<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008</id><updated>2025-07-15T13:41:03.750+01:00</updated><category term="Política"/><category term="portugal"/><category term="governo"/><category term="trabalho"/><category term="crise"/><category term="economia"/><category term="Cavaco"/><category term="PS"/><category term="Partido Socialista"/><category term="Porto"/><category term="europa"/><category term="futebol"/><category term="precariedade"/><category term="sindicalismo"/><category term="trabalhadores"/><category term="CGTP"/><category term="assembleia da república"/><category term="capitalismo"/><category term="colaboracionista"/><category term="eleições"/><category term="emprego"/><category term="jornalismo"/><category term="justiça"/><category term="luta de classes"/><category term="media"/><category term="revolução"/><category term="sociedade"/><category term="união europeia"/><category term="1 de maio"/><category term="11 de setembro"/><category term="2013"/><category term="911"/><category term="AR"/><category term="Aeroporto"/><category term="Agricultura"/><category term="António José Seguro"/><category term="António Parada"/><category term="Aníbal Cavaco Silva"/><category term="Autárquicas"/><category term="CEE"/><category term="Caminhada"/><category term="Carlos Queiroz"/><category term="Comboio"/><category term="Costa Gomes"/><category term="Crato"/><category term="Educação"/><category term="Jardim"/><category term="Maria de Lurdes Rodrigues"/><category term="Marquês"/><category term="Matosinhos"/><category term="Museu do Coa"/><category term="PCP"/><category term="Presidente da república"/><category term="Professor"/><category term="Reversão"/><category term="Ricos"/><category term="Sérgio Sousa Pinto"/><category term="Sócrates"/><category term="UE"/><category term="Vigo"/><category term="aceleracionismo"/><category term="agramonte"/><category term="antropologia"/><category term="autárquicas 2013"/><category term="barcelos"/><category term="bom sucesso"/><category term="cabo"/><category term="caminho de santiago"/><category term="caminho português"/><category term="camiño"/><category term="caso mateus"/><category term="castelo de paiva"/><category term="chicago"/><category term="cimeira das lages; durão barroso; tony blair; Aznar; George Bush; açores; Iraque; guerra; jornalistas"/><category term="close up"/><category term="comissão europeia"/><category term="comunicação social"/><category term="comunismo"/><category term="corporativismo"/><category term="crítica"/><category term="desemprego"/><category term="diáspora"/><category term="eleições autárquicas"/><category term="emigração"/><category term="empresas"/><category term="escrita"/><category term="estratificação social"/><category term="estudo"/><category term="faces"/><category term="fcporto"/><category term="felicidade"/><category term="geração"/><category term="gil vicente"/><category term="greve"/><category term="hiking"/><category term="horário de trabalho"/><category term="indústria"/><category term="jornalistas"/><category term="kleber"/><category term="lei laboral"/><category term="liga"/><category term="lpfp"/><category term="manif"/><category term="marinho pinto"/><category term="mario soares"/><category term="marítimo"/><category term="meo"/><category term="mercado"/><category term="millenials"/><category term="movimento sindical"/><category term="notícia"/><category term="orgasmo"/><category term="orçamento"/><category term="parolice"/><category term="passos coelho"/><category term="petrogal"/><category term="pobres"/><category term="pobreza"/><category term="polarização social"/><category term="porriño"/><category term="povo"/><category term="primeiro de maio"/><category term="provincianismo"/><category term="ricardo araujo pereira"/><category term="salários"/><category term="sanções"/><category term="seleção"/><category term="sindicatos"/><category term="social"/><category term="socialismo"/><category term="solidariedade"/><category term="stress"/><category term="televisão"/><category term="torres gémeas"/><category term="tres grandes"/><category term="tuy"/><category term="união"/><category term="video"/><category term="voto"/><category term="world trade center"/><category term="zon"/><title type='text'>Etéreas conjeturas avulsas</title><subtitle type='html'>opiniões sobre a vida, a morte e a parvoice, no estado etéreo de um cidadão comum</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-16003728276813662</id><published>2024-11-17T10:38:00.004+00:00</published><updated>2024-11-17T10:42:36.731+00:00</updated><title type='text'>Do exercício mental à harmonia social</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;269&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dwrC4FydNu-PwBtk6SPey2SiH7mpimN9-DCm2cE07cM2ShkqadZq-TTHLj-1xlyT0Mk2HHisKBLM_Nk0xmXYA&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Isto é apenas um vídeo com piada, genuíno ou representado, pouco interessa, mas que, no fim, se revela a fonte de um riquíssimo exercício de análise sociológica...&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://www.instagram.com/reel/DCMOYOCAYYP/?igsh=MmQ4Z2Z0dzVjZ3N0&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ler os comentários&lt;/a&gt; é entrar no mundo real, nas profundezas dos problemas de falta de sentido crítico, de raciocínio e contra-raciocínio, de reflexão sob ponto de vista contrário, de análise da perspetiva original, todas elas capacidades que, exercitadas juntas ou à vez, servem de lastro à garantia de uma sanidade mental e cultural coletiva que se quer cada vez mais aprimorada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maioria das pessoas que vemos em exercício apressado de comentário deste vídeo, em ânsias de notoriedade perante a previsibilidade do sucesso, são as mesmas que instalam a app royal match porque, orgulhosas e ansiosas, têm a certeza de fazer muito melhor resultado que o exemplo apresentado. Sabemos que são técnicas comerciais de venda que se apoiam na potencialização da valorização própria pessoal, provocando segregação química no corpo do ser humano alvo, que o fazem sentir feliz e realizado. O que também sabemos é que uma sociedade saudável desenvolve capacidade de entendimento destas patranhas e se adapta à convivência com elas sem se prejudicar, rindo-se delas, aniquilando o seu efeito social, porém, quando a sociedade nao está saudável, a coisa nao se desenvolve por aí...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estudado o conceito e o contexto, fácil é percebermos que esta causa/efeito ou, se quiserem, esta ação/reação, quando transposta para outros patamares da vida, quer pessoal quer coletiva, tem implicações muito mais graves. Começando logo pelo ambiente laboral, no trabalho, com o acréscimo acentuado de sucesso, na ascenção hierárquica, de pessoas que padecem desta falta de conteúdo pessoal, moral e social, normalizando assim a reação acéfala como natural, o que não desminto que seja, mas cujo caminho que definimos há séculos, como humanidade, definia inquestionavelmente o seu abandono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas podemos transferir, obviamente, o problema para as implicações sociais, com prejuízo coletivo, quando observamos a sua ação direta sobre escolhas eleitorais. Ao longo das últimas décadas, com a proliferação do impacto das redes sociais virtuais, mais fácil ficou de assumir este problema como arma eleitoral, usando, quer a desinformação, quer a reação imediata, ainda que genuína, como método aceitável de comportamento social, em detrimento da reflexão, da discussão sustentada, e da ponderação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este é o panorama que leva as pessoas a entender como viável, já que menos trabalhosa, a escolha eleitoral de propostas que lhes retirem a necessidade de se envolver.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pode-se achar rebuscado, mas é um raciocínio que tem corrida de pensamento sem interrupções de lógica, obedecendo à concretização prática da cantiga das cerejas, premissa sempre tão validadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É por isso que, nos dias que agora vivemos e tentamos analisar, vivendo as pessoas, em maioria, muitas vezes de forma consciente, manietadas pelo canal único e unidirecional de informação, seja de olhos afunilados a uma tela de projeção de apenas 6 polegadas, seja por retângulo maior, da comunicação social, mas que se limita a debitar a retórica que defende os interesses dos seus donos (a media ter dono 😒), seja pelas diversas redes sociais virtuais que, iludindo com a ideia de que somos nós quem controla a busca de informação, nos debita invariavelmente o mesmo sentido, ainda que com cores e palavras diferentes, sempre em função da aplicação do algoritmo pré definido, na direção constante e ininterrupta dos interesses da minoria que domina, a que detém o dinheiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Recentrando o raciocínio, é este o cenário que leva a maioria das pessoas às escolhas eleitorais das propostas justiceiras, que lhes apresentam soluções que sempre andaram, sem que necessitem de mexer um dedo, senão o que segura a esferográfica do voto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ora, sabemos todos que, em épocas medievais, estas foram táticas de sucesso que sempre resultaram, apenas, na ainda maior concentração de poder e riqueza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sabemos todos que a ausência de escrutínio contínuo não pode ser virtude de sistema nenhum, e resulta sempre no prejuízo da maioria em função do sucesso, apenas, dos agentes políticos que propõem a tal solução fácil e descansada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É, por isso, importante que, ainda que poucos, nos mantenhamos firmes na necessidade de manter a proposta de fomento do espírito crítico, de discussão coletiva, de apreciação do lado contrário ou, muitas das vezes, do ponto de vista paralelo, a fim de percebermos que os objetivos são, na verdade, comuns e válidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É necessário fazer passar a verdade de que a sociedade só se movimenta em bloco, no sentido certo, se todos, ou pelo menos a maioria, nos entregarmos à proposta eleitoral que não nos apresenta qualquer fórmula mágica, mas apenas a garantia de que o trabalho de todos, o raciocínio de todos, a ponderação do ponto de vista de todos, e a ação geral, são fundamentais para a movimentação positiva que, sem heróis nem egrégios, não deixará ninguém para trás...&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/16003728276813662/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2024/11/do-exercicio-mental-harmonia-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/16003728276813662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/16003728276813662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2024/11/do-exercicio-mental-harmonia-social.html' title='Do exercício mental à harmonia social'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-3991661558513729468</id><published>2023-07-16T19:40:00.005+01:00</published><updated>2023-07-16T21:59:04.701+01:00</updated><title type='text'>Onde o povo está </title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A história ensina-nos que as primeiras cidades, e todas as que se seguiram ao longo dos séculos, apareceram pela necessidade de concentração do povo, para que a vida em comunidade se pudesse desenrolar no seu conceito básico. A proximidade abriu espaço para uma maior e melhor troca de bens, produtos e serviços e, mais tarde, com a inclusão dos serviços públicos essenciais, dentro da lógica de proximidade e consequente otimização da ação e abrangência desse serviço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Em Lisboa, por exemplo, Alfama resultou da concentração de trabalhadores do porto, estivadores, varinas, conserveiras e operários da tabaqueira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Em boa verdade, o surgimento das cidades resultou de uma sempre grande necessidade dos pobres em viver em aglomerado, otimizando recursos, minimizando os efeitos da escassez, sobretudo económica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Esse conceito tem sido descaracterizado pelo fenómeno da gentrificação, que é o afluxo das classes mais abastadas aos centros das cidades, obrigando os mais pobres a fugir para periferia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Muitos dirão que se trata de uma inevitabilidade. Na verdade, o fenómeno é até já bem visível nos resultados eleitorais das freguesias que compõem as maiores cidades em Portugal, tendo passado todas de uma realidade de maioria de preferência política de esquerda, para o entendimento diametralmente oposto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Para que nos entendamos, a lógica de mercado é um fenómeno perfeitamente normal, entendível, e aceitável, desde que submetido aos setores da sociedade, e economia, que não podem em causa o equilíbrio social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Infelizmente, a ganância e a sede de lucro, a todo o custo, do monstro capitalista, abraçam já o entendimento de que mesmo as bases do equilíbrio social são vendáveis e delas pode ser retirado lucro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A especulação imobiliária pode e deve ser travada, regulamentando ou legislando, conforme o ponto de vista ou a soberania de ação, de modo a que o equilíbrio social se mantenha e as cidades continuem, como sempre, a ser a casa dos operários, serventes, comerciantes, etc... Com todos os serviços públicos que lhes são garantidos pela Constituição da República.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;De outra forma, os centros das cidades passarão a ser território franco, sem direitos nem obrigações das autarquias e dos governos, e devemos começar a debater se não deverão os serviços públicos, pela lógica que os refunda, ser desviados e reimplementados na periferia, em detrimento do centro urbano, indo servir, efetivamente, os utentes, ou seja, o povo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiC-0fgWsfd6TfKKDtvzfvNCSS-_aBOh5e8xYx_gveAQndi4OZMMeTliY9uG8WkUeR5J5Jcy6w5ND-VrZ3Zui82DiYcVU2RSqjrG-s1vqwKXmMo1L-gO2G4MrkHf7F4jQbJc5xmEIbT02d_IMtMvscA_zrkqhr6AUx7WI7Zygq_uk0MPJhOj1vxWBaHk4/s1600/Especula%C3%A7%C3%A3o%20Imobili%C3%A1ria.jpg&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1253&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;251&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiC-0fgWsfd6TfKKDtvzfvNCSS-_aBOh5e8xYx_gveAQndi4OZMMeTliY9uG8WkUeR5J5Jcy6w5ND-VrZ3Zui82DiYcVU2RSqjrG-s1vqwKXmMo1L-gO2G4MrkHf7F4jQbJc5xmEIbT02d_IMtMvscA_zrkqhr6AUx7WI7Zygq_uk0MPJhOj1vxWBaHk4/s320/Especula%C3%A7%C3%A3o%20Imobili%C3%A1ria.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/3991661558513729468/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/07/onde-o-povo-esta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3991661558513729468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3991661558513729468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/07/onde-o-povo-esta.html' title='Onde o povo está '/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjiC-0fgWsfd6TfKKDtvzfvNCSS-_aBOh5e8xYx_gveAQndi4OZMMeTliY9uG8WkUeR5J5Jcy6w5ND-VrZ3Zui82DiYcVU2RSqjrG-s1vqwKXmMo1L-gO2G4MrkHf7F4jQbJc5xmEIbT02d_IMtMvscA_zrkqhr6AUx7WI7Zygq_uk0MPJhOj1vxWBaHk4/s72-c/Especula%C3%A7%C3%A3o%20Imobili%C3%A1ria.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-7066601523752254313</id><published>2023-07-09T12:30:00.009+01:00</published><updated>2023-07-09T12:40:29.528+01:00</updated><title type='text'>o ódio de classe, à sua própria classe</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;São 11 da manhã de um domingo de calor numa pastelaria dos subúrbios de uma das &quot;grandes&quot; cidades portuguesas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quatro homens, reformados, ex emigrantes em França, discutem os tumultos de Paris e outras cidades Francesas e chegam rapidamente a uma conclusão unânime.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Do alto da sua parolíssima assunção de privilégio, declaram sem vergonha nenhuma que a solução era pegar neles todos, meter num avião, e mandar para África. Assim, sem mais!&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ignoram o papel que os imigrantes Portugueses tiveram, em França, na marcação de passo do avanço nos direitos dos Trabalhadores Franceses, furando greves, aceitando pagamentos por baixo da mesa, contribuindo para a fuga aos impostos que patrões, muitas vezes também Portugueses, lhes propunham, o que resultou, na maioria dos casos, num valor de reforma muito inferior ao dos Trabalhadores Franceses, mas que os enche de contentamento saloio por dela beneficiarem em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ignoram ainda que a origem dos atuais tumultos franceses reside numa sectarização de classes entre cidadãos Franceses, que se acentua por estar ainda estratificada em termos geracionais...&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ignoram igualmente o facto de que a maioria daqueles jovens, ainda que morenos, de olhos rasgados ou nariz bicudo, e aroma a canela, caril, ou açafrão, são efetivamente Franceses, nascidos em França, filhos de Franceses nascidos em França, vítimas de uma sociedade racista e de agentes de autoridade de alinhamento ideológico fascista, um problema de escala mundial que teimamos em continuar a ignorar.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Esta é a forma de ver as coisas que estamos a dar de bandeja à preguiça intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O cidadão comum tem hoje, incutido pela sociedade, o ódio ao estudo, ao conhecimento, e a perseguição condenatória à intelectualidade. Não é um fator que se erradique numa geração, pelo contrário, é algo com que vamos ter de aprender a lidar e a contornar, tendo no entanto de arranjar capacidade para inverter o sentido, tal como se inverteu, em Portugal, naquele período de antes e depois da revolução de Abril.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estes são os eleitores da extrema direita (que os vazios e os interesseiros tentam equiparar à esquerda, como se houvesse extremismos desviantes em qualquer política de esquerda), os que votam na extrema direita e a elegem para responsabilidades políticas que, pela sua própria natureza histórica, tratarão de os castigar a si mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aqueles quatro velhotes, orgulhosos da pobreza de quem os rodeia, cultivando não o ódio de classe, mas à sua própria classe, não sabem que o alinhamento político que escolhem não tem sequer capacidade para justificar as suas próprias posições.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Os quatro velhotes que, em meio de conversa, lá vão deixando sair um &quot;o que isto precisava sei eu&quot; ou &quot;o outro é que tem razão&quot;, não têm densidade intelectual suficiente para perceber que, pela sua própria lógica de pensamento, não existia Portugal, o país cujo hino orgulhosamente cantam e defendem contra tentativas de alteração, sem terem sequer um dia perscrutado a sua letra.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Não lhes passa pela ideia que a sua própria ideia remete o direito exclusivo de vivência territorial aos Estrímios, e que a sua adoração pela menina loira que lhes serve o café já constitui, por si, uma aberração ao próprio pensamento!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNsF7UU9FXabsdfpEYV0IhEPiT2gf4TX3i1ZHQQO2qcQxNDlA0H7bpV8YswC6DW1zJddfHnBgRi90wAaq5-yqSkoC_3sYBR_wtlCi47cCB77fmRjQhedtJh9HovcZ_1tTU9GsyXiovhStCq49XvsB9VkkFf-9v6PQ0Ic-dti_7rXZRfMUF8Rwyx9Y7CHM/s768/69eafc355b23e93f5d1d5441be226640.webp&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;534&quot; data-original-width=&quot;630&quot; height=&quot;339&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNsF7UU9FXabsdfpEYV0IhEPiT2gf4TX3i1ZHQQO2qcQxNDlA0H7bpV8YswC6DW1zJddfHnBgRi90wAaq5-yqSkoC_3sYBR_wtlCi47cCB77fmRjQhedtJh9HovcZ_1tTU9GsyXiovhStCq49XvsB9VkkFf-9v6PQ0Ic-dti_7rXZRfMUF8Rwyx9Y7CHM/w400-h339/69eafc355b23e93f5d1d5441be226640.webp&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/7066601523752254313/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/07/o-odio-de-classe-sua-propria-classe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7066601523752254313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7066601523752254313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/07/o-odio-de-classe-sua-propria-classe.html' title='o ódio de classe, à sua própria classe'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNsF7UU9FXabsdfpEYV0IhEPiT2gf4TX3i1ZHQQO2qcQxNDlA0H7bpV8YswC6DW1zJddfHnBgRi90wAaq5-yqSkoC_3sYBR_wtlCi47cCB77fmRjQhedtJh9HovcZ_1tTU9GsyXiovhStCq49XvsB9VkkFf-9v6PQ0Ic-dti_7rXZRfMUF8Rwyx9Y7CHM/s72-w400-h339-c/69eafc355b23e93f5d1d5441be226640.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-8215308470529821922</id><published>2023-01-29T12:12:00.005+00:00</published><updated>2023-01-29T12:14:10.335+00:00</updated><title type='text'>Ordeiramente, à miséria global</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O Presidente da Assembleia da República afirmou que todos os estudos de impacto
económico que viu garantem bastante retorno financeiro à realização das jornadas
mundiais da juventude. Nenhum jornalista presente lhe perguntou que estudos são
esses... A RTP passou há dias uma peça jornalística que dava conta de não haver,
até à data, nenhum estudo do género para este evento, por dois motivos: primeiro
porque ninguém os tinha pedido, e segundo porque não estariam sequer definidas
as métricas que os balizariam. Portugal perde-se demasiadas vezes neste tipo de
verdades incontestada, e os políticos sabem disso, aproveitando-se até à
exaustão. Vale a pena discutir as probabilidades de sucesso económico de um
(ainda que) mega evento religioso, mas que apenas atrairá jovens, por via do seu
próprio propósito e nome. Apesar de as notícias continuarem a sair
excessivamente debruçadas na polémica e não nos factos, conseguimos perceber que
os custos totais da construção e organização do evento ultrapassam os 160
milhões de euros. Não se sabendo o valor assumido pela igreja católica (mas
conhecendo-lhe o cariz economicista e acumulador de séculos) e tendo o Governo
comunicado que apenas lhe competem cerca de 30 milhões, está mais que visto que
muito se vai fazer em cima do endividamento das autarquias. Há, por isso, quem
defenda que este é um evento lucrativo porque trará um retorno de mais de 300
milhões. Então vejamos: Alguém que muito prezo alertava-me, há dias, para o
facto de lhe parecer demasiado ambiciosa a previsão de que miúdos e jovens,
ainda demasiado entregues à ilusão religiosa e, por isso, embuidos de um estado
de alma etéreo, durante o evento, venham para Lisboa alojar-se em locais de
elevado valor, ou almoçar em restaurantes de experiências de degustação da
cozinha local, ou ainda comprando &quot;souvenirs&quot; de artesãos ou iniciativas locais.
