<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594</id><updated>2015-09-16T14:51:00.351-03:00</updated><category term="Eu"/><category term="Vida Real"/><category term="Notícias"/><category term="Marcelinho recomenda"/><category term="Internet"/><category term="Pensamentos"/><category term="Cotidiano"/><category term="música"/><category term="TV"/><category term="Cinema"/><category term="Textículos"/><category term="Brasil"/><category term="fantástico"/><category term="clássicos"/><category term="saudade"/><category term="Blog"/><category term="anos 90"/><category term="história"/><category term="Loucura"/><category term="anos 80"/><category term="Amor"/><category term="YouTube"/><category term="Aventuras"/><category term="Literatura"/><category term="sexo"/><category term="Política"/><category term="Rio"/><category term="prêmio"/><category term="selo"/><category term="Amizade"/><category term="Mulher"/><category term="metrossexual"/><category term="violência"/><category term="aniversário"/><category term="brinquedos"/><category term="férias"/><category term="sonhos"/><category term="Eduçação"/><category term="Jornalismo"/><category term="Michael Jackson"/><category term="Novela"/><category term="domingo"/><category term="filosofia"/><category term="fé"/><category term="Google"/><category term="Língua"/><category term="cabelo"/><category term="futebol"/><category term="roberto carlos"/><category term="Animação"/><category term="Ecologia"/><category term="Guerra"/><category term="Mitologia"/><category term="Opinião"/><category term="Orkut"/><category term="Preconceito"/><category term="Rádio"/><category term="Vida Rea"/><category term="desenhos"/><category term="família"/><category term="gay"/><category term="inhoque"/><category term="sacanagem"/><category term="visagismo"/><title type='text'>Diz Que Fui Por Aí...</title><subtitle type='html'>Diário de bordo de um louco manso</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>120</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-5999351670865784836</id><published>2013-06-07T19:16:00.000-03:00</published><updated>2013-06-07T19:16:03.435-03:00</updated><title type='text'>Saudade  (Não) Tem Idade.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTZmdx-Ejl14o4Sfr1M6ocq6XpRIoihB6PcBF41plkyg1xTNKEC&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTZmdx-Ejl14o4Sfr1M6ocq6XpRIoihB6PcBF41plkyg1xTNKEC&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sou do tempo em que ter telefone era um luxo.&amp;nbsp; Literalmente.&amp;nbsp; Você pagava caro por uma linha e até se tornava acionista da empresa telefônica.&amp;nbsp; A instalação era uma novela:&amp;nbsp; primeiro você se inscrevia, depois de anos, uma cartinha chegava em sua casa, comunicando que você tinha X dias para pagar aquela pequena fortuna e, mais depois, dá-lhe ainda alguns pares de anos para, finalmente, a bendita linha ser instalada no seu endereço.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode parecer bobagem, mas ter telefone em casa era quase uma carta de alforria.&amp;nbsp; Significava não ter mais que preencher fichas com telefones de vizinhos, amigos e familiares, avisando, entre parênteses, que o número era para recado.&amp;nbsp; Ou ser chamado, às pressas, porque alguém estava te ligando e parecia importante, e ter que atravessar a rua, correndo, de qualquer jeito, para conferir do que se tratava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a linha devidamente instalada, uma nova era se iniciava.&amp;nbsp; Quantas e quantas horas de liberdade e papo furado, ligando para Deus e o mundo?&amp;nbsp; Aliás, bateu cá uma puta saudade de ligar para a casa das pessoas com o simples objetivo de fofocar, jogar conversa fora, falar sobre o absoluto nada.&amp;nbsp; Áureos tempos que foram abalados com a chegada deles: os telefones celulares.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lembro como se fosse anteontem, meu pai passando um sábado inteirinho, pulando de loja em loja, para comprar o meu primeiro.&amp;nbsp; Naquela noite, no aniversário de quinze anos de uma prima, não resisti e, exibido toda vida, depositei o aparelho sobre a mesa, como se mantê-lo no bolso não fosse o suficiente para que aquele tijolão não fosse notado.&amp;nbsp; Por falar nisso, ô povo exibido, o desta época.&amp;nbsp; Bora combinar:&amp;nbsp; o que eram aquelas capinhas, muitas em cores berrantes, que se encaixavam no bolso ou no cinto? E antes disso, o que falar dos bips, teletrins ou seja lá como você chamava aquelas porras de pagers, penduradinhos como uma mini-pochete, símbolo de&amp;nbsp; status e modernidade. Ê, modernidade...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O que dizer, então, quando, em fins dos anos 90, a internet se popularizou?&amp;nbsp; Bons tempos (?) da conexão discada, dos horários certos para se navegar, do medo da conta telefônica no fim do mês, da &quot;fórmula matemática&quot; pulsos X minutos, das salas de bate-papo, dos sites pornôs, das madrugadas inteiras descobrindo um &quot;novo mundo&quot; e dos meus irmãos se estapeando para ver de quem era a vez de &quot;entrar&quot;?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa semana eu fiquei mais velho e me deu uma nostalgia tremenda de tudo isso.&amp;nbsp; Aqui em casa, houve época em que tivemos quatro linhas fixas.&amp;nbsp; Celular, atualmente, tenho dois, fora os aparelhos e números que colecionei vida afora.&amp;nbsp; Até minha mãe tem celular - e olha que, por séculos, achei que o máximo de tecnologia que as mães podiam suportar era operar um aparelho de VHS.&amp;nbsp; Computador, então, são três, sem falar dos celulares que fazem tudo o que um PC faz. A Banda é larga, mas a gente vive se queixando da baixa velocidade.&amp;nbsp; Chat UOL, séculos que não entro.&amp;nbsp; Noites vendo putaria, nunca mais.&amp;nbsp; Meus manos se casaram e não há ninguém para disputar o horário comigo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre achei que sou um homem do meu tempo.&amp;nbsp; Sem essa de achar que o ontem é que&amp;nbsp; era bom, porque, bora combinar, não era nada bom.&amp;nbsp; Mas confesso que a saudade veio, matadora.&amp;nbsp; Vai ver, é como dizem:&amp;nbsp; saudade é mal da idade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/5999351670865784836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2013/06/saudade-nao-tem-idade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5999351670865784836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5999351670865784836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2013/06/saudade-nao-tem-idade.html' title='Saudade  (Não) Tem Idade.'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-4993178361709453556</id><published>2012-11-19T18:31:00.000-02:00</published><updated>2012-11-21T16:34:45.749-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><title type='text'>I Belong To You</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://portugues.torange.biz/photo/4/13/Modern-cadeado-em-uma-porta-de-madeira-velha-1261725468_29.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;http://portugues.torange.biz/photo/4/13/Modern-cadeado-em-uma-porta-de-madeira-velha-1261725468_29.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;(...) Tranquei novamente a porta, passei-lhe correntes e joguei a chave fora,  para não correr o risco de outro entrar e ocupar o lugar que te  pertence. (...)&quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Amores vão e vem.&amp;nbsp; Alguns, no entanto,&amp;nbsp; mesmo tendo ido, ficam.&amp;nbsp; Permanecem ali, vivos, por tempo indeterminado.&amp;nbsp; Ora adormecidos, feito dente quebrado que só é lembrado quando se passa a língua e vê que precisa de conserto.&amp;nbsp; Ora doem e latejam, como o mesmo dente que resolve dar sinal de vida e não nos deixa em paz até que se dê um jeito nele.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já amei antes, outras vezes.&amp;nbsp; Algumas delas, o fim foi bem tranquilo.&amp;nbsp; Outras, o amor permaneceu ali, me mostrando a todo momento que sim, ele tinha acabado, tinha saído da minha vida, mas eu fiz questão de fechar-lhe a porta e sumir com a chave.&amp;nbsp; E que ele não ousasse sair dali - até que eu cansasse (ou um novo amor lhe ocupasse o lugar).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi o que aconteceu contigo.&amp;nbsp; Você surgiu no momento em que a dor da ausência do amor anterior mais doía e, aos poucos, me fez perceber que era hora de abrir a porta&amp;nbsp; e deixar que um saísse.&amp;nbsp; Para outro entrar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E você entrou.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E entrou com tudo.&amp;nbsp; Sem cerimônia.&amp;nbsp; Ocupou o melhor lugar e tomou posse do meu sentimento como nenhum outro fizera antes. E, embora, desde o príncipio avisasse que havia dia e hora para acabar, pareci me esquecer e me entreguei com tudo, pedindo baixinho que, se fosse preciso, me amasse pouco, mas me amasse por muito tempo. Você pareceu seguir à risca o pedido e me amou, exatamente assim.&amp;nbsp; E quando, finalmente, um dia, anunciou o fim, não me conformei.&amp;nbsp; Corri novamente à porta e tranquei-a, na vã esperança de mantê-lo junto a mim.&amp;nbsp; Ledo engano.&amp;nbsp; Você pularia a janela, se preciso fosse.&amp;nbsp; E não houve tranca ou cadeado que te mantivesse&amp;nbsp; aqui.&amp;nbsp; Inconformado, ainda tentei uma, duas, três vezes não te deixar ir.&amp;nbsp; Mas você foi.&amp;nbsp; Firme, forte.&amp;nbsp; Passos decididos.&amp;nbsp; Sem olhar para trás.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E aqui estou eu, sozinho.&amp;nbsp; A certeza de que, mais dia, menos dia, você voltaria, não existe mais.&amp;nbsp; Mesmo assim, decidi não me mover. Tranquei novamente a porta, passei-lhe correntes e joguei a chave fora, para não correr o risco de outro entrar e ocupar o lugar que te pertence.&amp;nbsp; E se calhar de você, amado, voltar, não se faça de rogado.&amp;nbsp; Arrombe e entre à força.&amp;nbsp; Toma de volta aquilo que, desde sempre, é teu.&amp;nbsp; Todo teu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/4993178361709453556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/11/i-belong-to-you.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4993178361709453556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4993178361709453556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/11/i-belong-to-you.html' title='I Belong To You'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-1771430363711446604</id><published>2012-07-12T23:21:00.000-03:00</published><updated>2012-07-13T14:55:44.168-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><title type='text'>Das Lições do Amor</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardopola.com/pinturas/rumbo_al_erebo_1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://www.eduardopola.com/pinturas/rumbo_al_erebo_1.jpg&quot; width=&quot;231&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Idiota. &amp;nbsp;É assim que me sinto, a cada vez que falo contigo. Ou a cada vez que você me arranca um daqueles sorrisos bobos. Pior: &amp;nbsp;quando admito que, embora homem feito, tenho acessos de adolescência tardia, roubando suas fotos, vasculhando sua vida ou me mordendo de ciúmes sempre que alguém se aproxima. &amp;nbsp;Sim, sei o quanto isso é desagradável para você e, por isso mesmo, me amedronto. &amp;nbsp;Você tem um jeito gozado de gostar que não me entra na cabeça, de jeito algum: &amp;nbsp;à distância, em segurança, sem entrega, sem envolvimento, com medo do que pode vir. &amp;nbsp;E eu, cheio das intensidades, querendo me jogar e me perder nesse oceano contigo; saindo por aí, de preferência, de braço dado, porque é assim que eu acredito que o amor tem de ser. &amp;nbsp;Possível. &amp;nbsp;Porque eu me cansei dos impossíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Era isso o que eu buscava, de certa forma, quando te encontrei. &amp;nbsp;Fechava um ciclo de minha história e abria outro. &amp;nbsp;Cansado do arremedo de vida que vinha levando desde sempre, decidi ser quem pensava realmente ser. &amp;nbsp;Outro já havia cruzado meu caminho antes. &amp;nbsp;Com a mesma abertura, as mesmas palavras bem escolhidas, as mesmas entrelinhas e reticências cuidadosamente colocadas. &amp;nbsp;Mas eu não sei porque, diabos, ele sumiu no mundo, me deixando com a sensação de não ter vivido A História. E, desde então, o buscava por aí. &amp;nbsp;Nos outros. &amp;nbsp;O que eu não percebia é que, &amp;nbsp;como diz uma velha canção, &quot;&lt;i&gt;depois de você, os outros são os outros. &amp;nbsp;E só.&lt;/i&gt;&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi então que eu te encontrei. &amp;nbsp;Me aproximei, puxei assunto. &amp;nbsp;Te observei, cuidadoso. &amp;nbsp;Não havia muito a ser notado, é verdade. Um rosto encoberto pelas sombras, um olhar que nada deixava revelar. &amp;nbsp;Mesmo assim, não me fiz de rogado. &amp;nbsp;E eu não me arrependi, momento algum, juro que não. &amp;nbsp;Você chegou doce, simpático, aberto, com as mesmas palavras, entrelinhas e reticências que, outrora, havia conhecido tão bem. Não demorou e caí de quatro. &amp;nbsp;Te provocava, cavava, tentava te entender; você, no entanto, sempre fechava o livro na minha cara, antes que concluísse a leitura. &amp;nbsp;Mas antes de ir, &amp;nbsp;me deixava também a esperança de que as coisas pudessem ser exatamente do jeito que eu sentia &amp;nbsp;- e tanto queria. E era nessas horas que o famoso sorriso bobo me tomava conta dos lábios. &amp;nbsp;Os pequenos grandes momentos de felicidade de nossa história. &amp;nbsp;O foda é que, talvez, você tenha percebido o estrago feito e, antevendo o pior, mudou o disco, sem dó, nem piedade, sem sequer me avisar do novo repertório. &amp;nbsp;E eu não entendia como a mão que antes afagava, agora, também era capaz de apedrejar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E como eu sofri, não me envergonho em admitir. &amp;nbsp;Justo eu que era colorido, alegre e vivaz, me autoexilei no meio das sombras. &amp;nbsp;E fiquei de lá, esperando que você, de alguma forma, fizesse um movimento de aproximação. &amp;nbsp;E ele veio tímido. &amp;nbsp;Mas era melhor que nada, enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A verdade é que a doçura do príncipio, nunca mais esteve presente por aqui. &amp;nbsp;Mas eu me acostumei e até passei a gostar, confesso, do seu novo sabor. &amp;nbsp;O agridoce se tornou constante, tão constante quanto nossas presenças, um ao lado do outro, por horas, dias, semanas e meses. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você me fez crescer, mesmo sem saber. &amp;nbsp;Me deu coragem de mostrar ao mundo quem eu realmente era, embora tivesse ainda medo de lhe dar o devido crédito. &amp;nbsp;O que pensariam de tudo isso? &amp;nbsp;Não é nossa história mais nonsense que aquelas que eu costumava escrever e, todo vaidoso, corria para te mostrar? &amp;nbsp;&quot;&lt;i&gt;Mas vocês habitam mundos diferentes&lt;/i&gt;&quot;, &quot;&lt;i&gt;Tsc, tsc, tsc, gênios tão opostos, não pode dar certo&lt;/i&gt;&quot;, &quot;&lt;i&gt;Vocês estão em momentos contrários da vida. &amp;nbsp;Ele está entrando em cena. &amp;nbsp;Daqui a pouco, você se recolhe. Como é que faz?&quot;, &quot;Pera, é um menino?! É isso mesmo, produção?&lt;/i&gt;&quot; - colocações que, aos poucos, não faziam mais a menor diferença. &amp;nbsp;Eu queria me jogar do abismo. &amp;nbsp;E te levar comigo. &amp;nbsp;De mãos dadas, que era pra ter coragem. &amp;nbsp;Mas você não quis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi quando o milagre se operou. Sem mais nem meio mais, você surgiu, doce novamente, me dizendo as palavras que sempre quis ouvir, de viva voz. &amp;nbsp;E foram os dias, ou melhor, as noites, mais gloriosas de nossa história. &amp;nbsp;A coragem veio tomar lugar da vontade e, agora, só havia um caminho. &amp;nbsp;Sem volta. &amp;nbsp;E você parecia me convidar a percorrê-lo contigo. Foi quando, não sei cargas-d&#39;água, você empacou, e me deixou, mais uma vez, sem entender nada. &amp;nbsp;Peito explodindo, cabeça doendo e odiando na mesma proporção que amando. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não tenho mais dúvidas de nada, baby. &amp;nbsp;Você se traiu. &amp;nbsp;Está pelado, nu com a mão no bolso, diante de mim, com todos os seus medos, anseios e desejos à mostra. &amp;nbsp;Pena que o medo paralisa e não te deixa mover o passo. &amp;nbsp;Não atar nem desatar. &amp;nbsp;Não recuar, tampouco avançar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não te peço muito. &amp;nbsp;Me ame, do seu jeito torto, errado, infantil. &amp;nbsp;Me ame pouco, mas me ame. &amp;nbsp;Me deixe provar, sentir daquilo que tem me alegrado e &amp;nbsp;alimentado nos últimos tempos. &amp;nbsp;Pouco me importa o que tenha a me oferecer ou &amp;nbsp;dar em troca. &amp;nbsp;Eu só te quero. &amp;nbsp;Sem grandes exigências. &amp;nbsp;Aqui há o suficiente para nós dois, garanto. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E a pergunta que, ainda ontem, você me lançou, agora é minha: &amp;nbsp;&quot;&lt;i&gt;...Até quando?...&lt;/i&gt;&quot;. Até quando vai ficar preso em histórias que já foram, que deram o que tinha que dar, e se lançar no nosso voo, sem medo de se esborrachar no chão, porque do chão não se &amp;nbsp;passa, e faz parte do voo cair.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deixa eu te ensinar. &amp;nbsp;Serei um bom professor, prometo. Paciente e cuidadoso. &amp;nbsp;Hábil com corações inexperientes. E cheio de amor para dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Escrito com um sorriso bobo nos lábios e com&amp;nbsp; &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=UkNP0LbHgKE&quot;&gt;J&#39;ai Cru Entendre&lt;/a&gt; tocando no player do computador. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/1771430363711446604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/07/das-licoes-do-amor.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1771430363711446604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1771430363711446604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/07/das-licoes-do-amor.html' title='Das Lições do Amor'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-6986898551196997704</id><published>2012-07-03T20:49:00.000-03:00</published><updated>2012-07-03T20:49:57.578-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>Quatro e Vinte</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://bygirlsforgirls.files.wordpress.com/2010/09/amigas-brigando5b15d.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;219&quot; src=&quot;http://bygirlsforgirls.files.wordpress.com/2010/09/amigas-brigando5b15d.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&quot;(...) E o boquete foi interrompido por uma Norminha ensandecida que voou em cima da (ex)amiga, lhe cobrindo de porrada, no melhor estilo campeonato de UFC. (...)&quot;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Carlos ia falar algo, mas Creuza apertou, ainda mais forte, os países baixos. &amp;nbsp;Apertava e sorria, aqueles sorrisos safados de quem sabe muito bem o que está fazendo. &amp;nbsp;Tentou desvencilhar-se dela, sem sucesso. &amp;nbsp;Creuza abria o zíper da sua calça e como quem tira o coelho da cartola, pôs para fora o pinto do pobre que, olhos arregalados, começava a crer que tudo não passava de um sonho, daqueles bem surreais, do tipo do que se acorda, no dia seguinte, aliviado por tudo não ter passado de obra do subconsciente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom, se Carlos achava que era sonho, deixou de achar, em poucos minutos, tão logo Creuza caiu de boca no pau que, à essa altura, já estava mais que animado. &amp;nbsp;Ela chupava com vontade &amp;nbsp;e ele - ah, santa natureza -, já não podia mais esconder o quão tudo aquilo estava bom. &amp;nbsp;Como num passe de mágica esqueceu-se de onde estavam; também esqueceu-se da namorada e do Roberto que, ali perto, espiavam o mar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- &lt;i&gt;Sua doida... &amp;nbsp;Se a Norminha chega aqui, a gente tá fodido!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi quando o pior aconteceu. &amp;nbsp;Norminha soltou um &quot;&lt;i&gt;Que porra é essa?!&lt;/i&gt;&quot; bem alto. &amp;nbsp;Carlos abriu os olhos e viu a namorada, boquiaberta, ao lado de um estupefato Roberto. &amp;nbsp;Agora o sonho virava &amp;nbsp;pesadelo. &amp;nbsp;E o boquete foi interrompido por uma Norminha ensandecida que voou em cima da (ex)amiga, lhe cobrindo de porrada, no melhor estilo campeonato de UFC.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Creuza parecia saída de um transe. &amp;nbsp;Descabelada e com um olho roxo, tentava explicar o que não tinha explicação. &amp;nbsp;Falou que não sabia o que havia acontecido, que só podia estar fora de si, que tinha certeza que a culpa daquilo tudo foi do bequezinho que o Carlos havia lhe oferecido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- &lt;i&gt;Como é que é? Beque?! Que porra de beque, mané?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E pegou a guimba do cigarro que Creuza tinha fumado. &amp;nbsp;Olhou, cheirou, olhou e cheirou novamente e, do alto do seu conhecimento maconhístico, setenciou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- &lt;i&gt;Isso não é beque porra nenhuma! &amp;nbsp;Isso é cigarro comum!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Creuza olhou para Carlos, espantada. &amp;nbsp;O pobre, sem graça, teve que se explicar. &amp;nbsp;Jamais faria isso, não com ela, a amiga sistemática da namorada. &amp;nbsp;Pegou o seu Carlton filtro suave e lhe deu, no intuito de engambelá-la - e, pelo visto, engambelou bem demais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Creuza não esperou o desfecho da história. &amp;nbsp;Constrangida, pôs a mão no rosto e fugiu dali, mais que envergonhada. &amp;nbsp;Para Carlos não restou nada do que guardar o pau que, a essa altura do campeonato, ainda estava para fora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A amizade nunca mais foi a mesma e o trio converteu-se em dupla. &amp;nbsp;Norminha e Carlos, a despeito do episódio, continuaram juntos e, no fim daquele ano, juntaram, em definitivo, as escovas de dentes. &amp;nbsp;Roberto continuou sua vida de forever alone e Creuza... bom, ela nunca mais foi a mesma. &amp;nbsp;Vira e mexe, é vista em shows de Reggae ou acampando em Sana, em busca de um pouco de animação para sua vida regrada e certinha.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;(último post da trilogia iniciada&lt;a href=&quot;http://marcelo-antunes.blogspot.com.br/2012/06/um-tapinha-nao-doi.html&quot;&gt; aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://marcelo-antunes.blogspot.com.br/2012/06/fumaca-entra-e-verdade-sai.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/6986898551196997704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/07/quatro-e-vinte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/6986898551196997704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/6986898551196997704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/07/quatro-e-vinte.html' title='Quatro e Vinte'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-4120526500494943788</id><published>2012-06-19T19:55:00.002-03:00</published><updated>2012-07-03T18:47:10.756-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>A Fumaça Entra E A Verdade Sai.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O seguinte texto é continuação do anterior, &amp;nbsp;&quot;Um Tapinha Não Dói&quot;. &amp;nbsp;Se não quiser perder o fio da meada, recomendo que o amigo leitor clique&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://marcelo-antunes.blogspot.com.br/2012/06/um-tapinha-nao-doi.html&quot; style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;aqui&amp;nbsp;&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;antes. &amp;nbsp;Obrigado e boa leitura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://kowabanga.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/thumb_squeezeball.