<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 06:40:22 +0000</lastBuildDate><category>Capítulo 1</category><category>Capítulo 2</category><category>Capítulo 3</category><category>Capítulo 4</category><category>Capítulo 5</category><title>Entre Infectados</title><description></description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Heitor)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693.post-2502197290673207181</guid><pubDate>Thu, 02 Jun 2011 21:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-06-02T14:45:25.805-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capítulo 5</category><title>Capítulo 5</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Não mais sozinho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;Peguei todos os dados possíveis de Roberta, onde ela morava e qualquer outra coisa que pudesse ajudar. Eu estava pronto para ir atrás dela! Mas antes eu deveria fazer algumas pesquisas que já vinha martelando meu cérebro por muito tempo. Saí da casa de jogos e entrei direto na F-250, o motor parecia estar um pouco frio, então dei um tempo pro carro ligar por completo, algo em torno de cinco minutos. Quando o barulho do ronco aumentou, senti que a caminhonete estava pronta para uma jornada, aliás, quase pronta, necessitava de gasolina, então minha primeira parada seria num posto, e havia um ali por perto. Segui numa descida e passei por cima de alguns galhos e pedras que estavam na rua, senti pequenos baques, mas nada que chegasse a incomodar, apenas me deixava com maior espírito de sobrevivente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Em meio a paus e pedras do caminho, achei que o carro aguentaria tudo que pudesse me atrapalhar ali. Erro meu. No meio da descida, um estouro, em seguida, um clássico barulho de filmes de terror, algo como &quot;shzssss&quot;, traduzido para &quot;Pneus Furados&quot;. Fiquei com uma raiva extrema, peguei a chave e desci do carro, fechei-o totalmente e tranquei. Saí para buscar a gasolina e um pneu novo eu mesmo. Empurrar aquele carro de uns 3.000 quilos estava fora de questão, era um lugar muito íngreme para ir em segurança até lá embaixo. Troquei minha UZI por uma escopeta calibre 12 de aço inox, a qual dei o carinhoso nome de &quot;Dôzinha&quot; (rima com &quot;dorzinha&quot;, entendeu?).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Fui descendo até o posto, no final da descida, sempre alerta contra qualquer ataque, uma mão na arma e outra no facão, prevenido. Vi de longe um infectado, um só tiro, e ele caiu, sem qualquer movimento. Quando vi aquela arma atirando foi incrível, nunca havia visto tiros como aquele. Talvez um segredo do exército, já que todo meu armamento vinha de um ex militar. Não apareceram muitos zumbis até que eu chegasse no posto. Matei alguns que estavam ali, talvez uns 8. Não me apresentavam muito perigo, mas fiz por garantia. Olhando bem a área do posto, vi um galão de água que estava ali perto. Iria me servir muito bem, então o esvaziei e o enchi novamente, agora com gasolina. Depois de quase 1 minuto e 20 litros de gasolina, escutei um grito: &quot;Socorro!&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;O grito vinha do segundo andar da loja de conveniência do posto, e parecia ser um grito feminino. Corri para ver o que era, e ao chegar, vi algo realmente assustador, era um infectado, mas não um comum, esse sim se parecia com um zumbi. Uma boca larga, com dentes que o faziam parecer o Venom, vilão do Homem-Aranha. Elhe olhou direto pra mim enquanto segurava uma moça que se debatia aos prantos. Fiquei sem reação por um tempo, mas depois que me dei conta da situação, lhe ataquei com o facão no braço que segurava a mulher. Vi um braço infectado caído no chão, e depois disso, uma mão vindo rapidamente em minha direção. Acertou a Dôzinha, mandando-a para longe, me arrependi de não ter colocado uma correia na arma. Mas eu ainda levava comigo o facão e meu instinto lutador falou mais alto naquele momento, nada de tentar pegar a escopeta. Dei um salto para trás e foquei o zumbi, segurei a facão como quem segura uma katana, só então parti para a luta. Tentei cortá-lo pelo meio, mas ele conseguiu segurar meu braço, então joguei a faca para o outro que estava livre. Cortei-lhe no braço que segurava minha mão. Achei que havia acabado quando vi apenas uma boca enorme vindo em minha direção. No susto, dei um pulo para trás, peguei a dôzinha caída no chão e atirei. Um tiro certeiro na cabeça fez o joão-sem-braço ser explodido e cair no chão. A mulher deu um grito assustada com o tiro. Fui na sua direção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Foi duro explicar à ela que eu apenas queria seu bem, não tiro sua razão, naquela situação não é possível confiar nem mesmo em nós. Já calma, começamos a conversar. Perguntei-lhe seu nome, Isabel. Usei um pouco de psicologia para conseguir conversar normalmente com ela. Após algum tempo, descobri sua história, dita por ela assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;- Eu e meu marido estávamos tentando mantermo-nos seguros, andávamos de carro por vários lugares procurando por &lt;/span&gt;algum que nos parecesse totalmente confiável, mas nada. Então quando estávamos passando por aqui, resolvemos abastecer nosso carro, já que nosso combustível estava acabando. Quando descemos, meu marido foi pegar mais comida enquanto enquanto eu abastecia, de cá, só ouvi seu grito. Corria para ver o que era mas foi tarde demais. Aquele &quot;bicho&quot; havia atacado meu marido e já estava me atacando, quando você chegou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Me senti com pena total daquela moça, perdera seu marido a pouco tempo e fora atacada por um infectado terrível. Tinha que ser muito forte para aguentar aquela dor. A chamei para seguir caminho comigo, ela ficou um pouco apreensiva, mas não tinha escolha. Tive uma idéia muito louca na cabeça e perguntei à Isabel se conseguia correr. Ela disse que sim. Entreguei a dôzinha para ela, entrei novamente na loja de conveniência e busquei um pneu novo e um macaco, coloquei o &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;macaco na calça e