<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/" xmlns:blogger="http://schemas.google.com/blogger/2008" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065</atom:id><lastBuildDate>Fri, 01 Nov 2024 08:01:30 +0000</lastBuildDate><title>Eudes Alencar</title><description>Aqui falo sobre um monte coisas de meu universo de interesse. Filmes, livros, família, política, religião e psicologia. Também reproduzo textos publicados em jornais de São Luís (MA).</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Anonymous)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>669</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5840366881819201067</guid><pubDate>Wed, 08 Aug 2018 01:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-08-07T22:08:51.868-03:00</atom:updated><title>Postagem no Purgatório</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SjN6zPIDQlNkmJiMczerf4mbKFMW1T19BiefIQKSLDHAspj22i8P3-l1RQksGm-c5lm7lWPiR7vT_qiArBVMtcL7iFmLmkwlI97qRk6YrzBqITLDhYZgwPT7GARKNZJWoJ3LuIdy9nuj/s1600/Agostinho+purgat%25C3%25B3rio.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;270&quot; data-original-width=&quot;596&quot; height=&quot;180&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SjN6zPIDQlNkmJiMczerf4mbKFMW1T19BiefIQKSLDHAspj22i8P3-l1RQksGm-c5lm7lWPiR7vT_qiArBVMtcL7iFmLmkwlI97qRk6YrzBqITLDhYZgwPT7GARKNZJWoJ3LuIdy9nuj/s400/Agostinho+purgat%25C3%25B3rio.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Assim estamos.
E vai piorar. Vivemos uma espécie de &lt;i&gt;Minority
Report&lt;/i&gt; ao contrário. No filme, prende-se o criminoso por um ato futuro, que
é rastreado por uma fusão de tecnologia e pessoas que tem uma habilidade de ver
o futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Já se disse
que tudo, absolutamente tudo mesmo, que você fizer, disser, filmar, fotografar
e postar em qualquer rede se eterniza. Movimentos pelo esquecimento total tem
acontecido, em especial na Europa – eu duvido mesmo que a pessoa seja deletada
de verdade da base de dados, apenas não aparecerá nas buscas. Por aqui acho que
ninguém quer ser esquecido. Não se viu qualquer querela jurídica de quem quer
que seja pedindo o esquecimento. As redes tem se antecipado e criado – de novo
não acredito que eles deletem os dados da pessoa – dispositivos para, por
exemplo, uma saída definitiva do Facebook.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Enfim, o caso
do momento, não deste momento exato, foi no mês passado. Ressalvo porque se os
dados se eternizam, a frugalidade com que é novidade é medida em nanossegundos.
Mas voltará para atormentar se ferir o infeliz do politicamente correto ou
qualquer novo dogma das incontáveis autointituladas minorias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O Diretor
James Gunn de Guardiões da Galáxia foi demitido porque descobriram que ele
postou vários tuítes fazendo ofensivas em que fazia suposta apologia à
pedofilia e ao estupro. Quando ele fez isso? Em 2008!!!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Muitas pessoas
da indústria cinematográfica apoiaram o diretor e o defenderam. A direção da
Marvel, no entanto, apenas classificou as palavras de quase uma década atrás de
inaceitáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O próprio
diretor disse algo mais ou menos como cresci nos últimos dez anos como pessoa.
Quer dizer, o cara era um “porra louca” que fazia todo tipo de maluquice
sabe-se lá embalado porque tipo de droga, era um provocador como se autodefiniu
na época, afirmou-se como diretor dos filmes da Marvel, uma das maiores
produtoras de filmes de heróis do mundo e, vindo à luz seu passado boquirroto
condenável foi sumariamente demitido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Imagine que um
movimento como o Mee too é todo fundando nesse tipo de coisa, embora seja justo
e necessário a defesa de qualquer e toda mulher que se encontre em situação
vulnerável. Pessoalmente não creio que seja o caso das atrizes, agora
milionárias, que fizeram o teste do sofá porque queriam subir na vida.
Funcionou. Agora, no Olimpo das divas, acusam um e outro de assédio e outras
coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Convenhamos,
parece muito uma negociação da profissão mais velha do mundo. No caso, alguém
tinha a oportunidade num filme, a outra tinha uma moeda particularíssima. Houve
pagamento e a oportunidade foi dada e elas faturaram, saltaram de desconhecida a
atrizes respeitadas e bem pagas. Agora, décadas depois gritam: fui abusada.
What!!!!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Voltando ao
James Gunn. A aberração do caso está em que algo que foi dito em uma situação,
ainda que reprovável, passa um tempão e aquilo ainda vale para condenar alguém
independente daquilo que ela seja no momento. Ou que demonstre claramente ser
contrário ao que disse antes, como nos lembra Raul Seixas: “Eu quero dizer
agora o oposto do que eu disse antes...” E porque não pode?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;No
final, tudo se resume a vender uma imagem coerente com a cultura de caça às
bruxas que o politicamente correto castrador patrocina. A liberdade individual,
mesmo de dizer asneiras, foi incluída num Índex e a denúncia, passe o tempo que
passar, é implacável, instantânea e não há qualquer possibilidade de salvação
ou perdão congelado num purgatório virtualmente eterno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/08/postagem-no-purgatorio.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj9SjN6zPIDQlNkmJiMczerf4mbKFMW1T19BiefIQKSLDHAspj22i8P3-l1RQksGm-c5lm7lWPiR7vT_qiArBVMtcL7iFmLmkwlI97qRk6YrzBqITLDhYZgwPT7GARKNZJWoJ3LuIdy9nuj/s72-c/Agostinho+purgat%25C3%25B3rio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-6638831794615520090</guid><pubDate>Tue, 17 Jul 2018 12:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-07-17T09:51:00.008-03:00</atom:updated><title>Contradição e cegueira moral</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPfydjMMuv04Tz42BYVMzEZx7c3YcIWyvoz_2J5pEMpy7amy1PIqRdE9CpDBn2CrER8bQkkyzZonGz3O_AUdQHgROnsnAJw626DTHJ3Vqaw7Vu-8tOD4zCFnXh6205fFv9kfY8zp4rTpnt/s1600/CONSTATA%25C3%2587%25C3%2595ES.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;400&quot; data-original-width=&quot;698&quot; height=&quot;228&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPfydjMMuv04Tz42BYVMzEZx7c3YcIWyvoz_2J5pEMpy7amy1PIqRdE9CpDBn2CrER8bQkkyzZonGz3O_AUdQHgROnsnAJw626DTHJ3Vqaw7Vu-8tOD4zCFnXh6205fFv9kfY8zp4rTpnt/s400/CONSTATA%25C3%2587%25C3%2595ES.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Imagine a
seguinte personagem. Ela teve sete filhos. Moradora de rua. Dependente química.
Grávida do oitavo filho, a promotoria abriu processo para submetê-la a uma
laqueadura. Laudos do centro de assistência social e de uma psicóloga
subsidiaram a decisão da justiça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Além disso, a
mulher tem passagem pela prisão por tráfico. O documento de consentimento para
a laqueadura foi assinado pela mulher. Mas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A prefeitura
de Mococa (SP) entrou na justiça para impedir o procedimento cirúrgico que foi
acatado pelo Tribunal de Justiça, mas&amp;nbsp; a
morosidade da justiça chegou tarde. Procurada por reportagem, a mulher negou
que tenha consentido com a laqueadura e bastou para se tornar um grande
imbróglio em debates acalorados pelos defensores do direito da mulher sobre seu
corpo. A OAB da cidade, entretanto, afirmou que em visita à mulher na prisão, ouviu
que ela concordou com o procedimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A mulher, no
centro das atenções momentaneamente, recém saída da prisão onde estava desde
novembro/2017, talvez única moradia estável que tenha tido, tornou-se uma
grande vítima. Disse que não teve direito de olhar o “rostinho dela”, pois a
criança foi encaminhada para adoção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mas vejamos este
amor maternal. Os sete outros filhos estão assim distribuídos: 3 sob a guarda
do pai do primeiro relacionamento, um dos quais internado por dependência
química. Da relação atual, 5 filhos, três foram adotados, uma adolescente está
em um abrigo social. A última é a bebê do problema atual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O juiz e o
promotor foram expostos pela reportagem do Fantástico como se fossem
verdadeiros nazistas eugenistas, inclusive com declarações que serviam a
manchar suas condutas por anteriores envolvimentos em supostas questões
polêmicas. A edição é mais verdadeira que a verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Então
retomemos. Independente dos graves problemas socioeconômicos da família, o fato
concreto é que as crianças precisaram ser abrigadas ou doadas por negligência
dos pais. Aqui não cabe indagar as razões da prolificidade ou da irresponsabilidade
paternas. As crianças são mais importantes que qualquer coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Os autodenominados
progressistas e politicamente corretos de todos os matizes logo apareceram com
sua verborragia em defesa dos direitos humanos. Togados fissurados apenas na
letra seca da lei gritaram a ilegalidade do ato. Instaurações de processos
investigativos pela conduta do magistrado e do promotor seriam realizados para
verificar a violação da lei sacrossanta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Uma tal
coordenadora-auxiliar do núcleo especializado de promoção e defesa dos direitos
da mulher da Defensoria de São Paulo, vociferou que o planejamento familiar é
de livre decisão do homem e da mulher por isso houve ilegalidade. Independente
dos laudos e testemunho do juiz que ouviu a mulher mais de uma vez. A pergunta
que se faz é: que decisão livre pode fazer uma dependente de drogas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mas o mundo é
feito de contradições brutais. Quanto mais partidários de uma ideia, mais fácil
cair nesta armadilha. Os progressistas, grande parte do judiciário, em especial
as defensorias, ultra sensíveis a direitos humanos, são os primeiros a gritar
pelo direito da mulher escolher abortar. Defendem como se fosse um valor que
sobrepuja o direito à vida do feto. As razões são as sociais, econômicas e pelo
simples fato da mulher não querer aquele filho seja lá a razão que esboce. Quer
dizer, matar pode, mas impedir uma mulher de continuar colocando filho no mundo
que não tem a mais remota condição de cuidar, o que acarretará sobrecarga à
sociedade, não pode. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Os abortistas
absolutizam o ato como algo moderno, democrático e que, acima de tudo, respeita
os direitos humanos, mesmo que seja à custa da morte de alguém que não pode se
defender e que, nascido, poderia ser encaminhado à adoção, caso a mulher
continuasse rejeitando o filho que gerou. A tal sub da defensoria paulista
argumenta o direito de escolha do método anticoncepcional, tenho certeza que
ela inclui o aborto, se não ela em pessoa, o órgão que representa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Não pode haver
absolutos de qualquer espécie quando a vida está em jogo. Não vale o argumento da
defesa vitimista das mulheres que escolhem aborteiros em recantos imundos das
cidades. Há múltiplas saídas possíveis para este problema, que não o
assassinato consentido e legal, basta a sociedade querer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;PS. As reportagens sobre o
caso da mulher circularam no início de junho/2018.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/07/contradicao-e-cegueira-moral.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhPfydjMMuv04Tz42BYVMzEZx7c3YcIWyvoz_2J5pEMpy7amy1PIqRdE9CpDBn2CrER8bQkkyzZonGz3O_AUdQHgROnsnAJw626DTHJ3Vqaw7Vu-8tOD4zCFnXh6205fFv9kfY8zp4rTpnt/s72-c/CONSTATA%25C3%2587%25C3%2595ES.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4777815659043732473</guid><pubDate>Tue, 03 Jul 2018 12:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-07-03T09:30:16.969-03:00</atom:updated><title>AH! VAR... passear </title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHPJWOlR39ye_E69InD7qQlNPkjoMBQBjZ1NzUTS0-kZjWiM4dGbM01_k6DR_YRYKRgX2OW1KFHwEBB9Hg355syg1hrzNymsrOumCktBS_FwRXfugtCVILfQBk2gGe2ZW7d0rBVaMDoYvK/s1600/arbitro-de-video-copa-do-mu.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;920&quot; data-original-width=&quot;1380&quot; height=&quot;213&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHPJWOlR39ye_E69InD7qQlNPkjoMBQBjZ1NzUTS0-kZjWiM4dGbM01_k6DR_YRYKRgX2OW1KFHwEBB9Hg355syg1hrzNymsrOumCktBS_FwRXfugtCVILfQBk2gGe2ZW7d0rBVaMDoYvK/s320/arbitro-de-video-copa-do-mu.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O VAR virou &lt;i&gt;top trend&lt;/i&gt; em tudo quanto foi meio de
comunicação. E não foi só pela reclamação do gol duvidoso dos suíços no empate
contra o Brasil. Seleção jogando aflora um nacionalismo e patriotismo bestas
nos brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;E quem é esse tal VAR? Apelido
carinhoso de alguém com o diminutivo do nome? Caso você ainda não saiba o que é
(Uau!) trata-se do sistema de vídeo arbitragem do inglês: &lt;i&gt;vídeo assistant referee&lt;/i&gt; (VAR).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;É o velho &lt;i&gt;replay,&lt;/i&gt; só que agora com a real
possibilidade de mudar a história do jogo. Pênaltis dados e negados causaram
uma revolução em campo e nos resultados, a ponto de ter nascido uma tabela
fictícia: o que seriam as oitavas sem o VAR.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;E aí eu me pergunto assim:
já imaginou se pudéssemos ter um VAR para vida? Até acredito que temos, mas é
absolutamente desesperador. O trecho do desastre dito ou feito passa na mente
em infinitos ângulos, mas estamos lá paralisados, olhando a fita obsessivamente
sem poder voltar e consertar, ou fugir, ou reagir à altura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Um VAR para vida,
naturalmente, permitiria voltar ao exato momento da cena e dar um resultado
mais aceitável para nós. Aquele que apareceu na mente horas ou dias depois.
Quase sempre é uma resposta bem dada àquela pessoa cretina que nos humilhou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mas me pergunto se o erro
alheio ou o nosso não faz parte natural de muitos outros acertos no futuro. E
se não errássemos, como aprenderíamos? Como se amadurece sem errar? Como nos
tornamos resilientes sem os fracassos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Acho que nos tornaríamos
irresponsáveis com a vida. Como a galera adepta da prática do sexo de risco com
AIDS, pois podem lançar mão do PEP – profilaxia pós-exposição. Resultado: há um
número cada vez maior de pessoas praticando &lt;i&gt;bareback,&lt;/i&gt;
que na gíria do meio significa literalmente cavalgar um cavalo sem cela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Acho que um VAR nos
tornaria inconsequentes, afinal, depois a gente consertava e não teria que
sofrer com o arrependimento, culpa, raiva, tristeza, remorso. Mas o que fazer
quando se perde toda esta experiência? Essas emoções e sentimentos “negativos”
modelam nossas relações: conosco e com os outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Com um VAR pessoal, imagino
que não haveria mais desculpas. Não haveria mais necessidade de perdão. Bastava
usar o VAR e ajeitar o mal feito. Quem não reconhece os erros cometidos e os
repara (ou tenta), constrói uma falsa personalidade de infalível. Já temso
gente demais assim sem o VAR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Um VAR para a vida é tentador, mas como no primeiro
filme Todo Poderoso, seria o personagem Bruce Nolan (Jim Carrey), um azarado
incorrigível, investido de poderes divinos dizendo “sim” para todos os pedidos
– que bom que fosse assim – e o mundo se torna um completo desastre. Parece que
um erro ou um “não’ para nós, enquanto outros acertam e tem um “sim”, equilibra
este cambaleante planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/07/ah-var-passear.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHPJWOlR39ye_E69InD7qQlNPkjoMBQBjZ1NzUTS0-kZjWiM4dGbM01_k6DR_YRYKRgX2OW1KFHwEBB9Hg355syg1hrzNymsrOumCktBS_FwRXfugtCVILfQBk2gGe2ZW7d0rBVaMDoYvK/s72-c/arbitro-de-video-copa-do-mu.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4109411848726850102</guid><pubDate>Tue, 19 Jun 2018 01:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-06-18T22:29:11.950-03:00</atom:updated><title>Google &quot;adivinha&quot; as chances de morte de um paciente</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZupKe7hY1bJPHVga7RhiPUu27JaSSu9nLrLg6FU11vaTt8VT6qFvzrC0OV9WFJRLF5WEXF5Tg-10DDbQjoIMqgp9OThv1irOnk4HrY38333C4fkk-R7ckLP-O5YeCagW4i5RMn8kcY6Uu/s1600/download.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;179&quot; data-original-width=&quot;282&quot; height=&quot;203&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZupKe7hY1bJPHVga7RhiPUu27JaSSu9nLrLg6FU11vaTt8VT6qFvzrC0OV9WFJRLF5WEXF5Tg-10DDbQjoIMqgp9OThv1irOnk4HrY38333C4fkk-R7ckLP-O5YeCagW4i5RMn8kcY6Uu/s320/download.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O Google tem
um programa que pode adivinhar quando o paciente morrerá. Adivinhar é por minha
conta. A unidade de trabalho denominada Medical Brain conseguiu o que médicos e
hospitais vêm tentando realizar a um tempão: tomar todos os dados disponíveis sobre
um paciente e avaliar suas chances de sobrevivência com o máximo de precisão
possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Nigam Shah, professor
de Stanford, um dos autores do artigo, relata o feito goggliano (na verdade um
programa baseado em inteligência artificial) e sugere que lidar com aqueles
dados sobre o paciente, trabalho entediante e difícil, está com os dias
contados. “Você pode jogar tudo lá e não precisa se preocupar com isso.” Com “jogar
lá” Shah se refere a todo tipo de dado, inclusive aqueles escritos a mão. O
programa os cataloga, analisa e vaticina preciso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;De uma única
paciente com câncer de mama o programa analisou 175.639 pontos de dados.
