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		<title>Lé com Cré 5 &#8211; Notícias do Brasil: João Gomes tá na voz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2021 13:24:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[Lé com Cré]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;… A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer Zona Sul Tem gente boa espalhada por esse Brasil Que vai fazer desse lugar um bom país…&#8221; Começa assim a letra de Notícias do Brasil, canção do Milton Nascimento e letra do genial Fernando Brant. Passeando por... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/09/22/le-com-cre-5-noticias-do-brasil-joao-gomes-ta-na-voz/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20990" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20990" loading="lazy" class="size-large wp-image-20990" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes-740x404.jpg" alt="" width="740" height="404" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes-740x404.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes-300x164.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes-768x419.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes-120x65.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/joao-gomes.jpg 1100w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20990" class="wp-caption-text">O pernambucano João Gomes (Foto: Divulgação)</p></div>
<p>&#8220;… A novidade é que o Brasil não é só litoral<br />
É muito mais é muito mais que qualquer Zona Sul<br />
Tem gente boa espalhada por esse Brasil<br />
Que vai fazer desse lugar um bom país…&#8221;</p>
<p>Começa assim a letra de <em><strong>Notícias do Brasil</strong></em>, canção do Milton Nascimento e letra do genial Fernando Brant.</p>
<p>Passeando por sites de notícia, dei de cara (com atraso) com uma figura de boné. Parecia novo, mas com aura de velho. Uma voz grave, mais grave que o mais grave dos mais graves dos graves. Era João Gomes.</p>
<p>É provável que você já o conheça, mas vou pintar o quadro. Natural de Serrita, Pernambuco, o cara tem 19 anos. Pintou no <em>Tik Tok </em>cantando músicas próprias e interpretando covers a pedidos das seguidoras e seguidores, ansiosos por ouvirem como ficaria a versão dessa ou daquela música na sua voz. Hoje o repertório dele vai de Legião Urbana à Tiê, além, é claro, dos sucessos assinados por ele: <em><strong>Meu pedaço de Pecado</strong></em> e <em><strong>Que nem vovô</strong></em>.</p>
<p>Fui pesquisar. Depois de chamar a atenção no Tik tok, João, ao invés de simplesmente vender uma de suas músicas a um empresário, pediu uma oportunidade. É pouco provável que eu não estivesse escrevendo sobre ele por aqui se essa oportunidade não tivesse sido dada.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="MEU PEDAÇO DE PECADO - João Gomes - Tô Querendo te beijar de Novo (AUDIO E LETRA)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/EesmnqfWsQo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Assim como João Gomes e em outros ídolos (não agressores) do forró atual, um lance que tem me chamado atenção desde a pop Duda Beat é o retorno de harmonias românticas, de cadências harmônicas (encadeamento de acordes) com mudanças drásticas e sentimentais, diferente da harmonia plana que imperou na música de massa uma década antes.</p>
<p>Ouvir a voz e o timbre de João Gomes é como ouvir todo o sertão dentro de um fonograma. Sem filtro, nada blasé, zero gringo, o rapaz vai tangendo as palavras com esmero.</p>
<p>Andar por São Paulo (estado conservador e de xenofobia ora nítida, ora velada) e ouvir João Gomes sendo tocado no intervalo de escolas, nas caixas de som em praças e numa junkie box pelo centro da cidade, é algo digno de nota.</p>
<p>Diferente de outros nomes da cena forrozeira atual, João parece compor e escolher a dedo músicas que não partem do arquétipo do macho alfa escroto. (Para se ter uma ideia desse arquétipo, tendo que cancelar os lançamentos devido às agressões em flagrante cometidas por DJ Ivis, os Barões da Pisadinha e Zé Felipe optaram por lançar em seguida a faixa no imperativo <em><strong>Senta Danada</strong></em>).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Noticias Do Meu Brasil (Os Passaros Trazem)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/Yx37B9l0hTY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em um país que aplaude de pé tudo que vem de fora, no Brasil em que cantar bem virou sinônimo de The Voice Brasil (que em geral imita a escola soul norte americana), da gosto ouvir um “vaqueiro” talentoso de Serrita alçar voo no seu alazão e em suas toadas.</p>
<p><strong>Direct: Em sua série de palestras intituladas “Esse Ofício do Verso” o escritor Jorge Luis Borges diz que “os poetas modernos desaprenderam a arte da narrar”. Você já ouviu “A Morte do Vaqueiro” cantada por Gonzagão?”. Pense num aula de narrativa!</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Daniel Medina é compositor, cantor e curioso, sendo cantor nas horas vagas e curioso por ofício. Ele escreve nesse espaço semanalmente</strong></em></p>
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		<title>Lé com Cré 4 &#8211; Um spoiler do passado: uma ode à fraternidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Sep 2021 13:31:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[Lé com Cré]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Daniel Medina Em um dos mais recentes episódios da série La Casa de Papel surge, do nada, a canção portuguesa Grândola, Vila Morena. Do nada, coisa nenhuma. Se tem uma coisa a se aprender com séries é a de que não se pode dar ponto sem nó. Marco da resistência contra a ditadura militar... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/09/14/le-com-cre-4-um-spoiler-do-passado-uma-ode-a-fraternidade/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20981" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20981" loading="lazy" class="size-large wp-image-20981" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel-740x416.jpg" alt="" width="740" height="416" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel-740x416.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel-300x169.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel-768x432.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel-120x68.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/09/la-casa-de-papel.jpg 1280w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20981" class="wp-caption-text">La Casa de Papel é série espanhola criada por Álex Pina. Está disponível na Netflix</p></div>
<p><strong>Por Daniel Medina</strong></p>
<p>Em um dos mais recentes episódios da série La Casa de Papel surge, do nada, a canção portuguesa <em><strong>Grândola, Vila Morena</strong></em>.</p>
<p>Do nada, coisa nenhuma. Se tem uma coisa a se aprender com séries é a de que não se pode dar ponto sem nó.</p>
<p>Marco da resistência contra a ditadura militar portuguesa, <em><strong>Grândola, Vila Morena</strong></em> foi escrita pelo compositor Zeca Afonso e em 1974 embalou o sonho de um país livre do regime do ditador Salazar. Pra ser mais exato, a canção foi também uma senha. Tocada em rádios do país como primeiro sinal na noite do 24 de abril e como segundo sinal às 0h34min do dia 25 a música foi a deixa sonora para o início das operações dos soldados rebeldes.</p>
<p>Zeca Afonso, falecido em 1987, sem ser YouTuber ou influencer, em um dos inúmeros vídeos no YouTube soma 5 milhões de visualizações. E claro, além de ter o próprio compositor como intérprete, <em><strong>Grândola</strong></em> ganha vida na voz de Amália Rodrigues, corais, bandas de rock e, quase 50 anos depois, chega a uma das séries mais vistas dos nossos tempos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Zeca Afonso - Grândola, Vila Morena" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/gaLWqy4e7ls?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ser um cantor português ante o público brasileiro não deve ser tarefa fácil. Digo em larga escala. Nada mais difícil do que transpor o ranço de quem foi colonizado por seus compatriotas. Da gozação ao sotaque às piadas variadas, da pecha de debilidade intelectual às caricaturas jocosas dos Mamonas Assassinas, os portugueses penam em nossas mãos.</p>
<p>Mas a verdade é que a música portuguesa é repleta de grandes nomes, do séc. XX ao XXI, que merecem ser ouvidos e ir além da rixa histórica. Listando alguns aleatoriamente Sérgio Godinho, Fausto, Antônio Variações.  Já no século XXI e flertando com a as raízes do fado, Carminho, Mariza e Antônio Zambujo de destacam.</p>
<p>Tendo 10 anos de estrada, uma galera da qual sou suspeito pra falar é da banda Capitão Fausto. Sem relação direta com o cantor citado acima, inventam a cada entrevista um motivo para o nome. Com pegada Los Hermanos, mas com letras ora junkies, ora divertidas e decoladas, ora tudo junto, fazia tempo que um som não me empolgava tanto, ainda mais pela poesia do negócio.</p>
<p>De volta  à <em><strong>Grândola, Vila Morena</strong></em>, hino da “Revolução dos Cravos”, revolução que nasceu de um golpe militar, que se difere dos demais pois, ao invés de conservar, muda a ordem vigente, revoluciona, dando o pontapé inicial para a nação portuguesa definir seu próprio destino, diferente do golpe brasileiro de 1964.</p>
<p>Em novembro de 1975 o poder de Portugal passaria para as mãos dos chamados &#8220;moderados”. Por mais que novos jovens conservadores (?) com afinco tentem desmerecer a importância do 25 de abril de 1974, sabem que se fossem depender dos jovens conservadores da época nada teria sido feito (assim como hoje).</p>
<p>Nos últimos anos Portugal viveu uma experiência inusitada, chamado por alguns de coalização, por outros de alinhamento: a “Geringonça”. Desde 2015, reunindo partidos de espectros de esquerda, centro e de direita, tem escapado com êxito da onda fascista de extrema direita que paira sobre o mundo. (Estando todos atentos aos desdobramentos disso no Brasil). Se os portugueses não estão no melhor momento por conta da pandemia, pelo menos estão melhores do que nós.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Capitão Fausto - Amanhã Tou Melhor" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/cJDCdhnupeI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E parafraseando a música <em><strong>Tanto Mar</strong></em>, oh pá, do nosso Chico Buarque, mandem aí, nem que seja um cheirinho de alecrim, pra ver se a frente progressista brasileira se une contra a perversidade e a barbárie, aos solavancos golpistas de um tirano caricato e nos livra do já tradicional golpismo made in latinamérica.</p>
