<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" standalone="no"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 10:35:05 +0000</lastBuildDate><title>Em Contraluz</title><description>Blog e Podcast disponíveis como &lt;a href="http://emcontraluz.blogspot.com/feeds/posts/default?alt=rss"&gt;feed RSS.&lt;/a&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (TN)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><language>en-us</language><itunes:explicit>no</itunes:explicit><itunes:image href="http://3.bp.blogspot.com/_IJ8IsrWEnm0/SNAtn7iFBAI/AAAAAAAAAA0/7BzdA7iUhi0/S220/logo.jpg"/><itunes:keywords>política,economia,sociedade,trabalho,pobreza,segurança,social,crime</itunes:keywords><itunes:summary>Em Contraluz é um espaço de análise e debate de acontecimentos, ideias e propostas. Centrar-se-á em quatro domínios da nossa vida colectiva: o trabalho (ou a falta dele), a pobreza (e a riqueza), a segurança social (ou a insegurança colectiva), a intervenção social (ou a privatização da coisa pública).</itunes:summary><itunes:subtitle>Em Contraluz</itunes:subtitle><itunes:category text="News &amp; Politics"/><itunes:category text="Society &amp; Culture"><itunes:category text="History"/></itunes:category><itunes:author>Agostinho Rodrigues, Tiago Neves</itunes:author><itunes:owner><itunes:email>noreply@blogger.com</itunes:email><itunes:name>Agostinho Rodrigues, Tiago Neves</itunes:name></itunes:owner><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-2606988930217102931</guid><pubDate>Sat, 02 Apr 2011 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-04-02T23:07:33.711+01:00</atom:updated><title>PIM-PAM-PUM, DOS FUNDOS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Pois é!!! Cada bola mata um.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem vai pedir ajuda ao FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL, ou como fez questão de lembrar hoje Cavaco Silva que não é ao FMI, mas sim ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, FEEF, como se este fundo, pois é de fundo que se trata, fosse diferente do outro fundo? Em última análise o que os Portugueses deveriam perguntar é porque é que a política hoje no nosso país se esgota a discutir os fundos e quem vai ser responsabilizado por lá ir.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2011/04/pim-pam-pum.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-431432707213405379</guid><pubDate>Sun, 15 Aug 2010 23:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:37:25.934+01:00</atom:updated><title>PASSOS COELHO E CAVACO SILVA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Pedro Passos Coelho resolveu reaparecer na politica com uma declaração pública que, no mínimo, é enigmática. No essencial disse aquele dirigente partidário que o governo deve governar, caso contrário o Presidente da Republica deve exercer as suas competências e dissolver a Assembleia da República, convocando eleições antecipadas, até porque, lembrou, pode tomar essa decisão até 9 de Setembro. De facto não se percebe para quem é dirigida a mensagem. Será que é para o partido do governo, mas não com o sentido dramático do discurso proferido, pois do que nesta hipótese se trata é de ganhar espaço para discutir e influenciar a elaboração do próximo orçamento de Estado? Ou será que pretendeu criar um embaraço a Cavaco Silva obrigando-o a tomar uma posição ou a assumir a responsabilidade futura de não tomar qualquer decisão com todas as consequencias para o próximo acto eleitoral, incluindo o aparecimento de um outro candidato às eleições presidenciais na mesma área politica? Qualquer que tenha sido a intenção, a verdade é que Pedro Passos Coelho ao fazer esse discurso revelou que rapidamente aprendeu a forma rasteira de fazer politica.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/08/passos-coelho-e-cavaco-silva.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-5242527573536098358</guid><pubDate>Tue, 03 Aug 2010 21:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:53:49.474+01:00</atom:updated><title>OS POBRES ACOSSADOS E ENCURRALADOS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Será possível os pobres recuarem mais na resistência ás suas situações de múltiplas privações e outras tantas humilhações públicas e privadas? Esta pergunta um tanto dramática assaltou-me a propósito da leitura da legislação de contenção das despesas do estado com prestações sociais que ontem entrou em vigor. Se quisermos encontrar um racional para essa legislação, é possível dizer que se trata, em alguma medida, de um exercício de CANIBALISMO SIMBÓLICO. Quando se trata de dar exemplos de poupança , são os pobres os escolhidos, sobretudo se são beneficiários do RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO, ou beneficiários do SUBSÍDIO SOCIAL DE DESEMPREGO. E, contudo, não se pondera os efeitos que esses cortes terão na gestão da vida quotidiana das pessoas que vivem ( não exclusivamente, é claro) desse tipo de ajuda do Estado. É claro que as medidas agora adoptadas, para além de criarem dificuldades acrescidas na gestão financeira e também relacional dessas famílias, aumenta o seu reconhecimento público como suspeitos do desperdício dos dinheiros de todos nós. Resta saber até quando este jogo pode continuar.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/08/os-pobres-acossados-e-encurralados.