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&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ajF0_E1qT40/TzeYqodCGMI/AAAAAAAAAww/GC3DA21qiFc/s1600/baleias.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ajF0_E1qT40/TzeYqodCGMI/AAAAAAAAAww/GC3DA21qiFc/s1600/baleias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 15.05pt; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: left;"&gt;
&lt;i&gt;Cinco orcas foram
nomeadas como autoras de um processo na Justiça americana que argumenta que
elas têm os mesmos direitos de proteção contra a escravidão que humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;DA BBC BRASIL &lt;b&gt;07/02/2012&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A única coisa que ele desejava
àquela altura da vida era a esperada aposentadoria. Por descuido ou até por
maldade – não podia descartar nada – o processo entrou na pauta. Não admiraria
que um de seus auxiliares fosse membro dos Protestantes Especializados no
Tratamento de Animais (PETA). Mas também fora negligente, confiou demais e olha
só no que deu?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Causou rebuliço, estranheza e
desconforto aquele processo. Começava com os nomes dos ditos impetrantes: Tilikum, Katina,
Kasatka, Ulises e Corky. Não fosse suficientemente esquisito, identificavam-se
como “as orcas escravizadas”. A ser verdade, o nome Tilikum lhe produzia a
bruta sensação de encurralamento. Lembrou, tratava-se de uma orca drogada,
louca e serial killer que matava com requintes de crueldade e estivera
envolvida em circunstâncias suspeitas na morte de dois humanos, além de ter
matado afogada sua própria treinadora diante de uma platéia que demorou horas
para entender que o&amp;nbsp; afogamento não fazia
parte do show.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Agora estava ali, se fazendo de coitadinha,
alegava maus tratos, degradação de sua dignidade, aviltamento de sua honra,
vida em regime análogo à escravidão e, para completar, invocava a 13ª emenda da
Constituição, a que acabara com a servidão involuntária. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Os EUA, a maior nação do planeta,
agora se via minada por dentro, achincalhada pelo conluio de baleias e uma meia
dúzia de debéis mentais que não comem carne e ainda por cima acham que uma pulga
e um ser humano são assim de próximos. Inda fossem hinduístas estava explicado,
pois se trataria de uma crença e cada qual acredita no que quer. Estariam por
força dessa crença impedidos de cortar a transmigração das almas, sabe-se lá de
quem que quereria subir na escla evolucionária espiritual. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O mais duro, entretanto, é que
ganhou o apelido de juiz Bob Esponja. Ele que detestava aquele desenho em que o
herói é um ser idiota com um amigo esquisito de nome Patrick. Fosse em São Luís
de outros tempos, diriam que teria pendores para qualira. Se era para apelidar,
preferia ser o Sirigueijo. Com aquele, sim, tinha alguma coisa que ver. Até
mesmo o Lula Molusco seria melhor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Ele que pensava já ter visto de
tudo se lastimava: a vida delas é uma regalia só. Aliás, diga-se de passagem,
muito melhor do que viver num oceano perdido nadando daqui pra lá e de lá pra
cá. Eram bem alimentadas e cuidadas e ninguém se importava se, de quando em
vez, fumavam uma &lt;i&gt;cannabis&lt;/i&gt; em algum
canto do aquário. O quê que elas queriam mais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Mas aqueles comedores de folhas e
aquelas baleias loucas iriam ver com quantos paus se faz uma petição. Negaria a
ousadia. Aceitara o despautério por pura bestagem, mas lhes daria uma lição.
Que conversa é essa de escravidão? Davam uns saltinhos, molhavam uns turistas
babacas que pagavam por isso, comiam umas sardinhas, abanavam o rabo. Onde estava
a exploração?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Percebeu depois que arrolaram o
Nemo como testemunha. Como se o palhaço estava da Austrália para uma banda? Que
sabia ele da vida delas? Eram umas fofoqueiras, isso sim. Engendradoras de
mentiras. Estava farto daquilo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Já nem pensava em julgar nada.
Naquela manhã decidiu meio ensandecido com tamanho desperdício de sua vida.
Armado com varas de pescar tamanho família determinou – também como vingança ao
possível PETA dentro de seu gabinete –: iriam pescar baleias. E que não
esquecessem as minhocas e os disfarces que aquelas pestes eram danadas de
sabidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-1556854903648585972?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-02-12T07:47:17.898-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-ajF0_E1qT40/TzeYqodCGMI/AAAAAAAAAww/GC3DA21qiFc/s72-c/baleias.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/02/free-willy-5.html</feedburner:origLink></item><item><title>A vingança é uma prato com baratas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/q1i2kqr75pg/vinganca-e-uma-prato-com-baratas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Mon, 06 Feb 2012 05:18:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-9171937959836432065</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xP-DuCPZ6bQ/Ty_TJcKwsyI/AAAAAAAAAwo/xtaBIGQfRQM/s1600/barata.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-xP-DuCPZ6bQ/Ty_TJcKwsyI/AAAAAAAAAwo/xtaBIGQfRQM/s1600/barata.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;
&lt;i style="background-color: white; line-height: 17.4pt; text-align: left;"&gt;O popular Zoológico do Bronx,
em Nova York, celebrará o Dia dos Namorados (que nos Estados Unidos é
comemorado em fevereiro) com uma campanha pouco habitual: vai colocar o nome
dos casais apaixonados em baratas gigantes de Madagascar em troca de uma doação
para preservar a espécie.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="background: white; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Fonte: Da
EFE &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;26/01/2012
17h26&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O zoológico ia de mal a pior. A
zebra, perdera as listas de tão velha. Um único elefante tinha uma presa o que
o tornava um paquiderme banguela. Visão um tanto desconcertante. Isso sem
contar um pedaço da orelha que foi arrancado pelo leão que andava vesgo de
fome. Os demais animais não estavam em melhor situação. Quem gostaria de ver
tal espetáculo? Havia que fazer algo e urgente.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A proximidade do dia dos namorados,
que pelas latitudes nórdicas acontece no inverno, atiçou as ideias do pessoal
que já sondavam opções mais drásticas. Alguma coisa como dar chumbinho em doses
cavalares aos bichos, se me permitem o infame trocadilho. Somente atinei para a
casualidade da data com o período frio (14 de fevereiro) pelo singelo fato: que
ocasião seria mais propícia para se ter uma costela em quem aquentar-se se não
no frio descomunal?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Mas quem já amou sabe, não existe
coisa melhor no mundo. Menos quando temos a desdita de amar a pessoa errada ou
ser amado pela pessoa errada, o que, de certo modo, dá no mesmo. Daí que o que
é amor, ou o que se chama assim, vira alguma coisa esquisita, uma mistura de
mesquinharias, avareza, traições, vinganças ridículas ou coisa muito pior, ver-se
obrigado por razões não admissíveis em público ou para a família, a ficar com o
outro de quem desamamos, o que é um brutal enfado. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Nestas horas, dar a este ou esta
desinfeliz um apelido é uma destas formas peçonhentas de atazanar o outro sem
ser incluído na Maria da Penha. Quer dizer, isso se, processado, um advogado
não conseguir transformar os tabefes que não foram dados em grave dano
emocional, acrescido da humilhação de ser chamado por uma alcunha desabonadora.
&amp;nbsp;Claro, os apelidos carinhosos, a estas
alturas, causam asco. Não tem graça apelidar ou comparar o outro a algo que não
o desconstrua, que não o ridicularize.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Isto nos coloca na delicada
situação de que dar o nome do outro a uma barata deve carregar discrição
tamanha, como se fosse uma operação secreta. Mas, caso o outro descubra –
ninguém está a salvo com estas pragas das redes sociais, que são a fofoca
elevada ao estado da arte – deve-se negar até a morte. Aborreça-se e volte a
acusação contra o outro. Quem você pensa que é? Acha que só você tem esse nome
no mundo? Os outros pagam royalties para você por usá-lo? É infalível. O que
não se pode é perder o desprezível prazer de se referir àquele ou aquela com o &amp;nbsp;depreciativo apelido, pois como se referir ao
desditoso ou desditosa? Pelo nome, nunca.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Ora, sabendo desta sanha que
todos carregamos – uns mais que outros – o marketing do zoológico – que era o
carinha que tomava conta das hienas que morreram todas não de rir, de fome
mesmo – sugeriu que a praga de baratas que infestavam o lugar fossem, em vez de
empestiçadas, adotadas, digamos assim, pelos visitantes. Claro, por módica
quantia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Este cara, convenhamos, tinha
espírito de porco. Fora algum entomologista exótico, o que se perdoa,
desconheço quem goste de baratas. Bicho asqueroso, fedido, adoecedor,
empesteado. Pois eis a ideia do carinha das hienas. Os namorados dariam nomes
de seus respectivos às baratas. Pagariam por isso. Sacaneariam seus queridos e
queridas, o que tem seu (enooooorme) prazer e ajudariam a causa do zoológico
que estava caindo pelas tabelas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Havia baratas pretas com asas cor
de folha seca, albinas, a avermelhada comum, aquelas pequeninas esbranquiçadas,
umas voadoras, ameaçadoras, as gigantes de Madagascar (&lt;i&gt;Gromphadorhina portentosa&lt;/i&gt;), umas
sem asas, meio moles, que quando esmagadas expoem aquele interior pastoso e de
cor creme. Eca! Casais mais excêntricos poderiam dar os nomes para casais de
baratinhas. Ah, abriu-se a exceção para se dar o nome da sogra, do patrão...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;"Quem quer casar com a dona
Baratinha, que tem fita no cabelo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;E tem dinheiro na caixinha?"&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;Eu, eu, eu. Pelo menos se não der certo, ela
já é uma barata mesmo, vou poder xingar à vontade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-9171937959836432065?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-02-06T10:18:41.175-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-xP-DuCPZ6bQ/Ty_TJcKwsyI/AAAAAAAAAwo/xtaBIGQfRQM/s72-c/barata.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/02/vinganca-e-uma-prato-com-baratas.html</feedburner:origLink></item><item><title>O tempo ruge</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/tpbWNglVgfU/o-tempo-ruge.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Mon, 23 Jan 2012 02:38:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-6279355102898461418</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Dcykx872KQE/Tx04qPjwkwI/AAAAAAAAAwg/GewL25e67J4/s1600/tempo+dali.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Dcykx872KQE/Tx04qPjwkwI/AAAAAAAAAwg/GewL25e67J4/s1600/tempo+dali.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;i&gt;A União
Internacional de Telecomunicações (UIT) adiou ontem até 2015 a decisão sobre se
mantém ou elimina o segundo bissexto (ou adicional), que é acrescentado a cada
determinado número de anos para manter a hora mundial sincronizada com a rotação
da Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: Tahoma, sans-serif; font-size: 13.5pt;"&gt;Fonte: Folha de S. Paulo Ciência (20/01/2012)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Meu contraparente Astrovaldo está
encucado com uma questão realmente espantosa e escalafobética – que palavra
linda! A União Internacional de Telecomunicações (UIT) está às voltas com uma
decisão difícil e com consequências não perceptíveis para um só vivente no
planeta – falo de nós, os comuns. Propôs aos membros da entidade estudar se aumenta
ou diminui em um segundo o relógio mundial para ajustar o descompasso com a
rotação da terra e os relógios dos satélites, etc e tal. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Astrovaldo me perguntou qual era
a importância de aumentar ou diminuir o tal segundo bissexto. Se bem entendi,
não era para diminuir, mas para aumentar o tempo, expliquei-lhe. É claro que
ele, esperto e curioso como é, iria fazer a pergunta seguinte e que você aí já
está com a mente em comichão. Como é que se aumenta o tempo? Arre, com pergunta
mais besta! E eu que sei! Aqui para nós, ele me acha o sabetudo e eu não
poderia decepcioná-lo, assim que inventei uma resposta.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Ora, meu caro contraparente, é
simples. Na verdade, ganhava tempo com Astrovaldo que olhava com atenção tal
que nem piscava. A cabeça estava em fuzuê. Como diabos eu arrumaria uma
história para explicar? Começa que não sei nada de física, nem astrofísica, nem
quântica, nem mecânica, nem... deixa pra lá. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Pois muito bem, perceba como é
que esta gente gosta de detalhes e de exatidão. Exatidão, meu caro, é tudo. Nada
de mais ou menos. Astrovaldo continuava com aquele olhar, agora pendendo para
desconfiado, percebendo que o enrolava. Prossegui. A terra está solta no
espaço, rodando. Roda ao redor de si mesma, o que faz a gente contar os dias.
Roda ao redor do sol, o que faz a gente contar o ano. E, como se tivesse tomando
uma birita ou porque está cansada de rodar, ao longo do ano ora entorta para um
lado, ora para outro e aí vamos tendo as estações. Estás entendendo, Astro? Ele
piscou. Estava entendendo. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Adiante. Estou indo por partes
para você não perder nada, ouviu? Ele piscou de novo. Nós estamos em cima da
terra, portanto na mesma velocidade dela que roda por aí no espaço. Acontece
que com tanto confusão de roda pra cá, roda pra lá, uma hora ela acelera mais
do que percebemos. Sei lá, é muita curva, uma hora derrapa. Mas é coisa pouca,
titica de nada. Um segundo. Aí temos que adiantar os relógios todos. Você pode
achar pouco, mas imagine um segundinho hoje, outro amanhã, quero dizer, ano que
vem, quando a gente se espantar vamos ter que fazer horário de verão no mundo
todo, já imaginou que trabalheira?!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
E quem se importa com um segundo?
