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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/atom10full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" gd:etag="W/&quot;CEAAR3szcCp7ImA9WhRWFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397</id><updated>2012-01-03T01:05:46.588Z</updated><category term="depressão" /><category term="Forum" /><category term="Livros sobre Doença Bipolar" /><category term="Pessoas famosas com doença bipolar" /><category term="obesidade e perturbações mentais" /><category term="Medicamentos para o tratamento da depressão. Diferenças  entre antidepressivos e “calmantes”." /><category term="A doença bipolar não tratada pode provocar deterioração cognitiva?" /><category term="Stress" /><category term="Comente.  Diga o que pensa sobre os temas" /><category term="Como lidar com uma pessoa com doença mental?" /><category term="Doença Bipolar" /><category term="&quot;força de vontade&quot;" /><category term="aumento de peso" /><category term="ansiedade" /><category term="Depressão sem alterações na TAC nem nas análises" /><title>Amílcar dos Santos</title><subtitle type="html">Saúde mental.Psicoterapia.Diagnóstico e tratamento de: depressão, ansiedade, doença bipolar, psicoses, fobias, dependências, perturbação de hiperactividade e défice de atenção, perturbações do comportamento alimentar.</subtitle><link rel="http://schemas.google.com/g/2005#feed" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/posts/default" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><generator version="7.00" uri="http://www.blogger.com">Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/atom+xml" href="http://feeds.feedburner.com/DrAmlcarDosSantos" /><feedburner:info uri="dramlcardossantos" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><entry gd:etag="W/&quot;CEcFRnk_eyp7ImA9WhRWFUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-1142210540606539554</id><published>2012-01-02T23:00:00.001Z</published><updated>2012-01-03T00:53:37.743Z</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2012-01-03T00:53:37.743Z</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Doença Bipolar" /><title>Um olhar acerca da Doença Bipolar</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DOENÇA BIPOLAR.Doença ou fraqueza humana?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas pessoas acham que as doenças mentais não são doenças! Por exemplo, quando se ouve falar de depressão, muitos acham que é fraqueza humana; um doente deprimido tem o espirito fraco, é leviano ou simulador. É curioso ouvir alguns comentários como por exemplo: “eu não posso dar-me ao luxo de entrar em depressão”. Por outro lado, quando se fala sobre episódios maníacos, muitas pessoas acham que se trata de extravagância, “dar nas vistas”, mania de grandeza, vaidade ou capricho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que acham que a doença bipolar não é uma doença, fica a seguinte analogia: O que é a Epilepsia? É uma doença? O que é que se pensava até há cerca de 40 anos atrás sobre a Epilepsia? A resposta é que se pensava que os doentes com Epilepsia eram pessoas que tinham “encarnado” espíritos demoníacos. Com o avanço da medicina e através da descoberta de medicamentos chamados anticonvulsivantes foi possível passar a tratar doentes com epilepsia. Actualmente a população em geral está bastante informada sobre esse assunto que felizmente passou a ser encarado com alguma naturalidade. Um doente com epilepsia passou a ser encarado como um doente com uma “doença física” como por exemplo a Diabetes ou Asma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Doença Bipolar ou Doença Maníaco-Depressiva é uma doença mental que atinge cerca de 1% a 2% da população com aproximadamente a mesma prevalência em todos os países do mundo. Muitos avanços têm sido feitos para a compreensão dos seus mecanismos, isto é, das alterações neuroquimicas e neurofisiológicas. De uma forma mais clara, já se conhecem algumas alterações sobre o funcionamento dos neurónios na doença bipolar. Por exemplo, sabe-se que nas fases depressivas, existe uma diminuição de algumas substâncias como a serotonina, dopamina e noradrenalina. Na fase maníaca há tendencialmente uma aumento dessas mesmas substâncias. Mas ainda há muito para descobrir sobre esta doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo em conta que ficou claro que a Doença Bipolar é mesmo uma doença, quais são as suas características?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De uma forma muito clara pode-se dizer que basicamente a doença tem duas fases. Uma maníaca e outra depressiva. Na fase maníaca a pessoa sente-se com muita energia, capaz de realizar várias tarefas, o pensamento torna-se mais acelerado e as ideias podem fluir com maior rapidez. A pessoa sente uma menor necessidade de dormir. Pode sentir-se bem depois de poucas horas de sono. A pessoa também pode envolver-se em actividades com algum risco para a sua própria vida como por exemplo conduzir muito depressa ou ter relações sexuais desprotegidas. Na fase depressiva a pessoa sente-se triste, perde o interesse para realizar tarefas que anteriormente gostava e pode ter episódios de choro. A pessoa pode sentir-se cansada fisicamente ou mentalmente, a capacidade de concentração e de memorização diminuem; pode ter dificuldade em dormir. Em alguns casos a pessoa pode ter pensamentos de suicídio. Portanto, como se pode constatar, é uma doença que pode ser bastante incapacitante para o doente tendo em conta que essas alterações já descritas interferem significativamente com a sua vida, trabalho e com a sua relação com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-1142210540606539554?