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	<copyright>Copyright © Domus Draconis 2011 </copyright>
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		<title>Like this s#*t</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 14:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[roger.koy]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo me chamou para jogar Gurps Supers RPG, eu topei na hora. Disse que meu super-herói personagem teria o poder de acabar com a fome e com o câncer através de Likes e Shares das outras pessoas. Ele então disse que não dava para fazer este personagem. Eu reclamei na hora dizendo que todo <a href='http://domusdraconis.net/like-this-st/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo me chamou para jogar Gurps Supers RPG, eu topei na hora.</p>
<p>Disse que meu super-herói personagem teria o poder de acabar com a fome e com o câncer através de Likes e Shares das outras pessoas.</p>
<p>Ele então disse que não dava para fazer este personagem.</p>
<p>Eu reclamei na hora dizendo que todo mundo já joga assim no facebook.</p>
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		<title>Gratidão</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela saiu exausta do trabalho e mesmo assim foi no mercado, pegou a fila gigante do açougue, comparou os preços para poder maximizar seu orçamento, comprou os ingredientes daquela nova receita que aprendera na Ana Maria Braga. Chegando em casa, antes mesmo de relaxar, foi preparar o jantar, lavando a louça nos intervalos de cozimento, <a href='http://domusdraconis.net/gratidao/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela saiu exausta do trabalho e mesmo assim foi no mercado, pegou a fila gigante do açougue, comparou os preços para poder maximizar seu orçamento, comprou os ingredientes daquela nova receita que aprendera na Ana Maria Braga.</p>
<p>Chegando em casa, antes mesmo de relaxar, foi preparar o jantar, lavando a louça nos intervalos de cozimento, pôs a mesa, pintou um sorriso no rosto e chamou seu marido, filhos e mãe para comerem.</p>
<p>Quando todos estavam sentados ela tomou um gole de seu suco de laranja (preparado por ela) quando sua mãe disse:</p>
<p>- Para com isso! Nada de comer ainda! Agora vamos todos agradecer a Deus por esta refeição.</p>
<p>- Ah vai se fudê! &#8211; E foi tomar seu banho.</p>
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		<title>The price for talking too much</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 12:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Mad]]></category>

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		<description><![CDATA[“Oh, Sweet-dear, you see, Hope is not about security, you can&#8217;t barter your Hope for accomplishments and the one who does are really mean people. “…” “Wait a sec…..I&#8217;m a shrink. In theory, I do that&#8230;&#8221; “…” [sigh] “You see dear? Really mean people…” &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Oh, Sweet-dear, you see, Hope is not about security, you can&#8217;t barter your Hope for accomplishments and the one who does are really mean people.</p>
<p>“…”</p>
<p>“Wait a sec…..I&#8217;m a shrink. In theory, I do that&#8230;&#8221;</p>
<p>“…”</p>
<p>[sigh] “You see dear? Really mean people…”</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Telefone</title>
		<link>http://domusdraconis.net/no-telefone/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 19:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Alô&#8221; &#8220;Fala Tadeu! Beleza?&#8221; &#8220;Oh Caio! Beleza, e com você?&#8221; &#8220;Tranquilo, está fazendo o quê?&#8221; &#8220;Almocei agora a pouco e estou jogando Batman pra ver se faço um combo em que ele lave minha louça&#8221; &#8220;Então estou descendo aí com um fardinho de cerveja&#8221; &#8220;Ok, mas e pra você, não vai beber nada?&#8221; &#160; &#8211; <a href='http://domusdraconis.net/no-telefone/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Alô&#8221;</p>
<p>&#8220;Fala Tadeu! Beleza?&#8221;</p>
<p>&#8220;Oh Caio! Beleza, e com você?&#8221;</p>
<p>&#8220;Tranquilo, está fazendo o quê?&#8221;</p>
<p>&#8220;Almocei agora a pouco e estou jogando Batman pra ver se faço um combo em que ele lave minha louça&#8221;</p>
<p>&#8220;Então estou descendo aí com um fardinho de cerveja&#8221;</p>
<p>&#8220;Ok, mas e pra você, não vai beber nada?&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8211; Baseado em uma conversa do <a href="https://twitter.com/#!/guizaum" target="_blank">Guizaum</a> e <a href="https://twitter.com/#!/vivacqua" target="_blank">Vivacqua</a></em></p>
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		<title>Borderlands</title>
		<link>http://domusdraconis.net/borderlands/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 12:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Querido diário, eu vou matar aquela vadia. Acho melhor escrever com exatidão o que ocorreu, não sei quanto da minha memória aquela merda de radiação afetará: Ontem pela manhã avistei um pequeno acampamento enquanto estava a caminho de Landburg, pelo cheiro e fumaça que saia de uma das ruínas, eram produtores químicos. Já andei <a href='http://domusdraconis.net/borderlands/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2544" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2012/02/Borderlands-sniper-520x286.jpg" alt="" width="520" height="286" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Querido diário, eu vou matar aquela vadia.</p>
<p>Acho melhor escrever com exatidão o que ocorreu, não sei quanto da minha memória aquela merda de radiação afetará:</p>
<p>Ontem pela manhã avistei um pequeno acampamento enquanto estava a caminho de Landburg, pelo cheiro e fumaça que saia de uma das ruínas, eram produtores químicos. Já andei com este tipo certa vez, devido à sede e fome, todos acabam usando as drogas que produzem, minha querida Bowboom até tremeu de excitação.</p>
<p>Grana fácil. Fui até uma elevação, cobri meu corpo com um pano para me camuflar na areia do deserto, posicionei minha sniper, ajustei a mira, então aguardei.</p>
<p>Não precisei de mais do que quinze minutos, certa hora quando a maioria dos homens de arma estavam à vista, comecei os disparos, um tiro por cabeça, sete brutamontes ao chão. Ah! Como adoro minha vida.</p>
<p>Aguardei mais um pouco, soltaram dois cachorros. Merda! Cachorros, sério? Odeio matar animais, não tive escolha, eram rápidos, mas consegui pegá-los quando vieram em linha reta, ao voltar os olhos para as ruínas, vi um homem apontando um lança foguetes na minha direção.</p>
<p>CARALHO! Um lança foguetes!</p>
<p>Minha pele já queimada do sol ficou albina. Juro que não sei como fiz, apenas apontei enquanto mastigava minha língua, acertei bem no foguete. Cara! Eu sou ou não sou o melhor sniper que já existiu?</p>
<p>A casa explodiu, duas vezes, tudo o que havia lá dentro virou fumaça, fumaça multicolorida por sinal, quem avistasse ao longe acharia que tinha uma parada gay por ali.</p>
<p>Fui procurar nas outras ruínas, as afastadas do laboratório. Afinal, eles deviam usar aquilo de acampamento, no mínimo ficaria com alguns salários, um tanto de água e comida também.</p>
<p>Foi quando ouvi uma voz esganiçada gritando de dentro da terra, procurei um pouco e achei um bunker, quando abri saiu de lá uma jovem, negra, muito bonita, usando apenas trapos, marcas em seu corpo – escultural – indicavam que devia ter apanhado, com certeza presa como escrava dos recém-cadáveres. Porcos.</p>
<p>Entrei no bunker e ela se afastou assustada, olhei em volta e vi algumas malas, abrir a fechadura foi fácil, lá dentro encontrei ouro e algumas seringas. Não sei o que eram, mas deviam valer muito dinheiro para alguém.</p>
<p>Peguei as malas, chamei a garota de Sexta-Feira e a puxei pelo braço, ela me seguiu sem resistência, fomos até minha moto e a levei até minha casa.</p>
<p>Ao chegarmos ofereci meu cantil, ela tomou tudo em um único gole, ao terminar o jogou longe e se lançou aos meus braços&#8230; Se ela era escrava sexual, com certeza gostava de sua função.</p>
<p>Ao terminarmos, ela me injetou alguma droga, pouco antes que eu apagasse, ela me contou que seu nome era Selina, capitã na Legião dos Assassinos. Tinha contratado aqueles brutamontes para sequestrarem e matarem o Bispo de Landburg, mas quando eles perceberam quem era seu cativo, a trancaram e exigiram mais dinheiro. Minha inclusão na história a fez poupar o dinheiro que pagaria a eles, garantiu o assassinato do bispo na explosão, e ainda fez da situação uma briga interna que não ligaria ela em nenhum momento a todo o ocorrido. Disse também que fora ela que rasgou sua própria roupa, e ficou feliz ao descobrir que eu era bonitinho.</p>
<p>Deu-me outro beijo e foi embora, levando meu dinheiro, minhas drogas, minha moto e meu orgulho&#8230; como pude ser tão facilmente manipulado?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Está amanhecendo, finalmente volto a sentir minhas pernas, estou ouvindo carros ao longe, a desgraçada me denunciou mesmo. Melhor me posicionar, Bowboom gritará muito hoje, tenho alguns soldados do vaticano para matar e uma vingança para caçar.</p>
<p>Eu vou matar aquela vadia.</p>
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&#160;
Querido diário, eu vou matar aquela vadia.
Acho melhor escrever com exatidão o que ocorreu, não sei quanto da minha memória aquela merda de radiação afetará:
Ontem pela manhã avistei um pequeno acampamento enquanto estava a caminho de Landbu[...]</itunes:subtitle>
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&#160;
Querido diário, eu vou matar aquela vadia.
Acho melhor escrever com exatidão o que ocorreu, não sei quanto da minha memória aquela merda de radiação afetará:
Ontem pela manhã avistei um pequeno acampamento enquanto estava a caminho de Landburg, pelo cheiro e fumaça que saia de uma das ruínas, eram produtores químicos. Já andei com este tipo certa vez, devido à sede e fome, todos acabam usando as drogas que produzem, minha querida Bowboom até tremeu de excitação.
Grana fácil. Fui até uma elevação, cobri meu corpo com um pano para me camuflar na areia do deserto, posicionei minha sniper, ajustei a mira, então aguardei.
Não precisei de mais do que quinze minutos, certa hora quando a maioria dos homens de arma estavam à vista, comecei os disparos, um tiro por cabeça, sete brutamontes ao chão. Ah! Como adoro minha vida.
Aguardei mais um pouco, soltaram dois cachorros. Merda! Cachorros, sério? Odeio matar animais, não tive escolha, eram rápidos, mas consegui pegá-los quando vieram em linha reta, ao voltar os olhos para as ruínas, vi um homem apontando um lança foguetes na minha direção.
CARALHO! Um lança foguetes!
Minha pele já queimada do sol ficou albina. Juro que não sei como fiz, apenas apontei enquanto mastigava minha língua, acertei bem no foguete. Cara! Eu sou ou não sou o melhor sniper que já existiu?
A casa explodiu, duas vezes, tudo o que havia lá dentro virou fumaça, fumaça multicolorida por sinal, quem avistasse ao longe acharia que tinha uma parada gay por ali.
Fui procurar nas outras ruínas, as afastadas do laboratório. Afinal, eles deviam usar aquilo de acampamento, no mínimo ficaria com alguns salários, um tanto de água e comida também.
Foi quando ouvi uma voz esganiçada gritando de dentro da terra, procurei um pouco e achei um bunker, quando abri saiu de lá uma jovem, negra, muito bonita, usando apenas trapos, marcas em seu corpo – escultural – indicavam que devia ter apanhado, com certeza presa como escrava dos recém-cadáveres. Porcos.
Entrei no bunker e ela se afastou assustada, olhei em volta e vi algumas malas, abrir a fechadura foi fácil, lá dentro encontrei ouro e algumas seringas. Não sei o que eram, mas deviam valer muito dinheiro para alguém.
Peguei as malas, chamei a garota de Sexta-Feira e a puxei pelo braço, ela me seguiu sem resistência, fomos até minha moto e a levei até minha casa.
Ao chegarmos ofereci meu cantil, ela tomou tudo em um único gole, ao terminar o jogou longe e se lançou aos meus braços&#8230; Se ela era escrava sexual, com certeza gostava de sua função.
Ao terminarmos, ela me injetou alguma droga, pouco antes que eu apagasse, ela me contou que seu nome era Selina, capitã na Legião dos Assassinos. Tinha contratado aqueles brutamontes para sequestrarem e matarem o Bispo de Landburg, mas quando eles perceberam quem era seu cativo, a trancaram e exigiram mais dinheiro. Minha inclusão na história a fez poupar o dinheiro que pagaria a eles, garantiu o assassinato do bispo na explosão, e ainda fez da situação uma briga interna que não ligaria ela em nenhum momento a todo o ocorrido. Disse também que fora ela que rasgou sua própria roupa, e ficou feliz ao descobrir que eu era bonitinho.
Deu-me outro beijo e foi embora, levando meu dinheiro, minhas drogas, minha moto e meu orgulho&#8230; como pude ser tão facilmente manipulado?
&#160;
&#160;
Está amanhecendo, finalmente volto a sentir minhas pernas, estou ouvindo carros ao longe, a desgraçada me denunciou mesmo. Melhor me posicionar, Bowboom gritará muito hoje, tenho alguns soldados do vaticano para matar e uma vingança para caçar.