amarrei uma corda ao pneu e à mim, para facilitar meu caminho. Liguei todos os sons que haviam ali na loja e ajustei o volume no máximo. Peguei o galão cheio e pus sobre os ombros. Foi difícil pra mim correr com um pneu e um galão de gasolina, ainda mais por que era subida. Abri o carro e joguei o galão e o pneu pra dentro. Isabel entrou e eu também. Peguei a arma com ela e mirei pra fora do carro, pela janela. Soltei o freio do carro e o deixei descer. Chegando lá embaixo, foi ainda melhor do que eu esperava. Ao passar pelo posto, vários infectados curtiam o som dá música espanhola que tocava, e olharam direto para o carro quando passei por ali. Dei um tiro direto no tanque de gasolina e acelerei. Foi difícil controlar o carro sem um pneu, mas valeu a pena. Ri &quot;de orelha à orelha&quot; quando vi vários daqueles monstrinhos explodidos. Acho que Isabel se assustou um pouco com o que fiz, mas não disse nada. Fui dirigindo até me afastar um pouco do posto. Achei um lugar que parecia seguro e fui trocar o pneu do carro. Não foi porque eu precisava, mas pedi Isabel para me ajudar. Peguei o macaco e levantei o carro, encaixei uma chave que já tinha encontrado na caminhonete e fui tirando os parafusos do pneu, no último, pedi a Isabel que rodasse a chave para mim. Ela se esforçou tanto que caiu no chão. Nós dois rimos e percebi que ela era uma boa pessoa. Fui rodar a chave eu mesmo, e quando segurei, encostei um dedo na parte de baixo do carro, fiquei com o dedo um pouco sujo da graxa que estava ali. Limpei a pontinha do meu dedo em Isabel, que ficou parecendo um ursinho com o nariz manchado de preto. Só então reparei em como ela era linda. Um longo e liso cabelo preto, olhos castanhos, muito escuros e um sorriso que te envolvia por completo de tão bonito, seu corpo era igualmente lindo. Acho que eu estava apaixonado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Depois de pneu trocado, enchi o tanque da caminhonete e ainda sobrou meio galão de gasolina. Entrei no carro e Isabel também. Dei à ela a minha querida UZI de presente, uma arma leve e efetiva, boa para uma mulher, e eu fiquei com minha dôzinha. Seguimos caminho conversando sobre diversos assuntos, mas toda vez que um assunto estava rendendo, voltávamos a lembrar de como era a vida antes da tragédia. Coloquei uma música de Red Hot Chilli Peppers, &quot;My Boy, My Girl&quot; e ela começou a cantar junto comigo, e ficamos embalados por aquele som.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Resolvi parar, afim de descansar um pouco. Peguei algumas barras de cereais e alguns chocolates, dei alguns para Isabel, que agradeceu e fez uma proposta simples. Trocarmos um pedacinho do chocolate diferente que tínhamos. Ela colocou um pedaço de chocolate na minha boca, sutilmente, eu fiz igual. Depois, ficamos nos olhando por algum tempo e acho que nos dois sabíamos o que fazer. Pensei se aquela era a hora certa, seu marido havia morrido há algumas horas. Enquanto eu pensava ela agiu. Me agarrou e antes que eu agisse me deu um beijo louco. Pelo jeito que ela se moveu percebi que ela estava em desespero, mas correspondi ao beijo, sei que não era fácil tomar aquela decisão e nem manter a calma perante a pandemia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após o beijo, ambos ficamos meio pasmos, sem atitude no momento. Ficamos nos entreolhando e conversamos um pouco. Coloquei algumas músicas e ficamos curtindo o momento, fazia muito frio, peguei algumas roupas para nós, mas nada que esquentasse muito, de propósito. Ficamos ali curtindo o momento, bebemos um pouco e fomos dormir, abraçados, para diminuir a sensação de frio. Eu estava normal por fora, como sempre era, mas por dentro, estava eufórico por ter alguém que eu gostava que andaria comigo a partir de agora. Seria um ciclo onde um protege o outro, e o dá de brinde a alegria de ficar vivo e feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Apesar de estar bem, por assim dizer, eu não poderia esquecer do meu propósito final. Salvar aquela garota, Roberta, que estava no Brasil, mas agora eu não iria mais sozinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/2011/06/capitulo-5.html</link><author>noreply@blogger.com (Heitor)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693.post-153300337869916810</guid><pubDate>Mon, 30 May 2011 20:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-30T13:40:20.325-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capítulo 4</category><title>Capítulo 4</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Merecido descanso&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;div style=&quot;font-family: &#39;courier new&#39;; font-style: italic; font-weight: bold; text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;font-family: &#39;courier new&#39;; font-style: italic; font-weight: bold; white-space: pre; &quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;Seguindo meu caminho, sabia que devia procurar primeiramente por comida, e conhecia muito bem as ruas de granada, os comércios, ou qualquer coisa que tivesse ali, mas sabia também que a busca por suprimentos poderia ser um caminho sem volta. Infectados têm necessidade de suprir sua fome, seja com qualquer tipo de carne, de preferência, viva. Então, achei um supermercado por onde estava andando, preparei a arma, o facão e os olhos, prontos para checar à fio qualquer coisa que estivesse ali. Desci do carro e fui buscar comida. O caminho entre o estacionamento e a porta de entrada parecia estar vazio, mas mesmo assim fui andando cautelosamente até que cheguei onde queria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Meu espanto foi ainda maior quando vi que o supermercado também estava vazio. O que seria aquilo? Talvez um repelente de zumbis ou coisa parecida? Não quero saber. Para facilitar as &quot;compras&quot;, peguei um carrinho que estava por ali e fui atrás de tudo que precisava. Peguei muita carne, frutas, biscoitos, lanches rápidos, cereais, algumas bebidas, uma solução anticorrosiva (algo como WD-40), um pano, álcool concentrado, algumas roupas, e por último, alguns cds para escutar durante meu longo percurso no