<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858</atom:id><lastBuildDate>Sun, 01 Mar 2026 20:02:46 +0000</lastBuildDate><category>Tolo coração</category><category>A cidade</category><category>Canção do amor vulgar</category><category>Isso de seguir a lua</category><category>Para aquelas horas tristes</category><category>Lira do descompasso</category><category>Na noite boêmia</category><category>(Des)devoção</category><category>Fim</category><title>Escrita vulgar</title><description>por Joycemar Tejo</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (J L TEJO)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-8520084360348750182</guid><pubDate>Fri, 23 May 2014 02:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-05-22T23:28:31.504-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Fim</category><title>Decididamente</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Decididamente, acabou. Sigo aqui, no &lt;a href=&quot;http://outrasvulgaridades.blogspot.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Outras vulgaridades&lt;/a&gt;, e apenas em verso. Querendo escrever algo em prosa, darei um jeito. Obrigado até aqui; continuemos!&lt;/div&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2014/05/decididamente.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-8848646908329736284</guid><pubDate>Fri, 07 Mar 2014 03:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-07T20:31:21.577-03:00</atom:updated><title>Eu me reservo o direito de poetizar de forma louca</title><description>Eu me reservo o direito de poetizar de forma louca&lt;br /&gt;
às favas com a coerência&lt;br /&gt;
e o espaço-tempo rigoroso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
me reservo o direito de dizer sandices&lt;br /&gt;
de abluções em fogo&lt;br /&gt;
e cuspidelas de meteoros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sorver a via láctea num trago longo&lt;br /&gt;
picotar a realidade em pedacinhos&lt;br /&gt;
como Shiva bêbado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e o vomitar de estrelas na divinal ressaca</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2014/02/eu-me-reservo-o-direito-de-poetizar-de.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-2225888890924712961</guid><pubDate>Sun, 02 Mar 2014 19:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-03-02T16:37:08.317-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Na noite boêmia</category><title>Ainda com cheiro de noite</title><description>Ainda com cheiro de noite&lt;br /&gt;
adentro a manhã rosada&lt;br /&gt;
comigo junto&lt;br /&gt;
cigarro&lt;br /&gt;
e alguns versos.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2014/03/ainda-com-cheiro-de-noite.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-2036916608697664279</guid><pubDate>Fri, 21 Feb 2014 03:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2014-02-21T00:56:37.972-03:00</atom:updated><title>Idiomático</title><description>sonhei com um idioma&lt;br /&gt;
que não era deste mundo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
falado em outras esferas&lt;br /&gt;
uma outra gramática&lt;br /&gt;
como um cirílico às avessas&lt;br /&gt;
pitada de alemão, toque&lt;br /&gt;
de gaélico&lt;br /&gt;
mandarim ao contrário e inglês misturado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
foi assim&lt;br /&gt;
a conversa que ouvi&lt;br /&gt;
no sonho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas entendia tudo&lt;br /&gt;
mesmo sem saber&lt;br /&gt;
ler ou escrever&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nos sonhos, é evidente&lt;br /&gt;
lábios e línguas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
são detalhe&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2014/02/idiomatico.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1197743533965657231</guid><pubDate>Thu, 05 Dec 2013 20:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-06T00:18:54.862-02:00</atom:updated><title>Schumann ouvindo vozes de anjos</title><description>Schumann ouvindo vozes de anjos&lt;br /&gt;
e sempre falam com doçura&lt;br /&gt;
aqueles cicios e sussurros angelicais&lt;br /&gt;
e os suspiros, e os&lt;br /&gt;
gemidos&lt;br /&gt;
tudo isso lhe falam os anjos ao ouvido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Robert aperta os olhos, sorri ora em êxtase&lt;br /&gt;
ora em pânico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
aperta os olhos e pensa na próxima melodia&lt;br /&gt;
nos acordes de seu órgão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o angelical órgão de Robert Schumann&lt;br /&gt;
passando um pouquinho&lt;br /&gt;
daquilo que os anjos&lt;br /&gt;
lhe sussurram&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
às vezes são os diabos, todos eles&lt;br /&gt;
