<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' gd:etag='W/&quot;CUEBQXw6cSp7ImA9WhNXGUg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510</id><updated>2012-12-08T06:00:50.219-02:00</updated><category term='Civil'/><category term='Criminal'/><category term='Assistencial'/><category term='Processual Civil'/><category term='Tributário'/><category term='Previdenciário'/><category term='Constitucional'/><title>COGITAÇÕES JURÍDICAS</title><subtitle type='html'>Temas de Direito</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default?redirect=false&amp;v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false&amp;v=2'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry gd:etag='W/&quot;C04CRHY6eip7ImA9WhNXEk4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-5994731189130521672</id><published>2012-11-29T21:30:00.002-02:00</published><updated>2012-11-29T21:32:45.812-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-11-29T21:32:45.812-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criminal'/><title>TEORIAS NATURALISTA, FINALISTA E SOCIAL DA AÇÃO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Quando da reforma do
Código Penal, já no distante ano de 1984, estabeleceram-se algumas celeumas
sobre a natureza finalista ou não da Lei Repressiva que passou a viger.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-urEm3IVTUIY/ULfv44ULiLI/AAAAAAAACd8/vl967c29H50/s1600/mijao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-urEm3IVTUIY/ULfv44ULiLI/AAAAAAAACd8/vl967c29H50/s200/mijao.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Um
publicação feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, intitulada &lt;i&gt;Curso sobre a Reforma Penal de 1984&lt;/i&gt;,
expunha o parecer dos Procuradores de Justiça sobre esse tema. O livro, que era
interessante por si mesmo, tinha um sabor muito especial por desnudar
interpretações com algumas divergências de juristas renomados, como Damásio e
Mirabete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Grosso modo, Damásio
defendia que o Código adotara a Teoria Finalista da Ação, enquanto Mirabete
dizia que apenas foram introduzidos alguns dispositivos consentâneos com essa
Teoria. Na oportunidade em que os debates originais ocorreram, segundo
registrado no livro, houve a antológica consideração de Damásio acerca do que
teria pelo de gato, olho de gato, rabo de gato, mas que não era gato. Ele mesmo
respondeu “a gata”... Assim Damásio procurou defender o ponto de vista de que,
se existem elementos essenciais suficientes para que o Código se afine com a
Teoria Finalista da Ação, assim deve ser considerado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Interessante registrar
que um docente de Direito Penal ainda em plena atividade, membro do mesmo
Ministério Público dos citados juristas, defende uma visão muito própria,
situando-se entre a Teoria Finalista da Ação e a Teoria Naturalista. Trata-se
do brilhante jurista Fernando de Almeida Pedroso, cujas aulas têm a magia de
demarcarem-se na memória de modo indelével dada a sua oratória sempre e sempre
eloqüente e generosamente didática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Nos idos de 1984 já
havia quem acenasse para uma nova teoria que deveria inspirar os Legisladores
no futuro. Falavam da Teoria Social da Ação. Hoje em dia alguns hermeneutas
entendem que os dispositivos do Código Penal podem e devem ser interpretados
também sob a égide dessa Teoria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pensemos, ainda que sob
a pequenez de uma síntese precária, no que propõem essas Teorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A Teoria Naturalista, ou
Teoria Causalista da Ação, parte da premissa de que a conduta do agente
delitivo toca-se de vontade mas não se aventa, para fins de averiguação da
tipicidade do ato, da existência ou não de uma motivação abrangente do
resultado ilícito que a tutela penal resguarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A Teoria Finalista da
Ação funda-se no conceito de que a conduta delitiva é, como toda conduta, um
comportamento humano dirigido a uma finalidade. À exceção de atos
involuntários, ou reações impulsivas como aquelas decorrentes de impulsos
inatos, toda conduta do homem só se concretiza para que um fim seja atingido.
Por essa Teoria já no momento de avaliar se a conduta é típica deve ser
considerado se o agente tinha ou não em mente o desejo de obter o resultado
delitivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pela Teoria Naturalista
o dolo somente seria examinado ao se considerar a culpabilidade do agente. A
conduta típica deflagrada, desde que isenta de quaisquer excludentes de
ilicitude, era então submetida ao juízo de valor da motivação do agente
delitivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pela Teoria Finalista o
dolo deve ser avaliado já no momento do exame da tipicidade da conduta. O
núcleo do tipo define a conduta criminosa, de modo que a conduta, para ter
relevância penal, tem que ao menos iniciar a execução desse núcleo com o agente
cônscio do resultado delitivo que pretende alcançar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O grande mestre Pedroso
alerta sobre a &lt;i&gt;vontade básica&lt;/i&gt;,
inerente ao tipo e suficiente para a averiguação da tipicidade. Defende que o
agente assume uma vontade básica de realizar o núcleo do tipo mesmo que não
projete o resultado delitivo. Distingue a vontade básica das ações
involuntárias (arco reflexo) e a situa muito abaixo da consciência do resultado
que a conduta gerará.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Defensores de uma ou de
outra exibem vastas argumentações até mesmo de cunho filosófico. Mas ao menos
um elemento objetivo existe que aponta para a natureza finalista da estrutura
adotada pelo legislador pátrio: o erro sobre elemento constitutivo do tipo tem
por conseqüência a exclusão do dolo, sendo possível a eventual punição na forma
culposa desde que previsto em lei. É o que dispõe o artigo 20 do CP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Ora, se o erro sobre
elemento constitutivo do tipo exclui o dolo por óbvio o próprio tipo traz em
seu regaço o dolo do agente. O exemplo clássico nos reconforta em sua clareza: o
agente toma do livro que se acha sobre a estante e só após dali se afastar
percebe tratar-se de outro exemplar, não aquele que lhe pertence. O livro
idêntico foi pelo agente confundido como sendo o seu. Pode-se aventar da figura
típica de furto nesse caso? Não. O elemento constitutivo do tipo em que incide
o erro é o caráter &lt;b&gt;&lt;i&gt;“alheio”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; da coisa móvel. O agente em momento algum cogitou de
que ali estivesse um livro pertencente a outra pessoa, de modo que não poderia
ter desejado o resultado lesivo ao patrimônio alheio. Fica evidente que não só
o tipo se descaracteriza mas também o dolo do agente. Isso porque estão
visceralmente vinculados: conduta típica e dolo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;No que concerne à Teoria
Social da Ação o Direito dá um passo a mais no sentido de assumir-se enquanto
fenômeno essencialmente social. Os bens jurídicos penalmente tutelados só
recebem a proteção de leis incriminadoras porque ostentam relevância tal a
colocar em risco, caso violados, a própria sociedade. Matar alguém é a
definição do crime de homicídio, resguardando-se o mais valioso dos bens
jurídicos. Além da vida, a norma penal protege a sociedade na exata medida em
que a punição rigorosa de condutas como essa afasta do rompante coletivo a
indignação e o desejo de retaliação ou vingança. Ambos os aspectos são de mesma
importância do ponto de vista da manutenção da paz social. Há mesmo uma
prevalência desta última.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Tanto é assim que a paz
social, desde que não seja atingida pela ação definida &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; como crime, poderá levar à descaracterização do delito.
Como se sabe, se o agente agir, por exemplo, em estado de necessidade, até
mesmo o ato de matar carece de ilicitude. Em estado de necessidade o ato de
matar não é crime. O náufrago que disputa a pequena tábua com outro
desafortunado, mesmo que lhe desfira facadas para manter consigo ou arrancar de
sua vítima a tábua, não estará cometendo crime de homicídio (artigo 24 do CP).
A sociedade não se vê em risco porque dois náufragos lutaram desesperadamente
por suas vidas, tentando evitar o afogamento, mesmo que daí resulte a morte de
um deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Isso já é exatamente assim
com a norma vigente. Mas o mesmo raciocínio deve ser empregado para situações
outras que não se ajustam às excludentes de antijuridicidade clássicas
definidas no artigo 23 do CP. Por óbvio, a preocupação do legislador foi
conceituar essas excludentes sob fórmulas rigorosas a fim de evitar aplicação
desmedida, gerando-se impunidade. Ainda assim, o Direito é sistema e, enquanto
sistema, deve guardar um enredamento orgânico que leve situações de ausência de
risco ou dano à paz social à descaracterização de eventuais figuras delitivas
em tese ocorridas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Fernando Capez dá um
exemplo muito elucidativo. Um casal que se ponha em avançadas carícias e
desnudamento no interior de um veículo estacionado, digamos, no meio da tarde e
em uma movimentadíssima avenida do centro da cidade, sob o olhar das miríades
de transeuntes, estará cometendo o crime de ato obsceno descrito no artigo 233
do CP. A lesão à sociedade é óbvia, valendo relembrar o bem jurídico penalmente
tutelado: o pudor público. Agora imaginemos esse mesmo casal dentro do mesmo
automóvel, na mesma avenida porém estacionado às três horas da madrugada, sob
torrencial chuva e sem rigorosamente nenhum transeunte ou carro por ali
transitando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A lesão óbvia da
primeira situação simplesmente não existe no segundo caso. Por maior que seja a
fissura do casal ninguém cogitaria de alegar estado de necessidade. Legítima
defesa, tampouco, se mostra um conceito efetivamente cabível. Exercício regular
de um direito soaria irônico e, de qualquer modo, não define a situação do
casal para fins penais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Tanto pela Teoria
Naturalista como pela Finalista, a figura típica teria ocorrido: &lt;i&gt;Praticar ato obsceno em lugar público, ou
aberto ou exposto ao público&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não é crível que o
agente, nesse caso, seja qual for a hora da ação, não estivesse buscando o
resultado, já que o tipo se contenta com a mera prática do ato obsceno em lugar
aberto ao público. &lt;i&gt;Em lugar aberto ao
público&lt;/i&gt; é circunstância pertencente ao tipo, de modo que basta ao agente
estar em via pública para que se lhe possa reputar conhecida tal circunstância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Mas, haverá mesmo
sentido em considerar a ação ocorrida durante alta madrugada, na solidão de uma
avenida totalmente vazia e sob temporal, como lesiva à sociedade? A resposta é
simplesmente &lt;b&gt;&lt;i&gt;não&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Por outro lado, cuidando-se de duas pessoas maiores e
civilmente responsáveis por si mesmas, que sentido tem imputar-lhes o crime de
ato obsceno nessas condições? Um policial que eventualmente esteja por ali
patrulhando, ao abordar o casal nesse caso certamente não deve ser considerado
uma vítima maculada em seu senso de recato e religiosidade, ao menos não para
fins de caracterização da conduta como típica e deflagrar toda uma persecução
penal que, a rigor, importaria na prisão em flagrante do casal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Fácil verificar que a
mera aplicação da lei à guisa de tabuada, sem maiores preocupações de cunho
jurídico, pode levar a sociedade a um constrangimento ainda maior do que o bem
jurídico que, na abstração da lei escrita, recebe tutela penal.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm -5.1pt 5pt 0cm; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pela aplicação da Teoria
Social da Ação, a conduta do casal flagrado na madrugada é atípica,
resguardando-se o bom-senso geral.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-5994731189130521672?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/5994731189130521672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/11/teorias-naturalista-finalista-e-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/5994731189130521672?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/5994731189130521672?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/11/teorias-naturalista-finalista-e-social.html' title='TEORIAS NATURALISTA, FINALISTA E SOCIAL DA AÇÃO'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-urEm3IVTUIY/ULfv44ULiLI/AAAAAAAACd8/vl967c29H50/s72-c/mijao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkMFRnc6eip7ImA9WhJVGUs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-7823361618897419089</id><published>2012-09-06T16:39:00.001-03:00</published><updated>2012-09-06T16:40:17.912-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-09-06T16:40:17.912-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Civil'/><title>AMORTIZAÇÃO NEGATIVA E SFH</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Apesar do tempo que já passou ainda existem contratos de financiamento imobiliário sob o regime do Sistema  Financeiro da Habitação na modalidade Plano de Equivalência Salarial - PES. Algumas ações judiciais tramitam pedindo da revisão da avença por força do resíduo do financiamento, via de regra vultoso em relação ao valor do próprio financiamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AY9uNx57LEE/UEj7_gZuRmI/AAAAAAAACVI/1nc7VRw5KAw/s1600/Grafico.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-AY9uNx57LEE/UEj7_gZuRmI/AAAAAAAACVI/1nc7VRw5KAw/s1600/Grafico.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Os contratos PES podiam ser por Categoria Profissional ou por Comprometimento de Renda, sempre regidos pelo Sistema Francês de Amortização, a conhecida Tabela Price.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Conquanto despiciendo, recordemos que tais contratos foram concebidos em uma época de hiperinflação, sob políticas econômicas que tentavam conciliar uma poupança atrativa com facilitação de financiamento imobiliário. Os recursos para a concessão dos financiamentos vinham dos depósitos de poupança, os quais, para existir, deveriam remunerar o capital, por óbvio, acima da hiperinflação reinante. Grosso modo, o saldo devedor dos financiamentos era corrigido de acordo com o índice da poupança enquanto que as prestações sofriam delimitação de reajuste, fosse pelo índice da categoria profissional do mutuário, fosse pelo percentual máximo de comprometimento de sua renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Nos contratos mais antigos havia a cobertura pelo FCVS - Fundo de Compensação de Variações Salariais, fundo esse que arcaria com o resíduo após o pagamento da última prestação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O que importa considerar, aqui, não são as peculiaridades desses contratos, mas sim uma constatação que se firmou através das perícias contábeis realizadas em miríades de ações ajuizadas com base nesses financiamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A situação mais comum é que o mutuário deixava de pagar as prestações porque estouravam o orçamento doméstico. Ao analisar mês a mês a evolução das planilhas do financiamento, os Peritos perceberam que o Agente Financeiro não aplicava os reajustes das prestações como previsto no contrato, fixando valores sempre acima da variação salarial, ou acima do que permitia o comprometimento de renda. Tal situação por si só caracterizava a procedência do pedido de revisão. No entanto, mesmo que o contrato previsse cobertura do FCVS, somente fazia jus o mutuário que tivesse pago todas as prestações, vale dizer, sem inadimplência. Então o Juiz condenava o Agente Financeiro a revisar o contrato e fixar as prestações mês a mês de acordo com as cláusulas firmadas, havendo, de qualquer modo, o ganho da ação pelo mutuário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Tosca ilusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Se com reajustes acima do que seria o correto o financiamento já gerava resíduos elevadíssimos, tanto mais com a diminuição dos valores devidos em cada prestação. Essa verdade fria e insensível tornou-se um tormento para os mutuários que não tinham direito à cobertura do FCVS ou cujos contratos simplesmente não contavam com tal cobertura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;No entanto, em meio a esse caótico quadro de inviabilidade jurídico-contábil, averiguou-se um aspecto que tem imensa relevância para que o Judiciário decida com justiça ou, ao menos, menor ineficácia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Trata-se da amortização negativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;As perícias desnudaram que as distorções na evolução do financiamento levavam à fixação de uma prestação que, mesmo tendo sido fixada sob ilícita majorante, sequer chegava a pagar os juros do respectivo mês.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O que acontece quando a prestação não basta nem mesmo para quitar os juros do respectivo período? Simplesmente a parte não paga dos juros, mais todo o valor da amortização devida no mesmo período, são incluídos no saldo devedor do financiamento. Isso implica em dizer que além de não ocorrer amortização o saldo devedor, na verdade, aumenta por acréscimo do valor da amortização não ocorrida mais a parcela de juros não paga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Assim, ao invés de amortização tem-se uma elevação do saldo devedor. Daí dizer-se amortização negativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Ora, mesmo com todas as inúmeras jurisprudências que apregoam a plena regularidade da aplicação de juros compostos, vale dizer, da Tabela Price, por toda a evidência não abrangem essa situação. As distorções, independentemente de cálculo eventualmente viciado do valor da prestação, decorrem do próprio sistema, criado em uma época de hiperinflação com índices diversos para o saldo devedor e para as parcelas mensais. Quando da criação dos sistemas de amortização, não só o francês como qualquer outro, não se concebeu que o valor da prestação não bastaria para o pagamento dos juros do mesmo período. Isso só ocorre porque o reajuste das prestações não acompanha a correção do saldo devedor. Não se pode culpar Richard Price pelo sistema criado pelo governo militar dos tempos de extrema inflação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O Judiciário já enfrentou situações como essa. Uma das soluções aventadas é a revisão do contrato de modo que, analisado mês a mês o financiamento, sempre que o valor da prestação não quitar total ou parcialmente os juros do período, a diferença ou totalidade dos juros daquele mês sejam computados em conta à parte, não sendo incluídos no saldo devedor.  Assim, os juros não pagos ficam à parte e sofrem tão somente correção monetária para pagamento a cada ano do financiamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;É uma típica solução contábil criada por juristas... Dá uma resposta juridicamente elegante a uma situação insolúvel e destinada à gaveta dos grandes erros da Administração Pública e do Legislativo durante as décadas de hiperinflação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Desde logo é de se destacar que tal solução não está nos limites do pedido de nenhuma das ações ajuizadas nas décadas de 80 ou 90. Na imensa maioria das vezes, o pedido se restringia à revisão do contrato para que a prestação fosse recalculada estritamente em relação aos reajustes salariais ou comprometimento de renda. Como pode o Judiciário não só rever como inovar no contrato original?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Menos mal, dizem muitos... Antes assim do que deixar sem solução alguma a amortização negativa averiguada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pode ser verdade. No entanto, do ponto de vista processual, a revisão nos termos pedidos, desde que leve a um agravamento da situação do mutuário por força do cumprimento estrito do contrato, deveria levar a própria parte a desistir da ação, ou levar  o Juiz a extinguir o feito por falta de interesse de agir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Nada impediria que o mutuário novamente ingressasse em juízo, munido de cópia do laudo pericial, combatendo a amortização negativa, sob fundamentos de fato e de direito adequados a um pedido bem delineado para a revisão ou até mesmo anulação da avença nascida já ao sabor de cláusulas de cumprimento impossível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Nesse caso, considerando uma possível anulação, o mutuário não ganharia a propriedade do imóvel, que é o bem da vida que deseja na verdade; mas poderia ver-se liberado de um contrato teratológico cujo desfecho, muito provavelmente, somente ocorrerá após execução hipotecária, ou execução extrajudicial (Dec-Lei 70/66), ou na mesa de algum esforço concentrado de conciliação, sob novação das obrigações com novas prestações nem sempre insossas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Com a solução da conta em apartado o Judiciário não resolve a situação do mutuário que, de qualquer forma, continuará devendo todo o resíduo do contrato ensandecido entabulado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-7823361618897419089?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/7823361618897419089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/09/amortizacao-negativa-e-sfh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7823361618897419089?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7823361618897419089?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/09/amortizacao-negativa-e-sfh.html' title='AMORTIZAÇÃO NEGATIVA E SFH'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AY9uNx57LEE/UEj7_gZuRmI/AAAAAAAACVI/1nc7VRw5KAw/s72-c/Grafico.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkEASHg4fCp7ImA9WhJQGEs.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2816288557791127709</id><published>2012-08-01T20:43:00.000-03:00</published><updated>2012-08-01T20:44:09.634-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-08-01T20:44:09.634-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Tempo de contribuição e número de contribuições</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Vêm aparecendo ações que objetivam a concessão de aposentadoria por idade, tomando-se os períodos de tempo especial, com a respectiva majorante, para fins de verificação de carência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vF5IBD_uioU/UBm-2giOTRI/AAAAAAAACPg/_6gm6to1aLM/s1600/tempo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-vF5IBD_uioU/UBm-2giOTRI/AAAAAAAACPg/_6gm6to1aLM/s320/tempo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Em apertada síntese, o segurado pretende que o tempo de contribuição durante o exercício de trabalho sob insalubridade seja contado, após a conversão em tempo comum, em tantos ou quantos meses de contribuição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Pois bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Há dois conceitos muito diferentes que, a bem da verdade, não permitem qualquer confusão. O &lt;b&gt;&lt;i&gt;tempo de contribuição&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é o período em que o segurado esteve em atividade geradora de contribuições previdenciárias. Antigamente se dizia (até com mais propriedade) "tempo de serviço" pura e simplesmente. Pensando em tempo de serviço fica bem claro que é o espaço temporal, real ou ficto, que ingressa no patrimônio jurídico do segurado. Diz-se real ou ficto porque, como se sabe, o tempo de insalubridade é contado sob uma majorante para ajustar o tempo de acordo com o tempo menor exigido para a aposentação. Na maioria das vezes, o tempo é multiplicado por 1,4 para homens e por 1,2 para mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Já o &lt;b&gt;&lt;i&gt;número de contribuições&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é, apenas e tão somente, a quantidade de contribuições efetivamente recolhidas. A carência, fenômeno típico dos sistemas securitários, é o número mínimo de contribuições para que o segurado possa ser contemplado com um determinado benefício.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Portanto, não tem sentido pretender-se que o tempo de contribuição seja tomado como número de contribuições. Não é justo, tampouco tem amparo legal tal intento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2816288557791127709?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2816288557791127709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/08/tempo-de-contribuicao-e-numero-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2816288557791127709?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2816288557791127709?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/08/tempo-de-contribuicao-e-numero-de.html' title='Tempo de contribuição e número de contribuições'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vF5IBD_uioU/UBm-2giOTRI/AAAAAAAACPg/_6gm6to1aLM/s72-c/tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;A0UCR3o7eyp7ImA9WhJTE08.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2436978151152819801</id><published>2012-06-21T22:17:00.000-03:00</published><updated>2012-06-21T22:41:06.403-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-06-21T22:41:06.403-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>PERÍODOS DE TEMPO ESPECIAL E FATOR PREVIDENCIÁRIO</title><content type='html'>&lt;span id="internal-source-marker_0.5304167713038623"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Uma tese que surgiu mais recentemente no meio jurídico, sobre os direitos concernentes ao exercício de atividades insalubres, é a pretensa não incidência do fator previdenciário durante os períodos de tempo especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Se o segurado previdenciário exercer atividade insalubre por tempo suficiente, é de seu direito receber o benefício da aposentadoria especial. Um médico contratado por um hospital (segurado empregado) pode se aposentar com 25 anos de atividade no exercício da medicina. Um enfermeiro, da mesma forma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="clear: right; float: right; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-njfn9q30o24/T-PHmbsmAxI/AAAAAAAACKE/X6Jp5ftWV70/s1600/sofisma.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Se o enfermeiro (vamos desenvolver esse exemplo) tiver trabalhado, digamos, 10 anos em um dado hospital e depois vier a trabalhar em outras funções comuns, sem insalubridade,  não terá direito, por óbvio, à aposentadoria especial. Mas terá direito à conversão do tempo especial em tempo comum, nos termos da lei, agregando-se um fator majorante a fim de compensar o segurado com um cômputo mais alargado na exata proporção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;O homem, que se aposentaria com 25 anos de trabalho especial,  tem direito a um aumento de 40% na contagem, enquanto que a mulher, que se aposentaria com 20 anos de trabalho especial, tem direito a um aumento de 20% na contagem. Nosso enfermeiro, com 10 anos de trabalho especial, tem direito ao cômputo de 14 anos. No caso de uma enfermeira, teria direito ao cômputo de 12 anos. Assim é, diga-se novamente, por causa da proporção entre o tempo necessário para o homem e para a mulher. De fato, o tempo de contribuição comum para a aposentadoria de um homem é de 35 anos, e, para a mulher, de 30 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Portanto, se o enfermeiro tiver trabalhado 10 anos e depois mudar de profissão, não mais exercendo atividade especial, ainda assim terá direito à contagem de 14 anos de tempo de contribuição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Como dito no início, agora vem surgindo uma tese muito estranha. Pretende-se que a aposentadoria por tempo de contribuição de quem tenha uma parte do tempo em atividade especial seja calculada sem a incidência do fator previdenciário no período especial, apenas no tempo comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Trata-se de um quase sofisma. Ou de um sofisma paupérrimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Quando ocorre a conversão do tempo especial em tempo comum, com a majorante, automaticamente deixa de existir tempo especial, resultando o equivalente tempo comum a ser computado. Não se tem tempo especial misturado com tempo comum no cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição. Tem-se apenas tempo comum. Para que não haja a incidência do fator previdenciário, como ocorre com a aposentadoria especial, imprescindível que todo o tempo seja especial. O regime de um benefício é totalmente diverso do outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;A possibilidade de conversão existe para resguardar o trabalho exercido em condições insalubres, mesmo quando não seja exercido por tempo suficiente à aposentação especial. Converte-se para que se conte com justiça, transformando-se o período especial em tempo comum. No final das contas, após a conversão cabível, tudo o que resta é tempo comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Não há nenhuma viabilidade jurídica, pois, na pretensão de afastar a aplicação do fator previdenciário nas parcelas de tempo especial que entraram, depois de convertidos, no período básico de cálculo do benefício de aposentadoria por tempo de contribuição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2436978151152819801?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2436978151152819801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/06/periodos-de-tempo-especial-e-fator.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2436978151152819801?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2436978151152819801?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/06/periodos-de-tempo-especial-e-fator.html' title='PERÍODOS DE TEMPO ESPECIAL E FATOR PREVIDENCIÁRIO'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-njfn9q30o24/T-PHmbsmAxI/AAAAAAAACKE/X6Jp5ftWV70/s72-c/sofisma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;DkUFRXgyeSp7ImA9WhVWGU0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-5372921152093602388</id><published>2012-05-01T17:25:00.001-03:00</published><updated>2012-05-01T17:30:14.691-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-05-01T17:30:14.691-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>REVISÃO DE BENEFÍCIO - DECADÊNCIA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O entendimento do STJ quanto ao prazo
