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	<title>Estratégia e Consultoria » Artigos</title>
	
	<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br</link>
	<description>Opinião e análise política com base no conceito de estratégia</description>
	<lastBuildDate>Sat, 31 Dec 2011 14:15:00 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Se a Dilma não agir como Teresópolis agiu…</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 19:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Friburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeituras]]></category>
		<category><![CDATA[Teresópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Os prefeitos de Teresópolis e de Nova Friburgo perderam a conexão com o povo. A Dilma está perdendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1428" title="Se a Dilma não agir como Teresópolis agiu..." src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-se-a-dilma-nao-agir-como-teresopolis-agiu-002.jpg" alt="Se a Dilma não agir como Teresópolis agiu..." width="600" height="450" /></p>
<p>Entre todas as calamidades, há outro ponto a unir a história dos prefeitos cassados, Jorge Mário, em Teresópolis e Demerval Barboza, em Nova Friburgo: o bom conselho da Presidente Dilma Rousseff, que os dois preferiram não seguir. Ela avisou: “não é hora de pensar em dinheiro para as obras, mas hora de socorrer e atender as vítimas”.</p>
<p>Teresópolis e Nova Friburgo, agora devolvem à Presidente Dilma um bom conselho: livre-se do Lupi como nos livramos de gente que é igual a ele. Senão&#8230;</p>
<p>Se não é fácil administrar uma pequena loja, uma casa de família, ou a própria vida, a vida dos filhos ou ajudar a administrar a vida dos netos, o que se pode dizer da complexidade de se administrar uma cidade?</p>
<p>Como é possível agradar 20, 30, 50, 100, 200, 500 mil ou mais de um milhão de pessoas? Atender cada uma em suas necessidades e expectativas? Agradá-las até ponto de fazê-las decidir por nós no momento em que são chamadas a opinar?</p>
<p>Afinal, são as cidades que oferecem ou retiram a comodidade, a segurança ou o prazer de uma atividade das mais simples entre as obrigações do ser humano: a mobilidade, o andar pelas ruas.</p>
<p>Também são as cidades que oferecem os meios de transportes mais utilizados e os corredores por onde eles transitam, assim como são delas a responsabilidade de entregar as primeiras letras, o primeiro ensino, as lições iniciais para a caminhada de toda uma vida.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1427" title="Se a Dilma não agir como Teresópolis agiu..." src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-se-a-dilma-nao-agir-como-teresopolis-agiu-001.jpg" alt="Se a Dilma não agir como Teresópolis agiu..." width="350" height="235" />De igual modo, pertencem às cidades os primeiros socorros, os primeiros cuidados em casos de acidentes graves e não graves ou de uma simples disenteria ou de uma pequena dor de cabeça que, sem o devido cuidado, sem o diagnóstico correto, pode ser fatal. A depender da administração das cidades, as chuvas e os dias ensolarados, assim com as noites mais escuras ou de lua cheia, podem ser cenários e palcos de belos romances ou de agonia e terror; serem benções ou maldições.</p>
<p>Quando se administra uma cidade, há momentos, muitos momentos, em que se entra na vida nas pessoas, em que se decide se elas terão vida longa, viverão um bom futuro ou terão motivos para viverem pouco ou se lamentarem por toda a vida. Quando se administra uma cidade se decide sobre os negócios que nelas acontecem e sobre os negócios que elas produzem, edificam. Nas cidades têm início idôneo ou inidôneo, as pequenas e grandes fortunas.</p>
<p>Sinceramente, administrar uma cidade é coisa para gente grande, mas será só para gente que entenda do assunto? A conclusão estaria com Platão, para quem só aos sábios se deve dar a honra de governar os homens? Ou com aqueles que advogam para os governos os representantes diretos do Criador, por Ele nomeados e em nome Dele empossados?</p>
<p>A democracia respondeu, há muitos anos, que não. A tarefa de administrar as cidades deve ser entregue aos que nelas vivem, porque eles sentirão na própria pele o sabor e os resultados dos seus atos, de suas decisões. Ninguém melhor do que eles, portanto, para saber o resultado do que fazem.</p>
<p>Por isso, nas cidades os governos que perdem o rumo são aqueles que desconectam os governantes da realidade da população. E, essa tem sido uma situação comum nas cidades brasileiras, por isso, há um monte de prefeitos cassados, afastados, odiados até o último fio de cabelo. Gente que perdeu conexão com o povo. E, cá entre nós, bem feito, que tenham sofrido os males que sofreram!</p>
<p>Mas, como devem fazer os que governam para não perderem a conexão com o povo? Viver a vida que o povo vive; sentir na pele o que ele sente; entender os sonhos e as agruras que ele tem. Reagir como ele reage. Usar os meios de transportes, as escolas, os hospitais, as ruas que eles usam. Repugnar o que ele repugna.</p>
<p>Ser honesto e trabalhar com afinco é bom início. Percebe-se que o povo brasileiro sente falta, muita falta, de gente honesta nos governos, de gente que não brinca com coisa séria, de gente que trabalha de sol a sol, medindo resultados.</p>
<p>Havendo honestidade e trabalho; havendo autoridade moral, o resto, com certeza, virá, porque a sociedade já produziu instrumentos suficientes para se organizar de forma mais eficiente qualquer governo.</p>
<p>Sinceramente, ninguém agüenta mais ver nos governos alguém que seja como são o Jorge Mário ou o Carlos Lupi. Ninguém suporta mais gente que engana gente; que faz pouco da inteligência do povo, que minta para ter conforto pessoal. Se a Dilma não der ao Lupi o destino que o povo de Teresópolis deu ao Jorge Mário e o destino que Nova Friburgo deu ao Demerval , erecerá ser comparada a eles dois.</p>
<p><object width="600" height="400" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param value="true" name="allowFullScreen"><param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1585624&#038;autoStart=false&#038;width=600&#038;height=400" name="FlashVars" /></param></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>É o que tenho dito. Bye, bye, Lupi.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/comentario/e-o-que-tenho-dito-bye-bye-lupi</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 10:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[Presidência da República]]></category>