ao ouvido blasfemando&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e Robert aperta os olhos, sorri ora em pânico&lt;br /&gt;
ora em êxtase&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
tão diabólicas aquelas vozes daqueles anjos tão&lt;br /&gt;
angelicais como&lt;br /&gt;
só Lúcifer seria, ele &lt;br /&gt;
que era&lt;br /&gt;
anjo e diabo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e Robert corre ao piano&lt;br /&gt;
e ali derrama tudo&lt;br /&gt;
ora em pânico ora em êxtase&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o angelical órgão de Robert Schumann&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
estremece às vezes, por ora,&lt;br /&gt;
quando Schubert em espírito vem lhe falar&lt;br /&gt;
e cicia e sussurra em seu ouvido&lt;br /&gt;
o velho Schubert e suas artimanhas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e ao piano, bravo!, Robert,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
compõe música ao mesmo tempo de anjo e de demônio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e já Robert saltando no delírio suicida&lt;br /&gt;
a bocarra aberta do rio&lt;br /&gt;
Robert que já não aguenta &lt;br /&gt;
os anjos ao ouvido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Clara! você também anjo&lt;br /&gt;
na melancolia angelical de ver o marido&lt;br /&gt;
balbuciando, Clara, sobre anjos&lt;br /&gt;
de ver o marido recolhido ao sanatório&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na melancolia angelical de ver Robert,&lt;br /&gt;
ele que ouvia anjos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-ao leito de morte, já sem falar- &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em êxtase e em pânico&lt;br /&gt;
batendo asas como um deles.&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/12/schumann-ouvindo-vozes-de-anjos.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-2454193024038493820</guid><pubDate>Tue, 24 Sep 2013 04:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-09-24T01:51:04.137-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Para aquelas horas tristes</category><title>Pensarão os entes queridos</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando eu morrer e meus entes queridos vierem fechar minha conta bancária, contas de email, perfis em redes sociais, chegarão a este blog e sentirão uma leve tristeza. Pensarão: não é que ele fosse confuso. Apenas sentia demais. Ele tentou, pensarão os entes queridos, colorir um pouco isso tudo; porque é tudo tão cinza e monótono que só a literatura pode dar remédio. Mesmo que seja, pensarão os entes queridos, literatura como a dele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Lerão cuidadosamente os posts, se perguntando quem seriam, afinal, os personagens que assombram o blog. Existiram ou mera fábula? Ele era tão reservado, pensarão consigo, que sequer lhes permitia conhecer a fundo o coração. E assim, desajeitadamente, despejava segredo após segredo- mesmo que o segredo nada significasse. É que, sem segredos, tudo seguiria cinza e monótono, já falamos acima. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Sim- já falamos acima. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E, como tudo já foi falado antes, os entes queridos, mesmo com uma pontinha de remorso, apertarão o &quot;delete&quot;. Que os mortos enterrem os mortos. &lt;/div&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/09/pensarao-os-entes-queridos.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-8403172292617118943</guid><pubDate>Thu, 22 Aug 2013 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-08-22T11:18:35.290-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A cidade</category><title>Asas longas e brancas</title><description>Asas longas e brancas&lt;br /&gt;
refletindo a luz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pousou como um anjo&lt;br /&gt;
ao sol daquela manhã&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
na copa da árvore&lt;br /&gt;
a garça&lt;br /&gt;
sobre o Rio Maracanã.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/08/asas-longas-e-brancas.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-4712248552463091374</guid><pubDate>Sat, 27 Jul 2013 05:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-12-20T14:11:07.012-02:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>Coração gelado</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Daí ela diz, &quot;&lt;i&gt;meu coração está congelando&lt;/i&gt;&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nem o frio polar, nem o frio mais antártico possível... Nem o frio de Plutão poderia congelar aquele coração. Mas ela diz, &quot;&lt;i&gt;meu coração está congelando&lt;/i&gt;&quot;. E eu acredito. Acendamos uma lareira do tamanho do mundo- mas isso bastará?