrick Lima de Mattos – Advogado Cível – Cobrança Judicial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #0d0d0d; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;
Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro &amp;amp; Scaff - &lt;b&gt;A D V
O G A D O S&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;* &amp;nbsp;(+ 55 91) 40051071* &lt;a href="mailto:patrick.mattos@advassociados.com.br%20&amp;amp;%20patrickmattos.adv@gmail.com"&gt;patrick.mattos@advassociados.com.br
&amp;amp; patrickmattos.adv@gmail.com&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;span style="color: #1f497d;"&gt;&lt;br /&gt;
► &amp;nbsp; Belém/PA – Manaus/AM – São Luís/MA – Brasília/DF – São Paulo/SP
&amp;nbsp;- Rio de Janeiro/RJ &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;
&amp;nbsp;&amp;nbsp; Macapá/AP - Parauapebas/PA - Marabá/PA - Santarém/PA ◄&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: green; font-family: Webdings; font-size: 10.0pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;
&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/feeds/540991411748186895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/da-novacaos-nos-contratos-de-confissao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/540991411748186895?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5843451794311685017/posts/default/540991411748186895?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrickmattosadv.blogspot.com/2012/09/da-novacaos-nos-contratos-de-confissao.html' title='O ANIMUS DE NOVAR NOS CONTRATOS DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. DA NECESSIDADE DO DEMONSTRATIVO DE DÉBITO DA EVOLUÇÃO DA DIVIDA DESDE A ORIGEM NAS EXECUÇÕES LASTREADAS EM INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONFISSÃO DE DÍVIDA COMO CONDIÇÃO DE LIQUIDEZ E EXIGIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DA SUMULA 286 DO STJ'/><author><name>Patrick Mattos</name><uri>https://plus.google.com/110459289035724057764</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-9z4kQtTMASE/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAD0/tRczBC4N04I/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>