<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648</id><updated>2026-04-12T03:25:30.323-07:00</updated><title type='text'>Enegrecer</title><subtitle type='html'>Este blog é um espaço para divulgar e fazer circular questões e reflexões relativas ao racismo, igualdade racial, educação, filosofia, sociologia, história, movimento negro, cultura afro-brasileira e África. Por um mundo sem racismo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-8558397315944600794</id><published>2013-10-23T16:10:00.002-07:00</published><updated>2013-10-23T16:40:57.192-07:00</updated><title type='text'>Num país racista, educar para as relações etnico-raciais não é uma opção.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Num país racista, educar para as relações etnico-raciais não é uma opção. Ou imagina o que aconteceria se Walcyr Carrasco aproveitasse a falsa polêmica para falar sobre racismo e infância. Bem, se não estão felizes com o que estou fazendo contra o preconceito, tiro o personagem da novela e acaba a polêmica. Eu escrevi Xica da Silva, primeira novela com protagonista negra no Brasil. Isso sim é lutar contra o preconceito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Num país racista, educar para as relações etnico-raciais não é uma opção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Por Charô Nunes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Seria apenas uma questão de “traduzir”, de “retratar” a realidade. O mesmo argumento está sendo usado agora para justificar um pai branco raspe o cabelo comprido e natural do filho negro após este ser adotado. Para Walcyr Carrasco, deveríamos estar contentes por sermos minimamente representados através de cotas que pretendem tudo, menos ser inclusivas. Todo o resto não importaria muito. Mais uma vez. Veja, uma novela é apenas uma novela certo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;38-700x524&quot; height=&quot;298&quot; src=&quot;http://www.geledes.org.br/images/stories/2013/outubro/38-700x524.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Não é de se estranhar. Esse é o lugar do negro na novela atual de época onde são incubados racismo, sexismo, cisheteronormatividade, entre outras coisas. É no folhetim que homens brancos fazem negócios e política, mulheres brancas são alguma coisa de alguém (esposas, filhas, namoradas) e nós, não-brancos, ocupamos espaços de subserviência. Somos empregadas domésticas, motoristas, caseiros. Com muita bondade um menino adotado, Pra Walcyr Carrasco deveríamos ser nada menos que gratos obviamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Sim, é incomum vermos negros serem adotados. Precisamos falar sobre. Por isso a adoção de uma criança negra como Jayminho é mais do que especial. Há alguns anos, impensável. Um passo gigantesco, ninguém discorda de Walcyr Carrasco. Ao mesmo tempo, é insuficiente. Adotar uma criança não dá o direito de dispor sobre seu corpo de outrem. A tensão racial só torma aquilo que é gravíssimo no inominável, Mais uma vez o menino negro é apenas uma peça sobre quem o homem branco, autor ou pai, pode decidir de acordo com seus interesses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Alguns dirão que é um ato de proteção, com o cabelo cortado o menino não “sofreria tanto preconceito” nos ambientes que irá frequentar. Isso pra mim não é amor. É se esquivar de seu próprio racismo. O problema não é aquele que aponta o dedo, que chama de feio, que acha sujo, O problema é o cabelo do menino que significaria uma série de atributos negativos. Não do branco racista que não sabe lidar com a beleza de nossos cachos e crespos. Mais uma vez, isso não é amor. É racismo Walcyr Carrasco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Num país racista, educar para as relações étnico-raciais não é uma opção. É tão necessário quanto alimentar, vestir e carinhar. Parentais, de todas as cores, precisam entender isso. A partir do momento em que um autor se propõe a “fazer algo contra o preconceito”, tem a obrigação de ir além. Nesse caso, abordar os obstáculos (e as delícias) de se educar uma criança negra. Sem isso, descreve um simples ato de caridade que não se sustenta. Walcyr Carrasco fez da criança um objeto de consumo. Um amigo negro, um filho negro. Olha como é bonitinho, se comporta (e até parece) branco!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;Falta a percepção de que a luta antirracista não pode ser… Racista! Que não basta circunscrevê-la num pequeno intervalo de tempo e espaço. Que não ter sido racista ontem não impede ninguém de ser racista amanhã. Que a pior coisa a ser feita quando confrontados com nosso próprio preconceito é assumir uma postura intransigente e errática. Uma pena. Imagina o que aconteceria se Walcyr Carrasco aproveitasse a falsa polêmica para falar sobre racismo e infância. Apenas imagina&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;
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Fonte:&amp;nbsp;Indigestivos Oneirophanta. Publicado em &lt;a href=&quot;http://www.portalafricas.com.br/num-pais-racista-educar-para-as-relacoes-etnico-raciais-nao-e-uma-opcao/#sthash.SqLP7Jsr.dpuf&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-family: Georgia;&quot;&gt;http://www.portalafricas.com.br/num-pais-racista-educar-para-as-relacoes-etnico-raciais-nao-e-uma-opcao/#sthash.SqLP7Jsr.dpuf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/8558397315944600794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/10/num-pais-racista-educar-para-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8558397315944600794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8558397315944600794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/10/num-pais-racista-educar-para-as.html' title='Num país racista, educar para as relações etnico-raciais não é uma opção.'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-3930808916686927254</id><published>2013-10-19T11:41:00.003-07:00</published><updated>2013-10-23T16:36:54.698-07:00</updated><title type='text'>Esconder o racismo objetiva mantê-lo hegemônico</title><content type='html'>&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: large;&quot;&gt;Esconder o racismo objetiva mantê-lo
hegemônico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div align=&quot;right&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;
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&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Flávio Passos*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;

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&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;&quot;Racismo aqui existe, sociedade não admite.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Existe preconceito, sociedade vê direito!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Elite branca se olhe no espelho!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Exigimos justiça! Exigimos respeito!&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;(Mestre Chimbinha e Diego Guerreiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;&quot;Racismo Aqui Existe&quot;, 2006).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;br style=&quot;mso-special-character: line-break;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Até hoje ninguém me convenceu do porque, nos últimos anos, coincidentemente, tem-se adotado - não obstante toda campanha anti-estrangeirismos na linguagem - o termo &quot;bullying&quot; em substituição, não apenas semântica, mas principalmente, temática, de termos muito mais coerentes com a nossa realidade de violência racial, quais sejam, preconceito, discriminação e racismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Tivesse a literatura, principalmente na área pedagógica, dado conta de ressignificar o termo dialogando com a nossa plural e complexa realidade brasileira, principalmente no que tange as questões dos preconceitos, poderíamos acreditar na não intencionalidade de se invisibilizar a questão racial em tempos de ações afirmativas, políticas de cotas nas universidades e no serviço público, conquistas de marcos legais para a cidadania dos povos quilombolas, indígenas e ciganos, como também para as religiões de matrizes africanas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR_RD5nIA5eFxlCqHVCBti5sALDeF1hNUVwrZrDiF90WTu6mBjCNmtEEgkAJpoGcXO8JhpfzaedyYVgtaAJhIVpjYmp0KL26gaaN27OMeUp9yRt_zJp_xPREgft1F37WFKdRjSV4Pk57A/s1600/Pestana+racismo.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR_RD5nIA5eFxlCqHVCBti5sALDeF1hNUVwrZrDiF90WTu6mBjCNmtEEgkAJpoGcXO8JhpfzaedyYVgtaAJhIVpjYmp0KL26gaaN27OMeUp9yRt_zJp_xPREgft1F37WFKdRjSV4Pk57A/s400/Pestana+racismo.jpg&quot; width=&quot;338&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #37404e; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Maurício Pestana&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;br style=&quot;mso-special-character: line-break;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Paradoxalmente, quando se fala no tal do &quot;buuuuu-lllllly-iiiing&quot;, a educação das relações étnico-raciais é simplesmente ignorada, voluntariamente esquecida. Aliás, definitivamente, o sentido de tanta importância ao bullying é que ele não é &quot;problemático&quot;. Levantar sua bandeira nem causa &quot;mau estar&quot; em ambientes eivados de racismo e preconceitos diversos. É bonito. Tá na moda falar e combater o bullying. No entanto, olhando com mais atenção, ele esvazia o problema ao tratar a prática do preconceito racial, não como crime, mas como um mau comportamento. Demoramos muito pra conseguir a criminalização da prática do racismo pra agora vê-lo transformado em mero &quot;bullying&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Não há uma tradução exata para o termo, talvez &quot;intimidação&quot; seja a mais fiel. Entretanto, um caráter implícito ao significado do termo e do que a prática dele significa, a repetitividade da intimidação, seria mais um motivo para não se ter havido o esvaziamento da questão racial na educação. A emergência da temática do &quot;bullying&quot; aponta para um contexto de intolerâncias diversas e abrangentes. O outro, por não se enquadrar em um modelo padrão, predominante, passa a ser alvo de agressões e violências físicas ou psicológicas. Porém, no Brasil, o racismo é uma prática cotidiana mais que repetitiva. Este se reinventa, não sendo suprimido, nem com a mobilidade social, nem com o pertencimento ideológico, nem com as conquistas de cidadania por parte de grupos historicamente alijados. E, diferente do bullying, não é uma agressão entre pares, é uma agressão - proporcionalmente mais forte - entre diferentes, porque presumidamente também desiguais.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;A ênfase no &quot;bullying&quot; presta o desserviço de apagar a cor e a classe de nosso racismo sócio-racial, nada cordial. É a busca incansável do pensamento hegemônico de desconstruir a memória africana e negra no Brasil. E é como que se a classe média quisesse dizer: &quot;ó, nós também sofremos, e muito, com preconceitos de toda sorte&quot;. E, no Brasil pós 10.639/03 e pós-Cotas, a mídia burguesa - de forma militante, a Globo (Jornal e TV), mas também as revistas de grande circulação como a Veja, a Folha e o Estadão -, ao mesmo tempo que impõe um silêncio quanto ao avanço que são as políticas de ações afirmativas, incute essa nova expressão no cotidiano social tentando &quot;naturalizar&quot; o seu uso para, aos poucos, introjetá-lo no ambiente escolar, pelas janelas da tela e das redes sociais. Primeiro, um dos diretores do Jornal Nacional, Ali Kamel, quis convencer não sei a quem de que &quot;Não somos racistas&quot;. Depois, o programa &quot;Altas Horas&quot;, entre 2009 e 2011, bateu na tecla &quot;anti-bullying&quot;. Agora, a temática está disseminada na grade da emissora, especialmente em programas como o Globo Repórter de hoje que veio com o tema em letras garrafais no título. Só alguém que não tenha sofrido ou que não sofra cotidianamente o racismo, o preconceito e a discriminação raciais, cai nessa balela.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Entretanto, após 10 anos da 10.639/03, a educação brasileira tem resistido a essas manipulações e mantém na formação de seus profissionais a densidade da reflexão sobre as diversas formas de racismo presentes em diversos setores da sociedade, especialmente na escola. O racismo, reinventado, se reconfigura nas suas dimensões estrutural, ambiental, religiosa, territorial, cultural, institucional, midiática, linguística... para desembocar no relacional. E precisa ser combatido em cada uma delas com estratégias específicas e eficazes de superação que pressupõe uma desconstrução do racismo, do pensamento hegemônico, da branquitude. E isso só será possível com a educação plural. Não será o &quot;bullying étnico&quot; que dará conta de contemplar a radicalidade do nosso racismo brasileiro, pois o problema não está nas agressões entre adolescentes na sala de aula.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;O problema do racismo brasileiro se confunde com os quatro séculos de escravidão africana que está na origem desse país e com o projeto de nação que se descortina no Pós-Abolição, quando negros passam a ser um &quot;problema&quot; para a elite e para o Estado. Segundo a professora Josildeth Gomes Consorte, no texto &quot;A questão do negro: velhos e novos desafios&quot; (1991), “a definição do lugar do negro na sociedade brasileira sempre se constituiu um problema para o Estado, para as elites e para o próprio povo” (CONSORTE, 1991, p. 87).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;E, nessa última década, mesmo com todas as mudanças ocorridas na economia e no acesso dos mais pobres a bens e serviços antes restritos a uma pequena parcela da população, a população negra está ainda mais exposta à violência e à morte. Os indicadores críticos continuam apontando - via IBGE, via IPEA, via o Mapa da Violência, dentre outros - que o negro morre mais cedo e de forma violenta. Os movimentos sociais negros históricos já apontavam pra essa realidade há mais de três décadas. Os últimos dados da Pesquisa &quot;Participação, Democracia e Racismo?&quot;, do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas) publicados nesta quinta, 17, revelam que 70% das mortes violentas de jovens entre 15 e 29 anos são de negros. Ou seja, ser negro e ser negra no Brasil aí está no nível da sobrevivência, da luta por manter-se vivo, muitas vezes, tendo como algoz o próprio Estado, ao não garantir as políticas básicas de saúde, educação e liberdade de existir e de se manifestar. A política mata, e também o mau atendimento médico, e também a negligência na educação mata ao não garantir a implementação de uma lei que obriga a se trabalhar a educação das relações étnico-raciais e a inclusão dos conteúdos de história e cultura africana e afro-brasileiras no currículo escolar brasileiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Como todas as demais formas de preconceito, o racismo também não cabe em uma sociedade que se quer democrática e desenvolvida. No entanto, é preciso combatê-lo e não diminuir a gravidade da sua violência, nivelando-a com outras práticas ou, no caso do bullying, diluindo-a em uma gama de outros tipos de agressões. Como bem disse a ex-ativista do Partido Panteras Negras, Ericka Huggins, &quot;esconder o racismo não o faz ir embora&quot;. Ou seja, se ao falar de bullying sempre se ausenta a questão racial, sempre se invisibiliza a problemática da intolerância religiosa que existe nas escolas, ou a hostilização de colegas, funcionários e professores contra a presença de cotistas pobres, negros, indígenas ou quilombolas nos espaços universitários, isso não por acaso. Há uma intencionalidade movida pelo próprio racismo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;Escamotear ou camuflar nossa prática social mais desumanizadora não resolverá nossos problemas, apenas adiará a construção de uma sociedade que respeite a pluralidade, inclusive, a racial. Esconder o racismo objetiva mantê-lo hegemônico, enquanto estruturador de uma sociedade racialmente desigual.&lt;/span&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;br style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: &amp;quot;lucida grande&amp;quot;, tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 17px;&quot;&gt;&quot;Tristes, porque esquizofrênicos, trópicos!&quot;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;*Flávio Passos, mestre em
Ciências Sociais pela PUC-SP, professor de Filosofia e Sociologia no Colégio
Carlos Santana, em Belo Campo, BA, e assessor técnico de Promoção da Igualdade
Racial na&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;https://www.facebook.com/pmvcvdc?directed_target_id=0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #3b5998; text-decoration: none; text-underline: none;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Prefeitura Vitória Da Conquista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;. E-mail do autor: &lt;a href=&quot;mailto:br2_ebano@yahoo.com.br&quot;&gt;br2_ebano@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/3930808916686927254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/10/esconder-o-racismo-objetiva-mante-lo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/3930808916686927254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/3930808916686927254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/10/esconder-o-racismo-objetiva-mante-lo.html' title='Esconder o racismo objetiva mantê-lo hegemônico'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiR_RD5nIA5eFxlCqHVCBti5sALDeF1hNUVwrZrDiF90WTu6mBjCNmtEEgkAJpoGcXO8JhpfzaedyYVgtaAJhIVpjYmp0KL26gaaN27OMeUp9yRt_zJp_xPREgft1F37WFKdRjSV4Pk57A/s72-c/Pestana+racismo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-7307748926625333928</id><published>2013-08-24T10:11:00.000-07:00</published><updated>2013-08-24T10:13:35.683-07:00</updated><title type='text'>Moçambique: Centenas de camponeses erguem enxadas e catanas contra chineses </title><content type='html'>&lt;span class=&quot;createdate&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;createby&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
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&lt;img alt=&quot;Centenas de camponeses erguem enxadas e catanas contra chineses&quot; height=&quot;133&quot; src=&quot;http://www.opais.co.mz/images/resized/images/stories/sociedade/01camponeses_23x08x625x230_625_210.jpg&quot; style=&quot;text-align: left;&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class=&quot;article-content&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #e46c0a; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black; font-size: x-small;&quot;&gt;Conflito de terra já atinge o Baixo Limpopo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;article-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #e46c0a; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #e46c0a; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;• Na quarta-feira, a governo provincial enviou um contingente policial para dispersar os camponeses que impediam que os chineses trabalhassem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa6&quot; style=&quot;line-height: normal; margin-left: 21pt; text-align: justify; text-indent: -21pt;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #e46c0a; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;• As comunidades acusam o governo de ser “arrogante e mau”, porque “não escuta as comunidades, limita se a dar ordens e sempre em detrimento dos interesses das comunidades”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #e46c0a; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;• O governo revela-se “partidário dos interesses dos chineses”, em prejuízo das comunidades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa3&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa3&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Mais de 400 camponeses do Baixo Limpopo, nomeadamente das comunidades de Marien Ngoua­bi, Ndlangane e Chibonhanine, estas duas últimas trabalhavam na área de Chibonhanine, dis­trito de Xai-Xai, província de Gaza, revoltaram-se e ergueram enxadas e catanas contra a ac­ção chinesa de usurpação de terra. A ocorrência deu-se no passado 16 de Agosto corrente, na região de Matijelene. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;De acordo com a informação do Fórum das Organizações Não Governamentais de Gaza (FONGA), os camponeses cul­pam o governo de não auscul­tar as comunidades, antes do concessionar a terra a investi­dores chineses. “Os chineses estão a devastar extensas áre­as, colocando a população fora do perímetro de irrigação sem qualquer satisfação”, revela a denúncia do FONGA, acres­centando que “à medida que a ocupação dos chineses vai se es­tendendo, instala-se o descon­forto entre os populares, que ameaçam semear nas áreas já lavradas pelos chineses”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;No passado dia 17 de Agosto, uma equipa do FONGA deslo­cou-se ao local do incidente, onde dialogou com algumas pessoas da comunidade, que confirmaram o facto. As mes­mas disseram que “neste mo­mento não têm onde fazer agri­cultura, apascentar seu gado, portanto, a sua sobrevivência está ameaçada.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Os camponeses garantem que vão impedir a continuação da expansão dos interesses dos chi­neses, sendo que para o dia 19 do mês em curso haviam com­binado semear nas áreas lavra­das pelos chineses. Entretanto, tal não aconteceu porque foram informados que não o deviam fazer antes da resposta de que estavam à espera por parte das autoridades governamentais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa0&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #002060; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa0&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #002060; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;SACUDIDOS PELA POLÍCIA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Segundo Boavida Madonda, líder comunitário local e um dos afectados, os camponeses não foram semear no dia 19. Só que uma equipa de trabalhado­res chineses iniciou, no mesmo dia, a lavragem de uma outra zona dos camponeses. “Impe­dimos o tractorista de lavrar e informámo-lo que não o devia fazer antes que haja uma res­posta do governo em relação às preocupações que uma equipa nossa foi apresentar”, disse Ma­donda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Pa4&quot; style=&quot;line-height: normal; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;Para o espanto dos campo­neses, no passado dia 21 de Agosto, o governo provincial de Gaza enviou um contingente do polícia para dispersar os campo­neses, que impediam os chine­ses de lavrar a terra. “A polícia chegou, dispersou as pessoas e ordenou que os tractores dos chineses continuassem a traba­lhar”, lamentou Madonda, asse­gurando que neste momento os chineses estão a trabalhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;“Nós apenas estamos a assis­tir à devastação das nossas ma­chambas e no nosso pasto. Mais do que a nossa sobrevivência, o problema é a sobrevivência do nosso gado. Agora, estão já a la­vrar os nossos campos de pasta­gem de gado”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.opais.co.mz/&quot;&gt;http://www.opais.co.mz/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Default&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Tahoma&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman;&quot;&gt;Sexta, 23 Agosto 2013 00:00        &lt;span class=&quot;createby&quot;&gt;   Lázaro Mabunda &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/7307748926625333928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/mocambique-centenas-de-camponeses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/7307748926625333928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/7307748926625333928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/mocambique-centenas-de-camponeses.html' title='Moçambique: Centenas de camponeses erguem enxadas e catanas contra chineses '/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-485131521620640897</id><published>2013-08-14T06:15:00.000-07:00</published><updated>2013-08-14T06:21:04.735-07:00</updated><title type='text'>Juventude Negra e violência</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;b style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Juventude negra: realidade, perspectiva e autonomia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: right; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;João Carlos Pio de Souza&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftn1&quot; name=&quot;_ftnref1&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn1;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Nos últimos anos tem
crescido a preocupação do Estado e dos estudos acadêmicos pela questão da
Juventude brasileira devido às suas demandas, vulnerabilidades e
potencialidades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Para caracterizar a
juventude, as estatísticas brasileiras geralmente seguem os parâmetros de
organismos internacionais, considerando o &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;grupo etário de 15 a 24 &lt;/span&gt;anos. No recenseamento realizado em 2000,
a população jovem nessa faixa etária constituía cerca &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;34 milhões de pessoas&lt;/span&gt;, o que representa 20% da população
brasileira. Com o acréscimo nesse contingente dos indivíduos de 25 a 29 anos,
em geral designados pelos demógrafos de “adultos jovens”, teríamos um total de &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;47 milhões&lt;/span&gt;. As juventudes são muitas e
podem ser caracterizadas por classe social, cor, etnia, sexo, gênero, local de
moradia etc.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Os jovens no Brasil
representam um contingente populacional bastante significativo, em idade
produtiva, que constitui uma importante força a ser mobilizada no processo de
desenvolvimento de nosso país. A grande diversidade que marca a juventude, expressa
as diferenças e as desigualdades sociais que caracterizam nossa sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;A situação de
vulnerabilidade a que está exposta a juventude é resultado das fragilidades do
sistema educacional, das mudanças no mundo do trabalho, e este segmento etário é
o mais destituído de apoio de redes de proteção social. O que é confirmado
pelos dados do IBGE (2000), sobretudo no que se refere às &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;disparidades de renda&lt;/span&gt;: a maioria dos
jovens brasileiros (68,7%) vivia em famílias que tinham uma renda &lt;i&gt;per capita
&lt;/i&gt;menor do que 01 salário mínimo (dentre esses encontramos 12,2% (4,2
milhões) em famílias com renda &lt;i&gt;per capita &lt;/i&gt;de até ¼ do salário mínimo).
