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	<title>Novas Arenas</title>
	
	<link>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas</link>
	<description>As opções do mundo das arenas e dos espaços públicos para esportes no Brasil</description>
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		<title>Messi será melhor que Pelé ?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 05:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje o craque argentino marcou seu 78º gol da temporada. O recorde era do brasileiro que havia marcado 77 em 1958. E agora, &#8220;Rei&#8221; ? Pelé (ou teria sido o Édson ?) definitivamente caiu em uma bela armadilha. Movido pela &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/26/messi-sera-melhor-que-pele/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje o craque argentino marcou seu 78º gol da temporada. O recorde era do brasileiro que havia marcado 77 em 1958. E agora, &#8220;Rei&#8221; ?<span id="more-8012"></span></p>
<p>Pelé (ou teria sido o Édson ?) definitivamente caiu em uma bela armadilha. Movido pela vaidade, e constantemente provocado por rivais e jornalistas, nosso craque derrapou, e acabou caindo na arapuca que lhe armaram. Ainda outro dia, perguntaram-lhe: &#8220;O Messi já é melhor do que o Pelé (respeitosamente na 3ª pessoa como prefere nosso craque) ?&#8221;. Resposta de Pelé (ou do Édson, nunca se sabe ao certo): &#8221; Depois que ele fizer mais de 1.200 gols a gente conversa !&#8221;.<br />
Mas, e se o Messi fizer mais de 1.200 gols ? E se um &#8220;caneleiro&#8221; qualquer, algum dia, fizer 1.300 ? Poderão reivindicar o título de &#8220;maior de todos os tempos&#8221; ?<br />
Claro que não. Só que Pelé se equivoca ao reduzir sua inigualável qualidade a uma mera relação numérica de gols e títulos. Pelé foi muito mais que um ótimo &#8220;scout&#8221;. Pelé foi o melhor mesmo que tivesse marcado 600, 700, ou 800 gols. Feitos estatísticos muitas vezes são enganosos, e um jogador medíocre pode conquistar toneladas de títulos apenas por ter integrado ao longo da carreira vários timaços com muitos craques (Cafu está aí mesmo&#8230;). Pelé é incomparável simplesmente porque foi o mais completo de todos. Melhor técnicamente, físicamente, e emocionalmente. O mais inteligente, o mais sagaz, o mais astuto. Quem lhe apontaria algum ponto fraco ? Ninguem, pois ele não tinha nenhum. Tinha arrancada, velocidade, impulsão, potência e equilíbrio únicos. Dribles fulminantes e cabeceios certeiros (e com os olhos abertos !). Pernas direita e esquerda excelentes. Chutava com ambas e com grande eficiência, inclusive faltas. E que ainda por cima era capaz de realizar lances mágicos. Além disso, quem na história do futebol conseguiu jogar em altíssimo nível durante tantos anos ?<br />
Então, leiam o que escrevi nas dez linhas acima, e pensem no Messi. Ele pode ser muito, muito bom, mas jamais será um Pelé, até pela limitação física. Mesmo que por alguma circunstância da vida consiga marcar os tais 1.200 gols. Mesmo que conquiste 4 Copas do Mundo. Serão apenas números.<br />
Mas apesar disso, é necessário que o &#8220;Rei&#8221; entenda e aceite que milhões de garotos mundo afora, e que nunca o viram jogar, se sintam seduzidos por Maradonas, Zidanes e Messis. É normal.<br />
No dia em que o Édson relaxar e dominar a vaidade, vai entender que o Pelé foi ainda melhor do que ele pensa.</p>
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		<item>
		<title>Vale a pena enviar aos Jogos Olímpicos atletas para fazer figuração ?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 15:46:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo correndo o risco de incomodar a patrulha do &#8220;politicamente correto&#8221;, acho que está na hora de discutir essa equivocada política do COB. Provocação ? Sim, but I like it. Afinal, devemos enviar apenas os atletas que tenham chances reais &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/23/vale-a-pena-enviar-aos-jogos-olimpicos-atletas-para-fazer-figuracao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo correndo o risco de incomodar a patrulha do &#8220;politicamente correto&#8221;, acho que está na hora de discutir essa equivocada política do COB. Provocação ? Sim, but I like it.<span id="more-7952"></span></p>
<p>Afinal, devemos enviar apenas os atletas que tenham chances reais de subir ao pódio (mesmo que eventualmente não consigam), ou devemos enviar também atletas à título de agradecimento ou como recompensa por esforços individuais ?<br />
A política do COB é clara. Quanto mais gente melhor. Quantidade sobrepujando a qualidade. É importante para o Comitê exaltar o fato de que as delegações brasileiras aumentam a cada edição dos Jogos. Mas será que aumentam ou &#8220;incham&#8221; ?<br />
É visível, principalmente em esportes como natação e atletismo, o estabelecimento de índices fraquíssimos, com o intuito de classificar o maior número possível de atletas e justificar para a opinião pública que os enormes recursos investidos, estão &#8220;dando frutos&#8221;.<br />
O COB passou anos implorando verbas para o esporte olímpico. Em 2001, foi sancionada a Lei Piva, que destina 2% das arrecadações de todas as loterias federais (85% para o COB e 15% para o Comitê Paralímpico), e desde então, este é o segundo ciclo olímpico completo com esses recursos à disposição. E apesar disso, o COB mantém a mesma prática. Se levarmos a Londres apenas os atletas com reais chances de medalha, talvez não tenhamos número para encher uma Kombi, o que seria vergonhoso após 10 anos contando com as verbas da Lei Piva.<br />
Verbas que deveriam servir para enviar, além de atletas com reais chances de brigar por medalhas (por conseguirem atingir índices realmente fortes), atletas jovens e que venham apresentando grande evolução. E só. Enviar atletas em declínio, ou visivelmente estagnados em sua evolução (independente do elogiável esforço e de bons resultados no passado, mas que estão indo a Londres interessados principalmente em atingir metas pessoais), como uma espécie de &#8220;prêmio por serviços prestados&#8221;, e para fazer número, é um absurdo, ainda mais com utilização de dinheiro público.<br />
Chama a atenção o fato de que apesar do aumento das verbas, o leque de esportes com chances de medalhas continuam os mesmos, e os esportes coletivos ainda com maior destaque.<br />
Evidente que houveram avanços. Vários esportes conseguiram aumento de intercâmbio, bons técnicos estrangeiros foram contratados, mas ainda assim o resultado fica aquém do esperado. E, infelizmente, para maquiar a situação, o COB mantém a velha prática do &#8220;me engana que eu gosto&#8221;, e pior, com o apoio maciço da imprensa (principalmente televisiva), que aposta no &#8220;pachequismo&#8221; para aumentar a audiência em Londres.<br />
Sei que a ferida é dolorosa, e colocar o dedo aumenta a dor. Algumas pedras haverei de receber, mas está na hora de discutirmos esse assunto à luz da eficiência da utilização dos recursos públicos no esporte brasileiro, e não por meio de bom-mocismo.              </p>
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		<title>Como salvar os elefantes brancos da Copa</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 17:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O que fazer para minimizar o desperdício de recursos públicos nos estádios inviáveis ? A realidade está aí. Os elefantes estão em construção e o &#8220;nosso&#8221; dinheirinho já está no fogo. Em pelo menos 4 sedes o desastre é certo, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/18/como-salvar-os-elefantes-brancos-da-copa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que fazer para minimizar o desperdício de recursos públicos nos estádios inviáveis ?<span id="more-7882"></span></p>
<p>A realidade está aí. Os elefantes estão em construção e o &#8220;nosso&#8221; dinheirinho já está no fogo. Em pelo menos 4 sedes o desastre é certo, e em outras 3 o sucesso dependerá de muita competência.<br />
Muita gente já bate nessa tecla há muito tempo. Eu, por exemplo, o fiz &#8220;ao vivo&#8221; no programa &#8220;Tá na Área&#8221; do SporTv, em 31 de maio de 2009, durante a transmissão da cerimônia de escolha das cidades-sedes. Portanto, que existem elefantes, onde se localizam, e o quanto de recursos irá para o ralo, todos sabemos. O que precisamos agora, é pular essa página, esfregar a cabeça, e encontrar respostas para as seguintes perguntas:<br />
Existem formas de minimizar esse prejuízo ? Ainda é possível fazer desse limão azêdo uma razoável limonada ? Se a resposta é afirmativa, que ações precisariam ser empreendidas ?<br />
Se pensarmos em soluções de curto prazo, esqueçam. Os elefantes (brancos ou &#8220;verdes&#8221;) estarão prontos em no máximo 2 anos, e nesse prazo, será impossível tirar esses paquidermes do atoleiro. Alguns políticos cheios de imaginação, principalmente nesses tempos pré-eleitorais, sugerem que os estádios no pós-Copa sejam utilizados para o &#8220;atendimento social&#8221; à população. Errado, caros deputados. Para a prática esportiva da população, recomenda-se a melhoria da infraestrutura esportiva das escolas, e a criação de espaços públicos específicos para isso. Utilizar equipamentos que custarão de R$ 500 a 800 milhões aos cofres públicos para &#8220;atendimento social&#8221; não se justifica. Precisamos de ações que tornem esses equipamentos auto sustentáveis econômicamente, isso sim.<br />
E para isso, só existe uma alternativa. A implementação de ações que proporcionem o fortalecimento do futebol nas praças com pouca tradição, e que mesmo assim, se lançaram irresponsávelmente nessa empreitada colocando o carro na frente dos bois, ou seja, construindo  grandes estádios antes de fortalecerem seus clubes, torneios, e mercado consumidor de futebol (torcedores e potenciais patrocinadores). E que ações poderiam ser essas ?<br />
Em primeiro lugar, é inadmissível o desinteresse histórico da CBF, e a consequente apatia das Federações locais, em procurar desenvolver o mercado da bola em determinados estados do país, já que essa deveria ser uma de suas principais preocupações. Então que tipo de ações combinadas (envolvendo CBF e poderes públicos municipais e estaduais) poderiam ser desenvolvidas ? Eis algumas.<br />
Elaboração de planejamento estratégico para cada uma das localidades &#8220;em risco&#8221;, estipulando metas, ações e prazos, para o fortalecimento de pelo menos 2 clubes nessas cidades.<br />
Profissionalização obrigatória da gestão desses clubes.<br />
Incentivos (inclusive fiscais) para que os clubes possam construir bons centros de formação de jogadores de base.<br />
Incentivos para que investidores e patrocinadores possam injetar recursos nos clubes.<br />
Estabelecimento por parte da CBF (por um número x de anos equivalentes aos prazos do planejamento estratégico), de &#8220;cotas&#8221; aos clubes dessas regiões nos torneios promovidos pela entidade, de forma que no período estipulado não haveria descenso desses clubes, apenas o ascenso,  estimulando os confrontos com clubes de maior tradição e qualidade.<br />
Obrigatoriedade de gestão profissional dos futuros &#8220;elefantes&#8221; (se para esses profissionais a tarefa será difícil, para amadores será impossível).<br />
São algumas propostas que merecem discussão. Existem outras, mas o mais importante é que exista a percepção da gravidade do fato de que bilhões de reais poderão ir para o ralo se algo urgente não for feito. E, se existe alguma chance de que isso não venha a acontecer, é através do fortalecimento do futebol nesses mercados.<br />
Está na hora da CBF se preocupar mais com o desenvolvimento do futebol brasileiro, e menos com politicagem rasteira. Está na hora da CBF pensar em determinados estados com o intuito de fomentar o futebol por lá, e não apenas na busca de votos para reeleição de seus presidentes.         </p>
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		<item>