Eu vou matar aquela vadia.</itunes:summary>
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		<title>Sozinho</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 13:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Que isso cara? Bebendo sozinho aqui hoje, está esperando alguém?&#8221; &#8220;Não, hoje não, estava aqui só para relaxar um pouco.&#8221; &#8220;Relaxar de quê, você não veio pra cá de férias?&#8221; &#8220;Relaxar da minha família, desde que cheguei já me pediram para formatar um computador, trocar duas tomadas, colocar suporte novo pro microondas&#8230; precisava sair de <a href='http://domusdraconis.net/sozinho/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Que isso cara? Bebendo sozinho aqui hoje, está esperando alguém?&#8221;</p>
<p>&#8220;Não, hoje não, estava aqui só para relaxar um pouco.&#8221;</p>
<p>&#8220;Relaxar de quê, você não veio pra cá de férias?&#8221;</p>
<p>&#8220;Relaxar da minha família, desde que cheguei já me pediram para formatar um computador, trocar duas tomadas, colocar suporte novo pro microondas&#8230; precisava sair de casa um pouco.&#8221;</p>
<p>&#8220;Hahaha, foda isso&#8230;&#8221; &#8211; Puxou uma cadeira e se sentou.</p>
<p>&#8220;Nem me diga, volto hoje só quando todos estiverem dormindo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Mas viu, esse seu celular é igualzinho o meu, você poderia dar uma olhada porque aqui o Angry Birds está dando erro?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sol de Inverno</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 14:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; (&#8230;) Pequeno Julian&#8230; Sei que nem és tão pequeno assim, e também sei que quando estava na tua idade eu mirava o horizonte do mesmo jeito que você. Mas não é por isso que somos tão parecidos? Tenho ciência de que quando faz isso, assim como eu, está sem muitas esperanças ou com a <a href='http://domusdraconis.net/sol-de-inverno/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2403" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/Winter-Sun-520x403.jpg" alt="" width="520" height="403" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Pequeno Julian&#8230;</p>
<p>Sei que nem és tão pequeno assim, e também sei que quando estava na tua idade eu mirava o horizonte do mesmo jeito que você. Mas não é por isso que somos tão parecidos? Tenho ciência de que quando faz isso, assim como eu, está sem muitas esperanças ou com a alma dolorida, meu pequeno Julian&#8230;</p>
<p>Expresse sua dor e evite retrair-se para dentro de sua armadura, garoto. Ah, sim, somos invulneráveis dentro delas, mas também somos pouco mais que o próprio metal de que elas são compostas quando nos protegemos assim. Eu sei que você PENSA saber tudo isso, mas nunca sentiu até agora uma mulher dos sonhos se afastar de você por sua frieza&#8230; E nunca se sabe algo de fato, se não podemos sentir esse algo de alguma forma, filhote.</p>
<p>Uma vez, um de meus amigos disse que os deuses se reuniram num conselho, quando do advento de me criarem e disseram ‘<em>façamos este de aço, barro será pouco para o que ele irá passar</em>’ &#8211; quero dizer com isso que compreendo sua dor, e que não preciso de muito para tal, sendo que somos compostos da mesma fibra. No entanto, quando na sua idade eu tinha o péssimo hábito de cuspir fogo no mundo. Precisava ferir algo para que pudesse esquecer a dor de minhas próprias feridas&#8230;</p>
<p>Não, eu não me curava filhote, apenas tomava uma atitude que me afastava dos humanos ainda mais. Quando expuser suas dores ao mundo, portanto, procure não feri-lo; mesmo que o mesmo seja culpado pelas suas feridas.</p>
<p>Ferir o mundo é pura vingança, e toda vingança é via de regra uma atitude tola e impensada. Isso apenas lhe trará mais dores. Sem mencionar que causar dores ao mundo é, no fim das contas, causar dores a si mesmo. Lembra que as palavras proferidas são flechas que sempre retornam? E que, portanto devemos embebê-las em mel, pois veneno e fel já abundam em toda a existência humana?</p>
<p>Nada disso &#8211; embora simples &#8211; é fácil. E as pessoas irão ferir você ao constatar isso. É seu dever compreendê-las e procurar aliviar a sua dor &#8211; mesmo sendo alvo de acusações sem fundamento.</p>
<p>Algo muito interessante, pequeno Julian, e de extrema importância que saiba é que,com freqüência considerável aqueles ao seu redor irão associar sua figura à <em>Causa Mater</em> de seus problemas. E tudo será apenas por você ser quem está mais próximo; só isso, por incrível que pareça.</p>
<p>A dor humana hoje em dia é tão forte quanto no início dos tempos, mesmo com tantos estudos. Filhote, ainda somos almas imortais e com tantas incógnitas que brotamos em novidades como se fôssemos uma Eterna Primavera Cósmica. Mas posso afirmar que a maioria das dores hoje em dia é fruto de frustrações&#8230;</p>
<p>Frustrações em sua totalidade são advindas das expectativas de vida não realizadas, do conflito entre a Realidade e a verdade que criamos em devaneios, da incapacidade da maioria das pessoas de tomar as rédeas da própria Vida, meu filho. E não raro as pessoas precisam de um depósito de culpa &#8211; normalmente é quem estará mais próximo. Sim nós, os caminhantes, mesmo sem um lar fixo seremos na maioria das vezes quem estará mais próximo, filhote.</p>
<p>Não se afaste por medo disso, seria covardia, e nenhum de nós pode viver com a marca da covardia. Enfrente o mundo, as dores e a Culpa que tantos transformam em motivos para sofrer, ferir a si mesmos e aos outros. Seja paciente e sábio como o Sol… Lembra de quando passamos um dia inteiro no verão passado reclamando de como este maldito sol nos açoitava com seu calor?</p>
<p>Agora ele é um Sol de Inverno, nos mantendo vivos com seu calor&#8230;</p>
<p>(&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
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Pequeno Julian&#8230;
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&#160;
(&#8230;)
Pequeno Julian&#8230;
Sei que nem és tão pequeno assim, e também sei que quando estava na tua idade eu mirava o horizonte do mesmo jeito que você. Mas não é por isso que somos tão parecidos? Tenho ciência de que quando faz isso, assim como eu, está sem muitas esperanças ou com a alma dolorida, meu pequeno Julian&#8230;
Expresse sua dor e evite retrair-se para dentro de sua armadura, garoto. Ah, sim, somos invulneráveis dentro delas, mas também somos pouco mais que o próprio metal de que elas são compostas quando nos protegemos assim. Eu sei que você PENSA saber tudo isso, mas nunca sentiu até agora uma mulher dos sonhos se afastar de você por sua frieza&#8230; E nunca se sabe algo de fato, se não podemos sentir esse algo de alguma forma, filhote.
Uma vez, um de meus amigos disse que os deuses se reuniram num conselho, quando do advento de me criarem e disseram ‘façamos este de aço, barro será pouco para o que ele irá passar’ &#8211; quero dizer com isso que compreendo sua dor, e que não preciso de muito para tal, sendo que somos compostos da mesma fibra. No entanto, quando na sua idade eu tinha o péssimo hábito de cuspir fogo no mundo. Precisava ferir algo para que pudesse esquecer a dor de minhas próprias feridas&#8230;
Não, eu não me curava filhote, apenas tomava uma atitude que me afastava dos humanos ainda mais. Quando expuser suas dores ao mundo, portanto, procure não feri-lo; mesmo que o mesmo seja culpado pelas suas feridas.
Ferir o mundo é pura vingança, e toda vingança é via de regra uma atitude tola e impensada. Isso apenas lhe trará mais dores. Sem mencionar que causar dores ao mundo é, no fim das contas, causar dores a si mesmo. Lembra que as palavras proferidas são flechas que sempre retornam? E que, portanto devemos embebê-las em mel, pois veneno e fel já abundam em toda a existência humana?
Nada disso &#8211; embora simples &#8211; é fácil. E as pessoas irão ferir você ao constatar isso. É seu dever compreendê-las e procurar aliviar a sua dor &#8211; mesmo sendo alvo de acusações sem fundamento.
Algo muito interessante, pequeno Julian, e de extrema importância que saiba é que,com freqüência considerável aqueles ao seu redor irão associar sua figura à Causa Mater de seus problemas. E tudo será apenas por você ser quem está mais próximo; só isso, por incrível que pareça.
A dor humana hoje em dia é tão forte quanto no início dos tempos, mesmo com tantos estudos. Filhote, ainda somos almas imortais e com tantas incógnitas que brotamos em novidades como se fôssemos uma Eterna Primavera Cósmica. Mas posso afirmar que a maioria das dores hoje em dia é fruto de frustrações&#8230;
Frustrações em sua totalidade são advindas das expectativas de vida não realizadas, do conflito entre a Realidade e a verdade que criamos em devaneios, da incapacidade da maioria das pessoas de tomar as rédeas da própria Vida, meu filho. E não raro as pessoas precisam de um depósito de culpa &#8211; normalmente é quem estará mais próximo. Sim nós, os caminhantes, mesmo sem um lar fixo seremos na maioria das vezes quem estará mais próximo, filhote.
Não se afaste por medo disso, seria covardia, e nenhum de nós pode viver com a marca da covardia. Enfrente o mundo, as dores e a Culpa que tantos transformam em motivos para sofrer, ferir a si mesmos e aos outros. Seja paciente e sábio como o Sol… Lembra de quando passamos um dia inteiro no verão passado reclamando de como este maldito sol nos açoitava com seu calor?
Agora ele é um Sol de Inverno, nos mantendo vivos com seu calor&#8230;
(&#8230;)</itunes:summary>
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		<itunes:author>domusdraconis@domusdraconis.net</itunes:author>
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		<title>Monólogo para Ninguém&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 14:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Só eu posso sorrir aqui. Antes de tudo, devo pedir que você não tenha medo. Não tema a mim, pois posso bem ser uma criação de sua mente &#8211; como a hipótese levantada por Descartes &#8211; mas ouça de ouvidos bem largos o que eu tenho a dizer e perguntar&#8230; Você não tem tempo. <a href='http://domusdraconis.net/monologo-para-ninguem/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2416" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/Cheshire-Smile-21-365x520.jpg" alt="" width="365" height="520" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só eu posso sorrir aqui.</p>
<p>Antes de tudo, devo pedir que você não tenha medo. Não tema a mim, pois posso bem ser uma criação de sua mente &#8211; como a hipótese levantada por Descartes &#8211; mas ouça de ouvidos bem largos o que eu tenho a dizer e perguntar&#8230;</p>
<p>Você não tem tempo. Nunca teve. Então, não pode salientar que trata-se de um perda de tempo a Arte de ouvir o meu discurso.</p>
<p>Pare de lançar olhares discretos a esta caixinha tiquetaqueante que oprime os seus dias, e pare de me lançar seu sorriso cortês. Bem sei o que pensas sobre cortesia; que a mesma sempre esconde uma certa dose de malícia. Então, veja se não é no teu cárcere cardíaco que abrigas um escorpião.</p>
<p>Sinceramente, tu me cansas com a sua &#8220;fé&#8221;. Para mim, não diferes muito dos gládios sangrentos das Cruzadas, que &#8220;disseminavam a palavra de Deus&#8221;.</p>
<p>E as suas juras de Amor Eterno? Ainda as mantêm? Vejo as mais pútridas almas assim declararem seu &#8220;amor&#8221; à coisa amada &#8211; como sendo eterno. Pelos deuses! Quando disser algo que se estende à Eternidade, tenha em mente ao menos um conceito semi-perfeito do que é algo Eterno. Compare-se à imensidão do que deseja, pese seu coração e então perceba se o que queres é, realmente, digno do Infinito.</p>
<p>Quantas vezes clamaste irmandade de nossa parte? Milhares, eu suponho. Mas te fartarias da carne de minha dama, matarias meus amigos e, caso te ofendesse algo que penso, venderias minha cabeça ao Rei. Se repetes tanto que sou teu irmão, saberias me definir a palavra &#8220;Fraternidade&#8221;?</p>
<p>Não crês em nada. Tua mente fraca passou de estudiosa a escrava do&#8221;Nihil&#8221;. Tu és um fraco comum, não por quê &#8211; realmente &#8211; não crês em algo que o transcenda, mas por ter Medo do Infinito. Sempre dizes que os males e adversidades irão passar. Irão mesmo passar, ou agravar-se rumo ao próximo estágio? As guerras começam com o primeiro tiro, ou com a arma engatilhada e uma mente mal intencionada?</p>
<p>Nunca tens certeza com relação a nada. E tuas convicções duram enquanto há conveniência em seu existir. A dúvida é um dote humano, triste, porém tolerável. Mas a indecisão é filha da Preguiça com a Fraqueza, e é amante ao mesmo tempo da Ignorância e do Orgulho.</p>
<p>Tens a firmeza de propósito de uma barata, por favor, não justifique a sua mesquinhez com Amor. Toda alma fraca atribui ao Amor a podridão de seus atos.<br />
<em></em></p>
<p><em>At last, but not at least, as the British would say</em>, pare de dizer que posso contar com você, até que realmente Eu possa fazê-lo.</p>
<p>Sua alma infantil só prevê apoio mútuo nas festividades, e a vida não é um templo de Baco. Mas digo que de toda a tua filosofia de vida, ainda há algo que pode ser dito como um brado, tamanha a exatidão e verdade; &#8220;poderia ser pior&#8230;&#8221;</p>
<p>Poderia mesmo. Eu poderia não estar aqui.</p>