Resultado: a inteligência estimou em 19,9% suas chances de morte. A mulher
morreu em poucos dias. Os computadores do hospital estimaram que suas chances
de morte em apenas 9,3%.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A reportagem
afirma que o Google tem nesse programa um novo mercado. De fato, estão
trabalhando freneticamente para prepará-lo para o serviço em clínicas. A promessa
é de que os médicos estarão livres do tal trabalho entediante de lidar com
grande variedade de dados e fazer o que importa: cuidar dos pacientes. Mas por
que será que tenho a impressão de que já ouvi esse mantra antes? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A tecnologia
sempre oferece mais tempo para fazer o mais importante, seja estar com a
família ou, neste caso, focar no cuidado do paciente. Mas ninguém é capaz de
pensar (ou é) dos desdobramentos indigestos que a tecnologia gera. Celular era
para nos comunicar em qualquer lugar e quando fosse necessário com as pessoas que
quiséssemos. Mas presos às redes de centenas ou milhares de amigos as pessoas estão
cada vez mais desconectadas umas das outras obsessivas com dar e receber likes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Um sistema
desses pode justificar com precisão lógica irrefutável as razões da
(eufemisticamente) alteração do tratamento. A economia de tampo dos
profissionais, recursos, leitos será resultado direto da adoção do sistema. O
mal, diz Brodsky, quase sempre se disfarça de bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Sim, é muito
tentador e, diria, até necessário que uma tecnologia realize com precisão
máxima previsões diagnósticas e prognósticas. Mas há outro lado da moeda. Sempre
há. Mercado rima com lucro. Lucro é, afinal, a razão de ser de um negócio. Qualquer
um. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Quem impedirá
que em nome da margem de ganho não se diminua substancialmente o suporte àquele
que o sistema infalível determinou com parcas chances de sobrevivência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Não digo que estamos
na iminência de que uma IA faça sozinha o trabalho de definir todos os
procedimentos que definirão, em última instância, a continuidade da vida de
alguém, por precária que esteja. Mas é difícil não pensar que tamanha certeza
não justifique a economia de procedimentos terapêuticos até em nome da economia
que suprirá muito aos pacientes com melhores chances. Pense num sistema de saúde
pública do tamanho do SUS com suas crônicas deficiências de tudo e a
necessidade de atender milhões. Em megacorporações de saúde que atendem
unicamente aos acionistas e à remuneração das ações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Tecnologia como essa
precisa de vigilância e ser submetida a intenso debate. De baixo de nossos
narizes e mesmo envolto num escândalo que fez jus ao mastodôntico tamanho (com
bilhões de dólares em perdas, mas já recuperadas), o Facebook diz candidamente
que sabe até quantos e quais movimentos você faz no seu mouse. É para botar as
barbas de molho ou não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/06/google-adivinha-as-chances-de-morte-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZupKe7hY1bJPHVga7RhiPUu27JaSSu9nLrLg6FU11vaTt8VT6qFvzrC0OV9WFJRLF5WEXF5Tg-10DDbQjoIMqgp9OThv1irOnk4HrY38333C4fkk-R7ckLP-O5YeCagW4i5RMn8kcY6Uu/s72-c/download.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-8203097911537915251</guid><pubDate>Tue, 01 May 2018 12:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-05-01T09:24:00.646-03:00</atom:updated><title>Tamanduá fake</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDA-NaU5_2h0kj-hMwa_9z5ncy-QYRLRkOnxssMt2OM6RsCT8paBWPukerOfJB_gnGy2KUIVYx6lCtlfG_USle_w4Bda0fzKWN1SRPrr1F9HRGvPpHnVUFhH3VsBuauA70_1IFqwPsoFBz/s1600/TAMANDU%25C3%2581+EMPALHADO.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;654&quot; data-original-width=&quot;980&quot; height=&quot;266&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDA-NaU5_2h0kj-hMwa_9z5ncy-QYRLRkOnxssMt2OM6RsCT8paBWPukerOfJB_gnGy2KUIVYx6lCtlfG_USle_w4Bda0fzKWN1SRPrr1F9HRGvPpHnVUFhH3VsBuauA70_1IFqwPsoFBz/s400/TAMANDU%25C3%2581+EMPALHADO.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O júri do concurso de fotografia&amp;nbsp;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;border: 1pt none windowtext; font-size: 12pt; line-height: 115%; padding: 0cm;&quot;&gt;Wildlife Photographer of the Year&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;desclassificou um
concorrente premiado na última edição do certame ao descobrir que sua foto
mostrava um animal empalhado. A imagem, do fotógrafo brasileiro Marcio Cabral,
foi ganhadora na categoria de Animais em seu Entorno, em 2017. É
intitulada&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;border: 1pt none windowtext; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.bbc.com/portuguese/geral-43921030&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;The Night Raider&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&amp;nbsp;(O Invasor Noturno) e mostra um
tamanduá-bandeira avançando na direção de uma colônia de cupins no parque
Nacional das Emas, no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;&quot;&gt;(BBC - &lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;bylinename&quot; style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: white; border: none windowtext 1.0pt; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;Jonathan Amos&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-stretch: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-numeric: inherit; text-align: start;&quot;&gt;, r&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;bylinetitle&quot; style=&quot;font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: white; border: none windowtext 1.0pt; font-size: 10.0pt; line-height: 115%; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;epórter de
Ciência da BBC&lt;/span&gt;, 27/04/2018)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span class=&quot;bylinetitle&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Paralisado, ou
melhor dizendo, eternizado numa mesma posição, você há de convir, dá todo tipo
de dormência e desconforto. Tem vantagens, a pose, por exemplo, pega meu ângulo
mais fotogênico e me mostra em plena ação, o que produz ilusão de movimento e
até assusta. Mas basta mais três segundos de olhar fixo em mim e a dura
verdade: estou empalhado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Você deve se
perguntar embatucado: como estou falando se, tecnicamente, estou morto? Bom
isso é uma longa história que nada tem que ver com espiritismo, isso eu
asseguro. Algum tipo de consciência tamanduaniana permaneceu em mim e, de algum
modo, desenvolvi esta habilidade psíquica de falar na mente de meus
interlocutores. Não todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Fui, involuntariamente,
personagem de um escândalo. Não daqueles do tamanho da Lava Jato que a tudo redimensionou:
valores de roubo, dimensão e extensão da gatunagem, sofisticação dos desvios do
erário, quantidade da gente envolvida e importância de seus cargos. Mas ainda
assim um escândalo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Minha vida
atual, pela própria condição em que me encontro, é viver na área de recepção
dos visitantes do Parque das Emas. Sou um host nessa nova fase da vida. Pois
vamos à história rocambolesca em que me meti e que é o estado da arte da
natureza do brasileiro. Um verdadeiro case sociológico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Marcio esteve
aqui várias vezes e nos tornamos amigos. Outro dia ele disse que eu poderia
fazer carreira como modelo. Desconfiei. Estou empalhado, não burro. Esse golpe
é velho. Lembrei o serial killer dos patins. Mas neste estado de paralisia, um
faz o que quer com a gente. É um tanto humilhante. Vocês não imaginam o que
alguns idiotas fazem comigo. E quem se importa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Voltando.
Certo dia, no final da tarde, Marcio chegou com seus aparatos de fotografia e
me carregou literalmente até um cupinzeiro que tantas vezes ataquei os
deliciosos cupins. Enfiou minha cabeça no cupinzeiro e me colocou em tudo
quanto foi posição. Um empalhado não cabe em qualquer postura, somos sestrosos.
E foi foto daqui, dali, até anoitecer. Depois me deixou no meu canto. Ainda
bem, não fez nada esquisito comigo como desconfiei no princípio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Passados uns
dias, ele retorna esfuziante. A foto comigo ganhou um prêmio internacional – Wildlife Photographer of
the Year. Marcio ficou famoso e eu junto, embora com pouca repercussão
neste fim de mundo aqui. O nome da fotografia: &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;border: 1pt none windowtext; font-style: normal; padding: 0cm;&quot;&gt;The Night Raider&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.
Chique, não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O que eu não sabia é que fui vendido como se
vivo estivesse. Os gringos descobriram tudo e ficaram danados de raiva.
Chamaram especialistas a partir de uma denúncia de que o tamanduá da foto era
eu e que, bem, não estou exatamente vivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A justiça no estrangeiro não é essa loucura daqui
com seus Gilmars, Lewandoviskis e Marcos Aurélios, cujas intenções inconfessáveis
à luz do dia escapam em palavras e atos numa cornucópica enxurrada de atos
falhos. Cassaram a foto e puseram o Márcio à merecida execração internacional
e... eu junto. Que vergonha! Vocês acreditam que o cretino jura de pés juntos
que é inocente? Se ele disser que eu fui sozinho ao cupinzeiro não vai prestar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Bastava a foto do cupinzeiro que, isso eu
asseguro, ele não falsificou como um produto paraguaio ou chinês. Mas me
falsificou. Tornei-me o tamanduá fake da foto. O diabo, dizem, está nos
detalhes. Tenho milhares de fotos espalhadas nesta maldita posição. Alguém
achou parecida. Um especialista internacional em empalhamento comparou as fotos
e pimba, decretou: É um tamanduá empalhado! Soube que até posição de tufos de pelo
o infeliz comparou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Marcio é brasileiro. Ele não desiste
nunca... de querer ser mais esperto que os outros. De inventar atalhos e
jeitinhos para se dar bem. A corrupção está no dna do brasileiro médio. Ele
estrila com a corrupção sistêmica do alto de sua hipocrisia moralista, mas passa
na frente da fila, paga propina para o guarda, cola na prova e tudo isso sem
tremer um músculo de sua cara sem vergonha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A única coisa que lamento é que meu bom nome e imagem foram para o lixo.
Acho que mereço uma indenização. Agora, além dos visitantes do parque
intrusivos que passam a mão até em lugares impróprios, sou alvo de chacota,
como se eu fosse o autor desta patifaria fotográfica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;PS. Desculpem ilustrar meu desabafo-denúncia com a foto malfadada, mas é que fiquei tão elegante e bonito que não resisti. Neste mundo de aparências, de parecer e não ser, permitam-me tirar uma casquinha. Mas é falsa, vocês sabem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/05/tamandua-fake.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDA-NaU5_2h0kj-hMwa_9z5ncy-QYRLRkOnxssMt2OM6RsCT8paBWPukerOfJB_gnGy2KUIVYx6lCtlfG_USle_w4Bda0fzKWN1SRPrr1F9HRGvPpHnVUFhH3VsBuauA70_1IFqwPsoFBz/s72-c/TAMANDU%25C3%2581+EMPALHADO.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1995263822941457539</guid><pubDate>Mon, 09 Apr 2018 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-04-09T18:53:49.368-03:00</atom:updated><title>Uma história com o Lula</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPfJJH6YTuxmm6QLfzkWBGrGM4OeUdXkkZx-tV80wSeF92mhh5bWXFRk3YCDl9I7ahIHGdrHbXv-Hy4FauM0v1b0qnUFgm71wS56he7BlAluVXgsnFSlEqUmonx91CtrYR6EEwaLZq0eD2/s1600/VBi3XE1.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;480&quot; data-original-width=&quot;854&quot; height=&quot;223&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPfJJH6YTuxmm6QLfzkWBGrGM4OeUdXkkZx-tV80wSeF92mhh5bWXFRk3YCDl9I7ahIHGdrHbXv-Hy4FauM0v1b0qnUFgm71wS56he7BlAluVXgsnFSlEqUmonx91CtrYR6EEwaLZq0eD2/s400/VBi3XE1.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Era final dos
anos 1980. Sarney ainda ocupava o Planalto e vivia seu ocaso na presidência,
acuado naquele malfadado quinto ano que comprou mediante milhares de favores
que ofertou aos picaretas da Câmara Federal. Ovadas, vaias e até machadada num
ônibus em que estava era seu calvário e o cerco que sofria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Lula, a essa
altura, estava em plena campanha para a presidência da República. Foi sua
primeira tentativa e que perdeu para Fernando Collor de Melo. Perdeu pelo medo
que foi incutido na cabeça das pessoas. Perdeu por seus próprios erros e, por
fim, teve o jogo sujo com a ex-mulher. Além disso, Fernando Collor, naquele
momento, teve sua própria habilidade de perceber o que as pessoas queriam e emplacou
o personagem jovem, bem apessoado, um discurso guerreiro, determinado a caçar
marajás, os inimigos que criou e toda guerra precisa, sejam reais ou imaginários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Vários amigos
e eu, jovens idealistas, claro, abraçamos Lula com todo o ardor de nossas
esperanças. Tínhamos uma militância na faculdade, em nossas igrejas, no que
poderia ter sido uma esquerda evangélica. Pretendíamos lançar um candidato para
o legislativo municipal de São Luís sob a bandeira do PT. As conversações com o
partido fracassaram. Eles, radicais e burros, não queriam esse grupo estranho
dentro de suas hostes vermelhas puras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Na época
criamos um grupo que denominamos GEESP: grupo evangélico de estudos
sócio-políticos. Discutíamos as demandas da esquerda à luz da Bíblia. Caso você
não seja versado no livro sagrado, acredite, há muito o que pensar sobre todas
as reivindicações que são o discurso da esquerda: da reforma agrária aos
direitos trabalhistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mas estávamos
em São Luís que era – e continua sendo – absolutamente periférica no aspecto
político-intelectual. Nosso grupo pequeno e com pouco impacto. Não havia redes sociais.
Sim, Sarney, maranhense, era presidente, mas vocês sabem como ele foi parar lá.
