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	<title>Portal Drauzio Varella</title>
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	<description>Informação sobre saúde para todos</description>
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	<title>Portal Drauzio Varella</title>
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	<item>
		<title>Menopausa sem tabu: saúde física, mental e prevenção – Saúde Sem Tabu #64</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/menopausa-sem-tabu-saude-fisica-mental-e-prevencao-saude-sem-tabu-64/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 21:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O climatério e menopausa trazem diversas mudanças para a vida da mulher, mas ainda são temas cercados de desinformação.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/menopausa-sem-tabu-saude-fisica-mental-e-prevencao-saude-sem-tabu-64/">Menopausa sem tabu: saúde física, mental e prevenção – Saúde Sem Tabu #64</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://share.transistor.fm/e/bc34c35e?color=FFFFFF&amp;background=30343C" width="100%" height="180" frameborder="no" scrolling="no" seamless=""></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
Ainda cercadas de desinformação e, muitas vezes, negligenciadas, a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/menopausa-e-climaterio/" target="_blank" rel="noopener"><strong>menopausa e o climatério</strong></a> fazem parte da vida de 30 milhões de mulheres no Brasil, segundo estimativas do IBGE.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse período provoca diversas mudanças no corpo e na qualidade de vida que vão muito além dos <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/ondas-de-calor-na-menopausa-em-5-perguntas-larissa-cassiano/" target="_blank" rel="noopener"><strong>fogachos</strong></a> e do fim da fertilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste episódio do Saúde Sem Tabu, Mariana Varella conversa com a endocrinologista Ana Priscila Soggia sobre as outras dimensões da menopausa e práticas que ajudam a atravessar essa fase com mais tranquilidade e bem-estar.</span></p>
<p><iframe title="" src="https://www.youtube.com/embed/xR8n48OePUE" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Conteúdo produzido em parceria com Tena Brasil, líder mundial em produtos para incontinência urinária.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/reposicao-hormonal-na-menopausa-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-riscos-e-beneficios/" target="_blank" rel="noopener">Reposição hormonal na menopausa: o que a ciência já sabe sobre riscos e benefícios</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/menopausa-sem-tabu-saude-fisica-mental-e-prevencao-saude-sem-tabu-64/">Menopausa sem tabu: saúde física, mental e prevenção – Saúde Sem Tabu #64</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Menopausa: diagnóstico é clínico e quase nunca requer exames</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/menopausa-diagnostico-e-clinico-e-quase-nunca-requer-exames/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:16:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria das mulheres não necessita de exames para o diagnóstico da menopausa. Leia na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/menopausa-diagnostico-e-clinico-e-quase-nunca-requer-exames/">Menopausa: diagnóstico é clínico e quase nunca requer exames</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/fezolinetanto-medicamento-nao-hormonal-para-fogachos-na-menopausa-e-aprovado-pela-anvisa/" target="_blank" rel="noopener">Ondas de calor</a></strong>, alterações no sono e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/o-que-e-a-sindrome-geniturinaria-da-menopausa/" target="_blank" rel="noopener">síndrome geniturinária</a> </strong>estão entre os sinais da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-aliviar-os-sintomas-da-menopausa/" target="_blank" rel="noopener">menopausa</a></strong>, que pode ser definida como a última menstruação, marcando o fim da vida reprodutiva da mulher.</p>
<p>“De forma bastante resumida, a menopausa acontece porque a mulher nasce com um número determinado de folículos (estruturas que abrigam os óvulos) que vão se esgotando aos poucos. Porém, eles são responsáveis pela produção dos principais hormônios femininos nos ovários. Quando essa reserva de folículos termina, a mulher deixa de ovular e o processo de menopausa começa”, explicou Luciano de Melo Pompei, ginecologista e presidente da Comissão de Climatério da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa-quando-acontece-e-como-amenizar-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao Portal</a></strong>.</p>
<p>O diagnóstico conclusivo da menopausa só ocorre um ano após a última menstruação, que costuma acontecer por volta dos 45 a 55 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos meses ou anos que antecedem essa interrupção do ciclo menstrual, é vivido o período do climatério ou perimenopausa, no qual esses sintomas aparecem, mas a menstruação ainda está ativa, mesmo que irregular.</p>
<p>O que muita gente não sabe é que nem sempre é necessário fazer exames hormonais para confirmar o início dessa fase.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Menopausa: o diagnóstico é clínico</h3>
<p>Na maioria das mulheres com mais de 45 anos, o diagnóstico da menopausa é clínico e deve ser estabelecido após 12 meses consecutivos sem menstruação, desde que não haja outra causa para a interrupção, com base na idade e na presença de sintomas típicos. “Na maioria das mulheres desse idade e sintomas típicos, não é necessário solicitar exames hormonais de rotina para confirmar a menopausa. <strong>A avaliação clínica costuma ser suficiente</strong>”, explicaPedro Saddi, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), endocrinologista e especialista em patologia clínica e medicina laboratorial.</p>
<p>Segundo o médico, exames como FSH e estradiol podem gerar dúvidas quando realizados sem indicação. Durante a <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa-e-climaterio/" target="_blank" rel="noopener">perimenopausa</a></strong>, período de transição que antecede a última menstruação, os níveis desses hormônios oscilam significativamente. “Uma única dosagem hormonal não reflete necessariamente o estágio reprodutivo da mulher. O FSH e o estradiol podem variar bastante. Um resultado isolado pode levar a interpretações equivocadas”, alerta Saddi.</p>
<p>Isso porque, nessa fase há grande<strong> oscilação da função ovariana</strong>, o que faz com que os níveis desses dois hormônios variem significativamente de um dia para outro e de um ciclo para outro, de modo que uma única dosagem hormonal não reflete o estágio reprodutivo de forma confiável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Quando investigar?</h3>
<p>Os exames podem ser indicados para mulheres com menos de 40 anos que apresentam interrupção ou irregularidade menstrual, na suspeita de insuficiência ovariana prematura e em mulheres entre 40 e 45 anos com dúvidas sobre o diagnóstico. Também podem ser necessários após quimioterapia, radioterapia ou cirurgia para retirada dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ovarios/" target="_blank" rel="noopener">ovários</a></strong>. “É importante investigar precocemente os casos em que há suspeita de menopausa antecipada. Nessas situações, os exames laboratoriais ajudam a esclarecer o quadro e orientar a conduta médica”, afirma o especialista.</p>
<p>Outros testes podem auxiliar na investigação de sintomas semelhantes aos do climatério. O TSH, por exemplo, avalia a função da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/tireoide/" target="_blank" rel="noopener">tireoide</a></strong>, enquanto o hemograma pode identificar <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/anemia-ferropriva/" target="_blank" rel="noopener">anemia</a></strong>, especialmente em mulheres com sangramento uterino anormal. A indicação depende dos sintomas e do histórico clínico.</p>
<p>O uso de anticoncepcionais hormonais e de terapia hormonal também exige atenção, pois esses tratamentos podem mascarar alterações menstruais e interferir nos resultados.</p>
<p>“Mais importante do que fazer uma bateria de exames é entender as necessidades de cada mulher. A idade, os sintomas e o histórico menstrual devem orientar a decisão sobre quais testes são realmente necessários”, conclui o membro da SBPC/ML.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Por que muitos médicos ainda solicitam exames para o diagnóstico da menopausa?</h3>
<p>De acordo com Saddi, há três motivos principais que levam os médicos a solicitarem exames para o diagnóstico da menopausa. O primeiro diz respeito à <strong>cultura de exames</strong> que atinge tanto médicos quanto pacientes, que se sentem mais bem cuidados quando saem do consultório com uma lista enorme de exames. O problema é tão frequente que a <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/saude-da-mulher-os-riscos-do-excesso-de-exames/" target="_blank" rel="noopener">Febrasgo lançou um alerta</a> </strong>afirmando que o excesso de exames e procedimentos pode causar mais danos que benefícios à saúde da mulher.</p>
<p>O segundo motivo também está relacionado ao primeiro. Prevalece, especialmente na rede privada, o hábito da <strong>prescrição automática de check-ups</strong> sem individualização. É comum que médicos já deixem salva no computador uma lista de exames padronizada para todos os pacientes.</p>
<p>&#8220;O terceiro é o <strong>mimetismo</strong>, já que a oscilação hormonal compartilha sintomas como fadiga e alteração de humor com outras condições, levando à solicitação conjunta para diagnóstico diferencial.&#8221; Como o início da menopausa pode provocar sintomas semelhantes aos de outros problemas, por vezes o médico se sente mais seguro se solicitar exames para não correr o risco de deixar passar nenhuma condição de saúde.</p>
<p>O problema é que os exames podem mais confundir do que ajudar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Quando medir os hormônios femininos é indicado?</h3>
<p>De acordo com Saddi, a dosagem de hormônios femininos (como FSH e estradiol) é indicada principalmente em:<br />
•⁠ ⁠Mulheres com menos de 40 anos com amenorreia ou oligomenorreia e suspeita de insuficiência ovariana prematura (POI);<br />
•⁠ ⁠Mulheres entre 40 e 45 anos com sintomas climatéricos e dúvida diagnóstica;<br />
•⁠ ⁠Situações de menopausa precoce/induzida por cirurgia ovariana bilateral, quimioterapia ou radioterapia;<br />
•⁠ ⁠Investigação de infertilidade.</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/menopausa-diagnostico-e-clinico-e-quase-nunca-requer-exames/">Menopausa: diagnóstico é clínico e quase nunca requer exames</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vacinas oferecidas pelo SUS ajudam a prevenir diferentes tipos de câncer</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/vacinas-oferecidas-pelo-sus-ajudam-a-prevenir-diferentes-tipos-de-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Borgia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 20:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vacinas contra HPV e hepatite B evitam infecções que podem levar a cânceres de colo do útero, ânus, pênis, vulva, vagina, orofaringe e fígado.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/vacinas-oferecidas-pelo-sus-ajudam-a-prevenir-diferentes-tipos-de-cancer/">Vacinas oferecidas pelo SUS ajudam a prevenir diferentes tipos de câncer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala nas causas do câncer, é comum pensar primeiro em herança genética, cigarro, álcool ou alimentação. Parte dos tumores, porém, começa com uma infecção. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo levantamento da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em setembro deste ano na </span><a href="https://www.iarc.who.int/wp-content/uploads/2026/09/QAinfections.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b><i>The Lancet Oncology</i></b></a><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> cerca de 2,3 milhões dos casos diagnosticados no mundo em 2024, um em cada oito, foram causados por vírus, bactérias ou parasitas.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para dois desses vírus já existe vacina gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), a do </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hpv-papilomavirus-humano/" target="_blank" rel="noopener"><b>HPV (papilomavírus humano)</b></a><span style="font-weight: 400;">, relacionado ao <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-colo-do-utero/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer do colo do útero</strong></a> e a tumores de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/cancer-anal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ânus</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/apesar-de-raro-cancer-tambem-pode-atingir-a-vulva/" target="_blank" rel="noopener"><strong>vulva</strong></a>, vagina, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-penis/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pênis</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-de-orofaringe-conheca-os-sintomas-e-formas-de-prevencao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>orofaringe</strong></a>, a parte da garganta logo atrás da boca, e a da </span><b>hepatite B</b><span style="font-weight: 400;">, que reduz o risco de câncer de fígado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Infecções silenciosas podem levar anos até causarem câncer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A ligação entre a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hepatite-b/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hepatite B</strong></a> e o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-figado/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de fígado</strong></a> é conhecida há muitos anos, lembra Ivan França, infectologista do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo (SP). </span><span style="font-weight: 400;">Sobre o vírus, ele explica: “Ele po</span><span style="font-weight: 400;">de ficar anos no organismo até provocar lesões pré-cancerígenas, como a cirrose hepática”.</span><span style="font-weight: 400;"> É desse dano prolongado que pode surgir o tumor, de prognóstico ruim, um processo que a vacina ajuda a evitar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do HPV, a lista é maior. O vírus “está ligado a pelo menos cinco, seis tipos de câncer”, afirma Silva. O mais conhecido é o de colo do útero, associado sobretudo aos tipos 16 e 18, dois dos quatro cobertos pela vacina do SUS.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas estar infectado com o vírus não significa necessariamente desenvolver um tumor. Quase todas as pessoas sexualmente ativas terão contato com o HPV em algum momento da vida, em geral sem sintomas, e em 90% delas o próprio organismo elimina o vírus em um ou dois anos,</span> <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/human-papilloma-virus-and-cancer" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"><strong>segundo a OMS</strong></span></a><span style="font-weight: 400;">. O risco está na minoria em que a infecção por tipos de alto risco persiste: com o tempo, ela altera as células do colo do útero e pode provocar lesões pré-cancerosas, capazes de evoluir para câncer em um processo que costuma levar de 15 a 20 anos. E o cigarro está entre os principais fatores que favorecem essa persistência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença entre uma infecção transitória e uma infecção que permanece ajuda a entender por que a vacinação precisa acontecer antes da exposição ao vírus. No caso da hepatite B, a lógica é a mesma, e a proteção pode começar já no nascimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Hepatite B: proteção começa ao nascer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo Calendário Nacional de Vacinação,<strong> a primeira dose contra a hepatite B é aplicada de preferência nas primeiras 12 horas de vida</strong>, e o esquema segue com a vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Quem não foi vacinado pode tomar as doses em qualquer idade, de graça, nos postos de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começar cedo é importante porque a idade da infecção pesa. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo a </span><a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/hepatitis-b" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"><strong>OMS</strong></span></a><span style="font-weight: 400;">, menos de 5% das infecções adquiridas na vida adulta se tornam crônicas, contra cerca de 95% das que ocorrem na primeira infância.</span><span style="font-weight: 400;"> “A forma de transmissão também mostra por que a vacina é tão importante, pois o vírus passa pelo contato com sangue e por via sexual”, explica o infectologista.</span></p>
<p>Quem não sabe se foi vacinado ou não completou o esquema deve procurar uma unidade de saúde, orienta França. Segundo o Ministério da Saúde, não é preciso recomeçar e as doses que faltam são aplicadas a partir de onde o esquema parou.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Contra o HPV, o ideal é vacinar antes da vida sexual</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>No SUS, a vacina contra o HPV é aplicada em meninas e meninos de 9 a 14 anos e, desde 2024, em dose única</strong>. </span><span style="font-weight: 400;">O objetivo é imunizar antes do primeiro contato com o vírus, que é altamente contagioso,</span><span style="font-weight: 400;"> explica França.</span><span style="font-weight: 400;"> “Então, uma relação desprotegida, mesmo na primeira relação, já pode ser contato com o HPV.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A troca do esquema de duas doses pela dose única se apoiou em estudos que mostraram boa proteção com uma aplicação. “Existe um trabalho que foi feito na África que mostrou que uma dose dá uma cobertura excelente para evitar câncer”, conta o infectologista. A mudança também tem razões financeiras e permite vacinar mais crianças com o mesmo recurso. “Você tem uma boa cobertura quando você faz uma dose só, mas o ideal é que comece na data certa”, enfatiza.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem passou da faixa etária de rotina ainda pode se vacinar pelo SUS em algumas situações, detalhadas no quadro abaixo. Na rede privada, a vacina nonavalente protege contra cinco tipos a mais do vírus. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os tipos da vacina quadrivalente respondem por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero, e os da nonavalente, por cerca de 90%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados da vacinação já aparecem no país. </span><span style="font-weight: 400;">Um estudo da Fiocruz Bahia publicado em 2025 na </span><a href="https://doi.org/10.1016/S2214-109X(25)00279-7" target="_blank" rel="noopener"><b><i>The Lancet Global Health</i></b></a><span style="font-weight: 400;">, com dados do SUS de mulheres de 20 a 24 anos, mostrou queda de 58% nos casos de câncer de colo do útero e de 67% nas lesões pré-cancerosas mais graves nas gerações que puderam ser vacinadas.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="Como a infecção pelo HPV vira câncer?" target="_blank" rel="noopener">Como a infecção pelo HPV vira câncer?</a></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Vacinar os meninos protege a eles e às meninas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados mostram o efeito da vacina entre as mulheres, mas a proteção não deve ser exclusiva a elas. Os meninos também podem desenvolver tumores relacionados ao vírus e, ao serem vacinados, contribuem para reduzir sua circulação.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Se o menino estiver vacinado, diminui a transmissão para as meninas, então reduz ainda mais o câncer de colo de útero, além de câncer de pênis e câncer de </span><span style="font-weight: 400;">garganta”, explica França.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A cobertura tem bons números, mas ainda está abaixo dos considerados necessários pela OMS para a eliminação do câncer do colo do útero. Em 2025, 86,1% das meninas de 9 a 14 anos estavam vacinadas, segundo o UNICEF e o Ministério da Saúde; entre os meninos, 74,5%. “Para você erradicar mesmo o câncer, se estima que você tem que ter acima de 90% durante muitos anos”, observa o infectologista.</span></p>
<p><i></i><i></i><i></i><span style="font-weight: 400;">Para França, </span><span style="font-weight: 400;">a principal barreira é a desinformação.</span><span style="font-weight: 400;"> “Existe ainda bastante preconceito. Muitos pais acham que oferecer uma vacina que protege contra IST para uma criança de 9 anos estaria estimulando a sexualização, o que não tem nenhuma relação”, explica.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele defende que o assunto seja tratado de forma contínua em espaços além da casa. “É preciso escolas falando o tempo todo da importância, com o tema mostrado de forma bem simples”, diz Silva, complementando que pediatras, ginecologistas e clínicos gerais também têm papel importante nessa orientação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>HPV: quem pode se vacinar pelo SUS</strong></h3>
<ul>
<li><b></b><b></b><b></b><b>9 a 14 anos:</b><span style="font-weight: 400;"> meninas e meninos, em dose única, na rotina do Calendário Nacional de Vacinação;</span></li>
<li><b>15 a 19 anos</b><span style="font-weight: 400;">: jovens que nunca foram vacinados podem receber a dose única até 31 de dezembro de 2026, na estratégia de resgate do Ministério da Saúde;</span></li>
<li><b>até 45 anos</b><span style="font-weight: 400;">: em três doses, para grupos de maior risco, como pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP (a partir dos 15 anos) e vítimas de violência sexual.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A vacina não substitui o rastreamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A ampliação da vacinação ajuda a reduzir o risco, mas não elimina a necessidade de outras estratégias de prevenção. Mesmo quem se vacinou contra o HPV continua precisando fazer o rastreamento do câncer de colo do útero, porque a vacina não cobre todos os tipos do vírus. </span><span style="font-weight: 400;">“É sempre multimodal e a prevenção precisa ser feita de várias maneiras</span><span style="font-weight: 400;">”, diz França.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2025, o SUS adota como exame principal o </span><b>teste de DNA-HPV</b><span style="font-weight: 400;">, indicado de 25 a 64 anos para quem já teve relações sexuais e repetido a cada cinco anos quando o resultado é negativo.</span><span style="font-weight: 400;"> Onde o teste ainda não está disponível, segue o Papanicolau, repetido a cada três anos depois de dois exames anuais normais, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da hepatite B, é importante exigir materiais estéreis ou descartáveis em procedimentos que envolvam cortes ou perfurações, como tatuagens e manicure. </span><span style="font-weight: 400;">“A relação sexual sempre protegida também vai evitar a hepatite”, afirma França, ref</span><span style="font-weight: 400;">orçando o uso de preservativo nas relações sexuais.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o HPV, a proteção do preservativo é parcial, porque o vírus pode estar em áreas que ele não cobre. “Para o HPV, infelizmente, o próprio preservativo, a camisinha, não protege totalmente”, alerta o infectologista. Por isso, verrugas ou lesões na região genital, no ânus ou na boca devem ser avaliadas por um médico ou dentista, orienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Vacina que previne não é o mesmo que vacina que trata</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacinas contra o HPV e a hepatite B são preventivas e aplicadas em pessoas saudáveis e evitam a infecção pelos vírus que podem, anos depois, levar ao câncer. As chamadas vacinas terapêuticas funcionam de outro modo. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo o </span><strong><a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/types/immunotherapy/cancer-treatment-vaccines" target="_blank" rel="noopener">Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI)</a></strong><span style="font-weight: 400;">, elas são um tipo de imunoterapia indicado a quem já tem a doença.</span><span style="font-weight: 400;"> Ou seja, em vez de mirar um agente infeccioso, ensinam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células do próprio tumor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, ainda são poucas as opções desse tipo aprovadas. Nos Estados Unidos, por exemplo, a única vacina de células dendríticas liberada é usada em alguns casos de câncer de próstata avançado, segundo o NCI. As demais, como as feitas a partir de substâncias presentes nas células do tumor, ainda são experimentais, de acordo com o instituto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as vacinas terapêuticas seguem em estudo, as preventivas já estão disponíveis, e o desafio, para o infectologista, é fazer a população procurá-las. “O Brasil disponibiliza acesso. Falta mais informação para as pessoas buscarem todas as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde”, conclui.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p data-prosemirror-content-type="node" data-prosemirror-node-name="paragraph" data-prosemirror-node-block="true" data-pm-slice="1 1 []"><em>Conteúdo produzido em parceria com A.C.Camargo Cancer Center.</em></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/vacinas-oferecidas-pelo-sus-ajudam-a-prevenir-diferentes-tipos-de-cancer/">Vacinas oferecidas pelo SUS ajudam a prevenir diferentes tipos de câncer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fisioterapia ajuda a aliviar as dores de quem range ou aperta os dentes</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/fisioterapia-ajuda-a-aliviar-as-dores-de-quem-range-ou-aperta-os-dentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Borgia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 19:01:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[bruxismo]]></category>
		<category><![CDATA[fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[dtm]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fisioterapia orofacial não faz o bruxismo desaparecer, mas trata a dor e as limitações da mandíbula e ensina o paciente a perceber quando aperta os dentes.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/fisioterapia-ajuda-a-aliviar-as-dores-de-quem-range-ou-aperta-os-dentes/">Fisioterapia ajuda a aliviar as dores de quem range ou aperta os dentes</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Acordar com a mandíbula cansada, sentir o rosto dolorido no fim do dia, perceber os dentes cerrados no trânsito ou ouvir de quem dorme ao lado que o barulho dos dentes atravessou a noite. Esses são alguns sinais que podem estar relacionados ao <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/bruxismo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bruxismo</strong></a>, comportamento caracterizado pela atividade dos músculos da mastigação durante o sono ou enquanto a pessoa está acordada (vigília).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você se reconheceu em alguma dessas situações, não está sozinho. </span><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/13/14/4259" target="_blank" rel="noopener"><b>revisão de estudos publicada em 2024</b></a><span style="font-weight: 400;"> estimou que o</span><span style="font-weight: 400;"> bruxismo do sono atinge cerca de 21% da população mundial, e o de vigília, 23%.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, também mudou a forma como os especialistas enxergam o problema. </span><span style="font-weight: 400;">Um </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29926505/" target="_blank" rel="noopener"><b>consenso internacional de especialistas</b></a><span style="font-weight: 400;"> propôs que, em pessoas saudáveis, o bruxismo não seja necessariamente considerado um distúrbio, mas um comportamento que pode representar fator de risco para algumas consequências à saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fisioterapeuta Débora Bevilaqua-Grossi, professora titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (FMRP-USP) e responsável pelo ambulatório de cefaleia e disfunção temporomandibular (DTM) do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas da FMRP (HCFMRP), acompanhou essa mudança de perspectiva. Ela conta ser “desse tempo que o bruxismo era uma sentença”, quando o diagnóstico vinha acompanhado da ideia de dentes irremediavelmente desgastados. Hoje, a visão é outra: “Ele [bruxismo] é um comportamento e não exatamente uma doença”, afirma.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é para lidar com as consequências desse comportamento que entra a fisioterapia orofacial, nome que, segundo </span><span style="font-weight: 400;">Bevilaqua-Grossi,</span><span style="font-weight: 400;"> é o mais usado hoje para a área também chamada de</span><b> bucomaxilofacial</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Ela conta que o campo nasceu do tratamento da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/disfuncao-da-articulacao-temporomandibular-atm-o-que-e-e-como-tratar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>DTM</strong></a>, problema que afeta a articulação da mandíbula e os músculos da mastigação, e se ampliou para outras dores da face.</span><span style="font-weight: 400;"> A principal contribuição está no alívio da dor e na recuperação de funções como falar, comer e mastigar sem desconforto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Ranger à noite e apertar de dia provocam consequências diferentes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a fisioterapeuta, é importante diferenciar o bruxismo do sono daquele que acontece com a pessoa acordada. Quem range os dentes à noite tende a apresentar mais desgaste dentário. Durante o dia, o bruxismo costuma se manifestar pelo apertamento, com a contração muscular mantida por períodos prolongados, o que, segundo Bevilaqua-Grossi, sobrecarrega mais os músculos e a articulação e também pode prejudicar os dentes. “Não tem uma coisa que seja melhor que a outra. Na verdade, as duas são condições difíceis, ruins de tratar”, afirma.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença também define o que a fisioterapia consegue trabalhar. Durante o sono, não há como perceber o comportamento. Com a pessoa acordada, “a gente tem uma luz no final do túnel”, diz a professora. E com exercícios e orientações, o paciente aprende a reconhecer a tensão e a relaxar a musculatura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Dor é o principal sinal de alerta</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas não percebem o próprio bruxismo e o desgaste dos dentes deve ser inicialmente avaliado por um dentista. Dor, dificuldade para abrir ou movimentar a boca, estalos, alterações nos movimentos da mandíbula ou sensação de mudança no encaixe dos dentes são sinais de que é hora de buscar avaliação profissional. “A dor é o principal sinal de alerta. É ela que acaba chamando a nossa atenção”, alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor de cabeça frequente também merece atenção. </span><span style="font-weight: 400;">Bevilaqua-Grossi </span><span style="font-weight: 400;">conta que sempre investiga essa queixa e que, quando ela aparece em muitos dias do mês e interfere na rotina, é preciso um diagnóstico, muitas vezes com um neurologista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>A fisioterapia atua nas consequências do bruxismo</b></h3>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Ninguém vai conseguir fazer o paciente parar de ranger ou apertar. Ter esse objetivo de tratamento é uma meta completamente furada”, afirma a fisioterapeuta. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ela, não há evidência de que as técnicas fisioterapêuticas reduzam diretamente a atividade do bruxismo, portanto o foco está nas consequências desse comportamento, na busca por aliviar a dor, melhorar os movimentos e ajudar o paciente a reconhecer a diferença entre contrair e relaxar a musculatura. Por isso, a avaliação é fundamental e o fisioterapeuta investiga a queixa e a rotina do paciente, como sono, trabalho e estresse, observa os movimentos da boca e palpa os músculos da mastigação em busca de pontos de tensão capazes de reproduzir a dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">O pescoço também faz parte dessa avaliação, porque ele e a face têm relações anatômicas, funcionais e neurofisiológicas, e alterações e sobrecargas em uma região podem influenciar sintomas na outra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A especialista ressalta que a postura pode ser observada, mas não deve ser tratada como causa do bruxismo ou da dor, e que uma cabeça mantida muito à frente do corpo pode aumentar a sobrecarga da musculatura cervical e agravar alguns quadros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Exercícios ajudam a perceber e a relaxar a mandíbula</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento fisioterápico muda de acordo com as queixas e as informações que os pacientes relatam.</span> <span style="font-weight: 400;">Quem chega com dor intensa e mal consegue abrir a boca, por exemplo, precisa primeiro de alívio, enquanto nos quadros crônicos a abordagem é outra. </span><span style="font-weight: 400;">Em geral, a especialista </span><span style="font-weight: 400;">sugere uma combinação de terapia manual, exercícios e estratégias de relaxamento, com objetivos que se completam no alívio da dor, na educação do paciente a perceber o próprio corpo e a soltar a musculatura.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Bevilaqua-Grossi conta que em seus atendimentos os exercícios respiratórios são a base, com o paciente aprendendo a usar melhor o diafragma e a reduzir o uso excessivo dos músculos do pescoço, o que favorece o relaxamento e amplia a percepção corporal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terapia manual trabalha pontos de tensão na face e no pescoço, enquanto os exercícios ajudam o paciente a perceber e controlar os movimentos da mandíbula. Um exemplo é deixar a língua relaxada atrás dos dentes da frente e abrir e fechar a boca sem encostar os dentes. O treino pode evoluir para movimentos laterais e, dependendo da avaliação, para o fortalecimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum que o paciente não consiga levar a mandíbula para os lados e só perceba isso diante do espelho. “O cérebro do paciente não sabe onde está a mandíbula dele. Como é então que essa mandíbula vai relaxar?”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas dessas abordagens têm respaldo científico. </span><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38101924/" target="_blank" rel="noopener"><b>meta-análise de 153 estudos</b></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou que a mobilização da mandíbula feita por um terapeuta, a terapia manual em pontos-gatilho e exercícios supervisionados de mandíbula e de postura reduzem a dor crônica associada à DTM.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Tratamento envolve diferentes profissionais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O bruxismo pode estar relacionado a sono, estresse, emoções, dentes, músculos e articulações. Por isso, o cuidado pode exigir profissionais de diferentes áreas. Além do dentista e do fisioterapeuta, podem participar profissionais de saúde mental, especialistas em sono e neurologistas, conforme o caso. </span><span style="font-weight: 400;">Para</span><span style="font-weight: 400;"> a fisioterapeuta, </span><span style="font-weight: 400;">a atuação conjunta depende de cada profissional conhecer o trabalho dos outros, reconhecer os próprios limites e saber o momento de encaminhar.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa complexidade também explica por que não existe um tempo fixo de tratamento e que casos agudos evoluem de forma diferente dos crônicos. </span><span style="font-weight: 400;">Bevilaqua-Grossi c</span><span style="font-weight: 400;">onta que, em sua experiência de trabalho, alguns pacientes recebem alta após oito semanas, enquanto outros precisam de mais tempo. As metas devem ser definidas com a pessoa, considerando não só a dor, mas o quanto o problema interfere na rotina dela. “Quanto mais o paciente estiver envolvido e participativo no tratamento, mais rapidamente os resultados vão aparecer”, conclui.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/5-perguntas-e-respostas-sobre-bruxismo/" target="_blank" rel="noopener">5 perguntas e respostas sobre bruxismo</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/fisioterapia-ajuda-a-aliviar-as-dores-de-quem-range-ou-aperta-os-dentes/">Fisioterapia ajuda a aliviar as dores de quem range ou aperta os dentes</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Quase 3 em cada 10 brasileiras dizem não conhecer os métodos de detecção precoce do câncer de mama</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/quase-3-em-cada-10-brasileiras-dizem-nao-conhecer-os-metodos-de-deteccao-precoce-do-cancer-de-mama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Borgia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 18:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117189</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levantamento do A.C.Camargo com a Nexus aponta aumento no desconhecimento; especialista explica as recomendações para mamografia e os sinais de alerta.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/quase-3-em-cada-10-brasileiras-dizem-nao-conhecer-os-metodos-de-deteccao-precoce-do-cancer-de-mama/">Quase 3 em cada 10 brasileiras dizem não conhecer os métodos de detecção precoce do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Fazer a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/mamografia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mamografia</strong></a>, guardar o resultado e só voltar a pensar nas mamas no exame seguinte, sem prestar atenção ao que muda no corpo entre um exame e outro. Ou nunca ter feito exame nenhum, por não saber a partir de que idade ele é indicado nem onde pedi-lo. Situações como essas podem ajudar a entender por que a informação sobre o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de mama</strong></a> ainda não chega a todas as mulheres, como mostra um levantamento divulgado neste Outubro Rosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pelo A.C.</span><span style="font-weight: 400;">Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, a pesquisa</span> <a href="https://accamargo.org.br/sobre-o-cancer/noticias/aumenta-o-numero-de-mulheres-que-desconhecem-formas-de-prevencao-ao-cancer" target="_blank" rel="noopener"><b>A saúde do brasileiro, hábitos de vida e uso de tecnologia em diagnósticos médicos</b></a><span style="font-weight: 400;"> ouviu 1.038 mulheres de todo o país em junho de 2026.</span><span style="font-weight: 400;"> Do total, 29% dizem não conhecer os métodos de detecção precoce do câncer de mama, quatro pontos percentuais a mais do que os 25% registrados em 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parcela que afirma conhecer os métodos ficou praticamente estável: 58%, contra 59% na edição anterior. Já o grupo que dava resposta intermediária caiu de 16% para 11%, segundo o A.C.Camargo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença de conhecimento também aparece na realização de exames. Entre as mulheres que dizem conhecer os métodos, 65% já fizeram mamografia e 12% nunca fizeram nenhum exame. Já entre as que não conhecem, os índices são de 35% e 55%, respectivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A idade também é um fator importante para interpretar esses números. Entre as entrevistadas de 16 a 24 anos, faixa em que a mamografia não é indicada como rastreamento de rotina, 62% nunca fizeram nenhum exame. Entre aquelas de 41 a 59 anos, 78% já fizeram mamografia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados apontam para a necessidade de ampliar o acesso à informação, como observa Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do A.C.Camargo Cancer Center. “Chamou a atenção que foi a mesma forma de aplicação de questionário e houve um aumento desse número de pessoas que dizem: ‘não sei o que está acontecendo, não sei o que estou fazendo, não sei o que olhar, não sei o que fazer’. Então, para mim, mostra que temos que melhorar o nosso papel na comunicação”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos de partida para essa comunicação é esclarecer que </span><b>prevenir o câncer e detectá-lo precocemente são cuidados diferentes, embora complementares</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Prevenir e detectar cedo são cuidados diferentes</b></h3>
<p><b>A prevenção busca reduzir o risco de desenvolvimento do câncer, enquanto a detecção precoce procura identificar a doença em fase inicial.</b> <span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-populacao" target="_blank" rel="noopener"><b>Instituto Nacional de Câncer (Inca)</b></a> <span style="font-weight: 400;">destaca que hábitos saudáveis podem contribuir para reduzir o risco da doença e estima que cerca de 17% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com a adoção de atitudes saudáveis.</span><span style="font-weight: 400;"> “A prevenção passa por hábitos de vida, como manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar álcool e tabaco”. E uma não substitui a outra, explica Fabiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na detecção precoce, a mamografia tem papel importante, mas é necessário entender para quem ela é indicada e como funciona o rastreamento.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-se-prevenir-do-cancer/" target="_blank" rel="noopener">Como se prevenir do câncer?</a></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Mamografia e detecção precoce</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">“Rastrear é ir atrás de uma doença que é muito frequente na população e que a gente tem que antecipar o cuidado. Ou seja, ir atrás antes do sintoma acontecer. E isso significa a realização de mamografia”, diz Fabiana.</span></p>
<p><b>Nem todos os casos, porém, são identificados no rastreamento.</b><span style="font-weight: 400;"> “Temos no Brasil uma quantidade muito grande de mulheres que recebem diagnóstico já em uma fase mais avançada, ou seja, elas próprias sentem os nódulos da sua mama, exatamente porque ou nunca fizeram exame ou porque têm até tumores biologicamente mais agressivos”, afirma a especialista.</span></p>
<p><b>Identificar a doença em uma fase inicial pode fazer diferença no percurso do tratamento. </b><span style="font-weight: 400;">Dados de 2025 do Registro Hospitalar de Câncer do próprio A.C.Camargo indicam que a sobrevida global em cinco anos chega a 96% entre pacientes diagnosticadas no estádio I, indicador que mede a sobrevida no período, e não a cura. E, para que o rastreamento cumpra esse papel, é preciso saber em que idade começar e com que frequência realizar o exame.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>A partir de que idade e com que frequência?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas. </span><span style="font-weight: 400;">Entre 40 e 49 anos e acima dos 74, o SUS permite o exame por demanda, desde que a mulher receba orientação profissional sobre riscos e benefícios, conforme a </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-626-2025-cgcan-decan-saes-ms.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Nota Técnica nº 626/2025</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span><a href="https://sbmastologia.com.br/para-a-populacao/rastreamento-mamografico/" target="_blank" rel="noopener"><b>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)</b></a><span style="font-weight: 400;"> e outras sociedades médicas recomendam mamografia anual dos 40 aos 74 anos para mulheres de risco habitual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas recomendações referem-se ao rastreamento de mulheres sem sintomas. Diante de um sinal ou sintoma suspeito, a investigação diagnóstica pode ser indicada em qualquer idade, conforme avaliação profissional, segundo o Inca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Fabiana, a mudança feita pelo Ministério em 2025 resolveu um impasse: antes, a mulher ouvia nas campanhas que deveria fazer o exame a partir dos 40, mas o médico da unidade básica de saúde não podia pedi-lo antes dos 50. “Hoje qualquer mulher entre os 40 e 50 que chegue a uma unidade de saúde e peça, fale ‘eu gostaria de fazer minha mamografia’, o médico vai prescrever”, afirma.</span></p>
<p><b>A mamografia, no entanto, não elimina a necessidade de prestar atenção ao próprio corpo </b><span style="font-weight: 400;">entre um exame e outro. Mesmo quem segue a recomendação de rastreamento deve procurar avaliação médica se perceber alguma alteração nas mamas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Do autoexame ao autoconhecimento das mamas</b></h3>
<p><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>O Inca orienta que mulheres conheçam o próprio corpo e observem mudanças nas mamas</b><span style="font-weight: 400;">, sem necessidade de seguir uma técnica específica de autoexame ou uma periodicidade fixa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Por que eu coloco autoconhecimento e não autoexame? Porque o conhecimento inclui inclusive saber a referência de câncer na família. Você também vai prestar atenção e, talvez, entenda que precisa de exames antes do que a população e que merece um cuidado diferenciado”, explica Fabiana.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os sinais que exigem avaliação médica, segundo o Inca, estão nódulo endurecido e fixo ou que vem aumentando de tamanho, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, retração da pele e aspecto de casca de laranja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fabiana conta que muitas pacientes se apoiam só no exame que fazem uma vez por ano. O intervalo entre as mamografias, porém, não significa que seja necessário esperar até o próximo exame para investigar uma mudança percebida no corpo. “Quem usa o SUS deve procurar a unidade básica de saúde; quem tem convênio, agende uma consulta o quanto antes”, enfatiza.</span></p>
<p><b>O autoconhecimento também ajuda a identificar quem precisa de acompanhamento diferente do recomendado para a população em geral.</b><span style="font-weight: 400;"> Cerca de 5% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com alto risco para desenvolver a doença, segundo o</span> <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-profissionais-de-saude"><b>Inca</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Entre os fatores que podem indicar predisposição hereditária estão mutações genéticas e histórico familiar relevante de câncer de mama ou ovário. Para essas mulheres, o instituto recomenda acompanhamento clínico individualizado. Na avaliação de Fabiana, mesmo sem nenhum sinal, a mulher com casos na família deve procurar o médico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer os próprios riscos e saber quando procurar atendimento, porém, não dependem apenas da iniciativa individual. Na pesquisa, o conhecimento sobre a detecção precoce varia conforme a renda e o tipo de serviço de saúde utilizado, e a realização de mamografias, conforme a renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Quem mais precisa do diagnóstico precoce é quem menos tem acesso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento dos métodos vai de 49% entre as mulheres com renda familiar de até um salário mínimo a 79% entre as que ganham mais de cinco, segundo a pesquisa do A.C.Camargo com a Nexus. A realização de mamografia também varia: de 48% a 69%. Entre as usuárias do SUS, 56% dizem conhecer os métodos; na rede privada, 69%.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“As pacientes que mais precisariam do diagnóstico precoce s</span><span style="font-weight: 400;">ão, muitas vezes,</span><span style="font-weight: 400;"> as que menos sabem, as que menos fazem, e depois as que mais serão lesadas no final, porque elas vão ter menos acesso a tudo”, comenta Fabiana.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das barreiras de acesso à informação e aos serviços de saúde, há outro obstáculo que pode dificultar que as mulheres priorizem o próprio cuidado: a responsabilidade pelo sustento e pela rotina familiar, que, opina Fabiana, ainda recai sobre elas. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo o </span><a href="https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-especiais/22610-especial-mulheres-marco-2025.html" target="_blank" rel="noopener"><b>IBGE, com base no Censo 2022</b></a><span style="font-weight: 400;">, 49,1% dos domicílios brasileiros tinham uma mulher como responsável.</span><span style="font-weight: 400;"> Fabiana relaciona essa realidade à dificuldade que muitas mulheres enfrentam para reservar tempo para a própria saúde. “Sabe o que eu ouço da mulher? ‘Doutora, eu não tenho tempo para ficar doente’”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Então, verdade seja dita, a gente não vive em uma cultura em que existe uma parceria de fato entre homens e mulheres, em que todos entendem que o papel do cuidado não tem gênero. A gente vive numa sociedade em que o papel do cuidado sobra sempre para a mulher”, completa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a especialista,</span><b> o diagnóstico precoce pode permitir um tratamento mais rápido e reduzir o tempo de afastamento da rotina familiar.</b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><span style="font-weight: 400;"> “E a mulher compreender que, se ela tiver algo, vai conseguir cuidar mais rápido”, conclui.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-de-mama-mulheres-negras-enfrentam-desigualdades-no-diagnostico-e-tratamento-da-doenca/" target="_blank" rel="noopener">Câncer de mama: mulheres negras enfrentam desigualdades no diagnóstico e tratamento da doença</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Conteúdo produzido em parceria com A.C.Camargo Cancer Center.</span></em></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/quase-3-em-cada-10-brasileiras-dizem-nao-conhecer-os-metodos-de-deteccao-precoce-do-cancer-de-mama/">Quase 3 em cada 10 brasileiras dizem não conhecer os métodos de detecção precoce do câncer de mama</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O fim da eleição não pode ser o fim da participação popular</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-fim-da-eleicao-nao-pode-ser-o-fim-da-participacao-popular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 21:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você que saiu de casa para votar, que precisou viajar, enfrentou horas de estrada e superou dificuldades para exercer esse direito: todos vocês fizeram a diferença. O primeiro turno registrou 33 milhões de eleitores ausentes. No segundo turno, esse número caiu para 30 milhões, o menor desde 2006. Mas o fim da eleição não pode [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-fim-da-eleicao-nao-pode-ser-o-fim-da-participacao-popular/">O fim da eleição não pode ser o fim da participação popular</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Você que saiu de casa para votar, que precisou viajar, enfrentou horas de estrada e superou dificuldades para exercer esse direito: todos vocês fizeram a diferença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro turno registrou 33 milhões de eleitores ausentes. No segundo turno, esse número caiu para 30 milhões, o menor desde 2006.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o fim da eleição não pode ser o fim da participação popular. Quem se organizou, foi às ruas, conversou e compartilhou informações, que continue. É assim que a democracia se mantém viva.</span></p>
<p><iframe title="" src="https://www.youtube.com/embed/5jF24DUf18s" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe> <strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/se-voce-tem-mais-de-70-anos-seu-voto-pode-fazer-a-diferenca/" target="_blank" rel="noopener">Se você tem mais de 70 anos, seu voto pode fazer a diferença</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-fim-da-eleicao-nao-pode-ser-o-fim-da-participacao-popular/">O fim da eleição não pode ser o fim da participação popular</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Deficiência de G6PD: sintomas, causas e como diagnosticar</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/hematologia/deficiencia-de-g6pd-sintomas-causas-e-como-diagnosticar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2026 18:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Hematologia]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[hematologia]]></category>
		<category><![CDATA[G6PD]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117164</guid>

