<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218</id><updated>2023-06-15T15:18:16.968-03:00</updated><category term="tudo"/><category term="revisão de textos"/><category term="artigos"/><category term="linguística da revisão de textos"/><category term="trabalho acadêmico"/><category term="ofício de revisor"/><category term="redação"/><category term="dicas muito úteis"/><category term="argumento e lógica"/><category term="manuais e normas"/><category term="formatação acadêmica"/><category term="keimelion"/><category term="metodologia"/><category term="erros comuns"/><category term="plágio"/><category term="aplicativos para redação"/><title type='text'>Revisão de teses e dissertações</title><subtitle type='html'>Revisão de textos acadêmicos: teses, dissertações e artigos científicos. Formatação e normas ABNT, APA, Vancouver.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.keimelion.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Públio Athayde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17703538062255897224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkKBt43QGK0ZVTZVKs_vL2bKlB-9wMJ75RpVd4H1098sdKjAzTIbnG0omrXsJybtEjkxTMDcLlEPD4I3xVSKj-DjtP-QqysLRE3Xf_kI_F6HYXLQiauqSMZ6uT5mESfF0/s220/20190716_154721.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>224</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-918490265393802561</id><published>2021-04-05T07:22:00.003-03:00</published><updated>2021-04-06T10:10:28.773-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de textos procedimentais</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bases da revisão de textos procedimentais&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A contribuição da categorização e dos gráficos contextuais para a explicação do modo de agir.&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Explicar como fazer é habilidade importante, uma vez que grande parte da atividade diária da produção verbal trata de dizer a alguém como fazer algo, o que também ocorre quando se trata de escrever um manual de operação de um sistema técnico, ou para treinar aprendizes. São os chamados &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-legibilidade.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;textos procedimentais ou procedurais&lt;/a&gt;. Ser capaz de melhorar esse tipo de texto, revisando-o, para efeitos de transmissão direta, coerente e eficaz de informação é, portanto, importante componente da competência de autor e de revisor.&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-y55YjqY5hlM/YGrkhClQt8I/AAAAAAAAGj8/crYhMLyK6w46ajpCVGxLYXI-vZ_kQFD5ACLcBGAsYHQ/s520/revis%25C3%25A3o-textos-procedimentais.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O saber-fazer é feito de conhecimento e ação no cumprimento de uma tarefa.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;270&quot; data-original-width=&quot;520&quot; height=&quot;332&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-y55YjqY5hlM/YGrkhClQt8I/AAAAAAAAGj8/crYhMLyK6w46ajpCVGxLYXI-vZ_kQFD5ACLcBGAsYHQ/w640-h332/revis%25C3%25A3o-textos-procedimentais.jpg&quot; title=&quot;A atividade de revisão é solucionadora de problemas.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2021/04/reescrita-revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão dos textos&lt;/a&gt; tem sido concebida como resolução de problemas e como aperfeiçoamento contínuo do produto textual. É nessa corrente que situamos nosso trabalho em se tratando da revisão dos textos procedimentais, considerando a melhoria do texto como componente da própria atividade de produção verbal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deve-se ter em conta que a atividade da revisão faz parte da própria tarefa de escrever (como interferência em textos próprios – ITP), constituindo subprocesso inerente, ou surge como posterior identificação de problemas e de aperfeiçoamentos em tese (como interferência em textos alternos – ITA); a seguir, a revisão consiste em resolver a tarefa, ou o problema, em reexaminar as indicações verbais que descrevem a execução das tarefas ou a definição dos problemas, indicando-lhes estruturas eficazes e eficientes, soluções e encaminhamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para identificar os componentes da revisão autoral, como primeiro passo, descrevemos a resolução dos problemas de concepção da produção verbal e da categorização contextual como suporte dessas atividades de design textual que também seriam a base da ITA. Em segundo passo, definimos o que é a tarefa descrita no texto a partir do trabalho realizado em nossa cognição. Essa descrição inclui os quesitos resolução de problemas. No terceiro passo, revisa-se a descrição da ação proposta. Finalmente, apresentam-se modelos de tarefa e resolução de problemas que podem explicar as atividades de revisão, incluindo a abordagem de produção, incluindo ITP, e de revisão como ITA, na geração de explicação. Conclui-se a contribuição da abordagem “resolução de problemas” para a revisão da expressão verbal das tarefas, identificando nove quesitos de revisão do texto processual.&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concepção, produção e revisão da produção verbal&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/consistencia-concisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;A produção e revisão de qualquer texto são atividades complexas&lt;/a&gt; que podem integrar outras tarefas (por exemplo, a busca de documentação), mas resultam principalmente da integração de várias tarefas: a produção mental (operacionalização da memória de trabalho) e revisão da organização interna e sua formatação para a produção verbal (retórica operacional). O conteúdo a partir do qual se produz o texto tem organização interna e espacial em que o autor deve organizar o conjunto de ideias – ou estruturas conceituais – que devem ser formatadas em estrutura textual hierárquica. A primeira questão para a revisão é a verificação da completude do conteúdo, a organização de suas ideias e sua formatação (quesito 1 do processo de revisão). Essa é a tarefa de organizar a estrutura do objetivo conceitual (o que dizer?), a estrutura do objetivo do formato (como dizê-la?) e sua integração com os efeitos narrativos e estéticos possíveis que são critérios da construção. Ou se trata da tarefa de verificação correspondente: o que foi dito? e como foi dito? – e se foi bem-dito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A concepção, produção e revisão da produção verbal são problemas de design textual cujo propósito é desconhecido a priori, se não forem bem definidos por um conjunto de critérios, ou constrangimentos, para respeitar alguns imperativos. Isso poderá incluir escrever um texto para crianças (critério imperativo), original (critério de preferência), não muito longo (de variação de satisfação), etc. Essas restrições iniciais permitem especificar as outras dimensões, ou variáveis, do problema e tomar decisões compatíveis entre elas e, finalmente, especificar a meta a ser alcançada, ou medir os respectivos alcances.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa abordagem da concepção-produção-revisão dos textos como resolução de problemas é possível de acordo com a categorização contextual, um processo cognitivo que constitui um apoio à conceituação das situações. Os textos descrevem objetos (caracteres, objetos naturais, objetos manufaturados) no espaço, objetos que podem ser submetidos a eventos ou ações agindo uns sobre os outros. Com a categorização contextual, os objetos são colocados em relação semântica uns com os outros: primeiro, todos os objetos; em seguida, advém o contexto semântico de uns para com todos os outros. Assim, em “primeiro clicar no mouse” e “depois clicar na tela”, empresta-se significado diferente para “clicar” e um significante diferente para a atividade primeira e segunda, a despeito da similaridade e sucessividade. Essas conexões são feitas como categorias e cláusulas que montam e diferenciam objetos ou ações e permitem criar modelos das situações descritas no texto. A produção e a compreensão dos textos consistem em categorias muito gerais especificadas até atingirem a categorização informativa pertinente. Uma especificação que pode ser dada no texto ou adquirida por inferência de categorias contextuais (por exemplo, “clicar uma vez” vs. “clicar duas vezes” – em relação a clicar na tela ou com o mouse). Esse conteúdo irá corresponder à formatação textual (estruturas de palavra, frase, parágrafo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A categorização contextual pode ser abordada tomando como exemplo uma proposta como “clicar duas vezes”. O processo de categorização contextual é projetado para criar categorias de relações de diferenciação. Assim, é criada a categoria de “clicar”, e “onde clicar”, as subcategorias de “no mouse” e “na tela” e, finalmente, “clicar” é instanciado na categoria de duas operações mecânica e espacialmente distintas, mas que podem produzir resultados assemelhados, independentemente do espaço que que se realizam, ou distintos, dependendo da frequência com que ocorrem: “duplo clique” vs. “clicar duas vezes”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A rede de categorias contextuais permite responder a muitas perguntas de forma diferenciada de inferências logicamente lícitas ou ilícitas: “o que é clicar?” (Assinalar com um toque!). Como clicar? (Apertando um botão no mouse ou tocando a tela com o dedo.). Tocar e permanecer com o dedo é clicar? (Não.). Clicar na mesa funciona? (É possível). Pode-se clicar no touchped? (Sim.). Clicar duas vezes é o mesmo que duplo clique? (Depende.).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As categorias contextuais tornam possível fazer conexões que são necessárias para a construção da macroestrutura. Produzir um texto é, inversamente, produzir microestruturas e alinhá-las retoricamente, isso é, conectar subcategorias a partir das categorias muito gerais de macroestrutura. A categorização contextual também possibilita relatar processos de design textual a partir de restrições fornecidas pela particularização ao criar subcategorias. As restrições e compatibilidades entre valores variáveis integram a consistência da estrutura da rede de categorias.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão da produção verbal&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar um manual de produto, é também uma tarefa em si e é um quesito da complexidade (quesito 1) relativo à completude. É necessário examinar os componentes mais genéricos da do texto em revisão. A tarefa é o operador interagir com objetos para determinados fins. A realização desse desiderato exige que os objetos sejam alterados ou transformados de seu estado inicial para alcançar seu estado final. A tarefa é a produção de estados característicos nos objetos ou obter deles ações. Assim, escrever um texto é uma tarefa para a qual a finalidade é obter o texto a ser escrito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A distinção entre a tarefa (escrever um texto) e sua finalidade (obter o texto escrito) é fundamental por várias razões. Uma razão principal é que a mesma finalidade (obter o texto escrito) pode ser conseguida de várias maneiras, ou mesmo de acordo com tarefas diferentes (escrevê-lo ou mandar alguém escrever, por exemplo). Outra razão é a interpretação e avaliação da tarefa. Não se pode interpretar e avaliar o que alguém está fazendo se não há um bom conhecimento do propósito que a pessoa deu à tarefa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, a revisão de um texto é um problema muito geral e é o primeiro quesito de complexidade (quesito 1). Um segundo componente mais específico do processo de revisão tem sua origem na consecução do objetivo (os objetos do sujeito ficaram como desejado?) e nos meios usados (os objetos funcionais são usados do modo mais apropriado?). Por exemplo, se um componente da meta é a acessibilidade ao conteúdo de uma declaração por crianças, a questão será verificar se os meios utilizados são suficientes e eficientes (quesito 2).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra dimensão característica da tarefa é a possibilidade de executar a mesma tarefa com diferentes procedimentos. Copiar um texto é, por exemplo, escrever cada um dos parágrafos do texto. Essa é uma maneira de fazer para que o texto seja copiado. Outro procedimento poderia ser escrever a primeira palavra de cada parágrafo, depois a segunda, e assim por diante. Vários procedimentos podem levar à mesma tarefa. Não significa, porém, que todos os procedimentos sejam igualmente eficientes, ainda que a eficácia seja a mesma. A tomada de decisão sobre a escolha do procedimento é outro quesito peculiar à tarefa. Portanto, um segundo componente do processo de revisão tem sua origem na seleção do procedimento de revisão (quesito 3).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra dimensão característica da tarefa é sua sequenciação. As ações são ordenadas temporalmente. A principal dimensão da tarefa, no entanto, é a dimensão hierárquica: uma tarefa é dividida em subtarefas que se decompõem a suas sub-subtarefas. Cada subtarefa correspondente a uma submeta, e tem assim objetivo principal e objetivos secundário; cada submeta pode ter sub-submetas em si. Tudo corresponde a uma estrutura de metas hierárquicas. Um procedimento para copiar um texto é, por exemplo, escrever cada um dos parágrafos do texto. Escrever um parágrafo é escrever cada uma das frases. Escrever uma frase é escrever cada uma das palavras. Escrever uma palavra consiste em escrever cada uma das letras. Tal decomposição da tarefa em metas e submetas, de acordo com uma estrutura de árvore, leva às ações básicas que são as ações de condução. O exemplo da cópia já contém a principal dificuldade em realizar a tarefa e sua expressão verbal: o planejamento hierárquico (quesito 4).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa análise das tarefas, na versão clássica dos estudos sobre resolução de problemas, é a contribuição para a análise da revisão dos textos, como uma tarefa em si. A experiência diária da produção verbal e da revisão são questões de especialização para as quais temos muitos procedimentos adquiridos pela linguagem. No entanto, a produção de textos nem sempre recai em tarefas que todos sabem executar, mas também inclui resolver problemas (ITP) no próprio texto. Há problemas quando o autor não sabe como alcançar o objetivo traçado e, para a revisão (ITA), cumpre obter o texto desejado. Vários tipos de problemas são classicamente distinguidos: problemas de transformação de estado, problemas de arranjo, problemas de design e problemas de controle de processos. Para a ITA, todos esses e problemas parecem estar envolvidos. A revisão de um texto escrito para produzir um texto aceitável, ortográfica e gramaticalmente, é questão de transformação do estado. O arranjo de ideias e sua formatação pertencem à categoria dos problemas para incrementar a compreensão. Encontrar novas ideias para construir melhor o texto é um problema de design textual ou de retórica. Monitorar seu próprio processo de revisão para que a produção atenda a diferentes critérios (relacionados ao tipo de destinatário, relacionados a propósito, estética) corresponde ao controle de processo.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reprodução verbal de procedimentos&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa de produção verbal de textos procedimentais consiste em descrever a realização de determinada tarefa, ou em como resolver determinado problema. A expressão verbal, pelo autor ou para o leitor, do saber-fazer difere este de outros tipos de produções verbais: deve ser suficientemente informativo para orientar a realização de ações concretas em objetos. Segue-se que uma das atividades de revisão, específica da produção verbal de procedimentos, diz respeito à exatidão das informações de natureza processual (quesito 5). É o discurso suficientemente preciso para que as ações descritas sejam inequivocamente realizáveis, tanto nas ações (usar o mouse vs. clicar no mouse) quanto nos objetos a que essas ações se aplicam (no mouse vs. na tela).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A precisão da informação é a principal distinção entre o texto sobre o conhecimento e o texto sobre o procedimento. A distinção entre o texto epistêmico e o texto pragmático refere-se à natureza das inferências a serem feitas pelo receptor. Os textos epistêmicos tratam de generalizações sobre o conhecimento, os textos pragmáticos são específicos em descrições ou instruções, aquelas que o receptor do texto poderá repetir em função da particularização, desde que concirnam exatamente a objetos com que atuar, ações que fazer e correspondente ordenação de objetos e ações. Assim a proposta de “voar” para cidade de Beijing em um texto epistêmico para crianças que vivem em Brasília significará possivelmente “você tem que se locomover para longe”. Num texto pragmático, a mesma proposta deve tornar possível saber como chegar a Beijing concretamente e, em vez daquilo, “voar” aqui significa “comprar um bilhete de avião”. Essa distinção (texto epistêmico/ texto pragmático) é encontrada com a oposição entre o conhecimento declarativo e o conhecimento processual, entre textos opinativos e textos procedimentais. O conhecimento declarativo incluiria, de acordo com essa distinção, as descrições dos objetos, seus estados e a relação entre os objetos e sua natureza, ao passo que o conhecimento processual incluiria as transformações de estados de objetos e os meios para obter as transformações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, essa oposição entre dois tipos de conhecimento, textos e produções verbais parece incompleta: como poderíamos agir em objetos sem conhecê-los? Por outro lado, pode-se conhecer os objetos sem saber como agir sobre eles. Nessa proposta teórica, há alguma novidade em que o conhecimento processual inclui o conhecimento declarativo, ou o subsome: saber-fazer compreende as ações, mas também o conhecimento sobre objetos que justificam suas transformações geradas pelas ações. É a ação que permite categorizar os objetos e destacar as propriedades distintivas e relacionais dos sujeitos e objetos. Segue-se que o processo de revisão da expressão do saber fazer também diz respeito ao conhecimento: o que é necessário para o modo de fazer (quesito 6).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Presume-se que os textos processuais estejam entre os mais difíceis de produzir, corrigir e compreender. Essa dificuldade vem dos dois quesitos acima, que são: precisão de especificação (quesito 5) e a integração do conhecimento com o saber fazer (quesito 6). Primeiro, se a inferência geral é fácil porque é bastante inequívoca (por exemplo, é necessário voar: é necessário tomar um avião como meio de transporte), a inferência que consiste em especificar leva a considerar muitas possibilidades (por exemplo, é necessário tomar o avião: que avião tomar, entre todos os aviões, em que voo embarcar, entre todos os voos). Em segundo lugar, não é apenas uma questão de como os objetos são transformados e como os significados dos verbos de ação (por exemplo, voar, como viajar de avião), mas especialmente o que eles são (por exemplo, por que a aeronave funciona de modo a que seja possível a ela voar e voar nela).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há ainda outro quesito complexo: o conhecimento da ação, que inclui o conhecimento exigido e suficientemente especificado para ser executável, incluindo o agendamento de ações. Vale dizer: não se trata apenas de que ações executar, mas especialmente da ordem em que devem ser implementadas. Pode-se pensar que a linearidade do texto e a do procedimento sejam susceptíveis de facilitar a produção, a revisão e a compreensão dos textos processuais. Não, não é assim. As tarefas têm estrutura hierárquica particular cuja linearidade é apenas um dos componentes (por exemplo, ir para o aeroporto e tomar o avião para ser transportado de um lugar para outro). A produção verbal do saber-fazer é assim específica: fornecer inequivocamente as ações a serem executadas, que responde à pergunta “como”, mas igualmente as justificações causal, que respondem à pergunta “por que”. Na árvore que resulta da decomposição da tarefa aos objetivos primários e secundários, a pergunta “como” fornece as submetas e a pergunta “por que” a finalidade superordenada: “como você escreve o texto?”: “eu escrevo o primeiro parágrafo, então o segundo, etc.”, “por que você escreve essa palavra?: “para escrever a sentença...” Questionar o “como” e o “porque” é também uma maneira de eliciar o saber fazer, maneira muito usada na ergonomia cognitiva. Perguntadas àquele que expressa o saber-fazer, essas questões permitem-lhe fornecer justificações, para que se torne consciente da eventual incompletude de sua verbalização, e, possivelmente, para reescrever o procedimento. Ao realizar a tarefa de escrever, as questões permitem considerar maneiras de fazer, para evocar outros procedimentos, e, possivelmente, para superar mal-entendidos e impasses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É função do texto explicativo processual, e de sua revisão (ITP e ITA), fornecer simultaneamente “o como e o porquê” de forma integrada e, para tal, selecionar o procedimento adequado: por exemplo, para emitir um procedimento mais longo, porém mais acessível (quesito 7). Saber como produzir textos de procedimento explicativo é um conhecimento encontrado (presuntivamente) no instrutor ou professor, oriundo da experiência, que não é apenas a perícia do domínio (saber como resolver as tarefas do domínio), mas que é principalmente a perícia de sua expressão explicativa (isto é, para expressar “como e porquê” as tarefas são ou serão resolvidas).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses três quesitos de complexidade orientam a atividade de revisão por peritos em texto processual: o procedimento descrito é executável? (quesito 5), é explicativo? (quesito 6), é compreensível? (quesito 7). Existe um saber-fazer da revisão da produção verbal sobre textos procedurais que consiste em considerar estes três quesitos operativos.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão da produção verbal de procedimentos&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A contribuição da revisão para a clareza, eficácia e eficiência de textos procedurais.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa de produção verbal de textos procedimentais consiste em descrever a realização de determinada tarefa, ou em como resolver determinado problema. A expressão verbal, pelo autor ou para o leitor, do saber-fazer difere este de outros tipos de produções verbais: deve ser suficientemente informativo para orientar a realização de ações concretas em objetos. Segue-se que uma das atividades de revisão, específica da produção verbal de procedimentos, diz respeito à exatidão das informações de natureza processual (quesito 5). É o discurso suficientemente preciso para que as ações descritas sejam inequivocamente realizáveis, tanto nas ações (usar o mouse vs. clicar no mouse) quanto nos objetos a que essas ações se aplicam (no mouse vs. na tela).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A precisão da informação é a principal distinção entre o texto sobre o conhecimento e o texto sobre o procedimento. A distinção entre o texto epistêmico e o texto pragmático refere-se à natureza das inferências a serem feitas pelo receptor. Os textos epistêmicos tratam de generalizações sobre o conhecimento, os textos pragmáticos são específicos em descrições ou instruções, aquelas que o receptor do texto poderá repetir em função da particularização, desde que concirnam exatamente a objetos com que atuar, ações que fazer e correspondente ordenação de objetos e ações. Assim a proposta de “voar” para cidade de Beijing em um texto epistêmico para crianças que vivem em Brasília significará possivelmente “você tem que se locomover para longe”. Num texto pragmático, a mesma proposta deve tornar possível saber como chegar a Beijing concretamente e, em vez daquilo, “voar” aqui significa “comprar um bilhete de avião”. Essa distinção (texto epistêmico/ texto pragmático) é encontrada com a oposição entre o conhecimento declarativo e o conhecimento processual, entre textos opinativos e textos procedimentais. O conhecimento declarativo incluiria, de acordo com essa distinção, as descrições dos objetos, seus estados e a relação entre os objetos e sua natureza, ao passo que o conhecimento processual incluiria as transformações de estados de objetos e os meios para obter as transformações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, essa oposição entre dois tipos de conhecimento, textos e produções verbais parece incompleta: como poderíamos agir em objetos sem conhecê-los? Por outro lado, pode-se conhecer os objetos sem saber como agir sobre eles. Nessa proposta teórica, há alguma novidade em que o conhecimento processual inclui o conhecimento declarativo, ou o subsome: saber-fazer compreende as ações, mas também o conhecimento sobre objetos que justificam suas transformações geradas pelas ações. É a ação que permite categorizar os objetos e destacar as propriedades distintivas e relacionais dos sujeitos e objetos. Segue-se que o processo de revisão da expressão do saber fazer também diz respeito ao conhecimento: o que é necessário para o modo de fazer (quesito 6).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Presume-se que os textos processuais estejam entre os mais difíceis de produzir, corrigir e compreender. Essa dificuldade vem dos dois quesitos acima, que são: precisão de especificação (quesito 5) e a integração do conhecimento com o saber fazer (quesito 6). Primeiro, se a inferência geral é fácil porque é bastante inequívoca (por exemplo, é necessário voar: é necessário tomar um avião como meio de transporte), a inferência que consiste em especificar leva a considerar muitas possibilidades (por exemplo, é necessário tomar o avião: que avião tomar, entre todos os aviões, em que voo embarcar, entre todos os voos). Em segundo lugar, não é apenas uma questão de como os objetos são transformados e como os significados dos verbos de ação (por exemplo, voar, como viajar de avião), mas especialmente o que eles são (por exemplo, por que a aeronave funciona de modo a que seja possível a ela voar e voar nela).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há ainda outro quesito complexo: o conhecimento da ação, que inclui o conhecimento exigido e suficientemente especificado para ser executável, incluindo o agendamento de ações. Vale dizer: não se trata apenas de que ações executar, mas especialmente da ordem em que devem ser implementadas. Pode-se pensar que a linearidade do texto e a do procedimento sejam susceptíveis de facilitar a produção, a revisão e a compreensão dos textos processuais. Não, não é assim. As tarefas têm estrutura hierárquica particular cuja linearidade é apenas um dos componentes (por exemplo, ir para o aeroporto e tomar o avião para ser transportado de um lugar para outro). A produção verbal do saber-fazer é assim específica: fornecer inequivocamente as ações a serem executadas, que responde à pergunta “como”, mas igualmente as justificações causal, que respondem à pergunta “por que”. Na árvore que resulta da decomposição da tarefa aos objetivos primários e secundários, a pergunta “como” fornece as submetas e a pergunta “por que” a finalidade superordenada: “como você escreve o texto?”: “eu escrevo o primeiro parágrafo, então o segundo, etc.”, “por que você escreve essa palavra?: “para escrever a sentença...” Questionar o “como” e o “porque” é também uma maneira de eliciar o saber fazer, maneira muito usada na ergonomia cognitiva. Perguntadas àquele que expressa o saber-fazer, essas questões permitem-lhe fornecer justificações, para que se torne consciente da eventual incompletude de sua verbalização, e, possivelmente, para reescrever o procedimento. Ao realizar a tarefa de escrever, as questões permitem considerar maneiras de fazer, para evocar outros procedimentos, e, possivelmente, para superar mal-entendidos e impasses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É função do texto explicativo processual, e de sua revisão (ITP e ITA), fornecer simultaneamente “o como e o porquê” de forma integrada e, para tal, selecionar o procedimento adequado: por exemplo, para emitir um procedimento mais longo, porém mais acessível (quesito 7). Saber como produzir textos de procedimento explicativo é um conhecimento encontrado (presuntivamente) no instrutor ou professor, oriundo da experiência, que não é apenas a perícia do domínio (saber como resolver as tarefas do domínio), mas que é principalmente a perícia de sua expressão explicativa (isto é, para expressar “como e porquê” as tarefas são ou serão resolvidas).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses três quesitos de complexidade orientam a atividade de revisão por peritos em texto processual: o procedimento descrito é executável? (quesito 5), é explicativo? (quesito 6), é compreensível? (quesito 7). Existe um saber-fazer da revisão da produção verbal sobre textos procedurais que consiste em considerar estes três quesitos operativos.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelos para a revisão de textos procedimentais&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de textos procedimentais deve ser adaptada aos modelos que descrevem processos e tarefas. Por exemplo, aqueles que são baseados em esquemas, cenários ou mesmo conhecimento geral, podem parecer ingênuos. Os modelos baseados no conhecimento próprio do domínio em causa permitirão inferir os procedimentos para a resolução de tarefas, por exemplo, quando se utilizam dispositivos técnicos. Há assim uma corrente inteira de pesquisa em modelos mentais a serem fornecidos aos autores de modo a que tenham a perícia para resolver a tarefa de transmitir informações sobre desempenhar tarefas, seja fornecendo modelos mentais suficientes para as tarefas, seja por analogia, ou metaforicamente. Nessa abordagem, a ênfase não é colocada sobre o procedimento (a sequência de ações a serem produzidas), mas sobre o conhecimento capaz de inferência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui estamos interessados na expressão do conhecimento diretamente utilizável pelo destinatário para atuar e resolver sua tarefa, isso é, a expressão dos procedimentos e a modelagem correspondente. O que constitui um procedimento? Um procedimento consiste em uma sequência de ações. Por exemplo, para “substituir uma lâmpada”, L1, é necessário a1: desligar a alimentação do circuito, a2: retirar a lâmpada defeituosa, a3: inserir um novo bulbo, a4: verificar se a nova lâmpada está funcionando. É suficiente? É assegurado que o executor desse procedimento vai saber como substituir uma lâmpada? Ele será capaz de verificar se a nova lâmpada está funcionando? Ele sabe o que isso significa? Ele sabe identificar uma lâmpada defeituosa? Ele sabe como desligar a energia do circuito? Ele sabe o que é um circuito? Se a corrente já estiver cortada, não é susceptível de ligar a energia de volta e, em seguida, estar em perigo?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A produção verbal de textos procedimentais, finalmente, chega à explicação: a produção verbal explica como fazer e por que motivo é necessário fazer assim. Nesse caso, a revisão da produção verbal do saber-fazer diz respeito ao aumento da natureza explicativa das propostas (quesito 8) explicando, entre outras coisas, as relações entre as propriedades funcionais e os pacientes (quesito 9). O que é um texto explicativo?&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Formalismos de explicação do saber-fazer&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O saber-fazer é o frequentemente representado na forma de desenhos, fotografias, gráficos, diagramas – fato indicador das dificuldades da verbalização, representação por palavras das ações pretendidas e de sua sequência espaço-temporal. Desenhos e fotos mostram a estrutura dos objetos e o andamento da tarefa; padrões funcionais demonstram como diferentes partes de um sistema interagem para produzir determinado resultado; os gráficos de estados compõem todos os estados possíveis da interação entre usuário e sistema; a realização da tarefa é um dos caminhos possíveis entre o estado inicial e o estado que corresponde à meta. Essas representações visuais extratextuais e paratextuais são relevantes para descrever várias causas, não captam, no entanto, os aspectos mais “cognitivos” da tarefa: a organização das submetas em objetivos superordenados e a distinção entre as próprias condições e as ações pretendidas ou requeridas. Aspectos que são a base das regras de produção na forma verbal “se..., então” – que determinam as condições em que as ações que podem ser formuladas em diferentes níveis de uma lista são encontradas, mas com dificuldades em representar a equivalência de procedimentos alternativos. Essa equivalência entre procedimentos é, entretanto, bem descrita nas estruturas do objetivo. No entanto, não se capturam todas as maneiras de fazê-lo, compondo as alternativas, uma propriedade que os gráficos contextuais têm. Eles representam as diferentes maneiras de executar uma tarefa com nós contextuais que correspondem às condições definidoras das alterações de contexto, uma maneira de descrever a realização das práticas que diferem do procedimento prescrito, padrão, pressuposto ou intuitivo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, podemos representar o saber-fazer na forma da rede das categorias de objetos envolvidos na tarefa, utilizando, por exemplo, as categorias definidas pelos fins que são aplicados a elas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A explicação efetiva: exposição, categorização e implicação&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a explicação processual, a produção eficiente de conhecimento inclui a exposição de objetos no domínio, sua categorização (a organização de objetos do ponto de vista da tarefa), a implicação (a relação entre categorias de objetos na tarefa e aqueles que justificam o procedimento) e o próprio procedimento. Nesse caso, o processo de revisão, em seguida, diz respeito à melhoria de cada componente (melhor expor, melhor categorizar, melhor envolver e melhor dizer como agir).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A modelagem da explicação do saber-fazer é, então, a verbalização do conhecimento formalizado em um dos modos de representação do conhecimento pretendido, contendo as regras do curso. O formalismo deve, no entanto, incluir os componentes da explicação, exposição, categorização e implicação. A exposição visa assegurar a partilha do conhecimento antes da explicação. Esse é o suposto conhecimento compartilhado, mas é melhor garantir a validade, no mínimo, para evitar mal-entendidos. A exposição do conhecimento para fins de partilha é orientada pela explicação processual a ser fornecida e deve ser utilizada para explicar. Para tanto, a exposição deve ser estruturada em categorias úteis e ideais. A categorização contextual, dependendo da tarefa, permite que as categorias de diferenciação indiquem as propriedades relevantes para a ação. A implicação torna possível justificar a ação sobre as categorias de objetos da tarefa, e suas transformações, por categorias mais gerais. É essa generalização categórica que permite tomar como exemplos outras subcategorias para fazer compreender por comparação, mas também por transferência analógica, processos baseados em categorização. O procedimento que é descrito (como?) é, então, justificado (por que fazê-lo assim?).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a exposição, a produção do discurso explicativo em torno de duas categorias de objetos seguido do formato que consistia primeiro em produzir (a) as propriedades gerais para ambas as categorias; (b) as propriedades de uma categoria; (c) aquelas da outra categoria; (d) as propriedades relacionais de “c” a “b”; (e) as propriedades relacionais de “b” a “c” (por exemplo, que distingue “b” de “c”). Esse padrão de exposição de categorização prevê uma ordem discursiva “abcde”, que pode estar incompleta: são 325 as maneiras de combinar “abcde”.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas isso não é o que é observado nos manuais de operação, por exemplo. Aqui está um exemplo comum de procedimento em um hipotético manual do usuário.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Definida a pasta de trabalho em que salvar o texto, clicar na aba de diálogo “arquivo” e “salvar como” ou “salvar uma cópia”:&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;no menu seguinte, clique em “diretório” e, em seguida, selecione “subdiretórios” até a “pasta de trabalho”;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;na caixa tipos de arquivos, clique em documentos e selecione;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;identifique ou nomeie o arquivo a salvar;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;clique em “salvar”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa produção processual, os objetos não são apresentados (arquivos, documentos, arquivos) ou diferenciados (tipos de arquivos, tipos de documentos), de modo que as ações a serem empreendidas não sejam justificadas. Justificar as ações do ponto de vista das propriedades dos objetos a que as ações são aplicadas não é também um componente natural das produções verbais das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contribuição da resolução de problemas para o estudo da revisão de textos procedimentais&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saber-fazer é uma característica importante do comportamento humano, talvez das mais importantes. Transmitir o comportamento procedimental, como processos de raciocínio e conhecimento, são importantes componentes do saber-fazer, porque, colocando-nos em contato com o mundo físico, ensinar a fazer também nos coloca em contato com os perigos do mundo. Saber como dirigir um automóvel, como atravessar uma rua, como reparar um aparelho elétrico, como tomar um medicamento, mas também o saber profissional são as habilidades que têm de ser bem adquiridas e, para isso, bem transmitidas. Saber como transmitir o saber-fazer pode ser ainda mais importante. Para isso, a atividade de revisão de textos procedimentais é decisiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao aplicar-se à ergonomia cognitiva, a investigação sobre a resolução de problemas em textos procedimentais rapidamente mostrou que as dificuldades de utilização de dispositivos técnicos advêm de mal-entendidos de instruções procedimentais, colocando em oposição a lógica de operação e a lógica de uso. São essas as dificuldades encontradas na produção e na revisão das instruções de utilização.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A produção verbal do saber-fazer para transmitir inclui a antecipação ou a resolução de problemas cognitivos em que a atividade de revisão tem lugar importante. A tal respeito, o conhecimento científico sobre os tipos de tarefas e problemas e sobre os métodos de resolução de problemas fornece técnicas de investigação e quadros teóricos para o estudo da revisão da produção verbal de textos procedimentais. É desse ponto de vista que temos sido conduzidos a conceber os processos de revisão da produção verbal de transmissão de conhecimento e da produção de explicação. Dessa forma, arriscamos uma prescrição: o que pretende conter o texto processual da exposição categorizada serve de base para a implicação que justifica o procedimento previsto. No entanto, o que a abordagem de resolução de problemas também mostra é que as práticas divergem de prescrições, dependendo do contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os nove fundamentos para a revisão do texto processual podem já ser objeto de uma “lista de verificação” para os autores, professores, formadores, aprendizes, e para revisores, em termos de ITP e ITA, para a construção das declarações que proporcionam a transmissão de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Listando os quesitos apontados:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;checar a completude do procedimento descrito;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;conferir a relação de suficiência e eficiência dos meios indicados;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;selecionar do procedimento de revisão (identificar, adiar, interferir);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;analisar o planejamento hierárquico das tarefas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;conferir a exatidão dos procedimentos descritos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;avaliar a relação entre os objetos e as ações;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;questionar a acessibilidade das ações prescritas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;propor o aumento da ação explicativa necessária;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aferir a relação entre as ações, as propriedades funcionais e os sujeitos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/918490265393802561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/918490265393802561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2017/12/revisao-textos-procedimentais.html' title='Revisão de textos procedimentais'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-y55YjqY5hlM/YGrkhClQt8I/AAAAAAAAGj8/crYhMLyK6w46ajpCVGxLYXI-vZ_kQFD5ACLcBGAsYHQ/s72-w640-h332-c/revis%25C3%25A3o-textos-procedimentais.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Universidade de São Paulo USP - R. da Reitoria, 374 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-220, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5589626 -46.725394899999969</georss:point><georss:box>-49.080997100000005 -88.033988899999969 1.9630718999999992 -5.41680089999997</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-4286494280676504021</id><published>2021-04-04T17:28:00.006-03:00</published><updated>2021-04-06T10:15:13.532-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Estratégias de leitura na revisão de textos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar tese ou dissertação é leitura estratégica&lt;/h1&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar um texto implica em leituras e releituras consecutivas, mas trata-se de uma leitura especial, feita por um especialista. A atividade de revisão implica em diversas estratégias de se abordar o texto.&lt;/h4&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A leitura para &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-linguistica-de-textos-academicos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão não é habilidade passiva&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A psicologia cognitiva tem mostrado que o processamento de um texto gera grande atividade mental em que o leitor decodifica a palavra escrita, infere significados do contexto, detecta as ideias principais e secundárias, tenta estabelecer a sequência lógica discursiva, recorre a seu conhecimento prévio sobre o tema tratado, entre outras muitas tarefas de compreensão.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-C7Vc2-UcZxQ/YGogcIxSVNI/AAAAAAAAGj0/7XY2i_DIgakfJ4wnozoqp2enM1EJGC0HwCLcBGAsYHQ/s520/leitura-revisar-tese.png&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Revisão requer planejamento e estratégia, assim como escrever uma tese.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;270&quot; data-original-width=&quot;520&quot; height=&quot;332&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-C7Vc2-UcZxQ/YGogcIxSVNI/AAAAAAAAGj0/7XY2i_DIgakfJ4wnozoqp2enM1EJGC0HwCLcBGAsYHQ/w640-h332/leitura-revisar-tese.png&quot; title=&quot;As estratégias do revisor devem ser conscientemente aplicadas.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;As estratégias para revisão de tese e dissertação são bem conhecidas pelos revisores experientes.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ler é intencional; um leitor atento define critérios diferentes de leitura segundo a finalidade para a qual desenvolve a atividade. Portanto, há também a possibilidade de se ler um texto para revisá-lo. Isso é o que faz um revisor profissional, um linguista encarregado de estabelecer controle de qualidade e estilo de qualquer texto destinado a publicação – por qualquer meio. Na literatura sobre formas ideais de revisão são feitas alusões às competências que o profissional deve ter, especialmente os conhecimentos linguísticos de sua língua de trabalho; no entanto, pouco ou nada fala sobre as habilidades específicas de leitura que o profissional deve desenvolver, já que muitos problemas não são detectados no texto ou, no pior dos casos, novos ruídos são gerados como resultado de uma leitura equivocada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse sentido, vamos discutir o seguinte problema: como um revisor profissional deve ler? A resposta a essa pergunta passa por outras questões: quais são as estratégias empregadas para corrigir problemas detectados? E, na aplicação dessas estratégias, que tipos de soluções são adotadas para resolvê-los?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partimos das estratégias de leitura e soluções que usam os revisores de textos acadêmicos, teses e dissertações, por ser o tipo de texto a que estamos focados. É oportuno identificar essas estratégias e tipos de solução empregadas pelos revisores para textos científicos em fase de defesa ou publicação.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A leitura direcionada à revisão de um texto tem quatro fases:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;leitura do parágrafo (ou frase) para a compreensão;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;detecção de problemas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;solução de problemas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reler o parágrafo para verificar o resultado da intervenção.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso pode parecer óbvio, mas é bom que fique bem claro. Agora vamos nos concentrar um pouco mais especificamente na terceira fase do processo de trabalho de revisão: a resolução de problemas, o núcleo do desempenho do revisor, no qual ele usa estratégias de pré-leitura e detecta os problemas no texto que corrige, facultando a adoção de soluções.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/03/revisor-textos-profissional.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;As competências do revisor&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor de textos deve cultivar e usar quatro competências: linguística, comunicativa, enciclopédica e editorial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Competência linguística tem sido sempre uma condição necessária para o exercício da revisão. Trata-se de profundo conhecimento das &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/importancia-de-revisar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;regras ortográficos e gramaticais&lt;/a&gt;, especialmente da abordagem normativa – quando se trata de textos formais, como os acadêmicos. A competência linguística permite o desempenho correto do revisor. Competência linguística abrange todos os aspectos da área, fonético, morfológicos, sintáticos. O domínio linguístico amplo e profundo permite ao revisor produzir mentalmente combinações alternativas, permitindo localizar diversos tipos de problemas nos textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Informações não textuais (advindas da memória, e.g.) podem reduzir o número de alternativas que o cérebro deve considerar quando lemos. Se sabemos que uma oração reduzida requer vírgula prévia, pelo menos, nossas alternativas são reduzidas a cada ocorrência verbal nominal. Se sabemos que apenas uma gama limitada de termos técnicos pode se aplicar em determinado contexto, então, novamente, nossa incerteza é reduzida. Mesmo o conhecimento de que certas sequências de letras não ocorrem – por exemplo, o h inicial não será seguido por outras consoante em português – permite que o leitor a eliminar muitas alternativas vai ver muito mais em qualquer determinado momento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas o conhecimento apenas gramatical da língua não é suficiente. Na competência comunicativa, o revisor deve considerar a variabilidade da língua, segundo o discurso e a finalidade do texto. Quanto a tal aspecto, o revisor deve lidar com três elementos distintos, mas imbricados: i) o idioleto do escritor, ii) o público-alvo e iii) o gênero textual ou literário. Além disso, revisor deve deduzir o plano do texto desde a primeira leitura, inferir a estrutura retórica. O problema aqui é que, quando os revisores estão trabalhando no texto de um cliente, eles têm acesso apenas indireto ao plano da obra, pelo próprio texto. Em muitos casos, a evidência no texto é bastante clara e o revisor por confiar na intenção original do escritor. Em alguns casos, no entanto, essa evidência não é clara e ocorre até de não haver nenhum roteiro balizando a textualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, o revisor tem um recurso que permite a ele lidar com esses detalhes acima mencionados: aceitabilidade. Este é um conceito chave que nos permitimos incluir no âmbito da competência comunicativa de um revisor e significa que, mesmo se uma sentença é gramaticalmente correta, ela pode não ser aceitável para um revisor devido à estilística, discursiva, dialetal ou de outra forma. Por exemplo, em textos acadêmicos, é muito comum que um revisor considere inaceitáveis frases de linguagem coloquial ou do campo da oralidade, apesar de serem integrantes do vernáculo. O grau de aceitabilidade varia de revisor de revisor, segundo a experiência acadêmica e de trabalho do profissional. Às vezes, por exigências do autor ou da editora – eventualmente acatando um manual de edição, o revisor aceita ou adota determinado estilo de escrita que ele considera menos aceitável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A competência enciclopédica, dita erudição, consiste da presciência que tem o revisor do objeto de que trata o texto em revisão e de todos os tópicos correlatos. Mais conhecimento permite que o revisor experiente veja mais no texto do que um revisor novato. O revisor deve possuir ampla cultura geral – ainda que saibamos e concordemos que não se define exatamente o que seja essa bagagem, pois ele vai revisar textos sobre os mais diversos assuntos. Isso não significa que deve ser um perito em geografia, saúde, arte, gastronomia, religião, astronomia, esportes, show business, direito, economia, psicologia, etc., mas conhecer os princípios básicos de cada um desses tópicos permitirá que o revisor, pelo menos, elabore suas dúvidas com alguma base material.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma estratégia básica de leitura que ativa o mecanismo de dúvida é a inferência, que permite deduzir o que deveria dizer o texto se não houver problemas nele. A inferência é um poderoso meio pelo qual as pessoas complementam as informações disponíveis, utilizando o conhecimento conceitual e linguístico e esquemas de que dispõem. Todos os leitores utilizam estratégias de inferência para alcançar o que não é explícito no texto, e é lícito aos autores contar com tal dispositivo por parte de seu leitor-alvo, resguardados os limites da plausibilidade. Mas os leitores também costumam inferir as coisas que mais tarde serão explícitas, em processo de antecipação que também é inerente à revisão. A inferência é usada na leitura para decidir sobre o antecedente de um pronome, sobre a relação entre os personagens, sobre as preferências do autor, entre outras coisas. A inferência pode ser usada para decidir o que o texto deveria dizer quando há um erro de impressão. Estratégias de inferência são usados para que os leitores se lembrem exatamente se determinado aspecto do texto era explícito ou implícito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, como o propósito da leitura do revisor é detectar problemas para saná-los – ou minorá-los, o processo de inferência que permite diálogo entre conhecimento prévio e informações recebidas deve proceder de forma diferente. Embora pareça contraditório, o revisor não deve confiar em sua competência enciclopédica. De nada servem expressões como “pareceu-me, pensei, eu achava…” quando se trata de justificar uma interferência equivocada no texto por confiar cegamente na cultura geral. O dever do revisor é implementar um método que permita tirar proveito das dúvidas sobre a grafia de nomes próprios, datas, lugares, significado de certas palavras, entre outros, e isso requer que o hábito da consulta bibliográfica e à internet. Em síntese, os processos de inferência em um revisor devem servir de método que contribui para a canalização das dúvidas na resolução dos problemas subjacentes à edição do texto. Isso requer não confiar cem por cento na cultura geral e se reportar constantemente a fontes confiáveis de informação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, competência editorial é conhecer as características de cada uma das etapas da produção do livro ou qualquer outra publicação: original, provas e impressão; o mesmo vale para as teses e dissertações que têm um fluxograma de editoração distinto, passando pelo orientador, revisor, banca – antes de serem depositadas e, frequentemente, publicadas na mídia virtual. O revisor deve ser capaz de avaliar o grau de revisão que o texto exige em cada uma das suas etapas, grau que determinará a adoção de soluções para cada problema. Em outras palavras, às vezes um problema que pode ser corrigido com uma reescrita em fases iniciais do processo, na revisão de provas pode ser mais conveniente resolvê-lo apenas com pontuação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essas quatro competências descritas não agem separadamente, mas são inter-relacionadas durante a leitura da revisão. Enquanto a revisão com base em competências linguísticas, comunicativas e enciclopédicas pode ocorrer separadamente, existem problemas em que uma influencia a outra. Por exemplo, um erro na ortografia do nome próprio, cujo processamento está ligado à competência linguística, pode ter concorrência enciclopédica como um fator de detecção, além disso, decidir não demarcar determinados apostos entre vírgulas pode ser influência da motivação pela leitura (habilidades comunicativas e linguísticas).&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/12/estrategias-revisao-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Estratégias e soluções&lt;/a&gt; que o revisor emprega&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há cinco tipos de estratégias de leitura: revisão mecânica, reescrita, reflexão, pesquisa ou consulta de informações e estratégia de adiamento. Estas estratégias podem estimular diferentes tipos de soluções: imediata (sem modificação, correção, reescrever) e adiada (sem solução, sugestão para o autor, a solução provisória).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão mecânica ocorre quando o revisor detecta um problema facilmente resolvível, quase sempre relacionado a gramática, ortografia, pontuação e não requer usar outras estratégias para resolvê-lo. Quando o revisor não é capaz de resolver um problema mecanicamente, utiliza outras estratégias. Reescrever algum esboço de leitura, quando o significado de uma frase ou parágrafo não é claro, a fim torná-lo compreensível. Com a reflexão, reler e reescrever são frequentemente combinados. Os revisores trabalham da seguinte forma: eles esboçam seus conhecimentos sobre o tópico em questão e decidem sobre a maneira apropriada de expressão para melhorar a clareza. Outra estratégia usada por revisores para resolver problemas imediatos é o cruzamento das informações internas do texto ou consulta ao autor. Ela procura resolver dúvidas de terminologia, ou questões temáticas e ainda tentar definir o segmento de forma mais explícita. Certamente, é o procedimento mais amplamente recomendados pela literatura especializada quanto à estratégia da revisão ideal; na verdade, todo revisor profissional tem várias ferramentas que permitem consultar informação: dicionários, manuais de estilo, gramática, enciclopédias, obras especializadas e, claro, internet. A procura de informações também pode ser aplicada diretamente ao autor ou outra pessoa (editor ou orientador acadêmico, por exemplo). Finalmente, a estratégia de adiar é outro recurso que o revisor tem durante o seu desempenho para verificar um texto. Cabe ao revisor usá-lo quando ele não possui o conhecimento necessário imediato para um problema e, portanto, demanda mais tempo para implementar uma solução definitiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As soluções que o revisor implementa para aperfeiçoar um texto são o resultado de um conjunto de decisões a partir das características do escrito e de suas habilidades linguísticas, comunicativas, enciclopédicos e editoriais; tudo isto, pela aplicação de diferentes estratégias para resolver os problemas do texto no momento da leitura.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conclusões estratégicas&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O uso de estratégias para resolver problemas de escrita e aplicando soluções dependem fundamentalmente de três fatores: i) as características particulares do texto que é revisado, ii) as competências do revisor e iii) seu próprio estilo de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além dos vários problemas da formulação que o revisor enfrenta, muitas estratégias e soluções implementadas são motivadas pelas características dos textos: adequação do gênero literário para a língua, estrutura do discurso e a consciência do público (leitores), necessidade de busca de informações ou dúvidas terminológicas; e identificação o plano da obra. Enquanto o tema do texto não parece influenciar a utilização de estratégias, notam-se diferenças nas soluções, mas a variação depende, em maior medida, do revisor que do tema em si.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A relação entre as competências do revisor e o uso de estratégias e soluções é muito estreita. No que se refere a implementação de soluções, observa-se que as motivações de comunicação influenciam em quase todos os casos; há uma preferência especial para adiar soluções quando a competência enciclopédica e competência linguística refletem mais na revisão resolutiva, de solução imediata. Adiar soluções em considerável proporção deixa claro que a passagem pelo texto (leitura revisional) será seguida de muitas outras releituras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, o estilo de trabalho de cada revisor também condiciona todas as soluções. Não é suficiente aprender a gramática da língua de trabalho. Então, para ser revisor de textos com êxito, é necessário dominar também aspectos comunicativos, enciclopédicos e editoriais, bem como ter consciência dos processos e estratégias disponíveis para o desempenho do ofício de revisar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4286494280676504021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4286494280676504021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2017/11/estrategias-revisao.html' title='Estratégias de leitura na revisão de textos'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-C7Vc2-UcZxQ/YGogcIxSVNI/AAAAAAAAGj0/7XY2i_DIgakfJ4wnozoqp2enM1EJGC0HwCLcBGAsYHQ/s72-w640-h332-c/leitura-revisar-tese.png" height="72" width="72"/><georss:featurename>PUC-SP. 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Monte Alegre, 984 - Perdizes, São Paulo - SP, 05014-901, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.53789 -46.6711593</georss:point><georss:box>-49.0599245 -87.9797533 1.9841444999999993 -5.3625653</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-7269803609913009073</id><published>2021-04-03T16:32:00.004-03:00</published><updated>2021-04-06T10:20:19.030-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="metodologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Reescrita e revisão de teses</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Processos de escrita, revisão e reescrita da tese &lt;/h1&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo de escrita da tese &lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir de estudos sobre &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2016/08/revisao-universidade.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;redação de teses&lt;/a&gt; realizados principalmente no exterior, passou a haver alguma preocupação em observar a produção do texto e seu resultado como sucessão de etapas interligadas, totalmente recursivas e não como mero ato de redação linear, consecutiva, e composta por fases mais ou menos esquematizadas, como até então se entendia, eventualmente, podendo ser seguida de revisão resolutiva – se couber no tempo.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-vxcvDhVlOdg/YGjA-dqaSDI/AAAAAAAAGjs/F8EGf-TekpQpAJ-e-HeWQ8Arjch0-dhcwCLcBGAsYHQ/s520/revis%25C3%25A3o-tese-reescrita.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A criação dos textos é processo contínuo do qual os revisores participam ativamente.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;520&quot; height=&quot;344&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-vxcvDhVlOdg/YGjA-dqaSDI/AAAAAAAAGjs/F8EGf-TekpQpAJ-e-HeWQ8Arjch0-dhcwCLcBGAsYHQ/w640-h344/revis%25C3%25A3o-tese-reescrita.jpg&quot; title=&quot;Os revisores são cada vez mais atuantes nas teses como assessores linguísticos.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Revisar e reescrever são processos recorrentes e contínuos na redação de uma tese;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os estudos realizados, especialmente em centros de pesquisas americanos e ingleses, demonstraram, a partir de experiências em laboratórios didáticos de produção de textos, que a construção do escrito passa por grandes etapas: planejamento, redação, revisão e reescrita; em seguida, constata-se que esses episódios se subdividem, consecutivamente, em maior ou menor número de subprocessos, segundo as demandas de cada projeto. Para compreender essa visão processual, foram concebidos modelos teóricos de base cognitiva e procedimental que pretenderam dar conta do modo pelo qual a escrita ocorre. Entretanto, já nos adiantamos, apresentando nossa concepção, segundo a qual, mesmo quando limitada àqueles quatro segmentos, elas não são necessariamente ordenadas segundo o alinhamento prescrito. O planejamento não precisa preceder (uma chuva de ideias pode ser ótimo alicerce), redação está longe de ser a etapa bem estabelecida que se parece esboçar, pois ela pode indicar todos os procedimentos em pauta e, não menos importante: revisão e reescrita se alternam incontáveis vezes, tantas quantas necessárias ou o tempo permitir. Então, se havia, fica desfeito o equívoco do alinhamento de consecução temporal entra as fases, etapas ou estágios da redação do original, ou, quando menos, que tais segmentos do processo criativo sejam reduzidos a sua utilidade analítica, sem nenhum status de sequência necessária.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posto que aqueles modelos foram criados com fim ilustrativo, para explicar o &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/03/vamos-apresentar-revisao-de-textos-como.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;processamento cognitivo&lt;/a&gt; que muitas vezes não obedece rígida e sistematicamente às etapas propostas, são apenas artifícios metodológicos para a compreensão dos esquemas mentais teóricos e hipotéticos, servindo como elementos de subsídio didático. Caso assim não sejam vistos, eles talvez ainda sirvam de estímulo no treinamento mecânico da escrita, devido ao modo pelo qual etapas são propostas. O leitor desavisado, sem a consciência de que o etapismo proposto é artifício, podendo até mesmo ser um revisor menos qualificado, fará interpretações equivocadas, tendendo a compreender a escrita como aquela sucessão de episódios rigidamente proposta, ou pior, como criação linear imediata, até mesmo sem a complexidade de processos que, mesmo que os descartemos, vemos até bem mais comprometida por processos mentais interligantes. Infelizmente, há muitos autores pouco informados sobre os procedimentos de redação por etapas, por camadas ou por quaisquer critérios de racionalidade discursiva, escritores que se perdem na dissertação e não concatenam as partes distantes dos textos longos. Todavia, o mais trágico é que existem revisores pretensos que não têm nenhuma noção teórica da criação de textos… e, ainda assim, se propõem a revisá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todo esse embasamento teórico necessário serve como suporte para a compreensão das operações linguísticas existentes na reescrita do texto, a partir das indicações e comentários feitos pelo revisor. Os modelos de processamento de escrita aqui mencionados podem ser divididos em dois grupos: um que se reveste de caráter mais teórico, buscando explicar o processamento da escrita em bases cognitivas, postulado por Hayes, Flower e seus seguidores; outro, que se reveste de caráter mais didático, no qual a preocupação com o autor como escritor é marcante, mas esse surge afeto ao contexto do letramento, com objetos diferentes dos nossos. Cabe notar que, mesmo a psicolinguística de Hayes e Flower surge em função de considerações de alfabetização e do ensino básico, considerada a noção de redação daquele ambiente, muito distante dos conceitos e práticas de que tratamos. Entretanto, naquele ponto de partida, as propostas dos próceres lançaram as raízes nas quais firmamos nosso entendimento quanto à redação fora do contexto de sua origem pedagógica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os modelos do primeiro grupo (teórico) relacionam etapas que se direcionam à construção do texto, porém, especificamente, não fazem parte do processo da escrita. Nesses aspectos, compreendem o objetivo proposto pelo escritor, a imagem recriada pelo interlocutor pelo texto e o conhecimento de estruturas textuais que propiciam o cumprimento dos objetivos comunicacionais. Nesse grupo, há divisão clara entre duas grandes ações concorrentes em relação ao processo de escrita: o planejamento e a criação do texto. Hayes e Flower propõem três etapas: planejamento, redação e revisão. A diferença entre aquela proposta e outras está na etapa de revisão, que não é explicitamente proposta, mas compreendida como parte da produção do texto. Nenhum teórico menciona a reescrita – conjunto de operações que, para nós, é importantíssimo, principalmente quando se processa dialogicamente, em interação com o revisor. Os que não mencionam reescrita, uns entendem de chamar as atividades de retorno do autor ao texto de revisão (o que repudiamos cabalmente), outros desconsideram a interação dialógica do processo de revisão e não destacam a divisão de tarefas entre autor e revisor, pelos mais diversos motivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ambos os modelos (o binário e o ternário) detêm-se no estudo do planejamento textual, explicando cada aspecto e, muitas vezes, exemplificando com estratégias que facilitam a realização dessa fase. É notória, e não sem razão, a preocupação dos autores com a etapa do planejamento, elevando-a a categoria de mais relevância que a posterior execução da escrita do texto – o que vemos como exagero, como se o planejamento fosse a etapa mais importante de todo o processo. Para nós, dependendo é claro de cada projeto, cada fase tem peso e valor equivalente às demais, pelo menos em tese.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a etapa de execução é pouco desenvolvida no modelo de Hayes e Flower, que se limitam a afirmar que ela transforma as orientações do planejamento em sentenças escritas “aceitáveis”, ao tecerem comentários sobre o momento que denominam produção de texto, os procedimentos seriam ordenados segundo critérios estabelecidos em listas de itens que devem ser observados ao se escrever o texto e depois serviriam para sua checagem pelos revisores, tudo em exasperante mecanicidade, quase excluindo as personas e reduzindo a redação a tarefa quase robótica. As tais listas apresentam considerações formais que se enquadram nos níveis da oração, da sentença e do texto, mas não nos ateremos a elas nesta quadra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, a criação não é bem explorada pelos autores, limitando-se a esclarecer que ela tem por subsídios o planejamento, momento em que o escritor transforma as ideias geradas em material linguístico compreensível – a essa altura, pelas propostas daqueles autores, já poderíamos delegar a redação às máquinas, bastando planejar. De outro modo, crê-se que, por ser fase muito produtiva, de grande demanda cognitiva e peculiaríssima, os teóricos não se arriscam a enveredar em seara tão árdua quanto a da criação textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A “revisão” proposta por Hayes e Flower apresenta aspectos mais relacionados à forma do texto produzido que a seu conteúdo, mais eles atentam à produção que ao produto. Quanto à revisão, nesse ambiente prototeórico, trata-se quase de revisão tipográfica, subsidiária e menoscabada. Os dois modelos desse grupo teórico nada comentam sobre a reescrita oriunda da revisão do texto ou do retorno do autor a suas linhas, que é aspecto revestido de tremenda importância na construção textual e, portanto, é parte do processo de escrita contínua e contígua. Para ambos os modelos, revisão e reescrita não se distinguem, e reescrita é parte da redação: tudo muito misturado, àquela época de primeiros estudos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A maioria dos modelos dos estudos iniciais considera a produção de textos em situação de ensino escolar; em seguida, as inferências iniciais foram transpostas para as demais situações, inclusive as de revisão de textos – por menos que a teoria de base se aplique, por exemplo, ao contexto da produção de teses e artigos científicos e a sua respectiva revisão. Os autores se preocupavam com o tempo disponível para a produção do texto, afirmando que a escrita é considerada essencialmente como exercício de sala de aula, eventualmente, tarefa caseira, mas sempre no contexto do letramento. Produzir textos como tarefa de casa não seria problema com condução satisfatória anterior em sala de aula, naquela visão. A inferência é que, depois de tais processos, as pessoas seriam boas escritoras de teses, passados dez anos de egressos dos bancos escolares? Estamos certos de que tal hipótese não se verifica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Houve teóricos que propuseram: plano, produção de ideias, produção do texto e revisão, sendo as duas primeiras etapas pertencentes ao planejamento, outros chegaram a seis etapas: geração de ideias, focalização, estruturação, esboço, avaliação e revisão, sendo as três primeiras pertencentes ao planejamento. É sempre a mesma abordagem, mais ou menos subdividida. Não importam quantas sejam fases propostas, observem que é sempre uma sequência linear, com segmentos contínuos. Sempre um processo limitante como proposta didática e limitado como ferramenta analítica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também se nota, frequentemente, a preocupação marcada com o planejamento do texto. É certo que o planejamento pode permitir a realização de um bom texto, ao menos tende a favorecer que isso ocorra, contudo, não é a etapa mais importante, a nosso ver, ainda que seja primordial do processo, em sentido cronológico. Ao se considerar que, em situação de ensino, essa etapa é negligenciada na maioria das vezes pelo autor e pelo “revisor”, pode ser que seja a mais importante naquela situação específica. No grupo de modelos voltados à produção de textos escolar, com características didáticas, percebe-se que a “revisão” toma aspectos mais amplos, ela é enfocada sob os aspectos do conteúdo e da forma. Convém apontar que nesse contexto de alfabetização, “revisão” pode ser inclusive a leitura cruzada entre aprendizes; procedimento útil, mas totalmente alheio a nosso objeto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à etapa da execução (criação, redação, escrita – como se todo o conjunto não pudesse ser descrito por qualquer desses termos), os dois modelos são, sucessivamente, mais complexos que os anteriores, contudo, persistem na mesma forma de apresentação e de execução balizadas por listas de itens a serem considerados quando da composição do original. Ainda assim, a revisão e a reescrita são fases importantes e pouco discutidas pelos teóricos que propõem modelos de processamento de escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já quanto à “teoria da redação de teses”, totalmente incipiente, ela ainda se lastra nos cânones retóricos (no sentido medieval da expressão), determinando a lista de tópicos “necessários”: introdução, objetivos, metodologia, dados, análise, conclusões – com pouquíssimo espaço para o autor se libertar disso. Cada um desses segmentos devendo ser estruturado por planejamento, redação e revisão (aqui persiste a quimera da autorrevisão, em muitos casos) e a tônica persiste no planejamento como base e a “redação” como o passo mágico pelo qual surge o texto. É muitíssimo impressionante o quanto a ciência, em seus textos, tem sido castradora da criação – e vai aqui uma crítica generalizada aos orientadores com os quais não temos contato, exceto indiretamente, por nossos clientes, absolvidos por não serem especialistas em criação ou revisão de textos, mas condenados por subverterem o processo de criação do saber em ritual profano de pouca valia.&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2021/02/revisao-tese-mediacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O processo de revisão&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A etapa de revisão subsiste como processo especial, que se compõe de elementos subsidiários à construção do texto. Para esclarecer essa etapa, dois modelos teóricos de base cognitiva são os pontos de partida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um modelo menos antiquado postula que a revisão é processo complexo, porém essencial à construção do texto, uma vez que se distingue da etapa de escrituração, por envolver processos explícitos de comparação, geralmente entre algum segmento do texto (palavra, sentença, parágrafo) e outra representação de conhecimento ou prolação do escritor. Essa comparação acaba por resultar em efetiva mudança no texto, devido aos resultados dali advindos, uma vez que o escritor faça leitura avaliativa de seu próprio produto. Observe-se que há grande evolução nesse ponto: a função da revisão não é mais o patrulhamento linguístico da grafia e da concordância, porém, o revisor continua sendo o guarda de trânsito, aferindo e enquadrando as escrituras, por comparação, a modelos precedentes abalizadores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, essas mudanças, na maioria das vezes, ainda seriam produzidas pelos autores no nível das palavras ou das frases, relacionando-se diretamente a problemas de grafia, de sintaxe ou de escolha lexical. Além do inequívoco patrulhamento, ainda se está confundindo o que chamamos de reescrita com a revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir daí, para que possa ser bem realizado, o processo de revisão deve envolver a correção e a avaliação do texto (patrulhamento!), resultando em sua reescrita (finalmente surge o termo, o que sinaliza no sentido da personificação alterna do revisor), com as reformulações necessárias a sua construção, com três componentes: o processo de detecção, o processo de identificação e as estratégias de interferência. Esses componentes ocorrem concomitante e recursivamente, entretanto, podem ser observados em separado, já que os três artifícios diferentes requerem simultaneamente habilidades distintas, apresentando diferentes demandas cognitivas, indicando processos destacadamente observáveis, porém, em conjunto, assumindo ponderável papel na resultante do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro componente, a detecção de problemas, seria (ao tempo da proposta psicolinguística de base), na realidade, a identificação de violação da convenção de escrita, envolvendo diferentes tipos de conhecimentos, comparações, ideias apresentadas e a maneira pelas quais elas são expressas. A detecção acertada dos problemas permite a posterior correção mais adequada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo esse modelo primitivo, foi identificado que os autores encontram maiores facilidades na detecção de problemas em textos alheios que em seus próprios textos, o que é amplamente corroborado – inclusive por nós, por óbvio e por necessidade. Os resultados das experiências laboratoriais demonstraram que a detecção de problemas em textos de outras pessoas é mais visível que em seus próprios textos, principalmente em questões ligadas a ambiguidades e lacunas, sugerindo que a habilidade para detectar anfibologias e disfunções sintáticas (anacolutias, discataforias…) pode exigir algumas estratégias adicionais. Interessante que mencionam “estratégias”, mas não se lembram da carga cognitiva necessária à implementação da estratégia. Imagine-se isso no contexto da revisão de teses: qual seria a estratégia suficiente para que um leigo revisasse a dissertação alheia? Claro que não existe estratégia que faça milagres cognitivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segundo componente do modelo proposto é a identificação dos problemas detectados anteriormente. Muitas vezes, a detecção e a identificação de problemas no texto ocorrem em conjunto; contudo, há casos em que os processos são conscientes e separados, ocasionando certas dúvidas na revisão, levando a estratégias de postergação ou a ignorar o problema. Essa última, completamente inadmissível para o revisor de teses em contexto dialógico pleno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A identificação, na maioria das vezes, restringe-se a problemas formais, não chegando à reflexão sobre sua natureza ou origem. A identificação de problemas não implica habilidade de nomeá-los, defini-los ou resolvê-los, mas é essencial para que se implementem quaisquer das três ações. Esse pontos são totalmente genéricos e só se aplicam bem superficialmente ao contexto da revisão de teses. Na verdade, não há dúvida de que muita revisão é feita tão rapidamente que os profissionais possivelmente não têm a chance de articular ou refletir sobre a natureza do problema, muito menos teriam tempo para a necessária interação com o autor; ademais, tempo é dinheiro e, ainda que haja tempo, será necessário haver orçamento para que se processe tudo o que a melhor revisão para a tese possa oferecer ou demandar. Todavia, é possível que o desenvolvimento da prática de revisão seja acompanhado por crescente habilidade para articular e refletir sobre problemas textuais específicos e que, de fato, incluam as estratégias preconizadas, mas as ultrapassem, incluindo refletir sobre o gênero textual e sobre o discurso do autor, ultrapassando, portanto, a fiscalização linguística e solução de problemas gramaticais e até mesmo comunicacionais. A reflexão surgida nessa concepção da revisão acadêmica permitiria a melhor avaliação, culminando na reescrita do texto pelo autor, segundo as proposições do revisor, uma vez que a reflexão sobre as questões levantadas pela revisão permitiria ao autor-produtor desenvolver estratégias próprias de reescrita, muitas vezes aos moldes das teorias mais antigas, possibilitando e requerendo, circunstancialmente, a ampliação de seus conhecimentos linguísticos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Detectado e identificado o problema, em qualquer modelo operatório, deve o revisor dar trato a ele: resolutivamente, onde couber, ou por proposições, como forma de superar as lacunas e ambiguidades insuperáveis do texto. No entanto, a detecção e identificação, tão somente, nem sempre encaminham a solução imediata, pois os caminhos dependem do objetivo, do interesse e dos conhecimentos de emprego de estratégias, por parte do revisor, para cumprir intento ou para questionar o autor sobre a questão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O emprego de determinada estratégia, nessa fase, está aliado à maturidade e escolha do revisor da tese, em ampla relação ao contexto da escrita e da revisão. Não nos estendendo muito, a revisão eficaz depende de estratégias efetivas e de grande número de fatores, muitos dos quais extralinguísticos, no contexto da revisão de teses, para citar dois limitantes, o prazo e o orçamento do cliente, dois dos principais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faltando elementos que explanem melhor os tipos de estratégias que podem ser aplicadas e desenvolvidas em cada fase da revisão da tese, estudar mais essa questão permitiria compreender com eficácia como é o processamento das etapas necessárias ao gênero específico, mas isso está por ser feito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tendo por base os resultados de pesquisas com protocolo verbal, Hayes e seus colaboradores desenvolveram um modelo teórico, amplamente conhecido por todos os estudiosos da revisão (ou de outras correntes donatárias da psicolinguística básica). Antes de apresentar o modelo de cunho cognitivista, há quatro pontos que a literatura pretende estabelecer como elementos pacíficos sobre a revisão:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Há grande diferença no volume de interferências que os revisores fazem. Os mais experientes fazem mais que os principiantes. Nesse ponto, ainda nos causa certa espécie a “fixação” quantitativa e decorrentes subsunções qualitativas sem procedência bem determinada.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os revisores experientes atentam para problemas mais globais que os principiantes, que focam em segmentos mais curtos do texto. A questão aqui é que a visão global do revisor experiente não apresenta nenhum detrimento em relação sua visão pontual, portanto, não se trata de contraposição.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Revisão requer alteridade, os autores não percebem os problemas e não têm, quase nunca, os conhecimentos linguísticos requeridos. Essa é a questão mais crucial de todas, é o problema que apontamos na visão psicolinguista (ainda que contextualizado), e a tecla que percutimos infinitamente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A habilidade de detectar problemas textuais é distinta daquela de resolvê-los. Sobre isso, ainda vamos considerar muito, não temos convicção formada.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A literatura utiliza as designações experiente e principiante para referir-se a pessoas que já possuem certo domínio de escrita e a pessoas que não possuem tal domínio ou estão iniciando o processo, respectivamente. O mesmo tipo de “gradação” aplicamos a revisores. Pode parecer paradoxal, mas os melhores autores, mais experientes, demandam revisores do mesmo calibre: os melhores textos demandam sempre os melhores revisores. Os problemas que se notam nos produtos dos escritores experientes, ou proficientes, como certos estudiosos os denominam, são mais sutis e requerem mais perspicácia para serem identificados; de modo geral, melhorar a tese bem escrita, requer revisores que dominem ao máximo os recursos da modalidade escrita da linguagem de modo a subsidiarem aquele texto adequadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A teoria proposta pelos pesquisadores explana que o escritor, ao redigir seu texto, deve coordenar uma série de subprocessos que funcionam simultânea e recursivamente como forma de auxiliar a construção textual. De acordo com essa ideia, a revisão – no caso, a reescrita!, atenção para não confundirmos o que os autores confundem – é um desses subprocessos, podendo, dessa forma, incidir no ato de escrita a qualquer momento em que o escritor sentir necessidade – sim, autores reescrevem continuamente, escrever e reescrever são concomitantes, recorrentes e indissociáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse modelo é reelaboração mais sofisticada da etapa de “revisão” do modelo proposto por Hayes e Flower nos primórdios. Nele há aquela divisão básica em duas categorias principais: uma denominada processos (ação), na qual o escritor se engaja, e outra denominada conhecimentos (base cognitiva), que influencia a primeira categoria, por ser composta pelo conjunto das experiências que o escritor possui sobre a tarefa da escrita e dos objetivos que tem com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na categoria processos, o primeiro componente é a definição da tarefa de “revisar” (reescrever – daqui em diante não vou mais usar a terminologia do par de autores), a qual deve especificar, entre outras coisas, os objetivos do autor para o texto, por exemplo, reescrita para “esclarecimento” ou por “elegância” (aqui os estudiosos dos meados do XX regrediram ao XIX, quase com florilégios). As características do texto devem ser levadas em conta para que se tenha a ideia completa da tarefa de reescrita que se pretenda realizar – como se a reescrita fosse uma etapa estanque, um segmento contínuo e limitado de procedimentos. É certo que o autor pode modificar o objetivo da tarefa durante o processo, assim como a definição de revisão pretendida, pois essa noção altera de pessoa para pessoa, de momento para outro, ou até em função da evolução do pensamento do autor. Para que o componente “definição da tarefa” seja ativado, o autor deve trazer da categoria “conhecimentos” alguns elementos de sua própria noção do que é reescrever. Dentre esses elementos, podemos relacionar os objetivos, os critérios e as restrições impostas aos textos e planos pela forma canônica ou até pela hierarquia acadêmica (a figura do orientador!), mas também podem ser modificados durante a revisão, de acordo com o andamento da reconstrução textual e das propostas do revisor – já em nossa abordagem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segundo componente da categoria processos da reescrita é a avaliação. É quando a leitura aponta para alguma importante “descoberta” que influencia a reescrita, operando pelas seguintes etapas: compreensão (relativa) do texto lido, avaliação e definição de problemas. Na verdade, essa categoria emprega objetivos e critérios relevantes para que o escritor defina sua tarefa de reescrever. A categoria conhecimentos também opera no tocante às informações do revisor, a seu tempo, apresentando duas possibilidades de representação: a detecção mal definida, sua natureza não é especificada; ou o diagnóstico bem-definido, podendo haver aperfeiçoamento. Entenda-se, sempre, revisor como o linguista profissional executando o papel de intercessor no texto alterno. Aqui estamos comentando, concomitantemente, as posturas dos psicolinguistas e as contrapondo a nossa visão; para eles revisor não é necessariamente o linguista de ofício.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dependendo do problema detectado, o autor ou o revisor escolhem entre uma seleção de estratégias para iniciar o trabalho de reescrita ou revisão propriamente, sendo este o terceiro componente da categoria processos. As principais estratégias são as que modificam e controlam a própria reescrita e revisão: ignorando o problema, adiando ações, buscando maiores informações para esclarecer o problema representado; ou as que modificam o texto: revisando ou reescrevendo-o resolutivamente. Dentre as estratégias de adiamento encontram-se os procedimentos dialógicos que se fazem necessários e são a base da revisão moderna.