		<title>O avestruz e os prisioneiros</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista do Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro impressiona pelo distanciamento da realidade. Na semana passada publiquei um post chamado &#8220;Os estádios estão vazios porque os ingressos são caros ?&#8221;, no qual me esforcei para mostrar que, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/15/o-avestruz-e-os-prisioneiros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista do Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro impressiona pelo distanciamento da realidade.<span id="more-7842"></span></p>
<p>Na semana passada publiquei um post chamado &#8220;Os estádios estão vazios porque os ingressos são caros ?&#8221;, no qual me esforcei para mostrar que, dentro do atual mercado de entretenimento, os ingressos de futebol são relativamente baixos. Pois bem, ontem em breve entrevista durante a festa de premiação dos melhores do Cariocão 2012, o presidente da FFERJ, Rubens Lopes, fez as seguintes declarações:<br />
&#8220;Pessoalmente, acho que os horários não são adequados e o preço do ingresso fica caro com jogos quarta e domingo&#8221;, destacou ele, para quem estes dois pontos são os principais fatores que causam o esvaziamento dos estádios da competição.<br />
O presidente da FFERJ aproveitou para rejeitar a possibilidade de redução de participantes do Carioca.<br />
&#8220;A quantidade de clubes é irrelevante. Acho que não há motivos para mudar a fórmula&#8221;, prosseguiu,&#8221;Mas não somos impermeáveis e buscamos minimizar os riscos de insucesso, por isso estamos concluindo uma pesquisa&#8221;. Ufa !<br />
Bem, não é difícil adivinhar quem é o avestruz do título.<br />
Em 1924, o futebol era &#8220;oficialmente&#8221; amador, apesar de &#8220;incentivos&#8221; aqui e acolá. No Rio, a Liga à época organizadora do futebol na cidade, LMDT, abrigava 24 clubes praticantes de futebol, distribuídos em 3 séries de 8. Vários deles, e sob o olhar negligente da Liga, não atendiam a vários requisitos exigidos pelos estatutos para lá permanecerem, como falta de praças esportivas próprias, e não praticarem outros esportes obrigatórios (a Liga não era &#8220;de futebol&#8221;, mas de &#8220;esportes terrestres&#8221;), por exemplo. Incomodados com a situação, principalmente pelo peso político e de voto desproporcionais à sua importância, os grandes clubes propuseram reformas radicais em sua estrutura. A Liga, dominada pelos interesses de dezenas de clubes insignificantes, disse não. Os grandes então, agradeceram a atenção dispensada, e no mês seguinte organizavam uma Liga paralela. Que em 2 anos reduziu a pó a &#8220;Liga dos pequenos&#8221;. Os grandes não se conformavam em terem seus destinos guiados pelos interesses de clubes como o Modesto, Fidalgo, River, Mangueira, Independente, e vários outros de importância reduzida. Só que naqueles tempos, time grande era time grande. Não dependia de federação, dinheiro de TV, patrocinador, empresário, e não estava sujeito a qualquer tipo de pressão externa. Se algum ou alguns deles tinham alguma discordância incontornável com a Liga da vez, saíam e formavam outra. Simples assim. Os Modestos e Fidalgos de então, são os Quissamãs, Boavistas e Macaés de hoje.<br />
Agora vocês também já sabem quem são os prisioneiros.           </p>
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		<title>5 dicas infalíveis para um plano de sócio torcedor fracassar</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 12:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Essas dicas valem para todos aqueles clubes mal geridos, e que &#8220;descobrem&#8221; que um plano de sócio torcedor será a salvação do clube. A primeira dica é: procure gerir o clube da forma mais irresponsável possível. De preferência emplacando uma &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/10/5-dicas-infaliveis-para-um-plano-de-socio-torcedor-fracassar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essas dicas valem para todos aqueles clubes mal geridos, e que &#8220;descobrem&#8221; que um plano de sócio torcedor será a salvação do clube.<span id="more-7722"></span></p>
<p>A primeira dica é: procure gerir o clube da forma mais irresponsável possível. De preferência emplacando uma sequência de vários anos seguidos. Isso será fundamental para formar a imagem ideal junto aos seus torcedores/consumidores, que certamente se sentirão mais motivados a comprar, não só esse, mas outros produtos do clube, afinal, credibilidade é tudo.<br />
Outra dica importante: a reincidência. Se o primeiro plano fracassou, não desanime. Insista. Mude o nome, continue observando a primeira dica, e lance um a cada ano. Cada plano novo provavelmente venderá muito menos que o anterior.<br />
A terceira dica é certeira: tente vender a maior quantidade possível de planos, principalmente se seu clube não possuir um estádio próprio. Oferecer benefícios na compra de ingressos sem a garantia de oferta de lugares, fará desse plano um fracasso garantido.<br />
Próximo passo: acredite na máxima, &#8220;se minha torcida é grande, o plano será bem sucedido&#8221;. Não se preocupe muito com a arquitetura do plano, com sua adequação financeira, com o elenco de benefícios, ou com um plano de comunicação e marketing adequados. Uma grande e apaixonada torcida não se importa muito com isso, e comprará tudo que você quiser.<br />
E por último: Nade contra a corrente. Invente. Por exemplo, ofereça muitos benefícios gratuitos, e coloque um valor de adesão bem alto. Preço alto valoriza o produto, e dará &#8220;status&#8221; ao plano. Mas existem outras experiências a serem testadas, até porque, quem tem uma grande torcida, tem à disposição um laboratório fantástico nas mãos.</p>
<p>Com as dicas acima, seu plano será um fracasso quase garantido. É ter persistência que os resultados aparecerão. Entretanto, pode ser que você prefira fazer do seu plano um sucesso (o que, convenhamos, tem sido a escolha de pouquíssimos clubes brasileiros). Se for assim, então tente fazer tudo ao contrário. Como todos sabemos, na vida nada é garantido, a não ser a morte e os impostos, mas as chances de sucesso serão grandes. Boa sorte.        </p>
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		<item>
		<title>Os estádios estão vazios porque os ingressos são caros ?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 23:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Os campeonatos estaduais de Norte a Sul recebem a menor média de público dos últimos anos, e cuja tendência é solidamente descendente. Mas quem é o vilão da história ? Melhor seria dizer, os vilões. Segundo pesquisas recentes, o vilão-mor &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/08/os-estadios-estao-vazios-porque-os-ingressos-sao-caros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os campeonatos estaduais de Norte a Sul recebem a menor média de público dos últimos anos, e cuja tendência é solidamente descendente. Mas quem é o vilão da história ?<span id="more-7392"></span></p>
<p>Melhor seria dizer, os vilões. Segundo pesquisas recentes, o vilão-mor seria o valor do ingresso, considerado &#8220;caro&#8221;. Mas &#8220;caro&#8221; em relação a que ? À qualidade do produto oferecido ? À qualidade dos serviços atrelados ao pacote ? Ao poder aquisitivo do &#8220;torcedor brasileiro&#8221; ?<br />
O preço dos ingressos tem sido o bode expiatório preferido daqueles que insistem em ver na modernização dos estádios, uma espécie de &#8220;luta de classes&#8221;. O &#8220;povo humilde&#8221; sendo progressivamente afastado do seu lazer preferido pela &#8220;elite endinheirada&#8221;. Ainda recentemente postei respostas a algumas idéias medievais formuladas por um certo Comitê Popular para a Copa, que defende estádios aos pedaços, torcedores em pé, ambulantes fora do estádio vendendo &#8220;cervejinha&#8221;, e claro, tudo isso por um ingresso bem baratinho. Talvez trocado por 1 ou 2 kg de alimentos não perecíveis.<br />
Então se o problema é o preço do ingresso, porque os cinemas (que nas capitais possuem preço médio superior ao ticket médio da maioria dos jogos de futebol) estão cheios ? Porque os shows musicais estão cheios ?<br />
O ponto x da questão, é ter um esporte cada vez mais dispendioso, sendo direcionado a um consumidor que não pode pagar por ele. Porque quem pode pagar não tem estímulo para fazê-lo, pois conseguir ingressos é difícil, levar a família é impensável (com vândalos travestidos de torcedores à solta), estádios caindo aos pedaços, acesso difícil, etc, etc, etc.<br />
Então qual seria a solução ? Cobrar &#8220;baratinho&#8221; e forçar os clubes a cortar custos com a folha de pagamentos (nesse momento em que buscamos conservar aqui nossos melhores jogadores) ? Forçar os clubes a &#8220;bancar&#8221; suas despesas com recursos de patrocínios e transmissão de Tv, que poderiam ser utilizados para investimentos em patrimônio e estrutura, financiamento de dívidas, ou novas contratações ? Loucura.<br />
A saída é aumentar exponencialmente as receitas de &#8220;match-day&#8221;. E para isso, é necessário entregar o produto certo aos consumidores certos.<br />
E com estádios modernos, haverá a possibilidade de setorização, resultando em que um percentual razoável de assentos possam ser oferecidos a preços acessíveis. Mas não a maioria.<br />
Se quisermos viabilizar de fato o futebol brasileiro, então será preciso virar a página em relação a gestões temerárias, campeonatos deficitários com fórmulas bizarras, ingressos gratuitos para torcidas organizadas, politicagem ostensiva que destroi a credibilidade do esporte, e melhoria na infra estrutura esportiva. Não existe alternativa.<br />
Esse é o modelo necessário à sobrevivência dos nossos clubes no século 21. Não há retôrno. E não haverá &#8220;Comitê Popular&#8221; algum, que nos leve de volta à Idade Média.         </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>40 anos de mágoas</title>
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		<pubDate>Sat, 05 May 2012 05:57:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Que lições de gestão podemos aprender com um polêmico jogo de futebol ? A final do Campeonato Carioca de 2012, ressuscita uma das maiores, senão a maior, mágoa em relação a um resultado polêmico, da história do futebol brasileiro. Há &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/05/05/40-anos-de-magoas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que lições de gestão podemos aprender com um polêmico jogo de futebol ?<span id="more-7592"></span></p>
<p>A final do Campeonato Carioca de 2012, ressuscita uma das maiores, senão a maior, mágoa em relação a um resultado polêmico, da história do futebol brasileiro.<br />
Há 41 anos, o Fluminense derrotava o Botafogo por 1 x 0 e sagrava-se campeão carioca. O gol foi marcado aos 42 minutos do segundo tempo de forma irregular, e abriu uma ferida que nunca cicatrizou. A ira foi tanta que o árbitro jamais voltou a apitar. O Botafogo montou um time que era meia seleção brasileira de 70, abriu larga vantagem no primeiro turno, e que foi sendo perdida gradativamente ao longo do segundo. No jogo final, a vantagem era de apenas 1 ponto mas mesmo assim o empate bastaria para o título.<br />
Apesar das surpresas que um jogo de futebol pode reservar, e a ira dos botafoguenses por perderem um título &#8220;certo&#8221; (se é que existe algo certo em futebol), para um time &#8220;inferior&#8221;, e com um gol irregular, a verdade é que a vitória do tricolor pode ser explicada por fatores que extrapolam a partida decisiva, e se situam muito além do campo de jogo. E que fatores seriam esses ?<br />
Naquela época, o Fluminense ainda preservava algumas de suas qualidades mais relevantes, que o distinguiu por décadas como o clube mais bem gerido do país. Um clube coeso políticamente, administrativamente conduzido de forma impecável, organizado, e, para a época, bem estruturado. O time, como em tantas ocasiões, não primava pela quantidade de craques, mas era bom. e conservava a base do time que no ano anterior havia ganho o Roberto Gomes Pedrosa (o Brasileiro da época). O Botafogo, assim como seu adversário, era o Botafogo legítimo, como na maior parte de sua existência, desorganizado, mal estruturado e gerido, bagunçado, e passando por um momento político e financeiro crítico. Já o time, ao contrário, contava com craques em profusão, também uma marca registrada do clube.<br />