Disse ele, enfatuado com aquela explicação que não acabava mais. Eu não. Aqui
no nosso país a gente é atrasado mesmo em tudo. Quer um exemplo? A gente marca
uma churrasco. Alguém pergunta. A que horas começa? Ah, lá pelas 12-13 horas,
responde o anfitrião. Nessa hora o sujeito está comprando o carvão. Que horas
termina? Lá pelas 15-16, por aí. Ou então responde com outra medida de tempo.
Enquanto tiver carne... Ou... Enquanto a cerveja não acabar... Quer dizer, o
que é um segundo pra nós?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Até enterro a gente faz com
folga para os atrasados. Missa, culto, festa. Tudo quanto é evento já vem com o
desconto de meia hora, no mínimo. O povo já está acostumado: para quê a pressa,
fulano, diz um. Marcaram 7 horas, isso não começa antes de 7:45. Sabe de uma
coisa? Deviam dar a presidência dessa união das telecomunicações para um
brasileiro dirigir. Aqui o pessoal é bambambam neste negócio de tempo. Mas já
vi que isto é coisa de gringo que gosta de tudo ali, tintim por tintim, tudo à
risca. Eu hein?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-6279355102898461418?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-01-23T07:38:43.046-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-Dcykx872KQE/Tx04qPjwkwI/AAAAAAAAAwg/GewL25e67J4/s72-c/tempo+dali.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/01/o-tempo-ruge.html</feedburner:origLink></item><item><title>Melancholia</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/9cTbPx9XFu8/melancholia.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Fri, 20 Jan 2012 12:26:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-8582996475897333940</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-q6vmqEH8x1Y/TxnN4eUIyjI/AAAAAAAAAwY/Cgy7eGsQ13A/s1600/melancolia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-q6vmqEH8x1Y/TxnN4eUIyjI/AAAAAAAAAwY/Cgy7eGsQ13A/s1600/melancolia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Há histórias e filmes que nos
capturam desde o primeiro momento. Na minha opinião, não é o que ocorre a &lt;i&gt;Melancholia&lt;/i&gt;. Assisti-lo, de início,
igualou-se a um exercício tedioso. À realização de um ato de rotina. Fazer algo
porque se tem que fazer. Visto nesta perspectiva, parece que detestei o filme,
não é o caso. Mas prefiro filmes que, de algum modo, produzam em mim um tipo de
conexão emocional e que por este canal me provoquem a crença e a compreensão
das coisas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Enfim, &lt;i&gt;Melancholia&lt;/i&gt; é o sugestivo nome de um planeta gigantesco que saiu de
sua rota nos confins do universo e veio trombar com a terra. Justine (Kirsten
Dunst, aquela que fez a namorada do Peter Parker/Homem Aranha) e sua irmã,
Claire, fazem o núcleo do enredo. Some-se o marido e filho de Claire e os pais
de ambas, separados. A mãe, um saco de amargor até o tutano. O pai, um &lt;i&gt;bon vivant&lt;/i&gt; sem responsabilidade. Um
microuniverso de relações com todas as nuances boas e ruins. Funciona como um
espelho de nossas preocupações frugais, maldades, mesquinharias, banalidades
que vistos sob a perspectiva dos grandes dramas da vida que se esfacela sobre e
ao redor de nós, são insignificantes.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Exceção aos pais, são eles que no
filme viverão diante da notícia aterradora: um planeta colidirá com a terra,
não antes de uma dança cósmica macabra de aproximação e afastamento como duas
bolas de gude que caminham em direção ao fundo de uma bacia depois de alguns
giros em sua borda.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Justine, mesmo em dias que
simbolizam felicidade e promessa de futuro feliz – ela celebra seu casamento –
é como que, aos poucos, infiltrada pela certeza do fim do mundo. Mas ela não
sabe o que é. De forma insidiosa a inquietação, o desassossego vão se
avolumando, tomando sua alma. A festa, os convidados, o noivo, a programação
que sua irmã zelosamente preparou, tornam-se um fardo e algo absurdo. Algumas
certezas e verdades, quando um ou poucos sabem, são produtoras de solidões
imensas. É nesta consumição que ela busca conforto nos familiares e todos
apenas a acham estranha, infeliz no dia da felicidade, distante, mal
agradecida. Como comunicar sua dor e desespero? &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Enquanto as pessoas se debatem
com seus medos ou frouxas esperanças, Justine adoece, entra em profunda
depressão. Não há saída. Não há plano B possível. A verdade adoece, mas também
cura. E ela sobrevive ao ponto quando se foi tão longe que nada mais nos pode
ser tirado. Nenhuma ilusão vingará, nem um consolo, mas nenhuma dor será
bastante. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Seu cunhado, um homem riquíssimo,
acredita piamente na ciência e seus prognósticos. Em dado momento, ele faz
compras contra o que considera pequenos efeitos pela passagem do planeta. A
desgraça nos alcançará um dia e nenhuma preparação será suficiente. Ele se consola
com sua habilidade, sua verdade científica (que não falha), enconde-se neste
saber até que, no momento fatal, diante do inexorável, nada tem a não ser uma
brutal desilusão que o sucumbe. Há verdades mais importantes que as
científicas? Qual delas devemos manter conosco e que nunca nos abandonará?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A proximidade do fim produz em
Justine uma fortaleza emocional, um estado de serenidade. Torna-se ela, há
pouco prostrada diante da terrível verdade, agora a que consola e sustenta o
sobrinho e a irmã amedrontada e fraca. Para mim, a cena mais tocante do filme,
seu resumo, o traço de genial criatividade de Lars Von Triers (diretor), é a
construção de uma tosca “cabana” – não mais que alguns galhos em forma de
pirâmide, sem paredes ou teto – que Justine chama de “caverna mágica” para o
pequeno sobrinho. Enquanto o monstro Melancholia, algumas vezes maior que&amp;nbsp; a terra se aproxima para o abraço fatal e assoma,
tomando conta de todo o horizonte, os três se dão as mãos. O menino, de olhos
fechados, é o retrato da inocência e pureza. Ele sabe que está protegido e não
tem nenhum medo. Claire, sua mãe, aguenta-se como pode, sofre e, como a mulher
de Ló, quer ver a hecatombe sobre seu mundo. Não consegue desapegar-se.
Justine, de olhos fechados, tem um leve sorriso, uma paz e tranquilidade de
quem alcançou uma espécie de nirvana. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Lars Von Triers, o diretor, não
conhece a música “O último dia” do Paulinho Moska que diz: &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Meu amor o que você faria? / Se só te restasse um dia /
Se o mundo fosse acabar / Me diz o que você faria?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt; A pergunta – ou uma delas
– é em quem estamos representados? Em Justine, que sabe da realidade e a aceita
tal como é? Em Claire, que se perde ante a catástrofe e se desespera? No marido
confiante e tranquilo em sua verdade científica infalível? Nos convidados do
casamento que nada percebem e fazem apenas o rebanho de gente que vai para
lugar nenhum? No menino que se sente protegido em sua “caverna mágica”?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Agora, depois de escrito este breve relato de minha
experiência com o filme, percebo que provocou-me mais do que havia pensado.
Talvez fosse o caso de repetir a experiência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-8582996475897333940?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-01-20T17:26:27.183-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-q6vmqEH8x1Y/TxnN4eUIyjI/AAAAAAAAAwY/Cgy7eGsQ13A/s72-c/melancolia.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/01/melancholia.html</feedburner:origLink></item><item><title>A crise da meia(?) idade</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/oAQNne3jkq8/crise-da-meia-idade.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Mon, 16 Jan 2012 05:49:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5554190549355901751</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-K3EiMUIpmbY/TxQq2kedWWI/AAAAAAAAAwQ/JH6TiM_OmYM/s1600/c%25C3%25A9rebro1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-K3EiMUIpmbY/TxQq2kedWWI/AAAAAAAAAwQ/JH6TiM_OmYM/s1600/c%25C3%25A9rebro1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background: white; line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Entre
mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um
declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas
anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.O
estudo, publicado na revista científica&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;British Medical Journal, foi
conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background: white; line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Os
cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de
percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre
45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte: BBC Brasil (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;6 de janeiro, 2012)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Até Parece que a pesquisa foi
feita comigo, disse Asnovaldo. Para ver como o mundo evolui, se piora ou se
melhora, não sei dizer, mas cada dia se descobre um mistério novo. Se bem que
crise de meia idade não é mistério nenhum. Que não é nada de meia, está mais
para lá do que para cá. O danado é que a gente ainda se enganava esperando os
sessenta, para só então se queixar da escuta agravada, da vista cansada e dos
esquecimentos de tudo enquanto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Para mim foi um espanto, sim
senhor. Antigamente, em se tratando dos homens do sexo masculino – Asnovaldo
gosta de falar assim não por pedantismo é porque, diz: ‘o mundo está
escalafobético nesta área havendo homens que não praticam o sexo masculino’. E,
ainda segundo diz: é difícil de separar um do outro – o problema era só aquele
de falhar na hora agá. Não aquela falha ocasional que quase todos os homens
experimentam em algum momento da vida, mas&amp;nbsp;
aquela falha recorrente e persistente da qual jamais se falava. Um
compadre meu, coitado, tornou-se um mentiroso desavergonhado nesta questão. Ô
homem de ter aventuras calientes!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Aconselhei o pobre umas poucas vezes.
Mas ele ora ardia como um amante latino, quase um Rodolfo Valentino, ora
mergulhava sorumbático num mutismo comatoso, se tão somente o assunto roçasse a
questão sexual. Minha comadre, que era mulher séria, aguentou aquela desdita
até não poder mais. Foi inventarem aqueles remedinhos azuis e meu compadre
virou a besta fera de assanhado. Mas sem medir presão e fazer checkup do
coração a afoiteza virou defunteza. Deus o tenha em bom lugar (benze-se).&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Parece, por outro lado, que o
risco vale, mesmo sendo arriscoso, havendo mesmo quem defenda a aventura como
uma forma de sair de um paraíso e ir a outro, mesmo a despeito das ridículas e
vexaminosas circunstâncias em que o pessoal do iml encontra o decujus. Vôte!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Já repararam? A coisa está ali
quieta. Não tem nada de defeituoso e você, capengando, vai dando para o gasto.
Então, um pesquisador sem ter o que fazer, diz que 45 anos e não 60 é a idade
em que a coisa começa a degringolar. Eu que passei um ano depois desta
fronteira me quedo descobrindo uma mouquidão que sempre vivi com ela sem fazer
vexame, mas que agora precisa de aparelho. A vista sempre foi astigmatizada
mesmo. E o esquecimento?! Ah, já estou com medo até de esquecer o próprio nome.
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O sujeito está bem. Alguém – isto
é coisa de mulher – insiste para fazer uma consulta, olhar os aparelhos, fazer
uns ajustes, sei lá mais o quê. Para livrar-se da insistência, vai ao médico e
acaba descobrindo que, por pouco, não seria chamado de zumbi. Quer dizer, já
estava morto e não sabia. Aí aparece tudo quanto é engriguilho. E eles defendem
a má notícia dizendo que é melhor ir porque se descobre precocemente – pessoal
da saúde adora esta palavra – e ajeita os pandarecos. Onde já se viu...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;É a profecia que se autocumpre.
E o sujeito não vivia bem? Eu não posso ouvir estas coisas de pesquisa que me
impressiono. Serei, como se diz? Um hipocondríaco! Serei? Não sei. Mas que
estou mouco como uma porta é como me sinto. Cego ainda não, mas quase e
esquecido... do que que eu estava falando mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-5554190549355901751?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-01-16T10:49:29.520-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-K3EiMUIpmbY/TxQq2kedWWI/AAAAAAAAAwQ/JH6TiM_OmYM/s72-c/c%25C3%25A9rebro1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/01/crise-da-meia-idade.html</feedburner:origLink></item><item><title>A pele que habito</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/QZhNs8jC_mw/pele-que-habito.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Tue, 03 Jan 2012 03:51:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3185035033052874088</guid><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7T71mMq9Fdo/TwLrATMyDgI/AAAAAAAAAwI/8uC9xYRdACk/s1600/a+pele.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-7T71mMq9Fdo/TwLrATMyDgI/AAAAAAAAAwI/8uC9xYRdACk/s320/a+pele.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Richard Ledgard (Antonio
Banderas) é um cirurgião plástico de incrível habilidade. Rico e bem sucedido,
também é um gênio. Carrega, contudo uma história pessoal trágica. A mulher que
amava, o traía com o meio irmão que é seu oposto em tudo: marginal, mau
caráter, ladrão sem escrúpulos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A mulher que escapa de morrer
carbonizada num acidente de carro, deprime-se a ponto de suicidar-se. As
dores&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e a mutilação que não foi capaz de
curar deixa em Ledgard um misto de culpa e obstinação por descobrir uma pele
imune ao fogo, picadas e danos, algo que teria salvo sua esposa. O avanço
tecnológico, inclusive a travessia do limite – a transgênese –, não vem sem
quebrar todos os protocolos éticos e morais que deveria seguir como médico e
cientista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;A filha, traumatizada pela morte
da mãe, desenvolve transtornos mentais que a levam a anos de tratamento. Quando
tudo parece caminhar para uma estabilidade, a moça que a vida inteira foi
protegida do mundo e sem qualquer imunidade às experiências humanas, sucumbe a
uma quase relação que não se consuma e o fio de sanidade que a mantinha se
quebra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ledgard, o homem obcecado pelas
perdas e dores nunca curadas de sua alma perdida, estabelece um plano. Uma
cobaia humana para finalizar sua descoberta, uma vingança pela perda da filha,
a ressurreição da mulher amada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Almodóvar, até aqui, brinca
conosco. Monta a história. Como um malabarista, brinca com o tempo, a ordem dos
fatos. Joga pistas como quem atira milho aos pombos numa praça. E buscamos ávidos,
entretecer as linhas, costurar os personagens entre si e na história. Ao mesmo
tempo em que vamos sendo socados com a crueza da narrativa que se revela
surpreendente e absurda com é a vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Richard é uma vaga mistura do
médico e o monstro. Um Frankestein redivivo, à sua maneira. Todos queremos
consertar o que desmantelamos por burrice, raiva, por amor, inveja e tudo o que
explica nossos atos tresloucados se tivéssemos chance. Deste labirinto, se
vamos longe o suficiente, não haverá saída, nem com o mestre das chaves. Sem que perceba, Legard terá sua paixão transformada em loucura e ambas são feitas da mesma matéria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Descoberto o culpado pela perda
da filha, há que fazê-lo pagar. Todo prisioneiro desenvolve, nas condições
adequadas, amor pelo captor. Ao fenômeno se dá o nome de Síndrome de Estocolmo.