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao ignorar o problema, mesmo após ser detectado, o escritor está afirmando que não é questão importante a ser trabalhada, por ser irrelevante ou por ser difícil sua solução. Nesse procedimento, o autor pode estar protelando a solução ou transferindo o questionamento ao revisor. Por outro lado, adiando a ação, o escritor volta aos planos iniciais, reavalia e reformula seus objetivos. Tal procedimento exige do revisor atenção redobrada, uma vez que retornará, posteriormente, ao problema cuja solução o autor resolveu adiar. De modo correspondente, ao ignorar o problema detectado, o revisor pode pretender a solução ideal: consultar o autor sobre sua intenção. Não se trata, a bem dizer, da protelação, mas da busca pela interpretação autêntica, objetiva, material… ou a adoção da imprecisão intencional do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já a busca por maiores informações por parte do autor ocorre quando o diagnóstico não é suficientemente específico para sugerir a ação clara demandada pelo problema. Essa busca tem por objetivo transitar entre a detecção mal definida do problema e transformá-la em diagnose mais bem definida, com fim de resolver a questão levantada, como forma de auxiliar no trabalho de reescrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na segunda estratégia, adiamentos, a escolha entre a reescrita e a revisão é empregada quando o revisor propõe modificar o texto. O autor apresenta a proposta de reescrita como estratégia executada por uma de duas possibilidades: a reelaboração de rascunho (&lt;i&gt;redraft&lt;/i&gt;) ou a paráfrase. Não há como fugir da metáfora: em alguns episódios, a reescrita e a revisão são um jogo de pingue-pongue entre autor e revisor. Não se trata nunca mais de o revisor bater o martelo e sentenciar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre a revisão, nosso modelo propõe ser a estratégia pela qual o revisor procura resolver o problema preservando o máximo possível o texto original (princípio da mínima interferência): acreditamos que a revisão bem-sucedida requer que o linguista diagnostique os problemas do texto e resolva-os sem reescrever, sem invadir a seara autoral.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Optando pela reescrita, o autor poderá escolher entre as várias formas de aperfeiçoar o texto a partir dos conhecimentos que possui sobre a tarefa e combinando-as aos subsídios advindos do revisor. Nessa fase, o escritor experiente lança mão de complexos e detalhados mecanismos que possui, diferenciando-se de escritores menos experientes, ou principiantes. O resultado de todas essas fases é a modificação do texto, segundo a estratégia escolhida. O modelo de base cognitiva, centrado no processo da escrita, fornece subsídios teóricos para a compreensão da reescrita que o autor efetua, mas sem considerar a dialogia com o revisor ou a polifonia mais ampla dos incontáveis intercessores na criação literária.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa proposta ao autor, segundo a psicolinguística do letramento, deveria ser definida de início, para que a reescrita ocorra a contento. Tenhamos sempre em mente que lá, naquele primórdio, o contexto é escolar. Como pode ser observado no primeiro componente da categoria dos processos, a definição da tarefa delimitará o tipo de reescrita a ser efetuada. Ela pode ser individual, quando o escritor a realiza sem qualquer orientação, colaborativa, quando recebe sugestões orais de outras pessoas, de seus pares atuando como “revisores”, ou orientada, quando recebe sugestões por escrito, que direcionam a reescrita a ser realizada, por meio de anotações do professor. Há paralelos com o processo de revisão profissional, mas entendemos que eles sejam bem diretos e não vamos nos entender nesse caso.&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão e reescrita como processos recursivos&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A linearidade de apresentação das etapas no processo de construção do texto não atesta que a revisão seja empregada sempre ao final do processo. Também não sugere que seja assim, nem mesmo indica sua necessidade, ao confundi-la com a reescrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A visão de não recursividade da revisão é comum no sistema escolar, uma vez que os próprios manuais didáticos encaram a reescrita como etapa que ocorre apenas após a versão definitiva do texto, contribuindo para a concepção de que se deve revisar e corrigir somente após o “término”, obrigatoriamente obedecendo as etapas de planejamento-execução-reescrita. Assim, a reescrita pode ocorrer em vários estágios da produção do texto, contudo, sua recursividade é mais desenvolvida em escritores experientes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre essa questão, a revisão e a reescrita passam a ser consideradas como processos que podem intervir a todo momento no curso da atividade de produção escrita, por meio da manipulação e da modificação do texto exercida em constante dialogia. Essa consideração permite entender a revisão como componente central do processo de produção textual, trabalhando, inclusive, com função de monitoramento, detectando, ao mesmo tempo em que o texto está sendo construído, os problemas passíveis de serem identificados e, possivelmente, solucionados, sempre para o melhor benefício da intenção autoral.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como dimensão e amplitude dessa recursividade, retomamos a proposta que elege o componente revisão como assessoramento do processo de escrita, interligando-se a quase todos os componentes de qualquer o modelo proposto. Nesse sentido, é de interesse momentâneo o componente revisão da série dos psicolinguistas. A linearidade das etapas, que foram destacadas nos modelos de escrita, tem apenas o fim ilustrativo que agora se perde definitivamente. A apresentação estanque de cada etapa era apenas didática, para servir como modelo cognitivo. A revisão está interligada, a partir de agora, a quase todos os componentes do processo criativo, com exceção (talvez) da avaliação, exercendo função coadjuvante: toda falha em qualquer das etapas pode despertar o processo de revisão e, consequentemente, requerer reescrita como estratégia para reparar o desvio encontrado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sobre a importância da função da revisão, devemos ter em mente a noção de que escrever é reescrever; que re-visão – ver com novos olhos – tem papel central na criação do texto, e não é meramente o enfadonho exercício de checagem de erros; e, acima de tudo, que a avaliação não compete somente ao revisor no estágio final do processo, mas é igualmente de interesse e responsabilidade do escritor em qualquer estágio. Essas afirmações permitem entender o processo de revisão como recursivo, percorrendo as etapas que compõem a construção do texto.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para que a revisão ocupe o devido papel no processamento do texto, algumas etapas consecutivas e intermediárias devem ser observadas, considerando:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;o contexto, o objetivo pretendido, o interlocutor e a forma requerida;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;o papel lógico e linguístico dos conectivos na sucessão de elementos textuais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a hierarquização dos tópicos que auxiliam o leitor a compreender os pensamentos e argumentos do autor;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;o impacto que o texto terá sobre o leitor;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a editoração como última versão sob responsabilidade do escritor;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;as marcações como formas de comentários do revisor;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a avaliação do produto, à luz das etapas anteriores.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não cabe mais haver revisores com a noção de que o processo de escrita obedece a rígida série de estágios discretos, dos quais o último envolve revisar um texto completo, acabado, sobre o qual ele terá a palavra final – como ainda ocorre muito em casas editoras, para desespero dos autores. Essa crença é incorreta e não auxilia o autor a compreender o processo de revisão, uma vez que o próprio revisor não o compreende. Entretanto, infelizmente, a disposição de muitos autores para interagir com os revisores é fraca, nesse caso, o prejuízo é do texto, do autor e, na contramão da antiga figura do revisor-goleiro, o problema é do autor e ele que assuma a (i)responsabilidade para com sua obra. Muitos autores ainda consideram a revisão como tarefa sem nenhuma função senão a de agradar o editor, no caso de livros, ou ao orientador e à banca, no caso das teses. Como consequência, alguns autores recorrem deliberadamente à escrita apressada no entender que do primeiro rascunho submetido ao revisor surgirá a obra prima. Eles mantêm tanto do texto original quanto possível e somente reescrevem seus rascunhos a fim de satisfazer a exigência do editor ou orientador mais que tudo. Outros autores consideram o segundo e o terceiro rascunho simplesmente como versões melhoradas do rascunho original. Desse modo, fica patente que muito autor não tem consciência da revisão e da reescrita como processos recursivos. A responsabilidade por essas noções deturpadas é infelizmente, de muitos revisores que não têm bem definido, nem para si, seu papel na produção da escrita. Não há, também, por parte desse tipo de revisor, um conceito exato da criação do texto e nem a noção clara de revisão como assessoramento recursivo, não linear, dialógico, que ocorre nos vários procedimentos da criação literária. A universidade, aqui, deve ser entendida como um componente quase vicioso no processo de criação das teses, impondo ritos e cânones que complicam com o pretexto de simplificar, que castram com a desculpa de fecundar, isso nas suas várias instâncias, quadros e clientelas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A conscientização dessas noções mais modernas dos serviços de revisão de textos permitirá à universidade e às corporações, um dia, compreender que reescrita e revisão são procedimentos cognitivos, dialógicos, colaborativos, valorizando o suporte linguístico para o conhecimento criado, criticado ou divulgado. O processo de revisão é constituído de três das principais operações mentais: a comparação, o diagnóstico, e a interferência; o termo interferência está sendo tomado aqui no sentido de revisão e reescrita dialógica, recursiva, processual. Dessa forma, a substituição da visão cognitivo-linguística da revisão, por outra que compreenda a produção acadêmica de teses e dissertações de modo mais interativo, menos personalista, menos verticalizada possibilitará compreender melhor a revisão e entender que ela se faz a partir de operações dialógicas finalistas culminando na reescrita recursiva.&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O papel do revisor na tese&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apesar de ser comum a ideia de que a “avaliação” do texto do autor deve ficar a cargo do revisor, ou a contraposição de que esse papel, no que toca às teses e dissertações, esteja no feudo dos orientadores, enquadram-se os papéis do revisor e do autor, como avaliadores dos textos em si, dissociado o conteúdo material ou ideológico para outras esferas sobre as quais não cabem juízos linguísticos. Isso deveria significar que não deveria ser papel de orientadores acadêmicos formular juízos estéticos, ideológicos ou linguísticos sobre os produtos de seus orientandos. Não vão os sapateiros além das sandálias. Correspondentemente, é óbvio que não cabe ao revisor emitir juízo sobre a cientificidade de nenhuma tese que lhe tenha sido submetida, mas a estrutura da argumentação não é objeto material, a comunicabilidade não deriva do conhecimento produzido, assim como a aplicação da nomenclatura gramatical não tem relação toponímica nem sistemática com os conteúdos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Das tipologias de avaliação acima, destacam-se três atividades que inerentes à revisão do texto: a primeira é a resposta individual e pessoal do revisor ao autor-escritor, um e outro em interação colaborativa. A segunda é a resposta pública do revisor ao trabalho do autor, como atividade profissional posta ao mercado linguageiro: trata-se da esfera comunicacional do texto em relação ao público-alvo. A terceira envolve as respostas dos autores em relação aos trabalhos de outros cientistas da mesma área, quer sejam seus orientadores acadêmicos, sua banca ou seus pares.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No primeiro tipo de avaliação, o revisor assume o papel de estimulador da reescrita do autor, a partir de interferências que se convertem em proposta de reescritura. Sobre essa questão, há diversos roteiros propostos para auxiliar o revisor a avaliar o texto, conduzindo o autor à reescrita, se ele se dispuser a tanto. As anotações e comentários apostos aos textos pelos recursos dos programas de editoração são amplamente suficientes. Todos os comentários devem ser específicos e relacionados ao conteúdo. Cabe evitar comentários genéricos e a anotações como as famigeradas ?? que se aplicam a qualquer tipo de dúvida e que criam mais algumas. Cabe exatidão, clareza, objetividade e alguma abstinência de jargão linguístico com o qual o autor pode não estar familiarizado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No segundo tipo de avaliação, o revisor trabalha com a ótica do público-alvo, estimulando o autor a reescrever pensando em seu leitor presumível. Infelizmente, nesse tipo de atividade, o revisor tem muitos limites, posta a realidade do trabalho coletivo e não apenas o levantamento individual de sugestões de revisão, como no primeiro tipo de avaliação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O papel do revisor em relação ao original é o de intercessor no processo de construção textual, informando e interferindo quando necessário; o revisor, que tradicionalmente fornecia comentários após o texto “concluído”, intervém de modo a guiar os autores ao longo do processo de redação. Na verdade, a revisão deveria ser vista como um dos componentes principais do processo de produção do texto e o revisor passa a ser responsável, com papel delimitado, pela assessoria em relação ao componente textual do objeto. Para que isso possa ser possível, o revisor deve conhecer o processo de escrita acadêmica, para orientar tal escrita aos autores. Esse conhecimento passa necessariamente pela reflexão das etapas envolvidas e, consequentemente, pela consciência das relações de produção de textos na universidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Consideramos que o revisor ofereça sugestões ao autor sobre a reescrita do texto em construção. Nesse caso, o revisor exerce o papel de agente mediador no percurso de crescimento do autor. Sob outra perspectiva, arcaica e empobrecedora, o papel do revisor era apenas o ponto de vista da correção do texto. Por vários motivos, entre eles a questão temporal e o custo financeiro do serviço de revisão, o revisor não consegue maior interação com o autor. Nesse caso, restringe-se à apresentação de uma série de erros, que normalmente aparecem agrupados e catalogados. Trata-se de fazer o melhor possível, segundo as condições impostas, ainda que isso resulte em trabalho conceitualmente antiquado. Ainda assim, a partir de tal possibilidade, o autor pode ser estimulado a reconsiderar as interferências propostas, compreendê-las e considerá-las, como maneira de melhorar a construção do texto. Nossas proposições permitem ao escritor reescrever melhor seu texto, pelas de sugestões que despertem sua própria consciência do processo. Os resultados advindos desses tipos de interferências conduzem à reescrita da tese, questão central da próxima seção.&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reescrita na tese&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo da concepção de que a revisão é processo recursivo, apresentando a ideia de texto em progressão, observa-se a reescrita como oriunda dessa configuração; ela deriva de revisões propostas ao texto. A reescrita é vista como processo decorrente da revisão, como produto que dá continuação recursiva ao processo dissertativo. Na verdade, a revisão é produto que dá origem a novo processo, a reescrita, ou ao processo de novo da reescrita, permitindo sempre mais uma fase na construção do texto. O que termina não é a criação do texto, mas a ideia de que o texto tenha fim.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão e reescrita caminham paralelamente, uma vez que os processos ali presentes permitem melhoria contínua na produção do texto. Na reescrita da tese, o autor tenta aperfeiçoar continuamente o texto enquanto preserva o máximo do conteúdo com o qual esteja satisfeito, sem necessariamente reescrevê-lo, mas sempre com essa possibilidade – quando e se ela surgir como alternativa. Por outro lado, a reescrita é a estratégia pela qual o autor abandona a estrutura superficial do texto, tentando extrair a essência, e reescrevê-la em suas próprias palavras, extraindo da polifonia precedente o substrato autoral mais autêntico. A reescrita pode ser feita em nível relativamente local, quando o autor parafraseia sentenças individuais, ou em nível global, quando o autor refaz uma seção maior do texto. A reescrita pode ocorrer também quando o revisor não encontra a estratégia adequada para resolver os problemas do texto, ou quando o revisor julga que o texto tem muitos problemas que demandam reescrita mais profunda. Nota-se que as diferenças estão no esforço de manter a estrutura superficial do texto a mais próxima da original, a princípio, mas que a relutância em modificar estruturas de fundo é reduzida na medida em que o autor se aproprie mais e mais das palavras e estruturas frasais que emulou, apropriando-se delas e as outorgando a seu leitor como originais. A intenção de modificar a estrutura das ideias e de se apropriar delas leva o escritor a escolher a reescrita como estratégia adequada. Nessa escolha, pode-se optar pela reescrita da versão original ou pela paráfrase da versão mais anterior. Com a reescrita da versão original, o autor reestrutura a proposta inicial, na maioria das vezes, emprestando-lhe sua voz. Já, com a estratégia de parafrasear, o autor mantém a proposta da versão original, utilizando nova estrutura formal. A segunda estratégia é a mais utilizada na reescrita de textos de universitários, mas as sucessivas reescritas e as intercessões de revisores experientes tendem a extrair melhor o substrato autoral da polifonia textual. O revisor tende a ver mais o autor na tese que o próprio autor se viu nos textos emulados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A proposta de separação entre revisão e reescrita não é empregada pela maioria dos autores de teses, que não encaram essas fases do processo de produção textual como intercambiáveis e não veem nela a contribuição máxima que pode advir da assessoria linguística.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A noção proposta possibilita entender a reescrita como processo reconstrutor em que o escritor analisa e avalia seu trabalho, levando-o ao crescimento intelectual pela apropriação legítima e complexa dos interlocutores com os quais interagiu na produção do conhecimento. As reflexões surgidas permitem encarar essa etapa como legítima construção de significado, em que se ultrapassam os limites da revisão para ajustar o texto às convenções linguísticas, mas a estendem à possiblidade de fazer ver-se o autor em seu próprio texto. Assim, pode-se afirmar que o processo de reescrita, principalmente aquela que vai além das sugestões de revisão, aumenta o desempenho do autor em relação a seu produto. Essa afirmação toma por base a noção de que, ao reescrever, o autor está lendo seu próprio texto, consequentemente, analisando e refletindo sobre sua produção a partir da crítica profissional do linguista, o que o leva a aumentar a autocrítica, uma vez que a reescritura seja resposta à leitura que foi feita do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de aprimorar a leitura de si, de ver-se como autor do ponto de vista externo à obra, a reescrita auxilia a desenvolver e melhorar a escrita para o outro, ajudando o autor-escritor a esclarecer melhor seus objetivos e razões para a produção de textos. Nessa perspectiva, o autor passa a considera que reescrever a tese seja processo de redescoberta da escrita no qual, como autor, passa a enfocá-la como forma de trabalho e retrabalho, e de trabalho que não se conclui, mas que é rota contínua de crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As operações linguísticas de revisão e reescrita que temos comentado são encontradas em teses e dissertações em que colaboramos; não fizemos estudos sistemáticos sobre elas, mas são caminhos e observações que fazemos e algumas contribuições que trazemos, sempre baseadas em nossas leituras em na experiência que temos tido.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7269803609913009073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7269803609913009073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/04/reescrita-revisao-tese.html' title='Reescrita e revisão de teses'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-vxcvDhVlOdg/YGjA-dqaSDI/AAAAAAAAGjs/F8EGf-TekpQpAJ-e-HeWQ8Arjch0-dhcwCLcBGAsYHQ/s72-w640-h344-c/revis%25C3%25A3o-tese-reescrita.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo, Campinas - SP, 13083-970, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.8184393 -47.0647206</georss:point><georss:box>-51.128673136178847 -82.2209706 5.4917945361788441 -11.908470600000001</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-8728821918822538880</id><published>2021-04-02T10:01:00.001-03:00</published><updated>2021-04-06T10:56:22.110-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de texto em tempo real</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje se pode fazer revisão em tempo real&lt;/h1&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;O revisor escreve e reescreve, o revisor revisa - a um só tempo!&lt;/h4&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Consciência metapragmática e a atitude metacognitiva epistêmica em &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2016/08/revisao-universidade.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;escritores acadêmicos&lt;/a&gt;.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os estudos sobre fluência verbal escrita estão intimamente relacionados à micro e macroestruturas da fala, em que o emissor deve gerenciar processos de planejamento conceitual e linguístico. Já o escritor tenta controlar processos internos, representações e ideias e convertê-los um produto verbal com registro gráfico linear da forma mais fluente possível. Como resultados, a memória de trabalho e memória de longo prazo têm papeis centrais em ambas as elaborações, porque elas são responsáveis por processos cognitivos e de controle e armazenagem de todos os conhecimentos necessários envolvidos. Quando o escritor tem que produzir o texto sob pressão, é forçado a controlar eficazmente os processos com estresse aumentado – o que é bem frequente e pode resultar extrapolação da capacitância cognitiva, com prejuízos claros para o texto.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-fosiEoKXN1g/YGcU0O6RE4I/AAAAAAAAGjY/FHZO99Yko-81OtiF3ymoVgTYUS4AxQxuACLcBGAsYHQ/s520/revis%25C3%25A3o-tempo-real.png&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A intervenção em textos próprios ou em textos alternos tem profundas diferenças cognitivas e epistêmicas.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;275&quot; data-original-width=&quot;520&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-fosiEoKXN1g/YGcU0O6RE4I/AAAAAAAAGjY/FHZO99Yko-81OtiF3ymoVgTYUS4AxQxuACLcBGAsYHQ/w640-h338/revis%25C3%25A3o-tempo-real.png&quot; title=&quot;Várias pessoas podem trabalhar simultaneamente em diferentes partes do textos.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Enquanto o autor escreve um capítulo, o formatador ajusta imagens, o revisor melhora o texto.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa de escrever requer a realização de uma série de complexas atividades cognitivas, tais como recuperação e ordenamento de eventos da memória de trabalho, leitura avaliativa, resolução de problemas e a atividade motora da escrita propriamente, bem como tentar evitar erros e escolher as estratégias apropriadas de estilo, como o uso de sinônimos, se necessário, ou evitar certas palavras, inadequadas ao gênero do produto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O escritor está sozinho com seus pensamentos no momento da escrita e dialoga somente consigo, embora o leitor externo esteja presente de maneira indireta, ficta, influenciando assim a atividade de redação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão, considerada neste ponto como o processo autoral a que costumamos nos referir como &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2009/04/quem-sabe-revisar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;reescrita, autorrevisão ou interferência em textos próprios&lt;/a&gt; (ITP), é um dos três principais processos cognitivos da atividade de redação, sendo os outros dois o planejamento e a formulação. Esses processos não são separáveis, do ponto de vista operacional-cognitivo, muito pelo contrário, eles se sobrepõem durante a atividade de produção de textos e são, portanto, cíclicos, dinâmicos e imbricados. A revisão a que estamos nos referindo aqui, a ITP, é considerada atividade estratégica e deliberada, o que significa que o escritor escolhe se deve ou não fazer mudanças em seu texto – trata-se propriamente da reescrita autoral, e se processa, predominantemente, sem consciência plena de justificativas para alterações efetuadas. A ITP no momento da escrita pode perturbar a própria atividade, por um lado, porque os recursos mobilizados são divididos entre as duas tarefas (escrita e reescrita) e, por outro lado, a leitura de sua própria obra recente influencia a capacidade avaliativa; por exemplo, às vezes, o escritor acredita que já escreveu algo que ainda não está no texto, ou pensa ter cortado palavras que ainda estão lá.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, ao escrever e reescrever em tempo real, o escritor, mesmo em se tratando de autor experimentado, raramente faz retornos substantivos sobre o texto. Além disso, muitas vezes acontece que o retorno ao texto não é acompanhado de melhoria da construção. As dificuldades que explicam a escassez de interferências eficazes nas ITP são de três ordens: primeiro, trata-se de perceber que algo está errado; em segundo lugar, é necessário determinar que há lacunas; em terceiro lugar, ocorre a necessidade de implementar meios específicos para remediar os problemas detectados – se, quando e onde os problemas tenham sido detectados. Essa complexidade surge do fato de que o escritor é acometido de uma forma intensa de demandas cognitivas na gestão em tempo real de seu conhecimento linguístico, pragmático e material durante a atividade de escrita. A reflexão e a geração de ideias situam-no dentro dos próprios processos, concomitante e paralelamente. Durante a ITP em tempo real, que é feita em sequência direta ao texto ser escrito, a parte avaliativa é acentuada, entre outras coisas, pela verbalização mental. Nesse tipo de pensamento, o escritor avalia a revisão com alguma forma de distanciamento ficto; em que ele tem um ponto de vista um pouco mais objetivo ou mais crítico no que diz respeito a seu texto do que se fosse uma verbalização ocorrendo simultaneamente à atividade de escrita (verbalização simultânea). Assim, uma vez que o texto é terminado e o escritor sai do mundo de seu texto como &lt;i&gt;infectum&lt;/i&gt;, o ponto de vista dele tenta tornar-se externo, tomando o texto como &lt;i&gt;perfectum&lt;/i&gt;. O escritor escreve seu texto para os leitores externos, mas também para o avaliador interno que ele é – trata-se da contínua autocrítica literária. Essa distância entre o texto &lt;i&gt;infectum &lt;/i&gt;e o &lt;i&gt;perfectum &lt;/i&gt;é relativamente curta, desde que a verbalização retrospectiva usada aconteça logo após a redação. No entanto, quanto à redação do primeiro texto, o rascunho ou o original, dependendo do caso, uma vez que o escritor recue para melhorar sua qualidade, de alguma forma ele se torna um crítico semiexterno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O autor de um texto cria uma representação em sua mente da tarefa a ser executada e, a partir de seu conhecimento prévio, ele tenta transformar essa representação em texto linear de tal forma que o leitor possa formar dele sua representação específica. A linguagem interna de uma pessoa inclui o léxico mental e estruturas cognitivas, tais como conceitos, propostas e padrões que formam a base de suas habilidades linguísticas, incluindo sua intuição. O escritor poliglota tem a sua disposição várias representações mentais em paralelo, o que complica a colocação de ideias em palavras de uma língua só.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao estudar &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/10/revisao-de-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;processos cognitivos&lt;/a&gt; como revisão, protocolos verbais são usados para detectar processos subjacentes, decisões tomadas e representações de padrões. Estudos no campo da psicologia cognitiva tentaram especificar o seguinte postulado: os processos verbalizados seriam controláveis, o que significa que eles articulam a memória de trabalho. De fato, estudos indicam que escrever ou revisar consiste em representações mentais das quais uma parte é mais ou menos acessível e, portanto, verbal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nosso caso, como revisores profissionais, nós usamos um protocolo verbal retrospectivo, isso é, depois de o autor executar a tarefa principal, interferimos com um lembrete impulsionado (recall estimulado) para evitar a inferência, durante a tarefa de interferência em textos alternos (ITA), da eventual omissão de informações sobre que a atenção foi frustrada durante a atividade principal (a redação). Os protocolos verbais (ou seja, a oralização) não revelam os processos mentais em curso, mas representam as informações disponíveis na memória de trabalho a que o escritor prestou atenção e, portanto, os processos cognitivos são sempre manifestos de forma indireta. Na situação de verbalização, o escritor-orador relaciona o que ele faz em um monólogo destinado simultânea e indiretamente, ao experimentador: o leitor. No contexto de comunicação específico que descrevemos, o autor explica a si as atividades cognitivas que realiza, ou seja, escrever e revisar; além disso, ele pode se referir a objetos de linguagem em suas representações (por exemplo, a escolha de itens a serem usados ou a geração de ideias). Para nós, o texto já escrito consiste na primeira versão autoral e a ITA será o redesenho desse texto durante a revisão em tempo real – em trabalho concomitante. Vamos olhar como o escritor reinvestiu e reescreve seu texto &lt;i&gt;perfectum &lt;/i&gt;e que tipos de mudanças ele escolhe fazer que têm algum retorno em seu próprio texto. Durante essa reverbalização, o autor também pode expressar atitude epistêmica metacognitiva para o seu texto, uma atitude que manifesta a ação de avaliação de um orador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No discurso ordinário, os verbos que referem o fato do pensamento igualmente representam a avaliação e a emoção. A hipótese aqui é que a atitude metacognitiva epistêmica expressa, por um lado, a ação deliberada e orientada e, por outro lado, a incerteza no que diz respeito à solução de problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Consciência metapragmática e atitude metacognitiva epistêmica&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A metacognição refere-se à conscientização do indivíduo sobre seus próprios processos e atividades cognitivas, incluindo produções verbais orais e escritas. Está relacionada à autorregulação que representa o controle do indivíduo em relação às suas ações e processos. A capacidade de um indivíduo autorregular seu comportamento é subordinada a um conceito-chave na metacognição que se refere à interação entre o meio ambiente e as ações individuais. Ainda assim, pode-se distinguir entre dois componentes da metacognição: em primeiro lugar, a consciência metacognitiva referindo-se à consciência estratégica do autor (o conhecimento declarativo, processual e condicional) e, em segundo lugar, o controle e regulação metacognitiva (avaliação e apreciação da sua própria atividade). O conceito de consciência metacognitiva abrange os dois sentidos mencionados acima. Da mesma forma, para nós, estes termos são inseparáveis porque é quase impossível saber como esses processos se sobrepõem na cabeça de um indivíduo. Além disso, os conhecimentos processuais (implícitos) e declarativos (explícitos) que revelam diferentes graus de consciência podem ser misturados, especialmente durante a aprendizagem acidental ou incidental.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece ainda melhor o emprego do termo “consciência metapragmática” em vez de “consciência metacognitiva”, pois a importância da relação e interação entre os diferentes conhecimentos metacognitivos relacionados à atividade de redação: processo (atividade cognitiva), objetivos relacionados à tarefa (objetivo discursivo), situações comunicativas, elementos linguísticos (gramática, estilo, gênero, audiência) e assunto ou tema da tarefa. Além disso, apresentam-se os termos “consciência retórica” e “consciência discursiva” no contexto acadêmico. A nosso ver, um termo que abrange todos esses aspectos parece mais adequado a nossos questionamentos, porque as indefinições de termos descrevem esporadicamente os mesmos fenômenos e, por vezes, fenômenos distintos. Na verdade, diferentes meta-conceitos podem ser usados no campo linguístico e da psicologia cognitiva, e uma vez que o nível conceitual da meta tenha sido cruzado, mergulhamos na proliferação da terminologia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma vez que a linguagem é uma entidade que compreende a forma, o sentido e a função, podemos abordar esse fenômeno em termos pragmáticos, analisando o discurso na situação. Preferimos a noção de consciência metapragmática, que tem conexão com a consciência metalinguística, onde a última reflete a primeira. Nesse sentido, as sugestões linguísticas da ITP e da ITA revelam consciência metapragmática. Essas interferências consistem de sinais metalinguísticos explícitos (por exemplo, marcadores discursivos, fala narrada e registros léxicos gráficos) e implícitos (expressões dêicticas, certos aspectos e modos verbais). Em outras palavras, a consciência metapragmática forma o quadro interpretativo para o uso da linguagem. Para nós, a consciência metapragmática significa reflexão e consciência sobre a estrutura da língua, o conhecimento sobre a língua e a cultura em questão, e o conhecimento referencial sobre o mundo. A consciência metapragmática reflete assim o conhecimento implícito e explícito da língua dos autores e dos revisores. Em nossa opinião, o conhecimento implícito é usado em atividades automatizadas sem controle consciente (ou seja, intuição), enquanto o conhecimento explícito requer a conscientização da atividade, o que se reflete na estrutura verbal das atividades de escrita ou revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É sempre a partir da perspectiva pragmática que podemos distinguir a consciência metapragmática na forma pela qual o orador prevê, avalia, ou expõe seu conhecimento. Em outras palavras, na atividade linguística, quando o orador expressa sua opinião em relação a um fenômeno, ele se posiciona em relação ao fato (toma uma postura). O que nos interessa mais de perto aqui é o que se chama “postura epistêmica”. Ela está relacionada à modalidade epistêmica que diz respeito à força que o orador coloca em sua declaração proposicional e as evidencias que apresenta referindo-se à sua posição de orador em relação a sua declaração proposicional. A modalidade epistêmica manifesta o fato que o falante mostra sua incerteza por meios linguísticos diferenciados. Podemos falar sobre postura epistêmica e características evidentes, marcadores epistêmicos, modificação epistêmica, frases e advérbios epistêmicos (eu acho, eu acho, eu sinto como; aparentemente, definitivamente, é claro). Em outro contexto, as expressões tais como “eu penso” ou “eu acredito” podem ser consideradas como marcadores do autorregulador. Portanto, entendemos o termo atitude metacognitiva epistêmica como a descrição metacognitiva da experiência externa e interna que reflete uma atitude que poderia ser caracterizada por epistêmica. Isso se refere à atitude metacognitiva ligada à avaliação do conhecimento do orador e da forma como ele o conceitua.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em suma, a consciência metapragmática pode ser analisada em contexto específico de expressões cognitivas, como “na minha opinião” e “eu acho que”, quando há distinção entre julgamento de valor sobre a atividade de revisão em tempo real, quando os autores expressam uma atitude epistêmica metacognitiva para suas declarações proposicionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante a revisão, os escritores alcançam objetos linguísticos micro e macrotextuais e, às vezes, em ambos os níveis ao mesmo tempo. Resulta que o retorno autoral ao texto nem sempre é acompanhado de melhoria efetiva; o escritor não recorre a outros meios que o léxico mental e seu próprio conhecimento prévio, incluindo a sua intuição e limitado por suas estruturas cognitivas, tais como conceitos, propostas, padrões e suas limitantes epistêmicas. As escolhas que os autores fazem ao autorrevisar em tempo real indicam que as questões que os perturbam estão relacionadas tanto à forma como ao significado, mas as regras gramaticais ou pragmáticas ainda não estão totalmente internalizadas. Sua consciência metapragmática está em incipiente processo de desenvolvimento epistêmico.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8728821918822538880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8728821918822538880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2017/12/revisao-de-texto-em-tempo-real.html' title='Revisão de texto em tempo real'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-fosiEoKXN1g/YGcU0O6RE4I/AAAAAAAAGjY/FHZO99Yko-81OtiF3ymoVgTYUS4AxQxuACLcBGAsYHQ/s72-w640-h338-c/revis%25C3%25A3o-tempo-real.png" height="72" width="72"/><georss:featurename>USP - Avenida Professor Mello de Morais, 1721 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-030, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.55552 -46.724660999999969</georss:point><georss:box>-49.077554500000005 -88.033254999999969 1.9665144999999988 -5.41606699999997</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-8729295952256321385</id><published>2021-04-02T09:33:00.001-03:00</published><updated>2021-04-06T11:04:11.618-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><title type='text'>Treinamento a distância para revisores de textos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O treinamento dos revisores de textos é contínuo&lt;/h1&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As últimas décadas viram mudanças significativas em todas as áreas da vida, não sendo diferente no que toca à revisão de textos e à &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2018/03/formacao-do-revisor.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;formação dos revisores&lt;/a&gt;.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desenvolvimento tecnológico abriu novo mundo de oportunidades que, por sua vez, levou a novas sendas na comunicação humana. Esse desenvolvimento afeta nossa maneira de pensar e, claro, transforma os serviços de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/consistencia-concisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;produção e revisão de textos&lt;/a&gt; – inclusive quanto aos textos científicos mais importantes, as teses e as dissertações. Isso significou também que a formação do revisor de textos teve que se adaptar às mudanças e às novas expectativas do treinamento. Um bom exemplo de adaptação a essas novas expectativas é a introdução de ensino a distância (EAD) na formação de revisores.&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/--X0U7D-JB5A/YGcObXHovAI/AAAAAAAAGjQ/NniaOeYK6E4A83e1mZ5M1_jGtvpOzXnkACLcBGAsYHQ/s530/revisor-em-treinamento.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Formar um revisor de textos implica usar todos os meios disponíveis e mais alguns.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;530&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/--X0U7D-JB5A/YGcObXHovAI/AAAAAAAAGjQ/NniaOeYK6E4A83e1mZ5M1_jGtvpOzXnkACLcBGAsYHQ/w640-h338/revisor-em-treinamento.jpg&quot; title=&quot;A formação a distância é um complemento necessário ao treinamento do revisor de textos.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Todos os recursos presenciais e a distância são empregados no treinamento de revisores.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A evolução dos serviços de revisão de textos&lt;/h2&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tecnologia da informação e os serviços de revisão acadêmica&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As mudanças na tecnologia impactaram a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/dicas-de-redacao-e-edicao-de-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;profissão de revisor de textos&lt;/a&gt; de diferentes maneiras, com a revisão em si passando por mudanças bastante significativas. Embora os jovens ingressantes no mercado de trabalho mal saibam como é trabalhar com papel e caneta, há algumas décadas, esse método de trabalho demorado era o único imaginável no campo da revisão de textos. O revisor levava dias entre receber o texto depois de discutir o trabalho com o cliente, fazer as primeiras leituras e intervenções, enviá-lo de volta, receber a versão reescrita, revisar de novo manualmente e reenviar mais uma vez ao autor. Os revisores tendiam a trabalhar sozinhos e pesquisavam terminologia ou outras questões na biblioteca.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A disseminação de computadores pessoais na década de 1980, no entanto, fez com que a formatação de revisores e a revisão de textos se tornassem significativamente mais fáceis com a ajuda do software de processamento de texto, assim como os programas de e-mail aceleraram o processo de envio de revisões de volta para o cliente. Hoje, a principal fonte de pesquisa dos revisores é a internet.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse desenvolvimento acelerou significativamente o processo de revisão e fez surgirem novas oportunidades para os revisores cooperarem entre si. Como resultado dessas mudanças, os revisores trabalham cada vez mais rapidamente e são capazes de concluir tarefas de revisão maiores, trabalhando em conjunto na forma de um projeto on-line.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores de textos experimentaram várias mudanças em sua profissão. A primeira grande revolução tecnológica no mundo da revisão foi a possibilidade de revisar na tela do computador, a mais recente é a possibilidade da revisão simultânea: vários revisores trabalhando concomitantemente em um mesmo texto, geralmente longo. Outros desenvolvimentos tecnológicos melhoraram principalmente o equipamento e as condições comunicação on-line. Laptops e tablets entraram nos escritórios e nos lares, fornecendo uma maneira mais conveniente os revisores revisarem documentos relevantes.&lt;/div&gt; &lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Videoconferência e revisão remota&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os avanços na renderização em tempo real de vídeo e áudio significam que projetos de revisão estão sendo organizados sem a necessidade de os participantes estarem fisicamente juntos no local da reunião de planejamento ou de estudos. Graças a programas como o Skype e a sites como o Zoom, a videoconferência se generalizou e hoje revisores em locais distintos interagem e discutem entre si um projeto, ou acompanham com o cliente a reescrita e as considerações sobre as interferências propostas no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há basicamente dois tipos de revisão de longa distância. A revisão remota (RR) é a situação de revisão de textos em que o revisor não recebe o texto e trabalha nele sozinho ou com a equipe de revisores, mas interage diretamente com o cliente durante a produção do texto, revisando partes concluídas e colaborando na reescrita. Teoricamente, a RR permite que o revisor participe da produção do texto mesmo estando localizado em outro país, o que possibilita que seu cliente reduza as despesas e acelere o processo da escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão colegiada é uma forma de revisão em que os revisores trabalham em grupo, dividindo entre si as “camadas” da revisão, os segmentos do texto e a responsabilidade. Nessa forma de revisão, cada revisor tem uma tarefa específica, mas todos agem interferindo em tempo real sobre o mesmo texto, a revisão colegiada (RC) é frequentemente usada em situações de revisão de textos muito longos; livros, teses ou dissertações podem demandar a intervenção da revisão em equipe. Mas essa forma de revisão também é usada em outras áreas. A RC também é usada no mundo dos negócios, para facilitar a comunicação entre os diversos autores do texto institucional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Também é possível combinar RC e RR. Nesse caso, os autores e revisores estão em locais diferentes eventualmente trabalhando em grupos no local da escrita e naquele da revisão. Qualquer que seja a forma de revisão de textos a distância, todas elas permitem comunicação de várias vias, revisão consecutiva e simultânea, revisão de colegiada, revisão bilateral ou revisão em tempo real.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estamos falando sobre as vantagens da revisão a distância, no entanto, a comunidade de revisores ainda têm muitas dúvidas sobre essas duas novas formas de trabalho e são bem poucos os que se aventuram nela – o fato é que os revisores sempre andaram em passos mais lentos que os do avanço tecnológico: revisores costumam ser conservadores em mais de um aspecto. Um dos primeiros questionamentos para a revisão em tela era a falta de materialidade a que os revisores estavam habituados. A tela na frente do revisor fornece apenas uma visão restrita do documento e não pode ser manuseada e rabiscada (só que pode, a seu modo). Mesmo que haja vários recursos editoriais disponíveis para o revisor (por exemplo, corretores ortográficos, dicionários eletrônicos, bancos de dados, houve bastante resistência a revisar o textos diretamente no computador, a princípio, e ainda há alguma – mas em fase terminal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O modelo de esforço de Gile, aplicado à revisão, sugere que o revisor tem um suprimento limitado de energia mental para o processo de revisão e que ele divide esse suprimento entre as três etapas do processo: leitura e análise, memória e intervenção. Se o revisor precisar consumir mais energia que o de costume em um determinado estágio, isso drena energia das outras fases.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O modelo cognitivo de Setton sugere que o revisor cria um modelo mental do evento de revisão, consistindo das informações verbais fornecidas pelo texto, bem como das informações que o revisor coleta; o conhecimento geral do revisor, o conhecimento amealhado durante a leitura do próprio texto em trabalho; os pontos de ligação entre o conteúdo daquele texto com outros trabalhos anteriores do mesmo e de outros autores, além de tudo o que o revisor pode concluir das informações coletadas – inferências e sínteses. É o produto desse arcabouço e modelo mental que o revisor converte em interferência no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com base em tudo isso, podemos assumir que a quantidade limitada de recursos disponíveis para o revisor dificulta a construção e operação desse modelo, o que corresponde essencialmente à fase de leitura e análise do modelo de Gile. Isso reduz a energia disponível para a fase de interferência, e é por isso que os revisores podem se sentir mais exaustos e que seu desempenho seja mais baixo que o normal quando não tiveram imputes suficientes nas fases prévias. Isso pode corresponder a deficiências de formação linguística ou do treinamento como revisores. Nesse sentido, apontamos o EAD como via para suprir as deficiências que drenem energia das fases de litura e análise.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mudanças na &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2020/03/revisor-de-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;formação de revisores&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desenvolvimento da tecnologia da informação e comunicação também levou ao acesso a novas ferramentas para os instrutores de revisores de textos: eles obtiveram acesso a mais recursos e aparato tecnológico incrementado, criando metodologias de ensino e aprendizagem a distância. Como foi o caso em todos os campos, a educação também reconheceu as oportunidades oferecidas pela comunicação online. Essas oportunidades trouxeram o conceito de aprendizado virtual on-line, o ensino a distância (EAD) da era da informática, também conhecido como e-learning. EAD é hoje uma forma de treinamento na qual a TI desempenha papel crucial. As necessidades técnicas do EAD agora são supridas em quase todos os lugares e o equipamento necessário não só e acessível como está no rol dos recursos imprescindíveis a quase toda a atividade intelectual. O EAD elimina as despesas de viagem e acomodação do aluno ou do professor, permite que um público mais amplo participe de vários cursos de treinamento, proporciona oportunidades iguais para mais pessoas. Hoje, o material dos cursos pode ser enviado quase para qualquer lugar, assim como o ambiente de aprendizado virtual pode ser interessante e motivador.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os métodos de EAD podem ser divididos em duas categorias: métodos síncronos e assíncronos. As aulas assíncronas não exigem que o aluno e o professor estejam no mesmo local ou online ao mesmo tempo. Este tipo de aula oferece opções de agendamento favoráveis para o estudante ou aprendiz, mas também envolve menos comunicação interpessoal. Os métodos assíncronos incluem o uso de e-books, material e planilhas interativas on-line, e-mails, quadros de mensagens, boletins ou vídeos educacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas aulas síncronas, o revisor sênior e o revisor em treinamento estão em locais diferentes, mas precisam estar online ao mesmo tempo. Essas classes são vantajosas porque são mais interativas e facilitam a comunicação pessoal, todavia, estão sujeitas a restrições de tempo e de coincidência de agendas. Essas aulas não permitem que os alunos sigam seus próprios horários individuais. Os métodos síncronos envolvem consultas por telefone, videoconferência, bate-papo e seminários on-line, seminários e chamadas interativa ao vivo. A videoconferência também pertence a essa categoria.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora essas novas metodologias de ensino atendam a várias demandas recentes, elas também têm suas desvantagens. A aprendizagem experiencial está se tornando cada vez mais importante na educação e nem todos os tipos de educação a distância podem oferecer aos alunos a oportunidade para a aprendizagem experiencial. Posto que um dos objetivos do treinamento é ensinar a usar a tecnologia moderna, lidando com as distâncias em ambientes virtuais de aprendizado, o aprendizado experimental é feito na forma de aprender a lidar com essas ferramentas virtuais. No entanto, seria errado subestimar os pontos fortes da aprendizagem presencial, pois é nesse tipo de ambiente de aprendizagem que melhor se exerce a dinâmica do grupo, possibilitando construir relacionamentos e aprender uns com os outros mais intensamente. É por isso que as aulas virtuais geralmente não são alternativa ao aprendizado em sala de aula, constituindo tão somente formas complementares de treinamento. Combinar as vantagens dos dois métodos é o que é conhecido como aprendizado misto – mas nem sempre se pode alcançar o melhor dos dois mundos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabe assinalar que, tanto o aprendizado a distância quando o presencial, para o revisor de textos (bem como em muitos outros campos da transmissão de conhecimento), se revestem de elevada carga de exercícios práticos e de atuação efetiva como revisor em treinamento. A lição é que se aprende fazendo e nenhuma tecnologia ou metodologia de ensino substitui a atuação efetiva. A via tecnológica é apenas um novo canal para conhecimentos e práticas que estão muito bem consolidadas em décadas de exercício do ofício.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mudanças no treinamento de revisores&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O treinamento para revisores foi orientado para a prática desde sempre. As aulas sempre tentaram fornecer algum tipo de simulação precisa de situações reais de revisão. Na maioria das vezes, ter pequeno número de aulas teóricas de revisão pretendia levar os alunos a mergulhar conscientemente no processo de revisão, apontar os vários problemas que poderiam surgir e incentivá-los a refletir sobre seu trabalho. Os alunos precisam continuamente fazer esforços conscientes para entender por que aprendem, o que aprendem e como aprendem, além de incorporar seus colegas nesse processo de aprendizagem. Eles precisam planejar seu progresso com antecedência e devem constantemente revisá-lo e avaliá-lo. Os alunos devem refletir sobre o progresso de seus colegas da mesma maneira. Nesse sentido, o trabalho presencial também prepara os alunos para o esforço fora da sala de aula que eles precisam colocar em seu aprendizado a distância.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os avanços tecnológicos não alteraram os princípios básicos do treinamento de revisores. Novas ferramentas de ensino foram adicionadas às já existentes, mas, em vez de substituí-las, as novas ferramentas as complementaram. Juntos, os diferentes métodos levaram ao aprendizado combinado para os alunos: enquanto continuavam a frequentar as aulas, os alunos podiam testar a si mesmos em ambientes virtuais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O principal aspecto da tecnologia moderna que pode ajudar os alunos é a ampla disponibilidade de novas formas de comunicação, o que também levou à quantidade crescente de textos disponíveis em arquivos editáveis que os alunos podem usar para praticar a revisão. Essas novas ferramentas de comunicação permitem que os alunos criem seus próprios arquivos de trabalho, salvando seus textos e voltando a eles de tempos em tempos, bem como fazer o mesmo com trabalhos de colegas ou de professores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os métodos assíncronos expandiram a maneira pela qual os alunos podem se preparar para as aulas. Os métodos síncronos também são adequados para ajudar os alunos a praticar em um ambiente virtual. O conceito de classes virtuais é um exemplo desses métodos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A classe virtual basicamente simula uma situação de revisão hipotética. Nas aulas virtuais, os alunos podem acompanhar em uma tela o processo de revisão sendo feito por um professor ou por uma equipe de alunos, por exemplo, para que possam analisar simultaneamente ou consecutivamente as interferências, dependendo das condições da aula. Como em situações da vida real, no caso de revisão consecutiva, os alunos têm a chance de pedir esclarecimentos ao professor, se necessário, também podendo incorporar a comunicação entre os colegas. Os alunos recebem feedback do revisor sênior ou do professor sobre seu desempenho – em tempo real ou ao cabo de uma tarefa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As aulas virtuais incorporam a realidade do mercado ao treinamento de revisores e atendem às necessidades dos alunos. Se o uso de equipamento de videoconferência for incorporado ao treinamento de revisores, os alunos não apenas terão a chance de conhecer como o equipamento de videoconferência funciona, como também terão a oportunidade de conhecer novas pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro aspecto positivo das aulas virtuais é que os alunos experimentam grande variedade de estilos, gêneros textuais e assuntos. Os colegas que contribuem para as aulas virtuais não apenas agregam com seu discurso, mas também com sua metodologia, sua experiência e contínuo feedback.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, é importante observar que a oferta de aulas virtuais pode fortalecer a cooperação entre entidades parceiras e instituições interessadas no treinamento de revisores, o que pode ser benéfico para a casa editora e para o de treinamento dos alunos.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Incorporando técnicas virtuais ao treinamento de revisores&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existem certas condições técnicas que precisam ser atendidas para que se organizem aulas virtuais. Não examinamos aqui todos esses requisitos, mas concentramo-nos em questões práticas importantes do ponto de vista da revisão para alunos e professores. As videoconferências em que podemos incluir grupos de estudantes são fáceis de organizar nessa era da internet de banda larga. No entanto, os parceiros da instituição de treinamento podem insistir em usar estritamente o equipamento de videoconferência por razões de segurança. Uma vantagem do uso desse equipamento é que ele geralmente vem com telas grandes, porque é importante manter a alta qualidade da imagem durante a videoconferência. Para garantir a melhor qualidade de imagem possível, é importante garantir que a câmera seja colocada no local certo, assim como é importante prestar atenção à iluminação e observar em qual direção a luz natural entra na sala. Se, por exemplo, houver uma janela atrás dos participantes, é melhor fechar as cortinas para que o parceiro do outro lado da teleconferência tenha melhor visibilidade. Em termos de qualidade do som, o requisito mais importante é que o microfone possa transmitir a voz de cada participante. Também é importante remover o eco do sinal de áudio transmitido (cancelamento de eco). Se necessário, devemos usar o botão mudo em nossos microfones quando não houver ninguém falando do nosso lado da chamada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de usar o equipamento de videoconferência, vale a pena testá-lo para garantir que os dois lados possam estabelecer uma conexão fluida. Além disso, também é importante testar os assentos e o posicionamento da câmera e do microfone para obter a melhor qualidade de imagem e som. Se possível e se o posicionamento das câmeras e microfones permitir, devemos tentar organizar os assentos da maneira que seria na vida real.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de discutirmos as questões organizacionais, vamos ver a melhor maneira de incorporar aulas virtuais ao treinamento de revisores. Não há muito sentido em programar aulas virtuais no início do curso de treinamento, pois ele apresenta ainda mais desafios que a revisão tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há outro fator importante nas aulas virtuais: estresse. A maioria dos estudantes sente que há mais atenção direcionada a eles nas aulas virtuais, gerando níveis mais altos de estresse. A maioria desses desafios pressionaria demais os alunos iniciantes de revisão e podemos assumir que eles absorverão muito melhor as diferenças entre aulas virtuais e tradicionais se já tiverem adquirido experiência em treinamento presencial de revisão quando tentarem aprender por EAD.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma vantagem importante das aulas virtuais para os alunos é que elas permitem que eles vivenciem configurações de revisão mais formais que a sala de aula, conheçam mais sobre as expectativas das instituições e dos clientes, mas existem inúmeras competências de revisor que não podem ser desenvolvidas por meio de aulas virtuais. Os alunos precisam aprender a se preparar para fazer as interferências nos textos alheios; pesquisar um determinado tópico, que tipos de fontes usar e como selecionar as principais informações dessas fontes, além da necessidade de desenvolver habilidades de aprendizado social. Eles precisam aprender como fazer as perguntas certas e como cooperar entre si e com seus instrutores. Eles devem aprender a conversar com seus futuros clientes, como dar feedback aos colegas e como definir objetivos comuns. Sobretudo, é necessário aprender a justificar cada interferência feita, é necessário apresentar a justificativa tanto em termos técnicos, quando da discussão entre os pares revisores, quanto é necessário saber apresentar a justificativa para o autor que, provavelmente, não será um linguista. As aulas virtuais oferecem excelentes oportunidades para desenvolver essas habilidades.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em síntese, porém, não enfim&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A comunicação humana foi fundamentalmente alterada pela tecnologia moderna que, naturalmente, também impactou o mundo dos serviços de idiomas, dentre os quais os serviços de revisão de textos. Os trabalhos de revisão exigem cada vez mais cooperação entre revisores que, também, devem trabalhar cada vez mais rapidamente, o que eles não seriam capazes de fazer se não fossem as modernas tecnologias de comunicação. No mundo da revisão, a disseminação dessas novas tecnologias levou ao aumento da revisão remota e da revisão colegiada. Essas novas formas de revisão agora são onipresentes no mercado dos textos, portanto, devem ser incorporadas ao treinamento de revisores na forma de aulas virtuais. O uso de modernas tecnologias de comunicação, no entanto, apenas produz os resultados desejados no treinamento de revisores se estivermos cientes de suas vantagens e limites e se não perdermos de vista as competências de revisores que não podem ser desenvolvidas apenas por meio de aulas virtuais. É crucial não ignorarmos o poder inerente ao aprendizado em sala de aula, pois, combinando as vantagens das aulas virtuais e tradicionais, podemos oferecer aos revisores em formação um ambiente de aprendizado combinado e otimizado.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8729295952256321385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8729295952256321385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2020/03/EAD-revisores.html' title='Treinamento a distância para revisores de textos'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/--X0U7D-JB5A/YGcObXHovAI/AAAAAAAAGjQ/NniaOeYK6E4A83e1mZ5M1_jGtvpOzXnkACLcBGAsYHQ/s72-w640-h338-c/revisor-em-treinamento.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Butanta, São Paulo - SP, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5613991 -46.7307891</georss:point><georss:box>-49.0834336 -88.039383100000009 1.960635400000001 -5.4221951000000033</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-202843250494053492</id><published>2021-03-20T08:48:00.002-03:00</published><updated>2021-04-07T09:38:38.442-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Terminologia na revisão de teses</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Corpus&lt;/i&gt;, terminologia e teses: a revisão moderna&lt;/h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos tratar da importância da &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com/2014/10/problemas-estruturais-no-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;terminologia para a revisão de textos&lt;/a&gt; acadêmicos segundo as visões que temos da questão, considerando opiniões dos revisores profissionais de nossas relações e nossos colaboradores. Não se trata de nenhum estudo sistemático, apenas fazemos o registro de questões que temos observado e de algumas indicações de caminhos para problemas práticos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O “termo” deveria ser preocupação central na prática de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com/2016/05/dissertacao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de teses, dissertações e artigos científicos&lt;/a&gt;, posto que é fundamental para o revisor ter conhecimento adequado de seu conceito e uso em cada contexto específico. Como tudo que tem aportado à teoria e à prática de revisão de textos nas últimas décadas, há estudos precedentes mais aprofundados e uso mais sistemático na área da tradução. Até hoje não compreendemos o motivo pelo qual a revisão, como campo do conhecimento, ficou tão relegada em relação à tradução – principalmente sendo áreas que têm muitos paralelos. Resta-nos aceitar essa condição e, aproveitando o conhecimento teórico-prático dos tradutores, conformá-los à revisologia. Portanto, os estudos terminológicos são basilares para a prática e bastante avançados teoricamente na área da tradução, porém, bem mais incipientes em nosso campo linguístico.&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-T6JKNsOYV0Y/YFXfFdyozpI/AAAAAAAAGhI/LKQWrK84M3ozb6iNfz1we2acXTZd_rQkwCLcBGAsYHQ/s530/terminologia-tese-corpus.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A terminologia é um conjunto de conhecimentos necessários a revisor de teses.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;530&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-T6JKNsOYV0Y/YFXfFdyozpI/AAAAAAAAGhI/LKQWrK84M3ozb6iNfz1we2acXTZd_rQkwCLcBGAsYHQ/w640-h338/terminologia-tese-corpus.jpg&quot; title=&quot;Quase toda teses contribui com alguns termos para novos conhecimentos.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;A pesquisa terminológica é parte das atribuições de um revisor de teses e dissertações.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As áreas da linguística do discurso, da revisologia e da revisão de teses possuem mais afinidades que se poderia pensar, um dos pontos comuns é que todas carecem de maior reconhecimento e consolidação. Assim, da mesma forma que a linguística foi progressivamente ampliando seu objeto de análise, é necessário que a revisão de teses evolua da intervenção gramatical para a intervenção global, &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2012/03/revisao-de-textos-linguistica-textual-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;macrotextual&lt;/a&gt;, alcançando os capítulos, a retórica o discurso da tese, por exemplo. Para tanto, é essencial a mudança de foco que assuma a revisão como prática social exercida em determinado contexto de atividade, e em ações dialógicas de linguagem evolvendo cada um dos participantes na produção textual, todos se encontrando representados ponderadamente no texto final. Tal concepção, aplicada à revisão de teses, pode ser associada a diversos pressupostos teóricos do interacionismo dialógico, no sentido de caracterizá-la como processo de mediação concorrente na polifonia da produção dos textos. Entretanto, o maior problema para os revisores profissionais não é transformar a visão que têm de si como coparticipes – ainda que essa dificuldade subsista, mas a grande questão será sempre exteriorizar essa ótica, fazer com os clientes tomem consciência efetiva do papel do revisor; inclusive, trata-se de questão relacionada ao marketing profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A dificuldade específica, de que vamos tratar aqui, é demonstrar a utilidade dos pressupostos teóricos e dos instrumentos da terminologia na práxis da revisão, assim como a proficuidade inerente à abordagem integrada da revisão de teses, que encare os textos como objetos complexos e unidades comunicativas, associadas a determinada atividade social, de que constituem representante pragmático. Para o efeito, tem sido possível concluir que os princípios epistemológicos e &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/estrangeirismos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;metodológicos da tradutologia&lt;/a&gt; podem constituir contributos valiosos para o enriquecimento da revisão de teses como atividade social de linguagem, sendo cada vez mais adequado e necessário fazer cruzamentos entre análises linguística e textual, inclusivamente em virtude da natureza semiótica de muitos textos acadêmicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo do princípio difuso segundo o qual toda a produção linguística depende da atividade em que se insere, é possível considerar que a falta de referencial teórico-empírico relativamente a cada ramo de ação e conhecimento favorece a ocorrência de indefinições e incoerências linguísticas. A desvalorização da revisão de textos na academia e no mercado, além de prejudicar a própria atividade de produção científica, se potencializa na indefinição terminológica no que diz respeito às práticas vigentes. Aqui estamos tratando sim, de um problema metaterminológico: a revisão e a terminologia não se situam bem entre os termos de suas próprias práticas e permaneces insuficientes em relação à terminologia geral.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de teses está sujeita aos condicionalismos inerentes ao contexto acadêmico de que faz parte, entretanto, continuamos a perceber que não existe consenso quanto à compreensão do termo “revisão”, nem dentre os que a praticam (ou supõem praticar), muito menos dentre os poucos autores que reconhecem a necessidade do serviço, podendo o conceito implicar vasto conjunto de tarefas (copidesque, preparação, formatação, crítica, &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/11/orientacoes-aos-orientadores.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;coorientação&lt;/a&gt;) e ser utilizado em diversas áreas (ensino, pesquisa, imprensa, publicidade, tradução, editoração).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A invisibilidade da atividade de revisão, já tão decantada entre nós, contrasta sempre com a multiplicidade de palavras e expressões utilizadas pelos profissionais do setor: algo que os revisores construímos é repertório léxico. Nossas leituras e publicações nos permitiram reunir várias dezenas de termos em português, que remetem à prática da revisão, que a descrevem ou a caracterizam, mas que raramente são usados de modo coerente. Muitas vezes, identificamos termos que, apesar de se referirem a procedimentos diversos, são utilizados como sinônimos; da mesma forma, constatamos a existência de conceitos diferentes, que se referem às mesmas operações. Essa imprecisão não é privilégio da língua portuguesa, já que coexistem várias designações imprecisas para situações correlatas também em espanhol, inglês, francês, alemão… Aqui estamos identificando um problema terminológico da prática que deviria tratar de si, antes de tratar de problemas correspondentes dos objetos a que se aplica o exercício. Mas não nos é dado solucionar tais problemas, as questões de terminologia são insanáveis sem muito pragmatismo; seria necessário um “congresso mundial de revisores” que adotasse terminologia coerente, não temos esse poder. Todavia, constatamos a lacuna.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No sentido de atender à demanda, a necessidade seria elencar os vários termos já registados, na tentativa de os categorizar, distinguindo-os ou agrupando-os, de acordo com os critérios que se estabeleçam. De certo modo, temos feito isso em diversas obras nossas, paulatinamente com mais acuro. Tais critérios poderiam se basear na abordagem descendente dos procedimentos referenciados, tendo em conta o quadro teórico e metodológico da dialogia. A reflexão sobre as práticas revisórias pode contribuir para melhorar compreensão das formas linguísticas que as designam, sobretudo, segundo a perspectiva da revisão de textos como atividade social e de linguagem. Trata-se, naturalmente, de trabalho a ser feito, mas que é relevante no sentido de que os revisores precisamos nos entender quanto aos termos de nosso mister, tendo em conta as definições circulares e inconstantes dos documentos acadêmicos que discutem a atividade de revisão. Esse trabalho pode ser o primeiro passo, para, em seguida ampliarmos nossa visibilidade em relação a clientes efetivos e potenciais, de acordo com posturas mais modernas.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perspectivas da terminologia na revisão de teses&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nossa proposição será considerar brevemente sobre como os profissionais de revisão de teses (daqui em diante, usaremos essa palavra no sentido de todos os textos acadêmicos dissertativos similares, ainda que de maior brevidade) lidam com termos específicos das diversas áreas nas quais eles realizam a atividade de revisor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O interesse em realizar essa breve observação se deu por causa de problemas recorrentes que temos encontrado nas teses em relação à repetição de palavras; frequentemente, é necessário fazer a substituição de um termo por um sinônimo, mas os autores relutam em aceitar, alegando que se trata de “termo técnico” quando o que ocorre é a escassez de vocabulário. Então é necessário explicar para ao autor do texto que, naquele segmento, ficaria mais fluente a leitura com a utilização do termo sinônimo. Para tanto, caberia procurar outro termo que fosse capaz de substituir o que está em uso excessivo sem haver a descaracterização da noção explicitada. As questões que se referem às teses, nesse aspecto, também as encontramos em nossos próprios escritos. Por exemplo, em um dos livros que publicamos, o mais extenso, em certo momento havia cerca de 1600 empregos da palavra “texto” – afinal, é nosso objeto de trabalho e, em nosso contexto, termo técnico muitas vezes insubstituível; todavia, suprimindo alguns e alternando com “documento”, “escrito”, “original” e outros vocábulos cabíveis o total foi reduzido para menos de 600. Eliminamos mais de 1000 ocorrências repetidas de um termo central em nossa obra. Nem sempre foi possível, nem sempre cabe, mas é absolutamente desagradável a leitura em que os termos focais se repetem &lt;i&gt;ad nauseam&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diante desse quadro, procuramos trabalhos que analisassem, à luz dos estudos em terminologia, a atividade de revisor de textos técnico-científicos. A literatura existente é exígua, não leva em conta os estudos terminológicos. Por isso, tomaremos de início algumas breves concepções em torno dos estudos terminológicos para, em seguida, investigarmos os trabalhos sobre a prática aplicável à revisão de texto. Consideraremos o modo pelo qual a terminologia de base textual pode vir a auxiliar o revisor com documentos técnico-científicos.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Terminologia acadêmica e científica&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A definição clássica de a terminologia a compreende como a área de estudos que tem no “termo técnico-científico” seu objeto central de análise, admitindo que esse elemento seja capaz de representar e transmitir o conhecimento especializado, bem como que esses termos, em seus sentidos “próprios” (apropriados por cada campo do conhecimento) sejam não só necessários como indispensáveis. Nesse sentido, considera-se ainda que a terminologia seja campo de conhecimento tanto normativo quanto descritivo, de acordo com a perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A pesquisa clássica sobre terminologia a situava como campo científico específico definido por seus métodos, tecnologia e lógica aplicado a cada campo gnosiológico. Nessa perspectiva, haverá uma linguagem para cada campo técnico ou científico específico, como a terminologia técnico-profissional da biologia, que contém “apenas” termos científicos nesse campo. Essas questões, bem como as proposições que lhe são inerentes têm forte ranço positivistas e sua evolução segue pela mesma senda; tenha-se em conta que um dos pontos a se notar seria a postulação de que “terminologia”, grafada com “T” maiúsculo, refere-se ao campo de conhecimento e, com “t”, minúsculo, é palavra que se refere ao conjunto de termos de casa especialidade, ou seja, “Terminologia” se usaria para designar o campo de estudos do Léxico, já “terminologia” no sentido dos termos utilizados por determinada área de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Teoria Geral da Terminologia foi concebida por Eugen Wüster (1898-1977). Para ele, a terminologia teria função normalizadora das chamadas línguas de especialidade. Aqui se estabelece uma diferença forçada entre normalizar e normatizar: normalizar compreende aparelhar as línguas para todas as formas de expressão, sobretudo a expressão técnico-científica, ao passo que normatizar diz respeito à fixação de determinada expressão como mais adequada (independentemente do contexto?).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Wüster colaborou na compilação e publicação da primeira edição do International Electrotechnical Vocabulary (Londres, 1938). A versão atualizada desse vocabulário está disponível na internet. Ele também trabalhou em problemas de bibliografia, na reforma da ortografia alemã, no sistema de Classificação Decimal Universal, em problemas de informática. Ele era especialista em serras, editou um dicionário padrão de sobre o assunto, também disponível online. Em 1971, Wüster iniciou a fundação do Infoterm, que apoiou proativamente até sua morte. Ele acreditava, com base em suas reflexões, que, ao serem criados termos específicos com apenas um conceito bem estabelecido e unívoco, haveria também a criação de uma língua específica. Entretanto, os estudos linguísticos não dariam conta de observar esse tipo de uso bastante específico do léxico – se é que isso seria possível. Essa posição conceitual decorria da “necessidade” de estabelecer a terminologia como área independente, embora a terminologia permanecesse sendo campo interdisciplinar dos estudos linguísticos, lógicos e ontológicos que se convergem para a constituir. Seguindo a teoria proposta, surgem os primeiros estudos em terminologia. Porém, a abrangência interdisciplinar dessa concepção esbarra no propósito padronizador dos estudos que foram feitos. A padronização terminológica seria necessária para a “perfeita intercomunicação” (pura ideação) científica e técnica internacional, unificando, assim, os métodos da terminologia. Nos campos das ciências naturais como a biologia e a medicina, muitos termos são denominados em grego e latim, ainda havendo muitos radicais das línguas clássicas nos termos técnicos dessas e de outras áreas. A razão pela qual o grego e o latim têm escolhidos para especificar os chamados termos técnicos e científicos é que essas línguas têm sido usadas universalmente para criar vocabulário artificialmente, evitando fenômenos linguísticos de significação, como sinônimos e ambiguidades, e contornando questões políticas eventualmente decorrentes do emprego de termos nessa ou naquela línguas vivas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo que tentemos criar alguma terminologia técnica estabilizada, para facilitar a comunicação, ainda temos diferenças nas diferentes línguas. Em alguns países, o significado e o uso de certos termos e conceitos são muito diferentes dos usados no Brasil: um exemplo é o conceito de ovário, que não se encaixa tecnicamente entre o português brasileiro e o inglês britânico; mas nem pretendemos tratar desse tipo de exemplo, que está mais na seara da tradução. Ademais, fixar conceitos com base em termos “estáveis”, ou a tentativa de o fazer, parece ser pôr de lado dois fenômenos concomitantes: as línguas são engenhos vivos de significâncias e significados intercambiantes; a ciência está em contínua transformação, sem os compartimentos estanques pleiteados pelo positivismo e, cada vez mais, disposta a diálogos transdisciplinares e mesmo à visão holística.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Observamos que o problema de terminologia linguística não é tão claro quanto se espera, ele inclusive perpassa a questão da divulgação científica. Quanto aos aspectos terminológicos, a linguagem pode até ser adaptada para o registro menos erudito, em obras de divulgação, mas o problema persiste e a comunicação é sempre mais complexa que a filosofia dos cientistas pode presumir. Vou resumir certo episódio que uma cliente nos contou, uma enorme falha comunicacional em trabalho de divulgação científica. Médica, a cliente contou que, quando estudante, foi com o grupo de colegas apresentar trabalho de prevenção contra DSTs em certa comunidade rural. Tudo novidade, apresentação com imagens e gente bonita, o salão da igreja ficou lotado para ouvir a palestra. Projeções, exemplos, ilustrações… Mas a luz do projetor, no ambiente rural, atraiu muitos insetos, alguns dos quais pousando na tela da projeção. Terminada a palestra, muito elogiada, foram-se todos. No dia seguinte, constatou-se que a comunidade havia entendido que aqueles insetos seriam os vetores das DSTs! Não sei as palavras que usaram, mas a estrutura intersemiótica da palestra levou o público ao terrível engano que teve que ser desfeito. Certamente, houve falhas terminológicas (que nomes teriam as doenças naquela comunidade?), mas o conjunto verbal e imagético, profanado pela fototropia dos insetos, transmitiu uma informação totalmente equivocadas. Inclusive teria havido certo pânico, as pessoas com medo das doenças que poderiam “pegar” dos insetos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse e em outros contextos, inclusive os das teses, a contribuição da teoria da terminologia não é suficiente para minimizar os limites dos problemas inerentes; o próprio vocábulo “terminologia” ainda carece de definição ou descrição e explicação de sua função. Da mesma forma, outras questões surgem, como a necessidade de compreender a importância de textos especializados para a pesquisa terminológica – o caso é que a maioria dos cientistas, cada um em seu campo, tem pouca preocupação com questões terminológicas. Como resultado, considerando que os textos profissionais são o elemento central da pesquisa especializada em linguagem, passamos a considerar o desenvolvimento do conceito “termo” em sentido próprio da abordagem textual da terminologia – e limitado a isso. Este novo modelo passa a denominado terminologia textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A relação entre terminologia e texto tem impacto importante na pesquisa da terminologia científica; com ela, passa-se a considerar não só o termo em si, mas também o próprio texto especializado. A partir dessa relação, promove-se a pesquisa terminológica, investigando as características e a natureza dos textos em áreas profissionais. A terminologia textual está relacionada à integração das componentes da textualidade e do discurso no quadro teórico-metodológico da terminologia, tendo como objeto principal a terminologia técnico-científica. Esse é nosso ponto de vista. A relação entre o texto e o termo permite que diferentes unidades de vocabulário sejam observadas em diferentes contextos, permitindo verificar a composição do termo e delinear sua função na comunicação geral e especializada. Portanto, podem-se observar os atributos que o termo deva ter.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra contribuição importante desse método é a identificação de frases contendo termos e estruturas de palavras e locuções principais que existem nas diversas unidades de terminologia especializadas e em todos os campos. Aponte-se aqui que não pensamos apenas com palavras, mas com frases ou locuções e que a integração desses elementos é que constituirá o texto. As pesquisas que focalizam apenas a estrutura morfossintática das linguagens profissionais deixam de estudar os diferentes significados que as unidades lexicais podem assumir, pois dependem das condições de produção e do conhecimento dos indivíduos que participam da comunicação profissional. Concordamos com a visão segundo a qual a terminologia é integrante dos textos das tese e, ainda nelas, sofre com essa relação restritiva quanto ao objeto: somente acessível àquele grupo social.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabem aqui algumas considerações quando à terminologia no direito, à guisa de exemplo. Ainda é comum, em teses dessa área, a confusão entre linguagem técnica e gongorismo. Ainda se confunde a utilidade do emprego de termos do direito romano, em latim, com a proliferação de brocados desnecessários naquela língua. O mesmo em relação a termos do direito civil britânico ou das filosofia alemã, que são pertinentes, mas ocorre abusos em importar termos e conceitos daquelas línguas com prefeita correspondência no vernáculo. Não bastassem esses e outros florilégios desnecessários, ainda são comuns os arcaísmos: outrossim, destarte, por exemplo, e o uso de mesóclises forçadas. Felizmente essa tendência pseudo-terminológica tem sido abolida nos estados do Sul, mas ainda é renitente no Sudeste.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda no campo do direito, cabe apontar a ocorrência de muitas teses escritas por brasileiros para universidades portuguesas. Não exatamente um termo técnico, lembramo-nos de ter substituído o vocábulo “capixaba”, em algumas ocorrências, por “do estado do Espírito Santo”, no entendimento de que o termo original não teria muito sentido para o leitor português. Nesse intercâmbio, as palavras de cunho estritamente técnico não representam exatamente problema, pois os leitores de lá estão ambientados em textos daqui, e vice-versa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em tese da área de engenharia que revisamos para uma autora brasileira, outra ocorrência curiosa era a tentativa da autora de escrever em registro português, apesar de sempre terem aceitado o português brasileiro em todas as teses que revisamos para Portugal. O resultado foi o registro na ortografia portuguesa, com diversas construções portuguesas, em um texto obviamente de brasileiro, um hibridismo desnecessário, artificial e um tanto bizarro. Quanto aos termos técnicos, naquela obra, não haveria qualquer possibilidade de nossa interferência, total hermetismo da dupla autor-orientador, as palavras seriam as que estavam lá. Sobra para o revisor o menor esforço e a aplicação do princípio segundo o qual prevalece a vontade do cliente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o foco principal da pesquisa terminológica é o termo, visando a comunicação profissional mais objetiva, menos afetada pela ambiguidade, mais eficiente porque ajuda a compreender os conceitos, objetos e processos expressos. Essa busca de precisão na transmissão de conceitos e ideias em textos acadêmicos se deve à meta de rigor do positivismo e à necessidade de suprimir as diferenças sutis no significado dos conceitos tratados. O uso de termos técnicos também contribui para a tradução técnica, pois, com o desenvolvimento dos meios de comunicação, os textos são mais facilmente difundidos pelo mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir das últimas décadas do século XX, o desenvolvimento da terminologia, relacionada à proliferação de terminologias para o conhecimento científico e produtos técnicos, tornou-se bastante expressivo. A consequência direta é que os estudiosos se preocupam com o surgimento de grande número de conceitos e termos, muitos dos quais inteiramente globalizados. A comunicação profissional aumenta em intensidade e frequência de acordo com a escolaridade do público. Considerando que seja necessário realizar pesquisas, é necessário considerar nelas questões culturais ou socioeconômicas, linguagem, forma, principalmente questões de terminologia dicionarizada; a ampliação da lexicografia científica foi significativa nesse período, inclusive no que se refere aos bancos de terminologia para uso de tradutores; portanto, grandes esforços têm sido feitos nesse sentido, com significativo desenvolvimento da terminologia. Nessa visão, é possível entender a pesquisa terminológica como questão linguística, não como projeto ideal e homogeneizante, no sentido implementar a eficiência na comunicação limitada a especialistas, ignorando fatores linguísticos como sinonímia, falsos cognatos e historicidade das escrituras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No que diz respeito à compreensão dos dicionários de ofício, é importante ressaltar que o conhecimento da terminologia é essencial para que os revisores de teses possam dialogar com os autores e a fim de compreenderem os jargões profissionais. O termo fornece as ferramentas necessárias para consultar diretamente os profissionais que trabalham com linguagem profissional, como redatores e tradutores técnicos e, claro, revisores. Nessa perspectiva, nossa sugestão é fortalecer a discussão sobre o modo pelo qual os revisores do manuscrito lidam com o dicionário profissional, bem como buscar sugestões de abordagens para os autores acadêmicos poderem contar com os revisores, por exemplo, quando surgirem problemas como os das repetições.