<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:series="https://publishpress.com/"
	>

<channel>
	<title>Portal Drauzio Varella</title>
	<atom:link href="https://drauziovarella.uol.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://drauziovarella.uol.com.br</link>
	<description>Informação sobre saúde para todos</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 22:06:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.8</generator>

<image>
	<url>https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2024/05/14140304/cropped-favicon-256x256-1-32x32.png</url>
	<title>Portal Drauzio Varella</title>
	<link>https://drauziovarella.uol.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como sair do sedentarismo: veja dicas para incluir o exercício físico na rotina</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/como-sair-do-sedentarismo-veja-dicas-para-incluir-o-exercicio-fisico-na-rotina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 19:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[sedentarismo]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116207</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas dão dicas práticas sobre como iniciar o hábito de se exercitar e destacam que poucos minutos por dia já fazem diferença para a saúde.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/como-sair-do-sedentarismo-veja-dicas-para-incluir-o-exercicio-fisico-na-rotina/">Como sair do sedentarismo: veja dicas para incluir o exercício físico na rotina</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">“Na próxima segunda-feira, eu começo a treinar”. Quem nunca fez ou ao menos ouviu essa promessa? Muitas vezes, a próxima semana acaba virando o próximo mês, que depois vira o próximo ano e o objetivo parece cada vez mais distante. Encontrar tempo para se exercitar em uma rotina atarefada costuma ser um desafio para a maioria das pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o último dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% dos brasileiros são insuficientemente ativos. Embora os benefícios do exercício sejam conhecidos por boa parte da população, o conhecimento não se transforma automaticamente em comportamento.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>A prática de exercício físico depende de vários fatores</b><span style="font-weight: 400;">: tempo disponível, ambiente, segurança, acesso a espaços adequados, condição física, experiências anteriores, motivação e até da percepção que a pessoa tem sobre sua própria capacidade”, afirma Guilherme Fonseca, professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, existe uma diferença entre saber que é importante e saber o quê, quanto e como fazer. Para ele, muitas pessoas sabem que precisam se exercitar, mas nunca receberam orientações práticas sobre qual atividade realizar, quanto fazer e como encaixá-la na rotina.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Então, como e por onde começar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos principais pontos é que </span><b>o exercício físico precisa caber na sua vida</b><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, não adianta mirar objetivos inalcançáveis. Ao começar, pense no que é sustentável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Muitas pessoas, quando decidem começar, estabelecem metas difíceis de manter: querem se exercitar por muito tempo, todos os dias ou com intensidade elevada. Além de não ser necessário, isso pode aumentar o cansaço e o desconforto e dificultar a continuidade da prática”, destaca Lígia Antunes, professora do Departamento de Estudos da Atividade Física Adaptada (Deafa) da Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (FEF/Unicamp).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonseca recomenda as seguintes ações para iniciar os exercícios: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">escolha uma atividade de que goste ou pelo menos tolere bem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">comece com períodos curtos de exercício, por exemplo, 10 a 20 minutos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">priorize atividades de fácil acesso, como caminhada, bicicleta, dança ou exercícios em casa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estabeleça dias e horários específicos na semana;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aumente a quantidade de exercício físico gradualmente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evite comparações com outras pessoas que já treinam há mais tempo. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“É importante entender que os primeiros objetivos devem ser criar o hábito e aumentar progressivamente a frequência da prática, para que, posteriormente, seja possível evoluir em parâmetros específicos de prescrição do exercício físico (volume, intensidade, tipo de exercício, etc.)”, explica o especialista. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/exercicio-fisico-ajuda-a-prevenir-demencia-entenda-a-relacao/" target="_blank" rel="noopener">Exercício físico ajuda a prevenir demência; entenda a relação</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>No início, constância importa mais que intensidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao iniciar a prática de um exercício físico, </span><b>o organismo precisa se adaptar às novas demandas impostas pela atividade</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando uma pessoa fisicamente inativa começa a treinar, os sistemas cardiovascular, respiratório e musculoesquelético passam por adaptações progressivas e, com o tempo, aumenta a tolerância ao esforço. Por isso, a recomendação é progredir gradualmente a frequência, a duração e a intensidade. Para quem está começando, é mais importante conseguir se exercitar regularmente do que buscar intensidades elevadas”, recomenda Antunes. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é que, se o indivíduo começa imediatamente com volume e intensidade muito elevados, </span><b>o risco de dores musculares excessivas, fadiga e desconforto também é maior</b><span style="font-weight: 400;">, o que pode gerar frustração e, consequentemente, favorecer o abandono da prática. </span></p>
<p><b>Isso não significa que a intensidade não seja importante</b><span style="font-weight: 400;">. “Ela é fundamental para determinados objetivos e, posteriormente, pode ser aumentada de maneira planejada. Mas, para quem ainda não tem o hábito, o melhor exercício é aquele que a pessoa consegue fazer e repetir na próxima semana, e na semana seguinte também”, diz Fonseca. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista: O que fazer para sair do sedentarismo e criar bons hábitos?</strong></p>
<p><iframe title="O que fazer para sair do sedentarismo e criar bons hábitos?" src="https://www.youtube.com/embed/T8H8NU9eoBw" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quanto exercício físico preciso fazer? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda </span><b>150 a 300 minutos de atividade física aeróbia de intensidade moderada por semana</b><span style="font-weight: 400;">, ou 75 a 150 minutos em intensidade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular por pelo menos dois dias da semana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo os especialistas, existe uma relação dose-resposta, isto é, à medida que se aumenta a quantidade de atividade física, maiores são os benefícios para a saúde. Porém, isso não quer dizer que não exista benefício com uma quantidade inferior à recomendada. Pelo contrário: </span><b>qualquer quantidade de exercício é melhor do que não fazer nada</b><span style="font-weight: 400;">. Afinal, permanecer sedentário representa um risco maior para a saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os 150 minutos semanais de atividade física moderada devem ser entendidos como uma meta de saúde pública, não um ‘limiar mágico’ abaixo do qual o exercício físico deixa de produzir benefícios. Para uma pessoa que atualmente não faz nenhuma atividade, passar de 0 para 30 minutos por semana já representa uma mudança importante”, afirma o professor. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Não tenho tempo. O que posso fazer?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo para quem não consegue separar uma hora do dia para dedicar ao exercício, há alternativas para se manter minimamente ativo. De acordo com Fonseca, </span><b>a atividade física pode ser distribuída ao longo do dia</b><span style="font-weight: 400;">, da seguinte forma:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">utilize deslocamentos cotidianos como oportunidade para aumentar o movimento; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">priorize as escadas sempre que possível, em vez de elevadores e escadas rolantes; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">faça pausas ativas durante períodos prolongados sentado; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estabeleça metas simples de movimento, como aumentar gradualmente o número de passos ou o tempo total caminhando ao longo do dia; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tenha uma “opção mínima” para os dias mais corridos: se não for possível realizar o treino habitual, por exemplo, faça uma sessão curta de 5 a 10 minutos em vez de simplesmente não fazer nada. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Antunes, uma estratégia que vem sendo estudada são os chamados </span><b><i>exercise snacks</i></b><span style="font-weight: 400;">, pequenas sessões estruturadas de exercício realizadas ao longo do dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Uma revisão sistemática e meta-análise que avaliou sessões de até cinco minutos, realizadas pelo menos duas vezes ao dia, encontrou melhora da aptidão cardiorrespiratória em adultos fisicamente inativos, além de elevada adesão às intervenções. Outra meta-análise encontrou benefícios de sessões curtas de exercício sobre diferentes indicadores de saúde cardiometabólica. Essas sessões podem incluir, por exemplo, alguns minutos de caminhada rápida, subir escadas de forma planejada ou realizar uma pequena sequência de exercícios em casa”, detalha. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Academia é a única opção?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Existem diversas formas de se manter ativo. Frequentar uma academia é apenas uma delas. </span><b>O exercício físico pode ser feito em outros locais, na rua ou mesmo em casa</b><span style="font-weight: 400;">. Uma caminhada, por exemplo, pode ser uma sessão de exercício quando é realizada de forma planejada, com determinada duração e intensidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso dos exercícios de força, Fonseca diz que é possível começar </span><b>usando o peso do próprio corpo</b><span style="font-weight: 400;">, com movimentos como sentar e levantar de uma cadeira; agachamentos com pesos adaptados; flexões na parede, mesa ou chão; exercícios de equilíbrio; e movimentos de fortalecimento com objetos disponíveis em casa (como saco de feijão, galões com água ou areia). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, não precisar de equipamentos não significa que qualquer exercício, realizado de qualquer maneira, produzirá os mesmos resultados, alerta Antunes. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Existe o princípio da especificidade. Exercícios aeróbios são particularmente importantes para melhorar a capacidade cardiorrespiratória; exercícios de força são fundamentais para aumentar ou preservar a força e a função muscular; e exercícios de flexibilidade contribuem para manter ou aumentar a amplitude de movimento. Além disso, para que o organismo continue se adaptando, o estímulo do exercício precisa ser adequado e por isso é necessário progredir, ao longo do tempo, para continuar tendo benefícios.”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Também vale ressaltar que equipamentos sofisticados, calçados caros, aparelhos eletrônicos, aplicativos, entre outros, podem ser ferramentas de apoio, mas não são itens indispensáveis para a prática de exercícios. O básico funciona. O mais importante é que o exercício seja realizado com frequência e de forma segura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Quem tem uma doença crônica, alguma limitação física, sintomas durante o esforço ou dúvidas sobre como realizar e progredir os exercícios físicos precisa de </span><b>avaliação médica e orientação de um profissional de educação física qualificado</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma a especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de incorporar o exercício físico à rotina, ela diz que é importante também </span><b>reduzir o tempo em comportamento sedentário</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, o tempo que passamos sentados, reclinados ou deitados ao longo do dia.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/treino-cardio-e-musculacao-entenda-o-papel-de-cada-um-para-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">Treino cardio e musculação: entenda o papel de cada um para a saúde</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/como-sair-do-sedentarismo-veja-dicas-para-incluir-o-exercicio-fisico-na-rotina/">Como sair do sedentarismo: veja dicas para incluir o exercício físico na rotina</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Choque anafilático: como reconhecer e agir?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/imunologia/choque-anafilatico-como-reconhecer-e-agir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[alergia]]></category>
		<category><![CDATA[primeiros socorros]]></category>
		<category><![CDATA[emergência]]></category>
		<category><![CDATA[choque anafilático]]></category>
		<category><![CDATA[imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[anafilaxia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116205</guid>

					<description><![CDATA[<p>A anafilaxia não é simplesmente uma alergia mais forte. É uma emergência médica que pode comprometer a respiração ou a circulação e levar à morte.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/imunologia/choque-anafilatico-como-reconhecer-e-agir/">Choque anafilático: como reconhecer e agir?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O sistema imunológico é formado por várias células que, como soldados, ficam atentas a quem entra e quem sai do organismo e prontas para atacar os inimigos. Mas, em algumas pessoas, por causa de uma predisposição genética, alergias e outras condições, essa defesa reage de forma exagerada a substâncias consideradas inofensivas, como leite e amendoim, por exemplo. </span><b>O resultado pode ser uma reação alérgica excessiva, que, em alguns casos, evolui para o choque anafilático</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O choque anafilático é uma das apresentações mais graves da anafilaxia, uma reação sistêmica grave de hipersensibilidade, geralmente de início rápido, que pode comprometer diferentes órgãos e potencialmente levar à morte”, explica Fátima Rodrigues Fernandes, médica alergista e imunologista e presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que é perigoso? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o organismo identifica uma substância como ameaça, células do sistema imunológico, como os mastócitos e os basófilos, são ativadas rapidamente. Elas liberam uma grande quantidade de substâncias, entre elas a histamina, e provocam mudanças em diferentes partes do organismo. É como se vários alarmes fossem disparados ao mesmo tempo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os vasos sanguíneos, por exemplo, se dilatam e ficam mais permeáveis, fazendo com que líquido saia da circulação para os tecidos. Com menos líquido dentro dos vasos, a pressão arterial pode cair rapidamente. Ao mesmo tempo, as vias respiratórias podem se estreitar, os tecidos podem inchar e a produção de muco pode aumentar, dificultando a passagem do ar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>É uma combinação particularmente perigosa</b><span style="font-weight: 400;">: o organismo perde rapidamente volume circulante efetivo ao mesmo tempo em que os vasos estão muito dilatados. O coração passa a receber menos sangue e órgãos vitais podem deixar de ser adequadamente perfundidos. E tudo isso pode acontecer em minutos”, detalha Fernandes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais causas do choque anafilático</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Registro Brasileiro de Anafilaxia, da Asbai, </span><b>os principais desencadeantes são <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/alergia-a-alimentos-artigo/" target="_blank" rel="noopener">alimentos</a>, medicamentos e picadas de insetos como abelhas, formigas e vespas</b><span style="font-weight: 400;">. Os dados levam em conta informações de 406 pacientes registrados entre junho de 2021 e fevereiro de 2026. Desse total, 48,3% das reações ocorreram dentro de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os alimentos, leite, marisco, ovos, trigo e amendoim são os mais comuns. Entre os remédios, os principais são agentes biológicos, anti-inflamatórios e antibióticos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sintomas e o que fazer durante um choque anafilático</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe um mito de que uma pessoa com anafilaxia necessariamente vai ter urticária — ou seja, coceira e vermelhidão. Mas isso não é verdade, de acordo com os especialistas. Há vários sintomas e eles podem surgir isoladamente e depois progredir ou aparecer simultaneamente. Veja os principais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/urticaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>urticária</strong></a>, vermelhidão, coceira ou inchaço de lábios, língua e face;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sensação de garganta fechando, alteração da voz ou dificuldade para engolir;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falta de ar, chiado, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tosse/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tosse persistente</strong></a> ou dificuldade para respirar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/nem-toda-tontura-e-labirintite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tontura</strong></a>, fraqueza, confusão ou desmaio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">queda da pressão arterial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor abdominal intensa e repetitiva ou vômitos, especialmente quando associados a manifestações de outros sistemas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Thiago Cassi Bobato, médico emergencista, durante uma anafilaxia, </span><b>o primeiro passo é chamar o socorro imediatamente (Samu 192)</b><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, deve-se aplicar adrenalina intramuscular o quanto antes, se houver um autoinjetor disponível, na parte lateral da coxa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A adrenalina é o único medicamento que reverte a anafilaxia e salva vidas. Ela atua de forma imediata. Causa vasoconstrição, elevando a pressão arterial, e o relaxamento do músculo brônquico, melhorando a respiração. Também promove a redução do edema de laringe e da liberação de mediadores alérgicos”, explica. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de chamar o Samu e aplicar a adrenalina, segundo Bobato, é preciso manter a pessoa deitada, de preferência com as pernas elevadas. Também é importante afrouxar roupas apertadas e manter a pessoa aquecida, bem como manter a via aérea livre. Se houver vômito ou perda de consciência, é recomendado posicionar a pessoa de lado para evitar aspiração. É necessário ainda monitorar respiração e pulso até a chegada do socorro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Se a pessoa parar de respirar ou não tiver pulso, iniciar a </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/reanimacao-cardiaca-passo-a-passo/" target="_blank" rel="noopener"><b>ressuscitação cardiopulmonar</b></a><span style="font-weight: 400;"> imediatamente”, afirma o médico. Quando o Samu chegar, é essencial informar o histórico de alergia aos socorristas.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/principais-tipos-de-alergias-e-o-que-fazer-em-uma-crise/" target="_blank" rel="noopener">Principais tipos de alergias e o que fazer em uma crise</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que não fazer em caso de choque anafilático</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é importante saber o que não fazer diante da emergência. Veja as recomendações, de acordo com Bobato: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>não espere “para ver se passa”</b><span style="font-weight: 400;">, visto que a anafilaxia pode evoluir em segundos a minutos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>não aguarde os sintomas ficarem graves para administrar a adrenalina</b><span style="font-weight: 400;">. Ela deve ser aplicada o mais rapidamente possível, já que o atraso no tratamento está associado a maior risco de complicações e morte;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>não faça a pessoa levantar ou caminhar</b><span style="font-weight: 400;">, pois isso pode aumentar o risco de colapso cardiovascular;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>não ofereça água ou comida</b><span style="font-weight: 400;">, pois há risco de aspiração e essas medidas não tratam a anafilaxia.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A questão da adrenalina no Brasil </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de a adrenalina ser a substância recomendada para tratar casos de choque anafilático, há um problema no Brasil. Atualmente, </span><b>os autoinjetores do medicamento não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e não são comercializados regularmente no país</b><span style="font-weight: 400;">. Pessoas que precisam do dispositivo recorrem à importação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Isso cria uma contradição importante: temos uma doença na qual cada minuto pode ser importante e cujo tratamento de primeira escolha é a adrenalina, mas o dispositivo desenvolvido justamente para permitir que o próprio paciente ou familiar administre rapidamente o medicamento não está regularmente disponível no país”, avalia Fernandes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ela, existem hoje diferentes projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional para tentar resolver esse problema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“As propostas são complementares: algumas preveem o fornecimento gratuito pelo SUS; outra autoriza a produção e comercialização do dispositivo no país; há uma proposta para disponibilizar as canetas também nas escolas; e um projeto recente no Senado pretende isentar do imposto de importação a adrenalina autoinjetável trazida por pessoas físicas para uso próprio”, detalha. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Há alternativas além da adrenalina? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem tratamentos complementares, como anti-histamínicos e corticoides, mas, segundo Bobato, nenhum substitui a adrenalina e eles servem apenas como adjuvantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os anti-histamínicos (antialérgicos) ajudam na urticária e coceira, mas não revertem hipotensão, broncoespasmo ou edema de laringe. Têm início lento. Já os corticoides podem reduzir a reação bifásica (recorrência tardia), mas também têm ação lenta (horas). Não tratam a emergência aguda”, explica o especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa reação bifásica é uma segunda onda de sintomas que pode ocorrer horas depois (geralmente uma a 12 horas, podendo chegar a 72 horas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo dados da Asbai, apesar de a adrenalina ser o tratamento de primeira escolha da anafilaxia, ela foi utilizada em aproximadamente 59% dos casos, enquanto anti-histamínicos e corticoides foram utilizados com muito mais frequência. Apenas 7% (28 dos 406 pacientes do Registro Brasileiro de Anafilaxia) receberam adrenalina por autoinjetor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esses dados mostram que ainda precisamos avançar muito no reconhecimento precoce da anafilaxia, na utilização adequada da adrenalina e no acesso da população brasileira ao tratamento de emergência”, conclui Fernandes. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/imunologia/testes-de-alergia-para-que-servem-e-como-funcionam/" target="_blank" rel="noopener">Testes de alergia: para que servem e como funcionam?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/imunologia/choque-anafilatico-como-reconhecer-e-agir/">Choque anafilático: como reconhecer e agir?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SIBO e SIFO: o que ocorre quando o intestino entra em desequilíbrio?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sibo-e-sifo-o-que-ocorre-quando-o-intestino-entra-em-desequilibrio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 21:31:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[intestino]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[gastroenterologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116201</guid>

					<description><![CDATA[<p> A SIBO e a SIFO, isto é, o crescimento exagerado de bactérias e fungos no intestino, podem provocar desequilíbrios importantes na saúde. Saiba mais.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sibo-e-sifo-o-que-ocorre-quando-o-intestino-entra-em-desequilibrio/">SIBO e SIFO: o que ocorre quando o intestino entra em desequilíbrio?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O corpo humano é a casa de cerca de 38 milhões de bactérias, uma boa parte vivendo no nosso sistema intestinal. Entretanto, assim como outros tipos de ecossistemas, a microbiota intestinal pode entrar em desequilíbrio, com a proliferação excessiva de algum desses microrganismos.</p>



<p>Entre as possíveis condições que podem se desenvolver nesse cenário estão o SIBO – supercrescimento bacteriano no intestino delgado – e o supercrescimento fúngico, ou SIFO.</p>



<p>Neste vídeo, Drauzio Varella fala sobre essas disbioses, seus fatores de risco e tratamentos.</p>
<p><iframe title="" src="https://www.youtube.com/embed/6Jz00HpYIRo" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>



<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/disbiose-intestinal-o-que-e-e-como-tratar/">Disbiose intestinal: o que é e como tratar?</a> </strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sibo-e-sifo-o-que-ocorre-quando-o-intestino-entra-em-desequilibrio/">SIBO e SIFO: o que ocorre quando o intestino entra em desequilíbrio?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Coluna]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Pessoas com transtornos psiquiátricos também envelhecem: como a esquizofrenia e o transtorno bipolar mudam ao longo da vida</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/pessoas-com-transtornos-psiquiatricos-tambem-envelhecem-como-a-esquizofrenia-e-o-transtorno-bipolar-mudam-ao-longo-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde 60+]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116184</guid>

					<description><![CDATA[<p>O envelhecimento exige atenção à cognição, à saúde física e à adaptação do tratamento em pessoas com transtornos psiquiátricos graves.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/pessoas-com-transtornos-psiquiatricos-tambem-envelhecem-como-a-esquizofrenia-e-o-transtorno-bipolar-mudam-ao-longo-da-vida/">Pessoas com transtornos psiquiátricos também envelhecem: como a esquizofrenia e o transtorno bipolar mudam ao longo da vida</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Envelhecer com </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/esquizofrenia-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener"><b>esquizofrenia</b></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/" target="_blank" rel="noopener"><b>transtorno bipolar</b></a><span style="font-weight: 400;"> significa continuar convivendo com uma condição psiquiátrica em uma fase da vida que traz novas necessidades de cuidado. Com os avanços no tratamento, pessoas com transtornos psiquiátricos graves estão vivendo mais e o acompanhamento precisa considerar também as transformações que acontecem com o passar dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse foi um dos temas discutidos no </span><b>Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026, em Porto Alegre (RS)</b><span style="font-weight: 400;">. Durante o painel “Esquizofrenia e transtorno bipolar no envelhecimento: cognição, funcionalidade e cuidado longitudinal”, a psiquiatra Clarissa Severino Gama abordou as consequências clínicas desse processo e a importância de um cuidado contínuo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Mudanças associadas ao envelhecimento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Memória, atenção e funções executivas — relacionadas, por exemplo, à capacidade de planejar, organizar tarefas e tomar decisões — podem sofrer alterações importantes durante o envelhecimento. Os pacientes também podem apresentar maior risco de comprometimento cognitivo e demência, o que reforça a importância de acompanhar essas funções durante o tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos sintomas característicos de cada transtorno, é importante observar possíveis mudanças na capacidade de realizar atividades cotidianas e manter a autonomia. Administrar o próprio dinheiro, trabalhar, cuidar da casa e preservar relações sociais e afetivas são alguns dos aspectos que ajudam a avaliar como a pessoa está lidando com as demandas do dia a dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa atenção pode precisar começar antes da idade normalmente associada à velhice. Segundo a especialista, em alguns pacientes, </span><b>características relacionadas ao envelhecimento podem aparecer por volta dos 50 anos</b><span style="font-weight: 400;">. Com isso, cuidados geralmente adotados na população idosa podem precisar ser considerados mais cedo, inclusive na escolha e na dosagem dos medicamentos.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/como-a-solidao-afeta-a-saude-na-velhice/" target="_blank" rel="noopener">Como a solidão afeta a saúde na velhice?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Uma trajetória que não depende apenas do diagnóstico</b></h3>
<p><b>Nem todas as pessoas com esquizofrenia ou transtorno bipolar envelhecem da mesma maneira</b><span style="font-weight: 400;">. Essa trajetória pode ser influenciada por diferentes fatores, entre eles o número de episódios da doença, a presença de outras condições de saúde, processos inflamatórios, estilo de vida, acesso e adesão ao tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>recorrência dos sintomas</b><span style="font-weight: 400;"> merece atenção especial. Segundo Gama, o número de episódios ao longo da vida é um importante marcador de gravidade e cronificação. Evitar que o paciente permaneça sintomático e reduzir a ocorrência de novas crises são, portanto, partes importantes do cuidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento também não deve se restringir à saúde mental. Pessoas com transtornos psiquiátricos graves apresentam maior risco de problemas como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infarto</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidente vascular cerebral (AVC)</strong></a>, câncer e doenças metabólicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o psiquiatra também precisa estar atento às </span><b>condições clínicas do paciente</b><span style="font-weight: 400;"> e, quando necessário, encaminhá-lo para outros profissionais. Integrar os cuidados com a saúde mental e física é importante porque as condições clínicas também podem interferir na evolução do transtorno e na qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, fatores cotidianos ganham relevância. Alimentação adequada e atividade física fazem parte das estratégias que podem contribuir para melhores desfechos. Ao abordar a importância do exercício durante o painel, a especialista lembrou que a atividade não precisa necessariamente envolver uma academia: “caminhar é de graça”, mas dançar em casa ou realizar outros exercícios compatíveis com as condições e preferências de cada pessoa também são possibilidades.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O tratamento também precisa acompanhar o envelhecimento</b><b><br />
</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o paciente envelhece, o tratamento deve ser reavaliado. </span><b>Dose, perfil e escolha dos medicamentos podem precisar de ajustes diante das mudanças cognitivas, funcionais e clínicas</b><span style="font-weight: 400;">. Segundo a psiquiatra, a abordagem farmacológica normalmente associada aos idosos pode, em determinados casos, precisar ser considerada mais cedo nesses pacientes.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação contínua permite identificar alterações que possam interferir na independência e adaptar o tratamento às diferentes fases da vida, sem perder de vista o controle dos sintomas e a prevenção de novos episódios. Essa perspectiva também ajuda a evitar que a pessoa seja reduzida ao diagnóstico. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Tratamentos psiquiátricos não significam apenas controlar sintomas, mas proteger o cérebro. E, quando a gente está protegendo o cérebro, protege o corpo e uma trajetória de vida”, resumiu Gama durante o painel no Brain.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o cuidado precisa acompanhar essa trajetória, considerando não apenas o transtorno psiquiátrico, mas as diferentes necessidades que surgem ao longo da vida.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/videos-falsos-criados-por-ia-colocam-a-saude-de-idosos-em-risco/" target="_blank" rel="noopener">Vídeos falsos, criados por IA, colocam a saúde de idosos em risco</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/pessoas-com-transtornos-psiquiatricos-tambem-envelhecem-como-a-esquizofrenia-e-o-transtorno-bipolar-mudam-ao-longo-da-vida/">Pessoas com transtornos psiquiátricos também envelhecem: como a esquizofrenia e o transtorno bipolar mudam ao longo da vida</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Retirada preventiva das tubas reduz a incidência de câncer de ovário</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/retirada-preventiva-das-tubas-reduz-a-incidencia-de-cancer-de-ovario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 18:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo do Drauzio Varella]]></category>
		<category><![CDATA[útero]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de ovário]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos do Drauzio]]></category>
		<category><![CDATA[ovário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116193</guid>