<p><strong>Direct: Pra não deixar de falar de poesia, já leu poeta português Herberto Helder? Dependendo do livro, talvez você não entenda nada num primeiro momento, nem no segundo. É normal. Não é fácil acessar um novo mundo no qual, de forma voraz, tudo se conjuga e se aparta em imagens e em constate vertigem (assim como nesse nosso mundo real, prosaico e diário).</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Daniel Medina é compositor, cantor e curioso, sendo cantor nas horas vagas e curioso por ofício. Ele escreve nesse espaço semanalmente</strong></em></p>
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		<title>Lé com cré 3 &#8211; O hipotético encontro entre Renato Russo e Belchior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 23:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Belchior]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[Lé com Cré]]></category>
		<category><![CDATA[Legião Urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Daniel Medina Na década de 1970, na ditadura militar do Brasil, o desbunde era uma postura política.  A liberdade do corpo, de ser o que se é sem grilo e sem vergonhas, para além da luta armada e dos partidos políticos, era um meio potente de se contrapor ao regime. Mas sempre tem um... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/09/03/le-com-cre-3-o-hipotetico-encontro-entre-renato-russo-e-belchior/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-11766" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2014/07/belchior_1.jpg" alt="" width="600" height="300" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2014/07/belchior_1.jpg 600w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2014/07/belchior_1-300x150.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2014/07/belchior_1-120x60.jpg 120w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p><strong>Por Daniel Medina</strong></p>
<p>Na década de 1970, na ditadura militar do Brasil, o desbunde era uma postura política.  A liberdade do corpo, de ser o que se é sem grilo e sem vergonhas, para além da luta armada e dos partidos políticos, era um meio potente de se contrapor ao regime.</p>
<p>Mas sempre tem um tipo de gente difícil de enquadrar, que nem pega em arma, nem rebola ou põe tinta no rosto, nem levanta bandeira no automático. Gente que joga pela dúvida, que contraria a lógica e se permite contradições: falo de poetas.</p>
<p>Entre algumas boas e uns bons poetas sabe-se que a vida é mistério e é densa (não exatamente pesada, mas primordialmente densa). Que sabem que vida e morte andam juntas e que não se furtam a falar de uma ou outra e de entoar o seu espanto diante do todo.</p>
<p>Sem medo de errar, incluo entre essas figuras <strong>Renato Russo</strong> e <strong>Belchior</strong>.</p>
<p>Sempre brinco que Legião Urbana deveria ser contraindicada pra menores de 18 anos.</p>
<p>Explico: com 12, 13, 14 anos é provável que você não viva na carne ou compreenda versos como &#8220;os meus amigos todos estão procurando emprego&#8221;, ou &#8220;quem deixou a segurança do mundo por amor&#8221; e, claro, &#8220;ela se jogou da janela do quinto andar&#8221;. Acontece que a pessoa enche a lata de Legião muito cedo e, quando numa idade adulta, já escutou tanto (e já acumulou o ranço de tantos detratores) que não aguenta mais.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Belchior - Esquadros" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/1V7v0SHAK5E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mas, vamos à hipótese do título:</p>
<p>Existem inúmeras convergências entre as poéticas de Belchior e de Renato. São poetas que cantaram sua própria geração de forma singular, sem amarras ideológicas, com uma densidade poética absurda e uma responsabilidade imensa para com suas próprias obras.</p>
<p>As referências pessoais de ambos muitas vezes se tocam, tanto da cultura pop como de poetas como Camões a Dante, além da proximidade com a língua italiana e da forma de cantar para fora, o oposto da escola de João Gilberto.</p>
<p>Assisti a alguns shows de Bel em Fortaleza. Não o conheci pessoalmente, mas sei que era uma figura solícita com jovens artistas que lhe tocavam. Certamente Renato não lhe passou despercebido e, por mais que as décadas de 1980 e 1990 não tenham sido de evidência da carreira de Bel, é improvável que Bel fosse desconhecido do líder da Legião.</p>
<p>Busquei em todos os cantos por esse possível contato. Mesmo depois de muitas pesquisas não encontrei nada, nada, nada. Então, esses dias, comprei em um sebo &#8220;O Livro das Listas: Referências musicais, culturais e sentimentais&#8221; (Cia das Letras), livro organizado postumamente com material de cadernos de Renato.</p>
<p>Em meio a inúmeras listas de preferências cuidadosamente agrupadas que vão da literatura à música pop internacional, de óperas clássicas, romances aos grandes filmes mundiais, dou de cara com uma pequena lista de canções nacionais. Na lista, depois de citar todos os intérpretes, compositores e minutagem de todas as músicas com esmero, chega-se à última canção, onde se lê exclusivamente: “Mucuripe – Música e Letra de Raimundo Fagner &#8211; 3min37seg”, não citando Belchior.</p>
<p>Tudo bem não terem se conhecido. Ok eventualmente não terem gostado da obra um do outro. Mas suprimir o letrista cearense da sua lista de poucas canções nacionais favoritas foi demais para o meu imaginário.</p>
<p>Fiquei me perguntando o que teria acontecido, se teriam se conhecido e não teria rolado o <em>match</em>, se Renato por algum motivo não foi com a cara de Bel ou se Bel teria se sentido ofuscado pela luz daquela Legião. Até <em><strong>Esquadros</strong></em>, música de Adriana Calcanhotto foi gravada anos depois pelo poeta de Sobral, mas nada de um <em><strong>Metal contra as Nuvens</strong></em> ou de um <em><strong>Monte Castelo</strong></em>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Renato Russo e Adriana Calcanhoto   Esquadros 1994" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/rZJ4L-1byOw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Não tem problema! Desenhei para mim um hipotético encontro onde Renato e Bel se conheceram, compuseram uma canção simbólica, mítica, atemporal, canção essencial, que fala o que precisa ser dito e, sem sabermos, o que precisamos ouvir. Que os dois alagaram até de manhã com seus vozeirões apartamentos e corredores de algum prédio do Rio, já na década de 1990, e que incomodaram os vizinhos. Desenhei que essa canção inédita jaz adormecida em alguma gaveta esquecida, a salvo do espólio de Renato e do de Bel, e que um dia essa obra ganha vida própria, espantará a todos na certa no momento exato e saciará meu desejo, é claro.</p>
<p>Me ative a esses dois nomes não a título de saudosismo, mas como uma “nostalgia de futuros”.</p>
<p>Em meio a tanto desbunde e tanto proselitismo partidário, tanta <em>realpolitik</em> e suas coalizações manjadas, em meio a busca por um pai-salvador da pátria, sonho com novas e novos poetas que insinuem outros caminhos contra esse fascismo perverso e datado, que para além da política pragmática apontem pistas simbólicas que nos deem força e sinais para sair desse atoleiro e principalmente, que aponte em nós mesmos os traços de pequenos e pequenas tiranas e o nosso fascismo portátil.</p>
<p>Durmo mal, durmo pouco, sonho bem.</p>
<p><strong>Direct: Trecho de um caderno de Renato: “Tenha em mente escrever canções inspiradas, canções de amor &amp; esperança &amp; amizade – com belas melodias &amp; letras delicadas, sábias e gentis”</strong></p>
<article id="post-20964" class="post-20964 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-daniel-medina category-ednardo category-le-com-cre">
<div class="post-content">
<p style="text-align: right"><em><strong>Daniel Medina é compositor, cantor e curioso, sendo cantor nas horas vagas e curioso por ofício. Ele escreve nesse espaço semanalmente</strong></em></p>
</div>
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		<title>Lé com cré 2 &#8211; O fetiche por obituários (ou) a música erudita morreu, mas passa bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 19:06:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[Ednardo]]></category>
		<category><![CDATA[Lé com Cré]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Daniel Medina “Nada parado, nada seguro, nada infinito ou puro”. Receba com carinho esse verso cirúrgico do compositor Ednardo, ele vai aparecer outras vezes nessa coluna. Em um canal famoso de filosofia e psicologia do YouTube caí em um vídeo que decreta a morte da música erudita. No vídeo um pesquisador jovem, doutor, discorre... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/08/27/le-com-cre-2-o-fetiche-por-obituarios-ou-a-musica-erudita-morreu-mas-passa-bem/">Ver artigo</a></p>
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<p><strong>Por Daniel Medina</strong></p>
<p><em>“Nada parado, nada seguro, nada infinito ou puro”.</em></p>
<p>Receba com carinho esse verso cirúrgico do compositor Ednardo, ele vai aparecer outras vezes nessa coluna.</p>
<p>Em um canal famoso de filosofia e psicologia do YouTube caí em um vídeo que decreta a morte da música erudita. No vídeo um pesquisador jovem, doutor, discorre por alguns minutos na sede de lavrar o obituário da suposta falecida.</p>
<p>Entre a citação de dois ou três autores estrangeiros, a acusação de uma suposta máfia de professores universitários (à la Olavo de Carvalho), desnecessárias explicações a respeito do próprio visual e alegações de que atualmente só se ouve funk, o pesquisador avança em sua teoria.</p>
<p>Meditei profundamente e pensei comigo mesmo: “Não é assim que se esfola um bode”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ednardo - Amor de Estalo" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/MWVHgj9-_6I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>“Nada parado, nada seguro, nada infinito ou puro”.</em></p>
