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Em breve retorno com novidades!! Aguarde! Enquanto isso...Entre e fique a vontade, este blog é mais seu do que meu!! ;)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VdLuLFttuL8/TwtD5dB3P4I/AAAAAAAAAvc/o-EGZ_0o25A/s1600/Uruguai+e+Argentina+171.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-VdLuLFttuL8/TwtD5dB3P4I/AAAAAAAAAvc/o-EGZ_0o25A/s320/Uruguai+e+Argentina+171.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-6775368158143047076?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5nOqRASR62cNLHfkTof4rk1ZGA/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5nOqRASR62cNLHfkTof4rk1ZGA/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5nOqRASR62cNLHfkTof4rk1ZGA/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/n5nOqRASR62cNLHfkTof4rk1ZGA/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/lb5rCsULbCk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/6775368158143047076/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=6775368158143047076" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/6775368158143047076?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/6775368158143047076?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/lb5rCsULbCk/balanco-das-ferias.html" title="Balanço de férias..." /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-VdLuLFttuL8/TwtD5dB3P4I/AAAAAAAAAvc/o-EGZ_0o25A/s72-c/Uruguai+e+Argentina+171.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2012/01/balanco-das-ferias.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DE4ERX8zeCp7ImA9WhRXGE4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-2408711960101003459</id><published>2011-12-24T12:25:00.001-02:00</published><updated>2011-12-25T16:15:04.180-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-12-25T16:15:04.180-02:00</app:edited><title>Previsões para um Ano Bom...</title><content type="html">&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eTmkb-by7jA/TvXgwZheIYI/AAAAAAAAAvU/Pzea8y9ROGg/s1600/previsao+2012.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/-eTmkb-by7jA/TvXgwZheIYI/AAAAAAAAAvU/Pzea8y9ROGg/s400/previsao+2012.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Creio que muitos de vocês já
perceberam meu interesse por prever o futuro e minha insistência em conseguir
tal proeza, seja através de uma cartomante, por intuição, leitura do horóscopo
diário ou interpretação de sonhos. O fato é que sempre fico com aquela vontade
de saber o que está por vir, afinal tem dias em que por mais que eu ande, a
vida continua parada.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Hoje mesmo, no meu décimo segundo
dia de férias sinto-me entediada. E olha que desses doze dias, cinco passei a
bordo de um navio maravilhoso em um Cruzeiro em família. Mas é sempre assim,
quando estava viajando pensava que aquilo deveria durar para sempre, mas um dia
antes, quando cheguei em casa e dormi por doze horas na minha primeira noite de
férias, pensei que aquilo também poderia durar para sempre...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A verdade é que estamos sempre em
busca de transformação. Mudamos o humor, a vontade, o gosto, a coragem, tudo o
que antes era certeza vira talvez e o talvez acaba muitas vezes por virar
realidade, e é sobre isso que quero falar hoje.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Minha curiosidade somada à
vontade de desvendar o futuro, me fez consultar um astrólogo no meio deste ano.
Depois de não ter tido sucesso com a cartomante achei que seria uma boa
tentativa. Foram quase duas horas de consulta, passando pelo meu passado,
presente e o que mais almejava: o futuro.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Pedi a ele que priorizasse a
leitura das minhas ambições profissionais e sentimentais e confesso que não
acreditei quando escutei que o ano de 2012 seria meu ano de transformação. O
ano em que, segundo ele, eu teria mudanças no campo profissional, onde teria
possibilidade de realizar um grande sonho e, como se não bastasse, o ano em que
poderia conhecer um companheiro para toda a vida.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Ah! Era tudo o que queria ouvir...
Será que finalmente aos vinte e oito anos teria a honra de parar minha busca e
aquietar esse coração que já anda extremamente desacreditado? Ri disso tudo ao
contar as previsões para minha mãe. Ri mais ainda quando ele me disse que
firmaria um compromisso no mês de setembro e que faria uma viagem internacional
ainda neste ano.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Pense bem, em julho eu jamais
imaginaria fazer uma viagem internacional, muito menos firmar compromisso com
ninguém, afinal havia rompido um namoro recentemente e tudo que queria era paz.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Mas hoje, deitada no meu quarto,
olhando para o céu azul, pensando no quanto estou entediada e no que espero de
2012 me lembrei de todas essas previsões e qual não foi minha surpresa quando
as vi praticamente integralmente concretizadas?!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Realmente firmei um compromisso
em setembro, no dia dezoito mais precisamente, e no mesmo mês agendei uma
viagem, pasmem, para o Uruguai e Argentina, com uma amiga para o final de
dezembro. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
E agora me pergunto: foi a
previsão que me impulsionou a fazer isso tudo em tão pouco tempo? Ou foi o
tempo que me movimentou até essa previsão?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não sei dizer...Só sei que estou
realizada. Feliz por ter me movimentado. Por ter arriscado e por ter a
possibilidade de ter mais histórias para contar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Minha viagem se dará logo depois
do Natal, passarei a virada do ano em terra estrangeira, pela primeira vez
longe da minha família, mas na ânsia de trazer sonhos realizados e novas
ambições para 2012 que agora mais do que nunca, creio será meu ano de
transformação.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Não sei o que me reserva o ano
que se aproxima, muito menos esta viagem e nem mesmo o dia de amanhã, mas tenho
a certeza de que vale a pena sonhar, e mais ainda prever o futuro,
especialmente se essa previsão é feita por nós, por nossos desejos, por nossas
vontades, pois esse é o caminho mais curto para transformar &amp;nbsp;a possibilidade em realidade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O que espero de 2012? Viver o
presente que hoje é meu futuro de maneira plena. Acreditar que um passo pode
desencadear uma longa jornada. Desejo ainda dias de tédio, pois percebi que
essa sensação não é nada mais do que um momento para meu descanso,para um
respiro, para que eu possa olhar para traz e ver meu futuro concretizado e
olhar para frente em busca de novos presentes, cada dia mais previsíveis.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Chega de tanta surpresa. Viver o
hoje cabe apenas a nós e a mais ninguém e que venha 2012, cheinho de boas
previsões e de muita, muita transformação!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-2408711960101003459?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nAgWltVV_ck/TvDEYLlsjOI/AAAAAAAAAvI/lX_5UeEzQB8/s1600/espirito-de-natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-nAgWltVV_ck/TvDEYLlsjOI/AAAAAAAAAvI/lX_5UeEzQB8/s400/espirito-de-natal.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Acabo de escutar uma música bem típica para este período do ano, corro até a cozinha e de lá avisto o caminhão da coca-cola passando na avenida principal da cidade, todo iluminado, espalhando aquele clima de: “&lt;em&gt;Já chegou o Natal...”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É claro que hoje em dia não é mais só um caminhão, é uma caravana, e além da música e das inúmeras lâmpadas, agora traz também um urso polar jogando balas para as pessoas na rua e ajudantes de papai-noel dando tchauzinho. Ah...Essa modernidade, vive estragando tudo mesmo. Mas enfim, o que realmente me chamou a atenção foi a sensação que a música tocada por aquele caminhão enorme e todo iluminado me provocou.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Havia sido tomada por esta sensação há uns três dias, quando a iluminação natalina foi espalhada por toda a extensão da rua onde moro. Da vista da minha janela posso observar muitos anjinhos, sinos e o papai-noel, iluminados, coloridos, um convite a caminhar pela noite afora que já não é mais tão silenciosa nesta época do ano.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Não sou muito fã deste período do ano, claro que sempre é bom reunir a família, amigos, trocar presentes, mas sempre existe uma tristeza velada nestes dias para mim. Conheço pessoas que adoram o Natal e o comemoram com todas as possibilidades: ceia, fogos de artifício, luzes natalinas, enfeites, árvores enormes, presentes, peru e champanhe.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quanto a mim, estar com minha família basta. O resto é acessório, complemento que deixa a data mais atrativa, agradável, mas não a torna mais ou menos importante.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O que realmente têm me incomodado nesses últimos dias é no que o Natal se tornou. Tenho observado um consumismo exacerbado nesta época do ano. Hoje quase fui atropelada duas vezes na rua de casa, não por carros, mas por pessoas. Malucas, alvoroçadas, ansiosas e carregadas de sacolas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E olha que esta é a primeira semana de comércio noturno e de promoções de final de ano, fico imaginando como será a véspera de Natal... Na certa uma guerra civil oculta, não anunciada, irá se apresentar. A busca pelos melhores presentes, pelos maiores descontos, pelas principais marcas, torna o consumidor um verdadeiro soldado. E realmente é preciso andar com escolta ou armadura nestes dias, pois pisão no pé e sacolada na cabeça não irão faltar.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Utilizar a calçada sem empurra empurra ou achar um lugar para estacionar torna-se moeda de troca nesta época do ano. O difícil mesmo é manter o foco. As lojas iluminadas, com vendedores fantasiados são tão atrativas que impedem os clientes de chegar até o final da rua, lá na praça central onde um coral infantil expressa o verdadeiro significado deste período.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O presépio em tamanho natural não é tão atrativo quanto a casa do papai-noel que concentra filas de crianças em sua porta. O menino Jesus não é tão divertido quanto as balas e o presentinho distribuído pelo bom velhinho. E é assim que o ciclo se repete... Quando adultos essas crianças provavelmente irão priorizar as lojas ao episódio cultural e priorizarão as balas da casa do papai-noel ao presépio (se é que ele ainda vai existir) nos dias de Natal.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Ultimamente comemoramos tudo, mas raramente sabemos o porquê. A festa por si já é suficiente. Não importa o motivo, nem os convidados, o importante é festejar. E quando não se tem um motivo ou quando ele existe, mas não é importante as coisas ficam meio que sem sentido, não acha?&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A verdade é que o final de ano é meu final de linha, sempre. É quando estou dando meus últimos suspiros e implorando por descanso, por férias e acho que devido a isso me sinto mais sensível e fico muito mais intolerante neste período.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E é por essas e outras que ainda abro a janela para ver o caminhão da coca-cola passar e avistar os anjinho de luz aqui de cima, tentando manter a todo custo o sentido que o Natal tem para mim deste a infância, tentando não ser engolida pelo consumo selvagem, pois lá embaixo, longe da altura dos doze andares nem tudo é tão bonito quanto parece, nem tão seguro...&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-1505145590647566617?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cZax91e6GEA/TtpGFXOgllI/AAAAAAAAAvA/MB4WyUyiQKE/s1600/procura-se.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-cZax91e6GEA/TtpGFXOgllI/AAAAAAAAAvA/MB4WyUyiQKE/s320/procura-se.jpg" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém disponível para
meus dias de riso e tempestade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que seja alto o
suficiente para levantar minha autoestima em dias sensíveis.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém forte o
bastante para levantar meu ego nos dias em que a frustração me perseguir.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que tenha belos
olhos para me mostrar o quanto a vida pode ser maravilhosa mesmo em dias nebulosos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que saiba
sorrir e me faça gargalhar com seu ponto de vista.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que saiba me
olhar nos olhos e me ouvir quando o assunto é sério.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que tenha
sabedoria para entender que não podemos ter tudo o que desejamos, mas podemos
lutar para que esses desejos não desmanchem no ar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que não tenha
medo do trabalho e que não se envergonhe do que faz, nem do que eu faço.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que consiga
perguntar como foi meu dia e esteja atento com a resposta, seja ela positiva ou
não.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que não tenha
vergonha de chorar quando se sente triste e que possa me fazer chorar de
alegria às vezes.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que esteja
disposto a me carregar no colo em dias de pés cansados depois de um longo baile.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste de
fazer cafuné e não se canse da minha voz rouca.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que queira me
aconchegar em seus braços até pegar no sono e me acordar com um beijo sincero
de bom dia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que não tenha
medo de se apaixonar e consiga fazer de cada momento algo bom para se lembrar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste de
viajar e não tenha medo de dirigir.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste de
andar de mãos dadas e tomar sorvete no final da tarde de domingo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste de
conversar e respeite a diversidade de opiniões.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que me aceite e
não me obrigue a mudar meu jeito de ser, estar e viver.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que não se
importe com minhas roupas coloridas, alguém que prefira as cores ao branco e
preto e que não se canse de se surpreender ao ver um arco-íris.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste de
observar o pôr-do-sol e me presentei com a lua em dias de céu estrelado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que não tema
fazer planos, mas que não deixe de viver o hoje com medo deles nunca se
realizarem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que pense em
ter uma família e que entenda que isso significa compartilhar sonhos, vitórias
e perdas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que respeite o
amor que tenho pela minha família e esteja disposto a conhecê-la, passando pela
sabatina de perguntas de tios e avós sem se sentir acuado ou com vontade de
fugir para outro país.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que me olhe com
admiração e que se orgulhe ao falar de mim para os melhores amigos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que goste da
minha companhia e nunca me trate com indiferença.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém que respeite
meus medos, inclusive os mais ridículos e que não faça disso uma piada.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém para que eu
possa chamar de meu.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Procura-se alguém para...amar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-8198754527962063421?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/p6LnzpykaL1dSagkFX7iPywyDfI/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/p6LnzpykaL1dSagkFX7iPywyDfI/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/p6LnzpykaL1dSagkFX7iPywyDfI/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/p6LnzpykaL1dSagkFX7iPywyDfI/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/ofZu3o05TII" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/8198754527962063421/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=8198754527962063421" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8198754527962063421?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8198754527962063421?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/ofZu3o05TII/procura-se.html" title="Procura-se..." /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-cZax91e6GEA/TtpGFXOgllI/AAAAAAAAAvA/MB4WyUyiQKE/s72-c/procura-se.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/12/procura-se.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUMDR349cSp7ImA9WhRSGUw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-7409523407112136050</id><published>2011-11-21T20:37:00.001-02:00</published><updated>2011-11-21T21:17:56.069-02:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-11-21T21:17:56.069-02:00</app:edited><title>Por favor?!</title><content type="html">&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G_XBfeDRaL8/TsrTWflf5DI/AAAAAAAAAu4/5FcW1kdQMyE/s1600/mais-amor-por-favor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hda="true" height="261" src="http://1.bp.blogspot.com/-G_XBfeDRaL8/TsrTWflf5DI/AAAAAAAAAu4/5FcW1kdQMyE/s400/mais-amor-por-favor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A cada dia que passa descubro que tenho uma lista incontável de dificuldades, ou melhor dizendo, de “desafios” para serem superados. Tenho me deparado constantemente com alguns deles e por vezes me pergunto se foram criados por mim, pelos outros, para realmente serem superados ou simplesmente ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Contudo, como tudo que nos incomoda, esses desafios não são facilmente esquecidos ou colocados de lado, envolvem emoções fortes, por vezes orgulhosas que nos impedem de simplesmente esquecê-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Entre as incontáveis dificuldades existe uma que tem me enfrentado com uma constante irritante nas últimas semanas: &lt;em&gt;odeio pedir favor&lt;/em&gt;. Tenho uma dificuldade surreal de solicitar algo para minha facilidade que poderá provocar em alguém alguma dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Geralmente penso cinco mil vezes antes de pedir algum favor para alguém e quando o faço fico com aquela sensação de “devedora” por incontáveis dias. Na verdade nunca me senti no direito de influenciar a vida de quem quer que seja. Pedir algo para alguém requer uma relação de intimidade que por vezes não é recíproca e é nesse momento que encontramos algo que me parece pior que pedir um favor: tê-lo negado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vivo rodeada de pessoas que me dizem o tempo todo: &lt;em&gt;se precisar é só chamar!&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Qualquer coisa me ligue! Conte sempre comigo!