<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831</id><updated>2024-08-29T02:19:38.083-07:00</updated><category term="Listas 2010"/><category term="12ª classe; 12ª &quot;B&quot;"/><category term="DIRECÇÃO DA ESCOLA"/><category term="Leonel"/><category term="Listas 2010; 11ª classe; 11ª &quot;A&quot;"/><category term="Listas 2010; 11ª classe; 11ª &quot;B&quot;"/><category term="Listas 2010; 12ª classe; 12ª &quot;A&quot;"/><category term="Listas 2010; 12ª classe; 12ª &quot;B&quot;"/><category term="Literatura"/><title type='text'>ESCOLA 1° DE JANEIRO - Bairro 11 da Cidade de Xai-Xai</title><subtitle type='html'>Ensino Secundário Geral</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://1janeiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-547886320244837062</id><published>2010-07-16T02:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T02:57:37.333-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura"/><title type='text'>Literatura Africana</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LITERATURAS  AFRICANAS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  As aventuras navais dos portugueses do século XV espalharam o idioma por quatro  continentes, entre eles o africano, um continente marcado historicamente pela  disputa entre tribos rivais, esta eterna discórdia interna fez da áfrica uma  “colcha de retalhos” criando países pobres e de pouca representatividade no  mundo moderno. Nos países em que Portugal, como colonizador, explorou por algum  tempo, levando muitas de suas riquezas, deixou, mesmo que sem querer uma  herança que “conecta” mais de 35 milhões de habitantes africanos à oitava  língua mais falada no mundo: o português. Neste trabalho mostrarei um pouco da  literatura em língua portuguesa em dois destes países, Angola e Moçambique.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;AFIRMAÇÃO DA LITERATURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;strong&gt;ANGOLA&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Angola é um jovem país de 34 anos, é também o segundo maior falante de língua  portuguesa no mundo, tem sua historia marcada por momentos de repressão e por  um período de colonialismo extensamente longo, só possível de acontecer graças  ao incrível índice de analfabetismo, herdado do colonialismo português. Sua  literatura em língua portuguesa passou por períodos de pouca criatividade,  devido a falta de pessoas escolarizadas e capazes de criar um literatura atuante  (97% da população analfabeta) até que em 1948 alguns dos 3% da população  alfabetizada resolveram voltar seus olhos e sua atenção ao maior país africano  de língua portuguesa e lançaram em Luanda, capital do país, o brado “vamos  descobrir Angola”.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Este “brado”, pode ser visto como o choro de um bebé ao nascer, no caso nasceu  a literatura de um país, e os pais e mães eram os membros do Movimento dos  Novos intelectuais de Angola que em 1950 “registram” definitivamente a certidão  de nascimento desta literatura com a publicação de “antologia dos novos poetas  de Angola”.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Em 1951 a Associação dos naturais de Angola, (ANAGOLA, em língua quibunda,  “Filhos de Angola”) que provavelmente teve como membros muitos dos ‘novos  intelectuais’ lança a revista Mensagem que dura até 1952 com apenas 4  exemplares, numero suficiente para criar um clima propício ao desenvolvimento  da literatura Angola. Em 1957 este mesmo grupo lança outra revista, agora com o  nome Cultura, mantém os mesmos ideais da anterior e revela poetas significativos  para mostrar a angolanidade, natural do povo e até então distante de sua  criação literária.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Toda esta efervescência culminou na criação do MPLA, movimento  popular de libertação de Angola, que foi decisivo na independência do país.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Este momento cultural angolano influenciado pelo momento histórico é marcado  pela descoberta do sentido de ser do povo angolano, que passa a sua valorização  e exaltação, com o movimento negritude e culmina nos temas ligados a exploração  econômica, repressão policial o que leva o africano a pegar em armas e lutar  pela independência. Todos este processo dura em torno de 12 anos de a948 a  1960, quando então começa um novo momento na literatura de Angola.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Começa a luta armada em 1961 e a revista Cultura esta em plena ação, animando  os guerrilheiros com sua temática nacionalista o que faz a repressão portuguesa  do ditador Salazar endurecer ainda mais, culminando com o encerramento das  atividades da revista, junto com ela o governo colonial português fechou tudo  que pudesse distribuir ideais de independência angolana.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Porem estes fechamentos não conseguem matar a literatura de angola que resiste  e se fortalece através de autores como Luandino Vieira e de obras como “Luanda  e nós” e “Makulusu. O poeta escreve até certo tempo em português europeu,  formal e culto, a parti de 1962 provavelmente como forma de mostrar que Angola  não era só o que os colonizadores trouxeram em forma de cultura ele mistura os  sentidos do português padrão com a língua quibunda, existente em angola há  séculos e cria neologismos e gírias que são marcas da angolanização do  português e provas da cultura do homem africano.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Entre os intelectuais africanos que mudaram a maneira de se entender o conceito  de nação e foram decisivos na criação não só de uma nova literatura para o  país, mas também para sua independência se destaca o poeta Agostinho Neto.  Autor de “Sagrada Esperança”, obra que os historiadores comparam ao clássico  “os Lusíadas”, de Camões (com ressalvas temporais, espaciais, culturais), Neto  de forma épica, mostra toda a alienação social, cultural e política vivida pelo  negro, exibe de forma clara a exploração econômica, a repressão policial, a  prostituição, o alcoolismo, o analfabetismo e a miséria a qual é submetida toda  uma população apenas por diferença de cor. Ele exalta a solidariedade, o  trabalho a esperança e o amor como combustíveis que proporcionarão a este mesmo  povo a força capaz de criar a revolução que levará o povo angolano a sua  verdadeira identidade, a identidade de um povo livre.