<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920</id><updated>2024-10-08T19:22:37.542-07:00</updated><title type='text'>ENCICLOPÉDIA MINEIRA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>474</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-7400618896909799703</id><published>2016-05-30T15:49:00.001-07:00</published><updated>2016-05-30T15:49:46.363-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Dilma #Democracia Governo brasileiro condena morte de opositor na Venezuela Entrevista 27-11--2015-1 #DesastreEmMariana Governo pretende criar fundo de R$ 20 bilhões para revitalizar o Rio Doce Arte brasileira toma conta das ruas de Bruxelas Por algumas horas, nesta terça-feira (4), as principais ruas da capital belga, Bruxelas, foram tomadas pela arte brasileira. Festival Anual de Quadrinhos coloca a Bahia no circuito das HQs Salvador periga entrar no circuito nacional dos grandes eventos ligados aos quadrinhos e às artes gráficas. Bumba meu boi pode tornar-se patrimônio cultural do Brasil Festa tradicional reúne várias manifestações culturais e se transforma numa grande celebração tendo o boi como o centro do universo místico-religioso RSF_Dilma-Rousseff-inauguracao-Embrapa-Palmas-Tocantins_07 #NãoVaiTerGolpe Dilma: quem quer economizar com os mais pobres não se elegeria Dilma-Integração-Rio-São-Francisco-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (1) #NãoVaiTerGolpe Com Dilma e Lula, Integração do São Francisco tem mudado o Sertão Ministro André Figueiredo (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil) #ModoPetista Brasil terá novas concessões de rádio comunitária e educativa Ação faz parte do Plano Nacional de Outorga, que prevê direito à comunicação para ribeirinhos, quilombolas, indígenas e assentados daniel-sabino-mais-médicos-saúde-foto-LulaMarquesAgênciaPT Mais Médicos é um grande sucesso, comemora médico brasileiro Para o Dr. Daniel Sabino, o programa criado por Dilma tem levado saúde para quem mais precisa e ajudado a melhorar a atenção primária à saúde no País temer-Foto-MarceloCamargoAgênciaBrasil (3) #NãoVaiTerGolpe Brasileiros rejeitam governo Temer e querem afastamento de Cunha Pesquisa da Datafolha mostra que nem os manifestantes favoráveis ao impeachment de Dilma querem Temer como presidente do Brasil Dilma_Educação #NãoVaiTerGolpe Ficou claro que existem dois chefes do golpe, afirma Dilma Dilma afirmou que a máscara dos golpistas caiu com o vazamento do áudio de Michel Temer: ficou claro que há dois chefes do golpe que agem em conjunto dimla-minha-casa-minha-vida-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (2) Dilma: Golpe visa interromper programas como Minha Casa Minha Vida Em entrega de casas no Rio de Janeiro, a presidenta garantiu que tem compromisso de jamais interromper o programa que já beneficiou mais de 10 milhões sakamoto JBS patrocinou difamação feita pelo FolhaPolítica contra Sakamoto Dona da Friboi e a empresa 4Buzz teriam patrocinado, no Google, o link &quot;Leonardo Sakamoto Mente&quot;. Jornalista obteve documentos com apoio da Justiça Dilma Rousseff Em 2015, governo Dilma construiu 87 UPAs e 1,5 mil postos de saúde Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, conheça os avanços do governo da presidenta Dilma Rousseff na área da saúde 1968-04 #DireitosHumanos Projeto cria núcleo de apoio a vítimas da ditadura na periferia Parceria da Comissão da Anistia com Prefeitura de SP cria clínica para atender pessoas com danos psicológicos causados pela repressão militar dilma-em-salvador-negros-povo-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR (3) #NãoVaiTerGolpe Salvador recebe Dilma aos gritos de ‘não vai ter golpe’ A presidenta foi à Bahia para cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito Bahia, o mais novo integrante da esquadra da Marinha do Brasil hora-do-enem-dilma-estudantes-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR (5) Dilma: Hora do Enem melhora chances de estudante de baixa renda Presidenta participou de lançamento da plataforma gratuita de estudo que dará oportunidade para que estudantes façam o Enem em condições de igualdade tocha-olímpica-protestos-golpe-democracia-foto-MidiaNinja 6 Tocha Olímpica é recebida em Brasília com protestos contra o golpe Hoje, o Bolsa Família atende 13,9 milhões de famílias #ModoPetista Entenda o reajuste concedido por Dilma no Bolsa Família Supremo retoma julgamento de denúncia contra Eduardo Cunha Para Teori, juiz não deve criar conflitos nem buscar holofotes Ministro do STF afirmou que o Poder Judiciário deve agir com discrição e que o papel dos juízes é o de resolver conflitos, não é o de criá-los manifestação-dia-18-brasilia-foto-mari-blessa Reitores de universidades federais defendem democracia Em nota, a Andifes, entidade que congrega dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, manifesta preocupação com ameaça à ordem constitucional Manifestação Brasilia #VemPraDemocracia 1,35 milhão de brasileiros foram às ruas para defender a Democracia O maior ato foi na avenida Paulista, em São Paulo; houve manifestações em todos os estados do País PINT1719 #VemPraDemocracia 500 mil pessoas tomam a Paulista e gritam: “Não vai ter golpe” O endereço mais famoso de São Paulo foi tomado em toda sua extensão em um dos maiores atos de esquerda da história da capital Japonês da Federal STJ nega recurso e mantém condenação do “japonês” da PF Caso é referente a denúncia de contrabando em 2003; Ishii chegou a ser preso, mas recorreu e pôde esperar a decisão enquanto continuava a atuar na PF Foto-Divulgação-violencia-contra-a-mulher #PolíticasparaMulheres Combate à violência contra mulher tem importantes avanços no governo PT Governo federal têm investido nos últimos anos em ações para coibir a violência doméstica, punir agressores e educar a população (Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR) Dilma visita áreas inundadas na Grande São Paulo Presidenta sobrevoou as cidades, visitou abrigo e garantiu que ajudará as regiões atingidas por meio da política nacional a desastres nacionais Lula 2 Acervo de Lula: há 6 anos, Época explicava o que ela diz hoje Instituto Lula rebate acusações em relação ao acervo presidencial de Lula; lembra, também, de reportagens de 2010 e 2011 da própria revista que desmentem boatos #RetomadaEconômica MP sobre acordo de leniência pode ajudar a destravar a economia Medida provisória estimula empresas a colaborarem com o governo em investigações, facilitando o combate à corrupção Edgar #CombateAoRacismo Estudante negro cotista se forma com melhor desempenho da sala Edgar Nascimento teve a melhor nota média no curso de Engenharia Mecânica Dilma-Adolfo-Pérez-Esquivel-Nobel-da-Paz-Foto-LulaMarquesAgênciaPT #NãoVaiTerGolpe Impeachment de Dilma é golpe branco, afirma Nobel da Paz Dilma-minha-casa-minha-vida-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (5) #NãoVaiTerGolpe “Quem me julga é corrupto”, enfatiza Dilma contra o golpe Crédito: Tania Rego #FHC A vida pessoal de Fernando Henrique Cardoso não interessa a ninguém Os indícios de mau uso do dinheiro público para fins particulares e relações suspeitas com a imprensa, porém, têm de ser explicados. Abaixo, sete perguntas que FHC ainda não esclareceu Dilma vacina contra dengue ajuda zika Foto Roberto Stuckert FilhoPR #BrasilContraOAedes #CombateÀDengue #Dilma #Zika #ZikaZero Vacina contra dengue é um avanço para o Brasil, afirma Dilma Ministério da Saúde e Instituto Butantan firmam contrato para financiamento da última fase para vacina contra a dengue, que pode ajudar na vacina contra o zika vírus DILMA ZIKA #BrasilContraOAedes #ZikaZero Dilma: um mosquito não pode derrotar 204 milhões de pessoas Presidenta compareceu a uma escola em Juazeiro (BA), onde deu uma aula sobre combate ao Aedes comabte ao aedes em sala de aula Goiânia Foto Luiz Fernando Hidalgo (2) #BrasilContraOAedes #CombateAoAedes #ZikaZero Estudantes mobilizam a população e entram na guerra contra o Aedes Em Goiânia (GO), a escola municipal Professora Maria Nosidia já ensina seus alunos a acabar com os focos do mosquito vetor da dengue, da chikungunya e do zika vírus comabte ao aedes em sala de aula Goiânia Foto Luiz Fernando Hidalgo (5) #BrasilContraOAedes #CombateAoAedes #ZikaZero Escolas de todo o País participam de mobilização contra o Aedes nesta sexta Presidenta Dilma e ministros participarão, mais uma vez, de ações contra o mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya Carnaval-Bahia-2016_Saulo_Pipoca07022016003 #Carnaval2016 Com menos cordas e abadás, Bahia pulou um Carnaval mais democrático Governo estadual do PT investiu na “pipoca”, em Salvador e em 16 cidades do interior Escolas ocupadas #ModoTucano #PSDBMassacraEducação Na volta às aulas, governo Alckmin fecha 1,1 mil salas Sindicato dos professores acusa governo paulista de realizar ‘reorganização escolar silenciosa’ na rede. Ainda faltam dados de 46 regiões vacina #BrasilContraOAedes #ZikaZero OMS garante que vacinas da rede pública brasileira são seguras Em nota, a OMS reforça a importância de a população seguir todo o calendário de vacinação mulher #Carnaval2016 #Ligue180 #ViolênciaContraAMulher Denúncias de violência contra a mulher aumentaram 221% no Carnaval Para a secretária de Enfrentamento à Violência, o crescimento no número de relatos recebidos pelo Ligue 180 demonstra que as mulheres estão perdendo o medo de denunciar
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Mexer no Minha Casa Minha Vida é uma temeridade, afirma Dilma Mexer no Minha Casa Minha Vida é uma temeridade, afirma Dilma Presidenta eleita destaca que medidas anunciadas pelo golpista Temer para o programa habitacional revelam falta de compromisso com o povo brasileiro BRASIL#ForaTemer, #NãoAoGolpe Mais Médicos #ForaTemer #NãoAoGolpe Tirar cubanos do Mais Médicos prejudicaria 40 mi de brasileiros Dilma e Gabas #ForaTemer #NãoAoGolpe Dilma: Trabalhador vai “pagar o pato” pelo desmonte da Previdência dilma-tereza-campello-face-to-face-bolsa-familia #ForaTemer #NãoAoGolpe Dilma: País pode voltar ao Mapa da Fome com cortes no Bolsa Família Em bate papo nas redes sociais, a presidenta eleita criticou as propostas dos golpistas de reduzir o programa que já tirou 36 milhões da pobreza RSF_Dilma-Rousseff-inauguracao-Embrapa-Palmas-Tocantins_07 #NãoVaiTerGolpe Dilma: quem quer economizar com os mais pobres não se elegeria Durante inauguração da Embrapa Pesca e Aquicultura presidenta afirmou que impeachment é motivado pelo projeto de país que seu governo representa Dilma-Integração-Rio-São-Francisco-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (1) #NãoVaiTerGolpe Com Dilma e Lula, Integração do São Francisco tem mudado o Sertão Presidenta visitou projeto que está com 86,3% das obras concluídas e vai garantir acesso à água para 12 milhões de pessoas sem prejudicar vazão do rio tereza-campello-bolsa-familia-coletiva-blogueiros-fotoFoto-LiaDePaulaMDS #BolsaFamília Campello: Cortar Bolsa Família causará retrocesso por gerações Ministra do Desenvolvimento Social mostrou os avanços do programa nos últimos 13 anos e afirmou que proposta de Temer excluirá 36 milhões de brasileiros dilma-katia-abreu-plano-safra-2016-2017-agrocultura-foto-RobertoStuckertFilhoPR #NãoVaiTerGolpe Não há irregularidades no Plano Safra, garante Dilma A declaração foi dada no lançamento do Plano Agricultura e Pecuário 2016/2017, que destinará R$ 202,8 bilhões de crédito a produtores rurais Dilma-Plano-Safra-Agricultura-Familiar-2016-2017-foto-RobertoStuckertFilhoPR (2) Querem o golpe para reduzir programas sociais, denuncia Dilma Presidenta discursou durante lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2016/2017, que destinará 30 bilhões em crédito para pequenos agricultores RP_Dilma_CUT_Foto_Roberto_Parizotti00201052016 #ModoPetista Reajuste do IR: Entenda como a medida beneficiará trabalhador Com aumento de 5% nos valores da tabela, pessoas que recebem salários no valor de até R$ 1.999,18 estarão isentas do IR tocha-olímpica-protestos-golpe-democracia-foto-MidiaNinja 6 Tocha Olímpica é recebida em Brasília com protestos contra o golpe Com faixas em diversas línguas, manifestantes denunciaram o golpe no Brasil e pediram a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha Hoje, o Bolsa Família atende 13,9 milhões de famílias #ModoPetista Entenda o reajuste concedido por Dilma no Bolsa Família Benefício médio passará de R$ 163 para R$ 176 mensais por família. Aumento estava previsto em Orçamento de 2016 e foi autorizado por Dilma no domingo jovens negros maiores vitimas da violencia policial Dilma pede urgência na aprovação do fim dos autos de resistência A presidenta encaminhou mensagem ao Congresso pedindo urgência constitucional do projeto de Lei 4471/12, que acaba com os autos de resistência Dilma e Gabas #ForaTemer #NãoAoGolpe Dilma: Trabalhador vai “pagar o pato” pelo desmonte da Previdência dilma-tereza-campello-face-to-face-bolsa-familia #ForaTemer #NãoAoGolpe Dilma: País pode voltar ao Mapa da Fome com cortes no Bolsa Família jovens negros maiores vitimas da violencia policial Dilma pede urgência na aprovação do fim dos autos de resistência A presidenta encaminhou mensagem ao Congresso pedindo urgência constitucional do projeto de Lei 4471/12, que acaba com os autos de resistência Dilma-prorrogação-mais-médicos-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (3) #MaisMédicos Dilma prorroga contratos e garante Mais Médicos por 3 anos A presidenta afirmou que, com a Medida Provisória, age preventivamente para garantir a continuidade do atendimento à saúde da população Professores Paraná #PSDBMassacraEducação Massacre da PM de Beto Richa completa 1 ano sem punição Sob comando do governador tucano, ação truculenta da Polícia do Paraná deixou mais de 200 manifestantes feridos no Centro Cívico de Curitiba hora-do-enem-dilma-estudantes-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR (2) #PátriaEducadora Em 2015, governo Dilma abriu 1,6 milhão de vagas em universidades Na data em que se celebra o Dia da Educação, conheça os avanços na política educacional do governo da presidenta Dilma Rousseff Dilma-Adolfo-Pérez-Esquivel-Nobel-da-Paz-Foto-LulaMarquesAgênciaPT #NãoVaiTerGolpe Impeachment de Dilma é golpe branco, afirma Nobel da Paz Em encontro com a presidenta, o argentino Adolfo Pérez Esquivel destacou que o golpe no Brasil é retrocesso para toda a América Latina Dilma-minha-casa-minha-vida-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (5) #NãoVaiTerGolpe “Quem me julga é corrupto”, enfatiza Dilma contra o golpe Presidenta destacou que não é ela e sim Eduardo Cunha quem tem conta no exterior e é acusado de corrupção e de receber dinheiro de propina Cg1_uGYW0AAQgVs Conferências de Direitos Humanos levam milhares a Brasília Realizados pela primeira vez de forma simultânea, os encontros visam ampliar a articulação na construção de políticas públicas e ações; organizadores estimam 7.000 pessoas Presidenta Dilma em entrevista no Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) #NãoVaiTerGolpe Dilma: “Meu mandato está garantido por 54 milhões de votos” Presidenta afirmou que deve seu mandato a todos os eleitores e que está no direito de defendê-lo Dilma na ONU 2 #MaisMudançasMaisFuturo Dilma na ONU: “Brasileiros saberão impedir retrocesso” Presidenta disse ter orgulho do trabalho desenvolvido pelo governo brasileiro para chegar ao Acordo de Paris Dilma falará na ONU (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) #NãoVaiTerGolpe Dilma é recebida com manifestações de apoio em Nova York Presidenta participa da assinatura do Acordo de Paris nas Nações Unidas; a agenda climática entrará em vigor em 2020 RSF_Dilma-Rousseff-inauguracao-Embrapa-Palmas-Tocantins_07 #NãoVaiTerGolpe Dilma: quem quer economizar com os mais pobres não se elegeria Dilma-Integração-Rio-São-Francisco-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (1) #NãoVaiTerGolpe Com Dilma e Lula, Integração do São Francisco tem mudado o Sertão Ministro André Figueiredo (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil) #ModoPetista Brasil terá novas concessões de rádio comunitária e educativa Ação faz parte do Plano Nacional de Outorga, que prevê direito à comunicação para ribeirinhos, quilombolas, indígenas e assentados daniel-sabino-mais-médicos-saúde-foto-LulaMarquesAgênciaPT Mais Médicos é um grande sucesso, comemora médico brasileiro Para o Dr. Daniel Sabino, o programa criado por Dilma tem levado saúde para quem mais precisa e ajudado a melhorar a atenção primária à saúde no País temer-Foto-MarceloCamargoAgênciaBrasil (3) #NãoVaiTerGolpe Brasileiros rejeitam governo Temer e querem afastamento de Cunha Pesquisa da Datafolha mostra que nem os manifestantes favoráveis ao impeachment de Dilma querem Temer como presidente do Brasil Dilma_Educação #NãoVaiTerGolpe Ficou claro que existem dois chefes do golpe, afirma Dilma Dilma afirmou que a máscara dos golpistas caiu com o vazamento do áudio de Michel Temer: ficou claro que há dois chefes do golpe que agem em conjunto dimla-minha-casa-minha-vida-Foto-RobertoStuckertFilhoPR (2) Dilma: Golpe visa interromper programas como Minha Casa Minha Vida Em entrega de casas no Rio de Janeiro, a presidenta garantiu que tem compromisso de jamais interromper o programa que já beneficiou mais de 10 milhões sakamoto JBS patrocinou difamação feita pelo FolhaPolítica contra Sakamoto Dona da Friboi e a empresa 4Buzz teriam patrocinado, no Google, o link &quot;Leonardo Sakamoto Mente&quot;. Jornalista obteve documentos com apoio da Justiça Dilma Rousseff Em 2015, governo Dilma construiu 87 UPAs e 1,5 mil postos de saúde Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, conheça os avanços do governo da presidenta Dilma Rousseff na área da saúde 1968-04 #DireitosHumanos Projeto cria núcleo de apoio a vítimas da ditadura na periferia Parceria da Comissão da Anistia com Prefeitura de SP cria clínica para atender pessoas com danos psicológicos causados pela repressão militar dilma-em-salvador-negros-povo-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR (3) #NãoVaiTerGolpe Salvador recebe Dilma aos gritos de ‘não vai ter golpe’ A presidenta foi à Bahia para cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito Bahia, o mais novo integrante da esquadra da Marinha do Brasil hora-do-enem-dilma-estudantes-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR (5) Dilma: Hora do Enem melhora chances de estudante de baixa renda Presidenta participou de lançamento da plataforma gratuita de estudo que dará oportunidade para que estudantes façam o Enem em condições de igualdade tocha-olímpica-protestos-golpe-democracia-foto-MidiaNinja 6 Tocha Olímpica é recebida em Brasília com protestos contra o golpe Hoje, o Bolsa Família atende 13,9 milhões de famílias #ModoPetista Entenda o reajuste concedido por Dilma no Bolsa Família Supremo retoma julgamento de denúncia contra Eduardo Cunha Para Teori, juiz não deve criar conflitos nem buscar holofotes Ministro do STF afirmou que o Poder Judiciário deve agir com discrição e que o papel dos juízes é o de resolver conflitos, não é o de criá-los manifestação-dia-18-brasilia-foto-mari-blessa Reitores de universidades federais defendem democracia Em nota, a Andifes, entidade que congrega dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, manifesta preocupação com ameaça à ordem constitucional Manifestação Brasilia #VemPraDemocracia 1,35 milhão de brasileiros foram às ruas para defender a Democracia O maior ato foi na avenida Paulista, em São Paulo; houve manifestações em todos os estados do País PINT1719 #VemPraDemocracia 500 mil pessoas tomam a Paulista e gritam: “Não vai ter golpe” O endereço mais famoso de São Paulo foi tomado em toda sua extensão em um dos maiores atos de esquerda da história da capital Japonês da Federal STJ nega recurso e mantém condenação do “japonês” da PF Caso é referente a denúncia de contrabando em 2003; Ishii chegou a ser preso, mas recorreu e pôde esperar a decisão enquanto continuava a atuar na PF Foto-Divulgação-violencia-contra-a-mulher #PolíticasparaMulheres Combate à violência contra mulher tem importantes avanços no governo PT Governo federal têm investido nos últimos anos em ações para coibir a violência doméstica, punir agressores e educar a população (Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR) Dilma visita áreas inundadas na Grande São Paulo Presidenta sobrevoou as cidades, visitou abrigo e garantiu que ajudará as regiões atingidas por meio da política nacional a desastres nacionais Lula 2 Acervo de Lula: há 6 anos, Época explicava o que ela diz hoje Instituto Lula rebate acusações em relação ao acervo presidencial de Lula; lembra, também, de reportagens de 2010 e 2011 da própria revista que desmentem boatos #RetomadaEconômica MP sobre acordo de leniência pode ajudar a destravar a economia Medida provisória estimula empresas a colaborarem com o governo em investigações, facilitando o combate à corrupção Edgar #CombateAoRacismo Estudante negro cotista se forma com melhor desempenho da sala Edgar Nascimento teve a melhor nota média no curso de Engenharia Mecânica 29112015-STUK8008-Editar #COP21 Em Paris, Dilma se reúne com líderes da Noruega e do Equador RR-FernaoDiasPaes-Foto Rovena RosaAgência Brasil #PSDBMassacraEducação Escolas ocupadas em São Paulo estão protegidas por dois mil guardiões JEAN-FRANCOIS-TIMMERS #MeioAmbiente Riquezas naturais são orgulho para maioria dos brasileiros Pesquisa realizada pelo WWF e Ibope mostra brasileiro preocupado com a preservação ambiental, mas sem ser ver responsável por ela DILMA MÉRITO CULTURAL #DiaNacionaldaCultura Dilma premia artistas e enaltece cultura nacional No Dia Nacional da Cultura, presidenta homenageia personalidades e entrega Ordem do Mérito Cultural programa 3 a 1 TV Brasil #PrivatariaTucana Silvio Tendler lança filme sobre privatizações Da distopia à utopia. 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Centenas de pessoas, entre sindicalistas, estudantes, formadores de opinião, comunicadores e parlamentares, estiveram presentes e o consenso era de que somente a esperança da […] cartazfilme #CinemaNacional “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” vai ao Oscar 2015 Filme, do diretor Daniel Ribeiro, conta a história de Leonardo, um garoto de 15 anos, cego e homossexual #PTnaCâmara Escolas devem ensinar sobre mortes na ditadura, diz Renato Simões Projeto de lei inclui no currículo oficial das redes pública e privada de ensino uma disciplina sobre a violação dos Direitos Humanos #JuventudeDoPT Inscrições para o Comunica Diversidade estão abertas Edição Juventude premiará 60 jovens que desenvolvam iniciativas de comunicação voltadas à cultura PT_BannerTop_RegulacaoMidia #PTnaCâmara Câmara lança livro sobre regulação da mídia Sociólogo Venício Artur de Lima diz que a ideia é tornar o debate sobre as questões de regulação da comunicação no Brasil mais informado e mais sério, sobretudo em relação a iniciativas legais 14824261843_ab642036ce_z #MobilidadeUrbana Minas recebeu R$ 6,2 bi para mobilidade com Dilma Estado passou a ter também novos campi de universidades federais e o Minha Casa Minha Vida atendeu a 343 mil famílias mineiras tv #MaisMudançasMaisFuturo Lei da TV Paga abre empregos e valoriza cultura nacional Sancionada pela presidenta Dilma, novas regras abriu espaço para a programação nacional #Educação Professores podem baixar aplicativo com classificação indicativa Sistema, que será lançado para público em geral numa segunda fase, informa sobre TV, filmes e jogos 23092014-_R0V7038-Editar #COP21 Dilma apresentará metas ‘audaciosas’ na Conferência do Clima em Paris image #COP21 Dilma chega a Paris para Conferência do Clima Fundo federal investe R$ 4,8 mi em longas-metragens e série de TV Cinco longas e uma série receberão recursos para produção, comercialização e aquisição de direitos cinema #Educação Escolas passam a exibir filmes nacionais em sala de aula Nova lei determina que obras brasileiras ocupem, no mínimo, duas horas por semana das aulas #CopaDasCopas #MobilidadeUrbana Copa lega 130 Km de obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede Foram melhorados também 47,9 Km de vias para acesso aos estádios #PAC #MobilidadeUrbana Mais R$ 2,6 bi para mobilidade urbana A presidenta Dilma Rousseff anunciou o investimento de R$ 2,6 bilhões para obras de mobilidade urbana e contra enchentes em São Paulo, nesta quinta-feira (26). 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Além da execução de obras de drenagem, canalização, e implantação de reservatórios, serão destinados mais de […] brasil mexico #CopaDasCopas Brasil empata com México, mas mantém liderança Goleiro Ochoa foi principal obstáculos à vitória da Seleção Brasileira #Minc Presidenta Dilma assina decreto que beneficia Pontos de Cultura Alterações devem ser publicadas no DOU de segunda-feira (26) e vão facilitar o funcionamento de mais de três mil pontos do Brasil Foto: Agência Brasil #Educação Câmara discute inclusão de e-books e tablets na Política Nacional do Livro Com isso, equipamentos eletrônicos de leitura terão custos reduzidos, o que facilitará o acesso da população a livros virtuais e às novas formas de comunicação Foto: Arquivo/ Agência Brasil #CopaDasCopas O futebol de Nelson Rodrigues Ministério do Esporte publica, até junho, crônicas do jornalista Nelson Rodrigues selecionadas para o livro &quot;A pátria de chuteiras&quot; Câmara aprova transformação do Cultura Viva em lei A aprovação da proposta que torna lei o programa Cultura Viva contribui para o alcance da meta 23 do PNC. Decreto regulamenta o Vale Cultura No dia 26 de agosto de 2013, a presidenta da República, Dilma Roussef, publicou o Decreto 8.084, que regulamenta a Lei nº 12.761, de 27 de dezembro de 2012, que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura
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Integrantes de governo golpista de Temer são alvo de protestos Atos de repúdio, escrachos e pedidos de demissão coletivos tem marcado os protestos contra ministros do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) Postado por Agência PT, em 30 de maio de 2016 às 15:16:34 Desde que assumiu interinamente a Presidência, governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) tem enfrentado constantes protestos, atos de repúdio e escrachos. O próprio presidente golpista tem sido alvo de atos em frente à sua casa, assim como políticos que votaram a favor do golpe na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Além deles, ministros golpistas de Temer estão sendo recebidos com protestos por onde passam. Faculdade de Direito contra Ministro da Justiça Nesta segunda-feira (30), o Comitê São Francisco Contra o Golpe fez protesto contra o ministro golpista da Justiça Alexandre de Moraes, a quem chamaram de “um dos maiores inimigos do povo brasileiro”. Conforme explicaram nas redes sociais, “Alexandre de Moraes é conhecido e temido pela população negra e periférica e por diversos movimentos sociais por sua atuação em chacinas e repressões”. Para eles, “Alexandre usa de sua função como Professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da USP para legitimar seu discurso em defesa do impeachment ilegítimo”. “Escrachamos Alexandre de Moraes representando aqueles que não aceitam a política de violência do atual Ministro contra o povo e contra os movimentos sociais. Seguimos na luta: não ao golpe, fora Temer!”, concluem. Leia o manifesto na íntegra aqui. Servidores pedem saída de Ministro da Transparência após áudio vazar Um grupo de servidores da extinta Controladoria-Geral da União (CGU) fez um protesto nesta segunda-feira (30) para pedir a saída de Fabiano Silveira, ministro de Transparência, Fiscalização e Controle do governo golpista de Michel Temer. A motivação maior do protesto é a desarticulação da CGU pelo governo golpista, com esvaziamento de funções e redução da independência para fiscalizar desde que se criou o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle ligado diretamente à Presidência da República. Mas os servidores protestam também pela revelação do conteúdo de áudios em que Silveira aparece conversando com Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, e dando dicas de como se portar e se defender na Operação Lava Jato quando ainda era integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Leia mais aqui. Ministro de Relações Exteriores é alvo de protesto no exterior O ministro golpista das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), não teve vida fácil em sua primeira viagem internacional como membro do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). Em Buenos Aires, Argentina, onde o chanceler foi participar de uma série de debates, Serra foi alvo de uma chuva de bolinhas de papel na noite de domingo (22) atiradas por manifestantes brasileiros e argentinos ao chegar na embaixada do Brasil, sob gritos de “golpista”. Leia mais aqui. Protesto no MEC O ministro golpista da Educação e Cultura, Mendonça Filho (DEM), foi recebido com protestos e vaias ao assumir a pasta na manhã de sexta-feira (13). E durante a tarde, ao participar de encontro no então extinto Ministério da Cultura, os servidores seguraram cartazes com as frases “Vaza Mendonça Filho” e “Cultura sim, golpe não”. Leia mais aqui. Da Redação da Agência PT de Notícias Tags: Alexandre de Moraes, Ato de Repúdio, Escracho, Fabiano Silveira, Governo Golpista, José Serra, Mendonça Filho, Michel Temer, Ministro Golpista, Protestos LEIA TAMBÉM
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Paulo Teixeira: Temer, devolva a Presidência a Dilma A obstrução à Lava Jato parte do próprio governo e esse é um dos motivos pelos quais Temer tem que devolver a Presidência da República a Dilma Rousseff Não basta demitir Romero Jucá. É fundamental que Michel Temer devolva a Presidência a Dilma Rousseff. O diálogo entre o então senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, publicado no jornal “Folha de S.Paulo” dessa segunda-feira (23), é esclarecedor quanto à natureza do golpe deflagrado contra a democracia no Brasil. Em primeiro lugar, Jucá comprovou que o golpe foi dado para bloquear a Lava Jato, para impedir a evolução da operação comandada pelo juiz de Curitiba, Sérgio Moro. Caso as investigações fossem mantidas, e isso era do conhecimento dele e da cúpula do PMDB, seria praticamente impossível conter o que ele chama de “sangria”: a denúncia e o julgamento de vários políticos, inclusive dos que se somaram ao projeto golpista de afastar a presidenta exatamente para evitar que fossem denunciados e julgados. Em segundo lugar, Jucá, que é presidente do PMDB e ocupava até ontem o cargo de ministro interino (e ilegítimo) do Desenvolvimento, demonstrou que Eduardo Cunha é do mesmo grupo de Michel Temer. Por isso estamos vendo que Eduardo Cunha continua dando as cartas, escolhendo rumos e ministros. Ele manda no governo de Michel Temer. Em terceiro lugar, o diálogo demonstrou também que o PSDB entrou no golpe a partir do momento em que ficou claro que diversos políticos do PSDB estavam entrando na mira da Lava Jato, a começar por Aécio Neves. Aí ficou fácil fazer acordo entre os dois partidos, na base do “uma mão lava a outra”. Quem foi às ruas, vestiu camiseta da CBF e agitou bandeira para derrubar Dilma Rousseff pode, agora, constatar o que para muitos de nós já era evidente: o processo de impeachment foi instaurado e levado a cabo para tirar uma pessoa honesta para colocar em seu lugar um grupo de políticos que quer impedir o prosseguimento das operações. Trata-se, sem dúvida, de um golpe brando — mas não tão brando quanto parecia. Um golpe que não foi contra a corrupção, mas contra a população. Um golpe a favor da impunidade, e não para combater a impunidade. Por tudo isso, não basta demitir Romero Jucá. A obstrução à Lava Jato parte do próprio governo Temer, e esse é um dos motivos pelos quais Temer tem que devolver a Presidência da República a Dilma Rousseff. Nós, do nosso lado, temos de ir às ruas, levantar o país e convencer os senadores a devolver o governo a quem foi realmente eleito. Paulo Teixeira é deputado federal (PT-SP) e vice-presidente do PT Tags: Dilma Rousseff, Golpe, Michel Temer, Paulo Teixeira, Romero Jucá LEIA TAMBÉM
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Em marcha, manifestantes ocupam a Paulista contra Temer Em São Paulo, manifestantes questionam legitimidade de Michel Temer e reforçam que mobilização pela volta da presidenta eleita continuará Postado por Agência PT, em 17 de maio de 2016 às 20:44:51 Uma manifestação de resistência ao golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff parou a Avenida Paulista, em São Paulo, no início da noite desta terça-feira (17). Pelo menos mil pessoas marcharam aos gritos de “Fora Temer”, da metade da avenida até esquina com a Rua da Consolação. “Não reconheceremos governo machista, racista e LGBTfóbico de Michel Temer. Portanto, o recado é muito claro: Fora Temer!”, afirmaram os manifestantes em jogral, antes de tomar a Paulista. paulista-contra-temer6-paulo-pinto Mobilização foi convocada por redes sociais (Foto: Paulo Pinto/Agência PT de Notícias) Formada majoritariamente por estudantes universitários e secundaristas, a concentração começou às 17h na frente do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e ocupou todo o vão e a calçada. Por volta de 18h, saíram pela avenida, preencheram três quarteirões e pararam o trânsito. Na linha de frente, havia uma bateria e um grupo de mulheres jovens segurava uma faixa amarela onde estava escrito “Fora Temer, Fica Dilma”. Conforme seguia, a marcha chamou atenção e ganhou adesão de alguns que não planejavam participar do ato. Como forma de apoio, pedestres e ciclistas passavam pela manifestação e gritavam “Temer traidor” ou “Temer golpista”. paulista-contra-temer2-paulo-pinto Jovens pintaram cartazes, faixas e o rosto (Foto: Paulo Pinto/Agência PT) Além da militância independente, estavam presentes representantes da Marcha Mundial das Mulheres, União da Juventude Socialista (UJS), União Brasileira de Mulheres (UBM) e União Estadual de Estudantes (UEE), entre outras organizações. “Nem recatada e nem do lar, as mulheres estão na rua para lutar” e “Estamos nas ruas para dizer que não reconhecemos nenhum governo golpista” foram algumas das falas coletivas do ato. À Agência PT de Notícias, a estudante universitária Marcela Rodrigues afirmou que continuará nas ruas para lutar contra o golpe e debatendo este assunto com outras pessoas. “Foi eleito um Congresso Nacional muito conservador. A gente já previa que um golpe poderia acontecer, mas a gente não imaginava que ia se concretizar. Até agora, nenhum crime foi provado contra ela. Todas as justificativas para este impeachment são fracas e falhas. O que me motiva é defender o Brasil”. paulista-contra-temer4 Foto: Paulo Pinto/Agência PT Estava presente também a estudante Nathália Keron. Para ela, o país está diante de um retrocesso para o povo, especialmente para a juventude com a extinção de ministérios importantes. “Além de ser um golpe contra a primeira presidenta mulher. E que não é qualquer mulher, ela lutou pela democratização do país e da política”. O professor de História Luan Cupolillo se esforça para participar do maior número de manifestações possível por acreditar que este pode ser o caminho para enfrentar o governo golpista. “Tão importantes quanto as manifestações de rua é a gente, cada vez mais, discutir com os trabalhadores e com a juventude das periferias, nas escolas, nos locais de trabalho, para preparar grandes paralisações. Quem sabe construir uma greve geral?”, defendeu. paulista-contra-temer3-paulo-pinto Foto: Paulo Pinto/Agência PT A estudante Joana Frydman Pontes de Souza afirma não reconhecer Temer como seu presidente e acredita que não será um bom governante para o Brasil. “Pelos retrocessos que em uma semana trouxe para os direitos humanos (…) É absurda a perda de espaço das mulheres. Não é justo que um presidente que nem foi democraticamente eleito tire estes direitos”, argumentou. Também na noite desta terça-feira, aconteceu um debate sobre a extinção do Ministério da Cultura no Teatro Oficina. Diversas manifestações em defesa da democracia estão acontecendo em todo país. Acompanhe a agenda no site do PT. Por Daniella Cambaúva, da Agência PT de Notícias
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‘Grito pela Democracia’: Casa de Portugal realiza ato contra golpe O evento em defesa da democracia e dos brasileiros acontece em São Paulo no dia 21 de maio Postado por Agência PT, em 19 de maio de 2016 às 09:00:08 Neste sábado (21), tem o Grito pela Democracia #ALutaContinua na Casa de Portugal, em São Paulo. O evento foi divulgado pelo deputado federal Paulo Teixeira e começa às 14h. Entre as presenças confirmadas estão Clara Averbuck, Sergio Vaz, Marcelo Rubens Paiva, Vera Paiva, Gilberto Maringoni, Laura Carvalho, Gabriel Sampaio, Amélia Telles, Tamires Sampaio, Erick Bouzan, Carina Vitral, Camila Lanes, Nataly Ramos, Guilherme Mello, Marilena Chauí, Laerte, Miguel Nicolelis, M. Victoria Benevides, Audálio Dantas, Janaina Cristina, Rogério Sottili, Eduardo Suplicy, Nabil Bonduki e Simão Pedro. 13256443_1169876076389779_556147574933242214_n “O momento é de recobrar os ânimos, ajustar o leme e retomar a ação, porque nossa luta nunca parou e nem vai parar. Essa concentração na Casa de Portugal, na Liberdade, servirá para somarmos nossas forças, afinar estratégias e compartilhar inspiração para os próximos meses. Estaremos juntos nessa reconstrução. Em defesa da democracia, do estado democrático de direito. Em defesa do voto. Da legalidade. Em defesa dos direitos.”, diz a convocatória do evento. Veja mais atos e mobilizações em nossa agenda: pt.org.br/agenda Da Redação da Agência PT de Notícias Tags: Carina Vitral, Casa de Portugal, Clara Averbuck, Democracia, Gilberto Maringoni, Laerte, Laura Carvalho, Paulo Teixeira
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BH recebe Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais Promovido pelo Barão de Itararé, o evento acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de maio em Belo Horizonte Postado por Agência PT, em 18 de maio de 2016 às 14:41:57 Nesta sexta-feira (20), começa a quinta edição do Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais, em Belo Horizonte. Promovido pelo Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, o evento tem como tema #MenosÓdioMaisDemocracia e reunirá jornalistas, blogueiros e ativistas de todo o país para discutir a defesa da democracia e a luta contra o golpismo midiático. Entre as presenças confirmadas estão Laura Capriglione (Jornalistas Livres), Tarso Cabral Violin (Blog do Tarso), Najla Passos (Carta Maior), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Renato Rovai (Revista Fórum), Daniel Bezerra (Portal Mídia Livre) e Rosane Bertotti (CUT). O encontro será realizado no Othon Palace Hotel (Av. Afonso Pena, 1050) e seguirá até domingo (22). Haverá transmissão ao vivo pela TVT. Veja mais atos e mobilizações em nossa agenda: pt.org.br/agenda. Confira a programação: SEXTA-FEIRA (20) 18h – Abertura e apresentação da dinâmica do evento 19h – Ato político em defesa da democracia e contra o golpismo midiático SÁBADO 9h – Debate: As forças políticas e a democratização da comunicação 14h – Rodas de conversa e troca de experiências sobre a blogosfera e o ativismo digital 17h – Debate: O crime de Mariana e o papel da mídia 19h – Reunião dos estados 21h – Atividade cultural DOMINGO 9h – Aprovação da Carta de Belo Horizonte e eleição da Comissão Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais 13h – Encerramento do #5BlogProg Da Redação da Agência PT de Notícias</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/7400618896909799703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2016/05/dilma-democracia-governo-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/7400618896909799703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/7400618896909799703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2016/05/dilma-democracia-governo-brasileiro.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-2136428584281519415</id><published>2015-07-28T16:18:00.002-07:00</published><updated>2015-07-28T16:18:46.511-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A religiao do Isla e a aceitacao e a obediencia aos ensinamentos de Deus que Ele revelou ao Seu ultimo profeta, Muhammad (que a paz esteja sobre ele).
“Isla” literalmente significa paz atraves da submissao a Deus pela crenca em Sua Unicidade e pela obediencia a Ele. Assim, o Isla reivindicou ser a mesma religiao pregada por todos os profetas anteriores, nos quais os muculmanos tambem devem acreditar. Esses profetas incluem Noe, Abraao, Isaque, Jaco, Moises, Davi, Joao Batista e Jesus (que a paz esteja sobre todos eles), entre outros.  
O Alcorao diz: “Jamais enviamos mensageiro algum antes de ti (o Muhammad), sem que lhe tivessemos revelado que: Nao ha outra divindade alem de Mim. Adora-Me, e serve-Me!” (Alcorao 21:25)
A palavra arabe “Isla” significa simplesmente “submissao” e deriva de uma palavra que significa “paz”. Em contexto religioso significa submissao completa a vontade de Deus.  Portanto, a religiao do Isla e a aceitacao e a obediencia aos ensinamentos de Deus que Ele revelou ao Seu ultimo profeta, Muhammad (que a paz esteja sobre ele).
Os muculmanos acreditam em um Deus unico e incomparavel, Que nao teve filho e nem parceiros, e que ninguem tem o direito de ser adorado, invocado, suplicado ou receber qualquer ato de adoracao, exceto Ele. Apenas Deus e Todo-Poderoso, o Criador, o Soberano e o Sustentador de tudo em todo o universo. Ele cuida de todos os assuntos.  Ele nao depende de nenhuma de Suas criaturas e todas as Suas criaturas dependem Dele para todas as suas necessidades.  
SOs muculmanos tambem acreditam nos anjos criados por Deus, nos profetas atraves dos quais as revelacoes de Deus foram trazidas para a humanidade, no Dia do Juizo e na responsabilidade individual pelas acoes, na autoridade plena de Deus sobre o destino humano e na vida apos a morte.  
O Isla e basicamente a mesma religiao pregada por todos os profetas anteriores, nos quais os muculmanos tambem devem acreditar.  Esses profetas comecam com Adao e incluem Noe, Abraao, Ismael, Isaque, Jaco, Jose, Jo, Moises, Aarao, Davi, Salomao, Elias, Jonas, Joao Batista e Jesus, que a paz esteja sobre eles. A mensagem principal de todos os profetas sempre foi que so existe um Deus unico e Verdadeiro e que somente Ele e merecedor de receber suplicas e ser adorado. Mas a mensagem final de Deus para o homem, uma reconfirmacao da mensagem eterna e um resumo de tudo que se perdeu antes, foi revelado ao profeta Muhammad atraves de Gabriel.
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/2136428584281519415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/a-religiao-do-isla-e-aceitacao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/2136428584281519415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/2136428584281519415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/a-religiao-do-isla-e-aceitacao-e.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-781596079498791654</id><published>2015-07-28T16:09:00.001-07:00</published><updated>2015-07-28T16:09:24.279-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 1 de 3)

   
Descrição: O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres.  Parte 1: O conceito de véu no Judaísmo, Cristianismo e Islã.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 11 May 2009 - Última modificação em 10 Apr 2011 
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Categoria: Artigos &gt; Atualidades &gt; Mulheres 
O véu islâmico ou hijab se refere a vestimentas soltas, lisas e opacas que cobrem o corpo da muçulmana.  Embora seja basicamente idêntico à vestimenta retratada nas representações cristãs tradicionais de Maria (que Deus a exalte e a seu filho), e a todas as freiras que procuram imitá-la desde então, o hijab é classificado como um sinal de extremismo e da condição supostamente inferior das muçulmanas. Aqueles que vêem as muçulmanas como pouco mais do que objetos sexuais ficam desanimados com o fenômeno de mulheres ocidentais educadas e profissionais ou, em qualquer caso, ‘livres’, se voltando para o Islã.  A alegação de que as convertidas são fanáticas cegas por seus véus ou vítimas oprimidas a serem liberadas não é mais aceita.  Entretanto, relatórios sensacionalistas e, em geral, politicamente motivados, de muçulmanas oprimidas em algumas sociedades retrógradas contemporâneas ainda reforçam o estereótipo.  O que se segue é um breve olhar na condição das mulheres no Islã comparando o papel do véu no Islã e no Cristianismo.

“A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for fiel, concederemos uma vida agradável e premiaremos com uma recompensa, de acordo com a melhor das ações.” (Alcorão 16:97)

No que faria parte de um ‘Novo Testamento’, Paulo tornou obrigatória a prática comum do véu para todas as mulheres:

‘Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem.[1] Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos.’ (1 Coríntios 11:4-10)

Tertuliano (o primeiro homem a formular a Trindade), em seu ensaio, Sobre o Véu das Virgens, obrigou o seu uso mesmo em casa: ‘Jovens mulheres, se usam seus véus nas ruas, então devem usá-los na igreja; os usam quando estão entre estranhos, então devem usá-los entre seus irmãos.’

Então o Islã não inventou o véu, simplesmente o endossou.  Entretanto, enquanto Paulo apresentou o véu como um sinal da autoridade do homem, o Islã esclarece que é simplesmente um sinal de fé, modéstia e castidade que serve para proteger a devota de assédio.

“Ó Profeta, dize a tuas esposas, tuas filhas e às mulheres dos crentes que (quando saírem) se cubram com as suas mantas; isso é mais conveniente, para que distingam das demais e não sejam molestadas; ...”(Alcorão 33:59)

O orientalista do século 19, Sir Richard Burton, observou como:

‘As mulheres que se deliciam com restrições que visam sua honra, o aceitaram (o véu) espontaneamente e não desejam uma liberdade ou uma licença que consideram inconsistente com suas noções de decoro e delicadeza femininos.  Elas pensariam muito mal de um marido que as permitissem se exporem, como cortesãs, ao olhar do público.

Na verdade, o véu islâmico é apenas uma faceta de sua condição nobre, que é em parte devida à tremenda responsabilidade que carregam. Colocando de forma simples, a mulher é a primeira professora na construção de uma sociedade virtuosa.  É por isso que a obrigação individual mais importante de uma pessoa é demonstrar gratidão, gentileza e companheirismo com sua mãe.  Uma vez perguntaram ao Profeta Muhammad, que Deus o exalte:

“Ó Mensageiro de Deus! Quem dentre a humanidade tem direito ao meu melhor companheirismo?  ‘O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’  O homem perguntou: ‘E depois quem?’  O Profeta respondeu: ‘Sua mãe.’  O homem perguntou: ‘E depois quem?’  O Profeta repetiu: ‘Sua mãe.’  De novo, o homem perguntou: ‘E depois quem?’  O Profeta finalmente disse: ‘Então seu pai.’” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

Embora a mãe receba precedência sobre o pai em gentileza e bom tratamento, o Islã, como o Cristianismo, ensina que Deus designou o homem para ser o chefe natural da família.

“...porque elas tem direitos (sobre seus maridos) equivalentes (aos direitos de seus maridos) sobre elas, embora os homens tenham um grau sobre elas…” (Alcorão 2:228)

No Islã, a autoridade do homem é proporcional às suas responsabilidades socioeconômicas,[2] responsabilidade que refletem as diferenças psicológicas e fisiológicas com as quais Deus criou os sexos.

“…e o homem não é como a mulher...” (Alcorão 3:36)[3]

O casamento é o meio através do qual ambos os sexos podem cumprir seus papéis diferentes mas mutuamente complementares e beneficiais.


Footnotes:
[1] O Islã ensina que Deus não é um homem, mas o Criador do homem (e da mulher); e Ele criou a ambos para um propósito nobre:  “Não criei os gênios e os humanos, senão para Me adorarem.” (Alcorão 51:56)
[2] Por isso o homem muçulmano recebe uma porção maior do que a mulher na herança. Ele está legalmente obrigado a prover e manter todas as mulheres da família com sua fortuna pessoal enquanto a fortuna da mulher é somente para ela gastar, investir ou poupar, do jeito que quiser.
[3] O Dr. Alexis Carrel, francês e que recebeu o Prêmio Nobel, reforça esse ponto quando escreve: “As diferenças existentes entre o homem e a mulher não vêm da forma particular dos órgãos sexuais, da presença do útero, da gestação ou da forma de educação. Elas são de uma impregnação mais fundamental de todo o organismo... A ignorância desses fatos fundamentais tem levado promotores do feminismo a acreditar que ambos os sexos devem ter os mesmos poderes e as mesmas responsabilidades. Na realidade, a mulher difere profundamente do homem. Todas as células do corpo dela carregam a identificação de seu sexo. O mesmo é verdadeiro para seus órgãos e, acima de tudo, seu sistema nervoso. Leis fisiológicas...não podem ser substituídas pelos desejos humanos. Somos obrigados a aceitá-las como são. As mulheres devem desenvolver suas aptidões de acordo com sua própria natureza, sem tentar imitar os homens.’ (Carrel, Man and the Unknown (O Homem e o Desconhecido, em tradução livre), 1949:91)
O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 2 de 3)

   
Descrição: O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres.  Parte 2: As mulheres em relação ao sexo, educação e o pecado original no Judaísmo, Cristianismo e Islã.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010 
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Categoria: Artigos &gt; Atualidades &gt; Mulheres 
“Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos.” (Alcorão 30:21)

‘O apelo do Islã, onde quer que ele tenha triunfado, tem sido sua simplicidade.  Requer submissão a algumas normas básicas e diretas que são facilmente mantidas e em contrapartida oferece mais maravilhosa e rara comodidade e paz de espírito... sua disciplina, segurança e certezas têm um apelo para as meninas perdidas envolvidas nos mares da permissividade, cujas próprias famílias foram enfraquecidas pela desagregação familiar, ausência dos pais e a instabilidade dos maridos, se existirem maridos para começar, ao invés de namorados e “pais temporários”.  E na maioria das sociedades as mulheres é que mantêm as religiões nos lares e entre as crianças.’ (Peter Hitchens, Will Britain Convert to Islam? (A Grã-Bretanha Se Converterá ao Islã?, em tradução livre) no jornal “Mail”, domingo, 11/02/2003)

“...porque elas (suas esposas) são vossas vestimentas e vós o sois delas.”  (Alcorão 2:187)

O sexo em si não é tabu no Islã.  Ao contrário, relações sexuais lícitas são consideradas atos de caridade!  A renomada erudita e ex-freira, Karen Armstrong, escreve:

‘Mohammed certamente não pensava que as mulheres eram sexualmente repulsivas.  Quando sua esposa estava menstruada ele costumava fazer questão de reclinar em seu colo e pegar seu tapete de orações da mão dela dizendo, para o benefício de seus discípulos: “Sua menstruação não está na sua mão.”  Ele bebia da mesma xícara, dizendo: “Sua menstruação não está em seus lábios...” As duras punições sexuais enfrentadas pelos criminosos sexuais em alguns países islâmicos é porque a sexualidade é valorizada e o ideal foi corrompido, e não, como no passado no Ocidente, porque a sexualidade é repugnante.’ (The Gospel According to Woman (O Evangelho de Acordo com a Mulher, em tradução livre, 1986:2)

A justificativa tradicional da Igreja para a autoridade do homem é herdada do Judaísmo: o mal inerente da mulher!  De acordo com a Bíblia, Satanás seduziu Eva a desobedecer Deus comendo da árvore proibida e Eva, por sua vez, seduziu Adão a comer com ela.  Quando Deus repreendeu Adão por sua desobediência, Adão culpou Eva, e assim Deus a condenou:

“Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.” (Gênesis 3:16)

Foi essa imagem de Eva como uma sedutora enganadora que deixou um legado negativo para as mulheres através do Judaísmo e da Cristandade.  O próprio Paulo, que foi um judeu veementemente anticristão, escreveu na Bíblia: ‘A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.  Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.   Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.  E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos.’ (I Tim. 2:11-5)[1]

A concepção islâmica da mulher é radicalmente diferente.  O Alcorão esclarece que Satanás foi o único enganador na história do Jardim, enquanto Adão e Eva receberam culpa igual por sua desobediência.  Não existe a menor insinuação de que Eva foi a primeira a comer do fruto proibido ou de que ela tentou Adão a fazê-lo.  Adão e Eva pecaram, pediram a Deus Seu Perdão, e Ele imediatamente o concedeu:

“Disseram: ‘Ó Senhor nosso, nós mesmos nos condenamos e, se não nos perdoares a Te apiedares de nós, seremos desventurados!’” (Alcorão 7:23)

Lingüisticamente os termos corânicos para ‘útero’ e ‘misericórdia’ são sinônimos.  Isso ocorre porque, ao invés de punição de Deus, o parto no Islã é visto como uma de Suas incontáveis bênçãos.  Além disso, a noção de que Deus condena o inocente é muito blasfema!  E, enquanto o Cristianismo sustenta que todo recém-nascido é um pecador – fruto da punição de sua mãe, o Islã ensina que todas as crianças nascem inocentes e sem pecados com base na fitra: uma disposição natural virtuosa e monoteísta.  Conseqüentemente, se diz que quem abraça o Islã reverte à sua religião natural.  Somente a educação imoral da criança a converte em um pecador rebelde.

“Quem cometer uma iniqüidade, será pago na mesma moeda; por outra, aqueles que praticarem o bem, sendo crentes, homens ou mulheres, entrarão no Paraíso, onde serão agraciados imensuravelmente.” (Alcorão 40:40)

As palavras de Paulo, anteriormente, também mostram como o pecado de Eva foi usado para justificar a limitação das aspirações educacionais das mulheres.  No Islã, entretanto, as mulheres são iguais aos homens na busca de conhecimento.  O Profeta disse:

“A busca do conhecimento é compulsório para todo muçulmano (homem ou mulher).” (Ibn Maja)

Além disso, a posição mais honrada que alguém pode alcançar na sociedade muçulmana é a de erudito [o Islã não tem classe sacerdotal].  A esposa do Profeta, Aisha, de quem Companheiros importantes adquiriram conhecimento, é um exemplo de mulher instruída que continua a ter grande influência na sociedade islâmica.  Como foram as várias professoras do celebrado sábio, guerreiro e mestre de ciências islâmicas, Ibn Taymiyya (falecido em 1328).

“...Poderão, acaso, equiparar-se os sábios com os insipientes? Só os sensatos recordarão.” (Alcorão 39:9)


Footnotes:
[1] Os fundadores da Igreja, homens que formularam a crença cristã e canonizaram a Bíblia, apoiaram essa opinião:  ‘Não sabem que cada uma de vocês é uma Eva?’ A frase de Deus sobre esse seu sexo reside nessa época: a culpa também. Vocês são os portões do Demônio: são a abertura da árvore proibida: são os primeiros desertores da lei divina: são as que persuadiram aquele que o demônio não era corajoso o suficiente para atacar. Destruíram facilmente a imagem de Deus, o homem. (Tertuliano)
“A mulher é a filha da falsidade, uma sentinela do Inferno, o inimigo da paz; através dela Adão perdeu o paraíso.” São João Damasceno)
‘Deus criou Adão Senhor de todas as criaturas vivas, mas Eva destruiu tudo. As mulheres devem permanecer em casa, cuidar da casa e ter filhos. E se elas se cansarem ou até mesmo morrerem (devido ao parto) não importa. Deixe-as morrer no parto, porque é para isso que estão lá.’ (Martim Lutero).
O Véu Desvelado: A Verdadeira Condição das Mulheres no Islã (parte 3 de 3)

   
Descrição: O véu e seu significado no Islã e na tradição judaico-cristã, e também um breve olhar na postura islâmica em relação às mulheres.  Parte 3: Condição das mulheres em alguns países muçulmanos, porque as ocidentais ‘livres’ estão se voltando para o Islã, e um breve olhar em alguns dos direitos que o Islã concede às mulheres.
Por AbdurRahman Mahdi, www.Quran.nu, (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 22 Jun 2010 
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Categoria: Artigos &gt; Atualidades &gt; Mulheres 
Muitas das práticas culturais pré-islâmicas ressurgentes que têm tragicamente sido associadas ao Islã, como casamentos forçados, mutilação genital feminina, dotes pagos pela noiva (ao invés de pagos pelo noivo), crimes de honra e a criminalização das vítimas de estupro, somente ressurgiram após a disrupção causada pelo colonialismo e a desconexão resultante dos muçulmanos comuns de suas fontes de conhecimento. Os eruditos do Islã, homens e mulheres, são sempre as primeiras vítimas de qualquer expurgo imperialista.  Todavia, à luz do Alcorão e da Sunnah, o véu da desinformação cobrindo a verdadeira condição das mulheres no Islã é facilmente removido.  Além disso, o Islã continua a se expandir mais rapidamente do que qualquer outro estilo de vida entre as mulheres, contando com 75% de todas as revertidas européias e americanas - o que é irônico, dado o amplo preconceito ocidental de que o ‘Islã oprime as mulheres!

‘Ocidentais em desespero com suas próprias sociedades - crimes em alta, desagregação familiar, drogas e alcoolismo – passou a admirar a disciplina e segurança do Islã.  Muitos convertidos são ex-cristãos, desiludidos pela incerteza da igreja e infelizes com o conceito da Trindade e da divinização de Jesus.’ (Lucy Berrington, “Why British women are turning to Islam” (“Por que as mulheres britânicas estão se voltando para o Islã”, Times, 11/09/1993)

Essas mulheres reconheceram a mesma verdade que levou o cristão Negus da Abissínia a abraçar o Islã depois de um discurso no qual os Companheiros o informaram: ‘O Mensageiro de Deus nos proibiu de caluniar as mulheres.’ (Ibn Hisham)

“Em verdade, aqueles que difamarem as mulheres castas, inocentes e crentes, serão malditos, neste mundo e no outro, e sofrerão um severo castigo.” (Alcorão 24:23)

Hoje em dia, muitas freiras e devotas das igrejas ortodoxa, católica, oriental e africana continuam a usar o véu cristão.  A muçulmana também usa o seu hijab, declarando sua fé em humildade e servidão perante Deus.  Apenas aqueles que têm uma sanção divina – seus familiares imediatos e outras mulheres crentes – podem ver sua beleza.  De fato, ela está dizendo: ‘Julguem-me por minha fé, não pelo meu corpo – eu não dou outra escolha.’  Quando implementado fielmente, como foi pelos primeiros aderentes, o Islã oferece às mulheres a liberdade, dignidade, justiça e proteção que por muito tempo permaneceram fora de seu alcance.  A humanidade herdou do Profeta uma grande tradição islâmica quando ele disse:

‘O melhor dentre vós (homens) são aqueles que tratam melhor vossas mulheres.’

Enquanto as cristãs herdaram uma tradição de misoginia do rabinismo judaico e do pensamento grego.  Foi a reação da mulher ocidental a essa condição pobre proporcionada a ela e à sua ‘sexploração’ que levou ao surgimento do movimento feminista.

“Os crentes e as crentes são protetores uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat, e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro. Deus Se compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo.” (Alcorão 9:71)

O Islã concedeu às mulheres direitos contratuais, conjugais, à herança, a iniciar o divórcio, ter e controlar de forma independente fortuna e propriedades, estabelecer e administrar negócios, receber pagamento igual, reter seu nome de solteira, etc., 1400 anos atrás, enquanto o ocidente democrático concedeu direitos semelhantes somente nos últimos 50 anos do século 20!  De fato, exceto pelo aborto, muito pelo qual as feministas continuam a lutar já tinha sido sancionado pelo Islã.  Sem mencionar que a emancipação ao estilo ocidental – essencialmente as mulheres copiarem os homens – não somente impôs exigências impossíveis sobre o sexo mais fraco, mas também deixou as qualidades femininas sem qualquer valor intrínseco.  Quanto às muçulmanas com véu que celebram suas qualidades femininas, são um reflexo de castidade, humildade e dignidade, um espelho de sua devoção e crença em Deus – fatores que liberam, não subjugam – e pelos quais elas esperam uma grande recompensa.

“Quanto aos muçulmanos e às muçulmanas, aos crentes e às crentes, aos consagrados e às consagradas, aos verazes e às verazes, aos perseverantes e às perseverantes, aos humildes e às humildes, aos caritativos e às caritativas, aos jejuadores e às jejuadoras, aos recatados e às recatadas, aos que se recordam muito de Deus e às que se recordam d’Ele, saibam que Deus lhes tem destinado a indulgência e uma magnífica recompensa.” (Alcorão 33:35)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/781596079498791654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/o-veu-desvelado-verdadeira-condicao-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/781596079498791654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/781596079498791654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/o-veu-desvelado-verdadeira-condicao-das.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-7403070726211533265</id><published>2015-07-28T16:08:00.002-07:00</published><updated>2015-07-28T16:08:49.935-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'> 
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Tratar as Esposas Gentilmente

   
Descrição: A gentileza entre os cônjuges como um reflexo da fé.
Por IslamReligion.com
Publicado em 04 Jan 2009 - Última modificação em 07 Jan 2009 
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Categoria: Artigos &gt; Atualidades &gt; Mulheres 
Categoria: Artigos &gt; Adoração e Prática &gt; Moral e Práticas Islâmicas 
Tratar as Esposas Gentilmente

Deus instrui os homens a serem bons com suas esposas e a tratá-las bem ao máximo de suas capacidades:

“...E convivei com elas em gentileza...”  (Alcorão 4:19)

O Mensageiro de Deus disse, ‘O mais perfeito dos crentes na crença é o melhor deles em caráter.  O melhor de vocês são aqueles que tratam melhor suas mulheres.’[1]  O Profeta da Misericórdia nos diz que o tratamento de um marido em relação à sua esposa reflete o bom caráter de um muçulmano, que por sua vez é um reflexo da fé do homem.  Como um marido muçulmano pode ser bom para sua esposa?  Ele deve sorrir, não magoá-la, remover qualquer coisa que possa prejudicá-la, tratá-la gentilmente e ser paciente com ela.

Ser bom inclui boa comunicação.  Um marido deve estar disposto a se abrir, e estar disposto a ouvir sua esposa.  Muitas vezes um marido quer expressar suas frustrações (sobre o trabalho, por exemplo).  Ele não deve se esquecer de perguntar a ela o que a incomoda (como quando as crianças não fazem seu dever de casa, por exemplo).  Um marido não deve falar sobre coisas importantes com ela quando ele ou sua esposa estiverem zangados, cansados ou com fome.  Comunicação, comprometimento e consideração são a pedra angular do casamento.

Ser bom inclui encorajar a esposa.  A admiração mais significativa vem de um coração sincero que nota o que realmente importa - o que a esposa realmente valoriza.  Então um marido deve se perguntar com o que ela se sente mais insegura e descobrir o que ela valoriza.  Esse é o ponto chave da esposa.  Quanto mais o marido elogiar, mais a esposa o admirará, mais apurado será esse hábito saudável.  Palavras gentis como, “Eu gosto da forma como você pensa,” “Você fica bonita nessas roupas,” e “Eu adoro ouvir a sua voz no telefone.”

Seres humanos são imperfeitos.  O Mensageiro de Deus disse, “Um crente não deve odiar uma crente.  Se ele não gosta de algo no caráter dela, ele deve ficar satisfeito com alguma outra característica dela.”[2]  Um homem não deve odiar sua esposa porque se ele não gosta de algo nela, ele encontrará algo que ele gosta sobre ela se ele se der essa oportunidade.  Uma forma de estar alerta sobre o que ele gosta em sua esposa é o marido fazer uma lista de meia dúzia de coisas que ele aprecia sobre ela.  Os especialistas em casamento recomendam que se seja tão específico quanto possível e que se foque no caráter - assim como o Profeta do Islã recomendou, não apenas no que ela faz para o marido.  Por exemplo, um marido pode apreciar a forma como ela organiza a roupa limpa, mas a característica subjacente pode ser que ela é atenciosa.  O marido deve considerar características admiráveis como ser piedosa, generosa, gentil, devota, criativa, elegante, honesta, carinhosa, energética, otimista, comprometida, fiel, confidente, animada, e assim por diante.  Um marido deve se dar algum tempo para preparar essa lista, e revê-la nos momentos de conflito quando ele está mais propenso a sentir aversão em relação à sua esposa.  Isso o ajudará a ser mais consciente dos bons atributos de sua esposa e mais propenso a elogiá-los.

Um companheiro perguntou ao Profeta de Deus ‘qual é o direito da esposa sobre seu marido?’  Ele disse, “Que você a alimente quando se alimentar e que a vista quando você se vestir e que não bata em seu rosto.  Não fale mal dela e não se afaste dela, exceto na casa.”[3]

O conflito no casamento é virtualmente inevitável e leva à muita raiva.  Embora a raiva seja uma das emoções mais difíceis de administrar, o primeiro passo para o seu controle pode ser aprender como perdoar aqueles que nos magoam.  No caso de conflito, um marido não deve parar de falar com sua esposa e magoá-la, mas ele pode parar de dormir na mesma cama se isso melhorar a situação.  Sob nenhuma circunstância, mesmo quando ele estiver zangado ou de alguma forma sentir que é justificável, é permitido ao marido caluniar sua esposa usando palavras prejudiciais ou causar a ela qualquer injúria.


Footnotes:
[1] Al-Tirmidhi
[2] Saheeh Muslim.
[3] Abu Daud.
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Descrição: Um breve olhar na condição social e política da Península Arábica antes do nascimento do Profeta Muhammad.
Por IslamReligion.com
Publicado em 10 Aug 2009 - Última modificação em 10 Aug 2009 
Visualizado: 10973 (média diária: 5) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0
Impresso: 471 - Enviado por email: 1 - Comentado em: 0 
Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
A Arábia naquele período estava dividida em três áreas de influência.  O norte vivia sob a sombra de dois grandes impérios, o Bizâncio cristão e a Pérsia zoroastrina, impérios em guerra perpétua tão equiparada que um não conseguia vitória definitiva sobre o outro.  Nas sombras desses poderes viviam os árabes da região norte com alianças divididas e inconstantes

O sul era a terra dos perfumes árabes, chamada pelos romanos de “Arábia Félix.” (atualmente Iêmen e região sul da Arábia Saudita). Era uma propriedade desejável.  A conversão do governante etíope, o Negus, ao Cristianismo levou seu país à aliança com Bizâncio, e foi com a aprovação bizantina que os etíopes tomaram posse desse território fértil no início do século sexto.  Antes de sua ruína nas mãos de um conquistador implacável, entretanto, os habitantes do sul tinham aberto os desertos da Arábia central ao comércio, introduzindo certa organização à vida dos beduínos que serviam como guias para suas caravanas e estabeleceram postos de comércio nos oásis.

Se o símbolo daquele povo sedentário era a árvore de olíbano, o da zona árida era a tamareira; de um lado o luxo do perfume, do outro o alimento necessário.  Ninguém poderia ter considerado o Hijaz – ‘onde nenhum pássaro canta e nenhuma grama cresce’ – de acordo com um poeta sulista – uma propriedade desejável.  As tribos do Hijaz nunca tinham experimentado conquista ou opressão; nunca tinham sido obrigadas a chamar de ‘senhor’ nenhum homem.

A pobreza era sua proteção, mas é questionável se se consideravam pobres.  Para se considerar pobre deve-se invejar o rico, e eles não invejavam ninguém.  Sua fortuna estava em sua liberdade, em sua honra, em sua linhagem nobre, e no instrumento maleável da única arte que conheciam, a arte da poesia.  Tudo que nós agora chamamos de ‘cultura’ estava concentrado nesse instrumento.  Sua poesia glorificava a coragem e a liberdade, louvava o amigo e ironizava o adversário, exaltava a bravura dos homens da tribo e a beleza das mulheres, em poemas recitados do lado da fogueira ou na infinitude do deserto sob o vasto céu azul, testemunhando a grandeza dessa pequena criatura humana sempre viajando por regiões estéreis da terra.

Para o beduíno a palavra era tão poderosa quanto a espada.  Quando tribos hostis se encontravam para testes em batalha era comum que cada lado colocasse seu melhor poeta para louvar a coragem e nobreza de seu próprio povo e despreza o inimigo ignóbil.  Essas batalhas, na quais o combate entre campeões rivais era a característica principal, eram mais um esporte de honra do que uma guerra como agora entendemos o termo; eram tumultos, ostentação e exibicionismo, com muito menos baixas que as produzidas pela guerra moderna.  Serviam um propósito econômico claro através da distribuição de botim, e se o vitorioso usasse demais a sua vantagem iria contra o conceito de honra.  Quando um lado ou outro reconhecia a derrota os mortos de ambos os lados eram contados e os vitoriosos pagavam a dívida de sangue – reparações – para os conquistados, para que a força relativa das tribos fosse mantida em um equilíbrio saudável.  O contraste entre essa prática e as práticas da guerra civilizada é espantoso.

Entretanto, Meca era, e continua sendo, importante por uma razão diferente.  Lá está a Caaba, a primeira Casa construída para a humanidade adorar seu único Deus.  A antiga Caaba há muito tempo era o centro desse pequeno mundo.  Mais de 1.000 anos antes de Salomão construir o templo em Jerusalém, seu ancestral, Abraão, ajudado por Ismael, seu filho mais velho, suspendeu suas paredes sob fundações antigas.  Um certo Qusayy, chefe da poderosa tribo dos Coraixitas, estabeleceu um assentamento permanente lá.  Essa era a cidade de Meca (ou Baca). Perto da Caaba havia o poço de Zanzam.  Sua origem, também, remonta ao tempo de Abraão.  Foi esse poço que salvou a vida do bebê Ismael.  Como a Bíblia diz:

“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro.” (Gênesis 21:17-20)

Ou, como o salmista canta:

“Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.” (Salmos 84:6)

As circunstâncias da época favoreceram o desenvolvimento de Meca como um centro comercial de destaque.  As guerras entre a Pérsia e Bizâncio tinham fechado as rotas de comércio mais ao norte entre o oriente e o ocidente, enquanto que a influência e prosperidade do sul da Arábia tinham sido destruídas pelos etíopes.  Além disso, o prestígio da cidade foi intensificado por seu papel como um centro de peregrinação, e os Coraixitas, como curadores da Caaba, desfrutavam do melhor de ambos os mundos.  A combinação de nobreza – a descendência árabe de Abraão através de Ismael – com riqueza e autoridade espiritual lhes deu base para acreditar que seu esplendor, comparado com o de qualquer outro povo na terra, era como o esplendor do sol comparado ao brilho das estrelas.

Mas a distância no tempo dos grandes patriarcas e profetas assim como seu isolamento nos desertos áridos da península provocaram o surgimento da idolatria.  Acreditando na intercessão de deuses menores com o Ser Supremo em seus rituais de adoração, mantinham a crença que suas deidades possuíam o poder de levar suas orações ao Deus Supremo.  Cada região e clã, de fato cada casa, tinha seu próprio pequeno ‘deus’ em separado.  Trezentos e sessenta ídolos tinham sido instalados dentro da Caaba e seu pátio - a casa construída por Abraão para a adoração do Único Deus.  Os árabes na verdade prestavam honras divinas não apenas a ídolos esculpidos mas veneravam tudo que fosse sobrenatural.  Acreditavam que os anjos eram filhas de Deus.  Bebedeira e jogatina eram comuns.  O infanticídio feminino era comum onde as meninas recém-nascidas eram enterradas vivas.
Biografia de Muhammad (parte 1 de 12): As Condições da Arábia Antes da Profecia


Descrição: Um breve olhar na condição social e política da Península Arábica antes do nascimento do Profeta Muhammad.
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Publicado em 10 Aug 2009 - Última modificação em 10 Aug 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
A Arábia naquele período estava dividida em três áreas de influência.  O norte vivia sob a sombra de dois grandes impérios, o Bizâncio cristão e a Pérsia zoroastrina, impérios em guerra perpétua tão equiparada que um não conseguia vitória definitiva sobre o outro.  Nas sombras desses poderes viviam os árabes da região norte com alianças divididas e inconstantes

O sul era a terra dos perfumes árabes, chamada pelos romanos de “Arábia Félix.” (atualmente Iêmen e região sul da Arábia Saudita). Era uma propriedade desejável.  A conversão do governante etíope, o Negus, ao Cristianismo levou seu país à aliança com Bizâncio, e foi com a aprovação bizantina que os etíopes tomaram posse desse território fértil no início do século sexto.  Antes de sua ruína nas mãos de um conquistador implacável, entretanto, os habitantes do sul tinham aberto os desertos da Arábia central ao comércio, introduzindo certa organização à vida dos beduínos que serviam como guias para suas caravanas e estabeleceram postos de comércio nos oásis.

Se o símbolo daquele povo sedentário era a árvore de olíbano, o da zona árida era a tamareira; de um lado o luxo do perfume, do outro o alimento necessário.  Ninguém poderia ter considerado o Hijaz – ‘onde nenhum pássaro canta e nenhuma grama cresce’ – de acordo com um poeta sulista – uma propriedade desejável.  As tribos do Hijaz nunca tinham experimentado conquista ou opressão; nunca tinham sido obrigadas a chamar de ‘senhor’ nenhum homem.

A pobreza era sua proteção, mas é questionável se se consideravam pobres.  Para se considerar pobre deve-se invejar o rico, e eles não invejavam ninguém.  Sua fortuna estava em sua liberdade, em sua honra, em sua linhagem nobre, e no instrumento maleável da única arte que conheciam, a arte da poesia.  Tudo que nós agora chamamos de ‘cultura’ estava concentrado nesse instrumento.  Sua poesia glorificava a coragem e a liberdade, louvava o amigo e ironizava o adversário, exaltava a bravura dos homens da tribo e a beleza das mulheres, em poemas recitados do lado da fogueira ou na infinitude do deserto sob o vasto céu azul, testemunhando a grandeza dessa pequena criatura humana sempre viajando por regiões estéreis da terra.

Para o beduíno a palavra era tão poderosa quanto a espada.  Quando tribos hostis se encontravam para testes em batalha era comum que cada lado colocasse seu melhor poeta para louvar a coragem e nobreza de seu próprio povo e despreza o inimigo ignóbil.  Essas batalhas, na quais o combate entre campeões rivais era a característica principal, eram mais um esporte de honra do que uma guerra como agora entendemos o termo; eram tumultos, ostentação e exibicionismo, com muito menos baixas que as produzidas pela guerra moderna.  Serviam um propósito econômico claro através da distribuição de botim, e se o vitorioso usasse demais a sua vantagem iria contra o conceito de honra.  Quando um lado ou outro reconhecia a derrota os mortos de ambos os lados eram contados e os vitoriosos pagavam a dívida de sangue – reparações – para os conquistados, para que a força relativa das tribos fosse mantida em um equilíbrio saudável.  O contraste entre essa prática e as práticas da guerra civilizada é espantoso.

Entretanto, Meca era, e continua sendo, importante por uma razão diferente.  Lá está a Caaba, a primeira Casa construída para a humanidade adorar seu único Deus.  A antiga Caaba há muito tempo era o centro desse pequeno mundo.  Mais de 1.000 anos antes de Salomão construir o templo em Jerusalém, seu ancestral, Abraão, ajudado por Ismael, seu filho mais velho, suspendeu suas paredes sob fundações antigas.  Um certo Qusayy, chefe da poderosa tribo dos Coraixitas, estabeleceu um assentamento permanente lá.  Essa era a cidade de Meca (ou Baca). Perto da Caaba havia o poço de Zanzam.  Sua origem, também, remonta ao tempo de Abraão.  Foi esse poço que salvou a vida do bebê Ismael.  Como a Bíblia diz:

“E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o anjo de Deus a Agar desde os céus, e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o menino e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino. E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro.” (Gênesis 21:17-20)

Ou, como o salmista canta:

“Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.” (Salmos 84:6)

As circunstâncias da época favoreceram o desenvolvimento de Meca como um centro comercial de destaque.  As guerras entre a Pérsia e Bizâncio tinham fechado as rotas de comércio mais ao norte entre o oriente e o ocidente, enquanto que a influência e prosperidade do sul da Arábia tinham sido destruídas pelos etíopes.  Além disso, o prestígio da cidade foi intensificado por seu papel como um centro de peregrinação, e os Coraixitas, como curadores da Caaba, desfrutavam do melhor de ambos os mundos.  A combinação de nobreza – a descendência árabe de Abraão através de Ismael – com riqueza e autoridade espiritual lhes deu base para acreditar que seu esplendor, comparado com o de qualquer outro povo na terra, era como o esplendor do sol comparado ao brilho das estrelas.

Mas a distância no tempo dos grandes patriarcas e profetas assim como seu isolamento nos desertos áridos da península provocaram o surgimento da idolatria.  Acreditando na intercessão de deuses menores com o Ser Supremo em seus rituais de adoração, mantinham a crença que suas deidades possuíam o poder de levar suas orações ao Deus Supremo.  Cada região e clã, de fato cada casa, tinha seu próprio pequeno ‘deus’ em separado.  Trezentos e sessenta ídolos tinham sido instalados dentro da Caaba e seu pátio - a casa construída por Abraão para a adoração do Único Deus.  Os árabes na verdade prestavam honras divinas não apenas a ídolos esculpidos mas veneravam tudo que fosse sobrenatural.  Acreditavam que os anjos eram filhas de Deus.  Bebedeira e jogatina eram comuns.  O infanticídio feminino era comum onde as meninas recém-nascidas eram enterradas vivas.

Biografia de Muhammad (parte 2 de 12): Do Nascimento à Idade Adulta


Descrição: Um olhar na vida do Profeta antes da revelação.
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Publicado em 17 Aug 2009 - Última modificação em 17 Aug 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
O Nascimento do Profeta

Foi no ano de 570 da Era Cristã que o Profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, nasceu em Meca, uma cidade na atual Arábia Saudita.  Seu pai, Abdullah, era um tataraneto de Qusayy, o fundador de Meca, e pertencia à família Hashimita de Coraix.  Sua mãe, Amina, era descendente do irmão de Qusayy.  Ao retornar com uma caravana da Síria e Palestina, Abdullah parou para visitar parentes em um oásis ao norte de Meca, ficou doente lá e morreu vários meses antes do nascimento de seu filho.

Era costume enviar os filhos dos Coraixitas para o deserto para serem amamentados por uma mãe-de-leite e passar sua primeira infância com uma tribo beduína.  Fora considerações de saúde, isso representava um retorno às suas raízes, uma oportunidade de experimentar a liberdade que acompanha a vastidão do deserto.  O Profeta Muhammad foi levado por Halima e passou quatro ou cinco anos com essa família beduína, pastoreando ovelhas assim que teve idade suficiente para andar, aprendendo os modos do deserto.

Quando estava com seis anos, pouco depois de ter se reunido à sua mãe, ela o levou para uma visita a Yathrib, onde seu pai havia morrido, e ela própria ficou doente com uma das febres que predominavam no oásis, morrendo na viagem de volta para casa.  Muhammad então ficou sob a custódia de seu avô, Abdul-Muttalib, chefe do clã Hashimita.  Quando o menino estava com oito anos de idade Abdul-Muttalib morreu e ele ficou sob os cuidados do novo chefe Hashimita, seu tio Abu Talib.  O Profeta Muhammad pastoreava ovelhas e quando alcançou a idade de nove anos foi levado por seu tio na viagem de caravana para a Síria, para que aprendesse a arte do comércio.

Continuou trabalhando como mercador, e logo criou uma reputação.  Entre as fortunas substanciais de Meca estava a de Khadija, que enviuvara duas vezes.  Impressionado pelo que ouviu de Muhammad, que era agora comumente conhecido como al-Amin, ‘o confiável’, ela o empregou para levar sua mercadoria à Síria.  Ainda mais impressionada por sua competência, quando sua tarefa foi completada, do que por seu charme pessoal, ela enviou uma proposta para casamento.  Por essa época o Profeta Muhammad tinha vinte e cinco anos e Khadija quarenta.  Khadija presenteou seu marido com um jovem escravo, Zaid, que foi então libertado por Muhammad.  Quando os parentes de Zaid vieram para resgatá-lo, sua afeição por seu benfeitor era tão grande que ele escolheu permanecer com o Profeta Muhammad.  Khadija deu a Muhammad seis filhos, incluindo um menino, Qasim, que morreu antes de seu segundo aniversário.

O Profeta Muhammad era agora um homem de posses, respeitado na comunidade, admirado por sua generosidade e seu bom senso.  Seu futuro parecia garantido.  No devido curso, por ter restabelecido a prosperidade de seu clã, ele se tornaria um dos líderes mais influentes da cidade e terminaria sua vida, talvez, como seu avô, reclinado na sombra da Caaba lembrando os longos anos bem vividos em termos terrenos.  Ainda assim seu espírito estava inquieto e ficou ainda mais quando se aproximou da meia-idade.

Os Hunafas

Os mecanos reivindicavam descendência de Abraão através de Ismael e seu templo, a Caaba, tinha sido construído por Abraão para a adoração do Deus Único.  Continuava a ser chamada a Casa de Deus, mas os principais objetos de adoração passaram a ser vários ídolos colocados em seu interior, esculturas de deidades que acreditavam serem as filhas de Deus que agiam como intercessoras.  Os poucos que repugnavam essa idolatria que havia prevalecido por séculos ansiavam pela religião de Abraão.  Os que buscavam pela verdade eram conhecidos como Hunafas, uma palavra que originalmente significava “aqueles que se afastam” da adoração de ídolos.  Esses Hunafas não formavam uma comunidade, e buscavam a verdade através da luz de suas próprias consciências.  Muhammad filho de Abdullah era um deles.

Biografia de Muhammad (parte 3 de 12): As Primeiras Revelações

   
Descrição: Um relato detalhado de como o Profeta, que Deus o louve, recebeu suas primeiras revelações de Deus.
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Publicado em 17 Aug 2009 - Última modificação em 17 Aug 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
Foi por essa época que o Profeta começou a ter sonhos agradáveis que se provaram verdadeiros.  Ele também começou a sentir uma necessidade crescente por solidão, e isso o levou a buscar reclusão e meditação nas montanhas rochosas que cercavam Meca.  Lá ele se retirava por dias, levando provisões, e retornava para sua família para mais provisões.  No calor do dia e durante as noites claras do deserto, quando as estrelas pareciam afiadas o bastante para penetrar o olho, sua própria substância se saturava com os ‘sinais’ nos céus, para que ele servisse como um instrumento totalmente adequado para uma revelação já inerente nesses ‘sinais’.  Foi então que ele passou por uma preparação para a enorme tarefa que seria colocada sob seus ombros, a tarefa da missão profética e de transmitir a verdadeira religião de Deus para seu povo e o resto da humanidade.

Veio em uma noite no final do mês sagrado de Ramadã, a noite conhecida pelos muçulmanos como Laylat-ul-Qadr, a ‘Noite do Decreto’.


 
Caverna de Hira (vista aérea).  O Profeta Muhammad costumava meditar nessa caverna com frequência.  As primeiras revelações do Alcorão vieram para ele aqui.

 

O Profeta Muhammad estava em solidão na caverna no Monte Hira.  Foi surpreendido pelo Anjo da Revelação, Gabriel, o mesmo que tinha vindo para Maria, a mãe de Jesus, que o segurou em um abraço.  Uma única palavra de comando irrompeu sobre ele: ‘Iqra’  - ‘Leia![1]’  Ele disse: ‘Não sei ler!’  mas o comando foi emitido mais duas vezes, cada vez com a mesma resposta do Profeta.  Finalmente ele foi pego com força esmagadora pelo anjo.  Gabriel o libertou e a primeira “recitação” do Alcorão foi revelada a ele:

“Lê, em nome do teu Senhor Que criou; Criou o homem de algo que se agarra.  Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo, Que ensinou através do cálamo, Ensinou ao homem o que este não sabia.” (Alcorão 96:1-5)

Assim começou a magnífica história da revelação final de Deus para a humanidade até o fim dos tempos.  O encontro de um árabe, quatorze séculos atrás, com um ser do campo do Invisível foi um evento de tamanha significância que moveu povos inteiros em toda a terra e afetou as vidas de centenas de milhões de homens e mulheres, construindo grandes cidades e grandes civilizações, provocando o confronto de poderosos exércitos e fazendo surgir da poeira beleza e esplendor antes desconhecidos.  Também trouxe multidões aos Portões do Paraíso e, além disso, para uma visão beatífica.  A palavra Iqra, ecoando ao redor dos vales do Hijaz, quebrou o molde no qual o mundo conhecido era modelado; e esse homem, sozinho entre os rochedos, colocou sob seus ombros o fardo que teria esmagado as montanhas se tivesse sido colocado sobre elas.

O Profeta Muhammad estava com quarenta anos e havia alcançado a idade da maturidade.  Pode-se dizer que o impacto desse encontro tremendo desfez sua substância.  A pessoa que ele tinha sido era como uma pele queimada pela luz, e o homem que desceu da montanha e buscou refúgio nos braços de sua esposa Khadija não era o mesmo homem que a subiu.

Naquele momento, era como um homem perseguido.  Quando desceu, ouviu uma grande voz gritando: ‘Muhammad, tu és o Mensageiro de Deus e eu sou Gabriel.’  Ele olhou para cima e o anjo encheu o horizonte.  Para onde quer que se voltasse, a figura estava lá, inescapavelmente presente.  Ele correu para casa e gritou para Khadija: ‘Cubra-me! Cubra-me!’ Ela se deixou, colocou um manto sobre ele e assim que ele se recobrou um pouco contou a ela o que havia acontecido.  O Profeta temia por si mesmo.  Ela o abraçou e confortou:

“Nunca! Por Deus, Ele nunca o desgraçará.  Você mantém boas relações com seus parentes, ajuda os pobres, serve seus hóspedes de forma generosa e ajuda aqueles atingidos por calamidades.” (Saheeh Al-Bukhari)

Ela viu em seu marido um homem que Deus não humilharia por causa de suas virtudes e honestidade, justiça e por ajudar aos pobres.  A primeira pessoa na face da terra a acreditar nele foi sua própria esposa, Khadija.  Imediatamente ela foi ver seu tio Waraqa, um estudioso da Bíblia.  Depois de ouvir o relato da experiência de seu marido, Waraqa o reconheceu das profecias da Bíblia como sendo o profeta esperado, e confirmou que o que apareceu para ele na caverna era de fato o anjo Gabriel, o Anjo da Revelação:

“Esse é o Protetor de Segredos (Gabriel) que veio para Moisés.” (Saheeh Al-Bukhari)

O Profeta continuou a receber revelações pelo resto de sua vida, memorizadas e escritas por seus companheiros em pedaços de couro de ovelha e o que mais estivesse a mão.

O Alcorão ou “Recitação”

As palavras trazidas a ele de Gabriel são consideradas sagradas pelos muçulmanos e nunca são confundidas com aquelas que ele próprio emitiu.  As primeiras são o Livro Sagrado, o Alcorão; as segundas são o Hadith ou Sunna do Profeta.  Como o anjo Gabriel recitou o Alcorão oralmente ao Profeta, o Livro Sagrado é conhecido como Alcorão, “A Recitação”, a recitação do homem que não sabia ler.


Footnotes:
[1] A palavra ‘leia’ em árabe tem conotações de ler e recitar.
Biografia de Muhammad (parte 4 de 12): Perseguição em Meca


Descrição: Os dias iniciais da missão do Profeta do Islã e a perseguição aos adeptos do Islã.
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Publicado em 24 Aug 2009 - Última modificação em 24 Aug 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
Primeiros Convertidos

Pelos primeiros poucos anos de sua Missão, o Profeta pregou para sua família e amigos íntimos.  A primeira mulher a se converter foi sua esposa Khadija, a primeira criança foi seu primo de primeiro grau Ali, que estava sob seus cuidados, e o primeiro servo foi seu servo Zaid, um ex-escravo.  Seu velho amigo Abu Bakr foi o primeiro homem adulto livre a se converter.  Muitos anos depois o Profeta falou a respeito dele: ‘Nunca chamei ninguém para o Islã que não hesitasse inicialmente, com a exceção de Abu Bakr.’

Mais tarde veio a ordem para pregar abertamente e falar contra a idolatria.  A princípio os líderes dos Coraixitas foram capazes de ignorar esse estranho pequeno grupo, tratando Muhammad como um caso triste de auto-engano, mas depois começaram a se dar conta de que sua pregação, que estava atraindo adeptos entre os pobres e despossuídos (e podia, portanto, ser vista como subversiva), apresentava uma ameaça tanto à religião quanto à prosperidade de Meca.  Um conflito aberto, entretanto, seria contra seus interesses.  Seu poder dependia de sua unidade, e com o exemplo de Yathrib – destruída por conflito tribal – com um terrível alerta do que poderia acontecer em sua própria cidade, foram obrigados a aguardar seu momento.  Além disso, o clã Hashim, independentemente do que pensasse em particular de seu membro perigoso, era obrigado por força do costume a defendê-lo se atacado.  Restringiram-se no momento à zombaria, talvez a arma mais eficaz na defesa do homem comum contra o surgimento da verdade, uma vez que não envolve o nível de comprometimento inerente à violência.  Seu ex-guardião Abu Talib abriu mão de seu chamado para não prejudicar sua segurança e a segurança do clã.  ‘Ó meu tio’, disse ele, ‘mesmo se colocarem o sol em minha mão direita e a lua em minha mão esquerda, não abandonarei meu propósito até que Deus me conceda sucesso ou eu morra.’ Abu Talib respondeu com um suspiro: ‘Ó filho de meu irmão, eu não o abandonarei.’

A tensão na cidade aumentou gradualmente, mês a mês, à medida que a influência espiritual de Muhammad se espalhava, minando a hegemonia dos líderes dos Coraixitas e causando divisão em suas famílias.  Essa influência se tornou ainda mais perigosa para a ordem estabelecida quando o conteúdo de sucessivas revelações se ampliou para incluir a denúncia da insensibilidade da plutocracia de Meca, sua ambição por ‘mais e mais’ e sua avareza.  A oposição era agora liderada por um certo Abu Jahl, junto com Abu Lahab e o cunhado do segundo, um homem mais jovem que era mais sutil e talentoso do que ambos, Abu Sufyan.  Ao retornar um dia da caçada, Hamza, o tio de Muhammad, que até então tinha se mantido neutro, ficou tão irado ao saber dos insultos lançados ao seu sobrinho que procurou Abu Jahl, bateu em sua cabeça com seu arco e anunciou ali sua conversão ao Islã.

Começo da Perseguição

No final do terceiro ano, o Profeta recebeu o comando para “se erguer e admoestar”, depois do que começou a pregar em público, destacando a insensatez maléfica da idolatria em face das leis maravilhosas do dia e da noite, da vida e da morte, do crescimento e decadência, que manifestam o poder de Deus e atestam Sua Unicidade.  Foi então, quando começou a falar contra seus deuses, que os Coraixitas se tornaram ativamente hostis, perseguindo seus discípulos mais pobres, zombando dele e insultando-o.  A única consideração que os impedia que matá-lo era o medo da vingança de sangue do clã ao qual sua família pertencia.  Forte em sua inspiração, o Profeta continuou admoestando, pleiteando e ameaçando, enquanto os Coraixitas faziam tudo que podiam para ridicularizar seus ensinamentos e desanimar seus seguidores.

A Fuga para a Abissínia

Os convertidos dos primeiros quatro anos eram em sua maioria pessoas humildes para se defenderem contra a opressão.  A perseguição que sofreram foi tão cruel que o Profeta aconselhou que todos que tivessem meios emigrassem, pelo menos temporariamente, para a Abissínia (hoje Etiópia), onde seriam bem recebidos pelo Negus cristão, ‘um rei justo’.  Em torno de oitenta convertidos fugiram em 614 EC para o país cristão.

Essa aliança aparente com um poder estrangeiro enfureceu ainda mais os mecanos, e eles despacharam enviados para o Negus exigindo a extradição dos muçulmanos.  Um grande debate ocorreu na Corte e os muçulmanos ganharam o dia, primeiro por demonstrarem que adoravam o mesmo Deus dos cristãos, e então por recitarem uma das passagens corânicas referentes à Virgem Maria, depois do que o Negus chorou e disse: ‘Verdadeiramente isso veio da mesma fonte que Jesus trouxe.’

Apesar da perseguição e emigração, o pequeno grupo de muçulmanos cresceu em número.  Os Coraixitas ficaram seriamente alarmados.  A adoração de ídolos na Caaba, o lugar sagrado para o qual toda a Arábia peregrinava e do qual eram guardiães, era o primeiro de seus interesses.  Na estação da peregrinação eles colocaram homens em todas as estradas para alertar as tribos contra o louco que pregava em seu meio.  Tentaram fazer um acordo com o Profeta, oferecendo aceitar sua religião se ele a modificasse para acomodar seus deuses como intercessores com Deus.  Em troca, ofereceram fazer dele seu rei se ele abrisse mão de atacar a idolatria.  A constante recusa do Profeta Muhammad frustrou seus esforços na negociação.

Conversão de Umar

Ainda mais importante foi a conversão de um dos jovens mais formidáveis na cidade, Umar ibn al-Khattab.  Enfurecido pelo sucesso crescente da nova religião – tão contrária a tudo que ele cresceu acreditando – ele jurou matar Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, a despeito das consequências.  Foi instruído que, antes de fazê-lo, desse uma olhada nos assuntos de sua própria família, porque sua irmã e o marido tinham se tornado muçulmanos.  Irrompendo em sua casa ele os encontrou lendo um capítulo chamado ‘Ta-Ha’ e quando sua irmã admitiu que haviam abraçado o Islã, ele a atingiu com um forte soco.  Um pouco envergonhado, ele então pediu para ver o que estavam lendo.  Ela lhe entregou o texto depois de insistir que ele fizesse ablução antes de segurá-lo, e enquanto lia esses versículos do Alcorão ele passou por uma repentina e total transformação.  A doce potência das palavras do Alcorão o mudou para sempre!  Ele foi diretamente a Muhammad e aceitou o Islã.

Homens como esse eram muito importantes na hierarquia social para serem atacados, mas a maioria dos novos muçulmanos era pobres ou escravos.  Os pobres eram espancados e os escravos torturados para fazê-los renunciar à sua fé, e havia pouco que Muhammad podia fazer para protegê-los.

Um escravo negro chamado Bilal foi preso nu no chão sob o sol escaldante com uma pesada pedra sobre seu peito e deixado para morrer de sede.  Foi insultado pelos pagãos para renunciar à sua religião em troca de ser libertado da tortura, mas sua única resposta foi ‘Ahad! Ahad!’ (‘Deus é Um! Deus é Um!’). Foi nesse estado, perto da morte, que Abu Bakr o encontrou e resgatou por uma taxa exorbitante.  Foi tratado na casa de Muhammad e se tornou um dos mais próximos e amados entre os companheiros.  Quando, muito mais tarde, surgiu a questão de como os crentes deviam ser convocados para a oração, Bilal se tornou o primeiro muezzin (o chamado para a oração anunciado em voz alta a partir do local muçulmano de adoração, chamado masjid) do Islã: um negro alto e magro com uma voz poderosa e, por assim dizer, o rosto de um corvo sob uma cabeleira grisalha; um homem que o sol havia queimado, durante seu tormento, tudo por amor ao Único e ao mensageiro do Único.

Destruição do Sahifah

Frustrados em todos os lados, a oligarquia mecana, sob a liderança de Abu Jahl, escreveu um documento formal declarando o banimento ou boicote contra o clã Hashim como um todo; não haveria transações comerciais com eles até que banissem Muhammad, e ninguém se casaria com uma mulher dos Hashim ou daria sua filha para um homem do clã.  Então, por três anos, o Profeta foi confinado com toda sua parentela em sua fortaleza, que era situada em um dos desfiladeiros na direção de Meca.

Com o tempo alguns corações mais gentis entre os Coraixitas se cansaram do boicote de antigos amigos e vizinhos.  Conseguiram fazer com que o documento, que havia sido colocado na Caaba, fosse trazido para reconsideração.  Descobriu-se que tudo que estava escrito havia sido destruído pelas formigas brancas, exceto as palavras Bismika Allahumma (“Em teu nome, Ó Deus”).  Quando os líderes viram aquela maravilha o banimento foi removido e o Profeta ficou novamente livre para andar pela cidade.  Enquanto isso, a oposição à sua pregação se tornou rígida.  Ele teve pouco sucesso entre os mecanos, e uma tentativa que fez para pregar na cidade de Taif foi um fracasso.  Sua missão não estava prosseguindo da forma que ele esperava, quando, na estação da peregrinação anual, ele encontrou um pequeno grupo de homens que o ouviram com satisfação.

Biografia de Muhammad (parte 5 de 12): Preparando a Etapa para Migração


Descrição: Os principais eventos que levaram à emigração dos muçulmanos para Medina.
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Publicado em 31 Aug 2009 - Última modificação em 31 Aug 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
Homens de Yathrib

Eles vieram de Yathrib realizar a peregrinação (Hajj), uma cidade há mais de trezentos quilômetros de distância, que desde então se tornou a mundialmente famosa al-Medina, “a Cidade” por excelência.  Yathrib foi favorecida por sua localização em um oásis agradável, famoso mesmo nos dias de hoje pela excelência de suas tâmaras, mas prejudicada em todas as outras formas.  O oásis tinha sido a cena de lutas tribais praticamente incessantes.  Judeus combatiam judeus e árabes combatiam árabes; os árabes se aliavam com os judeus e combatiam outros árabes aliados com uma comunidade judaica diferente.  Enquanto Meca prosperava, Yathrib vivia em miséria.  Precisava de um líder capaz de unir seu povo.

Em Yathrib havia tribos judaicas com rabinos sábios que com frequência falavam aos pagãos de um Profeta que logo chegaria entre os judeus, com quem, quando chegasse, os judeus destruiriam os árabes como as tribos de Aad e Tamude tinham sido destruídas por sua idolatria.

O Profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, nessa etapa em seu chamado visitava secretamente tribos diferentes nas cercanias de Meca para transmitir-lhes a mensagem do Islã.  Uma vez ao entreouvir um grupo de homens em Aqaba, um local fora de Meca, pediu para se sentar com eles e foi recebido com alegria.   Quando os homens da tribo dos Khazraj de Yathrib ouviram o que Muhammad tinha a dizer, o reconheceram como o Profeta que os judeus lhes tinham descrito, e todos os seis homens aceitaram o Islã.  Também esperavam que Muhammad, através de sua nova religião, pudesse ser o homem que os uniria com sua tribo irmã, os Aws, uma tribo em Yathrib com quem compartilhavam uma linhagem comum, mas tinham grandes problemas com anos de guerra e animosidade.  Determinaram-se a retornar para Yathrib e propagar a religião de Muhammad.  Como resultado, não existia nenhuma casa em Yathrib que não tivesse ouvido a mensagem do Islã e na próxima estação de peregrinação, no ano de 621, uma delegação veio de Yathrib com o propósito de encontrar o Profeta.

Primeiro Pacto de Aqaba

Essa delegação era composta de doze homens, cinco dos presentes no ano anterior e dois membros dos Aws.  Encontraram o Profeta novamente em Aqaba e se comprometeram em seus próprios nomes e nos nomes de suas esposas a não associarem nenhuma criação com Deus (para se tornarem muçulmanos), não roubar, não cometer adultério e não matar seus bebês, mesmo na mais terrível pobreza; e prometeram obedecer a esse homem em todas as coisas justas.  Esse foi o Primeiro Pacto de Aqaba.  Quando retornaram à Yathrib o Profeta enviou com eles seu primeiro embaixador, Mus’ab ibn ‘Umair, para ensinar aos novos convertidos os rudimentos da fé e propagar a religião para aqueles que ainda não tinham abraçado o Islã.

Mus’ab pregou a mensagem do Islã até que quase toda família em Yathrib tivesse um muçulmano em seu meio, e antes do Hajj do ano seguinte, 622, Mus’ab retornou para o Profeta e lhe deu as boas novas de sua missão, e da bondade e força de Yathrib e seu povo.

Segundo Pacto de Aqaba

Em 622, peregrinos de Yathrib, setenta e cinco deles muçulmanos, entre eles duas mulheres, vieram para realizar o Hajj.  Durante a última parte de uma noite, enquanto todos dormiam, os muçulmanos entre os peregrinos de Yathrib secretamente chegaram ao lugar que tinham previamente combinado de encontrar o Profeta, nas rochas de Aqaba, para prestar aliança ao Profeta e convidá-lo para sua cidade.  Em Aqaba encontraram o Profeta, e com ele estava seu tio, que continuava um pagão mas defendia seu sobrinho devido a laços de família.  Ele falou e alertou os muçulmanos sobre os perigos de sua tarefa, e que era contrária ao seu compromisso se a empreendessem.  Outra pessoa dos peregrinos que estava presente nos dois anos anteriores também se levantou e alertou contra o perigo do seu compromisso e sua preparação para executá-lo.  Em sua determinação e amor pelo Profeta, juraram defendê-lo com suas próprias vidas, de suas esposas e filhos.  Foi então que a Hégira, a emigração para Yathrib, foi decidida.