carro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Achei que estava fora de perigo e fui saindo normalmente. Nem percebi que as luzes ali funcionavam, e o aparelho anti-roubo da loja também. Ao passar por ele, com todas as mercadorias que eu tinha pegado, foi estrondoso o apito feito por ele, aumentado ainda pelo silêncio. Corri um pouco, mas quando cheguei na porta, tive uma surpresa nada agradável, um bando de infectados, com seus olhos bem fixos, me esperava ali. E a F-250 estava muito longe da entrada, no fim do estacionamento. Só me veio um pensamento na cabeça, algo como: Chegou minha hora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Três infectados que estavam na frente deram início ao ataque. Um pulou sobre mim, outro tentou me agarrar, e um conseguiu me arranhar muito. Empunhei a UZI, mas não ia adiantar muito, as balas que eu tinha não eram suficientes para tantos zumbis. Atirei um pouco, consegui afastar alguns de mim, mas inutilmente. A dor corria grande parte do meu corpo. Nunca pensei que arranhões poderiam fazer aquilo. Quase me pus agachado de tanta dor que sentia. Abaixei um pouco o corpo e coloquei o braço por cima da cabeça, me protegendo de mordidas. Agachado, vi uma garrafa de EverClear dentro do meu carrinho, era de tamanho pequeno, passaria por entre os buracos que tinham ali, mas com muito esforço. Tentei passar meu braço por entre eles, consegui com dificuldade. Quando eu estava prestes a pegar o EverClear, senti uma pontada na região do pescoço e vi meu próprio sangue correr por entre minha roupa, e meus braços pareciam estar sem movimento. Senti que estava perto da morte, fiz uma rápida prece à Deus, e no mesmo momento em que terminei, pude sentir um dos meus braços de volta. Peguei a arma e atirei como um louco, se as balas acabassem, eu não estava nem aí. Consegui afastar alguns infectados, e ganhei um tempo para pegar a bebida no carrinho. Consegui pegar e comecei a correr pra mais longe, ainda com um braço sem movimentos. Fiquei correndo em círculos, tentando destampar a garrafa, apoiada abaixo do braço esquerdo, e o direito tentando remover a tampa. Depois de muito tempo consegui, coloquei a tampinha na boca e senti gosto de álcool puro (EverClear possui 95% de álcool, não tentem beber isso!). Rasguei um pedaço da blusa, e coloquei uma parte dentro da bebida, e deixei um pedaço pra fora. Quando consegui tampar novamente, um zumbizinho anão me atacou, meu Deus, nunca pensei que um anão fosse tão rápido. Ele estava agarrado em minhas costas, tentando me morder, mas minhas roupas grossas o estavam impedindo. Mais uma vez, admirei a jaqueta de couro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Repentinamente, senti meu braço esquerdo movimentando-se, dei uma cotovelada no anão, que caiu rapidamente no chão, minha garrafa que estava debaixo do braço, caiu junto. O chão totalmente infestado de álcool, eu só tinha uma opção, a UZI. Um dos poucos carros que estavam no estacionamento estava ali perto, atirei contra o tanque do carro, mas nada adiantou. Um carro antigo, com carroceria de ferro não seria tão fácil de ser atingido. Continuei correndo em círculos, e cheguei ao meu carrinho. Avistei um pedaço de carne fresca, tirei-a da sacola e lhe dei um tiro. A bala a atravessou facilmente, e queimou um pequeno pedaço da carne, o que fez exalar o cheiro um pouco mais forte. Joguei a carne no álcool, e como eu havia planejado, os esfomeados pararam de me seguir e foram atrás da carne. A arma estava com poucas balas, umas 30 talvez, parece muito, mas é pouco para uma metralhadora. Mesmo assim atirei no carro que estava ali. Atingi a parte da frente do carro, e uma fumaça começou a exalar dali, só então, dei um tiro certeiro no álcool esparramado pelo chão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Talvez os infectados tivessem ficado um pouco feliz comigo, uma carne assada era muito melhor que carne pura, porque com aquela explosão, digna de 4 de Julho nos Estados Unidos. Vendo a explosão, minhas dores voltaram, já que o sangue estava frio novamente. Caí no chão, mas não tinha problema, o show que eu estava vendo era muito bom. O anãozinho que havia me atacado voou a pelo menos uns 30 metros de altura com a explosão. Não sabia se ria pelos infectados morrendo, ou se chorava por todas aquelas pessoas que tão sofridamente haviam se tornado zumbis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Minha blusa já estava toda rasgada mesmo, então puxei mais um retalho e enorolei-o sobre meu braço esquerdo, que doía bastante. Com dificuldade me levantei e fui ao carrinho de compras. Peguei um pouco de álcool e joguei sobre os ferimentos. Ardeu como nunca, mas em pouco tempo, a dor diminuiu e fui pegar mais um pedaço de carne no supermercado, já que um serviu de almoço àquelas criaturas. Dessa vez entrei e saí, sem perigo algum. Quando cheguei na F-250 e coloquei as coisas na carroceria, fiz um rápido agradecimento à Deus por ter poupado minha vida, não é todo dia que centenas de zumbis de atacam e você sobrevive.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Entrei no carro e testei alguns cds, Guns N&#39; Roses, outro do AC/DC, Eagles, Pink Floyd, Nirvana, Red Hot Chilli Peppers e mais alguns. Era difícil pra mim imaginar que todos eles tinham se infectado, toda minha época de boas músicas e bons músicos havia sido perdida. Pela primeira vez pensei em como poderiam ter deixado escapar um vírus tão poderoso, e pior ainda, como poderiam o ter criado, e para que? Acho que isso é algo que nunca vamos saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Passei por uma casa de jogos, estava com as luzes ligadas, talvez estivesse funcionado. Senti uma necessidade de entrar ali e, caso funcionasse, usar a internet. Dessa vez estacionei meu carro com a porta rente à porta do lugar, de modo que eu só poderia entrar ou sair se passasse pelo carro, era um ótimo modo de proteção. Depois de estacionar cuidadosamente, peguei mais munição para a UZI e deixei as duas portas abertas, entrei na Lan House. Chegando lá, avistei apenas por um infectado, estava sem as pernas, urrou muito, mas não me apresentava perigo, pensei em o deixar vivo ali, até que