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	<title>Portal Drauzio Varella</title>
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	<description>Informação sobre saúde para todos</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 Sep 2026 20:21:44 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Portal Drauzio Varella</title>
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	<item>
		<title>Geriatra responde às principais dúvidas sobre a vacina da gripe para pessoas 60+</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/em-x-perguntas/geriatra-responde-as-principais-duvidas-sobre-a-vacina-da-gripe-para-pessoas-60/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde 60+]]></category>
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		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>São mais de 1 bilhão de casos de gripe no mundo todo ano, e os idosos são os principais afetados. Entenda como funciona a vacinação nesse grupo.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/em-x-perguntas/geriatra-responde-as-principais-duvidas-sobre-a-vacina-da-gripe-para-pessoas-60/">Geriatra responde às principais dúvidas sobre a vacina da gripe para pessoas 60+</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As últimas semanas foram marcadas pela queda das temperaturas, chuvas intensas e ventos. E é nesses momentos que algumas dúvidas sobre <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gripe/">gripe</a> também voltam.</p>



<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todo ano são registrados mais de 1 bilhão de casos de gripe.¹</p>



<p>Entre eles, as pessoas acima dos 60 anos são consideradas mais vulneráveis, pois têm maior risco de complicações. Por isso, a melhor forma de prevenção é tomar a vacina da gripe anualmente.²</p>



<p>A geriatra Maisa Kairalla responde às principais dúvidas sobre a vacinação nessa faixa etária.</p>



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<p><em>Conteúdo produzido em parceria com Sanofi.</em></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/gripe-coracao-e-envelhecimento/">Gripe, coração e envelhecimento – DrauzioCast #266</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Referências:&nbsp;</strong></h4>



<p>1- Influenza (seasonal)_WHO (2025). Disponível em: https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/influenza-(seasonal)&nbsp;</p>



<p>2- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). &#8220;Flu and People 65 Years and Older&#8221;Centers for Disease Control and Prevention (CDC). &#8220;Flu and People 65 Years and Older&#8221;</p>



<p>3- MINISTÉRIO DA SAÚDE. Gripe (Influenza). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza&nbsp;</p>