Apenas 41,3% (14,1milhões) viviam em famílias com renda &lt;i&gt;per capita &lt;/i&gt;acima
de um salário mínimo. &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Em relação à
escolaridade&lt;/span&gt;, as estatísticas relativas a esse segmento social, são &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;alarmantes&lt;/span&gt;. Segundo a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, em 2004, havia no Brasil 23,4
milhões de jovens de 18 a 24 anos, o que representava aproximadamente 13,5% da
população total e apenas 7,9 milhões (34%) estavam frequentando a escola, portanto,
15,4 milhões de jovens nesta faixa etária estavam fora da escola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;Nesta conjuntura verifica-se na sociedade brasileira
a ampliação das discussões acerca da exclusão social, do combate ao racismo e à
discriminação racial e vê-se a necessidade de construção de políticas
afirmativas no âmbito do Estado Brasileiro, que de fato possam promover
oportunidades iguais para todos e o combate à desigualdade racial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Particu&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;l&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;armente, em
relação aos jovens negros, dados revelam que estes são as principais vítimas da
violência urbana, alvos prediletos dos homicidas e dos excessos policiais, além
de lideram o &lt;i&gt;ranking &lt;/i&gt;dos que vivem em famílias consideradas pobres e dos
que recebem os salários mais baixos do mercado.&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;Eles encabeçam, também, a lista dos desempregados, dos analfabetos, dos
que abandonam a escola antes de tempo e dos que têm maior defasagem escolar.
Dados do IPEA (2005) revelam que o país conta com cerca de 11,5 milhões de
jovens negros de 18 a 24 anos de idade, o que representa 6,6% da população
brasileira. A taxa de analfabetismo, de 5,8%, é três vezes maior do que a
observada para os jovens brancos 1,9%. &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Segundo Bento (2005)&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftn2&quot; name=&quot;_ftnref2&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn2;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;
no mundo do trabalho, o processo de exclusão vivido pelos jovens pretos e
pardos não é diferente: maior dificuldade em encontrar uma ocupação, maior
informalidade nas relações trabalhistas e menores rendimentos. Ainda segundo os
dados oficiais, em 2003, de cada dez jovens negros de 18 a 24 anos de idade,
quatro encontravam-se desempregados; entre os brancos essa relação era de um
para seis. Quando, finalmente, o jovem negro consegue uma ocupação, essa é, em
geral, exercida de forma bem mais precária que a do branco. Cerca da metade dos
brancos dessa idade possuíam carteira assinada ou eram funcionários públicos;
entre os negros essa proporção era de apenas um terço. Dentro desta realidade
os jovens negros recebem uma renda média mensal de R$ 418,47, equivalente a 63%
da dos brancos da mesma idade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As distâncias que separam negros de
brancos, nos campos da educação, do mercado de trabalho ou da justiça, entre
outros, são resultado não somente de discriminação ocorrida no passado, da
herança do período escravista, mas também de um processo ativo de preconceitos
e estereótipos raciais que legitimam, com frequência, procedimentos
discriminatórios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os
homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no
Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, moradores das
periferias e áreas metropolitanas dos centros urbanos. Dados do Ministério da
Saúde mostram que mais da metade (53,3%) dos 49.932 mortos por homicídios em
2010 no Brasil eram jovens, dos quais 76,6% negros (pretos e pardos) e 91,3% do
sexo masculino. &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Em Minas Gerais&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftn3&quot; name=&quot;_ftnref3&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn3;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,
o Mapa da Violência de 2012&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftn4&quot; name=&quot;_ftnref4&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn4;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;,
aponta que em 2010 as cidades com &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 0pt;&quot;&gt;de 500 mil habitantes, como Belo Horizonte,
Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia, registram uma forte queda nas taxas de
homicídio na ordem de 38,5%, o que foi impulsionado principalmente pela
regressão na capital. Porém, vale lembrar que o mesmo estudo alerta para o fato
que em cidade como Uberlândia e Juiz de Fora, interior do estado, as taxas
crescem e, ao mesmo tempo, nos municípios com menos de 100 mil habitantes, as
taxas tendem a crescer. No caso de Minas Gerais, assim como em todo o Brasil, o
mapa da violência aponta para o processo de disseminação da violência via
interiorização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 0pt;&quot;&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id=&quot;_x0000_t75&quot;
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&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os
dados do mapa da violência contra a juventude de 2012 apontam que no Brasil a
taxa de homicídio era de 26,2%, em Minas Gerais de 18,1%, Belo Horizonte e
Região Metropolitana de 33,8% e o Interior mineiro a taxa é de 12,3%. Em
relação ao interior vale registrar que se registra um crescimento dos
homicídios contra jovens, que em 2003 era de 10,1% e em 2010 a taxa cresceu
para 12,3%.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na
região metropolitana de Belo Horizonte, em 2010, as taxas de homicídios contra
os jovens em Belo Horizonte era de 34,9%, em Contagem de 42,1%, em Betim de
56,9%, em Esmeraldas de 51,4%, em Santa Luzia de 36% e em Ribeirão das Neves de
33,1%.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os
dados estatísticos identificam que as dificuldades e os problemas que enfrentados
pela juventude brasileira e, especificamente, a negra, estão relacionados aos
seguintes fatores: inadequação da qualificação para o &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;mundo do trabalho&lt;/span&gt;; &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;envolvimentos
com drogas; gravidez na adolescência; a&lt;/span&gt;s &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;mortes por causas externas &lt;/span&gt;(homicídio, trânsito e suicídio); p&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-style: italic; mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;ouco &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;acesso às atividades &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-style: italic;&quot;&gt;esportivas, lúdicas e culturais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Na
medida em que se diagnosticavam as fragilidades da condição juvenil nos dias de
hoje, ganha cada vez mais força a necessidade de criação de políticas públicas
específicas para a juventude, que possam romper o ciclo de reprodução das
desigualdades e restaure a esperança da sociedade em relação ao futuro do
Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Recentemente
o governo federal &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;lançou &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;o lançamento do &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;Plano Juventude Viva
(http://www.juventude.gov.br/juventudeviva/o-plano), que é resultado da
articulação interministerial para o enfrentamento da violência contra a
juventude brasileira, especialmente os jovens negros, principais vítimas de
homicídio no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O Plano reúne ações de prevenção que
visam a reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e
simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social e autonomia;
da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em
territórios que concentram altos índices de homicídio; e do aprimoramento da
atuação do Estado por meio do enfrentamento ao racismo institucional e da
sensibilização de agentes públicos para o problema. Em sua primeira fase o
Plano está sendo executado no Estado da Alagoas, nos municípios de Maceió,
Arapiraca, União dos Palmares e Marechal Deodoro, e conta ações voltadas para a
juventude nas áreas do trabalho, educação, saúde, acesso à justiça, cultura e
esporte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Nesse
processo é preciso que se reconheça o jovem como ator social estratégico, o que
implica na sua integração social, na participação, na capacitação e na
transferência de poder para os jovens como indivíduos e para as organizações
juvenis, de modo que tenham a oportunidade de tomar decisões que afetam as suas
vidas e o seu bem-estar. Trata-se, conforme apontam vários documentos das
Nações Unidas, trabalhar para a autonomização da juventude, que engloba os
seguintes aspectos: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-list: Ignore;&quot;&gt;a)&lt;span style=&quot;font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Maior participação dos jovens, nas discussões e na
tomada de decisões que influenciam as suas vidas; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-list: Ignore;&quot;&gt;b)&lt;span style=&quot;font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Acesso à informação relevante e oportunidades
adequadas de participar em processos democráticos, acompanhando e fiscalizando as
ações governamentais, de modo a exigir que suas demandas sejam efetivamente
cumpridas; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-list: Ignore;&quot;&gt;c)&lt;span style=&quot;font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Aumento da capacidade dos jovens e das organizações
de juventude para defender os seus interesses, desejos, demandas e da sua
capacidade de lutar contra a exclusão, a discriminação e a pobreza;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify; text-indent: -18pt;&quot;&gt;
&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-list: Ignore;&quot;&gt;d)&lt;span style=&quot;font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;Conscientização
dos jovens em relação aos seus próprios direitos e deveres e o estabelecimento
de condições para que suas organizações possam defendê-los. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;Standard&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A concretização
desta perspectiva de autonomização da juventude pressupõe também o acesso à
educação e à formação, aos serviços de saúde e oportunidades econômicas para
aquisição de recursos e bens, ao lazer e à cultura, além de uma estrutura e
valores institucionais que lhes deem apoio.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-font-kerning: 0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-tab-count: 1;&quot;&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Para
finalizar, considero que não se trata de &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;encarar a juventude apenas como problema, o que é extremamente perigoso,
mas precisamos perceber seu potencial para encontrar soluções e para a
renovação da sociedade e suas diversas instituições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Referências
bibliográficas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; mso-hyphenate: auto; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: widow-orphan; mso-vertical-align-alt: auto; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-font-kerning: 0pt;&quot;&gt;CASTRO,
Jorge Abrahão de; AQUINO, Luseni Maria C. de; ANDRADE, Carla Coelho de. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;Juventude e Políticas Sociais no
Brasil. IPEA, Brasília, 2009. Disponível em &amp;lt;
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/pdf/20100119JUVENTUDE.pdf &amp;gt; Acesso em:
set. de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Documento base da I Conferência
Nacional de Juventude. Disponível em &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.ijc.org.br/site/sites/default/files/documento_Base_da_conferencia.pdf&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.ijc.org.br/site/sites/default/files/documento_Base_da_conferencia.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;
Acesso em: ago. de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;apple-style-span&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Edgar
Mansur: Perfil da violência contra a juventude no Brasil e na América Latina.
Disponível em &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://juventudeemmarcha.org/&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Internetlink&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://juventudeemmarcha.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt; Acesso em: ago
de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Juventude brasileira: perfil
socioeconômico e participação. Disponível em &amp;lt;&lt;a href=&quot;http://www.delasalle.com.br/dls/JuventudeBrasileira.pdf&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Internetlink&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;http://www.delasalle.com.br/dls/JuventudeBrasileira.pdf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&amp;gt;
Acesso em: ago. de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Plano Nacional Juventude Viva. Disponível em:
http://www.juventude.gov.br/juventudeviva/o-plano&amp;gt; Acesso em: mar. de 2013.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Revista de Informação
Legislativa - Brasília a. 41 n. 163 jul./set. 2004. Disponível em
&lt;http: arquivos=&quot;&quot; estatutodajuventude=&quot;&quot; statutodajuventudecomentado.pdf=&quot;&quot; www.uje.com.br=&quot;&quot;&gt;
Acesso em: ago. de 2010.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;SPOSITO, Marília Pontes. Os Jovens no Brasil: desigualdades
múltiplas e demandas políticas. Disponível em: &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 11pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;http://www.bdae.org.br/dspace/bitstream/123456789/2345/1/Jovens_Brasil.pdf&amp;gt;
Acesso em: out de 2011.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;WAISELFISZ, Júlio J. Mapa da
violência 2012: novos padrões de violência no Brasil. Instituto Sangari, São
Paulo, 2012. Disponível em &amp;lt; http://mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_web.pdf&amp;gt;
Acesso em: mar. de 2013.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNoSpacing&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;hr align=&quot;left&quot; size=&quot;1&quot; width=&quot;33%&quot; /&gt;
&lt;!--[endif]--&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;mso-element: footnote-list;&quot;&gt;
&lt;div id=&quot;ftn1&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftnref1&quot; name=&quot;_ftn1&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn1;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Mangal; mso-bidi-font-size: 9.0pt; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;
João Carlos Pio de Souza Mestre em Educação em Educação pela PUC MG, responsável
pela Comissão Nacional de Educação, Cultura e Meio-ambiente dos Agentes de
Pastoral Negros do Brasil (APNs) e ex-membro do Conselho Nacional de Promoção
da Igualdade Racial (CNPIR/SEPPIR) e ex-coordenador da Coordenadoria de
Políticas para a Promoção da Igualdade Racial de Contagem/MG.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn2&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftnref2&quot; name=&quot;_ftn2&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn2;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Mangal; mso-bidi-font-size: 9.0pt; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;mso-bidi-font-weight: bold;&quot;&gt;http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/bpsociais/bps_11/ENSAIO4_Maria.pdf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn3&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftnref3&quot; name=&quot;_ftn3&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn3;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Mangal; mso-bidi-font-size: 9.0pt; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;
No ranking&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;das taxas de homicídio por
unidade da federação, no total de 26 Estados mais o Distrito Federal, Minas
Gerais ocupada a 24ª posição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;ftn4&quot; style=&quot;mso-element: footnote;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoFootnoteText&quot; style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=7605783856622099648#_ftnref4&quot; name=&quot;_ftn4&quot; style=&quot;mso-footnote-id: ftn4;&quot; title=&quot;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-special-character: footnote;&quot;&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class=&quot;MsoFootnoteReference&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Mangal; mso-bidi-font-size: 9.0pt; mso-bidi-language: HI; mso-fareast-font-family: SimSun; mso-fareast-language: ZH-CN; mso-font-kerning: 1.5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: blue;&quot;&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;mso-spacerun: yes;&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Disponível em &lt;span style=&quot;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;&quot;&gt;http://mapadaviolencia.org.br/mapa2012.php&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/485131521620640897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/juventude-negra-e-violencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/485131521620640897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/485131521620640897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/juventude-negra-e-violencia.html' title='Juventude Negra e violência'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-1001200593514524281</id><published>2013-08-14T06:02:00.003-07:00</published><updated>2013-08-14T06:07:09.045-07:00</updated><title type='text'>Racismo desumaniza mortes de negros no Brasil</title><content type='html'>&lt;h1 class=&quot;title&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, diz que sociedade não deve tratar com naturalidade mortes de jovens negros, que aumentaram 9% nos últimos anos&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div class=&quot; fb_reset&quot; id=&quot;fb-root&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;height: 0px; position: absolute; top: -10000px; width: 0px;&quot;&gt;
&lt;div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;height: 0px; position: absolute; top: -10000px; width: 0px;&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;Ministra Luiza Bairros falando&quot; data-original=&quot;http://exame1.abrilm.com.br/assets/images/2013/8/273164/size_590_ABr220713_DSC0066.jpg?1376407646&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://exame1.abrilm.com.br/assets/images/2013/8/273164/size_590_ABr220713_DSC0066.jpg?1376407646&quot; title=&quot;Ministra Luiza Bairros falando&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;&quot;&gt;
Elza Fiúza/ABr&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Luiza Bairros: ministra da Seppir defende que mortes de jovens negros devem ser investigadas e punidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Rio de Janeiro – A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, disse hoje (13) que a sociedade não pode tratar com naturalidade o grande número de mortes de jovens&amp;nbsp;negros&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;no país. Dados publicados pela Agência Brasil em julho deste ano mostram que de 2006 a 2011 a taxa de homicídios de negros aumentou 9%, ao mesmo tempo em que a taxa entre os brancos caiu 13%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Do total de homicídios cometidos no Brasil em 2011, mais de um terço teve como vítimas jovens negros. “Não podemos mais naturalizar essas mortes. Elas têm que ser investigadas, têm que ser punidas. As famílias das vítimas têm que ser mobilizadas no sentido de cobrar cada vez mais do setor público”, disse a ministra, em entrevista à Agência Brasil, no lançamento do programa de capacitação da Petrobras (BR) Distribuidora. Cerca de 26 mil frentistas que trabalham em 4 mil postos de combustíveis serão capacitados para lidar com questões raciais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Segundo a ministra, “é um paradoxo se ter uma violência letal tão grande entre negros”, ao mesmo tempo em que são instituídas várias ações afirmativas para essa população. “Só podemos atribuir isso à permanência do racismo como um fator de desumanização das pessoas negras, fazendo com que a vida de um jovem negro apareça como tendo um valor tão pequeno já que ela está sendo desperdiçada em tão grandes números.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;De acordo com os dados, obtidos junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, dos 52.198 homicídios ocorridos no Brasil em 2011, 18.387 tiveram como vítimas homens negros entre 15 e 29 anos, ou seja, 35,2% do total.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Vitor Abdala, da&amp;nbsp;&lt;a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://exame1.abrilm.com.br/assets/sources/8/content_agencia-brasil.png?1305660092&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/1001200593514524281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/racismo-desumaniza-mortes-de-negros-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1001200593514524281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1001200593514524281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/08/racismo-desumaniza-mortes-de-negros-no.html' title='Racismo desumaniza mortes de negros no Brasil'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-1745966835484581618</id><published>2013-07-30T14:07:00.004-07:00</published><updated>2013-07-30T14:07:50.227-07:00</updated><title type='text'>Barbosa nega candidatura: ‘O Brasil não está preparado para um presidente negro’</title><content type='html'>&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda há intolerância racial não declarada no Brasil. Em entrevista ao jornal O Globo deste domingo (28), ele afirma não ser candidato e diz que seu nome tem aparecido com relevância em pesquisas eleitorais por causa de manifestações espontâneas da população.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;tb&quot;&gt;