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://kowabanga.com/blog/wp-content/uploads/2012/04/thumb_squeezeball.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&quot;(...) Não podia acreditar no que ouvia, mas sim, ela o chamava para a briga. &amp;nbsp;Tentou argumentar, mas era tarde. &amp;nbsp;Ela lhe deu um apertão nas bolas, por cima do moletom. &amp;nbsp;Não conseguiu se controlar. &amp;nbsp;Podia fugir, repelí-la, mas não podia negar que estava gostando. &amp;nbsp;O corpo não mentia. (...)&quot;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;- &lt;i&gt;O que é isso, garota? &amp;nbsp;Tá me estranhando, é?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;-&lt;i&gt; Ah, pode parar de gracinha porque você mesmo falou, pro restaurante inteiro ouvir, o que ia fazer lá, do lado de fora&lt;/i&gt; - Creuza, respondeu, impaciente - &lt;i&gt;Além do mais, é só te olhar pra &amp;nbsp;gente sacar logo o que você curte, né...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Tu tá confundindo as coisas! &amp;nbsp;Eu sou músico, não traficante!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Mas tem umas paradinhas aí, contigo, que eu sei...&lt;/i&gt; - &amp;nbsp;ela falou, perdendo o &amp;nbsp;pouco de compustura que ainda lhe restava &amp;nbsp;- &lt;i&gt;Escuta, bora facilitar as coisas? &amp;nbsp;Você me arruma unzinho e não se fala mais nisso. &amp;nbsp;Pronto, a amizade continua. &amp;nbsp;E aí, dá pra ser?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Não, não dá! &amp;nbsp;Tá louca, é? &amp;nbsp;Eu te descolo o bagulho e como é que eu fico? &amp;nbsp;O que a Norminha vai achar disso tudo, me diz?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Creuza olhou para a amiga que mostrava algo para Roberto, no telefone, distraída.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Relaxa. &amp;nbsp;Foi sua namoradinha mesmo quem me sugeriu dar uns tapinhas...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &amp;nbsp;&lt;i&gt;O quê?! -&lt;/i&gt; Carlos arregalou dois olhos enormes como se acabasse de ouvir a revelação do Terceiro Segredo de Fátima.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;É isso mesmo que você ouviu. &amp;nbsp;Ela e o Roberto me acham uma chata, certinha, paranóica... &amp;nbsp; &amp;nbsp;Falaram que um tapinha podia me ajudar a relaxar um pouco.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Carlos não se segurou e soltou uma risada alta. &amp;nbsp;Putz, aquela era a piada do ano!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;É sério. &amp;nbsp;Pra mim, não é nada agradável ouvir esse tipo de coisa. &amp;nbsp;Imagina, descobrir, a essa altura do campeonato, que os seus melhores amigos te acham uma chata insuportável...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;É, havia realmente mágoa naquelas palavras. &amp;nbsp;Carlos parou de rir na hora. &amp;nbsp;Estranho, mas ela era realmente tudo aquilo: &amp;nbsp;uma chata insuportável. Mas admitia, que, naquele momento, sentia pena dela. &amp;nbsp;Creuza tinha o rosto abaixado, mas podia ver os olhos brilhando, marejados de lágrimas. &amp;nbsp;Sentiu uma súbita vontade de, sei lá, abraçá-la, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ei, crianças, bora molhar os pés na água?&lt;/i&gt; - Norminha convidou, acenando para os dois.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Carlos pensou rápido e falou que não, preferia ficar ali mesmo, não queria molhar os pés. &amp;nbsp;Norminha chamou a amiga que, cara amuada, fez apenas que também não ia. &amp;nbsp;Não entendeu, de início, &amp;nbsp;mas deixou pra lá e puxou Roberto pelo braço que, sem entender absolutamente nada, perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ué, os dois vão ficar ali? Sozinhos? É seguro?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Até onde eu sei, um não oferece risco pro outro...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Claro que não, mas a Creuza não topa muito o Carlos, cê sabe...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Por isso mesmo. &amp;nbsp;Vai ver é uma boa oportunidade dos dois se acertarem, hein? &amp;nbsp;Agora, anda, pára de enrolação! Vem!&lt;/i&gt; - e o puxou mais forte, em direção à praia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Carlos esperou que os dois se afastassem. &amp;nbsp;Olhou para Creuza, ainda de rosto baixo. &amp;nbsp;Pensou uma, duas vezes. &amp;nbsp;Talvez não fosse a coisas mais acertada, mas já que ela queria...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Pôs a mão no bolso e tirou um cigarro. &amp;nbsp;Creuza levantou o olhar e os olhos brilharam. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Anda, toma logo, antes que eu me arrependa...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Ela não pensou duas vezes. &amp;nbsp;Pegou o cigarro e, meio sem jeito, levou-o até a boca. &amp;nbsp;Ele pegou o isqueiro, olhou em volta, e lhe deu fogo. &amp;nbsp;Ela tragou, tossiu, ele recriminou dizendo que não era assim. &amp;nbsp;E tratou de dar uma aula rápida, desde como segurar o bagulho até tragar a fumaça de modo correto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Assim?&lt;/i&gt; - ela indagou, completamente sem jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Isso. &amp;nbsp;Vai, traga. &amp;nbsp;Agora prende a fumaça. Isso, solta.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Creuza obedecia, como aluna aplicada. &amp;nbsp;Carlos observava tudo, cuidadoso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &amp;nbsp;&lt;i&gt;E aí, como é que você se sente?&lt;/i&gt; - quis saber.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Creuza soltou uma baforada seguida de um sorriso. &amp;nbsp;E, balançando os cabelos, respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Relaxada&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Carlos também sorriu, satisfeito:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Então tá fazendo efeito...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Ela deu nova tragada e, pela primeira vez, naquela noite, o encarou, direto nos olhos. &amp;nbsp;Era engraçado, mas nunca tinha reparado antes o quão bonitos eram seus olhos. &amp;nbsp;E aquele corpo bem feito... &amp;nbsp;Decerto praticava algum esporte. &amp;nbsp;Havia ouvido Norminha falar, certa vez, em capoeira. &amp;nbsp;Sim, ele jogava capoeira... &amp;nbsp;E era alto, tinha os ombros largos, peitoral rasgado. &amp;nbsp;E um belo sorriso. &amp;nbsp;Gozado, mas... Não, não podia ser. &amp;nbsp;Será que estava se sentindo atraída por ele, Jesus?!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Soltou um riso descontrolado. &amp;nbsp;Carlos quis saber o que era.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Putaquipariu, essa droga é mesmo muito braba, porque...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Por que o quê?&lt;/i&gt; - ele indagou, curioso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Caralho, como você é gostoso, hein? &lt;/i&gt;- ela respondeu, como se tivesse incorporado uma pomba-gira daquelas bem safadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;O que é isso, menina?! Endoidou?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Só pode, porque eu tô morrendo de tesão em você!&lt;/i&gt; - e avançou para cima dele, que tentou se esquivar, sem muito sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Sai de cima, cacete! &amp;nbsp;O que a Norminha vai pensar se vê uma coisa dessas?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Manda a Norminha catar coquinho, mané! &amp;nbsp;Anda, chega mais...&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Não podia acreditar no que ouvia, mas sim, ela o chamava para a briga. &amp;nbsp;Tentou argumentar, mas era tarde. &amp;nbsp;Ela lhe deu um apertão nas bolas, por cima do moletom. &amp;nbsp;Não conseguiu se controlar. &amp;nbsp;Podia fugir, repelí-la, mas não podia negar que estava gostando. &amp;nbsp;O corpo não mentia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Gostou, né, seu puto?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Tentou falar algo, mas não conseguiu porque ela lhe apertou ainda mais forte, dessa vez, o pinto. &amp;nbsp;Creuza deu um riso safado e alto, que lhe deixou assustado. &amp;nbsp;Cacete, aquilo não era culpa da maconha! &amp;nbsp;Só podia ser coisa do diabo, porque, bora combinar, aquela mulher estava era com o demônio no corpo.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/4120526500494943788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/06/fumaca-entra-e-verdade-sai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4120526500494943788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4120526500494943788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/06/fumaca-entra-e-verdade-sai.html' title='A Fumaça Entra E A Verdade Sai.'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-2167628698406780944</id><published>2012-06-11T00:02:00.000-03:00</published><updated>2012-06-19T19:01:22.863-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>Um Tapinha Não Dói</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Depois de longo e tenebroso inverno, eis-me aqui, resgatando um estilo de post que não faço há algum tempo. &amp;nbsp;Espero que curtam o estilo &quot;seriado&quot;. &amp;nbsp;Boa leitura, e semana que vem tem mais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://obotequeiro.com.br/2012/wp-content/uploads/2012/06/0.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://obotequeiro.com.br/2012/wp-content/uploads/2012/06/0.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;(...)Creuza arregalou os olhos. &amp;nbsp;Como estardalhaço?! &amp;nbsp;Era só o que faltava! &amp;nbsp;Estavam falando de drogas e não refrigerante ou açúcar.(...)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Metódica - eis a palavra perfeita para descrevê-la. &amp;nbsp;Claro, era muitas outras coisas. &amp;nbsp;Cismada, medrosa, prudente, organizada, disciplinada, um pouco chata, admitia, mas era, sobretudo, uma pessoa metódica, daquelas que têm os braços e pernas quebrados quando a rotina do dia-a-dia é, de alguma forma, rompida. &amp;nbsp;Naquele instante mesmo, por exemplo, enrolada na tolha de banho, diante das três combinações de roupa estendidas na cama, perdia minutos preciosos do seu tempo pensando em qual delas deveria vestir para o encontro daquela noite - coisa que uma mulher &quot;normal&quot; já teria decidido há muito tempo. Ok, é exagero meu, confesso. &amp;nbsp;Mulheres são assim mesmo quando se trata de vestuário. &amp;nbsp;Mas o que dizer, por exemplo, dos apontamentos feitos na agenda, minuciando todos os passos do dia, desde o momento em que se levantava até o que se deitava? &amp;nbsp;E os lembretes, espalhados casa afora - no freezer, na porta do banheiro, na embalagem do seu suco preferido, nunca deixando que as contas da casa e os compromissos diários fossem esquecidos? &amp;nbsp;Aliás, essa história de lembrete colado em embalagem de suco rendeu uma situação&amp;nbsp;embaraçosíssima&amp;nbsp;com &amp;nbsp;um antigo namorado que, ao abrir a geladeira, topou com aquele &lt;i&gt;post it &lt;/i&gt;adesivado na caixinha longa vida. Não foi a primeira vez que alguém lhe chamara a atenção pelo seu modo de ser - os amigos viviam fazendo isso, sempre - mas,&amp;nbsp;definitivamente, foi a mais contudente de todas. &amp;nbsp;Depois disso, o namoro não durou muito tempo - duas semanas para ser exato - e tomou para si a verdade de &quot;que antes só do que mal acompanhada&quot; e se não estavam satisfeitos com seu modo de levar a vida, que lhe deixassem em paz com suas manias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;          &lt;/span&gt;O compromisso daquela noite não era um encontro romântico. &amp;nbsp;Era um jantar com o velho grupo de amigos dos tempos de colégio. &amp;nbsp;Havia mais de vinte anos que se conheciam e, religiosamente, &amp;nbsp;se encontravam, todo mês. &amp;nbsp;Era um grupo bem eclético: &amp;nbsp;havia a Norminha, &amp;nbsp; atriz que, no momento, só falava da peça nova que estava para estrear. &amp;nbsp;Era um tipo bem curioso, nem bonita, nem feia, mas que, de alguma forma, chamava a atenção. &amp;nbsp;Não que fizesse a linha mulherão, estava longe disso. Mignon, aparentava bem menos que os trinta e poucos anos que já carregava nas costas. &amp;nbsp;Branquinha, o rosto coberto de sardas, os cabelos curtos pintados num ruivo muito claro, quase louro; o modo de &amp;nbsp;vestir-se bastante peculiar, combinando uma peça de alguma coleção badalada aqui, um acessório comprado em brechó ali, algo que remetesse ao universo infantil acolá. &amp;nbsp;Era também a hiperativa da turma e, talvez fosse este o motivo que a fizesse o centro das atenções, onde quer que chegasse. &amp;nbsp;Dona de uma boca enorme cheia de dentes muito brancos, ostentava quase que permanentemente um sorrisão daqueles; os olhos, por sua vez, eram muito vivos, movimentavam-se, curiosos, de um lado para o outro, &amp;nbsp;e &amp;nbsp;as mãos, ah, essas falavam por sí só, com gestos largos e amplos, &amp;nbsp;quase sempre derrubando um objeto ou esbarrando em alguém, sem querer. &amp;nbsp;Ah, claro... &amp;nbsp;Digno de nota &amp;nbsp;citar que esse pitéu tinha dono e atendia pelo nome de Carlos. &amp;nbsp;O namorido, como a própria Norminha fazia questão de chamá-lo, era músico, vocalista de uma banda de reggae, recém-chegado de Brasília, mas já completamente integrado ao grupo e gozando de privilégios só reservados aos membros originais. Aliás, falando em membros, não podemos esquecer do Roberto, o representante masculino da turma - além do Carlos, claro. &amp;nbsp;Qualquer um que cruzasse com o Roberto, na rua, adivinharia, de cara, qual era a sua profissão. &amp;nbsp;Gordinho, 1,70 e alguma coisa, cabelo escovinha - com os primeiros fios brancos apontando, teimosos - e óculos de grau, nosso amigo sempre estava metido num terno bem cortado e, nos raros momentos em que a ocasião permitia algo menos social, optava por &amp;nbsp;camisa pólo escura e &amp;nbsp;calça caqui. Sim, Roberto era advogado, e dos &amp;nbsp;bem sucedidos, apesar da pouca idade, diga-se de passagem. Levava a vida que pediu a Deus, com direito a carrro importado e apartamento na Zona Sul. &amp;nbsp;A única coisa que sentia falta - e punha falta nisso - era de uma companhia. Definitivamente, não tinha sorte com mulheres. &amp;nbsp;A vida havia lhe ensinado que elas possuíam dois interesses: ou &amp;nbsp;seu automóvel ou &amp;nbsp;seu cartão de crédito, e como não era instituição de caridade, levava a vida de maneira quase monástica - de casa para o trabalho, do trabalho para a casa -, decidindo esperar o dia em que o destino lhe mandasse a mulher certa, aquela que pusesse fim aos seus dias de solidão. &amp;nbsp;Para muitos, essa criatura já exista e era sua amiga de vida inteira, atendendo pelo nome de Creuza. &amp;nbsp;Mas Creuza, apesar da pessoa maravilhosa que era, não era do tipo, como podemos dizer, fácil de se conviver, pelo menos assim, de uma forma mais íntima. &amp;nbsp;E eis que voltamos para a moça do início do texto, que colava lembretes pela casa inteira, porque esta é a Creuza, aquela que, para muitos, seria a companheira perfeita para o Rodrigo, mas que não.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;           &lt;/span&gt;Bem, voltemos à história. Estava &amp;nbsp;a turma reunida &amp;nbsp;numa pizzaria. &amp;nbsp;Noite agradável, &amp;nbsp;bons vinhos e boa comida. &amp;nbsp;O mesmo podia-se dizer da conversa até que, certo momento, Carlos pede licença e &amp;nbsp;levanta-se, dizendo, quase murmurando, que precisava sair para fazer algo. &amp;nbsp;Creuza não acreditou no que ouviu e fechou a cara, na hora. &amp;nbsp;Esperou apenas que o namorido da amiga saísse do recinto e, soltando marimbondos, quis saber se realmente era aquilo que ela havia ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;           &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Foi &lt;/i&gt;- respondeu Norma, a cara mais tranquila do mundo, comendo um pedaço de pizza -&lt;i&gt; Qual é o problema?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;          &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Como assim qual é o problema? Seu namorado saiu daqui dizendo que precisava dar um tapinha e você reage como se isso fosse a coisa mais natural do mundo?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;           &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;E você esperava que eu reagisse como, meu Deus?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;           &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ah, pára, eu não acredito no que eu tô ouvindo, Norminha... &amp;nbsp;Cê tá brincando comigo, não tá?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;          &lt;/span&gt;Norminha garantiu que não. &amp;nbsp;Não via absolutamente nada demais &amp;nbsp;e &amp;nbsp;não entendia todo aquele estardalhaço da parte dela. &amp;nbsp;Creuza arregalou os olhos. &amp;nbsp;Como estardalhaço?! &amp;nbsp;Era só o que faltava! &amp;nbsp;Estavam falando de drogas e não refrigerante ou açúcar. &amp;nbsp;Norminha subiu nas tamancas. &amp;nbsp;Não esperava isso; não dela, sua melhor amiga. Que papo careta e preconceituoso era aquele de &quot;drogas&quot;? Quem a ouvisse falando assim pensaria que o seu namorado era o quê? Um criminoso!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;         &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Gente&lt;/i&gt; - Roberto se meteu, tentando acalmar os ânimos -&lt;i&gt; tudo isso é por causa de um bequezinho?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;          &lt;/span&gt;Foi a vez da munição de Creuza se voltar toda para o amigo. Qual era, ele também havia dado agora para bancar o defensor de maconheiro? Roberto falou que não via nada demais. E qual era o problema em se dar um tapinha de vez em quando? &amp;nbsp;Quem nunca havia dado que atirasse a primeira pedra, pronto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;         &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ei, como assim?! &amp;nbsp;Não me diga que você...?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;        &lt;/span&gt;Roberto e Norminha entreolharam-se e começaram a rir. &amp;nbsp;Creuza sentiu-se ofendida e quis saber qual era a graça. &amp;nbsp;Roberto falou que ela estava sendo mesmo muito moralista e que sim, ele já havia usado maconha, não uma ou duas vezes, mas várias, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;         &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Mas, Beto... você é advogado!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;        &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;E daí? Eu, hein, você fala como seu fosse o Papa...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;       &lt;/span&gt;Pronto, a Sessão Confesso tinha começado e foi a vez de Norminha admitir que também curtia dar seus tapinhas de vez em quando. &amp;nbsp;Creuza não acreditou, falou que tinha certeza que era culpa daquele rastafarizinho de merda e Norminha falou que era viagem dela, que nem pensava em conhecer o Carlos a primeira vez que usou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;        &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Mas como assim? &amp;nbsp;Vocês nunca me falaram...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;       &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;E deveríamos?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;       &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Claro que sim. Nós somos amigos... não somos?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Não se trata de sermos ou não amigos. &amp;nbsp;Nós apenas nunca tocamos no assunto, só isso...&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;Creuza não se conformava. Engrenou um discurso sobre os malefícios da droga, sobre a violência gerada pelo tráfico &amp;nbsp;e todo o blábláblá de &amp;nbsp;que eram usuários feito eles que financiavam o crime organizado. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ei, pode parand&lt;/i&gt;o - Roberto falou, começando a ficar aborrecido - &lt;i&gt;Você taí, com seu falatório polticamente correto, mas duvido que nunca tenha experimentado também...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;       Creuza subiu nas tamancas&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Claro que não! &amp;nbsp;Era só o que faltava... Me diz, anda, diz: eu tenho lá cara de maconheira?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ah, pára, vai... Você fez História. &amp;nbsp;Aquele IFCS cheira à erva! Impossível nunca ter curtido unzinho..&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;      &lt;/span&gt;Pronto, era o fim da picada. &amp;nbsp;Creuza queria ir embora, dizia que agora eles estavam indo longe demais, que era só o que faltava os próprios amigos duvidando de sua palavra. &amp;nbsp;Roberto e Norminha tentaram esfriar as coisas e falaram que não era bem assim, que claro que acreditavam nela. &amp;nbsp;Mas, definitivamente, cada vez mais desconheciam a amiga, e que achavam que um bom tapinha não faria mal algum, muito pelo contrário, seria uma ótima maneira de relaxar e dela perder aquele seu jeito certinho de encarar as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;     F&lt;/span&gt;icou de bico o resto da noite. &amp;nbsp;Quando Carlos voltou, fuzilou-o com o olhar. &amp;nbsp;Tudo, tudo havia começado com aquele maldito filho-da-puta. Se o maconheirozinho de merda não tivesse se levantado para fazer a cabeça, a discussão não teria se iniciado e não teria que ouvir os próprios amigos lhe jogando na cara o quão careta e certinha era - e o pior: &amp;nbsp;recomendando a ela umas fumadinhas para tentar encarar a vida por um outro ângulo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;............................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;     &lt;/span&gt;Decidiram parar no mirante. &amp;nbsp;A noite estava quente, agradável; a lua crescente, quase cheia, refletia no mar calmo do Leblon. &amp;nbsp;Roberto mostrava algo no celular para Norminha, enquanto Carlos observava a paisagem, pensativo. &amp;nbsp;Creuza tirou-o de cima a baixo. &amp;nbsp;Vestia um moletom e uma camisa com uma estampa de Bob Marley. Era alto, boa compleição física, olhos de um castanho esverdeado, nariz e lábios grandes. &amp;nbsp;Estes últimos, além de grandes, eram carnudos. &amp;nbsp;Tinha uma cicatriz na testa, na altura da sobrancelha - falhada, por sinal. &amp;nbsp;Sinceramente não sabia o que a amiga havia visto nele. Tinha nojo, asco, verdadeira ojeriza daquele cara. &amp;nbsp;Tudo nele a irritava. &amp;nbsp;A voz, o sotaque de candango, os dreads, até o seu cheiro lhe tirava do sério. &amp;nbsp;Mas era preciso passar por cima disso tudo. &amp;nbsp;Precisava provar a si mesmo que não era nada disso que lhe acusavam. &amp;nbsp;Chega. &amp;nbsp;Já não tinha bastado o ex do &quot;lembrete no suco de fruta&quot;? &amp;nbsp;Respirou fundo e aproximou-se. &amp;nbsp;Parou ao lado dele, olhando na mesma direção. &amp;nbsp;Soltou um &quot;oi&quot; sem graça. &amp;nbsp;Carlos olhou, espantado, estranhando a súbita simpatia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;     &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Oi&lt;/i&gt; - respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;     &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Tudo bem?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;    &lt;/span&gt;Fez que sim. &amp;nbsp;Ia perguntar o que estava acontecendo, mas Creuza se adiantou e foi direito ao ponto. &amp;nbsp;Sem a menor cerimônia, foi logo perguntando:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;   &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Escuta, tem unzinho aí?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;    &lt;/span&gt;Carlos quase pediu para que ela repetisse, mas não deu tempo. &amp;nbsp;Ela parecia mesmo ansiosa:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;    &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;E aí, tem ou não tem?