<p>4- Jeffrey Shaman (2010) &#8211; Absolute Humidity and the Seasonal Onset of Influenza in the Continental United States. PLoS Biology; 8(2): 1-13.</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/em-x-perguntas/geriatra-responde-as-principais-duvidas-sobre-a-vacina-da-gripe-para-pessoas-60/">Geriatra responde às principais dúvidas sobre a vacina da gripe para pessoas 60+</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Em X Perguntas]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Agentes de saúde: conheça Misael Canela, agente de saúde indígena maranhense que também é tradutor e intérprete</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-misael-canela-agente-de-saude-indigena-maranhense-que-tambem-e-tradutor-e-interprete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 20:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Integrante da etnia Canela, Misael já tem dez anos como agente de saúde indígena e em uma década viu muita coisa melhorar em sua aldeia.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-misael-canela-agente-de-saude-indigena-maranhense-que-tambem-e-tradutor-e-interprete/">Agentes de saúde: conheça Misael Canela, agente de saúde indígena maranhense que também é tradutor e intérprete</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Misael Canela, 34 anos, é da aldeia Escalvado, município de Fernando Falcão, no Maranhão. Segundo o censo mais recente, esta aldeia da etnia Canela tem cerca de 3.400 pessoas, e Misael foi escolhido com 100% de aprovação para ser agente de saúde dez anos atrás. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Isso me deu um incentivo maior porque o cargo de agente de saúde é uma escolha da comunidade. E meu perfil deu certo. Fui escolhido pela necessidade que eles tinham também de um porta-voz, porque sou ainda tradutor e intérprete”, conta.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Rotina de trabalho e os desafios enfrentados nas aldeias </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de agentes de saúde indígena é composta por Misael e mais seis profissionais ao total, afinal de contas, Escalvado é uma das maiores aldeias do Estado. A área de Misael, por exemplo, possui 83 famílias e 368 pessoas (em 2016, quando entrou, eram 57 famílias e 267 pessoas). </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Teve mais natalidade do que mortalidade. Aumentou bastante, graças a Deus. Por outro lado, estamos com dificuldade de controlar a entrada de produtos enlatados. E a tecnologia, a internet, acaba estimulando esse consumo. Porque é isso, a desnutrição caiu, mas <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a> aumentaram. Mais pessoas sedentárias.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para cuidar de grandes e pequenas demandas de saúde, Misael usa uma combinação de remédios tradicionais com a medicina do “homem branco”. “Isso é passado de geração em geração e temos uma confiança muito grande na nossa cultura, por isso, quando uma criança está com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreia</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/pneumonia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonia</strong></a>, a primeira opção é o pajé, só depois vem a medicina do branco”, relata. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em “coisas de branco”, o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/como-reconhecer-os-sinais-do-alcoolismo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>alcoolismo</strong></a> segue como um problema antigo entre os mais velhos, desde os tempos que Bastião, o ex-chefe do posto, trazia bebidas alcóolicas para a aldeia. “De lá para cá, perdemos o controle. Tem um impacto tão grande que nem o cacique tem esse controle de controlar. Isso é em todas as aldeias que já trabalhei ou visitei. Felizmente não chega ao ponto de ter gente dormindo na rua ou violência doméstica.”</span></p>
<p><strong>Veja também: Como os Agentes de Saúde colaboram com o tratamento para diabetes?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A situação melhorou, mas ainda há muito o que fazer</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dez anos de trabalho, Misael viu muita coisa melhorar tanto nos índices de saúde quanto nas condições de trabalho, mas vê ainda muito espaço para evoluir. A contratação de mulheres agentes de saúde, por exemplo, “porque aqui só temos profissionais homens e temos esse tabu, se você é homem não pode fazer certas perguntas para mulheres. Tem coisas que a gente não pode perguntar, porque a cultura não permite que a gente fale isso”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é preciso aumentar a cota de medicamentos porque o que chega não dá conta da demanda, não cobre toda a comunidade; e aumentar também a cota de combustível por causa das grandes distâncias e estradas ruins. Isso sem falar em maior reconhecimento e possibilidade de capacitação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes:</strong></p>
<p><iframe title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-misael-canela-agente-de-saude-indigena-maranhense-que-tambem-e-tradutor-e-interprete/">Agentes de saúde: conheça Misael Canela, agente de saúde indígena maranhense que também é tradutor e intérprete</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>1º Fórum Saúde da Família reúne especialistas para discutir prevenção e os desafios da saúde</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/1o-forum-saude-da-familia-reune-especialistas-para-discutir-prevencao-e-os-desafios-da-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 19:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Clínica geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[portal drauzio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>1º Fórum Saúde da Família reúne especialistas em São Paulo para discutir prevenção, vacinação, letramento em saúde e os desafios da assistência. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/1o-forum-saude-da-familia-reune-especialistas-para-discutir-prevencao-e-os-desafios-da-saude/">1º Fórum Saúde da Família reúne especialistas para discutir prevenção e os desafios da saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Prevenção, vacinação e acesso a informações confiáveis fazem parte dos cuidados com a saúde em diferentes fases da vida. Ainda assim, transformar conhecimento em decisões cotidianas continua sendo um desafio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como ampliar a prevenção de doenças? Como recuperar a cobertura vacinal? E como fazer com que informações de qualidade sobre saúde estejam presentes no dia a dia das famílias?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas são algumas das questões em pauta no </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DdKZH1TPiZy/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;stkn=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noopener"><b>1º Fórum Saúde da Família</b></a><span style="font-weight: 400;">, que acontece no próximo dia</span><b> 23 de setembro</b><span style="font-weight: 400;">, no Unibes Cultural, em São Paulo.</span> <span style="font-weight: 400;">Realizado pela </span><strong><a href="https://www.instagram.com/paisefilhosoficial/" target="_blank" rel="noopener">Pais&amp;Filhos</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e </span><strong><a href="https://www.instagram.com/sitedrauziovarella/" target="_blank" rel="noopener">Portal Drauzio Varella</a></strong><span style="font-weight: 400;">, o evento reúne especialistas, gestores e representantes de diferentes setores para discutir desafios relacionados à saúde e à assistência no Brasil.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Prevenção começa antes da doença</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A vacinação é um dos temas centrais da programação. </span><span style="font-weight: 400;">Em um cenário marcado pelo excesso de informação e pela desinformação, o painel </span><b>“Quem protege, vacina!”</b><span style="font-weight: 400;"> discute a importância da imunização em todas as fases da vida, os riscos individuais e coletivos da queda da cobertura vacinal e o retorno de doenças antes controladas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Participam da conversa a infectologista e epidemiologista Luana Araujo, a pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Mônica Levi, e Marlene Oliveira, jornalista e fundadora do Instituto Lado a Lado pela Vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro tema é o letramento em saúde, que envolve a capacidade de encontrar, compreender e utilizar informações para tomar decisões relacionadas à própria saúde. A discussão aborda caminhos para aproximar esse conhecimento de espaços como escolas e lares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As transformações na assistência também entram na programação, com uma conversa sobre a perspectiva das operadoras de planos de saúde diante das mudanças do setor e dos desafios para o atendimento nos próximos anos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando a saúde encontra a vida real</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o que a ciência recomenda e o que uma família consegue colocar em prática existe a vida real. Rotinas, condições e desafios diferentes também influenciam a forma como as pessoas cuidam da saúde.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa relação será o ponto de partida do </span><a href="https://www.instagram.com/p/DdZHIYhjqWo/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;stkn=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noopener"><b>“DrauzioCast especial – Entre a ciência e a vida real”</b></a><span style="font-weight: 400;">, com Drauzio Varella e o pediatra Daniel Becker, que discutem como transformar informação em um cuidado possível diante das diferentes realidades familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A infância também ganha destaque no painel </span><b>“Cuidar da infância é cuidar do futuro”</b><span style="font-weight: 400;">, com a nutricionista Elaine de Pádua, as educadoras Roberta e Taís Bento, a jornalista especializada em saúde Mariana Varella e a psicopedagoga Isa Minatel.</span><span style="font-weight: 400;"> A conversa reúne diferentes perspectivas sobre desenvolvimento, saúde e cuidado na infância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><b>“Quando a vida muda os planos”</b><span style="font-weight: 400;"> reúne Gabriela Lian, Daiana Garbin, Antoine Daher, Jussara Del Moral e Natália Lopes em uma conversa sobre experiências familiares atravessadas por diagnósticos, incertezas e mudanças na rotina e sobre as novas formas de cuidado construídas a partir dessas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A programação será mediada pela CEO da Pais&amp;Filhos, Andressa Simonini.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltado a especialistas e profissionais da saúde, o </span><b>1º Fórum Saúde da Família</b><span style="font-weight: 400;"> propõe aproximar informação, prevenção e assistência das questões que fazem parte da vida das famílias brasileiras.</span> <span style="font-weight: 400;">Os ingressos disponibilizados pela </span><strong><a href="https://www.sympla.com.br/evento/1-forum-saude-da-familia-pais-filhos-e-drauzio/3514656?token=6f125861c740e98b68375e0f8275d2f6" target="_blank" rel="noopener">plataforma Sympla</a></strong><span style="font-weight: 400;"> já estão esgotados.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/primeira-infancia-exige-convivencia-olho-no-olho/" target="_blank" rel="noopener">Primeira infância (até 6 anos) exige convivência olho no olho</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><b>Serviço</b></h5>
<p><b>1º Fórum Saúde da Família</b><b><br />
</b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Data:</b><span style="font-weight: 400;"> 23 de setembro de 2026</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Horário:</b><span style="font-weight: 400;"> das 10h às 18h</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Local:</b><span style="font-weight: 400;"> Unibes Cultural, São Paulo</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Público:</b><span style="font-weight: 400;"> especialistas e profissionais da saúde</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Realização:</b><span style="font-weight: 400;"> Pais&amp;Filhos, Drauzio Varella e Júpiter Conteúdo</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Programação sujeita a alterações.</span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/1o-forum-saude-da-familia-reune-especialistas-para-discutir-prevencao-e-os-desafios-da-saude/">1º Fórum Saúde da Família reúne especialistas para discutir prevenção e os desafios da saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Depressão atípica: por que ela pode passar despercebida</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-atipica-por-que-ela-pode-passar-despercebida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 18:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[antidepressivo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Depressão atípica pode causar sono excessivo, aumento do apetite e melhora do humor, o que dificulta reconhecer o quadro.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-atipica-por-que-ela-pode-passar-despercebida/">Depressão atípica: por que ela pode passar despercebida</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><b>depressão</b></a><span style="font-weight: 400;">, é comum imaginar uma pessoa constantemente triste, isolada, sem vontade de sair da cama, com dificuldade para dormir e pouco apetite. Embora esses sintomas possam estar presentes em um episódio depressivo, eles não se manifestam necessariamente da mesma forma em todas as pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas pessoas podem dormir mais, apresentar aumento do apetite e até perceber melhora do humor diante de acontecimentos positivos. Essas características podem estar presentes na chamada </span><b>depressão com características atípicas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A depressão é uma doença marcada por uma heterogeneidade sintomática considerável. Duas pessoas com um quadro depressivo podem apresentar sintomas bastante diferentes”, explica Ângela Scippa, professora titular e chefe do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Bahia (UFBA), coordenadora do Centro de Estudos de Transtornos de Humor e Ansiedade (CETHA-UFBA) e membro da Academia de Medicina da Bahia.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o </span><b>Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026</b><span style="font-weight: 400;">, realizado em junho, em Porto Alegre (RS), a especialista apresentou o painel “Qual a importância de diferenciar depressões típicas de atípicas?”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as apresentações clínicas mais estudadas estão a depressão melancólica, historicamente associada à ideia de depressão “típica”, e a depressão com características atípicas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Quais são as diferenças?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>depressão melancólica</b><span style="font-weight: 400;">, o humor tende a permanecer deprimido mesmo diante de situações agradáveis, e a perda da capacidade de sentir prazer costuma ser acentuada. Também podem ocorrer redução do apetite, despertar precoce e lentificação dos movimentos e do pensamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>depressão com características atípicas</b><span style="font-weight: 400;">, uma das características centrais é a reatividade do humor: acontecimentos positivos podem provocar uma melhora, ainda que temporária. Também podem ocorrer sono excessivo, aumento do apetite, sensação de peso nos braços ou pernas, conhecida como “paralisia de chumbo”, e maior sensibilidade à rejeição interpessoal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a especialista, </span><b>a depressão melancólica ocorre em aproximadamente 25% a 30% dos episódios depressivos</b><span style="font-weight: 400;"> em contextos clínicos especializados, com maior representação em quadros de maior gravidade, pacientes hospitalizados e populações de meia-idade e idosas. A diferenciação entre as apresentações faz parte da avaliação clínica. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Na psiquiatria, não existem exames de sangue ou de neuroimagem que determinem se uma pessoa tem depressão. O diagnóstico é clínico, feito a partir da história do paciente, da anamnese e do exame do estado mental”, explica.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/quando-a-preguica-pode-ser-sinal-de-depressao/" target="_blank" rel="noopener">Quando a preguiça pode ser sinal de depressão?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que a depressão atípica costuma passar despercebida?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A dificuldade para reconhecer essa apresentação começa, muitas vezes, pela própria imagem que se criou sobre a depressão. Tristeza persistente, isolamento, falta de energia e perda de interesse são sinais facilmente associados à doença. Quando a pessoa continua realizando algumas atividades e demonstra emoções positivas, o quadro pode ser menos evidente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>depressão atípica</b><span style="font-weight: 400;">, a pessoa pode se divertir em um encontro, ficar feliz com uma boa notícia ou demonstrar entusiasmo diante de uma situação agradável. Isso não significa que o quadro tenha desaparecido. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Na depressão atípica, existe a reatividade do humor. Um estímulo positivo consegue provocar uma melhora, ao contrário da apresentação melancólica, em que o humor tende a permanecer deprimido mesmo diante de acontecimentos agradáveis”, reforça Scippa.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa característica pode levar a uma interpretação equivocada: se a pessoa conseguiu rir, sair com amigos ou aproveitar determinado momento, então não estaria deprimida. Momentos de bem-estar podem esconder, para quem observa de fora, um sofrimento que continua presente em outros contextos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando investigar os sintomas atípicos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns sintomas também podem ser atribuídos a situações comuns do dia a dia. Dormir demais pode parecer apenas cansaço; comer mais pode ser relacionado ao <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/estresse-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estresse</strong></a> ou à <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a>; e a sensação de peso no corpo pode ser interpretada como indisposição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isoladamente, esses sinais não determinam um diagnóstico, mas </span><b>merecem atenção quando persistem e aparecem associados a outras alterações ou </b><span style="font-weight: 400;">começam a interferir no trabalho, nos estudos, nas relações, no autocuidado ou na rotina.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sensibilidade à rejeição também pode passar despercebida. Críticas, afastamentos ou situações percebidas como rejeição podem provocar sofrimento intenso e interferir nas relações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, reconhecer uma depressão não significa procurar apenas alguém que esteja triste o tempo todo. É preciso observar o conjunto dos sintomas, sua duração, intensidade e impacto na vida da pessoa.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/tipos-de-depressao-veja-os-sintomas-menos-conhecidos-do-transtorno/" target="_blank" rel="noopener">Tipos de depressão: veja os sintomas menos conhecidos do transtorno</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Identificar essas diferenças muda o tratamento?</b><b><br />
</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Caracterizar os sintomas ajuda o psiquiatra a compreender o quadro e definir a abordagem terapêutica. “Nas depressões moderadas a graves, há indicação de tratamento com antidepressivos. Embora diferentes antidepressivos tenham boa eficácia, algumas características ajudam na escolha, como a presença de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/insonia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>insônia</strong></a> ou hipersonia, aumento ou redução do apetite, além da idade e de outras doenças presentes”, explica a especialista.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do tratamento é individualizada e considera o diagnóstico, a gravidade do quadro, as condições de saúde associadas e o histórico de cada paciente.</span></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-atipica-por-que-ela-pode-passar-despercebida/">Depressão atípica: por que ela pode passar despercebida</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Agentes de saúde: conheça Imaíra Guajajara, agente de saúde indígena na aldeia de Juçaral, no Maranhão</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-imaira-guajajara-agente-de-saude-indigena-na-aldeia-de-jucaral-no-maranhao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imaíra trabalha com a saúde da sua aldeia Guajajara fazendo remédios desde criança e partos desde seus 15 anos.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-imaira-guajajara-agente-de-saude-indigena-na-aldeia-de-jucaral-no-maranhao/">Agentes de saúde: conheça Imaíra Guajajara, agente de saúde indígena na aldeia de Juçaral, no Maranhão</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Imaíra Souza Guajajara, 44 anos, é mãe de seis e avó de nove. É também da etnia Guajajara, que vive e trabalha na aldeia Juçaral, município de Amarantes, no Maranhão. Desde os 15 anos trabalha como voluntária de saúde em sua aldeia, principalmente fazendo partos. Acredita que até hoje já tenha feito uns 70 partos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O meu primeiro emprego de verdade foi pelo município como agente de saúde indígena. Trabalhei três anos, aí logo o prefeito que tinha me contratado perdeu a reeleição, aí saí. Muito tempo depois participei de uma seleção e fui chamada para ser agente de saúde, isso já tem seis anos. Agora temos todo apoio para trabalhar. Antes não tinha condições. Agora tem carro, equipamento, remédios, equipe completa com médico, enfermeiro, agente de saúde e dentista. Isso era coisa que a gente não tinha no município. Agora a gente tem.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Mudanças na saúde das aldeias e dificuldade no transporte</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Imaíra viu e sentiu a mudança nas condições de trabalho, e também é testemunha de outras transformações na saúde das aldeias. “Hoje o problema maior é <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a>; e antes era, sei lá, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/verminoses/" target="_blank" rel="noopener"><strong>verminose</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/catapora-varicela/" target="_blank" rel="noopener"><strong>catapora</strong></a>. E aquela <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tosse/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tosse</strong></a> brava que dava muito nas crianças. E hoje a gente não tem por causa das vacinas também. Hoje também tem o problema da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreia</strong></a>. Diarreia sempre dá nas crianças. Principalmente agora, como está chovendo muito, essa água, essa mudança de clima. O que mais está nos atingindo é essa diarreia nas crianças e até nos adultos também”, conta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Juçaral, Imaíra também acompanha outras três aldeias na reserva: Bacabu, Cajá e Três Lagoas. “Mas a maior é a Juçaral mesmo. Aqui tem umas 113 famílias. Nas outras aldeias são 40, 50, 60 famílias. Ao total são umas mil e poucas pessoas.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O transporte entre as aldeias é um dos problemas do dia a dia da agente, afinal, as aldeias são distantes uma das outras, as estradas são difíceis, os carros são poucos e a cota de combustível é pouca também.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-papel-dos-agentes-de-saude-no-cuidado-com-a-hipertensao/" target="_blank" rel="noopener">O papel dos Agentes de Saúde no cuidado com a hipertensão</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Futebol com as meninas e preocupação com os jovens</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Imaíra não tem dia normal. Qualquer hora pode aparecer uma emergência. Mas faz questão de tirar pelo menos uma tarde por semana para jogar bola com as meninas. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente tem dois times femininos de futebol aqui na aldeia. A gente queria fazer alguma coisa juntas. Aí quem começou a trazer isso para cá fui eu, fui incentivando, porque é bom para saúde também, pro corpo da pessoa. Ajudou muito esse futebol das meninas. E agora tem outros grupos também, a escola mesmo já está incentivando futebol com as meninas e meninos para largarem o celular, porque o celular perturba muito a cabeça dos jovens”, relata.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, novas preocupações não deixam de surgir no cotidiano do encontro com os “brancos”, tais como álcool, cocaína e crack, principalmente entre os jovens. E Imaíra tem organizado reuniões com mães nas escolas para tentar resolver o problema. “Acho que por ser mulher, pelo meu trabalho, eles confiam muito em mim.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Saberes indígenas e os remédios ‘dos brancos’</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem sempre é fácil lidar com parentes (todo mundo na aldeia é “parente”). “Tem uns bem complicados, ainda mais quando é dia de festas, por exemplo&#8230; Os parentes, a gente tem que ter todo esse carinho, como o meu pai dizia, tem que ter esse dom para trabalhar com os parentes, porque realmente não é fácil”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas é justamente entre parentes, na perpetuação da sabedoria indígena, que a cultura das raízes, folhas, sementes e óleos se mantém viva. Ainda hoje são os medicamentos mais usados. “Eu sou ‘raizeira’ e faço remédios caseiros desde criança. Nunca deixei de passar os remédios nossos. Tenho esse cuidado. Mas a gente respeita também o remédio do ‘branco’, que, inclusive, o que vem não é o suficiente. Somos muitos.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes:</strong></h5>
<p><iframe title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-imaira-guajajara-agente-de-saude-indigena-na-aldeia-de-jucaral-no-maranhao/">Agentes de saúde: conheça Imaíra Guajajara, agente de saúde indígena na aldeia de Juçaral, no Maranhão</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Agentes de saúde: conheça a história de Rodrigo Vieira, de Brasília (DF)</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-rodrigo-vieira-de-brasilia-df/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 21:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rodrigo tem apenas dois anos efetivos como agente comunitário de saúde em Brasília, mas se interessou pelo trabalho ainda nos tempos de faculdade.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-rodrigo-vieira-de-brasilia-df/">Agentes de saúde: conheça a história de Rodrigo Vieira, de Brasília (DF)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Formado em saúde coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Vieira Figueiredo, 31 anos, só conheceu a existência dos agentes de saúde em seus tempos de faculdade. “Foi lá que vi a importância do trabalho e estudei durante anos para passar no concurso quando surgisse a oportunidade. Agora entendo a cabeça de quem planeja e a de quem executa e os percalços no meio do caminho”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a graduação, Rodrigo não sabia direito para onde queria ir, então se candidatou a muitos estágios e aos poucos foi se encontrando na saúde pública, mais precisamente no acompanhamento de gestantes. “Uma coisa eu sabia: queria saber como ajudar o próximo.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Começo da profissão e troca com os mais experientes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo entrou na Secretária de Saúde do Distrito Federal em 2022, mas só foi efetivado dois anos depois. Mais jovem da turma dos entrevistados em ‘Drauzio e os Agentes’, o brasiliense vestiu o colete azul pela primeira vez no final de 2024, mas fala como um veterano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Aprendo muito com a minha equipe, são pessoas mais experientes, né? Tem gente com mais de 20 anos de experiência. E tem essa nova geração, com outra energia, outra perspectiva. Por exemplo, sabemos que o médico trata sua doença hoje. Mas o agente quer entender o que causou a doença, tratar o foco. Para que não você seja infectado e nem a população em volta de você seja infectada”, relata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atual equipe de Rodrigo é formada por ele e mais um agente, um técnico enfermeiro e um médico, cobrindo uma área impressionante de 4 mil residências. “É uma distribuição territorial, e eles classificaram, dentro dessas 4 mil, quem tem poder aquisitivo melhor, quem tem poder aquisitivo mais baixo. Então, a gente fez a questão da equidade, quem precisa mais? E como precisa? É entender que uma equipe pequena consegue levar saúde e promover saúde para uma grande população”, explica ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, Rodrigo tem uma paixão específica em termos de cuidado desde os tempos da faculdade: as gestantes. “Adoro trabalhar com gestantes porque a gente consegue prevenir doenças, prevenir abortos, prevenir problemas futuros, fazendo aquele acompanhamento quinzenal, semanal, dando atenção, entendendo se ela está com dor na barriga ou não. É muito gratificante acompanhar gestantes.”</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-papel-dos-agentes-de-saude-no-cuidado-pre-natal/" target="_blank" rel="noopener">O papel dos Agentes de Saúde no cuidado pré-natal</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O papel do agente na vida das pessoas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre atendimentos no posto, atendimentos em domicílio e a infindável tarefa de cadastrar em minúcias todas as famílias do território, Rodrigo se orgulha de ser um elo entre a sociedade e os centros de saúde. “Vejo que nós temos aquele papel de, quando você é criança, você está sendo instruído por uma pessoa responsável. Hoje, um agente de saúde, saúde comunitária, é um instrutor de saúde.” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E ele tenta dar o máximo de atenção para cada usuário, porque sabe que essa é a porta de entrada. “Se você se sentir mal, você vai negar os atendimentos posteriores. Se você se sentir acolhido, você tem segurança”, opina.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu me sinto muito satisfeito quando o usuário me agradece por uma consulta que ele não conseguia antes, por um exame que ele não conseguia há muito tempo. Então, sim, temos problemas, mas também temos felicidades. A gente pode ajudar a mudar a vida de alguém. Acho que esse é o peso de ser um agente de saúde.”</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes:</strong></h5>
<p><iframe loading="lazy" title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-rodrigo-vieira-de-brasilia-df/">Agentes de saúde: conheça a história de Rodrigo Vieira, de Brasília (DF)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>10 perguntas e respostas sobre o sarampo</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/10-perguntas-e-respostas-sobre-o-sarampo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 20:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[sarampo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saiba o que é o sarampo, quais são os principais sintomas, por que ele é tão contagioso e quem deve se vacinar.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/10-perguntas-e-respostas-sobre-o-sarampo/">10 perguntas e respostas sobre o sarampo</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sarampo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sarampo</strong></a> foi descrito pela primeira vez por um médico persa identificado como Rhazes, que viveu entre os anos 860 e 932. Na Idade Média, a doença se </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36414136/" target="_blank" rel="noopener"><b>espalhou</b></a><span style="font-weight: 400;"> pela Europa e pela Ásia e, com a expansão colonial europeia para as Américas, a partir do século 16, chegou também ao Brasil. Um </span><a href="https://digital.bbm.usp.br/view/?45000010057&amp;bbm/7244#page/8/mode/2up" target="_blank" rel="noopener"><b>jornal</b></a><span style="font-weight: 400;"> do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da Universidade de São Paulo (USP), relata que uma epidemia em Belém, no Pará (PA), entre 1748 e 1749, matou 15 mil pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">​​Em 2016, após uma grande redução da transmissão, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Alguns anos depois, porém, o vírus voltou a circular no país, e o </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sarampo/situacao-epidemiologica" target="_blank" rel="noopener"><b>Brasil perdeu a certificação</b></a><span style="font-weight: 400;"> após mais de 12 meses de transmissão. A reintrodução ocorreu em um cenário de baixas coberturas vacinais e fluxo migratório. Em 2024, o país recuperou a certificação, mas o avanço da doença voltou a ligar o sinal de alerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desse cenário, o </span><b>Portal Drauzio</b><span style="font-weight: 400;"> preparou uma matéria com perguntas e respostas sobre o tema. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>1. O que é o sarampo?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O sarampo é causado por um vírus do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Morbillivirus</span></i><span style="font-weight: 400;">, que carrega seu material genético na forma de RNA. E ele é minúsculo: mede cerca de </span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1128/9781555819156.ch21?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener"><b>120 a 250</b></a><span style="font-weight: 400;"> nanômetros de diâmetro. Para ter uma ideia da escala, uma bactéria </span><i><span style="font-weight: 400;">E. coli </span></i><span style="font-weight: 400;">tem cerca de </span><a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK9841/" target="_blank" rel="noopener"><b>1 micrômetro</b></a><span style="font-weight: 400;"> de diâmetro, ou 1.000 nanômetros. Se ela fosse ampliada até atingir 100 metros de largura, o tamanho aproximado de um campo de futebol, o vírus do sarampo teria entre 12 e 25 metros, algo próximo do tamanho de um ônibus articulado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de ser inalado, o vírus infecta células do sistema imunológico presentes nas vias aéreas, especialmente células dendríticas e macrófagos. A partir daí, alcança tecidos linfoides, onde se multiplica, infecta outras células de defesa e ganha acesso à corrente sanguínea. Assim, consegue se espalhar para diferentes partes do organismo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>2. Quais são os sintomas do sarampo?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais sinais e sintomas do sarampo, segundo o Ministério da Saúde, são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/febre/" target="_blank" rel="noopener"><strong>febre alta</strong></a>, geralmente acima de 38,5 °C; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manchas vermelhas na pele (exantema), que costumam surgir primeiro na cabeça e depois avançar pelo corpo em direção aos pés;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manchas de Koplik, que são pequenos pontos brancos que podem surgir na mucosa da boca;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tosse seca;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coriza; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/conjuntivite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>conjuntivite</strong></a> não purulenta (ou seja, sem presença de pus ou secreção espessa nos olhos).</span></li>
</ul>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/bolinhas-no-corpo-entenda-as-diferencas-entre-sarampo-e-catapora/" target="_blank" rel="noopener">Bolinhas no corpo? Entenda as diferenças entre sarampo e catapora</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>3. Por que o sarampo é tão contagioso? </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pessoa com sarampo pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas dela que não estejam imunizadas, segundo o Ministério da Saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Julio Onita, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, em São Paulo (SP), uma das razões para a alta capacidade de transmissão do sarampo é a </span><b>pequena quantidade de vírus necessária para provocar a doença</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Existem doenças em que precisa-se de uma quantidade muito grande do agente infeccioso para que a pessoa tenha alguma manifestação. Com o sarampo, é exatamente o contrário. É uma doença muito contagiosa porque uma quantidade pequenininha de vírus pode causar a doença”, explica.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator que contribui para a disseminação, de acordo com o especialista, é que a pessoa infectada começa a </span><b>transmitir o vírus cerca de dois dias antes do início dos sintomas</b><span style="font-weight: 400;">. Como ainda não sabe que está com o vírus, mantém uma rotina normal, infectando pessoas suscetíveis.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>4. Como é feito o diagnóstico do sarampo?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Para identificar o sarampo, o médico avalia os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, como febre, manchas vermelhas na pele, infecção das vias aéreas e manchas no interior da bochecha, além do histórico de contato com pessoas infectadas e da situação epidemiológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da </span><b>avaliação clínica</b><span style="font-weight: 400;">, exames laboratoriais podem confirmar a infecção. Um deles é a </span><b>sorologia</b><span style="font-weight: 400;">, exame de sangue que procura anticorpos (proteínas produzidas pelo organismo contra o vírus). Outro é o </span><b>RT-PCR</b><span style="font-weight: 400;">, um teste laboratorial que procura diretamente o material genético do vírus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>5. Como funciona o tratamento do sarampo? </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há tratamento específico para o sarampo. O cuidado é feito com </span><b>medicamentos sintomáticos</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, para tratar os sintomas ligados à doença. Em torno de uma semana, segundo Onita, a pessoa já começa a ter a diminuição dos sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“No entanto, o sarampo pode, em algum momento, em algumas poucas pessoas, complicar com infecções por bactérias logo na sequência. Nós chamamos essas bactérias de oportunistas, porque se aproveitam da situação de fragilidade causada pelo sarampo e começam a se manifestar. Aí, numa situação dessa, o médico vai e trata essa complicação”, esclarece.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>6. Quem deve se vacinar e qual é o esquema de doses?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, </span><b>pessoas entre 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para tomar a vacina contra o sarampo</b><span style="font-weight: 400;">. O imunizante é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As doses dependem da faixa etária, segundo Sabrina Soares, infectologista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Entre 1 a 29 anos, todos devem ter duas doses da vacina. De 30 a 59 anos, pelo menos uma dose. Qualquer indivíduo que não tenha esse esquema documentado deve se vacinar. Em casos de surtos ou aumento de casos, podemos aumentar a cobertura vacinal com uma dose de reforço”, explica. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>7. Uma pessoa vacinada ainda pode ter sarampo? </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Soares, nenhuma vacina é 100% eficaz. “Mesmo a do sarampo, que duas doses protegem mais de 95% das pessoas, podem sim existir indivíduos que não fizeram resposta vacinal protetora. Mas em caso de vacinação, sabemos que a doença geralmente é mais branda”, afirma. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>8. Todo mundo pode se vacinar contra o sarampo?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. A vacina é feita de vírus atenuados. Ou seja, elas usam versões vivas do vírus enfraquecidos em laboratório. “Então, ela é </span><b>contraindicada para gestantes, menores de 6 meses, pessoas com imunossupressão e alergia</b><span style="font-weight: 400;"> aos componentes da vacina”, explica Soares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso das gestantes, é precaução. Nos bebês, porque os </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/guias-e-manuais/2024/manual-de-normas-e-procedimentos-para-vacinacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>anticorpos maternos</b></a><span style="font-weight: 400;"> podem interferir na resposta à vacina. No caso dos imunossuprimidos, existe preocupação de que o sistema imunológico da pessoa não consiga controlar adequadamente a replicação do vírus vacinal. Por isso, elas precisam ser avaliadas individualmente antes da vacinação.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/quem-deve-tomar-a-vacina-contra-o-sarampo/" target="_blank" rel="noopener">Quem deve tomar a vacina contra o sarampo</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>9. Por que o sarampo é mais perigoso para crianças?</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Onita, as crianças menores têm maior risco de complicações porque seu </span><b>sistema imunológico ainda está em processo de maturação</b><span style="font-weight: 400;"> e não consegue conter o vírus com a mesma eficiência que o de um adulto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, elas ainda podem não ter recebido todas as doses da vacina, que estimula a formação de células de memória e prepara o organismo para responder ao vírus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas das complicações que podem surgir são </span><b>pneumonia, otite e encefalite</b><span style="font-weight: 400;">. De acordo com o Ministério da Saúde, em crianças, cerca de 1 em cada 20 desenvolve pneumonia, e entre 1 e 4 a cada 1.000 podem ter encefalite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A doença também pode levar à morte: estima-se que 1 a 3 em cada 1.000 crianças com sarampo morram por complicações.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>10. Quem já teve sarampo está imune? </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. Segundo os especialistas, a infecção do vírus do sarampo gera ativação do sistema imunológico e produção de anticorpos de memória que previnem novas infecções. É como se eles registrassem exatamente como lidar com o inimigo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É por isso que existe aquela história de que quem já teve sarampo uma vez não pega mais. A não ser que, em algum momento, esses anticorpos caiam, tanto em qualidade quanto em quantidade, em situações em que a imunidade de uma maneira geral cai, como quando a gente tem um transplante ou faz quimioterapia”, explica Onita. </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Desafios no combate à doença persistem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil, no passado, chegou a perder a certificação de eliminação da circulação do vírus do sarampo porque o vírus voltou a circular no país. “Com a circulação de pessoas através de migrações e viagens, voltamos a ter casos no Brasil”, conta Soares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, porém, o país recuperou a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus do sarampo. Mas o cenário continua sendo desafiador.</span></p>
<p><b>O país também não tem conseguido atingir a meta de cobertura vacinal</b><span style="font-weight: 400;">. Nos últimos anos, o movimento antivacina também ganhou força no Brasil e no mundo, o que gerou dúvidas em relação à eficácia desses imunizantes, que já salvaram mais de </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/tipos-de-vacina-como-funcionam-e-o-que-e-mito/"><b>150 milhões de vidas</b></a><span style="font-weight: 400;">, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A luta contra o sarampo, segundo Onita, deve continuar usando a mesma ferramenta que vem mostrando resultados: a vacinação em massa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A partir do momento que nós começamos a vacinar as pessoas, o vírus do sarampo já começa a diminuir em termos de abrangência. Ele começa a infectar menos pessoas e, consequentemente, sua circulação também diminui. A estratégia adotada lá atrás não muda em relação à estratégia que pode ser adotada hoje novamente”, conclui.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sarampo-volta-a-preocupar-o-mundo-entenda-os-riscos/" target="_blank" rel="noopener">Sarampo volta a preocupar o mundo: entenda os riscos</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/10-perguntas-e-respostas-sobre-o-sarampo/">10 perguntas e respostas sobre o sarampo</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como acolher pessoas em processo de luto na jornada do câncer</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-acolher-pessoas-em-processo-de-luto-na-jornada-do-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empatia, escuta e presença sensível são elementos fundamentais para apoiar pessoas enlutadas. Especialistas falam sobre o luto antes e depois da morte.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-acolher-pessoas-em-processo-de-luto-na-jornada-do-cancer/">Como acolher pessoas em processo de luto na jornada do câncer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Todos os anos, morrem mais de 200 mil pessoas no Brasil em decorrência do câncer, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença é a segunda causa de morte no país, </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-se-aproxima-das-doencas-cardiovasculares-como-principal-causa-de-morte-no-brasil-diz-inca/" target="_blank" rel="noopener"><b>aproximando-se cada vez mais das doenças cardiovasculares</b></a><span style="font-weight: 400;">, historicamente a causa número um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O câncer é uma doença complexa. Em muitos casos, exige tratamentos longos e invasivos, como cirurgias, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/como-a-quimioterapia-combate-o-cancer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>quimioterapia</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/evolucao-da-radioterapia-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>radioterapia</strong></a>, entre outros. Geralmente, altera toda a rotina do paciente e de seus familiares. O luto, nesse cenário, nem sempre está relacionado à morte, mas à vida de antes do diagnóstico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante apoiar a pessoa que está passando pelo tratamento durante todas as etapas da jornada, inclusive quando não há mais chance de cura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o desfecho é, de fato, o óbito, é preciso também acolher quem ficou: respeitar o tempo de cada um e compreender que o luto é um processo único e que não há um jeito certo de vivenciá-lo pode ser um primeiro passo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que o luto não é diz respeito apenas a morte</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Erika Pallottino, psicóloga clínica especialista em luto, </span><b>o diagnóstico oncológico já inicia um processo de luto</b><span style="font-weight: 400;">: não necessariamente por ser uma doença grave, mas por impor importantes transformações à vida da pessoa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudanças nos hábitos e na rotina, perda de autonomia, alterações nos papeis familiares, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/tratamentos-oncologicos-podem-afetar-a-fertilidade-do-paciente/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perda da fertilidade</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/como-a-menopausa-induzida-e-aplicada-no-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>menopausa precoce</strong></a> e questões ligadas à sexualidade, por exemplo, são comuns durante a trajetória do paciente oncológico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Com isso, a gente perde o nosso status de saudável, a nossa sensação de controle, previsibilidade, conhecimento sobre o próprio corpo e sobre a própria saúde. E o luto é uma ruptura que mexe com os nossos organizadores mentais, sociais e afetivos”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse luto acompanha a experiência do câncer e merece reconhecimento e acolhimento. Para a especialista, a rede de apoio e a relação com a equipe de saúde podem ajudar no processo de enfrentamento e adaptação à doença. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Diante de um diagnóstico de gravidade, </span><b>o sofrimento não se limita à perspectiva de morte</b><span style="font-weight: 400;">. Ele se manifesta em diversas formas de perda que afetam profundamente o paciente e os que o cercam. Acolher essas emoções ao longo da jornada pode evitar que esse sofrimento se intensifique”, completa Sarah Ananda, líder nacional da especialidade de cuidados paliativos da Oncoclínicas.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O processo de fim da vida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando um paciente com câncer caminha para o processo de fim de vida, os familiares e amigos precisam lidar com os seus próprios sentimentos sobre a perda ao mesmo tempo em que acolhem a pessoa que está doente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a psicóloga, não há uma orientação que caiba para todos, pois esse costuma ser um momento de muita complexidade, conflitos e sentimentos que podem emergir de forma mais profunda. Cada história tem suas particularidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas é importante estar presente de forma empática, sem julgamentos e imposições, e não levar questões que possam intensificar a angústia ou o mal-estar do paciente. “</span><b>Não é qualquer pessoa que consegue estar nesse lugar</b><span style="font-weight: 400;">. Por isso, vínculos de confiança e seguros são os mais recomendados para um paciente que enfrenta terminalidade de vida”, explica Pallottino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As pessoas próximas passam por um processo que por um lado é coletivo, por estarem enfrentando essa perda em comum; mas também individual, devido ao vínculo pessoal com a pessoa que está falecendo. Por isso, buscar apoio profissional ou na sua própria rede de relações pode ajudar a diminuir a angústia e a ansiedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, </span><b>os cuidados paliativos têm papel importante</b><span style="font-weight: 400;">. Mais do que um complemento ao tratamento do câncer, eles buscam minimizar o sofrimento e promover o respeito à pessoa em sua totalidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nosso trabalho é cuidar com sensibilidade e humanidade, reconhecendo que o sofrimento não é apenas físico, mas também emocional, social e espiritual. Essa atenção integral prepara tanto o paciente quanto seus familiares para lidarem com as perdas de forma mais serena”, detalha Ananda.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/o-que-sao-cuidados-paliativos-e-como-eles-funcionam/" target="_blank" rel="noopener">O que são cuidados paliativos e como eles funcionam? – DrauzioCast #219</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>É normal ter sentimentos conflitantes diante do luto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O luto pode envolver uma série de sentimentos complexos e que por vezes podem parecer contraditórios, como medo, tristeza, raiva, alívio, culpa, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pallottino explica que, inicialmente, normalmente ocorre um processo de </span><b>luto agudo</b><span style="font-weight: 400;"> que provoca uma disrupção em diversos sistemas do nosso funcionamento cognitivo, afetivo, social e espiritual. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Então, </span><b>é comum a gente sentir ambivalência</b><span style="font-weight: 400;">. Essa sensação que é conflituosa, sim, de um alívio ou até de um desejo que tudo termine, não para que a pessoa vá embora, mas para que o sofrimento de todos seja minimizado. É um quadro emocional comum nesses tipos de cenários, porque ser espectador do sofrimento de quem a gente ama é muito difícil”, afirma.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Cristiane Bergerot, psico-oncologista e líder nacional de especialidade equipe multidisciplinar da Oncoclínicas, </span><b>não existe um jeito certo ou errado de sentir</b><span style="font-weight: 400;">. “A tristeza, o silêncio, a raiva, o medo ou até a culpa podem aparecer — e tudo isso é válido. O mais importante é que essas emoções sejam acolhidas, sem pressa e sem julgamentos”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ter generosidade e compaixão com o próprio processo, que pode demorar, pois não há um tempo determinado para viver a dor da perda de um ente querido. Trata-se de algo muito particular e não uma barreira a ser “vencida” ou “superada”, simplesmente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como apoiar a pessoa enlutada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acolhimento é essencial para quem está vivendo o luto, mas muitas vezes as pessoas próximas não sabem como ajudar. Ao apoiar alguém em sofrimento, estar presente e ouvir com atenção pode ser mais importante do que tentar “dizer a coisa certa”. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Muitas vezes, quem enfrenta uma perda se vê isolado, não por falta de carinho, mas porque as pessoas ao redor nem sempre sabem o que dizer ou como agir. Nesses momentos,</span><b> a escuta atenta, o silêncio respeitoso e a presença genuína</b><span style="font-weight: 400;"> são gestos simples, mas profundamente reconfortantes”, explica Bergerot.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Ananda, o acolhimento vai além do apoio emocional imediato. “Ele ajuda a construir um espaço seguro onde a pessoa pode vivenciar suas emoções de forma autêntica e gradual”, destaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as orientações, Pallottino destaca a importância de </span><b>respeitar a autonomia da pessoa enlutada</b><span style="font-weight: 400;">, permitindo que ela encontre os seus caminhos, além de </span><b>validar os seus sentimentos</b><span style="font-weight: 400;">, evitando falar coisas para tentar “consertar” sua dor ou dizer que é errado sentir determinada emoção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é </span><b>ajudar com recursos</b><span style="font-weight: 400;">. Ações práticas do dia a dia podem fazer a diferença. Por exemplo, se você tem um filho que estuda na mesma escola que o filho da pessoa, você pode oferecer uma carona, ou levá-lo para almoçar depois da aula. Outras medidas possíveis são preparar refeições ou auxiliar com alguma tarefa da casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De tempos em tempos, também vale </span><b>perguntar se a pessoa precisa de ajuda</b><span style="font-weight: 400;">. “É uma presença ativa sem ser invasiva. Isso precisa de sensibilidade e cuidado. É muito comum que na tentativa de ajudar, a gente invada essa história achando que sabe o caminho, que é um caminho absolutamente da outra pessoa”, afirma a especialista. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando buscar ajuda especializada</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante buscar um suporte de saúde mental nos casos de luto quando a pessoa identifica que </span><b>o sofrimento está além do que aquela consegue suportar</b><span style="font-weight: 400;">, causando disfuncionalidade em diversas áreas da vida, como trabalho, relações pessoais, dificuldades no sono e na alimentação, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Pallottino, os estudos mostram que a comunidade e a rede de apoio têm uma força importante na reconstrução da pessoa enlutada. Quando não há esse suporte, existe um risco para complicações do luto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“E existem questões que envolvem transtornos emocionais ou vulnerabilidades emocionais prévias à história de luto. Então, alguém que tem uma história de depressão importante, que tem questões associadas a risco emocional, muitas vezes vai precisar de um suporte psicológico específico e especializado em luto”, conclui a psicóloga.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/luto-prolongado-e-considerado-um-transtorno-mental/" target="_blank" rel="noopener">Luto prolongado é considerado um transtorno mental</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-acolher-pessoas-em-processo-de-luto-na-jornada-do-cancer/">Como acolher pessoas em processo de luto na jornada do câncer</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Um avanço na detecção do câncer de intestino</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/um-avanco-na-deteccao-do-cancer-de-intestino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 18:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[câncer colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de intestino]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[exame]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos do Drauzio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116527</guid>