Dizia-me: &quot;todos sabemos que, mundo fora, por força do seu espírito prático e
fácil adaptação e convivência com a adversidade, os jovens resolvem a coisa com
uma tenda da Decathlon e meia dúzia de sanduíches cujas vitualhas compraram no
Lidl&quot;. O que me leva a concordar com o epíteto de absurdas sobre as previsões de
retorno financeiro, ainda que nenhuma exista, apesar de os políticos nelas se
continuarem a debruçar. Há, depois, outra confusão muito comum: A perspetiva de
que o ganho financeiro privado valida o gasto financeiro público. Um retorno
completo do investimento público apenas seria possível num cenário tal de trocas
comerciais que garantisse o mesmo valor em receitas fiscais ou, por outro lado,
em proveito inerente à utilização de serviços públicos. Ora, bem sabemos que tal
nos parece altamente improvável e, por via da organização económica da sociedade
atual, tal resultará, apenas, em maior acumulação capitalista, inerente ao facto
de TUDO o que dê lucro, neste país, estar nas mãos dos grandes grupos económicos
sem exceção. Era já tempo de sermos meno preguiçosos no pensamento e pragmáticos
na análise... Continuarmo-nos a debruçar na &quot;crítica do meme&quot;, ou no culto do
grunhido comum, fará apenas com que nos encaminhemos, de forma mais ou menos
ruidosa, mas sempre em alinhamento previsível e ordeiro para a miséria global!&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both;&quot;&gt;
  &lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3pS7Zg6Pz-DJ4scYvC669F8JgZc2tkdK4nrkbikqdbsxfmzRKMxA0BznIqSW-W7iUtvYZeLDrkfO0vUcs_UrPI9wpTRBExbl-A9sHyxh6M2VoRaph36brrVaBOyeVzT55Cd4kyIfiaPwbyzW2sHhQQUSueHiHXEkFQuoPvujV81FNrRhZ4AK-3Vky/s1920/mw-1920.webp&quot; style=&quot;clear: left; display: block; float: left; padding: 1em 0px; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1440&quot; data-original-width=&quot;1920&quot; height=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3pS7Zg6Pz-DJ4scYvC669F8JgZc2tkdK4nrkbikqdbsxfmzRKMxA0BznIqSW-W7iUtvYZeLDrkfO0vUcs_UrPI9wpTRBExbl-A9sHyxh6M2VoRaph36brrVaBOyeVzT55Cd4kyIfiaPwbyzW2sHhQQUSueHiHXEkFQuoPvujV81FNrRhZ4AK-3Vky/w400-h300/mw-1920.webp&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/8215308470529821922/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/01/ordeiramente-miseria-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/8215308470529821922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/8215308470529821922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2023/01/ordeiramente-miseria-global.html' title='Ordeiramente, à miséria global'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi3pS7Zg6Pz-DJ4scYvC669F8JgZc2tkdK4nrkbikqdbsxfmzRKMxA0BznIqSW-W7iUtvYZeLDrkfO0vUcs_UrPI9wpTRBExbl-A9sHyxh6M2VoRaph36brrVaBOyeVzT55Cd4kyIfiaPwbyzW2sHhQQUSueHiHXEkFQuoPvujV81FNrRhZ4AK-3Vky/s72-w400-h300-c/mw-1920.webp" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-6282596666766679555</id><published>2021-04-11T13:32:00.006+01:00</published><updated>2021-04-11T13:35:28.177+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="justiça"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Marquês"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sócrates"/><title type='text'>O meme justiceiro</title><content type='html'>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;Abomino&lt;/span&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;5tl23-1-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt; veementemente a crítica pelo meme, principalmente quando se trata de algo tão sério como a justiça, que é um dos pilares imprescindíveis de qualquer sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;fld7r-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;fld7r-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;fld7r-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;bu901-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;bu901-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;bu901-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;A justiça Portuguesa assenta, como não podia deixar de ser, na premissa de evitar, a todo o custo, a injusta condenação de um inocente. Desta forma, e sem recursos infinitos, é garantido que, para conseguir manter imaculada esta premissa, muitos culpados se manterão livres da cadeia por beneficiarem dos mesmos recursos de defesa que permitem, aos inocentes, manter a justiça verdadeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;9h63h-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;9h63h-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;9h63h-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;f717n-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;f717n-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;f717n-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Resumindo, o preço da garantia de não condenar inocentes é não conseguir condenar inúmeros culpados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;5ndo-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;5ndo-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;5ndo-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;fbova-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;fbova-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;fbova-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Poder-se-á, aqui e ali, ouvir dizer que não vale a pena, mas a verdade é que, rapidamente, essas vozes se inverterão se forem, eles mesmos, os inocentes acusados. Vale obviamente a pena e está por descobrir fórmula mais justa que esta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;asocs-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;asocs-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;asocs-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;1rckk-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1rckk-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;1rckk-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Assim sendo, questiono sempre as intenções de quem promove a publicação de alguns estudos sobre índices de condenação em casos de corrupção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;1nkgd-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1nkgd-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;1nkgd-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;57l5i-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;57l5i-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;57l5i-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Sendo a corrupção um dos, senão o mais, crimes difíceis de provar, é de explicação óbvia a constatação dos baixos índices de condenação. Se partirmos da premissa acima referida, rapidamente percebemos que a condenação assente em indícios acarretará avolumadas situações de evidente injustiça, exatamente o oposto do que queremos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;6sig2-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;6sig2-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;6sig2-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;9dbmj-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;9dbmj-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;9dbmj-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Feito o ponto inicial, vale a pena dizer que, não acreditando no enriquecimento honesto e defendendo, até, um projeto de sociedade onde o termo &quot;enriquecimento&quot; não tem lugar, desconfio sempre de todas as mudanças repentinas do nivel de vida dos indivíduos, achando que todas elas merecem investigação da parte das autoridades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;ai500-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai500-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;ai500-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;2amas-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;2amas-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;2amas-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Se José Sócrates foi um dos maus decisores políticos desta nação, de onde se destacam os ataques aos direitos do trabalho com as alterações ao código do trabalho e o embaratecimento dos despedimentos, o início da diabolização da classe dos professores e consequente abaixamento dos níveis de exigência e perceção de qualidade da escola pública, culminando com a tentativa de imposição do PEC 4, que impunha recuos civilizacionais a quase todos os setores da sociedade Portuguesa. Isto para garantir a minha oposição crónica a tudo aquilo que José Sócrates representou durante a sua governação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;c10f2-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;c10f2-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;c10f2-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;fpns4-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;fpns4-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;fpns4-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Mas falo da justiça e, essa, tem de ser cega, como cegas têm de ser as análises que se lhe fazem, e não são!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;604gm-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;604gm-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;604gm-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;24pa5-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;24pa5-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;24pa5-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Por estes dias, além do meme nas redes sociais, reflexo da preguiça do cidadão comum em escutar, ler, analisar, temos nas televisões as análises de ataque e defesa, diametralmente opostas e na magnitude de todo o espetro de oposição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;7dumg-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;7dumg-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;7dumg-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;bu60f-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;bu60f-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;bu60f-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Importa, pois, impor o esforço de tentativa da análise cega.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;94j1g-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;94j1g-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;94j1g-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;ah0ff-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ah0ff-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;ah0ff-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Durante a tarde de sexta-feira ouvi uma pequena parte da leitura da decisão do Juiz Ivo Rosa e tive imensa dificuldade em lhe encontrar incoerências. Como não consegui ouvir mais, prometi a mim mesmo que iria procurar saber, o que não consegui!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;2riee-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;2riee-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;2riee-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;O que consegui, de facto, foi ouvir inúmeras análises, umas mais apaixonadas que outras, umas mais comprometidas que outras, e, em todas elas, me pareceu evidente poder concluir da má condução da fase de instrução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;e6v3i-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;e6v3i-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;e6v3i-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;e8n98-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;e8n98-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;e8n98-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Na fase de instrução tomam-se imensas decisões. De acordo com os recursos que se tem, e orientação dos indícios que se tem, há um mundo de possibilidades que se criam e orientam os trabalhos de investigação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;57egi-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;57egi-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;57egi-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;43n2t-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;43n2t-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;43n2t-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Os resultados da fase de instrução da operação marquês são, pela sua tão má colocação, férteis para assunção de opiniões completamente díspares:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;56jnn-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;56jnn-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;56jnn-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;8kjv3-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;8kjv3-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;8kjv3-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Ou se fez acusação com base em indícios que não são evidências e se tentou, desta forma, proceder a um linchamento de imagem na praça pública;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;617j7-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;617j7-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;617j7-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;5h59j-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;5h59j-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;5h59j-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Ou, tendo indícios, não se aprofundou a investigação até às evidências de forma a que a condenação não se tornasse possível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;7koj8-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;7koj8-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;7koj8-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;52ja9-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;52ja9-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;52ja9-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Ambas as possibilidades são aberrações de método e a sua apetência deverá ser escrutinada, tanto pela sociedade como pela própria justiça, em si mesma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;e2orp-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;e2orp-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;e2orp-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;cc4ie-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;cc4ie-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;cc4ie-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Para finalizar, creio que o que mais indignou as massas foi mesmo o facto de se evidenciar a existência de enriquecimento ilícito sem que se possa chegar à sua proveniência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;9s491-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;9s491-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;9s491-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;6i49a-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;6i49a-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;6i49a-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Aqui sim, são particularidades da lei, que depende da vontade política e das posições que foram sendo assumidas em torno de iniciativas legislativas. É sobre isto que se exige que o povo debruce a sua atenção, análise e crítica, porque é aqui que o povo tem capacidade de intervenção, ao votar!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;8e68n-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;8e68n-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;8e68n-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;&lt;br data-text=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;a4dkd&quot; data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #050505; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial;&quot;&gt;Virá depois a discussão sobre aqueles agentes políticos que, teatralizando pela justiça, decidem o seu contrário na hora da decisão que conta, mas isso dará outras páginas de dissertação!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: helvetica;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;4ih2r-0-0&quot;&gt;&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uAuKa8AdN6LNR-VUAxh25-1J2qkEAGS3tmxWP4GnduOSoCCvJWJnLwRaVTIJvhD_jSL1FwMK5Co4Briy8Wmt3BVLEf1ibB9m4koEe1kgGKuoPdLZV5drbeiWpRIlRqnSXIzayK3O0Qg/s750/mulher-entra-na-justica-para-que-marido-mostre-conversas-do.jpg.750x0_q95_crop.jpg&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;422&quot; data-original-width=&quot;750&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uAuKa8AdN6LNR-VUAxh25-1J2qkEAGS3tmxWP4GnduOSoCCvJWJnLwRaVTIJvhD_jSL1FwMK5Co4Briy8Wmt3BVLEf1ibB9m4koEe1kgGKuoPdLZV5drbeiWpRIlRqnSXIzayK3O0Qg/w400-h225/mulher-entra-na-justica-para-que-marido-mostre-conversas-do.jpg.750x0_q95_crop.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: helvetica;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/6282596666766679555/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2021/04/o-meme-justiceiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6282596666766679555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6282596666766679555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2021/04/o-meme-justiceiro.html' title='O meme justiceiro'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi1uAuKa8AdN6LNR-VUAxh25-1J2qkEAGS3tmxWP4GnduOSoCCvJWJnLwRaVTIJvhD_jSL1FwMK5Co4Briy8Wmt3BVLEf1ibB9m4koEe1kgGKuoPdLZV5drbeiWpRIlRqnSXIzayK3O0Qg/s72-w400-h225-c/mulher-entra-na-justica-para-que-marido-mostre-conversas-do.jpg.750x0_q95_crop.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-2636078643351428909</id><published>2020-08-30T12:58:00.000+01:00</published><updated>2020-08-30T13:00:28.037+01:00</updated><title type='text'>Pedonomia, didactologia e a influência do rumo em detrimento da oposição</title><content type='html'>O método sempre foi bom indicador da finalidade...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De esquina a esquina, o ativismo tem vindo a assumir forma muito mais agressiva e menos pedagógica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Onde quer que seja, quando quer que seja, se não estás a levar a cabo uma revolução assumida, capitalizada, reforçada e estruturada, então a agressividade indica claros ímpetos de vaidade e preenchimento de lacunas pessoais ou interesse mediático do que, propriamente, altruísmo ou vontade de mudar o mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sendo velho, eu vivi o tempo de declínio acentuado do racismo, da xenofobia, do fascismo e até dos hábitos de poluição. Tudo fatores penosos para a sociedade e o mundo em geral que aprendemos a combater sem necessidade de &quot;lhes bater&quot;....&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A educação e empenho na pedagogia coletiva são instrumentos fundamentais para que, fundada uma ideia de óbvia comparação entre o bem e o mal, se instale no subconsciente da sociedade um sentimento de vergonha a cada vez que nos passe pela cabeça (e indubitavelmente passa), quaisquer ímpetos de natural reação animal e, dessa forma, por vergonha própria, e falta de mau exemplo para as gerações seguintes, o mal se erradica ou, se não, mantém-se manietado a pequenas ocorrências que, porventura, servirão para reforçar a personificação da imagem do mal, apondando-se-lhes o dedo acusador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Isto não é, de todo, uma negação das revoluções, porém, a necessidade de que essas, quando acontecem, tenham de ser efetivas quanto ao seu resultado, sob pena da descredibilização, leva a que a sociedade tenha de esperar muito mais para a sua concretização. Se a contabilização d&quot;as armas&quot; pender para o lado errado, a revolução tenderá a ter efeito contrário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que refiro acima precisa também de muitas &quot;armas&quot;... Desde logo o sistema educativo, com foco nos programas curriculares de educação e na sua vertente ideológica e sociológica, mas não se fica por aí... A comunicação social tem, a seguir à educação (há quem a coloque antes), papel fundamental e explícito na &quot;regulação&quot; identitária e ideológica da sociedade a que pertence.&lt;br /&gt;