Ficou conhecido como o Pacto de Guerra, porque envolvia proteger a pessoa do Profeta, através de armas se necessário; e logo após a emigração para Yathrib os versículos corânicos com permissão para guerra em defesa da religião foram revelados.  Os versículos são cruciais na história do Islã:

“Ele permitiu (o combate) aos que foram atacados; em verdade, Deus é Poderoso para socorrê-los. São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares, só porque disseram: Nosso Senhor é Deus! E se Deus não tivesse refreado os instintos malignos de uns em relação aos outros, teriam sido destruídos mosteiros, igrejas, sinagogas e mesquitas, onde o nome de Deus é freqüentemente celebrado. Sabei que Deus secundará quem O secundar, em Sua causa, porque é Forte, Poderosíssimo.” (Alcorão 22:39-40)

Havia chegado um momento decisivo para o Profeta Muhammad, para os muçulmanos e para o mundo.  Era destino do Profeta Muhammad, e um aspecto de sua função profética, que demonstrasse as alternativas para os perseguidos e os oprimidos; de um lado, paciência, de outro, o que é chamado pelos cristãos a ‘guerra justa’, mas pela qual, nas palavras de uma revelação corânica posterior – “corrupção certamente cobriria a terra” (Alcorão 2: 251).  Por quase treze anos ele e seus seguidores sofreram perseguição, ameaças e insultos sem levantarem a mão para se defenderem.  Provaram que isso era humanamente possível.  As circunstâncias agora estavam mudando e requeriam uma resposta muito diferente para que a religião do Islã sobrevivesse no mundo.  A paz tem suas estações, mas a guerra também, e o muçulmano nunca esquece que todo homem nasce para lutar de uma forma ou de outra, em um nível ou outro, se não fisicamente, então espiritualmente.  Aqueles que tentam ignorar esse fato são, mais cedo ou mais tarde, escravizados.

Conspiração para Assassinar o Profeta

Em pequenos grupos os muçulmanos saíram de Meca e pegaram a estrada para Yathrib.  A Hégira (‘emigração’) havia começado.

Para os Coraixitas os limites do aceitável haviam sido ultrapassados. Ter inimigos dentro da cidade era ruim o bastante, mas agora esses inimigos estavam estabelecendo um centro rival ao norte.  A morte de Abu Talib havia removido o chefe protetor de Muhammad.  Contidos até aqui por princípios herdados de seus antepassados beduínos e pelo temor de causar uma briga sangrenta e problemática, os líderes finalmente decidiram que Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, devia morrer.  Abu Jahl propôs um plano simples.  Os jovens deviam ser escolhidos de diferentes clãs, cada um dando um golpe mortal, para que o sangue de Muhammad estivesse nas mãos de todos eles.  O clã Hashim não poderia exigir vingança de todos os outros clãs.

Biografia de Muhammad (parte 6 de 12): A Hégira do Profeta


Descrição: Um relato detalhado da migração do Profeta de Meca para Medina.
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Publicado em 07 Sep 2009 - Última modificação em 07 Sep 2009 
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A Hégira (23 de setembro de 622 EC)

Enquanto isso, o Profeta, com uns poucos íntimos, esperava a ordem divina para se unir aos muçulmanos em Yathrib.  Não estava livre para emigrar até que esse comando viesse.  Finalmente o comando veio.  Ele deu um manto para Ali, dizendo-lhe para deitar na cama de modo que qualquer um que olhasse pensasse que Muhammad estava deitado lá.  Os assassinos deviam atacá-lo quando saísse da casa, à noite ou cedo pela manhã.  Ele sabia que não feririam Ali.  Os assassinos já estavam cercando sua casa quando o Profeta Muhammad saiu sem ser visto.  Foi para a casa de Abu Bakr e o chamou, e ambos foram juntos para uma caverna em um monte deserto, se escondendo lá até que a confusão tivesse passado.  O filho e filha de Abu Bakr e seu pastor lhes trouxeram comida e novidades depois da noite cair.  Uma vez, um grupo de busca chegou tão perto de seu esconderijo que puderam ouvir suas palavras.  Abu Bakr estava com medo e disse: “Ó Mensageiro de Deus, se um deles olhar para o próprio pé, nos verá!” O Profeta respondeu:

“O que você pensa de duas pessoas com as quais Deus é o Terceiro? Não fique triste, porque de fato Deus está conosco.” (Saheeh Al-Bukhari)

Quando o grupo de busca partiu, Abu Bakr recebeu os camelos e o guia na caverna à noite, e partiram para a longa cavalgada até Yathrib.

Depois de viajarem por muitos dias através de caminhos ermos, os fugitivos alcançaram um subúrbio de Yathrib chamado Qubaa, onde, algumas semanas antes, o povo da cidade ouviu que o Profeta tinha deixado Meca e, portanto, iam para os montes locais todas as manhãs, esperando pelo Profeta até que o calor os levasse a buscar abrigo.   Os viajantes chegaram no calor do dia, após os observadores terem se retirado.  Um judeu que estava fora o viu se aproximando e avisou os muçulmanos que aquele que esperavam tinha finalmente chegado, e os muçulmanos foram para os montes de Qubaa para saudá-lo.

O Profeta ficou em Qubaa por alguns dias, e lá estabeleceu a primeira mesquita do Islã.  Ali, que tinha deixado Meca a pé três dias depois do Profeta, tinha chegado também.  O Profeta, seus companheiros de Meca e os “Ajudantes” de Qubaa o levaram para Medina, onde tinham antecipado ansiosamente sua chegada.

Os habitantes de Medina nunca viram um dia mais animado em sua história.  Anas, um amigo próximo do Profeta, disse:

“Eu estava presente no dia que ele entrou em Medina e nunca vi um dia melhor ou mais animado que o dia que ele chegou para nós em Medina. E estava presente no dia que ele morreu, e nunca vi um dia pior ou mais triste do que o dia no qual ele morreu.” (Ahmed)

Toda casa em Medina queria que o Profeta ficasse com eles, e alguns tentaram levar sua camela para suas casas.  O Profeta os impediu e disse:

“Deixe-a, porque ela está sob Comando (Divino)”.

Ela passou por muitas casas até que parou e se ajoelhou na terra de Banu Najjaar.  O Profeta não desceu até que a camela se levantou e andou um pouco, e então se voltou para o local original e se ajoelhou novamente.  Nesse momento o Profeta desceu.  Ele ficou feliz com sua escolha, porque Banu Najjaar eram seus tios maternos e ele também desejava honrá-los.  Quando indivíduos da família pediram que entrassem em suas casas, um certo Abu Ayyoub se adiantou para cuidar de sua sela e a levou para sua casa.  O Profeta disse:

“Um homem vai com sua sela.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

A primeira tarefa que empreendeu em Medina foi construir uma mesquita.  O Profeta, que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele, perguntou aos dois meninos que eram proprietários do armazém de tâmaras o preço do depósito.  Eles responderam: “Não, faremos dele um presente para ti, Ó Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele) de Deus!” O Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Deus estejam sobre ele), entretanto, recusou sua oferta, pagou seu preço e construiu uma mesquita, tomando parte em sua construção.  Enquanto trabalhava, foi ouvido dizendo:

“Ó Deus! Não há bondade exceto a da Vida Futura então, por favor, perdoe os Ajudantes e os Emigrantes.” (Saheeh Al-Bukhari)

A mesquita servia como local de adoração para os muçulmanos.  A oração que antes era um ato individual realizado em segredo agora se tornou um assunto público, um que simboliza uma sociedade muçulmana.  O período no qual os muçulmanos e o Islã estavam subjugados e oprimidos tinha acabado e agora o adhan, o chamado para oração, seria feito em voz alta, ecoando e penetrando as paredes de toda casa, chamando e lembrando os muçulmanos de cumprirem sua obrigação com seu Criador.   A mesquita era um símbolo da sociedade islâmica.  Era um local de adoração, uma escola onde os muçulmanos se iluminavam sobre as verdades da religião, um local de reunião onde as diferenças de várias partes em conflito se resolviam, e um prédio administrativo a partir do qual os assuntos referentes à sociedade emanavam, um verdadeiro exemplo de como o Islã incorpora todos os aspectos da vida na religião.  Todas essas tarefas eram empreendidas em um local construído sobre os troncos de tamareiras cobertos com suas folhas.

Quando a primeira e mais importante tarefa foi concluída, ele também fez casas em ambos os lados da mesquita para sua família, dos mesmos materiais.  A mesquita e a casa do Profeta em Medina continuam hoje no mesmo lugar.

A Hégira havia sido completada.  Era 23 de setembro de 622, e a Era Islâmica, o calendário muçulmano, começa no dia que esse evento ocorreu.  E desse dia em diante Yathrib recebeu um novo nome, um nome de glória: Madinat-un-Nabi, Cidade do Profeta, resumido, Medina.

Assim foi a Hégira, a emigração de Meca para Yathrib.  Os treze anos de humilhação, perseguição, de sucesso limitado, e de profecia ainda por se cumprir estavam para trás.

Os dez anos de sucesso, a plenitude que coroou o empenho de um homem, tinham começado.  A Hégira fez uma divisão clara na história da Missão do Profeta, que é evidente do Alcorão.  Até então ele tinha sido apenas um pregador.  Dali em diante ele era o governante de um Estado, a princípio muito pequeno, mas que cresceu em dez anos para se tornar o império da Arábia.  O tipo de orientação que ele e seu povo precisavam depois da Hégira não era o mesmo daquele que tinham precisado antes.  Os capítulos de Medina diferem, consequentemente, dos capítulos de Meca.  Os últimos dão orientação à alma individual e ao Profeta como Admoestador: os primeiros dão orientação a uma comunidade social e política e ao Profeta como exemplo, legislador e reformador.

Biografia de Muhammad (parte 7 de 12): Uma Nova Etapa em Medina


Descrição: Os desafios de estabelecer uma nova cidade-estado em Medina.
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Publicado em 28 Sep 2009 - Última modificação em 28 Sep 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
A principal refeição do Profeta Muhammad usualmente era mingau cozido com tâmaras e leite, sua única outra refeição do dia era tâmaras e água; mas ele frequentemente ficava com fome, e às vezes até colocava pedras sobre seu estômago para aliviar seu desconforto.  Um dia uma mulher lhe deu um manto – algo que ele precisava muito – mas na mesma noite alguém pediu o manto para fazer uma mortalha e ele prontamente o deu como caridade.  Os que tinham algum excedente traziam-lhe comida, mas parecia que ele nunca conseguia mantê-la por tempo suficiente para prová-la, já que sempre havia alguém em necessidade maior.  Com a força física diminuída – agora com cinquenta e dois anos – ele lutava para construir uma nação baseada na verdadeira religião do Islã a partir do variado sortimento de pessoas que Deus lhe deu como matéria-prima.

Por força do caráter combinado com extraordinária habilidade diplomática, o Profeta Muhammad começou a reconciliar as facções em luta de Medina.  Com seus outros companheiros também emigrando, era de suma importância um sistema de suporte para os recém-chegados.  Para unir os ‘emigrantes’ (Muhājirūn) com os muçulmanos locais, os ‘ajudantes’ (Ansār), ele estabeleceu um sistema de relações pessoais: cada ‘ajudante’ tomava um ‘emigrante’ como seu irmão, para ser tratado como tal sob todas as circunstâncias e para participar da herança junto com membros da família natural.  Com poucas exceções os ‘emigrantes’ tinham perdido tudo que possuíam e estavam completamente dependentes de seus novos irmãos.  Os Ajudantes às vezes chegavam a ponto de dar a seus irmãos Emigrantes metade do que possuíam em casas, bens, terras e pomares.  Tal era o entusiasmo dos Ajudantes em compartilhar tudo com seus irmãos na fé que dividiam tudo em duas partes para alocar sua porção.  Na maioria dos casos, tentavam dar aos Emigrantes a porção mais justa de sua propriedade.

Se é tentado a descrever como um ‘milagre’ o fato dessa situação não ter causado qualquer ressentimento entre aqueles que de forma tão repentina eram obrigados a incluir pessoas totalmente estranhas em suas famílias.   Esse laço de irmandade quebrou os de linhagem, cor, nacionalidade e outros fatores que antes eram considerados como um padrão de honra.  Os únicos laços que importavam agora eram religiosos.   Raramente o poder da fé em mudar os homens foi demonstrado de forma mais clara.

Os muçulmanos de Meca, entretanto, não tinham esquecido suas antigas habilidades.  Quando seu novo irmão lhe disse: ‘Ó mais pobre dos pobres, como posso ajudá-lo? Minha casa e meus fundos estão a seu dispor!’, um ‘emigrante’ respondeu: ‘Ó mais gentil dos amigos gentis, apenas me mostre o caminho para o mercado local. O resto virá.’ Diz-se que esse homem começou vendendo queijo e manteiga e logo ficou rico o suficiente para pagar o dote de uma moça local e, no devido curso, foi capaz de equipar uma caravana de 700 camelos.

Esse tipo de empreendimento era encorajado, mas existiam também aqueles que não tinham habilidade para fazê-lo e nem tinham família ou propriedade.  Passavam o dia na mesquita e à noite o Profeta os colocava com vários indivíduos dos Ajudantes.  Ficaram conhecidos como ‘Ahl us-Suffa.’ Alguns eram alimentados na própria mesa do Profeta, quando havia algo, e com cevada tostada da comunidade.

No primeiro ano desse reino em Yathrib o Profeta fez uma aliança solene de obrigação mútua entre seu povo e as tribos judaicas de Medina e áreas vizinhas, na qual ficou acordado que teriam status igual como cidadãos de um estado e plena liberdade religiosa, e que defenderiam uns aos outros se fossem atacados.

Mas sua idéia de um Profeta era a de um que lhes daria domínio, e um profeta judeu, não um árabe.  Os judeus também tinham lucrado muito com a rivalidade entre as tribos árabes, uma vez que era através dessa instabilidade da região que tinham conseguido o predomínio no comércio e mercadorias.  A paz entre as tribos de Medina e áreas vizinhas era uma ameaça aos judeus.

Além disso, entre os habitantes de Medina existiam aqueles que se ressentiam dos recém-chegados, mas que mantinham a paz por enquanto.  O mais poderoso deles, Abdullah ibn Ubayy ibn Salool, estava extremamente ressentido com a chegada do Profeta, uma vez que ele era o líder de fato de Yathrib antes do Profeta.  Ele aceitou o Islã como simples formalidade, embora mais tarde viesse a trair os muçulmanos como o líder dos ‘hipócritas.’

Devido a esse ódio comum em relação ao Profeta, aos muçulmanos, e à nova situação de Yathrib, a aliança entre os judeus e os ‘hipócritas’ de Medina era quase inevitável.  Ao longo da história dos muçulmanos em Medina, eles tentaram seduzir os seguidores da nova religião, conspirando e tramando constantemente contra eles.  Devido a isso, existe menção frequente dos judeus e hipócritas nos capítulos de Medina do Alcorão.

A Qibla

A Qibla (a direção para a qual os muçulmanos se viram quando oram) até esse ponto tinha sido Jerusalém.  Os judeus imaginavam que a escolha implicava uma inclinação em relação ao Judaísmo e que o Profeta precisava de sua instrução.  O Profeta queria que a Qibla fosse mudada para a Caaba.  O primeiro lugar na terra construído para a adoração de Deus, e reconstruído por Abraão.  No segundo ano depois da migração, o Profeta recebeu o comando para mudar a Qibla de Jerusalém para a Caaba em Meca.  Uma porção inteira da Surata Al-Bácara se refere a essa controvérsia judaica.

As Primeiras Expedições

A primeira preocupação do Profeta como governante era estabelecer adoração pública e formular a constituição do Estado: mas ele não esqueceu que os Coraixitas tinham jurado dar fim à sua religião.  Enfurecidos porque o Profeta tinha tido sucesso em migrar para Medina, eles aumentaram sua tortura e perseguição aos muçulmanos que ficaram para trás em Meca.  Suas tramas maléficas não ficaram nisso.  Também tentaram fazer alianças secretas com alguns politeístas de Medina, como Abdullah ibn Ubayy anteriormente mencionado, ordenando que ele matasse ou expulsasse o Profeta.  Os Coraixitas com frequência enviavam mensagens ameaçadoras para os muçulmanos de Medina alertando-os de sua aniquilação, e tantas notícias sobre conspirações e tramas chegaram ao Profeta que ele pediu o posicionamento de guardas ao redor de sua casa.  Foi nessa época que Deus deu permissão aos muçulmanos para lutar contra os descrentes.

Por treze anos tinham sido pacifistas estritos.  Agora, entretanto, várias expedições pequenas foram enviadas, lideradas pelo próprio Profeta ou por algum outro dos emigrantes de Meca com o propósito de fazer um reconhecimento das rotas que levavam até Meca, e também formar alianças com outras tribos.  Outras expedições eram lideradas para interceptar algumas caravanas retornando da Síria em rota para Meca, uma forma dos muçulmanos fazerem pressão econômica sobre os Coraixitas e acabar seu assédio dos muçulmanos, tanto em Meca quanto em Medina.  Poucas dessas expedições resultaram em batalha, mas através delas os muçulmanos estabeleceram sua nova posição na Península Árabe, a de que não eram mais um povo fraco e oprimido, mas ao contrário que sua força tinha crescido e eram agora um poder formidável nada fácil de lidar.

Biografia de Muhammad (parte 8 de 12): A Campanha de Badr


Descrição: Uma das batalhas mais decisivas na história humana mudou o equilíbrio político da Península Árabe.
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Publicado em 05 Oct 2009 - Última modificação em 05 Oct 2009 
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A Campanha de Badr

Em uma expedição a caravana coraixita em rota para Síria escapou dos muçulmanos.  Os muçulmanos esperavam por seu retorno.  Alguns batedores dos muçulmanos viram a caravana, liderada pelo próprio Abu Sufyan, passar por eles, e correram para informar ao Profeta disso e de seu tamanho.   Se essa caravana fosse interceptada seria um grande impacto econômico, um que abalaria toda a sociedade dos mecanos.  Os batedores muçulmanos relataram que a caravana faria uma parada nos poços de Badr, e os muçulmanos se preparavam para interceptá-la.

Notícias sobre essas preparações chegaram a Abu Sufyan em sua jornada ao sul, e ele enviou uma mensagem urgente para Meca para que um exército fosse despachado para líder com os muçulmanos.  Percebendo as consequências catastróficas se a caravana fosse interceptada, imediatamente reuniram todo o poder possível e partiram para encontrar os muçulmanos.  No caminho para Badr o exército recebeu as notícias de que Abu Sufyan tinha conseguido escapar dos muçulmanos levando a caravana por uma rota alternativa junto ao litoral.  O exército de Meca, com aproximadamente mil homens, persistiu em Badr para ensinar uma lição aos muçulmanos, dissuadindo-os de atacar quaisquer caravanas no futuro.

Quando os muçulmanos tomaram conhecimento do avanço do exército de Meca, souberam que um passo ousado teria que ser dado.  Se os muçulmanos não os encontrassem em Badr, os mecanos continuaram a minar a causa do Islã de todas as formas, possivelmente indo até Medina para destruir propriedades e bens lá.  O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, reuniu um conselho consultivo para determinar o curso de ação.  O Profeta não queria liderar os muçulmanos, especialmente os Ajudantes que eram a maioria do exército e não estavam obrigados pelo Pacto de Aqaba a lutar além de seus territórios, em algo com o qual não concordassem.

Um homem dos Ajudantes, Sa’d ibn Mu’aadh, reafirmou sua devoção ao Profeta e à causa do Islã.  A seguir estão suas palavras:

“Ó Profeta de Deus! Acreditamos em você e testemunhamos o que nos concedeu, e declaramos em termos inequívocos que o que trouxe é a Verdade.  Damos-lhe nosso firme compromisso de obediência e sacrifício.  Obedeceremos de boa vontade no que quer que nos ordene, e por Deus Que o enviou com a Verdade, se nos pedir para mergulhar no mar, o faremos imediatamente, e nenhum homem ficará para trás.  Não rejeitamos a idéia de encontrar o inimigo.  Temos experiência em guerra e somos confiáveis em combate.  Esperamos que Deus lhe mostre através de nossas mãos aqueles atos de valor que agradarão seus olhos.  Lidere-nos no campo de batalha em Nome de Deus.

Depois dessa demonstração de extremo apoio e amor pelo Profeta e pelo Islã tanto por parte dos Emigrantes quanto dos Ajudantes, os muçulmanos, em número um pouco acima de 300, se prepararam da melhor forma possível para Badr.  Tinham apenas setenta camelos e três cavalos e por isso os homens cavalgavam em turnos.  Prosseguiram para o que é conhecido na história como al- Yawm al-Furqan, o Dia do Discernimento; discernimento entre luz e trevas, bem e mal, certo e errado.

Precedendo o dia da batalha, o Profeta passou a noite toda em oração e súplica.  A batalha foi travada em 17 de Ramadã no segundo ano da Hégira, 624 EC.  Era costume para os árabes começarem as batalhas com duelos individuais.  Os muçulmanos ganharam uma vantagem nos duelos e alguns escribas dos Coraixitas foram mortos.  Os Coraixitas ficaram enfurecidos e caíram sobre os muçulmanos para exterminá-los de uma vez por todas.  Os muçulmanos mantiveram a posição estratégica de defesa, que por sua vez produziu pesadas baixas para os mecanos.  O Profeta implorava a Seu Senhor com toda sua força nesse momento, levantando suas mãos tão alto que seu manto caiu abaixo de seus ombros.  Nesse ponto ele recebeu uma revelação prometendo a ajuda de Deus:

“... Reforçar-vos-ei com mil anjos, que vos chegarão paulatinamente.” (Alcorão 8:9)

 Ao ouvir as boas novas, o Profeta ordenou aos muçulmanos que tomassem a ofensiva.  O grande exército dos Coraixitas foi esmagado pelo zelo, valor e fé dos muçulmanos, e depois de enfrentar pesadas baixas, não havia o que fazer a não ser fugir.  Os muçulmanos ficaram sozinhos no campo com uns poucos mecanos condenados, entre eles o arquiinimigo do Islã, Abu Jahl.  Os Coraixitas foram derrotados e Abu Jahl foi morto.  A promessa de Deus se realizou:

“Logo, a multidão será debelada e debandará.” (Alcorão 54:45)

 Em uma das mais decisivas batalhas na história humana, o total de perdas ficou apenas entre setenta e oitenta.

Meca ficou em choque e Abu Sufyan ficou como a figura dominante na cidade. Ele sabia melhor que ninguém que a situação não poderia ficar como estava.  Sucesso atrai sucesso e as tribos beduínas rapidamente avaliaram que o equilíbrio de poder se direcionava para a aliança com os muçulmanos, e o Islã conquistou muitos novos convertidos em Medina.

Biografia de Muhammad (parte 9 de 12): A Traição dos Antigos Aliados


Descrição: Erros em Uhud levam a grandes perdas de vida, e uma nova tática revela a vitória para os muçulmanos.
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Publicado em 12 Oct 2009 - Última modificação em 12 Oct 2009 
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
A Batalha no Monte Uhud

De fato, no ano seguinte, um exército de três mil homens veio de Meca para destruir Yathrib.  A primeira idéia do Profeta era meramente defender a cidade, um plano que Ibn Ubayy, o líder dos “Hipócritas” aprovava fortemente.  Mas os homens que lutaram em Badr, acreditando que Deus os ajudaria contra quaisquer desvantagens, pensaram que seria uma vergonha se esconderem atrás de muros.

O Profeta, em aprovação à sua fé e zelo, concordou com eles e seguiu com um exército de mil homens na direção do Monte Uhud, onde o inimigo havia acampado.  Ibn Ubayy se retirou com seus homens, que eram um terço do exército, em retaliação.    Apesar das grandes desvantagens, a batalha no Monte de Uhud teria sido uma vitória ainda maior do que a de Badr para os muçulmanos, mas fracassou por causa da desobediência de um grupo de cinquenta arqueiros que o Profeta tinha determinado que guardasse a passagem da cavalaria inimiga.  Ao ver seus companheiros vitoriosos, esses homens deixaram seus postos temendo perder sua parte nos espólios.  A cavalaria dos Coraixitas cavalgou através da passagem e caiu sobre os muçulmanos exultantes.  O próprio Profeta foi ferido e surgiram gritos de que ele tinha sido morto, até que alguém o reconheceu e gritou que ele continuava vivo: isso fez com que os muçulmanos se reagrupassem.  Reunidos em torno do Profeta, se retiraram, deixando muitos mortos no declive.  O campo pertencia aos mecanos e agora as mulheres dos Coraixitas se moviam entre os corpos, lamentando a morte daqueles de seu próprio povo e mutilando os mortos muçulmanos.  Hamzah, o jovem tio do Profeta e amigo de infância estava entre os últimos, e a abominável Hind, mulher de Abu Sufyan, que tinha um ressentimento particular em relação a ele e havia oferecido recompensa ao homem que o matasse, comeu seu fígado, retirado do corpo ainda quente.  No dia seguinte o Profeta mais uma vez saiu com o que havia restado do exército, para que os Coraixitas ouvissem que ele estava no campo e talvez dessa forma impedi-los de atacar a cidade.  O estratagema deu certo, graças ao comportamento de um beduíno amigo que encontrou os muçulmanos, conversou com eles e depois encontrou o exército dos Coraixitas.  Questionado por Abu Sufyan ele disse que Muhammad estava no campo, mais forte do que nunca, e sedento por revanche pelo dia anterior.  Com essa informação Abu Sufyan decidiu retornar à Meca.

Massacre de Muçulmanos

O revés que sofreram no Monte Uhud diminuiu o prestígio dos muçulmanos com as tribos árabes e também com os judeus de Yathrib.  As tribos que tinham se voltado para os muçulmanos agora se voltavam para os Coraixitas.  Os seguidores do Profeta eram atacados e assassinados quando saíam em pequenos grupos.  Khubaib, um dos seus emissários, foi capturado por uma tribo do deserto e vendido aos Coraixitas, que o torturaram até a morte publicamente em Meca.

Expulsão de Bani Nadir

Os judeus, apesar de seu tratado com os muçulmanos, agora não ocultavam sua hostilidade.  Começaram a negociar alianças com os Coraixitas e os ‘hipócritas’ e até tentaram assassinar o Profeta.  O Profeta foi obrigado a adotar ação punitiva contra alguns deles.  A tribo de Bani Nadir foi cercada em suas fortes torres, subjugada e forçada a emigrar.

A Guerra da Trincheira

Abu Sufyan deve ter entendido muito bem que o velho jogo da retaliação não era mais válido.  Os muçulmanos deviam ser destruídos ou o jogo estaria perdido para sempre.  Com grande habilidade diplomática se dedicou a formar uma confederação de tribos beduínas, algumas eram, sem dúvida, contrárias aos muçulmanos, mas outras meramente ansiavam por pilhagem. Ao mesmo tempo ele começou discretamente a sondar os judeus em Medina sobre uma possível aliança.  No quinto ano da Hégira (início de 627 EC) ele partiu com 10.000 homens, o maior exército jamais visto em Hijaz (a região ocidental da Península Árabe).  Medina podia conseguir no máximo 3.000 para enfrentá-lo.

O Profeta presidiu um conselho de guerra e nesse momento ninguém sugeriu sair para encontrar o inimigo.  A única questão era como a cidade poderia se defender.  Nesse ponto Salman, o persa, um ex-escravo que tinha se tornado um dos companheiros mais próximos, sugeriu cava uma trincheira profunda para unir os pontos fortes de defesa formados pelos campos de lava e por construções fortificadas.   Isso era algo que jamais se tinha ouvido falar em uma guerra árabe, mas o Profeta imediatamente apreciou os méritos do plano e começou a trabalhar, carregando entulhos das escavações em suas costas.

O trabalho mal tinha sido concluído quando o exército confederado apareceu no horizonte.  Enquanto os muçulmanos esperavam pelo ataque, chegaram notícias de que Bani Quraida, uma tribo judaica de Yathrib que tinha, até então, sido leal, tinha desertado para o inimigo.  O caso parecia desesperado.  O Profeta trouxe todo homem disponível para a trincheira, deixando a cidade sob o comando de um companheiro cego, e o inimigo foi enfrentado com uma chuva de flechas que surgiram do obstáculo inesperado.  Eles nunca o cruzaram, mas permaneceram em posição por três ou quatro semanas, trocando flechas e insultos com os defensores.  O clima ficou severo, com ventos gelados e uma tremenda chuva, e foi demais para os confederados beduínos.  Tinham vindo com a expectativa de uma pilhagem fácil e não viram nada a ganhar para se agacharem ao lado de uma trincheira lamacenta em um clima assustador, observando seus animais morrerem por falta de forragem.  Foram embora sem se despedirem de Abu Sufyan.  O exército se desintegrou e ele próprio foi forçado a recuar.  O jogo estava acabado.  Ele havia perdido.

Biografia de Muhammad (parte 10 de 12): O Tratado de Hudaibiyyah


Descrição: A vitória oculta de um tratado de não-agressão entre os muçulmanos e os mecanos.
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Categoria: Artigos &gt; O Profeta Muhammad &gt; Sua Biografia 
Punição de Bani Quraida

Nada é pior, aos olhos árabes, do que a traição da confiança e a quebra de um compromisso solene.  Agora era hora de lidar com Bani Quraida.  No dia do retorno da trincheira o Profeta ordenou guerra aos traidores Bani Quraida, que, conscientes de sua culpa, já tinham ido para suas fortalezas.  Depois de um cerco de quase um mês eles tiveram que se render incondicionalmente.  Apenas imploraram para que fossem julgados por um membro da tribo árabe a qual pertenciam.  Escolheram o chefe do clã com o qual tinham aliança há muito tempo, Sa’d ibn Mu’ādh dos Aws, que estava morrendo dos ferimentos recebidos em Uhud e teve que se restabelecer para dar o julgamento.  Sem hesitação ele condenou os homens da tribo à morte.

Hudaibiyyah

No mesmo ano o Profeta teve uma visão na qual entrava em Meca sem receber oposição e assim resolveu tentar a peregrinação.  Junto com vários muçulmanos de Medina, ele chamou os árabes amigos para acompanhá-lo, cujos números haviam aumentado desde a milagrosa derrota dos clãs na Batalha da Trincheira, mas a maioria deles não respondeu.  Vestidos como peregrinos e levando as ofertas costumeiras, um grupo de quatorze homens viajou para Meca.  Quando se aproximaram do vale encontraram um amigo da cidade, que avisou o Profeta de que os Coraixitas tinham jurado impedir sua entrada no santuário; sua cavalaria estava na estrada adiante.  Ao saber disso o Profeta ordenou um desvio através dos desfiladeiros da montanha, e por isso os muçulmanos estavam exaustos quando finalmente desceram no vale de Meca e acamparam em um local chamado Hudaybiyyah; dali ele tentou abrir negociações com os Coraixitas, para explicar que vinha apenas como peregrino.  O primeiro mensageiro que enviou para a cidade foi maltratado e seu camelo teve o tendão cortado.  Ele retornou sem dar sua mensagem.  Os Coraixitas, por outro lado, enviaram um emissário com tom ameaçador e que era muito arrogante.  Outro de seus emissários falou de forma muito íntima ao Profeta, e teve que ser lembrado de forma rígida do respeito devido a ele.  Foi ele que falou, em seu retorno para a cidade de Meca: “Já vi César e Cosroes em sua pompa, mas nunca vi um homem honrado como Muhammad é honrado por seus companheiros.”

O Profeta procurou enviar um mensageiro que imporia respeito.  Uthman foi finalmente escolhido por causa de seu parentesco com a poderosa família Omíada.  Enquanto os muçulmanos esperavam seu retorno chegou a notícia de que ele tinha sido assassinado.  Foi então que o Profeta, sentado sob uma árvore em Hudaybiyyah, recebeu um compromisso de todos os seus companheiros de que ficariam de pé ou cairiam juntos.  Pouco depois, entretanto, se soube que Uthman não havia sido assassinado.  Então uma tropa que saiu da cidade para molestar os muçulmanos em seu campo foi capturada antes que pudesse fazer qualquer mal e trazida perante o Profeta, que os perdoou diante de sua promessa de renunciarem à hostilidade.

Tratado de Hudaibiyyah

Finalmente emissários adequados vieram dos Coraixitas.  Depois de alguma negociação o tratado de Hudaybiyyah foi assinado.  Estipulava que por dez anos não haveria hostilidades entre as partes.  O Profeta devia retornar para Medina sem visitar a Caaba, mas poderia realizar a peregrinação no ano seguinte com seus companheiros. Os Coraixitas prometeram que evacuariam Meca para permitir que isso acontecesse.  Os desertores dos Coraixitas para os muçulmanos durante o período do tratado deviam ser devolvidos; mas não os desertores dos muçulmanos para os Coraixitas.  Qualquer tribo ou clã que desejasse fazer parte do tratado como aliados do Profeta poderia fazê-lo, e qualquer tribo ou clã que desejasse fazer parte do tratado como aliados dos Coraixitas poderia fazê-lo.  Houve decepção entre os muçulmanos em relação a esses termos.  Eles se perguntaram: “Onde está a vitória que nos foi prometida?”

Foi durante a viagem de volta de Hudaybiyyah que a surata chamada “Vitória” foi revelada.  Esse tratado provou ser, de fato, a maior vitória que os muçulmanos tinham alcançado até então.  A guerra tinha sido uma barreira entre eles e os idólatras, mas agora ambos os lados se encontravam e conversavam, e a nova religião se espalhou de forma mais rápida.  Nos dois anos entre a assinatura do tratado e a queda de Meca o número de convertidos foi maior que o número total de todos os convertidos anteriores.  O Profeta viajou para Hudaybiyyah com 1.400 homens.  Dois anos depois, quando os mecanos quebraram o tratado, marchou contra eles com um exército de 10.000.

Biografia de Muhammad (parte 11 de 12): O Retorno à Meca


Descrição: Eventos que levaram à conquista de Meca, e finalmente ao término da idolatria na Arábia.
Por IslamReligion.com
Publicado em 26 Oct 2009 - Última modificação em 26 Oct 2009 
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A Campanha de Khaibar

No sétimo ano da Hégira o Profeta, que Deus o louve, liderou uma campanha contra Khaibar, a fortaleza das tribos judaicas na Arábia do Norte, que se tornou um vespeiro de seus inimigos.  Os judeus de Khaibar se tornaram arrendatários dos muçulmanos.  Foi em Khaibar que uma mulher judia preparou carne envenenada para o Profeta, da qual ele só provou um pequeno pedaço.  Mal o pedaço tocou seus lábios ele percebeu que estava envenenado.  Sem engoli-lo, avisou seus companheiros do veneno, mas um muçulmano, que já tinha engolido uma boa porção, morreu depois.  A mulher que cozinhou a carne foi condenada à morte.

Peregrinação à Meca

No mesmo ano a visão do Profeta foi cumprida: ele visitou Meca sem enfrentar oposição.  De acordo com os termos do tratado os idólatras evacuavam a cidade e das montanhas vizinhas observavam o procedimento dos muçulmanos.

Tratado quebrado pelos Coraixitas

Um pouco depois, uma tribo aliada dos Coraixitas quebrou o tratado atacando uma tribo que era aliada do Profeta, massacrando-os no santuário em Meca.  Depois ficaram com medo do que tinham feito.  Enviaram Abu Sufyan para Medina para pedir que o tratado existente fosse renovado e seu termo prolongado.  Esperavam que ele chegasse antes da notícia do massacre.  Mas um mensageiro da tribo atacada chegou antes dele e Abu Sufyan falhou novamente.

Conquista de Meca

Então o Profeta convocou todos os muçulmanos capazes de portar armas e marchou para Meca.  Os Coraixitas estavam apavorados.  Sua cavalaria se postou antes da cidade, mas foi desbaratada sem derramamento de sangue; e o Profeta entrou em sua cidade natal como conquistador.

Os habitantes esperavam vingança por seus erros passados, mas o Profeta proclamou uma anistia geral.  Em seu alívio e surpresa, toda a população de Meca correu para jurar lealdade.  O Profeta ordenou que todos os ídolos que estavam no santuário fossem destruídos, dizendo: “A verdade chegou; as trevas se foram”; e o chamado muçulmano para a oração foi ouvido em Meca.

Batalha de Hunain

No mesmo ano houve um encontro enraivecido de tribos pagãs ansiosas para reconquistar a Caaba.  O Profeta liderou doze mil homens contra eles.  Em Hunain, uma ravina profunda, suas tropas foram emboscadas pelo inimigo e quase fugiram.  Foi com dificuldade que foram reunidos ao Profeta e seu corpo de guarda de companheiros fiéis que se mantiverem firmes.  Mas a vitória, quando veio, foi completa e o botim enorme, porque muitas das tribos hostis tinham trazido com elas tudo que possuíam.

Conquista de Taif

A tribo de Taqif estava entre os inimigos em Hunain.  Depois daquela vitória sua cidade de Taif foi cercada pelos muçulmanos e finalmente subjugada.  Então o Profeta nomeou um governador de Meca e ele próprio retornou para Medina para alegria dos Ansar, que temiam que agora que ele tinha reconquistado sua cidade natal, pudesse esquecê-los e fazer de Meca a capital.

A Expedição de Tabuk

No nono ano da Hégira, ao ouvir que um exército estava se reunindo novamente na Síria, o Profeta chamou todos os muçulmanos para suportá-lo em uma grande campanha.  Apesar da enfermidade, o Profeta liderou um exército contra a fronteira Síria no meio do verão.  A longa distância, o calor, o fato de que era tempo de colheita e o prestígio do inimigo fez com que muitos usassem isso como desculpa para ficar para trás e muitos outros se isentaram sem desculpa alguma.  Acamparam aquela noite sem comida ou bebida, se abrigando atrás de seus camelos, e assim alcançaram o oásis de Tabuk, retornando finalmente para Meca depois de converter várias tribos.  Mas a campanha terminou de forma pacífica.  O exército avançou para Tabuk, na fronteira da Síria, mas lá souberam que o inimigo ainda não havia se reunido.

Declaração de Imunidade

Embora Meca tivesse sido conquistada e seu povo fosse agora muçulmano, a ordem oficial da peregrinação não havia mudado; os árabes pagãos a realizavam de sua maneira e os muçulmanos de sua maneira.  Foi apenas depois da caravana de peregrinos ter deixado Medina no nono ano da Hégira, quando o Islã era dominante na Arábia do Norte, que a Declaração de Imunidade, como é chamada, foi revelada.  Seu teor era que depois daquele ano apenas os muçulmanos fariam a peregrinação, com exceção para os idólatras que tinham um tratado em andamento com os muçulmanos e nunca tivessem quebrado seus tratados e nem apoiado ninguém contra aqueles com quem tinham tratados.  Esses desfrutariam os privilégios de seu tratado para o termo acordado, mas quando seu tratado expirasse seriam como os outros idólatras.  Essa proclamação colocou um fim à idolatria na Arábia.

Biografia de Muhammad (parte 12 de 12): Dizendo Adeus

   
Descrição: A Peregrinação do Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, e sua morte.
Por IslamReligion.com
Publicado em 02 Nov 2009 - Última modificação em 02 Nov 2009 
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A Peregrinação da Despedida

O fim, entretanto, estava se aproximando, e no décimo ano da Hégira ele partiu de Medina com 90.000 muçulmanos de todas as partes da Arábia para realizar o Hajj, a peregrinação.  Essa viagem triunfal do homem envelhecido, exaurido por anos de perseguição e então por luta incessante, é cercada por um tipo de esplendor sombrio, como se um grande aro de luz tivesse finalmente se fechado, cercando o mundo mortal em seu brilho calmo.

No décimo ano da Hégira ele foi para Meca como um peregrino pela última vez, chamada de “peregrinação da despedida” quando da planície de Arafat ele pregou para uma multidão de peregrinos.  Ele os lembrou de todos os deveres que o Islã exigia deles, e que um dia encontrariam seu Senhor, que julgaria cada um de acordo com sua obra.   No fim do discurso, ele perguntou: “Transmiti a Mensagem?” E aquela multidão de homens que há poucos meses ou anos tinham sido idólatras sem consciência gritou: “Ó Deus! Sim!” O Profeta disse: “Ó Deus! Tu és testemunha!” O Islã tinha sido estabelecido e cresceria para ser uma grande árvore abrigando multidões ainda maiores.  Seu trabalho estava feito e ele estava pronto para abrir mão de seu fardo e partir.

Doença e Morte do Profeta

O Profeta retornou para Medina.  Ainda havia trabalho a ser feito; mas um dia ele foi acometido por uma dolorosa doença.  Veio para a mesquita envolvido em um cobertor, e alguns viram os sinais da morte em seu rosto.

“Se houver alguém entre vocês,” ele disse, “a quem eu tenha ordenado que fosse chicoteado injustamente, aqui estão as minhas costas. Bata agora. Se tiver prejudicado a reputação de algum de vocês, ele poderá fazer o mesmo com a minha.”

Ele disse uma vez:

“O que tenho a ver com esse mundo? Eu e esse mundo somos como um cavaleiro e uma árvore sob a qual ele se abriga. Então ele segue seu caminho e a deixa para trás.”

E agora ele disse:

“Existe um servo entre os servos de Deus a quem foi oferecida a escolha entre esse mundo e aquele que está com Ele, e o servo escolheu aquele que está com Deus.”

Em 12 de 12 Rabī’ul-Awwal no décimo primeiro ano da Hégira, que no calendário cristão era 8 de junho de 632, ele entrou na mesquita pela última vez.  Abu Bakr estava liderando a oração e ele fez um gesto para que Abu Bakr continuasse.  Enquanto observava as pessoas, seu rosto ficou radiante.  ‘Nunca vi o rosto do Profeta mais belo do que naquela hora’, disse seu companheiro Anas.  Ao retornar para a casa de Aisha ele deitou sua cabeça em seu colo.  Abriu seus olhos e ela o ouviu murmurar:  ‘Com o companheiro mais nobre no Paraíso...’ Essas foram suas últimas palavras.  Mais tarde, cresceu o rumor de que ele estava morto.  Umar ameaçou aqueles que espalharam o rumor com uma terrível punição, declarando um crime pensar que o Mensageiro de Deus podia morrer.  Estava esbravejando para as pessoas quando Abu Bakr veio para a mesquita e o entreouviu.  Abu Bakr foi para a câmara de sua filha Aisha, onde o Profeta estava deitado.  Tendo se certificado do fato, e beijado a testa do homem morto, voltou para a mesquita.  As pessoas continuavam a ouvir Umar, que dizia que o rumor era uma mentira perversa, que o Profeta, que era sua força vital, não podia morrer.  Abu Bakr foi para Umar e tentou pará-lo com um sussurro.  Então, ao perceber que ele não daria atenção, Abu Bakr chamou as pessoas, que, reconhecendo sua voz, deixaram Umar e se reuniram ao seu redor.  Primeiro ele louvou a Deus e então disse as palavras que simbolizam o credo do Islã: “Ó povo! Quanto aquele que costumava adorar Muhammad, Muhammad está morto. Quanto aquele que costumava adorar Deus, Deus está vivo e não morre.” Então recitou o versículo do Alcorão:

“E Muhammad é apenas um mensageiro; mensageiro como aqueles que vieram antes dele. Quando ele morrer or for assassinado, debandarão? Aquele que dá as costas não causa mal a Deus, e Deus recompensará os agradecidos.”</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/5628927595220665467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/biografia-de-muhammad-parte-1-de-12-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5628927595220665467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5628927595220665467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/biografia-de-muhammad-parte-1-de-12-as.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-9145758927313545808</id><published>2015-07-28T16:07:00.001-07:00</published><updated>2015-07-28T16:07:16.267-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O conceito islâmico de espiritualidade

   
Descrição: Qual é o caminho espiritual no Islã e qual é seu lugar na vida como um todo?
Por Abul Ala Maududi (tirado de islammessage.com)
Publicado em 12 Aug 2013 - Última modificação em 12 Aug 2013 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Para responder a isso é necessário estudar cuidadosamente a diferença entre o conceito islâmico de espiritualidade e o das outras religiões e ideologias. Sem um entendimento claro dessa diferença frequentemente acontece que, ao falar sobre a espiritualidade no Islã, muitas noções vagas associadas com a palavra &quot;espiritual&quot; inconscientemente vem à mente; torna-se difícil então compreender que essa espiritualidade do Islã não apenas transcende o dualismo de espírito e matéria, mas é o núcleo de seu conceito integrado e unificado de vida.

Conflito corpo-alma

A ideia que tem influenciado a maior parte do pensamento filosófico e religioso é que corpo e alma são mutuamente antagonistas e só podem se desenvolver às custas um do outro. Para a alma o corpo é uma prisão e as atividades da vida cotidiana são os grilhões que a mantém em cativeiro e impedem seu crescimento. Isso inevitavelmente leva ao universo dividido entre espiritual e secular.

Os que escolheram o caminho secular foram convencidos de que não podiam atender às demandas da espiritualidade e, por isso, levaram vidas altamente materiais e hedonistas. Todas as esferas da atividade mundana, seja social, política, econômica ou cultural, foram privadas da luz da espiritualidade; o resultado foi injustiça e tirania.

Em contrapartida, os que queriam manter o caminho da excelência espiritual passaram a ver a si mesmos como &quot;párias nobres&quot; do mundo. Acreditavam que era impossível para o crescimento espiritual ser compatível com uma vida &quot;normal&quot;. Em sua visão a autonegação física e a mortificação da carne eram necessárias para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do espírito. Inventaram exercícios espirituais e práticas ascéticas que mataram os desejos físicos e insensibilizaram os sentidos do corpo. Consideravam as florestas, montanhas e outros locais solitários como ideais para o desenvolvimento espiritual, porque a agitação e o alvoroço da vida interferiria com suas meditações. Não podiam conceber o desenvolvimento espiritual, exceto através do abandono do mundo.

Esse conflito de corpo e alma resultaram na evolução de dois ideais diferentes para o aperfeiçoamento do homem. Um era que o homem devia ser cercado de todos os confortos materiais possíveis e se considerar como nada além de um animal. Os homens aprenderam a voar como os pássaros, nadar como os peixes, correr como os cavalos e até a aterrorizar e destruir como os lobos, mas não aprenderam como viver como seres humanos nobres. O outro era que os sentidos não deviam ser apenas subjugados e conquistados, mas que poderes extrassensoriais deviam ser despertados e eliminadas as limitações do mundo sensorial. Com essas novas conquistas os homens deviam ser capazes de ouvir vozes distantes como se fossem poderosos equipamentos sem fio, ver objetos distantes como se faz com um telescópio e desenvolver poderes através dos quais o mero toque de suas mãos ou um rápido olhar curaria o incurável.

O ponto de vista islâmico difere radicalmente dessas abordagens. De acordo com o Islã, Deus designou a alma humana com Seu califa (vice gerente) nesse mundo. Ele a investiu com certa autoridade e deu a ela certas responsabilidades e obrigações e, para que fossem cumpridas, conferiu à alma a melhor e mais adequada estrutura física. O corpo foi criado com o único objetivo de permitir à alma usá-lo no exercício de sua autoridade e no cumprimento de seus deveres e responsabilidades. O corpo não é uma prisão para a alma, mas sua oficina ou fábrica; e se a alma tiver que crescer e desenvolver, será somente através dessa oficina. Consequentemente, esse mundo não é um lugar de punição no qual a alma humana infelizmente se encontra, mas um campo para o qual Deus a enviou para trabalhar e cumprir seu dever em relação a Ele.

Portanto, o desenvolvimento espiritual não deve assumir a forma do homem se afastando de sua oficina e se refugiando em um canto.  Ao invés disso, o homem deve viver e trabalhar nela e dar o melhor de si. É parte de uma avaliação dele; todo aspecto e esfera de vida é, como foi, uma pergunta em um teste: a casa, a família, a vizinhança, a sociedade, o mercado, o escritório, a fábrica, a escola, os tribunais, a delegacia, o parlamento, a conferência de paz e o campo de batalha, todos representam perguntas em testes que o homem precisa responder. Se deixar a maior parte do livro de respostas em branco, está propenso a ser reprovado no teste. Sucesso e desenvolvimento só são possíveis se o homem devota toda sua vida a esse teste e tenta responder a todas as perguntas do teste que conseguir.

O Islã condena e rejeita a visão ascética de vida e propõe um conjunto de métodos e processos para o desenvolvimento espiritual do homem não fora desse mundo, mas dentro dele. O lugar verdadeiro para o crescimento do espírito é no meio da vida e não em locais solitários de hibernação espiritual.

Critério de desenvolvimento espiritual

Discutiremos agora como o Islã julga o desenvolvimento ou decadência da alma. Em sua função como vice gerente (Califa) de Deus, o homem presta contas a Deus por todas as suas atividades. É seu dever usar todos os poderes que lhes foram concedidos de acordo com a vontade divina. Deve utilizar ao máximo todas as faculdades e potencialidades concedidas a ele para buscar a aprovação de Deus. Em seus negócios com outras pessoas deve se comportar de modo a tentar agradar a Deus. Em resumo, todas as suas energias devem ser direcionadas para a regulamentação dos assuntos desse mundo da forma que Deus os quer regulamentados. Quanto melhor um homem fizer isso, com senso de responsabilidade, obediência e humildade e com o objetivo de buscar a satisfação do Senhor, mais próximo estará de Deus. No Islã o desenvolvimento espiritual é sinônimo de proximidade com Deus. Da mesma forma, não será capaz de se aproximar de Deus se for preguiçoso e desobediente. E, no Islã, distância de Deus significa a queda espiritual e a decadência do homem.

Do ponto de vista islâmico, portanto, as esferas de atividade do homem religioso e do homem secular são as mesmas. Não apenas ambos trabalharão nas mesmas esferas; o homem religioso trabalhará com maior entusiasmo que o homem secular. O homem de religião será tão ativo quanto o homem do mundo. De fato, será mais ativo em sua vida doméstica e social, que se estende dos confins da sua casa a praça do mercado e até a conferências internacionais.

O que distinguirá suas ações será a natureza de suas relações com Deus e os objetivos por trás de suas ações. O que quer que um homem religioso faça, será feito com o sentimento de que presta contas a Deus, de que deve tentar assegurar a satisfação divina, que suas ações devem estar de acordo com as leis de Deus. Uma pessoa secular será indiferente em relação a Deus e será guiada em suas ações somente por seus motivos pessoais. Essa diferença faz toda a vida material de um homem de religião um empreendimento totalmente espiritual e toda a vida de uma pessoa secular uma existência destituída da faísca da espiritualidade.

Como o Islã Difere de outras Crenças? (parte 1 de 2)

   
Descrição: Algumas das características únicas do Islã não encontradas em outros sistemas de crença e estilos de vida.
Por Khurshid Ahmad
Publicado em 05 Oct 2009 - Última modificação em 28 Dec 2014 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Simplicidade, Racionalidade e Praticalidade

O Islã é uma religião sem qualquer mitologia.  Seus ensinamentos são simples e inteligíveis.  É livre de superstições e crenças irracionais.  A unicidade de Deus, a missão profética de Muhammad, e o conceito de vida após a morte são artigos básicos de sua fé.  São baseados na razão e lógica sólida.  Todos os ensinamentos do Islã fluem dessas crenças básicas e são simples e diretos.  Não existe hierarquia de sacerdotes, nem abstrações forçadas, nem ritos ou rituais complicados.

Todos podem abordar o Alcorão diretamente e aplicar seus ensinamentos na prática.  O Islã desperta no homem a faculdade da razão e o exorta a usar seu intelecto.  O encoraja a ver as coisas à luz da realidade.  O Alcorão o aconselha a buscar conhecimento e invocar a Deus para expandir sua consciência:

“Dize: ‘Ó meu Senhor!  Aumente meu conhecimento.’” (Alcorão 20:114)

Deus também diz:

“Poderão, acaso, equiparar-se os sábios com os insipientes?  Mas apenas homens de entendimento prestarão atenção.” (Alcorão 39:9)

É relatado que o Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“Aquele que deixa sua casa em busca de conhecimento anda no caminho de Deus.” (At-Tirmidhi)

E que

“Buscar conhecimento é obrigatório para cada muçulmano ou muçulmana.” (Ibn Majah e al-Bayhaqi)

É assim que o Islã tira o homem do mundo de superstição e escuridão e o inicia no mundo do conhecimento e luz.

O Islã é uma religião prática e não permite indulgência em teorização vazia e fútil.  Diz que a fé não uma mera profissão de crenças, mas o motivo principal da vida.  A conduta virtuosa deve vir acompanhada da crença em Deus.  A religião é algo a ser praticado e não algo da boca para fora.  O Alcorão diz:

“Os crentes que praticam o bem terão a bem-aventurança e um feliz retorno.” (Alcorão 13:29)

Também é relatado que o Profeta disse:

“Deus não aceita crença se não é expressa em ações, e não aceita ações se não estão em conformidade com a crença.” (At-Tabarani)

Sendo assim, a simplicidade, racionalidade e praticalidade são o que caracterizam o Islã como uma religião verdadeira e única.

Unidade de Matéria e Espírito

Uma característica única do Islã é que ele não divide a vida em compartimentos de matéria e espírito.  Não se posiciona pela negação da vida mas pelo seu preenchimento.  O Islã não acredita no ascetismo.  Não pede ao homem para evitar as coisas materiais.  Mantém que a elevação espiritual deve ser alcançada por uma vida virtuosa nas dificuldades da vida, não pela renúncia ao mundo.  O Alcorão nos aconselha a orar como se segue:

“Ó Senhor nosso! Concede-nos a graça deste mundo e do futuro, e preserva-nos do tormento infernal!” (Alcorão 2:201)

Mas ao fazer uso dos luxos da vida, o Islã aconselha ao homem a ser moderado e se afastar da extravagância. Deus diz:

“...comei e bebei; porém, não vos excedais, porque Ele não aprecia os perdulários.” (Alcorão 7:31)

Sobre esse aspecto de moderação, o Profeta disse:

“Observe o jejum e o quebre (no momento certo) e ore e faça devoção (à noite) mas durma, porque seu corpo tem direitos sobre você e seus olhos têm direitos sobre você e sua esposa tem direito sobre você, e a pessoa que o visita tem direito sobre você.”

Consequentemente, o Islã não admite qualquer separação entre “material” e “moral”, vida “mundana” e “espiritual”, e encoraja o homem a devotar todas as suas energias à reconstrução da vida com fundações morais saudáveis.  O ensina que poderes materiais e morais devem estar juntos e que a salvação espiritual pode ser alcançada usando recursos materiais para o bem do homem no serviço de fins justos e não vivendo uma vida de ascetismo ou fugindo dos desafios da vida.

O mundo sofreu nas mãos dos unilaterais de muitas outras religiões e ideologias.  Alguns enfatizaram o lado espiritual da vida mas ignoraram seus aspectos material e mundano.  Olharam para o mundo como uma ilusão, uma fraude e uma armadilha.  Por outro lado, ideologias materialistas ignoraram totalmente o lado espiritual e moral da vida e o descartaram como se fosse fictício e imaginário.  Ambas as atitudes resultaram em desastre, porque destituíram a humanidade de paz, contentamento e tranquilidade.

Mesmo hoje o desequilíbrio se manifesta em uma direção ou outra.  O cientista francês, Dr. De Brogbi, diz de forma correta:

“O perigo inerente em uma civilização material tão intensa é para a própria civilização; é o desequilíbrio que resultaria se um desenvolvimento paralelo da vida espiritual fracassasse em fornecer o equilíbrio necessário.”

O Cristianismo errou em um extremo, enquanto que a civilização ocidental moderna, em suas variantes de democracia capitalista secular e socialismo marxista, errou em outro. De acordo com Lorde Snell:

“Construímos uma estrutura externa de proporções nobres, mas negligenciamos o requisito essencial de uma ordem interior; planejamos cuidadosamente, decoramos e limpamos o lado de fora da xícara, mas o interior está cheio de extorsão e excesso; usamos nosso conhecimento e poder aumentados para administrar os confortos do corpo, mas deixamos o espírito empobrecido.”

O Islã busca estabelecer o equilíbrio entre esses dois aspectos da vida – o material e o espiritual.  Diz que tudo no mundo é para o homem, mas o homem foi criado para servir a um propósito maior: o estabelecimento de uma ordem moral e justa que atenderá a vontade de Deus.  Seus ensinamentos atendem as necessidades espirituais e temporais do homem.   O Islã encoraja o homem a purificar sua alma e reformar sua vida diária – tanto individual quanto coletivamente – e a estabelecer a supremacia do certo sobre o poder e da virtude sobre o vício.  Sendo assim o Islã opta pelo caminho do meio e o objetivo de produzir um homem moral no serviço de uma sociedade justa.

Islã, um Estilo de Vida Completo

O Islã não é uma religião no sentido comum e distorcido, porque não restringe seu escopo à vida privada.  É um estilo de vida completo e está presente em todos os campos da existência humana.  O Islã provê orientação para todos os aspectos da vida – individual e social, material e moral, econômico e político, legal e cultural, e nacional e internacional.  O Alcorão encoraja o homem a abraçar o Islã sem qualquer reserva e a seguir a orientação de Deus em todas as áreas da vida.

De fato, foi um dia infeliz quando o escopo da religião ficou confinado à vida privada do homem e seu papel social e cultural foi reduzido a nada, como aconteceu nesse século.  Talvez nenhum outro fator tenha sido mais importante na causa do declínio da religião nos tempos modernos do que seu afastamento para o campo da vida privada.  Nas palavras de um filósofo moderno: “A religião nos pede para separar as coisas de Deus das de César.  Tal separação judicial significa a degradação tanto do secular quanto do sagrado...  A religião não tem valor quando a consciência de seus seguidores não é perturbada quando a guerra paira sobre todos nós e conflitos industriais ameaçam a paz social.  A religião enfraqueceu a consciência moral e a sensibilidade moral do homem ao separar as coisas de Deus das de César.&quot;

O Islã denuncia totalmente esse conceito de religião e afirma de forma clara que seus objetivos são a purificação da alma e a reforma e reconstrução da sociedade.   Como lemos no Alcorão:

“Enviamos os Nossos mensageiros com as evidências: e enviamos, com eles, o Livro e a balança, para que os humanos observem a justiça; e criamos o ferro, que encerra grande poder (para a guerra), além de outros benefícios para os humanos, para que Deus Se certifique de quem O secunda intimamente, a Ele e aos Seus mensageiros. Sabei que Deus é Poderoso, Fortíssimo.” (Alcorão 57: 25)

Deus também diz:

“O juízo somente pertence a Deus, que vos ordenou não adorásseis senão a Ele.  Tal é a verdadeira religião; porém, a maioria dos humanos o ignora.” (Alcorão 12: 40)

Portanto, mesmo um estudo superficial dos ensinamentos do Islã mostra que é um estilo de vida abrangente que não permite que nenhum ramo da existência humana se torne um playground para as forças do mal.

Como o Islã Difere de outras Crenças? (parte 2 de 2)

   
Descrição: Algumas das características únicas do Islã não encontradas em outros sistemas de crença e estilos de vida. Parte dois.
Por Khurshid Ahmad
Publicado em 12 Oct 2009 - Última modificação em 12 Oct 2009 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Equilibro entre o Indivíduo e a Sociedade

Outra característica única do Islã é que estabelece um equilíbrio entre o individualismo e o coletivismo.  Acredita na personalidade individual do homem e torna todos pessoalmente responsáveis perante Deus.  O Profeta, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, disse:

“Todos vocês são um guardião e responsáveis pelo que está em sua custódia.  O governante é um guardião de seus súditos e responsável por eles; um marido é um guardião de sua família e responsável por ela; uma mulher é uma guardiã da casa de seu marido e é responsável por ela, e um servo é um guardião da propriedade de seu amo e é responsável por ela.”

Ouvi do Apóstolo de Deus e acho que o Profeta também disse: “Um homem é um guardiã da propriedade de seu pai e é responsável por ela. Então todos vocês são guardiães e responsáveis por suas custódias e coisas sob seu cuidado.” (Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim)

O Islã também garante os direitos fundamentais do indivíduo e não permite que ninguém os fraude.  Faz o desenvolvimento adequado da personalidade do homem um dos objetivos principais de sua política educacional.  Não concorda com a opinião de que o homem deve perder sua individualidade na sociedade ou no estado.

No Islã todos os homens são iguais, independentemente de sua cor, língua, raça ou nacionalidade.  Dirige-se à consciência da humanidade e bane todas as falsas barreiras de raça, condição e riqueza.  Não se pode negar o fato de que essas barreiras sempre existiram e continuam a existir hoje na suposta época iluminada.  O Islã remove todos esses impedimentos e proclama o ideal de toda a humanidade em ser uma família de Deus.

O Islã é internacional em perspectiva e abordagem e não admite barreiras e distinções baseadas em cor, sangue ou território, como era o caso antes do advento de Muhammad.  Infelizmente esses preconceitos continuam rampantes em diferentes formas mesmo nessa época moderna.  O Islã quer unir a raça humana inteira sob uma bandeira.  Para um mundo dividido por rivalidades e feudos nacionais, apresenta uma mensagem de vida e esperança e um futuro glorioso.

O historiador A. J. Toynbee tem algumas observações interessantes a fazer a esse respeito.  Em Civilização em Julgamento, ele escreve: “Duas fontes conspícuas de perigo - uma psicológica e outra material - nas relações atuais desse proletariado cosmopolita, ou seja, [humanidade ocidentalizada] com o elemento dominante em nossa sociedade ocidental moderna são consciência racial e álcool; e na batalha com cada um desses males o espírito islâmico tem um serviço a prestar que pode se provar, se aceito, ser de alto valor moral e social.

A extinção da consciência de raça entre os muçulmanos é um dos feitos morais de destaque do Islã, e no mundo contemporâneo existe uma clamorosa necessidade da propagação dessa virtude islâmica... É concebível que o espírito do Islã possa ser o reforço oportuno que decidiria essa questão em favor da tolerância e paz.

Quanto ao mal do álcool, está no seu pior nível entre populações primitivas nas regiões tropicas que foram ‘abertas’ pelo empreendimento ocidental.  Permanece o fato de que mesmo as medidas preventivas mais políticas impostas por autoridades externas são incapazes de libertar uma comunidade de um vício social, a menos que um desejo de libertação e uma vontade de transformar esse desejo em ação voluntária sejam despertados nos corações das pessoas envolvidas.  Administradores ocidentais, principalmente aqueles de origem ‘anglo-saxônica’, estão espiritualmente isolados de seus tutelados ‘nativos’ pela ‘barreira física da cor’ que sua consciência racial estabelece; a conversão das almas dos nativos é uma tarefa para a qual suas competências dificilmente se estenderão; e é nesse ponto que o Islã pode ter um papel a desempenhar.

Nesses territórios ‘abertos’ de forma recente e rápida, a civilização ocidental produziu um preenchimento econômico e político e, ao mesmo tempo, um vazio social e espiritual.

Aqui, então, no primeiro plano do futuro, podemos destacar duas influências valiosas que o Islã pode exercer sobre o proletariado cosmopolita de uma sociedade ocidental que jogou sua rede em todo o mundo e abraçou toda a humanidade; enquanto que em um futuro mais distante podemos especular sobre as possíveis contribuições do Islã para alguma nova manifestação de religião.”

Permanência e Mudança

Os elementos de permanência e mudança coexistem na sociedade e cultura humanas e estão destinados a continuarem assim.  Ideologias e sistemas culturais diferentes erraram ao tenderem pesadamente para um ou outro lado da equação.  Muita ênfase na permanência faz com que o sistema seja rígido e rouba dele flexibilidade e progresso, enquanto que a falta de valores permanentes e elementos imutáveis geram relativismo moral, deformidade e anarquia.

O que é necessário é um equilíbrio entre os dois – um sistema que pode atender simultaneamente as demandas de permanência e mudança.  Um juiz americano, sr. Justice Cardozo, corretamente diz que “a maior necessidade de nosso tempo é uma filosofia que mediará entre reivindicações conflitantes de estabilidade e progresso e suprir um princípio de crescimento.” O Islã apresenta uma ideologia que satisfaz as demandas de estabilidade e de mudança.

Uma reflexão mais profunda revela que a vida tem em si elementos de permanência e mudança – nem é tão rígida e inflexível que não possa admitir qualquer mudança até em questões de detalhes, nem é tão flexível e fluida que seus traços distintos não tenham características próprias.  Isso fica claro na observação do processo de mudança fisiológica no corpo humano, uma vez que cada tecido do corpo muda várias vezes ao longo da vida enquanto a pessoa permanece a mesma.  As folhas de uma árvore, flores e frutos mudam mas sua característica permanece imutável.  É uma lei da vida que elementos de permanência e mudança devam coexistir em uma equação harmoniosa.

Apenas um sistema de vida capaz prover para ambos esses elementos pode atender todas as ânsias da natureza humana e todas as necessidades da sociedade humana.  Os problemas básicos da vida permanecem os mesmos em todas as épocas e climas, mas as formas e meios de resolvê-los e as técnicas para lidar com o fenômeno passam por mudanças com a passagem do tempo.  O Islã coloca em foco uma nova perspectiva sobre esse problema e tenta resolvê-lo de forma realista.

O Alcorão e a Sunnah contêm a orientação eterna dada pelo Senhor do universo.  Essa orientação vem de Deus, que é livre de limitações de tempo e espaço e, como tal, os princípios de comportamento individual e social revelados por Ele são baseados na realidade e são eternos.  Mas Deus revelou apenas princípios gerais e capacitou o homem com a liberdade de aplicá-los em cada época da forma adequada ao espírito e condições daquela época.  É através do ijtihad (esforço intelectual para chegar à verdade) que as pessoas de todas as épocas tentam implementar e aplicar a orientação divina aos problemas de seus tempos.  Assim, a orientação básica é de natureza permanente, enquanto que o método de sua aplicação pode mudar de acordo com necessidades peculiares de cada época.  Por isso o Islã permanece sempre novo e moderno como a manhã.

Registro Completo dos Ensinamentos Preservado

Por fim, mas não menos importante, existe o fato de que os ensinamentos do Islã foram preservados em sua forma original.  Como resultado, a orientação de Deus está disponível sem adulteração de qualquer tipo.  O Alcorão é o livro revelado e palavra de Deus, que existe pelos últimos mil e quatrocentos anos.  Continua disponível em sua forma original.  Relatos detalhados da vida do Profeta e de seus ensinamentos estão disponíveis em sua pureza primitiva.  Não houve nenhuma mudança nesse registro histórico único.  Os ditos e o registro inteiro da vida do Profeta foi trazido até nós com uma precisão e autenticidade sem precedentes nas obras de Hadith e na Sira (a biografia do Profeta).  Até críticos não-muçulmanos admitem esse fato eloquente.

Existem algumas características únicas do Islã que estabelecem suas credenciais como religião do homem, a religião de hoje e a religião de amanhã.  Esses aspectos apelaram para milhões de pessoas no passado e no presente e as fez afirmar que o Islã é a religião da verdade e o caminho certo para a humanidade.  Não há dúvida de que esses aspectos continuarão a apelar para ainda mais pessoas no futuro.  Homens de coração puro e que buscam sinceramente pela verdade continuarão sempre a dizer:

 “Afirmo que não existe ninguém merecedor de adoração exceto Deus, que é Único, sem compartilhar Sua autoridade, e afirmo que Muhammad é Seu Servo e Profeta.”

Gostaríamos de concluir com as seguintes palavras atribuídas a George Bernard Shaw:

Sempre tive a religião de Muhammad em alta estima por causa de sua maravilhosa vitalidade.  É a única religião que me parece possuir aquela capacidade assimiladora para as fases em mutação da existência, fazendo-a apelar para todas as épocas.  Eu o estudei – o homem maravilhoso – e em minha opinião longe de ser um anticristo, ele deve ser chamado de Salvador da Humanidade.  Acredito que se um homem como ele assumisse a ditadura do mundo moderno, teria sucesso na solução de seus problemas de uma forma que traria a paz e a felicidade muito necessárias.  Profetizei sobre a fé de Muhammad de que seria aceitável para a Europa de amanhã como está começando a ser aceita para a Europa de hoje.

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Descrição: A mensagem principal do Islã é a mesma mensagem básica em todas as religiões reveladas, já que todas vêm da mesma fonte, e as razões para a disparidade encontrada entre as religiões.
Por M. Abdulsalam (IslamReligion.com)
Publicado em 26 Jan 2009 - Última modificação em 08 Jan 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Entre as bênçãos e favores que Deus concedeu à humanidade está a de Ele ter concedido uma habilidade inata para identificar e reconhecer Sua existência.   Ele colocou essa consciência de forma profunda em seus corações, como uma disposição natural que não foi alterada desde que os primeiros seres humanos foram criados.  Além disso, Ele reforçou essa disposição natural com os sinais que colocou na Criação que testificam Sua existência.  Entretanto, uma vez que não é possível para os seres humanos terem um conhecimento detalhado de Deus exceto através de revelação vinda Dele, Deus enviou Seu Mensageiros para ensinar às pessoas sobre seu Criador, a Quem eles devem adorar.  Esses Mensageiros também trouxeram com eles os detalhes de como adorar Deus, porque tais detalhes não podem ser conhecidos exceto através de revelação.  Esses dois princípios foram as coisas mais importantes que os Mensageiros de todas as revelações divinas trouxeram de Deus.  Com base nisso, todas as revelações divinas têm tido os mesmos objetivos sublimes, que são:

1.    Afirmar a Unicidade de Deus – o Criador louvado e glorificado – em Sua essência e Seus atributos.

2.    Afirmar que Deus somente deve ser adorado e que nenhum outro ser deve ser adorado junto com Ele ou ao invés Dele.

3.    Proteger o bem-estar humano e se opor à corrupção e ao mal.  Assim, tudo que protege a fé, a vida, a razão, a fortuna e a linhagem são parte desse bem-estar humano que a religião protege.  Por outro lado, qualquer coisa que coloque em perigo essas cinco necessidades universais é uma forma de corrupção a qual a religião se opõe e proíbe.

4.    Convidar as pessoas a esse alto nível de virtude, valores morais e costumes nobres.

O objetivo supremo de toda Mensagem Divina tem sido o mesmo: guiar as pessoas a Deus, torná-las conscientes Dele, e fazê-las adorar somente a Ele.  Cada Mensagem Divina veio para fortalecer esse significado, e as palavras que se seguem foram repetidas nos idiomas de todos os Mensageiros: “Adorai a Deus, não existe outro deus exceto Ele.” Essa mensagem foi transmitida à humanidade pelos profetas e mensageiros que Deus enviou a toda nação.  Todos esses mensageiros vieram com essa mesma mensagem, a mensagem do Islã.

Todas as Mensagens Divinas vieram para fazer com que a vida das pessoas fosse de submissão voluntária a Deus.  Por essa razão, todas elas compartilham o nome de “Islã”, ou “submissão” derivada da palavra “Salam”, ou “paz”, em árabe.  Islã, nesse sentido, foi a religião de todos os profetas, mas por que vemos variações diferentes da religião de Deus se todas emanaram da mesma fonte?  A resposta divide-se em duas partes.   

A primeira razão é que como resultado da passagem do tempo, e devido ao fato de que as religiões anteriores não estavam sob a proteção divina de Deus, elas sofreram muita mudança e variação.  Como resultado, nós vemos que as verdades fundamentais que foram trazidas por todos os mensageiros agora diferem de uma religião para outra, com a diferença mais aparente sendo o princípio estrito da crença e adoração de Deus e Deus somente.

A segunda razão para essa variação é que Deus, em Sua infinita Sabedoria e Vontade eterna, decretou que todas as missões divinas anteriores à mensagem final do Islã trazida por Muhammad, que Deus o exalte, fossem limitadas a um período de tempo específico.  Como resultado, suas leis e metodologias lidavam com as condições específicas das pessoas para as quais tinham sido dirigidas.

A humanidade passou por numerosos períodos de orientação, desorientação, integridade e desvio, da era mais primitiva ao auge de civilização.  A orientação divina acompanhou a humanidade ao longo de tudo isso, sempre provendo as soluções e remédios apropriados.

Essa foi a essência da disparidade que existiu entre as diferentes religiões.  Esse desacordo nunca foi além das particularidades da Lei Divina.  Cada manifestação da Lei era dirigida a problemas particulares do povo para o qual foi enviada.  Entretanto, as áreas de acordo foram significativas e muitas, como os fundamentos da fé; os princípios e objetivos básicos da Lei Divina, como proteger a fé, vida, razão, fortuna e linhagem e estabelecer justiça na terra; e certas proibições fundamentais, algumas das mais importantes sendo cometer idolatria, fornicação, assassinato, roubo e dar falso testemunho.   Além disso, elas também concordavam sobre virtudes morais como honestidade, justiça, caridade, gentileza, castidade, retidão e misericórdia.  Esses princípios e outros são permanentes e eternos; eles são a essência de todas as Mensagens Divinas e interligam todas elas.

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O que é o Islã? (parte 2 de 4): As Origens do Islã

   
Descrição: O papel do Islã entre outras religiões do mundo, especificamente em relação à tradição judaico-cristã.
Por M. Abdulsalam (IslamReligion.com)
Publicado em 02 Mar 2009 - Última modificação em 02 Mar 2009 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Mas onde a mensagem de Muhammad, que Deus o exalte, se encaixa com as mensagens anteriores reveladas por Deus?  Uma breve história dos profetas pode esclarecer esse ponto.

O primeiro humano, Adão, seguiu o Islã, no sentido de que ele foi orientado a adorar a Deus somente e a ninguém mais e cumpriu Seus mandamentos.  Mas com a passagem do tempo e a dispersão da humanidade pela terra, as pessoas se desviaram dessa mensagem e começaram a direcionar a adoração a outros ao invés de, ou junto com, Deus.  Alguns passaram a adorar os virtuosos entre eles que morreram, enquanto outros passaram a adorar espíritos e forças da natureza.  Foi então que Deus começou a enviar mensageiros para a humanidade, orientando-a de volta à adoração de Deus somente, algo que estava de acordo com sua verdadeira natureza, e a alertá-la das graves conseqüências de dirigir qualquer tipo de adoração para outros além Dele.

O primeiro desses mensageiros foi Noé, que foi enviado para pregar essa mensagem do Islã ao seu povo, após eles começarem a adorar seus antepassados virtuosos junto com Deus.  Noé conclamou o seu povo a abandonar a adoração de seus ídolos, e lhes ordenou a voltar para a adoração de Deus somente.   Alguns deles seguiram os ensinamentos de Noé, enquanto a maioria descreu nele.  Aqueles que seguiram Noé foram seguidores do Islã, ou muçulmanos, enquanto aqueles que não o fizeram, permaneceram em sua descrença e foram punidos por fazê-lo.

Depois de Noé, Deus enviou mensageiros a toda nação que se desviou da Verdade, para trazê-los de volta à ela.  Essa Verdade foi a mesma ao longo do tempo: rejeitar todos os objetos de adoração e direcionar toda a adoração sem exceção para Deus, o Criador e Senhor de tudo e ninguém mais, e cumprir Seus mandamentos.  Mas como mencionado antes, como cada nação diferia com relação ao seu estilo de vida, idioma, e cultura, mensageiros específicos foram enviados para nações específicas por um período específico de tempo.

Deus enviou mensageiros para todas as nações, e para o Reino da Babilônia Ele enviou Abraão – um dos primeiros e maiores profetas – que conclamou seu povo a rejeitar a adoração dos ídolos aos quais eles eram devotados.  Ele os chamou para o Islã, mas eles o rejeitaram e até tentaram matá-lo.  Deus submeteu Abraão a muitos testes e ele se saiu bem em todos eles.  Por seus muitos sacrifícios, Deus proclamou que Ele faria surgir de sua descendência uma grande nação e que dela escolheria profetas.  Toda vez que pessoas de sua descendência começavam a se desviar da Verdade, que era adorar a ninguém exceto Deus e obedecer Seus mandamentos, Deus enviava um outro mensageiro para trazê-los de volta à Verdade.

Conseqüentemente, nós vemos que muitos profetas enviados eram da descendência de Abraão, como seus dois filhos Isaque e Ismael, junto com Jacó (Israel), José, Davi, Salomão, Moisés e, claro, Jesus, para mencionar uns poucos, que a Paz e as Bênçãos de Deus estejam sobre todos eles.  Cada profeta foi enviado para os Filhos de Israel (os judeus) quando eles se desviaram da verdadeira religião de Deus, e se tornou obrigatório para eles seguir o mensageiro que lhes era enviado e obedecer seus mandamentos.  Todos os mensageiros vieram com a mesma mensagem, rejeitar a adoração de todos os outros seres exceto Deus e obedecer Seus mandamentos.  Alguns descreram nos profetas, enquanto outros creram.  Aqueles que acreditaram foram seguidores do Islã, ou muçulmanos.

Dentre esses mensageiros estava Muhammad, que Deus o exalte, da descendência de Ismael, o filho de Abraão, que Deus o exalte, que foi enviado como um mensageiro para suceder Jesus.  Muhammad, que Deus o exalte, pregou a mesma mensagem do Islã como os profetas e mensageiros anteriores – direcionar toda a adoração para Deus somente e ninguém mais e obedecer a Seus mandamentos – nos quais os seguidores dos profetas anteriores se desviaram.

Como podemos ver, o Profeta Muhammad, que Deus o exalte, não foi o fundador de uma nova religião, como muitas pessoas equivocadamente pensam, mas ele foi enviado como o Profeta Final do Islã.  Ao revelar Sua mensagem final a Muhammad, que é uma mensagem eterna e universal para toda a humanidade, Deus finalmente cumpriu a promessa que fez a Abraão.

Assim como era obrigatório para aqueles que estavam vivos seguir a mensagem do último da sucessão de profetas que lhes foi enviado, se torna obrigatório sobre toda a humanidade seguir a mensagem de Muhammad.  Deus prometeu que essa mensagem permaneceria inalterada e adequada para todos os tempos e lugares.  É suficiente dizer que o caminho do Islã é o mesmo do profeta Abraão, porque tanto a Bíblia quanto o Alcorão retratam Abraão como um exemplo proeminente de alguém que se submeteu completamente a Deus e dirigiu adoração a Ele somente e ninguém mais, e sem quaisquer intermediários.   Quando isso é entendido, fica claro que o Islã tem a mensagem mais contínua e universal do que qualquer outra religião, porque todos os profetas e mensageiros foram “muçulmanos”, ou seja, aqueles que se submeteram à vontade de Deus, e eles pregaram o “Islã”, ou seja, a submissão à vontade de Deus Todo-Poderoso ao adorá-Lo exclusivamente e obedecer Seus mandamentos.

Assim nós vemos que aqueles que se chamam muçulmanos hoje não seguem uma religião nova; ao contrário, eles seguem a religião e mensagem de todos os profetas e mensageiros que foram enviados à humanidade pelo comando de Deus, também conhecida como Islã.  A palavra “Islã” é uma palavra árabe que significa literalmente “submissão a Deus”, e os muçulmanos são aqueles que voluntariamente se submetem e ativamente obedecem a Deus, vivendo de acordo com Sua mensagem.

O que é o Islã? (parte 3 de 4): As Crenças Essenciais do Islã

   
Descrição: Um olhar em algumas das crenças do Islã.
Por IslamReligion.com
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 09 Mar 2009 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Existem muitos aspectos da crença nos quais aquele que adere ao Islã deve ter firme convicção.  Desses aspectos, os mais importantes são seis, conhecidos como os “Seis Artigos da Crença”.

1)      Crença em Deus

O Islã mantém um monoteísmo estrito e a crença em Deus forma o âmago de sua fé.  O Islã ensina a crença em um Deus que não dá à luz e nem nasceu, e não compartilha a Sua custódia do mundo.  Ele apenas dá a vida, causa a morte, traz o bem, causa aflição, e provê o sustento para a Sua criação.  Deus no Islã é o único Criador, Senhor, Sustenedor, Governante, Juiz e Salvador do universo.  Ele não tem iguais em Suas qualidades e habilidades, como conhecimento e poder.  Toda a adoração, veneração e reverência devem ser direcionadas a Deus e ninguém mais.  Qualquer ruptura desses conceitos nega a base do Islã.

2)      Crença nos Anjos

Os aderentes do Islã devem crer no mundo Invisível como mencionado no Alcorão.  Os anjos são os emissários de Deus desse mundo, cada qual com uma tarefa específica. Eles não têm livre arbítrio ou capacidade de desobedecer; é parte de sua natureza serem servos zelosos de Deus. Os anjos não devem ser tomados como semideuses ou objetos de louvor ou veneração; eles são meros servos de Deus obedecendo todos os Seus comandos.

3)      Crença nos Profetas e Mensageiros

O Islã é uma religião universal e inclusiva.  Os muçulmanos acreditam nos profetas, não apenas no Profeta Muhammad, que Deus o exalte, mas nos profetas hebreus, incluindo Abraão e Moisés, assim como nos profetas do Novo Testamento, Jesus e João Batista.  O Islã ensina que Deus não enviou profetas apenas para os judeus e cristãos, ao contrário, Ele enviou profetas para todas as nações no mundo com uma mensagem central: adorar somente a Deus.  Os muçulmanos devem acreditar em todos os profetas enviados por Deus mencionados no Alcorão, sem fazer qualquer distinção entre eles.  Muhammad foi enviado com a mensagem final, e não existe profeta depois dele.  Sua mensagem é final e eterna, e através dele Deus completou Sua Mensagem para a humanidade.

4)      Crença nos Textos Sagrados

Os muçulmanos acreditam em certos livros que Deus enviou para a humanidade através de Seus profetas.  Esses livros incluem os Livros de Abraão, o Torá de Moisés, os Salmos de Davi, e o Evangelho de Jesus Cristo.  Todos esses livros tinham a mesma fonte (Deus), a mesma mensagem, e todos foram revelados em verdade.  Isso não significa que eles tenham sido preservados em verdade.  Os muçulmanos (e muitos outros eruditos judeus e cristãos e historiadores) acham que os livros em existência hoje não são as escrituras originais, que de fato foram perdidas, mudadas, e/ou traduzidas repetidas vezes, perdendo a mensagem original.

Assim como os cristãos vêem o Novo Testamento como cumprimento e complemento do Velho Testamento, os muçulmanos acreditam que o Profeta Muhammad recebeu revelações de Deus através do anjo Gabriel para corrigir erros humanos que tinham penetrado nas escrituras e doutrinas do Judaísmo, Cristianismo e todas as outras religiões.  Essa revelação é o Alcorão, revelado na língua árabe, e encontrado hoje em sua forma original.  Ele procura guiar a humanidade em todos os aspectos da vida; espiritual, temporal, individual e coletivo.  Contém orientações para a conduzir a vida, relata estórias e parábolas, descreve os atributos de Deus e fala das melhores regras para governar a vida social.  Tem orientações para todos, em todo lugar e para todos os tempos.  Milhões de pessoas hoje memorizaram o Alcorão, e todas as cópias do Alcorão encontradas hoje e no passado são idênticas.  Deus prometeu que Ele protegeria o Alcorão de mudanças até o final dos tempos, de modo que a Orientação pudesse ser clara para a humanidade e a mensagem de todos os profetas ficasse disponível para aqueles que a buscasse.

5)      Crença na Vida Após a Morte

Os muçulmanos acreditam que chegará um dia quando toda a criação perecerá e ressuscitará para ser julgada por seus atos: o Dia do Juízo.  Nesse dia, todos se reunirão na presença de Deus e cada indivíduo será questionado sobre sua vida no mundo e como ele a viveu.  Aqueles que tiveram crenças corretas sobre Deus e a vida, e acompanharam sua crença com atos virtuosos entrarão no Paraíso, mesmo que tenham que pagar por alguns de seus pecados no Inferno se Deus em Sua Infinita Justiça optar por não perdoá-los.  Quanto aqueles que caíram no politeísmo em suas muitas faces, entrarão no Inferno, sem nunca saírem dele.

6)      Crença no Decreto Divino

O Islã afirma que Deus tem pleno poder e conhecimento de todas as coisas, e que nada acontece exceto por Sua Vontade e com Seu conhecimento total.  O que é conhecido como decreto divino, sorte ou “destino” é conhecido em árabe como al-Qadr.  O destino de cada criatura já é conhecido por Deus.

Essa crença entretanto não contradiz a idéia do livre arbítrio do homem para escolher seu curso de ação.  Deus não nos força a fazer nada; nós podemos escolher se O obedecemos ou desobedecemos.  A nossa escolha é conhecida por Deus mesmo antes de a fazermos.  Nós não sabemos qual é o nosso destino; mas Deus sabe o destino de todas as coisas.

Portanto, nós devemos ter fé firme de que o que quer que nos aconteça, está de acordo com a vontade de Deus e com o Seu pleno conhecimento.  Podem haver coisas que acontecem nesse mundo que nós não compreendemos, mas devemos confiar que Deus tem sabedoria em todas as coisas.

O que é o Islã? (parte 4 de 4): Adoração Islâmica

   
Descrição: Um olhar sobre algumas das práticas essenciais do Islã, com uma breve explanação sobre quem são os muçulmanos.
Por IslamReligion.com
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; O Que é o Islã 
Existem cinco observâncias simples mas essenciais que todos os muçulmanos praticantes aceitam e seguem.  Esses “Pilares do Islã” representam o âmago que une todos os muçulmanos.

1)      A ‘Declaração de Fé’

Um muçulmano é aquele que testemunha que “ninguém merece adoração exceto Deus e Muhammad é o mensageiro de Deus.”  Essa declaração é conhecida como a “shahada” (testemunho).  Deus é o nome árabe para Deus, assim como Yahweh é o nome hebraico para Deus.   Ao fazer essa proclamação simples uma pessoa se torna muçulmana.  A proclamação afirma a crença absoluta do Islã na unicidade de Deus, Seu direito exclusivo a ser adorado, assim como a doutrina de que associar qualquer outra coisa com Deus é um pecado imperdoável, como lemos no Alcorão:

“Deus não perdoa quem Lhe associa com outra divindade, mas perdoa a quem quiser por todas as outras coisas.  Aquele que associa parceiros a Deus inventou um terrível pecado.” (Alcorão 4:48)

A segunda parte do testemunho de fé afirma que Muhammad, que Deus o exalte, é um profeta de Deus como Abraão, Moisés e Jesus foram antes dele.  Muhammad trouxe a última e final revelação.  Ao aceitar Muhammad como o “selo dos profetas,” os muçulmanos acreditam que sua profecia confirma e cumpre todas as mensagens reveladas, começando com a de Adão.  Além disso, Muhammad serve como modelo através de sua vida exemplar.  O empenho do crente para seguir o exemplo de Muhammad reflete a ênfase do Islã na prática e ação.

2)      A Oração (Salah)

Os muçulmanos fazem adoração cinco vezes ao dia: ao nascer do dia, ao meio-dia, no meio da tarde, no pôr-do-sol e à noite.  Isso ajuda a manter os crentes conscientes de Deus no estresse de trabalho e família.   Recompõe o foco espiritual, reafirma a dependência total em Deus, e coloca as preocupações mundanas dentro da perspectiva do último julgamento e da vida após a morte.  As orações consistem de ficar de pé, se curvar, ajoelhar, colocar a testa no chão e sentar.  A Oração é um meio através do qual é mantida a relação entre Deus e Sua criação.  Inclui recitações do Alcorão, louvores a Deus, orações para perdão e outras súplicas.  A oração é uma expressão de submissão, humildade e adoração a Deus.  As orações podem ser oferecidas em qualquer local limpo, individualmente ou em grupo, em uma mesquita ou em casa, no trabalho ou na estrada, em locais fechados ou ao ar livre.  É preferível orar com outros como um corpo unido na adoração a Deus, demonstrando disciplina, irmandade, igualdade e solidariedade.  Enquanto se preparam para orar, os muçulmanos se voltam para Meca, a cidade sagrada centrada em torno da Caaba, a casa de Deus construída por Abraão e seu filho Ismael.

3)      A Caridade Compulsória (Zakah)

No Islã, o verdadeiro dono de tudo é Deus, não o homem.  As pessoas recebem fortuna como uma custódia de Deus.  O Zakah é adoração e agradecimento a Deus demonstrados pelo apoio aos pobres, e através do qual a fortuna é purificada.  Requer uma contribuição anual de 2,5% da fortuna e bens de um indivíduo.  Portanto, o Zakah não é uma mera “caridade”, é uma obrigação sobre aqueles que receberam suas fortunas de Deus atender as necessidades dos membros menos afortunados da comunidade.  O Zakah é usado para dar apoio aos pobres, órfãos e viúvas, ajudar os endividados e, nos velhos tempos, para libertar escravos.

4)      O Jejum de Ramadã (Sawm)

O Ramadã é o nono mês do calendário lunar islâmico, que é passado em jejum.  Os muçulmanos saudáveis se abstém de comida, bebida e atividade sexual da alvorada ao pôr-do-sol.  O jejum desenvolve a espiritualidade,dependência em Deus, e provoca a identificação com os menos afortunados.  Uma oração especial da noite  também é mantida nas mesquitas nas quais são ouvidas recitações do Alcorão.  As famílias se levantam antes do nascer do sol e fazem sua primeira refeição do dia para sustentá-los até o pôr-do-sol.  O mês de Ramadã termina com uma das maiores celebrações islâmicas, a Festa da Quebra do Jejum, chamada Eid al-Fitr, que é marcada por alegria, visitas familiares, e troca de presentes.

5)      O Quinto Pilar é a Peregrinação, ou Hajj, à Meca na Arábia Saudita

Pelo menos uma vez na vida, todo muçulmano adulto que é física e financeiramente capaz deve sacrificar tempo, fortuna, status, e confortos habituais da vida para fazer a peregrinação, se colocando totalmente a serviço de Deus.  Todo ano mais de dois milhões de crentes de uma diversidade de culturas e línguas viajam de todo o mundo para a cidade sagrada de Meca, para responder ao chamado de Deus.

Quem são os Muçulmanos?

A palavra árabe “muçulmano” significa literalmente “alguém que está em estado de Islã (submissão à vontade e lei de Deus)”.  A mensagem do Islã é para o mundo inteiro, e qualquer um que aceite essa mensagem se torna um muçulmano.  Existem mais de um bilhão de muçulmanos no mundo todo.  Os muçulmanos representam a maioria da população em cinqüenta e seis países.  Muitas pessoas ficam surpresas em saber que a maioria dos muçulmanos não é árabe.  Embora a maioria dos árabes seja muçulmana, existem árabes que são cristãos, judeus e ateus.  Apenas 20% dos 1,2 bilhões de muçulmanos do mundo vêm de países árabes.  Existem populações muçulmanas significativas na Índia, China, Repúblicas da Ásia Central, Rússia, Europa e América.  Se alguém der uma olhada nos vários povos que vivem no Mundo Muçulmano - da Nigéria a Bósnia e do Marrocos a Indonésia - é fácil ver que os muçulmanos vêm de raças, grupos étnicos, culturas e nacionalidades diferentes.  O Islã sempre foi uma mensagem universal para todos os povos.  O Islã é a segunda maior religião no mundo e em breve será a segunda maior religião na América.  Ainda assim, poucas pessoas sabem o que é o Islã.

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Partes deste Artigo
O que é o Islã? (parte 1 de 4): O Âmago do Islã
O que é o Islã? (parte 2 de 4): As Origens do Islã
O que é o Islã? (parte 3 de 4): As Crenças Essenciais d</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/5264065633825308411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/o-que-e-o-isla-parte-1-de-4-o-amago-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5264065633825308411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5264065633825308411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/o-que-e-o-isla-parte-1-de-4-o-amago-do.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-8795704803143380859</id><published>2015-07-28T16:05:00.001-07:00</published><updated>2015-07-28T16:05:23.188-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A História de Moisés (parte 1 de 12): Quem é Moisés?

  Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: A cena está definida e a criança nasce.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 26 Mar 2012 - Última modificação em 31 Jul 2014 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Tanto no Judaísmo quanto no Cristianismo Moisés é uma figura central.  É o homem do Velho Testamento mais mencionado no Novo Testamento, liderou os israelitas para saírem da escravidão no Egito, se comunicou com Deus e recebeu os Dez Mandamentos.  Moisés é conhecido como líder religioso e legislador.

No Islã Moisés é amado e respeitado; é um profeta e um mensageiro.  Deus o menciona mais de 120 vezes e sua história atravessa vários capítulos.  É a história mais longa e detalhada de um profeta no Alcorão e é discutida em detalhes elaborados.  

A palavra profeta (nabi, em árabe) é derivada da palavra naba, que significa novas. A mensagem de Deus é revelada e o profeta espalha a notícia entre seu povo. Um mensageiro, por outro lado, vem com uma missão específica, geralmente transmitir um novo mandamento de Deus. Todo mensageiro é um profeta, mas nem todo profeta é um mensageiro.

O Islã ensina que todos os profetas vieram para seu povo com a mesma proclamação: “Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d’Ele.” (Alcorão 11:50).  Moisés chamou os filhos de Israel para adorarem somente a Deus e estabeleceu as leis prescritas no Torá.

“Revelamos a Tora, que encerra Orientação e Luz, com a qual os profetas, submetidos a Deus, julgam os judeus, bem como os rabinos e os doutos, aos quais estavam recomendadas a observância e a custódia do Livro de Deus. Não temais, pois, os homens, e temei a Mim, e não negocieis as Minhas leis a vil preço. Aqueles que ao julgarem, conforme o que Deus tem revelado, serão incrédulos.” (Alcorão 5:44)

O Alcorão é um livro de orientação para toda a humanidade.  Não é um livro de história; entretanto, contém informação histórica.  Deus nos pede para refletirmos e contemplarmos as histórias dos profetas para que possamos aprender a partir de seus testes, tribulações e triunfos.  A história de Moisés contém muitas lições para a humanidade.  Deus diz que o relato de Moisés e do faraó no Alcorão é verdadeiro.  É uma história de intriga política e de opressão que não conheceu limites.

“Em verdade, relatar-te-emos, algo da história de Moisés e do Faraó (e também) ao povo crente. É certo que o Faraó se envaideceu, na terra (do Egito) e dividiu em castas o seu povo; subjugou um grupo deles, sacrificando-lhes os filhos e deixando com vidas as suas mulheres. Ele era um dos corruptores.” (Alcorão 28:3-4)

Moisés nasceu em um dos momentos mais carregados politicamente na história.  O faraó do Egito era a figura de poder dominante na terra.  Era tão incrivelmente poderoso que se referia a si mesmo como um deus e ninguém estava inclinado ou era capaz de questionar isso.  Dizia: “Sou o vosso senhor supremo!” (Alcorão 79:24)

O faraó exercia sua autoridade e influência sobre todas as pessoas no Egito sem esforço.  Usava a estratégia de dividir e conquistar.  Estabeleceu distinções de classes, dividiu o povo em grupos e tribos e colocou-os uns contra os outros.  Os judeus, os filhos de Israel, estavam no nível mais baixo da sociedade egípcia.  Eram os escravos e servos.  A família de Moisés era dos filhos de Israel.

O Egito na época era o superpoder conhecido do mundo.  O poder supremo estava nas mãos de uns poucos.  O faraó e seus ministros de confiança administravam os assuntos como se as vidas da população tivesse pouca ou nenhuma consequência.  A situação política era de algumas maneiras semelhante ao mundo político do século 21.  Em uma época em que os jovens do mundo são usados como bucha de canhão para jogos políticos e militares dos mais poderosos, a história de Moisés é particularmente pertinente.

De acordo com o sábio muçulmano Ibn Kathir, os filhos de Israel falavam vagamente sobre os filhos de sua nação tomar o trono do Egito do faraó.  Talvez fosse apenas um sonho persistente de um povo oprimido ou até mesmo uma antiga profecia, mas a história de Moisés começa aqui.  Uma ânsia por liberdade associada com o sonho de um rei tirânico.  

O povo do Egito era influenciado por sonhos e a interpretação de sonhos.  Os sonhos se destacam na história do profeta José e, mais uma vez, na história de Moisés o destino dos filhos de Israel é afetado por um sonho.  O faraó sonha que uma criança dos filhos de Israel se torna adulta e toma seu trono. 

Fiel ao seu caráter, o faraó reage arrogantemente e dá a ordem de que todos os meninos nascidos dos filhos de Israel sejam mortos.  Seus ministros, entretanto, perceberam que isso levaria à aniquilação completa dos filhos de Israel e à ruína econômica do Egito.  Como, se perguntavam, o império funcionaria sem servos e escravos?  A ordem foi mudada; os meninos são mortos em um ano, mas poupados no ano seguinte.

O faraó se torna tão fanático que envia espiões ou agentes de segurança para procurar mulheres grávidas.  Se qualquer mulher desse à luz a um menino, ele era imediatamente morto.  Quando a mãe de Moisés ficou grávida da criança destinada a libertar os filhos de Israel da escravidão, ela ocultou sua gravidez.  Entretanto, Deus quis conceder um favor aos fracos e oprimidos e os planos do faraó foram frustrados.   

“E quisemos agraciar os subjugados na terra, designando-os imames e constituindo-os herdeiros. E os arraigando na terra, para mostrarmos ao Faraó, a Haman (ministro-chefe do Egito) e seus exércitos, o que temiam.” (Alcorão 28:5-6)

A cena está definida e a criança nasce.  Os ventos de mudança começam a soprar e Deus demonstra que os humanos podem planejar e tramar, mas somente Ele é o melhor dos planejadores.

A História de Moisés (parte 2 de 12): Confiança em Deus

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: A mãe de Moisés demonstra que não existe ninguém mais confiável do que Deus.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 02 Apr 2012 - Última modificação em 02 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Existem lições para a humanidade através da história de Moisés, que são aprendidos não somente após sua missão profética; ao invés disso, são encontrados mesmo quando era um recém-nascido. O comportamento de sua mãe virtuosa nos dá várias lições que são relevantes mesmo hoje.  Confie em Deus!

Moisés nasceu em um ano no qual os filhos dos Filhos de Israel eram mortos no momento em que nasciam.  Imagine o temor que permeou cada aspecto da vida sob tais condições.  A gravidez não era um evento a ser celebrado e apreciado, mas uma fonte de temor e insegurança.

Os guardas de segurança perambulavam pelas ruas e invadiam as casas procurando mulheres grávidas, e por isso a mãe de Moisés ocultou sua gravidez.  Imagine as condições sob as quais ela deu à luz: temerosa, em silêncio, provavelmente envolta na escuridão.  Estava cercada por mulheres ou sozinha?  O marido segurava sua mão orando para que ela não gritasse revelando-se aos vizinhos ou guardas?

Independente das condições, Moisés nasceu.  Um menino.  O coração de seus pais deve ter se apertado com alegria e temor simultaneamente.  O que fariam agora? Como ocultariam um bebê recém-nascido?  A mãe de Moisés era uma mulher virtuosa, devota e temente a Deus e, portanto, em sua hora de necessidade voltou-se para Deus e Ele inspirou suas próximas ações.

“E inspiramos a mãe de Moisés: Amamenta-o e, se temes por ele, lança-o ao rio; não temas, nem te aflijas, porque to devolveremos e o faremos um dos mensageiros.” (Alcorão 28:7).

A mãe de Moisés passou os últimos meses ocultando sua gravidez por temor de que sua criança seria morta, agora enquanto ela prende a respiração Deus a inspira a jogá-la no rio.  Não em um córrego manso, mas no rio Nilo, um rio enorme e poderoso com uma forte corrente.  Sua reação inicial deve ter sido de que tal ação o condenaria à morte certa.

A mãe de Moisés confiou em Deus.   “... não temas, nem te aflijas, porque to devolveremos...” Ela fez uma cesta à prova d’água, colocou seu pequeno bebê dentro e o jogou no rio.  Ibn Kathir narra que quando a cesta tocou a água, a corrente violenta se tornou calma e mansa, levando a cesta silenciosamente rio abaixo.  A irmã de Moisés foi instruída pela mãe a caminhar silenciosamente pelos canaviais e seguir a cesta em sua jornada.

A cesta com sua carga preciosa desce o rio Nilo, passando por casas, barcos e pessoas sem ser notada até que para no palácio do faraó.  A irmã de Moisés observa com medo, quando alguém da casa do faraó remove a cesta do rio.  Moisés foi jogado no rio para escapar da morte certa e foi parar no palácio do faraó.  Com certeza era demais para uma mãe aguentar, entretanto, os eventos que se seguiram demonstrarão que a promessa de Deus é verdadeira.  

“Mas, a quem temer a Deus, Ele lhe apontará uma saída. E o agraciará, de onde menos esperar. Quanto àquele que se encomendar a Deus, saiba que Ele será Suficiente, porque Deus cumpre o que promete. Certamente Deus predestinou uma proporção para cada coisa.” (Alcorão 65:2-3)

O bebê Moisés foi levado para Asiya, a esposa do faraó.  Asiya, em contraste com seu marido arrogante e orgulhoso, era uma mulher virtuosa e misericordiosa.  Deus abriu seu coração e Asiya ao olhar para o pequeno bebê se sentiu tomada de amor por ele.  O casal real era incapaz de conceber um filho e esse pequeno bebê despertou seus instintos maternais.  Asiya o apertou em seu peito e pediu ao marido que aceitasse a criança na família.

Possivelmente contra seu melhor julgamento, o faraó aceitou a criança que era parte do plano de Deus para derrubar a casa real.  Longe de abandoná-lo, Deus colocou Moisés como filho real do Egito provendo-lhe com o apoio humano mais forte na terra.  Asiya e o faraó agora tinham um filho, que estava protegido pela pessoa que tinha tentado matá-lo.

“A família do Faraó recolheu-o, para que viesse a ser, para os seus membros, um adversário e uma aflição; isso porque o Faraó, Haman e seus exércitos eram pecadores. E a mulher do Faraó disse: Será meu consolo e teu. Não o mates! Talvez nos seja útil, ou o adoremos como filho. E eles de nada se aperceberam.” (Alcorão 28:8-9)

Asiya convocou amas de leite ao palácio, mas a pequena criança se recusou a mamar. Isso causou grande aflição; naquela época não havia fórmulas ou suplementos para bebês para oferecer a criança.  Nesse estágio o palácio real estava em desordem e as mulheres da casa estavam ao redor de Asiya e seu novo bebê. Consequentemente, ninguém notou a presença da irmã de Moisés entre as servas.  Ela reuniu toda sua coragem e se apresentou oferecendo uma solução.  Disse que conhecia uma mulher que amamentaria o bebê com muito carinho.  Por que o casal real aceitaria o conselho de uma criança desconhecida, se não fosse para cumprir o plano de Deus?  A irmã de Moisés recebeu ordens de correr e buscar a mulher.

