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	<title>BioAgroEnergia</title>
	
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		<title>Os combustíveis e a lógica aristotélica de Dilma</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 03:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o temperamental Itamar Franco, nunca houve um Presidente da República brasileiro que tenha sido tão estudado antecipadamente como a nossa atual Presidenta Dilma Rousseff. Itamar, pelo inesperado desenrolar do Governo Collor, que o trouxe à Presidência como um político que &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/09/os-combustiveis-e-a-logica-aristotelica-de-dilma/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/09/os-combustiveis-e-a-logica-aristotelica-de-dilma/digital-camera/" rel="attachment wp-att-13192"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13192" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/05/Kollegiengebaeude_I_Aristoteles-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Desde o temperamental Itamar Franco, nunca houve um Presidente da República brasileiro que tenha sido tão estudado antecipadamente como a nossa atual Presidenta Dilma Rousseff. Itamar, pelo inesperado desenrolar do Governo Collor, que o trouxe à Presidência como um político que havia sido eleito &#8220;vice&#8221; apenas para &#8220;formar chapa&#8221;, sem qualquer identificação com os ideais que nortearam a assombrosa eleição de Collor. Dilma, por suas características de personalidade marcante, reconhecido conhecimento técnico e acadêmico, declarada aversão aos &#8220;humores&#8221; dos políticos do Planalto e ungida candidata pelo Presidente mais popular que a República conheceu.</p>
<p>Pois bem: para quem a estudou, ela não está causando qualquer surpresa, muito pelo contrário. Esperava-se dela um primeiro ano de mandato onde iria, com a velocidade adequada, mover-se para uma distância prudente (mas carinhosa) de seu padrinho e conselheiro para, em seu segundo ano, começar de fato seu governo. A infeliz chegada da doença que atingiu o ex-Presidente Lula só fez adiantar o processo, aliado ao alto e até certo ponto inesperado índice de popularidade e aceitação que a nova Presidenta atingiu. Como dizemos no interior, &#8220;caiu no gosto do povo&#8221;. </p>
<p>&#8220;Iniciado&#8221; de verdade seu governo, Dilma tem agido absolutamente dentro da lógica que se esperava dela. Rapidamente colocou gente técnica em postos chave do Governo, ignorou as inaceitáveis quotas partidárias para nomeação de Ministros e &#8220;bateu de frente&#8221; com a tal &#8220;base aliada&#8221;, aproveitando-se da imensa (e merecida) impopularidade usufruida por nossos políticos e a ausência completa de uma oposição minimamente estruturada. Dentro da sua lógica, alterou completamente o quadro diretivo (e mais importante, o direcionamento empresarial) da Petrobras, vai vetar vários pontos do Código Florestal e mexeu destemida no mais sensível vespeiro da economia tupiniquim: a questão dos juros e do lucro dos bancos.</p>
<p>Depois de tanta filosofia, ciência política e economia, vamos ao que interessa. Diz a lógica de Dilma que dentro em breve ela vai mesmo aumentar os preços dos combustíveis. Isto faz todo o sentido e já foi mais que anunciado. BioAgroEnergia já tinha dito em 26 de março, no artigo &#8220;Preço dos combustíveis &#8211; o discurso está mudando&#8221; **, que a Petrobras estava preparando o espírito dos brasileiros para esta mudança. A bem da verdade, a alteração dos preços nas bombas mal vai ser notada, tamanha a disparidade que impera em nosso País. 10% de aumento, como já estão prevendo os analistas mais apressados, é a diferença que já existe no preço de gasolina em dois postos quase vizinhos aqui em uma avenida de São Paulo. O momento é perfeito: inflação sob controle (muito por conta de incertezas na atividade econômica em vários setores de negócios), taxa Selic em queda para estimular algum crescimento interno em um novo momento global adverso e câmbio em níveis que auxiliam as atividades de exportação e inibem importações.<span id="more-13172"></span></p>
<p>A Petrobras já &#8220;deixou escapar&#8221; que vai segurar os investimentos fora do país, o que faz todo o sentido,  concentrar-se na exploração e acelerar as obras de novas refinarias. Para isto necessita equilibrar urgentemente seu caixa. O fato do preço do Brent ter caído em relação ao que vigorava quando de nosso <em>post</em> de fim de março é irrelevante, pois o câmbio só fez fortalecer. Para que a decisão lógica fique completa, entendemos que nossa Presidenta, em parceria com Graça Foster,  deva esperar apenas que deslanche a moagem de cana-de-açúcar no Centro Sul do País. Aí então, ensinaria Aristóteles, Dilma aumenta o preço da gasolina (e do diesel por tabela) e volta a incorporar 25% de etanol anidro na mistura. Aproveita os meses  da safra e estimula com isto a produção de álcool, em um momento de queda nas cotações internacionais de açúcar. Se o País tiver (e vai ter) &#8211; ainda assim &#8211; que importar gasolina (e etanol) lá pelo final do ano, o mundo será outro.  O muito que ainda falta de 2012 promete emoções fortes e grandes alternâncias na ordem econômica mundial. A lógica manda que se use o momento para esta quebra de paradigma nos preços dos combustíveis, quando tudo está a favor, até porque lá na frente uma sucessão de fatores vai  mostrar que a hora da mudança é realmente agora.</p>
<p>*A lógica aristotélica foi o primeiro tratado grego sobre a sistematização da lógica. No estudo de Aristóteles sobre o silogismo é feita uma interessante comparação com o esquema de inferência dos indianos e com a menos rígida discussão chinesa. Grécia, China e Índia foram as três Nações onde nasceu o estudo da lógica. Silogismo é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita.</p>
<p>**<a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/26/precos-dos-combustiveis-o-discurso-esta-mudando/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/26/precos-dos-combustiveis-o-discurso-esta-mudando/</a></p>
<p>Ilustração: estátua de Aristóteles, na Universidade de Freiburg, Alemanha, em commons.wikimedia.</p>
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		<title>A “nova” poupança e os investimentos no agronegócio</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 16:51:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>

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		<description><![CDATA[A nova regra anunciada para a remuneração das cadernetas de poupança tem um efeito prático imediato e simples, particularmente para os pequenos poupadores, pois toca um ícone da mentalidade econômica de milhões de brasileiros, pouco afeitos à sofisticação de outros tipos &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/06/a-nova-poupanca-e-os-investimentos-no-agronegocio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/06/a-nova-poupanca-e-os-investimentos-no-agronegocio/cerrad1-6/" rel="attachment wp-att-13052"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13052" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/05/CERRAD1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A nova regra anunciada para a remuneração das cadernetas de poupança tem um efeito prático imediato e simples, particularmente para os pequenos poupadores, pois toca um ícone da mentalidade econômica de milhões de brasileiros, pouco afeitos à sofisticação de outros tipos de investimento financeiro.</p>
<p>Pretendemos trazer à reflexão o que esta importante mudança pode acarretar para as decisões dos grandes investidores, sem esquecer aqueles com possibilidades de captar fundos no Exterior e interná-los fazendo aplicações financeiras que lhes rendiam (ainda rendem) fortunas. Em certos casos, ao examinar os balanços de grandes empresas que operam no Brasil, multinacionais ou não, notamos que o resultado financeiro é muitas vezes superior à renda operacional. Uma distorção que o governo Dilma Rousseff pretende atacar &#8211; a primeira grande estocada vem com a mudança das regras da poupança, quebrando a trava para viabilizar a queda rápida e previsível da taxa SELIC e afetando diretamente os níveis de juros cobrados pelo sistema financeiro do País.</p>
<p>Claro que BioAgroEnergia não é o fórum próprio para se debater ou analisar as consequências destas alterações, cujas repercussões já estão sendo debatidas por quem domina o assunto. O que queremos refletir aqui é sobre a importância destas mudanças para o perfil de investimentos no Brasil e a grande oportunidade que se materializa em ver este dinheiro que hoje é investido com caráter de mera especulação financeira ser canalizado para inversões em terras, em atividades agropecuárias e na agroindústria.<span id="more-12992"></span></p>
<p>Não precisamos repisar a realidade que mostra o Brasil como o grande celeiro do mundo. A produção de alimentos encontra em nosso País área agricultável não ou mal explorada em larga escala; clima adequado para a produção de todo e qualquer tipo de alimento e criação de suínos, bovinos e aves; abundância de água (grande problema na maior parte do globo); potencial de geração de energia; repositório de pesquisas genéticas de ponta e por aí vamos. Qualquer investidor atento, estrangeiro ou local, nota com facilidade que, no momento em que for fechada a torneira do ganho financeiro fácil, é no campo e na agroindústria que seu dinheiro vai encontrar retorno mais seguro.</p>
<p>Tudo muito bonito e simples de raciocinar. Mas com não há bela sem senão, aqui colocamos, para fechar nossa reflexão, três pontos que necessitam ser rapidamente resolvidos para que esta oportunidade que logo vai surgir não desapareça por conta destes obstáculos: 1. a rápida solução das regras do Código Florestal; 2. a definição, de uma vez por todas, da regulação sobre o tema de propriedade de terras por estrangeiros; e, 3. a questão de infra-estrutura no País, desde o tema dos transportes terrestres até a adequação de nossos portos.</p>
<p>Vamos pensar sobre isto, senhores governantes. A iniciativa privada está fazendo sua parte nas questões de infraestrutura &#8211; falta a do geverno&#8230;. Mas não há como interferir na lentidão exasperante com que se resolvem questões de segurança jurídica, cruciais para sustentar a atração por novos investimentos na agricultura, pecuária e agroindústria!</p>
<p>Foto:  &#8220;Cerrado, Pirenópolis&#8221;, por MarcosViniciusrs, encontrada em commons. wikimedia.</p>
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		<title>Cosan/Comgás – “On s’engage, et alors on voit”</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:21:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os analistas que vem se debruçando sobre o memorando de entendimento hoje anunciado*, onde  o britânico BG Group vende à brasileira Cosan a sua participação de 60,1% na Comgás (por 1,8 bilhão de dólares) estão se perguntando qual é a relação direta entre &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/03/cosancomgas-on-sengage-et-alors-on-voit/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/03/cosancomgas-on-sengage-et-alors-on-voit/logodacosan/" rel="attachment wp-att-12892"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12892" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/05/LogodaCosan-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Os analistas que vem se debruçando sobre o memorando de entendimento hoje anunciado*, onde  o britânico BG Group vende à brasileira Cosan a sua participação de 60,1% na Comgás (por 1,8 bilhão de dólares) estão se perguntando qual é a relação direta entre Cosan e Comgás. Estão focalizados na questão errada. O certo é perguntar: &#8220;por que o empresário Rubens Ometto Silveira Mello interessou-se por um negócio aparentemente tão distante de suas origens no setor canavieiro?&#8221;.</p>
<p>O fato é que muitos analistas começam errando ao esquecer que Cosan não é apenas Raízen e Raízen não é Cosan. A &#8220;nova&#8221; Cosan de Rubens Ometto tem a Raízen como uma de suas empresas, mas não é mais &#8220;o negócio de Rubens Ometto&#8221;. A inquietude e visão de Rubens o fez voltar-se a uma miríade de atividades. Deu velocidade e nova estrutura à sua área de logística com a Rumo, desenvolvendo um sistema multimodal para a exportação de açúcar e outros granéis sólidos, investindo também na ALL e colocando seus terminais portuários ( resultado da fusão dos terminais de açúcar da Cosan Portuária e do Teaçu) sob este guarda-chuva. Dá força à Cosan Alimentos, ampliando para outros negócios sua liderança no setor de açúcar refinado das marcas União e da Barra. Cria a Radar Propriedades Agrícolas, dedicada a explorar oportunidades de negócio no mercado imobiliário rural brasileiro. Com a Cosan Lubrificantes e Especialidades controla os ativos de produção e o direito de uso da marca Mobil no Brasil, a sua distribuição na Bolívia, Paraguai e Uruguai e mais recentemente na Europa.<span id="more-12872"></span></p>
<p>Fui expectador privilegiado da maneira de atuar de Rubens Ometto, tendo-o como meu fornecedor de açúcar no final dos anos 90 e depois como &#8220;concorrente&#8221; enquanto na Copersucar e Crystalsev. Trata-se de um empreendedor absolutamente diferenciado, cujo fascínio é de fazer as coisas andarem, sempre. Por isto não surpreende o negócio com a Comgás, ainda mais porque sua sócia Shell também ali está. Para atingir seus objetivos Ometto sempre trabalhou &#8220;alavancado&#8221; financeiramente. Mais do que ninguém sabe viver assim, no &#8220;fio da navalha&#8221;, mas sempre cercado por profissionais de primeira linha e estrita confiança. A Comgás cai como uma luva para a maneira &#8220;Rubens Ometto&#8221; de fazer negócios: cria-lhe endividamento alto mas traz poderosa geração de caixa, alta margem de rentabilidade e contribuição significativa ao patrimônio do grupo. Tudo isto sem fugir tanto de seu negócio de energia.</p>
<p>Talvez ainda mais ousada tenha sido a aquisição da Esso/ExxonMobil brasileira em abril de 2008, desbancando Petrobras e GP Investimentos e, de forma pioneira, levando o etanol para dentro do mundo das petroleiras. Nem sequer chegou a trocar a bandeira dos postos Esso por Cosan pois com a aquisição ganhou musculatura para conversar com Shell de igual para igual (o que acabou por gerar a Raízen).</p>
<p><em><strong>Nota:</strong></em> a frase que intitula este artigo é de Napoleão Bonaparte, em tradução livre: &#8220;Nos envolvemos e depois se vê&#8221; . Deveria ser utilizada por todo empreendedor, pronto para assumir riscos, com um certo grau de irresponsabilidade estudada, mas repleta de ousadia. BioAgroEnergia pensa que vai ser mais um caso de pioneirismo no portfólio da Cosan, com um importante &#8220;business&#8221; vindo de mãos estrangeiras para o patrimônio nacional.</p>
<p><strong>* </strong> já previsto pelo blog Primeiro Lugar &#8211; Exame.com, de Marcelo Onaga,em 12/04/2012.</p>
<p><em><strong>Ilustração:</strong></em> logo Cosan, de domínio público, encontrado em commons.wikimedia</p>