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/GOJ1wG75LUDKsBs4Lo0zoPi1i_o/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/GOJ1wG75LUDKsBs4Lo0zoPi1i_o/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Essas afirmações parecem estar correctas e adequadas para as respectivas situações. No entanto, a evidência científica mostra que não! Porquê?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Vou tentar falar sobre este assunto com o máximo de clareza possível e o mínimo de jargão médico-psiquiátrico que conseguir. O meu objectivo é que o leitor tenha uma ideia transparente deste tópico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;As designações a) “medicamentos antidepressivos” b) “calmantes”e c) ansiolíticos não são claras para muitas pessoas. No quotidiano são muitas vezes utilizadas como sinónimos. O Prozac® (fluoxetina) é um dos antidepressivos mais conhecidos pela população em geral. O Valium® (diazepam) é efectivamente um dos ansiolíticos e “calmantes” que quase todas as pessoas já ouviram falar. O Prozac®, é utilizado essencialmente para tratar a depressão e a ansiedade, embora tenha outras indicações terapêuticas. O Valium® é muito utilizado em situações de ansiedade, NÃO é um antidepressivo, mas pode ser utilizado como tratamento adjuvante na depressão, sobretudo quando esta cursa com muita ansiedade associada. Este aspecto gera alguma confusão. Poder-se-á perguntar: “se o Valium® não é um antidepressivo porque é utilizado em doentes com depressão?” A resposta a esta pergunta não é simples mas vou tentar clarificá-la, indicando&amp;nbsp;duas das suas principais utilizações nesses casos. 1) O Valium® , no tratamento inicial de uma depressão, durante poucos dias evita alguns efeitos secundários dos antidepressivos, 2) Como grande parte das situações de depressão cursa com ansiedade, e os antidepressivos demoram 3 a 4 semanas a fazer efeito, o Valium® pode ser utilizado, nos primeiros dias de tratamento, para reduzir temporariamente alguns sintomas de ansiedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por uma questão de clareza, gostaria de fazer uma comparação entre o tratamento da ansiedade e depressão com o tratamento de uma amigdalite bacteriana: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O Valium® (ou outros calmantes como o Xanax®) estão para o tratamento da depressão como o BEU-U-RON (paracetamol) está para o tratamento da dor de garganta numa amigdalite bacteriana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O Prozac® (ou outros antidepressivos) estão para o tratamento da depressão como um antibiótico (ex. amoxicilina) está para o tratamento da amigdalite bacteriana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ou seja, o Valium® “alivia a dor psíquica” assim como o paracetamol alivia a “dor física” numa amigdalite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O Prozac® (ou outros antidepressivos) resolve “os sintomas nucleares de uma depressão” assim como um antibiótico trata os “sintomas nucleares de uma amigdalite bacteriana, isto é, neste caso elimina as bactérias”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A.S.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-7496312778487163571?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WfriA1C3t0S7ElfJf0DYpPqgF14/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WfriA1C3t0S7ElfJf0DYpPqgF14/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WfriA1C3t0S7ElfJf0DYpPqgF14/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/WfriA1C3t0S7ElfJf0DYpPqgF14/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/Wgd4-TbqAIA" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/7496312778487163571/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2010/02/e-frequente-ouvirmos-no-nosso-dia-dia.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7496312778487163571?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7496312778487163571?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/Wgd4-TbqAIA/e-frequente-ouvirmos-no-nosso-dia-dia.html" title="Medicamentos para o tratamento da depressão. Diferenças  entre antidepressivos e “calmantes”." /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2010/02/e-frequente-ouvirmos-no-nosso-dia-dia.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkAGRn06fCp7ImA9WhdWGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-7514127149203668442</id><published>2011-09-12T11:00:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T11:52:07.314+01:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-12T11:52:07.314+01:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Depressão sem alterações na TAC nem nas análises" /><title>Porque estou deprimida se as minhas análises e TAC ao cérebro estão normais?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Há alguns dias atrás fiquei sensibilizado com a atitude de uma utente quando esta foi confrontada com a possibilidade de se encontrar numa fase de depressão grave. A utente parecia perplexa, triste e revoltada consigo própria. Apesar de já ter passado por alguns eventos de vida adversos e de ter alguns casos na família de pessoas com depressão, dependências e impulsividade, sempre conseguira ultrapassar os problemas e seguir a sua vida com normalidade. Entretanto,&amp;nbsp;em contexto de&amp;nbsp;um evento de vida significativo ocorrido 3 meses atrás, começou a ter sintomas de depressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;“&lt;em&gt;O que se passa comigo Dr.? O que fiz para merecer isto? Há tantas pessoas que têm situações de vida muito piores do que as minhas e não desenvolvem depressão? Sinto-me fraca, tenho vergonha de mim própria. Apetece esconder-me das pessoas… é humilhante…!”