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<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2portuguesefull.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:creativeCommons="http://backend.userland.com/creativeCommonsRssModule" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967</atom:id><lastBuildDate>Thu, 11 Mar 2010 15:18:47 +0000</lastBuildDate><title>Entropicando Ciência</title><description>Viagem pelo mundo da ciência e dos cientistas. Com um guia chato.</description><link>http://www.entropicando.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>63</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/Entropicando" /><feedburner:info uri="entropicando" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><creativeCommons:license>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/</creativeCommons:license><image><link>http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/</link><url>http://creativecommons.org/images/public/somerights20.gif</url><title>Some Rights Reserved</title></image><feedburner:emailServiceId>Entropicando</feedburner:emailServiceId><feedburner:feedburnerHostname>http://feedburner.google.com</feedburner:feedburnerHostname><feedburner:feedFlare href="http://add.my.yahoo.com/rss?url=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FEntropicando" src="http://us.i1.yimg.com/us.yimg.com/i/us/my/addtomyyahoo4.gif">Subscribe with My Yahoo!</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/Entropicando" src="http://www.bloglines.com/images/sub_modern11.gif">Subscribe with Bloglines</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FEntropicando" src="http://buttons.googlesyndication.com/fusion/add.gif">Subscribe with Google</feedburner:feedFlare><feedburner:feedFlare href="http://www.live.com/?add=http%3A%2F%2Ffeeds.feedburner.com%2FEntropicando" src="http://tkfiles.storage.msn.com/x1piYkpqHC_35nIp1gLE68-wvzLZO8iXl_JMledmJQXP-XTBOLfmQv4zhj4MhcWEJh_GtoBIiAl1Mjh-ndp9k47If7hTaFno0mxW9_i3p_5qQw">Subscribe with Live.com</feedburner:feedFlare><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-3777157761772496920</guid><pubDate>Thu, 29 May 2008 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-29T12:37:48.422-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">matemática</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">loteria</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">estatística</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">psicologia</category><title>Imposto sobre imbecis</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/9/14794343_adcc28475f.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm1.static.flickr.com/9/14794343_adcc28475f.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um tempo que eu tinha separado &lt;a href="http://www.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3887"&gt;essa coluna&lt;/a&gt; pra comentar. A coluna é política e contém erros crassos de história e matemática que mereceriam posts inteiros... mas eu me interessei pela frase que teria sido dita pelo tal conde de Cavour: "a loteria é um imposto sobre imbecis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da teoria de probabilidades, a frase é perfeita. A &lt;a href="http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/megasena/megasena_resultado.asp"&gt;mega-sena&lt;/a&gt;, por exemplo, tem uma chance de ganhar de pouco menos que 1 em 50 milhões e um prêmio médio de 2 milhões de reais. Assumindo esses valores, a expectativa (ou esperança estatística) de ganho é de R\$0,04. O prêmio semanal teria que ser de R\$50 milhões em todo concurso para que a expectativa seja igual ao preço do bilhete: R\$1,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vou propor um outro jogo, um clássico pra quem já estudou probabilidade. Funciona assim. Você começa com R\$1,00. Uma moeda é jogada pro alto. Se o resultado for cara, seu dinheiro dobra; se der coroa, você sai do jogo com o que você tem. Se você tirar três caras e uma coroa, por exemplo, sai com R\$8,00. Se tirar 5 caras, você ganha R\$32,00. Generalizando, se você tirar amath n caras, você ganha T(n) = 2^n reais endamath. Uma conta rápida mostra que a chance de vc tirar n caras (seguida de uma coroa) é amath P(n) = 1/2^(n+1) endamath. A expectativa de ganho nesse concurso é infinita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amath&lt;br /&gt;E[T] = sum_(i=0)^ooT(n)P(n)=1/2+1/2+1/2+...=oo&lt;br /&gt;endamath&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que se jogarmos o muitas vezes neste concurso, podemos esperar um ganho médio de "infinitos" reais. Muito bom, não é? (Pra quem se perdeu na expressão acima, essa é só a definição de expectativa: o prêmio esperado é o valor de cada resultado possível multiplicado pela chance de ganhar aquele resultado). Agora, diante desses resultados, se eu dissesse que pra jogar é preciso pagar R\$200,00, você jogaria? Dificilmente, afinal a chance de recuperar o dinheiro original é de 1:8 e a chance de sair com apenas R\$1,00 é 50%!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro exemplo ilustra melhor como o custo afeta a nossa tomada de decisão em jogos de azar. Vamos supor que você entrou em um concurso gratuito. Neste concurso, você começa com R\$500.000,00. Você tem duas opções: levar esse dinheiro pra casa ou jogar uma moeda pro alto. Se o resultado for cara, você ganha R\$1 milhão. Se for coroa, você perde tudo. A expectativa de prêmio se você resolver jogar a moeda é a mesma de você não jogar a moeda: R\$500.000,00. A teoria de probabilidades aqui não dá uma resposta clara para tomar a decisão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos testar alguns cenários. Se você fosse um trilionário, provavelmente você arriscaria jogar a moeda porque esse dinheiro não faria diferença. Agora se você fosse um pé-rapado, provavelmente não jogaria a moeda e levaria o dinheiro pra casa, afinal é a chance de mudar de vida. Se você devesse a um agiota mafioso e assassino meio milhão de reais, com certeza levaria o dinheiro sem jogar a moeda. Agora se a dívida fosse de R\$1 milhão, tentaria a sorte com a moeda pro alto: morrer pobre ou morrer com R\$500 mil dá na mesma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos então à mega-sena, mas agora com essa questão do custo em mente. O custo pra entrar no concurso é R\$1,00. Se você jogasse toda a semana, gastaria R\$52,00 no ano. É barato para correr um risco, ainda que ínfimo, de ficar milionário! É verdade que a chance de ganhar é muito próxima de zero. É verdade que fazer um plano de vida baseado em ganhar na loteria é imbecil. Mas o custo pra entrar no concurso é tão baixo (R\$4,00 por mês apostando toda semana, menos de 1% do salário mínimo) que é fácil entender a atração pelo jogo. Atração muito bem justificada. Contanto que não comprometa a própria renda!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-3777157761772496920?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/IHR7nLlJOJE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/IHR7nLlJOJE/imposto-sobre-imbecis.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">10</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/05/imposto-sobre-imbecis.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-2151986129274303886</guid><pubDate>Tue, 18 Mar 2008 15:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-18T12:25:19.730-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">método científico</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">física</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">termodinâmica</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">efeito Mpemba</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história da ciência</category><title>Ainda sobre teoria e experimentos...</title><description>Uma das minhas pequenas obsessões, como os que lêem com alguma freqüência &lt;a href="http://www.entropicando.com/search/label/m%C3%A9todo%20cient%C3%ADfico"&gt;devem ter percebido&lt;/a&gt;, é a relação entre teoria e experimentos e como essa dinâmica contribui com o conhecimento humano. E o &lt;a href="http://xkcd.com/397/"&gt;Zumbi&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://www.entropicando.com/2008/03/o-zumbi-de-feynman-no-pode-estar-errado.html"&gt;Feynman&lt;/a&gt; concorda comigo: teoria tem que ser escrava dos experimentos. E um caso interessante é o  &lt;a href="http://fisicomaluco.com/wordpress/2008/03/17/como-fazer-gelo-rapidamente-curiosidades-da-termodinamica-e-efeito-mpemba/"&gt;efeito  Mpemba&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasto B. Mpemba simplesmente descobriu que é mais rápido fazer gelo a partir de água morna do que de água fria. Parece meio doido porque é preciso roubar mais calor da água quente, mas a chave está na transferência de energia, mais fácil na água quente do que na água fria (explicações detalhadas &lt;a href="http://fisicomaluco.com/wordpress/2008/03/17/como-fazer-gelo-rapidamente-curiosidades-da-termodinamica-e-efeito-mpemba/"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou no &lt;a href="http://www.iop.org/EJ/article/0031-9120/14/7/312/pev14i7p410.pdf"&gt;artigo original, extremamente legível&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me interessa aqui é a perspectiva histórica. Mpemba fez a sua descoberta neste último século, quando a idéia da &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/07/o-frio-no-to-bvio-quanto-parece.html"&gt;relação entre temperatura e energia&lt;/a&gt; já estava bastante consolidada e testada. Mas vamos fazer um exercício mental e supor que isso tivesse sido descoberto no meio do século XIX, naquele período entre Carnot e Joule (essa suposição não faz muito sentido porque refrigeradores só surgiram a partir dos estudos sobre a relação entre calor e energia, mas...). Essa descoberta teria tumultuado bastante o meio: o efeito Mpemba seria um obstáculo experimental gigantesco à teoria. Sem usar os conceitos termodinâmicos da mecânica estatística e de transporte de calor, que só viriam décadas depois, seria muito arriscado relacionar o calor a energia interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como toda a história aconteceu meio século depois, seria difícil para Mpemba falar que &lt;a href="http://www.showdalua.com/einsterro1509.html"&gt;a teoria precedente estava errada&lt;/a&gt;. Quando um experimento vai contra a hipótese vigente, é preciso criar uma nova hipótese que satisfaça o experimento &lt;em&gt;e todos os outros experimentos anteriores&lt;/em&gt;. Ou é preciso ao menos explicar porque experimentos anteriores estava errados. Mpemba não poderia falar que o calor não tem nada a ver com a energia interna de vibração: &lt;em&gt;o funcionamento da geladeira em que o experimento foi feito depende disso&lt;/em&gt;. Em outras palavras: se alguém descobrir que a evolução está errada, não vai ser possível mudar o paradigma para o &lt;a href="http://www.entropicando.com/2008/02/correndo-o-risco-de-ser-atacado.html"&gt;criacionismo simplório&lt;/a&gt;. Será preciso uma hipótese nova que explique também a ossada de dinossauros, a universalidade do DNA, a semelhança entre as várias espécies que permitiu uma árvore genealógica e tudo que foi feito antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-2151986129274303886?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Me recuso a aceitar que &lt;a href="http://1001gatos.org/o-codigo-lamarck/"&gt;Lamarck&lt;/a&gt; &lt;a href="http://brontossauros.blogspot.com/2008/03/dia-do-lamarck.html"&gt;estava&lt;/a&gt; totalmente &lt;a href="http://www.interney.net/blogs/malla/2008/03/11/lamarck/"&gt;errado&lt;/a&gt;! E por causa disso eu não vou &lt;a href="http://ohermenauta.wordpress.com/2008/03/12/revolucao-na-biologia/"&gt;tentar&lt;/a&gt; &lt;a href="http://transferenciahorizontal.blogspot.com/2008/03/uma-pequena-mudana.html"&gt;imaginar&lt;/a&gt; o que seria do &lt;a href="http://diamondluxcie.blogspot.com/2007/11/lamarck-teclados-e-videogame.html"&gt;mundo&lt;/a&gt; se Lamarck estivesse completamente certo. Ao invés disso, eu vou falar sobre como mecanismos &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/06/epigentica.html"&gt;epigenéticos&lt;/a&gt; tem potencial para agir à maneira esperada por Lamarck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, eu vou redefinir o &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/06/lamarck-vs-darwin.html"&gt;Lamarckismo e o Darwinismo&lt;/a&gt; tendo em vista as idéias de biologia e genética molecular. Darwinismo passa a ser a idéia de que a evolução se dá por mutações aleatóreas e que o ambiente afeta através da pressão seletiva exclusivamente. Qual será a próxima mutação vai acontecer não depende de forma alguma da natureza. Já o Lamarckismo é a idéia de que uma mutação genética pode ser causada pela natureza, pelo ambiente, de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a hiper-estabilidade do DNA (em comparação com proteínas e RNA) e os &lt;a href="http://www.entropicando.com/2008/01/o-tnue-balano-entre-vida-e-morte-nas.html"&gt;mecanismos celulares&lt;/a&gt; para proteger células de mutações danosas acabam matando a idéia de um Lamarckismo acontecendo no código genético. Mas nem todas as características hereditárias são transmitidas pela seqüência do DNA. Algumas coisas, como escolha de alelos, ou redução da expressão, são transmitidas por outros mecanismos. E estes mecanismos tem um potencial gigantesco de responder ao ambiente, se encaixando com a idéia de Lamarck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não tô falando de girafas esticando o pescoço! Um dos mecanismos que estão sendo bastante investigados atualmente é o da inativação de DNA por transformações nas histonas. Histonas são proteínas que tem como função organizar espacialmente o DNA. Elas vivem grudadas no DNA e são capazes de causar o enrolamento do DNA. Uma função mais tradicional dela é empacotar o DNA antes de finalizar a meiose. Mas essa capacidade de enrolar o DNA também significa uma capacidade de regular a expressão genética. Um gene que está mais enroladinho não consegue se expressar tão bem quanto um gene exposto às proteínas que fazem a transcripção (DNA -&gt; RNA). E o controle das histonas se dá através de modificações pós-tradução destas proteínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bacana é que essas modificações, ou pelo menos algumas delas, são transmitidas para os herdeiros. Essa hipótese tem sido proposta para explicar alguns fenômenos como o "imprinting" (como é o nome disso em português?), que determina algumas características fenotípicas como padrão mosaico em pelo de gato. As histonas tem então a capacidade de responder a sinais externos, como falta de nutrientes, alterar a expressão de um gene e transmitir essa modificação para seus descendentes. Um modo Lamarck de "evoluir"! Isso afeta até a escolha de qual cromossomo X será inativado, se o do pai ou o da mãe (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;errata: leia os comentarios [&lt;a href="http://vocequeebiologo.blogspot.com/"&gt;valeu Mauro&lt;/a&gt;!]