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-3785465879350863906</guid><pubDate>Mon, 02 Aug 2010 21:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:54:28.057+01:00</atom:updated><title>AS IMAGENS DE FRANÇA</title><description>&lt;div align="justify"&gt;As desigualdades no mundo e as (aparentes ?) vantagens que o dito mundo ocidental oferece aos muitos milhares de seres humanos nascidos noutras partes e que querem ser felizes, tem servido a muitos políticos ocidentais para exercerem o seu poder da forma mais medíocre e até cretina.Não posso ter outra forma de classificar o que aconteceu nos últimos dias em França. Um grupo de cidadaõs manifestava-se pelo direito á habitação. A maioria deles é emigrante, não sei se legal ou ilegal. Independentemente da condição legal, parece-me que não se pode tratar qualquer cidadão( ainda que seja do mundo ) com aquela brutalidade e falta de respeito pelos direitos que qualquer pessoa exige, porque merece. A julgar pelo que disseram vários comentadores, NICOLAS SARKOZY encenou o acontecimento e depois ordenou essa carga policial para demonstrar ao povo françês a sua determinação em não ceder ás reivindicações dos emigrantes, sobretudo aos ilegais . A eleição Presidencial a isso obriga... Bourdieu fala em MISÉRIA DO MUNDO QUE , DIGO EU, É ANTES DE TUDO A MISÉRIA DO SISTEMA POLITICO, SOBRETUDO QUANDO É PROTOGONIZADO POR POLITICOS MEDIOCRES .&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/08/as-imagens-de-franca.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-3228256967211196952</guid><pubDate>Mon, 05 Jul 2010 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:55:12.961+01:00</atom:updated><title>MÁRIO SOARES</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Durante muitos anos foi crítico da visão do País e do mundo defendida por Mário Soares. Eu como, ao que interpreto, muitos outros Portugueses. Ao que tenho observado nos últimos anos, Mário Soares só agora, depois de ter sido largado das amarras do poder, revela a sua perspicácia de análise das tendências e contradições da sociedade contemporânea. Revela também o seu realismo utopista nas propostas que apresenta. Foi assim quando interpretou correctamente a correlação de forças e os propósitos escondidos que justificaram a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque; foi assim quando comentou as tendências económicas que começaram a desenhar-se a partir do atentado de 11 de Setembro, etc. Hoje ouvi-o falar do Partido Socialista Português. Em termos gerais parece-me que as propostas que faz são sensatas, a começar pela necessidade de maior diálogo no interior do partido e sobretudo a urgência da ética no Partido Socialista e também no País e no mundo.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/07/mario-soares.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-6762599603755141033</guid><pubDate>Sun, 20 Jun 2010 21:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:56:05.741+01:00</atom:updated><title>A AUSENCIA DE CAVACO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Já sabíamos que Cavaco Silva ,o Presidente da Republica, faz politica e gere a sua carreira na lógica da ausência estratégica. A sua ausência no funeral de José Saramago é apenas mais uma . É claro que não vou acreditar que o Senhor Presidente da Republica não se deslocou dos Açores a Lisboa apenas e só porque tinha prometido aos filhos e aos netos que lhes mostraria as furnas, porque, a ser assim, é possível questionar se um Presidente da Republica pode dar este tipo de justificação. Mais facilmente acredito que Cavaco silva não esteve presente no funeral do Nobel Português da Literatura por duas razões fundamentais: a primeira é que não gosta mesmo da escrita e, mais do que isso, das ideias e dos desafios que Saramago lançou a todos nós sobre a sociedade contemporanea; a segunda, e talvez a mais determinante, é que Cavaco silva está a fazer tudo para ser reeleito. De facto, é quase impossível não associar esta sua ausência às muitas polémicas que a obra de José Saramago tem suscitado junto da igreja católica, o que não deixa de revelar o espírito de intolerância que continua a reinar nesta confissão religiosa, como evidencia o artigo hoje publicado no jornal oficial do Vaticano, que mais não adianta do que fazer uma série de comentários de teor negativo e acusatório ao escritor Português que faz lembrar a Santa INQUISIÇÃO. Ora tendo em conta a polémica que causou a promulgação do diploma sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, Cavaco silva não quis acirrar mais os ânimos na direita ultraconservadora(na qual, de resto, ele está perfeitamente integrado) na tentativa de que não apareça mais um candidato nessa área politica. É caso para dizer que, também por este episódio, SARAMAGO TEM RAZÃO.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/06/ausencia-de-cavaco.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-8979006777762054224</guid><pubDate>Sat, 19 Jun 2010 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:56:59.519+01:00</atom:updated><title>Saramago</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Não é a primeira vez que neste espaço se escreve sobre Saramago. Hoje, para além de reiterar a profunda admiração por este escritor, falo da sua morte, de resto já anunciada. A morte de José Saramago movimentou o cerimonial do costume. A morte sempre foi uma oportunidade para os vivos demonstrarem as suas virtudes ... O que nesta altura talvez valha a pena sublinhar a propósito da morte deste pensador é que se trata de um homem que deixou uma obra monumental, não apenas pelo número de títulos publicados, mas sobretudo pelo conjunto de ideias que nos deixou sobre o mundo, certamente, mas também sobre a condição existencial do homem, que nas sociedades contemporaneas está repleta de ambiguidades, de ambivalências e de incertezas. É justo por isso dizer que Saramago foi um pensador UNIVERSAL que utilizou a língua Portuguesa para exprimir o seu pensamento, sobre o mundo e a vida&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2010/06/saramago.