decadencial do direito de propor ação revisional dos benefícios previdenciários
sofreu drástica modificação, em prejuízo do segurado e em ofensa ao princípio
da segurança jurídica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vKcyOuYvmro/T6BHvsP79fI/AAAAAAAACAg/a0sJJr1C2o8/s1600/idoso_prev.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://4.bp.blogspot.com/-vKcyOuYvmro/T6BHvsP79fI/AAAAAAAACAg/a0sJJr1C2o8/s200/idoso_prev.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; text-indent: 85.2pt;"&gt;Debutou no Ordenamento Previdenciário o
fenômeno decadencial ao ensejo da medida provisória 1523-9 (convertida depois
na Lei 9528/97) que, inovando no Plano de Benefícios da Previdência Social –
Lei 8213/91, trouxe a lume o artigo 103. Estatuiu-se um decênio para o segurado
exercer o direito de ação revisional de seu benefício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Depois o prazo decadencial foi reduzido
para um lustro, consoante a redação dada pela Lei 9711/98, retornando a dez
anos com a Lei 10839/2004.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Fica evidente que o Legislador houve-se em variantes
pendulares, ao sabor das pressões políticas e orçamentárias com que o Governo
mantém as contas da Previdência, quase sempre deficitária e agravada pelas miríades
de condenações impostas nas ações judiciais que assoberbam os Fóruns em todo o
País.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Antes da criação do prazo decadencial, &lt;b&gt;tanto quanto depois&lt;/b&gt; – é bom que se
destaque – predominou no Judiciário o entendimento de que, seja sob a roupagem
de um fenômeno prescritivo, seja sob a mortalha da morte decadencial, toca-se
de imprescritibilidade o direito de fundo, permanecendo válida a limitação
temporal para as parcelas passíveis de cobrança com a propositura e ganho da ação
revisional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Mais recentemente estão sendo proferidas decisões que
abandonam essa orientação e adotam o entendimento de que o segurado
efetivamente decai do direito de pleitear a revisão de seu benefício previdenciário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Os fundamentos dessa nova visão se
assentam, por exemplo, na premissa de que não existe direito adquirido ao regime jurídico da época da concessão. Como
corolário dessa premissa, não se admite que o segurado possa eternamente
pleitear a revisão de seu benefício, sob pena de ofensa à segurança jurídica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Não parece bem
estruturada essa nova interpretação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O &lt;b&gt;direito de
fundo&lt;/b&gt;, qual seja, &lt;b&gt;o direito ao benefício em consonância com as normas
vigentes ao tempo de sua concessão&lt;/b&gt;, não pode ser tido como passível de
prescrição ou decadência, sob pena, &lt;b&gt;aí sim&lt;/b&gt;, de atentar-se contra a
segurança jurídica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Segurança jurídica
não se confunde com a eliminação de litígios potenciais por decurso de prazo. Se
o segurado comprovar que o seu benefício, concedido, digamos, há 25 anos, não
foi calculado corretamente nos termos do direito vigente ao tempo de sua
concessão, terá, ou deveria ter, sempre e sempre o direito de buscar a revisão
do ato concessório, limitando-se, isso sim, os efeitos financeiros pela
prescrição das diferenças devidas como reflexo até a época atual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O direito não
socorre aos que dormem mas não deve impedir que se busque corrigir ato ilegal,
desde que sob a devida comprovação, a qualquer tempo. A negativa de socorro do
direito só merece ser considerada &lt;b&gt;nos limites dos efeitos financeiros&lt;/b&gt;, não
se permitindo, assim, que eventualmente o segurado prefira esperar para que as
diferenças devidas atinjam montante mais elevado pelos efeitos da mora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Dizer que o segurado
decai do direito de pedir a revisão equivale a negar-lhe acesso ao Judiciário
mesmo que tenha prova plena de que o ato de concessão foi ilegal e em seu prejuízo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; text-align: justify; text-autospace: ideograph-numeric; text-indent: 84.0pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Mas o Superior Tribunal de Justiça passou
a entender de modo diferente (REsp 1.303.988 – PE – Ministro Teori Albino
Zavascki).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Segundo o STJ, em seu novo entendimento,
há dois possíveis casos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Os benefício concedidos antes de
28/06/1997, sob decadência em 01/08/2007 por ser o primeiro dia do mês seguinte
ao do pagamento inicial; já os benefícios concedidos após 28/06/1997, em dez
anos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do primeiro recebimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;No próprio julgado acima referenciado
fica esclarecido que o novo entendimento decorreu da mudança das Turmas que
apreciavam a questão. O tema passou das Turmas integrantes da 3ª Seção para as Turmas
da 1ª Seção (Direito Público) - Emenda Regimental 14, de 05 de dezembro de 2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; tab-stops: 156.0pt; text-align: justify; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Seria a influência das mesmas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;pressões políticas e orçamentárias com
que o Governo mantém as contas da Previdência? Queremos crer que não. Mas soa
estranho que o entendimento consolidado e consentâneo com a natureza do direito
previdenciário tenha sido alterado de modo tão drástico, não apenas limitando
os efeitos financeiros da revisão devida como extinguindo o próprio direito em
si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 86.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Para os segurado que, em sua limitada
situação financeira, venha a descobrir um erro jurídico na concessão de seu
benefício através de um tardio acesso à Defensoria Pública ou simples favor de
um profissional habilitado, restará apenas a pecha de ter dormido demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-right: -.45pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 85.2pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; text-indent: 86.4pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-5372921152093602388?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/5372921152093602388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/05/revisao-de-beneficio-decadencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/5372921152093602388?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/5372921152093602388?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/05/revisao-de-beneficio-decadencia.html' title='REVISÃO DE BENEFÍCIO - DECADÊNCIA'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vKcyOuYvmro/T6BHvsP79fI/AAAAAAAACAg/a0sJJr1C2o8/s72-c/idoso_prev.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CU4GR347cSp7ImA9WhVSFU0.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-771337657396333237</id><published>2012-03-11T19:11:00.001-03:00</published><updated>2012-03-11T19:12:06.009-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-11T19:12:06.009-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Civil'/><title>Usucapião urbano contra a CEF. Inviabilidade.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Há mutuários do Sistema
Financeiro da Habitação que, permanecendo na posse do imóvel por anos a fio,
buscam o Judiciário externando pretensão aquisitiva por usucapião, invocando o
artigo 183 da Constituição Federal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O pedido se funda na
posse reputada de boa-fé, invocando-se a função social da propriedade e outros
princípios de estatura constitucional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lcz2YtDgvwM/T10jHYuFnGI/AAAAAAAABwY/it-ADXA2ZPA/s1600/usu.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" src="http://4.bp.blogspot.com/-lcz2YtDgvwM/T10jHYuFnGI/AAAAAAAABwY/it-ADXA2ZPA/s320/usu.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Não cabe pretender que
seja reconhecida a propriedade do imóvel cuja posse adveio de contrato de financiamento
obtido junto à Caixa Econômica Federal – CEF, máxime quando a inadimplência
desse financiamento é inconteste, mesmo que se invoquem miríades de fundamentos
para o indesejado descumprimento contratual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Cuidando-se de
usucapião, seja em que modalidade for, a posse necessariamente deve ser mansa,
pacífica e não clandestina. Ora, cuidando-se de imóvel financiado pela CEF, a
posse do mutuário desde sempre tinha natureza precária. Aliás, na grande
maioria dos casos – para não dizer na totalidade – a CEF pratica atos no
sentido de retomar o imóvel exatamente por causa do descumprimento contratual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Não se trata, pois, de
posse &lt;i&gt;ad usucapione&lt;/i&gt; que possa ser
oposta em relação à CEF.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Ainda por outro lado, é
do regime do usucapião urbano que haja absoluta exclusividade do imóvel
habitado na esfera patrimonial dos pretendentes à prescrição aquisitiva. A
Constituição Federal, ao introduzir a prescrição aquisitiva de imóvel urbano,
fixando prazo bastante reduzido, buscou atender à componente social da
propriedade dando ensejo ao usucapião nos estritos limites dos que necessitam
da moradia que habitam sem que tenham nenhuma outra, seja na cidade, seja no
meio rural, além da óbvia boa-fé, paz e mansidão com que se mantêm nessa
habitação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="tab-stops: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Da mesma forma e por
fundamentos análogos, não há como se opor pretensão possessória em face da CEF
para fins de defesa durante atos judiciais ou extrajudiciais de execução do
contrato de financiamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-771337657396333237?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/771337657396333237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/usucapiao-urbano-contra-cef.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/771337657396333237?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/771337657396333237?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/usucapiao-urbano-contra-cef.html' title='Usucapião urbano contra a CEF. Inviabilidade.'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lcz2YtDgvwM/T10jHYuFnGI/AAAAAAAABwY/it-ADXA2ZPA/s72-c/usu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CkYFSHk8cCp7ImA9WhVSE0g.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2840760951286090612</id><published>2012-03-10T00:25:00.000-03:00</published><updated>2012-03-10T00:28:39.778-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-10T00:28:39.778-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Civil'/><title>SFH - PES/CP - CES - AMORTIZAÇÃO NEGATIVA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial; text-align: justify;"&gt;Muito
tempo já se passou desde a época em que miríades de contratos de financiamento
imobiliário do Sistema Financeiro da Habitação foram celebrados com cláusula do
Plano de Equivalência Salarial. No entanto, até hoje pululam processos nas
Cortes discutindo o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6d7ug5CJN5c/T1rKV2to8-I/AAAAAAAABwQ/Njovc9Pzhqg/s1600/CASA.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" src="http://1.bp.blogspot.com/-6d7ug5CJN5c/T1rKV2to8-I/AAAAAAAABwQ/Njovc9Pzhqg/s320/CASA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Nesse
tipo de contrato, em geral, o Judiciário exige a produção de prova pericial
contábil, afinal é imperioso verificar, caso a caso, se a variação das
prestações efetivamente acompanhou a variação salarial da categoria
profissional do mutuário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Além
dessa verificação, indispensável averiguar se no transcorrer do financiamento
ocorreu amortização negativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como
se sabe, nesse tipo de contrato existe um índice para o reajuste do saldo
devedor e outro para o reajuste das parcelas, o que gera uma distorção na
tabela price. Se o valor da prestação for ajustado acima da variação do saldo
devedor, o que só ocorre em teoria, haverá amortização majorada e o
financiamento terminará antes do previsto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Caso
o reajuste as parcelas seja inferior à variação do saldo devedor, o que
acontece em praticamente todos os contratos, ocorre a chamada amortização
negativa, ou seja, a parcela não é suficiente para o pagamento dos juros e
parte desses juros é inserido no saldo devedor para o próximo mês. A amortização
é deficitária e o contrato não fecha no final, gerando resíduo normalmente
bastante elevado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Houve
a instituição do FCVS – Fundo de Compensação de Variações Salariais, com
contribuição instituída no contrato, que ficaria obrigado ao resíduo no final
do financiamento. Depois passou somente a cobrir caso o mutuário não tivesse
mais de um financiamento pelo SFH.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Importa,
aqui, considerar que o SFH não é um programa comum de financiamento criado pela
iniciativa privada para a gestão de investimentos imobiliários. É um programa
habitacional veiculado pelo Governo, sob leis e demais regramentos próprios, a
fim de dar solução ao déficit habitacional da população.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Foi
criado em uma época de hiperinflação e só mesmo pela interferência direta da
política habitacional. Não é uma boa premissa, portanto, ter o Governo como
causador de um sistema falido e inviável. O interesse público em muito motivou
o estabelecimento de contratos como o PES-CP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Com
o passar do tempo veio, depois de muitos planos econômicos, a estabilidade
econômica. Entrementes, mecanismos essencialmente necessários foram instituídos
para evitar que as distorções continuassem gerando resíduos elevadíssimos,
muitas vezes bem maiores do que o valor do capital financiado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A
referida restrição de cobertura do FCVS foi necessária sob pena de implosão de
todo o sistema. Enfim, nesse contexto foi criado o Coeficiente de Equiparação
Salarial – CES, um percentual que reajusta a prestação de modo a reduzir o
descompasso na evolução do financiamento. Foi criado por lei e inserido no SFH
para vigência inclusive nos contratos em andamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Muitos
mutuários inseriram, nas ações revisionais, o pedido de exclusão do CES. Houve
várias decisões acolhendo essa parte do pleito, por imprevisão na avença
original.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas
não é a solução jurídica mais justa, considerando que se cuida de uma
modificação instituída por lei em um sistema de cunho público, criado para fins
de atendimento da política habitacional em busca de atendimento das
necessidades coletivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O
regime do Sistema Financeiro da Habitação para os contratos regidos pelo plano
de equiparação salarial permite sua incidência independentemente de expressa
previsão no momento da assinatura da avença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Veja-se
o seguinte aresto:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11pt;"&gt;PROCESSUAL
CIVIL. AGRAVO. ARTIGO 557, § 1°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DECISÃO
MONOCRÁTICA DO RELATOR. CABIMENTO. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. REVISÃO
CONTRATUAL. EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL . DL 70/66 . CONSTITUCIONALIDADE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;[...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;st1:metricconverter productid="7. A" w:st="on"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;7. A&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; falta de
previsão legal expressa, na época da avença, não impossibilita a estipulação
contratual do CES, por força da autonomia das partes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;[...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 9pt;"&gt;AC 200961000258366 AC - APELAÇÃO CÍVEL – 1540697
Relator(a) DESEMBARGADOR FEDERAL HENRIQUE HERKENHOFF Sigla do órgão TRF3 Órgão
julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJF3 CJ1 DATA:18/11/2010 PÁGINA: 483 Data da
Decisão 09/11/2010 Data da Publicação 18/11/2010&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Com
efeito, o CES foi instituído com o objetivo de corrigir ou atenuar distorções
entre o saldo devedor e o valor amortizado, por força da diferença de índices
de correção das prestações e do próprio saldo devedor, como instituído no
regime do PES. Não se pode considerar indevida a incidência do CES mesmo nos
contratos anteriores à sua instituição &lt;b&gt;porque
decorre do próprio Sistema Financeiro da Habitação enquanto sistema orgânico
que, por atender a interesses públicos decorrentes do direito à habitação, cria
mecanismos necessários à redução de descompassos entre o valor amortizado e o
saldo devedor nos contratos PES-CP&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;De
outra, se a prova pericial atestar a ocorrência de amortização negativa,
caracteriza-se distorção entre o pagamento dos juros e a amortização do saldo
devedor, ficando nesse incorporado a parcela de juros que não foi quitada
naquela parcela. &amp;nbsp;Tal descompasso não
implica na ilegalidade no uso da tabela price em financiamentos habitacionais
mas é necessário restaurar o equilíbrio da relação contratual. A proporção
percentual da componente de juros e de amortização deve ser observada em cada
período, em cada mês, em cada parcela, como forma de integrar a regra jurídica
posta através das Leis nº 4.380/64 e nº 8.692/93, também conciliando o direito
ao limitador das prestações mensais, pela incidência da cláusula PES, e o
direito à amortização regular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quando
o valor da prestação for insuficiente para amortização e quitação dos juros, o
valor remanescente dos juros deve ser apropriado em conta à parte, para, ao
final de 12 (doze) meses, ser incorporado ao saldo devedor. Assim, sobre os
valores que integram essa conta em separado deve incidir apenas a correção monetária,
de acordo com o mesmo critério fixado no contrato para a correção do saldo
devedor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Essa
é a solução que alguns julgados já começam a dar para o caso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2840760951286090612?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2840760951286090612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/sfh-pescp-ces-amortizacao-negativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2840760951286090612?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2840760951286090612?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/sfh-pescp-ces-amortizacao-negativa.html' title='SFH - PES/CP - CES - AMORTIZAÇÃO NEGATIVA'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6d7ug5CJN5c/T1rKV2to8-I/AAAAAAAABwQ/Njovc9Pzhqg/s72-c/CASA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;Ak4EQ3c5fip7ImA9WhVSEkg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2177157218604520218</id><published>2012-03-08T23:03:00.002-03:00</published><updated>2012-03-08T23:08:22.926-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-08T23:08:22.926-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Civil'/><title>FCVS - CONTRATO ANTIGO - MAIS DE UM FINANCIAMENTO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Os contratos mais antigos de financiamento pelo
regime do Sistema Financeiro da Habitação – SFH, que tenham cláusula de FCVS,
desobrigam os mutuários da restrição de não haver mais de um financiamento,
desde que tenham sido celebrados antes de 05 de dezembro de 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;É costumeiro a CEF denegar o pedido de quitação
de resíduos dos contratos sempre que haja mais de um financiamento, não se
distinguindo os contratos anteriores a essa data.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Mas existe um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;descrímen&lt;/i&gt; a se considerar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wiPiXB-Wsak/T1llrbwvULI/AAAAAAAABwI/QvNFethLaXI/s1600/nova-lei-do-inquilinato.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/-wiPiXB-Wsak/T1llrbwvULI/AAAAAAAABwI/QvNFethLaXI/s320/nova-lei-do-inquilinato.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;A proibição do duplo financiamento no âmbito do
Sistema Financeiro da Habitação – SFH, com a conseqüência de afastar a cobertura
de resíduos pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL – FCVS, só teve
vigência a partir de 05/12/1990, com o advento da Lei 8100/1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Eis a redação original:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Art. 3° O Fundo de Compensação das Variações Salariais
(FCVS) quitará somente um saldo devedor remanescente por mutuário ao final do
contrato, inclusive os já firmados no âmbito do SFH.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Com a promulgação da Lei 10150/2000, assim ficou
o dispositivo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Art. 4o Ficam alterados o caput e o § 3o do art. 3o da Lei
no 8.100, de 5 de dezembro de 1990, e acrescentado o § 4o, os quais passam a
vigorar com a seguinte redação:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Art. 3o O Fundo de
Compensação de Variações Salariais – FCVS quitará somente um saldo devedor
remanescente por mutuário ao final do contrato, exceto aqueles relativos aos
contratos firmados até 5 de dezembro de 1990, ao amparo da legislação do SFH, independentemente
da data de ocorrência do evento caracterizador da obrigação do FCVS.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Apenas para
os contratos de financiamento habitacional do Sistema Financeiro da Habitação –
SFH com cobertura do saldo remanescente pelo FCVS firmados após 05/12/1990
existe a proibição de dupla utilização do referido Fundo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: black; font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Veja-se o seguintes aresto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;PROCESSO CIVIL - AÇÃO COMINATÓRIA. - CONTRATO MÚTUO PELO
SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. - CONTRATO DE MÚTUO INTEGRALMENTE CUMPRIDO COM
COBERTURA DO FUNDO DE COMPENSAÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS. - IMÓVEL
ADQUIRIDO PELO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. - RECUSA DE QUITAÇÃO DO
CONTRATO E LIBERAÇÃO DA HIPOTECA PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA MUTUANTE - ATO
JURÍDICO PERFEITO - BOA FÉ OBJETIVA. FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO. DIREITO SOCIAL
À HABITAÇÃO. RECURSOS IMPROVIDOS.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;1. Os autores firmaram
contrato particular compra e venda, com pacto adjeto de hipoteca e cessão de
crédito visando a aquisição do imóvel residencial adquirido segundo as regras