&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especulação minha agora: pessoalmente, eu acho inclusive que as histonas tem um potencial de regular a aleatorieadade das mutações genéticas. Um trecho de DNA condensado deve ser mais imune a mutagênicos que um trecho desenrolado. Isso transformaria a histona num agente de regulação das probabilidades de mutações nos genes. E ela responde a fatores externos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-9020862372719639498?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=e4p12l1mKn4:Db1t6fT66v4:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=e4p12l1mKn4:Db1t6fT66v4:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=e4p12l1mKn4:Db1t6fT66v4:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?i=e4p12l1mKn4:Db1t6fT66v4:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/e4p12l1mKn4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/e4p12l1mKn4/renascimento-do-lamarckismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/03/renascimento-do-lamarckismo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-8274882331420836311</guid><pubDate>Fri, 14 Mar 2008 17:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-15T12:05:31.630-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">blogger</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">teste</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">latex</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">equações</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metapost</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">mathml</category><title>Testando MathML</title><description>Testando o MathML. Se vocês puderem deixar no comentário qual é o navegador usado e se vocês conseguem ver a equação, eu agradeço bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testes:&lt;br /&gt;amath endamath&lt;br /&gt;`sin(x)`: seno de x&lt;br /&gt;`d/dxf(x)=lim_(h-&gt;0)(f(x+h)-f(x))/h`: definição de derivada&lt;br /&gt;`int_0^1(2x)dx = 1`: Integral besta&lt;br /&gt;`e^(jpi)=-1`: Fórmula de Euler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gráfico(!!):&lt;br /&gt;agraph plot(sin(x)) endagraph&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Update 1: Para usuários do Internet Explorer, instale o plugin gratuito &lt;a href="http://www.dessci.com/en/products/mathplayer/download.htm"&gt;MathPlayer&lt;/a&gt; (e me digam por favor se funciona... eu uso Linux e não tenho como saber!). O MathML é excelente mas como a maioria dos leitores usa Explorer, eu não vou poder sair usando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Update 2: Através dos comentários, um pouco de pesquisa e um pouco de teste descobri que o MathML funciona em todos os navegadores Gecko (Epiphany, Camino, Firefox, Netscape), apesar de ele exibir uma mensagem irritante sobre download de fontes. Ele funciona no Internet Explorer 7 através do plugin MathPlayer (que é gratuito e leve, eu instalei no computador do laboratório e é tranquilo), mas o gráfico não funciona, só as equações. No Internet Explorer 6 deve funcionar da mesma forma, mas eu não consegui testar ainda. Safari, Opera, Konqueror e Nautilus (se é que alguém usa isso pra navegar na internet) não funcionam. O Opera parece que vai adicionar suporte na próxima versão, &lt;a href="http://golem.ph.utexas.edu/%7Edistler/blog/archives/001588.html"&gt;ainda que toscamente&lt;/a&gt;. Muitíssimo obrigado aos leitores que deram feedback!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Update 3: O problema das fontes nos browsers Gecko será resolvido em coisa de alguns meses, quando as fontes STIX forem finalizadas. Até lá, eu não pretendo colocar símbolos muito bizarros então eu acho que apesar do pop-up irritante, vale o risco de usar o MathML - muito menos trabalho. Se alguém quiser saber como colocar o MathML no Blogger ou na própria página de uma forma fácil, deixe um comentário que eu escrevo um post. A priori eu não tenho muito motivo para fazê-lo, mas farei com todo prazer!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-8274882331420836311?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/J8JTP2-9yNo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/J8JTP2-9yNo/testando-mathml_14.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">13</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/03/testando-mathml_14.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-2379849449337663935</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-07T10:13:41.823-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">blogger</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metapost</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pane</category><title>Pronto. Tudo de volta ao normal.</title><description>Bom, nos últimos dois dias o Blogger avacalhou um pouco o domínio próprio e meu blog ficou inacessível por uns momentos. Mas agora já está tudo de volta ao normal. Felizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-2379849449337663935?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/sDpHokU28pk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/sDpHokU28pk/pronto-tudo-de-volta-ao-normal.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/03/pronto-tudo-de-volta-ao-normal.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-490724742230122401</guid><pubDate>Thu, 06 Mar 2008 16:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-03-06T11:20:38.828-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">blogger</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metapost</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">pane</category><title>Blogger fdp!</title><description>Por enquanto o blogger está me ferrando a vida e me ferrou o domínio. Por enquanto. Espero que as coisas voltem ao normal logo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-490724742230122401?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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G. van Kampen. O livro, um clássico para aqueles que precisam usar análise estatística de sistemas (o povo de quântica e de físico-química por exemplo...), é excelente para qualquer pessoa que tenha algum interesse nesse assunto. Não é um primeiro livro, é necessário estudar um pouco de probabilidade antes - pra quem fez engenharia elétrica ou de controle, os livros de probabilidade e estatística para engenharia como o do &lt;a href="http://www.amazon.com/s/ref=nb_ss_gw/102-2176349-2772138?url=search-alias%3Daps&amp;amp;field-keywords=probability+gubner&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0"&gt;Gubner&lt;/a&gt; ou o do &lt;a href="http://www.amazon.com/s/ref=nb_ss_gw/102-2176349-2772138?url=search-alias%3Daps&amp;amp;field-keywords=probability+leon&amp;amp;x=0&amp;amp;y=0"&gt;Leon-Garcia&lt;/a&gt; são muito bons, apesar da notação de engenharia ser um pouco diferente da notação dos físicos (eu tô citando livros em inglês porque são os que eu conheço mas com certeza livros sobre o tema em português existem). Oops. Digressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao título do post, em dado momento o livro escreve sobre o grande paradoxo do método científico e de como abordar este problema utilizando probabilidades. Recomendo a vocês lerem por conta própria (p. 25 na edição de 1992), porque eu vou distorcer o que eu li aqui embaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema fundamental da ciência é que estamos tentando formular princípios e leis, generalizações de fenômenos que regem a natureza a partir de um número necessariamente finito de observações - sempre crescente, mas sempre finito. A partir da lógica pura isso não é possível, pois recai no problema clássico de indução finita sobre uma natureza infinita, e portanto maior. Em bom português, isso quer dizer que toda lei geral é construida por um número limitado de observações e que uma nova observação tem sempre um potencial de desconstruir a toria anterior. Por exemplo, a idéia extremamente genial e interessante de que somos completamente determinados pelo DNA é desconstruída pela simples observação de que gêmios univitelinos são diferentes. Se algum dia, um desses &lt;a href="http://www.energyfromthevacuum.com/"&gt;malucos&lt;/a&gt; conseguir gerar um motor que não precise de energia, o princípio da conservação de energia terá que ser revisto. É por isso que no método científico, a observação é mais importante que a teoria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não quer dizer que a elaboração de um princípio é por si só inútil. E é aí que idéia de probabilidade bayesiana é bastante útil. Probabilidade bayesiana é aquela que relaciona a probabilidade de um evento a partir do conhecimento de uma informação prévia. O problema do &lt;a href="http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/montyhall.htm"&gt;Sérgio Malandro e a porta dos desesperados&lt;/a&gt;, é um clássico deste conceito de que informação te ajuda a tomar decisões melhores. No caso da ciência, a informação que temos são as observações e o modelo de probabilidade é a teoria que construímos. Dado que as órbitas dos planetas são elípticas em torno do Sol, qual é a probabilidade de que a força gravitacional é inversamente proporcional ao inverso do quadrado da distância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de certa forma, o que os cientistas fazem ao criar um modelo a partir de uma observação é construir um modelo e avaliar quais as chances de aquele modelo estar correto a partir das observações disponíveis? Após este primeiro passo (formulação da hipótese), se faz a inversão bayesiana do conceito para obter a probabilidade das próximas observações dada a hipótese, escolhemos os experimentos que têm a maior chance de darem errado e vamos atrás deste experimento (projeto de experimentos que podem contradizer a hipótese) e verificamos o resultado do experimento. Se o resultado é positivo, fazemos outro experimento, se o resultado é negativo, voltamos para fazer uma nova hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste conceito, dá pra entender o que significa uma teoria científica de alto valor e o que é uma teoria de baixo valor. A teoria de alto valor é aquela que é tem as menores chances de estar certa a partir das observações mas que resulta em uma predição correta de novos experimentos. A relatividade é um exemplo disso: quem, nas primeiras décadas do século XX, quando nem laser existia para medir distâncias, em sã consciência diria que massa deforma o espaço? Mas isso não quer dizer que podemos sair abraçando qualquer teoria maluca que aparecer por aí, porque elaborar uma hipótese que tem poucas chances de estar correta é um tanto quanto idiota: só deve ser feito quando você está enxergando um motivo bastante forte, &lt;a href="http://www.entropicando.com/2008/02/correndo-o-risco-de-ser-atacado.html"&gt;uma crença ou um instinto&lt;/a&gt;, pelo qual aquela hipótese deve ser adotada como verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a capacidade de saber quando arriscar e quando seguir em frente é o que separa os &lt;a href="http://www.entropicando.com/2008/02/correndo-o-risco-de-ser-atacado.html"&gt;cientistas dos burocratas&lt;/a&gt;. Lógico que dizer isso, tão cedo na carreira, é um pouco pretensioso então eu me reservo ao direito de voltar atrás sobre as minhas opiniões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-3490915196974249703?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/yqRm5vuDwmo" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/yqRm5vuDwmo/viso-bayesiana-do-mtodo-cientfico.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/03/viso-bayesiana-do-mtodo-cientfico.