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-4018768448962140065</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 23:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:57:45.381+01:00</atom:updated><title>UM GOVERNO DE ZIGZAGES OU A POLITICA NO CENTRO DO DEBATE PÚBLICO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O que é que o cidadão comum espera do novo governo que ontem tomou posse? Naturalmente que resolva os seus problemas, quer sejam de desemprego, de situações de pobreza, de falta de expectativas de futuro( que é já &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;ámanha&lt;/span&gt;...) enfim, que facilite a vida ainda que esta tenha significados diferentes e até opostos para os variados grupos de interesse que cada vez com mais capacidade de mediatização se fazem sentir na sociedade Portuguesa. Será &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;concerteza&lt;/span&gt; legítimo exigir deste governo tudo isso e muito mais, até porque a natureza da politica é procurar e, antes de tudo, prometer uma vida boa. Por mim o que espero é que um governo minoritário como o que agora tomou posse permita colocar no centro da nossa vida pública o debate politico, quero dizer o debate de ideias e de propostas clarificadoras das possíveis alternativas e variados caminhos que é possível trilhar para &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;alcançar&lt;/span&gt; a tal boa vida ou a vida boa. O que, em meu entender, será menos recomendável no momento histórico-social que vivemos é que um governo minoritário só pelo facto de o ser, adopte um estilo de acção &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;titubeante&lt;/span&gt; e também errante que de nada serve os &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;desígnios&lt;/span&gt; actuais da sociedade Portuguesa, a não ser a manutençao, ainda que a prazo... do poder.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/10/um-governo-de-zigzages-ou-politica-no.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-3372339352139243855</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 21:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T00:59:13.338+01:00</atom:updated><title>AS CONTROVÉRSIAS DE SARAMAGO</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Confesso que a controvérsia que o "Caim" está a gerar na sociedade Portuguesa não é, para mim, inesperada. De resto, penso que José Saramago quando terminou o livro deve ter pensado nisso . Julgo, aliás, que só aceitou a publicação correndo o risco , ou melhor, aceitando o desafio de ter de enfrentar a ira de todos os que não admitem que toda a verdade, por mais convincente que seja, deve ser questionada. Mesmo assim, não deixa da ser matéria para reflexão o facto de termos assistido nos últimos dias a reacções não de ira mas de autêntica raiva, sustentada no pânico, de alguns responsáveis da igreja católica e de vários representantes de enraizados credos políticos. Só assim se compreende que José Saramago tenha sido " convocado" para dar uma entrevista hoje na RTP. Quem estivesse à espera que o escritor viesse pedir uma interpretação mais soft do seu livro ou das suas declarações publicas produzidas nos últimos dias ficou certamente desapontado. O nosso prémio Novél nesta entrevista foi coerente com o que pensa e escreve, dando assim um exemplo de grande verticalidade e de honradez, coisa que não é comum nas "grandes figuras públicas" sejam elas da política, da ciência ou mesmo da literatura, que em frente das luzes dizem o contrário do que tinham dito e repetido em texto.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/10/as-controversias-de-saramago.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-7747169546135148118</guid><pubDate>Tue, 20 Oct 2009 21:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:00:41.539+01:00</atom:updated><title>JOSÉ SARAMAGO E PORTUGAL, DE HOJE</title><description>&lt;div align="justify"&gt;José Saramago apresentou há dias em Penafiel o seu último livro " Caim". Não tive ainda oportunidade de ler esse livro, mas pelas reacções que até agora ouvi parece que confirma a grande subtileza de Saramago para , com algum sarcasmo e sobeja ironia, lançar um olhar sobre as grandes construções do mundo, o que não deixa de ser também um olhar crítico sobre a actualidade. Penso que quando Saramago traz a público as suas reflexões deveríamos, pelo menos, ter a clarividência da humildade, dar o beneficio da dúvida e tentar pela nossa própria reflexão perceber o alcance filosófico-histórico das suas ideias. Mas, parece que nada disto acontece no Portugal de hoje, a julgar pelas críticas que foram feitas ao novo livro, mas também ao escritor, que terá dito que a Bíblia é um manual de maus costumes. Quanto a esta afirmação não posso avaliar o seu real sentido porque não conheço o contexto, ou seja, a fundamentação que lhe esteve na origem. O que já posso avaliar, porque conheço a dose de mediocridade intectual que costuma presidir a declarações tão perentórias e xenófobas do pensamento livre, é a afirmação de um Deputado Portugûes no Parlamento Europeu que terá reclamado que José Saramago mudasse de Nacionalidade.O comentário que essa afirmação merece é que mal está um país e o mundo quando temos representantes do poder politico que fazem afirmações desta natureza que mais não revelam intolerância e, porque não dizê-lo, profunda ignorância cultivada na arrogância.