&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E não é só. Ela prossegue, &quot;&lt;i&gt;se você está com alguém, sente falta de espaço, de liberdade, se está solteiro, às vezes sente falta de alguém&lt;/i&gt;&quot;. Entendo essa contradição. E, por isso, não a recrimino. Já me senti assim muitas vezes. Essa sensação, a de uma pedra gelada, e não um órgão vivo, batendo no peito. Não é uma sensação agradável: parece haver apenas escuridão ao redor onde, na verdade, haveria cor. Mas já não há cores senão o cinza do coração gelado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Queria dar cor a esse mundo. Aquecer esse coração, devolver-lhe a vida. Fazê-la sorrir e, olha só, ela que reclama do gelo pode, ela mesma, com um mero sorrir incendiar esse mundo.&lt;/div&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/07/coracao-gelado.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-2931740801907722480</guid><pubDate>Sat, 13 Jul 2013 06:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-16T12:42:19.138-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>Você sempre trazendo música</title><description>E ela diz&lt;br /&gt;
&quot;você sempre trazendo música&lt;br /&gt;
para nosso papo&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e é verdade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
letra&lt;br /&gt;
melodias, acordes&lt;br /&gt;
versos&lt;br /&gt;
sustenidos, bemol, menor, maior e à sétima&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sempre entre nós&lt;br /&gt;
em nossas conversas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
no som da voz dela&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em gemidos e suspiros&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pela madrugada é tudo música&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ela sempre&lt;br /&gt;
minha&lt;br /&gt;
acústica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o nome é sonoro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
toda a sinfonia&lt;br /&gt;
é pensar nela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/07/voce-sempre-trazendo-musica.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1809283259927661238</guid><pubDate>Fri, 05 Jul 2013 04:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-05T01:45:42.084-03:00</atom:updated><title>Fantasmas que um dia amei</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como um homem que, no leito de morte, rememora os tempos vividos, eu, agora, também olho para trás. E, vindos do passado, surgem, vaporosos, fantasmas que um dia amei. Todas elas: Vanessa morena, Cecília, Gisela que não chegou a ser, Mirna que tira o chão de nossos pés, e, na distante torre de mármore, Alice da melancolia lunar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há outras? Sim, vivas na lembrança do toque, da voz, do cheiro. E do olhar, às vezes o mero olhar, naquele momento em que, casualmente, olhares se encontram. Há orgasmos que esquecemos, há olhares que carregamos como marcados a brasa. Também esses fantasmas sutis vêm à tona, e o tempo lhes deixa ainda mais sutis, mais efêmeros, como algo escoando, lenta, mas inexoravelmente, pelo ralo. Estão aqui, os fantasmas, mas o tempo vai tragando-os. Tento segurá-los ao máximo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No leito de morte do meu coração, rememoro os tempos vividos. Gosto de rememorar, mesmo estando no leito de morte, por isso tento segurá-los ao máximo. Fazem com que eu ainda me sinta vivo. É que hoje, restados o fel e a desilusão, elas todas, esses velhos fantasmas, acenam de uma época em que eu acreditava na vida.&lt;/div&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/07/fantasmas-que-um-dia-amei.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1150892729887873717</guid><pubDate>Tue, 02 Jul 2013 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-02T00:00:03.870-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Na noite boêmia</category><title>Uma coisa interessante quando pensamos nelas</title><description>Uma coisa interessante&lt;br /&gt;
quando pensamos nelas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nelas, bem entendido&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
as prostitutas, putas&lt;br /&gt;
meretrizes, mulheres de vida&lt;br /&gt;
fácil&lt;br /&gt;
e todos aqueles nomes que o povo lhes dá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Essas que recebem para nos amar&lt;br /&gt;
e tudo bem que seja assim,&lt;br /&gt;
mediante paga ou não&lt;br /&gt;
orgasmos são orgasmos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas a coisa interessante&lt;br /&gt;
sobre a qual quero falar&lt;br /&gt;
é a seguinte:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