<p>Repetidamente alegado pelo pesquisador, é certo que o circuito da música erudita é de um elitismo gritante e, em pleno séc. XXI, tem muita gente que ainda se sente melhor e diferenciada por escutar essa ou aquela música.</p>
<p>É certo também que o funk já é uma cultura por si só e é de um poder de síntese invejável, um retrato do agora e não por acaso figura com força nos nossos tempos.</p>
<p>Mas, convenhamos, que mania detestável e previsível essa de “matar” e aniquilar pra defender seja lá o que for. De hegemonia e aniquilação o mundo já está repleto. Caímos fácil, fácil no “ou é isso ou aquilo”, ou é A ou é B, ou é música erudita ou é funk, mesmo 100 anos depois da Semana de Arte Moderna de 1922 e da antropofagia de Oswald de Andrade comer Caetano e desembocar no tropicalismo.</p>
<p><em>“Nada parado, nada seguro, nada infinito ou puro”</em></p>
<p>Repleta de ouvintes e estudantes de música no mundo todo, a música erudita segue presente, por meio de concertos virtuais, óperas contemporâneas, jovens compositoras e compositores, trilhas sonoras de séries e filmes. Os números de visualizações de vídeos e das plataformas não negam (mas desde quando arte e artistas têm números por medidas?)</p>
<p>Sem dúvida a música erudita é uma invenção europeia (assim como a Língua que você me lê agora) e guarda o DNA da colonização. Em arte, negar qualquer DNA em busca de uma suposta pureza é inútil por um motivo simples: pureza não há.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Afrika Bambaataa &amp; The Soulsonic Force - Planet Rock (Official Music Video)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/9J3lwZjHenA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Por fim, narro em poucas linhas uma história pra você:</p>
<p>O compositor erudito alemão Stokhousen estudou com o compositor francês Olivier Messiaen e influenciou diretamente a banda alemã de música pop eletrônica Kraftwek. Kraftwer cruzou o mundo e por sua vez influenciou a sonoridade do DJ, pioneiro do hip hop, Afrika Bambaataa. Um ano depois Bambaataa e Arthur Baker lançavam a faixa Planet Rock e dividiram as águas da história da música pop mundial.</p>
<p><em>“Nada parado, nada seguro, nada infinito ou puro”.</em></p>
<p><strong>Direct: Pra quem busca conteúdo e não se contenta com a fogueira das paixões indico o <a href="https://sersonoro.net/episodios/">podcast “Ser Sonoro”</a> de Fernando Cespedes que trata a música e som como merecem.</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Daniel Medina é compositor, cantor e curioso, sendo cantor nas horas vagas e curioso por ofício. Ele escreve nesse espaço semanalmente</strong></em></p>
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		<title>Cantando Luiz Gonzaga, Jorge du Peixe comenta projeto solo; confira o novo single</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 17:55:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[Nação Zumbi]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é hoje que Jorge du Peixe tem em mente um projeto solo. Mas foi aproveitando o intervalo nos shows da Nação Zumbi, forçado pela pandemia, que o vocalista da possante banda pernambucana resolveu aceitar ao convite do produtor Fábio Pinczowski, que já havia dito que produziria o trabalho. E a estreia não poderia ser... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/08/27/entrevista-jorge-du-peixe-fala-de-projeto-solo-em-homenagem-a-luiz-gonzaga/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20967" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20967" loading="lazy" class="size-large wp-image-20967" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-740x535.jpg" alt="" width="740" height="535" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-740x535.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-300x217.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-768x555.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-1536x1111.jpg 1536w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-2048x1481.jpg 2048w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Jorge_du_Peixe_FotoJosedeHolanda_Vestical_26A0623_2_MEDIA-120x87.jpg 120w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20967" class="wp-caption-text">Jorge du Peixe lança &#8220;Baião Granfino&#8221;, álbum em que interpreta canções de Luiz Gonzaga (Foto José de Holanda)</p></div>
<p>Não é hoje que <strong>Jorge du Peixe</strong> tem em mente um projeto solo. Mas foi aproveitando o intervalo nos shows da Nação Zumbi, forçado pela pandemia, que o vocalista da possante banda pernambucana resolveu aceitar ao convite do produtor Fábio Pinczowski, que já havia dito que produziria o trabalho. E a estreia não poderia ser em melhor estilo: um tributo a <strong>Luiz Gonzaga</strong>.</p>
<p>O álbum <strong>Baião Granfino</strong> conta com um time ilustre de músicos, como Carlos Malta (sopros), Mestrinho (sanfona), Swami Jr. (violão) e o baterista Pupillo, seu parceiro por décadas na Nação Zumbi. Misturando clássicos com canções mais obscuras do Rei do Baião, o álbum já tem dois singles lançados &#8211; a faixa <em><strong>Rei Bantu</strong></em> saiu no início de agosto e, nesta sexta, 27, <em><strong>O Fole roncou</strong></em>. A seguir, o cantor, compositor e músico pernambucano conta detalhes dessa homenagem que vai ser lançada na íntegra em setembro. Confiram.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Você já participou de algumas formações, como a Nação Zumbi, o Los Sebosos Postizos, Afrobomba e a Confraria das Sedutoras. Mas esse é o primeiro trabalho que você realmente assina como solo, como Jorge Du Peixe. Por que só agora? Quando percebeu que era o momento de assinar uma estreia, de fato, solo?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Na verdade, nem é solo, né? É mais um trabalho que eu faço, posso dizer por minha conta. Onde eu tenho não total propriedade, mas liberdade de escolha em relação a repertório e tudo. Não que eu não tenha em outros projetos, não que eu não tenha na Nação Zumbi. Mas esse eu tô assinando junto com outro produtor, que me ofereceu essa produção. Isso desde 2017, quando num programa chamado Clubversão, dirigido por Fábio Pinczowski, eu fiz uma parceria com o Wilson das Neves, a gente cantou <em>Manhã de carnaval</em>. De lá pra cá, esse convite que ele me fez, de quem eu gostaria de cantar que ele produziria, ficou flutuando aí até que eu tive a ideia de gravar <strong>Luiz Gonzaga</strong>. Eu não sabia, não imaginava por que vias, nem tinha programado. Mas ainda em 2020, ficamos falando sobre repertório dessa ideia, e em 2021 tentamos realizar. As coisas acontecem assim. Às vezes não tem explicação. Mas não sei se o nome “solo” significa algo sobre a obra que está em questão. Mas vamos simbora.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Como o Luiz Gonzaga entrou na sua vida? Lembra da primeira vez que a música dele te chamou atenção?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Quem é do Nordeste nasce ouvindo Luiz Gonzaga e vive escutando Luiz Gonzaga. É memória afetiva da sua família, da casa do vizinho, alguém sempre tocando. <strong>Luiz Gonzaga</strong> é um cancioneiro eterno, sua obra já é conhecida mundialmente. O baião já foi um ritmo nacional, né? Contemporâneo da bossa nova e outros gêneros que o Brasil apresentou tão importante quanto. Luiz Gonzaga é uma figura muito importante. Eu lembro muito de sua obra quando ele faleceu em 1989. Eu trabalhava em companhia aérea, estava no aeroporto nessa época e vi todo o barulho que foi o povo esperando o corpo chegar pra ir pra Exú. Isso também não sai da minha cabeça e mostrou o quanto ele era importante. É importante ainda, né? Todos os cancioneiros, os trovadores. Quem não se alimentou da obra de Luiz Gonzaga? Então, pra mim é uma honra também. Importantíssimo trazer isso, não tentar renovar, por que já é uma obra bem à frente do seu tempo. De fato, homenagear, consagrar o rei do baião.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Que importância o Luiz Gonzaga tem para a tua formação musical?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Luiz Gonzaga influencia todo mundo, né? Todo mundo foi influenciado de certa forma. Tenho influência até hoje do que foi Luiz Gonzaga, suas canções, suas harmonias, sua melancolia, da paisagem do Nordeste que ele trazia em suas canções. O papel do músico é ouvir música também, né? Não só fazer, mas tem que se alimentar, se atualizar do que está acontecendo. E com certeza ir atrás dos que começaram, dos que plantaram tudo isso antes, pra poder fazer algo a partir disso. Somos influenciados por tudo, desde literatura, cinema, música. E o papel do músico é ouvir música e saber pra onde anda tudo isso. Ele tem um papel importante na minha carreira também.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – E qual o papel que o Gonzaga ocupa na música brasileira hoje?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> O Luiz Gonzaga tem um papel na música do Brasil hoje e sempre, né? Hoje e sempre. Estou fazendo essas versões, fazendo esse disco, e já venho descobrindo pessoas lançando, ou alguém fazendo alguma obra em andamento do Luiz Gonzaga. Eu não estou fazendo nada sozinho da obra dele, entendeu? Tem muitas pessoas nessa mesma época mexendo com a obra do Luiz Gonzaga. Isso é bem importante. Se você for fazer uma pesquisa, você vai ver a quantidade de artistas que cantaram Luiz Gonzaga. E continuam cantando.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Jorge Du Peixe - Rei Bantu (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/VhfcPMsLOxs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Seu trabalho solo começa com uma homenagem a Luiz Gonzaga. Antes, com os Sebosos, você fez uma homenagem a Jorge Ben. Queria que você fizesse um paralelo entre as obras desses compositores. Que pontos conectam ou não a música deles?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Dois desbravadores, tanto do amor e sempre também louvando as mulheres. Jorge Ben com sua poesia interestelar e os mistérios do universo, enfim. Enquanto Luiz Gonzaga ali, louvando a Deus, agradecendo a cada pedaço de chão conquistado pelo homem. Humilde, a simplicidade do Brasil feudal, um Brasil profundo que ele pintou essa história da maneira mais bonita. Acho que Jorge Ben e Luiz Gonzaga me seduzem, cada um à sua maneira. Mas eles têm a fé e o amor em comum, com certeza.