					<description><![CDATA[<p>É possível reduzir o risco do câncer de ovário com uma medida simples: a retirada das tubas uterinas. Leia no artigo do dr. Drauzio.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/retirada-preventiva-das-tubas-reduz-a-incidencia-de-cancer-de-ovario/">Retirada preventiva das tubas reduz a incidência de câncer de ovário</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssima leitora, a coluna de hoje é dedicada a você que está na <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa-quando-acontece-e-como-amenizar-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">menopausa</a></strong> ou que já deu à luz os filhos que desejava. No dia em que precisar de uma cirurgia abdominal ou ginecológica, converse com o cirurgião sobre a possibilidade de retirar as <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/tubas-uterinas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tubas de Falópio</strong></a>.</p>
<p>É tecnicamente simples, dura de cinco a dez minutos e não antecipa a menopausa, porque não interfere com a função ovariana. Qual a vantagem? Reduz o risco de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-ovario/" target="_blank" rel="noopener">câncer de ovário</a> </strong>em cerca de 80%.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/como-detectar-o-cancer-de-ovario-o-mais-cedo-possivel/" target="_blank" rel="noopener">Como detectar o câncer de ovário o mais cedo possível</a></strong></p>
<p>Câncer de ovário é doença relativamente rara, mas é um dos mais graves, porque costuma ser diagnosticado quando já está espalhado pelas cavidades pélvica e abdominal. Assisti a cirurgias com disseminação tão extensa que dava a impressão de que tinham jogado talco sobre as alças intestinais. Às vezes, os pequenos nódulos esbranquiçados estavam implantados até na superfície abdominal do <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/diafragma/" target="_blank" rel="noopener">diafragma</a></strong>.</p>
<p>Apesar dos avanços da cirurgia e da quimioterapia, cerca de metade das pacientes vão a óbito nos cinco primeiros anos.</p>
<p>O diagnóstico quase sempre é tardio, porque os sintomas iniciais são vagos. Cólicas, flatulência, alterações do hábito intestinal e aumento do volume do baixo ventre, que são queixas comuns na vida feminina.</p>
<p>Os exames preventivos periódicos — como ultrassom, toque, exames de sangue —, tão importantes na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de útero, não demonstraram a mesma eficácia no câncer de ovário.</p>
<p>No ano 2000, Jurgen Pick, um estudante holandês fazendo PhD nos Estados Unidos, examinou as peças operatórias de mulheres submetidas à retirada dos ovários, por terem herdado os genes BRCA1 ou BRCA2 que aumentam de tal forma o risco de câncer, que muitas vezes há indicação de retirada preventiva das mamas e dos ovários.</p>
<p>Nesses casos, as tubas de Falópio saem junto com os ovários, porque dependem deles para receber irrigação sanguínea. Mas a recíproca não é verdadeira. Sem as tubas, os ovários funcionam normalmente.</p>
<p>Pick verificou que muitas daquelas mulheres não tinham câncer nos ovários, mas já apresentavam lesões pré-malignas nas tubas, semelhantes às encontradas em tumores ovarianos iniciais. Ele concluiu que o câncer de ovário quase sempre tem seu início nas tubas.</p>
<p>Em fevereiro deste ano, foi publicado no <em>JAMA Network Online</em> um estudo populacional retrospectivo realizado no Canadá, que comparou mais de 40 mil mulheres submetidas à salpingectomia com mais de 45 mil operadas com preservação das tubas. Naquelas em que as tubas tinham sido retiradas, o número de casos de câncer de ovário caiu 78%.</p>
<p>Duas semanas atrás, Gina Kolata, jornalista especializada em medicina, publicou uma reportagem no <em>The New York Times</em> com o título &#8220;<a href="https://www.nytimes.com/2026/07/28/health/ovarian-cancer-fallopian-tubes.html" target="_blank" rel="nofollow noopener">Most Ovarian Cancer Isn’t. And That Fact Can Save Lives</a>&#8221; — ou a maioria dos cânceres de ovário não é, e este fato pode salvar vidas.</p>
<blockquote><p>Os especialistas ouvidos por ela foram unânimes em recomendar a retirada rotineira das tubas no decorrer de outras cirurgias, em mulheres que já encerraram a vida reprodutiva.</p></blockquote>
<p>Ela cita a doutora Rebecca Stone, oncoginecologista da Johns Hopkins: &#8220;Câncer de ovário é um nome equivocado. Quase todos os cânceres de ovário — e praticamente todos os casos fatais — são cânceres das tubas&#8221;. Segundo a cirurgiã, o problema é que a maioria dos médicos e das mulheres desconhece o papel da salpingectomia.</p>
<p>A American Cancer Society, o American College of Surgeons, a European Society of Gynaecological Oncology e, no Brasil, a Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, publicaram recomendações explícitas para que os médicos ofereçam a salpingectomia na fase pré-operatória das cirurgias abdominais, para as mulheres que já finalizaram a vida reprodutiva. A American Cancer Society pretende lançar uma campanha pública de divulgação no próximo ano.</p>
<p>Então, você — leitora que não quer mais filhos — precisa correr à ginecologista para propor a salpingectomia? A menos que haja casos em familiares próximas ou uma condição genética desfavorável, não tem necessidade: câncer de ovário é doença rara, acomete pouco mais de 1% das mulheres.</p>
<p>Mas, se for fazer uma operação com acesso à cavidade abdominal, não deixe de conversar com o cirurgião. Agora, se você for submetida à <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/laqueadura-pelo-sus/" target="_blank" rel="noopener">laqueadura</a></strong> com finalidade contraceptiva, a salpingectomia é o procedimento de escolha — não faz sentido deixar fragmentos das tubas.</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/retirada-preventiva-das-tubas-reduz-a-incidencia-de-cancer-de-ovario/">Retirada preventiva das tubas reduz a incidência de câncer de ovário</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pés rachados: principais cuidados, o que evitar e quando buscar ajuda</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/pes-rachados-principais-cuidados-o-que-evitar-e-quando-buscar-ajuda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Adorna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 19:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dermatologia]]></category>
		<category><![CDATA[pele]]></category>
		<category><![CDATA[dermatologia]]></category>
		<category><![CDATA[pés]]></category>
		<category><![CDATA[pés rachados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116167</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fissuras nos pés acontecem principalmente nos calcanhares. Saiba como tratar e evitar o problema.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/pes-rachados-principais-cuidados-o-que-evitar-e-quando-buscar-ajuda/">Pés rachados: principais cuidados, o que evitar e quando buscar ajuda</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para algumas pessoas, as fissuras nos pés — ou pés rachados — representam apenas um problema estético. Mas, para outras, pode ser um alerta para condições de doenças dermatológicas ou sistêmicas. Elas exigem avaliação dermatológica quando são recorrentes, extensas e não apresentam melhora com hidratação adequada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Joana Petito Magnavita, dermatologista, embora a xerose ou ressecamento excessivo da pele seja uma das causas mais frequentes, </span><b>fissuras persistentes podem ser manifestação de dermatites e doenças como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertireoidismo-e-hipotireoidismo/" target="_blank" rel="noopener">hipotireoidismo</a></b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Entre as causas dermatológicas, podemos destacar dermatite atópica, dermatite de contato, psoríase palmoplantar, queratodermias e algumas dermatofitoses, especialmente a chamada tinea pedis hiperqueratósica”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Comuns nos calcanhares, os pés rachados são decorrentes de uma alteração da barreira cutânea associada ao aumento da espessura da camada córnea, chamada hiperqueratose. “Quando a pele perde água e lipídios, ocorre redução da sua elasticidade, somada à pressão mecânica exercida sobre os calcanhares durante a marcha e ao ficar em pé”, explica a médica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Fatores de risco</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as condições que favorecem o problema, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">xerose cutânea (pele seca);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">clima frio e seco;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">banhos quentes e prolongados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">uso frequente de calçados abertos no calcanhar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">hábito de andar descalço;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">permanência prolongada em pé;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações biomecânicas da pisada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">envelhecimento, devido à redução progressiva da capacidade da pele de reter água e manter uma barreira cutânea adequada.</span></li>
</ul>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/pintar-as-unhas-do-pe-de-preto-evita-a-micose/" target="_blank" rel="noopener">Pintar as unhas do pé de preto evita a micose?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento para pés rachados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento, conforme a dermatologista, tem como objetivo restaurar a barreira cutânea, aumentar a retenção de água e, quando necessário, reduzir o excesso de queratina. </span><b>A hidratação deve ser realizada diariamente</b><span style="font-weight: 400;">, preferencialmente após o banho, utilizando formulações com agentes umectantes, emolientes e oclusivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A </span><b>ureia</b><span style="font-weight: 400;"> é um dos ativos mais utilizados porque, dependendo da concentração, pode apresentar ação predominantemente hidratante ou também queratolítica. Outros componentes úteis incluem glicerina, ácido lático ou lactato de amônio, ceramidas e agentes oclusivos, como petrolato”, detalha Magnavita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo ela, em casos de hiperqueratose mais importante, podem ser utilizados queratolíticos em concentrações específicas, sempre de maneira individualizada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É importante ressaltar que </span><b>produtos contendo concentrações elevadas de ureia ou ácidos não devem ser utilizados indiscriminadamente sobre fissuras abertas</b><span style="font-weight: 400;">, inflamadas ou sangrantes, pois podem causar irritação significativa”, afirma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com as opções de tratamento, a prevenção sempre será o melhor caminho. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como evitar as fissuras?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção envolve principalmente a manutenção adequada da barreira cutânea e a redução dos fatores mecânicos que favorecem os pés rachados. Recomenda-se:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fazer hidratação diária;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar banhos muito quentes e prolongados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">utilizar calçados que proporcionem suporte adequado ao calcanhar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir, quando possível, o atrito e a pressão excessivos sobre a região.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>Um erro frequente é o uso excessivo de lixas, pedras abrasivas ou, principalmente, lâminas para remover a hiperqueratose</b><span style="font-weight: 400;">. A retirada agressiva da camada córnea pode comprometer ainda mais a barreira cutânea, provocar microtraumas, sangramento e aumentar o risco de infecções secundárias”, alerta a dermatologista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando procurar avaliação médica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As fissuras deixam de representar apenas uma alteração estética quando atingem camadas mais profundas da pele e passam a causar </span><b>dor, sangramento ou comprometimento funcional</b><span style="font-weight: 400;">. Sinais como eritema, edema, aumento da temperatura local, secreção e piora progressiva podem indicar inflamação ou infecção secundária e exigem avaliação médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A atenção deve ser especialmente rigorosa em pacientes com diabetes, neuropatia periférica ou alterações vasculares. Nesses indivíduos, </span><b>fissuras aparentemente pequenas podem representar uma porta de entrada para infecções </b><span style="font-weight: 400;">e apresentar maior risco de complicações”, pontua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre que houver dúvidas sobre o estágio da fissura, a recomendação é marcar uma consulta com um especialista para avaliação do quadro.</span></p>
<p><b>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/unha-encravada/" target="_blank" rel="noopener">Unha encravada – Por Que Dói? #39</a></b></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/pes-rachados-principais-cuidados-o-que-evitar-e-quando-buscar-ajuda/">Pés rachados: principais cuidados, o que evitar e quando buscar ajuda</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é, principais sintomas e evolução</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doenca-de-creutzfeldt-jakob-o-que-e-principais-sintomas-e-evolucao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Adorna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 18:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
		<category><![CDATA[doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[doença de Creutzfeldt-Jakob]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116171</guid>

					<description><![CDATA[<p>A DCJ é uma doença rara com rápida progressão. Conheça os principais sintomas e como ela afeta o tecido cerebral.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doenca-de-creutzfeldt-jakob-o-que-e-principais-sintomas-e-evolucao/">Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é, principais sintomas e evolução</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)</b><span style="font-weight: 400;"> é considerada uma das mais incertas e diferentes da neurologia: causada pelo acúmulo de uma forma anormal da proteína priônica no cérebro, a condição neurodegenerativa é rara, progressiva e fatal. Atualmente, não existem tratamentos capazes de curar ou interromper sua progressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da maioria das doenças neurodegenerativas, que evoluem ao longo de anos, a morte por DCJ costuma ocorrer em poucos meses e, na maioria dos casos, dentro de um ano após o início dos sintomas, embora exista variação entre os pacientes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender os danos característicos que acontecem no cérebro, Fernando Marion Spengler, neurologista, professor universitário e especialista em distúrbios do movimento, faz uma analogia: </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Se a célula fosse uma casa, as proteínas seriam boa parte dos tijolos que formam a estrutura e também as ferramentas que fazem tudo funcionar — cada uma com um formato específico, que determina sua função. Na DCJ, essa proteína perde o formato correto e assume uma forma anormal, que acaba levando à degeneração do tecido cerebral”, exemplifica.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, </span><b>o tecido cerebral vai adquirindo um aspecto esponjoso, cheio de pequenos buracos microscópicos, à medida que os neurônios são danificados e morrem</b><span style="font-weight: 400;">. É por isso que a doença é classificada como uma encefalopatia espongiforme. Esse processo ajuda a explicar a rapidez e a gravidade da deterioração cognitiva e motora.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que são os príons?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Príon vem do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">proteinaceous infectious particle</span></i><span style="font-weight: 400;"> — uma partícula infecciosa formada essencialmente por uma proteína, sem material genético, como DNA ou RNA. É uma característica muito incomum entre os agentes capazes de causar doenças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o médico, os príons são formas anormais da proteína priônica que, ao entrar em contato com as proteínas normais do cérebro, fazem com que elas também mudem de formato e se tornem anômalas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ou seja, </span><b>o príon não ‘infecta’ como um vírus ou bactéria.</b><span style="font-weight: 400;"> Ele funciona como um molde defeituoso, convertendo em cadeia as proteínas normais do cérebro na forma anormal”, esclarece. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais sintomas e evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro costuma começar de forma relativamente sutil e inespecífica, muitas vezes confundido inicialmente com outras doenças neurológicas ou psiquiátricas. De acordo com o especialista, os primeiros sintomas podem incluir:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">confusão mental;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">problemas de memória;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações de comportamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desses sinais, o quadro neurológico se torna mais evidente, com o surgimento de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">espasmos musculares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">perda de equilíbrio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade para caminhar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade de coordenar movimentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações visuais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">outros problemas neurológicos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>Tudo isso ocorre em paralelo a uma <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/demencias-fatores-de-risco-prevencao-e-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">demência</a> que progride de forma muito rápida. </b><span style="font-weight: 400;">Em fases avançadas, o paciente pode chegar a um estado de mutismo acinético: permanece de olhos abertos, mas perde grande parte da capacidade de se movimentar, falar e interagir com o ambiente”, ressalta Spengler. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, quando os sintomas aparecem, já pode existir um dano cerebral importante.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/10-sinais-de-alerta-para-doencas-neurodegenerativas/" target="_blank" rel="noopener">10 sinais de alerta para doenças neurodegenerativas</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Caso Lito Sousa</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do </span><span style="font-weight: 400;">especialista em aviação e influenciador</span> <a href="https://www.instagram.com/lito/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener"><b>Lito Sousa</b></a><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> diagnosticado recentemente com a DCJ, a família relatou que os primeiros sintomas foram alterações motoras, enquanto sua capacidade cognitiva permanece preservada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É possível ter uma perda muito importante dos movimentos corporais sem que isso signifique necessariamente que a pessoa tenha perdido completamente a consciência ou toda a capacidade de interação”, explica o neurologista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação clínica pode variar entre os pacientes e nem sempre a demência é o sintoma mais evidente no início.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Por que a DCJ evolui tão rapidamente?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Márcio Rassi, neurologista e neurocirurgião, diferentemente de doenças como Alzheimer e Parkinson, que geralmente evoluem ao longo de anos, </span><b>a DCJ costuma provocar uma deterioração neurológica grave em meses</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O príon funciona como um organismo infectante que induz proteínas normais a assumirem uma conformação anormal como ele próprio. Isso gera uma reação em cadeia, com rápido acúmulo de proteínas alteradas, lesão dos neurônios e perda de função cerebral”, afirma. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com ele, </span><b>o grande mistério é entender por que a transformação de proteínas normais em príons ocorre espontaneamente</b><span style="font-weight: 400;"> na maioria dos pacientes. Dessa forma, seria possível intervir e descobrir como parar essa cadeia de mutações. Também não se sabe por que existem diferentes apresentações clínicas e como o príon provoca a morte dos neurônios. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tipos de DCJ</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser classificada, conforme o neurocirurgião, em três formas principais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>esporádica:</b><span style="font-weight: 400;"> é a mais comum, ocorre sem causa identificável e representa a maioria dos casos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>hereditária:</b><span style="font-weight: 400;"> causada por mutações no gene PRNP, podendo ser transmitida geneticamente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>adquirida: </b><span style="font-weight: 400;">é extremamente rara e ocorre após exposição a príons infectantes, um tipo de proteína mutada que é conhecido como o agente da “doença da vaca louca”. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas atenção: </span><b>a doença da vaca louca não é a DCJ</b><span style="font-weight: 400;">. Essa é uma doença que acontece no gado, chamada de encefalopatia espongiforme bovina (EEB). Em situações específicas, a exposição ao agente da EEB pode levar ao desenvolvimento da variante da DCJ em humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das diferentes origens, todas envolvem a conversão anormal da proteína priônica e seu acúmulo no sistema nervoso. Já a prevenção depende do tipo da doença. “Para a forma esporádica, não existe ainda uma forma conhecida de prevenção, porque não sabemos o que desencadeia a formação inicial do príon”, explica Rassi.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas formas hereditárias, o aconselhamento genético pode identificar famílias de risco. Já as formas adquiridas podem ser prevenidas por protocolos rigorosos de segurança de tecidos, produtos biológicos e esterilização de instrumentos médicos potencialmente contaminados.</span></p>
<p><b>Veja também: </b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/hemoglobinuria-paroxistica-noturna-hpn-o-que-e-essa-doenca-rara/" target="_blank" rel="noopener"><b>Hemoglobinúria paroxística noturna (HPN): o que é essa doença rara?</b></a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/doenca-de-creutzfeldt-jakob-o-que-e-principais-sintomas-e-evolucao/">Doença de Creutzfeldt-Jakob: o que é, principais sintomas e evolução</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cerca de 40% dos cânceres podem ser evitados com 8 medidas</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/cerca-de-40-dos-canceres-podem-ser-evitados-com-8-medidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 19:35:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116176</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quarenta por cento de todos os cânceres podem ser evitados por meio de mudanças no estilo de vida. Leia na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/cerca-de-40-dos-canceres-podem-ser-evitados-com-8-medidas/">Cerca de 40% dos cânceres podem ser evitados com 8 medidas</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% de todos os  tipos de câncer podem ser evitados com a adoção de medidas que reduzam os fatores de risco modificáveis para a doenç No entanto, de acordo com uma <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido/" target="_blank" rel="noopener">pesquisa recente</a></strong>, 27% dos brasileiros, mais de 1/4 da população do país, não sabe disso.</p>
<p>Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estão previstos 518 novos casos de câncer (excluídos os tumores de pele não melanoma) por ano entre 2026 e 2028. Os mais prevalentes no país são os cânceres de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-prostata/" target="_blank" rel="noopener">próstata</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener">mama</a></strong>, c<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-colorretal/" target="_blank" rel="noopener">colorretal</a></strong> e <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/cancer-de-pulmao/" target="_blank" rel="noopener">pulmão</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Câncer, doença multicausal</strong></h3>
<p>O câncer é uma doença multicausal, que não pode ser atribuída a apenas um fator. Contudo, a maioria das pessoas acredita que o câncer seja uma doença inexorável. “A contribuição genética existe, mas numa proporção inferior à que as pessoas de uma forma geral acreditam que seja. De 5% a 10% dos casos mais ou menos são atribuídos à herança genética”, afirmou Luciana Grucci, chefe da Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do Inca, em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido/" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao Portal</a></strong>.</p>
<p>Embora seja verdade que não é possível evitar totalmente a doença, a adoção de algumas medidas de estilo de vida podem reduzir consideravelmente o risco de câncer.</p>
<p>Uma <strong><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(22)01438-6/fulltext" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a></strong> publicada na revista <em>The Lancet</em> analisou os dados da carga global de doenças (GBD, um indicador que mede o impacto de diversas doenças na saúde da população) e mostrou que algumas mudanças podem reduzir o risco de uma pessoa desenvolver câncer em até 45%.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Medidas para reduzir o risco de câncer</h3>
<p>Veja a seguir sete medidas que podem reduzir o risco da doença:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Não fumar</h4>
<p><strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/30-das-mortes-por-cancer-estao-relacionadas-ao-cigarro/" target="_blank" rel="noopener">Parar de fumar</a></strong> é o fator modificável mais importante para a redução do risco de vários tipos de câncer. Isso porque o tabaco possui pelo menos 70 substâncias químicas conhecidamente cancerígenas que podem alterar o DNA das células.</p>
<p>Estima-se que nove entre dez casos de câncer de pulmão sejam causados diretamente pelo cigarro. Contudo, o tabaco também causa outros cânceres. Cerca de 30% das mortes provocadas pela doença são atribuíveis ao fumo. Além do câncer de pulmão, o cigarro está relacionado aos cânceres de <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/o-cigarro-e-a-boca-entrevista/" target="_blank" rel="noopener">boca</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-boca-e-garganta-entrevista/" target="_blank" rel="noopener">garganta</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-esofago/" target="_blank" rel="noopener">esôfago</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-bexiga/" target="_blank" rel="noopener">bexiga</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-colo-do-utero/" target="_blank" rel="noopener">colo do útero</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-de-pancreas/" target="_blank" rel="noopener">pâncreas</a></strong>, entre outros. Isso sem falar em outras doenças, como doenças cardiovasculares, doença obstrutiva crônica (<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/em-x-perguntas/dpoc-3-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-essa-condicao-respiratoria-grave/" target="_blank" rel="noopener">DPOC</a></strong>), entre muitas outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Comer mais alimentos naturais e menos ultraprocessados</h4>
<p>Os aditivos e conservantes contidos em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/alimentos-ultraprocessados-e-nossa-saude/" target="_blank" rel="noopener">produtos alimentícios ultraprocessados</a></strong> aumentam o risco de vários tipos de câncer, como de mama, de pâncreas e colorretal.</p>
<p>As recomendações contidas no <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Guia Alimentar para a População Brasileira</b></a>, do Ministério da Saúde, são ótimas para ajudar a reduzir o risco de cânceres associados à má alimentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Evitar ou limitar o consumo de álcool</h4>
<p>Quanto menor o consumo de álcool, menor o risco de câncer, afirma o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), um dos órgãos que ajudam a definir políticas públicas de saúde nos Estados Unidos.</p>
<p>Não importa qual a bebida escolhida para consumo, qualquer quantidade de cerveja, vinho ou destilado aumenta a probabilidade de desenvolver determinados tipos de câncer. Esse risco é dose-dependente, o que significa que ele cresce conforme a ingestão de álcool aumenta.</p>
<p>Quando ingerimos bebidas alcoólicas, o <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/figado/" target="_blank" rel="noopener">fígado</a></strong> metaboliza o etanol e o converte em acetaldeído, que é tóxico para o organismo e carcinogênico, pois provoca danos no DNA que podem fazer com que determinadas células cresçam desordenadamente, formando tumores.</p>
<p>O álcool aumenta o risco de<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-boca-e-garganta-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"> câncer de orofaringe</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-laringe/" target="_blank" rel="noopener">laringe</a></strong>, esôfago, colorretal, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-figado/" target="_blank" rel="noopener">fígado</a></strong> e mama. Alguns estudos mostram que beber mais de três doses por dia também aumenta a probabilidade de desenvolver <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-estomago/" target="_blank" rel="noopener">câncer de estômago,</a></strong> pâncreas e próstata.</p>
<p>De acordo com a OMS, não existe dose segura de álcool, portanto o ideal para a saúde é não beber. Para quem não quer parar de beber, é orientado como estratégia de redução de danos o consumo moderado de álcool.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/alcool-qual-a-quantidade-eleva-risco-de-cancer/" target="_blank" rel="noopener">Álcool: qual a quantidade eleva o risco de câncer?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Manter o peso dentro do limite considerado saudável</h4>
<p>Diversas pesquisas mostram uma associação entre <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/obesidade-e-cancer/" target="_blank" rel="noopener">obesidade e vários tipos de câncer</a></strong>, como de mama, colorretal, esôfago, pâncreas, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-endometrio/" target="_blank" rel="noopener">endométrio</a></strong>, entre outros. <strong><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9857053/" target="_blank" rel="noopener">Estudos</a></strong> mostram que de 4% a 8% de todos os cânceres são atribuídos à obesidade, embora o mecanismo envolvido nessa relação não esteja totalmente esclarecido.</p>
<p>Além disso, o excesso de gordura corporal resulta em um aumento de aproximadamente 17% no risco de mortalidade específica por câncer. Desse modo, manter o peso dentro do limite saudável é uma das formas de reduzir o risco da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Fazer atividade física regularmente</h4>
<p>Realizar exercícios com regularidade reduz o risco de vários tipos de câncer, como colorretal; de mama; esôfago; <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/cancer-de-rim-o-que-voce-precisa-saber-coluna-135/" target="_blank" rel="noopener">rim</a></strong>; pulmão; <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-estomago/" target="_blank" rel="noopener">estômago</a></strong>; e<strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-endometrio/" target="_blank" rel="noopener"> útero (endométrio)</a></strong>.</p>
<p>Por outro lado, o <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/sedentarismo-pode-ser-tao-ruim-quanto-o-cigarro/" target="_blank" rel="noopener">sedentarismo</a></strong> está relacionado a um aumento significativo do risco de câncer e outras doenças, segundo a OMS.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Tomar cuidado com a exposição ao sol</h4>
<p>O <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/cancer-de-pele-quais-sao-os-principais-sinais/" target="_blank" rel="noopener">câncer de pele</a></strong> é o tumor mais frequente no Brasil, de acordo com o Inca. A irradiação ultravioleta (UV) causa danos celulares que eventualmente podem provocar câncer.</p>
<p>Dessa forma, é importante evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h; <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/por-que-voce-deve-usar-protetor-solar-todos-os-dias-ate-mesmo-no-inverno/" target="_blank" rel="noopener">passar protetor solar</a> </strong>com fator mínimo de proteção 30 (FPS 30); e usar roupas, chapéu e óculos escuros ao expor-se ao sol.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Optar pelo sexo seguro</h4>
<p>Vários tipos de câncer, como o de colo do útero, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/cancer-anal/" target="_blank" rel="noopener">ânus</a></strong>, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-penis/" target="_blank" rel="noopener">pênis</a></strong> e orofaringe, entre outros, estão relacionados ao <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-a-infeccao-pelo-hpv-vira-cancer/" target="_blank" rel="noopener">HPV</a></strong>. Além disso, o HIV também pode aumentar o risco da doença.</p>
<p>Assim, os preservativos interno e externo e a vacina contra o HPV são as melhores ferramentas para evitar esses vírus e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Tomar as vacinas recomendadas</h4>
<p>Algumas vacinas previnem vírus associados a alguns tipos de câncer, como o HPV e o vírus da <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/hepatite-b/" target="_blank" rel="noopener">hepatite B</a></strong>, que pode provocar câncer de fígado.</p>
<p>É muito importante tomar essas vacinas antes da exposição aos vírus, mas adultos também podem se beneficiar da vacinação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Rastreamento do câncer</h3>
<p>Alguns cânceres podem ser identificados ainda no início, quando as chances de cura são maiores, por meio de exames de rastreamento. O câncer de próstata e mama são exemplos. Além disso, outros podem ser evitados pelos exames preventivos, como o colorretal e o de colo do útero.</p>
<p>Também é possivel rastrear determinados câncer, como o de pulmão, a depender do histórico do paciente.</p>
<p>Embora o rastreamento de alguns cânceres seja muito importante, os exames necessários devem ser individualizados, considerando fatores como idade, histórico familiar, histórico médico, entre outros. É muito importante conversar com seu médico para pensar em uma estratégia de rastreamento individualizada.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/estudo-revela-5-canceres-que-mais-se-beneficiam-de-prevencao-e-rastreio/" target="_blank" rel="noopener">Estudo revela 5 cânceres que mais se beneficiam de prevenção e rastreio</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/cerca-de-40-dos-canceres-podem-ser-evitados-com-8-medidas/">Cerca de 40% dos cânceres podem ser evitados com 8 medidas</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>É possível curar o mau hálito? </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/e-possivel-curar-o-mau-halito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 19:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[halitose]]></category>
		<category><![CDATA[mau hálito]]></category>
		<category><![CDATA[saúde bucal]]></category>
		<category><![CDATA[odontologia]]></category>
		<category><![CDATA[higiene bucal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116165</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cerca de 90% dos casos têm origem na boca, mas eliminar o mau hálito depende da causa e do tratamento adequado.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/e-possivel-curar-o-mau-halito/">É possível curar o mau hálito? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28676903/" target="_blank" rel="noopener"><b>Cerca de 30% dos brasileiros têm mau hálito</b></a><span style="font-weight: 400;">. E nove em cada 10 casos de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/mau-halito-halitose/" target="_blank" rel="noopener"><strong>halitose</strong></a> (outro nome para a condição) têm origem na própria boca, de acordo com </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7342603/" target="_blank" rel="noopener"><b>pesquisas</b></a><span style="font-weight: 400;">. O problema pode afetar a autoestima e os relacionamentos e muitas vezes está ligado à higiene bucal, mas nem sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as causas mais comuns estão a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/lingua-branca-o-que-e-e-como-tratar-a-saburra-lingual/" target="_blank" rel="noopener"><strong>saburra</strong></a> (camada de células velhas e bactérias na língua, que a deixa branca), acúmulo de placa bacteriana (filme pegajoso de bactérias nos dentes), <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/carie/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cáries</strong></a> (destruição dos tecidos calcificados dos dentes causada por ácidos), <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gengivite-e-periodontite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gengivite</strong></a> (inflamação e sangramento da gengiva) e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/periodontite-e-silenciosa-e-pode-afetar-a-saude-alem-dos-dentes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>periodontite</strong></a> (infecção grave que destrói os tecidos que dão suporte aos dentes).  A redução do fluxo de saliva na boca, falta alimentação prolongada, tabagismo e alguns hábitos alimentares também podem favorecer o problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a principal dúvida, especialmente para quem sofre com a condição, é se é realmente possível eliminar a halitose de vez. A resposta é: </span><b>depende</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando a halitose está relacionada a um problema pontual, como gengivite, acúmulo de placa ou saburra lingual, o tratamento da causa pode resolver o problema”, explica a cirurgiã-dentista Diana Fernandes. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, segundo a especialista, algumas pessoas apresentam fatores que favorecem a halitose de forma recorrente, como boca seca, doenças periodontais ou determinadas condições sistêmicas. Nesses casos, pode ser necessário manter uma rotina contínua de cuidados e acompanhamento profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, em alguns casos é possível eliminar a causa do problema. Em outros, o objetivo pode ser controlar os fatores que favorecem o mau hálito.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Odor pode indicar o caminho, mas não é suficiente</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O odor, de acordo com Fernandes, pode fornecer algumas pistas sobre a origem da halitose, mas não é possível determinar a causa com 100% de segurança apenas pelo cheiro. “Existem odores característicos associados a algumas condições, mas a avaliação clínica é fundamental para identificar a origem.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para chegar à origem, o dentista deve fazer um exame completo dos dentes, das gengivas, da língua e da saliva, além de investigar possíveis infecções e os hábitos do paciente. Quando necessário, segundo a especialista, o profissional pode usar equipamentos específicos para medir os compostos relacionados à halitose.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/mau-halito-tira-duvidas-com-especialista-02/" target="_blank" rel="noopener">Mau hálito | Tira-dúvidas com especialista #02</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como é feito o tratamento do mau hálito?</b></h3>
<p><b>O tratamento vai depender de onde vem a halitose</b><span style="font-weight: 400;">. Se há cárie, por exemplo, o profissional vai tratar o problema e outras condições bucais. Se a boca seca contribui para o mau hálito, o tratamento será direcionado para essa condição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente da causa, </span><b>a higiene bucal adequada é sempre recomendada</b><span style="font-weight: 400;">: escovação dos dentes, uso de fio dental, limpeza da língua, enxágue da boca, boa hidratação e consultas regulares ao dentista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E não existe uma intervenção única com garantia de resultado para todo mundo. A </span><a href="https://www.cochrane.org/evidence/CD012213_interventions-managing-bad-breath" target="_blank" rel="noopener"><b>Cochrane</b></a><span style="font-weight: 400;">, uma das referências mais respeitadas em medicina baseada em evidências, publicou em 2019 uma revisão sistemática sobre intervenções para halitose. Foram incluídos 44 estudos, com 1.809 participantes entre 17 e 77 anos. Eles compararam oito formas diferentes de controlar o mau hálito, como limpeza mecânica (exemplo: limpadores de língua e escovas de dente), cremes dentais, enxaguantes bucais, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conclusão foi a seguinte: “</span><b>Não dispomos de evidências suficientes para afirmar qual intervenção funciona melhor no controle do mau hálito</b><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a cirurgiã-dentista, se, após uma avaliação odontológica completa e o tratamento das possíveis causas bucais, a halitose persistir, o paciente pode precisar de uma investigação médica complementar e ser encaminhado ao especialista adequado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E quando o problema não está na boca? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 90% dos casos de mau hálito têm origem na própria boca. Os 10% restantes costumam estar associados a problemas gastrointestinais, <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/principais-complicacoes-do-diabetes-infografico/" target="_blank" rel="noopener">diabetes</a></strong> ou a doenças no nariz e na garganta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as causas estão as <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/amidalite/" target="_blank" rel="noopener">amidalites</a></strong> e as <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/sinusite-e-o-gosto-ruim-na-boca-entenda-a-relacao-e-como-aliviar-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">rinossinusites</a></strong> (nome médico da sinusite) com secreção persistente, além de algumas situações de obstrução nasal que levam à respiração pela boca e ao ressecamento da cavidade oral, segundo Roberta Pilla, otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Nas <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/amidala-lingual/" target="_blank" rel="noopener">amídalas</a></strong>, existem pequenas cavidades chamadas criptas, onde podem se acumular restos celulares, muco, resíduos alimentares e bactérias. Esse material forma o chamado caseum ou, quando mais endurecido, os tonsilólitos, conhecidos como ‘pedrinhas’ das amídalas. A degradação desse material pelas bactérias produz compostos voláteis, principalmente compostos sulfurados, responsáveis pelo odor desagradável”, explica a médica.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas rinossinusites, o mau hálito ocorre principalmente quando existe secreção persistente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Essa secreção pode permanecer na cavidade nasal e escorrer posteriormente para a garganta, contribuindo para o mau odor. Mas é importante lembrar que a sinusite não é a principal causa de halitose e não deve ser responsabilizada automaticamente pelo problema”, alerta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já quando respiramos constantemente pela boca, ocorre maior ressecamento das mucosas e redução desse mecanismo de limpeza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Com isso, aumenta a concentração de resíduos e a proliferação de bactérias que produzem substâncias responsáveis pelo mau odor. Por isso, pessoas com obstrução nasal persistente, rinite, aumento das <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/adenoides-tonsilas-faringeas/" target="_blank" rel="noopener">adenoides</a></strong> ou outras condições que favoreçam a respiração oral podem perceber piora do hálito, principalmente ao acordar. A boca seca, independentemente da causa, também pode contribuir”, completa a especialista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento do mau hálito fora da boca</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Pilla, quando existe uma doença nasal ou rinossinusal, o tratamento deve ser direcionado para essa condição. É necessário descobrir por que o paciente não consegue respirar adequadamente pelo nariz e tratar esse problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos pacientes com caseum, medidas de higiene oral, hidratação e gargarejos podem ajudar em alguns casos. Quando o quadro é muito frequente, causa bastante desconforto ou está associado a doença crônica das amídalas, o otorrinolaringologista pode avaliar outras opções de tratamento. Segundo ela, cirurgias (como a retirada das amídalas) ficam reservadas para situações bem selecionadas. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/8-habitos-que-podem-prejudicar-a-sua-saude-bucal/" target="_blank" rel="noopener">8 hábitos que podem prejudicar a sua saúde bucal</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/odontologia/e-possivel-curar-o-mau-halito/">É possível curar o mau hálito? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é a síndrome geniturinária da menopausa?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/o-que-e-a-sindrome-geniturinaria-da-menopausa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 20:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Menopausa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116146</guid>