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		<title>Noite de Walpurgis.</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 21:33:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Mad]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Demônio]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; (&#8230;) O fogo crepitava lá fora na colossal fogueira, numa noite que nevava em plena Primavera. Ainda assim, o povoado continuava a comemorar e lançar lenha ao fogo e álcool pra dentro de suas bocas e suas almas. O doutor, ancião de olhar profundo e curta barba branca, observava isso de longe, com tanta <a href='http://domusdraconis.net/noite-de-walpurgis/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2502" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/walpurgis-night.jpg" alt="" width="430" height="304" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>O fogo crepitava lá fora na colossal fogueira, numa noite que nevava em plena Primavera. Ainda assim, o povoado continuava a comemorar e lançar lenha ao fogo e álcool pra dentro de suas bocas e suas almas. O doutor, ancião de olhar profundo e curta barba branca, observava isso de longe, com tanta frieza no coração que nem mesmo o calor de mil fogueiras poderia sequer arranhar o gelo em seu peito.</em><br />
<em>Quando a última badalada da meia-noite se deu em seu ruidoso relógio de parede, ele ouviu três batidas espaçadas no portal de entrada. Suspirou, mas sem hesitar dirigiu-se à porta e abriu a mesma &#8211; permitindo um pavoroso ar frio adentrar a sala principal. A figura do lado de fora sorria, e sorria apenas. O senhor, velho mas de feições firmes, meneou a cabeça e respondeu o sorriso com nada mais que cordialidade, a figura sorridente entendeu o cumprimento, entrou e pôs-se a esperar o doutor.</em><br />
<em>O velho fechou a porta e cessou o frio físico, pois havia por ali uma fogueira e duas poltronas que bem serviam a sala de calor. Mas o frio em seu coração &#8211; se é que podia &#8211; foi intensificado pela figura sorridente que adentrara a sala. Tratava-se de um homem com não mais que vinte anos, porém alto e de feições que combinavam a dureza de uma provável Vida no campo, com o frescor da pouca idade, evidenciado com um incessante e perturbador sorriso. Ele observou o velho senhor, e quando percebeu seu sinal positivo, calmamente serviu-se de conhaque e sentou-se em uma das poltronas, enquanto observava o doutor fazer o mesmo.</em><br />
<em>Olharam-se durante um tempo indeterminado, algo entre segundos e poucos minutos, quando o jovem interrompeu o silêncio:</em></p>
<p><strong>Jovem</strong>: Me chamou mais cedo, Doutor. O trato é que eu somente viria buscá-lo exatos dez segundos antes do primeiro raio de Sol tocar sua casa. Quando firmamos o mesmo eu jurava que havia sido claro, e contava que sua inteligência nos pouparia do desgastante diálogo no qual vocês humanos imploram por perdão ou mais tempo&#8230; Ou estarei eu sendo precipitado em meu julgamento, e você ainda irá me surpreender, depois de todas as criações que deu à luz o intelecto superior que lhe conferi em troca de tua alma?</p>
<p><strong>Velho</strong>: Não chamei você, meu caro, para pedir Tempo ou Perdão. Vendi minha alma a um demônio, e mesmo que você ou Deus me perdoassem eu mesmo não me perdoaria na Eternidade. Sabes bem que os que imploram, normalmente tentam comprar de ti o alívio de dívida, e tudo o que te ofereci foi conhaque e uma poltrona. Eu o chamei aqui sim, para negociar, mas não para pedir que ignoremos o Passado ou nosso Contrato&#8230;</p>
<p><strong>Jovem</strong>: Torne, por favor, o ambiente e nosso diálogo mais claros com tuas palavras, eu lhe rogo, Doutor&#8230;</p>
<p><strong>Velho</strong>: Eu desejo que em troca de tempo extra indeterminado, você abençoe minha existência com algum toque de tua existência demoníaca&#8230; (<em>Suspira, olha para baixo, e depois olha para as chamas</em>)<br />
Veja as chamas. Sei bem que fulgurações de natureza infinitamente maiores que essa aguardam-me, ansiosas por provar de minha alma para todo o sempre. E eu temo isso, não há como negar. No entanto&#8230; (<em>perde-se em sua reflexão, ou finge fazê-lo com maestria&#8230;</em>)</p>
<p><strong>Jovem</strong>: (<em>Pigarreia</em>) No entanto&#8230;</p>
<p><strong>Velho</strong>: &#8230;No entanto, eu, portentor do maior intelecto que já existiu, tomei como desafio tentar convencê-lo a mudar meu curso, mas de acordo com a tua, não a minha vontade. Meu desejo não é ignorar minha pena, tampouco abrandá-la, mas de fato mudar o curso da mesma, de acordo com as variáveis da mente de meu carrasco &#8211; um presente que pretendia me conferir -, como último acesso aos recursos superiores da inteligência excelsior pela qual vendi minha alma.<br />
O que me diz, Demônio?</p>
<p><strong>Jovem</strong>: Em primeira instância eu digo que sim, fui mesmo precipitado ao julgar as razões pelas quais me chamou aqui&#8230;<br />
Vivi várias Eras dos homens, e nunca uma alma me surpreendeu duas vezes, Doutor. A tua primeira vez, desconfio que já sabes, foi a natureza de teu próprio pedido; inteligência suprema. Acostumado às mentes simples, que vendem-se por tão pouco &#8211; tão menos do que poderiam eles mesmos alcançarem sem muito esforço &#8211; eu notei em ti uma aura que somente notei no criador do aço, milênios atrás. E agora, essa inusitada proposta desperta em mim algo de humano, que não sinto há milênios também, desde que um belo par de olhos e seios se foi da Terra ao lugar de onde Caí&#8230;<br />
Doutor, eu pasmo de nada tenho valia, poderia me dar alguma sugestão de qual poderia ser a alteração em nosso contrato?</p>
<p><strong>Velho</strong>: Poderia, mas não o farei. Foi bem dito por mim, através desses lábios que o conhaque derreteu por mais de setenta anos, que seria tu a decidir meu Destino, e não eu&#8230;</p>
<p><strong>Jovem</strong>: HAHAHAHAHAHAHAHA!!!! Velho amaldiçoadamente sagaz!!!! Percebeste, antes de dar lugar à tua palavra o teste que eu iria lhe propor, não é? A tua honestidade conferiu a ti muitos pontos, mas&#8230; Mas também sabias disso de antemão, não estou certo?<br />
Pois bem, é fato que o relógio corre e teu contrato ainda está de pé, sem nem mesmo que eu comece a considerar a variável de tua proposta, que comecei a conjecturar sobre somente agora. Dê-me até dez minutos antes de teu prazo final, e irei entregar um veredicto digno do diálogo que tivemos, e do aproveitamento fantástico da dádiva que lhe conferi &#8211; estamos combinados?</p>
<p><strong>Velho</strong>: E quem sou eu Mestre, para revoltar-me ante aquele que possuirá minha essência antes do Sol beijar a Terra?</p>
<p><em>O jovem agora sim demonstrou a sua natureza demoníaca, mas somente através de seus olhos. </em></p>
<p><em>Sua aparência continuou a mesma, mas o fogo que emanava da fogueira parecia que era absorvido pela suas íris, que lentamente tornaram-se vermelhas, e suas pupilas, lentamente tornaram-se fendas. Ele pôs-se a meditar mirando o fogo, e tornou a Noite de Walpurgis a primeira de todas as torturas à alma do Doutor.</em><br />
<em> O velho, por sua vez, serviu-se de conhaque, e sentou de volta em sua poltrona, sentindo cada minuto pesando em seu coração como um século de guerras pesaria numa pátria. Desesperado, mas incapaz de tirar a própria Vida, ele foi obrigado a esperar, e sentir seu coração indo à boca, todas as vezes que o relógio quebrava o silêncio para visar que Walpurgis se aproximava de seu fim.</em><br />
<em> Quando dado o advento de seu prazo, o demônio vira-se para ele e quebra o silêncio, sendo agora mais direto em suas palavras &#8211; senão mais ríspido.</em></p>
<p><strong>Demônio</strong>: Seu prazo se aproxima, doutor. Seja direto e fale seu coração em cada resposta a partir de agora. Diga-me por quê deseja que eu revogue nosso contrato?</p>
<p><strong>Doutor</strong>: Quero conhecer mais coisas.</p>
<p><strong>Demônio</strong>: <strong>QUAIS?</strong></p>
<p><strong>Doutor</strong>: O Amor. O Amor é uma delas&#8230;</p>
<p><strong>Demônio</strong>: E por quê eu deveria deixá-lo partir, renunciando ao meu direito e à tradição de mais de setecentos mil contratos firmados e cobrados devidamente?</p>
<p><strong>Doutor</strong>: Porquê eu sou Único, acima do senso-comum da expressão. E por quê sei que sua curiosidade anda acima de sua honra à assinatura em sangue que me conferiu essa individualidade titânica.</p>
<p><strong>Demônio</strong>: Verdade Doutor&#8230; (<em>Bem calmo</em>)<br />
Deixar-te-ei partir&#8230; Mas não sem uma bênção de minha melhor safra&#8230;</p>
<p><strong>Doutor</strong>: E qual seria, Mestre?</p>
<p><strong>Demônio</strong>: Imortalidade, Doutor. Você irá se tornar imortal.</p>
<p><strong>Doutor</strong>: Não! Deixa-me morrer!</p>
<p><strong>Demônio</strong>: Agora é tarde, meu caro. Tarde para perceber que embora você tenha sido o mais inteligente dos mortais, ainda assim era um mortal. E que fui eu quem lhe conferiu essa dádiva da clareza de pensamento, onde teu fascínio te pregou uma peça e me conferiu ainda maior capacidade de ser teu algoz.<br />
Doutor. Dou-tor&#8230; Eu vivencio o Espírito do Tempo, antes dele ter sido criado. E você vai partilhar de minha visão agora. Era uma bênção da existência demoníaca que desejavas? Dar-te-ei meus olhos, mas sem a pupila em fenda ou as íris escarlates; darei somente a essência. E não somente verá tuas criações deturpadas, utilizadas pela mentes que mais se assemelham aos esgotos, como verás a nobreza das coisas mais belas e simples, envelhecerem e descascarem como tinta fraca, devido à incompreensão humana&#8230;<br />
E eu&#8230; Eu estarei lá quando conheceres o Amor, repetidas vezes, e lá estarei quando enterrá-los repetidas vezes idem.<br />
E virá o Tempo em que você terá vivido tantas vezes esse sublime aspecto da existência, que os anjos terão inveja de ti, e Deus irá vê-lo com bons olhos, mas nunca tu poderás adentrar o Paraíso. E viverás ainda além, a ponto de ver o Amar jogado à classe de escória dos verbos, dividindo a sarjeta das palavras, das bocas, e dos corações pequenos.<br />
Tu verás o Amor ser vulgarizado, Doutor&#8230;<br />
Tu invejarás o Inferno&#8230;<br />
E nós não poderemos aceitá-lo.</p>
<p><strong>Doutor</strong>: Não! Perdoa-me, toma-me, pois de fato que já amo e sou correspondido! Eu menti, menti! Amo a jovem que me serve em casa, e iríamos nos casar! Não posso ver esse futuro! Toma-me demônio, e dilacera-me a alma, mas não permita-me ver o Amor maculado &#8211; <em><strong>nem agora, nem nunca!</strong></em></p>
<p><strong>Demônio</strong>: Eu sei que mentiu. E é justamente por isso que lhe conferi minha bênção&#8230;<br />
&#8230;Agora, conviva com isso, meu caro.<br />
Bom fim de Walpurgis!</p>
<p>E o demônio desfez-se em névoa.<br />
Névoa que cheirava ao perfume dela, por quem o velho condenara a própria alma pela segunda vez&#8230;</p>
<p>(&#8230;)</p>
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		<title>Under the bridge&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 02:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Candy? Are you there? Is this the right bridge? Oh, I see your smoke now&#8230; Two centuries since the last dark alley we met in our windy night walk&#8230; Hell yeah Candy, nothing has changed. Still I am a passionate lover of night, wind, and cigarettes &#8211; though I don’t smoke anymore as I used <a href='http://domusdraconis.net/under-the-bridge/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2433" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/Bridge-520x245.jpg" alt="" width="520" height="245" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Candy? Are you there? Is this the right bridge? Oh, I see your smoke now&#8230;</p>
<p>Two centuries since the last dark alley we met in our windy night walk&#8230; Hell yeah Candy, nothing has changed. Still I am a passionate lover of night, wind, and cigarettes &#8211; though I don’t smoke anymore as I used to.</p>
<p>If I have achieved that feeling? Oh no Candy, we are talking about me, did you forget? Which one would share that life I lead? A woman’s heart by all means wants a safe haven my darling… And that, only my arms can provide, but how about the rest?</p>
<p>So, you are still smoking&#8230; Well, take your time, but stop one day, <em>savvy</em>?</p>
<p>Last hundred years I have been dwelling among roads and outposts. I am always arriving and leaving, and The Road has been more like a mother and home than a certain ceiling somewhere. Yes, whiskey has been more like water as well&#8230; Old habits die hard, eh? And <strong>YOU</strong> still meet me under this same bridge, do you realize how it echoes as we talk?</p>
<p>A gipsy? A bloody gipsy, you call me? Well, nice label, better than the Black or the Blue ones. No Candy, I don’t talk to people, people talk to me, and <strong>YES</strong>, I used to be in a better shape, but could you stop staring at my ragged jacket and start looking into my eyes? That would be nice of your part&#8230;</p>
<p>Do not be a fool darling, people don’t come and go; <strong>WE</strong> come and go. And people &#8211; <em>as the song</em> &#8211; remain the same. Also, stop thinking that you are not like them. Yes it’s strange I know, someone like me talking like that&#8230; But I have realized that we are part of their world. More; we should call it <strong>OUR</strong> world&#8230;</p>