&lt;/em&gt; Mas tenho percebido que tanta disponibilidade não existe sempre, nem o tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Claro que não tenho a ingênua pretensão de acreditar que as pessoas terão de deixar seu mundo para me atender, muito menos que meu interesse seja maior ou mais importante que qualquer afazer de qualquer pessoa, mas quem me conhece sabe que não sou de pedir favor e quando o faço é porque realmente estou precisando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao contrário da minha dificuldade em pedir, não me importo de realizar um favor. Sinto-me&amp;nbsp;bem quando posso facilitar a vida de alguém mesmo que isso complique um pouquinho meu dia. Creio, inclusive, que o segredo para superar este desafio, encontra-se justamente aqui...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ninguém é obrigado a sair do trilho por ninguém, muito menos para facilitar a vida de outrem. Mas existem algumas coisas que são passiveis de realização e não são feitas por simples questão de prioridade e outras que não são realizadas pela simples falta de vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Prioridade e vontade. Esses conceitos, tão presentes em nossos dias é que fazem com que a cada vez que precise pedir um favor pense antes cinco mil vezes, pois me lembro sempre que a minha prioridade nunca será a prioridade do outro e por consequência, provavelmente minha vontade dificilmente será compatível com a de outra pessoa, especialmente quando se trata de pedir um favor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Para que alguém mude sua rotina para te fazer um favor é preciso que você seja parte da história da vida dessa pessoa; seja prioridade na vida dela ou nela provoque a vontade de fazer algo que te fará bem. Por vezes nada disso acontece e o favor fica ali, por fazer e é aqui que entra algo ainda mais relevante do que a realização de um favor: a importância que se dá ao pedido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E é isso que quero destacar, para que ninguém tenha medo de me negar um favor depois deste texto. Já que ninguém é obrigado a sair da rotina por ninguém e cada um tem seus motivos, vontades e prioridades, gostaria apenas de lembrar que existem mil maneiras de dizer não, mas algumas pessoas escolhem sempre a pior delas o que torna o pedido de favor algo bem mais constrangedor do que deveria ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Gentileza, gera gentileza. Dedicar atenção a um pedido de ajuda, mesmo que não possa satisfazê-lo pode ser bem mais importante do que jurar gratidão a vida toda, ou afirmar sempre que possível: &lt;em&gt;conte comigo!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Recebi alguns “nãos” nas últimas semanas, entre eles alguns que realmente me surpreenderam, não pela negativa em si, mas pelo discurso anterior de cumplicidade e pela indiferença dedicada ao pedido naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Confesso que me decepcionei com algumas posturas nos últimos dias, mas por ainda acreditar nas pessoas é que resolvi tocar nesse assunto, para inclusive tentar entender onde se inicia o não em um pedido de favor. Afinal, não conheço muita gente que goste de depender dos outros para qualquer coisa que seja e pedir um favor não deve ser um incomodo apenas para mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não é agradável pedir ajuda, pois temos que nos expor ao indicar nosso problema e a forma de solucioná-lo, sem contar que sempre corrermos o risco de embaralhar a vida de alguém que também pode estar em um dia de sufoco, mesmo que já tenha te oferecido apoio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Então, fica a dica, antes de negar ajuda pense se realmente não é possível dispensar alguns minutos do seu tempo para prestar um favor ou no mínimo justificar-se de forma educada caso não seja possível atendê-lo. Tudo que fazemos com amor e sinceridade, mesmo que seja dizer um não, soa mais gentil, facilitando o dia de quem já não acordou com o pé direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A verdade é que as pessoas que realmente se importam nem nos esperam pedir um favor, geralmente se oferecem para cruzar o estado se for preciso para nos socorrer e são nessas horas de sufoco, quando somos acolhidos, muitas vezes por quem menos esperamos, que percebemos que nenhum &lt;strong&gt;por favor&lt;/strong&gt; supera o alívio de um &lt;strong&gt;muito obrigado&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-7409523407112136050?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sZOb3VrV7f0/Tr58LWZluwI/AAAAAAAAAuw/zqQgn1Bxd_I/s1600/calada.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-sZOb3VrV7f0/Tr58LWZluwI/AAAAAAAAAuw/zqQgn1Bxd_I/s320/calada.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estou sem trabalhar há dois dias. Seria um ótimo motivo para comemorar não fosse o motivo que me levou a este súbito afastamento do trabalho. Estou afônica. Logo eu que adoro falar, que não consigo ficar nem meia hora sem falar, aqui estou segurando a língua para recuperar a voz o mais rápido possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Só agora consigo perceber o quanto falar é importante para mim. Tudo se torna bem mais complicado quando não posso falar. Comprar os remédios na farmácia, pagar o almoço, atender ao telefone, tudo se tornou um suplício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;De acordo com o médico provavelmente terei que retomar minhas sessões de fonoterapia. Só de pensar em voltar para este compromisso me arrepio. Não consigo me acostumar a tratar algo que para mim não é visível. Quando se quebra um braço e precisa de fisioterapia, percebe-se bem o movimento para a reabilitação, com a voz é algo bem diferente, apesar de perceber os resultados, não consigo vê-los durante as sessões. E isso me incomoda tanto quanto este repouso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Repouso vocal. Foi isso que o médico me exigiu quando sai do consultório depois de diagnosticado uma laringite que segundo ele já é crônica. Dois dias de atestado em casa, sem falar, tomando muito líquido e contendo a ansiedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Apesar de morar sozinha há um bom tempo, não consigo me acostumar muito com a ideia de ficar sozinha por tempo demais. Quando estou na minha rotina, saio de casa às sete da manhã e volto perto das oito da noite, então ficar por cerca de três ou quatro horas sozinha em casa antes de dormir não é sacrifício algum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas ontem e hoje as quarenta e oito horas dos dias pareceram umas oitenta. Não só pelo fato de estar sozinha, mas principalmente por não poder falar. Pensava em ligar para minha família ou para alguma amiga, mas e o repouso vocal?! Foi bem aqui que percebi que bem mais do que viver dias de simples descanso para minha voz estava inscrita em um verdadeiro retiro espiritual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Aproveitei para colocar o sono em dia, terminei um livro que estava pelo seu um terço, iniciei outro, escrevi dois textos, arrumei meu guarda-roupa e o armário da cozinha. Assisti a dois filmes, pincelei alguns capítulos das novelas, olhei pela janela no pôr-do-sol, lavei o aquário do cágado e deixei-o zanzar pela casa, mas ainda assim o tempo não passou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nesses dias em que me enclausurei descobri que muito do que achava que me incomodava não faz mais sentido. Percebi que algumas pessoas que pareciam importantes não chegaram a este nível ainda e outras que pouco se fazem presentes, ganharam um espaço bem maior do que eu imaginava no meu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dias de repouso servem para acalmar o espírito, a mente, o físico e descobrir que por vezes é realmente melhor calar do que correr o risco de se pronunciar em vão. Descobri que o meu querer, a minha vontade não se enquadra na prioridade das outras pessoas, mesmo que eu esteja doente, sozinha e sem poder falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pensei em receber visitas ou fazê-las nesses dois dias, mas que cabimento teria se não poderia falar? &lt;em&gt;Fala que eu te escuto&lt;/em&gt; – seria o máximo que poderia dizer. A verdade é que não sei se existe alguém nesse mundo que se contente apenas com a minha presença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando penso nisso, só consigo lembrar-me da minha mãe, que por inúmeras vezes me deixou ficar ao seu lado, deitada de papo para o ar, sem precisar falar uma palavra, sem fazer uma pergunta, apenas me permitindo ali ficar, me fazendo cafuné até me ver cochilar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Foram nesses dois dias que percebi o que realmente importa e mais do que isso quem realmente se importa. Foram dias de silêncio com o mundo e de diálogo com o meu caos, com meus medos e percepções. Dias de repouso para serem guardados e lembrados sempre que se perceba novamente a falta de voz... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-8335145385322680774?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/GgVoaX6oSxQ8rzvxQ2cQKD2KR78/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/GgVoaX6oSxQ8rzvxQ2cQKD2KR78/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-beBZdnBOvmk/Tq9FoEsTD0I/AAAAAAAAAuo/pvfwvrAMLZg/s1600/filmes-de-comedia-romantica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://2.bp.blogspot.com/-beBZdnBOvmk/Tq9FoEsTD0I/AAAAAAAAAuo/pvfwvrAMLZg/s400/filmes-de-comedia-romantica.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assisti a uma comédia romântica
nessa semana daquelas bem docinhas, estilo água com açúcar, marcas registradas
da sessão da tarde e que são infalíveis para deixar qualquer mulher totalmente
desiludida quando chegam ao fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um filme daquele tipo em que você
fica atento a cada detalhe e se pergunta a cada minuto: &lt;i&gt;Será que isso existe na vida real?&lt;/i&gt; Aquele filme onde a mulher
linda, inteligente, bem sucedida está totalmente livre, à espera do príncipe
encantado, mesmo sendo a atriz mais linda de &lt;i&gt;hollywood,&lt;/i&gt; o que no filme não parece nenhum absurdo pois no final
ela encontra um cara lindo, rico, romântico e totalmente louco por ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Toda vez que assisto a esses
filmes fico deprimida. Sempre fico me perguntando: &lt;i&gt;Mas será que na vida real existe um amor assim?! Será que isso
realmente é possível ou provável?&lt;/i&gt; E sempre, fatidicamente, inevitavelmente
eu me envolvo nos meus sonhos de um grande amor e desligo a televisão
resmungando algo que reproduz minha sensação de descrença: A&lt;i&gt;h! Quanta bobagem!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;E sempre foi assim, mesmo quando
estava namorando, apaixonada, envolvida, sempre me senti assim no final desses
filmes. É algo que sempre me cutucou. Não sei muito bem por que, mas é certo
que essas histórias de amor perfeitas demais sempre me incomodaram. Na vida
real nada é assim tão simples, nenhuma história se desenha em cento e vinte
minutos e dificilmente um homem lindo e sensível como aqueles dos filmes
tropeçará em você e te carregará para o altar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sem contar que a maioria dos protagonistas
destes filmes tem um histórico de muitas mulheres ou de uma decepção amorosa em
sua vida antes de encontrar a mocinha perfeita e se apaixonar perdidamente. Mas
cá entre nós, você já conheceu algum homem real que decidiu deixar de ser
mulherengo ou voltou a confiar em uma mulher depois de uma decepção para viver
um grande amor?! Parece piada não?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Provavelmente alguns leitores do
sexo masculino que acompanham esta coluna poderão me tachar de feminista ou
generalista, mas a verdade é que eu nunca conheci um cidadão desse tipo. Quando
algum homem resolve assumir um compromisso ou é porque nunca se decepcionou
antes, ou porque sempre preferiu viver a dois, assumindo todos os riscos de uma
relação e esse segundo tipo de homem geralmente é muito romântico, mas carente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os homens que realmente buscam
uma união estável, uma família e que acreditam mesmo no amor dificilmente vão
aparecer na sua vida, pois já estão comprometidos ou não vão te seduzir tão
facilmente, sabe por quê? Porque até esses homens raros tem defeitos,
geralmente muitos, como todos nós e isso acaba com todo e qualquer conto de
fadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se os filmes de &lt;i&gt;hollywood&lt;/i&gt; tivessem continuação
provavelmente não durariam muito mais do que dois ou três capítulos. Uma hora
ou outra a essência humana iria se sobrepor e quando começássemos a nos
identificar com os personagens da telona provavelmente perderíamos o interesse
pelo enredo dos filmes, pois o que nos chama atenção é justamente o que não nos
é familiar, aquilo que temos como modelo, como ideal, mesmo com a certeza de
que nunca sairá do imaginário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;O fato minha gente é que romances
perfeitos não existem pelo simples fato de que as pessoas perfeitas também não!
Todos nós, homens e mulheres estamos muito mais sujeitos a errar do que a acertar
e geralmente temos a péssima mania de dar valor maior para os defeitos do que
para as qualidades dos que nos rodeiam. É mais ou menos assim: Ele te levou
para jantar no aniversário de namoro, te fez um elogio quando colocou um
vestido novo e te fez um chá quando estava morrendo de cólica, mas tudo bem
isso não é mais do que a obrigação dele. Agora se o santo homem te deixa
esperando quinze minutos, fala um ou dois palavrões enquanto assiste o futebol
ou solta um arroto na mesa, pronto! Ele não é mais o homem dos seus sonhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;O príncipe vira sapo com tanta
facilidade... E digo isso porque comigo também é assim. No começo do namoro, no
período de conquista é tudo uma maravilha, todas as qualidades e encantos são
colocados na mesa, que fase mais gostosa, mas a realidade, aquela capaz de
sustentar uma união pela “vida toda”, não demora muito para aparecer e quando
surge, traz todos os medos, os receios, os defeitos e, sobretudo a essência
daquela pessoa encantadora que você acabou de conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vivemos procurando a pessoa certa
e geralmente esquecemos que nem nós nos suportamos todos os dias, que audácia é
essa de acreditar que alguém tem que nos aceitar do jeitinho que somos e mais
que isso, se moldar aos nossos desejos só para que um conto de fadas vire
realidade?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando assumimos o desejo de
viver a dois, acatamos o risco de ceder e receber muito de nós e um pouco do
outro e vice-versa, em um ciclo que permite o equilíbrio entre o que temos de
melhor e pior. E é por isso que não suporto essas comédias água com açúcar...
Nesses filmes não existem riscos, não existem defeitos, nem receios. A vida não
é assim, por mais leve que se escolha levá-la, sempre terão obstáculos capazes
de nos tirar o eixo por vezes e por outras de nos fazer desacreditar de tudo,
até mesmo do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu ainda não cheguei a este
ponto, confesso inclusive que tenho me apresentado a este sentimento de forma
mais cautelosa ultimamente, e tem sido bom. No dia a dia os defeitos não
parecem monstros de filmes de terror e as qualidades assumem um gosto bem mais
saboroso do que simples água com açúcar, o que vale é a nossa vontade de viver
o certo, mesmo que ainda não tenhamos toda a certeza do mundo ou que ainda exista
aquele medinho de que se esteja vivendo o certo com a pessoa errada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“É louco, é pouco&lt;br /&gt;
De ego e de vaidade&lt;br /&gt;
A gente fica cego&lt;br /&gt;
E não consegue ver&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O óbvio, o todo&lt;br /&gt;
O que é de verdade&lt;br /&gt;
E num minuto&lt;br /&gt;
A gente põe tudo a perder&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; margin-left: 35.4pt; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Eu
sei que, eu não sei de nada&lt;br /&gt;
Eu não entendo nada&lt;br /&gt;
Do que eu sinto por você&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Será que eu fiz a coisa certa&lt;br /&gt;
Com a pessoa errada&lt;br /&gt;
Como é que a gente vai saber?”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;(&lt;b&gt;A pessoa errada &lt;/b&gt;- Paulo Ricardo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-5321208280837763276?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rkg49sgjScHS-qw_4vkYXaNa4NQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/Rkg49sgjScHS-qw_4vkYXaNa4NQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AYY4N0SS46M/TqSwbu8qMhI/AAAAAAAAAug/5r6ALirZ79w/s1600/horario+verao_relogio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://1.bp.blogspot.com/-AYY4N0SS46M/TqSwbu8qMhI/AAAAAAAAAug/5r6ALirZ79w/s400/horario+verao_relogio.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;
Felizmente para alguns e para a
tristeza de tantos outros os ponteiros adiantaram-se uma hora na última semana
e o horário brasileiro de verão começou nas regiões sul, sudeste, centro-oeste
e no estado da Bahia que neste ano também aderiu à ideia. Para quem gosta do
período, neste ano o deleite será longo: cento e trinta e três dias (o período
mais longo desde 1985) que poderão significar a economia de até cem milhões de
reais para o país devido à possibilidade de se poupar energia nos dias de luz
estendida.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Contudo, escutei muitas pessoas
reclamando esta semana sobre a mudança do horário de verão. Foram inúmeras
reclamações de atraso, de acordar de madrugada e dormir com o sol a pino. Além
da dificuldade de se acostumar com o novo fuso horário foram incansáveis as
reclamações sobre o dia estar mais curto. Escutei isso no ônibus, na academia,
na fila da padaria e até no consultório médico.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Sinceramente não consigo entender
essa dificuldade de se adaptar ao horário de verão. Particularmente adoro esse
período e ao contrário de muitos, acho que meus dias ficam mais longos, mais
produtivos e me sinto bem mais disposta.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
O fato é que se adiantamos uma
hora no relógio não quer dizer que perdemos um dia. Foi só uma hora, quantas
vezes você não teve que acordar uma hora mais cedo do que o programado? Foi apenas
isso, dormimos no sábado certos de que acordaríamos uma hora mais cedo no
domingo, só isso nada mais.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
É claro que com isso o dia demora
um pouco mais para despertar, o sol preguiçoso começa a dar sua cara um pouco
mais tarde do que de costume, mas nada comparado ao exagero dito por alguns que
afirmam que se acordarem às sete da manhã terão que andar com uma lanterna acesa
pela rua.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Além do que, a recompensa do dia
tardio vem rápida, bem ali no final da tarde, quando o sol se estende até quase
oito da noite, num colorido gostoso. Permiti-me mudar até o percurso que faço
para ir ao trabalho e voltar da academia nesses dias, descobri na luz do dia
lugares que nem cogitava imaginar bem ali no meio do meu caminho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Acho inclusive que os dias ficam
mais longos com o horário de verão. Pode ser pelo fato de me caracterizar como
alguém de hábitos diurnos que não funciona muito bem à noite, mas tenho
conseguido fazer um monte de coisa que antes estavam esquecidas, pois a elas
nunca sobrava tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
A única dificuldade que tenho é
de adaptar-me a este dia iluminado estendido, frequentemente me perco nos
ponteiros do horário de verão e quando dou conta já passou da hora de dormir.