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Sua obra é dividida em três fases, a primeira tem momentos neo  realistas e de valorização do povo negro (&lt;strong&gt;negritude&lt;/strong&gt;)  e vai de 1945 a1949. A segunda que dura de 1949 a 1955 ainda tem poucos  momentos neo realistas, mas sua maior parte é totalmente dedicada a valorização  do ser humano negro, em angola, na áfrica e em todo o mundo, dando especial  atenção a solidariedade negra, mostrando que a cultura tribal africana de um  negro lutar contra o outro sempre foi um grande erro. A última fase deste  inesquecível poeta é marcada pela sua prisão, ele a usa como forma de  inspiração e produz obras que incitam a liberdade e a independência do país,  convocam os angolanos a lutarem a combaterem a ganharem a liberdade com as  próprias forças.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Seu empenho é recompensado, o país liberta-se e ele torna-se merecidamente o  seu primeiro presidente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;strong&gt;MOÇAMBIQUE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Embora separado de Angola territorialmente, Moçambique compartilha com o  vizinho o fato de ter como idioma oficial a língua portuguesa, este país  africano fica na costa oriental da áfrica austral e devido a sua formação  geográfica faz fronteiras com muitos outros países, o que possibilita uma  grande interação com muitos povos africanos. Sua literatura de língua  portuguesa se mostra mais fértil nas décadas de 40 a 50 onde são publicados  grande quantidade de textos em livros e jornais, todo este momentos é fruto da  recente instalação da imprensa com a revista &lt;strong&gt;msaho&lt;/strong&gt; e o jornal paralelo 20, ambos serviçais divulgadores das  idéias anti-coloniais.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Com o fim da II grande guerra a literatura moçambicana adquire maturidade, os  anos entre 1945 a 1952 foram decisivos para o inicio deste grau de qualidade.  Uma característica forte é o segregacionismo moçambicano que extrapola de vez a  razoabilidade separando de forma veemente todas as raças, forçando-os a  formarem grupos separados. Como reação a esta visão ultrapassada do mundo,  escritores e intelectuais formam grupos que a partir dos primeiros anos de 1950  publicam seleções a antologias com as idéias da negritude, pregando uma maior  identidade nacional, sem distinguir raças, todos são moçambicanos. Junto a isso  textos ligados ao neo realismo denunciam a péssima condição humana no país e  funcionam como referencia para a conscientização da população.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Em 1964 inicia-se a fase de exortação a luta armada para a independência do  país, a temática glorifica a revolução e serve como base para textos  anti-colonialistas. Na narrativa surge “nós matamos o cão-tinhoso” de Luis  Bernardo Honwana que mostra de forma alegórica uma vitoria imposta ao  colonizador pelos negros livres e capazes de dominar seu território.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Guilherme de Melo com raízes do ódio de 1963 e Orlando Mendes com Portagem de  1966 inauguram o romance moçambicano. Nesta partida impetuosa da literatura  acontecem três vertentes importantes. A primeira é formada por escritores como  José Craverinha, Orlando Mendes, Rui Nogar e Luís Bernardo Honwana e tem como  herança um nacionalismo resultante de tendências de incorporação do &lt;strong&gt;pan-africanismo&lt;/strong&gt;, com experiências neo  realistas e negritudistas. São textos publicados de forma restrita em pequenos  ghettos intelectuais.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  A segunda, também publicada para um pequeno publico, tem como diferença  fundamental o conteúdo que é basicamente inspirado nas grandes obras universais  que vêem desde as antiguidades clássicas até a exaltação da cultura ocidental  européia, seus nomes mais destacados são Rui Knopfli, Eu gênio Lisboa, João  Pedro, Grabato Dias e Maria de Lourdes Cortaz.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  A terceira vertente tem maior liberdade de publicação, esta quer atingir e  chegar ao povo para incentivá-los a luta armada pela independência, é a  temática de guerrilha que em forma de poesia espalha-se pelo povo. Aqueles que  não sabem ler, ouve seus versos e saem cantando de armas nas mãos.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Já em 1971 surgem a revista Caliban que traz textos de excelente qualidade,  este momento também é marcado pela volta de escritores, na maioria brancos que  haviam saído da colônia, o que geral uma enorme leva de intelectuais que estão  ligados a Moçambique mas também estão ligados também a Portugal pelo contato  intenso entre pensamentos pro e anti coloniais, se encaixam neste momento nomes  como os de Rui Knopfli, Glória de Sant’Anna, Guilherme de Melo, Jorge Viegas.  Outros assumem sem reservas a cidadania moçambicana, como Mia Couto, &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Heliodoro Baptista e Leite de Vasconcelos&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  .&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Entre 1975 e 1992 acontece o fortalecimento da literatura moçambicana com a  publicação de textos que estavam guardados, seja por motivos de repressão do  colonizador, ou por falta de oportunidade de fazê-lo. Este processo consolida e  dar uma maturidade definitiva ao ser moçambicano que passa a temas de exaltação  da pátria, recém independente, cultos aos heróis da luta pela libertação  nacional, temas doutrinários e militares. É importante lembrar que o novo  governo também tentou controlar o que era publicado, sendo totalmente livre  desta censura apenas os textos publicados fora do país.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Um poeta/jornalista moçambicano merece destaque em todo este processo de  autoconhecimento e de libertação é José Craverinha, sobre o qual podemos  analisar uma sequência de fases em suas obras. A primeira é marcada pelo  neo-realismo e traz como tema a tradição popular e tribal, o ser humano é  mostrado cheio de problemas e complicações, acontece o privilegio da mensagem  sobre a forma, pois o objetivo do autor e conscientizar o leitor do seu real  estado de vida.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  A segunda é marcada pela negritude, a forma muda, os versos tornam-se longos e  o texto enaltece o negro, as raízes africanas neles estão presente os  sentimentos mais puros do autor, a revolta contra a escravidão em denuncias  feitas de forma bastante agressivas. A terceira fase do artista traz a  moçambicanidade, a identidade nacional do seu povo, nela a busca pelo que é de  verdade o ser moçambicano, suas raízes, seus desejos e seu futuro de liberdade  estão misturados de tal forma que aos lê-los se sente a força e a garra do  homem de Moçambique.