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		<title>Safra C/S de cana “larga” em clima de alta tensão</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 23:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em ocasiões normais a safra de cana-de-açúcar da região Centro Sul do país já está sendo processada a todo vapor neste feriado de primeiro de maio. Este ano estamos começando novamente com problemas. Meses secos em fevereiro e março e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/01/safra-cs-de-cana-larga-em-clima-de-alta-tensao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/05/01/safra-cs-de-cana-larga-em-clima-de-alta-tensao/sugar_cane_2-6/" rel="attachment wp-att-12792"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12792" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/05/Sugar_cane_2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Em ocasiões normais a safra de cana-de-açúcar da região Centro Sul do país já está sendo processada a todo vapor neste feriado de primeiro de maio. Este ano estamos começando novamente com problemas. Meses secos em fevereiro e março e chuvoso demais em abril (inclusive nos últimos dias) mais o temor de geadas com a queda repentina de temperaturas, fazem com que este início de safra seja bastante tenso para o setor. Mas esta é apenas a dificuldade climática, com atraso no desenrolar da moagem.</p>
<p>Outros problemas preocupam. As cotações do açúcar na Bolsa de futuros de NY tem caído seguidamente, com o mercado ignorando mais uma safra brasileira com volume muito aquém de nossa capacidade industrial. Os preços do mercado interno despencaram também, mais de 10%, no mes de abril, fato absolutamente anormal em caso de início lento da produção e com estoques relativamente baixos. O etanol, por seu lado, em nada ajuda a animar o segmento: o preço do hidratado continua competitivo em relação à gasolina apenas em alguns Estados e o anidro permanece com seus valores balizados pelos níveis administrados da gasolina, mantida a mistura em 20%.</p>
<p>Os números de safra são um enigma e as previsões oscilam entre incríveis 470 milhões de toneladas estimados pela respeitada consultoria Canaplan, em 19 de abril, até cerca de 532 milhões de toneladas previstas pela oficial CONAB, em 10/04 (lembremos que a safra passada fechou em torno de 494 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas). O volume de recursos financeiros disponível para o setor é restrito e há drástica queda nos negócios de &#8220;trade finance&#8221; para suportar a necessidade normal de fluxo de caixa no decurso da safra. Enquanto isto, a Unica &#8211; União da Indústria da Cana-de-Açúcar &#8211; passa por um processo de forte re-estruturação, com os novos grupos dominantes no setor tentando acertar pontos com empresas nacionais de peso que permanecem independentes.<span id="more-12752"></span></p>
<p>Para ajudar resta apenas a melhoria do câmbio para o exportador e uma possível baixa de juros bancários impulsionados pelas quedas sucessivas da taxa SELIC. Inspirados pelo Banco do  Brasil e Caixa Economica Federal, os bancos privados estão &#8211; lentamente, diga-se de passagem &#8211; diminuindo seus níveis de juros, por &#8220;livre e espontânea pressão&#8221;, como se depreende da clara mensagem deixada por nossa Presidenta da República em transmissão nacional em horário nobre, na véspera do Dia do Trabalho.</p>
<p>Fato irreversível, na opinião de BioAgroEnergia é que, mais cedo ou mais tarde os estoques mundiais de açúcar vão ceder, os baixos preços internacionais inibirão o crescimento de produção em outros países e o preço da gasolina no Brasil vai ser reajustado dando margem para a subida dos preços do etanol. Aí então o setor vai voltar a ser atraente para novos e necessários investimentos. Infelizmente, não parece ser para já, em mais uma safra em que o segmento canavieiro vai mesmo é lutar pela sua sobrevivencia pura e simples, convivendo com um canavial envelhecido e margens mais do que apertadas.</p>
<p>Ilustração: &#8220;Campo de cana-de-açúcar&#8221;,  encontrada em commons.wikimedia.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Jogo de forças na votação do Código Florestal – atualização</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/23/jogo-de-forcas-na-votacao-do-codigo-florestal/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 01:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova atualização &#8211; 25/04- 23:30 hs.: a Câmara dos Deputados aprovou esta noite as alterações propostas pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG) ao texto do Código Florestal.  274 deputados votaram a favor, 184 contra, e dois se abstiveram. Como havíamos escrito no &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/23/jogo-de-forcas-na-votacao-do-codigo-florestal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/23/jogo-de-forcas-na-votacao-do-codigo-florestal/amazon_manaus_forest-8/" rel="attachment wp-att-12672"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12672" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/04/Amazon_Manaus_forest-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p><strong>Nova atualização &#8211; 25/04- 23:30 hs.: a Câmara dos Deputados aprovou esta noite as alterações propostas pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG) ao texto do Código Florestal.  274 deputados votaram a favor, 184 contra, e dois se abstiveram. Como havíamos escrito no &#8220;post&#8221; original, </strong><strong></strong><strong>o resultado da votação deve ser entendido como uma derrota do governo, contrário às mudanças propostas pelo relator. </strong><strong>O texto segue agora para as mãos da Presidenta Dilma Rousseff. Entre outros, os pontos polêmicos aprovados na Câmara são a <strong>liberação de crédito agrícola para quem desmatou</strong>, a ausência de proteção a<strong> áreas em torno de nascentes de rios, </strong>além da <strong>anistia a desmatamentos em topos de morro e manguezais. Certamente nossa Presidenta prepara sua caneta para vetar vários artigos &#8211; deve estar pronta, outrossim, para comprar mais uma boa briga política.</strong></strong></p>
<p><em><strong>Atualização do post às 23:30 hs. de 24/04: tanto a leitura do relatório do texto do Código Florestal quanto sua votação foram adiados para quarta-feira (25/04). Uma nova sessão foi marcada para às 11h em plenário, quando o parecer será lido pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG). Confirmando o caráter partidário da votação, o PSDB confirmou que vai votar com o relator, agindo como oposição (!!).</strong></em></p>
<p><strong>Texto original de 23/04/2012:</strong></p>
<p>Se efetivamente levado a votação na Câmara dos Deputados, o projeto do novo Código Florestal, já aprovado pelo Senado Federal, vai trazer à tona muito mais do que o anterior debate entre &#8220;ruralistas&#8221; e &#8220;ambientalistas&#8221;. Na verdade as nuances que cercam esta importante decisão levam para as manchetes a disputa política entre os partidos aliados ao Governo, particularmente o PT e o PMDB. Uma pena para a agricultura do País que, justamente um projeto de tal dimensão para o futuro do setor, seja a peça emblemática do momento político difícil que vivemos (embora a habilidade de nossos representantes em Brasília &#8220;faz de conta&#8221; não estar acontecendo).</p>
<p>De um lado o PT da Presidenta Dilma Rousseff (que tem na manga de seu elegante &#8220;tailleur&#8221; o poder de veto) deseja ver ratificado na Câmara o texto que foi aprovado pelo Senado, depois de generosas concessões, ou melhor, discussões. Por outra parte o parecer do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que não agrada ao Palácio do Planalto por entender que o mesmo configura uma anistia aos produtores que já desmataram além do permitido pela legislação.</p>
<p>BioAgroEnergia deseja apenas uma coisa, bem simples. Que se vote finalmente o projeto e vá à sanção de nossa Presidenta. Com vetos ou sem vetos, que entre em vigor de uma vez por todas. O importante é que o Código seja implantado e com sua utilização venham as correções. Já está mais do que claro que não há qualquer possibilidade de entendimento e  aceitação unânimes em torno do tema. Já se esgotaram todos os prazos aceitáveis para debates e arrazoados. Que seja colocado em prática, trazendo um mínimo de segurança jurídica ao campo, dando um pouco de luz a quem planta o equilíbrio do Brasil.</p>
<p>Foto: &#8220;Floresta Amazônica na região de Manaus&#8221;, encontrada em commons.wikimedia</p>
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		</item>
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		<title>Apoio à agro-indústria: “nem por decreto”*</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/12/apoio-a-agro-industria-nem-por-decreto/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 19:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[BioAgroEnergia completa hoje dois exatos anos de existência. Em 12 de abril de 2010 publicamos &#8220;O Agronegócio Salva a Pátria-Mãe (Outra Vez&#8230;)&#8221;. De lá até hoje foram 166 posts escritos com muito cuidado e principalmente com o orgulho de fazer &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/12/apoio-a-agro-industria-nem-por-decreto/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/12/apoio-a-agro-industria-nem-por-decreto/florence_sugar_cane_mill-4/" rel="attachment wp-att-12592"><img class="alignleft size-medium wp-image-12592" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/04/Florence_sugar_cane_mill-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" /></a>BioAgroEnergia completa hoje dois exatos anos de existência. Em 12 de abril de 2010 publicamos &#8220;O Agronegócio Salva a Pátria-Mãe (Outra Vez&#8230;)&#8221;. De lá até hoje foram 166 <em>posts</em> escritos com muito cuidado e principalmente com o orgulho de fazer parte de tão seleto grupo de articulistas da rede Exame de blogs, sempre carregando a responsabilidade de passar a melhor informação e opinião ao leitor que nos brinda com seu tempo.</p>
<p>Por este motivo, faz uma semana que pensamos preparar um artigo que fosse especial, baseado no pacote de ajuda para a indústria emitido pelo Governo Federal em 4 de abril passado, sob rufar de tambores e alardeado como uma nova fase do projeto Brasil Maior. Confesso que nunca examinei tantos comentários de especialistas de diferentes formações acadêmicas para juntar estas quinhentas e poucas palavras. O motivo é simples: temor confesso das palavras &#8220;plano&#8221; e &#8220;pacote&#8221;. Eles me trazem à mente o imortal Vinicius e seu Canto de Ossanha: &#8220;O homem que diz &#8216;dou&#8217; não dá! Porque quem dá mesmo, não diz!&#8221; . Ou seja, quando se faz muito barulho, normalmente é para resolver problemas pontuais e mostrar movimento. Quando se quer resolver questões fundamentais, vai-se direto ao assunto, sem alarde, faz-se as mudanças e as aplica. Só se dá conta do que foi feito quando aparecem os resultados.<span id="more-12502"></span></p>
<p>O fato é que encontrei apenas <em><strong>uma</strong></em> unanimidade em toda a minha leitura: o &#8220;pacote&#8221; impulsionado pelas arcas do BNDES (como sempre), que inclui corte de impostos para algumas indústrias, aumento de tributo sobre importados e preferência para compra de produtos nacionais pelo governo, <em><strong>vai ter um impacto mínimo para aumentar a competitividade externa da indústria brasileira</strong></em>. Simplesmente porque são &#8220;remendos&#8221;, muitos deles que jamais vão sair do papel ou do caixa de nosso generoso mas atento banco de fomento. O cerne do problema de nossa indústria (e de nossa economia como um todo) mais uma vez não é atacado: as reformas tributárias e da previdência, que atinjam a todos e não a um grupo selecionado de indústrias, a questão de investimento planejado em infraestrutura, os problemas de educação (é sim, educação, pois não temos mais profissionais qualificados para atender qualquer crescimento maior de nossa indústria).</p>
<p>Feita esta análise de fundo, fui olhar a agro-indústria, que na verdade está mais sob a alçada de BioAgroEnergia do que os comentários acima registrados. Que surpresa: não encontrei nada. Ou melhor, encontrei o amargor de que nossa agro-indústria não recebeu nada. Por exemplo, o governo não incluiu a cadeia produtora e exportadora de carnes e lácteos entre os beneficiários do pacote. Talvez iludido pelo fato de que nosso país seja hoje líder mundial na exportação de aves (3,9 milhões de toneladas), carne bovina (1,65 milhão de toneladas) e suínos (600 mil tons), o governo ignora as dificuldades por que passam esses setores industriais, com o custo Brasil impactando diretamente nos resultados deste setor da agro-indústria. E por aí vai. &#8220;Nem por decreto&#8221; nosso agronegócio e &#8211; neste caso específico &#8211; nossa agro-indústria, recebem a atenção especial que seu papel em nossa balança comercial e no controle de nossa inflação interna fazem por merecer.</p>
<p>*&#8221;nem por decreto&#8221; é uma expressão popular que significa algo como &#8221;em hipótese alguma&#8221;, querendo dizer que mesmo que as autoridades decidam mudar algo isto não vai necessàriamente acontecer. Encontramos um exemplo curioso, de antigamente: &#8220;Aquela moça não vai aceitar meu pedido de namoro &#8216;nem por decreto&#8217;&#8221;.</p>
<p>Ilustração: &#8220;Moenda de Cana-de-Açúcar em São Carlos&#8221;, por Hércules Florence, 1840. Foto de domínio público encontrada em commons.wikimedia.</p>
<p align="left"> </p>
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		<title>Produção de biocombustíveis na África</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/04/producao-de-biocombustiveis-na-africa/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Apr 2012 03:20:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um interessante evento foi organizado nos dias 2 e 3 de abril pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Assessoria Especial para Assuntos Internacionais da Casa Civil e a Universidade de São Paulo, realizado na FEA-USP &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/04/producao-de-biocombustiveis-na-africa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/04/04/producao-de-biocombustiveis-na-africa/africa-map/" rel="attachment wp-att-12422"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12422" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/04/Africa-map-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Um interessante evento foi organizado nos dias 2 e 3 de abril pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Assessoria Especial para Assuntos Internacionais da Casa Civil e a Universidade de São Paulo, realizado na FEA-USP (sessão técnica) e no agradável Salão dos Pratos do Palácio dos Bandeirantes. O título da conferência, &#8220;Brasil, Itália e África pela produção sustentável de biocombustíveis&#8221;. Presenças marcantes como da Secretária da Agricultura e Abastecimento, Mônika Bergamaschi, do Ministro italiano do Meio Ambiente, Terra e Mar, Corrado Clini, entre outros especialistas no tema, inclusive de empresas europeias e africanas ligadas aos biocombustíveis e meio ambiente. O comando dos trabalhos esteve a cargo do sempre brilhante professor José Goldemberg ( além de ex-reitor da USP, presidente da Sociedade Brasileira de Física e no governo federal, Secretário da Ciência e Tecnologia, Ministro da Educação e Secretário do Meio Ambiente).</p>