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mas tivemos a
honra de sermos mencionados em um encontro nacional pelo inesquecível Robinson
Cavalcanti. Sociólogo, teólogo, pastor e professor da UFPE. Ele se encantou com
a ideia daquele grupo maranhense e que só teve algo parecido tempos depois, se
não me engano, em Belo Horizonte uma cidade com muito mais conexões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Voltemos ao
Lula. A incipiente esquerda maranhense, capitaneada pelo PT trouxe o Lula para
um comício que se realizou em cima de um caminhão na frente da Biblioteca
Benedito Leite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A praça ficou
lotada. A maioria jovem como eu, que era o grande público ouvinte e
entusiasmada com a candidatura do Lula. Foi eletrizante vê-lo e ouvi-lo. Ele
falava aquele linguajar simples que hoje sabemos bem, mas havia inteligência,
rapidez de raciocínio e uma incrível capacidade de nos manter hipnotizados pelo
discurso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Fiquei
emocionado. Parecia que tudo era possível. Parecia que o país poderia seguir um
rumo novo. Sobre aquele caminhão ele disse coisas terríveis sobre o Sarney para
delírio do público. Como sabemos, naquele momento, já havíamos atravessado não
sei quantos planos econômicos – todos fracassados –, não sei quantos cortes de
zeros e nomes de dinheiro. Havíamos assistido à ridícula campanha dos ficais do
Sarney. Os tais fiscais deduravam comerciantes que ante o congelamento dos
preços, vendiam por preços majorados. O resultado foi um gigantesco desabastecimento
de tudo, de frango a botijão de gás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Na votação
propriamente dita em 1989, eu estava fora do país e perdi o prazo para me
cadastrar para votar. Liguei para minha mãe, que jamais votaria no Lula, e a chantageei
para dar seu voto nele em meu nome. Ela assim o fez. Contrariada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;No dia que
saiu o resultado – Collor ganhara a eleição –, que só fiquei sabendo dois ou
três dias depois. Eu chorei. Três outras tentativas ainda viriam e em todas eu
votei no Lula. Por fim, veio a consagradora vitória em 2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Como dizia
Didi, grande craque do futebol brasileiro, bicampeão mundial em 1958 e 1962: “Treino
é treino. Jogo é jogo.” Veio o primeiro mandato. Lula teve que aprender a lidar
com a realidade dura de uma economia travada. Mas recebeu as contas
organizadas. Uma inflação domada. Foi conservador na economia e jogou conforme
as regras e colheu os frutos, surfando numa incrível fase de grande crescimento
econômico mundial. O Brasil cresceu com taxas quase chinesas. Lula ampliou
todas as iniciativas do Fernando Henrique. Não criou nada. Embora seu discurso
sugerisse o tempo inteiro que não havia vida antes dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Pois bem, algo
em mim mudou em relação ao homem. Reconheça-se o que fez de certo e resultou em
boas coisas para a população. Mas algo nele se alterou completamente. Ele
passou a acreditar que era infalível. Um homem especial. Tornou-se ousado e
cada vez mais falastrão. Foi tomado por um narcisismo absurdo e passou a
acreditar num mito do que pensava de si e do que seus acólitos diziam sobre
ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Em seus dois
mandatos dominou com absoluta autoridade as duas casas legislativas. Quem foi
seu grande escudeiro no Senado? De fato, foi ressuscitado por Lula: Sarney. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Havia muitos
sinais. A esquerda que ele representa tratava de cooptar o Estado para si.
Havia um aceno para a classe média e outro para a gigantesca massa de pobres.
Então veio a primeira gangrena: o Mensalão. Lula nada sabia. O discurso ia e
vinha. Esperto, jogou aos tubarões companheiros fundamentais. Tudo em nome do
plano da esquerda de dominar o país por décadas. Escapou sem nenhum arranhão.
Diziam que era o efeito teflon. Nele nada pegava. Descobrissem um cadáver em seu
quarto e sangue em suas mãos, e ele seria inocentado. Alguns como eu, já tinham
em suas mentes e corações aquele Lula do comício em cima do caminhão
completamente erodido. Ele mudou, nós mudamos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;E aí veio a Dilma.
O primeiro mandato ainda sob a influência da onda boa. Mas a mulher mostrou-se
um estorvo. Uma incompetência sem par. Uma incapacidade de besta quadrada. Dilma
foi chutada. Certo ou errado, livramo-nos de uma imbecil que estava levando o país
à total bancarrota econômica. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Veio a
Lava-jato. A pá de cal. Não deu pra dizer que não sabia. Um sítio, acordos
espúrios para ganhar uma fortuna vendendo a &lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;Odebrecht&lt;/span&gt;, o assalto descarado de seu
partido e aliados à Petrobras, um tríplex. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Olho o Lula em
cima de outro caminhão sob uma ordem de prisão. Envelhecido. Rouco. Não é outro
porque envelheceu, mas porque insiste em acreditar num messianismo ridículo, no
qual ele é, por evidente, o messias. Seus seguidores não o seguem por ideias,
embora ele pense e diga isso, mas porque o adoram como a um deus. Eles têm um
tipo de fé nele. Ele ocupa um lugar paterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Que Lula fique 12 anos ou
12 dias na cadeia, não importa mais. Os que ainda acreditam nele são crentes,
todos os demais de nós somos completos ateus. Nem o céu de Lula atrai aos que
acordaram da hipnose, nem o inferno que seria a política nacional sem ele
amedronta. Agora ele só parece com o lula molusco (ok, já fizeram memes com
isso). Adeus Lula.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/04/uma-historia-com-o-lula.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPfJJH6YTuxmm6QLfzkWBGrGM4OeUdXkkZx-tV80wSeF92mhh5bWXFRk3YCDl9I7ahIHGdrHbXv-Hy4FauM0v1b0qnUFgm71wS56he7BlAluVXgsnFSlEqUmonx91CtrYR6EEwaLZq0eD2/s72-c/VBi3XE1.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1866479003203745612</guid><pubDate>Sun, 01 Apr 2018 16:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-04-01T13:41:11.111-03:00</atom:updated><title>Suburbicom</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcluZobm5nNpnmL2BZ6i-kmRe1fosh1umhlAxPrSSYI63IC3wj9H2j6XNhAvOr9xN92_sJsydMlGntzmQyJMe6bS2KzjVSj8NrOjc7-dGx-hD8ydgCs3lZm0Y0TW5P7x6B-HU16xwHqI8k/s1600/suburbicom-e.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;614&quot; data-original-width=&quot;993&quot; height=&quot;246&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcluZobm5nNpnmL2BZ6i-kmRe1fosh1umhlAxPrSSYI63IC3wj9H2j6XNhAvOr9xN92_sJsydMlGntzmQyJMe6bS2KzjVSj8NrOjc7-dGx-hD8ydgCs3lZm0Y0TW5P7x6B-HU16xwHqI8k/s400/suburbicom-e.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Bem-vindos ao
paraíso! Esta é uma frase comercial para atrair ao bairro familiar perfeito no
filme Suburbicom. Roteiro dos irmãos Joel e Ethan Cohen, dirigido por &lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;George Clooney&lt;/span&gt;.
Estrelam Matt Damon e Julianne Moore como Gardner Lodge e Rose/Margareth. É que
Moore faz o papel de irmãs gêmeas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O bairro Suburbicon é resultado do incrível crescimento econômico
americano no pós-guerra. Milhares de bairros suburbanos apareceram naquele
período com suas ruas e casas impecáveis, típicas para as famílias que se
formavam, com amplos espaços e todo tipo de comodidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Tudo parece funcionar perfeitamente, exceto que nestes paraísos artificiais
– ou em qualquer outro – sempre estão cheios de gente e onde tem gente... Em
nós o mal se abriga e não é a perfeição exterior que nos transforma em pessoas
boas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Duas histórias seguem paralelas. Um casal de negros e seu filho
compraram uma casa no bairro perfeito. Ou seja, eles ousaram querer entrar no
paraíso. Ao lado, uma família de brancos. Gardner, o pai, é um típico homem
daquele momento: trabalha e sustenta a família, que é formada pela esposa
paraplégica, sua irmã gêmea que mora com eles e o filho lá pelos 10-11 anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O nome do personagem de Damon sugere uma ironia. Ele é um jardineiro ao
contrário, pois transforma o jardim em caos sempre com uma fleuma assustadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O filme segue o enredo básico dos Cohen. O que nós vemos não é o real.
Há sempre um submundo disfarçado, à espreita. Alguém tenta obter vantagem,
obviamente de forma trapaceira e imoral/ilegal. Alguém é um parvo completo ou
inocente em suas atitudes e desejos e são estes que se safam, mas por uma
ironia de forças desconhecidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Os maus são duramente castigados, mas por sua própria ganância e
maldade. Eles destroem tudo ao redor e a si mesmos. Nos filmes dos Cohen, a
maldade está a olhos vistos, porém, disfarçada. Basta ver alguns deles: “Onde os
fracos não tem vez”, “Os matadores de velhinhas”, “Queime Depois de Ler”, “Um
homem Sério”. Sim, não há final feliz. Talvez porque a história, a minha e a
sua, não acabou. Todo final feliz é precário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Há uma crueza na exposição dos sentimentos/emoções mais profundos nos
personagens. É o caso de Suburbicon. A população de gente branca, religiosa,
ordeira do bairro vai numa gradação cada vez mais violenta até explodir em
desatinos que, por pouco, não matam a família de negros. O mal em latência
submerge. Mas à medida que vem à tona, cada ato ruim parecerá menor ao seu
perpetrador. É como uma droga, para dar barato a dose deve crescer
continuamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Talvez numa alusão a estes tempos loucos em que mentiras tem força de
verdade e se disseminam como doença contagiosa que encontram mentes receptivas
para crer em todo lugar, a comunidade também acredita em várias teorias conspiratórias
que fazem elos de causa e efeito com a chegada da família de negros. Em todo lugar
e época as pessoas querem bodes expiatórios para esconder sua própria
responsabilidade sobre as desgraças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Na casa ao lado, a vida de Gardner e família vai sucumbindo a cada ato
que desencadeia uma rede de acontecimentos que não podem ser parados. A cada
remendo, a situação piora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Evidente que um filme tem que simplificar bastante para contar sua
história. Mas a vida real está cheia de exemplos, quem sabe conosco mesmos em
que, tresloucadamente, escolhemos coisas que fazem rodar uma engrenagem
desconhecida e nada que fazemos parece melhorar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;A trama urdida por Gardner:
matar esposa, ficar com a cunhada, dar um golpe no seguro e se sair bem para
morar no Caribe, parece perfeita até que ela é realizada. Infinitas possibilidades
podem acontecer. Não temos controle de nada e, em certo sentido, apenas
podemos, precariamente, reagir aos acontecimentos que, por si mesmos, engendram
outros e outros numa cadeia infinita cujo final é impossível prever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/04/suburbicom.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgcluZobm5nNpnmL2BZ6i-kmRe1fosh1umhlAxPrSSYI63IC3wj9H2j6XNhAvOr9xN92_sJsydMlGntzmQyJMe6bS2KzjVSj8NrOjc7-dGx-hD8ydgCs3lZm0Y0TW5P7x6B-HU16xwHqI8k/s72-c/suburbicom-e.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5049514277952599382</guid><pubDate>Fri, 02 Mar 2018 20:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-03-02T17:24:40.594-03:00</atom:updated><title>Você não sabe que não sabe</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgWz55SKzIHuRMnf1ZgEjM73qHV9QUFdB5ydbr0I66uX5AiLI7ddmslj1bNs-bgKB0gk0PbKmMoGu3mr-jVgQ_5UyDRLGp8_3tpXx1xMBQGLQZ_m7EdTrkxr-9CDSyzI4Yw2R-iuhMgYpL/s1600/superior.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;311&quot; data-original-width=&quot;514&quot; height=&quot;241&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgWz55SKzIHuRMnf1ZgEjM73qHV9QUFdB5ydbr0I66uX5AiLI7ddmslj1bNs-bgKB0gk0PbKmMoGu3mr-jVgQ_5UyDRLGp8_3tpXx1xMBQGLQZ_m7EdTrkxr-9CDSyzI4Yw2R-iuhMgYpL/s400/superior.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Você tende
mais a subestimar suas habilidades e competências? Ou você as amplifica e superestima?
Dirige melhor, ama melhor, cozinha melhor, é mais esperto, mais engraçado,
mais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Em qualquer
dos casos do espectro, possivelmente você seja vítima
do&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;efeito Dunning-Kruger &lt;/span&gt;(David Dunning e Justin Kruger)&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;. Trocando em miúdos. Nós cultivamos um tipo de
superioridade ilusória ou inferioridade. Seria uma defesa contra nossa própria
ignorância sobre nós mesmos? Ou ainda uma compensação por nos sentirmos
inferiores ou inadequados?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;As distorções cognitivas são tão fáceis de acontecerem
em nós que é, diria, quase impossível em algum momento não sermos flagrados em
alguma delas. Elas se mostram sutis, muitas vezes, ou são rombudas. A diferença
pode se dar no tamanho da ignorância ou do transtorno mental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O que os psicólogos autores da teoria descobriram é
que quanto mais ignorantes somos sobre um tema, mais tendemos a parecer que
sabemos. Enquanto os que sabem tendem a minimizar seu saber numa espécie de
humildade modesta ou medo. Os ignorantes são afirmativos e parecem saber tanto
quanto os que sabem. Seria esta ênfase não uma assertividade, mas um tipo de
arrogância que ignora a si mesma? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Os autores
concluem que simplesmente não sabemos o que ignoramos. Mas algum tipo de
ousadia tola nos força a falar e falar como se soubéssemos, quando deveríamos
calar. Enquanto falam se distanciam cada vez mais da verdade dos fatos e já não
saberão onde estão errados, ou até se há um erro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A mente do que não sabe, não é vazia. Olha que curioso!
É cheinha de ideias preconcebidas,
experiências, fatos, intuições, vieses e pressentimentos, além de conceitos que
importam&amp;nbsp;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; mso-border-alt: none windowtext 0cm; padding: 0cm;&quot;&gt;de outras áreas do conhecimento&lt;/span&gt;. Com tudo isso, os
ignorantes constroem histórias e teorias que nos dão a impressão de ter um
conhecimento confiável. Eis como se monta teorias conspiratórias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Quanto mais pensam em
seus pressupostos sem alicerce, mais se convencem de sua verdade. É como o
fanático para quem qualquer indício, alimenta a certeza, qualquer traço, prova
a sua verdade. Sua mente se torna impermeável à racionalidade. Quanto mais
convencidos, menos dispostos a se conectar com a realidade se tornam. Daí que a
evidência dos fatos pouco lhes importa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: transparent; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O
efeito Dunning-Kruger prevê que estas verdades paralelas, podem se espalhar
entre todos como se fosse um vírus. A gente simplesmente acredita e reproduz
sem nunca perguntar: vem cá, esta ideia ou fato está baseada em que evidência
mesmo? Isso significa que o exercício da pergunta ao fato e/ou ideia e de nossa
própria percepção deve ser realizado continuamente, ainda mais quando a verdade
virtualizada é documentada com a concretude de milhões de repetições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/03/voce-nao-sabe-que-nao-sabe.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgWz55SKzIHuRMnf1ZgEjM73qHV9QUFdB5ydbr0I66uX5AiLI7ddmslj1bNs-bgKB0gk0PbKmMoGu3mr-jVgQ_5UyDRLGp8_3tpXx1xMBQGLQZ_m7EdTrkxr-9CDSyzI4Yw2R-iuhMgYpL/s72-c/superior.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3187239813076347458</guid><pubDate>Wed, 28 Feb 2018 16:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-28T13:18:09.178-03:00</atom:updated><title>Um café com meu pai</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSt_28di9Cn81tjHDDyeg3rDzbhhzPZswZFKB4YoV6ag_DdZdb0QZWuVNziPfhaYoQbL8is5gtjfbnU7gXT1zzQ9Iwh9yzHLKaQGwREqMQsSn6qiWUce7qxC_nzcMMdaK85CwjeoRU-QD9/s1600/pai-e-filho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;281&quot; data-original-width=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSt_28di9Cn81tjHDDyeg3rDzbhhzPZswZFKB4YoV6ag_DdZdb0QZWuVNziPfhaYoQbL8is5gtjfbnU7gXT1zzQ9Iwh9yzHLKaQGwREqMQsSn6qiWUce7qxC_nzcMMdaK85CwjeoRU-QD9/s1600/pai-e-filho.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Estava sentado
à mesa enquanto aguardava um café. Minha mente era arrodeada por aquele tédio
minúsculo que nos força a mexer no celular com dedos nervosos em busca de
distração. Mas nem isso me interessava naquele momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Repentinamente,
adotei uma postura. A mão esquerda meio que apoiando o queixo e cobrindo parte
da boca, a coluna ereta e as pernas agitando como se fossem duas partes de um
abano balançando nervosamente. Instantaneamente vi uma imagem mental-real: meu
pai vivo diante de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Eu o vi
vividamente, como num pequeno fragmento de filme destes que se recuperam em
algum porão que, neste caso, era minha mente. Borrões e traços do desgaste do
tempo se projetam junto com a imagem, mas não lhe tira a força e definição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Parei como que
espantado por esta lembrança/vivência tão realista. Era ele ali e era eu. Ele
em mim. Tão rapidamente quanto veio se foi, mas reverberava em minha mente qual
imagem que se desfaz e em seu lugar deixava um sentimento confuso, posto que
foi uma mistura de muitos outros. Alguns velhos e de aspecto ardido, outros
alegres como quanto estava em sua companhia nos bons momentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Um pai apenas
tem que estar. É sua presença pura e simples que precisamos tantas vezes. É
nossa necessidade saber dele ali. Isso basta. É ruim quando nos acostumamos à
ausência, pois perdemos a memória desta agradável satisfação que senti naquela
pequena praça de alimentação com os comensais entretidos em seus próprios
mundos e ambos, eu e eles, alheios uns aos outros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Aquele sentimento
estava literalmente perdido, pois não tenho sua presença há muitos anos e se
manifestou naqueles poucos segundos. Eu tão acostumado aos meus próprios
sentimentos, aqueles que definem e dizem quem sou, foram invadidos por outra
pessoa em quem me confundi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Temos tanto orgulho
de ser nós mesmos que mesmo quando temos apenas vaga ideia, ainda assim
gostamos de alardear esta singularidade. O adolescente em mim se estranhou, mas
o homem ficou agradecido. Ter meu pai vagamente em mim fez-me perceber com
nitidez uma origem e só posso ter um destino se tenho um começo. O começo não
me define, mas é de onde parto e tenho a vida para (re)construir quem desejo
ser. Então não o rejeito, acolho com todas as suas intensidades de dores e
alegrias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Sempre penso
que não herdamos apenas vinte e três cromossomos de cada um de nossos pais.