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt;   &lt;/span&gt;Não podia acreditar no que ouvia. &amp;nbsp;Esperava qualquer um lhe perguntando aquilo, até sua própria mãe, mas não ela, a amiga certinha da Norminha. Coçou a cabeça e pensou que talvez tivesse chegado a hora de dar uma parada, porque das duas uma: &amp;nbsp;ou ele tava muito sequelado ou a erva que lhe passaram não era de boa procedência.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/2167628698406780944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/06/um-tapinha-nao-doi.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/2167628698406780944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/2167628698406780944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/06/um-tapinha-nao-doi.html' title='Um Tapinha Não Dói'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-5905122904335683621</id><published>2012-01-23T15:05:00.000-02:00</published><updated>2012-02-08T22:10:22.495-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião"/><title type='text'>We Are Anonymous</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://edge.ebaumsworld.com/mediaFiles/picture/2032943/81665443.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://edge.ebaumsworld.com/mediaFiles/picture/2032943/81665443.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Indústria Cultural&lt;/b&gt; é um termo cunhado por &lt;i&gt;Theodor Wiesengrund-Adorno&lt;/i&gt;, um dos principais nomes da chamada Escola de Frankfurt. &amp;nbsp;O termo foi utilizado, pela primeira vez, no fim da década de 1940, na obra &quot;&lt;i&gt;Dialética do Iluminismo&lt;/i&gt;&quot;, escrito a quatro mãos com &lt;i&gt;Max Horkheimer&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Os autores explicam que o termo vem substituir o que era até então conhecido como “&lt;b&gt;Cultura de Massa&lt;/b&gt;”, que dá a idéia de algo que nasce, espontaneamente, do povo. &amp;nbsp;Ao contrário disso, a “Indústria Cultural” &amp;nbsp;encara os meios de &amp;nbsp;comunicação - rádio, cinema, TV, imprensa, etc. - não como arte, mas, sobretudo, negócios que exploram sistematicamente os bens culturais. &amp;nbsp;É através dela que a classe dominante dissemina sua ideologia, escamoteada como serviço e entretenimento, impondo à população normas, valores e conteúdos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo isso me veio à cabeça, essa semana, com alguns episódios. &amp;nbsp;O primeiro foi o caso do suposto “estupro” do BBB. &amp;nbsp;Estuprou, não estuprou, com consentimento, sem consentimento, foi justiça ou racismo - todas essas questões foram levantadas por fãs ardorosos e detratores do &lt;i&gt;reality &lt;/i&gt;global.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois veio a vez da Luiza - que está no Canadá (ou estava), não se pode esquecer. &amp;nbsp;Como é comum em tempos de informação à velocidade da luz, o bordão virou &lt;i&gt;hit &lt;/i&gt;na internet, em poucas horas, poluindo a timeline de Deus e o mundo por alguns dias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi então que entrou em cena ele, o paladino da justiça, o porta-voz daquilo que você sempre quis dizer mas faltou coragem, Carlos Nascimento, âncora de um telejornal que gracejou que “ou os problemas brasileiros já estão todos resolvidos ou nós já nos tornamos perfeitos idiotas. Porque não é possível que dois assuntos tão fúteis possam chamar a atenção de um país inteiro”. &amp;nbsp;E dá-lhe retuítadas e compartilhamentos das palavras do Nascimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu não retuitei nem compartilhei - e não me envergonho disso, porque horas depois presenciei aquele que talvez seja o grande momento da história da internet dos últimos anos e que provou, por &lt;i&gt;a+b&lt;/i&gt; que não, não somos &quot;perfeitos idiotas&quot;. &amp;nbsp;Não conformados com as determinações da &lt;b&gt;SOPA &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;PIPA&lt;/b&gt;, projetos de lei que pretendem, acima de tudo, cercear &amp;nbsp;a liberdade de expressão, internautas do mundo inteiro, num ato quase que inédito, uniram-se, tendo como estopim o fechamento do site de compartilhamento de arquivos Megaupload. O resto da história nós já conhecemos. E viva o Anonymous, e tira site do FBI do ar, é The Pirate Bay expondo sua &lt;a href=&quot;http://blogs.estadao.com.br/link/pirate-bay-desafia-sopa-e-pipa-em-nota/&quot;&gt;posição&lt;/a&gt; brilhantemente... Lindo. Emocionante. Como acho que nunca vi, em todo esse tempo navegando por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, Nascimento, me desculpe, mas acho que perder tempo com o BBB não é futilidade. &amp;nbsp;Não, não defendo o programa e acho terrível perder tempo assistindo a atração. Mas penso que o episódio foi fundamental para revelar o nível da programação das nossas emissoras de TV. &amp;nbsp;Ou seja, o que a Indústria Cultural tem nos empurrado, goela abaixo. &amp;nbsp;E muito menos somos idiotas que não sabemos distinguir o que é bom ou ruim, o que presta ou não presta, o que é útil e o que é lixo. &amp;nbsp;Certamente, muitos ainda não têm esse discernimento. &amp;nbsp;Mas estamos aqui, radicalizando, se preciso. &amp;nbsp;Fazendo história. &amp;nbsp;Definitivamente.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/5905122904335683621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/01/we-are-anonymous.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5905122904335683621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5905122904335683621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2012/01/we-are-anonymous.html' title='We Are Anonymous'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-1161397923599953528</id><published>2011-12-26T17:58:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T18:00:18.916-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>Encontro Marcado</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;O post abaixo é dedicado ao amigo &lt;b&gt;Danilo&lt;/b&gt;, autor e proprietário do blog &lt;a href=&quot;http://blogpontotres.blogspot.com/&quot;&gt;Ponto Três&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;que me cobrou um texto novo, no nosso bate-papo, na tarde de Natal. &amp;nbsp;Taí, velhão, conforme prometido!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-YEMbAix2lIc/TtFpRBzTXtI/AAAAAAAABxw/H32oPZ_BMH4/s1600/banheiro.bmp&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;267&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/-YEMbAix2lIc/TtFpRBzTXtI/AAAAAAAABxw/H32oPZ_BMH4/s320/banheiro.bmp&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;Um deles, porém, chamou-lhe a atenção, não sabia o porquê: &amp;nbsp;“Macho que curte macho na encolha. &amp;nbsp;Vem sentir o que é bom. &amp;nbsp;Te levo ao céu e te faço ver Deus. &amp;nbsp;Gostou? &amp;nbsp;Aqui, toda quarta, às 14.” (...)&quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chegou correndo, esbaforido. &amp;nbsp;Havia mais de quinze minutos que a vontade de mijar era incontrolável. &amp;nbsp;Sério, por pouco não parou o carro numa esquina qualquer, procurou um cantão e pôs o pinto para fora. &amp;nbsp;A bexiga parecia que ia estourar, de tão cheia. &amp;nbsp;Por isso, assim que chegou no shopping, pulou a parte de verificar se tudo estava na mais perfeita ordem - freio de mão puxado, carro milimetricamente alinhado à vaga, todas as portas trancadas e janelas levantadas -, tarefa com a qual costumava perder preciosos minutos, e seguiu, imediatamente, rumo ao banheiro mais próximo a fim de descarregar toda a cerveja que tinha tomado com o Marcão, durante o almoço. &amp;nbsp;Tentou &amp;nbsp;o elevador, disposto a chegar mais rápido ao &amp;nbsp;destino. &amp;nbsp;Ledo engano. Nos dois elevadores, as filas eram quilométricas - ousava dizer literalmente - de tão grandes que estavam. &amp;nbsp;Não havia outra alternativa. &amp;nbsp;Foi pelas escadas. &amp;nbsp;Parecia um atleta; um destes maratonistas, tamanho o desespero que tomava conta do seu corpo, mais especificamente dos “países baixos” que, não demorava &amp;nbsp;muito, era bem capaz de dar sinais de vida de tão estimulados que estavam.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Quando finalmente chegou ao piso das lojas, sentiu um alívio momentâneo, que foi por água abaixo ao notar que estava perdido. &amp;nbsp;Não sabia qual direção seguir, qual corredor tomar. &amp;nbsp;Pensou em abordar alguém e perguntar “&lt;i&gt;Por favor, onde ficam os banheiros?&lt;/i&gt;”, mas cadê que a vergonha deixou? &amp;nbsp;Decerto estava estampado na testa “&lt;i&gt;Quero Mijar, Pelamor de Deus!&lt;/i&gt;”, por isso, decidiu provar a si mesmo que era maior que sua vontade, que quem mandava ali era a porra do seu cérebro e, por isso, respirou fundo e resolveu achar o seu “porto seguro” por conta própria. Placas, sempre havia algumas delas informando onde ficava isto ou aquilo. &amp;nbsp;Era só andar mais uns metros e - bingo! - estaria diante de uma lhe indicando o que tanto procurava.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;E, enquanto tratava de caminhar, catando as plaquinhas salvadoras, pensou que da próxima vez que saísse para almoçar com um amigo, maneiraria na gelada e só arredaria pé do restaurante depois de dar conta de todo líquido ingerido. &amp;nbsp;Por sorte, no meio do caminho, havia aquele shopping, oásis no meio do deserto lhe convidando a saltar e verter toda a &lt;i&gt;breja &lt;/i&gt;consumida. &amp;nbsp;Caso contrário, o &lt;i&gt;pit stop &lt;/i&gt;seria no primeiro poste que topasse, no melhor estilo “cachorro” de ser. &amp;nbsp;Pensou nisso e riu, imaginando qual seria a reação do Marcão, quando contasse essa história. &amp;nbsp;Certamente seria algo do tipo “&lt;i&gt;Mas, caralho, qualé o problema em colocar a porra desse pau pra fora?&lt;/i&gt;” ou &amp;nbsp;“&lt;i&gt;Putaquipariu, virou moça, é? Cheia dos pudores...&lt;/i&gt;”. Definitivamente, esse era o Marco Aurélio. &amp;nbsp;Ou Marcão, como geral o conhecia. &amp;nbsp;Não esperaria algo diferente saindo daquela boca suja. &amp;nbsp;Talvez fosse até melhor não contar-lhe nada, porque, para ele, o fato nada tinha de extraordinário. &amp;nbsp;Meninos mijam na rua, desde que o mundo é mundo. &amp;nbsp;Estão lá no futebol e, de repente, param e descarregam, ali mesmo, onde estão, sem cerimônia, como se fazer esse tipo de coisa em lugar público fosse a mais corriqueira do mundo. E talvez fosse mesmo, pelo menos, no universo masculino. &amp;nbsp;Homens não têm pudores, nem diante das mulheres, imagine então entre si. &amp;nbsp;Mijam uns na frente dos outros, peidam sem cerimônia, expõem tudo aquilo que o resto da humanidade insiste em vergonhosamente esconder. &amp;nbsp;Nesse ponto, admitia, era diferente da maioria dos colegas de gênero. &amp;nbsp;Pensou até que, talvez, nesse aspecto, fosse bem pouco masculino. &amp;nbsp;Mas imediatamente tratou de afugentar esse pensamento porque associou, rapidamente, o fato de ser pouco menos masculino ao de ser pouco menos hétero - se isso fosse capaz. &amp;nbsp;Não, não era isso, não mesmo. &amp;nbsp;Era só mais educado - e ponto. &amp;nbsp;Era criação. &amp;nbsp;Coisa de família. Não conhecera o pai, convivera a vida toda com a mãe, as irmãs e a avó. &amp;nbsp;E é claro que as mulheres peidam e mijam, mas de uma forma um tanto mais cerimoniosa. Lembrou-se de uma vez, quando alguém surgiu com a palavra “mijar” numa conversa doméstica e a mãe, aborrecida, foi logo soltando: &amp;nbsp;“&lt;i&gt;Eu não mijo, quem mija é &amp;nbsp;a vaca. Eu urino.&lt;/i&gt;”. &amp;nbsp;Pior foi quando, inconsciente, reproduziu o mesmo discurso, durante uma pelada no campinho do fim da rua, ainda moleque - “&lt;i&gt;Pera, preciso fazer xixi!&lt;/i&gt;” - , sendo logo advertido por um coleguinha que disse que “&lt;i&gt;Homem não faz xixi; homem mija, Ricardo!&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;O Marcão era um desses. &amp;nbsp;Conheceram-se ainda na adolescência, no colégio. &amp;nbsp;Com uns doze anos, já era o homenzarrão de hoje. &amp;nbsp;Moreno, parrudo, ombros largos e mãos enormes, sempre chamou a atenção da mulherada. &amp;nbsp;A primeira namorada foi uma menina de 17 anos, quatro, quatro anos mais velha - o que é muita coisa quando se tem 13 anos. &amp;nbsp;Ele jura até hoje que foi ela a responsável de mandar-lhe a virgindade para o espaço. &amp;nbsp;No fundo, no fundo, duvidava muito, mas para não perder o amigo, fingia que acreditava. &amp;nbsp;Não que fosse algo impossível, o Marcão transando com uma menina mais velha. &amp;nbsp;Muito pelo contrário. &amp;nbsp;Mas algo, no seu íntimo lhe dizia que a primeira vez não havia sido com ela. &amp;nbsp;Contudo, como já dissera, não queria perder-lhe &amp;nbsp;a amizade, e não queria mesmo, porque &amp;nbsp;o Marcão era, a despeito de todo aquele jeito grosseiro e estúpido, uma companhia maravilhosa, um amigo para todas as horas, daqueles que se pode contar para o que der e vier - e muitas provas teve disso, ao longo de mais de duas décadas de amizade. &amp;nbsp;Amizade, aliás, para muitos, bem pouco provável, visto que eram donos de temperamentos opostos. Mas como se diz por aí que os opostos se atraem, a diferença deu samba e, desde que se conheceram, nunca mais se desgrudaram. &amp;nbsp;Era uma dupla daquelas bem marcadas que ninguém consegue desassociar um do outro - O Gordo e o Magro, Batman e Robin, Pink e Cérebro, a corda e a caçamba -. &amp;nbsp;Chegava a achar que se completavam, um dando ao outro, aquilo que mais lhe faltava. &amp;nbsp;Biologicamente falando era quase uma simbiose.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;O fato era que o Marcão... Epa, parecia que tinha passado por uma placa! &amp;nbsp;Voltou uns dois passos e viu, letrinhas brancas num fundo verde informando, salvadoras, que o banheiro ficava ali, bem pertinho, à sua direita. &amp;nbsp;Não pensou duas vezes. &amp;nbsp;Mandou todo o papo sobre simbiose para as cucuias e seguiu, ainda não totalmente aliviado, para o &amp;nbsp;seu porto seguro. &amp;nbsp;Entrou rápido e já ia colocando o pau para fora quando percebeu que todos os mictórios estavam ocupados. Respirou fundo e saiu à cata de um reservado vazio. &amp;nbsp;Merda! &amp;nbsp;O que estava acontecendo no Rio de Janeiro? Todos os homens sobre a terra cismaram de usar, ao mesmo tempo, a porra daquele banheiro?! &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Finalmente encontrou um que não estava ocupado e, não sem antes fechar a porta por trás de si, abriu o zíper, colocou o amigão para fora e verteu toda a loura que tinha bebido. &amp;nbsp;Ficou assim bem uns três minutos - tempo suficiente para pensar num monte de merda. &amp;nbsp;A primeira foi constatar que, se antes, o líquido que ingeria era alourado, espumante e gelado, agora ele saía tão louro quanto, fazendo a mesma espuma, mas, ao contrário do início do processo, quase fervia. Teve que rir dessa constatação idiota, daquelas que a gente só faz quando tem a cabeça vazia. &amp;nbsp;Foi quando, ainda soltando risadinhas, parou os olhos sobre alguns recadinhos deixados na parede do reservado. &amp;nbsp;Não eram um ou dois. &amp;nbsp;Era praticamente a parede inteira. &amp;nbsp;Todas elas. E a porta também. &amp;nbsp;Havia piadinhas infames, como um versinho que dizia “&lt;i&gt;Estou sentado no vaso/ que sensação profunda/ a merda bate na água/ a água bate na bunda&lt;/i&gt;”, até recadinhos marcando encontros, com direito a medidas - “&lt;i&gt;19 deliciosos motivos&lt;/i&gt;” - e até números de celular! &amp;nbsp;Um deles, porém, chamou-lhe a atenção, não sabia o porquê: &amp;nbsp;“&lt;i&gt;Macho que curte macho na encolha. &amp;nbsp;Vem sentir o que é bom. &amp;nbsp;Te levo ao céu e te faço ver Deus. &amp;nbsp;Gostou? &amp;nbsp;Aqui, toda quarta, às 14.&lt;/i&gt;” Era gozado mas, de alguma forma, aquelas palavras lhe causaram impacto. &amp;nbsp;Talvez, pela maneira direta, ao contrário dos outros recados, cheios de &lt;i&gt;mimimi &lt;/i&gt;e enrolação. &amp;nbsp;Esse não falava de medida, não deixava celular, mas ia direto ao ponto, falando que era macho que curtia macho, que levava ao céu e &lt;i&gt;blábláblá&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Balançou a cabeça negativamente, coçou os olhos, leu tudo aquilo de novo e não acreditou no que estava fazendo. &amp;nbsp;Porra, tava perdendo o tempo lendo a droga de um recado daqueles?! O que a galera pensaria dele, se soubesse disso? &amp;nbsp;Pior, o que o Marcão pensaria?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Guardou o pau, deu descarga e foi direto ao lavatório, jogar um pouco de água fria no rosto. Precisava acordar daquele ataque súbito de boiolice. &amp;nbsp;Não, não era preconceituoso, mas pelo amor de Deus, era macho, hétero; sempre soube, sempre teve certeza absoluta disso. &amp;nbsp;Mas... O carinha lá do recado também era macho. &amp;nbsp;Que curtia outro macho. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Como assim, macho que curtia outro macho?! Macho não curtia macho porra nenhuma. Macho curtia mulher, ponto. &amp;nbsp;Peito, bunda, &lt;i&gt;xana&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Mulher. &amp;nbsp;Macho era o Marcão. &amp;nbsp;Safadão, comedor, pegou metade do Rio de Janeiro e ainda pegava, embora estivesse amarrado há quatro anos, pai de uma menina e de um moleque que chegava para o meio do ano, e, mesmo assim, duvidava que ainda não desse das suas escapulidas. &amp;nbsp;Aliás, duvidava uma pinóia, tinha certeza, certeza muito da absoluta. &amp;nbsp;Isso era, definitivamente, ser macho. &amp;nbsp;Macho como o Marcão. &amp;nbsp;E como ele - e à essa altura se olhou no espelho, para pensar algo do tipo “&lt;i&gt;Bom, eu...&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;É. &amp;nbsp;Aí, já não tinha mais tanta certeza...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Não acreditou no que acabava de pensar a seu próprio respeito. &amp;nbsp;Caralho, o que era aquilo? Autossabotagem? &amp;nbsp;Ia embora dali antes que resolvesse sair do armário de uma vez. &amp;nbsp;Ou, nesse caso, sair do banheiro. &amp;nbsp;Mas antes, um lampejo de dúvida lhe ocorreu: &amp;nbsp;“&lt;i&gt;Que dia era hoje?&lt;/i&gt;”. Olhou para o relógio. &lt;i&gt;Wednesday&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Conferiu na parede do reservado. &amp;nbsp;Quarta. Quarta-feira. Era o dia. O dia do encontro. &amp;nbsp;Olhou o relógio: &amp;nbsp;13h40min. Vinte minutos. &amp;nbsp;Vinte minutinhos e o dono do recado deixado no reservado estaria ali. &amp;nbsp;Respirou fundo e, como se despertasse de um sono profundo, sentiu-se notado. &amp;nbsp;Era como se todos ali, dos caras que parassem para dar uma mijadinha até o faxineiro, estivessem olhando para ele &amp;nbsp;e lendo cada um dos seus pensamentos. Envergonhado, saiu depressa, antes que fosse linchado em praça pública. &amp;nbsp;Quase correu, mas viu que estava exagerando, assim que chegou no corredor. &amp;nbsp;Resolveu parar na praça de alimentação e pedir um cafezinho. &amp;nbsp;Tomou o café, pagou, riu de si mesmo pelo que havia ocorrido há pouco e tomou o rumo do estacionamento. &amp;nbsp;Às portas do elevador, porém, parou. Os pensamentos voltaram com força. &amp;nbsp;Estava curioso, não podia negar. Por que não ficava escondido, em outro reservado, esperando que o sujeito chegasse, sorrateiro? Ia ser divertido, vê-lo chegar e encontrar com outro, no horário marcado. &amp;nbsp;Ah, vamos lá, de perto ninguém é normal, já dizia o Caetano. &amp;nbsp;Que problema tinha em ser um pouco &lt;i&gt;voyeur&lt;/i&gt;, pra variar? &amp;nbsp;Nenhum. &amp;nbsp;Não havia nada de anormal ou doentio, nem de boiolagem nisso. &amp;nbsp;E como a mente humana é uma merda, por alguns instantes imaginou a cena, o sujeito chegando, forte, másculo, parrudo e, logo em seguida, entrando, no mesmo reservado, outro cara, pálido, magrelo, trejeitos afeminados. &amp;nbsp;E ele, observando a cena, pelas frestas, fazendo justiça com as próprias mãos. &amp;nbsp;Não teve jeito. &amp;nbsp;Sentiu o “amigo de todas as horas” dando sinal de vida. &amp;nbsp;E experimentou sensação pior, dentro daquele elevador, do que a que experimentara, dentro do banheiro, minutos atrás. &amp;nbsp;Olhou para uma senhora de cabelos muito brancos, que sorriu-lhe terna. &amp;nbsp;Não podia continuar ali. &amp;nbsp;Meteu a mão no botão e saltou tão logo o elevador parou. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Quando &amp;nbsp;deu por si, lá estava, dentro do reservado, lendo aquele mesmo recado pela décima-quinta vez. &amp;nbsp;Sim, décima-quinta vez! &amp;nbsp;Contou cada uma delas. Estava doido, transtornado, fora de si. Não faltava mais nada. &amp;nbsp;Literalmente. &amp;nbsp;Porque, àquela altura, já estava dando vazão aos pensamentos mais íntimos, aqueles que jamais pensava que tivesse, a vida toda. &amp;nbsp;E lá estava, olhos fechados, viajando neles quando sente a porta abrindo por trás de si. &amp;nbsp;Parou por uns instantes. &amp;nbsp; Gelou - da cabeça aos pés. &amp;nbsp;Ouviu o relógio pibando. &amp;nbsp;14 horas. &amp;nbsp;Duas da tarde. &amp;nbsp;Era ele. Fodeu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;O que fazia? Como se explicaria? &amp;nbsp;Pensou nos amigos do futebol de toda quarta à noite quando soubessem. &amp;nbsp;E o Marcão? Como explicaria para o melhor amigo, o &lt;i&gt;brotherzão&lt;/i&gt;, ao irmão de alma, ao macho-alfa por excelência, uma coisa dessas? &amp;nbsp;Tava arrasado, destruído, a reputação mandada ralo abaixo. &amp;nbsp;Já estava encomendando a alma ao Senhor, como o condenado deve fazer segundos antes de subir à forca, quando ouviu a voz grossa, lhe soando familiar, lhe chamando o nome:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ricardo?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Abriu os olhos, espantado. &amp;nbsp;Não acreditava no &amp;nbsp;que ouvia. &amp;nbsp;Muito menos no que via. &amp;nbsp;Era ele, Marcão. &amp;nbsp;&lt;i&gt;Putaquipariu&lt;/i&gt;, aquilo é que era azar! &amp;nbsp;Em todos os banheiros de todos os shoppings do Rio de Janeiro, ele tinha de escolher justamente aquele? &amp;nbsp;E logo aquele maldito reservado?!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Decerto Marcão pensaria algo parecido, mas as coisas pareceram tomar outro rumo quando ele olhou para baixo e viu, entre as mãos, com o quê o amigo estava se divertindo ali. &amp;nbsp;Ricardo ainda tentou explicar, mas Marcão se aproximava; não com cara de quem lhe quisesse meter umas porradas, mas de quem estava gostando do que via - e quisesse lhe meter outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Então quer dizer que você...?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Eu o quê?&lt;/i&gt; - Ricardo tentava explicar, se embananando mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Sério, cara... Eu sempre soube que você curtia. &amp;nbsp;Eu só não esperava que...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Pera, eu curto o quê, cacete?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Foi quando a ficha caiu. &amp;nbsp;Numa fração de segundos, parou, olhou o amigo, olhou o recado na parede, voltou a olhar o amigo; o Marcão sorrindo, sorriso safado, balançando a cabeça positivamente como quem confirma toda a história, para depois se aproximar, cheio dos dedos, mil mãos em torno dele, voz de quem chama “&lt;i&gt;vem cá, meu nego&lt;/i&gt;” na &lt;i&gt;xinxa&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Ei, o quê é isso, Marcão?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Eu sempre tive tesão em você. &amp;nbsp;Sério, cara...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Pera, Marcão, tu tá confundindo as coisas, mané...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- &lt;i&gt;Por que você nunca sinalizou nada, porra?!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;Ricardo tentou se explicar, mas ali, nem todas as palavras do mundo seriam capazes. &amp;nbsp;Tudo depunha contra ele. &amp;nbsp;Era tarde e Inês já era morta. &amp;nbsp;Estava fodido. &amp;nbsp;Literalmente. &amp;nbsp;Ou quase.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre;&quot;&gt; &lt;/span&gt;- Marc...