O panorama atual, em que a quase totalidade dos órgãos de comunicação social se encontra, por clara propriedade, nas mãos de interesses corporativistas, e os que não estão, são públicos e os seus gestores nomeados por governos que estão, por clara influência e financiamento, nas mãos dos mesmos interesses corporativistas, não ajuda à ideia de perspetiva de propensão célere para a mudança, porém, há uma peça fundamental, os jornalistas, que continuam a ter, cada um, o seu cérebro e o seu sentido de bem e mal, influenciável pela sua necessidade e sentido de sobrevivência, obviamente, mas também pela sua formação. É aqui que valido a secundarização da comunicação social em confrontação com a educação (escola).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simplificando, não é na oposição musculada que reside a arma mais forte de combate...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não é a chamar os fascistas de burros que os vamos combater, até porque, os que os organizam não são burros, e os que verdadeiramente o são não se converterão quando evidenciamos a sua burrice. Devemos sim, evidenciar as suas incoerências, a não conformidade do discurso com a sua posição, na hora da decisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo se aplica em relação ao racismo e xenofobia...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo se aplica em relação ao machismo, mas esse é um assunto cuja discussão acarreta riscos cuja convivência exige melhor preparação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Eduardo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjSDW6WJccm2lm0lD2y0Ek6xwiSnNqCE1-DZHT_C1pJLFEsvEqKNU-mhhIbWhSuDO5rMcwRpSllU0RCcWSGXnXmNi8J6jfyPeqaxOyknidGIsCgoCiGcmgxDP25aC8dmPgO9M-JOZInDA/s1600/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;400&quot; data-original-width=&quot;740&quot; height=&quot;215&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjSDW6WJccm2lm0lD2y0Ek6xwiSnNqCE1-DZHT_C1pJLFEsvEqKNU-mhhIbWhSuDO5rMcwRpSllU0RCcWSGXnXmNi8J6jfyPeqaxOyknidGIsCgoCiGcmgxDP25aC8dmPgO9M-JOZInDA/s400/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/2636078643351428909/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2020/08/pedonomia-didactologia-e-influencia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2636078643351428909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2636078643351428909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2020/08/pedonomia-didactologia-e-influencia-do.html' title='Pedonomia, didactologia e a influência do rumo em detrimento da oposição'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjSDW6WJccm2lm0lD2y0Ek6xwiSnNqCE1-DZHT_C1pJLFEsvEqKNU-mhhIbWhSuDO5rMcwRpSllU0RCcWSGXnXmNi8J6jfyPeqaxOyknidGIsCgoCiGcmgxDP25aC8dmPgO9M-JOZInDA/s72-c/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-3637674881158674990</id><published>2019-10-11T10:07:00.000+01:00</published><updated>2019-10-11T10:17:05.492+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="colaboracionista"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta de classes"/><title type='text'>O punho cerrado direcionado ao capital</title><content type='html'>Há, em demasiadas empresas, trabalhadores (sem T maiúsculo) cuja única luta de classes a que aceitam dar corpo é a que determina a manutenção do cariz precário dos vínculos contratuais que não o seu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aqueles que sempre viveram ajoelhados invejam de morte os que ousam levantar-se e gritam, a plenos pulmões, que não é assim que se anda!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Demasiados trabalhadores optam por relativizar a sua condição e a única certeza que têm é a de que, enquanto houver quem esteja pior, isso lhes garante uma caracterização menos má, e sentimento de superioridade sobre alguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não são mal esclarecidos... Estão até bem conscientes da delicadeza da sua situação e, escolha própria, decidem colar-se às decisões do patrão, interiorizando uma condição burguesa sem que, na verdade, o conceito se verifique na plenitude. Para eles isso não importa... Na verdade, tudo o que os faz feliz é a manutenção do rótulo perante a vizinhanca, ainda que já só exista na sua imaginação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É por isso que, perante a iminência de implosão da figura montada (tantas vezes se aguentando já apenas no seu próprio imaginário) os trabalhadores com &quot;t&quot; pequeno se voluntariam ao trabalho de reação e, cegueira total, se predispõem com ainda maior veemência que o patrão a defender aquilo que é moralmente indefensável. É por isso que, quando ignorados e ridicularizados, por acumulação do ridículo, não há patrão que os mantenha de pé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importa por isso realçar a necessidade de que a verdadeira luta de classes se organize em exercício ponderado de desvalorizar por completo esta pequena fação reacionária e afunilar diretamente em convergência de esforços sobre o verdadeiro opressor, o patrão.&lt;br /&gt;
Não é um exercício espontâneo. A oposição entre iguais costuma ser a que maior indignação provoca no Trabalhador revolucionário, por estar completamente tomado, a nível mental, pela necessidade de convergência de esforços numa só direção e se depara com &quot;fogo inimigo&quot; em espaço de iguais. Aqui costuma residir grande parte da capacidade de resistência do capital, de maneira a que o Trabalhador revolucionário, assim que o atinja, ja venha fragilizado na sua vivacidade e crença no sentido da luta coletiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estratégia parece-me simples do ponto de vista da aplicação, muito menos no âmbito da mudança de paradigma e predisposição, mas certamente com grande sentido de ganho na hora da sua concretização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimsjG1dQ20wrzuFbn6qgw7IbwLc8zmnegint5rh3J3ng1cR0zi374B0FskvgkoApFLMLG1l018ZIE6UGJd_4G6KjwW0s6EYbVuhG7CcYmu1WSGiI4z36MQk4VZRAYGj-KajchjeqpHZsU/s1600/Girl-jumping-over-a-wall-Central-Park-New-York-1967-foto-de-Mary-Ellen-Mark.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1090&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;435&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimsjG1dQ20wrzuFbn6qgw7IbwLc8zmnegint5rh3J3ng1cR0zi374B0FskvgkoApFLMLG1l018ZIE6UGJd_4G6KjwW0s6EYbVuhG7CcYmu1WSGiI4z36MQk4VZRAYGj-KajchjeqpHZsU/s640/Girl-jumping-over-a-wall-Central-Park-New-York-1967-foto-de-Mary-Ellen-Mark.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/3637674881158674990/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2019/10/o-punho-cerrado-direcionado-apenas-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3637674881158674990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3637674881158674990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2019/10/o-punho-cerrado-direcionado-apenas-ao.html' title='O punho cerrado direcionado ao capital'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimsjG1dQ20wrzuFbn6qgw7IbwLc8zmnegint5rh3J3ng1cR0zi374B0FskvgkoApFLMLG1l018ZIE6UGJd_4G6KjwW0s6EYbVuhG7CcYmu1WSGiI4z36MQk4VZRAYGj-KajchjeqpHZsU/s72-c/Girl-jumping-over-a-wall-Central-Park-New-York-1967-foto-de-Mary-Ellen-Mark.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-209656904194020812</id><published>2019-01-19T12:05:00.000+00:00</published><updated>2019-01-19T12:11:34.847+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comunismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="indústria"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="socialismo"/><title type='text'>E se vierem os robôs trabalhar por mim?</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;e4a11&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;blockquote class=&quot;tr_bq&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;pro·pa·gan·da&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;color: #999999; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;substantivo feminino&lt;/i&gt;&lt;i style=&quot;color: #999999; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;1. Conjunto de actos que têm por fim propagar uma ideia, opinião ou doutrina.&lt;/i&gt;&lt;i style=&quot;color: #999999; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;2. Associação que tem por fim a propagação de uma ideia ou doutrina.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A retórica dos representantes do capitalismo (a absurda acumulação de riqueza permite-lhes o luxo de contratar aburguesados subordinados que falem por si) mantém-se no sentido da descapitalização do estado, por troca com o privado, mantendo ou até engrossando o rol de responsabilidades desse mesmo estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://observador.pt/2019/01/17/automatizacao-obrigara-18-milhoes-de-portugueses-a-ter-formacao-ou-a-trocar-de-emprego/&quot; style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Um estudo, obviamente encomendado pelos patrões&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;, aponta que metade do trabalho, em Portugal, poderia já ser feito por tecnologias de informação que até já existem, só não refere que a inovação tecnológica das empresas é obrigação dos seus donos que, ainda hoje, preferem hipotecar o futuro do seu negócio a abdicar do lucro imediato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Refere ainda a necessidade de os atuais Trabalhadores melhorarem as suas aptidões / competências ou mudarem de emprego. Ora, se a primeira é já uma realidade com imposições legais que os Patrões teimam em não cumprir (as 35 horas anuais de formação profissional estão longe de ser uma realidade implementada na rede empresarial Portuguesa), já a segunda se fica pelo epíteto de frase feita sem que, até aqui, alguém tenha conseguido explicar porque diabo haveria um trabalhador, que se sente bem com o seu trabalho e remuneração, de querer mudar de emprego só porque sim, porque é modernaço, e a frase comum diz que já não há empregos para a vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Voltando à primeira, a formação de adultos, o estudo )ou o Saraiva, dando voz aos patrões) lá acaba por mostrar ao que vem, quando, sem um pingo de vergonha na cara, sugere a necessidade de ser o governo a suportar esta evidência, materializando até em proposta de desconto nas contribuições empresariais para a segurança social, marcando assim mais uma iniciativa na velha política ideológica de ataque ao sistema de solidariedade e segurança social que tanto os incomoda por diversas razões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Na década de 80 do século passado, tínhamos ainda uma visão muito romântica daquilo que seria o futuro com a robotização da indústria. E não porque fôssemos ingénuos, mas porque o pensamento óbvio é o do benefício, imaginávamos um futuro (hoje) em que os robôs trabalhariam por nós, produzindo riqueza e libertando tempo para que pudéssemos usufruir da vida, dedicando-o à convivência familiar e em comunidade, à prática do desporto, ao consumo ou produção de cultura / arte, ou simplesmente a deitarmo-nos à sombra com uma palha de centeio na boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este seria o cenário óbvio de uma sociedade com a atividade industrial robotizada, então porque não se torna real?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A resposta é simples e reside na comparação do sistema economico-social que, a determinada altura, por preguiça e ignorância, deixamos que nos convencessem de que ser iao melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A resposta reside então na comparação entre o Capitalismo, com a sua economia de mercado assegurada pela social democracia que nos tem sido imposta como única viável, e o socialismo / comunismo cujo conceito, ao longo dos tempos, foi sendo deturpado e a  sua prática detonada pela interferência de interesses inerentes ao imperialismo que se lhe opunha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;ai9it-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O comunismo é uma realidade simples, é preciso insistir nisto, não havendo NADA, na sua descrição de conceito, que valide a prática de opressão, ditadura, censura ou perseguição. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O comunismo é um estado avançado de organização social em que o poder reside na posse dos trabalhadores e onde não existem patrões, pela simples razão de que os recursos naturais não têm dono e todos têm o direito a deles usufruir, com regras de igualdade, em cima da premissa de que se exija a cada um, segundo as suas capacidades e se atribua a cada qual, segundo as suas necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;e4a11&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Seria então esta a realidade imaginada e de dificil alcance, dirão... Claro que sim. Mas a questão do usufruto dos produto do trabalho não é assim tão complexa e reside na manutenção óbvia da posse dos meios de produção nas esfera do estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Num cenário de projeção ligeira, os tais robôs que o estudo acima referenciado aponta, trabalhariam produzindo riqueza arrecadada pelo estado. Esse mesmo estado que se encarregaria, controlado por um sistema de representatividade democrática assente em pessoas de caracterização vanguardista, eleitas pelo povo trabalhador, de distribuir em serviços e bens, de acordo com a necessidade de cada um, para que todos, sem excessão, pudéssemos viver a vida como deve ser vivida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Apresentar a previsão de substituição como fatalidade social é só isso, propaganda capitalista que visa amedrontar cada trabalhador e empurra-lo no sentido de baixar a guarda em defesa dos interesses da sua classe, priorizando o interesse individual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A alternativa existe e é possivel, não está ao virar da esquina e, porventura, não nos tocará vive-la... Mas temos todos a responsabilidade de contribui para a sua aproximação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Num ano em que seremos chamados três vezes a decidir, não será demais lembrá-lo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;440gt-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;e4a11&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjepebmCLS9jfZ3at5oDZyZ9nh2IhqCQ67dQ9iKVkKJke7lw7cnlHcEyDlMRZZXCh4WzHMitaOxNs7ola31EABYjtKiUB1uTrVD30L08sz69loeEhwJCovwdGC_9HZZlgscuDxE_vB_wDs/s1600/robos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;774&quot; data-original-width=&quot;812&quot; height=&quot;381&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjepebmCLS9jfZ3at5oDZyZ9nh2IhqCQ67dQ9iKVkKJke7lw7cnlHcEyDlMRZZXCh4WzHMitaOxNs7ola31EABYjtKiUB1uTrVD30L08sz69loeEhwJCovwdGC_9HZZlgscuDxE_vB_wDs/s400/robos.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeL_yZ5f44oujTnIC_pS2pe8NMC2Xo4kusEy0ssCmxwJyG-xyyl3KcUI8Ag6NiptBiKRvOGOj3LaDnmI1_9NJoUI2jmruGxamcZMT9GCiKRSmknmwki-bKlDRv6xK5Tp3L-ZBW1qb27c8/s1600/962eecf0fa253073186aa260018bdddf.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;258&quot; data-original-width=&quot;599&quot; height=&quot;171&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeL_yZ5f44oujTnIC_pS2pe8NMC2Xo4kusEy0ssCmxwJyG-xyyl3KcUI8Ag6NiptBiKRvOGOj3LaDnmI1_9NJoUI2jmruGxamcZMT9GCiKRSmknmwki-bKlDRv6xK5Tp3L-ZBW1qb27c8/s400/962eecf0fa253073186aa260018bdddf.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUavBk-VtM9iOsm1JOeiI16YFOVIx5ySDKWKFFt6OiFaGxn6ky6yTZfj6IBAUzDAu7auvXl1nYnanTwHeWa-eLJVzzBipsZboLePiZkmiDWr1tnDRjPL2nUSinBYkulOQjhm24BK1aISg/s1600/eaeccb21095280adc1d51299fe64867e.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;249&quot; data-original-width=&quot;603&quot; height=&quot;165&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUavBk-VtM9iOsm1JOeiI16YFOVIx5ySDKWKFFt6OiFaGxn6ky6yTZfj6IBAUzDAu7auvXl1nYnanTwHeWa-eLJVzzBipsZboLePiZkmiDWr1tnDRjPL2nUSinBYkulOQjhm24BK1aISg/s400/eaeccb21095280adc1d51299fe64867e.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigsrrZRh1m66SXfLdsfFvNZx4jg1p55icNxAhPLVk7Wih9jTwWtnkMbiOmSTrsOPMVslW8H628CymeQGqO35Y3gjNrj6d2tF-79qtDwt8jhdRp7ACWpZLEBIYY86QzbeoMmD4XO9mjCbM/s1600/eff932b73e83682a14b06c9f56edeb30.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;91&quot; data-original-width=&quot;569&quot; height=&quot;63&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigsrrZRh1m66SXfLdsfFvNZx4jg1p55icNxAhPLVk7Wih9jTwWtnkMbiOmSTrsOPMVslW8H628CymeQGqO35Y3gjNrj6d2tF-79qtDwt8jhdRp7ACWpZLEBIYY86QzbeoMmD4XO9mjCbM/s400/eff932b73e83682a14b06c9f56edeb30.