&lt;ul class=&quot;navigation byline&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/FrtLkZX6p3W3iHTmBayyBSIXgvROwxe5BPvHXgDArdIlxMh8LeIA6i0ca48kym4pQu2QB-3ARm68pF*wcRb*v7Al2K8R35nv/Joaquim300x205.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;align-left&quot; height=&quot;273&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/FrtLkZX6p3W3iHTmBayyBSIXgvROwxe5BPvHXgDArdIlxMh8LeIA6i0ca48kym4pQu2QB-3ARm68pF*wcRb*v7Al2K8R35nv/Joaquim300x205.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Segundo ele, que se define politicamente como alguém de inclinação social democrata à europeia, o Brasil precisa gastar melhor seus recursos públicos, com inúmeros setores que podem ser racionalizados ou diminuídos. Confira à entrevista completa concedida à Miriam Leitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor é candidato à presidente da República?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não. Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política. Não tenho laços com qualquer partido político. São manifestações espontâneas da população onde quer que eu vá. Pessoas que pedem para que eu me candidate e isso tem se traduzido em percentual de alguma relevância em pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As pessoas ficaram com a impressão de que o senhor não cumprimentou a presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu não só cumprimentei como conversei longamente com a presidente. Eu estava o tempo todo com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brasil está preparado para um presidente da República negro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da “Folha de S.Paulo” contra mim já são um sinal. A “Folha de S.Paulo” expôs meu filho, numa entrevista de emprego. No domingo passado, houve uma violação brutal da minha privacidade. O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como pessoa pública, o senhor não está exposto a todo tipo de pergunta e dúvida dos jornalistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há milhares de pessoas públicas no Brasil. No entanto os jornais não saem por aí expondo a vida privada dessas pessoas públicas. Pegue os últimos dez presidentes do Supremo Tribunal Federal e compare. É um erro achar que um jornal pode tudo. Os jornais e jornalistas têm limites. São esses limites que vêm sendo ultrapassados por força desse temor de que eu eventualmente me torne candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que partido representa mais o seu pensamento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu sou um homem seguramente de inclinação social democrata à europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como ampliar o Estado para garantir direitos de quem esteve marginalizado, mas, ao mesmo tempo, controlar o controle do gasto público para manter a inflação baixa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro passo é gastar bem. Saber gastar bem. O Brasil gasta muito mal. Quem conhece a máquina pública brasileira, sabe que há inúmeros setores que podem ser racionalizados, podem ser diminuídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor disse que o Brasil está numa crise de representação política. O que quis dizer com isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela se traduz nessa insatisfação generalizada que nós assistimos nesses dois meses. Falta honestidade em pessoas com responsabilidade de vir a público e dizer que as coisas não estão funcionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando serão analisados os recursos dos réus do mensalão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dia primeiro de agosto eu vou anunciar a data precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eles serão presos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estou impedido de falar. Nos últimos meses, venho sendo objeto de ataques também por parte de uma mídia subterrânea, inclusive blogs anônimos. Só faço um alerta: a Constituição brasileira proíbe o anonimato, eu teria meios de, no momento devido, através do Judiciário, identificar quem são essas pessoas e quem as financia. Eu me permito o direito de aguardar o momento oportuno para desmascarar esses bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que o senhor tem uma relação tensa com a imprensa? O senhor chegou a falar para um jornalista que ele estava chafurdando no lixo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É um personagem menor, não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no Tribunal. Todos nós somos titulares de direitos, nenhum é de direitos absolutos, inclusive os jornalistas. Afora isso tenho relações fraternas, inúmeras com jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A primeira vez que conversamos foi sobre ações afirmativas. Nem havia ainda as cotas. Hoje, o que se tem é que as cotas foram aprovadas por unanimidade pelo Supremo. O Brasil avançou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Avançou. Inclusive, entre as inúmeras decisões progressistas que o Supremo tomou essa foi a que mais me surpreendeu. Eu jamais imaginei que tivéssemos uma decisão unânime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos votos, vários ministros reconheceram a existência do racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que foi dito naquela sessão foi um momento único na história do Brasil. Ali estava o Estado reconhecendo aquilo que muita gente no Brasil ainda se recusa a reconhecer, e a ver o racismo nos diversos aspectos da vida brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os negros são uma força emergente. Antes, faziam sucesso só nas artes e no futebol, mas, agora, eles estão se preparando para chegar nos postos de comando e sucesso em todas as áreas. Como a sociedade brasileira vai reagir?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda não vejo essa ascensão dos negros como algo muito significativo. Há muito caminho pela frente. Ainda há setores em que os negros são completamente excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o Brasil supera isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Discutindo abertamente o problema. Não vejo nos meios de comunicação brasileiros uma discussão consistente e regular sobre essas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como superar a desigualdade racial, mantendo o que de melhor temos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que de melhor nós temos é a convivência amistosa superficial, mas, no momento em que o negro aspira a uma posição de comando, a intolerância aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor sentiu no carnaval tantas pessoas com a máscara do seu rosto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi simpático, mas, nas estruturas sociais brasileiras, isso não traz mudanças. Reforça certos clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reforça? Por quê&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Carnaval, samba, futebol. Os brasileiros se sentem confortáveis em associar os negros a essas atividades, mas há uma parcela, espero que pequena da sociedade, que não se sente confortável com um negro em outras posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor foi discriminado no Itamaraty?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Discriminado eu sempre fui em todos os trabalhos, do momento em que comecei a galgar escalões. Nunca dei bola. Aprendi a conviver com isso e superar. O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor não passou no concurso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevista, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ul class=&quot;navigation byline&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://correionago.ning.com/profile/InstitutoMidiaEtnica&quot;&gt;Instituto Mídia Étnica&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt; em 28 julho 2013 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: Revista Afro, com informações do jornal O Globo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/ul&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/1745966835484581618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/barbosa-nega-candidatura-o-brasil-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1745966835484581618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1745966835484581618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/barbosa-nega-candidatura-o-brasil-nao.html' title='Barbosa nega candidatura: ‘O Brasil não está preparado para um presidente negro’'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-3805328718384760104</id><published>2013-07-18T15:40:00.001-07:00</published><updated>2013-07-18T15:40:22.471-07:00</updated><title type='text'>Caso Trayvon Martin deflagra debate racial nos EUA</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Americanos protestam contra a absolvição de George Zimmerman em Los Angeles, 14 de julho de 2013 (AFP-Robyn Beck)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;postbody&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;A absolvição do vigia branco George Zimmerman, acusado de matar o jovem negro Trayvon Marin na Flórida, reacendeu o estigma racial nos Estados Unidos, levando o presidente Barack Obama a pedir calma à população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Milhares de pessoas foram às ruas em Nova York, Los Angeles, Chicago e Atlanta, entre outras cidades, para protestar contra o polêmico veredicto alcançado por um júri composto por seis mulheres (cinco brancas e uma de origem hispânica), que declarou Zimmerman, de 29, inocente da morte de Trayvon Martin, de 17.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Outros protestos estão marcados para sábado em 100 cidades dos Estados Unidos. &quot;Haverá manifestações neste sábado em cem cidadese diante de prédios federais, para pressionar o governo e defender nossos direitos cívicos&quot;, anunciou Al Sharpton, líder da Rede de Ação Nacional (National Action Network, NAN), organização de defesa dos direitos cívicos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Ele se declarou confiante de que o governo federal vá rever o caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/wrxP0oBpcegu7QnTcsarro2Nddy-TZUBJWMnPh-joKe-pY8NXoYC12oO8u5bTQvQ5TQZG8HMDXPoXqeTiYqOAfFeozp4pgml/trayvonmartinhooded.jpg&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;align-full&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/wrxP0oBpcegu7QnTcsarro2Nddy-TZUBJWMnPh-joKe-pY8NXoYC12oO8u5bTQvQ5TQZG8HMDXPoXqeTiYqOAfFeozp4pgml/trayvonmartinhooded.jpg&quot; width=&quot;220&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Pelo menos seis pessoas foram detidas em Los Angeles na madrugada desta segunda, quando forças policiais dispersaram uma &quot;concentração ilegal&quot; que acontecia em Hollywood, perto do prédio da rede CNN. Outras 15 pessoas foram presas em Nova York, a maioria por desordens, segundo a Polícia. Todas foram liberadas depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;O julgamento que terminou no sábado, em Sanford, centro da Flórida, dividiu o país entre os que acreditam que Zimmerman, um americano de mãe peruana, agiu em legítima defesa e aqueles que pensam que o vigia foi motivado por preconceito racial contra Martin. Zimmerman foi acusado de perseguir e atirar em Martin, que estava desarmado, durante uma briga entre os dois na noite de 26 de fevereiro de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;É uma vergonha que, em 2013, tenhamos um veredicto que legitima o assassinato de um negro porque se aceita o uso das armas de um civil contra outro&quot;, disse à AFP Amanda Hooper, uma jovem estudante de Nova York que estava de visita a Sanford e acompanhou as manifestações na frente do tribunal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;No domingo, após a explosão dos protestos, o presidente Obama pediu calma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;Sei que esse caso provocou intensas paixões. No dia seguinte ao veredicto, sei que essas paixões podem se intensificar. Mas somos um estado de direito, e um júri falou&quot;, afirmou Obama, em nota à imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;Supremacia branca&quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;No ano passado, o caso já havia provocado manifestações em massa em várias cidades do país, que fizeram o presidente desabafar: &quot;Se tivesse tido um filho, ele seria parecido com Trayvon&quot;. Na época, Obama convocou um debate sobre o racismo e a lei de armas da Flórida, que ampara a defesa pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Em contrapartida, o veredicto de sábado foi aplaudido por defensores das armas, por todos aqueles que apoiam a lei conhecida como &quot;Stand Your Ground&quot; (&quot;Defenda sua posição&quot;, em tradução livre). Essa lei permite o uso de armas por parte de quem se sentir ameaçado de morte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Até o momento, os moradores da Flórida reagiram com calma. No sermão de domingo, as igrejas incluíram mensagens de paz pelo veredicto, além de pedir que a luta por justiça seja travada nas instâncias adequadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Valerie Houston, uma influente pastora da igreja Allen Chapel AME em Goldsboro, o bairro negro de Sanford, citou o líder Martin Luther King em seu sermão de domingo, para lembrar que &quot;a violência (em resposta) à violência apenas traz ódio&quot;. Ainda assim Valeria declarou que, com a decisão judicial, &quot;o dia a dia do meu povo ainda está escravizado pela sociedade da supremacia branca&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Os pais de Trayvon Martin, ausentes durante o veredicto, pediram manifestações pacíficas, citando Martin Luther King e a Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;Dúvida razoável&quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;As juradas que absolveram Zimmerman da acusação de assassinato em segundo grau - com a possibilidade de pena de prisão perpétua - e homicídio culposo - pena máxima de 30 anos de prisão - não explicaram as razões de seu veredicto, porque isso implicaria revelar sua identidade publicamente. O tribunal respeitou a escolha das integrantes do júri de manter o anonimato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;A decisão das juradas se baseou nas 27 páginas de instrução entregues pela juíza Debra Nelson, que incluíam duas seções com uma opção para declarar o réu inocente: uso justificado de força letal e dúvida razoável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Antes do início das deliberações, na sexta-feira, a juíza disse ao júri que, segundo a lei da Flórida,&quot;o homicídio de um ser humano é justificável e lícito, se for necessário, quando se resiste a uma tentativa de assassinato, ou se comete um crime grave em relação a George Zimmerman&quot;. A Flórida é o estado com maior número de pessoas armadas nos Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Durante quase três semanas, as seis integrantes do júri ouviram dezenas de depoimentos que podem ter criado uma &quot;dúvida razoável&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;George Zimmerman não é culpado, se existe uma &#39;dúvida razoável&#39; de que agiu em legítima defesa&quot;, disse o advogado Mark O&#39;Mara às seis integrantes do júri na sexta-feira, antes que começassem a deliberar. Ele insistiu nessa tese, quando comemorou o veredicto no sábado à noite.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Morte &quot;trágica e desnecessária&quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;No domingo, o Departamento de Justiça lembrou que há um ano continua aberta uma investigação federal sobre o caso e que pretende rever a possibilidade de uma ação civil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;Já o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, lamentou a &quot;trágica, desnecessária&quot; morte de Martin.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;Independentemente da determinação legal que foi adotada, acho que essa tragédia oferece uma nova oportunidade para a nossa nação falar honestamente sobre os problemas complicados e emotivos que esse caso apresentou&quot;, afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;O governo deixou claro que manterá distância da polêmica e que Barack Obama não vai interferir na investigação federal sobre a morte de Trayvon Martin, declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;&quot;&gt;&quot;Essa é uma decisão tomada pelo Departamento da Justiça, pelos promotores com experiência&quot;, afirmou Carney, em sua conversa diária com a imprensa, acrescentando que &quot;esse não é um caso, no qual o presidente esteja envolvido&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://correionago.ning.com/profile/InstitutoMidiaEtnica&quot;&gt;Instituto Mídia Étnica&lt;/a&gt; em 17 julho 2013&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/3805328718384760104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/caso-trayvon-martin-deflagra-debate.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/3805328718384760104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/3805328718384760104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/caso-trayvon-martin-deflagra-debate.html' title='Caso Trayvon Martin deflagra debate racial nos EUA'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-5218585366029954182</id><published>2013-07-17T06:26:00.002-07:00</published><updated>2013-07-17T06:26:56.110-07:00</updated><title type='text'>Sul-africana é nomeada diretora da ONU Mulheres</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou na última quarta-feira (10) a ex-vice-presidente da África do Sul Phumzile Mlambo-Ngcuka como chefe da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/YkmP9nutIoKvMA3XNR3*1nhfUltZNW94DGKihldhZhkr-i-zn4mHijO57Yu6jffx2lqQ1IKpb6daSfYoYUsc1fg7Yov0LkoP/0710phumzile.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;align-right&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/YkmP9nutIoKvMA3XNR3*1nhfUltZNW94DGKihldhZhkr-i-zn4mHijO57Yu6jffx2lqQ1IKpb6daSfYoYUsc1fg7Yov0LkoP/0710phumzile.jpg?width=350&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Mlambo-Ngcuka substitui Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e primeira diretora executiva da agência criada em 2010. Bachelet deixou o cargo em março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A nova diretora executiva foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente da África do Sul, entre 2005 a 2008, e também atuou como ministra de Minas e Energia e vice-ministra do Departamento de Comércio e Indústria do país, entre outros postos de liderança no Governo e na sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela estabeleceu a Fundação Umlambo em 2008 para ajudar escolas de áreas pobres da África do Sul e Malauí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: ONU&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/5218585366029954182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/sul-africana-e-nomeada-diretora-da-onu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5218585366029954182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5218585366029954182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/sul-africana-e-nomeada-diretora-da-onu.html' title='Sul-africana é nomeada diretora da ONU Mulheres'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-8270446743274667049</id><published>2013-07-15T18:52:00.000-07:00</published><updated>2013-07-15T18:52:18.482-07:00</updated><title type='text'>Estudantes africanos criam sabonete capaz de evitar a malária</title><content type='html'>&lt;h1 class=&quot;tb&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/h1&gt;
&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Uma dupla de estudantes africanos criou um sabonete capaz de repelir o mosquito causador da malária. O produto, feito a base de ervas e ingredientes naturais, já rendeu a Moctar Dembele e Gerard Niyondiko um prêmio de U$ 25.000, em abril deste ano, pela &quot;Global Social Venture Competition&quot;, uma competição mundial promovida pela Universidade de Berkeley, na Califórnia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/a7E5RrLHpGrYQrBT*seoieleiBoNnvW2Uyli6e3ZGQSpDYurMa-eTzkR3GCv4KDSky6AM4iZJ8MSOt*B2EtRMkHNYcXoghv9/sabonete_malaria.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;&lt;img class=&quot;align-right&quot; src=&quot;http://api.ning.com/files/a7E5RrLHpGrYQrBT*seoieleiBoNnvW2Uyli6e3ZGQSpDYurMa-eTzkR3GCv4KDSky6AM4iZJ8MSOt*B2EtRMkHNYcXoghv9/sabonete_malaria.jpg?width=400&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os dois são alunos do Instituto Internacional de Água e Engenharia Ambiental, em Ouagadougou, capital do Burkina Faso, na África. Como informou Niyondiko ao site da CNN, o sabão, apelidado de “Fasoap”, deixa um perfume na pele que repele os mosquitos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro detalhe importante é que a água residual de quem toma banho com o sabonete contem substâncias que impedem o desenvolvimento das larvas de mosquitos. E esse aspecto pode trazer resultados significativos, já que o problema do saneamento na África é uma das causas da proliferação de vetores de malária.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com Niyondiko, o objetivo é que o produto possa atender a uma parcela significativa da população da África, que não tem acesso aos produtos convencionais industrializados, como cremes e spray, devido aos custos. &quot;Pensamos em um sabonete repelente e larvicida que estará acessível para a maioria da população, uma vez que o sabão é um produto a base de ingredientes regionais&quot;, disse Niyondiko ao site.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por ora, os estudantes ainda estão trabalhando na otimização do produto. A expectativa é que ele chegue ao mercado em 2015.&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;tb&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://correionago.ning.com/profile/InstitutoMidiaEtnica&quot;&gt;Instituto Mídia Étnica&lt;/a&gt; em 14 julho 2013.&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/8270446743274667049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/estudantes-africanos-criam-sabonete.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8270446743274667049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8270446743274667049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/07/estudantes-africanos-criam-sabonete.html' title='Estudantes africanos criam sabonete capaz de evitar a malária'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-4166354708935661149</id><published>2013-04-07T12:57:00.002-07:00</published><updated>2013-04-07T12:57:39.605-07:00</updated><title type='text'>“Nenhum país passa por mais de 300 anos de escravidão impunemente”</title><content type='html'>&lt;h1&gt;
Entrevista com Eduardo de Assis&amp;nbsp;Duarte&lt;/h1&gt;
&lt;div class=&quot;post-info&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption alignleft&quot; id=&quot;attachment_5124&quot; style=&quot;height: 321px; width: 423px;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://cadernoensaios.files.wordpress.com/2012/10/duarte2.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-medium wp-image-5124&quot; height=&quot;265&quot; src=&quot;http://cadernoensaios.files.wordpress.com/2012/10/duarte2.jpg?w=300&amp;amp;h=199&quot; title=&quot;Duarte&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
Duarte é um dos organizadores da antologia ‘Literatura e Afrodescendência no Brasil’&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Eduardo de Assis Duarte é organizador, ao lado de Maria Nazareth Soares Fonseca, de &lt;em&gt;Literatura e Afrodescendência no Brasil&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Editora UFMG),&amp;nbsp;antologia em quatro volumes de autores negros brasileiros, finalista do Prêmio Jabuti 2012 de crítica e teoria literária. A obra foi lançada em 2011, teve sua tiragem esgotada e voltará às livrarias em 2013. Duarte abre, nesta segunda-feira (8/10), o 5º Colóquio Internacional Sul de Literatura Comparada, realizado na UFRGS. Ele conversou com a reportagem por telefone, de Minas Gerais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Zero Hora&amp;nbsp;— Em que contexto surgiu, no país, a pesquisa sobre a literatura de autores negros?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Eduardo de Assis Duarte&amp;nbsp;—&lt;/strong&gt; Iniciamos nossa pesquisa em 2001 e só conseguimos publicá-la em 2011. No entanto, houve iniciativas anteriores, na década de 1990 e até na de 80. A partir dos anos 1980, a literatura brasileira busca outros rumos, e a crítica apenas acompanha. Houve, nos últimos 30 anos, uma diversidade de projetos na produção brasileira que aponta para o esgotamento do projeto modernista de 1922 e que persistiu no chamado alto modernismo, do qual são exemplos a poesia de João Cabral, a ficção da Clarice Lispector, do Guimarães Rosa. Hoje, não temos a ideia de uma cara única para a literatura brasileira, como tivemos em boa parte do século 20. O que se nota na contemporaneidade é a preocupação com um vetor, digamos, comunitário, e não mais nacional. São vários segmentos, muitos deles alijados do poder cultural, que buscam formas de expressão. Temos a escrita das mulheres, a escrita afro, a produção cultural do segmento homoafetivo. São projetos pós-nacionais, para além do critério de nação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;— Os pesquisadores brasileiros demoraram para se debruçar sobre a literatura de autoria de negros?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Duarte&amp;nbsp;—&lt;/strong&gt; Sim. Há uma questão cultural que remonta a séculos anteriores. Nenhum país passa por mais de 300 anos de escravidão impunemente. Essas cicatrizes ficam, tanto do lado das vítimas quanto do outro lado. Até hoje, dentro da academia, muitos colegas acham que só existe uma literatura: é a literatura brasileira e ponto final. Se é de autoria afro ou feminina, não tem importância para eles. A questão ainda é muito polêmica. O viés da literatura afro não apenas demorou para começar no Brasil, em relação a outros países, como ainda não é consensual. Costumo dizer que a literatura afro-brasileira é um conceito em construção.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;— Como está organizada a antologia?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Duarte&amp;nbsp;—&lt;/strong&gt; É um trabalho coletivo. Mapeamos o Brasil todo, região por região, estabelecendo parcerias com colaboradores locais. Participaram 61 pesquisadores de 21 universidade brasileiras e sete estrangeiras. Trata-se de uma antologia crítica. Claro que toda antologia é critica, porque você faz uma seleta de autores, mas essa é ainda um pouco mais crítica. Tome como exemplo o poeta gaúcho Oliveira Silveira. Há um artigo, assinado pela professora Zilá Bernd, que fornece informações biográficas; depois, vem uma apresentação da obra dele, a relação de todos os livros que publicou, uma lista de todas as fontes de consulta existentes sobre esse escritor, para que o estudante possa aprofundar sua pesquisa, e apenas ao final surgem os textos de autoria do Oliveira Silveira. Cada escritor é contemplado com esse conjunto de informações antes de o leitor ter acesso aos poemas, contos ou trechos de romances.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;— Entre os cem escritores que aparecem no livro, quais são os mais surpreendentes?&lt;br /&gt; Duarte&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— Há um escritor do Maranhão, Nascimento Moraes, que tem um romance publicado em 1915, chamado &lt;em&gt;Vencidos e Degenerados&lt;/em&gt;. Destoa completamente de tudo que se falaria, no século 20, sobre a escravidão. É um retrato cru e realista. O livro começa no dia 13 de maio de 1888. Mostra cenas do passado escravocrata e do período após a abolição, como a escravidão tenta sobreviver sob a forma de racismo, baixos salários, ausência do negro nas instituições de ensino. A impressão que se tem é que Gilberto Freyre, quando escreveu &lt;em&gt;Casa-Grande &amp;amp; Senzala&lt;/em&gt;, em 1933, quis responder ao romance do Nascimento Moraes. Gilberto Freyre coloca uma escravidão quase sem atritos, não fala das revoltas quilombolas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;—&lt;strong&gt; Outros exemplos?&lt;br /&gt; Duarte&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— Outra descoberta interessante foi o poeta baiano Aloisio Resende, que pouquíssimos conhecem. Sempre ficou restrito ao local onde vivia, Feira de Santana, nos anos 1930. Naquele momento, Jorge de Lima fazia &lt;em&gt;(o poema) Essa Negra Fulô&lt;/em&gt;, uma mulher sem-vergonha, repetindo os chavões do tempo da escravidão. Pela primeira vez no século 20, tivemos um poeta, como Aloisio Resende, colocando a mulher negra em um papel de absoluto respeito, inclusive falando das mães de santo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— &lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Que novas abordagens a pesquisa proporcionou sobre autores consagrados?