O Botafogo foi vítima do destino, que muitas vezes parece debochar do clube, e de sua própria incompetência. Do destino, porque boa parte de seus jogadores sofreram sérias lesões ao longo do campeonato, a ponto do time que entrou em campo no jogo final ter apenas metade dos titulares do início do torneio. De sua própria incompetência porque dentre outras loucuras, em meio ao campeonato e com boa vantagem de pontos, o clube resolveu empreender uma desastrosa excursão pela América do Sul (puro caça-níqueis), que devolveu ao campeonato um time cansado e estropiado. O jogo final portanto, foi apenas o golpe de misericórdia. Uma morte anunciada. E durante 40 anos um êrro grosseiro de arbitragem escondeu de sua própria torcida, que a péssima gestão do clube, como em tantas outras vezes, impediu que aquele título, assim como tantos outros, fosse conquistado.<br />
Se em 71, o Fluminense nunca foi tão Fluminense, e o Botafogo tão Botafogo, hoje, às vésperas de mais uma decisão entre os dois clubes, parece que os papéis se inverteram. Enquanto o tricolor tem os craques e a gestão deficiente, é do alvi negro o time mais modesto e a gestão mais competente.<br />
Que vença o melhor, e que, aconteça o que acontecer, essa decisão não gere mais 40 anos de novas mágoas.                           </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Chelsea: Precisamos urgentemente de um novo estádio !</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 19:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista do executivo-chefe do clube londrino, Ron Gourlay, revela que a construção de um novo estádio é fundamental para o futuro do clube. E aqui no Brasil ? Existe uma meia dúzia de abnegados que acompanham esse blog desde os &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/27/chelsea-precisamos-urgentemente-de-um-novo-estadio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista do executivo-chefe do clube londrino, Ron Gourlay, revela que a construção de um novo estádio é fundamental para o futuro do clube. E aqui no Brasil ?<span id="more-7552"></span></p>
<p>Existe uma meia dúzia de abnegados que acompanham esse blog desde os seus primeiros dias de vida, ou seja, desde fevereiro de 2008. Talvez alguns deles se lembrem de que em um dos primeiros posts que escrevi, formulei uma das minhas maiores crenças em relação ao assunto arenas esportivas no Brasil. Reescrevo-a.<br />
&#8220;O grande clube brasileiro de hoje, deixará de sê-lo em no máximo 15 anos, se não dispuser de uma arena esportiva moderna, de boa capacidade, com muitas opções de receitas, e capaz de proporcionar conforto e segurança a seus frequentadores&#8221;. O verbo &#8220;dispor&#8221; não pressupõe necessáriamente a propriedade do imóvel, mas sim, o seu direito de uso e exploração comercial.<br />
Pois bem, essa semana, Ron Gourlay, executivo-chefe do Chelsea, foi claro e direto. Ou o Chelsea constroi um novo estádio, que respalde a estratégia de crescimento futuro do clube, ou estará fora da elite européia em pouco tempo.<br />
O estádio atual, Stamford Bridge, tem capacidade para apenas 42 mil torcedores, e não faz parte dos estádios top 30 da Europa, o que se contrapõe ao status do Chelsea como um dos top 7 em termos financeiros.<br />
&#8220;Se quisermos nos manter nessa elite, teremos que aumentar nossas receitas de match-day, que serão chave para nossa sobrevivência e realimentação futura da equipe de futebol, principalmente nesses tempos de Financial Fair Play&#8221;, continua.<br />
Porém, a decisão de construir uma nova arena não será fácil. Em 1997, Stamford Bridge foi adquirido por um grupo de investidores, chamado Chelsea Pitch Owners (CPO), com o objetivo de proteger o patrimônio do clube que então passava por grave crise financeira, que defendem apenas a expansão do estádio atual.<br />
&#8220;Esse projeto de expansão é totalmente inviável, pois além de custar 600 milhões de libras, ficaremos sem &#8220;casa&#8221;, e portanto sem faturamento e com gastos extras de aluguel, por pelo menos 3 anos. Será a ruína do clube.&#8221;, continua.<br />
Lembrando que o Chelsea receberá 45 mi de libras (recorde de todos os tempos) de direitos de TV para a transmissão da final da Champions League em maio, acrescido de um bônus de 2.8 mi de libras caso levante a taça.<br />
A seguir a capacidade de Stamford Bridge comparada a dos estádios utilizados pelos 6 clubes top da Europa.</p>
<p>•Barcelona 100,000<br />
•Real Madrid 85,000<br />
•Manchester United 76,000<br />
•Bayern Munich 66,000<br />
•Arsenal 60,000<br />
•Liverpool 45,623<br />
•Chelsea 42,000 </p>
<p>Parece que alguns clubes brasileiros já acordaram para o fato, mas outros seguem dormindo. Enquanto isso, parte da mídia, ainda discute questões como &#8220;estádio de uma torcida só&#8221;, proibição de venda de cerveja, meia-entrada para quase 60% da população e outras bobagens.</p>
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		<item>
		<title>Respostas politicamente incorretas para argumentos “politicamente demagógicos”</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/26/respostas-politicamente-incorretas-para-argumentos-politicamente-demagogicos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 03:39:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/?p=7522</guid>
		<description><![CDATA[O &#8220;Comitê Popular para Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro&#8221; convida para um &#8220;debate&#8221; no próximo sábado, e propõe a discussão em torno de 11 questões básicas.Eu respondo a todas elas. Eis as questões: 1 – Mau uso do &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/26/respostas-politicamente-incorretas-para-argumentos-politicamente-demagogicos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> O &#8220;Comitê Popular para Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro&#8221; convida para um &#8220;debate&#8221; no próximo sábado, e propõe a discussão em torno de 11 questões básicas.Eu respondo a todas elas.<span id="more-7522"></span></p>
<p>Eis as questões:</p>
<p>1 – Mau uso do dinheiro público: De 1999 a 2006, foram gastos cerca de 400 milhões de reais em reformas que prometiam deixar o Maraca pronto para a Copa de 2014. Agora decidem colocar tudo abaixo e construir um novo estádio por mais de 1 bilhão ( !!! ) , via BNDES.</p>
<p><strong>É fato, e lamentável. Mas está feito. Precisamos cuidar para que os recursos sejam bem empregados dessa vez, e não fazer do passado um entrave para o futuro. O BNDES é um Banco de fomento, e voltado principalmente a projetos de infraestrutura e industriais. Se pode ser utilizado para a construção de uma fábrica ou de uma estrada, porque não poderia financiar um equipamento esportivo ?</strong>   </p>
<p>2 – Privatização do Maracanã: Após as centenas de milhões das reformas, e o bilhão da reconstrução, não faz sentido um patrimônio público, de todos os cariocas, ser repassado para a iniciativa privada (Eike Batista!!), que não investiu no estádio mas está a postos para embolsar o lucro gerado por ele. O Maraca é da população e não pode ser vendido!</p>
<p><strong>Sim, faz todo o sentido. O patrimônio é público, e o Estado teria duas opções: ou repassava o investimento a um consórcio investidor que iria explorar o complexo por 25 a 30 anos, ou investia ele próprio (e acelerando as obras por ausência de licitação), repassando após a Copa para um grupo especializado em gestão e exploração comercial. O Estado é dominado por políticos que nada entendem de gestão de arenas, e por isso o estádio sempre foi péssimamente gerido. Nesse caso, o Estado receberia um percentual das receitas e se livraria dos custos de manutenção.</strong>  </p>
<p>3 – Elitização do Maracanã: A geral, espaço tradicional de participação popular, com ingressos a preços acessíveis, já havia sido extinta. Está cada vez mais caro frequentar e assistir futebol ao vivo, o que tem afastado boa parte da população dos estádios e enriquecido as empresas de TV a cabo. Exigimos preços populares!</p>
<p><strong>A modernização do estádio possibilitará uma setorização mais racional, e que certamente possibilitará a venda de lugares com valores variados. A &#8220;geral&#8221; foi extinta porque assistir jogos em pé e com superlotação, significa voltar às cavernas. Qualquer espetáculo ao vivo é caro. Futebol profissional é caro. Não é com demagogia e ingressos trocados por 1kg de alimento ou por notas fiscais que o sustentarão. </strong></p>
<p>4 – “Europeização” do Maracanã: Sem a geral, morrem as manifestações populares bem-humoradas. Agora, botam abaixo também as arquibancadas, espaço coletivo de criação, para a construção de um Maracanã apenas com camarotes, currais “VIPs”, cadeiras numeradas e lugares marcados, inviabilizando nossas formas tradicionais de torcer, com mobilidade e liberdade dentro do estádio, coreografias, intrumentos musicais, bandeiras… Queremos respeito à nossa cultura de torcedor e exigimos a inclusão de setores populares no projeto do novo estádio!</p>
<p><strong>Difícil responder a argumentos tão tôscos em defesa de um estádio que, antes das reformas, não respeitava o consumidor em seus direitos mais básicos, como conforto e segurança.</strong></p>
<p>5 – “Encolhimento” do Maracanã: Recentemente, mais de 100 mil pessoas assistiam ao jogo com segurança no estádio. Com cadeirinhas acolchoadas e lugares marcados, cai pela metade a capacidade, aumenta o preço do ingresso, e menos pessoas podem ver o jogo. Pra ver seu time, o geraldino hoje é obrigado a se espremer no boteco da esquina!</p>
<p><strong>Bom mesmo é todo mundo em pé, pagando 5 reais, sem banheiros decentes, sem alimentação condizente, e espremidos, ou seja, o estádio fica reservado para os &#8220;geraldinos&#8221;, e vedado às famílias. Fantástico.</strong> </p>
<p>6 – Descaracterização arquitetônica do Maracanã: O estádio, que era um patrimônio histórico e cultural tombado, passou a ser um patrimônio demolido, às vistas de todos, com as bençãos do IPHAN. Sua arquitetura foi completamente descaracterizada, e a ideia é erguer uma “arena” asséptica e metida a besta. O Maracanã não pode virar shopping center!</p>
<p><strong>Em poucas palavras, substituiremos um estádio ultrapassado, carente de recursos e infraestrutura, por outro que certamente proporcionará mais conforto, mais emoção (pela proximidade do campo), e mais segurança. Se isso é &#8220;assepsia&#8221;, viva a assepsia.</strong> </p>
<p>7 – Remoção de famílias do entorno: Comunidades de baixa renda estão tendo suas casas demolidas para dar lugar a estacionamento gigantescos. Defendemos que o direito das pessoas a uma moradia adequada é um legado mais importante do que vagas para carros!</p>
<p><strong>Argumento falso. Não existem desapropriações por causa do Maracanã. Desapropriações de porte serão efetuadas sim, mas para a construção do parque olímpico, e das linhas de BRT´S, que são essenciais para a melhoria da mobilidade urbana da cidade. </strong></p>
<p>8 – Falta de Transparência e Participação Popular: Onde estão os laudos técnicos, os estudos de impacto e as plantas do projeto para o estádio? Em que mesa se decidiu a demolição da bancada e da marquise? Houve audiências públicas? Os torcedores, verdadeiros donos do Maraca, foram consultados? Onde está o balanço financeiro da SUDERJ que comprova que o Maracanã é deficitário?…</p>
<p><strong>Exigir transparência é saudável e a falta deles só comprova a inapetência do Estado para gerir um projeto como uma grande arena esportiva. Gostaria apenas de perguntar aos integrantes do Comitê, se em 1946 a população foi consultada quando da construção do &#8220;velho&#8221; Maracanã, que hoje é tão defendido&#8230;</strong></p>
<p>9 – Repressão ao comércio informal no entorno do estádio: Esqueça o isopor e a cervejinha antes de entrar no estádio. No “Novo Maracanã”, torcedor não bate-papo na porta do estádio, e trabalhador que tá na batalha toma madeirada no lombo e volta pra casa de mão abanando.</p>
<p><strong>Defender a ação de ambulantes, a sonegação de impostos, e o estímulo à desordem urbana, é indefensável.</strong></p>