<p>A primeira questão que surge é o por que da Itália estar presente, inclusive com delegação comandada por um Ministro. Muito simples: os italianos são provavelmente os europeus com maior desenvolvimento tecnológico na produção de partes sofisticadas para a indústria de biocombustíveis e o país que mais trabalha em pesquisa e desenvolvimento nesta área. Tem grande interesse no crescimento de uma produção sustentada de biodiesel e etanol na África, para poder aumentar o uso de biocombustíveis em sua própria matriz energética. Seus representantes acrescentaram muito aos debates e à troca de informações. Um primeiro ponto que nos chamou a atenção foi identificar que a indústria de base brasileira, tão especializada em equipamentos para usinas e destilarias, enfrenta forte concorrência de produtores indianos no ainda incipiente desenvolvimento de projetos africanos, em particular no Leste do continente.<span id="more-12312"></span></p>
<p>Impossível resumir neste espaço todo o material de qualidade que foi trazido a discussão. Infelizmente a conclusão que se chega é que há muitíssimo a ser feito e o mundo não deve esperar para logo qualquer aumento significativo de produção partindo da África. Afora projetos em andamento efetivo em Angola e Moçambique (com a participação de empresas brasileiras) e alguma coisa sendo desenvolvida em Guiné-Bissau, Botswana, Burkina-Fasso e Tanzânia, os problemas são  de difícil solução a curto ou médio prazos (em que pese todo este interesse que ronda o assunto). A conclusão que se chega é que 1. falta capital para aplicação em desenvolvimento tecnológico, tanto agrícola como industrial; 2. há escassez generalizada de energia elétrica; 3. há poucos estudos de zoneamento agrícola nos países com maior potencial aparente de produção de cana ou sorgo; 4. falta capital para investimento em projetos de porte, seja na área agrícola como na de produção industrial. Isto tudo sem contar que, em um continente ainda com tanta pobreza e tantas questões políticas internas a resolver, há outras prioridades a serem atendidas.</p>
<p>No entanto é de se louvar um encontro como este. Uma eventual implantação em larga escala, com financiamento internacional, de projetos para produção de biocombustíveis na África seria um grande passo para se estimular um mais rápido desenvolvimento do continente. O fato visível é que em muitos países africanos estão disponíveis áreas agricultáveis extensas e clima adequado para o desenvolvimento futuro da produção de alimentos e biocombustíveis. Com isto, os organizadores desta conferência deram um passo a mais para transferir conhecimento. É o melhor que se pode fazer neste momento: ensinar a êles, que nos admiram, como se pesca!</p>
<p>Ilustração: Mapa da África, de domínio público, produzido em 2011 pela CIA, encontrado em commons.wikimedia.</p>
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		</item>
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		<title>Preços dos combustíveis – o discurso está mudando</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/26/precos-dos-combustiveis-o-discurso-esta-mudando/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 12:11:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela primeira vez a Presidente da Petrobras, Graça Foster, diz com todas as letras, que mantendo-se o preço do petróleo nos mercados internacionais aos níveis de US$ 120.00 por barril &#8220;um aumento no preço dos combustíveis será inexorável&#8221;. Na sexta-feira, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/26/precos-dos-combustiveis-o-discurso-esta-mudando/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/26/precos-dos-combustiveis-o-discurso-esta-mudando/maria_1-2/" rel="attachment wp-att-12252"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12252" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/03/MARIA_1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Pela primeira vez a Presidente da Petrobras, Graça Foster, diz com todas as letras, que mantendo-se o preço do petróleo nos mercados internacionais aos níveis de US$ 120.00 por barril &#8220;um aumento no preço dos combustíveis será inexorável&#8221;. Na sexta-feira, 23 de março, os mercados futuros encerraram-se a US$ 106.36 para o barril de petróleo tipo leve, cotado em NY, e em Londres o tipo Brent, usado referencialmente para o Brasil, a US$ 125.13, ambos para a posição de maio/12. Especialistas que acompanham de perto os movimentos da Petrobras já haviam estimado nesta semana passada que a estatal não conseguirá segurar os preços de gasolina e diesel além de meados de maio, dentro do quadro atual de mercado.</p>
<p>A decisão confirmada do governo iraniano de cortar as exportações diárias de petróleo tem sido o grande causador desta manutenção dos preços a estes níveis. Graça Foster admite que os valores internacionais podem bater US$ 130.00 por barril antes de retrocederem. Outro ponto que ela admite francamente é que a Petrobras tem caixa para &#8220;bancar&#8221; os preços correntes dos derivados por algum tempo, mas sem grande elasticidade. Também aceita que o governo federal, na condição de sócio majoritário, acaba por ter influência mais do que importante em decisões deste porte. Mas outro sinal que ajuda a esta mudança de discurso é de que o ritmo de crescimento do índice inflacionário tem decrescido, o que abre as portas a um possível reajuste. Estamos sentindo sinais daquela anedota de que &#8220;o gato subiu ao telhado&#8230;&#8221;, ou seja, está sendo preparado o espírito dos interessados (todos os brasileiros!) para uma mudança de postura à qual o país não está acostumado.<span id="more-12232"></span></p>
<p>Um efeito colateral importante desta eventual mudança de posicionamento da Petrobras está ligado à questão de produção de etanol. Nas próximas semanas começa em força a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, com uma previsão de safra nada famosa, apesar de que superior ao desastre dos números da safra recém finda. Hoje a tendência é de termos novamente uma safra &#8220;açucareira&#8221;, eis que os preços atuais e futuros do açúcar para exportação e mercado interno tendem a remunerar o produtor de forma melhor do que o etanol. A perspectiva de alteração no preço da gasolina pode mudar este raciocínio em um momento em que o setor sucroalcooleiro ainda define sua estratégia de moagem. Vamos ficar atentos aos próximos movimentos, com a percepção clara de que agora a conversa é outra!</p>
<p>Foto: Graça Foster &#8211; Presidente da Petrobras, por Agência Brasil, encontrada em commons. wikimedia.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Biblioteca do agronegócio e de energia</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/21/biblioteca-do-agronegocio-e-de-energia/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 20:03:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é nada fácil encontrar literatura com linguajar acessível e com um viés prático nestes segmentos do agro e de energia. Por este motivo vamos listar aqui alguns títulos, em sua maioria recentes, que devem estar na biblioteca de quem &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/21/biblioteca-do-agronegocio-e-de-energia/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/21/biblioteca-do-agronegocio-e-de-energia/olympus-digital-camera/" rel="attachment wp-att-12201"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-12201" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/03/Alte_Buecher-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Não é nada fácil encontrar literatura com linguajar acessível e com um viés prático nestes segmentos do agro e de energia. Por este motivo vamos listar aqui alguns títulos, em sua maioria recentes, que devem estar na biblioteca de quem se interessa pelos assuntos mencionados:</p>
<ul>
<li><em><strong>Curso de Direito da Energia &#8211; Tomo I &#8211; Da História</strong></em>, de Luiz Antonio Ugeda Sanches (Instituto Geodireito, 2011) -  para mergulhar no estudo do setor de energia, tão carente de bibliografia, Ugeda Sanches inicia sua caminhada com esta interessante obra que vasculha desde os primórdios da legislação monárquica até o momento atual com as discussões que rondam a geração do pré-sal.</li>
<li><em><strong>Derivativos Agrícolas</strong></em>, de Arnaldo Luiz Corrêa e Carlos Raíces (Ed. Globo, 2005) &#8211; este trabalho continua sendo a bíblia do complexo assunto dos derivativos agrícolas. A forma com que Arnaldo Corrêa e Carlos Raíces tratam de tão acadêmico tema serve para todos, inclusive os atuantes em derivativos não agrícolas, que desejam entender melhor os fundamentos de análise técnica, hedge, opções, arbitragens ou swaps.</li>
<li><em><strong>Sistema Privado de Financiamento do Agronegócio</strong></em>, de Renato M. Buranello (Ed. Quartier Latin, 2ª. ed. 2011) &#8211; outra obra referencial que não pode faltar em qualquer biblioteca de quem lida com o agronegócio. Antes de tratar especificamente dos novos títulos do agronegócio, o autor faz uma aprofundada viagem pelo regime jurídico que rege o agronegócio, bem como temas de política agrícola e gestão do complexo agroindustrial.</li>
<li><em><strong>Agro em Foco</strong></em> (Editora Mundo, Curitiba PR) &#8211; uma revista para se colecionar. Está nas bancas a edição número 1 (fevereiro-março 2012). Seu conteúdo e formato são muito interessantes e não tem prazo de validade. Uma revista para se guardar e consultar no futuro como uma referencia deste momento do agronegócio. Além da Agro em Foco, a Editora publica outras 3 revistas incluindo Mundo Logística, sobre logística e supply chain.</li>
<li><em><strong>Direito do Agronegócio &#8211; Mercado, Regulação, Tributação e Meio Ambiente</strong></em>, vários autores (Ed. Quartier Latin, 2011) &#8211; compilação de vários artigos, publicada inicialmente em inglês em 2010 e posteriormente no Brasil, onde especialistas nas diversas áreas do agronegócio e energia trazem interessantes textos cobrindo as várias facetas do mundo agro, conforme reza seu título. Mercado, regulação, tributação e meio ambiente são estudados de forma didática nesta importante obra. A apresentação é do autor de um dos artigos, José Roberto Mendonça de Barros, uma das maiores autoridades brasileiras nos temas versados. </li>
</ul>
<p>Ilustração: &#8220;Livros Antigos&#8221;, de domínio público, encontrada em commons.wikimedia</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Geração de energias renováveis – modelo a ser seguido</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/16/geracao-de-energias-renovaveis-modelo-a-ser-seguido/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/16/geracao-de-energias-renovaveis-modelo-a-ser-seguido/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 11:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[A CPFL Energias Renováveis anunciou ter adquirido 100% dos ativos de co-geração de energia elétrica de uma SPE controlada pela Usina Açucareira Ester, em Cosmópolis/SP, da tradicional família Coutinho Nogueira. A transação prevê também que a CPFL Renováveis realizará investimentos para aumentar &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/16/geracao-de-energias-renovaveis-modelo-a-ser-seguido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/16/geracao-de-energias-renovaveis-modelo-a-ser-seguido/155px-windmills_d1-d4_thornton_bank-3/" rel="attachment wp-att-12071"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12071" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/03/155px-Windmills_D1-D4_Thornton_Bank2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A CPFL Energias Renováveis anunciou ter adquirido 100% dos ativos de co-geração de energia elétrica de uma SPE controlada pela Usina Açucareira Ester, em Cosmópolis/SP, da tradicional família Coutinho Nogueira. A transação prevê também que a CPFL Renováveis realizará investimentos para aumentar a eficiência da produção e co-geração da usina, aumentando o volume de energia elétrica de 11 MW médios em 2012 para até 16,3 MW médios em 2016. Esta nova aquisição, somada a outras 3 usinas em operação, levam a CPFL Renováveis a atingir um portfólio de 175 MW de potência a partir de biomassa. Adicionalmente, estão em fase de construção mais 4 unidades com uma capacidade instalada de 195 MW com entrada em operação prevista até 2013. O portfólio da companhia nas três fontes em que atua – PCHs, parques eólicos e usinas a biomassa – passa a somar 850 MW em operação e 885 MW em construção.</p>
<p>Este movimento nos lembra a relativamente recente entrada das petroleiras no mercado de etanol, quando o usuário foi à produção. No caso, uma empresa de distribuição e comercialização de energia elétrica investe na área de geração. Interessante notar que esta é uma sociedade nova, criada há menos de um ano, a partir da associação da CPFL Energia e a ERSA Energias Renováveis, com a fusão dos ativos das duas empresas em Pequenas Centrais Hidrelétricas(PCHs), parques eólicos e usinas termelétricas a biomassa. Está aí um modelo a ser seguido por outras distribuidoras, até mesmo pela dificuldade visível de novos investimentos em co-geração por parte do setor sucroalcooleiro.  O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estima que a demanda por investimentos em geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana será da ordem de R$ 300 milhões em 2012, 65% menos que os R$ 860 milhões desembolsados em 2011 e comparados com a média de R$ 1,5 bilhão por ano, entre 2008 e 2010.</p>
<p>Foto encontrada em commons.wikimedia: &#8220;Parque eólico marítimo localizado em águas territoriais belgas, no Mar do Norte&#8221;. Em fevereiro a CPFL Renováveis havia anunciado a aquisição da da Bons Ventos Geradora de Energia, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a explorar os parques eólicos cearenses de Taíba Albatroz, com 16,8 megawatts (MW), Bons Ventos (50,4 MW), Enacel (31,5 MW) e Canoa Quebrada (58,8 MW).</p>
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		<title>As mudanças no Pagamento Antecipado* e as exportações do agronegócio</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 21:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém discorda que o maior problema que a economia brasileira vem enfrentando, já há um bom tempo, é a valorização de nossa moeda. Tanto afeta a receita gerada pelas nossas exportações, como desestimula o crescimento industrial do país, minado pelos efeitos das &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/07/as-mudancas-no-pagamento-antecipado-e-as-exportacoes-do-agronegocio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/07/as-mudancas-no-pagamento-antecipado-e-as-exportacoes-do-agronegocio/all_seeing_eye/" rel="attachment wp-att-11721"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11721" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/03/All_seeing_eye-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ninguém discorda que o maior problema que a economia brasileira vem enfrentando, já há um bom tempo, é a valorização de nossa moeda. Tanto afeta a receita gerada pelas nossas exportações, como desestimula o crescimento industrial do país, minado pelos efeitos das importações que chegam a nossos portos a preços irrisórios. Também há consenso entre nossos empresários e o governo de que é necessária uma intervenção forte e permanente das autoridades monetárias para levar este câmbio a níveis mais competitivos para nossos negócios. Acusar-nos de intervenção artificial no mercado é o que menos importa: quão natural é a maneira como os chineses administram sua economia, levando-a em poucos anos a ser a segunda maior do globo? Quão naturais são os movimentos do Banco Central Europeu, do FMI e outras instituições ao providenciar socorro aos países endividados na zona do Euro e ainda financiar grandes instituições bancárias européias para evitar sua derrocada? E vamos ficar por aqui, pois exemplos como estes estendem-se por toda parte.</p>