					<description><![CDATA[<p>Condição genética pode tornar os glóbulos vermelhos mais vulneráveis à destruição. Entenda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/hematologia/deficiencia-de-g6pd-sintomas-causas-e-como-diagnosticar/">Deficiência de G6PD: sintomas, causas e como diagnosticar</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>deficiência de G6PD</b><span style="font-weight: 400;"> é uma condição genética hereditária que torna as hemácias — células do sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio, também conhecidas como glóbulos vermelhos — mais vulneráveis à destruição precoce.</span><span style="font-weight: 400;"> Ela pode gerar </span><b>fraqueza,  cansaço e icterícia (pele amarela)</b><span style="font-weight: 400;">. Muitas pessoas, no entanto, não apresentam sintomas durante a vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, uma </span><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S253113792400470X" target="_blank" rel="noopener"><b>revisão sistemática</b></a> <span style="font-weight: 400;">publicada em 2024 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Hematology, Transfusion and Cell Therapy</span></i><span style="font-weight: 400;"> identificou estimativas de prevalência da deficiência de G6PD que variam de 1,7% a 24%, conforme a população e a região analisadas.</span><span style="font-weight: 400;"> Essa variação pode refletir diferenças genéticas e metodológicas entre os estudos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Causas da deficiência de G6PD</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A deficiência ocorre porque uma enzima (molécula que acelera reações químicas) chamada G6PD, presente nos glóbulos vermelhos, apresenta atividade reduzida ou não funciona adequadamente.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>Essa enzima protege as hemácias das espécies reativas de oxigênio, conhecidas como radicais livres</b><span style="font-weight: 400;">. Quando há excesso dessas moléculas, elas atacam as células, que podem perder partes de sua membrana e até ser destruídas em um processo chamado hemólise”, explica Cezar Emiliano Gonçalves, hematologista do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo (SP).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A deficiência de G6PD é </span><b>mais frequente em meninos e homens</b><span style="font-weight: 400;"> porque o gene responsável está localizado no cromossomo X. Como eles têm apenas uma cópia desse cromossomo, uma variante genética que cause a deficiência geralmente é suficiente para que ela se manifeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas meninas e mulheres, que têm dois cromossomos X, a manifestação da deficiência é mais variável. Isso porque durante o desenvolvimento embrionário um dos cromossomos X é inativado em cada célula, um mecanismo natural que equilibra a atividade dos genes. Assim, algumas células podem utilizar a cópia normal do gene G6PD, enquanto outras utilizam a cópia alterada. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Gatilhos</b></h3>
<p><b>A deficiência é genética e está presente desde o nascimento</b><span style="font-weight: 400;">. No entanto, muitas pessoas não apresentam sintomas e podem descobrir a condição apenas na vida adulta, após o contato com algum gatilho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Uma </span><b>infecção comum</b><span style="font-weight: 400;"> ou o </span><b>uso de determinados medicamentos</b><span style="font-weight: 400;"> pode desencadear uma crise em crianças com deficiência de G6PD”, explica Elisabeth Fernandes, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre as drogas, algumas que podem provocar as crises são a </span><b>dapsona, a primaquina e a rasburicase</b><span style="font-weight: 400;">, segundo a especialista. </span><b>Nitrofurantoína e naftalina</b><span style="font-weight: 400;"> também exigem cuidado. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Na pediatria, uma dúvida frequente também envolve os </span><b>antitérmicos</b><span style="font-weight: 400;">. A dipirona aparece em algumas listas de medicamentos a evitar, embora as evidências de hemólise sejam limitadas. Por isso, sua utilização deve ser avaliada individualmente pelo pediatra. Paracetamol e ibuprofeno, nas doses adequadas, são alternativas que podem ser consideradas”, esclarece. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os alimentos também podem desencadear crises, como as favas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Crise hemolítica e sintomas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O contato com os gatilhos citados acima pode gerar uma </span><b>crise hemolítica</b><span style="font-weight: 400;">, um episódio em que os glóbulos vermelhos do sangue são destruídos em uma velocidade maior do que o organismo consegue repor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dos sintomas de uma crise hemolítica são </span><b>anemia, fraqueza e cansaço, urina escura cor de coca-cola, surgimento da icterícia (pele amarelada), além de dores em região abdominal e lombar</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ao surgirem esses sintomas, a pessoa deverá procurar um médico para ser examinada. Se os sintomas forem intensos, como cansaço extremo, diminuição do volume da urina e dor de forte intensidade, ela deverá procurar um pronto-socorro o mais rápido possível”, diz Gonçalves.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como é feito o diagnóstico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da deficiência de G6PD é realizado por meio de exame de sangue que detecta o grau de atividade da enzima. Mas há um ponto a ser considerado, segundo Gonçalves. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><b>O exame não deve ser realizado na vigência dos sintomas, e sim de dois a três meses após</b><span style="font-weight: 400;">”, orienta.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, durante uma crise hemolítica, as hemácias mais deficientes podem ser destruídas primeiro, fazendo com que a atividade da enzima pareça normal no exame.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Resultados falso-negativos também ocorrem após uma transfusão sanguínea, e nesse caso deve-se aguardar pelo menos três meses após a transfusão para realizar o exame”, completa o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, </span><b>a deficiência de G6PD não faz parte do painel básico nacional do teste do pezinho oferecido pelo SUS</b><span style="font-weight: 400;">, embora possa ser identificada em versões ampliadas e em programas específicos de triagem neonatal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O pediatra deve suspeitar dessa condição principalmente diante de icterícia neonatal intensa ou prolongada, episódios de anemia sem causa aparente, urina escura ou histórico familiar de deficiência de G6PD”, afirma Fernandes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento consiste em evitar gatilhos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há um tratamento específico que elimine a deficiência de G6PD. O principal cuidado é identificar a condição e evitar medicamentos e outras substâncias capazes de desencadear crises hemolíticas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Se o paciente apresentar uma doença infecciosa, deverá ser tratado adequadamente. Caso a hemólise ocorra, medidas de suporte como hidratação adequada para proteger os rins deverão ser instituídas, e em caso de anemia grave com sintomas importantes pode ser necessária a transfusão de concentrado de hemácias”, conclui Gonçalves. </span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/hematologia/doenca-falciforme-sintomas-tratamentos-e-quando-o-transplante-de-medula-ossea-e-indicado/" target="_blank" rel="noopener">Doença falciforme: sintomas, tratamentos e quando o transplante de medula óssea é indicado</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/hematologia/deficiencia-de-g6pd-sintomas-causas-e-como-diagnosticar/">Deficiência de G6PD: sintomas, causas e como diagnosticar</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Síndrome de Stevens-Johnson: reação a medicamentos pode causar sequelas graves</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/sindrome-de-stevens-johnson-reacao-a-medicamentos-pode-causar-sequelas-graves/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samantha Cerquetani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 19:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Stevens-Johnson]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117152</guid>