do Sistema Financeiro da Habitação - SFH e cobertura pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO
DE VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;2. Os autores efetuaram
o pagamento de todas as prestações convencionadas, mas a instituição financeira
mutuante negou-lhe a dar a quitação contratual e liberação da garantia
hipotecária, sob fundamento que os autores possuem um saldo residual de outro
financiamento anteriormente contratado e liquidado pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE
VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS, o que torna inviável a liquidação de resíduo de outro
contrato de financiamento imobiliário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;3. Se houve algum
resíduo no contrato particular compra e venda, com pacto adjeto de hipoteca e
cessão de crédito, pelo Sistema Financeiro da Habitação - SFH, em razão do
reajuste das prestações segundo variação salarial do mutuário, tal valor deve
ser quitado pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS, segundo
expressa determinação contratual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;4. Apesar da ocorrência
do duplo financiamento concedido aos autores ora mutuários, a instituição
financeira mutuante deixou de aplicar aos mutuários a penalidade prevista
contratualmente, qual seja, a de vencimento antecipado da dívida, mas ao
contrário, continuou a receber todas as prestações mensais e sucessivas até
cumprimento final do contrato de 180 meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;5. Ocorre que, somente
após o pagamento da última prestação contratada, ao final dos 180 meses, quando
os mutuários tentaram obter o instrumento de quitação do contrato e
levantamento da garantia hipotecária, a instituição financeira mutuante
negou-se a fornecê-las.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;6. Com a tácita
anuência da instituição financeira mutuante, os mutuários continuaram a
efeutuar o pagamento das prestações mensais e sucessivas do financiamento
habitacional pelo Sistema Financeiro da Habitação - SFH, mesmo sabendo que
estes possuíam outro financiamento habitacional também pelo Sistema Financeiro
da Habitação - SFH, sem aplicar-lhes a pena contratada de vencimento antecipado
da dívida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;7. É que, não pode a
autora agora ser sacrificada por erro ou equivoco cometido pela instituição
financeira mutuante durante a execução do contrato, ainda mais que para tanto
não concorreram, devendo ser ressaltado, ademais, a mesma tem meios judiciais
próprios para, querendo, reaver e satisfazer as diferenças apontadas relativas
a cobertura pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL em relação a quem de
direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;8 A boa-fé objetiva
constitui um princípio geral de Direito, segundo o qual todos devem
comportar-se de acordo com um padrão ético de confiança e lealdade. Gera
deveres secundários de conduta, que impõem às partes comportamentos
necessários, ainda que não previstos expressamente nos contratos, que devem ser
obedecidos a fim de permitir a realização das justas expectativas surgidas em
razão da celebração e da execução da avenca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;9. A Constituição
Federal, em seu artigo 5º, inciso XXXVI, dispõe que: a lei não prejudicará o
direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e a coisa julgada.".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;10. O artigo 6º, da Lei
de Introdução ao Código Civil determina que: "A lei em vigor terá efeito
imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a
coisa julgada." E o § 1º reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado
segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;11. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;A Lei nº 10.150/2000, alterou a redação
do artigo 3º, da Lei 8.100/1990, determinando que somente para os contratos
financiamento habitacional do Sistema Financeiro da Habitação - SFH, com
cobertura do saldo remanescente pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL -
FCVS, firmados após 05/12/1990, existe a proibição de duplo utilização do FUNDO
DE COMPENSAÇÃO E VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS.&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;12. A função social do
contrato significa a prevalência do interesse público sobre o privado. É
preciso que cada negócio jurídico alcance os fins pactuados, impedindo-se que o
contrato seja meio de destruição do bem comum, ao invés de construção deste bem
pretendido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;13. O direito social à
moradia somente se realiza quando observado o princípio da dignidade da pessoa
humana. A habitação digna consiste naquela que possui acesso aos serviços
públicos básicos como água, luz, esgoto, com segurança jurídica preservada pela
existência de titulação da propriedade do bem imóvel, e segurança física, ou
seja, que não esteja em área de risco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;14. De tal sorte que
não há como negar o direito dos autores de ter reconhecido o direito pleiteado,
na forma declinada na r. sentença recorrida, devendo a instituição financeira
mutuante fornecer ao demandante o documento de quitação do contrato de mútuo,
levantamento da garantia hipotecária e o que for necessário para o registro do
imóvel em nome dos autores, bem como que a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF dê
quitação de eventual saldo devedor remanescente pelo FUNDO DE COMPENSAÇÃO E
VARIAÇÃO SALARIAL - FCVS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;15. Recurso de apelação
do BANCO ABN AMRO REAL S/A e da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF a que se nega
provimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Processo AC 200361000264741 AC - APELAÇÃO CIVEL – 1129163
Relator(a) DESEMBARGADORA FEDERAL SUZANA CAMARGO Sigla do órgão TRF3 Órgão
julgador QUINTA TURMA Fonte DJU DATA:03/04/2007 PÁGINA: 344 Data da Decisão 04/09/2006
Data da Publicação 03/04/2007&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-line-height-alt: 2.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O referido aresto é bastante elucidativo.&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2177157218604520218?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2177157218604520218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/fcvs-contrato-antigo-mais-de-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2177157218604520218?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2177157218604520218?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2012/03/fcvs-contrato-antigo-mais-de-um.html' title='FCVS - CONTRATO ANTIGO - MAIS DE UM FINANCIAMENTO'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wiPiXB-Wsak/T1llrbwvULI/AAAAAAAABwI/QvNFethLaXI/s72-c/nova-lei-do-inquilinato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;AkEBRHcycCp7ImA9WhVSEkg.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-8565950971862957397</id><published>2011-12-17T19:48:00.000-02:00</published><updated>2012-03-08T23:04:15.998-03:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-03-08T23:04:15.998-03:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>LABIRINTOS RECURSAIS - 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Interessa-nos, mais uma vez, o regime do artigo 557, nos parágrafos 1º e 1º-A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-izZftYwC4uw/Tu0OFitd-kI/AAAAAAAABZ4/vJfeT6ZiSuE/s1600/Labirinto.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; display: inline !important; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" src="http://4.bp.blogspot.com/-izZftYwC4uw/Tu0OFitd-kI/AAAAAAAABZ4/vJfeT6ZiSuE/s200/Labirinto.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Pois bem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quando o Judiciário exerce o seu poder-dever de dizer o direito, ou seja, quando presta a tutela jurisdicional, pode emitir um provimento de mérito ou não. Será de mérito quando efetivamente julgar a pretensão, aplicando o Direito ao caso concreto. Será sem mérito quando, por alguma das circunstâncias previstas na Lei Processual, puser fim ao processo sem julgar a pretensão, como, por exemplo, quando a parte desiste da ação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em apertada síntese, é isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Essas considerações primárias são necessárias porque, conquanto óbvio, é preciso destacar que o Judiciário decide o mérito da causa quando julga a pretensão, não existindo no sistema processual diferenciação quanto à essência de um decisão de mérito proferida por um Juiz do Trabalho, ou por um Juiz Federal, ou por um Juiz de Direito. Da mesma forma, não há diferença essencial entre a decisão de mérito prolatada por um Desembargador do Tribunal de Justiça ou por um Ministro do Superior Tribunal de Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mérito é mérito. É a prestação jurisdicional que declara o direito no caso concreto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não é lícito, tampouco, pretender ver diferenças entre a decisão de mérito proferida monocraticamente e aquela proferida pela Corte em plenário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É juridicamente teratológico pretender-se que, por exemplo, o Ministro do STJ profira uma decisão monocrática de mérito menor ou "não tão mérito assim" em relação a que seria proferida no colegiado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;De novo: ou é mérito ou não é... Desde que tem eficácia de mérito, é mérito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MZnkmaM-5jg/Tu0sta8W4KI/AAAAAAAABaA/3rp8eJhwAbU/s1600/d%25C3%25BAvida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-MZnkmaM-5jg/Tu0sta8W4KI/AAAAAAAABaA/3rp8eJhwAbU/s200/d%25C3%25BAvida.jpg" width="173" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É uma impropriedade processual pretender-se que a decisão monocrática seja passível de recurso para a mesma Corte. No primeiro momento em que foi proferida definindo a sucumbência de uma das partes e aplicando o Direito ao caso concreto, tornou-se prestação jurisdicional de mérito. Se foi uma decisão monocrática, não importa... A Lei Processual deu o ensejo, desde que atendidos os requisitos legais, de ser a prestação de mérito realizada monocraticamente --- nem por isso é um mérito de segunda classe, mas sim a definição jurisdicional do Direito naquele caso concreto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Por isso o recurso cabível não deveria ser nenhum para a mesma Corte de que participa o Julgador Monocrático. &lt;b&gt;O recurso cabível, por exaurimento da instância, deveria ser para quem devesse conhecer do julgado como se do colegiado tivesse advindo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ora, mas não é que deveria ser assim... &lt;b&gt;Já É ASSIM&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vejamos os dispositivos de interesse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial;"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial;"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9756.htm#art557"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;(Redação dada pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Arial;"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;§ 1&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;-A &amp;nbsp; Se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator poderá dar provimento ao recurso.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9756.htm#art557"&gt;(Incluído pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;§ 1&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Da decisão caberá agravo, no prazo de cinco dias, ao órgão competente para o julgamento do recurso, e, se não houver retratação, o relator apresentará o processo em mesa, proferindo voto; provido o agravo, o recurso terá seguimento.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9756.htm#art557"&gt;(Incluído pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sYLuSaUyXCQ/Tu0tyHbde4I/AAAAAAAABaI/SNpAgdvJ-WQ/s1600/bom-senso.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-sYLuSaUyXCQ/Tu0tyHbde4I/AAAAAAAABaI/SNpAgdvJ-WQ/s320/bom-senso.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É nítido que o § 1º se refere ao &lt;i&gt;caput&lt;/i&gt; e não ao § 1º-A. Até porque não há parágrafo de parágrafo. Não é para a decisão monocrática que existe a possibilidade de retratação, mas sim para a decisão que inadmitir o recurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Bem lógico o porquê: a decisão que inadmite o recurso não é de mérito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Portanto, &lt;b&gt;para a decisão monocrática --- por ser de mérito --- cabe o recurso à Corte mais alta.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Assim ficam resguardados tanto o sistema processual como o bom-senso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-8565950971862957397?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/8565950971862957397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/labirintos-recursais-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/8565950971862957397?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/8565950971862957397?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/labirintos-recursais-2.html' title='LABIRINTOS RECURSAIS - 2'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-izZftYwC4uw/Tu0OFitd-kI/AAAAAAAABZ4/vJfeT6ZiSuE/s72-c/Labirinto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEYHSHw9eCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-8086408779815779288</id><published>2011-12-16T23:45:00.001-02:00</published><updated>2012-02-24T23:08:59.260-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:08:59.260-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tributário'/><title>Contribuição Patronal - verbas indenizatórias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Vem sendo discutido em
ações a não incidência da contribuição previdenciária patronal (artigo 22 da
Lei 8.212/91) sobre determinadas verbas pagas aos empregados. Reputa-se a
natureza indenizatória dessas verbas, circunstância que afastaria a incidência
da exação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jahLCxBJ8ik/Tuv4O7G3anI/AAAAAAAABZw/kAQt9m-xiRM/s1600/contribpatro.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-jahLCxBJ8ik/Tuv4O7G3anI/AAAAAAAABZw/kAQt9m-xiRM/s200/contribpatro.jpg" width="181" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;A
Lei nº 8.212/1991 define a base de cálculo da contribuição previdenciária patronal:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="tj" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Art.
&lt;st1:metricconverter productid="22. A" w:st="on"&gt;22. A&lt;/st1:metricconverter&gt; &lt;span class="hlhilite"&gt;contribuição&lt;/span&gt; a cargo da empresa, destinada à Seguridade
Social, além do disposto no art. 23, é de:&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="tj" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;I
- vinte por cento &lt;span class="hlhilite"&gt;sobre&lt;/span&gt; o total das remunerações
pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados
empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, &lt;b&gt;&lt;u&gt;destinadas a
retribuir o trabalho&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;,&lt;/u&gt; qualquer que seja a sua forma, inclusive
as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos
decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados,
quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos
da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou
sentença normativa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9876.htm#art1"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;(Redação dada pela Lei nº 9.876, de
1999).&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (grifo nosso)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;II – (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Portanto,
as verbas sujeitas à incidência são justamente as de natureza remuneratória. A &lt;b&gt;&lt;i&gt;contrariu
sensu&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; não há incidência sobre verbas indenizatórias pagas pelo
empregador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Vejamos a casuística
vigente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;AUXÍLIO ACIDENTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;O auxílio acidente não é
verba despendida pelo empregador. Tão só por isso evidencia-se a
impossibilidade de considerar o pagamento como verba indenizatória, &lt;b&gt;ao menos em relação ao empregador&lt;/b&gt;. Simplesmente
não há sentido prático em pedir-se a não incidência sobre o auxílio acidente,
vez que não é pago pelo empregador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - MANDADO DE
SEGURANÇA - INCIDÊNCIA SOBRE VERBAS DE CUNHO INDENIZATÓRIO - IMPOSSIBILIDADE -
COMPENSAÇÃO DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE À ÉPOCA DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO -
ART. 170-A DO CPC - APLICABILIDADE - PRESCRIÇÃO DECENAL PARA FATOS GERADORES
OCORRIDOS ANTES DA VIGÊNCIA DA LC 118/2005 - TAXA SELIC - INCIDÊNCIA DESDE O
RECOLHIMENTO INDEVIDO, NÃO CUMULANDO COM OUTROS ÍNDICES DE CORREÇÃO MONETÁRIA E
JUROS DE MORA - APELO DA IMPETRANTE IMPROVIDO - APELO DA UNIÃO E REMESSA
OFICIAL PARCIALMENTE PROVIDOS.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;3. Em relação aos pagamentos
efetuados nos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento do empregado doente ou
acidentado antes da obtenção do auxílio-doença, o Egrégio STJ já firmou entendimento
no sentido de que não possuem natureza remuneratória, sobre eles não podendo
incidir a contribuição previdenciária (AgRg no REsp nº 1086595 / RS, 2ª Turma,
Relator Ministro Castro Meira, DJe 13/05/2009; AgRg no REsp nº 1037482 / PR, 1ª
Turma, Relator Ministro Benedito Gonçalves, DJe 12/03/2009; REsp nº 768255, 2ª
Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, DJU 16/05/2006, pág. 207).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;4. &lt;b&gt;&lt;u&gt;Tal entendimento, no entanto, não se aplica ao auxílio-acidente,
pois, havendo seqüelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que
habitualmente exercia, o empregado passa a receber o auxílio-acidente a partir
do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, nos termos do artigo 86,
"caput" e parágrafo 2º, da Lei nº 8213/91, sendo certo que o valor recebido
a título de auxílio-acidente, não obstante tenha natureza indenizatória, não é
suportado pelo empregador. Precedente do Egrégio STJ: REsp nº 973436 / SC, 1ª
Turma, Relator Ministro José Delgado, DJ 25/02/2008, pág. 290&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 450.0pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(AMS 201061190025299, DESEMBARGADORA FEDERAL RAMZA TARTUCE,
TRF3 - QUINTA TURMA, DJF3 CJ1 DATA:10/08/2011 PÁGINA: 1103.)&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;AVISO PRÉVIO
INDENIZADO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;De
interesse específico acerca dessa verba é a disciplina inaugurada com o Decreto
nº 6.727/2009. É que esse Decreto revogou o artigo 214, § 9º, “f” do Decreto
3.048/1999, exatamente no ponto em que este excluía do salário de contribuição
os valores referentes ao aviso prévio indenizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Assim,
em tese, ficaria a verba sob a incidência da contribuição já que comporia o salário
de contribuição – simetria cobertura / custeio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Contudo,
o Decreto nº 6.727/2009 não pode estender o conceito originário estabelecido
pela Lei 8.212/91 ao definir a exação &lt;st1:personname productid="em questão. De" w:st="on"&gt;em questão. De&lt;/st1:personname&gt; fato, como visto, o artigo 22, I, do
Plano de Custeio &amp;nbsp;define a área de incidência
como as verbas pagas pelo empregador &lt;b&gt;em
retribuição ao trabalho&lt;/b&gt;. O fato de incluir a verba na composição do salário
de contribuição não tem eficácia para fins tributários, sob pena de afronta ao
princípio da legalidade. Ademais, a verba é essencialmente indenizatória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Seja
como for, merece destaque que o Superior Tribunal de Justiça vem reiteradamente
decidindo que os valores pagos pela empresa a título de aviso-prévio indenizado
não se sujeitam à incidência da contribuição previdenciária por causa de seu
caráter indenizatório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 4.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL.
CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. BASE DE CÁLCULO. VERBA SALARIAL. AVISO PRÉVIO
INDENIZADO. NATUREZA INDENIZATÓRIA. NÃO INCIDÊNCIA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;1. Trata-se de agravo
regimental interposto contra decisão que, ao negar seguimento ao recurso
especial, aplicou jurisprudência do STJ no sentido de que é indevida a
incidência de contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de
aviso prévio indenizado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;2. &lt;b&gt;"A contribuição previdenciária incide sobre base de cálculo de
nítido caráter salarial, de sorte que não a integra as parcelas de natureza
indenizatória" (REsp 664.258/RJ, Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma,
DJ 31.5.2006) &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;3. &lt;b&gt;"Não incide contribuição previdenciária sobre os valores pagos a
título de aviso prévio indenizado, por não se tratar de verba salarial"
(REsp 812.871/SC, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe
25/10/2010).&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;4. Agravo regimental não
provido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-family: Arial;"&gt;(AgRg no REsp 1218883/SC,
Rel. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado
em 15/02/2011, DJe 22/02/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 3.0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Destarte, tenho por presente a plausibilidade do direito alegado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;auxílio-doença&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;(15 primeiros dias)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Durante os 15 primeiros dias de
afastamento do empregado por incapacidade laborativa temporária, os proventos
pagos pelo empregador não tem natureza salarial porque não há retribuição ao
trabalho. Assim, nos estritos limites do artigo 22, I, da Lei 8.212/91, não há
incidência de contribuição patronal (Resp 768.255/RS, Relatora Min. Eliana
Calmon, DJ de 16/05/2006 e Resp 762.491/RS, Relator Min. Castro Meira, DJ de
07/11/2005).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Também o Tribunal Regional Federal da
3ª Região assim se posiciona:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA INCIDENTE SOBRE AS VERBAS PAGAS AOS EMPREGADOS A TÍTULO DE
AUXÍLIO-DOENÇA OU AUXÍLIO-ACIDENTÁRIO NOS PRIMEIROS 15 DIAS DE AFASTAMENTO,
SALÁRIO-MATERNIDADE, FÉRIAS E O TERÇO CONSTITUCIONAL DE FÉRIAS. SENTENÇA ULTRA
PETITA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;I - Sentença que deve ser
reduzida aos limites do pedido, anulando-se a decisão na questão da
exigibilidade do crédito tributário referente à contribuição previdenciária
incidente sobre o pagamento de férias indenizadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;II - Preliminar apresentada
pela União rejeitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;III - Verbas pagas pelo empregador ao empregado nos primeiros quinze
dias do afastamento do trabalho em razão de doença ou acidente não constituem
base de cálculo de contribuições previdenciárias, posto que tais verbas não
possuem natureza remuneratória - elas não remuneram qualquer serviço prestado
pelo empregado -, mas sim indenizatória, sobretudo em função da
não-habitualidade que lhes caracteriza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Apelação 0012218-25.2010.4.03.6100/SP, Segunda Turma, TRF3,
Relator Des. Federal Peixoto Júnior, DJ de 30/09/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Finalmente,
no que concerne ao pagamento de férias indenizadas, não é necessário maiores
digressões. &lt;b&gt;As férias não fruídas são
pagas, sempre e sempre, em caráter indenizatório, seja na totalidade, sejam
proporcionais. Assim, não incide a contribuição patronal&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Como
&lt;b&gt;o acessório segue o principal&lt;/b&gt;, o
terço constitucional referente a férias não fruídas é também pago sob natureza
essencialmente indenizatória, não recebendo a incidência da contribuição do
empregador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-8086408779815779288?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/8086408779815779288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/contribuicao-patronal-verbas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/8086408779815779288?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/8086408779815779288?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/contribuicao-patronal-verbas.html' title='Contribuição Patronal - verbas indenizatórias'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jahLCxBJ8ik/Tuv4O7G3anI/AAAAAAAABZw/kAQt9m-xiRM/s72-c/contribpatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEYFQHcyfip7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-1164181953590045523</id><published>2011-12-11T18:00:00.001-02:00</published><updated>2012-02-24T23:08:31.996-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:08:31.996-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tributário'/><title>SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO - MANDADO DE SEGURANÇA PLEITEANDO EFEITO SUSPENSIVO DE RECURSO ADMINISTRATIVO – PERDA DE OBJETO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Os mandados de segurança impetrados
buscando a concessão, via &lt;i&gt;writ&lt;/i&gt;, de
efeito suspensivo dos recursos administrativos que discutem novos percentuais
do FAT para o pagamento do SAT perderam seu objeto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7rKLIEA25P8/Tuv2mv0KNFI/AAAAAAAABZo/cKgqGOdbvnE/s1600/segur_trabalho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="154" src="http://2.bp.blogspot.com/-7rKLIEA25P8/Tuv2mv0KNFI/AAAAAAAABZo/cKgqGOdbvnE/s200/segur_trabalho.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;É caso de perda superveniente do interesse
processual para os feitos ainda em trâmite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Com a edição do Decreto nº 7.126, de
03 de março de 2010, foi dada nova redação ao artigo 202-B, § 3º, do Decreto
3.048/1999, passando a viger que o processo administrativo ali cuidado tem
efeito suspensivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Veja-se os seguintes arestos,
específico sobre o caso:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 11pt;"&gt;PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO LEGAL. CPC, ART. 557, § 1º.