<p>Stop snarling, woman&#8230;</p>
<p>Better.</p>
<p>I see&#8230; You miss the Ancient Mists we came from&#8230; So do I, of course. The old days should be praised, we both know &#8211; but leave that behind. No more tails, nor fur, nor fangs &#8211; time to become part of something bigger, darling. To do this we are supposed to evolve&#8230;</p>
<p>What have I become? I really don’t know Candy&#8230; I’m still snarling at people when I am angry, still I howl to the moon when I am happy&#8230; But now&#8230; Now I can feel the pulse of the crowd, I can sense their inner wisdom; I can see their value&#8230;</p>
<p>You can say that’s too soft, I’d rather see that as a more experienced response&#8230; I strongly believe that you have lost your imagination Candy, something really awful when we are talking about someone that has came from a world that relies on people’s memories of long gone tales to still exist &#8211; for we are from Arcadia, darling.</p>
<p>Yes, I can help you, although I myself don’t know the way. I guess the road will rise up to meet us, and the wind will always be at our back&#8230;</p>
<p>Shouldn&#8217;t we shift our paws into hands, and our fangs into teeth? Why? Because it’s cold here, under this bloody bridge you love so much, and we only have each other as a source of heat&#8230;</p>
<p>No, I don’t love you either, but I want you tonight really bad&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nice and slowly, kiss me as if there was no tomorrow&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Light me up a cigarette Candy, and hold me&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Metrô.</title>
		<link>http://domusdraconis.net/metro/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 02:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Um casal, tremendo no sacolejante vagão semi-vazio do último trem do metrô&#8230; Ela: Você gosta daqui, né? Ele: Gosto&#8230; Ela: Por quê? Ele: Não sei&#8230;  Acho que as razões caberiam num livro, ou numa lista bastante extensa. Olha, me perdoa pelo clichê de mencionar &#8216;caberiam num livro&#8216;&#8230; Ela: Sossego, mas acho que caberiam mesmo. <a href='http://domusdraconis.net/metro/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2427" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/London-Metro-520x364.png" alt="" width="520" height="364" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Um casal, tremendo no sacolejante vagão semi-vazio do último trem do metrô&#8230;</em></p>
<p>Ela: Você gosta daqui, né?<br />
Ele: Gosto&#8230;<br />
Ela: Por quê?<br />
Ele: Não sei&#8230;  Acho que as razões caberiam num livro, ou numa lista bastante extensa. Olha, me perdoa pelo clichê de mencionar &#8216;<em>caberiam num livro</em>&#8216;&#8230;<br />
Ela: Sossego, mas acho que caberiam mesmo. Tem um sossego, uma calma aqui nesse horário, ou no ambiente, ou na mistura dos dois. Acho que talvez tenhamos que recorrer a alguns neologismos pra descrições de ambientes como esse, e isso nos atrai a esses lugares-comuns, aos clichês; medo do novo&#8230;<br />
Ele: Boa reflexão&#8230; É sua?<br />
Ela: Por quê não seria, hein? (<em>bem indignada, mas sorrindo</em>)<br />
Ele: Sei lá, eu meio que estou viajando. Não que eu queira ou possa te colocar numa prateleira agora, mas você é o som por trás do som ambiente &#8211; viajar no metrô da última hora é Meu Momento&#8230;<br />
Ela: Eu sei, relaxe&#8230; Sei que você não me colocaria numa prateleira &#8211; foge delas como o Diabo foge da Cruz! Hahahaha! Aí, outro lugar-comum lingüístico&#8230; Mas sério, te entendo.<br />
Ele: Ah! A gente tá sendo muito cortês, não acha? Pro Inferno tudo isso! Eu gosto daqui por quê me livro de todos, e se te trouxe aqui pro meu momento, é por que sei que você iria se incorporar ao sistema. Relaxa! Aqui eu fico livre de tudo, mas principalmente das prateleiras!<br />
Ela: Peraê&#8230; Que prateleiras você fala? Serão as mesmas que eu falo?<br />
Ele: Sim! As prateleiras EM QUE as pessoas nos colocam&#8230; Eu mesmo, normalmente fico na prateleira dos amigos-nerds, ou na prateleira dos amigos-filósofos &#8211; mas sempre na seção dos amigos-chatos tem espaço pra mim&#8230; E você?<br />
Ela: Hmmmm&#8230; Fico na prateleira dos Anti-sociais, CDF&#8217;s e Esquisitos, eu aaaaacho. Mas nem sei se sou muito adepta à idéia de que me conferem prateleiras&#8230;<br />
Ele: Por quê não? Todo mundo precisa de um rótulo, nem que seja o de &#8216;<em>imprevisível</em>&#8216;. As pessoas lá de cima não podem conviver com individualidades, meu anjo. Nem podem conviver com poesia, a maioria delas, e é por isso que existem as prateleiras na mente de cada um &#8211; pra não terem que dividir as pessoas por-e-com o Coração, mas por imagem e comportamento.<br />
Ela: Ah, isso eu sei. Mas sou eu mesma que penso melhor do Mundo. Talvez existam um ou dois que não me conferem prateleiras, tenho esperança disso, sabe?<br />
Ele: Um ou dois? Um deles sou eu, o outro é você!<br />
(<em>Dão risada juntos&#8230;</em>)<br />
Ela: Voltando ao metrô&#8230; Aqui, e daqui&#8230; Saem as pessoas, esperanças, flores e mão-de-obra de toda uma parcela da cidade. Acho isso fantástico! Cada trem traz uma safra de possibilidades infinitas, belezas que ninguém repara. Traz leitores de livros mil, estudantes de cursos randômicos, trajes informais e formais de toda estirpe&#8230;<br />
Ele: &#8230;E diálogos inacabados, darling!<br />
(<em>Ele pega Ela pelo braço e puxa, com carinho e força. Se levantam rápido, pra sair tropeçando e correndo do vagão&#8230;</em>)</p>
<p>Chegaram à sua estação. Saltaram sorrindo, extasiados com toda a atmosfera que entregava uma noite de diálogos forjados no mundo das fadas que existia detrás das paredes daquele amontoado de trilhos e túneis subterrâneos&#8230;</p>
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		<title>Noctívago</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 23:03:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gnose]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Nostalgia]]></category>
		<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Não outra senão essa hora, seria a mais apropriada a ser Eu o que verdadeiramente sou. Só nas madrugadas posso me livrar do peso excessivo que se recai sobre minha figura e posar com a postura mais próxima de minha plenitude. E nem sou, e nunca fui o que percorre encurvado corredores, e <a href='http://domusdraconis.net/noctivago/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2463" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/Perfect-Night-520x340.jpg" alt="" width="520" height="340" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não outra senão essa hora, seria a mais apropriada a ser Eu o que verdadeiramente sou.</p>
<p>Só nas madrugadas posso me livrar do peso excessivo que se recai sobre minha figura e posar com a postura mais próxima de minha plenitude. E nem sou, e nunca fui o que percorre encurvado corredores, e sorri amareladamente às provocações infantis que o ser humano ao meu redor &#8211; de maneira geral &#8211; me dirige.</p>
<p>Eu tenho asas. Coriáceas aos olhos de alguns, etéreas aos olhos de outros, e aos meus olhos, feitas de plumas negras como o material mais negro que a sua metáfora possa criar. Por que eu sou um pedaço de noite. Eu sou aquele pedaço da Noite que está vivendo e bebendo e acariciando sua pele, entre seu mais pleno Estado de Mente, e sua pálpebra pesada e quase excedendo o limite de seu controle, quase involuntária&#8230;</p>
<p>Perigoso ser-me. Vivo entre a Verdade aterradora, entre a Verdade Libertadora e o Sonhar. Vivem-me, tocam-me e tomam a mim por Sonho, quando na Verdade Eu sou Sonho e Despertar.</p>
<p>Meus cafés, penso, são excelentes metáforas de mim também. Lembro-me dos melhores somente depois deles terem passado por minha garganta há muito tempo. Eu penso &#8216;<em>mas que café magnífico estava aquele, e Eu tive que escrever esses exercícios enquanto o saboreava, enquanto meu paladar não estava incólume em relação à minha distração</em>&#8216; e assim os melhores cafés se vão &#8211; sentidos, experienciados, memorizados, eternizados &#8211; mas nunca plenamente.</p>
<p>Tenho fascinação por plenitude&#8230;</p>
<p>Entre barulhos de mecanismos que operam para sustentar a Noite eu escrevo. Ventiladores, condicionadores de ar, centrífugas de sangue para laboratórios. Aqui é meu lugar. E é meu lugar também atrás dos balcões, atrás das facas, de fogões, atrás das cortinas e à frente do palco.</p>
<p>Lembro-me sempre de amores ao tomar café de madrugada. De pessoas que não esqueci, de mentes e corpos que penetrei, de olhos fulgurantes que me assombram, de vozes doces, de vozes embriagadas que me prometeram muito e que simplesmente pecaram por serem humanas. E eu, pequei por ser Lobo.</p>
<p>Tomei café, brilhei meus olhos contra a luz fraca dos postes, sentei ao meio-fio e sorri&#8230;</p>
<p>Meu desespero se esvai ante a imensidão dos fatos ainda por acontecer. Antes mesmo dos corações que evitarei pisar, antes mesmo da escassez de víveres, antes mesmo da incerteza &#8211; plena! &#8211; quanto ao futuro, antes mesmo de tudo isso eu decidi parar e respirar. E estou respirando. E fato é que, até o presente momento, nunca vi uma série de palavras que se parecesse tanto comigo, diante de tantos fatos ligados ao fato de que o Amanhã, embora incerto, será Meu.</p>
<p>Eu. Cheio de cicatrizes em alma, e cheio de marcas tão profundas em meu idealismo que mesmo a mais bela capela de ametista que já vi não chega a ser tão profunda &#8211; nem tão antiga. Eu sinto como se vivesse antes mesmo da palavra &#8216;<em>sentir</em>&#8216; tomar existência. E nada pode ser mais belo do que isso, sincero eu sou com você, louco que me acompanha o texto até aqui, até o presente momento.</p>
<p>Eu tenho que conversar com o mundo como se eu tivesse 20 e poucos anos de idade. Embora eu tenha mais de cem mil anos, embora eu esteja simplesmente lhes dando um número que caiba em sua mente &#8211; simplesmente para que me chame de poeta, e não de louco. Sim, eu sou antigo demais. E é isso que me confere às costas esse aspecto curvo. E é isso que acaba fazendo de mim tão atrativo a tudo. É assim que se comporta um mundo que enxerga alguém que pode lhe dar palpite sobre a resolução de todos os seus problemas; por que afinal, eu estava aqui quando eles começaram a ser causados, e eu mesmo talvez tenha reforçado a causa de alguns&#8230;</p>
<p>Mas eu andei por noites sem fim. Eu bebi muitas ideologias, vivi por entre vagabundas e virtuosas madrugadas, aprendi ao som dos grilos, de rock, de garrafas quebradas, de fogos crepitantes, de pessoas vomitando, de beijos molhados, de gemidos que causei&#8230; Ouvi rumores sobre todas as possíveis curas, de todos os possíveis males, já fui esfaqueado por todos os lados de uma só vez, e ainda assim, não conheci nada mais grandioso que uma abstração; o Amor.</p>
<p>Amor de verdade, não essa porra que os casais apaixonados banalizam. Ele é uma coisa simples; o respeito mútuo que sobra da Paixão, sempre com frescor da manhã que lhe for mais fresca, sempre com a face do sorriso que lhe parecer mais imbecil. Esse é o Amor, paradoxal a todos os derramamentos de sangue que o justificam claro, dentro das mentes imbecis e humanas que a tudo e a todos precisam promover prateleiras, rótulos, aparas e zonas-de-conforto.</p>
<p>Faça me rir. Atire-me aos apaixonados e faça-me triste. Amor, Amor&#8230; Para mim é a mais bela essência noturna. Tem o cheiro da flor após o orvalho, tem o peso da sua alma no momento mais leve, tem a cor dos olhos que você mais curtiu encarar. E é justamente isso o mais fascinante! Ele é a mesma coisa pra mim, para ti, para ele, para ela, e ainda assim &#8211; como Deus &#8211; é um só com vários nomes e formas. Motivo de discussão, discórdia, é o amor com letras minúsculas que se declara com mal-português e com pressa, nunca, jamais o meu Amor. O seu Amor.</p>
<p>A nossa Noite, a nossa excentricidade, a nossa relutância em aceitar que temos que nos curvar durante o dia e sermos nós mesmos somente quando a Lua está alta. A nossa armadura de samurai, ou a nossa roupa de bailarina, as nossas asas, a nossa espada de fio único, o coração feito de pedra de meteorito, o mármore pulsante que encerra &#8211; mas não sufoca &#8211; as nossas teorias.</p>
<p>À minha Mãe, a Noite, eu brindo com meus últimos goles de café. À minha mãe, Noite, eu brindo dizendo que eu queria escrever muito mais, que a profusão de pensamentos vem e vai como maré revolta, como desespero de morte iminente, como tesão de adolescentes, como a Lua por detrás das nuvens, mas que é justamente por isso que preciso deixar de escrever. É por causa das escadas no metrô, tão cheias, tão carregadas das histórias da superfície &#8211; por elas tenho de parar.</p>
<p>Por que Amanhã existe, e o desespero me corrói a alma sem sentido algum, mesmo eu tendo escrito tamanha mensagem de Fé.</p>
<p>(<em>Que tesão imenso eu sinto em penetrar a sua Mente, em lamber com sofreguidão e empenho as suas idéias, pra que minha saliva canina regenere seu pensar e te dê novas formas-pensamentos</em>)</p>