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Queria que você falasse um pouco dessa turma de músicos que te acompanha no disco. Como foi feita essa escalação?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> A gente veio falando ao longo do tempo, quem seria, quem não seria. A maior parte dos músicos quem sugeriu foi o Fábio Pinczowski, produtor do disco. Ele, por ter estúdio lá, o 12 Dólares, onde foi gravado o <strong>Baião Granfino</strong>, ele já recebia grandes músicos, grandes parceiros musicais, seja no programa Clubversão, em que ele convidava cada artista e direcionava os músicos. E assim foi comigo, quando ele foi lançando nomes e eu também sugeri alguns, claro. Alguns com quem eu já tinha trabalhado, alguns com quem não tinha encontrado. Pupillo (baterista) tocou e o Yaniel Matos, contrabaixista cubano que também toca piano. O Swami Jr (violão) também. É tanta gente boa! O Bruno Buarque na bateria. <span style="color: #000000">Fabinho Sá também, Maria Beraldo.</span> Eu te passo por que vou acabar esquecendo aqui. Mas acho que ao todo são 21 músicos que puderam (participar) durante a pandemia&#8230; Quiseram, além da vontade de sair de casa, encontrar as pessoas, tocar. Uma grande vontade, uma saudade de encontrar os músicos, entrar num estúdio, subir num palco. O estúdio, de certa maneira, acalentou ali, as pessoas puderam fazer os testes e se encontrar. E, no fim das contas, o Fábio conseguiu formatar três bandas distintas pra alguns temas que a gente selecionou e ficou bem interessante. Alguns, até então, não haviam se encontrado, mas a maioria se conhecia, o que facilitou o entrosamento musical. E todos exímios músicos, sou imensamente agradecido. Ficou muito interessante. Logo menos está aí pra vocês ouvirem.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Entre os músicos do &#8220;Baião Granfino&#8221;, está o Pupillo, seu parceiro por anos na Nação Zumbi. Como ficou a relação com ele depois que o Pupillo saiu da banda?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> O Pupillo está tocando vários projetos, os projetos dele também. Lançando alguns discos que ele faz, coletâneas, fez um de novelas também (“Sonorado”). Está tocando com a Céu. A gente se encontra aqui e ali. Às vezes, estou fazendo outro trabalho, que até então não lancei, mas tô sempre em movimento, mando assim, mando um tema, ele faz uma bateria. Grava em casa. Continua uma relação normal, a gente mantém contato. Tá tudo sob controle. Tudo tranquilo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O Fole Roncou  - Jorge du Peixe part. Cátia de França (Luiz Gonzaga/ Nelson Valença)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/DwDBCE5Dwwc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – O primeiro single é &#8220;Rei Bantu&#8221;, uma música menos conhecida do repertório do Luiz, mas que tem uma ligação com o maracatu. Como foi pensado o arranjo dessa releitura?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> É um grito, né? É uma música forte. Ela tem uma linha harmônica que não dá pra se desvencilhar. Quando se faz uma versão, a gente tem que louvar esses momentos ali. Por mais que a gente chame de versão, tem que ter um cuidado quando se mexe na obra de outra pessoa. Então, o cuidado é redobrado. E se tratando da obra do mestre Luiz Gonzaga&#8230; E o Mestrinho tocou sanfona nessa música e já tinha tocado muito essa música em outros lugares, então não era pouco conhecida. Ele disse que, por onde andou e tocou, seja com Dominguinhos, com quem ele tocava, na turnê que fez com Gilberto Gil, pelo Brasil e mundo afora, ele disse que não era uma música estranha. Ele chegou a pensar isso uma época, mas as pessoas cantavam e dançavam essa música. E não foi tão difícil por conta disso. O Fábio, produtor, já sabia que linha ia trazer, acertamos o tom – às vezes o Luiz Gonzaga tem um tom muito alto e a gente tem que adaptar pro meu, que é mais baixo, mas que não afetasse tanto. E daí, bateria é Pupillo, Carlos Malta tocou pífano e um (sax) barítono. O Swami tocou um violão e as meninas fazendo um backing naquela intenção daquele coro que remete àquela época. Então, ficou bem saudosa, muito forte. E meio maxixe. Eu não pude participar de todas as composições das bases dos arranjos. Participei de um ou outro, complementando e tocando pouquíssima coisa. Mas os arranjos são de Fábio, que arranjou essa música e que ficou realmente muito bonita.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – O que mais você pode adiantar do repertório? E como foi feita essa seleção em meio ao repertório tão vasto do Luiz?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> O repertório foi difícil. É muita música, muita coisa que eu vi. Algumas delas que eu não ouvia tanto em Recife, seja por Elba Ramalho, seja pelo próprio Luiz Gonzaga, e tantos que cantaram sua obra que eu nunca me imaginei cantando. Tipo <em><strong>Sabiá</strong></em>, <em><strong>Qui nem jiló</strong></em>, tudo isso passou pelo meu ouvido em muitos momentos da minha vida. E agora, entrar num estúdio e cantar isso, vem um flashback, uma história na sua cabeça de certa forma. Mas não foi fácil. Passamos praticamente 2020 até o começo de 2021 finalizando. Eu tinha mandado um (repertório) pra Fábio e ele me mostrou umas outras que eu não lembrava ou não conhecia. Uma <em><strong>Acácia amarela</strong></em>, que é meio um bolero também. Não era só baião que ele cantava, né? E <em><strong>Assum preto</strong></em>. É legal guardar um pouco isso, não soltar o repertório inteiro pra ficar meio de surpresa. Mas falei de umas clássicas aqui.</p>
<div id="attachment_20968" style="width: 309px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-20968" loading="lazy" class="size-medium wp-image-20968" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-300x301.jpg" alt="" width="299" height="300" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-300x301.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-740x743.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-150x150.jpg 150w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-768x772.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-1529x1536.jpg 1529w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-2039x2048.jpg 2039w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/Catia-de-Franca_credito_-Jose-de-Holanda-1-120x121.jpg 120w" sizes="(max-width: 299px) 100vw, 299px" /><p id="caption-attachment-20968" class="wp-caption-text">Cátia de França é convidada de Jorge du Peixe na gravação de &#8220;O fole roncou&#8221; (Foto José de Holanda)</p></div>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Há 21 anos, você assumia oficialmente os vocais da Nação Zumbi, ocupando um espaço que antes era de um cara que tinha outro timbre, outra postura de palco. Como foi pra você essa transição? Cantar era algo que você já estava nos teus planos? Foi difícil encontrar o seu lugar, sua personalidade, como frontman da banda?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Olha, eu já cantava com o Chico (Science) algumas músicas, uns Raps e tal. Dividia letra. Se tem uma pessoa que me incentivava muito pra cantar era ele. Difícil claro que foi. Em 1997, com o falecimento, paramos praticamente um ano e voltamos com (o disco) <em>Rádio S.Amb.A</em>. Confesso que não foi fácil, né? Tanto na feitura do disco, ali e tal, a gente teve que andar com as próprias pernas. Desde a pré-produção, ir pro estúdio, gravar o disco aqui em São Paulo com a YBrasil, que foi o selo em que gravamos. Uma produção de Cacá e co-produção nossa (no disco, a produção é creditada à Nação Zumbi. Carlos “Cacá” Lima é identificado como engenheiro de gravação e mixagem). E a gente foi ali engatinhando, não foi fácil retomar as coisas sem Chico. Mas a gente foi se espalhando e tentando se virar. A ideia não era tentar fazer o que Chico fazia, né? Nos conhecemos há muito tempo, cada um tem a sua intenção. O timbre é parecido, não é igual. E a ideia era levar adiante a intenção musical, a obra, o grito que foi dado. E aqui estamos nessa intenção ainda, com um legado vivo e aceso em andamento. Mas, estamos andando. E a ideia não é “frontman”, nós pensamos como uma banda, um coletivo. Eu não decido nada só, a gente sempre em acordo e abertos, tanto na feitura de um disco, quanto decisões. Isso é importante. E assim também era Chico. E, agora, é manter da melhor maneira possível. Descobrir coisas novas, trazer novas intenções musicais e atualizar a música. Atualizar a intenção musical da Nação Zumbi. Acho que é isso, a intenção é essa.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nação Zumbi - O Fole Roncou (Tributo a Luiz Gonzaga)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/01NVgylbuDo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Que importância você vê em cantar Luiz Gonzaga no Brasil de hoje?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Acho que é importante trazer Luiz Gonzaga, um artista desse calibre pro País, agora nesse momento difícil que o País passa de negação e descaso com a cultura, descaso com o esporte, com o cinema. A cinemateca pegando fogo, museu pegando fogo. Um descaso total, uma afronta à cultura que sempre gritou, sempre fez pelo País. Acho importante trazer Luiz Gonzaga que é uma alegoria, um retrato, uma memória forte desse país que sempre foi solidário. Um povo com empatia, um povo com preocupação e um povo com sede de justiça. Acho que o Luiz Gonzaga se faz necessário nos dias de hoje. E que o Brasil volte a ser Brasil.</p>
<p><strong>DISCOGRAFIA – Com o lançamento desse disco, como ficam os planos para essa carreira solo e para a Nação Zumbi?</strong><br />
<strong>Jorge du Peixe –</strong> Essa última pergunta é muito boa, mas eu não vou saber responder por hora. No caminho é que se vê. Vamos pra frente.</p>
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		<title>Lé com Cré &#8211; Acabou a mamata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 17:43:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Belchior]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Medina]]></category>
		<category><![CDATA[Lé com Cré]]></category>
		<category><![CDATA[Lobão]]></category>
		<category><![CDATA[Mahmundi]]></category>