A condição humana, na maioria das pessoas, pede o contato, a fala, o olhar de
outro ser humano. Se o aprisionador é o único igual a quem a vítima tem,
segue-se um sentimento de afeição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;O personagem de Ledgard parece
saber disso para melhor dominar seu prisioneiro, não mais com correntes, mas
pelo emoção e pela mente. Cada pequena concessão parece uma dádiva para quem
recebe. Ao fim e ao cabo, os dois lados das grades estão tão envolvidos que não
sabem mais o que os une. As emoções são retalhos misturados que causam repulsa
e atração. Nunca estaremos imunes à convivência uns com os outros, para o bem
ou para o mal. Almodóvar parece dizer que mesmo transformados da maneira mais
radical, sempre saberemos quem somos por debaixo da pele. &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;Pode, acaso, o etíope
mudar a sua pele ou o &lt;/span&gt;leopardo,&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt; as suas manchas?”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt; Pergunta Jeremias, o profeta das
lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há um estado perfeito do que
somos ou do que entendemos ser, que jamais poderá ser mudado. A grande
dificuldade de todos nós é conhecer quem somos. Nossas neuroses e psicoses são
fruto da incongruência, pensava Carl Rogers. Vivemos com o que dizem de nós,
máscaras falsas, ou pior ainda, com o que esperam de nós, a escravidão mais
sutil e cruel. Estamos perdidos entre os dois.&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;Almodóvar sabe disso. Seu filme
é uma pedra com muitos lados a serem decifrados, tais quais os personagens.
Brutalmente humanos. Ambíguos. Indecifráveis se os olhamos rapidamente, menos
ainda se tentamos montá-los. Carregam o bem e o mal. Há em nós há um eco da
fala serpentiforme: &lt;i&gt;“...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt; A serpente nunca pretendeu que
“conhecer” fosse algo apenas a expressão do intelecto, mas da experiência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-3185035033052874088?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-01-03T08:51:16.374-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-7T71mMq9Fdo/TwLrATMyDgI/AAAAAAAAAwI/8uC9xYRdACk/s72-c/a+pele.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/01/pele-que-habito.html</feedburner:origLink></item><item><title>Feliz 2012...até que enfim</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/G3V8FTLsfqw/feliz-2012ate-que-enfim.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 01 Jan 2012 05:16:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3008076945245956079</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HP4kvBjlygA/TwBcnEcSuNI/AAAAAAAAAv8/d7ssmsVExMM/s1600/2012.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-HP4kvBjlygA/TwBcnEcSuNI/AAAAAAAAAv8/d7ssmsVExMM/s1600/2012.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Tem gente que se consome nesta época do ano. Nem a
semana do Natal acabou e lá vem outra festa. E o Natal cobra que é uma beleza:
do estômago e do bolso. As duas coisas fazem parte do combo padrão ou você não
está no espírito do natalino. Chega mesmo a se sentir a pior das criaturas se
não tiver com quem compartilhar a ceia e, fatalidade das fatalidades, ser
participante de algum amigo invisível que, para agradar todo mundo, estabelece
que o presente tem que ser de trinta reais, por aí. E alguém no espírito do
momento justifica: é para que todo mundo participe. É só uma lembrancinha para
marcar a data. Dane-se, o que é que se compra com míseros trinta reais?
Bugiganga chinesa com cores e desenhos trash e que não servem para nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Minha decisão de fim de ano, válido para o próximo,
claro: não participarei de amigo invisível nenhum. Até porque tenho a desdita
de quase nunca ganhar nada que preste ou criativo ou inteligente. Faço um
desagravo para este ano que ganhei um livro. Mas, de verdade, não conheço ninguém
que diga que tem sorte em amigo invisível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Não se aborreça, leitor, se ainda falo do Natal que
agora parece tão distante quanto alguma nebulosa galática. Mas tem festa com
mais cara de família do que esta? Para azar da maioria das pessoas que conheço.
A ceia, não raro, é uma arapuca cheia de risos e mesuras que são pura
hipocrisia com fita. Gente que não se falou o ano inteiro e nem queria estar
junta, obriga-se ao convescote natalino pedindo a Deus que tudo acabe, o diabo
do galo cante, que os reis magos entreguem os tais presentes e acabem aquelas
imitações de sino que tocam dentro de seu juízo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Então, você mal escapou de todas as armadilhas dos
ajuntamentos com sua tribo particular e lá vem outra dose, sem dúvida, cada ano
mais carnavalesca e mais longe do seio familiar. A festa do ano novo. E lá vai
você desejar feliz ano novo para tudo quanto é gente e que você nem daria bom
dia se encontrasse no elevador. Mas é o de menos. A rasteira ainda virá. Seguir
o script: vestir branco, comer lentilhas, entupir a carteira com sementes de
romã, dar saltinhos nas ondas, não andar para trás, vestir cuecas ou calcinhas
de cores essa e aquela porque atraem o que você estiver necessitado(a). Ufa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Calma. Ainda faltam as promessas de ano novo. Tem gente
que pergunta quais promessas você fez, tem gente que fica falando as suas,
mesmo que você não pergunte. E tem gente que roga praga. Descobri que não estou
em nem um destes times. Mas promessa ou resolução – parece mais sério e dá a
entender que você cumprirá mesmo – são feitas para uma coisa: a gente esquecer
logo que o ano entra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Tem sua função, nos faz feliz por um minuto quando
acreditamos mesmo no que dizemos. Pode ser qualquer coisa que por preguiça,
falta de vontade, leniência, falta de vergonha, se decidiu realizar dois três
anos antes e se teve a oportunidade de fazer quatrocentas vezes e não se fez.
Dá um alívio dizer: agora é pra valer... Alguém lembra a promessa que fez a si
mesmo(a) ano passado? Lembre agora e diga de novo, quem sabe desta vez...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;FELIZ 2012 A TODOS OS LEITORES.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-3008076945245956079?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2012-01-01T10:16:32.810-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-HP4kvBjlygA/TwBcnEcSuNI/AAAAAAAAAv8/d7ssmsVExMM/s72-c/2012.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2012/01/feliz-2012ate-que-enfim.html</feedburner:origLink></item><item><title>Sentidos do Fundamentalismo - um senão com o Contardo Calligaris</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/X2y0lLKTPTU/sentidos-do-fundamentalismo-um-senao.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Mon, 26 Dec 2011 08:55:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3520385767274585518</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Psicanalista Contardo Calligaris não poderia
ser incluído entre pessoas fundamentalistas ou intransigentes em suas posições.
Acompanho-o na Folha já há algum tempo, não poucas vezes apreciando seus textos
e aprendendo com eles. Como ele mesmo diz em “Sentidos do Fundamentalismo” (Caderno
Ilustrada da Folha de 15 de dezembro de 2011): &lt;i&gt;“...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;eu não sou
fundamentalista: decido e escolho segundo as circunstâncias e não por
princípio.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O texto citado é muito
bom e recomendo sua leitura. Numa época em que o fundamentalismo religioso de
toda espécie ganha as páginas dos jornais pelos motivos mais infames, nunca é
demais questionar as razões e certezas absolutas de quem diz seguir ordens
divinas com resultados que relembram apenas os períodos de barbárie pelos quais
a humanidade passou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Minha cisma começa quando
o Calligaris, a título de exemplo, retoma o tema que está sempre na ordem do
dia nos últimos tempos, o homossexualismo em contraposição com o cristianismo,
ou este contra aquele, e diz que prefere Oscar Wilde a Paulo, o apóstolo. Ora,
claro está que o articulista não está colocando em evidência sua mera
preferência – questão que, como se sabe, não se discute – mas o que subjaz à
afirmação e isto esclarece no parágrafo seguinte de seu texto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Também gosto de Oscar
Wilde, mas conheço Paulo melhor. Nenhum dos dois poderá ser julgado pelo que os
outros fizeram com o que escreveram ou, no mínimo, se incorreria numa enorme
injustiça. Donde acho que a comparação é descabida. Sim, alguém poderia dizer
que Paulo enquadra a conduta homossexual, masculina e feminina, como algo que o
cristão deve evitar sob pena de estar praticando algo pecaminoso. De fato,
Paulo fala isso mais de uma vez, destaque para a carta aos Romanos (1.26,27). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Que se pode entender
destas recomendações paulinas? Em primeiro lugar, não há em qualquer de suas
falas sequer a insinuação de que os cristãos devem empreender uma caça aos
homossexuais como forma de extirpar o pecado seja de onde for.&amp;nbsp; &amp;nbsp;Em
segundo lugar, o que está na Bíblia, de modo geral, é para o que crê, logo é
somente este que deve se adequar como princípio de fé. Em terceiro lugar, os
fundamentalistas, ainda que sejam a face espalhafatosa da fé cristã, não a
representam. Ao contrário, distorcem seus princípios fundamentais, entre eles o
amor sua ordem basilar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;É de Paulo a descrição
mais bonita deste estado de alma (1 Co 13.2-9): &lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-language: HE;"&gt;E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os
pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver
amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde
em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente,
não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se
alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias,
desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%; mso-bidi-language: HE;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Calligaris incorre em outro
deslize. Toma o termo “evangélicos” como algo unânime e coeso como se houvesse
uma única forma de ser evangélico, a saber, a forma fundamentalista como chama.