<p>Eu paro, por que eu sei que sou um Samurai, e a Samurai algum faltou óleo à espada, bainha, roupa ou Força. Samurais como eu nunca precisaram fazer sepukku, pois são verdadeiros vencedores. Então, posso recolher minhas asas novamente, já que lhes dei ar de respirar, dei-lhes óleo, dei-lhes novo fôlego&#8230;</p>
<p>E amanhã, não verei mundo algum, pois estou morrendo pra depois renascer. Então volto aos corredores, ocultando minha real forma, minhas garras, presas e pêlos &#8211; principalmente minhas asas. E irei mentir &#8211; ou melhor, <em>embelezar a verdade</em> &#8211; por quê assim é que um poeta o faz quando precisa de si retirar os olhos da Realidade massacrante. E vou Amar&#8230;</p>
<p>Amar a idéia própria de Amar, que é assim e assim apenas que se chega ao Amor. E enquanto não amo Alguém, amarei a Noite; minha mãe, minha musa, minha Força, minha droga, minha puta, minha amante&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Teatro da Mente</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 14:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; (&#8230;) Então me disseram que havia esse fantasma, perto de um velho pier reformado numa pequenina vila perdida entre as maiores cidades próximas ao Canal da Mancha, e decidi visitar o lugar em busca de algo que eu ainda não sabia o que seria&#8230; Uma vez na cidadela, me dirigi ao lugar. Enquanto os <a href='http://domusdraconis.net/teatro-da-mente/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2380" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/11/4160186381_04ee1c4e68_b-520x390.jpg" alt="" width="520" height="390" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Então me disseram que havia esse fantasma, perto de um velho pier reformado numa pequenina vila perdida entre as maiores cidades próximas ao Canal da Mancha, e decidi visitar o lugar em busca de algo que eu ainda não sabia o que seria&#8230;</p>
<p>Uma vez na cidadela, me dirigi ao lugar. Enquanto os pescadores mais velhos e corajosos me contavam a história do fantasma num idioma que era uma mistura do próprio dialeto local com inglês e francês, eu esperava que um deles me providenciasse cigarros e um lampião velho a querosene. Quando a noite começou a cair eu acendi a tal velha lamparina, e vi que o sangue começou a ser drenado da face dos anciões, que pediam desculpas e se retiravam céleres. Em pouco tempo só restávamos eu, o lampião, o velho píer e a fumaça de meu cigarro que se misturava à névoa do lugar &#8211; cravados no pano de fundo da noite.</p>
<p>Quando o frio invadia até mesmo a minha mente, que tanto ama o mesmo, retirei do bolso o meu canivete e furei a ponta do indicador da mão esquerda, pingando o sangue pelas bordas das madeiras do cais. Poucos minutos depois as águas começaram a se agitar abaixo das tábuas que me sustentavam; barbatanas podiam ser vistas mesmo na pouca luz. A noite seguia quase tão morta quanto começou, não fosse pela minha brincadeira com os tubarões. Numa hora indefinida, porém, uma lufada de ar frio mais forte derrubou o cigarro de minha mão, o décimo terceiro da noite.</p>
<p>As brumas, vagarosamente tomaram a forma de uma bela jovem de estatura baixa, num vestido púrpura, de pés descalços. Sua pele era como a de uma mulher branca queimada de sol mas translúcida, e o vestido, reparando bem, pouco fazia para esconder as suas formas plenas de volúpia. Confuso por ter a minha masculinidade atiçada por algo tão sobrenatural, eu observava o espírito se aproximar de mim com passos decididos, e fechando seus braços ao redor de meu pescoço num gesto de carinho.</p>
<p>Eu esperava que quando sua pele de névoas me tocasse, um frio fantasmagórico percorresse a minha espinha, mas tamanha surpresa o fez ao invés disso, quando a tez macia e quente dela me salvou do frio desta noite insana. Com doçura e um sorriso no rosto, ela apanhou meu dedo ensangüentado e espremeu uma última vez as gotas rubras no mar, para depois levá-lo à sua boca e sugá-lo com tão incrível sensualidade que eu pude sentir meu coração pausando num hiato mais longo entre as suas batidas para apreciar o momento.</p>
<p>Precipitei-me sobre ela, agarrei sua cabeça com força e beijei sua boca com vigor. Ela correspondeu. E se este gosto que ficou em minha boca era o sabor da Morte, eu iria querer morrer todo dia&#8230;</p>
<p>Suspirando, agarrei com um braço a sua cintura e ela fez o mesmo com a minha, enquanto nossos outros braços se lançavam ao ar, com as mãos unidas, numa postura clássica de início de valsa. Nos atiramos, no entanto, a dançar com a mesma rapidez e volúpia que nosso beijo e as vestes dela instigavam. Por horas, As Horas, eu e o fantasma da moça de púrpura rodávamos como em um baile sobre as tábuas do píer, dançando acima dos tubarões e do sangue que derramei.</p>
<p>Quando o fôlego começou a faltar-me, afastei a moça e acendi um cigarro, enquanto ela sorria distraída para a lua que teimava em aparecer por detrás das nuvens. Aproveitei a sua distração e chutei o lampião velho que se quebrou com facilidade aos seus pés descalços.</p>
<p>O querosene espalhado queimava forte a madeira e começava a devorar também o tecido das vestes do pobre espírito, que lentamente tomavam para si um matiz mais próximo ao carmesim. O fantasma da menina me olhava em pânico, mudo, em postura de súplica; mas agora nem os deuses poderiam conter o avanço do fogo. Senti novamente um hiato mais longo em meu ritmo cardíaco, e percebi que era isso o que eu buscava ali. Dei as costas ao incêndio e segui meu caminho de volta às casas dos pescadores.</p>
<p>Ouvi a voz da moça em púrpura me perguntar &#8220;E o Amor?&#8221;. Respondi em pensamento, certo de que ela também iria me escutar, que enquanto há dois amantes, não há Amor algum&#8230;</p>
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Então me disseram que havia esse fantasma, perto de um velho pier reformado numa pequenina vila perdida entre as maiores cidades próximas ao Canal da Mancha, e decidi visitar o lugar em busca de algo que eu ainda não sabia o que seria&#8230;
Uma vez na cidadela, me dirigi ao lugar. Enquanto os pescadores mais velhos e corajosos me contavam a história do fantasma num idioma que era uma mistura do próprio dialeto local com inglês e francês, eu esperava que um deles me providenciasse cigarros e um lampião velho a querosene. Quando a noite começou a cair eu acendi a tal velha lamparina, e vi que o sangue começou a ser drenado da face dos anciões, que pediam desculpas e se retiravam céleres. Em pouco tempo só restávamos eu, o lampião, o velho píer e a fumaça de meu cigarro que se misturava à névoa do lugar &#8211; cravados no pano de fundo da noite.
Quando o frio invadia até mesmo a minha mente, que tanto ama o mesmo, retirei do bolso o meu canivete e furei a ponta do indicador da mão esquerda, pingando o sangue pelas bordas das madeiras do cais. Poucos minutos depois as águas começaram a se agitar abaixo das tábuas que me sustentavam; barbatanas podiam ser vistas mesmo na pouca luz. A noite seguia quase tão morta quanto começou, não fosse pela minha brincadeira com os tubarões. Numa hora indefinida, porém, uma lufada de ar frio mais forte derrubou o cigarro de minha mão, o décimo terceiro da noite.
As brumas, vagarosamente tomaram a forma de uma bela jovem de estatura baixa, num vestido púrpura, de pés descalços. Sua pele era como a de uma mulher branca queimada de sol mas translúcida, e o vestido, reparando bem, pouco fazia para esconder as suas formas plenas de volúpia. Confuso por ter a minha masculinidade atiçada por algo tão sobrenatural, eu observava o espírito se aproximar de mim com passos decididos, e fechando seus braços ao redor de meu pescoço num gesto de carinho.
Eu esperava que quando sua pele de névoas me tocasse, um frio fantasmagórico percorresse a minha espinha, mas tamanha surpresa o fez ao invés disso, quando a tez macia e quente dela me salvou do frio desta noite insana. Com doçura e um sorriso no rosto, ela apanhou meu dedo ensangüentado e espremeu uma última vez as gotas rubras no mar, para depois levá-lo à sua boca e sugá-lo com tão incrível sensualidade que eu pude sentir meu coração pausando num hiato mais longo entre as suas batidas para apreciar o momento.
Precipitei-me sobre ela, agarrei sua cabeça com força e beijei sua boca com vigor. Ela correspondeu. E se este gosto que ficou em minha boca era o sabor da Morte, eu iria querer morrer todo dia&#8230;
Suspirando, agarrei com um braço a sua cintura e ela fez o mesmo com a minha, enquanto nossos outros braços se lançavam ao ar, com as mãos unidas, numa postura clássica de início de valsa. Nos atiramos, no entanto, a dançar com a mesma rapidez e volúpia que nosso beijo e as vestes dela instigavam. Por horas, As Horas, eu e o fantasma da moça de púrpura rodávamos como em um baile sobre as tábuas do píer, dançando acima dos tubarões e do sangue que derramei.
Quando o fôlego começou a faltar-me, afastei a moça e acendi um cigarro, enquanto ela sorria distraída para a lua que teimava em aparecer por detrás das nuvens. Aproveitei a sua distração e chutei o lampião velho que se quebrou com facilidade aos seus pés descalços.
O querosene espalhado queimava forte a madeira e começava a devorar também o tecido das vestes do pobre espírito, que lentamente tomavam para si um matiz mais próximo ao carmesim. O fantasma da menina me olhava em pânico, mudo, em postura de súplica; mas agora nem os deuses poderiam conter o avanço do fogo. Senti novamente um hiato mais longo em meu ritmo cardíaco, e percebi que era isso o que eu buscava ali. Dei as costas ao incêndio e segui meu caminho de volta às casas dos pescadores.
Ouvi a voz da moça em púrpura me perguntar &#8220;E o Amor?&#8221;. Respondi em pensamento, certo de que ela também iria me escutar,[...]</itunes:summary>
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		<itunes:author>domusdraconis@domusdraconis.net</itunes:author>
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		<title>O Deserto</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 02:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Mad]]></category>
		<category><![CDATA[O Espírito da Espada]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>

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		<description><![CDATA[Areia. Uma rocha ínfima. Tem o aspecto do diamante bruto, uma pequena estilha de cristal. Reluzente, este pequeno pedaço de rocha tem uma beleza que se abstém de aparecer, exceto ao olhar dos que se reservam a observá-la atentamente. Mas o fragmento de rocha não está sozinho. A beleza cristalina deste se perde quando a <a href='http://domusdraconis.net/o-deserto/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Areia.</p>
<p>Uma rocha ínfima. Tem o aspecto do diamante bruto, uma pequena estilha de cristal. Reluzente, este pequeno pedaço de rocha tem uma beleza que se abstém de aparecer, exceto ao olhar dos que se reservam a observá-la atentamente. Mas o fragmento de rocha não está sozinho. A beleza cristalina deste se perde quando a sua individualidade não se manifesta e, em conjunto com outras tantas iguais, acaba por formar um oceano de desolação, pois este pequeno diamante é um grão de areia do deserto.</p>
<p>No mar de aridez não cabe a poesia da lembrança de que a areia é a matéria prima do vidro. Não, aqui seu papel é outro&#8230;</p>
<p>Aquele que vive no deserto sabe a magia maléfica que areia desempenha. Durante o dia, ela se alimenta do calor emanado pelo Deus Sol, em todo o seu esplendor, e faz com que o solo torne-se um enorme espelho do céu – um espelho cruel, todavia. Pois nada da beleza  azul celeste se encontra nele; exceto o calor causticante e a fúria da luz que cega e embaça a visão.</p>
<p>O físico não é único que sofre de tal agrura; a areia destrói o espírito igualmente.  Adentra as roupas e todos os pertences, se faz onipresente. Está na água da qual se bebe, penetra na algibeira e  se apresenta em todos os momentos, um dura constante. O sopro do vento lança a areia aos olhos e fere a vista, atinge a montaria e as carroças, e se deposita mesmo na parca comida de um viajante&#8230;</p>
<p>A areia, esta senhora do Deserto, é austera e implacável, mesmo à noite, quando o sol não mais a aquece, ela ainda invade os sonhos de viajantes e nômades, semeia dúvidas na determinação e a certeza de que o deserto será a última viagem, a última estrada das almas desafortunadas que se aventuram a atravessá-lo.</p>
<p>Mas o dia ainda é a real plenitude do desafio que o deserto representa, pois fora a areia, aqui outra força mostra uma face que não é vista em outros lugares. O Sol, na vastidão do deserto, atinge como um açoite os que vagam pelo oceano árido. Cada minúsculo raio de luz emanada por esta entidade atinge a paisagem de maneira quase vingativa,  sem o mínimo de docilidade, e cada manifestação sua é tal qual um estalido seco de um açoite, tanto para corpo quanto para a alma. E nem mesmo quando um vento sopra, parecendo movido por alguma forma de piedade, o sol desfaz seu amargo encanto, que queima, destrói e desola inexoravelmente. Assim, o sol no deserto não é uma entidade que provê a vida, mas fornece a morte.</p>
<p>No entanto, por mais que se possa adaptar a maioria das intempéries, o deserto não é uma intempérie só física; ele toma a alma, e se torna um estado de espírito.</p>
<p>Alguns precisam exalar seu ultimo suspiro de vida para compreender isso, outros nascem com essa compreensão, mas a maioria resseca o corpo, corrói seu âmago, até adentrar no reino da morte sem perceber tal verdade.</p>