<p>Portanto, não há o que se reclamar das medidas que o governo vem tomando para conter a inevitável entrada de moeda forte (forte?) em nosso país, causadora inclusive de um crescimento pífio de nosso PIB em 2011. O  remédio mais recente, &#8220;meio&#8221; que repetido, foi anunciados na quinta-feira passada (1 de março) com a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para 6% nos empréstimos externos com prazo de até três anos. O mercado deu de ombros&#8230; Neste caso a intenção clara foi tentar reduzir as operações de tomada de empréstimos no exterior por empresas brasileiras e estrangeiras que atuam no País e aproveitam as taxas de juros mais baixas para realizar captações em moeda estrangeira e reinvestir no mercado financeiro nacional.<span id="more-11581"></span></p>
<p>Em seguida, Brasília &#8220;pegou pesado&#8221; e assustou toda a gente, em particular os exportadores, e de forma mais direta aqueles ligados ao agronegócio. Mudaram as regras dos pagamentos antecipados de exportação. O chamado PA** é um adiantamento de recursos ao exportador, <em><strong>em moeda estrangeira</strong></em>, previamente ao embarque das mercadorias, que podia ser feito por <strong><em>instituições financeiras ou pelo próprio importador</em></strong>. As características que fazem com que este instrumento financeiro seja um dos favoritos dos exportadores é que pode ser negociado até 360 dias antes da data de embarque da mercadoria e, segundo o Ministério da Fazenda, o prazo médio das operações situa-se entre 2 e 3 anos.  Não ocorrendo o embarque das mercadorias dentro do prazo previsto em contrato, existia a possibilidade de conversão do pagamento antecipado em empréstimo (o que já era uma operação bem complexa e cara). Em seu formato original está claro que esta sistemática dá margem a muito ingresso que acaba sendo utilizado fora dos fins previstos, tornando-se em muitos casos moeda para mera arbitragem de juros. </p>
<p>No entanto, o aumento absurdo do volume de ingressos de divisas no país em janeiro e fevereiro, sob a rubrica de Pagamento Antecipado, fizeram com que as autoridades monetárias anunciassem uma drástica mudança para operações de empréstimo externo de prazos até três anos, incluindo, a partir de agora, o Pagamento Antecipado, que passa a ter prazo máximo de 360 dias e a origem dos recursos deverá vir direta e exclusivamente do <strong><em>importador</em></strong>. As consequências podem ser muito danosas para a comercialização desta safra e o financiamento das empresas do agronegócio.  Muitos bons exportadores vão pagar a conta de empresas que se aproveitam de brechas dos regulamentos para fins indevidos. A aprensão é grande entre os grandes exportadores.</p>
<p>*o Pagamento Antecipado é mais conhecido no jargão do mercado financeiro como Pré-Pagamento às Exportações (PPE).</p>
<p>**não confundir com ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) &#8211; ACC é uma antecipação de recursos em <em><strong>moeda nacional</strong></em> (R$) ao exportador, por conta de uma exportação a ser realizada no futuro.</p>
<p>Ilustração: &#8220;Eye of Providence on reverse side of the Great Seal of the United States, as seen on U.S. dollar bill.&#8221; &#8211; Foto de domínio público encontrada em commons.wikimedia.</p>
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		<title>Citrus – “I Feel Orange” – marketing criativo e inteligente</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 16:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Preocupada com  a queda de exportação de suco concentrado congelado de laranja pelo Brasil, consequente inclusive à estagnação do consumo mundial de sucos naturais, a CitrusBR &#8211; apoiada pela APEX &#8211; lançou um ousado, criativo e inteligente plano de marketing &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/02/citrus-i-feel-orange-marketing-criativo-e-inteligente/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/03/02/citrus-i-feel-orange-marketing-criativo-e-inteligente/oranges_and_orange_juice-6/" rel="attachment wp-att-11511"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11511" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/03/Oranges_and_orange_juice-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Preocupada com  a queda de exportação de suco concentrado congelado de laranja pelo Brasil, consequente inclusive à estagnação do consumo mundial de sucos naturais, a CitrusBR &#8211; apoiada pela APEX &#8211; lançou um ousado, criativo e inteligente plano de marketing internacional intitulado &#8220;I Feel Orange&#8221;. A CitrusBR é a associação que congrega os principais exportadores brasileiros de suco de laranja, hoje reduzidos à Cutrale, às recém associadas Citrosuco &#8211; Citrovita e à Louis Dreyfus Commodities. Em evento apadrinhado por José Luiz Tejon Megido, também da rede Exame de blogs, e dentro do programa &#8220;Campo no Campus&#8221; da ESPM foi possível conhecer os primeiros resultados positivos deste trabalho.</p>
<p>Vale a pena mencionar que em 2001 o Brasil exportou 1.348 mil toneladas de suco concentrado congelado de laranja (FCOJ) e que no ano que passou este volume caiu para 1.155 mil tons. Nosso país detém 85% de &#8220;market share&#8221; na exportação mundial, sendo que os países da União Européia mais a Suiça respondem por 68% deste consumo seguidos pelos EUA com 14,5%. Japão e China vêm a seguir. O nosso mercado interno pouco mudou ao longo dos anos e cerca de 98% de toda nossa produção é exportada. Entre 2003  e 2010, pressionado pela entrada no mercado de novas bebidas e energéticos, o consumo de suco de laranja caiu 15% nestes quatro principais mercados (232 mil toneladas), crescendo 41% nos países emergentes (78 mil toneladas).<span id="more-11481"></span></p>
<p>O trabalho de marketing é direcionado ao consumidor final. Ele é resultado de uma detalhada pesquisa de &#8220;branding&#8221; iniciada em maio  de 2010 (ver linha do tempo abaixo) e colocado no ar em abril de 2011. Uma das respostas encontradas é que o lançamento e toda a fase inicial deste trabalho &#8211; fortemente apoiada na mídia eletrônica, incluindo mídias sociais &#8211; está baseada em Londres. O grande desafio estratégico que envolve esta implementação está no fato de que cada país consumidor tem suas características e hábitos de consumo próprios. Não é trabalho simples conseguir dar uma conotação global para um projeto deste fôlego, e que pretende ter uma abrangência tão ampla.</p>
<p>Deste desafio surgiu a ideia de ligar a cor do fruto com o sentimento laranja. &#8220;I Feel Orange&#8221; transmite em sua apresentação visual uma atitude, um símbolo de energia, positividade e criatividade ligadas á vibrante cor laranja. Ela procura passar a pessoas de todo o mundo que o suco de laranja pode alegrar e colorir seus dias. Vale a pena conferir o site <a href="http://www.ifeelorange.com">www.ifeelorange.com</a> para se travar conhecimento com um trabalho estruturado de marketing do agronegócio, feito do Brasil para o mundo. Que sirva de inspiração para outros segmentos e &#8211; principalmente &#8211; que atinja seus objetivos!</p>
<p>Foto encontrada em commons.wikimedia</p>
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		<title>Petrobras – as pedras no caminho de Foster</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 13:48:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Traduz-se o verbo inglês &#8220;to foster&#8221; como &#8220;promover, estimular&#8221;. Nada mais apropriado comparar-se esta tradução com a missão outorgada a Maria das Graças Silva Foster, nova Presidente (a?) da Petrobras. Sua posse já deu uma dimensão do tamanho do desafio &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/02/17/petrobras-as-pedras-no-caminho-de-foster/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/02/17/petrobras-as-pedras-no-caminho-de-foster/maria_1/" rel="attachment wp-att-11421"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11421" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/02/MARIA_1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Traduz-se o verbo inglês &#8220;to foster&#8221; como &#8220;promover, estimular&#8221;. Nada mais apropriado comparar-se esta tradução com a missão outorgada a Maria das Graças Silva Foster, nova Presidente (a?) da Petrobras. Sua posse já deu uma dimensão do tamanho do desafio que se lhe apresenta. Começou com o &#8220;fogo amigo&#8221; de José Sergio Gabrielli, que após defender durante toda a sua gestão a manutenção de preços administrados para os derivados de petróleo, em particular a gasolina, em sua saída para o mundo político diz que esta situação não pode se sustentar por muito tempo. Que deselegância! O fato é que, de imediato, não se reúnem condições econômicas para que se mexa nesta sistemática de controle de preços. Não é, infelizmente, o momento para se alterar nada: os mercados internacionais de petróleo estão firmes e o nosso preço de gasolina entre os mais altos do mundo, em um ambiente interno em que a inflação necessita constante vigilância.</p>
<p>Não bastasse isto, uma série de questões de fundo são pedras enormes a serem ultrapassadas na caminhada desta mulher de personalidade forte e decidida: a produção de petróleo está estagnada faz três anos e abaixo da meta, continuamos com dependência da importação de combustíveis e as reservas não estão crescendo. No campo dos investimentos, o caixa da empresa parece ser insuficiente para dar lastro a tudo que precisa ser feito, em particular aos ainda imprevisíveis custos de exploração da camada do pré-sal. Agrega-se a esta dificuldade a visão da Petrobras em ter forte conteúdo local agregado aos investimentos. Outro desafio, talvez o mais ameno, o incremento da participação da estatal no mercado de produção de etanol combustível.<span id="more-11401"></span></p>
<p>BioAgroEnergia, contrariando a maioria dos analistas, aposta suas fichas na gestão de Graça Foster, como ela gosta de ser chamada. Por uma série de razões: conhece o assunto; não tem viés político e vai fazer uma administração altamente profissionalizada; vai ser blindada de pressões outras pela forte identidade que tem com a Presidenta Dilma Rousseff, que por sinal conhece bastante bem a empresa e o tema. Importante, mas fácil de executar, vai ser livrar-se da imagem de seu antecessor. Em pouco tempo (diríamos, muito pouco tempo) estará alçando vôo solo e sem dúvida, em nossa opinião, vai dar cara nova à Petrobras, &#8220;promovendo e estimulando&#8221; seu crescimento.</p>
<p>Para finalizar reproduzimos aqui um parágrafo de nosso post de 23 de janeiro último, publicado neste mesmo espaço:( <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/23/importacao-de-derivados-de-petroleo-e-a-indicacao-de-graca-foster/">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/23/importacao-de-derivados-de-petroleo-e-a-indicacao-de-graca-foster/</a> ). &#8220;E o que pode mudar com a saída de José Sergio Gabrielli, o mais longevo Presidente da Petrobrás, que levou a estatal ao mais alto ponto de sua história com as descobertas do pré-sal, mas que viu o valor da empresa despencar mais de 40% nos últimos dois anos, acusado de uma gestão com um forte contorno político? Muita coisa, mas muita mesmo, tanto que o mercado acionário reagiu de pronto e positivamente quando da confirmação de sua substituição. Isto porque entra em campo uma substituta que tem profundo viés técnico e forte identidade de pensamento com a Presidenta Dilma Rousseff.&#8221;</p>
<p>Foto: Agencia Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cana-de-açúcar 2012/13 – história já está contada</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 20:14:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um filho, engenheiro agronômo, que trabalha há anos para uma grande empresa do setor agro. Contou-me que em meados de janeiro, visitando um importante produtor de soja em Ijui/RS, em meio à grande seca que causou estragos  irreversíveis na safra gaúcha de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/02/08/cana-de-acucar-201213-historia-ja-esta-contada/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/02/08/cana-de-acucar-201213-historia-ja-esta-contada/sugar_cane_2-5/" rel="attachment wp-att-11351"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11351" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/02/Sugar_cane_2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Tenho um filho, engenheiro agronômo, que trabalha há anos para uma grande empresa do setor agro. Contou-me que em meados de janeiro, visitando um importante produtor de soja em Ijui/RS, em meio à grande seca que causou estragos  irreversíveis na safra gaúcha de grãos, ofereceu a ele uma agenda para o ano que se iniciava. Com fina ironia retruca o produtor: você tem aí uma agenda para 2013? Este ano para mim já se foi&#8230;</p>
<p>Guardadas as devidas proporções, parece* que a história da safra de cana-de-açúcar para 2012/13 segue o mesmo caminho, sem grandes surpresas. As previsões de número de moagem para o Centro-Sul do Brasil variam enormemente, entre 500 e 540 milhões de toneladas de cana (492.7 em 2011/12), para uma produção entre 33 e 34.5 milhões de toneladas de açúcar. O fato mais eloquente é que a produção de açúcar em vários outros países produtores, inclusive Índia, Tailândia e Rússia (esta a partir da beterraba) resultará em um <em>surplus </em>de açúcar que é estimado entre 6 e 9 milhões de toneladas, dependendo do mês do ano que se avalie.</p>
<p>Fechando o foco para nossa região C/S, e tomando um número médio de 520 milhões de toneladas de produção** de cana-de-açúcar nós teremos uma repetição muito aproximada, em termos de mercado e preços, da safra que passou. Isto porque a impressão que se tem é de que  os níveis de cotação da Bolsa de NY, principal parâmetro para a precificação de açúcar no mundo, não vão cair a menos de 20.5 centavos de dólar por libra-peso, mesmo com toda esta sobra estimada acima referida. Abaixo deste número, e mantidos os preços de etanol no mercado interno (não há como esperar grandes mudanças tanto para anidro como para hidratado) teríamos uma guinada da indústria, privilegiando a produção de etanol em detrimento do açúcar. Mas os sinais, hoje, não indicam este caminho.<span id="more-11341"></span></p>
<p>O grande problema que enfrentamos localmente ainda está relacionado com a renovação dos canaviais. Os resultados de novos plantios, que venham a substituir a cana envelhecida que já passou por cinco ou seis cortes, leva tempo para mostrar resultados. O setor estima que apenas em 2014/5 poderemos sentir alguma alteração significativa no volume de produção. Mas o certo é que para esta safra as coisas não podem ser tão ruins como foram no ano que passou, quando absolutamente tudo deu errado para a produção de cana.</p>
<p>Finalizo com uma mensagem: o setor sucro-alcooleiro-energético necessita com urgencia de uma injeção de ânimo. A euforia dos anos 2006/07 foi exagerada e acabou por provocar uma reestruturação e consolidação de magnitude no segmento, que ainda não está ajustada. Estamos fortemente necessitados de investimentos, particularmente no setor agrícola, para eliminar a capacidade industrial ociosa que teima em atrasar a continuidade do nosso desenvolvimento.</p>