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/10/jose-saramago-e-portugal-de-hoje.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-2660970093416676645</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:01:15.003+01:00</atom:updated><title>Perguntas Em Contraluz-X</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Digam lá se a campanha para as próximas eleições legislativas em Portugal não revela alguma coisa que, no mínimo, é curiosa ? Não, não me refiro apenas aos episódios mais ou menos caricatos que uma campanha eleitoral sempre, aqui ou qualquer outra parte, trazem para o divertimento público. Talvez isso até não seja mau de todo...O que já é menos bom é o facto desta campanha eleitoral trazer ao debate público factos que só poderão contribuir para o descrédito da politica e também, e em primeiro lugar, dos que a representam, os políticos. Refiro-me naturalmente ao facto desta campanha estar centrada, sobretudo nos últimos dias, nas questões ou, para ser mais preciso, nas questionculas institucionais que tem como epicentro o terramoto das escutas que,como estarão de acordo, certamente, ensurdeceram os eleitores para escutarem as propostas sobre o rumo da economia, da politica social, da politica cultural, etc. Que recado escotaram os políticos? Não sei, como é evidente, porque não sou vidente. Suspeito, porque penso, que também em Portugal ganham força as estratégias globais para desacreditar a politica, até porque depois só resta a economia.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/09/perguntas-em-contraluz-x.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-5218557298911415108</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2009 21:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:01:49.799+01:00</atom:updated><title>Perguntas EM CONTRALUZ- IX</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Quem ganhou o debate Manuela Ferreira Leite/José &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;? Talvez nenhum deles, a julgar pelos comentários feitos no dia seguinte e nos seguintes pela comunicação social... E já agora outra pergunta: não foi a comunicação social quem perdeu neste debate, até porque neste debate não se tratava de saber quem perdeu ou quem ganhou , mas antes qual dos dois lideres tinha as melhores propostas para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Pais&lt;/span&gt;, ou seja a melhor proposta para tornar público o consenso sobre &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;interesses&lt;/span&gt; privados?&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/09/perguntas-em-contraluz-ix.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-6419248002232888273</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:02:29.702+01:00</atom:updated><title>Os debates para as eleições legislativas/2009</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tenho seguido com a merecida &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;atenção&lt;/span&gt; os debates que os vários canais de televisão em Portugal têm promovido a propósito das eleições legislativas que irão ocorrer no nosso país no próximo dia 27 de Setembro. Dois grandes temas têm estado bem presentes em todos os debates até agora realizados : as &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;questôes&lt;/span&gt; económicas dominam , as relações de encontro e desencontro entre os partidos que participam em cada um desses debates estão presentes, outros temas estão completa e lamentavelmente ausentes. Desde logo a posição de Portugal na Europa, ou mais precisamente a clarificação de cada um dos partidos relativamente às grandes &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;decisôes&lt;/span&gt; que a União Europeia terá que tomar nos próximos tempos, vide, p. ex. as questões do alargamento, as relações com os E. U. A. etc. Mas também e, talvez, mais importante ainda, o tema da &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;regionalização&lt;/span&gt; ou a politica cultural, ou ainda, as relações de Portugal com o mundo para além das fronteiras do espaço Europeu. Estes são apenas alguns dos temas que estão ausentes do debate que se tem centrado quase exclusivamente, na economia, o que não deixará, por certo, de ser um sinal dos tempos. Não deixa de causar, no entanto, alguma estranheza que este universo da discussão nesta fase da pré- campanha eleitoral seja aceite não apenas pelos partidos da direita em &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Portugal&lt;/span&gt;, mas também &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pelos&lt;/span&gt; partidos de esquerda. &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Distracção&lt;/span&gt; ou apoio tácito e envergonhado?&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/09/os-debates-para-as-eleicoes.