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;1id5d-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/209656904194020812/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2019/01/e-se-vierem-os-robos-trabalhar-por-mim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/209656904194020812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/209656904194020812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2019/01/e-se-vierem-os-robos-trabalhar-por-mim.html' title='E se vierem os robôs trabalhar por mim?'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjepebmCLS9jfZ3at5oDZyZ9nh2IhqCQ67dQ9iKVkKJke7lw7cnlHcEyDlMRZZXCh4WzHMitaOxNs7ola31EABYjtKiUB1uTrVD30L08sz69loeEhwJCovwdGC_9HZZlgscuDxE_vB_wDs/s72-c/robos.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-7485830259164144694</id><published>2018-06-11T13:08:00.000+01:00</published><updated>2018-06-11T13:08:09.720+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="CGTP"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="greve"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="petrogal"/><title type='text'>ir à bola com eles...</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;8jisp&quot; data-offset-key=&quot;8fbeu-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;8fbeu-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O Trabalhadores da PETROGAL iniciaram hoje mais uma greve.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Desde as 6:00h da manhã de hoje e até às 14:00h de sábado, era suposto não haver combustivel para ninguém, com exceção dos serviços de urgência e demais necessidades básicas bem explicitas nas regulamentações de serviços mínimos que, responsavelmente, os Trabalhadores da PETROGAL sempre souberam cumprir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Acontece que o Governo do Partido Socialista, o dos ministros que vão à bola com a GALP, tem sido cúmplice no claro atropelo à lei, validando despachos de serviços mínimos que são, na verdade Serviços máximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Nas greves de 2010 e 2012, a PETROGAL entendeu levantar processos disciplinares a vários Trabalhadores, numa clara posição de afrontamento à legalidade e em ato de intimidação coletiva para desarmar a predisposição dos Trabalhadores para a greve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em todos estes processos, os tribunais deram razão aos Trabalhadores, inclusive naqueles em que a PETROGAL entendeu gastar fortunas a arregimentar equipas multidisciplinares de advogados e conseguiu arrastar até ao tribunal Constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Apesar disso, o Governo do PS, o tal dos ministros que vão à bola com a GALP, continua a ter uma posição conivente com administração da PETROGAL, impondo por despacho a obrigatoriedade de cumprir com a produção e fornecimento quase máximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É esta a posição do governo liderado por António Costa que, ainda no último congresso do seu partido, afirmava a necessidade de se promover a criação de condições de emprego com qualidade para que os jovens que se viram forçados a emigrar tivessem possibilidades de voltar ao seu país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este é assim mais um dos momentos da prática de verbo de encher, numa situação particular em que a empresa, a PETROGAL que leva os ministros à bola, ataca de morte a contratação coletiva e os direitos laborais, assumindo uma postura de tentativa de alienação sobre todos os direitos sociais adquiridos pelos trabalhadores ao longo dos anos, consagrados em normativos, protocolos e outros instrumentos de regulamentação interna, procurando ainda eliminar os regimes específicos de Reforma e de assistência na saúde, negociados com os sindicatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este é um momento sem precedentes naquela empresa que, enquanto vê os seus lucros subirem 74% no primeiro trimestre deste ano (135 milhões de euros), tem assumido uma postura de total indisponibilidade para negociar acordos de defesa de direitos com as Organizações RepresentativaS dos Trabalhadores, continuando um cerrado ataque aos seus direitos laborais e sociais e dando espaço aos sindicatos da UGT que se têm apressado na assinatura de acordos que os penalizam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A este ataque à contratação coletiva e aos direitos laborais, os trabalhadores têm respondido com a luta, uma luta dura e onerosa para as carteiras de quem depende do seu salário para sobreviver, mas que se tem alimentado da certeza de justiça e na garantia de se estar a lutar também pela viabilidade social das gerações seguintes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É esta postura de conluio entre o Governo e o poder económico que interessa denunciar e combater. Esta inexplicavel postura de apoio à ilegalidade e ao ataque social sobre os Trabalhadores que mais não é do que um esforço para manter a estratificação social da população Portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;10nb4-0-0&quot; style=&quot;white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #1d2129; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Toda a solidariedade com a luta dos Trabalhadores da PETROGAL...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #1d2129; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYUCEPrZPrAKZV5EoYaDUw90CkgoRP83lxhD6-f6CbaYFOzElg83kcp1gHwuum-G7IsQjLeIfE-mlB14_NcR7xK4V8PmWOAVrPkPcwg_iVTBdo7BZA6uCu9BwQuOQp9WUbSOoZx4eDpng/s1600/34877795_611211599239071_8823398946807218176_n.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;642&quot; data-original-width=&quot;1574&quot; height=&quot;230&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYUCEPrZPrAKZV5EoYaDUw90CkgoRP83lxhD6-f6CbaYFOzElg83kcp1gHwuum-G7IsQjLeIfE-mlB14_NcR7xK4V8PmWOAVrPkPcwg_iVTBdo7BZA6uCu9BwQuOQp9WUbSOoZx4eDpng/s400/34877795_611211599239071_8823398946807218176_n.png&quot; width=&quot;550&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;10nb4-0-0&quot; style=&quot;white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #1d2129; font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;8jisp&quot; data-offset-key=&quot;10nb4-0-0&quot; style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;10nb4-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;10nb4-0-0&quot; style=&quot;font-size: 14px; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #1d2129; font-family: &amp;quot;helvetica&amp;quot; , &amp;quot;arial&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/7485830259164144694/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/06/ir-bola-com-eles.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7485830259164144694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7485830259164144694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/06/ir-bola-com-eles.html' title='ir à bola com eles...'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYUCEPrZPrAKZV5EoYaDUw90CkgoRP83lxhD6-f6CbaYFOzElg83kcp1gHwuum-G7IsQjLeIfE-mlB14_NcR7xK4V8PmWOAVrPkPcwg_iVTBdo7BZA6uCu9BwQuOQp9WUbSOoZx4eDpng/s72-c/34877795_611211599239071_8823398946807218176_n.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-2751581070986502605</id><published>2018-05-17T10:09:00.000+01:00</published><updated>2018-05-17T10:09:29.995+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="assembleia da república"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Partido Socialista"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Sérgio Sousa Pinto"/><title type='text'>a política do ganho próprio</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Sérgio Sousa Pinto está no mesmo patamar que Francisco Assis, com a diferença de ainda ter entranhadas ilusões politico-partidárias e dar-se ao trabalho de arredondar os cantos ao discurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://rr.sapo.pt/noticia/113476/caso-socrates-continuamos-a-apreciar-uma-boa-fogueira-no-rossio&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Nesta entrevista&lt;/a&gt;, que deu à rádio Renascença e ao Publico, é ouvi-lo defender que &quot;&lt;i&gt;Portugal tem que aprovar a legislação sobre o que é a atividade do lobismo&lt;/i&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Regular o exercício de lóbi corporativo é nada menos que legalizar a corrupção... digo eu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Existem ações de lóbi que o entendimento popular não condena, como aquele que é feito por associações sociais, regionais e, por via do alargar do crivo, empresariais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Competirá obviamente ao agente político agir em conformidade com o bom senso e não retirar benefício pessoal (ou para qualquer familiar e amigo) das decisões por si tomadas no exercício da função governativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Mas Sérgio Sousa Pinto vai mais longe. Segundo ele, &quot;&lt;i&gt;se recebermos um telefonema de alguém temos que o escrever num registo, alguém pede para falar com um deputado e temos que ir ao registo e pôr lá: &quot;Empresa de fulano tal, associação tal, deseja ser recebida&lt;/i&gt;&quot;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;...e acrescenta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&quot;&lt;i&gt;É um atestado de desconfiança e torna a vida dos deputados num inferno impraticável. O mais fácil é uma pessoa não se mexer, não decidir, não fazer nada. Tudo é perigoso, tudo é um risco, depois não tenho nada a ganhar, se vou falar com os doentes cardíacos, ou com os pernetas da Beira Baixa e não ponho no registo de interesses tenho aqui mais um drama, uma tragédia, aparece-me logo um título imenso&quot;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ora, resistindo à tentação de fazer um comentário irónico à expressão &quot;&lt;i&gt;não tenho nada a ganhar&lt;/i&gt;&quot;, era importante referir que esta predisposição não é mais do que uma assunção de que os funcionários que o seu grupo parlamentar contrata ao abrigo dos direitos de índole financeira e administrativa que a AR confere (subvenções inscritas no orçamento da Assembleia da República, recrutamento de pessoal de confiança política e à atribuição de locais de trabalho) não são mais do que os famosos &quot;jobs for the boys&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este tipo de predisposição e assunção públicas têm a sua finalidade. Tudo serve para que a mensagem passe, e passa...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Era importante haver instrumento de contraponto nos órgãos de comunicação, coisa que não há e parece estar longe de haver, mas, acima de tudo, era ainda de maior importância o reforço do sentido de classe em cada uma das faixas sociais da sociedade portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Não há argumentação que valide esta continua opção pela escolha de governantes em prejuízo próprio!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/2751581070986502605/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/05/a-politica-do-ganho-proprio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2751581070986502605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2751581070986502605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/05/a-politica-do-ganho-proprio.html' title='a política do ganho próprio'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-5441037014098658205</id><published>2018-04-09T11:10:00.000+01:00</published><updated>2018-04-09T11:20:03.328+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="estratificação social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="pobres"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="polarização social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revolução"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Ricos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><title type='text'>O único negócio da polarização social</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Lia hoje, através do LinkedIn, essa ferramenta que maquilha o mundo corporativo e as relações laborais, uma publicação de um diretor regional de uma multinacional tecnológica que alertava em tom alarmado para aquilo que, segundo ele, era &quot;&lt;a href=&quot;https://www.linkedin.com/pulse/o-mau-neg%C3%B3cio-da-polariza%C3%A7%C3%A3o-social-alvaro-almeida/?trk=eml-email_feed_ecosystem_digest_01-recommended_articles-3-Unknown&amp;amp;midToken=AQHxFubivwR88w&amp;amp;fromEmail=fromEmail&amp;amp;ut=3jF2KoC6LcoEc1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;o mau negócio da polarização social&lt;/a&gt;&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;De uma forma propositadamente simplista, porque a análise seria é uma chatice dos diabos que nos prega grandes rasteiras quando montamos outro cavalo que não o da seriedade, o fulano aborda e caracteriza de errada e socialmente suicida, a contraposição diametralmente oposta de um segmento da sociedade em resposta ao ataque de outro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Referindo-se ao Brasil, declarava a sua insatisfação perante a sujeição da caracterização social apenas aos epítetos de coxinha vs mortadela, verde e amarelos vs vermelhos, fascistas vs comunistas, etc... 
Podíamos desmontar a básica tentativa de assemelhar a valorização destes dois adjetivos últimos, como se alguém que luta pela igualdade de direitos e harmonização social pudesse ser assemelhado a outro cuja intenção é a estratificação social, a supremacia de uns sobre outros e a acumulação de poder e riqueza numa pequena parte da população.
Mas não é disso que tratamos... 
O que nos leva a esta discussão é, mais uma vez, a intrínseca queda para a valorização do mundo corporativo como o centro do universo.
O facto de esta maldita porção da sociedade, que se dedica unicamente ao objetivo central de enriquecimento da fortuna do seu patrão, fazê-lo com tamanho afinco, transforma-os em seres poderosíssimos mas, também, ensimesmados pela dureza da missão fruto da fatídica adjetivação de efémera.
Segundo a sua predisposição, as empresas estarão recolhidas e desconfiadas do atual estado de polarização social porque, pela incerteza de rumo, pelo equilíbrio de forças que impede adivinhar a saída, não se atrevem à aventura do investimento e, fruto disso, o mundo pára...
Ora, é precisamente aí que cortamos o alinhamento. O mundo não pára...
Desde que se conhece e avaliação a sua evolução, o mundo acelera e abranda o seu desenvolvimento em função deste tipo de acontecimentos e dependendo do alinhamento da franja maioritária ao lado ou contra a classe dominante, que normalmente funda o seu poder, não na supremacia demográfica, mas na detenção da fonte de riqueza ou domínio da crença sobre a insuficiência intelectual.
Ora, sempre que a segunda opção se verificou, o mundo alavancou o seu progresso civilizacional e, fruto disso, os hábitos e costumes alteraram-se em favor dos mais desfavorecidos, a maioria, sempre, inquestionavelmente, em cima de uma revolução.
Mas as revoluções não se fazem por si... Não há uma agenda revolucionária mundial, descrita para a total abrangência temporal futura, que predetermine o seu acontecimento.
As revoluções resultam sempre de dois aspetos fundamentais, sem os quais jamais teriam base de lançamento sólida e efetiva.
Primeiro, a manutenção dura e inflexível de setores da sociedade penalizada bem formados por vincada ideologia e sentido de classe, servindo de semente, ou melhor, banco de sementes da revolução. Grupos ou instituições assumidamente revolucionárias, assumidamente de esquerda, assumidamente defensoras da sua classe desfavorecida, proletários ou não, porque aí é a capacidade imediata de ação que conta, fruto da faculdade de &quot;ter as mãos na massa&quot;, mas, mais uma vez, assumidamente contrárias ao domínio social de uma classe minoritária, caracterizando-a sempre aberração social e inversora do equilíbrio que garante, não só a sobrevivência humana, mas também a felicidade plena. Essa existência, bem fundada em associações, instituições e, melhor ainda, partidos políticos de assumida ideologia progressista, será sempre o garante da preparação de um povo para espoletar a revolução.
Por outro lado, e porque sabemos que um homem não se atira a um animal feroz enquanto não vê posta em risco a sua própria vida, será sempre necessário que a classe dominante cometa um dos seus muitos erros de movimentação. Hoje em dia, fruto da adoção de estratégias simpáticas e camufladas que, por um lado, lhes garante o adormecimento da população, mas, por outro, a habitua ao patamar intermédio de riqueza corrompendo-a em largas franjas para a defesa da sua causa, qualquer erro de estratégia, maioritariamente cometidos pela ânsia de sucesso destes seus &quot;agentes duplos&quot;, tem a capacidade de desviar o manto rosa e dourado que cobre as evidências da exploração, deixando algumas delas a descoberto, situação também indispensável ao cenário de lançamento da revolução.
Posto isto, voltemos à abordagem inicial...
Se, à partida, a situação corrente intemporal se caracteriza como altamente penalizadora para uma das partes, fruto do intrínseco cariz exploratório, como poderá a reação atual em métodos de tentativa do equilíbrio?
A lógica fundamental da comparação de forças assenta, incontornadamente, na medição da força máxima de cada um dos lados, da partida simultânea de ambos os extremos, em movimento proporcional, até ao encontro de convergência ou ao acordo de convivência.
Vários relatos da história o comprovam. Numas situações prevalecendo o que acima se descreve, noutras acabando por evidenciar-se o domínio total de uma das partes por evidente supremacia de forças. O mundo não tem regras de evolução, mas apenas traços de caracterização sociológica que permitem identificar projeções semelhantes no tempo e perceber a probabilidade de desfecho, desde que se contabilize a influência cultural do seu tempo.
Nenhuma das situações que se possam colar ao que se descreve acima teve sucesso ou sequer se evidenciou partindo da tentativa de equilíbrio.
O equilíbrio é um ponto sensível que se consegue apenas por resultado de muita sensatez da parte dos povos que, à partida, abdicaram dela.
A exploração só termina quando o explorado tenta inverter a situação na totalidade.