<p>* &#8220;parece&#8221; porque, como referimos em nosso post anterior, o mundo agrícola é tão influenciado por um sem número de fatores que tudo pode mudar de um momento para outro.</p>
<p>** meu número pessoal, tão bom quanto qualquer outro nesta faixa, é hoje mais próximo dos 540 milhões de toneladas, face ao clima adequado que estamos percebendo desde final de janeiro e entrando agora em fevereiro e mais as previsões para os mêses vindouros.</p>
<p>Foto: &#8220;Campo de cana-de-açúcar&#8221;, encontrada em commons.wikimedia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Commodities agrícolas – indefinição e volatilidade em 2012</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/31/commodities-agricolas-indefinicao-e-volatilidade-em-2012/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de ser convidado para escrever um artigo sobre as perspectivas para 2012 de um determinado setor do agronegócio.  Ao alinhar alguns pontos em meu rascunho dei-me conta de que não me recordo de um ano tão difícil para realizar qualquer &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/31/commodities-agricolas-indefinicao-e-volatilidade-em-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/31/commodities-agricolas-indefinicao-e-volatilidade-em-2012/john_deere_combine_in_russia-2/" rel="attachment wp-att-11251"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11251" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/01/John_Deere_Combine_in_Russia-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Acabo de ser convidado para escrever um artigo sobre as perspectivas para 2012 de um determinado setor do agronegócio.  Ao alinhar alguns pontos em meu rascunho dei-me conta de que não me recordo de um ano tão difícil para realizar qualquer tipo de prognóstico sem o risco (que está sempre presente) de cometer grave erro de avaliação. Levei minha mente e meu estudo para outros produtos e outros segmentos para notar que o problema está em toda parte. Claro que tudo começa com a situação econômica mundial e as incertezas que pairam sobre todos, países da zona do Euro, a ainda locomotiva que é a economia norte-americana e até mesmo os países emergentes, ameaçados em 2012 de verem o menor crescimento conjunto de seus PIBs desde há mais de uma década. Acrescente-se a esta questão macro outro aspecto global que é o de um ano climático extremamente complicado, com a cada vez mais frequente troca de comando da La Niña para El Niño, esperada para os meses centrais do ano. Para já, fortes secas em alguns países-chave para a agricultura no Hemisfério Sul e frio anormal nos países do Leste Europeu, Rússia, Polonia e Ucrânia em particular.</p>
<p>Na verdade a tendencia de preços firmes para o milho parece ser a mais clara que temos no horizonte. A boa produção dos EUA encontra uma demanda interna forte, inclusive para uso na produção de etanol, deixando a exportação mostrar altos premios a curto prazo. Acresça-se a isto os problemas de seca na Argentina e no Sul do Brasil, que certamente vão fazer as safras de verão encolherem. A safrinha de inverno do Brasil pode compensar em parte, aqui para nós, as perdas que já estão contabilizadas para a safra em curso. Com isto os preços do milho parecem ter sustentação para o ano.<span id="more-11211"></span></p>
<p>No caso do trigo já temos uma situação de análise mais complexa. À percepção de abundantes estoques globais contrapoem-se os riscos climáticos em importantes países produtores, em particular na Eurásia. Para o Brasil não há surpresas &#8211; a velha cantilena: vamos produzir muito menos do que precisamos, com qualidade abaixo da necessária pela indústria de panificação e massas. Acabamos por exportar parte do trigo de baixa qualidade e importar dos argentinos, dos canadenses e dos EUA o bom trigo para o pão nosso de cada dia. Melhor então que os estoques mundiais sejam mesmo grandes e possamos mais uma vez sair ilesos desta conta que nunca fecha.</p>
<p>Para encerrar por ora (deixemos a análise do açúcar para um artigo próprio, tal a sua complexidade) vamos falar do carro chefe da agricultura que tornou-se o feijão de soja. Aí está muito difícil para se estabelecer projeções. A safra brasileira, que adquiriu enorme importância no equilíbrio da oferta e demanda mundial, pode nos trazer surpresas negativas para a produção, em face da forte seca que atingiu os estados do Sul. O mesmo ocorreu na Argentina, em momento crucial para o desenvolvimento da cultura. Agora chuvas, provavelmente tardias, trazem confusão aos analistas e pior, espalham-se pelo Centro Oeste do país atrapalhando a colheita que lá deveria estar mais avançada e colocando em risco índices de produtividade. Para que a compensação destas possíveis quebras de safra reflita-se em preços mais altos temos que ficar atentos à força com que virá a demanda da China, hoje o grande mercado importador de soja.</p>
<p>Interessante notar que em 2012 menor deverá ser a influência externa nos movimentos das grandes bolsas internacionais de mercadorias. Explica-se: com a sequência da crise econômica mundial, investidores, fundos e especuladores estão mostrando forte aversão a mercados de grandes riscos. Como mostramos acima, mais arriscado do que as commodities agrícolas só mesmo a flutuação dos preços do petróleo. Se neste caso clima não é problema, as questões geo-políticas em países produtores, hoje particularmente no Irã, são mais do que uma tormenta.</p>
<p>Esta indefinição toda tende a provocar forte volatilidade nos mercados, apenas amenizada por este aspecto que mencionamos: o afastamento de investidores estranhos aos negócios faz com que a velha lei da oferta e da procura volte a vigorar, o que facilita aos que fazem análises fundamentalistas pesar os incontáveis fatores que influenciam a formação dos preços internacionais das commodities agrícolas.</p>
<p>Foto: &#8220;John Deere Combine in Russia&#8221;, de domínio público, encontrada em commons.wikimedia, mostra equipamento agrícola norte-americano de última geração operando na Rússia. A agricultura está globalizada em todos os aspectos!</p>
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		<title>Importação de derivados de petróleo e a indicação de Graça Foster</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/23/importacao-de-derivados-de-petroleo-e-a-indicacao-de-graca-foster/petrobras-hq-rdj-5/" rel="attachment wp-att-11181"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11181" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/01/Petrobras-HQ-RdJ-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Até o mês de novembro tivemos o maior volume de importação de gasolina e diesel registrado desde os anos 90, com 27,9 bilhões de litros. As compras externas foram alavancadas por problemas com a produção de etanol e o bom estado da economia brasileira, com vendas recordes de veículos leves e pesados. O fato é que o país terá um prejuízo estimado em US$ 10 bilhões com as importações de derivados de petróleo em 2011. Neste número não se inclui a despesa com as importações de etanol combustível &#8211; a alegação é que o Brasil exportou valor próximo ao gasto com as compras. Ledo engano: grande parte do etanol exportado pelo Brasil não é combustível, mas destinado a outros fins &#8211; são praticamente dois produtos diferentes.</p>
<p>As importações de gasolina triplicaram nos últimos dois anos, impulsionadas por uma demanda interna que aumentou 18,3% em 2011. Mesmo sendo o Brasil auto-suficiente na produção de petróleo, falta ao país capacidade para transformar esse óleo em derivados. O parque industrial de refino não ganha uma nova unidade desde 1980*. Neste momento, em que a própria Petrobras admite que a tendência seja que a importação de gasolina e óleo diesel siga crescendo em 2012, é anunciada a troca do comando da estatal.</p>
<p>E o que pode mudar com a saída de José Sergio Gabrielli, o mais longevo Presidente da Petrobrás, que levou a estatal ao mais alto ponto de sua história com as descobertas do pré-sal, mas que viu o valor da empresa despencar mais de 40% nos últimos dois anos, acusado de uma gestão com um forte contorno político? Muita coisa, mas muita mesmo, tanto que o mercado acionário reagiu de pronto e positivamente quando da confirmação de sua substituição. Isto porque entra em campo uma substituta que tem profundo viés técnico e forte identidade de pensamento com a Presidenta Dilma Rousseff.<span id="more-10991"></span></p>
<p>Maria das Graças Silva Foster, atual diretora de Gás e Energia da Petrobras, está na empresa há mais de 30 anos, é engenheira química pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem mestrado em engenharia química e engenharia nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de MBA em economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Seguramente vai provocar alterações estruturais na Petrobras que são devidas há muito tempo. Este descompasso entre nosso volume de produção e uma capacidade industrial pífia e descoordenada com o tipo de petróleo que produzimos vai desaparecer no mais curto prazo que seja possível, acelerando-se a construção das várias refinarias em atraso. Quanto à continuidade do investimento da Petrobras no setor de etanol ainda deve-se esperar para ver como pensa a nova &#8220;ministra&#8221; (Presidentes de empresas como a Petrobras ou Vale tem mais poderes e orçamento do que a maioria dos incontáveis ministros da Esplanada&#8230;).</p>
<p>Mais um passo que dá a Presidenta Dilma, amparada por índices de aprovação popular ainda maiores do que seu antecessor e padrinho, em tornar este nosso país muito mais técnico e muito menos político. O Planalto, mais especificamente a Presidenta Dilma Rousseff, retoma o controle da empresa, livrando-a de uma administração fortemente política e que ainda mantinha diálogo direto com o Executivo anterior. Outras mudanças virão na empresa, na esteira desta agora anunciada. Assim seja!</p>
<p>*Espera-se que em 2016 entre em operação a Refinaria Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife, com seu parque de refino orientado principalmente para produção de óleo diesel, o derivado de maior consumo no país. Atualmente sob forte suspeita do Tribunal de Contas da União (TCU), ficará pronta com seis anos de atraso, conforme último balanço do PAC 2.</p>
<p>Foto: Edifício sede da Petrobras no Rio de Janeiro, por Thomas Hobbs/flickr , encontrada em commons.wikimedia.</p>
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		<title>Suco de laranja brasileiro nos EUA e o debate sobre defensivos agrícolas</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 00:04:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/17/suco-de-laranja-brasileiro-nos-eua-e-o-debate-sobre-defensivos-agricolas/oranges_and_orange_juice-5/" rel="attachment wp-att-11101"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-11101" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/01/Oranges_and_orange_juice4-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A notícia todo mundo leu: a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos EUA comunicou que vai testar todos os embarques de suco concentrado congelado brasileiro dirigidos aos Estados Unidos para o fungicida carbendazim e barrará importações com qualquer nível detectável. No entanto há um consenso de que o Brasil, maior exportador de suco de laranja do mundo, vai continuar dependendo do fungicida proibido pelos norte-americanos, ainda que isso coloque em risco as exportações ao mercado dos EUA.</p>
<p>Por que isto? Muito simples: o químico carbendazim é essencial para combater a doença da &#8220;pinta preta&#8221; e a &#8220;estrelinha&#8221; causadas por fungos que atingem a laranja brasileira, e é um entre os poucos produtos eficazes que são aplicados nas plantas em esquema de rodízio.  Segundo os respeitados pesquisadores da Fundecitrus, além de ajudar no rodízio entre uma variedade de produtos químicos para evitar a resistência, o carbendazim é também o mais barato dos três principais tipos de químicos usados para combater a &#8220;pinta preta&#8221;.  O carbendazim custa apenas um quarto do preço do tratamento mais caro e cerca de um terço do preço dos outros, ajudando a reduzir os custos financeiros do mix de produtos químicos rodados ao longo de quatro aplicações anuais.</p>
<p>Respeitada também no mundo todo, faz décadas, é a industria brasileira de suco concentrado congelado de laranja*. E é ela quem diz que o produto referido está presente em quase todo o suco brasileiro, mas em níveis considerados não prejudiciais à saúde.  A questão que entra em debate é o da padronização internacional da metodologia para avaliação do produto.<span id="more-10951"></span></p>
<p>Para se ter uma ideia das distorções, os EUA, responsáveis por cerca de 15 % do total das exportações brasileiras (em 2011 este percentual foi maior por questões pontuais), proibiram este produto desde 2009. O embargo atual foi anunciado por conta de empresas norte-americanas terem detectado um nível de 30 partes por bilhão (ppb) do fungicida carbendazim no suco de laranja. No Brasil é permitida a presença desse fungicida em até 5 mil ppb, no Japão  de 3 mil ppb, no Canadá  de mil ppb e na União Europeia, maior comprador do suco brasileiro (e normalmente muito exigente neste tema), de 200 ppb. Ficam claras as diferentes leituras que os países fazem em torno de um mesmo produto.</p>
<p>O mais interessante deste tema é a possibilidade de retomar o debate  sempre atual a respeito da necessidade e da validade dos defensivos agrícolas (no caso específico estamos falando de um produto de proteção ao cultivo). Isto é assunto para uma enciclopédia e não um post como o nosso. Aqui devemos deixar registrada a importância destes produtos para a evolução da produtividade de nossa agricultura. Nos últimos dez anos, pelo menos, o grande salto que tivemos na produção agrícola brasileira se deve muitíssimo mais ao aumento da produtividade do que à expansão da área plantada. E este aumento tem que ser creditado diretamente à evolução da biotecnologia agrícola e do uso apropriado dos insumos agrícolas, incluindo-se aí de forma generalizada os defensivos, cruciais para a grande melhoria do trato cultural.</p>
<p>*Em 1977 o autor foi gerente da industria de suco de laranja da Cargill Agrícola, em Bebedouro. Em 1978 e 79, assistente da diretoria da Sucocitrico Cutrale, em Araraquara, maior produtor mundial de laranjas. Naquela época a produção agrícola e industrial já primavam pelo seu pioneirismo e respeito à qualidade. O suco concentrado de laranja tem provavelmente os consumidores mais exigentes no cumprimento de normas contratuais e sanitárias. São invariavelmente países ricos e demandantes por alta qualidade.</p>
<p>Foto: &#8220;Laranjas e Suco de Laranja&#8221;, de domínio público, por Scott Bauer, encontrada em commons.wikimedia.</p>