elas se deitam conosco&lt;br /&gt;
por momentos tão efêmeros&lt;br /&gt;
é rápido, fugaz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
gozamos, pagamos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nunca tornamos a vê-las&lt;br /&gt;
seus nomes, não lembramos&lt;br /&gt;
a feição do rosto, também não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas o perfume&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e é sempre um perfume barato&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
fica em nós, em nossas roupas&lt;br /&gt;
ao longo do dia ainda o sentimos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O gozo é passageiro&lt;br /&gt;
-essa é a coisa interessante&lt;br /&gt;
mas o perfume&lt;br /&gt;
é duradouro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/07/uma-coisa-interessante-quando-pensamos.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-9059287821284858678</guid><pubDate>Sat, 29 Jun 2013 07:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-29T04:00:58.319-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A cidade</category><title>E era tudo muito cinza</title><description>Lendo&lt;br /&gt;
The Doors&lt;br /&gt;
e ouvindo&lt;br /&gt;
Bukowski&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
digo, o contrário&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
foi quando percebi&lt;br /&gt;
no ônibus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
que as nuvens pareciam como&lt;br /&gt;
emplastadas no céu&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e era tudo muito cinza&lt;br /&gt;
e um pouco&lt;br /&gt;
sujo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/e-era-tudo-muito-cinza.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-3029650184641236010</guid><pubDate>Thu, 13 Jun 2013 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-13T00:05:23.523-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Para aquelas horas tristes</category><title>Quanto mais você sente  mais você sofre</title><description>Quanto mais você sente&lt;br /&gt;
mais você sofre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repare que os insensíveis&lt;br /&gt;
são os brutos, os imbecis,&lt;br /&gt;
burros e loucos&lt;br /&gt;
mancos de espírito&lt;br /&gt;
idiotas, obtusos, limitados, estreitos&lt;br /&gt;
atrasados, reduzidos, míopes&lt;br /&gt;
ou mesmo cegos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aliás&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
os cegos são felizes&lt;br /&gt;
porque não enxergam um palmo à frente&lt;br /&gt;
felizes porque&lt;br /&gt;
não veem as coisas&lt;br /&gt;
como elas são.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto melhor sua visão&lt;br /&gt;
então&lt;br /&gt;
mais acurados seus olhos&lt;br /&gt;
então&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
podemos concluir &lt;br /&gt;
mais você sofrerá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto é&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
se você sofre&lt;br /&gt;
é porque sente muito&lt;br /&gt;
consegue sentir,&lt;br /&gt;
ver, tocar&lt;br /&gt;
muito&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
muito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Claro, eu sei&lt;br /&gt;
isso não é consolo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/quanto-mais-voce-sente-mais-voce-sofre.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-6635853658264033408</guid><pubDate>Sun, 09 Jun 2013 06:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-16T12:42:19.144-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>Mas não,  jamais,  se humilhe</title><description>Ah! Resistamos à foto dela&lt;br /&gt;
nada de telefonar&lt;br /&gt;
mandar emails&lt;br /&gt;
bater à porta&lt;br /&gt;
ou enviar recados&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
vamos resistir, esqueçamos&lt;br /&gt;
apesar daquele olhar certeiro na fotografia&lt;br /&gt;
sejamos homens, sejamos&lt;br /&gt;
fortes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nada de importuná-la&lt;br /&gt;
nada de acordá-la na madrugada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nada de perder a voz ao telefone&lt;br /&gt;
e deixá-la sozinha, &quot;alô? alô?&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nada de nos humilharmos&lt;br /&gt;
de nos sujeitarmos&lt;br /&gt;
rastejarmos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sejamos homens, sejamos&lt;br /&gt;
fortes&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ok? nada disso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas ela é linda, e, eu sei&lt;br /&gt;
não faz mal&lt;br /&gt;
ficar aqui apenas&lt;br /&gt;
observando a foto&lt;br /&gt;
dela, o olhar&lt;br /&gt;