					<description><![CDATA[<p>A síndrome de Stevens-Johnson é uma condição rara e grave, geralmente causada por medicamentos, que afeta a pele e as mucosas e pode levar à morte.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/sindrome-de-stevens-johnson-reacao-a-medicamentos-pode-causar-sequelas-graves/">Síndrome de Stevens-Johnson: reação a medicamentos pode causar sequelas graves</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Descrita pela primeira vez em 1922 por dois pediatras norte-americanos, a </span><b>síndrome de Stevens-Johnson é uma reação inflamatória rara e grave que afeta a pele e as mucosas, como as da boca e dos olhos</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Geralmente desencadeada por medicamentos, pode provocar bolhas, feridas dolorosas e descamação da pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A condição é uma emergência médica que exige diagnóstico e tratamento imediatos, pois pode colocar a vida do indivíduo em risco.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A evolução pode ser rápida, em questão de horas ou poucos dias. Por isso, o aparecimento desses sintomas, principalmente após o início recente de um medicamento, exige avaliação médica imediata”, explica Natália Trevizoli, hepatologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A gravidade é classificada de acordo com a extensão do descolamento da pele. Quando afeta menos de 10% da superfície corporal, o quadro é chamado de síndrome de Stevens-Johnson. </span><span style="font-weight: 400;">Acima de 30%, recebe o nome de </span><b>necrólise epidérmica tóxica</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sintomas e sinais de alerta</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os primeiros sintomas da síndrome de Stevens-Johnson podem ser semelhantes aos de uma gripe, com </span><b>febre e mal-estar</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Depois, aparecem </span><b>lesões na pele e nas mucosas, que podem se espalhar rapidamente</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Os principais sinais incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">febre alta, dor de garganta, tosse e dores nas articulações;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele, que podem ser dolorosas e evoluir para bolhas e descamação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">bolhas e feridas na boca e nos lábios, que podem dificultar e tornar doloroso engolir;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">lesões nos olhos, acompanhadas de dor, sensibilidade à luz e alterações na visão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor ao urinar, quando há lesões na região genital ou no trato urinário;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">diarreia e vômitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade para respirar e chiado no peito.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Causas e medicamentos que provocam reação</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A síndrome de Stevens-Johnson é geralmente desencadeada por uma reação grave e imprevisível a determinados medicamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>A reação geralmente ocorre nas primeiras semanas após o início do medicamento</b><span style="font-weight: 400;">, embora o intervalo possa variar. É importante destacar que a síndrome é rara e pode ocorrer mesmo quando o medicamento é utilizado corretamente, nas doses recomendadas”, afirma Trevizoli.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais grupos associados à condição, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>anticonvulsivantes</b><span style="font-weight: 400;">, usados no tratamento da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/epilepsia/" target="_blank" rel="noopener">epilepsia</a></strong>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>analgésicos</b><span style="font-weight: 400;">, que servem para aliviar a dor;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>antirretrovirais</b><span style="font-weight: 400;">, utilizados no tratamento de infecções virais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>anti-inflamatórios</b><span style="font-weight: 400;">, indicados para aliviar dores e inflamações;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>antibióticos</b><span style="font-weight: 400;">, usados contra infecções bacterianas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>medicamentos para tratar <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/reumatologia/gota-exige-exames-e-acompanhamento-medico-continuo/" target="_blank" rel="noopener">gota</a></b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, a síndrome também pode estar relacionada a infecções, principalmente as causadas por determinados vírus. </span><span style="font-weight: 400;">Algumas condições podem aumentar a predisposição, como ter o </span><b>sistema imunológico comprometido por HIV, câncer ou doenças autoimunes</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como é feito o diagnóstico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico é feito com base na avaliação das lesões, no exame das mucosas e no histórico de uso de medicamentos. Como a síndrome pode evoluir rapidamente, reconhecer os sinais e iniciar o tratamento sem demora é fundamental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames de sangue e urina podem ajudar a avaliar o estado geral do paciente e identificar possíveis complicações. A biópsia de pele também pode auxiliar na confirmação do diagnóstico e na diferenciação de outras doenças.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento exige </span><b>internação hospitalar, suspensão do medicamento suspeito e cuidados com a pele e as mucosas</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Também pode incluir hidratação, controle da dor e monitoramento de complicações, como infecções e danos aos órgãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>avaliação oftalmológica precoce</b><span style="font-weight: 400;"> também é essencial, mesmo quando os sintomas nos olhos parecem leves, para identificar lesões que possam comprometer a visão.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nos casos mais graves, com descolamento extenso da pele, o paciente precisa de internação em UTI, com cuidados semelhantes aos oferecidos a pacientes com queimaduras. A perda da proteção da pele aumenta o risco de infecções e complicações”, explica Jade Cury, dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-SP).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Risco de morte e possíveis sequelas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A síndrome de Stevens-Johnson pode </span><b>comprometer órgãos como fígado, rins e pulmões e, nos casos mais graves, levar à morte</b><span style="font-weight: 400;">, especialmente quando há infecções graves ou falência de órgãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As principais sequelas incluem alterações na pigmentação da pele, como manchas escuras ou claras, e cicatrizes. Nos olhos, podem ocorrer úlceras na córnea e perda de visão. Já na região genital, podem surgir aderências que provocam estreitamento ou obstrução da uretra ou da vagina”, explica Cury.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das complicações físicas, </span><b>a síndrome pode afetar a saúde mental, causando <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener">ansiedade</a> e sintomas de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/" target="_blank" rel="noopener">estresse pós-traumático</a></b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a alta, o paciente pode precisar de acompanhamento com diferentes especialistas, como dermatologistas, oftalmologistas e ginecologistas, além de cuidados específicos com a pele e as mucosas.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/imunologia/choque-anafilatico-como-reconhecer-e-agir/" target="_blank" rel="noopener">Choque anafilático: como reconhecer e agir? </a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/sindrome-de-stevens-johnson-reacao-a-medicamentos-pode-causar-sequelas-graves/">Síndrome de Stevens-Johnson: reação a medicamentos pode causar sequelas graves</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que a fome aumenta durante o emagrecimento?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/por-que-a-fome-aumenta-durante-o-emagrecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tarima Nistal]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 18:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sentir mais fome durante o processo de emagrecimento é uma resposta biológica à perda de peso, e não falta de disciplina.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/por-que-a-fome-aumenta-durante-o-emagrecimento/">Por que a fome aumenta durante o emagrecimento?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Emagrecer pode trazer um desafio que vai além de mudar a alimentação: lidar com o aumento da fome. </span><span style="font-weight: 400;">Durante a perda de peso, </span><b>o organismo ativa mecanismos para tentar recuperar as reservas de energia, o que pode aumentar o apetite, reduzir a sensação de saciedade e diminuir o gasto energético</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Por isso, mesmo quem segue um planejamento alimentar pode sentir mais fome ao longo do processo.</span></p>
<p><b></b><b>O aumento da fome durante o emagrecimento não tem a ver com falta de disciplina: </b><span style="font-weight: 400;">trata-se de uma reação fisiológica do organismo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Isso significa que a pessoa pode sentir mais fome mesmo seguindo corretamente o planejamento alimentar. Não se trata necessariamente de falta de disciplina, mas de uma resposta fisiológica que torna o emagrecimento e, principalmente, a manutenção do peso mais desafiadores”, explica Mariana Munhoz, endocrinologista do Delboni.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer a fome como uma resposta do organismo ajuda a orientar o tratamento. Em vez de apostar apenas na força de vontade, a estratégia deve considerar as necessidades individuais e estabelecer hábitos que possam ser mantidos a longo prazo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Grelina e leptina: como os hormônios influenciam a fome?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dois hormônios importantes para entender esse processo são a </span><b>grelina e a leptina</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A primeira é produzida principalmente pelo estômago e estimula a fome; a segunda é produzida pelo tecido gorduroso e ajuda a regular a saciedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o emagrecimento, os níveis de grelina podem aumentar, enquanto os de leptina tendem a diminuir. Como a produção de leptina está relacionada à quantidade de gordura corporal, é natural que haja uma redução do hormônio quando a pessoa perde peso. </span><span style="font-weight: 400;">Essas mudanças favorecem o </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41574-023-00887-4?utm_source" target="_blank" rel="noopener"><b>aumento do apetite e dificultam a manutenção do peso perdido</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Claudia Schimidt, endocrinologista do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, </span><b>o organismo interpreta a redução das reservas de gordura como uma possível perda de energia que precisa ser compensada</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a queda da leptina, o cérebro recebe sinais de que as reservas de energia diminuíram, o que contribui para o aumento do apetite. </span><b>Essas adaptações podem continuar mesmo depois que a pessoa alcança o peso desejado</b><span style="font-weight: 400;">, tornando a manutenção dos resultados um desafio que exige acompanhamento e estratégias individualizadas.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/por-que-emagrecer-e-tao-dificil-entenda-a-ciencia-por-tras-da-obesidade/" target="_blank" rel="noopener">Por que emagrecer é tão difícil? Entenda a ciência por trás da obesidade</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como controlar a fome durante o emagrecimento?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo do tratamento não é eliminar completamente a fome, que é um sinal natural do organismo, mas torná-la manejável sem comprometer a nutrição e a qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Munhoz, as estratégias devem levar em conta o estado de saúde, a rotina, o nível de atividade física e as necessidades nutricionais de cada pessoa. Algumas medidas podem ajudar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b>priorizar proteínas e fibras:</b><span style="font-weight: 400;"> ovos, peixes, carnes, feijões, frutas, verduras e cereais integrais ajudam a prolongar a saciedade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b>evitar restrições excessivas:</b><span style="font-weight: 400;"> dietas muito restritivas podem intensificar a fome e dificultar a manutenção dos resultados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b>dormir bem:</b><span style="font-weight: 400;"> a falta de sono pode aumentar o apetite e a vontade de consumir alimentos mais calóricos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b>praticar atividade física regularmente:</b><span style="font-weight: 400;"> o exercício ajuda a preservar a massa muscular e melhora a saúde metabólica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b>buscar acompanhamento profissional:</b><span style="font-weight: 400;"> médicos e nutricionistas podem ajudar a definir uma estratégia individualizada e avaliar a necessidade de outras intervenções.</span></li>
</ul>
<p><b></b><b>Não existe uma única estratégia capaz de controlar a fome em todas as pessoas</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> O acompanhamento profissional permite adaptar o planejamento alimentar às respostas do organismo e às necessidades de cada indivíduo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Medicamentos para obesidade também atuam na fome?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 são uma das opções utilizadas no tratamento da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, quando há indicação clínica. Esses medicamentos atuam em mecanismos relacionados à regulação do apetite e à sensação de saciedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não ter fome não é objetivo de tratamento de obesidade, mesmo com os agonistas de GLP-1 mais potentes. Não é um objetivo que a pessoa não sinta prazer na alimentação, muito pelo contrário, </span><b>comer é para ser prazeroso e é um ato social</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma Schimidt.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta, segundo a endocrinologista, é </span><b>ajudar a pessoa a reconhecer a saciedade, fazer escolhas alimentares e lidar melhor com a vontade constante de comer</b><span style="font-weight: 400;">, quando presente.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É a pessoa se sentir saciada com uma quantidade mais adequada de comida, é tirar aquele pensamento constante em comida que algumas pessoas têm, o </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/ruido-alimentar-o-que-e-e-como-afeta-a-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>food noise</i></strong></a><span style="font-weight: 400;">, sobre o qual o se fala muito atualmente, que é aquela coisa do ‘preciso comer, preciso comer, preciso comer’, e de repente dar uma clareada nisso e tirar um pouco dessa vontade. Ou eventualmente quando vem a vontade, a pessoa tem um autocontrole maior.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses medicamentos não são indicados indiscriminadamente para qualquer pessoa que sinta fome durante o emagrecimento. A decisão de utilizá-los deve considerar a avaliação médica, as condições de saúde e os objetivos do tratamento.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/medicamentos-para-perda-de-peso-indicacoes-diferencas-e-riscos-do-uso-inadequado/" target="_blank" rel="noopener">Medicamentos para perda de peso: indicações, diferenças e riscos do uso inadequado</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando a fome intensa pode indicar compulsão alimentar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir mais fome durante o emagrecimento não significa, necessariamente, ter <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/comer-emocional-e-diferente-de-compulsao-alimentar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>compulsão alimentar</strong></a>. </span><span style="font-weight: 400;">O principal sinal de alerta é a </span><b>perda recorrente de controle sobre a alimentação</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compulsão alimentar é um transtorno complexo, relacionado a fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Ela envolve episódios recorrentes em que a pessoa ingere uma quantidade de alimentos muito maior do que a maioria das pessoas comeria em circunstâncias semelhantes e sente que não consegue parar ou controlar o que está comendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses episódios podem vir acompanhados de culpa, vergonha e sofrimento emocional. Em alguns casos, a pessoa também tenta compensar o que comeu por meio de restrições alimentares. “Quando isso acontece, é importante procurar avaliação profissional. O tratamento pode envolver acompanhamento médico, nutricional e psicológico, conforme as necessidades de cada pessoa”, orienta Munhoz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir fome durante o emagrecimento pode ser uma resposta fisiológica esperada. Já a perda recorrente de controle sobre a alimentação exige atenção específica. </span><b>Compreender a diferença entre esses dois quadros ajuda a construir um tratamento mais individualizado, sustentável e seguro.</b></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/por-que-a-fome-aumenta-durante-o-emagrecimento/">Por que a fome aumenta durante o emagrecimento?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cannabis, toxicidade tardia</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/cannabis-toxicidade-tardia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 14:29:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Drogas Lícitas e Ilícitas]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos do Drauzio]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[drogas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em uma séries de três artigos, Drauzio Varella fala sobre os efeitos da cannabis no organismo. Neste artigo, o médico aborda os efeitos da droga a longo prazo.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/cannabis-toxicidade-tardia/">Cannabis, toxicidade tardia</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como nas duas colunas anteriores, a de hoje se refere aos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/efeitos-colaterais-da-maconha-podem-surgir-nas-primeiras-horas-depois-do-uso/" target="_blank" rel="noopener">efeitos indesejáveis da maconha</a></strong>.</p>
<p>Volto a dizer que o objetivo não é condenar ou defender o uso — questão individual —, mas explicar quais são os <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/efeitos-adversos-da-maconha-artigo/" target="_blank" rel="noopener">riscos</a></strong> associados a ele.</p>
<p>Na última coluna, falamos dos efeitos imediatos; a de hoje será sobre os que podem surgir a longo prazo.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/maconha-todos-os-dias/" target="_blank" rel="noopener">Maconha todos os dias</a></strong><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/maconha-todos-os-dias/" target="_blank" rel="noopener">Maconha todos os dias</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>1 –Bronquite crônica</h4>
<p>A fumaça tragada reduz o número de células dotadas de cílios na mucosa dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/bronquios/" target="_blank" rel="noopener">brônquios</a></strong> (essenciais para eliminar as secreções) e aumenta a proporção de células produtoras de muco.</p>
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<p>Como consequência, tosse, expectoração e chiado no peito são os sintomas mais frequentes com o passar dos anos. Mas falta de ar, como aquela provocada pelo cigarro comum, não é mais prevalente que nos não fumantes.</p>
<p>Um estudo com mil participantes revelou que esses sintomas são reversíveis com a abstinência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>2 – Doença pulmonar obstrutivo-crônica (DPOC)</h4>
<p>Embora nos fumantes de maconha pareça não haver aumento do risco de desenvolver<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/" target="_blank" rel="noopener"> DPOC</a></strong>, neles há um declínio mais pronunciado da função pulmonar que entre os não fumantes. Esse declínio é mais lento que no uso do cigarro comum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>3 – Outras doenças respiratórias</h4>
<p>A perda de cílios e o aumento de células secretoras de muco na mucosa brônquica comprometem as defesas locais e aumentam o risco de pneumonias e de outras infecções respiratórias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
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<h4>4 – Infarto do miocárdio</h4>
<p>Um dos sinais mais claros de intoxicação aguda pelo THC é a <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/taquicardia-e-bradicardia/" target="_blank" rel="noopener">taquicardia</a></strong>. Homens na faixa dos 50 anos com história de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener">infarto de miocárdio</a></strong> podem apresentar as dores no peito características da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/angina/" target="_blank" rel="noopener">angina</a></strong> ao fumar maconha, ainda que ocasionalmente.</p>
<p>Um estudo com 1.913 adultos revelou que fumar maconha regularmente, mas menos de uma vez por semana, aumenta 2,5 vezes o risco de infarto. Nos que fumam uma ou mais vezes por semana, o risco aumenta 4,2 vezes. Entretanto, nessa coorte, acompanhada por 18 anos, não houve aumento da mortalidade.</p>
<p>Os dados mostram que os infartos costumam ocorrer mesmo na ausência de placas nas coronárias, achados sugestivos de que são os espasmos vasculares os responsáveis pela interrupção do fluxo coronariano.</p>
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</div>
<h4>5 – AVCs</h4>
<p>Faltam estudos, mas há relatos de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/" target="_blank" rel="noopener">AVC isquêmico</a></strong> em jovens na faixa dos 30 anos ou menos, em que o único fator de risco identificado foi fumar maconha. O mecanismo estaria ligado às variações da pressão arterial, às crises de hipotensão postural e aos vasoespasmos; as alterações desaparecem depois de 3 a 6 meses de abstinência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div>
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<h4>6 – Câncer</h4>
<p>O THC e outros canabinoides não são carcinogênicos. Há evidências, no entanto, de que as substâncias tóxicas dispersas na fumaça podem aumentar o risco de câncer nas vias aéreas, na <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-boca-e-garganta-entrevista/" target="_blank" rel="noopener">boca</a></strong>, no <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-esofago/" target="_blank" rel="noopener">esôfago</a></strong> e na <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-bexiga/" target="_blank" rel="noopener">bexiga</a></strong>.</p>
<p>Embora afetada pelo uso concomitante de cigarro comum e de álcool, a relação com o <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/cancer-de-pulmao-doenca-traicoeira/" target="_blank" rel="noopener">câncer de pulmão</a> </strong>é mais consistente.</p>
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</div>
<h4>7 – Dependência</h4>
<p>É um conjunto de comportamentos e de fenômenos cognitivos e fisiológicos associados ao uso repetitivo. Num dos estudos, o risco de desenvolver dependência foi de 16% naqueles que se iniciaram na adolescência. Em outro, conduzido entre os que chegaram ao uso diário, o risco subiu para 33% a 50%.</p>
<p>Os sintomas de abstinência costumam ser <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/ansiedade-em-4-perguntas-marcio-bernik/" target="_blank" rel="noopener">ansiedade</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/insonia/" target="_blank" rel="noopener">insônia</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener">depressão</a></strong> e transtornos de apetite. A tolerância, que obriga o usuário a usar doses crescentes para obter o efeito desejado, aumenta a probabilidade de complicações que ocorrem após décadas de uso, como as doenças cardiovasculares e respiratórias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>8 – Função cognitiva</h4>
<p>Várias publicações documentaram déficits de atenção, de aprendizado verbal e de memória nos que fazem uso regular por anos consecutivos. O comprometimento dessas funções guarda relação com a duração e a frequência do consumo, a idade do início e as doses cumulativas de THC.</p>
<p>A ressonância magnética mostra que o uso crônico provoca alterações no hipocampo, no córtex pré-frontal e no cerebelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>9 – Porta de entrada</h4>
<p>Embora alguns inquéritos populacionais tenham mostrado que fumantes de maconha têm maior probabilidade de usar cocaína e outras drogas ilícitas, nunca foi demonstrado que exista relação de causa e efeito.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/maconha-e-gravidez-artigo/" target="_blank" rel="noopener">Maconha e gravidez</a></strong></p>
</div>
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</div>
</div><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/cannabis-toxicidade-tardia/">Cannabis, toxicidade tardia</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Incidência de câncer é maior em pessoas com diabetes tipo 2</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/incidencia-de-cancer-e-maior-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 18:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117132</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo dinamarquês aponta incidência de câncer 12% maior entre os homens e 22% entre as mulheres com diabetes tipo 2 em 12 anos. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/incidencia-de-cancer-e-maior-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2/">Incidência de câncer é maior em pessoas com diabetes tipo 2</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo realizado na Dinamarca mostrou que pessoas com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes tipo 2</strong></a> têm risco maior de desenvolver câncer, com a incidência aumentando nos últimos 25 anos. </span><span style="font-weight: 400;">Os dados foram apresentados durante o congresso anual da </span><b>Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD 2016)</b><span style="font-weight: 400;">, que aconteceu em Milão, Itália.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com base em dados de toda a população adulta do país, a pesquisa apontou </span><b>incidência geral de câncer 12% maior entre homens com DM2 e 22% entre as mulheres com DM2</b><span style="font-weight: 400;"> em comparação às pessoas sem a doença no período mais recente (2010 a 2022).</span><span style="font-weight: 400;"> No período anterior (1996 a 2009), as diferenças correspondentes foram de 9% e 15%. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nossos resultados reforçam a crescente incidência de câncer entre pessoas com diabetes tipo 2 e destacam a necessidade de priorizar a prevenção e a detecção precoce do câncer como parte do cuidado a longo prazo do diabetes. Isso é especialmente importante para os cânceres comuns relacionados com a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, como o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-colorretal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer colorretal</strong></a> e o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer da mama</strong></a> pós-menopausa, para os quais já existem programas de rastreio em muitos países”, disse Tinne Laurberg, do Centro de Diabetes Steno Aarhus, Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, que liderou a pesquisa.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda segundo o estudo, na última década, o câncer tornou-se </span><b>a principal causa de morte entre pessoas com diabetes tipo 2</b><span style="font-weight: 400;"> na Dinamarca e em outros países de alta renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Vários estudos já apontavam para essa associação [entre câncer e diabetes], mas não identificavam quais os tipos específicos de câncer, não havia separação por sexo e nem dados de tendência em longo prazo”, explica Fernando Valente, endocrinologista e coordenador do Departamento de Educação em Diabetes e Campanhas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), que também acompanhou o congresso. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual a relação entre câncer e diabetes?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A ligação entre o diabetes tipo 2 e o câncer ocorre por </span><b>mecanismos diretos e indiretos</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Segundo Valente, os indiretos são os fatores de risco compartilhados entre as duas doenças, como </span><b>obesidade, sedentarismo, tabagismo e envelhecimento</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mas o DM2 também aumenta diretamente o risco de câncer por diversos meios: pela </span><b>inflamação crônica de baixo grau, pela elevação crônica do açúcar no sangue (hiperglicemia) e pelo excesso de produção de insulina compensatória à resistência à insulina</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">A insulina é um hormônio anabólico, isto é, é um mensageiro químico para a célula crescer, multiplicar e armazenar energia. Esse efeito é desejável e funciona muito bem quando pensamos em uma célula muscular, mas não para uma célula maligna escondida. Além disso, pessoas com diabetes são menos rastreadas para câncer em comparação às sem diabetes”, explica.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><b>pessoas com diabetes têm um risco maior de morte por quase todos os tipos de câncer</b><span style="font-weight: 400;">. De acordo com o especialista, as associações mais comuns são com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-figado/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de fígado</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-pancreas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pâncreas</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-rim/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rim</strong></a>, colorretal e mama (principalmente após os 50 anos). “Também existe associação do DM2 com o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-pulmao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de pulmão</strong></a>, que é um câncer não relacionado à obesidade.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como rastrear e reduzir o risco de câncer em pacientes com DM2</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o endocrinologista, é fundamental identificar precocemente o câncer atentando-se tanto para os possíveis sintomas relacionados aos cânceres como para a realização sistemática de </span><b>exames de rastreamento de cânceres nessa população</b><span style="font-weight: 400;">, como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/mamografia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mamografia</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/colonoscopia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colonoscopia</strong></a>, ultrassom de abdômen e exames ginecológicos e urológicos.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para reduzir o risco da doença, as orientações incluem: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/pare-de-fumar-21-passos-para-largar-o-cigarro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>não fumar</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">praticar atividade física;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter uma alimentação saudável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tratar o excesso de peso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atingir e manter valores de glicose próximos do normal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fazer visitas regulares ao médico. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>O tipo de medicamento também importa</b><span style="font-weight: 400;">: medicamentos que tratem o diabetes e também a obesidade têm potencial para reduzir o risco de cânceres”, conclui Valente.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-se-prevenir-do-cancer/" target="_blank" rel="noopener">Como se prevenir do câncer?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A jornalista viajou para o evento a convite da Novo Nordisk. </span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/incidencia-de-cancer-e-maior-em-pessoas-com-diabetes-tipo-2/">Incidência de câncer é maior em pessoas com diabetes tipo 2</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que as redes sociais pressionam os jovens a serem perfeitos?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/por-que-as-redes-sociais-pressionam-os-jovens-a-serem-perfeitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karen Scavacini]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 21:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117109</guid>