&lt;/div&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Duarte&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— Ao mesmo tempo em que foram canonizados, estes autores foram embranquecidos. O cânone insiste em dizer que Machado de Assis não falou da questão do negro. Falou, sim. Era sócio de um jornal abolicionista, a Gazeta de Notícias, no Rio de Janeiro. Usou 23 pseudônimos para atacar a escravidão na imprensa. Em sua obra de ficção, não há qualquer linha que fale de raça superior ou inferior. Tive a oportunidade de preparar, em 2007, uma antologia só de textos dele sobre o tema &lt;em&gt;(Machado de Assis Afrodescendente)&lt;/em&gt;. Deu 300 páginas, para se ter uma ideia. O caso de Cruz e Sousa é outro desvio horrível. Em geral se lê apenas seus dois primeiros livros, Missal e Broquéis. As obras mais estudadas desses autores são justamente aquelas em que a questão do negro não tem tanto destaque.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;—&lt;strong&gt; Qual sua posição no que diz respeito à polêmica sobre Monteiro Lobato?&lt;br /&gt; Duarte&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— Esse assunto está sendo explorado politicamente. Em 2010, às vésperas da eleição presidencial, várias pessoas, intelectuais, apoiadores do candidato que perdeu foram para a imprensa esbravejar que alguns queriam censurar Monteiro Lobato. Agora, próximo das eleições municipais, o assunto volta à baila. Não tenho a menor dúvida de que a obra de Monteiro Lobato possui conteúdos racistas. Ele era racista. Esse é um ponto. Além disso, era um grande escritor. Então, estamos diante de um paradoxo. Não acho que seja motivo para censura. O problema de Lobato é um pouco mais sério porque ele está voltado para as crianças. A solução que eu daria é: tem que ler em sala de aula, sim, e fazer uma discussão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;ZH&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;—&lt;strong&gt; O preconceito de Monteiro Lobato era produto de seu tempo?&lt;br /&gt; Duarte&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;— Isso é uma tentativa de amenizar a questão. Todo pensamento é produto do seu tempo, mas isso não elimina o problema. O texto continua existindo com conteúdos racistas. Dizer que o racismo era moda, na época, é tentar justificar atitudes semelhantes nos dias de hoje. Não era unânime; dizia respeito a um segmento da população, que inclusive se posicionou a favor da Alemanha durante a Guerra. Alguns dizem que era normal, na época, chamar uma personagem de “macaca de carvão”. Não sei se era tão normal. Vejo isso apenas nos livros do Lobato. Não vejo nos livros de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://cadernoensaios.wordpress.com/2012/10/08/nenhum-pais-passa-por-mais-de-300-anos-de-escravidao-impunemente-entrevista-com-eduardo-de-assis-duarte/&quot;&gt;http://cadernoensaios.wordpress.com/2012/10/08/nenhum-pais-passa-por-mais-de-300-anos-de-escravidao-impunemente-entrevista-com-eduardo-de-assis-duarte/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Por &lt;strong&gt;Fábio Prikladnicki&lt;a href=&quot;http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/10/nenhum-pais-passa-por-mais-de-300-anos-de-escravidao-impunemente-3909839.html&quot; title=&quot;Zero Hora&quot;&gt;, no Zero Hora&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/4166354708935661149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/04/nenhum-pais-passa-por-mais-de-300-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4166354708935661149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4166354708935661149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/04/nenhum-pais-passa-por-mais-de-300-anos.html' title='“Nenhum país passa por mais de 300 anos de escravidão impunemente”'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-8665788126201035412</id><published>2013-04-07T10:33:00.001-07:00</published><updated>2013-04-07T10:33:39.328-07:00</updated><title type='text'>Técnicos negros têm pouco espaço no futebol brasileiro?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;strong style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;800px-Verwarnung im Fussball-RB Salzburg-18-09-2005&quot; height=&quot;277&quot; src=&quot;http://revista.correionago.com.br/images/800px-Verwarnung_im_Fussball-RB_Salzburg-18-09-2005.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Me desculpe, você é preto&quot;. Este foi o título de uma matéria recente da revista Placar que fez uma reflexão sobre a quantidade de técnicos negros no futebol brasileiro. O texto trouxe desabafos de treinadores negros, cada vez mais raros no alto escalão do futebol brasileiro, e teve como personagem principal Lula Pereira, ex-técnico do Bahia, e que disse ter ouvido de cartolas a frase que serviu como chamada da reportagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Pegando o gancho, uma reportagem publicada pelo iBahia Esportes deu continuidade à discussão e entrevistou profissionais atuantes no futebol baiano, desde dirigentes até treinadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O primeiro a falar foi Paulo Isidoro, ex-meia-atacante da dupla Ba-Vi e atualmente auxiliar técnico do Ypiranga. Avançado no curso de formação de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ex-atleta revelou incômodo com a falta de discussão sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Eu esperava tanto que alguém falasse isso comigo, é algo que me incomoda muito. O futebol brasileiro sempre teve vários destaques negros em campo, o nosso símbolo é negro (Pelé), mas fora de campo isso não acontece. Não sei se é preconceito, má qualificação... Acho que é um pouco de cada, acho que se você se qualificar bem, se você buscar aquilo que você quer, acho que você alcança. Mas às vezes é estranho. Olha o Andrade, como é o cara é campeão brasileiro pelo Flamengo, time de repercussão mundial, e depois não consegue trabalho?&quot;, destacou ao IBahia Espostes o ex-atleta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Primeiro técnico negro campeão brasileiro, Andrade assumiu o Flamengo de 2009 de forma provisória, mas foi efetivado no cargo e conquistou o hexa nacional pelo clube. Porém, acabou demitido cinco meses depois com 73% de aproveitamento. Após ficar sem emprego durante meses em 2010, desabafou em entrevista à TV Globo. &quot;Uns dizem que é por causa do meu vínculo com o Flamengo e outros falam de preconceito. Não existe treinador negro trabalhando na Série A. Alguns amigos me dizem que não estou trabalhando por causa da minha cor. Mas não quero acreditar nisso&quot;, comentou na época. De lá para cá, ele só comandou Brasiliense, Paysandu e Boa Vista-RJ.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Andrade não foi o escolhido do Flamengo. Foi um acaso, uma solução temporária. Só assim que os técnicos negros têm chance&quot;, opinou Lula Pereira à Placar. Ele, que comandou o Bahia em 2003 e 2006, esteve à frente do Rubro-negro carioca em 2002 e está sem clube desde que saiu do Ceará no ano passado. Ao término das Séries A e B do Brasileiro em 2012, por exemplo, apenas um entre os 40 técnicos era negro: Anderson Silva, interino do Ceará no fim de temporada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Vivemos numa sociedade preconceituosa, de uma falsa democracia. Prega-se um moralismo imenso, mas as atitudes são quase nada. E não seria de se estranhar isso. Acho coincidência demais. A gente carrega isso de goleiros, de que goleiro negro no Brasil não dá. Criou-se uma cultura no Brasil desde o Barbosa (goleiro da Seleção de 1950). Penso que seja realmente uma forma de preconceito. Não é possível que tantos jogadores com qualidade não tenham vingado como técnicos pelo simples fato de serem negros&quot;, afirmou à reportagem Janilson Brito, comandante do Juazeiro, segundo melhor time da primeira fase do Baianão 2013.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Mestre em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Henrique Sena, que defendeu a dissertação &quot;Pugnas Renhidas: futebol, cultura e sociedade em Salvador, 1901 -1924&quot;, fez uma análise do ponto de vista histórico. &quot;Há uma desigualdade na qual os negros apenas assumem a posição quase que unicamente como jogadores, enquanto que as elites brancas, que ainda são os que comandam o futebol do ponto de vista institucional (dirigem e presidem clubes, associações e federações), assumem as posições intelectualmente privilegiadas. Vale lembrar que a inexistência de negros dirigindo ou treinando clubes de futebol continua a ser legitimada por resquícios de um racismo científico no qual os negros apenas possuem virtudes físicas e corporais como força, velocidade, enquanto que as habilidades do intelecto eram naturalmente associadas à raça branca&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;xg_user_generated&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt;Postado por &lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://correionago.ning.com/profile/InstitutoMidiaEtnica&quot;&gt;Instituto Mídia Étnica&lt;/a&gt;&lt;a class=&quot;nolink&quot; href=&quot;http://www.blogger.com/null&quot;&gt; em 7 abril 2013 às 10:27&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- &lt;em&gt;*Com informações do iBahia Esportes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/8665788126201035412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/04/tecnicos-negros-tem-pouco-espaco-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8665788126201035412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8665788126201035412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/04/tecnicos-negros-tem-pouco-espaco-no.html' title='Técnicos negros têm pouco espaço no futebol brasileiro?'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-563002830418318331</id><published>2013-03-27T09:44:00.002-07:00</published><updated>2013-03-27T09:46:44.972-07:00</updated><title type='text'>Modelos desfilam na Av. Paulista em protesto contra Ronaldo Fraga</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;span lang=&quot;PT&quot; style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;h1 class=&quot;entry-title&quot;&gt;
&lt;span lang=&quot;PT&quot; style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Modelos desfilam na Av. Paulista em protesto contra Ronaldo Fraga: &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;estilista usou palha de aço na cabeça de modelos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;span lang=&quot;PT&quot; style=&quot;color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 13.5pt; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;
&lt;h2 style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;Modelos negras desfilam em protesto nesta segunda-feira (25), na Avenida Paulista em São Paulo (SP). O protesto foi organizado pela agência de modelos negros HDA Models, contra o desfile do estilista Ronaldo Fraga no Fashion Week que usou modelos brancas  (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo )&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://s2.glbimg.com/62jIBoCxXN0BAzrDeehZ5omUdQEACNu5DjcK1eHUQj5Ioz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/03/25/fotoprotesto620x465.jpg&quot; title=&quot;Modelos negras desfilam em protesto nesta segunda-feira (25), na Avenida Paulista em São Paulo (SP). O protesto foi organizado pela agência de modelos negros HDA Models, contra o desfile do estilista Ronaldo Fraga no Fashion Week que usou modelos brancas  (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo )&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;h2 style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Modelos negras desfilam na Avenida Paulista&amp;nbsp; (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo )&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;div class=&quot;materia-conteudo entry-content&quot;&gt;
&lt;strong&gt; Modelos desfilaram nesta segunda-feira (25), na Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra o estilista Ronaldo Fraga. Na semana passada, ele usou perucas e apliques de palha de aço na cabeça de modelos em desfile na São Paulo Fashion Week.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;saibamais componente_materia&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saibamais componente_materia&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Nesta segunda, durante o protesto, as modelos desfilaram na calçada da Avenida Paulista. O evento foi organizado por uma agência de modelos negras.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt; Elas usaram a palha de aço como tecido para as roupas que usavam. Na cabeça, usaram pedaços de panos coloridos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O grupo contesta as perucas idealizadas por Fraga em parceria com o maquiador Marcos Costa. Elas se tornaram alvo de um debate sobre racismo, que ganhou dimensão nas redes sociais. Em entrevista na ocasião, Fraga disse que sua proposta não foi entendida. “Quando acordei e vem essa acusação de racismo, eu pensei: gente, o que aconteceu, que mundo é esse?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;O estilista negou que tenha ficado frustrado, mas afirma que jamais pensou na associação da palha de aço com a questão racial. O material remete às antenas dos aparelhos de televisão, que antigamente recebiam bolinhas de bombril em suas pontas para melhorar a imagem da transmissão dos jogos de futebol.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://s2.glbimg.com/eKdc8D78Mst0lvcw8NYT9QJRv2jyNUQvbqykDp6uHDdIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/03/25/modelosmasp620.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;Modelos posam para foto em frente ao Masp (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo)&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://s2.glbimg.com/eKdc8D78Mst0lvcw8NYT9QJRv2jyNUQvbqykDp6uHDdIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/03/25/modelosmasp620.jpg&quot; title=&quot;Modelos posam para foto em frente ao Masp (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo)&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-620&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Modelos posam para foto em frente ao Masp (Foto: J. Duran Machfee / Futura Press/ Estadão Conteúdo)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-620&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;foto componente_materia midia-largura-620&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;span class=&quot;adr&quot;&gt;&lt;span class=&quot;locality&quot;&gt;Do G1 São Paulo - &lt;a href=&quot;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/03/modelos-desfilam-na-paulista-em-protesto-contra-ronaldo-fraga.html&quot;&gt;http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/03/modelos-desfilam-na-paulista-em-protesto-contra-ronaldo-fraga.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
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</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/563002830418318331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/03/modelos-desfilam-na-av-paulista-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/563002830418318331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/563002830418318331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/03/modelos-desfilam-na-av-paulista-em.html' title='Modelos desfilam na Av. Paulista em protesto contra Ronaldo Fraga'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-6199039330306638379</id><published>2013-03-27T08:03:00.004-07:00</published><updated>2013-03-27T08:03:35.145-07:00</updated><title type='text'>Racismo no Futebol</title><content type='html'>&lt;h3&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Balotelli acredita que pouco está sendo feito para acabar com o racismo no futebol&lt;/span&gt;&lt;time datetime=&quot;2013-03-25 10h41&quot; pubdate=&quot;pubdate&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/time&gt; 

&amp;nbsp; &lt;/h3&gt;
&lt;!-- large photo --&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot; class=&quot;celulabox&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;imgcelulaboxlarge&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;Mario Balotelli (Reprodução/Site&quot; height=&quot;251&quot; src=&quot;http://img2.virgula.uol.com.br/2013/02/11/404217-630x495.jpg&quot; title=&quot;Mario Balotelli (Reprodução/Site&quot; width=&quot;320&quot; /&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;photo ph-630&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Mario Balotelli &lt;/div&gt;
&lt;!-- /photo --&gt;  &lt;br /&gt;
&lt;article class=&quot;text&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Desde que voltou à Itália, o atacante do &lt;em&gt;Milan&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Mario Balotelli&lt;/strong&gt;, vê o seu nome envolvido em problemas com questões raciais. E, segundo o próprio jogador, as autoridades responsáveis estão permissivas com os atos ofensivos. A matéria está no site do jornal&lt;em&gt; The Sun&lt;/em&gt; desta segunda-feira (25).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Os “ultras” da &lt;em&gt;Internazionale&lt;/em&gt;, seu ex-clube, fizeram cânticos racistas citando-o em uma partida do campeonato italiano contra o &lt;em&gt;Chievo&lt;/em&gt; – houve punição e multa de R$ 34 mil aos neroazzurri. E no clássico entre Milan e Inter deste ano em que o italiano jogou, os interistas também direcionaram ofensas a Super Mario que, incrivelmente, foi multado, pois respondeu aos insultos com um “gesto vulgar” e teve que pagar mais de R$ 22 mil – já a Inter ficou com um prejuízo de R$ 112 mil por causa de sua torcida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Isso (racismo) me irrita, me deixa nervoso e eu não gosto dessas coisas. Temos feito pouco progresso nesta questão”, desabafou Balotelli.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Seu colega de clube, o ganês &lt;strong&gt;Kevin-Prince Boateng&lt;/strong&gt;, foi discriminado racialmente durante uma partida amistosa de pré-temporada do Milan em janeiro passado e deixou o campo. Para Balo, atitudes assim precisam ser vistas pelas autoridades do futebol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Eu concordo com ele”, respondeu, sobre Boateng ter abandonado a partida. Na época, Mario ainda acertava sua saída do &lt;em&gt;Manchester City&lt;/em&gt; para o San Siro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Para parar o racismo, nós todos precisamos contribuir juntos”, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;salientou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Fonte:http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/esporte/2013/03/25/322244-balotelli-acredita-que-pouco-esta-sendo-feito-para-acabar-com-o-racismo-no-futebol&lt;/span&gt;&lt;/article&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/6199039330306638379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/03/racismo-no-futebol.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/6199039330306638379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/6199039330306638379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/03/racismo-no-futebol.html' title='Racismo no Futebol'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-1562709096578198388</id><published>2013-01-28T13:57:00.001-08:00</published><updated>2013-01-28T13:59:27.523-08:00</updated><title type='text'>Apenas um prefeito de capital eleito em 2012 é negro</title><content type='html'>&lt;h1 class=&quot;title&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://africas.com.br/portal/apenas-um-prefeito-de-capital-eleito-em-2012-e-negro/joao-alves-filho-eleicoes-prefeitura-20121005-size-620/&quot; rel=&quot;attachment wp-att-61742&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;aligncenter size-full wp-image-61742&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/joao-alves-filho-eleicoes-prefeitura-20121005-size-620.jpg&quot; title=&quot;joao-alves-filho-eleicoes-prefeitura-20121005-size-620&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;div class=&quot;post-58226 post type-post status-publish format-standard hentry category-nacional category-brasil-boletim tag-home content-panel&quot; id=&quot;post-58226&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Akemi Nitahara - &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Repórter da Agência Brasileira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;post-58226 post type-post status-publish format-standard hentry category-nacional category-brasil-boletim tag-home content-panel&quot; id=&quot;post-58226&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Rio de Janeiro – João Alves Filho, do Democratas, é o único negro entre os prefeitos de capital que tomaram posse no dia 1º de janeiro. Ele volta ao cargo em Aracaju (SE), depois de ter sido prefeito da cidade na década de 1970 e governador do estado em duas ocasiões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo Paixão, coordenador do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Sociais (Laeser) do Instituto de Economia (IE) lembra que, no Brasil, poucos negros exercem funções de destaque. Essa mudança de paradigma já ocorreu nos Estados Unidos, que reelegeram um negro para a presidência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“O Barack Obama é produto de uma coisa que mudou nos Estados Unidos, que foi o acesso da população negra aos espaços sociais mais prestigiados. A política eu não diria que foi [a área] mais privilegiada dessa mudança não, mas [isso se observa] no acesso às universidades, a grandes empresas, na mídia, há uma visibilidade pública maior. E isso acaba favorecendo que as pessoas achem menos estranho ter pessoas diferentes, de pele escura, exercendo funções de comando”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Paixão lembra que os Estados Unidos têm uma história que se inicia com a guerra civil e passa pelo período das leis segregacionistas, o que nunca ocorreu no Brasil. Mesmo assim, os norte-americanos produziram um presidente de evidente origem negra e o Brasil não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Para a deputada federal Benedita da Silva, apesar de o Brasil ainda não eleger muitos negros, outras lutas e representações sociais importantes foram alcançadas nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Os Estados Unidos já elegeram e reelegeram um negro para a presidência. E o Brasil ainda não conseguiu, mas já elegeu um operário, elegeu uma mulher, penso que estamos avançando, porque são lutas muito importantes também, e a cada dia vemos esses movimentos crescer e serem representados. Creio que daqui a pouco a comunidade negra vai estar em outro patamar”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Para a assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) Eliana Graça, o problema é cultural e histórico, envolvendo a disputa do poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Os negros não se candidatam não é por que não têm competência, não é bem isso. Primeiro que você tem uma cultura na sociedade que é machista e racista, né, então nós ainda não conseguimos derrubar esse racismo, nós temos uma história de submissão da raça negra, a questão da escravidão, que a gente não superou totalmente”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Eliana considera que houve avanços, mas os próprios partidos políticos não oferecem oportunidades iguais de acesso às candidaturas. Além disso, ela destaca que os negros são a parcela da população que tem menos acesso à renda e a um bom trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Com essas campanhas milionárias, como é que os negros concorrem, sem ter o financiamento público de campanha? Porque hoje se elege quem tem dinheiro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A secretária de políticas de ações afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Ângela Nascimento, afirma que, se por um lado existe a ideia de que os negros são importantes na vida da sociedade brasileira, por outro eles não são vistos como tendo as mesmas condições dos brancos para ocupar os espaços de decisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;“Se nós somos um Brasil que sempre foi colocado como miscigenado e se há uma participação bastante expressiva da população negra, porque há sub-representação da população negra nessas instâncias [de poder]?”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Para Ângela, se todos são iguais, os negros também podem dividir igualmente os espaços de poder. “Considerando que essas desigualdades estão concentradas na população negra, é fundamental que ela seja protagonista dessas mudanças”. De acordo com ela, o Brasil criou o imaginário perverso de que negros são ótimos para trabalhar e incapazes de comandar, algo que precisa ser transformado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Edição: Tereza Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à &lt;strong&gt;Agência Brasil.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/1562709096578198388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/apenas-um-prefeito-de-capital-eleito-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1562709096578198388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1562709096578198388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/apenas-um-prefeito-de-capital-eleito-em.html' title='Apenas um prefeito de capital eleito em 2012 é negro'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-8199748768752861096</id><published>2013-01-04T04:50:00.002-08:00</published><updated>2013-01-21T14:56:50.616-08:00</updated><title type='text'>História do tango</title><content type='html'>&lt;h1 class=&quot;title&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O tango nasceu num bairro de descendentes de&amp;nbsp;africanos escravizados na Argentina&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;post-39869 post type-post status-publish format-standard hentry category-brasil category-brasil-boletim tag-home content-panel&quot; id=&quot;post-39869&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;cboxElement&quot; href=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/tango.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-full wp-image-82388&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/tango.jpg&quot; width=&quot;459&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Exposição em Buenos Aires revela a “história negra” do tango&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Buenos Aires – O tango, de raízes suburbanas, tem também uma “história negra” que se relaciona com os ritmos afroargentinos, um “segredo” que foi resgatado pelo antropólogo Norberto Pablo Círio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Apesar de sempre existir esse rumor sobre a presença negra no tango, esse assunto nunca foi bem estudado e compreendido”, explica  Círio à Agência Efe, promotor da exposição “Historia Negra Del Tango”, que acaba de ser inaugurada em Buenos Aires. O antropólogo decidiu entrar em contato com a comunidade argentina de ascendência africana para saldar essa “dívida histórica e social com um dos grupos fundadores do país”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;cboxElement&quot; href=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/casal-negro-tango.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-full wp-image-82389&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/casal-negro-tango.jpg&quot; width=&quot;275&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