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Na quarta e ultima fase, escrita em parte na prisão acontece o paradoxo de ter  como tema a libertação, são desta fase os livros chigubo (1964), karingana ua  karingana (1974), Cela 1(1980) entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Alem dos países descritos neste trabalho, no continente africano também falam a  língua portuguesa: &lt;strong&gt;Cabo Verde&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Guiné-Bissau&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Guiné Equatorial&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;São Tomé  e Princípe.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;/strong&gt;A literatura africana,  como um conjunto de obras literárias que traduzem uma certa africanidade, toma  esta designação porque a África é o motivo da sua mensagem ao mundo, porque os  processos técnicos da sua escrita se erguem contra o modismo europeu e  europeizante. John chamou-a de literatura Neo-africana por ser escrita em  línguas europeias e para diferenciá-la da literatura oral produzida em língua  africana. Nesta literatura, o centro do universo deixa de ser o homem europeu e  passa a ser o homem africano.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  É necessário frisar que este tipo de literatura, chamada  literatura africana de expressão portuguesa, ganha uma nova especialização,  tomando a designação de literatura de raiz africana. Esta literatura teve a sua  origem através do confronto, da rebelião literária, linguística e ideológica,  da tomada de consciência revolucionária a partir da década de 40 (século XIX).  Importa referir que era uma literatura dirigida particularmente aos africanos e  escrita em línguas locais em mistura com o &amp;quot;português&amp;quot;, pois o  propósito era tornar a escrita inacessível aos europeus, isto é, não permitir  ao homem branco descodificar as suas mensagens. Daí a introdução nas obras de  poetas angolanos (Agostinho Neto, António Jacinto, Pinto de Andrade, Luandino  Vieira, etc.) de palavras e frase idiomáticas em quimbundo e umbundo, e em  muitos outros autores africanos como Mutimati Bernabé João (Moçambicano).&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Esta fase vai de meados da década de 40 até às  independências (meados da década de 70). &lt;em&gt;“&lt;a href=&quot;file:///D|/Documents and Settings/Atend/My Documents/Texte/negritude Modificado.doc&quot; title=&quot;Negritude&quot;&gt;A vida verdadeira de Domingo  Chavier&lt;/a&gt;” &lt;/em&gt;de Luandino Vieira e &lt;em&gt;“&lt;u&gt;Sagrada esperança&lt;/u&gt;” &lt;/em&gt;de  Agostinho Neto são textos impregnados de marcas visíveis da revolta política  que mais se traduzem nos quatros cantos do mundo.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  A literatura africana combate o exotismo sob todas as  formas, quer se apresente recuperando narrativas tradicionais, quer utilize  ritmos significantes emprestados das culturas populares.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Caminhos  da Negritude na Poesia Moçambicana&lt;/p&gt;&lt;p align=&quot;right&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt; “Não será  uma reivindicação de valores? A negritude não será uma revisão dos conceitos do  Belo, a reabilitação de parâmetros culturais e cultuais, a crítica a tabus de  rejeição, uma legítima defesa contra os padrões reacionários da superioridade  pela tonalidade da pele, textura do cabelo, forma do nariz, lábios finos ou  espessos? (...) Uma teoria da negritude através da literatura ou das artes  plásticas, afinal, ofende a quem?”&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  José Craveirinha  (1985)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vários  pesquisadores encaram a Negritude e as polêmicas geradas em torno dela como uma  espécie de período preparatório para a formação das literaturas nacionais  africanas. Apoiada em várias leituras que aprofundam o tema, procurarei  demonstrar as relações entre  as propostas da Negritude (tomada em seu sentido lato, como evolução da  consciência negra, e também em sentido estrito) e a poesia moçambicana nos anos  50 a 70 do século XX.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Nos anos  quarenta e cinqüenta do século XX, ao partir para a descoberta de si próprios,  os poetas da África de língua portuguesa vão lançar mão de vários “paradigmas”  para melhor definirem a sua identidade, dos quais destacamos: Zumbi (líder da  República dos Palmares, no Brasil), Toussaint Louverture (precursor da  independência do Haiti), Langston Hughes e Guillén, citados por Viriato da Cruz  no poema “Mamã negra”; Ngola Kiluanji e a Rainha Ginga (heróis de resistência  ao colonialismo), citados em “Ao içar da bandeira”, de Agostinho Neto);  anônimos depositários da cultura tradicional (como o desconhecido irmão maconde  do poema “Se me quiseres conhecer”, de Noémia de Sousa), as vítimas da  violência racista (Willie McGee, citado por Francisco José Tenreiro no poema  “Coração em África”), escritores, músicos, boxeurs, atletas da diáspora  americana, em suma, figuras que representavam o orgulho negro de todo o  mundo.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Nesse período de  afirmação, que precede a luta de libertação nacional, o intelectual africano  era guiado por uma postura de adesão à condição do homem negro e seu mundo  mental tinha por base os traços comuns das culturas africanas. Essa postura  fraterna antecedeu a viragem decisiva para o aprofundamento na cultura nacional  e a eclosão da luta armada. No período de afirmação “os homens de cultura  africana [falavam] mais de cultura africana do que de cultura nacional” e a  literatura se propunha como “literatura de negros” ou do “mundo negro”.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Os autores do  Renascimento Negro, da Harlem Renaissance representaram um estímulo para o indigenismo  haitiano, para os estudantes antilhanos reunidos em torno da revista &lt;em&gt;Légitime Défense&lt;/em&gt; e para os poetas que  iriam expressar o projeto da &lt;em&gt;négritude.&lt;/em&gt; Os ecos de Langston Hughes,  Countee Cullen e Richard Wright (romancista) também iriam chegar aos poetas da  África de língua portuguesa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acompanhemos o trajeto teórico e histórico da “questão  negra” para depois situá-la em Moçambique. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Seguindo-se à  proposta da “personalidade africana” (&lt;em&gt;african  personality&lt;/em&gt;, 1893) em congresso de Freetown, em  1900, H. Sylvester Williams, advogado de Trinidad, organizou a primeira  conferência &lt;strong&gt;pan-africana&lt;/strong&gt;, a fim de  suscitar um movimento de solidariedade a favor dos negros colonizados.  Participante do evento, um homem que há mais de meio século militava pelo  pan-africanismo, o Dr. W. E. Burghardt Du  Bois, negro americano, declarava: &amp;quot;Naturalmente, a África é a minha  pátria.&amp;quot; Em 1897, no decorrer do Congresso de Londres, Du Bois já  afirmava: &amp;quot;Se o Negro devesse um dia desempenhar um lugar na história do  mundo, seria graças a um movimento pan-negro.&amp;quot;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Por  sua vez, Marcus Garvey, jamaicano truculento que considerava a pele do mestiço  Du Bois demasiado pálida para um negro, no quadro da Associação Universal para  a Promoção dos Negros lançou a palavra de ordem de &amp;quot;regresso à  África&amp;quot;. Garvey devotou-se febrilmente à criação de organismos que  concretizassem a idéia à qual se dedicara profundamente: um império racial  africano, de que se proclamava presidente provisório, um Parlamento Negro, uma  Liga Marítima da Estrela Negra. E imaginou um Paraíso em que os anjos eram  negros e os demônios, brancos. Não hesitou em colaborar com os racistas do Ku  Klux Klan, que como ele, mas por razões inversas, preconizavam que os Negros  americanos fossem mandados para a África. A vida tempestuosa de Garvey foi  marcada pela prisão e acabou obscuramente em Londres, em 1900. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  O &lt;em&gt;Manifesto&lt;/em&gt; do Movimento do Niágara, em 1905, proclamou a &amp;quot;igualdade absoluta entre  todos os cidadãos brancos e negros&amp;quot;, sintetizando as preocupações de Du  Bois e de seu grupo. Aquele, que fundara, por seu  lado, a Associação Nacional para a Promoção das Gentes de Cor (base do  &amp;quot;&lt;strong&gt;Black Renaissance&lt;/strong&gt;&amp;quot;), tornava-se a viga mestra dos congressos pan-africanos que  se realizaram sucessivamente em Paris em 1919, em Londres e Bruxelas em 1921,  em Londres Lisboa em 1923 (em Portugal, desde 1912, fundara-se a  &amp;quot;Junta de Defesa dos Direitos de África”), em  Nova Iorque, em 1927. De início, marcadamente racial, a idéia pan-negrista  tornava-se uma reivindicação política. Isso se confirmou, sobretudo, depois da  segunda guerra mundial, no Congresso Pan-Africano de Manchester, presidido por  Du Bois, em que era nítida ainda a predominância dos anglófonos. Pela primeira  vez, porém, contrabalançava os próprios Africanos a influência dos Negros  americanos. Os temas anti-imperialismo e anticolonialismo eram discutidos e,  pela primeira vez, explicitamente reivindicada a independência nacional, tudo  isto no quadro de uma opção socialista ou socialista-marxista.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  W.E.B. Du Bois  (nascido em 1863 e considerado o pai do pan-africanismo contemporâneo), doutor  em Filosofia e historiador cujos trabalhos revelaram aos companheiros negros um  passado africano do qual se deviam orgulhar, destacou-se como voz de protesto  contra a política imperialista na África, em favor das independências, e  exerceu influência considerável sobre personalidades como Asikiwe Nandi, futuro  presidente da Nigéria, Kwame N‘ Krumah, primeiro presidente da República de  Gana (para quem o pan-africanismo foi uma das idéias-força) e Jomo Kenyatta,  primeiro presidente da República do Quênia. Du Bois exerceu também profunda  ascendência sobre escritores negros americanos. Seu livro &lt;em&gt;Almas Negras&lt;/em&gt; (1903) tornou-se modelo para os intelectuais do  movimento do Renascimento Negro (entre 1920 e 1940). Reagindo contra os estereótipos  e preconceitos que circulavam a respeito do negro, o movimento glorificava a  sua cor. Defendia a origem africana, o direito ao emprego, ao amor, à  igualdade, ao respeito e propugnava ainda pela assunção da cultura. Esse  programa foi revelado na revista &lt;em&gt;The Nation&lt;/em&gt;, de 23 de junho de 1926,  sendo considerado a declaração de independência do artista negro:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O humanista Jean Price-Mars, haitiano,  notabilizou-se à época como o Pai do pan-africanismo cultural. Diplomata,  historiador, sociólogo e doutor em medicina, inimigo ferrenho da assimilação e  defensor das contribuições das culturas negras para a civilização mundial, foi  um dos grandes inspiradores de Léopold Sedar Senghor. Na literatura, o romance &lt;em&gt;Batouala&lt;/em&gt; (1921), do martiniquenho René Maran, propunha-se como um libelo contra a  colonização francesa na África. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Nos Estados Unidos, a música negra - o &lt;em&gt;jazz&lt;/em&gt;,  os &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;spirituals&lt;/em&gt; - e a produção dos escritores negros  chamavam a atenção geral para a cultura e a causa que defendiam. Langston Hughes  (nascido em 1902, de pai branco e mãe negra), representante do &lt;em&gt;Harlem  Renaissance&lt;/em&gt;  e amigo pessoal de Léon Damas e  de Senghor&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; foi um dos mais expressivos  poetas negro-americanos e transportou para a poesia os ritmos e a cadência da  música de seu povo, notadamente o blues. &amp;quot;O Negro Fala Sobre Rios&amp;quot; (&lt;em&gt;The Negro Speaks of Rivers&lt;/em&gt;) é  provavelmente o seu poema mais famoso. Nesse texto, considera a história das  comunidades negras desde o Oriente bíblico e a África até a diáspora na  América. Afirmando “Eu também sou América”, Hughes assume-se como filho da  África: “&lt;em&gt;Todos os tantãs do mato batem no meu sangue. Todas as luas  selvagens e ferventes do mato brilham na minha alma”.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Outros passos importantes para o que se  chamaria mais tarde o movimento da Negritude foram a revista &lt;em&gt;Légitime Défensee&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;La Revue du Monde Noir&lt;/em&gt; (“Revista do mundo negro”, 1931-32, seis  números), que antecederam o jornal &lt;em&gt;L&#39;Etudiant  Noir.