Coisas outras se formam tão fortes e duradouras quanto esta marca genética.
Para o bem e para o mal. São memórias na carne, nos ossos que vazam para
trejeitos imperceptíveis. Assim, estamos tatuados com estas marcas que
permanecem até quando fugimos delas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Eu e meu pai sentamos por
segundos juntos para um café, como imagens superpostas. Foi um encontro feliz.
Ele adorava café, eu também.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/02/um-cafe-com-meu-pai.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSt_28di9Cn81tjHDDyeg3rDzbhhzPZswZFKB4YoV6ag_DdZdb0QZWuVNziPfhaYoQbL8is5gtjfbnU7gXT1zzQ9Iwh9yzHLKaQGwREqMQsSn6qiWUce7qxC_nzcMMdaK85CwjeoRU-QD9/s72-c/pai-e-filho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-2063717839624375475</guid><pubDate>Mon, 19 Feb 2018 12:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-19T09:24:32.840-03:00</atom:updated><title>Deus com ou sem gênero</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikTfmCzg_FmKmjR1wJ-djzOB1n20iopkd1WVxtlQov9aWuEpLFbxtIpxsErNHjTPGFXwVAZl3cj4oC3wd0hJWVsHSASm5_ssAyRJ9sJj0qP-ri2a8a6JQWmR3oFPA1qKZdZr94rnZeAedh/s1600/amplia-las-opciones-de-g%25C3%25A9nero-para-sus-usuarios.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;400&quot; data-original-width=&quot;770&quot; height=&quot;166&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikTfmCzg_FmKmjR1wJ-djzOB1n20iopkd1WVxtlQov9aWuEpLFbxtIpxsErNHjTPGFXwVAZl3cj4oC3wd0hJWVsHSASm5_ssAyRJ9sJj0qP-ri2a8a6JQWmR3oFPA1qKZdZr94rnZeAedh/s320/amplia-las-opciones-de-g%25C3%25A9nero-para-sus-usuarios.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Será que Deus
se importa se nos referirmos a Ele num gênero neutro? Ou que antecedamos o nome
“Deus” por um artigo feminino? De quem é mesmo este problema de gênero divino?
É de Deus, que vive uma crise de identidade, ou é das pessoas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Há um movimento
nos meios cristãos, protestantes de teologia liberal, vamos chamar assim, que é
profundamente afetado pela filosofia e cultura líquida moderna. É uma inversão
profunda dos pólos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;A teologia
protestante fundamentou desde a Reforma, toda a cultura e forma de viver das
pessoas no ocidente, inclusive com razoável influência nos países de maioria
católica. Foi, portanto, um fundamento estável e relativamente sólido, até
enquanto sua referência era o próprio texto sagrado. Mas quando este mesmo
texto passou a ser lido e interpretado a partir de referenciais teóricos
outros, então acabou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;É evidente que
isso não tem mais fim. O chão foi definitivamente removido. Agora, como se
estivesse no espaço em que os vetores direcionais apontam para lugar nenhum, a
teologia protestante, especialmente de certos setores, é agora
maria-vai-com-as-outras da cultura do momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;É assim que,
neste espírito, em assembleia ano passado o Sínodo Luterano sueco decidiu por
maioria, que não se referirá a Deus antecedido do artigo masculino “o”. A
explicação é que Deus transcende o humano, portanto, não faz cabe dar-lhe um
sexo. A edição de suas Bíblias, doravante, obedecerá a esta norma gramatical
onde tudo que se refira a Deus terá gênero neutro. Mas o Espírito Santo poderá
ser tratado na forma feminina. Eles não ousaram mudar o artigo em relação a
Jesus. Ainda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;A explicação
verdadeira, no entanto, justifica um membro proeminente da corrente liberal majoritária:
Trata-se de “dar um passo a mais em relação à
linguagem inclusiva e indicar (...) que é preferível um pronome oculto para se
referir a Deus”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Há uma insanidade no raciocínio que, no Brasil,
teve até sugestão de mudança da gramática com um nefasto exemplo no venerando
colégio Pedro II no Rio de Janeiro. Ali os gênios da pedagogia inventaram que
qualquer coisa que defina o gênero deveria ser abolida e em vez de “o” ou “a”,
seria um usado um “x”. Meninos passaram a usar saias normalmente nas aulas, mas
isso é, por suposto, uma banalidade ante a ideia mefistofélica da abolição da
fronteira entre gêneros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Nem entro no mérito da ideia de inclusão de
minorias que é, em si, boa, mas levada a um nível do paroxismo em que todos os
sinais diferenciais sejam borrados ou extintos, caminhamos para sermos todos
transformados numa grande massa informe de criaturas desconstruídas física,
emocional e psiquicamente. Uma massa, afinal, de iguais em que qualquer
definição identitária estará meramente na aparência, se muito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;A crise da masculinidade é bem uma antessala deste
fenômeno. Homens que estão desesperados por um lugar e, não sabendo qual, se abandonam
no encaixe de qualquer forma, menos da masculinidade/virilidade que hoje está
demonizada. Estas características às quais sempre se associou a valores como
coragem, honra, dignidade, heroísmo (por que não?) foram jogadas na vala comum
do machismo reles, que na crítica da academia ganha o apelido de “modelo
opressor do patriarcado”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Ao escrever este texto, algumas vezes durante a revisão
percebi um erro ao grafar o gênero da palavra. Sim, as palavras tem gênero! A
leitura ficava claramente sem sentido ou, no mínimo, estranha gramaticalmente.
Estamos falando da natureza das coisas. Não posso, ao meu bel prazer, subvertê-las
se quiser comunicar, neste caso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;A cor azul tem uma natureza definida pela medida
física de seu comprimento de onda. A palavra azul, por sua vez, é um
substantivo masculino. Alguém gostaria de sugerir um novo nome se considerar
que a palavra associada ao comprimento de onda é uma mera convenção de
cientistas homens-masculinos, filhos da cultura patriarcal machista e misógina?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Ter um gênero não é, em absoluto, uma agressão ao
outro ou uma condição de inferioridade por si mesma. No encontro entre os dois gêneros,
sim há desequilíbrios por ene razões, mas a solução não é, nunca será, a mera
extinção de uma das partes que são, em si, complementares. Enfrente-se a violência,
a misoginia, o machismo e o feminismo. Respeite-se aqueles que, por razões
muito particulares, querem viver em outro sexo ou se relacionarem com outros do
mesmo sexo, mas alto lá com esta sanha imbecil de fundir todos num um sem gênero.
Ou haverá um momento em que as pessoas com gênero congruente com a expressão da
sexualidade terão que pedir desculpas por existirem? Teremos que usar um
arco-íris cinza de ponta cabeça grudado à roupa para sermos claramente
identificados?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
Obs.: A imagem ilustra um texto sobre o Facebook ampliar as opções de gênero para seus usuários. Vocês sabem, o Facebook é um site de caridade sem fins lucrativos.&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/02/deus-sem-genero.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEikTfmCzg_FmKmjR1wJ-djzOB1n20iopkd1WVxtlQov9aWuEpLFbxtIpxsErNHjTPGFXwVAZl3cj4oC3wd0hJWVsHSASm5_ssAyRJ9sJj0qP-ri2a8a6JQWmR3oFPA1qKZdZr94rnZeAedh/s72-c/amplia-las-opciones-de-g%25C3%25A9nero-para-sus-usuarios.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-289537268798844288</guid><pubDate>Sat, 10 Feb 2018 00:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-02-09T21:55:25.665-03:00</atom:updated><title>Cansada da obrigação de ser feliz</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYdslOAYBi5X3ZKYfzo39FEtfGVwVv3t1fBIyxHrPiZDGFoxuoxOgTynJ178ZLTDz-rzD7xwKCRVb7YqG6wkqkzMCtHUtKV0D6bJkkNhz05KGcfnsmhq2cwxMsf1wcEEHNOsQJ3XiRg5vE/s1600/tiras_suaves19-770x250.gif&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;250&quot; data-original-width=&quot;770&quot; height=&quot;128&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYdslOAYBi5X3ZKYfzo39FEtfGVwVv3t1fBIyxHrPiZDGFoxuoxOgTynJ178ZLTDz-rzD7xwKCRVb7YqG6wkqkzMCtHUtKV0D6bJkkNhz05KGcfnsmhq2cwxMsf1wcEEHNOsQJ3XiRg5vE/s400/tiras_suaves19-770x250.gif&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Ela soltou um
sopro forte e os olhos estavam marejados. Disse algo que revelava um enorme cansaço
da obrigação para estar sempre bem. Era como se fosse alvo de muitos olhares e
ato contínuo, a cobrança sobre aquilo que os outros percebiam em seu
comportamento ou apenas em seu semblante não coerente com um estar bem, segundo
os outros de sua convivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Eu sempre faço
o que me pedem, resmungou. E descreveu uma fieira de coisas que realizou porque
alguém a certo momento disse: é bom você fazer tal coisa. O que ela concluía
ali não era algo não sabido, era a afirmação de um saber, mas naquele momento
em liberdade de externá-lo em palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Era como se
até aquele instante ela descobrisse que as muitas coisas realizadas, incluindo
as experiências afetivas que não deram certo se configurassem, em seu conjunto,
num enorme fracasso de vida. Em algum momento, era possível pensar que ela se
sentia estranha a si mesma; e que ser gente e carregar todos os desejos e
sonhos que se tem, fosse algo errado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Nesse
bem-estar aberrante não há permissão para o sofrimento e a dor de ser. O
terrível é que nossas dores estão completamente alheias e elas vêm formidáveis
como um exército em marcha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Talvez ela
seja uma das milhões de pessoas que se veem forçadas a atender mais que
expectativas, mas a ser um determinado tipo de gente que pensa e age segundo
parâmetros que se movem, que se volatizam, mesclam e retornam ao ponto de partida
sem qualquer aviso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;É assim que você
é aceito, mas você pode ser o que quiser também, dizem. Mas ser o que se quer
é, de fato, ser igual a todos os outros que anseiam por este lugar de
reconhecimento pelo que se é. Este é o drama. Tenho liberdade de ser o que quiser
desde que esteja dentro dos limites das formas disponíveis e só há uma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Vivemos a
ficção da individualidade plena. Podemos ter dezenas de avatares, mas sempre
seremos cobrados para atender um padrão. Mas isso é assim desde que o mundo é
mundo, agora molestamente amplificado pela instantaneidade e virtualidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O que é mais
terrível é que as pessoas que não atendem aos ideais líquidos propostos se
sentem incapazes, frustradas e incompetentes. A insatisfação corrói e o
deslocamento se instala. Será que não faço nada certo? E isso que fiz, a
escolha que realizei são bons ou ruins? Como vou saber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;“Miserável ser humano que sou!