Ao fascismo deve responder-se com a força, ponto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhI6fdijK-JbaFWt_1bEEw4PZVvqmS9C_LEC18chjUFSSnHlldXaHJqM94RBr6it3Pmg0UDiT_VrUk3TBv9kBBxyil_pZd-DZOmjYyo-JTMx3RE9XrHDsD3WlcMmpPovQISKnaQt2JlG7I/s1600/pobres-e-ricos.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;421&quot; data-original-width=&quot;620&quot; height=&quot;271&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhI6fdijK-JbaFWt_1bEEw4PZVvqmS9C_LEC18chjUFSSnHlldXaHJqM94RBr6it3Pmg0UDiT_VrUk3TBv9kBBxyil_pZd-DZOmjYyo-JTMx3RE9XrHDsD3WlcMmpPovQISKnaQt2JlG7I/s400/pobres-e-ricos.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/5441037014098658205/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/04/o-unico-negocio-da-polarizacao-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/5441037014098658205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/5441037014098658205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2018/04/o-unico-negocio-da-polarizacao-social.html' title='O único negócio da polarização social'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhI6fdijK-JbaFWt_1bEEw4PZVvqmS9C_LEC18chjUFSSnHlldXaHJqM94RBr6it3Pmg0UDiT_VrUk3TBv9kBBxyil_pZd-DZOmjYyo-JTMx3RE9XrHDsD3WlcMmpPovQISKnaQt2JlG7I/s72-c/pobres-e-ricos.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-1452345950568816620</id><published>2017-09-24T11:08:00.000+01:00</published><updated>2017-09-26T14:20:44.299+01:00</updated><title type='text'>São vítimas, não guetos!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Matosinhos não é só terra de horizonte e mar... É também terra de bairros sociais, muitos bairros sociais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Para o bem e para o mal, a década de 90 foi fértil em soluções deste género a que, aos dias de hoje, são apontados imensos dedos reprovadores, mas que na altura solucionaram o problema das barracas insalubres e clandestinas que se espalhavam por todo o concelho e, sem sombra de dúvidas, a opção teve o condão de transformar a a sociedade e alterar os seus standards de higiene, educação, cultura e participação social.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
É certo que não foram atingidas as expectativas criadas na altura, é isso deve-se a muita coisa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Desde logo, o facto de não ter sido possível responder a todas as solicitações, criou algumas aversões por parte daqueles que não viram resposta positiva aos seus anseios.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Depois, grande parte da classe média sempre se mostrou muito crítica a esta solução por entender que facilitava a alguns o alcance dos objetivos de vida que, a eles, tanto lhes custou. Mas não é assim. Qualquer cidadão de classe média que analise a situação social e financeira da grande maioria dos habitantes de um bairro social, rapidamente chegará à conclusão de que &amp;nbsp;continuam a deparar-se, diariamente, com imensas dificuldades para criar os filhos, por comida na mesa, subir o seu nível cultural e social porque, definitivamente, não houve política de sustentação destas soluções que poderiam ter sido decisivas para a evolução sociológica de todo o concelho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Mas estaria o poder político dominante interessado nisso?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Interessar-lhes-ia fomentar o aumento do nível cultural do povo e, dessa forma, potenciar o espírito crítico dos Cidadãos?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Tudo leva a crer que não...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Fruto disso, na maioria dos bairros sociais em Matosinhos, a população foi deixada ao abandono e o poder político dominante abdicou de usar a alavanca social que permitiria a sua emancipação.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Os bairros sociais em Matosinhos não são guetos, como já ouvi alguém dizer na campanha autárquica. Uma análise atenta a estes polos habitacionais permitiria notar que não vivem ali pessoas iguais, mas sim da mais variada proveniência e caracterização política, racial, ideológica, religiosa, sexual, clubística, física, intelectual, etc, etc, etc... Caracterizar os bairros sociais de guetos é apenas abdicar de lá entrar, por preconceito, e tomar o todo por um só.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Voltando ao tema, faltou em Matosinhos dotar estes espaços das condições necessárias à potenciação do pensamento próprio que leva à capacidade de dar o salto quer física, quer intelectualmente. Já na década de 90 sabíamos que qualquer bairro social deveria ser acompanhado em permanência e dotado de meios dedicados de desenvolvimento de competências que, na altura, eram identificados como polos de formação profissional, fosse tecnológica ou artística.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
O exemplo da garantia de sucesso são aqueles, país fora, onde isso aconteceu. Bastava essa pequena diferença para que a população passasse ela própria à fase de auto regulação e criasse as suas regras, normalmente as mesmas da sociedade onde se insere.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Não bastasse esta insuficiência social a que o poder político dominante se esqueceu de dar atenção, houve ainda o cair na crítica e condenação fáceis...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Sabemos pelos estudos de hoje que a delinquência e criminalidade é, mais do que mera opção, uma propensão impelida pela insuficiência de oportunidades de afirmação pessoal e social. Apesar disso, influenciado pelo populismo moderno, o poder político dominante deixou-se levar pela tentação de dar boa resposta aos ímpetos ostracistas que a má informação empresta aos setores da sociedade com mais voz pública e, em ânsia, foi penalizando ainda mais, por via do agravamento de rendas e diminuição de apoio social e económico, esta gente já antes tão penalizada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
Creio que a solução aos problemas acima se descortina entre linhas e garanto que me convenço da sua resolução fácil.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
A velha máxima da cana de pesca assume sempre caráter de melhor resposta a estás situações. Porém, há que garantir o acesso ao peixe a aqueles que ainda não possuem a cana!&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdshqTNPhvo0CSlStH1JdKaUCdsKdChC-KysywuvMEnj1hoP-xFVWporBMpK-xJXmcOTZ1BhjA03CRahrWKp6FoLUNy_x9gB9T51fnMIZ4ERZn5NgEDNUxoX2Zngn2_PA_QOnDeZF3v8/s1600/conta%25C3%25A7%25C3%25A3o-hst%25C3%25B3rias-quintal-crian%25C3%25A7a.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;540&quot; data-original-width=&quot;960&quot; height=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdshqTNPhvo0CSlStH1JdKaUCdsKdChC-KysywuvMEnj1hoP-xFVWporBMpK-xJXmcOTZ1BhjA03CRahrWKp6FoLUNy_x9gB9T51fnMIZ4ERZn5NgEDNUxoX2Zngn2_PA_QOnDeZF3v8/s400/conta%25C3%25A7%25C3%25A3o-hst%25C3%25B3rias-quintal-crian%25C3%25A7a.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/1452345950568816620/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/09/sao-vitimas-nao-guetos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1452345950568816620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1452345950568816620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/09/sao-vitimas-nao-guetos.html' title='São vítimas, não guetos!'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdshqTNPhvo0CSlStH1JdKaUCdsKdChC-KysywuvMEnj1hoP-xFVWporBMpK-xJXmcOTZ1BhjA03CRahrWKp6FoLUNy_x9gB9T51fnMIZ4ERZn5NgEDNUxoX2Zngn2_PA_QOnDeZF3v8/s72-c/conta%25C3%25A7%25C3%25A3o-hst%25C3%25B3rias-quintal-crian%25C3%25A7a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-3517005259206894780</id><published>2017-07-22T17:27:00.000+01:00</published><updated>2017-07-22T17:30:31.387+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="capitalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="corporativismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="emprego"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="felicidade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="geração"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="millenials"/><title type='text'>é a felicidade, estúpida!</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Li hoje uma &lt;a href=&quot;https://sol.sapo.pt/artigo/573087/silvia-nunes-para-os-millennials-o-importante-e-fazer-acontecer-&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;entrevista a&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://sol.sapo.pt/artigo/573087/silvia-nunes-para-os-millennials-o-importante-e-fazer-acontecer-&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sílvia Nunes&lt;/a&gt;, diretora da Michael Page Portugal em Lisboa, uma das maiores empresas de recrutamento do mundo. Estive uns curtos, mas eternos, segundos a decidir sobre se valia a pena o aborrecimento garantido que a leitura acarretaria. Infelizmente, a eterna idiossincrasia remete-me para a contínua envolvência com o que me faz mal e, como sempre, preparem-se os fígados e venha de lá a leitura...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Pois bem, uma entrevista a uma recrutadora deveria incidir logicamente sobre a análise às diferentes personalidades dos Cidadãos que procuram emprego. Há-os de todas as idades, sexos, etnias, níveis de formação, proveniências, etc, mas como o próprio título deixava antever, esta não era uma entrevista como as que aprendemos na escola, em que tentamos encontrar, junto dos especialistas de uma determinada área, as respostas para as dúvidas que nela temos. Isso era noutro tempo, em que o jornalismo (sim, entrevistas são componente do jornalismo) era feito por formados de excelência motivados pelo prazer de informar e jamais pelo instinto de escudeiro do corporativismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Que esperar então de uma entrevista cujo título de publicitação era, já por si, uma ode ao instinto &quot;empreendedor&quot; e individualista de uma geração que, não o sendo de forma genuína, está condenada ao vínculo com o epíteto?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Começa então a graciosa &quot;menina&quot; por, marcando a ferro quente a geração com a substantivação de millenials, lhes incutir a adjetivação intrínseca do desassossego. Claro que concordo... a Geração 2000 será, não só na minha opinião, a mais desassossegada de que há memória, mas tal não terá obrigatoriamente que ser entendido do ponto de vista de que querem romper com as gerações anteriores. Creio que esta insatisfação constante e este ímpeto de conquista se deve ao facto de, tão novos, terem dado já conta daquilo que lhes foi sonegado, dos sonhos que não podem sustentar e, inerentemente à condição humana, estarem eles mesmos a tentar sobreviver, batalhando, muitas das vezes contra os seus pares, por um lugar ao sol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É então aqui que reside a falácia deste argumentário. Esta geração não é empreendedora por predisposição. Esta geração é batalhadora por necessidade, porque percebeu a transição da sociedade para uma aceitação popular da concentração de riqueza, porque as gerações que lhe antecederam se deixaram vencer pelo cansaço e aceitação da convivência com a mediocridade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Não, não são os millenials que procuram benefícios sociais em detrimento do salário numa entrevista de emprego. Os millenials perceberam é que a luta pela melhoria dos salários é dura e incutiram-lhes, infelizmente que a ação coletiva é sinal de fraqueza, dando-lhes a entender que quando se quer muito uma coisa, é só lutar por ela com todas as forças que o sucesso será alcançado. Pois não é assim... Numa sociedade competitiva e de acumulação de rendimentos, o sucesso, tal como entendido atualmente, está apenas disponível a uma minoria. Ora, aos outros, que também apostaram tudo e se empenharam muito, resta-lhes a miséria ou dependência financeira e social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Toda a entrevista se resume então a um autêntico regabofe de publicitação da propensão para a individualização e promessa de alvíssaras aos que nela se empenham. Toda a retórica programada adjetiva de bem sucedidas as corporações que empregam jovens empreendedores nas suas fileiras comerciais. Infelizmente, o setor produtivo fica de fora da linguagem desta gente. Perguntem a um qualquer gestor de uma linha de produção qual seria o resultado de empregar nas suas fileiras de manufatura ou montagem em série, uma carrada de jovens empreendedores e lhes incutissem o livre arbítrio como base de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;E não é o setor produtivo que sustenta a economia de um país? Não o é em França? Na Alemanha? No norte da Europa?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Que mal há na opção de um Trabalhador operário em cumprir escrupulosamente com as tarefas que lhe são incumbidas no setor produtivo nacional?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Que mal há na opção de um Trabalhador em cumprir com o que contratualizou com o seu empregador e deixar os seus sonhos para os outros dois terços de tempo que lhe restam além do trabalho?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Que mal há em ver o emprego como aquilo que verdadeiramente é, ou seja, o processo de financiamento da sua vida e dos sonhos que a sustentam?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://adversus-omnes.blogspot.pt/2009/10/o-fim-ultimo-da-vida-nao-e-excelencia.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;O fim último da vida não é a excelência&lt;/a&gt;, &lt;b&gt;mas a felicidade!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/3517005259206894780/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/07/e-felicidade-estupida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3517005259206894780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3517005259206894780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/07/e-felicidade-estupida.html' title='é a felicidade, estúpida!'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-2558856832669953609</id><published>2017-06-24T16:20:00.000+01:00</published><updated>2017-06-24T16:20:46.493+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="precariedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reversão"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="revolução"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalhadores"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><title type='text'>Reversão não é revolução</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A contínua precarização das relações laborais em Portugal tem galgado terreno às custas do compromisso único dos agentes políticos com o corporativismo capitalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A precariedade é &quot;familiar&quot; direta da escravidão e não combina com as exigências sociais de um país que se diz desenvolvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A expressão &quot;reformas estruturais&quot; passou a ser fácil e popularmente aceite e entendida como um chavão que traduz a propensao para uma realidade de mais trabalho com menor custo para as empresas, menor rendimento para quem trabalha, e dele depende a sua sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A precariedade já atinge todos os Trabalhadores em Portugal. Da sustentação capitalista e política de uma bolha de desemprego ameaçadora a amedrontadora à população ativa, até à lenta mas efetiva invasão da realidade precária aos postos de trabalho até agora estáveis, tudo serve para, de forma assertiva, se ir moldando o entendimento da generalidade dos Trabalhadores até à aceitação autónoma desta realidade que descaracteriza profundamente uma sociedade inteira e condena várias gerações à inevitabilidade da luta pela sua normalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A luta de um povo deveria constituir processo de desenvolvimento e melhoria das condições e caracterização sociais mas, pelo privilégio da detenção dos meios capazes de implementar força de influência, seja pela detenção da propriedade dos órgãos de comunicação social, seja pela capacidade de gestão das redes sociais que moldam o pensamento e perceção social de um povo inteiro, estamos a ser empurrados para a situação de confinamento de escolhas à alternativa única de lutar pela reposição de direitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Esta é a capacidade de orientação paciente que a classe dominante detém e nos remete à constatação da inevitabilidade, sem que nos desperte o processo em si, por nos &quot;presentear&quot; amiúde com motivos de distração que, na maioria das vezes, se concretizam à nossa custa. A satisfação do ímpeto consumista é o maior dos exemplos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Mas nenhuma das estratégias é perfeita. Desde logo porque a autonomia popular dirigida para a formação cívica, sociológica e cultural, a existir, seria atitude magnânima bastante para que a população, por si, se orientasse no sentido contrário. Depois, porque todas as estratégias cometem erros e não evitam a abertura de brechas que permitem ver o cerne da política de estratificação social que a caracteriza. Mais não fosse, a satisfação dos intentos das políticas do capital demonstra, por si, a sua característica anti popular.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;As contínuas ações prepotentes, arbitrárias e de ataque que, cada vez mais descaradamente, o capital põe em prática, materializadas na perseguição, opressão, retaliação e desrespeito pela individualidade, sobre aqueles que, ainda que precários, ousem defender-se e exigir o cumprimento dos seus direitos, demonstram de forma clara e inequívoca o propósito da contínua política de &amp;nbsp;precarização em que o capital se tem empenhado. A estratégia visa unicamente o isolamento dos Trabalhadores, promovendo a sua individualização e &amp;nbsp;enfraquecendo os seus direitos até à situação final da orientação totalmente condicionada de cada um e a sua aceitação da vivência miserável por alternativa à não sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A precariedade é a ligação direta à escravatura, sem exageros de retórica, mas com todo o alarmismo que a situação merece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/2558856832669953609/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/06/reversao-nao-e-revolucao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2558856832669953609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/2558856832669953609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/06/reversao-nao-e-revolucao.html' title='Reversão não é revolução'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-100395445616053208</id><published>2017-06-10T15:50:00.000+01:00</published><updated>2017-06-10T16:04:39.781+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="precariedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="solidariedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="união"/><title type='text'>o contrapoder à estratégia de precarização</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Não raras vezes, seja em meio de discussão ideológica ou numa qualquer acesa disputa controversa de conceitos sobre as relações laborais e a predisposição das partes, somos confrontados com a pergunta: &quot;o que é a precariedade?&quot;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Algumas das vezes complementada com: &quot;vocês andam sempre a falar na precariedade...&quot;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Pois então, a precariedade é extremamente simples de identificar e adjetivar e a sua definição define-se à caracterização de uma relação laboral em que, além de a remuneração não pagar justamente o valor do trabalho despendido, quer pela riqueza gerada ou bem produzido, ainda submete o Trabalhador a uma condição de dependência contínua por garantir que este não tem condições de reivindicar a melhoria da sua situação, fruto da fragilidade do vínculo, da incerteza de futuro e da necessidade a que se está sujeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ao longo dos tempos, o movimento de precarização das relações do trabalho tem sido posto em prática pelas entidades patronais, escudadas em associações setoriais, e armadas de agentes políticos que, mais por comprometimento do que por assunção ideológica, vão moldando o quadro legislativo em função dos interesses de ambos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em Portugal, esta situação é ainda agravada pelo facto de, em toda a primeira metade do século XX, altura em que os movimentos reivindicativos pela valorização do trabalho ganharam forma e peso na sociedade, moldando-a e empurrando-a para mais perto da sociedade avançada, cavalgando os movimentos populares dos trabalhadores, termos estado submersos e envoltos no autismo acentuado provocado pela realidade de uma ditadura fascista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O mundo do trabalho sempre foi um mundo de dificuldades, por inerência da desigualdade de pressupostos, a relação laboral entre patrão e trabalhador sempre se definiu, no seu cerne, a uma relação entre opressor e explorado, mais ou menos regulamentada, mas sempre muito longe do equilíbrio de justiça social. Assim, a precariedade, ao contrário do que muitos querem fazer crer, não é uma realidade nova nem um conceito moderno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Infelizmente, por confusão ou utilização inadequadamente orientada das expressões que &quot;viralizam&quot; por força da penetração das redes sociais, o conceito de precariedade vai sendo colado à situação, essa sim contemporânea, de exploração de novos trabalhadores jovens, com formação superior, que são mal pagos para desempenhar o trabalho na sua área de formação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A precariedade não se remete a isto. Este tipo de situações tem vindo a acentuar-se pelo facto de o acesso à educação ter vindo naturalmente a ser facilitado, muito até por culpa do aumento do grau de escolaridade obrigatória, e verifica-se de forma mais frequente impelida pela pressão provocada pela bolha de desemprego gerada de tempos a tempos, de modo a influenciar as regras de mercado sob conveniências restritas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Porem, a precariedade revela-se também sobre aqueles que, apesar de quantitativamente bem formados, se vêm obrigados a aproveitar oportunidades de emprego mal pagas e, pior ainda, fora da sua área de conhecimento, muitas das vezes trabalho físico, industrial, ou sujeito a inúmeras outras agruras que deveriam constituir motivo de valorização da remuneração. Mais uma vez, a capacidade de adulterar as regras de oferta e procura, inerentes a uma sociedade capitalista absorvedora, contribui para que a lógica deixe de o ser...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Mas há uma situação ainda mais grave e penalizadora de precariedade laboral... Todos os cidadãos que, ora crescendo em ambientes desestruturados, ora por infelicidade ou má decisão pontual que cause a impossibilidade de atingir um grau de escolaridade que garanta nível de formação adequado, e se vejam assim remetidos para empregos de trabalhos de que não gostam, seja chato, pesado, lento, acelerado, ou outro motivo qualquer que os remeta para longe da preferência dos demais, está sujeito a uma situação de precariedade bem mais agressiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Se, numa sociedade justa, fosse por decreto ou por ajuste automático do mercado, esses trabalhos tendiam para uma valorização da remuneração que lhes estava inerente, a descaracterização do mercado de trabalho atual faz com que demasiados fatores se conjuguem rumo ao objetivo final... A opressão e submissão do homem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Creio ser esta última forma de precariedade aquela que mais trabalhadores afeta em Portugal e, portanto, deixa de fazer sentido aquela colagem automática e involuntária que atribui o rótulo apenas às situações modernas e modernaças que se evidenciem apenas pela falta de garantias de futuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Há uma pergunta que se faz muitas vezes: Deixará um trabalhador que ganha 600 euros mensais de ser precário apenas porque tem um contrato sem termo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Obviamente não, e é aí que tem entrado a ação estratégica dos agentes comandados pelo capital cuja função principal é a desvalorização do trabalho e esvaziamento de direitos. Em poucos anos, a contratação coletiva em Portugal, que regulamentava as relações laborais de mais de 2 milhões de Trabalhadores, passou para um número residual de cerca de duzentos mil. É uma realidade que se verificou apenas pela evidência do número atual, sem que a sociedade tenha despertado para a sua transição a meio do processo. Estas são as verdadeiras capacidades da influência do corporativismo dos patrões sobre o agente legislador que, decididamente, se comprometeu com uma das partes em detrimento das outras e assume assim, pelas suas mãos, a precarização, não só das relações laborais mas, por inerência, da vida dos cidadãos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Creio estarmos perante a evidência de que uma prática social não se contraria totalmente com quaisquer instrumentos legais, e há portanto que criar ondas de pressão e definição de força das massas rumo à alteração do paradigma da predisposição geral para mudança das condições de trabalho, valorização da remuneração e melhoria de direitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É aí que entra a necessidade de espalhar a mensagem de forma a que os Trabalhadores entendam e tenham como normal a imagem de que os seus sindicatos são, acima de tudo, operadores políticos de influência da sociedade sobre a sociedade. Esta prática deverá estar munida não só da óbvia assessoria jurídica mas, sobretudo, armada com a força dos Trabalhadores. Essa deverá ser uma arma apontada permanentemente aos interesses dos patrões por via da pressão exercida sobre o poder político, usando a capacidade de influência eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Sai assim daí a óbvia posição de que a retórica que incita à separação entre os meios sindical e político é um argumento que, apesar de instintivamente e por ímpetos de politicamente correto usado por agentes oprimidos, apenas responde ao interesse do opressor. A manipulação política é a prática mais comum do capitalismo porque tem sempre presente a noção de que a política não é um setor à parte que funcione de si, por si e para si. O meio político é o átomo central de toda a complexa estrutura que é a sociedade. A política é nada menos do que o instrumento capaz de alterar a vida de todas as pessoas, patrões, Trabalhadores, agiotas, vadios, proprietários, etc...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A melhoria da situação atual depende fortemente de uma alteração profunda às leis do trabalho no sentido contrário ao que tem seguido nos últimos tempos, e essa pretensão é apenas atingível se conseguirmos manter a organização coletiva, abraçando e mantendo por dentro aqueles que estão em pior situação. O mundo do trabalho, no seu conjunto, está em dúvida acerca das decisões a tomar relativamente à necessidade de uma ação em massa e apoiada na solidariedade entre Trabalhadores, e é preciso pôr o dedo na ferida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Fica a ideia que interessa... lutar é uma obrigação... e a obrigação impele-nos para a necessidade de visarmos sempre o objetivo da sociedade avançada e igualitária!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&quot;&quot; frameborder=&quot;0&quot; height=&quot;315&quot; src=&quot;https://www.youtube.com/embed/Ly5ZKjjxMNM&quot; width=&quot;560&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;

&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-yffKx8Ncy0oau8sdQ-a9q7A7PIDZ4xer1WTA4ZlRwuDDvcyRoM3sSD1I6jIOOhPl0jSXtzifP7JULhQ0PwBay3gnj6rl8ujiCW8Ail3lf67aq9ExhKU9npz-1pMhNUDaB49HUY-5bN0/s1600/1%25C2%25BA+Maio+74+no+Porto+-+foto+de+S%25C3%25A9rgio+Valente.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;707&quot; data-original-width=&quot;960&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh-yffKx8Ncy0oau8sdQ-a9q7A7PIDZ4xer1WTA4ZlRwuDDvcyRoM3sSD1I6jIOOhPl0jSXtzifP7JULhQ0PwBay3gnj6rl8ujiCW8Ail3lf67aq9ExhKU9npz-1pMhNUDaB49HUY-5bN0/s640/1%25C2%25BA+Maio+74+no+Porto+-+foto+de+S%25C3%25A9rgio+Valente.jpg&quot; width=&quot;560&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/100395445616053208/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/06/o-contrapoder-estrategia-de-precarizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/100395445616053208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/100395445616053208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/06/o-contrapoder-estrategia-de-precarizacao.html' title='o contrapoder à estratégia de precarização'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://img.youtube.com/vi/Ly5ZKjjxMNM/default.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-6684213487377019715</id><published>2017-05-29T12:48:00.001+01:00</published><updated>2017-05-29T13:14:22.803+01:00</updated><title type='text'>A ilusão burguesa do projeto europeu</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A negação do projeto economico-comum da União Europeia não se limita ao tema da moeda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A economia moderna usufrui de um conjunto alargado de instrumentos que podem ser utilizados para qualquer um dos lados, dependendo da posição ou ideologia política e social do agente manobrador. A moeda própria é um deles... Os governos têm a possibilidade de a desvalorizar e, assim, contribuir para o aumento das exportações por via do embaratecimento dos bens e produtos sob o ponto de vista externo. Por outro lado, também os bens e serviços importados ficariam mais caros, bem como outras pequenas coisas usufruídas, por opção, no estrangeiro. No entanto, a médio prazo, isso teria um efeito dissuador na opção pela importação, compra e usufruto de bens e serviços estrangeiros, o que aumentaria consideravelmente a opção pelo consumo interno e contribuiria para potenciar a produção nacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Apesar disto, não é a moeda, por si, capaz de alavancar o crescimento económico de um país. Ainda para mais dependendo tanto da opção política de em que vertente reforçar o empenho e daí variar consideravelmente o resultado final.