um copo acertou minha cabeça, filho da mãe! Retruquei com um HeadShot muito bem dado, consegui com um só tiro fazê-lo calar para sempre, e fazer também com que nunca mais mande copos nos outros, mal educado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Vasculhei por outros pelos poucos cômodos do lugar, parecia seguro, então liguei o computador principal dali. Demorou cerca de cinco minutos até ligar, e quando ligou, estava muito lento. Peguei algumas ferramentas no carro, usei meu conhecimento em mecatrônica e abri o computador, dei-lhe uma limpeza física da memória, limpei sua ventoinha e o processador e fiz uma mistura de álcool e pasta de dente para usar como adesivo térmico que fica acima do processador, deixando-o mais resfriado do que antes. Foi difícil, mas o resultado valeu a pena, podemos dizer que era um novo computador, muito mais rápido, e estava fazendo jus às configurações que tinha. Pois bem, vi que havia alguns jogos na área principal, e no meio deles, um jogo chamado Left 4 Dead, que, parecendo por ironia, é um jogo onde 4 sobreviventes de uma pandemia apocalíptica de zumbis lutam para manterem-se a salvo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Semprei gostei desse jogo, então, o abri pra descontrair um pouco. Entrei no modo online do jogo, apenas brincando, sabia que não haveria ninguém ali. Esperei o servidor procurar por adversários, e mal acreditei quando um usuário com o nome &quot;I need help&quot; (Preciso de ajuda) entrou em meu servidor. Rapidamente comecei o jogo. Peguei um dos fones de ouvido que havia ali e ativei o modo de conversa. E então começamos a nos falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;&quot;I need help&quot; era na verdade uma mulher, chamada Roberta, esse nome é muito comum no Brasil, país de origem de nós dois. Ela me disse que estava em um depósito, feito por seu pai que era considerado louco, já que acreditava na hipótese de extraterrestres invadirem a terra. Pensei se ela não estava mentindo pra mim, mas não parecia mentira, ela já estava três meses ali, e ainda havia bastante comida, e uma conexão direta com a internet. Ela deixava todos os meios de comunicação da casa ligados todo o dia, todos os seus 20 jogos online conectados, suas redes sociais, anúncios de mercadorias, em resumo, tudo que a mantivesse conectada, para procurar ajuda. Tinha 17 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: left; &quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space: pre; &quot;&gt; &lt;/span&gt;Eu estava muito longe para ajudar, mas nos mantendo conectados, sentiríamos mais seguros, já que a velha frase &quot;A União Faz A Força&quot; tem um sentido lógico na psicologia, nas conversamos, teríamos uma sensação maior de segurança. Mas isso não nos protegeria fisicamente, e senti que tinha que fazer algo por ela, viver em um depósito não deveria ser nada bom. E lá estava eu,  com mais um problema nas mãos, a solidariedade me batia no peito, porém a distância tentava me impedir de fazer alguma coisa. Só tem um problema, eu nunca fui de abaixar a cabeça pra nada, nem pra ninguém, eu iria ajudar aquela garota a qualquer custo ou distância!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/2011/05/capitulo-4.html</link><author>noreply@blogger.com (Heitor)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693.post-1871224044495914205</guid><pubDate>Mon, 30 May 2011 20:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-30T13:40:09.950-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capítulo 3</category><title>Capítulo 3</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;  &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Um Infectado nada comum&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;No porto, peguei a F-250 e fui andando devagar, preocupado e alerta contra qualquer possível ataque. Nessa cautelosa missão, obtive sucesso, cheguei, atordoado, porém, sem ferimentos ao FR-42. Desci da caminhonete e abri sua carroceria. Pensando no pior, me muni de uma arma, uma UZI, que poderia vir a calhar no caso de um ataque. Começo a pensar que, quando armado, infectados não seriam problema. Pois bem, carreguei a UZI e entrei na lancha. Tudo estava revirado, malditos zumbis, eu estava pronto pra aniquilar qualquer um que me aparecesse, ninguém entra, mexe, ou sai do meu FR sem minha autorização!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;O FR-42 é uma lancha de dois andares, eu estava no segundo, fora de perigo. A estação de comando estava ali, averiguei por possíveis danos feitos à ela. Não vi nada de diferente, me acalmei um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Aquele cenário escuro, a madrugada, a brisa fria do vento, tudo isso contribuía para meu nervosismo, e quando estou nervoso, fico com fome. Desci para pegar alguma coisa, acho que os infectados não teriam conseguido invadir ali, a porta era trancada com um cadeado e uma corrente, ambos de aço, muito grossos e resistentes. Sempre mantinha comigo as chaves do FR. Só que, ao chegar perto da porta, tomei um susto. A corrente estava quebrada, e a porta aberta!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Entrei sutilmente pela porta, ergui a arma em posição defensiva, se algo estava ali, e havia quebrado minha corrente, deveria ser extremamente forte. A sala de estar estava revirada, minhas coisas no chão e algumas quebradas, parecia que um tornado tinha passado por ali. Fui ao banheiro, no corredor que ia para a cozinha. Vi ali um homem parado, parecia não estar infectado, mas estava em péssimo estado, sua barriga estava entreaberta, como uma mulher que faz uma operação cesariana. Fiquei ali, parado, o observando por alguns minutos. Vi que ele movia lenta e regularmente a cabeça para os lados, parecia estar fora de si, como sob o efeito de alucinógenos, e com os movimentos que fazia, parecia sentir uma dor terrível. Após algum tempo, ele parou de se mexer. Senti pena e não quis disparar contra ele, fui saindo do banheiro, sem conseguir tirar aquela cena da mente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Quando abri a porta do banheiro, ouvi um urro grave e alto, mas meio choroso, apóis