&lt;/em&gt; Essas foram algumas das frases que a utente utilizou para descrever o estado de angústia que passava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Devo dizer que, apesar de, ao longo da minha modesta prática clínica, já ter estado perante situações parecidas, havia algo de diferente na maneira como essa utente enquadrou a sua situação. Perguntei-lhe o porquê? Disse-me que voluntariamente tinha vindo a esforçar-se para ultrapassar as dificuldades em adormecer, sentimento espontâneo de tristeza, desinteresse pelas actividades do seu dia-a-dia, dificuldade em focalizar a atenção e em concentrar-se, diminuição do apetite e períodos de pensamentos de desinteresse pela vida. Depois acrescentou: “&lt;em&gt;estes sentimentos são dos mais difíceis se ter e de aceitar… é que isto não é como ter uma pneumonia ou tensão alta… nesses casos o corpo é que está doente… Depressão? Isto é para pessoas fracas e preguiçosas!”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;Curiosamente, para a utente, não lhe era estigmatizante recorrer a um psiquiatra, ao contrário de muitos utentes que têm receio de serem considerados “malucos”. Passados algum tempo a doente disse-me: “&lt;em&gt;Dr. como posso estar deprimida se as minhas análises e a TAC ao cérebro estão nomais?”.&lt;/em&gt; Bem, nessa altura, entendi a razão da angústia da utente! E devo dizer que foi muito importante ter tentado compreender o seu ponto de vista. Depois tentei mostrar à utente algumas das alterações que ocorrem na depressão grave, independentemente do contexto, isto é, se a causa é meramente “biológica” ou se surge em contexto de eventos de vida adversos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Alterações funcionais cerebrais na depressão:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antes de abordar directamente essa questão penso que é relevante pensar-se sobre o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1) Imaginemos que significado tinham os sintomas para um pessoa com AVC, há 80 anos atrás, antes da utilização da TAC-CE no diagnóstico dessa situação clínica. Podia-se fazer um radiografia ao crânio que não se encontravam significativas alterações! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2) Agora imaginemos que significado era atribuído aos sintomas de um enfarte do coração antes de existir electrocardiograma ou análises de marcadores de lesão do músculo cardíaco?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A situação acerca do significado do que é sofrer de depressão actualmente pode, pelo menos em parte, ser comparada aos dois exemplos anteriores. Felizmente nos dias que correm já temos boas notícias às pessoas que sofrem de depressão, embora ainda ao nível de investigação: &lt;strong&gt;existem realmente alterações da função de certas áreas cerebrais na depressão, nomeadamente ao nível do córtex pré-frontal do hemisfério esquerdo&lt;/strong&gt;. Utilizando uma linguagem mais clara, é como se os neurónios dessas áreas funcionassem de maneira diferente dos neurónios de uma pessoa não deprimida. &lt;strong&gt;No entanto, tais alterações só são detectadas através de técnicas muito sofisticadas que avaliam a “actividade ou funcionamento” dos neurónios. Os métodos de imagem como TAC ou Ressonância Magnética não permitem a visualização dessas alterações&lt;/strong&gt;. Outra boa noticia é que após o tratamento apropriado os neurónios voltam a funcionar ou a ter uma actividade normal, traduzindo-se na prática numa recuperação e melhoria dos sintomas e na possibilidade da pessoa voltar a fazer a sua vida normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-7514127149203668442?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7XvVYuVLYN74XtBn0xpjDiBTEGE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7XvVYuVLYN74XtBn0xpjDiBTEGE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7XvVYuVLYN74XtBn0xpjDiBTEGE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/7XvVYuVLYN74XtBn0xpjDiBTEGE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/7QvB9r07V84" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/7514127149203668442/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/porque-estou-deprimida-se-as-minhas.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7514127149203668442?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7514127149203668442?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/7QvB9r07V84/porque-estou-deprimida-se-as-minhas.html" title="Porque estou deprimida se as minhas análises e TAC ao cérebro estão normais?" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/porque-estou-deprimida-se-as-minhas.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DkEARnwzcCp7ImA9WhdWGE8.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-7111777850217514476</id><published>2010-05-16T20:20:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T11:50:47.288+01:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-12T11:50:47.288+01:00</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="A doença bipolar não tratada pode provocar deterioração cognitiva?" /><title>A doença bipolar não tratada pode provocar deterioração cognitiva?