					<description><![CDATA[<p>O SUS disponibiliza gratuitamente, para pessoas de 50 a 75 anos, o FIT, um exame simples que ajuda a detectar o câncer de intestino. Leia no artigo do dr. Drauzio.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/um-avanco-na-deteccao-do-cancer-de-intestino/">Um avanço na detecção do câncer de intestino</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>Finalmente um avanço na detecção do<strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-intestino-e-um-dos-mais-frequentes-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">câncer de intestino</a> </strong>na população brasileira.</p>
</div>
<div>
<div data-news-content-text="" data-disable-copy="" data-continue-reading="" data-continue-reading-hide-others=".js-continue-reading-hidden" data-age-rating="">
<p>Você lembra que o intestino é dividido em duas partes principais: <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/intestino-delgado/" target="_blank" rel="noopener">delgado</a></strong> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/intestino-grosso/" target="_blank" rel="noopener"><strong>grosso</strong></a>. Por um capricho biológico, câncer no delgado é muito raro. Em mais de 50 anos de oncologia, devo ter visto uma dúzia desses casos, ao lado de mais de mil pacientes com <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-colorretal/" target="_blank" rel="noopener">carcinoma de cólon ou reto</a></strong>.</p>
<p>No Brasil, esse é o segundo tipo mais frequente em homens, e o terceiro nas mulheres. A mortalidade é alta, porque de cada 3 pacientes operados, 2 apresentam tumores em fase já avançada.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: </strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/colonoscopia-o-exame-que-previne-e-detecta-o-cancer-de-intestino/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Colonoscopia: o exame que previne e detecta o câncer de intestino</strong></a></p>
<p>O diagnóstico costuma ser tardio, porque os sintomas iniciais são discretos: cólicas, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sangue-nas-fezes-e-sangramento-anal/" target="_blank" rel="noopener">sangramento fecal</a></strong>, episódios de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> seguidos de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/prisao-de-ventre-constipacao-intestinal/" target="_blank" rel="noopener">obstipação</a></strong>, dores abdominais, perda de peso, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/hematologia/quais-os-principais-tipos-de-anemia/" target="_blank" rel="noopener">anemia</a></strong>.</p>
<p>Embora variada, a sintomatologia não é específica: presença de sangue nas fezes pode ser invisível ou atribuída a <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hemorroidas/" target="_blank" rel="noopener">hemorroidas</a></strong>, existentes ou não; obstipação depois de quadro de diarreia também ocorre em intoxicações alimentares; flatulência provoca desconforto abdominal sem maior significado; perda de peso tem muitas causas; anemias geralmente se manifestam por cansaço muitas vezes menosprezado.</p>
<div>
<p>É o segundo tipo mais frequente de câncer e o terceiro em número de mortes no Brasil. Ocorrem cerca de 53 mil casos por ano. Chama a atenção o aumento do número de casos nos últimos anos. Segundo o <em>The Lancet Regional Health Americas</em>, no período de 2026 a 2030 a mortalidade deverá triplicar quando comparada à de 2001 a 2005.</p>
<p>Além do crescimento da prevalência, os últimos anos nos chamaram a atenção para a<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/estudo-brasileiro-inedito-aponta-avanco-do-cancer-colorretal-entre-jovens/" target="_blank" rel="noopener"> incidência na população mais jovem</a></strong>. Doença que geralmente se instalava em mulheres e homens a partir dos 50 ou 60 anos, agora não poupa os mais moços: cerca de 20% dos pacientes caem na faixa dos 40 anos ou menos.</p>
<p>O advento da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/colonoscopia/" target="_blank" rel="noopener">colonoscopia</a></strong> revolucionou o panorama da doença. Trata-se de um exame diagnóstico e ao mesmo tempo preventivo, uma vez que o aparelho é dotado de uma garra capaz de retirar os <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/polipo-nao-e-cancer-mas-merece-atencao-especial/" target="_blank" rel="noopener">pólipos</a></strong> que ainda se encontrem na fase de pré-malignidade. Se todos fossem submetidos a colonoscopias na periodicidade indicada, os cânceres de cólon e reto seriam praticamente erradicados.</p>
<p>O SUS recomenda que o exame comece a ser feito a partir dos 50 anos. A recomendação da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e da maioria das sociedades médicas norte-americanas é a partir dos 45.</p>
<blockquote><p>O problema é que, num país do tamanho do nosso, seria tarefa inexequível: segundo o IBGE, são cerca de 62 milhões de brasileiros com mais de 50 anos. Como os exames devem ser periódicos, nem que o SUS interrompesse todos os atendimentos para se dedicar exclusivamente às colonoscopias daria conta.</p></blockquote>
<p>Por essas razões, o <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/sus-tem-novo-protocolo-para-detectar-cancer-de-intestino/" target="_blank" rel="noopener">SUS passou a disponibilizar o teste imunoquímico fecal</a> </strong>(FIT na sigla em inglês) para a pesquisa de sangue oculto nas fezes.</p>
<p>O teste antigo de sangue oculto tinha baixa sensibilidade, exigia duas ou três amostras, dias de dieta com restrição de certos alimentos, atenção ao escovar os dentes e não usar palito, entre outros cuidados.</p>
<p>Para o FIT, basta uma amostra, não há dieta nem preparo. A pessoa retira o kit na Unidade Básica de Saúde da vizinhança, colhe o material em casa e leva de volta, para ser testado no laboratório. O resultado sai em poucos dias.</p>
<p>O Ministério da Saúde disponibiliza o teste exclusivamente para mulheres e homens de 50 a 75 anos de idade. Deve ser repetido de dois em dois anos.</p>
<p>Resultados negativos não garantem a ausência de câncer no intestino (a lesão pode não sangrar), mas reduzem muito a possibilidade. Segundo o ministério, a sensibilidade do FIT é de 85% a 92%, ou seja, na presença de um tumor maligno colorretal, essa é a probabilidade de o exame dar positivo.</p>
<p>É um exame de triagem: quem apresentar resultado positivo, será encaminhado para a colonoscopia, o exame definitivo. Aqueles com resultado negativo poderão ser poupados.</p>
<p>Pacientes com sintomas sugestivos de câncer colorretal, aqueles com doenças inflamatórias do intestino (<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/colite-ulcerativa/" target="_blank" rel="noopener">retocolite ulcerativa</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-de-crohn/" target="_blank" rel="noopener">doença de Crohn</a></strong> e outras) e aqueles com histórico familiar precisam de acompanhamento médico, com colonoscopias periódicas.</p>
<p>Para reduzir o risco do aparecimento de tumores malignos no intestino, você deve evitar: obesidade, sedentarismo, carnes processadas, carne vermelha em excesso, dieta pobre em fibras, álcool e tabagismo. E deve ter sorte com os seus genes.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong><span style="background-color: transparent; color: inherit; font-size: inherit; letter-spacing: inherit; text-decoration-line: underline;">Veja também: </span><a style="background-color: transparent; font-size: inherit; font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;" href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/como-prevenir-o-cancer-de-intestino/" target="_blank" rel="noopener">Como prevenir o câncer de intestino</a><a style="background-color: transparent; font-size: inherit; font-weight: inherit; letter-spacing: inherit;" href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/como-prevenir-o-cancer-de-intestino/" target="_blank" rel="noopener">Como prevenir o câncer de intestino</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
</div><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/um-avanco-na-deteccao-do-cancer-de-intestino/">Um avanço na detecção do câncer de intestino</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Agentes de saúde: conheça a trajetória de Tereza Cristina, mineira que vive em Brasília (DF)</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-trajetoria-de-tereza-cristina-mineira-que-vive-em-brasilia-df/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tereza começou a trabalhar como agente de saúde sabendo muito pouco sobre a função. Mas como gosta de “mexer com gente”, acabou se saindo bem.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-trajetoria-de-tereza-cristina-mineira-que-vive-em-brasilia-df/">Agentes de saúde: conheça a trajetória de Tereza Cristina, mineira que vive em Brasília (DF)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Tereza Cristina das Mercês, 59 anos, nasceu em São João Del Rey, Minas Gerais, e se mudou ainda criança para a capital, Belo Horizonte. Em relação ao trabalho, fez de tudo um pouco, principalmente no comércio, para criar os quatro filhos. Decidiu se mudar de mala e cuia para Brasília (DF) por volta de 2000, para dar uma vida melhor para eles e por achar que teria mais possibilidades de trabalho. Lá, chegou a trabalhar como diarista e segurança de loja até que, em 2005, recebeu um panfleto sobre oportunidade para ser agente de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Na época, eu estava desempregada e falaram: &#8216;Não quer ser não?&#8217; Não, não sei nem o que que é. Mas li o que que era agente de saúde e falei: &#8216;Poxa, legal&#8217;. Então me inscrevi, fiz a prova e passei em terceiro lugar”, conta.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Alta demanda e questões de saúde mental</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tereza lembra muito bem os primeiros dias de trabalho, a lama, os casebres de madeirite ou cobertos com lona. Muita gente desempregada, muita criança, vulnerabilidades de todo tipo. “Não falo para você que mudou o jeito nosso de trabalhar, porque a gente continua do mesmo jeito, trabalhando do mesmo jeito, faz as mesmas coisas, mas as pessoas têm mais condição hoje em dia. Agora, o mais comum são questões psicológicas, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a>. A gente vê muita pessoa com depressão. Isso mais hoje. Porque em 2005, 2006 era fome, era falta de trabalho, era escola que não tinha, porque esse território aqui foi invadido originalmente. Hoje tem escolas, não é perfeito, mas melhorou muito.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O território que Tereza atende é praticamente o mesmo desde seu início. “Mais de 750 casas para cada pessoa, entendeu? Só que, assim, eu não consigo dar a mesma qualidade porque agora só temos dois agentes. Antes eram cinco. Esse mesmo território, 3.500, por aí, mais ou menos, não sei te dizer o tanto, certo? Então, eu e meu colega, dentro do que a gente pode fazer, a gente consegue, sim, suprir essa demanda gigante.”</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-os-agentes-de-saude-contribuem-para-o-cuidado-da-saude-mental-da-populacao/" target="_blank" rel="noopener">Como os Agentes de Saúde contribuem para o cuidado da saúde mental da população</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>De grão em grão, melhorando a vida das pessoas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunicativa desde pequena, Tereza diz que gosta de “mexer com gente”. Além da atenção primária, que é o foco de seu trabalho diário, ela também faz de tudo para encaminhar as pessoas que atende, principalmente as mulheres, para empregos, oportunidades ou qualquer coisa que ocupe o tempo e a cabeça. Foi então que criou, junto com uma assistente social do posto de saúde, um programa de geração de renda a partir de artesanato.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente arruma as feiras para elas irem vender o produto que elas mesmas fazem, mesmo os que ensino, e outras coisas que elas fazem por fora. Essa questão de cuidar de gente, sabe? É legal, é interessante. Muitas delas, eu tenho duas de 84 anos, já são avós. Então, assim, tudo que já fizeram, querem só estar ali junto com a gente, brincar, conversar, aprender. É um grãozinho que a gente ajuda, mas um grãozinho é importante, né?”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Tereza consegue ajudar de qualquer forma possível, é um grande acontecimento pessoal, mas nem sempre o atendimento é bem sucedido, apesar de ela tentar manter a objetividade. “No começo ficava muito triste, muito abalada com tudo, tentando resolver. Não que eu não fique, tem coisa que ainda abala, mas você acaba criando, não sei se uma película ou alguma coisa, mas comecei a colocar mais energia em como posso ajudar. Só que o mais triste é quando realmente você está tentando, tentando, e a pessoa não sai do lugar. A pessoa não quer se ajudar”, relata.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Ainda há muito o que melhorar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A mineira de nascimento e brasiliense de coração vê muitas possibilidades de melhorar o dia a dia do trabalho de agente de saúde. Como exemplo, sugere um singelo tablet que possa armazenar as informações de cada casa, para ela não precisar passar os formulários a limpo para o computador da unidade toda vez. “Poderia atender mais pessoas se não precisasse perder esse tempo na unidade.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra melhoria seria ter espaços próprios para os inúmeros grupos criados para a comunidade, desde o de geração de renda até o de fisioterapia, o da horta comunitária e por aí vai. Sem falar em um apoio psicológico para os agentes, afinal de contas, nem todo mundo tem cabeça boa para ver tanta situação triste e não poder ajudar.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes:</strong></h5>
<p><iframe loading="lazy" title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-trajetoria-de-tereza-cristina-mineira-que-vive-em-brasilia-df/">Agentes de saúde: conheça a trajetória de Tereza Cristina, mineira que vive em Brasília (DF)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Agentes de saúde: conheça Solange Maria, cearense com três gerações da família na profissão</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-solange-maria-cearense-com-tres-geracoes-da-familia-na-profissao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 20:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Solange Maria é agente de saúde há quase 30 anos e chama atenção para a necessidade de um programa de atendimento psicológico para os profissionais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-solange-maria-cearense-com-tres-geracoes-da-familia-na-profissao/">Agentes de saúde: conheça Solange Maria, cearense com três gerações da família na profissão</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Solange Maria Lima Lacerda Silva, 60 anos, é agente de saúde no município de Tauá (CE) há 27 anos. Filha de agricultores, a cearense passou a infância entre atividades da roça e a escola. “Fiz até o quarto ano direitinho, porque era até onde a escola da região ia, então fiz o quarto ano três vezes para não perder a oportunidade de estudar. E só com 14 anos é que eu vim para Tauá para cursar o quinto ano. Aí fiz até o terceiro ano do segundo grau, já sendo mãe e constituído família. Tenho dois filhos”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela acabou postergando o sonho da graduação para cuidar dos filhos e só pouco mais de 20 anos após ter concluído o ensino médio foi que prestou o Enem e passou em pedagogia na Universidade Estadual do Ceará (Uece). Solange trabalhava durante o dia como agente comunitária de saúde e fazia universidade à noite. Depois, fez especialização na área e chegou a trabalhar também como professora do ensino fundamental. Mas foi no dia a dia como agente de saúde que ela se encontrou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Fui selecionada pra ser agente de saúde no ano de 1996. Estava com dois anos que eu estava morando no território. Para mim foi algo desafiador participar dessa seleção porque era uma das poucas concorrentes que não tinha aquele vínculo familiar no bairro. Quando cheguei, já fui participando dos grupos, tomando parte na comunidade. Comecei a participar do associativismo na comunidade, do grupo da pastoral da criança, já orientando as mãezinhas no processo de gravidez, pós-parto, tudo isso.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Três gerações de agentes de saúde</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra coisa que levou Solange a ser agente de saúde foi o fato de sua mãe também ter trabalhado como agente, mas numa época em que a função não era reconhecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Acompanhei muito a minha mãe e isso me estimulou. Juntou isso com a inserção na comunidade e a necessidade que tinha de ajudar na criação dos meus filhos, porque também desejava ser uma cidadã, uma pessoa autônoma, que pudesse me manter, que não vivesse só na dependência do outro. Até para ser exemplo para os meus filhos”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Solange chegou a ser colega da mãe, que atualmente está aposentada, e agora é colega da filha. São três gerações de agentes de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E muita coisa mudou no trabalho dessas três gerações. “Quando comecei a trabalhar, o interesse maior era diminuir a morte neonatal das crianças, prevenir e até tratar a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/desidratacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desidratação</strong></a> causada pelas <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreias</strong></a> e hoje a gente já está trabalhando o oposto, até questões de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, drogas, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a>.”</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/saude-infantil-como-os-agentes-de-saude-ajudam/" target="_blank" rel="noopener">Saúde infantil: como os Agentes de Saúde ajudam?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Conexão com a comunidade e esgotamento mental </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O território que Solange trabalha, no cinturão da cidade de Tauá, também possui uma área quilombola. Atualmente ela cuida de cerca de 289 famílias, o que totaliza algo em torno de 522 pessoas. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Considero o trabalho do agente de saúde um trabalho de conexão, principalmente entre a comunidade e o sistema de saúde, mas não só. Somos nós que conhecemos a cozinha da mamãe, somos nós que conhecemos o quartinho do bebê, somos nós que temos elo com a comunidade. E sabemos também das dores, alegrias, participamos das festas, e querendo ou não, nós somos parte da família. Então, nós temos apego com eles e, muitas vezes, eles não procuram, inicialmente, uma unidade de saúde, eles recorrem a gente via telefone, batem na porta, gritam na rua, é assim.&#8221;</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão íntima entre agentes de saúde e as famílias dos seus territórios tem uma consequência para os agentes que ainda é subestimada e pouco trabalhada: o esgotamento mental. Solange ainda sente muito isso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Muitas vezes, a gente se pega pensativo, tristonho, porque, muitas vezes, a gente não consegue deixar o problema do nosso vizinho, ele passa a ser da gente, porque a gente sente com ele. Então, já cheguei para os gerentes da nossa unidade falando sobre isso, que o cuidador também precisa de cuidado. Tem questões que mexem muito com a gente, como a da violência sexual, por exemplo. Eu, pelo menos, compartilho um pouco das minhas dores com a psicóloga da nossa unidade. Ela sempre me apoia quando preciso. Mas não é um serviço que se oferece ao trabalhador”, relata. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os territórios são vivos e dinâmicos como as pessoas que vivem neles, e Solange sabe que é preciso se reinventar todo dia, mas também que isso pode ter um custo psicológico alto para o agente de saúde. “Caso contrário, é outra mãe voltando doente para casa.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes:</strong></h5>
<p><iframe loading="lazy" title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-solange-maria-cearense-com-tres-geracoes-da-familia-na-profissao/">Agentes de saúde: conheça Solange Maria, cearense com três gerações da família na profissão</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Datafolha: apenas 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de DPOC</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/datafolha-apenas-10-dos-brasileiros-conhecem-ou-ja-ouviram-falar-de-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 19:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[pulmão]]></category>
		<category><![CDATA[tabagismo]]></category>
		<category><![CDATA[dpoc]]></category>
		<category><![CDATA[pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116486</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisa realizada pelo Datafolha traz dados sobre o conhecimento da população brasileira sobre doenças respiratórias.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/datafolha-apenas-10-dos-brasileiros-conhecem-ou-ja-ouviram-falar-de-dpoc/">Datafolha: apenas 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de DPOC</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Somente 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar sobre a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-dpoc/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)</strong></a>, enquanto apenas 3% sabem o significado da sigla. Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Datafolha em parceria com a farmacêutica GSK que ouviu mais de 2 mil pessoas em todas as regiões do país sobre saúde respiratória. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento teve também um módulo específico para pacientes, com 213 participantes diagnosticados com <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/falta-de-informacao-dificulta-adesao-ao-tratamento-da-asma-grave/" target="_blank" rel="noopener">asma</a></strong>, DPOC ou <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/sinusite-entrevista/" target="_blank" rel="noopener">rinossinusite</a></strong> com pólipos nasais. Entre os pacientes com DPOC, 42% levaram mais de três anos entre o início dos sintomas e o diagnóstico, 11% afirmaram não fazer nenhum tipo de tratamento atualmente e 18% tratam apenas quando têm sintomas ou crises. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>A DPOC é uma doença progressiva, mas tratável</b><span style="font-weight: 400;">. A escassez de conhecimento faz com que os primeiros sinais, como tosse matinal e cansaço progressivo, sejam ignorados por anos. Quando a pessoa finalmente procura atendimento, a função pulmonar já pode estar comprometida. Precisamos desmistificar a DPOC e engajar as pessoas na manutenção do tratamento contínuo”, alerta José Eduardo Delfini Cançado, professor de pneumologia da Santa Casa de São Paulo. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A DPOC é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a terceira principal causa de morte no mundo, causando mais de 3 milhões de óbitos por ano. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;">
<h3><b>Afinal, o que é DPOC?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A DPOC é uma doença respiratória crônica caracterizada pela inflamação crônica das vias aéreas (bronquite crônica) e pela destruição dos septos interalveolares (e<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/enfisema/" target="_blank" rel="noopener">nfisema pulmonar</a></strong>), que limitam o fluxo de ar nos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/pulmao/" target="_blank" rel="noopener">pulmões</a></strong>. Pode estar associada a fatores como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tabagismo ativo e passivo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">poluição atmosférica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">exposição ocupacional a micropartículas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fatores genéticos e desenvolvimento pulmonar anormal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais sintomas são cansaço persistente, falta de ar progressiva aos esforços, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tosse/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tosse</strong></a> crônica e produção de catarro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não tenha cura, a DPOC pode ser controlada com medicamentos, reabilitação pulmonar e oxigênio, quando necessário. Parar de fumar, manter as vacinas em dia e praticar atividade física regularmente também são medidas essenciais no tratamento. O exercício proporciona autonomia e qualidade de vida aos pacientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“<strong>O exercício é fundamental</strong>. A gente quer que o paciente melhore o condicionamento da perna e do braço. As pessoas confundem capacidade pulmonar com condicionamento físico. Estar condicionado significa que a musculatura está treinada, e quando a musculatura está treinada, o músculo consome menos oxigênio e o indivíduo cansa menos”, explica Cançado. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/pessoas-com-dpoc-podem-fazer-exercicio-fisico-conheca-os-beneficios-e-cuidados-necessarios/" target="_blank" rel="noopener">Pessoas com DPOC podem fazer exercício físico? Conheça os benefícios e cuidados necessários</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tabagismo e culpabilização do paciente</b></h3>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Eu tenho 63 anos e comecei a fumar porque era chique, era bacana, era bonito. E assim foi por 32 anos. Até que, graças a campanhas e proibição do uso de cigarro em locais, eu fui reduzindo até que parei. Mas não fui procurar um pneumologista porque não tinha sintomas. Eu tinha uma atividade física regular e de vez em quando ficava com uma tosse”, conta Carla Comini, embaixadora da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O alerta veio quando, anos depois, sua irmã foi diagnosticada com <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/cancer-de-pulmao-doenca-traicoeira/" target="_blank" rel="noopener">câncer de pulmão</a></strong>. Ela, então, se consultou com um especialista, fez exames e recebeu o diagnóstico de DPOC. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de embaixadora da Abraf, Carla é voluntária em uma farmácia comunitária e presta suporte a outras pessoas com a condição. Ela conta que ainda há muita culpabilização do paciente, como se ele “merecesse” ficar doente por ter sido fumante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale destacar que o próprio tabagismo é reconhecido como </span><b>doença crônica causada pela dependência à nicotina</b><span style="font-weight: 400;">. “O tabagismo precisa ser tratado como doença. E como uma doença, [as pessoas diagnosticadas] precisam ser tratadas com respeito”, afirma Mariana Gazzotti, diretora médica de ImunoResp e Produtos Estabelecidos da GSK Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja o principal fator, o tabagismo não é o único causador do problema. Segundo Cançado, </span><b>cerca de 40% dos fumantes vão ter DPOC</b><span style="font-weight: 400;">. O cigarro desencadeia a doença, mas se o indivíduo não tiver predisposição, ele não vai desenvolvê-la. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Brasileiros ainda subestimam sintomas respiratórios</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As doenças respiratórias estão entre as principais causas de morte no Brasil. Mesmo assim, muitos sintomas ainda são subestimados pela população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na pesquisa do Datafolha, 92% dos brasileiros relataram ter tido pelo menos um sintoma respiratório nos últimos 12 meses, e </span><b>62% acreditam que tosse ou falta de ar só merecem avaliação médica quando limitam as atividades do dia a dia</b><span style="font-weight: 400;">. Mais da metade (57%) concorda que é normal sentir falta de ar à medida que a pessoa envelhece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Tossir não é normal. Você pode ter uma gripe, tossir e tudo bem. Mas você vai ter no mês que vem a mesma coisa, a mesma gripe? Então, eu falo: não é normal. Vá procurar [ajuda]”, diz Carla Comini. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/qual-e-a-relacao-entre-cigarro-eletronico-e-dpoc/" target="_blank" rel="noopener">Qual é a relação entre cigarro eletrônico e DPOC?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/datafolha-apenas-10-dos-brasileiros-conhecem-ou-ja-ouviram-falar-de-dpoc/">Datafolha: apenas 10% dos brasileiros conhecem ou já ouviram falar de DPOC</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o cansaço não é apenas cansaço: os sinais da fibrose pulmonar </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/quando-o-cansaco-nao-e-apenas-cansaco-os-sinais-da-fibrose-pulmonar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[cansaço]]></category>
		<category><![CDATA[fibrose pulmonar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Ê, mineirinho!”, “Tá morrendo?”, “Que canseira!”. O mineiro Ronaldo Aparecido Rodrigues, de 51 anos, trabalhava em São Paulo quando começou a perceber uma fadiga exagerada ao subir a ladeira no caminho para o metrô. O cansaço aparecia, sumia e voltava, às vezes tão intenso que ele mal conseguia responder às brincadeiras dos colegas de turno. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/quando-o-cansaco-nao-e-apenas-cansaco-os-sinais-da-fibrose-pulmonar/">Quando o cansaço não é apenas cansaço: os sinais da fibrose pulmonar </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>“Ê, mineirinho!”, “Tá morrendo?”, “Que canseira!”. </strong>O mineiro Ronaldo Aparecido Rodrigues, de 51 anos, trabalhava em São Paulo quando começou a perceber uma fadiga exagerada ao subir a ladeira no caminho para o metrô. O cansaço aparecia, sumia e voltava, às vezes tão intenso que ele mal conseguia responder às brincadeiras dos colegas de turno.</p>