isso, um vulto veio acima de mim. Aquele homem havia sido infectado, e, pulando sobre mim, me fez bater de cara com a parede do corredor, caí no chão com o bicho em minhas costas, sua mão me ardia, e suas unhas desenvolvidas arranhavam-me o dorso. Estava me debatendo contra o bicho, tentando esmagá-lo, com certeza não estava dando certo. Apesar de estar com uma jaqueta de couro, podia sentir suas unhas entrando nas minhas costas, e quanto mais me debatia, mais dor eu sentia. Depois de um momento naquela situação, senti dentes pontudos entrando por dentro da jaqueta de couro que eu estava usando, suas mãos desprenderam-se de mim e num ato impulsivo, lhe dei uma coronhada com a UZI, antes que conseguisse me morder. Senti a arma o atingindo perfeitamente na cabeça , aquilo o machucou e me deu uma dianteira para levantar. Já erguido, mirei contra ele e desferi alguns tiros, aliás, muitos tiros, cerca de 20 tiros na cabeça e mais alguns no corpo. Eu estava novamente fora de perigo, aquela jaqueta havia salvo minha vida, aí então, a partir daquele dia, criei um certo carinho especial com ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após contemplar aquele infectado morto no chão por algum tempo, segui o corredor e fui até a cozinha. Estava com muita fome, e queria apenas pegar um lanche rápido, mas para minha infelicidade, a cozinha estava igualmente revirada, a geladeira, tombada ao chão, com a porta aberta e as gavetas quebradas. A cozinha do FR é dividida em dois compartimentos, eu estava em um, que tinha a pia, a geladeira e um microondas, no outro, uma mesa, uma bancada e um fogão. A primeira não tinha nada de anormal, fui vasculhar a segunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;No exato momento em que entrei na segunda parte da cozinha, mirei a arma em direção ao canto, no encontro das duas paredes. Ali havia um infectado, com mais ou menos um dois metros e meio de altura, com um corpo que faria um fisiculturista chorar e um rosto que qualquer Pit Bull correria assustado ao vê-lo. Minha sorte foi que ele estava comendo, e nem se deu conta da minha presença ali. Era minha chance de atacar primeiro. Antes de começar o ataque, abri a gaveta que estava na bancada e procurei pelo meu facão, coloquei-o na mão esquerda e fui na direção do monstro. Comecei a atirar como um louco em suas costas, mas as balas pareciam o agradar. Depois de muito tiro, descansei um pouco e examinei rigorosamente a situação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Consegui ver que uma veia estava realçada na parte de trás do seu pescoço, talvez se eu atirasse ali poderia o matar. Atirei por alguns segundos e infelizmente acertei. Na mesma hora ele se levantou e deu um urro que mais parecia um bando de ursos e leões correndo atrás de uma só presa. Com certeza a atitude mais correta a ser feita naquele momento, humanamente falando, seria correr, correr muito, mas num ato totalmente impensado, joguei uma cadeira contra o infectado. Ele pareceu ficar ainda mais irritado, e só então comecei a correr. Ele me seguiu. Eu corria bastante, e ele apenas andava, e mesmo assim conseguiu manter uma pequena distância entre mim e si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após algum tempo de corrida dentro do FR, lembrei que estava em um porto, onde tem gasolina, e resolvi não atirar, para preservar a munição para o que eu estava prestes a fazer. Tomei uma boa dianteira e parei um pouco para descansar, esse com certeza foi o maior erro que eu pude cometer em toda a minha vida. O motor da lancha ficava na parte de cima, com uma proteção contra a água. O infectado encontrou essa proteção, arrancou-a, tirou o motor e atirou-o contra mim. Sorte minha que sua mira não era lá das melhores, mas conseguiu atingir uma pilastra do porto, que era resistente e fez o motor quicar de volta para o mar. Foi-se junto minha chance de voltar para casa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Comecei a correr novamente, e avistei um barril de gasolina. Tudo agora estava em ordem para executar meu plano. Esperei que o monstro quase conseguisse me alcançar, chutei o barril deitado, o que o fez rolar em direção à suas pernas. Quando estavam rentes os dois, monstro e barril, atirei incessantemente com a UZI, até que provoquei uma explosão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Pulei. A pressão me jogou para muito longe, me machuquei, mas não me queimei muito. Esperei a fumaça diminuir e vi o infectado caído e sangrando no chão. Agora comigo mais calmo e ele parado, pude perceber que &quot;aquilo&quot; era ainda maior do que eu imaginara, não cheguei perto, pois o fogo ainda cobria o chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após tudo o que havia acontecido é que reparei que não havia nenhuma embarcação no porto, a não ser pelo FR. Era evidente que todos tinham fugido dali. A fome me batia fortemente, e então fui até a cozinha da lancha para pegar alguma comida e beber alguma coisa, mas antes, verifiquei meu estoque. Quase tudo havia acabado, tinha ainda um prato feito na geladeira e dois fardos de latinhas de coca-cola. Liguei o microondas e coloquei o prato ali. Ajustei cinco minutos e fui separar uma roupa para tomar um banho. Quando encontrei uma boa roupa, coloquei-a na pia do banheiro (que estava todo ensanguentado), e fui jantar, ou tomar o café da manhã, já que a madrugada terminava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Comi. Pronto, acabavam-se ali meus suprimentos, juntamente com minha fome momentânea. Tomei um banho e vesti a roupa que havia separado. Toda a roupa era muito grossa, para evitar possíveis mordias ou arranhões, até mesmo meu sapato, um coturno de couro que eu usava para pescar. Peguei o facão e coloquei-o por dentro da calça, do lado esquerdo. Também procurei por um colete salva vidas, tirei sua correia e passei pela UZI, o que me deixou colocá-la com o apoio no pescoço, sem precisar segurá-la, me deixando com as mãos livre.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Já pronto, fui analisar o estrago que o monstro havia feito no FR, aquele maldito filho da ...