					<description><![CDATA[<p>Embora comum, poucas mulheres falam sobre os sintomas geniturinários que ocorrem no climatério e na menopausa.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/o-que-e-a-sindrome-geniturinaria-da-menopausa/">O que é a síndrome geniturinária da menopausa?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Por volta dos 40 anos, o organismo da mulher começa a deixar a fase reprodutiva. Esse período, marcado por alterações relacionadas à diminuição do estrogênio, como ciclos menstruais irregulares, é chamado de </span><b>climatério ou perimenopausa</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 12 meses após a última menstruação, a mulher entra na menopausa. No Brasil, a média de idade da menopausa é de 48 a 52 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas que marcam o climatério e a menopausa incluem <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/ondas-de-calor-na-menopausa-em-5-perguntas-larissa-cassiano/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ondas de calor (fogachos)</strong></a>, suor noturno, ganho de peso, fadiga, irritabilidade, entre outros. Alguns sintomas que afetam a região íntima, no entanto, são muito incômodos e podem comprometer a função sexual e a qualidade de vida da mulher. E eles não surgem de maneira isolada, como se pensava até pouco tempo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Mudança de nomenclatura</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2014, especialistas recomendaram o termo</span><b> síndrome geniturinária da menopausa (SGM)</b><span style="font-weight: 400;"> para descrever com mais rigor o amplo espectro de alterações genitais, sexuais e urinárias associadas à queda do estrogênio que pode começar durante o climatério e mais intensamente na menopausa. Isso porque esses sintomas no geral não surgem de modo isolado, mas como parte de um conjunto de sinais que marcam esse período.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção dessa terminologia substituiu outras mais limitadas, como atrofia vulvovaginal e vaginite atrófica, pois, com o aumento dos estudos na área alcançado recentemente, compreendeu-se que a deficiência de estrogênio não afeta apenas a vagina, mas várias estruturas em todo o trato geniturinário inferior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que </span><b>90% das mulheres desenvolverão algum sintoma relacionado à síndrome geniturinária</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como a síndrome geniturinária da menopausa ocorre</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os receptores de estrogênio estão presentes na vagina, vulva, uretra e parte inferior da bexiga, onde está a uretra. Esses receptores respondem à estimulação do estrogênio, mantendo o fluxo sanguíneo normal, a espessura do tecido, sua elasticidade e umidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a queda da produção de estrogênio, ocorrem mudanças nos tecidos da vulva e da vagina que predispõem a sintomas como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ressecamento-vaginal-na-menopausa-como-lidar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ressecamento vaginal</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/dispareunia-dor-durante-a-relacao-sexual-nao-e-normal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dor durante a relação sexual (dispareunia)</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">irritação genital;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prurido (coceira) vulvovaginal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">desconforto e/ou dor aguda genital;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/quando-o-corrimento-vaginal-pode-indicar-alguma-doenca/" target="_blank" rel="noopener"><strong>corrimento vaginal anormal</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/11-causas-de-sangramento-vaginal-apos-a-relacao-sexual/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sangramento após a relação sexual</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/quais-sao-os-principais-tipos-de-incontinencia-urinaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>urgência urinária</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor, queimação, ardência ou desconforto durante ou após urinar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/como-tratar-a-infeccao-urinaria-de-repeticao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infecções do trato urinário recorrentes</strong></a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem tratamento adequado, os sintomas da SGM tendem a se agravar.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/a-vida-apos-a-menopausa/" target="_blank" rel="noopener">A vida após a menopausa – Saúde Sem Tabu #55</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tema ainda é tabu nos consultórios</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de comum, muitas mulheres não discutem os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa com seus médicos. Alguns estudos mostram que cerca de </span><b>70% das mulheres não conversam sobre o tema com os ginecologistas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja por questões culturais e sociais, seja por acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento e que, portanto, não há tratamento para eles, essa condição vem sendo subdiagnosticada e subtratada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico e tratamento da SGM</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da síndrome geniturinária da menopausa é essencialmente clínico e baseia-se na anamnese (entrevista clínica) completa, combinada com um exame físico. Como nenhum exame laboratorial isolado confirma o diagnóstico, os exames de rotina geralmente não têm utilidade, a menos que sejam necessários para excluir outras condições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para tratar a SGM, existem </span><b>opções hormonais e não hormonais</b><span style="font-weight: 400;">. O tratamento deve ser decidido em comum acordo entre médico e paciente, levando em consideração o histórico médico, as melhores evidências disponíveis e as preferências da mulher. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Terapias não hormonais</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, há algumas opções sem hormônios que podem ajudar a reduzir os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa. São elas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>lubrificantes vaginais:</b><span style="font-weight: 400;"> devem ser usados durante a atividade sexual com penetração. Seu objetivo é reduzir o atrito e trazer alívio temporário dos sintomas, e não tratar a condição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>hidratantes vaginais</b><span style="font-weight: 400;">: são indicados para o tratamento da SGM. Devem ser aplicados regularmente, geralmente uma ou duas vezes por semana. As opções com ácido hialurônico agem por até três dias e aliviam os sintomas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>terapia a laser e radiofrequência:</b><span style="font-weight: 400;"> o laser ajuda na vascularização da mucosa e reestruturação do colágeno, fibra proteica que tem a função de sustentar as células da pele. Também aumenta a umidade e a elasticidade da vulva e da vagina. “O processo é relativamente simples: introduzimos uma sonda vaginal (semelhante à usada nos exames transvaginais) em três sessões — uma por mês — de 20 minutos cada. Há um leve desconforto, pois a paciente sente calor local durante a emissão dos pulsos do laser. Para amenizar o desconforto, recomendamos o uso de anestésicos”, afirmou a ginecologista Renata Bonaccorso Lamego, da Santa Casa de São Paulo, em </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/laser-genital-e-alternativa-para-tratar-alteracoes-vaginais-apos-a-menopausa/" target="_blank" rel="noopener"><b>entrevista ao Portal Drauzio</b></a><b>;</b></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>ospemifeno</b><span style="font-weight: 400;">: modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que “imita” os efeitos do estrogênio no epitélio vaginal. É uma opção benéfica para pacientes com histórico de câncer hormônio-sensível;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/para-que-serve-a-fisioterapia-pelvica/" target="_blank" rel="noopener">fisioterapia pélvica</a>:</b><span style="font-weight: 400;"> além de ajudar a fortalecer os músculos do assoalho pélvico, pode reduzir os sintomas de incontinência urinária e dor nas relações sexuais.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Terapias hormonais</b></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>estrogênio vaginal local em baixa dose:</b><span style="font-weight: 400;"> ajuda a aliviar o desconforto e a irritação vulvovaginal, o ressecamento e/ou a dispareunia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>deidroepiandrosterona (DHEA) vaginal: </b><span style="font-weight: 400;">inserto vaginal de baixa dose que ajuda a reduzir os sintomas da SGM;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>terapia hormonal sistêmica:</b><span style="font-weight: 400;"> em geral indicada para mulheres que têm sintomas mais disseminados, como fogachos e suores noturnos, além da SGM. Há algumas contraindicações, portanto essa opção deve ser discutida com o médico. </span></li>
</ul>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/como-funciona-a-reposicao-hormonal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>terapia de </strong></a></span><strong>reposição hormonal</strong><span style="font-weight: 400;"> pode ser indicada dependendo dos sintomas da paciente, mas isso precisa ser muito bem acompanhado, principalmente se há histórico de câncer. De qualquer maneira, também há cremes vaginais à base de estrogênio com baixa dosagem que ampliam a possibilidade de uso mesmo para quem tem histórico de alguns casos específicos de câncer”, explicou a ginecologista Larissa Cassiano, em </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ressecamento-vaginal-na-menopausa-como-lidar/" target="_blank" rel="noopener"><b>entrevista ao Portal</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/reposicao-hormonal-na-menopausa-o-que-a-ciencia-ja-sabe-sobre-riscos-e-beneficios/" target="_blank" rel="noopener">Reposição hormonal na menopausa: o que a ciência já sabe sobre riscos e benefícios</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/menopausa/o-que-e-a-sindrome-geniturinaria-da-menopausa/">O que é a síndrome geniturinária da menopausa?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Transplante pediátrico: como funciona a espera por um novo órgão e os desafios do tratamento</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/transplante-pediatrico-como-funciona-a-espera-por-um-novo-orgao-e-os-desafios-do-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Samantha Cerquetani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 19:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Cirurgia geral]]></category>
		<category><![CDATA[transplante]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[pediatria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116144</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diagnóstico tardio e dificuldade de acesso podem atrasar o transplante de crianças e adolescentes, enquanto a queda nas doações reduz as chances na fila.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/transplante-pediatrico-como-funciona-a-espera-por-um-novo-orgao-e-os-desafios-do-tratamento/">Transplante pediátrico: como funciona a espera por um novo órgão e os desafios do tratamento</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Foram 545 dias de internação até Pedro Mathias, de 5 anos, voltar para casa. Nesse período, ele precisou usar um coração artificial enquanto aguardava um novo órgão. Diagnosticado ainda durante a gestação com uma doença cardíaca grave, Pedro enfrentou cirurgias logo nos primeiros dias de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O transplante foi realizado em fevereiro de 2026, depois de uma longa espera por um coração compatível. A história dele mostra os desafios da jornada do transplante pediátrico, que envolve a cirurgia, mas também o diagnóstico, a espera por um órgão e o acompanhamento médico ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Saber que existia um coração compatível parecia um sonho. Graças à doação de uma família em meio a sua maior dor, Pedro voltou a ter infância e hoje brinca como toda criança merece”, conta a mãe, Juliana Mathias.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona o transplante pediátrico</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O transplante é indicado quando uma doença compromete de forma grave o funcionamento de um órgão e os tratamentos disponíveis já não são suficientes. Na infância, os transplantes mais realizados são os de rim, fígado, coração e pulmão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As causas variam conforme o órgão e podem incluir condições congênitas, hereditárias ou adquiridas. Algumas são identificadas ainda durante a gestação ou nos primeiros anos de vida, enquanto outras surgem ou se agravam ao longo da infância. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O transplante pediátrico evoluiu muito, com melhores técnicas cirúrgicas, métodos de diagnóstico, medicamentos imunossupressores e equipes cada vez mais especializadas. Mas transplantar uma criança não é simplesmente fazer um transplante em um paciente menor: é um procedimento de alta complexidade, que exige acompanhamento por anos”, explica Clotilde Druck Garcia, nefrologista e coordenadora do Departamento de Transplante Pediátrico da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A espera por um órgão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de entrar na lista de espera, a criança passa por uma avaliação especializada. A definição de quem recebe um órgão não depende apenas da ordem de inscrição. São considerados o tempo de espera, a urgência do caso e a compatibilidade entre doador e receptor, além de características como tamanho e peso, dependendo do órgão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o transplante pode ser realizado com a doação de uma pessoa viva. Isso é possível principalmente nos transplantes de rim e fígado, desde que sejam atendidos critérios médicos que garantam a segurança do doador e do receptor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um dos principais problemas acontece antes mesmo de a criança chegar à lista de transplante. Muitas crianças chegam tardiamente aos centros transplantadores. Isso pode ocorrer por dificuldade de diagnóstico, pelo reconhecimento tardio da gravidade da doença ou pela dificuldade de encaminhamento para um centro especializado”, afirma Garcia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de entrar na lista, a criança segue em tratamento enquanto aguarda um órgão compatível, com o objetivo de controlar a doença e manter o quadro o mais estável possível.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-funciona-o-transplante-de-orgaos-pelo-sus/" target="_blank" rel="noopener">Como é organizado o Sistema Nacional de Transplantes?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os desafios para ampliar o acesso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Garantir o diagnóstico e o encaminhamento das crianças aos centros especializados no momento adequado é fundamental. A demora em qualquer uma dessas etapas pode comprometer a chegada ao serviço transplantador em condições clínicas apropriadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os números mostram a dimensão dessa demanda: em 2025, o Brasil realizou 585 transplantes de órgãos sólidos em crianças e adolescentes, segundo o </span><a href="https://site.abto.org.br/wp-content/uploads/2026/05/RBT-2025-Populacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Registro Brasileiro de Transplantes</b></a><span style="font-weight: 400;">. No mesmo período, 91 crianças morreram enquanto aguardavam um órgão. Em dezembro de 2025, havia 1.033 pacientes pediátricos ativos na lista de espera para transplantes.</span></p>
<p><b>Muitas vezes, a distribuição dos centros é outro obstáculo</b><span style="font-weight: 400;">. Essas unidades estão concentradas principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, o que pode dificultar o acesso de famílias que vivem longe desses serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O Brasil é um país enorme, e uma família que mora distante de um centro transplantador enfrenta dificuldades de transporte, hospedagem e permanência longe de casa. Por isso, ampliar o transplante pediátrico não depende apenas dos hospitais transplantadores. Depende de uma rede de saúde capaz de identificar, encaminhar e acompanhar essas crianças”, complementa a especialista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A importância da doação de órgãos</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A recusa familiar ainda é um dos desafios para ampliar a doação: </span><b>em cerca de 45% das entrevistas com familiares de potenciais doadores, ela não é autorizada</b><span style="font-weight: 400;">. Entre os doadores de 0 a 17 anos, também houve queda: foram 274 em 2023; 223 em 2024; e 211 em 2025. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é preciso </span><b>aproveitar melhor os órgãos disponíveis</b><span style="font-weight: 400;">. “Estimamos que, se os órgãos pediátricos disponíveis fossem utilizados prioritariamente em crianças e adolescentes, conforme previsto na legislação, o número de transplantes poderia aumentar em até 30% ao ano”, destaca Garcia. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Vida após o transplante</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O transplante não encerra o tratamento. O paciente precisa realizar acompanhamento médico regular, usar medicamentos para reduzir o risco de rejeição e fazer exames para acompanhar o funcionamento do órgão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de Pedro, durante a recuperação surgiram complicações. Depois de sair da cirurgia em ECMO, um suporte temporário que ajuda o coração e os pulmões a manterem o organismo funcionando, ele precisou de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/dialise-e-hemodialise-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hemodiálise</strong></a> até que a função renal voltasse ao normal e ainda passou por uma nova cirurgia para corrigir uma alteração nas válvulas cardíacas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de alguns meses de recuperação, recebeu alta. Agora, segue em acompanhamento médico e se adaptando em casa. Sempre que possível, ele aproveita para brincar, ir ao cinema e ao parquinho com a irmã mais nova, Laís, e familiares.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Depois de um ano e meio entre hospitais e cirurgias, poder comemorar em casa tem um significado enorme. Ainda temos uma rotina intensa de medicações, horários e muitos cuidados por ele ser transplantado e imunossuprimido, mas, ao mesmo tempo, estamos redescobrindo situações muito simples que antes pareciam tão distantes”, celebra a mãe.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista: Como funciona o transplante de órgãos pelo SUS?</strong></p>
<p><iframe title="Como funciona o transplante de órgãos pelo SUS?" src="https://www.youtube.com/embed/eS1dWWz9cO0" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/transplante-pediatrico-como-funciona-a-espera-por-um-novo-orgao-e-os-desafios-do-tratamento/">Transplante pediátrico: como funciona a espera por um novo órgão e os desafios do tratamento</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O SUS está preparado para a próxima pandemia? </title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/o-sus-esta-preparado-para-a-proxima-pandemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[infectologia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116142</guid>

					<description><![CDATA[<p>Da UBS aos laboratórios, a vigilância epidemiológica brasileira é capaz de identificar ameaças, mas ainda há obstáculos para uma resposta rápida. Entenda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/o-sus-esta-preparado-para-a-proxima-pandemia/">O SUS está preparado para a próxima pandemia? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2023, Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fez um alerta: uma nova pandemia não é questão de “se”, mas de<strong> “quando”</strong>.</p>



<p>No ano seguinte, a OMS divulgou uma lista de patógenos considerados prioritários pelo risco de provocarem futuras epidemias. Nela, estão ameaças já conhecidas, como os novos coronavírus e o vírus da gripe aviária. Mas também há um inimigo anônimo: o <strong>Patógeno X</strong>, nome dado a um agente biológico desconhecido que, caso surja, poderá ter alto potencial de disseminação.</p>



<p>No Brasil, país que acumulou 716 mil mortes por <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/covid-19/">covid-19</a>, a preocupação é ainda mais intensa. A pandemia escancarou a necessidade de um processo estruturado de vigilância epidemiológica e trouxe <strong>mudanças significativas na forma que o Sistema Único de Saúde (SUS) encara a prevenção de um surto</strong>. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O caminho da investigação de um vírus&nbsp;</strong></h3>



<p>A covid-19 não foi a primeira emergência em saúde que o Brasil já enfrentou. Antes dela, tivemos a epidemia de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/zika-virus/">zika vírus</a> em 2015, a pandemia de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gripe-h1n1-gripe-suina/">H1N1</a> em 2009, e várias outras. Nesse período, ainda que menos robusto, o sistema público de saúde já contava com um esquema de <strong>controle de doenças</strong>.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Tudo começa no posto de saúde</strong></h4>



<p>Por mais que o termo “vigilância epidemiológica” remeta a um laboratório, a detecção de um novo surto começa na atenção primária. É o <strong>profissional da ponta</strong>, como o agente comunitário de saúde, o médico de família e o enfermeiro do postinho que percebem quando algo foge do padrão.</p>



<p>Uma doença que se manifesta de forma mais grave, o aumento repentino no número de casos ou uma enfermidade que começa a afetar uma faixa etária diferente da habitual são algumas das mudanças sutis que criam suspeita.</p>



<p>Se o profissional observar algo que chame a sua atenção, ele deve <strong>notificar a vigilância epidemiológica o mais rápido possível </strong>de forma que a investigação seja iniciada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A inteligência epidemiológica</strong></h4>



<p>O principal responsável por essa investigação é o <strong>Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS)</strong>. Hoje, existem 190 unidades do CIEVS, presentes em todos os estados e capitais do país, além de alguns municípios estratégicos, como os que ficam em fronteiras e têm maior circulação de pessoas.</p>



<p>Através do <em>Epidemic Intelligence from Open Source (EIOS)</em>, um sistema desenvolvido pela OMS, o CIEVS é capaz de detectar todas as fontes abertas de informação que estão circulando no mundo, inclusive publicações em mídias digitais, e integrá-las às notificações recebidas para identificar eventos de risco.</p>



<p>Esses eventos, inclusive, <strong>podem acontecer entre animais</strong>. Em Minas Gerais, a detecção de mortes de macacos nos municípios de Claro dos Poções e São João do Pacuí em agosto deste ano acendeu o alerta para a possibilidade de um surto de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/febre-amarela/">febre amarela</a>. Rapidamente, o CIEVS informou a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que reforçou as ações de prevenção e vigilância contra a doença no norte do estado, evitando a contaminação humana.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Como essa detecção é feita continuamente, 24 horas por dia, e as equipes do serviço trabalham diariamente, inclusive nos fins de semana, isso permite a detecção precoce, a emissão do alerta e, frequentemente, a <strong>tomada de decisão imediata</strong>. Dentro de cada nível de gestão — seja no Ministério da Saúde, no estado ou no município —, adotam-se as ações indicadas”, explica Eduardo Carmo, médico epidemiologista que atuou na implantação do CIEVS de 2005 a 2011.</p>
</blockquote>



<p><strong>Veja também: </strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/dr-drauzio-fala-sobre-quando-pegou-febre-amarela-coluna-56/">Dr. Drauzio fala sobre quando pegou febre amarela | Coluna #56</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A confirmação dos laboratórios</strong></h4>



<p>Para entender mais a fundo se aquela situação pode se transformar em uma emergência de saúde pública, entram em cena os laboratórios. Diferente dos laboratórios clínicos, que realizam exames para que o médico possa prescrever o melhor tratamento para um único paciente, os<strong> Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) </strong>avaliam o exame de um único paciente de forma a beneficiar toda a população.</p>



<p>“Um exemplo próximo é o <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/ebola-2/">ebola</a></strong>, que pode gerar uma emergência e é altamente letal. Esta é uma análise que deve ser feita pelo laboratório de saúde pública. A vigilância municipal e a vigilância estadual vão reunir os dados, conversar e definir se o caso é realmente suspeito. Em seguida, encaminham para nós. A partir daí, existem diversas técnicas que podem ser aplicadas, dependendo do agravo e de como o procedimento será realizado”, explica Adriano Abbud, diretor do Centro de Respostas Rápidas do Instituto Adolfo Lutz, o LACEN do estado de São Paulo.</p>