<p>No final de 2017, o cansaço deixou de ser apenas em subidas, afetando Ronaldo em escadas e até ao caminhar. Entre idas e vindas ao consultório médico, <strong>foi só cinco anos depois que ele descobriu o problema: era fibrose pulmonar.</strong></p>



<p>A fibrose pulmonar é um conjunto de mais de 200 doenças pulmonares diferentes, mas semelhantes entre si. Elas são caracterizadas pela formação de cicatrizes (fibroses) no tecido pulmonar, tornando o pulmão mais rígido e dificultando a respiração. A fibrose pulmonar pode ter várias causas, como doenças autoimunes, medicamentos e fatores ambientais. Quando não é possível identificar a origem, o quadro é chamado de<strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/fibrose-pulmonar-idiopatica-fpi/">fibrose pulmonar idiopática</a></strong>, o tipo mais comum da doença.</p>



<p>Em 2021, a pesquisa <a href="https://www.prnewswire.com/news-releases/segundo-pesquisa-datafolha-e-boehringer-ingelheim-pacientes-com-doencas-pulmonares-raras-podem-demorar-ate-cinco-anos-para-o-diagnostico-correto-831659205.html?utm_source=chatgpt.com">Panorama das doenças pulmonares raras no Brasil</a>, realizada pelo Instituto Datafolha em parceria com a Boehringer Ingelheim, descobriu que <strong>o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática é de três anos. </strong>Desde então, os dados brasileiros sobre a jornada do paciente não avançaram muito, demonstrando a<strong> lacuna na identificação da doença.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas da fibrose pulmonar podem ser facilmente confundidos</strong></h3>



<p>Os principais sintomas da fibrose pulmonar são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Falta de ar:</strong> inicialmente durante esforços físicos, mas, com a progressão da doença, também em atividades cotidianas, como tomar banho, vestir–se ou falar;</li>



<li><strong>Tosse persistente: </strong>estima-se que pessoas com fibrose pulmonar podem tossir até 200 vezes por dia;</li>



<li><strong>Fadiga:</strong> como o corpo precisa se esforçar para respirar, a pessoa se sente sem energia mesmo após descansar.</li>
</ul>



<p>O problema é que todos esses sintomas podem ser confundidos com outras condições. Como a fibrose pulmonar afeta principalmente adultos acima de 50 anos, eles podem ser vistos como <strong>falta de condicionamento físico</strong> decorrente do envelhecimento.</p>



<p>“Muitos pacientes são tratados como se tivessem <strong>pneumonia</strong>. Eles vão ao pronto-socorro cansados e a ausculta pulmonar revela uma alteração chamada de crepitação em velcro, um sintoma presente tanto no quadro de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/pneumonia/">pneumonia</a> quanto no de fibrose pulmonar”, explica Maria Raquel Soares, membro da Comissão de Doenças Intersticiais Pulmonares da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).</p>



<p>Essa confusão é mais comum em pacientes idosos que tendem a seguir um estilo de vida sedentário. Por não realizarem esforço físico no dia a dia, demoram a perceber a falta de ar ou acreditam que seja um problema motor. Ao procurarem o médico, o caso é interpretado dentro desse contexto,<strong> sem o pedido de exames que possam identificar a fibrose pulmonar.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Progressão da doença é lenta</strong></h3>



<p>Além disso, a fibrose pulmonar é uma <strong>doença de progressão lenta e gradual. </strong>Isso porque, na maioria das vezes, ela surge como consequência de um processo inflamatório no pulmão, como doenças autoimunes, inalação de partículas, infecções graves e reações a medicamentos. O refluxo gastroesofágico também pode ser um causador, devido à aspiração de pequenas quantidades de ácido para o pulmão ao longo do tempo.</p>



<p>Portanto, além da inflamação demorar a acontecer, ela forma uma cicatriz (a fibrose) <strong>que também não se manifesta de forma imediata.&nbsp;</strong></p>



<p>Ronaldo relata que os primeiros sinais da fibrose pulmonar surgiram em 2010, mas eles só passaram a comprometer sua qualidade de vida em 2018, quando ele procurou atendimento médico. Inicialmente, foi ao cardiologista, que não encontrou nada de errado. Depois, seguiu para o pneumologista, que o diagnosticou com bronquite de terceiro grau.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Depois eu entendi a dificuldade dos médicos em entender a fibrose, de saber sobre a fibrose pulmonar. Não é um diagnóstico simples, né? <strong>É mais complexo do que tudo que alguém possa imaginar</strong>”, afirma o supervisor de portaria.</p>
</blockquote>



<p>Ou seja, mesmo depois que os sintomas aparecem, há um novo obstáculo:<strong> fechar o diagnóstico correto.</strong></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/fibrose-pulmonar-sintomas-comuns-em-outras-doencas-dificultam-o-diagnostico/">Fibrose pulmonar: sintomas comuns em outras doenças dificultam o diagnóstico</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exames necessários nem sempre são a primeira opção</strong></h3>



<p>A resposta para Ronaldo só veio depois de passar com o médico da Unidade Básica de Saúde (UBS), que pediu uma tomografia e o encaminhou a outro pneumologista. <strong>Foi então, em 2022, que ele teve a confirmação da fibrose pulmonar </strong>e o convite para ser transferido para o <strong>Hospital São Paulo</strong>, ligado à Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). A instituição conta com o Ambulatório de Doenças Intersticiais Pulmonares (pneumo-fibrose), reconhecido como centro de referência nacional para o diagnóstico e tratamento da doença.</p>



<p>A<strong> tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR)</strong> é essencial para identificar a fibrose pulmonar. Mas também podem ser necessários exames complementares:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>biópsia pulmonar: </strong>para confirmar o tipo exato de cicatriz no pulmão e afastar a suspeita de outras doenças quando a tomografia não é suficiente;</li>



<li><strong>prova de função pulmonar:</strong> para mostrar a gravidade da redução da capacidade pulmonar; e</li>



<li><strong>exames laboratoriais:</strong> para investigar a causa, como a presença de doenças autoimunes, por exemplo.</li>
</ul>



<p>Ronaldo passou por todas essas etapas e descobriu um quadro de miosite, doença reumatológica que provavelmente ocasionou o surgimento da fibrose.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Dificuldades no tratamento da fibrose pulmonar após diagnóstico tardio</strong></h3>



<p>A fibrose pulmonar não tem cura, mas conta com tratamentos que podem retardar a progressão da doença. São eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>medicamentos antifibróticos: </strong>servem para retardar a formação de cicatrizes no tecido dos pulmões, diminuindo a perda respiratória;</li>



<li><strong>reabilitação pulmonar:</strong> uma combinação de exercícios físicos e técnicas respiratórias para melhorar a tolerância ao esforço pelo paciente; </li>



<li><strong>oxigenoterapia</strong>: indicada quando os níveis de oxigênio no sangue ficam baixos, ajudando a aliviar a falta de ar;</li>



<li><strong>tratamento da doença base: </strong>quando identificada; e</li>



<li><strong>transplante pulmonar: </strong>em casos avançados.</li>
</ul>



<p>“Quanto mais precocemente se descobrir que o doente tem fibrose, melhor é para iniciar o tratamento e não deixar que o paciente perca tanta função pulmonar. Se a doença estiver avançada, às vezes, só vai sobrar a opção de transplante”, alerta a médica.</p>



<p>No entanto, existem limitações quanto à possibilidade de transplante de pulmão em pacientes acima dos 65 anos; e os medicamentos antifibróticos, por sua vez, não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo comercializados a custos altos.&nbsp;</p>



<p>Após o tratamento no Hospital São Paulo, Ronaldo conseguiu controlar a doença e, hoje, <strong>participa de uma pesquisa clínica </strong>para receber um medicamento antifibrótico ainda em estudo.&nbsp;</p>



<p>Este ano, o Senado aprovou a realização de uma <strong>audiência pública para discutir a doença no Brasil</strong>, com foco justamente nos desafios do diagnóstico, no acesso a centros de referência e na estruturação da linha de cuidados do SUS.</p>



<p>“O ideal seria ter acesso a serviços de exames de tomografia de tórax e função pulmonar para que o clínico das Unidades Básicas de Saúde pudessem fazer o diagnóstico mais precocemente frente a queixas de falta de ar e tosse seca”, opina Maria Raquel Soares.</p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sabe-o-que-e-fibrose-pulmonar-idiopatica-coluna-70/">Sabe o que é fibrose pulmonar idiopática? | Coluna #70</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/quando-o-cansaco-nao-e-apenas-cansaco-os-sinais-da-fibrose-pulmonar/">Quando o cansaço não é apenas cansaço: os sinais da fibrose pulmonar </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Saúde da mulher: os riscos do excesso de exames</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/saude-da-mulher-os-riscos-do-excesso-de-exames/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 21:28:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Obstetrícia]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[exame]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116485</guid>