certeiro na fotografia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e o sorriso, eu sei,&lt;br /&gt;
não faz mal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
olhe um pouco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
sinta um pouco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
lembre um pouco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas não,&amp;nbsp; jamais,&lt;br /&gt;
se humilhe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Resista.&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/mas-nao-jamais-se-humilhe.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-6917388733046287050</guid><pubDate>Sat, 08 Jun 2013 02:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-09T03:13:53.314-03:00</atom:updated><title>O mesmo cheiro de mar</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A brisa que vem, enquanto caminho rumo ao Fórum, é oceânica mas com um tom caseiro. Vem do mar, mas não evoca amplidões distantes, e sim praias calmas onde deitamos ao sol. Precisamente me lembra um dia, anos atrás, uma tarde na Praia do Flamengo. Prova da faculdade à noite mas eu não me importava: ao invés de ficar em casa estudando estava lá deitado na areia, fazendo da camisa toalha, braços abertos ao sol. Não me lembro que música ouvia nos fones. A calma daquela tarde sobrepuja a lembrança dos demais detalhes. E aquela tarde passou assim, tranquila, eu vagabundando ao sol, a praia vazia em um dia de semana qualquer. Sol e paz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;E a brisa. A caminho do Fórum vem o mesmo cheiro de mar, anos depois, quando, jovem, nada me perturbava, muito menos uma prova de faculdade à noite.&lt;/div&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/o-mesmo-cheiro-de-mar.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-4987785084915160765</guid><pubDate>Thu, 06 Jun 2013 02:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-06-05T23:42:02.865-03:00</atom:updated><title>Qualquer uma dessas pequenas notícias banais</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entardecia e, por mais não ter o que fazer, fiquei a observar as pessoas. Naquela esquina estava por exemplo um senhor grisalho, bem vestido mas não formal a ponto de ser um advogado. Falava ao celular: e foi o modo como falava que atraiu minha atenção. Olhos vermelhos, expressão tensa, parecendo ao mesmo tempo resignado e desesperado, sol e chuva, a encarnação das antíteses. E falava pouco. Apenas monossílabos ao aparelho, basicamente confirmando, endossando, aquilo que o interlocutor falava. Mas como lhe parecia sofrido! Engolia a explosão e se resignava em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Que diabos ouvia? Estava longe para captar alguma coisa e sou ruim de leitura labial. Portanto resta apenas conjeturar, digamos, a notícia da demissão, da traição da esposa, da morte de alguém, o meteoro implacável rumo à Terra, uma nova epidemia mortal, uma declaração de guerra, qualquer uma dessas pequenas notícias banais da vida mundana que nós recebemos, rotineiramente, pelo celular num entardecer do centro da cidade.&lt;/div&gt;</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/qualquer-uma-dessas-pequenas-noticias.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-4314954914410603890</guid><pubDate>Tue, 04 Jun 2013 04:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-16T12:42:19.139-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>Ela, após abrir o coração</title><description>Ela disse tudo&lt;br /&gt;
de uma vez&lt;br /&gt;
como uma torrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
E então se calou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi essas coisas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo&lt;br /&gt;
a combustão rápida&lt;br /&gt;
do fogo, até que&lt;br /&gt;
só as cinzas&lt;br /&gt;
fiquem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As brasas estão apagadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ela, após abrir o coração &lt;br /&gt;
ficou como apagada&lt;br /&gt;
também.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/ela-apos-abrir-o-coracao.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-6385443800816525555</guid><pubDate>Sat, 01 Jun 2013 05:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-16T12:42:19.143-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>Havia tempos em que qualquer telefonema dela</title><description>Havia tempos em que qualquer telefonema dela&lt;br /&gt;
parecia um&lt;br /&gt;
cataclismo pessoal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, tudo mais maduro&lt;br /&gt;
falamos apenas de&lt;br /&gt;
pensão alimentícia, contas outras&lt;br /&gt;
empregos e trabalho&lt;br /&gt;
e todas as coisas&lt;br /&gt;