<p>Para isso, os laboratórios precisam de dados qualificados e completos: quando começaram os sintomas, quando foi realizada a coleta do exame, se o paciente é vacinado para alguma doença, onde ele mora, e por aí vai. <strong>Quanto mais informações clínicas, epidemiológicas e geográficas, melhor será a investigação da doença.&nbsp;</strong></p>



<p>A partir do resultado, o Estado é notificado e aciona o município para, se necessário, isolar o paciente e iniciar o tratamento.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Vigilância genômica: uma etapa adicional</strong></h4>



<p>A vigilância genômica, por sua vez, traz uma nova camada à investigação: ela identifica as <strong>cepas virais que podem provocar mais casos ou casos mais graves</strong>.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Para alguns vírus em específico, por exemplo, o HIV, isso tem uma relação direta com o tratamento, porque algumas linhagens virais têm mutações de resistência. Quando se sabe que aquele paciente é portador de um vírus com mutações de resistência, já se troca a terapia, porque ela pode não ser eficaz”, destaca Felipe Naveca, membro da Rede Genômica Fiocruz.</p>
</blockquote>



<p>A <strong>Rede Genômica Fiocruz</strong> faz parte do Ministério da Saúde e atua em colaboração direta com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVS), com a Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) e com as autoridades de vigilância locais.</p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/transmissao-de-hiv-resistente-artigo/">Transmissão de HIV resistente | Artigo</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>E o que fica fora do radar?</strong></h3>



<p>A investigação pode ainda ser integrada ao setor privado. O<strong> Instituto Todos pela Saúde (ITpS) </strong>é referência na consolidação de exames de laboratórios particulares para antecipar indícios de surtos e gerar alertas. A iniciativa surgiu durante a pandemia de covid-19, quando o Brasil sofreu uma indisponibilidade temporária de dados oficiais da doença.</p>



<p>“Uma vez integrados no Ministério da Saúde, tais dados serão úteis para gestores públicos, para vigilância e detecção precoce de surtos, além de permitir que a população acesse seus exames laboratoriais diretamente no aplicativo Meu SUS”, afirma Anderson Brito, coordenador científico do ITpS.</p>



<p>O trabalho diário possibilita a construção de relatórios em 3 a 4 dias, oferecendo norteamento para as ações do Ministério da Saúde. Com a agilidade, é possível analisar o material genético sem necessariamente partir da hipótese de um vírus específico e <strong>encontrar vírus que estavam circulando silenciosamente</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>As pedras no meio do caminho</strong></h3>



<p>Na teoria, todo esse processo se complementa. <strong>Mas, na prática, existem alguns obstáculos.</strong>&nbsp;</p>



<p>Em julho deste ano, a Fiocruz elaborou um <a href="https://saudeamanha.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/07/TD-112-SAUDE-2050-VIGILANCIA-E-CONTROLE-DE-EPIDEMIAS-E-PANDEMIAS_final.pdf">documento</a> para analisar a resposta do SUS a epidemias e pandemias passadas e discutir os desafios que ainda permanecem. Um deles é a<strong> mudança climática</strong>. O aquecimento global e a ocorrência de eventos extremos facilitam a reprodução de vetores, tornando doenças como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dengue/">dengue</a>, zika e <a href="http://doencas-e-sintomas/febre-chikungunya/" title="">chikungunya</a> cada vez mais comuns. Além disso, o avanço das cidades sobre as áreas silvestres aumenta os casos de <strong>transmissão de doenças de animais para humanos</strong>.</p>



<p>Questões demográficas e socioeconômicas também entram na conta. O <strong>envelhecimento da população brasileira</strong> combinado às<strong> regiões de vulnerabilidade social </strong>criam uma população mais suscetível às formas graves de infecções virais.</p>



<p>Mas os principais obstáculos são políticos. A resposta à covid-19 demonstrou a <strong>falta de uma coordenação centralizada</strong> nas orientações à população, agravada pela proliferação de <strong><em>fake news</em></strong><strong> </strong>e <strong>discursos antivacina</strong>. Ao mesmo tempo, o país enfrentava o <strong>desabastecimento</strong> de Ingrediente Farmacêutico Ativos (IFA), Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e kits de diagnóstico em um momento de extrema crise.&nbsp;</p>



<p>Se continuar no mesmo ritmo, o documento defende que o país enfrentará o<strong> colapso dos serviços de saúde</strong> e o <strong>agravamento das desigualdades sociais a cada novo surto</strong>.</p>



<p>Sendo assim, para evitar novas tragédias, recomenda-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a criação de uma <strong>Política Nacional sobre Emergências em Saúde Pública </strong>que garanta o financiamento contínuo e a definição de regras mais claras para a atuação de autoridades em níveis federal, estadual e municipal;</li>



<li>a integração entre a <strong>vigilância da saúde animal, humana e ambiental</strong>;</li>



<li>o <strong>fortalecimento da rede laboratorial e genômica</strong> para assegurar a detecção ágil e precoce de novos surtos;</li>



<li>a <strong>produção nacional autônoma </strong>de vacinas, testes diagnósticos e tratamentos através da infraestrutura pública que já existe;</li>



<li>e a <strong>capacitação dos profissionais da atenção primária </strong>para identificar precocemente possíveis surtos.</li>
</ul>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/havera-uma-nova-pandemia-so-nao-sabemos-como-vira-nem-de-onde/">Haverá uma nova pandemia, só não sabemos como vira nem de onde</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/o-sus-esta-preparado-para-a-proxima-pandemia/">O SUS está preparado para a próxima pandemia? </a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Saúde além do peso: por que focar somente na balança pode ser um equívoco</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/saude-alem-do-peso-por-que-focar-somente-na-balanca-pode-ser-um-equivoco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[Endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
		<category><![CDATA[músculo]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[endocrinologia]]></category>
		<category><![CDATA[gordura abdominal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116099</guid>

					<description><![CDATA[<p>Avaliar a composição corporal como um todo, como os índices de gordura e de massa magra, traz mais pistas sobre como está a saúde do indivíduo do que o peso sozinho.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/saude-alem-do-peso-por-que-focar-somente-na-balanca-pode-ser-um-equivoco/">Saúde além do peso: por que focar somente na balança pode ser um equívoco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A preocupação com o peso é constante na vida de muitas pessoas. E não à toa: o sobrepeso, e especialmente a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, oferecem riscos para a saúde cardiovascular, óssea e metabólica. Porém, apegar-se apenas ao número na balança nem sempre é o melhor caminho. Não é que o peso corporal não seja importante, </span><b>mas avaliá-lo de forma isolada pode trazer conclusões equivocadas sobre a própria saúde.</b></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O peso isolado pode enganar. A balança mede apenas a soma total de tudo que compõe o corpo — gordura, músculo, água, ossos e até conteúdo intestinal — sem diferenciar esses componentes. Assim, duas pessoas com peso idêntico (ou seja, com o mesmo índice de massa corporal, que avalia o peso pela altura) podem ter composições corporais e níveis de saúde completamente diferentes”, afirma Felipe Henning Gaia Duarte, endocrinologista e especialista em endocrinologia e metabologia com pós-doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, segundo o médico, o mesmo peso pode representar excesso de gordura e pouca massa muscular em uma pessoa, o que é ruim; e boa massa muscular com pouca gordura em outro indivíduo, o que é bom. Por isso, o ideal é sempre avaliar a composição corporal como um todo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que compõe o peso corporal e por que olhar além dele</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O peso total do corpo é formado basicamente por dois grandes compartimentos: massa gorda e massa magra. </span><span style="font-weight: 400;">De acordo com o endocrinologista, </span><b>a massa gorda inclui a gordura subcutânea (abaixo da pele) e a gordura visceral (ao redor dos órgãos internos)</b><span style="font-weight: 400;">, sendo esta última a de maior impacto metabólico e cardiovascular.</span> <span style="font-weight: 400;">Já a </span><b>massa magra engloba tudo o que não é gordura</b><span style="font-weight: 400;"> — músculos, ossos, órgãos e água corporal —, sendo a musculatura esquelética o principal determinante do metabolismo basal.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O peso na balança soma tudo indistintamente, sem revelar a ‘qualidade’ desse peso: se vem de tecido muscular metabolicamente ativo ou de gordura. A composição corporal, especialmente a relação entre massa magra e gordura corporal (com destaque para a gordura visceral), é considerada um preditor de saúde e longevidade mais preciso do que o peso isolado ou até o IMC”, explica.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><a href="https://www.annfammed.org/content/23/4/337" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;"> da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Annals of Family Medicine</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhou mais de 4 mil pessoas por 15 anos e constatou que indivíduos com alto percentual de gordura tinham 78% mais risco de morte e três vezes mais probabilidade de morte por doença cardíaca, mesmo com IMC dentro da faixa “normal”.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/imc-por-que-a-formula-nao-e-suficiente-para-determinar-quadro-nutricional/" target="_blank" rel="noopener">IMC: Por que a fórmula não é suficiente para determinar quadro nutricional?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Além do peso: o que, então, deve ser avaliado?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Duarte, na rotina médica, alguns indicadores ajudam a avaliar a saúde de uma pessoa de forma mais realista do que somente o peso. </span><span style="font-weight: 400;">Um dos mais simples é a </span><b>medida da</b> <b>circunferência abdominal, feita com fita métrica</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> O ideal é que o número não ultrapasse 94 cm em homens e 88 cm em mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“E melhor ainda, </span><b>a relação cintura-estatura</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A regra prática é manter a cintura abaixo da metade da altura: alguém com 1,70 m deveria ter cintura menor que 85 cm. É gratuito, reprodutível e informa mais sobre risco cardiometabólico do que o IMC”, esclarece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra análise essencial é a da </span><b>composição corporal</b><span style="font-weight: 400;">, conforme falamos anteriormente. Os percentuais de gordura e massa muscular são avaliados através dos exames de bioimpedância (mais acessível) ou da densitometria corporal total (mais precisa). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><b>indicadores funcionais</b><span style="font-weight: 400;">, como força de preensão palmar, capacidade de levantar de uma cadeira sem apoio e condicionamento cardiorrespiratório também são importantes. </span><span style="font-weight: 400;">“A </span><b>aptidão física</b><span style="font-weight: 400;"> é um dos preditores mais robustos de mortalidade que conhecemos, e independe do peso”, afirma o especialista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que fazer para melhorar a composição corporal</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ter uma composição corporal mais saudável, seja para quem tem ou não excesso de peso, algumas estratégias são fundamentais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/muito-alem-da-estetica-por-que-a-musculacao-e-essencial-para-a-saude/" target="_blank" rel="noopener"><b>treinar força</b></a><span style="font-weight: 400;">: o ideal são pelo menos duas a três sessões semanais, com sobrecarga progressiva.</span><span style="font-weight: 400;"> Segundo o médico, esse é o estímulo mais eficaz para preservar e construir massa muscular, e não há substituto farmacológico ou nutricional para ele; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>fazer atividade aeróbica e manter o movimento ao longo do dia</b><span style="font-weight: 400;">: o tempo sedentário (sentado) tem efeito próprio, independentemente do quanto se treina, ou seja, não basta treinar por uma hora e passar o restante do dia em repouso;</span><span style="font-weight: 400;">  </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/qual-a-quantidade-ideal-de-proteinas-diarias/" target="_blank" rel="noopener"><b>consumir a quantidade adequada de proteína</b></a><span style="font-weight: 400;">: a recomendação mínima oficial (de 0,8 g por kg) foi feita para evitar deficiência, não para otimizar musculatura, destaca o especialista.</span><span style="font-weight: 400;"> Na prática, segundo ele, algo entre 1,2 g e 1,6 g por kg diariamente, distribuído ao longo das refeições, atende melhor a maioria dos adultos (é importante o acompanhamento de um nutricionista, e pessoas com doença renal precisam ajustar a quantidade ideal com o seu médico); </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/bem-estar/nao-consegue-dormir-bem-a-noite-veja-tecnicas-para-pegar-no-sono/" target="_blank" rel="noopener"><b>dormir bem</b></a><span style="font-weight: 400;">: dormir mal aumenta o apetite, piora a sensibilidade à insulina e prejudica a recuperação muscular.</span><span style="font-weight: 400;"> É provavelmente o fator mais subestimado dessa lista, alerta Duarte; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>reduzir o consumo de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/entenda-o-perigo-de-consumir-alimentos-ultraprocessados/" target="_blank" rel="noopener">ultraprocessados</a> e de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/uso-abusivo-de-alcool-quais-sao-os-sinais-de-alerta/" target="_blank" rel="noopener">álcool</a></b><span style="font-weight: 400;">, com atenção especial ao álcool para quem tem gordura no fígado.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“E uma observação que costumo repetir: uma composição corporal melhor às vezes vem sem nenhuma mudança no peso. Ganhar dois quilos de músculo e perder dois de gordura é um resultado excelente que a balança registra como zero”, destaca. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/treino-cardio-e-musculacao-entenda-o-papel-de-cada-um-para-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">Treino cardio e musculação: entenda o papel de cada um para a saúde</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando o corpo dá sinais de alerta</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, a preocupação excessiva com um único aspecto da saúde, como o peso, faz com que a pessoa deixe de lado outros pontos e ignore sinais de que o corpo não está bem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O especialista detalha os principais sinais de alerta, mas avisa: “O que importa não é o sintoma isolado, mas a </span><b>mudança em relação ao seu padrão habitual e a persistência dele</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Todo mundo tem uma noite de sono ruim ou um intestino desregulado depois de uma viagem. O que merece avaliação é o que muda e não volta ao normal em algumas semanas”, ressalta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja o que merece ser investigado: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/saude-sem-tabu/o-que-a-urina-pode-dizer-sobre-a-sua-saude/" target="_blank" rel="noopener"><b>alterações na urina</b></a><span style="font-weight: 400;">: aumento da frequência urinária e do volume de urina, especialmente à noite, acompanhado de sede intensa, pode indicar um quadro de hiperglicemia; urina espumosa persistente pode indicar proteinúria, sinal precoce de problema renal; presença de sangue ou mudança de cor persistente também exigem investigação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>cansaço desproporcional</b><span style="font-weight: 400;">: aquele que não melhora com descanso, ou que surge em atividades antes toleradas sem esforço.</span><span style="font-weight: 400;"> Pode refletir <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/anemia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>anemia</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/disturbios-da-tireoide-sintomas-diagnostico-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener"><strong>alteração de tireoide</strong></a>, apneia do sono, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/vitamina-b12-quando-suplementar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>deficiência de vitamina B12</strong></a> ou ferro, entre outros. Além disso, falta de ar com esforços habituais pode indicar problemas no coração ou pulmões;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>alterações no sono</b><span style="font-weight: 400;">: ronco alto com pausas respiratórias relatadas por quem dorme ao lado ou sonolência diurna importante.</span><span style="font-weight: 400;"> Uma das possibilidades é a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/apneia-obstrutiva-do-sono-saos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>apneia do sono</strong></a>, que é subdiagnosticada e tem consequências cardiovasculares e metabólicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b>sinais na pele e nos pelos</b><span style="font-weight: 400;">: escurecimento aveludado da pele no pescoço e nas axilas (chamado de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/manchas-escuras-na-pele-podem-ser-acantose-nigricans-entenda/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acantose nigricans</strong></a>) sugere resistência à insulina; queda de cabelo, pele muito seca, unhas quebradiças e intolerância ao frio ou ao calor apontam para alterações na tireoide;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b>alterações hormonais e sexuais</b><span style="font-weight: 400;">: sinais como irregularidade menstrual nova, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-que-pode-causar-a-perda-de-libido/" target="_blank" rel="noopener"><strong>queda de libido</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/disfuncao-eretil-conheca-os-sintomas-causas-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener"><strong>disfunção erétil</strong></a> merecem investigação (esta última frequentemente é o primeiro sinal de doença vascular, aparecendo anos antes de um evento cardíaco);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b>outros sinais de alarme que pedem avaliação rápida</b><span style="font-weight: 400;">: perda de peso não intencional e significativa, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/febre/" target="_blank" rel="noopener"><strong>febre</strong></a> prolongada sem causa, dor torácica aos esforços, inchaço novo nas pernas, aparecimento ou crescimento de nódulos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o endocrinologista, esses sintomas podem refletir desde </span><b>questões hormonais e metabólicas até deficiências nutricionais associadas a mudanças rápidas de peso</b><span style="font-weight: 400;">, sendo essencial que sejam investigados de forma integrada.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Várias das condições mais relevantes que tratamos — <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a> no início, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gordura-no-figado-esteatose-hepatica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>esteatose hepática</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/hdl-ldl-e-mais-veja-o-que-e-preciso-saber-sobre-colesterol/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dislipidemia</strong></a>, doença renal precoce — não dão sintoma nenhum. É exatamente por isso que a avaliação periódica existe e que reduzir a saúde a um número na balança é um erro de foco. A balança tem seu lugar; ela só não deveria ter a última palavra”, conclui Duarte.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Conteúdo produzido em parceria com a Smart Fit.</em></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/endocrinologia/saude-alem-do-peso-por-que-focar-somente-na-balanca-pode-ser-um-equivoco/">Saúde além do peso: por que focar somente na balança pode ser um equívoco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ansiedade e depressão podem dar direito a benefícios do INSS? Entenda as regras</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/ansiedade-e-depressao-podem-dar-direito-a-beneficios-do-inss-entenda-as-regras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 19:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<category><![CDATA[direitos dos pacientes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116123</guid>

					<description><![CDATA[<p>Diagnóstico não garante benefício: é preciso comprovar incapacidade para o trabalho; entenda quem pode receber e como pedir.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/ansiedade-e-depressao-podem-dar-direito-a-beneficios-do-inss-entenda-as-regras/">Ansiedade e depressão podem dar direito a benefícios do INSS? Entenda as regras</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a> e a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a> são dois dos transtornos mentais mais comuns no Brasil e no mundo, segundo </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7111374/?" target="_blank" rel="noopener"><b>estudos</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://news.un.org/pt/story/2025/09/1850854" target="_blank" rel="noopener"><b>dados</b></a><span style="font-weight: 400;"> da Organização Mundial da Saúde (OMS). As duas condições podem dar direito a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Porém, não em todos os casos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Ter o diagnóstico de ansiedade ou depressão não significa, por si só, ter direito a um benefício por incapacidade. O que precisa ser demonstrado é que aquele transtorno produz repercussões funcionais suficientemente importantes para impedir a pessoa de exercer sua atividade profissional”, explica Caroline Daitx, médica especialista em medicina legal e perícia médica pela Universidade de São Paulo (USP). </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a incapacidade é momentânea, a pessoa pode receber o </span><b>auxílio por incapacidade temporária</b><span style="font-weight: 400;">, antigamente chamado de auxílio-doença. Quando é total e permanente e não existe possibilidade de reabilitação para outra atividade profissional, pode haver direito à </span><b>aposentadoria por incapacidade permanente</b><span style="font-weight: 400;">, a antiga aposentadoria por invalidez.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Regras para o auxílio por incapacidade temporária</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o </span><a href="https://www.gov.br/inss/pt-br/direitos-e-deveres/beneficios-por-incapacidade/auxilio-por-incapacidade-temporaria?" target="_blank" rel="noopener"><b>INSS</b></a><span style="font-weight: 400;">, a pessoa precisa comprovar que está </span><b>temporariamente incapaz de trabalhar por mais de 15 dias consecutivos</b><span style="font-weight: 400;"> por causa da ansiedade e da depressão. Para fazer o pedido, o segurado também deve apresentar documentação médica, como atestados, laudos e relatórios. Tudo é avaliado pela Perícia Médica Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da constatação médica da incapacidade, existem requisitos previdenciários, como comprovar a qualidade de segurado e cumprir uma carência de 12 contribuições mensais. Não há carência, porém, em caso de transtorno mental com alienação mental (condição que pode comprometer a capacidade da pessoa de compreender e gerir os próprios atos).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A duração do benefício, segundo Daitx, vai depender da estimativa de recuperação da capacidade de trabalho. Vamos supor que o INSS tenha concedido 30 dias de benefício. Se, ao final desse período, o indivíduo ainda não conseguir trabalhar, poderá solicitar a prorrogação nos últimos 15 dias do benefício, caso a incapacidade persista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Em transtornos psiquiátricos isso é particularmente importante, porque a evolução pode variar muito conforme a gravidade, resposta ao tratamento, presença de comorbidades, características da atividade profissional e fatores individuais. Se, ao final do período concedido, a pessoa continuar incapacitada, poderá haver necessidade de nova avaliação ou pedido de prorrogação, conforme o caso”, explica a médica.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Regras para a aposentadoria por incapacidade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de a pessoa não conseguir mais trabalhar por causa da gravidade da ansiedade ou da depressão, pode haver direito à aposentadoria por incapacidade permanente. As regras são parecidas: em geral, é preciso ter 12 contribuições mensais. Assim como no auxílio temporário, a carência pode ser dispensada em determinados casos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um detalhe importante: esse benefício não depende simplesmente de a doença ser considerada grave. É preciso que a pessoa seja considerada </span><b>permanentemente incapaz para o trabalho e que não possa ser reabilitada para outra atividade</b><span style="font-weight: 400;"> que lhe garanta a subsistência. A avaliação é feita pela Perícia Médica Federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Marcelo Heyde, psiquiatra dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), </span><b>dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem ter prognósticos e níveis funcionais completamente diferentes</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O mesmo diagnóstico e grau de gravidade não significam necessariamente a mesma capacidade funcional. A gravidade é medida pelo grau de comprometimento funcional no contexto de cada paciente, e não apenas por uma tabela fixa”, detalha.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a avaliação é individual. E a gravidade dos sintomas — de leves a moderados ou graves — está fortemente relacionada ao grau de comprometimento da funcionalidade e da qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O benefício, segundo o INSS, é pago enquanto persistir a incapacidade. A pessoa pode ser convocada para reavaliação e a aposentadoria pode ser revisada a cada dois anos. Há, porém, situações de dispensa, como quando o segurado completa 60 anos, por exemplo. </span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-raras/da-saude-ao-trabalho-conheca-os-direitos-de-quem-vive-com-uma-doenca-rara/" target="_blank" rel="noopener">Da saúde ao trabalho: conheça os direitos de quem vive com uma doença rara</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Onde fazer o pedido? O que incluir? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fazer o requerimento dos benefícios, o cidadão deve acessar o site ou o aplicativo Meu INSS e fazer login pelo Gov.br. Dependendo do caso, o atendimento presencial para comprovar alguma informação pode ser exigido. No pedido online via aplicativo, é preciso anexar o atestado médico, além de exames e laudos que comprovem sua condição de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Um laudo útil, voltado para os peritos, não deve conter apenas o código da doença (o CID). Deve também ter um resumo do caso, do tratamento e dos sintomas, para demonstrar a situação clínica e o impacto profissional correlacionando os sintomas com a situação”, afirma Heyde.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o psiquiatra, o documento deve conter ainda um prazo sugerido, além de demonstrar o esforço do paciente e do médico assistente em busca da melhora. Em casos graves, precisa relatar os riscos que a doença pode causar, seja pelas exigências do trabalho ou pelo sofrimento intenso. Também pode indicar se a permanência no trabalho atrapalha o prognóstico e se há risco de lesões para si ou para terceiros.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quanto tempo demora para o INSS avaliar? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O INSS tem prazo de </span><a href="https://www.gov.br/inss/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/relatorios/2025/relatorio_de_avaliacao-dos-procedimentos-adotados-pelo-inss-em-relacao-aos-requerimentos-relacionados-a-pericia-medica-comprimido.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>45 dias</b></a><span style="font-weight: 400;"> para concluir a análise dos requerimentos que envolvem avaliação médico-pericial, tanto no caso do auxílio por incapacidade temporária quanto da aposentadoria por incapacidade permanente. Esse tempo se refere à conclusão da análise do requerimento, e não necessariamente à realização da perícia médica. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual é o valor do auxílio do INSS?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor do auxílio por incapacidade temporária corresponde a 91% da média dos salários de contribuição usados no cálculo do benefício, segundo o </span><a href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/arquivos/aeps-2024/secao-i-beneficios/apresentacao-beneficios?" target="_blank" rel="noopener"><b>Ministério da Previdência Social</b></a><span style="font-weight: 400;">. Há ainda um limite: o valor não pode ser maior do que a média dos 12 últimos salários de contribuição. Também não pode ficar abaixo do salário mínimo, nem acima do teto do INSS. Exemplo: se a média usada no cálculo for de R$ 3 mil, 91% correspondem a R$ 2.730.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a aposentadoria por incapacidade permanente corresponde, ainda de acordo com o </span><a href="https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/rpps/julgamentos/re-1469150-tema-1300-rg-calculo-de-aposentadoria-por-incapacidade?" target="_blank" rel="noopener"><b>órgão público</b></a><span style="font-weight: 400;">, a 60% da média de 100% dos salários de contribuição, com acréscimo de 2 pontos percentuais para cada ano de contribuição que ultrapassar 20 anos, no caso dos homens, ou 15 anos, no caso das mulheres. Se a incapacidade decorrer de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, o benefício corresponde a 100% da média.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E se o pedido for negado? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Daitx, caso o pedido seja negado, o segurado pode entrar com recurso administrativo. A regra é que ele deve ser apresentado no prazo de 30 dias após a decisão. Tudo pode ser feito pelo Meu INSS ou, em algumas situações, via atendimento presencial agendado pela Central 135.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“É importante entender o motivo do indeferimento antes de recorrer. Se faltaram documentos, se houve informação clínica incompleta ou se existem novos elementos médicos relevantes, isso deve ser apresentado de forma organizada e direcionada ao ponto que fundamentou a negativa”, esclarece a especialista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dependendo das circunstâncias, também é possível buscar a via judicial para que nova avaliação pericial seja feita por profissional nomeado pelo juízo. “A escolha entre recurso administrativo e ação judicial depende das características concretas do caso e, quando necessário, deve ser discutida com profissional da área jurídica”, conclui.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/quais-sao-os-direitos-dos-pacientes-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">Quais são os direitos dos pacientes no Brasil?</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/ansiedade-e-depressao-podem-dar-direito-a-beneficios-do-inss-entenda-as-regras/">Ansiedade e depressão podem dar direito a benefícios do INSS? Entenda as regras</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Depressão sazonal: o que é, quais os sintomas e quem tem maior risco de desenvolver o transtorno</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-sazonal-o-que-e-quais-os-sintomas-e-quem-tem-maior-risco-de-desenvolver-o-transtorno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 18:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[sol]]></category>
		<category><![CDATA[depressão sazonal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116120</guid>