					<description><![CDATA[<p>O uso das redes sociais pode impactar a saúde mental de jovens e adolescentes. Karen Scavacini e o ator João Guilherme batem um papo sobre o tema.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/por-que-as-redes-sociais-pressionam-os-jovens-a-serem-perfeitos/">Por que as redes sociais pressionam os jovens a serem perfeitos?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Expostos a padrões de vida muitas vezes distantes da própria realidade, crianças e adolescentes podem sentir a pressão de parecer perfeitos nas redes sociais. Isso os leva a “editar” a própria vida, o que pode gerar falta de autoaceitação e comparação constante com colegas, amigos e influenciadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere, e o ator João Guilherme falam sobre o impacto das redes sociais na vida dos jovens e como usá-las de forma mais saudável.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="" src="https://www.youtube.com/embed/TlUKIdCfxdM" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe> <strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/panorama-da-saude-mental-no-brasil-drauziocast-268/" target="_blank" rel="noopener">Panorama da saúde mental no Brasil – DrauzioCast #268</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/por-que-as-redes-sociais-pressionam-os-jovens-a-serem-perfeitos/">Por que as redes sociais pressionam os jovens a serem perfeitos?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama em homens: preconceito dificulta a detecção precoce</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-de-mama-em-homens-preconceito-dificulta-a-deteccao-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 19:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Urologia]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Homem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117122</guid>

					<description><![CDATA[<p>Câncer de mama em homens é raro, mas pacientes costumam chegar aos serviços de saúde quando a doença já está avançada. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-de-mama-em-homens-preconceito-dificulta-a-deteccao-precoce/">Câncer de mama em homens: preconceito dificulta a detecção precoce</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de mama</strong></a> é o tipo mais frequente de câncer entre as mulheres. No entanto, </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/por-que-homens-podem-ter-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><b>homens também podem desenvolver a doença</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque o corpo masculino, assim como o feminino, possui tecido mamário, localizado atrás da aréola. Embora menores e menos desenvolvidos do que nas mulheres, os ductos mamários estão presentes nos homens e podem dar origem a um tumor maligno.</span></p>
<p><b>O câncer de mama em homens é raro</b><span style="font-weight: 400;">, representando 1% de todos os casos da doença, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Por ser pouco conhecido pelo público masculino, costuma ser descoberto em estágio avançado, quando as chances de cura são menores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O grande desafio é que muitos homens demoram a procurar atendimento, seja por desconhecimento, seja por vergonha. Com isso, não é raro que a doença seja descoberta em estágios mais avançados”, explica Cristiano Resende, oncologista da Oncoclínicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Fatores de risco</b></h3>
<p><b>A doença é mais comum em homens após os 60 anos</b><span style="font-weight: 400;">, já que o risco aumenta com a idade. O fator genético também é importante. Homens com histórico familiar da doença ou que têm casos de câncer de mama ou de ovário na família podem ter risco aumentado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alterações genéticas hereditárias, principalmente no </span><b>gene BRCA2</b><span style="font-weight: 400;">, estão associadas a um aumento significativo do risco de desenvolver a doença.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Além disso, condições que provocam alterações hormonais, como a </span><b>síndrome de Klinefelter, obesidade e algumas doenças do fígado</b><span style="font-weight: 400;"> também podem aumentar o risco”, diz Resende.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O médico ressalta que não ter casos de câncer na família não significa estar livre do risco de desenvolver a doença. “Muitos homens diagnosticados não apresentam nenhum fator de risco conhecido.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais sintomas</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinal mais comum é o aparecimento de </span><b>um nódulo (caroço) na mama</b><span style="font-weight: 400;">, geralmente próximo ao mamilo. É importante salientar que, na maioria das vezes, o nódulo é indolor, motivo pelo qual muitos pacientes demoram para buscar atendimento médico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Outros sinais importantes são alterações no formato ou na aparência do mamilo, retração, saída de secreção, principalmente quando contém sangue, feridas que não cicatrizam e mudanças na pele da mama”, afirma o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo nódulo é sinal de câncer, há outras alterações benignas que podem provocar o sinal, como a ginecomastia, que é relativamente comum nos homens. “Mas qualquer alteração persistente precisa ser investigada”, destaca.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/estudo-preve-aumento-de-84-nos-casos-de-cancer-entre-homens-ate-2050/" target="_blank" rel="noopener">Estudo prevê aumento de 84% nos casos de câncer entre homens até 2050</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico do câncer de mama em homens</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diagnóstico, a avaliação médica, que inclui o exame físico e o levantamento do histórico pessoal e familiar do paciente, é muito importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O médico também pode solicitar exames de imagem, como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/mamografia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mamografia</strong></a> e ultrassonografia. Em caso de lesão suspeita, retira-se um fragmento do tecido (biópsia) para análise. A biópsia é fundamental, também, para direcionar o tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento é similar ao das mulheres</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento da doença é semelhante ao realizado pelas mulheres. Nos casos diagnosticados em estágios iniciais, costuma-se indicar cirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo podem fazer parte do tratamento, dependendo das particularidades de cada caso.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Uma característica importante é que a maioria dos tumores de mama nos homens apresenta receptores hormonais positivos. Isso significa que muitos pacientes podem se beneficiar de medicamentos que bloqueiam a ação dos hormônios sobre as células tumorais. Nos últimos anos, tivemos avanços importantes no tratamento do câncer de mama, inclusive com terapias direcionadas a alterações genéticas específicas”, esclarece Resende.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O câncer de mama em homens tem</span><b> grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Prevenção</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do que acontece com as mulheres, </span><b>não existe uma recomendação de rastreamento de rotina para todos os homens</b><span style="font-weight: 400;">. Por isso, de acordo com Resende, a principal orientação é conhecer o próprio corpo e procurar avaliação médica ao perceber qualquer alteração na região das mamas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas que podem contribuir para reduzir o risco. Entretanto, é importante esclarecer que </span><b>nem todos os casos podem ser prevenidos, especialmente quando existe uma predisposição genética</b><span style="font-weight: 400;">”, indica o médico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tabu e mamografia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dificuldades do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama em homens é o preconceito, que também faz aumentar a ignorância sobre o assunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de o câncer de mama ainda ser compreendido como uma doença exclusiva das mulheres faz com que muitos homens sequer considerem a possibilidade de desenvolver esse tipo de tumor. Assim, quando surgem os sinais, em geral eles não pensam que podem indicar câncer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em serviços que realizam mamografia, por exemplo, é comum que pacientes relatem se sentir constrangidos diante da presença quase absoluta de mulheres nas salas de espera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do diagnóstico, o receio continua. Muitos pacientes sentem vergonha e até evitam falar no assunto com conhecidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Homens, que costumam ser mais negligentes com a própria saúde, evitam procurar atendimento médico até que não seja mais possível ignorar os sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda vez que uma doença é cercada de tabu, aumentamos a vulnerabilidade de grupos suscetíveis a ela. E isso também ocorre com o câncer de mama em homens.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O câncer de mama é raro nos homens, mas não pode ser ignorado. Informação, atenção aos sinais do corpo e diagnóstico precoce podem salvar vidas. </span><b>E cuidar da própria saúde nunca deve ser motivo de vergonha</b><span style="font-weight: 400;">”, finaliza o oncologista.</span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-se-aproxima-das-doencas-cardiovasculares-como-principal-causa-de-morte-no-brasil-diz-inca/" target="_blank" rel="noopener">Câncer se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no Brasil, diz Inca</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-de-mama-em-homens-preconceito-dificulta-a-deteccao-precoce/">Câncer de mama em homens: preconceito dificulta a detecção precoce</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Peptídeos: o que são, para que servem e quais funcionam?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/peptideos-o-que-sao-para-que-servem-e-quais-funcionam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 18:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[insulina]]></category>
		<category><![CDATA[endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[corpo humano]]></category>
		<category><![CDATA[peptídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117115</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda como essas moléculas são produzidas, como atuam no organismo e quais riscos estão associados aos produtos vendidos na internet.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/peptideos-o-que-sao-para-que-servem-e-quais-funcionam/">Peptídeos: o que são, para que servem e quais funcionam?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><b>peptídeos</b><span style="font-weight: 400;"> — moléculas naturalmente produzidas pelo corpo — viraram assunto nas redes sociais.</span><span style="font-weight: 400;"> Basta digitar o termo no TikTok, Instagram ou outra plataforma para chover vídeos sobre como eles podem ser bons para turbinar os músculos, para o emagrecimento, para a cicatrização e por aí vai. Nos consultórios, segundo médicos, muitos pacientes aparecem com prints sobre algum deles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse interesse ganhou força com as chamadas “canetas emagrecedoras”, que contêm medicamentos à base de peptídeos. Outros peptídeos e seus análogos são usados como remédio há décadas. </span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Mas boa parte do que é divulgado na internet, com promessas milagrosas, não tem comprovação científica, não está aprovado para os usos anunciados e pode representar riscos à saúde</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A febre veio na carona da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/o-wegovy-e-uma-opcao-segura-para-tratar-a-obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>semaglutida</strong></a> e da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-que-esperar-do-mounjaro-novo-medicamento-para-diabetes-tipo-2/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tirzepatida</strong></a>. Esses remédios funcionam de verdade para <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a>, e isso criou um raciocínio torto: se um peptídeo injetável emagrece, qualquer peptídeo injetável deve emagrecer, ou dar músculo, ou rejuvenescer. Não funciona assim”, afirma André Câmara de Oliveira, endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que é um peptídeo? </b></h3>
<p><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Os peptídeos são moléculas formadas por cadeias de aminoácidos</b><span style="font-weight: 400;">, compostos orgânicos que se ligam uns aos outros por meio de ligações peptídicas.</span><span style="font-weight: 400;"> Muitos são produzidos pelas células a partir de instruções contidas no DNA. Outros são formados a partir do processamento de proteínas maiores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O peptídeo é como se fosse um quebra-cabeça. E cada peça desse quebra-cabeça é como se fosse um aminoácido. Então, o quebra-cabeça é o peptídeo e as peças são os aminoácidos”, explica Gustavo David dos Santos, biólogo, mestre e doutor em fisiologia e professor do American Academy Health da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As proteínas são formadas pelo mesmo tipo de ligação entre aminoácidos, mas geralmente são maiores e apresentam estruturas mais complexas. A distinção entre peptídeos e proteínas, porém, não tem um limite de tamanho universalmente estabelecido.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/proteinas-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-suplementos/" target="_blank" rel="noopener">Proteínas: o que você precisa saber antes de investir em suplementos</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual é a função de um peptídeo? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ser produzido pelo organismo, esse peptídeo é quebrado em partes menores. Um desses fragmentos dá origem a um peptídeo biologicamente ativo, capaz de modular diferentes funções fisiológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, </span><b>isso significa que ele pode atuar na regulação da glicemia (quantidade de glicose no sangue), do apetite, da digestão, do crescimento, da reprodução e da resposta ao estresse</b><span style="font-weight: 400;">, entre outras funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para exercer seus efeitos, esses peptídeos geralmente se ligam a estruturas presentes na membrana plasmática das células, chamadas receptores. Essa ligação desencadeia respostas específicas no organismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É um mecanismo comumente chamado de chave-fechadura. O peptídeo é como se fosse uma chavezinha, que tem uma fechadura específica à qual se liga para gerar uma mudança na função celular”, explica Santos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quantos peptídeos existem? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O organismo humano contém milhares de sequências de peptídeos identificadas pela ciência. </span><span style="font-weight: 400;">Um </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-022-34031-z?" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;"> publicado em 2022 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Nature Communications</span></i><span style="font-weight: 400;"> citou que cerca de </span><b>300 peptídeos humanos com atividade biológica</b><span style="font-weight: 400;"> foram caracterizados por pesquisadores até então.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns com funções conhecidas são a </span><b>insulina</b><span style="font-weight: 400;">, que ajuda a controlar a glicemia, e o </span><b>glucagon</b><span style="font-weight: 400;">, que contribui para elevar os níveis de glicose no sangue quando necessário.</span> <span style="font-weight: 400;">Outro que ganhou popularidade nos últimos anos é o </span><b>GLP-1</b><span style="font-weight: 400;">, um hormônio que participa da regulação do apetite e da glicemia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os peptídeos produzidos em laboratório </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cientistas começaram a produzir peptídeos em laboratório no </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6270108/" target="_blank" rel="noopener"><b>século 19</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Em 1881, o químico alemão Theodor Curtius sintetizou uma molécula que continha dois aminoácidos unidos, um dos primeiros passos para a produção artificial de peptídeos. Desde então, as técnicas avançaram e permitiram produzir moléculas mais complexas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A principal diferença dos peptídeos naturais produzidos pelo nosso organismo e os produzidos em laboratório é que os peptídeos naturais são utilizados como ponto de partida. Em laboratório, por outro lado, pode ocorrer o processo de síntese de uma molécula idêntica à que nós produzimos naturalmente, mas geralmente essa molécula é sintetizada, ela é uma molécula que tem modificações”, detalha Santos. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os exemplos mais conhecidos estão a </span><b>insulina e seus análogos</b><span style="font-weight: 400;">, usados no tratamento do diabetes, e a </span><b>semaglutida e a tirzepatida</b><span style="font-weight: 400;">, indicadas para diabetes tipo 2 e obesidade.</span><span style="font-weight: 400;"> Esses dois últimos medicamentos estão entre os avanços mais importantes recentes no tratamento medicamentoso da obesidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros exemplos são o glucagon, utilizado em casos de hipoglicemia grave; a teriparatida, um análogo do hormônio da paratireoide (PTH), indicado para determinados casos de osteoporose; e a octreotida e a lanreotida, análogos da somatostatina usados no tratamento da acromegalia e de alguns tumores neuroendócrinos.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/os-riscos-das-canetas-emagrecedoras-paraguaias/" target="_blank" rel="noopener">Os riscos das canetas emagrecedoras paraguaias</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como saber se um peptídeo tem registro na Anvisa?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível consultar os medicamentos registrados no Brasil na </span><a href="https://consultas.anvisa.gov.br/?utm_source=chatgpt.com#/medicamentos/" target="_blank" rel="noopener"><b>base de dados</b></a><span style="font-weight: 400;"> da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</span><span style="font-weight: 400;"> A pesquisa pode ser feita pelo nome do princípio ativo ou do medicamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante verificar o produto específico e sua situação regulatória. O fato de uma substância ter sido estudada ou ser usada em medicamentos no exterior não significa que qualquer produto que a contenha esteja autorizado no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho de 2026, a Anvisa informou que determinados peptídeos injetáveis divulgados nas redes sociais, como BPC-157, TB-500, GHK-Cu, CJC-1295 e ipamorelina, não estavam registrados como medicamentos no país. </span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>A agência também alertou que </b><a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/checamos-peptideos-que-prometem-milagres-nao-estao-registrados-na-anvisa" target="_blank" rel="noopener"><b>alguns desses produtos não têm regularização em nenhuma categoria sanitária</b></a><b>.</b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como identificar promessas suspeitas?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Oliveira, da SBEM-SP, aponta alguns sinais de alerta que o público deve observar nas redes sociais ao se deparar com a venda de peptídeos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>promessas demais:</b><span style="font-weight: 400;"> o mesmo produto promete emagrecer, aumentar a massa muscular, melhorar a libido e rejuvenescer.</span><span style="font-weight: 400;"> Desconfie de substâncias anunciadas como soluções para problemas tão diferentes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>resultados garantidos:</b><span style="font-weight: 400;"> promessas de eficácia garantida ou de ausência de efeitos colaterais ignoram as diferenças entre pacientes e os riscos dos tratamentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>apelo ao natural:</b><span style="font-weight: 400;"> termos como “natural” e “bioidêntico” são usados para transmitir segurança, mas não garantem que uma substância seja eficaz ou livre de riscos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>venda sem avaliação médica:</b><span style="font-weight: 400;"> ofertas pelo direct ou WhatsApp, sem consulta ou acompanhamento profissional, são um sinal de alerta;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>confusão entre categorias:</b><span style="font-weight: 400;"> um produto injetável é anunciado como suplemento ou cosmético.</span><span style="font-weight: 400;"> Suplementos alimentares não são destinados à administração por injeção;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>antes e depois como prova:</b><span style="font-weight: 400;"> imagens de transformação são usadas como principal evidência de eficácia, sem dados de estudos clínicos que sustentem as promessas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>estudos apresentados fora de contexto:</b><span style="font-weight: 400;"> resultados obtidos em células ou animais são divulgados como se já comprovassem os mesmos efeitos em seres humanos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>aprovação estrangeira sem detalhes:</b><span style="font-weight: 400;"> o vendedor afirma que o produto é “aprovado pelo FDA”, a agência reguladora dos Estados Unidos, mas não informa para qual indicação.</span><span style="font-weight: 400;"> No Brasil, a regularização de medicamentos cabe à Anvisa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>protocolos com vários peptídeos:</b><span style="font-weight: 400;"> combinações são vendidas como tratamentos personalizados, embora a mesma fórmula seja oferecida a pessoas diferentes, sem evidências claras de segurança e eficácia para aquela combinação.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando o uso pode ser perigoso?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns peptídeos são usados como medicamentos no tratamento de diferentes doenças e condições de saúde. O problema está no </span><b>uso sem orientação médica para uso fitness</b><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo Oliveira, um dos principais riscos é </span><b>não saber exatamente qual substância está sendo injetada</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Um produto comprado pela internet, muitas vezes rotulado como ‘uso em pesquisa’, pode vir com dose errada, contaminado, com outra substância no lugar ou sem esterilidade. Em injetável, isso pode virar infecção, abscesso ou reação alérgica”, explica o endocrinologista.</span></p></blockquote>
<p><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Há também os riscos associados à própria molécula</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Dependendo da substância, podem ocorrer alterações na glicemia, inchaço, dores nas articulações, aumento da pressão arterial, náuseas e desequilíbrios hormonais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro perigo, menos lembrado, é </span><b>tentar tratar um sintoma sem investigar sua causa</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Cansaço, perda de músculo, barriga crescendo, libido baixa&#8230; tudo isso pode ser diabetes, apneia do sono, hipotireoidismo, depressão, deficiência nutricional ou efeito de algum remédio. Quem resolve ‘tratar’ com uma caneta comprada pelo direct perde um tempo precioso de diagnóstico”, alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Santos afirma que </span><b>não há estudos robustos que comprovem a eficácia dos peptídeos divulgados para fins estéticos e de desempenho físico</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Ele acrescenta que não há regulamentação sanitária que autorize a comercialização dessas substâncias para tais finalidades, justamente pela falta de evidências científicas que sustentem seu uso.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E os peptídeos manipulados?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A manipulação de medicamentos não é, por si só, ilegal ou inadequada. O problema é presumir que uma substância é segura e eficaz apenas porque foi preparada em uma farmácia de manipulação. “Manipular não é errado nem ilegal. Mas manipular uma substância que não tem estudo não cria o estudo. Ela continua sem evidência, só que agora num frasco com rótulo bonito”, afirma Oliveira.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/medicamentos-falsificados-quais-os-riscos-e-como-identifica-los/" target="_blank" rel="noopener">Medicamentos falsificados: quais os riscos e como identificá-los?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/peptideos-o-que-sao-para-que-servem-e-quais-funcionam/">Peptídeos: o que são, para que servem e quais funcionam?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer infantojuvenil: identificação precoce é fundamental para um bom prognóstico</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-infantojuvenil-identificacao-precoce-e-fundamental-para-um-bom-prognostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2026 18:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Hebiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[câncer infantil]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[pediatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 80% dos pacientes podem ser curados quando o câncer é identificado precocemente, segundo o Inca. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-infantojuvenil-identificacao-precoce-e-fundamental-para-um-bom-prognostico/">Câncer infantojuvenil: identificação precoce é fundamental para um bom prognóstico</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil deve registar 7.560 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes por ano entre 2026 e 2028, sendo 52,4% em meninos e 47,6% meninas. As estimativas são do Instituto Nacional do Câncer (Inca).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O câncer já é a principal causa de morte por doença na população de 1 a 19 anos. </span><span style="font-weight: 400;">Porém, ainda segundo o Inca, </span><b>80% dos pacientes podem ser curados quando a doença é diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sinais de alerta e a importância da detecção rápida</b></h3>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os sintomas [do câncer infantil] muitas vezes são inespecíficos e podem ser confundidos com problemas comuns da infância”, afirma Mariana Bohns Michalowski, oncologista pediátrica e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Cansaço e palidez persistentes, manchas roxas sem motivo aparente, dores que não melhoram, aumento de gânglios, perda de peso, inchaços, alterações neurológicas, vômitos persistentes e dores de cabeça frequentes estão entre os sinais que merecem avaliação médica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A especialista ressalta que a presença desses sintomas não significa que a criança e o adolescente tenham câncer, mas </span><b>a persistência deles deve motivar a investigação</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda de acordo com a médica, embora essas doenças não possam ser prevenidas por meio de mudanças de hábitos ou de programas de rastreamento populacional, </span><b>o reconhecimento precoce dos sinais e dos sintomas, aliado a uma avaliação clínica adequada e ao encaminhamento ágil para serviços especializados</b><span style="font-weight: 400;">, é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tumores mais comuns na infância e adolescência</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">“O câncer infantojuvenil possui características biológicas bastante distintas do câncer em adultos. A distribuição dos tipos tumorais varia significativamente conforme o desenvolvimento biológico da criança e do adolescente”, afirma Michalowski.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja abaixo os cânceres mais frequentes de acordo com a faixa etária.</span></p>
<p><b>Primeira infância (0 a 4 anos):</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b>leucemias</b><span style="font-weight: 400;">: correspondem à neoplasia mais frequente nessa fase, com amplo predomínio da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/leucemia-linfoide-aguda-quais-os-desafios-desse-tipo-de-leucemia-em-adultos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>leucemia linfoide aguda (LLA)</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b>tumores embrionários</b><span style="font-weight: 400;">, como: neuroblastoma (que atinge o sistema nervoso simpático), tumor de Wilms (rins), <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/retinoblastoma/" target="_blank" rel="noopener"><strong>retinoblastoma</strong></a> (olhos), hepatoblastoma (fígado) e meduloblastoma (sistema nervoso central).</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Crianças maiores e adolescentes (5 a 19 anos):</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>linfomas</b><span style="font-weight: 400;">: apresentam aumento acentuado de incidência nessa fase, especialmente o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/linfoma-de-hodgkin-cancer-e-responsavel-por-20-dos-linfomas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>linfoma de Hodgkin</strong></a> (muito característico da adolescência e do início da idade adulta) e os <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/linfoma-nao-hodgkin/" target="_blank" rel="noopener"><strong>linfomas não-Hodgkin</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>sarcomas ósseos e de partes moles</b><span style="font-weight: 400;">: o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing surgem predominantemente nessa faixa etária, com frequência associados às fases de estirão de crescimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b>tumores do sistema nervoso central</b><span style="font-weight: 400;">: continuam representativos, variando em tipo histológico (como gliomas de alto e baixo grau);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>tumores epiteliais e de células germinativas</b><span style="font-weight: 400;">: neoplasias de padrão mais adulto, como o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-tireoide/" target="_blank" rel="noopener"><strong>carcinoma de tireoide</strong></a>, melanomas e tumores gonadais (que se originam nas gônadas, as glândulas sexuais — testículos e ovários).</span><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
</ul>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/chega-ao-sus-novo-medicamento-para-o-cancer-mais-comum-entre-criancas/" target="_blank" rel="noopener">Chega ao SUS novo medicamento para o câncer mais comum entre crianças</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Particularidades do tratamento do câncer infantojuvenil</b></h3>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Embora utilize as mesmas modalidades terapêuticas do câncer em adultos — quimioterapia, cirurgia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo —, o tratamento infantojuvenil não consiste em aplicar protocolos de adultos em doses reduzidas. Trata-se de uma especialidade médica com abordagens biológicas e assistenciais próprias”, esclarece Michalowski.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cânceres infantis </span><b>têm alta taxa de resposta e cura</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Eles são predominantemente de crescimento rápido, derivados de células embrionárias ou imaturas. Segundo a especialista, essa característica os torna altamente sensíveis à quimioterapia. </span><span style="font-weight: 400;">“Quando tratados em centros especializados de oncologia pediátrica, </span><b>as taxas globais de cura ultrapassam 80%</b><span style="font-weight: 400;">”, destaca.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra questão que deve ser levada em conta é que, diferentemente dos adultos, crianças e adolescentes estão em processo contínuo de </span><b>desenvolvimento físico, cognitivo, endócrino e reprodutivo</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Por isso, o uso da radioterapia é extremamente criterioso em crianças muito jovens, devido ao risco de sequelas no desenvolvimento ósseo e cognitivo. E os esquemas quimioterápicos são desenhados para mitigar a toxicidade de longo prazo (cardiotoxicidade, infertilidade e risco de segundos tumores)”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><b>o atendimento deve ser multidisciplinar e especializado</b><span style="font-weight: 400;">. A médica ressalta que o sucesso terapêutico depende da atuação integrada de diversos profissionais, como oncologistas pediátricos, cirurgiões pediátricos, intensivistas, enfermeiros especializados, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, é preciso pensar no</span><b> seguimento tardio</b><span style="font-weight: 400;">. “Dado o elevado número de sobreviventes, o cuidado se estende por décadas após o término do tratamento, monitorando a saúde cardiovascular, hormonal, funcional e psicológica desses indivíduos ao longo da vida adulta”, afirma. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como apoiar crianças e adolescentes em tratamento oncológico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico de um câncer na infância ou adolescência desestrutura todo o núcleo familiar. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo Michalowski, a atuação dos pais e cuidadores exige um </span><b>equilíbrio entre o suporte oferecido ao paciente e a preservação da própria saúde mental</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira recomendação é </span><b>ter uma comunicação aberta e adequada à idade</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">“Crianças e adolescentes percebem alterações no ambiente e na rotina.</span><span style="font-weight: 400;"> A comunicação deve ser honesta, com linguagem clara e adaptada ao nível de maturidade do paciente, esclarecendo o que é a doença, as etapas do tratamento e os motivos de eventuais isolamentos ou internações”, orienta a médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é importante </span><b>preservar a rotina e a identidade da criança</b><span style="font-weight: 400;">: o diagnóstico não deve anular a infância ou a juventude.</span><span style="font-weight: 400;"> “Manter regras básicas de convivência, momentos de lazer, contato seguro com amigos e acompanhamento pedagógico hospitalar/domiciliar ajuda a manter o senso de normalidade e controle”, completa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de atenção é o </span><b>cuidado com o cuidador</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Para a oncologista, cuidadores fatigados ou emocionalmente exaustos têm menor capacidade de oferecer sustentação afetiva. Por isso, ela recomenda:  </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">delegar tarefas práticas (como compras, alimentação, cuidados com irmãos) para parentes e redes de apoio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estabelecer um sistema de revezamento no acompanhamento hospitalar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">buscar acompanhamento psicológico individual ou participar de grupos de apoio com outros pais vivenciando realidades semelhantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservar momentos mínimos de descanso e nutrição adequada sem sentimentos de culpa.</span></li>
</ul>
<p><strong> Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/vacinas/criancas-curadas-da-leucemia-precisam-se-revacinar-alerta-estudo-brasileiro/" target="_blank" rel="noopener">Crianças curadas da leucemia precisam se revacinar, alerta estudo brasileiro</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-infantojuvenil-identificacao-precoce-e-fundamental-para-um-bom-prognostico/">Câncer infantojuvenil: identificação precoce é fundamental para um bom prognóstico</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Da floresta à periferia: por que indígenas ainda enfrentam barreiras para acessar a saúde?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/da-floresta-a-periferia-por-que-indigenas-ainda-enfrentam-barreiras-para-acessar-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[saúde indígena]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117080</guid>