Se há os que desejam converter todos os homossexuais ou condená-los ao fogo do
inferno, e fazem disso quase uma missão, há os que entendem os praticantes
homossexuais como pessoas que, como qualquer outra, sob o ponto de vista
cristão, precisam do perdão dos pecados na pessoa de Jesus. O que,
absolutamente, não é impositivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O ser cristão é um modelo
de vida, uma postura perante o mundo, uma forma de entender a realidade, uma “contracultura”
como chamava Jonh Stott em seu livro baseado no Sermão do Monte. Baseia-se no
respeito ao outro, na misericórdia e encontra sua fonte na Graça que, no sentido
cristão, é a bondade de Deus em nosso favor sem que haja merecimento de nossa
parte. Se alguém se diz evangélico e representa ideias e comportamentos
contrários a estes princípios, não expressa o sentido da pregação de Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JssvCeywooU/TvimzEzgyDI/AAAAAAAAAvw/I0y_SoeJkng/s1600/fundamenta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-JssvCeywooU/TvimzEzgyDI/AAAAAAAAAvw/I0y_SoeJkng/s320/fundamenta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A Bíblia, as cartas de Paulo
incluídas, defendem sim, que certas posturas, pensamentos e posições são
pecado, a saber: toda forma de viver que nos distancia de Deus. &amp;nbsp;Ao mesmo tempo, o Livro diz que todos somos
pecadores e que em nós habita o pecado (Paulo), o que põe em igualdade de
condições &amp;nbsp;assassinos, ladrões,
homossexuais e aquele que não é nada disso, mas perjura, odeia, mente, engana,
sente inveja e ainda se gaba de não fazer o que os primeiros fazem. Como diz
Paulo: &lt;i&gt;“Infeliz de mim! Quem me libertará
deste corpo de morte?”&lt;/i&gt; À pergunta retórica, ele mesmo responde: &lt;i&gt;“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor.”&lt;/i&gt; (Rm 7. 24)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O que está claro é que o
fundamentalista não suporta – não o cristão cheio de Graça – que as pessoas em
todos os tempos e em todas as classes, continuem vivendo segundo suas próprias
crenças, modelos e culturas. Que não estão obrigados a aceitar o “negar-se a si
mesmo” e seus “desejos” (viu Calligaris?) para estabelecer uma relação única de
obediência e serviço a Deus. A Parábola do Semeador é esclarecedora. A semente
é lançada pelo semeador num campo que fora previamente preparado. Mas parte
dela caiu à beira do caminho, outra parte sobre pedras, outra entre espinhos e
foi sufocada e outra no solo profundo, donde veio a germinar, crescer e
produzir frutos conforme sua natureza e em proporções distintas. Ora, nem aqui
há igualdade, mas o fundamentalista não suporta o diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Evangelho de Jesus é
acima de tudo inclusivo, não sem que o incluído seja transformado, sublimando
suas misérias em coisas produtivas e abençoadoras de si e de outros. Diga-se,
projeto para a vida inteira. Não é um ato em que as pessoas são submetidas a um
tipo qualquer de lavagem cerebral ou o tacão da lei, acontece pelo poder do
Espírito de Deus, cada um a seu modo e tempo. Se as pessoas querem viver de
acordo com seus cânones, alheios à fé, a expressão cristã genuína concorda com
Calligaris: &lt;i&gt;“não é preciso escolher entre
as ideias e as práticas das partes, mas entre os que querem regrar a vida de
todos segundo seus preceitos e os que preferem que, nos limites da lei, todos
possam pensar e agir como quiserem.” &lt;/i&gt;Pois cada qual, diante de Deus, dará
conta apenas de si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;DESEJO A TODOS OS LEITORES UM NOVO ANO CHEIO DE
PAZ E SAÚDE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-3520385767274585518?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-26T13:55:08.721-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-JssvCeywooU/TvimzEzgyDI/AAAAAAAAAvw/I0y_SoeJkng/s72-c/fundamenta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/sentidos-do-fundamentalismo-um-senao.html</feedburner:origLink></item><item><title>Você não sabia, mas há uma cobra na sua vida antepassada (não é a sua sogra)</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/fn39L1Zghnw/voce-nao-sabia-mas-ha-uma-cobra-na-sua.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 25 Dec 2011 06:01:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7924381857348886776</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dbKD-7uy_go/TvcsvbOzO8I/AAAAAAAAAvk/83HLEKjAqsk/s1600/serpente+do+eden.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dbKD-7uy_go/TvcsvbOzO8I/AAAAAAAAAvk/83HLEKjAqsk/s1600/serpente+do+eden.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Dois cientistas americanos cotejaram uma massa impressionante de dados
para mostrar que o embate entre cobras e primatas ajudou a moldar a evolução
humana. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte:
UOL &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;"CIÊNCIA E SAÚDE" 19/12/2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Acho que a descoberta não
é candidata a receber o Ignobel e constar nos Anais das Pesquisas Improváveis,
mas dá o que pensar pelo inusitado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;As serpentes, dizem dois
pesquisadores americanos, moldaram a evolução dos primatas. Acostume-se, no
jargão científico entende-se por primata todos os bípedes que acabaram de
completar 7 bilhões de almas. Quer dizer, inclui você, o vizinho mala, o
cunhado mandrião e aquela senhora de bobes que lhe espera no final do dia e que
você chama de patroa com justa razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;E como teria sido isso? Eis
o mistério. &amp;nbsp;Resumo para você. Os
pesquisadores levantaram uma cornucópia de informações, embaralharam, juntaram
tudo isso e bum! Concluíram que as serpentes estavam lá, em tempos de antanho,
influenciando o ser humano a dar no que deu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Suas sumidades afirmam que
as serpentes participaram de três maneiras neste processo. Elas comiam nossos
antepassados se algum deles dava bobeira. Elas comiam nossa comida, ou seja,
competiam conosco e, por fim, viravam churrasquinho de sucuri quando elas davam
bobeira. Era uma suruba de comilança. Literalmente, quero dizer, seus cabeças
sujas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;O engraçado é que nestas
descobertas ora, suponho, avançamos, ora afirmamos o que outros sem nenhum
aparato já afirmaram mesmo com outras intenções. No caso da Bíblia, quem conta
a história da cobra foi, por bem dizer, quase testemunha ocular. Em miúdos, o
que aconteceu ali foi uma serpente empurrando homem e mulher para um tipo de
evolução. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Há controvérsias, você
diria. Sim e não. Pelo sim pode-se dizer que o casal ou mais gente que estava
por lá, saíram de um estado de inocência e se tornaram ardilosamente criativos.
Foram na onda da serpente, a moleza acabou e para se livrar do mau tempo,
espinhos e uma terra mais mesquinha, tiveram que se virar com invenções e
tecnologia. Caíram no conto do vigário ofídico, mas superaram. Serem
conhecedores do bem e do mal, sei... Se tornarem iguais ao Todopoderoso, pois
não...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Pelo não abarca a questão
moral. O gênero antropominídeo tornou-se um bicho descarado e sem a menor
compostura. Quer dizer, em termos absolutos regrediu a quase o estado primitivo
da animalidade sem julgamento ético ou moral de qualquer espécie. Um tipo
movido a instinto puro. Passou a dar em cima da mulher do vizinho. Tomar
emprestado e não devolver ou pagar. Tomar simplesmente o bem do outro como bom
carniceiro. E desenvolveu a mentira até o nível mais sofisticado. Isto é
precisamente aquilo que nos diferencia de tudo quanto é bicho andante, nadante,
voante ou rastejante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 115%;"&gt;Claro que tornado o mundo
uma monumental bagunça, houve que, apesar da vontade danada de fazer tudo
errado, dar um pouco de ordem para manter a vida minimamente suportável. Havia
não somente que criar formas de governar para justificar os vários substratos
sociais – quem fica na cobertura e quem fica nos andares de baixo até o porão
–, mas também leis e religião para legitimar os sistemas. O fruto mais acabado
desta influência serpentina é a política brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E a serpente? Fora os
ecologistas de todo matiz e uns malucos que não tem o que fazer, a cobra
continua despertando aversão e sendo culpada de quase tudo. Como é que se chama
aquela pessoa incrivelmente falsa? E aqueles políticos finórios e
despudoramente caras de pau? Quem acertar ganha um final de semana na ilha de
Curupu com direito a ir no helicóptero do GTA. Vou dar a dica: Cobra. (não é
para jogar no bicho, ouviram?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-7924381857348886776?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-25T11:01:58.970-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-dbKD-7uy_go/TvcsvbOzO8I/AAAAAAAAAvk/83HLEKjAqsk/s72-c/serpente+do+eden.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/voce-nao-sabia-mas-ha-uma-cobra-na-sua.html</feedburner:origLink></item><item><title>Bóson ou Bozó: você decide</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/kEjv1PSS3zk/boson-ou-bozo-voce-decide.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Mon, 19 Dec 2011 02:55:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4404878556544153867</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-llNNNStxY3w/Tu8YIN6aFOI/AAAAAAAAAvY/zWK2jfQQ7nM/s1600/HIGGS.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-llNNNStxY3w/Tu8YIN6aFOI/AAAAAAAAAvY/zWK2jfQQ7nM/s1600/HIGGS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
A imprensa não
falou noutra coisa nestes dias. Os cientistas europeus estavam ou estão por um
triz de descobrir o, por enquanto, maior mistério da matéria. O bicho tem nome
e apelido. O nome clássico é Bóson de Higgs (Peter Higgs, seu idealizador), mas
atende pelo apelido de Partícula de Deus. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
No maior
laboratório de estudo da física do mundo, um círculo com 27 quilômetros de
diâmetro, enterrado entre as fronteiras da Suiça e França, os estudiosos atiram
prótons uns contra os outros e estudam os cacos que sobram destas colisões. Por
aí, em algum lugar nos destroços, este treco de proporções infinitesimais
explicaria tudo que você e eu vemos, tocamos, comemos e fazemos coisas outras
sobre as quais não se fala em público. A paisagem mais linda, o prato mais
delicioso, a garota mais incrível, são cada qual, uma sopa de bósons. Quer
dizer, se a arisca coisa for encontrada. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
E por que os
cientistas o procuram com tamanha tenacidade? Ora, porque é a forma de explicar
a constituição das unidades básicas da matéria, os elétrons, prótons, átomos e
toda esta fauna (ou flora, você decide) de coisinhas que infernizavam a sua
vida no ensino médio e, conforme se acredita desde Demócrito, dizem porque uma
estrela é uma estrela, por exemplo. No momento, ninguém consegue dizer com
clareza para que servirá a descoberta, mas que será útil para alguma coisa, ah,
isso será.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Sobre o
apelido um tanto metafísico, há quem defenda que se retire a preposição “de” e
se alcunhe Partícula Deus. Vixe! Li por aí que há cientistas, aqueles mais
ciosos de que se misturem alhos com bugalhos, que não se deveria apelidar o tal
Bóson de Partícula de Deus com ou sem preposição. Temem que os fundamentalistas
ou mesmo religiosos menos aguerridos acreditem que, afinal, Deus é mesmo o
criador de tudo e que eles sempre tiveram razão. Imagine uma procissão com o
cartaz de inspiração futebolística: ah, eu já sabia. Será que os cientistas tem
razão? Até posso imaginar duas possibilidades bizarras. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
A primeira é
que poderia nascer uma nova religião. Falo da casualidade dos denodados físicos
acharem o bichinho que primeiro surgiu no Big Bang. Por que sim? Pensem comigo.
Alguém poderia dizer que o Bóson é um pedaço de Deus, a prova fatal de sua
intervenção no mundo, o tijolo fundamental de tudo. Com a facilidade, pelo
menos por aqui, com que se criam igrejas, acho que a Igreja do Bóson Sagrado
teria chance. Chancelada pela ciência mais fina, a Bosonlatria uniria as duas
coisas, ciência e religião. Coisa ultramoderna, ou não?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
A segunda
possibilidade. A descoberta precipitaria a que os religiosos, especialmente os
monoteístas, se unissem numa guerra santa pela ousadia humana de tocar num
pedaço de Deus. Um sacrilégio imperdoável, por suposto. Posso ver em minha
imaginação delirante, hostes de cristãos lideradas pelos brutos americanos do
Bible Belt e jihadistas xiitas do Irã, unidos contra o mundo que contaminou
Deus quando o tocaram. Pior, teriam mostrado alguma coisa debaixo de seu manto
celestial.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Mas não tenho
grandes expectativas sobre estas minhas previsões. Todo alarde no final das
contas, ouvindo-se os próprios pesquisadores, têm-se apenas pistas muito boas
de que o Bóson está dentro da sopa de partículas esfaceladas, como um saci
danado dentro do redemoinho. Desconfia-se que esteja, sente-se seu cheiro, mas
o danado não aparece.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
E se não
acharem o Bóson? E se a Partícula de Deus não existir e todos os cálculos estiverem
equivocados? Como você, leitor, poderá viver sabendo que o Bóson de Higgs,
depois de muito dinheiro e milhares de horas envolvidas, é uma história da
carochinha? Como explicar a massa das outras partículas atômicas, estas
conhecidas e com resultados bem palpáveis, os japoneses que o digam? Mas também
quem já fez radioterapia sabe, não é pessoal? Vamos deixar de maldades. Enquanto
os estudiosos lambem os beiços, eu que não sei nada de física (não me orgulho
disso não, ouviram?), tenho uma solução caso o Bóson se torne um fiasco:
chamarei o Bozo ou o Bozó, sumidades que poderão explicá-lo melhor que qualquer
um, inclusive a histeria coletiva que virá. Até lá, eu, morto de preocupado,
dormirei de galochas na pia, só por precaução.&amp;nbsp;
&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;(Esta maçaroca de linhas da ilustração, dizem os
pesquisadores, é o resultado da colisão dos prótons. Portanto, é dentro desta
barafunda que o danado do Bóson de Higgs se esconde.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-4404878556544153867?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-19T07:55:38.765-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/-llNNNStxY3w/Tu8YIN6aFOI/AAAAAAAAAvY/zWK2jfQQ7nM/s72-c/HIGGS.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/boson-ou-bozo-voce-decide.html</feedburner:origLink></item><item><title>Árvore da Vida</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/vrEC0WbgVCA/arvore-da-vida.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Tue, 13 Dec 2011 12:31:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-38763110842741730</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jwaE7JfE5YU/Tue2H4ZjQiI/AAAAAAAAAvQ/JwsruRpN1Bc/s1600/%25C3%25A1rvore+da+vida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-jwaE7JfE5YU/Tue2H4ZjQiI/AAAAAAAAAvQ/JwsruRpN1Bc/s1600/%25C3%25A1rvore+da+vida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
No mundo inteiro mitos religiosos
incluem em suas teogonias a simbologia da árvore como fonte original da
criação, da abundância e da sabedoria. Os cristãos tem duas árvores-símbolos.
No princípio de tudo, no Éden, a árvore do conhecimento do bem e do mal e no
fim dos tempos, no centro da cidade celestial, a árvore cujas folhas são para
cura dos povos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O filme Árvore da Vida é um raro
filme-poesia. As palavras e frases dançam com as imagens. A família na qual
está centrado reproduz qualquer família do mundo, não importando a forma que
elas hoje costumam ter. A partir deste pequeno núcleo e toda a complexidade que
carrega nas difícieis relações entre marido-esposa, pais-filhos, a história se
amplia do big bang ao universo tal como o conhecemos. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Jack (Sean Penn), o filho mais
velho do casal, entre os três irmãos, é o guia desta história. É ao longo de
seu desenvolvimento físico, emocional e espiritual e as inquietações que este
crescer provoca, que as questões universais que nos perpassam a todos vão sendo
colocadas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
À parte da dor de crescer, algo
sempre marca a história pessoal de cada um de nós, tenhas origem no coletivo ou
individualmente. Na família retratada é a morte do irmão do meio. A dor que daí
se espraia deixará uma ferida para a vida inteira. A morte é a antítese da
criação. As imagens grandiosas do filme são uma forma de suportar e enfrentar a
morte. A busca em Deus da chaga que ela abre na alma, é a forma de nós a
suportarmos, porque antes de morrermos de muito já fomos tocados por ela, seja
porque sofremos uma perda, seja porque a cada dia morremos um pouco. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Este menino tornado homem é fruto
da graça e da natureza que no início do filme é uma fala da mãe (em off). A
graça é como o amor em 1 Coríntios cap. 13. Não é egoísta, dá sem esperar nada
em troca, é pura bondade. A natureza só pensa em si, não se importa com o
outro. Temos que fazer a escolha entre um e outro. Não um dia, de forma
definitiva, mas a cada dia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Árvore da Vida é um filme para
pessoas de fé e que sofrem. Não é para crédulos, ateus ou religiosos. Os
primeiros porque não tem dimensão do que seja fé e por isso são incapazes de
questioná-la. Os segundos porque nada creem (supostamente). Os terceiros porque
tem todas as certezas da terra.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O drama que se desenrola entre
pai e filho se amplifica nas perguntas que o filho faz a certa altura da vida,
agora entre ele e Deus. Parece que em algum momento precisamos nos confrontar.