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO. SAT. FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO. RECURSO
ADMINISTRATIVO. EFEITO SUSPENSIVO. DECRETO N. 7.126, DE 03.03.10. PERDA DE
OBJETO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;1. A utilização do agravo
previsto no art. 557, § 1º, do CPC, deve enfrentar a fundamentação da decisão
agravada, ou seja, deve demonstrar que não é caso de recurso manifestamente
inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com
jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal,
ou de Tribunal Superior. Por isso que é inviável, quando o agravante deixa de
atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Precedentes do STJ.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;2. Este mandado de segurança foi impetrado em 12.01.10 com o
objetivo de obter provimento jurisdicional para "que o Impetrado se
abstenha definitivamente da ilegal e inconstitucional exigência da aplicação do
FAP enquanto não for apreciado em definitivo o recurso administrativo do
Impetrante" (fls. 15/16).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;3. Como se percebe, a tutela almejada pela impetrante é a
atribuição de efeito suspensivo ao seu recurso administrativo, interesse
satisfeito com o advento do Decreto n. 7.126, de 03.03.10, que em seu art. 2º
deu nova redação ao § 3º do art. 202-B do Decreto n. 3.048/99.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;4. Não merece reparo, portanto, a sentença que constatou a
perda superveniente do interesse processual e extinguiu o feito com fundamento
no art. 267, VI, do Código de Processo Civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;5. Agravo legal não provido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Processo AMS 201061000007268 AMS - APELAÇÃO EM MANDADO DE
SEGURANÇA – 328899 Relator(a)&amp;nbsp; JUÍZA
CONVOCADA LOUISE FILGUEIRAS Sigla do órgão TRF3 Órgão julgador QUINTA TURMA
Fonte DJF3 CJ1 DATA:25/08/2011 PÁGINA: 1027 Data da Decisão 15/08/2011 Data da
Publicação 25/08/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-1164181953590045523?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/1164181953590045523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/seguro-de-acidente-do-trabalho-fator.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1164181953590045523?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1164181953590045523?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/seguro-de-acidente-do-trabalho-fator.html' title='SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO – FATOR ACIDENTÁRIO DE PREVENÇÃO - MANDADO DE SEGURANÇA PLEITEANDO EFEITO SUSPENSIVO DE RECURSO ADMINISTRATIVO – PERDA DE OBJETO'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7rKLIEA25P8/Tuv2mv0KNFI/AAAAAAAABZo/cKgqGOdbvnE/s72-c/segur_trabalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcDSX8ycSp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2734087615910471520</id><published>2011-12-11T17:53:00.001-02:00</published><updated>2012-02-24T23:07:58.199-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:07:58.199-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>É POSSÍVEL LITISPENDÊNCIA ENTRE MANDADO DE SEGURANÇA E AÇÃO DE RITO ORDINÁRIO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;É
muito comum o entendimento de que entre mandados de segurança e ações ordinárias
não se pode reconhecer a ocorrência de conexão ou de litispendência. Em geral
tal posicionamento jurídico embasa-se na diferença entre as partes, uma vez que
o &lt;i&gt;writ&lt;/i&gt; remete ao pólo passivo a
autoridade coatora, enquanto que a ação legitima passivamente o Ente Público ao
qual aquela se insere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oo7B5QhJBS8/Tuv2BK4b_JI/AAAAAAAABZg/8YVUggK6Rlo/s1600/cpc-pronunciamento-cpc.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://2.bp.blogspot.com/-oo7B5QhJBS8/Tuv2BK4b_JI/AAAAAAAABZg/8YVUggK6Rlo/s200/cpc-pronunciamento-cpc.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;No
entanto, mais recentemente novas decisões vêm, acertadamente, reconhecendo a
litispendência quando o &lt;i&gt;mandamus &lt;/i&gt;é
evidentemente ajuizado com mesmo objeto e dirigido a impetrado do órgão
despersonalizado da Entidade demandada na via ordinária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Assim
já decidiu o Tribunal Regional Federal da 3ª Região:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpFirst" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;PROCESSUAL CIVIL -
TRIBUTÁRIO - ISENÇÃO - COFINS - MP 1858-6/1999 - LITISPENDÊNCIA - MANDADO DE
SEGURANÇA IMPETRADO ANTERIORMENTE COM O MESMO OBJETO JULGADA -EXTINÇÃO DO FEITO
SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO - LITIGÂNCIA DE MA-FÉ - CARACTERIZAÇÃO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;1 - A autora, ora
apelante, pleiteia nos presente autos, o reconhecimento do benefício da isenção
do COFINS, amparado pelo ditame do art. 14 da mencionada MP 2158-35/2001,
reedição da MP 1858-6/1999.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;2 - Ainda que quando da
prolação da decisão de Primeira Instância, tenha o MM. Juiz "a quo"
asseverado haver continência entre os pedidos formulados nos dois feitos indicados,
verifica-se que quando da interposição de apelação, a autora, ora apelante,
apenas discutiu no Proc. 1999.61.11.006532-&lt;st1:metricconverter productid="0, a" w:st="on"&gt;0, &lt;b&gt;a&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b&gt; isenção de mensalidade pagas
pelos seus sócios, ou seja, a mesma questão debatida nos presente autos, qual
seja, isenção incidente sobre receitas relativas das atividades próprias das
entidades de caráter recreativo, entre outras, com base no art. 14 da MP
1858-6/99 (atual, na época da propositura deste feito, MP 2158-35/2001).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;3 - A Jurisprudência dos Tribunais pátrios já
decidiu pela possibilidade de litispendência entre ação ordinária e mandado de
segurança, da mesma forma que nestas Cortes pacificado é o entendimento no
sentido de que a litispendência não é descaracterizada pela circunstância de
que o polo passivo do mandado de segurança é ocupado pela autoridade indicada
como coatora, enquanto figura como réu da ação ordinária a própria pessoa jurídica
de direito público a cujos quadros pertence o impetrado no "mandamus"&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;4 - O simples fato de a
apelante ter ajuizado diversas ações com o mesmo objetivo já é motivo
suficiente para considerá-la litigante de má-fé. Isso porque a conduta enquadra-se
perfeitamente no inciso III do artigo 17 do Código de Processo Civil, na medida
em que busca, em vários juízos, a obtenção de um mesmo provimento jurisdicional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;5 - Nos termos do art. 18
do Código Processual Civil, condeno, de ofício, a apelante no pagamento de
multa de 1% (um por cento) do valor da causa devidamente atualizado até o seu
efetivo pagamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;6 - Apelação da autora improvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;(AC 200561110005787, JUIZA
CECILIA MARCONDES, TRF3 - TERCEIRA TURMA, DJF3 CJ1 DATA:29/04/2011 PÁGINA:
722.)&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpLast" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 105.5pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Bem nesse contexto, impende destacar que outro aspecto assim
encontra solução processualmente correta. É o caso, não raro, da parte impetrar
mandado de segurança para buscar o cumprimento de decisão judicial proferida em
outro processo. Normalmente se alega que há direito líquido e certo porque
houve reconhecimento judicial e o não cumprimento leva à lesão de tal direito. É
um sofisma. O que se tem é a repetição dos mesmos fundamentos de fato e de
direito, dirigidos em face da Pessoa Jurídica que alberga o impetrado, buscando
efeitos executórios da decisão do processo instaurado antes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 105.5pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 105.5pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Elucidativo o seguinte aresto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify; text-indent: 105.5pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpFirst" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO.
ARTIGO 557, § 1º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA
DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;st1:metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;1. A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt; jurisprudência está
pacificada no sentido de que a mera existência de ação judicial não permite a
suspensão do registro do devedor no CADIN ou outros órgãos de proteção ao
crédito, sendo indispensável a comprovação de uma das hipóteses previstas no
artigo 7.º da Lei n.º 10.522/02.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;st1:metricconverter productid="2. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;2. A&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt; inscrição no CADIN
(cadastro de Informações), instituído pelo Decreto nº 1.006/93 e regulado pela
Medida Provisória nº 1.490/96 e reedições, não constitui constrangimento ilegal
e é constitucional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;3. &lt;b&gt;&lt;u&gt;Se a impetrante
entende que a liminar concedida em outro feito, para fornecimento de certidão
positiva com efeitos de negativa, implica a exclusão da inscrição, é naqueles
autos que deve discutir o sentido e o alcance do provimento jurisdicional que
obteve. É inconcebível impetrar mandado de segurança para obter o cumprimento
de ordem judicial&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;4. &lt;b&gt;Se o contribuinte impetra
este mandado de segurança, deve partir-se do pressuposto de que o pedido naquele
outro writ não contempla a inscrição no CADIN, &lt;u&gt;ou haveria litispendência ou
coisa julgada&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpMiddle" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;5. Agravo a que se nega
provimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="PargrafodaListaCxSpLast" style="margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 5cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt;"&gt;(AMS 200961000121440, JUIZ
HENRIQUE HERKENHOFF, TRF3 - SEGUNDA TURMA, DJF3 CJ1 DATA:25/03/2010 PÁGINA:
330)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2734087615910471520?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2734087615910471520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/e-possivel-litispendencia-entre-mandado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2734087615910471520?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2734087615910471520?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/12/e-possivel-litispendencia-entre-mandado.html' title='É POSSÍVEL LITISPENDÊNCIA ENTRE MANDADO DE SEGURANÇA E AÇÃO DE RITO ORDINÁRIO'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oo7B5QhJBS8/Tuv2BK4b_JI/AAAAAAAABZg/8YVUggK6Rlo/s72-c/cpc-pronunciamento-cpc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcAQXg_eCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2916611869036962390</id><published>2011-11-04T13:04:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T23:07:20.640-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:07:20.640-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tributário'/><title>REFIS IV  ( Lei 11.941/2009 )  e SIMPLES NACIONAL</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Uma questão que vem sendo levantada
no Judiciário é a extensão, ou não, dos benefícios da Lei nº 11.941, de 27 de
maio de 2009, o chamado REFIS IV, aos parcelamentos que se achavam vigentes sob
o regime do SIMPLES NACIONAL.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kPb8r1nIFZ8/TrP-t63hjPI/AAAAAAAABRk/mhyTRfj9ESw/s1600/exa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-kPb8r1nIFZ8/TrP-t63hjPI/AAAAAAAABRk/mhyTRfj9ESw/s1600/exa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Desde logo cabe destacar que o parcelamento
constitui prerrogativa do contribuinte. Não se tem aí imposição legal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="mso-layout-grid-align: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="TextonormalSENTENA" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-indent: 3cm;"&gt;
Partindo daí,
temos que o artigo 1º da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009 – REFIS IV,
estabeleceu nova possibilidade de parcelamento:&lt;/div&gt;
&lt;div class="TextonormalSENTENA" style="line-height: normal; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Art.
1º&amp;nbsp; Poderão ser pagos ou parcelados, em até 180 (cento e oitenta) meses,
nas condições desta Lei, os débitos administrados pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil e os débitos para com a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional, inclusive o saldo remanescente dos débitos consolidados no Programa
de Recuperação Fiscal - REFIS, de que trata a Lei no 9.964, de 10 de abril de
2000, no Parcelamento Especial - PAES, de que trata a Lei no 10.684, de 30 de
maio de 2003, no Parcelamento Excepcional - PAEX, de que trata a Medida
Provisória no 303, de 29 de junho de 2006, no parcelamento previsto no art. 38
da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e no parcelamento previsto no art. 10
da Lei no 10.522, de 19 de julho de 2002, mesmo que tenham sido excluídos dos
respectivos programas e parcelamentos, bem como os débitos decorrentes do
aproveitamento indevido de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados
- IPI oriundos da aquisição de matérias-primas, material de embalagem e
produtos intermediários relacionados na Tabela de Incidência do Imposto sobre
Produtos Industrializados - TIPI, aprovada pelo Decreto no 6.006, de 28 de
dezembro de 2006, com incidência de alíquota 0 (zero) ou como não-tributados.
&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="TextonormalSENTENA" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
Especificamente no
que concerne aos parcelamentos anteriores, assim dispõe o artigo 3º da citada
Lei:&lt;/div&gt;
&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;
&lt;div class="TextonormalSENTENA" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Art.
3&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&amp;nbsp; No caso de débitos que tenham sido objeto do Programa de
Recuperação Fiscal – REFIS, de que trata a &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9964.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Lei n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;
9.964, de 10 de abril de 2000&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do Parcelamento Especial – PAES, de
que trata a &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.684.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Lei n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;
10.684, de 30 de maio de 2003&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do Parcelamento Excepcional – PAEX,
de que trata a &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Mpv/303.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Medida
Provisória n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 303, de 29 de junho de 2006&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do
parcelamento previsto no &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8212cons.htm#art38"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;art. 38 da
Lei n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 8.212, de 24 de julho de 1991&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e do parcelamento
previsto no &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10522.htm#art10"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;art. 10 da
Lei n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 10.522, de 19 de julho de 2002&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, observar-se-á o
seguinte:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;I
– serão restabelecidos à data da solicitação do novo parcelamento os valores
correspondentes ao crédito originalmente confessado e seus respectivos
acréscimos legais, de acordo com a legislação aplicável em cada caso,
consolidado à época do parcelamento anterior;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;II
– computadas as parcelas pagas, atualizadas pelos critérios aplicados aos
débitos, até a data da solicitação do novo parcelamento, o pagamento ou
parcelamento do saldo que houver poderá ser liquidado pelo contribuinte na
forma e condições previstas neste artigo; e &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;III
– a opção pelo pagamento ou parcelamento de que trata este artigo importará
desistência compulsória e definitiva do REFIS, do PAES, do PAEX e dos
parcelamentos previstos no &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8212cons.htm#art38"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;art. 38 da
Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, e no &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10522.htm#art10"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;art. 10 da
Lei n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 10.522, de 19 de julho de 2002&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;§
1&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; Relativamente aos débitos previstos neste artigo:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;I
– será observado como parcela mínima do parcelamento o equivalente a 85% (oitenta
e cinco por cento) do valor da última parcela devida no mês anterior ao da
edição da &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/449.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Medida
Provisória n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 449, de 3 de dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;II
– no caso dos débitos do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, será observado
como parcela mínima do parcelamento o equivalente a 85% (oitenta e cinco por
cento) da média das 12 (doze) últimas parcelas devidas no Programa antes da
edição da &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/449.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Medida
Provisória n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 449, de 3 de dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;III
– caso tenha havido a exclusão ou rescisão do Programa de Recuperação Fiscal –
REFIS em um período menor que 12 (doze) meses, será observado como parcela mínima
do parcelamento o equivalente a 85% (oitenta e cinco por cento) da média das
parcelas devidas no Programa antes da edição da &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/449.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;Medida
Provisória n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; 449, de 3 de dezembro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;IV
– &lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Msg/VEP-366-09.htm"&gt;&lt;span style="color: windowtext; text-decoration: none;"&gt;(VETADO)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="Citaonormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;V
– na hipótese em que os débitos do contribuinte tenham sido objeto de
reparcelamento na forma do Refis, do Paes ou do Paex, para a aplicação das
regras previstas nesta Lei será levado em conta o primeiro desses parcelamentos
em que os débitos tenham sido incluídos. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;É de se relembrar que o SIMPLES
FEDERAL foi instituído através da Lei 9.317/96, vindo a ser revogado pela Lei
Complementar nº 123/2006. A LC 123/2006, em seu artigo 79 abrangia as exações
de responsabilidade da microempresa ou empresa de pequeno porte, alcançando até
mesmo débitos inscritos em dívida pública ativa - § 2º do artigo 79, LC
123/2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;No entanto, o regime do REFIS IV
(Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009), ao contrário de outras normas que
disciplinam parcelamentos, restringiu os débitos constantes de parcelamentos
anteriores àqueles expressamente indicados no acima transcrito artigo 3º.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Enquanto a Lei 10.522/2002, por
exemplo, não previu ressalva alguma quanto às empresas beneficiárias do
SIMPLES, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;tem-se que o regramento
instituído pela nova norma não repetiu a mesma abrangência&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Conquanto a matéria não esteja ainda
sedimentada na Jurisprudência Pátria, diante dos contornos da regulamentação
diferente que o REGIS IV recebeu nos expressos termos da lei de regência, é de
se prestigiar a interpretação que a Fazenda vem fazendo, dando-se rigor
restritivo à interpretação da norma que concede regime tributário mais facilitado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Veja-se, ainda, que o espectro de
exações que compõem o objeto do parcelamento do SIMPLES NACIONAL contempla
tributos de alçada federal, estadual e municipal, o que não ocorre com o regime
do REFIS IV, restrito a tributos federais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Assim já se decidiu:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;TRIBUTÁRIO. PEDIDO DE INCLUSÃO DOS
DÉBITOS FEDERAIS APURADOS PELO REGIME DO SIMPLES NACIONAL NO PARCELAMENTO
INSTITUÍDO PELA LEI Nº 11.491/2009. REFIS DA CRISE. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE.