Quem me libertará deste corpo de morte?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Estamos tantas
vezes estarrecidos e pasmados com nossos desencontros. Saímos deles quando
começamos a acolher-nos inteiros. É bom ter um referencial que nos permita
aceitar-nos, conviver conosco e amar-nos tal como somos. Que aquilo que o outro
deseja e diz e percebe é dele, não me pertence, especialmente se o que fala
quer dizer respeito a mim. Sou eu, apenas eu, o responsável quanto ao que
escolho e vivo. Chorarei e rirei, machucarei a mim e a outros e pedirei perdão,
errarei o alvo e acertarei, mas serei sempre eu vivendo por minhas próprias
crenças e diretrizes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;“Graças a Deus, por Jesus Cristo,
nosso Senhor! De modo que, eu mesmo com a razão sirvo à Lei de Deus, mas com a
carne à lei do pecado.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;





















&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;(Texto bíblico: Romanos
7.24,25)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/02/cansada-da-obrigacao-de-ser-feliz.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYdslOAYBi5X3ZKYfzo39FEtfGVwVv3t1fBIyxHrPiZDGFoxuoxOgTynJ178ZLTDz-rzD7xwKCRVb7YqG6wkqkzMCtHUtKV0D6bJkkNhz05KGcfnsmhq2cwxMsf1wcEEHNOsQJ3XiRg5vE/s72-c/tiras_suaves19-770x250.gif" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1544963751423216064</guid><pubDate>Thu, 25 Jan 2018 17:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-01-25T14:59:40.979-03:00</atom:updated><title>JANEIRO BRANCO</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgePx6OPXMIFfc0M-8-wgaUOgQxLbOp_twSndO7g1NEIFrb10k9gEt7XTs3PtIqyFYTV3WHmQmoR_10eabGz0XT8SsZRJhWP3RhuDnVx0bhAJBlaSS5t-z-3gMklheuY444sG-Y-gudvEe0/s1600/janeiro-branco2.png&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;231&quot; data-original-width=&quot;624&quot; height=&quot;147&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgePx6OPXMIFfc0M-8-wgaUOgQxLbOp_twSndO7g1NEIFrb10k9gEt7XTs3PtIqyFYTV3WHmQmoR_10eabGz0XT8SsZRJhWP3RhuDnVx0bhAJBlaSS5t-z-3gMklheuY444sG-Y-gudvEe0/s400/janeiro-branco2.png&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFKteAcQY9WVtcHZhwEJaJM5HhvBnPYvvxzVM4xh8tkGW5IIxIHFAPWf8M0tG1MFJxh3WrvyE0wtIo2Qxie-5S4esfOpgSajHDpM-YSWvEOn8gonOMF4t83Kc-HVSTMjbqYveoxH9TjlgI/s1600/janeiro-branco-577x396.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;397&quot; data-original-width=&quot;577&quot; height=&quot;273&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFKteAcQY9WVtcHZhwEJaJM5HhvBnPYvvxzVM4xh8tkGW5IIxIHFAPWf8M0tG1MFJxh3WrvyE0wtIo2Qxie-5S4esfOpgSajHDpM-YSWvEOn8gonOMF4t83Kc-HVSTMjbqYveoxH9TjlgI/s400/janeiro-branco-577x396.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/01/janeiro-branco.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgePx6OPXMIFfc0M-8-wgaUOgQxLbOp_twSndO7g1NEIFrb10k9gEt7XTs3PtIqyFYTV3WHmQmoR_10eabGz0XT8SsZRJhWP3RhuDnVx0bhAJBlaSS5t-z-3gMklheuY444sG-Y-gudvEe0/s72-c/janeiro-branco2.png" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-514619329169682732</guid><pubDate>Mon, 22 Jan 2018 23:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-01-22T20:51:29.537-03:00</atom:updated><title>Os abusadores</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH0ubqyu1pcJYj8hF-3S0megfYuh6-m0KVSjXIzC15jDS7s2J6sRPkint9WsSkOeuoa7tIonBToYi56Nw4EWIa9Vw-0aAAUj70aD5Nj-Yr2JH8SZQ0Isocn-UFK7fO4DVFGExM55hd-fRb/s1600/deneuve.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;168&quot; data-original-width=&quot;300&quot; height=&quot;224&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH0ubqyu1pcJYj8hF-3S0megfYuh6-m0KVSjXIzC15jDS7s2J6sRPkint9WsSkOeuoa7tIonBToYi56Nw4EWIa9Vw-0aAAUj70aD5Nj-Yr2JH8SZQ0Isocn-UFK7fO4DVFGExM55hd-fRb/s400/deneuve.jpg&quot; width=&quot;400&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O
colunista Xico Sá escreveu um artigo em El Pais com o título:
“contra o ‘habeas corpus’ para a macharada”. Como muitos
outros, ele repercutiu o bafafá causado pela carta assinada por
cerca de cem atrizes francesas em resposta à histeria hollywoodiana,
literalmente, das denúncias em série contra atores e produtores que
supostamente teriam abusado das atrizes, alguns desses fatos
ocorridos mais de vinte anos antes, quando ainda eram moçoilas
loucas para vencer na vida na sétima arte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Estes
homens se aproveitaram dessas, à época, garotas, muitas dispostas a
fazer o que fosse preciso para subir na vida e se submeteram ao
famoso teste do sofá, de todos conhecido e escondido desde o tempo
do cinema mudo. Algumas delas se tornaram divas do cinema e muito,
muito ricas, com cachês hoje na casa dos vários milhões… de
dólares!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O
resultado desta sanha em que a cada semana um novo suposto abusador é
dado &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;in vivo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
à fome canina das mídias, nomes foram, definitivamente, jogado&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
na lata de lixo &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;e fora o
notório&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Harvey
Weinstein, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;pergunto-me,
baseado em que provas tantas mulheres anunciam o abuso? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;E
homens também, taí o Kevin Spacey&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;que,
qual um lobo mau, queria comer alguns porquinhos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;De
que tipo de abuso estão falando? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-variant-east-asian: normal; font-variant-numeric: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Em
algumas sinto um cheiro azedo de autopromoção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Até
o Woody Allen, cujas atrizes faziam fila para protagonizar um de seus
filmes, agora fazem coro relembrando &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;seu
passado, sim, muito nebuloso, com brigas &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;públicas
e processos tormentosos &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;e
acusações &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;de abuso &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;por
parte&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt; de sua ex, Mia Farrow,
de quem herdou a filha &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;qu&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;e
agora é sua esposa. Mas a fila &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;para
os filmes de Allen &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;continuam&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;,
aparentemente sem abuso,&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
p&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;ara&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;
ser parte d&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;e
uma grife criada pelo ator/diretor/roteirista.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Algumas
participarão, mas num &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;mea
culpa &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial;&quot;&gt;desajeitado
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;dizem
que doarão seus cachês para organismos feministas.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-attachment: initial; background-clip: initial; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial; background-repeat: initial; background-size: initial;&quot;&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Deparo-&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;me,
após este vendaval, com a pergunta feita por um colunista de El Pais
que indaga &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;a respeito do
cineasta&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;: “o que fazer com
a arte de homens monstruosos?” What????&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Por
que citei o Xico Sá? Porque ele é o típico colunista, jornalista
que ecoa e reafirma estas e muitas outras insanidades que o
politicamente correto cria. Em seu artigo, ele tenta, condescendente,
explicar que as atrizes francesas não quiseram dizer o que disseram,
daí o título citado. Quem leu o artigo francês entendeu claramente
que era um contraponto ao desembesto que tomou conta de Hollywood e
suas atrizes. As francesas defenderam a razoabilidade. Ponto. Melhor,
são mulheres seguras e que longe de um feminismo castrador da
masculinidade, aceitam os homens como são. E não, de jeito nenhum,
deram carta branca aos tarados que merecem o mais duro combate por
todos os meios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Vocês
percebem a loucura. Parece que certos tipos só entendem o mundo na
base do ou oito ou oitenta. Quer dizer que defender o direito dos
homens cortejarem as mulheres é concordar com abuso? Esse Xico Sá e
outros de sua igualha pensam com quê? Com o unha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Eu
diria que talvez as europeias sintam com mais intensidade a
feminilização ridícula dos homens naquele continente, resultado
justamente do movimento que elas popularizaram queimando sutiãs nas
praças. Os sutiãs queimados não criaram homens afrouxados e
inseguros. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Em
particular na Europa, a lástima é que os homens não preservaram
sua masculinidade e deixaram as feministas tão à vontade que quando
nos espantamos, em pleno 2016, nas passeatas alemãs motivadas, aí
sim, por ataques sexuais a mulheres perpetrados desgraçadamente por
aqueles que foram acolhidos no país na onda de imigração by
África/Oriente Médio os homens alemães no máximo gritaram
palavras de ordem, não sei se em falsete. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mas
o pior é muitos dos homens participantes nas passeatas usavam
saias!! Era sua forma de solidariedade quando deveriam defender suas
mulheres como homens. As saias não são uma piada. Temos a nossa
própria versão tropical aqui no Brasil. Os namoradinhos-coisa das
feministas de Copacabana desfilam com elas de sutiãs e com slogans
pintados no corpo do tipo: meu corpo, minhas regras. Como assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Não
sei aonde vai dar a postura do politicamente correto. Mas sei que o
mundo está mais feio, triste, sem espontaneidade e tão cheio de
regrinhas que daqui a pouco qualquer um que se oponha a este estado
policialesco será caçado e estereotipado (isso já acontece nas
redes virtuais) como um bicho indigno desta bela sociedade que querem
criar e colocados em guetos, talvez sem muros. Mas numa sociedade tão
vigiada, quem precisa deles? Ah, o Trump!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;PS. Vocês não pensaram que eu colocaria a foto do Xico Sá aqui, né?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/01/os-abusadores.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhH0ubqyu1pcJYj8hF-3S0megfYuh6-m0KVSjXIzC15jDS7s2J6sRPkint9WsSkOeuoa7tIonBToYi56Nw4EWIa9Vw-0aAAUj70aD5Nj-Yr2JH8SZQ0Isocn-UFK7fO4DVFGExM55hd-fRb/s72-c/deneuve.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7925178984780792827</guid><pubDate>Sat, 13 Jan 2018 15:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2018-01-13T12:31:23.494-03:00</atom:updated><title>&quot;Fale mesmo se sua voz tremer&quot;</title><description>&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilLRWprkeluPW-Iei3sdX-AE05cSak7sdEnPGdDYP1t2fNIsvISqtSzDOu8ovwJCl9mAZ5lfQ_kn7S_WKppMdySqYUweI_qIr3qY5havt8sZunZ4QhPxlezbnzlkeyTm9MXebkNDSCrO2i/s1600/chapeu.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;351&quot; data-original-width=&quot;624&quot; height=&quot;179&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilLRWprkeluPW-Iei3sdX-AE05cSak7sdEnPGdDYP1t2fNIsvISqtSzDOu8ovwJCl9mAZ5lfQ_kn7S_WKppMdySqYUweI_qIr3qY5havt8sZunZ4QhPxlezbnzlkeyTm9MXebkNDSCrO2i/s320/chapeu.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Ammy
“Dolly” Everett tinha 14 anos apenas quando tirou a própria
vida. Seus pais e amigos a definiam como uma menina sensível e
preocupada com os outros, especialmente aqueles que eram mais fracos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A
garota ficou conhecida em toda Austrália por causa de uma campanha
publicitária que fez aos 8 anos para uma famosa marca de chapéus e
da qual se tornou garota propaganda até o momento em pôs fim a sua
vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Numa
carta, seu pai disse que a causa de ato tão terrível seria
resultado de Bullying que ela vinha sofrendo pelas redes sociais. Um
desenho de Ammy foi compartilhado pela família. Nele se via uma
figura magrinha inclinada para trás que dizia: “fale mesmo se sua
voz tremer.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Apesar
de ser um anglicismo que não ganhou tradução na fala em português,
a  frequente abordagem do tema tornou compreensível a todos. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Deplorar
a condição de alguém, apelidar maldosamente, agir de forma
preconceituosa, destratar, desmerecer, isolar e ignorar as pessoas,
são parte do arsenal de violências psicológicas que se pode fazer
contra alguém. Além disso, a agressão física completa a lista de
ações que definem o Bullying. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Histórias
como a de Ammy ganharam visibilidade e revelaram um mundo até
outrora invisível, então é muito bom que se fale sobre isso e se
tome todas as medidas necessárias para evitá-lo, mas…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O
Bullying é como uma doença e como qualquer doença ela está à
espreita em algum lugar. É como um animal predador de emboscada. Ele
se disfarça e se esconde. Ele simula desinteresse na presa até que
seja tarde demais. Mas se tomarmos estas duas imagens como
verdadeiras, por que temos a sensação de que há mais Bullying
agora do que antes em nossa infância? É por que não conhecíamos a
palavra? É por que havia mais resistência naqueles que sofriam a
agressão? Nossos jovens são mais frágeis que a geração anterior?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Retomando
as imagens utilizadas antes. Nenhuma presa é passiva diante de seu
predador. Cada uma delas tem algum recurso para enfrentar, se
disfarçar, fugir… Uma doença é tanto mais forte quanto mais
precária for nossa imunidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Vivemos
em um mundo onde a maldade está em todo lugar. E jamais ele será um
espaço de bondade e paz permanente ou ausência de violência. Sim,
a luta deve ser sem trégua contra as forças do mal, mas elas sempre
existirão e farão vítimas. Então me parece utópico apenas querer
impedir o Bullying com medidas que mais castram a liberdade das
relações e das brincadeiras que, sim, às vezes são mais
agressivas entre jovens, por exemplo, grupo de maior vulnerabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Não
sei detalhes da história de Ammy, mas será que essa garota não
ficou tempo demasiado sozinha e sem assistência? Vejam, não culpo
os pais. Apenas esta excessiva liberdade nas redes permite uma vida
paralela tão exigente e cheia de desafios quanto a vida real e
parece que subestimamos isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;As
relações familiares, quando saudáveis, e com saudável quero dizer
presença parental, diálogo, ensino sobre princípios da vida,
afeto, convivência de qualidade, para mencionar algumas coisas.
Estas relações são as grandes provedoras de anticorpos, recursos
de defesa contra a violência de toda sorte. Estar preparado não
impede de sofrer a violência, mas dá ao agredido um escape, a busca
por ajuda e não a miserável tortura e angústia de quem se vê
sozinho e acha que este problema é só seu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Não
invento a roda. Sei que existem iniciativas que tentam trabalhar
nessa direção do fortalecimento, do conhecimento sobre o chão
pantanoso das relações humanas aos quais estamos mais expostos
quando mais jovens e inexperientes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Mais
que lei ou regras, os jovens precisam de orientação sólida sobre
os limites do abuso. Parece que se defende mais que os jovens saibam
mais sobre sexo protegido do que se defender ou buscar ajuda contra
as agressões psicológicas que o Bullying produz. &lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;br /&gt;

&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align=&quot;justify&quot; style=&quot;line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Então
pais e mães, é nossa responsabilidade começar agora, talvez com
uma conversa de sondagem com seu(s) filho(s) em idade vulnerável. Há
sinais em quem sofre. Mas se mal você vê seu filho, como perceberá
que há algo diferente em seu comportamento? Paternidade dá
trabalho, sim, então vai lá faça seu trabalho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2018/01/fale-mesmo-se-sua-voz-tremer.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEilLRWprkeluPW-Iei3sdX-AE05cSak7sdEnPGdDYP1t2fNIsvISqtSzDOu8ovwJCl9mAZ5lfQ_kn7S_WKppMdySqYUweI_qIr3qY5havt8sZunZ4QhPxlezbnzlkeyTm9MXebkNDSCrO2i/s72-c/chapeu.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-8053541352646469081</guid><pubDate>Sun, 31 Dec 2017 21:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-12-31T18:12:24.908-03:00</atom:updated><title>FELIZ 2018</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTdnvZq8SNfWLoA90jS_fdP17qZ7cBGEKwu8XgORTrTslTEve6UlU1Oqr7Z5-n_AJ1B8YwOKrkNsOEVV03do2zqlPOtmd6HcjbpH3bbVD12FmJbhUXlqlXYF7_1SyVtRKba4m-wR9hkXn1/s1600/girassol.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1000&quot; data-original-width=&quot;1600&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTdnvZq8SNfWLoA90jS_fdP17qZ7cBGEKwu8XgORTrTslTEve6UlU1Oqr7Z5-n_AJ1B8YwOKrkNsOEVV03do2zqlPOtmd6HcjbpH3bbVD12FmJbhUXlqlXYF7_1SyVtRKba4m-wR9hkXn1/s640/girassol.jpg&quot; width=&quot;640&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
Que neste ano novo você seja leve. Exercite a paciência. Aprenda a tolerância. Espalhe a paz e ame profunda e calmamente.&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/12/feliz-2018.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTdnvZq8SNfWLoA90jS_fdP17qZ7cBGEKwu8XgORTrTslTEve6UlU1Oqr7Z5-n_AJ1B8YwOKrkNsOEVV03do2zqlPOtmd6HcjbpH3bbVD12FmJbhUXlqlXYF7_1SyVtRKba4m-wR9hkXn1/s72-c/girassol.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-2479254821125849362</guid><pubDate>Fri, 08 Dec 2017 15:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-12-08T12:14:18.208-03:00</atom:updated><title>O celular é o novo cigarro</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyED98iA8Hk1vxw0Dcd-qWLU6_14kbraIRn0U1mHu3nGwROD16qZxlXC4tkSDMN1LO63aC-ApfVsDpm-jQUu5RTI4_pQW9l2TQnyjawPijaODqhZJwJXNVDaY-YpyWB1Y6Mzl88bcwOL_F/s1600/PRIS%25C3%2583O-VIRTUAl.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;553&quot; data-original-width=&quot;415&quot; height=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyED98iA8Hk1vxw0Dcd-qWLU6_14kbraIRn0U1mHu3nGwROD16qZxlXC4tkSDMN1LO63aC-ApfVsDpm-jQUu5RTI4_pQW9l2TQnyjawPijaODqhZJwJXNVDaY-YpyWB1Y6Mzl88bcwOL_F/s320/PRIS%25C3%2583O-VIRTUAl.jpg&quot; width=&quot;240&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Não
é uma frase de efeito: “O celular é o novo cigarro”, disse Amber Case,
socióloga americana que explora (estuda) as questões relacionadas ao nosso novo
mundo virtualizado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Case
se referia a utilizá-lo como distração da existência (embora pouquíssimas pessoas
admitiriam isso), como forma de passar o tempo, pois estamos sempre rapidamente
entediados com tudo. Eu acrescentaria para preencher os espaços do silêncio
sepulcral entre as pessoas ou o desconforto da presença de estranhos tão
proximamente íntimos, como num elevador, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;O
tédio parece resultar de um adestramento cognitivo e emocional pela torrente
ininterrupta e interminável de estímulos a que somos submetidos hoje cada vez
mais cedo. Estes estímulos produzem uma avidez pela instantaneidade, mas disso
já falou muito bem Zygmunt Bauman. Estamos condicionados irremediavelmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Case
é categórica: estamos sendo escravizados. O celular é o símbolo máximo dos grilhões
escravizantes. Novamente, não é uma frase de impacto. Sua pesquisa registrou
que as pessoas, em média, olham o celular entre 1000 e 2000 vezes num único
dia!!!! Mesmo se considerarmos que cada olhada leva alguns segundos é um bocado
de olhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;A
socióloga sugere que devemos, conscientemente – e aqui há outra questão que ela
destaca, talvez a mais importante –, silenciar o smartphone (não há uma ironia
nisso?) ou colocá-lo no modo avião por algum tempo durante o dia. Pede que
recuperemos o velho despertador analógico ou digital, tanto faz, em lugar do
celular que permanece ligado 24 horas. O cérebro, segundo afirma, sofre com a
conexão constante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Retomo
a parte que considero mais importante. Estar consciente, controlar o celular em
vez de permanecer atado a ele como zumbi, é um tipo de ganho de liberdade.