		<category><![CDATA[Zeca Baleiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Daniel Medina Em um país que não lê e que vive sob o brado retumbante do analfabetismo funcional, escrevo: Há duas semanas Zeca Baleiro postou uma nova canção no Instagram. Canção-resposta que se apropria da provocação, que canibaliza a ofensa recebida e a devolve, com o auxílio da forma, a outro lugar no espaço-tempo.... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/08/20/le-com-cre-com-daniel-medina-acabou-a-mamata/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20958" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20958" loading="lazy" class="size-large wp-image-20958" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141-740x493.jpg" alt="" width="740" height="493" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141-740x493.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141-300x200.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141-768x512.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141-120x80.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/zeca-baleiro-credito-foto-silvia-zamboni-141.jpg 924w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20958" class="wp-caption-text">Foto: Silvia Zamboni / Divulgação</p></div>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Por Daniel Medina</strong></span></p>
<p>Em um país que não lê e que vive sob o brado retumbante do analfabetismo funcional, escrevo:</p>
<p>Há duas semanas <strong>Zeca Baleiro</strong> postou uma nova canção no Instagram. Canção-resposta que se apropria da provocação, que canibaliza a ofensa recebida e a devolve, com o auxílio da forma, a outro lugar no espaço-tempo.</p>
<p>Primeiro e último (único?) ataque contra artistas do Brasil que se opõem parcial ou integralmente ao Governo Federal, a frase “acabou a mamata!” (o título da canção é <em><strong>Rei da Mamata</strong></em>) faz lama nas redes social toda vez em que alguém se posiciona. O argumento seria que, como belos mercenários e mercenárias, ao ir contra o atual mandatário, tais artistas estariam simplesmente se rebelando pelos patrocínios conquistados e agora perdidos, nascidos em governos anteriores.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Zeca Baleiro canta REI DA MAMATA, de Zeca Baleiro - 2021" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/2k0xiUugAt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Agindo como robôs, pessoas de carne e osso se propõem a repetir essa ofensa, algumas delas de fato decepcionadas por verem seu artista preferido discordar de sua posição política. Em diferentes perfis, na enxurrada de comentário, entre muitos “deixando de seguir” e “deixando de seguir em 3,2,1”, percebi um comentário curioso de uma fã que se referia aos artistas de um modo geral: “Gente, relaxa, eles são assim mesmo, prefiro ficar só com a música”, seguido de apoios contrariados de seus partidários.</p>
<p>É assustador como a seguidora não conseguia relacionar as músicas feitas pelo seu artista preferido, que lhe tocam e emocionam, ao seu posicionamento político.</p>
<p>Se lembro bem, vi um vídeo do psicanalista <strong>Christian Dunker</strong> em que ele relaciona a postura atual de um “seguidor” ao de um investidor financeiro, depositando ou retirando seus investimentos à medida que os artistas os agradam ou desagradam. Me recordo também da talentosa cantora <strong>Mahmundi</strong> compartilhando que entre os desafios da nova geração de artistas se encontra o de vencer o medo do cancelamento.</p>
<p>Voltando ao Zeca.<strong> Zeca Baleiro</strong> é craque. Não faz arminha, faz música, e sua bala doce amarga, urdida com os artifícios do bardo, é ofertada para quem o quer calar. Zeca sabe que em meio a uma devastadora pandemia e uma avalanche de absurdos, artista que não joga pela vida e pelo ser humano nem merece ser chamado de artista.</p>
<p>Até mesmo <strong>Lobão</strong> (convenhamos, o necessário Lobão, nem que seja para lembrar-nos que o mundo não é a sala da nossa casa. O mundo é grande e a vida é vária) pulou fora do barco depois de tê-lo talhado a mão. Resta a <strong>Sérgio Reis</strong> e a uma parcela do sertanejo nacional a tarefa de se calar, se fazer de doido ou mesmo apoiar abertamente Bolsonaro e suas medidas perversas contra a vida e sua perseguição, criminalização e ataque sistemático à própria Arte (mesmo porque o sertanejo é agro, o agro é pop e o pop não poupa ninguém).</p>
<p>Por fim, sei que muitos artistas essenciais nem gostariam de se meter diretamente com política. Me lembro, então, <strong>Belchior</strong>, que canta com seu anarquismo filosófico e sua trajetória sub e suprapartidária: “Qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa”.  Até o momento, são quase 570 mil vidas interrompidas seja pelo vírus, seja pelo negacionismo, seja pela incompetência institucionalizada e, diferente de <strong>Zeca</strong>, o silêncio de muitos ainda grita.</p>
<p>Acabou a mamata? Conta outra, essa Zeca já cantou.</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Direct: Prezados Artistas, testes de covid são falhos e apresentam falsos negativos. Se liguem ao fazerem lives e shows</strong></span></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Daniel Medina é compositor, cantor e curioso, sendo cantor nas horas vagas e curioso por ofício. Ele escreve nesse espaço semanalmente</strong></em></p>
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		<title>Aprendiz do pop: Priscilla Alcântara comenta estreia em novo cenário musical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mariana Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 17:25:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>
		<category><![CDATA[priscilla alcantara]]></category>
		<category><![CDATA[tem dias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dona de uma carreira de sucesso e referência no mundo gospel, Priscilla Alcântara é um fenômeno no meio dos artistas cristãos. Com uma base sólida de fãs e cinco álbuns lançados, a cantora – hoje com 25 anos de idade e que está dentro do cenário evangélico desde os 8 – surpreendeu ao anunciar sua... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/08/20/aprendiz-do-pop-priscilla-alcantara-comenta-estreia-em-novo-cenario-musical/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20953" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20953" loading="lazy" class="size-large wp-image-20953" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-740x928.jpg" alt="" width="740" height="928" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-740x928.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-300x376.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-768x963.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-1225x1536.jpg 1225w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-1633x2048.jpg 1633w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-120x150.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_596-scaled.jpg 2042w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20953" class="wp-caption-text">Foto: Rodolfo Magalhães</p></div>
<p>Dona de uma carreira de sucesso e referência no mundo gospel, Priscilla Alcântara é um fenômeno no meio dos artistas cristãos. Com uma base sólida de fãs e cinco álbuns lançados, a cantora – hoje com 25 anos de idade e que está dentro do cenário evangélico desde os 8 – surpreendeu ao anunciar sua estreia no pop.<span id="more-20952"></span></p>
<p>“Nada mudou em relação à minha fé, ela só mudou para melhor”, conta Priscilla em conversa leve, descontraída e com muitas risadas ao DISCOGRAFIA. Cheia de expectativas para nova fase e longe da sua zona de conforto, ela afirma que o álbum é fruto de um amadurecimento. “Não houve nenhum grande momento que me levasse até aqui. É uma construção que aconteceu ao longo da minha vida”.</p>
<div id="attachment_20956" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20956" loading="lazy" class="size-large wp-image-20956" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-740x928.jpg" alt="" width="740" height="928" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-740x928.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-300x376.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-768x963.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-1225x1536.jpg 1225w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-1633x2048.jpg 1633w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-120x150.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_209-scaled.jpg 2042w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20956" class="wp-caption-text">Foto: Rodolfo Magalhães</p></div>
<p>O trabalho vem sendo lançado aos poucos. No início do mês, o lançamento do single <em>Tem Dias </em>– composto pela artista paulista, em parceria com Lucas Silveira e Karen Jonz – agitou as redes da cantora. A música é uma amostra clara do que esperar de Priscilla nesse momento, e a letra reflete a busca por identidade e aceitação. O <em>hit </em>já ganhou um clipe gravado no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e conta com a direção de João Monteiro, que já assinou trabalhos de outros artistas do meio pop como Pabllo Vittar e Luísa Sonsa. “O clipe tá cheio de referências do pop para posicionar bem essa transição”, explica.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Priscilla Alcantara - Tem Dias (Vídeo Oficial)" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/sZ7oZoNBBXE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Toda a segurança para a mudança na carreira veio de muito amadurecimento, reforça Priscilla. Em um cenário mais livre de “amarras”, a cantora reflete sobre limitações que o meio religioso acaba impondo. “Não é de hoje que venho conversando com os meus fãs sobre quebras de tabus que muitas vezes são apenas frutos de um fundamentalismo religioso. Então, materializei aquilo que eu já pregava. E eu só tomei esse passo porque identifiquei que estava madura o suficiente na minha fé. Essa mudança não altera minha convicção, meu caráter e minhas crenças. Você não pode dizer que um cristão artista é menos cristão porque não faz música gospel. Isso é limitante e ultrapassado”, afirma.</p>
<p>Já o processo criativo para o novo trabalho foi fruto do isolamento causado pela pandemia. “Foi muito desafiador porque eu produzi um álbum do meu closet”, brinca. Lucas Silveira, ex-integrante da banda Fresno e produtor de Priscilla, enviava as bases para cantora e ela gravava em casa. “Eu tive que me tornar uma produtora vocal. E eu descobri, menina, que além de ser boa nisso, eu amo isso. É atualmente meu talento favorito”.</p>