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/1161397923599953528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/12/encontro-marcado.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1161397923599953528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1161397923599953528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/12/encontro-marcado.html' title='Encontro Marcado'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-YEMbAix2lIc/TtFpRBzTXtI/AAAAAAAABxw/H32oPZ_BMH4/s72-c/banheiro.bmp" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-3573452522882985179</id><published>2011-11-27T12:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-27T12:09:15.556-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>Amar Foi Minha Ruína</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Havia um roteiro - e ela sempre o seguia, ao pé da letra.&amp;nbsp; Era sempre a mesma história:&amp;nbsp; agora era diferente, este era O CARA, dessa vez, a coisa engatava e blábláblá.&amp;nbsp; E, acreditando piamente em cada uma destas palavras, mergulhava de cabeça.&amp;nbsp; Perdia a razão, a medida e entregava o coração, de bandeja.&amp;nbsp; E, por poucos dias, vivia a maior história de amor de todos os tempos.&amp;nbsp; Um verdadeiro idílio, daqueles para ninguém botar defeito.&amp;nbsp; Até que ela percebia o óbvio:&amp;nbsp; havia amor, entrega, dedicação e tudo o que se espera numa história dessas, mas...&amp;nbsp; De uma só parte.&amp;nbsp; Da dela.&amp;nbsp; Era ela quem amava, quem se entregava, quem corria atrás.&amp;nbsp; O outro só recebia.&amp;nbsp; E quando estava satisfeito, encerrava a história.&amp;nbsp; E partia para outra.&amp;nbsp; E ela continuava, determinada, na sua busca.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Decidiu descobrir onde errava, qual era o seu problema, sua doença, o diabo que fosse.&amp;nbsp; Conversou com amigos, buscou ajuda profissional, cogitou até mesmo procurar apoio espiritual.&amp;nbsp; O veredicto foi o mesmo:&amp;nbsp; ela amava.&amp;nbsp; Demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sofreu, mas sofreu calada, recolhida.&amp;nbsp; Tirou o time de campo, entrou em recesso, fechou pra balanço. Queria tão pouco, meu Deus!&amp;nbsp; Será que era pedir demais alguém que a amasse, que estivesse ao seu lado, para receber tudo aquilo que ela tinha para dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Até que aconteceu.&amp;nbsp; Num dia qualquer, ele apareceu.&amp;nbsp; E veio cheio das “intensidades” para cima dela.&amp;nbsp; Falou que ela era a mulher ideal, que dessa vez sabia que valia a pena e blábláblá.&amp;nbsp; E, provando por a+b cada uma destas palavras, se jogou, sem medo de se afogar.&amp;nbsp; Sem cabeça, sem medida, coração servido em bandeja de prata. E ela recuou, assustada, amedrontada.&amp;nbsp; Mas como assim?&amp;nbsp; Havia horas que se conheciam!&amp;nbsp; Ficou confusa, assustada, quis correr.&amp;nbsp; E a razão, cadê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fugiu para casa,&amp;nbsp; se trancou no quarto e se escondeu, debaixo das cobertas.&amp;nbsp; E começou a achar que, durante todo esse tempo, acreditou no diagnóstico errado.&amp;nbsp; Não, ela não sabia amar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://30.media.tumblr.com/tumblr_l3n5lg8lif1qzwaddo1_500.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;239&quot; src=&quot;http://30.media.tumblr.com/tumblr_l3n5lg8lif1qzwaddo1_500.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/3573452522882985179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/11/amar-foi-minha-ruina.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3573452522882985179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3573452522882985179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/11/amar-foi-minha-ruina.html' title='Amar Foi Minha Ruína'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-3282186988958967896</id><published>2011-09-16T11:28:00.001-03:00</published><updated>2012-06-14T10:53:44.402-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="família"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="saudade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Real"/><title type='text'>Os Irmãos Karamazov</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/216215_10150164080619936_748404935_6490585_6078455_n.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;252&quot; src=&quot;https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/216215_10150164080619936_748404935_6490585_6078455_n.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Da esquerda para a direita, &lt;b&gt;André&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Patrícia&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Léo&lt;/b&gt; (no colo) e &lt;b&gt;eu&lt;/b&gt;, só sorrisos, UAHAHAHHA!&amp;nbsp; (&lt;b&gt;Rita&lt;/b&gt;, devendo uma que tenha você)&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Bon Jovi &lt;/b&gt;diz, numa de suas músicas, que &quot;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=MQ56h4ql8Dk&quot;&gt;nenhum homem é uma ilha&lt;/a&gt;&quot;.&amp;nbsp; Tá, é mentira.&amp;nbsp; Não foi o Jon (Bon Jovi) , e sim, o &lt;a href=&quot;http://www.poemhunter.com/poem/no-man-is-an-island/&quot;&gt;&lt;b&gt;John&lt;/b&gt; (&lt;b&gt;Donne&lt;/b&gt;)&lt;/a&gt;, em sua clássica poesia que inspirou Hemingway a escrever &quot;&lt;b&gt;Por Quem Os Sinos Dobram&lt;/b&gt;&quot;.&amp;nbsp; Eu acho que não somos ilhas mesmo, mas somos, em nossa essência, solitários.&amp;nbsp; Nascemos sozinhos. E na hora em que &lt;a href=&quot;http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090210081344AAtJITg&quot;&gt;Zé Maria&lt;/a&gt; surgir na nossa frente, com aquele sorriso sinistro, duvido que apareça alguém querendo ir conosco.&amp;nbsp; Triste, né?&amp;nbsp; Eu acho.&amp;nbsp; Seria tão mais bacana se pudéssemos nascer ou morrer em dupla, trio talvez.&amp;nbsp; Já pensou uma turma boa chegando lá do outro lado? Bora combinar, isso tornaria as coisas bem mais fáceis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Talvez, seja por isso que nunca me entrou na cabeça essa história de filho único.&amp;nbsp; Acho tão triste quando alguém diz, decidido, que pretende parar num filho só.&amp;nbsp; Só quem tem irmãos sabe o&amp;nbsp; quão chato - e maravilhoso - é tê-los.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aqui em casa, somos cinco. Uma irmã mais velha, do primeiro casamento do meu pai, e três (mais eu, evidente), do casamento com minha mãe.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nunca nos foi falado em casamento.&amp;nbsp; Falava-se em tudo.&amp;nbsp; Em estudar, aprender coisas novas, em ser o que te fizesse feliz, mas uma hora, não teve jeito.&amp;nbsp; Primeiro foi o meu irmão mais velho (minha irmã mais velha já é casada há dezoito anos).&amp;nbsp; Está casado, há oito, com uma de minhas melhores amigas, dos tempos de escola.&amp;nbsp; Senti falta, mas não foi nada demais.&amp;nbsp; A casa continuava cheia. &amp;nbsp; Aí, foi minha irmã.&amp;nbsp; Ela que viajou muito, que caía na esbórnia de segunda à sábado, que construiu uma carreira bacana , encontrou a cara metade e subiu ao altar.&amp;nbsp; Mas aí, tudo foi festa.&amp;nbsp; Ela aproveitou como poucos.&amp;nbsp; E a casa continuava cheia.&amp;nbsp; Até que chegou a vez dele.&amp;nbsp; Meu irmão caçula.&amp;nbsp; Ele que, noutro dia, era um moleque.&amp;nbsp; Que não me deixava ver TV querendo ver aqueles desenhos japoneses, que fazia o portão de casa de gol, que me pedia &lt;i&gt;help &lt;/i&gt;quando ficava em prova final...&amp;nbsp; Ele vai casar e a casa vai ficar vazia.&amp;nbsp; Tá, vazia não.&amp;nbsp; Tem eu, né?&amp;nbsp; Mas...&amp;nbsp; quem vai dividir o quarto comigo (ah, isso nem é tão ruim, vai)?&amp;nbsp; Quem vai ficar acordado até tarde, falando sobre filmes e livros?&amp;nbsp; Quem vai me testar, quando uma música tocar no rádio e perguntar &quot;Quem é que canta?&quot;? Quem vai me irritar com seu jeito extremamente metódico e certinho? Quem é que vai chegar acendendo a luz do quarto sempre que estou assistindo um filme?&amp;nbsp; Quem vai negociar o preço da mensalidade da tv a cabo?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De todos os meus irmãos, tenho lembranças do tipo - os filmes que assistimos juntos, as brincadeiras de infância, as palmadas da mamãe, os sermões do papai, as festas de Ano Novo aqui em casa...&amp;nbsp; coisas que são nossas, só nossas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É por essas e outras que eu acredito piamente que quem tem irmãos é menos só, nessa vida.&amp;nbsp; Irmão é uma extensão da gente.&amp;nbsp; É alguém para dividir a nossa alegria.&amp;nbsp; Alguém com quem dividir nossa dor.&amp;nbsp; Porque há dores que, por mais amigos que tenhamos, são nossas, só nossas. E de nossos irmãos - pra quem os possui.&amp;nbsp; Porque “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do  continente, uma parte da terra (...)&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Irmãos, eu amo vocês!&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/3282186988958967896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/09/os-irmaos-karamazov.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3282186988958967896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3282186988958967896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/09/os-irmaos-karamazov.html' title='Os Irmãos Karamazov'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-8940119841824103952</id><published>2011-09-01T21:42:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T18:50:25.803-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amizade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcelinho recomenda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pensamentos"/><title type='text'>Ré Com Cré</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_Zqn3dVrmLRE/Srk2ivlSJKI/AAAAAAAAAB8/_mnvM4mAGQ0/S220/Z1qlelt%5B1%5D.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_Zqn3dVrmLRE/Srk2ivlSJKI/AAAAAAAAAB8/_mnvM4mAGQ0/S220/Z1qlelt%5B1%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&quot;(...) o que é um &quot;Árvore da Vida&quot; pra quem&amp;nbsp; é amigo de Cintia?&amp;nbsp; Perto dela, todo o cinema cabeça do mundo é pintinho...&quot;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dia desses, eu comentava com um amigo sobre ela:&amp;nbsp; &lt;a href=&quot;http://cintia-carvalho.blogspot.com/&quot;&gt;&lt;b&gt;Cintia&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, filósofa de almanaque e psicóloga de calçada. A criatura&amp;nbsp; mais densa e profunda que conheço.&amp;nbsp; Um amor de pessoa, mas um poço de contradições, uma panelinha de pressão que, a qualquer momento - Pimba! -, pode ir pelos ares...&amp;nbsp; Junte &lt;b&gt;Freud&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Jung &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;Lacan &lt;/b&gt;que, nem fodendo, os três dão conta dela.&amp;nbsp; Se fosse uma música, Cintia seria a &lt;b&gt;Nona Sinfonia de Beethoven&lt;/b&gt;, se fosse cinema, seria um filme do &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingmar_Bergman&quot;&gt;&lt;b&gt;Bergão&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;. Mas ela é uma (beleza) de mulher, é minha amiga, e vive dando nó na minha pobre cabecinha.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eis que, no último domingo, fomos, ela e eu, conferir o filme mais comentado dos últimos tempos:&amp;nbsp; &lt;b&gt;A Árvore da Vida&lt;/b&gt;, do diretor bissexto &lt;b&gt;Terrence Malick&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sensação em Cannes, o filme de Malick vem colecionando fãs ardorosos ou odiadores confessos, mundo afora.&amp;nbsp; Não é de se estranhar.&amp;nbsp; &quot;&lt;i&gt;A Árvore&lt;/i&gt;...&quot; é mesmo um daqueles filmes do tipo ame ou odeie.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história seria até simples se o cara não resolvesse bancar o &lt;b&gt;Kubrick &lt;/b&gt;e transformar a história de uma família americana da década de 1950 numa espécie de &lt;b&gt;2001, uma Odisséia no Espaço&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; Entre os conflitos do pai com o filho; as lições do velho acerca da vida e o olhar amoroso da mãe sobre o mundo e as relações humanas, o diretor colocou o Big Bang, os dinossauros (!) e até uma espécie de &lt;b&gt;Nosso Lar&lt;/b&gt;, com direito à confraternização de todas as personagens da historia, tal e qual vinheta de tv, de fim de ano.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sei que tô pegando pesado e já tô esperando as pedras dos adoradores do filme, por isso, vou logo avisando:&amp;nbsp; eu gostei dele.&amp;nbsp; Juro.&amp;nbsp; Mas só. Não entrou pra minha lista de favoritos, tampouco enxerguei nele o discurso profundo que vem mudando a vida de todo mundo.&amp;nbsp; Aliás, é muito gozado espiar a reação das pessoas quando as luzes se acendem.&amp;nbsp; Tem desde o carinha que não entendeu bulhufas - eu (???) - até as mocinhas descoladas que tecem mil teorias pra justificar o samba-do-crioulo-doido do Malick. Porque foi isso que me pareceu.&amp;nbsp; Afinal, se ele tivesse enxugado uma hora de história e focasse mais na trama principal, talvez tivesse um filme menos bonito &quot;plasticamente&quot;, mas, com certeza, bem mais agradável de se assistir.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah, e pra não dizer que o filme não me &quot;falou&quot; nada, deixa eu contar o &lt;i&gt;insight &lt;/i&gt;que tive, enquanto os créditos finais subiam na tela.&amp;nbsp; Olhando pra cara da velha e boa amiga que, boquiaberta tentava entender o que tinha visto, tive uma revelação valiosa:&amp;nbsp; o que é um &quot;Árvore da Vida&quot; pra quem e é amigo de Cintia?&amp;nbsp; Perto dela, todo o cinema cabeça do mundo é pintinho...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/8940119841824103952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/09/re-com-cre.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8940119841824103952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8940119841824103952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/09/re-com-cre.html' title='Ré Com Cré'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_Zqn3dVrmLRE/Srk2ivlSJKI/AAAAAAAAAB8/_mnvM4mAGQ0/s72-c/Z1qlelt%5B1%5D.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-2018254749547648802</id><published>2011-08-12T17:45:00.000-03:00</published><updated>2011-08-12T17:45:13.001-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>Boa Estrela ou Me Espera, Meu Amor!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://oylece.com/data/media/148/3_estrela.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://oylece.com/data/media/148/3_estrela.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Boa estrela - era isso o que a mãe de Everton dizia que ele tinha.&amp;nbsp; Talvez ela estivesse coberta de razão.&amp;nbsp; Porque só mesmo um cara com uma baita estrela pra ter dado a sorte que ele teve.&amp;nbsp; Cria de um dos bairros mais violentos de Sampa, desde cedo, era notório que o caminho do negrinho franzino que sempre levava a pior nas peladas de fim de tarde, seria totalmente diferente da maioria dos seus amigos.&amp;nbsp; E se não foi através do futebol, sonho de dez entre dez moleques da periferia, foi através, adivinhe do quê?&amp;nbsp; Da&amp;nbsp; música - e nem poderia&amp;nbsp; ser diferente!&amp;nbsp; Não sendo ele filho de quem era.&amp;nbsp; Seu Jair era uma daquelas figuras que todo mundo conhece, um daqueles tipos bonachões que&amp;nbsp; todos têm na família.&amp;nbsp; Alto, robusto, mulatão de imensos olhos verdes,&amp;nbsp; a dentadura muito&amp;nbsp; branca sempre escancarada... a simpatia em pessoa! Não era à toa que dona Sônia tinha ciúme mortal do marido.&amp;nbsp; Mas ele jurava de pés juntos que, no mundo inteiro, só uma mulher existia para ele, e, era com ela que tinha casado.&amp;nbsp; Ela fingia que acreditava,&amp;nbsp; né, mas no fundo, no fundo, continuava de orelha em pé.&amp;nbsp; E ela&amp;nbsp; lá podia dar mole? O homem era um boêmio, um&amp;nbsp; incorrigível, a sedução em pessoa.&amp;nbsp; Poeta nas horas vagas, sempre vivia por aí, nos bares, pedaço de papel na mão, rascunhando alguma poesia, tentando bolar alguma melodia pruma futura canção.&amp;nbsp; Sim, era um artista.&amp;nbsp; Não tivera sorte, fato.&amp;nbsp; Talvez fosse culpa da estrela dele - ah, sempre ela!&amp;nbsp; Mas também não se queixava, afinal, ali, no bairro, ele era um astro.&amp;nbsp; Isso ficou evidente depois que apareceu na TV, por duas vezes - uma no Show de Calouros, do Sílvio Santos, e outra, no&amp;nbsp; Cassino do Chacrinha.&amp;nbsp; E olha, essas aparições renderam, hein...&amp;nbsp; Se hoje, ele fosse apresentado a você que lê essas linhas, certamente o papo começaria com algo do tipo “&lt;i&gt;Sabia que eu já estive na televisão?&lt;/i&gt;”, tomando conta de boa parte da conversa.&amp;nbsp; Aquele tipo de coisa que, embora tenha acontecido apenas duas, duas vezes, virou assunto pruma vida inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas voltemos ao Everton.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dos sete filhos do casal, fora&amp;nbsp; justamente ele, o herdeiro dos dotes artísticos do pai.&amp;nbsp; Não tinha jeito, um era o outro; talvez, não cuspido e escarrado já que, fisicamente, o menino saíra todo à mãe.&amp;nbsp; Não tinha a pele amulatada nem os olhos verdes do genitor; era um daqueles negros retintos do tipo que, hoje, já não se vê mais.&amp;nbsp; Mas o temperamento, a queda pela poesia e pela música, o gosto pela vida boêmia, ah, tudo isso era gene do seu Jair.&amp;nbsp; E desde bem moleque, era o “chaveiro” do velho, a companhia nos bares e rodas de samba da vida.&amp;nbsp; É, roda&amp;nbsp;&amp;nbsp; de samba sim, senhor, já que, há muito, Vinicius&amp;nbsp; foi contrariado.&amp;nbsp; Daí pra começar a meter bedelho nos versos do pai, foi um pulo.&amp;nbsp; E qual não foi a emoção do velho quando, pela primeira vez, viu o rebento entoar uma composição sua.&amp;nbsp; Talvez tenha sido o dia mais feliz da sua vida, mais do que quando fora no Chacrinha ou no Sílvio Santos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tempo passou, Everton cresceu e encasquetou que queria ser artista.&amp;nbsp; Só que o buraco era mais embaixo e, por exigência da mãe, resolveu insistir nos estudos.&amp;nbsp; Já estava no terceiro período de Administração, mas achava que aquilo tudo era desperdício.&amp;nbsp; Pegava o diploma, entregava à coroa e ia continuar por aí, soltando sua voz.&amp;nbsp; Os finais de semana já eram dedicados ao showzinhos que dava com o grupo de pagode que montou com uns amigos de infância.&amp;nbsp; Eu que já estive em muitas dessas apresentações, posso afirmar:&amp;nbsp; o cara tinha talento.&amp;nbsp; E não era pouco, pelo contrário.&amp;nbsp; Mas sabe como é:&amp;nbsp; tudo pra pobre e mais difícil.&amp;nbsp; Evidente que, com ele, não era diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas a sorte parecia mudar e lá vinha a estrela do nosso herói brilhando outra vez.&amp;nbsp; Estava ele, numa dessas noitadas, conversando com duas belas morenas, depois do “show”, quando foi abordado por um cara que se identificou como produtor de TV. Reality Show.&amp;nbsp; Explicou a proposta.&amp;nbsp; Everton ficaria confiando por dois meses.&amp;nbsp; Ele e mais um grupo de doze pessoas. Tinha de tudo:&amp;nbsp; um ex-padre, uma halterofilista, um casal de lésbicas... Ele era o representante da periferia.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando ouviu isso, um “merda” lhe subiu à garganta e, por pouco, não esmurrou o dito cujo.&amp;nbsp; Resolveu virar as costas e deixar o sujeitinho falando sozinho.&amp;nbsp; Em vão.&amp;nbsp; O “produtor” não se fez de rogado e continuou no pé de Everton.&amp;nbsp; Venceu pelo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...............................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tá, ele não levou o reality, mas desconfiava que, entre todos os participantes, foi o que se deu melhor.&amp;nbsp; Aos 23 anos já tinha o futuro garantido.&amp;nbsp; Saiu do programa e foi logo posando pruma dessas revistas de gay, sabe, com o curioso slogan “&lt;i&gt;Veja tudo o que o negão tem pra mostrar&lt;/i&gt;”.&amp;nbsp; Sucesso de vendas absoluto entre o público&amp;nbsp; gls, Everton usou o cachê pra&amp;nbsp; tirar os pais da comunidade.&amp;nbsp; Isso sem falar da puta projeção pro seu grupo, o “&lt;b&gt;Só Delícia&lt;/b&gt;”.&amp;nbsp; Em tempo recorde, o rosto do menino que, não fazia muito, se dava mal na várzea, ficou conhecido em território nacional.&amp;nbsp; E a mulherada que antes não via grande coisa ali, agora se rasgava por ele.&amp;nbsp; Mas o coração dele tinha dona.&amp;nbsp; Carolaine era o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...............................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tinha 15 quando o conheceu.&amp;nbsp; Everton já tinha manjado a morena de olhão azul, na fila do gargarejo, cantando, de cor e salteado, as doze faixas do novo cd.&amp;nbsp; E não tirou os olhos dela, durante todo o show.&amp;nbsp; Carol - como preferia ser chamada - percebeu e não se fez de rogada.&amp;nbsp; Cantava cada vez mais alto, fechando os olhinhos, esbanjando charme como só as meninas de 15 sabem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando acabou o show, ia com umas amigas pro ponto de ônibus, quando sentiu uma mão pesada no braço.&amp;nbsp; Virou-se.&amp;nbsp; Era um “armário”, de terno e óculos e escuros.&amp;nbsp; De início, ficou assustada, mas quando o segurança abriu a boca, entendeu tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;O grupo gostaria de ter a honra de receber a senhorita no camarim.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Deu um sorriso sacana.&amp;nbsp; O grupo, né?&amp;nbsp; Tá bom.&amp;nbsp; O grupo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...............................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A noite ainda não tinha terminado e os dois já estavam namorando.&amp;nbsp; Namoro à moda antiga, diga-se de passagem.&amp;nbsp; Daqueles que se pede permissão ao pai e tudo mais.&amp;nbsp; Também, tinha de ser assim.&amp;nbsp; Seu Nogueira, pai da moça, era terceiro sargento reformado da PM.&amp;nbsp; Naquela casa, tudo seguia o figurino.&amp;nbsp; À risca.&amp;nbsp; Mas&amp;nbsp; Everton era carismático.&amp;nbsp; Conquistou a sogra, de prima. O pai, demorou um pouco mais.&amp;nbsp; Três domingos, pra ser exato.&amp;nbsp; Mas depois que sentaram-se um dia, lado a lado, no sofá da sala, e o assunto passou a ser o desempenho do Coringão no Brasileirão, a coisa mudou de figura.&amp;nbsp; E Everton passou a ser não apenas namorado da Carolaine, mas também do velho e bom seu Nogueira...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;..............................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Só estavam esperando o fim da faculdade da moça - Direito - pra trocarem alianças.&amp;nbsp; O empresário achava precipitado.&amp;nbsp; Everton ainda tava na flor da idade e era preciso não desperdiçar o carisma que ele tinha junto às garotas.&amp;nbsp; Mas ele não queria saber de carisma nenhum.&amp;nbsp; Ele queria era passar o resto da vida ao lado da sua Carolzinha, ficar velhinho como os seus pais estavam ficando, um ao lado do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi quando aconteceu.&amp;nbsp; Ela ligou, no meio de uma turnê, querendo saber quando ele voltava. Dali a dois dias, foi a resposta.&amp;nbsp; Ela tinha a voz trêmula, ele percebeu.&amp;nbsp; Quis&amp;nbsp; saber o que havia, ela respondeu dizendo que era algo que tinha de ser tratado pessoalmente.&amp;nbsp; Foram os dois dias mais longos de sua vida.&amp;nbsp; Imaginou mil coisas.&amp;nbsp; Mas tinha certeza, certeza absoluta do que ela queria falar-lhe.&amp;nbsp; Que sentia muito, que gostava muito dele, mas que não dava mais.