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		<title>Outro ano em que o agronegócio garante nossa balança comercial</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 19:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/15/outro-ano-em-que-o-agronegocio-garante-nossa-balanca-comercial/soja_exportacao-13/" rel="attachment wp-att-10911"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10911" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/01/Soja_exportacao-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O agronegócio brasileiro exportou US$ 94,59 bilhões em 2011, superando em 24% o alcançado em 2010, quando foram vendidos ao Exterior US$ 76,4 bilhões em produtos agropecuários. Este resultado, o melhor desde 1997 quando foram padronizados os registros oficiais, deve-se em grande parte às exportações do complexo soja, do setor sucroalcooleiro e  de carnes. As estatísticas mostram que os principais destinos dos produtos agro foram a União Européia, China, Estados Unidos, Rússia e Japão. Esta listagem de compradores indica alguns problemas para 2012, com a crise econômica européia e uma queda nas perspectivas de crescimento das economias dos outros países líderes aqui mencionados.</p>
<p>A participação decisiva do agronegócio no sucesso da balança comercial brasileira também está ligada ao fato de que as importações de produtos do setor atingiram apenas US$ 17,08 bilhões, embora demonstrem um crescimento de 28% em relação a 2010. A importância dos números fica clara quando se nota que o superávit da balança comercial do setor agropecuário em 2011 ficou em US$ 77,51 bilhões, enquanto o resultado final da balança comercial brasileira não passou de US$ 29,8 bilhões.</p>
<p>Como não há bela sem senão, o problema deste resultado magnífico é que mascara as dificuldades encontradas pelo setor, desde fatores incontroláveis advindos de variações climáticas até a dificuldade crescente de financiamento adequado e a custos competitivos para um desenvolvimento ainda mais expressivo. Está ficando cada vez mais caro produzir e transportar nossos produtos agropecuários.</p>
<p>Foto: exportação de soja pelo porto de Santos, encontrada em commons.wikimedia.</p>
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		<title>Clima conspira contra agronegócio e infraestrutura</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 01:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho procurado com todas as forças evitar ser tomado pelo clima de pessimismo que tem imperado em várias manifestações relativas a 2012, com referência a diversos setores da economia mundial. Se alguns de nossos artigos anteriores fazem menção às dificuldades que temos &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/09/clima-conspira-contra-agronegocio-e-infraestrutura/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/09/clima-conspira-contra-agronegocio-e-infraestrutura/dirtroadbyamiltonreis/" rel="attachment wp-att-10821"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10821" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2012/01/DirtRoadByAmiltonReis-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Tenho procurado com todas as forças evitar ser tomado pelo clima de pessimismo que tem imperado em várias manifestações relativas a 2012, com referência a diversos setores da economia mundial. Se alguns de nossos artigos anteriores fazem menção às dificuldades que temos tido em encontrar referencias positivas em relação ao agronegócio brasileiro para a safra que entra, temos tido a intenção maior de trazer um alerta aos envolvidos no setor.</p>
<p>No entanto nossas preocupações parecem se materializar com as condições climáticas adversas que temos encontrado tanto no Sul como no Sudeste do Brasil, e mais o início de expansão de um regime anormal de chuvas para o Centro-Oeste. O pior é que, além dos danos que parecem inevitáveis a algumas safras, no Sudeste nota-se uma destruição grande do sistema de rodovias, item de nossa infraestrutura que já não é grande motivo de orgulho para nós.</p>
<p>Se as chuvas usuais de nosso verão tropical afetam neste momento (e desde há alguns meses) em particular os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, a seca do Sul do país tem sido alarmante. Os primeiros números confiáveis que encontramos vem da corretora Labhoro, de Curitiba, uma das principais referencias do mercado de cereais e oleaginosas nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<span id="more-10781"></span></p>
<p>O fato é que uma das culturas mais atingidas com a seca é a da soja. Por conta da falta de chuvas, a possibilidade de uma nova safra recorde no período 2011/12 já pode ser esquecida diante de perdas que se aproximam de 8% na colheita brasileira. A referida corretora Labhoro diz que &#8220;nosso número inicial da safra brasileira era otimista, o que nos fez projetar um potencial de safra entre 74 a 75 milhões de toneladas. Hoje consideramos uma possibilidade de perdas nos estados de Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e sul de Mato Grosso do Sul de 6 milhões de toneladas&#8221;.</p>
<p>Os efeitos colaterais destas possíveis quebras de safra quase sempre são esquecidos. Mas lembremos que a base para a produção de praticamente todas as rações animais são o milho e o farelo de soja. O aumento de preços destes ingredientes acaba por afetar os custos de produção de carnes em geral, particularmente suinos e aves criados na região Sul.</p>
<p>Foto: &#8220;Estrada de terra em Minas Gerais&#8221;, por Amilton Reis, Agenciaminas, encontrada em commons.wikimedia</p>
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		<item>
		<title>Agronegócio – 5 manchetes otimistas abrindo 2012</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/01/agronegocio-5-manchetes-otimistas-abrindo-2012/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 03:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[BioAgroEnergia pretende começar o ano de 2012 com um tom otimista, quem  sabe inspirando mais um grande período para o pujante agronegócio brasileiro.  Para tanto, e rebatendo as sete manchetes negativas que publicamos neste espaço pouco antes do Natal,  vimos garimpando notícias em &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/01/agronegocio-5-manchetes-otimistas-abrindo-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2012/01/01/agronegocio-5-manchetes-otimistas-abrindo-2012/200508-dscn0276-3/" rel="attachment wp-att-10661"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10661" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/200508-DSCN02762-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>BioAgroEnergia pretende começar o ano de 2012 com um tom otimista, quem  sabe inspirando mais um grande período para o pujante agronegócio brasileiro.  Para tanto, e rebatendo as sete manchetes negativas que publicamos neste espaço pouco antes do Natal,  vimos garimpando notícias em diversos veículos durante os últimos dias do ano. Um trabalho difícil, não apenas porque as novidades rareiam nesta época de festas, mas também porque continua sendo mais fácil encontrar dificuldades pela frente do que notícias boas. Com muita luta conseguimos apanhar estas cinco notícias; assim mesmo, se prestarmos atenção, a maior parte das coisas boas estão ligadas ao ano que findou do que aos dias futuros.</p>
<p>Mas vamos lá, esperando que este momento menos feliz seja ultrapassado rapidamente e tenhamos muito a comemorar em 2012:</p>
<ul>
<li>
<div align="left">Publicada MP que incentiva estocagem de etanol no país &#8211; Valor 27dez2011</div>
</li>
<li>
<div align="left">Porto de Paranaguá atinge maior movimentação da história &#8211; Globo Rural 27dez2011</div>
</li>
<li>
<div align="left">Produção de soja no MT teve relação custo-benefício de R$ 24 em 2011 &#8211; Aprosoja 27dez2011</div>
</li>
<li>
<div align="left">Cafeicultores brasileiros veem crise de produção na Colômbia como oportunidade &#8211; Canal Rural 29dez2011</div>
</li>
</ul>
<p align="left">Não consegui as cinco manchetes que queria! Estou no interior de Minas Gerais e busquei até em periódicos locais a minha quinta nota. Nada! Vou ter que completar a lista com uma mensagem fora do agro, vinda da economia norte-americana. Com os problemas da zona do Euro e a aparente impossibilidade de que os países emergentes consigam sustentar o crescimento da economia global, esta nota serve de algum alento, esperando que os donos do maior PIB mundial venham minimizar as dificuldades globais previstas para 2012:</p>
<ul>
<li>
<div align="left">Dow Jones acumula alta de 5,53% no ano &#8211; AE 30dez2011</div>
</li>
</ul>
<p align="left">Foto: Fogos de artifício sobre o Lago de Annecy, França, por Semnoz, encontrada em commons.wikimedia. </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Agora o etanol combustível será uma “commodity”? Parte II</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/29/agora-o-etanol-combustivel-sera-uma-commodity-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 12:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>

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		<description><![CDATA[Bastou acontecer a esperada queda dos subsídios oficiais à produção e mistura de etanol de milho nos EUA (e da tarifa de importação de etanol de países terceiros que não do CBI) para algumas vozes considerarem que, agora sim, o etanol combustível será uma &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/29/agora-o-etanol-combustivel-sera-uma-commodity-parte-ii/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/29/agora-o-etanol-combustivel-sera-uma-commodity-parte-ii/030629-n-4790m-001-2/" rel="attachment wp-att-10451"><img class="alignleft size-medium wp-image-10451" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Oil_tanker_Abqaiq_in_20031-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a>Bastou acontecer a esperada queda dos subsídios oficiais à produção e mistura de etanol de milho nos EUA (e da tarifa de importação de etanol de países terceiros que não do CBI) para algumas vozes considerarem que, agora sim, o etanol combustível será uma <em>commodity</em> internacional. Sem dúvida, o livre comércio é uma das condições básicas para ser atingido este <em>status </em>para o principal produto bioenergético. Mas este fato, isoladamente, significa muito pouco, mesmo porque outros destinos internacionais mantêm barreiras comerciais, em alguns casos não-tarifárias, que nos impedem de dizermos que o mercado está realmente livre.</p>
<p>Vários fatores precisam se unir para um dia podermos chamar o etanol combustível de uma <em>commodity</em> global. Alguns deles são possíveis de se obter com um pouco de boa vontade e negociação entre as partes interessadas: em primeiro lugar uma padronização das especificações de qualidade, que já à partida apresenta alguns problemas. Em seguida, um contrato padrão internacional que seja aceito, pelo menos em vários pontos capitais, para disciplinar o comércio global. O ideal seria que este contrato comercial padronizado fosse acompanhado por um contrato de afretamento marítimo que respeitasse as peculiaridades do transporte de etanol (ainda se usa prioritariamente o ASBATANKVOY, que é um contrato desenhado para transporte de granéis líquidos em navios tanques que carregam produtos químicos e derivados de petróleo). <span id="more-10411"></span></p>
<p>Mas falta o principal, falta volume suficiente para se criar mecanismos de mercado que garantam uma certa previsibilidade de preços e que tragam segurança aos negócios. Sem volume não se conseguirá estabelecer uma bolsa de futuros e opções que crie este elemento essencial. Por mais paradoxal que possa parecer, hoje estamos mais distantes do que já estivemos, em passado recente,, quando a previsão de crescimento do comércio internacional de etanol combustível era factível, a ponto do mercado ter gerado, em nossa IETHA &#8211; International Ethanol Trade Association, importante fórum para desenvolvimento de alguns dos tópicos estruturais aqui mencionados.</p>
<p>O que mudou? Mudou a percepção de que o álcool anidro (aquele que é adicionado à gasolina, o único que pode ser considerado como passível de se tornar uma <em>commodity</em>) é produto para mercado interno, para consumo doméstico. Em um mundo onde a grande produção de petróleo está em países e regiões com alta dose de instabilidade política e social, o etanol passou a ser o &#8220;ouro do reino&#8221;. Quem o produz quer usá-lo para si, na máxima proporção possível, diminuindo a necessidade da utilização da gasolina. Além do mais, a cada dia que passa novos usos para o etanol vão sendo tecnologicamente desenvolvidos, particularmente para o álcool hidratado (não bastasse sua grande necessidade para abastecer &#8211; no Brasil &#8211; os carros <em>flex</em>).</p>
<p>Este assunto pode render muita conversa e muitos rabiscos, que não cabem nos limites deste texto. Termino por aqui, longe de meu entusiasmo de 2007, para &#8211; cético - confessar que creio que o &#8220;sertão vai virar mar&#8221;* antes que o etanol combustível vire uma <em>commodity</em> internacional. O lado positivo desta opinião puramente pessoal é que talvez isto seja muito bom para o nosso país.</p>
<p>Mas antes quero trazer um último alerta, que pouca gente está antecipando. A queda da barreira tarifária para entrada de etanol anidro brasileiro nos EUA vai provocar, inevitavelmente, que ao longo da safra abram-se com mais frequência as chamadas &#8220;janelas&#8221; comerciais, quando os norte-americanos serão capazes de competir fortemente com os preços do mercado interno, artificializados que são pela administração imposta ao preço da gasolina. Aí a &#8220;onça vai beber água&#8221; e veremos como a ANP, nova senhora da regulação da cadeia sucroalcooleira, vai se comportar. Mas isto é tema bem mais polêmico para discussão futura.</p>
<p>*&#8221;&#8230;O sertão vai virar mar, dá no coração, o medo que algum dia, o mar também vire sertão&#8230;&#8221;, trecho da linda canção &#8220;Sobradinho&#8221;, de Sá e Guarabyra.</p>
<p>Ilustração: Super-tanque Abqaiq, carregando petróleo no Iraque, em 2003, a partir de um terminal flutuante - foto de domínio público produzida pela Marinha dos EUA, encontrada em commons.wikimedia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Etanol EUA: caem subsídios e barreira tarifária.Parte I</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/24/etanol-eua-caem-subsidios-e-barreira-tarifaria-parte-i/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 14:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte I &#8211; Etanol EUA &#8211; caem subsídios e barreira tarifária &#8211; 24dez2011 Parte II &#8211; Agora o etanol será uma commodity? &#8211; 29dez2011 Com o início do recesso parlamentar dos membros do Congresso dos EUA, acontecido em 23 de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/24/etanol-eua-caem-subsidios-e-barreira-tarifaria-parte-i/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/24/etanol-eua-caem-subsidios-e-barreira-tarifaria-parte-i/gas-pump-indiana-usa-8/" rel="attachment wp-att-10321"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10321" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Gas-pump-Indiana-USA-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Parte I &#8211; Etanol EUA &#8211; caem subsídios e barreira tarifária &#8211; 24dez2011</p>
<p>Parte II &#8211; Agora o etanol será uma <em>commodity</em>? &#8211; 29dez2011</p>
<p>Com o início do recesso parlamentar dos membros do Congresso dos EUA, acontecido em 23 de dezembro, caem automaticamente os subsídios que eram praticados em favor dos misturadores de etanol de milho à gasolina,  bem como as tarifas de importação aplicadas ao etanol proveniente de terceiros países, que não os membros do <em>CBI &#8211; Caribbean Basin Initiative, </em>dezessete países localizados na América Central e região caribenha. Tais subsídios e tarifas haviam sido prorrogados até 31 de dezembro de 2011 e vigoraram, em diferentes formas, por mais de três décadas. Nada que já não estivesse certo de acontecer, eis que sequer lobby foi feito este ano para sua renovação, pois nem mesmo ambiente político ou econômico existiram para ter sido iniciado qualquer pleito.</p>