					<description><![CDATA[<p>Exames excessivos podem levar a intervenções desnecessárias. Leia na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/saude-da-mulher-os-riscos-do-excesso-de-exames/">Saúde da mulher: os riscos do excesso de exames</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia Mundia da Segurança ao Paciente (17/9), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançou um alerta importante: o excesso de exames e intervenções pode causar mais danos que benefícios à saúde das mulheres.</p>
<p>O alerta é importante, já que muitos ginecologistas costumam pedir exames em excesso, principalmente porque esses médicos, por acompanharem as pacientes com frequência, acabam avaliando, também, problemas de saúde de outras áreas.</p>
<p>Contudo, quando os exames são feitos de forma aleatória, sem um direcionamento clínico que faça sentido, há risco de encontrar alterações que não tenham importância do ponto de vista médico. Esse tipo de achado é chamado de incidental, e pode levar a biópsias, procedimentos e, em alguns casos, cirurgias desnecessárias em mulheres assintomáticas e com baixo risco. Isso sem falar na ansiedade que um exame alterado gera na paciente.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/excesso-de-exames/" target="_blank" rel="noopener">Excesso de exames</a></strong></p>
<p>“Um exemplo bastante didático é o rastreamento do <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-ovario/" target="_blank" rel="noopener">câncer de ovário</a></strong> em mulheres assintomáticas e de risco habitual durante exames de check-up. De acordo com estudos, o uso rotineiro de CA-125 — exame de sangue utilizado para rastrear tumor em contextos diagnósticos específicos ou acompanhar doenças já conhecidas — e ultrassonografia transvaginal não demonstrou redução da mortalidade e pode produzir falsos positivos. O CA-125, por exemplo, pode estar aumentado em várias situações benignas. Quando solicitado sem necessidade, um resultado discretamente alterado pode assustar uma mulher saudável e desencadear ultrassonografias repetidas, ressonância, consultas especializadas e até procedimentos invasivos”, explica Marta Curado Carvalho Franco Finotti, ginecologista e membro da Comissão de Ética da Febrasgo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Exames e intervenções desnecessários</h3>
<p>De fato, mulheres assintomáticas e sem histórico familiar de câncer de ovário não devem fazer rastreio da doença, como ultrassons transvaginais e dosagem do CA-125.</p>
<p>Outro exemplo são os painéis hormonais. A dosagem de hormônios sem considerar sintomas, idade, contexto clínico e outros fatores não é recomendada, pois esses exames não têm relevância clínica.</p>
<p>Na obstetrícia esse tema é ainda mais complicado, pois a gestação é um período delicado para a mulher, que pode se sentir receosa quanto à gravidez e pressionar o médico para realizar exames, na esperança de que eles lhe tragam segurança.</p>
<p>Ultrassonografias muito frequentes, cardiotocografias (exame que registra em tempo real a frequência cardíaca do feto, seus movimentos e as contrações uterinas) e outros exames sem indicações clínicas específicas podem motivar intervenções nocivas e ansiedade na gestante e seus familiares.</p>
<p>De acordo com Finotti,<strong> na obstetrícia a segurança da paciente é ainda mais importante</strong>, pois as intervenções devem ser muito bem pensadas para não colocar a gestante e o feto em risco.</p>
<p>Medicalização desnecessária, amniotomia (rompimento artificial da bolsa amniótica feito por um profissional de saúde), indução do trabalho de parto sem indicação muito bem estabeelecida, cesariana sem indicação cínica, episiotomia de rotina e monitorização fetal constante são exemplos de intervenções que podem ocorrer de forma desnecessária.</p>
<blockquote><p>“Isso não significa demonizar as intervenções. Muito pelo contrário: quando corretamente indicadas, muitas delas são fundamentais e salvam a vida da mãe e do bebê. <strong>O ponto é abandonar a lógica da intervenção de rotina e adotar a lógica da intervenção por indicação</strong>”, reforça a médica.</p></blockquote>
<p>Em um <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-problemas-do-excesso-de-exames/" target="_blank" rel="noopener">artigo</a></strong> do ano passado, o oncologista Drauzio Varella escreveu: &#8220;Pedir excesso de exames não qualifica o profissional bem preparado, muito pelo contrário. Ao ver uma dessas listas intermináveis, fico com a impressão de que o médico não faz ideia do que procura&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Prevenção nem sempre significa excesso de exames</h3>
<p>Há a falsa ideia, em especial na medicina privada, de que realizar exames faz parte da prevenção. No entanto, há cada vez mais evidências científicas de que o excesso de exames não é sinônimo de saúde e ainda pode ser iatrogênico (quando uma intervenção em saúde causa um efeito adverso ou dano à saúde).</p>
<blockquote><p>&#8220;Todo mundo já ouviu de um amigo sedentário que fuma, bebe e come exageradamente: &#8216;Fui ao médico, fiz todos os exames, estou ótimo&#8217;. Tive um velho professor que costumava advertir: &#8216;Cuidado, cansei de ver gente à beira da morte com exames impecáveis'&#8221;, disse Varella.</p></blockquote>
<p>É<strong> preciso selecionar os exames e intervenções que de fato beneficiam a mulher</strong>, considerando idade, sintomas, história pessoal e familiar e fatores de risco. Isso não significa falta de assistência, ao contrário, mas pensar em um cuidado individualizado que de fato beneficie a paciente.</p>
<p>“Segurança da paciente também é protegê-la do excesso. Nem todo exame precisa ser feito, e nem toda intervenção possível é necessária. A melhor medicina é aquela que oferece o máximo benefício com o mínimo de dano&#8221;, explica Finotti.</p>
<p>É preciso lembrar, ainda de acordo com a ginecologista da Febrasgo, que a<strong> segurança da paciente não implica apenas evitar doenças e complicações, mas evitar exames, medicamentos, procedimentos e custos desnecessários</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Custos elevados</h3>
<p>Além disso,<strong> solicitar exames e intervenções que não sejam de fato recomendados acarreta custos para os sistemas de saúde público e privado</strong>. No SUS, esses gastos significam menos recursos para o tratamento de doenças e menos investimento em prevenção.</p>
<p>Já na rede privada, embora a paciente possa pensar que o seguro saúde cobre os custos, procedimentos excessivos levam ao aumento dos preços dos planos.</p>
<p>No fim, exames sem indicação não são úteis nem para os pacientes, nem para os médicos e tampouco para os sistemas de saúde.</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/saude-da-mulher-os-riscos-do-excesso-de-exames/">Saúde da mulher: os riscos do excesso de exames</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agentes de saúde: conheça a história de Cícera Munda, de Tauá (CE)</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-cicera-munda-de-taua-ce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dafne Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 19:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[atenção primária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116442</guid>

					<description><![CDATA[<p>Para criar vínculo com as pessoas da comunidade, Cícera organiza rodas de forró, teatro, brincadeiras e outras atividades. Conheça a história.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-cicera-munda-de-taua-ce/">Agentes de saúde: conheça a história de Cícera Munda, de Tauá (CE)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Cícera Munda, 49 anos, nasceu em Tauá, no Ceará. Mudou-se para Fortaleza para fazer o ensino médio, como era costume por lá, e ficou na capital por cerca de quatro anos. Quando voltou para sua terra natal, Cícera descobriu que uma conhecida, que trabalhava como Agente Comunitário de Saúde, estava afastada por problemas de saúde. Portanto, uma vaga estava disponível para a função, justamente na região onde morava, a zona rural de Tauá.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cícera se inscreveu para a vaga, foi selecionada e trabalha como agente de saúde desde abril de 2000. “Quando abre a vaga para agente de saúde, você tem que morar naquele determinado local que está abrindo vaga. Tem que morar naquele território já”, disse.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Rotina de trabalho e queixas de saúde</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De lá para cá sua rotina não mudou muito, mas as queixas e questões de saúde se transformaram radicalmente. “Quando entrei tinha cerca de 15 gestantes no meu território e 35 crianças para pesar, conferir vacina, ver o estado de saúde daquelas crianças. Atualmente, acompanho uma gestante e nove crianças.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes eram muito comuns doenças ligadas a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/verminoses/" target="_blank" rel="noopener"><strong>verminoses</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/fome-no-brasil-quais-os-efeitos-da-desnutricao-no-corpo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desnutrição</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diarreia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreia</strong></a>, o que invariavelmente se conectava a uma alta mortalidade infantil. Isso ficou no passado. Os problemas mais comuns agora são <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a>. <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Depressão</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/transtornos-de-ansiedade-nao-sao-todos-iguais-entenda-as-caracteristicas-de-cada-tipo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a> também.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança foram os profissionais da atenção primária. No início, eram apenas médico e enfermeira que apareciam a cada três meses. Hoje, há médicos, enfermeiras, dentistas, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas nos postos de saúde. E agentes como Cícera usam um aplicativo para monitorar visitas e questões de saúde de cada família.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Às vezes tenho que sair às 7h, quando é mais distante. Aí quando não, saio às 7h30 ou 8h da manhã. É que onde moro é uma comunidade com 40 famílias, e são famílias muito vulneráveis, então começo pela minha área antes de me deslocar para outras. Não é um trabalho fácil, mas é muito prazeroso. Porque o trabalho do agente faz parte do dia a dia das pessoas, principalmente das mulheres&#8221;, conta Cícera. </span></p></blockquote>
<p style="padding-left: 40px;"><b>Veja também: </b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/a-atuacao-dos-agentes-de-saude-na-saude-da-mulher/" target="_blank" rel="noopener"><b>A atuação dos Agentes de Saúde na saúde da mulher</b></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Forró das mulheres e o vínculo com os usuários</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o fim da pandemia, com questões de saúde mental muito urgentes, Cícera começou a organizar um forró das mulheres, uma vez por semana. “É o momento para a gente conversar, saber de alguma informação que, às vezes, no dia a dia, elas nem querem dizer muito, mas quando estão naquela brincadeira, acabam falando porque é um momento de diversão, de distração.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">O vínculo com o usuário é primordial para o trabalho do agente de saúde, e o forró das mulheres é um desses vínculos que Cícera criou em seu território. “Às vezes não é nem de atendimento [que as pessoas precisam], no caso de idosos, por exemplo. Às vezes as pessoas são carentes mesmo, elas querem conversar, elas querem uma companhia. Aí a gente demora mais um pouquinho.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na UBS, Cícera e outras agentes dão prioridade para a educação em saúde. “A gente faz teatro, faz brincadeira, eu me visto de velha para orientar sobre os cuidados com o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/mitos-e-verdades-sobre-amamentacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>aleitamento materno</strong></a>, me visto de homem para falar da saúde dos homens no Novembro Azul, e de palhaça na vacinação das crianças, e Outubro Rosa e a saúde da mama. Organizamos também alguns eventos para família tipo bazar beneficente, campanha de vestuário, de calçados para as crianças e até uma feira de mulheres empreendedoras.” As agentes trabalham tanto com as necessidades individuais, caso a caso, quanto com questões de saúde pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cícera mora na região da Serra de São Domingos, que fica no distrito de Carrapateiras, 1 hora e 45 minutos da cidade, e seu território abriga 291 pessoas em 109 domicílios (eram 130 no começo).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><strong>Assista ao documentário Drauzio e os Agentes: </strong></h5>
<p><iframe loading="lazy" title="Drauzio e os Agentes" src="https://www.youtube.com/embed/0pG4jteYlCw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe> <b></b></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/agentes-de-saude-conheca-a-historia-de-cicera-munda-de-taua-ce/">Agentes de saúde: conheça a história de Cícera Munda, de Tauá (CE)</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O paciente além da diálise: avanços no tratamento da doença renal crônica permitem uma vida com mais autonomia</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/o-paciente-alem-da-dialise-avancos-no-tratamento-da-doenca-renal-cronica-permitem-uma-vida-com-mais-autonomia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Adorna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 18:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[rim]]></category>
		<category><![CDATA[hemodiálise]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crônica]]></category>
		<category><![CDATA[diálise]]></category>
		<category><![CDATA[nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116467</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas destacam que diálise não é sinônimo de incapacidade. Com os cuidados adequados, pacientes podem trabalhar, estudar e manter sua vida social.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/o-paciente-alem-da-dialise-avancos-no-tratamento-da-doenca-renal-cronica-permitem-uma-vida-com-mais-autonomia/">O paciente além da diálise: avanços no tratamento da doença renal crônica permitem uma vida com mais autonomia</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Dados do Observatório da Diálise, da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), indicam que </span><b>o Brasil possui 170.868 pacientes em <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/dialise-e-hemodialise-entrevista/" target="_blank" rel="noopener">diálise</a></b><span style="font-weight: 400;">, tratamento que substitui a função dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/rim/" target="_blank" rel="noopener">rins</a></strong> quando eles falham.</span><span style="font-weight: 400;"> O número avança a uma taxa média de 9,2% ao ano, acima do crescimento populacional.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Maria Aparecida Albuquerque Arroyo, nefrologista e vice-presidente regional da ABCDT no Mato Grosso do Sul, a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/insuficiencia-renal-cronica-e-doenca-silenciosa-veja-os-fatores-de-risco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doença renal crônica</strong></a> atinge mais de 850 milhões de pessoas no mundo, cerca de 10% da população global. As projeções indicam que a condição se tornará a quinta principal causa de morte no planeta até 2040.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A campanha “</span><b>A Vida Além da Diálise</b><span style="font-weight: 400;">”, lançada pela ABCDT, busca mostrar que, por trás do diagnóstico da doença renal crônica, existem indivíduos com sonhos, profissões, famílias e muito mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Muitas pessoas enxergam apenas a enfermidade ou a máquina e deixam de perceber o ser humano que está ali. A doença renal faz parte da vida desses pacientes, mas não resume quem eles são”, afirma Ricardo Akel, presidente da ABCDT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da campanha, de acordo com ele, é mostrar que </span><b>a diálise não representa o fim da vida, mas a oportunidade de continuar vivendo</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Queremos que a sociedade conheça as pessoas por trás do diagnóstico. Há pacientes que trabalham, estudam, praticam esportes, cuidam da família e realizam sonhos graças ao tratamento”, destaca Akel. </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Dia a dia de quem faz diálise</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem passa pelo tratamento de diálise, na maioria dos casos, pode manter trabalho, estudos, atividade física, vida social e grande parte de suas atividades habituais. O importante, segundo Arroyo, é realizar ajustes de acordo com a condição clínica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) recomenda a prática de atividade física para ganhos de disposição, fortalecimento muscular, redução da fadiga e melhor controle da pressão arterial. Os cuidados centrais são: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar esforço físico intenso ou exercícios de impacto no braço da fístula arteriovenosa e compressão excessiva; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">programar atividades físicas fora dos dias e horários de sessão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alinhar com a equipe médica a intensidade adequada, especialmente na presença de anemia, doença cardiovascular associada ou fístula recente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter controle nutricional e de peso.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em relação ao trabalho, a flexibilidade de horários e o diálogo com empregadores e instituições de ensino podem facilitar a manutenção da autonomia e da vida produtiva. </span><span style="font-weight: 400;">“É importante reforçar que </span><b>fazer diálise não significa incapacidade</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma a médica.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Avanços em prol da qualidade de vida</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os avanços no tratamento da doença renal crônica têm permitido uma vida mais ativa e independente aos pacientes. Isso acontece, de acordo com a nefrologista, tanto na prevenção da progressão da doença quanto nas modalidades de diálise, transplante e acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um deles é a </span><b>hemodiafiltração (HDF)</b><span style="font-weight: 400;">, que permite maior remoção de determinadas moléculas quando comparada à hemodiálise convencional, reduzindo a ‘ressaca pós-diálise’, a inflamação e o risco cardiovascular”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro benefício é a </span><b>diálise peritoneal (DP) domiciliar</b><span style="font-weight: 400;">, realizada pelo próprio paciente ou por cuidador em casa.</span><span style="font-weight: 400;"> O método elimina deslocamentos frequentes a clínicas e devolve autonomia sobre a rotina. A modalidade representa 5,6% dos pacientes brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também existe a </span><b>hemodiálise domiciliar (HDD)</b><span style="font-weight: 400;">, modalidade mais complexa, que exige estrutura equivalente a uma pequena unidade de diálise, além de telemonitoramento em tempo real auditável pela Vigilância Sanitária.</span><span style="font-weight: 400;"> Aumenta o conforto e amplia a dignidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto aos medicamentos, destacam-se as novas classes de </span><b>nefroprotetores</b><span style="font-weight: 400;"> (inibidores de SGLT2 e finerenona) que retardam a progressão da doença renal, sobretudo em pacientes diabéticos, adiando ou evitando a entrada em diálise.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Um </span><b>modelo de cuidado mais integrado e multidisciplinar</b><span style="font-weight: 400;"> (nefrologista, nutricionista, enfermagem, psicologia, assistência social, telemedicina), reconhecido como fator decisivo para a qualidade de vida e a adesão ao tratamento a longo prazo, também importa”, pontua a especialista.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela ainda cita os </span><b>avanços em transplante renal</b><span style="font-weight: 400;">, incluindo programas de doação cruzada e imunossupressão mais personalizada, que reduzem rejeição e efeitos colaterais.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><b></b><b></b><b></b><b>Veja também: </b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/insuficiencia-renal-cronica-e-doenca-silenciosa-veja-os-fatores-de-risco/"><b>Insuficiência renal crônica é doença silenciosa; veja os fatores de risco</b></a><b></b><b></b><b></b></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/o-paciente-alem-da-dialise-avancos-no-tratamento-da-doenca-renal-cronica-permitem-uma-vida-com-mais-autonomia/">O paciente além da diálise: avanços no tratamento da doença renal crônica permitem uma vida com mais autonomia</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>É preciso trocar a pílula anticoncepcional depois de um tempo? </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/contracepcao/e-preciso-trocar-a-pilula-anticoncepcional-depois-de-um-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116432</guid>

					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar que deveria trocar ou dar uma pausa no uso da pílula anticoncepcional depois de um tempo? Isso é um mito. Entenda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/contracepcao/e-preciso-trocar-a-pilula-anticoncepcional-depois-de-um-tempo/">É preciso trocar a pílula anticoncepcional depois de um tempo? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais utilizado no Brasil, sendo a escolha de cerca de 33% das mulheres. Ainda assim,<strong> alguns mitos a acompanham</strong>. É o caso da ideia de que a pílula deve ser trocada ou suspensa depois de um tempo de uso.</p>



<p>Há mais de 40 anos, quando a pílula era composta por altas doses de hormônios e ainda não se conheciam os efeitos a longo prazo, havia um receio de que o uso prolongado acumularia algum tipo de risco, exigindo a realização de uma pausa ou troca. Esse medo, entretanto, <strong>nunca teve bases científicas.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O mito desfeito</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ao longo do tempo, surgiram evidências que comprovaram a segurança dos anticoncepcionais. A necessidade de pausa virou um mito, tanto em relação a possíveis <strong>eventos adversos </strong>quanto em relação a um segundo aspecto interessante: o receio de que o uso contínuo pudesse reduzir a <strong>fertilidade</strong> da mulher. Dizia-se que, se o método fosse utilizado por muito tempo, [a mulher] demoraria mais para engravidar depois, o que também nunca se comprovou”, explica Rogério Bonassi, ginecologista e secretário-geral da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).</p>
</blockquote>



<p>Independentemente do tempo de uso, as condições de fertilidade originais da mulher são mantidas. Após parar de tomar a pílula, a mulher engravida, em média, em até 5 meses.&nbsp;</p>



<p><strong>A eficácia da pílula também se mantém</strong>, a despeito de quanto tempo a mulher já a utiliza.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando realmente é preciso mudar?</strong></h3>



<p>“O que pode ocorrer é uma indicação médica para a troca devido a alguma condição de saúde da própria paciente. Às vezes, a mulher desenvolve alguma doença ou alteração que limita o uso daquele método específico, exigindo a substituição”, pontua Bonassi.</p>



<p>É importante lembrar que existem vários tipos de pílulas anticoncepcionais. Os riscos abaixo se referem ao <strong>modelo combinado, o tipo mais comum, </strong>que associa hormônios de estrogênio e progestagênio. Existem pílulas compostas apenas por progestagênio, que não apresentam as mesmas contraindicações. Converse com o seu médico para saber qual é a melhor opção para você.</p>



<p>Se a mulher desenvolver <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/enxaqueca/">enxaqueca</a></strong>, por exemplo, especialmente quando sofre de sintomas neurológicos, como aura, é necessário trocar o método. Aura são alterações neurológicas transitórias, como no caso de pacientes que enxergam pontos brilhantes ou manchas, que podem ocorrer antes ou durante as crises. Nesses casos, o uso de anticoncepcionais combinados aumenta o risco de a paciente sofrer um <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/">acidente vascular cerebral (AVC)</a>.</p>