		<category><![CDATA[Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a imprensa quer, não tem jeito. Com Carlos, o Lupi, não será diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1417" class="wp-caption alignleft" style="width: 370px"><a href="http://glo.bo/sHSHli"><img class="size-full wp-image-1417 " title="É o que tenho dito. Bye, bye, Lupi." src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-e-o-que-tenho-dito-bye-bye-lupi.jpg" alt="É o que tenho dito. Bye, bye, Lupi." width="360" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">Site divulga fotos de Lupi saindo de avião pago por ONG (Créditos: http://glo.bo/sHSHli)</p></div>
<p>Não adianta resistir. Quando a imprensa decide que é hora de demitir alguém, a onda não desaparece até a vontade dela seja respeitada. E, já comentei aqui o roteiro: alguém que é parte do esquema, uma vez contrariado, denuncia, mas no anonimato. Marca encontro com um dos jornalistas presentes nos casos anteriores de denúncia, leva algum material e conta o seu caso. A revista VEJA tem sido o veículo preferencial, para este tipo de ação.</p>
<p>O jornalista monta o trabalho para ser capa da edição com todas as informações que consegue obter. Depois de fechada a matéria, deixa um pequeno espaço para as palavras do acusado que, normalmente, evita falar, mas fica assustado com o teor. Ele chama os assessores mais próximos, principalmente, a turma da assessoria de imprensa e tenta organizar a reação. É aconselhado a dizer que apurará as denúncias e punirá os culpados, “doa a quem doer”. Também sai com a intenção de ir ao Congresso Nacional falar sobre o assunto (esse procedimento é recente e tem com a garantia dada pelos partidos de sustentação de encenarem um bom teatro, para que o acusado possa alegar inocência. A oposição pedirá uma CPI e a visita espontânea pode desarticular o movimento.</p>
<p>A matéria vai para as ruas e repercute em todos os canais de comunicação, principalmente, nas mídias sociais. Inicia-se a fase intermediária do processo.</p>
<p>O sujeito esperneia e nega. Pede palavras de apoio do seu partido e da Presidência. O seu partido e os seus aliados, já experimentados, apóiam, mas começam, imediatamente, a organizar a substituição, para não perderem as vantagens do cargo.</p>
<p>A Presidência apóia. O sujeito se sente fortalecido. A imprensa dá uma pequena trégua e volta com novas denúncias, que chegam de gente que, com sede de vingança ou de despeito, aproveita a onda para jogar mais lama no denunciado.</p>
<p>O Ministério Público, no primeiro momento, não vê culpa, mas diante da insistência da imprensa, declara a decisão de apurar melhor.</p>
<p>A Presidência da República cansa. Sente que é hora de virar a página e manda o sujeito embora. O cara nunca mais se recupera. Com Carlos, o Lupi, não será diferente.</p>
<p>E, ainda sobre o tema, é interessante ler o que escreveu Ricardo Noblat, com o título “Fora Lupi”.</p>
<p><strong><em>Fora Lupi, publicado no jornal O Globo de ontem, segunda-feira: </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p>“Malfeito para rste governo só é malfeito quando vira escândalo” –<strong><em>senador Aécio Neves (PSDB-MG)</em></strong></p>
<p>Quer saia logo do governo ou não, Carlos Lupi, ministro do Trabalho, garantiu modesta nota de pé de página em livro de História sobre o governo Dilma Rousseff como o auxiliar que mais constrangeu a presidente antes de levar finalmente um merecido pé na bunda.</p>
<p>Até aqui, pelo menos, trata Dilma como se ela não passasse de um desdentado tigre de papel.</p>
<p>Diga-se a favor de Lupi que ele não foi o único a resistir a deixar o cargo.</p>
<p>Salvo Nelson Jobim, ministro da Defesa e afilhado de casamento de José Serra, os demais desabrigados do governo em sua fase inaugural foram embora contrariados ou cuspindo fogo. Afinal, ser ministro é muito bom. Todos o cortejam e paparicam. Sem falar das vantagens que de fato importam.</p>
<p>O fogo cuspido por um ou outro não provocou mossa em Dilma &#8211; longe disso. Ela foi hábil ao lidar com as diversas situações.</p>
<p>Antônio Palocci, ministro da Casa Civil, por exemplo, saiu sob aplausos. Os olhos de Dilma ficaram marejados.</p>
<p>Só faltou uma orquestra de metais para embalar com músicas épicas a saída triunfal de Orlando Silva do ministério do Esporte. Foi emocionante!</p>
<p>Alguém estranho aos nossos costumes – um nórdico ou anglo-saxão &#8211; teria dificuldade em entender por que se demite um ministro e depois se junta um coro de carpideiras para chorar sua saída.</p>
<p>Somos latinos e melífluos, essa é que é a verdade. E também cínicos por natureza.</p>
<p>Lupi dispensou choro, vela e tapinhas nas costas. Aproveitou sua condição de único e inquestionável donatário do PDT fundado por Leonel Brizola para falar grosso, dizer desaforos e comportar-se como se lhe coubesse dirigir a cena protagonizada por ele mesmo.</p>
<p>Quis ser valente – foi apenas vulgar. Tentou fazer graça – pareceu um cafajeste.</p>
<p>O grosso: “Conheço a presidente Dilma há 30 anos. Duvido que ela me tire. Nem na reforma ministerial”.</p>
<p>O desaforado: “Daqui ninguém me tira. Só se for abatido à bala. E tem de ser bala de grosso calibre porque sou pesado”.</p>
<p>O vulgar: “Sou osso duro de roer”.</p>
<p>O cafajeste: “Presidente, me desculpe se fui agressivo. Dilma, eu te amo”.</p>
<p>Se não tivesse outros motivos para demitir Lupi, Dilma ganhou de graça um poderoso e definitivo motivo ao ouvir dele em depoimento no Congresso o debochado pedido de desculpas.</p>
<p>“Dilma, eu te amo” é a maneira mais sarcástica de tirar de alguém a majestade do seu cargo e de reduzir-lhe a autoridade.</p>
<p>Deveria ter sido despachado no ato. Mas o tigre só miou.</p>
<p>A soberba de Lupi voltou a se manifestar quando ele foi homenageado na última sexta-feira pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.</p>
<p>Agarrado à calça que a todo instante ameaçava deixá-lo só de cuecas, Lupi prometeu como se lhe sobrasse poder para tanto: “Vou acabar com o ciclo de ministros demitidos no grito. Ah, vou!”.</p>
<p>Dilma pensou a mesma coisa quando Lupi começou a ser atingido por denúncias de malfeitos. Disse a um assessor: “Não, não vou deixar que a imprensa derrube um ministro a cada semana”.</p>
<p>Evoluiu depois para a posição de demitir Lupi ao reformar seu ministério. Não está mais certa disso depois de ter lido a VEJA no fim de semana.</p>
<p>Ali resta provado que Lupi mentiu ao Congresso ao negar que tivesse voado em jatinho de empresário. E que mentiu novamente ao fingir que mal conhecia Adair Meira, um gaúcho dono de ONGs.</p>
<p>Lupi viajou pelo interior do Maranhão no jatinho King Air de Meira. E mais: na companhia do próprio Meira, aquinhoado depois com contratos suspeitos no governo.</p>