Mas não vejo isso como algo negativo, é um bom sinal, não ver o tempo passar é
sinônimo de realização.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Quando estamos nos dedicando a
algo importante, ou ao lado de uma companhia agradável dificilmente lembramos
do relógio. O tempo parece passar apressado, mas na verdade o que acontece é
que ele foi bem aproveitado, só isso.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Já ficou ocioso por um longo
período? Creio que apenas o ócio é capaz de nos mostrar quanto tempo temos. O
que nos falta é coragem para administrá-lo. E digo coragem e não sabedoria,
pois a maioria de nós sabe exatamente com o quê deve gastar mais tempo, mas
geralmente não o faz por medo, pela rotina ou pela pressão do senso comum.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
Se pudesse dizer algo a todos que
reclamaram do horário de verão nesta semana seria justamente isso, não importa
se é horário de verão, de primavera, outono ou inverno. Não importa se o dia é
mais longo ou curto ou se a noite invade o dia madrugada afora, muito menos se
perdemos uma hora. O dia continua tendo suas vinte e quatro horas, todas ali,
cravadas, cabe a nós fazer deste tempo um tempinho ou um tempão. Aliás, fica
aqui a sugestão, ao invés de horário de verão, acho que poderíamos chamá-lo de
horário de tempão, ou melhor: &lt;b&gt;Horário de tempo bom&lt;/b&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-1462519499875021051?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QQrAHRVqtzDB5ok_xXtIoprpfd8/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QQrAHRVqtzDB5ok_xXtIoprpfd8/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QQrAHRVqtzDB5ok_xXtIoprpfd8/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/QQrAHRVqtzDB5ok_xXtIoprpfd8/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/sFUyyqfeTrM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/1462519499875021051/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=1462519499875021051" title="0 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/1462519499875021051?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/1462519499875021051?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/sFUyyqfeTrM/horario-de-tempao.html" title="Horário de tempão!" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-AYY4N0SS46M/TqSwbu8qMhI/AAAAAAAAAug/5r6ALirZ79w/s72-c/horario+verao_relogio.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/10/horario-de-tempao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;A0UGR3Y8fSp7ImA9WhdbE0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-8700069023373919753</id><published>2011-10-11T15:48:00.003-03:00</published><updated>2011-10-11T15:53:46.875-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-11T15:53:46.875-03:00</app:edited><title>Plano?! Que plano?!</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--E5q8mgrXmA/TpSQZ3RwsOI/AAAAAAAAAuY/NXCuXrtxpTw/s1600/cha%2Bde%2Bcadeira.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 340px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662309405521129698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--E5q8mgrXmA/TpSQZ3RwsOI/AAAAAAAAAuY/NXCuXrtxpTw/s400/cha%2Bde%2Bcadeira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O que me move a escrever hoje é a indignação. Se não todos, a maioria de vocês sabe que sou assistente social, trabalho diariamente pela incessante busca de efetivação dos direitos sociais. Aliás, até hoje me perguntam: o que faz o assistente social? E está é minha única resposta: trabalho para informar a população sobre seus direitos, lhes garantido a oportunidade de acessá-los.&lt;br /&gt;Tudo muito lindo no papel. Diariamente esbarro nos limites institucionais, na ausência de recursos e essencialmente na precária efetivação de direitos sociais. Entenda que não tenho como objetivo primordial tirar ninguém da miséria e elevá-lo ao posto de milionário do ano, minha busca é pela efetivação do mínimo, daquilo que já deveria existir sem a necessidade de cobrança, pois está garantido na Constituição Federal, porque é lei e é para todos igualmente, mais que isso, equanimente, ou pelo menos deveria ser.&lt;br /&gt;E a estes mínimos se inclui o acesso com dignidade e qualidade aos serviços de saúde, educação, habitação, segurança alimentar, capacitação profissional, lazer, cultura e por ai vai. Resumindo, o acesso a tudo aquilo que é essencial ao ser humano e à sua formação, a sua sobrevivência. Mas a cada dia tenho mais certeza de que neste país, infelizmente, as leis existem apenas nos papéis, ficam lá engavetadas, esquecidas, encardidas sem efetividade alguma.&lt;br /&gt;Cansei de encaminhar munícipes para o acesso a estes serviços básicos e vê-los retornando sem atendimento. E muitos me diziam: &lt;em&gt;se eu tivesse condição pagava um convênio médico!&lt;/em&gt; Ou ainda: &lt;em&gt;Se eu pudesse colocava meu filho em uma escola particular!&lt;/em&gt; Até mesmo aqueles que dependem do serviço público estão discursando a favor da privatização, será que isso não quer dizer alguma coisa?!&lt;br /&gt;Pois hoje fui cerceada em um de meus direitos e assim como as famílias a quem atendo diariamente me senti indignada, impotente, ridicularizada. Feliz ou infelizmente (já não sei mais) sou conveniada em um Plano de Saúde que deveria me garantir o atendimento necessário fora da rede pública de saúde. Digo deveria, pois levei pelo menos uns vinte “nãos” durante a tentativa de agendar consulta com um especialista.&lt;br /&gt;Estou gripada há mais de duas semanas. Já passei pela consulta com clínico geral duas vezes, na primeira delas o médico nem olhou para mim, perguntou o que eu sentia, não me examinou, me mandou tomar duas injeções e me deu uma receita que custou mais de quarenta reais. Fácil atender assim, não é?! Eu já apresento os sintomas, sugiro um diagnóstico e ele não precisa nem ser simpático, só assina um papel e chama o próximo. Mas o médico era ele e não eu, então acreditando na competência do doutor, gastei com o remédio, tomei direitinho e nada dos sintomas passarem.&lt;br /&gt;Segunda consulta, o médico perguntou novamente o que eu tinha, desta vez limitou-se a examinar minha garganta, passou outra receita, que desta vez custou quase cinquenta reais e mais uma injeção e me mandou para casa descansar. Entupi-me de remédios, tomei todos, na hora certa, no dia certo, até acabar e adivinhe?! Fiquei pior do que estava.&lt;br /&gt;Então pensei: está na hora de passar com um especialista! A ideia brilhante foi péssima. Liguei em todos, pasmem, em todos os otorrinolaringologistas conveniados ao meu plano de saúde e nenhum deles poderia me atender antes de vinte dias. Tudo bem que já estou doente há quinze, mas esperar mais vinte dias para melhorar é no mínimo absurdo, não acha?!&lt;br /&gt;Lembrei-me então da resolução n°259 da Agência Nacional de Saúde Suplementar- ANS que em junho deste ano estabeleceu prazos para o agendamento de consultas nos Planos de saúde, sendo que os Planos teriam noventa dias para colocá-la em prática, tendo este prazo se esgotado no último dia vinte de setembro. Assim, comecei a questionar nos consultórios sobre esta lei e me mandavam reclamar no convênio.&lt;br /&gt;Foi então que comecei a rodar igual pião. Liga daqui, passa para lá, aguarda aqui, chama o fulano de lá. Falei com umas seis pessoas e ninguém sabia me informar o que estava acontecendo. Por fim, uma das representantes do convênio me disse que os médicos estavam se desconveniando e que os conveniados não tinham data na agenda para respeitar a lei e que nada poderia ser feito.&lt;br /&gt;Assim, me vi mais uma vez obrigada a pensar por ela e dei inúmeras sugestões lembrando todo o tempo que a obrigação de cumprir a resolução era do convênio e ela é que tinha que se entender com os consultórios, não eu. Fiz questão de lembrá-los também que pago pela saúde duas vezes e que já não uso o Sistema Único de Saúde, na expectativa de que quando fosse necessário poderia ser atendida pelo tal Plano de Saúde.&lt;br /&gt;Então me questiono: Plano de saúde. Que plano é esse?! Nunca vi nome mais ridículo para um serviço. Convênio médico, que raio de convênio é esse?! Ninguém planeja absolutamente nada e não existe cooperação entre prestador e consumidor, está tudo errado!&lt;br /&gt;Minha alma de assistente social, mesmo gripada, não suportou os “nãos” e fez questão de buscar uma solução para o problema. Então pensei: reclamar é o primeiro passo. Elaborei uma reclamação por escrito e fui até o site da ANS, postei a queixa, coloquei meus dados pessoais para contato e no último estágio do processo de reclamação descobri que o meu Plano ou Convênio, ou seja lá o que for não está na relação de operadoras ativas da ANS e devido a isso não seria possível concluir minha reclamação.&lt;br /&gt;Fiquei ainda mais indignada quando vi no site da ANS a divulgação da resolução, aclamando sua aprovação e destacando a consulta pública realizada antes de sua aprovação com mais de três mil contribuições. Ótimo! Sou totalmente favorável à consulta pública, incentivo diariamente a participação popular, mas que respeito é dado aos que participam? Os três mil que deixaram sua contribuição, na esperança de melhorar o serviço de seu plano de saúde, provavelmente estão tendo as mesmas dificuldades que tive hoje.&lt;br /&gt;Que beleza, não?! Fazer o que agora?! Bolar um plano contra o Plano de Saúde? Fazer um convênio com alguém capaz de resolver a burocracia e intransigência do Convênio? A única coisa que me passou pela mente foi escrever este texto e mandar a reclamação que já está pronta por escrito para a diretoria da Fundação que administra meu Plano de saúde. Fora isso, pretendo rezar bastante para melhorar antes dos vinte dias da consulta e manter minha sanidade, pois que dá vontade de fazer besteira dá.&lt;br /&gt;Mas é isso... O jeito é respirar fundo, manter a calma, sem perder a indignação, pois ela é capaz de nos mover mesmo quando todos nossos músculos doem. Amanhã pretendo tentar novamente uma negociação com o Plano de saúde, até lá espero que assim como eu você também não perca sua capacidade de se indignar, pois acho que o importante é ter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;“(...) certeza daquilo que me conforma&lt;br /&gt;Daquilo que quero entender&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E não acomodar com o que incomoda&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;(Criado-mudo – O Teatro Mágico)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-8700069023373919753?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aaPgqh51GQqN1Vl_P6IgOwsIUvQ/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aaPgqh51GQqN1Vl_P6IgOwsIUvQ/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aaPgqh51GQqN1Vl_P6IgOwsIUvQ/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/aaPgqh51GQqN1Vl_P6IgOwsIUvQ/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/66FqyAdyRg0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/8700069023373919753/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=8700069023373919753" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8700069023373919753?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8700069023373919753?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/66FqyAdyRg0/plano-que-plano.html" title="Plano?! Que plano?!" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/--E5q8mgrXmA/TpSQZ3RwsOI/AAAAAAAAAuY/NXCuXrtxpTw/s72-c/cha%2Bde%2Bcadeira.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/10/plano-que-plano.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkAMRHozfCp7ImA9WhdUFUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-2301711200788932894</id><published>2011-10-02T20:35:00.002-03:00</published><updated>2011-10-02T20:39:45.484-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-10-02T20:39:45.484-03:00</app:edited><title>Relacionamento sim senhor!</title><content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WOgRbTp8Skc/Toj11U0ARlI/AAAAAAAAAuQ/SeETT0Cz8MQ/s1600/realcionamento.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659043228259731026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-WOgRbTp8Skc/Toj11U0ARlI/AAAAAAAAAuQ/SeETT0Cz8MQ/s400/realcionamento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Na semana passada refleti sobre um tema que causa inquietação e murmúrios por toda parte. O tal “casamento” movimentou minhas redes sociais e meu Blog, provando por A + B que por mais que se diga o contrário todas as pessoas precisam, gostando ou não, falar sobre relacionamentos, seja para exaltá-los ou criticá-los, o fato é que esse é um tema que nunca sai de moda.&lt;br /&gt;Estive numa livraria semana passada e perdi a conta dos livros que traziam em seu título dicas para casais, orientação para pais e filhos ou passo-a-passo para relacionar-se com seu chefe. Relacionar-se é inevitável, vivemos em um mundo de relações, ora de amor, ora de poder, ora de concessões ou conquistas, mas sempre permeadas por pessoas.&lt;br /&gt;Pensando nisso é possível entender o pavor de algumas pessoas ao terem que expor sua opinião em público, a angústia de uma divergência entre casais, a vergonha de falar o que se sente, o medo de contar o que se passa na relação mais íntima que conseguimos ter: aquela que é da gente com a gente mesmo.&lt;br /&gt;Quando não nos aceitamos dificilmente conseguimos aceitar o outro. Quando não nos compreendemos, provavelmente entender o outro será um grande desafio. Quando não conseguimos ouvir nosso coração, raramente conseguimos ouvir um coração que se abre para nós.&lt;br /&gt;Não pretendo falar sobre relacionamento entre casais, minha intenção hoje é outra, é apontar um conceito de relacionamento muito mais amplo e que pode influenciar não só sua relação com as pessoas, mas inclusive quais pessoas gostarão ou poderão fazer parte das suas relações.&lt;br /&gt;Existem pessoas que fazem parte da nossa rede de relações obrigatoriamente desde o início de nossa existência, aprendemos com elas nossos primeiros passos, nossos sabores e dissabores sobre todos os “sins” e “nãos” dessa vida. Essas pessoas, as quais chamamos de família não foram escolhidas por nós, pelo menos não nesta vida e a decisão por mantermos ou não nossos laços com elas cabe apenas a nós mesmos.&lt;br /&gt;Cansei de ouvir histórias de famílias rompidas, não falo aqui de separação, pois existem muitos casais que mesmo separados conseguem manter os laços familiares, falo de rompimentos que culminaram no desencontro de caminhos, na ausência de se compartilhar o que se vive, o que se sente e o que se espera da vida.&lt;br /&gt;Quebrar uma relação de afinidade, quando se trata de um membro familiar, poderia ser comparado a se retirar do jogo uma carta fundamental do baralho, deixando ali um buraco, um espaço, que omite sentimentos e geralmente não assume vontades, mas um espaço que pode voltar a ser ocupado a qualquer tempo, tão logo se volte a carta ao jogo.&lt;br /&gt;Creio, contudo, que de todas as relações àquelas que mais nos consomem não são as familiares, mas as escolhidas por nós, as relações de amizade, de amor, de trabalho. Relações por vezes inevitáveis, construídas por obrigação em alguns casos, por pura afinidade em outros e que cuja continuidade já não depende exclusivamente de nós. Neste tipo de relação, quando se dá o rompimento, por vezes, reatá-la é tarefa quase impossível.&lt;br /&gt;Oras, mas será que é por esse motivo que por tantas vezes se parece muito mais doloroso romper com uma relação de afinidade do que familiar? Ótima pergunta...Confesso que não tenho resposta para isso, mas algumas suposições...&lt;br /&gt;Quando estamos no nosso ambiente familiar podemos ser verdadeiramente nós, em nossa essência, afinal são pessoas que nos viram nascer, que sabem como somos e o que pensamos, do que gostamos e o que abominamos. Não é preciso fazer tipo para as pessoas que te conhecem tão bem. Não é preciso fingir que gosta ou que está de bom humor no único local onde você pode ser você mesmo.&lt;br /&gt;As demais relações presumem conquista, confiança e para sermos aceitos precisamos nos mostrar confiantes, simpáticos, alegres, cheios de vida e de bons sentimentos. É isso que atraia as pessoas, é isso que faz brilhar os olhos e a outra pessoa dizer: &lt;em&gt;nossa que garota legal.&lt;/em&gt; E fazemos isso inconscientemente, o ser humano por sua natureza não vive só e para tanto precisa de aprovação, precisa ser acolhido por um, dois, ou dez grupos para sentir-se útil, para sentir-se vivo.&lt;br /&gt;Assim, quando se rompe um vínculo de amizade, de amor, de trabalho, a dor é por vezes pior que um conflito familiar, pois inevitavelmente se irá pensar: &lt;em&gt;mas eu fiz tanta coisa por essa relação! Eu me doei, eu me desgastei, eu mudei meu jeito de ser...E agora por mais que eu queira não há meio de reatar esse laço.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Creio que todos já passaram por isso antes, e se não todos, posso afirmar também que a grande maioria se decepcionou grandemente. E aqui está o grande segredo do medo de nos relacionarmos, aqui está o motivo do tema relacionamento causar tanto burburinho: &lt;em&gt;mais difícil que relacionar-se é deixar de relacionar-se.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Nossas maiores dores são por perdas, os ganhos são computados em escalas milimétricas, já as perdas...Ah! Essas assumem escalas em quilômetros quadrados. Se perdemos tanto é porque doamos demais, é porque investimos demais, é porque esperamos demais e sobretudo porque gastamos força demais.&lt;br /&gt;Então me pergunto: &lt;em&gt;será que já não é hora de deixarmos nossa energia para os ganhos? Será que já não é hora de pararmos de tentar agradar o tempo todo? Será que já não passou da hora de tirarmos as máscaras em nossos relacionamentos?!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Relacionamento é bom, sim senhor! É maravilhoso estar com as pessoas, saber o que elas pensam, no que elas acreditam e até discordar delas, mas isso não significa que você precisa gastar energia mudando seu comportamento, suas ideias, seus desejos para aparecer mais bonita na foto, mais inteligente no grupo, mais legal na sala de aula.&lt;br /&gt;No dia em que nos sentirmos como em casa, amparados em uma zona de conforto que afasta o medo de não sermos aceitos diante de nossos amigos, de nosso companheiro, dos nossos colegas de trabalho poderemos assumir relacionamentos verdadeiros, relacionamentos pautados na única verdade que é válida nesta vida: &lt;strong&gt;aquela que você conta para você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sugiro então que sejam jogadas todas as máscaras no lixo, deixadas as capas e os sorrisos falsos no baú antes de se abrir a porta para um novo relacionamento, só assim deixaremos de ter medo de nos relacionar, pois não haverá mais testes, mais cobranças, afinal quem estará na porta da frente será você com toda sua essência, incluindo aqui o que se tem de melhor e pior, restando pouco para se descobrir e criticar.&lt;br /&gt;Vamos perder o medo de nos relacionar! Vamos perder este medo da melhor maneira possível: nos relacionando! Não existe melhor hora, nem lugar, onde houver pessoas é possível se despir dos preconceitos e dos temores para colocar o primeiro livro na estante dos relacionamentos e posso garantir que quanto maior o número de títulos mais interessante será a SUA história... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-2301711200788932894?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yui4JConRX8o6GWHcDCdZ7TNJE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yui4JConRX8o6GWHcDCdZ7TNJE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yui4JConRX8o6GWHcDCdZ7TNJE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/5yui4JConRX8o6GWHcDCdZ7TNJE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/zIDoHQ39NJM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/2301711200788932894/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=2301711200788932894" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2301711200788932894?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2301711200788932894?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/zIDoHQ39NJM/relacionamento-sim-senhor.html" title="Relacionamento sim senhor!" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-WOgRbTp8Skc/Toj11U0ARlI/AAAAAAAAAuQ/SeETT0Cz8MQ/s72-c/realcionamento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/10/relacionamento-sim-senhor.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUQCQX0zfSp7ImA9WhdVGUQ.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-3041947866938674642</id><published>2011-09-25T20:02:00.004-03:00</published><updated>2011-09-25T20:29:20.385-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-25T20:29:20.385-03:00</app:edited><title>Casar ou comprar uma bicicleta?!</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-9UnIrYClErc/Tn-zsR47U5I/AAAAAAAAAuI/-BoqayPlIGo/s1600/muro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 316px; height: 233px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-9UnIrYClErc/Tn-zsR47U5I/AAAAAAAAAuI/-BoqayPlIGo/s400/muro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656437230298420114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convivo há mais de doze anos com três pessoas que se tornaram essenciais na minha vida. São três amigos maravilhosos (a ruiva, o loiro e o moreno) que vivem me cobrando para falar deles nos meus textos e por mais que eu já tenha afirmado a presença deles em muitas histórias ainda não se contentaram.&lt;br /&gt;No último mês, contudo, me sobraram motivos para escrever um pouco sobre a relação de amizade e cumplicidade que nos une, principalmente pelo fato dos três terem entrado em uma nova fase de suas vidas. No final do mês passado um deles, a minha amiga ruiva, foi pedida em casamento e o amigo loiro casou-se. Como não poderia deixar de ser, o moreno, que mora em outro país e vive em uma união mais que estável, anunciou nesta semana que vai ser papai e eu consequentemente serei titia.&lt;br /&gt;As três notícias me fizeram imensamente feliz. Vibrei ao saber que finalmente minha amiga realizaria o sonho de se casar, me emocionei na cerimônia que coroou a união de um amigo que fez parte de tantos momentos da minha vida, e cheguei a chorar ao saber sobre a gestação do meu sobrinho, afinal, esses amigos são mais que irmãos para mim, são verdadeiros guardiões, meus anjos sem asa.