“E fizemos com que recusasse as nutrizes. E disse (a irmã, referindo-se ao bebê): Quereis que vos indique uma casa familiar, onde o criarão para vós e serão seus custódios.” (Alcorão 28:12)

A mãe de Moisés estava em casa.  Estava descansando ou chorando em silêncio? Não sabemos, mas Deus nos diz que o coração dela estava vazio e que ela estava prestes a se revelar.    Estaria considerando correr rio abaixo e procurar histericamente entre o canavial? Deus a aliviou de seu tormento quando sua filha entrou correndo pela casa sem fôlego relatando a história que tinha acontecido com Moisés.

Mãe e filha não perderam tempo retornando ao palácio.  Quando Moisés foi entregue à sua verdadeira mãe, acomodou-se imediatamente e começou a mamar.  De acordo com Ibn Kathir, a família, incluindo o próprio faraó, ficou atônita.  O faraó perguntou a mulher quem ela era e ela respondeu: “Sou uma mulher com leite doce e cheiro agradável e nenhuma criança me recusa.” O faraó aceitou essa resposta e assim Moisés foi devolvido aos braços de sua mãe e criado no palácio como um príncipe do Egito.

“Restituímo-lo, assim, à mãe, para que se consolasse e não se afligisse, e para que verificasse que a promessa de Deus é verídica. Porém, a maioria o ignora.” (Alcorão 28:13)

A História de Moisés (parte 3 de 12): Moisés foge do Egito

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: Deus substitui a fraqueza pela força.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 02 Apr 2012 - Última modificação em 01 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
No capítulo 28 do Alcorão chamado “A Narrativa”, os primeiros 45 versículos focam somente na história de Moisés.  É ali que aprendemos sobre a força e devoção de sua mãe e como Deus recompensou sua virtude e confiança Nele devolvendo seu filho.  Alguns sábios acreditam que Moisés e sua mãe voltaram para suas casas entre os Filhos de Israel, mas outros, incluindo Ibn Kathir, acreditam que Moisés e sua mãe viveram no palácio enquanto ela o amamentava e que enquanto ele crescia, ela recebeu o privilégio de visitá-lo.

O Alcorão e as tradições autênticas do profeta Muhammad, que Deus o louve, não mencionam esse período da vida de Moisés, embora seja apropriado dizer que ao chegar a idade adulta, Moisés provavelmente sabia de sua origem e se identificou com os filhos de Israel. As tradições do profeta Muhammad descrevem Moisés como um homem alto, de boa constituição física, com pele escura e cabelos encaracolados.  Seu caráter e psique são descritos como fortes.

“E quando chegou à idade adulta, e estava bem estabelecido concedemos-lhe prudência e sabedoria; assim recompensamos os benfeitores.” (Alcorão 28:14)

Descobriremos na história de Moisés que ele era um homem franco.  Acreditava em dizer o que pensava e defender os membros mais fracos da sociedade.  Sempre que testemunhava opressão ou crueldade, achava impossível não intervir.

Ibn Kathir narra que um dia, enquanto caminhava pela cidade, Moisés passou por dois homens brigando.  Um era israelita e o outro egípcio.  O israelita reconheceu Moisés e pediu ajuda.  Moisés entrou na briga e atingiu o egípcio com um golpe furioso.  Ele imediatamente caiu no chão e morreu.  Moisés foi tomado pela dor.  Estava ciente de sua própria força, mas não imaginava que tinha o poder de matar alguém com um único golpe.

“E entrou na cidade, em um momento de descuido, por parte dos seus moradores, e encontrou nela dois homens brigando; um era da sua casta, e o outro da de seus adversários. O da sua casta pediu-lhe ajuda a respeito do adversário; Moisés espancou este e o matou. Disse: Isto é obra de Satanás, porque é um inimigo declarado, desencaminhador!

Disse (ainda): Ó Senhor meu, certamente me condenei! Perdoa-me, pois! E (Deus) o perdoou, porque é o Indulgente, o Misericordiosíssimo.

Disse (mais): Ó Senhor meu, posto que me tens agraciado, juro que jamais ampararei os criminosos!” (Alcorão 28:15-17)

Porque as ruas estavam relativamente desertas ou porque as pessoas não tinham vontade de se envolverem um ataque sério, as autoridades não tinham ideia de que Moisés estava envolvido na luta.  Entretanto, no dia seguinte Moisés viu o mesmo israelita envolvido em outra briga.  Suspeitou que o homem fosse um criador de casos e se aproximou dele para alertá-lo sobre esse comportamento.

O israelita viu Moisés indo em sua direção e com medo, gritou: “Vai me matar como matou o desgraçado ontem?”  O oponente do homem, um egípcio, ouviu o comentário e correu para denunciar Moisés às autoridades.  Mais tarde naquele dia, Moisés foi abordado por uma pessoa desconhecida que o informou que as autoridades planejavam prendê-lo e possivelmente sentenciá-lo à morte pelo crime de matar um egípcio.

“Amanheceu, então, na cidade, temeroso e receoso, e eis que aquele que na véspera lhe havia pedido socorro gritava-lhe pelo mesmo. Moisés lhe disse: Evidentemente, és um desordeiro! E quando quis castigar o inimigo de ambos, este lhe disse: Ó Moisés, queres matar-me como mataste, ontem, um homem? Só anseias ser opressor na terra e não queres ser um dos pacificadores!

E dos confins da cidade acudiu, ligeiro, um homem que lhe disse: Ó Moisés, em verdade, os chefes conspiram contra ti, para matar-te. Sai, pois, da cidade, porque sou, para ti, um dos que dão sinceros conselhos!

Saiu então de lá, temeroso e receoso; disse: Ó Senhor meu, salva-me dos iníquos.” (Alcorão 28:15-21)

Moisés imediatamente deixou os limites da cidade.  Não teve tempo de retornar para sua casa e trocar suas roupas ou preparar provisões.  Moisés avançou pelo deserto em direção a Madian, o país que ficava entre a Síria e Egito.  Seu coração estava cheio de medo e ele temia voltar-se e ver as autoridades lhe perseguindo.  Caminhou e caminhou e quando seus pés e pernas pareciam conduzidos, continuou caminhando.  Seus sapatos se desgastaram no deserto e a areia quente queimou as solas de seus pés.  Moisés estava exausto, com fome e sede e sangrando, mas forçou-se a continuar, alguns dizem que por mais de uma semana, até que chegou a um poço.  Moisés jogou-se sob a sombra de uma árvore.

A morte no deserto egípcio quente, seco e empoeirado seria o resultado provável da jornada de Moisés. Cruzar a paisagem inóspita sem provisões e roupas inadequadas era uma expedição fadada ao fracasso.  Mais uma vez, a história de Moisés revela uma verdade fundamental.  Se um crente se submete totalmente à vontade de Deus, Ele o proverá com fontes inimagináveis.  Deus substituiu fraqueza por força e substituirá fracasso por vitória.

Moisés chegou a salvo no oásis do deserto e o aroma da água e a sombra das árvores devem ter parecido o paraíso na terra.  Moisés, entretanto, não estava sozinho em seu recém-encontrado paraíso; o poço estava cercado de pastores dando água a seus rebanhos.

A História de Moisés (parte 4 de 12): Um Estranho em uma Terra Estranha

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: Moisés encontra abrigo em Madian.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 09 Apr 2012 - Última modificação em 09 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Depois de caminhar por mais de uma semana pelo deserto escaldante, Moisés chegou a um oásis onde grupos de homens davam água aos seus animais.  Estavam se empurrando, brigando, brincando e rindo, comportando-se de maneira rude e desordeira.  Moisés atirou-se ao chão grato pela sombra de uma árvore.  Quando recuperou o fôlego, notou duas mulheres e seu rebanho de ovelhas.  Estavam paradas um pouco mais atrás, hesitantes em se aproximar do poço.

Moisés era um homem de honra.  Embora estivesse exausto e desidratado, não pode suportar ver as mulheres afastadas com medo de irem na direção do poço.  Ele as aproximou e perguntou por que os homens de sua família não cuidavam das ovelhas.  As duas jovens mulheres explicaram que seu pai era um homem idoso e a tarefa de pastorear as ovelhas era agora responsabilidade delas.

Moisés levou as ovelhas das mulheres para o poço, onde facilmente passou entre os homens que já estavam lá.  Depois de completar essa tarefa, a energia de Moisés tinha se esgotado.  Sentou-se sob a sombra da árvore e começou a suplicar a Deus.  Disse: “Ó Senhor, a dádiva que me conceder, com certeza estou necessitado.”

“E quando se dirigiu rumo a Madian, disse: Quiçá meu Senhor me indique a senda reta. E quando chegou à aguada de Madian, achou nela um grupo de pessoas que dava de beber (ao rebanho), e viu duas moças que aguardavam, afastadas, por seu turno. Perguntou-lhes: Que vos ocorre? Responderam-lhe: Não podemos dar de beber (ao nosso rebanho), até que os pastores se tenham retirado, (e temos nós de fazer isso) porque o nosso pai é demasiado idoso. Assim, ele deu de beber ao rebanho, e logo, retirando- se para uma sombra, disse: Ó Senhor meu, em verdade, estou necessitado de qualquer dádiva que me envies!”  (Alcorão 28:22-24)

O Alcorão nos relata as histórias dos profetas de Deus para que possamos aprender com elas.  Os profetas são modelos de comportamento valiosos e suas vidas não são tão diferentes das nossas.  Quantas vezes cada um de nós se jogou ao chão ou em uma cadeira em desespero?  Quantas vezes nos sentimos tão cansados física ou mentalmente que parecíamos incapazes de prosseguir por nem sequer mais um segundo?

      Moisés mais uma vez se voltou para a única fonte real de ajuda para a humanidade – Deus e antes que sua súplica terminasse a ajuda estava a caminho.  Moisés provavelmente esperava por uma fatia de pão ou um punhado de tâmaras, mas ao invés disso Deus concedeu segurança, provisões e uma família.

      Uma das duas mulheres retornou para Moisés.  Conduzia-se com modéstia e timidez e disse a Moisés: “Meu pai quer recompensá-lo por sua gentileza e o convida à nossa casa.”  Consequentemente, Moisés levantou-se e foi ver o homem idoso.  Sentaram-se juntos e Moisés relatou sua história.  O idoso atenuou seus temores e contou a Moisés que ele tinha cruzado em segurança a fronteira egípcia; estava agora em Madian e a salvo das autoridades que pudessem estar lhe perseguindo.

“E uma (moça) se aproximou dele, caminhando timidamente, e lhe disse: Em verdade meu pai te convida para recompensar-te por teres dado de beber (ao nosso rebanho). E quando se apresentou a ele e lhe fez a narração da (sua) aventura, (o ancião) lhe disse: Não temas! Tu te livraste dos iníquos.”  (Alcorão 28:25)

Depois de Moisés ter sido convidado a ficar com a família, uma das mulheres se aproximou do pai em particular e aconselhou-o a contratar Moisés.  Quando o pai perguntou por que, ela respondeu que ele era forte e confiável.  Duas qualidades que o Islã nos ensina que são sinais de liderança.  Nos anos que se seguiram à morte do profeta Muhammad, que Deus o louve, os líderes da nação muçulmana eram escolhidos por essas duas qualidades.  Aprendiam suas políticas do Alcorão, das histórias dos seus predecessores virtuosos.

O idoso, que alguns sábios acreditam que fosse o profeta Shuaib, embora não existam fontes autênticas que confirmem ou neguem isso, ofereceu a Moisés a proteção e segurança de sua própria família.  Deu a Moisés uma de suas filhas em casamento, com a condição de que ele trabalhasse por oito anos, ou dez se Moisés concordasse em ficar por mais dois anos.  Moisés era um estranho em uma terra estranha.  Exausto e sozinho, mas Deus ouviu sua súplica e o proveu com fontes que Moisés nunca poderia ter imaginado.

“Uma delas disse, então: Ó meu pai, emprega-o, porque é o melhor que poderás empregar, pois é forte e fiel. Disse (o pai): Na verdade, quero casar-te com uma das minhas filhas, com a condição de que me sirvas durante oito anos; porém, se cumprires dez, será por teu gosto, pois não quero obrigar-te e, se Deus quiser, achar-me-ás entre os justos. Respondeu-lhe: Tal fica combinado entre mim e ti, e, seja qual for o término que tenha de cumprir, que não haverá injustiça contra mim. seja Deus testemunha de tudo quanto dissermos!”  (Alcorão 28: 26-28)

Como crentes não devemos nunca esquecer que Deus ouve nossas orações e súplicas e responde.  Às vezes a sabedoria por trás das respostas está além de nossa compreensão, mas Deus deseja apenas o bem para nós.  Colocar nossa confiança em Deus e submetermo-nos à Sua vontade permitirá ao crente enfrentar qualquer tempestade e se manter firme perante a adversidade.  Nunca estamos sozinhos, assim como Moisés não estava sozinho enquanto cruzava o deserto fugindo da única vida e terra que tinha conhecido.

A História de Moisés (parte 5 de 12): Moisés Ouve a Voz de Deus

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: A ânsia por um lar leva Moisés em direção ao seu destino.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 09 Apr 2012 - Última modificação em 09 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Moisés, que Deus o louve, casou com uma das mulheres que tinha inicialmente ajudado no poço, passou os próximos dez anos trabalhando com o pai dela e criou sua própria família.  Sua nova vida era quieta e contemplativa e ele não tinha que suportar a intriga da corte egípcia ou a humilhação de seu povo, os filhos de Israel. Moisés era capaz de meditar sobre as maravilhas de Deus e o universo.

Qualquer relato da vida de Moisés é cheio de lições e orientação, para Moisés e a humanidade.  Deus fez Moisés passar por experiências que o colocariam em vantagem em sua missão que estava por vir.  Moisés tinha crescido na casa do faraó do Egito; consequentemente, estava bem ciente das políticas e intrigas do governo egípcio.  Moisés também teve experiência em primeira mão com a corrupção do próprio faraó - o homem que tinha se declarado Deus.

Foi pela graça e misericórdia de Deus que Moisés foi capaz de escapar do Egito e viajar pelas terras.  Foi capaz de experimentar outras culturas e povos.  Viagens abrem horizontes e abrem corações e mentes para as diferenças e semelhanças entre os povos com histórias diversas. Deus diz:

“Ó humanos! Nós vos criamos de um homem e de uma mulher, e vos fizemos como nações e tribos, de modo que vos conheçais uns aos outros.” (Alcorão 49:13)

Durante sua estada em Madian, Moisés foi um pastor de ovelhas.  O profeta Muhammad, que Deus o louve, nos informou que todos os profetas de Deus passaram algum tempo cuidando de rebanhos de ovelhas.  Parece uma profissão estranha, mas analisando de forma mais cuidadosa, podemos ver que os pastores de ovelhas aprendem lições valiosas enquanto cuidam de seus rebanhos.  Um pastor de ovelhas tem uma vida solitária e quieta; há tempo para reflexão e contemplação pessoal sobre as maravilhas da vida.  

Entretanto, ao mesmo tempo um pastor de ovelhas deve estar constantemente em alerta para o perigo.  As ovelhas em particular são animais fracos que exigem cuidados e atenção constantes.  Se uma única ovelha se desgarrar da proteção do rebanho, torna-se presa fácil.  Um profeta geralmente tem a função de proteger uma nação inteira e deve estar alerta e ciente de qualquer perigo que ameace seus seguidores, especialmente os fracos e oprimidos entre eles.

Depois de Moisés ter completado o termo de serviço que tinha prometido ao seu sogro, estava consumido pela saudade de casa.  Começou a sentir falta de sua família e da terra do Egito.  Embora temesse o que poderia acontecer se voltasse, experimentava um estranho desejo de voltar para a terra de seu nascimento.  Moisés reuniu sua família e fez a longa jornada de volta ao Egito.

“E quando Moisés cumpriu o término e viajava com a sua família, percebeu, ao longe, um fogo, ao lado do monte (Sinai) e disse à sua família: Aguardai aqui, porque vejo fogo. Quiçá vos diga do que se trata ou traga umas brasas para vos aquecerdes.” (Alcorão 28:29)

Enquanto Moisés voltava pelo deserto, acabou se perdendo.  Era uma noite escura e fria.  Moisés viu o que parecia ser uma figura queimando à distância.  Disse à sua família para ficar onde estava.  Tinha esperança de conseguir orientações ou ser capaz de trazer algum fogo para aquecer sua família.  Sem saber, Moisés estava prestes a participar em uma das conversas mais surpreendentes da história.  Caminhou em direção ao fogo e, à medida que o fazia, ouviu uma voz.

“Bendito seja Quem está dentro do fogo e nas suas circunvizinhanças, e glória a Deus, Senhor do Universo! Ó Moisés, Eu sou Deus, o Poderoso, o Prudentíssimo.” (Alcorão 27:8-9)

Deus falou a Moisés.  Pediu a Moisés para remover seus sapatos para que pudesse ficar com o pés tocando o chão.  Deus revelou a Moisés que ele tinha sido escolhido para uma missão especial e ordenou-lhe que ouvisse o que estava prestes a dizer.

“Sou Deus. Não há divindade além de Mim! Adora-Me, pois, e observa a oração, para celebrar o Meu nome, Porque a hora se aproxima - desejo conservá-la oculta, a fim de que toda a alma seja recompensada segundo o seu merecimento. Que não te seduza por aquele que não crê nela (a Hora) e se entrega à concupiscência, porque perecerás!” (Alcorão 20:14-16)

Em uma conversa direta entre Deus e Moisés, a oração foi prescrita a Moisés e seus seguidores.  A oração também foi prescrita ao profeta Muhammad e seus seguidores de forma muito parecida na noite da viagem do profeta Muhammad a Jerusalém e ascensão aos céus.  

Nesse momento Moisés deve ter ficado fascinado.  Partiu para o Egito, seguindo uma estranha ânsia de voltar para sua terra natal.  Tinha se perdido na escuridão e no frio e estava em busca de luz e orientação.  Caminhou em direção ao que pensava que fosse um fogo queimando e encontrou a luz e orientação de Deus.

Moisés segurava um cajado em sua mão.  Deus falou a ele e perguntou a Moisés o que era esse cajado.  Moisés respondeu: “É o meu cajado, sobre o qual me apoio, e com o qual quebro a folhagem para o meu rebanho; e, ademais, serve-me para outros usos.”  (Alcorão 20:18).  Moisés conhecia seu cajado muito bem; sabia que não tinha qualidades milagrosas.  Deus pediu a Moisés que jogasse o cajado ao chão e quando o fez, ele começou a serpentear e vibrar.  O cajado tinha se transformado em uma cobra. 

Moisés estava com medo; virou-se e começou a correr.  É uma inclinação natural ter medo de coisas estranhas ou desconhecidas, mas Deus queria remover esse temor do coração de Moisés.  Ele estava prestes a embarcar em uma missão difícil e era importante que começasse com total confiança de que Deus o protegeria, sabendo que não havia nenhuma razão para estar temeroso.

“Arroja teu cajado! E quando o viu agitar-se como uma serpente, virou-se em fuga, sem se voltar. (Foi-lhe dito): Ó Moisés, aproxima-te e não temas, porque és um dos que estão a salvo.” (Alcorão 28:31)

Deus instruiu Moisés a colocar sua mão sobre seu manto e revelou-lhe outro sinal de sua magnificência e onipotência.  Sinais que Moisés precisaria em sua missão, prova para aqueles que eram desobedientes e rebeldes.

“Introduz a tua mão em teu manto e a retirarás diáfana, imaculada; e junta a tua mão ao teu flanco (o que te resguardará) contra o temor. Estes serão dois argumentos (irrefutáveis) do teu Senhor para o Faraó, e seus chefes, porque são depravados.” (Alcorão 28:32)

Deus pretendia enviar Moisés ao faraó.  O homem que ele mais temia, o homem que Moisés achava que certamente o condenaria à morte.  Seu coração se contraiu de medo, mas Deus o tranquilizou.

A História de Moisés (parte 6 de 12): Uma Conversa Surpreendente

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: A história até agora.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 16 Apr 2012 - Última modificação em 16 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Em uma noite escura, na sombra do Monte Tur, Deus conferiu a missão profética a Moisés.  Seu primeiro comando foi ir até o faraó.

“Vai ao Faraó, porque ele se extraviou.” (Alcorão 20:24)

Moisés fugiu do Egito temendo por sua vida; passou 10 anos em um país fora da jurisdição do faraó.  Agora Deus ordena que enfrente seu maior temor.  Deve enfrentar o corrupto faraó; o homem que Moisés estava certo de mandaria executá-lo.  Moisés mais uma vez sentiu o medo que o acompanhou durante sua longa jornada pelo deserto.  Respondeu às palavras de Deus:

“Meu Senhor!  Em verdade, matei um homem deles e temo que me matem!”  (Alcorão 28:33)

Moisés estava com medo, mas compreendeu que Deus era totalmente capaz de prover todo o apoio que precisava para uma missão que parecia ser virtualmente impossível.  Moisés suplicou; implorou por força e conforto nessa missão muito difícil.  Pediu a Deus que abrisse seu coração e lhe concedesse eloquência, autoconfiança e contentamento.  Também suplicou a Deus que o fortalecesse com um companheiro confiável e capaz na missão profética, seu irmão Aarão.

O diálogo entre Deus e Moisés é uma das conversas mais surpreendentes contidas nas páginas do Alcorão.  As palavras de Deus são transmitidas com eloquência e clareza.  Pintam o retrato de um homem forte e ainda assim humilde e encantado com seu encontro com Deus.  Transmitem um sentido etéreo de que Deus é todo poderoso, onipotente e, ainda assim, cheio de misericórdia e amor por Seus servos.

“Suplicou-lhe: Ó Senhor meu, dilata-me o peito; Facilita-me a tarefa; E desata o nó de minha língua, para que compreendam a minha fala. E concede-me um vizir dentre os meus, meu irmão Aarão, que poderá me fortalecer. E associa-o à minha missão, para que Te glorifiquemos intensamente. E para mencionar-Te constantemente. Porque só Tu és o nosso Velador.

Disse-lhe: Teu pedido foi atendido, ó Moisés! Já te havíamos agraciado outra vez, quando inspiramos a tua mãe o que lhe foi inspirado: Põe (teu filho) em um cesto e lança-o ao rio, para que este leve à orla, donde o recolherá um inimigo Meu, que é também dele. Depois, Eu lhes infundi amor para contigo, para que fosses criado sob a Minha vigilância.  Foi quando tua irmã apareceu e disse: Quereis que vos indique quem se encarregará dele? Então, restituímos-te à tua mãe, para que se consolasse e não se condoesse. E mataste um homem; porém, libertamos-te da represália e te provamos de várias maneiras. Permaneceste anos entre o povo de Madian; então (aqui) compareceste, como te foi ordenado, ó Moisés!

E te preparei para Mim. Vai com teu irmão, portando os Meus sinais, e não descures do Meu nome. Ide ambos ao Faraó, porque ele se transgrediu.

Porém, falai-lhe afavelmente, a fim de que fique ciente ou tema.

Disseram: Ó Senhor nosso, tememos que ele nos imponha um castigo ou que transgrida (a lei)!

Deus lhes disse: Não temais, porque estarei convosco; ouvirei e verei (tudo). Ide, pois, a ele, e dizei-lhe: Em verdade, somos os mensageiros do teu Senhor; deixa sair conosco os israelitas e não os atormentes, pois trouxemos-te um sinal do teu Senhor.  Foi-nos revelado que o castigo recairá sobre quem nos desmentir e nos desdenhar.” (Alcorão 20:25-48).

Essa curta e surpreendente conversa mudou a vida de Moisés.  Ensinou-lhe lições sobre si mesmo, sobre seu mundo, sobre a natureza da humanidade e, o mais importante de tudo, sobre a natureza de Deus.  Até esse dia continua a ensinar importantes lições para a humanidade.  Diariamente as palavras do Alcorão mudam vidas.  As lições aprendidas na história de Moisés são tão relevantes hoje como foram há milhares de anos.

Ao ler a história de Moisés até agora, aprendemos a importância de confiar em Deus; aprendemos que os seres humanos planejam e tramam, mas o plano de Deus pode superar qualquer triunfo, teste ou tribulação.  A história de Moisés nos ensina que não existe alívio dos tormentos desse mundo exceto com a lembrança e proximidade de Deus.

A história de Moisés nos ensina que Deus pode substituir fraqueza por força e fracasso por vitória, e que Deus apoia os virtuosos com fontes inimagináveis.  Agora que Deus confere a missão profética a Moisés e seu irmão Aarão, aprendemos o significado verdadeiro de irmandade e de escolher companheiros virtuosos como a chave para o Paraíso.

Moisés queria seu irmão para ser seu companheiro na missão profética e nessa perigosa missão de confrontar o faraó porque Aarão era forte e confiável, e também um orador persuasivo e articulado.  Sempre que uma pessoa fica ao lado de seu irmão unidos em um propósito comum, unidos em sua adoração a Deus e em virtude, são imbatíveis até contra os mais formidáveis inimigos.

Ibn Kathir narra que Moisés e Aarão foram juntos ao faraó e transmitiram sua mensagem.  Moisés falou ao faraó sobre Deus, Sua misericórdia e Seu Paraíso e sobre a obrigação da humanidade de adorar somente Deus.  

A História de Moisés (parte 7 de 12): Mágica &amp; Ilusão

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: Pela permissão de Deus, Moisés derrota os mágicos.
Por Aisha Stacey (© 2010 IslamReligion.com)
Publicado em 16 Apr 2012 - Última modificação em 16 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
O Alcorão narra várias conversas entre Moisés e o faraó.  Um dos relatos mais detalhados está no capítulo 26, intitulado “Os Poetas”.  Moisés fala de maneira gentil ao faraó sobre Deus, Sua misericórdia e Seu Paraíso, mas o faraó reage com desdém e arrogância.  Lembra a Moisés de seu crime passado e que deve ser grato por ter crescido no palácio entre luxo e riqueza.  Moisés se justifica dizendo que cometeu o crime de matar um homem inocente quando era ignorante; destaca que cresceu no palácio somente porque era incapaz de viver com sua própria família devido à matança indiscriminada, promovida pelo faraó, de bebês do sexo masculino.

“Moisés lhe disse: Cometi-a quando ainda era um dos tantos extraviados. Assim, fugi de vós, porque vos temia; porém, meu Senhor me agraciou com a prudência, e me designou como um dos mensageiros. E por esse favor, do qual me exprobras, escravizaste os israelitas?

Perguntou-lhe o Faraó: E quem é o Senhor do Universo?

Respondeu-lhe Moisés: É o Senhor dos céus e da terra, e de tudo quanto há entre ambos, se queres saber.

O Faraó disse aos presentes: Ouvistes?

Moisés lhe disse: É teu Senhor e Senhor dos teus primeiros pais!

Disse (o Faraó): Com certeza, o vosso mensageiro é um energúmeno.

(Moisés) disse: É o Senhor do Oriente e do Ocidente, e de tudo quanto existe entre ambos, caso raciocineis!

Disse-lhe o Faraó: Se adorares a outro deus que não seja eu, far-te-emos prisioneiro!

Moisés (lhe) disse: Ainda que te apresentasse algo convincente?

Respondeu-lhe (o Faraó): Apresenta-o, pois, se és um dos verazes!”  (Alcorão 26:20-31)
O faraó começou a ironizar Moisés, acusando-o de ser ingrato e, finalmente, o ameaçou.  Durante esse período histórico, muitas pessoas no Egito praticavam a magia.  Existiam até escolas que davam aulas de mágica e ilusionismo.  O faraó tirou a conclusão errada, pensando que os sinais manifestos que Moisés apresentou pela permissão de Deus eram truques de mágica e ilusionismo.

Quando Moisés jogou seu cajado e ele se tornou uma serpente deslizando pelo chão e quando tirou a mão de seu manto e reluzia branca e brilhante, o faraó presumiu que Moisés tinha aprendido a arte do ilusionismo.  Ibn Kathir narra que o faraó prendeu Moisés e Aarão enquanto despachava emissários através do Egito convocando todos os mágicos ao palácio.  O faraó prometeu aos mágicos prestígio e dinheiro em retorno por seus truques.  Uma competição foi organizada entre Moisés e os mágicos egípcios.

O faraó estava confiante que seus mágicos eram imbatíveis.  Ele os vinha usando há tempos para influenciar os corações e mentes do povo.  O faraó usava seus truques e ilusões para dominar e controlar seus súditos.  Moisés pode estabelecer o dia para a competição e escolheu um dia festivo costumeiro.  As ruas estavam lotadas de pessoas e o poder e força de Deus seria visível para todos.  Haveria exposição máxima para a verdade das palavras de que não existe ninguém merecedor de adoração, exceto Deus.

“Ó Moisés, vens, acaso, para nos expulsar das nossas terras com a tua magia? Em verdade, apresentar-te-emos uma magia semelhante. Fixemos, pois, um encontro em um lugar eqüidistante (deste), ao qual nem tu, nem nós faltaremos.

Disse-lhe (Moisés): Que a reunião se celebre no Dia do Festival, em que o povo é congregado, em plena luz da manhã.” (Alcorão 20:57-59)

Moisés pediu aos mágicos que se apresentassem primeiro.  É narrado que até 70 mágicos se alinharam.  Os mágicos jogaram seus cajados e cordas em nome do faraó e o solo tornou-se um mar de serpentes, se retorcendo e deslizando.  A multidão olhava maravilhada.  Moisés estava com medo, mas era perseverante e seguro de que Deus o protegeria e facilitaria a tarefa.  Deus o cobriu de tranquilidade e orientou Moisés a jogar seu cajado.

O cajado de Moisés se transformou em uma enorme serpente que rapidamente devorou as serpentes ilusórias que cobriam o solo.  A multidão se levantou como uma grande onda, aplaudindo e gritando por Moisés.  Os mágicos ficaram atônitos. Eram muito hábeis na arte da magia e ilusionismo, porque eram os melhores mágicos no mundo na época, mas sua magia era apenas um truque.  Os mágicos sabiam que a serpente de Moisés era real.  Coletivamente se prostraram declarando sua crença no Senhor de Moisés e Aarão.

“Assim os magos se prostraram, dizendo: Cremos no Senhor de Aarão e de Moisés! Disse (o Faraó): Credes n’Ele sem que eu vo-lo permita? Certamente ele é o vosso líder e vos ensinou a magia. Juro que vos amputarei a mão e o pé de lados opostos e vos crucificarei em troncos de tamareiras; assim, sabereis quem é mais severo e mais persistente no castigo. Disseram-lhe: Por Quem nos criou, jamais te preferiremos às evidências que nos chegaram! Faze o que te aprouver, tu somente podes condenar-nos nesta vida terrena. Nós cremos em nosso Senhor, Que talvez perdoe os nossos pecados, bem como a magia que nos obrigastes a fazer, porque Deus é preferível e mais persistente.”  (Alcorão 20:70-73)

Os mágicos começaram o dia como descrentes, corruptos e interessados somente em riqueza e fama; entretanto, dentro de poucas horas tinham reconhecido a verdade.  Viram com seus próprios olhos a onipotência de Deus e se arrependeram de seus comportamentos errados.  Deus é misericordioso e Ele perdoará aqueles que se voltarem para Ele com arrependimento sincero e humilde.

Moisés e Aarão deixaram a competição.  Os mágicos, como foi dito, foram executados e seus corpos pendurados nas praças e mercados para ensinar uma lição ao povo.  O faraó voltou ao seu palácio e seu ódio cresceu.  Discutiu com seus ministros e conselheiros.  Despachou-os e depois convocou-os à sua presença.  Voltou-se para o ministro-chefe e disse: “Sou um mentiroso, Haman?”  O faraó tinha construído seu reino no fato de que era um deus; o que faria agora que Moisés tinha revelado que não havia deus, exceto o Deus único?

“O Faraó disse: Ó Haman, constrói-me uma torre, para eu poder alcançar as sendas, as sendas do céu, de maneira que possa ver o Deus de Moisés, conquanto eu creia que é mentiroso! Assim, foi abrilhantada ao Faraó a sua má ação, e ele foi desencaminhado da senda reta; e as conspiração do Faraó foram reduzidas a nada.” (Alcorão 40:36-37)

A História de Moisés (parte 8 de 12): Sinais do Poder Magnificente de Deus

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: O Egito sofre, mas o faraó se recusa a libertar os filhos de Israel.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 23 Apr 2012 - Última modificação em 23 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
O faraó estava zangado. Seu reino de temor foi construído pela opressão do povo e mantendo seus corações e mentes cativos. Todo o povo do Egito, desde os ministros e mágicos até os servos e escravos mais baixos temiam o poder e raiva do faraó, mas Moisés tinha exposto um ponto fraco.  O faraó estava preocupado que seu reino estivesse prestes a se acabar; entretanto, estava cercado por bajuladores e parasitas que o incentivaram a uma tirania maior.  

Os oficiais de segurança e inteligência do faraó começaram a espalhar rumores. Disseram que Moisés e alguns mágicos tinham combinado secretamente que Moisés ganharia a competição.  Os corpos sem vida dos mágicos assassinados estavam pendurados em lugares públicos para aterrorizarem ainda mais as pessoas.  Devido à sua associação com Moisés, os filhos de Israel se tornaram bodes expiatórios. Reclamaram com Moisés que eram maltratados quando ele nasceu e que agora ele tinha feito com que fossem oprimidos novamente.

O faraó ordenou mais matança, pilhagem e estupros. Aprisionava qualquer um que reclamasse dessa opressão e Moisés estava impotente.  Não podia interferir.  Aconselhava paciência e observava em silêncio.  Os filhos de Israel reclamavam com Moisés e ele ficou em uma situação muito difícil.  Enquanto combatia os estratagemas e planos do faraó, seu povo estava se voltando contra ele e um dos seus trabalhava com os detentores de poder egípcios.

Carun era um homem dos filhos de Israel abençoado com fortuna e status, enquanto todos ao seu redor eram pobres e destituídos.  Não reconhecia as bênçãos de Deus e tratava os pobres com desprezo.  Quando Moisés o lembrou de que era seu dever, como alguém que adorava o Deus único, pagar o tributo dos pobres, ele recusou e começou a espalhar o rumor de que Moisés tinha inventado o tributo para ficar rico.  A ira de Deus recaiu sobre Carun e a terra se abriu e o engoliu, como se ele nunca tivesse existido.

“Em verdade, Carun era do povo de Moisés e o envergonhou. Havíamos-lhe concedido tantos tesouros, que as suas chaves constituíam uma carga para um grupo de homens robustos... Respondeu: Isto me foi concedido, devido a certo conhecimento que possuo! Porém, ignorava que Deus já havia exterminado tantas gerações, mais vigorosas e mais opulentas do que ele... Então se apresentou seu povo, com toda a sua pompa... E fizemo-lo ser tragado, juntamente com sua casa, pela terra...” (Alcorão 28: 76-82)

O faraó convocou Moisés ao palácio. Ibn Kathir narra que o faraó queria Moisés morto e que era apoiado por todos os seus ministros e oficiais, exceto um. Esse homem, que se acredita que seja um parente do faraó, era um crente na unicidade de Deus, embora até esse momento tivesse mantido essa crença em segredo.

“E um homem crente, da família do Faraó, que ocultava a sua fé, disse: Mataríeis um homem tão-somente porque diz: Meu Senhor é Deus, não obstante Ter-vos apresentado as evidências do vosso Senhor? Além do mais se for um impostor, a sua mentira recairá sobre ele; por outra, se for veraz, açoitar-vos-á algo daquilo com que ele vos ameaça.” (Alcorão 40:28)

O homem crente falou de maneira eloquente; alertou seu povo de que sofreriam um desastre como os que tinham afligido povos do passado. Relembrou-lhes que Deus tinha enviado sinais claros com Moisés, mas suas palavras não foram ouvidas. O faraó e muitos de seus ministros ameaçaram matar o crente, mas Deus o manteve a salvo, sob Sua proteção.

“E eis que Deus o preservou das conspirações que lhe haviam urdido, e o povo do Faraó sofreu o mais severo dos castigos!” (Alcorão 40:45)

Deus ordenou a Moisés que alertasse o faraó de que ele e os egípcios sofreriam uma punição severa, se os filhos de Israel não fossem libertados. Se a tortura, opressão e assédio não parassem, os sinais da ira de Deus recairiam sobre eles. A resposta do faraó foi chamar todo o povo do Egito, inclusive os filhos de Israel, para uma grande reunião. Informou-os de que ele era seu Senhor e destacou que Moisés não era nada além de um servo vil sem poder ou força. A força de Moisés, entretanto, vinha diretamente de Deus. Mas as pessoas acreditaram e obedeceram ao faraó: os sinais do poder de Deus começaram a descer.

Deus afligiu o Egito com uma grande seca. Até os vales do suntuoso, verde e fértil Nilo começaram a secar e morrer.  As plantações morreram e o povo começou a sofrer, mas o faraó continuou arrogante e, portanto, Deus enviou uma enorme inundação para devastar a terra. As pessoas, inclusive os ministros-chefes, apelaram a Moisés.

“Ó Moisés, implora por nós, de teu Senhor, o que te prometeu; pois, se nos livrares do castigo, creremos em ti e deixaremos partir contigo os israelitas.” (Alcorão 7:134)

A terra voltou ao normal e as plantações começaram a crescer novamente, mas os filhos de Israel continuaram escravizados. Deus enviou uma praga de gafanhotos que devastou tudo em seu caminho. As pessoas correram para Moisés implorando sua ajuda. Os gafanhotos partiram, mas os filhos de Israel continuaram escravizados. Em seguida veio uma praga de piolhos, espalhando doença entre as pessoas, seguida de uma praga de sapos que assustavam e aterrorizavam as pessoas em suas casas e camas. Cada vez que as punições de Deus desciam, o povo implorava a Moisés que suplicasse a Deus por alívio e, a cada vez, prometiam libertar os filhos de Israel escravizados. Entretanto, não mantinham a promessa.

O sinal final da ira de Deus foi revelado e a água do rio Nilo se transformou em sangue. Para os filhos de Israel a água permaneceu pura e clara, mas para todos os outros parecia sangue espesso e vermelho.  Mesmo após essa série de sinais devastadores do desagrado de Deus, os filhos de Israel continuaram escravizados.

“Já havíamos castigado o povo do Faraó com os anos (de seca) e a diminuição dos frutos, para que meditassem.  

Porém, quando lhes chegava a prosperidade, diziam: Isto é por nós! Por outra, quando lhes ocorria uma desgraça, atribuíram-na ao mau augúrio de Moisés e daqueles que com ele estavam. Qual! Em verdade, o seu mau augúrio está com Deus. Porém, a sua maioria o ignora.  

Disseram-lhe: Seja qual for o sinal que nos apresentares para fascinar-nos, jamais em ti creremos.  

Então lhes enviamos as inundações, os gafanhotos, as lêndeas, os sapos e o sangue, como sinais evidentes; porém, ensoberbeceram-se, porque eram pecadores.

Mas quando vos açoitou o castigo, disseram: Ó Moisés, implora por nós, de teu Senhor, o que te prometeu; pois, se nos livrares do castigo, creremos em ti e deixaremos partir contigo os israelitas.

Porém, quando os livramos do castigo, adiando-o para o término prefixado, eis que perjuram!

Então, punimo-los, e os afogamos no mar por haverem desmentido e negligenciado os Nossos versículos.” (Alcorão 7:130-136)

A História de Moisés (parte 9 de 12): Nós os Afogamos no Mar

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Descrição: Os filhos de Israel fogem, mas são um povo subjugado.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 30 Apr 2012 - Última modificação em 30 Apr 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
O faraó e a maioria das pessoas do Egito se recusam a acreditar nos sinais.  Repetidamente Deus enviou Suas punições e o povo apelou a Moisés, prometendo adorar somente a Deus e libertar os filhos de Israel, ma seguidamente quebraram suas promessas.  Finalmente Deus retirou Sua misericórdia e deu ordem a Moisés para liderar seu povo para fora do Egito.

“Porém, quando os livramos do castigo, adiando-o para o término prefixado, eis que perjuram! Então, punimo-los, e os afogamos no mar por haverem desmentido e negligenciado os Nossos versículos.” (Alcorão 7:130-136)

Os espiões do faraó sabiam imediatamente que algo importante estava acontecendo e o faraó marcou uma reunião com seus conselheiros mais confiáveis. Decidiram reunir um exército inteiro para perseguir os escravos fugidos. Reunir o exército levou a noite toda e o exército do faraó não deixou os confins da cidade até a alvorada.

Marcharam para o deserto. Logo os filhos de Israel puderam olhar para trás e ver ao longe a poeira levantada pelo exército que se aproximava. E logo os que estavam nas primeiras fileiras dos filhos de Israel alcançaram o limite com o Mar Vermelho.

Os filhos de Israel estavam encurralados. À frente deles o Mar Vermelho e às suas costas um exército vingativo. Temor e pânico começaram a se espalhar entre eles. Apelaram a Moisés. Moisés estava caminhando na retaguarda de seu povo e podia ver o exército se aproximando cada vez mais. Abriu caminho entre as fileiras até o mar. Caminhou entre seu povo amenizando seus temores e lembrando-os de manter a fé e continuar a confiar que Deus não os abandonaria.

Moisés parou no limite do Mar Vermelho e olhou em direção ao horizonte. Ibn Kathir narra que Josué se voltou para Moisés e disse: “À nossa frente está uma barreira intransponível, o mar, e atrás de nós o inimigo. Não temos como escapar da morte!” Moisés não entrou em pânico; ficou de pé em silêncio e aguardou que Deus mantivesse Sua promessa de libertar os filhos de Israel.

Naquele momento, como o pânico tomava conta dos filhos de Israel, Deus inspirou Moisés a bater no mar com seu cajado. Ele fez o que lhe foi ordenado. Um forte vento começou a soprar, o mar começou a entrar em redemoinho e girar e, repentinamente, se partiu para revelar uma passagem; o fundo do mar ficou seco o suficiente para as pessoas caminharem através dele, cruzando-o.

Moisés começou a orientar o povo através do corredor seco no meio do mar. Aguardou até que a última pessoa começasse a cruzar o mar antes de se voltar para olhar o exército que se aproximava e, então, seguiu seu povo através do leito do mar. Quando alcançaram o outro lado, o pânico e o temor começaram a tomar conta dos filhos de Israel. Mais uma vez começaram a implorar a Moisés que fechasse o corredor.  Moisés se recusou, com o plano de Deus já em andamento, e estava confiante de que os filhos de Israel se safariam mesmo que o exército do faraó os seguissem pelo corredor seco formado no leito do mar.

“E fizemos atravessar o mar os israelitas; porém o Faraó e seu exército perseguiram-no iníqua e hostilmente até que, estando a ponto de afogar-se, o Faraó disse: Creio agora que não há mais divindade além de Deus em que crêem os israelitas, e sou um dos submissos!

(E foi-lhe dito): Agora crês, ao passo que antes te havias rebelado e eras um dos corruptores! Porém, hoje salvamos apenas o teu corpo, para que sirvas de exemplo à tua posteridade. Em verdade, há muitos humanos que estão negligenciando os Nossos versículos.” (Alcorão 10:90-92)

Ibn Kathir descreve a morte do faraó: “A cortina caiu sobre a tirania do faraó e as ondas jogaram seu corpo na direção da costa ocidental. Os egípcios o viram e souberam que o deus a quem adoraram e obedeceram era um mero homem que não pode livrar seu pescoço da morte. Quando o faraó tinha poder, fortuna, boa saúde e força, eles se recusaram a reconhecer Deus, mas quando ele viu a morte se aproximando suplicou a Deus com temor e horror. Se a humanidade se lembra de Deus em tempos de facilidade, Deus lembrará até do mais vil dos seres humanos em tempos de aflição.

Gerações de opressão tinham deixado uma marca indelével sobre os filhos de Israel. Anos de humilhação e medo constante os tinham deixado ignorantes e obstinados.   A maioria deles tinha sido privada de confortos e luxos por todas as suas vidas. Ansiavam por qualquer coisa que fosse um sinal de fortuna ou materialismo.  Os filhos de Israel acreditavam em Deus, tinham acabado de testemunhar os milagres e sinais mais surpreendentes do poder de Deus, mas ainda assim cobiçavam um ídolo que viram em sua jornada para fora do Egito.

“Fizemos os israelitas atravessar o mar, e eis que encontrando (depois) um povo devotado a alguns de seus ídolos, disseram: Ó Moisés, faze-nos um deus como os seus deuses! Respondeu-lhes: Sois um povo de insipientes!

Porque em verdade, tudo quanto eles adorarem aniquilá-los-á, e em vão será tudo quanto fizerem. Disse: Como poderia apresentar-nos outra divindade além de Deus, uma vez que vos preferiu aos vossos contemporâneos?

Recordai-vos de quando vos livramos do povo do Faraó que vos infligia os piores castigos, sacrificando os vossos filhos e deixando com vida as vossas mulheres; naquilo tivestes uma grande prova do vosso Senhor!” (Alcorão 7: 138-141)

Deus tinha favorecido os filhos de Israel. Foram liderados em segurança para fora do Egito e testemunharam o afogamento de seu cruel governante, o faraó. Quando precisaram de água
Deus ordenou Moisés a bater em uma rocha, que jorrou doze fontes de água para as doze diferentes tribos, de modo que não houvesse disputa. Deus também enviou nuvens para protegê-los do sol escaldante e para aliviar sua fome, Ele enviou um alimento especial delicioso chamado maná e codornizes. Infelizmente, apesar da generosidade de Deus muitos dos filhos de Israel reclamavam e queriam o alimento que costumavam comer no Egito: cebolas, alho, feijões e lentilhas.

Moisés alertou seu povo e lembrou-os de que tinham acabado de deixar uma vida de degradação e humilhação. Perguntou por que lamentavam pelas piores dádivas quando Deus os estava provendo com o melhor.  Moisés disse: “Quereis trocar o melhor pelo pior? Pois bem: Voltai para o Egito, onde tereis o que implorais!” (Alcorão 2:61) Deus estava provendo dádivas e facilitando a vida para os filhos de Israel, enquanto se dirigiam para a terra prometida, mas eram um povo subjugado, incapaz de se afastarem de pecado e corrupção.

A História de Moisés (parte 10 de 12): Os Dez Mandamentos

Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: O profeta Moisés liderou seu povo, os filhos de Israel, para fora do Egito.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 07 May 2012 - Última modificação em 07 May 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Partiram sob a escuridão da noite e carregando seus escassos bens, cruzaram o deserto em direção ao Mar Vermelho.  Quando alcançaram o mar, o exército do faraó os perseguia de perto e o povo de Moisés podia ver a poeira levantada pelo exército que se aproximava.  Olharam para o mar à frente e se sentiram encurralados.  Pela vontade e permissão de Deus, Moisés bateu no mar com seu cajado e o mar se partiu, revelando um caminho.  Os filhos de Israel cruzaram o leito do mar. Quando a última pessoa tinha cruzado a salvo, o mar voltou ao seu lugar e afogou o exército do Egito, incluindo o tirânico faraó.

Os filhos de Israel foram um povo oprimido e humilhado por um longo período.  Várias gerações tinham vivido sob o jugo do faraó.  Tinham se tornado um povo beligerante.  Sempre esperavam o pior.  Sempre ansiando por uma fatia das coisas boas desse mundo.  Seus sensos de honra e autoconfiança tinham se erodido.  Durante sua jornada para fora do Egito até a terra prometida, houve grande oportunidade para suas falhas de caráter se tornarem óbvias.  Os filhos de Israel eram ingratos a Deus, apesar de Seu cuidado e atenção com eles.  Eram incapazes de se comportar de forma submissa e aceitar a vontade de Deus.

Quando os filhos de Israel encontraram um povo que adorava ídolos, sua ânsia em ser como aquele povo que parecia feliz se manifestou e pediram a Moisés permissão para terem um ídolo, esquecendo completamente os milagres de Deus que tinham acabado de testemunhar.  Quando Deus os proveu com alimento delicioso que até então era desconhecido para eles, reclamaram, querendo o alimento inferior ao qual estavam acostumados.  Quando Moisés os orientou a marcharem para uma cidade e derrubarem os cananitas eles se recusaram, em maior parte por medo e, assim, desobedeceram ao comando de Deus.  Ibn Kathir narra que Moisés foi capaz de encontrar somente dois homens dispostos a lutar.

“(Moisés) disse: Ó Senhor meu, somente posso ter controle sobre mim e sobre o meu irmão. Separa-nos, pois, dos depravados. Então (Deus) lhe disse: Está-lhes-á proibida a entrada (na terra Sagrada). Durante quarenta anos andarão errantes, pela terra. Não te mortifiques pela gente depravada.” (Alcorão 5:25-26)

Os “dias de perambulação” começaram.  Cada dia era como o dia anterior.  As pessoas viajavam sem nenhum destino em mente.  Finalmente entraram no Sinai; Moisés o reconheceu como o lugar onde tinha falado com Deus antes de sua grande jornada no Egito ter começado. Deus ordenou a Moisés jejuar, como purificação, por quarenta dias e então acrescentou mais dez dias.  Depois de o jejum ter sido concluído, Moisés estava pronto mais uma vez para se comunicar com Deus.

“Ordenamos a Moisés trinta noites (de solidão), as quais aumentamos de outras dez, de maneira que o tempo fixado por seu Senhor foi, no total, de quarenta noites. E Moisés disse ao seu irmão Aarão: Substitui-me, ante meu povo; age de modo correto e não sigas a senda dos depravados. E quando Moisés chegou ao lugar que lhe foi designado, o seu Senhor lhe falou, orou assim: ó Senhor meu, permite-me que Te contemple! Respondeu-lhe: Nunca poderás ver-Me! Porém, olha o monte e, se ele permanecer em seu lugar, então Me verás! Porém, quando a majestade do seu Senhor resplandeceu sobre o Monte, este se reduziu a pé e Moisés caiu esvanecido. E quando voltou a si, disse: Glorificado sejas! Volto a Ti contrito, e sou o primeiro dos crentes! Disse-lhe: Ó Moisés, tenho-te preferido aos (outros) homens, revelando-te as Minhas mensagens e as Minhas palavras! Recebe, pois, o que te tenho concedido, e sê um dos agradecidos!” (Alcorão 7:142-144)

Deus deu a Moisés duas tabuletas de pedra, sobre as quais estavam os Dez Mandamentos.  Esses mandamentos formam a base da lei judaica, o Torá, e são os padrões de moralidade ainda estabelecidos pelas igrejas cristãs.  Ibn Kathir e os primeiros sábios do Islã afirma que os Dez Mandamentos são reiterados em dois versículos do Alcorão.

“Dize (ainda mais): Vinde, para que eu vos prescreva o que vosso Senhor vos vedou: Não Lhe atribuais parceiros; tratai com benevolência vossos pais; não sejais filicidas, por temor á miséria- Nós vos sustentaremos, tão bem quanto aos vossos filhos -; não vos aproximeis das obscenidades, tanto pública, como privadamente, e não mateis, senão legitimamente, o que Deus proibiu matar. Eis o que Ele vos prescreve, para que raciocineis. Não disponhais do patrimônio do órfão senão da melhor forma possível, até que chegue á puberdade; sede leais na medida e no peso- jamais destinamos a ninguém carga maios á que pode suportar. Quando sentenciardes, sede justos, ainda que se trate de um parente carnal, e cumpri os vossos compromissos para com Deus. Eis aqui o que Ele vos prescreve, para que mediteis.” (Alcorão 6:151-152)

Moisés tinha estado ausente para quarenta dias.  Seu povo tinha se tornado impaciente e eram como crianças, reclamando e agindo de forma impulsiva.  Ibn Kathir descreve sua queda no pecado imperdoável da idolatria.  “As-Samiri, um homem que era inclinado ao mal, sugeriu que encontrassem um novo guia, já que Moisés tinha quebrado sua promessa.” Disse a eles: “Para encontrar orientação verdadeira, é necessário um deus e eu fornecerei um a vocês.” Então, coletou todas as joias de ouro deles e as derreteu.  Durante a fundição jogou um punhado de pó, agindo como um mago para impressionar os ignorantes.  Do metal fundido, ele esculpiu um bezerro de ouro.  Era oco e quando o vento passava através dele, produzia um som.”

Era como se tivessem tido sucesso em fazerem um deus vivo.  O irmão de Moisés, Aarão, tinha ficado com medo de enfrentar o povo, mas quando viu o ídolo percebeu que grave pecado estava sendo cometido, ele se manifestou.  Lembrou ao povo para adorar somente a Deus e alertou-os das graves consequências de suas ações, tanto de Moisés em seu retorno quando do próprio Deus.   Aqueles que permanecerem fiéis à crença no Deus Único se separaram dos idólatras.  Quando Moisés retornou ao seu povo os viu cantando e dançando ao redor do bezerro de ouro.  Estava furioso.

A História de Moisés (parte 11 de 12): A Morte de Moisés

  Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: Deus pune os idólatras e a morte de Moisés.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 07 May 2012 - Última modificação em 07 May 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
Moisés não pode acreditar no que via, apesar de Deus tê-lo avisado de que uma punição severa estava prestes a recair sobre seu povo por adorarem o bezerro de ouro.  O coração de Moisés ficou cheio de vergonha e raiva.  Seu próprio povo tinha testemunhado o poder e majestade de Deus e, ainda assim, agia beligerantemente e sem medo da punição de Deus.

“Disse-lhe (Deus): Em verdade, em tua ausência, quisemos tentar o teu povo, e o samaritano logrou desviá-los. Moisés, encolerizado e penalizado, retornou ao seu povo, dizendo: Ó povo meu, acaso vosso Senhor não vos fez uma digna promessa? Porventura o tempo vos pareceu demasiado longo? Ou quisestes que vos açoitasse a abominação do vosso Senhor, e por isso quebrastes a promessa que me fizestes?” (Alcorão 20:85-86)

Moisés se voltou para seu irmão Aarão; estava zangado e o agarrou pela barba, ao mesmo tempo puxou Aarão em sua direção pela cabeça.  Gritou com seu irmão exigindo que explicasse por que desobedeceram as instruções que lhe tinha dado e como tinha permitido As Samiri enganar os filhos de Israel. Aarão explicou que o povo não o ouviu e estavam prestes a matá-lo. Apelou a Moisés para não deixar os idólatras separá-los.  Aarão não era tão forte e vigoroso quanto seu irmão e temeu não ser capaz de controlar os filhos de Israel e, então, esperou o retorno de seu irmão Moisés.

A promessa de Deus é verdadeira e Sua punição foi rápida.  Moisés confrontou As Samiri e o enviou para o exílio.

“Vai-te, pois! Estás condenado a dizer (isso) por toda vida: Não me toqueis! E terás um destino do qual nunca poderás fugir. Olha para o teu deus, ao qual estás entregue; prontamente o incineraremos e então lançaremos as suas cinzas ao mar.” (Alcorão 20:97)

A punição imposta aos idólatras foi severa.

“E de quando Moisés disse ao seu povo: Ó povo meu, por certo que vos condenastes, ao adorardes o bezerro. Voltai, portanto, contritos, penitenciando-vos para o vosso Criador, e imolai-vos mutuamente. Isso será preferível, aos olhos do vosso Criador. Ele vos absolverá, porque é o Remissório, o Misericordioso.” (Alcorão 2:54)

Deus é misericordioso e perdoador.  Depois de os filhos de Israel terem se purificado e matado os idólatras entre eles, Deus aceitou seu arrependimento.  Mesmo após sua beligerância e teimosia contínua, os filhos de Israel mais uma vez sentiram o favor de Deus sobre eles.

Moisés então escolheu 70 homens dentre os anciões mais devotos dos filhos de Israel. Voltou com eles ao Monte Tur. Era uma delegação que pretendia se desculpar a Deus por seu comportamento.  Ficaram para trás enquanto Moisés entrou em uma nuvem baixa para falar com Deus.  Quando retornou a eles, ao invés de estarem arrependidos os anciões informaram a Moisés que não o seguiriam até que vissem Deus com seus próprios olhos.

“Ó Moisés, não creremos em ti até que vejamos Deus claramente!” (Alcorão 2:55)

O solo tremeu e os setenta homens foram atingidos por um raio.  Caíram ao chão mortos.  Moisés ficou atônito.  Imediatamente pensou o que diria aos filhos de Israel. Aqueles setenta homens eram os melhores do povo; Moisés sentiu que agora os filhos de Israel não tinham esperança.  Voltou-se para Deus.

“Ó Senhor meu, quisesses Tu, tê-los-ias exterminado antes, juntamente comigo! Porventura nos exterminarias pelo que cometeram os néscios dentre nós? Isto não é mais do que uma prova Tua, com a qual desvias quem faz isso, e encaminhas quem Te apraz; Tu és nosso Protetor. Perdoa-nos e apieda-Te de nós, porque Tu és o mais equânime dos indulgentes! Concede-nos uma graça, tanto neste mundo como no outro, porque a Ti nos voltamos contritos. Disse: Com Meu castigo açoito quem quero e Minha clemência abrange tudo, e a concederei aos tementes (a Deus) que pagam o zakat, e crêem nos Nossos versículos.” (Alcorão 7: 155-157)

Deus de fato é misericordioso e Sua misericórdia abrange todas as coisas.  Quando Moisés suplicou a Deus, Ele ressuscitou os setenta anciões mortos.  Por muitos anos os filhos de Israel vagaram no deserto e terras estéreis.  O profeta Moisés sofreu muito em suas mãos.  Suportou motim, beligerância, ignorância e idolatria e até lhe infligiram dano pessoal.  Sofreram puramente para agradar a Deus.  Depois de muitos anos o profeta Aarão morreu e Moisés ficou sem seu grande apoiador.  Permaneceu imperturbável; ainda assim continuou no deserto sem nunca alcançar a terra prometida.  Moisés morreu, ainda cercado pelos beligerantes filhos de Israel. Cercado pelo povo que se recusou a ver os milagres perante seus olhos e, ainda assim, Deus em Sua misericórdia continuou a dar-lhes chances.

Das tradições do profeta Muhammad, que Deus o louve, vem o relato da morte do profeta Moisés.  “O anjo da morte foi enviado a Moisés. Quando chegou, Moisés perfurou-o no olho.   O anjo retornou ao seu Senhor e disse: ‘Tu me enviaste a um servo que não quer morrer.’ Deus disse: ‘Retorne a ele e diga para colocar a mão no lombo de um boi e para cada pelo que sair, lhe será concedido um ano de vida.’ Moisés disse: ‘Ó Senhor! O que acontecerá depois disso?’ Deus respondeu: ‘Depois, a morte.’ Moisés disse: ‘Deixe que venha agora!’ Moisés então pediu a Deus que lhe deixasse morrer perto da terra prometida, para que ficasse à distância do lance de uma pedra.”[1]


Footnotes:
[1] Saheeh Al-Bukhari
A História de Moisés (parte 12 de 12): Lições da vida do Profeta Moisés

  Nos 20 artigos mais visualizados   
Descrição: Confie em Deus!
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 14 May 2012 - Última modificação em 14 May 2012 
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Categoria: Artigos &gt; Crenças do Islã &gt; Histórias dos Profetas 
A condição humana está cheia de testes, tribulações e tremendas curvas de aprendizado.  A vida é cheia de surpresas.  Entretanto, lembrar-se de Deus e empenhar-se para agradá-Lo é a linha vital da humanidade.  O Alcorão contém histórias inspirativas dos profetas e de homens e mulheres devotos.  A vida de Moisés é discutida frequentemente e sua história nos ensina que Deus é misericordioso, confiável e generoso. Allah, o Perdoador, não nos deixou sozinhos; Ele nos proveu com Sua orientação e luz.

“Em suas histórias há um exemplo para os sensatos. É inconcebível que seja uma narrativa forjada, pois é a corroboração das anteriores, a elucidação de todas as coisas, orientação e misericórdia para os que crêem.” (Alcorão 12:111)

Através dessa série de artigos, aprendemos sobre a tremenda força de caráter de Moisés e sua habilidade de perseverar mesmo em circunstâncias terríveis.  Moisés seguiu os mandamentos de Deus com valor e determinação e, além disso tudo, possuía um caráter de grande importância, o caráter de sinceridade.  Moisés era sincero em todos os seus esforços.  Não importa o que fizesse, agia com o propósito expresso de agradar a Deus.  Quando a determinação é associada com sinceridade, o caráter de uma pessoa pode tornar-se extraordinário.

Durante os anos que os filhos de Israel vagaram pelo deserto incapazes de entrar na Terra Prometida, Moisés encontrou e passou tempo com Khidr. Um homem que a maioria dos sábios acredita que foi um profeta

Ibn Kathir narra que um dia alguém perguntou a Moisés: “Ó mensageiro de Deus, existe outro homem na terra mais erudito que tu?”  Moisés respondeu: “Não!” Acreditando que como Deus tinha lhe permitido realizar milagres e lhe dado o Torá, com certeza devia ser o homem mais erudito vivo.  Isso, entretanto, não era o caso.  O encontro de Moisés com Khidr ensina a humanidade que nenhuma pessoa pode deter toda a informação disponível e que mesmo que pensemos que somos sábios e instruídos, a necessidade de buscar conhecimento nunca cessa.  Quando Moisés soube da existência de Khidr, pediu para encontrá-lo.

Deus instruiu Moisés a pegar um peixe vivo em um contêiner.  Quando o peixe desaparecesse, ele encontraria o homem que procurava.  Moisés partiu em sua jornada, acompanhado por um rapaz que carregava o contêiner com o peixe.  Chegaram a um lugar onde dois rios se encontravam e decidiram descansar.  Instantaneamente Moisés caiu no sono.  Enquanto estava dormindo, seu companheiro viu o peixe sair do recipiente para o rio e nadar para longe.  Entretanto, esqueceu de avisar Moisés.

Quando Moisés acordou, continuaram sua jornada até que ficassem exaustos e com fome.  Moisés pediu uma refeição.  Só então seu companheiro lembrou-se de que o peixe tinha sumido.  Ao ouvir isso, Moisés gritou: “Isso é exatamente o que estamos procurando!”  Com pressa retraçaram seus passos até o local onde os rios se encontravam e onde o peixe tinha pulado.

Quando Moisés percebeu que tinham tomado a direção errada, imediatamente voltou.  Não seguiu em frente na esperança de que pouparia tempo, mas reconheceu que seu caminho estava incorreto e mudou sua direção.  Nessa vida muitos de nós escolhemos o caminho errado, mas ficamos com medo ou muito envergonhados de dar a volta e seguir em uma direção diferente.  Existem grandes lições a serem tiradas das ações do profeta Moisés. Quando uma pessoa percebe que está indo na direção errada na vida, deve imediatamente dar a volta e seguir para a Senda Reta. Não deve considerar isso como uma derrota; ao contrário, é uma vitória.

Quando Moisés voltou para caminho certo, encontrou Khidr. Foi um encontro destinado a proporcionar conhecimento.  Essa história momentosa do encontro de Moisés e Khidr é narrada no Alcorão no capítulo 18, A Caverna.

“E Moisés lhe disse: Posso seguir-te, para que me ensines a verdade que te foi revelada? Respondeu-lhe: Tu não serias capaz de ser paciente para estares comigo. Como poderias ser paciente em relação ao que não compreendes? Moisés disse: Se Deus quiser, achar-me-á paciente e não desobedecerei às tuas ordens. Respondeu-lhe: Então segue-me e não me perguntes nada, até que eu te faça menção disso. Então, ambos se puseram a andar, até embarcarem em um barco, que o desconhecido perfurou. Moisés lhe disse: perfuraste-o para afogar seus ocupantes? Sem dúvida que cometeste um ato insólito! Disse-lhe: Desculpa-me por me ter esquecido, mas não me imponhas uma condição demasiado difícil. E ambos se puseram a andar, até que encontraram um jovem, o qual (o companheiro de Moisés) matou. Disse-lhe então Moisés: Acabas de matar um inocente, sem que tenha causado morte a ninguém! Eis que cometeste uma ação inusitada. Retrucou-lhe: Não te disse que não poderás ser paciente comigo? Moisés lhe disse: Se da próxima vez voltar a perguntar algo, então não permitas que te acompanhe, e me desculpa. E ambos se puseram a andar, até que chegaram a uma cidade, onde pediram pousada aos seus moradores, os quais se negaram a hospedá-los. Nela, acharam um muro que estava a ponto de desmoronar e o desconhecido o restaurou. Moisés lhe disse então: Se quisesses, poderia exigir, recompensa por isso. Disse-lhe: Aqui nós nos separamos; porém, antes, inteirar-te-ei da interpretação, porque tu és demasiado impaciente para isso: Quanto ao barco, pertencia aos pobres pescadores do mar e achamos por bem avariá-lo, porque atrás dele vinha um rei que se apossava, pela força, de todas as embarcações. Quanto ao jovem, seus pais eram descrentes e temíamos que os induzisse à transgressão e à incredulidade. Quisemos que o seu Senhor os agraciasse, em troca, com outro puro e mais afetuoso. E quanto ao muro, pertencia a dois jovens órfãos da cidade, debaixo do qual havia um tesouro seu. Seu pai era virtuoso e teu Senhor tencionou que alcançassem a puberdade, para que pudessem tirar o seu tesouro. Isso é do beneplácito de teu Senhor. Não o fiz por minha própria vontade. Eis a explicação daquilo em relação ao qual não foste paciente.” (Alcorão 18: 66-82)

A história de Moisés e Khidr nos lembra que Deus é o Sapientíssimo.  Porque para o frágil ser humano a vida pode conter grande alegria e gargalhadas, mas às vezes somos atingidos por tribulações, tragédias e calamidades que parecem não fazer sentido.  Como crentes devemos acreditar que o que Deus decreta deriva de Sua sabedoria suprema e absoluta.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/8795704803143380859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/a-historia-de-moises-parte-1-de-12-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/8795704803143380859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/8795704803143380859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/a-historia-de-moises-parte-1-de-12-quem.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-7815662195350570273</id><published>2015-07-28T16:03:00.001-07:00</published><updated>2015-07-28T16:03:28.865-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a 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by 978 Marcos Tadeu Cardoso 09 (Author)
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(გინოწურაფილი რე ვოშინგთონი (ნოღა)-შე)
DCmontage2.jpg
ვაშინგტონი, კოლუმბიაშ ოლქი (ინგლისურო - Washington, District of Columbia, DC) — ააშ-იშ ნანანოღა. ჯოხოდვალა მოურს ჯორჯ ვოშინგთონიშ საპატიცემოთ; ფედერალური ოლქი ააშ-ს, იდვალუაფუ ოჩხანე ატლანტიკაშ რეგიონს. 1790 წანას მერილენდიშ შტატიშე გჷშართილქ იჸუ ნანანოღაშ ეიოკიდალო. 1791-შე ნანანოღა რე. ნოღა იდვალუაფუ წყარმალუ პოტომაკის, ენწყილ რე პიერ-შარლ ლანფანიშ გეგმაშ ოსხუნუთ, თარი მონუმენტეფი რე: კაპიტოლიუმი, ვაშინგტონიშ მონუმენტი.

ფართობი - 177 კვ.კმ.
მახორობა: 1802 – 3.087, 1877 – 150 ვითოში, 1997 – 529 ვითოში, 571 ვითოში.



ინგლისური ნინა

ინგლისური ნინაშ სტატუსი შხვადოშხვა ქიანეფს
ინგლისური ნინა (ინგლ. English language) — ნინა, ფრიზიული ნინეფიშ ბუნაშე. ინგლისური ნინა არძოშ უმოს ხოლოს რე ფრიზიულ ნინაწკჷმა. ინგლისურო იჩიებუ 500 მილიონშე უმოსი კოჩი, თაჸურეშე 300-400 მილიონშო ინგლისური ოდაბადური ნინა რე. ჭარუაშ სისტემათ უღუ ლათინური.

დინორე  [ტყობინაფა] 
1 ინგლისური ნინაშ სტატუსი
2 ინგლისური ფრაზეფი დო ზიტყვეფი
3 ლიტერატურა
4 რესურსეფი ინტერნეტის
ინგლისური ნინაშ სტატუსი[რედაქტირაფა]
ააშ (210 მლნ.)
დიდი ბრიტანეთი (55 მლნ.)
კანადა (17,1 მლნ.) -
ავსტრალია (15,7 მლნ.),
ახალი ზელანდია (3,2 მლნ.)
ობჟათე აფრიკაშ რესპუბლიკა (3,5 მლნ.)
ირლანდია (2,6 მლნ.)
ინდოეთი (მაჟირა ნინა - 11 მლნ.)
ბაჰამაშ კოკეფი
ბელიზი
ბოცვანა
გაიანა
გამბია
ზამბია
კენია
კირიბატი
ნიგერია
პაკისტანი
პაპუა-ახალი გვინეა
სინგაპური
ფილიპინეფი
ფიჯი
ინგლისური ფრაზეფი დო ზიტყვეფი[რედაქტირაფა]
გომორძგუა - Hello
მარდი - Thank you
ქო / ვარი - Yes / No
ჯგირო ორდა - Good-bye
ჩქიმი ჯოხო რე... - My name is...
მუჭო რექ? ..... How are you?
მორწონანო თაქ?......Do you like it here?
ლიტერატურა[რედაქტირაფა]
Crystal, D. [1997]: The Cambridge encyclopedia of the English language. Cambridge.
McArthur, T., ed. [1992]: The Oxford companion to the English language. Oxford.
Cambridge History [1992 წანაშე]: The Cambridge History of the English language. 6 ტომო. Cambridge.
Cobuild, C. [1990]: English grammar. London.
Huddleston, R. [1984]: Introduction to the grammar of English. Cambridge.
Jespersen, O. [1909-1949]: A modern English grammar on historical principles. 7 ტომო. London.
Mitchell, B. [1995]: An invitation to Old English and Anglo-Saxon England. Oxford.

გამბია
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გამბიაშ რესპუბლიკა
Republic of The Gambia
გამბია
 გამბიაშ
ჰიმნი: გამბიაშო, ჩქინი ოდაბადეშო

ნანანოღა ბანჯული
13°28′ ოორ. გ. 16°36′ ბჟად. გ.
უდიდაში ნოღა სერეკუნდა
ოფიციალური ნინა(ეფი) ინგლისური ნინა
თარობა რესპუბლიკა
 -  პრეზიდენტი იაჰია ჯამე
ფართობი
 -  გვალო 10,380 კმ2 (164-ა)
 -  წყარი (%) 11.5
მახორობა
 -  2005 ფასებათ 1,517,000 (149-ა)
 -  მეჭედალა 153.5 ად/კმ2 (74-ე)
ედპ (ჸუპ) 2005 ფასებათ
 -  გვალო $3.094 მილიარდი (171-ა)
 -  ართ მახორუშე $2002 (114-ა)
აგი (2007) 0.502 (ოშქარი) (155-ა)
ვალუტა დალასი (GMD)
ბორჯიშ ორტყაფუ GMT (UTC+0)
ქიანაშ კოდი GMB
Internet TLD .gm
ოტელეფონე კოდი 220
გამბია — სახენწჷფო ბჟადალ აფრიკას, მიშმურს ერეფიშ წორომაჸალობაშა.

დინორე  [ტყობინაფა] 
1 პოლიტიკური წყობა
2 ორთა
3 მახორობა
4 რელიგია
5 ისტორია
6 დღახუეფი
პოლიტიკური წყობა[რედაქტირაფა]
დუდალაშ ფორმა : ოპრეზიდენტე რესპუბლიკა.
სახენწჷფოშ მადუდე : პრეზიდენტი იაჰია ჯამე.
კანონმადვალუ ორგანო : ერუანულ ასამბლეა (53 მაკათური).
ადმინისტრაციული დორთუალა : 5 პროვინცია დო ნანანოღა - თუდონი, ცენტრალური,ოორუე, ჟიმოლენი დო ბჟადალი.
ორთა[რედაქტირაფა]
გამბიაშ ტერიტორია უთარაშო ბირტყა დჷკი რე (სიმაღალა 100 მეტრაშახ), ნამუსჷთ განიერი დო წყახვეიანი წყარმალუ გამბია კვათუნს. ქიანა ორგებაფალი ნაგურეფით ძალამი ღარიბი რე. ჰავა ეკვატორულ-მუსონური რე, ზარხული ჭვემამი რე, ზოთონჯი სქჷრე. ნანანოღა ბანჯულს კვირკვეშ ოშქარი ტემპერატურა 27°-ი რე, ოდო ფურთუთაშ 23°. ნოლექეფი 750-შე 1500 მმ-შახ წარმოწანას. ჩანარულ საფორს უმონს ოსვანჯეეფი. წყარმალუ გამბიაშ ლეხერს ჭალეშ იროწვანე ტროპიკული ტყა რე. ჩხოლარეფიშე წჷმოსქილადირი რე ანტილოპა, ჯიქი. ბრელი რე მაიმუნი, ჰიპოპოტამი, ნიანგი...

მახორობა[რედაქტირაფა]

ალმაძიცე სერეკუნდალი ცირა
2007 წანაშ მუნაჩემეფით ქიანაშ მახორობა აკმადგინანს 1 700 000 კოჩის, ნამუეფიშ 99 %-ის აფრიკალეფი აკმადგინანა: 42 % - მანდინკა, 18 % - ფულბე, 16 % - ვოლოფი, 10 % - დიოლა, 9% - სონინკე. მახორობაშ მეჭედალა - 180,7 ადამიერი რე კვ. კმ-ის. ნოღეფს ოხორანს მახორობაშ 26,3 % (2003).

მახორობაშ 50,41 % ოსური რე, ოდო ქომოლკოჩი (49,59 %) (2003).

ოდო ხანობური მაძირაფალი ათეშნერი რე:

0-15 წწ. - 40,1 %
15-29 წწ. - 26,4 %
30-44 წწ. - 17,3 %
45-59 წწ. - 10,2 %
60-74 წწ. - 5 %
75-84 წწ. - 0,9 %
85-ჟი - 0,1 %
რელიგია[რედაქტირაფა]
სუნიტური ისლამიშ მათხოზინე რე მახორობაშ 90 %, ქირსიანი რე - 9 %, ოდო აბანობური რწუმაშ (ანიმალიზმი, ფეტიშიზმი, ორთაშ ძალეფი) მათხოზინე რე - 1 %.

თელარაშ ოშქარი ხანგჷნძარობა (2005): 52,3 წანა (ქომოლკათა), 56,0 წანა (ოსურეფი). იბადებუ — 39,9 1000 მახორუშე (2005), ღურუ — 12,5 1000 მახორუშე (2005). ორთაშობური ნაძინი - — 27,4 1000 მახორუშე (2005).

ეკონომიკურო აქტიური რე 730 000 ადამიერი (52.2 %) (2003).

ისტორია[რედაქტირაფა]

გამბიაშ პრეზიდენტი იაჰია ჯამე
გამბიაშ ტერიტორია XIII-ოშწანურეფს მიშმეშჷ აფრიკაშ შქა ოშწანურეფიშ სახენწჷფოეფიშ (მალი, მოგვიანაფილო - სონგაი) აკოდგინალუაშა. მაართა ევროპალეფი გამბიაშ ტერიტორიას რდეს ვენეციარეფი დო გენუარეფი. XV ოშწანურაშ შქა ხანეფს კილარჩქინდეს პორტუგალიარეფქ, ოდო XVI ოშწანურაშ ლიას ინგლისარ ვაჭარეფქ. XVII ოშწანურაშე გამბიას ფრანგეფი ოცადუდეს დოკვირდაფას. 1783 წანას ინგლისიშით დაკებული გამბიაშ ტერიტორიაშ ნორთიქ 1807 წანას ომაფე კოლონიათ გიმიცხადინჷ. 1821 წანას დიდი ბრიტანეთიშით დაკებული არძო ტერიტორია სიერა-ლეონეშ გუბერნატორიშ თუდო რდჷ, ოდო 1843 წანას ზოხო კოლონიათ გიმიცხადინჷ. 1866-1888 წწ. კჷნე სიერა-ლეონეშ გუბერნატორი დუდენდჷ.

XX ოშწანურაშ 20-იან წანეფშე გამბიას ქჷდიჭყჷ ერუანულ-გჷმადუდიშალაფარი ყარაფიქ, მუქჷთ გჷშაკერძაფილო გეძალიერჷ მაჟირა მოსოფელიშ ლჷმაშ უკული. 1965 წანაშ 18 ფურთუთას ქიანაქ გეგმაცხადჷ ზოხორინალა ერეფიშ წორომაჸალობაშ ხურგეფს. კჷნე თე წანას გჷნირთჷ გოეროშ მაკათურო. 1970 წანაშ 24 პირელს გიმიცხადინჷ რესპუბლიკური დუდალაქ. ახალი გოჭყაფილ რესპუბლიკაშმაართა პრეზიდენტო გჷნირთჷ დაუდა კაირიბა ჯავარაქ, მით სახენწჷფოშ ოდუდეს გერდ 1994 წანაშახ დო უზისხირე ოურდუმე მინორთინაფაშ გეშა დუდალას გამაჩილითუ 29 წანერ ლეიტენანტი იაჰია ჯამექ. მინორთინაფაშ გეშა ეკრძალჷ ირინერი პოლიტიკური ქარანუაქ, ქჷდირსხუ აკოანჯარაფილი ძალეფიშ კუნტახანურ მადუდე სხუნუქ. 1996 წანას გეჭოფეს ახალი კონსტიტუციაშ პროექტი. კჷნე თე წანაშ 26 ეკენიას დოშანეს ოპრეზიდენტე გჷშაგორუეფი, სოდეთ ხონარეფიშ 55,7 %-ით გიმორძგჷ იაჰია ჯამექ. გჷშაგორუეფშე ჟირ დღაშა დეთხინუ კუნტახანურ ოურდუმე სხუნუ დო 1997 წანაშო დოშანჷ ოპარლამენტე გჷშაგორუეფი, სოდეთ გიმორძგჷ პრეზიდენტიშ პარტიაქ.

2001 წეანას იაჰია ჯამექ ხეახალაშო იჸუ გჷშაგორილქ ხონარეფიშ 53 %-ით, ოდო 2006 წანას ხონარეფიშ 67 %-ით ხოლო ართი ხუთწანამ ხანით გიხანგინძორჷ ოპრეზიდენტე დუდალა.

დღახუეფი[რედაქტირაფა]
თარიღი ჯოხოდვალა ინგლისური ჯოხოდვალა
1 ღურთუთა ახალი წანა New Year’s Day
18 ფურთუთა ზოხორინალაშ დღა Independence Day
24 პირელი რესპუბლიკაშ დღა Republic Day
1 მესი ხანდაშ დღა Labour Day
15 მარაშინათუთა მარაშინა Assumption
25 ქირსეთუთა ქირსე Christmas Day


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Iste articlo ye sobre un partito politico espanyol; ta atros usos, se veiga Partido Popular (desambigación).
Partido Popular
PP 2015.png
Datos chenerals
Líder Mariano Rajoy
Establito 1989
Seu C/Génova, 13, Madrit
Ideyolochía Conservadurismo, espanyolismo, liberalismo, democracia cristiana
Colors Azul
Ambito politico
Estato Flag of Spain.svg Espanya
Afillatura europea Partiu Popular Europeu
Afillatura internacional Unión Internacional Democrata
Chovenalla Nuevas Generaciones
Pachina web
Web Pachina oficial
O Partido Popular (PP, en aragonés Partito Popular) ye un partito político conservador d&#39;Espanya. S&#39;autodefine en os suyos estatutos como de centro reformista. Estabilito o 20 de chinero de 1989 a partir d&#39;Alianza Popular.

Partido Popular de Aragón
Partido Popular de Aragón
PP Espanya.svg
Datos chenerals
Líder Luisa Fernanda Rudi
Establito 20 de chinero de 1989
Seu C/Gran Vía, 9 Zaragoza
Ideyolochía Conservadurismo, espanyolismo, liberalismo, democracia cristiana
Colors Azul
Ambito politico
Estato Flag of Aragon.svg Aragón
Afillatura europea Partiu Popular Europeu
Afillatura internacional Unión Internacional Democrata
Chovenalla NNGG Aragón
Pachina web
Web Pachina oficial
O Partido Popular de Aragón (en aragonés Partito Popular d&#39;Aragón), mas conoixito como PP de Aragón, ye a delegación d&#39;o Partido Popular en Aragón. A suya presidenta ye Luisa Fernanda Rudi que ye tamién a presidenta d&#39;a Deputación Cheneral d&#39;Aragón dende l&#39;anyo 2011. A suya organización chovenil son as Nuevas Generaciones de Aragón (NNGG Aragón).

Estió establito o 20 de chinero de 1989.

Idioma aragonés
Logo SLA.png Iste articlo tien una versión escrita con a grafía d&#39;a SLA. Puet veyer-se aquí.
Aragonés
Atras denominacions: Luenga aragonesa
fabla aragonesa
Parlato en: Flag of Aragon.svg Aragón
Parladors: 54.481 INE (Anyo 2014)
Filiación chenetica: Luengas indoeuropeas
 Italica
  Romance
   Occitano-romance (?)
   Ibero-romance (?)
    Aragonés
Estatus oficial
Luenga propia de: Flag of Aragon.svg Aragón
Regulato por: Quantas propuestas, se veiga codificación.
Codigos
ISO 639-1 an
ISO 639-2 arg
ISO 639-3 arg
SIL arg
Predominis lingüístics de l&#39;Aragó segons la Llei de llengües.png
Extensión de l&#39;aragonés en royo
L&#39;aragonés (idioma aragonés u luenga aragonesa) ye un idioma romance, luenga propia d&#39;Aragón, parlato por bellas 25.000 personas[1] sobretot en as comarcas pirinencas y prepirinencas d&#39;o norte d&#39;Aragón. En as atras comarcas aragonesas a on que se charró l&#39;idioma, hue o substrato y influencia de l&#39;aragonés ye encara perceptible en o castellano que se i fabla, más que más en os aragonesismos lexicos.

Contenius  [amagar] 
1 Denominación
2 Situación
3 Filiación lingüistica
4 Estructura d&#39;a luenga
4.1 Fonolochía y grafía
4.1.1 Vocals
4.1.2 Consonants
4.1.3 Evolución diacronica d&#39;a fonolochía
4.2 Morfosintaxi
4.2.1 Determinadors
4.2.1.1 Posesivos
4.2.2 Pronombres
4.2.2.1 Particlas pronominalo-adverbials (u pronombres adverbials)
4.2.2.2 Combinacions de formas pronominals
4.2.3 Evolución gramatical diacronica
5 Historia d&#39;a luenga
6 Variación
7 Codificación
7.1 Ortografía
7.2 Standardización
8 Literatura
9 Se veiga tamién
10 Vinclos externos
11 Referencias y notas
Denominación[editar | editar código]
A denominación formal mes común d&#39;a luenga ye aragonés, nombre con que ye conoixita localment, historicament y internacional.

A tradición filolochica fa uso igualment d&#39;o compuesto navarro-aragonés u navarroaragonés ta referir-se, más que más, a lo estadio medieval d&#39;o idioma, a consonant con l&#39;uso d&#39;atros compuestos lingüistico-cheograficos ta atros romances peninsulars como lo galaicoportugués u l&#39;asturlionés.

Popularment, a falta historica de claros referents lingüisticos y una diglosia multisecular con o castellano accentuoron as diferiencias dialectals de l&#39;idioma, afavorindo una baixa conscienciación unitaria entre os parladors d&#39;a luenga, y fendo que aquells que millor mantenioron o dialecto propio lo denominasen con un nombre local (ansotano, cheso, belsetán, chistabín, etc.)

Fabla ye una altra denominación informal, considerata alternativa per beluns, popularizata en a segunda metat d&#39;o sieglo XX. En realidat ye un alcurzamiento d&#39;a expresión fabla aragonesa, inspirata en a de fabla chesa, usata en cheso.

Situación[editar | editar código]

Sinyal bilingüe benasqués/castellano
L&#39;aragonés ye encara parlato como luenga materna en o suyo nuclio orichinal, as montanyas aragonesas d&#39;os Pirineus, en as comarcas d&#39;o Viello Aragón (Chacetania y Alto Galligo), Semontano, Sobrarbe y Ribagorza.

As ciudatz y villas prencipals an encara puede trobar-se fabladors patrimonials de l&#39;aragonés son: Uesca, Graus, Monzón, Balbastro, Fonz, Echo, Estadilla, Benás, Samianigo, Pandicosa, Chaca, Plan, Ansó, Ayerbe, Broto, Lo Grau.

Altros aragoneses tamién aprenden aragonés como una segunda luenga en puestos como Uesca, Zaragoza, Exeya, y Teruel. Seguntes os datos d&#39;o Censo de 1981, a on se incluyoron preguntas relativas a l&#39;uso d&#39;as luengas propias, a suma de fabladors no blincaba d&#39;os 30.000, fendo que l&#39;aragonés siga una d&#39;as luengas europeas con más gran periglo d&#39;extinción.

Dende o Censo de 1981, o estudio demolingüistico mas important ye lo Estudio sociolingüistico feito en una gran aria de l&#39;Alto Aragón por l&#39;equipo de l&#39;Euskobarometro, dirichiu por Francisco Llera, a zaguers d&#39;os anyos 90. Seguntes a elaboración d&#39;o sociologo Natxo Sorolla sobre os datos d&#39;ixe informe,[1] l&#39;aragonés yera parlau por bellas 25.000 personas, d&#39;as qualas, 13.000 lo tendrían como luenga inicial. Ixos datos tamién dan a zifra de 59.000 personas que lo entienden, 11.000 que lo saben leyer y 6.000 que lo saben escribir.

As zifras dadas por atros autors gosan situar-se entre os 10.000 y os 30.000 parladors. S&#39;ha de destacar que en o Censo de Población y Viviendas de 2011 tornó a incluir-se preguntas sobre o conoiximiento y l&#39;uso d&#39;as luengas propias d&#39;Aragón, que aduyarán a esviellar ixas zifras.

Os municipios que figuraban como aragonesofonos en l&#39;abant-prochecto d&#39;a Lei de Luengas que o Gubierno d&#39;Aragón publicó en l&#39;anyo 2001 (pero que no plegó a presentar en as Cortz d&#39;Aragón) son:
Abiego, Abizanda, Adauesca, Agüero, L&#39;Aínsa-Sobrarbe, Aísa, Albero Alto, Albero Baixo, Alberuela de Tubo, Alcalá d&#39;o Bispe, Alerre, Almudébar, L&#39;Almunia de Sant Chuan, Alquezra, Angüés, Ansó, Antillón, Aragüés de lo Puerto, Ardisa, Argavieso, Arguis, Ascellas-Ponzano, Ayerbe, Azara, Azlor, Bagüés, Bailo, Val d&#39;Echo, Val de Bardaixí, Val de Lierp, Balbastro, Banastars, Barbués, Barbunyals, Barcabo, Benás, Berbegal, Biel-Fuencalderas, Biarche, Biescas, Vilanova, Villanuga, Bisagorri, Biscarrués, Vicient, Blecua y Torres, Boltanya, Borau, Broto, A Buerda, Campo, Candarenas, A Canal de Berdún, Canfranc, Capella, Casbas de Uesca, Castillón de Sos, Castillón d&#39;o Puent, Castiello de Chaca, Castillazuelo, Chaca, Chasa, Chistén, Colungo, Chía, Chimillas, A Espunya, Estada, Estadilla, Fago, Fanlo, Fiscal, Fonz, La Foradada d&#39;el Toscar, O Frago, A Fueva, Lo Grau, Graus, Oz de Tena, Oz y Costeán, Huerto, Ibieca, Igriés, Ilche, A Sotonera, Longars, A Luenga, A Perdiguera, Lobarre, Lo Porzano, Oscorrals, Lupinyén-Ortiella, Mianos, Monflorit-Ascasas, Monzón, Morillo de Galligo, Naval, Novals, Nueno, Olvena, Palo, Pandicosa, As Penyas de Riglos, Peraltiella, Perarrúa, Pertusa, Piracés, Plan, Pozán d&#39;o Vero, A Puebla de Castro, Puent d&#39;a Reina de Chaca, Puertolas, O Pueyo d&#39;Araguás, Quicena, Robres, Samianigo, Saúnc, Salas Altas, Salas Baixas, Saliellas, Sallén de Galligo, Sant Chuan de Plan, Sangarrén, Santa Cruz d&#39;as Serors, Santa Cilia de Chaca, Santolaria de Galligo, Santa Liestra y Sant Quílez, Santa María de Dulcis, Secastiella, Seira, Senés d&#39;Alcubierre, Sesa, Sesué, Sietamo, Tardienta, Tella-Sin, Tierz, Torla, Torralba d&#39;Aragón, Torres d&#39;Alcanadre, Torres de Barbués, Uesca, Yebra de Basa, Yesero y Zaragoza.

Filiación lingüistica[editar | editar código]
L&#39;aragonés ye clasificato, per lo suyo contexto cheografico y historico, como un idioma romanico occidental, encara que una d&#39;as caracteristicas tradicionals que definen as luengas romances occidentals –a sonorización d&#39;as oclusivas xordas intervocalicas– no gosa cumplir-se en aragonés (más que más en l&#39;aragonés central; en occitano gascón local d&#39;a val d&#39;Aspa tamién se troba lo mesmo fenomeno):

Oclusiva bilabial Oclusiva alveolar Oclusiva velar
Latín SAPERE RUTA URTICA
Aragonés saper (saber) ruta (ruda) xordica (xordiga)
Castellano saber ruda ortiga
Catalán/Occitano saber ruta ortiga
Gallego-Portugués saber (ar)ruda urtiga
Francés savoir rue (planta) ortie
Encara que muitos lingüistas lo enclavan en o grupo de luengas iberorromances, l&#39;aragonés presienta unas diverchencias que lo deseparan d&#39;os romances de l&#39;ueste peninsular (castellano, asturiano-lionés y gallego-portugués), amanando-lo més t&#39;o catalán y ta l&#39;occitano (más que más l&#39;occitano gascón), y t&#39;o resto d&#39;a Romania en cheneral, per eixemplo en a conservación d&#39;as particulas pronominalo-adverbials ibi/bi/i y en/ne. En o suyo lexico elemental, l&#39;aragonés tamién conta con un percentache licherament superior de vocables més amanatos t&#39;o catalán (más que más l&#39;occidental) y t&#39;o gascón, que no pas t&#39;o castellano, encara que ixo pende tamién en a variedat. Asinas, l&#39;aragonés occidental no comparte ya tanto lexico con os vecins orientals como lo fan l&#39;aragonés sobrarbenco y ribagorzano. Os antigos navarro y riochano yeran variedatz navarroaragonesas més amanatas t&#39;o castellano u que, aparentment, se castellanizoron luego.

L&#39;aragonés muderno ye, en conseqüencia, un idioma romance posicionato entre o conchunto iberorromance y o conchunto formato per lo catalán y l&#39;occitano, fendo de puent entre o castellano y o catalán, pero tamién en muitos casos entre o castellano (u catalán) y o gascón. O feito de compartir con o gascón y o catalán noroccidental (y en ocasions, con o vasco) una ripa de vocables exclusivos en a Romania, mete tamién a l&#39;aragonés en un sozgrupo dito en ocasions pirinenco. De vez, o suyo arcaísmo en bellas solucions lo achirmana con l&#39;asturiano (u tamién o gallego y o catalán) frent a lo castellano.

Istas clasificacions fan que l&#39;aragonés pueda apareixer como amés oriental d&#39;as luengas iberorromances (quan no se bi incluyen o catalán u l&#39;occitano), u como la més sudoccidental d&#39;as occitanorromances, pirinencas u galorromances.

L&#39;aragonés tamién pareix haber coincidito en muitas cosas con o mozarabe, que influyó prou como substrato prencipal en espardir-se l&#39;aragonés enta o sud per as tierras de Zaragoza y Teruel. O sistema de clasificación d&#39;o SIL en o Ethnologue, no acceptato cheneralment per os especialistas d&#39;a romanistica, considera l&#39;aragonés y o mozarabe en un grupo que clama pirinenco-mozarabe.

Estructura d&#39;a luenga[editar | editar código]
Fonolochía y grafía[editar | editar código]
Os fonemas son entre barras obliquas / /, os alofonos d&#39;un fonema son entre parentesis quadratas [ ], a notación ortografica ye en carácters italicos y se conforma a l&#39;ortografía de l&#39;Academia de l&#39;Aragonés.

Vocals[editar | editar código]
Anteriors  Centrals  Posteriors
Zarratas 
Blank vowel trapezoid.svg
i /i/u /u/e /e/o /o/a /a/
Meyas
Ubiertas
Un accento grafico (á, é, í, ó, ú) indica una posición irregular de l&#39;accento tonico.

Consonants[editar | editar código]
labials labiovelars interdentals dentals u
alveolars palatals u
postalveolars velars
xordas sonoras xordas sonoras xordas sonoras xordas sonoras xordas sonoras xordas sonoras
oclusivas p
/p/ b
/b/
[b~β]     t
/t/ d
/d/
[d~ð]   c, qu
/k/ g, gu
/g/
[g~ɣ]
fricativas f
/f/    z
/θ/  s
/s/  x, ix
/ʃ/   
africatas         ch
/tʃ/   
nasals  m
/m/      n
/n/
[n~ɱ~ŋ]  ny
/ɲ/  
laterals        l
/l/  ll
/ʎ/  
vibrants        rr, r-
/rr/    
batitas        r
/r/ (u /ɾ/)    
approsimants
(glides)    u
/w/      i, y
/j/ 
Evolución diacronica d&#39;a fonolochía[editar | editar código]
Bellas caracteristicas propias d&#39;a fonetica aragonesa en a suya evolución dende o latín son:

As O, E ubiertas d&#39;o protoromance resultan sistematicament en os diftongos [we],[je]:
PONTE &gt; puent (Esp. puente; Ast. ponte; Cat. pont; Occ. pont/pònt)
FERRU &gt; fierro (Esp. hierro; Ast. fierru; Cat. ferro; Occ. fèrre/hèr)
Y tamién diftonga en [wa], [ja] en bellas parlas centrals (puande, fiarro) u en bellas parolas mes chenerals (balluaca). O diftongo [we] tamién diftongaba ocasionalment en [wo]: (luogo).
Diftongación debant de Yod d&#39;istas O, E ubiertas:
FOLIA &gt; fuella (Esp. hoja; Ast. fueya; Cat. fulla; Occ. fuèlha/huelha)
SPEC&#39;LU &gt; espiello (Esp. espejo; Ast. espeyu; Cat. espill; Occ. espelh)
Perda d&#39;a -E final atona:
GRANDE &gt; gran (Esp. grande; Ast. grande; Cat. gran; Occ. grand/gran)
FRONTE &gt; frent (Esp. frente; Ast. frente; Cat. front; Occ. front/frònt)
A diferiencia d&#39;as altras luengas romances sobre substrato vascón, l&#39;espanyol y l&#39;occitano gascón, l&#39;aragonés preserva a F- romance inicial:
FILIU &gt; fillo (Esp. hijo; Ast. fíu; Cat. fill; Occ. filh/hilh; Gall.-Port. filho)
A yod romance (GE-,GI-,I-) esdeviene en africata palatal xorda ch [tS]:
IUVEN &gt; choven (Esp. joven; Ast. xoven; Cat. jove; Occ. jove)
GELARE &gt; chelar (Esp. helar; Ast. xelar; Cat. gelar; Occ. gelar)
Igual como en occitano (parcialment) y en gallego-portugués, os grupos cultos romances -ULT-, -CT- esdevienen [jt]:
FACTU &gt; feito (Esp. hecho; Ast. fechu; Cat. fet; Occ. fach/fait/hèit; Gall.-Port. feito)
MULTU &gt; muito (Esp. mucho; Ast. muncho; Cat. molt; Occ. mo[l]t; Gall.-Port. muito)
NOCTE &gt; nueit (Esp. noche; Ast. nueche; Cat. nit; Occ. nuèch/nuèit; Gall-Port. noite)
Existe reducción en bellas variedatz, como la belsetana, chistabina y benasquesa (feto, muto/molto, nuet/nit), y hibridacions con a forma castellana (fecho).
Os grupos romances -X-, -PS-, SCj- esdevienen en fricativa palatal xorda ix [S]:
COXU &gt; coixo (Esp. cojo; Ast. coxu; Cat. coix; COXA &gt; Occ. cuèissa/cueisha)
Como en quasi totz os romances occidentals, y a diferencia d&#39;o espanyol, os grupos romances -Lj-, -C&#39;L-, -T&#39;L- esdevienen en lateral palatal ll [L]:
MULIERE &gt; mullé(r) (Esp. mujer; Ast. muyer; Cat. muller; Occ. molhèr; Gall.-Port. mulher)
ACUT&#39;LA &gt; agulla (Esp. aguja; Ast. aguya; Cat. agulla; Occ. agulha; Gall.-Port. agulha)
En ocasions, més que més en l&#39;aragonés antigo, as solucions yeran -T- u -CH-: mandiata, vetiecho (frent a la mayoritaria vetiello), etc.
Igual como en espanyol, en catalán (parcialment), en occitano (parcialment), en asturiano y en gallego, V resulta en /b/:
VALORE &gt; valor (Esp. valor [b-]; Cat. valor [b-/v-]; Occ. valor [b-/v-]; Ast. valor [b-]; Gall. valor [b])
Morfosintaxi[editar | editar código]
Determinadors[editar | editar código]
Posesivos[editar | editar código]
Os posesivos fan a función determinadera quan van preceditos de l&#39;articlo definito. O sustantivo determinato puet trobar-se en metat d&#39;a combinación:

O mío campo; a mía casa; a casa mía; etc.
En ocasions, no cal l&#39;articlo:

Casa nuestra ye cerqueta d&#39;aquí.
Con bells sustantivos referents a parients amanatos, s&#39;emplega tamién a forma curta d&#39;o posesivo, que no va acompanyata d&#39;articlo:

Mi pai; tu mai.
Pronombres[editar | editar código]
Particlas pronominalo-adverbials (u pronombres adverbials)[editar | editar código]
L&#39;aragonés, como muitas d&#39;as luengas romances (pero a diferiencia d&#39;as iberorromances), conserva las formas latinas ENDE y IBI en as particlas pronominalo-adverbials: en/ne y bi/i/ie.

Combinacions de formas pronominals[editar | editar código]
A forma més comuna en aragonés de combinación d&#39;os pronombres personals de tercera persona de complemento directo y indirecto només distingue o numero de l&#39;indirecto (li/le; lis/les) pero totz dos cheners y numers s&#39;enciertan en una sola forma (en).

Li&#39;n / Le&#39;n
Lis ne / Les ne
A forma ye prou particular si s&#39;acompara con a d&#39;as luengas vecinas, en as qualas, u bien bi ha diferencia de numero y tamién de chenero en o indirecto (en castellano) u bien diferiencia de numero y chenero en o directo (en catalán):

As mazanas, ta Chusepa, li&#39;n daban siempre que en quereba.
Las manzanas, a Josefa, se las daban siempre que quería.
Les pomes, a Josepa, les hi/li les donaven sempre que en volia.
Cal parar cuenta que existen formas en qualques variedatz aragonesas que sí deixan claro lo chenero y numero d&#39;o complemento directo. Asinas pasa en as formas ribagorzanas lo i, la i, los i, las i; u en as formas belsetanas le&#39;l/le lo, le la, le&#39;s/le los, le las, acomparables con as formas d&#39;o catalán antigo li&#39;l, li la, etc., vivas en buena part de Valencia.

Las mazanas, ta Chusepa, las i daban siempre que en queriba.
Las mazanas, ta Chusepa, le las daban siempre que en quereba.
Evolución gramatical diacronica[editar | editar código]
A diferencia d&#39;o espanyol, a -B- latina remane en as remataduras d&#39;o imperfecto d&#39;indicativo en as conchugacions 2nda y 3era: teniba (Eng. &quot;he had&quot;, Esp. tenía, Cat. tenia, Occ. teniá/tienèva, Gall.-Port. tinha)
Historia d&#39;a luenga[editar | editar código]

A toponimia ye un d&#39;os campos a on encara se conservan millor as palabras aragonesas.
L&#39;aragonés naixió alredol d&#39;o sieglo VIII como uno d&#39;os muitos dialectos d&#39;o latín desembolicatos en os Pireneus centrals y norte, y este d&#39;a val de l&#39;Ebro en os actuals Riocha, sud y este de Navarra y Alto Aragón. Se considera que entre os substratos, o vasco yera muito important. A conquista y repoblación d&#39;o centro d&#39;a val de l&#39;Ebro y zonas d&#39;a Celtiberia por parte de cristianos navarros y aragoneses, fació que s&#39;extendiese a suya luenga, cosa favoreixita por charrar-se-ie un romance mozarabe u romanico-andalusí pareixito, (que emplegaban os cristianos y musulmans nativos), y que con poquetz cambeos no yera dificil d&#39;aragonesizar. Sindembargo, a expansión de l&#39;aragonés fa que empecipie a influencia d&#39;altros idiomas por contacto con fabladors d&#39;altras luengas latinas, amás d&#39;o mozarabe d&#39;a val de l&#39;Ebro, como l&#39;occitano, o castellano y, más tarde o catalán. O romance navarroaragonés que se charraba en a Riocha u Soria empecipiaba a desapareixer ya por esta epoca.