<p>Então, o caminhante pára. Incólume. Ele observa, através de olhos fracos e cansados, pontos distantes no horizonte. Crê sem duvida nenhuma que se trata de uma miragem – o mais doce e belo artifício dos encantos mortais que o deserto fornece à alma – uma peça pregada feita do sofrimento do corpo e das esperanças despedaçadas das almas, costuradas em doces ilusões, que sempre acaba por zombeteiramente revelar a cruel verdade.</p>
<p>E, no entanto, o que o caminhante avista pode ser verdadeiro, a imagem indistinta pode se revelar verdade, e se mostrar como sendo uma caravana cruzando a areia. De longe o caminhante vê, enquanto a caravana passa, pessoas amarradas nas ultimas carroças, outras presas em jaulas espremidas, com as feições preenchidas do misto de vazio e mágoa que caracteriza as expressões do que foram escravizados.</p>
<p>E sobre o som do açoite dos homens, é que se realiza a mais cruel face do deserto, o monstro que vive dentro da natureza de cada homem. A mais cruel de todas as ameaças do deserto&#8230;</p>
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		<title>Declaração</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 13:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Gostosa. Sim, te conheci agora e já me sinto no direito de te achar uma delícia, a melhor de todas; Adorei teu corpo, teu cheiro, o gosto em meus lábios; Sou capaz de te jurar fidelidade para o resto de minha vida, coisa que antes nunca me passara pela cabeça, mas se você estiver ao <a href='http://domusdraconis.net/declaracao/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Gostosa. Sim, te conheci agora e já me sinto no direito de te achar uma delícia, a melhor de todas; Adorei teu corpo, teu cheiro, o gosto em meus lábios; Sou capaz de te jurar fidelidade para o resto de minha vida, coisa que antes nunca me passara pela cabeça, mas se você estiver ao meu lado, nunca tocarei em nenhuma outra; Posso conversar com você por horas enquanto me preenche completamente;&#8221;</p>
<p>&#8220;Me chamou amigo, quer mais alguma coisa?&#8221;</p>
<p>&#8220;Ah, não, não, só divagando aqui. A propósito, me vê mais uma dessa Weihenstephaner Weiss por favor&#8221;</p>
<p>Voltou a olhar pra garrafa:</p>
<p>&#8220;Então, Delícia, como eu ia dizendo&#8230;&#8221;</p>
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		<title>Monólogo da Estrela da Manhã&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 12:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Faça a si mesmo o favor de tentar penetrar sua mente além da região plena de fumaças e espelhos. Aí sim, estamos falando com a parte áurea da sua persona, meu rapaz&#8230; Tente permanecer mais tempo por aqui, onde não tem névoa nem espelhos. É verdade, tem bem menos recursos e não é tão <a href='http://domusdraconis.net/monologo-da-estrela-da-manha/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2337" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/10/Morgenstern-520x408.jpg" alt="" width="520" height="408" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faça a si mesmo o favor de tentar penetrar sua mente além da região plena de fumaças e espelhos.<br />
Aí sim, estamos falando com a parte áurea da sua persona, meu rapaz&#8230;</p>
<p>Tente permanecer mais tempo por aqui, onde não tem névoa nem espelhos. É verdade, tem bem menos recursos e não é tão aconchegante quanto lá fora, mas com o tempo você pode ensinar a si mesmo como trazer um sofá para esse lugar.</p>
<p>Quem sou eu? Quem sou EU? Você não saberia nem definir corretamente quem você é, com que direito vem me perguntar quem sou eu?</p>
<p>Vamos só dizer que, talvez eu seja a resposta para suas orações. Mas olha, antes de ver minha última afirmação como sendo uma resposta arrogante, deixa eu te dizer que eu sei bem qual o tamanho da minha insignificância perante tudo isso que nos rodeia&#8230;</p>
<p>É, anda tudo um grandessíssimo porre&#8230;<br />
Mas, tamos aí&#8230; Coisas explodindo, gente se amando, se mordendo, se curtindo, se matando&#8230;<br />
O povo tá saindo de casa, do casamento, do trabalho, da faculdade&#8230;<br />
Agora o sangue tá fervendo!<br />
O mundo está mascando pólvora e cuspindo dinamite.</p>
<p>É claro que idiotas irão sempre brotar das frestas escuras e perpetuar idiotices, sob diversas formas &#8211; mas quem disse &#8216;Perfeição&#8217;?<br />
Tão se largando, as coisas se alargando&#8230; Aprendendo sobre oposições e disposições. Um grande conhecimento léxico não salva nada, nem ninguém, das mudanças.<br />
Muito dinheiro REALMENTE só vai te dar a possibilidade de ir sofrer na Europa, ou ficar desconfiado em New York&#8230;<br />
A grande pergunta não é mais &#8220;quem me ama?&#8221; mas sim &#8220;o que PORRA é o Amor?&#8221;<br />
Aaaahh, não, não&#8230;<br />
Não sou eu quem vai dizer isso, nem estou disposto a ir muito longe nesse assunto&#8230;<br />
Eu entendo pra caralho de um monte de coisas, MUITO mais que a maioria, e ainda<br />
assim tô quase tão perdido quanto a maioria&#8230;</p>
<p>E quer saber? Tô adorando!</p>
<p>Eu tenho muita certeza sobre a maioria de tudo o que me rodeia. Isso só torna a Vida chata. <strong>Eu sei</strong>, <em>eu vou</em>, <strong>eu fui</strong>, <em>eu soube</em>  - eu soube antes! Eu, eu, eu&#8230;<br />
Eu é só parte das bordas de uma idéia muito maior. Maior.<br />
Eu é só a casquinha crocante da milanesa do bife.<br />
E vocês andam dando tanto valor a isso&#8230; Tsc, tsc, tsc&#8230;<br />
É como se despejassem todas as moedas de um baú cheio de tesouros, e se agarrassem<br />
com o baú!<br />
HAUaHUAhuHAuhUA!!!!<br />
Hey! Eu não disse que não faço isso às vezes&#8230; Tem ilusões beeeeeeem difíceis de se deixar de lado, mas pelo menos sei que ando bebendo cicuta, e não tento imaginar que tem gosto de groselha&#8230;<br />
Tudo isso não termina com um &#8220;vamos dar as mãos e sair amando todo mundo&#8221;&#8230; Nem<br />
fodendo. Eu não amo todo mundo, nem tô disposto a fazer isso agora. Só que verdade seja dita, qualquer Caminho vai levar a esse porre de gente se beijando e sorrindo e <em>blargh!</em><br />
Então&#8230;<br />
Então eu resolvi escrever &#8220;This Manifesto&#8221; e falar que estou DIS-POS-TO a aguentar as exigências que isso irá me tomar. Meu cigarrinho depois das refeições já se foi, e ele era um verdadeiro comparsa &#8211; gostava dele mais do que gosto da maioria de vocês.<br />
Esses dias eu falei com o Altíssimo &#8220;pára de me aporrinhar, Pai&#8221; e ele sorriu.<br />
Risadona grande, generosa, uma grande explosão de Sol. Porra, muito massa isso&#8230;<br />
Aí eu descobri que me Importo.</p>
<p>Com vocês &amp; comigo.</p>
<p>Aí virou nesse balde de merda e sentimentalismo que ando chafurdando esses dias.<br />
Dá nada não, e se der, é pouquinha coisa. Fato é que uma hora, até um criatura das<br />
estradas, com a casca dos pés e a casca do coração extremamente grossas, precisa<br />
parar. Já vi muitos girassóis, e já vi muitas rosas por aí. Tempo de plantar essas coisas e deixar de lado a admiração pelos jardins que andam por esse mundo plantando&#8230;<br />
Disposição eu não tenho, mas minha carta na manga é saber aonde eu tenho que apertar pra que Outros encontrem ela em si mesmos. É assim que me misturo&#8230;<br />
E como somos todos Ecos de diferentes mundos, de diferentes pessoas, experiências, cigarros, drinks, batidas de carro e viagens de trem e chá-de-cogumelo, eu acabo me tornando EXPERT nas pessoas. Conhecendo-as, acabo por me conhecer melhor.<br />
E conhecendo a si mesmo, conhecerás o Universo e os deuses, assim disse um dos filósofos que repetiram constantemente as falas que Deus sussurra aos ouvidos de Metatron.<br />
Promessa; se não for dar certo, pode me culpar antes de culpar aos deuses e santos de sua Fé.<br />
Mude. Dê chances. Seja menos hipócrita. Liga pra ela. Deixa ele te beijar. Se cerca menos com arame farpado (mas nunca deixe de ter spray de pimenta).<br />
As coisas virão, independente de você estar com sua prancha de surf ou não pra curtir a onda. Sabedoria é saber usar filtro solar e saber nadar. Camarão que dorme a onda leva.<br />
Mas tamos aí, até pra ajudar afogados&#8230;<br />
É.<br />
Abraço.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Só não se afogue deliberadamente &#8211; isso me deixa chateado.<br />
Bom, é isso aí. Explicado dentro dos seus termos, na sua fala coloquial, e com um investimento léxico mínimo antes os padrões que adoto dentro dos meus usuais discursos e dissertações.<br />
Espero ter expresso qual a natureza de meus ideais. E transmitido uma certa dose de Esperança no processo.<br />
Agora, siga por aquela porta enquanto rumina as idéias às quais foi exposto, de acordo?</p>
<p>Milady&#8230; Mais vinho, sim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(&#8230;)</p>
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		<title>Apagando fogo com gasolina</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 13:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tradutora Carol</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Tradutora Carol]]></category>

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		<description><![CDATA[Chame como quiser. Desejo&#8230; Paixão&#8230; Amor&#8230; Aqueles meses foram difíceis. Desejei com todas as forças. Desejei tanto que meu corpo doía. Minha alma, meu coração, tudo doía. Aprendi a rir da dor. Na verdade ria na cara da dor. Teimosa, muito teimosa. Eu queria muito. Tinha que ser ele. Mas estava muito confuso. Não sabia <a href='http://domusdraconis.net/apagando-fogo-com-gasolina/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2315" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/10/fogo-1024x640.jpg" alt="" width="520" height="325" /></p>
<p>Chame como quiser. Desejo&#8230; Paixão&#8230; Amor&#8230;<br />
Aqueles meses foram difíceis.<br />
Desejei com todas as forças.<br />
Desejei tanto que meu corpo doía.<br />
Minha alma, meu coração, tudo doía.<br />
Aprendi a rir da dor.<br />
Na verdade ria na cara da dor.<br />
Teimosa, muito teimosa.<br />
Eu queria muito. Tinha que ser ele.<br />
Mas estava muito confuso. Não sabia o que estávamos fazendo.<br />
Não encontrava um nome, um significado.<br />
Não estava certo despertar um milhão de vontades e depois ir embora.<br />
Prometia que nunca mais ligaria e logo provava pra mim mesma que não tinha amor próprio.<br />
Conhecia outros homens, me interessavam por um instante e logo estava fazendo comparações.<br />
Os pobres coitados não tinham a menor chance.<br />
Não estava certo estimular todos os meus sentidos e não voltar mais.<br />
Aquilo estava cansativo. Aquela raridade de encontros tinha que acabar.<br />
Não estava certo deitar em minha cama e conversar até a madrugada e não me dar o direito de vê-lo quando quisesse.<br />
Problema.<br />
Problema foi que a cada encontro, o que parecia totalmente diferente no início, passava a ter potencial.<br />
Comecei a perceber que seríamos bons juntos e decidi que ele precisava ver isso.<br />
Teimosa, muito teimosa.<br />
Eu só conhecia uma maneira de agir.<br />
Eu poderia me preservar.<br />
Preservar?<br />
Apagar fogo com gasolina, isso sim.<br />
Não corri, não neguei sequer por um segundo, nem mesmo com o desespero.<br />
Houve uma pequena confusão, mensagens misturadas, uma dificuldade em separar real da fantasia, ouvindo o que não era dito, interpretando o que era dito.<br />
Informações conhecidas não faziam sentido e me sentia um pouco perdida.<br />
Os dias passavam e eu continuava usando gasolina.<br />
Na verdade passavam-se os meses.<br />
Então, o primeiro pedido concreto:<br />
-Não está certo, eu preciso te ver mais vezes.<br />
-OK.<br />
-OK?<br />
-OK.<br />
Excelente progresso. Havia sinal de vida.<br />
Encontros de um dia passaram para finais de semana inteiros, almoços frequentes, semanas inteiras, meses e anos.<br />
- Eu tenho que ir embora, vou mudar de cidade. Você quer vir comigo?<br />
- Quero!<br />
Chame como quiser. Desejo&#8230; Paixão&#8230; Amor&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</em><br />
<em>Escrito e republicado por <a href="http://tradutoracarol.com.br" target="_blank">Tradutora Carol</a></em></p>
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		<title>Schwazza</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 19:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>
		<category><![CDATA[botecos da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Wait, wait! Come again&#8230; Por que raios você fez uma tatuagem do Schwarzenegger no antebraço? Cara, é o seguinte, você tem que ver que eu sou um cara que faz academia todo dia, dedico muito do meu tempo ali. O filme &#8216;Pump it Up&#8217; do Schwarzenegger foi minha grande inspiração, o cara é muito foda! <a href='http://domusdraconis.net/schwazza/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wait, wait! Come again&#8230; Por que raios você fez uma tatuagem do Schwarzenegger no antebraço?</p>
<p>Cara, é o seguinte, você tem que ver que eu sou um cara que faz academia todo dia, dedico muito do meu tempo ali. O filme &#8216;Pump it Up&#8217; do Schwarzenegger foi minha grande inspiração, o cara é muito foda! Então, pra homenagear ele e também mostrar que por debaixo da minha camisa tem um corpo sarado, eu tatuei uma foto do cara mais forte do mundo!</p>