&lt;br /&gt;Nesses mais de dez anos de amizade não teve um dia sequer em que não pensasse neles, não teve uma notícia ruim ou maravilhosa que não tivéssemos compartilhado, não teve segredo, ofensa ou deslealdade e assim continua sendo: amizade verdadeira, para o resto da vida.&lt;br /&gt;Na cerimônia de casamento, o quarteto fantástico (que por conta da distância e dos rumos que a vida deu a cada um de nós, se encontra bem menos do que gostaria) conseguiu se reunir e pudemos relembrar algumas histórias do início da nossa amizade, imaginar o futuro e aproveitar cada segundo do presente que nos unia mais uma vez.&lt;br /&gt;O padre durante a benção aos noivos utilizou-se do texto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sermão de Casamento&lt;/span&gt;, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt; para a realização dos votos e achei tal atitude brilhante. Aquela história de ser fiel na alegria e na tristeza, até que a morte os separe, já caiu por terra há muito tempo. Ninguém é obrigado a viver na tristeza esperando a morte chegar, ninguém é obrigado a suportar o desrespeito e a infelicidade só para manter as aparências e, apesar de muitas pessoas o fazerem, creio que não deveriam.&lt;br /&gt;Meu último relacionamento me trouxe algumas cicatrizes, mas me ensinou que ninguém é obrigado a ser infeliz nem sequer por um dia condicionado a outra pessoa. A felicidade de um relacionamento está justamente na liberdade, no respeito à decisão do outro. O amor consiste em querer bem ao outro mesmo que longe das amarras.  Foi então que notei que não precisava nem dele nem de ninguém para ser feliz. A felicidade real estava nos meus olhos, no meu querer e não precisei de muito para encontrá-la dentro de mim.&lt;br /&gt;Estar com meus amigos naquele dia, escutar aqueles votos tão modernos, saber da felicidade em cada um deles e da cumplicidade que nos une, me deixou feliz. Mesmo sendo a única “avulsa” do quarteto, não me senti sozinha nem durante a dança a dois, nem durante o brinde, pois um deles sempre estava por perto, me fazendo rir e me mostrando mais uma vez que não preciso de muito para me sentir bem.&lt;br /&gt;Apesar da liberdade e da felicidade que tenho sentido constantemente por poder viver só para mim e por mim nos últimos meses, me fazendo redescobrir do que eu gosto, do que eu preciso, o que eu quero e o que abomino sem medo do que os outros vão pensar ou se isso é atrativo ou não...Quando se passa dos vinte e cinco e se começa a receber convites para ser madrinha de casamento ou batismo, quando encontra colegas da escola e os vê com filhos nos braços  ou aliança nos dedos, quando você encontra com sua família e a primeira pergunta que te fazem é porque você ainda não casou, algumas inquietações começam a perturbar entre elas a crucial dúvida: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casar ou comprar uma bicicleta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Conheço pessoas que assumiram a primeira opção e estão felizes da vida, outras que fizeram a primeira escolha a deixaram de lado e hoje não pensam nessa possibilidade nunca mais, assim como têm aqueles que mesmo não seguindo o juramento na primeira escolha ainda buscam outra oportunidade de concretizar um casamento feliz. Quanto aqueles que optaram pela segunda opção pouco os vejo com anseio de assumir a primeira, geralmente estão certos de que o caminho é esse. Mas existem ainda outras pessoas que não se decidiram e hoje me encaixo nessa terceira lista.&lt;br /&gt;Tenho passado dias tão felizes nos últimos meses, tenho me realizado com tanta coisa e tenho visto tantos casais brigando, tanta pressão de alguns relacionamentos que chego a me sentir sufocada por eles. Outro dia sai para jantar com um amigo e disse a ele: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se você fosse meu namorado provavelmente não teríamos nos divertido tanto, pois com certeza alguma coisa para se criticar ia aparecer durante, antes ou depois do jantar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E é exatamente assim que estou me sentindo em relação a relacionamentos. Não estou amarga, fiquem despreocupados, não desisti de me apaixonar, mas é que tem sido tão bom estar sozinha, sem cobrança, sem crítica, sem a obrigação de abrir mão disso ou daquilo pra evitar uma cara feia, uma discussão. É tão simples ser feliz! Não quero me aborrecer, então porque me incomodar com o fato de estar chegando perto dos trinta anos e estar solteira?&lt;br /&gt;Pelos outros. Essa é a melhor resposta. Pela família, pela sociedade, pelos amigos, por eles que me incomodo tanto, por eles que tantas pessoas uniram-se e vivem infelizes e outras tantas estão com casamento marcado mesmo já tendo escolhido a bicicleta.&lt;br /&gt;Estou disposta a não me torturar mais. Não vou fazer mais nada para agradar os outros, a não ser que seja esse o meu querer. Não quero mais namorar alguém só por me sentir sozinha, ou por ser cobrada por estar sozinha, hoje me lembro de todas as vezes que me senti sozinha mesmo ao lado de alguém e quer saber? A minha solidão hoje é saudável a outra nunca foi.&lt;br /&gt;Não abandonei meus sonhos, só deixei de alimentar alguns deles por enquanto. Ainda quero ter uma família, um filho quem sabe, mas para isso eu preciso estar bem e descobri que tenho conseguido ser bem mais feliz, em um espaço bem restrito que existe entre o casamento e a bicicleta. Então, para quem ainda não se decidiu ou está repensando a escolha eu sugiro subir no muro, aqui de cima os horizontes são bem mais amplos e é possível descobrir bem mais que dois caminhos...&lt;br /&gt;Suba no muro, escute seu coração, feche os ouvidos para os outros e seja tão feliz quanto puder suportar! Garanto que não irá se arrepender...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-3041947866938674642?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UFKQu_KONclkCb6aAZdaaqqpvgM/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UFKQu_KONclkCb6aAZdaaqqpvgM/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UFKQu_KONclkCb6aAZdaaqqpvgM/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UFKQu_KONclkCb6aAZdaaqqpvgM/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/XAoRJCJ7joI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/3041947866938674642/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=3041947866938674642" title="8 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/3041947866938674642?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/3041947866938674642?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/XAoRJCJ7joI/casar-ou-comprar-uma-bicicleta.html" title="Casar ou comprar uma bicicleta?!" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-9UnIrYClErc/Tn-zsR47U5I/AAAAAAAAAuI/-BoqayPlIGo/s72-c/muro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>8</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/09/casar-ou-comprar-uma-bicicleta.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;D0cNQn89cSp7ImA9WhdVFEs.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-8206228352281244557</id><published>2011-09-19T17:37:00.002-03:00</published><updated>2011-09-19T17:44:53.169-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-19T17:44:53.169-03:00</app:edited><title>“Barulhos poéticos”</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-5cFZX0wKlaI/Tnepk9uo63I/AAAAAAAAAuA/TI5a_o4SFrg/s1600/sarau.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 375px; height: 375px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5cFZX0wKlaI/Tnepk9uo63I/AAAAAAAAAuA/TI5a_o4SFrg/s400/sarau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654174309697514354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barulhos poéticos... Foram essas duas palavras que me fizeram manter a atenção constante em tudo o que acontecia bem ali diante dos meus olhos. Não havia nada glamoroso, nem extravagante. O lugar simples contrastava com a ideia audaciosa de reunir amantes da poesia numa noite fria como aquela.&lt;br /&gt;O convite partiu de um amigo que transforma palavras em música. Assistir a um Sarau novamente era no mínimo inimaginável nos últimos tempos. Perdi o contato com meu lado poético faz tempo. Raramente folheio um livro de poesias, não me contento apenas com as rimas soltas, tenho buscado sua essência e nesse Sarau consegui encontrá-la.&lt;br /&gt;Não era um anfiteatro, nem mesmo a sala do Diretório Acadêmico da Universidade, apenas o pátio de uma escola estadual que foi ganhando forma com o toque de todos os organizadores. O tapete estendido no chão sob a bateria, o banquinho delicadamente colocado à frente do microfone, as velas enfeitadas distribuídas generosamente pelo ambiente, o telão com poemas de Vinícius de Moraes anunciando o poeta homenageado da noite, os livros empilhados ao lado dos bancos nos fazendo um convite à poesia.&lt;br /&gt;Tudo encantador. Tudo no seu devido lugar. Os adolescentes alvoroçados se aproximaram desconfiados, observando os cartazes com cordéis e cópias das pinturas de Cândido Portinari que coloriram uma das salas da escola. Tudo parecia novidade. A ansiedade de mostrar-se, o medo da rejeição, a necessidade da aprovação tão constantes na adolescência misturaram-se com a possibilidade de descobrir naquela noite um novo horizonte.&lt;br /&gt;A noite fria era um convite para ficar próximo ao palco e à multidão. O contagiante gosto pela arte foi aos poucos desvendando os rostos misteriosos e divulgando os amantes da música, da poesia, da arte moderna e contemporânea. Os versos recitados com voz gaguejante, a respiração ofegante, indicavam o primeiro contato com um mundo que depois do primeiro passo dado, felizmente não se tem mais como voltar: o mundo dos barulhos poéticos.&lt;br /&gt;Foi esse o nome dado ao Sarau que aconteceu pela segunda vez naquele espaço. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Barulhos poéticos&lt;/span&gt;, nome ideal para o primeiro contato com a arte, nome propício para definir os aplausos e risos dos jovens que tentavam a todo o momento serem mais fortes que a poesia. Mas quem um dia conseguirá tal proeza? Poderia afirmar que o barulho dos versos ecoando na alma daqueles jovens superou de longe a algazarra feita por eles.&lt;br /&gt;Uma apresentação de dança marcou o início da atividade. Impressionou-me a postura e a fisionomia forte no rosto de uma das alunas. Não sorriu, manteve o olhar fixo no companheiro de palco, manteve os movimentos rijos, deleitou-nos com sua expressão, ganhou a cena e conquistou o respeito, não apenas meu ou dos colegas, mas da arte, por tê-la tão bem representado.&lt;br /&gt;Assistir a uma pessoa querida recitando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Soneto de Fidelidade,&lt;/span&gt; com a música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sei que vou te amar&lt;/span&gt; de fundo foi fantástico. Os versos tão conhecidos por mim, por tratar-se do meu poema preferido, soaram como canção, saíram pausados, como se ditos na ânsia de ganhar um amor. Foi lindo, emocionante, tirou lágrimas de alguns presentes e a mim causou um nó na garganta.&lt;br /&gt;As poesias foram intercaladas por música, pelo enredo que divulgava a vida do poeta homenageado, pela descoberta de novos talentos, pela possibilidade de divulgar a arte, tão íntima quanto as poesias que falavam sobre uma cigarra e um vaga-lume ou bairros da cidade, tão ampla quanto a melodia da música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aquarela&lt;/span&gt; que foi repetida em uníssono.&lt;br /&gt;A apresentação de violino, a declamação de poesias de composição própria, a timidez esvaindo-se com o passar do tempo e dando lugar a vozes fortes, seguras, capazes de declamar poesias ainda emprestadas, mas tão sinceras quanto a alma do poeta que a compôs, fez de mim mais feliz naquele dia.&lt;br /&gt;Diante da mesa na sala observo a flor deixada, tão delicadamente, como lembrança daquela noite. Recebi a minha das mãos de uma garota com pouco mais de dez anos que me brindou com seu sorriso e um gesto de acolhida tão bom quanto um abraço, os olhos dela brilhavam como se os versos estivessem gravados em seu semblante e reproduzidos nas pétalas da pequena flor que ainda colorem meu espaço.&lt;br /&gt;Poesias me deixam nostálgica, sinto-me quase triste em alguns momentos, mas não é uma tristeza ruim é parte do encontro do meu querer com meu ser, do meu corpo com minha alma, do meu espírito com o universo. Sinto pesar por aqueles que não se emocionam com os versos de um poema. Sinto por ter certeza de que a estes pouco resta, se não são tocados pelas entrelinhas de versos simples, pouco terão para tocar diante da dura realidade que se apresenta cotidianamente.&lt;br /&gt;Se eu pudesse viveria, respiraria arte. Passaria os dias imitando passos, eternizando sentimentos em versos, em sons, em letras, mas enquanto não realizo tal sonho, me alimento da poesia alheia, e dela sugo barulhos, essências, capazes de transmitir aqueles que de mim pouco conhecem grande parte da minha arte, do que sou eu, do que é meu e apenas meu:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma parte de mim não sabe se sai ou se fica,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Outra parte saiu e&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A que ficou ainda não se encontrou.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Essa sou eu: humana, apenas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-8206228352281244557?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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(Conclusão)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-CPBhTyFVuFE/Tm6qf26JpOI/AAAAAAAAAt4/dOkXr39gG6U/s1600/DSC01622.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CPBhTyFVuFE/Tm6qf26JpOI/AAAAAAAAAt4/dOkXr39gG6U/s400/DSC01622.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651642046688634082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-cGzDakUNsX4/Tm6qOpTHwYI/AAAAAAAAAtw/Vb3JFWbZQDc/s1600/DSC01616.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cGzDakUNsX4/Tm6qOpTHwYI/AAAAAAAAAtw/Vb3JFWbZQDc/s400/DSC01616.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651641750977495426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Finalmente chego ao final desta trilogia que de tanto enrosco estava parecendo a história sem fim. Para quem chegou agora nessa viagem, não se preocupe, adianto o ocorrido em suma e lhes convido a ler os detalhes em publicações anteriores, para entender com clareza todo o mistério que envolve essa trama de imprevistos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, diria que se trata da descrição de um dia de caos. Dia esse que se iniciou numa manhã fria de sábado, com um fusível queimado, um banho frio, seguido por um carro atropelado por outro carro no final da noite, carro esse que pertencia a uma querida amiga (que estava apenas de passagem pela minha casa) e que estava estacionado em frente ao meu prédio, em uma rua reta. Ressalto que o infrator não tinha seguro.&lt;br /&gt;Se bem me lembro, o último fato relatado foi a entrega do documento pelo motorista maluco e a bem sucedida tentativa de acionar o seguro por parte da minha amiga. Pois bem, seguro acionado era hora de pensar no que seria feito do prejuízo.&lt;br /&gt;Para não torná-lo ainda maior, minha amiga decidiu ir embora com o guincho até a cidade dela e para tanto voltamos ao apartamento para organizar sua mala. Ao entrarmos encontramos a casa toda iluminada, com a televisão ligada e o telefone fora do gancho, tudo no lugar em que havíamos deixado quando saímos correndo para saber o que estava acontecendo ao ouvir a batida.&lt;br /&gt;Acontece que o caos parecia longe de terminar e para nossa surpresa e descrédito, após uns dez ou quinze minutos da nossa chegada a luz do apartamento simplesmente desapareceu. Tudo parou de funcionar, nenhuma lâmpada, nenhuma tomada, nada, ficamos totalmente no escuro. Na mesma hora pensei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maldito fusível! &lt;/span&gt;Contudo, ao investigar a casa toda percebi que nada funcionava, e seria impossível encontrar o problema naquela escuridão, então o jeito era terminar de arrumar as coisas dela pelo tato e descer.&lt;br /&gt;Utilizamos as lanternas do celular para buscar as coisas que estavam espalhadas pelo quarto, nos assegurando de que tudo estava dentro da mala. Ao sair no corredor, percebi que o problema (feliz ou infelizmente) não era apenas do meu apartamento, mas sim do prédio todo.  A luz do hall, os elevadores, nada tinha sinal. Como consequência tivemos que descer 12 andares de escada, com uma mala nas mãos, parecendo estrelas de um filme de terror de péssimo gosto.&lt;br /&gt;Durante o percurso encontrei diversos vizinhos assustados, com velas nas mãos querendo saber o que tinha acontecido, mas nem me arrisquei a contar, pois se soubesse do nosso dia de caos com certeza atribuiriam a nós a culpa por ter faltado energia no prédio.&lt;br /&gt;Ao chegar à calçada percebemos que a força havia acabado não só no prédio, mas no quarteirão inteiro. Pelo menos não ficamos presas no elevador, isso sim seriam uma tragédia!&lt;br /&gt;De volta ao local do acidente, foram fechados os últimos ajustes do acordo para que o seguro fosse acionado e minha amiga não ficasse com o pior dos prejuízos. Conversa findada, nos despedimos do motorista maluco que ainda teve a ousadia de dizer:&lt;br /&gt;- Mas já vou ter que ir embora? A companhia está tão boa!&lt;br /&gt;Mal ele saiu e nós caímos na risada, mas será possível que nem nessa situação nos livramos dessas cantadas baratas?!&lt;br /&gt;Já passava das dez horas da noite e nada do guincho chegar, meu estômago começou a dar sinais de que estava com fome. Deixar o carro ali não era uma boa, a porta do motorista não fechava e a última coisa que faltava era ele ser roubado e isso não desejaríamos de jeito nenhum, o jeito era ficar por ali até que o guincho chegasse.&lt;br /&gt;Para amenizar a fome, fui ao apartamento e desci com dois pedaços de pizza da noite anterior, lanchinhos com queijo e requeijão e uma garrafa de refrigerante. Já que tudo de pior tinha acontecido, engordar uns quilinhos não seria nada e confesso que nunca tinha feito um piquenique no carro noite adentro, mas até que foi engraçado.&lt;br /&gt;Entramos no carro batido para fugir da chuva e do frio e lá ficamos, comendo, relembrando cada minuto desse dia que pareceu mentira e pensando em como teria sido o último capítulo da novela, até o guincho chegar.&lt;br /&gt;Com a chegada do guincho nos despedimos do carro e de sua dona, que deve ter pensado mil coisas na longa viagem de volta para casa, sentada naquele caminhão, levando o carro na garupa.&lt;br /&gt;Quanto a mim, ganhei uma gripe daquelas e aprendi algumas preciosas lições: carro sem seguro não é seguro. Morar no décimo segundo andar nem sempre é vantagem. Nunca indique uma vaga para seu amigo estacionar. Os eletricistas cobram mais caro aos finais de semana. Nunca se deve deixar a geladeira vazia.  É melhor descer doze andares de escada no escuro do que ficar preso no elevador. Sempre é prudente ter velas ou uma lanterna em casa. Para manter a calma geralmente é preciso uma terceira pessoa. Na internet você encontra todos os últimos capítulos de todas as novelas.  Nunca se está livre de uma cantada barata.  Um piquenique é propício em qualquer lugar onde exista fome. Amigas de verdade te fazem rir até nos piores momentos. E a principal delas: sempre tenha uma câmera fotográfica em mãos, pois tem coisas que se contar, ninguém acredita!&lt;br /&gt;Estou pensando em lançar um quite para pessoas que vivem sofrendo com a ironia do destino, existem coisas que geralmente são esquecidas, mas que podem ser muito úteis em ocasiões como as que vivemos nesse sábado caótico. Agora além do guarda-chuva, do par de meias e de uma chave reserva da casa eu também vou ter uma lanterna dentro da bolsa e o telefone de um  guincho e de um eletricista.&lt;br /&gt;Aos que acompanharam todo o desenrolar e desfecho dessa história agradeço a paciência e informo que tudo se desenrolou bem depois do sábado sem fim, que mais pareceu o parque dos horrores. E para quem acha que prevenir não é o melhor remédio, diria que a precaução é sempre uma boa escolha mesmo diante do imprevisível, pois vai que...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-4000099750935850391?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sqbpcgxZD28A1oP2RGPueUd9ehw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sqbpcgxZD28A1oP2RGPueUd9ehw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sqbpcgxZD28A1oP2RGPueUd9ehw/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/sqbpcgxZD28A1oP2RGPueUd9ehw/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/2WVH4iQ-nGI" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/4000099750935850391/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=4000099750935850391" title="1 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/4000099750935850391?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/4000099750935850391?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/2WVH4iQ-nGI/desgraca-pouca-e-bobagem-conclusao.html" title="Desgraça pouca é bobagem! (Conclusão)" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-CPBhTyFVuFE/Tm6qf26JpOI/AAAAAAAAAt4/dOkXr39gG6U/s72-c/DSC01622.JPG" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/09/desgraca-pouca-e-bobagem-conclusao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;C0ICRnk9eCp7ImA9WhdWEUo.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-3615743953537533721</id><published>2011-09-04T18:20:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T18:26:07.760-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-09-04T18:26:07.760-03:00</app:edited><title>Desgraça pouca é bobagem!  (Parte II)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-BAwVqHEqU4A/TmPshkBw6DI/AAAAAAAAAto/xf7BE8Ngego/s1600/caos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 315px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BAwVqHEqU4A/TmPshkBw6DI/AAAAAAAAAto/xf7BE8Ngego/s400/caos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648618419003648050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bem, como dizia na semana passada, existem coisas simplesmente inacreditáveis e imprevisíveis. Há quem diga que consegue planejar seus dias e prever o futuro, a eles diria com garantia que deveriam abrir algum negócio, pois com certeza seria lucrativo, visto que a única coisa certa nesta vida é a morte e nem isso pode ser planejado.