&amp;nbsp; Tudo tinha terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando voltou pra Sampa, a primeira coisa que fez foi vê-la.&amp;nbsp; Ela estava visivelmente tensa, abatida.&amp;nbsp; Ele foi logo falando, dizendo o quanto a amava, que não podia viver sem ela.&amp;nbsp; Ela sorriu, o sorriso mais doce do mundo, e o beijou.&amp;nbsp; Falou que não era nada daquilo, que não queria deixá-lo.&amp;nbsp; Agora, mais do que nunca.&amp;nbsp; Porque carregava, na barriga, o filho deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Everton deu um pulo pra trás.&amp;nbsp; Ficou alguns segundos parado, olhando pra namorada, tentando digerir a informação.&amp;nbsp; Ainda não havia conseguido.&amp;nbsp; Ela pegou-lhe as mãos e soltou um “&lt;i&gt;o que houve, amor?&lt;/i&gt;”.&amp;nbsp; Ele não falou nada, abaixou o olhar e assim ficou, algum tempo, pra depois dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Você vai tirar, não vai?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nunca mais se falaram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;.........................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A cabeça estava a mil. Se existia inferno, estava nele.&amp;nbsp; Deus do céu, por que fora tão ridículo?&amp;nbsp; Por que soltou tanta merda?&amp;nbsp; Queria fazer algo, queria procurá-la e falar que podia contar com ele, pro que desse e viesse, porque simplesmente a amava.&amp;nbsp; Mas não conseguia.&amp;nbsp; Jurava que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquela noite, bebeu muito.&amp;nbsp; O apartamento estava cheio.&amp;nbsp; Dizem as más línguas que até orgia rolou.&amp;nbsp; Só sabe que acordou, pela manhã, com duas moças na cama, jurando que aquela tinha sido a melhor noite da vida delas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;.........................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Isso tudo foi parar no jornal, pra variar.&amp;nbsp; E se, antes, Everton não tinha certeza se existia inferno, agora tava ali, com o capeta bafejando no seu cangote.&amp;nbsp; Nem pintado a ouro, Carol e a família queriam vê-lo, pela frente.&amp;nbsp; Tentou por diversas vezes.&amp;nbsp; Queria gritar pro mundo que a amava, que queria tê-la ao lado, ela e o filho dos dois.&amp;nbsp; Mas não conseguia.&amp;nbsp; Não deixavam sequer se aproximar.&amp;nbsp; Aquela manhã, no entanto, estava disposto a mudar o rumo dessa história.&amp;nbsp; Saiu de casa resolvido.&amp;nbsp; Pegou o carro e tomou o rumo da sua felicidade.&amp;nbsp; Quase foi barrado na portaria, mas deu um safanão no porteiro, tirando o pobre da frente.&amp;nbsp; Tocou a campainha. O pai abriu, falando que ali não era benvindo.&amp;nbsp; Não se fez de rogado e forçou entrada.&amp;nbsp; Furou o bloqueio do velho e foi direto até ela que, chorava copiosamente, abraçada na mãe.&amp;nbsp; De joelhos, falou que a amava, a amava mais que tudo, mais que a própria vida, amor do tamanho do Universo.&amp;nbsp; E que queria casar com ela e cuidar daquela criança. Nem em sua melhor composição, tinha tanto lirismo.&amp;nbsp; E verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi quando o seu Nogueira soltou o verbo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Não há filho nenhum, seu merda.&amp;nbsp; Graças a Deus, aliás.&amp;nbsp; Seria muita putaria ter um neto filho de um merda feito você.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi uma porrada na cabeça. Mas... como não havia filho?&amp;nbsp; Em lágrimas, Carol explicou que fora alarme falso.&amp;nbsp; Mas agora não fazia diferença.&amp;nbsp; Porque, com filho ou sem filho, ela ainda o amava, e queria ficar com ele, custe o que custasse.&amp;nbsp; Que se danasse o mundo.&amp;nbsp; Era sua.&amp;nbsp; E ele era dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abraçaram-se e beijaram-se apaixonadamente.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele a chamou pra ir embora, queria viver com ela, tê-la como mulher.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Agora?! &lt;/i&gt;- ela indagou, os olhinhos brilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Respondeu que sim.&amp;nbsp; Agora ou nunca.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela pediu cinco minutos pra pegar suas coisas.&amp;nbsp; E foi até o quarto.&amp;nbsp; Pronto.&amp;nbsp; O circo estava armado.&amp;nbsp; O pai pegou o 38, a mãe ameaçou trancar a filha em casa.&amp;nbsp; Com a arma na cabeça, Everton foi forçado a se retirar.&amp;nbsp; Carol, transtornada, pedia que ele a esperasse.&amp;nbsp; Não ficava ali mais um minuto.&amp;nbsp; Nem morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele já ia saindo pela portaria, quando escutou o seu nome.&amp;nbsp; Parou, levantou o olhar.&amp;nbsp; Da janela, Carol, bolsa e jaqueta nas mãos, gritou, os cabelos negros ao vento, os olhos azuis mais azuis do que nunca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Amor... Me espera!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E jogou-se.&amp;nbsp; Do décimo-terceiro andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em dez segundos, a vida de Everton se transformou, de pagode em tango argentino.&amp;nbsp; No fim das contas, ele saiu ganhando.&amp;nbsp; Mudou o gênero, mas não perdeu as fãs,&amp;nbsp; carregando, a partir de então, a alcunha de &quot;Eterno Viuvinho&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tinha ou não tinha uma boa estrela?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/2018254749547648802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/08/boa-estrela-ou-me-espera-meu-amor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/2018254749547648802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/2018254749547648802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/08/boa-estrela-ou-me-espera-meu-amor.html' title='Boa Estrela ou Me Espera, Meu Amor!'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-7729096475145342506</id><published>2011-07-09T18:44:00.003-03:00</published><updated>2011-07-09T22:42:53.977-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="gay"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Preconceito"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="YouTube"/><title type='text'>Kit Anti-Homofobia</title><content type='html'>&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://uhbreakers.com/wp-content/uploads/2011/05/naogosto.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;218&quot; src=&quot;http://uhbreakers.com/wp-content/uploads/2011/05/naogosto.png&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há alguns anos, assisti a um documentário americano sobre um estudo feito pela Universidade da Georgia, que afirmava que homofóbicos, de um modo geral, são gays enrustidos.&amp;nbsp; A experiência deles era curiosa:&amp;nbsp; 64 jovens universitários, divididos em dois grupos, baseado num questionário respondido anteriormente, foram submetidos à exibição de vídeos homoeróticos.&amp;nbsp; Resumo da ópera:&amp;nbsp; os que tinham verdadeira ojeriza ao tema, foram, justamente, os que mais gostaram do que viram - se é que me entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não sei o valor científico do experimento, mas dou o braço a torcer que sempre desconfiei disso.&amp;nbsp; É a velha história da “melhor defesa é o ataque”.&amp;nbsp; E isso me veio à cabeça, hoje, quando comentei no blog de um amigo, sobre o pronunciamento infeliz da atriz (?) e deputada estadual, &lt;b&gt;Myrian Rios&lt;/b&gt;, se opondo à PEC 23/2007, misturando, num samba do crioulo doido, orientação sexual e pedofilia, como se o ato fosse algo exclusivo dos homossexuais.&amp;nbsp; Conforme escrevi, no blog desse amigo, não me conformo que pessoas esclarecidas e bem formadas, o que não me parece o caso dessa moça, disseminem ideias desse tipo.&amp;nbsp; O que piora se pensarmos que ela é uma representante do povo na Assembléia Legislativa e se declara como religiosa (com uma atitude que contraria, totalmente, a minha ideia de religião). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É gozado - e impressionante - pensar que, em pleno século 21, o que rola entre quatro paredes ainda preocupe tanto as pessoas.&amp;nbsp; Eu mesmo custo a acreditar nisso, mas &lt;i&gt;tão &lt;/i&gt;aí as Myrians e o Bolsonaros da vida que não me deixam mentir.&amp;nbsp; Pensando seriamente em mandar pros dois, de presente de Natal adiantado, um curta que vi, semana passada, chamado &lt;b&gt;Não Gosto dos Meninos&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; Inspirado num projeto da &lt;b&gt;Pixar &lt;/b&gt;(ah, a Pixar!), &lt;b&gt;André Matarazzo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Gustavo Ferri&lt;/b&gt; reuniram diferentes histórias que nos mostram que, no fundo, todo mundo é igual e todo mundo tem direito a ser feliz.&amp;nbsp; São só 18 minutinhos, mas põe muito filmaço por aí, no chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abaixo, os dois vídeos; o “&lt;b&gt;It Gets Better&lt;/b&gt;”, da Pixar, e o brazuca,&amp;nbsp; “Não Gosto de Meninos”:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;390&quot; width=&quot;640&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/QyG-6GORuzc&amp;amp;rel=0&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;version=3&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; 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cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://noticias.limao.com.br/imagens/materia/entretenimento/osfamosos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://noticias.limao.com.br/imagens/materia/entretenimento/osfamosos.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&quot;Estar perto não é físico&quot;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ele tinha 16 anos e era fã do Radiohead, dos Mutantes e de Vitor Ramil.&amp;nbsp; Com uma inteligência acima da média, falava fluentemente inglês e francês - língua em que foi alfabetizado, durante o período em que a família viveu em Paris, por conta do doutorado da mãe.&amp;nbsp; Dono de um imenso talento, Vinícius Gageiro Marques - ou Yoñlu, como era conhecido no mundo virtual - compunha músicas cujas letras revelavam muito do que ele sentia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em 26 de julho de 2006, às 11 horas da manhã, Vinícius marcou o grande encontro da sua vida - com a morte.&amp;nbsp; Após despachar os pais, com a história de um churrasco que queria oferecer aos amigos, trancou-se no banheiro do apartamento da família, com duas churrasqueiras acesas, com o intuito de suicidar-se, inalando monóxido de carbono - método aprendido em fóruns de suicídio, na internet.&amp;nbsp; Segundo Mário Corso, psicanalista que atendia Vinícius, existem centros de valorização da morte na Grande Rede.&amp;nbsp; Para ele, Yoñlu foi vítima de um crime praticado nas &quot;ruas negras da Internet&quot;.&amp;nbsp; Realmente, a morte foi planejada e documentada em tempo real:&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;“Estou fazendo esse método CO (&lt;i&gt;suicídio por inalação de monóxido de carbono&lt;/i&gt;)  neste momento e tenho duas grelhas queimando no banheiro. Aqui está a  foto. Alguém pode me dizer se há carvão suficiente e quando eu posso  entrar no banheiro e me deitar? Por favor, por favor, me ajudem! Eu não  tenho muito tempo” (...) “Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente  quente naquele banheiro. O que eu devo vestir para se tornar mais  suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que eu  posso fazer? E o que eu devo fazer para desmaiar, por Deus?&quot;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vinícius deixou uma espécie de carta-testamento onde explicava aos pais a razão do seu ato e deixava aquele que, talvez, seja o seu grande legado:&amp;nbsp; um cd com algumas músicas de sua autoria e que, algum tempo depois de sua morte, foi lançado.&amp;nbsp; Era inegável o enorme talento que o menino tinha, tanto que, algumas de suas canções já faziam sucesso fora do país, como ficara sabendo, através de amigos virtuais, pouco tempo antes do suicídio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://0.gvt0.com/vi/_CAZavXm7UQ/0.jpg&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/_CAZavXm7UQ&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;bgcolor&quot; value=&quot;#FFFFFF&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;320&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/_CAZavXm7UQ&amp;fs=1&amp;source=uds&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A história de Yoñlu me veio à mente hoje, após conferir &quot;Aos Famosos E Os Duendes da Morte&quot;, filme de estreia do cineasta paulista Esmir Filho, diretor do famoso &quot;Tapa Na Pantera&quot;.&amp;nbsp; O filme conta a história do &quot;Menino Sem Nome&quot;, um adolescente, da mesma idade de Vinícius, morador de uma cidadezinha&amp;nbsp; no &quot;cu do mundo&quot;, cheio de questões e todo um universo borbulhando dentro de si.&amp;nbsp; A maior parte do tempo, ele passa online, postando no seu blog, ouvindo Bob Dylan - não é à toa que seu &lt;i&gt;handle &lt;/i&gt;é &quot;Mr. Tambourine Man&quot; - e conversando com amigos virtuais.&amp;nbsp; Em contrapartida, o convívio com a mãe não é dos melhores - algo cada vez mais vísivel numa geração que passa mais tempo conectado do que convivendo com a própria família, por exemplo.&amp;nbsp; Tá, mas o que o Yoñlu tem a ver com o filme? Tudo - ou nada.&amp;nbsp; Nos dois casos, nos deparamos com &quot;personagens&quot; nascidos a partir de 1990 e que não conheceram uma vida sem internet, celulares e afins.&amp;nbsp; Filhos de uma geração que teve que&amp;nbsp; aprender a conviver com essas tecnologias e que, muitas vezes,&amp;nbsp; julga que os filhos estão seguros, trancados nos quartos, diante de suas máquinas.&amp;nbsp; Ledo engano.&amp;nbsp; Trancandos nos quartos, mas passeando pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao filme, fica o aviso:&amp;nbsp; para muitos, &quot;Os Famosos E Os Duendes da Morte&quot; não é um filme fácil.&amp;nbsp; O ritmo é lento, os enquadramentos são longos e muitas cenas parecem desnecessárias.&amp;nbsp; No entanto, o roteiro é de um lirismo sem tamanho, a fotografia é impecável e a trilha sonora, um luxo só.&amp;nbsp; Vale cada minuto de sua atenção e emoção, porque esse é um daqueles com o qual é fácil se identificar - seja&amp;nbsp; você da geração Y ou não.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;*_*&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;object class=&quot;BLOGGER-youtube-video&quot; classid=&quot;clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot; data-thumbnail-src=&quot;http://2.gvt0.com/ThumbnailServer2?app=vss&amp;amp;contentid=4653a9e3eb233772&amp;amp;offsetms=10000&amp;amp;itag=w160&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;sigh=__HRFXm8_4R-sorD0nNnbXMVa41TE=&quot; height=&quot;266&quot; width=&quot;320&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://video.google.com/s/6oFc--ogKRA/googleplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fv2.lscache4.googlevideo.com%2Fvideoplayback%3Fid%3D4653a9e3eb233772%26itag%3D5%26begin%3D0%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1305176350%26sparams%3Dip%2Cipbits%2Cexpire%2Cid%2Citag%26signature%3D2FE8A705CE8A1BC5793E6573E3D7B3E88163A588.4C2B4967FF9D36510D04613891F278FC530FE518%26key%3Dck1&amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2F2.gvt0.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dvss%26contentid%3D4653a9e3eb233772%26offsetms%3D10000%26itag%3Dw160%26hl%3Dpt-BR%26sigh%3D__HRFXm8_4R-sorD0nNnbXMVa41TE%3D&amp;docid=4289937090569513129&amp;hl=pt-BR&amp;q=jstarks%20123%20mr%20tambourine%20man%20site%3Ayoutube.com&amp;speedcontrol=0&amp;source=uds&amp;playerMode=simple&quot; 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style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_VU_ENTT4m6A/TEO55kBCq3I/AAAAAAAAAQ4/R2MXxPWh0Wo/s1600/amor_virtual.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;264&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_VU_ENTT4m6A/TEO55kBCq3I/AAAAAAAAAQ4/R2MXxPWh0Wo/s320/amor_virtual.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_VU_ENTT4m6A/TEO55kBCq3I/AAAAAAAAAQ4/R2MXxPWh0Wo/s1600/amor_virtual.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;264&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_VU_ENTT4m6A/TEO55kBCq3I/AAAAAAAAAQ4/R2MXxPWh0Wo/s320/amor_virtual.jpg&quot; 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Tratavam então de marcar hora e local.&amp;nbsp; Mas no grande dia, Eduardo simplesmente não aparecia.&amp;nbsp; Fora assim, bem, uma dúzia de vezes.&amp;nbsp; Em todas elas, recuou.&amp;nbsp; O medo falava mais alto.&amp;nbsp; O medo de o acharem feio, sem graça, do papo não funcionar na hora H.&amp;nbsp; E em todas as vezes, as moças ficaram esperando, sem entender nada do que estava acontecendo, enquanto ele, mais uma vez, retornava pra sua vidinha de mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;................................. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Júlia estava cansada.&amp;nbsp; Nunca tivera sorte com os homens, essa era a verdade!&amp;nbsp; Talvez&amp;nbsp; Edna, sua melhor amiga, estivesse mesmo com a razão.&amp;nbsp; Mulheres não foram feitas para os homens.&amp;nbsp; Mulher devia ficar com mulher e ponto.&amp;nbsp; Quem mais entenderia o espírito e o coração femininos a não ser outra fêmea?&amp;nbsp; Estava cansada, destruída, derrotada.&amp;nbsp; Sete anos da vida jogados fora, no lixo, como se fossem sete dias, sete horas talvez.&amp;nbsp; Estavam noivos, falavam até em casamento, e, assim, de uma hora para a outra, ele chegava&amp;nbsp; com um papo de que algo havia mudado e que, talvez, fosse melhor dar um tempo, para que ambos repensassem o que queriam da relação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mandou-o à merda.&amp;nbsp; Ela sabia muito bem o que queria de uma relação e ele não estava mais incluído nos seus planos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era sábado à noite.&amp;nbsp; Um sábado triste e chuvoso.&amp;nbsp; Bolada ainda com tudo o que acontecera, sentou-se diante do pc e entrou num chat, para se distrair.&amp;nbsp; Estava lá quietinha, desambientada, sem ter nada para comentar com ninguém quando ele apareceu, todo simpático:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Ei, bora conversar?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Teve medo, por&amp;nbsp; uns instantes.&amp;nbsp; Depois, pensou bem e viu que não havia nada de mal naquilo.&amp;nbsp; Precisava mesmo se distrair.&amp;nbsp; Mandou um emoticon simpático e lhe passou o msn.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;.................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tereza olhou em volta, certificando-se que estava sozinha.&amp;nbsp; Pegou o notebook, colocou-o sobre a cama e, deitada de bruços, se conectou à internet.&amp;nbsp; Abriu o chat e procurou qual sala gostaria de entrar.&amp;nbsp; Não demorou muito e fez a escolha:&amp;nbsp; Sexo virtual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sim, sexo virtual que, ocasionalmente, virava sexo real.&amp;nbsp; Adorava aquele jogo.&amp;nbsp; Excitava-se em entrar numa dessas salas, arrumar alguém para teclar, trocar msns e, depois, se exibir, na cam, para eles.&amp;nbsp; A brincadeira, no entanto, não terminava por aí: após algumas conversas, se achasse que o interlocutor fosse merecedor - e se o tesão falasse mais alto, evidente - combinavam um encontro fortuito, bem no meio da semana, geralmente às tardes, horário em que Paulo, o marido, estivesse no escritório trabalhando, crente que a mulher o esperava em casa, ansiosa e saudosa.&amp;nbsp; Pobre Paulo!&amp;nbsp; Enquanto isso, Tereza encontrava-se com os &quot;contatos&quot; em algum motelzinho barato, do centro da cidade.&amp;nbsp; Se bem que, algumas vezes, sucumbiu à tentação e realizou um dos seus maiores desejos:&amp;nbsp; transou na cama em que dormia com o próprio marido. &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;.................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Diego estava cansado daquele jogo.&amp;nbsp; Por que era tão difícil encontrar um cara bacana?&amp;nbsp; Era podre pensar isso, mas às vezes, compartilhava com a ideia daqueles que dizem que gays não se prendem à uma relação.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pelo menos, ele, nunca tivera essa sorte.&amp;nbsp; Em todos os namoros, era sempre o fiel da história.&amp;nbsp; Tudo ia bem, até o momento em que era trocado por outro:&amp;nbsp; algumas vezes, descaradamente.&amp;nbsp; Um antigo namorado chegou a sugerir-lhe à introduzir uma terceira pessoa na história.&amp;nbsp; Não concordou e, embora fosse completamente apaixonado pelo Renan, terminou com tudo, na hora.&amp;nbsp; &lt;i&gt;Putaquipariu&lt;/i&gt;, era pedir demais uma relação saudável, madura e monogâmica?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Jogou a mochila sobre a cama, sentou-se, tirou os tênis, a meia e olhou para o desktop, à sua frente.&amp;nbsp; Balançou a cabeça negativamente, coçou-a e jogou-se sobre os lençóis.&amp;nbsp; Não, não caía nessa novamente.&amp;nbsp; O que mais poderiam querer numa chat do que exatamente aquilo que não buscava?&amp;nbsp; Ia andar pra trás, remar contra a maré justamente agora?&amp;nbsp; Mas se... se hoje fosse seu dia?&amp;nbsp; E se o cara legal estivesse lá, à sua espera?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levantou-se depressa.&amp;nbsp; Olhou mais uma vez para a máquina.&amp;nbsp; Decidiu entrar numa sala, mas não numa sala gay.&amp;nbsp; Olhou as opções e escolheu:&amp;nbsp; Papo Cabeça.&amp;nbsp; O local ideal pra quem procurava mais conteúdo do que imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;......................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Paulo não entendia o que havia acontecido com o seu casamento.&amp;nbsp; De uns tempos pra cá, Tereza pouco lembrava a mulher amorosa do início do relação.&amp;nbsp; Era como se algo estivesse rompido entre os dois.&amp;nbsp; Não sabia especificar exatamente o quê, mas era fato que o tudo não era mais como anos atrás.&amp;nbsp; Não da parte dele, tinha certeza.&amp;nbsp; Ainda era loucamente apaixonado pela mulher.&amp;nbsp; Ela, no entanto, mostrava-se cada vez mais distante e fria.&amp;nbsp; Sexualmente então, nem se falava.&amp;nbsp; Às vezes, sentia, claramente, que ela o repelia.&amp;nbsp; Tentou conversar sobre, algumas vezes, mas ela era resistente.&amp;nbsp; Pôs a culpa nos problemas, nas preocupações que a família lhe trazia, na chegada da entrega da monografia do Mestrado...&amp;nbsp; Ele não engoliu, não mesmo.&amp;nbsp; Só sabia que ainda amava aquela mulher, tanto quanto no primeiro dia em que estiveram juntos.&amp;nbsp; Mas não tinha certeza se havia uma recíproca.&amp;nbsp; Aliás, tinha quase certeza que não havia mais recíproca alguma.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fim de expediente, os últimos colegas saíram do escritório e ele ficou, com a desculpa de revisar alguns contratos.&amp;nbsp; Esperou que todos fossem e, como não havia mais nada para fazer, ligou o computador, pensando em desanuviar as ideias. Quando percebeu, estava numa dessas salas de bate-papo, de nome bem sugestivo - Papo Cabeça -, catando alguém para jogar conversa fora - e nada mais que isso.&amp;nbsp; Foi quando percebeu um carinha citando um trecho de uma das suas músicas preferidas - &quot;&lt;i&gt;Hello&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;is&lt;/i&gt; &lt;i&gt;there anybody in there?&amp;nbsp; Just nod if you can hear me, is there anyone at home?&quot; -, &lt;/i&gt;não resistiu e reso&lt;i&gt;lv&lt;/i&gt;eu cutucar:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - Pink Floyd?!&amp;nbsp; Só ponte ser gente boa...&amp;nbsp; :)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquele foi só o início de uma conversa animada.&amp;nbsp; Já estavam nessa há mais de vinte minutos, quando percebeu que solitário_noturno era muito impessoal prum cara que parecia tão bacana, e resolveu perguntar qual era o nome de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp; Diego - o carinha respondeu, animado - E você é o...?