A reviravolta económica tem de assentar em questões bem menos voláteis e de resultado muito mais direcionado para a valorização material.
É por isso que o projeto de economia comum está errado, por se verificar assente em compromissos de relacao inter estados que na prática se traduz na supremacia de uns sobre os outros e, ainda mais que económica, resultar muitas vezes, por confusão de conceitos, em supremacia social e moral, tantas vezes promovida pelo interesse político das autoridades do país submetido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não há um único conceito económico que valide a atitude austera cega de um credor sobre o devedor. O pior que pode acontecer a um credor é a falência do seu devedor. Um devedor falido ficará impossibilitado de pagar a sua dívida para sempre e o prejuízo retornará ao credor.
Tanto pior é a situação quando percebemos que as entidades credoras sabem deste conceito. Um país não entra em falência, porque na prática isso significa inviabilizar a vida do seu povo. Um país não acaba. Pode ser levado à ruína, mas as convenções internacionais garantem-lhe a sua independência política bem como a auto-determinação do seu povo.
É por isso que a obrigação dos credores é a de garantir ao máximo a saúde económica desse país devedor, potenciando a sua capacidade de regeneração para que mais rapidamente a dívida seja saldada. Mas estarão esses credores verdadeiramente interessados em que a divida seja saldada? Ou preferirão eternizá-la de modo a maximizar o seu rendimento no tempo por via de taxas de juro que eles próprios controlam em função das suas intenções?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É aqui que entra a exigência da prática da auto determinação do povo. Uma sociedade equilibrada, com a perspetiva do socialismo como projeto político inscrita na sua constituição, não pode permitir esta ingerência externa e ataque à sua soberania. É de todo inaceitável que o Banco central Europeu se esqueça do seu conceito primário e se demita de pôr em prática as medidas padrão de defesa de um estado membro contra a especulação e agiotagem dos interesses externos. A pronta intervenção do BCE no início da atual crise económica europeia te-la-ía evitado por completo e teria poupado o povo grego ao sofrimento a que é agora submetido por imposição de regras que o enterram ainda mais no lodo da miséria e descaracterização social. Mais do que isso, teria poupado a Portugal o gasto acrescido de milhares de milhões de euros ao ano só para juros de uma dívida que, por interesse alheio ao do povo, continua a crescer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não é aceitável que, no momento em que um país mais precisa de reforçar a sua estrutura produtiva e geradora de riqueza, se esteja a manietar essa capacidade com imposição de gastos estéreis. Os milhares de milhões que, anualmente, aplicamos no pagamento de juros da dívida, deveriam ser canalizados para duas vertentes completamente distintas da atual como o abatimento à própria dívida e a potenciação da capacidade produtiva nacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É portanto urgente mudar o rumo, e tal não será possível se o povo não assumir essa premissa como necessidade fundamental e condição única para a sua emancipação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É importante que se assumam projetos de interesse nacional, onde a iniciativa privada também cabe, mas cujo controlo deverá ser dado à garantia do bem comum.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É urgente potenciar a reativação da exploração nacional como fonte principal para a produção e enriquecer a indústria com o conhecimento bem germinado nas universidades públicas do país inteiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Resumindo, é preciso por mãos à obra com a necessária clareza de ideias viradas para o enriquecimento interno.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É preciso deixar de andar a proclamar que somos um país trabalhador sem que, na verdade, o evidenciemos na prática. Essa evidenciação passará obviamente pela capitalização desse trabalho para o reforço do bem comum e não para o enriquecimento privado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Há que dar, portanto, a pedrada no charco que se exige.
Há que acabar com a ilusão burguesa do projeto europeu de que a riqueza se alcança com tratados políticos e diplomáticos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não é... É com trabalho e auto determinação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/6684213487377019715/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/05/a-ilusao-burguesa-do-projeto-europeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6684213487377019715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6684213487377019715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/05/a-ilusao-burguesa-do-projeto-europeu.html' title='A ilusão burguesa do projeto europeu'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-3894565141457503505</id><published>2017-05-26T22:59:00.000+01:00</published><updated>2017-05-26T23:14:06.219+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="europa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="mario soares"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="união europeia"/><title type='text'>as sirenes do barreiro</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Apesar das inúmeras tentativas de profetização do contrário ouvidas desde o início da segunda metade do século passado, nunca a Europa foi verdadeiramente definida como um bloco, seja ele político, económico, ou social. Ao longo dos séculos, as diferenças acentuadas entre países bem próximos foi sempre o traço mais característico o velho continente e as inúmeras guerras de que foi palco são prova mais do que suficiente para que os povos deixassem de se inclinar para a aceitação desse conceito forçado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Exige-se este pressuposto para que se possa abordar de forma séria a questão da integração europeia, do projeto federalista Europeu e da legitimidade do seu abandono.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Julgo não interessar lá muito discutir a retórica &quot;pop&quot; que, apontando todos os defeitos, erros e maldades do projeto europeu atual (não ponho de parte que seja desde a origem), evitam a todo o custo apontar o caminho do abandono ou desconstrução do projeto federalista e economico-comum europeu como a decisão mais sensata para o futuro. Fazem-no unicamente por motivos eleitorais (ou eleitoralistas) por saberem não estarem as massas, ainda, de acordo com essa solução, apesar de saberem também que tal se deve ao peso da influência da media mainstream imperialista e capitalista. Esta retórica, a pop, é fiel ao nome e ajusta-se às necessidades ou interesses de quem a transporta apostando em satisfazer a sede às massas mas nunca em dar-se ao trabalho de as fazer procurar a água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Interessa pois abordar a tese de abandono ou, ainda melhor, desconstrução do projeto europeu atual. De facto, todos desconfiamos agora que nunca, desde a sua congeminação, o projeto europeu teve como propósito o princípio da solidariedade ou reforço e solidificação do território europeu como um todo, com vista à manutenção dos bons níveis de vida e paz aos seus povos. Percebemos sim que, desde o início, o projeto europeu não passou de uma versão moderna da enraizada prática de colonização dos países europeus mas, desta vez, sobre povos e países soberanos vizinhos. Nada disto foi mais do que uma iniciativa franco-anglo-germânica (com uma pitada de pragmatismo/cinismo holandês) de observação do seu próprio umbigo sem sequer precisarem de forçar os submetidos à sodomia economico-social. De facto, num básico exercício de prática das regras elementares complementadas por Nicolau Maquiavel, foram estes países atendendo aos ímpetos de sobrevivência política de personalidades egoístas que, mais nuns do que noutros, foram surgindo das revoluções ou viragens de entendimento eleitoral nos países, amiúde. No caso de Portugal, a figura de Mário Soares, construída a pulso pelo ego de uma personalidade ambiciosa mas inicialmente só e perseverante, é um bom exemplo do campo de cultivo ideal para os interesses imperialistas. A sobrevivência das figuras solitárias garante-se de duas maneiras: pelo carisma da figura e incontestabilidade das causas ou, na ausência de ambos, pela colagem ao corporativismo capitalista e imediata apetência para ser rodeado das estruturas e personagens interesseiras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em Portugal, a adesão à União Europeia seguiu esta segunda via e assumiu-se como a machadada final na possibilidade de o País, em função da escolha popular, vir a assentar numa sociedade socialista. A troco da sobrevivência política de uns, hipotecou-se, quem sabe se para sempre, a emancipação social do povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Bem lembrada é a particularidade, nada pequena de, a reboque da destruição completa do sistema produtivo nacional (a aniquilação da indústria metalo-mecânica pesada é exemplo), ter vindo o brinde, para os agentes políticos mainstream, do fim da reunião das massas de classe operária e, com isso, o aniquilar do cariz revolucionário do povo trabalhador. Há 40 anos, no Barreiro, soavam às sete da manhã trinta e sete sirenes de fábrica. hoje apenas uma!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Desculpem não abordar de forma exaustiva a opção do Banco Central Europeu em escolher preferir a garantia do lucro grande e fácil dos bancos em detrimento do equilíbrio do músculo financeiro soberano dos países membros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Desculpem não abordar a prevaricação das instâncias europeias com as agências de rating e especuladores financeiros que, com um cumprimento saudável do seu dever remeteriam as segundas para um estado etéreo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Desculpem não falar de economia mas, viriam com certeza dizer que não entendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjuTbSDNL-4J438G0CW3anlJq0He16DeQA8Rvz6vrfIPgO61wSmpYC51l4CI5AhyOv-9lQAWK3NxiqJijTyNUZwg-7KKKX_TU4IG17TPTBd_5CS9-Q9aiX2QEMGM-tqd8MvJAhETNr1EM/s1600/455782.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;812&quot; data-original-width=&quot;900&quot; height=&quot;360&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjuTbSDNL-4J438G0CW3anlJq0He16DeQA8Rvz6vrfIPgO61wSmpYC51l4CI5AhyOv-9lQAWK3NxiqJijTyNUZwg-7KKKX_TU4IG17TPTBd_5CS9-Q9aiX2QEMGM-tqd8MvJAhETNr1EM/s400/455782.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;foto:Ruinarte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/3894565141457503505/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/05/as-sirenes-do-barreiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3894565141457503505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/3894565141457503505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/05/as-sirenes-do-barreiro.html' title='as sirenes do barreiro'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjjuTbSDNL-4J438G0CW3anlJq0He16DeQA8Rvz6vrfIPgO61wSmpYC51l4CI5AhyOv-9lQAWK3NxiqJijTyNUZwg-7KKKX_TU4IG17TPTBd_5CS9-Q9aiX2QEMGM-tqd8MvJAhETNr1EM/s72-c/455782.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-8307045633716751548</id><published>2017-03-11T11:35:00.000+00:00</published><updated>2017-03-11T11:38:23.027+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="1 de maio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="chicago"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="horário de trabalho"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="primeiro de maio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><title type='text'>três oitos e o direito a desligar</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A reivindicação pelas 8 horas de trabalho diárias surgiu em 1866 pelas mãos da National labour union dos Estados unidos e da I Internacional no seu congresso de Genebra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A partir daí, várias ações de reivindicação, manifestações e declarações conjuntas foram ganhando espaço até ao 1 de Maio de 1886, em Chicago, onde por força da tensão entre os sindicatos e as entidades patronais que se acentuou até aí, confrontos entre Trabalhadores e forças policiais a mando dos patrões resultaram em mortos de ambos os lados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A partir daí assistiu-se a um acentuam dos confrontos e à total insistência das entidades patronais na repressão sobre os trabalhadores e, munidos da influência sobre o poder judicial, perseguiram, prenderam e condenaram à morte por enforcamento os dirigentes de alguns sindicatos entretanto ilegalizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Esta é uma pequena parte da luta dos trabalhadores pelo direito a uma jornada de trabalho estável e de acordo com o princípio da regra 8x8x8 que determina a natureza distributiva de 8 horas do dia para trabalhar, 8 para dormir e 8 para a vida social de cada cidadão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, assistimos ainda hoje, quase 130 anos depois de Chicago, à continuação desta luta e, se temos hoje fundados direitos na reivindicação, já novos problemas se nos deparam, como a enorme dificuldade de sentido de classe de uma vasta fatia da comunidade Trabalhadora que chega mesmo a incluir operários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Arrisco dizer que ignorar o esforço de outros e a forma como o pagaram com a própria vida chega a ser desumano e irresponsável e tem o condão de traçar avaliação de caráter a pessoas por quem o respeito e compreensão é difícil manter, de tão revoltante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A tentativa de imposição de mecanismos de desregulação do horário de trabalho é um retrocesso civilizacional inquestionável e representa uma tentativa de diminuição da condição humana e social dos Trabalhadores. A relação contratual entre patrão e trabalhador não se faz num contrato equiparado à compra e venda de mercadoria, bem ou serviço. Um contrato de trabalho baliza as condições de cedência, do ponto de vista do Trabalhador, de uma parte da sua vida, por inerência do seu tempo, esforço e intelecto e, indo buscar a necessidade de lembrar a obrigação primeira do direito do trabalho, deve valorizar primeiramente essa condição de dependência do Trabalhador sob o patrão que se traduz numa manietação da condição social de liberdade e sobrevivência do primeiro por arbítrio do segundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Qualquer tipo de mecanismo de desregulação do tempo de trabalho deverá ser combatido. O argumentário anterior aplica-se perfeitamente à fundamentação deste conceito. Nenhum trabalhador sai justamente compensado se, por compensação ao trabalho extra que desempenhou no dia anterior, for dispensado mais cedo no dia seguinte. A primeira situação penaliza-o, muitas vezes de forma grave, na sua vida social por se ver impossibilitado de cumprir com a sua rotina diária não raramente de si unicamente dependente. A segunda quase nunca o beneficia precisamente porque, na medida em que a regulamentação é apresentada por iniciativa dos patrões, quase sempre aparece de surpresa sem que o Trabalhador tenha tido tempo de preparar a sua vida em função de poder usufruir inteiramente dessa folga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É claro que isto se refere inteiramente às inovações legislativas traduzidas nos bancos de horas ou regimes de adaptabilidade laboral. Ambos são extremamente penalizadores para o Trabalhador e, ainda assim, as entidades patronais apresentam com rótulo de auto-flexibilização, a possibilidade de se optar por regimes individuais ou coletivos. Aqui, mais uma vez, ainda na clara estratégia de apostar tudo para conseguir muito, os patrões não apresentam ganho algum aos Trabalhadores, senão vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nos regimes de banco de horas individual, o Patrão aposta claramente na sua posição de parte dominante e sabe que, pressionando o Trabalhador em confrontação isolada, obterá na maioria das vezes aquilo a que se propõe por óbvia posição frágil do Trabalhador fruto da sua dependência e instinto de sobrevivência. Nesta situação, a maioria dos Trabalhadores acaba por ceder às pretensões do patrão, coisa que não faria, maioritariamente, se estivesse inserido num grupo decisor comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, para aqueles que, pela sua maior coragem ou independência, estariam dispostos a negar tal pretensão à entidade patronal, é apresentado o mecanismo grupal. A grande aberração onde, camuflado no conceito democrático de decisão maioritária, se pode impor a desregulação do horário de trabalho a um Trabalhador mesmo contra sua vontade. Escusado seria dizer que a tal maioria seria, obviamente e quase sempre, abordada e pressionada individualmente ou enganada com apresentação sem contraditório da situação, dando a entender ganhos que raramente ou nunca se evidenciarão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Posto isto, interessa separar este problema em dois:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Se até aqui falámos de imposições e posições prepotentes das entidades patronais, devemos dar o mesmo valor às situações de auto-desregulação do horário de trabalho. Se a primeira se vence combatendo o medo e diminuindo a dependência do Trabalhador por via da valorização do seu trabalho, já a segunda se apresenta bem mais difícil por implicar uma necessidade de mudança cultural rumo à cimentação do sentido de classe mas a partir da sua plantação, não apenas nos grupos de Trabalhadores sujeitos a esta desvirtuação ideológica como no seio de organismos que os representam e se propõem à sua condução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;A este propósito temos assistido ultimamente a um debate nada aprofundado mas muito espalhado pelos meios debitadores de ruído e que cavalga uma nova reivindicação apelidada de &quot;direito a desligar&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ora, tendo acompanhado algumas discussões promovidas por esse debate, encontro muitas vezes posições de acautelamento para que não se esteja, desta forma, a validar uma posição nada natural mas viralizada por parte das empresas, que é o facto de não estarem a cumprir com a obrigação de desligar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Pois é aí que reside a diferença, porque depois não se tem visto esses organismos ajustar a sua mensagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;O Direito a desligar, por parte do Trabalhador, é legítimo e validado já quer pela legislação existente quer pela própria constituição da República. O que não existe na nossa legislação é a OBRIGAÇÃO de desligar imposta às empresas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não estou a defender que as empresas se desliguem do mundo, defende-se sim a necessidade de impor às empresas que adotem mecanismos que lhe permitam continuar a funcionar sem incomodar os seus Trabalhadores para lá do horário de Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Este não é um processo e nem sequer um debate fácil... Há diferenças de entendimento e predisposições culturais que impedem, à partida, um consenso alargado. Há inclusivamente a necessidade de evidenciação, inerente à condição humana e a sua permanente ambição, que leva o Trabalhador a querer mostrar trabalho e dedicação absoluta à causa que o empregador não abraça mas professa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Há pois aqui uma necessidade de começar a forçar o poder legislativo a atuar sobre as obrigações das empresas neste âmbito e terá de haver, por parte dos Trabalhadores e das organizações que os representam, a clareza de ideias que existe só quando nos movemos apenas pela luta de melhoria dos direitos e jamais pelo reconhecimento público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/8307045633716751548/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/03/tres-oitos-e-o-direito-desligar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/8307045633716751548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/8307045633716751548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/03/tres-oitos-e-o-direito-desligar.html' title='três oitos e o direito a desligar'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-1948574172722871791</id><published>2017-02-28T21:41:00.002+00:00</published><updated>2017-02-28T22:31:04.446+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="movimento