IMPOSSIBILIDADE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;I - O art. 1º da Lei nº 11.941/2009
(Lei do Refis) restringe o parcelamento aos débitos "administrados pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil e os débitos para com a
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional". No caso dos tributos sujeitos ao
Simples Nacional (federais, estaduais e municipais), "a competência para
fiscalizar o cumprimento das obrigações principais e acessórias relativas ao
Simples Nacional" "é da Secretaria da Receita Federal e das
Secretarias de Fazenda e Finanças do Estado ou do Distrito Federal." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;II - "Pelo fato do Simples Nacional
proporcionar o recolhimento unificado dos impostos e contribuições dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios, resta afastada a possibilidade de
inclusão de qualquer saldo residual no parcelamento previsto pela Lei nº
11.941/2009, que abrange somente tributos federais."(TRF4, AG
200904000411337, D.E. 09/03/2010, relator Álvaro Eduardo Junqueira) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;III - Em sendo o parcelamento um
favor fiscal e devendo sua legislação ser interpretada de forma estrita, não há
direito aos contribuintes de ampliação do favor fiscal pela via judicial, vez
que aquele deve ser disciplinado em lei em sentido estrito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;IV - A escolha de quais débitos
podem ser incluídos no parcelamento tributário é de natureza estritamente
política e, portanto, da alçada exclusiva do legislador, exatamente em face de
sua condição de favor fiscal, não havendo ofensa ao princípio da isonomia na
limitação de sua abrangência a determinadas situações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;V - Como apenas o depósito judicial
integral do débito tributário é apto a suspender a sua exigibilidade, não pode
esta ser deferida com base em depósito parcelado, fazendo às vezes de
parcelamento tributário não autorizado em lei, e, sem a suspensão da
exigibilidade do crédito tributário, não se mostra possível a expedição da
CPD-EN pretendida pelo Agravante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;VI - Precedente desta Corte: AGTR
103660. Rel. Des. Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima. DJe 15/05/2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;VII - Agravo de instrumento
improvido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
AG 00155172020104050000 AG
- Agravo de Instrumento – 110552 Relator(a) Desembargadora Federal Margarida
Cantarelli Sigla do órgão TRF5 Órgão julgador Quarta Turma Fonte DJE -
Data::16/12/2010 - Página::1326 Decisão UNÂNIME Data da Decisão 14/12/2010 Data
da Publicação 16/12/2010&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;ADMINISTRATIVO. TRIBUTÁRIO
ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. INCLUSÃO DOS DÉBITOS FEDERAIS APURADOS PELO
REGIME DO SIMPLES NACIONAL, VENCIDOS ATÉ 30 DE NOVEMBRO DE 2008, NO
PARCELAMENTO INSTITUÍDO PELA LEI Nº 11.491/2009. VEDAÇÃO. SUSPENSÃO DA
EXIGIBILIDADE. INCABIMENTO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;I - O artigo 1º da Lei do Refis (Lei
nº 11.941/2009) restringe o parcelamento aos débitos "administrados pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil e os débitos para com a
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional". No caso dos tributos sujeitos ao
Simples Nacional, "a competência para fiscalizar o cumprimento das
obrigações principais e acessórias relativas ao Simples Nacional" "é
da Secretaria da Receita Federal e das Secretarias de Fazenda e Finanças do
Estado ou do Distrito Federal."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;II - Os tributos federais sujeitos
ao Simples Nacional, mesmo não deixando de ser federais, estão sujeitos às
regras de compartilhamento de competência para fiscalização e cobrança entre os
fiscos federal e estaduais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;III - A menção a "tributos
administrados pela RFB" feita no parágrafo 12, do art. 3º da Instrução
Normativa RFB nº 900/2008 tem a finalidade de identificar a natureza federal
dos tributos, mas não afasta a premissa de que tais tributos, quando sujeitos
ao recolhimento pelo Simples Nacional são administrados pelo CGSN - Comitê
Gestor do Simples Nacional, não podendo ser objeto de parcelamento pelo Refis
da Lei nº 11.941/2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;IV - Agravo de instrumento
improvido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;AG 00096521620104050000 AG
- Agravo de Instrumento – 108332 Relator(a) Desembargador Federal Emiliano
Zapata Leitão Sigla do órgão TRF5 Órgão julgador Quarta Turma Fonte DJE -
Data::16/09/2010 - Página::512 Data da Decisão 14/09/2010&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 12pt;"&gt;Portanto, os parcelamentos oriundos
do SIMPLES NACIONAL não podem ser englobados no regime do REFIS IV.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2916611869036962390?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2916611869036962390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/11/refis-iv-lei-119412009-e-simples.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2916611869036962390?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2916611869036962390?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/11/refis-iv-lei-119412009-e-simples.html' title='REFIS IV  ( Lei 11.941/2009 )  e SIMPLES NACIONAL'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kPb8r1nIFZ8/TrP-t63hjPI/AAAAAAAABRk/mhyTRfj9ESw/s72-c/exa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;CEcEQXY5fSp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-4481606272514905547</id><published>2011-11-03T22:12:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T23:06:40.825-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:06:40.825-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Insalubridade - Ruídos - Tempo Especial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A pressão sonora suportada pelo trabalhador em seu ambiente de trabalho pode – e comumente isso ocorre – caracterizar insalubridade o que, conseqüentemente, leva ao direito à contagem do respectivo tempo de contribuição como tempo especial.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ei6wkkUBdRU/TrMy8ZaV4ZI/AAAAAAAABRc/dSh-zr0Nnu0/s1600/ru%25C3%25ADdos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-ei6wkkUBdRU/TrMy8ZaV4ZI/AAAAAAAABRc/dSh-zr0Nnu0/s1600/ru%25C3%25ADdos.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como é cediço, o tempo de contribuição previdenciária referente a trabalho exercido em condições de insalubridade merece majoração, recebendo aumento de 40%, no caso de homens, e de 20% no caso de mulheres. A diferença dos índices de majoração busca fundamento no tratamento diferenciado para a aposentação, consoante as regras pertinentes da Legislação Previdenciária.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Decreto 53.831/1964 fixava o nível de ruído insalubre no piso de 80 dB. Assim o ruído, para ser considerado insalubre antes da vigência do Decreto 2172/1997, tinha que situar-se em patamar de, no mínimo, 80 dB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Veja-se que o Decreto 83.080/79 alterou esse limiar para 90 dB mas não revogou o Decreto 53.831/64, norma que previa a insalubridade para ruído de 80 dB. Houve, portanto, a vigência conjunta de duas normas, uma fixando o limite mínimo de ruído em 80 dB e a outra, posterior, que elevou esse limite para 90 dB. Como o descompasso entre as normas se restringiu ao patamar de insalubridade, não se pode aventar de revogação tão somente nesse ponto. De fato, não houve propriamente a regulação da mesma matéria pela norma posterior, mas tão somente a modificação do nível de ruído, pelo que é de melhor hermenêutica considerar o limite mais benéfico ao trabalhador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Importante destacar que a Autarquia Previdenciária encampou esse entendimento na edição da Instrução Normativa 78/2002, fixando o limite de 80 dB até a vigência do Decreto 2172/1997, a partir do qual foi definido novo parâmetro: 90 dB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O mesmo limite foi mantido pelo Decreto 3.048/1999, mantendo-se vigente até a edição do Decreto 4.882/03, quando passou a 85 dB por modificação introduzida ao Decreto 3.048/1999.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Tem-se, portanto, os seguintes valores e períodos para o patamar mínimo de pressão sonora insalubre:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;Decreto 53.831/1964 – vigência de 30/03/1964 a 05/03/1997 – 80 dB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;Decreto 2.172/1997 – vigência de 06/03/1997 a 18/11/2003 – 90 dB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;Decreto 4.882/2003 – vigência de 19/11/2003 em diante – 85 dB.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cumpre registrar que não descaracteriza a insalubridade a circunstância de serem cedidos ao trabalhador equipamentos de proteção individual. Pelo contrário, a cessão desses equipamentos corrobora a existência de lesividade na pressão sonora que atinge o trabalhador. Bem por isso a Súmula nº 09 da Turma Nacional de Uniformização dos JEF’s que: “O uso de equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que elimine a insalubridade, no caso de exposição à ruído, não descaracteriza o tempo de serviço especial prestado”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Com o Decreto 2.172/1997 passou a se exigir o laudo técnico comprobatório da atividade especial. Após o Decreto 3.048/1999, vigente a partir 12 de maio de 1999, a comprovação da insalubridade passou a ser feita através de formulários emitidos pela empresa empregadora, com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho (art. 68, § 2º). Na sequência, o Decreto 4.032/2001, instituiu o Perfil Profissiográfico Previdenciário – PPP, também elaborado com base em laudo técnico.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os documentos SB40, DSS 8030, Informações de Trabalho Exercido Sob Condições Especiais, Informações de Trabalho Exercido Sob Agentes Agressivos e o Perfil Profissiográfico Previdenciário são provas suficientes à caracterização das condições existentes no ambiente de trabalho, desde que, por óbvio, apontem o nível de ruído acima dos limites vigentes em cada período.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O trabalhador não é obrigado a obter ou apresentar laudos técnicos, ficando sob responsabilidade dos empregadores e emissão dos documentos indicativos da insalubridade. Em um eventual processo judicial, ficará a cargo do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS comprovar vícios desses documentos, por ser ônus do réu a comprovação de fato impeditivo, suspensivo ou extintivo do direito do autor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-4481606272514905547?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/4481606272514905547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/11/insalubridade-ruidos-tempo-especial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/4481606272514905547?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/4481606272514905547?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/11/insalubridade-ruidos-tempo-especial.html' title='Insalubridade - Ruídos - Tempo Especial'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ei6wkkUBdRU/TrMy8ZaV4ZI/AAAAAAAABRc/dSh-zr0Nnu0/s72-c/ru%25C3%25ADdos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C04DQHw9fCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-7139436966653749020</id><published>2011-10-16T15:29:00.000-02:00</published><updated>2012-02-24T23:06:11.264-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:06:11.264-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Constitucional'/><title>A INCONSTITUCIONALIDADE DO DECRETO-LEI 70/1966</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;O
Supremo Tribunal Federal está em vias de julgar a
constitucionalidade do procedimento de execução extrajudicial
disciplinada pelo Decreto-Lei 70/66, no âmbito de dois Recursos
Extraordinários que tramitam na Corte Constitucional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Em setembro de
2011 o julgamento foi suspenso por pedido de vista do Ministro Gilmar
Mendes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BYa7tEg5vZw/TpsT7FPk1tI/AAAAAAAABLU/FLHp5U2cnh4/s1600/Despejo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-BYa7tEg5vZw/TpsT7FPk1tI/AAAAAAAABLU/FLHp5U2cnh4/s320/Despejo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Como
se sabe, o regime de expropriação regrado pelo referido Decreto
aplica-se aos financiamentos imobiliários, pelo que a decisão vai
interferir diretamente em miríades de ações em andamento na
Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Curiosamente
houve a sedimentação do entendimento de que o Decreto 70/66
maculava-se de inconstitucionalidade, tendo ocorrido a declaração
incidental em vários processos. Vale a transcrição de um exemplo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;MANDADO DE SEGURANÇA - APELAÇÃO -
EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL - SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO -
ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CEF - INOCORRÊNCIA - ILEGITIMIDADE E FALTA
DE INTERESSE DA IMPETRANTE - NÃO CONFIGURAÇÃO -
INCONSTITUCIONALIDADE DO DECRETO-LEI 70/66 - IMPROVIMENTO À REMESSA
OFICIAL E AO RECURSO VOLUNTÁRIO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1.
A Caixa Econômica Federal é parte legítima para figurar no pólo
passivo de mandado de segurança impetrado com o fim de impedir a
execução extrajudicial de imóvel adquirido mediante contrato de
financiamento junto ao Sistema Financeiro da Habitação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;2.
A propriedade do bem imóvel é adquirida com a transcrição do
título aquisitivo no respectivo registro. Tendo sido a apelante
proibida de fazê-lo, por ocasião da concessão da medida liminar,
remanescem intactos a legitimidade e o interesse de agir da apelada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;3.&lt;u&gt;&lt;b&gt; As regras referentes à
execução extrajudicial estampadas no Decreto-lei nº 70/66 não
foram recepcionadas pela Constituição Federal de 1988, por não
observarem os princípios do devido processo legal, como o do juiz
natural, ampla defesa e contraditório. &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;4. Preliminares rejeitadas; remessa
oficial e recurso voluntário improvidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Processo
AMS 94031025735 AMS - APELAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA – 157964
Relator(a) JUIZ FAUSTO DE SANCTIS Sigla do órgão TRF3 Órgão
julgador QUINTA TURMA Fonte DJU DATA:15/02/2005 PÁGINA: 324 Data da
Decisão 31/05/2004&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.96cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Mas,
após pronunciamento do próprio Supremo, vingou a tese de que aquele
regime de execução, por si só, não ofendia a Constituição
Federal. Passou-se a entender que a execução extrajudicial não é
inconstitucional, apenas ressalvando-se que os seus atos devem ser
cumpridos plenamente, máxime a notificação dos mutuários para a
defesa administrativa. Veja-se o seguinte julgado da Corte Máxima:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. DECRETO-LEI
Nº 70/66. CONSTITUCIONALIDADE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Compatibilidade do aludido
diploma legal com a Carta da República&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;, posto que, além de
prever uma fase de controle judicial, conquanto a posteriori, da
venda do imóvel objeto da garantia pelo agente fiduciário, não
impede que eventual ilegalidade perpetrada no curso do procedimento
seja reprimida, de logo, pelos meios processuais adequados. Recurso
conhecido e provido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Processo
RE 223075 RE - RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a) ILMAR GALVÃO Sigla
do órgão STF&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;À
sombra do entendimento assim vazado, as Cortes Federais passaram a
invocá-lo para dirimir as questões sem maiores análises de
conteúdo jurídico. Na verdade, passou a ser fundamento até mesmo
para a invocação da discutível disciplina do artigo 557 do CPC,
permitindo julgamento monocrático pelo Órgão de 2ª Instância.
Adiante, aresto de recente edição:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;AGRAVO LEGAL - AGRAVO DE INSTRUMENTO -
PROCESSUAL CIVIL - SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO - AÇÃO
ANULATÓRIA DE ATO JURÍDICO - CONSTITUCIONALIDADE DA EXECUÇÃO
EXTRAJUDICIAL - DECRETO-LEI Nº 70/66 - PAGAMENTO INTEGRAL DAS
PARCELAS.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;I - O fundamento pelo qual &lt;b&gt;o
recurso foi julgado nos termos do artigo 557&lt;/b&gt;, caput, do CPC, se
deu pela ampla discussão da matéria já pacificada pelo E. Supremo
Tribunal Federal e/ou Superior Tribunal de Justiça e por esta C.
Corte, o que se torna perfeitamente possível devido à
previsibilidade do dispositivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;II - &lt;u&gt;&lt;b&gt;No entendimento do C.
Supremo Tribunal Federal, o Decreto-Lei nº 70/66 não ofende a ordem
constitucional vigente&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;, sendo passível de apreciação pelo
Poder Judiciário eventual ilegalidade ocorrida no procedimento
levado a efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;III - O Superior Tribunal de Justiça
já se posicionou no sentido de que a execução extrajudicial do
contrato de mútuo hipotecário somente pode ser suspensa com o
pagamento integral dos valores devidos pelos mutuários. IV - Agravo
legal improvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Processo
AI 201103000169713 AI - AGRAVO DE INSTRUMENTO – 442461 Relator(a)
JUIZ COTRIM GUIMARÃES Sigla do órgão TRF3 Órgão julgador SEGUNDA
TURMA Fonte DJF3 CJ1 DATA:15/09/2011 PÁGINA: 153 Data da Decisão
06/09/2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; margin-left: 2.99cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Agora
a questão se reacende, ficando a comunidade jurídica ansiosa pelo
novo pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Que podemos esperar?
Não muito, provavelmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Há
alguns fatores que merecem consideração. Não fosse por política
judiciária, o Decreto-Lei 70/1966  já estaria enterrado na vala
comum das normas que jamais deveriam ter sido escritas. Em plena
ditadura militar não parecia ele nem um pouco irregular, por certo,
já que os parâmetros comparativos não eram os que existem em um
Estado Democrático de Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Na
verdade é mais difícil expor o óbvio do que contraditar uma tese
bem estruturada. Falar sobre o que se evidencia por si só costuma
levar a uma aparente insuficiência. O mais grave é que essa
aparente insuficiência pode gerar o extremo absurdo de dar ares de
credibilidade à tese mirabolante que se insinua por meandros do mais
irritante sofisma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;É
lugar comum dizer que a autonomia financeira do Estado compõe sua
própria soberania. A concretização do bem comum, pelo atendimento
das necessidades econômicas coletivas, pressupõe que o Estado
Soberano arrecade, gerencie e bem destine as receitas públicas em
geral, notadamente as decorrentes dos tributos. Ora, mas nem mesmo o
Ente Público Tributante pode expropriar os devedores do Fisco senão
através do Judiciário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TOzsK3KSHd8/TpsUW6nMKgI/AAAAAAAABLc/uj-CuSxU3fs/s1600/leao3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-TOzsK3KSHd8/TpsUW6nMKgI/AAAAAAAABLc/uj-CuSxU3fs/s320/leao3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Sim,
é uma consideração simples e até mesmo óbvia: nem o Estado pode
arvorar-se em exequente sem a instauração de um processo judicial.