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; - Paulo - a resposta veio no mesmo tom.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aquela noite, Tereza não precisava preocupar-se com o marido.&amp;nbsp; Se quisesse aprontar das suas, podia fazê-lo despreocupadamente, porque Paulo esqueceu completamente da hora.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tempo passava e, cada vez mais, Júlia tinha certeza que Eduardo não era um cara qualquer.&amp;nbsp; Tá, tinha medo, admitia.&amp;nbsp; Mas tudo aquilo era tão maravilhoso e, ao mesmo tempo, tão inusitado, que confessava que sentia-se entusiasmada com a simples ideia de um dia poder encontrá-lo.&amp;nbsp; Vinha pensando seriamente nisso, nas últimas semanas.&amp;nbsp; Edna tentou advertí-la e lembrou-a, mais uma vez, da sua tese.&amp;nbsp; Júlia, obviamente, nem deu ouvidos.&amp;nbsp; Até que, um belo dia, os anjos lhe ouviram as preces e o Eduardo veio com a ideia:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - O que você acha da gente sair uma hora dessas, bater um papo e tomar uns chopes?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Do outro lado do monitor, os olhos dela brilharam.&amp;nbsp; Não pensou duas vezes.&amp;nbsp; Já estava lá.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;..................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não podia ter acontecido de forma pior.&amp;nbsp; Estourando de dor de cabeça, resolveu voltar mais cedo para casa.&amp;nbsp; Chegou na portaria, cumprimentou o porteiro que lançou-lhe um olhar estranho, mistura de surpresa e pena, mas na hora, não entendeu.&amp;nbsp; Subiu direto para o apartamento, embora encontrasse um vizinho de porta que insistia em puxar o assunto sobre o jogo do Fluminense daquele final de semana.&amp;nbsp; Dispensou-o rapidamente, com meia dúzia de palavras e seguiu o seu caminho.&amp;nbsp; Foi só colocar a chave na porta para começar a ouvir.&amp;nbsp; Sim, eram gemidos.&amp;nbsp; Gemidos intensos, vindos do quarto.&amp;nbsp; Na ponta dos pés, seguiu a direção deles.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Do corredor, através da porta entreaberta, avistou a mulher, debaixo do&amp;nbsp; corpo nu de outro homem; os gemidos agora mais pertos e intensos.&amp;nbsp; Deixou a pasta cair no chão e foi notado.&amp;nbsp; Tereza ficou pálida.&amp;nbsp; Não esperou explicações.&amp;nbsp; Correu até o cozinha, abriu a torneira da pia e, ali mesmo, lavou o rosto como se quisesse despertar de um sonho ruim.&amp;nbsp; A mulher então, surgiu, enrolada num lençol.&amp;nbsp; Tentou abraçá-lo, mas foi imediatamente repelida.&amp;nbsp; Veio com um papo brabo, dizendo que o amava e que fizera tudo aquilo porque não tinha o que buscava dentro de casa.&amp;nbsp; O estômago embrulhou.&amp;nbsp; Olhou-a com desprezo e se trancou no escritório.&amp;nbsp; Podia quebrar tudo ou voltar para a cozinha e meter-lhe a porrada.&amp;nbsp; Paulo, porém, sentou-se na escrivaninha e ligou o computador.&amp;nbsp; Rezou desesperadamente para que o Diego estivesse ali, à sua espera.&amp;nbsp; Se Deus existe, certamente lhe ouviu as preces, porque lá estava o moço, como que adivinhando tudo o que estava acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;............................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Era um grande advogado e, se quisesse, a deixaria com uma mão na frente e outra atrás.&amp;nbsp; Fora bastante generoso, no entanto.&amp;nbsp; Deixou-lhe o apartamento que moravam, no Recreio e algumas outras benesses.&amp;nbsp; O que não queria mais era vê-la pela frente. Estava disposto a recomeçar, tentar uma vida nova - o que não vinha sendo nada fácil, diga-se de passagem.&amp;nbsp; E, nesse processo, Diego vinha exercendo papel de destaque.&amp;nbsp; As conversas, antes esporádicas, agora eram cada vez mais frequentes.&amp;nbsp; As afinidades só aumentavam, e o que havia começado como um bate-papo despretensioso ganhou uma dimensão inesperada.&amp;nbsp; Principalmente depois que o Diego veio com o assunto, dizendo estar confuso e envolvido.&amp;nbsp; Sim, envolvido.&amp;nbsp; Não sabia como nem porquê.&amp;nbsp; Aliás, sabia sim.&amp;nbsp; Era difícil não se deixar envolver por alguém tão maravilhoso feito ele (Paulo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; O pobre, claro, ficou sem ação.&amp;nbsp; Não, nunca fora preconceituoso, mas confessava que jamais esperaria ouvir aquilo de outro homem.&amp;nbsp; Sabia que o Diego era gay; o próprio confessou-lhe depois de algumas conversas.&amp;nbsp; Contudo, aquela declaração perturbou-lhe.&amp;nbsp; E não sabia exatamente de que forma, tanto que aquela noite, não conseguiu dormir.&amp;nbsp; E na outra e na outra, também não.&amp;nbsp; Depois de algum tempo, ria da história.&amp;nbsp; Mas achou melhor ser prudente e não alimentar falsas esperanças ao pobre.&amp;nbsp; &quot;Botão esquerdo sobre o nome do contato/Bloquear&quot; foi a saída escolhida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...................................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Marcaram às sete no shopping.&amp;nbsp; Escolha de Júlia.&amp;nbsp; Sempre ouvia, desses especialistas em segurança, que era mais prudente fazê-lo em locais públicos.&amp;nbsp; Também avisou a Edna, para o caso de não aparecer, depois de algum tempo.&amp;nbsp; Tomou um belo dum banho, perfumou-se com generosidade, caprichou na escolha do vestido, maquiou-se, tirou a maquiagem, maquiou-se novamente e, achando que tinha a pior cara do mundo, rumou, entre animada e amedrontada, para o grande encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; Olhava para o relógio de cinco em cinco minutos, como se isso fosse fazer ele aparecer.&amp;nbsp; Duas, duas horas de atraso e nada do Eduardo!&amp;nbsp; Estava começando a ficar nervosa. &amp;nbsp; Deus, por que ele fizera isso?!&amp;nbsp; Todos aqueles papos, todos os galanteios e promessas trocadas...&amp;nbsp; Ele parecia tão bacana, tão decente,&amp;nbsp; e agora, lá estava ela, sentindo -se uma trouxa, enganada por um cara que jamais vira mais gordo.&amp;nbsp; Isso é o que dava acreditar nesse povo de Internet.&amp;nbsp; Fora advertida, mas, pra variar, sequer deu crédito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Desapontada, olhou o relógio, uma última vez.&amp;nbsp; É, ia embora.&amp;nbsp; Era o melhor que podia fazer.&amp;nbsp; Pediu ao rapazinho do balcão que lhe fechasse a conta.&amp;nbsp; O rapaz veio, fez as contas e estendeu-lhe a nota.&amp;nbsp; Antes, porém, lançou um olhar sobre o livro que ele trouxera consigo e que, agora, respousava sobre o balcão.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Clarice, &lt;/i&gt;é?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;É &lt;/i&gt;- Júlia respondeu, entredentes - &lt;i&gt;Por quê&lt;/i&gt;?&amp;nbsp; &lt;i&gt;Gosta&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Claro&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;E há &lt;/i&gt;&lt;i&gt;alguém que não goste de Clarice Lispector?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não respondeu nada.&amp;nbsp; Apenas pegou o cartão de crédito e entregou ao rapaz.&amp;nbsp; Ele já ia indo passar o cartão quando parou, e, por um minuto, ficou perdido nos pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Ei, tava aqui pensando - &lt;/i&gt;falou&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;sorriso tímido no rosto &lt;i&gt;- Eu saio daqui à meia hora e... que tal se&amp;nbsp; você me esperasse, pra gente trocar umas ideias sobre livros...?&amp;nbsp; Você parece gostar muito de Literatura, né? Tô enganado?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;Júlia não acreditava no que ouvia.&amp;nbsp; Apenas falou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;Você bebeu?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O rapaz não respondeu nada.&amp;nbsp; Deu um sorriso sem graça, saiu e voltou dois minutos depois com o cartão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De longe, Eduardo observava tudo, se odiando por, mais uma vez, ter deixado o medo paralisá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...............................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A casa era um charme.&amp;nbsp; Tiveram realmente muita sorte em encontrá-la.&amp;nbsp; O corretor avisou que uma casa de vila, daquele tamanho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, era um achado.&amp;nbsp; E era exatamente isso que queriam.&amp;nbsp; Diego comentou que, quando criança, morou num lugar muito parecido e que sua mãe, quando estivesse ali, certamente se lembraria.&amp;nbsp; Paulo sorriu, satisfeito, e falou que era bom que ele tivesse gostado, porque era ali que viveriam o resto da vida.&amp;nbsp; Diego sorriu, balançou a cabeça, pegou na mão dele discretamente e seguiram em direção ao novo lar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;............................. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O expediente finalmente tinha terminado.&amp;nbsp; O rapaz da lanchonete despediu-se dos amigos e já seguia para o ponto do ônibus quando reconheceu, do outro lado da calçada, a moça, sorrindo, com o livro de Clarice na mão.&amp;nbsp; Sorriu também e se aproximou.&amp;nbsp; Não acreditava no que via, mas era ela.&amp;nbsp; Ali.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;E aí?&amp;nbsp; Aquele convite ainda tá de pé?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;...........................&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se odiava.&amp;nbsp; Sério:&amp;nbsp; se odiava mais que tudo nesse mundo.&amp;nbsp; &quot;&lt;b&gt;Covarde, filho-da-puta, seu grande merda&lt;/b&gt;&quot; - xingou a si mesmo, revoltado.&amp;nbsp; Mais uma vez não tivera coragem suficiente e preferiu dar meia volta.&amp;nbsp; Agora, novamente em casa, tinha a nítida sensação de estar vendo um filme reprisado. Ligou o computador, se conectou, escolheu a sala e repetiu, quase que mecanicamente, o velho e bom &lt;i&gt;script &lt;/i&gt;de sempre:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; - &lt;i&gt;E aí, gata?&amp;nbsp; Bora conversar?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/7063667215168062101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/04/amores-impossiveis.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/7063667215168062101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/7063667215168062101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/04/amores-impossiveis.html' title='Amores (Im)Possíveis'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_VU_ENTT4m6A/TEO55kBCq3I/AAAAAAAAAQ4/R2MXxPWh0Wo/s72-c/amor_virtual.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-5755831603414677830</id><published>2011-01-31T17:48:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T18:18:33.281-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><title type='text'>Com Licença, Eu Vou À Luta</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_N0n_9UmTJWA/S_fGDxUwGEI/AAAAAAAABSY/mEcuOCqdEoE/s1600/esporte-sumo-luta-japonesasumo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_N0n_9UmTJWA/S_fGDxUwGEI/AAAAAAAABSY/mEcuOCqdEoE/s320/esporte-sumo-luta-japonesasumo.jpg&quot; width=&quot;211&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&quot;&lt;b&gt;Com Licença&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Eu Vou À Luta&lt;/b&gt;&quot; é um livro autobiográfico, escrito por Eliane Maciel, e que fez enorme sucesso durante os anos 80.&amp;nbsp; Conta a história de uma adolescente que, aos 15 anos, apaixona-se por um homem divorciado, de 33.&amp;nbsp; A família da moça, evidente, opõe-se radicalmente ao romance, e o casal decide partir para a luta legal, a fim de ficarem juntos.&amp;nbsp; Alguém aqui em casa leu o livro - não me recordo se minha mãe ou irmã -, só sei que, desde sempre, o título me chamou bastante atenção.&amp;nbsp; Não sou menina, não tenho 15 anos, nem estou apaixonado por um cara de 33, mas, às vezes, dá vontade de jogar tudo para o alto e soltar um &quot;&lt;i&gt;com&lt;/i&gt; &lt;i&gt;licença, eu vou à luta&lt;/i&gt;&quot; também.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O último texto que publiquei aqui, trazia uma listinha básica de 50 coisas que prentendo fazer antes de ingressar no clube dos &quot;enta&quot;.&amp;nbsp; Pirei na batatinha e pus coisas bacanas como morar uma temporada no exterior e outras não tão bacanas como participar de uma orgia (Hnmmm... depende do ponto de vista... hehehe!).&amp;nbsp; Só sei que, caso realmente queira ver 25%, que seja, desses desejos se tornarem realidade, tenho que levantar o meu traseiro gordo da frente do PC e pôr a mão na massa.&amp;nbsp; Por isso, amigos, não&amp;nbsp; estranhem se me encontrarem com a cueca na cabeça ou cantando &quot;&lt;i&gt;Hare Krishna&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Hare Krishna&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Hare Krishna&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Krishna Hare&lt;/i&gt;&quot; por aí.&amp;nbsp; Faz parte do plano.&amp;nbsp; É chegada a hora e eu beberei até cair,&amp;nbsp; perderei um pouco a razão e - por que não? - &quot;atravessarei&quot; a ponte.&amp;nbsp; Antes que os 40 cheguem.&amp;nbsp; Porque eles chegarão depressa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&amp;nbsp;Quer saber?&amp;nbsp; Agora eu vou viver.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; class=&quot;youtube-player&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/embed/8OxlAOvAmZk&quot; title=&quot;YouTube video player&quot; type=&quot;text/html&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Trilha sonora sugerida pelo amigo &lt;a href=&quot;http://grooeland.blogspot.com/&quot;&gt;Jaime Guimarães&lt;/a&gt;, para cruzar a ponte (Piadinha Interna) &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/5755831603414677830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/01/com-licenca-eu-vou-luta.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5755831603414677830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5755831603414677830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/01/com-licenca-eu-vou-luta.html' title='Com Licença, Eu Vou À Luta'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_N0n_9UmTJWA/S_fGDxUwGEI/AAAAAAAABSY/mEcuOCqdEoE/s72-c/esporte-sumo-luta-japonesasumo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-4630985695982473828</id><published>2011-01-14T15:26:00.004-02:00</published><updated>2011-01-15T15:14:31.545-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aniversário"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Blog"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><title type='text'>Coisas Pra Se Fazer Antes dos Quarenta</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/puhDh7QyvFWZ5GLPgNB*gLn-8IstRQ-AVgZszC3N5b7JFJQmOhrnR7FNVwZWwUJG*Io15DheGpbldMsJjTu8AvKhnsPKotby/DragQueen.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/puhDh7QyvFWZ5GLPgNB*gLn-8IstRQ-AVgZszC3N5b7JFJQmOhrnR7FNVwZWwUJG*Io15DheGpbldMsJjTu8AvKhnsPKotby/DragQueen.jpg&quot; width=&quot;221&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Item nº 39 - Ficar bêbado igual a um gambá e fazer algo que não teria coragem sóbrio &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.9474152746157972&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Todo  início de ano é a mesma história: &amp;nbsp;me pego pensando no que o destino me  reserva pela frente. &amp;nbsp;Traço planos, vislumbro objetivos, mas antes de  março chegar, já esqueci da metade deles. &amp;nbsp;Tá, eu nunca fui bom com  essas coisas. &amp;nbsp;Sempre vivi ao saber do vento, ao deixa estar, ao seja o  que Deus quiser. &amp;nbsp;Tem um lado bom, é verdade, mas tem um lado não tão  bom assim. &amp;nbsp;Dia desses, me deu um estalo: como estaria minha vida hoje  se, lá pelos 18 ou 20 anos, eu tivesse traçado metas bem objetivas para  cumprir, antes dos 30? &amp;nbsp;Ok, nunca me vi casado, por exemplo. Mas acho  que me imaginava já com alguns livros publicados e um roteiro pra tv ou  cinema no currículo. &amp;nbsp;Enfim, &lt;i&gt;c&#39;est la vie&lt;/i&gt;. &amp;nbsp;Mas como nunca é tarde para  recomeçar e inspirado pelo ótimo &lt;a href=&quot;http://www.profissaojornalista.com/2009/11/100-coisas-para-fazer-antes-dos-40.html&quot;&gt;post &lt;/a&gt;da &lt;b&gt;Ana Magal &lt;/b&gt;no blog &lt;b&gt;Profissão  Jornalista&lt;/b&gt;, resolvi listar algumas &lt;i&gt;cositas &lt;/i&gt;pra se fazer antes dos 4.0 -  porque dos 30 não dá mais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;1 - Publicar os meus livros&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;2 - Assinar um roteiro para cinema ou tv;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;3 - Comprar um carro zero;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;4 - Comprar um apartamento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;5 - Viver, por seis meses, em Buenos Aires;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;6 - Conhecer toda a Europa;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;7 - Demonstrar sempre pros meus velhos o quão são importantes pra mim - não dá pra se saber o dia de amanhã, né?;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;8 - Conhecer a Disney - dá licença?;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;9 - Estar mais próximo dos amigos de verdade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;10 - Reencontrar amigos que ficaram para trás;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;11 - Falar inglês com fluência;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;12 - Voltar a malhar e ganhar alguns músculos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;13 - Saltar de paraquedas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;14 - Colocar um alargador;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;15 - Viver uma daquelas loucas histórias de amor que desafiam a razão e nos fazem perder o chão;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;16 - Ter um filho - por meios naturais ou não;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;17 - Conhecer pessoalmente alguns bons amigos virtuais que fiz em todos esses anos de net;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;18 - Participar de uma orgia - tá, é podre, eu sei...;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;19 - Ser entrevistado pelo Jô (uahahhaaaa!!!);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;20 - Ter um domínio próprio pro “&lt;b&gt;Diz&lt;/b&gt;”;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;21 - Ver todos os filmes que sempre quis;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;22 - Ver todas edições do Oscar e voltar a escrever sobre elas pro “&lt;b&gt;Um Oscar&lt;/b&gt; &lt;b&gt;Por Mês&lt;/b&gt;”;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;23 - Comprar um &lt;a href=&quot;http://vacananica.blogspot.com/&quot;&gt;quadro &lt;/a&gt;de Maria Helena Bastos e colocar na minha sala;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;24 - Ter uma casa de campo onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e meus livros;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;25 - Transar numa virada de ano;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;26 - Viver exclusivamente dos meus textos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;27 - Ter mais tempo livre do que tenho hoje;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;28 - Aprender a tocar guitarra;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;29 - Aprender a nadar;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;30 - Ser menos medroso;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;31 - Ser tio (irmãos, colaborem!);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;32 - Cursar Jornalismo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;33 - Cursar Gastronomia (de onde tirei isso?);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;34 - Ser dono de um restaurante;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;35 - Ser dono de uma padaria;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;36 - Ser dono de uma banca de jornal;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;37 - Cobrir um braço de tattoos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;38 - Participar de uma edição da Campus Party;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;39 - Ficar bêbado igual a um gambá e fazer algo que não teria coragem sóbrio (ihhh, essa pegou mal! Hehehe!);&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;40 - Ver o Botafogo Campeão Brasileiro;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;41 - Ir aos jogos da Copa no Brasil;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;42 - Ir às competições das Olímpiadas do Rio;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;43 - Entrar pruma dessas &quot;religiões&quot; malucas, encher o saco de todo mundo e depois sair;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;44 - Ter uma coleção de DVDs digna de colecionador;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;45 - Dar uma big festa de aniversário;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;46 - Aprender a guiar moto;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;47 - Andar numa Harley-Davidson;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;48 - Sair por aí, sem lenço nem documento;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;49 - Cumprir metade dessa lista e chegar vivo aos 40;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;50 - Ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Prontinho.  &amp;nbsp;Muitos itens dessa lista é viagem minha, mas deixa quieto. &amp;nbsp;Se eu  conseguir cumprir, pelo menos, o 49 e o 50, tá de bom tamanho. &amp;nbsp;E &lt;i&gt;vamo  &lt;/i&gt;que &lt;i&gt;vamo&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;P.S.:&amp;nbsp; No último dia 11, o &quot;&lt;b&gt;Diz Que Fui Por Aí&lt;/b&gt;&quot; completou dois anos de vida.&amp;nbsp; A data passou em branco, agonizamos mas não morremos, por isso, parabéns pra nós!&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/4630985695982473828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/01/coisas-pra-se-fazer-antes-dos-quarenta.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4630985695982473828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4630985695982473828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2011/01/coisas-pra-se-fazer-antes-dos-quarenta.html' title='Coisas Pra Se Fazer Antes dos Quarenta'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-3315176260275388820</id><published>2010-12-24T12:10:00.000-02:00</published><updated>2010-12-24T12:10:59.687-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aniversário"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="clássicos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcelinho recomenda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TV"/><title type='text'>Natal, Filmes E Zeca Pagodinho</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://images02.olx.com.br/ui/7/28/31/1287170200_129272731_1-Fotos-de--Dvd-Em-Cada-Coracao-uma-Saudade-frete-gratis-1287170200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name=&#39;more&#39;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://images02.olx.com.br/ui/7/28/31/1287170200_129272731_1-Fotos-de--Dvd-Em-Cada-Coracao-uma-Saudade-frete-gratis-1287170200.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://images02.olx.com.br/ui/7/28/31/1287170200_129272731_1-Fotos-de--Dvd-Em-Cada-Coracao-uma-Saudade-frete-gratis-1287170200.jpg&quot; width=&quot;210&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.5692650186894308&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Sabe  aqueles filmes que &amp;nbsp;a gente vê uma única vez e que, mesmo assim, nunca  saem &amp;nbsp;da nossa cabeça? &amp;nbsp;&amp;nbsp;Pois é, “Em Cada Coração Uma Saudade” é um  desses. &amp;nbsp;Daqueles dramalhões que só se faziam nos anos 50, o filme narra  a história de uma família escocesa, recém-chegada aos Estados Unidos.  