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-2978570657903851748</guid><pubDate>Sun, 31 May 2009 22:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:03:01.888+01:00</atom:updated><title>Eleições para o parlamento europeu- o caso de Portugal</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Independentemente da opinião que se tenha sobre o rumo da União Europeia, designadamente quanto à ausência de uma politica externa comum, para não falar de outra dimensão de igual ou de maior importância como é a incapacidade para definir uma politica social europeia que obrigue todos os Estados membros, a verdade é que Portugal aderiu a esta estrutura supranacional em 1986.Também é verdade que no próximo dia 7 de Junho se irão realizar as eleições para o Parlamento Europeu.Sabemos que estas eleições não estão a despertar grande interesse dos eleitores Europeus. As previsões apontam para uma percentagem elevada de abstenção, o que não será de modo nenhum indiferente aos erros sucessivos e às omissões repetidas e, digo eu, deliberadas dos senhores da Europa que, contrariando a vontade dos seus fundadores, afastaram os cidadãos europeus da construção de um espaço politico e social que sempre foi o deles .Mesmo assim é deveras lamentável constatar que em Portugal a campanha eleitoral para as próximas eleições do dia 7 de Junho não tenha tratado assuntos da Europa. Mais parece que estamos em campanha eleitoral para o Parlamento nacional. É pena mas não estranho, tendo em conta que a politica nacional é histórica e estruturalmente provinciana.Como provinciano é(obviamente porque é do seu interesse pessoal e também do conjunto de interesses que ele mobiliza e protege) o que acabo de ouvir no canal público de televisão do Senhor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa( o senhor Professor como o trata a entrevistadora...) quando afirmou que no próximo Domingo quem estiver de acordo com a politica de Sócrates vota sim, quem não estiver de acordo vota não.É para afirmações como esta que foge á verdade e confunde em vez de esclarecer que a televisão pública paga a este comentador ? Enfim, simplesmente lamentável o espectáculo a que estamos a assistir...&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/05/eleicoes-para-o-parlamento-europeu.html</link><thr:total>1</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-3893327548605006050</guid><pubDate>Wed, 08 Apr 2009 23:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:03:51.555+01:00</atom:updated><title>Centro de altas pressões ou pressões do centro</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos dias o país tem estado sobre um centro de altas pressões , pelo menos no domínio do debate politico.Muito se tem discutido, com efeito, se houve ou não pressões de variada intensidade sobre o sistema judicial relativamente ao caso Freeport. Uns afirmam que sim , outros afiançam que não, outros dizem que não sabem e que, de resto, isso não é importante. Não deixa de ser curioso constatar que este debate acerca das pressões permitiu o reaparecimento público do ex-Procurador Geral da Republica, Dr. Souto Moura, que entretanto aproveitou para voltar a falar no processo CASA PIA, do qual, deixou entender( este país continua a falar nas entrelinhas...) que saiu derrotado. Disse também que o caso Freeport é muito delicado porque envolve políticos e que( não obstante NINGUÉM ESTAR A CIMA DA LEI, disse ele...) este caso deveria merecer cautelas especiais, até porque está ou poderá estar envolvido um Primeiro Ministro, mas que ,apesar disso, deveria ser investigado até ao fim, como se fosse necessário vir um ex-Procurador dizer ao actual, Dr. Pinto Monteiro( o qual visivelmente demonstra não saber o que fazer com este caso...) que a investigação deve continuar.Acrescente-se que este debate politico nacional aumentou depois do desentendimento tornado público entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata acerca da “personalidade “ a indicar ao Parlamento como candidato a Provedor de Justiça , uma vez que o actual, Dr. Nascimento Rodrigues, veio queixar-se publicamente que já não aguentava mais esperar por ser substituído,já que tinha ultrapassado o prazo de validade. Face a todos estes rocambolescos episódios qualquer cidadão, eu incluído, não pode deixar de colocar muitas e sérias dúvidas sobre o funcionamento do SISTEMA DE JUSTIÇA EM PORTUGAL, já que ele parece funcionar cada vez mais em circuito fechado sobre pressão dos ventos do centro, quero dizer, do bloco central de interesses no domínio da coisa pública há muitos anos instalado no nosso país&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/04/centro-de-altas-pressoes-ou-pressoes-do.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-4592756155073637732</guid><pubDate>Sun, 05 Apr 2009 23:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:05:09.336+01:00</atom:updated><title>Perguntas Em Contraluz-VIII</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Como é sobejamente conhecido, nos últimos dias têm sido muitas as noticias que revelam, sem dúvida, as tremendas confusões e as lamentáveis contradições que marcam a vida das nossas instituições de justiça. Ao assistir a tal espectáculo, cujo actor mor é, por certo, o senhor Procurador Geral da Republica, não posso deixar de colocar a seguinte questão: será isto o resultado de um acordo mal sucedido firmado há anos atrás entre os dois maiores partidos. O que correu mal no celebre e tão festejado pacto para a justiça?&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/04/perguntas-em-contraluz-viii.