<p>10 – Favorecimento explícito a grupos empresariais: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Delta, Eike Batista… As figurinhas são sempre as mesmas: as mesmas que fornecem jatinhos, helicópteros e outros mimos para o Governador Sérgio Cabral; as mesmas que fecham contratos em todos os estádios da Copa e em outras obras de infra-estrutura; as mesmas que vão ser donas dos camarotes VIPs das “arenas”; as mesmas que financiam as campanhas dos partidos políticos mais ricos…</p>
<p><strong>São as mesmas empresas que constroem estradas, túneis, barragens, ferrovias, e qualquer outra grande obra no país. Nada diferente. A relação destas com o Governo deve ser fiscalizada por Ministérios Públicos e Tribunais de Contas, e eventuais irregularidades, punidas. Ou irregularidades só existirão na construção de arenas esportivas ? </strong></p>
<p>11 – Más condições de trabalho nas obras: Enquanto as empreiteiras enchem o cofre de dinheiro, os operários das obras do Maraca reivindicam benefícios fundamentais e melhores salários e condições de trabalho. Em 2011, os trabalhadores ficaram pelo menos 24 dias em greve.</p>
<p><strong>Reivindicar melhores condições de trabalho é normal e não é exclusividade do Maracanã, do Brasil, ou na construção de estádios de futebol. Wembley enfrentou mais de 100 dias de greve na sua reconstrução, por exemplo. Argumentos do tipo &#8220;exploração do trabalho pelo capital selvagem&#8221;, é daqueles chamados de &#8220;fim de prateleira&#8221;, quando nada mais existe para argumentar. </strong>  </p>
<p>Uma pena que um assunto tão importante, seja dominado pelo movimento de grupelhos com argumentos demagógicos e rasteiros, e frequentemente manipulados por interesses políticos, onde se percebe que não há interesse no progresso ou na profundidade das discussões, mas apenas na manutenção e na exaltação do atraso.  </p>
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		<item>
		<title>Cometer um erro é humano. E o mesmo erro duas vezes ?</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/21/cometer-um-erro-e-humano-e-o-mesmo-erro-duas-vezes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 05:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Governos, em todas as esferas, tem abusado dos erros. Mas cometer os mesmos erros várias vezes é inaceitável. &#8220;Por que cometer erros antigos, se há tantos erros novos à escolher ?&#8221; Essa frase é do filósofo inglês Bertrand Russell, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/21/cometer-um-erro-e-humano-e-o-mesmo-erro-duas-vezes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Governos, em todas as esferas, tem abusado dos erros. Mas cometer os mesmos erros várias vezes é inaceitável.<span id="more-7482"></span></p>
<p>&#8220;Por que cometer erros antigos, se há tantos erros novos à escolher ?&#8221;<br />
Essa frase é do filósofo inglês Bertrand Russell, e foi proferida há muitos anos atrás.<br />
Mas apesar disso, Governos são Governos, e acho que não apreciam filosofia.<br />
Em 2003, a Delta Engenharia venceu uma licitação para construção de um lote das obras de construção do estádio Olímpico João Havelange, apesar do valor suspeito. Depois de 3 anos e com os prazos apertados, abandonou a obra alegando não possuir tecnologia para a instalação da cobertura. A obra atrasou, outra empresa foi contratada, os custos subiram, e o estádio foi entregue aos 45 minutos do segundo tempo.<br />
Pois bem, alguns anos se passaram e a mesma Delta se apresenta como integrante de um dos consórcios interessados na reforma do Maracanã. Como desgraça pouca é bobagem, advinhem quem venceu a licitação ?<br />
Hoje, 1 ano e meio após o início das obras, a Delta, mais uma vez, &#8220;pede para sair&#8221;, alegando falta de fôlego financeiro.<br />
De certo que algum prejuízo causará. Os prazos, que já estão justos com vistas à Copa das Confederações ficarão mais apertados ainda (é possível que uma nova licitação seja necessária), a conta vai subir,  e, certamente, será novamente paga pelo contribuinte.<br />
E quem vai pagar por isso ? Quem vai assumir o ônus de ter permitido que a mesma empresa inadimplente de alguns anos atrás pudesse participar da nova obra ?<br />
E no futuro, será permitido que a Delta participe de alguma outra ?<br />
Sir Bertrand sorri. Nós choramos.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Sinal de alerta nas finanças do futebol inglês</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/EXAME-NovasArenas/~3/8D5AS7yvxWk/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/13/sinal-de-alerta-nas-financas-do-futebol-ingles/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 15:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/?p=7322</guid>
		<description><![CDATA[Levantamento divulgado recentemente apresenta resultados preocupantes sobre a saúde financeira dos clubes da ilha. Quem acompanha o futebol fora de campo já desconfiava que alguma coisa estava azêda dentro da &#8220;geladeira&#8221; inglesa, mas esse levantamento do Begbies Traynor Group acabou &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/13/sinal-de-alerta-nas-financas-do-futebol-ingles/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Levantamento divulgado recentemente apresenta resultados preocupantes sobre a saúde financeira dos clubes da ilha.<span id="more-7322"></span></p>
<p>Quem acompanha o futebol fora de campo já desconfiava que alguma coisa estava azêda dentro da &#8220;geladeira&#8221; inglesa, mas esse levantamento do Begbies Traynor Group acabou por surpreender.<br />
O levantamento abrangeu 68 clubes das 3 divisões abaixo da Premier, e revelou que 19% desses clubes, estão em sérias dificuldades econômico-financeiras, contrastando com apenas 1% das demais empresas na Inglaterra. Dificuldades que envolvem ações e sentenças de liquidação judiciais, além de problemas sérios tanto nos prazos de apresentação dos balanços contábeis, como nos desequilíbrios encontrados nos mesmos.<br />
A causa principal apontada, é a enorme disparidade econômica entre os clubes da Premier e os da Football League. Os primeiros possuem receitas fartas e garantidas de Tv e grandes patrocinadores, enquanto os últimos, tendem a gastar em demasia (em contratações e salários fora de suas realidades) na esperança de ascender à Premier e também abocanhar uma parte daquela &#8220;riqueza&#8221; e prestígio.<br />
Esses clubes arrecadam alguns recursos em abril e maio (com a venda antecipada de carnês para a temporada seguinte), mas os usam de forma inconsequente, agravando cada vez mais os problemas.<br />
Gerald Krasner, sócio da consultoria, explica:<br />
&#8220;Quando as coisas estão caminhando para uma situação ruinosa, a melhor alternativa é preservar os bons gestores (ou contratá-los), com uma antecedência suficiente para que medidas necessárias a uma reversão de rumos sejam tomadas. Quanto mais cedo um clube aceita conselhos melhor.&#8221;<br />
Seria bom que os gestores dos nossos clubes lessem, e aplicassem isso, mas por enquanto, é apenas um devaneio.    </p>
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		<title>Opinião de alemão</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 04:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Paul Breitner, ex-craque da seleção alemã, está no Brasil em missão de &#8220;desbravamento econômico&#8221;, visitando obras, e claro, dando &#8220;pitacadas&#8221;. Essa ele deu ontem após visita às obras do futuro estádio do Corinthians. &#8220;O momento do futebol brasileiro é preocupante. &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/12/opiniao-de-alemao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paul Breitner, ex-craque da seleção alemã, está no Brasil em missão de &#8220;desbravamento econômico&#8221;, visitando obras, e claro, dando &#8220;pitacadas&#8221;.<span id="more-7342"></span></p>
<p>Essa ele deu ontem após visita às obras do futuro estádio do Corinthians.</p>
<p>&#8220;O momento do futebol brasileiro é preocupante. Penso que o maior problema é que no melhor momento do futebol brasileiro, os últimos 10 a 20 anos, vocês mandavam seus craques de 16/17 anos para se desenvolverem na Europa. Agora vocês estão com muito dinheiro, e eles ficam aqui.&#8221; </p>
<p>Fiquei pensando. Esse sujeito é tonto e sabe disso, é tonto mas não sabe que é, ou acha que nós somos tontos ???<br />
Então quer dizer que o &#8220;melhor momento do futebol brasileiro&#8221; se deu nos últimos 20 anos ?!?!?!<br />
Será que ele sabe alguma coisa sobre a Copa de 58 ? Será que ele viu a seleção de 70 jogar ?<br />
Claro que ele sabe disso tudo, mas nunca é tarde para tentar convencer algum garoto talentoso e incauto a arrumar as malas para o velho continente. Numa dessas, quem sabe, eles arranjam um novo Messi. Quem não chora não mama.     </p>
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		<item>
		<title>Existe diferença entre cliente e freguês ?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Apr 2012 20:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[No dicionário são sinônimos, e significam &#8220;pessoa que compra uma mercadoria ou serviço&#8221;. Mas existe algo mais. Esquecendo um pouco a sinonímia, acredito que ao longo do tempo as palavras vão ganhando conotações diferentes, apesar da inflexibilidade do dicionário. Em &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/03/existe-diferenca-entre-cliente-e-fregues/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dicionário são sinônimos, e significam &#8220;pessoa que compra uma mercadoria ou serviço&#8221;. Mas existe algo mais.<span id="more-7222"></span></p>
<p>Esquecendo um pouco a sinonímia, acredito que ao longo do tempo as palavras vão ganhando conotações diferentes, apesar da inflexibilidade do dicionário. Em bom português, eu defino cliente como um consumidor exigente que compra um produto ou serviço da sua empresa pela qualidade dos mesmos, mas deixando claro que comprará do vizinho se você &#8220;pisar na bola&#8221;. Já o freguês, é aquele consumidor de pouquíssima exigência que compra de você por costume ou amizade, independente da qualidade do que é vendido, e continuará comprando de você mesmo que o produto seja eternamente ruim.<br />
A empresa eficiente é aquela que percebe a diferença, se esmera em oferecer o melhor, e mais, procura pelo cliente porque é este que tornará a sua empresa sempre eficiente.<br />
Já a empresa ineficiente é aquela que, ciente de sua ineficiência, busca desesperadamente por fregueses no mercado, pois estes são o escudo de sua incompetência, a sua salvação.<br />
Dentro desses conceitos, os clubes brasileiros seriam &#8220;empresas&#8221; de (a)alta ou (b)baixa eficiência ? E seus consumidores seriam (a)clientes ou (b)fregueses ?<br />
Se voces entendem que a resposta são os ítens (a), voces devem estar achando que a situação dos nossos clubes está fantástica. Mas aqueles que entenderem que os ítens (b) estão mais próximos da realidade, é fácil começar a entender porque, apesar do &#8220;fulgurante&#8221; crescimento econômico que experimentamos nos últimos anos, nossos estádios continuam vazios, o valor médio dos ingressos ainda é baixo (o produto &#8220;entregue&#8221; vale à pena ?), os planos de sócios-torcedores, com honrosas exceções, possuem resultados pífios, porque grandes clubes estão frequentemente sem patrocinadores, e porque os grandes patrocinadores morrem de mêdo de vínculos de longo prazo com esses mesmos clubes.<br />
Os clubes brasileiros se beneficiam, e por isso se acomodam, do fato de seus consumidores serem fregueses e assim o serão para sempre. Os grandes da Europa (e muitos nem tão grandes assim), tem o mérito de tratar seus &#8220;fregueses&#8221; como clientes, e receber os bônus devidos.<br />