Pros que, como eu, tem o coração mole, fica o aviso: &amp;nbsp;o filme é de  cortar o coração. &amp;nbsp;Primeiro o pai morre, depois é a mãe que bate as  botas, deixando os seis filhos sozinhos no mundo. &amp;nbsp;Robbie, o  primogênito, promete à mãe moribunda que encontrará um novo lar para  cada um dos irmãos. &amp;nbsp;Há pouco tempo, tive a oportunidade de ter nas mãos  o cartaz original do filme e, chocado, pude conferir o quão enganador  pode ser um slogan: &amp;nbsp;“Seis crianças numa verdadeira e maravilhosa  aventura”. &amp;nbsp;Pelamordedeus, que aventura maravilhosa é perder os pais,  ficar sem eira nem beira e ter que espalhar os irmãos pelo mundo afora?!  Não é à toa que &amp;nbsp;este é considerado, por muitos, como o mais triste  filme de Natal de todos os tempos. &amp;nbsp;Sim, queridos. &amp;nbsp;“Em Cada Coração Uma  Saudade” é um filme de Natal...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Pra  muita gente, o Natal é mesmo uma festa triste. &amp;nbsp;Eu, particularmente,  nunca entendi isso, afinal, pros que crêem, ele &amp;nbsp;nada mais é que a  celebração de um aniversário, e, em geral, os aniversários são ocasiões  alegres. &amp;nbsp;Deve ser pelo tom solene que envolve a festividade. &amp;nbsp;Como é  uma data originariamente religiosa, muitos insistem em comemorá-la de  uma maneira mais discreta, como se o dono dela não merecesse uma  comemoração de verdade. &amp;nbsp;Aliás, não seria má ideia lançar hoje uma  campanha pelo nacionalismo da festa. &amp;nbsp;Chega de comidinhas e cançõezinhas  importadas! &amp;nbsp;Vistamos o Papai Noel com regata e bermudão! &amp;nbsp;Jingle Bells  é o cacete! &amp;nbsp;E bota o Zeca Pagodinho pra rolar na vitrola, porque hoje  também é dia de sambar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;É  isso que desejo a você, meu querido ou minha querida, que lê essas mal  traçadas linhas. &amp;nbsp;Que hoje e em todos os Natais de sua vida, a alegria  seja a ordem do dia. &amp;nbsp;E que novo ano que se aproxima, a felicidade seja  uma eterna constante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;E,  se por acaso, logo mais, quando zapear a tv, der de cara com “Em Cada  Coração Uma Saudade”, fuja dele como o capeta da cruz. &amp;nbsp;É um filme lindo  que merece ser visto, mas fala sério... &amp;nbsp;essa noite, não. &amp;nbsp;Por via das  dúvidas fique com um “Meu Papai É Noel”, “Férias Frustradas de Natal”  ou “A Felicidade Não Compra”. &amp;nbsp;E divirta-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Um grande beijo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Marcelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/3315176260275388820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/12/natal-filmes-e-zeca-pagodinho.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3315176260275388820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/3315176260275388820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/12/natal-filmes-e-zeca-pagodinho.html' title='Natal, Filmes E Zeca Pagodinho'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-8432167655956131728</id><published>2010-12-01T17:29:00.001-02:00</published><updated>2010-12-01T17:31:44.234-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fantástico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Orkut"/><title type='text'>Saudades Eternas, Orkut!</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_Zp4CntwAd3E/S8tqrgz1pJI/AAAAAAAABPQ/nGeDWXFWDlo/s1600/01_cemiterio_usa_normandia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;214&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_Zp4CntwAd3E/S8tqrgz1pJI/AAAAAAAABPQ/nGeDWXFWDlo/s320/01_cemiterio_usa_normandia.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;internal-source-marker_0.955315611739395&quot; style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;O  ano era 2004. &amp;nbsp;Uma colega do trabalho chegou, um dia, com a novidade.  &amp;nbsp;Era um site diferente de tudo que a gente tinha visto até então. &amp;nbsp;O  nome era um palavrão - &amp;nbsp;&lt;i&gt;Cuméquie? Iogurte? Yorkut?&lt;/i&gt; - , mas era legal.  &amp;nbsp;Você entrava, criava um “&lt;b&gt;perfil&lt;/b&gt;”, participava de “&lt;b&gt;comunidades&lt;/b&gt;”,  procurava “&lt;b&gt;amigos&lt;/b&gt;”... &amp;nbsp;Se quisesse, ela mandava convite. &amp;nbsp;É, porque para  entrar era preciso ser convidado. &amp;nbsp;Tipo clube exclusivo, sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Eu  entrei. &amp;nbsp;Naquele tempo, não havia Orkut em Português. &amp;nbsp;Era &lt;b&gt;Profile&lt;/b&gt;,  &lt;b&gt;About me&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;bi-curious&lt;/b&gt;... o Orkut &amp;nbsp;também não era muito popular. &amp;nbsp;Pra  encontrar um brasileiro, você rodava e rodava. &amp;nbsp;Pra encontrar alguém  conhecido, você rodava, rodava e rodava mais um pouco. &amp;nbsp;Mas, rapidão, a  coisa caiu no gosto do povo. &amp;nbsp;Começou com uma reportagem no Fantástico.  &amp;nbsp;Depois veio outra e mais outra e, quando a gente viu, &lt;i&gt;Ahhhaaa, uhhhuuu,  o Orkut é nosso&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Dia  desses, eu reclamava, no Twitter, o quanto o Orkut andava chato.  &amp;nbsp;Desconfio que a derrocada do site começou há um &lt;i&gt;boooom&lt;/i&gt; tempo, mas  piorou de um ano pra cá, quando cismaram de inventar um  &lt;b&gt;Novo Orkut&lt;/b&gt;. &amp;nbsp;Era o começo do fim. &amp;nbsp;Cada dia, vinha uma novidade - sempre  péssima, por sinal. Era fato:&amp;nbsp; Definitivamente o Orkut já tinha dado o que  tinha que dar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Apesar dos pesares, é preciso dar o braço a torcer:&amp;nbsp; o site teve os seus méritos. Quando ele surgiu, eu, particularmente, obtive a resposta pruma pergunta  que me atormentava desde que comecei a usar a Internet: &amp;nbsp;“&lt;i&gt;Por onde  diabos anda fulano?&lt;/i&gt;” &amp;nbsp;Eu sempre quis saber o paradeiro da ruivinha  sardenta por quem eu fui perdidamente apaixonado na sétima série ou do  moleque marrento que me meteu a porrada no terceiro período. &amp;nbsp;Depois de  tentar de todas as maneiras, o site, criado pelo turco &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: italic; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Orkut&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;  Büyükkökten, me deu as respostas: &amp;nbsp;bastava digitar um nome e clicar em  buscar. &amp;nbsp;Prontinho.&amp;nbsp; Desse jeito, &amp;nbsp;topei com &amp;nbsp;pessoas que nem lembrava  que existiam. &amp;nbsp;Minha mãe reencontrou uma velha amiga do ginásio e meu  pai uma antiga namorada. &amp;nbsp;Pior: &amp;nbsp;eu descobri até um primo - &lt;b&gt;numa  daquelas comus com perfil de gente morta, sabe?&lt;/b&gt; - que eu só fui  conhecer… depois de morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Outro mérito do Orkut: a possibilidade de ficar por dentro da  vida do outro. &amp;nbsp;Bastava um olhar mais apurado numa página de recados e  você descobria se fulano estava solteiro ou comprometido, pra qual  balada ele iria mais tarde, se a gostosona que você não via há séculos  tinha embuchado ou não. &amp;nbsp;Isso sem falar das especulações: &amp;nbsp;quem nunca  ficou tentando adivinhar a opção sexual alheia - principalmente naqueles  perfis que não traziam a informação - através da foto do avatar, por  exemplo? &amp;nbsp;Se a foto fosse de bombadão sem camisa, bingo!, &amp;nbsp;80% de  chances do cara estar jogando água pra fora da piscina!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;&quot;&gt;Hoje  tudo isso é passado. &amp;nbsp;Eu tenho uma tese: &amp;nbsp;a privacidade não existe  mais. &amp;nbsp;As pessoas escancararam de vez. &amp;nbsp;Não é preciso mais Orkut pra  ficar por dentro da vida alheia - as pessoas mesmo se encarregam disso  em 140 caracteres (&lt;i&gt;Vou tomar banho e depois vou jantar #temumaanacondadentrodemim &lt;/i&gt;ou&lt;i&gt;  Ficar cheirosinha pra dar uma pro Zé #MotelFeelings&lt;/i&gt;)! É por essas e  outras que o troço perdeu a graça. &amp;nbsp;E hoje o Orkut  tá lá. &amp;nbsp;Só mais uma conta que eu ainda abro, na esperança de ver algo  que me lembre os velhos e bons tempos. &amp;nbsp;Enquanto isso, eu fico colocando  uns videozinhos no Face e tuitando umas palhaçadas no Twitter... &amp;nbsp;Afinal,  &lt;i&gt;#faltadoquefazeréumamerda&lt;/i&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/8432167655956131728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/12/saudades-eternas-orkut.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8432167655956131728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8432167655956131728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/12/saudades-eternas-orkut.html' title='Saudades Eternas, Orkut!'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_Zp4CntwAd3E/S8tqrgz1pJI/AAAAAAAABPQ/nGeDWXFWDlo/s72-c/01_cemiterio_usa_normandia.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-8995002549934579827</id><published>2010-11-03T20:38:00.000-02:00</published><updated>2013-01-16T22:20:57.462-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Textículos"/><title type='text'>It&#39;s Now Or Never</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://appleaddicted.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/img-0114-200x300.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://appleaddicted.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/01/img-0114-200x300.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não, o espelho não mentia.&amp;nbsp; Nem ele nem a certidão de nascimento - e ambos eram enfáticos:&amp;nbsp; ela já não era mais nenhuma moça. Aliás, pouco tinha da moça que fora um dia.&amp;nbsp; Hoje, a morena de olhos grandes e cabelos compridos que figurava na surrada carteira de identidade era uma vaga lembrança.&amp;nbsp; Estava gorda, velha, o rosto cheio de vincos, os cabelos com três dedos de raiz branca conferindo-lhe um ar de desleixo.&amp;nbsp; Que porra!&amp;nbsp; Devia ser proibido ao ser humano envelhecer!&amp;nbsp; Todos deviam partir desse mundo antes que a lei da gravidade, com sua crueldade, mandasse tudo pro escambau...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Limpou o espelho embaçado pelo vapor do banho quente e mirou-se uma vez mais.&amp;nbsp; Era uma infeliz, definitivamente. Sua vida, na realidade, nunca lhe pertenceu.&amp;nbsp; Dedicou-a todinha ao cuidado da mãe, entrevada na cama, depois de um derrame.&amp;nbsp; Depois que a mãe se foi, passou a cuidar dos sobrinhos, filhos do irmão caçula.&amp;nbsp; Triste sina.&amp;nbsp; Era a mais velha e viu todos, todos os cinco irmãos mais novos, saírem de casa, casarem e construírem família.&amp;nbsp; E ela ali, sem nunca conseguir tomar as rédeas do próprio destino, caminhar o próprio caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disso tudo, o que mais lhe doía era saber que jamais fora amada de verdade.&amp;nbsp; Céus, como anseiara por isso!&amp;nbsp; Como sonhara ser desejada por um homem, sentir o seu cheiro, beijar sua boca, sentir o corpo contra o seu.&amp;nbsp; Mas como a Carolina da canção, &quot;a vida passou na janela&quot; e só ela não viu.&amp;nbsp; Pior:&amp;nbsp; viu, sim.&amp;nbsp; Viu todos indo e vindo - e ela ficando.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E hoje estava só.&amp;nbsp; O último sobrinho saíra de casa, estudar numa cidade vizinha.&amp;nbsp; O irmão falou não precisar mais de sua ajuda, já que, agora, eram apenas ele e a esposa.&amp;nbsp; Resumo da ópera:&amp;nbsp; voltou para o velho conjugado em Copacabana que, durante anos, ocupou com a finada mãe.&amp;nbsp; E agora lá estava ela, nua, de corpo e alma, os vincos do rosto cada vez mais fundos, os cabelos brancos&amp;nbsp; mais brancos do que nunca e a dor por nunca ter sido amada por ninguém, doer-lhe a alma como nenhuma outra dor jamais doeu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estava decidida.&amp;nbsp; Aquela noite &quot;dava&quot;.&amp;nbsp; Mesmo que fosse a última coisa que fizesse na vida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span id=&quot;goog_2135454095&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id=&quot;goog_2135454096&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então, quando passava pela sala em direção ao quarto, deu, no telejornal, a notícia de mais um estupro, aquela madrugada, no centro da cidade.&amp;nbsp; Era o quinto caso em duas semanas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sorriu.&amp;nbsp; Por um instante, os olhos grandes brilharam como outrora e uma ideia louca lhe passou pela cabeça.&amp;nbsp; Não havia dito que aquela noite &quot;dava&quot;, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida?&amp;nbsp; Pois bem... Era agora ou nunca. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/8995002549934579827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/11/its-now-or-never.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8995002549934579827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8995002549934579827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/11/its-now-or-never.html' title='It&#39;s Now Or Never'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-8449901399692311529</id><published>2010-10-21T23:03:00.002-02:00</published><updated>2010-10-21T23:10:32.168-02:00</updated><title type='text'>Deus E O Diabo Na Terra Do Sol</title><content type='html'>&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;268&quot; src=&quot;http://caririligado.zip.net/images/boategaysume.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Segundo o meu &quot;amigo&quot;, é assim que o Brasil ficará, caso a Dilma ganhe...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://caririligado.zip.net/images/boategaysume.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Democracia.&lt;/b&gt;&amp;nbsp; Eu venho pensando muito nessa palavra, ultimamente, e juro que não me entra na cabeça, uma democracia que me impõe certas coisas.&amp;nbsp; Por exemplo:&amp;nbsp; quem foi o desgraçado que inventou essa história de voto obrigatório?&amp;nbsp; Não seria muito mais democrático incentivar o voto facultativo, mas consciente?&amp;nbsp; Ser, seria, mas não é!&amp;nbsp; E, portanto, eu sou obrigado, no próximo dia 31, a levantar da cama cedo, em pleno feriadão (terça é Finados, lembram?) e exercer minha cidadania.&amp;nbsp; E aí de mim se escapar da obrigação!&amp;nbsp; As sanções vão de uma simples multinha até a perda do título eleitoral - e muita dor de cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra piorar a situação, estamos num mato sem cachorro.&amp;nbsp; Eu que voto desde os 16 anos e já posso dizer que tenho uma certa bagagem de eleições nas costas, juro que nunca, mas nunquinha mesmo, estive tão perdido.&amp;nbsp; Parada duríssima:&amp;nbsp; de um lado &lt;b&gt;José Serra&lt;/b&gt;, afilhado político do &lt;b&gt;FHC&lt;/b&gt;, e do outro a &lt;b&gt;Dilma,&lt;/b&gt; o bebê monstro do &lt;b&gt;Lula&lt;/b&gt;. Bons tempos da cédula de papel.&amp;nbsp; Sempre havia a opção de se votar no &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco_Ti%C3%A3o&quot;&gt;&lt;b&gt;macaco Tião&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Brincadeiras a parte, o que mais me assusta nessa corrida desenfreada rumo ao Planalto, é o jogo sujo dos candidatos.&amp;nbsp; Na hora da verdade, os dois acendem vela pra Deus e até pro diabo!&amp;nbsp; Aliás, eu não aceito essa mistura doida que brasileiro insiste em fazer com política e religião.&amp;nbsp; &lt;i&gt;Putaquipariu&lt;/i&gt;!&amp;nbsp; Política é política e religião é religião!&amp;nbsp; E o Estado, até onde me consta, é laico.&amp;nbsp; Quando será que as pessoas entenderão isso e deixarão de colocar Deus no meio dessa safadeza toda?!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ontem mesmo, me ocorreu um caso que me deixou bem puto.&amp;nbsp; Um conhecido me ofereceu carona e perguntou em que eu votaria.&amp;nbsp; Expliquei que no primeiro turno fiquei com a &lt;b&gt;Marina&lt;/b&gt; e que, agora, estava mais perdido que cego em tiroteio.&amp;nbsp; O cara falou qualquer coisa, ligou o rádio, depois papeou um pouco sobre futebol e, quando eu menos esperava, me perguntou, do nada:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;- De quem é a responsabilidade da criação dos filhos?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Respondi que era dos pais, obviamente.&amp;nbsp; E ele continuou com o questionário:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;- E se você estivesse num restaurante, com seus filhos, e dois homens começassem a se beijar?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Respondi que seria uma ótima oportunidade pra explicar pras crianças sobre diversidade, que há pessoas que gostam de gente do mesmo sexo e &lt;i&gt;blábláblá&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; E ele, irredutível, continuou me doutrinando, dizendo que, caso meu voto fosse pra Dilma, isso tudo estaria liberado no Brasil.&amp;nbsp; Seria um tal de homem pegar homem, mulher pegar mulher&amp;nbsp; - e me pintou um quadro que deixava Sodoma e Gomorra no chinelo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contei até dez e não mandei o cara tomar lá porque estava atrasado e não queria perder a carona.&amp;nbsp; Mas não perdi a oportunidade e dei minha aula, explicando que já se foi o tempo em que Igreja e Estado caminhavam juntos.&amp;nbsp; Que, particularmente, achava até um erro repartições públicas que ostentavam símbolos de determinadas religiões, como os fóruns, por exemplo, que trazem crucifixos nas paredes.&amp;nbsp; E os hindus, mulçumanos, budistas, &lt;i&gt;cuméquificam&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cara balançou a cabeça, fechou a cara e perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;-&amp;nbsp; Você é ateu?&amp;nbsp; Herege?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Católicos, espíritas, protestantes, macumbeiros, xintoístas ou o diabo a quatro... que&amp;nbsp; o seu voto vá para aquele que tem a melhor proposta pro país e não pro cara que &quot;não vai liberar isso ou&amp;nbsp; proibir aquilo&quot;.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E só pra constar:&amp;nbsp; eu não sou ateu.&amp;nbsp; Muito menos herege.&amp;nbsp; E tô puto porque tenho que votar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/8449901399692311529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/10/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8449901399692311529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8449901399692311529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/10/deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol.html' title='Deus E O Diabo Na Terra Do Sol'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-4736252819709437898</id><published>2010-10-06T22:26:00.001-03:00</published><updated>2010-10-09T03:33:10.384-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cinema"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="fantástico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Guerra"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="história"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcelinho recomenda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="violência"/><title type='text'>Por Que Os Vagalumes Morrem  Tão Cedo?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_zF2yMYPLsqk/THHLoYCIr7I/AAAAAAAACt8/QeA1NVVeqrc/s1600/Hotaru+no+Haka.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_zF2yMYPLsqk/THHLoYCIr7I/AAAAAAAACt8/QeA1NVVeqrc/s320/Hotaru+no+Haka.jpg&quot; width=&quot;279&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tá bom, eu confesso:&amp;nbsp; sou um manteiga derretida.&amp;nbsp; Basta alguém fechar a cara e falar mais sério comigo, pro lábio começar a tremer e o olho encher d&#39;água.&amp;nbsp; Prum cara que chorava até em &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=A_ATpghRaVw&quot;&gt;comercial de amortecedor&lt;/a&gt;, abrir o berreiro no cinema não é a coisa mais anormal do mundo, mas confesso que, poucas vezes, me emocionei tanto como quando assisti &quot;&lt;b&gt;Túmulo dos Vagalumes&lt;/b&gt;&quot;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Praqueles que têm algum tipo de preconceito com animação, vale o aviso:&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span class=&quot;txt_italico&quot;&gt;&lt;i&gt;Hotaru No Haka&lt;/i&gt; - no original - é um anime de 1988, produzido pelo &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ghibili&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class=&quot;txt_italico&quot;&gt;, o mesmo estúdio de &lt;b&gt;Meu Amigo Totoro&lt;/b&gt;, de &lt;/span&gt;Hayao Miyazaki.&amp;nbsp; Reza a lenda, aliás, que os dois filmes foram lançados juntos, numa sessão dupla.&amp;nbsp; Enquanto o filme de Miyazaki é fofo toda vida, &lt;b&gt;&quot;Túmulo...&lt;/b&gt;&quot; é um filme denso, pesado e, para muitos, até deprimente.&amp;nbsp; Talvez isso explique o fato de várias pessoas terem abandonado a exibição pelo meio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;txt_italico&quot;&gt;Se a informação acima te deixou desanimado em conferir a obra, é melhor desistir, porque&amp;nbsp; o desenho é tudo isso e muito mais.&amp;nbsp; Você vai chorar horrores, ficar despedaçado e pensar nele durante semanas.&amp;nbsp; A primeira frase - &quot;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;21 de Setembro de 1945&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;foi a noite em que eu morri...&lt;/i&gt;&quot; - deixa bem claro que o protagonista passou dessa pra melhor.&amp;nbsp; Até aí nada demais.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Logo em seguida, no entanto, o rosário de infortúnios das personagens começa a ser desfiado:&amp;nbsp; Japão, Segunda Guerra.&amp;nbsp; &lt;b&gt;Seita&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Setsuko&lt;/b&gt; são irmãos - ele tem por volta de 14 anos e ela, 4.&amp;nbsp; O pai foi lutar no mar e nunca mais voltou . A mãe morre durante um bombardeio.&amp;nbsp; Sozinhos no mundo, são enviados para a casa de uma tia e lá comem o pão que o diabo amassou.&amp;nbsp; Sem suportar mais a bruxa, resolvem sair de casa e vão viver num abrigo anti-bombas desativado.&amp;nbsp; É o começo do fim.&amp;nbsp; A miséria assola o país e não há comida suficiente para todos.&amp;nbsp; Vendo a irmã definhar dia-a-dia, Seita começa a saquear casas em busca de alimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu já vi muitos filmes de guerra, mas garanto:&amp;nbsp; poucos são tão duros e realistas quando esse.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Impossível ficar incólume à afeição que Seita e Setsuko sentiam um pelo outro, ao orgulho e firmeza de caráter do rapaz, à inocência da garotinha e ao esforço que o menino fazia para preservá-la, enchendo-lhe os dias de alegria e fantasia.&amp;nbsp; É dumas dessas cenas, aliás, o grande momento do filme.&amp;nbsp; Enterrando os vagalumes que haviam recolhido na véspera, a menininha pergunta, emocionada:&amp;nbsp; &lt;b&gt;&quot;Por que os vagalumes morrem tão cedo?&quot;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sinceramente, eu não sei responder.&amp;nbsp; Quem souber, favor me avisar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/LTJ10oyUyXk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/LTJ10oyUyXk?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;P.S.:&amp;nbsp; Em 2005, a história foi filmada em &lt;i&gt;live-action&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; Ainda não tive coragem de conferir, já que considero o original perfeito. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/4736252819709437898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/10/por-que-os-vagalumes-morrem-tao-cedo.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4736252819709437898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/4736252819709437898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/10/por-que-os-vagalumes-morrem-tao-cedo.html' title='Por Que Os Vagalumes Morrem  Tão Cedo?'