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Terminologia na prática de revisão de teses&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Equivocadamente, a prática da revisão é considerada atividade simples, mesmo tendo sua importância negada por muitos escritores. Em geral, pode-se dizer que quem relê seu texto e faz ajustes ortográficos, semânticos ou de estilo o está revisando. Embora essas tarefas sejam comuns, considerando que o texto deve primeiro ser revisado do ponto de vista normativo, a tese ainda deve ser submetida a uma série de regras que estipulam padrões de discurso e retórica textual inalcançáveis pelo leitor ordinário. Além disso, a revisão é atividade muito desvalorizadora, tanto em termos de revisão da importância da qualidade do texto, quanto em termos financeiros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos autores consideram que seu público nem mesmo lerá o texto com atenção ou, mesmo que o leiam, não alcançarão questões gramaticais simples como concordância, regência, coesão, coerência. Mais equivocados estão os mestrandos e doutorandos que supões que a banca vai atentar apenas ao conteúdo da dissertação ou tese: essa suposição só é possível para quem nunca assistiu a uma defesa, o fato é que as os examinadores, por mais químicos ou biólogos que sejam, estarão superatentos aos problemas gramaticais e, mais ainda, à coerência textual e intersemiótica. Eles anotarão incontáveis lapsos que o autor não viu porque memorizou o texto, por se lembrar do que deveria ser dito, então ele não vê problemas de linguagem e de lógica interna.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, ainda há quem afirme, em completo equívoco, que, desde que o autor do texto possa fazer mudanças de maneira contínua, atenta e crítica, ele pode fazer a revisão de sua tese; existem publicados inclusive inúmeros roteiros para isso. Nesse sentido, se o autor do texto analisa continuamente, ou seja, lê com atenção, faz autocrítica e corrige quando algo dá errado, isso é muito útil, aconselhável, e os roteiros que se apresentam são, inclusive, ótimas ferramentas para procedimento – todavia, trata-se sempre de reescrita, esse é o termo que usamos para qualquer retorno do autor a seu original. Temos repetido isso exaustivamente: ninguém pode revisar o que escreveu. Revisão requer alteridade: pares de olhos que não acompanharam a redação para ver o que os autores não veem mais. O autor está sempre excessivamente familiarizado com o texto, ele deve ter cuidado como o que escreve e reescreve, entretanto, depois de muito reler e reescrever não ele verá problemas que serão óbvios para o leitor profissional cujos olhos estejam “virgens” para o original. No caso das teses, é bastante comum que os orientadores vão apontando os problemas, inclusive gramaticais, que encontrem; contudo, mesmo que os orientadores sejam linguistas profissionais eles terão proximidade excessiva com o texto, estarão “contaminados” pelas sucessivas leituras e terão a atenção desviada pelo objeto da tese. Orientadores não são revisores, não é a função deles, ainda que sejam linguistas e escritores experientes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ocorre aqui um episódio que aconteceu há bastante tempo, que pode ilustrar um pouco esses aspectos. Revisávamos uma tese para universidade cubana, em espanhol, na presença conjunta do orientador e do autor – circunstância ímpar. Em dada passagem, deparamos com o termo &lt;i&gt;virtù &lt;/i&gt;e o orientador indicou que deveria estar grafado &lt;i&gt;virtud&lt;/i&gt;, como é correto em espanhol. Eu expliquei que a grafia do autor estava correta, pois ele se referia ao conceito maquiavélico, o registro estava em italiano. O autor, muito surpreso, perguntou como sabíamos daquilo, ao que respondemos: “é nosso ofício saber tais coisas”. Não só nós, revisores, sabemos de nosso ofício, todo profissional sabe de seu ramo coisas que outros não sabem. Todo profissional ganha por aquilo que sabe.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não obstante, além de o trabalho do revisor ser subestimado, tanto em relação ao que ele executa quanto ao que ele sabe e propõe, os clientes sempre acham o custo elevado. Isso ocorre porque, como não há requisitos legais específicos de formação superior para revisores, a função costuma ser desempenhada por pessoas com formação em comunicação social ou literatura, mas qualquer pessoa que se proponha a tal pode reler o trabalho do outro. Assim, mesmo que não haja os conhecimentos necessários, qualquer profissional “pode” exercer as atividades de revisor, pois não há normas para exercício; ao contrário da corrente geral, entendemos que não deve mesmo haver, somos contrários à exigência formal de registros de ofícios e corporações, as pessoas podem aprender revisão de qualquer modo, inclusive autodidaticamente, e a fiscalização do Estado não contribuirá na qualidade do serviço ofertado. Do ponto de vista terminológico, que formação acadêmica fornecerá os subsídios linguísticos e léxicos para que alguém revise teses de medicina e engenharia? Nenhuma. Nem mesmo a formação direcionada à revisão suprirá a demanda de revisores de teses, já existem graduações com esse foco, recentes, e a pós-graduação já detectou esse mercado há bastante tempo, contudo, a formação do revisor especializado em qualquer área de conhecimento é iminentemente prática, nenhum curso supre a base terminológica necessária, e não vimos nenhuma disciplina de terminologia teórica sendo ofertada nesses cursos; pode ser que haja. Infelizmente, a formação universitária de revisores que temos visto é mais focada em reforço gramatical ou teoria – o que é necessário, mas a prática é insubstituível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por tudo isso, não basta falar e escrever a língua corretamente e ter conhecimento geral de sua gramática para desempenhar as atividades de revisor, a atividade exige muitos outros conhecimentos, até a chamada educação básica adequada terá sido importante para um revisor eficiente. Dessa forma, de acordo com hábitos culturais arraigados, se as atividades de revisão ainda são entendidas como atividades que servem apenas para “correção” das questões gramaticais, muitos que se apresentam como revisores deixam de lado a intenção e o estilo do autor, e muitos autores não aceitam que o revisor passe além da interferência resolutiva mecânica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, as atividades de revisão têm muitos aspectos técnicos e específicos do idioma que apenas profissionais treinados podem realizar. Ressaltamos também que, aliada à pesquisa de texto, comunicação e linguagem formal, a terminologia é área de extrema importância para a atividade de revisão de teses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A combinação de estudos de caso e análises qualitativas nos permite ter visão geral do trabalho desses revisores. Enfatizamos que não estamos tentando generalizar ou determinar como os revisores lidam com termos específicos em diferentes áreas de suas atividades de revisão. Entretanto, pretendemos dar o primeiro passo para questionar o modo pelo qual revisores de teses percebem a relevância da terminologia para seus trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Visão do revisor de teses&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em primeiro lugar, é importante destacar que os textos técnico-científicos aqui citados pelos revisores pertencem aos chamados textos científicos, especialmente os trabalhos de conclusão de curso, as dissertações de mestrado e as teses de doutorado. No entanto, sabemos que existem vários outros gêneros com características técnico-científicas, como artigos, comunicações, relatórios, por isso são considerados textos técnicos e científicos e, muitas vezes, muitas vezes temos nos referidos a todos esses subgêneros como teses, compreendendo que a maior diferença entre as diversas denominações é escalar: todos têm, mais ou menos, a mesma retórica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pensar em como os revisores percebem sua própria prática e como lidar com a terminologia dos diferentes campos em que realizam atividades de revisão é muito importante para reconhecer a visão dos profissionais que se dedicam à revisão da literatura técnico-científica. Como queríamos entender uma tendência, em vez de determinar categoricamente a relação entre o trabalho de revisão de teses e a terminologia, consideramos aqui que outros objetos textuais de pesquisa e análise também são muito importantes para a terminologia textual, mas fogem de nosso escopo. Em nossa perspectiva, o texto é o principal símbolo linguístico, portanto, os aspectos textuais da tese (por exemplo, coesão, discurso, terminologia, retórica) devem ter o mesmo status face todas as etapas editoriais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É fácil distinguir termos técnicos de palavras comuns, entretanto, embora geralmente seja clara a tecnicidade, no decorrer do texto, ocorre de o revisor descobrir que certo termo representa determinado conceito que não coincide com o senso comum. Ao entrar no campo profissional, determinada unidade de vocabulário pode se tornar termo técnico, com sentido próprio ou mais restrito, por exemplo, roubo no sentido comum tem sentido amplo, em direito ele se distingue de furto, essa é a forma de determinar o status de termo, usar palavras de língua corrente com valor especial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor de tese deve compreender os possíveis significados do termo, pois, dependendo do contexto em que ele for usado, o termo pode mudar de significado para construir o contexto. Em caso de dúvida, o revisor vai perguntar ao autor ou pesquisar em trabalhos relacionados. Em alguns casos, os termos técnicos não se limitam a áreas específicas. Por exemplo, o substantivo “cultivar”, do campo da agronomia, significa determinada subespécie planta, “uma cultivar de soja”. No entanto, o termo é usado com mais frequência como verbo. Porém, esse termo tem específico no contexto em análise, pois, mesmo no campo da agronomia, o termo cultivar também é utilizado no sentido de verbal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o revisor não consegue entender o significado do termo na tese, o mais simples é solicitar explicação ao autor como recurso para resolver o problema, as revisões atualmente são feitas com bastante interação autor-revisor, mais um ganho que a internet nos proporcionou. A solução simples e satisfatória é consultar o autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à preocupação com a grafia do termo e para ter certeza e segurança de sua forma escrita, o profissional consulta se o termo se repete ao longo do texto, bem como verifica em outros trabalhos a ocorrência de unidade terminológica. Tal preocupação mostra bem a atenção necessária às de questões que envolvem a variação ortográfica no uso de termos. Pare efeito de pesquisa da terminologia dos usos, recorremos aos &lt;i&gt;corpora &lt;/i&gt;linguísticos (plural de &lt;i&gt;corpus &lt;/i&gt;linguístico) o conjuntos de textos escritos e registros orais em uma determinada língua, ou de determinada área do conhecimento que nos serve de referência. Os estudos de &lt;i&gt;corpora &lt;/i&gt;apresentam têm muita serventia na revisão, podemos examinar neles vasto material que foi produzido espontaneamente na fala e na escrita, assim como nos possibilitam fazer observações precisas sobre o uso real dos termos, podendo verificá-lo em diferentes abonações. Os &lt;i&gt;corpora &lt;/i&gt;proporcionam informações altamente confiáveis sobre os fatos linguísticos. A linguística de &lt;i&gt;corpora &lt;/i&gt;é altamente relevante para os estudos terminológicos e para a revisiologia, constituindo base bem mais realista que a pretensão de criação de bancos terminológicos estanques, do advento da terminologia clássica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enfatizamos que os revisores precisam entender o significado dos termos para saber como tornar o texto coeso e coerente. Então, a atividade de revisão de teses depende da compreensão da terminologia pelos profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A repetição do termo na íntegra e o uso do termo na definição são aspectos que o revisor observa para determinar quando se trata de termo técnico ou palavra de uso comum. A atividade de revisão não é apenas verificar a exatidão do texto com base nos costumes culturais de determinada língua escrita. O trabalho do revisor é entender que a terminologia (como palavras) será diferente em denominações e planos conceituais. Na pesquisa terminológica, os aspectos da linguagem são reconhecidos pela terminologia social, teoria da comunicação terminológica, métodos textuais e teorias cognitivas sociais atualmente chamadas de terminologia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O uso adequado da terminologia em cada área do conhecimento é necessário para se complementar a adequada revisão de teses. Os termos são unidades semânticas que podem ter diferentes significados, dependendo do contexto em que são usados. Portanto, ao compreender como a prática da revisão resolve as dificuldades de uso de determinado vocabulário, o revisor não só precisa resolver os problemas de ordem gramatical, coerência e coesão, mas também lidar com o conhecimento específico da tese. Os revisores devem estar atentos aos dicionários profissionais ao fazer a revisão de teses, a pesquisa terminológica fornece referencial teórico e subsídios práticos para toda a revisão de textos acadêmicos e tecnológicos.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/202843250494053492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/202843250494053492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/03/terminologia-revisao-tese.html' title='Terminologia na revisão de teses'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-T6JKNsOYV0Y/YFXfFdyozpI/AAAAAAAAGhI/LKQWrK84M3ozb6iNfz1we2acXTZd_rQkwCLcBGAsYHQ/s72-w640-h338-c/terminologia-tese-corpus.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>R. do Lago, 717 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-080, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5615728 -46.7292738</georss:point><georss:box>-54.457903093695641 -81.8855238 7.3347574936956406 -11.573023800000001</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-981356719013310942</id><published>2021-03-18T09:23:00.004-03:00</published><updated>2021-04-07T09:47:44.737-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="keimelion"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Axiologia na revisão de teses</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Axiologia e dialogia na revisão acadêmica&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Pesquisa, escrita, revisão de tese&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/tipologia-revisao-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de trabalhos acadêmicos&lt;/a&gt; sempre foi objeto das pesquisas que fazemos, desde que nosso foco, como revisores e linguistas, se direcionou a esse gênero textual – ainda que sem prejuízo de outros, com os quais trabalhamos menos frequentemente. O estudo da revisão, como objeto de conhecimento da linguística, tem se ampliando ao longo de nossa práxis nesse mister, no específico segmento de mercado constituído pela produção escrita universitária; inclusive, o próprio texto acadêmico, tem sido, cada vez mais, objeto de estudos da linguística da revisão, o que pode ser parcialmente explicado pela proximidade que têm os investigadores com esse gênero. Sob a premissa do dialogismo na produção e revisão teses e dissertações, buscamos aqui refletir sobre a interação autor-texto-revisor que se realiza por meio do serviço de revisão linguística tomado em sentido bem amplo e em oposição à restrita revisão tipográfica de outrora. Fique claro que nossa concepção de dialogismo, além do que há de óbvio no termo, de domínio comum entre linguistas, compreende não só o questionamento recíproco, mas também e mais simplesmente, no diálogo, perceber-se as múltiplas personas do outro. O revisor é um dos múltiplos intercessores na polifonia que constitui o texto; se a atividade da revisão requer alteridade, o reconhecimento do outro se faz necessário e é de tal ponto que se parte para a adequada cooperação.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-bcLn0OhGaiE/YFNEXzx4J0I/AAAAAAAAGhA/Q7DcOVw5f9cMQC4dJEqaylAP6WAD0bAbgCLcBGAsYHQ/s520/axiologia-revis%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Não cabe ao revisor formular juízos sobre as teses.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;520&quot; height=&quot;344&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-bcLn0OhGaiE/YFNEXzx4J0I/AAAAAAAAGhA/Q7DcOVw5f9cMQC4dJEqaylAP6WAD0bAbgCLcBGAsYHQ/w640-h344/axiologia-revis%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; title=&quot;O revisor é um intercessor dentre muitos na tese.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O texto científico é produto de múltiplas influências, a revisão é mais uma delas.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Usamos nossa &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/06/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;experiência de mais de vinte anos&lt;/a&gt; trabalhando com teses, dissertações e artigos para entender um pouco a teoria e metodologia da revisão de texto, desenvolvendo e aplicando métodos alternativos, em relação à revisão tradicional, que ajudem a consolidar a pesquisa linguística sobre revisão, &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2015/01/revisar-textos-academicos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aprimoram a produção de textos científicos&lt;/a&gt; e buscam orientar novos revisores no processo, com foco no aprimoramento de suas habilidades profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desse modo, apresentamos alguns aspectos de nossa compreensão sobre as variáveis linguísticas e extralinguísticas que se seguem, em relação ao evento enunciativo constituído pela produção de textos acadêmicos que sobrevêm à de revisão que lhes compete.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Refletimos sobre a prática de revisão acadêmica para teses, dissertações e artigos científicos (doravante mencionaremos apenas tese, abrangendo os demais produtos da redação acadêmica) pautada em três eixos que concêntricos:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;o dialogismo e a análise do discurso universitário;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a concepção axiológica de escrita como processo e como trabalho;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;as pesquisas linguísticas sobre reescrita e revisão de textos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A compreensão de cada um desses eixos faculta estabelecer a relação teoria-método que configura as características principiológicas da revisão acadêmica pautada pelo dialogismo e focando principalmente nas ações que revisores e autores esperam uns dos outros; essas ações combinam nossa visão sob a prática revisional. Quando identificamos a existência de diversos aspectos remanescentes na tese advindos do contexto oral ou de outros gêneros textuais, aportando de forma equivocada, direta, ampla e difusa, o interesse em realizar revisões acadêmicas na perspectiva do diálogo parte daí e de nossa observação sobre métodos de revisão interativa de texto. Construímos conhecimento e adotarmos a postura axiológica que parece ser adequada em ralação aos textos e à autoria, o que é importante para preservar o direito do autor de escrever com sua própria voz, aplicando ao escrito a intenção própria, aperfeiçoando o produto no que ele estiver ineficaz, ao reduzir ou eliminar os “vícios” de oralidade no texto canônico. Se a prática de “comentar”, anotar e marcar os escritos alheios deve ser consciente e adstrita aos limites éticos impostos, a liberdade expressiva do escritor, já tolhida no texto dissertativo acadêmico pelo cânone e retórica inerentes, a vontade do autor e seu interesse presumível, constituem a norma soberana pela qual o autor intercede, o cânone da revisão considera outras normas, além da preconizada pelo autor, somente sob específica demanda que configura renúncia.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dialogia na revisão de teses&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao revisor acadêmico, cabe o papel de avaliar continuamente a coerência entre as práticas linguageiras do autor, seu estilo, e a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/11/os-segredos-de-revisao-linguistica.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;base retórica do gênero tese&lt;/a&gt;; o revisor deve se apropriar das etapas de produção textual e sua recursividade, como tal compreendida a propriedade das regras gramaticais que se reaplicam sucessivamente às estruturas resultantes de sua aplicação anterior, explicando assim o conceito teórico de sentença infinitamente longa, no plano da competência linguística; nesse sentido, cada segmento de texto tem estrutura fractal tendente ao infinito em quaisquer escalas; cabe ao linguista profissional avançar na interação com o autor ao longo da revisão. Na medida em que ele seja capaz de responsividade, cabe ao revisor atentar ao contexto de trabalho e a sua gênese, além de se colocar como colaborador que auxilia o autor em seu projeto de dizer, dando-lhe voz e autonomia, mas dar-lhe a voz que ele deseja, colocando seu discurso no lugar que ele pretende. Sem fazer-lhe eco. Para isso, o linguista emprega abordagens diversificadas de revisão, conforme as necessidades do objeto ou do autor específico, sempre a acompanhar o desenvolvimento de habilidades autorais, o que ocorre subsidiariamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do autor, espera-se a compreensão do processo de revisão e de sua recursividade, da dialogia que se pode estabelecer, ao ter reconhecido seu estilo de escrita e ao revisor desenvolver estratégias de revisão linguística que preservem a personalidade e a intenção autorais. Cabe ao revisor de teses preservar as marcas do cliente como criador e revisar seu discurso sem se posicionar de forma crítica além do que requer a mediação linguista. No desenvolvimento da revisão, é frequente que o autor se aproprie de novos conhecimentos linguísticos de modo a aplicá-los aos textos, à moda da proposta do revisor, em distintas situações enunciativas, sem tornar a cometer os mesmos desvios (quando for o caso); esse tipo de aprendizado é comum quando o cliente recorre continuamente ao revisor, submetendo-lhe diversos escritos de sua lavra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse sentido, tem sido nosso procedimento submeter continuamente o texto em revisão ao autor, fazemo-lo pelo menos uma vez ao dia: à conclusão de nossa jornada, no caso de clientes que se ocupem de outros afazeres no período, de modo a que ele possa considerar nossos apontamentos à noite e, assim, já na manhã seguinte, tenhamos seu direcionamento, podendo dar sequência ao serviço. No limite, considerando que o cliente tenha disponibilidade completa para o acompanhamento, podemos estabelecer uma relação dialógica em tempo real, cliente e revisor acessando concomitantemente o mesmo documento, a distância, cada um em seu espaço de trabalho. Nessa circunstância especial, existe a possibilidade de recíprocas consultas sincrônicas e, inclusive, pode-se abrir uma janela de áudio, ou mesmo de vídeo, para discussões – quando convier. Não se refere exatamente à revisão, mas também é possível que os intercessores estejam fazendo, simultaneamente, diferentes procedimentos: o autor pode reescrever um capítulo, o formatador cuida de imagens e o revisor trabalha em outra parte do texto, tudo concomitantemente no mesmo documento, o que otimiza a administração da variável tempo – normalmente tão exíguo em relação ao prazo para depósito das teses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale ressaltar a excelência da relação dialógica que se estabelece nessa interação sincrônica. Imagine-se a situação anterior, aquela em que o revisor anotava em hieróglifos à margem do manuscrito para que um datilógrafo, ou mesmo o autor, fizesse os lançamento no documento final… Nem há mais paralelo possível: aquele procedimento esteve no medievo da revisão.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Axiologia do enunciado escrito&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao identificarmos, a partir dos princípios da revisão dialógica, que a efetividade da revisão não está ligada somente à aferição e aplicação de um emaranhado normativo, mas a vários outros elementos da enunciação, amplamente reconhecida como ato comunicacional, também consideramos a necessidade de refletir sobre as axiologias que permeiam esse modo de interação específico. Os elementos axiológicos estão presentes em todo evento enunciativo, trazem indícios sobre o contexto e situam falante e ouvinte, autor e leitor, acerca daquilo que não está dito ou escrito, mas que implica diretamente na produção de sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O dialogismo, como princípio constitutivo da linguagem, toma a palavra, na revisão da tese, como reconhecimento do signo ideológico, sua preservação é inclusive necessária e, para o revisor, eclipsá-la ao revisar poderia até mesmo ser considerado contravenção ao interesse do autor. Sabemos que só há significação da palavra em seu uso, em determinado contexto; cada palavra da tese está em contexto, entretanto, axiologicamente, todas as palavras do discurso acadêmico também provêm de seu autor e refletem a visão de mundo dele, bem como espelham facetas de todos os intercessores que tangenciaram ou antecederam à escritura. O enunciado da tese é como um cenário de certo acontecimento, a chave para se acessar dada situação real específica de uso da língua, trata-se da elocução em que os atores e as circunstâncias da enunciação tornam possível chegar à completude do sentido, sendo que isso não pode ser subvertido no processo de revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse escopo, os revisores não discutem nem questionam os aspectos axiológicos, que, junto à palavra, constituem o enunciado. Contexto mútuo, o julgamento de valor está entre os principais conceitos axiológicos do escrito. Esse elemento da axiologia do enunciado é indissociável do próprio enunciado, visto que a natureza específica e sociológica da palavra é única e pode transformá-la, seja ela fato ou ficção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A trama intertextual revela as condições temporais, espaciais e sociais sobre as quais se desenvolve a enunciação. Para que o enunciado promova a interação necessária entre o falante e o outro, faz-se pertinente que a malha do intertexto seja igual ou similarmente desfiada entre o falante e o ouvinte, o que permite a manutenção do elo enunciativo e da alteridade de papéis. Falante e ouvinte, autor e leitor, compartilham o horizonte espaço-temporal da enunciação, do conhecimento da situação e, em tese, de sua avaliação, da formação de juízos que se espera dos intérpretes (leitores). Dessa maneira, o enunciado concreto une os participantes da situação comum como coparticipantes que conhecem, entendem, avaliam e partilham a situação de maneira congruente ou, pelo menos, convergente quanto aos significantes. É o conhecimento da situação comum que vai garantir aos interlocutores a interação discursiva em seus contextos verbais e supertextuais. Essa situação, por sua vez, tem um mínimo de acabamento, de conteúdo reconhecível, entre os sujeitos envolvidos, para que possa haver a compreensão no jogo da linguagem, caso contrário, não se estabelece a comunicação e, em consequência, não terá havido processo enunciativo eficaz.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tomemos também como enunciado as notas de revisão textual elaboradas pelo linguista no original. Um apontamento, questionamento ou comentário de revisão acadêmica toma como referência não só o documento produzido pelo autor. Para que o autor compreenda a anotação e para que haja a interação esperada, autor e revisor precisam de:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;horizonte espacial e temporal comum: tempo e disponibilidade para interagir, o texto escrito como suporte e referência da interação;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;conhecimento comum da situação de interação: o objeto da produção textual, a finalidade da produção, o gênero discursivo enfocado;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;avaliação comum da situação: o reconhecimento da revisão como necessária à prática de escrita, inerente ao processo como trabalho e às necessidades linguísticas no que tange à qualidade textual;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reconhecimento mútuo das competências das partes a cada questão levantada.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, a reescrita e a revisão da tese se fundem de forma adequada como elemento visível do processo editorial (revisão e formatação) e das circunstâncias nas quais ele ocorre. O conhecimento do tecido intertextual da produção e de revisão antecede e é pressuposto para a compreensão dos comentários e, consequente, interação indagativa ou propositiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de tese pautada na escrita como processo, e não como interferência no produto, sobretudo na perspectiva dialógica, além de promover a interação autor-revisor, prima pelo conhecimento de todas as etapas que envolvem o exercício de produção dissertativa, inclusive a revisão, assim como pelo reconhecimento recíproco do revisor e do autor como intercessores privilegiados, inteiramente capazes de interação dialógica no sentido de consideração das mútuas competências. É assim que se consolida o papel colaborativo do revisor e o papel do autor como consulente do linguista, dadas a aproximação dos horizontes supertextuais dos interlocutores e a abertura de vias de comunicação entre os sujeitos: aqui podemos considerar os orientadores, além de autor e revisor, quando se trata e teses e dissertações orientadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A situação intertextual não é somente componente externo da enunciação, nem atua sobre ela como de forma mecânica. A comunicação é complexa e a enunciação não verbal é parte integral necessária da composição semântica e da interpretação. Portanto, a enunciação na tese, situação particular da vida real que procura constituir sentido pleno, compõe-se da parte realizada textualmente e do conjunto de todo o subentendido, sobre esse último, o autor nem sempre tem consciência, mas cabe ao revisor ter dele a ciência necessária, inclusive para preservá-lo e até mesmo para dar dele conhecimento ao autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao tratar do subentendido, o revisor salienta que, o que houver de intertextual ou supratextual não é limitadamente elemento subjetivo ou de ordem psíquica, trata-se da unidade material do mundo e da visão que tem dele o autor, o que corrobora a afirmação de que o enunciado é palavra-chave para acessar os demais componentes que constituem, igualmente, relevantes elementos da enunciação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esse horizonte comum entre interlocutores, entre revisor e autor, apoia-se no contexto imediato da revisão e, no contexto mais amplo, expande-se à medida que ocorre o processo de interpretação pelos leitores-alvo. Em cada situação, a necessidade da revisão, de reescrita, de interpretação torna-se constante nas práticas de produção textual do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro aspecto integrante da enunciação é a entonação, eivada de vieses axiológicos que a escritura nem sempre expressa e o leitor não alcança. Prova da existência dessa carência ou insuficiência do registro gráfico o surgimento dos emoticons na linguagem da internet como suplemento aos textos. A entonação é determinada pela situação intertextual e é ponte para a expressão do juízo de valor, sendo também axiológica do ponto de vista reflexivo: o interlocutor formula juízos sobre os juízos que a entonação expressar. A entonação sempre se encontra no limite entre o textual e o intertextual, entre o dito e o não dito. Pela entonação, a palavra está diretamente relacionada à vida. Na interação dialógica, a dicção revela o grau de intimidade entre os falantes em relação ao contexto em pauta ou ainda, de modo mais amplo, no que se refere a sentimentos e juízos. Na revisão acadêmica dialógica dos escritos, a entonação deve ser percebida como parte do processo psicológico de compreensão do enunciado, o autor acompanha a revisão do vocabulário, sintaxe e as escolha pontuais do revisor, para que seu escrito se mantenha fiel a sua intensão, pelos controles de alteração que já são tão conhecidos; em outra época, isso só poderia ocorrer se os autores entendessem as marcas de revisão (aquela codificação com que se comunicavam os revisores e tipógrafos, totalmente obsoleta). Esse acompanhamento recíproco do processo de revisão determina a qualidade da interação e a disposição do autor ao reformular seu texto, pois resguarda a fidelidade autoral. A direção do acompanhamento é determinada pela intersecção entre o intertexto e o texto, de um “paratexto”   ou seja, comentários que constituem a interação concomitante entre o revisor e o autor, pautada pelo contexto de interpretação e pela escolha da linguagem do revisor ao redigir cada comentário: cabem explicações diretas, técnicas, mas sem tecnicismos linguísticos herméticos para o autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A entonação e a estrutura formal do enunciado dependem dessa relação complexa, o que não reduz o enunciado à suposta valoração compartilhada do meio social que a palavra enfrenta. Ela sempre se refere ao mundo externo e ao ambiente social circundante; no caso das teses, o meio acadêmico e a linguagem científica. Isso mostra que o conceito axiológico de julgamento de valor está também relacionado a outros elementos da axiologia: à ética, à cientificidade, à relevância, por exemplo. O ambiente intertextual, as vezes mesclado de áudio e vídeo, destaca o elemento da pronúncia, da dicção, e os revisores e leitores-ouvintes finais fazem julgamentos de valor sobre esse elemento. De modo geral, a avaliação dessa interação orienta o autor em direção à resposta positiva ao que o revisor vai propor. Para modificar o texto, os linguistas costumam usar a avaliação ao considerar, por exemplo, a formação do autor e as características do idioleto do grupo a que ele pertence e ajustar o comentário para alcançar a interação necessária. Ao elaborar comentário que dialogue com o autor, o linguista apresenta a valoração intertextualmente. Do mesmo modo, ao ler os comentários da revisão acadêmica, o autor coloca-se também como revisor e estabelece juízo de valor sobre a pertinência daquela mediação propositiva ou inquisitiva, determinando se vai aceitá-la por completo, parcialmente ou ignorá-la, se vai responder, ou aquiescer tacitamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a compreensão dos elementos axiológicos e sua pertinência ao desenvolvimento da revisão dialógica, tem sido possível identificar, em práticas de revisão textual, os elementos extralinguísticos próprios a esse contexto enunciativo que sobrevêm à qualidade da reescrita e ao desenvolvimento de habilidades pelo autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao analisar os trabalhos de revisão que fizemos, mesmo de maneira assistemática, não apenas compreendemos os princípios da revisão dialógica na prática, mas também percebemos que compreender os itens da lista de checagem não garante a revisão e reescrita adequadas. Isso porque, nos diversos métodos de revisão acadêmica concebidos para interagir com os autores, o hipertexto, mesmo que não seja visível na prática da escrita, tem impacto significativo nos resultados esperados do processo de revisão acadêmica. Os juízos de textos e intertextos são contínuos, recíprocos, formam-se dialogicamente e refletem-se no resultado da interação autor-revisor e verificam-se por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao tomar a revisão da tese, a reescrita e a interação autor-texto-revisor como eventos enunciativos do ambiente acadêmico, compreendemos que esses processos se refletem na efetividade dessas habilidades:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;conhecimento linguístico;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reconhecimento do gênero;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;subsunção ao tema sobre o qual o autor escreve;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;identificação o juízo de valor autoral;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;compreensão da escrita como processo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;visão do revisor como colaborador;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reconhecimento do autor como senhor de seus escritos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aceitação de si como revisor e como sujeito.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No encaminhamento do trabalho de revisão para teses, os linguistas promovem a pesquisa e discussão de conceitos que o escrito exara e avaliam o texto relacionado contextualmente, em função da norma, como objeto cognoscível e cognoscente. A mediação é realizada conquanto o documento revisado é submetido continuamente ao autor e ao passo que ele é reescrito para complementar sua compreensão a partir dos comentários e questões propostas ao autor. Ressaltamos a visão de interação estabelecida no processo de produção do texto escrito, não se trata apenas de o revisor completar o processo de revisão por interferências unilaterais no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A construção de argumentos linguísticos e comunicacionais ratifica o papel de colaborador que o linguista estabelece com o autor da tese ao ancorar-se no princípio dialógico da alteridade, da devolução da palavra ao sujeito, na solicitação de réplica discursiva. Com essa abordagem, todas as etapas do processo de produção textual, como o planejamento, o desenvolvimento do tema e do gênero, a revisão, são compartilhadas entre revisor e autor. Há uma simbiose entre o aspecto textual estrito e seus elementos supertextuais, os diferentes elementos da enunciação são concatenados, para que o sentido pretendido no enunciado seja compreendido e se estabeleça interação efetiva entre os sujeitos da comunicação, que os valores de ambos sejam expostos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A possibilidade de reformulação da tese, de cada parte dela, na verdade, e dos argumentos do autor, mostra a efetividade da diversidade de abordagens mobilizadas: o questionamento, o comentário, a discussão coletiva, a orientação sobre como revisar, a discussão coletiva sobre o tema, a troca de comentários com tom marcado de diálogo, de colaboração com o autor em seu trabalho de reescrita. O conjunto das propostas da revisão é pertinente à medida que, ao atender ao convite de diálogo pelo linguista, o autor motiva-se ao trabalho de atender à revisão e proceder à reescrita em função do gênero discursivo e do tema, porque a posição do autor, reconhecida pelo linguista, é o que marca a valoração dos papeis autor-revisor, revisor-autor na revisão dialógica. Esse exemplo ratifica também a relação da revisão acadêmica com o contexto mais amplo, pois, além de remeter aos conhecimentos prévios e ao juízo de valor do autor sobre o tema, elucida o ensino de produção textual pautado na escrita como processo e como trabalho contíguo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A reescrita da tese pelo autor mostra a eficácia dos vários métodos adotados: perguntas, comentários, discussões, pesquisa do vocabulário sobre o assunto e a construção de notas e comentários como elementos-chave claros da cooperação com o autor. De modo geral, a revisão é relevante, pois, em resposta ao convite ao diálogo do linguista, os autores são motivados a reescrever de acordo com o gênero e o tema do discurso, pois sua condição de autor é reconhecida pelo linguista. Isso marca a avaliação do papel do autor e do revisor em cooperação que considera ativas todas as personas da escritura. Também se confirma a relação entre o comentário do revisor acadêmico e o contexto mais amplo, pois, além de se remeter e recorrer ao conhecimento prévio do autor e a juízos de valor dele sobre o assunto, também esclarece a produção de texto a partir da escrita como processo.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Axiologia na revisão de tese&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise dos aspectos axiológicos e enunciativos dos escritos acadêmicos na revisão que lhes compete bem como sua relação com a efetividade da reescrita autoral e o desenvolvimento das necessárias habilidades linguísticas pelo revisor, podem ser sintetizados pelos quesitos:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;conhecimento linguístico e capacidade de interação;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;familiaridade com o gênero textual;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;domínio do campo semântico em pauta;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;consciência do componente ideológico;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;noção completa do processo de produção do texto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aceitação dos respectivos limites de competência;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;motivação para interagir;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;pertinência e adequação dos comentários de revisão.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conhecimento linguístico do revisor, de acordo com sua formação e a experiência acumulada no ofício, devem fazer parte do repertório do profissional. A construção da revisão de uma tese, principalmente com relação à nomenclatura gramatical e de outros fenômenos da língua, considera isso tão necessário quanto sempre foi e cabe adequar-se à terminologia linguística, inclusive com o objetivo da melhor interação dialógica. Ainda assim, é preciso que o linguista esteja atento às especificidades do autor, pois é possível que ele não tenha o conhecimento linguístico necessário àquela comunicação, o que demanda adequações nos comentários e nos questionamentos; é de se ter em vista que, naquele momento, o objetivo maior é a efetividade da interação com o autor. A qualidade da revisão associa-se também à capacidade e à disponibilidade do escritor, para implementar processos básicos de interação, e à necessidade de ele compreendê-la como trabalho que demanda implementação de estratégias comunicacionais linguísticas e extralinguísticas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Familiaridade com o gênero textual do objeto, pois a construção retórica do gênero tese é anterior à proposta de produção do escrito. Contudo, pode ser que o autor ainda não tenha internalizado as características da dissertação exigida – não é raro, o que prejudica a interação por meio da revisão. Isso fica muito evidente em textos argumentativos longos. Nesse sentido, é pertinente que, ao avaliar o contexto de trabalho, o linguista empregue os comentários de revisão para recuperar aspectos referentes ao gênero enfocado, ou mesmo indicar o retorno às orientações, aos comentários e às proposições, que podem direcionar o autor em seu caminho de reescrita ou subsidiar orientações dele à revisão. O conhecimento sobre o gênero tese e suas condições de produção são princípios da revisão dialógica dos textos científicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O domínio que o revisor tem no campo semântico correspondente ao tema sobre o qual o cliente escreve pode interferir na qualidade de sua intercessão, na qualificação de argumentos, sua sequenciação e, acima de tudo, na coerência. Pode ser que a revisão acadêmica tenha sido bem compreendida pelo autor, mas o pouco conhecimento do revisor sobre o conteúdo não promova a dialogia esperada: o outro não tem correspondência ao discurso problematizador. Esse encaminhamento, muitas vezes, ultrapassa o fator linguístico tramitando pelo fundo material do objeto da revisão e traz à tona a valoração presente no discurso escrito, tão relevante para a construção da argumentação e dos sentidos. Nesses casos, é pertinente o uso de diferentes abordagens de revisão que ultrapassem os comentários ao texto e as marcas de revisão; uma forma de encaminhamento pode ser a discussão em entrevista pessoal ou a distância, recurso hoje perfeitamente disponível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O juízo de valor, junto ao conhecimento que o autor tem sobre o tema, se estabelece em relação ao conteúdo – no máximo. As vivências, crenças ou conhecimentos que orientam suas escolhas discursivas, pois o autor não absorve o tema de sua dissertação de maneira passiva, e muito menos redige a tese impunemente, não podem ser, em nenhuma hipótese, matéria de considerações valorativas por parte do profissional das letras. Envolto pelo caráter dialógico da linguagem, sempre ele estabelecerá, sobre o tema, seu juízo de valor, ao transformar a palavra alheia em palavra sua e ao marcar a singularidade de seu escrito, eis o limite estabelecido de seu espaço social como sujeito-coautor, mas é mister absoluta transparência para o autor e sua estrita aquiescência. O juízo de valor também se reflete nos demais comentários de revisão. Ao compreender a solicitação da revisão, o autor decide quanto à pertinência de cada reformulação. Ao retomar o texto, o autor considera que nem todos os comentários de revisão precisam ser atendidos. Ignorar uma proposta da revisão pode significar, por exemplo, a compreensão do comentário, mas a escolha por não realizar aquela reformulação. Os indícios de juízo de valor na resposta do autor tendem a ser mais evidentes quando ele passa a se reconhecer, de fato, como sujeito-autor e seu discurso tende a corresponder mais a seu projeto de dizer. Na perspectiva de revisão dialógica, é nesse processo que o autor passa a conhecer seu próprio processo de produção escrita e a reconhecer o processo de escrita como seu, tomando consciência das estratégias e dos encaminhamentos que lhe são mais pertinentes, renunciando às alternativas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As etapas da produção textual devem ser igualmente compreendidas por revisor e autor, é fundamental a compreensão da escrita como processo não linear, mas de múltiplas superfícies que vão se sedimentando, agregando os contrapontos da harmonia polifônica do conhecimento e as intercessões as mais diversas, sempre e construção. Ao compreender o caráter provisório e recursivo da escrita, o autor se torna menos resistente aos comentários de revisão acadêmica e a seu próprio trabalho de reescrita. As marcas de revisão não são vistas mais como destaques de erros, mas como contribuições para a melhoria do texto em construção, o que motiva também a reflexão sobre o discurso produzido e o intuito de aprimorá-lo continuamente. Essa noção de continuidade também é necessária para que se dê cabo da messe: nenhum texto termina, no sentido de que sempre poderá haver algo a ser dito, ou algo a ser dito de modo diferente, mas as teses têm praza e ele é que dita a hora de parar de agregar ao documento algo mais e mais algo. O prazo determina a hora de dar por conclusa a dissertação e passar a vez ao revisor, considerando que ele também precisa de tempo e que a reescrita paralela também é trabalho, consome horas, mas não pode ser retrabalho – no sentido pernicioso de refazer o que foi desfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A compreensão do revisor como colaborador é condicionada à compreensão da escrita como processo. A mudança da figura do revisor corretor, avaliador, fiscal para o revisor colaborador modifica o modo pelo qual o autor se coloca diante da revisão de sua tese. Na figura do colaborador, o revisor estabelece diálogo com o autor por meio da revisão, a negociar sentidos, sem os tomar como imposições. O revisor precisa atentar a isso ao revisar o texto, a fim de que seu discurso seja colaborativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O reconhecimento de si como autor, por parte do escritor, necessariamente, é outro aspecto condicionado à compreensão de escrita como trabalho. O entendimento do processo de escrita e da colaboração do revisor por meio da revisão promovem a manifestação do sujeito-autor, já que a revisão dialoga, interage, sugere. Ao se reconhecer como autor, ele recorre mais ao próprio juízo de valor e busca o aprimoramento do discurso, para além dos desvios que lhe tenham sido impostos por intercessores. A revisão efetivamente dialógica envolve autor e revisor, na busca de se atingir a melhor versão do discurso, em função do interlocutor e das condições de produção. Na identificação do sujeito-revisor, é possível que o autor não tenha, anteriormente, passado pela experiência de ter seu texto revisado, apenas corrigido e, eventualmente, avaliado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, mesmo que o autor esteja aberto à revisão dialógica, encontra dificuldade em atender os comentários de revisão de modo efetivo se não tiver a consciência autoral bem estabelecida. Isso se deve ao fato de a revisão dialógica devolver a palavra ao autor, que deve também reescrever seu texto, não se trata de correções prontas a serem incorporadas, porém, de apontamentos, comentários, questionamentos que, para serem compreendidos, demandam o retorno ao texto e a reflexão pelo autor a recolocar-se em seu discurso. A revisão dialógica prima, concomitantemente, pelo reconhecimento e devolução da palavra ao sujeito-autor, bem como pelo exercício de reescrita por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à motivação para a qualidade do projeto de dizer, na perspectiva dialógica, revisa-se para corrigir desvios normativos e, mais ainda, para aprimorar o discurso do autor. O incentivo à melhoria de cada excerto que não apresenta desvios costuma apresentar-se em forma de comentário, os erros recebem revisão resolutiva e basta. A motivação é resultado da compreensão do processo de escrita e do reconhecimento, pelo autor, da capacidade do revisor. A revisão favorece a reflexão e a ousadia pelo sujeito-autor na construção de seu discurso. É possível que, nesse intuito, alguma reformulação não seja produtiva, o que não é visto como negativo, pois o processo de revisão leva tempo, a reescrita também. Essa motivação é fundamental para a constituição ou consolidação do estilo de escrita do autor, como marca do valor e da entonação implícitos no discurso, bem como para o desenvolvimento de suas habilidades de dissertação e de reescrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em se tratando da tese, faz-se necessária a adequação dos comentários ao contexto universitário. Além da explanação por comentário ao texto, a revisão acadêmica considera elementos pertinentes específicos àquela produção. Uma revisão ancorada no gênero discursivo produzido é mais informativa, pois aponta desvios e leva também à apropriação do gênero pelo autor. Além disso, o objetivo da revisão altera-se de acordo com o gênero, a enfocar o desenvolvimento de diferentes habilidades a cada produção, todavia, o objetivo da revisão do gênero tese se fixa na meta conhecida do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nossa prática, sustentamo-nos nos princípios da revisão dialógica e nos conceitos axiológicos do dialogismo para apontar os vários elementos da enunciação, cuja pertinência é identificada ao se compreender sua relação com a efetividade da interação autor-texto-revisor e com o desenvolvimento de habilidades de escrita pelo autor, com vistas a sua autonomia autoral no processo de produção e reescrita textual. Vale ressaltar que a autonomia autoral não é independência em relação à revisão, cada um tem seus limites claros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como último ponto, neste tópico, vamos apontar que na relação autor-texto-revisor o texto, ainda que elemento mediano na sequência, não é passivo como pode parecer: assim que escrito, o texto adquire vida própria, liberta-se do autor e oprime o revisor, produz efeitos em ambos, antes de se libertar dos dois e ir produzir sua influência em seu público-alvo. Não obstante, ficamos apenas com essa colocação, isso poderá vir a ser matéria para digressões em outro espaço textual.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Atitudes axiológicas e dialógicas do revisor de tese&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabe agora fazer uma iteração sintética dos elementos que postulamos, de maneira mais ou menos difusa, nos tópicos precedentes. Nessa direção, apresentamos uma breve relação de algumas atitudes em relação à tese, em relação ao autor e outras em relação a si mesmo que entendemos caberem ao revisor. Nenhuma lista nesse sentido é completa, há mesmo mais necessidade de sistematização dessas ideias, mas acreditamos que elas já tenham algum valor, quando menos, como instigação. Para tanto, entendemos que ao revisor cabe o que se segue.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em primeiro lugar, cumpre conhecer a concepção de língua, de escrita e o gênero textual do original do autor e gerar um produto (texto revisado) fundamentado em tais conhecimentos, considerando as condições da produção, entendendo a escrita dissertativa como processo de etapas e fases, percebendo a redação e a revisão como práticas discursivas, dialógicas e os juízos de valor do autor como invioláveis em seus escritos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em seguida, é dever do linguista profissional conhecer todos os aspectos que envolvem a recursividade e a dinamicidade processo de produção da tese e explicitá-los na interação dialógica autor-revisor, sempre que possível; demonstrar que a recursividade inerente ao trabalho de escrever demanda estratégias de ação comunicacional que requerem mensagens compreensíveis, explicitando os critérios de revisão aplicados ao documento acadêmico e, subsidiariamente, desenvolvendo habilidades linguísticas e extralinguísticas que possibilitem a avaliação do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, o revisor deve ser capaz de promover, avaliar e avançar na interação, conforme revisa dialogicamente, identificando o próprio processo de interação como indissociável dos contextos imediato e do mais amplo espectro da elaboração de uma tese, identificando o modo mais eficiente de trabalho com os autores, em cada uma das etapas da produção escrita, desde o planejamento até a versão definitiva.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O profissional também deve se identificar como colaborador, intercessor, no projeto comunicativo do autor em relação ao público-alvo do texto, abstendo-se de avaliar mérito na tese. Desenvolver a revisão como interlocutor virtual, colaborador no objetivo do escritor de alcançar a compreensão do interlocutor real. O linguista deve se reconhecer como sujeito-autor subsidiário, promovendo alteridade, mediando; negociando sentidos, evidenciando o caráter responsivo da interação dialógica, preservando a voz ao autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cabe ao revisor orientar o cliente a colocar-se como autor e senhor de seus escritos, colocando-se, como revisor, na pele do leitor intermediário do texto,. Cabe ao linguista revisar também o próprio discurso comunicativo, ao proceder a revisão da tese e comentar criticamente, evitando tornar os comentários sobre o texto juízos de mérito sobre a matéria do escrito, cumprindo estritamente a missão de identificar reformulações realmente pertinentes ao objetivo comunicativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não caba somente buscar erros nas teses, mas alternativas, dando a ver ao autor formas de aprimorar o texto, voltando-se à qualidade comunicacional; o revisor vai valorizar todas as versões e etapas da revisão do documento em vez da quantidade de revisões (interferências) feitas, ainda que o autor não tenha adquirido autonomia no processo de produção, melhorando a qualidade discursiva da escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor deve utilizar abordagens diversificadas de revisão na tese, compreendendo a revisão profissional como atividade complexa: resolutiva, classificatória, indicativa, propositiva, restritiva, normativa… Cabe-lhe revisar o texto universitário refletindo sobre cada apontamento, questionamento, comentário, sobre a melhor forma de revisá-lo, de acordo como o objetivo do cliente, atentando e adequando ao gênero discursivo com as singularidade do contexto de produção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É papel do revisor preservar o discurso alterno, autoral, ao proceder a revisão linguística da tese, tanto quanto a interação com o cliente e do autor com seu texto, bem como processar os conhecimentos adquiridos e construídos, para torná-los acessíveis e levar o autor a conhecer as diversas formas de expressão aplicáveis, inclusive as variâncias que dão dinâmica à leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor também pode acompanhar o desenvolvimento das habilidades de escrita do autor, compreendendo o papel da revisão profissional da tese dentro dos restritos limites didáticos que ela admite, não tornar a abordagem dialógica discurso de autoridade ou conflito de egos sobre campos de conhecimento estanques, evitando cometer desvios de sentimento de “posse” em relação ao produto, mas incrementando a autonomia discursiva do autor em sua prática de escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao promover e motivar a contínua reescrita da tese pelo autor, aplicar os conhecimentos linguísticos fazendo, quando necessário, orientação às práticas de produção textual do autor, até mesmo sanando-lhe possíveis dúvidas ao produzir textos ou em outras situações comunicativas, extratextuais (a defesa da tese, por exemplo), revelando apropriação autoral pelo trabalho escrito, acompanhado de orientação acadêmica e linguística.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/981356719013310942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/981356719013310942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/03/revisao-tese-axiologia.html' title='Axiologia na revisão de teses'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-bcLn0OhGaiE/YFNEXzx4J0I/AAAAAAAAGhA/Q7DcOVw5f9cMQC4dJEqaylAP6WAD0bAbgCLcBGAsYHQ/s72-w640-h344-c/axiologia-revis%25C3%25A3o-tese.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Largo São Francisco, 95 - Centro - Sé, São Paulo - SP, 01005-010, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.549848 -46.6368084</georss:point><georss:box>-51.86008183617885 -81.7930584 4.7603858361788447 -11.4805584</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-477303951888941503</id><published>2021-03-13T10:58:00.002-03:00</published><updated>2021-04-07T10:05:36.679-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Visões da revisão de textos acadêmicos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Visão da revisão de teses e dissertações&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão tradicional, em desuso&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existem muitos mitos sobre o ato e &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/12/processo-revisao-qualidade-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;os processos de revisar textos&lt;/a&gt;, algumas visões equivocadas sobre a prática e concepções arcaicas que permanecem enraizadas nas percepções que os autores têm sobre a atividade do linguista. Por exemplo, em muitos casos, os revisores ainda são considerados como tendo (ou devendo simplesmente ter) compreensão profunda dos padrões e normas e aplicarem esse conhecimento indiscriminadamente a pessoas e escritos de qualquer gênero ou em qualquer situação de comunicação ou igualmente a todos os escritos que se lhes apresentem. Tratar revisores como verificadores de linguagem é uma atitude reduzida por parte do público (escritores e leitores) e linguisticamente impensada (por parte de profissionais das letras ou de estudantes. A prática arcaizante de seguir essas linhas de pensamento, para não as modificar, pode ser um dos motivos pelos quais ela ainda está disseminada em nossa sociedade, agora civilizada e informatizada, como linguagem cultural do grafite histórico. A cultura literária, textual, livresca, é entendida nessa visão ultrapassada como uma espécie de erudição sacralizada, quase sempre baseada na forma escrita, mas também na fala e nas estruturas canônicas da retórica e da persuasão.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-pJijZp8mdiM/YEzCwBYYD3I/AAAAAAAAGgo/cwdTBfQ4OOUbG4LKzebhpuUKrfowoVreQCLcBGAsYHQ/s510/vis%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Três visões sobre a revisão de teses e dissertações&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;270&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;338&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-pJijZp8mdiM/YEzCwBYYD3I/AAAAAAAAGgo/cwdTBfQ4OOUbG4LKzebhpuUKrfowoVreQCLcBGAsYHQ/w640-h338/vis%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; title=&quot;Muitas visões sobre a revisão não são alcançadas pelos autores de teses e dissertações.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Seria muito útil para quem escreve sua tese ter algumas noções sobre o processo de revisão delas.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a gramática tradicional (normativa e sedimentária) surgiu para sistematizar a fala de alguma elite, reforçando-lhe e estabilizando-lhe a hegemonia, uma estranha reversão ela causou: antes que a linguagem falada se tornasse norma por meio da escrita, ela passou a impor suas regras sobre como devemos falar e, decorrente e paradoxalmente, agir e ser. No momento, ainda somos gramática normativa, como pessoas e como sociedade; as palavras sempre são sugestivas: a norma não é apenas o que a sociedade impõe à língua, mas torna-se o que a língua impõe à sociedade – tal reflexibilidade parece fazer parte do status do revisor, em visão perversa, mas constitui seu carma, se a visão for apenas pessimista. Vamos nos lembrar de que nossa vida social é toda regida por textos aos quais as determinações dos gramáticos se impuseram. Não vamos aqui discutir a abolição das normas-padrão e do sentido cultural dos escritos, até porque eles desempenham múltiplos papéis complexamente relacionados em diferentes ambientes sociais – por exemplo: o presidente da república deveria adotar normas-padrão no enunciado, deveria pautar suas falas segundo a retórica sacramentada por certas elites, entretanto, pelo menos dois deles, bem recentes e de polos opostos, violam ou abandonam o gênero prescrito para suas manifestações públicas formais ou informais e, ao fazê-lo, alcançam segmentos populacionais de seu interesse eleitoral; não importa se o fazem conscientemente ou por ignorância, impulso, índole, a eficácia é a mesma. Portanto, o padrão de prestígio é multilíngue, socialmente segmentado, tem significado social e político variável e, se a escrita castiça goza de alto prestígio para alguns, sendo importante em meios bem específicos – a opção por ela ou pela fala decorrente de suas normas e gêneros não têm a mesma aceitação em todos os casos!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao se analisar o papel dos revisores, teremos que focar em o que é a revisão de texto e como proceder nela. Ultrapassando a densa nata do senso comum que atribui ao revisor o papel de fiscal da norma gramatical, percebemos que o próprio termo “revisão” tem muitos significados – em nossas publicações nos desdobramos em coletar definições e conceitos para o termo, até mesmo propusemos várias, não vamos voltar a isso agora. Se o revisor é volitivamente responsável por aperfeiçoar o texto alheio sem lhe afetar o conteúdo, ao comparar a revisão com o texto original, a primeira constatação é a de que a pretensão não se alcança. A contrassenso, pretender aperfeiçoar o documento sem afetar o conteúdo dele é inexequível; portanto, o revisor deveria estar limitado a erros tipográficos – eis a falsa segurança em que muitos linguista se ancoram e o porto seguro buscado por autores para quem os textos são a procela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A modificação do original feita durante a escrita é referida como “reescrita” (atividade eminentemente autoral), mesmo que consista simplesmente em detectar uma letra ou vírgula que faltou, podemos dizer que a escrita e a reescrita fazem parte do “artesanato” do texto; a revisão propriamente é feita na etapa “industrial”, ela é processada após a redação do documento e antes da impressão final. O revisor segue as palavras da obra em todas suas estruturas: frases, parágrafos, capítulos, ele está atento à redação: o gênero, o discurso e a retórica, tanto ou mais quanto aos erros do autor, cabe-lhe evitar elementos alienígenas (dados soltos, informações desconexas, estrangeirismos, anacolutos) que possam se infiltrar no escrito e observa qualquer conteúdo que possa prejudicar a boa reputação da casa (a editora) ou do autor. Revisão é também atividade relacionada à organização, padronização e adequação do original. Esses pontos são chamados de preparação no ambiente editorial, como desdobramento da revisão. No que toca aos textos acadêmicos, a imposição de padronização extratextual é mais conhecida como formatação (aplicar &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/estilos-de-citacoes.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;os formatos – ABNT, APA, Vancouver&lt;/a&gt; – preconizados para as teses, dissertações, artigos). Já demonstramos a amplitude da revisão, aqui só indicamos mais uns pontos em que ela se distancia do patrulhamento linguístico pressuposto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada etapa de revisão está relacionada a um tipo específico de evidência (linguística, social ou comunicacional). Em princípio, para eliminar completamente os problemas, seria necessário coletar o máximo de evidências possível, todavia, a rotina da revisão é basicamente a seguinte: a) confrontar o original com a evidência regulatória: norma, gênero, retórica, discurso – conforme mencionado acima, por dois revisores (idealmente); esse trabalho seria feito no início; concluído o primeiro exame (revisão primária), seria razoável comparar o serviço à obra original, pois, nessa fase primária, já é feita inserção e amputação de elementos do original; b) confrontar o texto revisado com a mensagem pretendida – depois de comparar o original às evidências, um terceiro revisor vai fazer nova “passagem pelo texto”, checando todas as interferências e usar o original apenas para verificação da manutenção do sentido pretendido pelo autor; aqui já estamos apresentando uma proposta de revisão cara, demorada e não condizente em custos e prazos de muitos projetos; sim, seria um processo de revisão ideal, mas é bem pouco real; nesse sentido, infelizmente, ainda estamos mais perto do revisor solitário, o antigo fiscal da língua, que agora se desdobra em múltiplas tarefas – e que será cobrado por suas falhas, como se o exercício da revisão absolvesse a pessoas, por sua erudição, da condição humana; c) revisar as provas recém-impressas (boneca ou boneco – sem conflitos de gênero), pois a diagramação e a programação visual podem inserir problemas, erros, e desvios de leitura intersemiótica no supertexto; formalmente, essa etapa é múltipla no ambiente editorial (ou deveria ser), pois os defeitos insistem em se imiscuir a cada transformação do documento, aproveitando-se da permeabilidade que a atividade coletiva cria; em outros tipos de revisão, a de textos científicos, por exemplo, as impressões nem mesmo alcançam o revisor, até por razões orçamentárias, ficando claro que os limites financeiros nenhuma visão moderna da revisão ultrapassa.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão moderna, o discurso&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor deve ter visão crítica do tipo de texto a ser trabalhado, não apenas considerar os aspectos linguístico-normativos da escrita e monitorá-los, também lhe cabe apreender todos os recursos semióticos (não verbais) que são responsáveis por construir efeitos de sentido no discurso, em contexto, e assegurar seu emprego coerente e afinado com a retórica autoral. O fio condutor dessa visão é a análise do discurso, trata-se da proposição interdisciplinar que se desenvolve pela triangulação de três conceitos: discurso, gênero e retórica, sendo a ideologia o elemento que perpassa essa trilogia.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O discurso surge primeiro como parte da ação, ele antecede a fala e o texto, ela precede e sucede à reflexão. De acordo com o discurso, podemos distinguir diferentes tipos de elocução como formas de interação discursiva. Em segundo lugar, o discurso aparece nas representações que sempre fazem parte da interação social, agora já como sucedâneo da reflexão – as representações do mundo material, as representações de práticas e as representações reflexivas de práticas linguísticas relevantes. O conceito de discurso é usado pelos linguistas, e pelos revisores – em particular, de três maneiras. Primeiro, como substantivo abstrato, tem significado linguístico ou semiótico; trata-se da língua em ação, tal como é realizada pelo falante, inclusive como sinônimo de “fala” ou figurando em igualdade de sentido na dicotomia língua-discurso (ou língua-fala, na oposição saussuriana), ou como segmento contínuo de fala maior que a sentença, no âmbito da análise do discurso. Em segundo lugar, o discurso surge como elemento da vida social, mais especificamente, como narrativa, tem o sentido de forma específica de representar parte do mundo (real ou imaginada) e como raciocínio que se realiza por meio de movimento sequencial que vai de uma formulação conceitual a outra, segundo encadeamento lógico e ordenado, aqui o sentido é filosófico e se opõe à intuição. Terceiro, a combinação de elocução e expressão corporal e imagética que constitui o modo específico de ser, a identidade social ou pessoal específica; trata-se também da série de enunciados significativos que expressam formalmente a maneira de pensar e de agir ou as circunstâncias identificadas com certo assunto, meio ou grupo. Os conceitos de discurso e gênero são amplamente usados em várias disciplinas e em teorias que não nos afetam em nossa espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A abordagem de gênero é usada em estudos culturais, estudos de mídia, fotografia, cinema, teatro, dança, ela é instrumento analítico para o estudo do discurso. Estamos sempre usando a expressão “gênero” em seu sentido textual, no qual, diferentemente do âmbito de gênero literário, ele se refere às diferentes linguagens empregadas nos textos, que podem ser mais formais ou menos, e até se mesclarem (como subgênero, ou mais “promiscuamente”) no mesmo documento; porém, o documento será descrito e categorizado pelo gênero prevalecente ou por aquele definido pelo emprego (finalidade) que terá; assim, as falas de pessoas entrevistadas para uma tese serão transcritas em segmentos que representem como possível a elocução original, todavia, não constituem subgênero acadêmico, contudo, o resumo ou os agradecimentos que aparecem nas dissertações universitárias são caracteristicamente subgêneros (ou gêneros derivados) e são, inclusive objeto de estudo separado por linguistas. Esses conceitos, discurso e gênero, existem em diferentes disciplinas e teorias, podendo serem usados como pontes entre si, pois o diálogo entre eles abre caminho para o desenvolvimento de outros entendimentos sociolinguísticos e, portanto, podem ser aplicados como o foco do diálogo entre autores, revisores, editores ou como instrumento metarreflexivo, inclusive em artigos científicos de linguistas. Já o conceito de retórica, no sentido que apontamos, é advindo do clássico &lt;i&gt;trivium&lt;/i&gt;, em que ele conjugava com a gramática e a lógica – dois elementos que consideramos, em nossa estrutura, parcialmente amalgamados ao terceiro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro ponto teórico importante para explicar a relação do triângulo do discurso é que a fala aparece nele como parte da prática social – modo de comportamento, de representação, de existência; a escrita é outra prática social, decorrente da fala e influente sobre ela, entretanto, distinta dela. Há correspondência ideal entre discurso e ação, gênero e representação, identidade e estilo, retórica e elocução – e assim por diante. Gênero, discurso e retórica correspondem a comportamentos, representações e métodos de reconhecimento duradouros e relativamente estáveis, estabelecem os registros, as memórias, apresentam as proposições e as imposições, os três explicam, suplicam e implicam. O gênero não pode ser visto apenas como comportamento socialmente imposto ou evento pessoal em situação específica. Ele é importante para a manutenção da estrutura institucional da sociedade, a qualquer tempo, concomitantemente, decorrente dela assim como concorrente em sua transformação. Ademais, o gênero, e aqui se inclui sua eventual desconstrução e reconstrução, é importante para a ereção do status do indivíduo e de sua manutenção, mas pode dar causa a sua derrocada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O gênero do texto não deve ser analisado isoladamente dos componentes não verbais do discurso – são aspectos imbrincados. É necessário considerar como identificar apropriadamente elementos verbais e não verbais ao estabelecer o significado, para se inferir a retórica do discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise e a revisão de texto não podem consistir simplesmente em descrever o produto isoladamente ou interferir nele impunemente. O escrito deve ser analisado a partir de dois patamares: um é tentar compreender todos os aspectos dele como elementos da prática discursiva, especialmente como traços do processo de produção textual e continente das pistas do processo de interpretação; o outro patamar tenta apreender o sentido que é construído na interpretação da produção, na revisão e na interpretação do produto. Aspectos e explicações estão embutidos na prática social mais ampla e são interdependentes. O foco da interpretação é o papel do discurso, do gênero e da retórica, ele está na construção, duplicação (reprodução, espelhamento), passando pelo desafio e pela reorganização do sistema de conhecimento e crenças inerentes à representação social e textual da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise do discurso orientada para o texto nos mostra dois campos analíticos: conjunções e argumentação. Transmissibilidade e temas. Comunicabilidade e substância. Em primeiro lugar, os tipos de textos diferem na forma de relações estabelecidas entre suas orações e nas formas de coesão sustentadas por essas relações, constatando-se que essas diferenças podem ter significado cultural ou ideológico. Ao analisar esses dois tópicos, a coesão lida com a conexão (conjunção) de ideias em sentenças e a ligação (conjunções) entre sentenças e parágrafos e, assim, sucessivamente. Isso se dá por meio de semantemas do domínio comum, invocação e repetição de palavras, emprego de sinônimos, apelo a citações e substituições catafóricas ou anafóricas (pronomes, artigos definidos, palavras demonstrativas, reticências) e conectivos cujas significâncias sejam eficazes por serem partilhadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por meio da análise da coesão textual, podemos conhecer o argumento utilizado, bem como o modelo racional e retórico que ele assume. Por sua vez, pode-se perceber a identidade social construída no texto e o espírito expresso pelo sujeito – o autor ou ele mesmo, travestido de personagem. A análise de coesão enfoca a relação funcional entre as orações, ela pode ser usada para estudar os esquemas retóricos ou as arquiteturas (roteiros) em vários textos distintos. O processamento de transitividade é codificado em sentenças e entre os participantes envolvidos. Os dois principais processos são relacionais, nos quais os verbos marcam a relação entre os participantes (ser, possuir, tornar-se) e o processo de ação – o agente atua em direção ao objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estuda-se a transitividade no processo de apassivação da linguagem (o agente pode não estar presente) e da nominalização (verbo, agente ou objeto omitido). É muito comum, em teses ou dissertações, por exemplo, o uso de construções passivas (por opção do autor, ou por imposição de orientador) no sentido de se tentar transmitir a ideia de impessoalidade, distanciamento, isonomia e cientificidade; no entanto, o que se consegue, em boa parte dos intentos, é mascarar a ideologia subjacente – como se fosse possível. Como se a persona do autor pudesse desaparecer &lt;i&gt;ex ante&lt;/i&gt; a obra. A finalidade dessa análise de transitividade, para o revisor, é verificar se ação, causalidade e atribuição de responsabilidade estão claramente especificadas no texto, o que é também indício de que a escolha do tipo de processo revisional pode ter significado político e ideológico. A persona do revisor não desaparece &lt;i&gt;ex post&lt;/i&gt; escrito e revisado. Em relação ao tema, os revisores verificam os elementos da linguagem que aparecem no início (tema) e no final da frase, pois sua interpretação em uma ou outra posição está relacionada à ideologia – priorização e ênfase são altamente significantes. Portanto, o tópico é o ponto de partida do autor do texto na frase e, geralmente, corresponde ao que pode ser considerado fático ou fictício (não se requer que o tópico seja verdadeiro, pois os textos ficcionais também requerem tópicas, parte do enunciado identificado gramaticalmente ou por elementos contextuais, sobre a qual se faz a declaração).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ambiguidade no texto literário pode servir como recurso estilístico, mas, em outros casos, existe a obsessão pela linguagem precisa; claro que tal fixação não passa de veleidade: a pretensão se dissolva na fluidez das palavras e na evanescência das ideias. Por sua vez, a publicidade usa a ambiguidade geralmente como recurso (literário) eficaz para causar impacto, inclusive histriônico. Do ponto de vista do discurso, a ambiguidade é problema semântico, ou virtude, mas pode ser vista como questão ideológica. A imprecisão, ambiguidade, anfibologia é fenômeno relacionado à multiplicidade de sentidos dos enunciados. Esse fenômeno ocorre desde que a frase tenha múltiplos significados, por isso, é fácil explicá-la ou entendê-la de diferentes maneiras, pode-se inclusive desejar todos os significados extraíveis da construção, o que é muito da poesia. Além de tudo, a ambiguidade pode ser lexical. Quando a estrutura da frase não revela a ideia correspondente em sua superfície, pode ser de natureza sintática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do ponto de vista do discurso, quando a ambiguidade não está no sentido das palavras nem na construção das frases, mas no sentido implícito, pode-se dizer que é ambiguidade retórica. Segundo a inferência do intérprete, a mesma frase pode ter sentido diverso, dependendo de sua posição, de sua compreensão do mundo, de seus interesses e intenções. A ambiguidade do discurso é parte integrante de todo fato de comunicação, pois não há atos discursivos implícitos sem um ou mais interlocutores que serão sujeitos personalíssimos em suas interpretações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Continuemos a explorar outro fenômeno do discurso, a coerência, que se define como o uso sistemático dos mesmos critérios para casos similares. A consistência, com que muitas vezes a coerência se confunde – para o bem, ou para o mal – é essencial para a unidade e organicidade das obras coletivas e de referência, bem como para as obras individuais longas que pretendam organicidade (do conto à dissertação, do romance à tese). A continuidade que muitos chamam de coerência ou coesão está mais próxima do que chamamos de uniformidade: manter os padrões do gênero revisado constantes e constatáveis. Portanto, é necessário distinguir coerência no sentido que o autor entende a partir da perspectiva do discurso implícito e em função do leitor – eis o papel do revisor moderno.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse método e abordagem revisional, a coerência está relacionada à estratégia de processamento de texto, que é consistente com o conceito de linguagem como atividade interindividual produzida em contexto social e dirigida ao público-alvo. Do ponto de vista da geração e da compreensão, o processamento de texto também deve ser considerado continente de características sociolinguísticas e sociocognitivas inerentes à atividade linguageira dos intercessores. Nesse mesmo método de revisão, destaca-se que o texto é considerado um conjunto de pistas, representadas por elementos da linguagem em várias sequências, selecionadas e dispostas de acordo com a virtualidade que cada língua proporciona ao falante ou ao escritor durante o processo da elocução, a fim não apenas de proporcionar a geração de sentido comunicacional, mas para sustentar a própria interação como prática sociocultural.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas atividades de produção de textos, os intercessores mobilizam diversos sistemas de conhecimento com representamem da memória, bem como um conjunto de cognição social e estratégias de processamento de texto. Conhecimento enciclopédico ou conhecimento de mundo é o conjunto de dados armazenado na memória de todos, seja ele conhecimento declarativo (proposições sobre fatos mundiais) ou conhecimento situacional (modelos cognitivos e conhecimentos adquiridos, determinados pela sociedade, pela cultura e pela experiência). Com base nesse modelo, por exemplo, as hipóteses de uma tese são propostas a partir do título – ou deveriam ser. Há expectativa de que o campo do vocabulário seja explorado no texto, mas hipercondensado na chamada original (título e subtítulos – inclusive dos segmentos do documento, capítulos e tópicos), produzindo inferências e abrindo lacunas ou incompletudes que se possam preencher na superfície do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conhecimento de interação é o conhecimento sobre atos de fala, sobre a forma de interação por meio da linguagem. Contém conhecimento do tipo não verbal, comunicativo, implicando metacomunicação e superestrutura. É o conhecimento não verbal que nos permite reconhecer o propósito que o falante ou escritor deseja alcançar em determinada interação. É o conhecimento sobre o tipo de alvo (ou tipo de ato comunicacional), que geralmente se expressa por meio de enunciados característicos, embora esses alvos sejam muitas vezes executados de forma indireta, o que exige do revisor e interlocutor o domínio dos conhecimentos necessários para a interpretação do código.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conhecimento da superestrutura ou modelo de texto global permite que o texto seja reconhecido como exemplar de um gênero específico; também envolve conhecimento sobre categorias macro ou unidades globais que distinguem vários subgêneros, sua ordem ou sequência e objetivos; cada proposição tem conexão entre os pressupostos e a estrutura global do escrito. Esse conhecimento também inclui práticas específicas do ambiente social e cultural dos sujeitos, bem como o domínio de estratégias de interação, como proteção facial (&lt;i&gt;poker face&lt;/i&gt;), representação ativa de si mesmo, polidez, negociação e reconhecimento prévio de insuficiências ou mal-entendidos na comunicação. Isso é obtido por meio de estratégias de processamento retórico conhecidas como prolepses.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência está diretamente relacionada ao uso do texto (finalidade, público-alvo) e tem o atributo de interpretação. Escrito coerente é aquele cujos componentes (frases, parágrafos…) estão relacionados a significado, a despeito de ter muitas significâncias. Deve-se acrescentar que o texto é coerente com a pessoa que nele vê o significado, ela pode inferir a relação desses significados mesmo sem elementos claros de coesão. Quando a explicação é aceita, as condições da proposição são acolhidas, o que é fator importante no trabalho de pensamento textual e no discurso intersubjetivo. Mas, ao contrário, pode haver conflitos com o que foi postulado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os textos são utilizados em diferentes ambientes sociais e variam de acordo com sua natureza, origem, finalidade e miscigenação: receitas de bolo não podem ser consideradas textos científicos, mas teses e dissertações podem incluir receitas culinárias. O consumo da carta de amor pode ser individual ou ela tornar-se documento público compartilhado em crônica ou na dissertação de literatura ou psicanálise. Alguns textos são transcritos, lidos e eternizados, outros são esquecidos imediatamente: existe permanência ou provisoriedade em textos. Alguns escritos mudam primeiro de natureza e depois se transformam em outros textos: a receita médica pode se transformar em dados estatísticos, cartas de amor podem provocar a guerra, tratados celebram paz, algumas escrituras têm poder transformador de atitudes, crenças ou práticas pessoais, algumas se torna sagradas – mesmo sem terem tido revisores, ou por terem tido incontáveis intercessores (copistas, revisores, tradutores) ao longo dos séculos, de São Gerônimo a Lutero.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perspectivas da revisão de teses&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A pesquisa sobre &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2010/07/o-discurso-academico-cientifico.