Desenho de casal de negros dançando tango. Publicado no periódico “La Ilustración Argentina”, de Buenos Aires, em 1882&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sob o lema que “tudo tem sua história negra, mas desta vez estamos orgulhosos”, o antropólogo organizou uma mostra composta por mais de uma centena de peças que pretendem provar este pioneiro enfoque sobre uma realidade que havia sido vagamente tratada na academia e sempre a partir de uma perspectiva branca, lembra Círio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Partituras, discos e fotografias originais de época e em sua maior parte inéditas cedidas para a ocasião formam o percurso feito nas últimas décadas do século 19 e analisa o candombe, “a música e o baile distintivos e emblemáticos desta comunidade”, e a música de carnaval, que para Círio desenham o contexto no qual nasceu o tango.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A exposição aprofunda na presença de afroargentinos nos diferentes períodos do tango como gênero, a partir da figura de Rosendo Mendizabal, “um marco indiscutível” nas origens do tango, opina o especialista.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;“Joia”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A maior “joia” da mostra, instalada no museu Casa Carlos Gardel, é uma partitura original de 1897 de “El Entrerriano”, uma das mais importantes composições de Mendizabal, cuja publicação marcou para Círio a origem da “Guardia Vieja” como período estilístico do tango.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A exposição destaca também as figuras do compositor e músico Ruperto Leopoldo Thompson, quem introduziu o chamado estilo “canyengue”, e do pianista e compositor Horacio Salgán, cujo tango “A fuego brando” foi “o germe de todo o movimento estético de Astor Piazzolla e sua escola”, assegura o antropólogo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Outro dos compositores destacados na mostra é Enrique Maciel, cuja valsa “La pulpera de Santa Lúcia”, de 1929, é de acordo com Círio “o hino, a obra emblemática das valsas crioulas”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Desde a origem do tango até o presente sempre houve músicos, compositores e dançarinos negros”, explica à Efe Horacio Torres, diretor do museu, quem lembra que dois dos seis guitarristas de Gardel eram afroargentinos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Completam a mostra partituras e discos de compositores brancos como Sebastián Piana e músicos como Alberto Castillo, que tratam a partir de diferentes perspectivas a temática da negritude.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a class=&quot;cboxElement&quot; href=&quot;http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2013/01/representante-afro-tango.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot; wp-image-82390 &quot; height=&quot;240&quot; src=&quot;http://africas.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/01/representante-afro-tango-283x300.jpg&quot; width=&quot;226&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Gabino Ezeiza , um dos representantes do Tango Afro Argentino&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Consulta inédita &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Círio considera que o inovador desta proposta é que “nunca antes a comunidade afroargentina tinha sido consultada e estudada, não havia sido dada uma oportunidade, espaço para uma palavra, voz e o voto a esta parte da história”.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para ele, “no melhor dos casos que escreveram a favor desta teoria sempre o fizeram com base unicamente em documentos escritos por brancos, o que tornava a abordagem parcial.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Esta questão foi mal estudada por falta de provas, mas fundamentalmente pela curta visão europeísta, resultante de como pensam os argentinos como nação”, em cuja construção da identidade “se enfatizou um projeto branco europeu e cobriu-se com um manto de esquecimento as outras tradições culturais anteriores, como a negra e a aborígine”, conclui.&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;
Elena Arsuaga&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Serviço:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;“LA HISTORIA NEGRA DEL TANGO”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Onde: &lt;/strong&gt;Museu Casa Carlos Gardel (Jean Jaurés, 735, Abasto, Buenos Aires, Argentina)&lt;br /&gt;
–&lt;br /&gt;
Compartilhada por Haroldo Oliveira.&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/notes/rucangola-ruca/a-historia-negra-do-tango-o-tango-nasceu-num-bairro-de-descendentes-de-escravos-/2145990667183&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://racismoambiental.net.br/2013/01/o-tango-nasceu-num-bairro-de-descendentes-de-escravos-africanos-na-argentina/&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Fonte:Combate ao Racismo Ambiental / racismoambiental &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/8199748768752861096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/historia-do-tango.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8199748768752861096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/8199748768752861096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/historia-do-tango.html' title='História do tango'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-6868499056098500151</id><published>2013-01-04T04:39:00.001-08:00</published><updated>2013-01-04T04:39:13.002-08:00</updated><title type='text'>A ascensão dos negros no Brasil</title><content type='html'>&lt;h1 class=&quot;title&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Rumo a um futuro mais igual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;div class=&quot;title&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;rg_hi uh_hi&quot; data-height=&quot;159&quot; data-width=&quot;318&quot; height=&quot;200&quot; id=&quot;rg_hi&quot; src=&quot;https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRjbmZVnQ2CWmmlsDMvBAzNE9OVbreCzwk9gnfTUxktK2EF-ZXg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;post-40108 post type-post status-publish format-standard hentry category-colunista-boletim tag-home content-panel&quot; id=&quot;post-40108&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Aos poucos, a população afrodescendente conquista importantes espaços na sociedade brasileira e de outros países. Contudo, muitas distorções precisam ser superadas&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Se alguém, por um motivo qualquer, tivesse passado os últimos 10 anos dormindo e acordasse no fim de 2012, certamente teria uma surpresa com o destaque dado a personalidades negras no país e no mundo. Essa pessoa veria o rosto de Barack Obama estampado na capa da revista Time, e descobriria que o homem de raízes africanas, eleito personalidade do ano pela publicação, comanda a mais poderosa nação do mundo. No Brasil, ela testemunharia os elogios frequentes feitos nas ruas e nas redes sociais a Joaquim Barbosa, e saberia que um afrodescendente preside hoje a mais alta Corte do país, o Superior Tribunal Federal (STF).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mesmo que Obama e Barbosa possam ser considerados casos excepcionais, suas histórias estão conectadas a um movimento real — ainda que lento — de ascensão dos negros em vários países. Aos poucos, eles deixam de ser importantes apenas nas artes e nos esportes (áreas às quais pareciam limitados pelo preconceito social) e passam a influenciar os destinos da economia, da política e do pensamento mundial. Esse processo dá esperanças de que uma sociedade mais igualitária esteja se formando e, a curto prazo, tem um impacto direto na autoestima dessa população, que passa a não ter mais vergonha de assumir sua origem.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No Brasil, esse fenômeno é nítido. “Durante muito tempo, persistiu o absurdo de pessoas com a tez negra ou com os traços afros se declararem como brancas”, afirma Nelson Inocêncio, coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), da Universidade de Brasília. “À medida que a situação social melhora, mais pessoas assumem sua identidade”, completa. A fala de Inocêncio é amparada por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último censo, de 2010, pela primeira vez na história, o percentual de pessoas que se declararam de cor preta ou parda (50,7%) foi maior do que o de indivíduos que se consideravam brancos (47%).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O estudo Dinâmica demográfica da população negra brasileira, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que esse fenômeno pode ser em parte explicado pela maior fecundidade das mulheres negras em relação às brancas. Contudo, ressalta a pesquisa, é fato que houve um aumento do número de pessoas que agora se declaram pardas e que antes preferiam dizer que eram brancas.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Desafios&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Embora 75% das pessoas que ingressaram na classe média nos últimos anos sejam negras, segundo dados da Secretaria de Assuntos &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Estratégicos da Presidência da República, essa parcela da população ainda ganha menos, enfrenta maior desemprego e tem menor escolaridade. Ainda segundo o Censo 2010, os rendimentos mensais médios de brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) são quase o dobro dos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) e indígenas (R$ 735).&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A realidade ainda desigual, reproduzida em maior ou menor escala em diversas outras nações, justifica a decisão das Nações Unidas de declarar os próximos 10 anos a Década das Pessoas com Ascendência Africana. Com a iniciativa, a ONU espera acelerar o processo de construção de uma sociedade mais igualitária e ajudar no reconhecimento internacional da importância do continente africano na constituição do mundo contemporâneo.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para o antropólogo Milton Guran, pesquisador do Laboratório de História Oral e Imagem (Labhoi) da Universidade Federal Fluminense (UFF), a África vem tendo, aos poucos, esse destaque. “A presença da África no mundo, em todos os campos, será cada vez maior. O mundo ocidental não existiria sem a incomensurável contribuição dos africanos, tanto no campo econômico quanto nos planos espirituais e culturais”, afirma. “O reconhecimento da África como protagonista maior da construção do mundo ocidental é um processo irreversível”, completa o professor.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, a visão eurocêntrica da história, ou seja, contada a partir do ponto de vista europeu, ganha contornos mais diversos, seja fora ou dentro do Brasil. “O país é tão negro quanto indígena e europeu. Como se diz à exaustão, é essa multiplicidade de raízes que faz a nossa força, a nossa singularidade como nação”, afirma Guran. Essa diversidade vem deixando de ser um mero discurso para virar um instrumento de transformação social do Brasil. “Nas últimas décadas, temos assistido a um aumento progressivo da consciência e da ação reivindicatória dos afrodescendentes e dos povos indígenas, com um apoio cada vez mais amplo do conjunto da sociedade, apesar das resistências de setores mais conservadores.”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Independentemente da cor da pele ou das origens de seus antepassados, reescrever a história do país e do mundo de maneira mais democrática é um processo que interessa a todos .”A reconstrução de uma memória coletiva — não só dos afrodescendentes diretos, mas de toda a nação — deve induzir toda a sociedade a reavaliar seus valores e preconceitos. Repensar a história da escravidão e das suas consequências é repensar toda a história do Brasil, nossa trajetória como nação”, afirma Guran, que é o representante brasileiro no Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo, da &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “Hoje, temos uma memória nacional que não se sustenta completamente por subdimensionar ou mesmo deixar de lado a força positiva da contribuição dos africanos e de seus descendentes para a construção do país e da nossa identidade nacional”, completa.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Assim, não faz sentido valorizar tantos aspectos ricos da cultura brasileira, como a música, a dança, a culinária, a agricultura e a engenharia sem valorizar aqueles que contribuíram de maneira direta para o desenvolvimento dessas áreas. “Mesmo com toda a violência que foi a escravidão, é inegável que ela produziu uma troca sem precedentes entre os diversos povos envolvidos nesse processo”, afirma Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. “Assim, é preciso dar um lugar mais positivo e respeitoso para o continente africano.”&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;O segundo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Barack Obama, que já havia sido escolhido a personalidade do ano pela Time quando foi eleito presidente dos Estados Unidos pela primeira vez, é a segunda pessoa negra a receber essa homenagem nos 86 anos da publicação. A outra foi o ativista americano Martin Luther King Jr., assassinado em 1968.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
MAX MILIANO MELO, Correio Braziliense&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;the-content&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fonte: http://www.advivo.com.br&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/6868499056098500151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/a-ascensao-dos-negros-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/6868499056098500151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/6868499056098500151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2013/01/a-ascensao-dos-negros-no-brasil.html' title='A ascensão dos negros no Brasil'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-5373261511685639244</id><published>2012-09-03T05:27:00.001-07:00</published><updated>2012-09-03T14:34:21.603-07:00</updated><title type='text'>‘Racismo é perverso’, diz a primeira doutora quilombola do Brasil</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg267dHxKgm1TK9lRbc4Uc3whWFmTEXk_u2yaq11I7cwPfY-JJKLLmI1Dyr799_tiQcxh5k-EnRqxNNZ6DV_Q4UQiDYEl-4gk5vkzWOES0JjoWOTN9stRIMH69_uqHD2O1nhFAhyphenhyphenLQnLfg/s1600/Edimara+Quilombola+Doutora.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg267dHxKgm1TK9lRbc4Uc3whWFmTEXk_u2yaq11I7cwPfY-JJKLLmI1Dyr799_tiQcxh5k-EnRqxNNZ6DV_Q4UQiDYEl-4gk5vkzWOES0JjoWOTN9stRIMH69_uqHD2O1nhFAhyphenhyphenLQnLfg/s400/Edimara+Quilombola+Doutora.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;Edimara Gonçalves Soares diz que acesso à educação para crianças 
quilomobolas é repleto de obstáculos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;alguns intransponíveis (Foto: 
Bibiana Dionísio/ G1 PR)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A primeira doutora quilombola do Brasil 
acaba de tirar o título, na área de Educação, na Universidade Federal do
 Paraná (UFPR). Edimara Gonçalves Soares, professora da rede estadual de
 ensino, defendeu a tese “Educação escolar quilombola: quando a política
 pública diferenciada é indiferente” na terça-feira (28). Formada em 
Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande
 do Sul, Edimara Soares nasceu e viveu até os 15 anos em uma comunidade 
quilombola, criada pelos bisavós dela, em Formigueiro, a 68 quilômetros 
de Santa Maria. A comunidade não tem nome e é formada por 
aproximadamente 60 famílias, que vivem do que plantam e criam.
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sempre crítica à escolarização dos 
remanescentes de quilombos, que são comunidades mais afastadas criadas 
por escravos que fugiram dos senhores de engenho, na época do Brasil 
Colonial, os sentimentos da nova doutora se confundem. “Eu tenho 
orgulho, sim. Mas é um orgulho que me faz refletir sobre o quanto a 
desigualdade, o preconceito, o racismo institucional são fenômenos 
perversos e que não são reconhecidos, dado o mito da democracia racial. 
Nós vivemos em um país da diversidade racial, que nós somos todos 
iguais… Só que nessas diversidades, as desigualdades não são 
reconhecidas, são dissolvidas”, refletiu Edimara Soares.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;padding-left: 210px; text-align: justify;&quot;&gt;
“A desigualdade, o preconceito, o 
racismo institucional são fenômenos perversos e que não são 
reconhecidos, dado o mito da democracia racial”&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para a professora, o título tem valor simbólico e concreto para o 
grupo que ela pertence. “O fato de escrever uma tese sobre a educação 
escolar quilombola, a partir de alguém que é quilombola, que é sujeito 
desta história, tem um significado singular de representação. Não é um 
estrangeiro dizendo como que é um quilombola, o que ele tem que fazer, 
como ele deveria ser. Não é o sujeito de fora narrando os nativos. É 
alguém de dentro do grupo que conta a sua própria trajetória e ao contar
 essa história, conta também a trajetória de muitos estudantes de muitas
 pessoas quilombolas”, explicou entusiasmada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Edimara acredita que a dificuldade que 
ela teve que enfrentar para ter acesso à escola é a mesma vivida pelas 
atuais crianças que vivem em quilombos. Ela lembrou que precisava 
acordar às 4h30, caminhava em torno de uma hora até o ponto onde pegava o
 ônibus.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Ela contou ainda que, em casa, precisava colher bambu e fazer uma 
fogueira para iluminar livros e cadernos. “A gente não tinha luz 
elétrica, eu estudava com fogo de chão. Não podia ficar gastando vela ou
 querosene dos lampiões, porque a gente não tinha também dinheiro para 
comprar. Toda a trajetória de estudo é marcada por muita luta, muito 
sacrifício, por muita garra e determinação”. Ela confessou que nas 
Exatas não ia muito bem e por isso precisava estudar mais. Por outro 
lado, nas Humanas “era tranquilo”. Foi com a ajuda de uma família de 
Santa Maria que conseguiu completar o Ensino Médio e ingressar na 
universidade.&lt;br /&gt;
Edimara recordou que foi uma visita do colégio onde estudava à feira 
de cursos da UFSM que a fez decidir que queria entrar na universidade.&amp;nbsp; 
“No segundo ano do Ensino Médio eu tinha um norte. Queria entrar ali”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption alignleft&quot; id=&quot;attachment_66906&quot; style=&quot;width: 356px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/09/Edimara-casa.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot; wp-image-66906 &quot; height=&quot;260&quot; src=&quot;http://racismoambiental.net.br/wp-content/upLoads/2012/09/Edimara-casa.jpg&quot; title=&quot;Edimara casa&quot; width=&quot;346&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Casa 
onde Edimara Soares nasceu e viveu até os 15 anos, no quilombo &quot;sem 
nome&quot; em Formigueiro (RS) (Foto: Arquivo pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois de desenvolver uma tese de 
doutorado, Edimara lamenta ao perceber que os obstáculos são 
praticamente os mesmos. “A minha história, quanto estudante negra 
quilombola, é semelhante e, em certas situações, idêntica à história de 
muitas crianças quilombolas que estão em fase escolar”, afirmou.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Edimara, as dificuldades são quase intransponíveis. “Às vezes
 não tem um número significativo [de alunos] para manter a escola, daí 
esta escola é fechada e essas crianças são enviadas para outro 
estabelecimento de ensino, distante da comunidade”, exemplificou. Para a
 professora, isso mostra que as nossas crianças quilombolas, até hoje, 
não tiveram ainda acesso a educação da forma que lhes é de direito. Ela 
pontuou ainda que normalmente essas crianças têm um período para 
estudar, porque chega um momento que deixam de ir ao colégio para 
trabalhar, para sobreviver.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Este e outros acontecimentos da rotina
 escolar das comunidades quilombolas do estado foram abordados e 
analisados na tese de Edimara, sob orientação da professora doutora 
Tânia Maria Baibich.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ainda que o Paraná tenha sido pioneiro 
na aplicação de medidas específicas para este público, com o 
Departamento de Diversidade e o Núcleo de Educação das Relações 
Etnicorraciais e Afrodescendência (NEREA), ambos da Secretaria Estadual 
de Educação, a ação foi “inócua a despeito de todo o investimento e 
esforço que foi feito”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Isso significa, como explicou a professora, que não se atingiu 
plenamente os objetivos inerentes à lei federal de 2003 que tornou 
obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Havia também
 o intuito de que os professores articulassem os conhecimentos 
tradicionais das comunidades quilombolas com o currículo escolar. “Esse é
 o princípio fundante da educação escolar quilombola”, destacou.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No estado, existem 42 escolas que 
atendem comunidades quilombolas, divididas em 11 municípios. Contudo, 
para que a lei fosse de fato cumprida, de acordo com Edimara, tópicos 
essenciais não foram considerados.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
“Faltou uma articulação, efetiva, com as universidades, com as 
instituições formadoras. Faltou uma parceria com as comunidades 
quilombolas e também houve uma ausência de ações pedagógicas, de maneira
 sistemática e permanente, com os professores, no interior destas 
escolas. As ações foram pontuais, não foram ações sistemáticas”, 
explicou.&amp;nbsp; Para ela também faltaram investimentos em infraestrutura e em
 aspectos administrativos, inclusive, recursos financeiros. “É a fartura
 da falta. Faltam muitas coisas na dimensão de infraestrutura”, 
complementou.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;h3 style=&quot;padding-left: 210px;&quot;&gt;
“Ninguém ensina, o que não sabe. (…) 
somos produtos de uma educação eurocêntrica, de um currículo 
monocultural”&lt;/h3&gt;
&lt;div&gt;
Edimara reforçou que a universidade não prepara os acadêmicos, 
futuros professores, para trabalhar questões etnicorraciais e de 
diversidade. A doutora é clara ao dizer que os docentes não podem ser 
culpados pela falha na aplicação da proposta da Secretaria de Educação.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“Ninguém ensina, o que não sabe. Eles, 
nós não tivemos acesso a esses conhecimentos na formação inicial, 
enquanto professores, porque somos produtos de uma educação 
eurocêntrica, de um currículo monocultural, e não foram dadas as 
condições necessárias”.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Para que se vislumbre um cenário mais adequado na educação 
quilombola, Edimara sugere a resolução das problemáticas identificadas e
 a necessidade de se reconhecer que existe o racismo. “Eu preciso 
reconhecer a existência deste fenômeno, criar mecanismo para combatê-lo,
 porque ele está presente de forma muito contundente nas escolas dentro 
das comunidades quilombolas e nas escolas fora”, assegurou. Ela cita 
ainda aumento de verbas para aquisição de material e para formação dos 
docentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Não é algo que vai ser de hoje para amanhã, demanda todo um esforço,
 uma vontade política e de investimento financeiro”, destacou.&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;As ações afirmativas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Edimara se diz favorável à&amp;nbsp;lei 
sancionada na quarta-feira (29) pela presidente Dilma Rousseff&amp;nbsp;que 
determina o sistema de cotas sociais nas universidades federais. De 
acordo com a lei, metade das vagas oferecidas é de ampla concorrência, 
já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e 
renda familiar. As universidades terão quatro anos para se adaptarem. 
Atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais. 
Além disso, apenas 25 delas possuem reserva de vagas ou sistema de 
bonificação para estudantes negros, pardos e indígenas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“O fato de eu ser a primeira doutora 
quilombola do país mostra o quanto nosso país precisa investir no 
combate às desigualdades sociais. Ainda existe um abismo, 
principalmente, nas questões relacionadas a educação, ainda que os 
governos estadual e federal venham investindo em políticas afirmativas e
 inclusivas”, afirmou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Edimara acrescentou que esta 
desigualdade é histórica e acumulada, desde 1888 quando foi abolida a 
escravidão no Brasil. “A liberdade veio, porém, sem medidas para 
integrar a população negra, sem que possibilitasse acesso social e 