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-2690739880848593932</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2009 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T01:05:40.678+01:00</atom:updated><title>As eleições autárquicas e o orçamento participativo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Como abundantemente tem sido referido, é cada vez menor o número de pessoas interessadas na participação da vida colectiva e muito menos ainda na discussão das opções politicas . Políticos, comentadores e também académicos não se cansam de proferir inflamados discursos, noticias em tom dramático e doutas conferências sobre as consequências de tal atitude dos cidadaõs e dos eleitores, até porque o comportamento destes últimos colocam em dúvida a legitimidade de quem exerce tanto poder com cada vez menos votos. Deve dizer-se, entretanto, que este deficit de participação é particularmente comentado e discutido quando se fala de eleições autárquicas, talvez porque( mas não só, digo eu), são as que registam tradicionalmente maior taxa de abstenção.Independentemente das razoes que normalmente são apresentadas para o crescente alheamento dos cidadaõs do debate e das decisões que lhe dizem respeito, a verdade é que é justamente ao nível da administração local onde existem melhores condições para implementar formas de participação das pessoas. Refiro-me, concretamente, e entre muitas outras estratégias possíveis, á implementação da prática do orçamento participativo. Trata-se, com efeito, de um instrumento que, se outras vantagens não tiver, pelo menos permite aos munícipes dar a sua opinião sobre as prioridades de investimento em determinado território e,assim, poderem participar, ainda que minimamente, nas opções que configuram a vida local. É, pois, uma forma elementar de participação, mas que em muito poderá contribuir para melhorar a qualidade da nossa democracia. Sendo ainda uma prática residual no nosso país, pois é apenas aplicada( com modelos mais ou menos democráticos e de verdadeira participação) em sete municípios e três ou quatro freguesias, seria bom que os candidatos ás próximas eleições autárquicas colocassem o orçamento participativo nos seus programas eleitorais. Se não o fizerem e se não adoptarem esta prática participativa correm sérios riscos de ficarem a falar sozinhos.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/04/as-eleicoes-autarquicas-e-o-orcamento.html</link><thr:total>1</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-6360145717355746015</guid><pubDate>Fri, 20 Mar 2009 08:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-20T08:25:19.024+00:00</atom:updated><title>Perguntas Em Contraluz - VII</title><description>Hoje em dia, para onde quer que nos viremos encontramos devedores, sejam eles indivíduos, empresas ou Estados. Onde estão os credores? Quem são?</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/03/perguntas-em-contraluz-vii.html</link><thr:total>1</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-8308339712963358126</guid><pubDate>Mon, 16 Mar 2009 00:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T22:31:34.749+01:00</atom:updated><title>Crise inesperada ou programada?</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A complexidade de alta intensidade que caracteriza as sociedades contemporâneas coloca dificuldades acrescidas à previsibilidade da conduta humana. Cada vez é mais difícil (se é que alguma vez foi fácil e até mesmo possível) prever as consequências de determinada atitude ou de certo comportamento. É o que usualmente se designa de "efeito concertina" do comportamento dos humanos. A crise económica e social que estamos a viver pode, portanto, ter resultado dos efeitos inesperados e indesejados de uma fase de desenvolvimento do capitalismo marcada pela especulação sem limites e que nessa medida terá traído os próprios especuladores. Mas também pode ter resultado de efeitos inesperados e há vários anos constatados, mas que, entretanto, se tornaram desejados e que rapidamente foram aproveitados e deliberadamente ampliados para repor o equilíbrio do sistema que estava a sofrer demasiado ruído, sobretudo vindo das economias da Ásia e do Brasil, das designadas economias “emergentes”. Esta última hipótese ganha consistência à medida que a crise avança e as notícias parecem confirmar que, afinal, já muita gente sabia, menos o cidadão comum, que eram muitas as empresas, entre elas algumas multinacionais, que estavam a manter artificialmente a sua produção, que anunciavam dividendos que agora se confirma que não eram reais, etc. A ser confirmada esta hipótese é de esperar que a saída desta crise não traga, afinal , nada de novo. Quem estava à espera que o momento que estamos a viver pudesse servir para motivar uma reflexão sobre os caminhos trilhados pelo capitalismo nos últimos anos, desiluda-se. O que as ultimas notícias sobre os muitos fóruns nacionais e internacionais que se realizaram e outros tantos que estiveram anunciados mas que acabaram por ser cancelados deixam prever é que todo esse frenesim politico e diplomático mais não pretende do que deixar tudo como dantes: a matriz do sistema económico não será apenas mantida mas reforçada nos seus contornos mais agressivos; continuará a ser difundido o discurso dos benefícios inquestionáveis da competitividade, mesmo sem limites; enfim, com pequenos ajustamentos será, no essencial, mantida a lógica do comércio internacional. Mas afinal para que serve uma crise?&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/03/crise-inesperada-ou-programada.