En o sieglo XII a unión d&#39;o Reino d&#39;Aragón con Catalunya baixo lo mesmo rei significó a unión de territorios lingüisticament heterochenios, con o catalán fablato en a rechión oriental y l&#39;aragonés en a occidental. Por istas envueltas apareixen os primers textos con formas romances mayoritarias, (denantes s&#39;escribiba nomás que en latín arromanzato). En a conquista que se fació dimpués d&#39;a unión dinastica, l&#39;aragonés s&#39;extendió menos que o catalán, nomás en arias d&#39;o Sistema Iberico ta o sud d&#39;o sector central d&#39;a val de l&#39;Ebro, plegando ta o sud de forma compacta ta las actuals comarcas churras, estando a presencia d&#39;arias aragonesofablants mas ta o sud como enclaus que no duroron guaire entre meyo de zonas catalanofablants, arabofablants y castellanofablants, en especial en o reino de Murcia.

A cheneralización d&#39;o castellano, tamién conoixito como espanyol, como a luenga común d&#39;a peninsula, significó a recesión de l&#39;aragonés (proceso de castellanización). Uno d&#39;os intes claus en a historia de l&#39;aragonés estió quan un rei de orichen castellano fue coronato en o sieglo XV: Ferrando I d&#39;Aragón, (tamién conoixito como Ferrando d&#39;Antequera). Con a dinastía Trastamara, idenficata con o castellano, empecipia un periodo de diglosia que dura dica os nuestros días.

L&#39;unión d&#39;Aragón y Castiella y a progresiva suspensión de toda capacidat d&#39;autogubierno dende o sieglo XVIII significó a reducción de l&#39;aragonés, que encara se charraba amplament, a un emplego rural y coloquial, entre que a nobleza esleyó o espanyol como simbolo de poder. A supresión de l&#39;aragonés plegó t&#39;a suya fuga mientres o rechimen d&#39;o dictador Francisco Franco en o sieglo XX. Os mayestros pegaban a os escolanos por emplegar l&#39;aragonés en as escuelas, y a lechislación vedó l&#39;amostranza de qualsiquier luenga que no fuese a espanyola.

A democracia constitucional votata por o pueblo en 1978 significó un incremento en o numero de treballos literarios y estudeos en y sobre a luenga aragonesa. Manimenos, ista renaixedura puede estar masiau tardana ta ista luenga.

Fa poco s&#39;ha lechislato sobre a mesma en a &quot;Lei 10/2009, de 22 d&#39;aviento, d&#39;uso, protección y promoción d&#39;as luengas propias d&#39;Aragón&quot;, publicata en o Boletín Oficial de Aragón de 30 d&#39;aviento de 2009.

Variación[editar | editar código]

Mapa lingüistico d&#39;Aragón — dialectos de l&#39;aragonés en griso y narancha claro.
Bi ha qualques dialectos de l&#39;aragonés en as vals d&#39;o Pireneu axial, una variedat con rasgos más cheneral en o Semontano, tamién más castellanizata, y formas de transición entre as primeras y a zaguera.

As parlas más orientals d&#39;o dialecto Ribagorzano, en chunto con as más occidentals d&#39;o catalán ribagorzano, pueden considerar-se una variant romance de transición, que comparten caracteristicas con o catalán y con l&#39;aragonés.

Codificación[editar | editar código]
Ortografía[editar | editar código]
L&#39;aragonés conoix quantas ortografías concurrents:

A grafía de Uesca de 1987 ye estada a grafía d&#39;uso mayoritario en o movimiento de recuperación de l&#39;aragonés encara que no pas cheneralizata de tot, más que más entre os escritors dialectals. Se fixó en o 1987 en o I Congreso ta ra Normalización de l&#39;Aragonés, celebrau en Uesca, encara que una ortografía pareixida ya la feban servir qualques autors en os anyos d&#39;antes. O suyo prencipio ye notar os fonemas de manera quasi uniforme, sin observar a etimolochía. Por eixemplo, v y b son uniformizatas en b; tamién ch, j, g(+e), g(+i) son uniformizatas en ch... Ciertas solucions calcan o espanyol (ñ, accentos graficos). L&#39;Academia de l&#39;Aragonés creyada por o II Congreso de l&#39;Aragonés publicó en 2010 a suya Propuesta Ortografica Provisional (se veiga más t&#39;abaixo). Por ixo, una parte d&#39;as asociacions y particulars que feban servir a grafía de 1987 (amás d&#39;escritors dialectals que feban servir ortografías particulars u basadas en o castellán) han pasau a emplegar a ortografía de l&#39;Academia.
A grafía SLA ha surchito en o 2004 con a fundación d&#39;a Sociedat de Lingüistica Aragonesa (SLA). Ye minoritaria en l&#39;uso. A suya aspiración ye remplazar a grafía de Uesca, estimata masiau espanyolizata, ta restituir a l&#39;aragonés as suyas tradicions graficas medievals y ta aproximar-lo ta lo catalán y a l&#39;occitano. Por eixemplo, como en aragonés medieval, v y b son distinctas; tamién ch, j, g(+e), g(+i) son distinctas; s&#39;escribe ny y no pas ñ. Los accentos graficos funcionan de traza pareixita a lo catalán y l&#39;occitano.
A Ortografía de l&#39;Academia de l&#39;Aragonés. A manca de cheneralización completa d&#39;a grafía de Uesca y a suya contestación por a SLA, asinas como a aparent aplazamiento sine die de l&#39;asperada Lei de Luengas provocó que buena cosa d&#39;as asociacions y particulars que feban servir as normas graficas d&#39;o I Congreso de l&#39;Aragonés, de conchunta con atras asociacions y particulars d&#39;as zonas d&#39;uso d&#39;a luenga (que nunca no heban feito servir as normas d&#39;o I Congreso), encetoron en 2005 un proceso clamau Chuntos por l&#39;Aragonés. L&#39;obchectivo d&#39;iste proceso yera de reivindicar a unidat d&#39;a luenga y complegar as voluntatz ta celebrar un II Congreso de l&#39;Aragonés que creyase una autoridat linguistica ta l&#39;aragonés. Iste proceso remató con a creyación de l&#39;Academia de l&#39;Aragonés en 2006. Iste nuevo organismo, formau por personas con sensibilidatz prou diferents respective a la normativización d&#39;a luenga, recibió o refirme de numerosas institucions ta trobar una ortografía de mayor consenso y ta elaborar tamién una variedat standard d&#39;aragonés. O suyo treballo ye en curso y, dimpués de más de tres anyos de treballo, ha publicau en febrero de 2010 os suyos primers resultaus: a Propuesta Ortografica Provisional de l&#39;Academia de l&#39;Aragonés que se ferán definitivos en chunio de 2010 dimpués d&#39;un proceso d&#39;estudio d&#39;as esmiendas feitas por a comunidat. A ortografía proposada ye basada en a ponderación d&#39;os principios de historicidat, identidat, coherencia paradigmatica, diasistematicidat y funcionalidat. A solución adoptada en a propuesta provisional ye más acorde con a etimolochía y l&#39;aragonés medieval (distinción etimolochica de v y b, emplego de ny), pero en bell caso descartan un tractamiento más etimolochico en favor d&#39;a funcionalidat (uso cheneral d&#39;o digrafo ch ta ch, j, g(+e), g(+i). Atros aspectos reflectan a busca d&#39;a coherencia paradigmatica y a diasistematicidat (como a grafía &#39;tz&#39; ta plurals y formas verbals pronunciadas /θ/ en aragonés cheneral, pero /ts/ en benasqués).
Comparanza entre as tres ortografías de l&#39;aragonés[2]
Fonemas Ortografía de l&#39;Academia de l&#39;Aragonés Grafía de Uesca de 1987 Grafía SLA
/a/ a a a
/b/ b, v seguntes a etimolochía latina.
Ex: bien, servicio, val, activo, cantaba, debant b
Ex: bien, serbizio, bal, autibo, cantaba, debán b, v seguntes a etimolochía romance, como en catalán y occitano.
Ex: bien, servício, val, activo, cantava, devant
/k/ 
c
qu debant de e, i
c
qu debant de e, i
c
qu debant de e, i
/kw/ Si i hai &#39;q&#39; etimolochica, como en catalán y un poquet en occitano:
qu debant de a, o.
qü debant de e, i.
Ex: quan, qüestión.
cu como en espanyol
Ex: cuan, cuestión Si i hai &#39;q&#39; etimolochica, como en catalán y un poquet en occitano:
qu debant de a, o.
qü debant de e, i.
Ex: quan, qüestion.
/tʃ/ ch
Ex: chaminera, minchar, chusticia, cheografía ch
Ex: chaminera, minchar, chustizia, cheografía 
ch.
j (g debant de e, i) seguntes a etimolochía, como en catalán y occitano.
Ex: chaminera, minjar, justícia, geografia
/d/ d d d
/e/ e e e
/f/ f f f
/g/ 
g
gu debant de e, i
g
gu debant de e, i
g
gu debant de e, i
/gw/ 
gu debant de a, o
gü debant de e, i
gu debant de a, o
gü debant de e, i
gu debant de a, o
gü debant de e, i
h etimolochica, muda dimpués d&#39;o latín Notata seguntes a etimolochía.
Ex: historia, hibierno No notata.
Ex: istoria,ibierno Notata como en aragonés medieval y en catalán.
Ex: história,hivierno
/i/ i i i
/l/ l l l
/ʎ/ ll ll ll
/m/ m m m
/n/ n n n
/ɲ/ ny como en aragonés medieval y como en catalán
Ex: anyada ñ como en espanyol
Ex: añada ny como en aragonés medieval y como en catalán
Ex: anyada
/o/ o o o
/p/ p p p
/r/ r r r
/rr/ 
rr
r- inicial
rr
r- inicial
rr
r- inicial
/s/ s (tamién entre dos vocals, nunca ss*) s (tamién entre dos vocals, nunca ss*) s (tamién entre dos vocals, nunca ss*)
/t/ t t t
-t final etimolochica, muda en aragonés contemporanio Notata como en aragonés medieval, en catalán y en occitano.
Ex: sociedat, debant, chent No notata.
Ex: soziedá, debán, chen Notata como en aragonés medieval, en catalán y en occitano.
Ex: sociedat, devant, gent
/u, w/ u u u
/jʃ/ (dialectos orientals)
/ʃ/ (dialectos occidentals) ix como grafía soporte ta totz os dialectos
Ex: baixo x
Ex: baxo 
ix (dialectos orientals).
x (dialectos occidentals).
Ex: baixo (oriental) = baxo (occidental)
/j/ 
y inicial y entre dos vocals
i en os atros casos
y inicial y entre dos vocals
i en os altros casos
y inicial y entre dos vocals
i en os atros casos
/θ/ 
z debant de a, o, u.
c debant de e, i (fueras de formacions internacionals, y bellas parolas d&#39;orichen griego u arabe).
z en posición final (pero tz como grafía soporte en plurals y formas verbals procedents de t+s que en benasqués fan ts).

Ex: zona, Provenza, fetz, centro, servicio, realizar, verdatz.

z
Ex: zona, Probenza, fez, zentro, serbizio, realizar, berdaz. 
z debant de a, o, u, en posición inicial.
ç debant de a, o, u, en posición interior.
z en posición final.
c debant de e, i.
z en as formacions internacionals (cultismos griegos, ampres, con una z en l’orichen).
Ex: zona, Provença, fez, centro, servício, realizar, verdaz.
Cultismos No se notan as tendencias a l&#39;asimilación.
Ex: dialecto, extension y lexico. Se notan as tendencias a l&#39;asimilación.
Ex: dialeuto, estensión pero lecsico. No se notan totas as tendencias a l&#39;asimilación.
Ex: dialecto, extension y lexico.
Notación de l&#39;accento tonico (en negreta en os eixemplos) Modelo espanyol, nomás en agudas, permitindo-se la no accentuación.
Ex:
historia, gracia, servicio
mitolochía, cheografía, María, río
atención
choven, cantaban
Modelo espanyol.
Ex:
istoria, grazia, serbizio
mitolochía, cheografía, María, río
atenzión
choben, cantaban
Modelo portugués, catalán y occitano.
Ex:
história, grácia, servício
mitologia, geografia, Maria, rio
atencion
joven, cantavan
Standardización[editar | editar código]
A variedat standard de l&#39;aragonés encara ye elaborando-se pero bi ha dos concepcions diverchents.

Os defensors d&#39;a grafía de Uesca (en particular o nuclio directivo d&#39;o Consello d&#39;a Fabla Aragonesa) elaboran poquet a poquet una variedat standard dita aragonés común u aragonés standard, que selecciona más as caracteristicas occidentals que orientals. Pero ciertos puntos encara no son completament fixatos. Cal preferir os participios pasatos en -ato -ata u en -au -ada? Cal acceptar a forma ro/ra de l&#39;articlo definito, simultaniament con as formas más chenerals o/a y lo/la?
Os defensors d&#39;a grafía SLA (en particular a Sociedat de Lingüistica Aragonesa) estiman que o modelo precedent de l&#39;aragonés común, que lo qualifican peyorativament de &quot;neoaragonés&quot;, s&#39;ha fixato con muita imprudencia, con un desconoiximiento d&#39;os dialectos reals y con formas muit artificials. Seguntes a SLA, ixo prevocaría una desconexión grieu entre os fablants naturals y un standard ineficaz. A SLA mira de fer un estudio más rigoroso d&#39;os dialectos y de creyar standards dialectals, que servirían de base, eventualment, a una variedat standard más cheneral y ulterior, pero conectata con o conoiximiento real d&#39;os dialectos. Tamién a SLA insiste en o feito de que o benasqués ye intermeyo entre l&#39;aragonés y o catalán y alavez li cal recibir un standard particular.
Literatura[editar | editar código]
Gnome-searchtool.svgTa más detalles, veyer l&#39;articlo Literatura en aragonés.
Dende os anyadas 70 d&#39;o sieglo XX, se publica más que no nunca literatura en aragonés, con bella cinquantena d&#39;autors.

Se veiga tamién[editar | editar código]
Dialectos de l&#39;aragonés.
Literatura en aragonés.
Vinclos externos[editar | editar código]
(an) Lei de Luengas d&#39;Aragón
(an) Academia de l&#39;Aragonés
(an) Consello d&#39;a Fabla Aragonesa
(an) Chuntos por l&#39;Aragonés
(an) Sociedat de Lingüistica Aragonesa
(an) Ligallo de Fablans de l&#39;Aragonés
(an) Asociación Cultural Nogará
(an) Pachinas web en Luenga Aragonesa
(an) A.C. O Trango
(an) Arredol - Diario dichital en aragonés
Referencias y notas[editar | editar código]
↑ Saltar a: 1,0 1,1 Equipo Euskobarometro (informe no publicau). Estudio sociolingüístico de las hablas del Alto Aragón. Informe. Informe ta o Gubierno d&#39;Aragón. Elaboración de Natxo Sorolla [1].
Volver arriba ↑ No s&#39;indican os detalles ortograficos que notan ciertas parlas locals.


Dialectos de l&#39;aragonés
Aragonés occidental | Aragonés central (centro-occidental y centro-oriental) | Aragonés oriental | Aragonés meridional


Luengas romances
Aragonés | Arrumán | Astur-leyonés | Castellán | Catalán | Corso incluindo o gallurés | Chodigoespanyol | Dalmata | Francés incluindo o diasistema d&#39;as luengas d&#39;oïl con o Borgonyón, Campanyés, Franco-Contés, Galó, Lorenés, Normando (Guernesiés, Jèrriais y Anglo-normando), Petavín-Santonchés, Picardo y Valón | Francoprovenzal | Friulán | Gallego | Istriot | Istrorrumán | Italián | Ladín | Ligur | Lombard | Meglenorrumán | Napolitán | Occitán incluindo o gascón y l&#39;aranés | Piemontés | Portugués | Rumanch | Rumán | Sardo incluindo o sasarés | Secilián | Venecián
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Inne znaczenia Ten artykuł dotyczy hiszpańskiej partii. Zobacz też: Farerska Partia Ludowa
Partido Popular
Państwo  Hiszpania
Skrót PP
Lider Mariano Rajoy
Data założenia 1976 (AP)
1989 (PP)
Adres siedziby Génova, 13. 28004 Madryt
Deklarowana
ideologia polityczna narodowy konserwatyzm[1], liberalny konserwatyzm[2], chadecja[3]
Deklarowane
poglądy gospodarcze liberalizm
Liczba członków 707 tysięcy
Członkostwo
międzynarodowe Europejska Partia Ludowa
Barwy niebiesko-pomarańczowe
http://www.pp.es
Hiszpania
Godło Hiszpanii
Ten artykuł jest częścią serii:
Ustrój i polityka
Hiszpanii
Ustrój polityczny[pokaż]
Konstytucja[pokaż]
Władza ustawodawcza[pokaż]
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Władza sądownicza[pokaż]
Kontrola państwowa[pokaż]
Finanse[pokaż]
Samorząd terytorialny[pokaż]
Partie polityczne[pokaż]
Wybory[pokaż]
Polityka zagraniczna[pokaż]
Portal Portal Hiszpania
Partia Ludowa, PP (hiszp. Partido Popular) - prawicowo-konserwatywna partia polityczna w Hiszpanii.

Spis treści  [ukryj] 
1 Sojusz Ludowy
2 Po 1989 roku
3 Poparcie
4 Zobacz też
5 Linki zewnętrzne
6 Przypisy
Sojusz Ludowy[edytuj | edytuj kod]
PP wywodzi się z Alianza Popular (Sojusz Ludowy), federacji niewielkich partii prawicowych, założonych głównie przez byłych ministrów frankistowskich, która istniała od 1976 r. Schyłek AP to pierwsza połowa lat 80., kiedy w kolejnych wyborach zwyciężyła socjaldemokratyczna PSOE.

AP była prawicową, konserwatywną partią, której przywódcą był Manuel Fraga. Działacz ten, były frankistowski minister jeszcze w czasach dyktatury opowiadał się za stopniowym dążeniem do demokratyzacji życia politycznego kraju. Pomimo tego, że Fraga starał się aby partia zyskała reformistyczny charakter, jego ugrupowanie było postrzegane przez elektorat jako reakcyjne i autorytarne. W czasie wyborów w lipcu 1977 roku AP uzyskała tylko 8,3 proc. głosów.

Krótko po wyborach wewnątrz partii doszło do konfliktów dotyczących stosunku do kształtu proponowanej nowej konstytucji. Część skrajnie prawicowych członków AP było jej zupełnie przeciwnych, opowiadając się za obraniem ostrego kursu. Jednakże Fraga był zwolennikiem przesunięcia pozycji partii w kierunku centrum, pragnąc utworzyć większe, centroprawicowe ugrupowanie. Skrajnie prawicowi członkowie AP opuścili partię, a Fraga wraz z pozostałymi połączył AP z innymi, mniejszymi konserwatywnymi ugrupowaniami, tworząc Koalicję Demokratyczną (Coalicion Democratica, CD). Mieli oni nadzieję, iż CD przejmie głosy tych, którzy oddali je na Unię Demokratycznego Centrum (UCD) w 1977 roku, a którzy zawiedli się na rządzie Adolfo Suáreza. Jednak podczas wyborów w marcu 1979 roku, CD uzyskało tylko 6,1 proc. głosów. Głęboko zawiedziony, Fraga zrezygnował z przywództwa w partii.

Jednak w czasie III Kongresu AP w grudniu 1979 roku, wielu liderów partii ubolewało nad zaangażowaniem ugrupowania w CD. Wielu czuło iż stworzenie tej koalicji zdezorientowało wyborców i postanowili iż należy wzmocnić odrębność ideową AP. Fraga powrócił na pozycję lidera, a dokument przyjęty przez Kongres potwierdził konserwatywną orientację AP.

W wczesnych latach 80. XX wieku Fraga zjednoczył wiele ugrupowań prawicowych pod swoim przywództwem. Pomagała mu w tym stopniowa dezintegracja UCD. Podczas wyborów w październiku 1982 roku, AP zyskał głosy zarówno byłych zwolenników UCD, jak i skrajnych prawicowców, otrzymując 25,4 proc. głosów i stając się największą partią opozycyjną. Partia weszła w sojusz z mniejszą chadecką Demokratyczną Partią Ludową (PDP) i w 1982 roku dysponowała 106 miejscami w parlamencie. Wzrost poparcia dla AP przełożył się na wyniki wyborów municypalnych i regionalnych z maja 1983 roku, kiedy to partia otrzymała 26 proc. głosów. Wydawało się, iż elektorat dał się przyciągnąć hasłami stawiającymi na prawo i porządek, jak również postulaty probiznesowe.

Przed kolejnymi wyborami AP postanowił poszerzyć swą bazę wyborczą, wchodząc w sojusz ponownie z PDP oraz z Partią Liberalną (PL) i tworząc CP. Powstała koalicja stawiała na hasła walki z terroryzmem, prywatyzacji, redukcji wydatków i obniżenia podatków. CP nie udało się powiększyć ilości posiadanych mandatów w wyborach 1986 roku i wkrótce zaczęła się dezintegrować.

Gdy wybory regionalne 1986 roku potwierdziły nieefektywność koalicji, Fraga zrezygnował z przywództwa w AP, pozostając jednak wciąż deputowanym tej partii. Na Kongresie partii w lutym 1987 jego miejsce zajął Hernandez, który zadeklarował iż pod jego przywództwem AP stanie się &quot;umiarkowaną, prawicową partią europejską&quot;. Ale brakowało mu doświadczenia politycznego na szczeblu ogólnokrajowym, a kryzys partyjny nasilał się. Gdy poparcie dla AP jeszcze zmniejszyło się podczas wyborów regionalnych w lipcu 1987 roku, stało się jasne, iż miano największej partii opozycyjnej przejęte zostało przez Centrum Demokratyczne i Socjalne (CDS) Suareza.

Po 1989 roku[edytuj | edytuj kod]
Wreszcie w roku 1989 nadzwyczajny kongres przekształcił Sojusz w samodzielną Partię Ludową, która położyła większy nacisk na elementy neoliberalne Alianza Popular, zaś zredukowała elementy konserwatywne. W skład PP weszły także PDP i PL.

Pierwszym przewodniczącym partii został ponownie Manuel Fraga. Krótko później przewodnictwo objął José María Aznar, podówczas prezydent autonomicznego regionu Kastylia i León. Jego kandydaturę zarekomendował sam Fraga, a sam zadowolił się honorowym przewodnictwem w partii. W 1996 r. po serii skandali korupcyjnych oraz tzw. aferze GAL, rządząca niepodzielnie od kilkunastu lat PSOE przegrała wybory i PP objęła rządy w państwie, zaś Aznar został premierem Hiszpanii. PP opuściła Międzynarodówkę Konserwatywną i przeniosła się do Międzynarodówki Chrześcijańskich Demokratów (EPP).

W 2000 PP niepodzielnie wygrała wybory parlamentarne, dzięki czemu mogła odciąć się od nacjonalistycznych formacji katalońskich i baskijskich, które dotąd wspierały istnienie rządu prawicowego. Zamachy bombowe w Madrycie i protesty przeciw udziałowi Hiszpanii w interwencji w Iraku spowodowały jednak, że po czteroletnich rządach partia przegrała wybory parlamentarne w 2004 r. (choć utrzymała przewagę w Senacie), a władzę w państwie objęła PSOE.

Jeszcze przed wyborami z przywództwa w partii zrezygnował Jose María Aznar, zapowiadając, że po ukończeniu kadencji wycofa się z polityki. Władzę w Partido Popular objął Mariano Rajoy, zaś Aznarowi przyznano tytuł honorowego przewodniczącego.

W przedterminowych wyborach w 2011 Partia Ludowa zdobyła większość absolutną w Kongresie Deputowanych i uzyskała najlepszy wynik w swej historii (186 mandatów). Mariano Rajoy sformułował rząd zaprzysiężony przez króla Jana Karola I 21 grudnia 2011.

Poparcie[edytuj | edytuj kod]
Wyniki w wyborach parlamentarnych[4]
Wybory Poparcie Zmiana punktów procentowych Mandaty (Kongres Deputowanych) Zmiana Mandaty (Senat) Zmiana
1989 25,83% - 107 - 89 -
1993 34,82% Green Arrow Up Darker.svg 8,99 141 Green Arrow Up Darker.svg 34 102 Green Arrow Up Darker.svg 13
1996 38,74% Green Arrow Up Darker.svg 3,92 156 Green Arrow Up Darker.svg 15 133 Green Arrow Up Darker.svg 20
2000 45,24% Green Arrow Up Darker.svg 6,5 183 Green Arrow Up Darker.svg 27 150 Green Arrow Up Darker.svg 17
2004 38,25% Red Arrow Down.svg 6,99 148 Red Arrow Down.svg 35 126 Red Arrow Down.svg 24
2008 40,57% Green Arrow Up Darker.svg 2,32 154 Green Arrow Up Darker.svg 6 101 Red Arrow Down.svg 25
2011 44,62% Green Arrow Up Darker.svg 4,05 186 Green Arrow Up Darker.svg 32 136 Green Arrow Up Darker.svg 35
Zobacz też[edytuj | edytuj kod]
Partia Ludowa (portugalska)
Linki zewnętrzne[edytuj | edytuj kod]
Oficjalna witryna internetowa
Przypisy
Skocz do góry ↑ La Identidad Catalana Contemporánea. México. Fondo de Cultura Económica. 2004. p. 254
Skocz do góry ↑ Annesley, Claire (2005), A Political And Economic Dictionary Of Western Europe, Routledge, s. 260
Skocz do góry ↑ Hloušek, Vít; Kopeček, Lubomír (2010), Origin, Ideology and Transformation of Political Parties: East-Central and Western Europe Compared, Ashgate, s. 157
Skocz do góry ↑ IPU PARLINE database: SPAIN (Congreso de los Diputados), election archives
[ukryj]
p • d • e
Partie polityczne Hiszpanii
Reprezentowane w izbie
niższej parlamentu 
PP (186) • PSOE (110) • IU (11) • Amaiur (7) • CiU (16) • PNV (5) • UPyD (4) • ERC (3) • CC (2) • BNG (2) • Coalició Compromís (1) • Foro Asturias (1) • Geroa Bai (1)
Flaga Hiszpanii
Reprezentowane
w Parlamencie Europejskim 
PP (16) • PSOE (14) • Podemos (5) • IU (4) • UPyD (4) • L&#39;Esquerra pel Dret a Decidir (2) • Obywatele – Partia Obywatelska (2) • CiU (2) • PNV (1) • Anova (1) • ICV (1) • PE (1) • LPD (1)
Kategorie: Partie i ugrupowania w HiszpaniiPartie chrześcijańsko-demokratyczne</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/3639962245595364563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/partia-ludowaedytujinne-znaczenia-ten.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/3639962245595364563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/3639962245595364563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/partia-ludowaedytujinne-znaczenia-ten.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-5724187614597102006</id><published>2015-07-28T15:55:00.001-07:00</published><updated>2015-07-28T15:55:22.691-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ააშ-იშ ისტორია
ააშ-იშ ისტორია
Coat of Arms of the United States
ათე სტატია რე ნორთი სერიაშე
ააშ-იშ ისტორიაშ ქრონოლოგია
კოლუმბიშახიანი პერიოდი
კოლუმბიშ პერიოდი
1776–1789
1789–1849
1849–1865
1865–1918
1918–1945
1945–1964
1964–1980
1980–1991
1991-ამუდღარშახ
ააშ-იშ პორტალი
 ძ • ს • რ 

მეხოლაფირო 40 ვითოში წანაშ წოხოლე ოორუე დო ობჟათე ამერიკაშ კონტინენტეფი უდუხორუ რდჷ. თი ჟამს ზუღაშ დონეშ დოკინაქ გაჭყჷ ოსქირონე ხინჯი აზიაშ კონტინენტის დო ალასკაშ ჩქონიშ შქას. თე შარათ ადამიერეფი აზიაშე ამერიკაშა გინმიშეს დო წკჷმაწკუმობათ იხორუდეს ჟირხოლო კონტინენტიშ უკოჩარ დიხეფს. უკულიანშო ზუღაშ დონექ კინი გეიკინჷ დო მეჭყორდჷ რსხუქ აზიაწკჷმა, ათეშენი აზიარეფიშ დო ევროპალეფიშ უკულიან კულტურული მეჭირინაფეფქ ამერიკალეფიშო უჩინებუო ქჷდოსქიდჷ.

XVI ოშწანურაშ ოთებუს, მუჟამს ევროპაშ ქიანეფიშ ნიშეფი ოკიანეეფს გინმონჩურუნდეს დო შორ ტერიტორიეფშა ექსპედიციეფს ონწყჷნდესჷნ, ამერიკაშ კონტინენტის ოხორანდეს მიარე ტომეფი, ნამუეფით გოვითარაფაშ შხვადოშხვა ოკუჩხალეეფს გერდეს. მახორობაშ უდიდაშ ნორთის დუდი ჯინუათ დო ჩხომჭოფუათ მეუღუდჷ, თინეფს გიშმაჸუნდეს სპეციალური ჯიშიშ კულტურული ჩანარული ჯიშეფი, თინეფიშ დიდი მეჭირინაფა რდჷ ლაიტიშ - მაისიშ გიშაჸონაფა.

ამუდღანერი ააშ-იშ ობჟათე ტერიტორიეფს იფაჩუ აცტეკეფიშ იმპერიაშ დიდი გოლინა.

დინორე  [ტყობინაფა] 
1 ინგლისიშ კოლონიეფი ოორუე ამერიკას
2 ამერიკაშ აკოართაფილი შტატეფიშ გოჭყაფა
2.1 ლჷმა ზოხორინალაშო
2.2 ამერიკაშ აკოართაფილ შტატეფიშ ტერიტორიული გოფართანაფა
3 უგჷნმალუ კონფლიქტი
3.1 1861-1865 წანეფიშ ომენოღალური ლჷმა
4 რესურსეფი ინტერნეტის
ინგლისიშ კოლონიეფი ოორუე ამერიკას[რედაქტირაფა]

’’მეიფლაუერი’’

ბოსტონიშ ჩაიშ შუმა 1773 წანას.

დიდი ბრიტანეთიშ მაფა ჯეიმზ I, წორას ჯეიმზიშ დუდალაშ ჟამს დიჭყჷ ამერიკაშ კონტინენტიშ კოლონიზაციაქ.

ახალი საფრანგეთი. საფრანგეთიშ დორხველი ტერიტორიეფი ოორუე ამერიკას.

ინგლისარეფიშით დორსხუაფილ მაართა კოლონია ვირჯინია.
ინგლისარეფქ ამერიკაშ კონტინენტიშ კოლონიზაცია ალაზიმაფათ გვიანო დიჭყეს. მაართა ინგლისურ კოლონიეფქ ამერიკაშ კონტინენტის ჯეიმზ I-აშ ბორჯიშე გორჩქინდჷ. კოლონიეფიშ დორსხუაფაშ ნებაქ დუდშე ოვაჭარე კომპანიეფს ქიმიაჩჷ, თინეფს კოლონისტეფი ამერიკაშ კონტინენტიშა ოკო გინუჸონაფუდესკო დო ახალ აბანეფს დოკვირდაფაშა ხე ოკო აკუნწყუდესკონ.

1607 წანას ჯეიმზ I- ქ ოორუე ამერიკას ინდიარეფით დოხორინელი ატლანტიშ ოკიანეშ პიჯის, კოლონიაშ დორსხუაფაშ ნება ქჷმეჩჷ ლონდონიშ ოაქციე კომპანიას. თე კოლონიას ვირჯინიაქ ქჷგიადუ. მაფაქ დუდი გეიოჩილითუ ირნერ გამამინჯალას, დუთხილუდუკო თე კოლონიან. ვირჯინიაქ მოგებაშ თოლწოუათ აქციონერეფიშ მენდეფი ვა გამართლჷ. მოგვიანაფილო ოორუე ამერიკაშ ატლანტიშ ოკიანეშ ოძგაშეეფს უმოსი მოგებამი კოლონიეფიშ დორსხუაფა ქჷდიჭყეს.

ინდიარეფიშ ტომეფი თე პერიოდის გვარუანულ თემეფო ოხორანდეს. თინეფქ ჩეჟიერ გურით აკოხვადეს ინგლისარ კოლონიზატორეფს. ინდიარეფი დუდშე ინგლისარეფს ოხვარჷდეს ოჩამურით, ოგურუანდეს ლაიტიშ, თუთუმიშ მოჸონაფას. მალას ინდიარეფიშ დო ინგლისარეფიშ ურთიართობეფქ გილელჷ, თიშენ ნამუდა ინგლისარეფი ჭაშ ძივთო ჸიდულენდეს ინდიარეფიშ ოხორეს დო შხირას ნძალას ირინუანდეს. ინგლისარეფქ ღანკის ქჷმიოჭირინეს დო ინდიარეფი მუში ოხორეშე გეგნაჸათეს.

ინგლისარ კოლონიზატორეფს საქვარს უკვაჭუნდჷ ესპანეთი დო ნიდერლანდი. ესპანეთი აწურდჷ ინგლისიშ კოლონიეფიშ გოჭყაფას, ათეშენ ინგლისური კოლონიეფი პერმანენტული შქურანჯიშ თუდო რდეს. ნიდერლანდის ოკოდჷ მუს გოუჭყაფუდუკო ახალი კოლონიეფი ოორუე ამერიკას. XVII - XVIII ოშწანურეფს ინგლისის ლჷმეფი უღუდ ესპანეთიწკჷმა დო ნიდერლანდიწკჷმა, სოდგათ თე ქიანეფქ დემარცხეს. ინგლისიქ ესპანეთის ფლორიდაშ ჩქონი ქუდატებაფუ.

XVII - XVIII ოშწანურეფს ოორუე ამერიკაშ ატლანტიშ ოკიანეშ ოძგაშეეფს 13 ინგლისური კოლონია რდჷ. კოლონიეფი მეურნობაშ ხასიათიშ მეჯინათ სუმ ბუნათ ირთუდჷ. ოორუეშ ოთხ კოლონიას ახალი ინგლისის უძახუდეს, თაქ კოლონისტეფი ჭიჭე ოფუტეეფო ოხორანდეს, ირ ფანიას დამუშებელო მუში დორხველი დიხეფი უღუდჷ. თექიან მახორობა მეჩხომალას, მაჯინალას, მაზუღურობას, ხვამარდიშკიდუას მეთხოზუდეს. ოთხ ცენტრალურ კოლონიას ქობალი, ორტვინული, ლაიტი მოჸუნდეს დო მეორინჯალას მეთხოზუდეს.

ობჟათეშ ხუთ კოლონიას დოჭყანაფილ რდჷ შხუ მეურნობეფი-პლანტაციეფი სოდგათ მოჸუნდეს: თუთუმი, ორზა, ჩანარული ოღაფულა ინდიგი, მოგვიანაფილო ქჷდიჭყეს ბამბეშ მოჸონაფა.

ახალნაკიდას მამუშერ ნძალიშ სინორკე რდჷ, ათეშენ კოლონიეფშა ინგლისიშე ოჯღონანდეს სარჯელგედვალირეფს ვარა ღარტაკეფს. სარჯელგედვალირეფი პატიმარობაშ ვადაშ თებაშ უკული კოლონიეფს სქიდუდეს. ობჟათეშ შტატეფს ირინუანდეს ჭკორეფიშ ხანდას, პლანტატორეფს ვა დაჭკორინეს აბანობურ ინდიარეფქ, ათეშენი ჭკორეფო ომუშებაფუანდეს აფრიკას ნაჸიდერ ჭკორ ზანგეფს, ჭკორეფით ვაჭარობაქ ქვერსემ მაშტაბეფს ქჷმიოჭირინუ. ჭკორალა ედომუშამი რინას იგინძორებუდჷ დო გინმიშ გამნარყიშათ.

XVII ოშწანურაშ შქა ხანეფშო კოლონიეფს მახორობაშ მუდანობაქ 2 მილიონო გჷნირთჷ. მახორობაშ უდიდაშობა ინგლისარეფი რდეს. მახორობაშ შანულამ ნორთის აკმადგინანდეს შოტლანდიარეფი, ირლანდიარეფი დო გერმანალეფი.

ამერიკაშ სამეურვეო წჷმოძინეფი ვა მოწონდჷ ინგლისის. ინგლისური მეკონიშ ამერიკალი მეტროპოლიეფიშე თხილუაშ ღანკით ინგლისიშ პარლამენტი კოლონიეფს ვაჭარუა-წარმებაშ გოვითარაფაშ აკოხურგუას ლამენდჷ. ათეშენ მეტროპოლიაშ დო ინგლისიშ შქას ურთიართალაქ გილელჷ. 1756-1763 წანეფიშ ლჷმეფიშ უკულ ინგლისიქ დემინჯჷ საფრანგეთიშ კოლონია კვებეკის (კანადა) .

ამერიკულ კოლონიეფს გინაგაფურიშ დო ბეგარაშ მიშაღალაჟამს ინგლისიქ კოლონიეფიშე აქტიურ აწორინაფეფი ძირჷ. ინგლისიშ მაფაქ დო პარლამენტიქ გინოჭყვიდჷ ნძალაშ გჷმორინაფათ გუტახუდუკო კოლონიეფიშ აწორინაფეფი. თინეფქ ივარეს ამერიკაშ კოლონიეფიშ მაართა კონტინენტურ კონგრესიწკჷმა მორაგადაფა.

კონგრესიქ გაჭყჷ ნოღა ფილადელფიას 1774 წანას.

1775 წანას მასაჩუსეთსის ბოსთონწკჷმა ხოლოს ინგლისურ არმიას დო კოლონისტეფს შქას აკოანჯარაფილ რაგვინქ მოხვადჷ. თენა რდჷ ოორუე ამერიკაშ კოლონიეფიშ ზოხორინალაშო ლჷმაშ ოჭყაფუ. ბოსთონწკჷმა რაგვინიშ უკული ოორუე ამერიკულ კოლონიეფს გჷმორჩქინდჷ ინგლისიშ მოხუჯეეფქ დო აწმარინჯეფქ ტორეფი დო ვიგეფი (ლოიალეფი დო პატრიოტეფი). ტორეფიშ ბანაკის რდეს მაფაშა ლოიალურო მერინელი კათა. კოლონიეფს რინელ არმიაქ, ანგლიკანური ეკლესიაშ მოინალეეფქ, ფიოშეფქ, არისტოკრატეფქ, პლანტატორეფქ ვიგეფიშ ბანაკის ქუდუკინეს ხუჯი.

1775 წანაშ ფილადელფიას იშაყარჷ მაჟირა კონტინენტურ კონგრესიქ სოდეთ 13 კოლონიაშ წჷმმარინაფალი რდჷ. კონგრესიშ გინოჭყვადირუათ ინგლისწკჷმა ურთიართალაქ მეჭყორდჷ. მახორობაშე ქჷდარსხის არმია, არმიაშ ჯღვერო გიშეგორეს გჷმადუდიშალაფარი ყარაფიშ გიმორჩქინელი მაკათური ოურდუმე საქვარეფიშ მარჩქენჯი ჯორჯ ვაშინგტონი. თენერო, კონგრესიშ 13 კოლონიაშ წჷმმარინაფალეფიშ ოსხუნუე ოკანონმადვალუ ორგანოქ პარლამენტო გჷნირთჷ.

ამერიკაშ აკოართაფილი შტატეფიშ გოჭყაფა[რედაქტირაფა]

ზოხორინალაშ გჷმოცხადაფა

ვაშინგთონი გინმურს დელავერშა (ჯორჯ ვაშინგთონი ზოხორინალაშ ლჷმას)– ავტ. ემანუელ ლეუცე, 1815 წ. , მეტორპოლიტენ მუზეუმი.

როშამბორსა ლაფაიეტი
მაჟირა კონტინენტურ კონგრესიქ გეჭოფჷ გინოჭყვიდირაფა ნამუშ ნძალათ 13 კოლონიაქ შტატო გჷშეცხადჷ. კონგრესიქ 1776 წანაშ 4 კვირკვეს დამტკიცჷ ზოხორინალაშ დეკლარაცია, ნამუთ ნაციონალურ ყარაფიშ თოლსაჩქო მაკათურქ თომას ჯეფერსონქ აკადგინჷ. ზოხორინალაშ დეკლარაციას ნათქუელი რდჷ ნამუდა ადამიერეფი წორომანგეფო გოჭყაფენა, თინეფიშ ხეუმკურაჸუ ნება რე რინა. ზოხორინალა დო ბედინერებაშა ნჭუაფა. დეკლარაციაშ გჷმაჭყაფალეფქ დაგუმეს კოლონიური დარუა დო ადამიერეფიშ ოკუჩხალეეფით დორთუალა. კოჩიშობაშ ისტორიას მაართათ ოკანონმადვალუე წესით მისპჷ ფეოდალური ოკუჩხალეეფქ, ქჷდირსხჷ პოლიტიკური პოსტეფქ. თენეფქ იფრელქ ხვალე ჩეტყებამ მახორობას მიკაწაწჷ. პლანტატორეფიშ კატეგორიული მოთხუალაშ უკულ დეკლარაციაშე გჷშაღალრიქ იჸუ ზანგეფიშ ჭკორალაშე გოდუდიშალაფა. კონგრესის მუთუნინერი გინოჭყვადირაფა ვა ეუჭოფჷ ინდიარეფიშენ.

თენერო მაჟირა კონტინენტურ კონგრესიქ ინგლისიშე დუდი ზოხორინელო გეგმაცხადჷ. ოორუე ამერიკაშ კონტინენტის გიჭყჷ ახალი სახენწჷფოქ ამერიკაშ აკოართაფილი შტატეფქ, კუნტას ააშ-ქ. 4 კვირკვე ამერიკაშ აკოართაფილ შტატეფიშ ნაციონალურ დღასანწულო გჷმიცხადჷ. ააშ-შ სახენმწჷფო შილაშა 13 ჩე ჭითა ზოლი დო მურიცხი გეგმოსახეს. უკულიანშო შტატეფიშ ძინაწკჷმა ართო სახენწჷფო შილას მურიცხეფიშ მუდანობაქ მირდჷ, თეჟამიშო მურიცხეფიშ მუდანობა 50-ის აკმადგინანს დო ზოლეფიშ მუდანობაქ უთირუო ქჷდოსკიდჷ.

ლჷმა ზოხორინალაშო[რედაქტირაფა]
ზოხორინალაშო ლჷმაშ დოჭყაფაშ უკული ინგლისარეფქ ოზუღე დესანტი ააშ-შ ტერიტორიაშა გეგნახუნეს, გეჭოფეს წყარმალუ ჰუდსონიშ მიშაკათაფუწკჷმა დვალირ ნოღა ნიუ-იორკი დო ოორუეშა ეყარეს, ოდო კანადაშე გამშეჭკირჷ ინგლისიშ არმიაქ დო ობჟათეჸურე წყარმალუ ჰუდსონიშ მიშაკათაფუშახ ყარაფულენდჷ. წყარმალუ ჰუდსონიშ ღანჩოს თე ჟირ არმიაშ აკოართაფაშ შვანს ააშ ჟირო გირთუუდჷ ოდო ინგლისარეფი ჟირო გორთილ ქიანას უმოს ლექინას გეჭოფუნდეს. 1777 წანას სარათოგაწკჷმა ამერიკალეფქ კანადაშე მიშულირ არმია დამარცხეს. ირფელ თექ ინგლისიშ გეგმეფი აკარღჷ. ინგლისარეფს ოორუე შტატეფიშ აწორინალაქ ვა გატახჷ, ათეშენ ოლჷმორ ქიმინჯალეფი ობჟათე შტატეფშა დო ჯინჯიერო კაროლინაშა გეგნიღეს. ინგლისარეფს მენდი უღუდეს ნამუდა, ობჟათე შტატეფიშ გომორძგვაფაჟმს, კონსერვატორულო მერინელ პლანტატორ ჭკორმაჸვენჯეფწკჷმა საართო ნინას გეგშაგორუნდესჷნ.

ააშ-შით პარიზშა მეშკუმალირქ იჸუ ბენჯამინ ფრანკლინქ. თიში ინტერნაციონალურ ავტორიტეტიქ დო დიპლომატიურ ანჯაქ დუდჯინჯამო დოთირუ ააშ-შ ინტერნაციონალური რინა. დუდშე საფრანგეთი თე ლჷმას ვა ოკათუდჷ, თინა ხვალე ანჯარით, ფარათ დო სურსათით ოხვარუდჷ ამერიკალეფს. სარათოგაწკჷმა ამერიკალეფიშ გომორძგვაფაშ უკულ საფრანგეთიქ ქიჩინჷ ააშ-შ ზოხორინალა დო ინგლისის ლჷმა გეგმუცხადჷ. საფრანგეთის ქიგიაჸუნჷ ბრელ ქიანაქ დო თინეფქჷთ ქიჩინეს ააშ-შ ზოხორინალა. ამერიკაშ აკოართაფილ შტატეფიშ დო საფრანგეთიშ გოართოიანაფილ არმიაქ გომორძგვაფა 1781 წანას ქჷმიპალუ ვირჯინიას იორკთაუნწკჷმა. იორკთაუნიშ ლჷმას ინგლისური არმიაქ ანჯარი ქჷდარღჷ ჯორჯ ვაშინგტონ დო თიშ ფრანგ მორსხუე როშამბორსა ლაფაიეტიშ წოხოლე. ოურდუმე ქიმინჯალეფქ მეჭყორდჷ ქჷდიჭყჷ ოზჷე მორაგადაფეფქ.

ზოხორინალაშ ლჷმას გომორძგვაფაშ უკულ, 1783 წანას ააშ-ქ ჩეთხინუ ინგლისარეფიშ კოლონიური უღუ. ოთხი წანაშ უკულ 1787 წანას ფილადელფიას ჯორჯ ვაშინგთონიშ დუდალათ აკიშაყარჷ პარლამენტი-კონვენტიქ. კონვენტიქ ჯეიმს მედისონიშ პროექტიშ ოსხირშა, აკიმუშუ კონსტიტუცია, ნამუთ ამერიკაშ აკოართაფილ შტატეფს რესპუბლიკათ აცხადენდჷ. 1787 წანაშ კონსტიტუცია ამუდღა ხოლო ქიმინჯალენს. მარა თიშა სუმ ვითულ მიშათინუაშახ მიშეღეს. მაართა ვითი აშათინუა ”ნებეფიშ ბილიშ (კანონიშ)” ჯოხოდვალათ 1791 წანას მიშეღეს.

ააშ-შ მაართა პრეზიდენტო 1789 წანას გიშეგორეს ჯორჯ ვაშინგთონი. 1787 წანას ეჭოფილი კონსტიტუციათ ინდიარეფიშ დიხეფქ სახენწჷფო დორხველობათ გიმიცხადჷ. 1800 წანაშე ააშ-შ ნანანოღათ გჷნირთჷ ვაშინგთონიქ.

1787 წანას ეჭოფილი კონსტიტუციათ ირ შტატის დიდი ნებეფქ ქჷმიაჩჷ, თინეფს მუშით ოკო გეგნუჭყვადუდესკო ზანგეფიშ ჭკორალაშ ოკითხუ. გიშაგორუეფს კათინიშო დუდშე ქჷდარსხის ღმალური ცენზი, ანუ გიშმაგორუ ოკო ჸოფედუკო დორხველობაშ მაღვენჯი. XIX ოშწანურაშ მაართა გვერდის მიშეღეს ოგიშაგორაშე ნება არძა ჩეტყებამი ქომოლკოჩეფიშო.

ამერიკაშ აკოართაფილ შტატეფიშ ტერიტორიული გოფართანაფა[რედაქტირაფა]

ააშ-შ ტერიტორიული გოფართანაფა

მექსიკა-ააშ-შ ლჷმა. ლჷმა მონტერეიშო
1783 წანას ინგლისწკჷმა დოდვალირი პარიზიშ ზჷთ ააშ-შ სახენწჷფო თანჯეფს მოხვადჷ ქვერსემ ტერიტორიაქ. 1803 წანას ნაპოლეონ ბონაპარტიქ ააშ-ს ჭაშ ძივთიშა მეჸიდჷ ინგლისური ფლოტიშით საფრანგეთიშე მოკვათილი ლუიზიანა, ნამუშ ტერიტორია ფორუნდჷ მისისიპიშე ბჟადალშა კირდამ გვალეფშახ. ათექ ააშ-შ ფართობი ჟირშა მორდჷ. ათე ერთით ნაპოლეონქ გამეკენჯჷ საფრანგეთ-ააშ-შ ურთიართალა დო გაკონწარჷ ააშ-ინგლისიშ ურთიართალა.

დასურო 1812 წანაშ ქჷდიჭყჷ ააშ-ინგლისიშ მაჟირა ლჷმაქ ნამუთ ზოხორინალაშო მაჟირა ლჷმაშ ჯოხოთ რე ჩინებული. ლჷმაქ ჟირ წარმოწანას გეგინძორჷ. თე ლჷმა გინმალი ჯგვინათ მითმეურდჷ. ართხანს ინგლისარეფქ ვაშინგთონი ხოლო გეჭოფეს მარა უკულ უკახალე დიკინეს დო ნოღა გეგნოჭვეს. ოეკონიეთ ათე ლჷმას წჷმოძინაშა ნამთინე განს ვა მიაჭირინუ.

ინგლისის ააშ-ქ ვა გინართინუ კოლონიურ სახენწჷფოთ. ვართ ააშ-ს შეალებუ კანადაშ აკოართაფაქ. 1812-1814 წანეფიშ ლჷმაშ უკულ კინე დირთჷ ლჷმაშახიანი სიტუაციაქ. მარა ათე ლჷმას ააშ-შო იშენით დიდი შანულობა უღუდჷ, თიშენ ნამუდა ინგლისიქ დერწუმჷ ახალი სახენწჷფოშ სინძალიერაშა, ათექ გიშეჭანუ, თინა ნამუდა მუჟამსით XIX ოშწანურაშ 40-ამ წანეფს ეტირხჷ დებაქ დიდ ბრიტანეთიშ დო ააშ-შ შკას ორეგონი-იშ ტერიტორიაშ გურშენინ, ინგლისიქ ქიმეჩჷ ააშ-ს ორიგონი, კოკი ვანკუვერი-შ გალე.

1821 წანას ესპანეთიშე გედუდიშალჷ მექსიკაქ, მექსიკაშ აკოდგინალუას რდჷ ტეხასი ათე ტერიტორიას მალას დიჭყეს დოხორინ ააშ-შე მოულირ ჭკორმაჸვენჯ პლანტატორეფქ. 1836 წანას ააშ-შე გიმოხორაფილ პლანტატორეფქ ტეხასიშე ქარაჸეს მექსიკარეფიშ არმიეფი დო ქუდარსხის ახალი სახენწჷფო ნამუქუთ დაკანონჷ ზანგეფიშ ჭკორალა. 1845 წანას ტეხასარი პლანტატორეფიშ კატეგორიული მოთხუალათ ტეხასიქ აკაართჷ ააშ-ს. ათექ გიშეჭანუ ააშ-მექსიკაშ ლჷმა.

1846-1848 წანეფიშ ააშ-მექსიკაშ ლჷმას მექსიკაქ კონწარო დემარცხჷ. 1848 წანაშ ზჷთ მექსიკაქ აძვილაფირქ იჸუ ააშ-შა გეგნუჩამუდუკო ახალი მექსიკა დო კალიფორნია. ააშ-ქ მეჭირინაფილით ვაეჸუ ბაღებულქ დო 1853 წანას მექსიკას ჩუთხინუ ოორუე ბჟადალ კუნთხუ. 1867 წანაშ ხეკირილით რუსეთიქ ააშ-ს მეჸიდჷ მუში ღალა ალასკა-ს.

უგჷნმალუ კონფლიქტი[რედაქტირაფა]
Searchtool-80%.png თარი სტატია : ააშ-იშ ომენოღალური ლჷმა.

კონფედერაციაშ მადუდეეფი

კონფედერაციაშა მიშულირი შტატეფი
ამერიკაშ გოფართანაფაშ ალაჸუნელო ირდუდჷ შტატეფიშ მუდანობა. 1820 წანას ეჭოფეს მისურიშ კომპრომისი ნამუშ ნძალათ ოორუეშ შტატეფს ეიკრძალჷ ჭკორობაქ.

XIX ოშწანურაშ 40-50 წანეფიშე ააშ-შ ოორუე შტატეფი შხუ რეწუალას მაჸონაფალ ნძალათ გჷნირთჷ. XIX ოშწანურაშ შქა წანეფშე ააშ-ს იტომბარებუდჷ მერინაფა დუდიშული ხანდაშ მოხუჯეეფ და ჭკორალაშ მოკორინეეფიშ შქას. მისურიშ კომპრომისის ოსხირ ეთხიებუდჷ.ჭკორმაჸვენჯეეფი ედომუშამი ამერიკაშ კონტინეტის ჭკორალაშ დოკვირდაფაშა ნჭუაფულენდეს. ფიოშეფი, მამუშერეფი დო ზანგეფი ჭკორალაშ გოუქვაფას თხულენდეს. თენა ვა ჸოფე აშახვამილაფირი კონფლიქტი თინა მებუნაფილი რდჷ ააშ-შ გოვითარაფაშ სიტომბარეშურ პროცესეფიშა. მოგვიანაფათ ათე უგურიგინუ მერინაფას უგჷნმალუ კონფლიქტიქ ქჷგიადჷ. 1854 წანას ჭკორალაშ აწმარინჯეეფქ გაჭყეს რესპუბლიკური პარტია ნამუქჷთ 1860 წანას გიშაგორუეფს გემორძგჷ. ჭკორალაშ მახუჯე დემოკრატიულ პარტიაქ ნამუსჷთ 32 წანა ნძალანება ხეს უკებუდესჷნ, მიოდინუეს თინა. ააშ-შ პრეზიდენტო გჷნირთჷ რესპუბლიკარი აბრაამ ლინკოლნიქ.

1860 წანას ჭკორალაშ აწმარინე რესპუბლიკური პარტიაშ კანდიდატის აბრაამ ლინკოლნიშ გომორძგვაფას ქჷმაჸუნჷ, ჭკორმაჸვენჯური ობჟათე შტატეფიშ ეცჷმაქ. თინეფქ გაჭყეს ობჟათე შტატეფიშ კონფედერაცია.

1861 წანას ააშ-შ 34 შტატიშე 23 ცენტრალურ თარობას დუთმაჸუნუდჷ, 11 შტატიქ კონფედერაციას ქიმეჩჷ ხუჯი. 1861 წანაშო ოორუე შტატეფიშ მახორობა 22 მილიონს აკმადგინანდჷ. ოდო კონფედერაციაშა მიშმალი შტატეფიშ მახორობაშ მუდანობა 9 მილიონი რდჷ, თაჸურეშე 4 მილიონი ჭკორი რდჷ. კონფედერაციას დუდენდჷ 8 000 ფანია ნამუეფსჷთ ოშქარო 50 ჭკორი ჸუნდეს. ჭკორეფიშ ეცჷმაშ ქურინიშ გურიშენ დორსხუაფილი რდჷ ტერორისტული რეჟიმი, ნძალიერი ოურდუმე ორგანიზაციათ. ობჟათე შტატეფიშ ეკონომიკა აგრარული ხასიათიშ რდჷ. ოფუტეშ მეორინჯალას გოპატჷნაფილი რდჷ ბამბეშ კულტურა ნამუთ ჭკორი ზანგეფიშ ხანდათ მოჸუნდეს.

ოორუე შტატენოფიშ ეკომიკა ნძალიერო გოვითარაფილ რდჷ. თაქ მიშეშჷ ორეწუალე კაპიტალიშ 3/4. იფრელიშ უმკუჯინუო ,ომენოღალური ლჷმა-შ ინიციატორო ობჟათეშ შტატეფქ გიშართეს. ობჟათე შტატეფქ ჯგირო მიხაზირეს ომენოღალური ლჷმაშო. ჭკორმაჸვენჯეეფი ელჷდეს ოორუეშა ნჭაფიერ გომორძგვაფას. დუდშე ოორუე შტატეფიშ თარობა ვახვადუდჷ მეხოლაფირ ოშკურანჯობას. თინეფს მიოჩქუდეს, ნამუდა ობჟათე შტატეფიშ მოდუდე წირეეფწკჷმა საართო ნინას გჷშაგორუნდესჷნ.

1861-1865 წანეფიშ ომენოღალური ლჷმა[რედაქტირაფა]

სამტერიშ ფორტიშა გენთხაფა, ააშ-შ ომენოღალური ლჷმაშ დოჭყაფა.

ააშ-შ ომენოღალური ლჷმაშ ეტაპეფი.
1861 წანაშ 13 პირელს 7 000 არყებულქ გეჭოფჷ ობჟათე კაროლინაშ სამტერიშ ფორტი, ნამუსჷთ ცენტრალური თარობაშ 83 მალჷმორი თხილანდჷ. ფლოტიშე გამუკონწყეს ააშ-შ შილა დო ქოგითაბუნუეს კონფედერაციაშ შილა. თე დღა იკოროცხუ ააშ-ს ომენოღალური ლჷმაშ დოჭყაფაშ დღათ.

1861-1862 წანეფს ობჟათარეფქ დახე ვოშინგთონით ქეშიჸოთეს ხეშა. არგამათ გჷნირთჷ, ნამუდა ქიმინჯალა ოორუარეფიშ გეგმაშ მეჯინათ, ნამუთ გურიშხუმენდჷ ობჟათარეფიშა ქართაშ გოლუაფას დო მოჯილიკუასჷნ ლჷმაშ ბორჯის გოზინდუას გჷშეჭანუანდჷ. ოორუარეფშო ლჷმას გომორძგვაფაშო უციო რდჷ ლჷმაშ ხასიათიშ დუდჯინჯამო თირუა.

1862 წანას ოორუეშ თარობაქ ეჭოფჷ კანონი ჰომსტედეფიშ გეშა. თე კანონი ითოლწონენდჷ თის, ნამუდა ირ ამერიკალს მიდგასჷთ კორინი აღვენუდჷნ შეულებუდჷ ობჟათეჸურე დიხაშ ნოკვეთეფიშ ეჭოფუა გვალო უფარეთ. 1862 წანას ლინკოლნიქ ხე ქჷმაჭარჷ გოდუდიშალაფშ პროკლამაციას, ანუ 1863 წანაშ 1 ღურთუთაშ არძო ჭკორი იდუდიშალებუდჷ. ათე ჟირ ღონეშკართუაქ ხე აკუნწყუ ააშ-შ ცენტრალური თარობაშ მოხუჯეეფიშ მუდანობაშ რდუალას დო მახორობაშ ნჭუაფას მუთ შილებე მალას ქუმუღალუდესკონ ეკონია არყებაშა. ათე პერიოდიშე ქჷდიჭყჷ ოორუე შტატეფიშ წჷმოძინეფქ.

1863 წანას ოორუე შტატეფიშ არმიაქ გეჭოფჷ წყარმალუ მისისიპიშ თუდონ წელი. თენა რდჷ უდიდაში წჷმოძინა, მუშენდა იზოლირებულქ იჸუ კონფედერაციაშ ბჟადალ ნორთიქ, მუთ ალექინენდჷ ოლჷმორ ოპერაციეფს. 1864 წანას ოორუეშ სუმ არმიაქ გენერალ შერმანიშ ნჯღვერალათ ქჷდიჭყჷ რალაფიქ ჯორჯიაშ შტატიშა. 1864 წანას შერმანქ ქჷდეკინჷ ნოღა ატლანტა ოდო ქირსეთუთაშ ეკონიას მექსიკაშ ჸუჯიშა ქჷმერთჷ. შერმანქ მასურჷ მუში არმიაშ წოხოლე დოდვალირი ღანკეფი, თიქ გემშეჭკირჷ აწმარენჯიშ ოჭიშიშა, ქჷდეკინჷ ჯორჯია დო დოკილუ ორკინაშარე მაგისტრალეფი. ათეშ უკულ გენერალ შერმანქ არმია აყარჷ ოორუე-ელახჸურე რიჩმონდიშა, სოდგათ აკოანჯარაფილი ნძალეფიშ თარმანჯღვერ გენერალ გრანტის კონფედერაციაშ ნანანოღაშა ქართა აფუდჷ გოლუაფირი. 1865 წანაშ 3 პირელს ცენტრალური თარობაშ ჯარეფქ გეჭოფეს რიჩმონდი. მუზმარენ დღაშ უკული 9 პირელს კონფედერაციაშ არმიეფიშ თარმანჯღვერი გენერალი ლიქ ანჯარ ქჷდარღჷ გენერალ გრანტიშ წოხოლე. 1865 წანაშ 14 პირელს კაროლინაშ შტატის დვალირ სამტერიშ ფორტშა გომორძგვილეფქ ომენოღალური ლჷმაშ თებაშ შანო გერხინესს ააშ-შ სახენწჷფო შილა.

არყებაშ გერჯგინაშ უკულ ობჟათე შტატეფს ოკო მუკუჸონაფუდესკონ სოციალური დო პოლიტიკური ხასიათიშ რეფორმეფი. პარლამენტარეფს ჯგირო არჩქილედეს ნამუდა ლინკოლნი ობჟათეს რეფორმეფს თეშ სიმეკენეფთ გამკიჸონანდჷ მუჭოთ ოორუესჷნ. ათეშენი პარლამენტარეფქ ქაშიჸიდეს სახიობი ნამუქჷთ ვოშინგთონიშ თეატრის 1865 წანაშ 14 პირელს ოღურალო დონჭყოლჷ აბრაამ ლინკოლნი. 1861-1865 წანეფიშ ომენოღალური ლჷმაქ ქეკიდინუ მიარე ადამიერი დო უდიდაში გავალი ქჷმიორინუ ქიანაშ ეკონომიკას. მარა ჰომსტედეფიშ კანონქ დო ჭკორალაშ გოუქვაფაქ ააშ-შ ეკონომიკაშ ნჭაფიერი გოვითარაფა გჷშეჭანუ.

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Artykuł z serii
Historia Hiszpanii
Okres przedrzymski
Iberowie, Celtyberowie, Kartagina, II wojna punicka
Okres rzymski
Wojny luzytańskie, Wojny celtyberyjskie
Okres Wizygotów
Wizygoci, Swebowie, Alanowie, Wandalowie
Okres muzułmański
Arabski podbój Hiszpanii, Maurowie, Emirat Kordoby,
Kalifat Kordoby, Umajjadzi, Abbasydzi,
Maghreb, Almanzor
Rekonkwista
León, Kastylia, Aragonia, Nawarra, Taifa,
Bitwa pod Las Navas de Tolosa, Almohadzi,
Almorawidzi
Hiszpańskie imperium kolonialne
Konkwista, Hiszpański podbój Ameryki, Odkrycia
Ameryki Południowej i Środkowej, Odkrycie Ameryki,
Hiszpańska kolonizacja Ameryki Północnej,
Traktat z Tordesillas
Rządy Habsburgów
Wielka Armada, Traktat madrycki, Traktat windsorski,
Wojna dewolucyjna, Wojna z Francją (1672),
Wojna Ligi z Cambrai, Wojna Ligi z Cognac,
Powstanie comuneros, Wojna trzydziestoletnia,
Wojna osiemdziesięcioletnia, Złoty Wiek Hiszpanii
Hiszpania w wieku Oświecenia
Wojna o sukcesję hiszpańską, Pokój utrechcki,
Traktat madrycki, Wojna siedmioletnia,
Wojna o sukcesję austriacką, Wojna o Włochy,
Hiszpańska konstytucja z 1812
XIX wiek
Bitwa pod Trafalgarem, Karlizm, I Republika,
Restauracja Burbonów, Utrata hiszpańskich kolonii
Czasy nowożytne
Dyktatoriat Rivery, II Republika,
Hiszpańska wojna domowa, Państwo Hiszpańskie
(Okres frankistowski), Hiszpania współczesna
Władcy
Władcy Hiszpanii, Władcy Nawarry, Władcy Aragonii, Władcy Kastylii-Leónu
Historia Hiszpanii. W swojej historii Hiszpania była podbijana przez wiele państw. W starożytności jej tereny zamieszkiwały ludy pochodzenia iberyjskiego, a później także celtyckiego (tzw. Celtyberowie). Następnie Hiszpania stanowiła część imperium rzymskiego. Po okresie panowania rzymian została podbita przez plemiona Wandali. Następnie została najechana przez ludy islamskie. Ich wypędzenie zapoczątkował pierwszy król Asturii. Następnie Hiszpania na kilka wieków dostała się pod panowanie Habsburgów. W okresie wojen napoleońskich stanowiła ważną część koalicji antyfrancuskiej. W latach trzydziestych XX stała się republiką rządzoną przez Francisco Franco. Od czasu upadku reżimu jest monarchią parlamentarną.

Spis treści  [ukryj] 
1 Okres przedrzymski
2 Hiszpania rzymska
3 Hiszpania Wizygotów
4 Hiszpania w średniowieczu
4.1 Al-Andalus
4.2 Rekonkwista
5 Hiszpania Habsburgów
6 Hiszpania w wieku Oświecenia
7 Hiszpania w XIX wieku
8 Hiszpania w XX i na początku XXI wieku
8.1 Rządy Ludowców
8.2 Rządy socjalistów
9 Przypisy
10 Bibliografia
11 Zobacz też
Okres przedrzymski[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Okres przedrzymski na Półwyspie Iberyjskim.
Przed inwazją rzymską Półwysep Iberyjski zamieszkiwały ludy pochodzenia celtyckiego, iberyjskiego i „mieszane” – Celtyberowie. Kultura Iberów była pod wyraźnym wpływem kultur kolonizatorskich (Greków, Fenicjan, Kartagińczyków), kultura Celtów była bardziej zbliżona do świata indoeuropejskiego, natomiast Celtyberowie łączyli oba te kierunki. W zachodniej części płaskowyżu (tzw. Mesety) osiedlił się lud Wettonów – znanych z verracos – rzeźb z motywami zwierzęcymi. Na terenie dzisiejszej Portugalii osiedlili się Luzytanie – głównie hodowcy i górnicy. Środkowe dorzecze rzeki Duero zamieszkiwali Wakceowie – lud typowo rolniczy. Północ, a w szczególności północny zachód półwyspu zamieszkiwali Gallekowie – twórcy wielu grodów, grodzisk – tzw. castro – otoczonych często kilkoma murami, z domostwami wznoszonymi na planie koła i ze stożkowymi dachami ze słomy. Gallekowie utrzymywali się z hodowli zwierząt, ew. połowu ryb i owoców morza. Byli też wspaniałymi złotnikami. Wzdłuż Gór Kantabryjskich zamieszkiwali m.in. Asturowie, Kantabrowie, Baskowie. W III w. p.n.e. Kartagina najechała południową część półwyspu oraz zapoczątkowała tam budowę nowego imperium kartagińskiego, ze stolicą w Nowej Kartaginie. Jednak jako następstwo ogromnej klęski w drugiej wojnie punickiej utraciła wszystkie nieafrykańskie posiadłości na rzecz Rzymian.

Hiszpania rzymska[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Okres rzymski na Półwyspie Iberyjskim.
Rzymskie zainteresowanie terenami Półwyspu zrodziło się głównie z trwającej rywalizacji z Kartaginą, która po przegranej w pierwszej wojnie punickiej skierowała się na niezajęty jeszcze przez Rzym Półwysep Iberyjski. Niedługo potem wybuchła druga wojna punicka, z której zwycięsko wyszedł Rzym[1], odbierając Kartaginie wszystkie terytoria pozaafrykańskie. W roku 197 p.n.e. utworzono rzymskim zwyczajem dwie prowincje – Citerior (czyli Hiszpanię Bliższą) oraz Ulterior – Hiszpanię Dalszą. Do tłumienia powstań w nowo powstałych prowincjach przysłano dwa lata później Marka Porcjusza Katona[2]. W I w. p.n.e. Hiszpania stała się areną walk politycznych pomiędzy Cezarem i Pompejuszem (i jego synami). Po śmierci Cezara w 44 p.n.e.[3] władzę objął August, któremu udało się pokonać plemiona północne. Następnie – przez wieki – trwał proces powolnej, acz wyraźnej romanizacji oraz charakterystycznego dla społeczeństwa rzymskiego podziału społeczeństwa na ludzi wolnych i niewolników. Pod koniec II wieku zaczęły się – tak jak w całym Cesarstwie – kłopoty wszelakiego rodzaju: ekonomiczne, społeczne, militarne i polityczne. Najwyraźniejszym symptomem kryzysu był spadek zaludnienia, na co skarży się św. Cyprian: „brakuje rolników w polu, marynarzy na morzu, żołnierzy w obozach”. Jedną z przyczyn były zarazy, inną najazdy plemion germańskich. Postępował kryzys miast i zwiększenie roli dużych majątków ziemskich.

Hiszpania Wizygotów[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Hiszpania Wizygotów.

Królestwo Wizygotów w 500 roku
W roku 409 Pireneje przekroczyły plemiona Swebów, Wandalów-Silingów, Wandalów-Hasdingów oraz Alanów (lud pochodzenia azjatyckiego)[4]. Na podstawie paktów między sobą i – prawdopodobnie – Rzymem, plemiona te grabią Hiszpanię i dzielą się terytoriami. W 416 roku na Półwysep docierają Wizygoci, najprawdopodobniej skierowani tam przez Rzymian, którzy chcieli pozbyć się wrogich plemion germańskich[4]. Jednak już dwa lata później Wizygoci obejmują południową Galię i tworzą królestwo Tuluzy. W roku 429, król Wandalów Genzeryk został wypędzony wraz ze swoim ludem do północnej Afryki. Od tego czasu Wizygoci rządzą prawie całym Półwyspem z wyjątkiem państwa Swebów oraz Krajem Basków. W 507 roku, po bitwie z Frankami pod Voille[5], na skutek której Wizygoci tracą Akwitanię, zaczynają napływać wielką falą do Hiszpanii. Do roku 526 Wizygoci zjednoczeni są z Ostrogotami pod Teodorykiem Wielkim, rządzącym z Rawenny. Stolica przenoszona jest do Barcelony, a po krótkim czasie do Toledo. Następne lata wypełniają walki zewnętrzne i wojny z Bizancjum, które dokonało inwazji na południową część królestwa. Zostali poproszeni o interwencję podczas walk dynastycznych Wizygotów, jednak później zostali, mając nadzieję na „Rekonkwistę” terenów byłego Zachodniego Cesarstwa. Po 600 roku następuje powolny rozpad Królestwa Wizygotów. Stagnacja, wewnętrzne walki, i spiski doprowadzają do stopniowego osłabienia autorytetu monarchy, coraz częstszych buntów i utraty poczucia jedności. W 711 na Półwysep nacierają wojska Umajjadów i w ciągu siedmioletniej kampanii wojskowej podbijają prawie całe terytorium dzisiejszej Hiszpanii i Portugalii. Nastają czasy Al-Andalusu.

 Osobny artykuł: Władcy Wizygotów.
Hiszpania w średniowieczu[edytuj | edytuj kod]
Al-Andalus[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Al-Andalus.
W 711 r. islamska armia Maurów z północnej Afryki najechała chrześcijańskich Wizygotów z Hiszpanii. Ich dowódca, Tarik ibn Zijad, podbił większość Hiszpanii w trakcie swojej ośmioletniej kampanii wojskowej. Wojska próbowały również przekroczyć Pireneje, ale zostały pokonane przez Franków pod panowaniem Karola Młota podczas bitwy pod Tours w 732[6]. Półwysep Iberyjski, z wyjątkiem niewielkich terenów na północnym zachodzie oraz baskijskich rejonów pirenejskich, stał się częścią rozwijającego się imperium Umajjadów nazywaną al-Andalus. W Muzeum Archeologii w Madrycie, dinar wytworzony pięć lat po podboju (716), posiada dwa napisy – arabskie al-Andalus na jednej stronie i łacińskie Span(ica) na drugiej. Jest to prawdopodobnie najwcześniejsze świadectwo podbojów Maurów.


Alhambra
Kiedy imperium Umajjadów zostało zastąpione przez imperium Abbasydów w 750, lenna muzułmańskie zjednoczyły się w emirat Kordowy rządzący al-Andalusem i częściami północno-zachodniej Afryki. W 929 emir Abd-ar-Rahman III ogłosił się kalifem (występując jawnie przeciwko kalifowi Abbasydów z Damaszku) podnosząc emirat do znacznie bardziej prestiżowego statusu kalifatu. Okres emiratu i kalifatu jest znany z akceptowania i tolerowania się nawzajem chrześcijan, muzułmanów i żydów żyjących na tych samych terenach. Kalifat na przestrzeni X wieku jest nazywany złotym wiekiem islamu. W kulturze muzułmańskiej, Andalus jest dzisiaj nostalgicznym symbolem złotej ery islamu. Po rozpadzie kalifatu w 1031, Al-Andalus znalazł się pod rządami fanatycznych berberskich dynastii Almorawidów i Almohadów, co zakończyło tradycyjną tolerancję w stosunku do chrześcijan i żydów. Kraj rozpadł się wtedy na dziesiątki małych, niepodległych islamskich państw, nazywanych taifami. Kraje chrześcijańskie okupujące północ i zachód powoli powiększały swoją władzę nad Hiszpanią: Galicia, Asturia, Leon, Nawarra i Katalonia były chrześcijańskimi twierdzami. Aragonia i Kastylia stały się chrześcijańskie w przeciągu paru następnych stuleci.

W 1212 koalicja chrześcijan pod przywództwem króla Kastylii Alfonsa VIII wygnała muzułmanów ze środkowej Hiszpanii po bitwie pod Las Navas de Tolosa, chociaż taifa Grenady przetrwała jeszcze trzy następne wieki[7]. 2 stycznia 1492 Boabdil z Granady, wódz emiratu Gharnatahu (Grenady), ostatniej twierdzy Islamu na Półwyspie Iberyjskim, poddał się armiom katolickiej Hiszpanii, świeżo zjednoczonej po ślubie Izabeli I Kastylijskiej i Ferdynanda II Aragońskiego. Andalus przestał istnieć.

Rekonkwista[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Rekonkwista.
Wypędzanie muzułmanów zostało zapoczątkowane przez pierwszego króla Asturii, Pelayo (718-737), który wydał walkę Maurom w górach Covadonga w roku 722. Jego synowie oraz dalsi potomkowie kontynuowali te działania, dopóki nie wypędzili wszystkich Arabów. W tym samym czasie we wschodniej części Półwyspu, frankijscy władcy ustanowili Marchię Hiszpańską na terenie dzisiejszych Pirenejów oraz Katalonii, podbijając Gironę w 785 oraz Barcelonę w 801. Była to strefa oddzielające posiadłości chrześcijańskie od terenów zajętych przez muzułmanów. Rekonkwista nie była jednak procesem jednoczącym chrześcijańskich władców do walki z muzułmanami, a państwa chrześcijańskie zajmujące tereny północnej Hiszpanii walczyły ze sobą tak często jak z innowiercami. Królestwo Asturii zostało uformowane pomiędzy łańcuchami górskimi północno-zachodniej Hiszpanii a za swoją stolicę obrało Oviedo. Baskowie z Nawarry zajmowali tereny pirenejskie oraz doliny w obrębie Las Navas de Tolosa. Militarne osłabienie Umajjadów w Hiszpanii zapoczątkowało proces tworzenia się Królestwa Leónu, które pełnię niepodległości zdobyło w końcu w 913. Sancho III Wielki z Nawarry, wyróżniający się przywódca wojskowy, obsadził swojego syna Ferdynanda na tronie kastylijskim w 1028, przesuwając działania militarne jeszcze dalej na południe. Ferdynand był roztropnym oraz pobożnym monarchą, który zjednoczył Nawarrę, Galicię, Asturię oraz León.

Śmierć króla Kastylii Sancho II w 1072 oznaczała powrót do władzy Alfonso VI, przejmującego wszystkie domeny Ferdynanda I. Alfonso był uzdolnionym dowódcą i wiele dokonał w celu powiększenia swoich ziem. Jego kraj stał się wówczas jedną z najbardziej się liczących w Europie monarchii, a jego tolerancja wobec muzułmanów była jak na tamte czasy wyjątkowo duża. W czasie jego rządów, El Cid, jedenastowieczny heros hiszpańskiej epickiej powieści został wygnany z rodzinnych ziem oraz znalazł schronienie u muzułmańskich królów Saragossy. Po rozpadzie kalifatu Kordowy, Al-Andalus rozpadł się na małe, walczące ze sobą państwa, co w ogromnym stopniu ułatwiło Alfonsowi ekspansję w kierunku południowym. Dotarł aż do Toledo w roku 1085, ale jego rozwój został zahamowany przez inwazję Almorawidów. Rekonkwista Hiszpanii została w XIII wieku obwołana krucjatą, jednak po ostatecznym podbiciu ziem Grenady, walczący opuścili szeregi armii. Rządy Ferdynanda oznaczały początek umocnienia się roli Hiszpanii na europejskiej scenie politycznej, kończąc dyplomatyczną izolację, wywołaną tarciami jego ojca z papieżem. Wtedy to został zbudowany Uniwersytet Salamanki, jeden z najstarszych uniwersytetów Europy, którego celem było nauczanie praw rządzących ekonomią w duchu chrześcijańskim. Potomek Ferdynanda, Alfons X – zwany Mądrym – przyczynił się do wypromowania myśli klasycznej mauryjskich bibliotek i szkół.

Siłą, która wskrzesiła ruch jednoczący hiszpańskich chrześcijan, byli „katoliccy monarchowie”, czyli Ferdynand II Katolicki oraz Izabela I Katolicka, którzy swoim małżeństwem ostatecznie zjednoczyli Hiszpanię jako królestwo. W czasie ich wspólnych rządów, wiele zamków szlachty zostało zburzonych oraz został opracowany publiczny system podatkowy. Dzięki polityce sojuszy z europejskimi potęgami oraz podbojami Ameryki Południowej i Indii Zachodnich, Hiszpania rozpoczęła powolne budowanie swojego imperium. Traktat z Tordesillas, wynegocjowany pomiędzy papieżem Aleksandrem VI a Portugalią i Hiszpanią, podzielił świat na dwie strefy wpływów. Ogromne ilości złota z kopalni Nowego Świata trafiały do hiszpańskiego skarbca, co powodowało jednak wzrost inflacji oraz podminowało pozycję waluty. Ponadto Hiszpania była zależna od swoich kolonii, a kiedy Elżbieta I rozpoczęła masowe napady na hiszpańskie statki, kraj Iberów cierpiał niewyobrażalne straty. Te przyczyny, oraz wygnanie ważnej ekonomicznie klasy Żydów i Maurów wywołały upadek ekonomii oraz zakończyły Złoty Wiek Hiszpanii.

Hiszpania Habsburgów[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Hiszpania Habsburgów.
W 1504 roku zmarła królowa Izabela i chociaż Ferdynand starał się utrzymać swoje zwierzchnictwo nad Kastylią, kastylijski dwór królewski (Cortes Generales) na jej następczynię koronował córkę Izabeli – Joannę. Mężem Joanny był Filip, syn habsburskiego cesarza Maksymiliana I i Marii Burgundzkiej. Wkrótce po koronacji Joanna zaczęła wykazywać objawy poważnej choroby umysłowej. W końcu, w 1506, Filip obwołał się regentem panującym w jej imieniu. Zmarł niewiele później w niewyjaśnionych okolicznościach, najprawdopodobniej otruty przez obłąkaną żonę. Jako że ich najstarszy syn, Karol, miał tylko sześć lat, Cortes Generales zezwolił ojcu Joanny, Ferdynandowi, na rządzenie krajem jako regent. Po jego śmierci w 1516, na tron wstąpił młody Karol, od tamtego czasu panujący jako Karol I, ostatecznie jednocząc monarchię hiszpańską pod jednym sztandarem. Odziedziczył wszystkie posiadłości hiszpańskie w Nowym Świecie oraz na Morzu Śródziemnym, a po śmierci ojca w 1506 dostał również Niderlandy, Franche-Comté oraz Flandrię. W 1519 roku, po śmierci dziadka Maksymiliana I, Karol odziedziczył habsburskie terytoria w Niemczech oraz został wybrany cesarzem Świętego Narodu Niemieckiego (jako Karol V). Jego matka zachowała tytuł królowej Kastylii aż do śmierci w 1555, jednak z powodu stanu jej zdrowia to Karol zgromadził całą władzę w swoim ręku. Uznaje się, że był w tym czasie najpotężniejszym człowiekiem w kręgu państw chrześcijańskich. W 1543, Franciszek I, król Francji, ogłosił swój bezprecedensowy sojusz z sułtanem osmańskim Sulejmanem Wspaniałym oraz przystąpił do okupacji hiszpańskiej Nicei. Henryk VIII, który żywił ogromną niechęć do Francuzów, przystąpił wraz z Karolem do inwazji na terytoria francuskie. Pomimo, rozbicia armii hiszpańskiej w bitwie pod Ceresole w Sabaudii, siły Henryka radziły sobie lepiej i ostatecznie Francja została zmuszona do przyjęcia warunków pokojowych. Austriacy, dowodzeni przez młodszego brata Karola, Ferdynanda, zaangażowali się w walki z Turkami na Bałkanach.

W 1566 roku w Niderlandach Hiszpańskich wybuchło powstanie, które stłumić miała armia Księcia Alby. Dwa lata później, Wilhelm Milczący przeprowadził nieudaną próbę obalenia krwawego dyktatora, co dało początek wojnie osiemdziesięcioletniej, ostatecznie zakończonej uzyskaniem przez Niderlandy niepodległości. Hiszpanie, którzy znaczną część swojego bogactwa zawdzięczali bogatym w manufaktury i rozwiniętym handlowo Niderlandom – a w szczególności portowej Antwerpii – za wszelką cenę starali się utrzymać porządek oraz swoją władzę nad Holandią. W 1572, grupa holenderskich najemników, znanych jako watergeuzen („Morscy Żebracy”) zdobyła kilka miast portowych, ogłosiła swoje poparcie dla Wilhelma oraz odwołała władzę hiszpańską. W 1574 armia hiszpańską pod dowództwem Ludwika de Requesénsa musiała przerwać oblężenie Leiden po tym, jak Holendrzy zniszczyli tamy chroniące nizinne prowincje przed żywiołem Morza Północnego. W 1576, kiedy kraj musiał uporać się z utrzymaniem osiemdziesięciotysiecznej armii i trzystuokrętowej floty, Filip zmuszony był ogłosić bankructwo. Armia w Holandii wkrótce dokonała przewrotu, zdobyła Antwerpię i rozpoczęła bezwzględne pustoszenie południowej Holandii, tylko zachęcając tamtejsze prowincje do przyłączenia się do powstania. Hiszpanie wybrali drogę negocjacji i ostatecznie udało im się przywrócić pokój w południowych prowincjach podpisując unię z Arras w 1579. Porozumienie zmuszało oddziały hiszpańskie do opuszczenia Flandrii i Franche-Comte.

W 1586 królowa Elżbieta I poparła protestantów w Holandii i Francji, a jej najznamienitszy admirał – Francis Drake – rozpoczął zmasowane ataki na hiszpańskie statki handlowe na Morzu Karaibskim oraz Oceanie Spokojnym. Szczególnie pamiętana jest bitwa o Kadyks, kiedy Drake zniszczył trzon stacjonującej tam armady hiszpańskiej. W 1588, mając nadzieję na ostateczne wyeliminowanie knowań Elżbiety, Filip wysłał flotę ku wybrzeżom Anglii. Ze stu trzydziestu wysłanych statków powróciła tylko połowa, a dwadzieścia tysięcy transportowanych nimi piechurów zaginęło w odmętach Oceanu Atlantyckiego. Ten tragiczny rezultat, związany z niesprzyjającymi warunkami pogodowymi oraz pewną dozą szczęścia sił floty brytyjskiej, zapoczątkował koniec hiszpańskiej supremacji na otwartych morzach.

W 1627 roku hiszpańska gospodarka upadła po raz kolejny. Hiszpanie, próbując opłacić armię i sprostać kosztom wojny, zaczęli zmniejszać wartość swoich monet, a ceny w całym kraju gwałtownie wzrosły. Aż do 1631 roku na większości terenów kastylijskich panował handel wymienny związany z kryzysem walutowym, a rząd nie był w stanie zebrać jakichkolwiek podatków od chłopstwa, polegając całkowicie w tym względzie na zamorskich koloniach. Hiszpańskie oddziały na terenie Niemiec, w związku z zaprzestaniem przez dowództwo wypłaty żołdu, plądrowały gospodarstwa oraz grabiły wsie. Olivares, który podejmował coraz śmielsze kroki na płaszczyźnie podatkowej, był obwiniany za bezowocną i upokarzającą wojnę we Włoszech (tzw. wojna o sukcesję mantuańską) oraz niepowodzenia ekonomiczne. Holendrzy, którzy w trakcie Dwunastoletniego Pokoju położyli szczególny nacisk na rozbudowę floty wojennej, całkowicie pogrążyli hiszpański handel morski – jedyną gałąź gospodarki, która utrzymywała kraj Filipa. Hiszpanie, po zniszczeniu Armady przez siły holenderskie, nie byli już w stanie opierać się niebezpieczeństwu ciągnącemu od strony wód.

Wspierani przez Francuzów, Katalończycy, Neapolitańczycy i Portugalczycy wzniecili bunt w latach czterdziestych siedemnastego wieku. Nadzieja na Niderlandy Hiszpańskie została pogrzebana po przegranej bitwie pod Lens w 1648, a traktat pokojowy podpisany w Westfalii uznawał ostatecznie niepodległość Zjednoczonych Prowincji, kończąc tym samym wojny – osiemdziesięcioletnią i trzydziestoletnią. Wojna z Francja trwała jeszcze przez jedenaście lat – pomimo francuskich niepokojów i trwającej w latach 1648–1652 wojny domowej (tzw. Frondy), zrujnowana ekonomicznie Hiszpania nie była w stanie zdobyć przewagi. Neapol został odbity w 1648, a Katalonia w 1652, jednak wojna zakończyła się dopiero po bitwie pod Dunkierką, w której armia francuska pod dowództwem marszałka Turenne rozbiła pozostałości niegdyś świetnej armii hiszpańskiej. Hiszpanie w 1659 podpisali pokój pirenejski, który przekazywał Francji Rousillon, Foix, Artois i znaczną część Lotaryngii.

W latach 1667-1668 Ludwik XIV rozpoczął wojnę dewolucyjną wymierzoną przeciwko pozostałościom Hiszpańskich Niderlandów. Ani Karol, ani jego matka nie byli w stanie przeciwstawić się bezwzględnej machinie wojennej wybitnego władcy francuskiego. Hiszpania straciła wtedy znaczne połacie terytoriów, między innymi miasta Lille i Charleroi. Wkrótce rozgorzała wojna dziewięcioletnia, w trakcie której Ludwik po raz wtóry zaatakował holenderskie posiadłości Hiszpanów. Jego armia, dowodzona przez Księcia Luksemburgu, pokonała Hiszpanię pod Fleurus (1690) oraz walczące po stronie Karola Niderlandy. Wojna zakończyła się stratą prawie całych Hiszpańskich Niderlandów, w tym m.in. bardzo ważnych miast Gandawy i Luksemburga. Pokazała światu również jak zacofane i bezużyteczne są hiszpańskie mechanizmy obronne i urzędnicze – nieefektywny rząd w Madrycie nie podjął żadnych kroków, żeby je ulepszyć.

Świat w ostatnich dekadach siedemnastego wieku był świadkiem stagnacji i rozkładu Hiszpanii. Kiedy reszta Europy przechodziła przez ważne przemiany rządowe i społeczne – Król Słońce we Francji, bezkrwawa rewolucja w Anglii – Hiszpania żyła we własnym świecie biurokracji i korupcji. Aparat urzędniczy, wykształcony na charyzmatycznych, inteligentnych i obrotnych postaciach Karola I oraz Filipa II wymagał silnego i zdolnego monarchy. Słabość Filipa III i Filipa IV doprowadziła do ostatecznego wymazania Hiszpanii z areny międzynarodowej. Bezdzietny Karol II na łożu śmierci jako swojego następcę wyznaczył księcia Filipa de Anjou Burbona, nie chcąc, aby jego kraj dziedziczył Habsburg. Zmarł w 1700, dokładnie dwieście lat po narodzinach Karola I.

Hiszpania w wieku Oświecenia[edytuj | edytuj kod]
 Osobny artykuł: Hiszpania Burbonów.

Filip V Burbon

Giulio Alberoni

Atak hiszpańskiej piechoty ok. 1740 roku

Zenón de Somodevilla y Bengoechea, markiz Ensenada

Karol III Hiszpański
W 1701 roku wybuchła wojna o sukcesję hiszpańską. Hiszpania stała się teatrem zmagań Wielkiej Brytanii, Austrii i Holandii przeciw Francuzom. W zorganizowaniu kraju do obrony i polepszeniu gospodarki pomagał Filipowi francuski minister Jean Orry (którego pożyczył wnukowi Ludwik XIV), sekretarz stanu w latach 1701-1714. Władzę próbował przejąć Karol VI Habsburg. W 1710 roku Filip V Burbon z dynastii Burbonów francuskich zdobył na stałe Madryt i tron. W 1713 r. podpisano traktat w Utrecht, a w 1714 w Rastatt, które uznały Filipa V z dynastii Burbonów francuskich za władcę Hiszpanii i jej zamorskich posiadłości. Dziadkiem Filipa był Ludwik XIV król Francji. Pokój w Utrechcie (1713) zadecydował o przyznaniu zwycięskim Brytyjczykom tzw. Asiento – prawo na handel z hiszpańską Ameryką Południową. W 1707 r. Filip V zniósł odrębne prawa dla Aragonii i Walencji[8]. Rok później zniesiono bariery celne między Kastylią i Aragonią a także wprowadzono w tych prowincjach jednolity system podatkowy. W 1714 r. Berwick zdobył Barcelonę. Katalonia zapłaciła cenę za swoje separatystyczne dążenia. Zniesiono katalońskie Kortezy, wprowadzono kastylijskie prawa i język hiszpański jako język urzędowy. Traktaty z lat 1713-1715 nie zakończyły konfliktu Filipa V z Karolem VI. Dawny Don Carlos nie zrzekł się praw do hiszpańskiego tronu. Na jego dworze przebywali uchodźcy z Hiszpanii, a wielkie wpływy miała tzw. hiszpańska rada. Z kolei Filip nie zrzekł się swoich praw do posiadłości włoskich. W dążeniach do ich odzyskania umacniała Filipa jego druga żona, Elżbieta Farnese, i jej faworyt, kardynał Giulio Alberoni, pierwszy minister Hiszpanii. Filip miał dwóch synów z pierwszego małżeństwa (Ludwika i Ferdynanda), więc Elżbieta widziała przyszłość swojego pierworodnego Karola tylko we Włoszech. Tam wygasały zaś dwa książęce rody – Farnese w Parmie i Medyceusze w Toskanii.

Korzystając z zaangażowania cesarza w wojnę z Turcją w 1717 r. flota hiszpańska niespodziewanie zajęła Sardynię. Giulio Alberoni wystawił wielką flotę, liczącą ponad 300 okrętów. W czerwcu 1718 r. hiszpański desant opanował Sycylię. Sukcesy Hiszpanów wkrótce się jednak skończyły. Cesarz zawarł pokój z Turcją i podpisał przymierze z Francją (gdzie po śmierci Ludwika XIV w 1715 r. władzę objął regent Filip II Burbon-Orleański), Anglią i Holandią. 11 sierpnia 1718 r. Anglicy rozbili flotę hiszpańską pod Passero. W 1719 r. amia francuska pod wodzą Berwicka (który walczył po stronie Filipa również podczas wojny o sukcesję) wkroczyła do Hiszpanii. Filip musiał się ugiąć. Oddalił Alberoniego i przystąpił do anglo-francusko-cesarsko-holenderskiego porozumienia. W 1720 r. zadecydowano, że Wiktor Amadeusz II otrzyma Sardynię w zamian za Sycylię, która przypadnie cesarzowi. Giulio Alberoni jako de facto pierwszy minister (teoretycznie był nim wówczas bowiem José de Grimaldo) znosił cła wewnętrzne, powołał Kolegium Morskie w Kadyksie, budował arsenały i flotę wojenną. Została ona zniszczona w 1718 r. w bitwie z Anglikami.

W 1724 roku popadający w melancholię Filip V Burbon zrezygnował z tronu na rzecz syna. Nowym władca został Ludwik I Burbon, panował on jednak tylko kilka miesięcy, bowiem rychło zmarł. Filip V musiał więc z powrotem objąć władzę, choć taki krok nie był do końca legalny. W latach 1724–1725 najwyższa władzę w państwie zdobył holenderski awanturnik Juan Guillermo Ripperdá, który usiłował zmniejszyć wpływ francusko-brytyjskiego arbitrażu w Europie, przez rozmowy z samym cesarzem (Karol VI Habsburg) o sprawach włoskich. Baron Ripperda popierał manufaktury i handel, planował również założenie Banku Hiszpańskiego. Jego plany przejął José Patiño. W latach 1726–1727 zreformował on strukturę hiszpańskiego handlu kolonialnego. Przeniósł z Sewilli do Kadysku Izbę Handlową Indii. Założył liczne kompanie do handlu z Antylami, Wenezuelą i Filipinami. Zakładał nowe porty, stocznie i arsenały, zarówno w metropolii jak i w koloniach. Dochody ze skarbu wzrosły w latach 1700-1737 ze 140 do 200 milionów realów. W 1727 r. wybuchła wojna hiszpańsko-angielska. Hiszpanie bezskutecznie oblegali Gibraltar. Rokowania nie przyniosły rezultatów. W 1731 r. zmarł ostatni książę Parmy i Karol VI zajął księstwo jako lenno cesarskie. Alianci załagodzili sytuację, ale tylko na krótką metę. Podczas wojny o sukcesję polską[9] udało się odnieść pewne sukcesy we Włoszech. Wprawdzie księstwa Parmy i Toskanii pozostały przy cesarzu, ale królestwa Neapolu i Sycylii otrzymał Karol Hiszpanii jako secundogeniturę hiszpańskich Burbonów.

W 1733 r. Hiszpania podpisała z Francją Pakt Familijny (Pacto de Familia), będący sojuszem strategicznym dwóch królestw rządzonych przez Burbonów[9]. W 1734 spłonął stary madrycki pałac królewski, wiec Filip V kazał zbudować nowy Pałac Królewski w Madrycie. W 1740 roku, po wybuchu wojny o sukcesję austriacką. Hiszpania silnie zaangażowała się w wojnę, odnosząc pewne sukcesy. Jeszcze w czasie trwania działań wojennych, w 1746 r., zmarł król Filip. Wraz z jego śmiercią upadły wpływy Elżbiety Farnese na madryckim dworze.

W latach 1746-1759 panował w Madrycie Ferdynand VI Hiszpański. Prowadził politykę pokojową i neutralną. Wprowadził wiele reform, m.in.: spis gruntów i nieruchomości, uregulował stosunki z Państwem Kościelnym, podpisując w 1753 konkordat[10]. Za rządów Ferdynanda o wpływy rywalizowało dwóch ministrów, mających zupełnie inna wizję hiszpańskiej polityki zagranicznej; José de Carvajal y Lancaster reprezentował typ polityka antymakiawelicznego. Był zwolennikiem rozwiązań pokojowych. Nie popierał celów jakie stawiały sobie agentury szpiegowskie. Jego głównym oponentem był myślący bardziej makiawelicznie Zenón de Somodevilla y Bengoechea, markiz Ensenada. Wieloletni ambasador Wielkiej Brytanii w Madrycie Benjamin Keene próbował przeciągnąć Hiszpanów na swoją stronę. Miał on swój wpływ na to, że wojowniczy i antybrytyjski Zenón de Somodevilla y Bengoechea, markiz Ensenada odszedł z urzędu i zastąpił go Ricardo Wall. Ricardo Wall Irlandczyk, który pełnił funkcję pierwszego sekretarza stanu Hiszpanii od roku 1754 do 1763 zaangażował kraj (czynił to niechętnie) w konflikt jakim była wojna siedmioletnia (1756-1763) by pomóc Francji, skończyło się to klęską Hiszpanii i jego odwołaniem.

Kolejny władca Karol III Hiszpański (pan. 1759–1788) panujący dotąd w Królestwie Neapolu, przeniósł się do Madrytu. Karol był nieprzeciętnym władcą, za jego panowania dokonano wielu trwałych i udanych reform. Wtedy to do Hiszpanii nadeszło oświecenie, rozkwitało zaś szczególnie oświecenie katolickie hiszpańskie bardziej konserwatywne od francuskiego, jako, że jego główną siłą napędową byli obok świeckich illustrados także jezuici. We wrześniu 1763, po ustąpieniu Ricardo Walla Włoch Jerónimo Grimaldi został pierwszym sekretarzem stanu, którym był do 1776. Był reformatorem, członkiem grupy zwanej: golillas. Razem z Leopoldo de Gregorio, markizem Esquilache, pomógł stłumić zamieszki z 1766 roku, wywołane polityką Esquilache’go. Jego dom został w ich czasie zniszczony. Grimaldi członkiem rady, która doprowadziła do wygnania Jezuitów z Hiszpanii w 1767 roku. Karol III podczas zamieszek uciekł do Aranjuez. Bunt mieszczan z roku 1766 zwany jest w historiografii „zamieszkami Esquillache’go” (Motín de Esquilache). José Moniño, hrabia Floridablanca od 1777 roku do 1792 kierował nawą państwa jako pierwszy sekretarz stanu, wspierając powstanie kolonistów amerykańskich przeciwko Wielkiej Brytanii. W latach 1788–1808 panował Karol IV Hiszpański, w przeciwieństwie do poprzednika władca raczej mierny, znany nie tyle ze swych czynów, ale jako protektor znakomitego twórcy – malarza i rysownika Francisco Goi (1746-1828). Kolejny po Floridablance pierwszy minister (od roku 1792) Pedro de Aranda był przeciwnikiem centralizmu i próbował ograniczyć jego skutki.

Hiszpania w XIX wieku[edytuj | edytuj kod]
Następował wzrost wpływów kultury francuskiej. Po nieudanej próbie powstrzymania ekspansji wpływów rewolucyjnej Francji Karol IV i królewski faworyt Manuel Godoy niemal całkowicie podporządkowali politykę sojuszowi z Paryżem[11]. W 1808 Napoleon I zmusił Karola IV i jego syna, Ferdynanda VII, do abdykacji[11], na tron wstąpił brat Napoleona Józef. 2 maja 1808 wybuchło powstanie w Madrycie rozpoczęło wojnę o niepodległość 1808–1814. Nowy reżim zyskał on poparcie niewielkiej części społeczeństwa. Powstały regionalne junty obrony oraz Junta Centralna, pełniąca funkcję rządu narodowego. Kortezy proklamowały 1812 w Kadyksie pierwszą konstytucję hiszpańską o liberalnym charakterze[12]. Działania partyzanckie (guerrilla) oraz interwencja wojsk brytyjskiego marszałka A. Wellingtona doprowadziły do wyparcia 1814 Francuzów z Hiszpanii. Po powrocie 1814 na tron Ferdynand VII zniósł konstytucję, wszczął prześladowania liberałów i przywrócił rządy absolutne[13].W latach 1820–1823 liberałowie przeprowadzili rewolucję zmuszając króla do uznania konstytucji 1812[14], została jednak stłumiona przez wojska francuskie interweniujące na zlecenie Świętego Przymierza. W latach 1808-1824 trudna wewnętrzna sytuacja Hiszpanii ułatwiła większości kolonii wyzwolenie się spod hiszpańskiego panowania. Porażka konserwatywnych karlistów w serii wojen domowych 1833–1839, 1847–1849, 1872–1876 oznaczała sukces liberałów, rządzących za czasów Izabeli II, na przemian z wojskowymi dyktaturami. W 1868 w wyniku przewrotu wojskowego została obalona Izabela II[15]. W 1870 królem obrany został Amadeusz I Sabaudzki, nie mogąc zapanować nad zamętem politycznym w 1873 abdykował[16]. Proklamowano krótkotrwałą I republikę. W 1874 kolejny przewrót przywrócił na tron Burbonów i króla Alfonsa XII[17]. Podstawą rządów restauracji stał się kompromis między bogatym mieszczaństwem a posiadaczami ziemskimi, który zapewnił Hiszpanii na półwiecze względny spokój wewnętrzny. Powstały pierwsze partie polityczne, w tym 1879 Hiszpańska Socjalistyczna Partia Robotnicza (PSOE)[18]. W 1898 w wyniku wojny z USA Hiszpania utraciła ostatnie posiadłości kolonialne w Ameryce i Azji. Uzyskała natomiast nowe posiadłości w Afryce (ob. północne Maroko, Sahara Zachodnia, Gwinea Równikowa). Klęska 1898 wywołała głęboki wstrząs wśród intelektualistów szukających dróg odrodzenia ojczyzny (pokolenie 1898). Sytuację społeczno-gospodarczą komplikowały ruchy separatystyczne, silne zwłaszcza w regionach najbardziej rozwiniętych — Katalonii i Baskonii. w restauracji stał się kompromis między bogatym mieszczaństwem a posiadaczami ziemskimi, który zapewnił Hiszpanii na półwiecze względny spokój wewnętrzny.