					<description><![CDATA[<p>Distância, falta de estrutura e preconceito são as principais barreiras à saúde dos povos indígenas. Veja como as equipes de saúde chegam às aldeias.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/da-floresta-a-periferia-por-que-indigenas-ainda-enfrentam-barreiras-para-acessar-a-saude/">Da floresta à periferia: por que indígenas ainda enfrentam barreiras para acessar a saúde?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para o indígena, o território faz parte do seu próprio corpo. <strong>E quando o território está ameaçado, a sua saúde também padece</strong>. Enquanto alguns deles moram dentro das cidades, outros estão em florestas na fronteira. Há aqueles que constroem suas aldeias em lugares próximos a cabeceiras de rios, e existem ainda os que se inserem em regiões de barreiras ecológicas, como as áreas onde a Amazônia transiciona para o Cerrado.</p>



<p>Levar o atendimento em saúde a cada um desses territórios exige conhecimento e, é claro, infraestrutura. Mas nem sempre é fácil ultrapassar os empecilhos que a natureza impõe e as distinções culturais entre os pacientes e as equipes médicas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como é o trajeto até uma aldeia indígena?</strong></h3>



<p>A princípio, as equipes de saúde indígena <strong>vão até os Pólos Base e Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs)</strong>, postos de atendimento que coordenam o trabalho desses profissionais. Essa primeira etapa pode exigir uma combinação de diferentes meios de transporte, como carro, barco e avião, em viagens que chegam a durar até 15 dias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="1036" src="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125815/image.jpeg" alt="" class="wp-image-117083" srcset="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125815/image.jpeg 1200w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125815/image-768x663.jpeg 768w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125815/image-783x676.jpeg 783w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Médica Carla Rodrigues e colegas. Créditos: Acervo pessoal</em></figcaption></figure>



<p></p>



<p>“<strong>Os profissionais realizam, então, visitas domiciliares às aldeias que integram a macroárea do polo</strong>. Nas comunidades mais próximas, o acesso é feito a pé, em idas e vindas diárias. Já para as aldeias mais isoladas, a equipe se desloca a pé, mas permanece na comunidade durante alguns dias para prestar os atendimentos e depois retorna ao Polo Base”, explica Carla Rodrigues, médica de família e comunidade da saúde indigena.</p>



<p>Os obstáculos vão desde <strong>adversidades do próprio território</strong>, como subidas íngremes, travessias de rios sem ponte e risco de contato com animais peçonhentos, até <strong>ameaças à segurança </strong>devido à presença de invasores, como garimpeiros e madeireiros ilegais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Com que frequência as visitas acontecem?</strong></h3>



<p>Em tese, as visitas devem acontecer <strong>ao menos uma vez por mês</strong>, acompanhando o calendário de consultas de pré-natal e puericultura preconizado pelo Ministério da Saúde.</p>



<p>Essa frequência <strong>pode aumentar dependendo das condições de saúde da comunidade </strong>ou se houver uma situação de emergência. Por outro lado, também<strong> pode diminuir por causa de limitações logísticas</strong>, como falta de combustível para os barcos, número reduzido de profissionais de saúde e fatores climáticos, como secas e chuvas intensas.</p>



<p>“Entre uma visita e outra, caso algum paciente necessite de atendimento médico, ele pode tentar se deslocar por conta própria até uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) ou Polo Base, ou solicitar uma visita emergencial por intermédio do Agente Indígena de Saúde (AIS)”, detalha Rodrigues.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="1600" src="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125816/image-2.jpeg" alt="" class="wp-image-117085" srcset="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125816/image-2.jpeg 1200w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125816/image-2-768x1024.jpeg 768w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125816/image-2-1152x1536.jpeg 1152w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/10/21125816/image-2-507x676.jpeg 507w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Os profissionais enfrentam longas caminhas e terrenos acidentados no caminho até as aldeias. Créditos: Acervo pessoal</em><br></figcaption></figure>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>E se alguém precisar sair da aldeia?</strong></h3>



<p>Em casos graves, o paciente é transferido para o Polo Base ou, se for preciso, para o atendimento hospitalar da cidade mais próxima. Esse transporte é organizado pela Divisão de Atenção à Saúde Indígena (Diasi) e pelo <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/por-dentro-de-um-dsei-como-o-sus-organiza-a-saude-nos-territorios-indigenas/" target="_blank" rel="noopener">Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI)</a></strong>. Além das dificuldades no trajeto, há ainda o <strong>desafio intercultural. </strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Recentemente, fui até uma aldeia no interior do Amazonas. Atendi um paciente com queixas totalmente compatíveis com tuberculose: tosse com sangue, falta de ar e emagrecimento. A comunidade dele fica a 13 dias de barco da cidade mais próxima, além de 4 horas de caminhada. A tuberculose exige exame específico e tratamento medicamentoso por 6 meses. Na cidade, esse paciente tem medo da violência e está com muita resistência para ir fazer o tratamento. Além disso, quando ele voltar, sua roça estará destruída e a esposa e os filhos — que dependem dele — ficarão em situação de risco”, conta a médica.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Nas aldeias da cidade é mais fácil?</strong></h3>



<p>Sendo assim, é de se imaginar que os pacientes indígenas que moram nas cidades, mais próximos dos serviços de atendimento e mais integrados à cultura da metrópole, tenham facilidade de acesso ao cuidado.<strong> Essa não é, porém, a realidade.</strong></p>



<p>“Quando conseguem atendimento, muitas vezes se sentem mal cuidados, pois nós, profissionais de saúde, nem sempre temos o preparo necessário para prestar um cuidado de forma intercultural. Muitos vivem em áreas periféricas e se sentem excluídos do sistema. Além disso, eles sofrem constante preconceito ao ouvir frases como <strong>‘lugar de índio é na aldeia, volta para lá’</strong>, e são hostilizados nos próprios serviços de saúde. Essa violência verbal e institucional acaba por afastá-los ainda mais da busca por ajuda médica”, alerta Rodrigues.</p>



<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/como-sao-formadas-as-equipes-de-saude-indigena/" target="_blank" rel="noopener">Como são formadas as equipes de saúde indígena?</a></strong></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/da-floresta-a-periferia-por-que-indigenas-ainda-enfrentam-barreiras-para-acessar-a-saude/">Da floresta à periferia: por que indígenas ainda enfrentam barreiras para acessar a saúde?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que o Brasil precisa investir em ciência?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/por-que-o-brasil-precisa-investir-em-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 18:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Da resposta à pandemia ao desenvolvimento de vacinas, entenda como o financiamento científico fortalece o SUS e por que o Brasil precisa avançar.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/por-que-o-brasil-precisa-investir-em-ciencia/">Por que o Brasil precisa investir em ciência?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Era o início de 2020, e o novo coronavírus começava a se espalhar pelo mundo e chegava ao Brasil. Enquanto boa parte dos brasileiros aproveitava o Carnaval, a pesquisadora e professora Jaqueline Goes, da Universidade de São Paulo (USP), foi para o laboratório. A missão era sequenciar o genoma do vírus. Na época, ela fazia pós-doutorado e era parte de um grupo de pesquisa da instituição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em apenas 48 horas, Goes e a equipe da qual fazia parte conseguiram decifrar o material genético do microrganismo responsável pela <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><strong>covid-19</strong></a>.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Isso contribuiu para que os pesquisadores que trabalham mais lá na ponta, na produção de vacina, no teste de medicamentos, na validação de medicamentos, em estratégias terapêuticas, pudessem utilizar esses conhecimentos e trazer as melhores alternativas para aquele momento”, conta.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Do genoma às vacinas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar preparado para responder a emergências de saúde, como a pandemia de covid-19, que matou mais de </span><strong><a href="https://covid.saude.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">700 mil pessoas no Brasil</a></strong><span style="font-weight: 400;">, é um dos motivos que mostram por que o país precisa investir em ciência, segundo pesquisadores ouvidos pelo </span><b>Portal Drauzio Varella</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>A pesquisa é fundamental para a gente compreender problemas sanitários</b><span style="font-weight: 400;">, fortalecer a questão da vigilância epidemiológica, produzir diagnóstico, desenvolver vacinas e tratamentos, entre outros”, diz Goes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E os exemplos vão além da pandemia. Pesquisadores brasileiros ajudaram a estabelecer a relação entre o vírus da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/zika-virus/" target="_blank" rel="noopener"><strong>zika</strong></a> e os casos de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/microcefalia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>microcefalia</strong></a>. A produção científica também fornece evidências para decisões do Sistema Único de Saúde (SUS), como a incorporação de medicamentos e tratamentos. Além disso, instituições públicas, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolvem vacinas e outros produtos para a saúde, com apoio de recursos públicos.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/36-anos-do-sus-o-que-mudou-na-saude-dos-brasileiros-e-o-que-ainda-precisa-melhorar/" target="_blank" rel="noopener">36 anos do SUS: o que mudou na saúde dos brasileiros e o que ainda precisa melhorar?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quanto o Brasil investe em ciência?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os investimentos governamentais em ciência e tecnologia (C&amp;T) alcançaram R$ 88,9 bilhões em 2024, enquanto os gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) somaram R$ 72,9 bilhões. </span><span style="font-weight: 400;">Os </span><strong><a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/indicadores/paginas/recursos-aplicados/governamental/governo-federal" target="_blank" rel="noopener">dados</a></strong><span style="font-weight: 400;">, referentes ao último ano disponível, são do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para efeito de comparação, em 2020, ano em que começou a pandemia de covid-19, foram R$ 55,6 bilhões em C&amp;T e R$ 44 bilhões em P&amp;D. Ou seja, um crescimento de aproximadamente 60% e 66%, respectivamente, em quatro anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte do financiamento federal à pesquisa vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). </span><span style="font-weight: 400;">O orçamento do fundo </span><strong><a href="https://indicadorescti.fapesp.br/media/document/abr-25.pdf" target="_blank" rel="noopener">passou</a></strong><span style="font-weight: 400;"> de cerca de R$ 900 milhões em 2020 para R$ 6,4 bilhões em 2024, um crescimento de aproximadamente 611% no período.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esse fundo é o principal dinheiro federal para financiamento de pesquisa”, diz o professor Sérgio Luiz Monteiro Salles-Filho, titular do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o financiamento da ciência não se resume ao FNDCT. Há também recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao MCTI, e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estados também têm suas próprias fundações de amparo à pesquisa. Em São Paulo, por exemplo, existe a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Além disso, ministérios como os da Defesa e de Minas e Energia financiam atividades de pesquisa em suas respectivas áreas. Estados, municípios e empresas privadas também contribuem para o financiamento da ciência.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que a ciência precisa de recursos contínuos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que esses recursos gerem resultados, <strong>o investimento precisa ser contínuo</strong>. É o que defende o médico infectologista Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, maior produtor de vacinas e soros do Brasil e de toda a América Latina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um exemplo é a vacina contra a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dengue/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dengue</strong></a> desenvolvida pelo instituto, resultado de pouco mais de décadas de pesquisa. O desenvolvimento de imunizantes exige estudos em diferentes etapas, testes de segurança e eficácia e investimentos que podem levar muitos anos até que um produto chegue à população.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Se você tem um investimento que é perene, ele fomenta uma linha que vai se construindo ao longo do tempo. Nem sempre é uma linha que você consegue prever. Ciência você não consegue prever completamente. Se há uma decisão para cancelar tudo, você perde uma quantidade enorme de anos para retomar”, afirma Kallás. </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Brasil investe menos que países desenvolvidos</b></h3>
<p><b>O investimento em ciência no Brasil equivale a cerca de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB)</b>.<span style="font-weight: 400;"> A média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de aproximadamente </span><strong><a href="https://data-explorer.oecd.org/vis?bp=true&amp;df[ds]=dsDisseminateFinalDMZ&amp;df[id]=DSD_MSTI%40DF_MSTI&amp;df[ag]=OECD.STI.STP&amp;df[vs]=1.3&amp;dq=.A.G%2BT_RS.PT_B1GQ..&amp;fc=Topic&amp;fs[0]=Topic,1%7CScience%252C%20technology%20and%20innovation%23INT%23%7CResearch%20and%20development%20%28R%26D%29%23INT_RD%23&amp;lc=en&amp;pd=2023,&amp;pg=0&amp;snb=19&amp;to[TIME_PERIOD]=false&amp;vw=tb&amp;utm" target="_blank" rel="noopener">2,7%</a></strong><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Nos Estados Unidos, o percentual chega a 3,44%, enquanto na Coreia do Sul supera 5%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Brasil deveria investir 2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, uma meta defendida há anos por representantes da comunidade científica. </span><span style="font-weight: 400;">“Isso porque o investimento em ciência impacta todas as áreas do conhecimento e o dia a dia de cada um de nós da população”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Salles-Filho, da Unicamp, lembra que <strong>o Brasil ocupa uma posição de destaque na produção científica mundial</strong>, medida principalmente pelo número de publicações. Segundo ele, o país está entre a 14ª e a 15ª posição nesse ranking, dependendo do indicador utilizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Se você aumentar esse investimento para os níveis da OCDE, que estão acima de 2% hoje, é possível que os indicadores de produção também aumentem e você provavelmente vai ter um novo ranqueamento do Brasil”, explica. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como a pesquisa chega ao SUS</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pesquisadores brasileiros — entre eles, o próprio Salles-Filho — </span><strong><a href="https://direct.mit.edu/qss/article/doi/10.1162/QSS.a.505/137954/Following-the-evidence-Mapping-the-cited" target="_blank" rel="noopener">mapearam</a></strong><span style="font-weight: 400;"> a produção científica citada em documentos relacionados às decisões da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar o Ministério da Saúde na avaliação da incorporação de medicamentos, equipamentos e outras tecnologias ao SUS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pesquisadores analisaram 122 protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas publicados entre 2011 e 2023. No total, identificaram 4.988 artigos científicos distintos, dos quais 497 tinham pelo menos um autor vinculado a uma instituição brasileira — cerca de 10% do total.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É substantiva a contribuição da produção científica para as decisões de saúde pública”, diz Salles-Filho. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/o-que-e-o-proadi-sus-e-como-ele-melhora-a-vida-dos-pacientes-da-rede-publica/" target="_blank" rel="noopener">O que é o PROADI-SUS e como ele melhora a vida dos pacientes da rede pública</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os desafios de fazer ciência no Brasil</b></h3>
<p><b>Mas fazer pesquisa no Brasil não é uma tarefa fácil.</b><span style="font-weight: 400;"> O caso de Goes, da USP, ajuda a mostrar a importância do financiamento público. Ela desenvolveu sua trajetória de pesquisa em sequenciamento genético com apoio de bolsas, que contribuíram para sua formação e para o trabalho realizado durante a pandemia. “O financiamento público da pesquisa foi a pedra angular”, diz.</span></p>
<p><b>O problema é que não há bolsas para todos.</b><span style="font-weight: 400;"> Entre 2018 e 2025, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) perdeu 1.300 bolsas de mestrado e doutorado financiadas pelo CNPq, segundo a própria universidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo publicado em 2022 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Scientometrics</span></i><span style="font-weight: 400;">, da </span><strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-022-04487-3" target="_blank" rel="noopener">Springer Nature</a></strong><span style="font-weight: 400;">, encontrou uma associação entre o recebimento de bolsas da Fapesp e uma maior produção científica.</span><span style="font-weight: 400;"> Segundo os autores, pesquisadores que receberam essas bolsas publicaram, em média, 2,1 vezes mais artigos do que aqueles que fizeram doutorado nas mesmas áreas e no mesmo período sem bolsa.</span></p>
<p><b>Outro desafio é a absorção dos pesquisadores pelo setor privado.</b><span style="font-weight: 400;"> No Brasil, as universidades têm papel central na formação e na contratação de cientistas, enquanto a indústria ainda oferece oportunidades limitadas em diversas áreas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nós não temos acoplado uma indústria que aproveite todos esses conhecimentos”, diz Nader, presidente da ABC. Para ela, mudar esse cenário exige transformar a ciência em uma política de Estado, com investimentos e metas que sobrevivam às mudanças de governo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O Brasil tem potencial, mas infelizmente ainda não deu para deixar claro para todo mundo. É preciso convencer pessoas que a economia caminha junto com o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kallás, do Instituto Butantan, tem visão semelhante.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Você tem um ganho enorme quando há uma decisão executiva e de Estado que seja mantida durante diversas administrações. Isso é importante em um regime democrático como o nosso”, afirma. </span></p></blockquote><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/por-que-o-brasil-precisa-investir-em-ciencia/">Por que o Brasil precisa investir em ciência?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Desinformação em saúde – DrauzioCast #272</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/desinformacao-em-saude-drauziocast-272/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 21:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcasts]]></category>
		<category><![CDATA[DrauzioCast]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117062</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conteúdos falsos, feitos com inteligência artificial, divulgam propagandas enganosas e geram diversos riscos para a saúde pública.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" src="https://share.transistor.fm/e/a402cd5a?color=FFFFFF&amp;background=30343C" width="100%" height="180" frameborder="no" scrolling="no" seamless=""></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
Cada dia fica mais difícil distinguir vídeos reais daqueles feitos com inteligência artificial, que reproduzem rostos e vozes com muita precisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os golpistas por trás desses vídeos se aproveitam da imagem de pessoas conhecidas e com boa reputação, como o próprio Drauzio, para vender produtos falsos e medicamentos milagrosos, causando graves riscos para a saúde pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste episódio do DrauzioCast, Drauzio Varella conversa com Daniela da Silva, diretora executiva da CTRL+Z, e Luã Cruz, diretor de litigância na CTRL+Z, sobre o avanço dos conteúdos falsos de saúde impulsionados por IA, o papel das plataformas digitais e os caminhos possíveis de responsabilização.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="" src="https://www.youtube.com/embed/CY5vFpmOdfk" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Conteúdo criado em parceria com a Umane.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/videos-falsos-criados-por-ia-colocam-a-saude-de-idosos-em-risco/" target="_blank" rel="noopener">Vídeos falsos, criados por IA, colocam a saúde de idosos em risco</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/desinformacao-em-saude-drauziocast-272/">Desinformação em saúde – DrauzioCast #272</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Detecção do câncer de mama ainda precisa avançar no Brasil</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/deteccao-do-cancer-de-mama-ainda-precisa-avancar-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 19:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117057</guid>