Como entender que a instituição financeira, tão só por ter
avençado financiamento imobiliário --- diga-se, com ampla garantia
hipotecária --- possa por si mesma notificar o devedor, levar o
imóvel a leilão (que deveria chamar-se praça, já que é bem
imóvel) e ultimar a expropriação? O Estado assim não pode fazer
por um motivo que chega a ser banal: porque haveria ofensa ao devido
processo legal, ao juiz natural e ao direito de ampla defesa e
contraditório. Ou seja: haveria ofensa à Constituição Federal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;É
no mínimo estranho imaginar que os juristas concordem com a
limitação do Estado no exercício da defesa de uma parcela de sua
soberania, subjugando-o corretamente à ordem constitucional, e, no
entanto, defendam a pretensa regularidade de uma norma que outorga
superpoderes ao agente financeiro imobiliário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif;"&gt;Como
decidirá o Supremo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-7139436966653749020?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/7139436966653749020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/10/inconstitucionalidade-do-decreto-lei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7139436966653749020?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7139436966653749020?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/10/inconstitucionalidade-do-decreto-lei.html' title='A INCONSTITUCIONALIDADE DO DECRETO-LEI 70/1966'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BYa7tEg5vZw/TpsT7FPk1tI/AAAAAAAABLU/FLHp5U2cnh4/s72-c/Despejo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C04FQH8yeyp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-1540316345754192071</id><published>2011-08-23T18:31:00.001-03:00</published><updated>2012-02-24T23:05:11.193-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:05:11.193-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>Assistência Judiciária e Isenção de IRPF: não há correlação.</title><content type='html'>&lt;b style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Está ainda em vigência a antiga Lei de
Assistência Judiciária – Lei 1.060/50. Mesmo tendo sido editada há mais de 60
anos permanece como alicerce da concessão da gratuidade processual. Vez por outra
entendimentos novos pululam, tentando dar novos matizes ao quanto regrado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uRrgMcFcpcg/TlQdDvVZjmI/AAAAAAAABGE/lg_K6x568iI/s1600/Cleptocracia012%255B3%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://2.bp.blogspot.com/-uRrgMcFcpcg/TlQdDvVZjmI/AAAAAAAABGE/lg_K6x568iI/s200/Cleptocracia012%255B3%255D.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A lei se contenta com a declaração, pura e
simples, de que a parte não pode arcar com os ônus processuais sem prejuízo do
sustento próprio ou da família. É o que diz o parágrafo único do artigo 2º
ecoando com o artigo 4º, ambos da Lei 1.060/50:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Considera-se
necessitado, para os fins legais, todo aquele cuja situação econômica não lhe
permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado, sem prejuízo
do sustento próprio ou da família.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A parte gozará dos
benefícios da assistência judiciária, mediante simples afirmação, na própria
petição inicial, de que não está em condições de pagar as custas do processo e
os honorários de advogado, sem prejuízo próprio ou de sua família. (Redação
dada pela Lei nº 7.510, de 1986)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Tal regime constitui uma expressa previsão legal
de presunção, com eficácia plena, passível de receber, ante eventual abuso ou
fraude, a imposição de pena pecuniária equivalente ao décuplo do valor das
custas devidas no processo (§ 1º do artigo 4º):&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Presume-se pobre, até
prova em contrário, quem afirmar essa condição nos termos desta lei, sob pena
de pagamento até o décuplo das custas judiciais. (Redação dada pela Lei nº
7.510, de 1986)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Portanto, não há confusão possível. Trata-se de
presunção legal ante simples declaração, estando já no próprio regramento a
punição para os que se declararem &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pobres&lt;/i&gt;
sem que o sejam nos termos e sob a conceituação da lei.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O requerente da assistência judiciária gratuita
assume a responsabilidade pela veracidade da declaração de sua pobreza ou
incapacidade de arcar com as despesas do processo sem prejuízo de seu sustento
ou da família. Uma vez que tenha sido concedido o benefício legal, cessou para
o beneficiário o ônus de comprovar a necessidade da justiça gratuita,
transferindo-se para a parte contrária, que a queira impugnar, o encargo
processual de demonstrar a ausência das condições legais.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A parte adversa, se entender indevido o
benefício concedido, deve produzir prova
de que os gastos do beneficiário consigo próprio e com a respectiva família não
são de estatura a impossibilitar-lhe o pagamento das custas. Não bastam
meras suposições ou ponderações abstratas. Assim é porque a lei disciplina
dessa forma. Ante a declaração de pobreza, remete-se à outra parte o ônus de
provar o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Como já bem destacado, o conceito de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;pobre&lt;/i&gt; para os fins da lei de regência
restringe-se à impossibilidade de custeio do ônus processual sem prejuízo do
sustento próprio ou da família. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mais
recentemente há o entendimento de que seria beneficiário legítimo à assistência
judiciária os que se isentam do pagamento de imposto de renda.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ante tudo o que já se destacou acima, com a
devida vênia desse entendimento, é meramente circunstancial a incidência ou não
de imposto de renda nos ganhos da pessoa física, não sendo bom critério para
avaliação de sua fortuna ou miserabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Uma
família numerosa, por exemplo, dificilmente seria mantida por quem se isente do
imposto de renda, ao mesmo tempo em que seria até mais fácil a este demonstrar
que não pode arcar com o ônus processual sem prejuízo do sustento da família
como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Cai-se no ponto já abordado: a presunção é
favorável ao beneficiário. Não se pode estabelecer um critério objetivo e que funcione
como uma tabuada. Pensar de modo reducionista como “isento de IRPF = pobre
juridicamente” importa na perigosíssima conclusão &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;a contrariu sensu&lt;/i&gt; de que “não isento de IRPF = não juridicamente
pobre”. Tem-se aí uma presunção claudicante que tenta desconstituir o ônus
probatório que a própria Lei de Assistência Judiciária estabelece. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Jurisprudência por jurisprudência, vale
relembrar:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;“AGRAVO DE
INSTRUMENTO. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. PROVA DE SUA NECESSIDADE.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Inexistindo
nos autos elementos que demonstrem que os beneficiários da assistência
judiciária gratuita possuem condições de custear as despesas processuais sem
prejuízo de seu sustento ou de sua família, tal benefício é de ser mantido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Agravo a
que se nega provimento.”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;(AI n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; 94.04.34452, Rel. Juíza
MARIA LUCIA LUZ LEIRIA, DJU de 05.07.95).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;“PROCESSO
CIVIL. JUSTIÇA GRATUITA. ÔNUS DA PROVA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Quem se opõe ao benefício tem o ônus de provar
que o requerente não é necessitado para os efeitos legais (Lei n&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; 1.060/50, art. 7&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;, “caput”). Agravo improvido.”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;(AI n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;º&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; 94.04.40989, Rel. Juiz
ARI PARGLENDER, DJU de 16.11.94)&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Concluindo, não há correlação entre o conceito
de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;juridicamente pobre&lt;/i&gt; e a
circunstância de estar a pessoa ou não isenta do IRPF.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-1540316345754192071?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/1540316345754192071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/08/assistencia-judiciaria-e-isencao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1540316345754192071?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1540316345754192071?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/08/assistencia-judiciaria-e-isencao-de.html' title='Assistência Judiciária e Isenção de IRPF: não há correlação.'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-uRrgMcFcpcg/TlQdDvVZjmI/AAAAAAAABGE/lg_K6x568iI/s72-c/Cleptocracia012%255B3%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C08DQnc_eSp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-443091352874502289</id><published>2011-08-11T21:23:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:04:33.941-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:04:33.941-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>As Cortes Superiores e seus "labirintos recursais"...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Direito é sistema. Um organismo. Enfim, um sistema que raramente leva a alguma conclusão segura se apenas dois ou três dispositivos são considerados na análise de uma questão.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ac1Jqq12Ks8/TkRyJYD11cI/AAAAAAAABFU/d0_7LnyZftI/s1600/labirinto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ac1Jqq12Ks8/TkRyJYD11cI/AAAAAAAABFU/d0_7LnyZftI/s1600/labirinto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;É preciso perscrutar a tão festejada &lt;i&gt;vontade da lei&lt;/i&gt;. Desde os bancos acadêmicos acostumamo-nos a essa expressão. Naqueles tempos, geralmente o Legislador era visto como alguém quase tão perfeito quanto um Juiz.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Então o tempo passa e os que continuam anos a fio trabalhando diretamente com o Direito aprendem que a Ciência Jurídica (pasmem!), assim como tudo o mais que existe, não passa daquilo que dela fazem...&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tudo o que existe são pessoas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vamos partir de uma situação, digamos, padrão e identificar o direito processual aplicável. Depois, vamos para uma situação &lt;b&gt;diferente&lt;/b&gt;&amp;nbsp;a que, incrivelmente, as Cortes vêm dando a mesma "solução".&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A situação 01 é fictícia e apenas paradigmática. A situação 02 é &lt;b&gt;REAL&lt;/b&gt;, conquanto não sejam referidos os nomes verdadeiros e o número dos autos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;SITUAÇÃO 01&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mévio ganha uma ação contra a Fazenda Pública na primeira instância. A Fazenda recorre ao Tribunal de Justiça e, novamente, perde. Não desiste. Ingressa com Recurso Especial e pede a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça.&amp;nbsp;No juízo de admissibilidade recursal, por efas ou nefas, o Tribunal de Justiça decide &lt;b&gt;inadmitir&lt;/b&gt; o recurso e recusa a subida dos autos ao STJ. A Fazenda, pujante na defesa de seus interesses, ingressa com um Agravo no STJ para que o Recurso Especial seja conhecido. Esse agravo é jocosamente chamado "destrava via". O STJ julga o agravo e, convencido de que o Recurso Especial merece ser apreciado, determina que se lhe dê seguimento. O interessante nessa hipótese é que o STJ, ao apreciar o Recurso Especial&lt;b&gt; inadmitido na origem&lt;/b&gt;, poderá até mesmo, dentro de certos requisitos legais, julgá-lo monocraticamente. Assim é porque o CPC dispõe ser possível tal desfecho. Vejamos:&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130;"&gt;&lt;b style="background-color: #ead1dc;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Art. 545.&amp;nbsp; Da decisão do relator que não conhecer do agravo, negar-lhe provimento ou decidir, desde logo, o recurso não admitido na origem, caberá agravo, no prazo de 5 (cinco) dias, ao órgão competente, observado o disposto nos §§ 1&lt;u&gt;&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&lt;/u&gt;&amp;nbsp;e 2&lt;u&gt;&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&lt;/u&gt;&amp;nbsp;do art. 557.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12322.htm#art1"&gt;(Redação dada pela Lei nº 12.322, de 2010)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b style="background-color: #ead1dc;"&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #4c1130;"&gt;&lt;b style="background-color: #ead1dc;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;small&gt;&amp;nbsp;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9756.htm#art557"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Redação dada pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: #4c1130; font-family: Arial;"&gt;&lt;b style="background-color: #ead1dc;"&gt;§ 1&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;-A &amp;nbsp; Se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, o relator poderá dar provimento ao recurso.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9756.htm#art557"&gt;(Incluído pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="color: #4c1130; font-family: Arial;"&gt;&lt;b style="background-color: #ead1dc;"&gt;§ 1&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Da decisão caberá agravo, no prazo de cinco dias, ao órgão competente para o julgamento do recurso, e, se não houver retratação, o relator apresentará o processo em mesa, proferindo voto; provido o agravo, o recurso terá seguimento.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9756.htm#art557"&gt;(Incluído pela Lei nº 9.756, de 17.12.1998)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;SITUAÇÃO 02&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fúlvio ganha uma ação contra a Fazenda Pública na primeira instância. A Fazenda recorre ao Tribunal de Justiça e, novamente, perde. Não desiste. Ingressa com Recurso Especial e pede a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça.&amp;nbsp;No juízo de admissibilidade recursal, por efas ou nefas, o Tribunal de Justiça decide&amp;nbsp;&lt;b&gt;inadmitir&lt;/b&gt;&amp;nbsp;o recurso e recusa a subida dos autos ao STJ. A Fazenda, aqui também pujante na defesa de seus interesses, ingressa com um Agravo no STJ para que o Recurso Especial seja conhecido. O STJ julga improcedente esse agravo, ou seja, &lt;b&gt;mantém a decisão que inadmitiu o Recurso Especial&lt;/b&gt;. A Fazenda oferece agravo regimental e pede que o STJ reveja o que havia acabado de ver. Advém, ainda, embargos de declaração. Termina o STJ proferindo decisão com os seguintes efeitos:&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
1. Reverte a inadmissão do Recurso Especial.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
2. Invoca o fato de ser um recurso anteriormente não admitido e profere decisão de mérito julgando procedente o Recurso Especial, em decisão monocrática.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fúlvio, tomado de surpresa pela decisão proferida em parcas 4 ou 5 linhas, se vê, após mais de uma década de vitória no Judiciário, diante da circunstância de que o Recurso Especial da Fazenda, que havia sido não admitido pelo TJ e também pelo STJ, de repente simplesmente o foi e, sem nenhuma outra preocupação com o contraditório, foi ainda julgado em favor da Fazenda Pública. Sim, houve a prolação de uma decisão de mérito do Recurso Especial. Foi dado provimento ao Recurso Especial. E tudo isso, invocando-se o mesmo regime e disciplina que na SITUAÇÃO 01, acima, fizemos questão de transcrever.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;CONSIDERAÇÕES&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
As duas situações são flagrantemente distintas. Na situação 01 o STJ determina que o Recurso Especial seja admitido e, desde que haja afronta a entendimento sumulado ou ao menos predominante do Supremo Tribunal Federal, poderá até mesmo julgá-lo monocraticamente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Na situação 02 o próprio STJ inadmitiu o Recurso Especial. Não importa se houve inadmissão anterior pelo TJ, o fato é que o STJ havia negado seguimento ao Recurso Especial.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, ainda que superemos essas diferenças, o que ressalta aos olhos por gerar óbvios efeitos jurídicos é o fato de que o STJ, na situação 2, julgou o mérito do Recurso Especial monocraticamente. Proferiu um edito de mérito. Deu provimento ao Recurso Especial da Fazenda Pública. &lt;b&gt;Com o julgamento do mérito do Recurso Especial pelo STJ operou-se a prestação jurisdicional exauriente daquela instância&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Equivale a dizer que o recurso cabível contra essa decisão do STJ é o Recurso Extraordinário, de competência do Supremo Tribunal Federal.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;b&gt;CONTINUANDO COM O CASO...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-isNmTszVf0w/TkRyUtZ6_jI/AAAAAAAABFY/PGCPnpc7N_g/s1600/alone.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-isNmTszVf0w/TkRyUtZ6_jI/AAAAAAAABFY/PGCPnpc7N_g/s1600/alone.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fúlvio, então, interpõe o Recurso Extraordinário e pede a remessa dos autos ao STF. Como num joguete de cabo de forças, desta vez o STJ nega seguimento ao Recurso Extraordinário por entender que Fúlvio não exauriu os recursos disponíveis, invocando a súmula 281 do STF. O STJ considerou que havia ainda o agravo regimental para combater a decisão de mérito prolatada.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Discorde, Fúlvio ingressa com agravo no Supremo Tribunal Federal, pedindo que o Recurso Extraordinário, cujo seguimento foi negado, seja efetivamente conhecido. Advém decisão do STF dizendo expressamente que o recurso extraordinário não poderia ser conhecido porque o recorrente ainda tinha o agravo previsto no artigo 557, § 1º, do CPC.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O STJ acha que uma decisão de mérito proferida em Recurso Especial deveria ser objeto de agravo regimental. O STF acha que uma decisão de mérito proferida em Recurso Especial deveria ser objeto de agravo definido no CPC para a inadmissão de recurso na instância inferior.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;b&gt;Data maxima vaenia&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;ao julgar o Recurso Especial DA FAZENDA, ou seja, ao definir o MÉRITO do&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Recurso Especial DA FAZENDA&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b&gt;, o STJ, em consonância o sistema recursal como um todo e previsto na Lei (Código de Processo Civil), remeteu a parte adversa&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;à via recursal cabível quando se necessita impugnar o MÉRITO do Recurso Especial contra si julgado desfavoravelmente.&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Apenas e tão-somente após a decisão do STJ a ora agravante tornou-se sucumbente&lt;/b&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ademais, o julgamento do mérito do Recurso Especial, nos fundamentos em que se lastreou, implica na ofensa a preceitos da Constituição da República.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O MÉRITO DA QUESTÃO RECURSAL EXIGE A ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, REGRAS DA MAGNA CARTA QUE A DECISÃO DO STJ OFENDEU. &lt;b&gt;Tal não pode se dar no âmbito de agravo na mesma instância da Corte cuja decisão se combate.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Curiosamente, nesse mesmo sentido o STJ já se pronunciou:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
PROCESSO CIVIL. ANÁLISE DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO. TEMA NOVO EM AGRAVO REGIMENTAL. PRECLUSÃO. DECISÃO MONOCRÁTICA EM RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. ARTIGO 557 DO CPC.&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
1. &lt;b&gt;&lt;u&gt;A ofensa a princípios ou dispositivos constitucionais haveria de ser suscitada em sede de recurso extraordinário, nos termos do art. 102, III, da Constituição Federal. &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;[...]&lt;br /&gt;
Processo AGRESP 200702997705 AGRESP - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL – 1016574 Relator(a) JORGE MUSSI Sigla do órgão STJ Órgão julgador QUINTA TURMA FonteDJE DATA:30/03/2009 Data da Decisão 03/03/2009 Data da Publicação&amp;nbsp;30/03/2009&lt;/blockquote&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Enfim, uma vez julgado o mérito do Recurso Especial, inicialmente inadmitido pelo STJ, monocraticamente, o recurso cabível, máxime por discutir questões constitucionais, é o Recurso Extraordinário.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Sob pena de atentar-se contra o Sistema Processual e o bom-senso. &lt;i&gt;&lt;b&gt;Data maxima vaenia!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-443091352874502289?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/443091352874502289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/08/as-cortes-superiores-e-seus-agravos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/443091352874502289?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/443091352874502289?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/08/as-cortes-superiores-e-seus-agravos.html' title='As Cortes Superiores e seus &quot;labirintos recursais&quot;...'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ac1Jqq12Ks8/TkRyJYD11cI/AAAAAAAABFU/d0_7LnyZftI/s72-c/labirinto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C08FQn8yeCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-6901801325639226790</id><published>2011-05-24T21:44:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:03:33.190-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:03:33.190-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>Súmula 281 do STF - Antiga e, por vezes, mal aplicada...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A &lt;b&gt;Súmula 281&lt;/b&gt; do Supremo Tribunal Federal basicamente diz que havendo recurso ordinário na justiça de origem para combate da decisão impugnada, não cabe a interposição de Recurso Extraordinário.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Vem sendo largamente utilizada para inadmitir Recursos Extraordinários, sem maiores preocupações com o caso concreto e suas peculiaridades. Toca no senso de justiça de qualquer jurista que somente depois de exaurida a instância se pode interpor recurso para o estamento superior do Judiciário. No entanto, há casos e casos, situações e situações.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Na verdade, o processo nos Tribunais termina sendo o palco de sequências vertiginosas de agravos de instrumento e agravos regimentais interpostos uns dentro dos outros.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Vejamos, antes de maiores considerações, um pouco mais sobre a &lt;b&gt;Súmula 281&lt;/b&gt;. Essa súmula remonta já ao distante ano de 1963 e se fundamenta nos seguintes precedentes:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;AI 23390 - PUBLICAÇÕES: DJ DE 22/6/1961 - RTJ 18/94&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;AI 29467 - PUBLICAÇÕES: DJ DE 27/6/1963 - RTJ 28/380.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;AI 23390&lt;/b&gt; extrai-se a seguinte ementa:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-p8ahsN3RawU/TdxJwKfi5JI/AAAAAAAAA_Y/EweR9q4ubHw/s1600/AI-23390-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="340" src="http://2.bp.blogspot.com/-p8ahsN3RawU/TdxJwKfi5JI/AAAAAAAAA_Y/EweR9q4ubHw/s640/AI-23390-1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp;  &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
No Voto deste Agravo, assim constou (trecho):&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7mlPsk0uY_Y/TdxJ7gdVIAI/AAAAAAAAA_c/606jlH2LJTM/s1600/AI-23390-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://4.bp.blogspot.com/-7mlPsk0uY_Y/TdxJ7gdVIAI/AAAAAAAAA_c/606jlH2LJTM/s640/AI-23390-2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
É de meridiana clareza que &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;a fonte da Súmula&lt;/b&gt; se cinge a um Recurso Extraordinário interposto de uma decisão &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;que havia apreciado apenas parcialmente a questão discutida&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;. E, ainda assim, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;abordou-se a questão do prazo recursal e seu cômputo&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Por sua vez, do &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;AI 29467 &lt;/b&gt;vemos a ementa adiante transcrita:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vEczTbOfMLg/TdxKIGRtoeI/AAAAAAAAA_g/zLjw3pLmdeU/s1600/AI-29467-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" src="http://2.bp.blogspot.com/-vEczTbOfMLg/TdxKIGRtoeI/AAAAAAAAA_g/zLjw3pLmdeU/s640/AI-29467-1.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Eram outros tempos, sem dúvida. Oferecer-se uma decisão para confronto levou, no voto, o Ilustre Relator a destacar:&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-b62bc93D1PY/TdxKV0UzbiI/AAAAAAAAA_k/rRMVS98iv3M/s1600/AI-29467-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="532" src="http://1.bp.blogspot.com/-b62bc93D1PY/TdxKV0UzbiI/AAAAAAAAA_k/rRMVS98iv3M/s640/AI-29467-2.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;  &lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Discutia-se se era de se perscrutar ter ou não o recorrente interposto seu inconformismo para o Tribunal Pleno. De qualquer forma, assim contou no julgado:&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DYSOmf09SC4/TdxKgEJtIQI/AAAAAAAAA_o/XxRfnNxRzCc/s1600/AI-29467-3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://1.bp.blogspot.com/-DYSOmf09SC4/TdxKgEJtIQI/AAAAAAAAA_o/XxRfnNxRzCc/s640/AI-29467-3.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&amp;nbsp; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O que se quer demonstrar com essas transcrições é que não se pode pura e simplesmente invocar a Súmula 281 para tolher a parte de ver seu Recurso Extraordinário inadmitido, seja qual for a situação processual reinante.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;Tomemos um exemplo ilustrativo. Conquanto não se mencione os nomes das partes nem o número dos processos,&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; o exemplo é real.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A Fazenda do Estado, diante da decisão que inamitiu o Recurso Especial que interpusera, ingressou com agravo de instrumento no STJ, pedindo para o REsp ser conhecido. O Ministro do STJ nega provimento. A Fazenda ingressa com Agravo Regimental no Agravo de Instrumento. Surpreendentemente, o Agravo Regimental é provido, mas não apenas reforma a decisão do Agravo de Instrumento como também, em decisão monocrática, &lt;b&gt;de plano, dá provimento ao Recurso Especial&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Então a parte adversa, diante desse quadro estranhíssimo do ponto de vista da coerência jurídica, acha por bem interpor Recurso Extraordinário buscando reformar &lt;b&gt;a decisão que deu provimento ao Recurso Especial&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;O Recurso Extraordinário veio a ser inadmitido por invocação da Súmula 281 (!).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Em poucas linhas, o Ministro do STJ apenas diz que nos termos da Súmula não é cabível o Recurso Extraordinário porque a parte ainda poderia ter interposto Agravo da decisão proferida. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não será senão à conta de um autêntico SOFISMA que alguém poderá chegar a semelhante conclusão. Um agravo dentro de um agravo leva ao provimento do Recurso Especial. E a Corte acha que ainda mais uma vez seria de se interpor um agravo...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Agora imaginemos que o agravo fosse interposto. Seria um autêntico circo dos horrores eventual provimento para reformar a decisão e "desprover" o Recurso Especial provido. Se fosse mantida a decisão alucinante proferida, talvez a parte adversa (talvez, creio eu, quem sabe), na visão do Ministro, pudesse finalmente interpor o Recurso Extraordinário... Ou talvez, não... Daí a Fazenda poderia entrar com... outro agravo... regimental ou de instrumento... ou regitrumento... ou instrumental... ou...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;u&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt; situação de fato que levou a Corte Constitucional a decidir como decidiu nos agravos que serviram de base à Súmula 281 deve necessariamente ser considerado para que essa Súmula tenha justa, sábia e pertinente incidência em cada caso. Se assim não for, essa ou qualquer outra Súmula, na singeleza de seu enunciado, certamente levará a decisões injustas e ao descompasso do que os Julgadores que a ela deram ensejo efetivamente conceberam quando dos editos originais&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Na síntese das sínteses, o Ministro que proferiu a decisão no Agravo Regimental interposto dentro do Agravo de Instumento, não só reconsiderou a decisão agravada pela Fazenda do Estado como &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;deu provimento ao Recurso Especial.&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp; Não há sentido em buscar-se na Processualística uma razão concreta para que a parte, além de ver-se surpresa com a retratação da decisão agravada --- e que tenha também sido contemplada com o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;julgamento sumário do Recurso Especial que, vale o destaque, sequer estava ali, nos limites daquele feito,&amp;nbsp; sendo julgado&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; --- devesse insistir, como jogo de queda de braços, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;repondo nos estritos limites do agravo a questão de &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;MÉRITO do Recurso Especial&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O que ocorre é que a situações jurídicas como essa são infinitamente diferentes daquelas que serviram de base à edição da Súmula 281.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