educacional”, disse Edimara. Na avaliação dela, as cotas vêm para 
promover a igualdade de oportunidade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
“O objetivo maior da política afirmativa
 é combater e, possivelmente, eliminar o lastro de desigualdades 
sociais. Se tu fores fazer uma radiografia das pessoas que hoje estão 
nos cursos de mais prestigio na universidade, como Medicina, 
Arquitetura, Engenharia, Direito, dificilmente tu vais encontrar, na 
mesma proporção, negros e brancos”, argumentou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
http://g1.globo.com/parana/noticia/2012/09/racismo-e-perverso-diz-primeira-doutora-quilombola-do-brasil.html&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/5373261511685639244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/09/racismo-e-perverso-diz-primeira-doutora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5373261511685639244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5373261511685639244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/09/racismo-e-perverso-diz-primeira-doutora.html' title='‘Racismo é perverso’, diz a primeira doutora quilombola do Brasil'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg267dHxKgm1TK9lRbc4Uc3whWFmTEXk_u2yaq11I7cwPfY-JJKLLmI1Dyr799_tiQcxh5k-EnRqxNNZ6DV_Q4UQiDYEl-4gk5vkzWOES0JjoWOTN9stRIMH69_uqHD2O1nhFAhyphenhyphenLQnLfg/s72-c/Edimara+Quilombola+Doutora.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-5834676510241442479</id><published>2012-09-01T19:06:00.002-07:00</published><updated>2012-09-01T19:13:50.119-07:00</updated><title type='text'>Angola encerra campanha eleitoral com MPLA como favorito</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzkzg2q3Y6516CirYK_o99h4O55LAsqsfUvRY_GrTMvGMX8Q3FK0Av0MI_LIl5qfDZd52RuTxSUmMpbS3g1oOXm2qUVFOVH3CHSx2m85yY163rTaNmlLb4qFlUWxA0GDnyx47QPjvGSoM/s1600/Eduardo+dos+santos.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;258&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzkzg2q3Y6516CirYK_o99h4O55LAsqsfUvRY_GrTMvGMX8Q3FK0Av0MI_LIl5qfDZd52RuTxSUmMpbS3g1oOXm2qUVFOVH3CHSx2m85yY163rTaNmlLb4qFlUWxA0GDnyx47QPjvGSoM/s400/Eduardo+dos+santos.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
José Eduardo dos Santos, presidente de Angola: praticamente reeleito&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Luanda – Angola encerra nesta quarta-feira sua campanha para a&amp;nbsp;eleição&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;geral desta sexta-feira, a segunda no país desde o fim da guerra civil, em 2002, com o partido governamental Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) como favorito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O presidente do país, José Eduardo dos Santos, encerrou a campanha do MPLA em um grande evento realizado ao lado do estádio Onze de Novembro, em Angola, no qual defendeu que seu grupo político ”é o partido da verdade, do presente e do futuro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;”Não escondemos as dificuldades que o país vive. Somos realistas e pragmáticos. O MPLA estuda os problemas, identifica os caminhos para resolvê-los e explica ao povo”. disse Santos, que está na presidência angolana desde 1979.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;”Existe os que prometem muito. Prometer é fácil, sobretudo quando não se conhece as responsabilidades do Estado”, disse o líder em referência aos partidos opositores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Isaias Samakuva, líder do principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), defendeu eleições transparentes no ato de encerramento da campanha de seu partido, em Huambo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Nesta quinta-feira será realizada uma jornada de reflexão em Angola, por isso qualquer ato de campanha está proibido. Na sexta-feira, 9,7 milhões de angolanos estão convocados para votar e escolher os 220 deputados da Assembleia Nacional. As eleições serão acompanhadas por 88 observadores estrangeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Os mais votados da lista do partido vencedor serão nomeados presidente e vice-presidente do país. Há apenas uma década, a ex-colônia portuguesa pôs fim a um conflito armado que durou 27 anos e colocou em campos opostos o MPLA e a Unita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;As eleições de sexta-feira serão as terceiras realizadas em Angola desde sua independência, em 1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;http://feedproxy.google.com/~r/ExameMundo/~3/pmcrbnDdhOc/angola-encerra-campanha-eleitoral-com-mpla-como-favorito&quot; target=&quot;blank&quot;&gt;Fonte: – http://feedproxy.google.com/~r/ExameMundo/~3/pmcrbnDdhOc/angola-encerra-campanha-eleitoral-com-mpla-como-favorito&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/5834676510241442479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/09/angola-encerra-campanha-eleitoral-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5834676510241442479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/5834676510241442479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/09/angola-encerra-campanha-eleitoral-com.html' title='Angola encerra campanha eleitoral com MPLA como favorito'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzkzg2q3Y6516CirYK_o99h4O55LAsqsfUvRY_GrTMvGMX8Q3FK0Av0MI_LIl5qfDZd52RuTxSUmMpbS3g1oOXm2qUVFOVH3CHSx2m85yY163rTaNmlLb4qFlUWxA0GDnyx47QPjvGSoM/s72-c/Eduardo+dos+santos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-9208462488636039619</id><published>2012-08-25T06:51:00.000-07:00</published><updated>2012-08-25T07:45:39.711-07:00</updated><title type='text'>Destrinchando o massacre de Marikana</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sul-africanos estão horrorizados com um violento incidente de 16 de agosto 2012, que lembra os dias mais sombrios do passado do país do apartheid: a morte por policiais armados de cerca de trinta e quatro mineiros (o número exato ainda não foi confirmado) em uma mina de platina de propriedade da gigante britânica Lonmin, empresa localizada perto de Rustenberg, no norte do país. Os ministros do governo e figuras do alto escalão do partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) estão expressando simultaneamente perplexidade, choque e indignação com o que se tornou conhecido como o “massacre de Marikana”. O discurso recorrente é que a tarefa agora é entender o que está por trás da tragédia, e que é muito cedo para “apontar dedos” aos culpados. O presidente Jacob Zuma, por sua vez, prometeu a nomeação de uma comissão de inquérito com um escopo amplo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Há, em suma, uma mistura de perplexidade, surpresa e remorso entre a elite dominante. Mas por que a surpresa? O aviso estava dado aos poderosos há muito tempo, mesmo que fosse indecifrável para aqueles que não tivessem vontade de enxergá-lo. Na verdade, o massacre de Marikana era uma tragédia iminente. Quando a comissão de inquérito vier para escrever seu relatório, – apesar de ser muito improvável alocar qualquer responsabilidade antes da eleição da liderança do ANC em Mangaung (Bloemfontein) em dezembro de 2012 – pode escolher destrinchar as causas do massacre de Marikana em quatro fatores.&lt;span id=&quot;more-65559&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Os sindicatos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A rivalidade entre a União Nacional dos Mineiros (NUM na sigla em inglês, National Union of Mineworkers), maior afiliada do Congresso de Sindicatos Sul-africanos (Cosatu) alinhada ao ANC, e o Sindicato da Associação da Mineração e Construção (AMCU na sigla em inglês, Association of Mining and Construction Union) estão entre os motivos mais externos do massacre de 16 de agosto. O AMCU originalmente se separou do NUM em 1998, mas vem ganhando destaque apenas nos últimos dois ou três anos – nomeadamente nas minas da Implats e da Lonmin no emergente cinto de platina em Rustenburg, na Província do Noroeste, próxima do norte de Joanesburgo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O AMCU tem crescido à custa do NUM, embora o NUM tenha destituído seu rival seguindo o desejo dos patrões de minar a paz entre os dois. A Lonmin diz que informou o NUM em março de 2012 que os membros do sindicato entre os trabalhadores da empresa tinham caído para menos de 51%. Isto significou que, em termos de acordo de reconhecimento entre a empresa e NUM, o último teve seis meses para restaurar seu nível de adesão, sob a pena de novos acordos de negociação acabarem. O resultado imediato foi uma campanha de recrutamento agressiva do NUM, que foi recebida com uma resposta igualmente agressiva do AMCU (que provavelmente alcançou um nível de adesão de cerca de 20%, principalmente entre perfuradores).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A competição que se seguiu tornou-se cada vez mais violenta, com ambos NUM e Lonmin alegando serem vítimas. O primeiro de forças desonestas que procuram dividir a unidade do movimento dos trabalhadores, a última de uma disputa intersindical, alegando ser impotente para impedi-la. A comissão de inquérito trabalhará para acompanhar os detalhes, mas quando se trata de analisar a dinâmica da rivalidade, quase certamente apontará para um crescente abismo entre os trabalhadores das minas e os funcionários sindicais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O NUM em si está desconfortavelmente ciente disso. Desde 1994 encomendou cinco inquéritos quinquenais de como seus membros veem o sindicato e de como ele aborda as suas necessidades. Recentemente, tem-se falado em fazer essa pesquisa uma vez a cada dois anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A crítica padrão da direita à Cosatu é a de que ela está se tornando o veículo de uma camada privilegiada de trabalhadores formalmente empregados entre um mar de empregados informais e desempregados. Isto é, sem dúvida, injusto, até porque os níveis salariais médios para os trabalhadores, mesmo os formalmente empregados, permanecem tristemente baixos, e os salários precisam chegar aos lares mergulhados na pobreza extrema. No entanto, pode-se argumentar que há uma dimensão de classe cada vez maior para as políticas internas da COSATU, da qual o NUM não é imune – notadamente o uso do gabinete do sindicato para fins de mobilidade ascendente pessoal, e não como um projeto para lutar pelas batalhas da classe operária.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Na verdade, no pós-apartheid da África do Sul, a dispensa de relações industriais dada a sindicalistas levou as lutas dos trabalhadores do chão de fábrica e das minas para as salas de reuniões, assim como os próprios sindicatos estabeleceram e fizeram crescer empresas de investimento que, embora formalmente separadas, oferecem perspectivas de oportunidade, enriquecimento e lucro. Sem surpresa, o AMCU expressa o descontentamento, raiva e frustração de alguns dos que sentem que estão sendo deixados para trás e ignorados pelos empregadores, pelo governo, pelo ANC e também pelo movimento sindical estabelecido. Não admira que as demandas do AMCU sejam por aumento de três vezes o salário atual mais um mês de férias e direito a um padrão de vida decente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;A polícia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O segundo fator para a tragédia de Marikana está no estilo de policiamento preocupantemente, similar ao do Apartheid. Imagens do massacre de Marikana na televisão mostraram policiais armados, alguns deles em uniformes camuflados, confrontando os trabalhadores do AMCU que estavam protestando. Sim, os trabalhadores estavam portando tocos de madeira, facas e outras coisas. Também não é improvável, como a polícia afirma, que alguns deles estivessem armados com pistolas e pudessem até mesmo ter começado a batalha que teve consequências tão desastrosas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas é tudo tão previsível. O policiamento pós-apartheid foi feito para fugir dos velhos tempos, quando a polícia patrulhava os municípios em conflito e a maioria negra era o inimigo. Mesmo agora, há muita hipocrisia em torno de noções reconfortantes como “policiamento comunitário” e “servir o público”. E, certamente, é difícil lá fora, com a própria polícia sofrendo muitas mortes violentas, bem como recebendo remunerações desmoralizantemente baixas. No entanto, ao lado de alguns progressos em termos de modos mais aceitáveis de policiamento, há sinais preocupantes de regressão.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A prisão de um esquadrão policial em KwaZulu-Natal que tinha feito justiça com suas próprias mãos é um exemplo; a alta incidência de mortes em detenções policiais (embora menos do que sob o apartheid) é outra. Mas Marikana resgata a mudança para a militarização do policiamento, prefigurado por eventos em 2010 (um chamado pelo antigo ministro adjunto de polícia Fikile Mabalula para a transformação da polícia em uma força paramilitar, seguido pelo retorno a um sistema de patentes semelhante ao militar). Mesmo antes disso, a controvérsia irrompeu em torno de declarações do então policial superior Bheki Cele, que foram amplamente interpretadas como endossar uma política de “atirar para matar” da polícia. Cele refuta vigorosamente essa leitura de seus comentários, mas mesmo assim eles parecem apontar para uma posição mais dura, um estilo de policiamento “sem brincadeiras” no qual a preparação para recorrer à violência para enfrentar o crime tornou-se cada vez mais aceitável.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Em Marikana, a polícia reivindica que os mineiros grevistas atiraram primeiro. Eles podem estar certos, mas muitas questões ainda se seguiram, nomeadamente o uso de munição real, em tão aparente desproporção. Talvez, como em Sharpeville, em 1960, a polícia tenha entrado em pânico (há histórias de ordens erradas sendo dadas). Mas qualquer que seja o caso, o nível de abate foi imperdoável. Alguns dias antes de Marikana, foi relatado que o número de protestos na África do Sul entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2012 já ultrapassou o número mais alto registrado para um único ano desde 2004. Cada vez mais, ao que parece, a polícia da África do Sul está sendo trazida para confrontos com uma revolta cada vez maior dos pobres. Marikana foi apenas mais um episódio.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Os políticos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Um terceiro fator é a falha dos políticos em assumir a responsabilidade. A disputa na Lonmin (anteriormente Lonhro) foi retumbante por meses. Cerca de uma semana antes do massacre, a administração aumentou a segurança e chamou a polícia. Posteriormente, dois policiais foram agredidos até a morte, aparentemente por simpatizantes do AMCU. Mais policiais foram para a região. Após 10 mortes, policiais mais experientes vieram, mas ainda assim os políticos ficaram longe. Enquanto o tempo passava, funcionários seniores da AMCU foram chamados para atender os trabalhadores em greve, que estavam reunidos em uma colina próxima, enquanto os próprios trabalhadores demandavam falar com a gerência sênior. Enquanto a administração não aparecia, os trabalhadores foram ficando cada vez mais irritados e a cena estava pronta para, em 16 de agosto, a polícia decidir desarmar o grupo. Os policiais portavam armas de “gerenciamento de multidões” e balas de borracha, mas também estavam armados com munição real.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Enquanto isso, os ministros do governo que poderiam ter se envolvido para acalmar uma disputa que estava visivelmente ficando fora do controle optaram por se afastar e ver a crise como um simples assunto sindical. Talvez fosse politicamente perigoso se aventurar no território da Cosatu, adotar uma posição neutra entre o AMCU e o NUM. Quando, antes da tragédia, a Câmara de Minas havia tentado juntar os dois sindicatos para negociações, o NUM havia se recusado a se reunir com o AMCU. Quando, tardiamente, a ministra de Minas, Susan Shabangu, procurou reunir as diferentes partes, seu departamento supostamente omitiu o convite ao AMCU, alegando que não o reconhecem como um sindicato legítimo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tardiamente, após o massacre, os ministros estão ansiosos para serem vistos tomando decisões – com o ministro da polícia, Nathi Mthethwa, agora lançado no meio do problema. A crise também está acentuando um abismo político crucial. O contraste entre o estilo das visitas à Marikana do Presidente Zuma e de seu discípulo-agora-inimigo Julius Malema foi simbólico. Zuma estava numa conferência em Harare quando o massacre ocorreu. Talvez ele não pudesse chegar à Marikana mais cedo, mas quando o fez, foi no tardar da noite. Reuniu-se com a gerência e visitou os feridos no hospital. Sua principal resposta foi a nomeação da comissão de inquérito – uma ação sensata, porém burocrática, e que provavelmente não apaziguará os trabalhadores em greve.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Já Malema, – expulso do ANC em março de 2012 após longos procedimentos disciplinares partidários, que muitos acreditam terem sido impulsionados por sua campanha contra Zuma, – dirigiu de sua casa, em Polokwane, sem qualquer autoridade formal, recusou a proteção oferecida pela polícia, e foi desarmado e sem escolta em um grande campo aberto, onde os mineiros em greve estavam esperando por ele. Lá, ele protestou contra Zuma (“ele não se preocupa com os mineiros, ele veio aqui ontem à noite e reuniu-se com os brancos” [isto é, a gerência] … Ele foi falar com as pessoas brancas, não com vocês. Não foram os brancos britânicos que foram mortos, foram vocês”).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Malema protestou contra a polícia, protestou contra Cyril Ramaphosa (antigo secretário-geral do NUM e agora rico homem de negócios, que se aliou ao presidente da comissão disciplinar que expulsou do ANC), e protestou contra o NUM (“quando os trabalhadores têm problemas, o NUM os vende”).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A intervenção de Malema ainda pode se provar importante. Quando ele foi expulso do ANC (e, aparentemente, o fisco foi enviado atrás dele para consultar seus altamente duvidosos assuntos financeiros), parecia para muitos que ele tinha sido derrotado, que Zuma vencera. Agora, isso não é tão claro. Vamos esquecer que as políticas populistas de Malema ameaçam levar a África do Sul na direção do Zimbábue de Robert Mugabe: provavelmente nenhum outro político na África do Sul poderia ter caminhado naquele campo desarmado e ter saído vivo – certamente não os membros do Partido Comunista da África do Sul, que estão alinhados à Zuma e trabalhando arduamente para reelegê-lo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Até agora, o vice-presidente Kgalema Motlanthe do ANC (outro antigo ex-secretário-geral do NUM) tem sido reticente sobre disputar as eleições para a presidência do ANC contra Zuma em Mangaung. Mas com Zuma rapidamente perdendo seu fascínio (e muitos diriam o seu controle sobre o governo), e com Malema ameaçando minar a base de apoio do ANC entre os pobres, pode ser que Motlanthe seja cada vez mais pressionado a ficar para a festa promovida por aqueles que – com razão – começaram a se preocupar com a longevidade do ANC.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;strong&gt;Os empregadores&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No cerne dos problemas em Marikana estão o legado e o desempenho atual da indústria de mineração. A economia da África do Sul foi, notoriamente, construída sobre a superexploração do trabalho do imigrante vindo de territórios vizinhos e dos bantustões [ pseudoestados de base tribal criados pelo regime do apartheid na África do Sul, de forma a manter os negros fora dos bairros e terras brancas]. Aos poucos, a partir de 1970, as coisas mudaram. Por razões econômicas e políticas, a mão-de-obra estrangeira foi em grande parte eliminada (ou, no caso do Lesotho, rodeado pela África do Sul, fortemente reduzida). Isto pressagiou uma nova paisagem mineira, que ganhou força a partir de 1994. Suas principais características têm sido uma queda maciça na mineração de ouro, a ascensão da platina ao lado de outros minerais, e o fechamento dos conjugados nos quais trabalhadores migrantes eram enclausurados à força.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Hoje, cada vez mais, as minas tiram as suas forças de trabalho das comunidades locais, e nelas, aqueles que ainda mantêm ligações com os antigos bantustões residem em quintais e barracos. Entretanto, como as minas se tornaram cada vez mais intensivas em capital, a proporção da força de trabalho que é permanentemente empregada diminui, e numerosos mineiros são agora casualmente empregados ou fornecidos por empresas contratantes.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém deve lamentar o fim dos conjugados. Entretanto, isso tem permitido a externalização de muitos dos custos sociais de cuidar de trabalhadores – de alimentação e habitação à saneamento. O ônus recai sobre as comunidades locais, já sobrecarregadas, no mesmo momento em que o governo local na África do Sul está entrando em colapso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Muitas vezes supõe-se que esta é uma época na qual as atitudes e práticas das empresas de mineração estão se tornando mais esclarecidas; na verdade, todas as grandes mineradoras são signatárias de uma “carta de mineração” que promete maravilhas. Mas um relatório da Bench Marks Foundation, coincidentemente lançado pouco antes do massacre, relata uma enorme discrepância entre as promessas das mineradoras e suas práticas. Ele também destaca (entre outros) a falta de instalações educacionais e de treinamento, poluição ambiental, e uma total ausência de preocupação com as condições sociais dos trabalhadores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
No caso da Lonmin, 9.000 trabalhadores foram demitidos em 2011, e os que perderam seus empregos enquanto participavam do programa de habitação da empresa foram, ao mesmo tempo, privados de suas casas. A gestão da empresa não está imune à especulação de que não se preocupa entre os conflitos do AMCU e do NUM, já que é melhor enfrentar apenas um deles do que uma força de trabalho unida por um único sindicato determinado a buscar melhores condições aos trabalhadores.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O massacre em Marikana coincidiu com um momento em que muitos sul-africanos têm se sentido cada vez mais inquietos, que temem que a promessa de 1994 desapareceu e que o país perdeu o rumo. Com alguma esperança, ele servirá para sacudir a consciência nacional, envergonhando aqueles que afirmam que a única maneira de atrair o investimento estrangeiro é reduzindo o custo, e repensar as condições de trabalho. Mas não contem com isso: por enquanto, possivelmente, a tragédia pode comprometer a presidência Zuma, mas outros choques ainda podem ser necessários antes que o governo e os empregadores se juntem para um combate sério à pobreza e à desigualdade.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Roger Southall&lt;br /&gt;