					<description><![CDATA[<p>O câncer de mama é mais frequente entre as brasileiras, e a detecção precoce aumenta muito as chances de cura. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/deteccao-do-cancer-de-mama-ainda-precisa-avancar-no-brasil/">Detecção do câncer de mama ainda precisa avançar no Brasil</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de mama</strong></a> é o tipo mais frequente entre as brasileiras, excluindo-se o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-pele/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de pele</strong></a> não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Embora a detecção precoce seja fundamental para aumentar as chances de cura da doença, nem todas as mulheres têm acesso aos exames de rastreamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de uma taxa de cobertura mamográfica de 70%, entre mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. No Brasil, a cobertura foi de apenas 23,7%, muito abaixo da orientação da OMS. Os dados são do Panorama do Câncer de Mama 2025, feito pelo Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso impede que milhões de mulheres tenham acesso ao tratamento ainda nas fases iniciais da doença, quando ela não provoca sintomas e suas chances de cura são mais altas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Acesso desigual</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo dados do Panorama do Câncer de Mama 2025, entre 2023 e 2024 somente 41,7% das mamografias de rastreamento realizadas pelo SUS foram feitas por mulheres negras. Entre as mulheres amarelas, a participação foi de 11,5%; entre as indígenas, apenas 0,1%; e entre as brancas, 46,8%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre 2015 e 2024, foram notificados quase meio milhão de novos casos da doença no SUS. As faixas etárias que concentram mais diagnóstico foram as mulheres de 50 a 59 anos (26,5%) e 60 a 69 anos (24,9%). Chama a atenção, contudo, o número de casos registrados entre as mulheres mais jovens, de 30 a 49 anos (31,4%).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Atraso no início do tratamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a legislação determine o início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico, o intervalo chegou a 214 dias em 2023. Nesse ano, o país registrou 20.339 mortes por câncer de mama, o maior número da série histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da realização da mamografia, a jornada inclui a entrega do laudo, biópsia, confirmação diagnóstica e início do tratamento. Se uma dessas fases falha, o benefício da detecção precoce se perde. Portanto, é necessária uma política nacional que integre todas as etapas do cuidado, para que a detecção precoce leve ao início rápido do tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Dificuldades</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema começa antes mesmo da mamografia. Segundo o Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama 2025, realizado pelo Instituto Natura e Avon, apenas 29% das brasileiras têm conhecimento suficiente sobre os fatores de risco, sintomas, exames e direitos relacionados à doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as mulheres pardas e negras, apenas 28% têm níveis “alto” ou “muito alto” de conscientização sobre a doença, enquanto entre as brancas o número chega a 34% &#8211; a média total é de 29%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as mulheres que utilizam o SUS, somente 1 a cada 10 mulheres sabe dizer a idade certa para começar a realizar a mamografia. Já entre as que têm planos de saúde, a taxa é de 4 a cada 10 mulheres.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Avanços e dificuldades</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De 2019 para cá, o Brasil ampliou o acesso à <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/mamografia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mamografia</strong></a>, estabeleceu prazos legais para a confirmação do diagnóstico e início do tratamento, mas ainda assim, o cuidado ainda não chega a todas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2025, o Ministério da Saúde passou a garantir o acesso à mamografia pelo SUS também para mulheres de 40 a 49 anos, mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, o que vai ao encontro das recomendações das principais sociedades médicas nacionais e internacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As mulheres nessa faixa etária representam quase ¼ de todos os casos da doença registrados no país. No entanto, ampliar a indicação ao exame não garante que todas as mulheres terão acesso a ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias, das quais 4 milhões foram exames de rastreamento em pacientes sem sintomas. O número parece alto, mas representa apenas uma fração das mulheres que deveriam ter tido acesso ao exame.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Autoexame não é rastreamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o autoexame seja importante para que a mulher conheça seu corpo e, assim, possa detectar alterações na mama, quando isso acontece em geral a doença já está em estágio avançado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, ao contrário do que se pensava algumas décadas atrás, o autoexame não garante a detecção precoce do câncer de mama, que costuma ser assintomático nas fases iniciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exame indicado para o rastreamento da doença é a mamografia, que deve ser realizada dos 40 aos 74 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e diversas sociedades americanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Inca e o Ministério da Saúde, o rastreamento deve ser realizado:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>40 a 49 anos:</b><span style="font-weight: 400;"> sob demanda (compartilhado ou por indicação médica / vontade da paciente);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>50 a 74 anos:</b><span style="font-weight: 400;"> recomendado a cada </span><b>2 anos</b><span style="font-weight: 400;"> (bienal);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Acima de 74 anos:</b><span style="font-weight: 400;"> Decisão individualizada, considerando as condições de saúde e a expectativa de vida.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A paciente deve conversar com seu médico para analisar histórico pessoal e familiar e avaliar a necessidade de fazer mais exames.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/20-das-mulheres-acima-dos-40-anos-nao-fazem-exames-medicos-nas-mamas/" target="_blank" rel="noopener">20% das mulheres acima dos 40 anos não fazem exames médicos nas mamas</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/deteccao-do-cancer-de-mama-ainda-precisa-avancar-no-brasil/">Detecção do câncer de mama ainda precisa avançar no Brasil</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Semaglutida: quais as indicações e benefícios além da perda de peso?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/semaglutida-quais-as-indicacoes-e-beneficios-alem-da-perda-de-peso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 18:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Endocrinologia]]></category>
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		<category><![CDATA[wegovy]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O medicamento foi desenvolvido para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas estudos mostram benefícios em diversos órgãos. Entenda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/semaglutida-quais-as-indicacoes-e-beneficios-alem-da-perda-de-peso/">Semaglutida: quais as indicações e benefícios além da perda de peso?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A semaglutida (comercializada como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/o-wegovy-e-uma-opcao-segura-para-tratar-a-obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Wegovy</strong></a>, em doses de até 2,4 mg, e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-o-ozempic-age-no-corpo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ozempic</strong></a>, em doses de até 1 mg) ficou conhecida como uma medicação para perda de peso e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes tipo 2</strong></a>. No entanto, os estudos mostram que a molécula também pode agir em outras condições de saúde, como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gordura-no-figado-esteatose-hepatica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gordura no fígado</strong></a> e doença renal, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista ao </span><b>Portal Drauzio</b><span style="font-weight: 400;"> durante o congresso anual da </span><b>Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD 2026)</b><span style="font-weight: 400;">, em Milão, Itália, Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk, fabricante da semaglutida, falou sobre a importância de existir no mercado diferentes tipos de medicações para <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, incluindo uma opção que também ofereça </span><b>proteção cardíaca, renal e hepática</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Precisamos que mais pessoas entendam que não se trata apenas de emagrecimento. Perder peso é ótimo, mas fornecemos metade da insulina do mundo usando 12 tipos diferentes de insulina. Se uma só resolvesse, não precisaríamos desenvolver as outras 11. Mas percebemos que pessoas com diabetes precisam de tipos diferentes de insulina. Todas reduzem o açúcar no sangue, mas cada uma faz algo ligeiramente diferente, e cadea paciente é diferente. </span><b></b><b></b><b>Precisamos aplicar esse mesmo raciocínio ao tratamento da obesidade</b><span style="font-weight: 400;">”, disse Doustdar.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos pontos destacados durante o congresso é que os benefícios adicionais da semaglutida não estão associados apenas à redução de peso do paciente. Com poucas semanas de tratamento, algumas melhorias já podem ser observadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os benefícios da semaglutida acontecem independentemente da perda de peso. </span><span style="font-weight: 400;">Um dos melhores exemplos é o <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2307563" target="_blank" rel="noopener"><strong>estudo Select</strong></a>, que mostra que </span><b>mesmo com pouca perda de peso, abaixo de 5%, os pacientes apresentaram benefício na redução do risco cardiovascular</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma Andressa Heimbecher, endocrinologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que também acompanhou o evento.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Coração</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais indicações adicionais da semaglutida é a </span><b>redução de eventos cardiovasculares graves</b><span style="font-weight: 400;">, como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infarto</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidente vascular cerebral (AVC)</strong></a>.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Basicamente, a gente entende que a semaglutida é uma molécula anti-inflamatória. A maior causa de infarto é a placa [de gordura] aterosclerótica, que vem de um endotélio — o revestimento do vaso sanguíneo — disfuncional. Isso significa que ele fica menos liso, expondo moléculas adesinas e ficando propenso a formar coágulos. </span><span style="font-weight: 400;">A semaglutida age justamente aí: ela </span><b>melhora a rigidez arterial, reduz a exposição dessas moléculas inflamatórias no vaso e reduz a inflamação da própria placa</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> É por isso que ela reduz o evento cardiovascular”, explica a médica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Fígado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra indicação do medicamento é o tratamento da </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/hepatologia/sem-sintomas-gordura-no-figado-com-inflamacao-aumenta-risco-de-problemas-cardiovasculares-e-pode-evoluir-para-cirrose/" target="_blank" rel="noopener"><b>esteato-hepatite associada à disfunção metabólica</b></a><span style="font-weight: 400;"> (ou MASH, na sigla em inglês), um tipo de gordura no fígado mais grave, quando há inflamação.</span><span style="font-weight: 400;"> Sem tratamento, o problema pode evoluir para fibrose (cicatrizes) e, em casos mais avançados, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/cirrose/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cirrose</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a endocrinologista, o mecanismo é semelhante ao do coração, mas há outra questão: o processo básico da esteato-hepatite ocorre através da “balonização” dos hepatócitos (principais células do fígado).</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O hepatócito fica com uma gotícula grande de gordura dentro dele e perde a sua estrutura. Essa perda de estrutura libera substâncias inflamatórias no fígado, e isso atrai macrófagos e leucócitos que levam à fibrose. Então, </span><b>a semaglutida age por duas vias: reduz a inflamação e quebra a resistência insulínica dentro do fígado</b><span style="font-weight: 400;">, ‘desbalonizando’ o hepatócito. Ela basicamente emagrece o hepatócito”, detalha Heimbecher.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Rins</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pessoas com diabetes, os rins tentam eliminar o excesso de glicose e acabam ficando sobrecarregados. Isso gera um estado de hiperfiltração que, com o tempo, faz com que o órgão perca função. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a médica, </span><b>a semaglutida atua na redução da inflamação renal</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> “No paciente com diabetes, ela reduz a hemoglobina glicada [média de glicose no sangue]. Quando reduz a hemoglobina glicada, reduz a glicose circulante e aí diminui o nível de hiperfiltração do rim, que é um dos mecanismos que causa danos. Por isso, há esse efeito benéfico nos rins e o resultado do </span><a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2403347" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo Flow</b></a><span style="font-weight: 400;"> [que avaliou a proteção renal] é absurdo”, explica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Saúde óssea</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro possível efeito das “canetas emagrecedoras” (não somente a semaglutida) está na saúde óssea. </span><span style="font-weight: 400;">Evidências mostram que pacientes com </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/artrose-osteoartrite/" target="_blank" rel="noopener"><b>osteoartrite</b></a><span style="font-weight: 400;">, doença que causa desgaste na cartilagem, apresentam melhora da dor e da função local com o uso do medicamento, independentemente da perda de peso.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Paralelamente, há evidências de que esses medicamentos atuam diretamente sobre as células formadoras dos nossos ossos. Apesar de a perda acentuada de peso envolver a perda de gordura, músculo e osso, essa ação direta pode ser um fator favorável a médio e longo prazo para proporcionar uma saúde óssea melhor”, explicou Elaine de Azevedo, membro da Comissão de Osteometabólicas e Osteoporose da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), ao </span><b>Portal Drauzio</b><span style="font-weight: 400;"> durante o </span><b>43° Congresso Brasileiro de Reumatologia</b><span style="font-weight: 400;">, em Curitiba (PR).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da osteoartrite, o uso do medicamento pode trazer bons resultados para pacientes com </span><b>artrite psoriática</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A explicação estaria no efeito anti-inflamatório das canetas. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Outros benefícios sendo estudados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Há estudos mostrando melhora de parâmetros em </span><b>doença arterial periférica</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>insuficiência cardíaca</b><span style="font-weight: 400;"> com o uso da semaglutida.</span> <span style="font-weight: 400;">Segundo Heimbecher, existem ainda evidências preliminares indicando melhora de </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/ruido-alimentar-o-que-e-e-como-afeta-a-qualidade-de-vida/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>food noise</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> (ruído alimentar), <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ginecologia/sindrome-dos-ovarios-policisticos-sop-agora-e-somp-o-que-muda-com-o-novo-nome/" target="_blank" rel="noopener"><strong>síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP)</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/psoriase/" target="_blank" rel="noopener"><strong>psoríase</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/obesidade-e-cancer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cânceres relacionados à obesidade</strong></a>.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale destacar que <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/anvisa-determina-retencao-de-receita-para-canetas-emagrecedoras-como-ozempic/" target="_blank" rel="noopener"><strong>o medicamento é vendido com retenção de receita</strong></a> e deve sempre ser usado com orientação médica. A especialista reforça a importância de </span><b>olhar o peso além da balança</b><span style="font-weight: 400;">, observando fatores como composição corporal e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/sarcopenia-a-perda-de-musculos-que-interfere-na-longevidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sarcopenia</strong></a>, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As pessoas ficam muito fixas no número. Mas [precisamos] lembrar que até perdas pequenas de peso geram benefícios metabólicos, redução de risco cardiovascular, redução de componentes de síndrome metabólica — como excesso de triglicerídeos, colesterol, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pressão alta</strong></a>. É muito importante reforçar essa ideia de que a obesidade é uma doença que está associada a mais de 200 comorbidades. </span><b>Ela é uma doença, mas ela também é causa de outras doenças</b><span style="font-weight: 400;">”, conclui a endocrinologista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A jornalista Maiara Ribeiro viajou ao congresso EASD a convite da Novo Nordisk.</span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/semaglutida-quais-as-indicacoes-e-beneficios-alem-da-perda-de-peso/">Semaglutida: quais as indicações e benefícios além da perda de peso?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O que esperar dos GLP-1 orais para o tratamento da obesidade?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/obesidade/o-que-esperar-dos-glp-1-orais-para-o-tratamento-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 19:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamentos ainda aguardam a aprovação da Anvisa no Brasil, mas a expectativa dos especialistas é que eles ampliem o acesso ao tratamento da doença.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/obesidade/o-que-esperar-dos-glp-1-orais-para-o-tratamento-da-obesidade/">O que esperar dos GLP-1 orais para o tratamento da obesidade?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, no Brasil, existem seis medicamentos aprovados para o tratamento da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>. Entre eles, os mais populares são os análogos de GLP-1, como a </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/o-wegovy-e-uma-opcao-segura-para-tratar-a-obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><b>semaglutida (Wegovy)</b></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-que-esperar-do-mounjaro-novo-medicamento-para-diabetes-tipo-2/" target="_blank" rel="noopener"><b>tirzepatida (Mounjaro)</b></a><span style="font-weight: 400;"> — este último também é análogo ao GIP. Ambos são injetáveis, de aplicação semanal. Por isso, ficaram conhecidos pelo termo “canetas emagrecedoras”. Mas e se houvesse um comprimido com efeito semelhante? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, pode ser muito conveniente usar o remédio uma vez por semana. Contudo, as pesquisas indicam que boa parte dos pacientes têm preferência por opções orais, mesmo que elas exijam o uso diário, por diferentes motivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais opções de medicamentos orais para perda de peso esperadas para o mercado brasileiro são a </span><b>semaglutida oral 25 mg</b><span style="font-weight: 400;"> (Wegovy comprimido), da farmacêutica Novo Nordisk, que também produz o Ozempic e o Wegovy na versão injetável; e a </span><b>orforgliprona</b><span style="font-weight: 400;"> (Foundayo), da Eli Lilly, mesma fabricante do Mounjaro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, temos disponível no país a semaglutida oral em dose mais baixa (de 3 mg, 7 mg e 14 mg, comercializada como Rybelsus), aprovada para o tratamento do <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes tipo 2</strong></a>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Semaglutida oral</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>semaglutida oral 25 mg</b><span style="font-weight: 400;">, da Novo Nordisk, tem efeito semelhante ao da versão injetável: os estudos mostram uma </span><b>perda de peso média de 16,6%</b><span style="font-weight: 400;"> em adultos com obesidade ou sobrepeso com uma ou mais comorbidades. Além da perda de peso, assim como a caneta, a medicação oral também tem indicação para </span><b>redução de risco de eventos cardiovasculares graves</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos, em dezembro de 2025. Mais recentemente, em julho de 2026, também foi aprovado na União Europeia. No Brasil, a semaglutida oral ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O mercado brasileiro, de modo geral, é muito orientado a comprimidos. Oferecer uma opção oral que não interfere com estatinas nem com anticoncepcionais orais — considerando que a maioria das pessoas que buscam tratamento para obesidade são mulheres — será uma excelente oportunidade para o Brasil”, disse Emil Kongshøj Larsen, vice-presidente executivo de operações internacionais da Novo, em entrevista ao </span><b>Portal Drauzio</b><span style="font-weight: 400;"> durante o congresso anual da </span><b>Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD 2026)</b><span style="font-weight: 400;">, realizado em Milão, Itália.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados do estudo Octane, apresentado no congresso, mostraram que pacientes que trocaram o tratamento injetável pela semaglutida em comprimido (25 mg) continuaram emagrecendo,</span><b> com uma perda de peso média de 4,1% três meses após a troca</b><span style="font-weight: 400;">. O estudo avaliou 194 pessoas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Orforgliprona</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A orforgliprona (Foundayo), da Eli Lilly, leva a uma </span><b>perda de peso média de 12,4%</b><span style="font-weight: 400;">. O medicamento também foi aprovado pela FDA, nos Estados Unidos, para adultos com obesidade ou sobrepeso com comorbidades, em abril de 2026. Ele ainda aguarda aprovação da Anvisa no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo dados do estudo Attain-1, divulgado pela farmacêutica, a orforgliprona esteve associada a uma </span><b>redução de 57% no risco previsto de diabetes tipo 2 e de 18% no risco previsto de doença cardiovascular em 10 anos</b><span style="font-weight: 400;"> em adultos com obesidade na comparação com o placebo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Para muitas pessoas que vivem com obesidade ou sobrepeso, a preocupação não é apenas o que a balança mostra hoje, mas se o seu futuro poderá incluir diabetes tipo 2 ou doença cardíaca”, disse Thomas Seck, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos da Lilly Cardiometabolic Health, em comunicado para a imprensa. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/medicamentos-para-perda-de-peso-indicacoes-diferencas-e-riscos-do-uso-inadequado/" target="_blank" rel="noopener">Medicamentos para perda de peso: indicações, diferenças e riscos do uso inadequado</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais características e diferenças</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto a semaglutida oral quanto a orforgliprona são análogas do GLP-1, assim como as canetas, ou seja, também </span><b>atuam no controle da fome e da saciedade</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambas as medicações são de uso diário. A principal diferença é que a </span><b>orforgliprona pode ser tomada em qualquer momento do dia</b><span style="font-weight: 400;">, sem restrição de ingestão de alimentos ou água, enquanto</span><b> a semaglutida oral precisa ser tomada com 30 minutos de jejum</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, a principal desvantagem da orforgliprona é que ela pode </span><b>interagir com outros medicamentos</b><span style="font-weight: 400;">. “Tem alguns remédios, como a sinvastatina (para o colesterol) ou anticoncepcional que você vai precisar ter alguns cuidados maiores, </span><b>que com a semaglutida você não tem</b><span style="font-weight: 400;">”, explica Bruno Halpern, endocrinologista e presidente da Federação Mundial de Obesidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os efeitos colaterais das duas são semelhantes aos dos medicamentos injetáveis, como náuseas, vômitos e constipação. Segundo o especialista, a orforgliprona talvez tenha mais </span><b>problemas de tolerabilidade</b><span style="font-weight: 400;">, mas ainda são necessários estudos diretos para confirmar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Preferência pelo comprimido e ampliação do acesso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Halpern, a chegada dos medicamentos orais vai </span><b>ampliar o acesso ao tratamento da obesidade</b><span style="font-weight: 400;">, principalmente pela questão da preferência dos indivíduos e do custo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nos Estados Unidos, especificamente, o que se viu quando chegaram os medicamentos orais é que</span><b> muita gente que nunca tinha usado medicamentos para obesidade passou a usar</b><span style="font-weight: 400;">. E a questão do acesso, você diminui a cadeia de frio, não precisa de geladeira [como no caso das canetas]. A semaglutida continua sendo um peptídeo, mas a orforgliprona, que é um não peptídeo, a produção é mais fácil, a molécula é menor. Então, possibilita mais acesso e, claro, a competição também faz com que fique mais barato”, explica. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O especialista diz ainda que algumas pessoas veem o medicamento injetável como “mais agressivo” e consideram que o oral seria algo mais simples, especialmente quando já usam outros remédios diariamente (para <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a> ou colesterol, por exemplo) — bastaria adicionar mais um comprimido ao dia. “É individual, tem gente que prefere usar uma vez por semana. Então, </span><b>a gente amplia as opções e permite que cada um tenha aquilo que faz mais sentido para si</b><span style="font-weight: 400;">. Mas quando você faz pesquisas de opinião para pessoas que nunca usaram, a maioria vai preferir usar oral”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é que a ampliação e a “normalização” dos tratamentos pode ajudar a</span><b> reduzir o estigma em torno da obesidade</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Muitas pessoas que usam GLP-1 injetável escondem o produto na geladeira para que as visitas não vejam. Quando oferecemos um comprimido, elas não se importam de deixá-lo sobre a mesa, o que ajuda a quebrar o estigma. À medida que mais pessoas testam esses medicamentos e mais empresas entram no mercado, a aceitação aumenta”, disse Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk, em entrevista ao </span><b>Portal Drauzio</b><span style="font-weight: 400;"> no EASD. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale destacar que atualmente nenhuma medicação para obesidade é fornecida pelo SUS. Em junho, </span><a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/23/apos-recusa-por-preco-alto-novo-nordisk-tenta-de-novo-incluir-semaglutida-no-sus-com-caneta-por-menos-da-metade-do-valor.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><b>a Novo Nordisk fez um novo pedido de incorporação da semaglutida</b></a><span style="font-weight: 400;"> (a injetável, já aprovada e comercializada no Brasil há anos) à rede pública, oferecendo 59% de desconto para o governo. </span><span style="font-weight: 400;">A versão oral (Wegovy comprimido, indicado para obesidade) </span><span style="font-weight: 400;">ainda não foi aprovada no país e, portanto, não há previsão para chegar ao SUS. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-que-muda-com-a-diretriz-da-oms-sobre-o-uso-de-medicamentos-glp-1-para-obesidade/" target="_blank" rel="noopener">O que muda com a diretriz da OMS sobre o uso de medicamentos GLP-1 para obesidade</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A jornalista viajou para o evento a convite da Novo Nordisk.</span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/obesidade/o-que-esperar-dos-glp-1-orais-para-o-tratamento-da-obesidade/">O que esperar dos GLP-1 orais para o tratamento da obesidade?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nova definição de infarto é divulgada. Entenda o que mudou </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/nova-definicao-de-infarto-e-divulgada-entenda-o-que-mudou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tarima Nistal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 18:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[Ambulatório]]></category>
		<category><![CDATA[Infarto]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[infarto]]></category>
		<category><![CDATA[cardiologia]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
		<category><![CDATA[cardiovascular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualização internacional estabelece critérios mais precisos para identificar quando uma lesão cardíaca caracteriza, de fato, um infarto.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/nova-definicao-de-infarto-e-divulgada-entenda-o-que-mudou/">Nova definição de infarto é divulgada. Entenda o que mudou </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A troponina é uma proteína encontrada nas células do músculo cardíaco. Quando essas células sofrem algum tipo de dano, a proteína é liberada na corrente sanguínea. Medir sua concentração por meio de um exame de sangue ajuda os médicos a identificar se o coração sofreu alguma lesão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante realizar o exame quando existe suspeita de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infarto</strong></a>, mas </span><b>um resultado elevado não significa, sozinho, que a pessoa teve um ataque cardíaco</b><span style="font-weight: 400;">. Isso porque outras condições também podem provocar danos ao músculo do coração e aumentar a troponina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É justamente essa diferença que ganha destaque na </span><a href="https://www.escardio.org/guidelines/clinical-practice-guidelines/all-esc-practice-guidelines/universal-definition-myocardial-infarction" target="_blank" rel="noopener"><b>Quinta Definição Universal de Infarto do Miocárdio</b></a><span style="font-weight: 400;">, publicada em 2026 em conjunto pela European Society of Cardiology (ESC), American College of Cardiology (ACC), American Heart Association (AHA) e World Heart Federation (WHF).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atualização reforça que, para chamar uma lesão no coração de infarto, é preciso haver sinais de que ela aconteceu porque o coração recebeu menos sangue e oxigênio do que precisava.</span></p>
<p><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Para chegar a essa conclusão, o médico avalia um conjunto de informações: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>os sintomas do paciente, o</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/ambulatorio/exames/eletrocardiograma/" target="_blank" rel="noopener"><strong>eletrocardiograma</strong></a><strong> e, quando necessário, exames de imagem</strong></span><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A troponina ajuda a mostrar que houve uma lesão, enquanto os outros dados ajudam a entender se ela foi provocada por um problema na circulação do coração. </span><b>É essa combinação que diferencia um infarto de outros problemas que também podem aumentar a troponina.</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como saber se é infarto?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos exames citados acima, é preciso estar atento aos sinais. </span><b>A </b><b>dor ou o desconforto no peito são sintomas conhecidos, mas existem outros</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O principal sintoma do infarto é a dor em aperto no peito ou desconforto torácico típico de falta de sangue no coração. </span><span style="font-weight: 400;">Essa dor pode ocorrer no peito, irradiar para o braço esquerdo, a mandíbula ou região epigástrica [popularmente conhecida como &#8216;boca do estômago&#8217;</span><span style="font-weight: 400;">] e ser acompanhada de sudorese fria”, </span><span style="font-weight: 400;">afirma Carlos Eduardo Suaide Silva, cardiologista.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da troponina, o </span><b>eletrocardiograma (ECG)</b><span style="font-weight: 400;"> pode mostrar alterações provocadas pela falta de oxigênio no coração.</span><span style="font-weight: 400;"> Exames como o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/ecocardiograma/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ecocardiograma</strong></a> também podem identificar alterações na movimentação do músculo cardíaco. Em algumas situações, exames que mostram as artérias coronárias ajudam a identificar obstruções ou outras alterações. </span><b>Nenhum desses exames deve ser analisado isoladamente</b>. <span style="font-weight: 400;">É a combinação das informações que ajuda a confirmar ou descartar o diagnóstico.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/ambulatorio/infarto/infarto-silencioso-veja-quais-sao-os-sinais-riscos-e-como-identificar/" target="_blank" rel="noopener">Infarto silencioso: veja quais são os sinais, riscos e como identificar</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quais doenças podem aumentar a troponina?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Eduardo Pesaro, cardiologista do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo (SP), explica que a troponina também pode subir em situações em que o organismo está submetido a um grande estresse, sem que isso signifique, necessariamente, um infarto. O médico lista as possibilidades que a própria definição de 2026 considera: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">miocardite;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">insuficiência cardíaca aguda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/embolia-pulmonar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>embolia pulmonar</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/taquicardia-e-bradicardia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taquicardia ou bradicardia</strong></a> importantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a> grave;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sepse-septicemia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sepse</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-do-coracao-partido-cardiomiopatia-de-takotsubo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>síndrome de Takotsubo</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">exercício físico intenso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">trauma;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">agentes cardiotóxicos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante realizar essa investigação porque </span><b>o tratamento depende da causa da lesão</b><span style="font-weight: 400;">. Uma pessoa com uma infecção grave, por exemplo, precisa tratar a infecção; alguém com embolia pulmonar precisa receber tratamento para essa condição. A troponina estar elevada não significa que o caminho seja tratar o paciente como se tivesse uma obstrução de artéria coronária.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que muda no pronto-socorro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, a nova definição reforça que o médico precisa </span><b>olhar o conjunto da situação</b><span style="font-weight: 400;">, e não apenas o</span><b> resultado da troponina</b>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de um exame alterado, a equipe pode repetir a dosagem para observar sua evolução, avaliar os sintomas, fazer um eletrocardiograma e, dependendo do caso, solicitar exames de imagem complementares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pesaro explica como essa investigação pode ser feita na prática: “A mudança reforça uma abordagem em etapas: Um paciente chega com troponina elevada. Em vez de interpretar automaticamente esse resultado como infarto, a equipe deve perguntar:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Existe realmente uma lesão miocárdica aguda? São avaliados valores seriados de troponina, procurando elevação e/ou queda, usando os limites específicos do teste e os percentis de referência apropriados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Existe evidência de isquemia? Entram nessa avaliação a história clínica, exame físico, ECG e, conforme o caso, ecocardiograma, angiotomografia coronária, angiografia ou ressonância cardíaca;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se houver infarto, qual é o mecanismo? A nova classificação procura identificar se é um infarto primário, secundário ou relacionado a procedimento, porque isso ajuda a direcionar a investigação e o tratamento.”</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O cardiologista complementa: “<strong>Isso é particularmente importante em pacientes graves</strong>. Por exemplo, alguém com sepse, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/anemia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>anemia</strong></a> importante, hipóxia ou taquicardia pode apresentar troponina elevada. Nesses casos, a definição de 2026 ressalta que troponina e sintomas isoladamente podem não ser suficientes para distinguir infarto de lesão miocárdica não isquêmica; exames adicionais podem ser necessários.” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Silva</span><span style="font-weight: 400;"> também destaca a mudança na conduta: “A ideia é que teremos menos exames invasivos desnecessários.</span><span style="font-weight: 400;"> Evita que pacientes com troponina alta por outras doenças façam cateterismos de urgência sem necessidade. Por outro lado, os exames de imagem passam a ter um protagonismo maior. Clinicamente vai ser necessário um maior foco no tratamento da causa real, fazendo com que o médico trate o problema de base do paciente (como uma infecção grave ou arritmia) em vez de focar apenas em desentupir uma artéria que, muitas vezes, não apresenta obstrução”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atualização também busca evitar o erro contrário: deixar de reconhecer um infarto quando ele existe. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A consequência prática é evitar dois erros opostos: chamar toda troponina elevada de infarto ou, inversamente, deixar de reconhecer um infarto verdadeiro simplesmente porque não existe uma obstrução coronariana típica”, ressalta Pesaro.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que essa diferença importa?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atualização não significa que a troponina tenha perdido importância. Pelo contrário: </span><b>ela continua sendo uma ferramenta fundamental para identificar lesões no músculo cardíaco</b><span style="font-weight: 400;">. A mudança está em deixar mais claro que o resultado precisa ser interpretado dentro do contexto do paciente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma troponina elevada deve, portanto, levar à investigação da causa. O objetivo é diferenciar um infarto de outras situações que também podem provocar lesão cardíaca e, a partir daí, escolher o tratamento adequado.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/cuidados-depois-de-um-infarto-como-prevenir-um-novo-episodio/" target="_blank" rel="noopener">Cuidados depois de um infarto: como prevenir um novo episódio?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/nova-definicao-de-infarto-e-divulgada-entenda-o-que-mudou/">Nova definição de infarto é divulgada. Entenda o que mudou </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fumantes passivos</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/tabagismo/fumantes-passivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2026 18:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tabagismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[tabagismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos do Drauzio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117047</guid>