Diga-se o que se disser, a defesa de que a Súmula serve para obstar o Recurso Extraordinário no caso exemplificado sempre e sempre será um sofisma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ou talvez um pretexto para diminuir o número elevado de Recursos que reclamam legítima apreciação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-6901801325639226790?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/6901801325639226790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/05/sumula-281-do-stf-antiga-e-por-vezes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/6901801325639226790?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/6901801325639226790?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/05/sumula-281-do-stf-antiga-e-por-vezes.html' title='Súmula 281 do STF - Antiga e, por vezes, mal aplicada...'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-p8ahsN3RawU/TdxJwKfi5JI/AAAAAAAAA_Y/EweR9q4ubHw/s72-c/AI-23390-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0AMRHg8fyp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-6679292669906483039</id><published>2011-03-26T14:36:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:03:05.677-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:03:05.677-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Constitucional'/><title>Situações Consolidadas - Princípio da  Segurança Jurídica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Ordenamento Jurídico de todos os povos civilizados ostenta fenômenos como a prescrição e a decadência. De fato, o efeito da passagem do tempo, por si só, não pode ser ignorado.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
O tempo é forte elemento modelador da realidade imediata, porquanto tudo o que é, somente o é por força de tudo o que se desdobrou até esse desfecho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-bgp_RiLsrUw/TY4lg5-A5PI/AAAAAAAAA60/-rlN4c_HKjw/s1600/PONTO+DE+EQUIL%25C3%258DBRIO.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-bgp_RiLsrUw/TY4lg5-A5PI/AAAAAAAAA60/-rlN4c_HKjw/s1600/PONTO+DE+EQUIL%25C3%258DBRIO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O Direito, por outro lado, abrange também princípios que, por sua importância, são elevados à estatura de princípios constitucionais, princípios insculpidos na Lei Fundamental do Estado Democrático de Direito. Um desses princípios tem direta relação com fenômenos como a prescrição e a decadência: o Princípio da Segurança Jurídica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas, como princípio, não se limita a previsões expressas em normas do Direito Positivo. Princípio é diretriz abstrata, incidindo sempre que o Ordenamento Jurídico levar a uma situação em que a mera observância do Direito Positivo ferir a vontade manifesta na Lei Fundamental.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vejamos o Princípio da Segurança Jurídica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O Ordenamento Jurídico, que, por óbvio norteia-se obrigatoriamente pela Constituição Federal, tem exatamente na Lei Maior o fruto de uma longa série de Princípios Jurídicos que resultam da evolução dos povos, da própria civilização humana enquanto ente coletivo organizado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Constituição Federal, portanto, muito mais do que a Regra Fundamental do Estado de Direito, é a tradução jurídica do clamor de Justiça que se abriga no senso médio de toda a sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não por outra razão temos o artigo 5º, felizmente longo, alinhavando direitos e garantias fundamentais do cidadão.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Dentre esses direitos e garantias fundamentais, importa ao presente recurso destacar um dos mais importantes Princípios Jurídicos expressamente acolhido na Constituição Federal: o PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Uma situação que se prolonga no tempo e vence os prazos de prescrição e decadência, não pode mais sofrer alterações. Ainda mesmo na inexistência de prazos expressamente previstos como de prescrição e decadência, desde que o tempo seja razoavelmente longo, o bastante para consolidar essa situação, não poderá mais sofrer alterações.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ninguém pode ficar eternamente sob o fio de uma espada, conduzindo sua vida no enfrentamento de seus deveres perante si, sua família e o Estado, constantemente sob a possibilidade de ver suas circunstâncias de fato e de direito passíveis de modificação, independentemente do tempo em que tais circunstâncias existam.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esse princípio vale inclusive contra a Administração Pública, resguardando a paz social na medida em que impede a modificação de situações consolidadas perante os jurisdicionados, máxime nos reflexos para a família.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não por outra razão, as Cortes têm entendido que a Administração pode a qualquer tempo rever seus atos ilegais. &lt;b&gt;TODAVIA não basta que a Administração repute um ato ilegal com base tão-somente na sua interpretação de um dispositivo legal&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Frequentemente vemos relações jurídicas que são levadas ao conhecimento do Judiciário, em numerosas ações ajuizadas em todo o País, sendo comum que determinada orientação se firme como a solução juridicamente correta para o desfecho. Ora, nos vários anos em que a sociedade vive sob a égide de um entendimento judiciário, miríades de famílias ajustam-se aos efeitos dessa orientação, conforme as Cortes reiteradamente vão decidindo em um determinado sentido.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É absurdo considerar que um ato administrativo emanado em consonância com essa orientação judiciária possa ser simplesmente, depois de uma década por exemplo, reputado "ilegal" para fins de revisão unilateral por parte da Administração. O direito decorrente do reconhecimento judiciário reiterado não pode, sob pena de ofensa até mesmo ao bom senso, ser meramente declarado inexistente.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tem-se aí, independentemente de considerações sobre prescrição ou decadência, uma situação jurídica consolidada, que deve ser considerada válida e perene, sob pena de ofensa ao Princípio da Segurança Jurídica.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Já assim se entender no Supremo Tribunal Federal:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mandado de segurança nº 26.117 (acolhendo a orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho --- SBD-1 nº 45)&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;MS 26117 - MANDADO DE SEGURANÇA - Origem: DF - DISTRITO FEDERAL - Relator: MIN. EROS GRAU - IMPTE.(S) JORGE LUIZ SILVA DA SILVA - ADV.(A/S) JOÃO BATISTA DE SOUZA - IMPDO.(A/S) TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - ADV.(A/S) ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;"Onze anos é um lapso de tempo alongado, que gerou na subjetividade do impetrante uma razoável expectativa de consolidação da sua situação jurídico subjetiva"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;De se destacar, cuida-se de verba de caráter alimentar. Compõe a vida comum de todos os entes de uma família, célula fundamental da sociedade. Fere-se, de morte, o Princípio da Proteção da Confiança dos Administrados (artigo 37, caput, da CF).&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;No caso, fere-se ainda a dignidade da pessoa humana, destruindo-se o equilíbrio da família com a retirada abrupta, após anos e anos, de parte substancial de sua renda mensal.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;A segurança jurídica está prevista no artigo 5º, caput, da CF, que, dentre outros aspectos, visa proteger a dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III, da CF).&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;Não por outra razão, o Ordenamento Jurídico prevê os fenômenos da prescrição e decadência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;No mesmo julgado referido, essa Corte Constitucional fixou o prazo de 05 (cinco) anos para a prescrição da pretensão anulatória dos atos administrativos:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;15. De forma convergente quanto à razoabilidade desse prazo médio dos 5 anos, o Congresso Nacional elaborou a Lei nº 9.784/99 e, nela, estatuiu (art. 54) que "o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 (cinco) anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé". Ademais, essa mesma lei, reguladora do processo administrativo federal, teve o mérito de também explicitar o subprincípio da boa-fé como obrigatória pauta de conduta administrativa, a teor do inciso IV do parágrafo único do art. 2o, cujo caput também determina a obediência da Administração Pública, dentre outros, aos princípios da razoabilidade, proporcionalidade, moralidade e segurança jurídica, in verbis:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;"Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, dentre outros, os critérios de:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;(...)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;IV - atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;(...)".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;16. Não é só. Também o Código Tributário Nacional determina que se extingue em 5 anos o direito de a Fazenda Pública constituir e cobrar judicialmente os créditos fiscais (arts. 173 e 174). Isto, naturalmente, para que o contribuinte não fique sob prolongada incerteza quanto à cobrança dos valores de que o Fisco se considera credor. Leia-se:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;"Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;(...)".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;"Art. 174. A ação para cobrança do crédito tributário prescreve em 5 (cinco) anos, contados da data da sua constituição definitiva.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;(...)".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;17. Não por coincidência, a Constituição fez desse mesmo lapso dos 5 anos critério de fixidez de efeitos jurídicos entre toda a Administração Pública brasileira e aqueles seus servidores que, mesmo desconcursados, já contassem 5 ou mais anos de contínuo labor, à data em que ela, Constituição, entrou em vigor. Confira-se: "Art. 19. (ADCT) Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37, da Constituição, são considerados estáveis no serviço público".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;b&gt;(MS 26117)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Importante destacar que a referência à prescrição, destacada no mesmo julgado, vem no bojo do reconhecimento de ofensa ao &lt;b&gt;&lt;u&gt;Princípio da Segurança Jurídica&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-6679292669906483039?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/6679292669906483039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/situacoes-consolidadas-principio-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/6679292669906483039?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/6679292669906483039?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/situacoes-consolidadas-principio-da.html' title='Situações Consolidadas - Princípio da  Segurança Jurídica'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-bgp_RiLsrUw/TY4lg5-A5PI/AAAAAAAAA60/-rlN4c_HKjw/s72-c/PONTO+DE+EQUIL%25C3%258DBRIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0AAQ304fyp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-2118515828337302468</id><published>2011-03-25T22:10:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:02:22.337-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:02:22.337-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Desaposentação – Uma Situação Peculiar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Conforme já abordado no post &lt;a href="http://rf1603.blogspot.com/2011/03/desaposentacao-impossibilidade.html"&gt;“Desaposentação – Impossibilidade”&lt;/a&gt;, as Cortes vêm entendendo que não pode haver a conversão de aposentadoria proporcional vigente em aposentadoria integral quando o segurado continua trabalhando e vertendo contribuições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas existem situações que reclamam um exame mais acurado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Imaginemos que o segurado ingressou com pedido administrativo de aposentadoria proporcional, julgando preencher todos os requisitos legais, e lhe advém o indeferimento por falta de tempo de contribuição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Esse segurado ingressa no Judiciário com ação de reconhecimento de tempo de serviço especial e concessão de aposentadoria por tempo de contribuição, porquanto o INSS indeferiu o pedido administrativo e não computou como especial determinados períodos que o segurado reputa insalubres, com direito a contagem sob o fator 1,4 (tempo especial para homens).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Imaginemos, mais, que o Judiciário reconheça que os períodos de tempo especial realmente elevam o tempo de contribuição a um número suficiente à concessão desde o requerimento administrativo, na modalidade proporcional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Imaginemos, ainda mais, que nesse mesmo caso, na data da sentença, o segurado já tenha conquistado contribuições suficientes à sua aposentação integral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-_eS_OFmAZR0/TY1Wb8nhdZI/AAAAAAAAA6w/KLQuySbFmGs/s1600/duvida.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://lh6.googleusercontent.com/-_eS_OFmAZR0/TY1Wb8nhdZI/AAAAAAAAA6w/KLQuySbFmGs/s200/duvida.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como deve ser decidida a demanda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há duas possíveis datas de início de benefício (DIB):&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;uma, a data do requerimento administrativo indevidamente denegado, na modalidade proporcional;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;outra, a data da sentença, quando o segurado já verteu contribuições suficientes à sua aposentadoria integral.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se for concedida aposentadoria na modalidade proporcional, desde a data do requerimento administrativo, o segurado receberá os atrasados mas jamais poderá se aposentar na modalidade integral, pois isso equivaleria a uma desaposentação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se for concedida na modalidade integral, a partir da sentença, o segurado receberá uma renda mensal maior mas não terá direito a atrasados desde a data do requerimento administrativo, porquanto naquela data não tinha direito à aposentadoria integral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;&lt;b&gt;Meditemos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O segurado jamais esteve no gozo de aposentadoria alguma. É diferente a sua situação, pois, daquela outra em que o segurado efetivamente se aposenta na via proporcional e, depois, por continuar trabalhando e vertendo contribuições, pretende a modalidade integral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se o segurado jamais se aposentou, podemos mesmo, a rigor, falar em &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;desaposentação&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; caso se lhe reconheça o direito aos efeitos financeiros da aposentadoria proporcional que lhe era efetivamente devida mas denegada administrativamente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se o Judiciário disser que o segurado tinha direito desde o requerimento administrativo a receber a renda mensal proporcional, tem isso o mesmo efeito de conceder-lhe uma aposentadoria proporcional que, na verdade, jamais houve tampouco foi deferida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000;"&gt;Penso que não.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ora, o Judiciário não estará concedendo a aposentadoria proporcional desde a data do requerimento administrativo, mas sim declarando que o segurado já tinha desde então direito à percepção da renda mensal equivalente, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;direito esse que advém da denegação administrativa indevida&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A denegação administrativa &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;indevida&lt;/b&gt; é um &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ato ilícito&lt;/b&gt; que causa o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;dano civil&lt;/b&gt; ao segurado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A relação entre o segurado e o INSS, conquanto institucional, não impede que se reconheça, ante a prática de ato ilícito, que é &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;devida a justa reparação por dano civil&lt;/b&gt;. Portanto, não se cuida de nenhuma forma de desaposentação, até porque, vale repisar, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;o segurado jamais esteve em gozo de aposentadoria&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O INSS será obrigado a calcular o que devido era ao segurado como se aposentado estivesse desde a data do requerimento que deveria ter sido acatado. Terá que fazer essa conta e, para tanto, provavelmente terá que acionar os mesmos mecanismos contábeis no sistema informatizado como se estivesse concedendo o benefício, mas nem por isso essa simples operação de averiguação do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;quantum debeatur&lt;/i&gt; deixa de ter a natureza de liquidação do valor indenizatório.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Há ainda uma outra questão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Do ponto de vista processual, mesmo que se reconheça que o Judiciário pode condenar o INSS a pagar o ressarcimento pelo indeferimento administrativo equivocado, pode o Juiz dispor sobre o ressarcimento sem o respectivo e específico pedido na petição inicial?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #660000; font-family: Arial;"&gt;&lt;b&gt;Aqui também, penso que não.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Como toda matéria controvertida e nova, o caso imaginado nestas cogitações é daqueles que só depois de algum tempo tem os seus contornos meditados suficientemente. Do ponto de vista da Processualística, creio, é inevitável concluir que o segurado só poderá ser contemplado com uma decisão judiciária que condene o INSS ao pagamento do dano civil se houver pedido específico e expresso nesse sentido, com os fundamentos de fato e de direito devidamente apresentados e comprovados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Concluindo, na modesta opinião deste blogueiro, o segurado que pede aposentadoria por tempo de contribuição e tem o pedido indeferido, continuando a trabalhar e contribuir poderá ser ressarcido pelo benefício proporcional que deixou de receber na data do requerimento administrativo equivocadamente indeferido, ao mesmo tempo que terá direito à concessão do benefício de aposentadoria integral a partir da data da sentença ou, caso bem delineado e comprovado, da data anterior à sentença em que todos os requisitos legais forem preenchidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não se tem aí desaposentação, mas sim cumulação de pedidos: pedido de indenização civil e pedido de concessão de benefício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-2118515828337302468?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/2118515828337302468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/desaposentacao-uma-situacao-peculiar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2118515828337302468?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/2118515828337302468?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/desaposentacao-uma-situacao-peculiar.html' title='Desaposentação – Uma Situação Peculiar'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-_eS_OFmAZR0/TY1Wb8nhdZI/AAAAAAAAA6w/KLQuySbFmGs/s72-c/duvida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0AFQHY4eSp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-7024412766440383618</id><published>2011-03-25T21:32:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:01:51.831-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:01:51.831-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Desaposentação - Impossibilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O segurado que recebe aposentadoria proporcional e continua contribuindo, ao atingir suficiente número de novas contribuições pode se desaposentar para obter nova aposentadoria integral?&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não. Tempus regit actum.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tem-se entendido que o segurado submete-se à regra de aposentação vigente ao tempo em que pede o benefício. No caso da aposentadoria integral e da proporcional, invocando-se ainda o princípio constitucional do equilíbrio financeiro atuarial, as Cortes vêm decidindo que o enquadramento do segurado em uma das fórmulas do benefício importa na renúncia à outra modalidade desse benefício.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A Constituição Federal, em sua redação original, previa a aposentadoria por tempo de serviço “após trinta e cinco anos de trabalho, ao homem, e, após trinta, à mulher” (artigo 202, inciso II). O parágrafo 1º deste mesmo dispositivo estabelecia que seria “facultada aposentadoria proporcional, após trinta anos de trabalho, ao homem, e, após vinte e cinco, à mulher”. O reflexo desse regime constitucional achava-se nos artigos 52 e 53 da Lei 8213/91 – Plano de Benefícios da Previdência Social.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vieram, então, as modificações introduzidas pela Emenda Constitucional nº 20/1998. A aposentadoria proporcional foi abolida, assegurando-se o direito adquirido (art. 3º da EC 20) dos que já estavam filiados à Previdência Social. Portanto, para os que se filiaram após a EC 20/1998 não há aposentadoria proporcional, mas para os que já estavam filiados, sim.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A EC 20/1998 trouxe regras de transição (artigo 9º). A aposentadoria proporcional será devida aos filiados antes de sua edição que tenham atingido a idade mínima de 53 anos (homens) ou 48 anos (mulher). Além disso, é necessário que somem também um acréscimo de contribuições de 40% do tempo faltante para os 30 anos de contribuição (homens) ou 25 anos de contribuição (mulher).&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Esse plus ganhou o nome de “pedágio”.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Pois bem.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O art. 18, § 2º, da Lei nº 8.213/91 (com a redação da Lei nº 9.528/97), assim dispõe:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;“§ 2º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS que permanecer em atividade sujeita a este Regime, ou a ele retornar, não fará jus a prestação alguma da Previdência Social em decorrência do exercício dessa atividade, exceto ao salário-família, à reabilitação profissional, quando empregado”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Daí o entendimento de que o segurado pode optar pela aposentadoria proporcional, desde que vencidos todos os requisitos e o “pedágio”, o que importa em renúncia à aposentadoria integral. Legitima-se esse desfecho porque o segurado beneficiário de aposentadoria proporcional, mesmo que venha a continuar trabalhando e contribuindo, não deixará de estar no gozo de renda mensal previdenciária. O salário que recebe pelo trabalho que mantém enseja o recolhimento de contribuições menores que o total da renda mensal por ele auferida, pelo que, na prática está ocorrendo um financiamento previdenciário para que o segurado possa trabalhar por um salário menor e verter contribuições também menores.Essa é uma situação que desnatura a finalidade social da Previdência e leva a distorções que subvertem o sistema como um todo. Ademais, se o segurado recebe aposentadoria proporcional e continua trabalhando, ao atingir acréscimo de contribuições que, em tese, lhe permitiriam receber aposentadoria integral, não há como converter, pura e simplesmente, um benefício no outro. O regime jurídico de um e de outro exigiria, por serem disciplinas diferentes, que o segurado primeiro restituísse tudo o que recebera durante a vigência do benefício proporcional, devidamente corrigido, para somente então cogitar de receber o benefício na integralidade.Nem se cogite de compensar o que foi recebido com os proventos futuros. A compensação, nesse caso, equivaleria a uma burla do sistema e não permitiria, como de direito, que primeiro se restituísse a situação original do momento imediatamente anterior à concessão do benefício proporcional.Assim já se pôs o Tribunal Regional Federal da 3ª Região:&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;“PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO - APLICAÇÃO DO ARTIGO 285-A DO CPC. POSSIBILIDADE - PEDIDO DE DESAPOSENTAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE NOVA APOSENTADORIA MAIS VANTAJOSA. AUSÊNCIA DE NORMA IMPEDITIVA. DIREITO DISPONÍVEL - NECESSÁRIA DEVOLUÇÃO DOS MONTANTES RECEBIDOS A TÍTULO DE PROVENTOS DA APOSENTADORIA COMO CONDIÇÃO PARA O NOVO JUBILAMENTO EM QUE SE PRETENDA UTILIZAR, TAMBÉM, O TEMPO E CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS AO SISTEMA APÓS A APOSENTADORIA QUE SE DESEJA RENUNCIAR. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA DESPROVIDA - A norma do artigo 285-A preocupa-se em racionalizar a administração da justiça diante dos processos que repetem teses consolidadas pelo juízo de primeiro grau ou pelos tribunais e, assim, imprimir maior celeridade e maior efetividade ao processo, dando maior proteção aos direitos fundamentais de ação e à duração razoável do processo. - Em se tratando de matéria "unicamente controvertida de direito", autorizada a subsunção da regra do artigo 285-A do diploma processual civil. - É perfeitamente válida a renúncia à aposentadoria, visto que se trata de um direito patrimonial de caráter disponível, inexistindo qualquer lei que vede o ato praticado pelo titular do direito. - A instituição previdenciária não pode se contrapor à renúncia para compelir o segurado a continuar aposentado, visto que carece de interesse. - Se o segurado pretende renunciar à aposentadoria para postular novo jubilamento, com a contagem do tempo de serviço em que esteve exercendo atividade vinculada ao RGPS e concomitantemente à percepção dos proventos de aposentadoria, os valores recebidos da autarquia previdenciária a título de amparo deverão ser integralmente restituídos. Precedentes deste Tribunal. - Em não havendo devolução dos valores percebidos a título da aposentadoria, é infrutífero o tempo de serviço e contribuições vertidas pelo autor posteriormente à aposentadoria que se deseja renunciar, e é evidente que será ineficaz renunciar à aposentadoria atual para, aproveitando o tempo de serviço antigo somado ao novo, obter outra aposentadoria, mais vantajosa. Como o tempo de serviço posterior à aposentadoria atual não lhe gera direitos, - somente geraria depois da renúncia à aposentadoria - o autor só teria direito de obter novamente o benefício atual, ao qual terá renunciado. - O pedido, nos exatos termos em que deduzido na exordial, é improcedente, uma vez que inexiste interesse da parte autora na simples renúncia do benefício ou que essa renúncia seja condicionada à restituição dos valores recebidos a título de aposentadoria para fins de concessão de novo jubilamento mais vantajoso. - Matéria preliminar afastada. - Apelação da parte autora desprovida.”(TRF 3ª Região, 7ª turma, Relatora Des. Fed. Eva Regina, AC 200861830012813, Fonte: DJF3 CJ1, data :16/09/2009, p. 718)&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-7024412766440383618?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/7024412766440383618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/desaposentacao-impossibilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7024412766440383618?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/7024412766440383618?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/desaposentacao-impossibilidade.html' title='Desaposentação - Impossibilidade'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0EDSX44eCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-1082099953027220713</id><published>2011-03-24T21:41:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:01:18.030-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:01:18.030-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Teto Previdenciário - Primeiro Reajuste</title><content type='html'>&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Há quem entenda que,&amp;nbsp;havendo glosa da renda mensal inicial em decorrência do teto previdenciário, a incidência do primeiro reajuste proporcional levaria o segurado a uma nova perda.&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-Kj69NG8wS14/TY1VMW0ePeI/AAAAAAAAA6o/6s76uiKu3BY/s1600/MOEDA+SUBINDO+DE+VALOR.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://lh5.googleusercontent.com/-Kj69NG8wS14/TY1VMW0ePeI/AAAAAAAAA6o/6s76uiKu3BY/s200/MOEDA+SUBINDO+DE+VALOR.jpg" width="179" /&gt;&lt;/a&gt;Por esse raciocínio, o primeiro reajuste proporcional somente seria justo se não houvesse a limitação pelo teto, porquanto tal limitação equivale a um achatamento na correção dos salários de contribuição contados no período de cálculo, solapando-lhes poder aquisitivo ao mesmo tempo em que não se lhes supre tal perda diante da proporcionalidade do primeiro reajuste.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Analisemos.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O sistema previdenciário prevê, nos termos do artigo 21, § 3º, da Lei 8880/94, que no segundo reajuste do benefício seja acrescido o valor correspondente à diferença percentual decorrente da glosa pelo teto e da proporcionalidade do primeiro reajuste.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Vejamos o texto legal:&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Art. 21 - Nos benefícios concedidos com base na Lei nº 8.213, de 1991, com data de início a partir de 1º de março de 1994, o salário-de-benefício será calculado nos termos do art. 29 da referida Lei, tomando-se os salários-de-contribuição expressos em URV.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