Publicado no site OpenDemocracy, traduzido pelo Canal Ibase&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;em&gt;Tradução: Isis Reis&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.canalibase.org.br/destrinchando-o-massacre-de-marikana/&quot;&gt;http://www.canalibase.org.br/destrinchando-o-massacre-de-marikana/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/9208462488636039619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/08/destrinchando-o-massacre-de-marikana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/9208462488636039619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/9208462488636039619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/08/destrinchando-o-massacre-de-marikana.html' title='Destrinchando o massacre de Marikana'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-7745496330799354538</id><published>2012-08-23T16:00:00.005-07:00</published><updated>2012-08-25T07:44:17.590-07:00</updated><title type='text'>Mulheres negras brasileiras de destaque na política</title><content type='html'>&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_bAWINPWK8OLzB-tkKmVUL3nWv-YsXRpBra3GZZBx4YZfmHSLYmlqhrMQIxU6XAed_fLGrpR4c6fvamZh_cdxlXOzbLmKyLCraYxOko_rahDVaMyahy8TqCKQE101LoWHgI_EwTDf5vg/s1600/13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_bAWINPWK8OLzB-tkKmVUL3nWv-YsXRpBra3GZZBx4YZfmHSLYmlqhrMQIxU6XAed_fLGrpR4c6fvamZh_cdxlXOzbLmKyLCraYxOko_rahDVaMyahy8TqCKQE101LoWHgI_EwTDf5vg/s1600/13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica1.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/FIZvHI40H2105paq2W4Ewo6CFAd0CdTaONE-IbL001KLHvVVoGUhm-6db-I443QtU2K2LnQ8O8V3L0IW8LXHqeMIXEiS5cw3/13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Dados do IBGE apontam que existem, no Brasil, cerca de 97 milhões de pessoas negras. Segundo um estudo realizado pela União dos Negros pela Igualdade (Unegro) em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (MG) os negros tem baixa representatividade no Parlamento. O estudo revelou que apenas 0,0001% dos negros brasileiros exercem mandatos nas principais casas legislativas. A pesquisa foi realizada no Congresso Nacional, nas 27 assembleias legislativas do País (incluindo o Distrito Federal) além das câmaras municipais de todas as capitais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Atualmente, a Câmara dos deputados é composta por 9% de parlamentares negros, ou seja, 44 dos 513 deputados federais. Já nas Assembleias Legislativas de todo o Brasil, foram constatadas a presença de 46 deputados, alguns estados não possuem parlamentares afrodescendentes. A falta de representatividade também atinge as câmaras municipais, principalmente das capitais do país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;No caso das mulheres negras a diferença é ainda mais acentuada, elas não ocupam na mesma proporção os espaços institucionais da vida política nacional. Mesmo com essa falta de representatividade de &lt;b&gt;Mulheres Negras&lt;/b&gt; nas principais casas legislativas! Abaixo segue uma lista de &lt;b&gt;13 mulheres negras brasileiras em destaque na política&lt;/b&gt;:&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Antonieta de Barros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuWeI6J8gwjRC7K3QxbIAmVxddPfI-WM8A3UxbR0HCGRypjm8jV0qYXDUep5Uh9YmuMFvh5MZGVF1pXkuf7CorsnCixFF5lPaWV2JSoHNkXk4I9wP8PkhQNNBD3hqNpcbUrbZjZCmldKY/s1600/AntonietadeBarrosaprimeiraaassumirummandatopopularnoBrasil2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjuWeI6J8gwjRC7K3QxbIAmVxddPfI-WM8A3UxbR0HCGRypjm8jV0qYXDUep5Uh9YmuMFvh5MZGVF1pXkuf7CorsnCixFF5lPaWV2JSoHNkXk4I9wP8PkhQNNBD3hqNpcbUrbZjZCmldKY/s1600/AntonietadeBarrosaprimeiraaassumirummandatopopularnoBrasil2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/CVpfhs%2aT51l0LxUNXbeNCqwlp4G3gX%2amIPOHlYmXsdUbu3G0tyJZ6QA5aIYF1-VNVK7jxpyQp7CJH9xUYfCyL%2axEsvjcokqZ/AntonietadeBarrosaprimeiraaassumirummandatopopularnoBrasil.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Nascida em 11 de julho de 1901, &lt;strong&gt;Antonieta de Barros&lt;/strong&gt; foi &lt;strong&gt;a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina&lt;/strong&gt;. Educadora e jornalista atuante, teve que romper muitas barreiras para conquistar espaços que, em seu tempo, eram inusitados para as mulheres – e mais ainda para uma mulher negra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Deu início às atividades como jornalista na década de 1920, criando e dirigindo em Florianópolis, onde nasceu, o jornal A Semana, mantido até 1927. Na mesma década, dirigiu o periódico Vida Ilhoa, na mesma cidade. Como educadora, fundou o Curso Antonieta de Barros, que dirigiu até a sua morte, em 1952, além de ter lecionado em outros três colégios. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Manteve intercâmbio com a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino e, na primeira eleição em que as mulheres brasileiras puderam votar e receberem votos, filiou-se ao Partido Liberal Catarinense, que a elegeu deputada estadual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Tornou-se, desse modo, a primeira mulher negra a assumir um mandato popular no Brasil, trabalhando em defesa dos diretos da mulher catarinense&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Theodosina Rosário Ribeiro&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpathPXjAVkfkUAcI-JwnsOSOz9ZXRu1GtvJuHmVPuVUNx9uLEKD8sKEx4gciJZ8IWjNh6RN1vclV3Wp6EN0aVOYq_Z9xDSe4nNftoTngTsWaFU5EL7h6RbQl3HZe9YpA5QOnIUsFCg-Q/s1600/TheodosinaRosrioRibeiro4.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpathPXjAVkfkUAcI-JwnsOSOz9ZXRu1GtvJuHmVPuVUNx9uLEKD8sKEx4gciJZ8IWjNh6RN1vclV3Wp6EN0aVOYq_Z9xDSe4nNftoTngTsWaFU5EL7h6RbQl3HZe9YpA5QOnIUsFCg-Q/s1600/TheodosinaRosrioRibeiro4.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/IAsYlcPT9mqGl9HJAlmiPZLOgH9ROj7By4D6DxNKvv1G7-Tm3MR7zZnhz1F%2a0dtSx5rE4TyoW4ANMesXtXoAsvYSMDMIMjBh/TheodosinaRosrioRibeiro4.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Theodosina Rosário Ribeiro&lt;/strong&gt; foi &lt;b&gt;à primeira deputada negra da Assembléia Legislativa de São Paulo&lt;/b&gt;. Nasceu em 29 de maio de 1930 na cidade de Barretos (SP). Quarenta anos depois, em 1970, a maior cidade da América Latina a elege como primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo. E, em 1974, a primeira deputada negra da Assembléia Legislativa do Estado, onde ocupou também o cargo de vice-presidente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Theodosina formou-se filósofa, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da universidade de Mogi das Cruzes, e advogada, pela FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas. Na vida pública, teve quatro candidaturas vitoriosas - uma como vereadora e três como deputada estadual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ela se tornou uma referência e estímulo para negras e negros&lt;/strong&gt;. Depois dela, outras mulheres negras se engajaram na vida pública. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Benedita da Silva&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi32l-ZaFy-Zch3XEO_AbSobgOXcek9c-vtaw7278kVuyTPk8-GqRNlpbkkrCP9pU_B3XA2CcPTrYwOE2oJx-9bZbY2-m2XAAgVI-Zs7x7I5d2qmVsEQJW2oLkKyKJ0uTPpICnUAWGNzN8/s1600/Benedita_da_Silva2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi32l-ZaFy-Zch3XEO_AbSobgOXcek9c-vtaw7278kVuyTPk8-GqRNlpbkkrCP9pU_B3XA2CcPTrYwOE2oJx-9bZbY2-m2XAAgVI-Zs7x7I5d2qmVsEQJW2oLkKyKJ0uTPpICnUAWGNzN8/s1600/Benedita_da_Silva2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/PlzVWaEX7kC2hqghJ5j5tNlHg-ywW53koNWu9BDvGt9WfNF9gwk0-a0rYT9NqoMPRJTYf9Ry%2aIWyc-GRX%2asZV4c9a5Qf60sh/Benedita_da_Silva2.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Benedita Sousa da Silva Sampaio&lt;/strong&gt;, nasceu em 1942 no cidade do Rio de Janeiro, e viveu, durante 57 anos, no Morro do Chapéu Mangueira no Leme. Formada no curso de Serviço Social, iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora do Rio de Janeiro em 1982, após militância na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi eleita deputada federal, e se reelegeu para este cargo em 1990. Na Legislatura de 1987-1991, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte, onde atuou como titular da Subcomissão dos Negros, das Populações Indígenas e Minorias. Em seguida, passou à Comissão de Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Em 1992, foi candidata do PT a prefeitura do Rio de Janeiro. &lt;b&gt;Em&lt;/b&gt; &lt;b&gt;1994, elegeu-se senadora, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar uma vaga no Senado&lt;/b&gt;. Foi eleita vice-governadora do Rio de Janeiro em 1998 na chapa de Anthony Garotinho. Para assumir o cargo, renunciou ao mandato de Senadora, que só terminaria em 2002.  Com a renúncia de Anthony Garotinho para concorrer à Presidência da República em abril de 2002, &lt;strong&gt;assumiu o governo do estado do Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Em 2001, presidiu a &lt;strong&gt;Conferência Nacional de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas&lt;/strong&gt;, que reuniu mais de dez mil pessoas de todo país, entre lideranças de ONGs e governos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Com a eleição de Lula para a Presidência da República, assumiu a Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social, com status ministerial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Assumiu em janeiro de 2007, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, no Governo Sérgio Cabral Filho. Foi em 2010 eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Marina Silva&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMFz-zNny5bTIpKx_0pIVD9eaa_Tabq3moGNBMykgA27wn05s98k1GOTBdiwSrfQefgpZ1dehrra6MGFINeS67_v94uupP3ki59L1CCDKSAOjlhtJDPQKbKreY4VNVEV6nBDdndS_q1kU/s1600/Marina_Silva.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjMFz-zNny5bTIpKx_0pIVD9eaa_Tabq3moGNBMykgA27wn05s98k1GOTBdiwSrfQefgpZ1dehrra6MGFINeS67_v94uupP3ki59L1CCDKSAOjlhtJDPQKbKreY4VNVEV6nBDdndS_q1kU/s320/Marina_Silva.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/jqAkYSH8g-fhJAB8toZYSTCM2LPounIUYb7jbuu4-BAS0dCyJnSpOJfzGPwSVm2aXwmowdppmIu%2aV4IG6Nx9ipl35I0-nlbp/Marina_Silva.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima,&lt;/strong&gt; nasceu no Rio Branco em 8 de fevereiro de 1958, é uma ambientalista, historiadora, pedagoga e política brasileira. Foi senadora pelo estado do Acre durante 16 anos. Atualmente, está sem partido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Foi &lt;strong&gt;Ministra do Meio Ambiente&lt;/strong&gt; no Governo Lula do seu início (2003) até 13 de maio de 2008. Também foi candidata à &lt;strong&gt;Presidência da República em 2010&lt;/strong&gt; pelo Partido Verde (PV), obtendo a terceira colocação entre nove candidatos, com 19,33% da porcentagem total - expressivos 19.636.359 votos válidos em todo o território nacional. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&quot;Também sou negra, mas seria muito pretensioso da minha parte me apresentar como similar ao Obama&quot;&lt;/strong&gt;. Marina Silva, em entrevista durante a campanha para presidente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Janete Pietá&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXa3b7Czgwd4w7EUV4EzIfPQ_Cr-xolfQ3mkSxx4QbQg2RP_S5n0_CbRK5NGdETbFo7nH6nLUYE6JY51GptqMZymtgk_nZW2CpZ0RNm4xIKCxJptXHB30n1Aj-uPTff5PJ3RrOSzNSJco/s1600/JanetePiet.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiXa3b7Czgwd4w7EUV4EzIfPQ_Cr-xolfQ3mkSxx4QbQg2RP_S5n0_CbRK5NGdETbFo7nH6nLUYE6JY51GptqMZymtgk_nZW2CpZ0RNm4xIKCxJptXHB30n1Aj-uPTff5PJ3RrOSzNSJco/s1600/JanetePiet.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/VItOCMUEpGPHwXy3lBLb4nkW2f0Jo2QlhokZKaO8KyU-h6dFnEkbFO2P9wYwc2y0ExiYm7eSaRpjZoAv6mWXAUwtQSvCWNH4/JanetePiet.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Janete Rocha Pietá&lt;/strong&gt;, nasceu no Rio de Janeiro em 3 de novembro de 1946, é uma política brasileira. Formou-se em História pela Faculdade de Filosofia Ciências Santa Úrsula, em 1971. Ainda no Rio de Janeiro, trabalhou como professora, até mudar-se para Belo Horizonte, em 1972, onde prosseguiu em seu ofício até 1974. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Chegou a Guarulhos em 1974. Foi metalúrgica até 2001. Participou das lutas sindicais e atuou nos movimentos de moradia. Janete Pietá foi a primeira mulher a se formar pelo SENAI, em 1977. Licenciou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Guarulhos, em 1993. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Eleita deputada federal&lt;/strong&gt; em 2006 pelo Partido dos Trabalhadores de São Paulo, com 116.865 votos, foi à única representante mulher entre os 14 eleitos pelo PT do estado de São Paulo &lt;strong&gt;e a primeira parlamentar afro-descendente eleita pelo PT paulista para a Câmara dos Deputados&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Jurema Batista&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhITG9NUcS-RmzhX8cXpnyU-DIl-v3aT6Oyc4e0YodWbPVHxn6v52BK0eGfHnhEIdHsXF1N4z0oB88QdU7et82v_n_MYHRWelyRA5DawM5Pp-M28LhZ2WkW5sIbkhuihvo1DhL1wwgkGTM/s1600/JuremaBatistalivro2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhITG9NUcS-RmzhX8cXpnyU-DIl-v3aT6Oyc4e0YodWbPVHxn6v52BK0eGfHnhEIdHsXF1N4z0oB88QdU7et82v_n_MYHRWelyRA5DawM5Pp-M28LhZ2WkW5sIbkhuihvo1DhL1wwgkGTM/s320/JuremaBatistalivro2.jpg&quot; width=&quot;209&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/aEiN-h8HYCYBKG1pp18UqEnCwmLqEZaqksSLNBUuJplHVh6thstYbjYDYoGIPEoqB-6ujZGaiSaz8gB8GcMYrchaQ6b%2aNgl%2a/JuremaBatistalivro2.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;Jurema Batista&lt;/b&gt; começou a carreira política como presidente da Associação de Moradores do Andaraí, em 1979. E formada em português e literatura pela Universidade Santa Úrsula, participou da criação do Partido dos Trabalhadores, Rio de Janeiro, no início da década de 80. Foi eleita &lt;strong&gt;três vezes vereadora pelo PT&lt;/strong&gt;, a primeira em 1992. Em 2002, foi eleita &lt;strong&gt;deputada estadual&lt;/strong&gt;. Durante seu mandato na Assembléia Legislativa, presidiu a &lt;strong&gt;Comissão de Combate à Discriminação de Etnia&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Religião e Procedência Nacional&lt;/strong&gt;. Em 2005 foi uma das 1000 mulheres do mundo indicadas para ganhar o Nobel da Paz. Em 2007 foi convidada para presidir a Fundação para a Infância e Juventude (FIA) do governo do estado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Atualmente exerce o cargo de Gerente de Segurança Alimentar na Secretaria de Assistência Social, da qual é funcionária de carreira. É &lt;strong&gt;membro do Movimento Negro Unificado&lt;/strong&gt;, onde exerce o cargo de coordenadora de formação política. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Entre seus  projetos mais importantes: o que torna gratuito para famílias pobres o teste de DNA, realizado pela Uerj; o projeto de lei que cria o Dia de Lembrança do Holocausto; o que mantém a Feira de Tradições Nordestinas em São Cristóvão; e o projeto Rio Charme que permitiu a permanência do baile charme no Viaduto de Madureira. &lt;strong&gt;É autora da lei que garante 40% de negros na propaganda oficial do município&lt;/strong&gt;, bem como, autora do &lt;strong&gt;Diploma Zumbi dos Palmares na ALERJ&lt;/strong&gt; e do disque Discriminação na mesma casa de Lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Leci Brandão&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTqcxCLTEhOwtJdljjuU6sWsi3cz4XFBazoyXBCyljfrrB_Q9MBX28knknsK6cExjxZ_cjfkBqeWNdBhE-PsVQCy5MM-9tJ8jlzKxp2AWfTmk8S50zMSR94d3_U8L6bjA6MaWcQwFPOAs/s1600/LeciBrando2.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTqcxCLTEhOwtJdljjuU6sWsi3cz4XFBazoyXBCyljfrrB_Q9MBX28knknsK6cExjxZ_cjfkBqeWNdBhE-PsVQCy5MM-9tJ8jlzKxp2AWfTmk8S50zMSR94d3_U8L6bjA6MaWcQwFPOAs/s1600/LeciBrando2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/QowlaVmBdwj5QKjZual2o5PClTJRamjcWvf9PGfNKxedXhX1IQzGzRiSH0CJV1%2aA4rxeqjYMiMaiLrj4RX%2aRhwVnudZvCcX%2a/LeciBrando2.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;Leci Brandão da Silva&lt;/b&gt;, nasceu no Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1944, é uma cantora, compositora brasileira e umas das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira. Começou sua carreira no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira. Ao longo de sua carreira, gravou 20 álbuns e três compactos. Participou do Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo, em 1980, com a música Essa tal criatura. Em 1985, gravou Isso é fundo de quintal. Em 1995 foi a intérprete do samba-enredo da Acadêmicos de Santa Cruz durante o carnaval. Atuou na telenovela Xica da Silva da TV Manchete, como Severina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Atualmente, além de se dedicar à carreira musical, é membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Desde 2003 também vem exercendo a função de comentarista dos desfiles de escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, pela Rede Globo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Em fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de &lt;b&gt;Deputada Estadual pelo estado de São Paulo&lt;/b&gt;, tendo sido eleita. Sua defesa dá ênfase à negros, igualdade racial, combate ao racismo e a inclusão do samba na política cultural do Estado de São Paulo, entre outras propostas. No carnaval 2012, foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Olívia Santana&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRyDrURH1zCG6bYIrHFyM_Hp1MPh9gGgCjaVdv53vBWBSD72TmqgkuHLKCmNGnwvZi9vJlD6jLjzpRZQM1BKet9B9uCIXO8si_Hs6O08IPKsGsRkROQ-YqotLuWrv1ZDt16RQpCuu23ZU/s1600/OliviaSantana3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRyDrURH1zCG6bYIrHFyM_Hp1MPh9gGgCjaVdv53vBWBSD72TmqgkuHLKCmNGnwvZi9vJlD6jLjzpRZQM1BKet9B9uCIXO8si_Hs6O08IPKsGsRkROQ-YqotLuWrv1ZDt16RQpCuu23ZU/s320/OliviaSantana3.jpg&quot; width=&quot;219&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/HheHrR63DA6A5TDGdEaa44c4R%2a1bVv89G91pWUloapvLWPCkRD5aWj2uqNwhvRWh9FblySIc8igPrpGblaAr9u96PrBDC22T/OliviaSantana3.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Maria Olívia Santana&lt;/strong&gt;, nasceu em Salvador no dia 25 de março de 1967, na comunidade do Alto de Ondina. é uma política brasileira, educadora e &lt;strong&gt;militante do movimento de mulheres negras brasileira&lt;/strong&gt;. Começou a fazer política no movimento estudantil, mas conquistou posição de destaque na luta contra a discriminação racial. &lt;strong&gt;É dirigente da União de Negros pela Igualdade (Unegro)&lt;/strong&gt; e foi secretária de Educação e Cultura do Município. Marcou sua gestão com ações como a implantação da matrícula informatizada e do estudo da cultura afro-brasileira. foi secretária Municipal de Educação de Salvador, atualmente como vereadora (PC do B) e integra o &lt;strong&gt;Fórum das Mulheres Negras e o Conselho de Promoção da Igualdade Racial&lt;/strong&gt;. E Dirigente Nacional do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e Presidente da Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Desde que assumiu uma cadeira no Legislativo, em 2003, defende o tombamento da Feira de São Joaquim como patrimônio cultural da Bahia e do Brasil. Defende a educação como a principal fonte de transformação social. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Candidatou-se à Câmara Federal em 2006, conquistando 37.803 votos. Em 2008, &lt;strong&gt;renovou seu mandato no legislativo municipal&lt;/strong&gt;. Neste mandato – Olívia Santana foi eleita Ouvidora-geral da Câmara para o biênio 2011-2012. Além de ser membro das comissões de Finanças, Orçamento e Fiscalização e de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, a Edil é ex-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Claudete Alves&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZWupAsPaAQBAmspGMcrMSxuid451sE2_wjRvJS-JPZK8sRGDHVqB1Cmqo1TVnAP4fYm9wKyJhRLiPnN5P_XArCPudIlm22MR8Nj0j6ycWTevY43PPTv5yQYP3H3YZt6_mnGWS5pb1lnU/s1600/claudetealves.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZWupAsPaAQBAmspGMcrMSxuid451sE2_wjRvJS-JPZK8sRGDHVqB1Cmqo1TVnAP4fYm9wKyJhRLiPnN5P_XArCPudIlm22MR8Nj0j6ycWTevY43PPTv5yQYP3H3YZt6_mnGWS5pb1lnU/s320/claudetealves.jpg&quot; width=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/IAsYlcPT9mq6xzIzv36UzwQVM-gEK9qclQD3S988bt5Ucg9ZuOTl6uPwuo7VEnZIsyIaHrlzRF0%2a9LV8zQDdJvwZBA8kCmHA/claudetealves.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Claudete Alves&lt;/strong&gt;, formada em Pedagogia com Especialização em Administração Escolar, Mestranda em Ciências Sociais pela PUC/SP. &lt;strong&gt;Uma negra em movimento&lt;/strong&gt;. Militante e ativista do movimento sindical na área do serviço público. Articulou a criação do Instituto Todos a Bordo, organização não governamental que busca combater toda forma de discriminação. Filiada ao Partido dos Trabalhadores, desde 1983. Nos anos 80, participou ativamente do Movimento de Luta por Creches no Município de São Paulo, já tendo um histórico de atuação também no Movimento Negro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Fevereiro de 2003 &lt;strong&gt;assume o Legislativo Municipal de São Paulo&lt;/strong&gt;, tendo como principais áreas de atuação o combate à discriminação racial, defesa dos direitos da mulher, criança e adolescente e a luta pela oferta de um serviço público de qualidade, com ênfase na Educação e Saúde. &lt;strong&gt;Autora da lei 13.707/03 que instituiu o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, como feriado na cidade de São Paulo&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Claudete Alves&lt;/strong&gt; é idealizadora e proponente junto ao Ministério Público Federal, da Representação que requereu o ajuizamento de uma Ação Civil Pública contra o Estado Brasileiro, pleiteando indenização pelos danos causados a todos os DNAEB (Descendentes de Negros Africanos Escravizados no Brasil) que residem na cidade de São Paulo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Atualmente Claudete Alves é presidente do SEDIN – Sindicato da Educação Infantil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Rosangela Gomes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibCC_u-otpwD6ITahgbBmKYQVtInM8wGCgjVeb2__TLAt70QLMz_fuCbZmFttAODfUBUkScBP5ft8dO5jjm5zVTsH7f5fmJAJ-s3IpN1ckyVAKInr55_tGek6BgC-SAmsGLwTcuPkzSOc/s1600/RosangelaGomes5.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibCC_u-otpwD6ITahgbBmKYQVtInM8wGCgjVeb2__TLAt70QLMz_fuCbZmFttAODfUBUkScBP5ft8dO5jjm5zVTsH7f5fmJAJ-s3IpN1ckyVAKInr55_tGek6BgC-SAmsGLwTcuPkzSOc/s1600/RosangelaGomes5.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/jqAkYSH8g-dZT30QdhjTNikVPsCk3lkQc6lQU6UIhJdDlzcOfAZs2hSBvwmmLFNVntizfbmz5e3zkCMXCdG4gI3Q3MTnuPtM/RosangelaGomes5.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Deputada Rosangela Gomes&lt;/strong&gt;, nascida na cidade de Nova Iguaçu no estado do Rio de Janeiro. É graduada em Direito, Pós-graduada em Políticas Públicas no ano de 2007 pela IUPERJ (Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro) e em Direito Público em 2008 pela Universidade Cândido Mendes.  Rosangela cumpre agora seu primeiro mandato estadual, pelo Partido Republicano Brasileiro, após ser eleita &lt;strong&gt;pela terceira vez como vereadora em Nova Iguaçu&lt;/strong&gt;. Em 2004 foi reeleita como a vereadora mais votada da Baixada Fluminense com 6.262 votos. No ano de 2000 marcou a eleição como a única mulher a eleger-se no município de Nova Iguaçu, quando obteve 5108 votos. Para atender a convocação do seu partido Rosangela Gomes concorreu ao Senado da República Federal em 2006, surpreendendo o cenário político atingindo a marca de 262.132 votos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Em seu último mandato como vereadora, Rosangela presidiu a Comissão de Defesa do Direito do Consumidor e a Comissão de Combate a Desigualdade Racial, fundada por ela. Rosangela Gomes, devido ao grande comprometimento seu partido lhe atribuiu mais um grande desafio em assumir a presidência nacional da militância do PRB Mulher, a qual vem desenvolvendo um excelente trabalho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Hoje como deputada, preside a Comissão de Prevenção ao Uso de Drogas e Dependentes Químicos em Geral, além de ser membro das &lt;strong&gt;Comissões de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião&lt;/strong&gt;, Defesa dos Direitos da Mulher, Saneamento Ambiental e Segurança Alimentar e também como relatora da Comissão Especial para Tratar da Deficiência do Abastecimento de Água na Baixada Fluminense. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Rosário Bezerra&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3iJSIO51xm4XHTsqpucwPcujQKH6rHP9OWJMl4KuUWOG5vXRrPgfRd4ZpsN7aNB1LJVRzqyIDrxA-ZcsombFvenrCMYHlohCded4_pnzSdFYAfZ0uTwI9IcH4wLiBEu7a2e-OhTiJQJk/s1600/VereadoraRosrioBezerra.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3iJSIO51xm4XHTsqpucwPcujQKH6rHP9OWJMl4KuUWOG5vXRrPgfRd4ZpsN7aNB1LJVRzqyIDrxA-ZcsombFvenrCMYHlohCded4_pnzSdFYAfZ0uTwI9IcH4wLiBEu7a2e-OhTiJQJk/s1600/VereadoraRosrioBezerra.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/PlzVWaEX7kBOAplc1se%2a5Vzr2tHsHcBZybUpL2rtqF2U1QvoKQvwmsRQOhbnvlfA19df3TlidET2tk2DyMj4KKYChBogYTc7/VereadoraRosrioBezerra.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;Maria do Rosário de Fátima Bezerra Rodrigues&lt;/b&gt; nasceu na cidade de União - PI. É bacharel em Ciências Econômicas e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Piauí. Como mulher negra, mãe, irmã, filha e sonhadora, estabeleceram sua militância política em movimentos sociais (mulheres, negros, coisa de nego), de igreja (juventude operária católica - JOC) e na fundação do Partido dos Trabalhadores no Piauí. Durante três anos, foi assessora parlamentar da Câmara dos Deputados em Brasília . &lt;strong&gt;É membro do Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência Ifaradá, da UFPI&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Exerceu a função de diretora da Escola de Governo do Estado do Piauí e Ouvidora Geral do Governo na gestão de Wellington Dias. É servidora pública da Fundação Cepro(Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí) de onde licenciou-se para exercer o Parlamento. Eleita vereadora em 2008 como a mais votada do seu partido. Como parlamentar, tem honrado os votos recebidos pelos teresinenses, procurando através de uma atuação marcante na Câmara, nas comunidades, nas diversas esferas do poder atender os pleitos daqueles que mais precisam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Tem trabalhado para fortalecer os segmentos: &lt;strong&gt;mulheres, negros e a saúde da população&lt;/strong&gt;. É autora da lei 4034 de 20 de agosto de 2010, a Lei Antifumo de Teresina; Criou a frente parlamentar pela livre expressão sexual, entre outras ações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Cristina Almeida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBC8_V9_0wrV5hMD9eynsADJ_9A9tGQypozBitgggImVAEQiP-qWDaaiVd-_3qjUfpqlnRJMuPyLvu14cxlvu18rvVAqFiOcJ2MEl-BH0bTIfl8o54rYCsGfSbEV3KuPOKnsqB4I5W8Is/s1600/cristina_almeida2_amapa.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBC8_V9_0wrV5hMD9eynsADJ_9A9tGQypozBitgggImVAEQiP-qWDaaiVd-_3qjUfpqlnRJMuPyLvu14cxlvu18rvVAqFiOcJ2MEl-BH0bTIfl8o54rYCsGfSbEV3KuPOKnsqB4I5W8Is/s1600/cristina_almeida2_amapa.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/E2N-J59wL8otO%2a-IC68%2aW89oDMp81EZc-lO2XLzctCjBqw9DsPJzMEyBVfq0kn2fH1dBBYhBXnArI8WJv9Po2YnteT5aU0Vy/cristina_almeida2_amapa.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cristina Almeida&lt;/strong&gt; é Bacharel em Administração de Empresas. Desde 1990 é funcionária do quadro efetivo da Assembleia Legislativa do Amapá. Iniciou sua militância no movimento estudantil como membro do Centro Acadêmico de Administração da Faculdade Integrada do Colégio Moderno- FICOM. &lt;strong&gt;É militante do Movimento de mulheres e do Movimento Negro, iniciando na União dos Negros do Amapá – UNA&lt;/strong&gt; e hoje sócia fundadora do IMENA- Instituto de Mulheres Negras do Amapá. Participa ativamente do grupo de Marabaixo da Comunidade de Campina Grande. É Membro da Executiva Estadual do PSB e Secretaria Nacional da Negritude Socialista Brasileira. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;Cristina Almeida&lt;/b&gt; foi a primeira mulher &lt;b&gt;eleita vereadora do Município de Macapá&lt;/b&gt;, e em 2010 &lt;b&gt;eleita como deputada estadual&lt;/b&gt;. Cristina leva como &lt;strong&gt;bandeira de luta o combate ao preconceito, discriminação e todas as formas correlatas de intolerância&lt;/strong&gt;, defensora na batalha pela inclusão de políticas públicas para as mulheres, bem como os negros e homossexuais, possui o Jornal Informativo Impresso que mensalmente apresenta todos os resultados do seu mandato circulando nos quatro cantos da cidade de Macapá. O projeto Gabinete Itinerante Compromisso e Participação, visita semanalmente os bairros de Macapá e nos finais de semana desenvolve ações na zona rural, colhendo reivindicações da população, valendo ressaltar que em 2009 realizou inúmeras reuniões, conseguindo intervir com mais de 1.000 requerimentos a Prefeitura Municipal de Macapá, conseguindo resultados e persistindo pelo crescimento da igualdade social da população amapaense. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_bAWINPWK8OLzB-tkKmVUL3nWv-YsXRpBra3GZZBx4YZfmHSLYmlqhrMQIxU6XAed_fLGrpR4c6fvamZh_cdxlXOzbLmKyLCraYxOko_rahDVaMyahy8TqCKQE101LoWHgI_EwTDf5vg/s1600/13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Outro grande projeto da vereadora é o “Capacitando para gerar renda”, onde mulheres de diversos bairros de Macapá e da zona rural recebem cursos de capacitação, cujo objetivo é o aumentar a renda de suas famílias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-4&quot;&gt;&lt;b&gt;Fátima Santiago&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJ5pNUeZzgMHIIJwIRioT_b3LGR5bIx-q4Y-Y5Ctkn6iazicnedP-f4CGzJ4L0l-Wjrht0LupnXR0Jr8gMfFNpYuCYcUsBZYN-DsCKl5aTAydcrxY0Wt8nOm8ujjyqFSx7POl8vRsPYTg/s1600/fatimasantiagobiografia.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiJ5pNUeZzgMHIIJwIRioT_b3LGR5bIx-q4Y-Y5Ctkn6iazicnedP-f4CGzJ4L0l-Wjrht0LupnXR0Jr8gMfFNpYuCYcUsBZYN-DsCKl5aTAydcrxY0Wt8nOm8ujjyqFSx7POl8vRsPYTg/s320/fatimasantiagobiografia.jpg&quot; width=&quot;213&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://api.ning.com/files/gqdje3HbDrenyAYHii-SF9IkskLH6MIK0qUXtyKr7Iy3ROzix%2aJIck2I-ddhge6XSb8EOwDl45VgDogbovzte7yvSebm-8vb/fatimasantiagobiografia.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fátima Santiago&lt;/strong&gt; é formada em Ginecologia e Obstetrícia e pós-graduada em medicina do trabalho. Há vinte anos iniciou o trabalho de prevenção do câncer de colo uterino nas comunidades carentes do estado, quando ainda era acadêmica de medicina. Prestou concurso e foi aprovada como professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Escola de Ciências Médicas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Na área política, no ano de 2000, recebeu excelente votação, sendo a primeira suplente de sua coligação, o que a fez ingressar como &lt;strong&gt;vereadora&lt;/strong&gt; em 2002. Já em 2004, tornou-se a única mulher eleita vereadora em Maceió. Idealizou e inaugurou dois institutos de atendimento gratuito; um no bairro Dubeaux Leão e outro no Eustáquio Gomes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span class=&quot;ecxfont-size-3&quot;&gt;Atualmente, &lt;strong&gt;Fátima Santiago&lt;/strong&gt; é a &lt;strong&gt;vice-presidente da Câmara Municipal de Maceió&lt;/strong&gt;. Já para o biênio 2011/2012, a vereadora é a 2° vice-presidente, sendo a única mulher na composição desta Mesa Diretora. Como vereadora, se destaca pela sua atuação nas Comissões Parlamentares, que são importantes espaços de decisão política onde é definido o destino da população maceioense.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Referências:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.palmares.gov.br/?page_id=8258&quot;&gt;http://www.palmares.gov.br/?page_id=8258&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://primeirosnegros.blogspot.com.br/2009/08/n1-na-politica-paulista.html&quot;&gt;http://primeirosnegros.blogspot.com.br/2009/08/n1-na-politica-pauli…&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Benedita_da_Silva&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Benedita_da_Silva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Marina_Silva&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Marina_Silva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Janete_Rocha_Piet%C3%A1&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Janete_Rocha_Piet%C3%A1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.oliviasantana.org.br/Biogragia.asp&quot;&gt;http://www.oliviasantana.org.br/Biogragia.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ol%C3%ADvia_Santana&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Ol%C3%ADvia_Santana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://angolaconectada.blogspot.com.br/2011/12/livro-negros-o-brasil-nos-deve-milhoes.html&quot;&gt;http://angolaconectada.blogspot.com.br/2011/12/livro-negros-o-brasi…&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.lpp-buenosaires.net/olped/acoesafirmativas/boletim_ppcor/boletim_anteriores/noticias/1%20vereadora%20negra&quot;&gt;http://www.lpp-buenosaires.net/olped/acoesafirmativas/boletim_ppcor…&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://rosariobezerra.blogspot.com.br/&quot;&gt;http://rosariobezerra.blogspot.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Leci_Brand%C3%A3o&quot;&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Leci_Brand%C3%A3o&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://fatimasantiago.com/?page_id=3&quot;&gt;http://fatimasantiago.com/?page_id=3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte: Hernani Francisco da Silva - &lt;a href=&quot;http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blogs/13-mulheres-negras-brasileiras-em-destaque-na-politica?xg_source=activity&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Afrokut&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/7745496330799354538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/08/mulheres-negras-brasileiras-de-destaque.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/7745496330799354538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/7745496330799354538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/08/mulheres-negras-brasileiras-de-destaque.html' title='Mulheres negras brasileiras de destaque na política'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh_bAWINPWK8OLzB-tkKmVUL3nWv-YsXRpBra3GZZBx4YZfmHSLYmlqhrMQIxU6XAed_fLGrpR4c6fvamZh_cdxlXOzbLmKyLCraYxOko_rahDVaMyahy8TqCKQE101LoWHgI_EwTDf5vg/s72-c/13mulheresnegrasbrasileirasdedestaquenapoltica1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-4700818577402580481</id><published>2012-07-03T14:36:00.001-07:00</published><updated>2012-07-05T14:39:32.078-07:00</updated><title type='text'>Conheça Mario Balotelli: primeiro negro a jogar na Azzurra.</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;img&quot; height=&quot;377&quot; src=&quot;http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/s480x480/306510_332354450179194_1142217712_n.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/4700818577402580481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/07/conheca-mario-balotelli-primeiro-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4700818577402580481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4700818577402580481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/07/conheca-mario-balotelli-primeiro-negro.html' title='Conheça Mario Balotelli: primeiro negro a jogar na Azzurra.'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-4100483026101731711</id><published>2012-06-19T15:48:00.001-07:00</published><updated>2012-06-19T15:48:53.164-07:00</updated><title type='text'>Direitos humanos, racismo e minorias</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dw6jldUiwK9ioR4b4Or-2zS2Hl5QRr61JlxKR3ffFpeC9NGK7a3HN9QjZjalfZOhqCmO8mvaJWEXW5mCZ4tRg&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/4100483026101731711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/direitos-humanos-racismo-e-minorias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4100483026101731711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/4100483026101731711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/direitos-humanos-racismo-e-minorias.html' title='Direitos humanos, racismo e minorias'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-2098025092449127635</id><published>2012-06-08T15:05:00.003-07:00</published><updated>2012-06-08T15:06:46.587-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com filha de Malcon X</title><content type='html'>&lt;h2 class=&quot;titulo-post sizefont2&quot;&gt;


A filha de Betty&lt;/h2&gt;
&lt;div class=&quot;entry sizefont3&quot;&gt;
&lt;div addthis:title=&quot;A filha de Betty &quot; addthis:url=&quot;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-filha-de-betty/&quot; class=&quot;addthis_toolbox addthis_default_style &quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption alignleft&quot; id=&quot;attachment_79012&quot; style=&quot;width: 310px;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Malak.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-medium wp-image-79012&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Malak-300x200.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
Herdeira. &quot;Ser filha de Malcom X é fácil. Difícil foi ser filha de Betty, pobre, com outras seis irmãs&quot;. Foto: Felipe Milanez&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Ser filha de Malcolm X é fácil. Difícil foi ser filha de Betty Shabazz, com outras seis irmãs, pobres, no Harlem.” Todas as vezes que encontro Malak Shabazz ela sempre prefere falar da mãe quando pergunto sobre seu pai. Nessa família de ativistas afro-americanos, não há um sem o outro. Malak é a caçula, e não chegou a conhecer Malcolm, morto quando Betty estava grávida. E como os pais, ela segue na luta por direitos humanos e justiça social. Nos últimos tempos, seu foco tem sido o feminismo. “Igualdade”, ela diz. “Equal rights.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Na sede da National&lt;/strong&gt; Action Network: House of Justice, o clima é triste, mas não como o do velório no dia anterior, de Gil Noble, um famoso âncora negro de tevê. Malak, metida em uma bata africana, toma o microfone: “Brother Gil era um amigo da família. Eu sei quem ia lá em casa. Muita gente diz que é amigo. Depois do filme &lt;em&gt;Malcom X&lt;/em&gt;, de repente todo mundo era amigo. Mas no clima de ódio daquele tempo, ele sempre estava lá. E quando teve espaço na tevê, minha mãe cobrou dele para representar e defender o povo negro, o povo da diáspora africana. E ele fez. Gil também nos apoiou na luta para preservar o local onde meu pai foi assassinado, e hoje se chama The Malcolm X and Dra. Betty Shabazz Memorial and Educational Center.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O centro fica a poucas quadras da House of Justice. No início do ano, uma bela exposição lembrava as “freedom sisters”, mulheres negras que lutaram pelos direitos civis. Agora em maio está em cartaz &lt;em&gt;The Long Walk to Freedom&lt;/em&gt;, a longa marcha pela liberdade. Também com fotografias, gráficos e biografia de ícones do movimento pelos direitos civis.&lt;br /&gt;
O memorial ocupa o antigo Audubon Ballroom, local onde Malcolm X, aos 39 anos, foi assassinado na noite de 21 de fevereiro de 1965 por três integrantes da Nação do Islã. O edifício pertence à Columbia University e foi cedido em 2005 para uso da família por 99 anos, após intensa mobilização no fim dos anos 1980, quando a universidade quase derrubou o prédio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A reforma foi bancada pela cidade de Nova York e pelo banco Chase e planejada pelo também conhecido arquiteto negro Max Bond, que estudou em Columbia. “Ainda faltam 97 anos, temos muita coisa para fazer aqui”, diz Malak, confiante. A exposição&lt;em&gt; Freedom Sisters&lt;/em&gt; foi financiada pela Fundação Ford. Além do centro, a família dirige a Malcolm X Foundation, o X Legacy Inc., e uma série de planos de bolsas para estudantes negros, especialmente em medicina, em Columbia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Há um belo salão&lt;/strong&gt; de danças no segundo andar do memorial. Piso de madeira, telhado branco e um imponente mural. Malak emociona-se. Ela para no exato local do crime, próximo à janela, onde ficava o palco em que seu pai discursava. Na parede oposta, um grande mural resume a vida de Malcolm X. “Foi bem aqui que mataram ele. A minha mãe estava ali do lado, eu e minha irmã na barriga dela.” Qubilah Shabazz, segunda das irmãs, foi testemunha do crime (e acabaria presa em 1995 acusada- de encomendar a morte de Louis Farrakhan, que teria incentivado o assassinato de seu pai).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption alignright&quot; id=&quot;attachment_79015&quot; style=&quot;width: 228px;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/malcolm_x_and_betty_shabazz.jpg&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-medium wp-image-79015 &quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/05/malcolm_x_and_betty_shabazz-218x300.jpg&quot; width=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot;&gt;
Malak é uma celebridade no Harlem e mantém viva a memória dos pais&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
“As pessoas falam de meu pai, mas esquecem de Betty. Ela criou seis filhas sozinha. Estudou, fez doutorado. Organizou a luta pelos direitos, foi intensa ativista. E ela nos protegeu. Só nos demos conta do ódio que havia lá fora quando fomos à universidade.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Malak é uma celebridade no Harlem. Nas ruas, apertos de mão, acenos. Descendente de italianos, pareço deslocado – o único não afrodescendente na reunião da House of Justice. Mas a identidade brasileira abre portas. “Eu tenho lido muito sobre os quilombos, que luta incrível os nossos irmãos travam no Brasil”, afirma Gary, um radialista de voz forte durante a cerimônia. “Meu pai queria unir os povos africanos. Na África, na América, todos os negros da diáspora imposta pela escravidão”, afirma a ativista. “Minha mãe adorava a Bahia. Foi muitas vezes para lá. Acho até que ela tinha algum namorado”, sorri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;A adoção do islamismo,&lt;/strong&gt; talvez uma forma de protesto, é sustentada pelo que Malak diz ser sua fé. Cristãos e muçulmanos eram opostos na luta nos direitos civis, inclusive dentro do movimento negro. Ela lembra a histórica divergência entre seu pai e Martin Luther King. “Se batessem nele, Luther King iria oferecer a outra face. Meu pai partiria para a briga. Ele nunca aceitou a submissão.” Suas palavras, diz ela, fortaleciam a autoestima do afro-americano para lutar por seus direitos. “Hoje estamos vivendo um retrocesso.” A militante teme pelas eleições presidenciais deste ano. “Não é fácil (re)eleger um negro neste país racista.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A conversa logo entra no tema das cotas raciais, as ações afirmativas. “Temos de ter acesso a direitos. Vivemos como exilados. Viemos embaixo de um navio, no porão. Contra a nossa vontade.” Ela fala em “direito para vivermos e justiça social”, o “direito de existir”. Contra os argumentos popularmente apresentados no Brasil, entre eles o de que as cotas pioram o nível da educação, é direta: “Isso é ridículo. Quem acredita nisso?”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A música está em cada canto do Harlem. Malak diz não gostar de rap (“É violência, degrada as mulheres”), mas mostra simpatia pelo hip-hop (“É um modo de vida. Como o jazz, usa a arte para abrir a mente e a alma”).&lt;br /&gt;
“A música é uma arma”, diz Gary, parceiro de Steve Wonder no famoso disco &lt;em&gt;Songs In The Key of Life&lt;/em&gt;, enquanto conduz a cerimônia na House of Justice. “Com a música ninguém pode nos impedir de criar, de falar. E hoje, com a web, estamos livres das gravadoras. Ninguém pode nos impedir de distribuir”, incentiva ao microfone. “Uma revolução está sendo criada pela música. Temos de usar o poder da música, que é a mais poderosa forma de comunicação.” Malak aprova. A resistência e a esperança ela herdou, em igual medida, de Malcolm e Betty.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-filha-de-betty/#.T9IUKt9kf6N.facebook&quot;&gt;http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-filha-de-betty/#.T9IUKt9kf6N.facebook&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/2098025092449127635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/entrevista-com-filha-de-malcon-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/2098025092449127635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/2098025092449127635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/entrevista-com-filha-de-malcon-x.html' title='Entrevista com filha de Malcon X'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-2752269406722346107</id><published>2012-06-06T12:01:00.004-07:00</published><updated>2012-06-06T12:19:17.636-07:00</updated><title type='text'>1º checo negro na história da Eurocopa</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Alvo de racismo, lateral será 1º checo negro na história da Eurocopa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://revistaafricas.com.br/wp-content/uploads/2012/06/wer.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; class=&quot;size-medium wp-image-87056 &quot; height=&quot;190&quot; src=&quot;http://revistaafricas.com.br/wp-content/uploads/2012/06/wer-300x190.jpg&quot; title=&quot;wer&quot; width=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption alignright&quot; id=&quot;attachment_87056&quot; style=&quot;height: 24px; width: 357px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;wp-caption-text&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
Theodor Gebre Selassie&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;

&lt;dl&gt;
&lt;dt&gt;&amp;nbsp;&lt;/dt&gt;
&lt;dt&gt;A imprensa checa não tem dúvidas em afirmar qual será o atleta da equipe cheia de jogadores dos clubes locais a surpreender na Eurocopa: Theodor Gebre Selassie. Lateral direito do Liberec, 25 anos, ele a bem da verdade está acostumado a surpreender. No último ano, se tornou o primeiro negro da história da República Checa a vestir a camisa da seleção. Convocado para a Eurocopa, também será o primeiro em grandes competições internacionais.&lt;/dt&gt;
&lt;dt&gt;&amp;nbsp;&lt;/dt&gt;
&lt;/dl&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;SearchKey_Text1&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;img alt=&quot;Alvo de racismo, lateral será primeiro checo negro na história da Euro. Foto: AFP&quot; height=&quot;298&quot; src=&quot;http://p2.trrsf.com.br/image/fget/cf/619/464/img.terra.com.br/i/2012/06/05/2368534-9813-rec.jpg&quot; title=&quot;Alvo de racismo, lateral será primeiro checo negro na história da Euro. Foto: AFP&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
Alvo de racismo, lateral será primeiro checo negro na história da Euro - &lt;em&gt;Foto: AFP&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Selassie é antes de mais nada alguém com história pessoal para honrar a tradição do país no torneio – foi campeão em 1976, vice em 96 e semifinalista em 60, 80 e 2004. Campeão checo com o Liberec há algumas semanas após seis anos de jejum, ele superou até o racismo de torcedores rivais para honrar o nome do pai Chamola, médico etíope, e da mãe, professora checa. Ela, na verdade, é a única não totalmente feliz com o sucesso do filho. “Queria que ele tivesse terminado a faculdade”, conta Jana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mãe, lá no fundo, deve estar satisfeita com a ascensão de Selassie, que há quatro anos estava na quarta divisão checa e surpreende até os próprios treinadores. “Ele foi uma surpresa muito agradável. Mostrou uma luz positiva”, definiu Michal Bílek, treinador da República Checa após sua estreia em 2011. Desde então, o crescimento tem feito o lateral direito abafar qualquer tipo de rejeição local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em outubro, Selassie enfrentou o que não era exatamente estranho a ele, mas nunca havia surgido de forma tão expressiva. Melhor em campo na vitória de 3 a 0 do Liberec sobre o anfitrião Sparta Praga, marcou um golaço e fechou o caixão do time mais popular do país no torneio nacional. A resposta veio das arquibancadas com racismo, imitações de macaco, e o clube de Praga seria punido. Algo que a Liga Checa já havia vivenciado anteriormente. Mas o lateral reagiu com a força mental de sempre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Peço desculpas por isso, mas nasci na República Checa. Vivi aqui toda minha vida e só estive uma vez na Etiópia e foi há dois anos. Há um homem negro (Barack Obama) à frente do mais poderoso país do mundo e as pessoas falam muito sobre eu jogar pela seleção checa”, reagiu orgulhoso da própria biografia. “Estou feliz porque sou diferente. Ao menos sou mais visível”, diverte-se. “Por outro lado, quando jogo mal, há uma desvantagem”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse tipo de reação, assegura a mãe, pautou o filho cheio de personalidade. “A vantagem é que ele tinha o caráter tão especial que isso ajudou a ele superar qualquer reação. Uma professora dizia que Theo ria o tempo todo na escola”, conta Jana ao &lt;em&gt;Guardian&lt;/em&gt;. A Eurocopa é a primeira grande chance de Selassie mostrar seu sorriso ao mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;dt&gt;DASSLER MARQUES - Direto de Varsóvia (Polônia) - Disponível em: &lt;a href=&quot;http://revistaafricas.com.br/archives/87040&quot;&gt;http://revistaafricas.com.br/archives/87040&lt;/a&gt;&lt;/dt&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/2752269406722346107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/1-checo-negro-na-historia-da-eurocopa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/2752269406722346107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/2752269406722346107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/06/1-checo-negro-na-historia-da-eurocopa.html' title='1º checo negro na história da Eurocopa'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7605783856622099648.post-1842264160801317050</id><published>2012-05-19T12:25:00.003-07:00</published><updated>2012-05-19T12:35:35.655-07:00</updated><title type='text'>25 de Maio: Dia da África</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSWlBCQdUxQZOexCil8kD3wenl3eqCAYfcQ70HBbbGvPb1NitQmKG7BoKQb6cGfKCUm6qBS2b4y9K6PcIWijLR9LHDmI_P-JdwB1mDbf5OLORl-ggNhU_Bx4XyKvLiN5i3g_T9kLtsh_s/s1600/Dia+da+%C3%81frica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSWlBCQdUxQZOexCil8kD3wenl3eqCAYfcQ70HBbbGvPb1NitQmKG7BoKQb6cGfKCUm6qBS2b4y9K6PcIWijLR9LHDmI_P-JdwB1mDbf5OLORl-ggNhU_Bx4XyKvLiN5i3g_T9kLtsh_s/s400/Dia+da+%C3%81frica.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial;&quot;&gt;A Organização da Unidade Africana escolheu o dia da sua constituição, 25 de Maio de 1963 como o Dia da África, para o mundo celebrar e lembrar os africanos, medindo o progresso que este continente fazia e faz na comunidade internacional.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;África! 47 Anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA), em carta assinada por 32 estados africanos já independentes na altura.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;O acto constituiu-se no maior compromisso político dos líderes africanos, que visou a aceleração do fim da colonização do continente.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;No dia 25 de Maio de 1963 reuniram-se 32 Chefes de Estado africanos com ideias contrárias à subordinação a que o continente estava submetido durante séculos (colonialismo, neocolonialismo e &quot;partilha da África&quot;).&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Dessa reunião, nasceu a OUA (Organização de Unidade Africana). Pela importância daquele momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1972, Dia da Libertação de África.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;A&amp;nbsp;criação da OUA traduziu a vontade dos africanos de converterem-se num corpo único, capaz de responder, de forma organizada e solidária, aos múltiplos desafios com que se defrontam para reunir as condições necessárias à construção do futuro dos filhos de África.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Como a OUA mostrou-se incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em toda a parte do continente, os golpes de estado tornaram-se uma prática. Economicamente, os indicadores também estavam longe de serem animadores, concorrendo para isso a própria instabilidade militar e as múltiplas epidemias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Assim, a 12 Julho de 2002, em Durban, o último presidente da OUA, o sul-africano Thabo Mbeki, proclamou solenemente a dissolução da organização e o nascimento da União Africana, como necessidade de se fazer face aos desafios com que o continente se defronta, perante as mudanças sociais, económicas e políticas que se operam no mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Contudo, resolveu manter a comemoração do Dia de Africa a 25 de Maio, para lembrar o ponto de partida, a trajetória e o que resta para se chegar à meta de &quot;uma África unida e forte&quot;, capaz de concretizar os sonhos de &quot;liberdade, igualdade, justiça e dignidade&quot; dos fundadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Dos 54 estados africanos, 53 são membros da nova organização: Marrocos se afastou voluntariamente em 1985, em sinal de protesto pela admissão da auto-proclamada República Árabe Saharaui, reconhecida pela OUA em 1982.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fonte do texto: &lt;a href=&quot;http://www.radioecclesia.org/&quot;&gt;www.radioecclesia.org&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joao-pio.blogspot.com/feeds/1842264160801317050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/05/organizacao-da-unidade-africana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1842264160801317050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7605783856622099648/posts/default/1842264160801317050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joao-pio.blogspot.com/2012/05/organizacao-da-unidade-africana.html' title='25 de Maio: Dia da África'/><author><name>João Pio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11325311581599961692</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSWlBCQdUxQZOexCil8kD3wenl3eqCAYfcQ70HBbbGvPb1NitQmKG7BoKQb6cGfKCUm6qBS2b4y9K6PcIWijLR9LHDmI_P-JdwB1mDbf5OLORl-ggNhU_Bx4XyKvLiN5i3g_T9kLtsh_s/s72-c/Dia+da+%C3%81frica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>