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o gênero acadêmico&lt;/a&gt; há muito se dissocia daquela do campo da literatura ficcional, orientada a partir da perspectiva da arte literária. Teses são vistas como textos pragmáticos, pouco criativos e perfeitamente aderidos a modelos canônicos. Nesse campo, das teses e dissertações, os estudos sempre se concentraram na análise das diferenças entre as gerações e na segregação da vida social, ou na constatação da aderência das estruturas aos modelos preconizados. Entretanto, esse gênero não é considerado forma de discurso que se diferencie no campo da ideologia, mas considera-se que ele mantém o terreno comum na natureza da linguagem. Da mesma forma, embora no campo da retórica científica as pessoas prestem mais atenção à natureza verbal dos gêneros, como a atitude do autor em relação ao leitor e sua influência na estrutura do discurso, as pesquisas nessas áreas ainda abrangem o comum do cânone, na análise crítica do discurso, ou a variância na linguística computacional. No contexto da linguística estrutural, essa natureza comum das teses não é afetada porque a pesquisa se limita aos gêneros do cotidiano nas universidades, ou ao subgêneros do trabalho longo. Ao contrário desse tipo de visão reducionista dos escritos científicos, outros métodos foram desenvolvidos, incluindo semiótica, retórica e análise do discurso. Resumir a teoria da análise do gênero tese implica quase simplesmente determinar os aspectos comuns e contabilizá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, o interesse pela teoria do gênero acadêmico e suas aplicações não está mais limitado a um grupo específico de pesquisadores em um campo ou departamento específico. A questão das teses e dissertações como produto desenvolveu-se e assumiu relevância mais ampla do que se imaginava e levantou várias questões, discutindo categorizações, críticas literárias, retóricas, sociológicas, análises cognitivas, e invocando especialistas em tradução – inclusive automática, linguistas da computação e especialistas em análise da fala, especialistas em revisão e tradução de artigos, dissertações e teses – o que configurou não só um campo do conhecimento mas um mercado de serviços altamente especializado, portanto, objeto de interesse como campo de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A natureza da revisão para textos universitários é multidisciplinar. A teoria de gênero leva a análise do discurso à descrição e à interpretação da linguagem, geralmente tentando responder à seguinte pergunta: por que os membros daquela comunidade discursiva específica usam a linguagem a sua maneira? A resposta considera não apenas fatores sociais e culturais, mas também cognitivos, portanto, não apenas tenta esclarecer a finalidade comunicativa do grupo discursivo em questão, mas também tenta esclarecer as estratégias cognitivas e retóricas adotadas por seus membros para atingir esses objetivos. O aspecto estratégico e finalístico da estrutura do gênero tese, sua interpretação e uso, pode ser um dos fatores mais importantes que contribuem para seu estudo no campo da pesquisa do discurso, da comunicação e da revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De tal modo, o gênero acadêmico deve ser analisado para mostrar as semelhanças de suas várias manifestações, para identificar algumas questões importantes já levantadas ou que ainda permanecem omissas na literatura recente e para discutir o impacto dessas questões no desenvolvimento posterior de uma teoria para a revisão de textos no universo da produção de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise de gênero é o estudo do comportamento da linguagem em contexto acadêmico ou profissional. Independentemente de ser tipo retórico de ação metacognitiva no contexto das teses, de haver regularidade nos processos sociais de tais construções orientadas por objetivos, ou da consistência no propósito da comunicação, não importa como se olhe para a questão, a teoria do gênero acadêmico tem fundamento comum considerável, embora as orientações sejam diversificadíssimas. O gênero que inclui as teses e dissertações possui as seguintes características: a) enfatiza o conhecimento tradicional e dá completude a cada subgênero; b) propões universalidade na descrição do tipo; c) embora pareça um tanto contraditório ao primeiro ponto, existe a busca de inovação, a própria noção de tese implica novidade, de algum modo. A ideia seria a permanência na forma e a inovação no conteúdo – a própria rigidez retórica visando privilegiar o objeto material, o conhecimento; paradoxalmente, alguns autores atentam ao primeiro aspecto, que lhes causa espécie, em prejuízo do segundo – com que teriam mais afinidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em relação ao conhecimento convencional, o gênero acadêmico define-se basicamente em termos de uso da linguagem no contexto da comunicação científica, que desperta o propósito comunicativo específico de grupos sociais e disciplinares especializados (a comunidade universitária, pelo menos como um dos polos), e se estabelece pela forma estrutural relativamente estável e, em certa medida, eivada de restrições ao uso de recursos lexicais e gramaticais. Em síntese, na literatura sobre gênero científico, há pelo menos três aspectos convencionais inter-relacionados que se destacam, essenciais para a discussão: a) o propósito comum da comunicação; b) a regularidade da estrutura e da organização; c) a pretensão de objetividade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O propósito comum de comunicação está entrelaçado no contexto retórico, relevante para o grupo de sujeitos vinculados. Avançando para a forma da linguagem, é possível determinar as leis típicas que geralmente delineiam as formas estruturais e organizacionais da estrutura geral, na verdade, a tese é o arquétipo disso. Portanto, para alguns fins de aplicação, especialmente o ensino de produção acadêmica, o conceito de contexto retórico poderia mais geral, sendo responsável por subsidiar estrutura necessária onde o objetivo da comunicação pode ser localizado, e o objetivo da comunicação é iminentemente considerado como um propósito. Gramática, lógica e retórica como forma de discurso e de produção escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conceito de propósito comunicativo parece ser o mais importante na teoria dos gêneros quando aplicada à produção ou à revisão de teses e dissertações. Por um lado, ele é usado para inserir o produto no contexto retórico específico e, por outro, é usado para determinar a escolha específica da estrutura e da forma léxico-gramatical. A teoria de gênero toma o propósito comunicativo relacionado à situação retórica específica como padrão de privilégio, combinando as vantagens da visão mais geral do uso da linguagem, por um lado, e sua realização muito específica, por outro.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não importa qual método seja adotado, o denominador comum é sempre a institucionalização e os aspectos admissíveis da estrutura do gênero (inclusive se sobrepondo aos aspectos estéticos e de criatividade, de inovação e de disponibilidade). Os gêneros textuais na universidade não foram criados da noite para o dia. Eles se desenvolverão ao longo séculos e são reconhecidos por se tornem totalmente padronizados. Nessa perspectiva, a teoria de gênero atribui grande importância aos aspectos institucionais, formais, canônicos da construção, revisão e interpretação de escritos acadêmicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos aspectos mais importantes da teoria de gênero é sua versatilidade, que funciona em vários níveis. Ela é um modelo teórico usado para descrever em sentido estrito a relação entre: a) texto e contexto; b) o uso da língua pelas pessoas e o que o torna possível, especialmente no contexto de cultura específica de assunto, de grupo ou de interesses; c) língua e cultura em sentido amplo de arte. Pode-se ver a versatilidade das descrições de linguagem com base em gêneros em diferentes tipos de escrituras científicas. Destacando-se, o próprio conceito de propósito comunicativo é muito geral, embora devesse ser aplicado com mais propriedade e frequência no âmbito dos textos científicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por um lado, o conceito de gênero pode ser identificado em espectro amplo da produção literária e, por outro lado, pode ser restrito a um foco muito específico. Pode haver um propósito único ou um grupo de propósitos de comunicação muito detalhados em cada formulação de gênero. De acordo com a generalidade e o grau de detalhamento do propósito de comunicação designado, as pessoas podem alcançar as condições para identificar mensagens específicas e usar convenções gerais. O propósito da alternância é ponto polêmico na teoria de gênero. Por exemplo, o propósito da comunicação científica pode ser fator importante na identificação de gênero, mas não é o único, porque o conceito de propósito é disperso e até mesmo o gênero tese pode ter múltiplos propósitos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra questão sobre esse tema é que estamos nos referindo ao gênero do discurso científico e ao gênero do texto acadêmico em particular. A escolha não é apenas terminologia, mas também importantes implicações teóricas e metodológicas. Ambas as linhas estão enraizadas em diferentes releituras do legado de Bakhtin.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A pesquisa e a revisão que usam a teoria dos gêneros textuais tendem a recorrer ao plano descritivo equivalente à estrutura ou forma – o plano se aplica a conceitos herdados da linguística textual (tipos, protótipos, sequências típicas) e os compõe Por outro lado, o gênero textual tende a limitar o aspecto da importância da linguagem, ao determinar os parâmetros do ambiente de pronúncia – não para esgotar a descrição da linguagem do texto, mas apenas para enfatizar a marca da linguagem causada pelo significado relevante e pelo assunto do discurso.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perspectiva discursiva da revisão de teses&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A discussão dessa visão recomeça com a questão dos conceitos de gênero. A proposta é, em primeiro lugar, rejeitar a suposição formalista de que gênero é o conjunto de dispositivos específicos e constantes com formas dominantes definidas por sequências de texto: gênero não é o cânone. Definido dessa forma simplista que buscamos afastar, o gênero é entendido mecanicamente como dispositivo. Ao analisar o desenvolvimento conceitual do gênero, acreditamos que se trate de enunciado típico, não de sequência regular de texto. Em outras palavras, gênero é a representação socializada de enunciados com características comuns específicas (regularidades), geralmente construídas historicamente nas atividades humanas, em interação relativamente estável e reconhecível pelo público-alvo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os vários campos da atividade humana estão sempre relacionados ao uso da linguagem, porém, os métodos de uso são tão diversos quanto os próprios campos da atividade humana, e são realizados na forma de declarações orais e escritas, as quais são específicas e únicas, derivadas do desenvolvimento da linguagem de cada grupo. Desse modo, é impossível compreender o enunciado sem considerar a situação e os sujeitos, pois o discurso, como fenômeno de interação social, é determinado pelas relações que o originaram. Existe ligação efetiva entre o enunciado e a situação social, ou a fusão da situação dela com o enunciado, ela mesma faz parte de si e é essencial para a compreensão do próprio significado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa afirmação reflete as condições e finalidades específicas de cada campo cognitivo, não apenas por seu conteúdo (tema) e por seu estilo de linguagem: a escolha com base nos recursos da linguagem (vocabulário, frase e recursos gramaticais) e, talvez o mais importante, na estrutura composicional. Em relação ao campo social, o reflexo das condições de produção pode ser observado nos tipos de julgamentos, dentre elas, observam-se as regras específicas diretamente relacionadas ao campo normativo da vida social. A geração e a revisão do texto acadêmico seguem muita ritualização, portanto, o gênero tese apresenta estrutura esquemática mais rígida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à estabilidade da composição do gênero acadêmico, qualquer discurso ou evento discursivo considerado isoladamente é individual, mas cada campo de uso da linguagem explica seu tipo de discurso relativamente estável, o que chamamos de gênero do discurso. Visto que a diversidade virtual das atividades humanas é infinita, cada campo dessa atividade inclui vários repertórios que se adaptam e se expandem com o desenvolvimento do próprio campo social. Historicamente, os gêneros foram formados e estabilizados a partir de novas situações de interação oral ou outras novas situações de elementos simbólicos na vida social que se estabilizariam nesses campos. Assim o é com o gênero tese: nascido no medievo, mantém em nossos dias as peias do &lt;i&gt;trivium&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É preciso compreender a relação entre gênero e história. Cada gênero é constituído dialeticamente e desempenha certo papel normativo na comunicação verbal (a norma é a coerção social). O mesmo tipo ocorre de maneiras diferentes em diferentes períodos históricos. Por exemplo, um ingresso de cinema e um e-mail pessoal têm a mesma função social: a interação entre pessoas. Mas, considerando a diferença de suporte (“telas” de papel e telas de computador), o gênero evoluiu historicamente, as funções desempenhadas por um gênero passaram a ser desempenhadas por outro gênero. O gênero tese mantém sua função ao longo dos séculos, em qualquer suporte: é muito estável (ou estagnado!). As teses são as mesmas, impressas e encadernadas ou em um arquivo de Word ou Adobe (PDF). Entretanto, a revisão de textos desse gênero evoluiu, se ampliou, tem a dinâmica de nossos tempos.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perspectiva retórica da revisão de teses&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na pesquisa retórica, o gênero é definido por alguns autores estando relacionado a discursos, públicos, modos de pensar e estratégias ou formas de situações. O estudo do gênero tese é valioso porque contribui para criar uma taxonomia e enfatizar os aspectos históricos da retórica que permanecem, a despeito dos século desde que desse gênero está estabelecido. A definição efetiva de gênero tese, atualmente, não deve ser centrada na essência ou forma do registro, mas deve estar centrada na ação para atingir seu propósito. Portanto, acreditamos que é importante examinar o gênero acadêmico e as condições recorrentes de sua produção e de sua revisão, bem como a representação de tal gênero, como atos retóricos típicos. Desse modo, um modelo hierárquico de comunicação, como a tese, pode ajudar a esclarecer a natureza e a estrutura desse ato retórico e propor um princípio de seleção de semelhanças que pode nos dizer muito sobre a classificação, sobre o que se espera do produto, adotando a revisão como um recurso finalístico eficaz. Se essa proposição ajuda a compreender os princípios de funcionamento do discurso e colabora nele finalisticamente, ela é eficaz retoricamente – ela reflete amplamente a experiência da pessoa que cria, que revisa e que interpreta o discurso. As convenções são princípios de classificação úteis, assim para a maneira pela qual os leitores e ouvintes devem compreender a fala que usam e a que os usa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse método retórico de revisão, o gênero se torna elo entre a intenção e o efeito, o que é um aspecto do comportamento social. O gênero é parte da explicação retórica, do caminho do percurso social do texto: o estado de motivação (ideologia) do autor, autoafirmação e reiteração, purificação ou sua subversão. Falar de racionalidade é aplicar princípios pragmáticos de classificação em ação. Retórica é racionalidade, revisão é aplicar racionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na retórica textual, a palavra gênero se limita a um tipo específico de classificação do discurso, a classificação baseada na prática, portanto, é mais aberta que o cânone e organizada em torno do comportamento situacional, mais pragmático que sintático ou semântico. Mais finalista que ritualista. A classificação de gênero acadêmico é metodológica: tenta explicar o conhecimento criado pela prática. Para tratá-lo como gênero potencial, o discurso comum não torna trivial a pesquisa sobre esse gênero, mas leva as palavras e situações a sério. Revisão de teses leva as palavras e situações a sério.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há três questões centrais para a compreensão a revisão do gênero tese em relação à retórica:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;é necessário (re)estabelecer a relação entre retórica textual e seu contexto de situação, é fulcral a compreensão do gênero tese como ação retórica;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;cabe compreender a maneira pela qual o gênero tese funde elementos situacionais a elementos formais e substantivos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;é preciso localizar o gênero acadêmico na escala hierárquica de operação intelectual que reúne um conjunto de elocuções semelhantes quanto ao uso linguístico.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma perspectiva, a noção de gênero é forma e recurso para coordenar melhor nosso comportamento de escrita e de revisão, pois é reconhecer-se a forma típica de comportamento comunicacional. De acordo com esse recurso cognitivo, cada vez que escrevemos ou revisamos, criamos um enunciado para a nova situação, o que pressupõe a interação que devemos imaginar ou constatar. Como revisamos no reino do discurso cognoscível e reconhecível, mobilizamos algumas ferramentas conhecidas ao implementar nossas atividades revisionais, permitindo-nos perceber possibilidades, expressar intenções e tornar nossas intervenções úteis aos leitores. Portanto, a teoria e a pesquisa de gênero nos ajudam a identificar o espaço social que medeia a comunicação científica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise de gênero deve se concentrar na forma e no discurso. Sugerimos que os revisores realizem microanálises da linguagem e do discurso como forma de examinar suas áreas de atuação, acreditamos que possam, assim, construir a consciência retórica do gênero em pauta.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo de diferentes campos de pesquisa, como literatura ficcional, literatura acadêmica, retórica e linguística, quatro perspectivas teóricas sobre gêneros textuais são consideradas para nortear os conceitos de gênero aplicáveis à revisão. Em suma, na literatura ficcional, o gênero terá valor social e cultural no atendimento às necessidades recreativas e emocionais dos grupos a que se destine. Nesse caso, é importante que os revisores entendam como a comunidade entende o gênero, para atender à demanda do texto. Do ponto de vista da literatura acadêmica, o princípio da estabilidade do gênero está relacionado a identificar como o autor mantém as convenções, cabendo ao revisor, em perspectiva maquiavélica, não só o papel de fiscal da gramática, mas da instituição e do setor hegemônico que a controla. Na retórica, o interesse do revisor se situa na classificação dos diferentes tipos de discurso, tomando como exemplos as categorias de expressão, persuasão, literatura e referência. Do ponto de vista linguístico, a tendência é conduzir a microanálise das sentenças, não a macrossíntese do gênero ou da retórica. Essa é a razão pela qual pouca atenção tem sido dada aos gêneros no campo da revisão, exceto para os linguistas que se opõem a vincular o termo “linguística” a estudos literários. Esse tipo de resistência também foi encontrado em muitos casos de profissionais de revisão.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Perspectiva semiótica da revisão de teses&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A perspectiva semiótica dessa revisão que propomos se vê como amalgamada à teoria do gênero textual que não mais se limita ao estudo de seus recursos verbais e não ignora o estudo dos diferentes sistemas de símbolos usados na construção do significado. Em primeiro lugar, o quadro de referência que propomos vai contra teorias relacionadas a fragmentação do conhecimento. Nossa ênfase teórica enfatiza o conceito de hibridização e a forma pela qual o conceito de gênero apresenta elementos que vêm de múltiplos contextos discursivos e de várias categorias textuais. Fator igualmente importante para nós é ser, na perspectiva de nossa proposta, impossível revisar mesmo o texto do gênero tese sem se considerarem os elementos não verbais – estejam eles presentes ou subjacentes ao escrito. Isso nos põe a refletir sobre a validade das atividades de revisão que ignoram os aspectos multimodais do gênero, que desconhecem as hibridizações das teorias analíticas e que professam qualquer alinhamento linguístico com visão monista.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nossa visão é diferente da semiótica tradicional, que abstrai o ambiente social em que o sistema é usado, enquanto ignora o estudo da relação complexa entre o sistema semiótico e a prática social. O gênero acadêmico implica texto que codifique as características e a estrutura dos eventos científicos com a finalidade de estabelecer o discurso dos participantes desses eventos. Portanto, o tipo de texto acadêmico (oral ou escrito), por expressar vários graus de ritualização, por expressar os aspectos convencionais dos costumes universitários, constituído pela relação de ritos próprios.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo isso envolve o quadro de referências que lida com gênero como teoria da prática social, por isso, é inevitável abordar as questões relacionadas às condições de produção e aceitação do gênero textual em tela; questões relacionadas ao suporte de gênero e à circulação; o problema central desse tipo de revisão está relacionado aos diferentes sistemas de significados que interagem com o texto verbal na composição do gênero acadêmico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A análise do discurso é baseada na dialética que afirma que os enunciados são integrantes da prática social. O discurso combina várias formas de semiótica – linguagem escrita e falada, comunicação não verbal (expressões faciais, movimentos corporais), imagens registradas (filmes, fotos) da prática social combinada a imagens obtidas de outros processos criativos (gráficos, esquemas, tabelas). Apesar da importância do conceito de gênero, o estudo do gênero tese não tem sido tratado de forma sistemática, como se observa em trabalhos de pesquisadores que adotam explicitamente a tradição da análise de gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A influência da análise do discurso nos estudos de gênero está se expandindo tanto doméstica quanto internacionalmente. No entanto, sua principal preocupação não é estudar especificamente os tipos de texto em função deles mesmos, mas estudar o papel geral da linguagem na geração, manutenção e mudança das relações de poder. Portanto, a importância dos conceitos de texto e discurso para a pesquisa de gênero. Texto é entidade física, produto da linguagem de um ou mais indivíduos, discurso é o conjunto de princípios, valores e significados por trás do texto. Todo discurso está investido de ideologia, forma específica de conceber a realidade – e de procurar transformá-la ou preservar-lhe determinados aspectos. Outro conceito discutido é o discurso como prática social. Na análise crítica, o discurso é considerado forma de prática social, realizada, no todo ou em parte, por meio de textos específicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisão do discurso acadêmico, entendido como conceito e objeto de prática social, entendida como intercessão qualificada, possui três sentidos, que se resumem a seguir:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;mediar segundo o princípio pelo qual os indivíduos agem pela linguagem;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;interferir com base no princípio de que há sempre relação bidirecional entre o discurso e as estruturas sociais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;interceder considerando os recursos cognitivos dos indivíduos que produzem, editoram, avaliam, distribuem e interpretam textos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para ampliar o conceito do primeiro item, tanto a fala quanto o gênero estabelecem a posição do sujeito, ou localizam de alguma forma a posição dos atores sociais. No âmbito dos eventos sociais dos quais os participantes participam, e na perspectiva do valor mais amplo da organização, o local do tema é onde os participantes sociais podem dizer o papel que podem desempenhar para representar o local do evento social. Quanto ao poder constituinte do discurso, a razão pela qual ele tem tal função é que o indivíduo estabelece ou cria a realidade social por meio da capacidade discursiva. Com isso em mente, observa-se que o discurso goza dos privilégios de três aspectos da criatividade na seguinte composição: a) formas de conhecimento; b) relações sociais; c) identidades.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao discutir essa abordagem, apresentamos os traços e as pistas das convenções sociais sobre documentos acadêmicos. Portanto, surge uma pergunta: por que a relação entre linguagem e estrutura social é frequentemente opaca, e a agenda natural, quase invisível e oculta, é ignorada? A resposta pode estar na chamada domesticação da realidade criada pelo discurso. Considerando que o conceito de naturalização está associado ao conceito de opacidade, recomendamos descobrirem-se os significados não óbvios ou as agendas ocultas. Trata-se de tentar identificar no texto traços e pistas que reflitam os discursos da estrutura social, que são benéficos para certos grupos de indivíduos ao invés de outros. A maior parte desse tipo de análise estuda métodos institucionalizados para manter o poder (hegemonia) de grupos dominantes no contexto contemporâneo, visualizando ou avaliando estratégias mundiais (ideológicas). É frequente a revisão ser subserviente a tais propósitos; fica a pergunta: isso é parte de nossa missão?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O gênero não pode ser visto apenas como comportamento ou evento pessoal em situação específica. Ele é importante para a manutenção da estrutura institucional da sociedade contemporânea, a relação estrutural entre Estado, empresas, universidades e mídia. Portanto, segundo ele, as pessoas podem considerar tais instituições como parte da governança das instituições sociais, o que tem significado muito amplo para qualquer atividade dentro da sociedade, visando regular ou gerir outras redes de prática social, inclusive as editoriais e, em nosso caso, a revisão como práxis e mediação.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/477303951888941503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/477303951888941503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/03/revisao-textos-academicos.html' title='Visões da revisão de textos acadêmicos'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-pJijZp8mdiM/YEzCwBYYD3I/AAAAAAAAGgo/cwdTBfQ4OOUbG4LKzebhpuUKrfowoVreQCLcBGAsYHQ/s72-w640-h338-c/vis%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-tese.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>354 - R. 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Não importa como você a chama; &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-orientacao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;chame sempre um revisor profissional&lt;/a&gt;.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo que a maioria dos autores deseja é se assegurar de que seu texto esteja formalmente correto e seja claro, compreensível, agradável, coerente – tendo como pressuposto que o conteúdo seja questão superada. Mas assim que os &quot;erros de português&quot; sejam eliminados das frases e palavras, quase todo escritor iniciante se dá por satisfeito. Da mesma forma, autores maduros julgam frequentemente que seu texto seja bom e dispensam a revisão.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-dJS46UUnL9Q/YCVNHjqQpVI/AAAAAAAAGeI/-H6UlOksB44hV-oib1bPYah_FEvJEEi6ACLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-profissional-textos.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O melhor revisor de texto trabalha em interação com o autor.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;275&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;346&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-dJS46UUnL9Q/YCVNHjqQpVI/AAAAAAAAGeI/-H6UlOksB44hV-oib1bPYah_FEvJEEi6ACLcBGAsYHQ/w640-h346/revis%25C3%25A3o-profissional-textos.jpg&quot; title=&quot;Produzir texto sempre é seguido de revisar texto.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Encontrar um revisor de textos para um trabalho importante não pode ficar para a última hora.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A gramática não pode ser deixada de lado – ou pode já estar totalmente aplicada, mas é preciso considerar vários outros aspectos que contribuem para a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/05/o-revisor-profissional-e-o-autor.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;qualidade de um texto&lt;/a&gt;, como objetividade, emprego de expressões adequadas ou riqueza de vocabulário, coerência em diversos níveis, coesão... Sem falar em aspetos contextuais, mídias, público-alvo. São tantos os fatores a serem considerados que quase se pode dizer que a escolha de cada palavra e a escolha do lugar de cada uma delas têm que ser pensados. Mas se o autor for pensar em tudo isso, ele não escreve! Não escreve mesmo: a linguagem requer fluência, dinâmica, continuidade, assim como o pensamento – um encadeamento natural que, se for rompido, costuma travar o processo comunicacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse contexto de virtual paradoxo, surge a figura do revisor: é ele que vai cuidar de repensar as palavras e o lugar delas. Claro o autor já pensou no assunto e não pretende mudar muito, claro que, inevitavelmente, ele terá relido o que escreveu e modificado, modificado, modificado até que todas as alternativas já o confundam, ou que já não esteja mais percebendo os problemas comunicacionais do texto – pois ele conhece seu trabalho tão bem que o entende perfeitamente!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar o próprio texto é quimera. O autor faz releituras, reescreve. Não se pode pensar em revisão de textos sem a considerar como serviço profissional, um trabalho cheio de técnicas e repleto de muito conhecimento e constante acréscimo de erudição. Qualquer pessoa pode reler, melhorar, corrigir um texto com problemas – mas a questão se complica quando o texto já está bem escrito: somente o profissional experiente encontrará os problemas sutis e o aperfeiçoamento fino que aquele texto requer e merece.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um bom texto não dispensa a melhor revisão, ele a reclama e a merece - assim como o melhor autor faz jus ao serviço de um excelente revisor. Claro que todo autor, por menos experiente que seja, também merece serviço de revisão de primeira, mas a excelência do texto será resultado do trabalho proveniente do autor, cabe a ele a criação – o revisor dá o lustro, o acabamento.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-de-textos-linguistica.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Aspectos semânticos da revisão de textos&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O significado do texto como todo só pode ser estabelecido por meio de relações de natureza semântica a serem criadas a partir de elementos que coexistam no próprio texto, vale dizer que a rede lexical do texto forma seu universo semântico e relações de significado entre itens que só podem ser identificadas como tal a partir desse universo. Os desvios dessa rede de significâncias constituem, eventualmente, impropriedade semântica interna. Da mesma forma, existem desvios semânticos externos, aqueles decorrentes da atribuição equivocada de sentido a determinados elementos léxicos.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Está vendo com o assunto da revisão do texto é sério e requer conhecimentos que não são do domínio geral das pessoas? Por questões como essa é que se faz necessária a revisão profissional, feita por quem entende desses assuntos! E digo mais:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Destaco que muitas impropriedades semânticas são encontradas na maioria dos autores, portanto, o fragmento do texto em que as incorreções se situam e a intervenção efetuada (palavra, frase, parágrafo ou texto) precisam ser indicados ao autor. Esse destaque se faz necessário, sobremaneira, pois é um tipo de intervenção que versa sobre o conteúdo, sobre matéria textual subjetiva, contrariamente ao que ocorre quando a intervenção é de natureza ortográfica ou sintática, pontos mais passivos das alterações da revisão.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vou apontar como ocorrem, no processo de revisão, as intervenções que versam sobre os aspectos semânticos do texto.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das principais possibilidades da revisão moderna é o controle de alterações nos editores de texto. Estou considerando o mais comum da atualidade, o Word, e apontando como os revisores revisam de forma mista, isso é, no texto aparecem correções ortográficas, lexicais, sintáticas, porém, a predominância da intervenção é com relação às ideias, aos conteúdos do texto. Aponto ainda um aspecto que deve ser abordado com atenção quando se fala em produção textual: a concepção de que a revisão é processo interativo e necessário que permeia o trabalho do autor em sua prática efetiva de produtor de texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe considerável preocupação com os aspectos que se voltam, não apenas para a forma de “informar” ao autor, mas para o próprio “dizer”, isto é, para os conteúdos do texto, aqueles que são mais afetados pelas questões semânticas diretamente. As marcas de revisão modernas aparecem em forma de pequenos balões e sublinhados que facilitam a compreensão dos elementos modificados do texto. Isso faz que as os revisores valorizem todas as etapas da escrita do texto sem prejuízo de se omitir para resguardar fidelidade autoral, já que cada intervenção é visível para o autor e pode ser revertida – em um processo ideal de revisão, com ampla interatividade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas categorias propostas para a revisão de textos, os balões e outras marcas configuram um tipo de correção textual-interativa, onde ambos, revisor e autor refletem. Entra em cena a linguagem em análise, a linguagem do próprio texto e a linguagem simbólica do hipertexto que fala sobre o texto. É a linguagem da intervenção, que narra o processo interventivo iniciado pelo revisor, refletido no texto e reflexivo na autoria.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No geral, em recorte semântico, as ideias são, primeiramente, consideradas e valorizadas como organizadoras dos aspectos semânticos e sequenciais do texto. Os demais aspectos, tais como os estruturais, os gramaticais e ortográficos, são observados e, por vezes, até corrigidos, porém as ideias ocupam lugar central na tarefa de revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hoje se pode contratar pessoas que trabalham a distância para uma quantidade significativa de atividades, como redação e revisão de textos, design gráfico, programação de computadores, lançamentos contábeis e até telemarketing ou telessuporte.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Procure um revisor profissional, conheça o trabalho de e reserve espeço naquela concorrida agenda para a revisão de seu precioso trabalho!&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão dos elementos remissivos no texto científico&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para alcançar a máxima comunicabilidade do texto como todo coerente, é necessário que, além das relações coesivas, sejam trabalhadas também as relações de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/05/revisao-coerencia-coesao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;conexão conceituais-cognitivas&lt;/a&gt;. É preciso que o texto apresente as características que lhe permitam expressar as intenções do autor e seu conhecimento do que deseja expressar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ato de escrever sempre possibilita expressar pensamentos para uma interlocução decorrente das condições em que o discurso é realizado. A produção textual na academia, a conhecida “redação científica” está ligada ao cumprimento de tarefa necessária, trata-se de texto produzido na instituição de ensino e, normalmente, para ela, e retrata atividades artificiais, descontextualizadas, que não se fazem presentes no cotidiano, afastadas da realidade e simplesmente fazendo que se produza sem questionar o que foi imposto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa perspectiva, não se constroem sujeitos de atos criativos, mas reprodutores do que os outros criaram, repetindo modelos pré-estabelecidos e formas institucionalizadas. Não se proporciona um momento de reflexão sobre o que escrever, para quem escrever e por que escrever. O texto deveria ser produzido nas diversas situações de interação social, propiciando uma formação cognitiva e política, levando em conta os saberes próprios da área de conhecimento do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As palavras de cada autor e suas relações carregam memórias de conhecimentos acumulados historicamente e sempre renovados no universo em que se relacionam. Todavia, esse conhecimento do cotidiano, suas ideias a respeito dos objetos, fatos e fenômenos, suas “teorias” acerca do que observam no mundo, não é suficiente para a apropriação dos conhecimentos linguísticos necessários. É nesse contexto que a mediação do revisor se faz imprescindível. Mas como trabalhar um texto, sem desrespeitar o universo de conhecimentos que o autor exprime? Há textos que, muitas vezes, são pouco mais que uma sequência de palavras, frases e parágrafos, entremeados por sinais de pontuação. Como reorganizar informações desordenadas e desconexas apresentadas no texto autoral? Como trabalhar a adequação vocabular? A coerência? A coesão? Quais os requisitos relevantes que fazem um texto ser texto?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo desses questionamentos, é feita a revisão do emprego dos elementos remissivos nos textos, para aprimorar as capacidades discursivas do discurso, trabalhando os elementos linguísticos do texto que vão resultar na construção de sentido presente no texto coeso e coerente. Esse trabalho será resultante da interação entre revisor-autor visando a construção do conhecimento. Nessa relação interacional, o revisor como mediador promove a comunicabilidade da produção do autor de forma sistemática, para que ela se adeque à variante linguística necessária, o jargão acadêmico, e se aplique em situações correlatas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No campo da produção de texto, que não se pode restringir ao o domínio da modalidade escrita da língua culta, o grau de textualidade de uma produção é decisivamente determinado pela sua coerência, garantidora da boa qualidade do texto, que ele seja capaz de instaurar uma legítima relação intersubjetiva de significação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor deve compreender e assumir a concepção de língua como discurso, de língua escrita como atividade enunciativa e ter clara a noção de texto, de textualidade, de coerência, coesão e precisa conhecer os princípios que regem as relações autor-revisor, autor-texto, leitor-texto, precisa dominar as características e peculiaridades dos diferentes gêneros de texto escrito.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Encontrar um revisor de textos&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Você precisa da ajuda de um &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/03/revisor-textos-profissional.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor de textos&lt;/a&gt;?&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Siga os cinco passos abaixo para encontrar o revisor que é adequado a seu projeto, a sua necessidade, e a seu texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Determine as habilidades do revisor de que você precisa: há diferentes tipos de revisores de textos – muito mais do que você pode imaginar. Consulte as definições de atividades editoriais e leia algumas postagens em nosso blog para encontrar o tipo de assistência, apoio ou serviço de que você precisa.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Defina o escopo do seu projeto e orçamento, incluindo o calendário e o prazo final: para um projeto envolvendo texto acadêmico, por exemplo, veja tudo que a Keimelion oferece: desde a revisão (incluindo a preparação do texto) até a formatação, e confie em nossa pontualidade absoluta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Solicite o orçamento enviando o texto: não é necessário telefonar para o revisor, basta enviar o texto especificando o serviço que se deseja. Se o revisor demorar a responde, já não é bom sinal. Você precisa de alguém que tenha hábito de respostas rápidas às questões que surgem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Verifique o portfólio do profissional ou da empresa: há experiência sólida em revisão? O tipo de texto revisado (gênero textual) corresponde ao texto para o qual você precisa de revisor?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Faça sua escolha conhecendo os detalhes do serviço: que tipo de controle o autor terá sobre o serviço? Como será feito o acompanhamento dos trabalhos da revisão? A formatação ficará ao gosto do autor? A Keimelion envia diariamente um estado da arte, não há surpresas ao fim do serviço; o autor sabe tudo que está acontecendo, o tempo todo, e pode redirecionar os critérios segundo sua preferência.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Qual será o preço da revisão do texto?&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os preços dos serviços de revisão variam consideravelmente dependendo de certos fatores, incluindo o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;tipo de trabalho a ser realizado;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;qualificação e experiência do revisor;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;complexidade do projeto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;maturidade e especialização profissional.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não tenha dúvida: revisão é um serviço oneroso e o melhor serviço custará mais. Tenha muito cuidado com preços irrisórios, pois costumam ser praticados por pessoas em início de carreira ou por que revisa como atividade complementar, o que pode resultar em serviço de má qualidade ou em atrasos na entrega.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por que você precisa de um revisor?&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um revisor pode ajudá-lo a comunicar eficazmente suas ideias. A qualidade de seu texto é importante para você. O bom texto procura a máxima eficiência na comunicação. Um revisor profissional pode ajudá-lo a transmitir uma mensagem que vai direto ao ponto, respeitando o orçamento e a agenda.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quais são os focos do revisor de textos?&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O texto está de acordo com os padrões usuais da língua? O tom adotado corresponde à finalidade do texto e está uniforme? Sua maneira de se expressar é respeitada e observada? Contar com experiência de um revisor é a melhor maneira de garantir que a gramática, estilo, sintaxe e o tom do texto estejam em conformidade com as regras e se submetam ao propósito do trabalho. Lembre-se: mesmo os melhores escritores precisam de revisão!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um revisor, dependendo do que quer combinado, pode realizar as seguintes tarefas:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;avaliação e análise de textos impressos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;coordenação da produção de materiais impressos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;correção de erros de ortografia e erros tipográficos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;editoração eletrônica;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;gestão de projetos de grande porte;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;pesquisa e verificação de dados;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;preparação de boletins;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;preparação de sumário e índice;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;procurar fotos e ilustrações;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reformulação do texto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;revisão de traduções;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;verificação de conteúdo, estrutura e estilo de um texto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;verificação de gramática, pontuação e coerência;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;verificação na tela.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não fazemos teses, dissertações nem artigos&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não adianta insistir: nós não fazemos teses, dissertações nem artigos científicos. Não participamos de nenhuma forma de fraude acadêmica. Não indicamos quem faça esses coisas nem temos relações com quem participe de contrafação.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Colocamos avisos em toda nossa publicidade, mas&amp;nbsp; as pessoas de má índole têm dificuldade de entender que existam pessoas honestas. Vamos reiterar: somos revisores profissionais de textos. Fazemos revisão de teses e dissertações, artigos e relatórios acadêmicos; fazemos formatação e normatização. Não fazemos nenhum desses trabalhos (não redigimos os textos) para quem quer que seja. Não &quot;completamos&quot; trabalhos inacabados. Não temos &lt;i&gt;ghostwriter &lt;/i&gt;em nosso quadro de colaboradores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso trabalho é revisar os textos, verificar neles o que pode ser aperfeiçoado nos diversos aspectos linguísticos, comunicacionais, e apresentar uma proposta de programação visual segundo as normas que forem indicadas pelo cliente: ABNT, Vancouver, APA, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É impressionante o número de ligações que recebemos nos consultando sobre fazermos teses e outros tipos de trabalhos de graduação ou pós. As pessoas nos ligam como se esse tipo de fraude fosse a coisa mais corriqueira e (infelizmente é) e atividade totalmente legal (e não é!). Ao receberam a informação: &quot;somos revisores de textos&quot;, ainda perguntam, quase sempre: &quot;sabem indicar quem faça...&quot;. Não, não sei que faz isso, não quero saber, e se soubéssemos de alguém dado a tal atividade fraudulenta, jamais indicaríamos coagentes de fraude um ao outro. Nossa atividade é sempre pautada por vigorosos princípios éticos dos quais não abrimos mão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao longo dos cerca de quinze anos que temos estado no mercado de revisão de textos, temos combatido vigorosamente o plágio, a contrafação de trabalhos e quaisquer outros tipos de fraude. Fazemos isso divulgando meios para identificação da apropriação desonesta de textos, participando de campanhas e de esclarecimento à comunidade, dando entrevistas a imprensa escrita e participando de debate na televisão sobre essa perniciosa atividade da venda de trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não nos conforma a tranquilidade e o desaviso com que as pessoas nos ligam ou nos escrevem com consultas sobre uma atividade ilícita, ofendendo-nos na mais tranquila segurança da impunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já aconteceu, inclusive, de denunciarmos às instituições e professores destinatários dos trabalhos que nos solicitam a intensão do solicitante.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esperamos que, um dia, as instituições de ensino e os professores se tornem mais rigorosos no sentido de coibir esse mercado infame que denigre a vida acadêmica e mancha os diplomas emitidos pelas instituições que são coniventes com essas práticas que destroem o nome que tanto custa construir.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;São inúmeros, incontáveis, absurdos os anúncios pela internet afora, sob as rubricas de &quot;consultoria acadêmica&quot;, &quot;consultoria textual&quot;, tem até um que anuncia a falcatrua sob o título &quot;fazemos elaboração de tese&quot;! (Fico me perguntando quem será doido de procurar alguém que já se anuncia denotando tamanha incompetência.) Mas todos esses eufemismos significam a mesma coisa: fraude. Normalmente um misto de contrafação e plágio; sem contar a presuntiva falsidade ideológica que está apensa à atividade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pois bem, quem está interessado em atividade ilícita - de qualquer tipo - queira passar ao largo. Queira não ligar para a Keimelion. Temos excelentes clientes, pessoas seríssimas, que respeitamos enormemente. Mas temos, sobretudo, enorme respeito próprio; não renunciamos à ética e ao valor que vemos em nossos próprios diplomas. Muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/6661046016961019526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/6661046016961019526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2016/06/revisao-de-textos.html' title='Revisão de textos profissional'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-dJS46UUnL9Q/YCVNHjqQpVI/AAAAAAAAGeI/-H6UlOksB44hV-oib1bPYah_FEvJEEi6ACLcBGAsYHQ/s72-w640-h346-c/revis%25C3%25A3o-profissional-textos.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Largo São Francisco, 95 - Centro - Sé, São Paulo - SP, 01005-010, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.549848 -46.6368084</georss:point><georss:box>-55.097556338323031 -81.7930584 7.9978603383230293 -11.4805584</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-942444727126458163</id><published>2021-02-10T09:05:00.000-03:00</published><updated>2021-02-10T09:05:49.746-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Teses, dissertações, artigos: linguística da revisão</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gramática, lógica e retórica na revisão de teses&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;e os textos científicos modernos&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mundo extremamente complexo e está em constante mudança, nele o conhecimento é pedra angular e os cientistas, autores de textos acadêmicos como teses e dissertações, precisam estar preparados para dominar esse ambiente de múltiplas facetas. Além do conhecimento técnico e científico, esses pesquisadores também devem possuir instrumentos cognitivos para atingir determinadas de habilidades de comunicação, incluindo a percepção, compreensão e assimilação plena de vários campos da realidade; capacidade de análise e síntese de conhecimentos, bem como instrumentalização linguística para a interpretação e comunicação eficazes. Os autores de textos acadêmicos dotados desse aparato transformam os resultados de suas pesquisas em valiosos modelos de transmissão do conhecimento construído, revisado ou criticado. Diante disso, a premissa básica de nosso argumento será a utilidade das ferramentas da retórica clássica para a produção e na revisão de textos técnico-científicos – assim como para a produção e comunicação acadêmicas.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-eJ4wBqH5vlE/YCPJwYPBXnI/AAAAAAAAGd0/xTyzZOeafZkxoe0H07SekGnuP9n-xXn-QCLcBGAsYHQ/s510/tese-revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A revisão da tese compreende gramática, lógica e retórica.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;280&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;352&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-eJ4wBqH5vlE/YCPJwYPBXnI/AAAAAAAAGd0/xTyzZOeafZkxoe0H07SekGnuP9n-xXn-QCLcBGAsYHQ/w640-h352/tese-revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg&quot; title=&quot;A linguística da revisão compreende gramática e retórica.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;As teses têm origem medieval e sua base era a gramática, a lógica e a retórica.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As diversas técnicas e os conhecimentos adquiridos nas práticas científicas e transmitidos pelos registros escritos (a produção de textos, da comunicação à tese), são prejudicados pela insatisfatória experiência escolar regular da atualidade, que não permite obter instrumental de linguagem satisfatório, o que seria essencial para a compreensão adequada da realidade e para a transmissão do conhecimento. A gramática, a lógica e a retórica (o &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;medieval) deveriam ser matéria de todos os graus de ensino, porque constituem a necessária arte da comunicação: ler, escrever, falar, ouvir, entender, interpretar. A proficiência nessas artes da linguagem leva à reflexão e à compreensão mais eficazes, promovendo assim o autodesenvolvimento em paralelo à aprendizagem e às habilidades de ensino – transmissão do conhecimento, permitindo que os autores acadêmicos se tornem disseminadores de ideias e conhecimento mais competentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estudo das artes do &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;– gramática, lógica e retórica, compreendendo as artes da linguagem – foi a base do ensino desde a antiguidade. Na verdade, o &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;desempenha papel seminal em toda a formação intelectual na Idade média, ensinando a arte das palavras nos preparatórios para as universidades, por meio desse conhecimento é possível lidar com ideias relacionadas a elementos fáticos e abstrações superiores. A gramática integra o conjunto de símbolos e regras que formalizam a linguagem para nos comunicarmos por meio de diversos processos cognitivos, pensando, falando, ouvindo, lendo, compreendendo e interpretando. A lógica, que é a análise, avaliação e prova racional dos argumentos, fornece mais racionalidade ao conhecimento sobre a realidade, para que possamos agir e nos comunicar corretamente. Por fim, a retórica é a arte da comunicação estruturada, da argumentação e da persuasão. As artes da linguagem, também referidas como artes liberais, são associadas a características importantes da prática acadêmica. Mais à frente, trataremos da relação entre essas artes liberais e a revisão de textos científicos, apontando alguns aspectos da contribuição que o linguista profissional aporta aos escritos e como nossa contribuição, advinda das artes da linguagem, participa da construção e transmissão de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A língua é imprescindível em qualquer atividade humana porque ela é meio de comunicação e de interação social por excelência, entretanto, a linguagem não é só comunicação, ela também permite aos indivíduos compreender melhor a realidade antes de a explicar, possibilitando julgamentos mais corretos, debates mais interativos, conduzindo o pensamento crítico e a análise de informações complexas, consolidando tudo na forma conhecimento a ser partilhado. Na academia, os autores devem ter habilidades específicas para os diferentes processos ligados ao conhecimento, porém, entre elas, a linguagem é a mais importante por ser instrumental em todas as situações de aprendizado e ensino.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As artes liberais incluem as ferramentas básicas da linguagem – gramática, lógica e retórica – de forma completa e interconectada. São ferramentas a serem usadas em ampla gama de aspectos práticos da vida universitária, depois de serem bem dominadas. Além disso, o &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;afeta traços de personalidade dos cientistas, promove a interação social e prepara o pesquisador para enfrentar as variáveis ambientais, permitindo-lhe obter melhores resultados intelectuais e profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o autor que deseje sucesso na vida acadêmica, o domínio das artes liberais é essencial, pois elas ensinam o pensamento em si, ou seja, a lei a ser seguida ao pensar e ao expressar o pensamento. Na verdade, esse é o objetivo da gramática, da retórica e da lógica: operacionalizar de forma geral o raciocínio, extrair a abstração das ideias para a aplicação nas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O pensamento está intrinsecamente ligado à comunicação, que se conecta à linguagem, todos estão relacionados à ciência e à transmissão do conhecimento. Qualquer “ruído” nessas conexões causa interferência nas funções cognitiva, e, por conseguinte, na transmissão de conhecimento; é competência do autor de um texto científico, em primeiro lugar e, depois, do revisor do texto, filtrar e melhorar todo o processo comunicativo no artigo, na dissertação ou na tese, por meio do uso adequado das artes da linguagem. O uso de gramática, lógica e retórica faz com que a produção acadêmica, além da ciência, inclua também a arte, onde houver algum conhecimento (ciência) haverá coisas para fazer (arte); A excelência consiste em alcançar a interação máxima entre o conhecimento e as artes. O estabelecimento da linguagem acadêmica canônica (produção e consumo de textos do gênero acadêmico, com fixação de seus modelos formais) ajuda a criar um ambiente comunicacional mais eficiente, pois os interlocutores terão reduzidas as barreiras comunicacionais.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Teses, dissertações e as artes da linguagem&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As artes liberais (da linguagem) são disciplinas acadêmicas ensinada nas escolas desde a Idade Média e seus conceitos oriundos da Antiguidade Clássica. Seu nome deriva do latim &lt;i&gt;liber&lt;/i&gt;, que significa liberdade, porque elas visam o ensino de homens livres, em oposição às atividades (artes) para fins econômicos; a finalidade das artes da linguagem não é formar pessoas para ganhar a vida, mas para a busca e transmissão da ciência – esse é o significado estrito do termo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As artes liberais têm significado muito especial, porque seu desenvolvimento tem história de mais de três mil anos e nunca se interrompeu. Elas são divididas em dois grupos: o &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;e o &lt;i&gt;quadrivium&lt;/i&gt;. O primeiro está relacionado aos estudos da linguagem: gramática, lógica (dialética) e retórica. O segundo envolve pesquisas físicas e matemáticas: aritmética, geometria, astronomia e música.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &lt;i&gt;trivium &lt;/i&gt;constitui a arte de pensar e nos guia para reconhecer e compreender corretamente a realidade, bem como para interagir com ela e com os demais sujeitos sociais por meio da linguagem. Quando nos comunicamos, essas três artes atuam juntas, como bases para o desenvolvimento geral da consciência, do pensamento, da expressão. A gramática, que inicia a sequência de aprendizagem, é a arte de inventar símbolos e combiná-los para expressar ideias e coisas, vale dizer, aprender a utilizar os vários mecanismos da linguagem para descrever os produtos da percepção física (os cinco sentidos). No entanto, o conceito de gramática está muito além de seu escopo inicial, pois ela é a essência da linguagem e do pensamento, sendo a principal ferramenta para classificar dados reais por meio do conjunto de símbolos permanentes e comandos coerentes. A gramática estabelece a coerência do patrimônio de conhecimentos que todos adquirem, possuem e transmitem. Em suma, a gramática é o conhecimento experimental de técnicas de escrita, que aparece de forma comum entre poetas e prosadores de uma língua.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas artes liberais, ou no universo pragmático, o objetivo principal da gramática é propiciar o uso prático da língua como forma segura de adquirir e transmitir conhecimentos. O domínio da gramática levará ao domínio da linguagem e da boa comunicação, mas não só isso, a gramática não é apenas ferramenta de representação para expressar pensamentos, ele constitui, acima de tudo, instrumento para a formação de pensamento abstrato e procedimental. O mundo é um fluxo de impressões sensoriais sempre mutáveis que devem ser organizadas por nossos pensamentos – o que, em grande parte, significa que o universo exterior ao indivíduo deva ser estruturado e apreendido pelo sistema de linguagem. Por sermos parte contratante de uma convenção imposta, constituída pela língua, devemos isolar, analisar e sintetizar a natureza dos elementos que a compõem, atribuindo significados a ela e ao universo cognoscível; para tanto, usamos a convenção existente em nossa comunidade linguística, o idioma. Claro, esse acordo é implícito e tem registro apenas nas obras dos gramáticos, mas sua terminologia é absolutamente compulsória como nomenclatura ou como arcabouço semântico. Sem subscrever tacitamente a organização e a classificação dos termos estipuladas pela convenção, não podemos sequer falar, muito menos ler ou escrever. Portanto, apresentamos aqui o princípio da relatividade segundo o qual, a menos que os sujeitos tenham origens semelhantes e dominem o código partilhado, ou possam ser introduzidos a ele, não serão movidos pela mesma evidência física e pelo mesmo universo perceptível. É possível definir eventos, coisas, objetos e relações de acordo com a natureza, mas defini-los sempre envolve retornar à categoria gramatical da linguagem definidora. A gramática expressa todos os estados da mente e da alma – cognição, vontade e emoção – em termos de afirmação, pergunta, desejo, oração, comando e exclamação – nesse sentido, o escopo da gramática é mais amplo que a lógica. Portanto, em teoria, a gramática é a organizadora das ideias individuais, palavras e símbolos, e da relação entre o pensamento e a realidade, por meio de interação entre essas ideias, relações e sujeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estudo da gramática leva à melhor compreensão da realidade, pelos conhecimentos que podem ser obtidos de forma sistemática, categorizados e metodicamente processados, sejam eles reais ou ilusórios, racionais ou irracionais, concretos ou abstratos, deduzidos ou inferidos. Portanto, nesse processo cognitivo, cada sujeito perscruta a realidade, mas as pessoas precisam de lógica para apreender significados; portanto, é necessário descrever o universo logicamente. Sob esse entendimento, a lógica ensina a perceber e falar corretamente, a se envolver em debates acalorados, distinguindo entre o verdadeiro e o falso nos argumentos e nos dados. A lógica tem dois sentidos racionais principais: o da pesquisa filosófica e o da eficácia operacional. No primeiro sentido, a lógica é principalmente objeto das disciplinas de filosofia, matemática, ciência da computação – lógica da ciência “pura”. No segundo, ela se aplica a todas as artes pragmáticas e às técnicas – ciências aplicadas. Ambos os sentimentos são baseados no foco comum: a harmonia de raciocínio, a proporcionalidade formal entre os argumentos e, portanto, a relação correta e equilibrada entre todos os termos e a consistência geral de cada proposição.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à lógica e sua integração com a dialética, embora o conceito medieval também esteja ligado à doutrina cristã com sua visão espiritual, a integração da duas também é algo bem antigo. A origem da dialética está relacionada à arte do diálogo (διαλέγεσθαα) na tradição filosófica grega. A arte do diálogo se baseia nos padrões logicamente consistentes do interlocutor e os confrontar metodicamente por meio das afirmações do próprio sujeito (maiêutica). A lógica-dialética foi inserida nas artes da linguagem da educação geral, passando a significar a arte do debate em todos os aspectos. Posteriormente, o termo dialética tornou-se sinônimo (em sentido lato) de lógica formal na tradição escolar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A lógica é a ciência do raciocínio. É o melhor desenvolvimento da razão para estabelecer a relação efetiva entre os fatos do pensamento e a realidade, produzindo conhecimento das coisas. Usamos as principais operações do espírito – concepção, julgamento, raciocínio e comando – como formas de explicar e compreender o mundo que nos rodeia sem ser um lógico para usá-las, porque nossa própria razão nos fornece os meios. Entretanto, para saber se usamos a razão corretamente, se há erros ou defeitos nas operações cognitivas, para identificar razões para esses problemas e para nos ajudar a entender melhor a natureza da razão, recorremos à lógica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A lógica é a arte das artes, o conhecimento dos conhecimentos, a ciência das ciências, a lógica é a metacognição pura, porque a lógica orienta diretamente o ato de raciocinar, assim como orienta todos os outros comportamentos humanos para seu propósito adequado, estabelecendo os meios que determinam os fins. O pensamento lógico orienta o raciocínio perfeito; na expressão da linguagem, ele requer o bom uso da gramática e o uso efetivo da retórica. De todas as artes da linguagem, a lógica é a primeira e mais comum, a segunda é a gramática e a última é a retórica, porque a razão pode ser usada sem se falar e as palavras podem ser usadas sem razão. Colocamos a gramática em segundo lugar, porque a palavra pode ser usada corretamente sem as figuras de retórica, mas é impossível haver retórica sem lógica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A realidade é formada por inúmeros fatos e suas explicações. Para interagir adequadamente nesse ambiente é preciso entendê-lo. É preciso ter habilidades cognitivas reais. Quando um indivíduo compreende mal, ou quando ele aceita a interpretação errada da realidade por outros, sem usar a razão e a lógica, o erro pode aparecer no indivíduo: ninguém se furta às críticas ad hominem. Portanto, é fácil tirar a conclusão de que a lógica é essencial para que nossos pensamentos reflitam adequadamente a percepção e interpretação da realidade, ou o entendimento dela que tenham outras pessoas. Ela pode nos guiar com mais segurança, reduzir erros relacionados à verdade e colabora para nos manter longe de falsidades.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A capacidade de discernir a verdade das mentiras é respeitada. A precisão do pensamento é crucial para todos os aspectos e processos da vida, notadamente no ambiente acadêmico. Distinguir a verdade do erro não é apenas necessário na ciência, mesmo podendo ser difícil, mas também é questão diária que afetas as pessoas quem produzem conhecimento, que debatem e pensam sobre a natureza e acerca das ideias. Os cientistas estão, por toda parte, enfrentando caminhos alternativos – alguns são verdadeiros, outros estão errados – então, a razão deve escolher dentre deles. Cientistas devem escolher constantemente e aqueles que fazem más escolhas fracassam. A habilidade de discernir a verdade é a habilidade mais importante da mente do pesquisador e do autor de textos acadêmicos – segue-se a habilidade de registrar (escrever) as observações.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É impossível encontrar a verdade sem usar a lógica corretamente, talvez seja possível ter um vislumbre dela por meio de algum método que não está no escopo desta discussão, mas levará mais tempo e não se estará no campo do conhecimento científico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois da gramática e da lógica, a retórica é a última das três disciplinas relacionadas às artes da linguagem. A retórica é o método de escolha de recursos apropriados para expressar de forma convincente o raciocínio e as conclusões por escrito ou verbalmente, por meio da gramática e da lógica. A retórica é a arte de comunicar ideias entre os sujeitos, ou de adaptar a linguagem ao ambiente, o que é uma virtude quase equivalente à sabedoria.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A lógica é a arte das artes linguísticas, a retórica é a arte mestra das artes. Esse jogo de palavras é retórica pura. Nesse sentido perverso, pejorativo mesmo, retórica é o emprego de procedimentos enfáticos e pomposos para persuadir ou por exibição; discurso bombástico, enfático, ornamentado e vazio, discussão inútil; debate em torno de coisas vãs; logomaquia. Mas não é disso que se trata na retórica das artes linguísticas, como veremos adiante: trata-se mesmo de evitar tais comportamentos indesejáveis. Vamos abordar a retórica como processo lógico, portanto, precisaremos dissertar sobre a lógica como processo psicológico, consequentemente, individual. O processo retórico é essencialmente social, por isso, é o método interativo que pode ser utilizado para construir e transmitir conhecimento, contribuindo para a compreensão da realidade. Além disso, como parte de sua essência, a lógica tem a capacidade de persuadir pensadores a compreender o conhecimento como verdade, ainda que transitória. Gramática, lógica e retórica são três vias que se cruzam e se complementam; dominar as três é essencial para a compreensão mais precisa da realidade. Nessa visão, sofistas e estoicos, gregos e troianos concordam que sabedoria, virtude e poder político pragmático são conquistas simultâneas e inseparáveis das habilidades decorrentes das artes linguísticas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Buscar persuasão na retórica envolve três comportamentos: é preciso saber o que dizer, como dizer e a maneira bem estruturada de dizer. Os principais componentes da retórica são a invenção (&lt;i&gt;inventio &lt;/i&gt;– descoberta sistemática de argumentos persuasivos), disposição (&lt;i&gt;dispositio &lt;/i&gt;– organização dos argumentos na composição verbal), estilo (elocução – &lt;i&gt;elocutio &lt;/i&gt;– expressão verbal, refere-se ao uso de elementos de estilo voltados para correção, clareza, plenitude e decoração), memória (o registro) e expressão (&lt;i&gt;pronunciatio &lt;/i&gt;– ou uso correto da língua ao falar ou escrever).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A retórica é a realização das artes linguísticas. Quando gramática, lógica e retórica não podem ser integrados, o resultado pode ser desastroso para o cientista ou suas teses, porque a linguagem cria tanto o universo individual quanto o representa. O mau uso da gramática, a falha de lógica e a ausência de retórica distorcem o universo cognitivo, levando à insanidade e confusão.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de textos e as artes da linguagem&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de tese e gramática&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de uma tese ou dissertação é a aferição adequada de todas as características linguísticas (gramática, lógica, retórica) de seus segmentos e do conjunto macrotextual em condições específica, trata-se de um sistema de específico de interpretação e intervenção destinado a controlar variáveis cognitivas, comunicacionais, ambientais e acidentais para criar uma fusão de ideias, conceitos e dados entre os leitores e em torno dos elementos que compõem a estrutura canônica. Trata-se de um conjunto de ações para conquistar a meta comunicacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A capacidade de revisar é essencialmente linguística. Revisão é o conjunto de julgamentos sobre o texto, tem base nas considerações sobre ele, sobre seu objeto, objetivo e público-alvo. A revisão considera o texto como estrutura fractal cuja sintaxe se expande entre os elementos frasais e os capítulos que constituem a obra, sendo necessária a coesão entre todos os níveis intermediários (tópicos, parágrafos) e integração lógica e retórica entre todos os segmentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A linguagem é a ferramenta do processo de interação social, o autor acadêmico (um mestrando, doutorando ou professor) a utiliza para construir, registra e transmitir conhecimento, bem como para convencer seus interlocutores, leitores ou ouvintes, principalmente, por meio de discursos, argumentos, dados e descrições de processos, bem como pela materialização dessas narrativas na forma de teses, dissertações, artigos e outros subgêneros. O domínio da linguagem tornará essa correlação mais satisfatória e eficaz, pois os autores devem, não só entender a linguagem de seus leitores, mas também ser a fonte da comunicação nesse código que, de alguma forma, os define como cientistas. Para a maioria dos autores, o domínio do sistema de linguagem é deficitário, ainda que quase todos o reconheçam como essencial. A atenção do leitor do texto acadêmico é mantida principalmente por meio do uso de argumentos criativos, ainda mais que por dados novos ou inferências brilhantes: é preciso saber contar a história, mesmo que ela seja boa. Muitos autores com excelente inteligência verbal têm a oportunidade e habilidade de contar boas histórias em suas teses, ainda que se trate da avaliação da eficácia de um produto em teste duplo-cego. Outros usam discursos persuasivos e redação proficiente para desenvolver e propor conceitos analíticos ou metodologias inovadoras como seu objetivo principal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse processo interativo de relação com o conhecimento, a gramática comunicacional é a base para o desenvolvimento sustentável da ciência. Os autores devem ser os “intérpretes” desse conhecimento; primeiro, por ter a capacidade de percebê-los, segundo, por compreender seu significado plausível e, por último, eles são registrados na linguagem canônica que constitui o padrão das teses, com a ressalva de que aquele cânone pode ser uma barreira, limita-se a ser uma forma. A compreensão correta da realidade pode libertar a interpretação da norma padrão de problemas comunicacionais que dificultem a interpretação, porém, para isso, os autores precisam de amplo quadro de referências que lhes permita acessar as várias dimensões da realidade do passado para o futuro – pois a cadeia da construção do conhecimento, ainda que não seja linear, é alcançado por meio de leituras, interpretações sutis do conhecimento existente e pensamentos relacionados a eles que impliquem alguma novidade, circunstâncias em que, sempre, o domínio linguística é a base efetiva para se estabelecerem as conexões e proposições.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desenvolvimento da excelência da ciência, por meio da excelência na linguagem, requer do autor a construção de pontes, que ele use seu domínio linguístico para o autodesenvolvimento e para o desenvolvimento cognitivo, construindo ligações entre as linguagens de sua investigação e as de seus leitores. Nesse aspecto, a atuação do revisor é a de conferir a arquitetura das pontes (mantendo a metáfora), agindo como mediador entre o autor e seu leitor. A base da ponte é a lógica, sua arquitetura é a retórica e seus segmentos são unidos pela gramática.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de tese e lógica&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto a ciência trata de ir ao mundo e adquirir fatos e dados cuja sintaxe constituirá o conhecimento, a lógica é mais introvertida e contemplativa, requer reflexões aprofundadas acerca da variedade de informações e processos, analisando-os e comparando-a à visão já testada da realidade, assim, produzindo novos conhecimentos relevantes que confirmem ou alterem a visão precedente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A hipótese é muito valiosa e indispensável para qualquer tese, pois pode antecipar mudanças ou sustentar permanências, preparando o leitor para elas, as hipóteses podem desenvolver novos processos ou produtos, principalmente para otimizar e melhorar a eficiência dos métodos e interpretações consolidadas, as proposições hipotéticas têm em si a proclamação tácita da provisoriedade do conhecimento científico. Nesse caso, o uso da arte da linguagem pelos cientistas, especialmente a lógica dedutiva, é vital para a tese, sendo mesmo a essência do cânone.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de selecionar, avaliar e ordenar as informações, os autores também transformam a compreensão das coisas em conhecimento aplicando métodos, alguns dos quais são mais característicos de uma área do conhecimento, outros se aplicam mais a outro domínio cognitivo, de qualquer forma, o método em questão afeta a produção do conhecimento (a investigação) tanto quanto afeta o produto (a tese) que requer lógica na apresentação dos dados e das inferências, tanto quanto foi requerida naquela obtenção. Não tem sentido obter grande quantidade de informação e apresentá-la sem que seja interpretada em coerência com a metodologia de sua obtenção, visando produzir conhecimento utilizável e texto interpretável. O conhecimento vem da interpretação da informação e da sua utilização para gerar novas ideias, resolver problemas ou tomar decisões, ele existe na interpretação tanto quanto na informação. O conhecimento está sempre integrado à informação e à comunicação, que também é o resultado do aprendizado, o resultado da nossa experiência e o conhecimento que pode ser reaproveitado em diferentes situações, notadamente aquelas de partilhamento. O conhecimento perfeitamente assimilado, suficientemente processado se reflete em texto claro, argumentação facilmente inteligível – o que nem sempre o autor alcança. O revisor colabora na tese tornando o texto mais assimilável pelos leitores, às vezes, com interferências simples de alteração de ordem sintática, ou alternando recursos catafóricos, ou suprimindo qualquer tipo de ruído comunicacional que algum lapso de registro possa constituir – os erros ortográficos, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto mais o leitor consegue interpretar corretamente as informações que recebe e convertê-las em conhecimento, mais ele pode partir delas e entregá-las como novo entendimento. Quanto mais claro o texto, mais ele pode promover a autoridade e a confiança no autor por parte dos leitores, captar a atenção do público e sua simpatia favorece o comportamento harmonioso e cooperativo da construção social (e acadêmica) do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sob o mesmo entendimento, o autor proficiente nas artes linguísticas tem amplo quadro de referências (a erudição construída e apresentada na tese). Com base em fatos e experiências confiáveis, ele pode acessar melhor os aspectos da realidade de que está tratando. Portanto, ele pode usar a lógica para formular juízos rapidamente e para argumentar com o leitor, para raciocinar e ordenar as informações corretamente, para comparar seus dados com outros subsídios de diferentes fontes, e filtrar as informações relevantes e verdadeiras. Desse modo, após longo período de reflexão e muito trabalho, o objeto da pesquisa é convertido em conhecimento, assumindo a forma da tese que estabelece o registro gráfico do saber e transmite o modelo mental organizado e coerente que será reconstruído pelo leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É importante ressaltar que, mesmo que sejam utilizados recursos técnicos os mais modernos e sofisticados, a construção do conhecimento é pessoal. Na verdade, o conhecimento é criado por indivíduos, mas as instituições podem apoiar e inspirar o conhecimento intencionalmente, e as universidades o fazem, mas, se fornecem a infraestrutura, o ambiente e os desafios necessários à construção do saber, requerem desse processo um produto na forma do registro formal daquele conhecimento. Esse registro é a tese. A formalidade da tese é sua estrutura lógica transparente ou imanente. Essa lógica que a tese requer é a mesmíssima que, desde a Idade Média, se aprende e se ensina como uma das três habilidades linguísticas básicas, todas do domínio do revisor e com as quais ele colabora no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, os revisores, por terem recebido treinamento formal no &lt;i&gt;trivium&lt;/i&gt;, sabem explicar por que certas palavras, informações, dados, construções podem ser descartados; eles não ajudam a estabelecer o processo lógico necessário e constituem ruído comunicacional. Esse é o motivo pelo qual os revisores tanto suprimem palavras desnecessárias, aplicando o princípio da concisão textual. Isso não é apenas escolha ou decisão estética, mas é algo que o revisor faz com consciência, sempre por motivo linguisticamente plausível, trata-se de aplicação pragmática do princípio da mínima interferência: maximizar a preservação do texto autoral, aumentando-lhe a eficiência comunicacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, o revisor, treinado no &lt;i&gt;trivium&lt;/i&gt;, sabe explicar a razão pela qual certas informações foram descartadas e não servem para a construção do processo lógico do construto de conhecimento. Não é só escolher e decidir, mas saber por que tomou a decisão ou fez a proposição.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de tese e retórica&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A retórica reflete a essência das artes linguísticas. A gramática, a lógica e a retórica se combinam, tornam-se o perfeito amálgama de compreensão e comunicação da realidade. Para reforçar esse aspecto, a linguística é conjunto de conhecimentos inter-relacionados que se concretiza na realidade por meio da retórica. Nos meios acadêmicos, vários grupos de pessoas se aglutinam em diferentes núcleos institucionais, falando várias “línguas”, com características muito específicas e distintas, reunidas para atingir os objetivos traçados, e a retórica é o elemento catalizador desses grupos, ela cimenta organização deles como elemento indispensável. A retórica é base da comunicação e a superestrutura do projeto coletivo de conhecimento (construção ou transmissão dele). Para haver comunicação, é necessário que o destinatário da informação compreenda satisfatoriamente a mensagem; nesse caso, cumpre conceber a retórica relacionada tanto à forma de transmitir a mensagem quanto ao propósito de criar a informação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Deve-se destacar que o discurso científico e o processo de interação mudam constantemente a cultura acadêmica e influenciam a linguagem departamental, assim como afeta os integrantes da área, afetando, igualmente, o relacionamento com os clientes externos: o público-alvo dos textos de cada autor. Além disso, é importante observar que essas interações dependem da aceitação das ideias apresentadas no discurso dos autores dentro da instituição ou fora dela e, portanto, destaca-se a importância das palavras: da gramática, da lógica e da retórica, na aceitação das ideias principais do autor ou de seu grupo de cientistas. Cultura é linguagem, é código – ciência também. A retórica fornece a estrutura das teses que permite aos autores dar sentido ao mundo em que vivem e a suas ações: investigações e seu registro. Portanto, a cultura textual comum não apenas aglutina os personagens que não podem ser dissociados no mundo acadêmico, mas afetará a direção dos jogos estratégicos em cada grupo, para que todos possam defender seus próprios interesses e crenças, segundo a lógica que lhes for inerente e por meio da respectiva retórica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O discurso do autor e sua aplicabilidade prática devem ser convincentes, ele não deve apenas informar (ou seja, provar a si mesmo e aos leitores) o que diz, mas também deve persuadir (ou seja, impressionar e comover – catalisar). A persuasão é o elemento da retórica que tenta captar a aprovação do público-alvo de cada texto. A retórica clássica é a arte do convencimento (ou persuasão), cabe ao revisor de textos maximizar os meios de ação discursiva implementados com o objetivo de conquistar a atenção ou valorizar a persistência do leitor. O resultado é benéfico para o texto, para o autor e para a instituição a que ambos se reportam.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nesse caso, os esforços conjuntos de autor, orientador acadêmico e revisor produzem o resultado decorrente das intenções comuns; a retórica adequada é um meio necessário para que os autores emulem as intenções de grupos heterogêneos prevalentes no ambiente acadêmico para trabalharem juntos. Porém, nesse comportamento, o autor e seus pares têm uma escolha mútua e recíproca de adesão, desde que se saiba perceber e compreender as necessidades coletivas, e se consiga articular as propostas do autor e as demandas do público-alvo por meio da retórica. Organizar objetivos em discursos complexos e persuasivos, ao final, não requer apenas o uso da retórica, mas demanda o uso perfeito das artes liberais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Gramática, lógica e retórica são essenciais para a boa escrita, e os autores modernos devem entender que, se têm habilidade suficiente para compreender a relação entre os objetivos do texto e os interesses do leitor, é porque sua visão da natureza ou das ideias está falha. Quem não consegue entender os aspectos mais profundos de sua própria pesquisa pode carecer dos elementos linguísticos necessários à apreensão e à transmissão do conhecimento. Quando objetivos comuns não são atraentes o suficiente aos olhos de todos os sujeitos, as teses e dissertações só causarão reações maçantes ou indiferentes. Que os autores aprendam a contar mais com a colaboração dos revisores, linguistas que, por dever de ofício conhecem a gramática (muito além da ortografia e sintaxe), praticam a lógica e colaboram na construção retórica dos textos.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/942444727126458163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/942444727126458163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/02/tese-revisao-gramatica.html' title='Teses, dissertações, artigos: linguística da revisão'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-eJ4wBqH5vlE/YCPJwYPBXnI/AAAAAAAAGd0/xTyzZOeafZkxoe0H07SekGnuP9n-xXn-QCLcBGAsYHQ/s72-w640-h352-c/tese-revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>R. da Reitoria, 121 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-872, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.824155 -47.067123</georss:point><georss:box>-51.134388836178843 -82.223373000000009 5.4860788361788444 -11.910873000000002</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-5279827301113346361</id><published>2021-02-09T16:27:00.001-03:00</published><updated>2021-02-09T16:27:40.116-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas muito úteis"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de teses: interferência, intercessão e mediação</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisores e orientadores colaborando nas teses&lt;/h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faremos uma breve discussão teórica acerca de algumas das questões que envolvem o processo de revisão de teses e dissertações e acrescentaremos algumas de nossas observações práticas no contexto; para a maioria dos pontos, as questões levantadas também se aplicam a artigos científicos, monografias e outros textos mais curtos do gênero acadêmico. Associamos o uso dos conhecimentos linguístico, enciclopédico e relacional à questão dos limites de intervenção (interferência, intercessão e mediação) ao texto original da tese (ficando doravante compreendidas no termo tese a dissertação e a monografia – além de outros); analisaremos algumas diferentes posturas adotadas pelos revisores nessa atividade.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-MjU5r-j8jxQ/YCLgueoJHzI/AAAAAAAAGdo/EaRYU_5l2BIDgtF3D8Ij0PT8kyj4OPv4QCLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-media%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O revisor da tese é quase tão especializado quanto o orientador.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;285&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;358&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-MjU5r-j8jxQ/YCLgueoJHzI/AAAAAAAAGdo/EaRYU_5l2BIDgtF3D8Ij0PT8kyj4OPv4QCLcBGAsYHQ/w640-h358/revis%25C3%25A3o-media%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; title=&quot;Revisor e orientador colaboram na tese quase como coautores.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Para revisar sua tese, faça a escolha cuidadosa de um revisor qualificado e eficiente.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;h2&gt;Fundamentação e alguma teoria&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os principais objetos dessa estrita discussão são a coesão, a coerência e sistemas cognitivos (linguagem, relacionamentos e erudição) relacionados ao processamento de teses e dissertações, incluindo produção (mediada pelos orientadores) e revisão de texto. De forma mais ampla, tentamos apontar como diferentes estratégias cognitivas estão relacionadas ao processo de geração e revisão dos escritos acadêmicos longos, considerando as intervenções dos revisores quanto à linguagem (coesão) e questões de coerência (interna e externa), bem como alguns trâmites entre o texto original e o texto revisado quanto ao relacionamento entre os sujeitos envolvidos (autor, orientador e revisor, principalmente, mas tendo em vista que cada leitor final é parte do processo comunicacional). Além disso, consideramos, ainda que superficialmente as restrições à mediação do revisor na criação do texto – tanto aquelas impostas pelos limites procedimentais quanto as que as situações práticas apresentam, tendo em vistas algumas das diferentes posições que os profissionais adotam durante o processo de revisão, o que poderá expandir o campo de pesquisa nessa área.