Quanto daquilo que você vê no celular é, de fato, necessário, importante, isto
é, algo que faz diferença na sua vida? Quanto disso você se recorda depois de
horas grudado à telinha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Estamos
sendo roubado de nós. Vivemos focados em tudo que está fora, especialmente na
aprovação ou qualificação que apps e redes sociais criam a nosso respeito. Um
episódio do humorista americano Larry David explora esta situação. Ele foi mal
qualificado pelo motorista o Uber e isso resultou numa exclusão dele por outros
motoristas. A situação se desenvolve num completo nonsense e cenas de ridículo
atroz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;As
pessoas são agora boas ou más (aqui num sentido amplo, sem qualquer avaliação
moral) se elas tem bons perfis nas redes. Valor que obedece a toda uma ética
relacional e urbanidade virtuais criadas não mais pela convivência humana direta,
mas por algoritmos que, afinal, venderão propaganda gerando bilhões aos donos
das redes sociais. Não é incrível que muito do oferecido é “grátis”? Não lhe
vem à mente aquela imagem icônica de Matrix: milhões de pessoas em casulos
gerando energia para as máquinas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;background: white; line-height: 120%; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt; vertical-align: baseline;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%;&quot;&gt;Concluo com uma frase de
Case: “&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;border: none windowtext 1.0pt; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-border-alt: none windowtext 0cm; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; padding: 0cm;&quot;&gt;Vivemos constantemente em atenção parcial&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 120%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;&quot;&gt;, nunca estamos presentes, portanto não temos tempo
de reflexão.” Qual foi a última vez que você se deu conta, por si mesmo, que
estava vivo, sem que tenha sido fruto de alguns likes e curtidas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/12/o-celular-e-o-novo-cigarro.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyED98iA8Hk1vxw0Dcd-qWLU6_14kbraIRn0U1mHu3nGwROD16qZxlXC4tkSDMN1LO63aC-ApfVsDpm-jQUu5RTI4_pQW9l2TQnyjawPijaODqhZJwJXNVDaY-YpyWB1Y6Mzl88bcwOL_F/s72-c/PRIS%25C3%2583O-VIRTUAl.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5280560297841153468</guid><pubDate>Wed, 04 Oct 2017 01:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-10-03T22:41:30.364-03:00</atom:updated><title>Tá, o assunto já deu, mas...</title><description>O assunto &quot;cura gay&quot; ainda dá leitura. Esta semana o portal UOL, o maior defensor da ideologia de gênero, e muitos outros meios repercutiram a negativa do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho ao recurso impetrado pelo CFP para manter a Resolução 1/1999 intacta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mesmo UOL achou razão, mais sugerida que real, na suposta preterição do juiz em escolha para o cargo de Desembargador por causa de sua decisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, como em muitas questões polêmicas, as versões ganham status de verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produzi mais um texto que tenta lançar alguma luz no imbróglio. Você pode ler no site da Revista Ultimato &lt;a href=&quot;http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/cura-gay-uma-perspectiva-de-um-cristao-que-e-psicologo&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/10/ta-o-assunto-ja-deu-mas.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1676856533208351986</guid><pubDate>Wed, 20 Sep 2017 01:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-09-19T22:58:14.553-03:00</atom:updated><title>Cura Gay. Onde está a verdade?</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKMisaDlSIM2RhcFolPa7V1GSIM8xLKpgOgyrkeO9thrbeVhkTILx5x1lbwGjXCs4ZYzsCkTmkyZvgUbY41WBsTMyH9auegtYZZ61o98MnRNY6Oc8wJgYXt1faOidDH2Rb4K8oOUCy4Msk/s1600/ilusao-otica3.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;433&quot; data-original-width=&quot;650&quot; height=&quot;212&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKMisaDlSIM2RhcFolPa7V1GSIM8xLKpgOgyrkeO9thrbeVhkTILx5x1lbwGjXCs4ZYzsCkTmkyZvgUbY41WBsTMyH9auegtYZZ61o98MnRNY6Oc8wJgYXt1faOidDH2Rb4K8oOUCy4Msk/s320/ilusao-otica3.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Inacreditável! A recente
controvérsia que tomou conta do noticiário é, literalmente, de abismar. A
dimensão que a coisa tomou é desproporcional ao seu conteúdo. Exceção ao CFP
que sabe exatamente o engano que produziu para dar suporte a uma ideologia de
gênero do qual é supremo defensor, os demais, imprensa, militantes gays e
simpatizantes, não tem a menor ideia do que estão falando. Apenas repetem seu
repúdio que nem papagaios e por meio de jargões, entre eles o termo
maldosamente cunhado: “cura gay”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Neste espaço já postei
vários textos que debatem, creio eu, sem o fanatismo dos militantes ideológicos
de ambos os lados. Duas vezes defendi a Rosângela Justino (vejam &lt;a href=&quot;http://eudesalencar.blogspot.com.br/2009/07/salem-e-aqui.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; e
&lt;a href=&quot;http://eudesalencar.blogspot.com.br/2009/08/o-caso-rosangela-justino-uma-analise.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;)
que volta novamente aos holofotes. Não porque concorde com suas ideias no todo,
mas por que nos dois momentos percebi uma clara postura persecutória tanto do
CRP do Rio de Janeiro, como do CFP, incluindo uma arapuca que lhe armou uma
repórter da Folha de São Paulo. Assim também me posicionei em favor do Silas
Malafaia (veja &lt;a href=&quot;http://eudesalencar.blogspot.com.br/2013/02/nao-cassacao-do-registro-de-psicologo_26.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;),
ainda que dele discorde em muito mais coisas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Em outras duas
oportunidades (&lt;a href=&quot;http://eudesalencar.blogspot.com.br/2012/03/psicologia-religiao-e-homossexualidade.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;
e &lt;a href=&quot;http://eudesalencar.blogspot.com.br/2012/07/cura-gay-ou-pdc-n-2342011.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;)
discuti neste Blog a famigerada Resolução CFP 1/1999 que determina aos
psicólogos a proibição de atender gays, e de jeito nenhum que este atendimento
se trate de uma suposta cura de sua condição. Naturalmente, um psicólogo que
defenda a Resolução e até trabalhe para que os que estiverem em dúvida se
assumam ou saiam do armário, estes receberão aplauso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Um esclarecimento. Do
mesmo modo que até hoje não se tem uma causa única da condição gay que é multifatorial
– elas passam da genética à cultura e construções psicoafetivas –, tampouco
existe uma cura médica ou psicológica. A inclinação homoafetiva não é, em si, uma
doença psiquiátrica. Todo psicólogo minimamente instruído deveria sabê-lo. Portanto,
a ideia de reversão parece absurda por qualquer ângulo que se analise. Seja
para negá-la ou afirmá-la. E a razão se deve à enorme complexidade envolvida nesta
manifestação da sexualidade humana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Um psicólogo que venda a
reversão ou cura, nestes modos, pratica mal a psicologia. Mas um psicólogo
pode, sim, atender um gay, suposto ou assumido, em dúvida ou definido que, nesta
condição e por causa dela, sofra psicologicamente. Onde está a teoria
científica, a norma ética, que obriga o psicólogo a agir apenas em favor da
pessoa se assumir gay? Então se deve subverter uma das mais caras posturas
deste profissional que é ajudar, caminhar junto, prover suporte sem julgamento
ou direcionamento de qualquer natureza quando se tratar de levar alguém a
assumir ser gay? Um gay está reduzido apenas à sua sexualidade ou é um sujeito
marcado pelas experiências familiares, sociais, culturais e religiosas? Ele
pode escolher outra coisa ou, fatalmente, só pode ser gay?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Demonstrei numa análise
do próprio texto da Resolução que ela é falha (ver os textos indicados),
ambígua e atenta contra a liberdade do exercício profissional do psicólogo e da
pessoa que busca ajuda, por ser generalista, limitante e não discriminar as
inúmeras situações que podem ocorrer num consultório. A coisa, a levar ao pé da
letra o que determina a pobre Resolução, fede a puro autoritarismo e atenta
contra os princípios da própria psicologia. Será que todas as pessoas que
procuram um psicólogo são doentes, padecem de algum transtorno mental? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Agora o tema explodiu
num misto de escarcéu e deboche de muitos gays famosos com ampla cobertura – e
põe ampla nisso – da imprensa. Na internet, então, o tema já entrou para os
trends topics. Pessoas famosas têm emprestado sua cara e tirado uma casquinha
do furdunço: artistas diversos e o médico Dráuzio Varella. Mais do que nunca
vivemos um tempo de protagonismos e quando mais se defende a agenda-setting,
mais “likes” se ganha. Não importa se o defensor entende ou não o que está
falando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Do sentimento de ultraje
da militância gay e simpatizantes de outros momentos, agora a postura é de
desabrida condenação, de ridicularizar e o sarcasmo contra a mais singela
discordância de seus pontos de vista. Ninguém quer sequer entender o que disse
o juiz que, como qualquer pessoa sensata, percebeu as possibilidades nefastas
que a Resolução do CFP cria e efetivamente está acontecendo. Qualquer posição divergente
a ela recebe de seus defensores a condenação e a marginalização para seus
contrários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;O que ocorreu, afinal? Um
juiz federal em Brasília – Waldemar Claudio de Carvalho –, provocado por um
grupo de psicólogos, determinou que estes poderiam, em certas condições,
atender gays para supostos tratamentos de reversão de suas inclinações
homoeróticas. Bom, façamos um ligeiro reparo nesta frase que na liminar está
assim: “&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;Sendo
assim, defiro, em parte, a liminar requerida para, sem suspender os efeitos da
Resolução nº 001/1999, determinar ao Conselho Federal de Psicologia que não a
interprete de modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento
profissional, de forma reservada, &lt;u&gt;pertinente à (re) orientação sexual,&lt;/u&gt;
garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem
qualquer censura ou necessidade de licença prévia por parte do C.F.P., em razão
do disposto no art. 5º. inciso IX, da Constituição de 1988”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Percebam a frase sublinhada. Este é o nó
da questão. Definitivamente pede muitas linhas explicativas que num despacho é
impossível de analisar. Baseados nela, podemos discutir sobre a liberdade tanto
do profissional que atende como do cliente que o procura. Poderíamos debater
sobre o que é realmente esta reorientação sexual. Será que se disse ali, como
cinicamente CFP e imprensa estão espalhando, que reorientar – concordando ou
não com o termo – é o mesmo que igualar ser gay a ser doente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Ainda naquela pequena frase. Pode-se
questionar se existem graus de gaysismo e até quando uma pessoa reverte ou não?
E ainda. Será que todas as pessoas que percebem a inclinação homoafetiva já vêm
completamente resolvidas? O juiz determina que se cacem gays nas ruas e os
obriguem a mudar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Um psicólogo é o profissional do
acolhimento. Da compreensão da dor da alma das pessoas. Deve exercitar a
compaixão e a empatia sempre. As regras no Código de Ética Profissional são
mais que suficientes para orientar a prática psicológica e punir aqueles que
dela se desviem, e isso sempre que desrespeite a profissão e/ou seu cliente
seja do jeito que for.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Já a Resoluçãozinha, que o CFP se recusa a
discutir, é um libelo de declaração política. Ela se imiscui na intimidade dos
consultórios e violenta a prática psicológica para determinar às pessoas,
profissionais e clientes, sua ideologia, nada mais, nada menos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif; font-size: 12pt;&quot;&gt;Os
gays brasileiros, ricos e pobres, famosos ou anônimos, merecem respeito porque
são pessoas, tem a dignidade intrínseca de todo ser humano e essa razão é mais que
suficiente para que assim sejam tratados: nenhuma discriminação, nenhuma
violência, nenhuma intolerância, nenhum desrespeito. Mas isso também vale para
aqueles que deles discordam e de seu modo de vida – afinal não se trata apenas
de como fazem sexo –, ou seja pelo que for, desde que, sempre, se mantenham
dentro dos limites do amor ao próximo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/09/cura-gay-onde-esta-verdade.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKMisaDlSIM2RhcFolPa7V1GSIM8xLKpgOgyrkeO9thrbeVhkTILx5x1lbwGjXCs4ZYzsCkTmkyZvgUbY41WBsTMyH9auegtYZZ61o98MnRNY6Oc8wJgYXt1faOidDH2Rb4K8oOUCy4Msk/s72-c/ilusao-otica3.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4489277531874169855</guid><pubDate>Thu, 31 Aug 2017 23:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-08-31T20:13:31.232-03:00</atom:updated><title>Ninguém me deve nada</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_3fGCpC3C9CEfz3WNdU1o0zAORy69GeZMZtjcGjbplAdRHJh8241b0eURdl4f3tTPtHWO9Ukm477tIAVVzITj8A3SHaHx9Oe-jOkofHTn0RbCgu7an9D-TZhGmUkikXLkzc2i8n6S-wol/s1600/perls.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;746&quot; data-original-width=&quot;564&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_3fGCpC3C9CEfz3WNdU1o0zAORy69GeZMZtjcGjbplAdRHJh8241b0eURdl4f3tTPtHWO9Ukm477tIAVVzITj8A3SHaHx9Oe-jOkofHTn0RbCgu7an9D-TZhGmUkikXLkzc2i8n6S-wol/s400/perls.jpg&quot; width=&quot;301&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Tem gente que
pensa que o mundo lhe deve algo. Grande parte dos que assim pensam e agem, nem
sabem discriminar o que seria esta dívida. Outros a definem de muitos modos. Pode
ser por meio de atos de empáfia, arrogância ou uma vaga certeza de alguma
superioridade moral, econômica ou outra coisa qualquer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;De fato,
subjaz a estes comportamentos uma brutal insegurança. A percepção de que os
outros lhe são devedores é uma compensação para sua própria autoestima
desgastada. Faltou-lhes a aprovação necessária em algum momento da vida e
então, cobram a fatura do resto do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;O mundo falhou
com eles, pois que paguem. Em todos os perfis psicológicos das pessoas que
infligem maldades aos outros, passando por ditadores sanguinários, parceiros ou
parceiras afetivos abusivos, pais ou mães que alienam filhos emocionalmente,
sociopatas assassinos, há traços de sentimento de inferioridade, ódio e
distanciamento afetivo dos outros. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Há quem diga
que Hitler sempre foi medíocre em tudo. Mas com uma vontade de ferro e crenças
adoecidas sobre o mundo e as pessoas. As muitas rejeições, por sua
mediocridade, alimentaram sua loucura e deu no que deu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Estes eternos
credores de todos guiam suas relações pelo débito-crédito. Tem memória de
avaros emocionais. Eles só fazem algo por você, quando fazem, se você fez algo
por eles. E fazem isso com filhos, esposos/esposas e amigos. Ninguém escapa de
sua contabilidade. Criticados, respondem com lero-leros inexplicáveis, que são
mais eles, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;A razão de se
sentir credor dos outros pode ser religiosa. Esta razão, por si, é muito
perigosa por que vem empacotada num sentimento de preciosismo, de se sentir
escolhido ou bafejado pela divindade. Na miséria pessoal humana já é um perigo,
imagine com uma certeza louca de ser um escolhido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Por minha vez
digo: ninguém me deve nada. Porque dever nas relações humanas, excetuando-se as
questões comerciais, somos nós que, por sensível consciência, entendemos que
devemos e ninguém nos deve. É um tipo de escolha. Se preferirem, um estilo de
vida. Uma compreensão ampliada de todas as relações que estabelecemos agora ou
no futuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Preciso
reavivar sempre em mim que as pessoas não estão à minha disposição para atender
meus desejos e caprichos. Que devo urbanidade àqueles com quem encontro, mesmo
quem não conheço. Que devo pedir em vez de mandar. Que devo, sempre, usar as
palavras mágicas: por favor, com licença, obrigado, desculpe... independente de
meu interlocutor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Verdana, sans-serif;&quot;&gt;Devo o
respeito à dignidade intrínseca que todo indivíduo tem, mesmo aqueles que, por
razões absurdas em mim ou nas circunstâncias, eu não goste ou simpatize. Devo a
compaixão aos caídos e solidariedade aos que sofrem, só porque agora é a vez
deles, um dia será a minha. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;


















&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;“Sou devedor tanto a gregos
como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;background: white; font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Romanos 1:14&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/08/ninguem-me-deve-nada.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj_3fGCpC3C9CEfz3WNdU1o0zAORy69GeZMZtjcGjbplAdRHJh8241b0eURdl4f3tTPtHWO9Ukm477tIAVVzITj8A3SHaHx9Oe-jOkofHTn0RbCgu7an9D-TZhGmUkikXLkzc2i8n6S-wol/s72-c/perls.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-8386963284492918010</guid><pubDate>Wed, 30 Aug 2017 15:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-08-30T15:21:02.251-03:00</atom:updated><title>De volta ao wc mistão da PUC</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvMPnTOBnhOtqNfcSQnmCXxvjQTqBZx8EpHpeMFZzHsHepbAMLFLWtGjaPk76HsLnOqSC5ocs4bHnhEoFJBOtd4gGA_kiHyftTRqQUEqwkxL7PTJaGc4Tv-9jf5XxN8eVCKKCmSBSKEFGv/s1600/unissext.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;383&quot; data-original-width=&quot;620&quot; height=&quot;197&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvMPnTOBnhOtqNfcSQnmCXxvjQTqBZx8EpHpeMFZzHsHepbAMLFLWtGjaPk76HsLnOqSC5ocs4bHnhEoFJBOtd4gGA_kiHyftTRqQUEqwkxL7PTJaGc4Tv-9jf5XxN8eVCKKCmSBSKEFGv/s320/unissext.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Ontem (29/08),
o Jornal Nacional retomou o tema do wc unissex da PUC de São Paulo. Reportagem
mais direta e enxuta, mas agora de dentro do banheiro. Homens e mulheres
entrando e saindo das cabines. Algumas imagens mostraram homens e mulheres
conversando, enquanto se arrumavam na frente do espelho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Entrevistados,
todos a favor, elogiavam a iniciativa. Houve quem celebrasse este grande avanço
e em todas as falas havia uma insinuação de superação destas coisas antigas e
ultrapassadas de se ver as pessoas separadas por gênero. Aliás, não falta quem
diga em alto e bom som que isso é pura construção cultural e outros, feministas
e gente de esquerda, acrescentam: resultado de uma sociedade patriarcal. Esta
palavra, patriarcal, virou palavrão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Aos fatos. O
movimento feminista impôs uma agenda e uma forma hegemônica de se discutir as
questões relativas aos gêneros. Como toda ideologia que se abriga no grande
arco da esquerda, tudo que discorda de sua forma de pensar, é arcaico, atrasado
e trabalha contra a evolução para uma sociedade igualitária, progressista,
moderna e livre. Todos quatros adjetivos foram conspurcados e usurpados no
contexto das ideias de esquerda e feminista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O personagem
Zeca Bordoada, do inesquecível Guilherme Karan, seria patrulhado e a Globo,
imagino, jamais o colocaria no ar hoje. Esta é outra característica de todo
fanático, seja de onde for, eles não tem senso de humor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Qual o
resultado desta sanha por igualdade de gêneros? Homens fracos. Sem virilidade.