Hiszpania w XX i na początku XXI wieku[edytuj | edytuj kod]
Początek XX wieku to okres biednej, niewiele znaczącej w Europie Hiszpanii. W kraju silnie ścierali się konserwatyści i liberałowie – receptą miały być rządy silnej ręki i dyktatorskie (Miguel Primo de Rivera). Król Alfons XIII Burbon był człowiekiem o słabym charakterze i nie potrafił poprowadzić samodzielnej polityki, która wyprowadziłaby kraj z kryzysu. Monarchia była coraz bardziej skompromitowana i miała wielu przeciwników. W 1931, gdy podczas pierwszych od wielu lat wolnych wyborów zwyciężyli republikanie. Alfons XIII opuścił kraj udając się do Marsylii, a Hiszpania stała się republiką[19].

 Osobny artykuł: hiszpańska wojna domowa.
Nie nastąpił jednak czas spokoju – walki lewicy i prawicy wybuchły z całą zaciętością, przeradzając się w wojnę domową[20]. Zwycięsko wyszła z niej prawica i generał Francisco Franco. Kierował państwem przez kilkadziesiąt lat – był to okres rządów autorytarnych, represji (szczególnie wobec osób o przekonaniach lewicowych), ale również stopniowego rozwoju gospodarczego[21]. Franco zachował także neutralność podczas II wojny światowej, ale zgodził się, aby ochotnicy hiszpańscy (La División Azul) walczyli na froncie wschodnim u boku Wehrmachtu[22].

W 1975 po śmierci Franco na tron powrócili Burbonowie, a konkretnie wnuk Alfonsa XIII – Jan Karol I[23]. Ku zdziwieniu rodaków przeprowadził on demokratyzację i reformy. Nowa konstytucja z 1978 postawiła Hiszpanię wśród demokratycznych krajów europejskich. Wkrótce też przyjęto Hiszpanię do UE oraz NATO.

Rządy Ludowców[edytuj | edytuj kod]
Wybory parlamentarne z marca 1996 przyniosły zmiany na scenie politycznej, bowiem rządząca przez 14 lat Hiszpańska Socjalistyczna Partia Robotnicza (PSOE) uległa Partii Ludowej (PP). Szefem rządu został Jose Maria Aznar[24]. Nowy rząd zapoczątkował szereg reform m.in. Neoliberalne reformy ekonomiczne, ograniczenie wydatków publicznych, zachęty dla prywatnych przedsiębiorców. Zwycięstwo prawicy, skłoniło terrorystyczną organizację ETA do wzmożonych wystąpień terrorystycznych. Kulminacją działalności było zamordowanie w lipcu 1997 zakładnika Miguela Angela Blanco. Terroryści z ETA przeprowadzali szereg zamachów bombowych w Hiszpanii. W związku z tym premier Aznar rozpoczął negocjacje z baskijskimi separatystami[25]. Wynegocjowany rozejm nie trwał długo, bowiem w styczniu 2000 roku do przeprowadzenia zamachów za aresztowanie rebeliantów przyznali się właśnie etarras. Premier nakazał także aresztowanie członków partii Herri Batasuna, sympatyzującymi z ETA. Kolejne wybory z marca 2000 wygrali ponownie ludowcy, co zapewniło premierowi Aznarowi przedłużenie rządów jego gabinetu[25]. Wybory doprowadziły do zwiększenia aktywności terrorystów. Premier był zobowiązany do podjęcia kolejnych kroków antyterrorystycznych oraz do zalegalizowania partii Herii Batasuna co nastąpiło w 2002 roku. Rządy Partii Ludowej wzmocniły Hiszpanię na arenie międzynarodowej. Po zamachach na WTC w 2001, Hiszpania poparła strategię USA na walkę z terroryzmem oraz interwencję w Iraku, wysyłając do Afganistanu i Iraku swój kontyngent, którzy w Iraku znaleźli się pod dowództwem polskim. 11 marca 2004 doszło do zamachu terrorystycznego na madryckim dworcu kolejowym, wskutek czego zginęło 191 osób, a ponad 1800 odniosło rany[26]. Rząd Aznara przed zbliżającymi się wyborami winą za zamach obarczył ETA[26]. Z kolei śledztwo wskazało, że za zamachem stoi Al-Ka’ida[27].

Rządy socjalistów[edytuj | edytuj kod]
Na początku XXI wieku Hiszpania stała się jednym z najbardziej liberalnych krajów w Europie i na świecie (społeczeństwo, niegdyś tradycyjnie katolickie, coraz bardziej się laicyzuje). Wybory parlamentarne wygrali socjaliści (PSOE), obwołując Jose Luisa Rodrigueza Zapatero szefem nowego rządu[28]. Zapatero wycofał hiszpański kontyngent z Iraku, poparł Konstytucję dla Europy. W polityce wewnętrznej socjaliści przeprowadzili szereg reform, m.in. wzmocnienie socjalnych funkcji państwa, reformę szkolnictwa wyższego, ustawy cywilnoprawne, legalizację małżeństw osób tej samej płci. Zapatero zainicjował ‘’politykę historyczną’’, która potępiła okres hiszpańskiej wojny domowej (1936-1939) oraz rządy gen. Franco. Oficjalnie Kortezy (parlament) wystosował ustawę o pamięci narodowej w 2007 roku. Socjaliści przyjęli w maju 2005 rezolucję dot. podjęcia negocjacji z ETA. W marcu 2006 ETA wydała oświadczenie, w którym zaprzestaje walki zbrojnej na rzecz dialogu[28]. W czerwcu 2006 rząd Zapatero zainicjował rozmowy z separatystami, co wywołało niezadowolenie społeczeństwa hiszpańskiego wyrażone poprzez demonstracje i protesty. Mimo tego dialog wznowiono w październiku 2006 w Oslo. Rozmowy zostały przerwane przez zamach terrorystyczny 30 grudnia na madryckim lotnisku Barajas, w którym zginęły dwie osoby[29], . W czerwcu 2006 Katalonia wywalczyła status autonomii. Socjaliści mimo nierozwiązania problemu baskijskiego, reinterpretacji XX-wiecznej historii, spowolnienia gospodarczego wygrali kolejne wybory parlamentarne z 9 maja 2008 roku[30]. Jednak wybory do europarlamentu z 2009 roku wygrała Partia Ludowa otrzymując 42,72% głosów, przy 39,33% poparciu socjalistów[31].

Przypisy
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 19. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 21. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 22. ISBN 978-83-04-04936-9.
↑ Skocz do: 4,0 4,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 31. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 33. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 44. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 77. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 183. ISBN 978-83-04-04936-9.
↑ Skocz do: 9,0 9,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 186. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 187. ISBN 978-83-04-04936-9.
↑ Skocz do: 11,0 11,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 205. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 218. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 219. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 224. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 248. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 263. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 270. ISBN 978-83-04-04936-9.
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Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 301. ISBN 978-83-04-04936-9.
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Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 349. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 352. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 395. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 406. ISBN 978-83-04-04936-9.
↑ Skocz do: 25,0 25,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 407. ISBN 978-83-04-04936-9.
↑ Skocz do: 26,0 26,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 409. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ „Al-Kuds”: Al-Qaeda przyznała się do zamachów w Madrycie. 12 marca 2004. [dostęp 2015-01-25].
↑ Skocz do: 28,0 28,1 Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 410. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009, s. 411. ISBN 978-83-04-04936-9.
Skocz do góry ↑ Marzena Szkolak: Hiszpania/ Socjaliści oficjalnie zwyciężyli w wyborach. [dostęp 2015-01-25].
Skocz do góry ↑ Filip Topolewski: Wyniki wyborów do Parlamentu Europejskiego 4-7 czerwca 2009. 7 czerwca 2009. [dostęp 2015-01-25].
Bibliografia[edytuj | edytuj kod]
Artur Patek, Jan Rydel, Janusz Józef Węc: &#39;&#39;Najnowsza historia świata. Ossolineum, 2008, s. 146. ISBN 978-83-08-04289-2.
Tadeusz Miłkowski: Historia Hiszpanii. Wrocław: Ossolineum, 2009. ISBN 978-83-04-04936-9.
[pokaż]
p • d • e
Historia państw Europy
Zobacz też[edytuj | edytuj kod]
władcy Hiszpanii
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ABD tarihi
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Kuruluş Öncesi[göster]
Bağımsızlık Savaşı[göster]
Batıya Genişleme[göster]
İç Savaş[göster]
1865-1945[göster]
Soğuk Savaş[göster]
Yakın Tarih[göster]
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ABD&#39;nin genişlemesi
ABD tarihi üzerinde Amerika Birleşik Devletleri&#39;nin kurulduğu Kuzey Amerika topraklarının tarih öncesi dönemlerden günümüze kadar uzanan tarihidir. Amerika kıtası&#39;nın 15. yüzyılın sonlarında Kristof Kolomb tarafından keşfedilmesinden önce bu topraklarda yüzyıllar boyunca sadece Kızılderililer yaşamaktaydı. Keşiften sonra başta İspanya, Fransa ve Britanya olmak üzere aralarında Hollanda, İsveç ve Portekiz&#39;in de dahil olduğu birçok Avrupa ülkesi buralarda sömürgeler kurdular. Bu sömürgeler arasında Britanya&#39;ya ait On Üç Koloni de vardı. Günümüzdeki ABD 18. yüzyılda Britanya İmparatorluğu&#39;na ait bu sömürgelerin bağımsızlıklarını kazanması sonucu oluşmuştur.

ABD doğal kaynaklarının zenginliği, genç ve dinamik bir insan gücüne sahip olması nedeniyle 19. yüzyıl boyunca hızla sanayileşti. Ancak 1861-1865 yılları arasında çıkan Amerikan İç Savaşı ülkeyi parçalanma tehdidi altına soktu. Savaş kuzeydeki eyaletlerin başarısıyla sonuçlandı ve ABD tekrar hızlı bir gelişme dönemine girdi. 20. yüzyıl başlarında çıkan I. Dünya Savaşı&#39;nın İtilaf Devletleri tarafından kazanılmasında önemli bir rol oynadı. II. Dünya Savaşı&#39;nda da Almanya, İtalya ve Japonya&#39;ya karşı büyük bir başarı kazanan ABD artık bir süpergüç haline gelmişti.

Bu iki dünya savaşından sonra dünya ülkeleri iki kutuba ayrıldılar. Soğuk Savaş adıyla anılan bu dönemde ABD NATO örgütü çatısı altında Batı Bloğunun liderliğini üstlenirken, Sovyetler Birliği Doğu Bloğunun (Varşova Paktı) lideri durumundaydı. Soğuk Savaş yılları boyunca ABD başta Kore Savaşı ve Vietnam Savaşı olmak üzere birçok savaşlara katıldı. 1989 yılında Berlin Duvarı&#39;nın yıkılışı ardında Soğuk Savaş sona erdi. 1990 yılında Irak&#39;ın Kuveyt&#39;i işgal etmesi üzerine çıkan I. Körfez Savaşı&#39;nda ABD, Irak ordusunu yendi. ABD 1995 ve 1999 yıllarında NATO ülkelerinin yardımıyla Bosna Savaşı&#39;na ve Kosova Savaşı&#39;na müdahale etti. 2001 yılında New York ve Washington, DC gibi büyük ABD kentleri 11 Eylül 2001 Saldırılarına sahne oldu. Bu saldırılara yanıt olarak ABD 2001 yılında Afganistan Savaşı ve 2003 yılında da Irak Savaşı&#39;nı başlattı. Bu savaşlar halen sonuçsuz bir şekilde devam etmektedir.

İçindekiler  [gizle] 
1 Kolonileşme dönemi (1493-1775)
2 Bağımsızlık Savaşı (1775–1783)
3 Batıya genişleme (1789–1849)
4 İç savaş (1861-1865)
5 Dünya savaşları (1914-1945)
6 Soğuk Savaş (1945-1990)
7 Terörizmle Savaş (2001-)
8 Kaynaklar
Kolonileşme dönemi (1493-1775)[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Kolonileşme dönemi

Arkansas eyaleti sınırları içinde bulunan 1400-1600 yılları arasındaki kızılderili kültürlerine ait seramik bir testi
ABD topraklarında bulunan en eski insan izi 14.000-30.000 yıl öncesine dayanmaktadır. Bu insanların son Buzul Çağı sırasında Bering Boğazı&#39;nın sularının donarak bir köprü oluşturması sonucu Doğu Sibirya&#39;dan Alaska&#39;ya yürüyerek geçtikleri sanılmaktadır[1]. Bu insanlar ABD&#39;nin yerlileri (kızılderililer) olarak bildiğimiz insanların atalarıdır. Göçebe olan bu yerliler Apaçi, Mohawk, Cheyenne, Navaho, Cherokee gibi birçok kabile oluşturdular.

Günümüzdeki ABD topraklarına ilk ayak basan Avrupalı Kristof Kolomb&#39;dur. Amerika kıtasına yaptığı ikinci yolculuğunda 19 Kasım 1493 günü günümüzde ABD&#39;nin bir parçası olan Porto Riko&#39;ya ayak basmıştır. 16. yüzyıl boyunca İspanya, Hollanda, İngiltere, Fransa, İsveç ve Portekiz ülkelerine ait kaşifler ABD topraklarına girerek koloniler kurdular. İspanyol kaşif Juan Ponce de León 1513 yılında ABD&#39;nin güneydoğu sahillerine ulaşarak bölgeye Florida adını verdi. Fransız kaşif Jacques Cartier sadece Kanada değil Hudson Körfezi&#39;nden Kayalık Dağlar&#39;a kadar uzanan ve günümüzde ABD&#39;ye ait olan Louisiana dahil birçok bölgeyi Fransa&#39;nın kolonisi haline getirmiştir.


Mayflower gemisinin William Halsall tarafından yapılan temsili resmi (1882)
İngiltere&#39;nin ABD topraklarındaki varlığı İspanya ve Fransa&#39;ya göre çok daha yenidir. 14 Mayıs 1607 tarihinde İngilizlerin Jamestown, Virjinya&#39;da kurduğu koloni İngiltere&#39;nin Amerika&#39;daki en eski kolonisi olarak kabul edilmektedir. Bu koloni kısa zamanda dağılmış ve yok olmuştur. Ancak 1620 yılında Mayflower adlı bir gemiyle İngiltere&#39;nin Plymouth limanından yola çıkan bir grup İngiliz yurttaşı günümüzdeki ABD&#39;nin Massachusetts eyaleti sınırları içinde yer alan bir sahile ulaşmış ve burada Plymouth Bay Colony adı verilen koloniyi kurmuştur. 17. yüzyıl boyunca ABD&#39;nin doğu kıyısında İngilizler başka koloniler de kurdular. 1733 yılına gelindiğinde bu koloniler On Üç Koloni adı altında Britanya İmparatorluğuna bağlı bir sömürge haline geldiler[2].

Bağımsızlık Savaşı (1775–1783)[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Amerikan Bağımsızlık Savaşı

Boston halkı İngiliz gemilerindeki çayları denize atarken (Boston Çay Partisi)
Avrupa&#39;nın büyük güçleri arasında 1756-1763 yılları arasında süren Yedi Yıl Savaşları Birleşik Krallık&#39;ın zaferiyle sonuçlandı. Ancak savaşın borçlarını ödeyebilmek için Birleşik Krallık Kuzey Amerika&#39;daki kolonilerine ağır vergiler yüklemeye karar verdi. Bu vergiler kolonilerde büyük bir sıkıntı yarattı. Çaya yüklenen vergileri protesto etmek amacıyla Boston kentinin halkı 1773 yılında Boston Çay Partisi adı verilen olayda İngiliz gemilerine yüklü çay balyalarını denize attılar. Önceleri dar amaçlı olan bu eylemler kısa zamanda bağımsızlık taleplerine dönüştü.

19 Nisan 1775&#39;te Boston&#39;a 20 km uzaklıktaki Lexington ve Concord kasabalarında çarpışmalar başladı. Ayaklanmacılar Boston&#39;u kuşattılar. Kuşatma 1 yıl kadar sürdü. Sonunda Amerikan generali Henry Knox Ticonderoga Kalesi&#39;nden ele geçirdiği toplarla ayaklanmacıların yardımına yetişti. Kuzey Amerika&#39;daki İngiliz kuvvetlerinin komutanı General William Howe&#39;u kenti boşaltmaya zorladı. Böylece 17 Mart 1776&#39;da kuşatma sona erdi ve kent Amerikalıların eline geçti. 4 Temmuz 1776&#39;da Amerikalılar bağımsızlıklarını ilan ettiler. Kurulan bu devlete Amerika Birleşik Devletleri (ABD) adı verildi.


Washington, Delaware Irmağı&#39;nı geçerken
Bağımsızlık savaşı 1776 yılı sonlarında zor günlere girdi. 27 Ağustos&#39;ta Amerikan ordusunun başkomutanı General George Washington Birleşik Krallık güçlerine yenilerek Manhattan içlerine çekildi. Amerikalılara 1776&#39;dan başlayarak el altından para ve malzeme yardımı yapan Fransa, 1778&#39;de filolarını ve ordularını hazırlamaya başladı ve sonunda Haziran 1778&#39;de İngiltere&#39;ye savaş ilan etti. Kuzeyde durumun büyük ölçüde sürüncemede kalmış olmasına karşılık Fransızlar güneyde, İngilizlerin elindeki Savannah&#39;ı ve büyük önemi olan Yorktown&#39;ı kuşattılar.


ABD&#39;nin ilk başkanı George Washington
1780&#39;den sonra deniz savaşı daha çok İngilizlerle Amerikalıların Avrupalı müttefikleri arasında geçti. Britanya Adaları çevresinde toplanan Amerikalılara ait gemiler ve komutanları John Paul Jones, savaş boyunca 1.500 İngiliz ticaret gemisiyle 12.000 İngiliz denizcisini ele geçirdiler. 1780&#39;den sonra İspanya ve Hollanda, Britanya Adaları&#39;nı çevreleyen sularda büyük ölçüde denetim kurarak İngiliz deniz gücünün açık denize çıkamaz hale gelmesine yol açtılar.

Sonunda 3 Eylül 1783 tarihinde imzalanan Paris Antlaşması ile İngiltere, batıda Mississippi Nehrini de içine alan geniş sınırlarla, Amerika&#39;nın bağımsızlığını tanıdı. Kanada İngiltere&#39;nin elinde kaldı. Florida İspanya&#39;ya verildi. Antlaşmanın imzalanmasından 3 ay sonra 25 Kasım 1783 tarihinde en son İngiliz askeri New York kentini terketti. 1787 yılında ABD Anayasası kabul edildi. 1789 yılında yapılan ilk başkanlık seçimlerinde başkomutan George Washington ABD&#39;nin ilk başkanı seçildi.

Batıya genişleme (1789–1849)[değiştir | kaynağı değiştir]

Fransa&#39;dan satın alınan Louisiana toprakları
ABD&#39;nin bağımsızlığını kazandığı andaki toprakları Atlas Okyanusu kıyısında günümüzdeki yüzölçümünün üçte biri civarında bir alandan oluşuyordu. Batısındaki topraklar Fransa&#39;ya aitti. ABD&#39;nin 3. başkanı Thomas Jefferson bu toprakların ABD için gelecekteki önemini anlamıştı. Fransa&#39;nın başındaki Napolyon Bonapart yönetimine bu toprakları para karşılığı ABD&#39;ye satma teklifini getirdi. 2.147.000 km2lik bu alan 1803 yılında 78 milyon Fransız Frankı (15 milyon ABD Doları) karşılığında ABD&#39;ye satıldı. Satın alınan Louisiana toprakları günümüzde kısmen veya tamamen ABD&#39;nin 15 eyaletini kapsamaktadır (Arkansas, Missouri, Iowa, Oklahoma, Kansas, Nebraska, Minnesota, North Dakota, South Dakota, Mexico, Teksas, Montana, Wyoming, Colorado ve Louisiana).


Choctaw kabilesine üye yerlilerin Gözyaşı Yolu&#39;nda yürümeleri
1812 yılında ABD başkanı James Madison Birleşik Krallık&#39;a savaş açtı[3] ama savaş sınırları değiştirmedi. 1823 yılında başkan James Monroe ABD Kongresi&#39;nde bir konuşma yaparak Avrupa ülkelerinin Amerika kıtasına müdahele etmelerini yasaklayan Monroe Doktrinini açıkladı. 1830 yılında başkan Andrew Jackson Mississipi Nehri&#39;nin doğusunda kalan yerlilerin yurtlarından çıkarılarak zorla batıdaki Yerli Topraklarına göç ettirilmesini amaçlayan Yerli İskân Yasasını imzaladı. Gözyaşı Yolu olarak tarihe geçen bu zorunlu göç sırasında çoğu kelepçeli olan Choctaw ve Cherokee yerlilerinin dörtte biri yolda öldü.


Mexico&#39;nun ABD ordusu tarafından işgali (1848)
1845 yılında o zamana kadar bağımsız bir ülke olan Teksas Cumhuriyeti başkan John Tyler tarafından ABD topraklarına katıldı. Bunu kabul edemeyen Meksika Teksas&#39;a müdahele edince Meksika-Amerika Savaşı patlak verdi. ABD&#39;li General Winfield Scott Veracruz üzerinden Mexico&#39;ya yürüdü. Mexico&#39;nun 14 Eylül 1847&#39;de düşmesiyle savaşın askeri aşaması sona erdi. 2 Şubat 1848&#39;de Guadalupe Hidalgo Antlaşması imzalandı. Antlaşmayla bugünkü New Mexico, Nevada, Arizona ve Kaliforniya eyaletlerini oluşturan topraklar 15 milyon ABD Doları karşılığında ABD&#39;ye bırakıldı. 1848 yılında Kaliforniya&#39;da altın keşfedilmesi üzerine çok sayıda Amerikalı Kaliforniya&#39;ya akın etti. Altına hücum adı verilen bu göç olayı ABD&#39;nin sınırlarının Pasifik Okyanusu&#39;na kadar genişlemesine neden oldu. 1867 yılında Alaska Rusya İmparatorluğundan 7,2 milyon ABD Doları karşılığı satın alındı[4]. 1898 yılında Hawaii işgal edilerek ABD topraklarına katıldı. Böylece ABD aşağı yukarı günümüzdeki sınırlarına ulaşmış oldu.

İç savaş (1861-1865)[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Amerikan İç Savaşı

ABD&#39;nin 16. başkanı Abraham Lincoln
19. yüzyılın ortalarına gelindiğinde ABD&#39;nin güney bölgelerinde büyük çiftliklerin ağırlıkta olduğu ve tarıma dayanan bir ekonomi yerleşmişti. Bu çiftliklerde özellikle pamuk, tütün ve şeker kamışı yetiştirilmekte ve gereken işgücü Afrika&#39;dan getirilen siyahi kölelerden sağlanmaktaydı. Köleliği kaldırmaya söz vererek seçime katılan başkan adayı Abraham Lincoln seçimi kazanınca güneyli 7 eyalet (South Carolina, Mississippi, Florida, Alabama, Teksas, Georgia ve Louisiana) ABD&#39;den bağımsızlıklarını ilan ettiler. Bu eyaletler Jefferson Davis&#39;in başkanlığı altında Amerika Konfedere Devletleri adı altında yeni bir devlet kurdular. Kısa bir süre sonra buna 4 eyalet daha (Virginia, Arkansas, North Carolina ve Tennessee) katıldı. 1861&#39;in Nisan ayında Amerikan İç Savaşı patlak verdi. ayında Amerika Konfedere Devletleri&#39;ne ait güneyli 11 eyalet ülkenin geri kalan kısmındaki kuzeyli eyaletlere saldırdılar.


Amerika Konfedere Devletleri&#39;nin başkanı Jefferson Davis
İç savaşın ilk yıllarında hiçbir taraf üstünlük sağlayamadı. Ancak 1863 yılının Temmuz ayında gerçekleşen Gettysburg Savaşı[5] önemli bir dönüm noktası oldu. Bu kanlı savaşta her iki taraf da askerlerinin yaklaşık üçte birini kaybettiler ama kuzeyliler tartışmasız bir üstünlük sağladı. En sonunda 9 Nisan 1865 tarihinde kuzey orduları güneyli ünlü komutan Robert Edward Lee&#39;nin ordularını birkaç koldan sardılar ve teslim olmaya mecbur bıraktılar. Aynı yılın Haziran ayında geri kalan bütün güneyli askerler de silahlarını bırakarak teslim oldular ve Amerikan İç Savaşı kuzeyin zaferiyle sona erdi. Savaşın bitiminde güneydeki bütün kölelere özgürlük hakları verildi. Ancak iç savaş ekonomik açıdan güney-kuzey dengesini bozdu. Savaştan önce ABD&#39;nin güney ve kuzey tarafları eşit zenginlikteyken, savaştan sonra güney ekonomik yıkıma uğradı ve kuzey öne geçti.

Dünya savaşları (1914-1945)[değiştir | kaynağı değiştir]

1929 Dünya Ekonomik Bunalımı sırasında Kaliforniya&#39;da yaşayan fakir bir aile
I. Dünya Savaşı başladığında ABD büyük ölçüde sanayileşmiş ve ekonomik açıdan yüksek bir refah düzeyine ulaşmıştı. 1898 yılında Porto Riko, Guam ve Filipinler&#39;i İspanya&#39;nın elinden almıştı. Ancak o zamana kadar genelde Avrupa&#39;nın içişlerine karışmamayı tercih ediyordu. Başkan Woodrow Wilson ABD&#39;yi I. Dünya Savaşı&#39;a sokarak savaşın sonucunu İtilaf Devletleri&#39;nin lehine değiştirdi. ABD Senatosu Versailles Barış Antlaşması&#39;nı onaylamayarak bağımsız bir dış politika izlemeyi tercih etti. ABD 1920&#39;lerde hızla gelişti. Ancak bu gelişme ABD tarihindeki en büyük ekonomik bunalım olan 1929 Dünya Ekonomik Bunalımına[6] yol açtı. Başkan Franklin Roosevelt mali sistemde ve sosyal sigorta sisteminde birçok reformlar yaparak ABD ekonomisini eski gücüne kavuşturmayı başardı.


Hiroşima&#39;ya atom bombası saldırısı
ABD başlangıçta II. Dünya Savaşı&#39;na katılmamayı tercih etti. Ancak 7 Aralık 1941 tarihinde Japonya&#39;nın ABD&#39;ye ait Hawaii adalarından biri olan Oahu adasındaki askeri tesislere karşı gerçekleştirdiği Pearl Harbor Saldırısı üzerine savaşa girdi. 3 gün sonra Nazi Almanyası da ABD&#39;ye savaş ilan etti. Böylece ABD kendini hem Pasifik Okyanusunda hem de Avrupa&#39;da iki cepheli bir savaşın içinde buldu. ABD ordusu 6 Haziran 1944 günü Almanya&#39;ya karşı Fransa sahillerine yaptığı Normandiya Çıkarmasını izleyen büyük bir taaruzu başlattı. Sovyet ve ABD orduları tarafından kıskaca alınan Almanya 8 Mayıs 1945 tarihinde teslim oldu. Ancak Japonya savaşa devam etti. Başkan Roosevelt&#39;in ölümü üzerine yerine geçen Harry Truman 6 Ağustos 1945 tarihinde Hiroşima ve 9 Ağustos 1945&#39;te Nagasaki&#39;ye atom bombası atılmasını onayladı. Bu iki şehirde yüzbinlerce Japon&#39;un ölümüne yolaçan bu atom bombası saldırısından sonra 15 Ağustos 1945&#39;te Japonya teslim oldu ve II. Dünya Savaşı sona erdi.

Soğuk Savaş (1945-1990)[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Soğuk Savaş

Soğuk Savaş&#39;ın simgesi Berlin Duvarı
II. Dünya Savaşı&#39;ndan sonra ABD ve Sovyetler Birliği dünyanın iki büyük süpergücü haline geldiler. Dünya ülkeleri bu iki süpergücün etrafında kamplaşmaya başladılar. Kore Savaşı Soğuk Savaşın ilk büyük çatışmasıydı. Türkiye&#39;nin de ABD&#39;nin yanında katıldığı bu savaşta Sovyetler Birliği ve Çin Kuzey Kore&#39;yi destekleyerek ABD&#39;nin himayesindeki Güney Kore&#39;ye saldırdılar. 3 yıl süren bu savaş hiçbir taraf üstünlüğü kazanamadan sona erdi. Bu savaştan sonra ABD tarafında olan ülkeler NATO örgütü çatısı birleşerek Batı Bloğunu oluştururken, Sovyetler Birliği&#39;nin yanındaki (çoğu Doğu Avrupa&#39;da olan) ülkeler Varşova Paktını kurarak Doğu Bloğunu oluşturdular. 1961 yılında Almanya&#39;nın başkenti Berlin&#39;de inşa edilen Berlin Duvarı Batı Almanya&#39;yı Doğu Almanya&#39;dan ayırarak Soğuk Savaş&#39;ın simgesi haline geldi.


Vietnam Savaşı
Soğuk Savaş döneminde ABD&#39;de komünizm korkusu o denli arttı ki birçok sanatçı ve aydın kendilerini McCarthycilik denilen baskı ortamının içinde buldular. 1960&#39;da başkan seçilen John F. Kennedy&#39;nin ilk yıllarında Türkiye&#39;yi de etkileyen Küba Füze Krizi yaşandı. ABD 1963 yılında Kennedy&#39;nin suikast sonucu yaşamını kaybetmesiyle yeni bir krize girdi. Kore gibi ikiye ayrılmış olan Vietnam&#39;ın kuzey ve güney kısımları arasında çıkan Vietnam Savaşı 1960&#39;larda şiddetlendi. Sovyetler Birliği&#39;nin Vietnam&#39;da başarılı olması halinde dünyaya egemen olacağından korkan ABD Vietnam&#39;a yüzbinlerce asker gönderdi. 50.000&#39;i aşkın ABD askerinin öldüğü bu savaş 1975 yılında ABD&#39;nin Saygon&#39;u boşaltmaları ile sona erdi. Böylece Vietnam komünist yanlısı Kuzey Vietnamlıların eline geçti.


Ronald Reagan 23 Mart 1983 günü ABD televizyonlarında Stratejik Savunma Girişimi&#39;ni açıklarken
1980 yılında Ronald Reagan ABD&#39;ye başkan seçildi. ABD&#39;nin askeri harcamalarını büyük miktarda arttırmayı başaran Reagan Stratejik Savunma Girişimi[7] adı altında Sovyetler Birliği&#39;yle büyük bir silah yarışını başlattı. Bu sırada Sovyetler Birliği&#39;ne lider seçilen Mihail Gorbaçov 1987 yılında ABD ile bir silahsızlandırma anlaşması imzaladı. Gorbaçov ayrıca Glasnost ve Perestroyka denilen reform programlarını başlattı. Bu programlar SSCB ve diğer Doğu Bloğu ülkelerinde kişisel özgürlükleri arttırdıysa da Doğu Bloğu çatlamaya başladı. İlk olarak Polonya&#39;da başlayan 1989 Devrimleri Doğu Almanya, Çekoslovakya, Macaristan ve Bulgaristan&#39;da devam etti. Romanya hariç diğer Doğu Bloğu ülkelerinde kansız olarak gerçekleşen bu devrimler sonucu Doğu Avrupa&#39;daki komünist rejimler sona erdi. 1991 yılında Sovyetler Birliği de dağıldı. Böylece Soğuk Savaş son buldu.

Terörizmle Savaş (2001-)[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Terörizmle Savaş

11 Eylül 2001 Saldırıları
1990&#39;larda başkanlık görevini üstlenen Bill Clinton döneminde ABD&#39;nin katıldığı askeri harekatlar daha çok sadece insancıl amaçlı ve kısa dönemli harekatlardı. Kararlı Güç Harekatı ve Müttefik Gücü Harekatı bunlar arasında sayılabilir. ABD bu dönemde bir barış ve refah ortamını yaşadı.

Ancak yeni milenyumun başlamasından kısa bir süre sonra ABD 11 Eylül 2001 Saldırılarıyla karşılaştı. Ortadoğu kökenli bir silahlı örgütü olan El-Kaide 11 Eylül 2001 günü düzenlediği terör eyleminde çeşitli havayollarına ait yolcu uçaklarını eşzamanlı bir şekilde kaçırarak New York kenti&#39;ndeki Dünya Ticaret Merkezi ve Washington, DC yakınlarındaki Pentagon binası dahil bazı binalara çarptırdı[8]. Dünya Ticaret Merkezi&#39;nin iki binasının çökmesi sonucu 3000&#39;i aşkın ABD yurttaşı öldü. Dünya tarihindeki en büyük terör eylemi sayılabilecek bu olay sırasında ABD&#39;nin başkanı olan George W. Bush 11 Eylül 2001 Saldırılarından sorumlu olan kişileri cezalandırmak amacıyla Terörizmle Savaş adını verdiği bir dizi askeri harekata girişti.


Irak&#39;ta harekat yapan ABD askerleri
Bu askeri harekatlardan ilki olan Afganistan Savaşı 7 Ekim 2001 günü başladı. El-Kaide örgütüne Afganistan&#39;da yataklık yapmakla suçlanan Taliban rejimi yönetimden indirildi ama tamamen ortadan kaldırılamadı. Gene El-Kaide&#39;ye yataklık yapmakla ve Kitle imha silahları geliştirme suçlanan Irak&#39;taki Saddam Hüseyin rejimine karşı da 2003 yılının Mart ayında başka bir harekat başlatıldı. Saddam Hüseyin yönetimi ortadan kaldırıldı ama kısa bir zaman içinde Irak&#39;ta özellikle Iraklı Sünniler arasında ABD&#39;ye karşı kanlı bir direniş hareketi başladı. Bu direnişi bastırmak için 2003 yılında ABD ordusunun işkence yöntemleri kullandığı ortaya çıktı. Irak Savaşı yüzbinlerce Iraklının ve binlerce ABD&#39;li askerin ölümüne neden oldu. Bunun yanı sıra Sünni ve Şii kökenli Iraklılar arasında bir iç savaş patlak verdi. Saddam Hüseyin 30 Aralık 2006 tarihinde idam edildi. Irak büyük bir kaos ortamına sürüklendi. Ancak 2007 yılının sonlarında ABD&#39;nin yeni bir strateji uygulayarak Sünnilerle anlaşmaya varması sonucu çatışmalar bir ölçüde azaldı ama savaş bir sonuca ulaşamadı.

George W. Bush&#39;un Afganistan ve Irak Savaşlarındaki başarısızlığı ve 2005 yılındaki Katrina Kasırgasındaki beceriksizliği ABD kamuoyunda şiddetle eleştirildi. 2008 ABD başkanlık seçimlerinde Bush&#39;un partisi olan Cumhuriyetçi Parti büyük bir kayıp verdi. ABD tarihinde ilk defa Afrikalı-Amerikalı bir siyasetçi olan Barack Obama ABD&#39;nin 44. devlet başkanı seçildi.

Kaynaklar[değiştir | kaynağı değiştir]
^ Evidence Supports Earlier Date for People in North America
^ ABD tarihi: I. Bölüm ABD Dışişleri Bakanlığı
^ War of 1812, The Columbia Encyclopedia, 2007
^ Treaty with Russia for the Purchase of Alaska, ABD Kongre Kütüphanesi
^ Choices and Commitments: The Soldiers at Gettysburg, ABD Milli Parklar Genel Müdürlüğü
^ Crashing Hopes: The Great Depression, University of Wisconsin-Madison, 1999.
^ Missile Defense Milestones, ABD Bilim Adamları Federasyonu
^ Bin Laden claims responsibility for 9/11, CBS News, 29 Ekim 2004
Kategori: ABD tarihi</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/5182719460743059811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/amerika-birlesik-devletleri.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5182719460743059811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5182719460743059811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/amerika-birlesik-devletleri.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-7349386673819341092</id><published>2015-07-28T15:53:00.004-07:00</published><updated>2015-07-28T15:53:52.512-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>História dos Estados Unidos
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Este artigo faz parte da série
História dos Estados Unidos
Até 1754
1754 até 1789
1783 até 1815
1815 até 1865
1865 até 1918
1918 até 1945
1945 até 1964
1964 até 1991
1991 - presente
Cronologia
A História dos Estados Unidos é a história de um país relativamente jovem, tendo declarado sua independência a 4 de julho de 1776, na Inglaterra. Esta independência seria reconhecida pelos britânicos em 1783, no Tratado de Paris. O território que atualmente constitui os Estados Unidos fora habitado por dezenas de tribos nativas, anteriormente à chegada dos primeiros exploradores europeus à região. Durante o século XVI e o século XVII, estes territórios foram colonizados por diversos países europeus.

Os britânicos colonizaram a região da costa atlântica, onde foram fundadas um total de Treze Colônias. Estas colónias, inicialmente muito diferentes e afastadas politicamente e culturalmente entre si, uniram-se e declararam a sua independência a 4 de julho de 1776, tendo esta independência sido reconhecida pelo Reino Unido após o fim da Revolução Americana de 1776, em 1783, sob os termos do Tratado de Paris. Desde então, os Estados Unidos tornaram-se gradualmente numa superpotência, passando a exercer crescente influência política, económica, militar e cultural no panorama mundial.

Índice  [esconder] 
1 Até 1754
2 1754 - 1783
3 1783 - 1815
4 1815 - 1865
5 1865 - 1918
6 1918 - 1945
7 1945 - 1964
8 1964 - 1991
9 1991 - Tempos atuais
10 Ver também
11 Referências
12 Bibliografia
13 Ligações externas
Até 1754[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Período colonial dos Estados Unidos
Diversas tribos nativas viviam na região que atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Cada uma destas nações indígenas era composta por diversas tribos com culturas e idiomas semelhantes, que eram aliadas ou neutras entre si. Entre as nações indígenas dos Estados Unidos, destacam-se os iroqueses, os algonquinos, os hurões, os sioux, os apaches, os uto-astecas, os havaianos e os esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez, divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo o número total de nativos indígenas que viviam nos atuais Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos primeiros europeus. Estima-se este número entre um a quinze milhões de índios, número que também inclui astecas que viviam no sul dos atuais Estados Unidos.


Os primeiros colonos.
Os primeiros europeus chegaram ao longo do século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Tais regiões continuariam sob controle hispânico até meados do século XIX. Os espanhóis fundaram o primeiro assentamento permanente em atual território americano, St. Augustine, em 28 de agosto de 1565. Os franceses instalaram-se ao longo da região central dos atuais Estados Unidos, e os neerlandeses e suecos no nordeste. Durante a década de 1640 os neerlandeses expulsaram os suecos da região.

A Virgínia foi a primeira colónia britânica nas Américas. A colónia britânica de Virgínia foi fundada em 1606. Jamestown foi o primeiro assentamento britânico fundado no continente americano. Os colonos britânicos esperavam encontrar ouro ou outros metais preciosos, mas nada encontraram. Ao invés disso, a Virgínia tornou-se uma colónia agrária, passando a exportar tabaco para o Reino Unido a partir de 1612. A Virgínia também se destaca por ter sido a primeira colónia a criar um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma câmara legislativa.

Estados Unidos en Wikivoyage.svg
Outras províncias coloniais britânicas cedo foram fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico. Massachusetts foi fundada em 1620, e Nova Hampshire, em 1623. A colónia de Nova Iorque foi fundada em 1624. Esta última colónia aumentaria para o dobro após os britânicos terem expulsado os neerlandeses do nordeste dos atuais Estados Unidos. Os neerlandeses estavam instalados no que atualmente constitui o sul do Estado de Nova Iorque, numa colônia chamada Novos Países Baixos, cuja capital era Nova Amsterdam. Os Novos Países Baixos foram capturados em 1664 pelos britânicos, e Nova Amsterdam foi renomeada como Nova Iorque.

O primeiro assentamento permanente no Connecticut foi fundado em 1633, Maryland em 1632, Rhode Island em 1636, Delaware em 1638, Pensilvânia em 1643, Carolina do Norte em 1653, Nova Jérsei em 1660, e a Carolina do Sul, em 1670. Maryland destaca-se por ter sido a primeira colónia a permitir a livre prática de religião.

Massachusetts destacou-se em seu pioneirismo na educação, tendo fundado a Faculdade de Harvard - atual Universidade de Harvard - em 1636 - a primeira instituição de educação superior nos atuais Estados Unidos - e o primeiro sistema de educação pública, em 1647. Entre a década de 1650 e a 1660, os britânicos gradualmente conquistaram os Novos Países Baixos, tendo anexado estas colônias neerlandesas definitivamente em 1664. Nova Amsterdão, capital e maior cidade destas colónias, foi renomeada como Nova Iorque. Em 1672, a primeira estrada de maior importância foi fundada nos Estados Unidos, conectando Boston, capital da colónia de Massachusetts a Nova Iorque, capital da colónia homónima. O primeiro jornal foi fundado em 1704, em Boston, sob o nome de Boston News-Letter.

Em 1663, o Rei Carlos II de Inglaterra cedeu a região localizada entre a colónia britânica da Virgínia e a então colónia espanhola da Flórida a oito diferentes proprietários. Esta região era então chamada de Carolina. Em 1712, a Carolina foi dividida em três regiões. A região setentrional tornou-se a Carolina do Norte, e a região central tornou-se a Carolina do Sul. A região sul continuou escassamente habitada, e apenas se tornou oficialmente uma colónia britânica em 1733, sob o nome de Geórgia.

Em 1753, a população dos futuros Estados Unidos era de um 1,3 milhão de habitantes. A economia das colónias era baseada primariamente na agricultura e na exportação de produtos agropecuários a outros países. Então, as Treze Colônias já atraíam milhares de imigrantes anualmente, tornando-se uma sociedade multicultural.

1754 - 1783[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1754-1783)
O período da história dos Estados Unidos, que se estende de 1754 até 1783, é marcado pelo crescente movimento da população das Treze Colônias Norte Americanas pela independência. As relações entre os colonos americanos e os britânicos passaram a deteriorar-se rapidamente.

Desde meados do século XVIII, tanto as colónias francesas quanto as colónias britânicas na América do Norte expandiram-se. Eventualmente, tanto a França quanto o Reino Unido reivindicaram o território que estendia-se dos Apalaches até o Rio Mississippi. Em 1754, a Guerra Franco-Indígena teve início, entre a colónia francesa de Nova França e as Treze Colônias britânicas. Esta guerra, por sua vez, é considerada parte de um conflito mundial, a Guerra dos Sete Anos. Diferentes tribos indígenas participaram na guerra, algumas ao lado dos britânicos, e outras ao lado dos franceses. Em 1763, o Reino Unido saiu vencedor. Segundo os termos do Tratado de Paris, o Reino Unido anexou todos os territórios franceses a oeste do Rio Mississippi - com exceção de New Orleans. Territórios franceses a oeste do Rio Mississippi, bem como New Orleans, tornaram-se colónias espanholas.


Revolução Americana de 1776.
A Guerra dos Sete Anos endividou gravemente o Reino Unido. Além disso, o Reino Unido, por passar a controlar um território muito maior, foi obrigada a aumentar os custos em relação à defesa e manutenção da ordem nas suas colónias. Como consequência, o governo britânico criou ou aumentou uma série de impostos em todo o Império Britânico, facto que desagradou muito a população americana. Os colonos americanos não tinham representação no Parlamento do Reino Unido, e acreditavam que estes impostos eram injustos. Não aos impostos sem representação tornou-se um grito de guerra de vários colonos americanos. Como consequência, muitos colonos americanos passaram a boicotar produtos britânicos vendidos nas Treze Colônias. Em 1765, um grupo de representantes de nove das Treze Colônias juntou-se em Massachusetts, e passaram a considerar a criação de uma ação conjunta contra o Reino Unido.

À medida que as tensões entre britânicos e americanos cresciam, os britânicos mandaram tropas no final da década de 1760, que ocuparam as duas maiores cidades americanas da época, Boston e Nova Iorque. Tensões entre colonos americanos e soldados britânicos resultaram na morte de cinco colonos americanos, a 5 de março de 1770. Em 1774, os britânicos aprovaram os Actos Intoleráveis. Estas leis previam o encerramento do porto de Boston e o aumento dos poderes britânicos sobre as Treze Colónias, entre outras medidas. Os Actos Intoleráveis revoltaram a população americana. A 5 de setembro de 1774, representantes de 12 das 13 colónias britânicas juntaram-se no Primeiro Congresso Continental, em Filadélfia, e decidiram paralisar todas as relações comerciais entre as colónias e o Reino Unido.


Declaração da Independência dos EUA.
A Revolução Americana de 1776 teve início em 19 de Abril de 1775, quando tropas britânicas tentaram apreender armas e suprimentos militares da colónia de Massachusetts. Porém, os colonos derrotaram estas tropas britânicas. Representantes das Treze Colónias britânicas juntaram-se em Filadélfia, no Segundo Congresso Continental, a 10 de maio de 1775. A 15 de Junho, George Washington foi elegido líder das forças rebeldes americanas. A 23 de Agosto, o Reino Unido declarou oficialmente guerra contra os rebeldes.

A 4 de Julho de 1776, o Segundo Congresso Continental declarou oficialmente a independência das Treze Colónias. A guerra pela independência estendeu-se entre 1776 e 1783. Inicialmente, os rebeldes americanos dispunham de uma pequena força armada, mal treinada, mal equipada. Lidavam também com uma premente falta líderes e comandantes. Além disso, faltavam armas, suprimentos e fundos económicos. Apesar disso, a causa da independência era mais importante, e os rebeldes tinham a vantagem de lutar num enorme e bem conhecido território, que era desconhecido pelas tropas britânicas enviadas às Treze Colónias. Inicialmente, os rebeldes sofreram diversas derrotas. Com o passar do tempo, porém, os rebeldes passaram a dominar a guerra. Os rebeldes americanos também receberam ajuda militar e económica substancial da França e da Espanha, na época governadas pelos Reis absolutistas da Dinastia Bourbon e rivais históricos do Reino Unido.

A 3 de Setembro de 1783, o Reino Unido reconheceu oficialmente a sua derrota, através do Tratado de Paris, terminando oficialmente a guerra da independência americana. Os Estados Unidos receberam todos os territórios britânicos ao sul dos Grandes Lagos e do Rio São Lourenço, a leste do Rio Mississippi, e ao norte da Flórida, ainda colónia espanhola.

1783 - 1815[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1783-1815)
Em 1787, líderes e representantes das ex-Treze Colónias Britânicas escreveram a Constituição dos Estados Unidos, que se tornou o pilar central do sistema político dos Estados Unidos, e centralizou o governo do recém-criado país. Todas as ex-Treze Colónias Britânicas ratificaram a Constituição americana por volta de 1789, tornando-as assim oficialmente em Estados dos Estados Unidos.

A Constituição Estadunidense instituiu um sistema de colégios eleitorais no país. Em 1789, George Washington, que fora o líder das forças rebeldes americanas na Revolução Americana de 1776, foi escolhido por unanimidade pelos membros do colégio eleitoral como o primeiro Presidente dos Estados Unidos. O governo dos Estados Unidos passou a operar de maneira centralizada ainda em 1789, com capital em Nova Iorque. Um ano depois, a capital mudou-se para Filadélfia.

Os Estados Unidos de então sofria de diversos problemas, como a falta de infra-estrutura e uma gigantesca dívida pública. Os problemas económicos do país eram enormes. O país também estava dividido em dois: num Norte cuja economia se baseava primariamente no comércio doméstico e na nascente indústria de manufactura, e cuja população era primariamente contra o trabalho escravo, e num Sul cuja economia dependia pesadamente da agricultura, cujos produtos - primariamente algodão - eram primariamente vendidos a outros países, e utilizava mão-de-obra escrava. Outro problema foi o início de uma nova guerra, entre a França (que estava em plena Revolução Francesa) e o Reino Unido e a Espanha. A França esperava ajuda militar dos americanos. Porém, alguns grupos políticos eram a favor, e outros eram contra. George Washington decidiu-se pela neutralidade, causando atritos políticos e militares entre a França Revolucionária e os Estados Unidos. Divergências entre diferentes grupos políticos levaram à criação de dois partidos políticos - o Partido Federalista e o Partido Democrata-Republicano.


Guerra de 1812.
Diversos políticos queriam que o governo controlasse ativamente a economia do país. Outros eram contra a qualquer tipo de interveção do Estado na economia dos Estados Unidos. O Secretário de Estado americano Alexander Hamilton, que era a favor da intervenção do governo na economia nacional, sugeriu aumentar impostos em certos produtos agropecuários, para aumentar as receitas, que seriam utilizadas para o pagamento da dívida. Thomas Jefferson, um dos líderes do grupo contra a intervenção governamental na economia do país, foi contra inicialmente. Porém, Jefferson concordou em apoiar Hamilton, caso este decidisse apoiar a mudança da capital americana para o sul. O Congresso americano aprovou o plano financeiro de Hamilton, e também em mudar a capital americana, que mudou-se definitivamente para Washington, Distrito de Columbia, em 1800.

Em 1800, Thomas Jefferson foi eleito Presidente dos Estados Unidos, tendo sido reeleito em 1804. A ideologia político-social de Jefferson era um fraco governo centralizado, e politicamente democrático e balanceado, bem como ampla liberdade aos habitantes do país. Este ideal ficou conhecido como democracia jeffersoniana. Em 1803, Jefferson autorizou a compra de um enorme território, a Louisiana, comprado à França Napoleónica, que via o território apenas como um dreno para os cofres franceses e usou o dinheiro ganho com os EUA para investir nas suas forças armadas para adquirir territórios na Europa. A compra da Louisiania aumentou para o dobro a extensão territorial do país. A Constituição americana não autorizava a compra de territórios estrangeiros, e diversos grupos políticos questionaram a validade da compra. Outro ponto do governo de Jefferson foi a ascensão da Suprema Corte.

Em 1803, a França de Napoleão e o Reino Unido entraram novamente em guerra. Ambos os países atacaram navios mercantes americanos. Os Estados Unidos instituíram um embargo contra os dois países, em 1807. O embargo causou grande recessão económica nos Estados Unidos, e tiveram pouco efeito tanto nos ataques quanto nas fortes economias britânica e francesa. James Madison tornou-se Presidente em 1809, e a França concordou em parar de atacar navios mercantes americanos. O Reino Unido, porém, continuou ativamente com estes ataques. Isto, aliado a rumores que constantes ataques indígenas no norte do país estavam a ser incentivados pelos britânicos, desencadearam a Guerra de 1812. Os Estados Unidos declararam guerra oficialmente a 12 de Junho de 1812. Tropas americanas atacaram o sul do atual Canadá, mas eventualmente, contra-ataques das tropas britânicas, enviadas para auxiliar os colonos canadenses, forçaram os americanos a recuarem. Os britânicos capturaram e incendiaram prédios governamentais importantes de Washington, DC, em 1814. Eventualmente, porém, os americanos e os britânicos chegaram a um acordo. A guerra terminou em 1815, e nenhum lado oficialmente venceu a guerra. A Guerra de 1812, porém, criou um grande senso de orgulho e de nacionalismo americano, entre a população do país.

1815 - 1865[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1815-1865)

Expansão americana rumo ao oeste.
Após o término da Guerra de 1812, da derrota de Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo e do Congresso de Viena, todos os eventos ocorridos em 1815, uma era de relativa estabilidade iniciou-se na Europa. Líderes americanos passaram a prestar menos atenção a conflitos europeus, bem como ao comércio com a Europa, e passaram a dedicar-se mais ao desenvolvimento doméstico do país. Em 1823, o Presidente americano James Monroe instituiu a Doutrina Monroe, onde Monroe avisava às potências europeias a não interferirem com nenhuma das novas nações livres do continente americano. Em 1819, a Florida, então colónia espanhola, é comprada e anexada pelos Estados Unidos.

Com o fim da aliança dos britânicos com os nativos americanos, colonos americanos passaram a colonizar áreas, habitadas primariamente por indígenas - muitos dos quais haviam sido movidos à força para a região, a partir da costa atlântica, por ordem do governo americano. Durante a década de 1830, o governo federal deportou forçadamente tribos indígenas do sudeste do país para territórios menos férteis no oeste. Este caso foi parar na Suprema Corte americana, que julgou o caso a favor dos indígenas. Mesmo assim, o Presidente americano à época, Andrew Jackson, ignorou o mandato da Suprema Corte.

Ao longo das primeiras décadas do século XIX, milhares de americanos e imigrantes recém-chegados ao país passaram a mover-se em direção ao oeste. Foi o início da expansão americana em direção ao Oceano Pacífico. Muitos destes settlers (colonos) instalaram-se até mesmo em áreas não controladas pelos americanos à época, especialmente no Texas e na Califórnia. À medida que a população de regiões e territórios na região central e oeste dos Estados Unidos gradualmente aumentou, novos territórios e estados foram criados. Este movimento em direção ao oeste foi em parte estimulado pelo Destino Manifesto, criado em 1823.

Então, milhares de colonos viviam em território não-americano, ou em regiões disputadas por outros países. As pessoas que apoiavam o Destino Manifesto acreditavam que os Estados Unidos deveriam controlar toda a América do Norte. Os habitantes americanos que viviam nestas regiões passaram a exigir a anexação destas regiões por parte do governo americano. Estas regiões incluem o norte do México e o Oregon Country, uma região localizada no noroeste dos atuais Estados Unidos e no sudoeste do Canadá, e disputada com o Reino Unido.

Em 1839, o Texas tornou-se independente, tornando-se uma república. O Texas foi anexado pelos Estados Unidos em 1845. Em 1846, o Reino Unido cedeu a região sul do Território de Oregon aos Estados Unidos. Ainda no mesmo ano, a Guerra Mexicano-Americana teve início. A guerra teve fim em 1848, terminando com vitória americana. No Tratado de Guadalupe Hidalgo, assinado a 2 de Fevereiro de 1848, o México cedia oficialmente toda a região norte do país aos Estados Unidos, o que fez os Estados Unidos anexar ao seu território o que hoje são os estados do Texas, Novo México, Califórnia e Arizona. Em 1853, os Estados Unidos compraram uma pequena região, na Compra de Gadsden, que constitui o sul dos atuais Estados de Arizona e Novo México.

Os Estados Unidos já eram então na década de 1850 uma grande potência regional, económica e militar. Milhares de imigrantes vindos de países europeus instalavam-se anualmente nos Estados Unidos. Porém, as diferenças políticas, sociais e económicas entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos haviam crescido drasticamente desde que o país se tornara independente em 1783. A população do Norte havia crescido drasticamente, e tinha quase o triplo da população do Sul. A maior parte dos imigrantes instalavam-se no Norte, cuja economia era pesadamente industrializada, e cuja população era contra o uso do trabalho escravo. O Sul, por sua vez, continuava dependente das exportações de algodão para países europeus.


Guerra Civil Americana.
A maior população dos estados do Norte fez com que esta passasse a dominar a Câmara de Representantes. O equilíbrio político então era somente mantido pelo igual número de estados pró-escravidão e pró-abolicionismo no Senado. Porém, a expansão do país em direção ao oeste criou grande controvérsia. Nortistas acreditavam que a escravidão deveria ser efetivamente proibida nos novos estados que seriam fundados no oeste do país. Já os sulistas eram contra esta proposta. Outro grande problema, que exigia solução imediata, era o dos impostos sobre as importações. O Norte, já vivendo a Revolução Industrial ,queria se proteger da concorrência estrangeira, por isso desejava o Protecionismo , isto é altas taxas alfandegárias. O Sul, que não tinha muitas manufaturas e era uma região agrária e atrasada, queria o livre-cambismo, isto é abertura total para as importações. O problema da existência ou não existência da escravidão ainda se manteve mais alguns anos, mas a questão protecionista urgia em ser resolvida. O protecionismo irritava o Sul e o livre-cambismo arruinaria a indústria do Norte. O equilíbrio político no Senado foi mantido até o início da década de 1860, com Estados pró-abolicionistas somente sendo criados quando um segundo Estado, pró-escravista, também era criado. O equilíbrio foi quebrado em 1861, quando o Kansas foi admitido à União como Estado pró-abolicionista. O domínio dos pró-abolicionistas no Congresso americano e a eleição do pró-abolicionista republicano Abraham Lincoln em 1860 fizeram com que 11 Estados pró-escravistas anunciassem secessão dos Estados Unidos, e a fundação dos Estados Confederados da América.

A Guerra Civil Americana teve início a 12 de Abril de 1861, quando tropas confederadas atacaram tropas da União em Charleston. A União, ou os Estados Unidos propriamente ditos, dispunha de maior força industrial, económica e militar, bem como uma maior população. Os confederados, porém, estavam dispostos a lutar por sua causa. Durante o início da guerra, os confederados venceram diversas batalhas. Porém, a União, gradualmente, passou a controlar a guerra. A 1 de janeiro de 1863, Lincoln proclamou, num gesto simbólico, a Proclamação de Emancipação, que dava liberdade a todo escravo em território confederado. A rendição da principal força confederada, controlada por Robert E. Lee, a 9 de Abril de 1865, marca em prática o fim da Guerra Civil, que terminaria oficialmente em 28 de Junho, com a rendição das últimas tropas confederadas.

1865 - 1918[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1865-1918)

Ascensão do imperialismo americano.
A Guerra Civil Americana causou grande destruição nos Estados Unidos - especialmente no sul do país. Nenhum conflito causou a morte de mais americanos do que a Guerra Civil Americana. Entre 600 a 700 mil americanos perderam as suas vidas nesta guerra civil, mais do que as baixas americanas em todas as guerras que os Estados Unidos estiveram envolvidos desde a Revolução Americana de 1776 até à atualidade. O Sul, após o final da guerra, foi ocupado por forças da União. A economia da região estava completamente destruída. O período que se estende do final da guerra até 1877, quando as últimas forças americanas desocuparam o Sul, é conhecido como Reconstrução.

Conflitos entre políticos nortistas apareceram quanto ao processo de readmissão dos Estados do Sul para os Estados Unidos da América. Estes políticos dividiam-se em dois grupos: os moderados e os radicais. Os moderados, liderados ao longo da guerra por Abraham Lincoln e posteriormente pelo Vice-Presidente Andrew Jackson (que assumiu o posto de Presidente), queriam por um fim definitivo às diferenças políticas, culturais, econômicas e sociais entre o Sul e o Norte, e eram contra a imposição de punições. Já os radicais exigiam grandes punições contra o Sul. Os radicais, após a guerra, conseguiram aprovar no Congresso americano pesadas punições contra o Sul, e deram início a um processo de impeachment contra Jackson. O Senado americano rejeitou este processo por apenas um voto, em 1868.

Os nortistas instalaram nos Estados e nas principais cidades e condados do Sul governos comandados por republicanos, protegidos pelas tropas nortistas. A população do Sul ressentia a presença tanto dos republicanos quanto das tropas. Entre os políticos instalados no poder nestas subdivisões, estiveram diversos afro-americanos, colocados no poder pelo governo americano primariamente com o propósito de humilhar a população branca sulista. O governo americano proibiu o uso do trabalho escravo ainda em 1865, confirmou a cidadania de todos os afro-americanos no país em 1868, e permitiu que qualquer pessoa afro-americana do sexo masculino também tivesse o direito de voto. Apesar disto, a discriminação contra afro-americanos continuaria abertamente em todo o país durante o próximo século no país.

Em 1876 ocorre a última grande guerra do Exército americano contra nações indígenas que se opunham à colonização de suas terras. A derrota dos índios estimula a expansão populacional rumo ao oeste, com novos territórios abertos à agropecuária

A Reconstrução terminou em 1877. A economia dos Estados Unidos desenvolveu-se rapidamente, grandes linhas ferroviárias foram construídas ao longo do país. Este crescimento estava centralizado primariamente nas cidades. Como consequência, ocorreu grande migração dos campos para as cidades (êxodo rural). A maior parte da industrialização e do crescimento económico americano entre 1865 e 1918 ocorreu no Centro-Oeste e principalmente no Norte - enquanto que a economia do Sul, completamente destruída pela Guerra Civil, demoraria décadas para se recuperar e a época de grande industrialização ocorreria somente após as primeiras décadas do século XX.

Os Estados Unidos expandiram o seu território em 1867, com a aquisição do Alasca, ao Império Russo. Considerada uma nação emergente e uma potencia económica e militar regional devido a vitória na Guerra Mexicano-Americana, no final do século XIX o presidente Theodore Roosevelt defendeu a expansão rumo ao Caribe e ao Pacífico, com a finalidade de fazer o país adquirir o status de potência mundial. A classe empresarial do país viu na ideia uma oportunidade para expandir os seus negócios. Em 1898, o Havaí foi conquistado e anexado pelos Estados Unidos. No mesmo ano, os Estados Unidos entraram em guerra com a Espanha, na Guerra Hispano-Americana, saindo-se vencedor, e adquirindo algumas das ultimas colónias que a Espanha ainda possuía, Cuba e Porto Rico. Os americanos também conquistaram as Filipinas - colónia espanhola - em 1903. Antes da guerra a Espanha não era mais considerada uma potência global e sim uma nação decadente e débil, e era considerada uma nação de segundo plano entre as potências europeias, o que fez a derrota espanhola não chamar muito a atenção europeia em relação a capacidade militar dos Estados Unidos. Mesmo assim a vitória americana elevou o país ao status de Grande Potência.


Tio Sam e a Primeira Guerra Mundial.
Mais de 25 milhões de imigrantes instalaram-se nos Estados Unidos, entre 1870 e 1916, causando grande crescimento populacional - de 40 milhões de habitantes em 1870 para mais de 100 milhões em 1916. Os principais motivos foram a rápida industrialização dos estados do Norte, a substituição de mão-de-obra escrava por mão-de-obra imigrante nos estados do Sul, e primariamente por causa do Ato Homestead, que dava lotes de terra no oeste americano a baixo ou nenhum custo, incentivando assim o povoamento do oeste americano. Este povoamento, porém, assinalou o fim do estilo de vida das tribos indígenas nos Estados Unidos. Em ordem para dar espaço à cidades e fazendas, os americanos forçaram os indígenas a moverem-se para reservas indígenas. Estes resistiram inicialmente, atacando fazendas e cidades americanas, mas todos os movimentos de resistência por parte dos indígenas acabaram em 1900. Os Estados Unidos já são a maior potência económica do mundo, mas com reduzida importância militar

Durante a primeira metade do século XX imensos grupos negros migraram para o norte a fim de fugir da discriminação imposta no Sul1 .

Em 1914, a Primeira Guerra Mundial teve início. Os Estados Unidos não entraram inicialmente na guerra, mas cedeu empréstimos e suprimentos às duas principais potências da Tríplice Entente - Reino Unido e a França. Em 1917, os Estados Unidos entraram na guerra, ao lado da Tríplice Entente, por causa do afundamento de diversos navios americanos por submarinos alemães. Nos campos de batalha da Europa, divisões americanas desempenham papel importante para a vitória, consolidando pela primeira vez o prestígio militar do país. Após o final da guerra, as potências Aliadas impuseram pesadas punições contra a Alemanha, sob os termos do Tratado de Versalhes, apesar da insistência do Presidente americano Woodrow Wilson por termos razoáveis de punição. O impacto econômico do tratado na Alemanha foi severo, e a humilhação imposta por este tratado foi uma das razões primárias para que Adolf Hitler assumisse o poder da Alemanha em 1933. Os Estados Unidos não ratificaram o tratado, e ao invés disso, assinaram tratados de paz diferentes com a Alemanha e suas aliadas. A guerra não alcançou os ideais que Wilson prometera, e os americanos decidiram isolar-se do resto do mundo, passando a dar mais atenção a problemas domésticos, longe de relações internacionais. Antes da Primeira Guerra os Estados Unidos haviam alcançado o status de Grande Potência, se igualando em status as potencias européias e ao Japão.

1918 - 1945[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1918-1945)

Grande Depressão.
A guerra não só arrasou a Europa como criou uma taxa assombrosa de desemprego por conta da completa falta de estrutura no continente devido aos longos combates, o que gerou uma crise financeira também potenciada pelos gastos exorbitantes de cunho militar. Com o declínio europeu os Estados Unidos expandiram os seus mercados e emergiram como potência mundial tomando uma posição de destaque no cenário político e militar mundial.

Os Estados Unidos até então prosperaram de uma forma muito balanceada. Durante a maior parte da década de 1920, os Estados Unidos passaram por um período de prosperidade não balanceada. Enquanto a indústria de manufatura e a venda de novos produtos recém-inventados, como rádio, filmes e automóveis, crescia, os preços para produtos agropecuários e os salários dos trabalhadores caíram em todo o país. A qualidade de vida nas áreas urbanas crescia gradualmente, e dramáticas melhorias no sistema de planejamento urbano destas áreas urbanas ocorreram, porém a qualidade de vida caiu nas áreas rurais. Uma das razões da prosperidade econômica em geral dos Estados Unidos durante a década de 1920 foi a extensão de crédito a níveis perigosos, incluindo nas bolsas de valores, que cresceram para níveis perigosamente inflacionados.

Em 1920, o Congresso americano aprovou a proibição da fabricação, venda, importação e exportação de bebidas alcoólicas em todo os Estados Unidos, em uma tentativa de minimizar diversos problemas sociais. Este ato do Congresso americano ficou conhecido como Prohibition, que terminou em 1933, não tendo sucedido em reduzir o consumo de álcool, e fortalecendo o crime organizado no país. A Proibição, de qualquer maneira, foi a primeira emenda à Constituição americana que regulava diretamente a atividade social, representando o crescente fortalecimento do Estado no país durante as primeiras décadas do século XX.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ocorrida em 1929, marca o início de um período de uma década conhecido como Grande Depressão, caracterizada por grande recessão econômica do país. As causas da quebra da bolsa de valores e da Grande Depressão em si são assunto de grande controvérsia até os dias atuais. A quantidade limitada de informações da economia da época sugerem que a indústria de construção e o setor imobiliário estagnaram em 1926, juntando-se ao declínio das indústrias da agricultura, pecuária, mineração e do petróleo. Em todos estes setores, a superprodução e a competição de produtos de outros países baixaram preços e lucros. Os salários não cresceram rápido o suficiente para permitir a possíveis consumidores a compra de novas residências e de outros produtos à venda à época. A exportação de produtos industrializados caía gradualmente, por causa da ascensão do protecionismo no mundo industrializado. A quebra da bolsa de valores drenou a confiança de possíveis consumidores e, mais importante, a confiança de instituições financeiras. Estas tornaram-se extremamente relutantes em investir. Por isto, a economia americana caiu em uma severa depressão econômica. A Grande Depressão foi marcada por níveis muito altos de desemprego, investimentos negligíveis e grande deflação.

Em resposta à recessão, o Congresso e o então Presidente americano Hebert Hoover aprovaram uma tarifa alfandegária, o Ato Tarifário Smoot-Hawley, e, juntamente com outros atos públicos, tentou fixar preços a fazendeiros, e criou um programa de ajuda social, que passou a empregar centenas de pessoas, acreditando que o governo americano era obrigado a manter os níveis de emprego em alta, mas que deveria intervir diretamente o menos possível na economia do país. Estes esforços não tiveram precedentes, e economistas atualmente ainda não chegaram a um consenso sobre a devida precaução destas políticas. Enquanto alguns acreditam que estas medidas pouco serviriam a curto prazo, e foram insuficientes, dado a magnitude da depressão, outros acreditam que estas políticas foram destrutivas, e contribuíram para a agravação da Grande Depressão.


Desembarque da Normandia em 1944.
Com milhões de pessoas desempregadas, o Presidente Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932, implementou o New Deal, que aumentava a participação e a intervenção do governo americano na economia do país, instituía novas regulações em instituições de comércio - especialmente bancos - o que criou uma ilusão de maior estabilidade da economia do país, e criava um número de programas de ajuda social e econômica aos pobres e desempregados, causando o efeito contrário do esperado e aumentando o período da depressão. O ápice da Grande Depressão ocorreu em 1933, e gradualmente desde então, a economia do país recuperou, apesar das intervenções do governo na economia, fator que retarda a recuperação. A Economia do país apresentou poucas melhorias até o fim da década.

O sentimento isolacionista americano caíra, mas tanto a população americana quanto o governo inicialmente eram contra o envolvimento do país na Segunda Guerra Mundial, limitando-se a fornecer suprimentos para o Reino Unido, a China e a União Soviética. Porém, este sentimento mudou drasticamente após o Ataque a Pearl Harbor pela força aérea japonesa, a 7 de Dezembro de 1941 (ver: Ataques na América durante a Segunda Guerra Mundial). Os Estados Unidos rapidamente se aliaram aos britânicos e os soviéticos, contra o Japão, a Itália e a Alemanha Nazista. Quase quatro anos foram necessários para a derrota final da Alemanha e do Japão. Em Agosto de 1945, bombadeiros americanos realizaram ataques nucleares com bombas atómicas, criadas pelo Projeto Manhattan, sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Estes ataques causaram cerca de 300 mil mortos instantaneamente, e um número indeterminado de vítimas posteriormente, devido à contaminação pela radiação. A participação dos Estados Unidos foi essencial na prevenção de uma eventual vitória total das potências do Eixo na Europa e na Ásia.

Depois da Segunda Guerra Mundial a economia dos Estados Unidos não havia melhorado em relação a 1939 (antes do início da guerra). O que aconteceu no período da Guerra, no qual o governo dos Estados Unidos direcionou recursos para a fabricação de equipamento militar foi uma falsa impressão que a economia estava a se tornar mais forte. Porém, a qualidade de vida geral da população não melhorou, apesar do aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

1945 - 1964[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1945-1964)

Movimento dos direitos civis.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, as potências Aliadas (que incluíam os Estados Unidos) financiaram a reconstrução da Alemanha e do Japão, e eventualmente transformaram estes países de ex-inimigos em aliados.

A era pós-guerra nos Estados Unidos foi marcado internacionalmente pelo início da Guerra Fria, onde os Estados Unidos e a União Soviética, que haviam se tornado as únicas Superpotências mundiais no final da Segunda Guerra, ocupam o vácuo deixado pelas antigas potências europeias, que estavam completamente destruídas pela guerra. As superpotências tentaram expandir sua influência no resto do mundo, à custa de outros países, impulsionados por uma divisão ideológica entre o capitalismo e o comunismo. Esta guerra foi balanceada pelos maciços arsenais nucleares destes países. Eles dominaram os assuntos militares da Europa, com os EUA e seus aliados da OTAN de um lado e a União Sovietica e seus aliados do Pacto de Varsóvia, do outro. Os EUA desenvolveram uma política de &quot;contenção&quot; para a expansão bloco soviético. Enquanto eles se engajaram em guerras por procuração e desenvolviam poderosos arsenais nucleares, os dois países evitavam o conflito militar direto. O resultado foi uma série de conflitos durante este período, incluindo a Guerra da Coreia em 1950 a 1953 (que resultou em status quo) e a tensa Crise dos mísseis de Cuba de 1962. Dentro dos Estados Unidos, a Guerra Fria gerou preocupações sobre a influência comunista, e também resultou em tentativas do governo americano em encorajar matemática e ciências nos esforços em vencer a corrida espacial.

Este período da história americana caracteriza-se pela explosão populacional do país. Foi o período da explosão populacional americana. Enquanto isto, a migração rural, que foi intensa desde o final da Guerra Civil Americana, começou a cair gradualmente, e o país passou por um período de grande expansão econômica sustentável, empresas americanas são impulsionadas com o repasse de tecnologias militares e com a abertura do mercado europeu na reconstrução do continente. A industria de manufatura do país, antes limitada à Região Norte (Regiões Nordeste e Centro-Oeste consideradas com uma única região) se espalha pelo país. A Região Sul dos Estados Unidos, tradicionalmente agrícola e pouco industrializada, passou a apresentar uma importante diversificação industrial com o desenvolvimento petrolífero da década de 1950. Desenvolveram-se então a indústria petroquímica, aeronáutica e de energia nuclear. Mas essa alteração não promoveu o completo desenvolvimento social da região, tanto que nos estados do sul a urbanização e os padrões de vida continuam a ser os mais baixos do país.

A Região Oeste dos Estados Unidos, banhada pelo Oceano Pacifico, começou a se desenvolver a partir do fim da Segunda Guerra, apesar da California já ter iniciado a sua industrialização no início do século XX, logo após a Primeira Guerra. O estado da Califórnia emerge como o estado mais populoso e caso fosse um país independente seria uma das 10 maiores economias do mundo. Após a Segunda Guerra Mundial, a economia da Califórnia expandiu enormemente devido às fortes indústrias aeroespaciais e de defesa, cujo tamanho diminuiu após o fim da Guerra Fria. Universidade de Stanford e seu decano de Engenharia Frederick Terman encorajaram o corpo docente e graduados para ficar na Califórnia em vez de deixar o estado, o que posteriormente levou ao desenvolvimento décadas depois de uma região de alta tecnologia na área hoje conhecida como Vale do Silício. Como resultado desses esforços, Califórnia é considerada o centro mundial das indústrias de entretenimento e música, da tecnologia, da engenharia e da indústria aeroespacial bem como o centro de produção agrícola dos EUA.

Ao mesmo tempo, o racismo ao longo do país - especialmente no sul - começou a ser combatido com o crescente movimento dos direitos civis, e por líderes afro-americanos tais como Martin Luther King. Ao longo da década de 1950 e do início da década de 1960, todas as leis de segregação social nos Estados Unidos foram removidas do governo americano, e todos os estados do país foram obrigados a fazer o mesmo. Destacam-se também o início do movimento feminista, do movimento jovem e da criação da geração gap.

O final deste período caracteriza-se pelo início da evolução da Guerra do Vietnã, que teve início em 1957, e duraria até 1975, pelo clímax das tensões entre as os Estados Unidos e a União Soviética, e pelo termo de ofício do Presidente John F. Kennedy, que seria assassinado a 22 de Novembro de 1963.

1964 - 1991[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1964-1991)

Guerra do Vietnã.
Economicamente, a era de prosperidade e de grande crescimento econômico, que caracterizou o período 1945-1964, terminara. A era 1964-1991 foi marcado por diversas recessões econômicas, que se intercalaram com alguns períodos de grande crescimento econômico. O país também passou a sofrer com a concorrência de outros países, tais como o Japão ou os países da União Europeia - tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico.

Demograficamente, o período de 1964-1991 é marcado pela queda da imigração de europeus nos Estados Unidos, e pelo início da grande imigração de hispânicos e de asiáticos, que passaram a causar grandes mudanças na demografia do país. Este período também é marcado pelo início do grande crescimento populacional do Sun Belt, que compreende todos os Estados do sul do país. Tanto a imigração hispânica e asiática quanto o crescimento populacional do Sun Belt continuam até os dias atuais.

A crescente impopularidade da Guerra do Vietnã alimentou movimentos sociais já existentes, incluindo os movimentos feministas, de minorias étnicas e os jovens. A &quot;Grande Sociedade&quot; do Presidente democrata Lyndon Johnson foi um programa governamental extensivo que incluía a implementação de programas sociais. Durante a década de 1970, o sucessor de Johnson, Richard Nixon, trouxe a Guerra do Vietnã ao fim, à medida que o governo do Vietnã do Sul gradualmente entrava em colapso. A guerra custou aos Estados Unidos 58 mil vidas americanas. O próprio Nixon foi obrigado a renunciar, com o escândalo político de Watergate. O embargo do petróleo da OPEP em 1973 causou a diminuição do crescimento econômico do país, e levou a um período de estagnação econômica, sob o termo de ofício do Presidente Jimmy Carter, durante o final da década de 1970. Então, estações espaciais já haviam sido lançadas, em 1971, e grandes avanços na indústria aeroespacial ocorreram nos Estados Unidos, juntamente com seu oponente, a União Soviética.

O crescente intervencionismo americano em assuntos de outros países, como a aliança e o suposto apoio financeiro e político à política da conquista de territórios árabes (em especial, a Palestina) por parte de Israel fez dos Estados Unidos, cidadãos americanos e instalações militares americanas em outros países, alvo de ataques. Estes ataques passaram a ter início durante a década de 1970. A presença cada vez maior das multinacionais americanas mundo afora fez com que muitos acusassem os Estados Unidos de imperialismo.

Durante a década de 1980, o Presidente Ronald Reagan foi eleito, e instituiu um programa doméstico de cortes em impostos, e um programa internacional agressivo anti-soviético. Depois de sua eleição em 1980, o presidente Ronald Reagan respondeu a estagnação econômica com reformas orientadas ao livre mercado. Embora o deficit dos Estados Unidos se ter expandido rapidamente, o Bloco Socialista começou a entrar em colapso. O colapso ocorreu em 1991, durante o termo do Presidente George H. W. Bush.

1991 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

Ataques de 11 de Setembro de 2001.
Ver artigo principal: História dos Estados Unidos (1991-presente)
Apesar da queda da União Soviética, os Estados Unidos viram-se envolvidos noutra ação militar, a Guerra do Golfo, ocorrida em 1990. Essa ação militar foi necessária depois do exército de Saddam Hussein invadir o Kuwait. O Conselho de Segurança da ONU votou a favor do ataque contra o Iraque e pela expulsão das tropas iraquianas do Kuwait. Essa campanha militar bem sucedida foi empreendida pelo governo americano do Presidente George H. W. Bush que foi sucedido pelo democrata Bill Clinton, em 1992. Clinton liderou os Estados Unidos durante o mais longo período de expansão econômica da história americana, um efeito colateral da revolução digital e de novas oportunidades de negócios criadas pela Internet.

A partir de 1994, os EUA participa do maior bloco comercial do mundo, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), ligando 450 milhões de pessoas que produzem 17 trilhões de dólares do valor dos bens e serviços. O objetivo do acordo entre os EUA, Canadá e México foi criado para eliminar as barreiras comerciais e de investimento entre eles, até 1 de janeiro de 2008; o comércio entre os parceiros aumentou desde que o acordo entrou em vigor.

Em 11 de setembro de 2001, já sob a liderança do Presidente George W. Bush, os Estados Unidos sofreram o pior atentado terrorista da história do país, que culminou na destruição do World Trade Center, na parcial destruição do Pentágono e na morte de cerca de 3 mil pessoas. Este ataque terrorista, conhecido como Ataques de 11 de Setembro, foi orquestrado pela Al Qaeda, comandada por Osama Bin Laden. Em resposta aos ataques de 11 de Setembro, sob a administração do Presidente George W. Bush, os Estados Unidos, com suporte da OTAN e o apoio da ONU, invadiu o Afeganistão e derrubou os Taliban do poder do país com a ajuda da Aliança do Norte, apresentando como justificativa o suposto suporte financeiro, treinamento militar dado pelo país a terroristas, inclusivamente a Al Qaeda.

No entanto, a não captura de Osama Bin Laden, possibilitou ao Presidente George W. Bush continuar o que ficou conhecido como Guerra Contra o Terror. O primeiro evento significativo desta empreitada foi a invasão do Iraque em 2003, depois das polêmicas em torno da posição do ditador iraquiano, Saddam Hussein, a respeito das inspeções de supostas armas de destruição em massa, levaram o governo de George W. Bush a tentar aprovar no Conselho de Segurança da ONU, sem sucesso, a invasão do Iraque e a deposição de Saddam Hussein.


Barack Obama, o 44º Presidente dos Estados Unidos.
Mesmo sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos invadiram o Iraque, juntamente como outros países aliados tais como o Reino Unido, a Itália e a Espanha, levando rapidamente à deposição e à prisão de Saddam Hussein. Esta segunda invasão mostrou-se contrária a alguns interesses da comunidade internacional, entre países como a França, a Alemanha e a Rússia.

A 16 de Dezembro de 2005, a lei H.R. 4437 foi aprovada pela Câmara dos Representantes. A lei possui o alvo de reforçar o controle americano contra a imigração ilegal, tornando mais rigorosa as medidas contra imigrantes em situação ilegal, e tornando um ato criminoso ajudá-los a permanecer no país. A lei, que está atualmente sendo discutida no Congresso dos Estados Unidos, gerou grandes manifestações populares em diversas cidades do país.

Em 2007 os Estados Unidos entraram em um período de forte recessão econômica e estagnação que durou até meados de 2010.

Em 2008 o democrata Barack Obama foi eleito o primeiro presidente afro-americano e multirracial. Obama continuou o processo de retirada das tropas americanas do Iraque e estabeleceu o plano de encerrar a participação americana no conflito no Afeganistão. Logo depois, contudo, voltou ao Oriente Médio para liderar uma coalizão internacional contra o grupo autoproclamado Estado Islâmico (Dawlat al-Islāmiyah).

Os Estados Unidos também viu o ressurgimento das tensões com a Rússia, devido a intervenção desta na Geórgia e na Ucrânia. Os americanos e seus aliados na Europa impuseram sanções contra Moscovo, ameaçando uma nova &quot;Guerra Fria&quot;.

Ver também[editar | editar código-fonte]
Cronologia da História dos Estados Unidos
Referências
Ir para cima ↑ http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1903640&amp;seccao=Leon%EDdio%20Paulo%20Ferreira&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Johnson, Paul M. A History of the American People. [S.l.]: Harper Perennial, 1999. ISBN 0-06-093034-9
Karnal, Leandro. História dos Estados Unidos: das origens ao século XX. [S.l.]: Contexto, 2007. ISBN 978-85-7244-361-6
Purvis, Thomas L. A Dictionary of American History. [S.l.]: Blackwell Publishers, 1997. ISBN 1-57718-099-2
Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Political institutions History (em inglês)</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/7349386673819341092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/historia-dos-estados-unidosorigem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/7349386673819341092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/7349386673819341092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/historia-dos-estados-unidosorigem.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-7920546763061293997</id><published>2015-07-28T15:53:00.002-07:00</published><updated>2015-07-28T15:53:39.463-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>İspanya tarihi
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İspanya tarihi İspanya&#39;da tarih öncesi dönemlerden günümüze kadar uzanan dönem boyunca yaşanan olayları kapsar.

İnsan uygarlığının İber yarımadasındaki tarihi günümüzden 35.000 yıl öncesine kadar uzanmaktadır. Bu dönem boyunca İber yarımadası Keltler, Kartacalılar, Fenikeliler, Yunanlar dahil birçok kavim tarafından istilaya uğramıştır. MÖ 2. yüzyılda İspanya Roma Cumhuriyeti&#39;nin bir parçası haline geldi. 410 yılında İspanya bir Cermen ırkı olan Vizigotların eline geçti. Orta Çağ boyunca süren anlaşmazlıklara rağmen, İspanya Avrupa&#39;daki en eski milli devletlerden biridir. İspanya&#39;nın bugünkü sınırları onbeşinci yüzyılın sonlarında çizilmiş ve Aragonlu II. Fernando ile Kastiyalı I. Isabel&#39;in evlenmesiyle tek bir taht altında birleştirilmişti. 16. ve 17. yüzyıllarda Portekiz de bir süreliğine bu İber birliğinin bir parçasıydı.

İspanya 16. yüzyılda Avrupa&#39;daki en büyük güç haline gelmiş ve bu dönemden 18. yüzyıla kadar Avrupa&#39;daki meselelerle oldukça yakından ilgilenmiştir. İspanya&#39;nın kralları Avrupa&#39;nın birçok yerine yayılmış eyaletlere hükmediyordu. İspanyol İmparatorluğu evrensel bir imparatorluktu ve birçok yere, özellikle de Amerika&#39;da oldukça yayılmıştı, öyle ki İspanyolca bugün bile İspanya sınırları dışındaki 200 milyonun ana dili durumundadır.

Yinelenen siyasi kararsızlık, siyasete askeri müdahaleler, sık sık ortaya çıkan iç savaşlar ve baskıcı hükümetlerin hüküm sürmesi modern İspanyol tarihini oluşturan olaylardı. Ondokuzuncu yüzyılda İspanya&#39;da İngiltere ve Fransa&#39;dakine benzemeyen parlamenter monarşiyi sağlayan anayasal bir sistem vardı, fakat bu sistem İspanyol toplumunun sosyal, ekonomik ve ideolojik bakımdan ayakta durmasını sağlayacak kuruluşları geliştirebilecek kapasitede değildi.

500.000&#39;den fazla kişinin öldüğü İspanyol İç Savaşı (1936 - 1939) nesillerdir süregelen anlaşmazlıkları daha geniş bir boyutta ve daha kanlı bir şekilde yeniden gözler önüne serdi. Katolik Kilisesi&#39;nin sosyal ve siyasi rolü, sınıf farklılıkları ve Bask ve Katalan milliyetçilerinin cephesinde bölgesel özerklik savaşı merkezli bu anlaşmazlıklar milliyetçi lider Generalissimo Francisco Franco y Bahamonde (1939 - 1975) liderliğinde bastırılmış fakat tam olarak ortadan kaldırılamamıştı. Bu anlaşmazlıklar, Franco rejiminin son yıllarında militanların yenilik çağrıları ve artan terör eylemlerinin ülkenin istikrarını tehdit etmeye başlaması sonucunda tekrar alevlenmişti.

Franco&#39;nun 1975 Kasım&#39;ında ölmesi üzerine İspanya tahtına geçen I. Juan Carlos&#39;un İspanya&#39;yı demokratik bir ülke haline getireceği yönünde çok az belirti olmasına karşın, o ve Başbakan Adolfo Suarez Gonzalez (1976 - 1981) İspanya&#39;yı üç yıl içinde şiddete başvurmadan diktatör bir rejimden çoksesli bir parlamenter demokrasiye geçirmiştir. Bu başarı, İspanya&#39;nın tarihi bölünmüşlüğünün iyileşmesi yönünde ilk kilometre taşını koymuş oldu.

Demokrasiye bu barışçıl geçişte genç kralın siyasi kurumlara bağlılığının yanı sıra başbakanının mevcut siyasi durumda gerekli olan yenilikler konusunda oldukça öngörülü olması da büyük önem taşımaktadır. Şubat 1981&#39;de başarısızlıkla sonuçlanan bir darbe ve Ekim 1982&#39;de gücün barışçıl bir şekilde bir partiden diğerine geçmesi İspanyol toplumunun demokratik prensiplerinin ne derece olduğunu gözler önüne serdi.

Batı Avrupa hükümetleri, II. Dünya Savaşı&#39;ının hemen ardından otoriter rejimi olan ülkelerle işbirliği yapmayı reddetmiş ve ülkeyi bölgenin siyasi, ekonomik ve savunma kurumlarından dışlamışlardı. Fakat Soğuk Savaş&#39;ın başlamasıyla birlikte İspanya&#39;nın Batı Avrupa&#39;nın savunması açısından stratejik öneminin artması diğer siyasi etkenlerin önüne geçerek Franco rejiminin dışlanmasına bir son vermişti. İlk olarak 1953 yılında yapılan karşılıklı anlaşmalar sonucunda Amerika Birleşik Devletleri&#39;nin Batı Avrupa&#39;nın savunmasını desteklemek için İspanya&#39;da bir hava ve deniz üssü ağı oluşturmasına izin verildi. İspanya 1955 yılında Birleşmiş Milletler üyesi oldu ve 1982&#39;de NATO&#39;ya girdi.[1]

İçindekiler  [gizle] 
1 İberler
2 Hispania
3 Vizigotlar
4 Endülüs dönemi
5 Kastilya ve Aragon
6 İspanyol İmparatorluğu
7 Cumhuriyet, İç savaş ve Faşizm
8 Demokrasiye Dönüş
9 Kaynakça
İberler[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: İberler
Yunanlar tarafından daha sonra İberler (veya Ebro sakinleri) olarak adlandırılacak olan halk İspanya&#39;ya MÖ üçüncü bin yılda göç etmişti. İberlerin kökeni hakkında kesin bir bilgi olmamasına rağmen, arkeolojik bulgular ışığında, kullandıkları eşyalar ve tarım alanındaki yetenekleri Akdeniz&#39;in doğu kıyılarından geldikleri tezini büyük ölçüde destekliyor. İberler, coğrafik olarak birbirinden ayrılmış, küçük, birbirine bağlı, yerleşik kabileler halinde yaşıyorlardı. Her kabile kendine has bölgesel ve siyasi kimlikler geliştirmişti ve kabile içi savaşlar oldukça yaygındı. Aynı dönemde Akdeniz kökenli başka halklar da yarımadaya yerleşmiş ve İberler ile birlikte farklı halklarla da karışmışlardı.

Ethnographic Iberia 200 BCE.PNG
Keltler MÖ 7. ve 9. yüzyıllarda iki büyük göçle Pireneler üzerinden İspanya&#39;ya gelmişlerdi. Keltler genellikle Duero ve Ebro nehirlerinin kuzeyindeki bölgeye yerleşip burada İberler ile karışarak Keltiberler diye adlandırılan topluluğu oluşturmuşlardı. Keltiberler çiftçilik ve hayvancılığın yanı sıra Kelt&#39;lerin anavatanları Tuna, İtalya ve Güney Fransa&#39;dan geçerek getirdikleri metal işçiliği konusunda da oldukça başarılıydılar. Kelt etkisi Keltiber kültüründe oldukça baskındı. Keltiberler anaerkil ve bağımsız klanları dışında hiçbir sosyal veya siyasi düzen oluşturmamışlardı.

Batı Pireneler&#39;de bulunan diğer etnik gruplardan biri olan Basklar yarımadaya İberler&#39;den daha evvel gelmişti. Bask dili hiçbir dille akraba değildir ve onu Latin dönemi öncesi İberlerle tanımlama çalışmaları da inandırıcılıktan oldukça uzak çalışmalardır. Bask ismi ise Romalılar tarafından adlandırıldıkları Vascon kelimesinden türemiştir.

İberler Bronz Çağı&#39;nda (MÖ 1900 - 1600) bütün Akdeniz kıyısı boyunca yeniden bir canlanma yaşadılar. Muhtemelen kabilelerin birleşmesi sonucunda İber Yarımadası&#39;nın doğusunda ve güneyinde bir çeşit şehir devletler sistemi kuruldu. Yönetimleri eski kabile modelini takip ediyordu ve savaşçı ve rahip sınıfları tarafından despotça yönetiliyorlardı. Ekonomisi altın ve gümüş ihracatına ve kalay ve bakır (İspanya&#39;da bolca bulunuyordu) ticaretine dayanan gelişmiş bir kentsel topluluk ortaya çıktı.

Fenikeliler, Yunanlar ve Kartacalılar İspanya&#39;nın kıyı şeridinin kontrolü ve iç bölgelerdeki kaynaklar için İberler ile rekabete girdiler. Tireli tüccarlar en erken MÖ 1100 yılında Cadiz&#39;deki ilk karakolu, &quot;etrafı duvarla çevrili yeri&quot; kurmuş oldukları kabul ediliyor. Eğer kabul edilen kurulma tarihi doğruysa, Cadiz Batı Avrupa&#39;nın en eski şehri olduğu, hatta Kuzey Afrika&#39;daki Kartaca&#39;dan bile daha eski olduğu anlamına gelir. Fenikeli denizciler Cadiz&#39;den Afrika&#39;nın batı kıyılarını Senegal&#39;e kadar keşfettiler ve Atlantik Okyanusu&#39;nun açıklarına kadar gittikleri biliniyor.

Rodos Adası&#39;ndan gelen Yunan akıncıları MÖ 8. yüzyılda İspanya&#39;da karaya çıktılar. Massilia&#39;daki (daha sonra Marsilya adını alacak) Yunan kolonisi artık Katalonya adı verilen Keltiberlerle ticari bağantılar kurdular. Massilialılar MÖ 6. yüzyılda yarımadanın Akdeniz kıyısında daha sonra birçok benzeri kurulacak olan ilk polis Ampurias&#39;ı kurdular.[1]

Hispania[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Hispania
Kartaca I. Pön Savaşı&#39;nda (MÖ 264 - 41) Romalılara yenildikten sonra Sicilya kaybını, İspanya&#39;da ticarete dayalı bir imparatorluk kurarak telafi etti. Hannibal II. Pön Savaşı&#39;da (MÖ 218 - 201) İtalya&#39;yı istila ederken, Roma orduları da İspanya&#39;yı işgal etti. İberler&#39;in direnişi oldukça sert oldu, ama MÖ 19&#39;da Roma İmparatoru Augustus (MÖ 27 - MS 14) İspanyayı fethetmeyi başarmıştı.

Bu fetihin hemen ardından İberler&#39;in Romalılaştırılması başladı. Romalılar tarafından Hispania adı verilen İspanya sadece siyasi bir birim değil, ayrıca üç tane birbirinden bağımsız yönetilen eyalet (MS 4. yüzyıldan sonra 9 eyalet) durumuna gelmişti. Daha önemlisi, İspanya bundan sonraki 400 yıl içinde kozmopolitan bir dünya imparatorluğunun çatısı altında hukuk, dil ve Roman yaşam tarzı ile birbirine bağlanmıştı.

Hispania 2a division provincial.PNG
İber kabile reisleri ve oligarşi yöneticileri Roman aristokrasisine kabul edildiler ve İspanya&#39;nın ve imparatorluğun yönetiminde yer aldılar. Aristokratlar tarafından idare edilen latifundio adı verilen büyük topraklar İberler&#39;de bulunan toprak idare sistemine integre edildi.

Romalılar mevcut şehirleri geliştirdi, Zaragoza, Mérida ve Valencia&#39;yı kurdu ve yarımadada refah seviyesini arttırdı. İspanya&#39;nın ekonomisi Roma kontrolünde gelişti. İspanya Kuzey Afrika ile birlikte Roman pazarlarının ambarı olarak hizmet verdi ve limanlarından altın, yün, zeytinyağı ve şarap ihraç edildi. Tarımsal üretim sulama projelerinin kullanılmasıyla arttı. Hispanoromanlar - Romalılaştırılmış İberler ve İber soyu olan Roma askerleri ve kolonistler - MS birinci yüzyılın sonunda tam bir Roma vatandaşı statüsüne eriştiler. Trajan (98 - 117), Hadrian (117 - 38) ve Marcus Aurelius (161 - 80) İspanya&#39;da doğmuştur.

Hıristiyanlık İspanya&#39;ya ilk yüzyılda geldi ve ikinci yüzyılda şehirlerde oldukça yaygınlaştı. Kırsal bölgelerde ise Hıristiyanlık&#39;ın Roma İmparatorluğu&#39;nun resmi din olduğu 4. yüzyılın sonlarına kadar yayılma oldukça yavaş gerçekleşti. Kabul edilen doktrine karşı gelen birçok tarikat ortaya çıkmasına rağmen, İspanyol kilisesi Roma piskoposuna bağlı kaldı. Piskoposlar yerel yönetimlerin zayıfladığı beşinci yüzyılda düzeni sağlamak için otoritelerini kullanmışlardır. Piskoposlar konseyi Vizigot hakimiyeti sırasında büyük bir istikrar unsuru olmuştur.

405 yılında iki Cermen kabilesi Vandallar ve Suevi Ren Nehri&#39;ni geçip Galya&#39;lılara saldırdı, bu iki kabile Vizigotlar tarafından İspanya&#39;ya püskürtüldü. Suevi İber Yarımadası&#39;nın kuzeybatı ucunda, uzak bir yerde bir krallık kurdu. Sayıları hiç 80.000&#39;i aşmayan acımasız Vandallar, kendi adlarını taşıyan Andalucía&#39;yı işgal ettiler.

Vizigotlar[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Vizigotlar
İspanya&#39;nın büyük bir kısmı kontrolü dışında olduğundan Batı Roma İmparatoru Honorius (395 - 423) kızkardeşi Galla Placidia ve kocası Vizigot Kralı Ataulf&#39;u İber Yarımadası&#39;nda düzeni sağlamakla görevlendirdi ve korumaları şartıyla o bölgeye yerleşip bölgeyi yönetme hakkı verdi. Romalılaşmış Vizigotlar Suevi&#39;ye boyun eğdirirken, Vandalları da Kuzey Afrika&#39;ya göç etmeye zorladı. 484 yılında Toledo&#39;yu İspanyol monarşilerinin başkenti ilan ettiler. Vizigot işgali hiçbir suretle barbarca bir istila değildi. Başarılı Vizigot kralları, Roma İmparatoru&#39;nun adıyla yönetmek için görevlendirilmiş olan aristokratlar sıfatıyla İspanya&#39;da hüküm sürdü.

İspanya&#39;nın 4 milyonluk nüfusu içinde yalnızca 300.000&#39;i Cermen kökenliydi ve nüfuzları İspanyol tarihinde genellikle önemsiz görülüyordu. Seçkin savaşçı soylulardı, ama birçoğu Tejo Nehri vadisinde veya merkezdeki platoda yaşayan çobanlar veya çiftçilerdi. Mülki idareyi Hispano-Romanlar sürdürdü, Latince yönetim ve ticaret dili olmaya devam etti.

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Vizigot yönetiminde kültür, Roma dönemindeki kadar parlak değildi ve formel eğitim ve yönetim, bunu yapabilecek en uygun kişiler Hispano-Roman rahip sınıfında olduğundan kilisenin eline geçti. Bütün Avrupa&#39;da olduğu gibi Erken Orta Çağ&#39;da kilise toplumun en birleştirici unsuru ve Roman düzeninin devamını bünyesinde barındıran bir kurumdu.

Din Roman Katolik Hispano-Romanlar ve dinsiz olarak gördükleri Ari Vizigot derebeylerinin arasındaki anlaşmazlıkların tek kaynağıydı. Bu sürtüşmeler bazen açık isyanlar ve Vizigotlar aristokrasisi içindeki inatçı lobiler monarşinin güçleşmesine yol açtılar. 589 yılında Recared isimli bir Vizigot hükümdar Toledo&#39;da piskoposlar konseyinin karşısında Ari soyunu reddedip Katolik olduğunu açıkladı, bu Vizigot monarşisi ve Hispano-Romanlar arasındaki bağı kuvvetlendirmişti. İspanyol tarihinde siyasi birliğin din birliğiyle sağlandığı son olay olmayacaktı.

Yine de iç savaş, kral ailesine düzenlenen suikastler ve yağmalar bütün ülkede devam ediyordu ve savaş beyleri ve büyük toprak sahiplerinin geniş güçleri vardı ve bunları keyfi kullanıyorlardı. Kandavaları araştırılmadan kapanıyordu. Vizigotlar Roma devletinin mirasını almış ve geliştirmişti ama onu kendi aleyhine kullanabilme yeteneğine sahip değildi. Tahta geçme konusunda büyük karışıklık yaşadıkları bir dönemde, karşıt gruplar Yunanlar, Frankler ve nihayet Müslümanların iç meselelerine ve kral seçimlerine karışmalarını teşfik ettiler.[1]

Endülüs dönemi[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: Endülüs
Sekizinci yüzyılın başlarında Kuzey Afrika&#39;dan gelen ordular İspanya&#39;nın Vizigot savunmasını yoklamaya başladı ve nihayet yüzyıllarca sürecek Müslüman egemenliğini başlattılar. İber Yarımadasını istila eden bu Müslüman Mağribiler, Araplar ve Araplar tarafından fethedilip Müslümanlık dinine geçen Fas&#39;ın Berberi halkından oluşuyordu.

711 yılında Tanca&#39;nın Berberi yöneticisi Tarık bin Ziyad 12.000 kişilik bir orduyla İspanya&#39;daki bir dağlık buruna çıkartma yaptı (daha sonra onuruna Cebelitarık adının geldiği Jabal Tariq yani Tarık Dağı adı verildi). Vizigot bir klanın daveti üzerine Kral Rodrigo&#39;ya karşı isyanda destek olması için gelmişlerdi. Rodrigo savaşta ölünce İspanya kralsız kalmıştı. Tarık Fas&#39;a geri dönmüş, fakat ertesi yıl (712) Kuzey Afrika&#39;da yöneticilik yapan Müslüman Musa bin Nusayr en iyi adamlarından oluşan bir orduyla kalma amacıyla İspanya&#39;ya geldi. Üç yıl içinde en kuzeydeki dağlık bölge haricinde diğer bütün bölgeleri hakimiyeti altına aldı ve Fransa&#39;ya akın etmeye başladı, bu akınlar 732 yılında Puvatya Savaşı sonucu yavaşladı.

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Endülüs adı verilen Müslüman İspanya, Şam Helifesi&#39;nin mülki ve dini liderliğinde örgütleniyordu. İspanya&#39;daki yöneticiler genellikle siyasi anlayışları büyük ölçüde Bizans uygulamalarından etkilenmiş olan Suriyelilerdi.

Fakat İspanya&#39;daki Moorlar&#39;ın en büyük bölümünü Kuzey Afrika&#39;nın Berberi halkı oluşturuyordu; yeni Müslümanlaştırıldıklarından içlerinde büyük bir dini şevk ve köktendincilik söz konusuydu. Berberi göçmenler ülke genelinde yayıldılar ve işgal edilen topraklardaki nüfusun yaklaşık yüzde 20&#39;sini oluşturuyorlardı. Araplar yeniden hayata getirilen şehirlerde ve Romalılar&#39;dan ve Vizigotlar&#39;dan miras aldıkları latifundolarda bir aristokrasi oluşturdular.

Vizigot soylularının birçoğu Müslüman oldu ve yeni toplumdaki öncelikli pozisyonlarını korudular. Sözde Hıristiyan olan kırsal kesim de başarılı bir şekilde Müslümanlaştırılmıştı. Buna rağmen şehirlerde Hıristiyan bir Hispano-Roman topluluk yaşamaya devam etti. Bununla birlikte nüfusun yüzde 5&#39;lik bölümünden fazlasını oluşturan Yahudiler ticaret, bilim ve meslek konularında öncü bir rol oynamaya devam ettiler.

Şam&#39;daki Arap ağırlıklı Emevi hanedanlığı 756 yılında Abbasiler tarafından yıkıldı ve halifelik Bağdat&#39;a taşındı. Kaçan Emevi prenslerinden biri İspanya&#39;ya gelerek I. Abdurrahman adıyla (756 - 788) siyasi anlamda bağımsız bir Emirlik kurdu (Kurtuba Emirliği). Bu hanedanlık 250 yıl boyunca bolluk içinde yaşadı. Avrupa&#39;da hiçbir ülke bu dönemde Endülüs&#39;ün zenginliği, gücü ve başarısıyla boy ölçüşemiyordu.