Com o pouco que nossos clubes oferecem, a resposta é a indiferença, seja no vazio dos estádios, ou em desastradas ações como as chamadas pomposamente de &#8220;crowdfunding&#8221;, mas que até Mestre Joel sabe que não passa da popular e antiga &#8220;little cow&#8221;.    </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Por que no Brasil o ou/ou prevalece sobre o e/e ?</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/02/por-que-no-brasil-o-ouou-prevalece-sobre-o-ee/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 13:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma recente entrevista do treinador Bernardinho faz pensar sobre esse dilema. Na citada entrevista, o treinador critica a construção de equipamentos esportivos modernos, em detrimento da preparação de bons treinadores, e apoio para formação de bons professores nas escolas. Ele &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/04/02/por-que-no-brasil-o-ouou-prevalece-sobre-o-ee/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma recente entrevista do treinador Bernardinho faz pensar sobre esse dilema.<span id="more-7152"></span></p>
<p>Na citada entrevista, o treinador critica a construção de equipamentos esportivos modernos, em detrimento da preparação de bons treinadores, e apoio para formação de bons professores nas escolas. Ele resume a questão com a seguinte pergunta:<br />
&#8220;Minha pergunta é a seguinte: temos uma quadra de cimento, uma rede meio furada, a bola velha e um tremendo professor, que vai à luta, vai buscar em casa. Do outro lado temos um ginásio com toda a estrutura, ar-condicionado, mas o professor que dá aula lá vai lá fora, sai para fumar um cigarro. Você vai botar o seu filho para fazer voleibol naquele ginásio bacana ou naquela quadrinha com aquele professor?&#8221;<br />
E justamente essa pergunta me faz pensar em outra.<br />
E por que não podemos ter os dois ??? Eu percebo que no Brasil prevalece, via de regra, a contraposição dos opostos, o oito ou oitocentos, o hospital ou a arena de esportes. E por que não podemos investir em recursos humanos e também em boas estruturas físicas ? Porque ambos são importantes se realmente queremos, não apenas incluir socialmente nossa juventude através do esporte, mas também oferecer oportunidades concretas para que os que se revelarem talentosos possam se desenvolver.<br />
E eu não conheço país nenhum no mundo, que tenha conseguido desenvolver talentos em pistas esburacadas, ginásios aos pedaços, e com redes furadas.<br />
Portanto, chega de optar por isso ou aquilo. Temos que lutar para ter o máximo, pois não temos tempo de abrir mão de nada.  </p>
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		<item>
		<title>Um pouco de marketing “verde”</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 15:33:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste fim de semana, &#8220;O Globo&#8221; apresenta uma matéria sobre a construção do novo estádio olímpico londrino, e o esforço dos britânicos em se afirmarem como organizadores de um megaevento eficiente e inovador, e ao mesmo tempo preocupados com a &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/29/um-pouco-de-marketing-verde/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste fim de semana, &#8220;O Globo&#8221; apresenta uma matéria sobre a construção do novo estádio olímpico londrino, e o esforço dos britânicos em se afirmarem como organizadores de um megaevento eficiente e inovador, e ao mesmo tempo preocupados com a preservação dos recursos naturais do planeta.<span id="more-7062"></span></p>
<p>Pela matéria, ficamos sabendo que o concreto foi fabricado numa área próxima, e junto a um ramal ferroviário. Isso evitou que milhares de caminhões circulassem pelas vias da cidade, minimizando congestionamentos e os efeitos da poluição. Além disso, o projeto foi desenvolvido para utilizar o mínimo de aço e concreto.<br />
Ficamos sabendo ainda, que Londres contará com o maior número de construções provisórias da história das Olimpíadas.<br />
E que até a cobertura do estádio passou por testes em túnel de vento para que seu design propicie a quebra de recordes (pela pouca incidência de vento em sua área interna).<br />
Além disso, 4 mil árvores foram plantadas, e uma grande quantidade de solo contaminado foi removido de áreas próximas para permitir a revitalização da região.<br />
Até aí, tudo muito bem, afinal, todos apoiamos que as construções de uma forma geral, obedeçam a critérios de sustentabilidade ambiental. Entretanto, esse projeto do estádio olímpico londrino suscita algumas dúvidas.<br />
Será que foi correta a decisão de investir 500 milhões de libras em um estádio que 1 mês após sua inauguração seria transformado em um estádio de atletismo com apenas 20 mil lugares ? A resposta óbvia é não. Tanto, que essa idéia inicial praticamente foi descartada. Seu futuro viável é tornar-se uma arena de futebol, mas como carrega a obrigação do &#8220;legado&#8221; de manter sua estrutura olímpica, encontrar um utilizador interessado não será fácil, ainda mais que a cidade já possui Wembley que recebe apenas meia dúzia de jogos de futebol por ano. Ou seja, seu futuro é incerto, e as chances de se tornar um equipamento inútil são muito grandes. O Tottenham, único clube de massa interessado no estádio, não cogita manter a pista de atletismo, e o West Ham, o outro interessado e que concorda em preservar o &#8220;legado&#8221;, não possui tamanho suficiente para assumir os custos de uma arena tão grande.<br />
Mas isso parece importar menos. O marketing &#8220;verde&#8221; é poderoso o bastante para justificar equívocos e desperdícios de recursos, e acima de tudo, para mostrar que elefantes &#8220;verdes&#8221; e &#8220;brancos&#8221; são diferentes. Assim, Londres cometerá a façanha de construir um par de elefantes que juntos consumiram 1,35 bilhão de libras dos contribuintes, valor equivalente a soma de todas as arenas que estão sendo construídas no Brasil, úteis ou não, e tudo isso sob uma salva de palmas.<br />
Resumindo, longe de ser contra a preocupação com a sustentabilidade ambiental das arenas, lembro que o fator crucial na decisão de construir ou não um equipamento, deve ser a sua sustentabilidade econômica, e que elefantes são elefantes, sejam verdes, brancos ou azuis.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Estádios aos pedaços e sociedade doente.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 15:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[2012. Campeonato carioca. Jogo entre Fluminense e Bonsucesso. Gramado em péssimas condições. Estádio com estrutura precária, de conforto, e exploração comercial. Menos de 2 mil pagantes. O Flu pagou para jogar (futebol profissional ???). Jogo interrompido algumas vezes para, pasmem, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/26/estadios-aos-pedacos-e-sociedade-doente/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2012. Campeonato carioca. Jogo entre Fluminense e Bonsucesso. Gramado em péssimas condições. Estádio com estrutura precária, de conforto, e exploração comercial. Menos de 2 mil pagantes. O Flu pagou para jogar (futebol profissional ???). Jogo interrompido algumas vezes para, pasmem, retirar &#8220;pipas&#8221; com cerol que cruzavam o campo. O Bangu, proprietário do estádio de Moça Bonita, ao invés de investir para a melhoria dos espetáculos e do conforto dos torcedores, preferiu investir na melhoria das cabines de transmissão de Tv (não fôsse o Bangu, o clube do presidente da Federação Carioca de Futebol&#8230;). Os investimentos não são excludentes, mas fica evidente a inversão de prioridades.<br />
2012. Campeonato paulista. Clássico entre Corínthians e Palmeiras. Guerra campal na entrada do estádio, nos arredores, e em vários pontos da cidade. Dezenas de feridos e um rapaz assassinado. Jogos de futebol tornaram-se meros pretextos para que hordas de marginais extravazem neuroses, recalques, ódio e intolerância.<br />
Futebol como espetáculo, como um gostoso e divertido entretenimento, permanece apenas no ideal e no imaginário de poucos.<br />
E aqueles que poderiam contribuir para mudar essa triste situação, longe de se interessarem pelas questões centrais que propiciam tudo isso, preferem se dedicar ao populismo barato, e eleger, por exemplo, a cerveja como a grande vilã a ser combatida.<br />
Mas sobre esse assunto eu volto em breve, desmistificando com fatos e dados esse grande engôdo.  </p>
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		<item>
		<title>Ainda vale a pena jogar na Europa ?</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/EXAME-NovasArenas/~3/k-iVFbFryp8/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/16/ainda-vale-a-pena-jogar-na-europa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 13:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana foi divulgado um Relatório interessante elaborado pela britânica EIU (Economist Intelligence Unit), sobre &#8220;competitividade urbana&#8221;, ou seja, os fatores que tornam cidades mais atrativas do que outras. E o mencionado Relatório, conclui que as megaurbes brasileiras analisadas (Rio &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/16/ainda-vale-a-pena-jogar-na-europa/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana foi divulgado um Relatório interessante elaborado pela britânica EIU (Economist Intelligence Unit), sobre &#8220;competitividade urbana&#8221;, ou seja, os fatores que tornam cidades mais atrativas do que outras. E o mencionado Relatório, conclui que as megaurbes brasileiras analisadas (Rio e São Paulo) são pouco competitivas comparativamente a outras grandes cidades, sobretudo européias e americanas. Para a consultoria, o mau desempenho em um ranking de 120 cidades se dá pela falta de sustentabilidade e aspectos da qualidade de vida que podem ser obtidos mais facilmente em outras cidades mundiais, como as dos países desenvolvidos.<br />
Um ítem do documento em especial, atraiu minha atenção. Foi o relativo a &#8220;Atração de talentos&#8221;. A cidade de Nova York foi considerada a primeira do ranking da EIU, seguida por Londres e Paris. Das 30 cidades mais bem colocadas na lista, 24 estão nos EUA ou na Europa, pois apesar do impacto da crise econômica, essas cidades continuam atraindo mais negócios, capital, talentos e turismo, notou o relatório.<br />
&#8220;A vantagem mais significativa que as cidades dos países desenvolvidos têm é sua capacidade de atrair os melhores talentos do mundo. As cidades americanas e europeias dominam a categoria do capital humano no índice&#8221;, observou a pesquisa.<br />
&#8220;Isso se deve principalmente à qualidade dos sistemas educacionais e à mentalidade empreendedora de seus cidadãos. Mas outros fatores melhoram seu desempenho também, como as atividades culturais e a qualidade de vida geralmente boa.&#8221;<br />
E o que isso tem a ver com o nosso futebol ? Muita coisa.<br />
Há poucos anos atrás, o jogador Zé Roberto, à época jogador do Santos, anunciou que apesar de receber cerca de R$ 500 mil mensais (maior salário do futebol brasileiro naquele momento), ele e a família desejavam retornar à Alemanha, entre outras coisas pela insegurança das nossas cidades, que os deixavam permanentemente sobressaltados. Lembro que a sinceridade das declarações renderam-lhe muitas críticas, principalmente por parte daquela imprensa de analistas rasos, que acreditam que o interesse de um profissional em jogar/trabalhar num grande centro europeu, deve-se única e exclusivamente a razões financeiras. Que se iludem pela propaganda oficial enganosa de que, por sermos o 5º maior PIB mundial, somos os &#8220;reis da cocada preta&#8221;. Esse estudo serve para que a máscara caia, e mostre a essas pessoas que morar em Londres ou Paris, por exemplo, é atraente, independente das razões financeiras envolvidas. Esse pessoal precisa saber, que apesar de nossa posição em termos de PIB, nossa posição no ranking mundial de IDH é horrorosa, e que levaremos muitas e muitas décadas para nos equipararmos em poder aquisitivo, a americanos, e europeus. Nossos grandes jogadores continuam desejando jogar na Europa, não somente para fazer a tal &#8220;independência financeira&#8221;, mas pelos motivos que o relatório do EIU aponta. É um desejo compreensível e natural de todo profissional que deseja, ao menos por algum tempo, desfrutar de vantagens que nossas cidades não podem oferecer.<br />
Eles só não falam abertamente, porque a patrulha dos ufanistas é implacável.<br />