Afeminados. Aqui no sentido de ganharem características comportamentais e de
pensamento feminino. Homens cuja porção mulher, como diria Gil, se tornou a
parte total de ser homem. No final do discurso por igualdade entre gêneros não
haverá homens, mas mulheres de barba. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Borrar a
fronteira entre homens e mulheres é um desserviço à pluralidade, à diversidade
de formas de ver e trabalhar o mundo. Essa é outra característica da esquerda.
Começa defendendo a igualdade que se torna um monstro nivelador que desconhece,
em suas experiências mais radicais, qualquer individualidade. Neste caso aqui,
subverte mesmo a biologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Sim, o
discurso da esquerda e feminista é esquizofrênico. Não tem compromisso com a
coerência. Vendem liberdade e igualdade, então aprisionam seu fieis numa camisa
de força onde toda escolha acaba. As feministas heteros querem um homem, mas
não o produto de seu próprio discurso, porque eles são elas mesmas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Passeatas
feministas em favor do aborto e outros temas no Brasil, em plena Av. Nossa
Senhora de Copacabana, a maioria dos participantes pessoas jovens. No
aglomerado, um monte de homens: pintados com slogans e grande parte deles com
acessórios femininos, inclusive sutiãs. Quais cãezinhos amestrados repetiam as
palavras de ordem que suas namoradinhas moderninhas mandavam.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O terrível
episódio, no Natal de 2016 em que várias mulheres foram estupradas em Berlim
por refugiados – africanos, árabes e islamitas –, causou grande repercussão
social e política. Uma passeata em seguida defendia a liberdade das mulheres e
pedia proteção. Muitos homens se juntaram à passeata... vestindo saias ou
lenços na cabeça!!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 6pt 0cm; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Uma jornalista
dinamarquesa&lt;span style=&quot;line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background: #F9F9F9; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Helvetica; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;Iben Thranholm, gritou que os homens europeus em vez de
defender suas mulheres, digo eu, dão gritinhos com palavras de ordem. A fala da
jornalista, de fato, dizia que décadas de feminismo tornou o homem europeu um
ser afeminado, deixando de lado virtudes tradicionais como virilidade, honra,
coragem, coisas úteis para proteger suas mulheres e sua cultura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;margin: 6pt 0cm; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: #F9F9F9; line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Helvetica; mso-bidi-font-size: 12.0pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Numa
entrevista, ela teve que explicar sua fala ousada para outra jornalista que a
tratou com verdadeiro horror e desprezo. Nestes países nórdicos, imagine, há
acampamentos para homens aprenderem a ser... homens. Como? Fazendo coisas de
homens e onde possam exercitar um pouco de sua testosterona. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;background: rgb(249, 249, 249); font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O
banheiro mistão da PUC é uma coisa ridícula. Elevado à categoria de símbolo do
progresso e modernidade do Brasil, não acrescenta nada a ninguém. Se todos os
banheiros da PUC forem unissex, o país ainda será atrasado, pobre e primitivo. Exceto
para os puquianos que vivem sua própria realidade. Pois que se divirtam mijando
e cagando juntos e veremos onde chegaremos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/08/de-volta-ao-wc-mistao-da-puc.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvMPnTOBnhOtqNfcSQnmCXxvjQTqBZx8EpHpeMFZzHsHepbAMLFLWtGjaPk76HsLnOqSC5ocs4bHnhEoFJBOtd4gGA_kiHyftTRqQUEqwkxL7PTJaGc4Tv-9jf5XxN8eVCKKCmSBSKEFGv/s72-c/unissext.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7932398600893028860</guid><pubDate>Sat, 19 Aug 2017 01:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-08-18T22:57:40.486-03:00</atom:updated><title>O banheiro unissex ou o WC mistão revolucionário</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheoBAtF3EmIwDidu_I_beQVNXLQYeuxOAxzWXekCwVjXRHv0G1b4eZWpcyjsdn21ElTGiJYo0b06JTx_D2eEpiXP0VXfEsDYn6YPX3ghcSqaWtOhRk7L1AWkvsCZB-8JBLCPjfMhKkp6Z4/s1600/IMAG0018.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;200&quot; data-original-width=&quot;350&quot; height=&quot;182&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheoBAtF3EmIwDidu_I_beQVNXLQYeuxOAxzWXekCwVjXRHv0G1b4eZWpcyjsdn21ElTGiJYo0b06JTx_D2eEpiXP0VXfEsDYn6YPX3ghcSqaWtOhRk7L1AWkvsCZB-8JBLCPjfMhKkp6Z4/s320/IMAG0018.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;background: white; font-style: normal;&quot;&gt;Leilane Neubarth&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&amp;nbsp;é uma das grandes apresentadoras de telejornais
no Brasil. Trabalha como âncora da edição das 18, na Globo News. Nesta
sexta-feira, constrangida, não era para menos, apresentou uma notícia em que um
sujeito atacou uma idosa de 83 anos para roubá-la. Uma câmera captou toda a
violência e ela alertou aos espectadores sobre as cenas fortes que seriam
mostradas. O mal-estar da apresentadora era visível. As cenas que em dado
momento são congeladas, faziam jus ao desconforto da jornalista e ao de quem certamente,
como eu, viu as imagens chocantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Então, em seguida, ela
começa dizendo: agora vamos para uma notícia, (hesitou em busca de palavras) eu
diria assim, moderna, nova e boa. Às vezes a gente consegue ver que o país está
andando pra frente. Corta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Não pensei nada em
especial, mas aguardei o anúncio de uma tecnologia inovadora, uma medida do
governo que facilitasse um pouco a vida das pessoas, sei lá, haveria muitas
possibilidades. Mas a notícia extraordinária que, segundo a apresentadora “mostra
que o país está andando pra frente” era, pasmem, um banheiro unissex instalado
de forma revolucionária, incrível, pioneira, inédita nas dependências de uma
faculdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A unidade da PUC em
Perdizes, São Paulo, depois de uma reforma estrutural no prédio, uma comissão
teve a ideia genial de criar este espaço democrático para o xixi e cocô. &amp;nbsp;A repórter que foi cobrir o banheiro diz
pateticamente: estou em frente ao banheiro e a única diferença que tem é a
mulher e homem... E lamenta: de 35 banheiros que tem na PUC só um é unissex. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;De fato, os dois símbolos
era de um homem e de uma mulher o que me deixou boquiaberto que não tenham inventado
um símbolo igualmente dúbio, afinal estaria mais apropriado para este espaço
misto. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Entra a reitora. A mulher é
pura satisfação. Regozija-se ante tamanho feito de sua gerência
pedagógico-administrativa. Ou era satisfação por estar na Globo? Olha que uma
reitora se prestar para dar entrevista sobre um banheiro unissex é de lascar!! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A repórter pergunta como
surgiu a ideia. A reitora diz que é uma ideia que “corre o mundo” (Uau!!). Tem
nos EUA, na Europa... Talvez seja a isso que a Leilane se referia de um país
que “anda pra frente”. O banheiro unissex da PUC nos empurra em direção ao
moderno e novo dos países do primeiro mundo! Putz!!! E esse tempo todo a gente
sem saber que era tão simples. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Câmera na reitora. Blá,
blá, blá, então resolvemos que deveria ter um banheiro que homens e mulheres
pudessem usá-lo indistintamente e todos que se sentissem à vontade para usar este
banheiro que não discrimina as pessoas pelo sexo de nascimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A imbecilidade humana não
tem limite. Então os banheirinhos todos, coitados, que separam os pintos das
perseguidas, prática que a civilidade criou para conforto e higiene adequada de
ambos sexos, são uns discriminadores das pessoas pelo seu sexo de nascença? Eu
morreria e não saberia que estes insuspeitos ambientes para alívio das
necessidades fisiológicas são contumazes discriminadores. Ainda bem que a
reitora nos consolou, nós os outros que gostamos de ir ao banheiro cada qual em
seu quadrado, na PUC de Perdizes as pessoas poderiam usar os outros banheiros
separados por sexo. Ufa, que alívio. Sem trocadilho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A repórter indaga sobre uma
suposta polêmica nas redes sociais. A reitora diz que na universidade a notícia
do banheiro foi recebida como muita naturalidade. Claro, é um lugar moderno! Aí
ela cita uma quantidade enorme de gente que apoiou o banheiro mistão e quem não
gostou não era da comunidade universitária. Ah, bom! E você aí que não entendia
porque é que o Brasil não dá certo, né?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/08/o-banheiro-unissex-ou-o-wc-mistao.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheoBAtF3EmIwDidu_I_beQVNXLQYeuxOAxzWXekCwVjXRHv0G1b4eZWpcyjsdn21ElTGiJYo0b06JTx_D2eEpiXP0VXfEsDYn6YPX3ghcSqaWtOhRk7L1AWkvsCZB-8JBLCPjfMhKkp6Z4/s72-c/IMAG0018.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-711206717659356464</guid><pubDate>Sat, 29 Jul 2017 14:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-07-29T11:10:25.690-03:00</atom:updated><title>O princípio da insignificância</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjED466QvNm_hBS9y0bfzUe3NGWem3B97LqRs_leZZX7Bht0mltYuq41nTCX3mVHG9bwFs59nDiZzm_Y9AYSaoT-Cak6kUsZDXV0X6gvNFZdbBoRfVFYZ8mJcEMJJIWtoLBz4AHTIRgDgDa/s1600/furto2_min_baddb-5216963.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;330&quot; data-original-width=&quot;605&quot; height=&quot;174&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjED466QvNm_hBS9y0bfzUe3NGWem3B97LqRs_leZZX7Bht0mltYuq41nTCX3mVHG9bwFs59nDiZzm_Y9AYSaoT-Cak6kUsZDXV0X6gvNFZdbBoRfVFYZ8mJcEMJJIWtoLBz4AHTIRgDgDa/s320/furto2_min_baddb-5216963.jpg&quot; width=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;É mais uma das milhares de histórias fakes que enchem a
internet diariamente e a agora, o whatsapp. O título da notícia “perdeu
playboy, tá liberado para o roubo de celulares” causou grande celeuma e
revolta, eu incluído.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Decisão do STF, que adora legislar ante a anomia do
legislativo-bandido, determinaria doravante que roubos de celulares no valor de
até R$500 não daria cadeia, ainda que o meliante fosse pego em flagrante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O UOL (28/07/2017) resolveu investigar o que tinha de
verdade nesta escandalosa notícia. Bem, a coisa não era assim. Então, que
aconteceu? Um caso de furto se arrastava pelos meandros do judiciário. Um sujeito
furtara um celular que teria custado “apenas” R$90 e fora absolvido pelo
Tribunal de Minas Gerais baseado num tal “princípio da insignificância”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Uma explicação de minha professora advogada particular
define que o princípio aludido deve ser empregado nas seguintes circunstâncias:
ausência de periculosidade; mínima ofensividade da conduta; reduzido grau de
reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica. Talvez você não entenda estes
termos, mas tem que ver com baixo valor do objeto furtado, nenhum dano físico à
pessoa furtada (e o dano psicológico???) e para a lei não representar gravidade
na conduta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Voltando. Depois de idas e vindas, condenações e
liberações do ladrão, o caso chegou, absurdamente, ao STF!!! Entra em cena o
Ricardo Lewandovski, aquele que se o Joaquim Barbosa não tivesse peitado, não
haveria uma miserável condenação no Mensalão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Pois esse ministro decidiu: “Ante a inexpressiva ofensa
ao bem jurídico protegido e a desproporcionalidade da aplicação da lei penal ao
caso concreto, deve ser reconhecida a tipicidade da conduta. Possibilidade da
aplicação do princípio da insignificância.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;Trocando em miúdos. O Ministro liberou o bandido
acobertado pelo famigerado princípio. O grande detalhe desta história é que, vá
lá, e evocação do princípio deve ser para beneficiar um ladrão réu primário. N&lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;EN-US&quot; style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;ÃO se aplicava ao
trambiqueiro em questão&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;, posto que era praticante profissional de
furto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A pergunta, neste caso, é: o valor de R$90 é
insignificante para quem? Um trabalhador que ganha um salário mínimo seria
tungado em 10% de seu salário, o que certamente faria muita falta caso ele
tivesse que comprar outro aparelho. Evidente que para um sujeito como o Lewandovski
este valor é, sim, insignificante. Mas suponhamos que o furtado não fosse
pobre, o que certamente leva à questão de que, possivelmente, não teria um celular
de R$90. Mas que fosse. E o dano psicológico? Ou alguém ignora que o brasileiro
urbano vive permanentemente num nível de estado de alerta altíssimo, o que leva
ao estrese e ansiedade com a (in)segurança pública?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Será que o tal ministro já foi furtado ou roubado? Como
se sentiu? A sensação de impotência, o medo, o desamparo, a condição comportamental
de tensão ao andar na rua, será que já sentiu? Duvido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Outra questão importante. A mensagem que uma decisão
dessa passa é que o crime, sim, compensa. Bem, todos sabemos, mesmo com a Lava
Jato, o crime compensa no Brasil. Os dedos-duros, às dezenas, roubaram tanto
que, mesmo devolvendo milhões, terão ainda dinheiro para duas ou três vidas
nababescas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt; text-justify: inter-ideograph;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Do ladrão de galinhas ao mega ladrão tipo Sérgio
Cabral e a gang do PT, verão nessa decisão infeliz uma mensagem: roubemos que a
gente vai se dar bem. Ao cidadão comum que trabalha duro, acorda cedo, sustenta
a família, paga impostos escorchantes, suporta a inflação, sofre com o
desemprego, a falta de saúde e educação, anda em ruas esburacadas e às escuras,
é roubado e furtado pelos ladrões profissionais, quando não agredido ou morto,
a este cidadão a mensagem é: vocês são um bando de idiotas!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/07/o-principio-da-insignificancia.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjED466QvNm_hBS9y0bfzUe3NGWem3B97LqRs_leZZX7Bht0mltYuq41nTCX3mVHG9bwFs59nDiZzm_Y9AYSaoT-Cak6kUsZDXV0X6gvNFZdbBoRfVFYZ8mJcEMJJIWtoLBz4AHTIRgDgDa/s72-c/furto2_min_baddb-5216963.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1557152800368522484</guid><pubDate>Fri, 14 Jul 2017 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-07-14T13:58:03.860-03:00</atom:updated><title>Cativar  e se tornar responsável... tô fora!</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuadq8ZY25G2mS-4PdrcPnhnnenGwItjZQ6JycJ-cGSRb4cb5WKJvERRent2q1lzg71f4xRLjKCmovjM-9BluPbhheRJ-WRXY6Zr3FLoxP5mkSF4bosgbFbf9gazlXhz_NM0rehCwtjC4j/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;181&quot; data-original-width=&quot;279&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuadq8ZY25G2mS-4PdrcPnhnnenGwItjZQ6JycJ-cGSRb4cb5WKJvERRent2q1lzg71f4xRLjKCmovjM-9BluPbhheRJ-WRXY6Zr3FLoxP5mkSF4bosgbFbf9gazlXhz_NM0rehCwtjC4j/s1600/images.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O pequeno príncipe de
Antoine de Saint-Exupéry é uma das obras mais traduzidas do mundo – mais de 250
traduções. Até o ano passado havia vendido um número superior a 140 milhões de
exemplares. Um feito grandioso para um livro que ao longo de seus setenta e
quatro anos tem fascinado muitas gerações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Algumas de suas frases
têm sido repetidas e citadas um sem número de vezes nas mais diversas
situações. Uma delas tornou-se um clássico: &lt;b&gt;“Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas”&lt;/b&gt;. A fala é dita pela raposa. Ela explica que
cativar é fazer com alguém se torne distinto e especial para nós. Cativar,
segundo a raposa, é tornar alguém especial para si e ser o mesmo para o outro. O
aforismo fecha diálogo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A frase me veio à mente
quase que automaticamente. Não recordo o que me fez relembrá-la. Algo deu um
estalo em mim. Um incômodo. Como se ao ouvir uma música conhecida percebesse
uma nota dissonante, ouvisse o cantor desafinar. O que seria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Aviso, não sou do
contra. A frase tem seu valor, mas... a responsabilidade que evoca está bem
para além do razoável. Confesso que tentei salvar a frase para mim mesmo. Mas
os senões se multiplicavam em minha cabeça. Ser responsável é se importar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A maioria das pessoas
entende o “aquilo” como outra pessoa, afinal uma cadeira ou um planetinha não
pode ser cativado, o contexto do diálogo reforça a ideia. Então, ao cativar,
encantar, seduzir, maravilhar alguém – não encantá-la no sentido de enfeitiçar
–, você se torna responsável por mantê-la com a mesma opinião sobre você?