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-5751487382516965828</guid><pubDate>Mon, 25 Feb 2008 17:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-25T12:10:24.356-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">optimus maximus</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">teclado</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tecnologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">youtube</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">OLED</category><title>Teclado usando Organic LEDs</title><description>Os &lt;a href="http://www.engadget.com/2008/02/22/video-optimus-maximus-install-setup-configurator-and-use/"&gt;blogueiros no Engadget&lt;/a&gt; tiveram uma experiência frente a frente com o novo teclado Optimus Maximus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GBDBRg3HJqA&amp;rel=1&amp;border=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GBDBRg3HJqA&amp;rel=1&amp;border=0" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece, este imensamente esperado teclado (que já ganhou até Vaporware awards da Wired) possui em cada uma de suas teclas, pequenos displays de Organic LEDs (OLED) que podem ser configurados individualmente. A primeira aplicação que eu consigo imaginar é para jogos. Você abre seu Age of Empires e o seu teclado passa a exibir automaticamente desenhinhos ligados ao que cada tecla faz. Outras aplicações incluem softwares gráficos, mas as possibilidades são imensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tiver US$500 para torrar num teclado, fica aí a sugestão de um novo brinquedinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-5751487382516965828?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FEu69nT4RKc:8Lu_kNzez3A:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FEu69nT4RKc:8Lu_kNzez3A:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FEu69nT4RKc:8Lu_kNzez3A:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?i=FEu69nT4RKc:8Lu_kNzez3A:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/FEu69nT4RKc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/FEu69nT4RKc/teclado-usando-organic-leds.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">1</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/02/teclado-usando-organic-leds.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-8606178187924317430</guid><pubDate>Sun, 24 Feb 2008 19:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-24T15:28:09.394-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">academia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">evolução</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">filosofia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">ciência</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">youtube</category><title>Correndo o risco de ser atacado...</title><description>O blog do Adilson Oliveira traz um &lt;a href="http://pordentrodaciencia.blogspot.com/2008/01/surge-uma-revista-cientfica-sobre.html"&gt;post metendo o pau em uma nova revista científica criacionista&lt;/a&gt; sendo lançada. Pra ser justo, ele apenas ecoou a notícia que saiu na &lt;a href="http://www.nature.com/news/2008/080123/full/451382b.html"&gt;Nature&lt;/a&gt; sobre a tal revista, que se chama &lt;a href="http://www.answersingenesis.org/arj"&gt;"Answers Research Journal"&lt;/a&gt;. Já o Carlos Hotta botou um &lt;a href="http://brontossauros.blogspot.com/2008/02/convertendo-se-para-o-design.html"&gt;post bem humorado&lt;/a&gt; sobre como a Lei de Murphy contraria a teoria da evolução. Eu mesmo no post sobre as &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/07/por-que-banana-no-tem-caroo.html"&gt;sementes de banana&lt;/a&gt; sacaneei o vídeo que abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.collegehumor.com/moogaloop/moogaloop.swf?clip_id=1684829&amp;amp;fullscreen=1" width="480" height="360"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="movie" quality="best" value="http://www.collegehumor.com/moogaloop/moogaloop.swf?clip_id=1684829&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tema comum na blogosfera científica atacar os movimentos não científicos. Os melhores e mais famosos blogs do nosso mundinho, tanto em &lt;a href="http://dererummundi.blogspot.com/"&gt;português&lt;/a&gt; quanto em &lt;a href="http://scienceblogs.com/pharyngula/"&gt;inglês&lt;/a&gt;, atraem público em grande parte por trazer este debate. Mas apesar de isso ser bastante divertido e, principalmente, fácil, eu considero esta uma atividade idiota, quando não contraproducente. E eu sou tão culpado por essa prática quanto o blog vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de elaborar em cima das questões acima, um pouco de nomenclatura. Vamos chamar no resto deste texto "criacionismo" o movimento que prega a idéia de que o mundo foi criado da forma como é hoje, em contraposição ao "evolucionismo" a idéia de que a vida evoluiu de um ser vivo para o outro. Vamos também colocar o "design inteligente" em contraste com o "aleatorismo"; no primeiro tem uma força que guia o processo evolutivo enquanto que no segundo, tudo ocorreu ao acaso.  Não vou usar o termo "darwinismo" aqui porque, ao contrário do que pensa Olavo de Carvalho, &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/07/conhece-te-ti-mesmo.html"&gt;o debate que interessa não tem nada a ver com Darwin&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/06/lamarck-vs-darwin.html"&gt;Darwinismo se contrapõe ao lamarckismo&lt;/a&gt; e os dois apontam na mesma direção: a idéia da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separação que eu fiz aí em cima é bastante útil porque ela separa os dois aspectos filosóficos deste debate: o aspecto científico e o aspecto metafísico. É verdade que virtualmente todo criacionista também acredita no design inteligente, assim como todo aleatorista segue a evolução. Há também os que estão no meio de campo: evolucionistas que acreditam numa evolução guiada, no princípio do design inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja que o debate científico nesse sentido é ponto pacífico. Ninguém sério debate a idéia de que existiram dinossauros ou de que as diversas espécies evoluiram umas das outras. Tem sempre os toscos que tentam defender a idéia de que o universo foi criado há 6000 anos e que não somos macacos, mas esses toscos são tão perigosos para a sociedade, ou para a ciência, quanto os toscos que defendem a idéia de que o verão é quando o Sol está mais perto da Terra, que a relatividade está errada porque dá pra ir mais rápido que a luz ou que o homem nunca foi pra Lua. Esses caras pensam do jeito que pensam porque eles não aceitam a ciência em primeiro lugar. E isso é um direito humano: o direito à burrice. Direito crucial aliás. Mas querer debater com esses caras é o equivalente futebolístico à seleção brasileira querer jogar contra o time do bairro. É facílimo de ganhar, mas nada de útil pode sair da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão pela qual o debate é contraproducente se deve à segunda linha do debate, a linha metafísica. A polarização e as associações quase Pavlovianas entre evolucionismo e aleatorismo, criacionismo e design inteligente, despertadas pelo debate no plano científico acabam sendo percebidas pelo público desengajado como sendo uma luta entre ateus e religiosos. O que está longe de ser verdade, afinal não existe motivo filosófico ou material para negar a possibilidade de que existe um Deus guiando todo o processo, em oposição à idéia de que tudo é sem querer. E isso é ruim para a ciência. Porque, apesar do que gostam de falar alguns cientistas como Dawkins, a metafísica, em particular a teológica, é extremamente importante para os cientistas também. Se por um lado é verdade que o método científico exige da formulação experimental o rigor racional e ateu, a criação de novas hipóteses normalmente ocorre em função de uma mística interna do cientista, seja ela uma mística religiosa, intuição experimental ou uma busca ateísta. Queremos ter no nosso "time" a maior diversidade possível de correntes metafísicas, já que isso fatalmente trará mais frentes de ataque no horizonte de expansão. Afugentar os religiosos da ciência porque eles acreditam que um Deus ou uma força guia o universo é um erro gigantesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos, sim, afugentar os que querem negar experimentos repetidos um bilhão de vezes. Mas é importante lembrar que a ciência se construiu nas costas de religiões e que ela, de maneira alguma, se opõe às crenças internas de seus membros. Muitos cientistas formidáveis que eu conheci na minha vida são pessoas religiosas que, apesar de serem diferentes em crença, são pessoas extremamente inteligentes com quem eu aprendi muito. O motivo pela qual a ciência não é uma religião é que ela não exige dos seus membros um estado mental ou uma unanimidade de opinião. A única coisa que a ciência pede é honestidade com os experimentos, com a natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-8606178187924317430?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Pra se ter uma idéia eu tinha prometido pro &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/"&gt;João&lt;/a&gt; no comentário do post sobre &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/12/nmeros-inteiros-subtrao.html"&gt;subtração&lt;/a&gt;, faz mais de mês, achando que seria o próximo. Mas como vocês podem ver, demorou um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu me peguei pensando em algumas questões sobre o infinito. Falo sobre o infinito matemático, não o infinito psicodélico, metafísico... digo, essas idéias vieram durante aulas e tarefas, não numa mesa de bar. Tem muita coisa filosófica por trás disso e eu vou tentar ao máximo fugir disso. Não porque é irrelevante ou inútil, mas porque eu não sou um filósofo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa a se pensar é sobre o conceito em si. Afinal, o que é o infinito, aquele matemático? Por exemplo, dizemos que a função 1/x tende ao infinito à medida que x tende a zero. O significado aqui não é tão complicado assim, mas dá uma idéia do que seria o tal do infinito. A teoria de limites utiliza uma linguagem formal e matemática, com epsilons e deltas e que, por preguiça de escrever equações eu não vou usar. Mas a intuição que este formalismo traz é simples: pra qualquer número arbitrariamente grande M, existirá um outro número real x&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt; de maneira que 1/x&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt; será maior do que M. Ou, em outras palavras, a função poderá assumir sempre um valor tão grande quanto você quiser, contanto que você escolha um valor de x&lt;sub&gt;1&lt;/sub&gt; pequeno o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa é uma forma de pensar no infinito. O infinito é algo maior do que o maior número que você precisar. Mas observe o cuidado que eu estou tendo em utilizar as palavras. Eu digo que o infinito é maior do que qualquer número que você escolher, mas eu não digo que o infinito é um número tão grande quanto você quiser. E isso tem um motivo. A questão toda passa pelo fato de que, como eu ouvi de um professor certa vez, o infinito não é um número mas é um processo. Quando falamos que uma função vai pro infinito não estamos falando que ele irá assumir um número grande; estamos falando ela continuará crescendo sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O infinito da teoria dos limites gera também a idéia de dois números infinitamente próximos, o que permite a derivada. O Paradoxo de Zenão (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_de_Zen%C3%A3o"&gt;do Aquiles e da tartaruga&lt;/a&gt;) dá uma noção boa do que está acontecendo. No caso, temos um processo que precisa de infinitos passos para Aquiles passar a tartaruga. Todavia, cada passo vai tomando menos tempo de forma que a tartaruga é ultrapassada em um tempo finito apesar dos infinitos passos. O que acontece é que o tempo que leva para cada passo é "infinitesimal", palavra bonita que significa infinitamente pequeno. O cálculo também nos permite falar em quantidades infinitamente negativa, ordenar duas funções pro infinito pra saber quem vai pro infinito "mais rápido" (vide a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Regra_de_l%27H%C3%B4pital"&gt;regra de L'Hospital&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí vem um outro ramo da matemática e traz um outro infinito. A teoria de conjuntos tem também o seu infinito. O &lt;a href="http://www.entropicando.com/2007/06/numeros-naturais-1_24.html"&gt;conjunto natural&lt;/a&gt;, por exemplo, é infinito. Mas esse infinito não é o mesmo do cálculo. Por exemplo, a quantidade de elementos em um conjunto não pode ser fracionária ou irracional. Não faz sentido falar, por exemplo, em um conjunto infinitamente pequeno: ou um conjunto é vazio ou tem um elemento. O infinito dos conjuntos tem também um sistema próprio de ordenação: o conjunto pode ser contável ou não-contável (e esses conceitos merecem um post!). Conjuntos inifinitos não-contáveis, como o dos Reais tem "mais elementos" que conjuntos contáveis, como o dos inteiros ou dos naturais. Um conceito que muitos já devem ter ouvido falar, os infinitos de ordem mais alta (acho que chamam de transinfinitos, os tais dos números alef), só fazem sentido nesse contexto de conjuntos. Uma outra expansão que o infinito dos conjuntos permite é de dimensão para um espaço vetorial (nada mais que um conjunto infinito bodoso). Aqueles que já passaram pelas matérias de matemática introdutória na faculdade viram isso na álgebra linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro infinito matemático que eu me lembro da minha infância ginasial é o infinito geométrico. Lembram-se das retas paralelas que se cruzam só no infinito? Ou das infinitas retas que passam por um ponto? É exatamente este infinito que, na minha cabeça ao menos, traz os outros dois infinitos, o do cálculo e o dos conjuntos, pra um diálogo. Uma reta é um conjunto infinito de pontos. Um conjunto infinito. Ao mesmo tempo, podemos criar uma métrica na reta, que assinala a cada ponto um número real. Os teoremas de Tales e de Pitágoras na geometria são exemplos de métricas na geometria. E é aí que temos a ligação entre os dois conceitos. Pontos muito (muito!) próximos em uma reta estão separados por um infinitésimo. E o ponto de uma reta que intersecciona uma reta paralela está a uma distância que tende ao infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-1857854388718145012?