Rever nossa história. Buscar valores perdidos. Chorar de novo perdas e
revisitar dores. Não por um mero exercício masoquista, mas para sabermos quem
somos de novo, tal a distância que nos desviamos de nós mesmos. O leve sorriso
nos lábios de Jack ao final do filme parece explicar que a jornada que
empreendeu valeu a pena.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O personagem Jack sofre porque vive
num mundo que lhe produz profundo estranhamento. Sente saudade da família, do
irmão perdido, e entre as lembranças e as emoções que elas evocam, pergunta
onde Deus o encontrou pela primeira vez. Em que momento ele resistiu a esta
relação, quando tiveram suas diferenças. Imagens do passado de suas rebeldias
com o pai se confundem com o homem feito &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; que
se sente perdido. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Anseia pela reconciliação com o
pai, enquanto se pergunta o que o separa de Deus. Liga e perde desculpa por uma
palavra que disse. Relembra imagem do pai cuidando da horta. Jack se achega
tímido. O pai se volta, fala com um olhar para que se aproxime, ele que a esta
altura sabe que foi duro com o filho, por medo, por proteção, por amor. Por
momento, as mãos trabalham juntas arrancando folhas doentes. O filho atira-se
nos braços do pai. Chora. O pai diz: meu doce menino. Quando Será que Deus
reconhece que foi duro conosco?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Deus é quem nos acha, está sempre
disponível como o pai. Nunca estamos fora do seu olhar. Apenas, muitas vezes,
nos sentimos assim, perdidos dEle. E quando pensamos que a fé se esvaiu, é
porque ela está de algum modo renascendo, daí o desassossego, o comichão
existencial. A forma dela renascer é questionando a si e a Deus. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Em certo momento, a história de
Jó é evocada no sermão de um padre. Aliás, na abertura do filme um versículo do
livro bíblico homônimo questiona: “Onde estavas tu, quando eu lançava os
fundamentos da terra? Dize-mo se tens entendimento.” (Jó 38.4)&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Jó somos todos nós. Seguros de
si, alegres, tristes, audazes, livres, crentes até que somos tocados pelo
sofrimento. Diz o padre em seu discurso: não há lugar em que possamos nos
esconder do sofrimento. Sabe de Deus aquele que vê sua mão abençoadora e aquele
que vê sua mão encolhendo. O que o vê de frente ou aquele para quem lhe vira as
costas. Ausência de Deus, ou seu silêncio, é outra forma de sua presença. As
duas são extremamente pertubadoras. Resistir as estas experiências é como a fé
se consolida e é na vida, comum, até banal, como também naquilo ao qual
atribuímos grande significado, que aprendemos que esta relação entre nós
(filhos) e Deus (pai) se realiza. O sofrimento está em desconhecê-lo. Perder-se
dos outros e de nós é não amar, que é o âmago da fé, é como ela se
existencializa na mente e na carne.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-38763110842741730?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-13T17:31:38.346-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-jwaE7JfE5YU/Tue2H4ZjQiI/AAAAAAAAAvQ/JwsruRpN1Bc/s72-c/%25C3%25A1rvore+da+vida.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/arvore-da-vida.html</feedburner:origLink></item><item><title>Sizifrônio</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/2EVPbtWP0c8/sizifronio.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 11 Dec 2011 02:24:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-2213716474428082538</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZI8IDtC524k/TuSFCYChy2I/AAAAAAAAAvI/cY77FJEaGWI/s1600/jumento.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZI8IDtC524k/TuSFCYChy2I/AAAAAAAAAvI/cY77FJEaGWI/s1600/jumento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Uma
mulher de 59 anos afirma que foi atacada por um jumento no bairro do Janga, no
município de Paulista, Região Metropolitana do Recife, na última quinta-feira
(8). Ela prometeu que vai entrar na Justiça contra a prefeitura do município
porque diz ser comum encontrar, na localidade, animais soltos em via pública. A
dona de casa, que está internada em um hospital particular de Olinda, sofreu
uma fratura no braço direito e vai passar por cirurgia. Ela está sendo
observada em uma sala, enquanto espera pela intervenção cirúrgica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
Fonte: G1 (&lt;span style="color: #929292; font-family: &amp;quot;inherit&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;09/12/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Sizifrônio é pacato, cidadão
desta cidade, herdeiro legítimo dos pioneiros que carregaram nossa história,
por que não dizer, a nossa vida e os terém dela nas costas. Alguma coisa a
senhora fez para transtorná-lo se é que é verdade o que conta. Ademais, minha
senhora, como é que vamos nos entender com o pessoal do Ibama, do Greenpeace e
a Associação Protetora dos Animais se fizermos alguma coisa contra Sizifrônio?
Ele é membro honorário de cada uma destas instituições.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
E como é que eu fico? Não se pode
nem passar mais perto de um animal em plena rua sem ser atacada, justo um bicho
desses, com cara de lerdo? Sonso é o que ele é. Se faz de besta, de... de...
jumento para atacar os outros. E a senhora consegue explicar com que propósito
ele a atacou? E como vou saber? Vai ver ele fumou alguma coisa. As pessoas
valem mais que os bichos ou não? &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Depende do tipo de gente e alto
lá, Sizifrônio não está na categoria simples de bicho. A senhora sabia que
aquela música do Luís Gonzaga, o jumento é nosso irmão – volta-se para uma assessor&amp;nbsp; e pergunta: como é mesmo Marmota? Como é
mesmo o quê, chefe? Será impossível? A música do Luís, que fala que o jumento é
nosso irmão. Canta uma parte aí para a dona ver que não tô mentindo. Sei cantar
não. Tá vendo, esse é o tipo de auxiliar que se encontra hoje, a gente aqui
tentando resolver uma questão fundamental para o município e não pode contar
com ninguém.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Enfim, como eu dizia, o Luís fez
a música para o Sizi, essa é que é a verdade. Temos em nosso município um
patrimônio da cultura nacional. Se ele lhe deu umas poucas mordidas, não chega
nem aos pés do desavergonhado do jegue boneco do João Ubaldo. Aquele sim, era o
capiroto chupando manga e dando tchau. Me diga, Sizi foi desrespeitoso com a
senhora? Como assim? Desrespeitoso, minha senhora, o sujeito fica lá com
segundas intenções. Ele por acaso estava com os documentos para fora?
Deusmelivre, nossasenhoramedefenda! Então, não é o que digo, Sizi é jumento
respeitador. Apenas a senhora deu com ele num dia de maus bofes. Todo mundo
tem, ou não?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
De que adianta ser respeitador se
é louco? Olha as mordidas que o animal me deu. Eu nem falei com ele que não dou
bom dia para jumento e olha o que ele me fez. Mostrou lá três enormes mordidas.
A senhora me desculpe, mas isso aqui pede um analizamento de um especialista em
arcada dentária. Quase pôs o dedo na mordida e disse: olha uma falha aqui.
Sizifrônio tem todos os dentes. Minha senhora, aqui pra nós, isso não foi um
rala e rola mais, assim, como posso dizer, mais avexado entre a senhora e seu
marido? Ou talvez... Talvez o quê, seu cachorro sem coleira e sem futuro? Disse
a mulher furibunda. Calma, minha senhora. A senhora me respeite.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Isso não vai ficar assim. Tenho
direito a uma indenização pelas mordidas do jumento. Este bicho tresvariado é
um perigo à população. No mínimo o senhor tem que prender o jerico. Tá bom
dona, vamos pagar o tratamento, mas não posso prender o Sizi agora, ele é o
ator mais importante do nosso presépio e os turistas não vão querer nem visitar
nossa encenação do nascimento de nossosenhor. A senhora não imagina a grandeza
da apresentação quando ele atua. É nosso ator mais importante. E agora que a vaca
está com a garganta inflamada e só tem ele para relinchar no ponto alto da
festa, então. Ademais, a senhora já viu o que é um presépio mais chocho sem um
jumento? Pior ainda, sem um ator laureado com dois kikitos como ele?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-2213716474428082538?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-11T07:25:27.680-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-ZI8IDtC524k/TuSFCYChy2I/AAAAAAAAAvI/cY77FJEaGWI/s72-c/jumento.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/sizifronio.html</feedburner:origLink></item><item><title>Biutiful</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/OH6HEdTBsqk/biutiful.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Fri, 09 Dec 2011 04:08:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-896820502476290169</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KC3wNFb7vdE/TuH6Y-X0F4I/AAAAAAAAAvA/tN9lm_244U4/s1600/biutiful.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-KC3wNFb7vdE/TuH6Y-X0F4I/AAAAAAAAAvA/tN9lm_244U4/s1600/biutiful.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Biutiful não é um filme para se
gostar. É um soco no estômago. É um autêntico Alejandro González Iñárritu. Os
mesmos temas de Babel e 21 gramas são revisitados, mas com uma visceralidade
muito maior, como se estes dois fossem um ensaio.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Se eu tivesse de lamentar por
algo da experiência que é assistir Biutiful, é pela escuridão de Barcelona que
é uma cidade iluminada. A história está inteira engolfada por uma luz indecisa,
de modo que é difícil saber se amanhece ou se anoitece. Um único momento de
luz, não sei se proposital, é quando os irmãos voltam do crematório onde foram
cremar os restos mortais do pai que eles não conheceram sequer de vista.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Uxbal (Javier Bardem) é um ser
perdido que tal como a penumbra que ambienta o filme, vive num limbo da
ilegalidade. Ele é parte de uma cadeia de exploradores e explorados. Esta
mistura monumental que a facilidade de deslocamento e comunicação do mundo
globalizado produz, gera uma infinidade de apátridas, sobreviventes, seres
subterrâneos que não existem para ninguém.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Sozinho, Uxbal sustenta dois
filhos pequenos e faz o que é preciso para isso. Por esta causa, a sinopse nos induz
a erro. O filme não trata apenas disso. Mas de muito temas e destinos que se
entrelaçam de forma irremediável numa aridez de afeto, respeito e dignidade
humana. Os chineses são os grandes fornecedores de qualquer coisa, inclusive de
gente. Os africanos esgueiram-se entre a polícia que os persegue sem trégua, a
vida pobre e a tenacidade de aguentar qualquer coisa pela sobrevivência tão
somente porque na África que deixaram para trás é muito pior. Os europeus
mediam os chineses e exploram os africanos. Os chineses exploram os seus como
só eles sabem fazer.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A sensação é de um moto contínuo
de vidas que acordam às 6:30 da manhã, trabalham 14, 16 horas por dia e voltam
para seu calabouço para dormir. Sujeitam-se por causa do desamparo. Uxbal, que
aparentemente é livre, guarda em algum lugar de si uma alma que, a seu modo,
tenta cuidar daqueles dos quais sobrevive. Ele tem uma espécie de dom. Fala com
mortos e cobra por isso. Uma possível leitura sugere que a espiritualidade,
representada de forma mais plena por Bea, amiga de Uxbal, seja uma saída para
humanizar o mundo. É dela a frase que um dom recebido de graça não pode ser
cobrado. É contudo, uma espiritualidade sem Deus, sem céu, quer dizer, sem
esperança de qualquer forma. Os mortos só precisam de ajuda na passagem,
trabalho que Uxbal realiza umas poucas vezes e só.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Não há riso neste filme,
tampopuco beleza, eis a ironia com o título, propositalmente escrito errado
indicando uma não beleza, um vazio de formas e conteúdo porque as pessoas são
como cascas andantes. A refeição do chinês que está no topo desta cadeia de
devoradores não dá qualquer pista de família feliz. Ao contrário, comem como se
fossem partir rápido. E no meio desta intimidade invade porta adentro seu
amante, apenas mais um elemento desconexo, parasita do parasita.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Como tudo que está ruim pode
piorar no mundo de Iñárritu, Uxbal descobre um câncer em estado terminal. Um
homem que tem intimidade com a morte – dos outros – não quer morrer. Por nenhum
motivo nobre, apenas sofre por não saber o destino dos filhos e de repetir o
que sofreu com o pai ausente. Eis aí um salto minúsculo para uma eternidade que
chama dentro de cada ser humano a despeito da desconstrução nanométrica a que
somos submetidos. Novamente, a espiritualizada Bea tem uma frase de efeito: o
universo cuidará deles. Não sem antes questionar a pretensão de Uxbal que julga
ele cuidar dos filhos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Biutiful mostra um mundo sem perdão,
reconcliação e com escassas possibilidades de redenção. Uxbal, que se preocupa
com o frio pelo qual passam seus explorados chineses, agora não mais escravos
da máquina de costura, mas da construção civil, compra aquecedores. Um porão
sem ventilação, um escapamento de gás e vinte e cinco mortos. De quem é a
culpa? De ninguém e de todos. Se isto é possível.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;O fim. Uxbal, que havia
acolhido uma africana imigrante cujo marido fora deportado, tem nela sua tábua