<p>Roubar nas barbas do presidente não é necessariamente razão para ser demitido. Não é mesmo.</p>
<p>Ao lotearem seus governos com os partidos, os presidentes sabem que pagarão o preço de fechar os olhos a pequenos grandes roubos.</p>
<p>Mas mentir ao Congresso, por mais que o Congresso seja uma casa de mentiras, é um crime grave. Ou assim deveria ser encarado.</p>
<p>A se admitir que nada aconteça ao ministro de Estado que mente diante dos representantes do povo, o melhor é decretar de uma vez por todas que vivemos em uma falsa democracia. E que o servidor público número um, o presidente da República, é também o farsante público número um.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O caráter do Lupi. De malandro a Mané.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/analise/o-carater-do-lupi-de-malandro-a-mane</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 09:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Lupi]]></category>
		<category><![CDATA[Malandragem]]></category>
		<category><![CDATA[PDT]]></category>
		<category><![CDATA[Saturnino Braga]]></category>

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		<description><![CDATA[A carreira política do Lupi é a soma de atitudes estratégicas do ramo da malandragem, porque malandro, pra sobreviver, precisa ser estratégico. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1401" title="O caráter do Lupi. De malandro a Mané." src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-o-carater-do-lupi-de-malandro-a-mane.jpg" alt="O caráter do Lupi. De malandro a Mané." width="600" height="387" /></p>
<ol>
<li>Quem não conhece o Lupi que compre a decisão dele de exonerar velhos companheiros, num ato de punição pelas ocorrências no Ministério do Trabalho. As exonerações são mais um ato de malandragem na esteira de tantos outros aplicados pelo Lupi.</li>
<li>Ele é centralizador e ninguém se atreveria a fazer acordos em sua área sem a sua autorização e participação expressas.  Basta ver o que ele faz com o programa de divulgação do seu partido: monopoliza a tela, contra tudo e com todos os interesses do partido e de seus companheiros.</li>
<li>Por malandragem, em 1998, Carlos Lupi apoiou o candidato do seu partido ao Senado Federal, Saturnino Braga, exigindo em troca a vaga de primeiro suplente, com a garantia de renuncia do titular na primeira metade do mandato. Ele só não assumiu a cadeira, porque o titular, Saturnino Braga, foi mais malandro e não cumpriu o acordo que fez com ele.</li>
<li>Por malandragem, Carlos Lupi ficou próximo do Brizola no momento da morte dele e assumiu a Presidência do PDT. Lá permanece, também por malandragem, já que anunciou oficialmente haver se licenciado da função para atender a Justiça, que julga incompatíveis os cargos de presidente de partido e de Ministro de Estado. Novamente, a presença do Lupi nos horários do PDT, de modo monopolizado, comprova que ele deu uma calça arriada na Justiça.</li>
<li>Em 2006, Lupi foi candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Ficou no primeiro turno, com menos de 2% dos votos, mas se tornou Ministro do Trabalho, porque, malandro como é, conseguiu convencer o Lula de ser o líder inconteste do PDT. Agora, na crise, se vê que a informação foi outro blefe.</li>
<li>Por fim, a cara do moço, diz tudo. Ou não diz? E a foto distribuída pela VEJA diz mais: o sujeito consegue ser malandro e ao mesmo tempo, Mané.</li>
</ol>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/J758GW3Bl58?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Dilma, Herodes ou D. João III?</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/comentario/dilma-herodes-ou-d-joao-iii</link>
		<comments>http://estrategiaeconsultoria.com.br/comentario/dilma-herodes-ou-d-joao-iii#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 10:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[D. João III]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Herodes]]></category>
		<category><![CDATA[Orlando Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Pero Borges]]></category>

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		<description><![CDATA[A cerimônia de despedida do senhor Orlando Silva contém um recado sobre a personalidade da Presidente Dilma Rousseff.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1394" title="Dilma, Herodes ou D. João III?" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-dilma-herodes-ou-d-joao-iii.jpg" alt="Dilma, Herodes ou D. João III?" width="350" height="349" />Quem assistiu a cerimônia de despedida do senhor Orlando Silva e posse do deputado Aldo no Ministério dos Esportes, assistiu a cena da Presidente da República, de pé, a aplaudir o ex-ministro, exatamente no momento em que ele reafirmava inocência. Veio-me dúvida: se ela sabe que ele é inocente, por que, então, o demitiu?</p>
<p>Síndrome de Salomé?</p>
<p>“Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus,<br />
E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta.</p>
<p>Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista.</p>
<p>E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.</p>
<p>E mandou degolar João no cárcere.</p>
<p>“E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe”. O registro está feito por Mateus no Capítulo 14 do Livro Bíblico que leva o seu nome e serviu de inspiração para Richard Strauss, que, com o nome de Salomé, compôs uma Ópera e para Oscar Wilde que, com o mesmo nome, escreveu um livro.</p>
<p>Se, a Presidente Dilma acredita mesmo na inocência do senhor Orlando Silva, a cabeça do moço foi, por ela, entregue à imprensa e aos verdugos que passaram os últimos 15 ou 20 dias a pedi-la como prêmio. Dilma fez com Orlando, o que fez Herodes com João Batista.</p>
<p>Mas, se a Presidente não acredita na declaração de inocência feita pelo senhor Orlando Silva e, por isso, o demitiu, fez bem, mas não deveria ter festejado o moço na despedida. A não ser que ela tenha o senhor Orlando Silva no papel de Pero Borges, de igual modo festejado pelo Rei de Portugal depois de apanhado em falcatruas. Eduardo Bueno conta a história na página 64 de seu livro “A Coroa, a Cruz e a Espada”, caso acontecido em 1548, quando o Brasil mal engatinhava como nação:</p>