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/eYsQp6kq008" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/eYsQp6kq008/consideraes-sobre-o-infinito.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">3</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2007/09/consideraes-sobre-o-infinito.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-6287494082050371479</guid><pubDate>Sun, 17 Feb 2008 06:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-17T01:13:25.639-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">biologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">DNA</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">PCR</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">genética</category><title>Polymerase Chain Reaction</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/44/127601943_8c380f8446_d.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm1.static.flickr.com/44/127601943_8c380f8446_d.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu botei um post outro dia com uma propaganda sobre &lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2008/01/pros-geneticistas-de-planto.html"&gt;um aparelho que se chama PCR, sigla para Polymerase Chain Reaction&lt;/a&gt;. Esse é um equipamento padrão de laboratórios que mexem com DNA (virtualmente todos os laboratórios de biologia, bioquímica e de ciências biomédicas!). Mas eu não expliquei exatamente pra que serve isso... então, especialmente para a &lt;a href="http://lalage.wordpress.com/"&gt;Lalage&lt;/a&gt;, aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DNA, como vocês já devem ter visto, é uma molécula bastante longa, no formato de uma escada retorcida. Endireitando a escada e cortando ela ao meio no sentido do comprimento, temos duas cadeias bastante longas e complementares (A com T; C com G... lembram-se das aulas de biologia?). Cada uma dessas cadeias é um polímero de nucleotídeos e a seqüência desses nucleotídeos é a tal seqüência genética, onde as informações hereditárias (&lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2007/06/epigentica.html"&gt;ou quase todas&lt;/a&gt;) estão armazenadas. Tudo isso no papel parece ser bonitinho e tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que quando se está estudando um gene, um pedaço de DNA, um trecho de um cromossomo ou um plasmídio em laboratório, é importante conseguir reproduzí-lo. As razões são diversas. Enfiar um gene em uma célula para tentar descobrir o que um gene faz. Destroçar um gene para descobrir qual é a seqüencia de nucleotídeos. "Amplificar" uma amostra porque a purificação gerou uma quantidade pequena demais. Enfim. É preciso conseguir clonar DNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira idéia utilizada para fazer isso foi buscar usar o maquinário que a natureza já possui e que é utilizado em células regularmente. Você enfia o seu pedaço de gene numa bactéria que reproduz o gene pra você. Tem alguns passos extras que é preciso fazer, mas o problema desse processo é que, além de ser um pouco limitado, demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, um belo dia, um bioquímico e surfista que trabalhava para uma empresa de biotecnologia na Califórnia, &lt;a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1993/mullis-autobio.html"&gt;Kary Mullis&lt;/a&gt; desenvolveu um método para clonar o DNA mais rápido, e ganhou um prêmio Nobel com isso. Utilizando "primers", trechos de DNA bem curtos que indicam qual pedaço do DNA deve ser reproduzido e a DNA polimerase, enzima que faz cópias de DNA a partir do primer, é possível clonar o DNA exponencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o sistema funcionar bem, é preciso utilizar a DNA polimerase de bactérias que vivem em alta temperatura. Isso é útil porque a altas temperaturas, o DNA, que normalmente encontra-se naquela forma clássica de escada retorcida, se abre naturalmente e fica exposta à enzima. O método tradicional utilizado por nossas células, por exemplo, precisa de outras enzimas, as helicases, que fazem o trabalho sujo de separar as duas tiras do DNA. Além disso, o fato de a polimerase só funcionar a altas temperaturas permite um controle maior do processo, que se dá em ciclos de temperatura. Esquenta até separar tudo, esfria para que os "primers" grudem no DNA, esquenta um pouco para as DNA polimerases copiem o DNA, esquenta um pouco mais para separar tudo de novo e reiniciar o ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este método de clonagem de DNA foi revolucionário e permitiu o uso atual do DNA para tudo: teste de paternidade, identificação de criminosos a partir de um cabelo... além, é claro, dos laboratórios de pesquisa. Agora talvez valha a pena rever a &lt;a href="http://bio-rad.cnpg.com/lsca/videos/ScientistsForBetterPCR/"&gt;propaganda&lt;/a&gt; do outro dia. "PCR, when you want to know who's your daddy!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-6287494082050371479?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/iUm4TTGSpmk" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/iUm4TTGSpmk/polymerase-chain-reaction.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/02/polymerase-chain-reaction.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-3636079073803217435</guid><pubDate>Sat, 16 Feb 2008 16:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-17T01:14:31.743-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metapost</category><title>Domínio próprio</title><description>Apesar de não estar atualizando este blog na freqüência que eu gostaria e o número de leitores não ser exatamente grande, eu acho que este blog está funcionando... Então eu resolvi dar um passo extra: peguei um domínio próprio. A razão é meio idiota, mas eu gosto do ar profissional que um domínio próprio dá ao site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o site está hospedado aqui, em &lt;a href="http://www.entropicando.com"&gt;www.entropicando.com&lt;/a&gt;. Os links antigos continuam funcionando, e continuarão funcionando por um bom tempo... mas eu peço, pelo bem do meu status com o robô do Google, que aqueles que tem meu blog no link list que atualize este endereço! O &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/Entropicando"&gt;feed RSS&lt;/a&gt; deve continuar funcionando normalmente. Eu espero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem quiser ter mais informações sobre a migração do Blogger para um domínio próprio em http://hate-titles.blogspot.com, mas quando eu tiver mais tempo. Assim também eu vou ter uma noção completa de quais foram os pepinos encontrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelas visitas e continuem aparecendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-3636079073803217435?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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Dia pra acordar mais tarde. Deixo o despertador me dar duas horas a mais de sono para além das 7 da manhã habituais. Como é domingo, eu me dou ao luxo de botar uma fornada de pão de queijo congelado contrabandeado do Brasil durante o Natal. Afinal cereal todos os dias é cansativo. Enquanto o forno trabalha incessamente naquela mistura maravilhosa de queijo e farinha, eu puxo um artigo da imensa pilha de artigos a ler na minha mesa. A pilha de artigos lidos ainda está num nível muito baixo. Mas antes, uma olhada no cluster da escola para ver se as minhas simulações não foram matadas pelo scheduler. Wow, as simulações terminaram! Deixa eu rodar as análises nos resultados... o artigo fica pra depois... volta pra pilha dos não-lidos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois do pão de queijo, o frio. Michigan nessa época do ano é terrível. E o pior é que os dias ensolarados são os mais frios. É como se a natureza quisesse confundir nossos sentidos. Dias frios são bonitos. Dias menos frios são horríveis. Entro no ônibus que no fim de semana é mais demorado e vou pra minha salinha que eu divido com outros 4 alunos de pós-graduação. Muitas tarefas por fazer, muitas leituras de capítulo pra me preparar pras aulas. E eu ainda preciso tocar a pesquisa!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Percebi que eu nunca falei explicitamente aqui o que eu faço por aqui então é chegada a hora da verdade! Eu sou um aluno de pós-graduação no departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Michigan. E estou na divisão de Sistemas, que é uma união dos grupos de Processamento de Sinais, Comunicações e Controle. Com alguma inclinação pela parte de Controle. Controle, pra quem não conhece, é a área que é responsável por fazer sistemas de controle automático de coisas. Como pilotos automáticos de avião, robôs em planta de fábrica, sistemas de injeção eletrônica, robôs que andam sozinho, braços mecânicos, uma pá de coisas...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas eu tenho uma quedinha antiga, antiga mesmo, pelas ciências biomédicas. Fico fascinado com o contraste entre a engenharia e a medicina. Sempre tive dúvida sobre quais das duas carreiras eu deveria seguir. A única certeza que eu tinha é que eu queria seguir a trilha acadêmica independente da área. Escolhi engenharia na época do vestibular mas por conta disso eu acabei começando minha carreira como "pesquisador" na área de imagens médicas. Tomografia. Foi com esse intuito que eu vim pro grupo de processamento de sinais da Michigan : pra continuar estudando isso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Interesses flutuam, porém. Quando eu estava na graduação, em Engenharia de Computação, o curso que eu mais detestava era o de Sistemas de Controle. Ainda bem que eu prestei atenção, ainda que a contragosto, nas aulas porque eu descobri aqui uma área de pesquisa que eu nunca imaginei que existia: aplicação de controle em sistemas celulares. Celulares de célula, aquela biológica mesmo. E é nisso que eu estou agora. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[Um aparte: aqueles que estão pra começar numa área interdisciplinar minha recomendação é a seguinte: vá com tudo. É penoso no começo, ter que se acostumar com um vocabulário novo, um universo de idéias novas mas vale a pena. Vale muito a pena. É preciso humildade porque a sensação de que você não sabe de nada, que já sentimos em nossas áreas nativas, fica muito mais alta e por vezes é frustrante não conseguir nem saber como formar uma pergunta para um professor ou colaborador... Mas depois que nos acostumamos, os ganhos passam ser imensos. Aprende-se muito até sobre a sua área original, ganha-se diversidade intelectual com as formas diferentes de pensamento, além de adquirir um senso maior de que todas as ciências são, fundamentalmente, a mesma coisa.]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Então minha rotina, não a de &lt;a href="http://comciencias.blogspot.com/2008/01/o-meu-dia-dia.html"&gt;um artesão em tempo integral mas a de um aprendiz ainda&lt;/a&gt;, consiste em dividir os 7 dias da semana entre as matérias e a pesquisa. E as duas coisas sozinhas, tal qual um gás, já conseguiriam ocupar uma semana inteira. As duas ao mesmo tempo, tal qual um gás, aumentam a pressão! Mas é divertido. E não é como se não sobrasse tempo para sair numa sexta-feira ou outra. O diabo é que depois de algumas cervejas eu começo a pensar nos motivos pelo qual as simulações se comportam daquela maneira. Chego até a pensar em pedir uma caneta e usar o guardanapo como papel mas desisto, afinal é sexta-feira. "Oh well. Amanhã eu testo isso."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Comentários &lt;a href="http://rodadeciencia.blogspot.com/2008/01/day-in-life.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-1881588974919149509?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
&lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FhNqig48An4:hZ3ERsZc7wY:yIl2AUoC8zA"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=yIl2AUoC8zA" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FhNqig48An4:hZ3ERsZc7wY:dnMXMwOfBR0"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?d=dnMXMwOfBR0" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?a=FhNqig48An4:hZ3ERsZc7wY:F7zBnMyn0Lo"&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~ff/Entropicando?i=FhNqig48An4:hZ3ERsZc7wY:F7zBnMyn0Lo" border="0"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/FhNqig48An4" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/FhNqig48An4/day-in-life.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2008/01/day-in-life.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-4625522231136949296</guid><pubDate>Wed, 26 Dec 2007 15:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-16T10:33:21.749-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">subtração</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">matemática</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">números</category><title>Números Inteiros: Subtração</title><description>&lt;em&gt;Este post faz parte da &lt;/em&gt;&lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/search/label/n%C3%BAmeros"&gt;&lt;em&gt;série sobre números&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;... Recomendo começar por &lt;/em&gt;&lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2007/06/o-post-sobre-identidade-de-euler-do.html"&gt;&lt;em&gt;esse post&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. O post anterior foi sobre os &lt;/em&gt;&lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2007/07/nmeros-naturais-2.html"&gt;&lt;em&gt;números naturais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/130/387416791_65921d2388.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm1.static.flickr.com/130/387416791_65921d2388.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nós temos uma boa noção intuitiva do que são os números inteiros, definidos pelo conjunto &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqBScuYpI/AAAAAAAAA08/8ufYzkv-7og/newfile1__13%5B1%5D?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__1" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqCicuYqI/AAAAAAAAA1E/nZWozyXyh3g/newfile1__1_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="13" /&gt;&lt;/a&gt;(conjuntos dos "zinteiros", como gostava de falar um professor bobo meu). É a união dos conjuntos dos naturais com os negativos dos os naturais e o zero. Mas o que é o negativo de um número? Eu poderia dizer que é o dígito com um traço na frente, mas lembrem-se que o traço é apenas uma representação do número; abstratamente ele não tem significado nenhum.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A subtração, todos sabemos, é o inverso da adição. Então vamos tentar definir a operação de subtração &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqDicuYrI/AAAAAAAAA1M/PIu6VTVNWSw/newfile1__23%5B1%5D?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__2" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqECcuYsI/AAAAAAAAA1U/pkkXmuyInEY/newfile1__2_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="46" /&gt;&lt;/a&gt; como a inversa da adição &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqFScuYtI/AAAAAAAAA1c/OISBcLMVXnA/newfile1__33%5B1%5Dv?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__3" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqFycuYuI/AAAAAAAAA1k/XRKNCDCjKu4/newfile1__3_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="51" /&gt;&lt;/a&gt;, a partir da definição recursiva de antes. Já aí surge o primeiro problema: &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqGicuYvI/AAAAAAAAA1s/CPLS71LVTnk/newfile1__43%5B1%5D?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__4" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqHycuYwI/AAAAAAAAA10/cC66_gRVH98/newfile1__4_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="76" /&gt;&lt;/a&gt; nos leva a quatro inversas: (i) &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqIicuYxI/AAAAAAAAA18/s9pN91zsxSo/newfile1__53%5B1%5D?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__5" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqJicuYyI/AAAAAAAAA2E/bpuAx-Ht4kk/newfile1__5_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="75" /&gt;&lt;/a&gt;, (ii) &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqKScuYzI/AAAAAAAAA2M/uebe_i5Mj9M/newfile1__63%5B1%5D?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__6" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqLicuY0I/AAAAAAAAA2U/F_MUOQS20vY/newfile1__6_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="75" /&gt;&lt;/a&gt;, (iii) &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqMScuY1I/AAAAAAAAA2c/Q9KzqClNqUI/newfile1__73?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__7" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqNCcuY2I/AAAAAAAAA2k/9xnjkW8QN3I/newfile1__7_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="75" /&gt;&lt;/a&gt; e (iv) &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqNycuY3I/AAAAAAAAA2s/5xysdWRLxhw/newfile1__83?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__8" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqPCcuY4I/AAAAAAAAA20/NVb41FSwNnE/newfile1__8_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="75" /&gt;&lt;/a&gt;. As formas (i) e (iii) parecem com algo próximo da nossa subtração, mas percebam que a simples inversão do conceito no nosso mundo primitivo não é o suficiente. Afinal as formas (ii) e (iv) são, estritamente, inversões da adição, apesar de não parecerem com o que queremos. Intuitivamente, (ii) e (iv) deveriam gerar números negativos, mas eles não aparecem. O problema é que a definição da adição (e de todas as operações naturais) foi feitas a partir de uma recursão. Batemos na parede por causa disso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para resolver este nosso pequeno problema, vamos partir para uma viagem pela teoria dos conjuntos que nos libertará da prisão recursiva que é o conjunto de números naturais. Neste processo, vamos precisar do conceito de produto cartesiano &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqPycuY5I/AAAAAAAAA28/iwXiEQOeLRs/newfile1__93?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__9" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqQicuY6I/AAAAAAAAA3E/admQ_vl9G3c/newfile1__9_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="39" /&gt;&lt;/a&gt; entre dois conjuntos &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqRScuY7I/AAAAAAAAA3M/T7bAiIrZtSw/newfile1__103"&gt;&lt;img alt="newfile1__10" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqRycuY8I/AAAAAAAAA3U/1YJcmH-pXk4/newfile1__10_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="13" /&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqSycuY9I/AAAAAAAAA3c/goiMXlQKnmw/newfile1__113?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__11" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqTicuY-I/AAAAAAAAA3k/328oHbK3wSA/newfile1__11_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="12" /&gt;&lt;/a&gt; definido como sendo o conjunto de todos os pares ordenados do tipo &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqUScuY_I/AAAAAAAAA3s/koA6EtARtBM/newfile1__123?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__12" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqVCcuZAI/AAAAAAAAA30/-DT5txJB3uQ/newfile1__12_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; onde &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqVycuZBI/AAAAAAAAA38/WbpaMti0dvY/newfile1__133?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__13" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqWicuZCI/AAAAAAAAA4E/sje0aUsP6j8/newfile1__13_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="42" /&gt;&lt;/a&gt; a &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqXScuZDI/AAAAAAAAA4M/6VmiVgqxJ1g/newfile1__143?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__14" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqYCcuZEI/AAAAAAAAA4U/t5LRAjznGZU/newfile1__14_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="41" /&gt;&lt;/a&gt;. Se o conjunto &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqYicuZFI/AAAAAAAAA4c/GShq2fAnqtg/newfile1__153?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__15" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqZScuZGI/AAAAAAAAA4k/hCIXSsJzbfw/newfile1__15_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="72" /&gt;&lt;/a&gt; e o conjunto &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqaCcuZHI/AAAAAAAAA4s/slN8tN-8LP8/newfile1__163?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__16" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqaycuZII/AAAAAAAAA40/lpw8HifWHsA/newfile1__16_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="78" /&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqbicuZJI/AAAAAAAAA48/VBzb62Z_qjw/newfile1__174?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__17" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqcicuZKI/AAAAAAAAA5E/n1uEk6VCWug/newfile1__17_thumb1?imgmax=800" border="0" height="22" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;. Notem que os pares ordenados são elementos do conjunto, e não conjuntos. Além disso, é importante notar que o elemento (a,b) é diferente do elemento (b,a) - daí o termo par ordenado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais interessante para nós é o conjunto do produto cartesiano entre dois conjunto de números naturais &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqdScuZLI/AAAAAAAAA5M/jV7vea3y7aI/newfile1__184?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__18" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqeCcuZMI/AAAAAAAAA5U/bYGtY9CGgx0/newfile1__18_thumb1?imgmax=800" border="0" height="22" width="497" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Qualquer par de dois números naturais faz parte do conjunto &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqeycuZNI/AAAAAAAAA5c/U-1vvMlVDMA/newfile1__193?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__19" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqficuZOI/AAAAAAAAA5k/CkQEL_CA9HI/newfile1__19_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="22" /&gt;&lt;/a&gt;. Só para reforçar conceitos, observe que o par &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqgScuZPI/AAAAAAAAA5s/kdyTWqU-KZ4/newfile1__203?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__20" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqhCcuZQI/AAAAAAAAA50/iiIBLfHcm7c/newfile1__20_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; é diferente do par &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqhycuZRI/AAAAAAAAA58/cBN77PCQAoE/newfile1__213?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__21" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqiScuZSI/AAAAAAAAA6E/EveswWJZe6c/newfile1__21_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt;. Então vamos pegar o par &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqjCcuZTI/AAAAAAAAA6M/fV-9_a7Uouw/newfile1__223?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__22" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqjycuZUI/AAAAAAAAA6U/dE_2XaglerE/newfile1__22_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; sendo &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqkicuZVI/AAAAAAAAA6c/bwNUBn-12pc/newfile1__233?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__23" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqlScuZWI/AAAAAAAAA6k/jJA3ya9kz-k/newfile1__23_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqmCcuZXI/AAAAAAAAA6s/MkPA8OS6pu4/newfile1__243?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__24" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqmicuZYI/AAAAAAAAA60/7g6XlH_r5lw/newfile1__24_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt; dois números naturais qualquer. Vamos definir um subconjunto de &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqnycuZZI/AAAAAAAAA68/L9J5JZV0x_0/newfile1__253?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__25" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqoicuZaI/AAAAAAAAA7E/-Bg9f2PTzJc/newfile1__25_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="22" /&gt;&lt;/a&gt;, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqpScuZbI/AAAAAAAAA7M/3km9NgSN02o/newfile1__264?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__26" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqqCcuZcI/AAAAAAAAA7U/1rN_hSNlPb8/newfile1__26_thumb1?imgmax=800" border="0" height="23" width="570" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vamos chamar esse conjunto de uma classe de equivalência, o que significa apenas que todos os elementos de um conjunto são equivalentes. Por exemplo, temos a classe de equivalência &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqqicuZdI/AAAAAAAAA7c/9k0M5KV__iY/newfile1__274?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__27" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqrScuZeI/AAAAAAAAA7k/sVh3lxuR0ro/newfile1__27_thumb1?imgmax=800" border="0" height="23" width="208" /&gt;&lt;/a&gt; e dizemos que os elementos &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqsCcuZfI/AAAAAAAAA7s/0xBRuOdmI_A/newfile1__283?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__28" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqtCcuZgI/AAAAAAAAA70/XRh6ZzHCOqE/newfile1__28_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqtycuZhI/AAAAAAAAA78/N---MCOayIw/newfile1__293?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__29" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqvCcuZiI/AAAAAAAAA8E/kKXi9Fz2JtM/newfile1__29_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; são equivalentes. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Destas classes, vamos nos importar com apenas 3 tipos de classes de equivalência: &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;1. As classes do tipo &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqvycuZjI/AAAAAAAAA8M/Z5EwBJLp2ho/newfile1__303?