Então, vale a pena jogar na Europa ? Vale e muito. Não por dinheiro, ou pela tola vaidade de ser &#8220;o melhor do mundo&#8221;, mas por todas as razões que o EIU apresentou em seu Relatório.           </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Apostar em Adriano é jogar pôquer com dinheiro alheio</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/EXAME-NovasArenas/~3/zMwUGfKuhmA/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/14/apostar-em-adriano-e-jogar-poquer-com-dinheiro-alheio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 12:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje ouvi uma comparação estapafúrdia. Que Adriano para voltar a brilhar precisa se superar, assim como fez Ronaldo (Nazário). Nada mais enganoso. Nos acostumamos a associar a palavra &#8220;superação&#8221; e confirmar que se tratou de um &#8220;fenômeno&#8221;, pelo fato de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/14/apostar-em-adriano-e-jogar-poquer-com-dinheiro-alheio/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje ouvi uma comparação estapafúrdia. Que Adriano para voltar a brilhar precisa se superar, assim como fez Ronaldo (Nazário). Nada mais enganoso.<br />
Nos acostumamos a associar a palavra &#8220;superação&#8221; e confirmar que se tratou de um &#8220;fenômeno&#8221;, pelo fato de que Ronaldo sofreu lesões seríssimas ao longo da carreira, e no entanto jamais se entregou. Jamais desistiu de ser profissional, jamais se entregou a um estilo de vida que pusesse em risco sua recuperação. Não guardemos de Ronaldo a imagem de seu último ano como profissional, pois que atípico em sua carreira. E mesmo assim, ante a conclusão do inevitável, rapidamente decidiu parar.<br />
Adriano, ao contrário, enfrentou ano passado sua primeira lesão grave na carreira. A briga de Adriano sempre foi outra e bem diferente da de Ronaldo. Adriano desde 2006 criou em sua cabeça a ilusão de que poderia viabilizar uma espécie de vida dupla. Dar conta de uma cada vez mais exigente vida profissional, ao mesmo tempo que levava sua &#8220;dolce vita&#8221; de pagodes, mulheres, e cerveja.<br />
Portanto, separemos as coisas. A luta de Adriano nunca foi a mesma de Ronaldo. Adriano entregou os pontos. Colocou na cabeça que com assombrosos 98 kg, estará em forma.<br />
Mas como é possível que ainda exista algum clube interessado em contar com seus &#8220;serviços&#8221; ?<br />
Ou talvez a pergunta certa seja: Como é possível algum gestor sério ainda pensar em queimar recursos do clube com Adriano ?<br />
Não é difícil responder. Se os recursos saíssem do bolso dessas pessoas, e significassem o investimento em um novo funcionário para suas empresas, isso jamais seria sequer cogitado. A diferença é que os recursos são da viúva, do clube a ser espoliado.<br />
Pôquer é um jogo tenso e difícil, principalmente quando o dinheiro em risco é o seu. Mas se o dinheiro for de outrem, deixa de ser jogo e vira uma festa.             </p>
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		<title>O início da guerra</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 16:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a queda do Imperador da CBF, inicia-se uma guerra surda pelo poder do futebol brasileiro. Não se enganem. O Imperador se afasta, e deixa um sucessor legal, mas fraco e não exatamente aquele que o próprio Imperador gostaria que &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/13/o-inicio-da-guerra/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a queda do Imperador da CBF, inicia-se uma guerra surda pelo poder do futebol brasileiro.</p>
<p>Não se enganem. O Imperador se afasta, e deixa um sucessor legal, mas fraco e não exatamente aquele que o próprio Imperador gostaria que fosse. Sucessor que não desfruta do apoio de vários presidentes de Federações, que temem pelo aumento de poder do &#8220;mentor&#8221; do sucessor, adversário político de vários deles.<br />
Em resumo, os bastidores do futebol brasileiro passarão por um período de tormentas, com puxadas de tapetes, politicagem rasteira, facadas pela frente e pelas costas, um vale tudo onde literalmente vale tudo, e num momento especialmente delicado.<br />
Seleção olímpica incipiente, seleção principal sem rumo e definição, e organização de Copa do Mundo (e das Confederações), são os desafios principais para os próximos 2 anos. Acrescente-se a isso, a reconstrução das relações com o Governo e com a Fifa, derretidas pelo Imperador em sua tentativa de se manter agarrado ao poder. Parece muita areia para um caminhão tão pequeno.<br />
Que Deus nos ajude. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Mineirão pode virar um “elefante branco” ?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 14:49:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa foi a pergunta que me fizeram outro dia, e que apesar do aparente exagero, é uma hipótese que não pode ser completamente descartada. O governo de Minas quis que BH se tornasse uma das sedes da Copa de 2014, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/12/o-mineirao-pode-virar-um-elefante-branco/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa foi a pergunta que me fizeram outro dia, e que apesar do aparente exagero, é uma hipótese que não pode ser completamente descartada.<span id="more-6401"></span></p>
<p>O governo de Minas quis que BH se tornasse uma das sedes da Copa de 2014, e para isso teria que reformar o Mineirão.<br />
Encomendou o projeto, estabeleceu o &#8220;modelo&#8221; de execução, e colocou a licitação na rua.<br />
Através de uma PPP, escolheu o consórcio que deveria construir e explorar a futura arena por X anos.<br />
O consórcio vencedor certamente baseou suas premissas de viabilidade econômica na presunção que Atlético e Cruzeiro seriam clientes cativos, apesar de ambos os clubes terem sido alijados do projeto desde o início.<br />
Paralelamente, o Governo resolveu &#8220;bancar&#8221; a reforma do estádio do América, o Independência, para evitar que os times mineiros ficassem muito tempo sem um estádio em BH, e nesse momento acertou um tiro no próprio pé.<br />
E licitou a gestão do futuro estádio para outra empresa.<br />
Que para honrar e lucrar com o contrato, precisava de um cliente para ser o utilizador do espaço.<br />
Oportunidade que foi oferecida aos dois grandes, mas o Atlético foi mais rápido, mais interessado, e fechou um acordo com a empresa gestora.<br />
Isso deixou o Cruzeiro com apenas uma alternativa, e o consórcio gestor do Mineirão idem. Agora, a solução é, ou os dois se acertam, ou&#8230;se acertam.<br />
Mas porque a situação do consórcio do Mineirão é diferente da gestora do Independência ?<br />
Porque o consórcio do Mineirão é responsável por arcar com os custos do financiamento de construção do estádio, enquanto a gestora do Independência não. Para esta, existe muito espaço para negociar. Já a outra está engessada, presa aos parâmetros financeiros que a fizeram vencer a licitação e que não podem ser alterados. A margem para negociar com o Cruzeiro é pequena, e com apenas um utilizador, o custo do estádio aumentará, as receitas previstas cairão, mas o tempo de concessão (para o retorno do investimento) continuará o mesmo.<br />
O Governo inadvertidamente acabou sabotando o Mineirão, na medida em que construiu tambem um estádio concorrente. O desafio agora é encontrar uma solução que não mate o Cruzeiro de fome, nem o consórcio do Mineirão de sêde, e evitar que a nova arena fique subutilizada.</p>
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		<title>“El Ciclón”: Entre a paixão e a razão</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 21:19:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A comovente manifestação da torcida do tradicional San Lorenzo de Almagro ontem em Buenos Aires, suscita reflexões sobre sonho e realidade. Antes faço uma pequena introdução sobre os motivos da manifestação.  O antigo estádio do clube, chamado Velho Gasômetro, inaugurado em &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/09/el-ciclon-entre-a-paixao-e-a-razao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comovente manifestação da torcida do tradicional San Lorenzo de Almagro ontem em Buenos Aires, suscita reflexões sobre sonho e realidade.</p>
<p>Antes faço uma pequena introdução sobre os motivos da manifestação.  O antigo estádio do clube, chamado Velho Gasômetro, inaugurado em 1916 (chegou a ter capacidade para 75 mil torcedores em 1929), foi desapropriado pela municipalidade da cidade durante a ditadura, em 1979, sob a alegação de que no terreno seriam construídas novas vias e moradias. Depois de algum tempo abandonado, o poder público autorizou a abertura de um hipermercado Carrefour, instalado no local desde então.<br />
O clube depois de um período sem estádio, conseguiu um terreno na periferia da cidade e construiu um novo, batizado de Novo Gasômetro, com capacidade para 43 mil torcedores. Desde então, periódicamente, o clube e seus torcedores promovem passeatas e manifestos visando a aprovação da Lei de Restituição, que daria ao clube novamente a propriedade sobre a área tomada. Desta vez, 100 mil torcedores se reuniram na Plaza de Mayo na quarta manifestação do gênero.<br />
O projeto do clube é ambicioso. Além de um novo estádio e um prédio administrativo, seriam erguidos no terreno um centro comercial, uma escola, e uma biblioteca.  <br />
O problema é que da área do antigo estádio, além do hipermercado, 4 torres residenciais foram erguidas. O bairro cresceu, as ruas ao seu redor são estreitas, os acessos são complicados, e no terreno remanescente de 50 mil m2, construir um estádio para 40/45 mil torcedores e as outras benfeitorias pretendidas, parece loucura. Retomar a área, e construir algumas instalações para os sócios e a comunidade do entorno, seriam suficientes para o resgate da antiga identidade, mas não para reconstruir um grande estádio de futebol. As raízes geográficas são importantes e constituem parte indelével da alma do clube. Seu DNA. Mas não podem servir para ancorá-lo ao passado. O tempo passa, e evolução tambem é fundamental para a sobrevivência de empresas, marcas, e clubes. Na não aceitação do presente, e eternamente preso ao passado,  &#8220;los cuervos&#8221; podem estar, inconscientemente, comprometendo o futuro de seu amado &#8220;Ciclón&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entre a verdade, a má-educação, e o exagero</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 20:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Valcke diz a verdade mas de forma inábil, e reacende velhas teorias conspiratórias. Para todos aqueles que possuem um mínimo de informação e discernimento, está claro que o Govêrno brasileiro não vem cumprindo com seus compromissos com a Fifa. Quando nosso ex-presidente &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/03/05/entre-a-verdade-a-ma-educacao-e-o-exagero/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valcke diz a verdade mas de forma inábil, e reacende velhas teorias conspiratórias.</p>
<p>Para todos aqueles que possuem um mínimo de informação e discernimento, está claro que o Govêrno brasileiro não vem cumprindo com seus compromissos com a Fifa. Quando nosso ex-presidente precisou da Copa para turbinar sua popularidade prometeu mundos e fundos, inclusive o que não poderia cumprir. Estamos atrasados em várias obras de infraestrutura, e enredados na aprovação da Lei Geral da Copa que é fundamental não apenas para a Fifa, mas tambem para os patrocinadores, é fato, e Valcke, talvez inspirado na &#8220;habilidade&#8221; do presidente do São Paulo, há tempos se utiliza da estratégia do morde &amp; assopra, às vezes fazendo o papel do mau, outras vezes do bom. Porém, o jogo político de alianças e traições ficou tão pesado, que os atores perderam a noção, e o nível de educação chegou ao subsolo. O feitor-mor da CBF declarou que &#8220;está cagando um monte&#8221;, Valcke que o país precisa de um &#8220;chute na bunda&#8221;, e o Secretario especial da presidenta que Valcke não passa de um &#8220;vagabundo&#8221; !!!  Um show de falta de educação e de inabilidade política, já que  todas as partes que se ofendem, Fifa, Governo e COL, precisam uns dos outros e estão no mesmo barco, mesmo que se odeiem. Alguns afoitos, os de sempre, já especulam que querem &#8220;melar&#8221; a Copa, e que a Fifa poderia até o meio do ano trocar a Copa de país sede. Bobagem. O mais provável é que em breve, todos engulam seus egos, baixem o tom, e apareçam aos sorrisos e com calorosos apertos de mão, com declarações conjuntas de amor eterno, que está tudo muito bem, e que a Copa será um grande sucesso. Afinal, o interesse de todos eles não pode ser comprometido, e sim, acomodado.     </p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ocupem a CBF !!!!</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/29/ocupem-a-cbf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 16:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, na assembléia extraordinária da CBF, muita coisa pode acontecer, inclusive coisa nenhuma. Enquanto isso, a Seleção vira artigo de liquidação. Primeiramente, aviso que muita gente na imprensa já dedica um tempo enorme em comentar os meandros, nem sempre tão &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/29/ocupem-a-cbf/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<li>Hoje, na assembléia extraordinária da CBF, muita coisa pode acontecer, inclusive coisa nenhuma. Enquanto isso, a Seleção vira artigo de liquidação.<span id="more-6531"></span></p>