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo de revisão não pode mais ser entendido apenas como simples correção dos problemas gramaticais superficiais do texto. Esse tipo de postura, principalmente por parte de um linguista profissional, já é completamente descabida. Entretanto, não são poucos os doutorandos e mestrandos (para não falar de seus orientadores) que desconhecem a amplitude do trabalho do revisor, supondo-a limitadíssima à patrulha da gramática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O ponto de vista do revisor, bem mais amplo quanto a sua intervenção no texto, compreende, primeiro, dominar a linguagem do texto escrito, inclusive os cânones do gênero, e os mecanismos de coesão inerentes (gramática), bem como a coerência das informações, proposições, inferências presentes na tese (lógica) e, por último, a estrutura da argumentação e os elementos textuais de captação da atenção do leitor (retórica); cabe-lhe, portanto, ao ler e acessar seu sistema de conhecimento (memórias), e reconhecer três situações: a) o segmento de texto está satisfatório e não deve ser modificado; b) há algum problema que precisa ser verificado, corrigido, conferido, aferido, questionado; c) existem construções que não constituem desvio normativo ou material, todavia, podem ser melhoradas, a bem da comunicação ou do estilo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Está bem claro para nós que existem semelhanças e diferenças entre os procedimentos e as intervenções dos diferentes revisores – bem como vários resultados possíveis delas, posto que a língua oferece uma infinidade de alternativas. A ideia de traçar o esboço claro e uniforme dos procedimentos não funcionará, assim como os resultados dos trabalhos de diferentes revisores será materialmente diverso – inclusive quanto ao grau de interferências resolutivas apostas ou de questionamentos apresentados ao autor. Existe linha tênue entre resolver a inconsistência do texto ou superar a voz do autor. Acreditamos que esse fato comprove a complexidade e relevância do papel social do revisor, pois ele deve ter conhecimentos e habilidades muito além do âmbito das normas linguísticas, sendo-lhe necessárias capacidades de interação com o autor, eventualmente com o orientador, apresentando a um ou a ambos as questões relevantes que detectar como mediação entre os objetos, os sujeitos e as imposições normativas que lhes forem inerentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso foco serão as peculiaridades e relações inerentes à revisão de texto acadêmico, pois tal gênero constitui nosso principal objeto de trabalho. Partindo do pressuposto de que ainda é necessário muito estudo aprofundado da prática da revisão de texto em geral, mas, como os escritos acadêmicos têm características construtivas e relacionais bem específicas, nossa reflexão se direcionará a esses objetos em particular, levando em consideração as questões teóricas e práticas que envolvem a atividade da produção textual nas universidades, no geral, e aplicando-as a nossa prática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No Brasil, existem poucos cursos de ensino superior treinando revisores, entretanto, o mercado e a universidade, reconhecendo a demanda por esses profissionais, têm provido essa formação em caráter suplementar ou de pós-graduação. Nesse contexto, o trabalho de revisão, em geral, é realizado por profissionais que se dedicam às línguas, estudantes e professores licenciados em Letras ou outros cursos da área de humanidades, notadamente na área de comunicação, que exigem e fazem com que os acadêmicos façam uso frequente e funcional da língua portuguesa. Esses profissionais, quando agem com consciência, procuram a complementação dos estudos da graduação, suprindo o arcabouço teórico que a formação original não conferiu.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nosso pensamento como revisores é baseado na estrutura teórica que aborda questões de linguagem e de contexto relacionados à capacidade dos revisores e ao processo de revisão. O primeiro ponto é baseado na linguística e na semântica textuais, alicerces para os procedimentos de interferência e intercessão nos textos de terceiros. O segundo objeto da discussão imanente refere-se às capacidades e habilidades dos revisores e aos procedimentos inerentes; essa parte já está presente em publicações que envolvem revisões de texto, inclusive em algumas de nossa autoria.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questões de linguística textual&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Espera-se que os revisores vejam erros graves e erros invisíveis ao autor – esse ponto é completamente passivo e a visão dele é bem difundida. Entretanto, é necessário que os revisores entendam as etapas da geração de texto e, com tal conhecimento, dominem os mecanismos coesão e coerência textual, pois, se o texto não é apenas soma ou sequência de frases isoladas, a concatenação das ideias e as respectivas falhas são decorrentes do processo de redação. Da mesma forma, é muito importante discutir o objetivo do trabalho do profissional (para que revisar) e o objeto (o escrito), pois ambos podem ser compreendidos de diferentes maneiras.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a conceituação do que é um texto, adotamos como linha teórica as noções da linguística textual, corrente que teve início na Europa, na década de 1960, a princípio tendo como foco os fenômenos sintático-semânticos que ocorrem entre enunciados. Desde a década de 1970, embora com pesquisa ainda ligada à gramática de frases, os linguistas começaram a pensar que a gramática de texto explicaria melhor na pesquisa linguística. Na década de 1980, surgiram as teorias textuais com foco nos textos como unidades analíticas mais amplas que as estruturas frasais da etapa precedente. Em relação a esses passos, existem alguns momentos básicos na transição da teoria das frases para a teoria do texto, destacando-se que não se trata apenas de ordem cronológica, mas de diferença de ordem conceitual, pois não há significativas intercessões e justaposições entre elas. De modo bem simplista, a primeira abordagem é a sintática, a análise regular nos limites das declarações; a segunda é a construção da gramática do texto, implicando os elementos de coesão; a terceira alcança a construção da teoria do texto e análise do discurso. Mais recentemente, nós mesmos temos entendido o texto como estrutura fractal, aplicáveis aos diversos graus da escala sempre os mesmos parâmetros analíticos e estruturais, porém, essa visão ainda é incipiente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora a linguística textual ainda não tenha definido satisfatoriamente seus objetos de pesquisa (e, talvez, nunca venha a fazê-lo), atualmente ela se concentra na geração, aceitação e interpretação de textos, demais, os entende como unidades de linguagem superiores às sentenças em determinado nível. Portanto, ela não se baseia no estudo de palavras ou frases, mas no estudo do texto (sua estrutura e função) como expressão da linguagem, com valorização de elementos comunicacionais. Porém, como existem conceitos diferentes de linguagem e texto coexistindo, é necessário defini-los como os adotamos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conceito de linguagem aqui discutido não supõe o autor como autônomo em relação a seu texto, nem identifica a linguagem como simples meio de comunicação, mas entendemos a linguagem como construção social e temporal; assim como o texto, a linguagem é considerada produto coletivo das diversas intercessões e mediações que nela operam. Adotar esse conceito significa aceitar que a compreensão da mensagem está muito além da decodificação das palavras e proposições, sendo, na verdade, atividade de interação e complexa construção de sentidos provisórios – conquanto o texto seja estável, as variáreis externas a ele não o são. A geração de sentido não se dá apenas a partir dos elementos da linguagem, também ocorre por meio da mobilização de sujeitos que utilizam estratégias para codificar ou decodificar a substância do enunciado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao conceito de texto, ele pode ser definido (a) a partir dos padrões internos da mensagem, da perspectiva do sistema de linguagem inerente, e (b) desde os temas ou padrões transcendentes ao sistema, considerando a mensagem como unidade funcional ou comunicacional. Nossa opção é considerar o texto como estrutura “acabada” (produto), resolvido pelo próprio processo de planejamento, construção e expressão de linguagem. Nessa visão, a construção do sentido do texto é relacional e mais estável, ainda que envolvendo mecanismos fluidos estabelecidos pela estrutura do texto e pelo conhecimento armazenado na memória do autor e do destinatário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O mecanismo que estabelece conexões linguísticas entre os elementos da estrutura que aparecem na superfície do texto é denominado coesão. As conexões em si são objetos da sintaxe que, por sua vez, integram a gramática – tanto no sentido linguístico corrente quanto no sentido de arte liberal. A principal função da coesão textual é estabelecer relações processuais de restauração das conexões entre os elementos de linguagem da superfície do texto, vale dizer, nas declarações, nas estruturas frasais e entre elas. Essa conexão entre elementos pode ser alcançada por meio da coesão referencial (processo de referência em que um componente da superfície do texto se refere a outro) e da coesão sequencial (processo de sequenciamento que estabelece relação semântica). A coesão é entendida como elemento semântico que se realiza por intermédio do sistema léxico-gramatical. Embora seja importante princípio da textualidade, a coesão não é condição suficiente ou necessária, pois ao texto, em sentido lato, pode faltar coesão, sendo-lhe conferida textualidade e coerência. Não obstante, do ponto de vista das teses, a coesão é necessária: faz parte do que caracteriza o gênero e deve ser objeto da aferição na revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Posto isso, além da coesão do texto, há outro mecanismo muito importante (senão mais) no campo da revisão: a relação entre a mensagem e os receptores (leitores, público-alvo), relacionada aos princípios interpretativos. Essa coerência comunicacional é que permite ao leitor realizar o processamento cognitivo para que o texto possa ser analisado de forma mais aprofundada, inclusive como percepção abstrata, podendo também ser considerada relacionada à inteligibilidade do texto no bojo da comunicação e da capacidade do destinatário do texto. O significado deve ser calculado, previsto, intencional e cabe ao revisor assegurá-lo. Desse modo, a coerência está relacionada à estrutura no contexto da comunicação com o leitor, e não ao conceito gramatical ou frasal da coesão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por algum tempo, a distinção entre coesão e coerência foi ignorada. Alguns autores usam um ou outro termo para se referir a esses dois fenômenos. Atualmente, usa-se o termo consistência de microestrutura para se referir ao mecanismo anteriormente chamado de coesão, ao passo que consistência de macroestrutura se refere aos elementos coerentes. Já dissemos que, mesmo se admitirmos que o texto não seja coeso, ele pode ser coerente, todavia, na maioria dos casos, precisamos dos dois elementos para tornar patente a textualidade e a distinção entre coesão e coerência textual se faz requerida e presente em todas as escalas fractais do objeto cognoscível como texto. Quanto há coerência, mas não coesão, pode haver textualidade latente, entretanto, ela seria inconsistente quase na totalidade dos escritos acadêmicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa questão nos remete à definição de texto. A coesão é responsável pela tessitura do texto – e por sua própria natureza, em parte; porém, aos olhos de muitos autores contemporâneos, tal conceito não é mais aceito, pois é sabido que o texto pode apresentar coerência (reconhecida ou inferida pelo leitor) mesmo sem apresentar coesão – como já afirmamos. A textualidade, ou textura, é o que torna uma sequência de elocuções texto, não o empilhamento aleatório de sequências, frases ou palavras. Quando o destinatário puder considerar a sequência como unidade globalmente significante, ela é considerada texto. Portanto, a partir do conceito de coerência, pode-se dizer que identificamos a causa da textualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa toada, a coerência configura-se como a estrutura de sentido macroestrutural, o mecanismo que permite ao texto manter a sequência lógico-retórica e, portanto, tornar-se compreensível. A coerência não é apenas característica do texto, também é produto da interação do escrito com quem o tenta compreender. Porém, para interpretar corretamente as relações coesas implicadas no texto, devemos fazer alguns cálculos sobre o possível significado dessas relações, o que não é muito comum, quer para autores, quer para revisores (infelizmente, no último caso). Portanto, embora geralmente seja entendido como fenômeno particularíssimo, quando a fronteira entre um mecanismo e outro é eliminada, existe intersecção entre coesão e coerência: quando se diz que a coerência se estabelece a partir da sequência linguística que constitui o texto, essa relação é explicada, ou seja, os elementos da superfície da linguagem são as pistas e os pontos de partida para o estabelecimento da coerência. Até aqui, essas relações parecem um pouco tautológicas; texto, coerência e coesão se definindo reciprocamente, mas talvez esteja aí mesmo a unidade entre esses elementos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao questionarmos as pistas acima, que são estratégias cognitivas e sistemas de cognição (linguísticos e mnemônicos) relacionados ao processamento de textos, o conhecimento da linguagem inclui a gramática e a organização dos elementos da superfície textual, portanto, as gramáticas (normativas, históricas, dos usos) dicionários, vocabulários, estão associados a esse conhecimento. Além disso, essas estratégias refletem capacidade de usar apropriadamente os recursos anafóricos e catafóricos disponíveis no idioma para obter a referência ou a ordenação do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já a erudição, a que muitos se referem como conhecimento enciclopédico – nos parece pretenciosa e arcaica essa denominação – está relacionada ao conhecimento armazenado na memória pessoal, composto tanto por elementos declarativos (fatos sobre o mundo, vivenciados ou apreendidos, dados – asserções) quanto por procedimentais (obtidos por meio da experiência ou treinamento), sendo integrado por memórias diferentes quanto a sua permanência. Também pode ser chamado de conhecimento compartilhado, porque está relacionado a experiências de vida social, portanto, tanto mais fácil se comunicar quanto o autor e o destinatário compartilham os sensos. Esse conhecimento, por exemplo, pode ser usado para se estabelecerem hipóteses como base em manchetes de jornal, dados estatísticos ou qualquer de forma de presunção de conhecimento por parte dos leitores; a expectativa é que leitor saiba implicitamente de que se trata, dispensada a declaração.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, em determinada situação, o conhecimento relacional lida com a forma de interação da linguagem. Ele inclui linguagem corporal (comportamento de voz, fala indireta, esperando que o interlocutor entenda a verdadeira declaração não verbal de intenção), conhecimento de comunicação, conhecimento de metacomunicação (correções, repetições, paráfrases destinadas a garantir a expressão da linguagem e a compreensão (atual ou posterior) do texto e conhecimento da superestrutura (reconhecimento do gênero do texto, por exemplo: distinguir receita médica e receita de bolo).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em suma, o conhecimento linguístico é responsável pelo estabelecimento da relação lógica entre as frases e seus componentes, o conhecimento enciclopédico está relacionado à experiência anterior do falante e o conhecimento relacional está relacionado aos atos de fala por meio da linguagem. Portanto, os produtores e intérpretes do texto são estrategistas que, ao forjarem jogos de linguagem, mobilizam uma série de estratégias – cognição social, relacionamento e ordem do texto – para produzir sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerando que essas estratégias são necessárias tanto para o destinatário (necessidade de decodificar e compreender o texto) quanto para o autor, que as usa no processo de redação, portanto, para revisores profissionais, que precisam interpretar o escrito a fim de saber o que está bom, o que pode ser melhorado e, às vezes, apontar o que precisa ser reescrito (pelo autor); eventualmente, o revisor pode parafrasear fragmentos obscuros para tornar a expressão clara, coesa e coerente. Na teoria e na prática, é difícil de definir o conceito da mediação exercida pelo revisor. Na verdade, a mediação revisional pode ser uma série de ações com características opostas, por exemplo, relacionada a atividade de linguagem no tópico ou ao objetivo da linguagem em contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode-se dizer que a reflexão sobre mediação linguística tem três origens retóricas principais. A primeira é a visão lógica da mediação da equivalência formal entre sentenças, que está relacionada ao fato de que as proposições devam ter o mesmo valor de verdade. O segundo é o ponto de vista gramatical. Entende-se que mediação é sinônimo de frase, tendo um núcleo semântico desviante como identidade, o sujeito e a conotação podem ser divergentes, e o mesmo objeto pode ser visto diferentemente – é o caso das anfibologias, por exemplo, que podem ser buscadas pelos autores ou evitadas pelos revisores, circunstancialmente. Finalmente, a terceira fonte é a mediação como reencenação, visão retórica que envolve atividade de invocação, na qual o declarante restaura o conteúdo do texto fonte para o segundo texto – aqui, trata-se do procedimento dos tradutores, por excelência, ou dos revisores, episodicamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo esse pensamento teórico, a mediação é entendida como distorção do sentido da expressão ou o esclarecimento da precisão e da pontualidade, vale dizer, o sentido estrutural é semelhante, mas a expressão não é totalmente semelhante, ou a expressão é clara. Por outro lado, a mediação baseada no mesmo e no semelhante é impotente para o desenvolvimento da linguagem; fica escondida atrás de um modelo antigo estabelecido, no qual algumas pessoas renunciam à própria voz, para que a voz da outra apareça no texto, sendo que a intervenção mediativa pode servir para esclarecer parte do escrito. Partindo desses conceitos, enfatizamos que a mediação é uma espécie de reformulação que busca manter ou reconstrói a equivalência semântica com o texto original, esclarece a informação dada e a nova informação, e não ignora a coesão e coerência no texto reformulado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Reiteramos que a linguística e a semântica textuais fazem parte da base necessária para a revisão de teses e dissertações a partir de diversos aspectos, principalmente tendo em conta a modalidade de discurso correspondente ao gênero textual a que tais escritos correspondem. A compreensão das questões de linguagem e a compreensão dos conceitos do texto, coesão e coerência do texto, sistemas de conhecimento e mediação são importantes para o estudo do processo de revisão acadêmica, e para a respectiva práxis, pois existem nas atividades do revisor dia a dia.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questões contextuais acadêmicas&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em primeiro lugar, destacamos que a contínua reescrita é praticada por muitos autores, no contexto acadêmico, tal afirmativa inclui os estudantes e seus orientadores (coautores), entretanto, acredita-se que a primeira revisão seja sempre realizada pelos escritores. Trata-se de equívoco bem generalizado confundir a prática do revisor, linguista profissional (a revisão, em sentido estrito) com a prática de retorno ao texto feita por autores (reescrita, em nossa terminologia). Em termos procedimentais, certamente há algumas equivalências, entretanto, dos pontos de vista epistêmico e técnico são atividades profundamente distintas, a priori, pelos sujeitos que as praticam: revisão requer alteridade (isso já é um bordão em nossos discursos!). Nem sempre os autores conseguem se desviar de suas palavras, suas ideias, esse fator destaca a importância do papel dos profissionais que não participaram do processo criativo. O termo revisão vem do latim, que significa reexame, o significado geral de revisão. Portanto, o palestrante que releu o discurso escrito várias horas antes de embarcar no avião, o médico que realizou o exame e conferiu novamente as informações antes de operar, o doutorando que releu toda sua tese antes de dar curso a ela, todos fazem revisão em sentido lato, não é a mesma atividade desempenhada pelo linguista profissional; essa última requer distanciamento absoluto do processo criativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Qualquer leitor atento que não tenha participado da criação do texto, no sentido da alteridade que temos proclamado, pode ler um escrito e apontar nele lapsos ou pontos obscuros. Mas essa leitura não é suficiente para permitir que ele revise e interfira ou avalize os teses e comunicações científicas, por exemplo, o que é mais complicado. Isso porque a intervenção em textos longos requer a aferição de gramática, lógica e retórica, bem como conhecimento teórico do processo de criação e concretização de ideias e sua respectiva consolidação em documentos formais, evitando desvios na estrutura de significados, o que pode ser além da capacidade de pessoas sem formação e treino específicos, mesmo para pessoas acostumadas às artes de ler e escrever. Assim, as leituras cruzadas – um autor lendo a tese do outro – no mesmo grupo de estudos, são altamente recomendáveis no meio acadêmico: entre outros benefícios, questões relativas a erros materiais podem ser dirimidas. Do mesmo modo, os orientadores acadêmicos apontam, todo o tempo, as lacunas, omissões, obscuridades nas dissertações e teses que estão orientando, é parte de sua função; todavia, a rigor, do ponto de vista da criação do texto, orientadores e orientados são coautores da tese – e ambos estão tão próximos do texto que ficam impossibilitados para a revisão, mesmo no caso de o orientador ser um linguista ou revisor de ofício, todos os coautores estão “contaminados” pela criação e inabilitados para revisar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao revisar teses alheias, munidos de nossas ferramentas teóricas, incluindo trabalhos que envolvem a prática e a atuação profissional dos revisores, descobrimos questões situacionais que exemplificam a complexidade dos fatores envolvidos no processo de revisão. A presentaremos a seguir alguns aspectos que julgamos relevantes no contexto das revisões dos textos de mestrado e doutorado, para não mencionar outros mais curtos que são equivalentes para a maioria das questões objetivas indicadas: a revisão tipicamente acadêmica; como ela é feita; quem a faz; âmbito de intervenção nela; orientação e revisão na redação.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questões objetivas: as teses&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisões de tese e dissertação&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A atividade de revisão profissional já existe há muito tempo, não sabemos quando foi que alguém pagou a outrem para ler e apontar problemas em sua tese pela primeira vez, mas vamos nos recordar que esse tipo de registro escrito existe desde a Idade Média, quando ainda não havia a estrutura de trabalho remunerado das últimas décadas. Ao longo do século passado, o ofício profissional de revisores, se não é que foi criado, pelo menos, se estabilizou, de forma mais ou menos como hoje ele existe. No entanto, foi ao longo dos três últimos decênios que a situação atual do revisor no mercado linguageiro se estabilizou, entre as muitas mudanças ocorridas no mundo, no meio editorial e, especificamente no universo acadêmico, a maioria das quais tentando acompanhar o ritmo da inovação tecnológica ou causada por ela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No passado, as pessoas falavam sobre revisão de erros gramaticais e tipográficos. No início, a revisão do texto não seria a atividade complexa de hoje, mas coexistia com a revisão da impressão (revisão “typographica” – grafei à antiga para reforçar a obsolescência da prática), afetando-a assim. Outrora, a revisão de um trabalho acadêmico longo se contaminava por práticas seculares e inclusive estava, muitas vezes, delegada às exímias datilógrafas que desempenhavam a mecanografia dos manuscritos – e isso se deu durante mais de cem anos! No conceito vigente, o revisor deve compreender todos os aspectos da oficina gráfica, incluindo textos mecânicos ou manuscritos, diferentes tipos de estampas, fotos e desenhos, enfim, todos os conteúdos utilizados para a produção gráfica. Isso inclui, atualmente, usar adequadamente os diversos tipos de arquivos eletrônicos das diferentes mídias em voga.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo de revisão de teses, até o final da década de 1970, teve características bastante distintas das atuais. O original era corrigido (esse conceito é da época, apenas parcialmente superado por profissionais e ainda é a percepção de muitos autores) por linguistas (professores de português) com reconhecidas qualificações gramaticais, eventualmente, um algum acadêmico era engajado no trabalho (as vezes, por correspondência), instado a se dedicar às atividades de revisão visando renda suplementar e, a seguir ou em paralelo, surgia a figura impoluta e prestimosa da datilógrafa. O resultado do processo, inexoravelmente, era a necessidade de erratas, às vezes apontando vírgulas e acentos excedentes ou omissos. Risivelmente, a ABNT ainda indica onde devem ir as listas de erros nas teses, como se isso não fosse necessidade do passado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Porém, com o advento dos computadores pessoais, ainda que sem as técnicas de digitação, os autores puderam começar a produzir seu próprio texto e entregá-lo diretamente aos revisores, sem a colaboração de digitador. Atualmente, é difícil imaginar alguém trabalhando na revisão de textos sem o uso de computador, a comunicação entre o autor e o revisor preponderantemente é feita por e-mail, e a internet também é usada para divulgar trabalhos acadêmicos e estabelecer novos contatos – inclusive identificando nela os revisores aptos ao serviço demandado pela profusão de teses dos anos mais recentes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de eventos da ordem que descrevemos, a atenção se volta para a forma de revisão mais comum que existe atualmente. Essa revisão de teses moderna é realizada em agência prestadora de serviços linguísticos ou por linguista profissional (independente), sempre com uso dos recursos da informática, aplicáveis muito além da correção às antigas, agora existe conexão entre o autor e o revisor, permitindo a interação que antes era praticamente impossibilitada pelas circunstâncias. Como o revisor não está junto ao autor do texto, eles passam a utilizar recursos que estabeleçam relações virtuais, permitindo o controle das alterações e inserções comentários que questionam passagens do texto. Queremos crer que todos revisamos assim as teses e dissertações em nossos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao analisar os tipos de revisões de outra perspectiva, vale ressaltar que, lastimavelmente, muitas pessoas ainda entendem esta atividade como simples correção dos problemas gramaticais superficiais do texto. Não pretendemos diminuir a importância de solucionar tais problemas, mas sabemos que, se as atividades de revisão forem realizadas de maneira minimamente adequada, não cobrirão apenas esses aspectos. Entre as opiniões mais equivocadas difundidas a respeito das práticas de revisão de teses está a de que softwares que fornecem correções ortográficas podem ser usados em substituição aos revisores. É sabido que tais corretores atendem apenas parcialmente às necessidades de correções. Eles não interpretam, não reescrevem e não encontram erros em datas, ortografia de nomes próprios, além de proporem a introdução de incontáveis erros materiais. Claro que os corretores ortográficos dos editores eletrônicos de textos são ferramentas utilíssimas, mas sequer poderiam ser comparados aos já inexistentes revisores tipográficos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na verdade, o termo “revisão” tem sido usado em um sentido amplo pelo público em geral – inclusive por boa para dos autores acadêmicos, abrangendo nesse sentido lato desde a correção de elementos gramaticais até a reescrita e orientação do texto. Estes processos coexistem e, para além de afetarem o preço do serviço (sempre mais barato se prestado por um &lt;i&gt;freelancer&lt;/i&gt;, ou por um universitário como “bico”), variam também em função das competências do revisor e de seu método de trabalho ou das demandas que lhe são atribuídas. Por fim, os profissionais que atuam nessa área precisam se atualizar constantemente com as mudanças tecnológicas e as novas necessidades dos públicos, aliando essas atualizações ao conhecimento que vem se consolidando acerca das revisões de textos técnico-científicos.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como se revisa a tese&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem não tem entendimento completo e domínio da linguagem padrão, não pode fazer boas revisões – é impossível lidar com os acentos, pontuação, convenções e regras extralinguísticas aplicáveis a cada gênero, sem formação adequada. Embora o que se concebe como texto revisado tenha evoluído muito, a abordagem se adapta às necessidades de cada local de trabalho e ao cliente específico; é importante considerar não apenas a forma, a estrutura e os símbolos, mas também o discurso implícito e o gênero no processo de revisão. De modo geral, na primeira passagem pelos textos, os profissionais prestam atenção em quem escreveu (autor) e a quem (destinatário – público-alvo) se destina a obra, observam a amplitude de circulação pretendida e composição desejada, na relação dialógica do texto. Na segunda passagem, cabe ler o original para analisar eventuais questões gramaticais e simbólicas, como convenções orais e nominais, ortografia, pontuação, conformidade com as normas aplicáveis (ABNT, APA, Vancouver…) se for o caso. No caso da tese, a primeira etapa já é definida: trata-se do doutorando e o público-alvo será a banca, seus pares; se haverá outros leitores em seguida, e certamente haverá, é consideração secundária do ponto de vista situacional do autor. Depois de concluir essas etapas, o revisor passará para as próximas, a cada uma, ou ao cabo de todas, fazendo proposições e discutindo com o autor os problemas encontrados, a fim de fazer os ajustes e alterações necessários.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As dúvidas sobre a coerência do texto são mais frequentes que as dúvidas sobre ortografia e problemas de superfície textual – embora se acredite erroneamente que o último esteja mais relacionado às revisões do texto que o primeiro. Para os problemas superficiais, quase sempre se aplicam interferências resolutivas. Na experiência de revisão acadêmica, ela é considerada etapa posterior à produção escrita, principalmente pelos alunos de mestrado ou doutorado, que poderiam ter grande proveito em contar com a assessoria de um linguista durante toda a redação; o objetivo principal deles, ao contatar o revisor, continua sendo “corrigir” o texto e detectar desvios normativos e de registro; ainda pensam que o processo de revisão se limita à gramática e ignoram questões óbvias como a clareza do significado e fluência da leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores devem considerar três tipos de parâmetros ao realizar seu trabalho em teses e nos demais escritos universitários: (1) regras linguísticas (de acordo com a gramática e a normas culta padrão); (2) regras acadêmicas (ou as próprias regras do cliente, por exemplo: construções passivas ou plural majestático) e (3) regras pessoais de revisão do autor (os limites pactuados e as preferências determinadas). Dentre esses parâmetros, o terceiro parâmetro é o que menos afeta: os autores não correspondem adequadamente às demandas do revisor, deixando-o agir livremente (até mais solto que seria adequado). Isso está relacionado, ainda, à noção de que o revisor só corrigirá “ss” e “ç” – e de que ele entende bem do assunto. Questões apresentadas quanto à padronização e homogeneidade do texto, à situação em que pode haver várias construções gramaticais ou uso de palavras (por exemplo, duas grafias aceitas), variações propostas, raramente são atendidas pelos autores, então, o revisor deve optar, fazendo dessa escolha o padrão a ser aplicado ao longo do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao material de trabalho do revisor, existem algumas ferramentas básicas, como dicionários (seja em português ou em outras línguas), sinônimos e antônimos, abreviaturas. Além disso, é necessário verificar constantemente as diferentes gramáticas. Não há dúvida de que a Internet é hoje a ferramenta importante para fornecer aos linguistas bons recursos, como os dicionários eletrônicos, muito mais rápidos de se consultar, ou incomensuráveis &lt;i&gt;corpora &lt;/i&gt;com abonações quase infinitas para os registros. É necessário não só compreender as possíveis mudanças na gramática e no uso de grafias, mas também observar as palavras existentes se ampliam continuamente, surgem novas palavras ou novo uso de palavras antigas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor acadêmico deve ter ambiente de trabalho adequado, silencioso e suficientemente iluminado, o que também é fundamental. O ideal é que o profissional seja alocado em sala separada dos demais para evitar que ruídos ou conversas que interfiram na atenção necessária durante o processo de revisão. Considerando que as atividades realizadas pelos revisores precisam ser focadas e requeiram profunda concentração – que se exaure com as pressões de tempo, também é importante dar aos revisores prazo suficiente para realizar cada tarefa que, se for feita com pressa, há chance maior de que questões de estrutura do texto sejam ignoradas.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem revisa a tese&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores não podem ser leitores comuns; para teses e dissertações, também não podem ser revisores corriqueiros. É fácil para o leitor ordinário perceber problemas nos escritos, mesmo que não tenham a capacidade de reconhecê-los, classificá-los ou apontar-lhes a solução. É ainda mais fácil, para o revisor profissional, fazer isso. Porém, a atitude do revisor acadêmico em relação ao documento em que colabora é a atitude de pesquisador, pois, com a necessidade de interpretação do texto, surge a avaliação realista de cada problema, bem como a definição linguisticamente precisa de sua natureza, em função de um gênero em que ele têm trâmite e experiência, logo, o comportamento dos revisores todos é diferente do leitor comum, porém, a atitude do revisor de textos científicos á ainda mais diferenciada. A postura crítica do revisor de teses está impregnada da linguagem acadêmica, cientificizada, adaptada ao calão e aos rituais linguageiros em que ela se insere. Línguas são fórmulas, fraseologia, e as estruturas de jargão não se limitam a cada campo cognitivo, mas há uma série de lugares-comuns entre todas as ciências que se encontra consolidado no texto acadêmico em geral, campo de atuação do revisor científico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores analisam o texto como linguistas profissionais e como leitores-alvo, são sempre as duas óticas em conjunção. O autor não costuma adotar essa atitude crítica. Os autores não têm alteridade (o outro lendo o texto), não há exotopia (o distanciamento necessário). É por isso que os trabalhos acadêmicos devem submetidos a outras pessoas antes de serem depositados. É necessária a visão de quem nunca lhes tenha posto os olhos, até mesmo que desconheça os conceitos, para não subentender o que está omisso. Portanto, não basta que os revisores conheçam e afiram o conteúdo da gramática. O ideal é que o revisor esteja atento a tudo, pois lida com múltiplos textos e tópicos do dia a dia – mesmo que trabalhe em área específica com maior frequência. Para os revisores acadêmicos, não basta dominar vernáculo e gramática, deve haver lastro e lustro de erudição. O revisor deve conhecer o máximo possível dos múltiplos campos do conhecimento; pelo menos, do ponto de vista do vocabulário incorporado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dentre os principais atributos pessoais necessários aos revisores de teses, destacam-se: elevada capacidade de concentração, memória funcional eficiente, proficiência em todos os aspectos gramaticais do português (e outras línguas) e nas peculiaridades da análise do gênero específico em que as teses se inserem; desejável cultura diversificada, com grande bagagem livresca; imparcialidade, distanciamento de interesses pessoais que possam desencadear avaliações tendenciosas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como fazem diferentes tipos de avaliações, os profissionais responsáveis por teses e dissertações também são especiais e adotam atitudes distintas, muitas das quais ligadas diretamente ao objetivo imediato de seu cliente. Ao enviar a tese para revisão, o autor deve entender que o revisor tem o dever de fazer ajustes com base no que os profissionais consideram correto e adequado; portanto, o autor precisa confiar no trabalho do revisor, e o revisor é responsável pelo cumprimento do que foi contratado, no prazo estipulado. Durante a revisão, o “poder” é conferido a revisor para aprimorar o texto do autor. Momentaneamente, ele é a extensão do autor, um coautor provisório, por fim: o revisor é um dos múltiplos intercessores de cujas ações o texto vai ao prelo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, é importante e necessário que os linguistas profissionais se permitam duvidar (metodicamente), que questionem suas próprias certezas (inclusive linguísticas), que tenham a humildade de aprender continuamente. O revisor, principalmente em tese cujo conteúdo esteja distante de seu domínio cognitivo, deve ter a coragem de dizer que não conseguiu entender alguns (ou muitos) dos trechos originais ou que detectou evidências que problemas estavam prejudicando a compreensão. Nesses casos, é importante a realização de pesquisas ou consultas ao autor, atitudes que, além de tornarem mais confortável seu desempenho no trabalho, o impedem de introduzir problemas no texto alheio.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Limites nas interferências&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das questões contextuais mais relevantes relacionadas à revisão do texto para dissertações e teses é até que ponto a pessoa que está revisando o original pode intervir. Para contornar esse tipo de questão, o revisor adota a técnica de identificar suas intervenções e sempre as apresentar ao autor. Sendo possível, deve-se distinguir entre (1) interferências resolutivas (a que não cabem questionamentos) – marcadas como “revisão” – e (2) recomendações, sugestões, dúvidas – apresentadas em caixa de comentário à margem do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores precisam sempre entender suas próprias limitações e contribuir com seu conhecimento, sem alterar a natureza do trabalho que está sendo revisado. Claro, o revisor deve contribuir, todavia ele não deve formular juízo sobre o conteúdo do trabalho – somente lhe cabe julgar o texto. Em suma, quando se diz que o revisor não pode mudar a essência da obra, significa que o estilo do texto, a marca do discurso do autor e seu pensamento devem permanecer inalterados na versão revisada, fiéis ao original. O revisor deve ter constante cuidado de não abusar da mediação a ponto de alterar a obra do autor, ele não pode ir além do âmbito de intervenção nas construções básicas expressas no texto original, sempre preservadas as ideias. Trata-se sempre de outro princípio que temos acalentado: mínima interferência.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Orientação e revisão da tese&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Questão que tem despertado nossa atenção recentemente é a da relação dos orientadores com os doutorandos e mestrandos em relação à revisão. Há muitas visões diferentes por parte dos orientadores, já vimos casos em que eles vetam a interferência do revisor, num dos extremos, e casos em que exigem a revisão, indicando inclusive com quem ela deva ser feita. As duas posições nos parecem inadequadas – mas as relações entre orientadores e seus orientandos é assunto deles.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece-nos incrível que orientadores não conheçam, não compreendam e não aceitem a colaboração de revisores nas teses de seus orientandos, julgando-os capazes de resolver todas as questões linguísticas, ou julgando-se suficiente para suprir as deficiências do aluno. Ambos os equívocos têm origem no desconhecimento das características necessárias mais básicas da revisão: alteridade e exotopia. Os orientadores, na suposição de tenham conhecimento gramatical suficiente, estão tão contaminados pelo texto quanto os orientandos, faltando-lhes o distanciamento necessário, se é que não faltam outros requisitos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, acreditamos que a relação entre o autor e o revisor seja marcada por parceria e confiança, em alguns casos ela se estabelece por décadas de cooperação. Temos tido a felicidade de ter clientes a quem atendemos em incontáveis textos ao longo de muitos anos. Não existem revisores perfeitos, longe disso, mas pode ser que haja um revisor perfeito para cada autor, cabe a eles se encontrarem. Não entendemos adequada a imposição de um nome para revisar a tese, até porque o ônus do serviço recairá, de costume, sobre o autor. Claro, sugerir, indicar ou apresentar é completamente válido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isso posto, vale apontar que, infelizmente, muitos orientadores ainda têm a parca visão de que caberá ao revisor a mera patrulha gramatical. Outro grupo, não aceita o eventual copidesque que o texto requer, ou não compreende a preparação e a formatação profissional… Trata-se de muita desinformação com que nós, revisores, temos que lidar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao copidesque, por exemplo, um aportuguesamento da expressão inglesa &lt;i&gt;copydesk&lt;/i&gt;, caracteriza a atividade de retrabalhar um texto original, muitas vezes mudando sua linguagem ou adequando-o a público-alvo diferente do original. Copidesque não faz parte da rotina normalmente exigível na revisão de tese. Também não é o que se espera do orientador. Não obstante, algum trabalho nesse sentido quase sempre é feito, pelo orientador, em primeiro lugar, pelo revisor em última instância. Sendo assim, o copidesque, ou a preparação do texto (que, a rigor, é ligeiramente diferente, mas são procedimentos que se confundem), consiste em um trabalho mais árduo e exigente do que o da revisão. A noção do que é copidesque ou preparação talvez não seja tão simples de definir, no contexto da tese, pois pode variar de acordo com a situação. Também, o que “sobra” para o revisor depende muito do grau de participação do orientador e do papel que ele desempenha em sua relação com o autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entretanto, fica claro que tudo o necessário para que a tese se apresente, após a revisão, em condição de ser encaminhada à banca, fará parte da revisão acadêmica, apenas se distinguindo da revisão as tarefas compreendidas pela formatação. O autor da tese, normalmente, não estará familiarizado com distinções feitas no mundo editorial entre revisão e preparação, portanto, ele nunca solicitará os dois serviços, mas é o que ele espera que seja feito e deverá ser atendido. O orientador não tem limite formal para participação na redação, tampouco se lhe requer conhecimento de técnicas de produção textual, exigíveis do revisor, tanto para o copidesque quanto para apontar problemas em um texto que serão sanados pela preparação.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/5279827301113346361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/5279827301113346361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/02/revisao-tese-mediacao.html' title='Revisão de teses: interferência, intercessão e mediação'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-MjU5r-j8jxQ/YCLgueoJHzI/AAAAAAAAGdo/EaRYU_5l2BIDgtF3D8Ij0PT8kyj4OPv4QCLcBGAsYHQ/s72-w640-h358-c/revis%25C3%25A3o-media%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Av. Reitor Mendes Pimentel - Pampulha, Belo Horizonte - MG, 31710-220, Brasil</georss:featurename><georss:point>-19.8660092 -43.9643814</georss:point><georss:box>-48.176243036178846 -79.120631400000008 8.4442246361788449 -8.8081314</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-7500086332372290954</id><published>2021-01-30T12:41:00.001-03:00</published><updated>2021-01-30T12:47:39.451-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="erros comuns"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="formatação acadêmica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="manuais e normas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de textos técnicos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerações sobre revisão de textos técnicos&lt;/h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nenhum revisor atua apenas como mantenedor da qualidade e estética do texto, mas opera também como mediador entre o autor e o público-alvo, sendo o primeiro leitor do texto, depois de ele ter sido lido e continuamente reescrito pelo autor ou autores. Mas o revisor é um leitor especial, ele lê cada linha pensando nas partes e no conjunto do escrito, considerando cada palavra e cada construção: o revisor é o linguista que vai conferir e aferir todos os aspectos formais e comunicacionais da mensagem. Em se tratando de documento texto técnico, das mais diversas áreas, podemos até dizer que, em alguns casos, além de emprestar ao escrito compreensão mais clara e precisão das instruções ou especificações, a revisão também pode prevenir erros operacionais, inclusive por afastar ambiguidades e obscuridades que, não apenas são possíveis, costumam ser recorrentes. Problemas desse tipo causam perda de tempo e dinheiro para a empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-W4T_S7tbac0/YBV79-LujtI/AAAAAAAAGcE/YPHzFQS8ucYkWo6NNvDj9tQR52lHqfWsgCLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-t%25C3%25A9cnica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O texto técnico-científico requer revisão acurada.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;290&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;365&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-W4T_S7tbac0/YBV79-LujtI/AAAAAAAAGcE/YPHzFQS8ucYkWo6NNvDj9tQR52lHqfWsgCLcBGAsYHQ/w640-h365/revis%25C3%25A3o-t%25C3%25A9cnica.jpg&quot; title=&quot;Revisar textos técnicos é serviço para linguista profissional.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Más interpretações de mensagens podem resultar em retrabalho e, no limite, inclusive acidentes.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A importância da mediação de revisores profissionais está provada não apenas nos campos do conhecimento em que linguagem é a base da produção, mas em todos os campos nos quais a escrita é usada como meio de comunicação.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Textos técnicos e científicos&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Faz-se necessário determinar o que é o texto técnico a que estamos nos referindo e distingui-lo do texto científico. Na verdade, os dois gêneros se inserem taxonomicamente no reino dos textos não ficcionais, e a principal distinção entre eles pode ser estabelecida pela tônica que o texto científico tem no conhecimento e o foco na aplicação caracterizar o texto técnico. Na verdade, em textos longos, é bem comum haver segmentos completamente técnicos (por exemplo, em uma tese, o capítulo de material e métodos) e haverá partes completamente científicas em qualquer manual técnico (no mínimo, do ponto de vista da divulgação do conhecimento). Texto é sempre um construto complexo que envolve muitas facetas e uma série de segmentos com características distintas entre si que o inserem em algum gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora a informática ajude a tornar a revisão linguística mais ágil, sua complexidade e a produção de textos por parte dos cientistas e das empresas continua a aumentar em ritmo que pressiona o mercado de revisão. Mesmo sendo essencial, o serviço de revisão representa uma etapa pode “dificultar” ou atrasar o processo de edição e de veiculação de qualquer documento; a revisão é ainda mais necessária, por exemplo, quando várias pessoas contribuem, de maneiras diferentes, na produção de cada documento longo. Nesse tipo de material gráfico, é certo que existe grande demanda pela padronização, portanto, a revisão do texto e o controle de sua qualidade linguística e comunicacional são funções que devem ser desempenhadas por profissionais qualificados e competentes. No entanto, é bem conhecido que, apesar da ênfase atual na qualidade, as atividades de revisão não são consideradas essenciais em vários setores do mercado, especialmente nos mercados de base puramente tecnológica. O resultado são relatórios sem coesão, textos procedimentais ininteligíveis, propostas comerciais eivadas de problemas gramaticais; tudo isso resultando em prejuízo à imagem da empresa ou do pessoal responsável pela produção do material.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabemos que existe muito pouca informação sobre o papel do revisor; esse problema é um dos principais fatores que levam à falta de reconhecimento da profissão do linguista. Há outros fatores envolvidos, mesmo a deficiência de formação comunicacional (inclusive linguística) da mão de obra fora do campo das humanidades. Para haver compreensão mais aprofundada da importância da revisão e fazer uma apresentação mais clara da relevância dessa atividade, optamos por considerar diferentes tipos de texto e alguma segmentação de mercado. Não obstante, nossas considerações são generalizáveis; os problemas linguísticos são basicamente os mesmos em todos os campos do conhecimento e as dificuldades de aceitação da contribuição da revisão são semelhantes em diferentes áreas mercantis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Percebemos que já não é pouca a bibliografia sobre textos técnicos. Mas ela é praticamente desconhecida por parte daqueles que produzem esse gênero de escrito – ressalvados os manuais de redação, dicionários e, menos ainda, alguma gramática. Normalmente, esses livros se limitam a confirmar a objetividade do gênero textual a que remetem. Todavia, reconhecemos que não seja exigível dos autores daqueles textos dominarem a linguística funcional inerente. No mundo de especializações, é preferível que o produtor de utensílios redija o manual de sua utilização e, em seguida, consulte um revisor profissional sobre os aspectos linguísticos e comunicacionais aplicáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escrita de textos técnicos não contém ficção, portanto, autor e leitor devem produzir e alcançar a mesma verdade (objetiva e funcional), os leitores todos devem ter o mesmo entendimento do que o autor pretende transmitir. Ao contrário dos textos fictícios (em que as conexões entre as informações e a explicação das ideias podem ser deixadas para o leitor), nos textos técnicos, o leitor precisa entender o que o remetente do texto espera, ao invés de simplesmente ficar livre para interpretar segundo o que cada um pensa ser específico ou mais adequado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A expressão “técnico-científico” é utilizada para se referir à literatura técnica de caráter acadêmico ou profissional de cada ramo do conhecimento. Porém, aqui entenderemos a linguagem técnica, como aquela produzida no mercado de bens e serviços tecnológicos, cuja função é explicar funções de máquinas, peças e equipamentos; ainda que usando a linguagem científica na publicação, a divulgação ou produção do conhecimento não é a atividade fim, mas o emprego da terminologia é o meio pelo qual o texto alcança a finalidade para a qual ele foi produzido. Como tecnologia é área diferente da ciência (habilidades e conhecimentos, respectivamente) mas seguem em paralelo, podemos distinguir textos técnicos e científicos apenas como artifício metodológico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A terminologia técnica não é diferenciada daquela científica do mesmo campo de conhecimento, embora haja distinção (nem sempre muito nítida) entes os dois gêneros: o primeiro descreve ou apresenta objeto ou serviço e estabelece relação entre o conhecimento obtido e sua aplicação, o segundo desempenha função diretamente ligada à produção, revisão, divulgação de informação no ramo. Embora textos técnicos sejam amplamente utilizados na vida empresarial – descrições de peças, equipamentos, relatórios de manutenção, manuais de instrução – percebemos que a maioria dos desenvolvedores, comunicadores e usuários não prestam a eles, naquela esfera, a atenção que todos os escritos merecem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como os textos técnicos sempre estiveram relacionados aos cursos tecnológicos ou técnicos, esse gênero de texto não tem recebido a atenção devida, nem mesmo seus autores ou seus leitores esperam muito deles. Também sabemos que as dificuldades associadas às peculiaridades do vocabulário dos textos técnicos e a dificultosa relação entre a formação tecnológica e educação literária levaram a esse descaso. Infelizmente, o único objetivo do ensino tradicional da escrita é preparar os alunos para exames admissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acreditamos que nossa experiência de mais de vinte anos no ramo da revisão de textos técnicos e acadêmicos seja passível de ser comentada, motivo que nos levou a tratar, neste artigo, desse viés de mercado relacionado a nossa atividade profissional que compreende revisão de texto científicos (teses, dissertações e artigos eivados de vocabulário técnico) e de textos técnicos (relatórios, propostas, manuais, repletos de jargão científico) das mais diferentes áreas do conhecimento e do mercado.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão do texto técnico&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerações iniciais&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para apresentar melhor o assunto, decidimos definir conceitos necessários à revisão de textos: linguagem padrão, gêneros, textos canônicos. A linguagem padrão refere-se ao conceito de linguagem ideal, que foi estabelecido como universal e é considerado “correto”. Esse modelo, também é chamado de norma culta, é difundido pelas escolas e descrito em gramática e dicionários. No entanto, a chamada linguagem padrão não corresponde à fala de nenhum grupo social. Como “lei linguística”, ela infere do uso oral e escrito e fornece uma base para corrigir as formas linguísticas ao aproximar as construções recentes daquelas tidas como paradigmáticas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O gênero textual é estrutura textual especial que se origina de alguns dos seguintes textos: narrativo, descritivo, declarativo, declarativo e proibitivo – dentre outros. O gênero do texto é classificado de acordo com as características comuns do documento na linguagem e no conteúdo, possibilitando agrupá-los por suas similaridades em blocos comparáveis. Muitos são os gêneros de texto, identificá-los facilita a interação entre os interlocutores (emissor e receptor) de determinada voz, por exemplo: relatórios, anúncios, procedimentos, manuais. Cada texto possui sua linguagem e estrutura com elementos peculiares ou genéricos. Observe-se que existem muitos tipos de texto na classificação de gênero de textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Textos canônicos são aqueles que apresentam uma “fórmula padrão” facilmente reconhecível cuja aplicação seja um modo de simplificar sua criação, por exemplo: introdução, desenvolvimento e conclusões, no texto argumentativo, ou ingredientes e procedimento na receita culinária, ou medicamento e posologia na receita médica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É importante considerar o contexto, a função e a finalidade de cada escrito, pois o gênero do textual pode conter vários subgêneros. Por exemplo, o manual de uma ferramenta conterá as apresentações de peças e acessórios que a compõem (texto descritivo) e o modo de usar cada um (texto procedimental).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nossas atividades de comunicação diárias, a linguagem oral é tão predominante que o texto escrito se torna cada vez mais fica contaminado por ela. É importante entender essa aproximação para adaptar o texto às especificações padrão e aproximá-lo da situação real do leitor, bem como para manter os limites entre as duas formas de registro. Esse papel de mediador entre linguagem oral e seu registro gráfico é desempenhado pelo revisor no texto técnico. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, os revisores não são (ou pelo menos não deveriam ser) defensores das normas padrão, mesmo que as conheçam e apliquem – a função do revisor é aumentar a eficiência do texto quanto ao que ele se propõe. Embora o idioma padrão seja uma referência para a correção de texto – e não é a única, ao considerar o texto, o revisor tem em conta a variante de idioma usada só setor específico (idioleto ou jargão) e a forma padronizada da variante será reconhecida pelo usuário segundo o contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não consideramos o texto oral e o escrito como antagonismos, mas nos engajamos em atividades interativas e complementares no contexto de costumes sociais e culturais. Embora a escrita seja processo essencial para que as pessoas possam interagir diariamente, a pessoa é definida como aquele que fala (&lt;i&gt;homo loquens&lt;/i&gt;) e não como uma quem que escreve. Todavia, a sociedade e a memória histórica são derivadas das tradições orais e dos registros gráficos, em diferentes coeficientes, com aumento significativo da participação textual à medida que a sociedade se sofistica. Devemos estudar sempre as semelhanças e diferenças entre os dois registros, oral e escrito, pois o principal objetivo compreender o limite e utilizar cada um adequadamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todas as pessoas têm ou tiveram tradição oral, mas menor número pode dizer o mesmo em relação à tradição escrita. Mesmo para quem também tem tradição escrita, deve-se destacar o que é sempre oralidade: a base anterior do pensamento. No entanto, um registro desses ser dominante em certo meio, e o outro preponderar em contexto diferente, não torna nenhum deles mais importante. Excrecência pode ser o abuso de construções típicas da fala no texto escrito, ou o contrário. Bom-senso é aplicar o critério de pertinência com alguma flexibilidade e toda a propriedade necessária.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão profissional de textos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As dificuldades que a maioria das pessoas encontra ao escrever textos e a velocidade com que as informações nos chegam em nossos dias não significam que os autores não precisam se preocupar ou podem alegar não ter tempo para verificar seus erros ou outros problemas persistentes em seus escritos, como falta de clareza e texto hipossuficiente para atingir o objetivo. Acreditamos que seja necessário modificar todo o processo, que todos os textos sejam passíveis de revisão e apresentariam ganha qualitativo com a contribuição e intervenção do linguista profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das vantagens de se ter um revisor profissional, ou empresa de revisão, assessorando a empresa é que ele pode flexibilizar o uso dos padrões culturais, adaptar a redação à realidade requerida pela praça e fazer com que o conceito de qualidade se ajuste melhor ao contexto. Em caso de empresas maiores, com larga e rotineira produção de documentos escritos, pode ser vantagem ter-se um revisor profissional residente, capaz de aprimorar toda a comunicação interna e externa da firma, um profissional apto a adequar cada escrito à realidade do ramo de atividade e fazer com que os conceitos correspondam melhor ao contexto. O conhecimento dos gêneros textuais relacionados à cada área também é de fundamental importância, pois o revisor pode ter mais padrões se dominar esse conhecimento antes de dominar muito conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão gramatical de textos&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das etapas mais rudimentares da revisão é a correção gramatical, pois a repetição de palavras ou presença de erros ortográficos chamam a atenção do leitor negativamente. Erros de digitação são outra ocorrência que prejudica a leitura e constitui ruído à melhor interpretação da mensagem. Sempre, o revisor deve insistir na manutenção das intenções dos autores. Essa é a etapa básica do sistema de revisão, pois elimina os vícios de linguagem e torna os pensamentos expressos de forma bem mais clara, às vezes, pela simples reordenação de uma frase construída em ordem indireta.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Orientação aos autores&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um bom revisor não deve apenas considerar os aspectos gramaticais do texto (ortografia, concordância, acentuação, pontuação…) e consistência, também pode apresentar aos autores sugestões para melhorar o conteúdo, sempre atento à coerência e coesão do conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cada ideia deve ser transmitida aos leitores de forma tão interessante quanto possível, de modo tão fácil à compreensão quanto se seja capaz, para satisfazer a leitura sem obstáculos interpretativos. Esse é o caminho da revisão em sua etapa mais relevante: verificar se o conteúdo e a adequação do texto correspondem a seus objetivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa etapa, o revisor deve sempre considerar o estilo de linguagem dos autores do texto, ou o padrão da empresa, atento à maneira especial com que cada autor expressa seu pensamento, sempre que necessário, subordinando a individualidade autoral a padrões determinantes. Tudo isso será verificado na escolha de palavras, expressões, estrutura sintática e terminologia profissional. O texto de alta qualidade deve sempre preservar o significado original e a intenção dos autores. Revisão requer mínima interferência: o revisor só altera o necessário, só sugere o imprescindível. Revisão requer alteridade: é necessário que o revisor não tenha participado da redação.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Função do revisor de textos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A função básica do profissional é ler textos, localizar problemas eventualmente existentes nele e atuar como assessor linguístico. Essa é a parte rudimentar do ofício, aquela que todos conhecem. Porém, ele também é responsável por ler o texto final, já impresso, e compará-lo ao texto original correspondente (cotejamento) – as pessoas não imaginam quanta coisa acontece com um texto entre sua redação e sua impressão (edição, diagramação, composição…), e cada procedimento pode criar problemas. Em tese, o revisor é o profissional responsável por verificar a exatidão das alterações exigidas em cada prova de impressão, verificando o alinhamento e a posição de elementos como números de página, legendas ou títulos dos tópicos e destaques.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além das funções básicas de tratamento de erros gramaticais e problemas de coerência interna e externa, os revisores também devem ser capazes de lidar com textos de diferentes gêneros e em diferentes suportes, sendo capazes de processá-los e adaptá-los ao público específico a que se destinam e à respectiva mídia. O revisor é o profissional que sempre lerá tudo, independentemente dos livros de que goste ou para os quais tenha facilidade por suas habilidades. Portanto, um dia ele vai enfrentar um livro de filosofia, depois outro de engenharia e, em seguida um artigo sobre política internacional ou a tese acerca da prevalência da Covid no estado. Tudo isso com foco na uniformidade de estilo e gênero. Também a variedade de temas se reflete sobre o relatório, o projeto, a proposta, o manual… sem se importar se o tema é eletrônica, economia, mineração, administração, psicologia… Além disso, o revisor precisa dedicar sempre algum tempo a mais estudo: ampliando o conhecimento linguístico, atualizando-se com jornais, notícias e, enfim, estar alerta e em movimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores não precisam ter formação específica no ensino superior, mas suas responsabilidades comumente requerem treinamento em mídia ou literatura (em sentido lato). Não é necessária a chancela acadêmica para o exercício profissional da revisão – e louvamos isso, mas é imprescindível o repertório de linguística, de erudição e de método e técnica aplicados ao desempenho. Os revisores estão longe de serem substituídos por programas de correção de textos, eles são excelentes ferramentas, mas simplesmente não fazem o trabalho de um revisor profissional, apenas cumprem a função de eliminar os desvios mais elementares da norma e dos registros, e já dissemos o quanto a revisão vai além dessa base rudimentar.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estruturas textuais&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conforme mencionamos com frequência, os serviços de revisão são extremamente importantes nos mais diversos campos que se destacam pela qualidade de serviço. Além da ausência de erros básicos de ortografia e da necessária consistência, o texto deve ser coerente. A macroestrutura textual requer coerência do texto, sua estrutura retórica afinada com os objetivos gerais. A microestrutura é a superfície do texto, composta de elementos como concordância verbo-nominal e concatenação frasal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Durante a revisão da macroestrutura, no texto técnico, os revisores podem não ter conhecimento enciclopédico do assunto, mas ainda precisam descobrir e aferir os conceitos ou instruções abordadas no texto e, nesse processo, se inteiram da coerência interna do documento, identificando lacunas e eventuais contradições. O que acontece é que o revisor tem conhecimento do idioma, incluindo conhecimentos de gramática e vocabulário, e é responsável pela interpretação da mensagem de acordo com as informações prestadas; se falta algum dado, alguma informação, ele vai apontar o problema.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A experiência adquirida como revisor de um determinado tipo de texto (neste caso o texto técnico-científico) é um subsídio valioso para a atividade profissional, pois, além de economizar tempo do autor, também proporciona agilidade à revisão e edição. Porém, embora experiência, humildade e bom-senso sejam essenciais para qualquer interferência no texto alheio, a dúvida (por menor que seja) deve ser apresentada ao autor, ele deve ser sempre consultado. Se o revisor não entender o significado de certas partes do texto, ele resolverá a dúvida com o autor, e conciliará a descrição correta e a coerência do texto, de forma que o texto seja inequívoco para o cliente final.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nossa prática diária como revisores, constatamos que boa parte dos autores de textos técnicos acredita que o trabalho de revisão seja desnecessário. Por isso, em geral, só procuram a revisão quando há maior pressão (do gestor) ou reclamações externas (do cliente). No entanto, quando já usaram os serviços de revisão uma vez, os técnicos e cientistas perdem o “medo” de confiar seu texto aos revisores, percebendo que os revisores não fazem alterações sem consultar os autores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor atua como parceiro, mediador entre o autor e o leitor, não é um corretor automático. Após toda leitura, sugestões quase sempre aparecem. Sempre, a decisão final é do autor. Apenas as correções gramaticais e ortográficas elementares não requerem sua aprovação – são as chamadas intervenções resolutivas, sobre as quais não incidem possibilidades de questionamento (por exemplo: um sujeito separado do predicado por vírgula é falha incontestável). Com a prática, estabelece-se um vínculo de confiança e integração entre autores e revisores e, desde então, os primeiros passaram a usar os linguistas como aliados e primeiros leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão requer tempo, requer consideração atenta ao escrito, requer pesquisa e consultas. Paradoxalmente, quanto mais cedo a revisão é entregue, melhor é a reputação do revisor, quanto mais atento aos prazos mais se tem em boa conta o profissional (o cliente está sempre ansioso para ver os serviços executados), a revisão do escrito técnico exige agilidade – mas a qualidade requer atenção e sequência de etapas que não podem (ou não deveriam) ser saltadas. Portanto, o cotidiano da revisão tem um fator agravante: a universal urgência dos autores. Na verdade, é necessário concentrar o máximo de energia possível durante o processo de revisão, para minimizar as falhas: nem sempre haverá segunda oportunidade de intervir e os problemas passarão despercebidos na exata proporção em que o revisor for pressionado com a pressa. Uma revisão cuidadosa deve levar tempo. A urgência quase sempre compromete a clareza e, com frequência, implica em lapsos. O conceito é que não há urgência, há textos atrasados. Portanto, atrasos devem ser evitados pelos autores para evitar impacto no escrito, o revisor não pode ser responsabilizado pelas intercorrências que precedem seu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O suporte do trabalho de revisão&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As ferramentas dos programas editores de texto comuns ajudam na comunicação entre revisores e autores por meio de comentários, correções explicitas ou sugestões de mudanças que são apresentadas. Pode ser desejável e é útil a impressão em papel, mas ela demanda tempo que nem sempre é disponível e acarretará mais trabalho – com consequentes custos, pois, durante a leitura do texto impresso, ele é marcado e anotado, e tudo deve ser transferido manualmente para o computador em seguida. No entanto, essa etapa da revisão pode ser importante, certamente agrega considerável qualidade ao produto.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão e controle de qualidade&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Frequentemente, recebemos documentos preparados por técnicos que não acreditam que o texto precise ser revisado, mas, devido a requisitos de qualidade e satisfação do cliente, costumam nos encaminhar seus trabalhos antes de publicá-los. Devido ao foco atual na certificação de qualidade, as empresas têm focado mais nos aspectos que auxiliam na obtenção dos certificados em voga. Portanto, qualquer serviço que contribua para a garantia da qualidade para a empresa a cada dia torna-se mais valioso. Nesse sentido, a revisão de texto pode ser considerada forte indicador de qualidade e, portanto, ocupa importante e promissor espaço na empresa.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A importância da revisão de textos técnicos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A falta de departamento de revisão em uma empresa acarretará sobrecarga para os gestores que, além de planejamento e coordenação, devem “revisar” textos que podem estar mal redigidos. Para todos os responsáveis por informações, pareceres, conclusões de pesquisas, projetos ou normas de serviço, por escrito, é um indispensável apresentar o texto de forma correta, clara, precisa e inteligível. Porém, na realidade, é óbvio que isso não acontecerá na maioria dos casos.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Colaboração entre revisor e autor&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A linguagem técnica é construída a partir dos conhecimentos específicos que a permeiam. Ainda que de posse de tais conhecimentos, os profissionais da área técnica devem adequar a redação dos textos à finalidade a que estes se propõem, tendo em mente que escrever bem não significa escrever difícil, para tanto, pode-se sempre contar com a colaboração de revisores, linguistas profissionais. No exercício da profissão de revisor, atentamos sempre para alguns detalhes que fazem diferença qualitativa que não deve ser desprezada.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7500086332372290954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7500086332372290954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-de-textos-tecnicos.html' title='Revisão de textos técnicos'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-W4T_S7tbac0/YBV79-LujtI/AAAAAAAAGcE/YPHzFQS8ucYkWo6NNvDj9tQR52lHqfWsgCLcBGAsYHQ/s72-w640-h365-c/revis%25C3%25A3o-t%25C3%25A9cnica.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Brasília, DF, 70910-900, Brasil</georss:featurename><georss:point>-15.7631573 -47.8706311</georss:point><georss:box>-46.623861334161091 -83.0268811 15.097546734161092 -12.714381099999997</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-3661412630728836281</id><published>2021-01-18T11:45:00.000-03:00</published><updated>2021-01-18T11:45:19.929-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão e orientação: teses e dissertações </title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A interação de orientador e revisor com o autor&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os sujeitos do processo: autor, orientador, revisor&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No processo de revisão de texto direcionado a teses e dissertações existem três sujeitos interagindo: o autor (estudante de pós-graduação), o orientador (cuja presença e grau de interferência é muito variável) e o revisor de textos (linguista profissional, muitas vezes encarregado também da aferição de aspectos gráfico-normativos do texto). Os papeis de cada um desses sujeitos é bem distinto. Cabe ao autor a produção do texto, a exposição das hipóteses, da metodologia, do material empregado, a apresentação dos dados e tecer conclusões. Ao orientador cabe o acompanhamento da redação, a verificação dos critérios metodológicos e a constatação de que as conclusões respondem às hipóteses apresentadas (dentre outros), todavia, na extensão desse papel, o orientador cuida de aspectos linguísticos do texto que – na maioria das vezes – ultrapassam seu dever acadêmico e até mesmo sua qualificação formal; considerando a validade desse desempenho, observamos que todas as pessoas estão aptas a fazer sugestões aos textos de outrem, quer apontando neles lapsos ou obscuridades, quer fazendo (formal ou informalmente) apontamentos linguísticos. Por último, e muitas vezes é quem tem mesmo a última palavra, surge a figura do revisor, a quem competia apenas o “patrulhamento da língua”, a verificação dos esses e cês-cedilhas, mas cujo papel cresceu muito nas últimas décadas, alcançando questões da comunicabilidade, coesão macro e microtextual, coerência interna e externa dos escritos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-XCksxW5a2Tw/YAWdPS78sJI/AAAAAAAAGbQ/DXkf6MLXwNYLvguJrYHjK2gv37cTEW7CACLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-orienta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Orientação e revisão de tese são complementares.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;295&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;370&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-XCksxW5a2Tw/YAWdPS78sJI/AAAAAAAAGbQ/DXkf6MLXwNYLvguJrYHjK2gv37cTEW7CACLcBGAsYHQ/w640-h370/revis%25C3%25A3o-orienta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; title=&quot;O autor, o orientador e o revisor da tese trabalham interativamente.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O autor deve decidir sobre as propostas do orientador e do revisor.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;As sugestões de revisão apresentadas pelo orientador – e aqui estamos sempre considerando as sugestões quanto à redação, os aspectos materiais, o conteúdo da tese fogem inteiramente a nossa observação e não serão objeto de discussão – são utilizadas normalmente para conduzir seus alunos a reescrever o texto. Nesse artigo, baseado em alguns conceitos de escrita sociointerativa e outros de psicolinguística, discutimos o modo pelo qual parte dos alunos de pós-graduação respondem às sugestões de reescrita feitas por orientadores e às proposições e resoluções apresentadas pelos revisores profissionais. Nossa prática indica que o percentual de proposições dos revisores e seus comentários que serão ignorados é amplamente maior que o percentual observado e atendido – além do que, as interferências resolutivas são praticamente pontos passivos (como, de fato, lhes é inerente).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisamos, no último par de décadas, várias centenas de dissertações de mestrado e teses de doutorado; normalmente, como os estudantes não costumam fazer uso da assessoria do revisor durante a redação (até por desconhecer essa possibilidade) somos contratados para colaborar quando o texto é tido como “pronto” pelo autor. Nessa circunstância, o que nos resta é interceder, tão bem quanto possível, no exíguo tempo que nos é concedido. Nossa orientação geral é que as teses e dissertações sejam submetidas à revisão depois de o texto ter sido aprovado pelo orientador; não é que queiramos ter a última palavra, mas se houver modificações depois da revisão, ela se perde; depois da revisão, idealmente, não cabe mais reescrita. Também orientamos veementemente a nossos clientes (os alunos) que não enviem o texto simultaneamente ao orientador e ao revisor – mas acontece! Esse procedimento, altamente indesejável, gera o que, no jargão editorial, chamamos “conflito de versões”: dois textos distintos gerados a partir de um original que precisam ser cotejados e compatibilizados. Do ponto de vista de expressar retrabalho, esse procedimento é oneroso, implica em perda de tempo, com resultados negativos na qualidade textual. Todavia, essa quebra no fluxo da produção textual ideal (autor-orientador/ autor-revisor) tem-nos permitido acompanhar as intercessões dos orientadores na fase final da redação. Aqui consideraremos, sem nenhum critério formal ou quantitativo, apenas os tipos de comentários que os orientadores (professores) fazem aos alunos e seus comportamentos em relação às proposições dos orientadores. Também consideraremos, com a mesma informalidade, o comportamento dos estudantes em relação aos comentários e interferências que, como revisores, fazemos nos escritos (aqui, teses e dissertações) alheios. Infelizmente, não apresentaremos exemplos, respeitando a privacidade de nossos clientes; do mesmo modo, nossas reflexões são meramente inferências, sem desejável rigor metodológico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à relação de aluno-orientador, do ponto de vista da intercessão do segundo no texto do primeiro, nossas observações são no sentido de que os alunos tendem a ignorar os comentários feitos pelo professor, nas fases iniciais da redação e no contínuo processo de reescrita do texto, eles costumam apresentar comportamento autônomo, até mesmo ignorando as sugestões. Observe-se que boa parte das sugestões e proposições dos orientadores se perdem por um dos dois motivos a seguir, senão por ambos: as anotações no texto (à margem do papel ou em comentário no arquivo eletrônico) não são precisas ou suficientemente informativas quanto à natureza do problema (lembrem-se da interrogação “?” tão frequente), ou o volume de comentários durante as entrevistas de orientação ultrapassa a capacidade de registro do aluno. Entretanto, nas etapas finais da orientação, parece-nos que a tendência de aceitação das proposições se reverte: os alunos parecem aceitar passivamente as proposições, de modo quase determinístico, por uma das duas razões, senão por ambas: menor esforço ou submissão hierárquica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto aos autores, temos podido inferir que parte significativa desses personagens parece ignorar a existência de outra pessoa, a quem sua tese ou dissertação será direcionada; uns só têm em vista a própria satisfação em relação ao que produzem, outros veem, além de si, o orientador; pequeno número de autores consegue ter em mente a banca que os vai arguir e número ainda menor de estudantes tem em vista que vários outros leitores poderão vir a ter acesso a sua dissertação ou tese, e o texto deve ser comunicacionalmente eficiente em relação a todos os leitores, eventualmente por décadas. À falta dessas considerações pelos autores, muita produção se perde nas prateleiras das universidades ou mofa nas nuvens do ciberespaço. Acreditamos que essa visão egocêntrica dos textos (considerando aqui a baixa comunicabilidade deles) se deva à visão de que a tarefa se cumpre na defesa; além disso, os autores não consideram que a importância da revisão, além de conferir rigor linguístico, é promover a comunicabilidade e confiabilidade, aspectos importantes da interação verbal que devem ser promovidos durante a redação, senão, ao cabo dela. Durante a interação de revisão, o gênero do texto é questão sempre em vista e cabe ao revisor considerar constantemente os interlocutores envolvidos, o propósito de comunicação do texto, o suporte do texto, o público-alvo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A produção da tese ou dissertação&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No ambiente acadêmico, professores e alunos utilizam diferentes tipos de escritos para construir e reconstruir significados; os textos produzidos são realizações do supergênero específico que engloba toda a produção ligada à atividade fim das instituições, como teses, dissertações, monografias, ensaios, artigos, resenhas, resumos, relatórios. Na redação acadêmica, as teses são os textos em que a extensão da escrita é maior e requer mais tempo e mais habilidade para realizar tarefas de sua produção; as dificuldades relacionadas à execução de etapas específicas do processo de escrita (incluindo a reescrita contínua e a revisão do texto) podem se tornar obstáculos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Produzir textos adequados às diversas situações de interação é função habitual de professores, alunos de graduação e pós-graduação em universidades; ainda assim, as dificuldades em o fazer são praticamente universais – por muitos motivos que não cabe aqui apontar. A constante presença de achados nesse sentido nos leva a questionamentos sobre como conduzir o processo de revisão no contexto da redação da dissertação de mestrado ou da tese de doutorado, considerando que o texto original decorre da revisão inicial de um orientador, eventualmente um coorientador, leitores críticos, leitores-pares… e todos atuando como revisores &lt;i&gt;ad hoc&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos discutir algumas as estratégias de reescrita adotadas pelos alunos com base no conteúdo apontado das intercessões de orientadores (em menor quantidade) e de revisores (com as quais lidamos continuamente). Para tanto, recorremos a trabalhos escritos desenvolvidos no contexto de revisão acadêmica profissional que praticamos. Dentre as interseções de orientadores e revisores, na construção do texto, há dois tipos de revisão a destacar: revisão resolutiva (que corrige de imediato questão sobre a qual não paira dúvida) e revisão propositiva, que pode ser levada à consideração e requer parecer ou opinião do autor. Muitas das intercessões se referem ao texto em si, outras consideram a perspectiva do leitor (comunicabilidade). O corpus utilizado para nossas considerações é bem amplo, são artigos e teses escritos por professores e alunos de mestrado ou doutorado e revisados por orientadores e por nós mesmos, motivo pelo qual trataremos das questões em abstrato, resguardando nossa clientela.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir deste ponto, este escrito está dividido em duas partes principais cujos objetos estão parcialmente amalgamados. Em uma, discorremos sobre a perspectiva psicocognitiva de estudos sobre revisão. Apresentaremos de modos superficial os estudos fundadores de Hayes, que descrevem a tarefa de revisar e as estratégias usadas pelo revisor, seja ele autor ou leitor, na execução da tarefa. Já nos dedicamos mais a fundo, em outros textos, a essa referência irrenunciável que aqui retomamos para benefício de quem não leu nossas proposições em outra parte, mas direcionamos os pontos a nosso propósito momentâneo. As estratégias de revisão são retomadas na análise de nossas inferências. Na outra parte que se segue, examinamos os tópicos a partir de nossa práxis, acrescentando à discussão um olhar sociointeracionista a partir do qual se discute a consideração do outro (alteridade) na própria tarefa de reescrita, bem como na revisão e na pretensa comunicabilidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A assunção de dois pontos de vista teóricos na investigação se dá pelo fato de se reconhecer, nas pesquisas atuais sobre o processo de escrita e de revisão, que essas perspectivas (cognitivista e sociointeracionista) se complementam, e que, por isso mesmo, não haveria como tratar das tarefas de escrever, revisar e reescrever desconsiderando os aspectos cognitivos ou os aspectos sociointerativos nelas envolvidos ou descartando os personagens interagentes na tese ou dissertação: autor, orientador, revisor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Processamento cognitivo da revisão de textos&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No modelo de revisão cognitiva construído por Hayes, encontramos duas áreas envolvidas na atividade de revisão: a primeira área remete ao processo e reúne os procedimentos a serem realizados pelo revisor nessa tarefa; a segunda área é relativa ao conhecimento e engloba a experiência exigida e disponibilizada pelos autores e revisores. Os dois domínios (processo e conhecimento) estarão relacionados entre si porque o conhecimento afeta a execução do processo e o resultado. Para autores sem experiência em reescrita, acreditamos que o conhecimento pode ser obtido a partir da ativação do processo em seu transcurso; para autores e revisores já experientes, esse conhecimento já tem impacto no produto (texto revisado).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No campo correspondente ao processo de revisão, encontramos três subprocessos a serem acionados: definição da tarefa, avaliação e seleção da estratégia, orientada pelo conceito de comportamento do autor e do revisor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As várias direções tomadas pelo fluxo de produção e revisão, nesse modelo, indicarão a natureza da interação entre os subprocessos e entre eles e as categorias de conhecimento. Isso significa que a finalidade do modelo não é apresentar o processo de revisão como atividade desenvolvida por etapas sequenciais, lineares e uniformes, mas como atividade que envolverá múltiplos procedimentos inter-relacionados e recursivos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa de revisão: objetivos, critérios e restrições&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;De acordo com o modelo psicolinguístico originado em Hayes, após determinar as metas, padrões e limitações da tarefa de revisão, os revisores, ou quem estiver lhes fazendo as vezes, continuarão a avaliar os escritos; a definição de tarefa é a etapa principal do processo de revisão. Nessa etapa, o autor especificará os seguintes aspectos relacionados à tarefa de revisão: a) por que ou para quê? b) o que revisar? c) como conduzir a revisão?