chatas da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Havia tempos em que qualquer telefonema dela&lt;br /&gt;
eu me tremia&lt;br /&gt;
todo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje, adultos,&lt;br /&gt;
é aquela velha&lt;br /&gt;
aporrinhação de sempre.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/06/havia-tempos-em-que-qualquer-telefonema.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1202299791107540143</guid><pubDate>Wed, 29 May 2013 19:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-07-16T12:42:19.136-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Lira do descompasso</category><title>É que chovia e senti</title><description>Não havia &amp;nbsp;nada de mais&lt;br /&gt;
em estar ali&lt;br /&gt;
em pé&lt;br /&gt;
o que tornou ainda&lt;br /&gt;
mais especial&lt;br /&gt;
(no sentido de estranho)&lt;br /&gt;
ter lembrado dela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É que chovia e senti&lt;br /&gt;
uma paz danada.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/e-que-chovia-e-senti.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1251016541438564437</guid><pubDate>Sat, 25 May 2013 06:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-25T03:20:04.158-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">A cidade</category><title>Pegando chuva na Avenida Presidente Vargas</title><description>A primeira impressão é a de gelo&lt;br /&gt;
conforme a chuva cai pesada.&lt;br /&gt;
É como quase estar nu em pelo,&lt;br /&gt;
Sentindo ao corpo a roupa molhada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sim, o corpo ensopado de frio treme&lt;br /&gt;
o vento castigando tal açoite;&lt;br /&gt;
no tempo somos navios sem leme&lt;br /&gt;
sob chuva, desafiando a noite.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No bolso, estragado, o documento&lt;br /&gt;
pela água tornado já disforme;&lt;br /&gt;
é de um sonho sombrio o sentimento&lt;br /&gt;
como o de alguém que, pelo ópio, dorme.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estar sob temporal, portanto&lt;br /&gt;
é como um pesadelo gelado e irreal.&lt;br /&gt;
Não há silêncio, senão das águas o canto&lt;br /&gt;
e uma gripe danada no final.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/pegando-chuva-na-avenida-presidente.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-8209290794006667232</guid><pubDate>Fri, 24 May 2013 04:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T01:31:32.052-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Isso de seguir a lua</category><title>Ela me diz que acredita</title><description>Ela me diz que acredita&lt;br /&gt;
em deuses deus gnomos duendes orixás&lt;br /&gt;
espíritos e essa coisa toda&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(políticos honestos quem sabe)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
eu, pior que são tomé&lt;br /&gt;
nem vendo crendo&lt;br /&gt;
acreditando em nada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
digo &quot;aham, aham&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
mas nela, ah!, aí sim&lt;br /&gt;
Alice é uma deusa, escrevi aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nela estão meu&lt;br /&gt;
credo, bíblia, religião&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
anjos e serafins todos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alice, ok, de joelhos&lt;br /&gt;
aqui estou &lt;br /&gt;
ok, acredito.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-Amém.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/ela-me-diz-que-acredita.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-385107933566808701</guid><pubDate>Thu, 23 May 2013 04:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T01:38:04.896-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Isso de seguir a lua</category><title>A única coisa que Alice pede</title><description>A única coisa que Alice pede é&lt;br /&gt;
&quot;seja sincero&quot;&lt;br /&gt;
&quot;não minta&quot;&lt;br /&gt;
&quot;diga sempre&lt;br /&gt;
o que você sente&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e são pedidos claros, calmos,&lt;br /&gt;
cristalinos como são&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
diamantes ao sol&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
não mentir, ser sincero&lt;br /&gt;
se é Alice pedindo&lt;br /&gt;
como recusar?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
peço que respire, que exista&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é mais ou menos por aí&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o tipo de pedido&lt;br /&gt;
que ela faz&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e por serem tão claros e calmos&lt;br /&gt;
eu, obviamente&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nada posso fazer senão cumprir&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