<p>A <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/">hipertensão</a> </strong>é outro fator. Se a mulher não era hipertensa e passa a ser, o método deve ser alterado. O uso de anticoncepcionais combinados também aumenta a probabilidade de AVC e de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/">infarto</a>.</p>



<p>Além disso, há uma forte contraindicação para mulheres com histórico de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/trombose/">trombose</a></strong>. O uso de anticoncepcionais com estrogênio altera a coagulação do sangue e pode levar ao entupimento de vasos sanguíneos.</p>



<p>Após uma <strong>gravidez</strong>, entretanto, não há problemas em voltar a utilizar o mesmo anticoncepcional que a mulher usava antes, desde que as suas condições de saúde permitam.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que pode acontecer se a mulher trocar a pílula por conta própria?</strong></h3>



<p>“Toda vez que se inicia o uso de um contraceptivo combinado, há um leve acréscimo no risco de trombose. A trombose é uma doença rara, mas o perigo é ligeiramente elevado com o uso da pílula. Geralmente, os casos de trombose associados ao uso do medicamento ocorrem no primeiro ano de utilização. Portanto, quando ela realiza uma troca por conta própria, ela retorna ao patamar de risco do primeiro ano. É o que chamamos de ‘<em>starter</em>’ ou recomeço. <strong>Ao fazer uma pausa injustificada ou trocar por um anticoncepcional com hormônios diferentes, ela assume novamente o mesmo risco de trombose que tinha no início do tratamento</strong>”, alerta o ginecologista.</p>



<p>É possível, no entanto, trocar por um método de menor risco; mas é fundamental ter <strong>orientação médica </strong>antes de realizar qualquer alteração.</p>



<p>Também é preciso observar a própria linha do tempo. Uma mulher pode iniciar o método aos 25 anos e, eventualmente, chegar aos 40 com condições de saúde diferentes e novos fatores de risco.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Se ela mantiver as mesmas condições de saúde de quando era mais jovem, o risco não se eleva significativamente e ela pode continuar com o mesmo método. O anticoncepcional pode ser utilizado por longo prazo, desde que se tenha atenção às mudanças na saúde, no estilo de vida e ao surgimento de eventuais doenças ou sintomas”, afirma Bonassi.</p>
</blockquote>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/anticoncepcionais/como-fazer-a-troca-de-pilula-anticoncepcional-corretamente/">Como fazer a troca de pílula anticoncepcional corretamente</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/contracepcao/e-preciso-trocar-a-pilula-anticoncepcional-depois-de-um-tempo/">É preciso trocar a pílula anticoncepcional depois de um tempo? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Drauzio e os Agentes &#124; Trailer do novo documentário do Portal Drauzio</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/drauzio-e-os-agentes-trailer-do-novo-documentario-do-portal-drauzio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116434</guid>

					<description><![CDATA[<p> O novo lançamento do Portal Drauzio é um documentário sobre o trabalho dos agentes de saúde, figuras centrais no acesso à rede pública. Assista o trailer!</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/drauzio-e-os-agentes-trailer-do-novo-documentario-do-portal-drauzio/">Drauzio e os Agentes | Trailer do novo documentário do Portal Drauzio</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Regiões periféricas, comunidades rurais e aldeias indígenas: sem o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde, milhões de pessoas não teriam acesso ao cuidado básico necessário para ter qualidade de vida.</p>



<p>Em &#8220;Drauzio e os Agentes&#8221;, o médico acompanha o trabalho desses profissionais, observa as dificuldades enfrentadas e se surpreende com as estratégias criadas para contorná-las.</p>



<p>Assista ao documentário completo no dia 16 de setembro, no Youtube!</p>



<iframe loading="lazy" width="901" height="507" src="https://www.youtube.com/embed/g4CB_jWjV6Q" title="" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-trabalho-dos-agentes-de-saude-contra-a-desigualdade-no-acesso-a-saude/">O trabalho dos Agentes de Saúde contra a desigualdade no acesso à saúde<br></a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/especiais/drauzio-e-os-agentes-trailer-do-novo-documentario-do-portal-drauzio/">Drauzio e os Agentes | Trailer do novo documentário do Portal Drauzio</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Especiais]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Psiquiatria não é só cérebro: como a saúde física interfere no tratamento de transtornos mentais</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/psiquiatria-nao-e-so-cerebro-como-a-saude-fisica-interfere-no-tratamento-de-transtornos-mentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116405</guid>

					<description><![CDATA[<p>Atividade física, sono, alimentação e cuidados com a saúde física também influenciam o tratamento e o prognóstico dos transtornos mentais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/psiquiatria-nao-e-so-cerebro-como-a-saude-fisica-interfere-no-tratamento-de-transtornos-mentais/">Psiquiatria não é só cérebro: como a saúde física interfere no tratamento de transtornos mentais</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento de um transtorno psiquiátrico não se resume ao controle dos sintomas. Saúde física e mental estão relacionadas, e condições como obesidade, diabetes, alterações no colesterol e pressão alta também precisam ser consideradas no acompanhamento desses pacientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa relação acontece nos dois sentidos. Pessoas com doenças cardiovasculares, metabólicas e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a> grave apresentam maior risco de desenvolver </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><b>depressão</b></a><span style="font-weight: 400;">, </span><b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/transtornos-de-ansiedade-nao-sao-todos-iguais-entenda-as-caracteristicas-de-cada-tipo/" target="_blank" rel="noopener">ansiedade</a> e alterações cognitivas</b><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, pessoas com transtornos mentais graves têm maior risco de desenvolver essas condições clínicas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Um paciente com transtorno mental grave nem sempre consegue cuidar da parte clínica de forma adequada. Por isso, quando conseguimos associar o tratamento psiquiátrico ao cuidado com a saúde física, o prognóstico é melhor”, explica Gabriel Okuda, psiquiatra do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP). </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre saúde mental e física esteve entre os temas discutidos no </span><b>Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026</b><span style="font-weight: 400;">, realizado em junho, em Porto Alegre (RS).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Bons hábitos também fazem parte do tratamento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>atividade física é considerada uma estratégia não farmacológica</b><span style="font-weight: 400;"> para quadros como depressão e ansiedade. “Quando a gente vai tratar o paciente, nunca pensamos só em medicação ou só em terapia. A gente junta tudo isso”, afirma o especialista.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de integrar o tratamento, </span><b>manter o corpo ativo é uma forma de cuidar da saúde mental no dia a dia</b><span style="font-weight: 400;">. E isso não exige necessariamente mudanças complexas na rotina: caminhar ao ar livre, trocar pequenos trajetos de carro pelo deslocamento a pé quando possível, fazer pausas para se movimentar ao longo do dia e aproveitar espaços públicos para atividades físicas são formas acessíveis de incorporar movimento ao cotidiano. A escolha deve considerar as condições de saúde e as possibilidades de cada pessoa.</span></p>
<p><b>O sono é outro elemento que merece atenção</b><span style="font-weight: 400;"> por sua relação bidirecional com a saúde mental. Quadros depressivos e ansiosos podem estar associados à insônia, enquanto noites mal dormidas podem aumentar a vulnerabilidade a esses sintomas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Se a gente não melhora a qualidade de sono do paciente, muitas vezes ele não melhora os sintomas depressivos e ansiosos ou pode até causar a piora dos sintomas de humor”, destaca Okuda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A alimentação é outro aspecto citado pelo psiquiatra. Segundo ele, </span><b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/como-proteger-sua-familia-dos-ultraprocessados-entrevista-com-marion-nestle/" target="_blank" rel="noopener">reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados</a> e evitar o excesso de cafeína e álcool</b><span style="font-weight: 400;"> são medidas que podem contribuir para a saúde mental.</span></p>
<p><b>Os vínculos sociais também têm papel importante</b><span style="font-weight: 400;">. O isolamento e a solidão estão associados a maior risco de desenvolver depressão e ansiedade. Manter tempo de qualidade com familiares e amigos, inclusive de forma presencial, pode fazer parte tanto da prevenção quanto do tratamento.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/como-os-exercicios-fisicos-ajudam-na-saude-mental/" target="_blank" rel="noopener">Como os exercícios físicos ajudam na saúde mental?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O cuidado com o corpo influencia na longevidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem convive com um transtorno psiquiátrico por décadas, esses fatores ganham ainda mais importância. </span><b>Pessoas com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/esquizofrenia-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener">esquizofrenia</a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/" target="_blank" rel="noopener">transtorno bipolar</a> e depressões mais graves podem apresentar uma expectativa de vida entre 10 e 20 anos menor do que a população geral</b><span style="font-weight: 400;">, segundo o especialista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele explica que parte dessa diferença está relacionada à dificuldade de alguns pacientes em acompanhar adequadamente a própria saúde, o que pode contribuir para uma morte precoce. Por outro lado, a adoção de hábitos saudáveis pode ter impacto positivo na trajetória desses pacientes. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Fazer atividade física, se alimentar melhor, ter um acompanhamento médico adequado, dormir melhor e diminuir o uso de substâncias, como álcool e cigarro, ajuda na qualidade de vida, no envelhecimento e melhora o prognóstico dos quadros psiquiátricos”, afirma Okuda.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, o prognóstico não depende apenas da resposta aos sintomas psiquiátricos. Considerar as condições clínicas e a saúde de forma integrada permite acompanhar o paciente para além do diagnóstico e compreender fatores que podem influenciar sua evolução ao longo dos anos.</span></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/psiquiatria-nao-e-so-cerebro-como-a-saude-fisica-interfere-no-tratamento-de-transtornos-mentais/">Psiquiatria não é só cérebro: como a saúde física interfere no tratamento de transtornos mentais</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A ilusão da virada &#8211; Além do Normal</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/a-ilusao-da-virada-alem-do-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karen Scavacini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcasts]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116356</guid>

					<description><![CDATA[<p> A psicóloga Karen Scavacini estreia o novo programa do Portal Drauzio. O primeiro episódio do Além do Normal trata do vício em jogos de aposta online. Assista!</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/a-ilusao-da-virada-alem-do-normal/">A ilusão da virada – Além do Normal</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o Além do Normal!</p>



<p>Este é o primeiro episódio do novo programa do <strong>Portal Drauzio</strong>, apresentado por Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere. Um espaço de escuta e informação de qualidade sobre saúde mental, sem moralismo e sem diagnóstico.</p>



<p>Neste episódio, Karen conversa sobre o vício em jogos de apostas online, suas consequências e como buscar ajuda com o psiquiatra Marcelo Kimati Dias, diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, e o médico Drauzio Varella.</p>



<iframe loading="lazy" width="1178" height="663" src="https://www.youtube.com/embed/6IMxyoavTZY" title="" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><em>Agradecimentos: Teatro Youtube.&nbsp;</em></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/bets-quando-apostar-vira-um-vicio/">Bets: quando apostar vira um vício?</a> </p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/a-ilusao-da-virada-alem-do-normal/">A ilusão da virada – Além do Normal</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os perigos da pólio</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-perigos-da-polio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 18:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[poliomielite]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos do Drauzio]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116371</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alguns modelos epidemiológicos mostram que a poliomielite ressurgirá com centenas de doentes em várias partes do mundo, se houver complacência das autoridades sanitárias internacionais. Leia no artigo do dr. Drauzio.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-perigos-da-polio/">Os perigos da pólio</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O último caso de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/poliomielite-paralisia-infantil/">poliomielite</a></strong> no Brasil ocorreu há 37 anos. Foi num paciente de Sousa, no interior da Paraíba, diagnosticado no dia 19 de março de 1989.</p>
<p>Em 1994, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença extinta dos países da América Latina, demonstração inequívoca da eficácia da vacinação que a estupidez dos <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/vacinas-2/os-antivacinas-e-a-estupidez/">antivacinas</a></strong> faz questão de negar.</p>
<p>Os brasileiros de hoje não têm ideia do perigo que a poliomielite representou para a minha geração. Qualquer criança com febre que ficasse largadinha, deixava a família assombrada com o fantasma daquela doença que paralisava os músculos e muitas vezes levava à morte.</p>
<p>Nunca estudei numa classe em que não ouvisse o barulho metálico das próteses mecânicas, empregadas para manter andando os alunos vítimas da doença.</p>
<p><strong>Veja também:<a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/descoberta-da-vacina-da-poliomielite-artigo/"> Descoberta da vacina da pólio</a></strong></p>
<p>No terceiro ano do curso médico, fazia parte do currículo assistir às aulas no “pulmão de aço”, no Departamento de Ortopedia do Hospital das Clínicas, da USP. Acho que foi o lugar mais triste que conheci.</p>
<p>Era uma enfermaria com os aparelhos dispostos lado a lado. O equipamento tinha sido criado em 1928, nos Estados Unidos, para receber crianças nas quais a paralisia atingira os músculos da respiração.</p>
<p>Constava de um tubo de aço com um pequeno colchão na parte inferior, dentro do qual a criança passava os dias deitada, só com a cabeça de fora. Em movimentos rítmicos a máquina retirava e repunha o ar ambiente no interior do tubo, com o objetivo de diminuir a pressão para expandir a caixa torácica e assegurar a entrada de oxigênio nos pulmões, e aumentá-la para obter a efeito contrário.</p>
<p>A criança permanecia deitada de costas, presa, sem se mexer, porque a movimentação podia mover o colar de borracha ajustado ao redor do pescoço, descontrolar o fluxo de oxigênio e provocar sensação de sufocamento. Depois de experimentar esse desconforto, a criança percebia que não lhe restava alternativa senão a imobilidade, até conseguir respirar por conta própria ou ser libertada pela morte por causas infecciosas.</p>
<p>Quando faltava luz, acontecimento trágico numa época sem geradores, tocava uma sirene que fazia todos os funcionários do prédio abandonarem seus postos e correr para os foles mecânicos das máquinas, para manter a entrada e saída de ar dos tubos.</p>
<p>A vacinação eliminou o vírus de quase todos os países do mundo. Em 2023 ocorreram 12 casos: seis no Paquistão e seis no Afeganistão. Apesar dos esforços, a doença permanece endêmica nesses dois países. Até o fim de julho deste ano, já foram diagnosticados 18 casos.</p>
<p>Apesar de os números não serem grandes, alguns modelos epidemiológicos mostram que a doença ressurgirá com centenas de doentes em várias partes do mundo, se houver complacência das autoridades sanitárias internacionais.</p>
<p>O sucesso da erradicação deveu-se às campanhas de vacinação que se espalharam pelo mundo. Desde 1988, foram aplicadas 1 bilhão de doses da vacina para 400 milhões de crianças, a cada ano.</p>
<blockquote><p>O problema é que os países mais vulneráveis são pressionados a investir em outras prioridades. Para os gestores, não é fácil decidir entre os gastos com vacinas que evitarão a paralisia em algumas centenas de crianças e o investimento em saneamento básico, que poupará a vida de centenas de milhares.</p></blockquote>
<p>Na última década, foram destinados 3 bilhões de dólares para o Afeganistão e o Paquistão, quantia que seria suficiente para a eliminação do vírus. Nesse período, entretanto, a desorganização dos serviços de saúde causada pela pandemia de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/ciclo-de-evolucao-da-covid-19/">covid-19</a></strong>, a insegurança política, os conflitos armados na região e os questionamentos sobre o melhor destino dos recursos desviaram parte deles para outras áreas.</p>
<p>Em janeiro de 2026, os Estados Unidos se retiraram da OMS, medida que causou um corte de 30% no Global ­Polio Erradication Initiative deste ano e, provavelmente, do próximo também.</p>
<p>A Fundação Gates, no entanto, destinou 1,2 bilhão de dólares para o programa de erradicação no período de 2026 a 2029. Os 1,2 milhão de membros do ­Rotary Internacional, instituição que há anos coordena programas de grande relevância na erradicação, continuarão a levantar 50 milhões de dólares por ano para as campanhas de vacinação.</p>
<p>Se usarmos para o combate à pólio a metáfora da maratona, estamos muito próximos da linha de chegada: já corremos 42 quilômetros, mas ainda faltam 195 metros. Só maratonistas sabem como são sofridos esses metros finais.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/o-perigo-da-volta-da-poliomielite/" target="_blank" rel="noopener">O perigo da volta da poliomielite</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/os-perigos-da-polio/">Os perigos da pólio</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Burnout, depressão, pensamentos intrusivos e mais &#124; Comentando Comentários</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/comentando-comentarios/burnout-depressao-pensamentos-intrusivos-e-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Comentando Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de burnout]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116351</guid>

					<description><![CDATA[<p> Ao lado de Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere, Drauzio Varella responde as perguntas dos inscritos sobre saúde mental. Assista!</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/comentando-comentarios/burnout-depressao-pensamentos-intrusivos-e-mais/">Burnout, depressão, pensamentos intrusivos e mais | Comentando Comentários</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está no ar mais um Comentando Comentários!</p>



<p>Vocês mandaram e Drauzio respondeu às principais dúvidas sobre saúde mental ao lado de Karen Scavacini, psicóloga e fundadora do Instituto Vita Alere. Assista!</p>