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não está por dentro do assunto, na semana passada comecei a contar um dia de caos compartilhado por mim e por uma grande amiga. Tendo seu início numa manhã fria de sábado, com um fusível queimado, um banho frio, chuva e por fim um carro literalmente atropelado por outro carro. Na ocasião a vítima era o carro da minha amiga que estava estacionado na rua reta, bem em frente à entrada do meu prédio.
&lt;br /&gt;O estrago no veículo foi grande. Depois de chegarmos ao local e verificar o tamanho do prejuízo foi hora de começar a pensar em providências. Olhei em volta e não vi sinal de polícia, as viaturas que vivem rondando o quarteirão passaram bem longe naquela noite chuvosa, o jeito era acionar um veículo:
&lt;br /&gt;- Polícia Emergência.	
&lt;br /&gt;- Boa noite, aconteceu um acidente de carro e gostaria de fazer um Boletim de Ocorrência.
&lt;br /&gt;- O acidente foi entre dois veículos senhora?
&lt;br /&gt;- Mais precisamente três, um carro bateu e acertou dois veículos estacionados.
&lt;br /&gt;- Existem vítimas no acidente, senhora?
&lt;br /&gt;- Não.
&lt;br /&gt;- Nesse caso o B.O. pode ser feito na segunda-feira a partir das seis horas da manhã, mais alguma dúvida?
&lt;br /&gt;- Todas! A dona do veículo que sofreu a batida não é daqui, ela precisa acionar o seguro, fazer o B.O. hoje, não pode mandar uma viatura ao local?
&lt;br /&gt;- Não senhora, este serviço fica disponível a partir de segunda-feira, só mandamos viatura se tiver vítima.
&lt;br /&gt;Na mesma hora pensei, logo vai ter uma aqui, minha amiga vai enfartar e eu junto. Sem saber mais o que falar, passei o telefone pra minha amiga e disse:
&lt;br /&gt;- A polícia não vem, o B.O. só na segunda.
&lt;br /&gt;Ela ainda tentou insistir, mas como viu que não teria sucesso o jeito foi tentar amenizar o prejuízo falando com jeitinho com o motorista maluco:
&lt;br /&gt;- Você está bêbado?
&lt;br /&gt;- Claro que não moça!
&lt;br /&gt;- E como você conseguiu a proeza de acertar meu carro ali, estacionado, você colocou meu carro na calçada!
&lt;br /&gt;- Eu tive que desviar de uma moto, e ai perdi o controle, moça, mil desculpas.
&lt;br /&gt;- Você tem seguro?
&lt;br /&gt;- Não.
&lt;br /&gt;Danou-se. Pronto, agora sim a confusão ia começar a tomar corpo. O Zé mané não dispunha de seguro, nem de sorte porque acertou os dois carros de uma só vez, sendo o alvo principal o carro da minha amiga.
&lt;br /&gt;Depois de muita explicação e conversinha avistamos a chegada dos agentes de trânsito, preocupados com a liberação da rua, visto que o carro havia ficado atravessado, atrapalhando a passagem. Nem quiseram saber de quem era o prejuízo. Perguntei a um deles sobre a história de não poder fazer BO nos finais de semana e a informação foi confirmada, depois vi enquanto perguntavam ao motorista como havia conseguido acertar dois carros ao mesmo tempo, naquela reta, mas mais uma vez o mistério pairou no ar...Acho que ninguém nunca vai saber exatamente o que aconteceu.
&lt;br /&gt;Bom, depois de tirar o carro do meio da rua, foram todos os agentes de trânsito embora e lá ficamos, eu, minha amiga e uma segunda amiga que veio tentar manter o controle da situação (aliás, ela fez ótimas fotos da batida que podem confirmar essa história que parece mentira, diga-se de passagem).
&lt;br /&gt;Depois de quase uma hora no telefone com a empresa do seguro, minha amiga conseguiu o envio de um guincho para que o carro fosse levado até a cidade dela. Nessas horas é que vemos se o serviço realmente funciona, o que ela comprou aparentemente era mesmo “seguro”, afinal, tudo pareceu correr bem.
&lt;br /&gt;Seguro acionado, restava fazer o acordo com o motorista que deve ter tirado carta em algum carrinho de batida de parques de diversões e esperar o guincho chegar. O motorista parecia apesar de Mané, ser de boa fé e estava disposto a colaborar com o que fosse preciso, então fui logo ao que interessava:
&lt;br /&gt;- Me empresta seu RG, preciso anotar seus dados.
&lt;br /&gt;- O número é tal, tal, tal.
&lt;br /&gt;- O senhor não entendeu, eu quero ver o número do RG e a Carteira de Habilitação.
&lt;br /&gt;- Por quê? Você não confia em mim?
&lt;br /&gt;- Ah! Mudou?!
&lt;br /&gt;- O quê?
&lt;br /&gt;- O senhor bate num carro estacionado, não tem seguro e eu tenho que confiar em você? Nós nem nos conhecemos, o mínimo que o senhor faz é passar todas as informações.
&lt;br /&gt;Depois dessa ele entendeu que estávamos dispostas a encerrar logo aquela confusão, passou nome, telefone, endereço, placa do carro, documento, tudo e ficou nos atormentando com um discurso que estava mais para filosofia de bar do que desculpas sinceras.
&lt;br /&gt;Mas o resto desta história eu conto na próxima semana, ao apresentar o último capítulo que infelizmente não foi o da novela, mas teve um final bem atípico, muito diferente dos que se costuma ver nos folhetins.
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ilustração: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O estado caótico&lt;/span&gt; - J. Victtor. Disponível em: http://blog.jvicttor.com.br/2008/12/12/o-estado-caotico/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-3615743953537533721?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZqmfbTblaqPssQmPFo2iOgDdfDU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ZqmfbTblaqPssQmPFo2iOgDdfDU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/QE11jJ2jUvM" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/3615743953537533721/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=3615743953537533721" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/3615743953537533721?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/3615743953537533721?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/QE11jJ2jUvM/desgraca-pouca-e-bobagem-parte-ii.html" title="Desgraça pouca é bobagem!  (Parte II)" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-BAwVqHEqU4A/TmPshkBw6DI/AAAAAAAAAto/xf7BE8Ngego/s72-c/caos.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/09/desgraca-pouca-e-bobagem-parte-ii.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CUAERng8cSp7ImA9WhdXFks.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-2816591516968229682</id><published>2011-08-28T22:30:00.002-03:00</published><updated>2011-08-29T21:21:47.679-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-29T21:21:47.679-03:00</app:edited><title>Desgraça pouca ... (Parte I)</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pq0FkezKR0k/TlrsUuAaMVI/AAAAAAAAAtg/meNiO3Nh2Uc/s1600/teor%25C3%25ADacaos1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pq0FkezKR0k/TlrsUuAaMVI/AAAAAAAAAtg/meNiO3Nh2Uc/s400/teor%25C3%25ADacaos1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646084923553624402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até agora tento entender o que aconteceu. Lembro-me de cada detalhe e cada vez mais me pergunto como foi possível acontecer tudo aquilo. Talvez tenha sido um daqueles dias de confusão astronômica, onde o caos se instala dentro de segundos e torna tudo complicado e atípico. Se for isso mesmo menos mal, pois dizem que essa raridade acontece a cada 5 ou 10 anos, quando se faz necessário o início de um novo ciclo.
&lt;br /&gt;Tudo começou com a vinda de uma querida amiga para passar o final de semana em casa, a chegada programada com antecedência devia-se à necessidade de assistir uma aula da pós-graduação, mas mais do que isso serviria também para que pudéssemos colocar o papo em dia e relembrar bons tempos.
&lt;br /&gt;Sexta-feira foi um dia comum, jantamos juntas, colocamos o papo em dia, pudemos rever alguns amigos, ouvir boa música e chegar em casa com tranquilidade. Creio que a mudança brusca de temperatura e a chuva gelada que nos recebeu naquela noite, já poderia ser o início do caos, mas até então, nunca poderíamos prever o que seria o nosso sábado.
&lt;br /&gt;Acordar cedo não foi fácil, mas era preciso, a aula começava as oito e tínhamos o dia todo pela frente. Enquanto minha amiga tomava banho resolvi secar meu cabelo e eis que começa a se instalar o ciclo do caos, coisa de cinco minutos depois do secador ligado escuto ela gritando no banheiro:
&lt;br /&gt;- Amiga, ficou tudo escuro aqui e a água está fria.
&lt;br /&gt;O secador que também havia parado de funcionar, me indicava que o problema era mais grave do que eu pensava. Corri para a sala e percebi que nenhuma luz da casa acendia, nem as tomadas funcionavam. Abri a caixa de força e arrisquei trocar um fusível, sem sucesso.
&lt;br /&gt;O jeito foi ela terminar o banho com a água fria (lembrando que a temperatura não estava nada convidativa para isso) e eu tive que desembolsar uma grana para chamar um eletricista no sábado de manhã.
&lt;br /&gt;Ela foi para a aula, mais acordada do que nunca, afinal o banho frio serviu para alguma coisa, e eu fiquei esperando o eletricista. O rapaz que já havia me socorrido em outra situação me alertou que nunca, jamais, nem em pensamento, eu poderia ligar o chuveiro e o secador ou o micro-ondas ou ainda a máquina de lavar ao mesmo tempo. Por sorte tinha um fusível de reserva e foi possível restabelecer a energia do apartamento, garantindo assim o banho quente e o último capítulo da novela no final da noite.
&lt;br /&gt;Peguei um ônibus e fui para a aula. Não consegui chegar antes do intervalo da manhã, já que precisei aguardar dez minutos até a chegada do ônibus e enfim, depois de meia hora chegar à aula, já perto do intervalo do almoço. Fui presenteada por outra chuva fina e gelada antes de entrar na sala, mas garanti o acompanhamento da disciplina até o final.
&lt;br /&gt;No final da aula nos reunimos com alguns colegas de sala para colocar a conversa em dia e falar sobre as pérolas ditas na sala e tão logo decidimos voltar para casa o caos se reinstalou. A chuva voltou a cair, ainda fina, como uma garoa. Chegamos à rua do apartamento e minha amiga disse:
&lt;br /&gt;- Você acha que tem algum perigo caso eu decida deixar o carro aqui na rua até irmos ao mercado?
&lt;br /&gt;- Não tem não, quando voltarmos você coloca no estacionamento, agora é tranquilo.
&lt;br /&gt;Ressalta-se que a intenção era subir, tomar um banho quente, ir ao mercado comprar comida e ir à casa de outra amiga para assistir o último capítulo da novela que ambas acompanharam do início ao fim (ou quase fim). Mas enfim, continuando o diálogo:
&lt;br /&gt;- E onde você acha melhor estacionar?
&lt;br /&gt;- Estaciona ali na frente, assim podemos ver o carro da janela do meu quarto.
&lt;br /&gt;- Nossa, será que consigo parar nessa vaga?
&lt;br /&gt;- Mas é claro, olha o tamanho da vaga! Você consegue!
&lt;br /&gt;Ela manobrou com cuidado, parou o carro, descemos e dez minutos depois de entrar no apartamento escutamos um barulho enorme e o som de um alarme. Na mesma hora ela gritou:
&lt;br /&gt;- Taline, o meu carro!
&lt;br /&gt;Olhamos pela janela e avistamos do décimo segundo andar o carro dela na calçada, atingido por outro carro na lateral.
&lt;br /&gt;Abro um parêntese para informar que não moro em uma curva, meu apartamento fica em uma rua reta, com pouco movimento aos finais de semana, sem contar que a vaga onde ela estacionou, era precedida por uma lombada que garante a velocidade controlada dos veículos, ou pelo menos deveria fazê-lo.
&lt;br /&gt;Olhei para o rosto da minha amiga, estava pálida, assustada tentava encontrar um sapato e me pedia para descer e não deixar o motorista fugir. Ela usava um moletom azul e tentava vestir uma bota montaria por cima da calça enquanto no outro pé tentava calçar uma sapatilha 2 tamanhos menores que o número dela. O que o desespero não faz!
&lt;br /&gt;Olhei para ela e disse:
&lt;br /&gt;- Você vai assim?
&lt;br /&gt;Por um instante ela se observou e trocou o moletom por uma calça jeans, calçando enfim os dois pés da bota. Ajudei a procurar a bolsa e a chave do carro que pareciam brincar de esconde-esconde naquela hora e enfim conseguimos sair do apartamento.
&lt;br /&gt;Descemos os doze andares rezando para o motorista barbeiro não ter fugido. Chegamos ao local e a imagem era inacreditável. A lateral do motorista inteira, o para-choque traseiro inteiro e a lateral do carona parcialmente destruídos. O carro que atingiu o veículo teve o eixo quebrado e teve que sair dali com um guincho, motivo que contribuiu para que o infrator permanecesse no local.
&lt;br /&gt;Era uma cena tão surreal que poderia afirmar ser mais provável um meteoro atingir o carro do que o cara conseguir acertar o carro dela daquele jeito, se bobear a probabilidade do meteoro cair é maior do que um acidente daquele acontecer novamente.
&lt;br /&gt;Diga-se de passagem que tem um Monza azul que fica parado na mesma rua todo dia, toda noite há mais de três meses e que sempre esteve ali, inclusive no dia do acidente e adivinhe?! Pois é, com ele não aconteceu nada! Permaneceu lá, intacto. Hoje mesmo quando cheguei em casa olhei pela janela e lá estava o Monza azul, paradinho, sem um risco sequer, foi então que pensei: - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vaga maldita!&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;Confesso que ainda estou consumida pela culpa, ela me perguntou onde deveria parar e eu indiquei o local exato da batida, garantindo que era seguro, mas quando é que eu poderia imaginar que um maluco que não consegue andar em linha reta iria acertar o carro dela, bem o carro dela. Ai que dó, não bastasse o banho frio da manhã, mais essa ainda...
&lt;br /&gt;Mas calma, essa é só metade da história, ainda aconteceu muitas coisas noite adentro... Na próxima semana continuo, com as cenas do penúltimo capítulo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao vivo!&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-2816591516968229682?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ohfih1e8QfjSknBv5I61_rr55eE/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ohfih1e8QfjSknBv5I61_rr55eE/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ohfih1e8QfjSknBv5I61_rr55eE/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ohfih1e8QfjSknBv5I61_rr55eE/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/S9ElQYGHNTc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/2816591516968229682/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=2816591516968229682" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2816591516968229682?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2816591516968229682?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/S9ElQYGHNTc/desgraca-pouca-parte-i.html" title="Desgraça pouca ... (Parte I)" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-pq0FkezKR0k/TlrsUuAaMVI/AAAAAAAAAtg/meNiO3Nh2Uc/s72-c/teor%25C3%25ADacaos1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/08/desgraca-pouca-parte-i.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CU4NRngzcSp7ImA9WhdQFU4.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-2711864241750167361</id><published>2011-08-16T19:26:00.002-03:00</published><updated>2011-08-16T19:33:17.689-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-16T19:33:17.689-03:00</app:edited><title>Liberdade! Antes que acabe...</title><content type="html">&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AKoONcRmT5k/TkrwAd7Yp9I/AAAAAAAAAtY/w9wYbP-O-F0/s1600/rpkjanwsfaja350x262.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; DISPLAY: block; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641585374059341778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-AKoONcRmT5k/TkrwAd7Yp9I/AAAAAAAAAtY/w9wYbP-O-F0/s400/rpkjanwsfaja350x262.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Livre. É assim que me sinto desde a última semana. Segura, confiante, cheia de boas intenções e convicta de que terei muitas alegrias para viver e tantas histórias para contar que um livro será pouco. Tanta certeza é reflexo da minha libertação.
&lt;br /&gt;Livrei-me de amarras sentimentais que me deixaram estática por um longo período. Recordações, expectativas, temores que me faziam viver em uma ilusão constante e, pior que isso, me prendiam ao passado, cobrindo com um manto cinza qualquer possibilidade de um novo caminho, de um novo horizonte.