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-1906250250865348209</guid><pubDate>Mon, 09 Mar 2009 00:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T22:32:16.265+01:00</atom:updated><title>As promessas de criação de emprego</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Quem estiver atento às promessas que nos últimos meses foram feitas para a criação de novos postos de trabalho em Portugal não terá razões para estar pessimista quanto ao futuro e, muito menos, quanto à saída airosa da crise em que nos encontramos. De facto, nos últimos meses, quer o governo quer as autarquias não param de anunciar acordos e parcerias de investimento cujo propósito fundamental é a criação de postos de trabalho. Ontem foi a Câmara Municipal de Portimão que anunciou que vai ser criada no concelho uma fábrica que irá gerar 350 postos de trabalho directos, segundo as primeiras notícias, cerca de 250, segundo as notícias mais recentes. Mais cem menos cem, pouco importa para o caso. O importante é que vão ser criados novos postos de trabalho em Portugal, coisa rara, pelos vistos, tal é a relevância que esse anúncio obteve na comunicação social.&lt;br /&gt;Ainda que se trate de anúncios a longo prazo, alguns a dez anos, sempre valerá a pena anotar as promessas agora feitas para verificar se serão ou não cumpridas. É claro que para isso é necessário ter paciência e sobretudo ter capacidade para encontrar surpresas, pois estou convencido que grande parte dessas promessas não só não serão cumpridas, mas fundamentalmente visam objectivos estranhos aos propósitos anunciados, desde estratégias eleitorais até formas de ultrapassar constrangimentos legais para favorecer clientelas locais. Com efeito, e como é sabido, a criação de emprego constitui muitas vezes um argumento para que algumas autarquias consigam não respeitar os PDM, procedendo a alterações pontuais, mas que acabam por ser cruciais para o modelo de organização e de desenvolvimento de um território. É, portanto, previsível que em momento de crise esse argumento suba de tom e também aumente o número dos que o aplaudem.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/03/as-promessas-de-criacao-de-emprego.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-5863444153863730977</guid><pubDate>Thu, 05 Mar 2009 12:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-05T12:34:47.468+00:00</atom:updated><title>País de brandos costumes ou país ridículo?</title><description>Noticia o &lt;a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=127967&amp;amp;tab=community"&gt;Sol &lt;/a&gt;que uma mãe matou um filho obrigando-o a ingerir uma dose mortal de um medicamento. Aparentemente, o homicídio deveu-se ao facto de a mãe acreditar que a criança tinha sido a principal causa do seu abandono pelo seu companheiro.&lt;br /&gt;O Tribunal da Relação de Lisboa, baseado numa avaliação psicológica que afirmava que no momento de matar o seu filho a mãe estava profundamente deprimida, acaba de confirmar a sentença de pena suspensa para a dita mãe (atente-se bem: a mulher não foi considerada inimputável, mas simplesmente deprimida) . O Tribunal da Relação recomendou também acompanhamento psicológico ou psiquiátrico regular, mas como deixou a mulher regressar ao Brasil, de onde é originária, abdicou da capacidade de supervisionar a efectivação de tal acompanhamento.&lt;br /&gt;Os juízes do Tribunal da Relação parecem crer que, no momento em que matam alguém, as pessoas estão generalizadamente alegres, felizes, tranquilas e de bem com a vida.</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/03/pais-de-brandos-costumes-ou-pais.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-836335368242228060</guid><pubDate>Mon, 02 Mar 2009 19:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-02T19:44:14.985+00:00</atom:updated><title>Política educativa?</title><description>Menos de uma semana depois de o gabinete de imprensa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ter noticiado que &lt;span id="ctl00_bcr_ThisContent"&gt;«Até Dezembro de 2008 tinham sido concedidos cerca de 5.500 empréstimos pelo sistema bancário ao abrigo do Sistema de Empréstimos a Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua», José Sócrates vem anunciar bolsas de estudo para estudantes entre os 15 e os 18 anos e a obrigatoriedade da frequência do pré-escolar. Junte-se a isto o novo regime jurídico das instituições do ensino superior e a sua tendencial privatização, a guerra longa e desgastante entre o Ministério da Educação e os professores, o frenesim dos rankings, etc. e podemos perguntar: alguém encontra alguma coerência nisto tudo? Pode isto chamar-se de política educativa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/03/politica-educativa.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-5516172193735844268</guid><pubDate>Mon, 23 Feb 2009 00:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T22:33:16.419+01:00</atom:updated><title>Onde está a responsabilidade social das empresas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nos últimos anos muito se tem ouvido falar de responsabilidade social das empresas. Este tema chegou mesmo a ser compilado em mais um livro da Comissão Europeia. Desta vez o livro é verde e é “PARA A RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS". Em Portugal o assunto foi rapidamente incorporado e passadas umas semanas da publicação do livro Europeu logo foi criada uma associação designada RSE PORTUGAL, que também rapidamente se tornou membro da CSR Europe. A RSE, constituída em 2005, tem tido grande projecção nacional, além do mais, porque já foi variadas vezes recebida por sua Excelência o Senhor Presidente da República, e talvez também, ou fundamentalmente, porque (de acordo com o que se diz nos seus anúncios promocionais) agrega “algumas personalidades de vulto ligadas ao meio empresarial e académico". Quanto a essas ditas personalidades prefiro não tecer, por ora, qualquer comentário, ainda que não resista a comentar que já se vai tornando moda em Portugal e noutras partes do mundo associar a Universidade ao mundo dos negócios...