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enfim, os danos eram irreparáveis, e mesmo que eu conseguisse retirar o motor da água, ele não funcionaria mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Minha única chance de ir para Ronde Island, onde por pelo menos seis meses eu estaria seguro, era com o FR. Com ele quebrado, isso se tornava ainda mais difícil, principalmente porque ele é uma das lanchas mais preciosas do mundo, sua fabricação é exclusiva na matriz da minha empresa, no Brasil, assim como qualquer peça para elas. Agora eu estava com um problema em mãos. Eu não iria ao Brasil pegar um motor para o FR, mas podia construir um novo motor que se encaixasse nele, com algumas peças e ferramentas isso seria possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Peguei alguns galões de água e estoquei na carroceria da F-250, pra quando precisasse. Decidi tomar meu caminho para ver o que poderia encontar de útil nele. Onde exatamente eu estava indo agora? Não fazia a mínima idéia.&lt;/div&gt;</description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/2011/05/capitulo-3.html</link><author>noreply@blogger.com (Heitor)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693.post-2388689997349807405</guid><pubDate>Mon, 30 May 2011 20:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-30T13:40:01.192-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capítulo 2</category><title>Capítulo 2</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Infectados viram rotina&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 14px; line-height: 22px;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 14px; line-height: 22px;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;div&gt;Eu ali, correndo como um louco no meio de uma rua até então deserta, me deparo com uma criatura incomum, e uma pessoa desesperada e em prantos. Ali presenciando aquela cena, o ser incomum relatado, com certeza era um infectado, percebi pelo movimento por ele realizado de tempos em tempos, um pequeno balanço de cabeça, realizado ao andar, além de olhos fixados em sua possível vítima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Aquela pessoa ali parada, em prantos, era envolta por uma escuridão extrema, me impossibilitando destinguir seu sexo, ou características. O infectado o seguia rapidamente, e eu já me preveni, peguei uma barra de ferro que estava perto de uma lixeira e me preparei para o pior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Enquanto eu pegava o ferro, deu-se início o ataque, o infectado o atacava com as unhas, desferia golpes e soltava um urro assustador durante esse &quot;processo&quot;. Aquela pessoa parecia estar indefesa. Tentei ajudar. Corri com a barra na mão na direção dos dois. Ambos perceberam minha ação, e o infectado rapidamente mordeu sua vítima, que desmaiou num ato súbito ao que eu acreditava ser sua precoce morte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Ali estava eu, parado em confrontamento com uma espécie de zumbi, um pouco mais elegante, mais rápido, mais brutal e assustador! Pensei no que eu deveria fazer, sua mordida me mataria, ou seja, o mínimo a ser feito seria manter sua boca distante da minha. Enquanto pensava, vi um vulto vindo em minha direção, como aquele ser poderia andar tão rápido? Ataquei-o com o bastão, na direção das pernas. Em alta velocidade, o infectado caiu, e eu, absorvido pelo medo e perdido de todos os meus anos de lutas e confrontos marciais, tudo o que eu tinha em mente sobre como usar um bastão eficientemente se esvai, como a vida daquela pessoa que estava caída perto de mim. Golpeei aquele zumbi o mais forte que pude, mas de nada adiantou, até que entre uma das pauladas que eu desferia, o atingi na cabeça, que parecia ser mais frágil que o comum. Estaria explicado o seu tique nervoso? Talvez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Após matar meu primeiro infectado, não me veio um sentimento de culpa, nem mesmo um pequeno peso na consciência, o que realmente senti foi um alívio, isso é realmente estranho, algumas vezes em minha vida já tinha chegado a pensar que poderia ser um psicopata, mas não creio muito nessa hipótese, aquele infectado tentou me atacar, apenas revidei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Olhando atentamente para a pessoa caída ao chão, morta, reparei que era um senhor, que não possuía uma das mãos, examinei sua pulsação. Estava morto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Depois daquela assustadora e aliviante situação, continuei meu caminho, mas antes que eu pudesse virar a rua em qual estava, escuto um urro, como de um urso doente, se esforçando para dar o máximo de si ao gritar. Olho para trás e me deparo com o tal senhor, correndo em minha direção. Mesmo com o bastão na mão, não tive dúvidas de que tinha que correr, correr muito, aqueles olhos fixados em mim não era uma coisa comum, aliás, eram apenas olhos normais, mas tão fixados que causavam pânico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Corremos por aproximadamente meia hora até que o sujeito caiu, num ato rápido o ataquei como pude, o pisoteei e lhe bati na cabeça com o bastão, estava ali uma ótima oportunidade para examinar um ser daqueles mais de perto, fui me aproximando e reparando algumas coisas.Algo que me intrigou bastante fora o expasmo muscular sofrido por ele, diferente do outro infectado, era na região do antebraço, justamente no braço direito, no qual lhe faltava uma mão. Seu corpo é exatamente como um corpo comum, a não ser pelo expasmo altamente ativo. Afastei-me, o pouco que olhei havia me fornecido alguma coisa. Agora meu plano era chegar no FR-42 ainda vivo. No caminho, vi uma caminhonete preta no acostamento, estava vazia, porém acesa por dentro, e seu motor roncava, com o barulho indicando &quot;Estou Ligada&quot;. Se o mundo estivesse normal, o que fiz seria considerado roubo, mas com aquelas circunstâncias, nada mais é do que segurança, estou pegando um carro de alguém incapaz de dirigir, por isso, me despreocupei um pouco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Eu estava um pouco abalado, confesso, porém aquela situação me intrigava. Algum lugar no mundo deveria estar a salvo, além da minha ilha, lógico. Lá estava eu indo em direção à ela, naquela caminhonete roubada. Antes de entrar nem tinha me dado conta que era um caminhonete modelo Ford F-250, a qual sempre fui apaixonado, ainda mais numa cor preta, com faróis azúis. Só me restava ligar o rádio para me sentir em um filme de suspense, ou terror, como quiser. Portanto o fiz, sintonizei a rádio. Todas as estações estavam mudas, apenas em uma consegui ouvir uma voz gritando ao fundo &quot;Pare por favor, pare, pare aaaaaah!