&lt;br /&gt;Até agora não entendo muito bem o que aconteceu. Não sei se foi uma frase, uma imagem ou quem sabe outra ilusão que me fez cair do último andar do meu sonho de princesa, me rasgar em retalhos para que hoje pudesse exibir um novo recorte. Agora, remendos grosseiros juntam-se a linhas delicadas e remodelam meu olhar.
&lt;br /&gt;Descobri que ninguém consegue viver hoje um amor de décadas atrás. Isso porque não era amor, era a ilusão de amar e ser amado. Na vida real os sonhos não são tão coloridos e as nuvens não parecem de algodão. A imagem que construí por anos era só uma imagem, não era real. O que era real por vez me agradou, mas não fazia parte do meu espaço, nunca poderia fazer, pelo simples fato de não querer fazê-lo.
&lt;br /&gt;Entendi então que não existiu erro, aconteceu o maior acerto de todos os tempos. Eu vivi e foi tudo tão bom que chegou a me enganar. Cheguei a acreditar que minha ilusão era real, mas com o passar do tempo as máscaras caíram e ninguém conseguiu ser doce o tempo todo.
&lt;br /&gt;Os medos, os desejos, a individualidade, o gosto da pizza, a música do show, tudo, do mais simples detalhe até os mais amplos sonhos começaram a ocupar todo o espaço de uma vida que era para ser a dois, mas tinha lugar apenas para um.
&lt;br /&gt;E é assim que os castelos de areia se desfazem. Achei que o fato de ter superado isso tudo tão rápido dava-se pela certeza de já ter passado por maus bocados outras vezes e ter sobrevivido, mas não... Desta vez o sofrimento não me consumiu, pois entendi que não era para ser para sempre meu. Não era para ser a minha história, apenas fazer parte dela.
&lt;br /&gt;Se já me apaixonei de novo?!Não... Por enquanto me policio para não reviver sensações do passado. De hoje em diante, quero o que vem pela frente, quero o que tiver de novo, quero aquele frio na barriga e a expectativa de saber tudo o que se passa em olhos que eu ainda não conheço.
&lt;br /&gt;Só assim poderei ter novos capítulos na minha história. Só assim, poderei evitar os mesmos erros. A carência é uma vilã destrutível. Constantemente nos remete a boas recordações que isolam o lado torto das histórias de amor, e são nessas horas que olho para dentro de mim e respirando fundo digo: &lt;em&gt;liberdade é do que você precisa. Liberdade, antes que acabe sua capacidade de recomeçar.
&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E é assim, com essa sensação de liberdade, sem amarras, sem o peso do “talvez”, sem a incerteza do “se” e com um tiquinho de medo que me coloco na porta da frente da minha vida para mais uma vez recomeçar. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;“(...) E voar onde o longe é pouco
&lt;br /&gt;Cruzar os muros do além
&lt;br /&gt;E assim pousar na Terra
&lt;br /&gt;E amar muito mais que poucos
&lt;br /&gt;Pousar a vida em tuas mãos
&lt;br /&gt;E assim cruzar a Terra
&lt;br /&gt;Liberdade vai na poesia
&lt;br /&gt;Trás meu destino
&lt;br /&gt;Que eu vou sair.”
&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Liberdade &lt;/strong&gt;- Djavan)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Música:&lt;/strong&gt; Liberdade - Djavan. Disponível em: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R5qeq8smO68"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=R5qeq8smO68&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-2711864241750167361?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UpWjPq1RGGUEQ_aB7Aj5fNfwG1Y/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UpWjPq1RGGUEQ_aB7Aj5fNfwG1Y/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UpWjPq1RGGUEQ_aB7Aj5fNfwG1Y/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/UpWjPq1RGGUEQ_aB7Aj5fNfwG1Y/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/kvzd3V_3DBk" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/2711864241750167361/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=2711864241750167361" title="4 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2711864241750167361?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/2711864241750167361?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/kvzd3V_3DBk/liberdade-antes-que-acabe.html" title="Liberdade! Antes que acabe..." /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-AKoONcRmT5k/TkrwAd7Yp9I/AAAAAAAAAtY/w9wYbP-O-F0/s72-c/rpkjanwsfaja350x262.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>4</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/08/liberdade-antes-que-acabe.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;DUEHQH4zfSp7ImA9WhdRF0g.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-283347070675089792</id><published>2011-08-07T19:42:00.002-03:00</published><updated>2011-08-07T19:53:51.085-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-08-07T19:53:51.085-03:00</app:edited><title>Super Ação?! Não... Simples superação!</title><content type="html">&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pVK2UD1AUD0/Tj8Vi-zy5xI/AAAAAAAAAtI/QgkCVA5D6_4/s1600/luz-no-fim-do-tunel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638248949211129618" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-pVK2UD1AUD0/Tj8Vi-zy5xI/AAAAAAAAAtI/QgkCVA5D6_4/s320/luz-no-fim-do-tunel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabo de chegar de São Paulo, é domingo, duas horas da tarde. Sai de casa na madrugada do dia, por volta das cinco da manhã a caminho de mais um concurso público. História que se findou há exatamente duas horas, mas que vem me consumindo há pelo menos duas semanas.&lt;br /&gt;Apesar de estar trabalhando em um local que me garante estabilidade nunca deixei de prestar concursos, na verdade ainda não me sinto com o coração em paz, parece que ainda não é este o meu lugar então, todas as possibilidades que surgem de um recomeçar me incentivam a fazer provas e mais provas.&lt;br /&gt;Desta vez podia ter escolhido concorrer em Sorocaba, Campinas, São Paulo ou outras cidades do Estado, mas por fim acabei optando pela capital, tendo em vista o número de vagas (quinze vezes maior que os demais locais) e por estar, no momento da inscrição, querendo fincar raízes em São Paulo por um motivo pessoal.&lt;br /&gt;Acontece que neste mundo nada é previsível, em menos de um mês meu motivo pessoal desfez-se e a concorrência de lá se igualou a daqui e superou Campinas, me fazendo sentir raiva por mais uma escolha errada. Desde então estive pensando se deveria ou não fazer a prova, afinal, a desmotivação foi tanta que não me dediquei a estudar e o pior, teria que realizar a prova em São Paulo, às oito da manhã de um domingo.&lt;br /&gt;Ir, não ir, fazer, não fazer, desistir, me arrepender... Depois de muito refletir a decisão por encarar a prova foi tomada. Passei então a decorar o mapa de São Paulo, do metrô e de seus arredores afinal, a caipira aqui, teria que aprender a se virar na cidade grande e desta vez sem a ajuda de ninguém.&lt;br /&gt;Pedi dicas para alguns colegas que moram em São Paulo, recebi convite para dormir por lá, mas estava decidida a superar meu medo e enfrentar mais este desafio: não me perder na capital!&lt;br /&gt;Para muitos pode parecer ridículo, mas nunca entendi muito bem aquele metrô, fico confusa com o sentido das linhas e ir e vir, muitas vezes me parecem caminhos idênticos. Mas desta vez parecia que tinha um anjo à frente me guiando, me dando confiança e garantindo que tudo corresse da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;No dia anterior à viagem organizei com calma minha mochila, me assegurando de que estaria levando tudo de que precisava, especialmente o mapa do percurso com duas possibilidades de rota, com nome das ruas e dos serviços nos arredores em destaque, sem contar o guarda-chuva, uma blusa de frio, barra de cereal, caneta, lápis, um par de luvas e um de meias (sempre tenho um par de meias extra na bolsa).&lt;br /&gt;Tentei dormir, mas fui assolada por pesadelos, ansiedade é uma coisa terrível! Por fim, achei melhor levantar, tomar um banho, um café e esperar minha carona. Fui levada para a rodoviária por um amigo que nem tinha dormido ainda e, felizmente, não se importou de me deixar por lá às quatro e meia da manhã de um domingo.&lt;br /&gt;Cheguei a São Paulo por volta das seis e meia da manhã, com uma garoa fina, que cessou tão logo desci do ônibus. Subi as escadas do terminal rodoviário, parei na bilheteria e me certifiquei de que estava no caminho certo, segui o fluxo e como se já tivesse feito aquele percurso por dezenas de vezes, entrei no metrô.&lt;br /&gt;A viagem foi tranquila, rápida, sem imprevistos, procurei com atenção alguém com mapa em mãos ou com livros que indicassem sua ida para o mesmo local que eu, mas não tive sucesso nessa busca, o jeito era confiar na minha intuição e no mapa que estava desenhado na minha mente e bem guardado na mochila. Desci na estação correta, achei a rua onde realizaria a prova com facilidade e caminhei tranquila até o local, certa de que tinha superado um de meus medos.&lt;br /&gt;Um só não, na verdade a superação foi além do medo de ficar perdida na grande cidade, superei também a vontade de reencontrar meu motivo pessoal, que estava ali tão próximo, praticamente palpável. Mas como dizem que há males que vem para o bem, tenho passado por um momento bastante delicado nas últimas semanas que me anunciou aos berros: é hora de colocar um ponto final na ilusão, na expectativa de um “se”, de outro “talvez”, é preciso viver e “já”.&lt;br /&gt;Segui meu caminho em linha reta, sem olhar para trás, disposta a deixar o passado em seu legítimo lugar e recomeçar, cheia de coragem e de ação. Estou orgulhosa de mim, e já nem me lembro mais quando foi a última vez que isso aconteceu.&lt;br /&gt;O resultado dessa prova, pouco importa, pois ganhei muito mais do que um novo emprego, ganhei autoconfiança, ganhei orgulho e um horizonte ampliado, tão amplo quanto a vista da janela do metrô que me fez acreditar que ainda há muito para se fazer, muito para se conhecer, há tanto que hoje posso afirmar: não preciso viver de passado... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-283347070675089792?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rDYbzX4AvakEKYA0DwNdxipiGdg/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rDYbzX4AvakEKYA0DwNdxipiGdg/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rDYbzX4AvakEKYA0DwNdxipiGdg/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/rDYbzX4AvakEKYA0DwNdxipiGdg/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/kGUQL4THTbs" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/283347070675089792/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=283347070675089792" title="9 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/283347070675089792?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/283347070675089792?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/kGUQL4THTbs/super-acao-nao-simples-superacao.html" title="Super Ação?! Não... Simples superação!" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-pVK2UD1AUD0/Tj8Vi-zy5xI/AAAAAAAAAtI/QgkCVA5D6_4/s72-c/luz-no-fim-do-tunel.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>9</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/08/super-acao-nao-simples-superacao.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;AkMGSX07eyp7ImA9WhdREUg.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-8311905112807758441</id><published>2011-07-31T21:21:00.002-03:00</published><updated>2011-07-31T21:27:08.303-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-31T21:27:08.303-03:00</app:edited><title>O interfone</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-tRAFSXFJHEU/TjXyaguhNnI/AAAAAAAAAtA/vczepspc4lM/s1600/Espaco-do-Cliente-Interfone-002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-tRAFSXFJHEU/TjXyaguhNnI/AAAAAAAAAtA/vczepspc4lM/s320/Espaco-do-Cliente-Interfone-002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635677045999613554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Relatei aqui em outro momento minha recente mudança de apartamento. Em meio à correria de encontrar um apartamento e organizar uma mudança em menos de vinte dias alguns detalhes passaram despercebidos, entre eles a inexistência de um interfone na nova morada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Problema que poderia ter sido evitado se a imobiliária tivesse cumprido com sua obrigação integral e que seria facilmente resolvido se existisse alguém com boa vontade para fazê-lo, mas como não é o caso, o pepino sobrou mais uma vez para mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A princípio não estava me importando muito, afinal o mais importante era a instalação do meu telefone e da internet e isso consegui sem sacrifício. Quando imaginava que estaria morando no décimo segundo andar de um prédio, sozinha, sem internet e telefone, quase surtava, então o fato de não estar isolada do mundo, foi um grande alívio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Até então, ficar sem interfone também era um alívio, pelo menos não tenho perturbação da rua ou da portaria, sempre sei quem vai subir, já que se não me avisar por telefone, simplesmente não consegue entrar. O problema é que quando eu preciso perturbar a portaria ou permitir a entrada de alguém da rua, tenho que descer os doze andares incansavelmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Claro que aqui tem elevador, mas se no quarto andar demorava menos de meio minuto para chegar, no décimo segundo leva de um a dois minutos, dependendo das paradas e das seguradas de porta que os moradores egoístas insistem em fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sei que minha impaciência, minha preguiça e especialmente minha indignação fizeram com que eu passasse a ser a locatária que mais liga para a imobiliária desse condomínio, todo dia, todo santo dia com a mesma pergunta:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Quando você vai colocar meu interfone?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Já sabe quando o interfone será instalado?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Liguei para saber do interfone.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Vou pagar o aluguel amanhã, meu interfone chega quando?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E por ai vai...Acontece que quem não tem compromisso não se importa com a cobrança, e o &lt;i style=""&gt;Sr. Sem palavra&lt;/i&gt; é também o corretor que cuida do meu aluguel, assim eu posso falar mil vezes e ele sempre diz que vai providenciar, mas não faz nada, absolutamente nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tendo em vista que o &lt;i style=""&gt;Plano A&lt;/i&gt; não deu resultado, o jeito foi mudar de estratégia. Comecei a deixar milhões de recados na portaria, com nomes de pessoas que viriam me procurar (nem sempre reais). Além disso, marquei as reuniões com os amigos em casa, para dar bastante trabalho ao porteiro que um dia reclamou para o síndico que reclamou para mim e finalmente, pude reclamar da imobiliária!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tão logo o síndico soube que não era uma escolha minha a falta do interfone, mandou uma solicitação ao proprietário do imóvel que se comprometeu a colocar o tal aparelho. Agendou comigo cinco vezes, pelo menos, e não apareceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De volta ao &lt;i style=""&gt;Plano A&lt;/i&gt; as cobranças recomeçaram e depois de muito insistir tive a autorização para procurar um eletricista e fazer um orçamento que seria descontado do aluguel. Óbvio que tenho ciência de que foi transferência total de responsabilidade, mas geralmente as coisas só têm caminhado quando as faço sozinha, então isso não seria um desafio a mais e sim a solução dos meus problemas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A solução, contudo, parecia longe de chegar... Liguei para três eletricistas, um deles não apareceu, o segundo recusou-se a fazer o orçamento quando soube que era no décimo segundo andar e o último deles sequer sabia fazer o serviço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois de muita busca encontrei uma empresa especializada em alarmes que veio, com uma hora de atraso, fazer o orçamento. Entraram no apartamento e disseram enquanto abriam a caixa de fiação:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Vamos ver se a senhora tem sorte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na mesma hora pensei: &lt;i style=""&gt;Danou-se!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dito e feito, tudo o que podia dar errado deu. Não existem pares para a ligação do meu interfone, não tem sinal de fiação para o número do meu apartamento, muito menos uma saída rápida e barata para resolver a situação. Em suma, me passaram um orçamento altíssimo e que obviamente não foi aprovado pela imobiliária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De volta à estaca zero. A única saída que me parece viável é colocar um cartaz na porta do prédio com os dizeres: “&lt;i style=""&gt;o interfone está quebrado, por favor grite!”.&lt;/i&gt; E assim que terminar este texto, pretendo enviá-lo para o proprietário do imóvel com cópia ao PROCON, quem sabe alguém se sensibiliza com minha causa e resolve esse problema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto paro aqui, pois preciso descer doze andares para liberar a entrada de uma amiga que acaba de chegar...Elaiá!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-8311905112807758441?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XY6oTx_WSxGtlDRTL_ZY2GsbOkU/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XY6oTx_WSxGtlDRTL_ZY2GsbOkU/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XY6oTx_WSxGtlDRTL_ZY2GsbOkU/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/XY6oTx_WSxGtlDRTL_ZY2GsbOkU/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/TfOYFs59Zzc" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/8311905112807758441/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=8311905112807758441" title="3 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8311905112807758441?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/8311905112807758441?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/TfOYFs59Zzc/o-interfone.html" title="O interfone" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-tRAFSXFJHEU/TjXyaguhNnI/AAAAAAAAAtA/vczepspc4lM/s72-c/Espaco-do-Cliente-Interfone-002.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/07/o-interfone.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkEARX47fCp7ImA9WhdSFkk.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-5058375617891103219</id><published>2011-07-25T21:05:00.004-03:00</published><updated>2011-07-25T21:37:24.004-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-07-25T21:37:24.004-03:00</app:edited><title>A música que vive em mim...</title><content type="html">&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-MwhaWf5PlSA/Ti4Fr6ycs5I/AAAAAAAAAs4/DnYqL8d9jS0/s1600/MUSICA%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MwhaWf5PlSA/Ti4Fr6ycs5I/AAAAAAAAAs4/DnYqL8d9jS0/s400/MUSICA%257E1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633446435960435602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre tive uma relação engraçada com a música. Não nasci em uma casa de musicistas, tão pouco de gosto musical apurado. Na verdade pouco me lembro de ter ouvido música na minha infância.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me do rádio de pilha do meu pai com suas modas de viola, minha mãe com a rádio AM ligada ouvindo notícias da cidade e a música do ouvinte. Nunca fui apresentada aos grandes nomes da música, demorei para descobrir o que era MPB, Jazz e Blues. Contudo, acho que alguma coisa dentro de mim me despertava para a música.