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Né&lt;em&gt;gritude&lt;/em&gt; propriamente dita nasceu, portanto, de um protesto &lt;em&gt;intelectual&lt;/em&gt; de negros  de formação cultural européia que tomavam consciência da diferença e da  inferiorização que os europeus impunham aos descendentes da África&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi Aimé Césaire que, no seu &lt;em&gt;Cahier d&#39;un retour au pays natal&lt;/em&gt;, em 1939, empregou o termo “negritude” pela primeira vez e assim a definia: &amp;quot;&lt;strong&gt;la conscience d&#39;être noir, simple  reconnaissance d&#39;un fait qui implique acceptation, prise en charge de son  destin de noir, de son histoire, de sa culture; elle est affirmation d&#39;une  indentité, d&#39;une solidarité, d&#39;une fidélité à un ensemble de valeurs noirs&amp;quot;.  (&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;É simples reconhecimento do facto do nosso  destino de negro da nossa história e cultura)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;h1&gt;&lt;a href=&quot;file:///D|/Documents and Settings/Atend/My Documents/Texte/MODERNISMO.Panafricanismo, negritude.doc&quot; title=&quot;Modernismo&quot; target=&quot;_parent&quot;&gt;NEGRITUDE OU PAN-AFRUICANISMO  CULTURAL&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;p&gt;A atmosfera de  contestação dos impérios coloniais de luta pela independência política e  económica transita para o campo estético-literário que se torna nessa altura  arma ideológica de forte impacto, actuando com sucesso sobre a opinião pública  internacional. Neste ambito aprece a negritude. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
E a  Aime Cesaire e aos compatriotas Leopold Senghor e Leon Dames que vai dever a  materialização deste conceito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conceito  histórico de Negritude &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Movimento cultural de afirmação com  expressão nas letras e ciências humanas convista a criação de um Nacionalismo  Africano. Ela surge quando o homem negro toma cosciência da sua condição de inferiorizado  por uma imposição do homem branco. A Negritude é o Pana-fricanismo nos valores  culturais, tal como dira &lt;em&gt;Senghor&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;a Negritude é um conjunto de  valores da civilização do mundo negro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;.                  &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Segundo Senghor este movimento tem três fases evolutivas: &lt;/h2&gt;&lt;ul&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redescoberta da história, cultura e diaspora negra  no mundo. &lt;/strong&gt;Tomada de consciência de existência de valores culturais a serem  revalorizados. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Reabilitação do passado&lt;/strong&gt;. A denúncia da traição  etnográfica ocidental que vai da desumanização progressiva à violência,  corrupção e barbariedade protagonizadas pela burguesia.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;3- &lt;strong&gt;Adopção de novas  formas de valores culturais&lt;/strong&gt;. A recusa de assimilação dos modelos externos  pela história negro-africana. Criação de um modelo próprio distanciado dos  motivos históricos das literaturas europeias&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde a expressão artística até a  necessidade de aniquilação do sistema colonial: “&lt;em&gt;O tom exaltado que as discussões sobre a Negritude atingem é produto da  indissolubilidade dos aspectos políticos, culturais e ideológicos de que ela é  fato e factor _ para empregar a terminologia de Amílcar Cabral”&lt;/em&gt;. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Inicialmente  combatida pela ala mais conservadora do mundo negro, a “negritude” passou,  posteriormente, a ser combatida pela sua ala mais radical. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  O conceito de  cultura distancia-se, pois, do paradigma estético ocidental e emerge de formas  culturais não-canônicas produzidas no ato da sobrevivência social: &lt;em&gt;“Reconstituir o discurso da diferença  cultural exige não apenas uma mudança de conteúdos e símbolos culturais [...].  Isto demanda uma visão radical da temporalidade social na qual histórias  emergentes possam ser escritas; demanda também a rearticulação do  &amp;quot;signo&amp;quot; no qual se possam inscrever identidades culturais&lt;/em&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Os porta-vozes da Negritude nos anos 30, Aimé Césaire,  Léon Gontran Damas e Léopold Sédar Senghor, manifestavam o desejo de  revitalizar no plano teórico e conceitual a herança cultural africana fundada  na valorização da pureza racial ou étnica, motivo maior da crítica ferrenha de  Stanislas Adotevi. Também a generalização da problemática negra pelos teóricos  e artistas da Negritude incomodava Franz Fanon, assim como Amílcar Cabral, que  argumentavam com as diferenças existentes entre os problemas enfrentados pelos  negros norte-americanos e pelos negros africanos, pois que as culturas (como a  história) se desenvolvem de modo desigual, seja dentro de uma mesma sociedade,  raça ou continente. Cabral defendia haver várias áfricas e, portanto, várias  culturas africanas.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  É no campo cindido entre a necessária solidariedade  política e a improvável identidade cultural que se coloca, portanto, o centro  da discussão sobre a Negritude. Propondo uma solução conciliadora, Kabengele  Munanga afirma:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Na  história da humanidade, os negros são os últimos a serem escravizados e  colonizados. E todos, no continente como na diáspora, são vítimas do racismo  branco. Ao nível emocional, essa situação comum é um fator de unidade.  Portanto, cada grupo de negros deve adaptar-se e reajustar o conteúdo de sua  NEGRITUDE, respeitando sua especificidade social, econômica, política e racial.  A de um cubano, brasileiro, sul-africano e americano não devem ser reduzidas a  um denominador comum, apesar da solidariedade. Esta não-redução não impede a  troca de experiências entre as vítimas e a comparação entre os estudiosos&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De um modo geral, a “Negritude”, movimento oriundo de concepções  tão amplamente discutidas, foi se dissolvendo em facções que se opunham  ou se friccionavam. No que toca às negritudes africana e  brasileira, também se construíram correntes doutrinais, culturais e estéticas  não inteiramente devedoras dos modelos fundacionais, fossem eles anglófonos ou  francófonos.