<p>Yeah, somehow you’re right; bitches love gym guys&#8230; especially the dumb ones.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Justine &amp; O Fim do Mundo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 19:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[R.E.M.]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Homens sentam-se no sofá e às vezes passam oceanos de tempo lembrando de todas as merdas que fizeram na Vida. A nossa mente percorre lugares obscuros nos intervalos de tempo em que estamos sozinhos, e o Tempo-Lugar mais propício para isso é sempre o sofá nos quais sentamos para esperar pelas mulheres. Ele sentou-se no <a href='http://domusdraconis.net/justine-o-fim-do-mundo/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-2299 aligncenter" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/10/Ramona-520x346.jpg" alt="" width="520" height="346" /></p>
<p>Homens sentam-se no sofá e às vezes passam oceanos de tempo lembrando de todas as merdas que fizeram na Vida. A nossa mente percorre lugares obscuros nos intervalos de tempo em que estamos sozinhos, e o Tempo-Lugar mais propício para isso é sempre o sofá nos quais sentamos para esperar pelas mulheres.</p>
<p>Ele sentou-se no sofá da sala de Justine sábado à noite e começou a deixar o pensamento levá-lo pra longe enquanto ela tomava a ducha com a porta do banheiro aberta, proporcionando o barulho da água pra embalar o vôo da mente &#8211; e começou a lembrar d&#8217;A Maluca. Perguntava-se como ele foi namorar aquela última doida? Como um cara que agora andava com a Justine ficou com quela mulher?</p>
<p>Justine tinha o sorrir mais belo e recatado do mundo, transmitia simpatia total dentro da moderação do seu sorriso. A Doida gargalhava de derrubar cerveja no chão às vezes.</p>
<p>Quando Justine ficava magoada com ele, sentava e pedia encarecidamente pra conversar, sempre com o coração na mão e disposta a abrir a mente pras necessidades do casal. A Maluca gritava com ele, às vezes só de calcinha pelo meio da sala, e só queria discutir o assunto pra dar um fim de vez no problema, sem nunca aceitar que o erro fosse cometido de novo. Outras vezes a doida jogava coisas nele, bichos de pelúcia ou lingerie molhada da máquina de lavar&#8230; Pelo menos sempre rolava um make-up sex&#8230;</p>
<p>Mas enfim, o que importava era que Justine era uma verdadeira dama, sobrinha de um duque espanhol &#8211; quantos amigos dele tinham comido uma sobrinha de duque? Já a antiga tinha Ferreira da Silva no nome e na atitude de Lampião-barra-Maria-Bonita, como ela mesma costumava rotular seu comportamento.</p>
<p>O melhor de Justine era que ela adorava ouvir ele falar, e sempre perguntava TUDO antes pra ele, ou pra mãe dele. A antiga tinha sempre que discutir tudo, citar autores obscuros &#8211; que ele também conhecia, tinha que dar o braço a torcer &#8211; e nunca, <strong>NUNCA</strong> admitia derrota sem antes ter esmiuçado todos os recursos da conversa&#8230; &#8220;Isso era legal, até&#8221; &#8211; pensou ele.</p>
<p>Mas Justine era um poço de educação e recato; nunca fumou, bebeu ou sequer usou drogas. A doida experimentou tudo menos pó e seringa, e tinha verdadeira adoração por cerveja, uísque, tequila&#8230;</p>
<p>Lembrou de que conhecera Justine numa festa cheia de mauricinhos e patricinhas. Embora as amigas dela fossem todas assim, Justine era diferente. Ela já tinha todo dinheiro do mundo, pra quê desejar um cara que fosse rico? A Doida, que andava de lotação e metrô queria SEMPRE vencer na Vida, conforto e ar-condicionado, e vivia reclamando se não fosse num lugar com tudo isso&#8230; <em>&#8220;De amarga já basta a Vida e o café, eu quero comida simples e BOOOOOOAAAA!&#8221;</em> &#8211; dizia ela. Enquanto isso ele às vezes tinha que abrir mão de algum restaurante que achava legal, pra levar a maluca numa casa noturna diferente. Pelo menos Justine sempre aceitava ir aonde quer que ele fosse&#8230;</p>
<p>A primeira vez de Justine foi com ele, e o sexo era sempre no ritmo, lugar, quantidade que ele queria. A outra? A outra era uma máquina de drenar orgasmos, e fazia coisas na cama que ele achava que o próprio Satanás tinha lhe ensinado. 0k, <strong><em>disso</em></strong> ele gostava!</p>
<p>Justine e a mãe dele se davam super bem, eram só sorrisos. Antigamente ele deixava a mãe e a namorada na sala e vivia com medo de chegar e ver alguma das duas bebendo sangue da garganta da outra. Ele sempre sabia que quando Justine saísse do banho e acabasse de se arrumar, estaria saindo com uma deusa ruiva de vestido preto, ao invés de uma maluca de cabelo chanel azul, corpete e All Star&#8230;</p>
<p>Achou melhor deixar de lado essas comparações. Como tinha deixado o iPod em casa, ligou o rádio &#8211; o que fez com que ele se sentisse pré-histórico &#8211; e começou a fuçar por entre estações. A única que prestava era uma rádio que começava uma sessão de flashbacks. Deitou no sofá e relaxou&#8230; Até começar a tocar R.E.M. e os pensamentos virem com força total, como se um dique se rompesse em sua mente.</p>
<p>Lembrou de quando foi numa festa de faculdade, e todo mundo ao seu redor era chato, menos uma menina que dançava sozinha no canto da sala, muito, muito bêbada. Ele sorriu e foi até a moça de cabelo azul, disse <em>&#8216;Oi!</em>&#8216; e sabia que ali, naquela hora, naquele dia era o fim do mundo como ele conhecia.</p>
<p>Enfim&#8230;</p>
<p>Quando Justine saiu do banho só encontrou um bilhete repleto de mentiras sobre um telefonema que ele recebera da mãe, doença, ovnis, pássaros-dodô, viagem e toda sorte de coisas pra convencer da seriedade do motivo de sua saída repentina.</p>
<p>Ele acelerava o carro em direção à casa da doida.</p>
<p>Sabia que estava fazendo merda, que não se larga de uma mulher como Justine, que a sociedade aclamava ele por estar sempre de mãos dadas com uma deusa ruiva. Mas fato é que ele curtia a moça de All Star e temperamento difícil. 0k, temperamento difícil é o caralho, gênio-ruim <strong>MESMO</strong>! Mas também sabia que iria encontrá-la acordada, porque ela jogava PS3 e X-Box até umas 2 da manhã, todo santo dia&#8230;</p>
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Homens sentam-se no sofá e às vezes passam oceanos de tempo lembrando de todas as merdas que fizeram na Vida. A nossa mente percorre lugares obscuros nos intervalos de tempo em que estamos sozinhos, e o Tempo-Lugar mais propício para isso é sempre [...]</itunes:subtitle>
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Homens sentam-se no sofá e às vezes passam oceanos de tempo lembrando de todas as merdas que fizeram na Vida. A nossa mente percorre lugares obscuros nos intervalos de tempo em que estamos sozinhos, e o Tempo-Lugar mais propício para isso é sempre o sofá nos quais sentamos para esperar pelas mulheres.
Ele sentou-se no sofá da sala de Justine sábado à noite e começou a deixar o pensamento levá-lo pra longe enquanto ela tomava a ducha com a porta do banheiro aberta, proporcionando o barulho da água pra embalar o vôo da mente &#8211; e começou a lembrar d&#8217;A Maluca. Perguntava-se como ele foi namorar aquela última doida? Como um cara que agora andava com a Justine ficou com quela mulher?
Justine tinha o sorrir mais belo e recatado do mundo, transmitia simpatia total dentro da moderação do seu sorriso. A Doida gargalhava de derrubar cerveja no chão às vezes.
Quando Justine ficava magoada com ele, sentava e pedia encarecidamente pra conversar, sempre com o coração na mão e disposta a abrir a mente pras necessidades do casal. A Maluca gritava com ele, às vezes só de calcinha pelo meio da sala, e só queria discutir o assunto pra dar um fim de vez no problema, sem nunca aceitar que o erro fosse cometido de novo. Outras vezes a doida jogava coisas nele, bichos de pelúcia ou lingerie molhada da máquina de lavar&#8230; Pelo menos sempre rolava um make-up sex&#8230;
Mas enfim, o que importava era que Justine era uma verdadeira dama, sobrinha de um duque espanhol &#8211; quantos amigos dele tinham comido uma sobrinha de duque? Já a antiga tinha Ferreira da Silva no nome e na atitude de Lampião-barra-Maria-Bonita, como ela mesma costumava rotular seu comportamento.
O melhor de Justine era que ela adorava ouvir ele falar, e sempre perguntava TUDO antes pra ele, ou pra mãe dele. A antiga tinha sempre que discutir tudo, citar autores obscuros &#8211; que ele também conhecia, tinha que dar o braço a torcer &#8211; e nunca, NUNCA admitia derrota sem antes ter esmiuçado todos os recursos da conversa&#8230; &#8220;Isso era legal, até&#8221; &#8211; pensou ele.
Mas Justine era um poço de educação e recato; nunca fumou, bebeu ou sequer usou drogas. A doida experimentou tudo menos pó e seringa, e tinha verdadeira adoração por cerveja, uísque, tequila&#8230;
Lembrou de que conhecera Justine numa festa cheia de mauricinhos e patricinhas. Embora as amigas dela fossem todas assim, Justine era diferente. Ela já tinha todo dinheiro do mundo, pra quê desejar um cara que fosse rico? A Doida, que andava de lotação e metrô queria SEMPRE vencer na Vida, conforto e ar-condicionado, e vivia reclamando se não fosse num lugar com tudo isso&#8230; &#8220;De amarga já basta a Vida e o café, eu quero comida simples e BOOOOOOAAAA!&#8221; &#8211; dizia ela. Enquanto isso ele às vezes tinha que abrir mão de algum restaurante que achava legal, pra levar a maluca numa casa noturna diferente. Pelo menos Justine sempre aceitava ir aonde quer que ele fosse&#8230;
A primeira vez de Justine foi com ele, e o sexo era sempre no ritmo, lugar, quantidade que ele queria. A outra? A outra era uma máquina de drenar orgasmos, e fazia coisas na cama que ele achava que o próprio Satanás tinha lhe ensinado. 0k, disso ele gostava!
Justine e a mãe dele se davam super bem, eram só sorrisos. Antigamente ele deixava a mãe e a namorada na sala e vivia com medo de chegar e ver alguma das duas bebendo sangue da garganta da outra. Ele sempre sabia que quando Justine saísse do banho e acabasse de se arrumar, estaria saindo com uma deusa ruiva de vestido preto, ao invés de uma maluca de cabelo chanel azul, corpete e All Star&#8230;
Achou melhor deixar de lado essas comparações. Como tinha deixado o iPod em casa, ligou o rádio &#8211; o que fez com que ele se sentisse pré-histórico &#8211; e começou a fuçar por entre estações. A única que prestava era uma rádio que começava uma sessão de flashbacks. Deitou no sofá e relaxou&#8230; Até começar a tocar R.E.M. e os pensamentos virem com força[...]</itunes:summary>
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		<title>&#8220;Happy Hour&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 20:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[...] Reunião pós-expediente e a chefe, trêbada, vai conversar com um dos funcionários da repartição&#8230; Ela: E aíííí&#8230; Gostando da festinha? Ele: Não. Não me dou bem em círculos sociais obrigatórios &#8211; de fato eu os odeio. Mas estou sem criar atritos com ninguém. O índice de problemas e exageros hoje parece-me que será baixo&#8230; <a href='http://domusdraconis.net/happy-hour/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2072" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/09/happy-hour.jpg" alt="Imagem de várias pessoas em volta de uma mesa de bar, com seus copos de cerveja erguidos em um brinde." width="329" height="465" /><br />
[...]</p>
<p><em>Reunião pós-expediente e a chefe, trêbada, vai conversar com um dos funcionários da repartição&#8230;</em></p>
<p>Ela: E aíííí&#8230; Gostando da festinha?</p>
<p>Ele: Não. Não me dou bem em círculos sociais obrigatórios &#8211; de fato eu os <strong>odeio</strong>. Mas estou sem criar atritos com ninguém. O índice de problemas e exageros hoje parece-me que será baixo&#8230;</p>
<p>Ela: Nossa, que mau humor! Você tá sempre tão sorridente, achei que iiiiiia se divertir mais hoje&#8230;</p>
<p>Ele: Achou é? Que bom que me achou sorridente&#8230; Sabe, agora fiquei realmente feliz!</p>
<p>Ela: Aaaaaaaah é? Porquê?</p>
<p>Ele: Se consegui convencer a líder dos macacos, os símios abaixo dela serão fáceis de enganar.</p>
<p>Ela: Eeeeeeeeei! Como você fala assim? Tá duvidando de eu que eu sou esperta? Acha eu que eu cheguei naonde tô sendo burra?</p>
<p>Ele: Jamais! Eu acho você inteligente, juro. Só não cometa o erro de comparar-se a mim,<em> ma chérie&#8230;</em></p>
<p>Ela: Amanhã eu vô lembrá disso tudo!</p>
<p>Ele: Não vai não&#8230;</p>
<p><em>O funcionário chama o dançarino gostosão, coloca uma nota de $20 na cueca dele e fala no ouvido do cara:</em></p>
<p>-Derruba essa mulher de tequila.</p>
<p><em>Sai andando, paga a conta e sorri cínico acenando pra todo mundo, enquanto vai embora. Um sujeito bate no braço do outro e aponta o Funcionário:</em></p>
<p>-Esse maluco, faça chuva ou faça sol, tá sempre sorrindo. Admiro gente assim&#8230;</p>
<p>[...]</p>
<p>&nbsp;</p>
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Reunião pós-expediente e a chefe, trêbada, vai conversar com um dos funcionários da repartição&#8230;
Ela: E aíííí&#8230; Gostando da festinha?
Ele: Não. Não me dou bem em círculos sociais obrigatórios &#8211; de fato eu os odeio. Mas estou s[...]</itunes:subtitle>
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[...]