<p>Primeiramente, aviso que muita gente na imprensa já dedica um tempo enorme em comentar os meandros, nem sempre tão assépticos, da gestora-mor do futebol brasileiro. Não tenho portanto nenhum interesse em discutir sobre politicagem de bastidores, apoios e traições, se o cabeça-dinossauro fica ou sai.<br />
O motivo do post surgiu após o amistoso da Seleção com a Bósnia, e a pergunta que me fizeram outro dia, sobre qual seria o maior dos pecados cometidos pela CBF, em relação ao futebol brasileiro.<br />
Tinha algumas dúvidas sobre qual seria o mal maior, mas assistindo aquela atuação tão sofrível, e tudo o mais que cercava aquela partida, minhas dúvidas terminaram.<br />
Não é possível aceitar a vulgarização e a desvalorização da marca &#8220;Seleção Brasileira de Futebol&#8221; ao longo dos anos, sobretudo nos últimos dez.<br />
Não é possível aceitar a marcação de jogos da Seleção que ainda ostenta o &#8220;título&#8221; de maior vencedora de Copas, em estádios insignificantes, contra seleções insignificantes, para públicos insignificantes.<br />
Não é possível aceitar que essa mesma Seleção fique exposta de maneira tão constrangedora qual uma trupe mambembe vendida por 30 dinheiros, e sendo &#8220;gerida&#8221; por interesses comerciais de patrocinadores e intermediários suspeitos.<br />
Não é possível aceitar tantos êrros de planejamento que podem comprometer o desempenho da equipe numa Copa que será disputada no Brasil.<br />
Não é possível aceitar que em poucos anos, produtos de clubes superem em apêlo comercial, a marca de uma Seleção que ao longo dos anos tornou-se mítica e referência mundial.<br />
Não é possível aceitar que uma Seleção, cujos principais jogadores hoje atuam no Brasil, continue realizando jogos no exterior, quando ao contrário, deveria estar jogando no Brasil, não só pelo menor desgaste de boa parte dos jogadores, mas principalmente, para reativar a proximidade com a torcida brasileira, já que a próxima Copa será no Brasil (e considerando que nossos grandes adversários tambem precisam testar suas Seleções aqui).<br />
Enfim, não é possível aceitar tamanha desvalorização, que como um bumerangue, com certeza significará a diminuição futura de contratos comerciais decorrentes da progressiva perda de prestígio no cenário mundial. Concluindo, fica a pergunta:<br />
Afinal, qual a contribuição para a &#8220;Seleção Brasileira&#8221; em termos gerais, seja em termos de preparação da equipe seja como produto, jogar no interior da Suíça, contra uma seleção de segundo escalão, para 17 mil bósnios ? Nenhuma. Apenas o cumprimento de nocivas obrigações comerciais.    </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A polêmica do “estádio de uma torcida só”</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 03:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucos assuntos têm me enfastiado mais do que esse. Em primeiro lugar, sendo curto e direto, &#8220;estádio de uma torcida só&#8221; é para quem pode e não para quem quer, porque antes de ser um assunto de segurança, tem a &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/11/a-polemica-do-estadio-de-uma-torcida-so/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos assuntos têm me enfastiado mais do que esse.<span id="more-3801"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, sendo curto e direto, &#8220;estádio de uma torcida só&#8221; é para quem pode e não para quem quer, porque antes de ser um assunto de segurança, tem a ver com maximização de receitas comerciais. Portanto, é para quem tem estádio próprio, e não para aqueles que jogam em estádios de terceiros. Grande parte das pessoas que trabalham ou se interessam pelo assunto, desejam a profissionalização do futebol, mas continuam escravos de argumentos amadores. Acham um absurdo um estádio ser ocupado por uma só torcida, já que inviabiliza a &#8220;beleza&#8221; do duelo das torcidas, e blá blá blá.<br />
Eles não percebem que estádio dividido entre torcidas da mesma cidade, só existe no Brasil. O Rio especialmente, sempre foi uma aberração, com 4 grandes clubes dividindo um mesmo estádio público (especialmente nos jogos entre eles). Em que outra cidade do mundo isso existe ?<br />
Os grandes clubes do Rio nunca ganharam dinheiro com o Maracanã, já que sempre foram a galinha dos ovos de ouro do Estado, e de muita gente mais, até dos escoteiros.<br />
No resto do mundo, os clubes, ou possuem seus próprios estádios, ou são concessionários e gestores de estádios públicos, e em ambos os casos, ganham muito dinheiro com sua exploração. E a melhor forma de conseguir isso é através da fidelização dos seus torcedores, incentivando-os a se relacionar mais intensamente com o clube, onde o estádio tem papel fundamental. Os torcedores se associam ao clube por vários motivos, um dos principais, é o de garantir ingressos para os jogos, de forma antecipada e com desconto. A partir daí, o clube precisa garantir os lugares do seu estádio para os seus torcedores, seus consumidores, e não para os torcedores dos rivais. Aritmética simples. Nada a ver com receio de violência, pois para isso existem inúmeras medidas de segurança de eficácia comprovada.<br />
Nossos românticos torcedores jamais verão o United dividir o seu estádio com os torcedores do City, em Manchester. Ou o Bernabeu ser dividido com os &#8220;culés&#8221;. Ou imaginar a Bombonera rachada ao meio com os torcedores do River.<br />
Enquanto nosso futebol viveu na época das trevas, com estádios sucateados e públicos, nos iludimos com esses espetáculos de &#8220;beleza&#8221; proporcionados por clubes eternamente de pires na mão, e servindo como vacas leiteiras da politicada. Aqueles que foram se libertando desse modelo nefasto e percebendo a importância de gerir um estádio moderno e rentável, jamais desejarão voltar para o tempo das diligências.<br />
O Brasil muitas vezes parece aquela casa que é a última da rua, e a última a receber o carteiro. Está sempre atrasado. Infelizmente quando a modernidade parece chegar, aparecem os românticos, saudosos das serestas ao luar, das modas de viola, loucos para que as coisas permaneçam como estão. À estes eu peço. Por favor, saiam da frente, deixem o futebol brasileiro avançar.          </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Vale tudo por uma eleição !</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/EXAME-NovasArenas/~3/sYt9d8FSar8/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/08/vale-tudo-por-uma-eleicao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 03:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O que determinados &#8220;cartolas&#8221; (ou candidatos a) prometem, para se elegerem presidentes de grandes clubes brasileiros. E olhem que o cargo não é remunerado. Imaginem se fosse. Agora leio que um candidato de oposição na próxima eleição do Corínthians, afirmou &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/08/vale-tudo-por-uma-eleicao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que determinados &#8220;cartolas&#8221; (ou candidatos a) prometem, para se elegerem presidentes de grandes clubes brasileiros.<span id="more-6281"></span></p>
<p>E olhem que o cargo não é remunerado. Imaginem se fosse.<br />
Agora leio que um candidato de oposição na próxima eleição do Corínthians, afirmou que, assim que eleito, assinará contrato com uma empresa que pagará ao clube, R$ 350 milhões por 10 anos de contrato, para nomear o novo estádio.<br />
Esse valor é algo tão absurdo, que eu juro que torcerei por ele só pelo prazer sádico de ver o sujeito cumprir uma promessa tão insana.<br />
Ou isso, ou, em caso de promessa cumprida, testemunhar ao vivo a internação do signatário da tal empresa no Juqueri.<br />
A &#8220;paixão&#8221; de certas pessoas pelo futebol é imensa. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pode to be ? Pode, no Flamengo pode tudo…</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem leu o post &#8220;Falta ética ou sobram lágrimas ?&#8221; de 18/01, deve estar entendendo tudo. O Flamengo não cansa de nos espantar. O processo de &#8220;fritura&#8221; de Luxemburgo, sua demissão, e a contratação de Joel, negociada na surdina enquanto &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/02/03/pode-to-be-pode-no-flamengo-pode-tudo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem leu o post &#8220;Falta ética ou sobram lágrimas ?&#8221; de 18/01, deve estar entendendo tudo.<span id="more-6181"></span></p>
<p>O Flamengo não cansa de nos espantar. O processo de &#8220;fritura&#8221; de Luxemburgo, sua demissão, e a contratação de Joel, negociada na surdina enquanto o cargo ainda estava ocupado, expõe toda a &#8220;ética&#8221; em vigor entre a grande maioria dos cartolas/gestores do futebol brasileiro, e já pode ser considerado um &#8220;clássico&#8221; da gestão esportiva.<br />
Enquanto há 10 dias atrás a presidenta/vereadora chorava, cobrando ética ao &#8220;coirmão&#8221; que acabava de lhe passar a perna numa contratação, ela preparava a troca de comando do time em grande estilo, e usando da mesma &#8220;ética&#8221;.<br />
E assim, nós, gestores esportivos brasileiros, somos brindados com mais um grande e maravilhoso &#8220;case&#8221; para ilustrar nossas aulas pelo país.<br />
Obrigado dona Patrícia !  </p>
<p>( E o pior, é que depois de toda essa loucura, o Flamengo ainda acaba campeão&#8230;).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aladar e os avestruzes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 23:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que os técnicos de futebol no Brasil são tão corporativistas ? Há pouco tempo li uma entrevista de um badalado técnico brasileiro, pouco tempo após, e ainda sob o impacto da acachapante vitória do Barcelona no último mundial de &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/01/29/aladar-e-os-avestruzes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que os técnicos de futebol no Brasil são tão corporativistas ?<span id="more-6041"></span></p>
<p>Há pouco tempo li uma entrevista de um badalado técnico brasileiro, pouco tempo após, e ainda sob o impacto da acachapante vitória do Barcelona no último mundial de clubes. O entrevistador perguntou se ele considerava que além do desempenho dentro de campo, os técnicos europeus estariam alguns degraus acima dos sulamericanos. Esse mesmo questionamento tinha sido feito a outro famoso técnico pouco tempo antes em um evento, e a resposta de ambos me chamou a atenção, pois foi praticamente a mesma. O Brasil passa por uma &#8220;entressafra&#8221; de talentos, por um momento de &#8220;transição&#8221;, mas que apesar disso continuamos a ser os melhores, ainda somos os maiorais da bola, os bam bam bans do futebol, nossos treinadores são tão bons ou melhores que os estrangeiros e blá blá blá.<br />
Eles defendem seu território com unhas e dentes e a qualquer preço, mesmo que precisem contrariar o que está à vista de todos, já que deixamos de ser a última bolacha do pacote faz tempo.<br />