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Pelo exposto, Pires Laranjeira, com mais de  duas décadas de pesquisas dedicados à Negritude africana de língua portuguesa,  destaca, no contexto de complexidade polémica que envolve o conceito de  “negritude”, a polissemia interpretativa que desencadeou desde sua nascença,  assim como a leitura oblíqua, desprovida do acesso às fontes primárias, que é  feita dos seus pressupostos. Sabemos hoje que o jornal &lt;em&gt;L&#39;Etudiant Noir, por exemplo, &lt;/em&gt;peça  capital da instauração da &lt;em&gt;negritude&lt;/em&gt; na França, não chegou a ser lido no original pelos autores de língua portuguesa  que se debruçavam sobre a cultura negro-africana, embora fosse por eles  referido. Posicionando-se “contra  a corrente de pensamento dominante” que defendia que a Negritude de língua  portuguesa não teria existido _ opinião de Mário António Fernandes de Oliveira  retomada por Salvato Trigo _, a seguir a apresentarei uma selecção de textos de  apoio para a leitura de uma “poesia da negritude” manifestada, sobretudo, entre  1949 e 1959, buscando demonstrar que a Negritude francófona (dos anos 30) foi  assimilada, dando origem a uma Negritude lusófona que testemunha a convivência  do Sócio-Realismo africano com o racismo anti-racista (Sartre) pan-africano e  globalizante, e a sua inevitável ultrapassagem nacionalista.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Ressaltando a obliteração ou a má-avaliação de  textos teóricos programáticos e informativos, Laranjeira redescobre, recupera e  reabilita documentos que iluminam a importância da negritude _ definida como  “construção de uma idéia da literatura negra”_ na fase de emergência de novas  literaturas de língua portuguesa. O tópico e os textos-testemunho correlatos  que Pires Laranjeira apresenta (de Mário Pinto de Andrade, Francisco José  Tenreiro, José Craveirinha, Agostinho Neto, Alda Espírito Santo, entre outros)  permitem reexaminar o pensamento literário africano de língua portuguesa dos  anos 50, década decisiva para a emergência das afronacionalidades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Proveniência  da Negritude lusófona &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o estudioso, a Negritude lusófona deriva da  Negritude francófona, movimento que ganhou expressão a partir da publicação do  jornal &lt;em&gt;L’Étudiant Noir&lt;/em&gt;, por então  estudantes da Sorbonne. O termo foi usado pela primeira vez por Césaire, no seu  poema “Cahier d’um retour au pays natal” (1939) e, mais tarde, em livro  prefaciado por Breton (1947). A Negritude significa a expressão, sobretudo  poética, do “ser negro”&lt;a href=&quot;#_ftn1&quot; name=&quot;_ftnref1&quot; title=&quot;&quot;&gt; &lt;/a&gt;,  exaltando as tradições africanas ancestrais, valorizando o modo negro de estar  no mundo (Senghor) e o posicionamento anti-colonial e anti-imperialista  (Césaire).&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Francisco José Tenreiro incorporou à sua Ilha de  Nome Santo (1942) um universo africano de ressonâncias dramáticas e, com Mário  de Andrade, lançou em 1953 o caderno &lt;em&gt;Poesia  negra de expressão portuguesa&lt;/em&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Como bem o assinala Manuel Ferreira, “na prática,  no terreno real dos textos, sobretudo poéticos, vamos encontrar autores vários  cuja mensagem é a da Negritude (...): Marcelo Veiga, Francisco José Tenreiro,  Alda Espírito Santo, Marcelino dos Santos, José Craveirinha, Noémia de Sousa,  Virgílio de Lemos, Manuel Lima, Agostinho Neto, Alexandre Dáskalos. Poetas que  investem o seu verbo na revelação e valorização dos autênticos segmentos da  cultura africana encarada num processo dinâmico.” Não há a configuração de um  movimento, mas uma tendência revelada na poética de alguns autores africanos de  língua portuguesa.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Com os movimentos de libertação das nações  africanas e a participação dessas nações no conjunto das forças do Terceiro  Mundo, o conceito de “negritude&lt;em&gt;”&lt;/em&gt; (também o de pan-africanismo e o de Renascimento Negro, concebidos a partir da  diáspora e com caráter simbólico) ganhou um novo combustível dialético e novos  relevos, consequentes do processo da luta contra o colonialismo. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Durante a  Segunda Guerra e depois dela, o movimento da “negritude” ganhou uma dimensão  política, aproximando-se da proposta essencial do pan-africanismo. Na atmosfera  internacional da guerra, um esforço esmagador foi exigido dos colonizados para  salvar uma civilização em chamas. A crise despertou no homem negro um desejo de  afirmação cada vez maior. E, ultrapassando os limites da literatura, a  negritude passou a animar a ação política e a luta pela independência. A  criação poética era então um ato político, contra a ordem colonial, o  imperialismo e o racismo. O filósofo africano Kwame  Appiah ressalva que ideologias como o pan-africanismo e a negritude defendiam e  (re)significavam a identidade africana. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Manuel  dos Santos Lima resume, no texto “Humanismo africano e humanismo ocidental”,  apresentado no Congresso &lt;em&gt;L&#39;Umanesimo  Latino e l&#39;Umanesimo Africano &lt;/em&gt;ocorrido na Praia, República de  Cabo Verde: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma geral, a independência criou, por  parte de uma nova elite política e intelectual, a necessidade da elaboração das  identidades africanas dentro do Continente, e deste perante o mundo. Para isso,  era imprescindível retornar ao passado em busca de elementos legitimadores da  nova realidade e encontrar heróis fundadores e feitos maravilhosos dos novos  países africanos e da própria África. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Em Moçambique, a partir de 1945 (até 1964,  aproximadamente) começaram a revelar-se os poetas que compõem o “segundo  paradigma ou segunda fase” da literatura moçambicana (o primeiro preparou o  terreno para essa “poética da moçambicanidade”), designação utilizada por  Carmen Tindó Ribeiro Secco, que lhes ressalta uma produção que&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Recebe  fortes influências do Neo-Realismo, do Renascimento Negro e do Movimento da  Negritude, fazendo a apologia da solidariedade, denunciando o racismo, o  colonialismo, a exploração nas minas da áfrica do Sul”; muitos poetas preferem  cantar a terra e a natureza, metáforas da “moçambicanidade”, ou o negro,  exaltando o orgulho da cor&lt;/em&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Para Patrick Chabal&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Embora nas colônias africanas portuguesas a  negritude nunca tenha tomado a forma amplificada e exaltada que assumiu no  império francês, houve um processo semelhante, mesmo que não tenha havido  ‘influência direta’. A negritude é, dessa forma, a mais explícita e manifesta  fase de nacionalismo cultural que se pode encontrar na literatura africana  moderna.