Reunião pós-expediente e a chefe, trêbada, vai conversar com um dos funcionários da repartição&#8230;
Ela: E aíííí&#8230; Gostando da festinha?
Ele: Não. Não me dou bem em círculos sociais obrigatórios &#8211; de fato eu os odeio. Mas estou sem criar atritos com ninguém. O índice de problemas e exageros hoje parece-me que será baixo&#8230;
Ela: Nossa, que mau humor! Você tá sempre tão sorridente, achei que iiiiiia se divertir mais hoje&#8230;
Ele: Achou é? Que bom que me achou sorridente&#8230; Sabe, agora fiquei realmente feliz!
Ela: Aaaaaaaah é? Porquê?
Ele: Se consegui convencer a líder dos macacos, os símios abaixo dela serão fáceis de enganar.
Ela: Eeeeeeeeei! Como você fala assim? Tá duvidando de eu que eu sou esperta? Acha eu que eu cheguei naonde tô sendo burra?
Ele: Jamais! Eu acho você inteligente, juro. Só não cometa o erro de comparar-se a mim, ma chérie&#8230;
Ela: Amanhã eu vô lembrá disso tudo!
Ele: Não vai não&#8230;
O funcionário chama o dançarino gostosão, coloca uma nota de $20 na cueca dele e fala no ouvido do cara:
-Derruba essa mulher de tequila.
Sai andando, paga a conta e sorri cínico acenando pra todo mundo, enquanto vai embora. Um sujeito bate no braço do outro e aponta o Funcionário:
-Esse maluco, faça chuva ou faça sol, tá sempre sorrindo. Admiro gente assim&#8230;
[...]
&#160;</itunes:summary>
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		<title>About the Youth&#8230;</title>
		<link>http://domusdraconis.net/about-the-youth/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 20:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
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		<description><![CDATA[Not only light shall be shed in the dark of youth, but also patience. Spread brilliance softly like t&#8217;was a field of cotton and clouds and dreams, For they are rash, And although the future is held by their very hands, Still the world screams too loudly against all hopes, For still the pressure over <a href='http://domusdraconis.net/about-the-youth/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1935" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/09/CottonPlant-520x382.jpg" alt="Imagem em foco da raiz para o caule de um ramo de algodão, ao fundo se percebe uma imensidão dos mesmos e um céu limpo acima." width="520" height="382" /></p>
<p>Not only light shall be shed in the dark of youth, but also patience.<br />
Spread brilliance softly like t&#8217;was a field of cotton and clouds and dreams,<br />
For they are rash,<br />
And although the future is held by their very hands,<br />
Still the world screams too loudly against all hopes,<br />
For still the pressure over their small and undeveloped hearts,<br />
Can or Cannot be barely held.<br />
And although youth could be a diamond in the rough,<br />
The elders of our age get fascinated with their lack of polishing,<br />
And forget their diamond state.<br />
And as the world prey upon them,<br />
Should not the elders hold a shield that they cannot carry?<br />
Should not them hold on, instead of preying upon their hearts?<br />
For some times thy breath of fire can burn down a hole,<br />
On a younger heart lured by the flames&#8230;<br />
If Love cannot be able to free your soul from the resent,<br />
And thy sense of duty has vanished among the clouds of suffering,<br />
Still compassion cannot be held by a crushed heart?<br />
Care for the youth, even if thou have not been taken care,<br />
For they hold the most precious jewel,<br />
That with the seeding of thy sympathy could transcend and flourish;<br />
They combine pure heart and Time.<br />
Seed &#8216;em softly, light &#8216;em lightly,<br />
For their future is still made of cotton and dreams&#8230;</p>
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		<title>XXII &#8211; O Mundo</title>
		<link>http://domusdraconis.net/xxii-o-mundo/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 20:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lâminas do Tarô]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>
		<category><![CDATA[lâminas do tarô]]></category>

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		<description><![CDATA[Era um músical, super-produção com um elenco gigantesco, fogos de artifício dentro do teatro, ao final um ator descia por uma corda do ponto mais alto, próximo ao teto. Ele sempre teve medo de altura. Assim encerrava a versão musical que escrevera de MacBeth. Ao terminar a peça recebe a notícia de que seu filho <a href='http://domusdraconis.net/xxii-o-mundo/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1992 aligncenter" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/09/o-mundo-520x327.jpg" alt="Imagem digital de uma região desértica (mas confortável), montanhas ao fundo e o sol se pondo atrás delas. A sensação das cores da foto dão a ideia de continuidade infinita." width="520" height="327" /></p>
<p style="text-align: left;">Era um músical, super-produção com um elenco gigantesco, fogos de artifício dentro do teatro, ao final um ator descia por uma corda do ponto mais alto, próximo ao teto. Ele sempre teve medo de altura.</p>
<p>Assim encerrava a versão musical que escrevera de MacBeth.</p>
<p>Ao terminar a peça recebe a notícia de que seu filho estava chegando ao mundo.</p>
<p>No hospital troca juras de eterno carinho, respeito e cumplicidade. Não estavam apaixonados, nunca estiveram, mas sempre foram grandes amigos, um dia um filho apareceu por acidente e ele não a deixou tirar. Não dessa vez, não o filho dele.</p>
<p>O dia mais feliz de sua vida, tudo que sempre sonhou estava ocorrendo. Seu sucesso como escritor concebeu uma peça que era aplaudida de pé, e seu filho iria nascer de uma mulher que se tornaria uma excelente mãe, e com o tempo eles poderiam até vir a se apaixonar&#8230; Quem sabe?</p>
<p>Momentos depois ele sentia o toque dos lençóis, o quarto escuro, silencioso&#8230; Barulho baixo de um carro passando ao longe.</p>
<p>Era um sonho.</p>
<p>Ele estava feliz.</p>
<p>Vislumbrou um mundo que sempre quis mas nunca soube. Agora ele tinha noção do que precisava procurar logo nas primeiras horas da manhã&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Considerações sobre Linda&#8230;</title>
		<link>http://domusdraconis.net/consideracoes-sobre-linda/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 14:56:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>convidados</dc:creator>
				<category><![CDATA[Convidados]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto de Daniela Monteiro (foto) &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; Ela era uma garotinha daquelas encontradas em qualquer escola, não era a mais bonita, mas certamente não estava na lista das mais horrendas. Tirava excelentes notas e tinha um senso de humor ímpar, o que a tornava muito querida em seu grupo de amigos. Estava no primeiro ano do <a href='http://domusdraconis.net/consideracoes-sobre-linda/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><img class="size-medium wp-image-2365 aligncenter" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/10/281885_10150252767564920_666994919_7166214_7765825_n-426x520.jpg" alt="" width="426" height="520" /></em></p>
<p><em>Texto de <a href="http://twitter.com/#!/danielamonteiro" target="_blank">Daniela Monteiro</a> (foto)</em><br />
<em> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</em></p>
<p>Ela era uma garotinha daquelas encontradas em qualquer escola, não era a mais bonita, mas certamente não estava na lista das mais horrendas. Tirava excelentes notas e tinha um senso de humor ímpar, o que a tornava muito querida em seu grupo de amigos.</p>
<p>Estava no primeiro ano do colegial e era a única das meninas que ainda não havia sido agraciada com o atroz tributo da puberdade, ou seja, a menstruação.</p>
<p>Todas as meninas já apresentavam um certo desenvolvimento, em especial o mamário, mas a pobre garota, magrinha e sem formas de mulher, só restava aguardar.</p>
<p>Desregrada e “despeitada” ela fez o que era menos recomendado: andar com a garota mais bonita da sua classe, quiçá do colégio inteiro. Assim a bela se sentiria mais bela por andar com uma não tão bela e a não tão bela teria esperança de colher alguma sobra que a bela porventura resolvesse deixar a ela.</p>
<p>Pobre moça, tão nova e tão desprovida de autoestima.</p>
<p>O fato é que a Bela nunca deixava nada para a Não Tão Bela e esta acreditava piamente que isso se devia à sua falta de atributos, nunca cogitou colocar a culpa na gula de sua amiga.</p>
<p>Eis que um dia um rapaz começou a cercar as duas moças e a Não Tão Bela logo pensou que ele estaria apaixonado pela Bela, ledo engano.</p>
<p>O rapaz não queria saber da Bela, ele estava muito mais interessado na garota inteligente, de sorriso aberto e excelente senso de humor. Bela se insinuou para o rapaz e foi rejeitada, não aceitando a rejeição, começou a caçoar da pobre amiga Não Tão Bela.</p>
<p>-Olha! Não é que você finalmente conseguiu um paquera! Quantas galinhas você matou na encruzilhada? Hahaha&#8230; Brincadeira, amiga. Você sabe o quanto é importante pra mim&#8230;</p>
<p>A Não Tão Bela era inteligente para saber que a Bela estava realmente a caçoar dela e resolveu ignorar todos os sinais que o rapaz desesperadamente tentava passar. Até mesmo no dia em que ele, impaciente, chamou-a num canto para falar dos seus sentimentos.</p>
<p>-Estou apaixonado. Quando finalmente vou poder convidar a garota que tanto gosto para dar uma volta, encarar um cinema, beijar no coreto da praça?</p>
<p>A Não Tão Bela, incomodada de tantos rapazes que vinham até ela lamentar por terem sido rejeitados pela Bela, simplesmente o deixou falando sozinho e não mais trocou palavras com o mesmo.</p>
<p>Alguns anos se passaram e a Não Tão Bela já não merecia tanto essa alcunha, belos seios e uma barriga invejável ela adquiriu, só a autoestima que não havia crescido nem um pouco. Por este motivo, já na faculdade, caiu no mesmo erro pela segunda vez, dispensando um rapaz que era disputado entre as meninas. Bonito, inteligente, de boa família e com uma fama de ser o maior mulherengo que havia passado pelo corpo discente. Mas o moço caiu de amores pela Não Tão Bela e ela por ele. No entanto, a Não Tão Bela não acreditava nos sentimentos do rapaz, julgava ser apenas uma estratégia para adicionar mais uma conquista em seu vasto histórico. Então o dispensou em todas as vezes que ele tentou algo&#8230;</p>
<p>A Não Tão Bela teve a oportunidade de encontrar os dois rapazes que se interessaram por ela. O primeiro, no exterior, entrou em contato com ela via internet e confessou ter ficado arrasado com a dispensa, levando algum tempo para se recuperar. O segundo, já casado, disse-lhe que largaria todas as mulheres da faculdade para ficar ao seu lado. Tarde demais.</p>
<p>Não Tão Bela aprendeu a lição e hoje é Linda e extremamente feliz.</p>
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		<title>In the morning&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 07:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lobo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[inglês]]></category>

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		<description><![CDATA[She: Will you still love me in the morning? Him: No, I won&#8217;t&#8230; &#8230;for I will make this night everlasting. And so, even though the Sun shine by the morning, as it usually does, this is going to be &#8211; somehow &#8211; still part of this night. And even though Winter feels somehow too long <a href='http://domusdraconis.net/in-the-morning/' class='excerpt-more'>[...]</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1903" src="http://domusdraconis.net/wp-content/uploads/2011/09/In-the-morning...-409x520.jpg" alt="Desenho ainda rascunhado de um casal na cama, a mulher dormindo aninhada no peito do homem e ele fazendo carinho nos cabelos dela e lhe beijando a testa." width="409" height="520" /></p>
<p><strong><em>She:</em></strong> Will you still love me in the morning?</p>
<p><strong><em>Him:</em></strong> No, I won&#8217;t&#8230;</p>
<p>&#8230;for I will make this night everlasting.</p>
<p>And so, even though the Sun shine by the morning, as it usually does, this is going to be &#8211; somehow &#8211; still part of this night.</p>
<p>And even though Winter feels somehow too long or too cold, it is going to be just an extension of the cold breeze that blessed us tonight during our first kiss, and we are going to endure.</p>
<p>And if I become a worse son-of-a-bitch than I am now &#8211; <em>and <strong>I will</strong></em> &#8211; I hope you remember that, this very night, I opened my heart to you and told you all my dark secrets, and we laughed together about most of them&#8230;</p>
<p>Later, if you feel any sorrow trying to deceive you that, in the end, Life is fucking great, I&#8217;ll make you recall the round and huge full moon and the clear sky that we are having tonight&#8230;</p>
<p>Rest assured that, if some years from now Life indeed become a heartless bitch, denying us every move and every step we take, I promise you that we are gonna keep howling at the moon, as we did today at the train station, making people blush and stare&#8230;</p>
<p>We will run with a pack of dogs every single time our hearts become something too heavy to bear, like we ran today to get to you apartment&#8230;</p>
<p>And no, I will not love you in the morning, for every single day after today will be an extension of this very night&#8230;</p>
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		<title>Desbocado</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 20:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>roger.koy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Butecos da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[roger.koy]]></category>
		<category><![CDATA[botecos da vida]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Velho, que garota é essa, olha que delicinha&#8230;. só de imaginar ela nessa sainha&#8221; &#8220;Para aí cara! já está demais, quando você bebe fala muita besteira, pessoal está reclamando já&#8221; &#8220;Desculpa&#8230; vou melhorar meu linguajar então: só de imaginar ela nessa sainha&#8230; já me provoca entumescência.&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Velho, que garota é essa, olha que delicinha&#8230;. só de imaginar ela nessa sainha&#8221;</p>
<p>&#8220;Para aí cara! já está demais, quando você bebe fala muita besteira, pessoal está reclamando já&#8221;</p>
<p>&#8220;Desculpa&#8230; vou melhorar meu linguajar então: só de imaginar ela nessa sainha&#8230; já me provoca entumescência.&#8221;</p>
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