<p><iframe loading="lazy" title="" src="https://www.youtube.com/embed/iFukWMeeyow" width="1178" height="663" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/burnout-sem-pausa-10-dicas-para-lidar-com-o-esgotamento-quando-nao-da-para-parar-de-trabalhar/">Burnout sem pausa: 10 dicas para lidar com o esgotamento quando não dá para parar de trabalhar</a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/comentando-comentarios/burnout-depressao-pensamentos-intrusivos-e-mais/">Burnout, depressão, pensamentos intrusivos e mais | Comentando Comentários</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Comentando Comentários]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Cuidados depois de um infarto: como prevenir um novo episódio?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/cuidados-depois-de-um-infarto-como-prevenir-um-novo-episodio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[infarto]]></category>
		<category><![CDATA[cardiologia]]></category>
		<category><![CDATA[cardiovascular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116335</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aliar tratamento medicamentoso à mudanças de estilo de vida e controle dos fatores de risco diminui significativamente o risco de um segundo infarto.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/cuidados-depois-de-um-infarto-como-prevenir-um-novo-episodio/">Cuidados depois de um infarto: como prevenir um novo episódio?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infarto</strong></a> é a principal causa de morte no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. São 300 mil a 400 mil casos por ano no país, </span><b>com um óbito a cada 5 a 7 casos</b><span style="font-weight: 400;">. O atendimento de urgência, porém, é fundamental para ajudar a salvar vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem já passou por um infarto tem risco elevado de sofrer um novo evento cardiovascular quando comparado a quem nunca infartou antes. Esse risco é particularmente importante </span><b>nos primeiros meses e durante o primeiro ano após o episódio</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Isso ocorre porque, depois do primeiro infarto, sabemos que aquele indivíduo apresenta uma doença coronariana já manifestada clinicamente. Em outras palavras, ele entrou em uma fase mais avançada da doença e, por isso, passa a necessitar de medidas de prevenção muito mais intensivas”, afirma Luiz Antonio Cesar, cardiologista e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é essencial adotar cuidados para prevenir um novo infarto. Segundo o especialista, o tratamento medicamentoso associado a mudanças no estilo de vida e ao controle rigoroso dos fatores de risco pode reduzir de forma expressiva o risco de novos eventos cardiovasculares. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Cuidados necessários após um infarto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de tratar o próprio infarto, é preciso identificar e controlar intensivamente todos os fatores de risco cardiovascular, como </span><b> pressão arterial elevada, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a> e nível de colesterol LDL alto</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o médico, depois de um infarto, o paciente passa a ser considerado de risco cardiovascular muito elevado e, pelas recomendações atuais, </span><b>deve-se buscar um LDL abaixo de 55 mg/dL</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Para alcançar esses objetivos, dispomos atualmente de diferentes estratégias terapêuticas que, associadas às mudanças de estilo de vida, permitem reduzir significativamente o risco cardiovascular e, consequentemente, diminuir a probabilidade de um novo infarto. Uma parcela importante desses pacientes é submetida ao cateterismo cardíaco, frequentemente seguido de angioplastia com implante de um ou mais stents nas artérias coronárias. Nessa situação, é necessário utilizar </span><b>medicamentos que atuam sobre as plaquetas</b><span style="font-weight: 400;">, os chamados antiagregantes plaquetários, para reduzir o risco de formação de um trombo no interior do stent recém-implantado. A trombose do stent pode provocar nova oclusão da artéria e, consequentemente, um novo infarto”, detalha ele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de usar corretamente as medicações prescritas, o paciente também precisa avaliar seu estilo de vida e ajustar aquilo que não estiver adequado. Isso pode incluir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir o peso, quando necessário;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter uma alimentação saudável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/pare-de-fumar-21-passos-para-largar-o-cigarro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>abandonar o tabagismo</strong></a>, se for fumante;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/como-sair-do-sedentarismo-veja-dicas-para-incluir-o-exercicio-fisico-na-rotina/" target="_blank" rel="noopener"><strong>incorporar atividade física regular</strong></a>, de maneira orientada e compatível com sua condição clínica. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O cardiologista destaca que uma parcela significativa das pessoas que sofrem infartos desconhece ter qualquer problema cardiovascular. “No entanto, estatísticas clínicas apontam que </span><b>cerca de 20% a 25% delas já apresentava fatores de risco e algumas inclusive já haviam procurado atendimento médico anteriormente por dor no peito</b><span style="font-weight: 400;">. Nesses casos, a orientação médica associadas à mudanças no estilo de vida ganha mais importância”, reforça. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/como-controlar-os-niveis-de-colesterol/" target="_blank" rel="noopener">Como controlar os níveis de colesterol?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como fica o acompanhamento médico depois do infarto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um infarto, um dos pontos fundamentais do acompanhamento é </span><b>reavaliar a função do músculo cardíaco</b><span style="font-weight: 400;">, verificando como ficou sua capacidade de contração após o evento. “Essa avaliação, geralmente realizada pelo <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/ecocardiograma/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ecocardiograma</strong></a>, pode ser repetida em torno de dois a três meses, especialmente quando houve comprometimento da função ventricular no período agudo”, explica Cesar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante verificar se os fatores de risco (colesterol e pressão arterial altos, diabetes) estão sendo efetivamente controlados, além de avaliar os hábitos e estilo de vida (tabagismo, alimentação, peso, atividade física). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o especialista, uma primeira reavaliação clínica e laboratorial nas semanas seguintes permite verificar se as metas estão sendo alcançadas e, quando necessário, ajustar o tratamento. O paciente, inclusive, pode sair do hospital já com orientação para retomar progressivamente a atividade física, conforme sua condição clínica.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>A orientação atual não é permanecer deitado ou inativo por períodos prolongados</b><span style="font-weight: 400;">. Após um período inicial curto de recuperação, inclusive relacionado ao local de acesso do cateterismo e da angioplastia quando realizados, deve-se estimular a recuperação progressiva da atividade física. Programas de reabilitação cardiovascular, quando disponíveis, são particularmente úteis”, recomenda.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O segundo evento é mais grave que o primeiro?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não necessariamente. Mas pode ser, principalmente quando há demora no atendimento ou se uma nova área do coração for comprometida. Cesar explica que nessa situação pode ocorrer uma </span><b>soma das áreas de perda de músculo cardíaco provocadas pelos dois eventos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Quanto maior a quantidade de músculo cardíaco perdida, maior a possibilidade de comprometimento do funcionamento do coração. Isso pode afetar tanto sua capacidade de contrair e bombear o sangue adequadamente quanto sua capacidade de relaxar e receber o sangue entre os batimentos. Como consequência, o paciente pode evoluir para insuficiência cardíaca, uma das complicações importantes após um infarto, sobretudo quando houve uma lesão extensa ou quando não foi possível restabelecer o fluxo sanguíneo em tempo adequado”, conclui o cardiologista. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-diferenciar-a-dor-de-gases-de-um-infarto/" target="_blank" rel="noopener">Como diferenciar a dor de gases de um infarto?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/cuidados-depois-de-um-infarto-como-prevenir-um-novo-episodio/">Cuidados depois de um infarto: como prevenir um novo episódio?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que são pólipos cervicais, que atingem o colo do útero</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/o-que-sao-polipos-cervicais-que-atingem-o-colo-do-utero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 18:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[útero]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[pólipos cervicais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116358</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em geral benignos e assintomáticos, os pólipos cervicais podem atingir de 2% a 5% das mulheres. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/o-que-sao-polipos-cervicais-que-atingem-o-colo-do-utero/">O que são pólipos cervicais, que atingem o colo do útero</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Pólipos cervicais são pequenos crescimentos que ocorrem dentro do canal ou sobre o colo do útero (cérvix). São comuns, de tamanhos variados e, em geral, benignos. Os pólipos malignos representam menos de 1% dos casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevalência estimada de pólipos cervicais na população geral varia de 2% a 5%.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há dois tipos de pólipos cervicais: os </span><b>endocervicais</b><span style="font-weight: 400;">, que surgem no canal do colo do útero: e os </span><b>ectocervicais</b><span style="font-weight: 400;">, que aparecem na camada mais externa do colo do útero e são menos frequentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Características dos pólipos cervicais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pólipos cervicais em geral se apresentam como um crescimento alongado em forma de lágrima que se projetam do colo do útero. Sua textura é lisa ou levemente esponjosa, de coloração vermelha, rosa ou arroxeada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também há, mais raramente, pólipos alongados e finos, com menos de 1 cm.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sintomas </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pólipos cervicais não costumam provocar sintomas, mas quando eles ocorrem costumam ser:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sangramento menstrual intenso;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sangramento entre os períodos menstruais ou na menopausa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/11-causas-de-sangramento-vaginal-apos-a-relacao-sexual/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sangramento após as relações sexuais</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/quando-o-corrimento-vaginal-pode-indicar-alguma-doenca/" target="_blank" rel="noopener"><strong>corrimento vaginal</strong></a> esbranquiçado ou amarelado, com odor fétido.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Como esses sintomas não são específicos e podem ter diversas causas, algumas graves, é preciso investigar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Causas dos pólipos cervicais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As causas dos pólipos cervicais ainda não estão esclarecidas, mas eles podem estar associados a:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">inflamação cervical prolongada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações hormonais em que os níveis de estrogênio estão elevados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">infecções como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/qual-a-melhor-maneira-de-prevenir-ists/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/candidiase/" target="_blank" rel="noopener"><strong>candidíase</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/vamos-falar/vaginose-bacteriana-causa-odor-desagradavel/" target="_blank" rel="noopener"><strong>vaginose bacteriana</strong></a>.<br />
</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pólipos cervicais em geral são diagnosticados durante um exame pélvico ou de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/papanicolau/" target="_blank" rel="noopener"><strong>papanicolau</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, são removidos e enviados para análise. O procedimento de remoção dos pólipos (polipectomia) é realizado em consultório médico, durante um exame pélvico. Quando o pólipo é muito grande, sua remoção pode ocorrer em um centro cirúrgico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cólicas e sangramentos leves podem ocorrer após a remoção.<br />
</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/o-que-a-menstruacao-diz-sobre-a-sua-saude/" target="_blank" rel="noopener">O que a menstruação diz sobre a sua saúde</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/o-que-sao-polipos-cervicais-que-atingem-o-colo-do-utero/">O que são pólipos cervicais, que atingem o colo do útero</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Treino de resistência: veja as novas diretrizes da principal entidade de medicina esportiva do mundo</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/treino-de-resistencia-veja-as-novas-diretrizes-da-principal-entidade-de-medicina-esportiva-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 20:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[musculação]]></category>
		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novas recomendações indicam que o treino de resistência é essencial para a saúde, mas pode ser menos complexo do que se imaginava. Leia na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/treino-de-resistencia-veja-as-novas-diretrizes-da-principal-entidade-de-medicina-esportiva-do-mundo/">Treino de resistência: veja as novas diretrizes da principal entidade de medicina esportiva do mundo</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez nos últimos 17 anos, o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM, da sigla em inglês) atualizou suas recomendações a respeito do treino de resistência para adultos saudáveis.</p>
<p>O ACSM é a maior organização de medicina esportiva e ciência do exercício do mundo.</p>
<p>No <strong><a href="https://www.ovid.com/jnls/acsm-msse/fulltext/10.1249/mss.0000000000003897~american-college-of-sports-medicine-position-stand" target="_blank" rel="noopener">documento</a></strong>, foram publicados dados de 137 revisões sistemáticas envolvendo 30 mil participantes que mostram como o treino de resistência contribui para a força, o tamanho (hipertrofia) e a potência muscular e seu impacto no desempenho físico de adultos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>A importância do treino resistido</h3>
<p><span dir="auto">Hoje sabemos que o exercício físico é essencial para a saúde ao longo da vida. No entanto, até poucos anos atrás, os exercícios mais valorizados eram os aeróbicos, como corrida e bicicleta, que exigem muito do sistema cardiovascular. Os exercícios de resistência, como a musculação, ficavam restringidos à queles que buscavam um corpo mais esteticamente definido.</span></p>
<p><span dir="auto">Contudo, com novos estudos na área, ficou demonstrado que a força muscular é essencial para um bom condicionamento físico. De acordo com as novas diretrizes da ACSM, &#8220;o treinamento resistido (TR), também conhecido como <strong>treinamento de força ou musculação</strong>, é um método especializado de condicionamento físico no qual os músculos são exercitados por meio da contração contra uma resistência externa, como pesos livres, máquinas, faixas elásticas, água ou o próprio peso corporal, através de ações isométricas, isotônicas ou isocinéticas, aumentando progressivamente a produção de força para melhorar a força muscular, a potência, a resistência e a saúde geral, além do desempenho esportivo.&#8221;</span></p>
<p><span dir="auto"> </span><span dir="auto">Além de trazerem benefícios para a função muscular e esquelética, esse tipo de treinamento reduz a</span><span dir="auto"> mortalidade e o risco de doenças cardiovasculares, câncer e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/diabetes-epidemia-silenciosa/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a></strong>.</span> <span dir="auto">Também ajudam na melhora da qualidade do sono e no controle dos sintomas de transtornos mentais como depressão e ansiedade e do peso corporal.</span></p>
<blockquote><p>“Hoje, sabemos que a força muscular é um dos <b>melhores preditores de saúde no envelhecimento</b>. Diversos estudos mostram que indivíduos mais fortes apresentam menor risco de mortalidade, maior funcionalidade e melhor qualidade de vida, independentemente da idade”, afirmou Guilherme Fonseca, professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP), em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/muito-alem-da-estetica-por-que-a-musculacao-e-essencial-para-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao Portal</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<h3>A importância da consistência no treino de resistência</h3>
<p>A mensagem do documento é bastante clara: os principais ganhos provêm de uma mudança de nenhum tipo de treinamento de resistência para qualquer tipo de treinamento de resistência. Isso significa que embora o treino possa ser ajustado para se tornar mais eficiente, qualquer exercício de resistência traz ganhos para a saúde, desde que seja praticado regularmente.</p>
<p>A recomendação é animadora, já que muitas pessoas se sentem desestimuladas a praticar exercícios exatamente por acreditarem que, para obter benefícios da prática, é preciso cumprir um treino complexo, difícil e que tome muito tempo.</p>
<p>Os pesquisadores da ACSM enfatizam que <strong>realizar exercícios que contemplem os principais grupos musculares duas vezes por semana</strong> é mais benéfico do que ter em mãos uma planilha com exercícios complexos que seja difícil colocar em prática. Para eles, <strong>consistência e esforço</strong> são a chave para aumentar a massa e a força muscular.</p>
<p>Em suma, <strong>consistência</strong> vale mais que complexidade, no que diz respeito aos exercícios físicos de resistência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Principais recomendações para o treino de resistência</strong></h3>
<p>Há outros achados que derrubam o mito de que é preciso realizar séries complexas para ganhar força e massa muscular. A ACSM ressalta que os treinos, carga e volume devem ser <strong>individualizados</strong>, levando em conta os objetivos pessoais e o prazer, justamente para garantir a aderência do praticante.</p>
<p><span style="background-color: transparent; color: inherit; font-size: inherit; font-weight: inherit; letter-spacing: inherit; text-decoration-line: underline;">Para otimizar os resultados, a </span>ACSM recomenda:</p>
<ul>
<li><span dir="auto"><span class="" dir="auto"><strong>Para ganho de força:</strong> Levante cargas mais pesadas [80% de uma repetição máxima &#8211; RM: <strong class="rQesXe MPyX" data-sfc-cp="" data-sfc-root="ep" data-complete="true" data-copy-service-computed-style="font-family: &quot;Google Sans&quot;, Arial, sans-serif; font-size: 16px; font-weight: 500; margin: 0px; text-decoration: none; border-bottom: 0px rgb(0, 29, 53);">peso máximo<!--TgQPHd|||[]--></strong> que você consegue levantar em uma única repetição de um exercício] em 2 a 3 séries por exercício. </span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto"><strong>Para o crescimento muscular (hipertrofia):</strong> busque um volume semanal maior (cerca de 10 séries por grupo muscular). </span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto"><strong>Para potência:</strong> use cargas moderadas (30%–70% de 1RM) e enfatize a importância de mover o peso o mais rápido possível durante a fase de levantamento (concêntrica). </span></span></li>
</ul>
<p>Não é necessário frequentar academia para obter resultados. Materiais como faixas elásticas e o peso do próprio corpo, por exemplo, são eficazes para a obtenção de força e hipertrofia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Treinar até a falha não é necessário</h3>
<p>Antes das novas diretrizes, acreditava-se ser necessário treinar até a falha ou a fadiga muscular para obter a hipertrofia. Além disso, era comum que treinadores recomendassem o uso de aparelhos e a variação sistemática de movimentos para obter aumento da massa e da força muscular.</p>
<p>Contudo, as diretrizes atuais afirmam não haver diferença entre o uso de máquinas e peso livres (halteres) e entre treinos mais complexos e outras variações, incluindo os treinos em casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Conclusões</h3>
<p>O documento afirma que adultos saudáveis ​​devem realizar treinamento resistido progressivo, com prescrição variável, para melhorar a função muscular, o tamanho e o desempenho físico.</p>
<p>A recomendação é realizar <strong>atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada ou intensa,</strong> que envolvam todos os principais grupos musculares, em <strong>dois ou mais dias por semana</strong>.</p>
<p>“Com a prática regular, os benefícios mais frequentes são aumento da disposição, redução da sensação de cansaço, melhora para subir escadas, maior facilidade para carregar compras, melhora da postura, redução de dores articulares e maior autonomia nas atividades diárias”, esclareceu Fonseca.</p>
<p>As novas diretrizes foram elogiadas por médicos do esporte e educadores físicos por reforçarem a importância dos treinos de resistência para a saúde e os tornarem, digamos, menos idealizados.</p>
<p>Para hipertrofia, não é necessário treinar até a falha muscular, tampouco frequentar academia ou utilizar aparelhos. O importante é realizar mais de dez séries por grupo muscular por semana, com sobrecarga progressiva, volume consistente e &#8211; muito importante &#8211; constância.</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/treino-de-resistencia-veja-as-novas-diretrizes-da-principal-entidade-de-medicina-esportiva-do-mundo/">Treino de resistência: veja as novas diretrizes da principal entidade de medicina esportiva do mundo</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como sair das telas e voltar a sentir prazer em outras atividades? </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/como-sair-das-telas-e-voltar-a-sentir-prazer-em-outras-atividades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[telas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116311</guid>

					<description><![CDATA[<p>O seu celular está roubando o prazer de outras atividades? Entenda como sair das telas e encontrar bem-estar de maneiras mais saudáveis.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/como-sair-das-telas-e-voltar-a-sentir-prazer-em-outras-atividades/">Como sair das telas e voltar a sentir prazer em outras atividades? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Você já reparou como é fácil passar horas na tela do celular? </strong>Horas que você não passaria fazendo qualquer outra atividade, mesmo aquelas de que você gosta? A explicação para isso não está na dopamina, mas no tipo de prazer que sentimos a partir dela.</p>



<p>Existe um processo cerebral chamado de <strong>saliência de incentivo</strong>, em que um estímulo neutro (como um post ou uma notificação) é transformado em algo atraente e desejável só por causa da recompensa que ele oferece. E existe também o<strong> prazer hedônico</strong>, a sensação real de prazer que vem após uma realização, marcada pela busca e pela motivação pessoal.</p>



<p>A estrutura que media o prazer no cérebro é o córtex orbitofrontal. Ela faz o <strong>controle inibitório</strong>, freando os impulsos que possam nos levar a respostas inadequadas ou que nos distraia e transformando os sinais biológicos em experiências subjetivas de prazer.</p>



<p>No entanto, quando temos contato excessivo com as telas, o nosso corpo produz muita dopamina (um neurotransmissor produzido pelo cérebro que atua na comunicação entre os neurônios e regula o sistema de prazer) sem nenhum esforço — basta vermos uma notificação ou rolar para o próximo vídeo. Assim, o córtex orbitofrontal não consegue fazer seu trabalho de controlar os impulsos diante dos estímulos e isso resulta na saliência de incentivo. A nossa atenção é capturada de forma poderosa e, por consequência, <strong>queremos continuar mexendo no celular cada vez mais.</strong></p>



<p>O problema é que o cérebro fica sempre esperando que, no meio daquilo, apareça uma experiência de prazer hedônica. Além disso, depois de um pico de dopamina que acontece de forma imediata, ela costuma baixar para um nível menor do que estava antes. Então, <strong>o sistema nervoso interpreta que ele não pode parar; na verdade, deve buscar mais.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que outras atividades dão um prazer diferente?</strong></h3>



<p>Entre as atividades que comprovadamente provocam o prazer hedônico, estão o exercício físico e as experiências com arte. O <strong>exercício físico</strong>, por exemplo, é capaz de liberar dopamina em cerca de 30 a 40 minutos. </p>



<p>“Isso vai trazer um grande bem-estar e não necessariamente causar uma dependência em que a pessoa tenha que ficar andando de bicicleta, caminhando ou correndo o dia inteiro”, compara Gustavo Gattino, musicoterapeuta e pesquisador da relação entre música, cérebro e desenvolvimento humano.</p>



<p><strong>Nas artes visuais, música, teatro, dança e outras expressões artísticas</strong>, o sistema nervoso central interpreta a atividade como algo que o indivíduo deseja. Isso faz com que, além da dopamina, a serotonina e a noradrenalina &#8211; neurotransmissores essenciais que regulam o humor e o bem-estar no sistema nervoso central &#8211; sejam liberadas, criando um estado de relaxamento no corpo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Os estudos mostram que quando realizo uma atividade em que não sei o resultado, o corpo já começa a liberar dopamina aos poucos. Quando ele tem o resultado, que é uma surpresa ou algo melhor do que esperava, essa liberação desse prazer hedônico é muito mais significativa”, destaca Gattino.</p>
</blockquote>



<p>Nesse sentido, o <strong>contato com a natureza </strong>também é uma alternativa. Como o ritmo da natureza é diferente e incontrolável, há uma ativação do córtex somatossensorial, que utiliza todos os sentidos para estar em contato com o ambiente. </p>
<p>&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como sair das telas e conseguir prazer de outras formas?</strong></h3>



<p>Atualmente, ainda não se sabe se a melhor estratégia para fugir das telas é <strong>cortar o uso do celular de uma vez ou ir diminuindo aos poucos</strong>. Alguns estudos sugerem que a redução gradual pode trazer benefícios em até três semanas, enquanto outros não encontraram diferenças significativas entre quem fez dessa forma e quem parou de uma vez.</p>



<p>“É muito difícil a gente dar uma receita de bolo porque, claro, vai depender muito de cada pessoa. Os mecanismos de prazer, ainda que, nessa questão das telas, tenham um efeito muito parecido na sociedade, existe uma interpretação do prazer que é algo muito pessoal”, explica o pesquisador.</p>



<p>Atualmente, <strong>mudanças na rotina </strong>e os próprios <strong>aplicativos de celular</strong> oferecem maneiras de reduzir o uso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mude as cores da tela para a escala de cinza para o celular parecer menos atraente;</li>



<li>desative notificações de aplicativos que não são urgentes;</li>



<li>use aplicativos que impõem limites diários de uso;</li>



<li>crie zonas livres de celular, como a mesa de jantar e o quarto;</li>



<li>deixe o telefone em outro cômodo quando for dormir.</li>
</ul>



<p>Para o especialista, vale ainda se perguntar <strong>em que momentos a tela tem aparecido</strong>. Muitas vezes, elas substituem algo que deveria estar ali, como uma atividade física ou uma conversa com um familiar. Em vez de recorrer ao celular, tente ocupar aquele momento com um livro, um crochê, um caça-palavras ou algo que vai te dar outra função para preencher o ócio.</p>



<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: </strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/rolando-o-feed-sem-parar-veja-como-parar-o-habito-que-pode-fazer-mal-a-saude/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rolando o feed sem parar? Veja como parar o hábito que pode fazer mal à sa</strong>úde</a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/como-sair-das-telas-e-voltar-a-sentir-prazer-em-outras-atividades/">Como sair das telas e voltar a sentir prazer em outras atividades? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Suicídio: estamos prevenindo tarde demais?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/suicidio-estamos-prevenindo-tarde-demais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Karen Scavacini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116322</guid>