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com base nessas óticas, Orlando Mendes e Noémia de  Sousa são considerados “pioneiros da moderna poesia moçambicana”. O primeiro,  mergulha sua poética na “seiva elementar/De África nos versos que digo/ E os  homens saibam cantar”. No caso de Noémia de Sousa, toda a sua produção (dezenas  de poemas produzidos entre 1949 e 1952 encontram-se dispersos pela imprensa  moçambicana) alimenta-se das raízes africanas, é “África da cabeça aos pés”:  “Eu quero conhecer-te melhor, /minha África profunda e imortal”; “Ó minha  África misteriosa e natural, /minha virgem violentada, /Minha Mãe! Destaca  Maria Nazareth Soares Fonseca que a “consciência de uma negritude, ainda que  sem os particularismos do movimento criado por Aimé Césaire e Léopold Senghor,  na França, atravessa os versos da poeta moçambicana”. Filha de mãe negra,  Noémia transfere essa maternidade para a África como um todo, elegendo a pele  africana como o seu sinal: no poema “Negra”, o corpo feminino, diverso mas  sintetizado numa única palavra, MÃE, acaba por representar o corpo do  continente africano; no poema “Sangue negro”, também estabelecendo a homologia  entre “minha África” e “minha Mãe”, o eu lírico assume o seu sangue  negro-escravo e a sua origem: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em poema antológico, “Deixa passar o meu povo” (que  dialoga com o&lt;em&gt; spiritual&lt;/em&gt; Let my people  go, que tematiza o cativeiro de Moisés e do seu povo no Egito dos faraós),  explicita-se a relação da poética de Noémia com os pressupostos do Harlem  Renaissance:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;José Craveirinha considera Noémia “o primeiro poeta  verdadeiramente moçambicano no alto sentido da sua poesia e pelo nascimento”. E  acrescenta: “Noémia de Sousa foi quem soltou o primeiro canto da tragédia  nocturna dos negros que trabalham na remoção dos dejectos da população dos  subúrbios: os zampunganas. (...) só nós, os africanos das ruas de areia (...)  só nós conhecemos a profundidade do soluço do zampungana”.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Noémia, cantora dos esquecidos, voz fraterna  (“Nossa voz”), vai dar voz aos párias da África, vai exaltar a (es)cultura  popular (“pau preto que um desconhecido irmão maconde talhou”), fundando o seu  canto em sintonia cultural e política com movimentos que envolviam a causa  negra em outras partes do mundo: o Renascimento Negro americano, o Negrismo cubano  de Nicolas Guillén (dele é a epígrafe da antologia &lt;em&gt;Poesia negra de expressão portuguesa&lt;/em&gt;, 1953, em que Noémia  colaborou), o Regionalismo brasileiro de Jorge Amado, o Neo-Realismo português.&lt;/p&gt;&lt;h1&gt;Objectivos da  Negraitude (Projecto Renascentista) &lt;/h1&gt;&lt;ul&gt;  &lt;li&gt;Formação da consciência africana sua história e seu  passado miseravel.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Reconquista dos valores da cultura negra africana  negadas pelos europeus.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Retorno as origens-&lt;strong&gt; paraiso perdido&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Contestação contra o colonialismo.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Denúncias da exploração e abusos do colonialismo&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Exibição do movimento estético- literário africano.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Emergência de uma nova literatura em termos  temáticos e estilisticos&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Formação do nacionalismo africano &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;h2&gt;Aspectos  Negativos &lt;/h2&gt;&lt;ul&gt;  &lt;li&gt;A forte comutação racial, conduziu o movimento a um  racismo antiracista.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;A Negação da ciência e da técnica europeias agravou  o atrazo do continente negro em relação ao resto do mundo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;&amp;nbsp;&lt;/h2&gt;&lt;h2&gt;Caracteristicas temáticas &lt;/h2&gt;&lt;ul&gt;  &lt;li&gt;Exaltação da natureza africana.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Exaltação dos valores culturais africanos -romantismo africano.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Representação de Africa como simbolo de &lt;strong&gt;Mãe&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Negação da civilização e da técnica europeia pela  afirmação da civilização tecnica tradicional&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Criação de um modelo próprio- tradicional.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Retorno as origens&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;h2&gt;Características  literárias &lt;/h2&gt;&lt;ul&gt;  &lt;li&gt;Evocação e valorização de África como Mãe-  &lt;strong&gt;Paraiso  perdido&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Exaltação da beleza africana, &lt;em&gt;no centro a mulher  e o musculo do homem&lt;/em&gt;.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Exaltação da arte africana. &lt;strong&gt;A razão e helénica e  a emoção é negra&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;- &lt;/em&gt; &lt;em&gt;Senghor&lt;/em&gt;.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Exaltação e evocação da natureza de áfrica. &lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Denúncia da colonização desde a cultural,  mentalidade à soberania.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Nos discursos há frequência de versos longos de  tipo recitativo.&lt;/li&gt;