<div id="attachment_20954" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20954" loading="lazy" class="wp-image-20954 size-large" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-740x928.jpg" alt="Rodolfo Magalhães" width="740" height="928" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-740x928.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-300x376.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-768x963.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-1225x1536.jpg 1225w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-1633x2048.jpg 1633w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-120x150.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/08/PRI_137-scaled.jpg 2042w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20954" class="wp-caption-text">Foto: Rodolfo Magalhães</p></div>
<p>Além de <em>Tem Dias, </em>Priscilla já lançou mais três faixas do novo projeto. O EP <em>Tem Dias (Expansão)</em>, conta com <em>Correntes </em>– lançada em 2020 –  e duas faixas inéditas: <em>Boyzinho</em> e <em>Eu Não Sou Pra Você</em> (com participação do Lucas Silveira) que possuem uma pegada mais romântica. <em>Boyzinho</em>, inclusive, foi lançada causando alvoroço nas redes sociais. Sempre muito discreta em sua vida pessoal, Priscilla instigou os fãs ao postar uma foto em uma rede social onde aparecia abraçada com um suposto namorado. “Não é namorado, é meu maquiador”, conta entre gargalhas. “Amiga, eu sou uma ‘fanfiqueira’ nata e eu não preciso estar namorando para escrever sobre relacionamentos”, fala entre gargalhadas. A foto foi pensada justamente para causar o alvoroço entre os fãs. “Marketeira, né, mor. Aprendi que no pop a gente tem que fazer um barulhinho antes”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Boyzinho" width="500" height="375" src="https://www.youtube.com/embed/xGJP2EshISE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Além de Lucas Silveira, nomes como Emicida e Projota têm participações confirmadas no novo álbum. Questionada sobre as suas referências no universo pop, Priscilla destacou que sempre admirou as grandes divas como Mariah Carey e Beyoncé. “Eu sempre prezei muito pela técnica vocal e é algo que eu quero aprimorar ainda mais. A Ariana Grande faz isso muito bem, mesmo dentro do pop ela tem muita técnica. E é isso que eu quero para a minha arte”, destaca.</p>
<p>Priscilla finaliza afirmando que, assim que possível, pretende sair em turnê para apresentar o novo trabalho. E que os fãs devem esperar uma arte de excelência. “Parece brincadeira, eu quero produzir um álbum que Beyoncé tenha orgulho. É isso, eu não quero entregar menos do que as pessoas merecem”. O novo EP de Priscilla Alcântara (<a href="https://open.spotify.com/album/6XiOorUcym1xH7BNEQ48gk?si=0Z8V4tnKQFilxMxizJvorA&amp;dl_branch=1">escute aqui</a>) já está disponível em todas as plataformas de streaming.</p>
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		<title>Em &#8220;Portas&#8221;, Marisa Monte reafirma talento para um pop refinado e cheio de detalhes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2021 21:22:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Álbuns]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Antunes]]></category>
		<category><![CDATA[Carlinhos Brown]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Los Hermanos]]></category>
		<category><![CDATA[Marisa Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Baianos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dizer que Marisa Monte é uma cantora pop pode parecer estranho para quem acha que pop é só aquela seara da música que tomou conta das listas das mais tocadas no País. Pop não é ritmo, é linguagem. Tem o sertanejo pop, o pop rock, o funk pop, o jazz pop e tem Marisa, que... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/07/27/em-portas-marisa-monte-reafirma-talento-para-um-pop-refinado-e-cheio-de-detalhes/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20938" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-20938" loading="lazy" class="size-large wp-image-20938" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-740x493.jpg" alt="" width="740" height="493" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-740x493.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-300x200.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-768x512.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-1536x1024.jpg 1536w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-2048x1365.jpg 2048w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/MarisaMonte_MuseuDoMeioAmbiente-credito-Leo-Aversa-120x80.jpg 120w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-20938" class="wp-caption-text">Foto: Leo Aversa/ divulgação</p></div>
<p>Dizer que <strong>Marisa Monte</strong> é uma cantora pop pode parecer estranho para quem acha que pop é só aquela seara da música que tomou conta das listas das mais tocadas no País. Pop não é ritmo, é linguagem. Tem o sertanejo pop, o pop rock, o funk pop, o jazz pop e tem Marisa, que faz uma MPB pop. Mas, diferente do que se convencionou chamar de pop, ela não faz música para consumo a curto prazo. Muito pelo contrário, seu trabalho é feito de olho em detalhes, minúcias, entrelinhas, pequenos fragmentos que podem se conectar de diferentes formas com o ouvinte.</p>
<p>Tem sido assim desde que a cantora, produtora, instrumentista e compositora estreou, e não é diferente em <strong>Portas</strong>, <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/06/08/parceria-com-neto-de-chico-buarque-apresenta-novo-disco-de-marisa-monte/">disco que chega 10 anos</a> depois de <strong>O que você quer saber de verdade</strong>. Esse intervalo entre seus dois últimos trabalhos solos já demonstra uma necessidade de respirar, projetar e se alimentar de novas influências, sons e ideias. Nessa uma década sem trabalho solo, ela não deixou de produzir: lançou disco ao vivo e a primeira coletânea oficial, voltou a se <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2018/08/19/tribalistas-em-fortaleza-beleza-entrosamento-e-nostalgia/">reunir com os Tribalistas</a>, e ainda mergulhou em antigos arquivos para lançar <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2020/07/21/na-ultima-parte-do-projeto-cinephonia-marisa-monte-volta-ao-inicio-da-sua-historia/">três álbuns virtuais</a> com registros que estavam reservados somente aos seus DVD.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marisa Monte | Portas (Clipe Oficial)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/n_b0v9cjAQw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E quem esperou 10 anos pra ouvir um novo disco solo, com músicas inéditas, recebeu um trabalho com aquele selo “100% Marisa Monte”. <strong>Portas</strong> traz 16 faixas com tudo aquilo que fez essa carioca de 54 anos ser uma paixão nacional, que agrada públicos das mais diversas FMs, e uma referência para tantas outras cantoras que vieram depois dela. A maior surpresa desse disco está em tudo ser reconhecível. Tanto que não é difícil encontrar referências dos ídolos de <strong>Marisa</strong> ou mesmo fazer aquele exercício de encaixar cada faixa em outros discos. Por exemplo, a portelense <em><strong>Elegante amanhecer</strong></em>, um samba dividido com Pretinho da Serrinha, com cavaquinho de Mauro Diniz, tem a cara do <em>Universo ao meu redor</em> (2006). Já <em><strong>Fazendo cena</strong></em> lembra as delicadezas de <em>Memórias, crônicas e declarações de amor</em> (2000), e tem alguns dos mais belos versos do disco (“Vou te aguardar/ Aguardente demais/ É claro e evidente/ Que sentes demais”).</p>
<p>Quantos aos ídolos, <em><strong>Você não liga</strong></em> lembra muito um Jorge Ben daquela safra <em>Força bruta</em> (1970) ou <em>Negro é lindo</em> (1971), principalmente pela dramaticidade dos violinos. E tem <em><strong>Espaçonaves</strong></em>, que lembra muito Caetano Veloso da época <em>Qualquer coisa</em> (1975). No entanto, ambas são de Marcelo Camelo, que também toca quase todos os instrumentos da segunda e assina o arranjo de cordas da primeira. O Hermano é um dos novos parceiros de <strong>Marisa Monte</strong> que surge em <strong>Portas</strong>. Além dele, outra parceria bastante comentada é com Chico Brown, filho de Carlinhos Brown, parceiro em cinco faixas. Incluindo a delicadíssima <em><strong>Em qualquer tom</strong></em> e <em><strong>Calma</strong></em>, uma das duas primeiras faixas gravadas do disco. A outra foi <em><strong>Portas</strong></em> (Marisa/ Arnaldo Antunes/ Dadi), cuja letra faz uma inteligente analogia de um Brasil polarizado e cego para novas possibilidades de pensamento.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-20939" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-300x300.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-740x740.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-150x150.jpg 150w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-768x768.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-1536x1536.jpg 1536w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-2048x2048.jpg 2048w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/capa-PORTAS-120x120.jpg 120w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Um dos elementos que mais chama atenção no disco <strong>Portas</strong> é o uso de orquestrações de sopros e cordas. O uso de arranjos camerísticos também não é novidade pra ela, mas aqui parecem soar mais opulentos, como em <em><strong>A língua dos animais</strong></em>, cujo trio de sopros conduz o ouvinte por toda a natureza cantada na letra. E quem comparece no disco é o cultuado e redescoberto maestro Arthur Verocai, responsável pelos arranjos de <em><strong>Déjà vu</strong></em> e <em><strong>Pra melhorar</strong></em>. A primeira sugere uma valsa e mistura solos de guitarras com detalhes de violões e flautas, e muitos violinos soltos pelo ar. E a segunda é uma super pop “MPB de autoajuda”, com versos positivos e aquela cara festa de fim de ano. A canção é uma parceria de <strong>Marisa</strong> com Seu Jorge e sua filha, Flor Jorge, que também cantam no disco.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marisa Monte | A Língua dos Animais (vídeo)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/u3qUyrMj0oo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E <strong>Portas</strong> não seria um disco de <strong>Marisa Monte</strong> se a ficha técnica não fosse um show a parte. Começa que o trabalho rendeu um vídeo pra cada faixa, todos dirigidos por Batman Zavareze, um dos mais reconhecidos vídeo artistas visuais do Brasil. Além dele, tem os novos baianos Dadi (baixo, violões e guitarra) e Jorge Gomes (bateria), Seu Jorge tocando flauta, Pedro Baby e Davi Moraes nas guitarras, Silva no piano, Carlinhos Brown na usina percussiva e muitos, muitos outros. Alguns desses nomes, inclusive, já são “clientes” dos discos de <strong>Marisa Monte</strong>. Mas, como dito, a maior surpresa de <strong>Portas</strong> não está em revelar uma nova <strong>Marisa Monte</strong>, mas em mostrar que a mesma <strong>Marisa Monte</strong> segue fiel em sua missão de fazer música encantadoramente pop e brasileira.</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Confira o repertório completo de Portas:</strong></span></p>