					<description><![CDATA[<p>Psiquiatra explica como as mudanças de estação podem afetar a saúde mental e quais sinais indicam a necessidade de buscar ajuda.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-sazonal-o-que-e-quais-os-sintomas-e-quem-tem-maior-risco-de-desenvolver-o-transtorno/">Depressão sazonal: o que é, quais os sintomas e quem tem maior risco de desenvolver o transtorno</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil é conhecido pelo clima tropical, dias de sol e uma cultura marcada por festas e atividades ao ar livre. Em um lugar com essas características, a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a> relacionada às estações do ano pode parecer algo distante, geralmente associada a locais onde o inverno é longo, rigoroso e com poucas horas de luz natural. </span><b>Mas a depressão sazonal também pode ocorrer entre brasileiros</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre saúde mental e mudanças climáticas esteve entre os temas debatidos durante o </span><b>Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026</b><span style="font-weight: 400;">, realizado em Porto Alegre (RS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A depressão sazonal está relacionada a </span><b>episódios depressivos que surgem ou se intensificam em determinadas épocas do ano</b><span style="font-weight: 400;"> e seguem um padrão que tende a se repetir. Mudanças na exposição à luz solar e no funcionamento do relógio biológico estão entre os fatores associados ao quadro.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É um tipo de quadro depressivo em que os sintomas aparecem em episódios conectados às mudanças nas estações do ano, como no outono ou no inverno”, afirma Thiago Roza, psiquiatra pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e doutor em psiquiatria e ciências do comportamento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o especialista, a menor exposição à luz solar e outras mudanças climáticas podem interferir em neurotransmissores, como a serotonina, e em substâncias como a melatonina, além de afetar mecanismos relacionados ao relógio biológico. Em pessoas com determinada vulnerabilidade, essas alterações podem estar associadas ao aparecimento de sintomas depressivos.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/por-que-a-luz-solar-e-importante-para-a-saude-mental/" target="_blank" rel="noopener">Por que a luz solar é importante para a saúde mental?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que é a depressão sazonal?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal característica da depressão sazonal é a existência de um padrão cíclico. Os sintomas surgem ou pioram significativamente em determinada época do ano e depois diminuem com a mudança de estação, repetindo-se ao longo dos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da relação com as estações, </span><b>os sintomas podem ser semelhantes aos observados em outros quadros depressivos</b><span style="font-weight: 400;">. Entre eles, estão humor deprimido, perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram agradáveis (chamada no consultório de anedonia), além de fadiga intensa e alterações no sono e no apetite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, existe ainda outro fenômeno que pode gerar confusão. </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/exaustao-no-fim-de-ano-como-proteger-a-saude-mental-nessa-epoca/" target="_blank" rel="noopener"><b>Durante as festas de fim de ano, algumas pessoas podem apresentar tristeza</b></a><span style="font-weight: 400;">, frustração ou sensação de solidão. O período costuma estimular balanços sobre a própria vida e sobre expectativas que não foram alcançadas ao longo do ano.</span></p>
<p><b>Embora possa provocar sofrimento emocional, isso não significa, necessariamente, depressão sazonal</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Algumas pessoas ficam mais tristes e reflexivas no Natal e no Ano Novo, ou podem ter a sensação de solidão intensificada. É um fenômeno diferente, porque não está necessariamente relacionado aos aspectos climáticos, geográficos e às estações do ano”, esclarece o médico. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quem pode desenvolver?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A depressão sazonal pode ocorrer principalmente em pessoas que já apresentam </span><b>vulnerabilidade para quadros depressivos</b><span style="font-weight: 400;"> e que também são mais sensíveis às variações ambientais, climáticas e de luminosidade. Segundo Roza, essa influência das mudanças ambientais também pode ser observada em outros transtornos psiquiátricos, como o </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/" target="_blank" rel="noopener"><b>transtorno bipolar</b></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que não é simplesmente a chegada do inverno que provoca depressão. Existe uma combinação entre fatores ambientais e vulnerabilidade individual.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Alguns indivíduos têm uma vulnerabilidade neurobiológica que pode se manifestar com a incidência de sintomas depressivos ou de um episódio de depressão durante determinados meses do ano”, explica Roza. </span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Qual a diferença entre depressão sazonal e os outros tipos de depressão? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença mais importante não está necessariamente nos sintomas, mas </span><b>no momento em que eles aparecem e na repetição desse padrão ao longo dos anos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pessoa com depressão sazonal pode apresentar as mesmas manifestações presentes em outros quadros de depressão. O que chama atenção é a recorrência: os sintomas começam ou pioram significativamente em determinada estação, melhoram posteriormente e esse padrão volta a acontecer nos anos seguintes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, observar o histórico dos sintomas é importante para a avaliação médica. Perceber que uma piora emocional ocorre repetidamente em determinados meses pode ser uma informação relevante durante a consulta com um profissional de saúde mental.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/quando-a-preguica-pode-ser-sinal-de-depressao/" target="_blank" rel="noopener">Quando a preguiça pode ser sinal de depressão?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando é hora de buscar ajuda</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem toda tristeza representa um quadro depressivo. O sinal de alerta aparece principalmente </span><b>quando os sintomas deixam de ser passageiros e começam a provocar sofrimento significativo ou interferir na rotina</b><span style="font-weight: 400;">. “Quando passa de um período de tristeza para algo clinicamente significativo, já vale procurar um profissional de saúde mental”, orienta o psiquiatra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atenção deve ser ainda maior quando há prejuízo importante na vida profissional, acadêmica, familiar ou social. Pensamentos relacionados à morte ou ao suicídio também representam sinais de maior gravidade e exigem avaliação profissional imediata.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento deve ser definido individualmente e pode envolver acompanhamento psiquiátrico, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/para-que-serve-a-psicoterapia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>psicoterapia</strong></a> e, em alguns casos, medicamentos. Hábitos relacionados à saúde também podem integrar os cuidados, como manter uma rotina adequada de sono, praticar exercícios físicos, ter alimentação equilibrada e buscar exposição segura à luz natural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fototerapia é outra estratégia utilizada em alguns casos de depressão sazonal, principalmente em países com períodos prolongados de baixa luminosidade. Roza ressalta, entretanto, que sua aplicabilidade deve ser avaliada de acordo com cada contexto e que, no Brasil, as características de luminosidade são diferentes das observadas em regiões onde esse tratamento é mais utilizado.</span></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/depressao-sazonal-o-que-e-quais-os-sintomas-e-quem-tem-maior-risco-de-desenvolver-o-transtorno/">Depressão sazonal: o que é, quais os sintomas e quem tem maior risco de desenvolver o transtorno</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A masturbação interfere na testosterona?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/a-masturbacao-interfere-na-testosterona/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[testosterona]]></category>
		<category><![CDATA[masturbação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Homem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116094</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os níveis de testosterona não são afetados pela prática da masturbação. Entenda de onde vem esse mito.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/a-masturbacao-interfere-na-testosterona/">A masturbação interfere na testosterona?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>NoFap </strong>é um movimento que defende o abandono da prática da masturbação e do consumo de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/assistir-pornografia-faz-mal/" title="">pornografia</a>. Os motivos podem ser religiosos e morais, mas, em muitos casos, se baseiam na ideia de que a masturbação diminui o nível de testosterona no organismo do homem.</p>



<p>Essa concepção se originou em um<strong> estudo chinês </strong>de 2003, que constatou que homens que se abstêm de se masturbar por sete dias apresentam um aumento de 145,7% nos níveis de testosterona.</p>



<p>O estudo, no entanto, tinha uma amostra pequena: apenas 28 homens. Além disso, não era controlado, não houve acompanhamento a longo prazo e os resultados também não se confirmaram em pesquisas posteriores. Dezoito anos depois, em 2021, a revista que publicou o tal estudo se retratou e <strong>retirou formalmente a credibilidade científica do artigo.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Quando fazemos uma análise dos níveis de testosterona a longo prazo, não há evidência científica de que a masturbação ou a frequência da atividade sexual impactem esses níveis. O que sabemos é que, durante a atividade sexual e no momento do orgasmo, o homem pode apresentar uma elevação muito sutil e aguda da testosterona e de outros hormônios, mas isso se reverte com o tempo e não é algo duradouro que altere os níveis a longo prazo”, explica Pedro Bastos, médico urologista e andrologista.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Por que continuam reforçando essa ideia?</strong></h3>



<p>Para o especialista, a crença de que a masturbação diminui os níveis de testosterona se deve a <strong>questões culturais</strong>. No século 18, algumas linhas de pensamentos defendiam que se o homem evitasse a prática, ele conservaria a sua “energia vital”, o que se provou falso.</p>



<p>Cada homem possui níveis individuais de testosterona e é normal ter picos desse hormônio em determinadas horas do dia, inclusive durante o sexo e a masturbação. <strong>Esse aumento decai logo em seguida e o corpo, em poucos minutos, já recupera seus níveis normais.</strong></p>



<p>A rotina de treinos na academia, por exemplo, não sofre nenhum prejuízo por causa da masturbação. Recentemente, a <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/nao-existe-magica-uso-de-esteroides-anabolizantes-para-fins-esteticos-e-proibido-e-traz-riscos/" title="">busca estética pelo corpo ideal</a> </strong>intensificou a procura por reposição hormonal, na maioria das vezes sem indicação médica adequada.&nbsp;</p>



<p>Como consequência, cada vez mais homens se expõem ao risco aumentado de doenças cardiovasculares e à <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/infertilidade-masculina-conheca-as-principais-causas/">infertilidade</a></strong>.</p>



<p>“Poucas pessoas sabem, mas a reposição indiscriminada de testosterona em homens férteis que desejam ter filhos impacta diretamente a fertilidade. Por isso, é indispensável que o homem passe por uma avaliação médica para verificar se realmente necessita de reposição hormonal, em vez de buscá-la apenas por fins estéticos”, alerta Bastos.</p>



<p>É importante lembrar que <strong>o corpo humano regula os níveis de testosterona por outros meios</strong>, como sono, exercícios físicos e cuidados com a saúde no geral. Além disso, falando especificamente do ganho de massa muscular, existem vários outros hormônios que atuam nesse processo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quando a masturbação vira um problema?</strong></h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A masturbação é algo muito variável e não existe uma receita única para cada paciente, pois depende muito da cultura, do momento de vida, da libido e do impulso sexual. No entanto, ela pode ser considerada excessiva quando começa a causar transtornos na atividade sexual cotidiana com a parceria, ou quando é utilizada de forma compulsiva como uma válvula de escape, associada a um transtorno sexual compulsivo. <strong>Nesses casos, ela se torna deletéria e merece investigação</strong>”, define o especialista.</p>
</blockquote>



<p>Em alguns casos, o homem se acostuma com o estímulo sexual da masturbação, que é diferente daquele vivenciado na atividade sexual. Quando ele perde o controle sobre a frequência e a intensidade, é necessário procurar ajuda médica.</p>



<p>O <strong>hipogonadismo</strong>, por sua vez, é a condição que realmente pode provocar baixos níveis de testosterona no corpo. Pessoas com esse problema apresentam alterações na libido, disfunção erétil, irritabilidade, distúrbios no padrão de sono e dificuldade para perder peso e ganhar massa muscular. O tratamento varia de pessoa para pessoa e pode incluir a reposição de testosterona, de acordo com orientação profissional.</p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/quando-investigar-uma-possivel-infertilidade-recomendacao-muda-conforme-idade-e-historico-de-saude/">Quando investigar uma possível infertilidade? Recomendação muda conforme idade e histórico de saúde<br></a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/a-masturbacao-interfere-na-testosterona/">A masturbação interfere na testosterona?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como são formadas as equipes de saúde indígena?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/como-sao-formadas-as-equipes-de-saude-indigena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[sus]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116092</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem forma as equipes que cuidam das comunidades indígenas? Conheça os profissionais que estão na linha de frente da saúde dessas populações.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/como-sao-formadas-as-equipes-de-saude-indigena/">Como são formadas as equipes de saúde indígena?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para certas etnias indígenas, se uma pessoa foi picada por uma cobra, ela deve permanecer no mesmo local, afastada de todos os outros moradores. Segundo as crenças daquele grupo, a única maneira de tratar é fazendo <strong>rituais que duram vários dias.</strong></p>



<p>Na visão ocidental da medicina, permitir que isso aconteça enquanto a ciência possui medicamentos que <strong>neutralizam o veneno em minutos</strong> pode parecer um descaso. Mas, para os médicos de saúde indígena, <strong>esse é um choque cultural que precisa ser enfrentado</strong>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Aplicar o soro antiofídico no momento inadequado para aquela cultura é violentá-los espiritualmente e, para eles, essa violência pode ser tão danosa quanto perder um membro do corpo”, explica Carla Rodrigues, médica de família e comunidade da saúde indigena.</p>
</blockquote>



<p>Lidar com o encontro entre esses dois mundos — os saberes tradicionais e a medicina baseada em evidências —  não é uma tarefa fácil. Por isso, o <a href="SasiSUS: como funciona o SUS para indígenas?">Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS)</a> conta com uma equipe multidisciplinar de atendimento, incluindo <strong>moradores locais das próprias comunidades</strong>. </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI)</strong></h3>



<p>A <strong>Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) </strong>é a linha de frente do atendimento básico à saúde nas aldeias. A sua composição varia conforme a necessidade e vulnerabilidade de cada território:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Agentes Indígenas de Saúde (AIS)</strong>: moradores escolhidos pela própria comunidade. Identificam os casos e podem realizar o primeiro atendimento ou acionar a EMSI. São fundamentais para a tradução linguística e cultural;</li>



<li><strong>Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan)</strong>: também residentes escolhidos pela comunidade. Realizam atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde através do saneamento básico e ambiental;</li>



<li><strong>Enfermeiros</strong>:<strong> </strong>são fixos e exclusivos da equipe, responsáveis pelo atendimento, coordenação dos fluxos de cuidado e acompanhamento de programas de saúde;</li>



<li><strong>Técnicos de enfermagem</strong>: também fixos e exclusivos da equipe, dão suporte aos enfermeiros nos procedimentos necessários;</li>



<li><strong>Médicos</strong>:<strong> </strong>podem estar vinculados a mais de uma equipe e realizam consultas, diagnósticos e tratamentos;</li>



<li><strong>Cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal</strong>: também podem estar vinculados a mais de uma equipe e fazem os atendimentos e procedimentos odontológicos nas comunidades;</li>



<li><strong>Agentes de Combate a Endemias (ACE)</strong>:<strong> </strong>atuam no controle de vetores e prevenção de endemias específicas no território;</li>



<li><strong>Pilotos e barqueiros</strong>: indispensáveis para garantir a mobilidade das equipes e dos pacientes pelos rios e lugares de acesso remoto.</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="960" src="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24150959/0c27b3fe-da65-4940-8814-fba5cfa653a8-borrado.jpg" alt="Profissionais da saúde indígena enfrentam diariamente o desafio de conciliar a medicina ocidental e os saberes tradicionais 
" class="wp-image-116110" srcset="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24150959/0c27b3fe-da65-4940-8814-fba5cfa653a8-borrado.jpg 1280w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24150959/0c27b3fe-da65-4940-8814-fba5cfa653a8-borrado-768x576.jpg 768w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24150959/0c27b3fe-da65-4940-8814-fba5cfa653a8-borrado-901x676.jpg 901w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Médica Carla Rodrigues ensinando Agentes Indígenas de Saúde a realizar o teste rápido para malária. Créditos: Acervo pessoal</em></figcaption></figure>



<p>Há ainda o <strong>Núcleo Ampliado de Saúde Indígena (Nasai)</strong>, que funciona de forma semelhante ao e-Multi da atenção primária. São equipes multiprofissionais complementares que dão suporte às EMSI, de forma itinerante e intersetorial. Antropólogos, assistentes sociais, educadores físicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, ginecologistas, obstetras, homeopatas, pediatras, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, arte-educadores e sanitaristas podem fazer parte do Nasai.</p>



<p>Os<strong> curadores tradicionais, como os pajés e parteiras,</strong> também participam do cuidado. Atualmente, no entanto, eles não são formalmente integrados às equipes de saúde, dificultando o reconhecimento efetivo dos saberes tradicionais nesses territórios.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A importância dos profissionais indígenas na equipe</strong></h3>



<p>“Os Agentes Indígenas de Saúde (AIS), os Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e os demais profissionais indígenas são verdadeiramente fundamentais para a efetividade, o sucesso e a humanização do SasiSUS. Eles ajudam a comunidade a compreender os tratamentos da medicina ocidental e, ao mesmo tempo, ajudam a equipe de saúde a respeitar e integrar os saberes tradicionais, evitando conflitos de conduta”, destaca Rodrigues.</p>



<p>A presença desses profissionais dá <strong>acolhimento e segurança para os pacientes</strong>, além de permitir a<strong> continuidade do cuidado</strong>, já que eles estão presentes todos os dias nas aldeias.</p>



<p><strong>Eles facilitam ainda o trabalho dos médicos</strong> que, por sua vez, enfrentam diversos obstáculos no atendimento em territórios tradicionais. Podem, por exemplo, se sentir inseguros por estarem em um ambiente imprevisível, longe do conforto dos grandes centros e de suas famílias. O plano de carreira para quem trabalha na área ainda não é bem estruturado e a remuneração costuma ser inferior à da cidade, o que conflita com as longas escalas de trabalho, a pouca infraestrutura e a incerteza quanto aos dias de entrada e saída do território.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1600" height="1200" data-id="116111" src="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151052/5b0e054f-fadd-4171-9c92-976a3948650f-borrado.jpg" alt="Profissionais da saúde indígena enfrentam diariamente o desafio de conciliar a medicina ocidental e os saberes tradicionais 
" class="wp-image-116111" srcset="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151052/5b0e054f-fadd-4171-9c92-976a3948650f-borrado.jpg 1600w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151052/5b0e054f-fadd-4171-9c92-976a3948650f-borrado-768x576.jpg 768w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151052/5b0e054f-fadd-4171-9c92-976a3948650f-borrado-1536x1152.jpg 1536w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151052/5b0e054f-fadd-4171-9c92-976a3948650f-borrado-901x676.jpg 901w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1280" height="720" data-id="116112" src="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44.jpeg" alt="Profissionais da saúde indígena enfrentam diariamente o desafio de conciliar a medicina ocidental e os saberes tradicionais 
" class="wp-image-116112" srcset="https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44.jpeg 1280w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-460x259.jpeg 460w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-1000x563.jpeg 1000w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-215x121.jpeg 215w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-768x432.jpeg 768w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-1200x676.jpeg 1200w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-730x410.jpeg 730w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-350x197.jpeg 350w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-255x144.jpeg 255w, https://portaldrauziovarella.nyc3.digitaloceanspaces.com/wp-content/uploads/2026/08/24151137/WhatsApp-Image-2026-08-09-at-20.38.44-540x304.jpeg 540w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></figure>
<figcaption class="blocks-gallery-caption wp-element-caption"><em>Atividades de diálogo entre as equipes locais. Créditos: Acervo pessoal</em></figcaption></figure>



<p>Conciliar tudo isso é um desafio que, para a médica, exige <strong>vigilância constante, escuta ativa e coragem para equilibrar a ciência com a alteridade.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Para oferecer um cuidado culturalmente adequado, o primeiro passo é tentar compreender genuinamente o modo de vida do outro: perguntar o que o paciente acha a respeito do tratamento, nunca impor a visão biomédica de cima para baixo e garantir a autonomia dele para aceitar ou recusar o que é proposto. Eu já vi febre não passar com o mais poderoso antitérmico, mas ceder após um ritual indígena. A nossa ciência do ‘mundo moderno’ tende a negar aquilo que não consegue explicar, mas para essas comunidades a eficácia é comprovada milenarmente pelo uso tradicional”, afirma Rodrigues.</p>
</blockquote>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/como-os-agentes-de-saude-trabalham-no-combate-as-arboviroses/">Como os Agentes de Saúde trabalham no combate às arboviroses?</a><br></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/como-sao-formadas-as-equipes-de-saude-indigena/">Como são formadas as equipes de saúde indígena?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nutrição esportiva &#8211; DrauzioCast #267</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/nutricao-esportiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[Podcasts]]></category>
		<category><![CDATA[DrauzioCast]]></category>
		<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[drauziocast]]></category>
		<category><![CDATA[atividade física]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116085</guid>

					<description><![CDATA[<p> A alimentação é fundamental para potencializar os resultados da prática de esportes. Saiba quais cuidados são necessários e como chegar em uma dieta equilibrada.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/nutricao-esportiva/">Nutrição esportiva – DrauzioCast #267</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<iframe loading="lazy" width="100%" height="180" frameborder="no" scrolling="no" seamless="" src="https://share.transistor.fm/e/5f25071b?color=FFFFFF&#038;background=30343C"></iframe>



<p>Muitas questões cercam a prática de exercícios e quem deseja ter um estilo de vida saudável: como manter uma boa alimentação a longo prazo, o que comer antes, durante e depois dos treinos, entre outras. De uma coisa, porém, ninguém tem dúvida: uma alimentação adequada é fundamental para a prática de atividades físicas. E, para alcançar isso, a nutrição esportiva é recomendada tanto para atletas profissionais quanto para amadores.</p>



<p>Neste episódio do DrauzioCast, Drauzio Varella e a nutricionista esportiva Monique Fonseca mostram por que uma alimentação equilibrada potencializa os resultados dos exercícios, contribui para a recuperação muscular e ajuda a reduzir a fadiga precoce.</p>



<iframe loading="lazy" width="1178" height="663" src="https://www.youtube.com/embed/21QH2uWFKS8" title="" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><em>Conteúdo produzido em parceria com a Smart Fit.</em></p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/proteinas-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-investir-em-suplementos/">Proteínas: o que você precisa saber antes de investir em suplementos</a></p>



<p><br></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/drauziocast/nutricao-esportiva/">Nutrição esportiva – DrauzioCast #267</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vídeos falsos, criados por IA, colocam a saúde de idosos em risco</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/videos-falsos-criados-por-ia-colocam-a-saude-de-idosos-em-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Adorna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[60+]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde 60+]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116075</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos confunde idosos e incentiva práticas perigosas para a saúde.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/videos-falsos-criados-por-ia-colocam-a-saude-de-idosos-em-risco/">Vídeos falsos, criados por IA, colocam a saúde de idosos em risco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a inteligência artificial (IA) trouxe mais praticidade para o dia dia, por outro ela pode ser usada de forma perigosa. Os</span><b> vídeos falsos que utilizam imagens de médicos e personalidades conhecidas</b><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, colocam a saúde de idosos em risco ao divulgar informações sem comprovação científica e promover supostas curas milagrosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chamados de </span><b><i>deepfakes</i></b><span style="font-weight: 400;">, esses conteúdos gerados por IA muitas vezes incentivam, inclusive, o abandono de tratamentos. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo Clayton Macedo, endocrinologista e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), </span><b>a desinformação em saúde pode modificar comportamentos e colocar vidas em risco</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O caso fica ainda mais sério quando a promessa envolve curas rápidas para doenças como diabetes, obesidade e problemas de tireoide. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os oportunistas acabam se aproveitando da dor do paciente, especialmente pela cronicidade das doenças. Na medicina, mentiras convincentes podem trazer consequências graves”, alerta ele. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Riscos da desinformação em saúde</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao acreditar em fórmulas milagrosas sem evidência científica, muitas pessoas, em especial os idosos, pulam etapas importantes do acompanhamento de saúde na esperança de soluções rápidas. “O paciente pode atrasar o diagnóstico, abandonar um tratamento eficaz ou ainda utilizar substâncias sem comprovação e potencialmente perigosas”, destaca o médico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o especialista, um paciente com diabetes que interrompe medicamentos corre o risco de passar por uma descompensação grave aguda, passível de internação. “Um paciente com diabetes tipo 1, que abandona a insulina, pode ter um quadro gravíssimo de cetoacidose diabética, capaz de levar ao coma e à morte”, exemplifica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, uma pessoa com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>, ao trocar uma terapia comprovada por produtos sem evidência de eficácia e segurança, pode sofrer complicações. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><b>Nenhuma mudança terapêutica deve ser realizada baseada em um vídeo de internet, por mais que ele pareça absolutamente verdadeiro</b><span style="font-weight: 400;">”, aconselha Macedo.</span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/heranca-da-pandemia-desinformacao-em-saude-segue-impactando-a-vida-das-pessoas/" target="_blank" rel="noopener">Herança da pandemia: desinformação em saúde segue impactando a vida das pessoas</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que circula pelas redes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um vídeo sobre um suco de batata para <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gastrite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gastrite</strong></a> teve mais de 2,2 milhões de visualizações antes de ser removido. Outro, que prometia “desentupir artérias” com receitas caseiras, teve mais de 2,6 milhões de visualizações e mais de 60 mil compartilhamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou </span><b>quase 170 mil anúncios no Facebook e no Instagram e constatou que mais de 76% eram enganosos</b><span style="font-weight: 400;">. Entre mais de 6 mil anúncios analisados individualmente, cerca de 5 mil eram golpes relacionados à saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Marcia Umbelino, médica clínica geral pós-graduada em geriatria, se a mensagem dada pela IA ajuda e fala aquilo que o paciente quer ouvir, ele compra a ideia. “Muitas vezes, pacientes idosos não comentam com ninguém e simplesmente suspendem a medicação. Só vamos detectar com uma complicação e um desdobramento não esperado”, conta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso acontece principalmente com idosos porque, segundo a especialista, </span><b>eles ainda não estão totalmente adaptados na transição do analógico para o digital</b><span style="font-weight: 400;">. “Eles têm acesso ao celular, mas muitas vezes não têm um bom manejo. Também não possuem o hábito de investigar se a informação é falsa ou verdadeira”, analisa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como acreditam que se está na internet, a sugestão é segura, a recomendação é a família explicar a situação para o idoso. “Você pode mostrar a diferença de uma foto normal e uma foto gerada por IA, assim como os vídeos. Estejam ainda ao lado da pessoa quando ela for fazer uma compra online, explique e interaja. Isso é o mais importante”, orienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Casos que ganharam repercussão</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Dr. Drauzio Varella: </b><span style="font-weight: 400;">sua imagem foi utilizada em diversos anúncios fraudulentos para vender suplementos e supostos tratamentos para doenças graves.</span><span style="font-weight: 400;"> O médico chegou a acionar o Ministério Público; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>Dr. Hélio Brasileiro:</b><span style="font-weight: 400;"> aparece vestindo jaleco, prometendo curas para <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/doenca-de-alzheimer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Alzheimer</strong></a>, doenças cardiovasculares e outras enfermidades.</span><span style="font-weight: 400;"> Entre os exemplos, estão vídeos afirmando que o banho quente pode sobrecarregar o coração, que determinados alimentos fazem mal após os 60 anos e orientações para que idosos hipertensos abandonem medicamentos, alegando que “fazem mal aos rins”, sugerindo, em seu lugar, alternativas como suco de maracujá;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>Ratinho:</b><span style="font-weight: 400;"> apareceu falsamente em um vídeo recomendando um produto que prometia recuperar a visão.</span> <span style="font-weight: 400;">O conteúdo foi identificado como um </span><i><span style="font-weight: 400;">deepfake</span></i><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b>Nélson Araújo: </b><span style="font-weight: 400;">o jornalista teve sua imagem manipulada para parecer que recomendava um produto contra Alzheimer durante participação em um programa de televisão.</span><span style="font-weight: 400;"> O vídeo também foi desmentido.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como identificar um vídeo falso?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A maneira mais fácil de identificar os vídeos feitos por IA, segundo Umbelino, é perceber a </span><b>falta de sincronia do movimento da boca com o som da pessoa falando</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Entretanto, como muitos vídeos são muito bem feitos, também é essencial procurar fontes de informações médicas confiáveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Macedo indica desconfiar de expressões como “cura garantida”, “resultado imediato”, “o médico não quer que você conheça” e “a indústria não deixa que você use”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nunca deve-se interromper ou ajustar um tratamento sem orientação médica. Na dúvida, o ideal é pedir ajuda e buscar a avaliação de um especialista. </span></p>
<p><b></b><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/meta-segue-faturando-com-anuncios-de-cura-milagrosa-que-usam-ate-o-rosto-de-drauzio-varella/">Meta segue faturando com anúncios de “cura milagrosa” que usam até o rosto de Drauzio Varella</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/60mais/videos-falsos-criados-por-ia-colocam-a-saude-de-idosos-em-risco/">Vídeos falsos, criados por IA, colocam a saúde de idosos em risco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Postura correta realmente existe?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/ortopedia/postura-correta-realmente-existe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 18:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
		<category><![CDATA[fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[dor nas costas]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[ortopedia]]></category>
		<category><![CDATA[postura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116068</guid>