					<description><![CDATA[<p>Das 1,66 milhão de mortes relacionadas ao fumo passivo de 2023, ocorreram 868 mil entre mulheres e 59 mil entre crianças de 1 a 14 anos. Leia no artigo do dr. Drauzio.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/tabagismo/fumantes-passivos/">Fumantes passivos</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Houve um tempo em que fumávamos dentro de casa, nos bares, restaurantes e até nos aviões. A irresponsabilidade era geral e irrestrita. Quando os pneumologistas mais velhos falavam dos possíveis malefícios do<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/fumo-passivo-aumenta-risco-de-cancer/" target="_blank" rel="noopener"> fumo passivo</a></strong>, ninguém levava a sério.</p>
<p>Era o tempo em que a indústria do cigarro controlava os meios de comunicação de massa com verbas milionárias. Qualquer jornal, revista, estação de rádio ou de tevê que ousasse falar das doenças causadas pelo fumo sofria retaliações financeiras imediatas.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/fumo-de-terceira-mao-como-as-substancias-nocivas-do-cigarro-impregnam-o-ambiente/" target="_blank" rel="noopener">Fumo de terceira mão: como as substâncias  nocivas do cigarro impregnam o ambiente</a></strong></p>
<p>O crime continuado dessa indústria inescrupulosa manteve a ignorância da população por décadas. Por meio dessa estratégia arregimentou legiões de crianças e adolescentes escravizados pela nicotina, até a morte.</p>
<p>Hoje, estamos cientes de que o fumo não traz sofrimento apenas ao fumante, mas atinge também os que respiram a fumaça dispersa pelos cigarros deles.</p>
<p>A fumaça que se espalha no ambiente vem de duas fontes: a exalada dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/pulmao/" target="_blank" rel="noopener">pulmões</a></strong> de quem fuma e a que resulta da queima do cigarro no cinzeiro. Essa combustão incompleta carrega por unidade toxinas e compostos carcinogênicos em concentrações mais altas do que as inaladas pelo próprio fumante.</p>
<p>No organismo, o estresse oxidativo causado pelos produtos da combustão, provoca disfunção do endotélio (camada que reveste a parte interna dos vasos sanguíneos) e gera um estado de inflamação crônica. Como consequência há aumento do risco de doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, neoplasias malignas e doenças metabólicas.</p>
<p>As vias aéreas em desenvolvimento e o sistema imunológico ainda imaturo tornam as crianças especialmente vulneráveis.</p>
<blockquote><p>Os efeitos nefastos do fumo passivo são reconhecidos há décadas. Apesar da demonstração de que não há níveis seguros de exposição à fumaça do cigarro, cerca de 70% da população mundial vive em ambientes sem proteção.</p></blockquote>
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de publicar uma revisão dos principais estudos sobre o fumo passivo no mundo, publicados até 2023.</p>
<p>Aí vão alguns dados:</p>
<p><strong>1.</strong> A estimativa é de que em 2023 havia no mundo 2,7 bilhões de fumantes passivos. Entre eles, o número de mortes causadas pela fumaça inalada foi de 1,66 milhão, nesse ano. O número de dias perdidos por absenteísmo no trabalho foi de 44,8 milhões. Esses números mostram queda de 22% em relação aos de 1990, mas, como houve aumento numérico da população, o número absoluto permaneceu estável.</p>
<p><strong>2.</strong> Dos 2,7 bilhões de expostos, os mais prejudicados foram as mulheres e as crianças: 1,5 bilhão e 767 milhões, respectivamente.</p>
<p><strong>3.</strong> As regiões do mundo com mais pessoas expostas foram (em números aproximados): Sudeste da Ásia, Leste da Ásia e Oceania (48% da população), Norte da África e Oriente Médio (38%), Ásia Central, Europa Central e Leste Europeu (37%). Os menores índices foram nos países desenvolvidos (32%) e na América Latina (24%).</p>
<p><strong>4.</strong> Os países com maior prevalência de fumantes passivos foram: China (464 milhões de pessoas), Índia (444 milhões) e Indonésia (142 milhões).</p>
<p>Reunidos, esses países representam mais da metade dos fumantes passivos do mundo.</p>
<p><strong>5.</strong> No período de 1990 a 2023, as maiores quedas na prevalência ocorreram na Dinamarca, Noruega, Brasil (queda de 43%), México e Canadá. Os maiores aumentos ocorreram no Catar, Afeganistão, Emirados Árabes Unidos e Timor-Leste.</p>
<p><strong>6.</strong> Das 1,66 milhão de mortes de 2023, ocorreram 868 mil entre mulheres e 59 mil entre crianças de 1 a 14 anos.</p>
<p><strong>7.</strong> Essas mortes representaram 2,7% do total de óbitos no mundo, por qualquer causa. Fumo passivo foi considerado o 11º fator de risco para a mortalidade.</p>
<p>O estudo avaliou as seguintes doenças associadas ao fumo passivo<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/otite-media/" target="_blank" rel="noopener">: otite média</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes-tipo-1-tipo-2-e-gestacional-conheca-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener">câncer de mama</a></strong>, câncer de traqueia, dos brônquios e dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-o-cigarro-provoca-cancer-de-pulmao/" target="_blank" rel="noopener">pulmões</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/asma-em-7-perguntas-oliver-nascimento/" target="_blank" rel="noopener">asma</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/em-x-perguntas/dpoc-3-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-essa-condicao-respiratoria-grave/" target="_blank" rel="noopener">doenças pulmonares obstrutivas crônicas</a></strong>, infecções do trato respiratório inferior, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/5-coisas-que-voce-precisa-saber-para-agir-em-caso-de-avc/" target="_blank" rel="noopener">AVC</a></strong> e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/infarto-pode-se-manifestar-de-diferentes-maneiras/" target="_blank" rel="noopener">infarto do miocárdio</a></strong>.</p>
<p>Os dados foram obtidos em não fumantes que dividem o espaço com fumantes em casa ou no trabalho. Não foram consideradas as exposições em bares, restaurantes e outros ambientes de convívio social.</p>
<p>Da época em que fumávamos em casa na presença de bebês, crianças pequenas, pessoas de idade e quem mais estivesse por perto para os dias atuais, as leis que proíbem fumar em ambientes fechados têm ajudado a reduzir o número de fumantes passivos no Brasil, mas ainda há muito trabalho educativo a ser feito.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/os-efeitos-do-fumo-passivo-para-as-criancas/" target="_blank" rel="noopener">Os efeitos do fumo passivo para as crianças</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/tabagismo/fumantes-passivos/">Fumantes passivos</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Como sabemos que as vacinas funcionam?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/desenrola/como-sabemos-que-as-vacinas-funcionam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[Desenrola]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117033</guid>

					<description><![CDATA[<p> A desinformação sobre as vacinas fez com que muitas pessoas desacreditassem do seu potencial. Saiba por que elas são estratégias tão importantes e seguras.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/desenrola/como-sabemos-que-as-vacinas-funcionam/">Como sabemos que as vacinas funcionam?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Responsáveis pela queda da cobertura vacinal, a desinformação e as notícias falsas sobre vacinas têm se espalhado globalmente, causando surtos de doenças evitáveis que antes eram controladas, como sarampo, meningite e febre amarela.</p>



<p>No entanto, não há dúvidas: a ciência comprova sua eficácia e segurança.</p>



<p>Neste vídeo, Drauzio Varella, os epidemiologistas Aluísio Barros e Fernando Wehrmeister e o doutor em biociências e biotecnologia Helioswilton Sales explicam como sabemos que as vacinas funcionam.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Por que confiar nas vacinas?" src="https://www.youtube.com/embed/xI84w1whU2c" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>



<p><em>Conteúdo criado em parceria com a Umane.</em></p>



<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/tipos-de-vacina-como-funcionam-e-o-que-e-mito/" target="_blank" rel="noopener">Tipos de vacina: como funcionam e o que é mito?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/desenrola/como-sabemos-que-as-vacinas-funcionam/">Como sabemos que as vacinas funcionam?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Desenrola]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Doenças priônicas: o que são, quais os sintomas e por que não há tratamento?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doencas-prionicas-o-que-sao-quais-os-sintomas-e-por-que-nao-ha-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 19:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[doença de Creutzfeldt-Jakob]]></category>
		<category><![CDATA[doenças priônicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Raras e fatais, as doenças priônicas afetam o cérebro. Entenda como surgem, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e o que diz a ciência.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doencas-prionicas-o-que-sao-quais-os-sintomas-e-por-que-nao-ha-tratamento/">Doenças priônicas: o que são, quais os sintomas e por que não há tratamento?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nós, seres humanos, temos cerca de 20 mil genes que contêm as instruções para produzir proteínas. Uma delas é a </span><b>proteína priônica celular</b><span style="font-weight: 400;"> (mais conhecida como PrPC), encontrada principalmente no sistema nervoso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em condições normais, ela desempenha funções no organismo que ainda estão sendo estudadas. Mas, quando sofre uma alteração em sua estrutura, pode dar origem a algo chamado </span><b>príon</b><span style="font-weight: 400;">, associado a doenças que afetam o cérebro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma delas, a </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doenca-de-creutzfeldt-jakob-o-que-e-principais-sintomas-e-evolucao/" target="_blank" rel="noopener"><b>doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)</b></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou espaço no noticiário recentemente após causar a morte do especialista em aviação e influenciador Lito Sousa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim da década de 1980, outra enfermidade relacionada a príons também chamou a atenção do Brasil e do mundo: a </span><b>encefalopatia espongiforme bovina (EEB)</b><span style="font-weight: 400;">, conhecida como doença da vaca louca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entenda abaixo o que são as doenças priônicas e como elas se desenvolvem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como surgem as doenças priônicas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você se recorda das aulas de biologia do ensino médio, deve lembrar que as proteínas são formadas por moléculas chamadas aminoácidos. Existem 20 aminoácidos padrão que participam da formação das proteínas, compostos principalmente por carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio. Alguns também contêm enxofre. A combinação dessas moléculas dá origem a proteínas com diferentes estruturas e funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para desempenhar suas funções, </span><b>muitas proteínas precisam assumir uma forma tridimensional específica</b><span style="font-weight: 400;">. E isso importa muito para o seu funcionamento. Pense em um guarda de trânsito, por exemplo, que precisa sinalizar corretamente para a direita para orientar os carros. Se ele apontar para a esquerda, pode provocar confusão e até um acidente. No organismo, a lógica é parecida: uma alteração na estrutura de uma proteína pode comprometer seu funcionamento.</span></p>
<p><b>No caso das doenças priônicas, a proteína celular normal pode assumir uma conformação anormal, capaz de induzir outras moléculas da mesma proteína a fazerem o mesmo</b><span style="font-weight: 400;">. Esse processo favorece o acúmulo de proteínas anormais e está associado à lesão dos neurônios.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa transformação pode ocorrer espontaneamente, por alterações genéticas ou, mais raramente, pela exposição a material contaminado”, explica Fernando Campos Gomes Pinto, doutor em neurotraumatologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor livre-docente de neurocirurgia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que acontece no cérebro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as proteínas priônicas anormais começam a se propagar, </span><b>elas comprometem a comunicação entre os neurônios</b><span style="font-weight: 400;">, prejudicando o funcionamento das células nervosas e provocando progressivamente sua morte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Uma característica dessas doenças é a </span><b>degeneração espongiforme</b><span style="font-weight: 400;">, na qual o tecido cerebral apresenta pequenas cavidades microscópicas, adquirindo um aspecto semelhante ao de uma esponja”, explica Gomes Pinto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo esse cenário compromete diferentes áreas responsáveis por funções essenciais e, quando os sintomas aparecem, o dano neurológico já pode ser extenso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Uma vez que os neurônios são perdidos, não podem ser facilmente substituídos. Isso ajuda a explicar por que o paciente pode apresentar uma deterioração rápida, com perda progressiva da autonomia e, nas fases avançadas, comprometimento da consciência”, afirma a neurologista Marina Mamede Pozo, especialista em neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e cofundadora da plataforma INKI.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais doenças priônicas e sintomas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais doenças priônicas são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ): </b><span style="font-weight: 400;">a doença priônica humana mais comum. Pode ocorrer espontaneamente, por mutações hereditárias ou, raramente, por transmissão em circunstâncias específicas;</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ):</b><span style="font-weight: 400;"> associada à exposição ao agente da encefalopatia espongiforme bovina, a doença da vaca louca;</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>insônia familiar fatal (IFF): </b><span style="font-weight: 400;">doença hereditária rara que compromete progressivamente o sono e outras funções neurológicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>doença de Gerstmann-Sträussler-Scheinker (GSS):</b><span style="font-weight: 400;"> doença hereditária que costuma provocar problemas de coordenação e outros sintomas neurológicos progressivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Kuru: </b><span style="font-weight: 400;">doença identificada historicamente entre populações da Papua-Nova Guiné, associada a práticas funerárias que envolviam o consumo de tecidos humanos contaminados.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe um único sintoma que confirme o diagnóstico. Nas doenças priônicas de evolução rápida, como a forma clássica da DCJ, a pessoa pode desenvolver, em poucas semanas ou meses, </span><b>problemas de memória e raciocínio, alterações de comportamento, dificuldade para caminhar, desequilíbrio e movimentos involuntários</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A investigação é fundamental porque outras doenças podem apresentar sintomas semelhantes e algumas são tratáveis, como determinadas encefalites autoimunes e alterações metabólicas”, explica Pozo. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doenca-de-huntington-causas-sintomas-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener">Doença de Huntington: causas, sintomas e tratamento</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como é feito o diagnóstico?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico começa pela </span><b>avaliação clínica</b><span style="font-weight: 400;">, com análise dos sintomas, do histórico do paciente e da velocidade de progressão do quadro. Em seguida, o médico pode solicitar exames para investigar a possibilidade de uma doença priônica e descartar outras causas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>ressonância magnética do cérebro</b><span style="font-weight: 400;">, segundo os especialistas, é um dos exames mais importantes, pois pode revelar alterações características da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro é o exame do </span><b>líquido cefalorraquidiano, conhecido como RT-QuIC</b><span style="font-weight: 400;">, capaz de detectar a atividade de conversão relacionada às proteínas priônicas anormais. O eletroencefalograma, a pesquisa de proteínas e a análise genética também podem ajudar. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Doença priônica tem cura? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As doenças priônicas </span><b>ainda não têm cura nem tratamento comprovado</b><span style="font-weight: 400;"> capaz de interromper sua progressão.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O grande desafio é que o príon não funciona como uma bactéria ou um vírus. Trata-se de uma proteína do próprio organismo que sofreu uma alteração estrutural e passou a induzir outras proteínas a se modificarem. Portanto, antibióticos e antivirais não conseguem interromper esse mecanismo”, esclarece Gomes Pinto.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Na forma esporádica da doença de Creutzfeldt-Jakob, a evolução costuma ser rápida. A sobrevida mediana é de aproximadamente quatro a seis meses a partir do início dos sintomas, e </span><b>cerca de 90% dos pacientes falecem dentro do primeiro ano</b><span style="font-weight: 400;">, segundo o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso não significa, porém, que o paciente deva ficar sem assistência. “O cuidado é voltado ao controle dos sintomas, à prevenção de complicações e ao suporte ao paciente e à família”, afirma Pozo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento deve ser multidisciplinar, com neurologistas, profissionais de cuidados paliativos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e equipe de enfermagem. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Doenças priônicas podem ser transmitidas?</b></h3>
<p><b>As doenças priônicas não são transmitidas pelo contato social habitual</b><span style="font-weight: 400;">, segundo Gomes Pinto. Portanto, diz o especialista, abraçar, beijar, conversar, compartilhar alimentos ou conviver com uma pessoa doente não representa uma forma reconhecida de transmissão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Historicamente, ocorreram transmissões em situações muito específicas, como transplantes de tecidos contaminados, utilização de determinados produtos biológicos de origem humana e procedimentos neurocirúrgicos com instrumentos inadequadamente descontaminados”, conta o médico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da doença da vaca louca, que assustou o mundo há alguns anos, ela está associada ao consumo de produtos bovinos contaminados pelo príon. Segundo dados da Unidade Nacional de Pesquisa e Vigilância da DCJ do Reino Unido, compartilhados pelo </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/vdcj" target="_blank" rel="noopener"><b>Ministério da Saúde</b></a><span style="font-weight: 400;">, até dezembro de 2022, o país europeu havia registrado 178 casos, todos fatais, sendo o último em 2016. </span></p>
<p><b>Nunca foi registrado caso em humano em nenhum país da América Latina, incluindo o Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o país mantém vigilância epidemiológica da doença desde 2005, quando a notificação de casos se tornou obrigatória.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como andam as pesquisas? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das estratégias mais promissoras, segundo os especialistas, consiste em </span><b>reduzir a produção da proteína priônica normal no cérebro</b><span style="font-weight: 400;">. Outra abordagem utiliza pequenas moléculas de RNA, chamadas siRNA, com a mesma finalidade. Existem ainda estudos com anticorpos monoclonais e técnicas de edição genética, como o CRISPR.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“São abordagens promissoras, mas ainda precisamos demonstrar segurança e benefício clínico. Não existe, até o momento, uma terapia comprovadamente eficaz para interromper a doença”, conclui Pozo. </span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/da-saude-ao-trabalho-conheca-os-direitos-de-quem-vive-com-uma-doenca-rara/" target="_blank" rel="noopener">Da saúde ao trabalho: conheça os direitos de quem vive com uma doença rara</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doencas-prionicas-o-que-sao-quais-os-sintomas-e-por-que-nao-ha-tratamento/">Doenças priônicas: o que são, quais os sintomas e por que não há tratamento?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que os homens acordam com ereção?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/por-que-os-homens-acordam-com-erecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Urologia]]></category>
		<category><![CDATA[testosterona]]></category>
		<category><![CDATA[ereção]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Homem]]></category>
		<category><![CDATA[urologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117005</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ereção matinal é um fenômeno fisiológico comum. Entenda por que ela ocorre e quando sua ausência pode indicar um problema de saúde.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ereção ao acordar, popularmente conhecida como <strong>ereção matinal</strong>, é um fenômeno fisiológico normal. Na verdade, ao contrário do que se imagina, ela não acontece apenas ao despertar.&nbsp;</p>



<p>Estima-se que homens saudáveis costumem apresentar entre<strong> três e cinco episódios de ereção durante o sono</strong>, principalmente na fase REM (<em>Rapid Eye Movement</em> ou movimento rápido dos olhos), quando acontecem os sonhos e a consolidação da memória, do aprendizado e do processamento emocional.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A ereção matinal tem a ver com desejo sexual?</strong></h3>



<p>“Essas ereções são resultado de mecanismos neurológicos e vasculares automáticos, relacionados ao relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos e ao aumento do fluxo sanguíneo para o pênis. <strong>Elas não dependem necessariamente de estímulos eróticos ou de pensamentos sexuais</strong>”, explica Pedro Bastos, médico urologista e andrologista.</p>



<p>É comum que ela corra mesmo sem que a pessoa esteja tendo um sonho erótico e até sem que haja excitação ou vontade de se relacionar sexualmente naquele momento.</p>



<p>Além disso, <strong>durante a manhã, há um pico natural dos níveis de testosterona no corpo, </strong>devido à regulação do ciclo circadiano e à própria arquitetura do sono. No final do descanso, o cérebro envia sinais hormonais que estimulam a produção de testosterona, o que pode contribuir para a ereção matinal, embora não seja o seu principal determinante.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Da mesma forma, um homem pode ter libido preservada e, eventualmente, não apresentar ereção ao acordar em determinados dias. Por isso, <strong>a ereção matinal não deve ser utilizada isoladamente como indicador de desejo sexual ou da produção de testosterona</strong>”, tranquiliza o especialista.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando a ausência de ereções representa um problema?</strong></h2>



<p>A frequência de ereções noturnas e durante a manhã pode variar de acordo com a idade, a qualidade do sono, o estresse, o uso de medicamentos, o consumo de álcool e outras condições. Tudo isso é perfeitamente normal.</p>



<p><strong>No entanto, quando o homem deixa de apresentar ereções espontâneas por um período prolongado, especialmente durante as relações sexuais, é importante investigar. </strong>Se vier acompanhado de redução da libido, alterações hormonais suspeitas, doenças crônicas (como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/">diabetes</a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/">hipertensão</a>), histórico de cirurgia pélvica ou sintomas que possam indicar problemas vasculares ou neurológicos, o urologista deve ser consultado.</p>



<p>A redução desse fenômeno pode estar associada a doenças cardiovasculares, diabetes, alterações hormonais, distúrbios do sono, doenças neurológicas ou à própria disfunção erétil de causa orgânica. Por outro lado, homens com ansiedade de desempenho ou outras causas predominantemente psicológicas de disfunção erétil frequentemente mantêm as ereções noturnas preservadas, o que pode ajudar na avaliação clínica.</p>



<p>“<strong>A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de doenças cardiovasculares ainda silenciosas</strong>. Por isso, além de tratar a função sexual, a avaliação médica permite identificar fatores de risco importantes para a saúde geral do homem e iniciar o tratamento de forma precoce, quando necessário”, alerta Bastos.</p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/erecao-persistente-entenda-o-que-e-o-priapismo/">Ereção persistente: entenda o que é o priapismo</a></p>