<ol>
<li>Portas (Marisa Monte/ Arnaldo Antunes/ Dadi)</li>
<li>Calma (Marisa Monte/ Chico Brown)</li>
<li>Déjà Vu (Marisa Monte/ Chico Brown)</li>
<li>Quanto Tempo (Marisa Monte/ Pretinho Da Serrinha/ Pedro Baby)</li>
<li>Medo Do Perigo (Marisa Monte/ Chico Brown)</li>
<li>A Língua Dos Animais (Arnaldo Antunes/ Marisa Monte/ Dadi)</li>
<li>Praia Vermelha (Marisa Monte/ Nando Reis)</li>
<li>Totalmente Seu (Marisa Monte/ Lucas Silva/ Lucio Silva)</li>
<li>Em Qualquer Tom (Marisa Monte/ Chico Brown)</li>
<li>Espaçonaves (Marcelo Camelo)</li>
<li>Fazendo Cena (Marisa Monte/ Chico Brown)</li>
<li>Sal (Marisa Monte/Marcelo Camelo)</li>
<li>Vagalumes (Marisa Monte/ Arnaldo Antunes)</li>
<li>Elegante Amanhecer  (Marisa Monte/ Pretinho Da Serrinha)</li>
<li>Você Não Liga (Marisa Monte/ Marcelo Camelo)</li>
<li>Pra Melhorar (Marisa Monte/ Seu Jorge/ Flor)</li>
</ol>
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		<title>Artigo: O Edgleryton, o Edinho Vilas Boas e o pai da Yayá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2021 23:29:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edinho Vilas Boas]]></category>
		<category><![CDATA[Em Fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Hamilton Nogueira, Jornalista Edgleryton. Esse nome seria dado a uma das crianças de duas amigas que ficaram grávidas na mesma época. Duas “Lúcias”, por sinal. Uma Lúcia em Fortaleza e outra Lúcia em São Paulo. A de São Paulo trouxe à tona o nome Edgleryton, tirado não se sabe de onde. Mas optou, nove... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/07/22/artigo-o-edgleryton-o-edinho-vilas-boas-e-o-pai-da-yaya/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1635" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-1635" loading="lazy" class="size-large wp-image-1635" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2010/09/Edinho-Vlas-Boas-Fortaleza1-740x493.jpg" alt="" width="740" height="493" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2010/09/Edinho-Vlas-Boas-Fortaleza1-740x493.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2010/09/Edinho-Vlas-Boas-Fortaleza1-300x200.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2010/09/Edinho-Vlas-Boas-Fortaleza1-768x512.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2010/09/Edinho-Vlas-Boas-Fortaleza1-120x80.jpg 120w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /><p id="caption-attachment-1635" class="wp-caption-text">Edinho VIlas Boas</p></div>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Por Hamilton Nogueira, Jornalista</strong></span></p>
<p>Edgleryton. Esse nome seria dado a uma das crianças de duas amigas que ficaram grávidas na mesma época. Duas “Lúcias”, por sinal. Uma Lúcia em Fortaleza e outra Lúcia em São Paulo. A de São Paulo trouxe à tona o nome Edgleryton, tirado não se sabe de onde. Mas optou, nove meses depois, por batizar seu rebento de Evanoé. A Dona Lúcia de Fortaleza não desperdiçou a inventividade da amiga paulistana e, então, foi assim que o mundo cumpriu a sina de ter um Edgleryton. O único, talvez, a não ser que o Google não tenha sido eficaz em sua busca.</p>
<p>E foi ouvindo violão do pai, do avô e da tia, que Edgleryton foi dando lugar ao Edinho, no caso, Vilas Boas. Com o novo nome e as aulas de Rogério Lima veio chegando um dos músicos mais talentosos, sutis, leves e afinados do cenário musical cearense.</p>
<p>“Meu pai, vendo a aptidão, me colocou para estudar violão clássico com o Rogério. Depois estudei flauta doce, transversa e fui seguindo”. Como escolas são muitas na vida das pessoas, na conversa que tive com o cantor percebi três grandes momentos de intensa aprendizagem: a família, o colégio Marista Cearense e a Galeteria Portugal – a qual frequentei muito, no bairro da Parquelândia, durante minha juventude, mas não lembro de ter visto Edinho por lá em suas inúmeras apresentações.</p>
<p>“Na Galeteria Portugal toquei durante 8 anos. Os donos eram pais de um amigo, Daniel, do Marista, aos quais fui apresentado. Eles gostaram do que apresentei e nos deram dinheiro para que fôssemos na Rua Pedro Pereira comprar equipamentos. Resultado é que passei todos esses anos tocando, ampliando meu repertório que era muito pequeno. Tinha uma mesa que se formava sempre com as mesmas pessoas. Eles pediam umas músicas de muito bom gosto que eu não conhecia. E isso me forçou a avançar”, diz.</p>
<p>Essa mesa de anônimos passou a presenteá-lo com fitas cassetes para que ele extraísse as músicas. Deu certo. Mas além do próprio deleite, ajudavam a formar uma merecida e sólida “paixão pela música brasileira”, derrama-se.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nonato Luiz, Edinho Vilas Boas, Adelson Viana, Rodger Rogério - NOITE DE TANGO" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/h23fzAuvZ6E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Outra fase marcante começou antes da Galeteria. Era 1991 e Edinho entrou para o já citado Marista Cearense. Vinha do Colégio Lourenço Filho, onde a roda de violão era prazer. Mas no Marista foi o salto. Lá, não sabe como, se viu envolvido com a banda do colégio. “Não sei como isso chegou até mim”, diz. Creio eu que tenha a ver com aquelas obviedades da vida. Aquela coisa da água só correr para o mar. Então tocavam nas missas e nas festas.</p>
<p>Edgleryton regista 43 anos de idade em agosto de 2021. É casado com a professora e orientadora pedagógica Keyla Barbosa e tem três filhos: Yayá (21), Vinícius (16) e Lia (11). Yayá é um capítulo à parte porque o forte talento impõe uma terceira referência ao Edgleryton, que além de Edinho, também passa a ser citado como o pai da Yayá. Não é fácil. A cacofonia existe, mas as marcas vão se associando porque todas essas pessoas passam muita profundidade na forma como trilham suas carreiras. Logo, “aquele é o Edinho Vilas Boas que é pai da Yaiá”, é uma frase quase que obrigatória para quem olha para o palco. E se o som da frase é ruim porque trava a língua, o som da dupla é espetacular.</p>
<p>Constatei a qualidade musical de Edinho Vilas Boas, ou do pai da Yayá, em meados de julho, no bar Fuxiko na Cidade 2000. O local é um desses lugares em Fortaleza que apostam na qualidade. Edinho voltou a esse tipo de apresentação em função da pandemia, que restringiu os shows, diminuindo consideravelmente as opções de contato com o público.</p>
<p>Sentei-me lá, por acaso, com gente importante pra tratar de trabalho, mas eis que o vejo subindo ao palco para encantar e cantar <em><strong>Sonhos</strong></em> (Peninha), numa levada jazzística, e a belíssima <em><strong>Palavra de Amor</strong></em>, de Manassés e Fausto Nilo. E dar um encadeamento brilhante entre <em><strong>Beira Mar</strong></em> (Ednardo) e outras músicas, além de cantar a autoral <em><strong>De maré em maré</strong></em>, feita em parceria com Jefferson Portela. Nesse dia, infelizmente, o pai da Yayá não estava acompanhado da Yayá, mas sim do baterista Flávio Figueiredo.</p>
<p>As quase tês horas de apresentação mostraram um violão muito bem executado, uma voz muito afinada, uma interação perfeita com a bateria e um repertório de alta qualidade com direito a João Bosco, Chico César e Maria Bethânia, em cuja vez ele simula a voz com curiosa e divertida similaridade. Não fosse a qualidade do todo, essa parte poderia ser o ponto alto da noite.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Edinho Vilas Boas - Vida de Imigrante" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/jwJ61b_i5aw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Pois bem, o pai da Yayá, e a própria, vão se apresentar em agosto no Cineteatro São Luiz no projeto Dentro do Som, mas ele vive mesmo é dentro “do universo da composição”. “Vivo exclusivamente de música, em estúdio, em apresentação. Jingle eu estou fazendo pouco. Agora estou gravando o disco do Luciano Franco. E tenho atuado muito como intérprete”, responde quando instado a dizer como é seu dia a dia.</p>
<p>Se a Galeteria Portugal deu volume ao artista, o exercício da criação quem deu foi a participação em festivais. “Não sei dizer quantos que participei. Tenho que dizer agora?”. Não, não precisa dizer agora. Basta dizer que foram vários. “Fui o melhor interprete do Festival Certame da Canção do Conservatório de Tatuí em São Paulo. No Festival de Pedra Branca eu não tinha colocado música e eles me chamaram pra interpretar <strong><em>O mapa da fome está na minha cara</em></strong>, de Gessé Rodrigues &#8211; um compositor local. Eram várias categorias e fiquei em primeiro lugar na categoria município”, comenta.</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Leia Também | <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/05/08/de-vilas-boas-e-de-braga/">De Vilas Boas e de Braga: Pra que serve a música?</a></strong></span></p>
<p>Edinho Vilas Boas gravou três discos. <strong>Hoje à noite</strong> foi o primeiro, “que mistura músicas muito bonitas com músicas para agradar nas rádios. Hoje eu não faria mais isso” &#8211; este com a luxuosa participação de Dominguinhos e do guitarrista Lu de Souza. Em seguida veio <strong>Vida, voz e violão</strong>, gravado no SESC Iracema, e por último, <strong>Retumbante</strong>, que ele julga mais maduro.</p>