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O modo de processar a definição da tarefa de reescrita ou de revisão é distinto para cada escritor ou revisor. Em se tratando de alguém experiente (o orientador, senão o revisor), ele invocaria conhecimentos do conjunto de conceitos pré-estabelecidos acerca dos objetivos, critérios e restrições relacionados ao ato de revisar. Os procedimentos de revisão efetuados por esse sujeito experiente atenderiam, pois, a esse conjunto de conceitos. Em se tratando de pessoa inexperiente, por sua vez, o estabelecimento de objetivos, critérios e restrições que direcionariam sua revisão resultariam como produto da etapa de definição da tarefa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após determinar as metas, padrões e limitações da tarefa de revisão, os autores continuam a avaliar seus textos em produção. Em relação ao subprocesso de definição da tarefa, o importante a se notar é que o autor que deve definir imediatamente os critérios para o caminho do mapeamento, independentemente da experiência adquirida durante a revisão. No modelo de Hayes, o subprocesso de definição da tarefa será a base para todas as outras habilidades de revisão, porque reflete o significado da revisão, as atividades específicas envolvidas e os conceitos básicos de como esses processos devem ser geridos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão da tese: compreender, avaliar, definir problemas&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de determinar os objetivos, padrões e limitações da tarefa de revisão e respectiva reescrita, os autores, os orientadores e os revisores continuarão a avaliar os originais. O subprocesso de avaliação corresponde ao momento da revisão em que se lê com o objetivo de compreender, avaliar determinar a natureza de problemas. Entretanto, essa leitura é focada, crítica e, principalmente, avaliativa. Nesse caso, o autor do texto adota comportamentos de revisor, tais como definidos por Hayes, e seu procedimento é conhecido como reescrita no campo da revisologia, ou, por outro lado, o revisor também pode ser outra pessoa incumbida de interferir em texto alheio. É importante notar que, de acordo com o modelo de Hayes, não importa quem seja o revisor (seja o próprio produtor do texto ou outros leitores), o material de leitura em revisão deve ser processado para fins de avaliação. Quando o revisor lê o texto para revisão, sua tarefa não se limita a construir o significado (compreensão) do texto. Durante o processo de leitura, o revisor também precisa construir um representante ficto do público-alvo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Hayes enfatiza a leitura avaliativa, pois ela permitirá ao autor ou revisor expressar com sucesso os problemas que encontrou durante a tarefa. O autor pode defrontar os problemas encontrados no rascunho de duas maneiras: como teste indefinido, o revisor pensará que há problema no rascunho, mas não será capaz de determinar com precisão sua natureza; ou como diagnóstico bem definido, em que o revisor considerará que há problema no texto do projeto e determinará sua natureza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto às ações para determinar a natureza dos problemas encontrados no texto preliminar, os revisores e autores não precisam ser capazes de diagnosticar todas as deficiências encontradas a cada passagem. No entanto, a capacidade de identificar questões textuais específicas facilitará o desempenho satisfatório, já que refletir sobre tais questões ajuda os revisores e os autores a escolher e desenvolver estratégias de revisão de texto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A seleção de estratégias: ignorar, adiar, pesquisar, reescrever ou revisar&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As três primeiras ações (ignorar, adiar e pesquisar) ajudarão a gerenciar o processo de revisão, esclarecer a representação do problema detectado e definir as ações a serem aplicadas a questões textuais específicas. Por sua vez, as outras duas ações (reescrever ou revisar – que são procedimentos distintos) descreverão o método usado para revisar o texto original. Podemos observar que não existe fórmula preparada para revisão. Na verdade, o que o modelo nos traz é baseado nas questões representadas no texto do original e na maneira pela qual o autor e o revisor definem as tarefas de revisão e as ações estratégicas que devem ser selecionadas durante a revisão ou a reescrita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estratégia de ignorar&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o autor ou revisor encontrar problema que julgue não merecedor de atenção, ele adotará a estratégia de ignorá-lo durante o processo. Foi apontado que autores experientes e inexperientes costumam usar estratégias que ignoram certas questões no texto com base em um dos seguintes critérios: ignorar este problema não causará confusão aos leitores ou resolver este problema é muito difícil e não vale o esforço. Às vezes, ambos são usados simultaneamente. Chegamos às seguintes conclusões em relação à aplicação da estratégia de ignorar:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;as decisões eficazes sobre o que ignorar dependem da capacidade de saber quando aplicar a estratégia;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a capacidade de exercer essa possibilidade é fator que distingue escritores e revisores inexperientes de experientes;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a ignorância pode ser estratégia complexa para controlar o processo de revisão, mas, para os menos experientes, muitas vezes, serve como estratégia de fuga.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estratégia de adiar&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A estratégia de adiamento está relacionada à decisão consciente de dividir o processo de revisão em várias partes. A ação adiada permite que se concentre seletivamente em parte da tarefa, por exemplo, enquanto se lida com outra parte da meta. Foi observado o uso dessa estratégia nas seguintes situações:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;opta-se por priorizar as atividades de um tipo de problema por vez, tais como: primeiro olhar para os aspectos relacionados ao significado do texto, depois revisar os aspectos gramaticais e estilísticos, por fim, os aspectos relacionados à clareza;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;é necessário reler o texto consecutivamente, para avaliar se o problema é grande ou pequeno em relação a outras alterações que devam ser feitas;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;não há procedimento previsto para remediar o problema, então se opta por adiar até que a solução se torne óbvia;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;deve-se avaliar o texto com mais rigor para encontrar a melhor forma de proceder;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;é necessário ler parte específica do texto antes de saber como resolver os problemas em outras partes dele.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A estratégia de pesquisar&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão e a reescrita envolverão muitos processos, dos quais os mais importantes serão a pesquisa de memória e a pesquisa de texto. Quanto à pesquisa de memória, consiste em encontrar experiências e conhecimentos relevantes para representar o problema, trata-se de representações recentes de diferentes segmentos da memória. Por outro lado, a pesquisa de texto é o processo em que o revisor faz verificação interna ou externa para melhor processar a solução do problema encontrado, confrontando interferências adiadas com outros segmentos do texto (pesquisa interna), bem como cotejando dados com fontes referidas e outras também seguras (externa).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na estratégia de pesquisa, para Hayes e seus sucessores, a releitura com objetivos claros ajudará a apontar melhor o problema e a encontrar caminhos para soluções. Trata-se ainda de conferir os objetivos traçados pelo autor antes de redigir o texto com aqueles alcançados efetivamente. Algumas dessas metas são:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;apontar afirmações contraditórias;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;constatar se há informações redundantes ou ausentes;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;avaliar a organização e consistência;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;identificar os pontos que podem causar transtornos ao leitor;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;conferir a consistência das legendas e demais marcas da estrutura interna;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;verificar a diversidade da “abertura” e estrutura das frases;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;observar a frequência de uso de frases, palavras ou conceitos específicos.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Estratégia de reescrever &lt;/h3&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A estratégia de reescrita, ou mesmo o conjunto de operações respectivas, são ações do autor cujo objetivo não é necessariamente preservar o texto durante o processo de revisão, mas tentar conservar seu significado, consolidar a representação com o representado. Trata-se de reescrever o texto preliminar, o segmento dele em pauta, reformulando ou adotando outra estrutura. A reescrita ultrapassa a revisão neste aspecto: ela pode representar um avanço em relação à proposição inicial, conquanto a revisão, necessariamente, será mais conservadora, não interferindo exceto onde se fizer necessário e em estrito respeito ao original do autor. A esse limite da revisão temos nos referido como “princípio da mínima interferência”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao reescrever o texto, o autor tenta apenas extrair a substância da escrita e, então, reescreve, com base em sua representação ideal. Por sua vez, aqueles que optam por parafrasear (a outrem ou a si) tentam usar outras combinações de linguagem e outras estruturas de frases e parágrafos para expressar o significado original do texto, ou adaptá-lo à nova representação pretendida, preservando algumas de suas estruturas, segundo convier. No processo de reformulação, reescrita, o escritor produzirá novas redações após restaurar a essência do texto. Por outro lado, após restaurar o significado da frase ou parágrafo, o autor vai alterar a redação do texto – o que lhe é facultado, mas não ao revisor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estratégia de revisar&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A estratégia de revisão se refere à ação proposta pelo revisor ao autor: o primeiro identifica o problema e o apresenta ao segundo. O problema pode ser apresentado com uma (ou mais) alternativa de solução, ou como questionamento aberto. Nessa estratégia, o revisor acredita que muito texto pode ser salvo – e, para ser conservador, o revisor deve salvar o máximo possível do original (mínima interferência). Também ocorre o contrário: o autor encontra um problema para o qual não entrevê solução e apresenta o questionamento ao revisor, para o último propor a solução.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Essa estratégia de reescrever é a segunda mais comum, precedida pela de revisar resolutivamente. A escolha da estratégia de revisão não significa renunciar à possibilidade de o autor diagnosticar problemas e apresentar soluções que precisam ser mais bem elaborados durante a aplicação da estratégia – quando ocorre a consideração autoral sobre a proposição do revisor. Nesse caso, o autor e o revisor descobrem que suas habilidades de escritores experiente os colocarão em posição de decidir qual das duas estratégias de modificação de texto aplicar durante a revisão (demandar reescrita ou revisar resolutivamente).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pode-se perceber que o exercício das revisões é muito complicado; muito mais que pode parecer a quem não tenha boa intimidade com o procedimento ou não tenha construído o arcabouço teórico de revisiologia. A implementação da tarefa de revisão pela reescrita significará trabalho consistente no original do texto, gestão cognitiva, conhecimento, tempo e a aplicação de estratégias únicas e eficazes para detectar, diagnosticar e resolver problemas em diferentes níveis do texto em construção, levando em consideração o que significará o texto paro público-alvo e em que gênero ele se enquadra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de teses e dissertações: observações práticas&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem pensa em revisar seu próprio artigo, sua tese ou dissertação tem boas intenções – ou pretende economizar recursos, mas não é o caso – nem mesmo para aqueles com muita intimidade ou formação específica das letras ou da comunicação. A revisão requer outro ponto de vista: olhos que nunca leram ou participaram da criação da obra. Todos sabem o que isso significa: não importa quantas vezes o autor leia o texto: depois de certo tempo relendo, não se verá mais nada – o problema está aí. Os autores de teses e seus orientadores têm milhares de olhos direcionados ao texto e sabem do que está representado nele. Quanto ao texto em si, depois de muitas releituras, o autor e orientador muitas vezes não conseguem ver mais os problemas remanescentes. Surge, então, a demanda por revisores profissionais que ampliarão a credibilidade do trabalho, refinando-o e aperfeiçoando-lhe a comunicabilidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É necessário submeter o texto a quem nunca viu o documento antes, para que a pessoa se distancie do produto e possa identificar e destacar todos os problemas. Não é recomendado que os orientadores atuem como revisores, nem é adequado que exijam profissionais específicos para revisar os trabalhos de seus alunos. É ótimo indicar ou sugerir um bom profissional, mas a escolha deve depender do autor do texto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao escrever textos mais extensos e destinados a alguma permanência (como monografias, teses e ensaios), é necessário que o autor do texto aceite comentários dos leitores (orientadores, revisores, críticos, editores…) sobre o rascunho do texto – cabe aqui apontar que o conceito de rascunho remete à provisoriedade: um texto, atualmente, é objeto vivo em constante evolução, sua estabilização nem mesmo pela impressão ou publicação é definitiva, vista a contínua possibilidade de modificação nele, inclusive após a morte do autor. Em relação à situação de escrita do gênero acadêmico, ela requer preparação contínua da versão do texto e precisa ser considerada na perspectiva do leitor; o texto acadêmico é continuamente revisado e reescrito até ser exaurido o prazo de seu advento, normalmente uma data de depósito ou remessa à publicação. Quanto ao leitor final, o público-alvo, é necessário redigir e revisar com a consciência de que ele não é leitor virtual, personagem ficto ou sujeito idealizado, mas leitor de carne e osso, semelhante a vários leitores, uns diferentes dos outros, que terão acesso ao escrito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao considerarmos o lugar que a escrita ocupa na universidade, podemos dizer que as atividades de revisão são fundamentais, pois, na perspectiva adotada, compreendendo a escrita como processo e evento de diálogo textual, as atividades de revisão são cruciais, já que o registro e trâmite das ideias se dá por seu intermédio, ainda preponderantemente. O resultado do processo de revisão será o texto em que o autor e o leitor tenham diálogo claro, porque o autor atendeu às expectativas do leitor, que, por sua vez pode reconstruir as intenções do autor no texto. Promover esse tipo de diálogo por meio da escrita é característica marcante do ambiente acadêmico, portanto, nesse sentido – e para tal fim, a revisão é indispensável no processo de escrita acadêmica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O reconhecimento da importância da revisão na redação de trabalhos acadêmicos e da tarefa de revisar é exercício que nos remete a algumas questões imanentes e permanentes em nosso ofício de revisores, entre elas: a) como um aluno de pós-graduação redige a partir de suas leituras? b) como os comentários e sugestões do orientador interferem na criação do texto? c) em quais aspectos do texto os comentários se concentram e qual o comportamento do autor em relação a eles?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estamos sempre dispostos a discutir as expectativas dos clientes e dar-lhe algumas sugestões antes e durante a revisão. Neste blog e em outras publicações, damos milhares de dicas e sugestões de como fazer e melhorar o texto: dê um passeio em nossa página, e aprenda, além de nossa filosofia e métodos de trabalho, algo de português e da literatura científica. Esta foi nossa primeira incursão em questionamentos sobre a posição do orientador como revisor e sobre a relação trilateral entre ele, seu aluno e o revisor. Haverá muitos pontos a serem amadurecidos e diversos aspectos não foram levantados, mas já há por aqui algumas indicações de questões que temos observado.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/3661412630728836281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/3661412630728836281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-orientacao-tese.html' title='Revisão e orientação: teses e dissertações '/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-XCksxW5a2Tw/YAWdPS78sJI/AAAAAAAAGbQ/DXkf6MLXwNYLvguJrYHjK2gv37cTEW7CACLcBGAsYHQ/s72-w640-h370-c/revis%25C3%25A3o-orienta%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Largo São Francisco, 95 - Centro - Sé, São Paulo - SP, 01005-010, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.549848 -46.6368084</georss:point><georss:box>-51.86008183617885 -81.7930584 4.7603858361788447 -11.4805584</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-1270331507641130654</id><published>2021-01-16T16:16:00.002-03:00</published><updated>2021-01-18T12:36:24.260-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="keimelion"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de texto: interação e processo</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;A revisão de textos interacionista discursiva&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Noções básicas de revisão&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O termo revisão de texto refere-se, no contexto de nossa prática, aos atos de verificação e aferição dos escritos alheios por leituras, releituras e interferências; seu propósito fundamental é melhorá-los e aprimorá-los. Nessa perspectiva, a revisão do texto deve ser entendida como processo que envolve um conjunto de interações que constituem as sucessivas etapas de correção e melhoria do texto. Visto que o texto revisado é o resultado desse processo, ele é um produto. No campo da pedagogia, distinto da área editorial a que pertencemos, distinguem-se dois tipos de modelos de correção da escrita – mas que, de certa forma, guardam alguma conexão com nossa atividade: no modelo de correção tradicional, os produtos são relevantes (a versão final do texto); no modelo de revisão processual, importam mais os procedimentos (a construção do texto). A revisão como procedimento ou processo é mais aproximada da atividade autoral de escrita e do conjunto de procedimentos chamamos reescrita, para distinguir de nosso objeto e prática que requerem exotopia.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-BWTRxMxOURg/YAM6Cus8drI/AAAAAAAAGa8/uLQAZagtSnESA3z6UUq5eup_OR-41_zSwCLcBGAsYHQ/s510/revisao-intera%25C3%25A7ao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Conheça nossas bases teóricas para revisar textos.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;300&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;376&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-BWTRxMxOURg/YAM6Cus8drI/AAAAAAAAGa8/uLQAZagtSnESA3z6UUq5eup_OR-41_zSwCLcBGAsYHQ/w640-h376/revisao-intera%25C3%25A7ao.jpg&quot; title=&quot;A revisão de textos tem bases pscio e sócio-linguísticas.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Revisar tese e dissertação na Keimelion é interagir com linguistas altamente qualificados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em português corrente, “revisão de textos” é atividade profissional, embora raramente se utilize a atividade de revisor como meio, as vezes que se recorre ao revisor para o assessoramento da produção de texto são poucas. Por outro lado, o conhecimento da linguagem e das práticas da revisão ainda é muito pequeno – inclusive por aqueles que produzem textos com frequência, como o pessoal do meio universitário. Geralmente, a atividade de revisão de texto é entendida como tarefa focada na correção de linguagem (gramática, em todas as suas facetas). Essa visão reduzida se deve ao fato de haver pouca informação sobre o assunto e, de fato, poucas pesquisas e escassa divulgação sobre a atividade do revisor e sobre os desdobramentos possíveis dela.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora as revisões de texto possam ser analisadas de diferentes perspectivas e as definições e traduções das palavras em si ainda não estejam unificadas, parece que a maioria dos autores usa o termo “revisão” para se referir a mudanças em textos que foram escritos por terceiros (princípio da alteridade). Algumas pessoas acreditam que, na revisão, a abordagem multidisciplinar deva ser usada para vincular diferentes métodos analíticos de psicologia cognitiva, linguística e pedagogia. Para nós, a revisão de texto é abordada como atividade profissional, e nossa proposta é a revisão interacionista, que integra dois tipos de abordagem: a da psicologia cognitiva e a análise do discurso. A finalidade dessa prática é transformar os princípios teóricos do interacionismo, da psicolinguística e da teoria da comunicação subjacente em síntese textual. Em suma, a proposta é centrada na revisão do texto como atividade interativa na qual o conhecimento e a linguagem ocupavam lugar central.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelos do processo de revisão&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelos psicopedagógicos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nas últimas décadas, o interesse pela revisão como subprocesso da escrita tem levado à elaboração de alguns modelos explicativos e descritivos do procedimento. O modelo original proposto por Flower, Hayes e seus seguidores lançou as bases para apoiar a construção de modelos teóricos sucedâneos. O modelo possui, na raiz, um processo autônomo composto por dois subprocessos: leitura do texto original e a correção como intervenção (edição). Nesse modelo, a revisão inclui quatro subprocessos consecutivos: definição de tarefas, avaliação, seleção de estratégia e execução. Além disso, nesse modelo, a memória de longo prazo é particularmente importante, principalmente no subprocesso de definição de tarefas, visto que essa representação depende do conhecimento prévio do autor (texto e contexto).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O modelo proposto por Hayes inclui três elementos: a estrutura de controle, como componente que inclui funções de planejamento, de missão e outras funções complementares; e o processo básico, como a composição cujo papel central é atribuído à leitura crítica da apreciação do texto produzido; o autor integra as funções de memória de trabalho e memória de longo prazo. Além da importância da memória de trabalho, como componente que permite a expressão das funções da estrutura de controle por meio de processos básicos, Hayes enfatizou a importância da memória de longo prazo, que é parte fundamental na definição de planos de tarefas e conhecimento do destinatário.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, Hayes também associa a memória de longo prazo à prática intensiva da escrita, pois, dessa forma, o revisor pode melhorar a qualidade de seu trabalho fazendo revisões cada vez mais eficazes e rigorosas, mas também por meio da escrita prática. As pessoas aprendem a avaliar o texto de maneira adequada escrevendo. Nessa perspectiva, pode-se considerar que a qualidade da revisão do texto e a adequação da estratégia de resolução de problemas dependem do conhecimento do revisor, por um lado, e da habilidade prática, por outro. A escrita, sua vez, depende das atividades do revisor, ou seja, do ponto de vista da teoria da interação, depende das ações de linguagem realizadas.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelo intervencionista&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segundo modelo ocupa as três últimas etapas daquele de Flower, mas tendo em vista a aplicação das funções docentes no letramento infantil. Nesse modelo, o procedimento pode ser expresso por meio de três operações cognitivas: comparação, diagnóstico e intervenção (CDI). Dado que esses processos cognitivos permitem que os revisores comparem a representação do texto escrito ao texto idealizado e identifiquem a dissonância entre as duas representações, esse processo também tem implicações em modelos de revisão ulteriores. O modelo implica que se deve evocar o armazenamento de conhecimento prévio e a representação na memória de longo prazo e na memória de trabalho. A memória de longo prazo é o recurso cognitivo que possibilita armazenar informações por um longo tempo, com alguma permanência. A memória de trabalho é o recurso cognitivo que permite armazenar informações temporariamente e, ao contrário do recurso anterior, é restrita e efêmera.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Modelos interacionistas&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O terceiro modelo acrescenta à descrição das diferentes etapas da revisão, o padrão de conhecimento e as estratégias necessárias envolvidas na revisão, com importante demanda de memória de trabalho. Esse modelo utiliza também a proposição de Flower, sendo que, agora, a distinção entre processo e conhecimento (representação) é particularmente importante. Partindo da atitude da pessoa que conduz a revisão eficaz, o autor propõe quatro etapas no processo de revisão: definição da tarefa, avaliação, descoberta e orientação reflexiva. Nesse modelo, de modo semelhante ao anterior, o conhecimento é mobilizado como aspecto básico das atividades de revisão de texto. Portanto, a eficácia de cada etapa da revisão do texto depende em grande medida de diferentes modelos e acervos cognitivos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O padrão de conhecimento e as estratégias necessárias são aspectos essenciais dos modelos de revisão. Por um lado, porque permitem antever eventuais problemas, por outro, porque facultam reaplicar estratégias mobilizando modelos de conhecimento e práticas específicas disponíveis.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de texto como processo&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A partir da visão geral dos modelos descritivos do processo de revisão da redação – a revisão pedagógica no contexto do letramento, pode-se concluir que, embora a terminologia seja diferente, os modelos são consistentes na natureza e no estágio do processo de revisão como procedimento editorial. Portanto, o seguinte aspecto deve ser enfatizado: nos modelos psicolinguísticos, a revisão é considerada relativamente independente do processo de redação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do ponto de vista do interacionista, devemos considerar que as ações de linguagem realizadas durante a redação do texto são também independentes das ações de linguagem realizadas durante a revisão, porém, intimamente relacionadas. Nessa perspectiva, deve-se considerar que o revisor é, por um lado, o destinatário da ação de linguagem a ser implementada no texto a ser revisado e, por outro lado, é o agente que propõe nova ação de linguagem que resulta em outro produto (texto revisado), pois, durante a revisão, o revisor também é emissor de signos de linguagem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Voltando ao modelo descritivo do processo de revisão, verificamos que, nos três modelos-tronco, ao comparar as representações do texto autoral idealizado ao escrito específico, destaca-se a importância da tarefa de revisão do representante pelo revisor e a forma pela qual ele avalia o texto como representação. Fazemos revisões entendendo que a compreensão sobre a escolha e adequação das estratégias de resolução de problemas se aplicam com o fim de melhorar o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se transferirmos a centralidade da linguagem no quadro da interatividade humana para o âmbito da revisão textual, o conhecimento e o desenvolvimento social são obtidos por meio da linguagem, e o conhecimento e o desenvolvimento da sociedade são realizados por atividades de linguagem. Verificamos ainda que a linguagem desempenha papel central e reflexivo no conhecimento mobilizado na prática de revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A atividade dos revisores deve mobilizar conhecimento e expressão, além implicar na implementação de comportamentos de linguagem, pelo que tem sido realizado um trabalho contínuo sobre os signos de linguagem. Nesse sentido, o revisor utiliza o conhecimento adquirido por meio da linguagem para realizar suas atividades, mas, ao mesmo tempo, também adquire o conhecimento e desenvolve suas habilidades por meio da linguagem para realizar diversas operações (por meio da linguagem) sobre a linguagem incorporada ao texto. Dessa perspectiva, pode-se entender por que a eficácia das revisões de texto aumenta com a experiência dos revisores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro ponto de fusão do modelo psicolinguístico descritivo do processo de revisão é atribuir funções diferentes à memória de trabalho e à memória de longo prazo. Com base nesses modelos, parece que o processo cognitivo que integra as várias etapas da revisão não se refere apenas ao conhecimento da linguagem, mas também aos vários tipos de conhecimento textual e contextual armazenados em duas ou três memórias complementares. Durante o processo de revisão, o revisor armazena representações e conhecimentos prévios (texto e contexto) na memória, para que possa definir tarefas e seus objetivos (representação de tarefas de revisão), avaliar textos, selecionar estratégias e realizar diferentes tipos de modificações. Com relação ao conhecimento do texto, o conhecimento da categoria geral dos tipos de texto (gêneros) permite que os revisores avaliem sua aplicabilidade à interação do texto gerado (produto da revisão).&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma vez que os textos correspondem a “atos de linguagem”, sua produção mobiliza a representação da compreensão efetiva do sujeito sobre o contexto comportamental e os diferentes gêneros. Nesse sentido, o revisor associa seu conhecimento do gênero textual ao background de seu trabalho, ou seja, a um conjunto de parâmetros que podem afetar a organização do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os procedimentos de integração das várias fases do processo de revisão, nomeadamente a seleção das normas aplicáveis a cada gênero textual e do tipo de revisão, a avaliação do texto, a seleção das estratégias e a implementação das alterações, são determinados pelo tipo de apresentação e conhecimento prévio (texto, contexto, linguagem). Por outro lado, o conhecimento do revisor também depende de sua habilidade de redação, pois escritores experientes possuem mais conhecimento de redação e habilidade de avaliação das qualidades da comunicação textual, bem como do domínio de ampla gama de procedimentos possíveis. Atividades intensivas de redação podem tornar as revisões mais eficazes. Nessa perspectiva, se a pessoa aprende a escrever escrevendo, também podemos dizer que a pessoa aprende a revisar revisando, escrevendo e criticando.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A melhoria da prática de redação e das habilidades linguísticas permite que os revisores avaliem os textos de forma mais adequada e definam objetivos, revisando os padrões de forma clara e objetiva. Por outro lado, o distanciamento entre a escrita (a produção textual) e a revisão permite modificar o texto de forma mais eficaz. Em comparação com o texto escrito por outras pessoas, temos mais probabilidade de detectar erros em textos alheios e, quando optamos por modificar nosso texto alguns dias após a redação do texto, detectaremos erros que não foram descobertos anteriormente. O processo de revisão não resulta da leitura do texto “real”, mas na leitura do texto idealizado pelo revisor, ou seja, não lemos o conteúdo representado pelos signos gráficos, mas o conteúdo que pensamos que deveria ser representado (representação psicológica do texto idealizado). Por isso, com o distanciamento dos sujeitos (autor e revisor) ou de um lapso temporal (o escrito repousar na “gaveta”), reconstroem-se as representações fictas (ideais) e elas podem ser pautadas na materialidade do produto (texto revisado).&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Componentes da revisão de textos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos apresentar algumas ferramentas teóricas e recursos linguísticos utilizados para atividades de revisão de texto, incluindo a hipótese de interação, o conceito de padrões de discurso, os principais pontos de convergência dos modelos criados no âmbito da psicologia cognitiva e da práxis revisional: normas e variações linguísticas, conhecimentos gramaticais e ferramentas de padronização.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma abordagem teórica foi desenvolvida para as principais hipóteses que sustentam a atual proposta de revisão interativa. Com base nas premissas que apresentamos, utilizamos ferramentas para atividades de revisão de texto que levam em consideração a inexistência postos seguros para a prática revisional como atividade de ofício: a língua não é ciência exata nem a linguística é prática positivada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A definição da tarefa é a primeira etapa do processo de revisão. Nessa fase, são definidos os objetivos globais (correções, melhorias e normalização do texto) e os objetivos específicos da ordem de serviço, nomeadamente o tipo de revisão a realizar, o grau de intervenção e as normas que devem ser aplicadas. Cada revisão de texto, por sua vez, depende do tipo de recursos e das restrições (instruções, guia de estilo, prazo) disponibilizados e impostos pelo produtor ou entidade responsável pelo texto ou destinatária dele. Portanto, em primeiro lugar, o revisor deve verificar se existe padrão pré-determinado de revisão e se dispõe de todos os recursos necessários (material de consulta, ambiente e equipamentos, tempo) para realizar a tarefa.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As representações na revisão&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na primeira fase, diferentes representações são mobilizadas: a que o revisor tem da tarefa de revisão, a do ambiente físico da tarefa de revisão, a de a si como profissional, a de representante do destinatário, a do tempo disponível, a do contexto social subjetivo da tarefa de revisão, todas elas representando o status social do revisor e suas atividades, bem como o status social e a expectativa do cliente em relação ao revisor. Utilizamos aqui o termo “cliente” para sublinhar que, na revisão, como prática profissional, o destinatário do texto é o cliente que paga pelos serviços de revisão, sendo importante que o revisor procure adaptar sua intervenção às diferentes necessidades de cada cliente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na primeira etapa do processo de revisão, o profissional deverá compreender o ambiente de produção (subjetividade física e social) da ação de linguagem (texto a ser revisado), isso envolve o conhecimento do revisor sobre os seguintes aspectos: o criador do texto, o lugar e época de sua produção, o papel e posição social do autor do texto. Além disso, o conhecimento do revisor sobre o contexto de recebimento (subjetividade física e social), ou seja, o conhecimento do revisor sobre o destinatário do texto e sua finalidade, local e época de recebimento. Tal primeira etapa é a base do processo de revisão, pois orientará o trabalho com base no material fornecidos pelo autor ou entidade responsável pelo texto (cliente), nos recursos a que ele pôde acessar e os diversos conhecimentos e representações que possui. As informações iniciais serão armazenadas na memória de trabalho do revisor, interagirão com as informações anteriores armazenadas na memória de longo prazo e serão restauradas por meio do cruzamento dos conhecimentos e representações mobilizados nas etapas subsequentes.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conhecimentos linguísticos&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A segunda etapa do processo de revisão diz respeito à avaliação do texto. Nessa etapa, o revisor faz uma leitura crítica do texto, tendo em vista a detecção de problemas e a natureza deles. O revisor prospecta o texto como ação de linguagem que se insere no quadro de prática social com determinada função comunicativa e, por isso, na avaliação do escrito, são também tidos em conta, além dos critérios estabelecidos na primeira etapa do processo, os parâmetros de textualidade: o conjunto de características e propriedades que fazem com que um “texto seja um texto” e não apenas uma sequência de frases isoladas; a avaliação tem em conta os aspetos linguísticos e os que dizem respeito ao contexto comunicativo da escritura. A segunda etapa do processo de revisão envolve também a avaliação do texto. Os revisores fazem leitura rigorosa para descobrir os problemas e sua natureza. Cabe considerar o texto como ação verbal de prática social, com determinada função de comunicação, portanto, ao avaliar o texto, primeiro determina-se o padrão, o gênero (o que pode ser um dado, mas pode ser necessário ser identificado). No processo, mobilizam-se os parâmetros textuais aplicáveis. A textualidade, ainda que o “texto se transforme em texto”, é um conjunto de características e atributos a serem integrados, não apenas uma série de frases isoladas ou normas avulsas, ela não só deve ser considerada em termos de linguagem, mas também no que diz respeito ao ambiente comunicativo criado pelo texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sob esse ponto de vista, o revisor deve avaliar o texto considerando o contexto de um lado e o texto de outro. Em relação ao atributo centrado no texto, parece certo que a coerência é fator de textualidade, ela é propiciada pela interação entre os elementos cognitivos apresentados pelo texto e nossa compreensão do mundo. Nesse sentido, a avaliação do revisor sobre a coerência do texto depende não apenas dos elementos que aparecem na superfície textual, mas também do conhecimento do revisor. No tocante à coesão do texto, ela envolve todos os tipos de processos que garantem que importantes conexões linguísticas sejam estabelecidas entre os elementos restauráveis na superfície textual e estejam subjacentes também em profundidade, principalmente quando se trata de texto longo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa perspectiva, o revisor deve avaliar como esses dois atributos (coerência e coesão) interagem. O texto pode ser coerente, mas não coeso. Por outro lado, considerando que a coerência do discurso depende da gama de conhecimentos disponíveis para o interlocutor e da capacidade efetiva do revisor de projetá-la no universo do público-alvo por meio de ferramentas de linguagem mais recentes, a relação linear autor-leitor é que difere os sujeitos no espaço e no tempo. Da mesma forma, cada revisor poderá ter julgamento distinto ao avaliar a coerência do mesmo texto em diferentes circunstâncias. Para contextos e parâmetros pragmáticos, o revisor usa os referenciais do texto para gerar contexto e definir o produto. O atributo da representação (ou seja, a intenção, aceitabilidade, contextualidade, informação e intertextualidade do texto) depende dos parâmetros do ambiente físico e social em que o escrito é produzido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na segunda etapa do processo de revisão, é mobilizado o conhecimento de idioma dos revisores, como conjunto de regras gramaticais que constituem a linguagem-padrão. Porém, há quem pense que na revisão do texto também deva ser considerada a diversidade das línguas ou dialetos. Isso não significa que o conjunto de regras e preceitos que constituem a variedade padrão do português do Brasil ou de Portugal não deva ser seguida, mas que o revisor deve encontrar um equilíbrio para adequar a elocução do autor às particularidades de cada texto. O português tem duas variantes padrão mais comuns: o do português brasileiro e o do europeu. Cada padrão é disseminado por fontes de acesso amplo (dicionários e gramáticas) e outras criadas a partir dele (prontuários, manuais, listas de checagem). As fontes de padronização e referência de linguagem são os recursos básicos para atividades de revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores devem compreender as diferentes tendências de registro, posicionar-se no contexto e ter em mente os tipos exatos de idioma a serem tratados em determinado trabalho de revisão de texto. Para desenvolver senso crítico sobre a atividade de revisão, estamos nos repetindo em questões relativas ao necessário processo de interação entre revisores e clientes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desse ponto de vista, embora a correção do idioma seja aspecto central das atividades de revisão de texto, a qualidade do escrito não pode ser avaliada apenas por padrões estritos de linguagem. Na verdade, além do conhecimento do idioma, o conhecimento de modelos de revisão também é mobilizado. O conhecimento do revisor sobre os diferentes gêneros de texto e a representação do contexto gerado pelas ações de linguagem permitirá que ele avalie a adequação do tipo de intervenção selecionado. Isso não significa que os revisores devam utilizar como padrão algum texto de determinado modelo, mas cada escrito como objeto singular, padrão de si, ainda que inserido em gênero identificável. Cada original possui características variáveis devido à singularidade objeto e de sujeitos, por outro lada, possui características relacionadas ao gênero. O texto sempre apresenta características relativamente estáveis, permitindo que seja reconhecido como pertencente a determinada tipologia, mas também apresenta variabilidade e inovação que se devem à atualização de cada sujeito, adequando cada produto a cada ação de linguagem e a cada situação de comunicação, da forma pela qual o modelo de gênero é adaptado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No processo de produção textual, os temas são constantemente atualizados, sempre os adaptando às características relacionadas ao gênero ao qual são inseridos. Nesse sentido, o que chamamos de gênero é o parâmetro textual ou o parâmetro normativo, um artifício analítico com correspondências na materialidade dos textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerando que o texto no singular é uma atualização dos parâmetros de gênero, a avaliação do revisor desses parâmetros é baseada na análise do mecanismo de realização do texto, sendo que o mecanismo de realização do produto corresponde às opções específicas do original efetivamente gerado, dados os parâmetros de gênero. No entanto, é impossível estabelecer relação biunívoca entre os parâmetros de gênero e os mecanismos de realização do texto, pois os mesmos parâmetros podem ser atualizados por meio de diferentes mecanismos, dependendo das opções individuais e da singularidade de cada texto. Nesse sentido, os revisores avaliarão a atualização dos parâmetros de gênero ao analisar o mecanismo de realização do texto. No entanto, a atualização não deve ser expressa como conjunto de características obrigatórias e invariáveis de dada espécie, mas como elemento norteador para a geração e interpretação de normas. Por meio do mecanismo de implementação de texto, podemos identificar marcadores de gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores devem analisar dois tipos de marcadores de gênero: marcadores autorreferenciais, ou seja, aqueles que indicam claramente a categoria geral do texto, como marcadores gerais (teses, artigos de opinião, crônicas, notícias, receitas, crítica, por exemplo) que aparecem no texto, bem como sintagmas nominais que aparecem no texto e se referem claramente às categorias gerais do texto (este artigo, esta tese) e, tags inferenciais (estruturas de linguagem de marcação contendo instruções, dados, para que o leitor possa renderizar sua interpretação), que são diferentes das tags anteriores, mas indicam implicitamente o genérico da categoria. Diferentemente da autorreferência, as marcas inferenciais não podem ser identificadas de forma independente, ou seja, para os revisores, as marcas inferenciais devem ser identificadas no texto completo, deve-se compreender a complexidade e a diversidade do mecanismo de realização do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nessa perspectiva, acreditamos que os padrões de discurso constituem marcadores inferenciais de gênero, a organização dos tipos de discurso e sua aparição em todo o texto podem indicar a categoria geral do texto em que se inserem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se o tipo de texto não pode ser totalmente identificado a partir dos traços da linguagem, o tipo de enunciado é reconhecido pelas regras linguísticas ao longo do texto, mas tipos diferentes de enunciado ocorrem em tipos específicos de texto. Por exemplo: uma tese contém agradecimentos, resumo, introdução, desenvolvimento, conclusões – segmentos de diferentes enunciados, subgêneros, integrantes do gênero tese que, por sua vez, pertence supergênero dos textos científicos. No entanto, é claramente possível reivindicar relativa estabilidade, que pode ser observada quando os tipos aparecem na diversidade de gênero. Assim, embora os tipos de discurso possam não representar a categoria geral do texto em que se inserem, é necessário esclarecer o predomínio de um (ou mais) discursos e sua organização e aparência no mundo. Palavras (padrões de discurso) constituem marcadores de gênero inferidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Identificar esse tipo a partir do padrão de discurso depende, em certa medida, do entendimento do revisor sobre o gênero, porque mais conhecimento do objeto permitirá que ele identifique de forma mais eficaz possíveis problemas no padrão de discurso. Além disso, considerando textos mais padronizados, ou seja, textos com funções mais estáveis (como artigos científicos e resenhas), também é importante padronizar mais ou menos o texto, que tende a ter padrão de fala mais estável. Ao revisar textos mais padronizados, a representação de parâmetros comuns tenderá a ser mais clara e mais estável, e os revisores detectarão mais facilmente quaisquer características que não se espera que apareçam no tipo. Por outro lado, o conceito de padrões de discurso está relacionado à emergência de tipos de discurso, mas também relacionado ao plano de texto integrado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerando que o plano do texto envolve a organização do conteúdo temático em todo o texto, e o modo discursivo envolve a organização e o aparecimento do tipo de discurso em todo o texto (a retórica textual), devemos entender que o modo discursivo nos permite compreender parcialmente o texto completo, de modo a determinar e atualizar planos gerais relacionados ao gênero. Portanto, o revisor deve considerar que o produtor do texto organizará, aparecerá e expressará os estilos de discurso mais convencionais de acordo com o plano de texto relacionado ao gênero pretendido. Nesse sentido, embora seja impossível classificar completamente os gêneros a partir do discurso, sempre é possível imaginar uma determinada identidade de discurso.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estratégia de revisão&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A terceira etapa do processo de revisão envolve a escolha da estratégia. Depois de avaliar o texto na etapa anterior, o revisor terá que decidir, escolher os aspectos que devem ser revisados e escolher as ações adequadas para corrigir os diferentes tipos de problemas detectados. Portanto, a decisão do revisor depende dos critérios de revisão estabelecidos na primeira etapa, da avaliação do texto, da representação e do conhecimento mobilizado nas etapas anteriores e, por outro lado, depende de sua mobilização nessa etapa do processo. Revisão, ou seja, a aplicação do conhecimento específico da linguagem e das estratégias adequadas para resolver diferentes tipos de problemas, aplicando todo o conteúdo cognitivo, está intimamente relacionada à experiência do revisor. Revisores experientes naturalmente terão gama mais ampla de repertório e tomarão decisões mais rapidamente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Depois de tomada a decisão, entra a fase de execução e o revisor faz as alterações necessárias para corrigir e aprimorar o texto. Essas alterações podem ser feitas na superfície do texto (forma) ou podem afetar a profundidade do texto (conceitos). Todas as modificações feitas e a decisão implementadas dependerão sempre dos critérios previamente definidos. Portanto, as modificações realizadas pelo revisor podem incluir correções, reformulações, sugestões e modificações, bem como exclusões, adições, inserções e alterações. Tal como acontece com a tomada de decisão, a experiência do revisor nas práticas de redação e revisão de texto é decisiva para a eficácia da revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na última etapa, após reler o texto, o revisor faz dois tipos de comparações: comparações entre a representação do texto original (memória de trabalho) e o texto revisado (resultado do processo) e comparações entre exemplos de gênero. Texto revisado é produto do conhecimento que o revisor armazenou na memória de longo prazo e do modelo de gênero que o texto deve implementar.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/1270331507641130654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/1270331507641130654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-interacao.html' title='Revisão de texto: interação e processo'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-BWTRxMxOURg/YAM6Cus8drI/AAAAAAAAGa8/uLQAZagtSnESA3z6UUq5eup_OR-41_zSwCLcBGAsYHQ/s72-w640-h376-c/revisao-intera%25C3%25A7ao.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Avenida Pedro Calmon, 550 Reitoria - Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ, 21941-901, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.8625345 -43.2234737</georss:point><georss:box>-51.172768336178848 -78.3797237 5.4476993361788466 -8.0672237</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-521507139954156682</id><published>2021-01-15T10:28:00.005-03:00</published><updated>2021-01-18T12:36:49.886-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas muito úteis"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="formatação acadêmica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="redação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de textos e legibilidade</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A legibilidade dos textos é a meta da revisão&lt;/h1&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor de textos pode ser considerado, do ponto de vista da comunicação, facilitador e intermediário entre duas mensagens que usam o mesmo código de linguagem – ao contrário do tradutor que pode trabalhar duas mensagens com códigos diferentes. O revisor é, inicialmente, o destinatário indireto da mensagem original, um intercessor fortuito; não o destinatário pretendido do texto, mas um membro do público especializado que interfere no objeto da comunicação. Após processar o texto, o revisor se torna o emissário secundário (o primário será sempre o autor), um elo na malha de interseções supratextuais.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-1D2K4B8SJvk/YAGWpEWwMqI/AAAAAAAAGak/lhxlE8ebZtErYtjjR68aXMDqtLcmya-3wCLcBGAsYHQ/s460/legibilidade-texto.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Teses e dissertações devem ser textos completamente legíveis.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;260&quot; data-original-width=&quot;460&quot; height=&quot;362&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-1D2K4B8SJvk/YAGWpEWwMqI/AAAAAAAAGak/lhxlE8ebZtErYtjjR68aXMDqtLcmya-3wCLcBGAsYHQ/w640-h362/legibilidade-texto.jpg&quot; title=&quot;Revisar um texto é aferir sua comunicabilidade.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;Legibilidade é sobre o conteúdo do texto e a forma pela qual a mensagem é apresentada.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;A revisão é parte do conjunto de etapas pelas quais o texto flui no processo de produção, abrangendo complexo esquema de intervenção, que inclui a preparação e a formatação. O revisor profissional desempenha o papel de facilitador na tensão entre o sentido intencional do texto emitido e o sentido recebido pelo leitor-alvo presuntivo; essa tensão deve ser minimizada para que a mensagem seja veiculada da forma mais efetiva e decodificada com tanta transparência e fidedignidade quanto possível. Portanto, pode-se dizer que os revisores estão tentando criar condições mais favoráveis para esquemas de comunicação, face as variáveis relativas aos sujeitos do processo comunicacional e as mais diversas questões conjunturais alheias ao texto e aos agentes intervenientes no processo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sem a intervenção do revisor, a compreensão da mensagem pode até não ser afetada, mas existirá maior probabilidade de ruídos e de excessiva demanda cognitiva na leitura. A exatidão, precisão, legibilidade e compreensão dos textos são o cerne da revisão. Portanto, os revisores não se limitam a corrigir os erros, mas interferem com base no princípio de legibilidade, contribuindo em dar escritos mais acessíveis aos leitores. Especialmente no caso de textos não criativos (teses, dissertações e artigos científicos, por exemplo), a informação é anterior e superior à forma de expressão do autor – e apresentação se pautará pelo cânone do gênero textual. Em virtude disso, a busca pela legibilidade (textual e visual) será inerente ao trabalho do revisor e do formatador, segundo os preceitos estabelecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A supressão de erros, ou seja, a busca por texto gramaticalmente correto e expurgado de lapsos linguísticos e gráficos, também faz parte da atividade de revisão de texto – e o faz desde a origem do ofício, mas incide agora, primordialmente, na premissa de que os erros possam prejudicar o texto ou a legibilidade. Essa é nossa ideia básica, pois muda o foco da revisão de textos, que não tem mais um fascínio contra os erros, mas um encanto pela legibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão é feita no texto original, ou seja, o texto fornecido pelo autor ao revisor, ou no texto traduzido. Ela é feita em formato de arquivo eletrônico ou de cópia impressa. O suporte determina a metodologia do trabalho porque altera o processo de leitura, mas não deve alterar o tipo de interferência ou a profundidade da intervenção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em textos que não sejam ficcionais, uma das recomendações de revisão é fornecer aos leitores texto claro, legível e acessível; diferentemente, o texto estético ou recreativo pode recorrer às anfibologias, gongorismos, inversões como recursos válidos para os fins desejados. Essa ideia de clareza no texto técnico, científico ou legal é eficaz em circunstâncias nas quais os autores pretendam entregar informações sem ruído, sua intenção de comunicação não se reflete na redação estética. No entanto, nem todas as escrituras, mesmo as não literárias, podem ser claras e de fácil leitura, por exemplo, por se destinarem os tipos de leitores especialistas naquele conteúdo. Isso não significa que o texto seja mal escrito ou problemático; a avaliação sempre pode depender de muitos fatores, como estilo ou intenção.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão envolve rotineiramente duas atividades: interferência estrutural e intercessão linguística. Ambas trabalham as múltiplas dimensões do texto de acordo com o método de comunicação requerido pelo gênero textual, o cânone retórico: edição, informação, linguagem, ortografia e impressão são componentes a serem aferidos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão proposta por nós fornece subsídios para a classificação adequada da dificuldade de leitura pretendida e alcança múltiplas dimensões do texto para definir procedimentos com base em nossa prática. A classificação da dificuldade da interpretação não é definida pela profundidade de leitura ou intervenção, mas pelos objetivos e tarefas mínimas envolvidas em cada etapa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diferenciar os tipos de intervenção com base graus de dificuldade do texto é necessário para explicar a linguagem complexa e a rede de relações de revisão implícita na atividade de pesquisa linguística e em sua aplicação. Todos os originais são muito ricos para serem percebidos de forma rápida, direta e completa. Portanto, a delimitação das atividades de revisão relacionadas ao texto precisa ser subdividida. Apresentamos aqui dois tipos de interferências da revisão: na estrutura – que chamamos de formatação – e na linguística textual. Ambos os tipos se dividem em diversas operações, segundo a amplitude e a complexidade da obra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à estrutura, compreendendo da ordem do argumento retórico até o layout, os profissionais intervêm para organizar e aferir o conteúdo informativo e argumentativo do texto. O objetivo é apresentar as ideias e dados de forma adequada, para que o documento configure conjunto de informação coerente e coesa à medida que o leitor avança, e para que a programação visual se insira nos limites normativos requeridos. Nessa fase, a leitura do revisor observa principalmente a macroestrutura do texto sem ignorar sua microestrutura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de iniciar qualquer alteração, interferência ou proposição, é recomendável avaliar incontáveis fatores de linguagem internos e externos, para determinar se a organização do conteúdo é coerente, se é fácil compreender elementos como a natureza do texto, o público, o tipo de publicação, o formato da publicação e a forma de distribuição. É a avaliação desses elementos em relação ao texto que ajuda a determinar as intervenções que serão realizadas na interferência estrutural.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao tentar apontar os elementos que podem ajudar a distinguir diferentes processos de interferência no texto, a revisão orienta-se pelos princípios da alteridade, da relevância e da mínima interferência – já tão decantados por nós. Considera-se não apenas o texto como unidade formal, mas também como unidade funcional, ou seja, a correspondente mensagem, em que os revisores devem ter participação restrita, mas ela será inexorável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No processo de intervenção estrutural, o revisor pode, momentaneamente, não focar nos detalhes da linguagem, mas na organização do conteúdo da informação. Portanto, a linha de visão não ficará em cada palavra ou bloco de palavras, mas em um parágrafo ou outro segmento maior, e fará pausas na leitura para obter elementos e induzir o conteúdo geral, fornecer algum tipo de instruções para ajudar a transmitir o conjunto pretendido pelo original, a intenção do autor. Esses segmentos de textos (que podem ser chamados de funcionais) são: títulos de capítulo, subtítulos, cabeçalhos, notas e blocos de texto destacados. O processamento desses textos pode advir de uma palavra ou uma frase curta e visa estimular a memória de médio prazo do leitor, ajudando a ativar conhecimentos prévios de linguagem, texto e seu conhecimento geral. Portanto, com base na marcação de texto formal (composta por elementos que contribuem para o conteúdo estruturado – texto e gráficos), o revisor aciona automaticamente o programa, seu pacote de conhecimento estruturado e suas instruções, para formar uma rede comunicativa de conhecimento. Conforme proposição da linguística cognitiva, esse é um dos processos inconscientes que ocorrem durante a leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, os revisores estão cientes de alguns processos inconscientes envolvidos na leitura do texto, por isso, devem tentar ajudar os leitores a compreender o conteúdo da publicação ao fazer intervenções estruturais, aplicando basicamente duas estratégias inter-relacionadas: redução do esforço cognitivo no processamento e compreensão suficiente. Além de tentar produzir efeitos cognitivos úteis para a leitura e a compreensão, os textos também podem ser complementados com elementos instrucionais que expressem de forma concisa o contexto da prática profissional dos revisores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, o trabalho estrutural não se satisfaz com indicadores quantitativos. Durante o evento da avaliação, o revisor não deve ignorar seu objeto (o conteúdo geral do texto) para avaliar a forma mais eficaz de apresentar as informações. Além das intervenções estruturais, as interferências linguísticas também serão benéficas. É mais apropriado publicar esta e outras partes agora ou antes? Esse método de não ignorar a estrutura da macro é essencial. É preciso colocar-se na posição do leitor para imaginar o caminho que ele vai percorrer ao longo da obra, e é preciso agir levando em consideração o processo cognitivo de leitura. Se o revisor estiver ciente de algumas das estratégias automatizadas envolvidas nesse caminho, ele poderá avaliar de forma mais objetiva o que é eficaz ou aceitável apenas na comunicação oral e, portanto, deve ser alterado, excluído ou incluído no texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desenvolvimento de conteúdo informativo que os leitores possam dominar sem esforço deve seguir alguns princípios de sistematização da linguística, como simplicidade ou economia, padronização, continuidade e relevância. Portanto, com base na marcação formal do texto (linguagem e gráficos) e conhecimento prévio, o leitor pode realizar de forma automática e inconsciente um processo modulado por parâmetros que ajudam a estabelecer a coerência do assunto ou conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A microestrutura do texto também está incluída na intervenção de informação estruturada, ela visa alterar frases e parágrafos para promover a compreensão da informação. Os princípios que norteiam a construção de laços coesos entre os elementos adjacentes no texto são basicamente aqueles que atuam na macroestrutura: parcimônia, normatividade, coerência e relevância.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estrutura visual&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além das dimensões verbais envolvidas no estudo do processo cognitivo de leitura em psicolinguística, a intervenção estrutural do texto original também envolve dimensões extralinguísticas. Elementos gráficos também compõem a macroestrutura do texto e esses elementos devem ser considerados na edição: tanto da revisão quanto na formatação. Geralmente, eles são usados como ferramentas básicas para textos, indicadores para construir um desenvolvimento coerente de caminhos e tópicos de leitura: a hierarquização das informações e das inferências.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos níveis macro e micro do texto, a marcação formal da estrutura não é obrigatória (numeração de itens, por exemplo). No entanto, ela pode orientar o leitor a realizar um processamento de texto mais rápido, objetivo, claro e eficaz. No caso de livros não literários de conteúdo amplo e complexo, o objetivo é facilitar a vida dos leitores, de forma a que os cuidados propostos possam nortear a atuação dos revisores, ajudar a melhorar sua prática e auxiliar no desempenho autoconsciente e reflexivo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Obviamente, a capacidade de interpretação não requer mecanismo formal de desenvolvimento e manutenção. Porém, quando fatores linguísticos contribuem para esse desenvolvimento, a leitura torna-se mais fácil, sem a necessidade de estratégias profissionais de análise. Caso contrário, se a estrutura linguística não favorecer, o leitor pode encontrar dificuldades, especialmente no caso dos menos proficientes, que têm dificuldade em conectar os parágrafos, notadamente os mais longos. Os problemas causados por defeitos estruturais não podem ser considerados triviais ou simplesmente ignorados, eles são mais complexos que os defeitos ortográficos ou mesmo morfológicos, portanto, merecedores de acurada atenção por parte do revisor.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão e código linguístico&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro método de intervenção envolvido na revisão se refere aos códigos de idioma, especialmente aspectos relacionados a dicionários, gramática, semântica, ortografia e pontuação. As alterações feitas nesse campo são projetadas para garantir a legibilidade do texto para os leitores e prestam atenção à consistência da linguagem em gêneros textuais e estilos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Corrigir um texto cheio de erros não é problema. No tipo de intervenção de linguagem que praticamos, a atuação do revisor vai além do conceito normativo, pois a revisão de texto deve ir muito além da universalidade associada às atividades de processamento textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um parágrafo de texto pode estar gramaticalmente correto, mas isso não exclui o trabalho de revisão. Porém, infelizmente, ainda são os erros ortográficos que costumam atrair a atenção dos leitores e revisores ineptos, erros de registro que não seguem a gramática padrão, frases condenadas pelos gramáticos tradicionais. O mero reconhecimento de erros de gramática pode ser o problema por trás da dura condenação dos lapsos ortográficos, por exemplo, e não podem ser aceitos em nenhum texto escrito por pessoas consideradas culturalmente letradas e, portanto, dominam as normas do português. Infelizmente, a grafia parece condenar o texto, o autor e o livro. Essa é a marca desautorizada de uma especificação padrão. O livro que exibe inconsistências de grafia não intencionais é criticado porque traz sérios riscos de perda comunicacional.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parece corrente a noção que não distingue a língua e as regras de ortografia oficial de um país, como se constata em algumas manifestações publicadas na imprensa sobre o último acordo ortográfico dos países que falam a língua portuguesa. É generalizada na mídia a confusão entre língua e ortografia, como se unificar a ortografia das línguas portuguesas do Brasil, de Portugal e de outros países lusófonos implicasse a unificação da língua portuguesa. Como se a língua se restringisse à língua escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem todos os erros ortográficos devem ser “corrigidos” durante o processo de revisão, pois alguns deles podem ser intencionais, especialmente no caso de textos literários, mas não apenas neles. No entanto, a maioria das pessoas (especialmente os inspetores de idioma) entende os “erros do português” como, na verdade, simples desvios da grafia oficial. Não é conveniente de que revisores pensem assim. Quem se dedica ao trabalho profissional com o texto alheio aprende, na prática diária, que a correção ortográfica pode não garantir qualidade, eficiência ou legibilidade. Acreditamos firmemente que a correção gramatical não é tudo – mesmo em termos de tempo e espaço, a correção gramatical é relativa – em suma, elegância vazia, efeito retórico, riqueza de vocabulário, belas palavras, tudo isso melhora o hedonismo e o estilo narrativo, entretanto, costumam ser expressões distorcidas que não contribuem para a confiabilidade no escrito. É por esta razão que insistimos que clareza e precisão de pensamento são as virtudes primitivas das frases (se não houver precisão, é impossível ser claro), coerência (sem coerência, não há clareza razoável) e a clareza também envolve a elegância, a vitalidade, a expressividade e outros atributos secundários do estilo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, além de avaliar qualquer comportamento inadequado que possa prejudicar a compreensão do conteúdo, a intervenção no código da linguagem também significa a análise de aspectos como forma, semântica e estilo. O desvio da gramática normativa também deve ser considerado estrita e conjunturalmente ao invés de mecanicamente; apesar disso, anglicismos, galicismos, tecnicismos e outros empréstimos irracionais e ou excessivos devem ser evitados para substituir palavras ou frases brasileiras que expressem literalmente a mesma ideia; repetição desnecessária; regionalismo e narcisismo e outras questões que são consideradas oralidades na gramática tradicional podem não ser bem-vindas em alguns tipos de textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à ortografia e outras convenções estabelecidas pela gramática tradicional, como a pontuação e acentuação, os revisores devem seguir e aplicar a norma. Afinal, as especificações padrão ainda são uma referência para os revisores, embora nosso trabalho não se limite a elas. É importante incluir a gramática baseada na linguagem real, nas variações sociolinguísticas utilizadas pelos brasileiros em seu cotidiano para evitar sermos asfixiados pela liberdade de linguagem. Portanto, embora toda proposta de revisão inclua alterações de linguagem do ponto de vista normativo, ela nunca rejeitará a modificação das disposições gramaticais da especificação padrão quando fundamentada. O fato de brasileiros com alto nível de escolaridade usarem mais regras gramaticais do que tradições gramaticais não significa que desejamos impor a prescritividade de dentro para fora. O que isso significa? Isso significa que não devemos culpar quem gosta de continuar a usar regras tradicionais como “retrógrado”, “reacionário” ou “preconceituoso”. O uso dessas regras mais conservadoras deve ser visto como uma das muitas escolhas que um palestrante pode fazer ao escrever um discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor deve avaliar cada trabalho – se leva em conta o leitor, o tipo e propósito da publicação, e outros fatores linguísticos – se usa variantes não padronizadas condenadas pela gramática canônica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto à gramática, a intervenção pode seguir o princípio normativo mencionado na intervenção estrutural: de acordo com esse princípio, o leitor pode esperar que a ordem natural das coisas no mundo se reflita na linguagem. Portanto, a causa esperada está antes do impacto e a ação ocorre antes do resultado. Os elementos formais do texto seguirão a mesma ordem natural: o antecedente precede o pronome (caso contrário, o referente não pode ser identificado), indefinido e então definido, os dados precedem a nova palavra. Gramaticalmente, a ordem canônica é sujeito, verbo e predicado. Estruturas que não seguem essa ordem tradicional, ou inserção de longo prazo de estruturas que interferem na frase principal, podem exigir muito esforço cognitivo do leitor. No processo de leitura e intervenção no texto, os revisores entendem intuitivamente este princípio.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em alguns textos, a violação desse princípio de normatividade pode prejudicar ou dificultar a compreensão do conteúdo. Nesse caso, às vezes, o revisor pode contribuir para a maior legibilidade do texto apenas propondo a ordem sintática direta. Em muitos casos, deve-se observar que converter os elementos básicos na ordem sintática mais direta pode simplificar a compreensão do texto, bem como acelera a leitura.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas notas sobre legibilidade&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Legibilidade e linguagem&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Trata-se da capacidade de o texto – independentemente de sua forma impressa ou eletrônica – poder ser lido sem esforço e totalmente compreendido e memorizado de modo satisfatório. A legibilidade da linguagem e do layout do texto devem corresponder à educação formal do leitor e a suas características culturais. A legibilidade depende da escolha das palavras usadas, do comprimento da frase e, mais seguramente, das escolhas léxicas, da justaposição dos parágrafos e do encadeamento sintático das orações. Os psicolinguistas norte-americanos estabeleceram testes e fórmulas para medir a legibilidade. Esses testes e fórmulas foram modificados e adptados a várias línguas e têm se tornado mais sofisticados à medida que a linguística computacional avança.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Legibilidade e ergonomia visual&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Aqui consideramos a capacidade de imprimir texto no papel ou na tela (independentemente do conteúdo e do idioma) que possa ser lido sem esforço excedente e ele possa ser satisfatoriamente compreendido e memorizada de maneira abrangente. Assim como a legibilidade da linguagem, a legibilidade da impressão deve ser adaptada à identidade do leitor e ao gênero textual pretendido.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As pessoas têm compreensão ampla e genérica do conceito de legibilidade, que considera a produção e recepção da mensagem, bem como dos processos cognitivos envolvidos na compreensão, na decodificação e na memória do leitor. Em termos de legibilidade, o escrito se situa além de aspectos que só podem ser medidos no próprio texto. Esse é um dos motivos que levaram à adoção da mediação do revisor, interferindo na linguagem, e do formatador, intercedendo na composição gráfica dos textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao fazer da legibilidade um dos pontos-chave da revisão e da formatação, enfatiza-se a importância de considerar os leitores (incluindo, sua capacidade textual e condições sociais) no processo de interferência no texto. O texto a ser revisado e formatado não deve ser isolado de suas condições de produção e aceitação, pois a legibilidade não existe independentemente do leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas como avaliar a legibilidade do texto? O conceito de legibilidade é apenas apresentado neste artigo, nosso objetivo é rejeitar apenas o desempenho intuitivo, de modo a fornecer aos profissionais uma forma de orientar sua tomada de decisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em termos de senso comum, mesmo entre os profissionais que atuam como revisores, avaliar a legibilidade dos textos parece subjetivo. No entanto, desde as primeiras décadas do século 20, técnicas e métodos mais precisos para determinar se um texto é legível foram pesquisados e desenvolvidos. Embora essas fórmulas tenham limitações e não devam ser utilizadas como base para redação ou mesmo edição, são ferramentas especialmente importantes para aplicação por profissionais que lidam com a comunicação escrita todos os dias: professores, orientadores, pesquisadores, revisores, formatadores escritores e jornalistas e outros profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os resultados advindos das fórmulas de legibilidade podem não mostrar muito, mas os resultados negativos (ou seja, má legibilidade) quase sempre indicam algum tipo de problema na escrita do texto. Apesar de suas limitações, essas técnicas para medir a clareza têm suas contribuições, porque seu conhecimento poderá levar os profissionais de texto a pensar texto (ou sua edição) em termos de eficiência comunicacional. Sempre sobram questões a serem retomadas. Os revisores conhecem suficientemente o público-alvo? Os exemplos ou analogias apresentadas são capazes de esclarecer temas abstratos? O comprimento médio da frase é adequado para o nível de alfabetização do leitor? As enumerações enfadonhas são raras? A estrutura da frase ajuda na leitura esperada?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para cada fórmula desenvolvida nos Estados Unidos, França e outros países, há muitas críticas, pois é possível produzir caricaturas de texto eficazes e simular bons resultados em indicadores de legibilidade em textos realmente ilegíveis e cuja comunicabilidade seja ineficaz. Entretanto, mesmo que as críticas existentes sejam razoáveis e devam ser consideradas, os testes de legibilidade não precisam ser ignorados. No mínimo, um baixo coeficiente de inteligibilidade ou legibilidade indica que, mesmo que os resultados não mostrem o problema ou como resolver o problema, também mostra que o leitor poderá encontrar problemas no processamento do texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A função das fórmulas não é fornecer uma maneira de escrever um texto claro e fácil de ler, porque o texto não deve ser escrito e editado para atender a padrões mensuráveis e textos com um índice bem legível podem ser forjados. No entanto, essas fórmulas podem fornecer pistas para autores e revisores questionarem se o texto é adequado para seu público e se tem boa legibilidade. Portanto, as funções dessas tecnologias são mais de alertas do que recomendações. Afinal, a análise de legibilidade pode fornecer apenas dados numéricos sobre legibilidade, ou seja, dados sobre como é fácil decodificar a mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/521507139954156682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/521507139954156682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2021/01/revisao-legibilidade.html' title='Revisão de textos e legibilidade'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-1D2K4B8SJvk/YAGWpEWwMqI/AAAAAAAAGak/lhxlE8ebZtErYtjjR68aXMDqtLcmya-3wCLcBGAsYHQ/s72-w640-h362-c/legibilidade-texto.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>R. da Reitoria, 374 - Butantã, São Paulo - SP, 05508-220, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5587998 -46.7257358</georss:point><georss:box>-51.869033636178841 -81.8819858 4.7514340361788463 -11.569485800000002</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-6615106012886513586</id><published>2020-10-23T09:16:00.000-03:00</published><updated>2020-10-23T09:16:47.943-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de textos acadêmicos e literários</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão profissional do texto não é facultativa.&lt;/h1&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Abrir mão do serviço de revisão de textos é correr riscos incalculáveis.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão e a edição de um texto acadêmico ou literário são processos que envolvem três fases distintas, bem como compreendem as operações preliminares, que caracterizam a revisão profissional de textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As três categorias de revisão acadêmica ou literária são: edição e revisão formal, edição e revisão de conteúdo e revisão gráfica. Essas categorias contém os vários tipos de intervenção que são efetuadas, cada um visando dar uma forma pura e cristalina ao texto que deve ser publicado ou defendido. De uma de revisão pode depender o sucesso de um trabalho e seu selo de qualidade ou a aprovação e os louvores de uma tese. Portanto, para se dedicar a este tipo de atividade, o profissional precisa de empenho e dedicação colocados ao serviço do escritor, que continua a ser sempre o ator principal no processo de publicação de um texto, tese ou livro, artigo ou relatório.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-avJkl7lAMAQ/X5LHf-H7yUI/AAAAAAAAGZE/w15hn5bJnyM4vMFzkD8XIi35ld-CLa59wCLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-acad%25C3%25AAmica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O mundo estará mais receptivo aos textos bem revisados.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;310&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-avJkl7lAMAQ/X5LHf-H7yUI/AAAAAAAAGZE/w15hn5bJnyM4vMFzkD8XIi35ld-CLa59wCLcBGAsYHQ/w640-h390/revis%25C3%25A3o-acad%25C3%25AAmica.jpg&quot; title=&quot;Tese e dissertação jamais podem passar sem revisão profissional.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O texto que vais ser dado ao público requer a colaboração do revisor profissional.&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão e editoração formal&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de textos, muitas vezes, é processo de interferência ou oferta de opções linguísticas mais adequadas a cada situação ou gênero textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A primeira fase da revisão acadêmica ou literária consiste na análise detalhada da forma particular. No início, na verdade, um bom revisor deveria acrescentar ao controle formal da revisão uma análise mais completa do texto, para destacar as expressões infelizes ou particularmente “enroladas” e restaurar a correta destinação e a concatenação lógica necessária de proposições que formam um período. A revisão formal se direciona, portanto, a maximizar o poder expressivo do texto escrito, pela sinergia entre a competência linguística do revisor e a criatividade ou ciência do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os arranjos formais que caracterizam a revisão estilística de uma obra são muitos. Entre os mais comuns, pode-se mencionar: a defesa da &lt;i&gt;consecutio temporum&lt;/i&gt; (corrigir a relação entre a oração principal verbos e cláusulas dependentes, sejam condicionais ou coordenadas); a criação artifícios linguísticos que evitem as irritantes repetições de vocabulário em geral; atenção para o uso indevido de nomes, advérbios, predicados; a batalha contra a excessiva fragmentação das sentenças, causada pelos mal utilizados sinais de pontuação; o controle do uso de expressões e subordinação e passivação, para garantir a fluência e a comunicabilidade do texto sem maiores problemas; a identificação exclusiva do sujeito de uma sentença (evitando as ambiguidades); a remoção de efeitos indesejados de anacolutia e anfibologia, que podem confundir o leitor e estragar o prazer estético da obra.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão e edição de conteúdo&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão e a edição de conteúdo são a segunda categoria, relacionadas à revisão de literatura bem como à acadêmica e são, sem dúvida, o aspecto mais interessante do trabalho do revisor, o escopo que exige maior habilidade. No entanto, até mesmo nesta fase, o revisor não deve prejudicar o princípio da autoridade artística, criativa ou científica do escritor com quem ele colabora (que continua a deter a exclusiva responsabilidade do conteúdo de sua obra), limitado o papel da revisão a apoio e conselhos valiosos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A premissa para o desenvolvimento das necessárias operações de revisão de conteúdo é a definição clara e inequívoca do destinatário. Sem ele, o revisor não pode fazer quaisquer modificações, a revisão absolutamente dependente de referência ao “alvo” – o leitor destinatário do texto. Com isso, não é certo afirmar que um revisor especialista em filosofia só deve lidar com ensaios sobre ética ou epistemologia e um “devorador” voraz de romances devem limitar as suas atividades para o gênero. Enquanto não possuindo a onisciência, um bom revisor gerencia, com sua perspectiva crítica, julgando o feliz resultado da exposição de conteúdo que também pode cair em seu escopo investigativo mais familiar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas qual é a “perspectiva crítica”? Como podem os revisores possuir credenciais nos campos de conhecimento que transcendem seu patrimônio cognitivo? Para responder a essas perguntas, é necessário fazer um esclarecimento, definindo os termos da questão. A perspectiva crítica é a distância ideal que (ou, mais geralmente, um leitor atento) aborda o conteúdo de um texto escrito da maneira mais objetiva possível, conseguindo capturar detalhes e imperfeições que estão além do ponto de vista imanente ao destinatário. Nesse caminho, quem está na posse de tal qualidade pode surgir o “meio-termo” entre escritor e leitor, como intermediário entre dois atores principais do processo editorial e de revisão, para a satisfação de ambos se complementar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para que o revisor possa amadurecer essa prerrogativa, algumas condições são necessárias, a mais importante das quais gira exatamente em torno da identificação do destinatário do trabalho, ou seja, o tipo de público que está focado na discussão. As várias classificações, ou diversos gêneros textuais, dependem de registo (formal ou coloquial, e.g.) usado por um autor, sobre a clareza do texto e a coerência semântica dos indivíduos, são os primeiros dados a partir dos quais o revisor pode começar a abordar a revisão do conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estabelecido o “alvo” de um texto desenvolve-se a estratégia de revisão do conteúdo. Além de erros semânticos, o revisor vai ter que julgar, nessa fase de revisão, por meio de uma análise aprofundada do texto; o revisor consegue julgar se a exposição do conteúdo tem consistência semântica ou se a ordem lógica dos acontecimentos é respeitada e se há semelhança entre todas as partes e se cada fato tratado tem a profundidade suficiente, em relação ao restante do discurso, para permitir ao leitor compreender e apreciar melhor o segmento da narrativa. Um bom romance, ensaio, tese ou dissertação interessante deve ter harmonia. Só assim pode expressar todo seu potencial. A tarefa do revisor é adotar a perspectiva crítica que consiste em aproveitar os méritos e dirimir os deméritos daquela obra de arte ou científica, conferindo linearidade ou criando expectativa – como convier – e, então, levar o escritor a superar suas dificuldades.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O papel de apoio do revisor guarda o tom de sugestão; um verdadeiro revisor científico ou literário nunca deve impor seu ponto de vista ao escritor com quem colaborou, mas prefere sugerir e ouvir as instâncias de quem escreve, tendo em vista a construção de uma relação dialética para aumentar a qualidade de uma obra escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes de concluir a exposição sobre a revisão de conteúdo, tenha-se em mente a necessidade da fase final do trabalho, relativa à verificação de citações e referências utilizadas, especialmente em um ensaio acadêmico. Essa tarefa é executada pelo revisor de acordo com as normas acadêmicas de a formatação das notas e o modo de sua inserção no texto.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão da composição gráfica&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar a composição do texto representa a última operação antes da publicação de um livro ou do depósito de uma tese ou dissertação. Considerando o fato de que os requisitos necessários para realizar essa atividade, além do ramo humanístico-literário, afetam a esfera artístico-criativa e habilidade no uso de softwares gráficos e de editoração. Ter familiaridade com os aplicativos de computador mencionados e possuir um talento inquestionável, são condições para o revisor interferir em um trabalho gráfico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como resultado, a revisão gráfica possui o mesmo grau de importância da revisão formal e revisão de conteúdo. Para salvaguardar a dignidade dessa atividade, seria desejável que ela fosse desempenhada especialistas com formação adequada. Em essência, a revisão gráfica não é serviço opcional, seu objetivo é colaborar na edição com o máximo de esforço melhores resultados.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão final do texto científico e técnico&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão final do texto científico não é a última etapa do trabalho dos autores, é melhor descrevê-la como a fase que precede o fim do prazo dado ao revisor profissional.