viver, respirar, ser sincero&lt;br /&gt;
com Alice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ora, é isso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
comer, beber,&lt;br /&gt;
ser sincero com Alice&lt;br /&gt;
respirar&lt;br /&gt;
sem isso&lt;br /&gt;
sem Alice&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ou sem comer, beber, respirar&lt;br /&gt;
não há vida&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ser sincero com Alice é, pois,&lt;br /&gt;
senhoras e senhores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nada mais que isso&lt;br /&gt;
nada mais que, ah, respirar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/a-unica-coisa-que-alice-pede.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-385227847014537755</guid><pubDate>Sat, 18 May 2013 22:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-18T19:53:19.534-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">(Des)devoção</category><title>Mas nem isso ele é</title><description>Os islâmicos dizem&lt;br /&gt;
&quot;Deus é grande!&quot;&lt;br /&gt;
Eu, que não acredito em Deus, diria&lt;br /&gt;
&quot;O homem é grande!&quot;&lt;br /&gt;
Mas nem isso&lt;br /&gt;
ele é.</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/mas-nem-isso-ele-e.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-2834445995527432818</guid><pubDate>Sat, 04 May 2013 05:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-24T01:38:04.895-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Isso de seguir a lua</category><title>Na cama, eu, sozinho, me odeio</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mirna é passado, mas como deixar de falar dela? O fantasma abre suas asas agourento. Mirna, que já foi solar, hoje me aparece sombria. Ainda assim é leve, apesar de estranho, conversar com Mirna tanto tempo depois. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estranho!, ela mesma disse, &quot;&lt;i&gt;você é super-estranho, essa semana mesmo dei um tempo no meu relacionamento e você reaparece do nada&lt;/i&gt;&quot;. Oh sim, sim. É o destino, brinco. Que haveria de ser? Mirna solteira ao longo da semana, que perigo para o mundo. Guerras foram travadas por menos. Mirna em um relacionamento arrastaria homens à morte, sozinha, então, é o convite à 3ª Guerra Mundial. Sim, sou super-estranho, e ficamos nisso. Por que haveria outra coisa?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas Alice, com sua intuição feminina. Me pergunta, &quot;&lt;i&gt;e a moça...?&lt;/i&gt;&quot; Basta isso, sei a quem ela se refere. Alice descobriu a história toda. Generosa, encara com serenidade (como é diferente de Cecília, meu deus, voltaremos a Cecília oportunamente). Alice soube de Mirna mas não há gritos ou rancor, ciúme ou desprezo. Soube de Mirna como saberia da existência de uma galáxia distante: existe, mas nada interfere na vida cotidiana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Alice, em sua intuição: &quot;&lt;i&gt;E a moça...?&lt;/i&gt;&quot;. Eu: &quot;&lt;i&gt;Nunca mais vi. Passou, não sinto mais nada&lt;/i&gt;&quot;. Alice sorri.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na cama, eu, sozinho, me odeio. &quot;&lt;i&gt;Mentiroso, mentiroso&lt;/i&gt;&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/05/na-cama-eu-sozinho-me-odeio.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-6017111947311333858.post-1008931625666434330</guid><pubDate>Sat, 27 Apr 2013 03:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2013-05-23T01:38:01.440-03:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Isso de seguir a lua</category><title>Do you speak English?</title><description>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho dificuldades com idiomas. Detestava particularmente o inglês: as angulações, a pronúncia, a ausência de acentos. Isso tornava o idioma odioso para mim, e preferiria que o mundo falasse urdu, farsi ou qualquer outro dialeto obscuro. Inglês, jamais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas deixou de ser assim. Recebo um email de Alice, o vídeo de uma música. Assisto, gosto, nada de excepcional. Respondo, &quot;&lt;i&gt;por que essa música?, faz lembrar de mim?&lt;/i&gt;&quot;, e, segundos depois, a resposta dela em minha caixa de emails, &quot;&lt;i&gt;yes&lt;/i&gt;&quot;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ah, por esse &quot;&lt;i&gt;yes&lt;/i&gt;&quot; passei a amar de paixão o idioma de Shakespeare.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
</description><link>http://escritavulgar.blogspot.com/2013/04/do-you-speak-english.html</link><author>noreply@blogger.com (J L TEJO)</author><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>