sindical"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sindicalismo"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalhadores"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><title type='text'>Consciência de classe</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif; text-align: justify;&quot;&gt;Nas empresas modernaças deixou de se tratar os Trabalhadores como funcionários e passou a adotar-se o recurso epitético de &quot;colaborador&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ainda que a verdadeira movente passe ao lado das intenções da maioria de bem intencionados mas mal praticantes técnicos de recursos humanos, ela suporta uma carga ideológica bem vincada e adquire formato de embuste engenhoso por, à partida, se apresentar como palavra doce e de pronunciação cordial e lisonjeira. Já diretores, administradores, patrões e afins sabem bem o caminho que trilham e orientam os menos incautos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A introdução do epíteto &quot;colaborador&quot; introduz à partida e sem questionar uma premissa de colaboração entre trabalhador e patrão (excluo de forma óbvia os patrões trabalhadores) e, ainda assim podíamos questionar que mal teria esse sentido de colaboração mútua. Nenhum, diria eu... Mas essa seria a resposta num mundo em que o sentido de posicionamento e de classe estivesse vincado no pensamento, não só dos patrões mas também, e sobretudo, dos Trabalhadores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É então aqui que começa a distorção dos limites. Só quando se entende a relação laboral tal como ela é, como uma relação comercial interdependente e jamais como um favor de uma para outra das partes, é que se parte de uma posição de discernimento simples em que colaboração e colaboracionismo são conceitos distantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Serve isto para chegar à caracterização da realidade atual e explicar sem justificar o caminho que nos trouxe à desvirtuação ideológica de uma grande parte dos Trabalhadores em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Muitos destes Trabalhadores sentem, à partida, ter uma dívida de gratidão para com o patrão e tolhem dessa forma a sua própria capacidade reivindicativa. Estes normalmente envaidecem-se ao afirmar com ênfase que decididamente preferirão sempre um trabalho mal remunerado a uma remuneração sem trabalho. Mas estes... estes estão identificados e, ainda que muitos, não chegam nem são os que o patrão procura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A grande maioria é a que sofre. E sofre por razões distintas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Uns sofrem porque são explorados, que é como quem diz mal pagos. São os que cada vez em maior número recebem o salário mínimo nacional como retribuição pelo seu trabalho. São explorados no valor, no tempo e, acima de tudo, na dignidade. A sua condição de assalariados mal pagos condena-os à ansiedade permanente de quem precisa mas não tem... Não tem para alimentar a família, para vestir, para estudar, para se curar das doenças e feridas e muito menos para garantir aos filhos a formação académica necessária que lhes possibilite destino distinto do seu. Vivem sob o medo de perder o pouco que têm e cair na desgraça de quem tem coisa nenhuma;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Outros sofrem porque, apesar de remunerados em modo mais desafogado, se habituaram de forma válida a viver nessa condição e vão perdendo capacidade de &quot;desafogo&quot;. Vivem estes sob o medo de cair na desgraça dos anteriores porque convivem com eles e lhes dedicam um ligeiro sentimento de inferioridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É no meio desta mistura de entendimentos e predisposições diversos que o movimento sindical tem de trabalhar e perde tempos excessivamente longos na árdua tentativa de harmonizar pensamentos que levem a ações em massa e de interesse convergente. O movimento sindical, partindo do meio dos Trabalhadores e conhecendo os seus problemas deveria brotar dessa forma e construir-se como um valor inquestionável por representar a maximização do poder reivindicativo e libertador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Infelizmente, os medos que invadem o coletivo trabalhador, e que o patrão tão habilmente semeia, invadem o pensamento e tolhem a coragem daqueles que, juntos, possuem a maior força: o seu trabalho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Só com uma verdadeira consciência de classe, que implica ter como certo a posição contrária dos que a ela não pertencem, será possível aproximarmo-nos do equilíbrio nas relações laborais e da coesão social. Faça cada um a parte que lhe toca e deixe de oferecer as suas forças ao poder contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;E já agora... os sindicatos são meras concentrações de força dos Trabalhadores, não são gabinetes de aconselhamento jurídico e muito menos partidos políticos em busca da simpatia eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCy5_9_AECADzOUAyltO7_kQOYST140Vs7tX2V0KexB2HbCgTy4B7fYYQWqUJ9NCNbRhu7hujm196-vu_qKe44ktAWYEOvcxrG71KlI8I3VajEi7falbTsjZJBsX5-uT2mRDZhHN_F1Bg/s1600/consciencia+de+classe+interesse+de+classe+geral.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCy5_9_AECADzOUAyltO7_kQOYST140Vs7tX2V0KexB2HbCgTy4B7fYYQWqUJ9NCNbRhu7hujm196-vu_qKe44ktAWYEOvcxrG71KlI8I3VajEi7falbTsjZJBsX5-uT2mRDZhHN_F1Bg/s1600/consciencia+de+classe+interesse+de+classe+geral.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/1948574172722871791/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/02/consciencia-de-classe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1948574172722871791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1948574172722871791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/02/consciencia-de-classe.html' title='Consciência de classe'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCy5_9_AECADzOUAyltO7_kQOYST140Vs7tX2V0KexB2HbCgTy4B7fYYQWqUJ9NCNbRhu7hujm196-vu_qKe44ktAWYEOvcxrG71KlI8I3VajEi7falbTsjZJBsX5-uT2mRDZhHN_F1Bg/s72-c/consciencia+de+classe+interesse+de+classe+geral.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-1678920760001174767</id><published>2017-01-28T15:31:00.001+00:00</published><updated>2017-01-28T15:31:40.221+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="empresas"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="precariedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sociedade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalhadores"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><title type='text'>a avaliação prévia e o posicionamento óbvio</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Ao longo da história da luta de classes sempre foi assim. Assistimos inúmeras vezes a lutas do proletariado em defesa dos seus direitos, raramente por reivindicação de novos, e nunca, ou quase nunca, em resultado de trabalho pensado e prolongado no tempo que assente no fomentar da ideia comum em direção ao interesse também comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Isto acontece porque, o povo, os trabalhadores, a massa popular, vivem sedentos de sossego, de paz social e quotidiano descansado e aproveitam cada momento que se lhe assemelhe, ainda que desenhado pelo inimigo, o capital explorador e usurpador da riqueza gerada pelo trabalho, e cujo interesse é oposto ao seu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Isto acontece também porque o espírito crítico dá trabalho e depende do interesse e perda de tempo livre para dedicar ao estudo. Acontece porque nos vão fazendo crer que o interesse e empenho no sucesso individualizado pode compensar... e pode! Mas não a todos. E a cada caso bem sucedido, sucedem-se inúmeros de miserabilidade em forma de compensação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Serve isto para mostrar que, ao contrário dos Trabalhadores e do povo, que atuam em função da necessidade premente, os patrões e o capitalismo jogam a seu bel prazer porque entram no jogo a ganhar e, por via disso, podem a determinado momento refrear o ímpeto atacante porque a determinada altura do jogo, quando o adversário se empenha loucamente no ataque, haverá uma brecha defensiva para explorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Mas o patronato não domina apenas a arte do contra-ataque... porque tem os árbitros do seu lado e joga em casa perante o seu público, sabe que pouco tem de fazer desde que com perseverança e em ato continuado. a ajuda do poder decisor e o deslumbramento do adversário perante a grandeza do cenário tratarão de fazer o resto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Vem isto a propósito da opção de algumas empresas pela suave, pausada, mas contínua descapitalização humana. Ele é uma opçãozinha estratégica aqui para responder a exigências de mercado, ele é um cirúrgico ataque ali cavalgando os pequenos ódios pessoais entre Trabalhadores e dispensando pessoas com menor força de defesa junto dos pares, ou até mesmo por via da preparação prévia do conceito e o fomento da sua aceitação e defesa dentro da massa trabalhadora (sempre o maldito empreendedorismo a minar mentalidades mais frágeis), até que eles próprios, os defensores da separação e marginalização, são marginalizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;E isto para quê? o que ganha uma empresa com a externalização de setores e processos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Nada, não ganha absolutamente nada. Uma empresa retalhada e cujos setores têm características diferenciadas e diferentes formas e velocidades de trabalho está condenada a arrastar-se e atrasar-se no tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Quem ganha então com isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Sim, alguém ganha... em pouco tempo se vai perdendo a capacidade dos Trabalhadores para a reivindicação de direitos. Em pouco tempo, quando não há número suficiente para fomentar a discussão, se vai entranhando a ideia de que o Trabalhador deve gratidão ao Patrão por lhe dar a oportunidade de ser explorado. Em pouco tempo os custos com o Trabalho baixam drasticamente de modo a que os donos das empresas, os acionistas e estruturas de gestão, rapidamente enriquecem por via da maximização dos lucros às custas do trabalho de outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Empresas caem, desmoronam-se por falta da base sólida que é uma massa Trabalhadora competente e comprometida quando bem remunerada. Outras aguentam-se, mas sempre sempre às custas do esforço comum desses mesmos Trabalhadores que, na iminência da miséria, se sujeitam a um esforço suplementar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É pois a união dos Trabalhadores que nos garante sobrevivência... Só uma sociedade consciente do bem comum e lutadora pelo interesse de todos permitirá a manutenção de uma estrutura equilibrada e geradora de riqueza tal onde os Trabalhadores nem se importarão com a &amp;nbsp;realidade capitalista onde ela assenta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Só numa lógica de solidariedade entre Trabalhadores, onde se denuncie as situações de precariedade laboral e se renuncie à convivência com essa realidade, é que se conseguirá manter a força da reivindicação e niveis de vida aceitáveis para qualquer ser humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Só numa movimentação em bloco se consegue defender direitos e reivindicar melhorias que interessam a cada um de nós, e a todos nós em simultâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/1678920760001174767/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/01/a-avaliacao-previa-e-o-posicionamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1678920760001174767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/1678920760001174767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/01/a-avaliacao-previa-e-o-posicionamento.html' title='a avaliação prévia e o posicionamento óbvio'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-6806003823588302855</id><published>2017-01-24T14:03:00.000+00:00</published><updated>2017-01-24T14:04:45.451+00:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="AR"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="assembleia da república"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="barcelos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="comunicação social"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Costa Gomes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="media"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="PCP"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="PS"/><title type='text'>Domingos Pereira esteve sempre a pensar no PC</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;ct2up&quot; data-offset-key=&quot;2pltm-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;2pltm-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify; text-overflow: ellipsis;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;2pltm-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Domingos Pereira era o líder da concelhia do PS em Barcelos. Parece que já não é porque decidiu desfiliar-se do PS em protesto contra a decisão dos serviços centrais do seu partido em reconduzir o atual presidente da câmara, eleito pelas suas cores, como candidato às autárquicas deste ano, contra a decisão dos órgãos locais. Ao que parece é mais uma daquelas decisões estranhas que às vezes são tomadas pelas estruturas centrais contra a decisão local (logo no PS que até se empenhou numas diretas para eleger o seu secretário geral e nas quais deu voz ao povo seu simpatizante). Apesar disso, confesso que será engraçadíssimo apreciar o reposicionamento dos caciques locais que, em peso, estavam a empurrar o presidente colocando-se ao lado do presumivel sucessor. Aposto que acabarão todos sorridentes atrás do candidato como se jamais tivessem assumido qualquer outra posição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;ct2up&quot; data-offset-key=&quot;fhbvl-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;fhbvl-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify; text-overflow: ellipsis;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;fhbvl-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Remeto-me ao relato dos factos sem qualquer análise. Não faço a mínima ideia de quem estará, aqui, do lado da razão, muito menos se a razão estará em algum dos lados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;ct2up&quot; data-offset-key=&quot;6h6lb-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;6h6lb-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify; text-overflow: ellipsis;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;6h6lb-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O que apreciei, e não gostei, foi o intuito com que a Comunicação social noticiou o caso nesta semana. Domingos Pereira, dizem eles, renunciou à militância do Partido Socialista e poderá contribuir para a redefinição do processo das contas no parlamento. Perfeito, nada de mal até aqui. É um deputado eleito pelo PS que não renuncia mas deixa de ser militante, apesar de garantir que está nas mãos do grupo parlamentar a sua continuidade e compromisso com a rigidez da orientação de voto. Mas a conclusão da notícia teria de vir e vinha mesmo: em tom alarmista, informava que se, até aqui, os votos de PS, BE e PEV equivaliam aos de PSD e CDS juntos, com a possivel falha de Domingos Pereira, o Governo passava a estar ainda mais nas mãos do Partido Comunista. PONTO!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;&quot; data-block=&quot;true&quot; data-editor=&quot;ct2up&quot; data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot; style=&quot;background-color: white; color: #1d2129; white-space: pre-wrap;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify; text-overflow: ellipsis;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Está dado o alarme... a Comunicação social sempre ao lado das preocupações do povo no que diz respeito à integridade física das suas criancinhas!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;_1mf _1mj&quot; data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot; style=&quot;direction: ltr; position: relative; text-align: justify; text-overflow: ellipsis;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOYlYxAlUd9Bzkc290jV2POVvpCJZMGISTJHeJIBZQ61w-7uFVB1n-_gcAwPrXaOil3iYZBcDUYRHf5mDjW3xHqJW9Mz7c2fPqJ4QNGrW_xwh2mtjdmVm0h4RKipN_4MtRSNjxYqzqE50/s1600/image.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOYlYxAlUd9Bzkc290jV2POVvpCJZMGISTJHeJIBZQ61w-7uFVB1n-_gcAwPrXaOil3iYZBcDUYRHf5mDjW3xHqJW9Mz7c2fPqJ4QNGrW_xwh2mtjdmVm0h4RKipN_4MtRSNjxYqzqE50/s400/image.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span data-offset-key=&quot;66mmd-0-0&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/6806003823588302855/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/01/domingos-pereira-esteve-sempre-pensar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6806003823588302855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6806003823588302855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2017/01/domingos-pereira-esteve-sempre-pensar.html' title='Domingos Pereira esteve sempre a pensar no PC'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOYlYxAlUd9Bzkc290jV2POVvpCJZMGISTJHeJIBZQ61w-7uFVB1n-_gcAwPrXaOil3iYZBcDUYRHf5mDjW3xHqJW9Mz7c2fPqJ4QNGrW_xwh2mtjdmVm0h4RKipN_4MtRSNjxYqzqE50/s72-c/image.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-5579619838922704857</id><published>2016-09-20T14:19:00.002+01:00</published><updated>2016-09-20T14:24:43.336+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="economia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="europa"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="portugal"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="união europeia"/><title type='text'>inconsequências</title><content type='html'>&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Cheguei a um ponto em que, à partida, desconfio de todos os órgãos de comunicação social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ainda assim, e porque sofro das mesmas impossibilidades e vícios que as outras pessoas, a escolher, opto sempre pela RTP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Não pratica o &quot;serviço público&quot; como lhe seria exigido, definitivamente não... mas afasta-se disso muito menos que as restantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Há então ali um programa que tento ver (ou ouvir) sobre economia que, por ser conduzido de forma bem mais prosaica se aproxima do nível corriqueiro do meu entendimento sobre o assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ontem gostei particularmente do programa porque me empurrou ainda mais para o que já tinha assumido (lambusamo-nos em vaidade e superioridade quando nos empurram para o lado onde já nos encontramos).