<p>Os subsídios pagos a tais distribuidoras que fazem a mistura de etanol à gasolina, custavam ao contribuinte americano cerca de US$ 6 bilhões por ano, e a receita da tarifa de US$ 0,54 sobre cada galão importado servia como uma contra-partida para amenizar o impacto deste desembolso aos cofres do Tesouro norte-americano. Para a indústria brasileira esta tarifa impedia que o etanol brasileiro chegasse ao mercado dos Estados Unidos com preços competitivos, impedindo uma livre concorrência.<span id="more-10231"></span></p>
<p>Esta alteração na legislação, esperada há tantos anos, pode ter consequências importantes para a lógica do mercado internacional de biocombustíveis. Como hoje o mercado norte-americano paga um certo prêmio para o nosso bom etanol combustível vindo da cana, em circunstâncias várias poderemos ter uma situação em que &#8211; comercialmente &#8211; valha a pena para o Brasil importar etanol dos EUA, a preços mais baixos e concomitantemente exportar nosso produto para os norte-americanos com um sobrepreço.</p>
<p>Claro que as implicações políticas internas seriam grandes se, em um momento em que entramos em uma longa entressafra de um ano em que tivemos grande queda na produção de etanol, isto fosse cogitado de imediato. O governo tenta regular o setor transferindo o controle da cadeia sucroalcooleira para a ANP e ao mesmo tempo estabelecendo linhas de financiamento (tardias, é bem verdade) para a estocagem de etanol para abastecimento adequado na entressafra. Por isto tudo é que o efeito prático da queda dos subsídios e da tarifa de importação somente terão efeito a médio prazo. No próximo capítulo vamos falar da importância desta decisão para que um dia o etanol combustível venha a se tornar uma <em>commodity</em>.</p>
<p>Fecho este artigo com uma frase do presidente da Unica &#8211; União da Indústria da Cana-de-Açúcar: &#8220;O que conta é o baixo uso de energia fóssil para produzir a mais elevada quantidade de energia renovável possível, algo que a cana faz melhor do que qualquer outra matéria prima. E na atual conjuntura global vale muito a redução de emissões de gases que causam o aquecimento global&#8221;.</p>
<p>Foto: &#8220;Bomba&#8221; de combustíveis no Estado de Indiana, EUA &#8211; encontrada em commons. wikimedia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Apesar de safra menor, exportações de café atingem valores recordes</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/23/apesar-de-safra-menor-exportacoes-de-cafe-atingem-valores-recordes/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/23/apesar-de-safra-menor-exportacoes-de-cafe-atingem-valores-recordes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 16:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Vai chegando o fim do ano e aproxima-se a temporada dos  balanços. Para o agronegócio foi novamente um grande ano. O setor de exportações acabou se beneficiando de uma apreciação do dólar que compensou quedas de preços em um mercado &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/23/apesar-de-safra-menor-exportacoes-de-cafe-atingem-valores-recordes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/23/apesar-de-safra-menor-exportacoes-de-cafe-atingem-valores-recordes/coffee_tree-6/" rel="attachment wp-att-10191"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10191" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Coffee_Tree1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Vai chegando o fim do ano e aproxima-se a temporada dos  balanços. Para o agronegócio foi novamente um grande ano. O setor de exportações acabou se beneficiando de uma apreciação do dólar que compensou quedas de preços em um mercado internacional afetado por severa crise econômica. Mas não foram os preços de todos os produtos agrícolas que cairam nas principais bolsas de mercadorias.</p>
<p>Um caso típico está com as exportações de café, que atingiram em novembro a casa dos US$ 834,9 milhões, 34,6% a mais que o número registrado no mesmo mês de 2010. O volume de café brasileiro vendido ao exterior foi de 2.993.513 sacas de 60 quilos, número menor em 5,7% no mesmo comparativo anual, conforme o balanço mensal do Conselho de Exportadores de Café (CeCafé). O relatório aponta que &#8216;essa redução do volume exportado foi uma consequência da colheita ter sido inferior à anterior&#8217;.</p>
<p>Para o fechamento do ano o setor espera um faturamento de US$ 8,4 bilhões, 48% mais que em 2010, apesar do volume exportado ser &#8216;praticamente o mesmo do ano anterior&#8217;, devido aos preços terem se mantido em níveis altos. Em novembro, 86% do café brasileiro vendido ao exterior foi do tipo arábico, seguido pelo solúvel (9%) e pelo robusta (6%). Entre janeiro e novembro, as exportações brasileiras de café somaram US$ 7,88 bilhões de dólares, impressionantes 59% mais que no mesmo período do ano passado.</p>
<p>Foto: &#8220;Coffee Tree&#8221;, encontrada em commons.wikimedia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>BioAgroEnergia – 7 manchetes da semana que não queríamos ter lido</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/19/bioagroenergia-7-manchetes-da-semana-que-nao-queriamos-ter-lido/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/19/bioagroenergia-7-manchetes-da-semana-que-nao-queriamos-ter-lido/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 20:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Noto que as publicações que mais atraem leitores são aquelas que contém algum tipo de lista: os 10 homens mais ricos do mundo, as 5 melhores universidades de negócios dos EUA, as 8 melhores cidades para se viver, e por aí adiante. &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/19/bioagroenergia-7-manchetes-da-semana-que-nao-queriamos-ter-lido/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/19/bioagroenergia-7-manchetes-da-semana-que-nao-queriamos-ter-lido/mercury_insignia-8/" rel="attachment wp-att-10151"><img class="alignleft size-full wp-image-10151" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Mercury_insignia7.jpg" alt="" width="158" height="160" /></a></p>
<p>Noto que as publicações que mais atraem leitores são aquelas que contém algum tipo de lista: os 10 homens mais ricos do mundo, as 5 melhores universidades de negócios dos EUA, as 8 melhores cidades para se viver, e por aí adiante. Apesar de ser um otimista incorrigível, estou bastante preocupado com a atual crise econômica mundial, por temer que ela possa ser ainda mais danosa e duradoura do que a crise do sub-prime norte americano iniciada em 2008 (na verdade não de todo dissipada).</p>
<p>Por conta disto assustei-me ao ler algumas manchetes relativas &#8211; direta ou indiretamente &#8211; aos negócios que aqui tratamos, que colecionei ao longo dos últimos dias. Mais do que qualquer coisa o que estamos notando neste momento, e que pode ter efeitos bastante danosos para os resultados do agronegócio em 2012, é a combinação da queda generalizada dos preços internacionais de commodities agrícolas com as evidentes restrições de crédito anunciadas por algumas entidades bancárias e tradings que dão suporte ao financiamento de nossa produção e comercialização.</p>
<p>Escolhi sete delas, em referência a este número cabalístico:</p>
<ul>
<li>Forte redução na área de arroz no  Brasil &#8211; levantamento indica diminuição de quase 252 mil hectares no país (Conab &#8211; 12dez2011)</li>
<li>Consumo de combustível no país reduz ritmo, segundo a BR Distribuidora (AE &#8211; 13dez2011)</li>
<li>Escassez de chuvas prejudica lavouras de soja no MT (Aprosoja &#8211; 13dez2011)</li>
<li>Crise econômica na Europa pode afetar a oferta de crédito agrícola no Brasil (Agência  Brasil &#8211; 13dez2011)</li>
<li>Cana fecha 2011 com menor produtividade em 24 anos (Folha &#8211; 14dez2011)</li>
<li>Fiesp: indústria fechará 2011 com 41 mil vagas a menos (AE &#8211; 14dez2011)</li>
<li>Atividade econômica cai ao menor patamar deste ano (DCI &#8211; 15dez2011)</li>
</ul>
<p>Nota do Autor: O número 7 arábico representa os sete astronautas originais do Programa Mercury da NASA, anunciado em 1959. Por isto a figura que complementa a ilustração é o símbolo astronômico do planeta Mercúrio. Foto-montagem de domínio público encontrada em commons.wikimedia.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sem surpresa: importação de gasolina pela Petrobras bate recorde</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/14/sem-surpresa-importacao-de-gasolina-pela-petrobras-bate-recorde/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 21:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>
		<category><![CDATA[Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[As descobertas de campos de exploração na camada de pré-sal ainda levarão anos para trazer nova realidade à situação de produção de gasolina no Brasil. Juntamente com novas perfurações, nosso país necessita de mais capacidade de refino. Para tornar as &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/14/sem-surpresa-importacao-de-gasolina-pela-petrobras-bate-recorde/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/14/sem-surpresa-importacao-de-gasolina-pela-petrobras-bate-recorde/petrobras-hq-rdj-4/" rel="attachment wp-att-9921"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9921" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Petrobras-HQ-RdJ-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>As descobertas de campos de exploração na camada de pré-sal ainda levarão anos para trazer nova realidade à situação de produção de gasolina no Brasil. Juntamente com novas perfurações, nosso país necessita de mais capacidade de refino. Para tornar as coisas mais difíceis tivemos um ano péssimo na produção de etanol, por conta de revezes climáticos e falta de renovação dos canaviais. A nova safra de cana que começa a ser cortada e moída lá por abril de 2012 certamente será um tanto melhor, mas não o suficiente para aliviar a situação deficitária na produção de gasolina.</p>
<p>Para a Petrobras este cenário de alta do consumo de gasolina deve se agravar no ano que entra, com uma expectativa de um aumento de 21 por cento na demanda, comparado a este ano. A média de importação de gasolina em 2012 está estimada em 55 mil barris diários contra dados médios até novembro de 2011 de 45 mil barris por dia. O mais preocupante é que esse volume é cinco vezes maior que a média do ano passado, de apenas 9 mil barris por dia. Continuando a valorização do dólar visualiza-se grande dificuldade para a manutenção dos preços nas bombas aos níveis que estão sendo praticados.</p>
<p>Outra agravante para 2012, conforme a mesma Petrobras, é o limite da capacidade de refino da estatal, que atingiu 91 por cento de fator de utilização, um dos maiores do mundo. &#8220;Aumentamos neste ano a capacidade da Revap ( Refinaria Henrique Lage, em São Paulo) e da Replan (Refinaria de Paulinia, também em SP). Mas não há mais como fazer novas ampliações nas plantas já existentes e a próxima refinaria, a Abreu e Lima (PE), começará a produzir em 2013 e apenas diesel, não gasolina&#8221;, disse Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras.</p>
<p>Foto:  Edifício matriz da Petrobras no Rio de Janeiro, RJ &#8211; por Thomas Hobbs, encontrada em commons.wikimedia / flickr</p>
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		<title>Recordes na exportação de carne de frango</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 20:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[pecuária]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns dias atrás fui lembrado por um antigo colega de que há exatos trinta anos tive a oportunidade de gerenciar o setor avícola de uma grande empresa americana de alimentos, cuidando tanto do processo de &#8220;integração&#8221; de aves vivas como de um &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/07/recordes-na-exportacao-de-carne-de-frango/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/07/recordes-na-exportacao-de-carne-de-frango/sunset1/" rel="attachment wp-att-9781"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9781" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/SUNSET1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Alguns dias atrás fui lembrado por um antigo colega de que há exatos trinta anos tive a oportunidade de gerenciar o setor avícola de uma grande empresa americana de alimentos, cuidando tanto do processo de &#8220;integração&#8221; de aves vivas como de um projeto de exportação (por mais paradoxal que possa parecer). Disse-me ele que este espaço não refere à pecuária com a frequência devida. Tem razão e vamos recuperar o terreno perdido! Começo justamente pela avicultura, trazendo uma notícia excelente.</p>
<p>No passado mês de novembro as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 358,7 mil toneladas e renderam US$ 766,3 milhões , de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) anunciados pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef). O volume embarcado cresceu 12,1% em relação ao mesmo mês de 2010, enquanto a receita foi 23,5% maior.</p>
<p>Nos onze meses de 2011 os embarques somaram 3,59 milhões de toneladas, 2,51% acima do mesmo período do ano passado. Já o faturamento cresceu significativos 21,4%, chegando a US$ 7,51 bilhões. A previsão da Ubabef é que as exportações de carne de frango totalizem 3,9 milhões de toneladas neste ano, 2,7% mais que em 2010, com um faturamento de US$ 8,2 bilhões, uma alta expressiva de 20,6%. Estes números indicarão, tanto em volume como em divisas, novos recordes históricos.<span id="more-9691"></span></p>
<p>De se notar que estes números serão obtidos não obstante alguns fatores adversos (greve de 20 dias no Porto de Itajaí, embargo russo e redução de encomendas em alguns compradores habituais). Mas a reconhecida qualidade do frango brasileiro e a reputação dos controles sanitários nos permitiram atingir estes resultados. O setor demonstra uma certa cautela para o ano que entra, em função da crise econômica que afeta vários países desenvolvidos. Mas vamos lembrar que a carne de frango, com seu alto valor protéico, sua aceitação em todo o mundo e seu baixo custo comparado a outros produtos da pecuária de corte acabam por sobrepor-se a estas crises.</p>
<p>Foto: &#8220;Por do Sol no Rio Itajaí&#8221;, por emarquetti, encontrada em FlickR e commons.wikimedia.</p>
<p>Nota do Autor: o porto de Itajaí é a maior porta de saída do frango congelado brasileiro, tanto por sua localização como pelos custos bastante competitivos para a exportação. A foto homenageia esta simpática cidade catarinense.</p>
<p>Fontes: SECEX, Ubabef e MDIC.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A agropecuária garante até o PIB…</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 16:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>