<p>“Apesar do poder concentrado em suas mãos, Pero Borges não tinha a ficha limpa. Em 1543, quando ocupava o cargo de corregedor de Justiça em Elvas, no Alentejo, próximo à fronteira com a Espanha, Borges foi encarregado pelo monarca de supervisionar a construção de um aqueduto. Quando as verbas se esgotaram sem que o aqueduto estivesse pronto, algum clamor de desconfiança se levantou no povo. Os vereadores da Câmara de Elvas escreveram ao rei, solicitando investigação do caso. Em 30 de abril de 1543, D. João III autorizou a abertura de um inquérito. Uma comissão parlamentar averiguou detidamente as contas e comprovou que Pero Borges desviara 114.064 reais – equivalentes a um ano de seu salário como corregedor. Em 17 de maio de 1547, depois do julgamento ser postergado durante três anos por meio de uma série de recursos e “demandas” impetradas pelo próprio réu, o doutor Borges foi condenado a pagar à custa de sua fazenda o dinheiro extraviado. A mesma sentença o suspendeu por três anos do exercício de cargos públicos. O corregedor retornou a Lisboa deixando atrás de si triste celebridade. Mas, no dia 17 de dezembro de 1548, exatos um ano e sete meses após a sentença, o mesmo Pero Borges foi nomeado, pelo mesmo rei, Ouvidor-Geral do Brasil, cargo que pode ser comparado ao de ministro da Justiça.”</p>
<p>Estamos, assim, diante de um complicado enigma: Dilma, Herodes ou Dilma, D. João III?</p>
<p><iframe width="600" height="407" src="http://www.youtube.com/embed/Ya0J_KhzJQY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Marta Suplicy, pode ser o Aécio do Serra.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/analise/marta-suplicy-pode-ser-o-aecio-do-serra</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 10:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Marta Suplicy]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Lula negou à Senadora Marta Suplicy uma saída honrosa, assim como o José Serra negou ao Aécio, em 2010. O final da história pode ser o mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1388" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1388" title="Senadora Marta Suplicy e Aécio Neves" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/11/thumb-marta-suplicy-pode-ser-o-aecio-do-serra.jpg" alt="Senadora Marta Suplicy e Aécio Neves" width="400" height="528" /><p class="wp-caption-text">Senadora Marta Suplicy e Aécio Neves</p></div>
<p>A imprensa avisa que a Senadora Marta Suplicy desistiu de postular a vaga de candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, pressionada pelo ex-presidente Lula e agora por interferência dele, pela Presidente Dilma Rousseff, que preferem oferecer o lugar ao Ministro da Educação, Paulo Haddad.</p>
<p>A Senadora, ao que se sabe, conhecia há algum tempo a preferência do Lula, mas gostaria de disputar a vaga com Haddad numa pré-convenção do PT ou mesmo na convenção regulamentar. Mas, até isso lhe negou o Lula e ontem, terça-feira, véspera do feriado, o ex-marido da senadora, o também senador Eduardo Suplicy, ocupou a tribuna do Senado para reafirmar a sua própria candidatura e para impor condições para abandoná-la.</p>
<p>Com relação à Senadora, fazer o quê, se em outros tempos, ela, com o apoio do Lula, também atropelou postulantes. E, por mero exercício de curiosidade, é bom lembrar que, em 2001, Eduardo Suplicy cumpriu o papel de espremer o PT com a decisão de disputar a vaga de candidato a Presidente da República com o Lula, que se utilizou do episódio para exigir que o seu partido fosse transigente com as composições partidárias e acordos de financiamento.</p>
<p>Na eleição passada, Lula fez o mesmo com relação aos postulantes do PT à vaga de candidato à Presidência. Ele descartou todos em favor da Dilma Rousseff. A questão agora é que Marta Suplicy tem peso político em São Paulo, ao contrário do que aconteceu com os adversários da Dilma no PT em relação ao ambiente da disputa. Outro elemento a considerar é a ausência do Lula na Presidência da República, uma variável que pode ter sido decisiva na eleição da Dilma, que com outro perfil, terá presença bem diferente na campanha do Haddad em São Paulo.</p>
<p>Por sua história e comprovada capacidade de liderança, Lula tem todo o direito de escolher os candidatos de sua preferência no seu partido, mas, no caso presente, não deveria humilhar a Senadora, atitude representada por sua decisão de sequer permitir que ela tivesse a oportunidade de uma saída honrosa: a derrota nas prévias para o Paulo Haddad.</p>
<p><object width="600" height="407"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/ypTBVapaCuc?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/ypTBVapaCuc?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="407" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No PSDB, o José Serra agiu do mesmo modo com o governador Aécio Neves, na eleição passada e o resultado não lhe foi nada agradável. Humilhado, Aécio encontrou motivos para não participar da campanha ou para fingir que participava, e a sua ausência ficou evidenciada nos resultados obtidos pelo Serra em Minas Gerais: no primeiro turno, ocasião em que o Aécio demonstrou todo o seu prestígio político sendo eleito Senador e elegendo um político de ocasião, o senhor Anastasia para o Governo de Minas, Serra não alcançou 31% dos votos (30,76%), enquanto 46,98% dos eleitores mineiros votaram na Dilma, percentual estrondoso, se considerada a candidatura da Marina Silva. No segundo turno, a situação para o Serra piorou em Minas Gerais: 41,55% dos votos contra os 58,45% dados a Dilma.</p>
<p>Fica a lição.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>De Getúlio Vargas a Orlando Silva.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/historia/de-getulio-vargas-a-orlando-silva</link>
		<comments>http://estrategiaeconsultoria.com.br/historia/de-getulio-vargas-a-orlando-silva#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 13:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Getúlio Vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos Prestes]]></category>
		<category><![CDATA[Olga Benário]]></category>
		<category><![CDATA[PCdoB]]></category>
		<category><![CDATA[PPS]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estado Brasileiro tem os mesmos vícios e “virtudes” desde seu aparecimento. A corrupção une as diversas fases da nossa história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1374" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><img class="size-full wp-image-1374 " title="Caricatura do ex-presidente Jânio Quadros feita por Pedro Bottino - Direitos reservados ao Estadão.com.br" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-de-getulio-vargas-a-orlando-silva-003.jpg" alt="Caricatura do ex-presidente Jânio Quadros feita por Pedro Bottino - Direitos reservados ao Estadão.com.br" width="270" height="376" /><p class="wp-caption-text">Caricatura do ex-presidente Jânio Quadros feita por Pedro Bottino - Direitos reservados ao Estadão.com.br</p></div>