§ 1º - Para os fins do disposto neste artigo, os salários-de- contribuição referentes às competências anteriores a março de 1994 serão corrigidos, monetariamente, até o mês de fevereiro de 1994, pelos índices previstos no art. 31 da Lei nº 8.213, de 1991, com as alterações da Lei nº 8.542, de 1992, e convertidos em URV, pelo valor em cruzeiros reais do equivalente em URV do dia 28 de fevereiro de 1994.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
§ 2º - A partir da primeira emissão do Real, os salários-de- contribuição computados no cálculo do salário-de-benefício, inclusive os convertidos nos termos do § 1º, serão corrigidos monetariamente mês a mês pela variação integral do IPC-r.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
§ 3º - Na hipótese da média apurada nos termos deste artigo resultar superior ao limite máximo do salário-de-contribuição vigente no mês de início do benefício, a diferença percentual entre esta média e o referido limite será incorporada ao valor do benefício juntamente com o primeiro reajuste do mesmo após a concessão, observado que nenhum benefício assim reajustado poderá superar o limite máximo do salário-de-contribuição vigente na competência em que ocorrer o reajuste.&lt;/div&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O sistema funciona de tal sorte a recompor, &lt;b&gt;no segundo reajuste&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;o descompasso causado pela glosa do teto somada à proporcionalidade do primeiro reajuste&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, desde que o dispositivo seja aplicado nos exatos termos previstos na lei, não haverá prejuízo ao segurado em decorrência da proporcionalidade do primeiro reajuste quando houver glosa por força do teto previdenciário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-1082099953027220713?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/1082099953027220713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/teto-previdenciario-primeiro-reajuste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1082099953027220713?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1082099953027220713?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/teto-previdenciario-primeiro-reajuste.html' title='Teto Previdenciário - Primeiro Reajuste'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-Kj69NG8wS14/TY1VMW0ePeI/AAAAAAAAA6o/6s76uiKu3BY/s72-c/MOEDA+SUBINDO+DE+VALOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0EHQXk_fCp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-1145644324565653243</id><published>2011-03-24T21:32:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T23:00:30.744-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T23:00:30.744-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Previdenciário'/><title>Reajustes Previdenciários - IGP-DI (a partir de jun/1996)</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Mudança do paradigma de indexação e a viabilidade da alteração sob análise temporal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;IGP-DI - MP 1415/96 - Lei 9971/2000&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;(junho de 1996)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-rwjDRQvsNnQ/TY1UuIA42nI/AAAAAAAAA6k/4pNj6oiqSbw/s1600/reajuste_salarial.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="https://lh6.googleusercontent.com/-rwjDRQvsNnQ/TY1UuIA42nI/AAAAAAAAA6k/4pNj6oiqSbw/s200/reajuste_salarial.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A Medida Provisória nº 1415, de 19 de abril de 1996, estabeleceu o IGP-DI como índice de reajuste para os benefícios previdenciários.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;O ordenamento jurídico havia fixado a incidência do IPC-r desde a edição das três medidas provisórias que antecederam a Lei 8880/94. Era o índice que, após a transição em que vigorou a URV, passaria a reajustar os benefícios previdenciários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Veja-se o que dispunha a Lei 8880/94 acerca do tema:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ART.29 - O salário mínimo, os benefícios mantidos pela Previdência Social e os valores expressos em cruzeiros nas Leis número 8.212 e número 8.213, ambas de 1991, serão reajustados, a partir de 1996, inclusive, pela variação acumulada do IPC-r nos doze meses imediatamente anteriores, nos meses de maio de cada ano. (grifei)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Todavia, antes mesmo de entrar em vigência sua aplicação, foi editada a Medida Provisória nº 1053, de 30 de junho de 1995 e reedições posteriores, determinando, dentre outras coisas, que a partir de 1º de julho de 1995 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE deixasse de calcular o IPC-r.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Essa medida provisória mandou aplicar o INPC para fins de correção dos salários de contribuição, uma vez que o IPC-r ficara extinto. Dessarte, é perfeitamente consentâneo com o ordenamento jurídico a&amp;nbsp; utilização do INPC na correção dos salários de benefício, no mesmo período, vez que assim dispõe o art. 28,&amp;nbsp; § 5º, da Lei 8212/91, tendo sido objeto de normatização administrativa da Previdência Social tal solução (Resolução nº 54, de 14/06/96, do Conselho Nacional de Seguridade Social, que manda aplicar o INPC na correção dos salários de benefício no período de 1º de maio de &lt;st1:metricconverter productid="1995 a" w:st="on"&gt;1995 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 30 de abril de 1996).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Contudo, na seqüência dos fatos foi editada a Medida Provisória nº 1415&lt;a href="file:///F:/PREV-MALS/PREV%20-%20Dr%20Gilberto%20-%20An%C3%A1lise%20dos%20%C3%8Dndices%20Aplic%C3%A1veis%20-%20REVIS%C3%83O%2001.doc#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em 29 de abril de 1996. Fixou-se, então, a variação acumulada do IGP-DI para fins de reajustamento, a partir de 1º de maio de 1996, com base nos 12 meses anteriores (art. 2º). Veja-se:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="H1" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1.415, DE 29 DE ABRIL DE 1996. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dispõe sobre o reajuste do salário mínimo e dos benefícios da Previdência Social, altera alíquotas de contribuição para a Seguridade Social e institui contribuição para os servidores inativos da União.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 9pt;"&gt;O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 9pt;"&gt;Art. 1º O salário mínimo será de R$112,00 (cento e doze reais), a partir de 1º de maio de 1996. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 9pt;"&gt;Parágrafo único. Em virtude do disposto no caput&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;deste artigo, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$3,73 (três reais e setenta e três centavos) e o seu valor horário a R$0,51 (cinqüenta e um centavos). &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Art. 2º Os benefícios mantidos pela Previdência Social serão reajustados, em 1º de maio de 1996, pela variação acumulada do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna - IGP-DI, apurado pela Fundação Getúlio Vargas, nos doze meses imediatamente anteriores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A Medida Provisória 1415/96 alterou a redação do artigo 8º da Medida Provisória 1398&lt;a href="file:///F:/PREV-MALS/PREV%20-%20Dr%20Gilberto%20-%20An%C3%A1lise%20dos%20%C3%8Dndices%20Aplic%C3%A1veis%20-%20REVIS%C3%83O%2001.doc#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de 11 de abril de 1994.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Art. 8º O art. 8º da Medida Provisória nº 1.398, de 11 de abril de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação: &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;"Art. 8º ................................................................................ &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;3º A partir da referência maio de 1996 o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna - IGP-DI, apurado pela Fundação Getúlio Vargas, substitui o INPC para os fins previstos no § 6º do art. 20 e no § 2º do art. 21, ambos da Lei nº 8.880, de 1994." &lt;/span&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O IPC-r, cuja previsão já estava sedimentada para que entrasse em vigor, fora substituído pelo INPC até mesmo por disposição de norma administrativa. No exato momento em que o reajuste ocorreria, norma provisória estabelece um terceiro índice para todo o período. A&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;jurisprudência dominante entende que não houve ofensa a direito dos segurados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;A MP 1415/96 (a qual após algumas reedições foi convertida na Lei 9971/2000) foi editada em 29 de abril de 1996, antes de findar o período de apuração do índice a ser utilizado no reajuste de maio de 1996. Por ser assim a jurisprudência considera que não se ofendeu direito adquirido dos segurados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Portanto, o índice devido no reajuste de maio de 1996 é o IGP-DI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Veja-se o seguinte aresto:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;PREVIDENCIÁRIO - REAJUSTE DE BENEFÍCIO - MEDIDA PROVISÓRIA 1.415/96 - LEGALIDADE DO IGP-DI NO MÊS DE MAIO DE 1996 - APLICAÇÃO DO ÍNDICE LEGAL NOS ANOS DE &lt;st1:metricconverter productid="1997 A" w:st="on"&gt;1997 A&lt;/st1:metricconverter&gt; 2001 - REJEITADA A ADOÇÃO DO IGP-DI - ART. 201, § 4º, DA CF/88 - PRESERVAÇÃO DO VALOR REAL.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;st1:metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;1. A&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt; CF/88 assegurou o reajuste dos benefícios de modo a preservar o seu valor real (art. 201, § 4º), condicionando-o, porém, a critérios definidos em lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;st1:metricconverter productid="2. A" w:st="on"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;2. A&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt; Lei 8.213/91 (art. 41) instituiu o INPC para o reajuste dos benefícios previdenciários, que depois foi substituído pelo IRSM através da Lei 8.542/92, posteriormente alterada pela Lei 8.700/93. Veio a Lei 8.880, de 1994 e estabeleceu que os benefícios seriam reajustados pela variação acumulada do IPC-r. A Medida Provisória 1.053, de 30/06/95, determinou a substituição do IPC-r pelo INPC, a partir da competência julho de 1995 (art. 8º), alteração esta mantida nas reedições seguintes. A Medida Provisória&amp;nbsp; 1.415, de 29/04/96, alterando o art. 8º da MP 1.398, de 11/04/96, novamente mudou o indexador, agora substituindo o INPC pelo IGP-DI, em maio de 1996, o que torna inviável o reajuste por outro índice que não o IGP-DI naquele período.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;4. Face à determinação constitucional, não se pode falar em direito adquirido a determinado indexador de reajuste. Nem pode o Poder Judiciário, sem prévia autorização legal, adotar outro indexador que não o previsto em lei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;5. "(...) se o constituinte delegou ao legislador infraconstitucional a tarefa de fixar os critérios de majoração, ainda que o parâmetro escolhido não retrate fielmente a realidade inflacionária, não há falar em qualquer inconstitucionalidade com fundamentos em maltratos ao princípio da preservação do valor real dos proventos." (RESP 499.427-RS, Rel. Min. José Arnaldo da Fonseca, DJ de 02/06/2003).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="Preformatted" style="margin-left: 3.0cm; tab-stops: 0cm 47.95pt 95.9pt 143.85pt 191.8pt 239.75pt 287.7pt 335.65pt 383.6pt 431.55pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;(...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Origem: TRF - PRIMEIRA REGIÃO Classe: AC - APELAÇÃO CIVEL - 33000086570 Processo: 200333000086570 UF: BA Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 06/04/2004 Documento: TRF100164908 Fonte DJ DATA: 31/05/2004 PAGINA: 45 Relator(a) DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ GONZAGA BARBOSA MOREIRA Decisão A Turma, por unanimidade, negou provimento à apelação. &lt;span style="color: black;"&gt;Data Publicação 31/05/2004&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 3.0cm;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="mso-element: footnote-list;"&gt;
&lt;div id="ftn1" style="mso-element: footnote;"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;a href="file:///F:/PREV-MALS/PREV%20-%20Dr%20Gilberto%20-%20An%C3%A1lise%20dos%20%C3%8Dndices%20Aplic%C3%A1veis%20-%20REVIS%C3%83O%2001.doc#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Reedições: 1463, 1731, 1969, 1945, 2019 - Lei 9971, de 18.05.2000.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="ftn2" style="mso-element: footnote;"&gt;
&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;
&lt;a href="file:///F:/PREV-MALS/PREV%20-%20Dr%20Gilberto%20-%20An%C3%A1lise%20dos%20%C3%8Dndices%20Aplic%C3%A1veis%20-%20REVIS%C3%83O%2001.doc#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 10pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Reedições: 1079, 1138, 1171, 1205, 1240, 1277, 1316, 1356.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-1145644324565653243?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/1145644324565653243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/reajustes-previdenciarios-igp-di-partir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1145644324565653243?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1145644324565653243?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/reajustes-previdenciarios-igp-di-partir.html' title='Reajustes Previdenciários - IGP-DI (a partir de jun/1996)'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-rwjDRQvsNnQ/TY1UuIA42nI/AAAAAAAAA6k/4pNj6oiqSbw/s72-c/reajuste_salarial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0IAQXg8fyp7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-1550466850186496288</id><published>2011-03-24T14:28:00.000-03:00</published><updated>2012-02-24T22:59:00.677-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T22:59:00.677-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criminal'/><title>Estelionato - Documento Falso</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;A contrafação não se vincula à conduta dolosa do estelionato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;A conduta delitiva imputada tem a seguintes definição legal:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/--S_eICsP9xY/TY1UPrbvrHI/AAAAAAAAA6g/pm0ZU1utXX4/s1600/estelionatoJPG.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="https://lh3.googleusercontent.com/--S_eICsP9xY/TY1UPrbvrHI/AAAAAAAAA6g/pm0ZU1utXX4/s200/estelionatoJPG.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;O estelionato, como é cediço, abrange as &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;condutas realizadas para o fim de enganar, levar a vítima à realização, sob ludíbrio, de ato que importa em vantagem patrimonial ilícita ao agente delitivo&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Nesse diapasão, o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;comportamento finalístico&lt;/b&gt; do agente pressupõe o &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;dolo de induzir a vítima em erro para a obtenção da vantagem patrimonial ilícita&lt;/b&gt;, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;não alcançando a elaboração, quando perpetrado com uso de documento falso, da contrafação&amp;nbsp; &lt;personname productid="em si. O" w:st="on"&gt;em si&lt;span style="font-weight: normal; text-decoration: none;"&gt;. O&lt;/span&gt;&lt;/personname&gt;&lt;span style="font-weight: normal; text-decoration: none;"&gt; engodo, que é o fim visado pelo agente que persegue a vantagem patrimonial ilícita, pode se dar por &lt;/span&gt;&lt;/u&gt;qualquer meio fraudulento&lt;/b&gt;, escapando à esfera das circunstâncias penalmente relevantes &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;se o agente laborou ou não na falsificação do documento de que lançou mão para a empresa criminosa&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;De fato, jaz de todo sedimentado o entendimento de que o crime de falso é absorvido pelo estelionato, porquanto a conduta se desdobra para o fim de auferir vantagem patrimonial, não compondo o intento do agente meramente violar a fé pública do documento urdido. Tanto é assim que &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;de nada importa&lt;/b&gt; se quem falsificou o documento foi ou não o autor do estelionato. Estelionatário é quem, tendo ou não feito o documento viciado, utiliza-o para o fim de obter vantagem patrimonial indevida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Não aproveita ao autor do crime de estelionato alegações genéricas em negativa da consciência acerca da natureza do documento falso. É que o ardil, o ludíbrio, a intenção de enganar sobressai inescondível da óbvia noção acerca da inexistência do direito à vantagem patrimonial perseguida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Merece menção o seguinte aresto, de todo pertinente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;PENAL. ESTELIONATO CONTRA A PREVIDÊNCIA. ART. 171, CAPUT E § 3º, DO CP. OBTENÇÃO DE APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. DOCUMENTOS IDEOLOGICAMENTE FALSOS. AUTORIA E MATERIALIDADE. COMPROVADAS. DOLO. ERRO DE PROIBIÇÃO. REDUÇÃO DAS PENAS. PRESCRIÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;metricconverter productid="1. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;1. A&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt; percepção indevida de aposentadoria por tempo de serviço, por meio do uso de declaração de tempo de serviço rural e ficha de registro de empregados ideologicamente falsas, configura o delito descrito no art. 171, caput e § 3º, do CP. Não obtendo vantagem ilícita o agente, em prejuízo alheio, por circunstâncias alheias a sua vontade, caracterizada está a tentativa de estelionato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;2. Embora relativo o valor probante do depoimento prestado pelo réu em seu interrogatório, pode ser admitido como prova da acusação contra os demais réus, se estiver em harmonia com o mais que se apurar no processo. O magistrado, em atenção ao princípio do livre convencimento motivado, pode atribuir às provas coligidas aos autos o valor probante que julgar apropriado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;3. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;Sujeito ativo, no delito de estelionato, é tanto quem pratica o ato material da falsificação, como aquele que, utilizando o documento falso, induz ou mantém a vítima em erro, empregando artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento, ressalvada a diversidade de desígnios&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;4. O delito de estelionato exige, para sua configuração, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;o dolo específico, consistente na obtenção de vantagem ilícita&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;, a qual não precisa ser, necessariamente, em favor do agente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;metricconverter productid="5. A" w:st="on"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;5. A&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt; &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;potencial consciência da ilicitude do fato é elemento da culpabilidade, que não necessita ser efetiva, bastando que, com algum esforço ou cuidado, o agente possa posicionar-se sobre a ilicitude do fato&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;6. É defeso ao julgador, na fixação da pena, considerar elementos constitutivos do tipo penal para prejudicar o réu, sob pena de bis in idem. Aplica-se a atenuante do art. 65, III, alínea d, do CP se o réu, espontaneamente, confessa a autoria dos fatos. Devem ser reduzidos os valores do dia-multa e da prestação pecuniária se a situação econômica do réu não permite o cumprimento da pena. A causa de aumento de pena prevista no § 3º do art. 171 do CP aplica-se à forma tentada do crime de estelionato quando perfectibilizada a circunstância objetiva de ser a vítima do delito "entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficiária".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;7. Transcorridos mais de dois anos entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia, está configurada a prescrição retroativa da pretensão punitiva, que autoriza a declaração da extinção da punibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Processo ACR 200170100007655 ACR - APELAÇÃO CRIMINAL Relator(a) PAULO AFONSO BRUM VAZ Sigla do órgão TRF4 Órgão julgador OITAVA TURMA Fonte DJ 01/11/2006 PÁGINA: 901 Data da Decisão 18/10/2006 Data da Publicação 01/11/2006)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-1550466850186496288?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/1550466850186496288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/estelionato-documento-falso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1550466850186496288?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/1550466850186496288?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/estelionato-documento-falso.html' title='Estelionato - Documento Falso'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/--S_eICsP9xY/TY1UPrbvrHI/AAAAAAAAA6g/pm0ZU1utXX4/s72-c/estelionatoJPG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry gd:etag='W/&quot;C0MFR34yeip7ImA9WhVTEU4.&quot;'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5354792418995623510.post-82524802200273168</id><published>2011-03-24T14:21:00.001-03:00</published><updated>2012-02-24T22:56:56.092-02:00</updated><app:edited xmlns:app='http://www.w3.org/2007/app'>2012-02-24T22:56:56.092-02:00</app:edited><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Processual Civil'/><title>Honorários Advocatícios - Impenhorabilidade Absoluta</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Os honorários advocatícios constituem verba com nítido caráter alimentar e, por óbvio, têm natureza de remuneração de profissional liberal. Assim, enquadra-se &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ad integrum&lt;/i&gt; na disciplina do artigo 649, IV, do Código de Processo Civil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; text-indent: 3cm;"&gt;Veja-se o dispositivo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-A7rqHxDfGUQ/TY1TvQomMpI/AAAAAAAAA6c/S7ZinFz37bM/s1600/honor%25C3%25A1rios.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" src="https://lh5.googleusercontent.com/-A7rqHxDfGUQ/TY1TvQomMpI/AAAAAAAAA6c/S7ZinFz37bM/s200/honor%25C3%25A1rios.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Art. 649.&amp;nbsp; São absolutamente impenhoráveis:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;IV - os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, observado o disposto no § 3o deste artigo;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Nesse mesmo contexto, sedimentou-se o entendimento no Superior Tribunal de Justiça de que efetivamente é absoluta a impenhorabilidade dos honorários advocatícios. Bem pertinente o seguinte aresto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS E SUCUMBENCIAIS. CRÉDITO DE CARÁTER ALIMENTAR. IMPENHORABILIDADE.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;1. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;Os honorários advocatícios contratuais e sucumbenciais possuem natureza alimentar&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;. Divergência jurisprudencial, antes existente neste Tribunal, dirimida após o julgamento do REsp n. 706.331PR pela Corte Especial. Entendimento semelhante externado pelo Excelso Pretório (RE 470.407, rel. Min. Marco Aurélio).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;2. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;Reconhecido o caráter alimentar dos honorários advocatícios, tal verba revela-se insuscetível de penhora&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;metricconverter productid="3. A" w:st="on"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;3. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;A&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/metricconverter&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt; Lei n. 11.382/2006, ao dar nova redação ao inc. IV do art. 649 do CPC, definiu como absolutamente impenhoráveis os honorários do profissional liberal&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;4. Recurso especial não-provido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt 3cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Processo RESP 200601463266 RESP - RECURSO ESPECIAL – 865469 Relator(a) MAURO CAMPBELL MARQUES&amp;nbsp; Sigla do órgão&amp;nbsp; STJ Órgão julgador SEGUNDA TURMA Fonte DJE DATA:22/08/2008 Data da Decisão 05/08/2008 Data da Publicação 22/08/2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;Conclui-se que, se divergência já houve anteriormente, o Superior Tribunal de Justiça jogou pá de cal no dissenso e fixou sua orientação jurisprudencial no sentido da impenhorabilidade absoluta dos honorários advocatícios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 3cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5354792418995623510-82524802200273168?l=rf1603.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rf1603.blogspot.com/feeds/82524802200273168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/honorarios-advocaticios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/82524802200273168?v=2'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5354792418995623510/posts/default/82524802200273168?v=2'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rf1603.blogspot.com/2011/03/honorarios-advocaticios.html' title='Honorários Advocatícios - Impenhorabilidade Absoluta'/><author><name>Marco Aurélio Leite da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07203936756461640811</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-UrxXSqNEa-Y/Tc7zAwpHEDI/AAAAAAAAA94/b9KkHikZKrE/s220/estoce.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-A7rqHxDfGUQ/TY1TvQomMpI/AAAAAAAAA6c/S7ZinFz37bM/s72-c/honor%25C3%25A1rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>