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando você tiver terminado de escrever um texto técnico ou científico, o trabalho não terminou. Ninguém escreve um texto perfeito – mas ninguém mesmo; nenhum texto está completo, perfeito, bem articulado em sua primeira versão; na maioria dos casos, o autor não tem sequer um bom texto de rascunho ao fim da primeira redação. O autor deve compreender que a revisão é parte do processo de escrita, e que ele tem que dedicar tempo e atenção a ela, preferivelmente, com a colaboração de um revisor profissional quando o texto for de alguma responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Reler, reescrever e revisar um texto não são a mesma coisa. O autor, a rigor, não pode revisar o próprio texto: ele esteve muito próximo das ideias, das palavras, das frases e não vê os problemas técnicos da redação ou desconhece questões sutis de linguística. Um texto não fica pronto ou perfeito apenas ao se eliminar erros de digitação ortografia, mas, acima de tudo, revisar significa repensar as ideias de partida, revendo a organização do texto, refletindo sobre o que se escreveu, talvez reescrevendo algumas partes, trocando a ordem das frases ou mesmo invertendo parágrafos, ligando melhor os conceitos e as proposições, tornando o estilo mais elegante e adequado ao propósito do texto. A colaboração do revisor é exponencialmente mais importante se o texto foi escrito por muitas mãos e deriva da montagem de várias ideias de terceiros, citações e dados coletados: nesse caso, é impensável não proceder a uma revisão minuciosa do texto e o controle total da formatação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concluído o texto, seria ideal esquecê-lo e deixa-lo “descansar” pelo menos por algumas semanas, para o autor principal retomar o trabalho em seguida e identificar alguns problemas que não estavam sendo vistos de imediato – mas, desde quando isso é possível? A boa revisão requer, antes de tudo, os olhos e mente fresca, requer um leitor que não esteja “contaminado” pelas diversas fases da composição do texto e que, em última instância, até desconheça o conteúdo, para que possa verificar se as ideias apresentadas estão realmente claras e coerentes e que as lacunas de informação não sejam supridas pelo conhecimento prévio do leitor. Daí decorre uma característica essencial do trabalho de revisão, a necessidade de alteridade: quem escreveu não revisa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A melhor estratégia ao revisar um texto para além dos erros de ortografia, começa a partir da escolha do revisor: prefira um profissional, alguém com conhecimento linguístico, pois o objeto da revisão é o texto como veículo de comunicação – não o conteúdo dele. O revisor tem que ler e reler o texto com o espírito crítico voltado para a mensagem, tentando dar uma resposta para cada pergunta que venha à mente, sem esquecer alguma coisa, especialmente o que não é convincente – lembre-se de que o autor e seus colaboradores estão bem cientes do que escreveram e, em geral, altamente convencidos daquilo que propuseram. Já o revisor é completamente alheio às ideias propostas. Ele tem isenção – outra característica essencial à boa revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão... não é uma série de comentários: o revisor profissional não vai fazer digressões sobre as interferências que fizer, mas vai deixá-las à vista. A revisão mais segura e eficaz é uma reinterpretação para cada tipo de erro ou problema. O revisor lê observando o conteúdo, os erros de digitação (sim, mas essa é a parte mais simples!), a articulação das ideias, dos dados, dos argumentos. Por outro lado, se apenas os autores interferem no texto, dispensando a revisão, corre-se o risco de perder de vista a coerência global do documento. Nunca há um método que funcione para todos os textos; cada escrito requer sua própria estratégia de revisão. Em todo caso, apresentamos aqui algumas estratégias de revisão, procedimento que é feito em “camadas” atingindo diversos “níveis” da textualidade. Essas camadas vão da revisão primária, em que se corrigem os erros mais elementares de redação até a revisão final: aquela que nunca é (nem deveria ser) a última, mas é a que encerra o trabalho, liberando o texto para o público alvo. Aqui estamos apresentando alguns aspectos da revisão final, feita depois de todos as questões superficiais, gramática, digitação, estarem resolvidas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Cabe na revisão final analisar o conteúdo e controlar de sua organização. Algo foi perdido em algum lugar no texto? Os períodos são consequentes, ou há pausas e lacunas entre a uma e outra frase? As conclusões são convincentes? O tom está certo? Nessa fase da revisão, é melhor ler o documento em um só fôlego, longitudinalmente, para ter ideia da consistência global, sem analisar mais cada problema isoladamente. Essa revisão deve ser feita lentamente e quando possível, com a leitura afinada para o ritmo das frases, o que é de grande importância; muitas vezes, alguns erros de lógica são mais perceptíveis pelo ritmo que pelos argumentos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Em seguida (ou simultaneamente) refinar o controle de gramática e pontuação. Atenção para os erros de pontuação, concordâncias entre sujeito e verbo, singular e plural, masculino e feminino, tempos verbais, concordância de palavras estrangeiras. À menor dúvida, é necessário consultar um bom dicionário (ou mais de um!) e, para outras questões linguísticas, algumas gramáticas normativas e gramáticas de usos. Para essa fase, quem realmente escreveu o texto é o pior leitor de si mesmo: é preferível sempre passar o texto a pessoa, o revisor vai apontar não só os erros linguísticos, mas tudo não é convincente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Depois vêm as questões de melhoria do estilo. Se o conteúdo for convincente e o texto não contém erros, o revisor pode se dedicar ao estilo: aspectos formais da linguagem, adequação das palavras individuais em relação ao contexto, a eliminação de termos mais irritantes ou repetitivos, checando a fluência texto. Nessa fase da revisão, é preciso cortar tudo o que se pode eliminar, simplificar o texto, removendo todas as palavras desnecessárias e frases repetitivas, “podando” os termos redundantes e as estruturas desnecessariamente complicadas. Preposições supérfluas também devem ser eliminadas, bem como os tão comuns artigos e pronomes indefinidos advindos em abundância da linguagem oral. Em geral, quando se pode escrever a mesma coisa com menos palavras, você tem que usar menos palavras!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fazer controle das fontes. O autor e os coautores e orientadores já devem ter cuidado muito disso, pois é sabido que nada deve ser relatado sem citar o autor, nem omitido nas referências bibliográficas nenhum dos autores citado. As citações literais também devem ser verificadas para a uniformidade da forma gráfica, sequência, coerência e coesão, inclusive checando caracteres usados, abreviaturas, travessões, linhas, espaçamento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ter controle final de qualidade. Quando o documento parece perfeito, é necessária uma verificação final para procurar erros muito sutis. Que tipos de erros são detectados nessa busca? Uma introdução que menciona algo, mas a proposição é abandonada; um subtítulo que já não reflete o conteúdo do parágrafo; uma imagem com legenda equivocada ou sem legenda; números de página; referências cruzadas internas, índices: texto, títulos, legendas, números de página; cabeçalhos e rodapés; os títulos; as primeiras e últimas linhas de cada página, para verificar que não há nenhum texto duplicado ou ausente; listas numeradas; os números de notas; os pares de parênteses, aspas ou hifens, espaços excedentes ou ausentes entre palavras e outros elementos textuais... e um sem fim que deve ter fim!&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se todas as questões acima estão devidamente revisadas, pode significar que o trabalho está correto do ponto de vista formal e você pode entregá-lo para avaliação, edição ou publicação. Se alguns aspectos são ainda não foram verificados por um revisor profissional, é prematura a entrega... cuidado!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenha sempre em mente que a redação técnico-científica é produção um conteúdo escrito. Com qualquer assunto, o que importa mais é a qualidade das informações, sustentada pela forma que elas são apresentadas. Por que os envolvidos em assuntos científicos e técnicos devem preocupar com a linguagem, o estilo de escrita? O problema da qualidade da apresentação é quando você deseja compartilhar informações com outras pessoas. Ser um especialista em determinado campo de conhecimento não significa ser capaz de saber como divulgar igualmente bem o que sabe. Escrever um relatório de laboratório, tese, um pedido de financiamento, solicitar uma bolsa de estudos, apresentar um artigo a uma revista são apenas alguns exemplos de atividades em que a qualidade da apresentação pode afetar a recepção que será reservada ao conteúdo. A comunicação é uma disciplina em si, portanto, um texto técnico pode ser mais difícil que o esperado. Também, independentemente do conteúdo, o texto técnico-científico tem algumas características distintas:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;é um texto híbrido, em que palavras se combinam com fórmulas, figuras e tabelas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;é texto escrito, frequentemente, por muitas mãos;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;é um texto em que interagem duas ou mais línguas – o inglês e o português, com muita frequência.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esses três aspectos exigem habilidades de escrita e estratégias textuais que raramente são ensinadas na escola, mas que são indispensáveis para o texto do estudante ou profissional das ciências. A colaboração de um revisor de textos profissional não é somente útil para a elaboração de relatórios, trabalhos, teses e dissertações – ela se torna essencial, base para qualidade e eficiência comunicacional.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/6615106012886513586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/6615106012886513586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2015/06/revisao-textos-academicos.html' title='Revisão de textos acadêmicos e literários'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-avJkl7lAMAQ/X5LHf-H7yUI/AAAAAAAAGZE/w15hn5bJnyM4vMFzkD8XIi35ld-CLa59wCLcBGAsYHQ/s72-w640-h390-c/revis%25C3%25A3o-acad%25C3%25AAmica.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Faculdade Direito USP  - Rua Riachuelo, 185 - Sé, São Paulo - SP, 01007-000, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5505687 -46.637066699999991</georss:point><georss:box>-52.915973699999995 -87.945660699999991 5.8148363 -5.3284726999999918</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-2404980416330196267</id><published>2020-07-27T10:21:00.001-03:00</published><updated>2020-07-27T10:30:19.682-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Teses e dissertações: revisão e estilo</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão é adequar o texto a sua finalidade.&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O processo de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/05/concepcoes-de-revisao-de-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de texto&lt;/a&gt; no trabalho científico e o trabalho do &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/06/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor de texto&lt;/a&gt; - que nem sempre é visto como um trabalho que pode melhorar a qualidade de diversos textos e que vai além da correção gramatical - são fundamentais para melhorar a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/consistencia-concisao.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;qualidade dos trabalhos acadêmicos&lt;/a&gt;, facilitando a leitura e melhorando sua compreensão.&lt;/div&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-TTg2fpYOF4Q/Xx7RmZUnBrI/AAAAAAAAGQI/dicwE3fWGGEqWAvN743ApiZdeSxP2Xk2wCLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-tese-estilo.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A revisão para a tese é a última oportunidade de aperfeiçoamento antes da defesa.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;290&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;364&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-TTg2fpYOF4Q/Xx7RmZUnBrI/AAAAAAAAGQI/dicwE3fWGGEqWAvN743ApiZdeSxP2Xk2wCLcBGAsYHQ/w640-h364/revis%25C3%25A3o-tese-estilo.jpg&quot; title=&quot;A tese passa por muitas mãos, as do revisor não podem ser dispensadas.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Formatação de tese é bem mais complexo que parece. Contrate um profissional e cuide só do conteúdo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das coisas mais importantes na revisão do texto científico é a apuração do estilo. O revisor de textos vai usar todo seu arsenal de recursos técnicos para garantir, tanto quanto possível, a adequação da linguagem à norma culta e o estilo segundo os parâmetros acadêmicos de cada área de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O estilo na redação de trabalhos científicos deve ter por referência princípios básicos que devem ser observados de modo a garantir o máximo de isenção e clareza na descrição da atividade de investigação desenvolvida.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os princípios indispensáveis à redação acadêmica, comuns a outras formas de escrita, podem ser resumidos nas seguintes características: clareza; precisão; comunicabilidade e &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/consistencia-concisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;consistência&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A redação é clara quando não deixa margem a interpretações diferentes da que o autor deseja comunicar. A linguagem rebuscada, cheia de termos desnecessários, desvia a atenção do leitor, servindo apenas para o confundir.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A falta de clareza do texto aparece muitas vezes acompanhada de ambiguidade, falta de ordem na apresentação de idéias, utilização excessiva de termos com pouco uso na língua. O texto correto expõe os conceitos e a lógica pretendida em seqüência que estimule o prosseguimento da leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O autor é claro quando usa linguagem precisa, quando atribui a cada palavra empregada o sentido exato do pensamento que deseja transmitir. É mais fácil ser preciso na linguagem científica do que na literária, uma vez que nesta última a escolha de termos é bem mais ampla. De qualquer forma, a seleção de termos inequívocos e a cautela no uso de expressões coloquiais (de uso comum: por exemplo, quer chova ou faça sol; ou das duas, uma) devem constituir preocupação sempre presentes na redação acadêmica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A comunicabilidade é característica essencial na linguagem científica, os assuntos devem ser tratados de maneira direta e simples, expondo a lógica e a continuidade que sustentem as idéias defendidas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A pontuação também deve ser usada criteriosamente, proporcionando pausas adequadas à compreensão do texto. Pontuação em excesso cansa o leitor e, quando deficiente, não oferece clareza.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por último, o princípio da consistência é elemento importante no estilo e pode ser analisado de três formas complementares: consistência da expressão gramatical; consistência de categoria; consistência de sequência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de expressão gramatical.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de categoria.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de sequência.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A produção do texto acadêmico requer escrita sobre temas que podem ser tratados cientificamente, à luz da experimentação, do raciocínio lógico, da análise, da aplicação de um método/técnica. Esse tipo de produção objetiva expor informações comprovadas ou passíveis de comprovação, divulgar ideias próprias ou de outrem, partilhar um saber, informar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tem estilo marcado pela objetividade, precisão, clareza, concisão, simplicidade, formalidade e utiliza linguagem respeitando o padrão culto da escrita, usando terminologia específica da área do saber, recorrência ao sentido denotativo da palavra. Podemos compreender qual é a proposta do conhecimento científico: construir conhecimento por meio de procedimentos que denotem atitude científica e que proporcionem condições de experimentação de suas hipóteses de forma sistemática, controlada e objetiva para ser exposto à crítica intersubjetiva, oferecendo maior segurança e confiabilidade nos seus resultados e maior consciência dos limites de validade de suas teorias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a construção do texto acadêmico, é necessário ter claros os limites e limitações das teorias com as quais se trabalha. A teoria não serve apenas para explicar o quanto as hipóteses são plausíveis, mas para elaborar os instrumentos e as técnicas de pesquisa. O que não se pode esquecer é que o especialista em texto é o revisor.&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estratégias para promover a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-linguistica-de-textos-academicos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão da tese&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div&gt;Um levantamento dos estudos realizados mostra que existem várias propostas para ajudar o autor durante a revisão de sua tese. Entre essas propostas, destacam-se o uso de instrumentos adequados e os projetos colaborativos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O &lt;i&gt;feedback &lt;/i&gt;do revisor é, de todos os instrumentos, o que causa menor impacto na produção textual do autor. Estudos realizados têm demonstrado que as correções e comentários do na tese apenas surtem efeito quando há um retorno do texto do autor para o revisor após o &lt;i&gt;feedback&lt;/i&gt;. Não havendo esse retorno, as correções são geralmente ignoradas e os autores, via de regra, vão repetir os mesmos erros nos textos seguintes. A produção textual neste caso parece que é vista pelo autor como um processo em que ele escreve, o revisor “corrige” o texto, devolve para o autor ou editor e isso encerra o ciclo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O uso de instrumentos adequados, inclusive os recursos eletrônicos de editoração e correção, bem com listas de verificação de erros comuns (&lt;i&gt;checklist&lt;/i&gt;) são recursos eficazes do processo de revisão. Os exemplos abaixo, extraídos de instruções do On-Line Writing Lab (1995), dão uma ideia do que pode ser incluído num roteiro de revisão:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Sou gentil com meu leitor incluindo no meu texto o que ele precisa saber e só o que ele precisa saber?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Meu texto tem uma tese ou propósito?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os parágrafos se relacionam com a tese ou propósito?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Cada parágrafo tem um tópico frasal com a ideia central?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os detalhes de cada parágrafo se relacionam com a ideia central?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Alguns detalhes devem ser movidos para outro parágrafo?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há uma frase de conclusão para o parágrafo?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há transição entre os parágrafos?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O verbo concorda com o sujeito?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A relação pronome/antecedente está correta?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Cada frase contém uma oração independente e apenas uma?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há frases muito longas que devem ser separadas?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há sequências de frases muito curtas?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há palavras faltando?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Há palavras repetidas?&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No momento em que o texto é escrito, lido e revisado, ele passa a atender também as exigências do leitor, incorporando suas características. No processo de negociação que se estabelece entre escritor e leitor, o escritor não escreve mais só para si, mas também para o outro, iniciando a longa aprendizagem que o pode levar à consciência da necessidade de cativar o leitor, aperfeiçoando o senso de público. Nesse processo é que intervém o revisor como mediador, como crítico externo. Quando o autor perceber que o leitor não é cativado apenas pelo conteúdo do texto, mas principalmente também correção gramatical e estilo, ele poderá sentir a necessidade de considerar as questões globais, com ênfase na produção de sentido comunicativo, segundo as propostas do revisor.&lt;/div&gt;&lt;h2&gt;A necessidade da revisão de textos profissional&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Revisores profissionais, geralmente, têm o propósito de reescrever para tornar um texto mais legível (melhorando o livro que um dia esse texto será), com o cuidado de “manter o respeito ao original”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A revisão de textos, nesse âmbito, não é uma “ação pedagógica”, não se trata de “ensinar” um autor a escrever, mas de colaborar com ele para que seu texto possa ser apresentado ao público. A reescrita em âmbitos escolares, por alunos ou por professores (a famigerada “correção de redação”), tem propósitos muito diversos que definem as ações de todos, autores-alunos e professores-leitores. A intervenção de professores em produções textuais de alunos é revestida de propósitos bastante diversos da intervenção que o revisor de editora faz em textos para publicação. Embora em qualquer dessas circunstâncias estejam todos aprendendo a lidar com textos, repensando estruturas e modos de escrever, os contratos comunicativos entre todos são diversos. Ao fim e ao cabo, no entanto, estão todos reescrevendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há uma espécie de tipologia para a revisão textual. A correção resolutiva seria aquela em que o revisor resolve os problemas encontrados no texto. Além dessa, bem próxima de certas etapas do tratamento de texto na editoração, haveria a correção indicativa (quando o revisor apenas marca os problemas), a classificatória (quando ele utiliza metalinguagem para indicar os problemas) e a interativa (quando dialoga com o autor, dando sugestões e discutindo aspectos do texto). Como é de se esperar, o último tipo de correção subsidia muito mais a construção da autoria e a aprendizagem da escrita do que os outros tipos de correção, sendo mais pertinentes à revisão/edição profissional os tipos interativo e resolutivo, especialmente quando se trata, respectivamente, do copidesque (edição do texto) e da revisão final (e de provas).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em geral, a produção editorial opera em prazos curtos, com riscos financeiros, confiança na qualidade do trabalho e é comum que os editores e gerentes desejem que o revisor apresente soluções, sem se preocupar com muitas explicações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mesmo ocorre na revisão acadêmica, já que as teses são finalizadas e liberadas para revisão no último instante, ficando revisor premido por prazos sempre insuficientes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há outra vertente de estudos de texto que procura associar a revisão à correção formal da linguagem, estando a atividade, portanto, restrita à alteração de questões como ortografia, estrutura da língua, concordância verbal e nominal, regência, colocação pronominal, pontuação. Essa percepção da tarefa do revisor restringe a atividade à intervenção pontual e um tanto técnica sobre o texto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre se inventam desculpas para tudo. Para não revisar um texto com um profissional pode-se pensar que se escreve bem, que o colega já revisou, que custa caro e assim por diante. Mas, cuidado: todo trabalho escrito, uma vez concluído, deve ser submetido a um revisor que não tenha interferido em nenhuma etapa de sua produção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O autor, devido a sua familiaridade com o assunto e proximidade ao texto, quase sempre comete lapsos e equívocos que ele próprio não identifica em sucessivas leituras de seu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo os orientadores acadêmicos formalmente responsáveis pelo acompanhamento da produção, pelos mesmos motivos anteriores, estão sujeitos a tais enganos e lapsos. É necessário que as revisões sejam feitas por profissionais experientes, compromissados com prazos e munidos dos recursos mais modernos da informática no apoio à revisão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/2404980416330196267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/2404980416330196267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2014/07/teses-dissertacoes-revisao.html' title='Teses e dissertações: revisão e estilo'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-TTg2fpYOF4Q/Xx7RmZUnBrI/AAAAAAAAGQI/dicwE3fWGGEqWAvN743ApiZdeSxP2Xk2wCLcBGAsYHQ/s72-w640-h364-c/revis%25C3%25A3o-tese-estilo.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Butanta, São Paulo - SP, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5613991 -46.7307891</georss:point><georss:box>-54.458066355825338 -81.88703910000001 7.3352681558253359 -11.574539100000003</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-8638240289533643682</id><published>2020-07-26T13:10:00.004-03:00</published><updated>2020-07-26T13:16:42.324-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="argumento e lógica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="dicas muito úteis"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="redação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Produção de texto: consistência, coerência e concisão</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Produção de texto e habilidades metalinguísticas&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/05/o-revisor-profissional-e-o-autor.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Revisão de texto&lt;/a&gt; requer domínio cognitivo das competências metalinguísticas.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A aplicação de competências metalinguísticas é essencial ao processo produção de textos. São aquelas habilidades que possibilitam a construção da escrita e seu manuseio de forma reflexiva e funcional. A metalinguagem está no campo da metacognição, diferenciando-se das outras habilidades deste construto por não ser seu objeto de estudo uma função cognitiva, como exemplo a metamemória, mas a própria linguagem. A metalinguagem se refere, portanto, à reflexão sobre a linguagem e à manipulação intencional de seus componentes.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-RY_i4Lm9O64/Xx2oZa6iYiI/AAAAAAAAGPo/Czje3yctZEE1ZyxOHkHjKm7dQIxWl4HkgCLcBGAsYHQ/s510/consist%25C3%25AAncia-coer%25C3%25AAncia-revis%25C3%25A3o.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Revisar tese ou dissertação na Kemelion é perfeita garantia de gualidade.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;260&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;326&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-RY_i4Lm9O64/Xx2oZa6iYiI/AAAAAAAAGPo/Czje3yctZEE1ZyxOHkHjKm7dQIxWl4HkgCLcBGAsYHQ/w640-h326/consist%25C3%25AAncia-coer%25C3%25AAncia-revis%25C3%25A3o.jpg&quot; title=&quot;Coerência e linearidade são aspectos do texto que receberão acurada revisão.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;i&gt;Além de coerência e linearidade, a revisão de texto considera diversas questões autorais, dentre muitos outros aspectos.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mesmo para escritores experientes, a primeira versão de um texto raramente é satisfatória. Parte fundamental do processo de escrita é fazer releituras e reescritas, processos que tornam possível ao autor rever a organização das ideias e algumas escolhas linguísticas implementadas. No entanto, a revisão não é algo espontâneo, é etapa posterior a ser levada a cabo por profissional que supere as questões metalinguísticas que não devem ser o foco do autor, alguém que tome o texto como objeto de operações cognitivas, não como mídia. O trabalho de revisão de texto assume, portanto, caráter supra-metalinguístico à medida que se fundamenta na reflexão sobre a estrutura do texto tanto no que se refere a sua coerência como a sua composição gráfica. No &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/05/concepcoes-de-revisao-de-texto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;processo de revisão de texto&lt;/a&gt; somos confrontados com a propriedade e adequação das escolhas autorais tanto quanto com os eventuais erros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em realidade, o erro está presente em qualquer processo de escrita, dentro ou fora da academia. Contudo, o erro não é comumente visto como parte integrante e imprescindível do processo de produção de texto. Ao contrário, é tomado tanto como evidência da incapacidade do autor, quanto como empecilho a sua produção intelectual. De acordo com essa perspectiva, a presença do erro é tida como linguisticamente e socialmente indesejável, devendo ser, portanto, evitado. Por sua vez, os autores, a cada vez que se deparam com seus erros, os tomam como sinal de seu fracasso em produzir. Sendo assim, há que se evitar olhar ou expor o erro como demérito ou barreira intransponível. Ao contrário, sendo o erro inerente ao escrever, dever deflagrar um processo de tomada de consciência que envolve olhar para esse erro, refletir sobre ele e aprender com ele. Assim, o erro deve ser tomado em seu sentido construtivo, tornando-se algo sobre o qual devemos pensar e mesmo evitar – mas o erro ocorre na presença do texto redigido e não pode ser obstáculo à redação.&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-linguistica-de-textos-academicos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de texto&lt;/a&gt; é tarefa metalinguística para a qual o debruçar sobre o erro alheio é o exercício fundamental. Compreendendo que o objetivo da escrita é a comunicação, o autor que passa a contar com o profissional de revisão de textos pode tomar para si o ato de escrever focado no conteúdo, produzindo de forma mais fluida e fruída, consciente e atento a partir das escolhas linguísticas de seu domínio, quando considera que essas questões passarão pelo crivo profissional. Essa mudança significativa na relação que o autor estabelece com a produção escrita possibilita uma transformação na compreensão que ele tem de seu próprio texto, instigando seu interesse em produzir mais. Tais mudanças, como a própria reconceitualização do erro, acarretarão melhora significativa na produtividade textual.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Consistência e concisão no &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/02/revisao-publicacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;texto acadêmico&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dos muitos aspectos a serem considerados na redação de uma tese ou dissertação, e que são postos de atenção do revisor do texto, destacamos aqui dois: o princípio da economia textual e o princípio da consistência textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O princípio da consistência é elemento importante no estilo e pode ser analisado de três formas complementares: consistência da expressão gramatical; consistência de categoria; consistência de sequência.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de expressão gramatical é violada quando, na enumeração de três itens, o primeiro é um substantivo, o segundo, uma frase e o terceiro, um período completo, o que confunde e distrai o leitor. Outro exemplo seria a enumeração cujos itens se iniciassem, ora por substantivo, ora por verbo. Ao revisarmos seu texto, verificaremos a consistência de cada parágrafo e do conjunto.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na redação científica, cumpre observar, entre outras regras:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;terminologia precisa;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;pontuação criteriosa;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;sinonímia restrita;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;referências precisas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de categoria reside no equilíbrio que deve ser mantido nas principais seções do capítulo ou subseções da seção. Um capítulo cujas três primeiras seções se referem, respectivamente, aos aspectos tecnológicos, econômicos e sociais dos sistemas de informação, e a quarta seção que trate de ferramentas de análise e desenvolvimento de sistemas de informação, está desequilibrado. A quarta seção, sem dúvida, apresenta matéria de categoria diferente da abordada pelas três primeiras, devendo pertencer a outro capítulo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consistência de sequência está relacionada à ordem que deve ser mantida na apresentação de capítulos, seções e subseções do trabalho. Embora nem sempre a sequência a ser observada seja cronológica, existe lógica inerente ao assunto em qualquer enumeração. Uma vez detectada, a lógica determinará a ordem em que capítulos, seções, subseções e quaisquer outros elementos devem aparecer. Seja qual for a sequência adotada, o que importa é que esta deve refletir organização lógica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O princípio da concisão textual também é elemento de estilo ao qual os autores deve estar atentos. Basicamente, vale o bordão: menos é melhor. Escrever uma informação completa, com o menor número de palavras possível é altamente desejável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concisão textual não significa comprimir as ideias, mas dar a elas o tamanho adequado.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na maioria dos textos, a concisão é bem mais qualidade que característica; no texto oficial, no comercial e no acadêmico, quase sempre a concisão é meta e requisito essencial. Cumpre ao revisor de textos, supletivamente ao autor, zelar pelo princípio da concisão textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras, evitando tergiversação, juízos de valor, ambiguidade e todo tipo de imprecisão. Para que o texto tenha essa qualidade, é fundamental o conhecimento do assunto por parte do autor e a tesoura impiedosa do revisor podando tudo aquilo que sobra. Cabe à revisão perceber as eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias, os pleonasmos, as superfluidades e as ocorrências de registros tipicamente orais no texto e suprimir tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas construções a se evitarem em obediência ao princípio da concisão.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Flexão do infinitivo da oração subordinada cujo sujeito é o mesmo da principal anteposta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Abusos de pronomes e artigos, principalmente os indefinidos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uso de artigos antes de pronome pessoal ou possessivo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Pleonasmos de etimologia remota.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uso de bordões, expressões em voga, preciosismos.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Colocar a palavra página ou suas reduções junto ao número que ordena as folhas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A palavra número ou suas reduções junto a algarismos - Lei (número) 4.321.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Da mesma forma, a palavra capítulo, sobra junto ao número e título capitulares.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Uso das palavras Referências Bibliográficas. O termo indicado em todos os textos de todas as normas para confecção de trabalhos acadêmicos é Referências.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foram alguns exemplos, mas há bem mais simplificações possíveis e recorrentes. Cada revisor faça uma lista das que lhe ocorrerem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vocês provavelmente nunca viram um texto do séc XIX, ou anterior, uma ata, depoimento, contrato, iniciando-se assim: “Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de um mil oitocentos e [tanto]... aos vinte e um dias do mês de março do mesmo ano”... É contra delongas desse tipo que se instaurou o princípio da concisão. Não tem cabimento me alongar em um tópico sobre concisão.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Descrição de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2010/07/erros-comuns-em-descricao-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;normas e procedimentos&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na descrição de procedimentos, nas teses, dissertações ou mesmo nos trabalhos acadêmicos mais curtos, recomendam-se se regras que, de modo geral são e devem ser acatadas:&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;construir frases na ordem direta;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;preferir frases curtas e — se possível — afirmativas ou negativas diretas para facilitar o entendimento;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;usar preferencialmente o verbo no presente do indicativo. No caso da descrição de etapas de um processo, usar o infinitivo (numerar, mexer, usar), colocando-o no início da frase;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;numerar cada ação, respeitando sua sequência de execução;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;priorizar instruções de segurança;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;utilizar sempre que possível os termos técnicos já definidos anteriormente;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;fazer uso do estilo impessoal, evitando o emprego de pronomes de primeira pessoa, como eu, nós, meu, nosso;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;evitar o uso de abreviaturas e siglas, que só se justificam quando as palavras ou expressões correspondentes aparecerem muito repetidamente. Se isso ocorrer, na primeira vez que for empregada, o significado deve vir logo a seguir, separado por hifens;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;numerar os itens (primários, secundários, terciários e quaternários) com algarismos arábicos, colocando a numeração junto à margem esquerda. Não usar ponto, parênteses ou hífen após essa numeração e dar um espaçamento correspondente a duas letras antes da primeira letra seguinte;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;escrever os títulos dos itens primários (capítulos) fonte adequadamente maior que a do corpo do texto, evitando a caixa-alta sempre que possível;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;evitar o uso de estrangeirismos, coloquialismos, gongorismos e gírias;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;evitar enfaticamente o emprego de etc. Seu significado deve ser sempre explicado (Ex.: ouro, prata e outros metais preciosos);&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;usar repetidamente o substantivo, em vez do pronome, sempre que houver possibilidade de o pronome gerar ambiguidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Coerência textual e linearidade&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor estará atento à coerência e à linearidade do texto, de modo a evitar saltos ou lacunas na estrutura da dissertação ou da tese.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Atualmente, a linguística textual coloca como centro de suas preocupações estudos sobre gêneros textuais ou discursivos e fenômenos de ordem sociocognitivas como referenciação, inferenciação. Estudar aspectos relativos à coerência textual é de grande relevância para a revisão de texto, já que a coerência assume papel preponderante nos processos de produção e compreensão de textos. Assim, deixar de considerar a coerência significa relegar a produção e compreensão de textos e, mais ainda, a própria atividade humana como atividade de construção de sentidos através dos textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O conceito de coerência, em sintonia com a linguística textual moderna, passou por uma significativa ampliação. Não dá para se falar de um conceito de coerência, assim como não dá para de falar de um conceito de texto. Trata-se, aqui, de conceitos de coerência, trazendo à baila posições de alguns estudiosos da área sobre essa temática.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apoiando-se na definição de texto como estrutura sociocomunicativa, a coerência textual consiste numa estrutura-em-profundidade lógico-semântica. A coerência lógico-semântica é condição necessária para toda atuação verbal eficaz na comunicação. Para um conjunto de enunciados constituir um texto coerente, é preciso que nele seja mantida intenção e que ela seja reconhecida pelos parceiros da interação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Partindo da ideia de que não existe texto incoerente em si, defende-se a noção de coerência como um princípio de interpretabilidade do texto. É sempre possível construir um contexto em que uma sequência aparentemente incoerente passe a fazer sentido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe uma proposta que consiste na formulação de quatro meta-regras da coerência textual, quais sejam:&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;meta-regra da repetição – “para que um texto seja (microestruturalmente e macroestruturalmente) coerente é preciso que contenha, no seu desenvolvimento linear, elementos de recorrência estrita”;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;meta-regra da progressão – “para que um texto seja microestruturalmente ou macroestruturalmente coerente, é preciso que haja no seu desenvolvimento uma contribuição semântica constantemente renovada”;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;meta-regra da não-contradição – “para que um texto seja microestruturalmente ou macroestruturalmente coerente, é preciso que no seu desenvolvimento não se introduza nenhum elemento semântico que contradiga um conteúdo posto ou pressuposto por uma ocorrência anterior, ou deduzível desta por inferência”; e&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;meta-regra da relação - “para que uma sequência ou um texto sejam coerentes, é preciso que os fatos que se denotam no mundo representado estejam relacionados”.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o foco sobre o aspecto da coerência e linearidade textual, coloca-se em discussão a necessidade de levar em consideração a ordem de aparição dos segmentos que constituem o texto, já que a coerência envolve relações de ordem, essencialmente a relação “preceder” (que indica que a coerência do “seguido” é função do “precedente”) e acessoriamente a relação inversa.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existem dois níveis de organização textual, nos quais a coerência se expressaria, o macroestrutural e o microestrutural.&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ol style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nível microestrutural (local) – diz respeito exclusivamente às relações de coerência que se estabelecem, ou não, entre as frases (sucessivamente ordenadas) da sequência.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O nível macroestrutural (global) – refere-se às relações que se estabelecem entre as sequências consecutivas.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, a coerência de um enunciado deve ser conjuntamente determinada de um ponto de vista local e global, pois um texto pode ser coerente no nível da microestrutura textual sem ser coerente macroestruturalmente. A coerência textual no nível macroestrutural ou global se constrói pela associação de uma sequência de macroestruturas e microestruturas coerentes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8638240289533643682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/8638240289533643682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2014/07/consistencia-concisao.html' title='Produção de texto: consistência, coerência e concisão'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-RY_i4Lm9O64/Xx2oZa6iYiI/AAAAAAAAGPo/Czje3yctZEE1ZyxOHkHjKm7dQIxWl4HkgCLcBGAsYHQ/s72-w640-h326-c/consist%25C3%25AAncia-coer%25C3%25AAncia-revis%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Universidade de São Paulo - Butantã, São Paulo - SP, 05508-010, República Federativa do Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.5551674 -46.729744699999969</georss:point><georss:box>-52.9230294 -88.038338699999969 5.8126946 -5.42115069999997</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-7021752835897172723</id><published>2020-07-25T12:01:00.004-03:00</published><updated>2020-07-25T12:22:12.222-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="redação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Concepções de revisão de texto</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sempre há muito a dizer sobre revisão de textos.&lt;/h1&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nunca deixe a revisão para a última hora.&lt;/h3&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O perfil do revisor de textos deverá se ajustar ao de cada autor com que ele trabalha.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de texto implica diagnosticar as &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/09/problemas-estruturais-no-texto-academico.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;problemas do texto&lt;/a&gt;, propor melhorias e selecionar uma tática de interferência pospositiva ou resolutiva. No entanto, os subprocessos da revisão vão resultar na alteração do escrito. O controle sobre essas alterações depende da &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/05/o-revisor-profissional-e-o-autor.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;interação entre o revisor e o autor&lt;/a&gt;, ou que tenha contratado a revisão.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-anwgFwwFrrw/XxxHbRUHKbI/AAAAAAAAGOs/wlYS1XTI2hs3GJ6twA-fXCuIhq2iG_LYwCLcBGAsYHQ/s510/concep%25C3%25A7%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-textos.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Revisão de tese, dissertação e artigo tem que ser muito criteriosa.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;290&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;364&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-anwgFwwFrrw/XxxHbRUHKbI/AAAAAAAAGOs/wlYS1XTI2hs3GJ6twA-fXCuIhq2iG_LYwCLcBGAsYHQ/w640-h364/concep%25C3%25A7%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-textos.jpg&quot; title=&quot;Os revisores de textos têm critérios de trabalho que devem ser conhecidos pelos autores em benefício do objeto de trabalho comum: o texto.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;A concepção de revisão de textos do profissional importa menos que o diálogo que ele tenha com o cliente.&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo que o revisor faz é &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2012/03/revisao-de-textos-linguistica-textual-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aperfeiçoar texto&lt;/a&gt; de dissertação e tese.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Toda revisão de texto é igual? Com que conceitos teóricos trabalha o revisor de textos? Será que eu me identifico com a concepção de revisão de textos do revisor que vou contratar?&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existem concepções diferentes de revisão de texto, sendo possível agrupá-las em três grandes conjuntos:&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;a revisão entendida como uma alteração efetiva, porque visível, no texto;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;a revisão como componente do processo de escrita cujo objetivo é o de tentar melhorar o texto já escrito;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;a revisão como componente de controle da produção escrita.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No que concerne aos motivos que conduzem o autor a procurar um revisor, inclui-se assegurar a correção da expressão linguística e a adequação do que já foi escrito e do que se projeta escrever em continuação aos requisitos estabelecidos para o texto. As sucessivas alterações ao escrito não invalidam a existência de uma revisão final quando o texto se encontra no limiar da sua existência como produto. O autor pode assim ver o seu texto sob nova perspectiva: como texto global, acabado, encontrando-se livre da procura da continuação textual. O retorno ao texto pelo revisor prende-se, sobretudo, a motivações pragmáticas: a revisão do documento consiste e em introduzir nele modificações no sentido de conferir maior comunicabilidade e mais usabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Identificam-se como principais estratégias de revisão do texto as operações retrospectivas: movimentos contínuos entre o texto já escrito e o texto que se vai gerando, sendo este fenômeno onipresente na escrita e na revisão. Estes movimentos, utilizados com variados propósitos, correspondem ao comportamento estratégico do revisor na resolução dos problemas que se vão colocando ao longo da revisão. No que concerne aos elementos objetivos de revisão, há uma taxionomia de alterações de revisão baseada em considerações como: se nova informação ou construção é trazida para o texto, ou se informação é removida, de maneira que não possam ser recuperadas pelas inferências. O êxito da revisão dependerá das competências de planificação do revisor.&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Podemos destacar três aspetos recorrentes no que diz respeito à revisão da expressão escrita:&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;o processo de composição hierárquica e recursiva implicando que a revisão pode ser de diferentes níveis de produção textual;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;a revisão não é entendida apenas como uma mudança no texto, mas considera que o processo pode ser concluído sem levar necessariamente a correções ao texto que foi escrito;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;a revisão pode afetar elementos pré-textuais.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Apresentaremos aqui dois &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/11/processos-revisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;modelos cognitivos de revisão&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro consiste na especificação dos processos de revisão e compreende duas componentes:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;o processo de revisão propriamente dito, que inclui a leitura para avaliar, a seleção de estratégias e a execução da revisão;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;os conhecimentos que intervêm no processo, que incluem a competência linguística formal, critérios de planificação e de definição de gêneros textuais, representação do problema e procedimentos de revisão.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro modelo enfatiza o papel da metacognição e da memória no processo de revisão e integra duas componentes:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;o contexto da tarefa, compreendendo as dimensões retóricas e pragmáticas (assunto, público-alvo e importância) e a representação do texto realizado em processo de revisão ao nível discursivo e léxico-sintático;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;o sistema cognitivo/metacognitivo que se divide em memória a longo prazo e memória de trabalho.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É no campo da memória de trabalho que o revisor vai elaborar a representação dos problemas retóricos e a representação do texto real. A partir desta confrontação, o revisor, após elaborar um diagnóstico dos problemas no texto produzido, seleciona, modifica ou cria estratégias de revisão, para, finalmente, aplicar as revisões do texto representado ao texto produzido.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por sua vez, a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/04/teoria-pratica-revisao-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;memória a longo prazo&lt;/a&gt; divide-se em dois níveis:&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;o nível cognitivo, que assegura a interação entre conhecimentos (temáticos, linguísticos, discursivos e avaliativos), estratégias necessárias ao processo de revisão e representação do texto em processo de revisão;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;o nível metacognitivo que compreende modelos de conhecimento e a compreensão das estratégias.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dicas de revisão para &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/05/a-questao-da-escolha-do-revisor-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisores de textos&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores sempre precisam de uma segunda, terceira, quarta olhada no texto para detectar eventuais erros factuais, gramaticais ou de ortografia – bem como para alcançar a melhor estrutura comunicacional possível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando mais e mais os revisores voltam ao texto, mais fácil se torna deixar passar erros ou construções menos indicadas naquelas passagens já lidas e relidas. A mente se satura da informação sobre aquele texto e o revisor passa a saltar as palavras, adivinhá-las ou dar por bem entendida uma ideia que não está tão bem expressa. É o mesmo processo que ocorre com o autor, com um pequeno viés: o revisor é contratado para driblar isso, então esse tipo de falha deve ser afastada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já que os revisores não podem (normalmente) colocar o trabalho de lado por um tempo e depois voltar a lê-lo, perdemos um &quot;olhar de estranho&quot;, a alteridade, distanciamento do objeto de trabalho, o que é essencial para identificar erros. Os nossos olhos podem ver os erros, mas o nosso cérebro interpreta o que o olho vê como já compreendido e assimilado pelas leituras anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Então é hora de enganar o cérebro, apresentando o material de forma distinta, diferente; assim, forçando-o a ver o trabalho como um estranho faria&amp;nbsp; – um pouquinho, pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui, algumas dicas para enganar o cérebro e evitar essa saturação pelas releituras:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;tente enganar o cérebro&amp;nbsp; –&amp;nbsp; altere o tamanho e a cor do texto, a fonte ou fundo;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;não se prenda na narrativa&amp;nbsp; –&amp;nbsp; leia de baixo para cima, assim você é forçado a pensar;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;leia em voz alta&amp;nbsp; –&amp;nbsp; para poder ouvir bobagens na construção da frases;&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;imprima&amp;nbsp; –&amp;nbsp; para ter ainda mais uma visão do texto.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que sabemos que nem sempre todas essas etapas são possíveis (nem mesmo necessárias), mas cabe a cada revisor identificar qual desses recursos complementares poderá surtir melhor efeito em cada caso. O uso de todos eles é um limite, o máximo possível&amp;nbsp; –&amp;nbsp; mesmo com a agregação de mais artifícios com o objetivo semelhante. Tudo isso vale também para o autor, mas a dica principal para o autor é nunca dispensar um bom revisor profissional.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Dicas para revisores de textos acadêmicos&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores de textos sempre dão dicas para os autores, a mais importante delas é que todo texto precisa passar pela revisão profissional. Mas existem as dicas para revisores, eles mesmos, às quais sempre estamos atentos e que podem servir de orientação para o autor compreender o trabalho do revisor e sua importância.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas das habilidades críticas necessárias para tornar-se um revisor acadêmico de sucesso não são, em geral, ensinadas nas escolas de graduação, pelo menos não de modo formal. Uma destas é como revisar artigos acadêmicos profissionalmente, com foco no interesse do cliente.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como as pessoas aprendem a revisar? A maioria dos revisores aprendem a revisar pela imitação.&amp;nbsp; “O trabalho de um revisor é desaprovar o texto. Procure quaisquer falhas que ele possa ter na grafia, sintaxe, lógica, coerência e nas conclusões e então as comunique ao autor.” Deste modo, o ciclo de revisões negativas se perpetua gerações afora, mas não é assim que deve ser.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqui estão algumas diretrizes a que aderimos e que recomendamos.&lt;/h4&gt;&lt;div&gt;&lt;ul style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Clareza na função. O trabalho do revisor é melhorar um artigo submetido, não (necessariamente) julgá-lo e certamente não desqualificá-lo. O autor espera seu trabalho para valorizar o texto, de forma que você deve aperfeiçoar a redação do artigo e apresentar sugestões.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agilidade no trabalho. Suas revisões precisam ser programadas. Não deixe para começá-las no último minuto. Se quer construir uma reputação como bom revisor, seja pontual e apronte sua revisão à frente do cronograma.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cuidado na leitura. Sim, você precisa ser ágil, mas não às custas da exatidão. Leia o artigo cuidadosamente e retorne aos trechos que não estejam claros tantas vezes quantas forem necessárias, em cada um das fases da revisão.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Interferir sem hostilidade ou tendências maliciosas na revisão. Já houve revisões hostis em demasia, demonstrando superioridade no trato com a língua. Se houver alguma confusão mais comprometedora no texto, apresente-a abertamente mas sem ser rude a respeito.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Concisão nas explicações. O autor é pessoa ocupada. Ele espera sua opinião, não tratado de linguística e teoria da comunicação justificando cada interferência.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não ser pedante. Não limite seu trabalho à procura de erros de grafia e infelicidades gramaticais. Mas não reconstrua todo o texto do autor. Os revisores de texto existem para melhorar o trabalho do autor, não para o substituir.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Bom estilo de revisão. Não há consenso acerca de um estilo de revisão, de modo que você pode desenvolver um que lhe seja mais aprazível. Mas estilo de revisão não pode ser impor estilo autoral do revisor.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recomendação de reescrita. Melhor sempre reescrever, quando possível, e perguntar se era aquilo que o autor pretendia dizer.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cuidado com o egocentrismo. O trabalho do revisor é de assessoramento do autor, ele é a estrela do texto.&lt;/li&gt;&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não opinar sobre o trabalho, emita seu parecer no máximo quanto à estrutura do texto e apenas se o autor solicitar expressamente.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7021752835897172723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7021752835897172723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2014/05/concepcoes-de-revisao-de-texto.html' title='Concepções de revisão de texto'/><author><name>Públio Athayde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17703538062255897224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkKBt43QGK0ZVTZVKs_vL2bKlB-9wMJ75RpVd4H1098sdKjAzTIbnG0omrXsJybtEjkxTMDcLlEPD4I3xVSKj-DjtP-QqysLRE3Xf_kI_F6HYXLQiauqSMZ6uT5mESfF0/s220/20190716_154721.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-anwgFwwFrrw/XxxHbRUHKbI/AAAAAAAAGOs/wlYS1XTI2hs3GJ6twA-fXCuIhq2iG_LYwCLcBGAsYHQ/s72-w640-h364-c/concep%25C3%25A7%25C3%25B5es-revis%25C3%25A3o-textos.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Ufrj - Campus da Praia Vermelha - Avenida Pasteur, 250 - Urca, Rio de Janeiro - RJ, 22290-240, Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.9528011 -43.174758900000029</georss:point><georss:box>-22.960111599999998 -43.184843900000025 -22.9454906 -43.164673900000032</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-2084491916149536826</id><published>2020-07-25T10:51:00.003-03:00</published><updated>2021-01-18T12:37:39.359-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão linguística de textos acadêmicos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Teses, dissertações e artigos: revise sempre.&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Contrate um &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/06/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor profissional&lt;/a&gt;, a diferença na qualidade é muito grande!&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos tratar de dois termos - &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/11/politicas-revisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão acadêmica&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/02/revisao-publicacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de textos&lt;/a&gt; - que, em outros contextos são empregados em sentidos ligeiramente diferentes daqueles que nos interessam na qualidade revisores de textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Chamamos revisão de texto o conjunto de procedimentos por meio dos quais um texto é trabalhado até o ponto em se decide que ele esteja suficientemente bem escrito, ou o tempo acabe - o que é mais frequente. Para nós, revisão acadêmica é um gênero da espécie revisão de textos.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-UJ5Ckk6hiwU/Xxw0vFxMmUI/AAAAAAAAGOQ/D0rMzZSNcdU0wSjq2Zp-B6Y935u7sI-mgCLcBGAsYHQ/s510/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Revisão acadêmica com qualidade e pontualidade é na Keimelion.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;290&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;364&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-UJ5Ckk6hiwU/Xxw0vFxMmUI/AAAAAAAAGOQ/D0rMzZSNcdU0wSjq2Zp-B6Y935u7sI-mgCLcBGAsYHQ/w640-h364/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg&quot; title=&quot;Nossa revisão tem sólida base teórica e temos vasta experiência no gênero acadêmico.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Revisão de textos requer alteridade, os olhos de fora vendo o que o autor não vê mais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Noutro contexto, no das editorias de publicações científicas, a revisão acadêmica muitas vezes se refere à revisão do conteúdo, da matéria de fato de que o texto trata, é a revisão feita por outro cientista, competente na mesma área da matéria tratada, destinada a fazer juízo de mérito e valoração do texto quanto a seu conteúdo científico. Trata-se da revisão entre pares. Não fazemos isso. Nossa revisão acadêmica é aquela que foca no texto como mídia, como suporte do conhecimento a ser transmitido. Nossa especialidade é o texto que trata da matéria, o revisor científico de que falávamos trata da matéria contida no texto. A revisão acadêmica, sobre nosso foco, é questão de comunicabilidade, textualidade, linguística inerentes; a revisão acadêmica, sobre o outro ponto de vista, trata da validação do conhecimento, da cientificidade e confiabilidade subjacentes ao texto. Nós preferiríamos chamar nosso trabalho de revisão acadêmica e chamar àquela que não fazemos de revisão científica, mas não é o que ocorre - havendo assim alguma possibilidade de confusão inicial por parte dos autores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Da mesma foram, revisão de textos - nosso principal serviço - é um conjunto de aperfeiçoamentos propostos ao texto autoral. No contexto do letramento, revisão de textos é termo aplicado a uma série de procedimentos didáticos visando ensinar a produção de textos. Claro que ambos os procedimentos têm grande parcela de ações comuns, mas a função é bem diferente na origem - assim como a clientela. Chamam ainda revisão de textos aos procedimentos de melhoria e correções efetuados pelo autor durante a escrita. Preferimos nos referir a esse processo autoral como reescrita, reservando o termo revisão para os procedimentos em que haja alteridade: um profissional qualificado e independente da autoria interferindo, sugerindo e interagindo como colaborador externo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Existe um tipo especializado de revisor de textos que tem foco para os trabalhos acadêmicos, principalmente as teses, dissertações e artigos científicos. Da mesma forma, existem revisores que visam prioritariamente literatura, textos traduzidos, publicidade, textos legais. Há muitos tipos de texto e há, atualmente, profissionais focados em cada um deles. Claro que qualquer revisor está minimamente apto a revisar qualquer texto, mas por questões de mercado ou de interesse pessoal, muitos se especializam.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como nosso foco são os trabalhos acadêmicos, vamos apontar algumas características de que os revisores desse tipo de produto não podem prescindir.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Primeiro, a &lt;b&gt;disponibilidade&lt;/b&gt;: o revisor acadêmico tem que ter tempo para atender àquela tese que lhe apresentam poucos dias da deadline de depósito, para isso ele precisará se dedicar integralmente a ela. Provavelmente esse &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/06/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor de textos&lt;/a&gt; será alguém que se dedica exclusivamente à revisão de textos, declinando inclusive o magistério.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Segundo, a &lt;b&gt;erudição&lt;/b&gt;: para poder lidar com textos de diversas áreas de conhecimento, mesmo sem a necessidade específica de entender do assunto, o revisor acadêmico precisa ter um repertório vasto de informações, no mínimo, conhecimento de vocabulário bastante amplo (amplitude léxica) e domínio de diversos campos semânticos. Possivelmente o &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2015/01/qualidade-autor-revisor-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor acadêmico&lt;/a&gt; não será um novato na área de revisão.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Terceiro, &lt;b&gt;humildade&lt;/b&gt;: só pode ser revisor acadêmico que compreende completamente que seu desempenho é de assessoramento do cientista na transmissão do conhecimento. O texto é do autor e essa característica deve ser preservada nos limites que o próprio autor impõe, limites que se subordinam a quaisquer normas linguísticas o acadêmicas, bem como extrapolam as preferências do revisor. O revisor que já tenha seus próprios textos publicados certamente não estará preocupado em se projetar no texto de seu cliente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quarto, &lt;b&gt;pontualidade&lt;/b&gt;: quem está com uma tese pronta ou um artigo para ser publicado tem data inadiável para ter o texto pronto - assim como pretende segurá-lo até o último instante possível, aperfeiçoando sempre a ideia e a escrita. Então o revisor acadêmico tem que ter estrita observação pelos prazos estabelecidos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que há muito mais que isso, todo o arcabouço linguístico - para apontar só mais um quesito. Aqui apenas foi a intenção apresentar pontos distintivos do revisor acadêmico. A todos os revisores são necessários os conhecimentos linguísticos em profundidade compatível com a atividade.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Um texto limpo agrada ao leitor e atrai sua boa vontade ao conteúdo.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao trabalharmos aspectos ortográficos na revisão de textos, consideramos as características de “grafia” do gênero (acadêmico, por exemplo) a ser produzido, as condições de produção do texto, pois a opção por uma variedade linguística fora do padrão ou a adoção de uma configuração formal não canônica, a desobediência intencional de uma regra ortográfica, por exemplo, têm que ser avaliadas em função do tipo de texto, do suporte, das intenções comunicativas do autor.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisar não se limita à “higienização” do texto (passar a limpo - corrigir), mas deve assumir caráter de “refacção para edição final”, aperfeiçoamento da comunicabilidade, cuidando-se, além da ortografia, da textualidade e da apresentação (formato, limpeza, distribuição do texto e de eventuais ilustrações)&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, a revisão de textos, como atividade profissional, exige que o revisor selecione aspectos a serem trabalhados em cada etapa do trabalho, já que não é possível tratar de todos ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em cada leitura se foca a atenção na coerência da apresentação do conteúdo, nos aspectos coesivos e pontuação, ou na ortografia - mesmo que sempre se esteja percebendo tudo isso. Quando se toma apenas um desses aspectos para revisar, é possível, ao fim da tarefa, sistematizar os resultados do trabalho devolvê-lo organizadamente ao autor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A ortografia é apenas um aspecto a ser considerado na revisão de texto, a questão ortográfica se entrepõe às outras dimensões da produção textual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao revisar, sempre se se dá atenção a problemas da textualidade, o conjunto de características que fazem com que o texto seja texto, não apenas uma sequência de frases. Há sete fatores responsáveis pela textualidade de um discurso qualquer: a coerência e a coesão, que se relacionam com o material conceitual e linguístico do texto, a intencionalidade, a aceitabilidade, a situacionalidade, a informatividade e a intertextualidade, que têm a ver com os fatores pragmáticos envolvidos no processo sociocomunicativo.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão acadêmica: especificidades do texto científico&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Algumas vezes, nos referimos à revisão acadêmica, então é bom dizer o que entendemos que ela seja. A revisão de textos, embora o grande público não saiba, é uma atividade altamente especializada e segmentada, há revisores especializados nos mais diversos tipos de texto: literatura, publicidade, jornalismo e textos acadêmicos – nosso foco. Claro que pode haver, e há, revisores especializados em direito, botânica, manuais de equipamentos, legislativos, mas estes são outros tipos de corte, por assunto. Nós trabalhamos com o texto científico, aquele que se destina à universidade ou se origina dela para a realização de suas finalidades de produzir, difundir e avaliar o conhecimento. Esse texto requer uma revisão orientada para suas caraterísticas específicas, sendo tal serviço que chamamos revisão acadêmica.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os revisores que focam em algum segmento do mercado de textos, normalmente, optam por um segmento de acordo com o tipo de texto, ou sobre um assunto, mas não excluem outros; afinal, os textos não são estanques em uma área de conhecimento nem têm apenas um público específico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nós trabalhamos mais com textos acadêmicos: as teses e dissertações (na maior parte das vezes), mas também os artigos, projetos, relatórios e tudo mais que as universidades produzem ou demandam de seus corpos docente e discente. Para tanto, somos completamente familiarizados com a linguagem científica das mais diversas áreas, com os tipos de textos que são requeridos e, acreditem, até com os problemas específicos que acometem os autores em cada caso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A função do revisor de textos acadêmicos atenta a uma série de questões bem específicas: homogeneizar as construções em voz passiva ou plural majestático, depurar o uso de partículas indefinidas, priorizar a ordem direta das orações, evitar oralidades e eliminar tabuísmos, expurgar os lugares-comuns; para fazer uma lista de apenas alguns dos muitos requisitos desse tipo de texto. A revisão acadêmica não passa por aspectos técnicos do conteúdo do textos, essa é conhecida como “revisão entre pares”. Assim, o par do autor é o especialista no assunto sobre o qual o texto versa e vai tratar daqueles aspectos, o revisor de textos é especialista e registros linguísticos e se limita a eles.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Autorrevisão de uma tese é utopia.&lt;br /&gt;Entregue o trabalho para um revisor profissional.&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão feita pelo par (inclusive o orientador – no caso de tese ou dissertação) não dispensa nem substitui a revisão do profissional de língua, da mesma forma como o contrário também não ocorre: ninguém corre o risco de se apresentar diante de uma banca sem haver submetido o texto ao orientador (nem tal se permite). Também ocorre que muitos programas de pós-graduação já requerem que os trabalhos passem, necessariamente, por um revisor de textos qualificado antes de aceitar o depósito da tese para defesa. As revisões, todas, só tem por objetivo valorizar o produto e ampliar a validade, legitimando o autor como tal. Autor sabe que precisa de revisor e autor de texto científico sabe que precisa do revisor acadêmico.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão acadêmica é indicada para todo tipo de trabalho acadêmico: teses, dissertações, monografias, artigos, projetos, relatórios, resenhas. O texto deve ser submetido a diversas fases de revisão; as primeiras e a última pelo próprio autor, mas outras pessoas devem revisar o trabalho para que os vários tipos de problemas sejam eliminados ou reduzidos ao mínimo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em nossa revisão, a ortografia de todos os vocábulos em português, inglês e espanhol é verificada por meio eletrônico e por sucessivas leituras do texto digital e impresso; são utilizadas pelo menos duas ferramentas diferentes de revisão ortográfica, a sintaxe é checada eletronicamente e pelas leituras mencionadas, bem como a concordância nominal, verbal, pontuação. Busca-se a uniformidade de estilo, tratamento, formas verbais e verifica-se a coerência micro e macrotextual (os parágrafos, capítulos e o corpo do trabalho).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/2084491916149536826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/2084491916149536826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-linguistica-de-textos-academicos.html' title='Revisão linguística de textos acadêmicos'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-UJ5Ckk6hiwU/Xxw0vFxMmUI/AAAAAAAAGOQ/D0rMzZSNcdU0wSjq2Zp-B6Y935u7sI-mgCLcBGAsYHQ/s72-w640-h364-c/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro, RJ, 21044-020, República Federativa do Brasil</georss:featurename><georss:point>-22.8606289 -43.229391999999962</georss:point><georss:box>-23.798516399999997 -44.520285499999964 -21.9227414 -41.938498499999959</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-3689776171128571537</id><published>2020-06-30T09:49:00.002-03:00</published><updated>2020-07-01T09:30:31.487-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="ofício de revisor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="redação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisor de textos jurídicos: linguística e direito</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Texto jurídico requer revisor especializado.&lt;/h1&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de textos jurídicos não é, em nenhuma hipótese, uma questão jurídica, mas uma ação linguística a serviço da compreensão.&lt;/h4&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O objetivo é a aferição precisa, objetiva, completa e funcionalmente consistente dos originais.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A tarefa do revisor é fornecer um auxílio compreensivo com suas ferramentas linguísticas e fazer a ponte que supere a barreira da compreensão entre as diferentes bases e culturas jurídicas e alcançando, inclusive e se necessário, leitores fora do segmento dos operadores do Direito. Para tudo isso, é necessária perspectiva abrangente no tratamento dos textos, a partir da qual seja possível adaptar-se e adaptá-los a novas conexões e criar liames comunicacionais. O &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/10/problemas-especificos-da-revisao-de.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;conhecimento especializado&lt;/a&gt;, altamente desejável para essa mediação, é expresso na combinação de conhecimento da linguagem jurídica e conhecimento linguístico.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-dl3kZQUtMQQ/Xvsy4GcDqLI/AAAAAAAAF0k/GXRN_M_2GhIRII1cfcqSgadZ0uL3zdMqwCK4BGAsYHg/s574/revisao-textos-juridicos.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O Direito talvez seja a área do conhecimento que mais produz textos.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;306&quot; data-original-width=&quot;574&quot; height=&quot;342&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-dl3kZQUtMQQ/Xvsy4GcDqLI/AAAAAAAAF0k/GXRN_M_2GhIRII1cfcqSgadZ0uL3zdMqwCK4BGAsYHg/w640-h342/revisao-textos-juridicos.jpg&quot; title=&quot;O texto jurídico requer um revisor especializado.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;i&gt;O revisor linguístico para textos jurídicos tem que ter experiência no gênero, não formação em Direito.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A perícia necessária abrangerá o conhecimento essencial dos sistemas jurídicos relevantes no contato linguístico em causa, com seus fundamentos, do sistema de jurisdição concretizado na cultura forense e das possíveis funções dos textos legais na vida dos sujeitos. Essa expertise combinada se reflete na forma linguística. A revisão de textos jurídicos deve possibilitar, de sua forma especial olhar os documentos escritos, transpor sou conteúdo para a situação extralinguística, vivencial, pois a estrutura linguística jurídica, muitas vezes obscura, nem sempre está assimilada pelo destinatário do alvo, mesmo que seja um advogado. A própria segmentação do conhecimento jurídico, cada vez mais fractado e especializado, cria bloqueios comunicacionais interna corporis.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O necessário conhecimento linguístico do revisor significa que ele domine a dupla orientação da mensagem da linguagem jurídica com a terminologia específica e termos gerais, o conhecimento de estruturas institucionais (organogramas e fluxogramas dos operadores do Direito), o &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/10/revisao-textos-juridicos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;conhecimento da formação da linguagem jurídica&lt;/a&gt; em termos etimológicos, estilísticos e pragmáticos, e que o linguista conheça, onde houver tal demanda, as dificuldades comunicacionais que se instaurarão entre o emissor o destinatário de cada mensagem. Tudo isso, caberá ainda encaminhar a solução das dificuldades de revisão gramatical e comunicacional resultantes ou precedentes no texto sob consideração.&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Função das revisões de textos jurídicos&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A revisão de documentos, certidões, contratos, atas, petições torna-se útil e necessária para se estabelecer um direito em juízo ou fora dele. A revisão de textos jurídicos acadêmicos é imprescindível para a consolidação da comunicação que coroa o resultado de uma investigação ou reflexão. Direito é ciência baseada em palavras; posto isso, é necessário que os textos tenham o rigor da norma linguística – segundo os cânones de cada gênero, que eles expressem com exatidão a mensagem de seus autores e reflitam com precisão a realidade dos contextos em que se inserem, além de – e isso pode ser o mais importante, embora quase sempre relegado: que os textos sejam compreensíveis para os agentes e pacientes de seus efeitos. As revisões, processadas por interferências ou intervenções as mais diversas nos escritos, não são independentes aqui, não se trata da aplicação de uma gramática e de um vocabulário técnico – tão somente, os procedimentos da mediação são válidos apenas em conexão com o modelo de texto devido a seu propósito, como auxílio à compreensão. A revisão não trata apenas do texto, mas o insere em seu respectivo contexto. Os revisores atuam na comunicação jurídica profissional ou acadêmica para comunicação no trânsito oficial, por exemplo, no cartório ou em um tribunal, ou nas vias editoriais, por exemplo, na proposição de um artigo para publicação ou de uma tese para defesa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caso de contratos, deve-se notar que um pacto negocial, trabalhista ou societário é considerado vinculante pelos respectivos signatários e para eles, gera direito passível de tutela estatal; em caso de querela, seu conteúdo será interpretado por um árbitro ou juiz que não participou da pactuação. A revisão de um contrato baseado na linguagem jurídica deve permitir que ele possua o rigor do direito pretendido e que seja acessível às partes signatárias. Na prática, a adequação jurídica na linguagem contratual é revisada por um advogado de cada parte, todavia, o mais provável é que cada advogado tenha sido coautor do texto (o que o desqualifica como revisor: revisão exige alteridade e distanciamento) e tenha sempre a leitura sob a ótica de seu representado, eventualmente, desconsiderando a reflexibilidade o direito em construção: o contrato de compra para um é de venda para a outra parte.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por fim, também é concebível e seria útil revisar as disposições legais ou jurisdicionais para que elas se fizessem acessíveis em uma comunidade de pessoas. Aqui, a expectativa do leitor específico de cada da cultura em relação ao conhecimento especializado do escrito submetido ao revisor deve ser levada em conta, podendo ser necessário reescrever segmentos de texto em revisão mediativa. É quase uma constante, por exemplo, que os mandados não sejam compreendidos pelas pessoas citadas, cabendo aos oficiais da justiça interpretá-los para os pacientes; a grande questão é a fidelidade dessa interpretação, ou o eventual interesse subjacente a que o texto permaneça obscuro para o destinatário.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A peculiaridade da linguagem jurídica&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A linguagem jurídica tem dois grupos de destinatários diferentes: entre os pares, juristas e operadores do Direito, e os não iniciados nessa seara. A linguagem jurídica, entretanto, difere de algumas outras linguagens técnicas, ela contém expressões que, na forma, correspondem às da linguagem comum, mas que podem diferir em sua estrutura semântica no conteúdo ou no resultado dele. Embora uma terminologia específica possa cumprir perfeitamente os propósitos da lei, também é verdade que a lei deveria estar ligada à linguagem geral, pois está relacionada a contextos específicos da vida. No entanto, ainda que a segurança jurídica devesse ser garantida apenas por termos tão claros quanto lhes for possível, o significado de conceitos da linguagem comum deve ser restringido por definições legais, pois a linguagem comum é fluida e imprecisa. Também é verdade que o pensamento jurídico está, em grande parte, ligado às realidades geralmente vivenciadas da existência humana em abstrato, dependendo e imanando, em grande parte, das relações e ações naturais, muitas das quais pré-jurídicas, tanto no que toca às pessoas naturais quanto às jurídicas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas é ideia leiga, algo ingênua, pressupor que textos legais possam ser exequíveis e atinjam sua finalidade, sua eficácia pragmática, sendo tão fáceis de ler quanto um romance ou instruções de uso – na verdade, bem sabemos que romances e instruções de uso não são assim tão alcançáveis pelo grande público. Ainda assim, os textos legais têm função muito mais complexa na determinação jurídica institucionalizada no âmbito de uma ordem social que a literatura criativa ou os textos procedimentais. As leis não são simplesmente o que o leitor vê nelas, mas são interpretáveis no contexto sistemático da ordem jurídica por meio de diversos procedimentos hermenêuticos e são aplicáveis aos respectivos casos práticos. Assim, a velha demanda por entendimento geral das leis nunca é totalmente resgatável. Os contextos léxico, semântico e pragmático da linguagem técnica jurídica são caracterizados por diferentes graus de abstração. Assim, em textos legais, o revisor encontra uma convivência específica de termos exatos e termos indeterminados de direito, que estão, inclusive, no horizonte de diferentes sistemas jurídicos, principalmente quando se trata de direito internacional. O revisor tem a tarefa de reformular as construções, minimizando essas barreiras para a compreensão mais similar possível dos documentos entre os diversos sujeitos intervenientes ou superveniente, sejam eles agentes ou pacientes dos mandamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As dificuldades de compreensão da linguagem jurídica para o leigo surgem quando palavras comuns como homem e pessoa, nascimento e morte, pai e mãe, animal e coisa, parentesco e afinidade, luz e treva, residência e domicílio, repouso noturno ou jornada de trabalho são determinadas pelo sentido legal em usos específicos. Tais termos são menos claros que o leigo acredita: “todas as pessoas são iguais perante a lei” não significa que sejamos milhões de gêmeos univitelinos face uma pilha de normas perfeitamente codificadas e uniformemente aplicáveis. Existem ainda, por exemplo, conceitos indeterminados, outros de múltipla determinação ou de direito em construção que tornam a linguagem jurídica, como ferramenta técnica, imprecisa, mas há termos necessários e amplamente empregados, como boa-fé, bons-costumes, motivos relevantes, valor, proteção pessoal, segurança e ordem, liberdade de expressão, força maior. Essas designações são interpretadas em casos individuais, de acordo com o respectivo conhecimento pericial do revisor legal – nos casos em que se invocar a linguística forense, das visões locais e temporais e das circunstâncias legais pertinentes no âmbito da ordem jurídica aplicável.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Código Civil estipula a necessidade de a língua nacional ser observada (art. 215, VII § 3º), estipula a priorização das intenções sobre as literalidades (art. 112). Mas complicando todas as situações interpretativas apenas pelo uso da expressão “boa-fé”, quase uma palavra ônibus, o Código Civil a emprega 56 vezes – quantos serão os sentidos apreensíveis? Na contra mão dessa imprecisão – e naufragando nela, bastaria um artigo determinando que todas as relações se pautassem pela boa-fé, e absolvendo o intérprete de mais dos mais de dois mil artigos que constituem aquela codificação.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Parte do problema linguístico, no entanto, é que há pouquíssimas normas cogentes aplicáveis à língua comum; na verdade, podemos dizer que não existe imperativo legal sobre a linguagem dos usos: a língua é campo de expressão franca, terreno de liberdade absoluta, afeto inclusive à liberdade filosófica, incontornável e absoluta. Sobre a língua, os exercícios imperiais de imposição fracassam e até mesmo certos imperativos sociais, como a demanda pela linguagem politicamente correta, sucumbem: não passam de peias transitórias que estabelecem inclusive campo para recriações histriônicas. Os sentidos e as acepções sofrem variações semânticas, contextuais, politicas, temporais… Em poucas palavras, a língua é terrenos pantanoso e o problema do Direito é que ele reside na linguagem; se assim não fosse, poderíamos substituir os julgadores por programas artificialmente inteligentes que aplicassem a subsunção jurídica de cada fato material, processando sistemicamente o arcabouço legal. Todavia, o fato é que, se todo o sistema normativo de qualquer comunidade no planeta fosse convertido em um programa de computador, em códigos de ordenamento exatos, com subordinações e relações expressas pela linguagem matemática, o software não “rodaria” – não há harmonia ou articulação orgânica suficientes, nem mesmo na sub-rotina primária, o ordenamento constitucional. Os conceitos jurídicos de normas, de usos e de princípios são completamente díspares dos mesmos conceitos em termos linguísticos e desarticulados entre si, sem mesmo ser necessário chegar-se ao verdadeiro paul constituído pela jurisprudência para já haver mais que suficientes complicadores. Não bastasse, a interligação entre os mandamentos não é pacífica, sua hierarquia é obnubilada, a derrogação das normas ou a edição de novas leis não são perfeitamente desentranhadas ou entranhadas no corpo normativo.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto ao corpus da linguística, da mesma forma, também não há organicidade, para espanto geral; o conceito de gramática normativa (no sentido da obra impressa com esse título) com poder regulatório, é ficção ginasial; na verdade, o gramático faz inferências dos usos abalizados da língua e os codifica, aplicando-lhes a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB –essa sim, tem múnus legal!) no que julgar pertinente, algumas vezes em conflito aberto com o dispositivo da Academia Brasileira de Letras. Como outro corolário, existe o Vocabulário Ortográfico da Língua Português (VOLP), também integrando o ordenamento jurídico. E nada mais, ou quase isso. Não há mais linguística juridicamente positivada que o VOLP e a NGB.