de salvação. Para cuidar de seus últimos dias e dos filhos, já que sua
ex-esposa está internada em mais uma crise de loucura e drogas. Em seus
momentos fatais, ele se vê numa família fruto deste grande acaso misturado às
pequenas escolhas que fazemos. A africana imigrante ilegal será mãe de seus filhos
e ele parte para encontrar seu pai que nunca conhecera. Parece que, para
Iñárritu, apenas neste mundo improvável há alguma possibilidade de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-896820502476290169?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-09T09:09:17.209-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-KC3wNFb7vdE/TuH6Y-X0F4I/AAAAAAAAAvA/tN9lm_244U4/s72-c/biutiful.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/biutiful.html</feedburner:origLink></item><item><title>O arroto</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/WH3xvJUDMNY/o-arroto.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 04 Dec 2011 02:28:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-6634978051209754005</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DJQeTKAZqVY/TttLmbob-4I/AAAAAAAAAu4/gZVTqRuxZZY/s1600/arroto.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-DJQeTKAZqVY/TttLmbob-4I/AAAAAAAAAu4/gZVTqRuxZZY/s1600/arroto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background: white; line-height: 14.25pt; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um estudante de 13 anos foi algemado e preso após ter arrotado na
classe, em uma escola pública de Albuquerque, no Novo México (EUA), de acordo
com um processo aberto, na última quarta-feira (30) contra o diretor do
colégio, um professor e um policial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Fonte: UOL Tabloide (Em São
Paulo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;02/12/2011 - 09h32)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Em terras de Vera Cruz, todo
mundo sabe, a leniência com os criminosos é inacreditável. Estão aí todos os
políticos pegos em flagrante gatunagem que não nos deixam mentir. Por aqui até o
pulha que mata, esfola e diante das câmeras diz com a maior candidez que a
culpa é da vítima que reagiu, recusou-se a dar ao meliante a carteira ou algo
de valor que ele queria por que queria, ainda encontra quem ache que ele é
vítima da sociedade e por isso reage assim. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O Lupi, pessoa de nome mais que
adequado, com suas atitudes lupinas faz e acontece, com a trogloditez que lhe é
característica até quando diz que ama a Dilma e, de novo, nada acontece.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A calhorda, bêbados feitos gambás
atropelam, matam e sem que consigam dar dois passos em linha reta, ainda atinam
para se recusar a soprar o bafômetro. Negam estar borrachos ainda que as
câmeras mostrem sua dança estropiada. Alguns juízes tem tido a hombridade de
dar-lhes multas milionárias, mas saem livres, afinal. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Mas há lugares, caros leitores,
em que a coisa pega. Imagine que você tenha comido aquela feijoada e pela gula
e o tempero, ficou meio empanzinado. No meio da aula, obviamente sem querer,
solta um arroto tão grande que as cadeiras tremem. O máximo que aconteceria era
a vergonha – não para todos porque tem gente que não se avexa nem quando solta
um pum – e os muxoxos enojados das menininhas. De quebra, talvez ganhasse um
apelido tipo boca de esgoto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Em Albuquerque, Novo México
(EUA), o negócio é mais embaixo. A aula transcorria normalmente. E pelo
acontecido, menino que der um espirro vai para o calabouço. O pobre Bob, de
treze anos, havia comido três hamburgueres e um daqueles baldes-copo de
coca-cola que os americanos adoram. Estava completamente entupigaitado. A aula
correndo e o pobre de vez em quando sentia que o arroto vinha e ele se
segurava. Vejam bem, não era um traque daqueles equivalentes a carniça, mas um
banal arroto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O professor falava, mas a mente
de Bob e todo o seu ser, antevendo um desastre de proporções épicas, com
consequências imponderáveis, estavam concentrados em segurar o monstro que
ameaçava se soltar. Mas a cada investida da fera, como um aríete enlouquecido
que subia das profundezas garganta acima, ele sabia que mais cedo ou mais tarde
se soltaria quem nem cachorro louco.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Olhava ao redor em busca de
salvação, mas não havia porque a lei da escola era que eles haviam passado, e
muito, da fase de controlar suas necessidades. Logo havia hora e tempo,
cronometrado, para usar o banheiro. Durante a aula era algo simplesmente
impossível sequer de cogitar. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Então veio o tsunami. Bob abriu a
boca e o desvairado arroto saltou como um saci pererê de dentro do redemoinho.
Vinte segundos seguidos de uma turbina de avião na decolagem no ouvido do sensível
e afetado professor que, histérico, gritava para que Bob parasse com aquela
indisciplina. Tente parar uma caminhão carregado, descendo uma ladeira e sem
freios.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O barulho foi tanto que até o
diretor, um sujeito branquelo que arrastava todas as frustrações do planeta nas
costas e nunca superara os bullyngs sofridos na escola, pelo que se tornou um
sádico altamente qualificado. Num segundo, o homem estava na sala, os alunos
ainda tentavam entender o que acontecera. O dedo do professor, trêmulo e vermelho
de raiva, apontava entre agastado e humilhado para o pobre Bob. Este apenas
sentia alívio e, como que em transe, estava preparado até para a cadeira
elétrica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;O segurança brutamontes, que
era fanzoca do Stallone Cobra e viciado em CSI, pulou em cima de Bob, colocou o
joelho em seu pescoço e o algemou. Bob via tudo passar em câmera lenta e até
esboçou um leve sorriso de nervosismo, o que foi tido como um grande deboche
agravante de sua pena. Foi preso e exilado da escola para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-6634978051209754005?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-12-04T07:30:11.701-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-DJQeTKAZqVY/TttLmbob-4I/AAAAAAAAAu4/gZVTqRuxZZY/s72-c/arroto.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/12/o-arroto.html</feedburner:origLink></item><item><title>O quê que o baiano tem</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/dzO9eGqcSwg/o-que-que-o-baiano-tem.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 27 Nov 2011 14:00:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-3086976704117741687</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-37S3eLRf72Y/TtKzNk8Qi0I/AAAAAAAAAuw/6uuJDmnmO1o/s1600/negromonte.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-37S3eLRf72Y/TtKzNk8Qi0I/AAAAAAAAAuw/6uuJDmnmO1o/s1600/negromonte.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="background: white; line-height: 17.4pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;O ministro das Cidades, Mário
Negromonte, disse nesta sexta-feira (25), em Salvador, que as denúncias de
suposta fraude em parecer de obra de mobilidade urbana para a Copa de 2014 em
Cuiabá (MT) tentam "enfraquecer a presidente Dilma".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte: G1 (25/11/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O ministro não parava de falar.
Era uma técnica para impedir que alguém perguntasse algo. Uma tentativa de
“secar” todas as possíveis fontes de perguntas constrangedoras. Convenhamos, é
preciso ser extremamente habilidoso nesta questão. Falar demais diz-se o que
não se quer. Mas ele era bicho passado na casca do alho, matraqueado, lá do
jeito dele. Carregava no sotaque como forma de arrebanhar a solidariedade
nordestina. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Assim, você leitor, ao ler a fala
do ministro, ouça a melodia do sotaque nordestino. Suas várias reportagens, um
misto de autodefesa, pedido de penico à presidenta e ataques melodramáticos,
com direito a choro e tudo, foi aqui rigidamente decupado com a maior
fidelidade, incluindo espirro, respiração ofegante e perdigotos. Nada escapou.
Ah, não se preocupe em achar sentido em alguns trechos, não é erro da
decupagem, é que é assim que o cara pensa. Lá vai.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
É tudo culpa desta imprensa
marronzista, diria o sábio conterrâneo baiano, patrono dos políticos do axé e meu
inspirador, Odorico Paraguassu. Oxe, meu rei, eles querem é enfraquecer a
presidenta Dilma. Mas não vão conseguir porque a mulher é macha. Quero dizer,
forte, enfim, nada tenho que ver com o louco do Bolsonaro.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Não há nada de errado, garanto
pela minha mãe mortinha. Se o guverno não tivesse trabalhando... mas tá
trabalhando e muito. Tão dizendo que há um desvio de setecentos milhões naquele
modalzinho do matrogrosso. Eu pergunto, o que é isso diante da mudernidade que
o povo vai ganhar? Vão andar de trem em vez de ônibus que é coisa da pobreza de
um Brasil que nós queremos esquecer. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Não tive conhecimento de nada,
nem tenho posto o pé no ministério só rodando o país, trabalhando. Isto é gente
insatisfeita com nossa administração séria e honesta. Querem me tirar do
ministério porque não passei e nem vou passar a mão na cabeça de ninguém. Já
mandei investigar. Se alguma coisa aconteceu, cabeças vão rolar.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
De que eu falava mesmo? Ah, do
trem. Não, da mudernidade. Mas o que fazem esta imprensa preconceituosa com um
guverno que se dedica ao povo? Inventa desvio, isso e aquilo. Estão criando a
república da discunfiança. Com isso, nós povo desta terra de encantos mil, não
podemos concordar. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Eu não tô dizendo que é
preconceito? Foi por causa da festa do bode. Para seu guverno, o bode é um
orgulho nacional nordestino. O bode sustentou o povo na seca, deu carne, deu o
couro, deu o chifre, quero dizer, o chifre não, o leite. Eu mesmo mamei na
tetas de uma cabrita. Ahã, é que o leite de minha mãe era fraco, que Deus a tenha
em bom lugar. Olhos marejados.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Se fosse uma festa da uva, da
maçã, coisa destes sulistas estrangeiros, ninguém dizia nada, mas como é uma
singela festa a um símbolo máximo da resistência de um povo, aí caem de pau com
esta lenga lenga de usar dinheiro público. Ora, se a festa é para o povo como
não havera de usar dinheiro público?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Recompõe-se. Não vou me agachar
pra ninguém, não fico de joelho, isso eu deixo pro próximo ministro que cair na
esparrela de fazer m... Se o Lupi diz que pra derrubá-lo só a bala, eu não fico
de joelho, só diante do Senhor do Bonfim e São Jorge, meu santo de estimação.
Não sou apegado ao cargo. Se a presidenta Dilma não me quiser mais, eu dou a
ela... Ministro! O cargo, meu filho, o cargo de volta. Oxe!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Esta imprensa discriminidora de
nordestino tá querendo é fazer campeonato de derrubança de ministro, mas eu não
vou ser a bola da vez. Comigo não, violão! A presidenta já mandou um recado de
que eu tô mais firme do que nunca. Eu e ela tamo assim (junta os dedos
indicadores e esfrega). É como eu disse, a festa do bode e o trem leve são
lados da mesma moeda, são para o benefício do povo, e estes papagaios ensaiados
ficam se preocupando com mixaria. Vão se catar cambada de não tem o que fazer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-3086976704117741687?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-11-27T19:01:36.945-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-37S3eLRf72Y/TtKzNk8Qi0I/AAAAAAAAAuw/6uuJDmnmO1o/s72-c/negromonte.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/11/o-que-que-o-baiano-tem.html</feedburner:origLink></item><item><title>Praga humana</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/IFIkumNkqN4/praga-humana.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 20 Nov 2011 11:39:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7964690489486739285</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2BYhzOr-pI0/TslXrHFPL8I/AAAAAAAAAug/Yth4KCXoCw4/s1600/onibus+lotado.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://2.bp.blogspot.com/-2BYhzOr-pI0/TslXrHFPL8I/AAAAAAAAAug/Yth4KCXoCw4/s320/onibus+lotado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;O
mundo chegou aos sete bilhões de almas viventes. Haja comida, casa, trabalho e
água potável para tanta gente. Agora lascou. Dizem que ainda não precisaremos
viver todos em quitinetes à moda japonesa, mas chegaremos lá. A sensação que
tenho, entretanto, é que já me falta um tantinho assim de ar. Nem consigo mais
comer sem cutucar alguém do lado com meu cotovelo. De repente, sou acossado
pela quase certeza de que sou vizinho de toda essa gente. Mas não me refiro às
babaquices românticas dos ecochatos de que habitamos a mesma nave mãe e blá,
blá, blá. Tô falando do barulho, do mau cheiro, dos maus modos, dos malas e chatos.
Ah, meus caros leitores, estes vão se replicar como bactérias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Faça
um exercício simples do seu presente-futuro. Imagine fila de banheiro agora.
Novos inquilinos terão que pedir senha antes de nascer para dar as caras. Terá
que haver rodízio de quem come. Sair na rua ou até dentro de casa, também
rodízio. Números de posição de nascimento pares: segunda, quarta e sexta.