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__30" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JqwicuZkI/AAAAAAAAA8U/2mqCvh8sJh4/newfile1__30_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="32" /&gt;&lt;/a&gt; , onde &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqxScuZlI/AAAAAAAAA8c/fWz0EgW2mWQ/newfile1__313?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__31" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JqyCcuZmI/AAAAAAAAA8k/XTcWNZhOYTI/newfile1__31_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="40" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;2. As classes do tipo &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JqyycuZnI/AAAAAAAAA8s/GHjfPM0IHGk/newfile1__323?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__32" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JqzScuZoI/AAAAAAAAA80/3PAoB_wSfBw/newfile1__32_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="32" /&gt;&lt;/a&gt; , onde &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3Jq0ScuZpI/AAAAAAAAA88/xu-c7fAbU3Q/newfile1__333?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__33" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3Jq1CcuZqI/AAAAAAAAA9E/upotpSt97RA/newfile1__33_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="40" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;3. A classe de equivalência &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3Jq1icuZrI/AAAAAAAAA9M/djWiI8hCip8/newfile1__343?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__34" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3Jq2icuZsI/AAAAAAAAA9U/UrmELUlMoZg/newfile1__34_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É possível provar que esses três grupos formam uma partição do conjunto &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3Jq3CcuZtI/AAAAAAAAA9c/136pTDdeecg/newfile1__353?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__35" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3Jq3ycuZuI/AAAAAAAAA9k/z5Zlay8Vx4c/newfile1__35_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="22" /&gt;&lt;/a&gt;, i.e., todo elemento de &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3Jq4icuZvI/AAAAAAAAA9s/AUBhku_aYH8/newfile1__363?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__36" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3Jq5ScuZwI/AAAAAAAAA90/8GAABYji8HY/newfile1__36_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="22" /&gt;&lt;/a&gt; pertence a uma dessas classes e somente a uma delas. Todos os pares &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3Jq5ycuZxI/AAAAAAAAA98/JIkBoFFGVsQ/newfile1__373?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__37" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3Jq6ycuZyI/AAAAAAAAA-E/NlNO-PhxGmg/newfile1__37_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; onde &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3Jq7icuZzI/AAAAAAAAA-M/clqAGJf1Sek/newfile1__383?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__38" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3Jq8ScuZ0I/AAAAAAAAA-U/HZySDIdwxlw/newfile1__38_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="40" /&gt;&lt;/a&gt; fazem parte da classe 3. Seja um par &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3Jq9CcuZ1I/AAAAAAAAA-c/GTSGXMOvseM/newfile1__393?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__39" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3Jq-CcuZ2I/AAAAAAAAA-k/zQSRbz3IkKQ/newfile1__39_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; onde &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3Jq-icuZ3I/AAAAAAAAA-s/50nfvAqg2UI/newfile1__403?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__40" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3Jq_ScuZ4I/AAAAAAAAA-0/ZAyhabV-SGE/newfile1__40_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="40" /&gt;&lt;/a&gt;, podemos escrever que existe um número natural m tal que &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JrACcuZ5I/AAAAAAAAA-8/izXREofyYp8/newfile1__413?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__41" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JrAycuZ6I/AAAAAAAAA_E/Vomf6Y7Vax4/newfile1__41_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="69" /&gt;&lt;/a&gt; e o par passa a ser escrito como &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JrBicuZ7I/AAAAAAAAA_M/IHI4YdS_03w/newfile1__423?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__42" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JrCicuZ8I/AAAAAAAAA_U/Uty0A24VBYk/newfile1__42_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="66" /&gt;&lt;/a&gt;. Dá pra ver que este par pertence à classe de equivalência &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JrDScuZ9I/AAAAAAAAA_c/TOkbEItmzXk/newfile1__433?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__43" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JrECcuZ-I/AAAAAAAAA_k/CSIwN2xw4_g/newfile1__43_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="48" /&gt;&lt;/a&gt; por indução finita em b e que portanto pertence ao grupo 1. Analogamente, é possível para mostrar que &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JrEycuZ_I/AAAAAAAAA_s/p2nlIHlWMf0/newfile1__443?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__44" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JrFycuaAI/AAAAAAAAA_0/7yCvwrdEXLc/newfile1__44_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="37" /&gt;&lt;/a&gt; pertence a alguma classe do grupo 2 quando &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JrGicuaBI/AAAAAAAAA_8/I5BPjblr99A/newfile1__453?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__45" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JrHScuaCI/AAAAAAAABAE/H8GgWCBT5kw/newfile1__45_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="40" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora vem a parte mais conceitualmente interessante. Vamos estabelecer uma ligação um-pra-um, um isomorfismo, entre uma classe de equivalência do tipo 1 e um número natural. A partir de agora o número &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JrHycuaDI/AAAAAAAABAM/_i7ucLsfq9g/newfile1__463?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__46" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JrIicuaEI/AAAAAAAABAU/FFVlLvD2aeE/newfile1__46_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="43" /&gt;&lt;/a&gt; e a classe &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JrJScuaFI/AAAAAAAABAc/LknmwVYmmuE/newfile1__473?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__47" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JrKCcuaGI/AAAAAAAABAk/j1a6ENkPbMQ/newfile1__47_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="44" /&gt;&lt;/a&gt;são exatamente a mesma coisa. É uma espécie de renomeação dos números naturais. O número &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JrKycuaHI/AAAAAAAABAs/Be_rhoSNbpA/newfile1__483?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__48" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuDScuaKI/AAAAAAAABBc/c4Q5eNr-GIg/newfile1__48_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt; poderá tambem ser chamado de&lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuECcuaLI/AAAAAAAABBk/NVPdc_5gBSg/newfile1__493?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__49" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuEicuaMI/AAAAAAAABBs/u--HtxgOTVI/newfile1__49_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt;, ou de &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuFScuaNI/AAAAAAAABB0/8CdGBgP1m7c/newfile1__503?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__50" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuGCcuaOI/AAAAAAAABB8/EUF5wBEsUxg/newfile1__50_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt;, as três formas são completamente iguais, significam a mesma coisa. Para isso funcionar direito, precisamos definir uma soma nessa nova nomenclatura como sendo &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuGycuaPI/AAAAAAAABCE/K30dEPRd288/newfile1__514?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__51" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuHicuaQI/AAAAAAAABCM/KLvr6IuW0lg/newfile1__51_thumb1?imgmax=800" border="0" height="23" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;. Pensem um pouco nessa definição e vocês verificarão que essa soma satisfaz as condições exigidas da soma até aqui. O mesmo é verdade pra multiplicação. É agora a hora de expandirmos os conceitos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agora vamos usar a classe de equivalência &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuIycuaRI/AAAAAAAABCU/su6PhPpcp0M/newfile1__523?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__52" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuJycuaSI/AAAAAAAABCc/znD5fCBmZQI/newfile1__52_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt; numa soma como foi definido acima. &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuKScuaTI/AAAAAAAABCk/aMXMKPQOdzQ/newfile1__5312?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__53" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuLCcuaUI/AAAAAAAABCs/S-PCdAX6kHk/newfile1__53_thumb9?imgmax=800" border="0" height="23" width="205" /&gt;&lt;/a&gt;! Temos um elemento neutro na adição! A classe &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuLycuaVI/AAAAAAAABC0/NZp459UADF4/newfile1__543?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__54" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuMicuaWI/AAAAAAAABC8/CedDMS8LueM/newfile1__54_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt;se comporta exatamente como o número &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuNCcuaXI/AAAAAAAABDE/TCNSt5a8GkY/newfile1__553?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__55" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuNycuaYI/AAAAAAAABDM/lA3ucXRygrY/newfile1__55_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vamos ir um pouco mais longe e incluir as classes do tipo 2 na soma. Verifiquemos or curiosidade, o que acontece quando somamos &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuOicuaZI/AAAAAAAABDU/YorvD6VU4g8/newfile1__564?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__56" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuPScuaaI/AAAAAAAABDc/hPdNptkpZ34/newfile1__56_thumb1?imgmax=800" border="0" height="23" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;! Voilá. Temos um número negativo. Se a classe de equivalência &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuQCcuabI/AAAAAAAABDk/My5iB8LBdHY/newfile1__573?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__57" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuQycuacI/AAAAAAAABDs/8igXM1Wt7vk/newfile1__57_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt; representar o número &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuRicuadI/AAAAAAAABD0/WIRF0bmLt9k/newfile1__583?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__58" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuSScuaeI/AAAAAAAABD8/DIgozROfsGw/newfile1__58_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;, então a classe de equivalência representa o número &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuTScuafI/AAAAAAAABEE/MtzSfs4gngo/newfile1__593?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__59" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuTycuagI/AAAAAAAABEM/s3BK5H7s07w/newfile1__59_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt; representa o negativo de &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuUicuahI/AAAAAAAABEU/hTT9pLaKlao/newfile1__603?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__60" src="http://lh4.google.com/jshridhar/R3JuVycuaiI/AAAAAAAABEc/Ca0pbVcQZ2A/newfile1__60_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;. "Menos &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuWicuajI/AAAAAAAABEk/OaN391hJf8k/newfile1__613?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__61" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuXScuakI/AAAAAAAABEs/bxxLJMLVCc8/newfile1__61_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;". Pronto. Aquela partição do conjunto &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuYScualI/AAAAAAAABE0/FN28hmkYPZQ/newfile1__623?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__62" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JuZScuamI/AAAAAAAABE8/-ajfPnk4tzQ/newfile1__62_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="22" /&gt;&lt;/a&gt; nos 3 tipos de classes de equivalência acabou de gerar o conjunto dos números inteiros: o tipo 1 define os números naturais (positivos), o tipo 2 define os números negativos e a classe no tipo 3 é o número zero. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os mais perspicazes também devem ter notado que a classe &lt;a href="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JuaCcuanI/AAAAAAAABFE/XV2sOFSXM4c/newfile1__633?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__63" src="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JuaicuaoI/AAAAAAAABFM/GaIgRKb4yIY/newfile1__63_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt; também pode ser vista como uma função de subtração &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JubicuapI/AAAAAAAABFU/YFN5b7IjbAo/newfile1__643?