Me entristece perceber que boa parte de nossos treinadores de futebol tenham visão tão míope sobre a importância do intercâmbio de conhecimentos para o avanço de qualquer área do conhecimento humano, particularmente do esporte. Nos esportes ditos &#8220;olímpicos&#8221;, somos humildes há muitas décadas. Recorremos a treinadores estrangeiros no atletismo, no volei, basquete, natação, handebol, remo, ginastica olímpica, e em outros esportes, e reconhecemos que esses treinadores contribuíram de forma decisiva para o avanço dessas modalidades aqui no país. O futebol entretanto, permanece como uma espécie de &#8220;Linha Maginot&#8221; do esporte brazuca. Uma espécie de última trincheira a ser &#8220;defendida&#8221;.<br />
Claro que também tivemos &#8220;gringos&#8221; como treinadores de futebol, vários até, mas quase todos vieram numa época em que nossa crista ainda não era tão alta, e não tínhamos títulos mundiais para contar vantagem.<br />
Essa semana, em reminiscências sobre o pólo aquático, um esporte da adolescência, lembrei que em outubro próximo terão se passado 30 anos do falecimento de Aladar Szabo, o maior ícone desse esporte no Brasil. Como é considerado um esporte de &#8220;pouca adesão&#8221;, pouquíssimas pessoas sabem de quem se trata. Aladar, húngaro de nascimento e brasileiro naturalizado, bi-campeão olímpico pela Hungria em 1952 e 1956, chegou ao Brasil em 59 vindo da Itália, e revolucionou o pólo nacional. Ainda como jogador, e pela Seleção, contribuiu decisivamente para a conquista da medalha de ouro no Pan de 63 (melhor resultado da história), e de dois Sulamericanos, num tempo em que os argentinos dominavam as piscinas no continente. Como treinador, depois do Botafogo, mudou-se para São Paulo onde esteve no Palmeiras por breve período, e por 5 anos treinou a equipe do Club Paulistano. Nunca o vi jogar, mas ainda lembro dele já como treinador, com o sotaque carregado e ensinando como arremessar e passar a &#8220;bula&#8221;. Morreu de um infarto fulminante aos 49 anos. Em 23 anos de Brasil ensinou várias gerações de grandes jogadores, fazendo esse esporte dar um salto de qualidade extraordinário.<br />
São histórias como essa que deveriam inspirar nossos &#8220;professores&#8221; de futebol, e convencê-los de que por mais que sejamos bons, sempre podemos aprender, porque em algum lugar do planeta alguem pode estar desenvolvendo uma técnica nova, um conceito revolucionário, e que a busca do aperfeiçoamento contínuo, talvez possa evitar que tenhamos mais dissabores de agora até 2014.                    </p>
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		<title>Que nome você daria ao estádio do Corinthians ?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 20:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A pergunta é uma provocação, e tem apavorado os dirigentes corintianos. Nada pode ser pior para um clube que aspira vender os direitos de nomeação de seu estádio, do que enquetes como essas. Ainda mais que se trata de um &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/01/26/qual-o-nome-que-voce-daria-ao-estadio-do-corinthians/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta é uma provocação, e tem apavorado os dirigentes corintianos.<span id="more-6021"></span></p>
<p>Nada pode ser pior para um clube que aspira vender os direitos de nomeação de seu estádio, do que enquetes como essas.<br />
Ainda mais que se trata de um espaço novo, e portanto, com melhores chances de obter um patrocinador, ao contrário de um espaço que carrega a marca de um patrocinador anterior na memória do público em geral.<br />
O clube sonha alto. Ambiciona vender a nomeação por um dos maiores valores mensais já pagos na história (R$ 30 milhões / ano), em patrocínios desse tipo (o recorde é de US$ 23,3 mi / ano), com o objetivo de financiar boa parte da construção.<br />
Um sonho difícil de ser alcançado, principalmente pela falta de parâmetros de mercado, e pela falta de cultura dos patrocinadores no Brasil sobre esse tipo de negócio (geralmente calcados na busca exclusiva de mídia espontânea).<br />
Para viabilizar o sonho, os dirigentes do Corinthians teriam &#8220;pedido&#8221; aos órgãos de mídia para evitar &#8220;nomear&#8221; antecipadamente o futuro estádio com os apelidos que infelizmente já estão na boca do povo.<br />
A resposta ao pedido, foi uma enquete de um portal de internet convocando as pessoas a optarem por alguns nomes de uma relação disponibilizada, nenhum deles, claro, que possua a simpatia do clube. Uma pena, pois isso só joga contra as pretensões do clube e reduz o interesse de possíveis interessados.<br />
Talvez fosse melhor que o clube tivesse solicitado a &#8220;pesquisa&#8221;, pois assim, quem sabe, o portal não teria feito, por achar que estava sendo &#8220;pautado&#8221;&#8230;<br />
O certo é que essa é uma nomeação delicada, pois envolve um mercado cru, e uma ambição de valor excessiva, além do que, nomeações eficazes envolvem necessáriamente contratos de longo prazo.<br />
E o longo prazo infelizmente causa calafrios em grande parte dos patrocinadores no Brasil. </p>
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		<title>O Flamengo e o caos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 20:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Nenhum clube convive com o caos melhor que o Flamengo. Trabalhar no Flamengo é estar ciente de que não existe meio têrmo. É céu ou inferno. E que não existe &#8220;meia pressão&#8221;. É sempre pressão máxima. É nadar na lava &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/01/20/o-flamengo-e-o-caos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhum clube convive com o caos melhor que o Flamengo.<span id="more-5991"></span></p>
<p>Trabalhar no Flamengo é estar ciente de que não existe meio têrmo. É céu ou inferno. E que não existe &#8220;meia pressão&#8221;. É sempre pressão máxima. É nadar na lava do vulcão. Ser presidente do Flamengo não é fácil. Os inimigos são muitos, e as possibilidades de erros também.<br />
E errar demais vem sendo uma constante nas gestões do Flamengo há muito tempo, pois desde garoto eu me acostumei a ver o nome do clube associado à palavra crise.<br />
Neste momento o clube passa por mais uma, das muitas que certamente ainda virão ao longo do ano. Não existem mais razões objetivas. Já é um processo de combustão espontânea. Qualquer assunto minimamente mal conduzido provoca no clube um furacão de magnitude 5.<br />
A parceria com a Traffic, que viabilizou a vinda de Ronaldinho, vai de mal a pior, numa relação conflituosa de traições, vinganças e ameaças.<br />
A relação de seu principal e problemático jogador com o igualmente problemático e egocêntrico treinador está por um fio (se é que ainda existe fio).<br />
O clube iniciou o ano sem recursos para contratações, perdeu um dos principais jogadores para um rival de forma quase humilhante, e deve dinheiro a vários outros (inclusive à grande estrela). E isso às portas da estréia na Libertadores, que mediocremente passou a ser o objetivo dos nossos grandes clubes. Antigamente era o de ser campeão, mas agora é conseguir uma vaga na competição sul-americana.<br />
Os ex-presidentes já saíram das tumbas e foram aos jornais pedir a cabeça da presidenta. Quem sabe não conseguem alguma vantagem política no rescaldo da crise ?<br />
Até a Prefeitura resolveu contribuir, multando e interditando o CT do clube por falta de alvará.<br />
E olhem que a temporada ainda nem começou !!!<br />
Parece que tudo conspira contra o clube. Parece. Mas assim como sempre me acostumei a ver o Flamengo em crise, aprendi que crise é como oxigênio para o clube. É como se o Flamengo se alimentasse e se fortalecesse com elas. Quando tudo parece indicar que o clube vai &#8220;acabar&#8221;, o Flamengo tira um título da cartola, se fortalece, e o ciclo se inicia. O Flamengo só funciona em meio ao caos. A calmaria parece que anestesia o clube e o tira do seu &#8220;ponto de fusão&#8221;. Parece um absurdo isso, e é. Mas é assim que o Flamengo funciona.<br />
Ahhh. E só como curiosidade.<br />
Na primeira semana do ano, vários jornais e portais consultaram os &#8220;astros&#8221; e pais de santo sobre as previsões futebolísticas para 2012.<br />
Todos foram unânimes. O Flamengo terá um ano excepcional. Será inclusive campeão carioca. Não sei se são os santos ou os pais de santo que torcem para o Flamengo. Mas não duvidem.            </p>
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		<title>Falta ética ou sobram lágrimas ?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 15:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Araujo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O estranho mundo do futebol brasileiro, onde a ética é relativa, e as lágrimas, de crocodilo. Diz a sabedoria popular que &#8220;quem bate, não lembra, quem apanha nunca esquece&#8221;. A cartolagem brasileira prova desse veneno todos os dias, mas mantem &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/novas-arenas/2012/01/18/falta-etica-ou-sobram-lagrimas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estranho mundo do futebol brasileiro, onde a ética é relativa, e as lágrimas, de crocodilo.<span id="more-5921"></span></p>
<p>Diz a sabedoria popular que &#8220;quem bate, não lembra, quem apanha nunca esquece&#8221;. A cartolagem brasileira prova desse veneno todos os dias, mas mantem a ilusão de que vai &#8220;bater sempre&#8221;.<br />
A presidenta do Flamengo já bateu, mas como no dito, esqueceu. Agora, após levar um &#8220;knock down&#8221;, reclama da falta de ética do &#8220;coirmão&#8221;, que turbinado pela cornucópia financeira e tresloucada de seu patrocinador, utilizou-se apenas da lei mais comum do mundo capitalista. A lei de mercado. Quem tem mais, paga mais. Quem tem algo para negociar, o faz pelo maior valor possível.<br />
Nessa disputa insana por um jogador insano, em que clubes, empresários, e jogadores, flertam todos os dias com o vale tudo do mundo cão, ética é uma palavra que possui um significado muito relativo.<br />
A presidenta reclama que o colega tricolor tenha dissimulado o interesse do Flu no jogador, alegando desconhecer informações nesse sentido (é até possível, pois quem negocia é o &#8220;outro&#8221; presidente), esquecendo-se que há alguns meses atrás, ela própria declarava desconhecer a informação (conhecida por toda a imprensa) sobre uma proposta para contratar um jogador então vinculado ao Palmeiras.<br />
O fato, é que nessa disputa entre os 2 &#8220;coirmãos&#8221; quem surfa a melhor onda é o jogador, que, fiel a seu estilo, morde daqui, sopra de lá, assina com um, promete para o outro, trai e subtrai, e no final, sai com um bom contrato e beijando algum escudo, como sempre.<br />
Portanto, não sei quem tem razão, se é que alguem tem, nem esse é o interesse do post.<br />
O que eu gostaria, é que episódios como esse ao menos servissem para que nossos cartolas, quase todos amadores, percebessem que nunca existirá &#8220;ética&#8221;, pelo menos do jeito que eles imaginam que isso seja, em um ambiente dominado pela desunião e pelo salve-se quem puder. No mundo dominado pelo esporte realmente profissional, os dirigentes não se preocupam com esse tipo de &#8220;ética&#8221;. Ética para eles é o cumprimento dos regulamentos, sempre claros, dos acordos negociados com a participação de todos os interessados, e que visam sempre o lucro de todos, pois é isso que garantirá o sucesso de cada um dos integrantes.<br />
Sendo assim, seria interessante que a presidenta do Flamengo se preocupasse mais com o fortalecimento dos clubes do que da CBF, mais com a clareza dos regulamentos do que picuinhas em tôrno de taças de bolinhas, mais com o equilíbrio do todo do que com a ganância individual (que ameaça transformar o Brasileiro numa Liga espanhola tropical), e ainda, que não aceitasse comissões e vantagens da emissora majoritária para deliberadamente ajudar a implodir a Liga cujo objetivo de existir é justamente o de negociar acordos melhores e mais justos para todos. Isso sim seria ético, presidenta.<br />
O resto, é chororô.                        </p>
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