					<description><![CDATA[<p>Especialistas explicam por que não existe uma postura ideal para manter o dia inteiro e o que fazer para proteger a coluna no trabalho e no dia a dia.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/ortopedia/postura-correta-realmente-existe/">Postura correta realmente existe?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Existe uma crença popular de que a postura correta é aquela em que a coluna está perfeitamente ereta, como se tivesse uma régua grudada nas costas. Essa ideia, no entanto, é imprecisa e não existe uma única postura que deva ser mantida o dia inteiro. É o que indicam estudos sobre o tema e explicam fisioterapeutas e médicos especialistas da área.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A nossa coluna tem curvas naturais (cervical, torácica e lombar) que funcionam como molas, absorvendo impacto e distribuindo a carga do corpo. Quando tentamos mantê-la ‘reta’ o tempo todo, na verdade estamos travando essas curvas e sobrecarregando músculos, ligamentos e discos”, explica Eduardo Filoni, fisioterapeuta, professor do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e doutor em ciências pela Universidade Estadual de Campinas  (Unicamp).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Então, qual a postura correta?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Thiago Sampaio Busato, ortopedista presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Paraná (SBOT-PR), </span><b>depende da pessoa</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A verdade é que não existe uma única postura que a gente precise realmente manter durante todo o dia, como se fosse uma coisa estática. A nossa coluna tem curvaturas naturais, e cada pessoa tem, a partir da sua compleição física, dos seus genes, a sua ‘coluna ideal’, vamos dizer assim”, afirma.</span></p>
<p><b>O que mais atrapalha, na verdade, é ficar muito tempo na mesma posição.</b><span style="font-weight: 400;"> O especialista diz que isso pode causar contraturas musculares ou dores, embora não provoque lesões estruturais. Em vez de buscar uma postura rígida, portanto, o ideal é variar a posição, principalmente para quem trabalha muito tempo sentado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>As quatro posturas básicas do dia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem algumas posturas básicas, segundo Filoni: sentado, em pé, semissentado e de cócoras. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Sentado:</b><span style="font-weight: 400;"> dá estabilidade, reduz o gasto de energia e facilita tarefas que exigem precisão, como escrever ou usar o computador.</span><span style="font-weight: 400;"> A desvantagem é que aumenta a pressão sobre os discos da coluna lombar e pode reduzir a atividade de alguns músculos responsáveis pela sustentação do corpo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Em pé:</b><span style="font-weight: 400;"> a vantagem é que, em geral, a pressão sobre os discos da coluna é menor do que na posição sentada e há maior ativação da musculatura de sustentação.</span><span style="font-weight: 400;"> A desvantagem é que, quando mantida por muito tempo, pode sobrecarregar as pernas e a região lombar e causar cansaço muscular.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>Semissentado (semirreclinado): </b><span style="font-weight: 400;">a vantagem dessa postura é reduzir a carga sobre a coluna lombar e trazer conforto em momentos de descanso.</span><span style="font-weight: 400;"> Se mantida por muito tempo, porém, pode favorecer uma postura mais curvada, além de aumentar a demanda sobre o pescoço, dependendo da posição adotada.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>De cócoras (agachado):</b><span style="font-weight: 400;"> é uma postura natural em muitas culturas.</span><span style="font-weight: 400;"> Ela exige mobilidade de quadril, joelhos e tornozelos e pode ser útil em várias atividades do dia a dia. Por outro lado, exige boa mobilidade articular e pode ser desconfortável para quem tem limitações nessas articulações.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“Ao alternar entre essas posições, e revezar a carga entre estruturas diferentes, nenhuma região fica sobrecarregada por tempo demais, e os músculos de sustentação trabalham de forma equilibrada. </span><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b></b><b>‘A postura saudável é a próxima postura’</b><span style="font-weight: 400;">: essa é a frase que utilizo para meus pacientes, mesmo em situações de internação”, diz o fisioterapeuta.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O impacto das horas sentadas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje em dia, por causa do trabalho, muitas pessoas ficam horas sentadas. E isso também ocorre fora do emprego. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo </span><a href="https://www.scielosp.org/pdf/ress/2023.v32n2/e2023168/pt?" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;"> publicado em 2023 no periódico científico oficial do Ministério da Saúde, </span><i><span style="font-weight: 400;">Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do SUS (RESS)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><b>cerca de 30% dos adultos brasileiros relataram pelo menos seis horas diárias de comportamento sedentário no tempo livre</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação, de acordo com o ortopedista, não é recomendada porque a falta de movimento das articulações, dos músculos e dos tendões pode prejudicar até a oxigenação desses tecidos e causar contraturas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A melhor estratégia para essas pessoas realmente é colocar um alarme a cada 30, 40 minutos, uma hora que seja, levantar, dar alguns passos, fazer alguns alongamentos rápidos e poder voltar para o trabalho. Essa variação e essa movimentação são importantes para a prevenção de lesões”, afirma Busato.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29115188/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;">, publicado em 2018 na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Ergonomics</span></i><span style="font-weight: 400;">, fez uma revisão sistemática com meta-análise de pesquisas sobre estações de trabalho que permitem alternar entre as posições sentado e em pé.</span><span style="font-weight: 400;"> Os resultados indicaram que, entre trabalhadores sem dor lombar, o uso dessas estações esteve associado a uma pequena redução no desconforto lombar. </span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/por-que-passar-muito-tempo-sentado-e-prejudicial-a-saude/" target="_blank" rel="noopener">Por que passar muito tempo sentado é prejudicial à saúde?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tempo no celular e “pescoço de texto”</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto é o uso da internet e do celular. </span><span style="font-weight: 400;">Uma </span><a href="https://nordvpn.com/pt-br/research-lab/lifetime-online/?srsltid=AfmBOoq7I4VgpP_wHXBw5GUTuJqN60Eu9g8OTODkT5IirGwqtMqp4hjz" target="_blank" rel="noopener"><b>pesquisa</b></a><span style="font-weight: 400;"> divulgada em julho pelo NordVPN, aplicativo de privacidade e segurança digital, mostrou que o </span><b>tempo médio gasto pelo brasileiro na internet equivale a 52 anos de vida</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Isso representa 70% da expectativa de vida local, de 76 anos.</span><span style="font-weight: 400;"> A pesquisa ouviu mais de 20 mil pessoas em 20 países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desse tempo online ocorre nos smartphones. </span><span style="font-weight: 400;">E, nas redes sociais, há quem diga que o excesso de uso do aparelho causa o chamado “</span><b>pescoço de texto</b><span style="font-weight: 400;">”, expressão usada para descrever alterações posturais e sintomas associados ao uso prolongado deles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Busato, porém, cientificamente ainda </span><b>não há uma comprovação irrefutável de causa e efeito entre essa postura e a dor no pescoço</b><span style="font-weight: 400;">. No entanto, já há relatos de casos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Já existe uma descrição para esse tipo de situação, porque, quando a cabeça é projetada para a frente, ela multiplica o peso que o pescoço precisa suportar. Nossa cabeça é pesada e precisa ficar alinhada com o pescoço. Então, quando você a projeta para a frente ou para baixo por muito tempo, isso sobrecarrega toda a musculatura posterior do pescoço”, esclarece o especialista. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que fazer no dia a dia com celular e telas?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem passa muitas horas no </span><b>computador</b><span style="font-weight: 400;">, além de mudar de posição a cada período, o ideal é ajustar a cadeira e a mesa: deixar a tela na altura dos olhos, manter teclado e mouse próximos ao corpo, apoiar os pés no chão e deixar os ombros relaxados, recomenda Filoni.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><b>celular</b><span style="font-weight: 400;">, a recomendação é levantar o aparelho até a altura dos olhos, em vez de curvar o pescoço para baixo.</span><span style="font-weight: 400;"> Apoiar os braços em uma mesa ou no braço da cadeira também ajuda a reduzir a tensão nos ombros. Vale ainda alternar as mãos e mudar de posição ao longo do dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras dicas são aumentar o tamanho da fonte e usar recursos de voz, fazer pausas a cada 20 ou 30 minutos e aproveitar esses momentos para olhar para longe, movimentar o pescoço e mudar de posição. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E se a dor aparecer?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em caso de dor, o fisioterapeuta destaca que movimentar-se ajuda mais do que ficar completamente parado. </span><span style="font-weight: 400;">“Para a maioria dos episódios de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/o-que-causa-a-dor-nas-costas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dor nas costas</strong></a> ou no pescoço, recomenda-se </span><b>evitar o repouso absoluto e manter as atividades habituais dentro do limite tolerável</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Ficar deitado por longos períodos pode aumentar a rigidez, reduzir a força muscular e dificultar a recuperação.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, segundo o ortopedista, vale procurar atendimento médico quando a dor é recorrente, intensa ou quando a pessoa começa a precisar de medicação com frequência. Alterações no controle do intestino ou da bexiga, perda de força ou alterações de sensibilidade nas mãos ou nos pés também são sinais de alerta para situações potencialmente mais graves.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Há espaço para ajuste</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Filoni, </span><b>apesar da postura ser definida pela anatomia individual de cada pessoa, uma parte pode ser corrigida</b><span style="font-weight: 400;">, pois depende de músculos, e esse aspecto pode ser ajustado com treino.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele recomenda o fortalecimento dos músculos do abdômen, das costas e dos glúteos, que funcionam como um “espartilho natural” para sustentar a coluna. Também indica alongamento e exercícios de mobilidade, já que músculos encurtados, como os da parte da frente do quadril por ficar muito tempo sentado, podem puxar o corpo para determinadas posições. Alongar e melhorar a mobilidade ajuda a recuperar esse equilíbrio.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A postura não é 100% corrigível, mas também não é 100% fixa. A maior parte do que incomoda no dia a dia — dores, tensões e desvios funcionais — responde muito bem a exercícios e fortalecimento. O que é anatomia, a gente aprende a conviver de forma saudável. O segredo está em saber qual é qual”, conclui.</span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/atividade-fisica/atividade-fisica-leve-reduz-riscos-de-quem-passa-o-dia-sentado/" target="_blank" rel="noopener">Atividade física leve reduz riscos de quem passa o dia sentado</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/ortopedia/postura-correta-realmente-existe/">Postura correta realmente existe?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 20:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116048</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levantamento aponta desconhecimento sobre fatores de risco e prevenção do câncer entre os brasileiros. Segundo a OMS, 40% dos casos podem ser evitados.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido/">Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada cinco pessoas terá câncer ao longo da vida. </span><span style="font-weight: 400;">No Brasil, são esperados 781 mil casos anuais entre 2026 e 2028, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (</span><span style="font-weight: 400;">INCA</span><span style="font-weight: 400;">).</span><span style="font-weight: 400;"> Ainda assim, o desconhecimento sobre a doença segue sendo uma barreira para a saúde pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A OMS estima que </span><b>cerca de 40% dos casos de câncer podem ser prevenidos</b><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">No entanto, o levantamento </span><a href="https://observatoriosaudepublica.com.br/pesquisas/mais-dados-mais-saude/cancer/" target="_blank" rel="noopener"><b>Mais Dados, Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer,</b></a><span style="font-weight: 400;"> realizado pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do </span><span style="font-weight: 400;">INCA</span><span style="font-weight: 400;">, revelou que </span><b>mais de um quarto (27%) da população brasileira não sabe que a doença pode ser evitada</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa ouviu 6.566 adultos de todos os estados. Mais de 90% deles reconhecem o fumo como fator de risco para o câncer, seguido por herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%). Em relação ao álcool, 71,3% entende que ele aumenta o risco da doença. Alimentos embutidos (70,7%) e ultraprocessados (65,6%) vêm logo depois. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O câncer é uma doença multicausal, isto é, vários fatores podem contribuir para o seu surgimento. A genética é apenas um deles. “A contribuição genética existe, mas numa proporção inferior à que as pessoas de uma forma geral acreditam que seja. </span><span style="font-weight: 400;">De 5% a 10% dos casos mais ou menos são atribuídos à herança genética”, afirma Luciana Grucci, chefe da Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do </span><span style="font-weight: 400;">INCA</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Fatores de risco importantes ainda são subestimados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, 60% das pessoas estão com sobrepeso ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>,</span><b> condição associada a um risco aumentado de pelo menos 13 tipos de câncer</b><span style="font-weight: 400;">, segundo o </span><span style="font-weight: 400;">INCA</span><span style="font-weight: 400;">. Mas somente 54,1% dos brasileiros enxergam o excesso de peso como um fator de risco, apontou o levantamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os cânceres mais prevalentes na nossa população — o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cancer-colorretal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer colorretal</strong></a>, o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de mama</strong></a>, o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-prostata/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de próstata</strong></a> — são cânceres associados ao sobrepeso e à obesidade”, destaca a especialista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, 55,3% consideram as bebidas adoçadas e 53,5% a baixa ingestão de frutas e verduras como fatores de risco. Os fatores menos considerados pela população, de acordo com a pesquisa, são</span><b> sedentarismo (48,3%) e carne vermelha (27,5%)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A contribuição desses fatores [citados na pesquisa] hoje é reconhecida como uma contribuição muito maior do que a hereditariedade, ou seja, um percentual elevado dos casos de câncer podem ser evitados se a gente trabalhar na modificação desses fatores de risco”, explica Grucci. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, ela destaca que se a população não reconhece o câncer como uma doença prevenível, a adesão às medidas de prevenção consequentemente é menor. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Uso de suplementos e a falsa sensação de segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro dado alarmante trazido pela pesquisa é que 61,3% dos brasileiros acreditam que tomar suplementos de vitaminas e minerais diminui o risco de câncer. Segundo a especialista, </span><b>não existem evidências que comprovem essa relação</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“A gente tem acesso aos nutrientes que os suplementos nos fornecem via alimentação. Uma alimentação variada, rica em frutas, legumes, verduras, alimentos in natura e minimamente processados é uma alimentação que nos fornece a quantidade suficiente de vitaminas, minerais e compostos bioativos, que protegem contra a doença”, detalha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A suplementação tem sua função em situações específicas, mas a indicação deve ser individualizada e prescrita por um médico ou nutricionista. No entanto, o uso indiscriminado e sem recomendação não traz benefícios à saúde, alerta Grucci. E mais: </span><b>ainda causa uma falsa sensação de segurança</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“‘Eu não consumo frutas, legumes e verduras, mas uso suplementos vitamínicos e minerais que me protegem’. Não. Isso é uma falsa sensação de segurança. E isso não é à toa, isso é fruto de muito investimento em marketing, em propaganda, do discurso da indústria de suplementos que convence a população de que aquela é uma forma de se prevenir doenças crônicas. É uma proteção falsa”, alerta. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Afinal, o que fazer para prevenir o câncer?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma resumida, as principais medidas para evitar a doença consistem em hábitos saudáveis, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/pare-de-fumar-21-passos-para-largar-o-cigarro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>não fumar</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/artigo-do-drauzio-varella/beneficios-da-atividade-fisica-na-prevencao-do-cancer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>praticar atividade física</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar o consumo de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/alimentacao/entenda-o-perigo-de-consumir-alimentos-ultraprocessados/" target="_blank" rel="noopener"><strong>alimentos ultraprocessados</strong></a> e de carnes processadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">priorizar o consumo de alimentos in natura (como frutas, verduras e legumes) e minimamente processados (como arroz e feijão);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir o consumo de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/carne-vermelha-faz-mal-entenda-o-que-esta-por-tras-dessa-duvida/" target="_blank" rel="noopener"><strong>carne vermelha</strong></a>; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar a ingestão de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/alcool-qual-a-quantidade-eleva-risco-de-cancer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bebidas alcoólicas</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter o peso adequado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar a exposição solar entre 10h e 16h.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esse conjunto de recomendações, na verdade, caracteriza um modo de vida saudável. É claro que ninguém vive 100% do seu tempo seguindo à risca todas essas recomendações, mas na maior parte do tempo é o que ajuda”, afirma a representante do </span><span style="font-weight: 400;">INCA</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As recomendações para alimentação estão de acordo com o que é proposto no </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para-promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Guia Alimentar para a População Brasileira</b></a><span style="font-weight: 400;">, do Ministério da Saúde.</span><span style="font-weight: 400;"> Segundo Grucci, o documento funciona como uma diretriz nacional e norteia a criação de toda política pública para promoção de uma alimentação adequada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos hábitos saudáveis, também é fundamental manter a vacinação em dia: a </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/vacina-contra-o-hpv-conheca-a-nova-recomendacao/" target="_blank" rel="noopener"><b>vacina do HPV</b></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos e alguns grupos prioritários, é a principal forma de prevenção do <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/cancer-de-colo-do-utero/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de colo do útero</strong></a> e outros tumores causados pelo vírus; e </span><b>vacina de hepatite B</b><span style="font-weight: 400;">, disponível no SUS para todas as pessoas, reduz o risco de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/cancer-de-figado/" target="_blank" rel="noopener"><strong>câncer de fígado</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra recomendação é realizar o rastreamento indicado para tumores específicos (como mama, colo do útero e colorretal).</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/como-se-prevenir-do-cancer/" target="_blank" rel="noopener">Como se prevenir do câncer?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O papel das políticas públicas: campanha antitabagismo é exemplo </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter hábitos saudáveis é extremamente importante, mas a discussão sobre prevenção não pode passar apenas pela responsabilidade individual. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só a informação não basta. Não basta a gente emitir uma recomendação para a população e esperar que a partir disso a gente consiga mudar esse cenário, como se isso dependesse só do indivíduo. A gente precisa pensar em </span><b>políticas públicas que façam com que a população possa fazer escolhas mais saudáveis</b><span style="font-weight: 400;">, ter um estilo de vida mais ativo, escolher alimentos de forma consciente”, afirma Grucci. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do cigarro, por exemplo, o amplo reconhecimento como fator de risco para o câncer não é à toa: ele vem de uma </span><b>política antitabagismo muito forte no Brasil</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Por que a população reconhece mais o fumo e não reconhece tanto o consumo de bebidas alcoólicas, de ultraprocessados? Ao longo das últimas décadas, a gente teve um conjunto de políticas públicas que caminharam juntas para isso. O tabaco é trabalhado com a população enquanto fator de risco não só para o câncer, mas para pressão alta, para diabetes, para outras doenças crônicas há muitos anos.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ações como política de rotulagem, advertências nas embalagens, aumento de preço e restrição de propaganda foram fundamentais para frear o número de fumantes no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O que essa pesquisa está mostrando para a gente? Que a gente precisa investir em políticas públicas também para promover esse maior reconhecimento por parte da população em relação aos outros fatores de risco”, avalia a especialista. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que deve ser prioridade</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Grucci, o Brasil aprendeu com os erros e acertos da política antitabaco. Um dos fatores determinantes para a escolha dos alimentos, por exemplo, é o preço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Enquanto a população se deparar com os alimentos ultraprocessados tendo um custo inferior aos alimentos saudáveis, não tem como a gente esperar que ela simplesmente passe a consumir alimentos mais saudáveis. </span><b>A renda é determinante</b><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação à atividade física, ela destaca que o acesso ainda é muito desigual, pois a população de baixa renda é justamente a que mora em regiões com maior insegurança, menos áreas de lazer e estrutura ambiental que permita a prática, além de passar mais tempo em deslocamentos. Por isso, é urgente implementar políticas públicas de segurança e melhorar a estrutura das cidades nesse sentido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros pontos importantes seriam alterar as embalagens de bebidas alcóolicas, que precisam trazer em seus rótulos os riscos do consumo para a saúde; e frear as propagandas de alimentos ultraprocessados, que estão por toda a parte, aponta Grucci. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Jovens são o principal alvo das propagandas </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">“A gente conseguiu com a política antitabagismo alcançar uma restrição muito forte de propaganda de tabaco. Em relação aos alimentos ultraprocessados, a gente tem [as marcas de] ultraprocessados patrocinando a seleção. A gente tem bebida alcoólica patrocinando eventos esportivos, eventos musicais, que são ambientes que os jovens frequentam. É uma população extremamente vulnerável a essa exposição”, destaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pesquisa Mais Dados, Mais Saúde apontou que </span><b>jovens de até 24 anos são os que mais consomem produtos que aumentam o risco de câncer sem intenção de reduzir</b><span style="font-weight: 400;">: 32% têm esse comportamento com relação aos ultraprocessados; 24% com bebidas adoçadas; 29% com embutidos; e 49% com carne vermelha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Acessar essa população não é só com a informação. Eles não manifestam essa intenção de reduzir. Então, a gente precisa investir em políticas públicas que limitem o acesso, que aumentem o preço, que restrinjam a propaganda”, aponta Grucci. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O câncer é uma doença de alto custo, tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde. O tratamento geralmente é longo e pode envolver muitas etapas, como radioterapia, quimioterapia, cirurgias, entre outros. Segundo a especialista, diversos</span><span style="font-weight: 400;"> estudos já apontam que num futuro muito próximo </span><b>o câncer vai ser a primeira causa de morte no país</b><span style="font-weight: 400;">, superando as doenças cardiovasculares.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">A gente está falando aqui do Brasil, mas nenhum país consegue suportar esse custo</span><span style="font-weight: 400;">. Prevenir o câncer é urgente. A gente pensar em medidas para enfrentar essa doença é urgente, não só para o indivíduo, para a população, mas também para o sistema de saúde”, conclui. </span></p></blockquote>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/cancer/alimentos-ultraprocessados-aumentam-o-risco-de-cancer/" target="_blank" rel="noopener">Alimentos ultraprocessados aumentam o risco de câncer?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Esta matéria tem apoio da Umane, uma organização da sociedade civil, isenta e sem fins lucrativos, cujo propósito é fomentar a saúde pública de forma sistêmica, ampliando sua equidade, eficiência e qualidade para quem vive no Brasil.</span></i></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido/">Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rolando o feed sem parar? Veja como parar o hábito que pode fazer mal à saúde</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/rolando-o-feed-sem-parar-veja-como-parar-o-habito-que-pode-fazer-mal-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coluna da Mariana Varella]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[coluna da mariana varella]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116080</guid>

					<description><![CDATA[<p>Você passa muito tempo rolando o feed sem se dar conta? Saiba como diminuir o tempo nas redes sociais na coluna de Mariana Varella.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/rolando-o-feed-sem-parar-veja-como-parar-o-habito-que-pode-fazer-mal-a-saude/">Rolando o feed sem parar? Veja como parar o hábito que pode fazer mal à saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma <strong><a href="https://nordvpn.com/pt-br/research-lab/lifetime-online/?srsltid=AfmBOoq7I4VgpP_wHXBw5GUTuJqN60Eu9g8OTODkT5IirGwqtMqp4hjz" target="_blank" rel="noopener">pesquisa da NordVPN</a></strong>, fornecedora de serviços de rede privada virtual, feita com mais de 20 mil pessoas de 20 países, mostrou que os brasileiros passam, em média, 52 anos online. Considerando que a expectativa de vida no país é de 76 anos, podemos dizer que dedicamos mais de 68% da vida diante das telas.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/nomofobia-como-o-medo-de-ficar-sem-celular-afeta-a-saude-mental/" target="_blank" rel="noopener">Nomofobia: como o medo de ficar sem o celular afeta a saúde mental</a></strong></p>
<p>Um dos hábitos mais frequentes atualmente é rolar feed nas redes sem nos darmos conta do tempo gasto. Disperdiçamos horas diárias com vídeos que, várias vezes, trazem um excesso de notícias, muitas desagradáveis, que sobrecarregam o cérebro com informações. O resultado? Cansaço físico e emocional.</p>
<p>Mas por que fazemos isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Por que rolamos o feed sem nos darmos conta?</h3>
<p>As redes sociais ativam a liberação de dopamina, gerando um ciclo de prazer e reforço semelhante ao observado em outras dependências, explicou a a médica Julia Khoury, psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre e doutora em psiquiatria pela mesma instituição, em <strong><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/nomofobia-como-o-medo-de-ficar-sem-celular-afeta-a-saude-mental/" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao Portal</a></strong>.</p>
<blockquote><p>“As recompensas no celular são muito rápidas, muito imediatas. Você postou, já recebe uma curtida. Isso faz com que o cérebro fique ávido por dopamina, que é o hormônio do prazer.”</p></blockquote>
<p>Essa também é uma atividade que não exige muita atenção. Assim, logo que temos um tempo livre, é comum pegarmos o celular e rolarmos o feed por longos períodos de tempo.</p>
<p>Mas o hábito não é inocente. O excesso de notícias acaba sobrecarregando o cérebro, trazendo efeitos como:</p>
<ul>
<li> aumento da ansiedade e do estresse, que podem levar a um estado de angústia, dificuldade de concentração e esgotamento mental;</li>
<li>prejuízo do sono, principalmente se você acessa as redes à noite;</li>
<li>comprometimento do trabalho, das relações pessoais e das atividades diárias:</li>
<li>aumento do cortisol, o hormônio do estresse;</li>
<li>dor de cabeça;</li>
<li>ansiedade.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Sinais de que você está muito tempo nas redes sociais</h3>
<p>Alguns sinais podem indicar que você está passando muito tempo rolando o feed sem se dar conta. Observe se você:</p>
<ul>
<li>checa as mídias sociais logo que acorda e tarde da noite;</li>
<li>sente uma necessidade intensa de manter-se atualizado quanto ao que &#8220;acontece&#8221; nas redes;</li>
<li>atualiza o feed muitas vezes, com o intuito de receber postagens recentes;</li>
<li>perde a noção de tempo, vagando de um vídeo para o outro;</li>
<li>sente-se ansioso, estressado ou cansado enquanto consome o conteúdo das redes, mas não consegue parar ou volta à atividade com frequência;</li>
<li>sente que seu sono, a produtividade e a paz de espírito estão sendo afetados;</li>
<li>tem dificuldade de se concentrar em outras coisas.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Como parar de rolar o feed?</h3>
<p>Algumas dicas podem ajudar:</p>
<h4>1. Estabeleça limites</h4>
<p>Para evitar perder tempo enquanto vê vídeos de cachorrinhos fofos e pessoas levando sustos, mantenha o celular longe do alcance, em especial à noite. Uma boa dica é estabelecer um tempo e ajustar o alarme do aparelho para avisá-lo quando atingir a meta determinada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>2. Use o celular somente quando tiver algo para resolver ou buscar</h4>
<p>Tente não verificar seu celular automaticamente. Quando for olhar o aparelho, pergunte-se o motivo e verifique se há mesmo uma razão para fazê-lo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>3. Procure não rolar o feed o tempo todo</h4>
<p>Tente concentrar-se no conteúdo que está assistindo. Acelerar os vídeos ou passar logo para o próximo faz com que o cérebro se acostume a consumir conteúdos com rapidez, sem se fixar em nenhum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>4. Preste atenção em como se sente ao rolar o feed</h4>
<p>Você se sente mais ansioso depois? Angustiado? Ter consciência das emoções pode ajudar a limitar o tempo de uso do aparelho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>5. Evite mexer no aparelho quando estiver sem fazer nada</h4>
<p>Tente não pegar o celular automaticamente, quando estiver com tempo livre ou sem realizar nenhuma atividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>6. Procure fazer outras atividades</h4>
<p>Assuma o controle do seu tempo livre. Ocupe-se: faça exercícios físicos, saia para encontrar um amigo ou leia um livro.</p>
<h4></h4>
<h4>7. Passe um tempo desconectado</h4>
<p>Ficar um tempo longe do celular é uma boa maneira de aprender a prestar atenção no presente. Converse com seus familiares ou faça algo de que goste.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>8. Busque ajuda</h4>
<p>Por fim, se você não consegue passar um tempo longe do celular ou se sente muito ansioso ao ficar desconectado, procure a ajuda de um psicólogo.</p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/coluna-da-mariana-varella/rolando-o-feed-sem-parar-veja-como-parar-o-habito-que-pode-fazer-mal-a-saude/">Rolando o feed sem parar? Veja como parar o hábito que pode fazer mal à saúde</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sangramento nasal: quais os cuidados, como prevenir e quando é sinal de alerta</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/sangramento-nasal-quais-os-cuidados-como-prevenir-e-quando-e-sinal-de-alerta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maiara Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 18:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<category><![CDATA[sangue]]></category>
		<category><![CDATA[sangramento]]></category>
		<category><![CDATA[otorrinolaringologia]]></category>
		<category><![CDATA[nariz]]></category>
		<category><![CDATA[sangramento nasal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116062</guid>