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__64" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JucScuaqI/AAAAAAAABFc/npLaypaUk_A/newfile1__64_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="46" /&gt;&lt;/a&gt;, afinal a classe &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JudScuarI/AAAAAAAABFk/mQHV-vQOP50/newfile1__653?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__65" src="http://lh5.google.com/jshridhar/R3JueCcuasI/AAAAAAAABFs/bwLxusxKhRw/newfile1__65_thumb?imgmax=800" border="0" height="23" width="33" /&gt;&lt;/a&gt; representa o número &lt;a href="http://lh3.google.com/jshridhar/R3JueicuatI/AAAAAAAABF0/r02XMKOkosM/newfile1__663?imgmax=800"&gt;&lt;img alt="newfile1__66" src="http://lh6.google.com/jshridhar/R3JufScuauI/AAAAAAAABF8/nueHYMqNVmE/newfile1__66_thumb?imgmax=800" border="0" height="22" width="36" /&gt;&lt;/a&gt;. A subtração e os números inteiros estão fortemente interligados como começamos dizendo no nosso texto! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-4625522231136949296?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/Be7BSZZTUy8" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/Be7BSZZTUy8/nmeros-inteiros-subtrao.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">12</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2007/12/nmeros-inteiros-subtrao.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-5493590445129263820</guid><pubDate>Fri, 07 Dec 2007 22:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-12-07T18:25:41.891-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">antropologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">falácias</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">linguística</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">esquimós</category><title>Os esquimós e suas palavras pra neve...</title><description>Estava lendo esse &lt;a href="http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11423"&gt;texto&lt;/a&gt; do Cristovam Buarque e eu vi que ele reproduziu logo no começo do texto aquela velha história de que os esquimós tem diversos nomes pra indicar neve enquanto nós não temos nenhum. Essa é uma teoria bastante interessante e razoável. Exceto pelo fato de que não há comprovação nenhuma deste mito, como aponta o livro &lt;a href="http://www.amazon.com/Eskimo-Vocabulary-Irreverent-Essays-Language/dp/0226685349"&gt;"The Great Eskimo Vocabulary Hoax and other Irreverent Essays on the Study of Language" de Geoffrey Pullum&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história toda começou com o antropólogo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Franz_Boas"&gt;Franz Boas&lt;/a&gt; que, tentando relacionar diferenças culturais com a língua. Ele teria relacionado 4 palavras pra neve em uma língua esquimó, enquanto que o inglês teria apenas uma, "snow". A partir daí o negócio foi crescendo como uma bola de neve e um editorial do New York Times dizia que os esquimós tinham 100 palavras distintas para neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece que as investigações a respeito mostram que o número que o número de "palavras" nas línguas esquimós (Inuit, Yupik e Yuit) para neve são da mesma ordem das palavras pro inglês, algumas línguas tem um pouco mais, outras tem um pouco menos. E eu usei aspas em torno das palavras porque as línguas esquimós são polissintéticas, o que significa que a combinação de algum fonemas que formam uma "palavra" na verdade expressam uma frase inteira. Por exemplo, "qinmiq" significa cachorro, e "qinmiarjuk" significa filhote de cão. Eu não acredito que alguém argumentaria que essas são duas palavras distintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria que tenta relacionar a linguagem à cultura é bastante interessante e é corroborada por muitos fatos. Mas isso não é verdade no que tange às palavras pra neve que os esquimós têm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-5493590445129263820?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/VCrmfUHQ-wc" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/VCrmfUHQ-wc/os-esquims-e-suas-palavras-pra-neve.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">5</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2007/12/os-esquims-e-suas-palavras-pra-neve.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-5321285356707532998</guid><pubDate>Sat, 27 Oct 2007 17:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-16T10:34:34.055-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">matemática</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">isomorfismo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">números</category><title>Isomorfismo</title><description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;(Este post ficou mais complicado do que eu gostaria... mas insistam e comentem o que n&amp;#xE3;o ficou claro... Minha inten&amp;#xE7;&amp;#xE3;o aqui &amp;#xE9; explicar as coisas justamente pras pessoas que n&amp;#xE3;o tem forma&amp;#xE7;&amp;#xE3;o em exatas... E esse objetivo n&amp;#xE3;o &amp;#xE9; t&amp;#xE3;o f&amp;#xE1;cil quanto eu gostaria! Ent&amp;#xE3;o abuse dos comments que eu tentarei esclarecer o que tiver obscuro!)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://farm1.static.flickr.com/103/296821971_3c27d8ceb1.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Imagine um n&amp;#xE1;ufrago que vai parar em uma ilha deserta. Bem no estilo Tom Hanks. Depois de um tempo na ilha, j&amp;#xE1; habituado &amp;#xE0;s condi&amp;#xE7;&amp;#xF5;es locais, vamos supor que este nosso n&amp;#xE1;ufrago comece a dar nomes para as coisas &amp;#xE0; volta dele. Ele chama de &amp;quot;cama&amp;quot; um amontoado de palha com folhas. Ele usa a palavra &amp;quot;cozinha&amp;quot; pra designar uma pequena &amp;#xE1;rea onde ele tem um fosso pra fazer uma fogueira e fritar os peixes. Ele chama de &amp;quot;chuveiro&amp;quot; uma pequena cascata que ele descobriu l&amp;#xE1; dentro dessa ilha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa nomenclatura do nosso Tom Hanks pode parecer sens&amp;#xED;vel para n&amp;#xF3;s. Afinal ele dorme na &amp;quot;cama&amp;quot; e prepara alimentos na &amp;quot;cozinha&amp;quot;. Mas existe um sentido mais concreto que estas palavras &amp;quot;cama&amp;quot; e &amp;quot;cozinha&amp;quot; adotam. Cozinha tamb&amp;#xE9;m&amp;#xA0; &amp;#xE9; um ambiente de uma casa e cama implica em uma constru&amp;#xE7;&amp;#xE3;o e traz a id&amp;#xE9;ia da exist&amp;#xEA;ncia de um colch&amp;#xE3;o, de uma base de suporte. Note que a nomenclatura do Tom Hanks faz sentido na medida que ela captura as propriedades de interesse na situa&amp;#xE7;&amp;#xE3;o particular em que ele se encontra. Pro n&amp;#xE1;ufrago, &amp;quot;chuveiro&amp;quot; &amp;#xE9; onde ele toma banho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma das ferramentas mais poderosas da matem&amp;#xE1;tica &amp;#xE9; o isomorfismo. Dizemos que dois grupos s&amp;#xE3;o isom&amp;#xF3;rficos quando, no espa&amp;#xE7;o de propriedades analisado, as duas classes apresentam exatamente as mesmas propriedades. &amp;#xC9; uma maneira formal de dizer que se algo late como cachorro, morde como cachorro, balan&amp;#xE7;a o rabo como um cachorro, ent&amp;#xE3;o sob o ponto de vista dessas 3 propriedadse, podemos chamar o algo de cachorro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Praticamos o isomorfismo desde crian&amp;#xE7;a. Quando um beb&amp;#xEA; olha o desenho de um cachorro em um livro e ele aponta e fala &amp;quot;auau&amp;quot; ele exercitando essa abstra&amp;#xE7;&amp;#xE3;o: ele n&amp;#xE3;o est&amp;#xE1; apontando de fato para um cachorro, ele est&amp;#xE1; apontando para um livro! Mas para todos os efeitos, no universo mental que a crian&amp;#xE7;a se encontra naquele momento, aquilo &amp;#xE9; um cachorro. Mas ela sabe que o livro n&amp;#xE3;o tem o pelo macio de cachorro e ela sabe que que n&amp;#xE3;o &amp;#xE9; poss&amp;#xED;vel &amp;quot;fechar&amp;quot; um cachorro da maneira como fechamos um livro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na matem&amp;#xE1;tica, o isomorfismo n&amp;#xE3;o est&amp;#xE1; l&amp;#xE1; s&amp;#xF3; pra podermos dar nomes &amp;#xE0;s coisas. No &lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2007/06/o-post-sobre-identidade-de-euler-do.html"&gt;primeiro post&lt;/a&gt; da s&amp;#xE9;rie sobre os n&amp;#xFA;meros eu apresentei um desses isomorfismos, o existente entre um conjunto de objetos e o conjunto dos n&amp;#xFA;meros naturais, constru&amp;#xED;dos a partir dos &lt;a href="http://entropicando.blogspot.com/2007/06/numeros-naturais-1_24.html"&gt;axiomas de Peano&lt;/a&gt;. Esse &amp;#xE9; um isomorfismo cuja maior utilidade vem da nomenclatura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um outro exemplo onde o isomorfismo est&amp;#xE1; presente de uma forma mais efetivamente &amp;#xE9; no caso da rela&amp;#xE7;&amp;#xE3;o entre o conjunto dos n&amp;#xFA;meros complexos &lt;a href="http://lh6.google.com/jshridhar/RyNyX4nLKuI/AAAAAAAAAno/GjySjX0WiT0/eqn1%5B29%5D.gif?imgmax=800"&gt;&lt;img height="16" alt="eqn1" src="http://lh3.google.com/jshridhar/RyNyZInLKvI/AAAAAAAAAnw/EXVgqX7wN5M/eqn1_thumb%5B21%5D.gif?imgmax=800" width="15" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; e o plano cartesiano &lt;a href="http://lh4.google.com/jshridhar/RyNyaYnLKwI/AAAAAAAAAn4/8j_knOiejek/Eqn2%5B14%5D.gif?imgmax=800"&gt;&lt;img height="22" alt="Eqn2" src="http://lh6.google.com/jshridhar/RyNyb4nLKxI/AAAAAAAAAoA/9fy_RzuwID0/Eqn2_thumb%5B6%5D.gif?imgmax=800" width="26" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;. Todos que j&amp;#xE1; passaram por um curso de matem&amp;#xE1;tica e aprenderam sobre os n&amp;#xFA;meros complexo j&amp;#xE1; trabalharam com essa id&amp;#xE9;ia, apesar de n&amp;#xE3;o terem visto o nome isomorfismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas vale uma r&amp;#xE1;pida introdu&amp;#xE7;&amp;#xE3;o (uma mais profunda vir&amp;#xE1; na s&amp;#xE9;rie sobre n&amp;#xFA;meros) para aqueles que n&amp;#xE3;o sabem do que eu estou falando. Seu professor provavelmente ensinou pra voc&amp;#xEA; que n&amp;#xE3;o se deve tirar raiz quadrada de n&amp;#xFA;mero negativo. Mas os matem&amp;#xE1;ticos resolver o problema faz um tempo criando o n&amp;#xFA;mero imagin&amp;#xE1;rio &lt;em&gt;i&lt;/em&gt;. E todo o n&amp;#xFA;mero complexo pode ser escrito da forma &lt;em&gt;x&lt;/em&gt;+&lt;em&gt;yi&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;J&amp;#xE1; o plano cartesiano, mais conhecido &amp;#xE9; o conjunto de pontos no espa&amp;#xE7;o que pode ser escrito da forma (&lt;em&gt;x&lt;/em&gt;,&lt;em&gt;y&lt;/em&gt;), onde &lt;em&gt;x&lt;/em&gt; &amp;#xE9; a coordenada nas abcissas e &lt;em&gt;y&lt;/em&gt; &amp;#xE9; a coordenada nas ordenadas. Note que os dois conjuntos s&amp;#xE3;o diferentes. Por exemplo, &amp;#xE9; poss&amp;#xED;vel m&amp;#xFA;ltiplicar um n&amp;#xFA;mero complexo com outro n&amp;#xFA;mero complexo. J&amp;#xE1; a id&amp;#xE9;ia de multiplicar dois pontos n&amp;#xE3;o faz l&amp;#xE1; muito sentido. Por outro lado, podemos fazer o produto escalar (produto interno) dentro do plano cartesiano, coisa que n&amp;#xE3;o existe no conjunto complexo. Mas para alguns fins, os dois conjuntos apresentam as mesmas propriedades. Podemos, por exemplo, definir a dist&amp;#xE2;ncia euclidiana de um ponto at&amp;#xE9; a origem, que resulta exatamente na mesma express&amp;#xE3;o para a defini&amp;#xE7;&amp;#xE3;o de valor absoluto do n&amp;#xFA;mero complexo. A soma de dois complexos se d&amp;#xE1; de forma an&amp;#xE1;loga &amp;#xE0; soma e dois pontos. Assim como a multipica&amp;#xE7;&amp;#xE3;o de um real com um ponto se comporta da mesma forma como a multiplica&amp;#xE7;&amp;#xE3;o de um real com um n&amp;#xFA;mero complexo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A partir dessas semelhan&amp;#xE7;as, pode-se fazer constru&amp;#xE7;&amp;#xF5;es interessantes. Dentro dos n&amp;#xFA;meros complexos, por exemplo, surge uma interpreta&amp;#xE7;&amp;#xE3;o geom&amp;#xE9;trica. Podemos definir &amp;#xE2;ngulos entre dois n&amp;#xFA;meros e formas mais f&amp;#xE1;ceis de se enxergar opera&amp;#xE7;&amp;#xF5;es como pot&amp;#xEA;ncia&amp;#xE7;&amp;#xE3;o e radicia&amp;#xE7;&amp;#xE3;o dentro desse corpo. J&amp;#xE1; pro lado do plano cartesiano, a forma compacta de um n&amp;#xFA;mero complexo permite fazer opera&amp;#xE7;&amp;#xF5;es que s&amp;#xE3;o notacionalmente complicadas. Eletr&amp;#xF4;nicos que resolvem problemas de ondas eletromagn&amp;#xE9;ticas, quando usam fasores, na realidade est&amp;#xE3;o usando n&amp;#xFA;meros complexos no plano definido pelos campos magn&amp;#xE9;tico e el&amp;#xE9;trico, que na realidade est&amp;#xE3;o em um plano cartesiano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ponto que eu gostaria de ilustrar neste post &amp;#xE9; que, &amp;#xE0;s vezes, &amp;#xE9; conveniente falar que duas coisas que se comportam da mesma forma s&amp;#xE3;o a mesma coisa. Isso pode parecer exageradamente matem&amp;#xE1;tico, mas pode ter aplica&amp;#xE7;&amp;#xF5;es important&amp;#xED;ssimas em outras &amp;#xE1;reas... Ent&amp;#xE3;o da pr&amp;#xF3;xima vez que voc&amp;#xEA; chamar imposto de contribui&amp;#xE7;&amp;#xE3;o e vice-versa, saiba que voc&amp;#xEA; n&amp;#xE3;o est&amp;#xE1; cometendo um isomorfismo e n&amp;#xE3;o um equ&amp;#xED;voco: o comportamento de interesse &amp;#xE9; que voc&amp;#xEA; perde dinheiro e o governo ganha!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-5321285356707532998?