					<description><![CDATA[<p>No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, é preciso refletir sobre o momento em que a prevenção deve começar. Leia mais no artigo da psicóloga Karen Scavacini.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/suicidio-estamos-prevenindo-tarde-demais/">Suicídio: estamos prevenindo tarde demais?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, seguimos sob o tema proposto pela International Association for Suicide Prevention (IASP), “</span><i><span style="font-weight: 400;">Changing the Narrative on Suicide</span></i><span style="font-weight: 400;">”, ou “Mudando a narrativa sobre o suicídio”. Gosto dessa proposta porque ela nos convida não apenas a falar mais sobre o tema, mas a rever a forma como entendemos a prevenção e, principalmente, o momento em que ela começa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudar a narrativa também significa enfrentar o estigma que ainda cerca o comportamento suicida e rever a maneira como comunicamos sofrimento, crise e recuperação. Durante muito tempo, o suicídio foi tratado com silêncio, medo, julgamento ou simplificações, e ainda hoje certas formas de falar podem reforçar vergonha, culpa e isolamento. Uma comunicação responsável não serve apenas para evitar danos, mas também para ampliar compreensão, mostrar que crises podem mudar e tornar mais possível reconhecer sofrimento e buscar ou oferecer ajuda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muitos anos, avançamos na identificação de fatores associados ao comportamento suicida, como tentativas anteriores, transtornos mentais, história familiar, experiências traumáticas, perdas, isolamento social, uso de substâncias e dificuldades financeiras. Esse conhecimento continua sendo fundamental, mas talvez esteja na hora de acrescentarmos outra pergunta: será que estamos começando a prevenir o suicídio tarde demais?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que uma crise suicida não surge do nada, mas também não existe uma sequência igual para todas as pessoas. Algumas vulnerabilidades podem estar presentes há muitos anos, enquanto perdas, violência, isolamento, dificuldades financeiras, adoecimento ou outras experiências podem se somar ao longo do tempo. Olhar para essa trajetória não significa tentar prever quem vai tentar o suicídio, algo que ainda não conseguimos fazer com segurança, e sim perguntar se nossa prevenção precisa começar muito antes de uma crise se tornar evidente.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Isso muda bastante a maneira como pensamos o cuidado. Prevenir não é apenas reconhecer sinais de risco e agir quando alguém já está em sofrimento intenso, embora isso continue sendo indispensável. Também é fortalecer vínculos, reduzir situações de violência e exclusão, apoiar pessoas depois de perdas importantes, cuidar de quem vive sofrimento persistente, ampliar o acesso aos serviços de saúde mental e criar ambientes nos quais pedir ajuda seja possível antes que tudo pareça insuportável.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou psicóloga, mestre em saúde pública, doutora em psicologia, trabalho há mais de 25 anos com saúde mental e fundei o Instituto Vita Alere há mais de uma década. Ao longo desse percurso, acompanhando pessoas em sofrimento, familiares, pessoas enlutadas, profissionais, escolas, empresas e comunidades, uma coisa ficou cada vez mais clara para mim: a prevenção raramente começa no momento da crise e certamente não termina nele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa reflexão também nos obriga a rever uma das mensagens mais repetidas quando falamos sobre suicídio: “peça ajuda”. A frase é importante, mas insuficiente. Se queremos que alguém peça ajuda, precisamos perguntar que ajuda estará disponível quando isso acontecer. Existe alguém preparado para escutar? Há acesso a cuidado? A escola sabe como agir? A empresa tem um fluxo para situações de sofrimento intenso? O serviço de saúde consegue acolher e continuar acompanhando essa pessoa depois de uma emergência?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colocar toda a responsabilidade sobre quem está sofrendo é uma forma muito limitada de pensar prevenção. A responsabilidade também está nas relações, nos serviços, nas políticas públicas, nos ambientes de trabalho, nas escolas, nas famílias e na capacidade das comunidades de perceber o sofrimento e responder a ele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, essa discussão ganha uma importância especial porque grande parte da atenção sobre prevenção do suicídio ainda se concentra em setembro. A visibilidade pode inclusive ser gatilho para pessoas em sofrimento ou que perderam alguém dessa forma e a quantidade de campanhas, palestras e postagens realizadas em algumas semanas não pode ser confundida com prevenção. Se uma escola fala sobre saúde mental em setembro, mas não sabe o que fazer quando um aluno manifesta risco em abril, algo está faltando. O mesmo vale para empresas, serviços de saúde, universidades e tantas outras instituições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudar a narrativa sobre o suicídio talvez signifique justamente ampliar nossa noção de prevenção. Não apenas agir diante da crise, mas compreender o que aconteceu antes dela e quantas oportunidades de cuidado podem existir ao longo desse caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tantos anos dizendo que precisamos começar a conversa, talvez seja hora de acrescentar uma nova pergunta: quanto antes da crise podemos começar a prevenir?</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/panorama-da-saude-mental-no-brasil-drauziocast-268/" target="_blank" rel="noopener">Panorama da saúde mental no Brasil – DrauzioCast #268</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Se você está passando por um momento difícil ou preocupado com alguém, existem diferentes caminhos de ajuda. O </span></i><a href="https://cvv.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Centro de Valorização da Vida (CVV)</i></b></a><i><span style="font-weight: 400;"> oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. Para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, o </span></i><a href="https://podefalar.org.br/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Pode Falar</i></b></a><i><span style="font-weight: 400;"> oferece escuta online, gratuita e anônima. O </span></i><a href="https://mapasaudemental.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Mapa da Saúde Mental</i></b></a><i><span style="font-weight: 400;"> reúne serviços públicos, gratuitos e de valor social em todo o Brasil, ajudando a localizar diferentes formas de cuidado em saúde mental. O </span></i><a href="https://vitaalere.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Instituto Vita Alere</i></b></a><i><span style="font-weight: 400;"> também oferece informações, orientação, grupos de apoio e atendimento especializado em prevenção e posvenção do suicídio. Em uma situação de risco imediato, procure um serviço de urgência ou acione o SAMU pelo número 192.</span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/suicidio-estamos-prevenindo-tarde-demais/">Suicídio: estamos prevenindo tarde demais?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Febre acompanhada de sintomas neurológicos exige atendimento rápido; conheça os sinais de alerta</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/febre-acompanhada-de-sintomas-neurologicos-exige-atendimento-rapido-conheca-os-sinais-de-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vacinas]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[febre]]></category>
		<category><![CDATA[meningite]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
		<category><![CDATA[pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[encefalite]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116325</guid>

					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico precoce de doenças como meningite e encefalite é essencial para prevenir sequelas graves. Saiba quando a febre deve ser investigada.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/febre-acompanhada-de-sintomas-neurologicos-exige-atendimento-rapido-conheca-os-sinais-de-alerta/">Febre acompanhada de sintomas neurológicos exige atendimento rápido; conheça os sinais de alerta</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/febre/" target="_blank" rel="noopener"><strong>febre</strong></a> é um sintoma comum em diversos quadro virais, como resfriados, gripes e viroses. Entretanto, quando ela surge acompanhada de alterações neurológicas, é preciso procurar atendimento médico rapidamente, pois pode ser um indício de condições graves, como meningite e encefalite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais sinais de alerta incluem </span><b>prostração (fraqueza ou cansaço) importante, sonolência excessiva, confusão mental, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/convulsao/" target="_blank" rel="noopener">crises convulsivas</a> e mau estado geral</b><span style="font-weight: 400;">. Mas também pode haver <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dor-de-cabeca-cefaleia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dor de cabeça</strong></a> intensa, rigidez no pescoço, náuseas e vômitos. Em bebês e crianças pequenas, outros sintomas são choro persistente, irritabilidade e moleira estufada. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os pais conhecem o comportamento habitual dos filhos. Se perceberem que a criança não está bem, apresenta prostração intensa, sonolência diferente do habitual ou qualquer alteração neurológica, devem procurar imediatamente o pediatra ou um serviço de emergência. Esses sinais nunca devem ser ignorados”, afirma Renato Kfouri, pediatra infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o especialista, </span><b>a idade do paciente também deve ser considerada</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Em recém-nascidos, qualquer episódio de febre é motivo para investigação. Em crianças pequenas, o limiar para suspeita de infecção grave também é menor, exigindo avaliação médica imediata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora sejam mais frequentes na infância, essas doenças também podem acometer adultos. Portanto, caso haja suspeita, é importante buscar atendimento. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que é meningite e encefalite?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/meningite-conheca-os-sintomas-sequelas-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener">meningite</a> é inflamação das meninges</b><span style="font-weight: 400;">, membranas que revestem o sistema nervoso central, o cérebro e toda a coluna vertebral. A maioria dos casos caracteriza-se como viral ou bacteriana, embora haja outros tipos mais raros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As virais são, em geral, benignas e evoluem muito bem. As causadas por bactérias, geralmente são três as causadoras: a pneumocócica, a meningocócica e a hemófilos, que costumam ser mais graves. Aqui no país, [temos] uma letalidade de 25%: um em cada quatro vem a falecer. E geralmente com alto índice de sequela: 30% a 40% dos que sobrevivem têm algum tipo de sequela definitiva”, alerta Kfouri. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a encefalite é uma inflamação grave que atinge diretamente o sistema nervoso central (e não as meninges, como acontece na meningite). Na maioria dos casos, é causada por um vírus, como o vírus da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/herpes-simples/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herpes simples</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gripe/" target="_blank" rel="noopener"><strong>influenza</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><strong>covid-19</strong></a>, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As crianças são as mais atingidas pelas duas doenças, mas, no caso da encefalite, a distribuição é maior em outras faixas etárias, segundo o médico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico precoce é fundamental</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto a meningite quanto a encefalite podem evoluir de maneira rápida e deixar sequelas neurológicas permanentes, como perda auditiva, déficits cognitivos, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/epilepsia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>epilepsia</strong></a> e alterações motoras.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>O tempo é um fator decisivo</b><span style="font-weight: 400;">. Crianças que apresentam sinais de alarme devem ser investigadas imediatamente. Quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação”, enfatiza Kfouri.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico inclui exames como análise do líquor e sangue para pesquisa do agente etiológico. Atualmente, tecnologias como testes de PCR multiplex conseguem identificar simultaneamente diversos vírus, bactérias e fungos diretamente no líquor em poucas horas, o que reduz o tempo para definição do tratamento adequado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento da encefalite varia conforme a causa e muitas vezes envolve o uso de antivirais. O tratamento da meningite bacteriana é feito com antibióticos. Em caso de meningite viral, não há necessidade de tratamento, apenas acompanhamento clínico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como prevenir? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há vacina que previna a encefalite, especificamente. </span><span style="font-weight: 400;">Mas é importante </span><b>manter a carteira de vacinação em dia</b><span style="font-weight: 400;">, pois, ao se proteger de vírus preveníveis por vacina (como influenza e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sarampo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sarampo</strong></a>), o risco de desenvolver a doença é reduzido.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das meningites bacterianas pode ser prevenida através de vacinas. “A maioria delas está disponível na rede pública, mas tem algumas que não estão, como por exemplo, a meningocócica B, que só tem na rede privada”, explica Kfouri. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/quando-a-febre-em-criancas-e-uma-urgencia/" target="_blank" rel="noopener">Quando a febre em crianças é uma urgência?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/febre-acompanhada-de-sintomas-neurologicos-exige-atendimento-rapido-conheca-os-sinais-de-alerta/">Febre acompanhada de sintomas neurológicos exige atendimento rápido; conheça os sinais de alerta</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dormir mais aos finais de semana resolve o débito de sono?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/dormir-mais-aos-finais-de-semana-resolve-o-debito-de-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<category><![CDATA[distúrbio do sono]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ficar mais tempo na cama sábado e domingo não compensa totalmente uma semana de noites mal dormidas. Entenda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/dormir-mais-aos-finais-de-semana-resolve-o-debito-de-sono/">Dormir mais aos finais de semana resolve o débito de sono?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitos brasileiros não dormem a quantidade ideal de sono durante a semana. Pode ser por causa de insônia — que acomete quase um terço da população do país, segundo dados do </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/vigitel-brasil-2006-2024.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Vigitel</b></a><span style="font-weight: 400;"> —, da rotina de trabalho e estudo, dos filhos, da <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a>… A lista é grande. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, pode surgir a ideia de compensar as horas perdidas no sábado e no domingo. Mas não é bem assim. Dormir mais no fim de semana pode até ajudar um pouco, </span><b>mas não resolve o débito de sono</b><span style="font-weight: 400;">, nome dado à diferença acumulada entre a quantidade de sono que uma pessoa necessita e aquela que efetivamente obtém. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente não tem como pagar esse débito de sono nos finais de semana. No entanto, é melhor a gente recuperar um pouco desse débito nos finais de semana, do que entrar na segunda-feira, na semana seguinte, com ainda mais horas de sono devedoras no nosso cérebro”, explica Monica Andersen, diretora de ensino e pesquisa do Instituto do Sono.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que não é possível recuperar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender essa parte, primeiro é preciso compreender a importância das horas dormidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O sono é um estado cerebral ativo, sendo essencial para a consolidação da memória e da aprendizagem, restauração de energia, regulação hormonal, regulação emocional, manutenção do estado de alerta e homeostase metabólica”, explica Fernanda Carolina Silva Guimarães Cruz, doutora em ciências pela Universidade de São Paulo (USP), certificada em sono e coordenadora do Núcleo de Fisioterapia da Academia Brasileira do Sono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dormir também contribui para a regulação da resposta imunológica e inflamatória e pode favorecer a resistência do organismo a infecções. Durante o sono, ainda ocorre uma maior atividade do sistema glinfático, uma rede envolvida na remoção de resíduos metabólicos do cérebro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A restrição de sono provoca uma série de alterações nesses processos, e algumas delas não são completamente revertidas após apenas duas noites de recuperação. “[O débito] não funciona como uma conta em que cada hora extra tem o mesmo valor para todas as funções”, afirma Cruz.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais impactos do sono insuficiente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não dormir o suficiente pode reduzir a capacidade de manter a vigília, prejudicar o desempenho cognitivo, aumentar a sonolência e afetar negativamente o humor. A <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/muito-alem-do-cansaco-conheca-os-impactos-da-privacao-de-sono/" target="_blank" rel="noopener"><strong>privação de sono</strong></a> também pode aumentar a reatividade a estímulos negativos, reduzir o controle do córtex pré-frontal sobre pensamentos e emoções, favorecer a ruminação e alterar a resposta fisiológica ao estresse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Andersen, o débito de sono também está associado a problemas metabólicos e cardiovasculares, transtornos mentais, alterações sexuais, ganho de peso e irritabilidade. Pode ainda alterar o limiar de dor e estar relacionado a algumas condições dermatológicas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente tem uma variedade de desfechos negativos que são os comprometimentos da falta de sono, que leva a problemas de saúde, sem contar ainda aquelas situações da sociedade, como erros no trabalho, erros nas estradas e nas vias aéreas, que também têm uma relação direta com o sono”, diz a especialista. </span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/bem-estar/nao-consegue-dormir-bem-a-noite-veja-tecnicas-para-pegar-no-sono/" target="_blank" rel="noopener">Não consegue dormir bem à noite? Veja técnicas para pegar no sono</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quantas horas dormir por dia? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a American Academy of Sleep Medicine (AASM) e a Sleep Research Society, duas organizações científicas americanas dedicadas à medicina e à pesquisa do sono, </span><b>a </b><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4434546/" target="_blank" rel="noopener"><b>recomendação</b></a><b> é que adultos durmam sete horas ou mais por noite regularmente para promover a saúde</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas isso não significa que exista um número de horas ideal para todas as pessoas, segundo Andersen. A necessidade varia de indivíduo para indivíduo e é personalizada para cada um.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para descobrir quantas horas de sono uma pessoa realmente precisa, uma possibilidade é observar o próprio organismo em um período em que não haja a necessidade de acordar com despertador ou de interromper o sono por compromissos. “</span><b>É dormir quando está com sono e acordar quando o sono acabou</b><span style="font-weight: 400;">, sem o celular do lado ou o despertador”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A especialista ressalta que, por isso, não é adequado transformar as sete horas em uma regra rígida. Algumas pessoas podem se sentir bem dormindo um pouco menos, enquanto outras precisam de mais tempo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E quem precisa dormir pouco durante a semana, o que fazer para compensar o débito de sono? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem precisa dormir menos durante a semana, seja por causa do trabalho, estudo ou outros compromissos, a recomendação é </span><b>tentar reduzir o déficit sem fazer grandes mudanças nos horários</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia preferível, segundo Cruz, é, em geral, antecipar o horário de dormir e manter o horário de despertar próximo do habitual, em vez de deslocar muito para mais tarde os dois horários.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Deve-se evitar uma grande variação entre os horários de sono, especialmente dormir e acordar muito mais tarde nos fins de semana, pois essa irregularidade pode aumentar o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários sociais, fenômeno frequentemente descrito como </span><i><span style="font-weight: 400;">jet lag </span></i><span style="font-weight: 400;">social</span> <span style="font-weight: 400;">e que pode favorecer o atraso da fase circadiana”, detalha a especialista. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale também</span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/usar-o-celular-antes-de-dormir-faz-mal-saiba-os-impactos-desse-habito-no-sono/" target="_blank" rel="noopener"><b> limitar o uso de telas próximo ao horário de dormir</b></a><span style="font-weight: 400;">, porque isso pode prolongar o estado de alerta ou aumentar a exposição à luz, embora a importância clínica varie entre as pessoas.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><b>Cafeína, álcool e refeições volumosas logo antes de dormir também podem prejudicar o início ou a continuidade do sono</b><span style="font-weight: 400;">. Por isso, segundo Cruz, é importante observar a resposta individual e evitar esses fatores à noite, quando houver impacto perceptível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>prática regular de atividade física</b><span style="font-weight: 400;"> também deve fazer parte do cotidiano. “Exercícios aeróbicos, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/muito-alem-da-estetica-por-que-a-musculacao-e-essencial-para-a-saude/" target="_blank" rel="noopener"><strong>treinamento de força</strong></a> e outras modalidades realizadas de forma compatível com a condição clínica e a rotina da pessoa estão associados a melhora da qualidade subjetiva do sono e redução de sintomas de insônia em adultos.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E quem trabalha à noite? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de trabalhadores em turnos, especialmente os noturnos, a recuperação pode ser mais difícil, pois o sono diurno tende a ser mais curto e fragmentado, enquanto turnos longos e sucessivos reduzem as oportunidades de descanso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nessa situação, além de estratégias de organização do sono, atividade física e alimentação, é importante avaliar individualmente a exposição à luz, a distribuição das pausas, a duração dos turnos e possíveis sintomas de transtorno do sono relacionado ao trabalho em turnos”, conclui Cruz.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/e-possivel-dormir-bem-trabalhando-de-madrugada/" target="_blank" rel="noopener">É possível dormir bem trabalhando de madrugada?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/dormir-mais-aos-finais-de-semana-resolve-o-debito-de-sono/">Dormir mais aos finais de semana resolve o débito de sono?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Umidificador e purificador de ar: para que eles servem?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/umidificador-e-purificador-de-ar-para-que-eles-servem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 21:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116286</guid>

					<description><![CDATA[<p> O umidifcador e o purificador de ar possuem indicações de uso diferentes. Saiba quando usar cada um deles, além dos cuidados necessários.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/umidificador-e-purificador-de-ar-para-que-eles-servem/">Umidificador e purificador de ar: para que eles servem?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil está entre os países mais afetados pelas mega secas, resultado das mudanças climáticas.</p>



<p>Com isso, muitas pessoas têm buscado formas de equilibrar os níveis de umidade do ar nos períodos mais secos e de filtrar poluentes e alérgenos.</p>



<p>Neste vídeo, Drauzio Varella explica como usar umidificadores e purificadores de ar corretamente.</p>



<p><iframe loading="lazy" title="Umidificador e purificador de ar: para que eles servem?" src="https://www.youtube.com/embed/EQfta6p3yns" width="1178" height="663" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pneumologia/quais-cuidados-tomar-quando-o-tempo-esta-muito-seco/">Quais cuidados tomar quando o tempo está muito seco?</a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/umidificador-e-purificador-de-ar-para-que-eles-servem/">Umidificador e purificador de ar: para que eles servem?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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