					<description><![CDATA[<p>No tempo seco, são mais comuns os episódios de sangramentos no nariz, especialmente em crianças e idosos. Especialista explica como agir.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/sangramento-nasal-quais-os-cuidados-como-prevenir-e-quando-e-sinal-de-alerta/">Sangramento nasal: quais os cuidados, como prevenir e quando é sinal de alerta</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O sangramento no nariz, na maioria das vezes, não indica nenhuma situação grave. O ressecamento na região pode ser desencadeado por infecções respiratórias, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/rinite-alergica-2/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rinite alérgica</strong></a>, uso excessivo de ar-condicionado e até determinados medicamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator importante é a baixa umidade. No inverno, diversas regiões do Brasil enfrentam um clima mais seco, o que também favorece os episódios de sangramento nasal. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O nariz possui uma mucosa muito delicada e rica em pequenos vasos sanguíneos. Quando o ar fica seco, essa mucosa perde umidade, forma pequenas fissuras e os vasos ficam mais expostos. Um simples espirro, assoar o nariz ou até colocar o dedo pode provocar um sangramento”, explica Bruno Borges de Carvalho Barros, otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que fazer e o que evitar quando o nariz sangrar</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o especialista, normalmente as seguintes medidas são suficientes para </span><b>controlar o sangramento nasal</b><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sentar-se e manter a cabeça levemente inclinada para frente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apertar a parte macia do nariz com os dedos por cerca de 10 a 15 minutos, sem interromper a compressão para verificar se o sangramento parou;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">respirar pela boca durante esse período;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">se possível, aplicar uma compressa fria sobre o nariz e as bochechas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante saber o que não fazer. Na tentativa de parar o sangramento, muitas pessoas tomam medidas que podem piorar a situação. </span><b>Um dos principais erros é inclinar a cabeça para trás</b><span style="font-weight: 400;">. “Quando a pessoa joga a cabeça para trás, o sangue não deixa de sair. Ele apenas escorre para a garganta, podendo provocar náuseas, vômitos e até aumentar o risco de aspiração”, afirma o médico.</span></p>
<p><b>Também não é recomendado colocar algodão ou papel dentro do nariz, assoar logo após o sangramento e manipular (coçar, colocar o dedo) repetidamente</b><span style="font-weight: 400;">. Essas ações podem dificultar a formação ou romper o coágulo recém-formado, favorecendo um novo episódio, além de atrapalhar a cicatrização ou até traumatizar mais a mucosa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando buscar avaliação médica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Barros, é preciso buscar atendimento médico nos casos de sangramento intenso, que dura mais de 20 minutos após os primeiros cuidados, ocorre com frequência, surge depois de um trauma importante ou vem acompanhado de sintomas como tontura, fraqueza, dificuldade para respirar ou uso de medicamentos anticoagulantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Em idosos, pessoas com <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/hipertensao-pressao-alta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hipertensão</strong></a>, alterações da coagulação ou doenças hematológicas, o acompanhamento médico também é fundamental”, afirma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, existem </span><b>situações específicas que exigem maior atenção</b><span style="font-weight: 400;">. No caso de crianças pequenas que têm sangramentos recorrentes, o especialista diz que é preciso investigar </span><b>coagulopatias e síndrome de Osler Weber Rendu</b><span style="font-weight: 400;">, na qual há malformações de vasos sanguíneos em diversas regiões, incluindo o nariz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em adolescentes, embora seja raro, sangramentos recorrentes, unilaterais e de volume intenso podem ser sinal de um tumor vascularizado que cresce no final do nariz, conhecido como </span><b>nasoangiofibroma juvenil</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“No idoso, todo sangramento merece atenção, devido às artérias mais calibrosas do fundo do nariz, e por apresentar geralmente comorbidades e uso de medicamentos que podem interferir na cascata de coagulação”, alerta.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/batidas-na-cabeca-quais-sao-os-riscos-e-quando-buscar-ajuda-medica/" target="_blank" rel="noopener">Batidas na cabeça: quais são os riscos e quando buscar ajuda médica</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quem tem maior risco de sangramento nasal? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As crianças e os idosos são os públicos mais suscetíveis aos sangramentos nasais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Nas crianças, a principal área de sangramento fica na porção anterior do septo nasal, conhecida como área de Little. Nessa região, há uma confluência importante de vasos sanguíneos. A rinite alérgica e os <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/resfriado/" target="_blank" rel="noopener"><strong>resfriados</strong></a>, mais intensos na infância, deixam a mucosa nasal mais enfraquecida e os vasos ficam mais expostos. Isso, associado ao hábito de cutucar o nariz, justifica a alta taxa de sangramento nas crianças”, esclarece Barros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos idosos, segundo ele, os sangramentos geralmente ocorrem em uma região mais posterior. Fatores como pressão alta, uso de medicamentos anticoagulantes e mucosa nasal mais frágil favorecem o quadro. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como prevenir? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os períodos de tempo seco, alguns cuidados simples no dia a dia ajudam a proteger a mucosa nasal, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter uma boa hidratação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/como-fazer-lavagem-nasal-em-criancas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>fazer lavagem nasal com soro fisiológico</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">usar umidificadores de ambiente, quando indicado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar manipular o nariz;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tratar adequadamente os quadros de rinite alérgica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">não fazer uso de descongestionantes nasais sem orientação médica.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista: Nariz sangrando: o que fazer? Drauzio Comenta #55</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nariz sangrando: O que fazer? | Drauzio Comenta #55" src="https://www.youtube.com/embed/0LjVVK98RaE" width="965" height="543" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/otorrinolaringologia/sangramento-nasal-quais-os-cuidados-como-prevenir-e-quando-e-sinal-de-alerta/">Sangramento nasal: quais os cuidados, como prevenir e quando é sinal de alerta</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cervicite: o que é, sintomas e tratamento</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ginecologia/cervicite-o-que-e-sintomas-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mariana Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 20:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças e sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[gonorreia]]></category>
		<category><![CDATA[herpes genital]]></category>
		<category><![CDATA[clamídia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ginecologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde íntima]]></category>
		<category><![CDATA[cervicite]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116025</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cervicite é a inflamação do colo do útero provocada, na maioria das vezes, por infecções sexualmente transmissíveis. Veja como identificar.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ginecologia/cervicite-o-que-e-sintomas-e-tratamento/">Cervicite: o que é, sintomas e tratamento</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A cervicite é a inflamação do colo do útero que pode ou não vir acompanhada de outros sintomas, como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/quando-o-corrimento-vaginal-pode-indicar-alguma-doenca/" target="_blank" rel="noopener"><strong>corrimento vaginal anormal</strong></a>, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/e-normal-sentir-dor-na-hora-do-sexo-com-penetracao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dor</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/11-causas-de-sangramento-vaginal-apos-a-relacao-sexual/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sangramento durante a relação sexual</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das vezes, sua causa é uma infecção bacteriana, mas ela também pode ser provocada por processos alérgicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como é uma condição comum que pode ser assintomática, ela costuma ser diagnosticada durante exames ginecológicos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tipos de cervicite</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A inflamação pode ser:s</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>aguda</b><span style="font-weight: 400;">: surge repentinamente. Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ou outras bactérias infecciosas são as causas mais comuns. Pode ser assintomática ou acompanhada de sintomas. O tratamento geralmente envolve antibióticos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>crônica:</b><span style="font-weight: 400;"> dura vários meses. Os sintomas podem ser leves ou até mesmo imperceptíveis. Geralmente, não é provocada por ISTs ou infecções. As causas mais comuns são o uso de produtos irritantes ou alérgenos, como absorventes higiênicos internos e preservativos de látex, ou o uso prolongado de dispositivos como diafragmas.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sintomas da cervicite</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A cervicite pode ser assintomática, mas também pode surgir acompanhada de sintomas como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>corrimento anormal</b><span style="font-weight: 400;"> que pode ser amarelado, esbranquiçado ou acinzentado, acompanhado ou não de </span><b>odor desagradável</b><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>coceira na vulva</b><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>sangramento vaginal</b><span style="font-weight: 400;"> leve e fora do período menstrual ou após a relação sexual;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/dispareunia-dor-durante-a-relacao-sexual-nao-e-normal/" target="_blank" rel="noopener"><b>dor durante as relações sexuais (dispareunia)</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ardencia-e-irritacao-na-vulva-e-na-vagina-o-que-fazer/" target="_blank" rel="noopener">Ardência e irritação na vulva e na vagina: o que fazer?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais causas da cervicite</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das cervicites é causada por uma </span><b>infecção sexualmente transmissível.</b><span style="font-weight: 400;"> As mais comuns são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/clamidia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>clamídia</strong></a> (cerca de 40% dos casos);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/herpes-genital/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herpes genital</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gonorreia-blenorragia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gonorreia</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tricomoníase.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><b>cervicites não infecciosas</b><span style="font-weight: 400;">, menos comuns, não estão associadas à atividade sexual e podem ser provocadas por alergias a espermicidas, látex presente nos preservativos, diafragma, absorventes internos e óvulos vaginais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/vaginose-bacteriana-causa-odor-desagradavel/" target="_blank" rel="noopener"><b>vaginose bacteriana</b></a><span style="font-weight: 400;">, que ocorre quando há um desequilíbrio na microbiota da vagina, também pode causar cervicite, embora com menos frequência que as ISTs.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Diagnóstico e tratamento da cervicite</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico da cervicite é clínico e laboratorial, e ocorre durante um exame pélvico. Ao notar alterações no colo do útero, como secreção purulenta e sangramento, o ginecologista poderá coletar a secreção e realizar uma biópsia do colo do útero para análise.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento depende da causa da cervicite, e geralmente inclui antibióticos para tratar a IST que esteja causando a inflamação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Prevenção da cervicite</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maneiras de evitar a cervicite é </span><b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/qual-a-melhor-maneira-de-prevenir-ists/" target="_blank" rel="noopener">se previnir contra as ISTs</a>, utilizando preservativo nas relações sexuais</b><span style="font-weight: 400;">. Além disso, siga as recomendações de uso de produtos como absorventes higiênicos e diafragma. Em caso de alergia conhecida, evite os produtos que contenham o alérgeno.</span></p>
<p>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/infeccoes-ginecologicas-e-ists/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Saúde Sem Tabu #14 | Infecções ginecológicas e ISTs</strong></a></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/ginecologia/cervicite-o-que-e-sintomas-e-tratamento/">Cervicite: o que é, sintomas e tratamento</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o tratamento da psoríase vai além de cremes e pomadas?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/quando-o-tratamento-da-psoriase-vai-alem-de-cremes-e-pomadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Zolin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dermatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[psoríase]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
		<category><![CDATA[dermatologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116023</guid>

					<description><![CDATA[<p>A psoríase pode exigir um tratamento sistêmico. Saiba quando as pomadas já não são suficientes para controlar a doença.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/quando-o-tratamento-da-psoriase-vai-alem-de-cremes-e-pomadas/">Quando o tratamento da psoríase vai além de cremes e pomadas?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/psoriase/">psoríase</a> não é contagiosa, mas muitas pessoas pensam o contrário. Quando veem alguém tentando esconder as lesões de pele ou se livrar da descamação típica da doença, elas se afastam com medo de se infectar também.</p>



<p>Isso provoca um impacto grande na autoestima dos pacientes, que se isolam. Dessa forma, quanto mais grave for o quadro, maior será o impacto na qualidade de vida, e <strong>maior a busca de tratamentos que vão além dos cremes e pomadas.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Diferença entre quadros leves e quadros graves</strong></h3>



<p>Atualmente, 80% das pessoas com psoríase apresentam <strong>quadros leves</strong>, com lesões localizadas e descamação pequenas, geralmente no cotovelo, joelho, costas e couro cabeludo. Nesses casos, o controle da doença pode ser feito com o uso de pomadas, hidratantes e cuidados para a pele não ressecar.</p>



<p>Os outros 20% têm a <strong>forma grave</strong>, que provoca o acometimento de uma parte mais extensa do corpo (mais de 10%) ou de áreas específicas, como unha, palma e planta dos pés, região genital e rosto. É quando a pomada não dá conta e a qualidade de vida é diretamente afetada, sendo associada até à <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/">ansiedade</a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/">depressão</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Além das pomadas: medicamentos para psoríase</strong></h3>



<p>Nesse momento, entra em cena o<strong> tratamento sistêmico</strong>. Ele também é indicado para quem faz o tratamento tópico há um tempo sem obter resultados.</p>



<p>Entre os tratamentos sistêmicos clássicos, estão a <strong>fototerapia </strong>e os <strong>medicamentos orais</strong>. A fototerapia é uma técnica que expõe a pele a doses controladas de luz ultravioleta (UVA ou UVB) em cabines ou aparelhos especiais a fim de reduzir a inflamação. Os medicamentos, por sua vez, têm o mesmo objetivo, mas podem provocar efeitos colaterais importantes, como alterações no fígado, nos rins e no sistema imunológico.</p>



<p>Há cerca de duas décadas, começaram a surgir tratamentos mais modernos, como os <strong>biológicos</strong>: injeções capazes de bloquear a inflamação da psoríase de forma mais localizada, sem afetar tanto o restante do corpo. A aplicação depende de cada caso, já que a frequência pode ser semanal, bimestral, trimestral e por aí vai.</p>



<p>Recentemente, mais uma opção chegou ao Brasil. O <strong>apremilaste </strong>é um tratamento com pequenas moléculas que age de forma semelhante à injeção mas pode ser tomada em comprimido.</p>



<p>“A diferença entre um biológico e um comprimido é que o biológico precisa ser armazenado na geladeira, pois não pode ser exposto ao calor, e a pessoa precisa saber aplicar a medicação, exigindo uma série de cuidados. O comprimido é mais tranquilo: no caso do apremilaste, são dois comprimidos por dia, sem tanta preocupação com o armazenamento da medicação, sendo mais prático”, explica Ricardo Romiti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).</p>



<p>Pode ser uma alternativa para quem tem medo ou não quer tomar injeção, e também para pacientes que viajam constantemente e acham difícil organizar a aplicação das injeções, por exemplo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O apremilaste é uma nova opção no tratamento da psoríase que pode ajudar muito as pessoas, não apenas na melhora do bem-estar físico — diminuindo as manchas, a descamação, a vermelhidão e a coceira que muitos sentem —, mas também na <strong>melhora da qualidade de vida, ajudando o paciente a voltar a ter uma vida habitual e tradicional</strong>”, destaca Romiti.</p>
</blockquote>



<p>O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da psoríase em placas moderada a grave em adultos e crianças a partir dos 6 anos, mas ainda não foi submetido ao processo de incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS).&nbsp;</p>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/psoriase-pode-ser-confundida-com-outros-problemas-de-pele/">Psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/dermatologia/quando-o-tratamento-da-psoriase-vai-alem-de-cremes-e-pomadas/">Quando o tratamento da psoríase vai além de cremes e pomadas?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O remédio centenário que ganhou novas indicações: para que serve a aspirina?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-remedio-centenario-que-ganhou-novas-indicacoes-para-que-serve-a-aspirina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Borgia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[avc]]></category>
		<category><![CDATA[dor de cabeça]]></category>
		<category><![CDATA[aspirina]]></category>
		<category><![CDATA[infarto]]></category>
		<category><![CDATA[cardiologia]]></category>
		<category><![CDATA[medicamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[cardiovascular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116021</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entenda o mecanismo por trás da aspirina e como a mesma substância age na dor, no coração e, em grupos específicos de pacientes, na recidiva do câncer.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-remedio-centenario-que-ganhou-novas-indicacoes-para-que-serve-a-aspirina/">O remédio centenário que ganhou novas indicações: para que serve a aspirina?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ela está na bolsa, no carro, na gaveta de casa. Antes de qualquer diagnóstico ou bula lida com atenção, a <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/a-descoberta-da-aspirina-artigo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>aspirina</strong></a> já é presença conhecida e, provavelmente, um dos medicamentos mais famosos do mundo. E poucos sabem que, por trás desse nome familiar, existe uma substância,</span><b> o ácido acetilsalicílico (AAS), capaz de atuar não apenas no alívio de uma <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dor-de-cabeca-cefaleia/" target="_blank" rel="noopener">dor de cabeça</a>, mas até na prevenção de eventos cardiovasculares</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Da árvore ao laboratório</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação da aspirina com uma árvore é de parentesco, não de ingrediente: a casca do salgueiro contém salicina, substância que o corpo converte em ácido salicílico, composto que décadas depois inspiraria o medicamento moderno. Preparações à base de salgueiro já eram usadas na antiguidade, e Hipócrates descreveu seu uso medicinal há mais de 2 mil anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema é que o ácido salicílico puro é agressivo para o estômago, e até o fim do século 19 essa era uma das duas alternativas disponíveis para tratar dor, ao lado da morfina, isolada do ópio em 1804 e cada vez mais associada à dependência. Aqui, uma aliviava o corpo, mas corroía o estômago; a outra aliviava a dor, mas viciava.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi tentando contornar justamente esse efeito agressivo do ácido salicílico que o químico alemão Felix Hoffmann, em 1897, conseguiu isolar uma versão modificada e mais estável da substância: o ácido acetilsalicílico. Ele trabalhava na Bayer, companhia química alemã fundada em 1863, que até então fabricava sobretudo corantes sintéticos e ampliaria sua projeção no mercado farmacêutico com a descoberta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1899, a substância virou produto comercial, vendida em pó e, a partir de 1900, teve sua versão em comprimido, um dos primeiros medicamentos de uso geral nesse formato, facilitando a administração sem a necessidade de preparo por um médico ou farmacêutico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a aspirina integra a </span><a href="https://www.who.int/groups/expert-committee-on-selection-and-use-of-essential-medicines/essential-medicines-lists" target="_blank" rel="noopener"><b>Lista Modelo de Medicamentos Essenciais</b></a><span style="font-weight: 400;"> da Organização Mundial da Saúde (OMS) </span><b>tanto como analgésico quanto como protetor cardiovascular</b><span style="font-weight: 400;">, combinação rara entre os fármacos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Um mecanismo, dois efeitos</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Até 1971, a aspirina era amplamente usada sem que seu mecanismo de ação estivesse completamente esclarecido. Isso era mais comum na época, quando os mecanismos de ação dos medicamentos ainda eram pouco compreendidos. Foi nesse ano que o farmacologista britânico John Vane demonstrou que a aspirina bloqueava a produção de prostaglandinas, descoberta que lhe renderia, ao lado dos suecos Sune Bergström e Bengt Samuelsson, o Nobel de Medicina de 1982.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É esse bloqueio que Gilberto De Nucci, farmacologista, professor titular na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade de São Paulo (USP), detalha na prática: a aspirina inibe de forma irreversível a enzima ciclo-oxigenase, envolvida na produção das prostaglandinas relacionadas à dor e à <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/febre/" target="_blank" rel="noopener"><strong>febre</strong></a> e do tromboxano A2, que estimula a agregação das plaquetas. De um único bloqueio nascem dois efeitos, analgésico e antiagregante plaquetário.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Nem todo remédio de dor é seguro na dengue</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da fama, </span><b>hoje o paracetamol e a dipirona estão entre os analgésicos mais usados para uma dor de cabeça comum</b><span style="font-weight: 400;">, em boa parte porque a aspirina, em dose analgésica, tem maior potencial de irritar o estômago. Essa escolha fica ainda mais delicada em um cenário comum no Brasil, que é a suspeita de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dengue/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dengue</strong></a>.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Segundo De Nucci, o paracetamol age principalmente na ciclo-oxigenase presente no cérebro. O mecanismo exato do paracetamol, porém, ainda não é completamente esclarecido, mas sabe-se que sua ação é predominantemente central e que ele interfere muito menos na função das plaquetas do que a aspirina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o paracetamol não atua de forma relevante na agregação das plaquetas, o que o torna uma </span><b>opção mais segura quando há suspeita de dengue</b><span style="font-weight: 400;">. A doença já reduz a quantidade de plaquetas e aumenta o risco de sangramento, e qualquer remédio que também iniba essa agregação pode agravar esse quadro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a dipirona, vale destacar o </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/dengue/dengue-diagnostico-e-manejo-clinico-adulto-e-crianca" target="_blank" rel="noopener"><b>protocolo</b></a><span style="font-weight: 400;"> do Ministério da Saúde para manejo clínico da dengue, que contraindica especificamente os salicilatos, como o AAS, e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A dipirona está ao lado do paracetamol entre os medicamentos recomendados pelo protocolo para controlar dor e febre na doença.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/automedicacao-em-caso-de-suspeita-de-dengue-pode-agravar-a-doenca/" target="_blank" rel="noopener">Automedicação em caso de suspeita de dengue pode agravar a doença</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Como a aspirina protege o coração</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É essa mesma ação sobre as plaquetas, capaz de agravar um quadro de dengue, que rendeu à aspirina sua segunda carreira: </span><b>a prevenção secundária de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener">infarto</a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/" target="_blank" rel="noopener">AVC</a></b><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, para pessoas que já tiveram um evento cardiovascular ou têm doença cardiovascular estabelecida.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">“As plaquetas não apresentam núcleo, e, portanto, não têm capacidade de síntese protéica. Uma vez que a ciclo-oxigenase da plaqueta é inibida, ela permanecerá assim por dez dias, que é o seu tempo médio de vida”, explica De Nucci.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É por isso que a dose cardiovascular consegue ser uma fração bem menor da dose usada para dor: entre 75 mg e 100 mg por dia na maioria dos protocolos de manutenção, tomados numa única vez, podendo chegar a 300 mg apenas em dose de ataque, mastigada imediatamente após um evento agudo como infarto ou AVC. Isso é bem menor que os 500 mg por comprimido usados para dor, repetidos a cada 4 a 8 horas. A diferença existe porque, nas demais células do corpo, que têm capacidade de síntese proteica, a enzima se renova em cerca de 4 a 5 horas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já para quem nunca teve um evento cardiovascular, a chamada prevenção primária, a decisão de tomar aspirina diariamente é individualizada. A </span><a href="https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/recommendation/aspirin-to-prevent-cardiovascular-disease-preventive-medication" target="_blank" rel="noopener"><b>Força-tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos (USPSTF)</b></a><span style="font-weight: 400;">, grupo independente de especialistas que orienta a saúde pública americana, recomenda que adultos de 40 a 59 anos com risco cardiovascular elevado decidam isso em conversa com o médico, e recomenda não iniciar o uso preventivo a partir dos 60 anos, já que o risco de sangramento pode superar o benefício.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">É esse mesmo desequilíbrio que a aspirina corrige na </span><b>prevenção de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/eclampsia-e-pre-eclampsia/" target="_blank" rel="noopener">pré-eclâmpsia</a></b><span style="font-weight: 400;">, complicação da gravidez marcada por hipertensão que pode comprometer a placenta e o desenvolvimento do bebê. Em baixa dose, a substância reduz a produção de tromboxano nas plaquetas sem comprometer a prostaciclina, molécula que dilata os vasos sanguíneos e é produzida pelas células que revestem o interior deles. Esse equilíbrio favorece o fluxo de sangue entre mãe e placenta, e é por isso que a </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10021002" target="_blank" rel="noopener"><b>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</b></a><span style="font-weight: 400;"> recomenda, no Brasil, o uso preventivo em gestantes de alto risco.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Aspirina previne câncer? Mais específico do que parece</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De Nucci cita dois tipos de evidência favoráveis à aspirina. O primeiro é um </span><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16118381/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo prospectivo</b></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanhou por décadas dezenas de milhares de profissionais de saúde e associou o uso crônico da aspirina a uma incidência menor de câncer de cólon (intestino). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo é um </span><a href="https://doi.org/10.1056/NEJMoa021735" target="_blank" rel="noopener"><b>ensaio clínico randomizado controlado com placebo</b></a><span style="font-weight: 400;">, o tipo de estudo considerado mais confiável em medicina, por comparar ao acaso quem toma o remédio de verdade com quem toma um comprimido inofensivo sem saber disso: nesse caso, uma dose baixa de aspirina (81 mg por dia) reduziu de forma moderada a incidência de adenomas, as lesões que podem evoluir para câncer no intestino.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mas a ciência mais recente pede um recorte mais preciso. Em 2022, a USPSTF retirou a prevenção do câncer colorretal das suas recomendações sobre o uso da aspirina, por considerar a evidência insuficiente para a população geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início de 2026, uma <a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD015266.pub3/full" target="_blank" rel="noopener"><strong>revisão da </strong></a></span><strong>Cochrane</strong><span style="font-weight: 400;">, rede internacional independente que reanalisa em conjunto todos os estudos disponíveis sobre um tema, chegou a uma conclusão parecida: </span><b>não há benefício consistente da aspirina na prevenção do câncer intestinal nos primeiros 5 a 15 anos de uso na população geral</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O retrato atual, portanto, não é o de um remédio que previne câncer para qualquer pessoa, mas de um efeito concentrado em subgrupos específicos. Foi o que mostrou, por exemplo, o estudo </span><a href="https://doi.org/10.1056/NEJMoa2504650" target="_blank" rel="noopener"><b>Alascca</b></a><span style="font-weight: 400;">, publicado no </span><i><span style="font-weight: 400;">New England Journal of Medicine</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2025: pacientes com câncer colorretal que carregavam determinadas mutações no gene PIK3CA tiveram uma redução significativa no risco de recidiva ao tomar aspirina depois da cirurgia.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/aspirina-pode-ajudar-na-prevencao-do-cancer-de-intestino/" target="_blank" rel="noopener">Aspirina pode ajudar na prevenção do câncer de intestino?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Cautela também é parte da receita</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de mais de um século em uso, atravessando quase toda a história da medicina moderna, é fácil esquecer que a aspirina não é um remédio qualquer. A mesma potência que a torna capaz de proteger o coração, ajudar a evitar a recidiva de um câncer ou preservar uma gravidez de risco é a que exige cuidado no uso do dia a dia.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>A aspirina não pode virar solução por conta própria para dores que se repetem</b><span style="font-weight: 400;">: o uso contínuo sem orientação está associado a lesões no trato gastrointestinal superior e exige ainda mais cautela em quem já tem histórico de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gastrite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>gastrite</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ulcera-gastrica-peptica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>úlcera</strong></a>. Na dúvida sobre usar ou não o remédio, o mais seguro é sempre procurar orientação médica.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“É importante, no caso de dor crônica, investigar sua causa. A aspirina tira a dor, mas não necessariamente atua na causa”, finaliza De Nucci.</span></p></blockquote><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/medicamentos/o-remedio-centenario-que-ganhou-novas-indicacoes-para-que-serve-a-aspirina/">O remédio centenário que ganhou novas indicações: para que serve a aspirina?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Insuficiência renal crônica é doença silenciosa; veja os fatores de risco</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/insuficiencia-renal-cronica-e-doenca-silenciosa-veja-os-fatores-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiza Adorna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 19:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[rim]]></category>
		<category><![CDATA[insuficiência renal]]></category>
		<category><![CDATA[doença renal crônica]]></category>
		<category><![CDATA[nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[rins]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116003</guid>