Lembrando Raul. E se eu quiser dizer (ou fazer) o oposto do que eu disse (ou
fiz) antes? Estarei amarrado à responsabilidade de conservar o outro ainda
encantado comigo? Isso não cheira a uma armadilha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A palavra
“eternamente”, percebi, me dá urticária. Sim, eu dou o desconto da licença
poética, mas continuo achando-a muito pesada para criaturas datadas e cheias de
finitude como nós. O que quer dizer “responsável” na frase? Parece não haver
saída que não admitir seu significado direto: alguém que é capaz de responder
por seus próprios atos ou pelas ações de outras pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Responder por si, mesmo
quando se quer desdizer o que se disse antes, é um belo desafio e um símbolo de
autonomia e certa liberdade íntima. Ser responsável pelo o que os outros fazem,
nem com procuração! É um peso grande demais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Talvez Exupéry quisesse
dizer que quando cativamos alguém, irmanamo-nos com ela. Essa quase
identificação sugere mais uma responsabilidade nossa que do cativado. Ou queria
dizer que devemos ser responsáveis por aquilo que fazemos e dizemos, pois cada um
teria o poder de influenciar os outros. Imagine usar este poder para cativar
pessoas e levá-las para o mau caminho. Por que elas iriam? Por que são
criaturas de mentes simples e sem referencial. Talvez carentes como a raposa
que está cansada da vida monótona que leva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Helvetica;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Haveria diferença entre
cativar de propósito, donde a palavra seduzir estaria mais adequada, e cativar
pelo jeito de ser, pelo carisma pessoal? O primeiro pode conduzir a um tipo de
dominação, carrega uma intencionalidade nem sempre honesta. O segundo seria
espontâneo, pois o cativado foi atraído porque nele mesmo já estaria a
identificação com quem o cativou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background-color: white; font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Você pode aceitar a frase sem prensar em suas sutis
implicações, seus pedidos de explicação ou repensá-la assim: Sou responsável
por aqueles que cativo, mas sou livre e os deixo livres para partir e buscarem
outros encantos onde desejarem e não tenho obrigação de satisfazê-los em suas
expectativas sobre mim. Sei, perdeu a poesia, encardiu-se de realidade,
diminuiu o efeito encantador, talvez porque em plena guerra, Exupéry quisesse
apenas que seus leitores sonhassem um pouco, a realidade era cruel demais para
aguentar. Talvez ainda seja.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/07/cativar-e-se-tornar-responsavel-to-fora.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiuadq8ZY25G2mS-4PdrcPnhnnenGwItjZQ6JycJ-cGSRb4cb5WKJvERRent2q1lzg71f4xRLjKCmovjM-9BluPbhheRJ-WRXY6Zr3FLoxP5mkSF4bosgbFbf9gazlXhz_NM0rehCwtjC4j/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1329951723586661762</guid><pubDate>Wed, 12 Jul 2017 11:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-07-12T08:57:25.368-03:00</atom:updated><title>&quot;No&quot; ofenda a ninguém</title><description>&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;iframe allowfullscreen=&#39;allowfullscreen&#39; webkitallowfullscreen=&#39;webkitallowfullscreen&#39; mozallowfullscreen=&#39;mozallowfullscreen&#39; width=&#39;320&#39; height=&#39;266&#39; src=&#39;https://www.blogger.com/video.g?token=AD6v5dx6Zl0qCEgGF6OsNniRHGthrnyZmhPAoCrnCRRBWFLCe0p3h6qwBwgOsmFx_T49HdyB8lD1_F9VA_0Ip3zngw&#39; class=&#39;b-hbp-video b-uploaded&#39; frameborder=&#39;0&#39;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;“No ofenda a
ninguém” Ignoro se a frase era uma tradução ruim do espanhol ou se foi um erro
que os danados destes corretores costumam fazer nos pregando peças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Era um
videozinho destes que se distribui pelo whatsapp e – você pode ver aqui nesta
postagem –, convenhamos, enchem a paciência com suas mensagens açucaradas de
autoajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Acontece que
este tinha um quê de recomendações pseudofilosóficas e subpsicológicas com as
quais a maioria das pessoas concorda sem pensar. O vídeo contém aquele tipo de
afirmação que se pretende um tipo de verdade autoexplicativa. Discordar do que
diz é caminhar sob os cenhos franzidos de reprovação das pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Mas vamos lá!
O “no ofenda a ninguém” está ok, mas isto é o título. O problema está na frase que
explica porque “no” se deve ofender o próximo. Neste primeiro, a razão dada é
porque há pessoas que não podem falar e não podem se defender. Como? Não “falo”
Libras, mas sei que se pode falar e muito, inclusive xingar, por suposto, se
defender. Não se deve ofender, porque devemos respeitar quem quer que seja.
Ponto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;O segundo
quadro não melhora. “não reclame do gosto da comida”. A razão? Algumas pessoas
não tem nada para comer. Como assim? A comida tá um grude, coma? A comida
queimou, coma? No máximo não reclamo por constrangimento, a famosa vergonha
alheia, só! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Adiante. “não
reclame de seu companheiro” e conclui de forma fantástica: alguém enterrou seu
companheiro ontem. É o cúmulo! Milhões enterraram alguém seu ontem, hoje e vão
enterrar amanhã. O que isso tem a ver com reclamar de um preguiçoso,
irresponsável e desleal...?&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;A bobagem
segue. “não reclame de sua casa: algumas pessoas não têm onde dormir.” Outra
vez milhões estão nesta condição. É uma tragédia, sem dúvida, mas não tem
relação com reclamar da goteira ou meramente desejar uma casa maior porque a
sua está pequena para suas necessidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Agora uma
punhalada na lógica. “não reclame de seus filhos: algumas pessoas nunca poderão
ser pais.” Pois que adotem! Não discipline seu filho, não dê a ele regras e
normas de educação com peninha porque ao fazê-lo, se lembrará que existe um
monte por aí que não tem filhos. Eles continuarão sem filhos e você, com sorte,
com um mandrião dependente; com azar, com um bandido para visitar no presídio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Esta é para
você, aposto. “Não reclame de seu trabalho: algumas pessoas lutam para
encontrar um.” Este é o cúmulo da idiotice. Acorda! No Brasil são doze milhões
de desempregados. Ter um pouco de ambição e desejar crescer profissionalmente
não fere a condição catastrófica do desempregado. Trabalhe com
responsabilidade, mas reclame se lhe exploram, se lhe assediam moral ou
sexualmente, se lhe dão condições desastrosas para cumprir suas tarefas. Que
coisa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;E com essa eu
concordo: “não amaldiçoe a sua vida...” a conclusão ou a razão para não
fazê-lo, no entanto, é ridícula. “algumas pessoas são jovens e tem doenças
incuráveis.” É triste, sim, mas não se deve se autoamaldiçoar porque é melhor
amarmo-nos a nós mesmos, não de forma narcisista, autocentrada, mas porque
devemos cuidar de nós mesmos, pois quem não se ama, possivelmente, está em
depressão severa ou tem outro transtorno mental. Quem não se ama precisa de
terapia e um psiquiatra e não pode amar aos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Uma coisa
desta fede a socialismo bolivariano. Não é tolerância, é coitadismo. Não é
respeito pelo outro, é um tipo de glorificação da miséria. É um igualitarismo
doentio. Desrespeita as diferenças que a vida impõe e a de cada um. Podemos ser
solidários, empáticos, compassivos, o videozinho estimula a pena pelos outros
que é o mesmo que anulá-las. Pior, nos anula junto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 115%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;georgia&amp;quot; , &amp;quot;times new roman&amp;quot; , serif;&quot;&gt;Enfim, detesto estas coisinhas
que são distribuídas como se fossem o suprassumo da sabedoria pratica para a
vida e não passam de tolice rematada que vai devorar a memória do celular. Eu
deleto tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/07/no-ofenda-ninguem.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3243229868705113740</guid><pubDate>Tue, 20 Jun 2017 00:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2017-06-19T21:25:30.611-03:00</atom:updated><title>Cidadão Ilustre</title><description>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5kA1JAXhyphenhyphen2TLLepAFIUgUMU66nIYle6fdQnxu6I_KQPeRHaKGAYQev77DqLRVASw1Sh9dKudoIgDv9RQZ4Ijt6GY9ocwzRpMb-XHNPtUpO5Z9QPVCbtPZq5QNphA9uY_1djmc5hDHgP8r/s1600/cidadao.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; data-original-height=&quot;1000&quot; data-original-width=&quot;700&quot; height=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5kA1JAXhyphenhyphen2TLLepAFIUgUMU66nIYle6fdQnxu6I_KQPeRHaKGAYQev77DqLRVASw1Sh9dKudoIgDv9RQZ4Ijt6GY9ocwzRpMb-XHNPtUpO5Z9QPVCbtPZq5QNphA9uY_1djmc5hDHgP8r/s400/cidadao.jpg&quot; width=&quot;280&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;A frase emblemática neste
filme é: Meus personagens não conseguem sair de Salas e eu nunca consegui
voltar. Salas é a cidade de nascimento do personagem Daniel Mantovani (Oscar
Martinez) que fez também Contos Selvagens, mas agora como personagem principal
no filme Cidadão Ilustre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Mantovani saiu de sua
pequena cidade aos dezessete anos. Tornou-se um cidadão do mundo. Quarenta anos
depois ele é um escritor premiado com o Nobel, está em crise criativa e, em vez
de estar aproveitando os louros de tão grande realização, ele está deprimido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Apesar da distinção que
imortaliza a obra de um artista, ele percebe o prêmio como uma declaração de
sua morte criativa. É o topo, daí para frente mais nada. Ele foi aceito, ele
foi cooptado pelo estamento que diz que esta obra é boa e aquela outra não
merece vencer. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;background: white; mso-bidi-font-family: Arial;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O momento pós Nobel se
torna um frenesi de convites e prêmios secundários, festas, Feiras de
Internacionais de Livros, reconhecimento, ele recusa todos, pois é como se sua
vida tivesse sido sequestrada. Mas entre as cartas de convites diversos, ele
recebe uma de sua pequena de insignificante Salas. Recusa de imediato com um
riso que expressa o absurdo que seria ir a até aquele lugarejo para receber o
título de cidadão salense, inauguração de um busto e participar extensa
programação cultural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Eis o mote do
roteiro que, de novo, dá de dez a zero no lixo filmográfico nacional que,
cevados pelas burras públicas, continuam sugando o dinheiro suado do
contribuinte para produzir irrelevâncias. O cinema nacional oscila entre o
humor sem criatividade, pastelão e os pretensos filmes políticos, para defender
posições de esquerda, e torná-lo mera propaganda das ridículas posições
políticas de seus atores e diretor, veja-se o descartável Aquarius com Sonia
Braga e trupe desqualificando o país nas amostras internacionais de que
participaram gritando “Fora Temer” como se fossem estudantes desajuizados. Um detalhe,
as viagens pagas com dinheiro público. Não é à toa que essa gente vive
defendendo cotas nas grades das redes de cinema e tv para os filmes nacionais,
ninguém quer ver, então eles se obrigam a serem vistos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Num rompante,
Mantonvani decide aceitar o convite da Prefeitura salense. Fantasmas do passado
foram acordados e eles virão requerer seu direito de continuarem vivos. A
namorada que deixou para trás, amigos, gente que ele nem conhece, com suas
mentes prisioneiras de um jeito simplório de viver, com seus horizontes toscos,
transformarão a estadia do escritor num inferno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;Eles estavam e
pertenciam a dois mundos que não se tocavam. Um imerso num absurdo o outro vendo
a vida de uma maior amplitude. Mantovani se coloca como ele é e no que acredita,
mas, constrangido, negocia seus valores para se adequar aos primitivos
habitantes do lugar. É claro que esta receita não funciona. Ele jamais será
daquele lugar e eles, possivelmente, jamais conseguirão sair dali.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify; text-indent: 35.4pt;&quot;&gt;
&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, Times New Roman, serif;&quot;&gt;O filme é magistralmente
bem dirigido, os atores dão um show, a história muito bem contada e talvez nos
diga que reconhecer-se naquilo que se é, com pouquíssimas concessões, é nossa
forma de ser inteiros e viver uma vida mais livre, pois não nos cabe tornar os
outros no que somos e jamais aceitar nos mimetizar neles sem perder nossa
essência, se você a tiver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;blogger-post-footer&quot;&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;/div&gt;</description><link>http://eudesalencar.blogspot.com/2017/06/cidadao-ilustre.html</link><author>noreply@blogger.com (Anonymous)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg5kA1JAXhyphenhyphen2TLLepAFIUgUMU66nIYle6fdQnxu6I_KQPeRHaKGAYQev77DqLRVASw1Sh9dKudoIgDv9RQZ4Ijt6GY9ocwzRpMb-XHNPtUpO5Z9QPVCbtPZq5QNphA9uY_1djmc5hDHgP8r/s72-c/cidadao.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>