<p></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/por-que-os-homens-acordam-com-erecao/">Por que os homens acordam com ereção?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cólica renal: como identificar e o que fazer</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/colica-renal-como-identificar-e-o-que-fazer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 19:13:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[rim]]></category>
		<category><![CDATA[cálculo renal]]></category>
		<category><![CDATA[nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
		<category><![CDATA[cólica renal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117015</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cólica renal é tida como uma das dores mais fortes que existe. Em geral, ela se manifesta em ondas, com um pico de dor intensa seguido de certo alívio, e é sinal da presença de um cálculo preso em alguma região do trato urinário. Leia na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/colica-renal-como-identificar-e-o-que-fazer/">Cólica renal: como identificar e o que fazer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cólica renal é tida como uma das dores mais fortes que existe. Em geral, ela se manifesta em ondas, com um pico de dor intensa seguido de certo alívio, e é sinal da presença de um cálculo (pedra) preso em alguma região do trato urinário.</p>
<p><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/pedra-nos-rins-calculo-renal/" target="_blank" rel="noopener">Cálculos renais</a> </strong>ou pedras nos <strong><a href="http://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/rim/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">rins</a></strong> são formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, resultantes do acúmulo de cristais existentes na urina. Sua presença pode passar despercebida, sem sintomas, mas também pode provocar dor muito intensa que começa nas costas e se irradia para o abdômen em direção da região inguinal.</p>
<p>Além da dor, a cólica renal também pode vir acompanhada de náuseas e vômitos e outros sintomas.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/9-habitos-comuns-que-prejudicam-a-saude-dos-rins/" target="_blank" rel="noopener">9 hábitos comuns que prejudicam a saúde dos rins</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como identificar a cólica renal?</strong></h3>
<p>Para identificar a cólica renal, primeiro é importante lembrar a localização dos rins. Temos dois rins, situados na região posterior do abdômen, atrás do peritônio e ao lado da coluna vertebral, na região lombar.</p>
<p><strong>A cólica renal surge como uma dor intensa na região lombar</strong>, entre as costelas inferiores e o quadril. A dor pode irradiar para as costas, virilhas ou parte inferir do abdômen, em geral de forma aguda e intermitente, em ondas que podem durar de 20 a 60 minutos, embora também possa ser menos intensa e constante.</p>
<blockquote><p>“Trata-se de uma dor em cólica, em região inespecífica (pode ser lombar, em baixo ventre, próximo ao umbigo, até mesmo nos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/vulva/" target="_blank" rel="noopener">grandes lábios</a></strong> nas mulheres, ou no <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/testiculos/" target="_blank" rel="noopener">escroto</a></strong> nos homens), de forte intensidade, que se apresenta em salvas — isto é, dói por um grande período e fica um período sem dor, voltando a doer posteriormente, até que essa obstrução seja resolvida, geralmente com a eliminação da pedra”, explicou Sibele Lessa Braga, nefrologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/pedras-nos-rins-quais-os-sintomas-e-como-prevenir-novas-crises/" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao Portal</a></strong>.</p></blockquote>
<p>É comum que surjam outros sintomas acompanhados das cólicas, como:</p>
<ul class="my-rem16px mx-0 pl-[1.25rem] list-disc marker:text-brandBlue-500 print:marker:text-black marker:pl-rem24px print:my-rem8px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal " data-identity="unordered-list">
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">dor ao urinar (disúria);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">sangue na urina (hematúria);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">urina turva;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">alterações na urina</span><span dir="auto"> , como odor forte;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">aumento ou diminuição da frequência urinária (urinar mais ou menos do que o habitual ou com mais frequência);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">cristais na urina;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">febre;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">calafrios.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>O que causa a cólica renal?</strong></h3>
<p>A cólica renal geralmente ocorre devido a um<strong> cálculo que bloqueia o fluxo de urina</strong>. Se o cálculo não estiver obstruindo o trato urinário, geralmente não causa sintomas, mesmo que seja grande.</p>
<p>Esses cálculos podem estar presentes em qualquer região do trato urinário, como rins, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/bexiga-urinaria/" target="_blank" rel="noopener">bexiga</a></strong> e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/ureter/" target="_blank" rel="noopener">ureteres</a></strong> e podem ser tão pequenos como um grão de areia ou grandes como uma bola de golfe.</p>
<p>Os cáclulos podem se formar no trato urinário por vários motivos, como:</p>
<ul class="my-rem16px mx-0 pl-[1.25rem] list-disc marker:text-brandBlue-500 print:marker:text-black marker:pl-rem24px print:my-rem8px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal " data-identity="unordered-list">
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">desidratação;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">infecção do trato urinário;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">excesso de cálcio na urina (hipercalciúria);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto"><span dir="auto">baixo nível de citrato na urina (hipocitratúria);</span></span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">excesso de oxalato na urina (hiperoxalúria);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">altas taxas de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/acido-urico-hiperuricemia/" target="_blank" rel="noopener">ácido úrico</a></strong> na urina (hiperuricemia);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">consumo excessivo de alimentos com muita proteína;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">baixo nível de citrato na urina (hipocitratúria);</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">certos medicamentos, como topiramato (anticonvulsivante), indinavir (inibidor da protease utilizado no tratamento do HIV), entre outros;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">doenças do trato digestório, como  </span><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/colite-ulcerativa/" target="_blank" rel="noopener"><span dir="auto">colite ulcerativa</span></a></strong><span dir="auto"><strong> </strong> ou  </span><span dir="auto"><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-de-crohn/" target="_blank" rel="noopener">doença de Crohn</a></strong>;</span></li>
<li class="mb-rem12px pl-rem12px text-gray-800 print:mb-rem4px text-rem19px leading-rem34px print:text-rem15px print:leading-rem20px print:font-normal "><span dir="auto">hiperparatireoidismo (caracterizado pela produção excessiva de paratorônio, hormônio produzido pelas glândulas paratireiodes).</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Dor nos rins</strong></h3>
<p>Existem outras condições que podem provocar dor nos rins. Embora a cólica renal e a dor nos rins tenham características diferentes, a pessoa pode confundir as duas.</p>
<p>A cólica, como dito, em geral aparece em forma de dor intensa e aguda, muitas vezes com picos de piora e melhora, enquanto a dor nos rins costuma ser mais constante e menos intensa. Entre as causas de dor nos rins estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/como-prevenir-infeccao-urinaria/" target="_blank" rel="noopener">infecções urinárias</a></strong> e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/pielonefrite/" target="_blank" rel="noopener">pielonefrite</a></strong> (infecção bacteriana que afeta os rins);</li>
<li><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/glomerulonefrite/" target="_blank" rel="noopener">glomerulonefrite</a></strong> (inflamação dos glomérulos, as unidades de filtragem dos rins);</li>
<li>hidronefrose (edema ou dilatação do rim causado pelo acúmulo de urina, que ocorre devido a um bloqueio ou obstrução no fluxo urinário);</li>
<li>trombose da veia renal.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como tratar?</strong></h3>
<p>O tratamento da cólica renal inclui o uso de <strong>analgésicos</strong> como dipirona e parecetamol e de <strong>anti-inflamatórios</strong> como ibuprofeno e naproxeno. Também podem ser utilizadas outras<strong> drogas para o controle da dor intensa</strong>, mas apenas um médico pode prescrevê-los.</p>
<p>“Durante as crises de dor [causada por cálculo renal], o ideal é <strong>procurar atendimento médico</strong> para receber analgesia de forte intensidade e avaliar se é necessária uma conduta para desobstrução imediata. Em casa, pode-se tomar um analgésico até a realização do atendimento médico”, recomendou a especialista.</p>
<p>Os cálculos renais pequenos costumam ser eliminados naturalmente, mas os maiores podem necessitar de tratamento cirúrgico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como prevenir e quem tem mais risco</strong></h3>
<p>Como a maioria dos casos de cólica renal é causada por cálculos renais, para preveni-los existem medidas, como:</p>
<ul>
<li>beba bastante água. Manter-se hidratado é fundamental para evitar os cálculos renais;</li>
<li>consuma pouco sal na dieta, de preferência menos de 2 gramas por dia (equivalente a meia colher de chá);</li>
<li>limite o consumo de proteína animal;</li>
<li>tome cuidado com o uso de suplementos sem acompanhamento nutricional.</li>
</ul>
<p>“Importante ressaltar que a retirada de alimentos ricos em cálcio, como o leite e seus derivados, ao contrário do que muita gente acredita, pode até aumentar a formação de cálculos, pois aumenta a absorção de oxalato dos alimentos, um importante componente para a formação de alguns cálculos”, alertou Braga.</p>
<p>Pessoas com <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/diabetes-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-condicao/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/obesidade-doenca-ou-nao/" target="_blank" rel="noopener">obesidade</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/novas-diretrizes-para-o-diagnostico-da-hipertensao/" target="_blank" rel="noopener">hipertensão</a></strong>, doença cardiovascular e problemas renais têm risco aumentado de desenvolver cálculos renais.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/criancas-podem-ter-pedras-nos-rins-conheca-sintomas-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener">Crianças podem ter pedras nos rins</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/colica-renal-como-identificar-e-o-que-fazer/">Cólica renal: como identificar e o que fazer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o fluxo menstrual intenso pode indicar um problema de saúde</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menstruacao/quando-o-fluxo-menstrual-intenso-pode-indicar-um-problema-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 18:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Menstruação]]></category>
		<category><![CDATA[menstruação]]></category>
		<category><![CDATA[absorvente]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=117001</guid>

					<description><![CDATA[<p>O sangramento menstrual intenso é comum e afeta entre 27% e 54% das mulheres que menstruam. Saiba quando ele indica algum problema de saúde.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menstruacao/quando-o-fluxo-menstrual-intenso-pode-indicar-um-problema-de-saude/">Quando o fluxo menstrual intenso pode indicar um problema de saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitas mulheres não gostam de menstruar. No entanto, se você tem um fluxo menstrual muito intenso, esse período do ciclo pode ser não apenas incômodo, mas muito penoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sangramento menstrual intenso, chamado de </span><b>menorragia</b><span style="font-weight: 400;">, caracteriza-se pela perda excessiva de sangue durante a menstruação e pode interferir na rotina, dificultando a ida à escola ou ao trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que </span><b>27% a 54% das mulheres que menstruam perdem sangue de modo intenso durante os períodos menstruais</b><span style="font-weight: 400;">. Embora o fato de apresentar sangramento menstrual intenso por si só não represente um problema de saúde, a menorragia pode interferir na qualidade de vida ou ser sinal de condições de saúde que precisam de tratamento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como identificar o fluxo intenso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas mulheres têm dificuldade de identificar <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/fluxo-menstrual-qual-a-quantidade-normal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>se seu ciclo menstrual é normal</strong></a>, e isso vale também para o padrão de sangramento. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O padrão de fluxo menstrual é variável entre as mulheres, então é considerado normal o intervalo de 21 dias até 35 dias, podendo ter uma variação de cerca de três dias. O fluxo normal dura até sete dias, com sangramento mais intenso nos dois primeiros dias ou no segundo e no terceiro dias. É normal desde que você consiga ficar com um absorvente por mais de duas horas”, explica a ginecologista e obstetra Carolina Corsini.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sinais de menorragia são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ter períodos menstruais com duração superior a 7 dias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apresentar sangramento intenso a ponto de ser necessário trocar o absorvente a cada hora, durante várias horas seguidas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">perder mais de 5 colheres de sopa de sangue durante a menstruação, em vez das típicas 2 a 3 colheres;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">precisar usar mais de um absorvente ao mesmo tempo, para evitar vazamentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ter a necessidade de se levantar durante a madrugada para trocar o absorvente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apresentar sangramento com coágulos do tamanho de uma moeda de 50 centavos ou maior várias vezes por dia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ter cólicas menstruais ou dores abdominais intensas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">não conseguir realizar suas atividades diárias por conta do sangramento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apresentar sinais de anemia ferropriva, como cansaço excessivo e falta de ar.</span></li>
</ul>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/o-que-a-menstruacao-diz-sobre-a-sua-saude/" target="_blank" rel="noopener">O que a menstruação diz sobre a sua saúde</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que provoca a menorragia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O sangramento menstrual intenso pode ser uma característica pessoal. No entanto, também pode ser sinal de problemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja as condições mais comuns que podem provocar menorragia:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">malformações uterinas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações hormonais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ginecologia/sindrome-dos-ovarios-policisticos-sop-agora-e-somp-o-que-muda-com-o-novo-nome/" target="_blank" rel="noopener"><strong>síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP)</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pólipos uterinos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/miomas-fibromas-ou-leiomiomas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>miomas</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/adenomiose-causas-sintomas-e-possiveis-tratamentos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>adenomiose</strong></a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os principais fatores físicos do útero que fazem ele sangrar mais são </span><b>adenomiose, miomas ou pólipos</b><span style="font-weight: 400;">. Quando ocorre desde uma idade muito jovem, a gente pode pensar em alguma </span><b>malformação uterina</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma Corsini.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico e tratamento do fluxo menstrual intenso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O histórico médico da paciente é importante na investigação das causas da menorragia. Além disso, são necessários </span><b>exames pélvico e físico</b><span style="font-weight: 400;"> e, em algumas situações, exames complementares, como </span><b>exames de sangue, ultrassonografia pélvica e ultrassonografia transvaginal</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem </span><b>métodos hormonais,</b><span style="font-weight: 400;"> como os DIUs de progesterona e pílulas anticoncepcionais, que podem ajudar a reduzir o fluxo menstrual. Além disso, há outras medicações e tratamentos disponíveis, mas seu uso depende do diagnóstico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Então, se você sempre menstruou com uma duração de sete dias sem anemia acompanhada, tudo bem. Agora, se o padrão mudou ou se o sangramento for muito intenso, é preciso investigar”, finaliza a especialista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista: O que a cor da menstruação diz sobre a saúde?</strong></h5>
<p><iframe loading="lazy" title="O que a cor da menstruação diz sobre a saúde?" src="https://www.youtube.com/embed/btN5MZ4n1Sw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menstruacao/quando-o-fluxo-menstrual-intenso-pode-indicar-um-problema-de-saude/">Quando o fluxo menstrual intenso pode indicar um problema de saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como identificar as picadas de diferentes insetos?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-identificar-as-picadas-de-diferentes-insetos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[picada de inseto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116978</guid>

					<description><![CDATA[<p> As mudanças climáticas levam a migrações de mosquitos para regiões onde as pessoas não estão acostumadas. Saiba mais sobre os diferentes insetos.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-identificar-as-picadas-de-diferentes-insetos/">Como identificar as picadas de diferentes insetos?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além das pessoas, as mudanças climáticas também afetam os insetos: o aumento das temperaturas faz com que muitos deles precisem migrar para outras áreas.</p>



<p>Essa mudança de habitat pode tornar a identificação correta de picadas mais desafiadora, já que coloca a população em contato com insetos que não são familiares.</p>



<p>Neste vídeo, Drauzio Varella dá dicas de como identificar as diferentes picadas de insetos.</p>



<iframe loading="lazy" width="1251" height="704" src="https://www.youtube.com/embed/4aVMEuAqhEE" title="" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/verao-sem-riscos-como-se-proteger-do-sol-e-dos-mosquitos/">Verão sem riscos: como se proteger do sol e dos mosquitos – DrauzioCast #251</a><br></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-identificar-as-picadas-de-diferentes-insetos/">Como identificar as picadas de diferentes insetos?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Luto no puerpério: como é a recuperação de mães de natimortos</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/obstetricia/luto-no-puerperio-como-e-a-recuperacao-de-maes-de-natimortos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 19:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Obstetrícia]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[obstetrícia]]></category>
		<category><![CDATA[puerpério]]></category>
		<category><![CDATA[natimorto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116994</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após um bebê nascer morto, mulheres precisam de acompanhamento físico e emocional para atravessar o luto e cuidar da saúde em uma futura gravidez.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/obstetricia/luto-no-puerperio-como-e-a-recuperacao-de-maes-de-natimortos/">Luto no puerpério: como é a recuperação de mães de natimortos</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A doula Vivian Pasini, 33 anos, ficou grávida de Luna no início de 2025. Com 22 semanas de gestação, foi fazer o ultrassom morfológico do segundo trimestre, exame que avalia a formação e o desenvolvimento do feto. O resultado mostrou alterações graves no coração, que acabaram provocando problemas em outros órgãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nesse dia, já tivemos um prognóstico bem ruim de sobrevida, pelo jeito que ela estava. A gente fez ainda mais um exame, um ecocardiograma, e o cardiologista fetal falou que ela provavelmente não era um bebê compatível com a vida”, conta Pasini.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a doula, os médicos não sabiam quanto tempo Luna sobreviveria no útero: poderia ser mais um dia, uma semana, um mês ou até o fim da gestação. Ela e o marido receberam a opção de interromper a gravidez, mas decidiram aguardar.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>Foi o momento mais difícil da minha vida</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A primeira e a segunda semana, após o resultado do exame, foram as piores. A gente chorou muito, foi muita revolta, a gente não entendia o que estava acontecendo e por que aquilo estava acontecendo com a gente. Mas tivemos praticamente cinco semanas para elaborar aquilo. E fomos aceitando”, relata. </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Óbitos fetais no Brasil</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pasini não está sozinha. </span><span style="font-weight: 400;">Em 2025, </span><b>o Brasil registrou 23.585 óbitos fetais</b><span style="font-weight: 400;">, segundo dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS).</span> <b></b><b>Em 2026, já foram registrados 14.403</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Entre as causas estão problemas relacionados à saúde da mãe que afetam o feto, complicações da gestação e do nascimento, além de condições como a falta de oxigênio para o bebê ainda no útero (hipóxia intrauterina) ou durante o parto (asfixia ao nascer).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano passado, para garantir um atendimento mais humanizado a pais que passam por essa experiência, o governo federal sancionou a </span><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2025/lei-15139-23-maio-2025-797488-publicacaooriginal-175460-pl.html" target="_blank" rel="noopener"><b>Lei 15.139</b></a><span style="font-weight: 400;">, que criou a </span><b>Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Há também leis estaduais e municipais sobre o assunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação busca assegurar acolhimento e atendimento a mães e pais que enfrentam uma perda durante a gestação ou após o nascimento. Entre as medidas previstas estão acomodação em ala separada para ter o bebê, investigação das possíveis causas da perda, atendimento psicológico especializado e acompanhamento da saúde mental em futuras gestações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Procedimentos depois do parto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Jackeline Claudino Sousa Araujo, psicóloga da UTI neonatal do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que, em casos de óbito fetal, </span><b>o atendimento à mãe deve começar imediatamente</b><span style="font-weight: 400;">, com diálogo, acolhimento e conforto.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os pais podem ver o bebê e, se desejarem, tirar fotos e guardar lembranças desse momento. Também fazemos registros, como uma cartinha do bebê para os pais e o carimbo das mãozinhas e dos pezinhos. Além disso, procuramos garantir um leito separado das outras mães e oferecemos visitas religiosas, já que muitas famílias valorizam esse apoio”, explica.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência, os profissionais encaminham os pais para </span><b>acompanhamento psicológico</b><span style="font-weight: 400;">, que pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de referência, em clínicas, escolas de psicologia e por meio de grupos de apoio ao luto perinatal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento psicológico pode ajudar a mulher a lidar com o sofrimento do luto e com sintomas de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener">ansiedade</a></strong>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/estresse-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estresse</strong></a> ou trauma, de acordo com suas necessidades.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/qual-e-a-funcao-de-um-psicologo-perinatal/" target="_blank" rel="noopener">Qual é a função de um psicólogo perinatal?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>“Ficava a noite inteira acordada atenta para ver se ela tinha mexido”</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Pasini, que já fazia terapia havia algum tempo, continuou o tratamento após a notícia da morte e depois do nascimento de Luna. Ela também recebeu apoio de um psiquiatra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, durante a gestação, o principal sinal de que Luna ainda estava viva era a movimentação dela dentro do útero. Pasini conta que precisava ficar atenta aos movimentos para avisar à equipe médica caso percebesse que ela havia parado de se mexer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Eu não dormia. Ficava a noite inteira acordada, atenta para ver se ela tinha mexido ou não. Fiquei bem ansiosa e acabei, por indicação da minha obstetra, procurando um psiquiatra também. Fiz sessões com ele e comecei a tomar medicação”, conta.</span></p>
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<h3><b>Sala separada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia do parto, Pasini combinou com a obstetra de se internar à noite para </span><b>evitar o contato com outras gestantes durante o dia</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Ela também ficou em uma sala individual, que decidiu contratar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Depois, o quarto do meu plano de saúde era enfermaria, e a maternidade automaticamente me deixou em um quarto sozinha. Inclusive, não fui incomodada por ninguém na maternidade, só realmente quando era necessário levar alguma medicação ou alguma coisa”, detalha a doula. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo dia do parto de Luna, ela recebeu alta. No dia seguinte, ocorreu o enterro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não foi como um pós-parto normal, em que a pessoa fica deitada, pensando. Eu fui ao cemitério e tudo mais. Mas depois a gente ficou em casa o tempo inteiro, pude repousar bastante e, quando deu uns oito, nove dias, eu já estava bem. Consegui dormir e desmamei o medicamento. Mas o atendimento psicológico eu mantive por mais um ano”, conta.</span></p>
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<h3><b>Cada pessoa vive o luto de uma maneira</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Araujo, cada pessoa enfrenta o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-luto-faz-parte-da-vida-mas-e-preciso-atencao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>luto</strong></a> de uma forma diferente e pode expressar o sofrimento de maneiras distintas. “Tem pais que choram muito, trazem raiva, agressividade. Então, cada um vai expressar esse sofrimento de uma forma, e a gente está ali acolhendo, independentemente de quais sejam essas emoções”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Pasini, sua recuperação foi um pouco mais rápida porque ela trabalha como doula e já tinha uma relação profissional com a maternidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Na época, eu conversei com outras mulheres que tinham passado por situações similares, que não conseguiam nem ver gestantes, nem ver bebês. Eu não tive isso. Não vou te dizer que foi tranquilo, mas, como eu já trabalho com isso há 11 anos, eu tive sim aquele primeiro impacto, mas logo depois a cabeça já se voltou para o lado profissional”, conta.</span></p>
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<h3><b>Recuperação física</b></h3>
<p><b></b><b></b><b>Mesmo quando o bebê nasce sem vida, a mulher passa pelo puerpério</b><span style="font-weight: 400;">, nome dado ao período de recuperação após o parto.</span><span style="font-weight: 400;"> O útero começa a diminuir, ocorre sangramento vaginal, os hormônios da gestação caem e pode haver produção de leite. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essas mudanças acontecem porque o organismo passou por uma gestação e um parto. A intensidade da recuperação varia conforme o tempo de gravidez, a via de parto e possíveis complicações. É fundamental reconhecer que essa mulher precisa de cuidados de pós-parto, mesmo sem um bebê em casa. Ela está vivendo uma recuperação física ao mesmo tempo que enfrenta uma perda avassaladora emocionalmente”, explica Paula Fettback, ginecologista e obstetra especialista em reprodução assistida pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Fettback, </span><b>o acompanhamento dessa mãe começa ainda na maternidade</b><span style="font-weight: 400;">, com avaliação do sangramento, da pressão arterial, da dor e das condições gerais da mulher.</span><span style="font-weight: 400;"> Antes da alta, ela deve receber orientações claras, um canal para procurar ajuda e um plano de retorno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não existe um calendário único para todas. É adequado organizar contato com a equipe nos primeiros dias e uma avaliação inicial, muitas vezes na primeira ou na segunda semana. Quem teve pressão alta, hemorragia, infecção ou outras complicações precisa ser avaliada antes e pode necessitar de retornos mais frequentes”, orienta a especialista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de Pasini, o parto foi normal. Ela conta que teve sim um desconforto físico inicial, mas pouco mais de uma semana depois já estava bem. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/obstetricia/puerperio-exige-atencao-com-a-saude-da-mulher-conheca-os-riscos-e-cuidados-necessarios-apos-o-parto/" target="_blank" rel="noopener">Puerpério exige atenção com a saúde da mulher: conheça os riscos e cuidados necessários após o parto</a></strong></p>
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<h3><b>E quando a mulher decide engravidar de novo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a mulher decide ter outro filho após a perda, podem surgir ansiedade, insegurança e dificuldade de confiar que a nova gestação terá um desfecho diferente. </span><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, segundo especialistas, </span><b>o acompanhamento psicológico pode ajudá-la a lidar com o medo de uma nova perda</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas tem a questão médica também, que vale ser investigada. </span><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2026/prt10273_27_02_2026.html" target="_blank" rel="noopener"><b>portaria GM/MS nº 10.273</b> </a><span style="font-weight: 400;">de 26 de fevereiro de 2026, que detalhou como a política pública de atendimento às mães de natimortos deve funcionar na rede pública, prevê o seguinte: </span><b>mulheres que vivenciaram perda gestacional, óbito fetal ou neonatal precisam ter acesso aos exames e às avaliações necessárias para investigar a causa do óbito</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de Pasini, por exemplo, os médicos fizeram uma investigação e identificaram que ela tem doença autoimune chamada </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-de-sjogren/" target="_blank" rel="noopener"><b>síndrome de Sjögren</b></a><span style="font-weight: 400;">, caracterizada, entre outros sintomas, por ressecamento dos olhos e da boca. Segundo ela, a doença estava relacionada às alterações que ocorreram na gestação de Luna. Pasini não sabia que tinha a condição.</span></p>
<p><b></b><b></b><b>Ela decidiu engravidar novamente, dessa vez já ciente da síndrome</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Durante a gestação, começou a tomar uma medicação para impedir que os anticorpos associados à condição atravessassem a placenta e afetassem o bebê. A partir da 16ª semana de gravidez, os médicos passaram a monitorar o coração do feto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ela também teve uma pequena alteração, mas, como a gente pegou muito no comecinho, entramos com uma medicação e regrediu. Então, agora, ela é uma bebê completamente normal e saudável. Ela já vai nascer nas próximas semanas”, conta, com alegria. </span></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/obstetricia/luto-no-puerperio-como-e-a-recuperacao-de-maes-de-natimortos/">Luto no puerpério: como é a recuperação de mães de natimortos</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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