<p>Em Brasília, mais um ministro deixou a pasta, por ser acusado de não cuidar bem do dinheiro público e ser complacente com as badernas administrativas que o seu grupo político praticou. Quando a onda começou em cima dele, já se sabia o final, porque, como já disse aqui neste espaço, o caso dele é caso repetido inúmeras vezes, sempre com o mesmo enredo:</p>
<ol>
<li>De início, as denúncias;</li>
<li>Em seguida, a indignação do acusado – atitude sincera, porque todos os que são apanhados, acham que faziam o que foram pagos ou escolhidos para fazer;</li>
<li>Depois, o apoio público da Presidente da República,</li>
<li>Novas denúncias,</li>
<li>Ministério Público no pedaço,</li>
<li>Renúncia ou demissão</li>
<li>O esquecimento do caso inteiro, tanto por parte dos denunciantes, quanto por parte dos investigadores.</li>
</ol>
<p>O personagem do momento é do Partido Comunista do Brasil, essa coisa velha, carcomida, que o mundo antigo chamou de comunismo, mas que o mundo moderno abandonou de vez, quando se descobriu que de comum o comunismo só tinha o comportamento autoritário e os privilégios dos “camaradas”. Não por outros motivos, o comunismo caiu com o Muro de Berlim e foi dissolvido no conjunto de dissolução da União Soviética.</p>
<p>Contudo, se existiu bem no resto do mundo, o comunismo por aqui, na verdade, pouco existiu e, no pouco que existiu fez vergonha, como envergonhado continua encarnado no organismo do PCdoB, que para fugir do encosto se diz “O Partido do Socialismo”. Também está na alma do PPS, que abre o seu estatuto com a explicação rasa de ser o “Partido Popular Socialista, sucessor do Partido Comunista Brasileiro”.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1372" title="Ex-Presidente Getúlio Vargas" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-de-getulio-vargas-a-orlando-silva-001.jpg" alt="Ex-Presidente Getúlio Vargas" width="320" height="186" />E, de um modo bem nosso, o comunismo está no governo representado pelo PCdoB e, ao mesmo tempo na oposição com a cara do PPS. Coisa parecida, bem semelhante, ao que fez no tempo do ditador Getúlio Vargas, a melhor referência do comunismo no Brasil, Luiz Carlos Prestes, “Cavaleiro da Esperança”.</p>
<p>O sujeito, por pragmatismo político, beijou a mão do algoz que lhe roubou a esposa grávida, Olga Benário Prestes, para entregá-la aos nazistas. Ela, depois de chegar à Alemanha Nazista, como presente de Prestes e Getúlio, passou pelos campos de concentração de Lichtenburg e Ravensbrüch, para morrer no campo de extermínio de Bernburg.</p>
<p>Ela lá a sofrer desonras e morte e Prestes no Brasil a merecer as honras que lhe fez o jornalista Viriato de Castro, na obra “O Fenômeno Jânio Quadros”, escrita e publicada em 1959.</p>
<p>A obra, no todo, traça a trajetória de Jânio até a campanha dele para a Presidência da República. É um tratado de história política e estratégia eleitoral.</p>
<p>Sobre Prestes, informa Viriato expectador presente:</p>
<p>“<em>O que estarreceu a Nação foi a atitude de Luiz Carlos Prestes. O líder comunista, depois de sofrer as piores torturas, durante nove anos inteiros nas prisões do Estado Novo, deixa a cadeia para comandar, com os comunistas, o movimento pró-Getúlio Vargas, através do slogan – “Constituinte com Getúlio”! Foi assim que Prestes, ex-“cavaleiro da esperança”, resvalou de desprestígio em desprestígio, até ficar como agora – um líder sem qualquer expressão, detentor de minguados votos e de um punhado de adeptos, que não mais lhe seguem a “palavra de ordem”. Foi o ato mais estúpido de toda a história da tática política no Brasil, sejam quais forem as razões com que se queira justificar aquela “tomada de posição”. A auréola de mártir, que Prestes ganhara nos duros anos de prisioneiro da ditadura, desfez-se com a aliança firmada entre o ex-prisioneiro e o ex-algoz&#8230;</em>”</p>
<p>E, como voltei à obra de Viriato, livro que de presente recebi e li no meu aniversário de 29 anos de idade – agora estou a bater na trave da casa dos 60 – não me custa dela recuperar outro depoimento do autor, que, por certo, servirá aos meus leitores, como elemento de comparação com o que acontece hoje e aconteceu sempre no Brasil. Apresento as declarações por tópicos, para melhorar a qualidade da visualização:</p>
<ol>
<li><img class="alignright size-full wp-image-1373" title="Ex-Ministro dos Esportes Orlando Silva" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-de-getulio-vargas-a-orlando-silva-002.jpg" alt="Ex-Ministro dos Esportes Orlando Silva" width="224" height="160" />“Após a Revolução de 1930, em todas as esferas administrativas, os grupos desejavam ou empregos públicos ou facilidades e negócios (&#8230;).</li>
<li>A prática era a nomeação de parentes, de amigos, e a doação de vantagens, de negócios, de facilidades aos grupos que, assim, levantaram fortunas da noite para o dia. Milhares de funcionários de todas as categorias, onde houvesse repartição pública, eram nomeados por cartas de recomendação, por pistolões, por padrinhos, sem concurso e sem qualquer apuração do valor individual. (&#8230;).</li>
<li>Os cofres públicos eram as fontes inesgotáveis que sustentavam e engraxavam as rodas imensas e múltiplas da formidável máquina política montada após 1930. (&#8230;).</li>
<li>Nos Estados e nos Municípios, principalmente após a inauguração do “Estado Novo”, governador e prefeito seguiam essa mesma esteira, esse mesmo exemplo da União.</li>
<li>Todos os abusos eram permitidos, pois a máquina administrativa pertencia ao grupo, aos poderosos que, por autoridade própria, dilapidava o patrimônio até das gerações futuras.</li>
<li>O regime de impunidade vigorou: todos os crimes, todos os escândalos, todas as imoralidades eram abafadas, engavetadas, desviadas, sumidas. O homem público fora feito para roubar, furtar, fazer bandalheiras, sair rico dos cargos&#8230;</li>
<li>Era a desmoralização do político e da política, da lei, da autoridade, do governo. O funcionalismo público, federal, estadual e municipal caiu no mais absoluto descrédito diante do povo, que via na classe burocrática somente o peso morto sustentado através dos impostos.</li>
<li>Então, um espetáculo doloroso se apresentou em todas as suas cores: a máquina administrativa, o funcionalismo, os políticos e o próprio governo estavam irremediavelmente comprometidos aos olhos do povo, principalmente das classes trabalhadoras. Numa palavra: avacalhados!</li>
</ol>
<p>Para encerrar, porque já vou longe demais, cabe dizer que, com este discurso Jânio Quadros foi eleito e renunciou. E, com o mesmo discurso: os generais assumiram o país em 1964; Collor venceu a eleição em 1989; o povo foi às ruas em 1992; Itamar Franco chegou à Presidência no mesmo ano e Lula disputou todas as eleições, tanto as que ele perdeu com as que venceu.</p>