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Deterioração cognitiva na doença bipolar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A Doença Bipolar pode cursar com deterioração cognitiva. Traduzindo para uma linguagem leiga, os doentes com Doença Bipolar podem ter uma evolução da sua doença com uma diminuição das suas faculdades intelectuais como a atenção, concentração, memória, iniciativa, capacidade de planeamento, abstracção e organização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A deterioração cognitiva pode acontecer devido a &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1) ao próprio curso natural da doença &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2) tratamento inadequado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;3)&amp;nbsp;má adesão ao tratamento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;4)&amp;nbsp;ocorrência de outras patologias que provocam lesões cerebrais como sejam a Diabetes ou a Hipertensão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;5)&amp;nbsp; uma causa até há pouco tempo desconhecida: segundo estudos recentes &lt;span style="color: #e69138;"&gt;&lt;strong&gt;um subgrupo de cerca de 20 a 30% dos doentes bipolares&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; apresentam alterações genéticas que conferem uma evolução clínica menos benigna, que se repercute na prática através de a) uma má resposta à medicação convencional b) maior número de episódios de depressão,&amp;nbsp;&amp;nbsp; euforia / irritabilidade c) maior utilização de fármacos antipsicóticos d) maior número de internamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Como&amp;nbsp;abordar uma situação de eventual &amp;nbsp;deterioração cognitiva na doença bipolar?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em primeiro lugar, é fundamental uma avaliação do quadro pelo médico psiquiatra para a realização de um diagnóstico apropriado e pedido de exames complementares próprios. Se o doente pertencer aos tais 20 – 30 % com uma forma menos benigna da doença, então deverá ser feito um estudo ainda muito mais aprofundado da situação. Depois de se saber qual a causa, poder-se-á introduzir tratamentos adjuvantes específicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-7111777850217514476?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jv2bYK6oRRW8r4TgrLSJxrImNpM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jv2bYK6oRRW8r4TgrLSJxrImNpM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jv2bYK6oRRW8r4TgrLSJxrImNpM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Jv2bYK6oRRW8r4TgrLSJxrImNpM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/TYgqX-scxdo" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/7111777850217514476/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/doenca-bipolar-pode-provocar-uma.html#comment-form" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7111777850217514476?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/7111777850217514476?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/TYgqX-scxdo/doenca-bipolar-pode-provocar-uma.html" title="A doença bipolar não tratada pode provocar deterioração cognitiva?" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/doenca-bipolar-pode-provocar-uma.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0UGRH45fCp7ImA9WxBbEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-2344185415820186363</id><published>2010-03-09T22:53:00.000Z</published><updated>2010-03-09T22:53:45.024Z</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-09T22:53:45.024Z</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="obesidade e perturbações mentais" /><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="aumento de peso" /><title>Prevenção e tratamento do aumento de peso e da obesidade em doentes com perturbações mentais.</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os tratamentos (psicofarmacológico e psicoterapêutico) das diversas perturbações mentais têm vindo a evoluir bastante nos últimos anos. Muitos casos de sucesso terapêutico permitem que os doentes tenham as vertentes pessoais, familiares e profissionais compensadas. Nesses casos de boa resposta terapêutica, verifica-se uma diminuição da mortalidade secundária aos “problemas inerentemente mentais”, como por exemplo o suicídio ou doenças associadas à baixa imunidade secundaria ao stress (por exemplo: infecções e alguns tipos de tumores). Nesses casos, colocam-se outros desafios como o aumento do peso, a hipertensão arterial, o aumento do colesterol e trigliceridos bem como da glicemia (vulgo açúcar no sangue). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Essas alterações podem ser devidas a diversas causas. Por um lado, está cientificamente provado que o stress psicológico pode provocar o aumento de peso e obesidade. Por outro lado, alguns medicamentos utilizados no tratamento dessas situações podem causar alterações ao nível do apetite e do peso. Esses desequilíbrios podem ser controlados ou minimizados através de intervenções apropriadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Gostaria de chamar a atenção das pessoas com perturbações mentais para a necessidade de uma vigilância regular dos seguintes parâmetros:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- pressão arterial&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- glicemia (vulgo açúcar no sangue)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- colesterol&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- triglicéridos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- peso e índice de massa corporal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como se sabe, são vários os riscos que se correm, nomeadamente:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- AVC´s &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- Enfarte Agudo do Miocárdio (enfartes cardíacos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- Diabetes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- insuficiência arterial &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- insuficiência renal&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O psiquiatra, o utente e o médico de família (medicina geral e familiar) devem estar alertas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Várias medidas podem ser tomadas no sentido de se prevenir tais situações. Destacam-se as seguintes:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- realização de uma medicação que reduza o risco de aumento de peso ou que inclusivamente diminua o peso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- exercício físico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- dieta equilibrada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- participação em programas específicos de controlo do peso. Actualmente vários serviços de psiquiatria oferecem essas oportunidades aos seus utentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;- em situações específicas (ex. obesidade) poder-se-á recorrer, concomitantemente, &amp;nbsp;à cirurgia da obesidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Um seguimento adequado e equilibrado pode permitir que um utente com uma perturbação mental tenha uma esperança de vida igual à da população em geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A.S.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-2344185415820186363?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Pensemos num hipotético caso clínico: doente de 60 anos, do sexo masculino, que sofre um acidente vascular cerebral (AVC) isquémico, vulgo trombose cerebral, no lado esquerdo do cérebro. Imaginemos que&amp;nbsp;o doente fique temporariamente “paralisado” ou incapaz de mobilizar o lado direito do seu corpo. É transportado para um hospital onde é observado por uma equipa médica que &amp;nbsp;verifica que tem antecedentes familiares de vários parentes com AVC, sofre também de hipertensão arterial, fuma, consome álcool em excesso, tem o colesterol aumentado e tem uma vida bastante sedentária. O tratamento médico habitual é instituído, lentamente o doente vai recuperando as suas funções motoras, tem alta ao fim de uma semana. Após a alta continua a fazer fisioterapia e ao fim de algumas semanas ou meses consegue voltar a andar normalmente. Numa consulta de rotina pergunta ao seu médico o que aconteceu e o que lhe terá causado tal alteração. O médico responde-lhe que uma artéria cerebral do lado esquerdo, que irriga uma área importante para o controlo da marcha, entupiu temporariamente e por essa razão ficou sem fluxo sanguíneo durante alguns minutos. O resultado foi ter causado um “adormecimento” e disfunção nessa área. Felizmente, após o tratamento, conseguiu-se uma recuperação quase total das respectivas funções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ora, nesse caso, antes do tratamento adequado, poder-se-ia pedir ao doente que tem uma área cerebral afectada para “&lt;em&gt;ter força de vontade e coragem&lt;/em&gt;” no sentido de voltar a andar como dantes – “&lt;em&gt;tens de dar a volta por cima, não podes dar-te ao luxo de ficar paralisado do lado direito, agora que foste promovido… tens de ser forte, usa a tua força de vontade&lt;/em&gt;”. Apesar de poder parecer como algo sem sentido ou mesmo parte de uma peça de humor dos Gato Fedorento, a verdade é que na vida real isso acontece. Felizmente ocorre cada vez menos! À medida que a população em geral ganha mais consciência e conhecimento acerca dos mecanismos dessa doença,&amp;nbsp;entende-se também &amp;nbsp;qual a abordagem terapêutica adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Agora, para tornar esse hipotético caso clínico mais complexo, imaginemos que o doente também apresentava, simultaneamente, após o AVC, sintomas de dificuldade em adormecer, tristeza intensa com períodos de choro incoercível, desânimo, alteração da atenção e concentração, dificuldades de memorização, diminuição do apetite, diminuição da libido, e pensamentos de que “não vale a pena viver”. Gradualmente desenvolve ideias de suicídio e começa a planear uma forma de suicidar-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Qual o diagnóstico mais provável? Depressão grave!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E qual a causa mais provável desse episódio? Bem, até há poucos anos atrás a resposta era de que o doente ficou nesse estado de tristeza como reacção ao seu estado de debilidade física,&amp;nbsp; causada pelo AVC… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Continuemos com o caso clínico. Ora, uma investigação mais pormenorizada dos exames de imagem cerebrais conclui que, para além da área cerebral envolvida na marcha, outras áreas também foram afectadas, nesse caso o &amp;nbsp;&lt;strong&gt;circuito préfronto-tálamo-cortical esquerdo&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Vários estudos recentes demonstram que qualquer tipo de lesão ao nível desse circuito, quer seja por AVC, infecção, traumatismo, &amp;nbsp;inflamação ou tumor, pode causar quadros de depressões graves&lt;/strong&gt;. O tratamento médico dessas situações passa pelo tratamento do AVC e de uma medicação psiquiatrica específica. Uma psicoterapia direccionada para casos de depressões graves também pode funcionar como um tratamento adicional à medicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A conclusão a que quero chegar é de que quando se trata de depressões graves , com lesões significativas nos