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		<description><![CDATA[A importante notícia do dia foi a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos dados trimestrais do PIB &#8211; Produto Interno Bruto.  Sem surpresas,  a informação mostra que a economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre de 2011 na comparação com &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/06/a-agropecuaria-garante-ate-o-pib/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/12/06/a-agropecuaria-garante-ate-o-pib/coffee_tree-5/" rel="attachment wp-att-9631"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9631" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/12/Coffee_Tree-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A importante notícia do dia foi a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dos dados trimestrais do PIB &#8211; Produto Interno Bruto.  Sem surpresas,  a informação mostra que a economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre de 2011 na comparação com o segundo trimestre do ano. A maior pressão para estes dados vem da primeira queda no consumo das famílias em quase três anos.  Os dados do IBGE, em termos de valores, mostram que o PIB alcançou R$ 1,05 trilhão entre julho e setembro deste ano.</p>
<p align="justify">Queremos aqui destacar que o único setor que teve crescimento em relação ao trimestre anterior foi a agropecuária (3,2%), sendo que a indústria e serviços apresentaram quedas de respectivamente 0,9% e 0,3%. Como dissemos acima, o consumo das famílias, um dos pilares da economia nos últimos anos, caiu 0,1% na comparação entre o terceiro trimestre e o segundo de 2011, a primeira queda desde o quarto trimestre de 2008.</p>
<p align="justify">Em resumo, apesar dos recorrentes problemas de infraestrutura, da ausência de desoneração fiscal que vem sendo &#8211; particularmente no trimestre corrente &#8211; praticada pelo governo para tentar manter a atividade industrial e a queda de juros para atrair o consumo doméstico, o agronegócio segue sem ajuda, garantindo números que ainda mantém nosso país um nível acima da crise internacional.</p>
<p align="justify">Foto: &#8220;Pé de Café&#8221;, encontrada em commons.wikimedia</p>
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		<title>Código Florestal, certificação e um exemplo vindo do Sul</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 23:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>

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		<description><![CDATA[A votação do novo Código Florestal pelo plenário do Senado, prevista para 30 de novembro, foi adiada para a próxima terça-feira, 6 de dezembro, por uma questão regimental que contrariou tanto ambientalistas como ruralistas. Chegou-se a este ponto muito antes &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/30/codigo-florestal-certificacao-e-um-exemplo-vindo-do-sul/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/30/codigo-florestal-certificacao-e-um-exemplo-vindo-do-sul/captura-de-tela-2011-11-11-as-15-19-52-2/" rel="attachment wp-att-9541"><img class="alignleft size-medium wp-image-9541" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/11/Captura-de-tela-2011-11-11-às-15-19-521-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>A votação do novo Código Florestal pelo plenário do Senado, prevista para 30 de novembro, foi adiada para a próxima terça-feira, 6 de dezembro, por uma questão regimental que contrariou tanto ambientalistas como ruralistas. Chegou-se a este ponto muito antes do imaginado por conta da rápida análise feita pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), última a avaliar a matéria. Isto não significa, porém, que o assunto vai se encerrar de pronto. O texto final, se é que vamos chegar a ele tão facilmente como parece, ainda tem que passar pelo crivo da Presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p>Enquanto isto, chega a meu conhecimento um caso de boa prática ambiental que merece ser citado, para servir como exemplo de que as coisas podem ser bem feitas, harmonizando crescimento e o meio-ambiente. Pouca gente sabe, mas existe uma certificação que atesta que produtos florestais utilizados por uma empresa são provenientes de fontes responsáveis.  Trata-se do FSC® (Forest Stewardship Council), representado no Brasil pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, uma organização independente, não governamental e sem fins lucrativos. O objetivo desta entidade internacional, criada em 1993 no Canadá e estabelecida no Brasil em 2001 é  promover o manejo correto e a certificação florestal.</p>
<p>O exemplo a que me refiro vem de Garibaldi, no estado do Rio Grande do Sul, onde a empresa Bortolini Móveis acaba de se tornar uma das primeiras fabricantes de mobiliário corporativo no Brasil a receber a certificação FSC® em seus produtos<em>. </em>O selo FSC® conquistado pela empresa gaucha garante que a madeira usada na fabricação de um produto provém de florestas certificadas de acordo com rigorosos critérios sociais, ambientais e econômicos.</p>
<p>A mensagem que este artigo quer passar é que, independentemente de leis, códigos, medidas provisórias, ruralistas e ambientalistas, existe muita gente, no mundo e no Brasil, com o espírito de querer fazer as coisas de maneira correta, de criar parâmetros e certificações que geram o respeito a nossas florestas. A consciência empresarial consolida-se fortemente, como no exemplo que citamos. Mas é necessário em um país com a extensão territorial como tem o Brasil (e os seus consequentes bolsões de impunidade) que os Poderes constituídos estabeleçam regras claras para que a preservação de nossas riquezas naturais seja devidamente estabelecida.</p>
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		<title>Cana-de-açúcar – esta safra que termina deve ser esquecida?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 00:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[Bioenergia]]></category>

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		<description><![CDATA[A UNICA &#8211; União da Indústria da Cana-de-Açúcar publicou o que é provavelmente seu último relatório formal dos números de safra do Centro-Sul do Brasil para este ano agrícola. Diz ela que &#8220;a quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/28/cana-de-acucar-esta-safra-que-termina-deve-ser-esquecida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/28/cana-de-acucar-esta-safra-que-termina-deve-ser-esquecida/sugar_cane_2-4/" rel="attachment wp-att-9381"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9381" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/11/Sugar_cane_2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A UNICA &#8211; União da Indústria da Cana-de-Açúcar publicou o que é provavelmente seu último relatório formal dos números de safra do Centro-Sul do Brasil para este ano agrícola. Diz ela que &#8220;a quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do País desde o início da safra 2011/2012, até 15 de novembro, somou 479,35 milhões de toneladas. Esse total representa uma retração de 8,80% se comparado ao volume processado no mesmo período da safra anterior, que atingiu 525,62 milhões de toneladas&#8221;.</p>
<p>Quando findar-se este mês de Novembro, a Unica imagina que apenas 35 unidades processadoras de cana estarão em funcionamento. Isto é um sinal mais do que evidente de que a entressafra vai ser longa e vamos entrar na próxima com estoques bastante baixos de açúcar e etanol e ainda sem qualquer cana a restar desta safra que fique para ser cortada em 2012.</p>
<p>Todos lembram das agruras que cercaram a safra prestes a se findar:  quase tudo deu errado em termos climáticos, derrubando a produtividade dos canaviais e realçando o problema da falta de renovação de plantio. Além disto, o trato cultural poderia ter sido bem melhor não fossem as más condições financeiras por que vinha passando o setor desde 2008. Isto gerou problemas de abastecimento de etanol que provocaram dupla intervenção do governo: primeiro, editando uma Medida Provisória onde a ANP &#8211; Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis assume o controle da cadeia sucro-alcooleira, prometendo uma regulação, até agora não bem explicitada. Depois disto diminui a mistura do álcool anidro na gasolina, de 25 para 20%, obrigando-se a importar muito mais gasolina e não deixando de ter que trazer dos EUA importante volume de etanol para suprir a carência da produção local.<span id="more-9371"></span></p>
<p>Os ótimos preços recebidos pela venda de açúcar, tanto para exportação como no mercado doméstico, mais do que obviamente estimularam o setor a privilegiar, na medida dos limites técnicos, a produção do alimento ao invés do combustível. Perdeu-se principalmente na produção do etanol hidratado, aquele que abastece diretamente os carros flex. O consumidor acabou &#8211; e esta foi a grande virtude desta safra diferente e complicada &#8211; por entender que o grande diferencial que o carro movido a motor bi-combustível tem é que ele, consumidor, pode optar pela gasolina ou pelo etanol, dependendo das condições de mercado.</p>
<p>Apesar dos bons preços do açúcar, que mais recentemente diminuíram nas bolsas internacionais (mas que estão em parte compensados pela desvalorização do Real), diz-se que o setor ainda não está financeiramente recuperado dos anos difíceis. Isto é mau, pois o segmento ainda não absorveu a forte consolidação experimentada nos dois últimos anos, que culminou com a importante entrada das petroleiras e &#8220;tradings&#8221; no negócio. Muito investimento é necessário neste momento, particularmente no aumento da produção de cana-de-açúcar, eis que a capacidade industrial ociosa está evidente.</p>
<p>Para finalizar este longo texto, respondendo a questão que se coloca no título, não, a safra que ora termina não deve ser esquecida. Foi uma safra sofrida mas de valioso aprendizado; novos rumos vão ser tomados a partir destas lições. Talvez a mais importante seja esperar que nosso Governo, através da Petrobras, acabe de vez por todas com esta questão de administrar os preços da gasolina, seja através de controle puro e simples ou pela redução da carga tributária, o CIDE, como aconteceu este ano. Trata-se de um &#8220;tiro no pé&#8221; do próprio Governo e da Petrobras, além de colocar um teto nos preços do etanol. Impossível atrair dinheiro a um setor onde um dos produtos tem um limite nos preços que podem ser praticados. Além disto, que venha realmente uma regulação, coerente, firme, construtiva, que dê segurança ao enorme esforço de canalização de novos investimentos, particularmente os voltados para a produção do etanol.</p>
<p>Nota: a safra do Nordeste é processada entre setembro e janeiro/fevereiro.  Nos últimos anos rondou a casa dos 60 milhões de toneladas de cana mas espera-se em 2011/12 uma safra bem melhor, com uma produção de cerca de 67 milhões de tons. Alagoas e Pernambuco, pela ordem, lideram a região.</p>
<p>Foto: commons.wikimedia</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O agronegócio segura a balança comercial – mas há luzes amarelas para 2012</title>
		<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/24/o-agronegocio-segura-a-balanca-comercial-mas-ha-luzes-amarelas-para-2012/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 01:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>

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		<description><![CDATA[A balança comercial do agronegócio brasileiro continua a ser a maior responsável pelos sucessivos superávits registrados pelo comércio exterior total do Brasil. O saldo comercial do setor nos primeiros dez meses do ano (Janeiro a Outubro de 2011) totalizou US$ 65,3 &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/24/o-agronegocio-segura-a-balanca-comercial-mas-ha-luzes-amarelas-para-2012/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/2011/11/24/o-agronegocio-segura-a-balanca-comercial-mas-ha-luzes-amarelas-para-2012/soja_exportacao-12/" rel="attachment wp-att-9331"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9331" src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/bioagroenergia/files/2011/11/Soja_exportacao1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A balança comercial do agronegócio brasileiro continua a ser a maior responsável pelos sucessivos superávits registrados pelo comércio exterior total do Brasil. O saldo comercial do setor nos primeiros dez meses do ano (Janeiro a Outubro de 2011) totalizou US$ 65,3 bilhões, 22,7% superior ao registrado no período equivalente de 2010.</p>
<p>Aqui vem o primeiro sinal de alerta: na comparação entre os dois períodos, as importações cresceram mais (31,4%) do que as exportações (24,2%)! Se o total exportado foi suficiente para assegurar o bom desempenho comercial do agronegócio, temos que estudar alguns aspectos no desempenho comercial que merecem atenção, por refletirem  mudanças importantes no mercado global.</p>
<p>Somente dois dos cinco principais grupos de produtos exportados pelo agro registraram aumento do volume (menos de 5% nos dois casos), o que significa que tal ganho é consequencia da alta dos preços desses produtos no decorrer deste ano. O próprio MAPA &#8211; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao analisar os resultados de Outubro e o acumulado de 2011 revela preocupação: &#8220;A expansão de 24,2% nas vendas totais ocorreu, fundamentalmente, em função da elevação do preço médio de exportação, que subiu em todos os principais setores exportadores do agronegócio&#8221;.<span id="more-9311"></span></p>
<p>Mas os preços já estão caindo e as perspectivas para 2012 não são animadoras em vários segmentos. A cotação média de uma cesta de produtos registrou, em Fevereiro deste ano, seu maior nível dos últimos dois anos e meio, estimulando produtores do mundo todo a ampliar a área cultivada. Alguns efeitos de aumento da produção já se fazem sentir. Em Outubro, o Índice de Preços de Alimentos calculado pela FAO (U.N. Food and Agriculture Organization) atingiu seu ponto mais baixo dos últimos meses e, confirmando-se sua previsão de que a produção mundial de cereais em 2011 alcançará o recorde de 2,32 bilhões de toneladas, os preços continuarão a cair.</p>
<p>Depois de atingir sua cotação mais alta em Junho, o preço do milho já caiu 20%, enquanto a soja está sendo negociada a um valor 19% menor do que a cotação máxima alcançada no decorrer deste ano. Devemos recordar que o complexo soja lidera as exportações do agronegócio brasileiro.  O setor sucro-alcooleiro não vai trazer boas surpresas. Os mais pessimistas esperam para 2012-13 uma safra de cana-de-açúcar tão ruim como a desta temporada que se finda. Mesmo que se recupere 10 a 12% de produção, que é o mais comentado nesta altura das projeções, os preços de açúcar estão a níveis baixos com expectativas nada animadoras. Pior é que, para o ano que entra, as importações de etanol podem superar em volume e em valores o total a ser exportado!</p>
<p>Temos que esperar e torcer para que a produção brasileira seja grande em tamanho novamente, o que é muito provável no caso da soja e milho (o trigo vai ser muito deficitário, como sempre) e que café, suco de laranja e os produtos pecuários continuem ajudando o agro a sustentar nossa balança. Não é hora de pânico mas as condições economicas internacionais não tendem a ajudar nossa causa e a esperança é que os países emergentes (particularmente a China, que de emergente já tem muito pouco&#8230;) e novos mercados equilibrem um pouco uma demanda internacional que também pode cair.</p>
<p>Foto: commons.wikimedia                   Dados: MAPA e OESP</p>
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