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além disso, os advogados também usam formalmente os chamados termos universais da linguagem comum: compra, troca, aluguel, insulto, multa. O meio formal de fixar o significado jurídico dessas palavras é simplesmente a descrição de suas características naturais no chamado ato jurídico. Na verdade, a maioria das palavras têm juridicamente a mesma significância e significado que elas têm em qualquer contexto. O mesmo ocorre com quase todas as palavras, quase sempre: a compreensão comum delas é que faz possível a comunicação entre as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No nível de abstração jurídica, palavras técnicas são aplicáveis a fenômenos e atividades e ações que não são tão diretas ou concretas, que são definidas apenas pelo pensamento. Tais termos requerem domínio do vocabulário técnico em sentido abstrato e geral, termos como proprietário em oposição a posseiro, imóvel como “imóvel real” ou propriedade como “poder legal de alienação”, ou escrituração contábil, cláusula de hipoteca, sucessor em título, declaração de intenção, inadimplência dos credores, responsabilidade por efeitos e defeitos e muitos mais. São termos relativamente bem documentados lexicograficamente nos dicionários especializados, na doutrina e na jurisprudência – mas longe de haver pacificação das acepções: nem nos túmulos se encontra paz jurídica ou harmonia hermenêutica. O resultado de uma abstração ainda mais abrangente são conceitos legais, liminares (&lt;i&gt;periculum in mora&lt;/i&gt;), concorrência ideal, subsidiariedade.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O princípio da revisão do “mínimo comum”&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para o revisor, é importante a conscientização sobre as decorrências do texto jurídico, vale dizer, acerca dos efeitos sobre o mundo real que as palavras com que o linguista estará lidando causarão, bem como sua incorporação pelos autores e pelo público-alvo em seus respectivos repertórios; estamos falando das implicação das palavras na vida das pessoas e até mesmo dos grupos sociais, das consequências de eventuais desentendimentos, ambiguidades ou de incoerências inter ou extratextuais. Aqui, tratamos do princípio da revisão do “mínimo comum” no conteúdo de palavras, termos jurídicos, que pode ser aplicado em textos legais, documentos, textos acadêmicos – e encontre correspondência entre os sentidos que as pessoas lhes emprestem fora do contexto do direito. Não é solução simplesmente deixar o termo técnico adaptado em palavras comuns em tais textos, não se pode omitir a interferência com a desculpa de que não há uma linguagem equivalente para outro grupo de leitores, por exemplo. A possibilidade de um mínimo comum pode ser encontrada, por exemplo, no uso de um termo mais geral; é o posicionamento pelo qual sempre haverá um mínimo comum – como expressão que represente as mesmas unidades léxicas e semânticas – a ser encontrado; o termo genérico sempre implica o menor esforço para o maior grupo de intérpretes e não existem ideias que não possam ser representadas por signos mais universais. No caso das revisões no campo do direito internacional, uma interferência mais profunda até pode ser necessária, uma vez que ela seria a única forma de preservar o espaço muitas vezes escasso para a interpretação de uma aplicação multinacional dos textos. Nesses casos, trata-se sempre da mediação pendular entre os revisores e os tradutores, como subsídio aos autores ou aos intérpretes, na via de mão dupla que sempre existirá. A revisão de textos para uso internacional é uma mediação complexa em si, em termos jurídicos há infindáveis complicadores: multiplicidade de sistemas legais, estruturas jurisdicionais sem correspondência perfeita, marcos culturais adversos. Mas sempre se haverá de contar com o princípio da básico da comunicação: a cooperação entre o emissor e o receptor na codificação e decodificação da mensagem – ou haverá a falência comunicacional completa, a instauração de uma Babel.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devido ao propósito da revisão linguística, bem como às restrições éticas que o trato com a palavra alheia impõe, a adaptação, interferência ou intervenção nos textos, também é vedada ao revisor se houver risco de falso na identidade das instituições ou figuras jurídicas. Não é a prevenção de formulações incomuns ou expressões não específicas, mas declarações falsas que são essencialmente preservadas aqui. Embora os termos culturais sejam muitas vezes mais compreensíveis, eles são possíveis, mas podem levar a erro. Um exemplo é a transferência de títulos judiciais para outras línguas.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão explicativa e transparente&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devido à vinculação dos conceitos legais à vida das pessoas, a perspectiva pragmática das condições culturais do destinatário e do conceito de linguagem jurídica também é importante na revisão. A situação estranha deve se tornar transparente. Se, em explicativos de revisão, notas de rodapé ou comentários intertextuais à margem, surgir uma formulação que, embora não consagrada em linguagem jurídica ou administrativa, sendo geralmente compreensível, possa ser assimilada pelos destinatários em seu sistema linguístico sem maiores equívocos, ela deve passar a integrar o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O revisor deverá ter claro conhecimento da semântica dos termos legais e administrativos (significados e significâncias, conotações e denotações). Um problema que ainda é completamente insuficientemente compreendido pelos lexicógrafos é o que representam as figuras linguísticas do direito, como autoridade pública, poder público, função pública, domínio público, serviço público e muitos outros, frequentemente indo além da oposição ao correspondente privado. A conexão do substantivo com o adjetivo público forma uma unidade semântica mínima, que não pode ser dividida em suas partes, mas é definida pela função geral e ocorrência no texto jurídico. Isso não impede que a mesma expressão apareça em outros contextos técnicos com outros significados. O “público do serviço” não significa “serviço público”, mas público a ser servido; “receita de público” não é receita pública, “a público restrito” difere de “restrito a público” – para exemplificar com uma pequena série de locuções cujos sentidos podem ser armadilhas no texto, fontes de conexões equivocadas para o intérprete (público-alvo) e para os eventuais tradutores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em geral, a revisão não altera a macroestrutura dos textos para proporcionar sua comunicabilidade ou função documental. No caso dos contratos, por exemplo, o objetivo é garantir que o número de sentenças individuais nos textos permaneça constante, desde que cada cláusula expresse uma condição única, para efeito de clareza e compreensão recíproca ou mesmo para manter a comparabilidade da comunicação entre os usuários em questão. A manutenção dessas estruturas textuais, pode, naturalmente, também criar influências alienantes nas convenções de texto.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estilo da linguagem jurídica&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Devido ao lento desenvolvimento histórico do direito pela constante reaplicação e desenvolvimento da lei, assim como por uma série de razões ligadas à nossa tradição bacharelesca, um estilo muitas vezes arcaico também se desenvolveu nas comunidades jurídicas. No entanto, essa estilística, que muitas vezes é considerada pouco atraente na linguagem comum, tem sua função técnica. Assim, os estilos tradicionais, como impressão abstrata e estilo impessoal, servem para enfatizar a ação e destacar a função das pessoas. As instruções no infinitivo são mais geralmente válidas. O estilo nominal típico da linguagem técnica também enfatiza a objetividade. A expressão muitas vezes complicada com acúmulo de atributos adjetivos serve à precisão do conteúdo, a intercalação – que rompe com a fluidez textual, categoriza, hierarquiza e relativiza as proposições. Em formulações textuais jurídicas “permeáveis”, apesar das palavras de linguagem comum utilizadas, o menor espaço de interpretação possível deve permanecer, todas as contingências devem ser iluminadas. O uso desses estilos nas revisões aumenta sua aceitação e autoridade estilística, embora a especialização de formalidade muito arcaica do revisor legal deva ser evitada.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, um problema particular com as revisões de textos jurídicos são as fórmulas padronizadas. Eles servem para simplificar as informações internas porque indicam consistentes formulações e pré-julgamentos existentes. Por conseguinte, servem para reconhecer certos aspectos do processuais (ver a “cláusula de jurisdição” nos contratos). Os advogados têm apresentado textos, ao longo de gerações, com as mesmas fórmulas testadas repetidamente. O revisor não tem liberdade de interferência aqui, pois a construção canônica tem reconhecida interpretação conforme e não se quer diferente. Se houver etapas de processo e dos textos comparáveis em termos de propósito e constantes em termos de formulação, então as fórmulas correspondentes devem ser mantidas, mesmo que elas sejam estruturadas de forma completamente diferente da linguagem comum. Pesquisas especializadas, com a comparação paralela sistemática de fórmulas padrão em linguagens individuais e coleções de fórmulas contrastantes, seriam úteis aqui. O revisor mantém as formas consuetudinárias, independentemente da sintaxe no modelo de texto, para aumentar a compreensão da revisão.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/3689776171128571537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/3689776171128571537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2020/06/revisor-textos-direito.html' title='Revisor de textos jurídicos: linguística e direito'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-dl3kZQUtMQQ/Xvsy4GcDqLI/AAAAAAAAF0k/GXRN_M_2GhIRII1cfcqSgadZ0uL3zdMqwCK4BGAsYHg/s72-w640-h342-c/revisao-textos-juridicos.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Largo São Francisco, 95 - Centro - Sé, São Paulo - SP, 01005-010, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.549848 -46.6368084</georss:point><georss:box>-51.86008183617885 -81.7930584 4.7603858361788447 -11.4805584</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-7019491554627942266</id><published>2020-06-24T18:43:00.000-03:00</published><updated>2020-06-24T18:43:21.172-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão textual e textualidade</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Textualidade e revisão para dissertações e teses.&lt;/h1&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das questões mais cruciais a serem aferidas na revisão de texto é a textualidade.&lt;/h2&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Embora os autores das &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com/p/tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;teses&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com/p/a-dissertacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;dissertações&lt;/a&gt; (e muitos revisores, infelizmente) estejam mais preocupados com ortografia e outros aspectos linguísticos mais superficiais.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quanto mais os revisores investirem na análise &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2016/01/revisao-textos-linguistica.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;estrutura do gênero textual&lt;/a&gt; e de sua sequência prototípica, bem como na atenção a ser dispensada aos aspectos pragmáticos e enunciativos exigidos para o uso do gênero em causa (o gênero texto acadêmico - tese), mais eles observarão o quanto os modelos canônicos interferiram nos processos da escrita, em particular, e interferirão no processo de revisão dos textos dos estudantes de mestrado e doutorado.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-cvaC_T8zgek/XvPGZda-K1I/AAAAAAAAFgs/wMKdU28R8CwjlqsB9aF35j6pIbmHmIBSwCK4BGAsYHg/s574/revis%25C3%25A3o-textualidade.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;306&quot; data-original-width=&quot;574&quot; height=&quot;342&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-cvaC_T8zgek/XvPGZda-K1I/AAAAAAAAFgs/wMKdU28R8CwjlqsB9aF35j6pIbmHmIBSwCK4BGAsYHg/w640-h342/revis%25C3%25A3o-textualidade.jpg&quot; title=&quot;Formatação de tese é bem mais complexo que parece. Contrate um profissional e cuide só do conteúdo.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Formatação normatizada considera a textualidade e intertextualidade das teses.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/producao-revisao-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;textualidade&lt;/a&gt; compreende modos que podem ser apresentados em três blocos:&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;O primeiro corresponde a operações relacionadas à organização do conteúdo e ao ato de produção textual (conjunta, disjunta; implicada ou autônoma), resultando os três tipos de textualização básicos (“discurso em situação” – discurso interativo e relato interativo; “discurso teórico” e “narração”). Este modo de operações sobre os valores textuais produz formas discursivas para a apresentação do conteúdo: conjunção, quando a organização do conteúdo depende das coordenadas do mundo ordinário; e disjunção, pela organização do conteúdo com base em coordenadas de espaço e tempo. Assim, efetiva-se no âmbito da narração dos fatos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O segundo diz respeito às operações de planificação da macroestrutura semântica do texto que correspondem à estrutura sequencial dos conteúdos e à estruturação discursiva adequada a um modelo de linguagem (gênero textual - tese). O modo de operações sobre os valores textuais apresenta diferentes tipos de discurso encontrados nos variados gêneros textuais: A - discurso interativo, por exemplo, uma conversa informal; B - discurso teórico, por exemplo, um texto de caráter expositivo; C - relato interativo, presença apenas do enunciador, por exemplo, relato de experiência; D - narração: por exemplo, trecho de um procedimento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O terceiro modo traduz-se nas operações de constituição de estratégias discursivas, enunciativas e linguísticas que conduzem para as vozes e modalizações dos enunciados e para a conexão e coesão textuais. Destacam-se dois procedimentos: A - atenção para as diferentes vozes que se manifestam no texto, por exemplo: a voz do autor empírico ou teórico; B - as vozes sociais, vozes de outras pessoas ou de instituições humanas exteriores ao conteúdo temático e as vozes de outros sujeitos.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os mecanismos de textualização estão relacionados à linearidade textual e correspondem à coerência sob o ângulo da progressão temática do texto. Por isso, marcam as grandes articulações hierárquicas, lógicas ou temporais, com três mecanismos de textualização: conexão, coesão nominal e coesão verbal.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A conexão funciona na demarcação das articulações do texto em diferentes níveis exercendo, assim, diferentes funções:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Segmentação&lt;/b&gt; – articulações aplicáveis ao plano global do texto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Demarcação ou balizamento&lt;/b&gt; – marcação das transições entre os tipos de discurso e entre as Proposições de uma sequência textual prototípica ou genérica;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Empacotamento&lt;/b&gt; – explicitação das modalidades de articulação das frases à estrutura que constitui um tipo de planificação.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;Ligação&lt;/i&gt; (justaposição, coordenação) ou encaixamento (subordinação) – articulação de duas ou mais frases para constituir uma só unidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Convém observar que as &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2012/03/revisando-coesao-e-coerencia-do-texto-1.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;cadeias de referência&lt;/a&gt; que fazem as cadeias anafóricas podem assumir aspectos diversos, tais como:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Identidade do conteúdo referencial é relacionada pela cadeia anafórica;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Elementos de significação relacionados podem compartilhar apenas uma outra propriedade – às vezes vaga ou pode haver somente relações mais ou menos lógicas de associação, de inclusão, de contiguidade;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O antecedente de uma cadeia anafórica nem sempre é constituído de uma forma nominal, haja vista que essa função é ocupada pela totalidade do texto;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;É possível que o antecedente não esteja explicitamente verbalizado no contexto, por estar disponível na memória discursiva do agente, podendo apenas ser inferido por esse contexto.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os mecanismos de coesão verbal constituem mais um meio de efetivação da coerência temática, que é assinalada pela organização temporal ou hierárquica dos processos verbais (estados, acontecimentos ou ações), essencialmente os tempos do verbo, embora estes possam aparecer também em interação com advérbios e organizadores textuais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em dissertação ou tese, as três noções em destaque articulam-se, entre si, através das transições temporais – passagem de um tempo verbal a outro, dentro do texto. As operações de constituição de estratégias enunciativas e linguísticas para o estabelecimento da textualização do texto científico compõem o conjunto de operações que representam o conhecimento disponível em um organismo ativo para a efetivação das ações de linguagem, que são sintonizadas com os parâmetros do contexto social.&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão textual para tese ou dissertação&lt;/h2&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Mais textos e melhores ferramentas para os aperfeiçoar. Mais teses e mais dissertações para revisar. Mais velocidade e mais conhecimentos exigidos do revisor textual.&lt;/i&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com a popularização da internet, a partir dos anos 1990, a velocidade da informação e da produção de conhecimento se ampliou incomensuravelmente. Aumentou ainda mais a necessidade das correções textuais e revisões de textos em decorrência desse ciclo de acelerações na produção e transmissão de conhecimento. Também houve significativa ampliação da produção textual no meio acadêmico, notadamente no Brasil, onde quase todos os cursos de graduação passaram a requerer um TCC e ocorreu, ao mesmo tempo, uma explosão no número de mestrados e doutorados por toda parte, com o advento das respectivas teses e dissertações, bem como proliferaram os artigos, relatórios e mais textos científicos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todavia, muitos responsáveis por preparações de textos pensaram tímida e equivocadamente. Com a chegada da informática, muitos jornais e editoras reduziram ou eliminaram as equipes de revisores, trocaram-nas por corretores ortográficos automáticos – em detrimento evidente da qualidade de seus produtos. Os autores acadêmicos também incorreram, em muitos casos, no mesmo engodo: trocar a revisão profissional por uma verificação eletrônica. Tudo isso foi um equívoco, o nome já diz tudo: “corretores ortográficos”. A revisão de texto vai muito além disso. Nem por isso esses recursos eletrônicos deixam de ser úteis. Eles podem auxiliar, inclusive, os revisores textuais. Nós mesmos, como muitos outros revisores, recomendamos que a revisão eletrônica seja uma das fases da revisão. Inclusive, temos notado que as ferramentas de revisão eletrônica estão em contínuo aperfeiçoamento naquilo que são capazes de fazer, mas mantém as limitações de sempre: não são capazes de compreender nada além das regras objetivas da língua, nem alcançar as sutilezas e variações decorrentes do gênio autoral.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Corrigir textos impressos ou digitais, sem mostrar os erros aos redatores, não é adequado, mas não só os erros provenientes dos lapsos ortográficos ou de concordância, por exemplo devem ser apontados – qualquer interferência efetuada deve ser destacada, que seja ela de estilo, de ordenação lógica, de estrutura argumentativa, como exemplos. Ainda que corrigir textos não seja ensinar os autores escreverem textos bons para a circulação, os revisores devem mostrar-lhes onde estão errando, para evitar a ocorrência dos mesmos erros. E devem mostrar onde interferiram para que o juízo estético final seja do autor, bem como a interpretação autêntica das ambiguidades tenha curso. As ferramentas do Word são úteis para marcar o rastro da revisão por meio digital. As ferramentas eletrônicas de qualquer editor de textos – principalmente do Word, por ser o mais usado – praticamente eliminaram a possibilidade da revisão feita em papel, ultrapassando-a em qualidade, interatividade, velocidade e na possibilidade do trânsito eletrônico do serviço – o que é praticamente imprescindível no caso das teses e dissertações.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/06/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão eletrônica&lt;/a&gt; (a dos softwares corretores ortográficos) permite, a um só tempo, a verificação rápida de uma série de quesitos que podem ser apresentados visualmente ao autor:&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Destaca as alterações feitas no documento, incluindo inserções, exclusões e alterações de formatação ficam explícitas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Insere balões ou marcas com as revisões feitas no documento. O revisor apresenta as revisões como balões à margem do documento ou diretamente no texto, com destaque de cor, texto taxado (excluído) ou sublinhado (inserido).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Permite opções de forma de exibição das alterações propostas no documento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Escolhe-se o tipo de marcação a ser exibido no documento (inserção/exclusão, comentários, formatação... – nós optamos, em geral, por exibir todas as interferências.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Existe também a possibilidade, durante a revisão, de se exibir o painel de revisão com as interferências em janela separada.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Mais, as interferências de diferentes revisores, já que muitas vezes a revisão é feita em equipe, ficam assinaladas em cores diferentes, para facilitar a identificação do interventor.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A data e hora de cada interferência ficam registradas, de modo a manter o controle sobre o processo revisional em diversos aspectos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A reversão de qualquer interferência é facilitada por controles específicos com essa finalidade.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo que se vê, as ferramentas do Word são muito úteis, mas com a ação do revisor e para a maximizar a qualidade do procedimento humano – nunca para o substituir. Os recursos do software permitem aos revisores a interação com os autores, que, por sua vez, poderão ver as alterações e opinar sobre a qualidade da revisão ou fazer juízo reinterpretativo onde couber. Por tudo isso, é necessário que os revisores saibam lidar com as respectivas ferramentas eletrônicas, visando tornar suas interferências transparentes, colaborando para que os autores tenham domínio sobre as alterações realizadas no texto. Na verdade, é interessante que todos os profissionais saibam lidar com todos os tipos de ferramentas que possam auxiliá-los no desempenho de seu trabalho. Não é mais cabível fazer revisões limitando-se ao papel, é como renunciar à esferográfica dando preferência à pena.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os corretores automáticos dizem aquilo que está armazenado no seu banco de dados ou analisam as construções de acordo com os algoritmos de que foram providos, mas é preciso o revisor analisar se as sugestões estão corretas ou adequadas. A tecnologia não pode resolver todos os problemas encontrados no texto. E se o autor cismar que o rio Araguaia nasce no sudoeste do estado do Amazonas? Quem irá socorrer o autor? Os corretores automáticos não analisarão se os textos estão coerentes ou não, se as informações estão certas. Os conhecimentos que eles têm da língua são restritos e, por isso, existem palavras que eles desconhecem, concordâncias com que eles não concordam, ironias e metáforas que jamais compreenderão. Eles nunca formularão juízos estéticos ou identificarão incoerências micro ou macro textuais.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em se tratando dos revisores de textos, as ferramentas da linguagens são adquiridas por meio de interações com outras pessoas, são formadas gradualmente no interior de suas mentes, apenas ordenadas pelo treinamento formal e pela prática do ofício. Por meio de uma frase, o ser humano é capaz de formular várias outras e, quando desconhece alguma coisa, busca suportes em seus recursos de pesquisas. Diferentemente das ferramentas de revisão do Word, que só obedecem aos comandos e não têm evolução autônoma, o revisor de textos aprende e reaprende continuamente, inclusive sobre o conteúdo do texto que está revisando e a partir dele. Já o corretor eletrônico, menos que aprender, ele só pode ampliar sua base de dados e, quando o faz, é com subsídio do revisor. Em contrapartida, se os revisores linguísticos estiverem diante de textos que ultrapassarem seus conhecimentos de vocabulário, por exemplo, eles buscam a informação ou recursos que facilitarão seu trabalho, evoluindo com os textos e com a progressão do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Além de tudo que já foi dito, o revisor de textos, no caso específico das teses e dissertações, costuma oferecer também o serviço de normalização e diagramação do texto, a formatação, incluído aí o acatamento de uma série de regras e preceitos de que só quem está familiarizado com a produção acadêmica tem conta. Mas essa questão da formatação é matéria de outras postagens por aqui e ainda dará margem a mais considerações futuras, acompanhe.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7019491554627942266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/7019491554627942266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2016/06/revisao-textual-textualidade.html' title='Revisão textual e textualidade'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-cvaC_T8zgek/XvPGZda-K1I/AAAAAAAAFgs/wMKdU28R8CwjlqsB9aF35j6pIbmHmIBSwCK4BGAsYHg/s72-w640-h342-c/revis%25C3%25A3o-textualidade.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Universidade de São Paulo - SP, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.562357113446716 -46.727431388915988</georss:point><georss:box>-23.576912613446716 -46.747601388915989 -23.547801613446715 -46.707261388915988</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-4212523927470199872</id><published>2020-06-22T10:50:00.003-03:00</published><updated>2020-06-24T12:41:09.399-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="linguística da revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de textos: revisão linguística ou textual?</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Exatamente, que tipo de revisão é necessária?&lt;/h1&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Afinal, que &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/07/nossas-tipologias-revisao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;tipo de revisão&lt;/a&gt; devo procurar? Não sei se preciso de um revisor linguístico ou textual para minha tese. Revisão de português é o mesmo que preparação do texto?&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitos termos remetem a nosso ofício – ou fogem dele, dependendo da acepção. Preferimos e adotamos desde sempre “revisão de textos” como expressão que melhor descreve nossa atividade, mas muitos se referem a ela, exatamente a mesma atividade que exercemos, como “&lt;b&gt;revisão textual&lt;/b&gt;” (expressão que não é de nosso agrado), como “&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-de-textos-desconto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão linguística&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;”, como “&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2020/03/revisao-profissional-textos.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de português&lt;/a&gt;”&lt;/b&gt;, havendo ainda que mencione “&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/05/formatacao-abnt.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;preparação de texto&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;”, “&lt;b&gt;copidesque&lt;/b&gt;” (&lt;i&gt;copy desk&lt;/i&gt;), “&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/02/revisao-publicacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisão de provas&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;” (&lt;i&gt;proofreading&lt;/i&gt;),&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; e haverá ainda outros termos. Também há outras atividades, diferentes da que exercemos que são chamadas por alguns desses termos. Não há muito consenso sobre essa terminologia, embora pareça que realmente “&lt;b&gt;&lt;u&gt;revisão de textos&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;” seja a fórmula mais aceita para descrever o processo de reconsideração não autoral de um texto original.&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-fyHDF7t20ZY/XvC1v8J-GuI/AAAAAAAAFck/Ldgoxa8IarwzDhcjCQN2lO3oSl_WK9gHwCK4BGAsYHg/s510/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica-textual.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O melhor revisor de texto trabalha em interação com o autor.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;310&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-fyHDF7t20ZY/XvC1v8J-GuI/AAAAAAAAFck/Ldgoxa8IarwzDhcjCQN2lO3oSl_WK9gHwCK4BGAsYHg/w640-h390/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica-textual.jpg&quot; title=&quot;Evitar urgência e pechincha na hora de revisar texto: sabedoria.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;A revisão de textos considera a maioria dos elementos presentes em cada página e no conjunto da obra.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerando o termo revisão, a princípio, no sentido que ele tem para nós, implica “nova leitura, mais minuciosa, de um texto; novo exame” [Houaiss]; obviamente, a atividade está ligada à leitura, mas ela é “nova” no sentido em que o autor já leu seu texto (e o releu muitas vezes), nova no sentido em que ela representa novidade para o revisor, que nunca havia lido aquele trabalho e nova por ser mais uma leitura sobre o mesmo enfoque técnico a ser feita pelo revisor profissional; mas, além de nova, ela é mais minuciosa, esta leitura estará atenta a um sem-número de fatores aos quais o autor não dá atenção (e, a muitos deles, nem deve mesmo dar, pois prejudicaria a fluência da produção); estamos falando de um novo exame, em que cada letra, cada sílaba, cada som – bem como todos os conjuntos possíveis desses elementos, será reconsiderado clinicamente, no sentido da visão metódica, racional que será aplicada sobre todos os ângulos e em oposição (ou em conjunção) com a visão empírica que o autor e seus colaboradores e orientadores terão tido do texto.&lt;/div&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-count=&quot;horizontal&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-text=&quot;Visite o blog da Keimelion: revisão de teses e dissertações há mais de 20 anos.&quot; data-url=&quot;www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;keimelion&quot; href=&quot;http://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt; &lt;script src=&quot;http://platform.twitter.com/widgets.js&quot; type=&quot;text/javascript&quot;&gt; &lt;/script&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-button=&quot;grey&quot; data-link-color=&quot;800080&quot; data-show-count=&quot;”false”&quot; data-text-color=&quot;800080&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Follow @keimelion &lt;/a&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os dicionários designam o termo revisão, no sentido próprio, como inerente à atividade que exercemos, com pequena variação de sentido quanto a sua aplicação em textos legais ou jurídicos, mas há muitos sentidos cotidianos em que o termo é usado – por extensão – e que já poderiam estar dicionarizados. É inclusive mais recorrente o sentido mecânico (fazer a revisão do carro) que o sentido linguístico do termo. Portanto, entendemos que seja mais adequando dizer revisão de texto que simplesmente revisão, mesmo o dicionário indicando que bastaria uma palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Somos revisores de textos, o objeto de nosso trabalho: “textos”, no plural, não pela multiplicidade que chega a nós, mas pela variedade deles. Nosso foco é o trabalho com textos acadêmicos – e revisamos um de cada vez – mas revisamos qualquer tipo de texto, portanto revisamos textos, pois revisamos sempre e revisamos tudo que pode ser chamado de texto, não somente os registros escritos, mas o intertexto, subtexto e o contexto. Por exemplo, os parágrafos e as ilustrações (tabelas, gráficos, esquemas) em um artigo científico devem ser coerentes e coesos entre si, o que requer revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por outro lado, existem duas outras atividades a que chamam de revisão de texto, com o que não concordamos muito. A revisão de textos feita pelo próprio autor é a primeira. Também se refere a tal atividade como autorrevisão (nessa nova grafia horrenda). Segundo nosso entendimento, revisão requer alteridade, no sentido de que é algo que só pode ser obtido por outra pessoa, alguém que não tenha tido nenhum contato com o texto em fases anteriores de sua produção. Revisão requer ainda abordagem técnica, com base em conhecimento linguístico que, raramente é de domínio do autor. Por fim, revisão requer prática; é um tipo de atividade, como muitas outras, que vai se inserindo, pouco a pouco, no próprio modo de ser e de pensar de quem a exerce. E quanto mais a exerce, melhor revisor vai se tornando. Preferimos nos referir à atividade que o autor e seus colaboradores, coautores, leitores críticos, orientadores exercem em relação ao texto como releitura. Inúmeras leituras e releituras são necessárias. Durante a revisão também são feitas inúmeras releituras, mas a releitura revisional tem os privilégios da competência específica e da alteridade, indeclináveis. Referem-se ainda como revisão de textos àquela atividade exercida pelo professor durante o letramento, que consiste em ensinar e aperfeiçoar as primeiras letras do aprendiz. Ou à atividade cruzada, entre os alunos, de leitura e aperfeiçoamento de seus textos. Trata-se, no primeiro caso de correção da redação, no segundo de coautoria. Há grande distinção entre a atividade de ensino de produção de texto e a de revisão, assim como as discussões coautorais não podem ser confundidas com revisão. Consideramos equivocadas essas acepções, embora as encontremos recorrentemente na literatura sobre alfabetização.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É certo falar &quot;revisão linguística&quot;? Ou será que eu preciso para minha tese é apenas de um revisor de português? Vai ser feita a preparação do texto?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não há grande problema teórico no emprego da expressão revisão linguística, já que o termo &quot;linguística&quot; vem sendo usado, cada vez mais, em sentido compreensivo. Todavia, essa palavra não alcança o grande público, a totalidade dos produtores de texto que têm demanda por serviços de revisão&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-emLCbw4w_BM/XvC02ctGaTI/AAAAAAAAFcQ/h2_6Qqy6nPck-GHM3ytN7RBtBboIgeqFQCK4BGAsYHg/s404/lingu%25C3%25ADstica-saussure-revis%25C3%25A3o.png&quot; style=&quot;clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;A segurança para o autor é contratar um bom revisor de textos.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;404&quot; data-original-width=&quot;267&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-emLCbw4w_BM/XvC02ctGaTI/AAAAAAAAFcQ/h2_6Qqy6nPck-GHM3ytN7RBtBboIgeqFQCK4BGAsYHg/w264-h400/lingu%25C3%25ADstica-saussure-revis%25C3%25A3o.png&quot; title=&quot;Sempre revise, sempre formate com profissional.&quot; width=&quot;264&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;i&gt;Saussure foi um dos precursores&amp;nbsp; da Linguística.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão linguística&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda haverá alguém que conteste que nem todos os aspectos da Linguística são matéria da revisão, mas como algum texto não seria possível de alguma abordagem linguística? Senão, recorramos novamente ao dicionário para caracterizar Linguística em seu sentido próprio: ciência que estuda a linguagem humana em seus aspectos fonético, morfológico, sintático, semântico, social e psicológico; (2) as línguas consideradas como estrutura; (3) origem, desenvolvimento e evolução das línguas; (4) as divisões das línguas em grupos, por tipo de estrutura ou em famílias, segundo critérios tipológicos ou genéticos. Sim, todos esses aspectos são considerados e necessários ao processo da revisão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todavia a Linguística não alcança o contexto, a sincronia, por exemplo; são os aspectos não linguísticos do texto! Um texto pode estar ultrapassado em seu conteúdo ou pode estar em dissonância factual e o revisor estará atento a esses aspectos. Da mesma forma, o tradutor atenta a tais aspectos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Prevalece ainda o melhor termo, revisão de textos, embora não nos impeçamos o uso de revisão linguística, postas as restrições de abrangência mencionadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Minha tese está pronta. Agora eu preciso de um revisor textual ou de um corretor ortográfico do português?&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não se trata de dizer que está errado, mas sempre nos incomodou a expressão “revisão textual” usada por alguns colegas revisores em seus anúncios. Questão de semântica, apenas, diriam alguns – apenas, não: semântica é um dos pilares da língua, a significância e o significado inerentes às palavras são questão fulcral a ser posta e examinada no processo de redação e revisão do texto ou nas abordagens metalinguísticas. São pequenas questões desse tipo que inquietam os revisores e fazem deles um tipo diferente de leitor.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão textual&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Recorremos sempre ao dicionário, não se trata de questão de dúvidas somente, os lexicógrafos são os interlocutores dos revisores.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No sentido restrito, o adjetivo “textual” tem quatro significados, segundo Houaiss:&lt;/h3&gt;&lt;div&gt;&lt;table border=&quot;1&quot; bordercolor=&quot;#888&quot; cellspacing=&quot;0&quot; style=&quot;border-collapse: collapse; border-color: rgb(136, 136, 136); border-width: 1px;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;min-width: 60px;&quot;&gt;&amp;nbsp;1- relativo a texto; textuário; 2- que está no texto, ex.: afirmou que suas palavras eram textuais; 3- conforme ao texto, ex.: cópia textual; 4- fielmente reproduzido ou transcrito, ex.: citação textual.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Observe que não consta desta lista o sentido “do texto” – como alguns colegas empregam. Fazemos a revisão do texto. Fazemos a revisão no texto. Não se faz a revisão relativa ao texto, revisão textuária ou revisão do que está no texto. O sentido lato, em que os colegas empregam a palavra, não está dicionarizado. Aulete concorda com Houaiss, para ficarmos em dois lexicógrafos de amplo acesso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Portanto, somos revisores de textos. Fazemos revisão no texto, quer ele seja uma tese ou dissertação, quer seja um anúncio, o que será revisado é o texto – estendido o sentido dessa palavra a todo o conteúdo apresentado, pois as palavras devam estar consoantes às imagens e aos dados apresentados. No trabalho acadêmico, as tabelas, gráficos e fórmulas integram o texto e é necessária coerência textual entre eles. Mas essa é outra questão.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sabemos que, dentre alguns linguistas, a palavra “textual” tem sido empregada no sentido que repudiamos. Entendemos o processo de esvaziamento semântico que ocorre, mas, ao rigor da precisão de sentido e resguardo da pureza de estilo é que nos posicionamos assim. Não se trata de reação, conservadorismo – mas de busca pelo rigor e plenitude das significâncias, o que é exatamente o contrário de seu esvaziamento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Somos revisores de textos e, no exercício desse ofício, procuramos o aperfeiçoamento dos objetos que nos são submetidos, zelando que o texto se torne elo mais eficiente entre autor e leitor.&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Será que minha dissertação tem muitos erros de português? Agora eu vou precisar de um revisor linguístico? Esse serviço inclui a preparação do texto?&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A expressão revisão de português para se referir à revisão de textos está ligada ao conceito “erro de português” e considera, equivocadamente, que o revisor vai se ater a problemas de ortografia e gramática. Claro que esses dois aspectos são importantes – considerados os elementos de relatividade e anacronismo que incidem sobre eles: erro pode ser, por exemplo, um desvio consciente do registro formal institucionalizado ou o “problema” de gramática pode ser somente uma construção ainda não assimilada pela gramática normativa mais aceita.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão de português&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Normalmente, quem pretende uma revisão de português em seu texto supõe que o revisor se limite ao dicionário e à gramática, fazendo – se fosse assim – pouquíssimo mais que o revisor eletrônico do Word, por exemplo. Revisão de português seria mais ou menos, na ideia de que usa essa expressão, o que o professor faz nos textos de seus alunos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na mesma linha, a expressão “revisão da língua portuguesa” diz mais ou menos a mesma coisa que revisão de português. Na verdade, são duas expressões a que costuma recorrer quem precisa pela primeira vez de um revisor de textos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Compreenda-se que o conceito de revisão de textos é bem mais amplo que revisão de português. O trabalho do revisor de textos profissional implica considerações bem mais complexas, incluindo abordagem sistemática e processual do texto, considerações psicolinguísticas (incluindo questões cognitivas e psicogenéticas), sem falar nas considerações semiológicas, ou seja, inclui todas as abordagens da linguística moderna:&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;fonética&lt;/b&gt;, cujo objeto são os sons que empregamos na fala, tentamos representá-los na escrita;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;fonologia&lt;/b&gt;, preocupa-se com os fonemas básicos de uma língua;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;morfologia&lt;/b&gt;, dedica-se à estrutura de formação das palavras;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;sintaxe&lt;/b&gt;, é a parte da linguística que estuda a articulação das palavras para formar frases gramaticais;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;semântica&lt;/b&gt;, estuda o sentido dos enunciados, por exemplo, formal ou lexical, significados e significâncias das frases e das palavras que a integram;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;lexicologia&lt;/b&gt;, cuida do conjunto de palavras do idioma, ligado à lexicografia, área de atuação dedicada à elaboração de dicionários e outras obras que descrevem o uso e sentido do léxico;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;terminologia&lt;/b&gt;, dedica-se ao conhecimento e análise dos vocabulários especializados das artes e ofícios;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;estilística&lt;/b&gt;, tem como objeto estilo na linguagem, inclusive do ponto de vista estético;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;pragmática&lt;/b&gt;, trata da função das oralizações (literal, figurativa...)&amp;nbsp; na comunicação;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;filologia&lt;/b&gt;, e o estudo das linguagens na história e suas transformações.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem vai corrigir a ortografia e a gramática em minha dissertação é um revisor de textos ou um revisor linguístico?&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como já foi dito, ortografia e gramática são apenas dois dentre os muitos aspetos de que um texto se constitui. Revisar somente a ortografia e a gramática de um texto é algo perfeitamente possível, mas isso não significa tenha sido feito tudo o necessário para a melhoria do texto. Ortografia e gramática, dentre outras coisas, existem para que o texto transmita com maior eficiência a informação desejada. O importante não é que apenas a ortografia e gramática estejam adequadas no texto, mas que o texto todo esteja bom, que cumpra sua função de comunicar a ideia satisfatoriamente. O texto é uma unidade complexa, um conjunto de informações ordenadas e estruturadas em diversos códigos dos quais a ortografia e a gramática são integrantes, mas há muitos outros aspectos a serem considerados: o estilo, a coesão, o registro são outros aspectos presentes a serem considerados na revisão, para que o texto seja adequadamente aperfeiçoado.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisão ortográfica, revisão gramatical&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Muitas vezes as pessoas procuram por revisão ortográfica ou revisão gramatical de seus textos, o que não é exatamente o que elas estão desejando. Mais grave é quando “profissionais” anunciam estes serviços, o que não é adequado e pode indicar algum tipo de precariedade no serviço oferecido.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pelo que estamos demonstrando, o que se deve ter em conta na revisão não é tão somente ortografia e gramática – mas o texto todo. Por isso, consideramos mais correto referir a nosso trabalho como revisão de texto. Revisamos o texto todo, qualquer aspecto e todas as facetas da complexidade e unidade textuais são consideradas em nosso processo de revisão. Tudo fazemos no objetivo de não apenas atender a algumas normas formais, tais como a ortografia ou gramática, mas tendo em vista a função comunicacional do texto, seu aperfeiçoamento como suporte de um conjunto de informações ordenado e hierarquizado da melhor forma possível para que a mensagem alcance o leitor com a maior clareza possível.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É natural que as pessoas se refiram à revisão gramatical e ortográfica do texto, pois de fato elas existem e são importantes. Mas elas devem sempre ser ultrapassadas para o aperfeiçoamento do texto. Qualquer texto tem contexto, portanto, deve ser revisado em função um do outro, o texto adequando-se ao contexto, gramática e ortografia inclusive se subordinam a essa relação. Em nosso caso, como trabalhamos focados na produção acadêmica, o texto está em registro formal, a norma é culta, estamos presos à ortografia oficial recém-modificada, bem como restritos à gramatica normatizada; assim com os textos acadêmicos devem ter a necessária coesão micro e macrotextual, devem ser tão isentos quanto possível e se revestirem de diversas outras características que constituem o jargão de cada campo de conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O trabalho do revisor de textos é aperfeiçoar o trabalho, eliminando nele as imperfeições normativas, ampliando-lhe a compreensão e reduzindo ao mínimo as falhas provenientes dos lapsos de digitação, edição e fadiga a que o autor sempre está sujeito.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4212523927470199872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4212523927470199872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2012/03/revisao-de-textos-linguistica-textual-1.html' title='Revisão de textos: revisão linguística ou textual?'/><author><name>Públio Athayde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17703538062255897224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkKBt43QGK0ZVTZVKs_vL2bKlB-9wMJ75RpVd4H1098sdKjAzTIbnG0omrXsJybtEjkxTMDcLlEPD4I3xVSKj-DjtP-QqysLRE3Xf_kI_F6HYXLQiauqSMZ6uT5mESfF0/s220/20190716_154721.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-fyHDF7t20ZY/XvC1v8J-GuI/AAAAAAAAFck/Ldgoxa8IarwzDhcjCQN2lO3oSl_WK9gHwCK4BGAsYHg/s72-w640-h390-c/revis%25C3%25A3o-lingu%25C3%25ADstica-textual.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Fea - Universidade de São Paulo, Butantã, São Paulo - SP, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.558951 -46.729803000000004</georss:point><georss:box>-52.926812999999996 -88.038397 5.8089109999999984 -5.4212090000000046</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-4989910550383198440</id><published>2020-06-21T18:16:00.005-03:00</published><updated>2020-07-23T18:38:44.268-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="formatação acadêmica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho acadêmico"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Formatação de trabalhos acadêmicos</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Formatar é aplicar regras com técnica e estética.&lt;/h1&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Em que consiste a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-de-textos-desconto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;formatação de uma tese ou dissertação&lt;/a&gt;? A formatação segue as normas da ABNT? Por que preciso de um profissional para fazer a formatação?&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Nosso trabalho é focado em revisão de textos acadêmicos, teses e dissertações prioritariamente, também artigos e monografias. Todos esses textos requerem, além de acurada revisão, um trabalho de formatação que implica em conhecimento e interpretação de regras que não são sempre muito claras (ABNT, Chicago, Vancouver, APA, etc.) e normas de apresentação das instituições (universidades) ou veículos (livros ou revistas) a que se destinam. A formatação também requer conhecimento, bem mais aprofundado que o do usuário habitual, de programas de editoração – como o Word ou o Open Office, os mais comuns. Nós também fazemos a &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/06/revisao-texto-formatacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;formatação de trabalhos&lt;/a&gt;, com total profissionalismo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-g0hRZ5MHbs4/Xu_Mn0tTD7I/AAAAAAAAFak/H-SipQlgDXsH0CziqTFkJCIzTGwhBjtxACK4BGAsYHg/s510/formata%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Formatação de tese ou dissertação é serviço para profissional.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;310&quot; data-original-width=&quot;510&quot; height=&quot;390&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-g0hRZ5MHbs4/Xu_Mn0tTD7I/AAAAAAAAFak/H-SipQlgDXsH0CziqTFkJCIzTGwhBjtxACK4BGAsYHg/w640-h390/formata%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg&quot; title=&quot;Não tenha dor de cabeça para formatar uma tese: contrate um profissional.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times, &amp;quot;times new roman&amp;quot;, serif; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;i&gt;Revisão e formatação profissionais boa têm custo elevado. Sai caro é tentar fazer e não dar certo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;a data-pin-config=&quot;above&quot; data-pin-do=&quot;buttonPin&quot; href=&quot;http://pinterest.com/pin/create/button/?url=http%3A%2F%2Fwww.flickr.com%2Fphotos%2Fkentbrew%2F6851755809%2F&amp;amp;media=http%3A%2F%2Ffarm8.staticflickr.com%2F7027%2F6851755809_df5b2051c9_z.jpg&amp;amp;description=Keimelion%20-%20revis%C3%A3o%20de%20textos%20-%20no%20Pinterest&quot;&gt;&lt;img src=&quot;//assets.pinterest.com/images/pidgets/pin_it_button.png&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.tumblr.com/share&quot; style=&quot;background: url(&amp;quot;http://platform.tumblr.com/v1/share_1T.png&amp;quot;) 0% 0% no-repeat transparent; display: inline-block; height: 20px; overflow: hidden; text-indent: -9999px; width: 81px;&quot; title=&quot;Share on Tumblr&quot;&gt;Share on Tumblr&lt;/a&gt; &lt;a class=&quot;twitter-follow-button&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-show-count=&quot;tru&quot; href=&quot;https://twitter.com/keimelion&quot;&gt;Seguir @keimelion&lt;/a&gt; &lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;a class=&quot;twitter-share-button&quot; data-hashtags=&quot;tese&quot; data-lang=&quot;pt&quot; data-related=&quot;pathayde&quot; data-text=&quot;Conheça o blog da Keimelion - são revisores de textos acadêmicos da melhor qualidade.&quot; data-url=&quot;http://www.keimelion.com.br&quot; data-via=&quot;Keimelion&quot; href=&quot;https://twitter.com/share&quot;&gt;Tweetar&lt;/a&gt;&lt;script&gt;!function(d,s,id){var js,fjs=d.getElementsByTagName(s)[0],p=/^http:/.test(d.location)?&#39;http&#39;:&#39;https&#39;;if(!d.getElementById(id)){js=d.createElement(s);js.id=id;js.src=p+&#39;://platform.twitter.com/widgets.js&#39;;fjs.parentNode.insertBefore(js,fjs);}}(document, &#39;script&#39;, &#39;twitter-wjs&#39;);&lt;/script&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;fb-share-button&quot; data-href=&quot;http://www.keimelion.com.br/2014/04/revisao-de-tese-1.html&quot; data-type=&quot;button_count&quot;&gt; &lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times, &amp;quot;times new roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Conceitos de formatação&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Formatação de texto é a etapa da preparação que inclui a organização visual, realce e estrutura segundo um formato determinado e as variáveis que se aplicarem.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Há dois procedimentos de formatação, um é a formatação lógica, outro a formatação física. No sentido geral da &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2014/07/revisao-de-textos-desconto.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;formatação dos trabalhos acadêmicos&lt;/a&gt;, a formatação lógica implica determinar qual segmento do texto corresponda a cada elemento do trabalho (o que é um título de capa, título de capítulo – ou de nível 1, 2, 3... – o que é uma legenda, uma tabela ou uma entrada de índice, para mencionar poucos dos inúmeros formatos a serem determinados em cada trabalho). A formatação física corresponde à necessidade de se determinar como deve ser apresentado cada elemento; por exemplo:&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Os efeitos de apresentação na tela e na página impressa são os mesmos: o motivo da distinção entre eles se deve à ideia básica de independência entre especificação (lógica) e apresentação (física).&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;A formatação do segmento acima (na página de texto do Word) correspondente a uma citação longa, apresentando as seguintes características (naquele editor ou impressa): Fonte: 11 pt, Cor da fonte: Preto, Recuo: À esquerda:&amp;nbsp; 1.18&quot;,&amp;nbsp; Primeira linha:&amp;nbsp; 0.49&quot;. Justificado. Espaçamento entre linhas:&amp;nbsp; Múltiplos 1.25 lin.. Espaço Depois de: 12 pt. Não adicionar espaço entre parágrafos do mesmo estilo. Estilo: Vinculado. Estilo Rápido. Prioridade: 100. Com base em: Normal. Seguinte estilo: Normal.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Na formatação lógica, quando formatamos um trecho de texto como cabeçalho de nível 1, não explicitamos se esse tipo de cabeçalho deve ser em alguma fonte determinada, em um tamanho determinado, justificado à esquerda ou à direita, ou centralizado. Esses detalhes de apresentação são deixados para o a formatação física – o que corresponde à apresentação do documento segundo a norma solicitada – e pode ser reconfigurado de acordo com cada necessidade, por exemplo, para ser submetido a uma banca ou a uma publicação.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Desse modo, além de &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.com.br/2017/02/revisao-formatacao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;facilitar enormemente o trabalho do autor&lt;/a&gt; para os usos seguintes do texto, a formatação adequada garante a uniformidade de apresentação de cabeçalhos, parágrafos, listas. Na formatação se escolhe o tipo de letra, tamanho, estilo, cor, espaçamento, posição vertical do texto e adição de efeitos, tais como sublinhado. Pode também controlar o espaçamento e avanço, adicionar marcas e números, bem como definir o alinhamento. Pode-se aplicar formatação às palavras, ao parágrafo ou ao texto inteiro. Pode-se aplicar as propriedades de tipo de letra, tais como tipo de letra, tamanho, cor, realce e efeitos ao texto selecionado e as propriedades do parágrafo tais como alinhamento, marcas, numeração, sombreado e limites a quaisquer parcelas do texto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;A formatação lógica segue o significado lógico do texto marcado: um parágrafo, uma citação, um título. Sua apresentação final não sofre grandes variações. A formatação física especifica com exatidão o estilo que se quer para o texto: itálico, grifado, tamanho da fonte, margens. Sua apresentação final varia conforme o uso que será dado ao texto naquele momento, podendo oferecer resultados mais ricos.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;O que interessa ao autor de um texto, principalmente um texto longo, com ilustrações, gráficos, várias seções, uma tese ou dissertação, por exemplo, é a aparência que ele terá ao ser apresentado. Claro, aqui estamos considerando as questões relativas à formatação, então assumimos que o texto está excelente quanto ao conteúdo e que foi revisado por profissional. De um modo geral, isso pode se aplicar a um artigo curto, duas páginas, mas quando é um texto longo, pesado, com várias seções ou imagens, realmente é necessária a intervenção de um profissional que trabalhe com todo aquele conteúdo com conhecimento de causa. Vejamos o que faz o profissional, que o autor normalmente não tem nem ideia do que seria necessário – ou, quando tem, não de tudo que é possível.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;O autor da tese faz sempre o melhor possível. &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2020/03/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O revisor tenta melhorar.&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;table align=&quot;center&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-IwWD17IK40o/Xu_Nex8hqGI/AAAAAAAAFa4/_Nhkcx_qDcAbZNi5T7NXHuIf4Mhz01H3QCK4BGAsYHg/s533/formata%25C3%25A7%25C3%25A3o-Word.png&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;O Word é a ferramente mais acessível para a formatação, mas poucos sabem usar.&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;300&quot; data-original-width=&quot;533&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-IwWD17IK40o/Xu_Nex8hqGI/AAAAAAAAFa4/_Nhkcx_qDcAbZNi5T7NXHuIf4Mhz01H3QCK4BGAsYHg/w640-h360/formata%25C3%25A7%25C3%25A3o-Word.png&quot; title=&quot;Formatar, até mesmo no Word, é serviço muito técnico.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A maior parte da formatação o Word faz, mas&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times, &amp;quot;times new roman&amp;quot;, serif; text-align: justify;&quot;&gt;é preciso conhecer a maior parte do que ele&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times, &amp;quot;times new roman&amp;quot;, serif; text-align: justify;&quot;&gt;sabe fazer. Isso requer muito tempo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: times, &amp;quot;times new roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Diferenciais da formatação profissional&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Primeiramente, o autor precisa ter a noção de que aquele texto, continuemos com o exemplo da tese (que vale para um relatório, um projeto, um memorial ou qualquer outro documento de dezenas ou centenas de páginas), todo o trabalho precisará ser preparado para sua finalidade primária, no caso da tese o depósito e a defesa. Depois, outros usos e necessidades surgirão: impressão em diferentes formatos, extração de artigos, transformação em livro, adaptação de algum capítulo para finalidade distinta. Em todos esses casos, se o texto estiver corretamente formatado, aplicados os campos lógicos a cada segmento, essa interferência sobre o texto será facilitada em muito.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Em seguida, considere-se a necessidade de haver hiperlinques no texto: o sumário, as listas de figuras, quadros e tabelas, bem como os índices onomásticos, toponímicos, e de autoridades (estes últimos raríssimamente são inseridos nos trabalhos porque os autores nem sabem da possibilidade de que eles existam) só podem ser feitos se os campos lógicos estiverem todos definidos. A tarefa de manter um índice atualizado, com os números de páginas corretos, sem que eles estejam hiperlincados beira o impossível – sem falar na facilidade de navegação pelo texto quando o leitor estiver acessando por qualquer outra mídia que não a impressa. A hiperlincagem alcança ainda as referências cruzadas internas do trabalho, por exemplo: “vide Capítulo X, à página y”, ou “segundo a Figura Tal, à pág. W. A referência (X, Tal), assim como o número da página, uma vez lincados, serão atualizados automaticamente, e tudo estará bem ordenado mesmo que se insira ou se retire um capítulo inteiro pelo meio do trabalho ou se inverta a ordem de um grande segmento do texto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Ainda mais, quando se trata de imagens, muitas vezes o autor as usa “pesadas demais” (arquivos enormes!), ou sem resolução suficiente. Tornando o arquivo final do trabalho gigantesco e pouco prático, ou resultando em impressão de má qualidade. Outras vezes as imagens não estão bem situadas quanto ao texto. Há ainda a questão das legendas – que devem ser formatadas logica e fisicamente, hiperlincadas, e situadas adequadamente, além de serem agrupadas à respectiva imagem para não fugir dela.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;É bastante coisa, muito disso não é tão fácil de ser aprendido, à última hora, quando os prazos de entreva do trabalho estiverem se esvaindo. Melhor recorrer a um profissional que tenha prática.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Muita coisa diferente é chamada de formatação, como já vimos. Vamos tratar um pouco sobre o que a ABNT chama de formatação e como ela trata desse assunto. Primeiro, as complexas e mutantes normas da ABNT são muito imperfeitas, omissas, e interpretadas de muitas formas diferentes; então, bem mais que ser um ponto de uniformidade como se pretendem, elas são meramente um complicador para quem está fazendo trabalho acadêmico.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Formatação segundo a ABNT&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Por isso mesmo, a maioria das universidades cria um próprio manual interpretando ou adaptando as normas da ABNT, ou mesmo muitos cursos, departamentos e institutos têm as próprias regras. Ainda assim, as regras particulares estão sujeitas à interpretação do orientador de cada trabalho, então, na prática, a regra de formatação que vale é a regra do orientador! Por mais que o orientador jure que adota a regra da ABNT, importante é entender o que ele quer, o que ele lê (ou leu há muitos anos) naquela regra e como ele deseja que seja o trabalho. A única maneira de saber isso é fazendo a formatação, segundo o autor (ou o formatador profissional) interpreta as tais regras, e dando ao orientador para que ele determine o que deve ser, segundo ele pensa. Portanto, recomenda-se aos autores que se preocupem mais com o conteúdo de seus trabalhos que com as regras, pois o cumprimento delas se torna, quase sempre, se torna um jogo de adivinhação entre o que diz uma norma ruim e como a interpreta o juiz do caso: o orientador e a banca.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Outra questão a ser colocada é a existência de muitas normas da ABNT. Não existe uma norma que trate de tudo, nem uma norma que perdure no tempo. Aquela instituição edita normas para cada item, normas conflitantes entre si, e normas que mudam (e os orientadores não se atualizam sempre!). Então, há sempre problemas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Vejam algumas das tais normas:&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Apresentação de artigos em publicações científicas. NBR 6022:2002.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Informação e Documentação – Citações em documentos – Apresentação. NBR 10520:2002 – Para organizar as citações dentro da monografia.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Informação e Documentação – Referências – Elaboração. NBR 6023:2002 – Para organizar a informação das referências bibliográficas.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Informação e Documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. NBR 14724:2005 – Sobre a estrutura de monografias e TCCs.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Normas para datar. NBR 5892:1989.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Numeração progressiva das seções de um documento. NBR 6024:2002 – Sobre a numeração de tópicos da monografia.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Resumos. NBR 6028:2003 – Como fazer resumos.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Sumários. NBR 6027:2002 – Formatação dos sumários.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;E com certeza há outras além dessas, formando um emaranhado de contradições. Ao fim e ao cabo, os orientadores se preocuparão com a composição final (aspecto visual do trabalho) com a coerência dos critérios e com a adesão aos costumes daquele curso ou instituição.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Qualquer texto em processo de formatação passa por diversas fases. Aqui estarei apresentando as fases normais do processo de formatação tendo como base o trabalho acadêmico que é nosso foco de trabalho. A formatação de uma tese, uma dissertação ou de qualquer trabalho longo seguem a mesma rotina, sempre compreendendo a formatação lógica e a formatação física.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Fases da formatação de um trabalho acadêmico&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Revisão e formatação de dissertação de mestrado se fazem na Keimelion.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;A formatação de uma tese ou dissertação passa&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;necessariamente por várias fases. Só deve&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;fazer quem sabe. A Keimelion sabe.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;As formatações lógica e física não são as fases a que nos referimos; existem a formatação primaria, secundária, terciária, etc. que vão ajustando e corrigindo as imperfeições e diferentes aspectos do texto. Mesmo o texto, ao ser revisado, passa pelo menos pela formatação primária. As outras fases são específicas do trabalho de formatação em si.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Basicamente, a formatação primária compreende eliminação de:&lt;/font&gt;&lt;/h4&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Macros e comandos fantasma no arquivo original.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Duplos parágrafos.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Múltiplos espaços entre as palavras.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Espaços antes ou depois de marcas de parágrafo.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Espaços antes de sinais de pontuação [. , ; : ! ? “].&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Espaços depois e antes de sinais de parênteses ( Exemplo ).&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Hífen [ - ] entre as palavras.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Três pontos ao invés de reticências […].&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;A formatação secundária não se limita a isso, mas compreende adequar:&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Configuração de página e margens, cabeçalhos e rodapés.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Fontes, parágrafos, títulos, listas.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Palavras destacadas EM CAIXA-ALTA, negrito, grifados.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Nome de AUTOR em caixa-alta.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Expressões estrangeiras no texto, em itálico.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Notas de rodapé.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Citações longas.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;A formatação terciária não se limita a isso, mas inclui:&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Adequação de figuras, foros, imagens, gráficos e tabelas.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Legendas, sumários, índices, listas de siglas.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Anexos, apêndices, capa e elementos pré-textuais.&lt;/font&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;font face=&quot;&quot;&gt;Há ainda outras fases e outros elementos em cada fase desta, mas aí começam os casos específicos e a atenção ao gosto e necessidade do cliente em relação àquele trabalho.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4989910550383198440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4989910550383198440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2014/05/formatacao-abnt.html' title='Formatação de trabalhos acadêmicos'/><author><name>Públio Athayde</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17703538062255897224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkKBt43QGK0ZVTZVKs_vL2bKlB-9wMJ75RpVd4H1098sdKjAzTIbnG0omrXsJybtEjkxTMDcLlEPD4I3xVSKj-DjtP-QqysLRE3Xf_kI_F6HYXLQiauqSMZ6uT5mESfF0/s220/20190716_154721.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-g0hRZ5MHbs4/Xu_Mn0tTD7I/AAAAAAAAFak/H-SipQlgDXsH0CziqTFkJCIzTGwhBjtxACK4BGAsYHg/s72-w640-h390-c/formata%25C3%25A7%25C3%25A3o-tese.jpg" height="72" width="72"/><georss:featurename>Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG, 31270-901, Brasil</georss:featurename><georss:point>-19.8690878 -43.966384100000028</georss:point><georss:box>-34.4839358 -64.620681100000027 -5.2542397999999988 -23.312087100000028</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-776983401875800218.post-4980871053722345459</id><published>2020-06-15T14:34:00.001-03:00</published><updated>2020-06-24T15:00:18.553-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="artigos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="metodologia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="redação"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revisão de textos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="tudo"/><title type='text'>Revisão de texto para publicação científica</title><content type='html'>&lt;h1 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Revisamos textos científicos há vinte anos.&lt;/h1&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O texto científico requer leitura clara e linguagem precisa e correta; para tanto, é necessário que o autor &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2020/03/revisao-tese.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;recorra sempre a um bom revisor de textos&lt;/a&gt;.&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A publicação científica, também chamada comunicação científica (&lt;i&gt;scientific paper&lt;/i&gt;, em inglês) é parte do processo conclusivo da pesquisa científica. A publicação do artigo científico antecede o debate externo, e sua submissão ao veículo que vai levá-la ao público deve ser precedida por criteriosa revisão do texto. A &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2017/12/revisao-formatacao.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;comunicação científica&lt;/a&gt; deve ser (idealmente) um escrito imparcial, com destaque no método transparente e de resultados verificáveis, em se tratando de ciências experimentais, e cujas fontes são sempre apontadas, em qualquer área de conhecimento.&lt;table cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;tr-caption-container&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-bysYZ3dySVU/Xuevq3DAkDI/AAAAAAAAE5c/Xb8o0SLB3ok0OioaQio8zF9E9eVy7Lo7ACK4BGAsYHg/s500/oie_IXrhSr9BqXQy.png&quot; style=&quot;margin-left: auto; margin-right: auto;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;300&quot; data-original-width=&quot;500&quot; height=&quot;384&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-bysYZ3dySVU/Xuevq3DAkDI/AAAAAAAAE5c/Xb8o0SLB3ok0OioaQio8zF9E9eVy7Lo7ACK4BGAsYHg/w640-h384/oie_IXrhSr9BqXQy.png&quot; title=&quot;Antes de apresentar o texto científico, ele deve ser revisado por profissional.&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class=&quot;tr-caption&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;A publicação científica dá ao público o conhecimento do que se investiga e se obtém.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os cientistas ou técnicos apresentam suas pesquisas e o resultado delas, geralmente, em &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2017/12/revisar-publicar.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;artigo científico&lt;/a&gt; publicado pelos canais de comunicação da comunidade científica, tipicamente em revistas acadêmicas, uma vez validado o texto de acordo com as regras de revisão por pares. Os artigos são a mais importante forma de comunicação na comunidade científica, portanto, é crucial que a qualidade do texto seja tão boa quanto o conteúdo veiculado; em virtude disso, faz-se necessária a colaboração de um &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2017/12/revisao-formatacao-teses.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;revisor especializado &lt;/a&gt;em publicações acadêmicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Informações gerais: produção e revisão&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A publicação científica é a principal forma de comunicação oficial da comunidade científica, por ela os pesquisadores individuais ou equipes de pesquisa tornam público os métodos e os resultados de seu trabalho científico. É diferente de outros textos sobre temas científicos (exemplos: um jornal, um texto escolar), seja ela distribuído em papel ou por mídia digital, através da publicação em periódicos científicos ou outros veículos especializados, tais como livros das editoras universitárias.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As publicações desses grupos, em geral, são reguladas por procedimentos de aceitação e avaliação dos trabalhos apresentados. Tais procedimentos são destinados a determinar quais trabalhos científicos satisfazem os requisitos necessários para serem publicados. &lt;a href=&quot;https://www.keimelion.pro.br/2017/12/editoracao-teses-dissertacoes.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Os trabalhos científicos&lt;/a&gt; validados e qualificados esses procedimentos são publicados, tornando-se assim a publicação científica. Dentre os procedimentos de aceitação mais generalizados está a revisão por pares. Ela é diferente da revisão do texto. A revisão pelos pares considera, sumamente, o conteúdo científico. Os ditos pares são especialistas da mesma área do conteúdo do texto que analisam a novidade, a metodologia e a validade do trabalho; são muitos critérios subjetivos e alguns bem objetivos. Dentre esses critérios, está a qualidade linguística do texto – é por isso que se requer, anteriormente à submissão de um artigo científico, que ele passe pelos olhos do revisor de textos. A correção formal e a legibilidade serão, certamente, valorizadas pelo revisor – o que resulta em maior credibilidade para a pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há exceções a esse princípio geral de seleção e qualificação para publicação, por exemplo, documentos de trabalho em andamento e preprints – trabalhos científicos não publicado e avaliadas pelos editores científicos, mas disseminadas pelas instituições de associação dos autores ou acessível através de lojas virtuais especializadas, operadas por instituições científicas, bem como dissertações e, em particular, as teses de doutorado que, em geral, são publicadas apenas como livros, caso em que o procedimento difere bastante. Mas, mesmo as teses e dissertações, em quase todos os casos, estão disponíveis em bibliotecas e arquivos eletrônicos das universidades em que elas foram elaboradas e defendidas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Publicações científicas, na maioria dos casos, pertencem a uma das seguintes três categorias principais:&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Artigos, publicado em revistas científicas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comunicações, publicadas em anais de conferências;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Livros, ou contribuições para livros.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No primeiro caso, os artigos são normalmente enviados pelo autor aos membros do Conselho Editorial da revista, que submete o manuscrito a dois ou mais juízes, peritos científicos no campo de conhecimento do autor da pretendida publicação, para elaborarem um parecer a favor ou contra sua publicação, com base na correção, integralidade, originalidade e relevância do trabalho, bem como a conformidade com as linhas editoriais da revista. Ocorre, muito frequentemente, que os julgadores indicam alterações ou correções necessárias a fim de que o manuscrito possa ter aceite: o relatório (resposta) de cada árbitro é enviado para os autores do trabalho, sem indicação da identidade do leitor; os autores podem enviar, então, nova versão do artigo, que leve em conta as observações formuladas, ou até mesmo desafiar as objeções. O processo de peer review (revisão pelos pares), portanto, é um filtro que garante a confiabilidade da publicação científica; muitas vezes, requer-se reformulação mais ou menos extensa do manuscrito original, em colaboração entre autores e revisores (pares ou linguistas). Se, ao final deste processo, são conjugadas as opiniões de vários árbitros, a decisão final sobre a publicação é do Conselho Editorial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caso de comunicações a congressos, a seleção das comunicações é aceita em pelo Comité Científico do Congresso, e segue o mesmo caminho que já visto para revistas, que é o Comitê Científico recorrer a dois ou mais árbitros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Finalmente, no caso de livros que reúnem contribuições de diversos autores, os editores do livro (apresentado como tal na capa e nos dados bibliográficos do livro em si) são responsáveis pela escolha das obras. Para livros, a garantia da validade científica do conteúdo é dada pela publicação em uma editora especializada e de reconhecida autoridade por ter um Comité Editorial reconhecido.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Características do gênero de textos acadêmico&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escrita científica (escrita acadêmica, texto acadêmico) é o que estilo literário (gênero textual) com que se escrevem as publicações científicas; essas publicações diferem de outros trabalhos usando uma forma linguística particular, dotada de várias características que a maioria dos textos não tem.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A escrita científica originou-se na Inglaterra no século XIV. Os métodos e convenções a que está submetida a escrita científica foram estabelecidas pela Academia Nacional de Ciências (Royal Society); entre seus fundadores, Thomas Sprat estava convencido da importância e da exatidão de um método de descrição analítica precisa, ao invés de estilo retórico de até então; com Robert Boyle, enfatizaram muito a importância de não aborrecer o leitor com um detalhamento e palavreado excessivamente rebuscados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Especialmente em matemática, física e ciências naturais, o texto científico faz uso preferencial do presente do indicativo, voz passiva (sintética ou analítica) mínima construção de frases usando proposições categóricas e proposições secundárias muito raramente derivadas de frases subordinadas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Normalmente, há um resumo grande geral para o conteúdo, os motivos e os resultados obtidos e um corpo da publicação que descreve com precisão as referências das publicações de outros autores na forma de citações, o método usado com argumentos pertinentes que o justifique, todos os dados de base e os resultados obtidos com relacionados, conclusões ou considerações finais. A construção do texto é composta por curtos períodos, não repetidos, na estrutura do sujeito-verbo-complemento. A estrutura da frase é assim tão simples e o restrito uso de sinônimos torna o texto redundante, porém mais preciso.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Publicações científicas, sendo destinadas a profissionais, muitas vezes, são difíceis de compreender para não-especialistas pelo uso de termos técnicos, ela requer o treinamento especializado do leitor. Seu estilo é diferente, portanto, de “artigos” de acordo com os critérios do artigo de jornal, mas o conteúdo deve ser simplificado tanto quanto possível, para permitir a adequada compreensão até mesmo por usuários menos experientes.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em publicações científicas, é essencial que cada dado ou informação seja verificável pelo leitor. Em particular, é imperativo que se possa distinguir claramente manifestações, conjecturas ou resultados experimentais relataram pela primeira vez no artigo e para as quais devem apresentadas todas as provas, ou deduzidas todas as inferências. Requer-se a referência oportuna para as fontes. O estilo de citação de bibliografia, quase sempre, é determinado pelas diretrizes da revista ou editora: em praticamente todos os casos, as citações se referem à bibliografia (referências) no final do artigo. A referência à bibliografia, que lista todos os dados de referência do trabalho citado, pode ser por nota de rodapé ou referência direta; o último pode ser sob a forma “autor, ano, página” ou ser uma simples referência numérica entre colchetes [19], em conformidade com as orientações. Citações podem abranger trabalhos científicos publicados, já aceito, mas ainda no prelo ou até mesmo pré-publicações (especificar cada caso).&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Artigo original ou artigo de revisão&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Literalmente, artigo ou trabalho científico apresenta resultado de pesquisas ou analisa, resume, contrapõe e critica artigos ou documentos anteriores ou de terceiros.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Artigo original ou artigo de revisão são igualmente trabalhos científicos, estão adstritos às mesmas normas, especificações e convenções, são sempre verificados na revisão por pares e publicados em revistas científicas, após terem sido submetidos ao revisor de textos, ou redigidos em cooperação com os revisores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No caso em que o artigo é escrito por vários autores, o que hoje é bem frequente, é solicitado que um autor seja apresentado como o autor principal (autor correspondente), e ele será a pessoa que vai receber os comentários da avaliação interpares, os distribuirá a todos os autores do texto, e coordenará as respostas ou correções para o texto, enviando-as aos revisores de texto e editores.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O artigo de revisão é escrito, algumas vezes, por pesquisadores que já acumularam um número de trabalhos sobre o mesmo assunto científico; A revisão, no caso, é uma reconsideração de todo o conhecimento produzido por ele, resultados e demonstrações dos diversos trabalhos que lidam com o mesmo assunto, essa revisão é feita à luz da evidência científica de quem anteriormente publicou artigos, agora com base nos elementos trazidos pelo material mais recente.&lt;/div&gt;&lt;h2 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Retirada de publicação&lt;/h2&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com o aumento de publicações científicas, se os editores reconhecem o caráter fraudulento de um texto, inclusive após a publicação, existe a possibilidade de retirada formal de um artigo publicado. Por exemplo, a editora Elsevier, prevê a retirada de um artigo publicado em uma revista no caso de “violação dos códigos de éticas profissionais, tais como várias publicações assemelhadas, falsas alegações de autoria, plágio, utilização fraudulenta de dados e casos semelhantes” e “ocasionalmente [...] para corrigir erros na submissão ou publicação». Os revisores de textos não têm nenhum tipo de controle sobre essa situação.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cópias para o autor e Copyright&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Antes do advento da edição digital, cada editor reservava um número de exemplares da publicação para ser entregue ao autor, que poderia arranjar o intercâmbio com outras publicações de outros autores, ou distribuir a qualquer pessoa interessada, havia também a possibilidade de se obterem cópias adicionais a baixo custo; muitas vezes as cópias para autor consistiam de um extrato das páginas da revista com uma capa especial.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O advento da publicação digital tem eliminado a necessidade de cópias, mas reforçou o tema dos direitos de autor, dada a facilidade com que uma cópia digital pode ser duplicada.&lt;/div&gt;&lt;h3 style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Considerações tipográficas&lt;/h3&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um texto científico pode ter necessidades específicas, tais como composição tipográfica com fórmulas matemáticas que devem escritas corretamente com seu simbolismo complexo, exigindo uso de determinadas fontes e colocação de figuras e tabelas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para a preparação e a composição, também chamada de formatação de um texto científico, é frequente o uso de plataformas de látex (é uma linguagem de marcação baseada na tipografia TEX); látex é usado principalmente pelos matemáticos, engenheiros e acadêmicos por ferramentas avançadas para layout de fórmulas matemáticas e previsto para gerenciamento de bibliografia e todas as referências no texto. Raramente revisores de textos podem interferir diretamente em textos processados em látex. A maioria só trabalha com Word ou Adobe – e seus derivados.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, o desenvolvimento de novos recursos no editor de texto de software comercial, também presentes no campo do software open source, agora permite formatar texto e layout dos documentos com um processador de texto de acesso mais amplo, inclusive quando há necessidade de inclusão de fórmulas matemáticas.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Desde que cada revista possui seu próprio protocolo de impressão, são geralmente disponíveis templates (modeles de tipo &quot;forma&quot;) para os autores , para usar como um exemplo ou base para ajudar a escrever e construir o artigo de acordo com as convenções necessárias.&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Visite: http://www.keimelion.com&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4980871053722345459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/776983401875800218/posts/default/4980871053722345459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.keimelion.com.br/2017/02/revisao-publicacao.html' title='Revisão de texto para publicação científica'/><author><name>Keimelion - revisão de textos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06261655985363136385</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhZCkGhyaYThm1hiRvL7IqI-gO-714aKvJNOkqj7dh_-9KOrdRz5IJ2jTZh_H8vYjSx8FX7obzGtQVi8HD5W0YPdFBRRAN4NWYm_2KpqXejADqUWVoAj2nqITbJK8cnGr8/s113/FB+500+500+b.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://1.bp.blogspot.com/-bysYZ3dySVU/Xuevq3DAkDI/AAAAAAAAE5c/Xb8o0SLB3ok0OioaQio8zF9E9eVy7Lo7ACK4BGAsYHg/s72-w640-h384-c/oie_IXrhSr9BqXQy.png" height="72" width="72"/><georss:featurename>UFMG - Av. 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