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Toda a politiquice dominante na política interna nacional é nada mais do que um entretimento burguês que dê alguma ocupação emocional ao povo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Há uma embrulhada Europeia no que a economia diz respeito que, olhando para o atual panorama, é impossível identificar alguém capaz de a resolver. Assim, perante a óbvia e expectável falência da estrutura política económica e social da Europa, competiria aos países, individualmente, salvaguardar o seu futuro para lá da derrocada. É o que estão a fazer alguns Países Europeus, amealhando e acumulando para lá do razoável dentro da lógica de política Comum porque, a política, deixará de ser comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Em Portugal, a solução passaria por ajustar as políticas de fomento ao investimento no setor produtivo e industrial de modo a que as políticas sociais, sendo melhoradas, também deixassem de ser tão precisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Porque é que não acontece então este compromisso com a obrigatoriedade de emancipação nacional? Porque, além de forças externas se oporem a isso, os próprios agentes políticos nacionais se comprometeram já a título individual com a prática do &quot;seguidismo&quot; cego e cavalgante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Dever-se-á então ter algum cuidado ao sugerir rótulos de esquerda ao atual Governo Português. Uma observação atenta perceberá que de imediato a Comissão Europeia se mexe quando resquícios de intenção esquerdista se evidenciam nos resultados eleitorais e, se isto não fosse suficiente, o Próprio António Costa incorporou o papel de acólito e provou aos senhores que não ousaria pôr em causa as suas diretrizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Voltando ao Programa... A conclusão de que nem tem sequer dependido de nós, ou dos nossos políticos, as variações do juro da dívida, mas apenas das decisões referentes à política de compra de dívida por parte do BCE, é deveras desolador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Uns ficam cabisbaixos e resignados... Outros incorporam a obrigatoriedade cívica de revolucionários... escolhas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rtp.pt/play/p2241/numeros-do-dinheiro&quot;&gt;http://www.rtp.pt/play/p2241/numeros-do-dinheiro&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/5579619838922704857/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/09/inconsequencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/5579619838922704857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/5579619838922704857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/09/inconsequencias.html' title='inconsequências'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-7683018277084728440</id><published>2016-09-05T12:41:00.002+01:00</published><updated>2016-09-05T12:41:51.567+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="luta de classes"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sindicatos"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="trabalho"/><title type='text'>é infelizmente curta a marcha dos desalinhados</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIuwkFxWpRF1RrtMw0455ue8Rlfus1D4ljM3D8RM42YTCNZdyMvUJhyphenhyphenfPPEMkpXcAv1V0LmnjoWgz0ZmQVQFlAHOLi3aesFdaFZXwLbJPXcLf_Seh9DMY6dqG0UJRT0ybwBLygspix3LU/s1600/organizao_popular.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;250&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIuwkFxWpRF1RrtMw0455ue8Rlfus1D4ljM3D8RM42YTCNZdyMvUJhyphenhyphenfPPEMkpXcAv1V0LmnjoWgz0ZmQVQFlAHOLi3aesFdaFZXwLbJPXcLf_Seh9DMY6dqG0UJRT0ybwBLygspix3LU/s640/organizao_popular.jpg&quot; width=&quot;540&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Muitas têm sido as tentações dos inúmeros organismos de representação da classe Trabalhadora em particular e do povo no geral em deixar o pluralismo transbordar para lá da discussão de modo a que se alargue até à decisão. Não nos enganemos... Apesar de romântica, a ideia não passa disso, e se analisarmos a história da luta de classes, nunca um partido ou movimento de esquerda que se tenha rendido à tentação de acabar com o modo de operação baseado em decisão fundada na discussão aprofundada primária se aguentou de pé demasiado tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Esclarecendo, a pluralidade ideológica é uma riqueza que importa ser mantida mas, ainda assim, apenas no âmbito da discussão. Esse exercício garantirá uma mais abrangente e sensata decisão e delineação de ações que trilhem o caminho da representatividade e defesa de interesses da Classe, pois só alicerçados na união direcionada para uma ação conjunta, os Trabalhadores, os Idosos, os desfavorecidos, perseguidos e ostracizados terão possibilidade de atingir os seus fins, o da dignidade humana e equilíbrio social e combate à exploração do homem pelo homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Nos últimos tempos assistimos a ambas as realidades no panorama político nacional Português. Pondo de parte as direitas, olhamos para os partidos à esquerda e percebemos as diferenças pelas diferenças, isto é, conseguimos perceber o porquê da elevadíssima volatilidade eleitoral de um em contraste com a base sólida e constante de outro. Facilmente se percebe onde e de quem podemos esperar estabilidade emocional de forma a manter a linha política coerente de defesa e potenciação de uma classe que, de esquerdas falando, se espalha em larga escala pela classe operária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Também na representação dos Trabalhadores e nos seus organismos representativos esta diferença se nota cada vez mais. Como noutras alturas me foi dado a referir, a estabilidade de uma estrutura sindical pela sua menor dependência pontual leva a que as escolhas, decisões e estratégias sejam escolhidas de maneira mais sensata e fundada nos valores. Outras há que, à semelhança dos partidos políticos, se vêem na necessidade de apanhar os ventos de circunstância que é como quem diz, agir em função do ganho próprio por uma simples questão de sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;É por isso que jamais se compreenderá que, numa posição de unidade acrescida dos Trabalhadores, observemos tomadas de posição que incompreensivelmente descapitalizam a força que se tem em mãos e se deixe, do lado dos patrões, a decisão de uma possível melhoria das condições salariais e de trabalho como se de uma benesse se tratasse enaltecendo inexistentes posturas altruístas das administrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O caminho da luta dos Trabalhadores não se trilha sobre ações beneméritas anti-natura e muito menos no apelo ao bom senso e à pena dos patrões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A luta da classe trabalhadora funda-se nos valores da unidade mas trilha-se acima de tudo sobre a força dessa união e o peso que tem para forçar o desvio estratégico dos patrões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Apesar de tudo, a luta não se esgota no tempo de hoje, nem em reivindicações salariais... muito caminho há ainda a percorrer e teremos de o fazer em união!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;O alinhamento ideológico não é saudável e só se refugia nessa &amp;nbsp;desculpa quem tenha tendências para a vitimização ou seja incapaz de analisar a forma em função do ganho. A ideologia é única e é pessoal e assim deverá ser mantida. Já fazer o mesmo em relação ao ato será puro suicídio!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/7683018277084728440/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/09/e-infelizmente-curta-marcha-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7683018277084728440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7683018277084728440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/09/e-infelizmente-curta-marcha-dos.html' title='é infelizmente curta a marcha dos desalinhados'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIuwkFxWpRF1RrtMw0455ue8Rlfus1D4ljM3D8RM42YTCNZdyMvUJhyphenhyphenfPPEMkpXcAv1V0LmnjoWgz0ZmQVQFlAHOLi3aesFdaFZXwLbJPXcLf_Seh9DMY6dqG0UJRT0ybwBLygspix3LU/s72-c/organizao_popular.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-6924334670007614583</id><published>2016-08-24T01:33:00.001+01:00</published><updated>2016-08-24T01:49:35.582+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="sindicalismo"/><title type='text'> compromitentemente</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Quarto_Estado&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img alt=&quot; o quarto estado&quot; border=&quot;0&quot; height=&quot;344&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFjVvcn044U_hT5Fjjgg9PP8SZ8S7JEwj7gLzZ8rT1EidtRiG5Tl5ILtaRZNAHTiBQ53vnWrdztJClFjp1WEC30HeQwuS151bqrgOXkttIq5pESqSlnFmbWI-yqTvA4I2_5u_rJ9-typw/s640/13719605_946745902101520_1435685970190505766_o.jpg&quot; width=&quot;550&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Este texto não é dirigido a quem não aprova ou não tolera o cooperativismo, não é uma afronta a quem repudia a unidade na defesa do interesse comum de uma classe ou faixa social, não é aferroada a quem trabalha na sombra ou se move pelo egoísmo... mas podia ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A unidade proletária é a garantia do avanço no sentido da satisfação das reivindicações de quem depende do rendimento do seu trabalho para viver e, por reivindicações, entenda-se manutenção da dignidade humana e da sobrevivência social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;A unidade patronal está garantida à partida por via das associações empresariais, do facilitismo e condescendência da &quot;burguesia assalariada&quot;, e da fidelidade de entidades políticas que, ao contrário das que se lhe opõem, nunca ponderam ceder o mínimo na defesa dos interesses e ambições dos que os patrocinam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Quero com isto dizer que uma boa estrutura e organização sindical é imprescindível ao correto desempenho da atividade reivindicativa e que essa estruturação ótima se baseia sobretudo no alinhamento com entidades paralelas que, dotadas de centros de debate alargado e influenciadas por outras que alinhadas no mesmo sentido, garantem o fortalecimento da assertividade das decisões e diminuem largamente a possibilidade de erro. Basta que analisemos as tomadas de posição pública dessas estruturas em busca de quaisquer más decisões para que, percebendo a continuidade de orientação pró-Trabalhador, se entenda como permanente a postura ideal e acertada. Não quero com isto obviamente deliberar que todas as estruturas sindicais não alinhadas não sejam de confiança e não mereçam a proximidade das pessoas, nada disso, muitas são as que não se &quot;incorporam&quot; apenas e só por pequenas diferenças ideológicas, técnicas, ou até mesmo económicas. Não. o que entendo ser verdadeiro é que, ao fazer-se da sua desvinculação bandeira de valorização afirmando que a escolha se deve à opção pela condução por ideias próprias é, decididamente, um péssimo argumento, senão vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Raras, senão inexistentes, são as situações de decisão alinhada e concertada dos sindicatos afetos à CGTP que possam correr o risco de ser apelidadas anti-Trabalhador;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;As decisões e ideias próprias de um pequeno grupo pensante não são garante de decisão acertada, pelo menos não tanto como as provenientes do fórum alargado que é a intersindical que, estando também obviamente sujeita à inclusão de intervenientes maus, a sua dimensão se encarrega de diluir e maioritariamente eliminar.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Continuando, também a opção pela projeção nacional da abrangência de uma estrutura sindical deverá ser entendida como mais valia por via do descomprometimento de fatores menos importantes para o Trabalhador. Qualquer sindicato que assente a sua atividade e inerente financiamento num universo de Trabalhadores que se distribua por um alargado número de empresas deixará obviamente de dedicar importância e preocupação à projeção mediática das suas ações. Corrijo-me: deixará de lhe atribuir a principal importância! Isto porque há momentos em que, tendo por base dados e avaliações de panorama menos óbvios, analisadas as circunstâncias e previstos os resultados, a decisão que melhor venha a servir os Trabalhadores pode não ser a que maior aceitação tem junto destes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Ora, o que acontece num cenário de dimensão reduzida e projeção representativa dedicada a um universo que se circunscreva a uma única ou reduzido número de empresas, quaisquer decisões ou alterações de posição serão obviamente ponderadas em função da aceitação popular primária. alguém sussurrou populismo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot; , &amp;quot;helvetica&amp;quot; , sans-serif;&quot;&gt;Também o confronto com situações de iminente perda levará sem retorno a atitudes de agressividade não ponderada que, por inerência, levam também à opção pela desvalorização da retidão nos atos e nas declarações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/6924334670007614583/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/08/compromitentemente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6924334670007614583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/6924334670007614583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/08/compromitentemente.html' title=' compromitentemente'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFjVvcn044U_hT5Fjjgg9PP8SZ8S7JEwj7gLzZ8rT1EidtRiG5Tl5ILtaRZNAHTiBQ53vnWrdztJClFjp1WEC30HeQwuS151bqrgOXkttIq5pESqSlnFmbWI-yqTvA4I2_5u_rJ9-typw/s72-c/13719605_946745902101520_1435685970190505766_o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7983846251570360008.post-7551503702827450510</id><published>2016-08-06T01:02:00.000+01:00</published><updated>2016-08-06T01:09:09.750+01:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="colaboracionista"/><title type='text'>o colaboracionista</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 1.5em;&quot;&gt;&lt;b&gt;co·la·bo·ra·ci·o·nis·ta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;(&lt;span class=&quot;def&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span class=&quot;word_wrap&quot;&gt;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;colaboração&lt;/span&gt;&amp;nbsp;+&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;-ista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;div class=&quot;aAO&quot; style=&quot;display: inline; padding-left: 10px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i style=&quot;color: #1483ff;&quot;&gt;&lt;categoria_ext_aao&gt;adjetivo de dois géneros&lt;/categoria_ext_aao&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; padding-left: 12px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-size: 0.9em;&quot;&gt;1.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;def&quot;&gt;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;Relativo&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;a&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;colaboracionismo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;aAO&quot; style=&quot;display: inline; padding-left: 10px;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;i style=&quot;color: #1483ff;&quot;&gt;&lt;categoria_ext_aao&gt;adjetivo de dois géneros e substantivo de dois géneros&lt;/categoria_ext_aao&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; padding-left: 12px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #999999; font-size: 0.9em;&quot;&gt;2.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;def&quot;&gt;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;Que&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;ou&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;quem&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;colabora&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;com&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;o&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;inimigo&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;ocupante&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;de&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;um&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class=&quot;word&quot; style=&quot;cursor: pointer;&quot;&gt;território&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span class=&quot;varpt&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;varpt&quot; style=&quot;background-color: white; color: #333333; display: inline; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white;&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; font-weight: 700;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; font-weight: 700;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Senhor Antunes é pobre... nasceu pobre, vive pobre e, na sua condição de assalariado, continuará pobre até morrer a menos que, como é de sua esperança, lhe saia o euro milhões.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Senhor Antunes não se acha pobre... Diz que ganha muito bem e tem um cargo de chefia lá na fábrica. Sai todos os dias de gravata bem apertada ao pescoço e mala de couro castanha bem marcada pelo tempo mas, tendo custado uma fortuna há 22 anos, porque não haveria de manter o valor?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
Do Senhor Antunes... bem... ninguém gosta dele lá na fábrica! exceção feita ao estagiário e ao Fernandes que o admira como a um pai! Ah, já agora, sim, os filhos gostam dele, como todos os filhos gostam dos pais, não lhes perguntem é porquê, não saberão responder.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes acha-se rico, apesar de não lhe sobrar ordenado ao fim do mês.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes esmera-se no cumprimento da obrigação porque se assim não fosse, quem colocaria a fábrica a andar?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes joga no euro milhões, nunca lhe saiu, mas tem a certeza de que o merece e será uma questão de tempo até que aconteça... passa os dias a planear a vida a partir daí e nunca se decide acerca da hipotética continuidade na fábrica se tal acontecesse.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes, em agosto, ia de férias para o Algarve e esforçava-se por dizer umas palavras em francês porque afinal, não precisou de emigrar mas gostava de ter ido a Paris.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
Os filhos do Sr Antunes já não querem ir com ele para o Algarve e, por isso, ele também já não vai...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes odeia todos os seus colegas do trabalho, à exceção do Fernandes e do estagiário... pelo menos até que este abra a pestana!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes é muito amigo do dono da fábrica, mas tal sentimento não é reciproco.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes esforça-se para que seja...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes aponta num papel o nome de quem perde demasiado tempo na retrete e vai olhando de olhos semicerrados a ver quem tem o telemóvel na algibeira.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes não percebe porque é que o Patrão cedeu à pressão da malta do armazém e passou a pagar-lhes mais que o salário mínimo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes continuava convencido de que o salário mínimo é o justo para quem não tirou o tirocínio como ele.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes acha que se aprendia mais no sétimo ano antigo do que agora na faculdade...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes esgotou as suas poupanças porque obriga os filhos a formar-se mesmo contra a vontade deles.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes casou com a mulher da sua vida mas, à noite, os únicos diálogos que ecoam nas paredes são os das novelas da TVI.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes entra todos os dias uma hora mais cedo e não sai da fábrica enquanto o patrão lá estiver!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes gosta de ver a que horas entram e saem os funcionários da fábrica.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
O Sr Antunes vai todos os Domingos à missa e participa em todas as atividades da coletividade local.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
apesar disso...&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background-color: white; color: #333333; font-family: sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;&quot;&gt;
Ninguém se lembra do Sr Antunes para nada!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOnyX-UPlz0Jbh4vTfTXA-QkuehyphenhyphenpilVqziNkx8esyr2rErKVRllNpTBLwvbADQnpIiI9mRwdTgmZYPFeqCOSAYk7Nf7svQPhvlVGKlPu3ian_RIoOnarAIoyHGwRABBIHbkObxPUGHIY/s1600/bajulador-1200x520.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;172&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOnyX-UPlz0Jbh4vTfTXA-QkuehyphenhyphenpilVqziNkx8esyr2rErKVRllNpTBLwvbADQnpIiI9mRwdTgmZYPFeqCOSAYk7Nf7svQPhvlVGKlPu3ian_RIoOnarAIoyHGwRABBIHbkObxPUGHIY/s400/bajulador-1200x520.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/feeds/7551503702827450510/comments/default' title='Enviar feedback'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/08/o-colaboracionista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7551503702827450510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7983846251570360008/posts/default/7551503702827450510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caganeirasmentais.blogspot.com/2016/08/o-colaboracionista.html' title='o colaboracionista'/><author><name>José Eduardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16906013019834456946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOnyX-UPlz0Jbh4vTfTXA-QkuehyphenhyphenpilVqziNkx8esyr2rErKVRllNpTBLwvbADQnpIiI9mRwdTgmZYPFeqCOSAYk7Nf7svQPhvlVGKlPu3ian_RIoOnarAIoyHGwRABBIHbkObxPUGHIY/s72-c/bajulador-1200x520.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>