&quot; e um som ainda mais alto, algo como um rugido, semelhante ao dos infectados que vi, porém, mais grave. Logo me dei conta do que era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Ao assustar psicologia, sabia que numa situação como essas, eu tinha que manter a calma, e os fatos não estavam contribuindo pra isso. Após aquela rádio sair totalmente do ar, procurei por entre os cds que estavam no carro, provavelmente do antigo dono, e achei um que me interessava: AC/DC.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Fui escutando o cd enquanto passava pela pequena estrada que ligava a cidade ao porto. Resolvi abrir o porta luvas do carro, pra conhecer o meu &quot;amigo&quot; que me cedera a caminhonete, achei seus documentos, e vi logo que era um ex-militar, fiquei ainda mais triste e assustado, triste porque sempre quis ser militar, e assustado por saber que nem o exército fora capaz de conter esses monstros. Não me deparei com infectados no caminho, apesar da sorte, achei estranho, pois bem, segui meu caminho. Chegando no porto, de longe avistei o FR-42, juntamente com ele algo que não agradou muito minha vista. Meu primeiro contato com um bando de infectados, que pareciam procurar incessantemente algo que estava dentro da lancha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Tinha que fazer algo, o FR era o meu companheiro, aquele que sempre estava comigo na ilha e me ajudava quando precisava, apesar da raiva que sentia dentro de mim, tinha que ser sutil, cauteloso, procurei por algo que pudesse me ajudar no carro. Dentro dele, nada, tive que sair. Saí do carro sem fazer barulho, deixei até mesmo a porta aberta, pois não sabia qual a capacidade daqueles bichos me localizarem à distância. Abri o protetor que envolvia a carroceria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Naquela hora, não sabia se chorava de emoção, pulava de alegria ou babava admirado. Encontrei com um estoque de múltiplas armas e munições, dentre elas, uma que no momento poderia chamar de &quot;amor&quot;, nada menos que uma M134, conhecida popularmente como MiniGun, uma metralhadora multi-canos que despara de 2000 a 6000 tiros por minuto! Antes de sair atirando em zumbis como louco, pensei no que fazer e cheguei a uma conclusão: Atirar Como um Louco! Mas antes disso tinha que chamar a atenção deles, se eu chegasse mais perto, o risco de acertar meu FR seria altíssimo, então pensei numa coisa, aumentar o volume do som que estava tocando. Ajustei o CD Player, aumentei o volumei e esperei os babacas, que a festa comece!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Naquele porto estava eu, ao som da música T.N.T. de uma das melhores bandas de rock do mundo, aguardando a chegada de infectados, com nada mais, nada menos do que uma MiniGun totalmente carregada nos braços. Essa com certeza é uma cena que jamais sairá da minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;E a festa começou, lembro que ao começar, a música tocava:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;See me ride out of the sunset &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Veja-me sobreviver ao pôr-do-sol)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;On your color TV screen&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Na sua TV colorida)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Out for all that I can get&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Pronto pro que der e vier)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;If you know what I mean&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Se é que você me entende)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Quanto mais a música tocava, mais eu massacrava infectados com tiros de metralhadora, tentem isso um dia, com certeza será uma das melhores sensações pela qual vocês irão passar. Após vários zumbis mortos, e várias balas pelo chão, eu estava prestes a matar os últimos infectados, e me empolguei com a parte final da música e cantei junto:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&quot;Cause I&#39;m TNT, I&#39;m dynamite&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Porque sou T.N.T., sou dinamite)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TNT, and I&#39;ll win the fight&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(T.N.T. e vou vencer a luta)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TNT, I&#39;m a power load&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(T.N.T. sou poderoso)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;TNT, WATCH ME EXPLODE!!!&quot;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(T.N.T. ME VEJA EXPLODIR!!!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Poucos segundos após esse momento, a música chega ao fim, só então me dei conta de quantos monstrinhos tinha matado, aquele chão infestado de cadáveres, semelhantes a bactérias, alguns ainda mexendo um pouco, mas não causariam mais problemas. Após tudo isso, guardei a MiniGun, subi na caminhonete e fui para o FR-42, transportar-me para a ilha, onde poderia ficar pelo menos 6 meses...&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/2011/05/capitulo-2.html</link><author>noreply@blogger.com (Heitor)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4764489091383606693.post-3660847897358416214</guid><pubDate>Mon, 30 May 2011 20:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-05-30T13:39:03.608-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Capítulo 1</category><title>Capítulo 1</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O começo do problema.