circuitos cerebrais em questão, a força de vontade não é suficiente para a recuperação. Nesses casos a depressão pode ser considerada uma doença tal como outra doença com uma etiologia bem definida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Gostaria também de realçar que &lt;em&gt;algumas alterações psíquicas como stress, frustração, injustiças, perdas graves, violências, abusos, dificuldades financeiras graves, &amp;nbsp;podem desencadear alterações em tais circuitos cerebrais&lt;/em&gt;. Nesses casos, a perturbação cerebral costuma ser “funcional” e não “estrutural”, pelo menos com base nos meios de diagnósticos actuais, ou seja, não são visíveis na TAC ou Ressonância magnética estrutural. Mas, quando se efectuam exames de imagem cerebrais mais sofisticados (ex. exames de imagem funcionais), verificam-se padrões de funcionamento/activação &amp;nbsp;alterados. Em casos de depressões ligeiras a moderadas, sem quaisquer outras doenças associadas, alguns tipos de psicoterapia específicas, isoladas ou em combinação com a medicação podem reverter os sintomas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os novos estudos que têm vindo a ser realizados sobre depressões graves demonstram resultados surpreendentes, que revelam quão complexo é o nosso cérebro.&amp;nbsp;Gradualmente vão-se desmistificando algumas crenças sobre o funcionamento cerebral nas perturbações mentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A.S.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-4682781257925677510?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1) o que é a doença bipolar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2) como lidar com pessoas que sofrem de doença bipolar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;3) que atitudes deverão ter os parentes ou companheiro(a) perante um(a) doente bipolar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para além das mensagens que vou publicando, das opiniões dos leitores e das discussões levantadas, deixo uma lista de 3 livros que considero relevantes. As respectivas&amp;nbsp; referências estão listadas na barra lateral. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Boas leituras!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-2228726386320854184?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/se2eIuTc6bnq4nPMznmvg5IlKOA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/se2eIuTc6bnq4nPMznmvg5IlKOA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/se2eIuTc6bnq4nPMznmvg5IlKOA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/se2eIuTc6bnq4nPMznmvg5IlKOA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/CaFU2hGleE8" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/2228726386320854184/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/livros-sobre-doenca-bipolar.html#comment-form" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/2228726386320854184?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/2228726386320854184?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/CaFU2hGleE8/livros-sobre-doenca-bipolar.html" title="Livros sobre Doença Bipolar" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/livros-sobre-doenca-bipolar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE8GQX49eCp7ImA9WxNbE0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-1743054020935125367</id><published>2009-11-12T03:54:00.003Z</published><updated>2009-11-16T03:40:20.060Z</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-16T03:40:20.060Z</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Como lidar com uma pessoa com doença mental?" /><title>Como lidar com uma pessoa com doença mental?</title><content type="html">&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Uma reflexão sobre como lidar com utentes bipolares:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por solicitação de um leitor, de seguida abordo este tema e convido os futuros leitores a participarem nesta discussão através de comentários que poderão deixar, no espaço interactivo, no final desta página.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Onde terminam os comportamentos ditos “normais” e&amp;nbsp; começam os que são devidos à “doença mental” ? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por uma questão de simplificação abordo os casos de doença bipolar (depressão bipolar ou doença maníaco-depressiva) sem comorbilidades, isto é sem outras doenças associadas – tanto doenças ditas “físicas” como perturbações mentais (também considero que não há perturbação da personalidade associada – tema que será discutido em breve).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como se sabe, basicamente a doença bipolar caracteriza-se por duas fases: uma depressiva e uma de (hipo)mania. Esta última pode ser um carácter de euforia ou de irritabilidade. Tendo em conta que a fase de hipomania eufórica pode ser bastante agradável, de uma maneira geral não é de tão difícil gestão quanto as fases de irritabilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;1. Como é que os utentes bipolares são vistos pelas outras pessoas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Muitos parentes, amigos ou colegas de trabalho de doentes bipolares costumam dizer que esses utentes são 1) “ou 8 ou 80” (algumas até referem ou “8 ou 8000”), 2) “fervem em pouca água” (sic), 3) são volúveis, 4) algo imprevisíveis, 5) explosivas, 6) “têm mau feitio”, ou 7) impulsivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;2. Como é que os utentes bipolares vêem as outras pessoas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Muitos utentes bipolares (sem deterioração cognitiva associada) têm um ritmo de funcionamento basal mais acelerado do que a médias das pessoas. Alguns desses utentes consideram os outros como 1) lentos, 2) indecisos, 3) cobardes 4) demasiado contidos, 5) pouco criativos, 6) pouco emotivos 7) sem espontaneidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para se perceber, pelo menos em parte, porquê é que isso acontece, de seguida vou tentar mostrar de forma muito simples como é que funciona o cérebro na perturbação bipolar e que padrões psicológicos de respostas esses utentes tendem a apresentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;a) Activação em excesso de uma parte instintiva do cérebro: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Aspectos como o sono, o apetite, a libido, a irritabilidade/agressividade (considerada neste caso como uma forma elementar de defesa, ou seja de luta), a sensação de bem-estar, respostas automáticas, não são geradas pelo córtex cerebral (conhecido coma a parte consciente ou voluntária), mas por regiões como o sistema límbico ou outras partes mais primitivas do cérebro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;b) Dificuldade do cérebro consciente em inibir os sinais da parte mais instintiva:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na doença bipolar, uma parte do nosso córtex ou cérebro consciente, nomeadamente a parte pré-frontal (a que se situa atrás do osso da testa), apresenta alguma dificuldade em inibir ou reduzir os sinais provenientes das regiões mais instintivas. O resultado prático pode consistir num aumento da impulsividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;c) A um nível mais psicológico, os doentes bipolares têm, por um lado tendência para reagirem com maior espontaneidade ou impulsividade quando contrariadas, e por outro lado podem apresentar alguma dificuldade em adiar a gratificação (ou seja, podem querer ter tudo num determinado momento, apresentando assim pouca paciência para passarem temporariamente por um período de frustração, carência ou dificuldade a fim obterem uma recompensa mais significativa num futuro próximo).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;3. Eventuais formas de encarar, abordar e relacionar-se com utentes bipolares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;a) a compreensão do funcionamento do cérebro de um utente bipolar, pode ajudar quem com ele se relaciona, pois permite encarar alguns comportamentos como fazendo parte de respostas instintivas, difíceis de serem controladas pela parte consciente do cérebro. Assim, algumas atitudes dos utentes deixam de ser catalogadas como “caprichos” ou extravagâncias. No entanto, convém salientar que nem todos os comportamentos são justificáveis através desse modelo. Como se compreende não é apropriado utilizar-se o rótulo de doença bipolar para se justificar comportamentos menos adequados. Um utente que faça isso está a tornar o estigma de uma perturbação mental contra si próprio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;b) Mobilização e participação do utente no sentido de reforçar a sua capacidade consciente de controlo dos impulsos e comportamentos instintivos, bem como de reflexão sobre a perturbação de base. Isso pode ser alcançado através de 1) psicoeducação – juntamente com o médico ou psicoterapeuta, aquisição e actualização de informação acerca da doença e tratamentos, 2) psicoterapia adequada para a situação, 3) participação em grupos de esclarecimento e ajuda mútua de doentes bipolares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;c) Psicoeducação de quem lida com utentes bipolares. Pode ser através de esclarecimentos com os profissionais de saúde, aquisição de informação acerca da doença ou da participação em associações de doentes bipolares (ex. adeb - ver link na barra ao lado) ou em grupos de ajuda mútua de pessoas que lidam com doentes bipolares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;d) Diálogo contínuo com o utente, com a abordagem e discussão do impacto da perturbação no quotidiano de cada um. Convém chamar a atenção para este ponto. Muitas pessoas pensam que falar sobre esses “problemas” pode agravá-los. Mas, a evidência cientifica mostra precisamente o contrário, desde que seja realizada com algum bom senso. Essa abordagem deverá ser clara e poderá envolver reflexões sobre algumas questões como: qual a sua opinião a acerca da doença? Já aceitou que realmente tem um problema? Se sim, o que se poderá fazer para o minimizar? Qual o seu grau de adesão ao plano terapêutico ( ex. medicação, consultas, e psicoterapia, reabilitação psico-social, etc)? Na sua opinião que impacto tais comportamentos podem ter nas outras pessoas? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e) E claro, adoptar estratégias de sucesso que outros utentes e familiares aplicaram e que deram bons resultados. Este artigo pode servir para isso. Encorajo o utente e/ou familiar a colocar questões ao seu médico psiquiatra, adquirir continuamente informações sobre a doença e sobretudo na partilha de informações com outras pessoas com os mesmos problemas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em parte, este blog serve o propósito de troca de ideias sobre como lidar com esse problema. Lanço um desafio aos futuros leitores no sentido de fazerem comentários sobre este tema e de partilharem connosco as suas dúvidas, histórias e estratégias que utilizam com sucesso na abordagem dessa situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Gostaria de terminar este artigo com uma mensagem, não meramente como médico psiquiatra mas também como pessoa. A mensagem é essencialmente de apoio e incentivo a todos os utentes com perturbação bipolar, bem como aos respectivos parentes. A área de saúde mental tem vindo a desenvolver exponencialmente nos últimos anos. Existem cada vez mais conhecimento e formas de tratamento que permitem tratar eficazmente a doença bipolar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Há poucos dias um novo utente entrou no meu gabinete de consulta no hospital e disse-me: “ O Dr. é mesmo de psiquiatria? Tem a certeza? É que os doentes que estão lá foram não parecem malucos… tem uma aparência tão normal quanto os utentes de clínica geral…” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-1743054020935125367?