<p><iframe width="600" height="400" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0" scrolling="no" src="http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4e5702c7fc9b705de79b405a"></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma curiosidade.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/comentario/uma-curiosidade</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 18:13:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil é um paraíso para o crime, porque não há investigação eficaz. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1361" title="Uma curiosidade" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-uma-curiosidade.jpg" alt="Uma curiosidade" width="600" height="384" />Desconheço casos de corrupção que tenham vindo à tona em razão do trabalho dos órgãos de investigação. Todos os casos que eu alcancei anunciados na imprensa surgiram com base em denúncias feitas por gente de dentro, gente envolvida e, evidente, contrariada. E, se os casos não param de pipocar, estou autorizado a acreditar que ainda estão a funcionar, sem incômodo, outros casos de corrupção, porque contraria a lógica crer que há contrariados sempre dispostos a denunciar ou que existe gente contrariada em todos os esquemas que ainda funcionam.</p>
<p>Por outro lado, muitos dos casos até aqui denunciados dizem respeito a esquemas já descobertos em outras oportunidades, situação que comprova que a ação dos órgãos de investigação e julgamento não foi suficiente para desencorajar outros casos. Os órgãos de investigação chegam tarde, depois que as denúncias chegam aos jornais.</p>
<p>Neste contexto, cabe lembrar que em tempos recentes a moda eram as escutas telefônicas. Durante alguns anos, nenhum caso veio à tona sem estar acompanhado da representação gráfica na TV e nos jornais de conversas por telefone.</p>
<p>Está claro, portanto, que o Brasil abriga um modelo de investigação e julgamento completamente ineficiente como instrumento inibidor, desencorajador.</p>
<p>A situação, lamentavelmente, não atinge só os casos de corrupção. Atende a crimes de outra qualidade ou tipificação, desde os acidentes graves no trânsito até os homicídios. Por isso, o grau de impunidade no Brasil é elevado.</p>
<p>Não há como não dizer que o Brasil é um país que estimula o crime, porque investiga mal, fiscaliza pessimamente e julga sem responsabilidade.</p>
<p>Há como mudar isso? Há, mas não com passeatas ou movimentos populares que falam ao vento.  Como solução, ficou com a opinião do Ministro Jorge Hage, que tem hoje a responsabilidade de conduzir um órgão de investigação. Se ele adotar no seu dia-dia a sua própria opinião, o Brasil terá chances maiores para reduzir muito o crime.</p>
<p><object width="600" height="400" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1600535&amp;autoStart=false&amp;width=600&amp;height=400" /></object></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Há 19 anos, Fernando Collor deixava a Presidência.</title>
		<link>http://estrategiaeconsultoria.com.br/historia/ha-19-anos-fernando-collor-deixava-a-presidencia</link>
		<comments>http://estrategiaeconsultoria.com.br/historia/ha-19-anos-fernando-collor-deixava-a-presidencia#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 10:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Cleto Falcão]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Collor]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Octávio]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheci o Fernando Collor e participei da sua campanha, pelo menos, do início dela. A minha desilusão veio antes do resultado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1344" title="Há 19 anos, Fernando Collor deixava a Presidência" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-ha-19-anos-fernando-collor-deixava-a-presidencia.jpg" alt="Há 19 anos, Fernando Collor deixava a Presidência" width="190" height="145" />Faz 19 anos que o Congresso Nacional afastou Fernando Collor de Mello da Presidência da República. Eu o conheci em 1985, ele ainda deputado federal, em rota de ser Governador do Estado de Alagoas. Estive com ele poucas vezes e, evidentemente, me lembro de todas.</p>
<p>A primeira, na casa do empresário Paulo Octávio, que anos depois foi eleito senador, vice-governador e governador do Distrito Federal.</p>
<p>Em 1985, eu ocupava as funções de Assessor Especial do Diretor de Habitação e Hipoteca da Caixa Econômica Federal e na mesma instituição, o de Coordenador do Programa Habitacional Verde Teto – programa que tinha como objetivo financiar moradia para a população de baixa renda nos municípios rurais.  O Paulo Octávio, como empresário da construção civil, mantinha relações comerciais com a Caixa Econômica e, em especial, com a Diretoria de Habitação e Hipoteca. Por conta disso, eu estive com ele algumas vezes e em duas delas, ele estava acompanhado do Fernando Collor.</p>
<p>Em 1986, Fernando Collor foi eleito governador de Alagoas e quase imediatamente iniciou a sua campanha para presidente. Eu havia sido candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PFL. Perdi a eleição. Então, fui convidado pelo Superintendente do Banco do Brasil de Investimentos, uma empresa subsidiária integral do Banco do Brasil para assumir uma das suas gerências. A sede era em Brasília e, por conta disso, recebi alguns convites do Paulo Octávio para o tradicional jogo de petecas em sua residência. Em duas oportunidades, estive com o Fernando Collor.</p>
<p>Depois, o reencontrei numa visita que ele fez a Teresópolis, já como candidato à Presidência, mas ainda governador do estado. Um grupo de empresários locais coordenado pelo Presidente do PRN, partido ao qual Collor se filiou para sair do PMDB, promoveu um jantar para ele no Hotel Alpina. Ele, no discurso, destacou a minha presença. Pouquíssima gente compareceu.</p>
<p><object width="600" height="400" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param value="true" name="allowFullScreen"><param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1155933&#038;autoStart=false&#038;width=600&#038;height=400" name="FlashVars" /></param></object></p>
<p>O tempo passou, a candidatura dele cresceu. Entramos no ano de 1989 e um pouco antes de ele renunciar ao governo do estado, fomos vê-lo em Brasília, na casa do Paulo Octávio, eu e o deputado Rubem Medina. A idéia era organizar o apoio a ele dos dissidentes do PFL no Rio de Janeiro.</p>
<p>Fernando Collor chegou à casa do Paulo Octávio acompanhado de um deputado alagoano, Cleto Falcão, gente de sua confiança. Em duas horas, definimos uma agenda de trabalho para a campanha dele no Rio de Janeiro, que começaria com o apoio público do Rubem Medina e com a decisão do comando nacional da campanha de transferir para o Rubem a presidência regional do PRN.</p>