929 yılında, birçok yönetici sınıfından olan insan gibi, yarı Avrupalı olan III. Abdurrahman (912 - 961) emirliği halifelik statüsüne yükseltti. Bu olay İspanya&#39;nın Bağdat ile olan son bağını kopardı ve Endülüs&#39;ün hükümdarlarına dini ve siyasi anlamda tam bir bağımsızlık tanıdı.

Abdurrahman&#39;ın torunu II. Hişam 976 yılında tacı aldığında oniki yaşındaydı; Vezir İbn Abi Amir (El Mansur olarak bilinir) vekil oldu (981 - 1002) ve kendini diktatör ilan etti. Bundan sonraki yirmialtı yıl boyunca halife sadece bir yan figür olurken, gerçek hükümdar El Mansurdu. El Mansur yeniden çıkabilecek herhangi bir sivil anlaşmazlığa karşı halifeliğin dini ve siyasi birliğin bir idealini sembolize etmesini istiyordu. Paralı askerleri Hıristiyanlardan oluşmasına rağmen El Mansur sınırdaki Hıristiyan devletlere cihat çağrısında bulunuyor, onlara yazları yıllık harekatlar düzenliyor,böylece sadece İspanya&#39;daki Müslümanları ortak bir sebep için bir araya getirmekle kalmayıp kuzeydeki geçici Müslüman kontrolünü de genişletmeyi düşünüyordu.

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Kurtuba Halifeliği El Mansur&#39;un diktatörlüğünde uzun süre yaşamadı. Tahta talip olan diğerleri, yerel aristokratlar ve Tavaif-ül Mülkden hak talep eden askeri kumandanlar veya bölgesel şehir devletler halifeliği parçaladı. Sevilla, Granada, Valencia ve Zaragoza gibi bazı taifalar güçlü emirliklere dönüştü ama hepsi kendi aralarında siyasi kargaşalara sahne oldu ve ortaya çıkan Hıristiyan devletleri tarafından alındılar.

Araplar, Berberiler ve Müslümanlaştırılan İspanyolların arasındaki ilişkileri iyi tutmak çok zordu. Böyle heterojen bir nüfusu bir arada tutabilmek için İspanyol Müslümanlığı ahlak ve yasalara saygıyı vurgulamıştı. Bağnaz Berberilerin baskıları Endülüsteki Hıristiyanlar (Mozaraplar) ve Yahudilerin de anlaşmazlıklar çıkarmasına yol açmıştı.

Mozaraplar farklı bir sınıf olarak kabul ediliyordu; din ve vergilendirme konusu haricinde Müslümanlaştırılan İspanyollardan farklı olmasalar da. Hıristiyanlar çok ağır vergiler vermek zorunda bırakılmışlardı. Genellikle şehir tüccarları ve sanatçıydılar. Kiliselerinin birkaç kısıtlama dışında yaşamasına izin verilmişti, ama gelişmesi yasaktı. Piskoposlara ve manastıra ait yapıya el sürülmemişti falat öğreti engellenmiş ve entelektüel girişim ortadan kaldırılmıştı.

9. yüzyılda Kurtuba&#39;daki Mozaraplar piskoposluğunun liderliğinde halkı Peygamber Muhammet&#39;i inkar etmek için şehit olmaya davet etti. Hıristiyan devletlerin Endülüs&#39;ün emniyeti için büyük bir tehlike olmaya başladığı 11. yüzyıla kadar Mozaraplar&#39;a şiddet çok nadir görülmüştü. Birçok Mozarap Hıristiyan kuzeye kaçtı.[1]

Kastilya ve Aragon[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana maddeler: Kastilya Krallığı ve Aragon Krallığı
Sekizinci yüzyılda Müslüman işgaline direnenler İspanyanın en az Romanlılaştırılmış ve Hıristiyanlaştırılmış eski Suevi krallığının bulunduğu Asturias dağlarına sığınmış olan Vizigot savaşçılarından oluşan küçük bir grupla sınırlıydı. Oviedo Kralı Pelayo (718 - 737) yerlileri önce kendilerini savunmaya, daha sonra da saldırmaya teşvik etti; böylece Orta Çağ İspanyol tarihinin en büyük kısmını oluşturan 700 yıl boyunca sürecek yeniden fetih (İspanyolca Reconquista) başlamış oldu. Asturias&#39;ta yaşam savaşı olarak başlayan hareket, Müslümanları İspanya&#39;dan çıkarmak ve İspanya&#39;da yeniden bir monarşi kurmak için bir haçlı seferine dönüşmüştü.

Leon kralları olarak bilinen, Pelayo&#39;dan sonra tahta çıkan krallar Asturias&#39;ın güneyine doğru Hıristiyan kontrolündeki bölgeleri genişletti, yerleşim olmayan bu yerleri Müslümanlara karşı güçlendirip bu sınıra yerleştiler. Krallığın siyasi merkezi askeri sınıra doğru kaydı.

Onuncu yüzyılda Leon Krallığı&#39;nı korumak için Ebro Nehri boyunca, daha sonra Kastilya, yani &quot;kaleler ülkesi&quot; adı verilecek olan bölgeye kaleler inşa edildi. Bölgeye onu korumak isteyen sınır savaşçıları ve özgür köylüler yerleştirilmişti, bunlara Leon kralları tarafından fueros (özel imtiyazlar ve ayrıcalıklar) adı verilen ayrıcalıklar tanındığından bölgede kesin bir otonomi sahibiydiler. Kastilya zor sınır şartları altında kendi diyalekti, değerleri ve gelenekleri olan ayrı bir topluluk oluşturdu. Kastilya ayrıca babadan oğula geçen bir savaşçı sınıfı da yaratmıştı, sınır bu sınıfı oldukça &quot;demokratikleştirmişti&quot;: bütün savaşçılar eşitti ve herkes savaşçıydı.

Kastilya 981 yılında bağımsız bir devlet haline geldi. Kastilya ve Leon evlilik yoluyla birçok kez birleşse de krallar ülkelerini sürekli olarak oğulları arasında paylaştırıyordu. Ama iki krallık III. Fernando yönetiminde 1230 yılında tamamen birleşti.

Komşu Frankların koruması altında Pireneler&#39;in kıyısında ve Katalonya kıyılarında Fransa sınırını Müslüman İspanya&#39;ya karşı korumak için küçük devletler kuruldu. İspanyol sınırı adı verilen bu bölgenin dışında Aragon Krallığı ve Katalonya eyaletleri ortaya çıktı ve Kastilya-Leon gibi sınırlarını genişlettiler. (Sınır devletlerinden günümüze kadar tek gelen devlet Andorra&#39;dır).

Katalonya&#39;daki eyaletlerin en büyük özelliği Barcelonalı kontlar tarafından yönetilmeleriydi. Bunlar 9. yüzyılın sonunda, kendi bölgesinin Fransız tahtından bağımsız olduğunu ilan eden, Pireneler&#39;in iki tarafındaki kilise ve yönetimi tekeline alan ve onarı - Frenk geleneğine uygun olarak - aile üyeleri arasında paylaştıran I. Wilfred&#39;in (874 - 898) torunlarıydı. 1100 yılında Barcelona bütün Katalonya ve Balear Adaları üzerinde hakim duruma geldi. Aragon ve Katalan eyaletleri 1137 yılında Barcelona Kontu IV. Ramon Berenguer ve Aragon tahtının varisi Petronilla&#39;nın evlenmesiyle birleştirildi. Berenguer Aragon kralı ünvanını alsa da topraklarını Katalonya kontu olarak yönetmeye devam etti. Berenguer ve ondan sonra gelen hükümdarlar, farklı yönetimleri, hukuku, para birimi ve siyasi yönelimi olan bu iki ülkeyi yönettiler.

Valencia 1238 yılında onu yöneten emiri devirip Aragon ve Katalonya ile birleşti. Üç krallıktan oluşan bu birlik, Aragon (birlik genellikle bu isimle anılıyordu) Akdeniz ticaretinin kontrolü için Venedik ve Cenova ile mücadele etti. Aragon&#39;un ticari ilgisi Karadeniz&#39;e kadar uzandı ve Barcelona ve Valencia limanları tekstil, ilaç, baharat ve köle ile dolup taştı.

Aralarındaki anlaşmazlıklar yüzünden Müslüman kontrolündeki topraklar onbirinci yüzyıldan itibaren yavaş yavaş Kastilyalıların eline geçmeye başladı. 1085 yılında Toledo da kaybedilince, emirler, Kuzeybatı Afrika&#39;yı birkaç yıl içinde kontrol altına alan militan Berberi Murabıtlar&#39;dan yardım istediler. Murabıtlar Zaragoza haricindeki bütün Endülüs&#39;ü kendi krallıklarına kattılar. Kendi İslam görüşlerine dayalı olarak yeniden bir dini diriliş yaratmaya çalıştılar. Fakat İspanya&#39;da misyonerlik çabaları kısa bir süre içinde canlılığını kaybetti. Murabıt devleti onikinci yüzyılın ortasında kontrol ettikleri bölgeyi Fas&#39;tan İspanya&#39;ya kadar genişleten başka bir dini grup olan Muvahhidler tarafından ikiye ayrıldı. Bu grup Sevilla&#39;yı başkentleri yapmıştı. Muravvidler de Murabıtlar&#39;ın hedeflerini paylaşıyordu ve Hıristiyan devletler için askeri anlamda daha büyük bir tehlike oluşturuyorlardı. Fakat ilerlemeleri 1212 yılında Reconquista tarihi için çok önemli bir olay olan Las Navas de Tolosa Muharebesi ile durdurulmuştu. Bu savaş sonucunda Müslüman gücü zayıflamıştı. III. Fernando 1248 yılında Sevilla&#39;yı aldı ve Endülüs&#39;ü sadece Muvahhidler&#39;e ihanet ederek İspanyolların himayesini kazanan Gırnata Emirliği ile sınırlandırdı. Granada Müslüman bir devlet olarak kalmıştı, fakat Kastilya&#39;nın sömürgesiydi. Aragon onüçüncü yüzyılda Valencia&#39;yı ilhak ederek heeflediği topraklara kavuşmuştu. Katalanlar ise daha çok toprak sahibi olmak istiyordu ve ekonomik görüşleri topraklarını genişletmeyi düşünmeyen darkafalı Aragon soylularına üstün gelmişti. 1276&#39;dan 1285&#39;e kadar Aragon krallığı yapan III. Pedro, 1282 yılında Sicilya ada krallığında çıkan bir isyan sonucu sürgün edilen Fransız Angevins(Anjou) yerine Sicilya tahtına seçildi. Sicilya ve daha sonra Napoli İspanyol tahtlarının parçası oldu ve Aragon İspanya&#39;yı onsekizinci yüzyıla kadar etkileyecek olan İtalyan politikasına karışmaya başladı.

Geleneksel olarak Avrupa meselelerinden uzaklaşan Kastilya Atlantik&#39;te bir tüccar filosu geliştirdi ve Fransa, İngiltere ve Hollanda kıyılarındaki ticari hakimiyet için Hansa Birliği ile başarılı bir şekilde yarıştı. Falan Kastilya&#39;da elde eilen ekonomik gelişmeyi devam ettirecek ekonomik şartlar mevcut değildi. Bu hem ekonomik yapıdan hem de Kastilyalıların tutumundan kaynaklanıyordu. Kısıtlı kuruluşlar ekonominin bütün noktalarında etkindi - üretim, ticaret ve hatta nakliyat. Bu kuruluşlardan en güçlüşü Mesta, Kastilya&#39;nın en büyük ihracat maddesi olan yün üretimini kontrol ediyordu. Ekonomik gelişmenin bir başka engeli de toplumsal anlamda çok değer taşımamasıydı. Soylular işi kendi kazançları olarak görüyordu ve gelirlerini ve prestijlerini toprak sahibi olarak kazanıyorlardı.

İspanyol İmparatorluğu[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana madde: İspanyol İmparatorluğu

İspanya&#39;nın Habsburglu kralı V. Karl
16. ve 17. yüzyıllar İspanya&#39;nın tarihinde en büyük güce ulaştığı yıllardır. 1492&#39;de Müslümanların son kalesi Granada Krallığı yıkıldı. Aynı yıl Kristof Kolomb İspanyol hükümdarının maddi desteğiyle Amerika&#39;yı keşfettiği ünlü gezisine çıktı. Bu yolculuk,İspanya&#39;nın dünyanın en büyük sömürge imparatorluklarından birini kurmasına yol açtı. Bu dönemde İspanya İtalya, Hollanda&#39;yı egemenliği altına almakla kalmadı, Güney ve Kuzey Amerika&#39;nın büyük bir bölümünü ve Filipinleri sömürgesi haline getirdi. 1588 yılında İspanyol Armada&#39;nın İngiliz donanmasına yenilmesini takip eden taht ve din kavgaları sonunda İspanya zayıflamaya başladı. 1640&#39;ta Portekiz&#39;i, 1714&#39;te ise Avrupa&#39;daki bazı topraklarını ve Cebelitarık&#39;ı kaybetti.

İspanya&#39;nın Habsburg soyundan gelen son kralı II. Carlos , 1700&#39;de ölmeden önce tahtını yeğeni Fransa kralı XIV. Louis&#39;e bıraktığını açıkladı. II. Carlos ölünce, XIV. Louis tahtı torunu Philippe&#39;a (İspanyolca Felipe)vermeyi düşündü. Ancak XIV. Louis&#39;un önünde bir engel vardı; Habsburg soyundan gelen II. Carlos&#39;un gene Habsburg soyundan gelen kuzeni Kutsal Roma-Cermen İmparatoru tahtta hak iddia ediyordu. XIV. Louis onun hakkını hiçe saydı ve İngiltere, Prusya, Felemenk Cumhuriyeti&#39;nin desteklediği Kutsal Roma Cermen İmparatorluğu İspanya, Cenova ve Köln elektörlüğünün desteklediği Fransa&#39;ya savaş açtı. Böylece patlak veren İspanya Veraset Savaşları (1701-14)sonucu imzalanan Utrecht Barışı ile İspanyol tahtına XIV. Louis&#39;nun yeğeni V. Philippe çıkarken; İspanya Amerika&#39;daki bazı topraklarını ve İspanyol Felemenki gibi topraklarını kaybetti. Böylece İspanya&#39;da Habsburg dönemi bitti, Bourbon dönemi başladı. Kısa aralıklar hariç İspanya günümüze kadar bu hanedan tarafından yönetilmiştir. Günümüzdeki İspanya kralı I. Juan Carlos ta Bourbon hanedanından gelmektedir.

19. yüzyılın başlarında İspanya İmparatorluğu tamamen dağıldı. İspanyolların Amerika&#39;daki bütün sömürgeleri bağımsızlıklarını kazandılar. Ellerinde sadece Küba ve Porto Riko kaldı.

Cumhuriyet, İç savaş ve Faşizm[değiştir | kaynağı değiştir]
Ana maddeler: İspanya İç Savaşı ve Franco diktatörlüğü

General Francisco Franco
1873 yılında İspanya tarihinde ilk defa olarak kısa ömürlü bir cumhuriyet kuruldu. I. Dünya Savaşı&#39;nda İspanya ittifak devlet kaldı, fakat savaştan büyük ölçüde etkilendi. Fransa İspanya&#39;nın bazı topraklarına saldırıp işgal etti. General Primoderivera, çıkan ayaklanmaları bastırarak ülkede diktatörlük kurdu. 1930 yılında iktidardan düştü. Bir yıl sonra yapılan seçimleri Cumhuriyetcilerin kazanması sonucu Kral On sekizinci Alfonso ülkeyi terk etti. 1931 yılında kurulan İkinci Cumhuriyet 1936&#39;da yapılan seçimlere kadar sürdü. Seçimlerde solcuların başarılı olması üzerine ise çok kanlı bir savaş olan İspanya İç Savaşı başgösterdi.

1939&#39;da iç savaşın sona ermesiyle General Francisco Franco Devlet Başkanı oldu. 1936-1974 yılları arasında İspanya Franco&#39;nun diktatörlük dönemini yaşadı. II. Dünya Savaşı&#39;na katılmayan İspanya&#39;da ordunun desteğiyle Franco savaştan sonra da yerini korudu. 1975 yılında Franco&#39;nun ölmesiyle yerine İspanya kralı I. Juan Carlos tahta çıktı ve İspanya cumhuriyet yönetimine geri döndü.

Demokrasiye Dönüş[değiştir | kaynağı değiştir]

Darbenin yaşandığı 23 Şubat 1981 tarihli El Pais gazetesi. Gazetenin manşetindeki El Pais Anayasayı destekliyor sloganı darbeye karşı önemli bir direniş olmuştur
Ana madde: İspanya&#39;da demokrasiye geçiş süreci

İspanya kralı Carlos
1976&#39;da Franco&#39;nun atadığı başbakan Navarro&#39;nun istifası üzerine Kral Carlos Abolfo Sourez&#39;i başbakanlığa atadı. 15 Haziran 1977&#39;de 41 yıl sonra ilk defa genel seçimler yapıldı. Sourez&#39;in başkanı olduğu Demokratik Merkez Birliği çoğunluğu elde etti. 1981&#39;de sağcı Albay Antonio Tejero&#39;nun meclisi basarak yaptığı darbe girişimi sonuçsuz kaldı. 1982 seçimlerini ise İspanyol Sosyalist İşçi Partisi seçimi büyük çoğunluğu elde ederek kazandı ve 46 yıl sonra İspanya&#39;da yeniden bir sol iktidarın doğmasını sağladı.

1980&#39;li yıllarda Avrupa Birliği&#39;ne katılan İspanya 2003 yılında başlayan Irak Savaşı&#39;nda ABD&#39;nin yanında yer aldı. İspanya&#39;nın son yıllardaki tarihindeki en önemli olay 11 Mart 2004 tarihinde Madrid kentindeki yolcu trenlerine yapılan bombalı saldırılardır. Bu terör olayları sonucunda 191 kişi öldü, 2.050 kişi yaralandı.

Kaynakça[değiştir | kaynağı değiştir]
^ a b c d http://lcweb2.loc.gov/cgi-bin/query/r?frd/cstdy:@field(DOCID+es0012)
[gizle] g t d Avrupa tarihi
Egemen devletler 
Almanya Andorra Arnavutluk Avusturya Azerbaycan Belçika Beyaz Rusya Birleşik Krallık İngiltere İskoçya Kuzey İrlanda Galler  Bosna-Hersek Bulgaristan Çek Cumhuriyeti Danimarka Ermenistan Estonya Finlandiya Fransa Gürcistan Hırvatistan Hollanda İrlanda İspanya İsveç İsviçre İtalya İzlanda Karadağ Kazakistan Kıbrıs Cumhuriyeti Letonya Lihtenştayn Litvanya Lüksemburg Macaristan Makedonya Cumhuriyeti Malta Moldova Monako Norveç Polonya Portekiz Romanya Rusya San Marino Sırbistan Slovakya Slovenya Türkiye Ukrayna Yunanistan Vatikan






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Izvor: Wikipedia
Španija je naseljena od paleolita. To dokazuju pećinski crteži iz Ell Castilla i Altamire, te dolmeni i menhiri nađeni u Andaluziji i Asturiji. Međutim, prvi stanovnici koji su ostavili materijalne dokaze o svom postojanju bili su Iberi; oni su se posle izmešali sa Keltima, narodom indoeuropskog podrekla. Između 1. i 2. veka prije Hrista duž obala Sredozemlja nikle su feničke, grčke i kartaške kolonije koje su Rimljani pretvorili u svoje gradove, kada je Španija postala provincija Rimskog Carstva.

Sadržaj/Садржај  [sakrij/сакриј] 
1 Praistorija
1.1 Iberija i preromanski narodi
2 Hispanija
3 Vizigoti
3.1 Tulusko kraljevstvo
3.2 Toledansko kraljevstvo
4 Al-Andaluz i muslimanska dominacija
5 Rekonkista
6 Španija u 20. veku
6.1 Španski građanski rat
7 Vidite još
8 Reference
9 Literatura
10 Vanjske veze
Praistorija[uredi - уреди]
Glavni članak: Praistorija Iberijskog poluostrva
Godine 1994—1995. pronađeni su ostaci prvih predaka čoveka na tlu današnje Španije, u Velikoj dolini Atapuerka u Burgosu i dato im je ime Homo antecesor (lat. H. antecessor), za koga se veruje da je star oko 800.000 godina[1]. Godine 2007. je međutim, u jednoj od pećina Atapuerke, otkriven je zub, premolar, koji bi mogao biti star oko 1.200.000 godina[2].

Godine 1848. u pećini Đavolja kula na Gibraltaru, otkriveni su ostaci lobanje neandertalca (lat. H. neanderthalensis), 8 godina ranije pre nego što su otkriveni ostaci u dolini Neander pored Diseldorfa[3], a 1923. na istom mestu otkriveni su ostaci deteta neandertalca[4].

Prvi homo sapijens (lat. H. sapiens) se pojavljuje pre oko 15.000 godina[5] u pećinama Kastiljo i Morin u Santanderu, Kueto de la Mina u Asturiji. Ovaj paleolitski čovek je živeo od sakupljanja plodova, lova i ribolova.


Replika oslikane tavanice u Altamiri
Godine 1885. otkrivena je pećina Altamira u Santanderu. Pećinska umetnost imala je religijsku upotrebu. U Altamiri su nađeni crteži 38 bizona, 26 konja, 10 goveda, 14 koza, 63 jelena, 5 divljih veprova, 1 mamut, 1 los, riba, divlja mačka, vuk, 10 nedefinisanih oblika 9 ljudskih figura, nekoliko šaka i oko stotinjak različitih znakova[5].

Oko 10.000. p. n. e. desile su se korenite promene u klimi. Nastupilo je ledeno doba, nestale su životinjske vrte poput mamuta a pojavile su se nove, koje je čovek pripitomljavao. Počeo je da napušta nomadski život, da osniva prve naseobine i da obrađuje zemlju. Kamen počinje da upotrebljava za izradu oruđa potrebnog za obradu zemlje ili mlevenje žita, a pojavljuje se i prva keramika, koja je služila za čuvanje hrane[5]. Na Iberijskom poluostrvu su nađene grobnice sa noževima i kamenim sekirama od vulkanskog kamena koje potiču iz perioda poznog paleolita (između 8.000 i 5.000. godine p. n. e.). Takođe su nađeni ukrasni predmeti i grnčarija. U pećinama Kariguela (Granada) i Nerha (Malaga) pronađena su skladišta žita. Valensija i Alikante takođe sadrže tragove života čoveka kamenog doba kao i pećinsko slikarstvo. Dok u Kantabriji i Austriji pećinsko slikarstvo potiče iz paleolita, neolitsko pećinsko slikarstvo se nalazi na obali Sredozemlja[5]. Na Sredozemlju, u pećini Morelja, pećinsko slikarstvo prikazuje scene iz lova i prvih ratova, dok u Aranji i Paharehu se mogu videti žene kako vrše domaće poslove, a u Kogulju i Alperi postoje crteži žena koje igraju — verovatno su bile sveštenice[5].

U neolitu, ljudi su sahranjivani pod velikim brdima kamenja koje su se zvale dolmeni — prostorija sačinjena od kamenja prekrivenog kamenom pločom. Najstariji dolmeni su pronađeni u Portugalu i obližnjim španskim provincijama. U Almeriji, pronađeni su tolosi, grobnice sa lažnom kupolom, što je dokaz o jednom društvu koje poštuje kult predaka[5]. Na tlu današnje Španije, bilo je nekoliko neolitskih naseobina koje su bile složenijeg karaktera i koje su bile zaštićene nekom vrstom zidina: Miljares, Almerija, Vila Nova, San Pedro na ušću reke Taho. Ostaci između 2.000 i 1.800. godine p. n. e. sadrže kamenje, kosti, oružje i oruđe od bakra, i posude od keramike u obliku zvona[5].

U naseljima Argar u Almeriji i Kogotas u Avili, nađeni su ostaci prelaska sa bakra na bronzu. Sadržaj grobnica ukazuje na hijerarhizovano društvo — visoke ličnosti su u svojim grobnicama imale predmete od metala. Iz ovog perioda potiče kiklopska kultura na Balearima čiji su pripadnici spaljivali svoje mrtve i čuvali pepeo u urnama[5]. Ovaj običaj su na Sredozemlju uveli Kelti. U dolini Ebra, naselio se nepoznat indoevropski narod čiju je kultura nazvana Helštat. Ovaj narod je uveo plug u zemljoradnju i usavršio metalurgiju. Sredinom prvog milenijuma, Galiciju su takođe naselile zajednice koje su došle s mora. I ovde su nađeni oružje i nakit slični onom nađenom na obali Atlantika — skulpture divljih svinja i ovaca kao i ratnika, što ukazuje na stočarsku zajednicu[5].

Iberija i preromanski narodi[uredi - уреди]
Glavni članci: Iberija, Iberi, Keltiberi, Kelti, i Tartešani

Dama iz Elčea, smatra se najvrednijim izrazom iberske umetnosti
Kelti stižu na poluostrvo u prvom milenijumu pre nove ere i naseljavaju se na teritoriji današnje Galicije, Asturije, Kantabrije, Baskije i severnom delu Kastilje i veliki deo današnjeg Portugalije.

Takođe oko 1000. p. n. e. pojavljuju se Tartešani, jedna od najstarijih kultura na Iberijskom poluostrvu. Nastanjivali su teritoriju današnje zapadne Andaluzije i južnog Portugala, na ušću Gvadalkivira. Stari zavet pominje tartešanske brodove natovarene zlatom, srebrom, gvožđem i kalajem. Grci ih takođe pominju; prvi pomen se nalazi kod pesnika Estesikora, dok Strabon daje najdetaljniji opis ovog naroda. Herodot ih je takođe pominjao. Razvili su rudarstvo, ubiranje soli i soljenje ribe koju su izvozili u unutrašnjost kopna. Trgovali su sa Grcima te se opadanje njihove kulture poklapa sa opadanjem grčkih uticaja na poluostrvu, negde oko 6. veka p. n. e. Grad su verovatno razorili Kartaginjani oko 500. p. n. e.[5]

Istočnu obalu su oko 1100. p. n. e. počeli da naseljavaju Feničani. Feničani su osnovali gradove Gadir (današnji Kadiz), Malaka (današnja Malaga) i Abdera (Adra, u današnjoj provinciji Alemerija), posejavši celu mediteransku obalu faktorijama[5].

Grci su se naselili nešto severnije na istočnoj obali, u Rodesu (današnji Rosas) i Emporion (današnji Ampurijas) na teritoriji današnje autonomne pokrajine Katalonije. Tu su naišli na Ibere i ujedno su bili prvi koji su ostavili pisane zapise o tom neindoevropskom narodu o kome se još uvek relativno malo zna.

Grčki i rimski izvori nam govore o dve prisutne kulture: keltska i iberska, jedna na severu, druga na jugu. Sa njima su na poluostrvu takođe živeli i Keltiberi, u centralnoj oblasti poluostrva zvanoj Mezeta, sa gradovima kao na primer, Numancija, zatim Vakseji, Vetoni i Karpetani. U Andaluziji su živeli Tartešani, u Almeriji i Mursiji Bastetani, na teritoriji od Valensije do Saragose Edetani, u Leridi Ilergeti, na severu su živeli Lajetani, Ausetani i Seretani. U Aragonu su dominirali Hasetani a u Baskiji Vaskoni, Barduli i Karistiji. Na teritoriji današnjeg Portugala živeli su Luzitanci, a u Galiciji Brakarensi i Lucensi[5].

U 3. veku pre nove ere, Kartaginjani započinju osvajanja Iberijskog poluostrva.

Kartagina i Rim će se sukobiti u Punskim ratovima oko prevlasti na zapadnom Mediteranu. Nakon poraza u Prvom punskom ratu, Kartagina će pokušati da nadoknadi gubitak Sicilije, Sardinije i Korzike intenziviranjem svog prisustva na Iberiji[6].

Hamilkar Barka, Hanibal i drugi kartaginjanski generali potčinjavaju stare feničanske kolonije na teritoriji današnje Andaluzije i nastavljaju osvajanja i širenje svoje zone uticaja na ostale autohtone narode. Krajem 3. veka p. n. e. veliki deo naroda južno od reka Duero i Ebro kao i Balearska ostrva priznaju kartaginjansku vlast.

Godine 218. p. n. e. počinje Drugi punski rat. Spor je nastao oko grčke kolonije Sagunt. Hanibal će u tom ratu izvršiti ofanzivu na sam Rim, pri čemu je koristio Iberijsko poluostrvo kao bazu za svoje operacije[6].

Međutim, ovaj rat će se završiti ponovnim porazom Kartagine, što će otvoriti put ka novoj etapi u istoriji Iberijskog poluostrva — romanizaciji.

Hispanija[uredi - уреди]
Glavni članak: Hispanija

Arheološki ostaci rimskog amfiteatra u Taragoni
Nakon Drugog punskog rata, Iberijsko poluostrvo potpada pod vlast Rima. Proces potčinjavanja, a kasnije i romanizacije nije bio ujednačen. Teritorije mediteranske obale su lakše potpale pod rimsku vlast i uticaj kasnijeg procesa romanizacije nego atlantska obala, neki delovi u unutrašnjosti poluostrva, ili severni delovi poluostrva. Na primer, Kantabri su pružali otpor skoro do početka Rimskog carstva i dolaska Avgusta na vlast[6].

Godine 197. p. n. e. Hispanija će biti podeljena na dve provincije: Hispanija Citerior i Hispanija Ulterior[7].

Rimska osvajanja će se kompletirati 19. p. n. e. nakon završetka Kantabrijskih ratova, nakon čega će se iste godine izvršiti druga podela Iberijskog poluostrva na provincije Betika, Tarakonensis i Luzitanija[7].

Proces romanizacije podrazumeva preuzimanje jezika, običaja i društvenog uređenja Rima koji je započet negde oko 110. p. n. e. i trajaće sve do sredine 3. veka[7].

Dodela rimskog građanskog prava omogućila je ličnostima rođenim na tlu Hispanije, kao što su bili Trajan, Hadrijan ili Teodosije, da postanu rimski carevi. Takođe su mnogi umetnici, političari i sportisti bili rodom iz Hispanije, od kojih su najznačajniji filozof Seneka i pesnici Marcijal i Lukano[8].

Vizigoti[uredi - уреди]
Glavni članak: Vizigoti
Glavni članak: Vizigotska Španija

Migracije Vizigota
U 3. veku Goti su počeli da napadaju na granice Rimskog carstva i pljačkaju gradove u Trakiji i Maloj Aziji. Dolaskom Dioklecijana na vlast, najezde Gota su zaustavljene i oni se naseljavaju privremeno na teriotoriji između Karpata, Dona, Visle i Azovskog mora, gde su se i podelili na Tervinge i Grejtunge. Ubrzo su oba naroda postali rimski saveznici koji su branili granice Carstva. Tervinzi su vrlo brzo primili uticaje rimske kulture — odbacili su stare kultove i prihvatili hrišćanstvo onako kako ga je tumačio aleksandrijski teolog Arije, učenje koje je dobilo naziv arijanstvo, i koje je Prvom vaseljenskom saboru u Nikeji 325. godine bilo proglašeno za jeres. Episkop Ulfila je preveo Novi zavet na gotski jezik, što označava takođe i početke gotske pismenosti, mada ostaje sporno u kojoj meri je Ulfilin rad uticao na preobraćenje Gota u periodu dok su živeli van rimskih granica.[9]. Godine 376. rimski car Valens dozvolio je Tervinzima, koji su tražili utočište pred nadolazećim Hunima, da se nasele na rimskoj teritoriji u svojstvu federata. Međutim, bez dozvole rimskih vlasti u Trakiju je pohrlio i jedan deo Grejtunga i Alana, tako da su se prilike ubrzo izmakle kontroli. Pored toga carski činovnici su loše postupali s pridošlicama te su se Goti pobunili i opustošili Trakiju, na šta je Valens odgovorio pokretanjem vojske s namerom da ih uništi, međutim, pretrpeo je težak poraz kod Hadrijanopolja 378. godine[9]. Posle Gotskog rata koji je bio težak za obe strane, Teodosije Veliki je uspeo da sklopi savez sa Gotima i naseli ih u Trakiju kao rimske saveznike. Ovakva pogodba je bila potpuno nova u rimskom sistemu pošto je sada carstvo de fakto prihvatilo stvaranje jedne varvarske enklave na svojoj teritoriji. Kada je Teodosije umro 395. godine, Alarik je uspeo da se nametne za vladara većine gotskih skupina na Balkanu i da ih povede u neizmenične obračune i pregovore sa rimskim vlastima zarad dobijanja boljeg statusa i mesta za trajno naseljavanje. Alarihovi Goti, koji se od perioda njegove vlade mogu zvati zajedničkim imenom Vizigoti, su najposle 408. uspeli da uđu u Italiju i zatraže novi sporazum ca carem Honorijem. Kada su Alarihove nade za postizanje sporazuma sa zapadnorimskom vladom u Raveni po ko zna koji put izneverene, Vizigoti su napali sam Rim. Nakon tri dana pljačkanja, Vizigoti su napustili grad i krenuli ka jugu, s namerom da odu u Afriku ali tu je Alarik naprasno umro, te su odustali od te namere. NJegov naslednik, Ataulf, poveo je svoj narod ka Galiji. Hispanija je još 409. godine pretrpela navalu Sveva, Alana i Vandala. Pod Valijom, Vizigoti su sklopili savez sa Rimljanima koji su im 418. godine dozvolili da se nasele u Galiji, tačnije u dolini reke Rone u Akvitaniji. Vizigoti su tako osnovali kraljevstvo sa sedištem u Tuluzu, a po zatim su zajedno sa Rimljanima uspešno ratovali protiv varvarskih skupina na Pirinejskom poluostrvu[9]. U Hispaniji su Svevi i Hazdinzi nastavili sa međusobnim ratovima sve do 421. kada su se Hazdinzi spustili na jug, a potom otišli na Baleare. Vandali su 429. godine prešli u severnu Afriku i tamo osnovali Vandalsko kraljevstvo[9].

Tulusko kraljevstvo[uredi - уреди]

Vizigotsko kraljevstvo oko 500. godine
Godine 451. Vizigoti imaju važnu ulogu u bici na Katalaunskim poljima u kojoj su pod vođstvom rimskog vojskovođe Aecija pobedili i odbacili Hune i njihove saveznike predvođene Atilom. Vizigoti su se zatim proširili na Iberijsko poluostrvo, gde su Svevi upali u Galiciju i poharali je. Pod drugim velikim vizigotskim kraljem Eurikom, Vizigotsko kraljevstvo postaje ujedinjeno i 475. godine konačno postiže potpunu nezavisnost od Zapadnog rimskog carstva koje je ionako doživelo svoj kraj sledeće (476) godine kada je Odoakar, vođa varvarskih najamnika u Italiji, svrgavao maloletnog cara Romula Avgustula i poslao ga u progonstvo.

U doba Eurikove vladavine, vizigotska država je bila najmoćnija varvarska država u poznom 5. veku. Iako je Rimsko carstvo nestalo, Eurik je održao državni i pravni kontinuitet postavljanjem temelja vozigotskog zakonodavstva. Prvi vizigotski kodeks nosi Eurikovo ime[9].

Vizigotsko kraljevstvo u Tuluzu će uništiti franački kralj Hlodoveh 507. godine u bici kod Vujea. U to doba, Vizigotima je vladao Alarik II, Eurikov sin, koji je poginuo u sukobu sa Francima. Hlodoveh je baš tada prihvatio ortodoksno hrišćanstvo[10], te je sam predložio da očisti Galiju od jeretika (Vizigoti su u to doba pripadali jeretičkoj grani hrišćanstva, arijanstvu). Borbu sa Francima je nastavio novi kralj, nezakoniti Alarihov sin, Gesalih (507—511), međutim, bez uspeha — Franci su ubrzo spalili Tuluz, a Gesaliha uhvatili i pogubili. Franke je zaustavio ostrogotski kralj, Teodorik Veliki, koji je delimično strahovao i za svoje nedavno utvrđeno kraljevstvo u Italiji, a delimično je branio i interese svog unuka, Amalariha[9].

Vizigotsko kraljevstvo se tada u Galiji svodi samo na Septimaniju, a vlast preuzima Teodorik koji je do svoje smrti vršio ulogu regenta u ime svog unuka Amalariha. Amalarih se oženio sa Hlodovehovom kćerkom Hlotildom, međutim, kad je Hlodoveh saznao da je Amalarih zlostavlja i prisiljava da prihvati arijanstvo, Franci su opet napali na Vizigotsko kraljevstvo, ubili Amalariha i opljačkali i poharali razne gradove. Tada na čelo vizigotske države dolazi Teudis, ostrogotski vojskovođa. Teudis je morao da se suprotstavi Vizantiji jer je u to vreme vizantijski car Justinijan I želeo da povrati provincije koje su zaposeli varvarski narodi, tako da su Vizantinci zauzeli Vandalsku kraljevinu u severnoj Africi, osvojili Baleare i otpočeli seriju ratova sa Ostrogotima u Italiji. Godine 548. Teudis je ubijen, a godinu dana kasnije i njegov sin, Teudigisil. Na presto je došao Agila, međutim, Atanagild, njegov suparnik, pozvao je u pomoć Vizantince, te je uz pomoć male flote koju je Justinijan poslao sa Sicilije, uspeo da pobedi Agilu koji je pobegao u Meridu gde su ga ubili njegovi ljudi. Atanagild je onda postao vizigotski kralj, međutim, Vizantinci su zauzeli Kartahenu, Malagu i Kordobu i tamo ostali sledećih 70 godina[9].

Toledansko kraljevstvo[uredi - уреди]
Nakon Atanagildove smrti (568), na presto je stupio Leovigild koji je do 573. vladao zajedno sa svojim bratom Liuvom. Leovigild je premestio prestonicu u srce Hispanije, u Toledo[9][11], crkveni i verski centar tog doba, i time uspeo da ujedini Vizigote i Hispanorimljane u borbi protiv Vizantije. Ovu vezu je još više učvrstio objavio revidirani zakonik, Kodeks revisus (lat. Codex Revisus), u kome je bolje definisao nedorečene zakone, neke zakone izbacio a neke nove ubacio i prilagodio ga svom vremenu. Takođe je počeo da potiskuje Vizantince i potčinjava Baske u Pirinejima, Sveve u severozapadnom delu poluostrva kao i druga plemena u unutrašnjosti. Na granicama je dizao utvrđenja i naseljavao seljake koji su imali istovremeno i zadatak da ih brane. Međutim, kao arijanac, došao je u sukob sa ortodoksnim hrišćanima među kojima se našao i njegov sin Hermenegild, grof Betike, koji je bio oženjen franačkom princezom i pod uticajem biskupa iz Sevilje 579. godine prešao u ortodoksno hrišćanstvo. Hermengild je digao bunu koja je međutim bila ugušena a njemu glava odrubljena[9].

Leovigild je umro 586. godine i nasledio ga je Rekared, njegov sin, koji je odmah po očevoj smrti napustio arijanstvo i prešao u ortodoksno hrišćanstvo, čime je uklonio najozbiljniju prepreku i najveći izvor nesuglasica između vladajuće klase, Vizigota, i podanika, Hispanorimljana, koji su u velikoj većini ispovedali ortodoksno hrišćanstvo[9]. Rekaredov primer sledila je većina arijanskih biskupa i vizigotskih plemića i velikaša, međutim, bilo je i onih koji su se usprotivili napuštanju arijanstva naročito u Septimaniji, gde su se pobunili 589, ali je Rekared pobunu brzo ugušio i sazvao Treći sabor u Toledu i pred 62 biskupa pročitao zvaničnu dogmu u duhu nikejske veroispovesti i obećao zaštitu ortodoksnoj hrišćanskoj crkvi. Rekared je ovime, a i drugim merama nastavio politiku ujedinjavanja i asimilacije Vizigota i Hispanorimljana u jedan narod[9].

Treći sabor u Toledu je bio značajan i po tome što je označio konačno ujedinjenje iberijskog prostora i začetak izgradnje novog, hispanskog identiteta. Takođe je označio i ujedinjenje crkve i države. Kralj je, po uzoru na Vizantiju, postao vrhovni crkveni poglavar. Biskupi su priznali kralja i monarhiju kao jedini pouzdani garant reda i zakona, a kralj je zauzvrat priznavao crkvu kao osnovu svoje vlasti i moći[9].

Vizigotski kraljevi su do propasti Vizigotskog kraljevstva na početku 8. veka bezuspešno pokušavali da izbornu monarhiju učine naslednom, što je izazvalo niz obračuna koji su na kraju i došli glave vizigotskog državi. Nakon smrti Rekareda, sledili su kraljevi čije su vladavine bile kratkog veka — dolazili su silom na presto i silom su uklanjani s prestola. Sisebur (612—621), jer bio jedan od onih koji su se zadržali duže od par godina na prestolu i čija je vladavina ostala zapamćena po netolerantnim zakonima protiv Jevreja[9]. Svintila (621—631) je ostao zapamćen po tome što je konačno proterao Vizantiju sa Iberijskog poluostrva i bio prvi vizigotski kralj koji je zavladao celom Hispanijom. Međutim, borbe za presto nisu prestajale i samo su sve više slabile i razjedinjavale vizigotsku državu. S druge strane, isto toliko je i verska netrpeljivost prema Jevrejima i niz antijevrejskih zakona koje su donosili razni kraljevi u toku svoje vladavine dovela do toga da su i Jevreji radili na propasti vizigotskog kraljevstva i prilično imali udela u muslimanskoj invaziji s početka 8. veka[9].

Al-Andaluz i muslimanska dominacija[uredi - уреди]
Glavni članci: Mavarsko osvajanje Pirinejskog poluostrva i Al-Andaluz

Unutrašnjost džamije u Kordobi, prestonice Al-Andaluza
Mavri[12] su otpočeli invaziju 711. i u roku od pet godina zauzeli su čitavo Iberijsko poluostrvo[13]. Još pre 711. godine bilo je mavarskih upada na teritoriju današnje Španije. Godine 696. Mavri su napali Melilju, a 709. Seutu.

Prema starim hronikama, Mavri su uspeli da tako brzo osvoje i unište Vizigotsko kraljevstvo zahvaljujući izdaji grofa od Seute, Julijana[13].

Nakon smrti kralja Vitiza, plemići i biskupi na poluostrvu izabrali su Roderika, grofa od Betike, za novog kralja. Vitizini sinovi su više bili za Akilu, tarakonskog grofa, te zbog toga sklapaju pakt sa Mavrima preko Julijana.

Roderih je u to vreme bio zaokupljen borbama protiv Vaskona koji su se digli na ustanak, međutim, kad je saznao za arapsku invaziju, odmah im je krenuo u susret. U bici kod Gvadalete bio je poražen zahvaljujući nelojalnosti Vitizinih pristalica, koji su se borili na strani muslimana[13]. Pošto je Roderih umro, a glavnina vizigotske vojske bila potučena do nogu, Mavri su odlučili da nastave sa invazijom. Gradovi su brzo padali jedan za drugim, međutim, mnogi od njih ne pod vojnom muslimanskom silom, već zahvaljujući sklapanju dogovora i saveza sa pojedinim vizigotskim moćnicima, kao i magistratima gradova[13].

Tarik ibn Zijad, berberski vođa, osvojio je Toledo i stigao do Leona. Musa ibn Nusair, jemenski vođa i omejadski vojskovođa, sa svojih 71 godinom učestvuje u invaziji, osvaja Sevilju, i stiže do Meride, 712. godine. Kasnije će ova dva arapska lidera udružiti snage kako bi zauzeli Saragosu.

Musin sin, Abd al Aziz će 716. godine završiti osvajanje poluostrva (osim brdovitih kantabrijskih i pirinejskih delova), i preći će na franačku teritoriju. Međutim, Karlo Martel će zaustaviti arapsko prodiranje u bici kod Poatjea 732. godine. Muslimani su do tada samo promicali poluostrvom, i nisu se nigde duže zadržavali. Tek nakon ove bitke, počeli su da se trajno nastanjuju u južnom delu poluostrva, kome su dali ime Al-Andaluz[13].

Tada nastaju i prvi sukobi, s obzirom da su Berberi, koji su činili većinu vojnih mavarskih snaga, dobijali manje vrednu zemlju od Arapa. Arapi su se naselili u plodnoj Andaluziji, a Berberima su davali posede u Meseti i planinskim oblastima Portugala čije su zemlje bile manje plodne, klima oštrija a same teritorije udaljene od upravnih sedišta muslimanske države. Godine 739. izbila je prva berberska buna[13] na severu Afrike kojoj su se pridružili i Berberi sa Iberijskog poluostrva, međutim ustanak je bio ugušen.


Pogled na džamiju u Kordobi
Abderaman I, pripadnik dinastije Omejada, proglašava Kordopski emirat 772. godine, i na taj način ostvaruje političku nezavisnost hispanskih muslimana od halifata u Damasku, gde su Abasidi šest godina ranije svgnuli njegovu porodicu sa vlasti. Abderaman I je obnovio vojsku i postavio sebi verne zapovednike, ugušio niz berberskih pobuna i učvrstio se na vlasti. Međutim, zahvaljujući njegovoj zauzetosti oko sređivanja unutrašnjih stvari u emiratu, Asturijanci su dobili šansu da osnuju kraljevstvo i učvrste svoju nezavisnost u severozapadnom delu poluostrva[13]. Takođe su se i proširili na račun Berbera u Meseti, a uskoro su se pojavile i druge hrišćanske države. Istovremeno, emirat su potresale i pobune muladija (jez-es|muladíes), hrišćana koji su prešli u islam, a koji su ipak morali da plaćaju velike poreze, pa su se zbog toga pobunili jer su ih smatrali nepravednim[13]. U međuvremenu, hrišćani iz asturijskih planina su pokrenuli Rekonkistu — borbu za ponovno hrišćansko osvajanje Iberijskog poluostrva od muslimana, koju su vodili manje više uspešno, kad god se hrišćanske kraljevine nisu borile međusobno. Kordopski emirat su takođe sve vreme potresale bune različitih verskih grupa koje su se osećale ugnjetenima, kao i stalni ratovi sa hrišćanskim državama, pa čak i jedna invazija Vikinga (844) prilikom koje su Hihon i obale Galisije bile opustošene, a sami Vikinzi su Gvadakivirom stigli do Sevilje i pljačkali je 40 dana. Neki su se ipak i naselili u blizini Sevilje i prihvatili islam[13].

U 10. veku, Kordoba je doživljavala veliki kulturni i ekonomski procvat, te se Abderaman III 929. godine proglasio halifom i osnovao Kordopski halifat, što je predstavljalo potpuno otcepljenje od Bagdadskog halifata, koji se međutim, nije mnogo uzbuđivao zbog toga, jer nije ugrožavalo pretenzije Abasida u severnoj Africi[13]. Duga vladavina Abderamana III se vezuje za procvat hispano-muslimanske kulture ovog perioda.

Pod Almanzorom (takođe poznat i kao Al-Mansur, što znači Pobednik[13]), koji je opljačkao Barselonu 985, i kasnije za vreme vladavine njegovog sina, hrišćanski gradovi su bili predmet čestih pljački i pustošenja. Almanzor je bio prvi ministar i vojskovođa koji je vladao u ime maloletnog Hiksema II a uz podršku Hiksemove majke. Postao je jako moćan i bogat, a istovremeno je iskazivao veliku versku netrpljivost te je ogromnu i veoma vrednu biblioteku Hiksemovog oca, Al-Hakema II pročistio od knjiga koje po njemu nisu bile u skladu sa muslimanskom verom. Nakon Almanzorove smrti, njegovo mesto je na kratko zauzeo njegov sin, Abd-al-Malik (1002—1008), da bi se njegov drugi sin, Abd-al-Rahman Sančuelo proglasio halifom, dok su plemići proglasili halifom drugog pripadnika dinastije Omejada, Muhameda II. Kordopski halifat je zapao u niz bratoubilačkih borbi i mada je 1031. godine Hiksem III bio proglašen halifom, Al-Andaluz se raspao na mngoobrojne kraljevine koje su kontrolisali arapski, berberski pa čak i robovski poglavari, a same te kraljevine su dobile naziv „taife“, što na arapskom znači „partija, frakcija&quot;[13].

Kraljevi taifi su bili jedni drugima konkurencija, ne samo na bojnom polju, već i u mecenarstvu, tako da su u to doba kultura i umetnost bili u procvatu. Međutim, taife su izgubile prilično teritorija koje su postale deo hrišćanskih kraljevina, i nakon gubitka Toleda 1055, muslimanski vladari su nevoljko pozvali Almoravide koji su izvršili invaziju na Al-Andaluz i uspostavili svoje carstvo. U 12. veku Almoravidsko carstvo se opet raspalo zahvaljujući invaziji Almohada, koji su bili poraženi od hrišćana u bici kod Navas de Tolosa, 1212. godine. Do kraja 13. veka, Granada je ostala kao jedina nezavisna muslimanska kraljevina na Iberijskom poluostrvu, koja će kao poslednje muslimansko utvrđenje nestati konačnom pobedom Katoličkih kraljeva 1492. godine.

Rekonkista[uredi - уреди]
Glavni članak: Rekonkista

Don Pelajo
Kad su Mavri upali na Iberijsko poluostrvo, malobrojno vizigotsko plemstvo koje je preostalo povuklo se u planinske predele Asturije i Kantabrije i tamo osnovalo Kraljevinu Asturiju. Karlo Veliki je osnovao Špansku marku, pograničnu zonu čije je stvaranje imalo za cilj da zaustavi dalji muslimanski prodor na evropski kontinent[14].

Bitka kod Kovadonge (Asturija) koja se odigrala 720. godine označava početak Rekonkiste. Don Pelajo, vizigotski plemić je bio proglašen kraljem nakon bitke. Prvi dvor je uspostavljen u Kangas de Onis (šp. Cangas de Onís). Pelajo je umro 737. a dve godine kasnije, njegov zet, Alfonso I, iskoristio je unutrašnje sukobe između Arapa i Berebera, i ponovo krenuo u borbu protiv Mavara. Tom prilikom je napredovao do Riohe i reke Duero.

Krajem 9. veka od zapadnog dela Španske marke nastala je Kraljevina Navara koja je obuhvatala Baskiju sa Pamplonom i Aragon. Od istočnog dela Španske marke nastala je Grofovija Barselona. Kraljevina Asturija je do 1000. godine bila podeljena na Kraljevinu Leon i Kraljevinu Kastilju[14].

Deseti vek je za hrišćanske kraljevine protekao u znaku učvršćivanja i proširivanja granica. Asturijski kraljevi, Ordonjo I i Alfonso III, su duž granica hrišćanskih teritorija podizali utvrđenja. Godine 913. osnovana je nezavisna Kraljevina Leon kada su prinčevi Asturije premestili svoju prestonicu iz Ovijeda u Leon[15], a 931. grof Fernan Gonzales pretvara Kastilju u naslednu grofoviju, nezavisnu od uticaja leonskih kraljeva. Usvojio je titulu kralja Kastilje, prema mnogobrojnim utvrđenjima (šp. castillos) koja su se nalazila u toj oblasti, i nastavio sa širenjem kraljevstva na račun Leona sklopivši savez sa Kordopskim halifatom sve do 966. kada ga je zaustavio Sančo I od Leona.

Sredinom 10. veka, hrišćanske zemlje obuhvatale su Leon, Asturiju, Galiciju i Kastilju, kao i delove Baskije i Navare[15]. Ramiro I I je nastavio proširivanje hrišćanskih teritorija ka jugu. Podržavao je pobunjenike u Toledu i obnovio savez sa Navarom. Nakon pobede u bici kod Simankasa 939, utvrdio je granice Leona u dolini Duera. Alfonso V je podario Leonu posebne zakone, tzv. fueros, kojima je uredio upravu u prestonici. Takođe je vodio brigu i o naseljavanju opustelih teritorija koje su Arapi ostavili za sobom[15].

Kastilja je, s druge strane, sredinom 10. veka uspela da se osamostali zahvaljujući pobuni grofa Fernana Gonzalesa koji je iskoristio smrt Ramira II, ustanovio granice i utvrdio vlast. Kastilja je nastala na samoj granici prvobitnne kraljevine Asturije, na uskom delu skoro puste zemlje koja je bila prva na udaru napada muslimana iz Kordobe i doline Ebra. U 9. i 10. veku naseljena je Baskima[15] koji su bili izrazito ratoborni i samostalni, nenaviknuti na društvenu slojevitost vizigotske epohe. Takva ratoborna Kastilja nije mnogo privlačila ni staro vizigotsko plemstvo ni mozarape iz Kordobe tako da je ostala samostalna i podelila se u grofovije. Jedinstvo Kastilje je uspeo da postigne tek Fernan Gonzales[15]. Leon i Kastilja će se sve do 13. veka više puta spajati i razdvajati. Konačno, 1230. godine dolazi do poslednjeg i definitivnog ujedinjenja Kastilje i Leona, kada Fernando III od Kastilje nasleđuje od svoje majke Berengele kraljevinu Kastilju (1217), i od svog oca Alfonsa IX, Leon (1230).

Što se tiče same rekonkiste, sve dok su muslimani ostali jedinstveni, hrišćanske kraljevine nisu mogle mnogo da učine osim da sačuvaju svoje teritorije. Kada je 1034. došlo do raspada Kordopskog halifata i razbijanja muslimanske države na više od 20 kraljevstava — taifa, hrišćanske države su dobile šansu za napredovanje[14].

U cilju stišavanja feudalnih ratova između hrišćana, mnogi monasi su počeli da propovedaju rat protiv španskih muslimana kao bogougodno delo, tako da su mnogi velikaši s druge strane Pirineja poveli vojske na Iberijsko poluostrvo. Verovatno najznačajniji pohod je bio onaj koji je preduzeo Rajmond Tuluski 1085. godine zajedno sa grupom burgundskih velikaša[14].


Srednjovekovni zamak, Manzanares u Kastilji
Prve dve decenije 11. veka veći deo hrišćanskih zemalja na Iberijskom poluostrvu pripadao je dvojici kraljeva — Alfonsu VI, kralju Leona i Kastilje i Sanču Ramirezu, kralju Aragona i Navare[14]. Ova dva kralja su uz pomoć francuskih vitezova koji su dolazili u pomoć preduzeli odlučnu ofanzivu protiv muslimanskih taifa. Godine 1085. Alfonso VI je osvojio Toledo, veoma značajan grad i centar muslimanske kulture. Sledećih godina ova Alfonso i Sančo su vodili niz ratova koji su značajno oslabili muslimanske države. Ovo je doba i velikog junaka Rodriga Dijaza de Vivara, među muslimanima poznatog kao El Sid, koji je takođe osvojio oblast Valensiju zajedno sa njenim glavnim gradom i držao je nekih šest godina pod svojom vlašću. Međutim, takođe je bilo ratova i između samih hrišćanskih kraljevina, što je unekoliko usporilo proces Rekonkiste[14].

Taife su uskoro uvidele da ne mogu same da se nose sa Alfonsom VI i Sančom, te su 1086. godine pozvale u pomoć Almoravide, berberski narod koji je u to doba vladao severozapadnom Afrikom. Almoravidi su, stigavši na Iberijsko poluostrvo naterali Alfonsa VI da se povuče iz Leride i Valensije. Međutim, uskoro je nastao raskol između Almoravida i taifa, te su hrišćani to iskoristili i opet krenuli u ofanzivu. Alfonso I od Aragona i Navare je 1118. godine osvojio Saragosu, a grof Barselone, Ramon Berenger III je osvojio priobalne oblasti na Mediteranu i opljačkao Majorku. Tridesetak godina kasnije, Alfonso VII, kralj Leona i Kastilje, proširio je hrišćanske teritorije Kordobom i Almerijom. Godine 1150. Ramon Berenger IV se venčao sa Petronilom od Aragona, kćerkom Ramira II od Aragona, čime je došlo do ujedinjenja sa aragonskom kraljevskom dinastijom i stvaranja Krune Aragona[14].

Godine 1125. drugo divlje berbersko pleme, Almohadi, srušilo je Almoravide u severnoj Africi, te su muslimani na Iberijskom poluostrvu pozvali njih u pomoć. Almohadi su stigli na Iberijsko poluostrvo 1146. i s početka su imali problema da uspostave prevlast nad muslimanima, ali kad su to uspeli, krenuli su na hrišćane i uskoro povratili skoro sve teritorije koje je osvojio Alfonso VII.


Svečani ulazak Katoličkih kraljeva u Granadu 1492. godine
Alfonso VIII od Kastilje i njegov ujak, Fernando II od Leona su se, međutim, uspešno suprotstavili Almohadima koji su doveli pojačanja iz severne Afrike. Godine 1195. u bici kod Alarkosa hrišćanska vojska Alfonsa VIII bila je teško poražena. U narednih deset godina, obe strane su se spremale za odlučujuću bitku koja će se desiti 16. jula 1212. godine, kod mesta Navas de Tolosa gde su muslimanske snage pretrpele težak poraz.

Nakon ove velike pobede nad muslimanima, hrišćanska kraljevstva su se zapala u međusobne borbe, tako da je tek nakon 1230. godine Rekokista mogla da se nastavi. Ferdinand III, kralj Leona i Kastilje je 1236. zauzeo Kordobu, i 1248, Sevilju. Đaume I, aragonski kralj osvojio je Majorku, Menorku i Valensiju. Muslimanske teritorije su se uskoro svele na Granadu, koja će kao poslednji muslimanski bastion, pasti 1492. godine pod napadom vojske Katoličkih kraljeva[14].

Španija u 20. veku[uredi - уреди]
Španski građanski rat[uredi - уреди]
Glavni članak: Španski građanski rat
Frankov vojni puč trijumfovao je u većem delu Španije naročito one koje su nekoliko meseci ranije na izborima bile opredeljene za desničarske kandidate: Galiciji, Leonu, Staroj Kastilji, Navari, većem delu Aragona, zapadnoj Andaluziji, severnoj Africi i na Kanarskim ostrvima. Veliki gradovi kao i industrijski najvažnije oblasti bile su pod kontrolom snaga lojalnih vladi. Već tokom leta 1936. nazirali su se frontovi budućeg rata. Franko je otišao sa Kanarskih ostrva u Marokanski protektorat kako stao na čelo španskih afričkih jedinica. Ovo su bile elitne španske jedinice. Po prelasku Gibraltara ove snage su se povezale sa pobueničkim garnizonima u Kadisu i Sevilji a do jeseni stigle su do predgrađa Madrida.

Obe strane trudile su se da osiguraju međunarodnu podršku. Zapadne sile, Francuska i Ujedinjeno Kraljevstvo, bile su pre svega zabrinute da se rat ne proširi po Evropi i uz pomoć Društva naroda nastojale su da sprovedu izolaciju španskog sukoba. Nemačka i Italija aktivno su pružale vojnu pomoć Frankovim snagama. Sovjetski Savez stao je na stranu Republike i od 1937. pružao je pomoć u ratnom i sanitetskom materijalu. Antifašističko javno mnjenje širom sveta je stalo na stranu Republike.

Rat koji je usledio imao je jasna ideološka obeležja. Katolička crkva je podržala Franka izjednačavajući rat protiv komunista sa novim krstaškim pohodom. Potom je antiklerikalizam levice dobio ekstremne razmere. Vernici i sveštenici u pojedinim oblastima bili su izloženi strašnim progonima. U provincijama koje su ostale lojalne Republici milicija Narodnog fronta je često poništavala vlast predstavnika vlade. Anarhisti su podsticali zauzimanje preduzeća i zemlje što su radnici i činili. Za razliku od anarhokomunista, socijalisti i komunisti su smatrali da tokom rata ne treba vršiti značajnije promene sistema mada se ni oni nisu odrekli svojih revolucionarnih načela. U leto 1936. Largo Kabaljero je postao predsednik vlade narodnog fronta. Glavni cilj ove vlade bila je pobeda u ratu, pa je uložila velike napore od kraja 1936. da bi nametnula vlast lokalnim autonomsnim centrima. Početkom 1937. CNT i FAI pripojile su svoje milicije vladinim oružanim snagama. Do maja 1937. izvršna vlast je uspela da u potpunosti ukine nezavisnost FAI.

U nacionalističkom bloku sve snage su se brzo potčinile vojnim vlastima. U Burgosu se uspostavili Huntu za odbranu čiji je predsednik bio general Migel Kabaneljas. Kako se približavalo leto 1937. godine nacionalisti su sve veće nade polagali u odrede iz Afrike jer su smatrali da jedino oni mogu da ovladaju Madridom. Tako je rastao značaj njenog zapovednika, generala Fransiska Franka. On je 30. septembra 1937. proglašen za generalisimusa a kasnije i za šefa države na čelu Tehničke hunte. Sve političke snage koje su ušle u ovo telo morale su da se potčine vlasti generala.

Za ovo vreme rat je besneo. Inicijativu je uglavnom uvem imala nacionalna vojska. U novembru 1936. nacionalisti su započeli napad na Madrid ali su republikanske snage uz pomoć partijskih milicija i dobrovoljaca iz mnogih zemalja uspele da ovaj napad odbiju. Madrid će biti osvojen tek pri kraju rata.

U januaru 1937. kada su uvideli da Madrid neće pasti nacionalisti su svoju pažnju usmerili na druge frontove. Zauzeli su Malagu, u proleće su počele borbe u Kantabriji, u junu je pao Bilbao, potom Santander i na kraju u jesen Asturija.

Sve do decembra 1937. Republika nije mogla da preduzme nijednu veću ofanzivu. Tek tada je krenula na Teruel ali je ta ofanziva pretrpela neuspeh. Ovaj poraz su iskoristili nacionalisti da izvedu veliki napad na istoku zemlje. NJihove trupe stigle su do Mediterana podelivši republikanske oblasti na dva dela. Valensija, kao novo sedište republikanske vlade ostala je van njihovog domašaja.

U julu 1938. Republika je uložila velike napore da očuva Kataloniju. U dolini Ebra su preduzeli ofanzivu koja je u početku uspešno napredovala ali su frankisti ubrzo prešli u kontranapad. Januara 1939. pala je Barselona. Vlada i predsednik vlade Asanja morali su da izbegnu u Francusku. Samo je centralnojužna zona ostala pod republikanskom kontrolom, ali ovo stanje je bilo kratkotrajno. Naime, čim se dokopao vlasti u Madridu, pukovnik Sehismundo Kasado je započeo pregovore sa Frankovim Glavnim štabom o predaji. Posle pada Madrida, preostali otpor bio je lako slomljen. Franko je proglasio kraj rata 1. aprila 1939. godine i pobedu svoje Nove države.

Vidite još[uredi - уреди]
Španija
Spisak vladara Španije
Reference[uredi - уреди]
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The history of Spain dates back to the Early Middle Ages. In 1516, Habsburg Spain unified a number of disparate predecessor kingdoms; its modern form of a constitutional monarchy was introduced in 1813, and the current democratic constitution dates to 1978.

After the completion of the Reconquista, the kingdoms of Spain were united under Habsburg rule in 1516. At the same time, the Spanish Empire began to expand to the New World across the ocean, marking the beginning of the Golden Age of Spain, during which, from the early 1500s to the 1650s, Habsburg Spain was among the most powerful states in Europe.

In this time, Spain was involved in all major European wars, including the Italian Wars, the Eighty Years&#39; War, the Thirty Years&#39; War, and the Franco-Spanish War. In the later 17th century, however, Spanish power began to decline, and after the death of the last Habsburg ruler, the War of the Spanish Succession ended with the relegation of Spain, now under Bourbon rule, to the status of a second-rate power with a reduced influence in European affairs. The so-called Bourbon Reforms attempted the renewal of state institutions, with some success, but as the century ended, instability set in with the French Revolution and the Peninsular War, so that Spain never regained its former strength.

Fragmented by the war, Spain at the beginning of the 19th century was destabilised as different political parties representing &quot;liberal&quot;, &quot;reactionary&quot;, and &quot;moderate&quot; groups throughout the remainder of the century fought for and won short-lived control without any being sufficiently strong to bring about lasting stability. The former Spanish Empire overseas quickly disintegrated with the Latin American wars of independence and eventually the loss of what old colonies remained in the Spanish–American War of 1898.

A tenuous balance between liberal and conservative forces was struck in the establishment of constitutional monarchy during 1874–1931 but brought no lasting solution, and Spain descended into Civil War between the Republican and the Nationalist factions.

The war ended in a nationalist dictatorship, led by Francisco Franco, which controlled the Spanish government until 1975. The post-war decades were relatively stable (with the notable exception of an armed independence movement in the Basque Country), and the country experienced rapid economic growth in the 1960s and early 1970s.

Only with the death of Franco in 1975 did Spain return to Bourbon constitutional monarchy headed by Prince Juan Carlos and to democracy. Spain entered the European Economic Community in 1986 (transformed into the European Union with the Maastricht Treaty of 1992), and the Eurozone in 1999. The financial crisis of 2007–08 ended a decade of economic boom and Spain entered a recession and debt crisis and remains plagued by very high unemployment and a weak economy.

Spain is ranked as a middle power able to exert regional influence but unlike other powers with similar status (such as Germany, Italy and Japan) it is not part of the G8 and participates in the G20 only as a guest. Spain is part of the G6.

Contents  [hide] 
1 Prehistory
2 Early history of the Iberian Peninsula
3 Roman Hispania
4 Gothic Hispania (5th–8th centuries)
4.1 Visigothic rule
5 Islamic al-Andalus and the Christian Reconquest (8th–15th centuries)
5.1 Abbasids overthrow the Umayyad Caliphate
5.2 Warfare between Muslims and Christians
5.3 The Spanish language and universities
6 Early Modern Spain
6.1 Dynastic union
6.1.1 Conclusion of the Reconquista and start of the Spanish Inquisition
6.2 Imperial Spain
6.3 Spanish Kingdoms under the Habsburgs (16th–17th centuries)
6.4 The Golden Age (Siglo de Oro)
6.5 Decline in the 17th century
7 Spain under the Bourbons (18th century)
8 The 19th century
8.1 War of Spanish Independence (1808–14)
8.2 Loss of North and South American colonies
8.3 Reaction and change (1814–1873)
8.4 First Spanish Republic (1873–1874)
8.5 The Restoration (1874–1931)
8.6 Disaster of 1898
9 The 20th century
9.1 1914–31
9.2 Second Spanish Republic (1931–39)
9.3 Spanish Civil War (1936–39)
9.3.1 Political and military balance
9.3.2 Military operations
9.4 The dictatorship of Francisco Franco (1936–75)
10 Spain since 1975
10.1 Transition to democracy
10.2 Spain within the European Union (1993 to present)
11 Spanish statehood and secessionism
12 See also
13 Notes
14 Bibliography
15 External links
Prehistory[edit]
Main article: Prehistoric Iberia

A painting of bison dating from the Upper Paleolithic era in the Altamira caves.

Ethnology of the Iberian Peninsula c. 200 BC
The Iberian Peninsula was first inhabited by anatomically modern humans about 32,000 years BP.

The earliest record of hominids living in Western Europe has been found in the Spanish cave of Atapuerca; a flint tool found there dates from 1.4 million years ago,[1] and early human fossils date to roughly 1.2 million years ago.[2] Modern humans in the form of Cro-Magnons began arriving in the Iberian Peninsula from north of the Pyrenees some 35,000 years ago. The most conspicuous sign of prehistoric human settlements are the famous paintings in the northern Spanish cave of Altamira, which were done c. 15,000 BC and are regarded as paramount instances of cave art.[3]

Furthermore, archeological evidence in places like Los Millares and El Argar, both in the province of Almería, and La Almoloya near Murcia suggests developed cultures existed in the eastern part of the Iberian Peninsula during the late Neolithic and the Bronze Age.[4]

Spanish prehistory extends to the pre-Roman Iron Age cultures that controlled most of Iberia: those of the Iberians, Celtiberians, Tartessians, Lusitanians, and Vascones and trading settlements of Phoenicians, Carthaginians, and Greeks on the Mediterranean coast.

Early history of the Iberian Peninsula[edit]
In the time before the Roman conquest the major cultures were the Iberians along the Mediterranean coast, the Celts in the interior and north-west, the Lusitanians in the west, and the Tartessians in the southwest. The seafaring Phoenicians, Carthaginians, and Greeks successively established trading settlements along the eastern and southern coast. The first Greek colonies, such as Emporion (modern Empúries), were founded along the northeast coast in the 9th century BC, leaving the south coast to the Phoenicians.[5]

The Greeks are responsible for the name Iberia, apparently after the river Iber (Ebro). In the 6th century BC, the Carthaginians arrived in Iberia, struggling first with the Greeks, and shortly after, with the newly arriving Romans for control of the Western Mediterranean. Their most important colony was Carthago Nova (Latin name of modern day Cartagena).[5]

The peoples whom the Romans met at the time of their invasion in what is now known as Spain were the Iberians, inhabiting an area stretching from the northeast part of the Iberian Peninsula through the southeast. The Celts mostly inhabited the inner and north-west part of the peninsula. In the inner part of the peninsula, where both groups were in contact, a mixed culture arose, the Celtiberians. The Celtiberian Wars were fought between the advancing legions of the Roman Republic and the Celtiberian tribes of Hispania Citerior from 181 to 133 BC.[6][7] The Roman conquest of the peninsula was completed in 19 BC.

Roman Hispania[edit]
Main article: Hispania
Further information: Roman conquest of Hispania
Further information: Romanization of Hispania
Hispania was the name used for the Iberian Peninsula under Roman rule from the 2nd century BC. The populations of the peninsula were gradually culturally Romanized,[8] and local leaders were admitted into the Roman aristocratic class.[9]

The Romans improved existing cities, such as Tarragona (Tarraco), and established others like Zaragoza (Caesaraugusta), Mérida (Augusta Emerita), Valencia (Valentia), León (&quot;Legio Septima&quot;), Badajoz (&quot;Pax Augusta&quot;), and Palencia.[10] The peninsula&#39;s economy expanded under Roman tutelage. Hispania supplied Rome with food, olive oil, wine and metal. The emperors Trajan, Hadrian, and Theodosius I, the philosopher Seneca, and the poets Martial, Quintilian, and Lucan were born in Hispania. Hispanic bishops held the Council of Elvira around 306.

After the fall of the Western Roman Empire in the 5th century, parts of Hispania came under the control of the Germanic tribes of Vandals, Suebi, and Visigoths.

The collapse of the Western Roman Empire did not lead to the same wholesale destruction of Western classical society as happened in areas like Roman Britain, Gaul and Germania Inferior during the Early Middle Ages, although the institutions and infrastructure did decline. Spain&#39;s present languages, its religion, and the basis of its laws originate from this period. The centuries of uninterrupted Roman rule and settlement left a deep and enduring imprint upon the culture of Spain.

Gothic Hispania (5th–8th centuries)[edit]
Further information: Visigothic Kingdom, Suebic Kingdom of Galicia and Spania

The greatest extent of the Visigothic Kingdom of Toulouse, c. 500, showing Territory lost after Vouillé in light orange.
The first Germanic tribes to invade Hispania arrived in the 5th century, as the Roman Empire decayed.[11] The Visigoths, Suebi, Vandals and Alans arrived in Spain by crossing the Pyrenees mountain range, leading to the establishment of the Suebi Kingdom in Gallaecia, in the northwest, the Vandal Kingdom of Vandalusia (Andalusia), and the Visigothic Kingdom in Toledo. The Romanized Visigoths entered Hispania in 415. After the conversion of their monarchy to Roman Catholicism and after conquering the disordered Suebic territories in the northwest and Byzantine territories in the southeast, the Visigothic Kingdom eventually encompassed a great part of the Iberian Peninsula.[9][12]

As the Roman Empire declined, Germanic tribes invaded the former empire. Some were foederati, tribes enlisted to serve in Roman armies, and given land within the empire as payment, while others, such as the Vandals, took advantage of the empire&#39;s weakening defenses to seek plunder within its borders. Those tribes that survived took over existing Roman institutions, and created successor-kingdoms to the Romans in various parts of Europe. Iberia was taken over by the Visigoths after 410.[13]

At the same time, there was a process of &quot;Romanization&quot; of the Germanic and Hunnic tribes settled on both sides of the limes (the fortified frontier of the Empire along the Rhine and Danube rivers). The Visigoths, for example, were converted to Arian Christianity around 360, even before they were pushed into imperial territory by the expansion of the Huns.[14]

In the winter of 406, taking advantage of the frozen Rhine, refugees from (Germanic) Vandals and Sueves, and the (Sarmatian) Alans, fleeing the advancing Huns, invaded the empire in force. Three years later they crossed the Pyrenees into Iberia and divided the Western parts, roughly corresponding to modern Portugal and western Spain as far as Madrid, between them.[15]

The Visigoths, having sacked Rome two years earlier, arrived in the region in 412, founding the Visigothic kingdom of Toulouse (in the south of modern France) and gradually expanded their influence into the Iberian peninsula at the expense of the Vandals and Alans, who moved on into North Africa without leaving much permanent mark on Hispanic culture. The Visigothic Kingdom shifted its capital to Toledo and reached a high point during the reign of Leovigild.

Visigothic rule[edit]
The Visigothic Kingdom conquered all of Hispania and ruled it until the early 8th century, when the peninsula fell to the Muslim conquests. The Muslim state in Iberia came to be known as Al-Andalus. After a period of Muslim dominance, the medieval history of Spain is dominated by the long Christian Reconquista or &quot;reconquest&quot; of the Iberian Peninsula from Muslim rule. The Reconquista gathered momentum during the 12th century, leading to the establishment of the Christian kingdoms of Portugal, Aragon, Castile and Navarre and by 1250, had reduced Muslim control to the Emirate of Granada in the south-east of the peninsula. Muslim rule in Granada survived until 1492, when it fell to the Catholic Monarchs.

Importantly, Spain never saw a decline in interest in classical culture to the degree observable in Britain, Gaul, Lombardy and Germany. The Visigoths, having assimilated Roman culture during their tenure as foederati, tended to maintain more of the old Roman institutions, and they had a unique respect for legal codes that resulted in continuous frameworks and historical records for most of the period between 415, when Visigothic rule in Spain began, and 711, when it is traditionally said to end. However, during the Visigothic dominion the cultural efforts made by the Franks and other Germanic tribes was not felt in the peninsula, and were not achieved in the lesser kingdoms that emerged after the Muslim conquest.


Visigothic Hispania and its regional divisions in 700, prior to the Muslim conquest.
The proximity of the Visigothic kingdoms to the Mediterranean and the continuity of western Mediterranean trade, though in reduced quantity, supported Visigothic culture. Arian Visigothic nobility kept apart from the local Catholic population. The Visigothic ruling class looked to Constantinople for style and technology while the rivals of Visigothic power and culture were the Catholic bishops – and a brief incursion of Byzantine power in Córdoba.

Spanish Catholic religion also coalesced during this time. The period of rule by the Visigothic Kingdom saw the spread of Arianism briefly in Spain.[16] The Councils of Toledo debated creed and liturgy in orthodox Catholicism, and the Council of Lerida in 546 constrained the clergy and extended the power of law over them under the blessings of Rome. In 587, the Visigothic king at Toledo, Reccared, converted to Catholicism and launched a movement in Spain to unify the various religious doctrines that existed in the land. This put an end to dissension on the question of Arianism. (For additional information about this period, see the History of Roman Catholicism in Spain.)

The Visigoths inherited from Late Antiquity a sort of feudal system in Spain, based in the south on the Roman villa system and in the north drawing on their vassals to supply troops in exchange for protection. The bulk of the Visigothic army was composed of slaves, raised from the countryside. The loose council of nobles that advised Spain&#39;s Visigothic kings and legitimized their rule was responsible for raising the army, and only upon its consent was the king able to summon soldiers.

The impact of Visigothic rule was not widely felt on society at large, and certainly not compared to the vast bureaucracy of the Roman Empire; they tended to rule as barbarians of a mild sort, uninterested in the events of the nation and economy, working for personal benefit, and little literature remains to us from the period. They did not, until the period of Muslim rule, merge with the Spanish population, preferring to remain separate, and indeed the Visigothic language left only the faintest mark on the modern languages of Iberia.[17]

The most visible effect was the depopulation of the cities as they moved to the countryside. Even while the country enjoyed a degree of prosperity when compared to the famines of France and Germany in this period, the Visigoths felt little reason to contribute to the welfare, permanency, and infrastructure of their people and state. This contributed to their downfall, as they could not count on the loyalty of their subjects when the Moors arrived in the 8th century.[17]

Islamic al-Andalus and the Christian Reconquest (8th–15th centuries)[edit]
Main articles: Muslim conquests, Umayyad conquest of Hispania, Al-Andalus and Reconquista

al-Andalus at its greatest extent, 720.
The Arab Islamic conquest dominated most of North Africa by 640 AD. In 711 an Islamic Berber and Arab raiding party, led by Tariq ibn Ziyad, was sent to Iberia to intervene in a civil war in the Visigothic Kingdom. Crossing the Strait of Gibraltar, they won a decisive victory in the summer of 711 when the Visigothic King Roderic was defeated and killed on July 19 at the Battle of Guadalete.

Tariq&#39;s commander, Musa bin Nusayr, quickly crossed with reinforcements, and by 718 the Muslims were in control of nearly the whole Iberian Peninsula. The advance into Western Europe was only stopped in what is now north-central France by the West Germanic Franks under Charles Martel at the Battle of Tours in 732.

A decisive victory for the Christians took place at Covadonga, in the north of the Iberian Peninsula, in the summer of 722. In a minor battle known as the Battle of Covadonga, a Muslim force sent to put down the Christian rebels in the northern mountains was defeated by Pelagius of Asturias, who established the monarchy of the Christian Kingdom of Asturias. In 739, a rebellion in Galicia, assisted by the Asturians, drove out Muslim forces and it joined the Asturian kingdom. The Kingdom of Asturias became the main base for Christian resistance to Islamic rule in the Iberian Peninsula for several centuries.

Caliph Al-Walid I had paid great attention to the expansion of an organized military, building the strongest navy in the Umayyad Caliphate era (the second major Arab dynasty after Mohammad and the first Arab dynasty of Al-Andalus). It was this tactic that supported the ultimate expansion to Spain. Caliph Al-Walid I&#39;s reign is considered as the apex of Islamic power[citation needed], though Islamic power in Spain specifically climaxed in the 10th century under Abd-ar-Rahman III.[18]

Abbasids overthrow the Umayyad Caliphate[edit]
The rulers of Al-Andalus were granted the rank of Emir by the Umayyad Caliph Al-Walid I in Damascus. Emir Abd al-Rahman I challenged the Abbasids. The Umayyad Caliphate, with origin in Hejaz, Arabian peninsula or Emirate was overthrown by the Abbasid Caliphate or Emirate (second Arab dynasty), some of the remaining Umayyad leaders escaped to Castile and declared Córdoba an independent emirate. Al-Andalus was rife with internal conflict between the Islamic Umayyad rulers and people and the Christian Visigoth-Roman leaders and people.


The Christian kingdoms of Iberia and the Islamic Almohad empire c. 1210.
In the 10th century Abd-ar-Rahman III declared the Caliphate of Córdoba, effectively breaking all ties with the Egyptian and Syrian caliphs. The Caliphate was mostly concerned with maintaining its power base in North Africa, but these possessions eventually dwindled to the Ceuta province. The first navy of the Caliph of Córdoba or Emir was built after the humiliating Viking ascent of the Guadalquivir in 844 when they sacked Seville.[19]

In 942, pagan Magyars (present day Hungary) raided across Europe as far west as Al-Andalus.[19] Meanwhile, a slow but steady migration of Christian subjects to the northern kingdoms in Christian Hispania was slowly increasing the latter&#39;s power. Even so, Al-Andalus remained vastly superior to all the northern kingdoms combined in population, economy and military might; and internal conflict between the Christian kingdoms contributed to keep them relatively harmless.[citation needed]

Al-Andalus coincided with La Convivencia, an era of relative religious tolerance, and with the Golden age of Jewish culture in the Iberian Peninsula. (See: Emir Abd-ar-Rahman III 912; the Granada massacre 1066).[20]

Warfare between Muslims and Christians[edit]
Muslim interest in the peninsula returned in force around the year 1000 when Al-Mansur (also known as Almanzor) sacked Barcelona in 985. Under his son, other Christian cities were subjected to numerous raids.[21] After his son&#39;s death, the caliphate plunged into a civil war and splintered into the so-called &quot;Taifa Kingdoms&quot;. The Taifa kings competed against each other not only in war but also in the protection of the arts, and culture enjoyed a brief upswing.

Medieval Spain was the scene of almost constant warfare between Muslims and Christians. The Almohads, who had taken control of the Almoravids&#39; Maghribi and al-Andalus territories by 1147, surpassed the Almoravides in fundamentalist Islamic outlook, and they treated the non-believer dhimmis harshly. Faced with the choice of death, conversion, or emigration, many Jews and Christians left.[22]


A battle of the Reconquista from the Cantigas de Santa Maria
By the mid-13th century Emirate of Granada was the only independent Muslim realm in Spain, which would last until 1492. Despite the decline in Muslim-controlled kingdoms, it is important to note the lasting effects exerted on the peninsula by Muslims in technology, culture, and society.

The Taifa kingdoms lost ground to the Christian realms in the north. After the loss of Toledo in 1085, the Muslim rulers reluctantly invited the Almoravides, who invaded Al-Andalus from North Africa and established an empire. In the 12th century the Almoravid empire broke up again, only to be taken over by the Almohad invasion, who were defeated by an alliance of the Christian kingdoms in the decisive battle of Las Navas de Tolosa in 1212. By 1250, nearly all of Iberia was back under Christian rule with the exception of the small Muslim kingdom of Granada.

The Kings of Aragón ruled territories that consisted of not only the present administrative region of Aragon but also Catalonia, and later the Balearic Islands, Valencia, Sicily, Naples and Sardinia (see Crown of Aragon). Considered by most to have been the first mercenary company in Western Europe, the Catalan Company proceeded to occupy the Duchy of Athens, which they placed under the protection of a prince of the House of Aragon and ruled until 1379.[23]

The Spanish language and universities[edit]
In the 13th century, many languages were spoken in the Christian kingdoms of Iberia. These were the Latin-based Romance languages of Castilian, Aragonese, Catalan, Galician, Aranese, Asturian and Leonese, and the ancient language isolate of Basque. Throughout the century, Castilian (what is also known today as Spanish) gained a growing prominence in the Kingdom of Castile as the language of culture and communication, at the expense of Leonese and of other close dialects.

One example of this is the epic song (&#39;cantar&#39;) written after the military leader El Cid. In the last years of the reign of Ferdinand III of Castile, Castilian began to be used for certain types of documents, and it was during the reign of Alfonso X that it became the official language. Henceforth all public documents were written in Castilian; likewise all translations were made into Castilian instead of Latin.

At the same time, Catalan and Galician became the standard languages in their respective territories, developing important literary traditions and being the normal languages in which public and private documents were issued: Galician from the 13th to the 16th century in Galicia and nearby regions of Asturias and Leon,[24] and Catalan from the 12th to the 18th century in Catalonia, the Balearic Islands and Valencia, where it was known as Valencian. Both languages were later substituted in its official status by Castillian Spanish, till the 20th century.

In the 13th century many universities were founded in León and in Castile. Some, such as the Leonese Salamanca and the Castilian Palencia, were among the earliest universities in Europe.

In 1492, under the Catholic Monarchs, the first edition of the Grammar of the Castilian Language by Antonio de Nebrija was published.

Early Modern Spain[edit]
Main articles: Habsburg Spain, Spanish Golden Age, Spain in the 17th century and Bourbon Spain
Dynastic union[edit]

Iberian polities circa 1360.
In the 15th century, the most important among all of the separate Christian kingdoms that made up the old Hispania were the Kingdom of Castile (occupying northern and central portions of the Iberian Peninsula), the Kingdom of Aragon (occupying northeastern portions of the peninsula), and the Kingdom of Portugal occupying the far western Iberian Peninsula. The rulers of the kingdoms of Castille and Aragon were allied with dynastic families in Portugal, France, and other neighboring kingdoms.

The death of King Henry IV of Castile in 1474 set off a struggle for power called the War of the Castilian Succession (1475-1479). Contenders for the throne of Castile were Henry&#39;s one-time heir Joanna la Beltraneja, supported by Portugal and France, and Henry&#39;s half-sister Queen Isabella I of Castile, supported by the Kingdom of Aragon and by the Castilian nobility.

Isabella retained the throne and ruled jointly with her husband, King Ferdinand II. Isabella and Ferdinand had married in 1469[25] in Valladolid. Their marriage united both crowns and set the stage for the creation of the Kingdom of Spain, at the dawn of the modern era. That union, however, was a union in title only, as each region retained its own political and judicial structure. Pursuant to an agreement signed by Isabella and Ferdinand on January 15, 1474,[26] Isabella held more authority over the newly unified Spain than her husband, although their rule was shared.[26] Together, Isabella of Castile and Ferdinand of Aragon were known as the &quot;Catholic Monarchs&quot; (Spanish: los Reyes Católicos), a title bestowed on them by Pope Alexander VI.


This 16th-century Spanish carpet shows stylistic influences from Europe and the Islamic world. Collections of the Textile Museum.
Conclusion of the Reconquista and start of the Spanish Inquisition[edit]
Further information: Reconquista, Spanish Inquisition and Black Legend
The monarchs oversaw the final stages of the Reconquista of Iberian territory from the Moors with the conquest of Granada, conquered the Canary Islands, and expelled the Jews from Spain under the Alhambra Decree. Although until the 13th century religious minorities (Jews and Muslims) had enjoyed considerable tolerance in Castilla and Aragon – the only Christian kingdoms where Jews were not restricted from any professional occupation – the situation of the Jews collapsed over the 14th century, reaching a climax in 1391 with large scale massacres in every major city except Ávila.

Over the next century, half of the estimated 80,000 Spanish Jews converted to Christianity (becoming &quot;conversos&quot;)[citation needed]. The final step was taken by the Catholic Monarchs, who, in 1492, ordered the remaining Jews to convert or face expulsion from Spain. Depending on different sources, the number of Jews actually expelled, traditionally estimated at 120,000 people, is now believed to have numbered about 40,000[citation needed].

Over the following decades, Muslims faced the same fate; and about 60 years after the Jews, they were also compelled to convert (&quot;Moriscos&quot;) or be expelled. However, sufficient numbers of Moriscos stayed that Muslim culture remained influential in Spain. Jews and Muslims were not the only people to be persecuted during this time period. All Roma (Gitano, Gypsy) males between the ages of 18 and 26 were forced to serve in galleys – which was equivalent to a death sentence – but the majority managed to hide and avoid arrest.

Isabella and Ferdinand authorized the 1492 expedition of Christopher Columbus, who became the first known European to reach the New World since Leif Ericson. This and subsequent expeditions led to an influx of wealth into Spain, supplementing income from within Castile for the state that would prove to be a dominant power of Europe for the next two centuries.

Isabella ensured long-term political stability in Spain by arranging strategic marriages for each of her five children. Her firstborn, a daughter named Isabella, married Afonso of Portugal, forging important ties between these two neighboring countries and hopefully ensuring future alliance, but Isabella soon died before giving birth to an heir. Juana, Isabella&#39;s second daughter, married into the Habsburg dynasty when she wed Philip the Fair, the son of Maximilian I, King of Bohemia (Austria) and likely heir to the crown of the Holy Roman Emperor.

This ensured an alliance with the Habsburgs and the Holy Roman Empire, a powerful, far-reaching territory that assured Spain&#39;s future political security. Isabella&#39;s only son, Juan, married Margaret of Austria, further strengthening ties with the Habsburg dynasty. Isabella&#39;s fourth child, Maria, married Manuel I of Portugal, strengthening the link forged by her older sister&#39;s marriage. Her fifth child, Catherine, married King Henry VIII of England and was mother to Queen Mary I of England.

Imperial Spain[edit]

A map of the Spanish and Portuguese Empires in the period of Iberian Union under the personal union of the Spanish monarchs (1580–1640).
Main article: Spanish Empire
See also: Habsburg Spain
The Spanish Empire was one of the first modern global empires. It was also one of the largest empires in world history. In the 16th century, Spain and Portugal were in the vanguard of European global exploration and colonial expansion. The two kingdoms on the conquest and Iberian Peninsula competed with each other in opening of trade routes across the oceans. Spanish imperial conquest and colonization began with two Castilian expeditions. The first was an expedition of a Castilian fleet led by a Genoese, Lancelotto Malocello. The second was another expedition in 1502 led by French adventurers, Jean de Béthencourt, Lord of Grainville in Normandy and Gadifer de la Salle of Poitou.[27]

In the 15th and 16th centuries, trade flourished across the Atlantic between Spain and the Americas and across the Pacific between East Asia and Mexico via the Philippines. Conquistadors deposed the Aztec, Inca and Maya governments with extensive help from local factions and laid claim to vast stretches of land in North and South America.


Christopher Columbus setting foot in the New World, 1492.
This New World empire was at first a disappointment, as the natives had little to trade, though settlement did encourage trade. Diseases such as smallpox and measles that arrived with the colonizers devastated the native populations, especially in the densely populated regions of the Aztec, Maya and Inca civilizations, and this reduced the economic potential of conquered areas.[28]

In the 1520s, large-scale extraction of silver from the rich deposits of Mexico&#39;s Guanajuato began to be greatly augmented by the silver mines in Mexico&#39;s Zacatecas and Bolivia&#39;s Potosí from 1546. These silver shipments re-oriented the Spanish economy, leading to the importation of luxuries and grain. They also became indispensable in financing the military capability of Habsburg Spain in its long series of European and North African wars, though, with the exception of a few years in the 17th century, Spain itself (Castile in particular) was by far the most important source of revenue.

Spain enjoyed a cultural golden age in the 16th and 17th centuries. For a time, the Spanish Empire dominated the oceans with its experienced navy and ruled the European battlefield with its fearsome and well trained infantry, the famous tercios, in the words of the prominent French historian Pierre Vilar, &quot;enacting the most extraordinary epic in human history&quot;.

The financial burden within the peninsula was on the backs of the peasant class while the nobility enjoyed an increasingly lavish lifestyle. From the time beginning with the incorporation of the Portuguese Empire in 1580 (lost in 1640) until the loss of its North and South American colonies in the 19th century, Spain maintained the largest empire in the world even though it suffered fluctuating military and economic fortunes from the 1640s.

Confronted by the new experiences, difficulties and suffering created by empire-building, Spanish thinkers formulated some of the first modern thoughts on natural law, sovereignty, international law, war, and economics; there were even questions about the legitimacy of imperialism – in related schools of thought referred to collectively as the School of Salamanca. Despite these innovations, many motives for the empire were rooted in the Middle Ages. Religion played a very strong role in the spread of the Spanish empire. The thought that Spain could bring Christianity to the New World certainly played a strong role in the expansion of Spain&#39;s empire.[citation needed]

Spanish Kingdoms under the Habsburgs (16th–17th centuries)[edit]
Main article: Habsburg Spain

Charles I of Spain (better known in the English-speaking world as the Holy Roman Emperor Charles V) was the most powerful European monarch of his day.[29]
Spain&#39;s world empire reached its greatest territorial extent in the late 18th century but it was under the Habsburg dynasty in the 16th and 17th centuries it reached the peak of its power and declined. When Spain&#39;s first Habsburg ruler Charles I became king of Spain in 1516, Spain became central to the dynastic struggles of Europe. After he became king of Spain, Charles also became Charles V, Holy Roman Emperor and because of his widely scattered domains was not often in Spain. As he approached the end of his life he made provision for the division of the Habsburg inheritance into two parts. On the one hand was Spain, its possessions in Europe, North Africa, the Americas and the Netherlands; on the other hand was the Holy Roman Empire. This was to create enormous difficulties for his son Philip II of Spain.

Philip II became king on Charles I&#39;s abdication in 1556. Spain largely escaped the religious conflicts that were raging throughout the rest of Europe and remained firmly Roman Catholic. Philip saw himself as a champion of Catholicism, both against the Muslim Ottoman Empire and the Protestant heretics.

In the 1560s, plans to consolidate control of the Netherlands led to unrest, which gradually led to the Calvinist leadership of the revolt and the Eighty Years&#39; War. This conflict consumed much Spanish expenditure during the later 16th century. Conflicts included an attempt to conquer England – a cautious supporter of the Dutch – in the unsuccessful Spanish Armada, an early battle in the Anglo-Spanish War (1585–1604), and war with France (1590–1598).

Despite these problems, the growing inflow of New World silver from mid-16th century, the justified military reputation of the Spanish infantry and even the navy quickly recovering from its Armada disaster, made Spain the leading European power, a novel situation of which its citizens were only just becoming aware. The Iberian Union with Portugal in 1580 not only unified the peninsula, but added that country&#39;s worldwide resources to the Spanish crown.

However, economic and administrative problems multiplied in Castile, and the weakness of the native economy became evident in the following century. Rising inflation, financially draining wars in Europe, the ongoing aftermath of the expulsion of the Jews and Moors from Spain, and Spain&#39;s growing dependency on the gold and silver imports, combined to cause several bankruptcies that caused economic crisis in the country, especially in heavily burdened Castile.


A map of Europe in 1648, after the Peace of Westphalia.
Barbary pirates from North Africa became an increasing problem. The coastal villages of Spain and of the Balearic Islands were frequently attacked. Formentera was even temporarily abandoned by its population. This occurred also along long stretches of the Spanish and Italian coasts, a relatively short distance across a calm sea from the pirates in their North African lairs. The most famous corsair was the Turkish Barbarossa (&quot;Redbeard&quot;).[30] According to Robert Davis between 1 million and 1.25 million Europeans were captured by North African pirates and sold as slaves in North Africa and Ottoman Empire between the 16th and 19th centuries. This was gradually alleviated as Spain and other Christian powers began to check Muslim naval dominance in the Mediterranean after the 1571 victory at Lepanto, but it would be a scourge that continued to afflict the country even in the next century.[30]

The great plague of 1596–1602 killed 600,000 to 700,000 people, or about 10% of the population. Altogether more than 1,250,000 deaths resulted from the extreme incidence of plague in 17th-century Spain.[31] Economically, the plague destroyed the labor force as well as creating a psychological blow to an already problematic Spain.[32]

Philip II died in 1598, and was succeeded by his son Philip III. In his reign (1598–1621) a ten-year truce with the Dutch was overshadowed in 1618 by Spain&#39;s involvement in the European-wide Thirty Years&#39; War. Government policy was dominated by favorites, but it was also the period in which the geniuses of Cervantes and El Greco flourished.

Philip III was succeeded in 1621 by his son Philip IV of Spain (reigned 1621–1665). Much of the policy was conducted by the minister Gaspar de Guzmán, Count-Duke of Olivares. In 1640, with the war in central Europe having no clear winner except the French, both Portugal and Catalonia rebelled. Portugal was lost to the crown for good; in Italy and most of Catalonia, French forces were expelled and Catalonia&#39;s independence was suppressed

In the reign of Philip&#39;s developmentally disabled son and successor Charles II (1665–1700), Spain was essentially left leaderless and was gradually being reduced to a second-rank power.

The Habsburg dynasty became extinct in Spain with Charles II&#39;s death in 1700, and the War of the Spanish Succession ensued in which the other European powers tried to assume control of the Spanish monarchy. King Louis XIV of France eventually lost the War of the Spanish Succession, but because the victor&#39;s (Great Britain, Holland and Austria) candidate for the Spanish throne (Archduke Charles of Austria) became Holy Roman Emperor, control of Spain was allowed to pass to the Bourbon dynasty. However, the peace deals that followed included relinquishing the right to unite the French and Spanish thrones and the partitioning of Spain&#39;s European empire.

The Golden Age (Siglo de Oro)[edit]
Main article: Spanish Golden Age

View of Toledo by El Greco, between 1596 and 1600.
The Spanish Golden Age (in Spanish, Siglo de Oro) was a period of flourishing arts and letters in the Spanish Empire (now Spain and the Spanish-speaking countries of Latin America), coinciding with the political decline and fall of the Habsburgs (Philip III, Philip IV and Charles II). It is interesting to note how arts during the Golden Age flourished despite the decline of the empire in the 17th century. The last great writer of the age, Sor Juana Inés de la Cruz, died in New Spain in 1695.[33]

The Habsburgs, both in Spain and Austria, were great patrons of art in their countries. El Escorial, the great royal monastery built by King Philip II, invited the attention of some of Europe&#39;s greatest architects and painters. Diego Velázquez, regarded as one of the most influential painters of European history and a greatly respected artist in his own time, cultivated a relationship with King Philip IV and his chief minister, the Count-Duke of Olivares, leaving us several portraits that demonstrate his style and skill. El Greco, a respected Greek artist from the period, settled in Spain, and infused Spanish art with the styles of the Italian renaissance and helped create a uniquely Spanish style of painting.

Some of Spain&#39;s greatest music is regarded as having been written in the period. Such composers as Tomás Luis de Victoria, Luis de Milán and Alonso Lobo helped to shape Renaissance music and the styles of counterpoint and polychoral music, and their influence lasted far into the Baroque period.

Spanish literature blossomed as well, most famously demonstrated in the work of Miguel de Cervantes, the author of Don Quixote de la Mancha. Spain&#39;s most prolific playwright, Lope de Vega, wrote possibly as many as one thousand plays over his lifetime, over four hundred of which survive to the present day.

Decline in the 17th century[edit]
Main article: Spain in the 17th century

The Battle of Marsaglia during the Nine Years&#39; War, 1693
The Spanish &quot;Golden Age&quot; politically ends no later than 1659, with the Treaty of the Pyrenees, ratified between France and Habsburg Spain. Spain had experienced severe difficulties in the later 16th century, including military defeats in Europe like the Spanish Armada and a series of financial crises that had caused the Spanish Crown to declare bankruptcy four times in the late 1500s (1557, 1560, 1576, 1596). Many different factors, including the decentralized political nature of Spain, inefficient taxation, a succession of weak kings, power struggles in the Spanish court and a tendency to focus on the American colonies instead of Spain&#39;s domestic economy, all contributed to the decline of the Habsburg rule of Spain.

During the long regency for Charles II, the last of the Spanish Habsburgs, favouritism milked Spain&#39;s treasury, and Spain&#39;s government operated principally as a dispenser of patronage. Plague, famine, floods, drought, and renewed war with France wasted the country. The Peace of the Pyrenees (1659) had ended fifty years of warfare with France, whose king, Louis XIV, found the temptation to exploit weakened Spain too great. Louis instigated the War of Devolution (1667–68) to acquire the Spanish Netherlands.

By the 17th century, the Catholic Church and Spain had showcased a close bond to one another, attesting to the fact that Spain was virtually free of Protestantism during the 16th century. In 1620, there were 100,000 Spaniards in the clergy, by 1660 there were about 200,000 Spaniards in the clergy and the Church owned 20% of all the land in Spain. The Spanish bureaucracy in this period was highly centralized, and totally reliant on the king for its efficient functioning. Under Charles II, the councils became the sinecures of wealthy aristocrats despite various attempt at reform. Political commentators in Spain, known as arbitristas, proposed a number of measures to reverse the decline of the Spanish economy, with limited success. In rural areas of Spain, heavy taxation of peasants reduced agricultural output as peasants in the countryside migrated to the cities. Many believed that the influx of gold and silver from the Americas was the cause of inflation, when only one fifth of the precious metals actually went into Spain. A more prominent internal factor was the Spanish economy&#39;s dependence on luxurious Merino wool, which faced competition from cheaper textiles from England and the Netherlands.

Spain under the Bourbons (18th century)[edit]
Main article: Enlightenment Spain
Charles II, having no direct heir, was succeeded by his great-nephew Philippe d&#39;Anjou, a French prince, in 1700. Concern among other European powers that Spain and France united under a single Bourbon monarch would upset the balance of power led to the War of the Spanish Succession between 1701 and 1714. It pitted powerful France and fairly strong Spain against the Grand Alliance of England, Portugal, Savoy, the Netherlands and Austria.

After many battles, especially in Spain, the treaty of Utrecht recognised Philip, Duke of Anjou, Louis XIV&#39;s grandson, as King of Spain (as Philip V), thus confirming the succession stipulated in the will of the Charles II of Spain. However, Philip was compelled to renounce for himself and his descendants any right to the French throne, despite some doubts as to the lawfulness of such an act. Spain&#39;s Italian territories were apportioned.[34]


An 18th-century map of the Iberian Peninsula

Attacking Spanish infantry (about 1740)
Philip V signed the Decreto de Nueva Planta in 1715. This new law revoked most of the historical rights and privileges of the different kingdoms that formed the Spanish Crown, especially the Crown of Aragon, unifying them under the laws of Castile, where the Castillian Cortes Generales had been more receptive to the royal wish.[35] Spain became culturally and politically a follower of absolutist France. Lynch says Philip V advanced the government only marginally over that of his predecessors and was more of a liability than the incapacitated Charles II; when a conflict came up between the interests of Spain and France, he usually favored France.[36]

Philip made reforms in government, and strengthened the central authorities relative to the provinces. Merit became more important, although most senior positions still went to the landed aristocracy. Below the elite level, inefficiency and corruption was as widespread as ever.