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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O resultado é um pouco melhor do que o resultado dos últimos anos. O que isso significa? Que os programas de pós-graduação brasileiros estão ficando melhores? Talvez sim. Mas também pode significar que a avaliação está ficando menos rigorosa. Parece uma agressão gratuita essa declaração, mas a razão pela qual eu levanto essa possibilidade vem do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spin&lt;/span&gt; dado pelo site da Capes, que foi copiado pela &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u335727.shtml"&gt;Folha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, o fato de a Capes dar uma nota 6 ou 7 para um programa não significa que o programa automaticamente passa a ter nível de qualidade mundial, "comparável à Harvard ou a Sorbonne". Os programas são provavelmente muito bons, mas uma olhada rápida no documento e vemos que a grande maioria das áreas tem uma nota 7 e é difícil encontrar uma área da Capes que não tenha ao menos uma nota 6. Isso indicaria que o Brasil é tem centros de excelência internacional em virtualmente todas as áreas da ciência, o que me parece um tanto quanto exagerado: temos apenas 2% dos artigos publicados no mundo científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros indicadores da qualidade de uma universidade ou de um programa. E quando queremos dizer que um programa tem nível europeu ou americano, estamos dizendo que um programa teria o mesmo valor de um curso feito na Europa. Um indicador sensato desse evento seria o fato de termos um grande número de estrangeiros nestes programas (ainda mais que os cursos brasileiros são gratuitos!), o que não me parece ser um fato verdadeiro... Eu, da minha parte, não acho que fazer Astronomia na USP (conceito 7 na Capes) é igual a fazer Astronomia em Cambridge ou em Boulder no Colorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre a Capes, a foto lá em cima é da cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Científico. Ao todo 5 diplomas foram entregues. Dos 5 nomes, eu só consigo reconhecer um, o do ministro da educação, que eu só reconheço porque ele... é ministro! Por ser razoavelmente ligado à ciência (mas não ao sistema político-científico brasileiro), eu acho curioso como o governo dá esse prêmio como quem dá uva na feira. Acho curiosa também essa hierarquia esdrúxula na qual o presidente é o grã-mestre da Ordem. Pombas. Isso não é uma ordem científica - se fosse o conselho e o presidente seriam pessoas extremamente notórias por suas realizações científicas. Isso é uma ordem político-científica. É o tipo da coisa que serve pra encher o currículo Lattes da galera próxima ao planalto. Tá parecendo a Academia Brasileira de Letras com um José Sarney sentado lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler as declarações também são coisas interessantes. Lula: '"Em 2006, foram titulados 32 mil mestres e 9.300 doutores. Aumento superior a 30% em relação a janeiro de 2003", afirmou o presidente. Segundo ele, hoje, mais do que nunca, ciência e tecnologia fazem parte do eixo básico do modelo de desenvolvimento que está sendo implantado com sucesso no Brasil.' Não sei exatamente que modelo de desenvolvimento é esse aí em que a gente forma doutores para vender coco na praia. Sucesso de um modelo de desenvolvimento usando ciência e tecnologia, na minha opinião, é quando começam a surgir empregos e indústrias absorvendo essa quantidade imensa de doutores aí e mestres sendo formados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-5989503716698897652?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/M9SnVympg20" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/M9SnVympg20/ah-as-notas-capes.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">4</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2007/10/ah-as-notas-capes.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-2828721095479390390</guid><pubDate>Thu, 11 Oct 2007 03:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-10T23:36:57.238-04:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">metapost</category><title>Das razões pela qual este blog esteve parado...</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm1.static.flickr.com/57/185373453_4ffa51e272.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 400px;" src="http://farm1.static.flickr.com/57/185373453_4ffa51e272.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá pessoas. As férias forçadas e forçosas foram longas. Longuíssimas. De cerca de mais de dois meses... E eu devo me desculpar por elas, para o povo da &lt;a href="http://rodadeciencia.blogspot.com/"&gt;Roda&lt;/a&gt; e para os leitores deste blog. E eu acho que eu devo alguma satisfação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que eu saí do grupo de pesquisa em que eu trabalhava na Universidade da Pensilvânia para começar minha pós-graduação (se tudo der certo é doutorado!) em Engenharia Elétrica na Universidade de Michigan. Então, além da mudança de cidades (com uma breve passagem pelo Brasil) eu ainda tive que me readaptar à rotina de sentar a bunda numa cadeira de escola, fazer tarefas, estudar sistematicamente um livro (ao contrário do estudo mais ad hoc da pesquisa regular), enfim, me reacostumar à faculdade. Como minha graduação foi no Brasil, essa adaptação veio ainda aliada ao choque cultural de sistemas acadêmicos... as coisas por aqui são bem diferentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse meio tempo, ou faltou internet ou faltou tempo para pode postar. E eu tô com vários (vários!) artigos no pipeline, desde a finalização da série sobre os números (que até agora só começou) quanto algumas coisinhas que eu rabisquei por aí como divagações sobre o infinito, idéias sobre séries e transformadas de Fourier, algumas coisinhas de astronomia que eu tinha lido e esperem ler coisas sobre o que eu tenho aprendido por aqui (que não é pouco!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema é que o tempo é curto, então eu não vou conseguir publicar todos os dias... talvez uma vez por semana. Então eu vou tentar publicar nos domingos à noite. Espero que isso funcione!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-2828721095479390390?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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&lt;/div&gt;&lt;img src="http://feeds.feedburner.com/~r/Entropicando/~4/GGGK6KQ0LwE" height="1" width="1"/&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/Entropicando/~3/GGGK6KQ0LwE/das-razes-pela-qual-este-blog-esteve.html</link><author>noreply@blogger.com (Shridhar Jayanthi)</author><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">2</thr:total><feedburner:origLink>http://www.entropicando.com/2007/10/das-razes-pela-qual-este-blog-esteve.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-8813198752193697967.post-1621224604081493956</guid><pubDate>Tue, 14 Aug 2007 02:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-12T02:23:09.759-05:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">física</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">empuxo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">balão</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">vôo</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">tecnologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">história da ciência</category><title>Balões para a coroa do rei de Siracusa!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_bm6mdQeZy1w/RsEE_9Lk8mI/AAAAAAAAAm0/fboZtXuA1C0/s1600-h/IMG_0060.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bm6mdQeZy1w/RsEE_9Lk8mI/AAAAAAAAAm0/fboZtXuA1C0/s400/IMG_0060.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098361749961503330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Balão de hélio do zoológico da Philadelphia. Eles se gabam de ser o primeiro balão de zoológico do mundo - "The first zoo baloon of the world"!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência também tem suas parábolas que ensinam para os novos e jovens iniciados, como e quando a ciência ocorre. Uma delas, muito famosa, envolve Arquimedes, um dos meus cientistas favoritos. Reza a lenda que o Rei Hierão de Siracusa recebera de presente uma coroa de ouros feita no formato de uma coroa de louros. Desconfiado, o rei desafiou o sábio a encontrar uma forma de descobrir se a coroa era realmente feita de ouro ou se o ourives que criou a peça inseriu prata na liga. Arquimedes já tinha o conceito de densidade e sabia que, tendo o peso e o volume da coroa, ele seria capaz de matar a charada rapidamente. O peso da coroa é obtido facilmente, mas como é que ele descobriria o volume da coroa sem a derreter? O cientista vai pra sua casa, prepara seu banho para meditar a respeito do assunto, entra na banheira e nota que o nível da água sobe quando ele entra. Mais ainda: ele percebe que quanto mais ele se afunda na banheira, mais a água sobe! Ele então formula a seguinte hipótese científica: "o volume de água que é deslocado é idêntico ao volume do objeto imerso na água"! Basta então colocar a coroa num pote d'água e ver o quanto de água sobe para encontrar o volume. Muito contente e satisfeito, ele sai gritando "eureka" (descobri!) pelas ruas de Siracusa. Meu herói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos simular o que se passa na cabeça de Arquimedes (logicamente eu não tenho condições de dizer como Arquimedes pensava) a partir desta hipótese: "Quando jogamos um objeto na água, ele desloca um volume de água idêntico ao volume do objeto. Mas essa água que é deslocada tem um peso, igual à densidade multiplicada pelo volume deslocado. Então se o objeto inserido na água tem um peso menor do que a água deslocada, é razoável assumir que o objeto será incapaz de afundar, afinal o objeto não terá força suficiente para empurrar a água para cima. Então um objeto só afunda na água quando é mais denso que a água e flutua se é menos denso... hmmm... Interessante também notar que as coisas dentro da água parecem ficar mais leves, mesmo aquelas que afundam. É como se a água deslocada fizesse uma força para cima sobre o objeto... hmmm. Uma força proporcional ao volume de água deslocada e portanto proporcional ao volume do objeto... Empuxo! Eureka bis!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados encontrados por Arquimedes foram mais gerais e abrangeram todos os fluidos testados por ele e a expressão que determina o valor do Empuxo é conhecida como Princípio de Arquimedes. Mas iriam ser necessários ainda cerca de 20 séculos para que alguém resolvesse aplicar o empuxo para voar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pesquisa em cima das máquinas térmicas e a vapor do princípio da revolução industrial, os cientistas e engenheiros da época começaram a entender o ar como algo mais do que um dos quatro elementos fundamentais da natureza. O aquecimento do ar aumentava a pressão e o resfriamento reduzia a pressão, até criava pressão negativa mas a massa do conjunto nunca se alterava! A manipulação de gases nos laboratórios gerou uma compreensão melhor das convecção e os primeiros químicos passaram a notar que o ar frio desce e o ar quente sobe. Os dois fenômenos, o da relação entre pressão e temperatura e o das correntes de convecção, fizeram os cientistas chegarem a uma conclusão bastante interessante: a de que gases também se comportam como fluidos. E que o ar aquecido tem densidade menor que o ar frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 19 de outubro de 1783 o físico frances Jean-François Pilâtre de Rozier e empresario Jean-Baptist Réveillon (nada a ver com a festa de ano novo) embarcaram num projeto maluco que consistia em um conjunto de anos costurados formando um saco com uma mini-lareira acesa na base e realizaram o primeiro vôo documentado com passageiros em um balão de ar quente. E o grande motor que leva o balão para cima é o empuxo. A "lareira" ao esquentar o ar, diminui a densidade dele. Com calor suficiente, a densidade fica tão baixa que o peso do balão passa a ser menor que o empuxo do próprio balão! Uma opção ao uso do ar quente é o uso de gases menos densos que o ar, como o Hélio ou o Hidrogênio (este último inflamável, crianças!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais interessados podem encontrar &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Density_of_air#Importance_of_temperature"&gt;aqui&lt;/a&gt; o impacto da temperatura sobre o valor da densidade. E fica de exercício para vocês aí em casa: qual deve ser o volume do balão para flutuar uma carga útil de 300 kg (3 pessoas mais a farofa pra fazer um piquenique voador) e de massa morta (lona, cesto) 200kg, sendo que a temperatura que é possível atingir a temperatura de 80&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;C (densidade 0,99kg/m&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;) e a temperatura em terra é de 20&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;C (densidade 1,26kg/m&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;)?  Arrisquem respostas nos comentários! Amanhã eu trago aqui a resposta certa e um esboço da solução!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8813198752193697967-1621224604081493956?l=www.entropicando.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="feedflare"&gt;
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