Ímpares: terça, quinta e sábado. Domingo é para a galera que nasceu em 29 de
fevereiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Evidentemente
nem todos estão contribuindo de forma igual nesta competição em que nos
reproduzimos como ratos. Alguns países estão especialmente empenhados. Os países
mulçumanos em geral por que querem afogar a civilização judaico-cristã-ocidental
com suas barbas, turbantes e burcas reprodutoras de Mohameds. Os hindus porque
inventaram o kama sutra e, como dizia a Zezé Macedo em seu personagem na
Escolinha do Professor Raimundo, só pensam naquilo. Os chineses porque querem
ter um mercado comprador dentro de casa e dominar o mundo como segundo plano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Nós
no Brasil estamos encolhendo. A mulherada diminuiu ainda mais sua taxa de
fertilidade, diz o IBGE. Em 2010, as brasileiras tiveram apenas 1,86 filho por
mulher. Não se assuste, não nasceu ninguém 0,86 gente. É só uma abstração estatístico-epidemiológica.
Claro, isto tem um lado bom. Teremos mais espaço que os outros, mas faltará
braço quando tivermos que nos defender das invasões das hordas famintas.
Perguntem aos bolivianos se não é verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;O
site da BBC Brasil comemorou esta incrível façanha reprodutora humana criando
um dispositivo em que você digita a data de seu nascimento e &lt;i&gt;voilá,&lt;/i&gt; o sistema diz qual é o seu número
entre os sete bilhões. Outro número, este monstruosamente grande, diz qual é
sua posição entre todos os seres humanos que existiram na terra até hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d1nwQZqtALA/TslX1LBHTbI/AAAAAAAAAuo/Zx1XlSFzYn0/s1600/lata+de+sard.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-d1nwQZqtALA/TslX1LBHTbI/AAAAAAAAAuo/Zx1XlSFzYn0/s1600/lata+de+sard.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
No dia do meu nascimento eu
ocupei a mastodôntica posição 3.334.470.205... Ufa! Por posição eu deveria
lê-lo na forma ordinal, mas como minha matemática nunca passou do elementar,
não sei ler isto. Assumo, sou analfabeto em tal assunto. Mas a coisa piorou. De
todos os terráqueos vivos e mortos que palmilharam este solitário planeta eu
sou o &lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;77.242.526.004. Bom, aí nem na forma arábica
me atrevo a ler. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="pc-number"&gt;&lt;span style="background: white; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A
pergunta que corrói o juízo é como sabem que viveram este mundo de gente até
hoje desde os primórdios? Por exemplo: inclui o primeiro cara que um dia,
cansado de ser um piteco qualquer da vida, desceu da árvore e caminhou sobre as
duas patas anteriores? Ou, para agradar aos religiosos, inclui nosso velho
conhecido Adão e, por suposto, sua bela Eva? Exclui a serpente? Certo, não
consta que fosse humana, embora, a seu modo, nos tenha legado coisas hoje
demasiadamente humanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;O que
significa tudo isso? Não tenho a menor ideia. Divago. Outro exemplo. Qual é o
número fatal em que haverá tanta gente que estarão escapulindo para o espaço
sideral pelas beiradas? Há várias projeções, ninguém se entende nesse
particular. Mas uma coisa chegar aos sete bilhões rendeu. As aves do agouro,
leia-se apocalípticos de todo quilate, estão mais vivos do que nunca. Não
destituídos de toda razão, convenhamos. Afinal, se pensarmos bem, nem
precisaremos de bombas e outros telecotecos para nos acabar. Nós seremos nossa
própria bomba. Com tanta gente por aí, uma hora vai faltar bolsa Vuitton pra
todo mundo, embora os chineses não descansem dia e noite produzindo cópias
populares. Nem se fale no filezinho com fritas. Apartamento de cobertura,
então, vai ficar pela hora da morte. Vai ser o fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-7964690489486739285?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-11-20T16:41:17.182-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-2BYhzOr-pI0/TslXrHFPL8I/AAAAAAAAAug/Yth4KCXoCw4/s72-c/onibus+lotado.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/11/praga-humana.html</feedburner:origLink></item><item><title>Dirigir, comer e rezar... é uma marretada</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/pnkHsizOtwI/dirigir-comer-e-rezar-e-uma-marretada.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 13 Nov 2011 02:24:00 PST</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7484103308492025769</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9M4tfbhXxF0/Tr-bWEjEb9I/AAAAAAAAAuY/7s6rHPQB3do/s1600/cara+marretada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-9M4tfbhXxF0/Tr-bWEjEb9I/AAAAAAAAAuY/7s6rHPQB3do/s1600/cara+marretada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;Jennifer Coll estava dirigindo em uma estrada rural, na cidade de Loveland,
quando teve o carro atingido por uma marreta, que quebrou o para-brisa do carro
e atingiu a motorista de 60 anos em cheio no rosto.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;Jennifer sobreviveu apenas com o rosto machucado. Para ela, foi um milagre.
No momento em que seu carro foi “atropelado” pela marreta voadora, a motorista
estava rezando.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-outline-level: 2;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Fonte: Do UOL Tabloide (Em São
Paulo - 09/11/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Dirigir em São Luís é um saco. Fossem apenas as péssimas
condições das vias vá lá, pior ou igual a isso é a vasta fauna de antas, burros
e cérebros de minhoca que sentam no lugar dos motoristas e, pasmem, conseguem
tirar o carro do lugar. Não sem consequências. A eles nunca lhes foi apresentado
a pequena alavanca, logo abaixo da direção que serve, entre outras coisas, para
acionar as lanternas sinalizadoras. Mais ainda. Invadem faixas, andam na
contramão, avançam sinais. Como pebas ensandecidos, cavam qualquer brecha e
enfiam o carro lá, pra cima de você que, tentando ser civilizado, ocupa seu
justo lugar à espera de que o trânsito ande. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Mas não se tem notícia de que um motorista tenha sido
atropelado por uma marreta. Você leu corretamente. Aquele treco com que
trabalham denodados peões para demolir coisas ou cravar estacas onde se lhes
mandam. A simpática Jennifer viajava tranquilamente por uma boa estrada
americana quando BUM. Uma marreta atravessou o parabrisa e acertou no meio do
seu frontispício. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Conseguiu parar o carro e pedir ajuda. Foi socorrida por
um atônito transeunte que só a custo acreditou na história porque jazia no
bando do carona a marreta assassina que, como se vida tivesse, voou por aí e,
sem brevê, sapecou-se na pobre mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
A autoridade policial queria porque queria saber se a
digna senhora teria algum inimigo. O suspeito natural seria algum pedreiro mal
pago ou com quem tivesse dívida. Mas dona Jennifer negou e eis a surpresa. Não
tem inimigos. Leva vida simples e frugal. Mulher religiosa e boa vizinha. Quem
teria interesse em matá-la de forma tão inusitada? Ninguém, por suposto. Porém,
em meio ao relato, dona Jennifer diz que na hora do acontecido estava rezando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O experiente policial de Loveland sacou na hora que aí
estava a charada de todo o imbróglio. Sim, porque homem destemido e dedicado à
sua profissão não deixaria acontecer uma coisa tão relevante em sua cidade sem
que esclarecesse tudo, tintim por tintim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Quis saber sobre o que rezava dona Jennifer. Ela
retrucou que sobre nada, apenas rezava. Quantas vezes a senhora reza por dia?
Quis saber. Não sei, toda hora, até dirigindo. Está explicado. A única forma de
uma marreta voar e atropelar a senhora é um ato divino. Pois, como se sabe, ela
violou a lei da gravidade. É um milagre, disse dona Jennifer. Deus estava
comigo e me salvou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
É aí que senhora se engana. A senhora ignorou que a
paciência divina também tem limite. Permita-me adverti-la, o Senhor não estava
num bom dia certamente e justo por perturbá-lo dia e noite, ele como que deixou
escapulir a marreta. Não para matá-la evidentemente, afinal ele controlou a
intensidade, a velocidade e, como pode tudo, subverteu as leis da física,
apenas para alertá-la que hoje não era um bom dia para ladainhas. A senhora não
tem amigos ou parentes com quem conversar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O senhor está louco. Onde já se viu falar uma heresia
dessas sobre o Senhor? A paciência DEle é infinita, se o senhor quer saber. Eu
sempre converso com Ele quando dirijo. Taí a explicação de suas multas,
retorquiu o policial. Dona Jennifer, não vamos ficar aqui discutindo o que o
Senhor acha ou deixa de achar, a prova está na sua cara e me desculpe, mas penso
que o Senhor até se divertiu com esta traquinagem e de lambuja, ainda manteve a
senhora mais crente do que nunca, pois insiste em dizer que Ele a salvou.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; margin-bottom: 12.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 35.4pt;"&gt;
P&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;ara um policial, o
senhor está excedendo suas funções. Não preciso de conselhos sobre a paciência
celestial. Tudo bem, mas só por preocupação, da próxima vez que a senhora for
rezar e dirigir use um capacete e não é garantia de nada. Olha só o que
aconteceu com aquele piloto brasileiro. Mas aí não teve nada a ver com o
Senhor, foi o Barrichello que ainda não aprendeu a dirigir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-7484103308492025769?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-11-13T07:26:56.163-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-9M4tfbhXxF0/Tr-bWEjEb9I/AAAAAAAAAuY/7s6rHPQB3do/s72-c/cara+marretada.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/11/dirigir-comer-e-rezar-e-uma-marretada.html</feedburner:origLink></item><item><title>Defuntos caloteiros</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/BdZUen2vdTc/defuntos-caloteiros.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sat, 29 Oct 2011 11:56:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-6520353270602577774</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 24pt; margin-bottom: 12pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-k1JBquZCrB8/TqxMNZia6lI/AAAAAAAAAuQ/vOreilrEdt4/s1600/lapide.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://1.bp.blogspot.com/-k1JBquZCrB8/TqxMNZia6lI/AAAAAAAAAuQ/vOreilrEdt4/s320/lapide.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="ingress" style="line-height: 15pt; margin-bottom: 3pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;A prefeitura da
cidade espanhola de Zaragoza lançou uma campanha para alertar familiares
inadimplentes que quem não saldar dívidas com cemitérios locais terá os restos
mortais de seus entes exumados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 15pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Aproveitando a chegada do dia de Finados - que
na Espanha é celebrado no dia 1º de novembro - a prefeitura colocou adesivos
nas lápides advertindo que a sepultura está com pagamento vencido e que os
familiares tem 15 dias para saldar suas dívidas, em geral ligadas a taxas de
manutenção dos cemitérios. relacionadas a taxas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #505050; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing: -.15pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="background: white; color: #333333; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Anelise
Infante (&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;De Madri para a BBC Brasil - &lt;/span&gt;&lt;span style="background: white; color: #666666; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;28 de outubro, 2011&lt;/span&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin-bottom: 3.75pt; margin-left: 0cm; margin-right: 3pt; margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
A família chegou ao cemitério com
as dores distantes, as lembranças frescas e, por que não dizer, com certa alegria
em, digamos, rever os parentes enterrados no jazigo familiar. As crianças
faziam perguntas inoportunas e enchiam a paciência porque não entendiam a razão
de visitar um cemitério, ainda por cima “ver” pessoas que elas nunca
conheceram.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O pai, empertigado, disse que era
um dever familiar visitar os parentes, afinal, era uma vez só no ano e eles,
coitados, passavam os outros 364 dias sozinhos. Era também um dever cristão,
sem contar que relembravam boas coisas e riam de episódios que só o cemitério
mesmo para fazê-los voltar no tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Estavam ali, quase displicentes
naquela fresca manhã de finados, quando viram de longe, circundando a base da
estrutura, uma faixa que dizia “Jazigo vencido” em letras vermelhas garrafais.
Sobre o túmulo, um estranho amontoado de ossos, formando um quebra cabeça
asqueroso. Ainda estavam em choque, aquilo só poderia ser uma brincadeira de mau
gosto. Não era. O filho mais novo, num segundo, já havia pegado um fêmur e
começou a bater no irmão mais velho que abriu um berreiro. A mãe, atarantada,
tentou impedir que o outro filho fosse nocauteado e acabou derrubando um dos
crânios que rolou rua abaixo com a boca escancarada num sorriso apavorante. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O marido deu um berro de pavor e
indignação e agora, quem era quem? Somente naquela sepultura havia umas três
gerações da família e estavam misturados. Procurou a direção do cemitério,
exigiria explicações. Mais que isso, pediria uma indenização por falta de
respeito com sua família. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O gerente do cemitério disse que
enviou mais de dez correspondências aos mortos cobrando anos de taxas não
pagas. Ou ele pensava que só porque estavam mortos não teriam que pagar para
ficar ali? Aliás, disse ele, a inadimplência havia chegado ao cúmulo que
pensavam até em falir o cemitério. Mas nem todos são salafras, olhe aqui seu
Euzébio, paga direitinho. Mas para cada pagante há dezenas de defuntos
caloteiros.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Ele não sabia o que dizer e falou
o que lhe veio à mente. Quem sabe eles não tivessem recebido a correspondência,
afinal o correio vive em greve. Ele mesmo, em várias conversas com eles, nunca
soube de dívida nenhuma. Como assim, conversas com eles, quis saber o gerente
do cemitério. Só você que é um desalmado que não fala com seus mortos. Mas o
que ele queria saber era como é que iam montar os corpos novamente. Eu não
quero nem pensar no que o vovô vai dizer quando se perceber com uma anca da tia
Gertrudes, logo ele que sempre foi machão. E tia Quina, com a cabeça do primo
Ernesto.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Desculpe, senhor, mas estamos
numa crise severa e o senhor não vai acreditar na quantidade de defunto velhaco
que temos aqui e olha que avisamos com antecedência. A ordem aqui é de despejo
para quem não pagar. Eles se valem de sua condição, querem que tenhamos pena
deles, mas e as taxas atrasadas e os vivos que trabalham, não comem? Não quero
saber de suas razões. Processarei este cemitério, no mínimo, por vilipêndio dos
corpos e covas, quem sabe não cabe aí uma brecha legal no estatuto do idoso.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Ao voltar à cova, o pai
encontra a esposa em estado de choque. Pega um crânio: vovó, é a senhora?