  &lt;li&gt;Forte exploração da ironia na expressão.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A negritude vai receber do &lt;strong&gt;Modernismo brasileiro&lt;/strong&gt; o desejo de conhecer as raizes e o valor cultural, apoiados na língua do  colonizador adoptando-a em sua linguagem natural.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  -Receberá ainda do &lt;strong&gt;neo-realismo&lt;/strong&gt; a  sua dimensão temática que é a focalização do grupo oprimido. E a Missão do  poeta no meio do povo oprimido é leva-lo a tomar consciência da sua situação. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  As literaturas africanas vão receber da &lt;strong&gt;Negritude&lt;/strong&gt; o desejo de conhecer as  raízes e o valor cultural do &lt;strong&gt;pan-africanismo&lt;/strong&gt; a luta pela libertação da pátria - &lt;strong&gt;nacionalismo&lt;/strong&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Do &lt;strong&gt;modernismo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;brasileiro&lt;/strong&gt; o regionalismo. Apoiados na língua do colonizador  adoptam-na em sua linguagem natural.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;
  Do &lt;strong&gt;neo-realismon receberá&lt;/strong&gt; a sua  dimensão &lt;em&gt;temática&lt;/em&gt; que é a focalização  do grupo oprimido. E a Missão do poeta no meio do povo oprimido é leva-lo a  tomar consciência da sua situação. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;div id=&quot;ftn1&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/547886320244837062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/547886320244837062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2010/07/literatura-africana.html' title='Literatura Africana'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-6953652989295449937</id><published>2010-07-16T02:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T02:01:40.744-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Leonel"/><title type='text'>Texte</title><content type='html'>&lt;table border=&quot;1&quot;&gt;&amp;nbsp; &lt;tbody&gt;
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&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/5551178679089240268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/5551178679089240268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2010/01/listas-2010.html' title='Listas 2010'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgAj36JVbhxJNQCRB5FC7FwN7vjuf-oZf-qLZNEJUMawY5QdVNnbXO6kNLj7aauc5F5fAmfe2is8Yb1jx_-THy2rhjf_ZmN-rxyA3dCCSQfNZDw75Ct_-UXx1TZ7hlWiInxXT6j9dN8MGo/s72-c/II+ciclos+Augusto....jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-7940407136621637581</id><published>2009-05-21T02:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T03:38:16.811-07:00</updated><title type='text'>BEM VINDO A 1o DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2ZW0Op-gd2fO9OWNkQ3CFL2ETGqdA8MDG0XvZVci0kaw5PLodQptDkvQe-bwkKSTNZMVtSiWdNA69bf9Cr8u034yk1qyUyGr7Y7vVyZjYSCqju949Jha8o72UBbAoTNWNO5kuYh9V2wOf/s1600-h/Picture+013.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 10px 10px 0px; 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&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/7940407136621637581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/7940407136621637581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2009/05/i.html' title='BEM VINDO A 1o DE JANEIRO'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2ZW0Op-gd2fO9OWNkQ3CFL2ETGqdA8MDG0XvZVci0kaw5PLodQptDkvQe-bwkKSTNZMVtSiWdNA69bf9Cr8u034yk1qyUyGr7Y7vVyZjYSCqju949Jha8o72UBbAoTNWNO5kuYh9V2wOf/s72-c/Picture+013.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-1648283423314733203</id><published>2009-05-21T02:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T02:33:05.674-07:00</updated><title type='text'>BREVE HISTORIAL DA ESCOLA</title><content type='html'></content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/1648283423314733203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/1648283423314733203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2009/05/h.html' title='BREVE HISTORIAL DA ESCOLA'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-8419185643781120907</id><published>2009-05-21T02:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T03:51:06.938-07:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="DIRECÇÃO DA ESCOLA"/><title type='text'>DIRECÇÃO DA ESCOLA</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;A direcção da Escola é constituida pelo director&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5387952343447995154&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGVJzx2wlVwTI_z4-zcEwA-xSyNuolUgADZ0lh0iJf-H6dAf9XxpdWyHYasUHgBPiH_HYHsqzf17wVVS72Ic0HBhwVqPeQtsyLnTGeqMqdFEaXz00wEoUa_uw02xwfWsjy32hi4nZ1SIlu/s320/Picture+020.jpg&quot; /&gt; o &lt;span style=&quot;color:#000099;&quot;&gt;&lt;strong&gt;dr. Alcido Moniz Godi Nhumaio.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;O director do primeiro ciclo ,Anibal Em&lt;img class=&quot;gl_align_center&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;Alinhar ao centro&quot; src=&quot;http://www.blogger.com/img/blank.gif&quot; /&gt;ílio Lipangue, o do&lt;/div&gt;&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;segundo ciclo Alberto Fabião Cuambe&lt;br /&gt;O chefe da secretária Domingos Maurício Zita&lt;br /&gt;O corpo docente e os funcionários&lt;/p&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/8419185643781120907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/8419185643781120907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2009/05/g.html' title='DIRECÇÃO DA ESCOLA'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCYyLUI2-fES6Gh6_ghM-xSQhY79z5wr7_TwOZg8u8n_qrXGz_U7YAruENYxrERC8WcMinirVbc0J_ioke1S3xfIi0CnN74zTYw-vB5AjtUq3icryGqyc1ysKf4WnOm_o/s220/DSC00077.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGVJzx2wlVwTI_z4-zcEwA-xSyNuolUgADZ0lh0iJf-H6dAf9XxpdWyHYasUHgBPiH_HYHsqzf17wVVS72Ic0HBhwVqPeQtsyLnTGeqMqdFEaXz00wEoUa_uw02xwfWsjy32hi4nZ1SIlu/s72-c/Picture+020.jpg" height="72" width="72"/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1567446887638482831.post-8727814178085247829</id><published>2009-05-21T02:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T02:48:00.670-07:00</updated><title type='text'>f</title><content type='html'></content><link rel='edit' 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type='text'>e</title><content type='html'></content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/2317634384309607340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1567446887638482831/posts/default/2317634384309607340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://1janeiro.blogspot.com/2009/05/e.html' title='e'/><author><name>Leonel Dengo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16232987446850009978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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