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Gw3xhoxTcsXL6VIA02zDAiT_6EM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Gw3xhoxTcsXL6VIA02zDAiT_6EM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Gw3xhoxTcsXL6VIA02zDAiT_6EM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Gw3xhoxTcsXL6VIA02zDAiT_6EM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/oviOTK6IG5Y" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/1743054020935125367/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/como-lidar-no-dia-dia-com-uma-pessoa.html#comment-form" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/1743054020935125367?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/1743054020935125367?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/oviOTK6IG5Y/como-lidar-no-dia-dia-com-uma-pessoa.html" title="Como lidar com uma pessoa com doença mental?" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/como-lidar-no-dia-dia-com-uma-pessoa.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUIHRX86eip7ImA9WxBUFUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-8426262859792006224</id><published>2009-11-10T03:57:00.002Z</published><updated>2010-03-03T00:52:14.112Z</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2010-03-03T00:52:14.112Z</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Pessoas famosas com doença bipolar" /><title>Pessoas famosas com Doença Bipolar</title><content type="html">&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Algumas&amp;nbsp;celebridades e génios criativos &amp;nbsp;com perturbação do espectro bipolar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Video&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7Y-kKCwtIpc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7Y-kKCwtIpc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Muitas das suas obras foram desenvolvidas nas fases ascendentes de tristeza para o início da hipomania (bem-estar). Esses rasgos de criatividade e /ou produtividade podem conferir vantagens adaptativas aos doentes bipolares.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9136747071794439397-8426262859792006224?l=dramilcar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hnz-qUsIUXs4sw1bXamgURysyR0/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hnz-qUsIUXs4sw1bXamgURysyR0/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hnz-qUsIUXs4sw1bXamgURysyR0/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/hnz-qUsIUXs4sw1bXamgURysyR0/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~4/6e8plst12iU" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://dramilcar.blogspot.com/feeds/8426262859792006224/comments/default" title="Enviar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/pessoas-famosas-com-doenca-bipolar.html#comment-form" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/8426262859792006224?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/9136747071794439397/posts/default/8426262859792006224?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/DrAmlcarDosSantos/~3/6e8plst12iU/pessoas-famosas-com-doenca-bipolar.html" title="Pessoas famosas com Doença Bipolar" /><author><name>Amílcar dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04958375358136148249</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="16" height="16" src="http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif" /></author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://dramilcar.blogspot.com/2009/11/pessoas-famosas-com-doenca-bipolar.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CE4ERXszeSp7ImA9WxNbE0k.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-9136747071794439397.post-8071126608386747320</id><published>2009-11-10T01:59:00.001Z</published><updated>2009-11-16T03:41:44.581Z</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2009-11-16T03:41:44.581Z</app:edited><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comente.  Diga o que pensa sobre os temas" /><title>Faça comentários</title><content type="html">&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Caro visitante,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Diga o que pensa acerca dos assuntos abordados neste blog, &amp;nbsp;do seu autor, ou que outros temas gostaria que fossem abordados. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Basta ir ao final desta página e clicar onde diz &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 115%;"&gt;&lt;a href="javascript:void(0);"&gt;&lt;span style="color: #5588aa;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por Favor Deixe um Comentário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os meus melhores cumprimentos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: #333333; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A.S.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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