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando tinha meus dez anos, minha mãe levou a mim e a minha irmã até uma loja que comercializava discos de vinil e fitas cassetes. Deixou que cada uma de nós escolhesse uma fita e fiquei encantada com tantos nomes, tanta música que eu nem sequer imaginava existir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pouco tinha ouvido falar sobre Milton Nascimento, mas naquele dia era uma música dele que tocava na loja e foi aquela que pedi. Minha mãe ainda tentou me convencer a mudar de ideia, certa de que eu odiaria a fita e choraria pedindo a troca tão logo chegássemos em casa, mas decidida bati o pé e fiquei com a fita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ouvi mais de vinte vezes, seguidamente, até decorar todas as letras. Senti um nó na garganta quando ouvi uma ou duas músicas e pensei: &lt;i style=""&gt;que coisa estranha, essa música não me fez bem&lt;/i&gt;. E foi assim, no susto que aprendi a conversar com meus sentimentos e a identificar quais eram tocados por essa ou aquela melodia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando tinha doze anos recém-completados, recordei-me do dia da loja de discos tão logo cheguei ao Hospital CAISM/Unicamp para visitar minha mãe que tinha passado por uma cirurgia recente. Ao entrar no saguão dei de cara com um painel enorme bem na entrada, onde estava estampada a letra da música “Maria, Maria”, na mesma hora pensei: &lt;i style=""&gt;isso é melhor que uma oração.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto aguardava a autorização para entrar no quarto, fui até uma capela do hospital e ajoelhada no banco não consegui rezar, a música não saia da minha cabeça. Lá fiquei cantarolando “Maria, Maria” como uma prece certa de que o efeito seria positivo, afinal era música e se me fazia bem porque não a Deus?!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tenho infinitas músicas que marcaram minha história, algumas me fizeram rir, outras chorar, outras me dão saudade. A verdade é que aos poucos fui definindo meu gosto musical. No período da faculdade fui apresentada aos ícones da MPB. Lembro-me das discussões que tínhamos sobre o significado das letras de Chico Buarque que apontavam nas entrelinhas um protesto contra a ditadura, mas que tantos acreditavam: falavam de amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando me mudei para Sorocaba, entrei sem querer em um bar próximo da minha antiga casa certa sexta-feira e a partir daquela noite fiz de lá meu quintal. Aprendi muito sobre meu gosto musical naquele espaço. Foi lá que assisti a meu primeiro show de samba raiz, onde aprendi meu primeiro (e único, visto que não levo jeito) passo de samba-rock, onde vi um show de salsa e descobri o que era Blues.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mudar de cidade me possibilitou acesso a mais eventos culturais, aqui as coisas acontecem com mais frequência e tudo parece ser mais intenso. No final da semana passada fui a uma ópera, &lt;i style=""&gt;La Traviata&lt;/i&gt;, incrível como mesmo sem entender todas as falas é possível saber exatamente o que está acontecendo, o tom de voz, a música, a interpretação dos cantores, tudo em uma sintonia incrível. Sai de lá com a sensação de que tudo é feito de música e mais do que isso, tudo pode virar música.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca me recusei a ouvir nenhum tipo de música, mas hoje sei quais são minhas preferidas. Admiro quem tem o dom de tocar um instrumento musical ou de cantar, transformando poesia em som. Eu não me atrevo, prefiro ouvir, mas sempre que possível me enveredo nesse meio através do contato com amigos que tem vasto conhecimento e apurado gosto musical.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje recebi pelo correio meu CD do Chico Buarque, lançamento, comprei na pré-estreia e fiquei acompanhando diariamente os bastidores. Já escutei quatro vezes e a cada vez me surpreendo com um verso, com um arranjo, com uma melodia que me faz pensar: &lt;i style=""&gt;esse cara existe mesmo?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enquanto ouvia o CD, recebi a visita de um querido amigo que veio me brindar com sua música. Trouxe-me a gravação de quatro músicas inéditas de sua autoria e pediu minha opinião. Apontei a ele minha preferida e fiz questão de saber a história de cada uma delas. Que maravilha poder conversar com pessoas como ele, que me arrastam para shows incríveis e me mostram um outro lado da música.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alguns poderão dizer: &lt;i style=""&gt;mas que atrevimento! Essa garota falando de música!&lt;/i&gt; E realmente confesso que me sinto atrevida ao falar sobre isso, pois não tenho domínio de instrumento, nem de estilo musical algum, mas sei que tem algo que me move e me faz respirar melodia, talvez seja a única música que eu conheço: &lt;i style=""&gt;a música que vive em mim...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desejos de uma semana melodiosa a todos nós!&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;"(...) Maria, Maria&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;É o som, é a cor, é o suor&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;É a dose mais forte e lenta&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;De uma gente que ri&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Quando deve chorar&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;E não vive, apenas aguenta&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mas é preciso ter força&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;É preciso ter raça&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;É preciso ter gana sempre&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Quem traz no corpo a marca&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Maria, Maria&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mistura a dor e a alegria..."&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;(&lt;b style=""&gt;Maria, Maria&lt;/b&gt; – Milton Nascimento)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-5058375617891103219?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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É amiga das horas prima irmã do tempo, E faz nossos relógios caminharem lentos, Causando um descompasso no meu coração. (&lt;b style=""&gt;Solidão&lt;/b&gt; – Alceu Valença)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 5cm; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como se não bastasse o coração partido, ganhei no início do final de semana uma bela torção no tornozelo direito que me deixou, por assim dizer, sem chão.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A dorzinha que vinha se arrastando desde a última aula de boxe na quarta-feira, ficou mais intensa na quinta e sexta me obrigou a encarar o pronto atendimento, tão logo identifiquei uma bola instalada no meu tornozelo que parecia aumentar a cada passo dado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Depois de quase três horas de espera fui atendida pelo ortopedista na clinica de emergência. Pediu que me sentasse na maca e tirasse o tênis, não colocou a mão no meu pé, apenas limitou-se a dizer:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Nossa, está bem inchado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;- Disso eu já sabia&lt;/i&gt; – pensei. Mas e então? O que faço para melhorar?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O médico sentou-se na sua cadeira confortável, rabiscou algo em um formulário da clinica e me disse:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Vamos ver o que tem de errado ai.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Depois de mais quarenta minutos de espera consegui tirar um raio - X que felizmente indicou a ausência de fratura, mas me fez voltar a sala do médico:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Não tem fratura, é só uma torção mesmo. Você está conseguindo andar?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Ando com dor, mas ando.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Bom, então vamos imobilizar e vou te passar um remédio para a dor.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Imobilizar?!!Por favor, não!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Se não imobilizar vai demorar uns quinze dias para sarar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Doutor, eu moro sozinha, não tenho nenhum familiar aqui, não tenho condições de assumir um pé imobilizado hoje. Prefiro esperar os quinze dias.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Então faça compressa fria e tome mais esse remédio. Se na semana que vem não melhorar, me procure.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sai da clinica mancando, com dor, mas feliz por ainda poder contar com meu pezinho para chegar em casa. Passei na farmácia mais próxima e fui surpreendida por uma farmacêutica nada simpática que simplesmente disse não ter entendido a letra do médico e que consequentemente, não me venderia o remédio.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tudo bem que a letra dele não era um exemplo de caligrafia a ser seguido, mas eu li perfeitamente e até soletrei para ela que insistiu em dizer:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Para mim é um medicamento não identificado. Sinto muito não posso vender.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Dane-se! Vou procurar outra farmácia – limitei-me a dizer.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Seis quarteirões depois consegui comprar o tal remédio e a bolsa para compressa fria, podendo em fim chegar em casa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi um alivio estar de volta ao meu canto, poder tomar um banho quente, jantar, tomar a medicação e ficar de repouso na ânsia da dor passar logo e levar aquela bola embora do meu tornozelo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Dois dias depois já estava bem melhor, com um pequeno inchaço apenas e com 90% menos de dor, indicando assim que em breve poderei voltar a minha rotina de exercícios físicos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Acontece que a dor de tornozelo me fez pensar no quanto sou vulnerável. Nunca me importei por morar sozinha, gosto de ter minha privacidade, meu espaço, poder receber meus amigos sem dar satisfação a ninguém. Contudo, até então, não tinha percebido o outro lado da independência que escolhi.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Se precisar mesmo imobilizar esse pé não tenho absolutamente ninguém nos arredores que possa me ajudar com as coisas do dia-a-dia. Apesar de ter muitos amigos aqui, nenhum deles seria convidado a sair da sua rotina para manter a minha no lugar. Confesso que senti, mais do que comumente, falta da minha família, podendo até medir com uma longa fita métrica o tamanho da minha impotência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ir ao mercado, tomar banho, fazer um café, ir trabalhar, tudo se tornaria um grande desafio com o pé imobilizado. São nessas horas que percebo o quanto é impossível viver sozinha.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Escolher morar sozinha, ter minha individualidade preservada, nunca será sinônimo de isolamento do mundo e das pessoas. Seja para compartilhar sorrisos nos momentos de realização ou uma dor de cotovelo (ou de tornozelo como essa) nos dias de tristes surpresas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E graças à existência de muitas boas almas em minha vida, apesar da exigência de repouso, não fiquei sozinha em casa neste final de semana. Fui literalmente carregada por vários amigos para almoçar fora, participar de festa julina, sem contar um show de tirar o fôlego que me fez esquecer até da torção. A companhia das pessoas que constroem comigo minha história garantiram nesse final de semana minha segurança, me fazendo acreditar que ao escolher morar sozinha, não escolhi viver sozinha.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Hoje me sinto livre, mas não só. Apesar de viver grande parte do dia assim, sei que sem nem mesmo pedir ou cogitar tenho verdadeiros anjos sem asas que me rodeiam insistentemente, me lembrando todo o tempo que mesmo quando preciso ou desejo estar só, nem que seja por telepatia, nunca estou sozinha.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-2447907433484794922?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Hora ou outra sempre deixamos escapar nosso sentimento, naquele sorriso forçado, na lágrima que escorre sem querer, no nó que se forma na garganta. É inevitável! Quando se fala de amor ou da falta dele, não há coração capaz de segurar sua expressão, ela foge e fica ali, na vista dos olhos de qualquer um.&lt;br /&gt;É por isso que novamente me coloco na porta da frente para fazer deste espaço minha terapia, meu aprendizado e poder com as entrelinhas desse texto, amenizar mais uma decepção amorosa.&lt;br /&gt;Existem amores que não escolhemos viver, que chegam a cavalo, de forma fulminante, nos tiram do chão e nos fazem acreditar que aquela história de felicidade eterna não é assim uma bobagem. Chegamos a acreditar que os problemas não existem e que os passarinhos verdes realmente ficam ao nosso redor, nos fazendo rir de tudo, mesmo sem motivo aparente.&lt;br /&gt;Mas (e sempre tem um “mas”), muitos amores – mesmo esses que parecem de novela, não se suportam e desmoronam tal qual castelo de areia num piscar de olhos. E o motivo para tanta desilusão é... Qual é mesmo? Hum... Ainda não descobri, mas estou em uma pesquisa intensa para o entendimento desse sentimento que vive no meu encalço, mas que praticamente desconheço: o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desamor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E quando digo que dele pouco conheço, é justamente porque a mim sempre coube a parte de amar demais, é tanto amor que nunca senti desamor por ninguém.  Acontece que o fato de amarmos alguém não quer dizer que teremos esse afeto retribuído, e se nos retribuem, não necessariamente é na mesma intensidade, e é assim que o desamor acaba se instalando... Por vezes sem nem mesmo ter me declarado ele se apresentava e dizia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cai fora, aqui não tem amor para você!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras vezes tentei ignorá-lo e fingir que estava tudo sob controle, deixando os dias nebulosos para traz e trazendo mais motivos para sorrir do que para pensar na possibilidade de um: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adeus, cai fora, se manda, dane-se, some da minha vida...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas o desamor quando chega, não deixa espaço para sentimento colorido algum. É um tal de carregar a tristeza e a impotência para dentro do peito e mandar a alegria e a coragem embora que vou te contar.&lt;br /&gt;E quando ele chega é um Deus nos acuda! Uma necessidade de encontrar culpados, de deixar arrependimento, de derrubar a autoestima, de injetar mágoa, dor, saudade... Tudo em uma intensidade assustadora, capaz de fazer com que a mulher mais linda do mundo sinta-se a pior delas, um lixo, um zero a esquerda, um nada.&lt;br /&gt;E por vezes, ainda existe uma tentativa de nos fazer sentir bem, nos obrigando a ouvir frases do tipo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu não te mereço! Você é extraordinária, mas...! Eu tenho certeza de que vou me arrepender, mas...! Você merece alguém que te faça feliz! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E para cada uma dessas frases nasce um emaranhado de perguntas, muitas vezes sem resposta, entre elas: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que tenho de errado? Por que comigo? O que foi que eu fiz? Será que ele tem outra? Se sou tão maravilhosa assim, por que está terminando? Vai se arrepender? Então não termina!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E quando as perguntas acabam, começa o terrível sentimento de culpa: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não devia ter ficado com ciúme aquele dia; Não devia ter saído com as amigas; Não devia ter pintado o cabelo; Não devia ter comprado aquele sapato &lt;/span&gt;(tudo, até mesmo o sapato, acaba sendo motivo para o desamor); e por ai vai...&lt;br /&gt;Quem nunca passou por isso antes?! Se não passou, lamento, mas vai passar, é inevitável. Assim como o primeiro amor, o primeiro desamor também é alheio a planejamento, não se sabe como, onde, nem por que, mas um dia ele aparece. Quando chega só nos resta viver, cada um desses sentimentos até o fim, da forma mais eterna possível, para que as perguntas acima não tenham um peso tão significativo caso o final não seja feliz.&lt;br /&gt;É claro que viver o amor é bem mais interessante do que curtir um desamor. Mas se ele chegar o que você vai fazer? Morrer?! Nananinanão! Levante a cabeça, recolha os cacos do chão, pegue uma supercola (colo de mãe e papo com amigos funcionam bem) e deixe seu coração impecável, pronto para outro amor (mesmo que isso signifique um desamor a cavalo como sequência).&lt;br /&gt;A verdade é que sou prova viva de que o que não nos mata nos fortalece. Já me decepcionei tanto, tantas vezes, já me contentei com tantas migalhas de amor, já me dediquei tanto ao outro, esquecendo-me muitas vezes de quem eu era que hoje me vejo mais fortalecida do que nunca.&lt;br /&gt;Cheguei a acreditar que havia perdido a capacidade de amar, depois de tanta desilusão, mas a vida se apresenta nova a cada dia e eu quero primavera no meu coração, mesmo que para isso tenha que fazer do desamor um companheiro insaciável.&lt;br /&gt;Então é isso... Com certeza terei uma crise de baixa autoestima, vou chorar rios de lágrimas e passar por todas as fases do desamor já citadas anteriormente, mas o que realmente importa é que eu nunca vou deixar de sonhar. E um dia, vou viver um amor real, daqueles de dar inveja até em roteiro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hollywood&lt;/span&gt;, ah se vou!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;“ (...)Todavia, se no vosso temor,&lt;br /&gt;Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,&lt;br /&gt;Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez&lt;br /&gt;E abandonásseis a eira do amor,&lt;br /&gt;Para entrar num mundo sem estações,&lt;br /&gt;Onde rireis, mas não todos os vossos risos,&lt;br /&gt;E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.&lt;br /&gt;O amor nada dá senão de si próprio&lt;br /&gt;E nada recebe senão de si próprio.&lt;br /&gt;O amor não possui, nem se deixa possuir.&lt;br /&gt;Porque o amor basta-se a si mesmo...”&lt;br /&gt;(Trecho do Poema:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O Amor &lt;/span&gt;- Gibran Kahlil Gibran)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ilustração disponível: &lt;/span&gt;www.umsabadoqualquer.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-5109796800795757748?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ETXu4CIEJSkJQaj2_8t6wqkIMDs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/ETXu4CIEJSkJQaj2_8t6wqkIMDs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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A mudança brusca de temperatura no trajeto até em casa fazia par com meu coração que resfriava com o passar dos quilômetros.&lt;br /&gt;O calor humano da família e dos amigos dissipou-se com as gotas de chuva que caíram sobre o para-brisa do carro anunciando uma nova frente fria. Entrei no pequeno apartamento carregando a mochila nas costas e sentindo-me completamente sozinha, tão sozinha como jamais havia me sentindo.&lt;br /&gt;Nem mesmo o cágado deu-se o trabalho de sair do casco para me dar boas-vindas. Na altura do décimo segundo andar, nem mesmo o barulho do vento me fez companhia naquela noite. Eram apenas eu e meus sentimentos que gritavam alto anunciando mais um caos instalado.&lt;br /&gt;Meu coração chora. Iniciou uma briga sem adversário e agora tenta um empate com a razão, pois desistiu de lutar e não quer novamente ser vencido.  Minha alma esvaiu-se, desiludida, sem rumo, abraçou a solidão e hoje busca no silêncio uma resposta para seus por quês, cada dia mais complexos.&lt;br /&gt;Retirei da gaveta meus medos, meus desejos e meus sonhos mais secretos. Espalhei um a um pelas paredes brancas do apartamento e os vi ganhar formas, cores, vida e transparência. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Essa sou eu&lt;/span&gt; – pensei. Humana, repleta de sonhos, de desejos, de medos. Essa sou eu, carregada de esperança, de amor, de vida. Não seria justo simplesmente jogar tudo pela janela e viver vazia, seria?