The reforms started by Philip V culminated in much more important reforms of Charles III.[36][37] However Israel argues that King Charles III cared little for the Enlightenment and his ministers paid little attention to the Enlightenment ideas influential elsewhere on the Continent. Israel says, &quot;Only a few ministers and officials were seriously committed to enlightened aims. Most were first and foremost absolutists and their objective was always to reinforce monarchy, empire, aristocracy...and ecclesiastical control and authority over education.&quot;[38]

The economy, on the whole, improved over the depressed 1650–1700 era, with greater productivity and fewer famines and epidemics.[39]

The rule of the Spanish Bourbons continued under Ferdinand VI (1746–1759) and Charles III (1759–1788). Elisabeth of Parma, Philip V&#39;s widow, exerted great influence on Spain&#39;s foreign policy. Her principal aim was to have Spain&#39;s lost territories in Italy restored. She eventually received Franco-British support for this after the Congress of Soissons (1728–1729).[40]

Under the rule of Charles III and his ministers – Leopoldo de Gregorio, Marquis of Esquilache and José Moñino, Count of Floridablanca – the economy improved. Fearing that Britain&#39;s victory over France in the Seven Years&#39; War (1756–63) threatened the European balance of power, Spain allied itself to France but suffered a series of military defeats and ended up having to cede Florida to the British at the Treaty of Paris (1763) while gaining Louisiana from France. Spain regained Florida with the Treaty of Paris (1783), which ended the American Revolutionary War (1775–83), and gained an improved international standing.

However, there were no reforming impulses in the reign of Charles IV (1788 to abdication in 1808), seen by some as mentally handicapped. Dominated by his wife&#39;s lover, Manuel de Godoy, Charles IV embarked on policies that overturned much of Charles III&#39;s reforms. After briefly opposing Revolutionary France early in the French Revolutionary Wars, Spain was cajoled into an uneasy alliance with its northern neighbor, only to be blockaded by the British. Charles IV&#39;s vacillation, culminating in his failure to honour the alliance by neglecting to enforce the Continental System led to Napoleon I, Emperor of the French, invading Spain in 1808, thereby triggering the Peninsular War, with enormous human and property losses, and loss of control over most of the overseas empire.

During most of the 18th century Spain had arrested its relative decline of the latter part of the 17th century. But despite the progress, it continued to lag in the political and mercantile developments then transforming other parts of Europe, most notably in Great Britain, the Low Countries, and France. The chaos unleashed by the Peninsular War caused this gap to widen greatly and Spain would not have an Industrial Revolution.

The Age of Enlightenment reached Spain in attenuated form about 1750. Attention focused on medicine and physics, with some philosophy. French and Italian visitors were influential but there was little challenge to Catholicism or the Church such as characterized the French philosophes. The leading Spanish figure was Benito Feijóo (1676–1764), a Benedictine monk and professor. He was a successful popularizer noted for encouraging scientific and empirical thought in an effort to debunk myths and superstitions. By the 1770s the conservatives had launched a counterattack and used censorship and the Inquisition to suppress Enlightenment ideas.[41]

At the top of the social structure of Spain in the 1780s stood the nobility and the church. A few hundred families dominated the aristocracy, with another 500,000 holding noble status. There were 200,000 church men and women, half of them in heavily endowed monasteries that controlled much of the land not owned by the nobles. Most people were on farms, either as landless peons or as holders of small properties. The small urban middle class was growing, but was distrusted by the landowners and peasants alike.[42]

The 19th century[edit]
War of Spanish Independence (1808–14)[edit]
Main article: Peninsular War

The Second of May 1808 was the beginning of the popular Spanish resistance against Napoleon
In the late 18th century, Bourbon-ruled Spain had an alliance with Bourbon-ruled France, and therefore did not have to fear a land war. Its only serious enemy was Britain, which had a powerful Royal Navy; Spain therefore concentrated its resources on its navy. When the French Revolution overthrew the Bourbons, a land war with France became a threat which the king tried to avoid. The Spanish army was ill-prepared. The officer corps was selected primarily on the basis of royal patronage, rather than merit. About a third of the junior officers have been promoted from the ranks, and they did have talent, but they had few opportunities for promotion or leadership. The rank-and-file were poorly trained peasants. Elite units included foreign regiments of Irishmen, Italians, Swiss, and Walloons, in addition to elite artillery and engineering units. Equipment was old-fashioned and in disrepair. The army lacked its own horses, oxen and mules for transportation, so these auxiliaries were operated by civilians, who might run away if conditions looked bad. In combat, small units fought well, but their old-fashioned tactics were hardly of use against the Napoleonic forces, despite repeated desperate efforts at last-minute reform.[43] When war broke out with France in 1808, the army was deeply unpopular. Leading generals were assassinated, and the army proved incompetent to handle command-and-control. Junior officers from peasant families deserted and went over to the insurgents; many units disintegrated. Spain was unable to mobilize its artillery or cavalry. In the war, there was one victory at the Battle of Bailén, and many humiliating defeats. Conditions steadily worsened, as the insurgents increasingly took control of Spain&#39;s battle against Napoleon. Napoleon ridiculed the army as &quot;the worst in Europe&quot;; the British who had to work with it agreed.[44] It was not the Army that defeated Napoleon, but the insurgent peasants Whom Napoleon ridiculed as packs of &quot;bandits led by monks&quot; (they in turn believed Napoleon was the devil).[45] By 1812, the army controlled only scattered enclaves, and could only harass the French with occasional raids. The morale of the army had reached a nadir, and reformers stripped the aristocratic officers of most of their legal privileges. [46]

Spain initially sided against France in the Napoleonic Wars, but the defeat of her army early in the war led to Charles IV&#39;s pragmatic decision to align with the revolutionary French. Spain was put under a British blockade, and her colonies began to trade independently with Britain but it was the defeat of the British invasions of the Río de la Plata in South America (1806 and 1807) that emboldened independence and revolutionary hopes in Spain&#39;s North and South American colonies. A major Franco-Spanish fleet was lost at the Battle of Trafalgar in 1805, prompting the vacillating king of Spain to reconsider his difficult alliance with Napoleon. Spain temporarily broke off from the Continental System, and Napoleon – aggravated with the Bourbon kings of Spain – invaded Spain in 1808 and deposed Ferdinand VII, who had been on the throne only forty-eight days after his father&#39;s abdication in March 1808. On July 20, 1808, Joseph Bonaparte, eldest brother of Napoleon Bonaparte, entered Madrid and established a government by which he became King of Spain, serving as a surrogate for Napoleon.[47]


The Third of May 1808, Napoleon&#39;s troops shoot hostages. Goya
The former Spanish king was dethroned by Napoleon, who put his own brother on the throne. Spaniards revolted. Thompson says the Spanish revolt was, &quot;a reaction against new institutions and ideas, a movement for loyalty to the old order: to the hereditary crown of the Most Catholic kings, which Napoleon, an excommunicated enemy of the Pope, had put on the head of a Frenchman; to the Catholic Church persecuted by republicans who had desecrated churches, murdered priests, and enforced a &quot;loi des cultes&quot;; and to local and provincial rights and privileges threatened by an efficiently centralized government.[48] Juntas were formed all across Spain that pronounced themselves in favor of Ferdinand VII. On September 26, 1808, a Central Junta was formed in the town of Aranjuez to coordinate the nationwide struggle against the French. Initially, the Central Junta declared support for Ferdinand VII, and convened a &quot;General and Extraordinary Cortes&quot; for all the kingdoms of the Spanish Monarchy. On February 22 and 23, 1809, a popular insurrection against the French occupation broke out all over Spain.[49]


Lo mismo. An insurgent is about to kill a French soldier. Goya
The peninsular campaign was a disaster for France. Napoleon did well when he was in direct command, but that followed severe losses, and when he left in 1809 conditions grew worse for France. Vicious reprisals, famously portrayed by Goya in &quot;The Disasters of War&quot;, only made the Spanish guerrillas angrier and more active; the war in Spain proved to be a major, long-term drain on French money, manpower and prestige.[50]

In March 1812, the Cádiz Cortes created the first modern Spanish constitution, the Constitution of 1812 (informally named La Pepa). This constitution provided for a separation of the powers of the executive and the legislative branches of government. The Cortes was to be elected by universal suffrage, albeit by an indirect method. Each member of the Cortes was to represent 70,000 people. Members of the Cortes were to meet in annual sessions. The King was prevented from either convening or proroguing the Cortes. Members of the Cortes were to serve single two-year terms. They could not serve consecutive terms; a member could serve a second term only by allowing someone else to serve a single intervening term in office. This attempt at the development of a modern constitutional government lasted from 1808 until 1814.[51] Leaders of the liberals or reformist forces during this revolution were José Moñino, Count of Floridablanca, Gaspar Melchor de Jovellanos and Pedro Rodríguez, Conde de Campomanes. Born in 1728, Floridablanca was eighty years of age at the time of the revolutionary outbreak in 1808. He had served as Prime Minister under King Charles III of Spain from 1777 until 1792; However, he tended to be suspicious of the popular spontaneity and resisted a revolution.[52] Born in 1744, Jovellanos was somewhat younger than Floridablanco. A writer and follower of the philosophers of the Enlightenment tradition of the previous century, Jovellanos had served as Minister of Justice from 1797 to 1798 and now commanded a substantial and influential group within the Central Junta. However, Jovellanos had been imprisoned by Manuel de Godoy, Duke of Alcudia, who had served as the prime minister, virtually running the country as a dictator from 1792 until 1798 and from 1801 until 1808. Accordingly, even Jovellanos tended to be somewhat overly cautious in his approach to the revolutionary upsurge that was sweeping Spain in 1808.[53]

The Spanish army was stretched as it fought Napoleon&#39;s forces because of a lack of supplies and too many untrained recruits, but at Bailén in June 1808, the Spanish army inflicted the first major defeat suffered by a Napoleonic army; this resulted in the collapse of French power in Spain. Napoleon took personal charge and with fresh forces reconquered Spain in a matter of months, defeating the Spanish and British armies in a brilliant campaign of encirclement. After this the Spanish armies lost every battle they fought against the French imperial forces but were never annihilated; after battles they would retreat into the mountains to regroup and launch new attacks and raids. Guerrilla forces sprang up all over the country and with the army, tied down huge numbers of Napoleon&#39;s troops, making it difficult to sustain concentrated attacks on enemy forces. The attacks and raids of the Spanish army and guerrillas became a massive drain on Napoleon&#39;s military and economic resources.[54] In this war, Spain was aided by the British and Portuguese, led by the Duke of Wellington. The Duke of Wellington fought Napoleon&#39;s forces in the Peninsular War, with Joseph Bonaparte playing a minor role as king at Madrid. The brutal war was one of the first guerrilla wars in modern Western history. French supply lines stretching across Spain were mauled repeatedly by the Spanish armies and guerrilla forces; thereafter, Napoleon&#39;s armies were never able to control much of the country. The war fluctuated, with Wellington spending several years behind his fortresses in Portugal while launching occasional campaigns into Spain.[55]

After Napoleon&#39;s disastrous 1812 campaign in Russia, Napoleon began to recall his forces for the defence of France against the advancing Russian and other coalition forces, leaving his forces in Spain increasingly undermanned and on the defensive against the advancing Spanish, British and Portuguese armies. At the Battle of Vitoria in 1813, an allied army under the Duke of Wellington decisively defeated the French and in 1814 Ferdinand VII was restored as King of Spain.[56][57]

Loss of North and South American colonies[edit]
Main article: Spanish American wars of independence

General Simón Bolívar, (1783-1830), a leader of independence
Spain lost all of its North and South American colonies, except Cuba and Puerto Rico, in a complex series of revolts 1808-1826.[58][59] Spain was at war with Britain 1798-1808, and the British Navy cut off its ties to its colonies. Trade was handled by American and Dutch traders. The colonies thus had achieved economic independence from Spain, and set up temporary governments or juntas which were generally out of touch with the mother country. After 1814, as Napoleon was defeated and Ferdinand VII was back on the throne, the king sent armies to regain control and reimpose autocratic rule. In the next phase 1809–16, Spain defeated all the uprising. A second round 1816–25 was successful and drove the Spanish out of all of its mainland holdings. Spain had no help from European powers. Indeed Britain (and the United States) worked against it. When they were cut off from Spain, the colonies saw a struggle for power between Spaniards who were born in Spain (called &quot;peninsulares&quot;) and those of Spanish descent born in New Spain (called &quot;creoles&quot;). The creoles were the activists for independence. Multiple revolutions enabled the colonies to break free of the mother country. In 1824 the armies of generals José de San Martín of Argentina and Simón Bolívar of Venezuela defeated the last Spanish forces; the final defeat came at the Battle of Ayacucho in southern Peru. After that Spain played a minor role in international affairs. Business and trade in the ex-colonies were under British control. Spain kept only Cuba and Puerto Rico in the New World.[60]

Reaction and change (1814–1873)[edit]
Main article: Mid-nineteenth century Spain
Although the juntas, that had forced the French to leave Spain, had sworn by the liberal Constitution of 1812, Ferdinand VII had the support of conservatives and he rejected it.[61] He ruled in the authoritarian fashion of his forebears.[62]

The government, nearly bankrupt, was unable to pay her soldiers. There were few settlers or soldiers in Florida, so it was sold to the United States for 5 million dollars. In 1820, an expedition intended for the colonies revolted in Cadiz. When armies throughout Spain pronounced themselves in sympathy with the revolters, led by Rafael del Riego, Ferdinand relented and was forced to accept the liberal Constitution of 1812. This was the start of the second bourgeois revolution in Spain, which would last from 1820 to 1823.[57] Ferdinand himself was placed under effective house arrest for the duration of the liberal experiment.

The tumultuous three years of liberal rule that followed (1820–1823) were marked by various absolutist conspiracies. The liberal government, which reminded European statesmen entirely too much of the governments of the French Revolution, was viewed with hostility by the Congress of Verona in 1822, and France was authorized to intervene. France crushed the liberal government with massive force in the so-called &quot;Hundred Thousand Sons of Saint Louis&quot; expedition, and Ferdinand was restored as absolute monarch in 1823. In Spain proper, this marked the end of the second Spanish bourgeois revolution.


Execution of Torrijos and his men in 1831. Ferdinand VII took repressive measures against the liberal forces in his country.
In Spain, the failure of the second bourgeois revolution was followed by a period of uneasy peace for the next decade. Having borne only a female heir presumptive, it appeared that Ferdinand would be succeeded by his brother, Infante Carlos of Spain. While Ferdinand aligned with the conservatives, fearing another national insurrection, he did not view the Carlos&#39;s reactionary policies as a viable option. Ferdinand – resisting the wishes of his brother – decreed the Pragmatic Sanction of 1830, enabling his daughter Isabella to become Queen. Carlos, who made known his intent to resist the sanction, fled to Portugal.

Ferdinand&#39;s death in 1833 and the accession of Isabella II as Queen of Spain sparked the First Carlist War (1833–1839). Isabella was only three years old at the time so her mother, Maria Cristina of Bourbon-Two Sicilies, was named regent until her daughter came of age. Carlos invaded the Basque country in the north of Spain and attracted support from absolutist reactionaries and conservatives; these forces were known as the &quot;Carlist&quot; forces. The supporters of reform and of limitations on the absolutist rule of the Spanish throne rallied behind Isabella and the regent, Maria Christina; these reformists were called &quot;Cristinos.&quot; Though Cristino resistance to the insurrection seemed to have been overcome by the end of 1833, Maria Cristina&#39;s forces suddenly drove the Carlist armies from most of the Basque country. Carlos then appointed the Basque general Tomás de Zumalacárregui as his commander-in-chief. Zumalacárregui resuscitated the Carlist cause, and by 1835 had driven the Cristino armies to the Ebro River and transformed the Carlist army from a demoralized band into a professional army of 30,000 of superior quality to the government forces. Zumalacárregui&#39;s death in 1835 changed the Carlists&#39; fortunes. The Cristinos found a capable general in Baldomero Espartero. His victory at the Battle of Luchana (1836) turned the tide of the war, and in 1839, the Convention of Vergara put an end to the first Carlist insurrection.[63]


Battle of the First Carlist war
The progressive General Espartero, exploiting his popularity as a war hero and his sobriquet &quot;Pacifier of Spain&quot;, demanded liberal reforms from Maria Cristina. The Queen Regent, who resisted any such idea, preferred to resign and let Espartero become regent instead in 1840. Espartero&#39;s liberal reforms were then opposed by moderates, and the former general&#39;s heavy-handedness caused a series of sporadic uprisings throughout the country from various quarters, all of which were bloodily suppressed. He was overthrown as regent in 1843 by Ramón María Narváez, a moderate, who was in turn perceived as too reactionary. Another Carlist uprising, the Matiners&#39; War, was launched in 1846 in Catalonia, but it was poorly organized and suppressed by 1849.

Isabella II of Spain took a more active role in government after coming of age, but she was immensely unpopular throughout her reign (1833–1868). She was viewed as beholden to whoever was closest to her at court, and the people of Spain believed that she cared little for them. As a result, there was another insurrection in 1854 led by General Domingo Dulce y Garay and General Leopoldo O&#39;Donnell y Jarris. Their coup overthrew the dictatorship of Luis Jose Sartorius, 1st Count of San Luis. As the result of the popular insurrection, the Partido Progresista (Progressive Party) obtained widespread support in Spain and came to power in the government in 1854.[64] In 1856, Isabella attempted to form the Liberal Union, a pan-national coalition under the leadership of Leopoldo O&#39;Donnell, who had already marched on Madrid that year and deposed another Espartero ministry. Isabella&#39;s plan failed and cost Isabella more prestige and favor with the people. In 1860, Isabella launched a successful war against Morocco, waged by generals O&#39;Donnell and Juan Prim that stabilized her popularity in Spain. However, a campaign to reconquer Peru and Chile during the Chincha Islands War (1864–1866) proved disastrous and Spain suffered defeat before the determined South American powers.

In 1866, a revolt led by Juan Prim was suppressed, but in 1868 there was a further revolt, known as the Glorious Revolution. The progresista generals Francisco Serrano and Juan Prim revolted against Isabella and defeated her moderado generals at the Battle of Alcolea (1868). Isabella was driven into exile in Paris.[65]

Two years of revolution and anarchy followed, until in 1870 the Cortes declared that Spain would again have a king. Amadeus of Savoy, the second son of King Victor Emmanuel II of Italy, was selected and duly crowned King of Spain early the following year.[66] Amadeus – a liberal who swore by the liberal constitution the Cortes promulgated – was faced immediately with the incredible task of bringing the disparate political ideologies of Spain to one table. The country was plagued by internecine strife, not merely between Spaniards but within Spanish parties.

First Spanish Republic (1873–1874)[edit]
Main article: First Spanish Republic
Following the Hidalgo affair and an army rebellion, Amadeus famously declared the people of Spain to be ungovernable, abdicated the throne, and left the country (11 February 1873).

In his absence, a government of radicals and Republicans was formed that declared Spain a republic. The First Spanish Republic (1873–1874) was immediately under siege from all quarters. The Carlists were the most immediate threat, launching a violent insurrection after their poor showing in the 1872 elections. There were calls for socialist revolution from the International Workingmen&#39;s Association, revolts and unrest in the autonomous regions of Navarre and Catalonia, and pressure from the Catholic Church against the fledgling republic.[67]

The Restoration (1874–1931)[edit]
Main article: Spain under the Restoration
Although the former queen, Isabella II was still alive, she recognized that she was too divisive as a leader, and abdicated in 1870 in favor of her son, Alfonso.

Alfonso XII of Spain was duly crowned on 28 December 1874 after returning from exile. After the tumult of the First Spanish Republic, Spaniards were willing to accept a return to stability under Bourbon rule. The Republican armies in Spain — which were resisting a Carlist insurrection — pronounced their allegiance to Alfonso in the winter of 1874–1875, led by Brigadier General Martínez-Campos. The Republic was dissolved and Antonio Cánovas del Castillo, a trusted advisor to the king, was named Prime Minister on New Year&#39;s Eve, 1874. The Carlist insurrection was put down vigorously by the new king, who took an active role in the war and rapidly gained the support of most of his countrymen.[68] A system of turnos was established in Spain in which the liberals, led by Práxedes Mateo Sagasta and the conservatives, led by Antonio Cánovas del Castillo, alternated in control of the government. A modicum of stability and economic progress was restored to Spain during Alfonso XII&#39;s rule (1874–1885), although progress was cut short by his sudden death at age 28.

Constitutional monarchy continued under King Alfonso XIII.[69] Alfonso XIII was born after his father&#39;s death and was proclaimed king upon his birth. However, the government had become destabilized by Alfonso XII&#39;s unexpected death in 1885, followed by the assassination of prime minister Antonio Cánovas del Castillo in 1897. The reign of Alfonso XIII (1886–1931) saw the Spanish–American War of 1898, culminating in the loss of the Philippines plus Spain&#39;s last colonies in the Americas, Cuba and Puerto Rico; the &quot;Great War&quot; in Europe (now known as World War I, 1914–1918), although Spain maintained neutrality throughout the conflict; the influenza pandemic nicknamed the Spanish Flu (1918–1919); and the Rif War in Morocco (1920–1926). His reign also saw the rise to dictatorship of General Miguel Primo de Rivera, who seized control of the government by military coup in 1923 and ruled as a dictator – with the monarch&#39;s support – for seven years (1923–1930). The world-wide recession, marked first by the Wall Street Crash of 1929, caused deepening economic hardships in Spain and the resignation of Primo de Rivera&#39;s government in 1930. General elections were held in 1931 to replace the government, with Republican and anticlerical candidates winning the majority of votes. Alfonso XIII left the country in response to the proclamation of the Second Spanish Republic, although he never abdicated.

Disaster of 1898[edit]
Cuba rebelled against Spain in the Ten Years&#39; War beginning in 1868, resulting in the abolition of slavery in Spain&#39;s colonies in the New World. American business interests in the island, coupled with concerns for the people of Cuba, aggravated relations between the two countries. The explosion of the USS Maine launched the Spanish–American War in 1898, in which Spain fared disastrously. Cuba gained its independence and Spain lost its remaining New World colony, Puerto Rico, which together with Guam and the Philippines were ceded to the United States for 20 million dollars. In 1899, Spain sold its remaining Pacific islands—the Northern Mariana Islands, Caroline Islands and Palau—to Germany and Spanish colonial possessions were reduced to Spanish Morocco, Spanish Sahara and Spanish Guinea, all in Africa.[70]

The &quot;disaster&quot; of 1898 created the Generation of &#39;98, a group of statesmen and intellectuals who demanded liberal change from the new government. However both Anarchism on the left and fascism on the right grew rapidly in Spain in the early 20th century. A revolt in 1909 in Catalonia was bloodily suppressed.[71] Jensen (1999) argues that the defeat of 1898 led many military officers to abandon the liberalism that had been strong in the officer corps and turn to the right. They interpreted the American victory in 1898 as well as the Japanese victory against Russia in 1905 as proof of the superior value of willpower and moral values over technology. Over the next three decades, Jensen argues, these values shaped the outlook of Francisco Franco and other Falangists.[72]

The 20th century[edit]
1914–31[edit]
Spain&#39;s neutrality in World War I allowed it to become a supplier of material for both sides to its great advantage, prompting an economic boom in Spain. The outbreak of Spanish influenza in Spain and elsewhere, along with a major economic slowdown in the postwar period, hit Spain particularly hard, and the country went into debt. A major worker&#39;s strike was suppressed in 1919.

Spanish colonial policies in Spanish Morocco led to an uprising known as the Rif War; rebels took control of most of the area except for the enclaves of Ceuta and Melilla in 1921. King Alfonso XIII decided to support the dictatorship of General Miguel Primo de Rivera in 1923. As Prime Minister Primo de Rivera promised to reform the country quickly and restore elections soon. He deeply believed that it was the politicians who had ruined Spain and that governing without them he could regenerate the nation. His slogan was &quot;Country, Religion, Monarchy.&quot;


Spanish troops landing at Al Hoceima Bay on 8 September 1925
Spain (in joint action with France) won a decisive military victory in Morocco, (1925–1926). The war had dragged on since 1917 and cost Spain $800 million.[73][74]

The late 1920s were prosperous until the worldwide Great Depression hit in 1929. In early 1930 bankruptcy and massive unpopularity forced the king to remove Primo de Rivera. Historians depict an idealistic but inept dictator who did not understand government, lacked clear ideas and showed very little political acumen. He consulted no one, had a weak staff, and made frequent strange pronouncements. He started with very broad support but lost every element until only the army was left. His projects ran large deficits which he kept hidden. His multiple repeated mistakes discredited the king and ruined the monarchy, while heightening social tensions that led in 1936 to a full-scale Spanish Civil War. Urban voters had lost faith in the king, and voted for republican parties in the municipal elections of April 1931. The king fled the country without abdicating and a republic was established.[75]

Second Spanish Republic (1931–39)[edit]
Main article: Second Spanish Republic
See also: Catholicism in the Second Spanish Republic
Political ideologies were intensely polarized, as both right and left saw vast evil conspiracies on the other side that had to be stopped. The central issue was the role of the Catholic Church, which the left saw as the major enemy of modernity and the Spanish people, and the right saw as the invaluable protector of Spanish values.[76]

Power seesawed back and forth, 1931-36 as the monarchy was overthrown, and complex coalitions formed and fell apart. The end came in a devastating civil war, 1936–39, which was won by the conservative, pro-church, Army-backed “Nationalist” forces supported by Nazi Germany and Italy. The Nationalists, led by General Francisco Franco, defeated the Republican coalition of liberals, socialists, anarchists, and communists, which was backed by the Soviet Union.

Under the Second Spanish Republic, women were allowed to vote in general elections for the first time. The Republic devolved substantial autonomy to the Basque Country and to Catalonia.

The first governments of the Republic were center-left, headed by Niceto Alcalá-Zamora and Manuel Azaña. Economic turmoil, substantial debt, and fractious, rapidly changing governing coalitions led to escalating political violence and attempted coups by right and left.

In 1933, the right-wing Spanish Confederation of the Autonomous Right (CEDA), based on the Catholic vote, won power. An armed rising of workers in October 1934, which reached its greatest intensity in Asturias and Catalonia, was forcefully put down by the CEDA government. This in turn energized political movements across the spectrum in Spain, including a revived anarchist movement and new reactionary and fascist groups, including the Falange and a revived Carlist movement.[77]

Spanish Civil War (1936–39)[edit]
Main article: Spanish Civil War
The Spanish Civil War was marked by numerous small battles and sieges, and many atrocities, until the rebels (the &quot;Nationalists&quot;), led by Francisco Franco, won in 1939. There was military intervention as Italy sent land forces, and Germany sent smaller elite air force and armored units to the rebel side (the Nationalists). The Soviet Union sold armaments to the &quot;Loyalists&quot; (&quot;Republicans&quot;), while the Communist parties in numerous countries sent soldiers to the &quot;International Brigades.&quot; The civil war did not escalate into a larger conflict, but did become a worldwide ideological battleground that pitted the left and many liberals against Catholics and conservatives. Britain, France and the United States remained neutral and refused to sell military supplies. Worldwide there was a decline in pacifism and a growing sense that another world war was imminent, and that it would be worth fighting for.[78]

Political and military balance[edit]
In the 1930s, Spanish politics were polarized at the left and right extremes of the political spectrum. The left-wing favored class struggle, land reform to overthrow the land owners, autonomy to the regions, and the destruction of the Catholic Church. The right-wing groups, the largest of which was CEDA, a Catholic coalition, believed in tradition, stability and hierarchy. Religion was the main dividing line between right and left, but there were regional variations. The Basques were devoutly Catholic but they put a high priority on regional autonomy. The Left offered a better deal so in 1936-37 they fought for the Republicans. In 1937 they pulled out of the war.

The Spanish Republican government moved to Valencia, to escape Madrid, which was under siege by the Nationalists. It had some military strength in the Air Force and Navy, but it had lost nearly all of the regular Army. After opening the arsenals to give rifles, machine guns and artillery to local militias, it had little control over the Loyalist ground forces. Republican diplomacy proved ineffective, with only useful two allies, the Soviet Union and Mexico. Britain, France and 27 other countries had agreed on an arms embargo to Spain, and the United States went along. Nazi Germany and Fascist Italy both signed that agreement, but ignored it and sent supplies and vital help, including a powerful air force under German command, the Condor Legion. Tens of thousands of Italian arrived under Italian command. Portugal supported the Nationalists, and allowed the trans-shipment of supplies to Franco&#39;s forces. The Soviets sold tanks and other armaments for Spanish gold, and sent well-trained officers and political commissars. It organized the mobilization of tens of thousands of mostly communist volunteers from around the world, who formed the International Brigades .

In 1936, the Left united in the Popular Front and were elected to power. However, this coalition, dominated by the centre-left, was undermined both by the revolutionary groups such as the anarchist Confederación Nacional del Trabajo (CNT) and Federación Anarquista Ibérica (FAI) and by anti-democratic far-right groups such as the Falange and the Carlists. The political violence of previous years began to start again. There were gunfights over strikes; landless labourers began to seize land, church officials were killed and churches burnt. On the other side, right wing militias (such as the Falange) and gunmen hired by employers assassinated left wing activists. The Republican democracy never generated the consensus or mutual trust between the various political groups that it needed to function peacefully. As a result, the country slid into civil war. The right wing of the country and high ranking figures in the army began to plan a coup, and when Falangist politician José Calvo-Sotelo was shot by Republican police, they used it as a signal to act whilst the Republican leadership was confused and inert.[79][80]

Military operations[edit]
The Nationalists under Franco won the war, and historians continue to debate the reasons. The Nationalists were much better unified and led than the Republicans, who squabbled and fought amongst themselves endlessly and had no clear military strategy. The Army went over to the Nationalists, but it was very poorly equipped—there were no tanks or modern airplanes. The small navy supported the Republicans, but their armies were made up of raw recruits and they lacked both equipment and skilled officers and sergeants. Nationalist senior officers were much better trained and more familiar with modern tactics than the Republicans.[81]

On 17 July 1936, General Francisco Franco brought the colonial army stationed in Morocco to the mainland, while another force from the north under General Mola moved south from Navarre. Another conspirator, General Sanjurjo, who was in exile in Portugal, was killed in a plane crash while being brought to join the other military leaders. Military units were also mobilised elsewhere to take over government institutions. Franco intended to seize power immediately, but successful resistance by Republicans in key the centers of Madrid, Barcelona, Valencia, the Basque country (and other points) meant that Spain faced a prolonged civil war. By 1937 much of the south and west was under the control of the Nationalists, whose Army of Africa was the most professional force available to either side. Both sides received foreign military aid: the Nationalists from Nazi Germany and Italy, while the Republicans were supported by organised far-left volunteers from the Soviet Union.


Ruins of Guernica.
The Siege of the Alcázar at Toledo early in the war was a turning point, with the Nationalists winning after a long siege. The Republicans managed to hold out in Madrid, despite a Nationalist assault in November 1936, and frustrated subsequent offensives against the capital at Jarama and Guadalajara in 1937. Soon, though, the Nationalists began to erode their territory, starving Madrid and making inroads into the east. The North, including the Basque country fell in late 1937 and the Aragon front collapsed shortly afterwards. The bombing of Guernica on the afternoon of 26 April 1937 – a mission used as a testing ground for the German Luftwaffe&#39;s Condor Legion – was probably the most infamous event of the war and inspired Picasso&#39;s painting. The Battle of the Ebro in July–November 1938 was the final desperate attempt by the Republicans to turn the tide. When this failed and Barcelona fell to the Nationalists in early 1939, it was clear the war was over. The remaining Republican fronts collapsed, as civil war broke out inside the Left, as the Republicans suppressed the Communists. Madrid fell in March 1939.[82]

The war, cost between 300,000 to 1,000,000 lives. It ended with the total collapse of the Republic and the accession of Francisco Franco as dictator of Spain. Franco amalgamated all the right wing parties into a reconstituted fascist party Falange and banned the left-wing and Republican parties and trade unions. The Church was more powerful than it had been in centuries,[83]

The conduct of the war was brutal on both sides, with widespread massacres of civilians and prisoners. After the war, many thousands of Republicans were imprisoned and up to 150,000 were executed between 1939 and 1943. Some 500,000 refugees escaped to France; they remained in exile for the years or decades.

The dictatorship of Francisco Franco (1936–75)[edit]
Main article: Francoist Spain
During Franco&#39;s rule, Spain was officially neutral in World War II and remained largely economically and culturally isolated from the outside world. Under a military dictatorship, Spain saw its political parties banned, except for the official party (Falange). Labor unions were banned and all political activity using violence or intimidation to achieve its goals was forbidden.

Under Franco, Spain actively sought the return of Gibraltar by the United Kingdom, and gained some support for its cause at the United Nations. During the 1960s, Spain began imposing restrictions on Gibraltar, culminating in the closure of the border in 1969. It was not fully reopened until 1985.

Spanish rule in Morocco ended in 1967. Though militarily victorious in the 1957–1958 Moroccan invasion of Spanish West Africa, Spain gradually relinquished its remaining African colonies. Spanish Guinea was granted independence as Equatorial Guinea in 1968, while the Moroccan enclave of Ifni had been ceded to Morocco in 1969. Two cities in Africa, Ceuta and Melilla remain under Spanish rule and sovereignty.

The latter years of Franco&#39;s rule saw some economic and political liberalization, the Spanish miracle, including the birth of a tourism industry. Spain began to catch up economically with its European neighbors.[84]

Franco ruled until his death on 20 November 1975, when control was given to King Juan Carlos.[85] In the last few months before Franco&#39;s death, the Spanish state went into a paralysis. This was capitalized upon by King Hassan II of Morocco, who ordered the &#39;Green March&#39; into Western Sahara, Spain&#39;s last colonial possession.

Spain since 1975[edit]
Main article: History of Spain (1975–present)
Transition to democracy[edit]
Main article: Spanish transition to democracy
The Spanish transition to democracy or new Bourbon restoration was the era when Spain moved from the dictatorship of Francisco Franco to a liberal democratic state. The transition is usually said to have begun with Franco&#39;s death on 20 November 1975, while its completion is marked by the electoral victory of the socialist PSOE on 28 October 1982.

Under its current (1978) constitution, Spain is a constitutional monarchy. It comprises 17 autonomous communities (Andalusia, Aragon, Asturias, Balearic Islands, Canary Islands, Cantabria, Castile and León, Castile–La Mancha, Catalonia, Extremadura, Galicia, La Rioja, Community of Madrid, Region of Murcia, Basque Country, Valencian Community, Navarre) and 2 autonomous cities (Ceuta and Melilla).

Between 1978 and 1982, Spain was led by the Unión del Centro Democrático governments. In 1981 the 23-F coup d&#39;état attempt took place. On 23 February Antonio Tejero, with members of the Guardia Civil entered the Congress of Deputies, and stopped the session, where Leopoldo Calvo Sotelo was about to be named prime minister of the government. Officially, the coup d&#39;état failed thanks to the intervention of King Juan Carlos. Spain joined NATO before Calvo-Sotelo left office. Along with political change came radical change in Spanish society. Spanish society had been extremely conservative under Franco, but the transition to democracy also began a liberalization of values and societal mores.

From 1982 until 1996, the social democratic PSOE governed the country, with Felipe González as prime minister. In 1986, Spain joined the European Economic Community (EEC, now European Union), and the country hosted the 1992 Barcelona Olympics and Seville Expo &#39;92.

Spain within the European Union (1993 to present)[edit]
Further information: Spanish property bubble, 2008–14 Spanish financial crisis and Eurozone crisis
In 1996, the centre-right Partido Popular government came to power, led by José María Aznar. On 1 January 1999, Spain exchanged the peseta for the new Euro currency. The peseta continued to be used for cash transactions until January 1, 2002. On 11 March 2004 a number of terrorist bombs exploded on busy commuter trains in Madrid by Islamic extremists linked to Al-Qaeda, killing 191 persons and injuring thousands. The election, held three days after the attacks, was won by the PSOE, and José Luis Rodríguez Zapatero replaced Aznar as prime minister. As José María Aznar and his ministers at first accused ETA of the atrocity, it has been argued that the outcome of the election has been influenced by this event.

In the wake of its joining the EEC, Spain experienced an economic boom during two decades, cut painfully short by the financial crisis of 2008. During the boom years, Spain attracted a large number of immigrants, especially from the United Kingdom, but also including unknown but substantial illegal immigration, mostly from Latin America, eastern Europe and north Africa.[86] Spain had the fourth largest economy in the Eurozone, but after 2008 the global economic recession hit Spain hard, with the burst of the housing bubble and unemployment reaching over 25%, sharp budget cutbacks were needed to stay in the Euro zone. The GDP shrank 1.2% in 2012.[87] Losses were especially high in real estate, banking, and construction. Economists concluded in early 2013 that, &quot;Where once Spain&#39;s problems were acute, now they are chronic: entrenched unemployment, a large mass of small and medium-sized enterprises with low productivity, and, above all, a constriction in credit..&quot;[88] With the financial crisis and high unemployment, Spain is now suffering from a combination of continued illegal immigration paired with a massive emigration of workers, forced to seek employment elsewhere under the EU&#39;s &quot;Freedom of Movement&quot;, with an estimated 700,000, or 1.5% of total population, leaving the country between 2008 and 2013.[89]

Spanish statehood and secessionism[edit]

This section may stray from the topic of the article. Please help improve this section or discuss this issue on the talk page. (June 2015)
Further information: Crown of Spain, Nationalisms and regionalisms of Spain and History of the regional distinctions of Spain
Although it had been used in treaties as far back as the seventeenth century, it was not until the constitution of 1812 that the name &quot;Españas&quot; became the official name for the Spanish kingdom and &quot;King of the Spains&quot; became the official title of the head of state.[90] It was not until the constitution of 1876 that the singular form of the name, &quot;España&quot; (Spain), became the official name of the Spanish state.[91]

Although colloquially and literally the expression &quot;King of Spain&quot; or &quot;King of the Spains&quot; was already widespread,[92] and although the two crowns, Aragonese and Castilian, were held by the same monarch, and although the different kings had the long-term shared intention of uniting the peninsula under a single kingdom to restore the Visigoth unity,[93] they were never proclaimed officially as a single kingdom until the enactment of the Spanish Constitution of 1812.[94] Portugal was also ruled by the House of Habsburg with Castile and Aragon but this came to an end with a revolt after sixty years.

The statehood of Spain is generally accepted by the population of Spain as the Spanish Constitution of 1978[95] was massively approved by universal referendum.[96] The vigor of the constitutional regime and tacit support by the Spanish population has been repeatedly confirmed ever since through periodical national elections to configure the Spanish Parliament. Said constitutional bicameral organ represents all the Spanish territories and people, where the national sovereignty is vested.[97]

Still, there are some nationalist movements and political parties of regional scope (i.e. in Aragon, the Canaries, Catalonia, Euskadi, Galicia), mostly with seminal ideologies born in the late 19th century,[98][99] some enjoying relatively important yet wavering support from local population.[100][101] Traditional nationalist parties&#39; claims range from increasing transfer of competencies and new financing and tax regime arrangements with the Central Government to sovereign rights and secessionism from Spain.

Spain is ranked among the best democracies in the world by reputed, independent analysts.[102] As the Spanish Constitution legal framework guarantees civil rights, including the freedom of speech, a part of said nationalist regional parties[103] have openly promoted and pursued the secession from Spain, by arguing most notably language, cultural and historic reasons and in some cases, also justified by alleged race issues.[104][105][106]

Economic reasons are also a separatists&#39; recurrent argument.[107] The ongoing Catalan campaign for independence includes the motto &quot;Spain is robbing us&quot; (&quot;España nos roba&quot;), an argument refuted by many and claimed to be as simply propaganda for the nationalists and secessionists interests.[108][109][110] Secessionists claim that an independent Catalan State, released from its financial contribution to the rest of Spain, would grow prosper and solve the difficulties currently faced by the autonomous region, an already self-governed economy, in particular local unemployment and Catalan public debt issues.[111][112]

In parallel to the democratic arena and political activism, some terrorists groups (i.e. TERRA LLIURE (Catalan for &quot;Free Land&quot;),[113] ETA (Basque acronym for &quot;Basque Homeland and Freedom&quot;)[114]) engaged in criminal activities (assassinations -indiscriminate bomb attacks to civilians incl.- extorsions or kidnappings) in an attempt to reach their secessionist goals. It has been recently noticed an increasing extremism in Catalonia in form of attacks, boycotts and even death menaces to those not supporting secessionist movement and events[115] like the so-called consultation on independence organized by the Catalan government and some civil organisations held in November 2014 despite the manifest illegality of the process as it was previously deemed by the Spanish Constitutional Court.[116] Some analysts believe said extremism could lead some current secessionist groups and individuals to undertake terrorist activities.[117]

The Spanish Constitution[118] configures and enables a modern democratic system with its own procedures to create, modify and derogate any law, including the Constitution itself, or even the adoption of a completely new one as may be decided by the people of Spain. Any such legitimate initiative must comply with the corresponding legal procedures as stated in the Constitution. Integrity and unity of the Spanish territory are therefore not irremovable principles, and secessionism would then be possible but subject to the law and to the sovereignty of the whole Spanish population, as it is proclaimed by the constitutionalists.[119][120]

The Spanish Constitution of 1978, in its second article, recognizes &quot;nationalities&quot;(a carefully chosen word in order to avoid the more politically charged &quot;nations&quot;) and &quot;regions&quot;, within the context of &quot;the Spanish nation&quot;. Account taken of this rich variety of cultures, Spain has enabled one of the most decentralized systems in Europe and worldwide in terms of decision-making power,[121][122][123][124] its Autonomous Regions enjoying the highest rates of both political and fiscal competencies from an international comparative law viewpoint.[125][126][127]

Distinct traditional regional identities within Spain include the Basques, Catalans, Galicians, Cantabrians and Castilians, among others.[128]

See also[edit]
Economic history of Spain
History of Europe
Politics of Spain
Notes[edit]
Jump up ^ http://voiceofrussia.com/news/2013_07_24/Archaeologists-find-1-4-million-year-old-flint-in-Spain-8972/
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The Spanish sovereigns had always refused the advice... in the sense of establishing a United Kingdom of Spain, preferring to see themselves as vertices of converging scattered kingdoms, at least in theory. Even the Napoleonic Bayonne Constitution of 1808 did not proclaim a kingdom of Spain, but a &#39;Crown of Spain and the Indies&#39;. On the other hand, &#39;Spain&#39; was merely a geographical name, a simple Romance version of &#39;Hispania&#39;, whereby its use, in principle, should not have to go beyond the Latin designations &#39;Gallia&#39; and &#39;Germania&#39;. Except that, of course, there was in fact a political union of most of that Hispania, and under it there were the very similar Romance languages of the spanned territories, in addition to very close historic, cultural and commercial links.
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Plantae
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Plantae
Description de cette image, également commentée ci-après
Diversité des plantes

Classification
Domaine Eukaryota
Sous-domaine Bikonta
Règne
Plantae
Haeckel, 1866
Synonymes
Archaeplastida
Classification phylogénétique
Position :
Eukaryota
Bikonta
Corticata
Archaeplastida (Plantes)
Metabionta
Viridiplantae
(Plantes vertes)
Chlorophyta
Streptophyta
Les plantes (Plantae) sont des organismes à la base de la chaîne alimentaire. Elles forment l&#39;un des règnes des eucaryotes. Elles sont, classiquement, avec les algues (y compris les cyanobactéries) et les champignons, l&#39;objet d&#39;étude de la botanique1 . Le nombre d&#39;espèces de plantes est difficile à déterminer, mais en 2010, il existerait entre 300 000 et 330 000 espèces décrites, dont la grande majorité, entre 260 000 et 290 000, seraient spermatophytes2.

Sommaire  [masquer] 
1 Classification
1.1 Caractéristiques principales
1.2 Algues
1.3 Bryophytes
1.4 Plantes vasculaires
2 Physiologie
2.1 Phylogénétique
2.2 Tailles et types
3 Environnement
3.1 Climat
3.2 Types biologiques
4 Quelques adaptations des plantes
4.1 Les plantes adaptées à la sécheresse
4.2 Les plantes adaptées au froid et à l&#39;altitude
4.3 Plantes adaptées aux milieux salés
4.4 Plantes adaptées aux milieux aquatiques
5 Grands types d&#39;organisation
6 Pathologie végétale
7 Notes et références
8 Voir aussi
8.1 Sources
8.2 Articles connexes
Classification[modifier | modifier le code]
Les plantes sont l&#39;un des deux groupes dans lequel les espèces vivantes sont traditionnellement réparties ; l&#39;autre groupe étant les animaux. La division remonte aux environs du temps d&#39;Aristote (384 av. J.-C. – 322 av. J.-C.) qui différenciait les plantes, celles-ci ne se déplaçant pas, et les animaux souvent en mouvement pour attraper leurs proies. Beaucoup plus tard, lorsque Linnaeus (1707–1778) crée la base du système moderne de classification scientifique, ces deux groupes deviennent des règnes, végétal et animal. Un certain nombre d&#39;espèces anciennement considérées comme des plantes, tels les champignons, ont depuis été exclus de ce groupe pour former des catégories propres.

Hors des contextes scientifiques, le terme de « plante » implique une association de certaines caractéristiques, comme étant notamment multicellulaires3.

La première classification connue est l&#39;œuvre de Théophraste (370-285 av. J.-C.) qui classa 480 plantes selon leur port (arbre, arbuste ou lierres) et certaines caractéristiques florales. Au xvie siècle, des botanistes, notamment les frères Jean et Gaspard Bauhin, entament une réflexion sur le classement des plantes4. Ils cherchent à établir des groupes naturels de plantes à partir de leur ressemblance. En effet la découverte de nouvelles plantes rendait un nouveau classement nécessaire. Il faut savoir que jusqu&#39;alors, les plantes étaient classées en fonction de leur taille, du lieu où elles poussaient ou de leur ressemblance.

John Ray (1628-1705), naturaliste anglais, propose d&#39;établir un nouveau système de classification ayant pour fondement le plus grand nombre possible de caractères de la fleur, du fruit ou de la feuille5. Puis, Pierre Magnol (1638-1715), inventeur du terme famille, répertorie 76 familles de plantes. Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708) établit un classement des végétaux suivant la structure des fleurs et introduit les notions d&#39;espèce et de genre. Enfin, Carl von Linné (1805-1878), botaniste du roi de Suède, codifie la nomenclature binominale des végétaux et des animaux. Ce système utilise deux noms en latin : le premier indique le genre et le second l&#39;espèce de la plante ou de l&#39;animal. En revanche, son « système sexuel », basé sur le nombre d&#39;étamines, ne fait pas progresser la classification des plantes.

Voir aussi la liste des botanistes.

Caractéristiques principales[modifier | modifier le code]
Principales caractéristiques des plantes
Types de plante Caractéristiques générales
Archaeplastida Photosynthèse, chlorophylle.
├─o
└─o Algues rouges
Chlorobionta (ou organismes verts6). 
├─o
└─o Algues vertes
Plantes 
Adaptation à la gravité, archégones, embryon végétal.
├─o
└─o Mousses
Plantes vasculaires Fausses racines.
Vaisseaux conduisant la sève, lignine, feuilles à nervures.
├─o
└─o Prêles, fougères…
Plantes à graines 
Émancipation de la reproduction aquatique, graines.
├─o
└─o Gymnospermes
Plantes à fleurs 
Fleurs, protection des graines dans des fruits.
Les végétaux sont des organismes autotrophes, c&#39;est-à-dire qu&#39;ils produisent leur propre matière organique à partir de sels minéraux puisés dans le sol et de dioxyde de carbone, assimilé par les feuilles grâce à l&#39;énergie solaire : c&#39;est le mécanisme de photosynthèse. Ils lui doivent, par le biais de la chlorophylle contenue dans les chloroplastes, leur couleur verte.
Les végétaux sont des organismes généralement fixés au sol par leurs racines (mais il y a des exceptions), ce qui les rend très dépendants des conditions de leur environnement ; cet état est lié à la nature cellulosique des parois cellulaires, aux tissus de soutien de la plante (collenchyme et sclérenchyme) et à certaines molécules particulières comme la lignine qui rend les tissus rigides.
Les végétaux sont des organismes peu différenciés. Il existe peu de types de tissus ou d&#39;organes différenciés, ce qui entraîne des propriétés particulières : une diminution potentiellement indéfinie, une capacité de régénération importante (d&#39;où la possibilité de multiplication végétative).
Les plantes ont besoin de différents éléments rassemblés pour survivre et pousser. Le premier est la lumière, utile pour le processus de photosynthèse, qui apporte de l&#39;énergie. Ensuite viennent l&#39;eau et la terre d&#39;où sont tirés les nutriments, et l&#39;air dont elles extraient le dioxyde de carbone, permettant également la photosynthèse. Les conditions exactes varient selon le type de plante. Au sein du règne végétal les plantes sont des organismes qui possèdent des racines et une partie aérienne.
Algues[modifier | modifier le code]

Algue verte de l&#39;œuvre d&#39;Ernst Haeckel, intitulée Kunstformen der Natur, 1904.
Article détaillé : Algue.
En classification classique, traditionnellement, seules les algues vertes, ou Chlorophytes, étaient considérées comme plantes, et ne formaient donc pas un sous-règne. La classification des autres algues dans le règne des plantes est une introduction de la classification scientifique amorcée depuis le xixe siècle. Auparavant, elles ont été classées de façon variable avec les protistes. Les progrès dans la recherche de la phylogénie change encore les choses, puisque certaines classes disparaissent et que des rapprochements morphologiquement étonnants s&#39;opèrent dans la classification.

Bryophytes[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Bryophyte.
En classification classique ou traditionnelle, le sous-règne des Bryophytes (Bryophyta lato sensu) comprend trois divisions (ou embranchements) ou de végétaux terrestres non vasculaires : la division des Hépaticophytes (Hepaticophyta) : 6 000 espèces de plantes hépatiques ; la division des Anthocérotophytes (Anthocerotophyta) : 100 espèces d’anthocérotes ; et la division des Bryophytes (Bryophyta stricto sensu) : 9 500 espèces de mousses.

Plantes vasculaires[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Plante vasculaire.
Le sous-règne des Trachéobiontes (Tracheobionta ou Tracheophyta) est composé, selon une classification traditionnelle :

Ptéridophytes (Pteridophyta), ou fougères lato sensu, plantes vasculaires cryptogames (à spores et thalles) :
Psilophytes (Psilophyta) : 17 espèces ;
Lycopodiophytes (Lycopodiophyta) : 1 000 espèces, dont les Lycopodes ;
Équisétophytes (Equisetophyta) : 15 espèces vivantes dont les Prêles ;
Filicophytes (Filicophyta) : 11 000 espèces de fougères stricto sensu ;
Spermatophytes (Spermatophyta), plantes vasculaires phanérogames (à graines) :
Gymnospermes (Gymnospermae), les plantes phanérogames à cônes ;
Angiospermes (Magnoliophyta), les plantes phanérogames à fleurs (environ 235 000 espèces).
Les chiffres montrent la domination qu’exercent aujourd’hui les Angiospermes (Magnoliophyta) parmi les plantes.

Physiologie[modifier | modifier le code]
Phylogénétique[modifier | modifier le code]
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Voir les articles Archaeplastida (classification phylogénétique) et Chlorophyta (classification phylogénétique).

Tailles et types[modifier | modifier le code]
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Une grande division est souvent faite entre les plantes herbacées et les plantes ligneuses (celles qui forment du bois).

Environnement[modifier | modifier le code]
Climat[modifier | modifier le code]
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Il existe des plantes presque partout sur la terre - dans le désert, sous l&#39;eau, dans les forêts tropicales et même en Arctique. Toutefois, leur répartition à la surface de la Terre est fonction des conditions climatiques. Ainsi, pour rendre compte des principaux groupes de végétaux, le climatologue et botaniste allemand Wladimir Köppen a établi une classification des climats. Cette classification, publiée pour la première fois en 1901 et remaniée à plusieurs reprises depuis, est la plus ancienne et la plus connue.

La classification de Köppen comprend cinq groupes de climats eux-mêmes divisés en cinq types climatiques. Le contour de chaque groupe correspond à la satisfaction d&#39;un critère lié à la température de l&#39;air ou combinant à la fois la température de l&#39;air et le niveau des précipitations.

Les plantes des régions tropicales
La zone tropicale s&#39;étend de part et d&#39;autre de l&#39;équateur entre le tropique du Cancer (23° 27&#39; de latitude nord) et le tropique du Capricorne (23° 27&#39; de latitude sud). Elle représente l&#39;une des grandes zones climatiques nées de la circulation générale de l&#39;atmosphère et de son déplacement saisonnier. Cette zone couvre environ 45 % de la surface globale des forêts. La température moyenne du mois le plus froid est supérieure à + 18 degrés Celsius. La végétation correspondante est la forêt tropicale ou la savane.

Plantes des régions sèches et désertiques
Essentiellement caractérisé par la présence d&#39;arbustes et d&#39;herbes qui se sont adaptés à l&#39;environnement désertique et qui, par un système de racines souterraines peu profond mais étendu à proximité de la surface (fasciculé), arrivent à récolter une quantité d&#39;eau suffisante à leur croissance. La végétation est très peu développée et recouvre peu d&#39;espace. Les espèces sont appelées xérophytes (du grec xero = sec, et phytos = plante), il existe des cactus, des plantes à cuticule épaisse pour limiter l&#39;évapotranspiration, des plantes en coussinets, des succulentes (exemple famille des Crassulassées, dont le Sedum ou la joubarbe). La plupart des plantes chlorophyliennes de ces régions fonctionnent grâce à la photosynthèse en C4.

Plantes des régions tempérées
En Europe, cette forêt s&#39;étend de la forêt boréale à la forêt méditerranéenne (entre 40° et 55° nord). Le régime thermique est modéré avec en hiver un peu de gel sur la partie supérieure des sols, et un été modérément chaud. Il existe trois espèces dominantes.

Plantes des régions froides ou subarctiques
Il existe deux grands types de végétation en milieu polaire et subpolaire incluant la toundra, située entre 55° et 70° nord, une végétation dominée par les herbes et les mousses, souvent associées à divers arbustes. C&#39;est une formation végétale continue et basse avec l&#39;absence d&#39;arbres à cause d&#39;un sol gelé en profondeur en permanence, le pergélisol (température inférieure à 0 °C). L&#39;absence d&#39;arbres est aussi due à un raccourcissement de la période de végétation (l&#39;été ne dure parfois qu&#39;un à deux mois) ; et la taïga, une forêt boréale de grands conifères, typique de la Sibérie et du Canada. Les hivers sont plus longs et plus rigoureux et les mois d&#39;été sont plus chauds (température supérieure à 10 °C). Cela devrait représenter la limite entre la taïga et la toundra. Le sous-bois est constitué de plusieurs conifères à aiguilles et de fougères. Dans l&#39;hémisphère sud, cette formation végétale est plus réduite (dans les îles de l&#39;Antarctique, la toundra en touffes domine la région).

Plantes des régions polaires
Plantes des régions de hautes montagnes
Types biologiques[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Système de Raunkiær.
La classification des types biologique, selon Christen Christiansen Raunkiær, est une classification écologique, qui classe les plantes selon la manière dont elles protègent leurs bourgeons à la mauvaise saison (froide ou sèche) ; elle distingue cinq groupes ou types biologiques de végétaux :

phanérophytes : ce sont essentiellement les arbres, arbustes et arbrisseaux, dont les bourgeons sont situés en haut d&#39;une tige ; les feuilles tombent ou non et les zones les plus sensibles (méristèmes) sont protégées par des structures temporaires de résistance : les bourgeons ;
chamaephytes : ce sont des plantes basses dont les bourgeons sont proches du sol ; les feuilles tombent ou non, les bourgeons les plus bas bénéficient de la protection de la neige ;
cryptophytes ou géophytes : ces plantes passent la mauvaise saison protégées dans le sol, la partie aérienne meurt ; ce sont les plantes à bulbe, à rhizome et à tubercule ;
thérophytes : ce sont les plantes annuelles, qui disparaissent pendant la mauvaise saison et survivent sous la forme de graines ;
hémicryptophytes : stratégie mixte qui combine celles des géophytes et des chaméphytes ; ce sont souvent des plantes à rosette.
Quelques adaptations des plantes[modifier | modifier le code]
Les plantes adaptées à la sécheresse[modifier | modifier le code]
Les plantes vivant dans les milieux où l’eau est une source limitante ont dû développer plusieurs mécanismes afin de limiter leur perte d’eau. Certaines sont en dormance lors de la saison sèche et en germination lors de la saison de pluie, tandis que d’autres perdent une partie de leurs feuilles pendant la saison sèche, conservant ainsi quelques feuilles pour la photosynthèse. Les racines des plantes utilisant des stratégies d’évitement de la sécheresse sont plus profondes et plus épaisses et certaines possèdent des tiges souterraines leur permettant de stocker de la nourriture (principalement les hydrates de carbone) et de l’eau pendant de longues périodes. Leurs feuilles sont souvent épaisses et coriaces et possèdent peu de stomates. Ceux-ci sont habituellement situés sur la face abaxiale (dorsale) de la feuille, ce qui ralentit la vitesse de transpiration. Certaines feuilles possèdent des trichomes laineux réfléchissant ainsi la lumière et empêchant les feuilles de s’échauffer et de perdre leur eau trop vite. Les stomates des plantes adaptées dans les milieux arides ou semi-arides sont souvent dans des cryptes de la surface foliaire, ce qui réduit la vitesse de transpiration7.

On appelle xérophytes les plantes capables de vivre et grandir dans des conditions de sécheresse marquée.

Les plantes adaptées au froid et à l&#39;altitude[modifier | modifier le code]
Les plantes de montagne ont développé plusieurs stratégies face à un milieu où la neige persiste longtemps au sol, où il y a une courte saison végétative, une extrême sécheresse, du vent, de fortes amplitudes thermiques, etc. Le refroidissement ralentit notamment la photosynthèse et la croissance8. Ces plantes, ainsi que ceux vivant dans la toundra, ont alors développé des adaptations afin d’éviter le froid et d’en limiter ses effets. Tout d’abord, certaines sont de petites tailles, leur permettent de profiter de la chaleur à la surface du sol et d’une protection contre le vent par le recouvrement de la neige. D’autres végétaux, dans la toundra notamment, comme le bouleau et le saule, forment une couverture au sol, c’est-à-dire qu’ils poussent à l’horizontale et non à la verticale9. La forme des plantes peut aussi être différente. Un motif en coussinet réduit l’évaporation et emprisonne la chaleur des rayons du soleil. Les feuilles de certaines plantes peuvent être réduites et épaisses et leur surface épaisse et cireuse empêchant la perte d’eau par des vents desséchants. D’autres plantes poussent comme une rosette, un tapis épais ou tout simplement blotties ensemble pour conserver leur chaleur et les aider à croître. Un duvet peut aussi les protéger du froid. Cette pilosité forme un écran qui limite la déshydratation provoquée par les vents et réfléchit une partie des rayonnements solaires en excès. Les plantes adaptées au froid ont habituellement un cycle de reproduction rapide pour contrer le fait que l’été soit court et que l’hiver soit long et un système racinaire peu profond.

Plantes adaptées aux milieux salés[modifier | modifier le code]
Toute plante qui est en contact avec des concentrations anormalement fortes en sel se nomme halophyte10. Afin de pouvoir survivre dans ces conditions, les racines de ces plantes ont un potentiel osmotique très faible pour pouvoir maintenir un gradient entre la plante et les racines. De plus, le sel peut se concentrer dans les feuilles les plus basses, celles qui tombent avant les autres, ce qui permet d’éviter les effets toxiques du sel. Il peut aussi s’accumuler dans des organes, tels que des glandes à sels ou des vésicules, qui s’occupent de l’excréter.

Un autre type de plante peut se développer dans les milieux salés, il s’agit des glycophytes. Ceux-ci excluent les ions de leurs feuilles et les accumulent dans les racines et les tiges11.

Plantes adaptées aux milieux aquatiques[modifier | modifier le code]
Les hydrophytes représentent le groupe de végétaux vivant entièrement ou partiellement dans l’eau11. L’ensemble de leur appareil végétatif est donc en contact avec l’eau. Comme la concentration du dioxygène dans ce milieu ne se retrouve pas à la même concentration que dans l’air, ces plantes ont développé des stratégies d’acquisitions. Entre autres, elles possèdent des aérenchymes, un tissu parenchymateux (constitué de cellules vivantes) comportant de larges espaces intercellulaires remplis d’air, servant à transporter le dioxygène des parties hors de l’eau vers celles sous l’eau12. De plus, ces plantes absorbent l’eau directement du milieu extérieur grâce à la surface de leur feuille qui n’est pas ou peu cutinisée (substance prévenant les pertes d’eau). Il n’y a alors aucune transpiration effectuée11.

Grands types d&#39;organisation[modifier | modifier le code]
Il existe, selon leur degré de différenciation, quatre grands types d&#39;organisation incluant les thallophytes, plantes vivant en milieux humides, caractérisées par un thalle, appareil végétatif peu différencié en forme de lame - algues ; les bryophytes : ce sont les mousses et les hépatiques, dont l’appareil végétatif commence à se différencier en tige et feuille. Ils constituent une nouvelle étape vers le passage de la vie aquatique à la vie terrestre ; les tracheophyta (anciennement appelées cormophytes ou « végétaux supérieurs ») : ce sont les plantes vasculaires ou plantes à racines (rhizophytes), qui comprennent les ptéridophytes (fougères) et les spermaphytes (plantes à graines). L’appareil végétatif est maintenant bien différencié en racine, tige, feuille et surtout vaisseaux conducteurs de sève (phloème et xylème). C’est grâce à ces vaisseaux conducteurs et à leur port dressé et rigide (par synthèse de la cellulose dans l’espace intercellulaire de ces vaisseaux, pour la construction d’un squelette de bois) que ces plantes sont adaptées au milieu terrestre.

Pathologie végétale[modifier | modifier le code]
La pathologie végétale étudie les maladies dont souffrent les végétaux.

Notes et références[modifier | modifier le code]
↑ Jean-Louis Morère et Raymond Pujol, Dictionnaire raisonné de biologie, Paris, Frison-Roche,‎ 2003, 1222 p. [détail de l’édition] (ISBN 2-87671-300-4), « Article Règne végétal »
↑ (en) « Numbers of threatened species by major groups of organisms (1996–2010) » [archive],‎ 2010
↑ (en) « plant - Definition from the Merriam-Webster Online Dictionary » [archive] (consulté le 25 mars 2009).
↑ « Jean Bauhin et Gaspard Bauhin » [archive], sur Botanique.org,‎ 17 avril 2006 (consulté le 26 septembre 2011).
↑ (en) John Ray, naturalist, his life and works, University Press,‎ 1950
↑ Bruno de Reviers, Biologie et phylogénie des algues, vol. 2 : tome 2, Paris, Belin, coll. « Belin Sup Sciences / Biologie »,‎ février 2003, 256 p. [détail de l’édition] (ISBN 2-7011-3512-5, ISSN 1158-3762) page 8 : « Chlorobionta Bremer, 1985 (organismes verts) = Viridiplantae Cavalier-Smith, 1981 (plantes vertes). Les algues vertes n&#39;étant pas des plantes (elles ne sont pas plantées dans un substrat), le terme Chlorobionta paraît préférable. »
↑ (en) Jessica Gurevitch, The ecology of plants, Sinauer Associates, Inc.,‎ 2006, 574 p., p. 50-52
↑ « Les plantes alpines, une vie en milieu extrême » [archive], sur Nature,‎ 2003 (consulté le 27 octobre 2014)
↑ « La toundra arctique du Canada » [archive], sur Faune et flore du pays,‎ 2012 (consulté le 27 octobre 2014)
↑ « Halophytes » [archive], sur Encyclopaedia universalis (consulté le 28 octobre 2014)
↑ a, b et c « L&#39;adaptation au milieu chez les plantes vasculaires » [archive], sur Science direct,‎ 2001 (consulté le 27 octobre 2014)
↑ Peter H. Raven, Biologie, Boeck Supérieur,‎ 2011, 1406 p., p. 780
Voir aussi[modifier | modifier le code]
Sur les autres projets Wikimedia :
Plante, sur Wikimedia Commons plante, sur le Wiktionnaire
Sources[modifier | modifier le code]
Référence Tree of Life Web Project : Plantae (en)
Référence Catalogue of Life : Plantae (en)
Référence Tela Botanica (La Réunion) : Plantae (fr)
Référence AlgaeBase : règne Plantae (+ taxinomie) (en)
Référence Fossilworks Paleobiology Database : Plantae Haeckel 1866 (en)
Référence ITIS : Plantae (fr) (+ version anglaise (en))
Référence UICN : taxon Plantae (en)
Articles connexes[modifier | modifier le code]
Archaeplastida (classification phylogénétique)
Classement des cultures par groupes d&#39;usage
Ernst Haeckel
Famille botanique
Liste de plantes, liste de légumes, liste de fruits
Plantes par nom scientifique, plante utile</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/109370444191968850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/planteplantaeredirige-depuis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/109370444191968850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/109370444191968850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/planteplantaeredirige-depuis.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-5840477188185827567</id><published>2015-07-28T15:47:00.003-07:00</published><updated>2015-07-28T15:47:43.556-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Historia de España
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La historia de España engloba un periodo comprendido desde la prehistoria en la península ibérica y la posterior fundación de la Hispania romana, hasta el contemporáneo Reino de España.

Índice  [ocultar] 
1 Introducción
1.1 De Hispania a España
2 Prehistoria
3 Edad Antigua
3.1 Pueblos indígenas y colonizaciones históricas
3.2 Hispania cartaginesa
3.3 Hispania romana (206 a. C.-siglo V)
4 Edad Media
4.1 Las invasiones germánicas y el reino visigodo (siglo V-711)
4.1.1 La caída del Imperio romano
4.1.2 Las invasiones
4.1.3 Religión en el reino visigodo
4.2 La conquista musulmana
4.3 Era musulmana
4.4 La Reconquista (siglos VIII a XV)
4.4.1 Unión de León y Castilla
4.4.2 Crisis bajomedieval
4.4.3 El auge del castellano
5 Historia moderna de España
5.1 Imperio español
5.1.1 Siglo de Oro
5.2 Casa de Austria
5.3 La Casa de Borbón y la Ilustración
5.4 Absolutismo y centralización de España
6 Historia contemporánea de España
6.1 Guerra de la Independencia (1808-1813)
6.2 Reinado de Fernando VII (1814-1833)
6.3 Reinado de Isabel II (1833-1868)
6.4 Sexenio Democrático (1868-1874)
6.4.1 Reinado de Amadeo de Saboya (1870-1873)
6.4.2 Primera República Española (1873-1874)
6.5 Restauración borbónica (1875-1931)
6.5.1 Guerra hispano-estadounidense
6.5.2 Primera Guerra Mundial
6.5.2.1 Aparición de las tesis anarquistas y comunistas, y sus partidos y sindicatos
6.5.3 Dictadura de Primo de Rivera (1923-1930)
6.5.4 &quot;Dictablanda&quot; del general Berenguer (1930-1931)
6.6 Segunda República Española (1931-1936)
6.7 Guerra Civil Española (1936-1939)
6.7.1 Desarrollo de la Guerra
6.8 Dictadura de Francisco Franco (1939-1975)
6.8.1 Principales acontecimientos
6.9 Reinado de Juan Carlos I (1975-2014)
6.9.1 Transición a la democracia (1975-1982)
6.9.1.1 Cronología: Inicios (1975-1978)
6.9.1.2 Cronología: Consolidación democrática (1979-1982)
6.9.2 Historia actual (1982-presente)
7 Véase también
8 Referencias
9 Enlaces externos
Introducción[editar]
Los homínidos llegaron al territorio de la actual España hace 1 200 000 años y evolucionaron paulatinamente hasta el año 35 000 a. C. dando paso al Homo sapiens. Durante los milenios siguientes el territorio fue lugar de asentamiento de pueblos íberos, celtas, fenicios, cartagineses, griegos y hacia el 200 a. C. la península comenzó a formar parte del Imperio romano, constituyendo la Hispania romana. Tras la caída de Roma, se estableció el Reino visigodo. Dicha monarquía visigótica se inició en el siglo V y se mantuvo hasta comienzos del siglo VIII. En el año 711 se produjo la primera conquista musulmana desde el Norte de África; en pocos años el Islam dominaba gran parte de la península ibérica. Durante los 750 años siguientes, el reino dominado por musulmanes sería conocido como al-Ándalus, y mientras gran parte del resto de Europa permanecía en los años oscuros, Al-Ándalus experimentaba un esplendoroso florecimiento multicultural, científico y artístico.

De modo paulatino se produjo la Reconquista, y los reinos cristianos arrebataron progresivamente el territorio a los musulmanes. Comenzada aproximadamente en 722 con la rebelión de Don Pelayo y partiendo desde el Norte, avanzó durante los siglos VIII a XV culminando con la conquista de Granada en 1492. Durante este periodo los reinos cristianos se desarrollaron notablemente; la unión de los dos más importantes, Castilla y Aragón, por el matrimonio en 1469 de los Reyes Católicos, Isabel I de Castilla y Fernando II de Aragón, posibilitaría la unificación de España y el fin de la Reconquista.1 2 3 4

En 1492 los Reyes Católicos financiaron el proyecto del navegante Cristóbal Colón en la búsqueda de una nueva ruta comercial con Asia a través del océano Atlántico, y proclamarían la expulsión de los judíos. La llegada al Nuevo Mundo y la posterior conquista de América forjaron la creación del Imperio español. Durante los siguientes siglos España se alzaría como actor principal del mundo occidental y primera potencia de la época. Durante los siglos XVI y XVII tendría lugar también la época de mayor apogeo de la cultura y las artes hispanas conocida como Siglo de Oro.5 6 7 8

El Imperio español en 1580 tras la unificación de la Península Ibérica bajo un único rey español Felipe II, comprendía América del Sur, América Central y el Caribe, grandes áreas de América del Norte en diferentes grados de influencia o control, las islas Filipinas en Asia, así como enclaves de diversa importancia en las costas de África y la India. Incluía además numerosas posesiones en Europa, los Países Bajos españoles, el Ducado de Milán o el Reino de Nápoles, la mayoría de ellas perdidas tras la paz de Utrecht de 1713.9 10 11 12 13


El tres de mayo de 1808 en Madrid, pintura de Goya, mostrando los fusilamientos de la resistencia española a manos de las tropas de Napoleón.
La Católica e Imperial España se vió involucrada durante este período en numerosos conflictos especialmente contra el Imperio otomano, los Países Bajos, los Protestantes, Inglaterra y Francia. Con la muerte de Carlos II en 1700, la casa de Austria se extinguió para dejar paso a la de los Borbones tras la Guerra de Sucesión. España fue perdiendo progresivamente su preponderancia militar y tras sucesivas crisis el país redujo paulatinamente su poder; a principios del siglo XIX ya se había convertido en una potencia de segundo orden.14 15 16

El Primer Imperio francés de Napoleón Bonaparte invade la Península; meses después, el 2 de mayo de 1808, se inició la sublevación popular que desembocaría en la Guerra de la Independencia Española. Como principal consecuencia de la guerra y tras la expulsión de los franceses en 1814, España sufrió las Guerras de independencia hispanoamericanas. El siglo continuó caracterizándose en la metrópoli por la inestabilidad política y la puja entre liberales y partidarios del Antiguo Régimen. Entre 1873 y 1874 tuvo lugar la I República. La llegada de la Revolución Industrial y el sistema canovista a finales del siglo elevó el nivel de vida de una clase media que empezaba a consolidarse en los núcleos urbanos principales; sin embargo la Guerra hispano-estadounidense o &quot;Desastre del 98&quot; supuso la pérdida de la mayoría de las últimas colonias del antiguo imperio, generando una profunda conmoción en la sociedad española.17 18 19 20

Mientras el nivel de vida y la integración con el resto de Europa progresaban, la inestabilidad política marcaba el primer tercio del siglo XX. En abril de 1931 al conocerse en las elecciones municipales la victoria en las principales ciudades de las candidaturas republicanas, el 14 de abril se proclamó la Segunda República, abandonando el rey Alfonso XIII el país, con el fin de evitar una guerra civil, que llegaría 5 años más tarde, en 1936, con el Pronunciamiento del 17 y 18 de julio de 1936. La Guerra Civil Española se saldaría en 1939 con la victoria del bando franquista.21 22 23 España fue oficialmente neutral durante la Segunda Guerra Mundial; Tras la posguerra, periodo marcado por la escasez y el aislamiento internacional, siguió un periodo de fuerte desarrollo económico y de cierto aperturismo durante las décadas de los 60 y los 70.

Tras la muerte de Franco, se recuperó la tradicional Monarquía española en la figura del Jefe del Estado, el rey Juan Carlos I, y se aprobó la Constitución de 1978 durante el transcurso del periodo conocido como transición que garantizó una gradual evolución de la nación hacia la consolidación de la monarquía democrática parlamentaria.24 25 26 27 España ingresó en la Comunidad Económica Europea, actual UE, en 1986, organizando importantes eventos internacionales como la Copa Mundial de Fútbol de 1982 o los Juegos Olímpicos de Barcelona 1992, y en 2002 adoptaría el euro como moneda oficial.28 29 30 31 32 33

De Hispania a España[editar]
Artículo principal: De Hispania a España

Mapa histórico y geográfico de los reinos de España y Portugal, en el Atlas historique de Henri Abraham Chatelain (1705 a 1739). Biblioteca Nacional de España.
El momento histórico exacto en que se hace referencia a España por primera vez no está claramente definido, existiendo escritos del siglo VI en los que ya aparece la palabra España, como el «Laus Spaniae» de la Historia de los Godos, Vándalos y Suevos de San Isidoro de Sevilla.34 35 En otros países de Europa comenzó a conocerse al conjunto de reinos cristianos de la península como España, en singular, desde tiempos muy tempranos. El propio término español aparece documentado a finales del siglo XI en el Concilio de Constanza, cuando los reinos de Portugal, Aragón, Castilla y Navarra aparecen formando una sola entidad, &quot;la nación española&quot;36 y compartiendo el mismo voto.

En la Península Ibérica se hablaría de los reinos de León, Navarra, Castilla, Aragón y de Portugal como reinos hispanos, de Hispania (España en latín) por tanto;37 y cuando por razones dinásticas o de conquista uno de ellos conseguía tener bajo su cetro la mayor parte de la España cristiana, se autotitulaba Emperador de España, como Alfonso VI y Alfonso VII de León.38 Los Reyes Católicos eran conocidos como Reyes de España (o de las Españas). El historiador Hernando del Pulgar comenta cómo en 1479 se planteó en el Consejo Real si designar a los Reyes Católicos como Reyes de España; 39 finalmente se acordó no usar dicha titulación. En 1493 el gobierno municipal de Barcelona se refirió a don Fernando como el «rey de Spanya, nostre senyor».40 Nicolás Maquiavelo en su obra más reconocida &quot;El Príncipe&quot; (1513) hace referencia al Rey de España,41 así como Lope de Vega cita a Carlos I como Rey de España.42

A partir de Carlos I, todos los reyes son llamados Rey de España (o de las Españas), aunque utilizan todos sus títulos, desde Rey de Castilla hasta Señor de Vizcaya y de Molina. Hasta el s. XIX, las monedas españolas solían llevar junto al nombre del Rey la leyenda «Hispaniarum (et Indiarum) Rex», que en latín significa &quot;Rey de las Españas (y las Indias)&quot;. Igualmente, monarcas como Fernando VII de España e Isabel II de España usaron el título de Rey o Reina de las Españas en las menciones constitucionales.43 44

Prehistoria[editar]

Homo heidelbergensis: cráneo nº 5 de la Sima de los huesos de la Sierra de Atapuerca, de unos 500 000 a 350 000 años de antigüedad, el llamado &quot;Miguelón&quot;.
Artículo principal: Prehistoria en la península ibérica
La presencia de hominidos en la península ibérica se remonta al menos a 1,3 o 1,2 millones de años, datación de la mandíbula encontrada en la Sima del elefante, uno de los yacimientos de la Sierra de Atapuerca (provincia de Burgos). Corresponde a un Homo aún por determinar, próximo a los más primitivos Homo africanos y al hombre de Dmanisi pero con algunas caracerísticas derivadas propias.45 46 De esta edad sería también el yacimiento con industria lítica propia del Paleolítico inferior arcaico (Pre-Achelense) de Fuente Nueva 3, en la cuenca de Guadix-Baza (provincia de Granada).47

De hace unos 900 000 años son los restos del yacimiento de la Gran Dolina, también en Atapuerca, que definen una especie clave para entender la evolución humana, bautizada como Homo antecessor.48 49 El siguiente hallazgo, datado en unos 430 000 años,50 es la ingente cantidad de restos de Homo heidelbergensis (especie precursora del Homo neanderthalensis) hallados en la Sima de los huesos de Atapuerca,51 yacimiento que ha proporcionado, entre una variedad ósea excepcional, numerosos cráneos muy bien conservados.52 Son numerosos los yacimientos con industria lítica Achelense de esta época en la península, como los de Torralba y Ambrona (provincia de Soria) o los de las terrazas del Manzanares (provincia de Madrid).53

En el Paleolítico medio se sitúa la presencia del hombre de Neanderthal, asociado a la cultura Musteriense, datando en unos 60 000 años sus primeros restos en Gibraltar. En la Cueva de Nerja (Málaga), se han datado en 42 000 años de antigüedad algunos restos orgánicos asociados a unas pinturas de focas que podrían ser la primera obra de arte conocida de la historia de la humanidad.54


Uno de los bisontes de la Gran Sala de la Cueva de Altamira. La datación no ha sido establecida con precisión (se proponen cifras de entre 14.000 y 40.000 años de antigüedad).
En el Paleolítico superior se sitúa la llegada a la península del Homo sapiens, el hombre «moderno», hace unos 35 000 años, manifestada por los restos de la cultura Gravetiense hallados en Cantabria.55 Cohabitan la península durante varios millares de años con los neandertales, hasta la extinción de las últimas poblaciones de neandertales en el sur hace unos 27 000 años.56 Hace unos 16 000 años, la cultura Magdaleniense estaba presente en Asturias, Cantabria y parte del País Vasco, cuya aportación más notable lo representan las pinturas rupestres de las Cuevas de Altamira.57

El arte rupestre se desarrolló en dos zonas estilística y cronológicamente bien diferenciadas: el arte franco-cantábrico y el arte levantino.58

Artículo principal: Neolítico en la península ibérica
La revolución neolítica, que la teoría difusionista entiende como una difusión cultural a partir de su inicio en el Creciente Fértil de Oriente Próximo, apoyándose en la difusión simultánea de la cerámica cardial, alcanza la costa mediterránea en torno al 6000 a.C., provocando el abandono del tradicional modo de vida cazador-recolector por un estilo de vida sedentario, enfocado en la agricultura y la ganadería, extendido al resto de la península durante los siguientes dos milenios. En torno al 5000 a. C. aparece la cultura megalítica en el tercio occidental de la península.

Las culturas que usaron los metales (Edad de los Metales) aparecieron en la península ibérica en torno a los años 3000 a 2500 a. C. Su distribución geográfica es mayor y se considera que la búsqueda de los metales trajo flujos migratorios importantes, destacando Los Millares en Almería, con una gran fortificación, y en el curso del río Tajo en la zona portuguesa actual.59

Véanse también: Calcolítico en la península ibérica, Cultura argárica, Bronce Manchego y Vaso campaniforme.
Véase también: Protohistoria de la península ibérica
Edad Antigua[editar]
Véase también: Historia antigua de la península ibérica
Pueblos indígenas y colonizaciones históricas[editar]

Dama de Elche, escultura ibera. Museo Arqueológico Nacional de España (Madrid).
La Edad del Hierro se inicia en la península ibérica con la penetración de población e influencia cultural indoeuropea desde el comienzo del I milenio a. C.; determinando la identidad étnica y lingüística celta de la mayor parte de los pueblos indígenas de las zonas norte, oeste y centro, con alguna excepción: lusitanos y vettones, también indoeuropeos, se califican de &quot;pre-célticos&quot;, mientras que los vascones se califican de &quot;pre-indoeuropeos&quot;. A pesar de la similitud de su forma de vida a la de otros pueblos de la zona norte (galaicos, astures y cántabros), su lengua (el &quot;protoeuskera&quot;) se supone similar a las habladas en la zona oriental peninsular; las del grupo de pueblos denominados iberos, de mayor desarrollo económico. Las fuentes clásicas denominaron celtíberos al grupo de pueblos situados en una posición intermedia (geográficamente).

La costa peninsular meridional y el área tartésica (con centro en el valle del Guadalquivir -la Turdetania- y con proyección hasta zonas muy lejanas, de la desembocadura del Tajo a la del Segura), la más rica en metales y de mayor desarrollo económico y social (una verdadera civilización), fue profundamente influenciada por la colonización fenicia. La fundación mítica de Gadir (Cádiz) se data en el 1104 a. C.,60 61 62 aunque no hay base arqueológica para sustentar semejante cronología hasta varios siglos más tarde. En el siglo VIII a. C. ya hay pruebas de la presencia de un abundante grupo de factorías y colonias fenicias, como Malaka (Málaga), Sexi (Almuñécar) y Abdera (Adra).

Las colonias griegas se instalaron más al norte, en Akra Leuké (Alicante), Hemeroskopion (Denia), Emporion (Ampurias) y Rhodes (Rosas). Su contacto con los iberos les hizo dar las primeras referencias escritas de estos pueblos. Las mismas fuentes griegas señalan que los navegantes griegos habían establecido contactos con el &quot;reino&quot; de Tartessos y con su &quot;rey&quot; Argantonio, que les habría dado suficiente plata como para construir murallas contra los ataques persas. Tales contactos no fructificaron, precisamente por el dominio fenicio de esta ruta, y no ha podido constatarse arqueológicamente la presencia griega en la costa mediterránea malacitana, en una colonia que habría llevado el nombre de Mainake.

Véase también: Lenguas paleohispánicas
Hispania cartaginesa[editar]
Artículo principal: Hispania cartaginesa
Cartago y Roma entrarán finalmente en una serie de guerras (Guerras Púnicas) por la hegemonía en el Mediterráneo occidental. Tras la derrota en la Primera Guerra Púnica, Cartago intenta resarcirse de sus pérdidas de Sicilia, Cerdeña y Córcega, incrementando su dominio en Iberia.

Amílcar Barca, Aníbal y otros generales cartagineses sitúan las antiguas colonias fenicias de Andalucía y el Levante bajo su control y proceden después a la conquista o extensión de su área de influencia sobre los pueblos indígenas. A finales del siglo III a. C., la mayor parte de las ciudades y pueblos al sur de los ríos Duero y Ebro, así como las islas Baleares, reconocen el dominio cartaginés. Fundan Qart Hadasht (Cartagena), que se convierte rápidamente en una importante base naval, debido al interés por controlar la riqueza generada por las minas de plata de Cartagena.63 Esto último se desprende de las palabras del arqueólogo Adolf Schulten.

Con la plata de las minas de Cartagena pagaron ellos sus mercenarios, y, cuando por la toma de ésta en 209 a.C. Carthago perdió estos tesoros, Aníbal ya no fue capaz de resistir a los romanos, de manera que la toma de Cartagena decidió también la guerra de Aníbal.
Schulten A. Fontes Hispaniae Antiquae64
En el año 219 a. C. se produce la ofensiva de Aníbal contra Roma, tomando la península ibérica como base de operaciones e incluyendo un gran porcentaje de hispanos en su ejército.

Es en este proceso cuando intentarán someter a la colonia griega de Sagunto, situada al sur de la frontera pactada del Ebro pero aliada de Roma, dando lugar a la Segunda Guerra Púnica, que culminará con la incorporación de la parte civilizada (íbera) de la península a la República Romana.

Hispania romana (206 a. C.-siglo V)[editar]
Artículo principal: Hispania romana

Acueducto de Segovia.
Tras la Segunda Guerra Púnica entre el 218 a. C. y el 201 a. C., se puede considerar la península ibérica sometida al poder de Roma. La campaña de ocupación, tras la expulsión cartaginesa, fue rápida, excepto en el interior (Numancia) y el pueblo cántabro que resistió hasta la llegada de Augusto en los inicios del Imperio romano.65 66 67

En el 197 a. C., los romanos dividen el territorio ibérico en dos zonas: la Hispania Citerior y la Hispania Ulterior.68

El sometimiento total de la península tiene lugar en el año 19 a. C. (tras finalizar las Guerras Cántabras), tras lo cual se divide en tres provincias: Bética, Tarraconense y Lusitania, organización que perduró hasta el Bajo Imperio, cuando el territorio se divide en Bética, Carthaginense, Gallaecia, Lusitania y Tarraconensis.69

El proceso de romanización entendido como la incorporación de la lengua, las costumbres y la economía romana se inició aproximadamente hacia el 110 a. C. y duraría con toda su fuerza hasta mediados del siglo III.

En esta época, los hispanos se configuraron como parte muy destacada del Imperio Romano, aportando notables figuras durante el periodo histórico como los emperadores Trajano, Adriano, Marco Aurelio y Teodosio, el filósofo Séneca, los teólogos Paulo Orosio o Prisciliano, el retórico Quintiliano, los poetas Marcial, Lucano o Prudencio, el agrónomo Columela, el geógrafo Pomponio Mela o políticos como Marco Annio Vero o Lucio Cornelio Balbo, entre otros.70

Edad Media[editar]
Artículo principal: Historia medieval de España
Las invasiones germánicas y el reino visigodo (siglo V-711)[editar]
Artículo principal: Invasiones germánicas en la Península Ibérica
Artículo principal: Hispania visigoda
La caída del Imperio romano[editar]
En la Península Ibérica, como en otras provincias, el Imperio cayó gradualmente, con los procesos casi simultáneos de la «desromanización» del Imperio romano en Hispania, es decir, una debilitación de la autoridad central en los siglos III, IV, y V, y de la «romanización» de las tribus germánicas, por ejemplo, la adopción de la ley romana que es evidente en la Lex Gothorum (Ley de los godos), la conversión al cristianismo, y la afinidad que algunos reyes tenían por el latín, hasta componer poesía en esta lengua.71 72


Toledo, capital del Reino Visigodo.
A pesar de todo esto, entre los siglos VI y VII y gracias a la búsqueda de Justiniano I el Grande de restablecer el poder del Imperio romano de occidente hizo que se establecise en la franja meridional de la Península Ibérica la Provincia de Spania. Este territorio bizantino fue arrebatado al Reino visigodo y había pertenecido al desaparecido pueblo vándalo. Su capital se estableció en Carthago Spartaria, actual Cartagena.73

Las invasiones[editar]
En el invierno del año 406, aprovechando la congelación del Rin, los vándalos, suevos, y alanos invadieron el imperio con gran pujanza. Al cabo de tres años, cruzaron los Pirineos y llegaron a la península Ibérica, y dividieron entre sí las partes occidentales, que correspondían aproximadamente al Portugal moderno y España occidental hasta Madrid. Mientras tanto, los visigodos, que habían tomado Roma hacía dos años, llegaron a la región en el 412, fundando el reino de Tolosa (Toulouse, en el sur de Francia), y extendieron su influencia gradualmente en la Península, desplazando a los vándalos y alanos al norte de África, sin que éstos dejasen mucha huella en la cultura Ibérica. Luego, tras la conquista de Tolosa por los francos y la pérdida de gran parte de los territorios en lo que hoy es Francia, trasladaron la capital del reino visigodo a Toledo.74

«Tú eres, oh España, sagrada y madre siempre feliz de príncipes y de pueblos, la más hermosa de todas las tierras que se extienden desde el Occidente hasta la India. Tú, por derecho, eres ahora la reina de todas las provincias, de quien reciben prestadas sus luces no sólo el ocaso, sino también el Oriente. Tú eres el honor y el ornamento del orbe y la más ilustre porción de la tierra, en la cual grandemente se goza y espléndidamente florece la gloriosa fecundidad de la nación goda. Con justicia te enriqueció y fue contigo más indulgente la naturaleza con la abundancia de todas las cosas creadas, tú eres rica en frutos, en uvas copiosa, en cosechas alegre... Tú te hallas situada en la región más grata del mundo, ni te abrasas en el ardor tropical del sol, ni te entumecen rigores glaciares, sino que, ceñida por templada zona del cielo, te nutres de felices y blandos céfiros... Y por ello, con razón, hace tiempo que la áurea Roma, cabeza de las gentes, te deseó y, aunque el mismo poder romano, primero vencedor, te haya poseído, sin embargo, al fin, la floreciente nación de los godos, después de innumerables victorias en todo el orbe, con empeño te conquistó y te amó y hasta ahora te goza segura entre ínfulas regias y copiosísimos tesoros en seguridad y felicidad de imperio.»
Historia de los Godos, Vándalos y Suevos de San Isidoro de Sevilla, siglo VI-VII. Trad. de Rodríguez Alonso, 1975, León, pp. 169 y 171.
Religión en el reino visigodo[editar]
A pesar de que la nobleza visigoda practicaba el arrianismo, éste gozó de muy poca popularidad entre la población hispanorromana de la península, fiel en su mayoría a la doctrina católica romana. Desde la corona visigoda, específicamente en el año 587, el rey Recaredo, ya convertido al catolicismo, trató de conciliar así mismo a la jerarquía religiosa arriana con la católica, pero con poco éxito. Finalmente, se impuso la opción católica por la fuerza, desposeyendo a la iglesia arriana de sus bienes en favor de su antagonista.75 76

La conquista musulmana[editar]
Artículos principales: Conquista musulmana de la península ibérica e Historia de al-Ándalus.

Interior de la mezquita de Córdoba, capital del califato de Al-Ándalus.
Año 696: la ciudad de Melilla es conquistada por el califato Omeya.

Año 709: la ciudad de Ceuta es conquistada por el califato Omeya.

Año 711: Tras la muerte del rey Witiza, los nobles y obispos de la península eligen por rey a Roderico (conocido en la historia por don Rodrigo), duque de la Bética. Los hijos de Witiza querían por rey a Aquila, duque de la Tarraconense, por lo que pactan con los árabes a través de Don Julián, conde de Ceuta.

Roderico, que estaba por entonces luchando contra un levantamiento de los vascones, al enterarse de la invasión árabe acude con su ejército. Pierde en la batalla de Guadalete debido a deslealtad de los witizanos. Con su muerte, y con el grueso del ejército godo derrotado, los árabes se animan a continuar con la lucha.

Tarik conquista Toledo y llega hasta León; Muza conquista Sevilla y llega hasta Mérida (712). Posteriormente unirían sus fuerzas para tomar Zaragoza.

El hijo de Muza completará la conquista de la península, a excepción de las zonas montañosas cantábricas y pirenaicas (716), pasando a territorio franco. Carlos Martel detiene el avance árabe en Poitiers en 732.

En 773, Abderramán I proclama el emirato de Córdoba, independizando políticamente a los musulmanes españoles, y en 929 Abderramán III proclama el califato de Córdoba, lo que supone la separación definitiva del califato de Bagdad.

En el año 1031 se fragmenta el califato cordobés, formándose numerosos reinos de taifas enemistados entre sí.

Era musulmana[editar]

La gigantesca batalla de las Navas de Tolosa en 1212, supuso el principio del fin de los reinos musulmanes en España.
Al-Andalus coincidió con la Convivencia, una era de relativa tolerancia religiosa, y con la edad de oro de la cultura judía en la Península Ibérica. (Ver: el emir Abd al-Rahmán III, 912; Masacre de Granada de 1066).

El interés musulmán en la península volvió con fuerza alrededor del año 1000, cuando Al-Mansur (conocido como Almanzor), saqueó Barcelona (985). Según su hijo, otras ciudades cristianas fueron objeto de numerosas incursiones.

Después de la muerte de su hijo, el califato se hundió en una guerra civil y se dividió en los llamados &quot;Reinos de Taifas&quot;. Los reyes de las taifas compitieron entre sí no sólo en la guerra, sino también en la protección de las artes y la cultura disfrutaron de una recuperación breve. Los reinos de taifas habían perdido terreno frente a los reinos cristianos del norte y, después de la pérdida de Toledo en 1085, los gobernantes musulmanes a regañadientes invitaron a los almorávides, que invadieron Al-Andalus desde el norte de África y establecieron un nuevo imperio. En el siglo XII el imperio almorávide se rompió de nuevo, sólo para ser tomado por la invasión almohade, que fueron derrotados en la decisiva batalla de las Navas de Tolosa en 1212.

La España medieval fue escenario de guerra casi constante entre musulmanes y cristianos. Los almohades, que habían tomado el control de los magrebíes de los almorávides y de los territorios andaluces por el 1147, superaron con creces a los almorávides en la perspectiva fundamentalista, y trataron a los Dhimmis con dureza. El trato hacia los judíos en este momento en la Península Ibérica variado mucho entre y dentro de los distintos reinos musulmanes y cristianos. En el el emirato de mediados del siglo XIII de Granada fue el único reino independiente musulmán en España, que duraría hasta 1492. A pesar de la disminución de los reinos musulmanes y controlados, es importante tener en cuenta los efectos a largo plazo que se ejercen sobre la península por los musulmanes en la tecnología, la cultura y la sociedad.

En este tiempo, los reyes de Aragón gobernaron los territorios que consistían no sólo en el Reino de Aragón, sino también en el Principado de Cataluña, y más tarde de las Islas Baleares, el Reino de Valencia, Sicilia, Nápoles y Cerdeña (véase Corona de Aragón). La Compañía catalana procedió a ocupar el ducado de Atenas, que se coloca bajo la protección de un príncipe de la Casa de Aragón y gobernó hasta 1379.

La Reconquista (siglos VIII a XV)[editar]
Artículo principal: Reconquista

Don Pelayo.
Hacia 722 un destacamento musulmán es vencido por un grupo de cristianos refugiados en los bosques de Covadonga (Asturias) en la batalla homónima. Don Pelayo, probablemente noble godo, es nombrado rey. La primera corte se establece en Cangas de Onís. Pelayo muere en 737. Dos años después (739), su yerno Alfonso I, hijo de Pedro de Cantabria, aprovechando las luchas entre árabes y bereberes, da nuevo impulso a la reconquista llegando hasta la Rioja y el Duero. Pero no tiene posibilidad de repoblar, por lo que queda un amplio desierto estratégico, tierra de nadie en la meseta norte.

Etapas de la reconquista:

Fijación de la frontera del reino asturiano en el Arlanzón y el curso medio y bajo del Duero. Se logra a principios del siglo X.
León y Castilla rebasan la Cordillera Central y ocupan la cuenca del Tajo. Toledo se reconquista en 1085. Reconquista de Zaragoza en 1118.
Dominio del valle del Guadiana y de los pasos de Sierra Morena. Batalla de Las Navas de Tolosa (1212).
Ocupación del valle del Guadalquivir por Fernando III el Santo (1252) y de Valencia, y las Baleares por Jaime I de Aragón (1276). Quedará un reducto musulmán en Granada hasta 1492.
Véase también: Anexo:Cronología de la Reconquista
Entre los años 718 y 1230 se forman los principales núcleos cristianos en la península en los reinos de Asturias, Navarra, León, Galicia, Portugal, Aragón y Castilla.

En el siglo XIII, se produce un gran avance cristiano, la expansión de la Corona de Aragón por el Mediterráneo y la unión de Castilla con León.

Unión de León y Castilla[editar]

El castillo de Manzanares el Real (Madrid). El castillo era el modo de fortificación más común en unas tierras fronterizas en constante conflicto que dieron nombre al reino de Castilla (tierra de castillos).
En el año 1037 muere Bermudo III, rey de León, en el campo de batalla contra su cuñado, Fernando I. Al no tener descendencia Bermudo III, su cuñado considera que es el sucesor y por lo tanto unifica el Reino de León y el Condado de Castilla. En el año 1054 Fernando I lucha contra su hermano García Sánchez III de Nájera, rey de Navarra, en la Batalla de Atapuerca, muriendo también el monarca navarro y anexionándose entre otras la comarca de los montes de Oca, cerca de la ciudad de Burgos.

A la muerte de Fernando I, ocurrida en 1065, el Condado de Castilla se convierte en reino, que hereda el primogénito Sancho II; Alfonso VI hereda el de León. Sancho II es asesinado en 1072 y su hermano accede al trono de Castilla, siendo el primer monarca de ambos reinos.

A su muerte le sucedió en el trono su hija Urraca. Ésta se casó, en segundas nupcias, con Alfonso I de Aragón, pero al no lograr la unificación de los reinos y debido a los grandes enfrentamientos de clases entre los dos reinos, Alfonso I repudió a Urraca en 1114, lo que agudizó los enfrentamientos entre los reinos. Si bien el papa Pascual II había anulado el matrimonio anteriormente, habían seguido juntos hasta esa fecha. Urraca también tuvo que enfrentarse a su hijo, Rey de Galicia, fruto de su primer matrimonio, para hacer valer sus derechos sobre ese reino, y a su muerte éste le sucede como Alfonso VII. Alfonso VII consigue anexionarse territorios de los reinos de Navarra y Aragón (aprovechando la debilidad de estos reinos desde que se escindieron a la muerte de Alfonso I de Aragón). Renuncia su derecho a la conquista de la costa mediterránea a favor de la nueva unión de Aragón y el Condado de Barcelona (que se produce con el matrimonio de Petronila y Ramón Berenguer IV). En su testamento vuelve a la tradición real de la división de sus reinos entre sus hijos. Otra vez se rompe la unión entre León y Castilla, siendo Fernando II rey de León y Sancho III rey de Castilla.

En 1230 se produce la definitiva unión entre León y Castilla (con algún paréntesis posterior de poca relevancia), cuando Fernando III el Santo recibe de su madre Berenguela en 1217 el Reino de Castilla y, tras la muerte de su padre Alfonso IX en 1230, acuerda con las herederas de éste, Sancha y Dulce, la transferencia de León en la Concordia de Benavente.

Crisis bajomedieval[editar]
La confluencia de varios factores adversos hicieron del siglo XIV una época de crisis generalizada, no sólo en España sino en toda Europa. Entre esos factores cabe destacar un empeoramiento general del clima -con sus consecuencias para la agricultura-, la aparición de la peste negra en 1348, y el estallido de numerosos conflictos bélicos.


Batalla de Nájera o de Navarrete (1367).
Desde finales del siglo XIII los conflictos internos, expresados en disputas sucesorias, llevaron a constantes guerras civiles en todos los reinos peninsulares, tanto en el musulmán como en los cristianos, especialmente en Navarra (guerra de la Navarrería, guerra civil de Navarra), y en la corona de Castilla (entre los partidarios de Alfonso X el Sabio y los de su hijo Sancho, entre los partidarios de los infantes de la Cerda y los de Fernando IV &quot;el emplazado&quot;, entre los de Pedro I &quot;el Cruel&quot; y Enrique II &quot;el de las mercedes&quot; -de la nueva dinastía Trastamara-, entre los de Juana &quot;la Beltraneja&quot; y los de Isabel &quot;la Católica&quot;). Muchos de ellos se inscribieron en conflictos de dimensión europea, como la Guerra de los Cien Años, o entre reinos cristianos peninsulares, como la Guerra de los Dos Pedros (1356-1369, entre Castilla y Aragón) y la batalla de Aljubarrota (1385, entre Castilla y Portugal). La alianza anglo-portuguesa (1373) demostró tener una extraordinaria proyección (se ha prolongado, bajo distintas formas, hasta el día de hoy). En la Corona de Aragón, la ausencia de heredero directo llevó a las Cortes a elegir como rey a Fernando &quot;el de Antequera&quot;, emparentado con los Trastamara castellanos (compromiso de Caspe de 1412).

Paralelamente, los últimos siglos de la Edad Media supusieron un verdadero florecimiento de la vida intelectual, multiplicándose las instituciones educativas, con presencia competitiva de las órdenes religiosas (especialmente dominicos, franciscanos y agustinos). Universidades y colegios mayores fueron convirtiéndose en un mecanismo de formación de las élites eclesiásticas y burocráticas, a través de las que se establecían redes clientelares. A las ya existentes en Salamanca, Valladolid y Murcia, y a las instituciones conocidas como studium arabicum et hebraicum (Toledo, Murcia, Sevilla, Barcelona); se sumaron la Universidad de Lérida (1300), la Universidad de Coímbra (1308, trasladada desde Lisboa), la Universidad de Perpiñán (1350), la Universidad Sertoriana de Huesca (1353), la Universidad de Valencia (1414), la Universidad de Barcelona (1450) y la Universidad de Santiago de Compostela (1495).