<p>Naquele ano, eu ocupava a Gerência-Geral da agência do Banco do Brasil em Campo Grande, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Mesmo sem ter muito tempo, ajudei na organização da campanha e com este trabalho fui até a inauguração do comitê central na Rua Sorocaba, em Botafogo. Uma conversa com o comitê nacional de campanha me fez desistir do projeto. Saí porque vi confirmada uma declaração que ouvi de um deputado federal tucano, Euclides Scalco quando ainda simplesmente se ventilava a possibilidade do Collor ser candidato a Presidente: “esse sujeito é um blefe, mas isso seria um problema menor, se ele não fosse também um gangster”.</p>
<p>Fernando Collor venceu a eleição com uma campanha inteligente, onde a estratégia aliada ao marketing eficaz fez a diferença. O primeiro lance veio com a comparação da imagem dele, um jovem corajoso, preparado, e com muita vida pela frente com a imagem de um velho, Tancredo Neves, que alavancou muita esperança, mas morreu antes de assumir a presidência. Depois, a preparação do ambiente do segundo debate, depois de haver concluído que o primeiro tinha sido um desastre.</p>
<p>E, a história conta o resto, num enredo que envolve roubo, assassinatos, deserções, traições e outras tantas coisas semelhantes. O ex-deputado Cleto Falcão, falecido há pouco, em setembro, resolveu contar o seu lado da história com o livro “Dez anos de silêncio” e numa entrevista que concedeu à Globo News, aqui copiada.</p>
<p><object width="600" height="400" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param value="true" name="allowFullScreen"><param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1408668&#038;autoStart=false&#038;width=600&#038;height=400" name="FlashVars" /></param></object></p>
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		<title>Dados que buscam enganar a população.</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 09:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Anthony Garotinho]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Cerqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Frossard]]></category>
		<category><![CDATA[homicídios]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Cabral]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelo menos desde 2003, o governo do estado, antes com o casal Garotinho e hoje com Cabral, manipula os dados sobre homicídios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-1337" title="Dados que buscam enganar a população" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-dados-que-buscam-enganar-a-populacao.jpg" alt="Dados que buscam enganar a população" width="400" height="571" />O uso político com fins eleitorais das estatísticas sobre homicídios foi assunto presente em quase todos os trabalhos que elaborei, no campo da Segurança Pública, para a Denise Frossard durante o seu mandato de deputada federal e no curso de sua campanha para o governo do estado. Isso no período compreendido entre os anos 2003 e 2006.</p>
<p>Percebia-se com facilidade, que o governo estadual, naquele momento entregue ao casal Garotinho, apelidava de “encontro de cadáver” as mortes por homicídio de gente sem importância social. Era um modo de poder dizer que o número de homicídios no estado havia diminuído. Naquele momento, o pano de fundo do argumento eram as “delegacias legais”, projeto do Anthony Garotinho.</p>
<p>Por dever do meu ofício, andei, naquele tempo, a ler alguns trabalhos do Daniel Cerqueira, principalmente, os que ele construiu em conjunto com o seu colega Waldir Lobão. E, por gostar do que li, no final de 2005, por minha sugestão, fomos eu e a Denise Frossard ao IPEA para visitar os dois técnicos. Conversamos com eles por mais de uma hora, principalmente, sobre a campanha do desarmamento, no auge, e sobre a dificuldade de se obter dados corretos sobre o crime no Rio de Janeiro. Tratamos também dos custos da criminalidade para o Rio de Janeiro. Mais tarde, no andar da campanha da Denise para o governo do estado, tentei inserir o Daniel e o Waldir no grupo de formuladores do plano de governo. Não consegui.</p>
<p>A manipulação dos dados estatísticos por parte do governo estadual reaparece agora num estudo feito pelo Daniel Cerqueira, fato que ocupou o espaço melhor da coluna do Elio Gaspari no O Globo e na Folha de São Paulo, texto que copiarei em seguida, para dar consistência ao artigo.</p>
<p>Com o título “Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro”, o trabalho examina as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro no período de 2007 a 2009, com base nos números apresentados em 2006. Fica evidente a manipulação.</p>
<p>Cabe lembrar que o governador de hoje, Sérgio Cabral Filho, no tempo do casal Garotinho, foi político prestigiadíssimo, com deferências suficientes para mantê-lo como Presidente da Assembléia Legislativa e fazê-lo candidato vitorioso ao Senado e ao Governo do Estado. Sérgio Cabral só rompeu a aliança com o casal Garotinho depois de eleito governador.</p>
<p>O vídeo que junto, de uma matéria do RJTV comprova o uso político que o governo do estado faz das estatísticas manipuladas.</p>
<p>A pesquisa do Daniel Cerqueira está publicada na íntegra no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, conforme esclarece o jornalista Elio Gaspari nas linhas finais do seu artigo.</p>
<p><strong>Artigo do Elio Gaspari</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>“Pacificaram as estatísticas da morte no Rio”. </strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>O economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, concluiu um trabalho intitulado &#8220;Mortes violentas não esclarecidas e impunidade no Rio de Janeiro&#8221;. Ele demonstra que, desde 2007, as estatísticas de segurança no Estado sofreram um processo de pacificação.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Segundo os números oficiais, os homicídios caíram de 7.099 em 2006 para 6.304 em 2007 e 5.064 em 2009. Beleza, uma queda de 28,7%. Cerqueira foi atrás de outro número, o das mortes violentas provocadas por causas externas &#8220;indeterminadas&#8221;. O cadáver vai ao legista e ele não diz se foi homicídio, acidente ou suicídio.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Até 2006, a taxa do Rio caía de 13 para 10 mortos para cada 100 mil habitantes. A do Brasil, de 6 para 5, onde permanece. Em 2007, início do governo de Sérgio Cabral, os &#8220;indeterminados&#8221; passaram a ser 20 para cada 100 mil habitantes. Em 2009 foram 22, ou seja, 3.615 almas. Com 8% da população do país, o Rio produziu 27% dos &#8220;indeterminados&#8221; nacionais.</em><em><br />