&lt;br /&gt;Faço parte dos que, desde o surgimento do discurso sobre a responsabilidade social das empresas sempre lhe colocaram várias interrogações, a saber: a) a formação histórico-social actual tem como estrutura fundamental o Estado de Direito, pelo que basta que as empresas cumpram o que está legislado sobre a protecção do meio ambiente, as relações laborais, enfim, basta que sejam consideradas, tal como as outras instituições e cidadãos, sujeitos de direito; b) a figura da empresa surge no capitalismo com o propósito claro e expresso, nunca contrariado por algum economista ,de gerar lucro, sendo certo que neste sistema económico a regra é que para que alguns possam ganhar é necessário que muitos admitam perder e que percam de facto; c) o discurso sobre a responsabilidade social das empresas, altamente patrocinado pela elite política Europeia e também Portuguesa, surge numa época de crise severa do trabalho ou da falta dele, pelo que constitui mais uma fuga para a frente à procura do paraíso perdido, quero dizer, o pleno emprego, numa época em que, por razões várias e muito diversas (e nem sempre pelas mais convencionais ) são cada vez em maior número os inempregáveis.&lt;br /&gt;Os acontecimentos ocorridos nos últimos meses vieram, em larga medida, confirmar a actualidade e a pertinência dessas interrogações. De facto, ainda a crise era apenas anunciada já muitas empresas anunciavam o despedimento de milhares de trabalhadores, enquanto outras proclamavam à opinião pública a intenção de despedir muitos outros milhares. Enfim, em época de crise, real ou virtual, as empresas deixam cair a sua responsabilidade, não social, mas cívica, de promoverem ou, pelo menos, manterem o emprego. Mas, é claro, alguma dessas empresas que, não querendo baixar os seus lucros, não teve qualquer dúvida em despedir centenas de trabalhadores, sempre poderá dizer e demonstrar à exaustão que nessa leva de despedimentos sempre se safou um deficiente ou um ex-toxicodependente porque para esses a empresa tem subsídios do Estado, ficando desta forma comprovada a sua responsabilidade social.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/02/onde-esta-responsabilidade-das-empresas.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-7151034364518111382</guid><pubDate>Sat, 31 Jan 2009 22:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-16T22:34:03.324+01:00</atom:updated><title>O divórcio e a pobreza</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Confesso que foi com um arrepio na espinha que ouvi as declarações de ontem do Senhor Presidente da República. Convidado para o congresso da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade social (&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;CNIS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;), que decorreu este fim de semana em Fátima, o Presidente de República declarou que existe uma relação de tipo causal entre divórcio e pobreza. Como um arrepio na espinha não se sente todos os dias..., tentei perceber por que tinha eu tido tal sensação. Para além de muitas outras razões que a minha razão há-de descobrir, encontro por agora duas: tendo andado muito calado relativamente ao caso de que todo o país fala, ou seja, o caso &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Freeport&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o Presidente da Republica, mais uma vez, não se quis comprometer com tal mesquinhez até porque isso não lhe diz respeito, e muito menos é assunto que possa ser tratado num sítio daqueles, na cidade de Fátima; pressionado pela comunicação social e numa atitude de oportunismo politico, para não dizer de pura e singela vingança, o Presidente da República preferiu lembrar que vetou uma vez a lei do divórcio, mas que apesar disso essa lei foi aprovada. Daqui infere Sua Excelência que dessa decisão parlamentar resulta mais pobreza. Quem pense que a pobreza resulta das condições económicas e da miséria em que este capitalismo, que durante muitas décadas funcionou em roda livre, nos colocou, desengane-se. Até porque Sua excelência, o Professor Doutor Cavaco Silva, nunca se engana e raramente tem dúvidas (cito de memória o que ele disse há cerca de quinze anos quando era Primeiro Ministro); enfim, neste momento da nossa vida colectiva em que as nuvens se adensam e os aguaceiros já chegaram tive medo da tempestade, tal é a pobreza das ideias e de princípios ético-políticos e, sobretudo, a falta de clareza e de transparência que marca a vida política no nosso país.&lt;/div&gt;</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/01/o-divorcio-e-pobreza.html</link><thr:total>1</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-1643501737715962785.post-6924178547094584418</guid><pubDate>Tue, 27 Jan 2009 09:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-27T09:33:44.872+00:00</atom:updated><title>Tempos de crise?</title><description>Deixamos aqui 2 links para o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SlideShare&lt;/span&gt;. Achamos que valem a pena. Vejam as mordomias, as regalias de &lt;a href="http://www.slideshare.net/altifalante/o-z-faz-presentation"&gt;José Sá Fernandes&lt;/a&gt; na Câmara Municipal de Lisboa e as de &lt;a href="http://www.slideshare.net/altifalante/quem-esta-presentation"&gt;Ana Fernandes&lt;/a&gt; na EDP (ANA Fernandes, para que se saiba, é a CEO da EDP Renováveis). Vejam e choquem-se.</description><link>http://emcontraluz.blogspot.com/2009/01/tempos-de-crise.html</link><thr:total>0</thr:total><author>noreply@blogger.com (Agostinho Rodrigues, Tiago Neves)</author></item></channel></rss>