<p>“Minha vida sempre foi muito naquele corre de vamos fazer. Isso tem um preço. Muitas vezes leva a gente a se arrepender de algo. A música que dá título ao disco <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2015/08/13/outras-cancoes-de-edinho-vilas-boas/"><strong>Retumbante</strong></a> é muito simples, me orgulha muito, é uma espécie de grito, uma coisa africana, dois acordes apenas. Lá eu consagro algumas parcerias. <em><strong>De maré em maré</strong></em> também é uma música forte”, diz livremente.</p>
<p><strong>Retumbante</strong> tem pré-produção de Júnior Finnis, com Rafael Magoo na guitarra e Anfrísio Rocha, do estúdio Som do Mar que fez a mixagem do disco. E detalha “Essas duas músicas foram compostas em Portugal numa turnê que tive oportunidade de fazer em 2007 com Adriano Azevedo, baterista, e participação de André Rocha, percussionista, além de Netinho de Sá no contrabaixo e do tecladista Robson Gomes.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Edinho Vilas Boas e Yayá Vilas Boas ( Família Vilas Boas )-  Diga lá coração/Espere por mim morena" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/-ExREpbppS8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Eu componho muito”, diz Edinho. &#8220;Tem a bossa <em><strong>O querer</strong></em> que convidei os mestres Tito Freitas e Luizinho Duarte. Tem o bolero <em><strong>Pra sempre luz</strong></em> que Marcos Lessa gravou. E faço muita música com Raul Maxwell, que é um gaúcho de Santa Maria. Nunca nos vimos pessoalmente, mas tem música nossa que foi para o Festival Nacional da Canção”.</p>
<p>Edgleryton é fruto da mistura de um baiano e uma cearense. Ele retoma uma das minhas primeiras perguntas para enfatizar que sua formação foi no IFCE (Instituto Federal de Educação), onde estudou com Carlinhos Crisóstomo e Maestro Costa Holanda, Cecília do Vale, entre outros e outras. É portanto, técnico em música, registre-se.</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Leia Também | <a href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/03/22/de-poesia-de-musica-de-maos-dadas-de-solidariedade/">De poesia, de música, de mãos dadas, de solidariedade</a></strong></span></p>
<p>Edinho Vilas Boas não abre mão da boa música e diz: “já briguei muito com a noite” porque “não quero me atualizar”. Por atualizar devemos entender ceder aos apelos de um certo modismo efêmero. Ele tem meu apoio.</p>
<p>“Eu vou procurando agradar com o que as pessoas conhecem de repertório antigo”. Acho que ele não vai procurando, mas sim conseguindo. Acerta também ao não se “atualizar”, e seguir seu caminho divulgando a boa música brasileira para a nova geração que está ajudando a colocar no mundo, inclusive com imenso orgulho de ser o pai da Yayá. Olha a cacofonia!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/07/22/artigo-o-edgleryton-o-edinho-vilas-boas-e-o-pai-da-yaya/">Artigo: O Edgleryton, o Edinho Vilas Boas e o pai da Yayá</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia">Discografia</a>.</p>
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		<title>Encontro de Guinga e Mônica Salmaso no Japão é lançado no Brasil</title>
		<link>https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/07/20/encontro-de-guinga-e-monica-salmaso-no-japao-e-lancado-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcos Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jul 2021 16:41:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guinga]]></category>
		<category><![CDATA[Leila Pinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mônica Salmaso]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar das composições de Guinga e da interpretação de Mônica Salmaso é falar do que há de mais precioso da música brasileira. Mesmo quando soam acessíveis, populares e divertidos, eles são sofisticados e atentos a referências musicais de alto valor. Não à toa, construíram uma respeitosa carreira que chama atenção pelo mundo. E, embora não... <a class="view-article" href="https://blogs.opovo.com.br/discografia/2021/07/20/encontro-de-guinga-e-monica-salmaso-no-japao-e-lancado-no-brasil/">Ver artigo</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-20927" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-740x493.jpg" alt="" width="740" height="493" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-740x493.jpg 740w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-300x200.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-768x512.jpg 768w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-1536x1024.jpg 1536w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-2048x1365.jpg 2048w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/foto-makoto-ebi-1-120x80.jpg 120w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Falar das composições de <strong>Guinga</strong> e da interpretação de <strong>Mônica Salmaso</strong> é falar do que há de mais precioso da música brasileira. Mesmo quando soam acessíveis, populares e divertidos, eles são sofisticados e atentos a referências musicais de alto valor. Não à toa, construíram uma respeitosa carreira que chama atenção pelo mundo. E, embora não seja de todo justo dizer que são ignorados no Brasil, estão longe de querer disputar espaço com o que se chama aqui de &#8220;sucesso&#8221;.</p>
<p>Mas, a despeito dessa introdução, um encontro deste violonista com essa cantora está sendo lançado pela Biscoito Fino. <strong>Japan Tour 2019</strong> tem título autoexplicativo e traz seis faixas registradas ao vivo no Nerima Culture Center, em 10 de abril daquele ano. As outras seis faixas foram registradas em estúdio &#8211; dois dias depois, também na terra do sol nascente &#8211; e, ainda em 2019, o álbum foi lançado com exclusividade no Japão. Dois anos depois, a gravadora carioca nos presenteia com o encontro que contou ainda com as presenças do saxofonista e flautista Teco Cardoso e do clarinetista Nailor Proveta. Que quarteto!</p>
<p><img loading="lazy" class="alignleft size-medium wp-image-20928" src="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/salmaso-guinga-japan-tour-300x269.jpg" alt="" width="300" height="269" srcset="https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/salmaso-guinga-japan-tour-300x269.jpg 300w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/salmaso-guinga-japan-tour-120x108.jpg 120w, https://blogs.opovo.com.br/discografia/wp-content/uploads/sites/36/2021/07/salmaso-guinga-japan-tour.jpg 594w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O repertório passeia pela obra de <strong>Guinga</strong> e seus parceiros, como Aldir Blanc, Celso Viáfora e Paulo César Pinheiro. &#8220;A música do compositor <strong>Guinga</strong> é uma das obras mais importantes da história da música brasileira. Nela mora a profunda alma da cultura do Brasil, capaz de nos emocionar e de ter criado uma nova árvore na composição de onde muitos novos compositores encontraram uma fonte, um caminho e uma identidade&#8221;, comenta <strong>Mônica Salmaso</strong> em material enviado à imprensa.</p>
<p>De canções mais introspectivas, como <em><strong>Odalisca</strong> </em>e <em><strong>Tangará</strong></em>, a dribles mais ritmados, como <em><strong>Chá de Panela</strong></em> e <em><strong>Baião de Lacan</strong></em>, <strong>Japan Tour 2019</strong>, é mais uma merecida homenagem a um dos compositores mais inventivos da música brasileira. E também um cantor competente, com sua voz rouca com inflexões tanto dramáticas como meio cômicas.</p>
<p><span lang="pt" style="font-family: georgia, palatino, serif">&#8220;Chegar com este trabalho no Japão, mesmo de pé quebrado, muletas e cadeira de rodas (fato que aconteceu!), foi uma aventura e um sonho incrível que pudemos realizar. </span><span lang="pt" style="font-family: georgia, palatino, serif">Durante esta turnê, nós quatro nos emocionamos profundamente. Temos, em relação ao Japão, uma enorme admiração. Para nós, é mágico atravessar a distância geográfica que nos separa e muitas diferenças culturais. Somos encantados com a seriedade, o respeito, o orgulho do trabalho, a organização, a poesia e a alegria com que nos recebem&#8221;, segue <strong>Salmaso</strong> sobre o álbum já disponível nas plataformas e previsto pra ser lançado em CD.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Esconjuros | Guinga, Mônica Salmaso, Teco Cardoso e Nailor Proveta (Japan Tour 2019)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/nbZUqwkMmrQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><span lang="pt" style="font-family: georgia, palatino, serif">Só para constar, <strong>Mônica Salmaso</strong> já havia dedicado um álbum inteiro às canções de <strong>Guinga</strong> em parceria com Paulo César Pinheiro, incluindo a impecável <em><strong>Bolero de Satã</strong></em>. <strong>Corpo de Baile</strong>, de 2014, rendeu ainda um espetáculo cênico que foi apresentado em Fortaleza, no Cineteatro São Luiz. Ao lado deste disco disco, coloque o sempre referencial <strong>Catavento e Girassol</strong>, de Leila Pinheiro. De 1996, o tributo reuniu canções de <strong>Guinga</strong> com Aldir Blanc e, além de abrir mais olhos para a obra deste ex-dentista de 71 anos, é irretocável do começo ao fim.</span></p>
<p>Confira as faixas de <strong>Japan Tour 2019</strong>:<br />
1. <strong>Tangará</strong> (Guinga) – gravada em estúdio<br />
2.<strong> Sete estrelas</strong> (Guinga e Aldir Blanc) – gravada em estúdio<br />
3. <strong>Contenda</strong> (Guinga e Thiago Amud) – gravada ao vivo<br />
4. <strong>Odalisca</strong> (Guinga e Aldir Blanc) – gravada em estúdio<br />
5. <strong>Di menor </strong>(Guinga e Celso Viáfora) – gravada ao vivo<br />
6. <strong>Passarinheira</strong> (Guinga e Paulo César Pinheiro) – gravada em estúdio<br />
7. <strong>Esconjuros</strong> (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – gravada em estúdio<br />
8. <strong>Simples e absurdo</strong> (Guinga e Aldir Blanc, 1991) – gravada ao vivo<br />
9. <strong>Nó na garganta</strong> (Guinga, 1996) – gravada ao vivo<br />
10. <strong>Chá de panela</strong> (Guinga e Aldir Blanc, 1996) – gravada ao vivo<br />
11. <strong>Mello baloeiro</strong> (Guinga e Anna Paes, 2018) – gravada em estúdio<br />
12.<strong> Baião de Lacan</strong> (Guinga e Aldir Blanc, 1993) – gravada ao vivo</p>
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