Entre 2000 e 2006, o número de mortos por armas de fogo, sem que se pudesse dizer se foi acidente, suicídio ou homicídio, baixara para 148. A partir de 2007, os casos &#8220;indeterminados&#8221; cresceram e em 2009 chegaram a 538, um aumento de 263%. São Paulo, com uma população três vezes maior, registrou 145 casos.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Cerqueira foi além. Buscou o perfil das vítimas registrados expressamente como homicídio, acidente ou suicídios. Geralmente, de cada dez pessoas mortas por causa externa violenta, oito foram assassinadas. Essa vítima tende a ser parda e jovem, tem baixa escolaridade e morre na rua. Comparou esse perfil com os dos &#8220;indeterminados&#8221; e foi na mosca. Ele morreu de tiro, estava na rua, era pardo e tinha entre 4 e 7 anos de estudo.</em><em><br />
Fazendo o mesmo teste com os &#8220;indeterminados&#8221; anteriores a 2006, o economista estimou que no Rio, na média, pacificavam-se 1.600 homicídios a cada ano. Em 2009, pacificaram-se 3.165. Com a palavra Daniel Cerqueira:</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Um último número chama a atenção por ser completamente escandaloso, seja do ponto de vista da falência do sistema médico legal no Estado, seja por conspirar contra os direitos mais básicos do cidadão, de ter reconhecido o fim da sua existência: apenas em 2009, 2.797 pessoas morreram de morte violenta no Rio de Janeiro, e o Estado não conseguiu apurar não apenas se foi ou não um homicídio, mas não conseguiu sequer descobrir o meio ou o instrumento que gerou o óbito. Morreu por quê? Morreu de quê?&#8221;</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Num exercício que não é da autoria de Cerqueira, se o Rio tivesse permanecido na taxa de &#8220;indeterminados&#8221; de 2006 e se 80% dos pacificados de 2009 fossem classificados como homicídios, a feliz estatística daquele ano passaria de 5.064 para 7.956 mortos.</em><em><br />
Os números dessa pacificação saem dos serviços de medicina legal dos sistemas de segurança dos Estados e dos municípios, mas as tabulações nacionais são concluídas pelo Ministério da Saúde. Se os doutores de Brasília percebessem que estão propagando informações desprovidas de nexo, como se rinocerontes se banhassem na praia do Arpoador, algumas auditorias seriam suficientes para acabar com a distribuição de gatos como se fossem lebres.<br />
Serviço: &#8220;Mortes Violentas Não Esclarecidas e Impunidade no Rio de Janeiro&#8221; está no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.</em></p>
<p><object width="600" height="400" data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1504891&amp;autoStart=false&amp;width=600&amp;height=400" /></object></p>
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		<title>“Habemus Papam” e temos um Deus democrata.</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 10:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jackson Vasconcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Nanni Moretti]]></category>
		<category><![CDATA[Papa]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nanni Moretti demonstra a dificuldade que têm as pessoas de lidar com as expectativas que há sobre elas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1326" title="“Habemus Papam” e temos um Deus democrata" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-habemus-papam-e-temos-um-deus-democrata-002.jpg" alt="“Habemus Papam” e temos um Deus democrata" width="300" height="225" />O cineasta Nanni Moretti está no caderno “EU &amp; FIM DE SEMANA” entrevistado por Elaine Guerini sobre o filme “Habemus Papam”, uma comédia em cartaz na 35ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e, no dia 2 de dezembro, em circuito comercial.</p>
<p>No enredo, um papa recém-eleito, entra em pânico com a responsabilidade de liderar a Igreja e representar Deus na terra e resolve perambular pelas ruas de Roma no lugar de saldar o povo na sacada da Basílica de São Pedro. O Vaticano convoca um psicanalista. O ator francês Michel Piccoli está no papel de papa e o próprio Nanni Moretti no do médico convocado. E, pelo menos no trailler, no texto e nas considerações da jornalista que entrevista Nanni Moretti, as melhores cenas estão na sequencia surreal do torneio de vôlei promovido pelo psicanalista com os cardeais.  Para ressaltar as cenas, separei a foto do momento e chamo a atenção para as cores da bola que Nanni segura: cores do Fluminense Football Club!</p>
<p>Na entrevista Nanni Moretti não deixa dúvidas sobre a mensagem principal do filme: demonstrar a dificuldade que as pessoas têm de lidar com as expectativas que há sobre elas.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1325" title="“Habemus Papam” e temos um Deus democrata" src="http://estrategiaeconsultoria.com.br/wp-content/uploads/2011/10/thumb-habemus-papam-e-temos-um-deus-democrata-001.jpg" alt="“Habemus Papam” e temos um Deus democrata." width="300" height="353" />Digo que a situação é válida, mas exclusivamente, para quem tem responsabilidade e não peca pelo excesso de vaidade e arrogância. Não é caso para toda gente. E, os exemplos do contrário correm a olhos vistos na política, onde tem gente que se acha capaz para ocupar qualquer função e cumprir todo tipo de tarefa sem ficar ruborizado.</p>
<p>Por aproximação – Deus, Igreja, Resistência, Medo &#8211; o filme me trouxe a lembrança de uma passagem bíblica, Êxodo 3 e 4, que trata da relutância de Moisés em cumprir a missão a ele designada por Deus de conduzir os judeus para fora do Egito, numa caminhada pelo deserto. Moisés relutou o quanto pode e até ao ponto limite de fazer com que Deus perdesse a paciência com ele.</p>
<p>A beleza do texto está na discussão intensa que houve entre Deus e Moisés, fato que demonstra o quanto Deus tem a capacidade de argumentar e contra-argumentar, quando há uma missão importante em jogo.</p>
<p>Tentarei assistir ao filme quando ele chegar ao circuito comercial e aconselho mesmo àqueles que já conhecem o texto, a leitura ou releitura do diálogo de Deus com Moisés. Uma lição de vida. Ali se vê a compreensão de Moisés sobre o peso do desafio; a veia democrática de Deus e a sua capacidade de entender as fraquezas humanas.</p>
<p><object width="600" height="305"><param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/Mr8O687r-60?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="305" src="http://www.youtube-nocookie.com/v/Mr8O687r-60?version=3&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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