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_zF2yMYPLsqk/THHLoYCIr7I/AAAAAAAACt8/QeA1NVVeqrc/s72-c/Hotaru+no+Haka.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-8566026042216377720</id><published>2010-09-22T17:05:00.000-03:00</published><updated>2010-09-22T17:05:52.419-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Blog"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pensamentos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sacanagem"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sexo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Vida Real"/><title type='text'>Pareço... Mas Não Sou</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Há um tempo, o Danilo, proprietário do&amp;nbsp; Ponto Três e um dos caras mais bacanas da Blogosfera, lançou uma sessão no seu blog onde convidados podiam escrever sobre o tema que quisessem.&amp;nbsp; O cara me deu a honra de estrear a sessão e, na ocasião, eu postei o texto abaixo que, agora, por falta de criatividade, &quot;republico&quot; aqui no &quot;Diz&quot;.&amp;nbsp; Antes, porém, convido você a dar uma passadinha lá no Danilão, clicando &lt;a href=&quot;http://blogpontotres.blogspot.com/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;PAREÇO - MAS NÃO SOU&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_wp7cU2Okl6Q/SHe7dIrYwqI/AAAAAAAAAcY/rE6JU1ojwRE/s320/f5335020.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Em bundinha que mamãe beijou, só a Madonna pode bulir...&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_wp7cU2Okl6Q/SHe7dIrYwqI/AAAAAAAAAcY/rE6JU1ojwRE/s1600/f5335020.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; Quando eu era criança, existia um comercial &amp;nbsp;de um shampoo anti-caspa&lt;br /&gt;cujo slogan dizia mais ou menos assim: “&lt;i&gt;Parece, mas não é&lt;/i&gt;.”&lt;br /&gt;Tem gente que lê meus posts e pensa que eu sou o &lt;b&gt;Marquês&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; de Sade&lt;/b&gt;. &amp;nbsp;O &lt;b&gt;Nelson Rodrigues &lt;/b&gt;(que cara pretensioso!). &amp;nbsp;Um &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Hugh_Hefner&quot;&gt;&lt;b&gt;Hugh Hefner&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, vá lá. &amp;nbsp;Sinto informar, mas eu só pareço, igualzinho ao shampoo da propaganda. &amp;nbsp;Pareço mas não sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me perguntaram se as histórias que escrevo têm algo de&lt;br /&gt;autobiográfico. &amp;nbsp;Sinto informar, mas infelizmente não. &amp;nbsp;Nunca peguei&lt;br /&gt;traveco nem fiz filme pornô gay, muito menos &amp;nbsp;transei a três – o que&lt;br /&gt;não seria má idéia, só para constar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, no fundo, no fundo, eu sou muito &quot;normal&quot; quando o assunto&lt;br /&gt;é SEXO. &amp;nbsp;Normal até demais, eu diria. Não sei se é criação,&lt;br /&gt;temperamento ou se a minha geração é assim mesmo. &amp;nbsp;&lt;i&gt;Ok&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;ok&lt;/i&gt;, eu só tenho&lt;br /&gt;trinta anos! &amp;nbsp;Falando assim, pareço mais quadrado que os meus pais!&lt;br /&gt;Mas a realidade é que essa garotada que tá aí, hoje em dia, encara&lt;br /&gt;esse lance de sexualidade de uma maneira muito mais... &amp;nbsp;qual seria o&lt;br /&gt;termo apropriado? &amp;nbsp;Desencanada, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: ultimamente, a bissexualidade &amp;nbsp;virou modinha. &amp;nbsp;Uns anos&lt;br /&gt;&quot;atrás&quot;, existia um locutor de rádio, aqui no Rio, que imitava uma&lt;br /&gt;bichinha afetada que berrava aos quatro ventos &amp;nbsp;que “&lt;i&gt;O mundo é gay!&lt;/i&gt;”. &amp;nbsp;Se o tal&lt;br /&gt;radialista ainda está na atividade, com certeza, hoje deve dar pinta&lt;br /&gt;gritando que &lt;b&gt;o mundo é bi&lt;/b&gt;. E isso não é conversa minha, não.&lt;br /&gt;Experimenta fazer uma enquete: &amp;nbsp;muita menina por aí já ficou com outra&lt;br /&gt;só pra curtir, pra ver como é que é. &amp;nbsp;Eu já recebi várias explicações&lt;br /&gt;&lt;i&gt;pro&lt;/i&gt; fato, &amp;nbsp;desde que “&lt;i&gt;a coisa não é assim, tão preto no branco&lt;/i&gt;” ou “&lt;i&gt;o&lt;br /&gt;negócio é experimentar&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, recebi a revelação bombástica vinda de dois amigos.&lt;br /&gt;Um me revelou ser &lt;b&gt;pansexual&lt;/b&gt;. &amp;nbsp;Falou que o seu negócio é “pegar”&lt;br /&gt;mulher, homem, cachorro, cadeira e até bananeira. &amp;nbsp;Agora, a melhor&lt;br /&gt;parte: &amp;nbsp;meu amigo só é pan na teoria. Sim, teoria, porque na realidade&lt;br /&gt;ele nunca transou &amp;nbsp;com os itens “fora do comum” dessa lista. &amp;nbsp;Aliás,&lt;br /&gt;tenho sérias dúvidas &amp;nbsp;se ele transou até mesmo com os itens “comuns”.&lt;br /&gt;Aliás, esse papo de pansexualidade, pra mim, é conversa fiada! &amp;nbsp;Quem conhece&lt;br /&gt;um pansexual, que atire a primeira pedra! &amp;nbsp;É mais fácil ver enterro de&lt;br /&gt;anão ou encontrar uma cabeça de bacalhau do que esbarrar com alguém&lt;br /&gt;que seja declaradamente – e efetivamente – pan. &amp;nbsp;Tirando o Serguei que&lt;br /&gt;brada aos quatro ventos que traçou &amp;nbsp;a Janis Joplin e que hoje se&lt;br /&gt;contenta com uma bananeira lá em Saquarema – ou será goiabeira? –,&lt;br /&gt;essa história de pansexual é conversa mole pra boi dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, já ia esquecendo! &amp;nbsp;A “revelação” do meu outro amigo. &amp;nbsp;Pois bem.&lt;br /&gt;Tenho um grande amigo, amigo mesmo, que conheço desde o maternal.&lt;br /&gt;Trocando em miúdos: &amp;nbsp;são mais de vinte anos de amizade. &amp;nbsp;Sempre&lt;br /&gt;conversamos sobre tudo, sempre tivemos liberdade pra falar &lt;i&gt;pro&lt;/i&gt; outro o&lt;br /&gt;que desse na telha. &amp;nbsp;Acontece que, dia desses, passeando pelo Orkut&lt;br /&gt;dele, eu dou de cara com uma comunidade chamada “&lt;b&gt;Eu Sou Bissexual – e&lt;br /&gt;daí?&lt;/b&gt;” . &amp;nbsp;Gelei. &amp;nbsp;Como assim, bissexual?! &amp;nbsp;Fala sério: &amp;nbsp;eu conheço o&lt;br /&gt;cara a vida inteira e agora, só agora – e através do Orkut – eu vim&lt;br /&gt;descobrir que ele era bissexual?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que nos encontramos, quis saber que papo era aquele. &amp;nbsp;Ele, com o&lt;br /&gt;bom humor que lhe é peculiar, explicou que o mundo era bi, então&lt;br /&gt;porque resistir? &amp;nbsp;Pronto, virou bi também. &amp;nbsp;Acabei rindo da situação&lt;br /&gt;e, pra encerrar a discussão, passamos a falar de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí. &amp;nbsp;Talvez eu seja muito quadradão mesmo, e, quem sabe, a&lt;br /&gt;Madonna que não dá certa quando diz que “&lt;b&gt;&lt;i&gt;Melhor é ser bissexual. &amp;nbsp;Você&lt;br /&gt;tem 50% de chances a mais de ser dar bem na balada.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hnm... &amp;nbsp;Será que é por isso que eu continuo encalhado?! &lt;i&gt;Sacumé&lt;/i&gt;, 50% de chances a menos...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Tenso.&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/8566026042216377720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/09/pareco-mas-nao-sou.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8566026042216377720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/8566026042216377720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/09/pareco-mas-nao-sou.html' title='Pareço... Mas Não Sou'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_wp7cU2Okl6Q/SHe7dIrYwqI/AAAAAAAAAcY/rE6JU1ojwRE/s72-c/f5335020.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-5797255233533237461</id><published>2010-09-09T23:10:00.000-03:00</published><updated>2010-09-09T23:10:22.434-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cabelo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Loucura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="metrossexual"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="YouTube"/><title type='text'>Ih, Choveu... Cabelo Encolheu!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/kGCoDbfuAzw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/kGCoDbfuAzw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&amp;nbsp;Vale a pena perder alguns minutos ouvindo essa pérola...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que será que as pessoas dão tanta importância ao cabelo?&amp;nbsp; Duvida?&amp;nbsp; Tá bom, experimenta dar uma passada numa dessas lojas de produtos de beleza.&amp;nbsp; É shampoo &lt;i&gt;pra&lt;/i&gt; cabelo assim, é creme &lt;i&gt;pra&lt;/i&gt; cabelo assado, é leave-in, é leave-on e o escambau a quatro.&amp;nbsp; E tira o cavalinho da chuva se pensa que isso é exclusividade feminina: 99,9% dos homens ficam deprimidos quando veem seus fios escoando ralo abaixo.&amp;nbsp; Síndrome de Sansão? Sei lá, Freud explica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E explica mesmo.&amp;nbsp; Em tempos de metrossexuais cada vez mais assumidos, os rapazes fazem o serviço completo - barba, cabelo e bigode.&amp;nbsp; Foi-se o tempo que macho que era macho só lavava a cabeça com sabão em barra.&amp;nbsp; Hoje eles fazem hidratações, tomam Finasterida, alisam a juba e, pros entrados em anos, recorrem a um tal de reflexo invertido.&amp;nbsp; Isso mesmo.&amp;nbsp; Reflexo invertido.&amp;nbsp; Segundo especialistas, trata-se de tingir apenas&amp;nbsp; alguns fios e manter o charme grisalho.&amp;nbsp; Aliás, essa história me lembra o pai de uma amiga que após anos e anos ostentando uma inconfundível cabeleira acaju, se rendeu ao reflexo invertido.&amp;nbsp; O único porém é que, em vez de recorrer a um profissional, ele mesmo executa o serviço sujo...&amp;nbsp; em casa!&amp;nbsp; Realiza:&amp;nbsp; tiozão com capa&amp;nbsp; plástica nas costas, pintando com paciência chinesa, fio sim e outro não.&amp;nbsp; Coisa de doido, né?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas quando o assunto é cabelo, ninguém escapa.&amp;nbsp; Já reparou outra coisa?&amp;nbsp; Por que será que todo mundo, mas todo mundo mesmo, quando criança, tinha cabelo liso e louro? Aff, somos um universo de louros!&amp;nbsp; &quot;&lt;i&gt;Eu era lourinho, juro! Pode perguntar à minha mãe!&lt;/i&gt;&quot;,&amp;nbsp; &quot;&lt;i&gt;Tá duvidando, é? Tenho fotos pra provar!&lt;/i&gt;&quot;, &quot;&lt;i&gt;Juro que meu cabelo era bom, ficou assim depois que eu passei a máquina...&lt;/i&gt;&quot;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É, a máquina fodeu com o cabelo de todo mundo.&amp;nbsp; Mas se você, querido leitor - ou querida leitora - foi um desses infelizes que viu suas lisas melenas encresparem depois de ter rapado o cabeção, nem tudo está perdido! É pra isso que existem as escovas - progressivas, agressivas, marroquinas, londrinas, de chocolate e de abóbora com carne-seca.&amp;nbsp; E dá-lhe secador e chapinha pra deixar o acabamento perfeito!&amp;nbsp; Uma amiga minha, adepta das benditas escovas, mantém uma conta no salão de beleza onde semanalmente estica o pixaim.&amp;nbsp; É isso mesmo. Se você não entendeu, vou repetir:&amp;nbsp; se-ma-nal-men-te.&amp;nbsp; Pois é, pois é, pois é.&amp;nbsp; Ela só lava o cabelo, UMA vez por semana!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas esquenta não, benhê.&amp;nbsp; Isso não é exclusividade de gente comum não.&amp;nbsp; Ou você acredita que aqueles &lt;i&gt;cabelóns&lt;/i&gt; que você vê na TV são de verdade? Tudo fake.&amp;nbsp; Escova e chapinha &quot;que nem o seu&quot;.&amp;nbsp; E ai se São Pedro abrir a torneira: o feitiço termina e &quot;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ih, choveu... cabelo encolheu!&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&quot;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/foto/0,,41651999,00.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;221&quot; src=&quot;http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/foto/0,,41651999,00.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Pobre Regina Duarte:&amp;nbsp; &lt;b&gt;&quot;Chuvinha filha da puta! Quase fode com a minha escova!&quot;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;*Marcelo Antunes não faz escova nem passa chapinha, mas dorme de touca toda santa noite.&lt;/b&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/5797255233533237461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/09/ih-choveu-cabelo-encolheu.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5797255233533237461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/5797255233533237461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/09/ih-choveu-cabelo-encolheu.html' title='Ih, Choveu... Cabelo Encolheu!'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3920199091628296594.post-1444674009353191715</id><published>2010-08-30T21:23:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T22:48:11.482-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="anos 80"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="desenhos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Eu"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marcelinho recomenda"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TV"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="YouTube"/><title type='text'>Traumas de Infância - Os Cinco Desenhos Que Me Levaram A Ser O Adulto Desequelibrado Que Sou</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://fmodia.terra.com.br/portal/blog/alexandrewoolley/images/maluco.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fmodia.terra.com.br/portal/blog/alexandrewoolley/images/maluco.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra, sou acometido por súbitos ataques de nostalgia, sem explicação - afinal, ainda sou uma criança.&amp;nbsp; Foi assim, semana passada.&amp;nbsp; Passei uma tarde inteirinha fuçando o Youtube, catando filmes, trechos de programas, clipes de música e desenhos dos meus tempos de moleque.&amp;nbsp; Quando me dei conta, não estava sozinho.&amp;nbsp; Minha mãe e meus irmãos estavam amontoados, disputando o pc comigo. &quot;&lt;i&gt;Lembra disso?&lt;/i&gt;&quot;, &quot;&lt;i&gt;Nossa, parece que foi ontem!&lt;/i&gt;&quot;, &quot;&lt;i&gt;Caraca, eu adorava esse seriado!&lt;/i&gt;&quot;, era o que se ouvia de um bando de barbados, emocionados diante de imagens, em sua maioria de péssima qualidade,&amp;nbsp; gravadas em fitas VHS por algum saudosista, como eu, sem saber que um dia haveria Internet, Youtube e afins.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Eu sei que esse papo é furado e que cada um puxa a sardinha pro seu lado.&amp;nbsp; Minha avó vivia dizendo que as coisas no seu tempo eram bem melhores.&amp;nbsp; Meu pai também.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas só quem foi criança nos anos 80, sabe do que eu tô falando.&amp;nbsp; Foi uma época especial.&amp;nbsp; Sem computador, sem net, sem celular.&amp;nbsp; O máximo de tecnologia era o Atari.&amp;nbsp; Tardes inteirinhas diante da tv assistindo Clube da Criança ou Bozo.&amp;nbsp; E a rua todinha pra brincar, num tempo onde sequestro não fazia parte do vocabulário da gente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Naquela tarde me ocorreu algo que jamais havia percebido antes.&amp;nbsp; Não era a grande maioria, é verdade, mas parecia existir uma tendência, nos 80s, de desenhos animados feitos especialmente para &quot;emocionar&quot; as crianças - ou deprimir os mais sensíveis, vá lá!&amp;nbsp; Eram, quase todos, produções japonesas.&amp;nbsp; Abaixo, o meu Top 5, reunindo aquelas das quais me lembro.&amp;nbsp; E preparem os lencinhos!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O INCRÍVEL HULK&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;The Incredible Hulk&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tá bom, já comecei errado.&amp;nbsp; Aqui o monstrego verde do Stan Lee&lt;i&gt; &lt;/i&gt;não é um desenho, mas a personagem principal de uma série de tv.&amp;nbsp; Mas como lembrou bem o meu amigo &lt;a href=&quot;http://www.grooeland.blogspot.com/&quot;&gt;Jaimão,&lt;/a&gt; como esquecer do final de cada episódio, David Banner enfiado no seu indefctível jeans com camisa xadrez, sozinho na estrada, aquele maldito tema ecoando na nossa cabeça enquanto os créditos subiam?&amp;nbsp; Pois é.&amp;nbsp; De cortar o coração do pior brutamontes...&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/WcyT0BD-NmE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/WcyT0BD-NmE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=muOPMXyvbJk&quot;&gt;CANDY CANDY&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;キャンディ・キャンディ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-family: inherit;&quot;&gt;Anime japonês que contava a história de Candy, uma pobre órfã que levou a garotada a abrir o berreiro quando exibido por aqui.&amp;nbsp; Numa trama rocambolesca que estava mais pra novela mexicana, Candy começa a sua vida no orfanato &quot;Lar de Pôny&quot; e termina suas desventuras trabalhando como enfermeira durante a I&amp;nbsp; Guerra.&amp;nbsp; No Brasil, só a primeira temporada foi exibida , culminando com a morte de Anthony, &quot;namoradinho&quot; da heroína&amp;nbsp; - que bate as botas quando, durante um passeio, cai do cavalo e quebra o pescoço. Isso mesmo, que-bra-o-pes-co-ço! Dá bom pra você ou quer mais?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: inherit; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://animewriter.files.wordpress.com/2008/06/candy-reflecting.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;http://animewriter.files.wordpress.com/2008/06/candy-reflecting.jpg&quot; width=&quot;257&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ninguém me ama, ninguém me quer...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://seriesedesenhos.com/br2/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=2718:qmarco-dos-apeninos-aos-andes-1976q&amp;amp;catid=85:desenhos-1950-a-2009-&amp;amp;Itemid=69&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;MARCO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;3000 Leagues in Search of Mother&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;母をたずねて三千里&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_comma&quot; style=&quot;display: none;&quot;&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;Concordo em gênero, número e grau com o&amp;nbsp; hilário post do &lt;a href=&quot;http://themaharani.blogspot.com/2008/07/marco-ou-o-desenho-mais-cruel-do-mundo.html&quot;&gt;The Maharini&lt;/a&gt; :&amp;nbsp; Marco é o desenho mais cruel do mundo.&amp;nbsp; Quem acompanhou a saga do italianinho deve estar gastando rios de dinheiro com terapia até hoje.&amp;nbsp; Eu tinha verdadeiro horror do desenho.&amp;nbsp; A morte da mãe do Bambi era fichihinha perto da história do menino que corria meio mundo atrás da mamãezinha dele.&amp;nbsp; Saca só a sinopse:&amp;nbsp; Marco vive com a família, em Gênova, e com a grande depressão de 1881, Ana, sua mãe decide procurar emprego na Argentina.&amp;nbsp; Quando, dois anos mais tarde, as cartas de Ana param de chegar, o garoto decide encontrá-la.&amp;nbsp; Aí começa a tortura.&amp;nbsp; O pobrezinho come o pão que o capeta amassou e quando finalmente parece encontrar a mãe, eis que ele descobre que a velha havia deixado a cidade uma semana, um dia, uma hora antes.&amp;nbsp; Segue abaixo o tema de abertura em Espanhol com legendas em Português. Vale a pena assistir, mas fica o aviso:&amp;nbsp; você pode precisar de análise depois disso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/iXi7zAXh2fw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src=&quot;http://www.youtube.com/v/iXi7zAXh2fw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;AS AVENTURAS DE PINÓQUIO&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt;Kashinoki Mokku&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Baseado na obra de Carlo Collodi, a versão japa lembrava pouco a produção mágica da Disney.&amp;nbsp; O pobre do bonequinho que só queria ser um menino como os outros, sofreu horrores durante 49 episódios!&amp;nbsp; Quem viu não esquece daquele em que Pinóquio pega fogo ou aquele em que o coitado do Gepeto levou porrada de um bando de piratas.&amp;nbsp; Aliás, o velhinho foi responsável pelos momentos mais infelizes da história.&amp;nbsp; Como esquecer do Pinóquio chamando com aquela vozinha horrenda pelo seu &quot;Vovozinho&quot;? Reza a lenda que mães se uniram querendo impedir a exibição do desenho, após algumas crianças se suicidarem após assistí-lo.&amp;nbsp; Eu mesmo tentei me matar engolindo uma dúzia de balas Soft por conta do maldito bonequinho...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.minhainfancia.com.br/imagens/desenhos/aventuras_pinoquio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://www.minhainfancia.com.br/imagens/desenhos/aventuras_pinoquio.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&quot;Vovozinhooooooo!!!&quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;t_nihongo_kanji&quot; lang=&quot;ja&quot; xml:lang=&quot;ja&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;&quot;&gt;SUPER AVENTURAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;b&gt;Manga Sekai Mukashi Banashi&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pra mim, um dos melhores desenhos de todos os tempos.&amp;nbsp; Imagina:&amp;nbsp; clássicos da Literatura Universal, histórias mitológicas, lendas e fábulas, tudo isso adaptado para crianças.&amp;nbsp; Cada episódio durava cerca de dez minutos e contava com a narração luxuosa da já falecida dubladora Neyda Rodrigues, lembrando os antigos disquinhos coloridos.&amp;nbsp; Quem quiser saber do que eu tô falando é só clicar &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=sI4EGluz6M4&amp;amp;feature=related&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=9CINNfqjjc0&amp;amp;feature=related&quot;&gt;aqui &lt;/a&gt;e conferir um dos episódios mais lembrados da série, quando o filho do Conde Drácula sacrifica a própria vida por amor à jovem Sharon.&amp;nbsp; Mas antes confira a abertura, cheia de ternura e melancolia.&amp;nbsp; Fala sério, dá pra resistir?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object height=&quot;385&quot; width=&quot;480&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot;  value=&quot;http://www.youtube.com/v/cHLR_d73-WY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param  name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;param  name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot;&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed  src=&quot;http://www.youtube.com/v/cHLR_d73-WY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&quot;  type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot;  allowfullscreen=&quot;true&quot; width=&quot;480&quot;  height=&quot;385&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E você, lembra de mais algum?&amp;nbsp; Quem te traumatizou? &lt;b&gt;Power Rangers&lt;/b&gt;? &lt;b&gt;Cãezinhos do Canil?&lt;/b&gt;&amp;nbsp; Deixe o seu pitaco!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora deixa eu ir ali, pegar o meu lenço de papel...&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/feeds/1444674009353191715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/08/traumas-de-infancia-os-cinco-desenhos.html#comment-form' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1444674009353191715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3920199091628296594/posts/default/1444674009353191715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelo-antunes.blogspot.com/2010/08/traumas-de-infancia-os-cinco-desenhos.html' title='Traumas de Infância - Os Cinco Desenhos Que Me Levaram A Ser O Adulto Desequelibrado Que Sou'/><author><name>Marcelo A.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378212486906016916</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-YGsscXHtOZE/T9idMeeUCvI/AAAAAAAAAgE/p22aEPdOwR8/s220/190520122711.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry></feed>