&lt;br /&gt;Viver o presente sem condicioná-lo ao passado e remetê-lo ao futuro hoje me parece utopia. Viver o hoje sem sonhos e desejos parece último capítulo de novela, com roteiro pré-escrito, sem chance de adaptação. O futuro é incerto e disso não tenho medo, o que me apavora é não poder sequer nele pensar, é não conseguir cristalizar na mente um sonho, afinal para que fazer planos se me obrigo a acreditar que o futuro não existe?&lt;br /&gt;Não pense que com isso pretendo levar uma vida de faz de contas, apenas de sonhos e nada mais. Pelo contrário, sempre acreditei que o real é o reflexo do nosso ideal. Só podemos viver o hoje, se tivermos um objetivo, um sonho, uma meta, um ideal para ser alcançado, se não a vida fica vazia e por vezes assim, fora de foco.&lt;br /&gt;Ando sem foco ultimamente. Minha motivação para novos sonhos e planos sumiu e tento encontrá-la em algum canto de mim, mas até agora nadica. O borrão da ausência de foco está presente na vida profissional e afetiva, na dificuldade de realizar planos com os amigos e a família, sem contar na carga de incertezas e ilusões que não tem me permitido ver o que me restou para o amanhã, se é que ele existe.&lt;br /&gt;A noite caiu trazendo uma chuva fraca que quebrou meu silêncio, as gotas batendo na janela me fizeram entender que a vida é bem mais do que meus sonhos, mas que desenha-la sem eles tem sido algo bem triste.&lt;br /&gt;Meus olhos voltaram a sorrir ao receber um lindo presente, quase no meio da madrugada, uma chuva de fogos de artifícios, que explodiu bem ali, na vista da minha janela. Pintando o céu de azul, rosa, lilás, verde e prata, trazendo meu sorriso de volta e me fazendo acreditar que ainda resta uma fagulha de esperança. Esperança essa, que mesmo fora de foco nunca sai de cena...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic;"&gt;“Ficou difícil&lt;br /&gt;Tudo aquilo, nada disso&lt;br /&gt;Sobrou meu velho vício de sonhar&lt;br /&gt;Pular de precipício em precipício&lt;br /&gt;Ossos do ofício&lt;br /&gt;Pagar pra ver o invisível&lt;br /&gt;E depois enxergar ..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não vale a pena – Maria Rita)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-891393746504886655?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FE9XGRgZE06jHLPcPxyY2xo14Qs/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FE9XGRgZE06jHLPcPxyY2xo14Qs/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FE9XGRgZE06jHLPcPxyY2xo14Qs/1/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/FE9XGRgZE06jHLPcPxyY2xo14Qs/1/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~4/0MGRI8tL5y0" height="1" width="1"/&gt;</content><link rel="replies" type="application/atom+xml" href="http://idasevindasdavida.blogspot.com/feeds/891393746504886655/comments/default" title="Postar comentários" /><link rel="replies" type="text/html" href="http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8790047034029369725&amp;postID=891393746504886655" title="2 Comentários" /><link rel="edit" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/891393746504886655?v=2" /><link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://www.blogger.com/feeds/8790047034029369725/posts/default/891393746504886655?v=2" /><link rel="alternate" type="text/html" href="http://feedproxy.google.com/~r/EntreIdasEVindasAVidaComoEla/~3/0MGRI8tL5y0/fora-de-foco.html" title="Fora de foco" /><author><name>Taline Libanio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00327367864100039379</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel="http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail" width="24" height="32" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZOoA1JE1lPo/TfFzsbcDRgI/AAAAAAAAArg/HrPC838bz0Y/s220/PICT0032.JPG" /></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-fhKT_i7bBtA/Tg-lTddykoI/AAAAAAAAAsQ/2BnDgLjH1PY/s72-c/rosa-borrada-db07f.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://idasevindasdavida.blogspot.com/2011/07/fora-de-foco.html</feedburner:origLink></entry><entry gd:etag="W/&quot;CkUNQHY-fCp7ImA9WhZbFkw.&quot;"><id>tag:blogger.com,1999:blog-8790047034029369725.post-3466627386042117066</id><published>2011-06-20T19:27:00.003-03:00</published><updated>2011-06-20T19:51:31.854-03:00</updated><app:edited xmlns:app="http://www.w3.org/2007/app">2011-06-20T19:51:31.854-03:00</app:edited><title>Só mais quinze!</title><content type="html">&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W78aOlF3qX0/Tf_KWzZD38I/AAAAAAAAAsI/sGU6hG-ok08/s1600/academia1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620433353082920898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-W78aOlF3qX0/Tf_KWzZD38I/AAAAAAAAAsI/sGU6hG-ok08/s400/academia1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de dois longos meses resolvendo pepinos e deixando minha rotina do avesso, retomei algumas atividades básicas nesta semana. Antes, contudo, andei pensando que temos a mania, a incrível e terrível mania, de priorizar problemas em nossas vidas. Quando alguma coisa dá errado, ou sai da ordem, você costumeiramente abandona o seu lazer para resolver a pendenga, fazendo com que as dificuldades se sobressaiam ainda mais aos prazeres da vida.&lt;br /&gt;Digo isso com tranquilidade agora, já que passou minha maré de azar, mas entender e modificar esse ciclo há algumas semanas seria no mínimo impensável. Quando temos um grande problema para resolver mal conseguimos nos concentrar na nossa rotina, por isso é que tantas vezes a solução está ao nosso lado e não conseguimos enxergá-la.&lt;br /&gt;Depois da tempestade, a calmaria. De volta à rotina, sem medo de imprevistos difíceis de desenrolar, era mais do que a hora de voltar para a academia.&lt;br /&gt;Confesso que relutei uma semana para retomar as aulas, só de lembrar na dor do corpo que com certeza me atingiria e do frio que anda fazendo, chocando com meu corpo suado ao final das aulas, resistia. Mas chega uma hora em que a balança começa a nos lembrar de que já passou da hora de se exercitar e ai, não tem mais saída.&lt;br /&gt;Retomei as atividades com uma aula de &lt;em&gt;pilates &lt;/em&gt;com bola, foi ótimo rever as colegas de sala, colocar o papo em dia, mas esqueceram de me avisar que a aula tinha sofrido alterações e que os exercícios que eu já estava fazendo com os pés nas costas passaram a ter um nível de dificuldade duas vezes maior, para mim umas quatro vezes considerando a ferrugem das articulações.&lt;br /&gt;Sai de lá com o abdômen todo dolorido, com dor nas pernas e com a certeza de que não voltaria tão cedo. Contudo, desta vez, não foi a balança, mas o espelho que me motivou a retornar no dia seguinte e lá estava eu, animada para iniciar um treino, me esquecendo por um minuto do quanto ia reclamar de dor depois.&lt;br /&gt;Para esquentar: quinze minutos de esteira, até ai moleza, fiz logo vinte e mais cinco correndo. O problema foi quando entrei na sala de musculação. Tenho pavor daquele lugar, aquele monte de aparelho esquisito que nunca se sabe onde sentar e onde segurar e mais parecem máquinas de tortura, um monte de gente suada, vermelha de tanto fazer força e olhando para os espelhos com uma admiração que raramente consigo entender, considerando a falta de beldades por lá.&lt;br /&gt;O professor que me acompanhou não sabia (ou custou a acreditar) que eu era uma analfabeta funcional no quesito equipamentos de musculação, me dizia que teria que fazer exercício na mesa flexora, no &lt;em&gt;leg press&lt;/em&gt; 45°, no supino inclinado... E eu ali, olhando para ele e pensando onde era a sauna que chegava aos 45° e onde estava a tal mesa, já que aparentemente não tinha nenhuma por ali.&lt;br /&gt;Com toda a paciência do mundo foi me mostrando todos os aparelhos e confesso que em muitos deles não sabia nem por onde “entrar”, outros não me deixaram nem um pouco a vontade (mais estranhos do que maca de ginecologista), sem contar aqueles que exigiam um ajustamento no banco e nos puxadores bem distantes do meu 1,63cm de altura.&lt;br /&gt;Teve ainda um tal de pegada aberta e pegada fechada que ele pedia e insistia para que eu fizesse, mas eu juro, não conseguia entender. Pedia pegada aberta e eu abria meus dedos com toda a força, numa palma de mão estendida e ele repetindo: &lt;em&gt;falei aberta e não fechada&lt;/em&gt;. Por Deus, custei a descobrir que o que ele queria era que eu colocasse minhas mãos quase no final do puxador e então pensei: &lt;em&gt;por que não disse logo?!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para fechar com chave-de-ouro tive que fazer um abdominal esquisito que me fez relembrar nitidamente a aula de &lt;em&gt;pilates&lt;/em&gt; do dia anterior, sem contar a corrida intercalada com caminhada na esteira que me rendeu pelo menos a libertação de umas cem calorias.&lt;br /&gt;Voltei para casa rastejando, exausta e certa de que precisava utilizar minhas últimas energias para escrever esse texto. Vou dormir contando as séries de quinze e vendo os minutos passarem arrastados como no visor da esteira.&lt;br /&gt;Aos professores fica a sugestão de criar vídeos demonstrativos de como usar cada equipamento (eu com certeza pararia para assisti-los), aos engenheiros fica a sugestão de criar equipamento com um visual mais despojado e com nomes mais comuns (como por exemplo: bubum durinho, pernas torneadas, braços finos e ai vai...), aos cientistas fica minha súplica para que não deixem de pesquisar a fórmula do emagrecimento sem exercício físico (eu seria uma adepta com certeza).&lt;br /&gt;E aos que gostam de exercício e entendem essas máquinas de fazer músculos meus parabéns, aos outros fica a dica para conhecer e então me dizer se eu sou maluca ou se é tudo muito esquisito mesmo... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-3466627386042117066?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0Kp5T7dhGOWldzDga91Vw6nsFAw/0/da"&gt;&lt;img src="http://feedads.g.doubleclick.net/~a/0Kp5T7dhGOWldzDga91Vw6nsFAw/0/di" border="0" ismap="true"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;
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Contudo, trabalho diariamente com famílias que apresentam essa doença em seu contexto familiar e mais do que isso, tenho amizade próxima com duas pessoas que me ensinaram que a dependência química pode matar, mas de acordo com a atitude que se toma em relação a ela, pode também nos fortalecer.&lt;br /&gt;O convite partiu de uma dessas pessoas, por quem tenho elevada estima e poderia hoje dizer, admiração. A reunião iniciou-se em um domingo, no final da tarde. Fui acolhida pelos amigos e desconhecidos de igual maneira. Não precisei me pronunciar, não precisei me explicar, não precisei sequer disfarçar minha ansiedade, pois ali o que era mais previsível caia por terra logo na primeira partilha.&lt;br /&gt;A reunião organizada pelos membros do NA, foi iniciada com o pronunciamento de um deles, seguida pela apresentação dos presentes. Qual não foi minha surpresa ao receber uma salva de palmas, num ritmo bem acolhedor, ao afirmar que aquela era minha primeira participação no grupo.&lt;br /&gt;Assim como eu, outras pessoas se apresentaram e ninguém nos perguntou se estávamos ali por alguém, por nós ou pela dependência química. O encontro seguiu seu curso com o depoimento, ou partilha como costumam dizer, dos membros ali presentes, que de acordo com sua vontade e interesse declaravam um pouco da sua história, da sua semana, da sua luta diária contra o vício, reafirmando o tempo todo a consciência de serem dependentes químicos em recuperação.&lt;br /&gt;Foram muitos relatos emocionados, alguns de recém-chegados que ali estavam há poucos dias, outros de quem ali estava há mais de quatorze anos, o fato é que todos eles, sem distinção apresentavam-se com o nome e garantiam que só por aquele dia estavam livres do vício, alguns seguiam a fala elencando os demais dias, meses e anos, mas deixando claro que o mais importante era o &lt;strong&gt;hoje.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao darem seu depoimento foram acolhidos pelos demais membros com falas do tipo: “&lt;em&gt;me identifico; obrigado amigo; tamo junto&lt;/em&gt;” e outras que reafirmavam o envolvimento do grupo não só com a história de vida de cada um dos que ali estavam, mas especialmente com a guerra diária contra uma doença que é incurável, mas tem tratamento e posso hoje afirmar, funciona.&lt;br /&gt;Confesso que me identifiquei com muitos dos relatos ali expostos, foram conflitos familiares, de relacionamento, profissionais e, sobretudo de identidade que os levaram a buscar nas drogas uma fuga dos embates cotidianos.&lt;br /&gt;Para mim, o mais marcante foi o depoimento de um rapaz de pouco mais de quarenta anos que disse não saber até hoje quem ele é. Utilizava-se da dependência química para encarar as dificuldades e preconceitos, vestia, como ele mesmo disse, uma máscara a cada dia, não sendo a ele permitido moldar sua identidade, descobrir-se, aceitar-se. Fiquei então pensando: &lt;em&gt;Oras, será que eu sei quem sou?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Percebi então que a única coisa que me diferenciava deles era o fato de não ter buscado nas drogas a resposta para minhas inquietações. Minha válvula de escape é a escrita, o colo de mãe, o barulho do vento e as noites estreladas, mas no mais, sem tirar nem pôr, poderia dizer sem indecisão alguma que me identifiquei com um pouco de cada um dos membros daquele grupo.&lt;br /&gt;Fui agradecida publicamente por duas pessoas durante a reunião pelo meu apoio nos períodos de crise e pela força para que aderissem ao tratamento. Só consegui dizer que o mérito não era meu, pois minha mente fazia uma viagem longa para dentro do que eu acreditava ser parte de mim. Nunca tinha tido a noção do impacto que tinha causado na vida dessas duas pessoas, mas naquele dia pude sentir, pois tinha acabado de sofrer o mesmo impacto, agora reverso, por parte deles na minha vida.&lt;br /&gt;O encontro finalizou-se com a recepção a dois novos membros que decidiram naquele dia travar uma luta contra a dependência química, foram ovacionados e receberam um informativo do grupo com o telefone de todos os membros, para que pudessem ligar em qualquer dia e horário, evitando assim uma recaída.&lt;br /&gt;Foi assim que entendi o ciclo do NA, quem hoje chega fragilizado amanhã é o padrinho que fortalece. Ninguém é melhor ou pior que ninguém, são todos iguais, compartilhando suas angústias, seus medos, suas histórias e conquistas. Humanos, cheios de erros e na busca de acertos, assim como eu e você, só isso, nada mais que isso.&lt;br /&gt;Confesso que sai da reunião mais leve, com uma sensação de que nada nesse mundo é impossível, basta buscarmos a possibilidade dentro de nós. Para tanto, muitas vezes, precisamos de apoio, outras de nos encontrar e em todas elas precisamos da serenidade para aceitar e entender as respostas que a vida nos dá... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Oração &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;da serenidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Concedei-nos Senhor a serenidade necessária&lt;br /&gt;Para aceitar as coisas que não podemos modificar,&lt;br /&gt;Coragem para modificar aquelas que podemos e,&lt;br /&gt;Sabedoria para distinguir uma da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-1712551903189847494?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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Andei dizendo que estou numa fase de má sorte, mas acho que é bem mais que isso. Poderia com tranquilidade dizer que estou passando por mais um inferno astral e isso não é de todo mau.&lt;br /&gt;Das últimas vezes em que fui afligida por algo do tipo tive bons momentos para recordar depois do furacão, bem ali, onde dizem existir a calmaria. O complicado é sobreviver firme e serena ao tornado, mais difícil ainda é rir dos tropeços e empurrões que tenho levado da vida e administrar a vontade de sumir com a necessidade de persistir.&lt;br /&gt;Tenho ouvido com frequência a palavra resiliência e creio que ela tem forte impacto nos meus últimos trinta ou quarenta dias. Superação, dia após dia, das coisas mais simples às mais difíceis de engolir, tudo na expectativa de dias melhores.&lt;br /&gt;Posso parecer melancólica ou exagerada, mas o fato é que passar por um problema é natural, por dois vá se lá, mas por uma tempestade deles ao mesmo tempo não é para qualquer um, muito menos para mim.&lt;br /&gt;Assim, escrever sobre isso, foi a maneira que encontrei para conseguir pensar em toda essa tromba d’água que me atingiu e buscar uma forma de começar a levantar os móveis e colocar as roupas no varal.&lt;br /&gt;Essa maré de azar tem custado a passar e é isso que começa a me preocupar... Começou lá atrás, quando levei um grande susto com minha saúde. Logo em seguida passei por uma mudança brusca na minha rotina de trabalho, acompanhada por uma ordem de despejo, com prazo de 20 dias para desocupar o imóvel a pedido da proprietária.&lt;br /&gt;Além disso, destaca-se a insistente dificuldade em entender a cabeça masculina, bem como respirar fundo e dizer em alto e bom som: “&lt;em&gt;Não é possível!&lt;/em&gt;”, ao perceber que o gás da cozinha insistiu em acabar bem nesta semana, assim como o pneu do ônibus estourou logo na viagem de final de semana.&lt;br /&gt;Isso é claro sem contar as preocupações advindas de longe, com problemas de pessoas queridas, além das manchas de molho e leite com chocolate nas blusas brancas, da sandália arrebentada no meio do caminho, da picada de formiga que levei ontem no pé ou dos ônibus que perdi por conta de dois minutos de atraso.&lt;br /&gt;De tudo, o que mais me incomoda é o fato de não saber quando isso vai acabar. Parece mentira, mas todos os dias levanto com o pé direito, falo bom dia para o céu e para as plantas, orando por um dia bom. Mas, nem sempre o dia se fecha colorido, têm dias em que o desânimo é tão intenso que não tenho forças para juntar bilhetes em caixas de papelão, ou separar as revistas novas do jornal velho, minha única vontade é estalar os dedos e me deparar com tudo pronto.&lt;br /&gt;Diria ainda que até da minha rotina tenho sentido falta, é tanto imprevisto que nunca sei o que vai acontecer depois do primeiro passo, e isso até seria bom se o dia viesse recheado de boas surpresas, mas quase nunca é assim... O que me resta é aproveitar o tempo salvo de imprevistos para organizar meu caos e minha mudança.&lt;br /&gt;Aliás, diga-se de passagem, administrar uma mudança é uma chatice, especialmente quando não se sabe para onde vai, nem quando ao certo, só sei que tenho perdido noites de sono, sonhando com a ordem de despejo, mesmo sendo uma inquilina exemplar.&lt;br /&gt;E de que adianta ser exemplar hoje em dia?! Que ironia! Nessa sociedade isso não tem valido muito mesmo, ser honesto, bom pagador, ter nome limpo garante a consciência tranquila na hora do repouso (o que para mim é essencial), mas não abre porta nenhuma, nem mesmo a do PROCON.&lt;br /&gt;A verdade é que o desenrolar dessa história parece estar longe de acabar, provavelmente ainda terei outros imprevistos a superar, até que a calmaria venha, se bem que desde ontem tenho me perguntado se realmente há calmaria depois de tanta tormenta...&lt;br /&gt;E se ela existe, espero que dure não só o tempo necessário para que eu coloque os móveis no lugar e me desfaça das caixas de papelão, mas que me permita pintar as paredes, pendurar os quadros e olhar da nova janela, não só as pedras, mas o mundo inteiro, com os olhos de quem acredita que sempre existe algo de bom no final do caminho e que se ainda não ficou bom é porque o fim está distante de se apresentar... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;No meio do caminho tinha uma pedra&lt;br /&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;br /&gt;tinha uma pedra&lt;br /&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;br /&gt;Nunca me esquecerei desse acontecimento&lt;br /&gt;na vida de minhas retinas tão fatigadas.&lt;br /&gt;Nunca me esquecerei que no meio do caminho&lt;br /&gt;tinha uma pedra&lt;br /&gt;tinha uma pedra no meio do caminho&lt;br /&gt;no meio do caminho tinha uma pedra.&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;No meio do Caminho&lt;/strong&gt; - Carlos Drummond de Andrade) &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8790047034029369725-7184929123654133156?l=idasevindasdavida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;
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