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Antes de tudo, quero dizer que não sei se vou conseguir escrever tudo que pretendo, porém, farei o máximo possível para conseguir, caso tudo dê errado, caro leitor, não se desaponte, mas por favor, caso eu esteja &quot;vivo&quot;, mate-me sem piedade, lembrando que o que você está prestes a ler, é apenas um &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_0&quot;&gt;atrativo&lt;/span&gt;, que o entreterá antes da sua morte, ou o salvará, se tiver sorte.&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Meu nome é Michael &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_1&quot;&gt;Jamba&lt;/span&gt; (um sobrenome que herdei do meu pai, africano), me retratarei aqui apenas como Michael. Sou formado em Psicologia, algo que nunca quis, completei o curso por ordem da família. Apesar de nunca ter tido interesse na área, com o emprego, consegui pagar minha formação em Engenharia de Controle e Automação, aí sim fiquei feliz. Tive um sonho &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_2&quot;&gt;otimista&lt;/span&gt; de me transformar em um empresário, fiz minha própria indústria, que prosperou e me fez um dos homens mais bem sucedidos da história, mas nada disso pôde evitar a tragédia...&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Com minhas fábricas, meu dinheiro e tudo que eu tinha, consegui comprar uma ilha, localizada em Granada, na Espanha. Lá consegui aperfeiçoar ainda mais os meus dotes, as artes marciais que desafiam meu corpo a querer cada vez mais se superar, sendo esse um dos meus segredos, que não é mais importante. Morei em Ronde &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_3&quot;&gt;Island&lt;/span&gt; por todo o tempo que posso chamar de vida, rico, solitário e caminhando com os próprios pés num lugar de 0,8 &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_4&quot;&gt;quilômetros&lt;/span&gt; quadrados, apenas com minha querida e amada lancha, modelo &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_5&quot;&gt;FR&lt;/span&gt;-42, criada por mim mesmo em meus tempos de folga, apenas para me transportar por entre o centro comercial mais próximo e minha casa na ilha.&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Hoje me arrependo amargamente de não ter uma família, viver sozinho parecia um sonho pra mim naquela época, sem falar ainda mais de mim mesmo, vamos ao que aconteceu e ao que me aconteceu (desculpe, é preciso falar de mim!).&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Minha última viagem ao centro comercial me fez comprar 1 ano de suprimentos necessários, voltei à minha ilha, cujo único meio de comunicação era o telefone, nunca gostei muito dessas &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_6&quot;&gt;babaquices&lt;/span&gt; de televisão e &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_7&quot;&gt;internet&lt;/span&gt;, isso porque não participei na criação de ambas, o que me gera revolta. Seis meses de treino nas artes marciais, sem notícias da vida alheia e nada do que possivelmente possa ter acontecido. Belo dia de manhã, todo o meu sistema monetário e de comunicação pára, restando me apenas ir à cidade, descobrir o porque de tudo aquilo, afinal, meus sistemas são os mais perfeitos que o dinheiro pode pagar.&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Chegando na cidade, algo estranho estava acontecendo, uma rua, que antes fora lotada de comerciantes e pedestres, totalmente vazia, como se um furacão que atinja apenas pessoas tivesse passado por ali. Acho estranho e resolvo ir mais a fundo um pouco. Andando aproximadamente dois &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_8&quot;&gt;quilômetros&lt;/span&gt;, me deparo com um homem &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_9&quot;&gt;semi&lt;/span&gt; nu, com várias marcas de batalha pelo corpo, olhos chorosos, aparência raivosa e ao mesmo tempo desapontada, seus lábios me diziam que eu deveria correr, mas estando ali, parado, encarando-o, nada consegui escutar. Perguntei-lhe o que estava acontecendo, ele me disse:&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;-Saia daqui, leia o jornal mais novo que encontrar e me esqueça!&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Preocupei-me, o que poderia estar acontecendo? Vazamento de radiação talvez? São muitas as possibilidades...&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Andando um pouco mais a frente, encontro um jornal, parado &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_10&quot;&gt;extamente&lt;/span&gt; abaixo do meu &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_11&quot;&gt;dedão&lt;/span&gt; do pé, onde dizia em sua manchete:&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;&quot;Vírus escapa de laboratório e &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_12&quot;&gt;afeta&lt;/span&gt; toda uma população, há riscos de se propagar pelo mundo!&quot;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Li toda a notícia descrita no jornal, e me dei conta do que estava acontecendo. Uma espécie de infestação de zumbis &quot;vivos&quot;, pessoas que ansiavam carne humana, a maioria deles não estão em estado de &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_13&quot;&gt;decomposição&lt;/span&gt;, como os zumbis que &quot;conhecíamos&quot;, estão em perfeito estado, com dois problemas facilmente detectáveis, não conversam e todos têm um tique nervoso, ou um espasmo muscular, que se aguçam ao entrar em &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_14&quot;&gt;contato&lt;/span&gt; ocular com um humano não infectado.&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;Apple-tab-span&quot; style=&quot;white-space:pre&quot;&gt; &lt;/span&gt;Acabei de ler e corri como um maratonista que não foi pego no exame anti &lt;span class=&quot;blsp-spelling-error&quot; id=&quot;SPELLING_ERROR_15&quot;&gt;dopping&lt;/span&gt;, passei por um caminho diferente, e ali começou minha jornada, o início dos meus problemas...</description><link>http://entreinfectados.blogspot.com/2011/05/capitulo-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Heitor)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>