					<description><![CDATA[<p>Insuficiência renal crônica, atualmente chamada de doença renal crônica, é a perda progressiva da capacidade dos rins. Entenda a condição.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/insuficiencia-renal-cronica-e-doenca-silenciosa-veja-os-fatores-de-risco/">Insuficiência renal crônica é doença silenciosa; veja os fatores de risco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A insuficiência renal crônica, agora chamada de doença renal crônica (DRC), é a </span><b>perda progressiva e irreversível da capacidade dos rins exercerem suas funções adequadas por mais de três meses</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> A doença é considerada silenciosa, pois, na maioria dos casos, os pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Os rins possuem uma grande capacidade de compensação e conseguem manter suas funções mesmo quando já houve uma perda significativa da capacidade de filtração. </span><b></b><b></b><b>Em muitos casos, os sinais só aparecem quando mais de 50% a 70% da função renal já foi comprometida</b><span style="font-weight: 400;">”, afirma Sergio Sloboda, nefrologista e diretor da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e com a organização internacional Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), estima-se que cerca de 10% da população mundial apresente algum grau de doença renal crônica. No Brasil, acredita-se que milhões de pessoas convivam com a condição sem saber.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Fatores de risco para doença renal crônica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais fatores de risco, segundo o especialista, são a </span><b>hipertensão arterial e o diabetes</b><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"> Outras condições incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade superior a 60 anos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico familiar de doença renal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>obesidade</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">tabagismo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">doenças cardiovasculares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">uso frequente e indiscriminado de anti-inflamatórios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/pedra-nos-rins-calculo-renal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cálculos renais</strong></a> de repetição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/urologia/como-tratar-a-infeccao-urinaria-de-repeticao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infecções urinárias recorrentes</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">doenças autoimunes, como o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/lupus-eritematoso-sistemico-les/" target="_blank" rel="noopener"><strong>lúpus</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/apneia-obstrutiva-do-sono-saos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>apneia obstrutiva do sono</strong></a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Também merecem atenção especial pessoas que já tiveram </span><b>episódios de lesão renal aguda</b><span style="font-weight: 400;">, mesmo que tenham apresentado melhora aparente posteriormente. “Em termos práticos, qualquer pessoa com diabetes, pressão alta ou antecedentes familiares deve realizar avaliações periódicas da função renal”, aconselha o especialista. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais sintomas e como é feito o diagnóstico </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas fases iniciais, como destacado, a doença pode não provocar sintomas. Mas com a progressão do quadro, podem surgir sinais importantes que devem ser analisados por um médico, a fim de diferenciar de outras doenças. Entre eles, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">inchaço nas pernas, nos pés e ao redor dos olhos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cansaço excessivo, fraqueza e falta de ar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falta de apetite, náuseas e vômitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coceira persistente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cãibras;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alterações na quantidade de urina, presença de sangue ou urina espumosa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade para controlar a pressão arterial.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os sintomas, o diagnóstico baseia-se na combinação da história clínica com exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, imunológicos, genéticos ou até mesmo uma biópsia renal. Mas lembrando: os rins podem adoecer sem provocar dor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esperar o aparecimento de sintomas pode significar perder uma oportunidade valiosa de tratamento. Assim como medimos a pressão arterial e verificamos os níveis de glicose no sangue, a avaliação periódica da função renal deve fazer parte dos cuidados preventivos, especialmente em pessoas com fatores de risco. Um exame de sangue e um exame de urina podem fazer toda a diferença”, alerta Sloboda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com ele, </span><b>o diagnóstico precoce é fundamental</b><span style="font-weight: 400;"> porque permite controlar melhor a pressão arterial e o <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/diabetes/diabetes/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diabetes</strong></a>, reduzir a perda da função renal e o risco de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/" target="_blank" rel="noopener"><strong>infarto</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidente vascular cerebral (AVC)</strong></a>, evitar complicações como <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/anemia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>anemia</strong></a> e doenças ósseas, e retardar ou até impedir a necessidade de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/dialise-e-hemodialise-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diálise</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/transplante-de-rim-entrevista/" target="_blank" rel="noopener"><strong>transplante renal</strong></a>.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/9-habitos-comuns-que-prejudicam-a-saude-dos-rins/" target="_blank" rel="noopener">9 hábitos comuns que prejudicam a saúde dos rins</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento da doença renal crônica</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Bruno Zawadzki, nefrologista e vice-presidente de Serviços Médicos da DaVita Tratamento Renal, as opções de tratamento se dividem em:</span></p>
<p><b></b><b></b><b>Tratamento clínico (estágios 1 a 4): </b><span style="font-weight: 400;">os bloqueadores clássicos (inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina); os inibidores de SGLT2, a chamada &#8220;flozina&#8221;, que nasceu como remédio de diabetes e se revelou protetor renal mesmo em quem não tem diabetes; a finerenona, um antagonista mineralocorticoide não esteroidal; e mais recentemente, os agonistas de GLP-1.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o estudo FLOW, publicado no </span><i><span style="font-weight: 400;">New England Journal of Medicine </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2024, a semaglutida reduziu em 24% os eventos renais maiores, em 18% os eventos cardiovasculares e em 20% a mortalidade por qualquer causa em pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica.</span><span style="font-weight: 400;"> “Some-se a isso controle glicêmico, estatina quando indicada e manejo de anemia e do distúrbio mineral-ósseo”, explica o médico. </span></p>
<p><b></b><b></b><b>Terapia renal substitutiva (estágio 5): </b><span style="font-weight: 400;">hemodiálise, hemodiafiltração, diálise peritoneal e transplante para casos mais graves, quando o rim passa a não ser autossuficiente.</span></p>
<p><b>Transplante renal: </b><span style="font-weight: 400;">considerado o melhor tratamento disponível porque oferece maior sobrevida e melhor qualidade de vida que qualquer modalidade dialítica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o nefrologista, </span><b>não é preciso estar em diálise para ser transplantado</b><span style="font-weight: 400;">. “O transplante preemptivo, feito antes do início da diálise, geralmente com doador vivo, tem os melhores resultados. Muitos descobrem essa possibilidade tarde demais”, comenta.</span></p>
<p><b></b><b></b><b>Tratamento conservador não dialítico: </b><span style="font-weight: 400;">alternativa para idosos frágeis, com múltiplas comorbidades e expectativa de vida limitada.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Não é abandono nem ‘desistir’. Em determinados perfis, a diálise não acrescenta tempo de vida e subtrai qualidade. Essa conversa precisa ser feita com honestidade e ainda é pouco feita no Brasil”, afirma Zawadzki.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>É possível retardar a progressão da doença e evitar a diálise? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Zawadzki, a doença renal crônica deixou de ser uma condição em que só se assistia à queda da função. “Com pilares combinados, é realista falar em ganhar anos, em alguns casos mais de uma década, no tempo até a falência renal. Para uma parcela dos pacientes, isso significa nunca precisar de diálise”, ressalta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há três condições, conforme o especialista, para isso funcionar: diagnóstico precoce com exames simples disponíveis no SUS, como a dosagem da creatinina no sangue e verificação de perda de proteína na urina, tratamento na dose e no tempo certos e <strong>parar de agredir o rim</strong>.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O uso crônico de anti-inflamatórios sem prescrição é provavelmente a causa evitável mais comum de lesão renal no país. Somam-se automedicação, chás e fórmulas naturais para emagrecer ou ‘detox renal’”, alerta o nefrologista.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, torna-se tão importante falar dos hábitos saudáveis para ajudar a preservar a função dos rins e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a doença. Destacam-se, entre eles:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">controle rigoroso da pressão arterial, com consumo abaixo de 2 g de sódio por dia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">alimentação de base vegetal, sem exageros de proteína;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atividade física regular, na faixa de 150 minutos semanais de intensidade moderada, inclusive para quem já está em diálise;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">não fumar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">moderar o consumo de álcool; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">beber água conforme a sede, sem excessos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter um peso saudável; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dormir bem; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter a vacinação em dia (<a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/gripe/" target="_blank" rel="noopener"><strong>influenza</strong></a>, pneumococo, <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/covid-19/" target="_blank" rel="noopener"><strong>covid-19</strong></a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/hepatite-b/" target="_blank" rel="noopener"><strong>hepatite B</strong></a>, esta última particularmente importante em quem caminha para a diálise);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">consultar-se regularmente com nefrologista e aderir ao tratamento. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O especialista reforça ainda a orientação que costuma escapar. “Pergunte ao seu médico sobre o transplante desde cedo, mesmo antes da diálise, e converse com a família sobre doação”, conclui. </span></p>
<p><b></b><b></b><b>Veja também: </b><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/oncologia/cancer-renal-mata-10-pessoas-por-dia-no-brasil-saiba-como-prevenir-e-tratar/"><b>Câncer renal mata 10 pessoas por dia no Brasil; saiba como prevenir e tratar</b></a><b></b><b></b></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/nefrologia/insuficiencia-renal-cronica-e-doenca-silenciosa-veja-os-fatores-de-risco/">Insuficiência renal crônica é doença silenciosa; veja os fatores de risco</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Psicose não é diagnóstico isolado, mas pode ser sinal de diferentes transtornos mentais</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/psicose-nao-e-diagnostico-isolado-mas-pode-ser-sinal-de-diferentes-transtornos-mentais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gabriel Marins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 18:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno bipolar]]></category>
		<category><![CDATA[psicose]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=116017</guid>

					<description><![CDATA[<p>A psicose não é um diagnóstico em si, mas um conjunto de sintomas que podem aparecer em diferentes condições.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/psicose-nao-e-diagnostico-isolado-mas-pode-ser-sinal-de-diferentes-transtornos-mentais/">Psicose não é diagnóstico isolado, mas pode ser sinal de diferentes transtornos mentais</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para muita gente, a palavra psicose remete ao filme de suspense e terror psicológico de mesmo nome, lançado em 1960 e dirigido pelo conhecido cineasta Alfred Hitchcock. Na saúde mental, porém, o termo tem outro significado: descreve um </span><b>estado em que a pessoa pode perder o contato com a realidade</b><span style="font-weight: 400;"> e precisa de acompanhamento profissional. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Psicose é um estado mental em que fica comprometida a capacidade de distinguir o que está acontecendo de fato no mundo daquilo que está sendo produzido pela própria mente. A pessoa pode ouvir vozes que ninguém mais ouve e vivê-las como reais, ou desenvolver convicções como sentir-se perseguida ou vigiada”, explica Daniel Sócrates, psiquiatra e doutor em psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5120396/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;"> publicado em 2015 na revista <em>JAMA</em> </span><i><span style="font-weight: 400;">Psychiatry</span></i><span style="font-weight: 400;">, com base em dados de 31.261 adultos de 18 países, entre eles o Brasil, mostrou que </span><b>5,8% das pessoas relataram ter tido ao menos uma experiência psicótica ao longo da vida</b><span style="font-weight: 400;">, como alucinações ou experiências delirantes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que causa a psicose? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A psicose não é um diagnóstico em si, mas um conjunto de sintomas que pode aparecer em diferentes condições. “É um pouco como febre: indica que alguma coisa está acontecendo, mas precisamos descobrir a causa”, diz Sócrates.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode aparecer no <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/" target="_blank" rel="noopener"><strong>transtorno bipolar</strong></a>, na <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/esquizofrenia-causas-sintomas-diagnostico-e-tratamento/" target="_blank" rel="noopener"><strong>esquizofrenia</strong></a>, em <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressões graves</strong></a>, pelo uso de substâncias como maconha, cocaína e estimulantes, na abstinência de álcool e em algumas condições clínicas e neurológicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E um alerta importante: psicose não é sinônimo de loucura, não é uma sentença e não é um traço de caráter, destaca o especialista. “É uma condição que pode ter diferentes causas e, na grande maioria das situações, existe tratamento.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Principais sintomas e impactos na rotina</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o </span><a href="https://membros.analysispsicologia.com.br/wp-content/uploads/2024/06/DSM-V.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5)</b></a><span style="font-weight: 400;">, elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria, os principais sintomas associados aos transtornos psicóticos são </span><b>delírios, alucinações e pensamento (discurso) desorganizado</b><span style="font-weight: 400;">. Além disso, podem aparecer também comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal (incluindo catatonia) e sintomas negativos (como redução da motivação e da capacidade de sentir prazer, por exemplo). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos sintomas diretamente relacionados à psicose, o quadro pode afetar diversos aspectos da vida da pessoa, segundo Tattiana ASerra, psicóloga e neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFM/USP).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Na rotina, pode gerar dificuldade de concentração, memória e organização das tarefas diárias, alterar o sono, causar negligência na higiene pessoal e na alimentação, causar delírios e alucinações que resultam em decisões confusas e até isolamento social”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos relacionamentos, de acordo com a psicóloga, pode levar a interpretações equivocadas sobre as intenções dos outros e gerar desconfiança, dificultando a comunicação e favorecendo conflitos e problemas nos vínculos familiares e de amizade. Pode haver ainda queda na produtividade e na capacidade de concentração nos estudos e trabalho, dificuldade em cumprir prazos, falta ou abandono do trabalho e dos estudos, problemas como memória e raciocínio lógico.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como funciona o diagnóstico da psicose</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe um exame de sangue ou de imagem que, sozinho, indique a presença de psicose. E a pessoa, justamente por conta dos sintomas do quadro, nem sempre consegue avaliar sozinha o que está acontecendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico, portanto, é clínico e leva em conta os sintomas, quando começaram, como evoluíram e quanto estão interferindo no sono, no trabalho, nos estudos e na vida cotidiana, segundo os especialistas. A conversa com familiares ou pessoas próximas também pode trazer informações importantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O diagnóstico precisa ser feito por um profissional, levando em consideração o comportamento, a forma de falar e organizar os pensamentos, as emoções, informações de familiares ou amigos e fatores como uso de substâncias, falta extrema de sono ou histórico familiar”, diz ASerra. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Tratamento inclui medicamentos e psicoterapia</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento envolve controlar os sintomas psicóticos e, sempre que possível, tratar a causa. Na maior parte dos episódios psicóticos agudos, os </span><b>antipsicóticos são usados para reduzir delírios, alucinações e desorganização</b><span style="font-weight: 400;">. Esses medicamentos atuam sobre sistemas de neurotransmissão envolvidos no quadro, especialmente o sistema dopaminérgico.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O tempo de tratamento varia conforme a causa e a evolução. Em um primeiro episódio de um transtorno psicótico primário, muitas vezes a medicação é mantida por cerca de um a dois anos após a remissão, mas essa decisão deve ser individualizada. Em quadros recorrentes, pode ser necessário um tratamento mais prolongado”, afirma Sócrates. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a estabilização, segundo a neuropsicóloga, o </span><b>tratamento psicológico</b><span style="font-weight: 400;"> — especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental — também é recomendado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O episódio pode se repetir? Dá para ter uma vida normal?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo os especialistas, pessoas que tiveram um episódio psicótico e recebem tratamento podem retomar atividades como estudar, trabalhar, se relacionar e tocar seus projetos. A evolução, porém, varia conforme a causa, a gravidade do quadro, a resposta ao tratamento e as características de cada pessoa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter o tratamento adequado, ter uma rede de apoio formada por familiares e/ou amigos e não sentir vergonha ou culpa pelo episódio são algumas das recomendações. Além disso, de acordo com os profissionais, </span><b>ter um primeiro episódio psicótico não significa necessariamente que outros acontecerão</b><span style="font-weight: 400;">, embora algumas condições apresentem risco de recorrência.</span></p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/psicose-pos-parto-sintomas-tratamento-e-fatores-de-risco/" target="_blank" rel="noopener">Psicose pós-parto: sintomas, tratamento e fatores de risco</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/saude-mental/psicose-nao-e-diagnostico-isolado-mas-pode-ser-sinal-de-diferentes-transtornos-mentais/">Psicose não é diagnóstico isolado, mas pode ser sinal de diferentes transtornos mentais</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Incêndios florestais: Como afetam a nossa saúde?</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/incendios-florestais-como-afetam-a-nossa-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Drauzio Varella]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=115988</guid>

					<description><![CDATA[<p> Os incêndios florestais podem afetar a saúde do pulmão e até aumentar o risco de AVC. Veja dicas de como se prevenir principalmente com a chegada do verão.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/incendios-florestais-como-afetam-a-nossa-saude/">Incêndios florestais: Como afetam a nossa saúde?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a probabilidade de chegar a uma intensidade muito alta entre a primavera e o início do verão, o El Niño pode aumentar o risco de incêndios florestais e piorar a incidência das queimadas descontroladas.&nbsp;</p>



<p>Devido à liberação de uma grande quantidade de fumaça e partículas tóxicas na atmosfera, esses fenômenos podem trazer prejuízos à saúde, como crises de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/asma/">asma</a>, redução no crescimento da capacidade pulmonar em crianças, aumento do risco de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/infarto-do-miocardio-ataque-cardiaco/">infarto</a> e <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-cronicas/hipertensao/avc-acidente-vascular-cerebral-ou-derrame/">AVC</a>, e, até mesmo, o desenvolvimento de <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/drogas-licitas-e-ilicitas/cancer-de-pulmao/">câncer de pulmão</a>.</p>



<p>Neste vídeo, Drauzio Varella fala sobre o impacto dos incêndios florestais.</p>



<iframe loading="lazy" width="1178" height="663" src="https://www.youtube.com/embed/wBGkUyi3oVs" title="" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>



<p><strong>Veja também:</strong> <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/uso-de-mascaras-pode-te-proteger-dos-efeitos-das-queimadas/">Uso de máscaras pode te proteger dos efeitos das queimadas</a></p>



<p></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/videos/coluna/incendios-florestais-como-afetam-a-nossa-saude/">Incêndios florestais: Como afetam a nossa saúde?</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
		
		<series:name><![CDATA[Coluna]]></series:name>
	</item>
		<item>
		<title>Excesso de telas na adolescência: como o uso do celular afeta o sono dos jovens</title>
		<link>https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/excesso-de-telas-na-adolescencia-como-o-uso-do-celular-afeta-o-sono-dos-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriella Zavarizzi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 19:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pediatria]]></category>
		<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hebiatria]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde do Adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[neurologia]]></category>
		<category><![CDATA[telas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drauziovarella.uol.com.br/?p=115986</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uso noturno de telas pode afetar sono, atenção e aprendizado. Neurologista explica sinais de alerta e como reduzir os impactos.</p>
<p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/excesso-de-telas-na-adolescencia-como-o-uso-do-celular-afeta-o-sono-dos-jovens/">Excesso de telas na adolescência: como o uso do celular afeta o sono dos jovens</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para muitos adolescentes, o dia não termina quando as luzes se apagam. O celular fica ao lado da cama, novas notificações continuam chegando, vídeos são reproduzidos em sequência e as redes sociais permanecem disponíveis por toda a madrugada. Esse hábito pode ter um preço: </span><b>menos horas de sono e mais dificuldade para desligar o cérebro.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto das telas sobre o descanso foi um dos temas discutidos durante o </span><b>Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026</b><span style="font-weight: 400;">, realizado em Porto Alegre (RS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Diogo Haddad, neurologista e chefe do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), o sono é provavelmente uma das áreas em que os efeitos do uso excessivo de telas aparecem de forma mais consistente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os impactos vão além da luz da tela</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A exposição à luz durante a noite, principalmente próxima ao horário de dormir, pode </span><b>atrasar a liberação de melatonina e interferir no ritmo circadiano</b><span style="font-weight: 400;">. Mas reduzir o problema à chamada luz azul é insuficiente. Redes sociais, vídeos curtos, jogos e mensagens também </span><b>mantêm o cérebro estimulado quando ele deveria começar a desacelerar</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Muitas vezes, o mais importante é que a tela prolonga o estado de alerta e simplesmente ocupa o tempo que deveria ser destinado ao sono”, explica Haddad.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O celular ao lado da cama pode ainda </span><b>interromper o descanso</b><span style="font-weight: 400;"> por causa de notificações e da expectativa de receber uma nova mensagem. Nas redes sociais, soma-se a sensação de que é preciso permanecer conectado para não perder uma conversa, publicação ou interação nova.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na adolescência, esse comportamento encontra ainda uma característica fisiológica dessa fase da vida. Há uma tendência natural a dormir e acordar mais tarde, enquanto a rotina escolar frequentemente exige que o jovem desperte cedo. Segundo o médico, quando o uso das telas avança pela noite, essa combinação pode resultar em </span><b>privação crônica de sono</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que acontece quando o adolescente dorme menos?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de sono pode aparecer no dia seguinte em forma de </span><b>sonolência, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda no desempenho escolar</b><span style="font-weight: 400;">. Em situações de privação de sono, a dificuldade para acordar também pode interferir na rotina e nas primeiras atividades do dia.</span></p>
<p><b>O aprendizado é outro ponto de atenção</b><span style="font-weight: 400;">. Além da importância do sono para processos relacionados à memória e à consolidação de informações, o próprio modo como as telas são utilizadas pode interferir na capacidade de concentração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O neurologista chama a atenção especialmente para a fragmentação da atenção quando o adolescente tenta estudar enquanto alterna constantemente entre mensagens, vídeos, redes sociais e outras tarefas. “O cérebro não realiza várias tarefas complexas simultaneamente tão bem quanto imaginamos; na maior parte do tempo, ele está alternando rapidamente a atenção entre elas”, afirma.</span></p>
<p><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/o-horario-de-aula-matutino-prejudica-o-sono-de-criancas-e-adolescentes/" target="_blank" rel="noopener"><b>O horário escolar também pode agravar a privação de sono</b></a><span style="font-weight: 400;">. Um </span><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6291308/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo</b></a><span style="font-weight: 400;"> realizado em duas escolas públicas de Seattle, nos Estados Unidos, ajuda a dimensionar esse impacto. Após o início das aulas ser adiado de 7h50 para 8h45, os adolescentes passaram a dormir, em média, 34 minutos a mais por noite. Publicada na revista</span><i><span style="font-weight: 400;"> Science Advances</span></i><span style="font-weight: 400;">, a pesquisa também identificou aumento de 4,5% nas notas e, em uma das escolas avaliadas, melhora na frequência e na pontualidade dos alunos. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">O estudo foi uma das evidências apresentadas durante o </span><b>Brain Congress</b><span style="font-weight: 400;"> por Dalva Poyares, neurologista, doutora e livre-docente em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), durante a palestra “Hiperconectados e hiperativados: o sono perdido de uma geração”, que abordou a relação entre horários escolares e o relógio biológico dos adolescentes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Telas afetam a saúde mental?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação entre uso de telas e saúde mental é mais complexa do que uma simples relação de causa e efeito. Nem todo adolescente que passa muitas horas conectado desenvolverá <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/o-que-e-ansiedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ansiedade</strong></a> ou <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>depressão</strong></a>. Por outro lado, determinados padrões de uso de redes sociais estão associados a maior ansiedade, sintomas depressivos, dificuldades de autoestima e insatisfação com a própria imagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comparação social, o </span><i><span style="font-weight: 400;">cyberbullying</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a exposição frequente a conteúdos inadequados também podem contribuir para esse cenário. Haddad ainda ressaltou que associação não significa necessariamente causalidade, e há também uma relação inversa: adolescentes que já enfrentam sofrimento psíquico podem passar mais tempo conectados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, mais importante do que atribuir às telas isoladamente uma mudança de comportamento é observar como o uso digital se relaciona com a rotina do adolescente. Queda importante no rendimento escolar, abandono de atividades que antes despertavam interesse, irritabilidade intensa quando é preciso interromper o uso e dificuldade para controlar o tempo conectado estão entre os sinais que merecem atenção.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/como-a-internet-pode-impactar-a-saude-mental-dos-adolescentes/" target="_blank" rel="noopener">Como a internet pode impactar a saúde mental dos adolescentes?</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>E o cérebro do adolescente?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A adolescência é marcada por intensa maturação cerebral. Redes relacionadas ao controle executivo, planejamento, tomada de decisões e regulação emocional continuam em desenvolvimento, enquanto sistemas envolvidos em recompensa, novidade e reconhecimento social têm particular relevância nessa fase.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As plataformas digitais oferecem justamente estímulos capazes de mobilizar esses sistemas: novidades constantes, recompensas rápidas, aprovação social e uma quantidade praticamente infinita de conteúdo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Haddad, essa dinâmica pode favorecer um padrão de busca frequente por estímulos e tornar mais difícil sustentar a atenção em atividades menos imediatamente recompensadoras. Isso, porém, não significa que as telas estejam “destruindo” o cérebro dos jovens.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Precisamos ter cuidado com afirmações como ‘a tela está destruindo ou alterando permanentemente o cérebro dos adolescentes’. A neuroplasticidade faz parte do desenvolvimento normal, e ainda não temos evidência para conclusões tão deterministas”, diz o especialista. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se sabe é que </span><b>experiências repetidas ajudam a moldar hábitos e circuitos cerebrais</b><span style="font-weight: 400;">. Por isso, na avaliação do neurologista, importa não apenas quanto tempo o adolescente passa diante de uma tela, mas como e para que essas tecnologias são utilizadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Existe um limite seguro para o tempo de tela?</b><b><br />
</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe um número de horas que possa ser considerado universalmente seguro para todos os adolescentes. </span><b>A </b><a href="https://www.sbp.com.br/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/" target="_blank" rel="noopener"><b>Sociedade Brasileira de Pediatria</b></a><b> recomenda, para jovens de 11 a 18 anos, duas a três horas diárias de telas para uso recreativo</b><span style="font-weight: 400;">, incluindo videogames, e orienta que adolescentes não passem a noite conectados. Recomendações baseadas em tempo, porém, são apenas uma parte da análise.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Haddad acrescenta que diretrizes mais recentes têm dado cada vez mais importância também à </span><b>qualidade e ao contexto do uso</b><span style="font-weight: 400;">. “Uma hora conversando por vídeo com familiares, estudando ou criando alguma coisa não equivale necessariamente a uma hora de consumo passivo e contínuo de vídeos curtos antes de dormir.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para avaliar se o uso está se tornando problemático, ele recomenda considerar pelo menos quatro aspectos: quanto tempo o adolescente passa conectado, o que faz nesse período, em que horário utiliza os dispositivos e o que aquela atividade está substituindo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma atividade digital realizada durante o dia não necessariamente tem o mesmo impacto que horas de vídeos ou jogos durante a madrugada. Da mesma forma, conteúdos educativos, atividades criativas e interações sociais significativas podem ter efeitos diferentes de um uso compulsivo ou predominantemente passivo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Talvez a pergunta mais útil para os pais não seja simplesmente ‘quantas horas meu filho fica no celular?’, mas ‘o celular está prejudicando o sono, os estudos, a atividade física, as relações familiares ou a capacidade dele de ficar algum tempo desconectado?’”, orienta.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como estabelecer uma relação mais saudável com as telas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Recomendações de saúde e bem-estar digital apontam algumas medidas que podem ajudar a proteger o sono e preservar espaços importantes da rotina:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar o uso de telas próximo ao horário de dormir;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter o celular longe da cama durante a noite, reduzindo estímulos e interrupções por notificações;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estabelecer horários e ambientes livres de telas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">evitar aparelhos durante as refeições e em momentos de convivência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fazer pausas e preservar a atividade física ao longo do dia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">garantir tempo adequado de sono para a faixa etária;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">conversar sobre os conteúdos acessados e as experiências vividas nas redes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">utilizar ferramentas de controle parental quando necessário, sem substituir o diálogo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital também ganhou novas regras no Brasil. O </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15211.htm" target="_blank" rel="noopener"><b>Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Digital), instituído pela Lei nº 15.211/2025</b></a><span style="font-weight: 400;">, estabelece obrigações para plataformas digitais e medidas relacionadas à proteção de menores no ambiente online.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo não é transformar a tecnologia em inimiga — Haddad conclui que ela faz parte da vida, da educação e das relações sociais dessa geração. O desafio é ensinar adolescentes a utilizar a tecnologia sem permitir que ela ocupe justamente os espaços fundamentais para um desenvolvimento cerebral e emocional saudável: sono, movimento, aprendizado, convivência e experiências no mundo real.</span></p>
<p><strong>Veja também: <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/os-maleficios-do-uso-de-telas-na-infancia-e-na-adolescencia-entrevista-com-daniel-becker/" target="_blank" rel="noopener">Os malefícios do uso de telas na infância e na adolescência | Entrevista com Daniel Becker</a></strong></p><p>The post <a href="https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/excesso-de-telas-na-adolescencia-como-o-uso-do-celular-afeta-o-sono-dos-jovens/">Excesso de telas na adolescência: como o uso do celular afeta o sono dos jovens</a> first appeared on <a href="https://drauziovarella.uol.com.br">Portal Drauzio Varella</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