El auge del castellano[editar]
En el siglo XIII, hubo muchos idiomas que se hablan en las secciones cristianas de lo que hoy es España, entre ellos el castellano, aragonés, catalán, vasco, gallego, aranés y asturleonés. Pero a lo largo del siglo, el castellano (lo que también se conoce hoy como el español) ganó la prominencia cada vez más en el Reino de Castilla como lengua de cultura y comunicación. Un ejemplo de esto es El Cid. En los últimos años del reinado de Fernando III de Castilla, el castellano empezó a usarse para ciertos tipos de documentos, pero fue durante el reinado de Alfonso X cuando se convirtió en el idioma oficial. A partir de entonces todos los documentos públicos fueron escritos en castellano, así como todas las traducciones fueron realizadas al castellano en lugar del latín. Por otra parte, en el siglo XIII muchas universidades fueron fundadas en los reinos de León y en Castilla, algunos, como las de Salamanca y Palencia se encontraban entre las primeras universidades de Europa. En 1492, bajo los Reyes Católicos, se publicó la primera edición de la Gramática de la Lengua Castellana de Antonio de Nebrija.77

Historia moderna de España[editar]
Artículo principal: Historia moderna de España

Cristóbal Colón tomando posesión de las Indias Occidentales.
En 1469, con el matrimonio de Isabel y Fernando, príncipe heredero de Aragón se consuma la unión dinástica de los reinos de Castilla y Aragón en 1479, aunque ambos territorios mantuvieron sus leyes e instituciones propias, eso sí, bajo el mandato del mismo monarca.78

Antes de ello, entre 1474, año de la muerte de Enrique IV, y 1479 surge una guerra civil por la sucesión de la corona de Castilla entre partidarios de Isabel y partidarios de Juana la Beltraneja, hermanastra e hija legítima de Enrique IV, respectivamente, casada con el rey de Portugal, que de haber ganado los partidarios de Juana hubiera producido la unión de Castilla con Portugal.79

Artículos principales: Guerra de Sucesión Castellana y Descubrimiento de América.
La reconquista finaliza en 1492 con la toma de Granada por los Reyes Católicos. En este mismo año se produce la expulsión de los judíos y el descubrimiento de América; la expedición de La Pinta, La Niña y La Santa María comandada por el navegante Cristóbal Colón y sufragada por la corona española, arribaría a una isla llamada Guanahani el viernes 12 de octubre de 1492.

Imperio español[editar]
Artículo principal: Imperio español
El imperio español fue uno de los primeros imperios mundiales modernos y uno de los mayores imperios de la historia, siendo considerado el primer imperio global, ya que por primera vez un imperio abarcaba posesiones en todos los continentes (menos Antártida), las cuales, a diferencia de lo que ocurría en el Imperio romano o en el Imperio carolingio, no se comunicaban por tierra las unas con las otras.


Imperio español tras la proclamación de Felipe II, Rey de España y Portugal (1580–1640).
En el siglo XV, España buscaba la apertura de nuevas rutas comerciales a través de los mares y océanos. En 1492 los Reyes Católicos financiaron el proyecto del navegante Cristóbal Colón en la búsqueda de una nueva ruta comercial con Asia a través del océano Atlántico. La llegada al Nuevo Mundo y la posterior conquista de América forjaron la creación del Imperio.

Durante los siguientes siglos España se alzaría como actor principal del mundo occidental y primera potencia de la época. Los conquistadores españoles descubrieron y dominaron vastos territorios pertenecientes a diferentes culturas en América y otros territorios de Asia, África y Oceanía. La incorporación del Reino de Portugal en 1580 supuso el momento de máxima expansión del Imperio hispano.

El área de influencia de España se expandió, constituyéndose en la mayor potencia económica del mundo, el comercio floreció a través del Atlántico entre la Península Ibérica y las Américas, y en el Pacífico desde Asia del Este y las Filipinas hasta México, y en el aspecto militar, durante varios siglos el Imperio español dominaría los mares y océanos con la Armada y los campos de batallas con la infantería de los Tercios.

Durante el apogeo económico del imperio, España alcanzó grandes cotas de prestigio internacional, y cuanto provenía de España era a menudo imitado; extendiéndose el aprendizaje y estudio del idioma español (véase Hispanismo). Las expresiones artísticas más cultivadas en España fueron la literatura, las artes plásticas, la música y la arquitectura, mientras el saber se acumulaba y se enseñaba desde prestigiosas universidades como las de Salamanca o Alcalá de Henares.

Siglo de Oro[editar]
Artículo principal: Siglo de Oro

Miguel de Cervantes Saavedra.
El Siglo de Oro español fue un período floreciente en las artes y las letras hispanas que abarca cronológicamente desde la publicación de la Gramática castellana de Nebrija en 1492 hasta la muerte de Calderón en 1681.

La literatura española con Miguel de Cervantes Saavedra alumbró la considerada primera novela moderna, el Don Quijote de la Mancha, el libro más editado y traducido de la historia universal; así como el género de la picaresca cuya obra iniciática fue el Lazarillo de Tormes. Entre la interminable nómina de poetas, dramaturgos y prosistas destacables durante el Siglo de Oro español podríamos destacar a Quevedo, Góngora, Lope, Calderón, Tirso de Molina, Fernando de Rojas, San Juan de la Cruz, Fray Luis de León, Santa Teresa de Ávila, Mateo Alemán, etc. o a humanistas, teólogos o filósofos como Baltasar Gracián, Antonio de Nebrija, Juan Luis Vives, Fray Bartolomé de las Casas o Miguel Servet.

Diego Velázquez, considerado como uno de los pintores más influyentes de la historia, cultivó una relación con el rey Felipe IV y su primer ministro, el conde-duque de Olivares, que legó varios retratos que demuestran su extraordinaria maestría y habilidad. El Greco tras establecerse en España realizaría sus más importantes obras Manieristas. Y de este periodo son hijos otros grandes pintores como Murillo, Ribera o el tenebrista Zurbarán. En escultura cabría destacar figuras como Alonso Berruguete, Gregorio Fernández, Francisco Salzillo, Alonso Cano o Pedro de Mena.

Los Habsburgo, tanto en España como en Austria, fueron los grandes mecenas del arte en sus países. El Escorial, el gran palacio y monasterio real construido por el arquitecto Juan Bautista de Toledo por mandato de Felipe II, y en el que posteriormente colaboraron Juan de Herrera, Juan de Minjares o Giovanni Battista Castello, provocó la admiración de algunos de los más grandes arquitectos europeos. Otros arquitectos destacables serían Pedro Machuca o Diego de Siloé.

Algunos músicos del periodo como Tomás Luis de Victoria, Luis de Milán y Alonso Lobo ayudaron a dar forma a la música del Renacimiento y de los estilos del contrapunto y la música policoral, y su influencia se prolongó hasta bien entrada la época barroca.

Casa de Austria[editar]

El emperador Carlos I en Mühlberg por Tiziano.
Artículo principal: Casa de Austria
Con Carlos I comienza el reinado de la dinastía de los Habsburgo, o Casa de Austria, con la que España conocerá su mayor expansión territorial gracias a la conquista de extensos territorios en América y otras colonias de ultramar. Además, el rey Carlos I fue coronado Emperador del Sacro Imperio como Carlos V, lo que añadió extensos territorios europeos a la Corona; posteriormente, Felipe II, aumenta sus territorios en América y ciñe la corona de Portugal con sus territorios de Ultramar, iniciando un periodo (1580-1640) en el que los dominios del Monarca Católico pasaron a ser la mayor potencia económica y militar del mundo.

Tras la Guerra de Sucesión perdió la preponderancia militar en Europa, aunque siguió siendo la mayor potencia económica del mundo y conservó el dominio de los mares hasta fines del XVIII.

Podemos dividir este periodo según los monarcas reinantes en:

Reinado de Carlos I de España (1516-1556).
Reinado de Felipe II (1556-1598).
Reinado de Felipe III (1598-1621).
Reinado de Felipe IV (1621-1665).
Paz de Westfalia (1648). España reconoce la independencia de los Países Bajos.
Reinado de Carlos II (1665-1700).
La Casa de Borbón y la Ilustración[editar]

Retrato del rey Carlos III (1759-1788), monarca que durante su reinado intentó modernizar la sociedad española bajo un programa ilustrado.
Artículo principal: La Ilustración en España
La casa de Borbón empezó a reinar en España el año 1700, con la coronación de Felipe V. Poco después, en 1702 empieza la Guerra de Sucesión Española en la que participó Aragón, pero no los de las provincias vascas y de Navarra que, como parte de Castilla, permanecieron fieles. También hizo amplias reformas administrativas para aproximar su nuevo reino al modo centralizado de su país de origen.

Se conoce como periodo de la Ilustración política en España al que abarca los reinados de los borbones desde Felipe V en 1700 hasta Carlos IV que finaliza su reinado abruptamente en 1808, recogiendo el movimiento del siglo de las luces que se inicia en Francia y es la antesala de la Revolución francesa.

Reinado de Felipe V (1700-1746), con un breve reinado de Luis I de España en 1724.
Tratado de Utrecht (1713).
Reinado de Fernando VI (1746-1759).
Reinado de Carlos III (1759-1788).
Reinado de Carlos IV (1788-1808).
Absolutismo y centralización de España[editar]
Felipe V firmó varios Decretos de Nueva Planta entre 1707 y 1715, unas nuevas leyes que revocaron la mayoría de los derechos históricos y privilegios de los diferentes reinos que formaban la Corona española, especialmente de la Corona de Aragón, unificándolos bajo las leyes de Castilla, donde las Cortes habían sido más receptivas a la voluntad real. España se convirtió cultural y políticamente en un seguidor de la Francia absolutista. Felipe V hizo reformas en el gobierno y fortaleció la autoridad central en relación a las provincias. Las reformas iniciadas por el primer borbón culminaron con otras mucho más importantes de Carlos III. La economía, en general, fue mejorando en el siglo XVIII respecto de la depresión de la segunda mitad del siglo XVII, con una mayor productividad y un menor número de hambrunas y epidemias.

Historia contemporánea de España[editar]
Artículo principal: Historia contemporánea de España

La carga de los mamelucos, por Goya.
Guerra de la Independencia (1808-1813)[editar]

Agustina de Aragón luchando contra las tropas napoleónicas. Estampa de Juan Gálvez y Fernando Brambilla, publicada en Cádiz por la Real Academia de Bellas Artes en 1812–1813.
Artículo principal: Guerra de la Independencia Española
1808: Levantamiento del 2 de mayo en Madrid.
1808-1813: Reinado de José I Bonaparte.
1808-1810: Junta Suprema Central.
1810-1814: Cortes de Cádiz.
1810-1830: Independencia de Hispanoamérica.
Reinado de Fernando VII (1814-1833)[editar]
Artículo principal: Restauración absolutista en España
El trienio liberal (1820-1823).
La Década Ominosa (1823-1833).
Reinado de Isabel II (1833-1868)[editar]
Artículos principales: Reinado de Isabel II de España, Minoría de edad de Isabel II y Configuración del Estado liberal en España (1833-1868).

Magnicidio del Presidente del Consejo de Ministros de España Juan Prim en la calle del Turco, la noche del 27 de diciembre de 1870.
Regencia de María Cristina de Borbón-Dos Sicilias (1833-1840).
Primera Guerra Carlista (1833-1840).
Regencia del general Baldomero Espartero (1840-1843).
Reinado personal de Isabel II (1843-1868).
Revolución de 1868
Sexenio Democrático (1868-1874)[editar]
Artículo principal: Sexenio Democrático
Se conoce por Sexenio Democrático el periodo de la historia de España transcurrido desde el triunfo de la revolución de septiembre de 1868 hasta el pronunciamiento de diciembre de 1874 que supuso el inicio de la etapa conocida como Restauración.

Reinado de Amadeo de Saboya (1870-1873)[editar]
Artículo principal: Reinado de Amadeo I
Tras la revolución de 1868 en España se proclama una monarquía constitucional. Hay una dificultad inherente al cambio de régimen y es encontrar un rey que acepte el cargo. Finalmente el 16 de noviembre de 1870 con el apoyo del sector progresista de las Cortes Amadeo de Saboya es elegido Rey como Amadeo I de España, sucediendo a Isabel II.

Amadeo tuvo serias dificultades debido a la inestabilidad de los políticos españoles, las conspiraciones republicanas, los alzamientos carlistas, el separatismo de Cuba, las disputas entre sus propios aliados y algún que otro intento de asesinato. Abdicó por iniciativa propia el 11 de febrero de 1873. A su marcha se proclamó la Primera República Española.

Primera República Española (1873-1874)[editar]
Artículo principal: Primera República Española
La Primera República Española fue proclamada el 11 de febrero de 1873 por las Cortes Generales, sumiendo a la nación en una profunda inestabilidad en la que se sucedieron cuatro presidentes, Figueras, Pi y Margall, Salmerón y Castelar, en once meses. La debilidad con la que nació provocó la inmediata restauración borbónica debido a varios factores, incluidos los levantamientos carlistas y la carencia de una burguesía, base social y tradición que la sustentase.


Alfonso XII fotografiado en 1884.
Restauración borbónica (1875-1931)[editar]
Artículos principales: Restauración borbónica en España, Alfonso XII de España, Alfonso XIII de España y María Cristina de Habsburgo-Lorena.
Se conoce como Restauración borbónica al periodo que abarca desde el pronunciamiento del general Martínez Campos en 1874 y la proclamación de la Segunda República en 1931. El periodo se caracteriza por la estabilidad institucional, la conformación de un modelo liberal del Estado y la incorporación de los movimientos sociales y políticos, fruto de la revolución industrial, que comienza su decadencia con la dictadura de Miguel Primo de Rivera en 1923.


Antonio Cánovas del Castillo, figura clave en la segunda mitad del siglo XIX español, impulsor de la Constitución española de 1876, que supuso el inicio de un periodo de estabilidad institucional. Murió asesinado el 8 de agosto de 1897, en Mondragón, por disparos del anarquista Michele Angiolillo.
Aunque la ex reina, Isabel II seguía con vida, ella reconoció que era demasiado divisiva como líder, y abdicó en 1870 en favor de su hijo, Alfonso XII. Después del fracaso de la Primera República Española, los españoles estaban dispuestos a aceptar un retorno a la estabilidad gubernamental bajo el dominio Borbón. Los ejércitos republicanos que se resisten a una insurrección carlista, declararon su lealtad al nuevo Rey en el invierno de 1874-1875. La República se disolvió y Antonio Cánovas del Castillo, político e intelectual de confianza del rey, fue nombrado primer ministro en la víspera de Año Nuevo de 1874, promulgándose el 30 de junio de 1876 la nueva Constitución.

La insurrección carlista fue reprimida enérgicamente por el nuevo rey, que tuvo un papel activo en la guerra y rápidamente se ganó el apoyo de la mayoría de los españoles. Un sistema de turnos se estableció en España en la que los liberales, encabezados por Práxedes Mateo Sagasta y los conservadores, liderados por Antonio Cánovas del Castillo, se alternaron en el control del gobierno. La estabilidad y el progreso económico se restableció en España durante el reinado de Alfonso XII.


María Cristina de Habsburgo ejerció de regente durante la minoría de su hijo, Alfonso XIII.
Cabe destacar la redacción de los proyectos de gobierno autonómico para Cuba y Puerto Rico llevados a buen fin por los políticos Maura, Abarzuza y Cánovas, que cristalizaron durante el gobierno de Sagasta, con Segismundo Moret en el Ministerio de Ultramar, otorgando a la isla autonomía plena con la sola reserva del cargo de Gobernador General, más los reales decretos por los que se establecía la igualdad de derechos políticos de los españoles residentes en las Antillas y los peninsulares, haciendo extensivo a Cuba y Puerto Rico el sufragio universal masculino.

En 1885 muere Alfonso XII de tuberculosis dando paso al reinado de Alfonso XIII precedido de la regencia de María Cristina de Habsburgo-Lorena, pero sobre todo, sería el asesinato de Cánovas del Castillo en 1897, el que conmocionaría a la nación, debido a las funestas consecuencias inmediatas derivadas de la Guerra hispano-estadounidense de 1898.

Guerra hispano-estadounidense[editar]
Artículo principal: Guerra hispano-estadounidense
España pierde Cuba, Filipinas y Puerto Rico: Cuba se rebeló contra España en el comienzo la Guerra de los Diez Años en 1868, dando como resultado la abolición de la esclavitud en las colonias españolas en el Nuevo Mundo. Los intereses estadounidenses en la isla, junto con la preocupación por el pueblo de Cuba, empeoraron las relaciones entre los dos países. La explosión del USS Maine lanzó la Guerra de Cuba en 1898, en el que España sufrió un descalabro. Cuba obtuvo su independencia y España perdió sus últimas colonias del Nuevo Mundo: Puerto Rico, junto con Guam y las Filipinas fueron cedidas a los Estados Unidos por 20 millones de dólares. En 1899, España vendió su participación restante del las islas del Pacífico, las Islas Marianas del Norte, Islas Carolinas y Palaos, a Alemania y las posesiones coloniales españolas se redujeron al Marruecos español, Sahara Español y Guinea española, todo en África. El &quot;desastre&quot; de 1898 creó la Generación del 98, un grupo de estadistas e intelectuales que exigían el cambio liberal del nuevo gobierno.


Alfonso XIII y Primo de Rivera en 1930.
Primera Guerra Mundial[editar]
Artículo principal: España en la Primera Guerra Mundial
La neutralidad de España en la Primera Guerra Mundial le permitió convertirse en un proveedor de material para los contendientes, lo que provocó una burbuja económica durante los años de la contienda. La Guerra del Rif, el brote de la gripe española en España y en otros lugares, junto con una desaceleración económica importante en el período de posguerra, llegó a España particularmente difícil, y el país entró en crisis. Como intento por superar dicha situación, el rey Alfonso XIII decidió apoyar a la dictadura del general Miguel Primo de Rivera.

Aparición de las tesis anarquistas y comunistas, y sus partidos y sindicatos[editar]
Fundación de la CNT.80 El auge de los partidos de izquierda en estos años desató tesis anarquistas que se tradujeron en la creación de una confederación de trabajadores, la CNT. A diferencia de los comunistas, el sindicato de la CNT repudiaba la idea de que existieran Estados.
1919: Fundación del Partido Comunista de España.81 Con motivo de la celebración de la III Internacional, convocada por Lenin. Los sectores más radicales del partido político PSOE (por aquel entonces de ideología marxista) se unieron al PCE.
Dictadura de Primo de Rivera (1923-1930)[editar]
Artículo principal: Dictadura de Primo de Rivera

Desembarco de Alhucemas durante la Guerra del Rif.
El 13 de septiembre de 1923 el Capitán General de Cataluña, Miguel Primo de Rivera se subleva contra el Gobierno y da un golpe de Estado con el apoyo de la mayoría de las unidades militares. La reunión prevista de las Cortes Generales para fechas inmediatamente posteriores con el objetivo de analizar el problema de Marruecos y el papel del ejército en la contienda fue el detonante último de la sublevación. A esta situación se une una grave crisis del sistema monárquico que no acaba de encajar en un siglo XX marcado por la revolución industrial acelerada, un papel no reconocido a la burguesía, tensiones nacionalistas y unos partidos políticos tradicionales incapaces de afrontar un régimen democrático pleno.

&quot;Dictablanda&quot; del general Berenguer (1930-1931)[editar]
Artículo principal: &quot;Dictablanda&quot; del general Berenguer
Tras la crisis económica de 1927 acentuada en 1929, la violenta represión de obreros e intelectuales y la falta de sintonía entre la burguesía y la dictadura, la monarquía, cómplice, será el objeto en cuestión a partir de la unión de toda la oposición en agosto de 1930 en el llamado Pacto de San Sebastián. Los gobiernos de Dámaso Berenguer, denominado la dictablanda, y de Juan Bautista Aznar-Cabañas, no harán otra cosa que alargar la decadencia. Tras las elecciones municipales de 1931, el 14 de abril se proclama la Segunda República, dando así fin a la restauración borbónica en España.

Segunda República Española (1931-1936)[editar]
Artículo principal: Segunda República Española

Miembros del gobierno provisional de la Segunda República; de izquierda a derecha: Álvaro Albornoz, Niceto Alcalá-Zamora, Miguel Maura, Francisco Largo Caballero, Fernando de los Ríos y Alejandro Lerroux.
La victoria electoral de los republicanos en las ciudades trajo consigo la caída de la monarquía. El cambio de régimen se realizó sin derramamiento de sangre el 14 de abril de 1931, tras la proclamación de la República en Madrid, Barcelona y otras capitales españolas. Convencidos de que las elecciones municipales habían sido una manifestación nacional contra la monarquía, el conde de Romanones, ministro de Estado, recomendó al rey abandonar España y negoció con el comité revolucionario el traspaso del gobierno. Cuando el general Sanjurjo, jefe de la Guardia Civil, hizo saber que sus hombres no lucharían por la monarquía, Alfonso XIII tomó el camino del exilio.

El fervor republicano había salido de la marginación y había conquistado amplios sectores moderados de las clases medias urbanas, que eran las que venían contando en política hasta entonces. En la mayoría de las capitales, el resultado electoral fue celebrado con jubilosas manifestaciones pacíficas.

La historia de la Segunda República se suele divididir en tres etapas: primer bienio (incluyendo o no el Gobierno Provisional) segundo bienio y gobierno del Frente Popular.

1932: Sublevación en Sevilla del general Sanjurjo. Ley de Bases de la Reforma Agraria. Aprobación del Estatuto de Autonomía de Cataluña, Triunfo de Esquerra Republicana en las primeras elecciones al Parlamento de Cataluña. Francesc Macià, presidente de la Generalidad.
1933: Ley de Congregaciones Religiosas. Alzamiento anarquista. Fundación de la Falange Española. Estatuto Vasco. Triunfo del centro derecha en las elecciones de noviembre. Gobierno de Lerroux con apoyo de la CEDA.
1934: Insurrección de octubre. Ruptura institucional con la Generalidad de Cataluña. Represión en Asturias dirigida por el general Franco.
1936: Triunfo del Frente Popular en las elecciones del 16 de febrero.
Guerra Civil Española (1936-1939)[editar]

Mapa general del desarrollo de la guerra.
Leyenda
     Zona nacional inicial - julio 1936
     Avance nacional hasta septiembre de 1936
     Avance nacional hasta octubre de 1937
     Avance nacional hasta novimebre de 1938
     Avance nacional hasta febrero de 1939
     Última zona bajo control republicano
Solid blue.png Principales centros de los nacionales
Red-square.gif Principales centros republicanos
Panzer aus Zusatzzeichen 1049-12.svg Batallas terrestres
Vattenfall.svg Batallas navales
Icon vojn new.png Ciudades bombardeadas
City locator 4.svg Campos de concentración
Gatunek trujący.svg Masacres
Red dot.svg Campos de refugiados
Artículo principal: Guerra Civil Española
La Guerra Civil Española (17 de julio de 1936 - 1 de abril de 1939) ha sido considerada, junto a la Segunda Guerra Chino-Japonesa, como preámbulo de la II Guerra Mundial, puesto que supuso una confrontación bélica entre las diferentes ideologías totalitaristas presentes en aquel momento en el mundo, el fascismo y el nacionalsocialismo frente al comunismo, el socialismo y el anarquismo.

Desarrollo de la Guerra[editar]
El 17 de julio de 1936, el general Francisco Franco dirigió el Ejército Español de África hacía la Península, mientras que otro ejército desde el norte al mando del general Mola se trasladó al sur de Navarra. Las unidades militares se movilizaron también en otros lugares para hacerse cargo de las instituciones gubernamentales. El movimiento de Franco tenía la intención de hacerse con el poder de inmediato, pero la exitosa resistencia de los republicanos en lugares como Madrid, Barcelona, Valencia, Málaga y el País Vasco, significó el comienzo de una guerra civil cruel, fratricida y prolongada. En poco tiempo, gran parte del sur y el oeste estaba bajo el control del ejército nacional, cuyas fuerzas de África constituían la tropa más profesional del conflicto. Ambas partes recibieron la ayuda militar extranjera, los Nacionales de la Alemania nazi, la Italia fascista y de la Dictadura de Portugal, mientras que el ejército popular republicano fue ayudado por la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), México liderado por Lázaro Cárdenas del Río presidente del Partido de la Revolución Mexicana, y las Brigadas internacionales, constituidas por socialistas, comunistas y anarquistas llegados desde diferentes países del mundo.

El asedio del Alcázar de Toledo en los comienzos de la guerra supuso un punto de inflexión. Los republicanos consiguieron resistir en Madrid, a pesar del asalto nacional en noviembre de 1936, y frustraron ofensivas posteriores como en las batallas del Jarama y Guadalajara en 1937.

Pronto, sin embargo, los nacionales comenzaron a penetrar en el territorio republicano, haciendo incursiones en el este. El norte peninsular fue ocupado a finales de 1937 y el frente de Aragón republicano se derrumbó poco después. El bombardeo de Guernica supuso el ataque aéreo a civiles más cruel de la guerra, siendo perpetrado por la Legión Cóndor de la Luftwaffe alemana.

La Batalla del Ebro en julio y noviembre de 1938 fue el último intento desesperado de los republicanos para cambiar el rumbo de la guerra. Cuando cayó Barcelona en manos de los nacionales a principios de 1939, la guerra quedó decidida. Los frentes republicanos restantes se derrumbaron y Madrid fue tomada en marzo de 1939. La guerra, que costó entre 300.000 y 1.000.000 de vidas, puso fin a la República dando paso a la Dictadura de Francisco Franco.

La conducción de la guerra fue encarnizada en ambos bandos, con asesinatos y fusilamientos sumarios de civiles, eclesiásticos y prisioneros por nacionales y republicanos. Tras la guerra, miles de republicanos fueron represaliados o encarcelados en campos de concentración, y muchos otros partieron hacia el exilio.

Dictadura de Francisco Franco (1939-1975)[editar]
Artículo principal: Dictadura de Francisco Franco
Véanse también: Franquismo y España en la Segunda Guerra Mundial.
Francisco Franco Bahamonde fue jefe de Estado en régimen de dictadura, conocido como franquismo, desde 1939 hasta 1975.

Durante el régimen de Franco, España buscó activamente la devolución de Gibraltar por el Reino Unido, y ganó algo de apoyo para su causa en las Naciones Unidas. Durante la década de 1960, España comenzó a imponer restricciones sobre Gibraltar, que culminó con el cierre de la frontera en 1969. No se volvió a abrir por completo hasta 1985. El dominio español en Marruecos terminó en 1967. A pesar de la victoria militar en la invasión marroquí de 1957-1958 al África Occidental Española, España poco a poco renunció a sus colonias africanas restantes. Se concedió la independencia a Guinea Española, que se convertiría en Guinea Ecuatorial en 1968 y con la que se desarrollaría una aguda crisis diplomática apenas un año más tarde, mientras que el enclave marroquí de Ifni había sido cedido a Marruecos en 1969. Ese mismo año se iniciaría el cierre de la Verja de Gibraltar, quedando cerrada la frontera hispano-británica en Gibraltar durante décadas.

Los últimos años del régimen de Franco vio una cierta liberalización económica y política, el llamado milagro español, incluyendo el nacimiento de una industria turística. España empezó a ponerse al día económicamente con sus vecinos europeos. Franco gobernó hasta su muerte, el 20 de noviembre de 1975, cuando el control se le dio al rey Juan Carlos I. En los últimos meses antes de la muerte de Franco, el Estado español entró en una parálisis. Esto fue capitalizado por el rey Hassan II de Marruecos, que ordenó la &#39;Marcha Verde&#39; en el Sáhara Occidental, última posesión colonial de España.


Francisco Franco Bahamonde junto a Dwight D. Eisenhower en Madrid en 1959.
Principales acontecimientos[editar]
1942: Ley Constitutiva de las Cortes.
1945: se promulga el Fuero de los Españoles y la Ley del Referéndum Nacional.
1947: se consigue el poder de Francia mediante contactos exteriores.
Ley de Sucesión a la Jefatura del Estado.
España cierra el último campo de concentración en Miranda de Ebro.
1950: España ingresa en la FAO.
1952: España ingresa en la Unesco.
1955: España ingresa en la ONU.
1958: España ingresa en el FMI. Ley de Principios del Movimiento.
1959: Visita del Presidente de los EE.UU. Dwight D. Eisenhower.
1966: Ley Orgánica del Estado.
1969: Proclamación ante las Cortes del príncipe Juan Carlos de Borbón, como sucesor del jefe de Estado, Francisco Franco, a título de rey.
1973: el 20 de diciembre, la banda terrorista ETA asesina al almirante Luis Carrero Blanco, presidente del gobierno.
1974: Congreso de Suresnes.
1975: las últimas ejecuciones del franquismo provocan el aislamiento internacional de España.
1975: muerte del general Franco (20 de noviembre). Subida al trono de Juan Carlos I.
Reinado de Juan Carlos I (1975-2014)[editar]
Artículo principal: Reinado de Juan Carlos I de España
Transición a la democracia (1975-1982)[editar]
Artículo principal: Transición Española
La transición española a la democracia marca una nueva era en la que España pasó de la dictadura de Francisco Franco a un estado democrático y de derecho. La transición se suele decir que comenzó con la muerte de Franco el 20 de noviembre de 1975, mientras que su finalización está marcada por la victoria electoral del PSOE el 28 de octubre de 1982. Entre 1978 y 1982, España fue liderada por el gobierno de Adolfo Suárez, primer presidente del gobierno, en el partido Unión del Centro Democrático. En 1981, hubo un intento de golpe de Estado, el llamado 23-F.82

El 23 de febrero Antonio Tejero, con los miembros de la Guardia Civil, entró en el Congreso de los Diputados, y se detuvo la sesión, donde Leopoldo Calvo-Sotelo estaba a punto de ser nombrado primer ministro del gobierno. Oficialmente, el golpe de Estado fracasó gracias a la intervención del rey Juan Carlos I.83


SS.MM. Juan Carlos I y Sofía de Grecia.
España se adhirió a la OTAN antes de que Calvo-Sotelo dejara el cargo. Junto con el cambio político se produjo un cambio en la sociedad que dio mayoría absoluta a un gobierno socialdemócrata, liderado por Felipe González, que duraría cuatro legislaturas. La sociedad española fue extremadamente conservadora bajo el franquismo, pero la transición a la democracia también se inició la liberalización de los valores y las costumbres de la sociedad.84

Cronología: Inicios (1975-1978)[editar]
Artículo principal: Legislatura Constituyente de España
1975: Tras la llamada Marcha Verde (noviembre de 1975, mientras el dictador agonizaba), España firma con Marruecos los Acuerdos Tripartitos de Madrid, abandonando a su suerte al Sáhara Occidental, violando las resoluciones de la ONU, que instaban a realizar un referéndum desde 1965; el territorio es rápidamente invadido por Marruecos y Mauritania.
1976: El 15 de diciembre se celebra el referéndum sobre la reforma política, que da paso a la democracia en España.
1977: El 24 de enero se produce la matanza de Atocha en la que mueren cinco abogados laboralistas del PCE ametrallados por un grupo de pistoleros ultraderechistas.
1977: Primeras elecciones generales tras la dictadura, en las que triunfa la Unión de Centro Democrático (UCD), partido dirigido por Adolfo Suárez.
1977: Pactos de la Moncloa.
1978: Se aprueba mediante referéndum y entra en vigor el 29 de diciembre, la Constitución española de 1978.
Cronología: Consolidación democrática (1979-1982)[editar]
Artículo principal: I Legislatura de España

La España de las autonomías, uno de los mayores cambios introducidos con la Constitución de 1978.
1979: Nuevas elecciones legislativas, en las que UCD conserva la mayoría relativa en el Congreso y la absoluta en el Senado.
1981:
Dimisión de Adolfo Suárez como presidente de Gobierno.
El 23 de febrero, durante la votación de investidura de Leopoldo Calvo-Sotelo como nuevo presidente de Gobierno, el teniente coronel Antonio Tejero encabeza una intentona de golpe de estado, que en su día algunos sectores escépticos calificaron de pantomima[cita requerida], especialmente en la prensa británica especializada en temas geopolíticos.
El 25 de febrero, Leopoldo Calvo-Sotelo es investido presidente del gobierno por la mayoría absoluta del parlamento, en parte como contestación al intento de golpe de estado.
1982:
Ingreso de España en la Organización del Tratado del Atlántico Norte.
Triunfo electoral del PSOE, que consigue la mayoría absoluta tanto en el Congreso como en el Senado. Primer gobierno socialista presidido por Felipe González Márquez.
Historia actual (1982-presente)[editar]

Pasaporte español como país miembro de la Unión Europea.
Artículos principales: II Legislatura de España, III Legislatura de España, IV Legislatura de España, V Legislatura de España, VI Legislatura de España, VII Legislatura de España, VIII Legislatura de España, IX Legislatura de España y X Legislatura de España.

1986: El 1 de enero, España ingresa oficialmente en la Comunidad Económica Europea. El 22 de junio, se celebran elecciones generales: nueva mayoría absoluta del PSOE. Felipe González sigue al frente del segundo gobierno socialista.
1987: Dos atentados terroristas de ETA marcan el capítulo de sucesos: el 19 de junio el atentado de Hipercor en Barcelona, la mayor masacre de la organización, en la que asesina a 21 civiles en un centro comercial, y el 11 de diciembre el atentado contra la casa-cuartel de Zaragoza, en el que pierden la vida 5 niños y 6 adultos.85
1989: Elecciones generales: nueva mayoría absoluta del PSOE, tercer gobierno socialista.
1992: Juegos Olímpicos de Barcelona. Exposición Universal de Sevilla. Madrid, Capital Europea de la Cultura. Puesta en marcha del AVE.
1993: Elecciones generales: mayoría relativa del PSOE siendo elegido Presidente del Gobierno Felipe González Márquez por un pacto de legislatura con CiU y PNV. Cuarto gobierno socialista en la democracia y consecutivo.
1996:
Elecciones generales: mayoría relativa del Partido Popular (PP) siendo elegido Presidente del Gobierno José María Aznar López por un pacto de legislatura con CiU, PNV y CC. Primer gobierno del Partido Popular.86
Guerra de Kosovo.
1998: Con una tasa de inmigración anual del +0,28%, el fenómeno de la inmigración en España empieza a tomar fuerza. En los siete años siguientes, entran en España 3.730.610 inmigrantes, se multiplican por cinco los residentes de nacionalidad extranjera.
2000: Elecciones generales: mayoría absoluta del PP. José María Aznar continúa al frente del gobierno. Segundo gobierno del Partido Popular.
2001: Guerra de Afganistán.

Moneda de 2 Euros, moneda oficial de España desde el 1 de enero de 2002.
2002:
El 1 de enero el euro se convierte en la moneda oficial del país, con lo cual se abandona la peseta. Salamanca, Capital Europea de la Cultura. Presidencia española de la Unión Europea durante el primer semestre del año.
Incidente de la isla de Perejil.
2003: El apoyo del gobierno a la guerra de Iraq provoca múltiples manifestaciones de protesta a lo largo del país.
2004:
El jueves 11 de marzo se produjo el atentado terrorista más grave de la historia de España y de Europa. Las explosiones en varios trenes de cercanías en Madrid causaron 192 víctimas mortales y miles de heridos. El suceso conmocionó a la sociedad española. Los atentados provocaron amargas divisiones en el panorama político.87
El 14 de marzo gana las elecciones el Partido Socialista Obrero Español -PSOE-, por lo que José Luis Rodríguez Zapatero, tras realizar diversos pactos, se convierte en presidente del Gobierno. Además, una mujer, María Teresa Fernández de la Vega, se convierte en la primera vicepresidenta del Gobierno en España; el quinto gobierno socialista será paritario.
2008:
Comienzo de una gravísima crisis económica.
El 9 de marzo, el Partido Socialista Obrero Español ganó de nuevo las elecciones generales con 169 escaños (5 más que en las elecciones de 2004) frente a los 154 del Partido Popular. Sexto gobierno socialista.88
Del 14 de junio al 14 de septiembre en Zaragoza tuvo lugar la Exposición Internacional de 2008 como tema central el &quot;Agua y Desarrollo sostenible&quot;
2010:
Cuarta presidencia española de la Unión Europea en el primer semestre del año.
Plan de Ajuste del Gobierno (12 de mayo).
2011:
15M, Indignados, Spanish Revolution. Manifestaciones en 58 ciudades españolas ante la gravedad de la crisis económica y social.
Intervención militar en Libia.
La banda terrorista ETA anuncia el «cese definitivo de su actividad armada».
El 20 de noviembre el Partido Popular gana las elecciones generales con mayoría absoluta, siendo elegido Presidente del Gobierno Mariano Rajoy. Tercer gobierno del Partido Popular en democracia. Obtienen escaños trece partidos.89
2014:
El 2 de junio, el rey Juan Carlos I anuncia por televisión su decisión de abdicar el trono en favor de su hijo Felipe.90
El 19 de junio Felipe VI es proclamado rey de España ante las Cortes.
Véase también[editar]
España
Evolución demográfica de España
Reyes de España
Tabla cronológica de reinos de España
Imperio español
Historia de al-Ándalus
Historia del constitucionalismo español
Elecciones en España
Partidos políticos en España
Instituciones españolas del Antiguo Régimen
Historia del Cristianismo en España
Guerras de España
Historia económica de España
Historia de la gastronomía de España
Memoria de España
Referencias[editar]
Volver arriba ↑ [1] De Covandonga a la reconquista
Volver arriba ↑ [2] reconquista española
Volver arriba ↑ [3] reconquista
Volver arriba ↑ [4] reyes católicos
Volver arriba ↑ [5] descubrimiento de américa
Volver arriba ↑ [6] españa, auge y ocaso español
Volver arriba ↑ [7] la inquisición
Volver arriba ↑ [8] siglo de oro español
Volver arriba ↑ [9] proceso emancipador
Volver arriba ↑ [10] guerra de cuba
Volver arriba ↑ [11] la independencia de filipinas
Volver arriba ↑ [12] paz de utrech
Volver arriba ↑ [13] rebelión de los reinos
Volver arriba ↑ [14] enfrentamiento anglo-español
Volver arriba ↑ [15] españa y francia
Volver arriba ↑ [16] auge francés, ocaso español
Volver arriba ↑ [17] ocupación francesa
Volver arriba ↑ [18] proceso emancipador
Volver arriba ↑ [19] primera república
Volver arriba ↑ [20] guerra del 98
Volver arriba ↑ [21] españa y la primera guerra mundial
Volver arriba ↑ [22] la segunda república
Volver arriba ↑ [23] la guerra civil
Volver arriba ↑ [24] franco y la segunda guerra mundial
Volver arriba ↑ [25] economía de los años 60
Volver arriba ↑ [26] transición española
Volver arriba ↑ [27] el consenso constitucional
Volver arriba ↑ [28] españa 1986
Volver arriba ↑ [29] barcelona consigue los juegos olímpicos
Volver arriba ↑ [30] el psoe gana las elecciones
Volver arriba ↑ [31] legalización de matrimonios del mismo sexo
Volver arriba ↑ [32] banco de españa
Volver arriba ↑ [33] elecciones generales 2011
Volver arriba ↑ Historia de los Godos, Vándalos y Suevos de San Isidoro de Sevilla, siglo VI-VII. Trad. de Rodríguez Alonso, 1975, León, pp. 169 y 171.
Volver arriba ↑ Entrevista al historiado Juan Pablo Fusi: Es difícil hablar de España antes de los siglos XI, XII o XIII, porque no encontramos un proyecto de tal. A partir de esos siglos la palabra «España» empieza a significar cosas, al menos en un sentido geográfico. Y desde el siglo XIII ya hay historias de España, como la de Alfonso X el Sabio. Una cosa es la España medieval, otra la del Imperio [34]
Volver arriba ↑ «El Concilio de Constanza», en Artehistoria
Volver arriba ↑ [35]
Volver arriba ↑ Raíces medievales de España
Volver arriba ↑ España cuestionada
Volver arriba ↑ [36]
Volver arriba ↑ El Príncipe
Volver arriba ↑ Pues ¿cómo pones tu amor en Carlos Emperador de Alemania, y Rey de España?[37]
Volver arriba ↑ Ver artículo 173 (pag. 52), artículo 175 (pag. 53), artículo 179 (pag. 54) de la constitución 1812 escaneada [38]
Volver arriba ↑ Ver prólogo, artículo 49 (pag. 7), artículo 50 (pag. 7) de la constitución de 1845 escaneada [39]
Volver arriba ↑ Bermúdez de Castro, José María; Martinón Torres, María; Gómez Robles, Aida; Prado-Simón, Leyre; Martín Francés, Laura; Lapresa, María; Olejniczak, Anthony y Carbonell, Eudald (2011) «Early Pleistocene human mandible from Sima del Elefante (TE) cave site in Sierra de Atapuerca (Spain): A comparative morphological study». Journal of Human Evolution, 61(1): 12-25
Volver arriba ↑ Descubrimiento en Atapuerca
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Page d&#39;aide sur l&#39;homonymie Pour les articles homonymes, voir Évolution.

Buisson phylogénétique hypothétique de tous les organismes vivants, construit à partir des séquences de l&#39;ARNr 16S. À l&#39;origine proposé par Carl Woese, enrichi par Hervé Le Guyader, Guillaume Lecointre et Purificacion Lopez-Garcia, il montre l&#39;histoire évolutive basée sur les caractères génétiques et l&#39;analyse cladistique des trois domaines du vivant (bactéries, archées et eucaryotes).
En biologie, l’évolution est la transformation des espèces vivantes qui se manifeste par des changements de leurs caractères génétiques au cours des générations. Ces changements successifs peuvent aboutir, à partir d&#39;une seule espèce, à la formation de nouvelles « espèces-filles » . Le phénomène d&#39;évolution permet d&#39;expliquer l&#39;origine de la biodiversité sur Terre. L’histoire des espèces peut ainsi être pensée et représentée sous la forme d’un arbre phylogénétique1.

Certains philosophes de l’Antiquité (Lucrèce, 98-54 avant notre ère, en particulier) ont approché le phénomène de l’évolution, mais ce n’est qu’à partir du xixe siècle que des théories proposent des explication scientifiques, c’est à dire réfutables ou démontrables. Le modèle du transformisme de Lamarck a ouvert la voie. Puis, à partir de 1859 avec la publication de De l&#39;origine des espèces par Charles Darwin2, la modèle darwinien de l’évolution s’est progressivement imposé dans la communauté scientifique comme celui expliquant un maximum de faits observables avec un minimum de postulats (principe de parcimonie). Darwin illustre avec des observations détaillées la thèse que les espèces vivantes ne sont pas des catégories fixes mais se diversifient avec le temps, voire disparaissent3. Comme cause des changements qui se produisent peu à peu au sein d’une population il propose l’idée de la sélection naturelle, équivalent naturel et spontané de la sélection artificielle pratiquée par les éleveurs d’animaux domestiques. Les espèces sont profondément conditionnées par leur milieu naturel, aujourd’hui appelé écosystème.

Avec la découverte de la génétique par Mendel, les modèles de l’évolution se sont peu à peu affinés4. Ainsi, depuis les années 1930, la théorie synthétique de l&#39;évolution fait l’objet d’un large consensus scientifique5. Les recherches actuelles poursuivent l’étude des mécanismes qui permettent d’expliquer les phénomènes évolutifs6. Des processus découverts après 1950, comme ceux des gènes architectes, de la coévolution et de l’endosymbiose, permettent de mieux saisir les mécanismes génétiques en action, d’appréhender l’évolution des espèces les unes par rapport aux autres ou de décrire plus précisément les différents rythmes de l’évolution.

«L&#39;évolution biologique n&#39;est du reste qu&#39;un cas particulier de l&#39;universelle évolution, car rien n&#39;est stable : nébuleuses, étoiles, continents et mers, climats, sociétés, mœurs, religions, tout est en perpétuelle transformation» 7
«L&#39;évolution signifie non seulement changement : elle implique aussi l&#39;idée de continuité, donc celle de l&#39;unité fondamentale de l&#39;Univers. Alors qu&#39;une connaissance superficielle du monde tend à le scinder en une mosaïque d&#39;objets disparates et hétérogènes, l&#39;œuvre de science a été constamment de ramener la diversité à une unité non de structure mais de filiation» 8
La théorie de l&#39;évolution est appliquée et étudiée dans des domaines aussi divers que l&#39;agriculture, l&#39;anthropologie, la biologie de la conservation, l&#39;écologie, la médecine, la paléontologie, la philosophie, et la psychologie.

Sommaire  [masquer] 
1 L&#39;Évolution : une perspective historique
1.1 Histoire évolutive du vivant
1.2 Histoire de la théorie de l&#39;évolution
1.3 Évolution et le phénomène des espèces
2 Arguments en faveur de l&#39;évolution
2.1 Stratégie de raisonnement
2.2 Indices morphologiques
2.3 Indices moléculaires
2.4 Indices comportementaux
2.5 Exemple d&#39;évolution à échelle de temps humaine : Podarcis siculus
3 Méthodes d&#39;étude de l&#39;évolution
3.1 Systématique
3.2 Paléobiologie
3.3 Analyse comparative des caractères
3.4 Génétique des populations
3.5 Modélisation
3.6 Expérimentation
4 Mécanismes de l&#39;évolution
4.1 Évolution des populations
4.1.1 Apparition de nouveaux caractères
4.1.2 Variabilité des individus au sein des populations
4.1.3 Hérédité
4.1.4 Transmission des caractères acquis, une hypothèse non totalement rejetée
4.1.5 Dérive génétique
4.1.6 Sélection naturelle
4.2 Conséquences évolutives
4.2.1 Adaptation des espèces
4.2.2 Apparition et disparition des espèces
4.3 Controverses sur les mécanismes de l&#39;évolution
5 Évolution et sociétés humaines
5.1 Évolution et agriculture
5.2 Évolution et informatique
5.3 Eugénisme
5.4 Psychologie évolutionniste
5.5 Évolution et religions
5.5.1 Aspects politiques et judiciaires
6 Notes et références
7 Voir aussi
7.1 Bibliographie
7.2 Articles connexes
7.3 Liens externes
L&#39;Évolution : une perspective historique[modifier | modifier le code]
Histoire évolutive du vivant[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Histoire évolutive du vivant et Arbre phylogénétique.
L&#39;évolution du vivant commence avec l&#39;origine de la Vie qui se situerait vers - 3,8 milliards d&#39;années avec l&#39;apparition d&#39;organismes procaryotes unicellulaires. On suppose un ancêtre unique à tous les êtres vivants (dernier ancêtre commun universel (DACU), à partir duquel vont se diversifier plusieurs formes de Vie.

L&#39;évolution est constatée :

par la présence de variations parmi les traits héréditaires, tels que la couleur du plumage, d&#39;une population d&#39;individus lors des phases de reproductions avec l&#39;apparition parfois de mutations
par l&#39;existence de divers mécanismes qui vont modifier la fréquence de certains traits héréditaires au sein de la population. Parmi ces mécanismes, la sélection naturelle désigne la différence de propagation entre les traits héréditaires causée par leur effet sur la survie et la reproduction des individus : si un certain trait héréditaire favorise les chances de survie ou la reproduction, il s&#39;ensuit mécaniquement que la fréquence de ce trait augmente d&#39;une génération à l&#39;autre. Dans une population de taille finie, un trait peut également être propagé ou éliminé par le fait de fluctuations aléatoires (dérive génétique).
À l&#39;échelle des temps géologiques, l&#39;évolution conduit à des changements morphologiques, anatomiques, physiologiques et comportementaux des espèces. L&#39;histoire évolutive des lémuriformes sur l&#39;île de Madagascar est un exemple frappant illustrant la théorie de l&#39;évolution sur un écosystème précis.

Histoire de la théorie de l&#39;évolution[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Histoire de la pensée évolutionniste.
Les hommes ont cherché l&#39;origine de la diversité du vivant dès la période antique. L&#39;idée d&#39;évolution est déjà présente chez des philosophes grecs9 et romains (Empédocle, Démocrite, Épicure, Lucrèce). Cependant Aristote, comme beaucoup d&#39;autres, avait une conception fixiste du vivant. Cette vision est restée prédominante dans la pensée occidentale jusqu&#39;au xviiie siècle. Les religions monothéistes ont diffusé cette idée fixiste. Les récits bibliques, en particulier ceux de la Genèse, affirment que toutes les espèces vivantes ont été créées telles quelles par Dieu. De plus ces religions confèrent à l&#39;homme une place à part dans le vivant: il serait à l&#39;image de Dieu et moralement supérieur à toutes les autres espèces9.

Durant le Moyen Âge, les débats philosophiques en Europe occidentale sont limités par la dominance du dogmatisme chrétien 10. Les autorités religieuses condamnent fermement toute idée remettant en cause les écrits bibliques. Dans le monde musulman l&#39;idée d&#39;évolution resurgit par intermittence. Au ixe siècle Al-Jahiz défend l&#39;idée que non seulement les espèces évoluent au cours du temps, mais propose aussi une première théorie cherchant à expliquer cette évolution11. Au xiiie siècle, le philosophe Nasir ad-Din at-Tusi soutient la sélection des meilleurs et l&#39;adaptation des espèces à leur environnement12. Ces écrits se sont heurtés au dogme de la genèse et ont été oubliés pendant des siècles.

À la Renaissance des savants comme Jérôme Cardan13, Giordano Bruno14 et Giulio Cesare Vanini15 remettent en cause le dogmatisme religieux, posent la question de l&#39;origine de la vie, défendent des théories polygéniques voire l&#39;idée d&#39;un ancêtre commun aux hommes et aux singes. Face à l&#39;Inquisition, certains le paieront de leur vie16.

Au début du xviiie siècle, la paléontologie et la découverte de fossiles de squelettes ne ressemblant à aucun squelette d&#39;animaux vivants 17 ébranlent les idées fixistes. Des savants redécouvrent l&#39;idée d&#39;évolution comme Pierre Louis Moreau de Maupertuis avec son intérêt pour l’hérédité et Georges Louis Leclerc, comte de Buffon, naturaliste passionné qui transforma le Jardin des plantes en un centre de collection et d&#39;étude. Pour concilier ces découvertes avec les textes bibliques, Georges Cuvier expose sa théorie catastrophiste selon laquelle il y aurait eu une succession de créations divines entrecoupées d&#39;extinctions brutales au cours des temps géologiques18. Il admet ainsi que les espèces terrestres n&#39;ont pas toujours été celles observées aujourd&#39;hui, sans pour autant accepter l&#39;évolution des espèces, et que les 6 000 ans estimés jusque là pour l&#39;âge de la Terre sont trop courts pour y intégrer ces extinctions successives19.


Jean-Baptiste de Lamarck
La première théorie véritablement scientifique d&#39;une évolution des espèces vivantes est avancée par le naturaliste Jean-Baptiste Lamarck. Après un long travail de classification des espèces et sur la base d&#39;une théorie physique des êtres vivants, Lamarck développe la théorie transformiste. Il considère que les espèces peuvent se transformer selon deux principes :

La diversification, ou spécialisation, des êtres vivants en de multiples espèces, sous l&#39;effet des circonstances variées auxquelles ils sont confrontés dans des milieux variés et auxquelles ils s&#39;adaptent en modifiant leur comportement ou leurs organes pour répondre à leurs besoins, généralement désigné par « l&#39;usage et le non-usage » ;
la complexification croissante de l&#39;organisation des êtres vivants sous l&#39;effet de la dynamique interne propre à leur métabolisme.
La publication, en 1809, dans Philosophie zoologique, de sa théorie transformiste entraine de virulents débats au sein de l&#39;Académie des sciences car elle entre en contradiction avec les idées en vigueur à l&#39;époque et notamment le fixisme. Mais en fait Lamarck n&#39;avance aucune théorie de l&#39;hérédité (contrairement à ce que fera Darwin en 1868), il se contente de reprendre les idées admises sur ce point depuis Aristote. Malgré les critiques de Cuvier, qui devient son principal opposant, les idées transformistes reçoivent une adhésion croissante à partir de 1825 et rendent les naturalistes plus réceptifs aux théories évolutionnistes20.

Charles Darwin publie en 1859 son livre De l&#39;origine des espèces21 où il expose une suite d&#39;observations très détaillées et présente le mécanisme de la sélection naturelle pour expliquer ces observations. Cette théorie, qui entraine ce qu&#39;il appelle « la descendance avec modification » des différentes espèces, considère que, étant donné que tous les individus d&#39;une espèce diffèrent au moins légèrement, et qu&#39;il nait plus d&#39;individus que le milieu ne peut en nourrir, seuls les descendants des individus les mieux adaptés à la « lutte pour la vie », c&#39;est-à-dire à la compétition pour l&#39;appropriation des ressources rares, parviendront à engendrer une descendance (référence précise nécessaire). Les individus ainsi sélectionnés transmettant leurs caractères à leur descendance, les espèces s&#39;adaptent en permanence à leur milieu. Il baptise sélection naturelle cette sélection des individus les mieux adaptés en opposition à la sélection artificielle que pratiquent les agriculteurs, jardiniers et éleveurs ; cette dernière étant le socle expérimental empirique sur lequel Darwin s&#39;appuie pour développer sa théorie.

Darwin propose dans son ouvrage de 1868, une théorie qui explique la transmission des caractères acquis qui sera partiellement infirmée par divers études sur l&#39;hérédité. August Weismann, à la fin du xixe siècle, théorise la séparation stricte entre les cellules germinales (germen) et les cellules corporelles (soma), ce qui interdit la transmission des caractères acquis. La redécouverte des lois de Mendel à la fin du xixe siècle et au début du xxe siècle bouleverse la compréhension des mécanismes de l&#39;hérédité et donne naissance à la génétique. Elle est à l&#39;origine de nouvelles méthodes dans l&#39;étude de l&#39;évolution, comme la génétique des populations.

Dans les années 1940, la Théorie synthétique de l&#39;évolution, fondée entre autres par Theodosius Dobzhansky et Ernst Mayr, nait de l&#39;articulation entre la théorie de la sélection naturelle Darwinienne et de la génétique mendeléienne. La découverte de l&#39;ADN et la biologie moléculaire viennent parachever cet édifice scientifique. Depuis la biologie de l&#39;évolution est intégrée à toutes les disciplines de la biologie et, en parallèle de son développement, contribue aussi bien à retracer l&#39;histoire évolutive du vivant, qu&#39;à trouver des remèdes aux maladies les plus complexes telles que le SIDA ou le cancer. Plus récemment, l&#39;étude de l&#39;évolution profite du développement de l&#39;informatique et des progrès de la biologie moléculaire, notamment du séquençage du génome qui permet le développement de la phylogénie par un apport très important de données.

Évolution et le phénomène des espèces[modifier | modifier le code]
L&#39;évolution est la théorie scientifique qui s&#39;intéresse aux espèces et explique les mécanismes de leur apparition à partir d&#39;espèces existantes.

Une espèce est constituée de populations dont les individus peuvent se reproduire et engendrer une descendance viable et fertile.

Tous les mammifères et les autres métazoaires, mais aussi les plantes, les archées, ou encore les bactéries sont subdivisés en différents clades. L&#39;espèce est le dernier niveau de classement (le dernier clade) dans la taxonomie classique (bien qu&#39;on puisse aussi parler de sous-espèces ou de variétés). La notion d&#39;espèce, pourtant controversée, est importante dans le cadre de l&#39;évolution, bien qu&#39;il soit difficile d&#39;appliquer la définition d&#39;espèce aux plantes (pour cause d&#39;hybridations fréquentes entre espèces) et aux bactéries (qui se reproduisent de façon asexuée). Ainsi on distingue communément les roses des tulipes, les baleines des dauphins, communément car, à la différence des haricots ou des petit-pois, chacune de ces catégories est en fait un genre (biologie) regroupant de nombreuses espèces.

La science de classification des espèces s&#39;appelle la taxinomie. En observant les différentes espèces on s&#39;aperçoit que certaines sont plus proches les unes des autres; les hommes et les autres singes, les poules et les pigeons. Il existe différents critères permettant de reconnaître les espèces, ou tout ensemble taxonomique de rang supérieur ou inférieur, les une des autres. Par exemple on peut distinguer les êtres vivants qui possèdent un squelette osseux, les ostéichthyens, de ceux qui n&#39;en ont pas: par exemple les chondrichthyens qui ont un squelette cartilagineux, puis distinguer spécifiquement ceux qui allaitent leur progéniture, les mammifères. Faire l&#39;inventaire et la classification de toutes les espèces vivantes est un long travail car on découvre régulièrement de nouvelles espèces et les différences entre deux espèces peuvent être très subtiles, d&#39;où la notion d&#39; &quot;espèce cryptique&quot;.

De la même façon qu&#39;une sœur et un frère se ressemblent et présentent certains des traits de leurs parents, il est possible d&#39;établir des liens de parenté entre différentes espèces. Ainsi nous pouvons observer et conclure de façon certaine que le zèbre et le cheval ont un lien de parenté, comme tous les êtres vivants entre eux. Ainsi Homo sapiens et Escherichia coli ont un ancêtre commun, donc un lien de parenté. En étudiant leurs caractéristiques, il est possible de reconstituer l&#39;histoire d&#39;une espèce. Par exemple, les baleines sont des mammifères et non des &quot;poissons&quot; car elles respirent de l&#39;air avec des poumons et allaitent leurs petits. De plus leur squelette présente des caractéristiques remarquables, en particulier la présence d&#39;os correspondant au bassin (ceinture pelvienne). Ainsi l&#39;étude de leur squelette, qui ressemble très fortement à ceux des quadrupèdes, permet de soutenir que les baleines auraient un mammifère terrestre pour ancêtre22, pour plus de détails voir l&#39;article Histoire évolutive des cétacés23. De plus, au niveau moléculaire toutes les espèces possèdent un code génétique relativement bien conservé, à quelques différences près. Plus les espèces sont proches les unes des autres plus leurs génomes sont similaires. L&#39;étude du génome permet donc des analyses très fines de l&#39;évolution, notamment des cétacés24.

Arguments en faveur de l&#39;évolution[modifier | modifier le code]
Stratégie de raisonnement[modifier | modifier le code]
Si on arrive à établir un lien de parenté entre deux espèces différentes, alors cela veut dire qu&#39;une espèce ancestrale s&#39;est transformée en, au moins, une de ces deux espèces. Il y a donc bien eu évolution.

Un lien de parenté entre espèces fossiles ou actuelles peut être mis en évidence par le partage d&#39;au moins un caractère homologue, c&#39;est-à-dire provenant d&#39;un ancêtre. Ces indices de parenté sont décelables au niveau de la morphologie, au niveau moléculaire et parfois même, pour des espèces très proches, au niveau du comportement.

Utilisation des fossiles

Archaefructus liaoningensis, le plus ancien reste de fleur connu.
Il est en général impossible d&#39;affirmer qu&#39;une espèce fossile est l&#39;ancêtre d&#39;une espèce actuelle, car il ne sera jamais garanti que l&#39;espèce actuelle ne s&#39;est pas différenciée à partir d&#39;une autre espèce proche, mais qui n&#39;aurait pas été découverte. En effet, la conservation de restes d&#39;espèces éteintes est un événement relativement improbable surtout pour les périodes les plus anciennes. On peut seulement estimer les liens de parenté, avec les autres espèces déjà connues, actuelles ou fossiles. Par exemple le fossile de fleur le plus ancien a été daté de 140 millions d&#39;années. Cet organe est donc apparu sur Terre, il y a au moins 140 millions d&#39;années. Mais d&#39;autres espèces proches, avec des fleurs, existaient aussi certainement à cette époque. Personne n&#39;est capable d&#39;affirmer laquelle de ces espèces est l&#39;ancêtre des plantes à fleur actuelles. On ne cherchera que les relations de parenté, les relations d&#39;ancêtre à descendant ne pouvant jamais être reconstituées.

L&#39;âge d&#39;une espèce fossile, en revanche, indique l&#39;âge minimum d&#39;apparition des caractères qu&#39;elle possède. Il est alors possible de reconstruire l&#39;histoire de l&#39;évolution, en plaçant sur une échelle des temps l&#39;apparition des différents caractères. Les fossiles nous indiquent que l&#39;ordre d&#39;apparition des innovations évolutives est tout à fait en accord avec l&#39;idée d&#39;une évolution, qui dans un schéma général, part de structures simples vers des structures plus complexes. C&#39;est aussi en accord avec une origine aquatique des êtres vivants, puisque les espèces fossiles les plus anciennes vivaient dans l&#39;eau.

Indices morphologiques[modifier | modifier le code]

Squelette de baleine. En c figure le vestige de bassin25.

Les « mains » des Mammifères ont un même plan d&#39;organisation, ce qui traduit une homologie.
les baleines, animaux adaptés à la vie aquatique gardent une trace de leurs ancêtres quadrupèdes par la présence d&#39;os vestigials correspondant au bassin (ceinture pelvienne) ;
Il y a des vestiges de pattes chez certains serpents (boas)26 ;
En observant l&#39;aile d&#39;un oiseau ou d&#39;une chauve-souris, on retrouve aisément la structure osseuse du membre antérieur de tout tétrapode ;
les défenses à croissance continue des éléphants sont en fait homologues des incisives des autres mammifères, dont l&#39;homme ;
les appendices masticateurs des arthropodes sont à l&#39;origine des appendices locomoteurs réduits (il en va de même apparemment pour les Onychophores) ;
les membres des tétrapodes proviennent des nageoires de poissons ;
chez les eucaryotes, la présence d&#39;une double membrane autour des mitochondries et la présence d&#39;un ADN circulaire à l&#39;intérieur de celles-ci trahissent une origine endosymbiotique procaryote. De même, dans le monde végétal, la présence d&#39;une double membrane autour des chloroplastes et la présence d&#39;un ADN circulaire laisse supposer l&#39;origine cyanobactérienne de ces derniers. De surcroît, des chloroplastes à quatre membranes (plastes des chromophytes), sont les témoins d&#39;une endosymbiose secondaire27.
Indices moléculaires[modifier | modifier le code]

ADN animation
Le support de l&#39;information héréditaire est toujours l&#39;ADN pour l&#39;ensemble du vivant ;
Le code génétique, code de correspondance entre l&#39;ADN et les protéines est quasiment le même chez tous les êtres vivants ;
Le séquençage de l&#39;ADN. fait apparaître de nombreuses régions étroitement proches donc apparentées (gènes homologues: paralogues ou orthologues) qui codent des protéines aux fonctions ou structures différentes mais assez proches (exemple : les gènes qui codent les hémoglobines, myoglobines, etc.).
Indices comportementaux[modifier | modifier le code]
Chez certaines espèces de Lacertidés américains du genre Cnemidophorus, ou lézards à queue en fouet, il n&#39;existe plus que des femelles. Ces espèces pratiquent donc une reproduction asexuée. Cependant des simulacres d&#39;accouplements persistent : pour se reproduire une femelle monte sur une autre dans un comportement similaire à celui des espèces sexuées. Ce comportement d&#39;origine hormonale est à mettre en relation avec une origine récente de ces espèces parthénogénétiques28.

Exemple d&#39;évolution à échelle de temps humaine : Podarcis siculus[modifier | modifier le code]

Podarcis siculus. Des lézards des ruines déposés sur l&#39;île de Prod Mrcaru en 1971 ont évolué en 36 ans de façon à disposer d&#39;un nouvel organe de digestion absent chez l&#39;espèce d&#39;origine : les valves cæcales.
Introduit en 1971 par l&#39;équipe du professeur Eviatar Nevo sur l&#39;île dalmate de Prod Mrcaru en mer Adriatique, le lézard des ruines (Podarcis siculus) y a été abandonné à lui-même durant plus de trois décennies, l&#39;accès à l&#39;île ayant été interdit par les autorités yougoslaves, puis par les conflits liés à l&#39;éclatement de ce pays. En 2004, une équipe scientifique dirigée par Duncan Irschick et Anthony Herrel put revenir sur l&#39;île et découvrit que Podarcis siculus avait évolué en 36 ans, soit environ trente générations, de façon très significative. Le lézard a grandi, sa mâchoire est devenue plus puissante, et surtout il a changé de régime alimentaire : d&#39;insectivore il est devenu herbivore, et des valves cæcales sont apparues au niveau des intestins, ce qui lui permet de digérer les herbes... Cette découverte confirme, s&#39;il en était encore besoin, que l&#39;évolution n&#39;est pas une théorie parmi d&#39;autres, mais un phénomène biologique concrètement observable, et pas seulement chez les virus, les bactéries ou les espèces domestiquées29.

Méthodes d&#39;étude de l&#39;évolution[modifier | modifier le code]
Systématique[modifier | modifier le code]
Si l&#39;on veut retranscrire les concepts en systématique, il faut considérer la théorie cladistique, selon laquelle les grades évolutifs (qui induisent une vision de l&#39;évolution aujourd&#39;hui obsolète [réf. nécessaire]) ne sont plus pris en compte, en faveur des clades30.

Paléobiologie[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Paléontologie et Paléogénétique.
La paléobiologie, étude de la vie des temps passés, permet de reconstituer l&#39;histoire des êtres vivants. Cette histoire donne aussi des indices sur les mécanismes évolutifs en jeu dans l&#39;évolution des espèces. La paléontologie s&#39;occupe plus particulièrement des restes fossiles des êtres vivants. La paléogénétique, science récente, s&#39;intéresse au matériel génétique ayant survécu jusqu&#39;à aujourd&#39;hui31. Ces deux approches sont limitées par la dégradation du matériel biologique au cours du temps. Ainsi, les informations issues des restes sont d&#39;autant plus rares que l&#39;être vivant concerné est ancien. De plus, certaines conditions sont plus propices que d&#39;autres à la conservation du matériel biologique. Ainsi, les environnements anoxiques ou très froids entravent la dégradation des restes. Les restes vivants sont donc lacunaires et sont bien souvent insuffisants pour retracer l&#39;histoire évolutive du vivant.

Analyse comparative des caractères[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Génétique évolutive du développement et Phylogénie.
Tous les êtres vivants actuels étant issus d&#39;un même ancêtre commun, ils partagent des caractéristiques héritées de cet ancêtre. L&#39;analyse des ressemblances entre êtres vivants donne de nombreuses informations sur leurs relations de parenté, et permet de retracer l&#39;histoire évolutive des espèces. La phylogénie est la discipline scientifique qui cherche à retracer les relations entre êtres vivants actuels et fossiles à partir de l&#39;analyse comparative des caractères morphologiques, physiologiques ou moléculaires. L&#39;analyse comparative permet de retracer l&#39;histoire évolutive des différents caractères dans les lignées du vivant. L&#39;évolution des caractères ne suit pas nécessairement celle des espèces, certains caractères (dits convergents) peuvent être apparus plusieurs fois de manière indépendante dans différentes lignées.

L&#39;évolution des caractères et des lignées peut être associée à des évènements géologiques ou biologiques marquant l&#39;histoire de la Terre, ce qui permet de proposer des hypothèses sur les mécanismes à l&#39;origine de l&#39;évolution des espèces.

La nature des caractères pouvant être analysés est extrêmement diverse, et il peut s&#39;agir aussi bien de caractères morphologiques (taille, forme ou volume de différentes structures), anatomiques (structure, organisation des organes), tissulaires, cellulaires ou moléculaires (séquences protéiques ou nucléiques). Ces différents caractères apportent des informations diverses et souvent complémentaires. Actuellement, les caractères moléculaires (en particulier les séquences d&#39;ADN) sont privilégiés, du fait de leur universalité, de leur fiabilité et du faible coût des technologies associées. Ils ne peuvent cependant pas être utilisés lors de l&#39;étude de fossiles pour lesquels seuls les caractères morphologiques sont en général informatifs.

Génétique des populations[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Génétique des populations.
Modélisation[modifier | modifier le code]
La modélisation en biologie de l&#39;évolution se base sur les mécanismes de l&#39;évolution mis en évidence pour mettre en place des modèles théoriques. Ces modèles peuvent produire des résultats qui dépendent des hypothèses de départ de ce modèle, ces résultats pouvant être comparés à des données réellement observées. On peut ainsi tester la capacité du modèle à refléter la réalité, et, dans une certaine mesure, la validité de la théorie sous-jacente à ce modèle.

Les modèles dépendent souvent de paramètres, lesquels ne peuvent pas toujours être déterminés a priori. La modélisation permet de comparer les résultats du modèle et ceux de la réalité pour de nombreuses valeurs différentes de ces paramètres, et ainsi déterminer quelles sont les combinaisons de paramètres qui permettent au modèle de décrire au mieux la réalité. Ces paramètres correspondent souvent à des paramètres biologiques, et on peut ainsi estimer à partir du modèle certains paramètres biologiques difficiles à mesurer. La justesse de l&#39;estimation de ces paramètres dépend cependant de la validité du modèle, laquelle est parfois difficile à tester.

La modélisation permet enfin de prédire certaines évolutions à venir, en utilisant les données actuelles comme données de départ du modèle.

Expérimentation[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Évolution expérimentale.
L&#39;évolution expérimentale est la branche de la biologie qui étudie l&#39;évolution par de réelles expériences, à l&#39;inverse de l&#39;étude comparative des caractères, qui ne fait que regarder l&#39;état actuel des êtres vivants. Les expériences consistent généralement en l&#39;isolement d&#39;une ou plusieurs espèces dans un milieu biologique contrôlé. On laisse alors ces espèces évoluer pendant un certain temps, en appliquant éventuellement des changements contrôlés de conditions environnementales. On compare enfin certaines caractéristiques des espèces avant et après la période d&#39;évolution.

L&#39;évolution expérimentale permet non seulement d&#39;observer l&#39;évolution en cours, mais aussi de vérifier certaines prédictions énoncées dans le cadre de la théorie de l&#39;évolution, et tester l&#39;importance relative de différents mécanismes évolutifs.

L&#39;évolution expérimentale ne peut étudier que des caractères évoluant rapidement, et se limite donc à des organismes se reproduisant rapidement, notamment des virus ou des unicellulaires, mais aussi certains organismes à génération plus longue comme la drosophile ou certains rongeurs.

Un exemple : l&#39;expérience de Luria et Delbrück.

Mécanismes de l&#39;évolution[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Théorie synthétique de l&#39;évolution.
Évolution des populations[modifier | modifier le code]

L&#39;évolution des caractères dans les populations : diversité, sélection et transmission.
Parce que les individus d&#39;une population possèdent des caractères héritables différents, et que seule une partie de ces individus accède à la reproduction, les caractères les plus adaptés à l&#39;environnement sont préférentiellement conservés par la sélection naturelle. De plus, le hasard de la reproduction sexuée rend partiellement aléatoires les caractères qui seront transmis, par effet de dérive génétique. Ainsi, la proportion des différents caractères d&#39;une population varie d&#39;une génération à l&#39;autre, conduisant à l&#39;évolution des populations.

Apparition de nouveaux caractères[modifier | modifier le code]
Cela se produit par mutation et recombinaison génétique, ou remaniement chromosomique. Mais cela ne se déroule que dans un individu, pas dans l&#39;espèce entière. Il faut, pour que ce nouveau caractère se répande, l&#39;effet de la sélection naturelle et/ou de la dérive génétique.

Variabilité des individus au sein des populations[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Diversité génétique, Mutation et Reproduction sexuée.
La plupart des individus d&#39;une espèce sont uniques et diffèrent les uns des autres. Ces différences sont observables à toutes les échelles, du point de vue morphologique jusqu&#39;à l&#39;échelle moléculaire. Cette diversité des populations a deux origines principales : les individus sont dissemblables parce qu&#39;ils ne possèdent pas la même information génétique et parce qu&#39;ils ont subi des influences environnementales différentes.

La diversité génétique se manifeste par des variations locales de la séquence d&#39;ADN, formant différents variants de la même séquence appelés allèles. Cette variabilité a plusieurs origines. Des allèles peuvent être formés spontanément par mutation de la séquence d&#39;ADN. Par ailleurs, la reproduction sexuée contribue à la diversité génétique des populations de deux manières : d&#39;une part, la recombinaison génétique permet de diversifier les combinaisons d&#39;allèles réunies sur un même chromosome. D&#39;autre part, une partie du génome de chaque parent est sélectionnée aléatoirement pour former un nouvel individu, dont le génome est par conséquent unique.

La diversité issue de l&#39;environnement s&#39;acquiert tout au long de l&#39;histoire de l&#39;individu, depuis la formation des gamètes jusqu&#39;à sa mort. L&#39;environnement étant unique à chaque endroit et à chaque moment, il exerce des effets uniques sur chaque individu, et ce à toutes les échelles, de la morphologie jusqu&#39;à la biologie moléculaire. Ainsi, deux individus possédant la même information génétique (c&#39;est par exemple le cas pour les jumeaux monozygotes ou « vrais jumeaux ») sont tout de même différents. Ils peuvent notamment avoir une organisation et une expression différente de l&#39;information génétique.

Hérédité[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Hérédité, ADN, Reproduction, Réplication de l&#39;ADN et Épigénétique.
Les êtres vivants sont capables de se reproduire, transmettant ainsi une partie de leurs caractères à leurs descendants. On distingue la reproduction asexuée, ne faisant intervenir qu&#39;un individu, de la reproduction sexuée pendant laquelle deux individus mettent en commun une partie de leur matériel génétique, formant ainsi un individu génétiquement unique.

Les caractères génétiques, c&#39;est-à-dire l&#39;ensemble des séquences d&#39;acide nucléique d&#39;un individu, ne sont pas tous transmis de la même manière lors de la reproduction asexuée, qui est une reproduction clonale, l&#39;ensemble des séquences nucléiques est copié et l&#39;information génétique contenue chez les deux descendants est alors identique. En revanche, lors de la reproduction sexuée, il arrive fréquemment qu&#39;une partie seulement du matériel génétique soit transmise. Chez les Métazoaires, les chromosomes sont fréquemment associés par paire, et seul un chromosome de chaque paire et de chaque parent est transmis à l&#39;enfant. De plus, si les parents fournissent tous les deux la moitié du contenu nucléaire, le matériel cytoplasmique est souvent fourni par un seul des deux parents (la mère chez les mammifères). Ainsi, le matériel génétique contenu dans les organites semi-autonomes, tels que les chloroplastes et les mitochondries, n&#39;est transmis que par une partie des individus de l&#39;espèce (les femelles chez les mammifères).

Transmission des caractères acquis, une hypothèse non totalement rejetée[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Transmission des caractères acquis.
La théorie synthétique de l&#39;évolution, paradigme dominant actuel, se fonde sur un déterminisme génétique intégral et écarte donc toute transmission héréditaire de caractères acquis au cours de la vie de l&#39;individu. Néanmoins de plus en plus de travaux scientifiques remettent en cause ce modèle et rétablissent pour partie l&#39;idée d&#39;une transmission héréditaire de caractères acquis que défendait le lamarckisme32.

Tout d&#39;abord, certains caractères dits épigénétiques concernent la structure et l&#39;organisation des génomes sont transmis par les parents en même temps que les molécules d&#39;acide nucléique elles-mêmes. De plus, la mère fournit l&#39;environnement cytoplasmique de la cellule-œuf du descendant, et transmet ainsi un certain nombre de caractéristiques cellulaires à l&#39;enfant. Des modifications épigénétiques conservées dans la lignée germinale sont désormais décrites chez plusieurs espèces. Chez les plantes il existe une corrélation entre le niveau d&#39;expression d&#39;un gène et sa méthylation. Pareillement, chez les mammifères nous témoignons de la méthylation d&#39;une séquence transposable qui est insérée à proximité d&#39;un gène particulier. Le degré de méthylation d&#39;un transposon pouvant enfin moduler l&#39;expression du gène dans lequel il s&#39;est inséré33. L&#39;étude de l&#39;épigénétique, longtemps délaissée, connait un grand essor depuis la fin du séquençage de nombreux génomes, dont celui de l&#39;homme.

Ainsi, une étude de 2009 du MIT affirme mettre en évidence une hérédité de certains caractères acquis chez des rongeurs34. Par ailleurs, l’obésité serait non pas uniquement un effet direct touchant les individus atteints eux-mêmes mais également un effet transgénérationnel. Des données chez l&#39;homme et chez l&#39;animal semblent montrer que les effets d&#39;une sous-alimentation subies par des individus pourraient en effet être transmises aux descendants.

Dérive génétique[modifier | modifier le code]
Article détaillé : dérive génétique.

Simulation informatique de l&#39;évolution de la fréquence d&#39;un allèle neutre au cours du temps dans une population de 10 (en haut) ou 100 individus (en bas). Chaque courbe représente une simulation différente, les différences illustrant l&#39;effet du hasard (dérive génétique). Les fluctuations de la fréquence de l&#39;allèle sont plus importantes lorsque la population est de taille réduite, et la fixation (fréquence égale à 1) ou la perte (fréquence égale à 0) d&#39;un allèle est alors plus rapide.
Lors de la reproduction sexuée, la transmission des caractères (notamment des allèles) comporte une grande part de hasard due à la recombinaison homologue, et au brassage génétique. Ainsi, on observe une variation aléatoire des fréquences alléliques d&#39;une génération à l&#39;autre, appelée dérive génétique. La dérive génétique génère donc une composante aléatoire dans l&#39;évolution des populations. Ainsi, deux populations d&#39;une même espèce n&#39;échangeant pas de matériel génétique vont diverger jusqu&#39;à former, si le temps d&#39;isolement génétique est suffisant, deux espèces différentes. La dérive génétique est donc un des moteurs de la spéciation.

L&#39;effet de la dérive génétique est particulièrement visible lorsqu&#39;un faible nombre d&#39;individus est à l&#39;origine d&#39;une population beaucoup plus nombreuse. C&#39;est le cas lorsque se forme un goulot d&#39;étranglement c&#39;est-à-dire qu&#39;une population est décimée et se reconstitue, ou lorsque quelques individus d&#39;une population migrent pour aller coloniser un nouvel espace et former une nouvelle population (effet fondateur). Lorsqu&#39;un tel évènement se produit, un allèle même faiblement représenté dans la population de départ peut se retrouver en forte proportion dans la population nouvellement formée sous le simple effet d&#39;un hasard dans le tirage des individus à l&#39;origine de la nouvelle population. Inversement, un allèle fortement représenté peut ne pas être tiré, et disparaît de la nouvelle population. Par ailleurs, la formation d&#39;une nouvelle population à partir d&#39;un faible nombre d&#39;individus a pour effet d&#39;augmenter la consanguinité dans la population et augmente le pourcentage d&#39;homozygotie, ce qui fragilise la population.

Sélection naturelle[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Sélection naturelle.
Dans la très grande majorité des espèces, le nombre de cellules-œufs produit est bien plus grand que le nombre d&#39;individus arrivant à l&#39;âge de la maturité sexuelle et parmi ceux-ci, une partie seulement accède à la reproduction. Ainsi, seule une partie des individus formés se reproduit à la génération suivante. Il existe donc une sélection des individus perpétuant l&#39;espèce, seuls les individus n&#39;étant pas éliminés par les conditions environnementales pouvant se reproduire. Cette sélection a été baptisée sélection naturelle.

Comme il existe une variabilité au sein des espèces, les individus possédant des caractères différents, et qu&#39;une partie de ces caractères sont héréditaires, les caractères permettant à l&#39;individu de survivre et de mieux se reproduire seront préférentiellement transmis à la descendance, par rapport aux autres caractères. Ainsi la proportion des caractères au sein des espèces évolue au cours du temps.

La sélection naturelle peut prendre des formes très variées. La sélection utilitaire est une élimination des individus les moins capables de survivre et les moins féconds, alors que la sélection sexuelle conserve préférentiellement les individus les plus aptes à rencontrer un partenaire sexuel. Bien que ces sélections soient complémentaires, on observe souvent des conflits, chaque forme de sélection pouvant favoriser l&#39;évolution d&#39;un caractère dans un sens différent.

Il est parfois observé une sélection d&#39;individus qui favorisent la survie ou la reproduction d&#39;individus qui leur sont ou non apparentés, comme c&#39;est le cas chez les insectes eusociaux ou lorsqu&#39;un individu se sacrifie pour permettre la survie de son groupe ou de sa descendance. En sociobiologie, ces comportements altruistes s&#39;expliquent notamment par les théories controversées de la sélection de parentèle, de la sélection de groupe et de l&#39;altruisme réciproque. La sélection de parentèle prédit qu&#39;il peut être plus avantageux pour un individu de favoriser beaucoup la reproduction d&#39;un individu apparenté (donc avec lequel il partage des caractères) que de se reproduire un peu ou pas du tout, la sélection de groupe repose sur le même principe mais du point de vue du groupe et pourrait expliquer certains actes chez l&#39;homme comme les guerres ou la xénophobie, l&#39;altruisme réciproque se penche sur les cas d&#39;altruisme entre individus non-apparentés et induit une contribution réciproque dont l&#39;aide donnée en retour peut être différée dans le temps.

Enfin, la sélection artificielle n&#39;est qu&#39;une forme de sélection naturelle exercée par l&#39;homme.

Conséquences évolutives[modifier | modifier le code]
Adaptation des espèces[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Adaptation et Neutralisme.
En conséquence de la sélection naturelle, les espèces conservent préférentiellement les caractères les plus adaptés à leur environnement, et y sont donc de mieux en mieux adaptées. Les pressions de sélection en jeu dans cette adaptation sont nombreuses et concernent tous les aspects de l&#39;environnement, des contraintes physiques jusqu&#39;aux espèces biologiques interagissantes.

L&#39;adaptation de plusieurs espèces différentes sous l&#39;effet des mêmes pressions environnementales peut conduire à l&#39;apparition répétée et indépendante du même caractère adaptatif chez ces espèces, par un phénomène de convergence évolutive. Par exemple, chez les mammifères les cétacés et les siréniens ont tous deux développé des nageoires, de manière indépendante. L&#39;évolution de ces nageoires montre une adaptation convergente à la vie aquatique.

Cependant, l&#39;effet de la sélection naturelle est réduit par celui de la dérive génétique. Ainsi, un caractère avantageux pourra ne pas être sélectionné à cause de l&#39;inertie donnée par la dérive. De plus, la loi de Dollo (loi sur l&#39;irréversibilité de l&#39;évolution) stipule qu&#39;un caractère perdu ou abandonné au cours de l&#39;évolution ne saurait réapparaître au sein d&#39;une même lignée d&#39;organismes.

Apparition et disparition des espèces[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Spéciation et Extinction des espèces.
L&#39;évolution d&#39;une population sous l&#39;effet du hasard et des contraintes environnementales peut aboutir à la disparition de la population et éventuellement de l&#39;espèce à laquelle elle appartient. Inversement, deux populations peuvent s&#39;individualiser au sein d&#39;une même espèce jusqu&#39;à former deux espèces distinctes par un processus nommé spéciation.

Controverses sur les mécanismes de l&#39;évolution[modifier | modifier le code]
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L&#39;évolution et ses mécanismes sont encore largement étudiés aujourd&#39;hui, et de nombreux points sur les mécanismes de l&#39;évolution ne sont pas éclaircis. Certaines questions déjà soulevées par Charles Darwin n&#39;ont d&#39;ailleurs toujours pas de réponse certaine.

Une des grandes questions de la théorie de l&#39;évolution est l&#39;origine des rangs taxinomiques supérieurs à celui de l&#39;espèce. En outre, la manière dont est apparue la majorité des 33 embranchements animaux, issus de l&#39;explosion cambrienne, pose encore problème. Ainsi, la théorie gradualiste estime que les changements interviennent de manière progressive au cours de l&#39;évolution, alors que la théorie des équilibres ponctués, formulée par Stephen Jay Gould et Niles Eldredge défend qu&#39;il existe des sauts évolutifs majeurs. Selon cette théorie, le mécanisme d&#39;évolution est tantôt accéléré tantôt ralenti, voire pratiquement nul durant de longues périodes35. Or au Cambrien, les paléontologues s&#39;accordent à reconnaître des changements écologiques majeurs36 qui pourraient selon cette théorie être à l&#39;origine de l&#39;apparition d&#39;organismes appartenant aux clades actuels. De plus l&#39;absence de fossile durant presque 100 millions d&#39;années avant les faunes de Burgess et la rareté des sites fossilifères précambriens suggèrent l&#39;existence de lignées fantômes précédant l&#39;explosion cambrienne. Les formes de vie auxquelles appartiennent les animaux de Burgess n&#39;auraient tout simplement pas été retrouvées à l&#39;état fossile durant de longues périodes37.

La transmission des caractères acquis, complètement délaissée depuis la découverte des lois de l&#39;hérédité, est réactualisée par la découverte des phénomènes épigénétiques. Dès lors, l&#39;importance de cette transmission de caractères non hérités des parents dans l&#39;évolution des espèces doit se poser. Cependant, notre connaissance des mécanismes épigénétiques est encore trop faible pour pouvoir répondre à cette question. En outre, peu d&#39;études sur le rôle de l&#39;épigénétique dans l&#39;évolution ont été réalisées à l&#39;heure actuelle.

Il a été longtemps admis que l&#39;évolution s&#39;accompagnait d&#39;un accroissement de la complexité des êtres vivants. Cependant, cette idée, largement influencée par l&#39;anthropocentrisme, est fortement débattue aujourd&#39;hui38. La complexité n&#39;ayant pas de définition précise à l&#39;heure actuelle, il est difficile de vérifier une éventuelle augmentation de complexité. Par ailleurs, lorsque cette idée est admise, les origines de cette augmentation de complexité sont, elles aussi, source de controverse. En fait, tout cela a déjà été clairement expliqué par Lamarck[réf. nécessaire].

Évolution et sociétés humaines[modifier | modifier le code]
Évolution et agriculture[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Sélection artificielle.
L&#39;homme a su très vite utiliser la variabilité des populations à son profit : l&#39;évolution dirigée par l&#39;homme, ou sélection artificielle, à cause de la sélection par les éleveurs et les cultivateurs, se produit depuis des millénaires. Il avait été remarqué depuis longtemps que les animaux d&#39;élevage héritaient, dans une certaine mesure, de caractéristiques de leurs parents et nul n&#39;aurait songé à utiliser ses bêtes les plus malingres pour la reproduction. D&#39;ailleurs, Darwin utilise de nombreuses observations issues de la sélection des plantes et des animaux en agriculture pour étayer ses idées. Ainsi, l&#39;homme peut créer une sélection dite artificielle sur son environnement, volontairement pour des raisons économiques, ou involontairement via la pression de chasse, cueillette ou pêche39.

Évolution et informatique[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Algorithme évolutionniste.
L&#39;efficacité du processus de sélection naturelle a inspiré la création d&#39;algorithmes évolutionnistes (comme les algorithmes génétiques) en informatique. Ces algorithmes heuristiques modélisent plusieurs caractéristiques de l&#39;évolution biologique (en particulier les mutations et les recombinaisons) pour trouver une solution satisfaisante à un problème trop complexe pour être abordé par d&#39;autres méthodes.

Eugénisme[modifier | modifier le code]
Articles détaillés : Darwinisme social, eugénisme et évolutionnisme.
La pensée évolutionniste s&#39;est notamment propagée au sein de l&#39;anthropologie évolutionniste au XIXe siècle. Pour les anthropologues de cette époque, l&#39;espèce humaine ne fait qu&#39;une, et donc, chaque société suit la même évolution, qui commence à l&#39;état de « primitif » pour arriver jusqu&#39;au modèle de la civilisation occidentale. Cette théorie a été très fortement remise en question. En effet, elle ne correspond pas à la réalité historique observée (les civilisations suivent des « chemins » divergents, ne poursuivent pas les mêmes « objectifs », et la civilisation occidentale, qui devrait pourtant constituer le stade ultime de l&#39;évolution, continue pourtant à vivre de profondes mutations.) et est douteuse d&#39;un point de vue éthique (considérant la société occidentale comme l&#39;aboutissement ultime de la civilisation). À l&#39;inverse de ce qui était pratiqué jusqu&#39;au milieu du xxe siècle, les approches modernes de l&#39;anthropologie évolutionniste privilégient une méthodologie précise (confrontant des sources multiples, s&#39;inspirant des outils d&#39;analyse quantitative des sciences sociales, tentant de se départir de l&#39;ethnocentrisme) et s&#39;appuie sur des théories plus élaborées que l&#39;évolutionnisme simpliste des débuts. Théories inspirées non seulement par la biologie de l&#39;évolution moderne mais aussi par la modélisation mathématique et informatique et parfois enrichies par les connaissances contemporaines en psychologie.

Psychologie évolutionniste[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Psychologie évolutionniste.
L&#39;application des principes de l&#39;évolution (notamment de concepts comme les caractères adaptatifs, la pression de sélection, etc.) en psychologie a donné naissance à un courant baptisé psychologie évolutionniste. Même si Darwin avait déjà émis l&#39;idée que la sélection naturelle a pu façonner aussi bien des caractères anatomiques que psychologiques, cette discipline s&#39;est véritablement formalisée au début des années 1990 dans le cadre conceptuel des sciences cognitives. Depuis, la psychologie évolutionniste est au centre d&#39;une intense controverse scientifique qui tient à de multiples raisons : difficulté méthodologique à établir une histoire évolutive des comportements qui ne sont pas des objets matériels, résistance intellectuelle à envisager l&#39;esprit humain comme en partie déterminé par l&#39;évolution, utilisation simpliste et abusive des théories évolutionnistes, médiatisation et déformation auprès du grand public des problématiques scientifiques... Dans le milieu scientifique toutefois, la psychologie évolutionniste fait désormais partie des paradigmes scientifiques valides.

Évolution et religions[modifier | modifier le code]
Article détaillé : Historique des critiques des théories de l&#39;évolution.
Les critiques de la théorie synthétique de l&#39;évolution se répartissent en :

Critiques idéologiques.
Critiques religieuses (créationnisme et intelligent design).
Du fait, entre autres, de ses implications sur l&#39;origine de l&#39;humanité, l&#39;évolution a été, et reste toujours, mal comprise et/ou, parfois, mal admise hors de la communauté scientifique. Dans les sociétés occidentales, la théorie de l&#39;évolution se heurte à une vive opposition de la part de certains milieux religieux fondamentalistes, notamment pour son incompatibilité avec une interprétation littérale de la Bible ou du Coran. Ses détracteurs se basent sur des analyses pseudo-scientifiques ou religieuses pour contredire l&#39;idée même d&#39;évolution des espèces ou la théorie de la sélection naturelle.

La théorie évolutionniste est-elle compatible avec la croyance en Dieu ? En fait, Ernst Mayr dit à ce sujet : « Il me semble évident que Darwin a perdu la foi un an sinon deux, avant de formuler sa théorie de la sélection naturelle (sur laquelle il a sans doute travaillé plus de dix ans). Par conséquent, il n&#39;est pas infondé d&#39;avancer que la biologie et l&#39;adhésion à la théorie de la sélection naturelle risquent de vous éloigner de Dieu.40»

Le biologiste Richard Dawkins, dans son ouvrage Pour en finir avec Dieu (2008), pense que la sélection naturelle est « supérieure » à l&#39;« hypothèse de Dieu » qu&#39;il qualifie d&#39;« improbabilité statistique », et défend l&#39;athéisme.

Le biologiste Kenneth R. Miller (en) estime que la pensée évolutionniste n&#39;est pas forcément incompatible avec la foi en un Dieu41. Pour lui les écrits de la Bible sont des métaphores.

L&#39;évolution est encore aujourd&#39;hui rejetée par certains milieux religieux, tenants du créationnisme, surtout protestants et musulmans.

La position de l&#39;Église Catholique sur ce sujet est plus nuancée, tout en maintenant l&#39;innerance de la Bible42, « aujourd’hui, près d’un demi-siècle après la parution de l’Encyclique (Humani generis-1950), de nouvelles connaissances (la) conduisent à reconnaître dans la théorie de l’évolution plus qu’une hypothèse ». Elle déclare que Dieu est le seul créateur, qu&#39;Il a créé le monde par amour, mais que l&#39;esprit ne peut pas être le fruit d&#39;une évolution de la matière43.

Aspects politiques et judiciaires[modifier | modifier le code]
Les polémiques ont débordé, depuis les années 1990, le simple cadre du débat public, notamment aux États-Unis.

Dans certains États, les tenants du créationnisme ont essayé de rendre obligatoire son enseignement dans les écoles publiques, en tant que « théorie scientifique concurrente » de celle de l&#39;évolution. Cependant ces mesures ont été déclarés anticonstitutionnelles vis-à-vis du premier amendement sur la liberté d&#39;expression, du fait du caractère religieux de cette théorie. Devant ces tentatives, des scientifiques ont ironiquement demandé à ce que soit aussi enseigné le pastafarisme (qui a été inventé à cette occasion).

Un nouveau concept est apparu dans la mouvance créationniste, baptisé dessein intelligent (« Intelligent Design »), qui affirme que « certaines caractéristiques de l&#39;Univers et du monde vivant sont mieux expliquées par une cause intelligente, plutôt que par des processus aléatoires tels que la sélection naturelle44 ». Cette thèse est présentée comme une théorie appuyée par des travaux scientifiques, et ne nie pas l&#39;existence de tout phénomène évolutif. La justice américaine, s&#39;appuyant sur les travaux scientifiques, a cependant jugé (voir Kitzmiller v. Dover Area School) que cette thèse était de nature religieuse et non scientifique, et que les promoteurs de l’Intelligent Design n&#39;explicitaient pas cette « cause intelligente » afin de contourner le problème juridique et d&#39;échapper au qualificatif religieux. D&#39;autres groupes utilisent les arguments de l’Intelligent Design, avec diverses attributions pour la « cause intelligente », par exemple des extraterrestres.

Notes et références[modifier | modifier le code]
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↑ « The theory of intelligent design [...] holds that certain features of the universe and of living things are best explained by an intelligent cause rather than an undirected process such as natural selection » — Intelligent Design Network, Inc.
Voir aussi[modifier | modifier le code]
Bibliographie[modifier | modifier le code]
Lorsqu&#39;il y a deux dates, la première est celle de la première parution, dans la langue d&#39;origine.

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Zimmer, K. (2001) Evolution: the triumph of an idea, Harper Collins (anglophone)
Sur les autres projets Wikimedia :
Évolution (biologie), sur Wikimedia Commons
Articles connexes[modifier | modifier le code]
Adaptation
Arbre phylogénétique
Biodiversité
Biologie de l&#39;évolution
Blessure narcissique
Charles Darwin
Cladistique
Classification phylogénétique du vivant
Coévolution
Conflit sexuel
Créationnisme
Débat entre Huxley et Wilberforce
Débat sur l&#39;hippocampe
Évolution moléculaire
Évolution dirigée
Evolution de l&#39;allocation à la reproduction
Eukaryota (classification phylogénétique)
Équilibre ponctué
Ève mitochondriale
Évolution convergente
Évolution insulaire
Exaptation
Fixisme
Gène égoïste
Génération spontanée
Géographie physique
Histoire de la pensée évolutionniste
Historique des critiques des théories de l&#39;évolution
Innovation évolutive
Institut Charles Darwin international
Jean-Baptiste de Lamarck
Mémétique
Microévolution et macroévolution
Nouveauté évolutive
Panspermie
Photo-guide taxinomique du monde animal
Photo-guide taxinomique du monde végétal
Prédéterminisme
Sélection naturelle
Sélection de parentèle
Spéciation
Systématique évolutionniste
Taxinomie
Théorie du handicap
Théorie synthétique de l&#39;évolution
Théorie synergique de l&#39;évolution
William Donald Hamilton</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/1993963714913679377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/evolution-biologiepage-daide-sur.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/1993963714913679377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/1993963714913679377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/evolution-biologiepage-daide-sur.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-5961218930196012519</id><published>2015-07-28T15:44:00.005-07:00</published><updated>2015-07-28T15:44:52.011-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Équidé disparu
Un équidé disparu est une race ou une espèce du genre Equus qui n&#39;existe plus aujourd&#39;hui. De nombreux équidés (cheval, âne et zèbre) ont disparu à toutes les époques, que ce soient les équidés préhistoriques du fait de l&#39;évolution, les zèbres du fait de la chasse ou les différentes races de chevaux et d&#39;ânes domestiques élevées selon les besoins des hommes, et dont les disparitions peuvent avoir des causes multiples.

Sommaire  [masquer] 
1 Équidés préhistoriques disparus
1.1 Liste des équidés préhistoriques disparus
2 Les équidés sauvages modernes disparus
3 Les races domestiques modernes disparues par interruption d&#39;élevage
4 Les races disparues par fusion ou par absorption dans une autre
5 Liste des races chevalines disparues
6 Notes et références
7 Voir aussi
7.1 Articles connexes
7.2 Bibliographie
7.3 Liens externes
Équidés préhistoriques disparus[modifier | modifier le code]
Au cours de leur évolution, les équidés préhistoriques qui ne pouvaient pas s&#39;adapter à leur milieu (les forêts se changeaient peu à peu en steppes) se sont éteints pour aboutir à la survie du genre Equus, ou cheval moderne. On ne sait pas quand la différenciation avec l&#39;âne et le zèbre s&#39;est faite.

Article détaillé : Histoire évolutive des équidés.
Liste des équidés préhistoriques disparus[modifier | modifier le code]
Anchitherium
Cheval de Solutré
Eohippus
Dinohippus
Hipparion
Hydrontin
Hyracotherium
Merychippus
Mesohippus
Miohippus
Orohippus
Pliohippus
Les équidés sauvages modernes disparus[modifier | modifier le code]
Les chevaux authentiquement sauvages ont tous disparu à une époque ou une autre. Deux espèces ou races de chevaux sauvages modernes sont clairement identifiées. l&#39;une d&#39;elles est le Tarpan des steppes qui vivait au nord de la mer Noire, et qui fut découvert en 1769 par un explorateur allemand puis exterminé par les colons russes. Le dernier tarpan forestier, qui vivait lui dans les forêts de ce qui est aujourd&#39;hui la Pologne, disparut en 1887 au zoo de Munich. Le cheval de Przewalski, deuxième cheval authentiquement sauvage, fut découvert en 1881 en Mongolie et abusivement tué pour les zoos qui désiraient s&#39;approprier des spécimens. Les différentes traques aboutissaient à la mort de plusieurs chevaux pour la capture d&#39;un seul individu et l&#39;espèce disparut à l&#39;état sauvage à la fin des années 1960. Depuis, les zoos ont lancé un programme de réintroduction du Przewalski dans son milieu naturel.

Parmi les zèbres, le Quagga, une race d&#39;Afrique du Sud qui avait la particularité de ne posséder des rayures que sur le haut du corps, s&#39;éteignit à la fin du xixe siècle, victime d&#39;une chasse intensive par les colons Boers.

Les races domestiques modernes disparues par interruption d&#39;élevage[modifier | modifier le code]
L&#39;une des causes principales de disparition d&#39;une espèce chevaline est la fermeture ou la reconversion des élevages faute de demande. En effet, le cheval étant un animal domestique subordonné à l&#39;homme et dépendant des besoins de celui-ci, lorsqu&#39;une race chevaline est élevée pour un besoin particulier et que ce besoin disparaît, la race est fortement menacée de disparition elle aussi. L&#39;exemple le plus classique est celui des chevaux de trait. Les ancêtres des chevaux de trait furent les montures des chevaliers sur les champs de bataille, des animaux massifs capable de supporter le poids de leur cavalier et des armures. Avec l&#39;arrivée de la poudre à canon, la chevalerie lourde n&#39;eut plus de raisons d&#39;être et les montures des chevaliers furent reconvertie à la traction et aux travaux des champs. L&#39;arrivée du tracteur dans les années 1950 sonna le glas de nombreuses races de chevaux de trait. Les races survivante ne durent, paradoxalement, leur survie qu&#39;aux besoins des boucheries chevalines. Le modèle de ces chevaux de trait, autrefois musclé, puissant et adapté à la traction, s&#39;alourdit pour devenir celui de &quot;bêtes à viande&quot;.

Les races disparues par fusion ou par absorption dans une autre[modifier | modifier le code]
Certaines races sont parfois &quot;fusionnées&quot; ou absorbées&quot; par une autre, pour des raisons d&#39;harmonisation ou de proximité morphologique. C&#39;est le cas du Cheval de trait Nivernais qui, dans les années 1950, fut désigné comme une &quot;sous-race du Percheron&quot; et intégré au registre de race de ce dernier, ou encore des différentes races de &quot;demi-sang&quot; françaises qui furent toutes fusionnées en 1958 pour former une unique race française, le Selle français.

Liste des races chevalines disparues[modifier | modifier le code]
Amourski ou Poney de Mandchourie
Angevin
Ardennais baltique
Berrichon
Bidet breton
Bidet de Cornouailles
Bitugue ou Bityug
Bourbonnais
Bourguignon
Cayuse (cheval)
Charentais
Charolais
Cheval de Chapman
Cheval de la mer noire
Cheval du Cap
Cheval des Dombes
Cheval noir des Flandres
Ferghana
Genêt d&#39;Espagne
napolitain
Nivernais
Old English Black
Poney celte
Poney Galloway
Rottaler
Tarpan
Trait du Cap
Trotteur baltique
Trotteur Norfolk
Turkoman
Vendéen
Voronej, Voronezh Coach ou Woronej
Waler
Notes et références[modifier | modifier le code]
Voir aussi[modifier | modifier le code]
Articles connexes[modifier | modifier le code]
Bibliographie[modifier | modifier le code]
Cheval préhistorique
Liste des races chevalines
Liens externes[modifier | modifier le code]
[PDF]État actuel de la diversité des ressources zoogénétiques</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/feeds/5961218930196012519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/equide-disparuun-equide-disparu-est-une.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5961218930196012519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2612779507334962920/posts/default/5961218930196012519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://enciclopediamineira.blogspot.com/2015/07/equide-disparuun-equide-disparu-est-une.html' title=''/><author><name>Marcos Tadeu Cardoso de jesus ou Marks Tadeu</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04433359071040032181</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiETdvJF-Gco1Fv6bqztnsq0h5jVv8DtXG3o_7oKiw9KKyikBCco5de3cMhfsxsN3gkC1IUACY1n7F8GG5ZysVvfYheR0k7CsE_qgzpUB60Iqbmu_rSh8uKYyq-GMW4Xek/s113/1655332_769283539749933_502276830_o.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2612779507334962920.post-6690681430836262679</id><published>2015-07-28T15:44:00.003-07:00</published><updated>2015-07-28T15:44:32.755-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Catégorie:Liste des races
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Liste des races d&#39;oie domestique
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Liste et classification des races ovines de France
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Liste des races de pigeons
Liste des races porcines
Liste des races porcines de France
Races de poules françaises
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Liste des races de poules américaines
Liste des races de poules asiatiques
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