Solta, pega um braço que se esfacela: desculpe tia Quina, é que a senhora está
tão magrinha. Primo Ernesto! Os meninos, já reconciliados, faziam embaixadinhas
com a cabeça do tio para total desespero dos pais. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px; text-indent: 0px;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-6520353270602577774?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-10-29T15:56:14.641-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-k1JBquZCrB8/TqxMNZia6lI/AAAAAAAAAuQ/vOreilrEdt4/s72-c/lapide.jpeg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/10/defuntos-caloteiros.html</feedburner:origLink></item><item><title>Minhas amigas, as piranhas.</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/xFr2Hh_LCKc/minhas-amigas-as-piranhas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Tue, 25 Oct 2011 05:53:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5012428382142477862</guid><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wpcQzfRxoCE/TqaxStD8OHI/AAAAAAAAAuI/yPl7J4dhVY8/s1600/piranha.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-wpcQzfRxoCE/TqaxStD8OHI/AAAAAAAAAuI/yPl7J4dhVY8/s1600/piranha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Usando microfones subaquáticos, a equipe da
Universidade de Liège, na Bélgica, gravou os sons emitidos pelos peixes quando
se confrontavam.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Em artigo publicado na revista científica&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Journal of Experimental Biology&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, a
equipe disse ter identificado três tipos de sons, cada um contendo uma
"mensagem" específica.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 12.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 12pt; margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: left;"&gt;
Fonte: &lt;span style="background: white; color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Victoria
Gill (&lt;/span&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Repórter de Ciência e Natureza, BBC News – 13/10/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Zé do Oim recebeu este nome pela
simples razão de que seus olhos eram, de fato, olhinhos, espremidos assim como
se estivesse permanentemente encarando o sol. Tinha lá um quê oriental que ele
dizia, não sem certo orgulho, que era devido a uma longínqua tataravó. Segundo
sua lenda familiar, tinha sido a pobre mulher capturada pelo seu tataravô. Numa
caçada, o homem ouviu os cachorros latindo em sinal de ter acuado uma fera. Mas
eis a surpresa dele, ao chegar ao local a fera era uma indiazinha por quem caiu
de amores.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Oim é um tanto parvo, mas tem lá
sua esperteza curtida na vida. Fica danado mesmo é com a insinuação de que é
filho de chinês. Que chinês o quê! E lá conta a saga da índia, sua avó
pré-histórica.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Soube esta semana que uns gringos
no estrangeiro descobriram que piranha late. Primeiro se confundiu. Não que
chame aquelas moças de piranhas, acha isso falta de respeito com as duas, a
mulher e o peixe. Acredita que piranha só tem uma, o peixe. E não vê como é que
a outras se parecem de alguma forma com o hidrológico animal. Será que é porque
agora também chamam as mulheres damas de cachorras? Não sabe responder.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Explicaram a Zé do Oim que a
pesquisa se realizou com piranhas mesmo, isso para grande admiração e espanto
dele. E só descobriram isso agora? O informante ficou um tanto desconcertado.
Como assim, só agora? Zé do Oim, nascido à beira do Mearim, pescador desde
criança, acostumado a chupar cabeça de cascudo, balancou a cabeça em sinal de enfado.
Ô gente mais besta! Gastaram dinheiro com isso?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O interlocutor tentou dar ares de
importância à pesquisa. Disse que descobrir que as piranhas latem para se
comunicar era uma forma de conhecer mais estes animais e até ajudar aos
pescadores a melhor época para pescar e outros blá blá blás. Zé permaneceu com
seu ar superior. As piranhas da beira do rio onde pesco não só latem como miam,
imitam passarinho e, não conto história de trancoso, tem uma lá que canta igual
a Alcione. Eu mesmo ensinei as bichinhas a vigiar minhas galinhas e explicou –
tem muita raposa por lá.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Vou contar como peguei amizade
com as piranhas. Estava eu pescando e ouvi um rosnado. Olhei prum lado, olhei
pro outro e nada. Já pensava em dar uma pedrada no cachorro que, fazendo zoada,
ia espantar os peixes, mas não vi nem um. De novo, rosnado e latido. E não é
que tinha umas três piranhas tentando espantar uma onça que estava pendurada
num pau de olho em mim. Aí sim, foi um susto grande. A bicha ia pular bem no
meu cangote. Mas com tanto latido, fugiu.&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-no-proof: yes;"&gt;Joguei as iscas para minhas
amigas cachorras, quero dizer, piranhas. Nossa relação mudou totalmente: agora
eu cuido delas é com leite ninho e coca-cola para arrotar. Ô bichinhas que
aprendem coisa. Se você for lá, eu mostro. Dão saltinhos, rolam, dão as
barbatanazinhas e buscam um pedaço de pau quando jogo lá no meio do rio. Agora
tem uma coisa, são sestrosas. Gente de fora elas ficam meio envergonhadas e dão
no máximo um rosnado. Acho que comigo é porque pegaram gosto da minha pessoa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-5012428382142477862?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-10-25T09:53:59.392-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-wpcQzfRxoCE/TqaxStD8OHI/AAAAAAAAAuI/yPl7J4dhVY8/s72-c/piranha.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/10/minhas-amigas-as-piranhas.html</feedburner:origLink></item><item><title>Abaixo as feministas. As mulheres querem a bolsa lingerie.</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/2CgyL2JZPJk/abaixo-as-feministas-as-mulheres-querem.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sat, 15 Oct 2011 06:47:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-2373451845779958854</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-U_hLbXc19IQ/TpmOs_quc2I/AAAAAAAAAuA/d7o3WhcIlx0/s1600/gisele.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-U_hLbXc19IQ/TpmOs_quc2I/AAAAAAAAAuA/d7o3WhcIlx0/s200/gisele.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;A Secretaria de
Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de
Autorregulamentação Publicitária) a suspensão da campanha publicitária
"Hope ensina", que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a
"melhor maneira" de contar más notícias ao marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: 10.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="color: black; font-size: 10.5pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Fonte: Folha (De Brasília) 28/09/2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O que sei é que se ela continua
com aquele requebro em cadeia nacional de tv, naqueles trajes minúsculos, é
capaz de fazer mais estrago às nossas conquistas do que a Associação do Cornos
Cearense e ainda pior, a Associação dos Machistas Mineiros. Se juntar todas
aquelas ucranianas sem classe balançando os peitos em praças, nem chega perto
da punhalada nas costas que essa provoca.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Vejam companheiras, se isso não é
um disparate. Como é o nome dessa menina mesmo? Gisele, disse uma. Ela casou
com um atleta americano liiiindo... Companheira, contenha-se, não queremos
saber de sua vasta cultura cultivada em horas de leitura da Contigo, Caras e
sei lá mais o quê. Isto aqui é uma reunião para deliberar o destino da mulher
brasileira, quiça do mundo, digo eu. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Houve entreolhares entre as
participantes, como que a entender o limite do que podia ou não em tão
importante congregação. Afinal, ali estava&lt;span&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;a nata da Secretaria Especial das Mulheres, amazonas da causa. Sem que
as outras se preparassem, a ministra se levanta e arremeda o andar da inimiga. Para,
bota as mãos nas cadeiras e diz: amor, eu bati o carro. Disse da forma que
entendia ser uma fala sensual. Apertou os olhos atrás dos óculos, fez biquinho.
Risos nervosos ecoaram timidamente, afinal não se sabia se era para rir.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Nem se fale no espetáculo
dantesco que o desfile mumesco proporcionou. A cena era capaz de dar convulsão
em lesma. Mas conhecer as artimanhas do inimigo é fundamental, já ensina o
velho Sun Tzu. Às vezes, é preciso interpretá-lo, senti-lo, colocar-se como se
fosse o próprio. É a única forma de entrar em sua mente. Esta foi a peroração
da ministra para justificar o que chamou de “revivescência do ataque do inimigo”.
&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Proponho que o comercial infame
seja retirado do ar sob pena de graves danos à causa da mulher nacional. A
gente tem que parar de ficar só celebrando a Maria da Penha, é preciso criar
fatos companheiras, se não nosso ministério vai pra cucuia. Ministra, vão dizer
que estamos ressuscitando a censura, que somos uma bando de bruxas que não tem
o&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que fazer. Para seu governo,
companheira, nós petistas fomos vítimas da censura, isso aqui é defender os
bons costumes, as conquistas femininas. Se temos que tomar uma medida radical,
que seja.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Ministra, vamos pedir para
proibir por que mesmo? Não vejo mal nenhum na propaganda, aliás, o companheiro
lá de casa iria adorar eu dentro daquela lingerie que é tudo. Companheira, estou
passada. Estou sem fala, como é que você foi contratada para este ministério?
Aqui defendemos a causa feminista, você está com o discurso das inimigas e
ainda faz o papel de advogada da diaba.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A cada rebolada dessa zinha aí,
anos de lutas e conquistas a duras penas vão pelo ralo. Nosso movimento, em
seus primórdios, tirou a calcinha e o sutiã como símbolos máximos da opressão
masculina. Este comercial, companheiras, &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font: minor-bidi;"&gt;“promove
o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu
marido”. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Esta outra quer nos fazer usar estas roupas fetichistas
para nos tornar simples objetos da luxúria do homem. Ministra, a senhora não
está sugerindo que nós... O riso foi geral e incontido. Até a própria disse que
não... havia perdido, se posso dizer, o rebolado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Recompondo-se. Eu tirei, sim, o
sutiã, era nossa bandeira. Uma cochichou com outra. Deve ter matado duas
baratas que passeavam cá embaixo. Já a calcinha, não tirei não. Bem, joguei uma
para o Wando, aquele beiçudo danado. Mas é só este pecadilho que tenho. Mais
risos. Êpa, isso aqui está desandando. Temos que ir às ruas, fustigar o
judiciário. Cadê o Conar? A propaganda atenta contra dignidade feminina. Nos
rebaixa a um corpinho bonitinho e só. Silêncio. Então, companheiras?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;Está decidido, vamos às barras
dos tribunais pedir o fim desta humilhação. Justo agora que temos uma
presidenta, vem esta mulher, agente subversiva do erotismo, vulgarizar todas as
mulheres só porque é bonita e gostosa... Todas a olhavam com caras de “não sei
e não tô nem aí”. Elas concordariam com o que fosse dito, mas sem convicção, não
se sentiam ameaçadas pela Jezabel Gisele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-2373451845779958854?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-10-15T10:47:06.138-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-U_hLbXc19IQ/TpmOs_quc2I/AAAAAAAAAuA/d7o3WhcIlx0/s72-c/gisele.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/10/abaixo-as-feministas-as-mulheres-querem.html</feedburner:origLink></item><item><title>Em vídeo, todo gato é pardo</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/fUi2A6ODyrI/em-video-todo-gato-e-pardo.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 14:17:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-7172992213721612915</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KWUAzccjihI/ToeDRaxhs0I/AAAAAAAAAt8/_Uz0vf5zin8/s1600/mulher+com+gato.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-KWUAzccjihI/ToeDRaxhs0I/AAAAAAAAAt8/_Uz0vf5zin8/s1600/mulher+com+gato.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: .0001pt; margin: 0cm;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;A mulher de um
deputado britânico foi considerada culpada pela Justiça de Birmingham por
invadir a casa da amante do marido e furtar a gata da rival. Christine Hemming,
53 anos, levou o animal de estimação da amante Emily Cox três dias depois de
separar-se de John Hemming, em setembro do ano passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte: UOL Notícias
(30/09/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O ciúme é corrosivo. A rejeição é
agonizante. Entre estes dois estados oscilava Martira. Trinta e oito anos de
casamento jogados fora assim, sem mais. Trocada por uma zinha saracoteante que,
segundo ouvia, não remoçava o ex-marido, dava-lhe uma ar de trouxa com um riso
na boca. Pelo menos isso, ser ridículo à vista de todos, era um pouco de
satisfação. Mas logo lhe atravessava um pensamento: mas por mim, por mim,
quando ele foi ridículo? E tudo voltava à estaca zero em seus sentimentos.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Esteve com o infeliz nos piores
momentos. Ele apenas engatinhava na política, era mero cabo eleitoral,
sindicalista reles. Noites insones, comícios, agitações, o diabo. Ela recebia
em casa aquele tropel de imbecis que comiam feito porcos, sujavam sua casa,
bebiam feito gambás e ela servindo petisco feito uma Bertoleza. Agora era
deputado e ela uma mulher largada e fustigada pelo desmerecimento.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Todo mundo sabia que a piriguete
que ele arrumou era sambada e conhecida na roda. Saíra em duas ou três revistas
de nu artístico como dizia, pois se apresentava como modelo. Os tais nus
artísticos mais pareciam cenas recortadas de filme pornô de quinta categoria. E
pensam que ele se envergonhava da tal ter mostrado as entranhas publicamente da
forma mais explícita possível? Nada. Ele que até guardava algum pudor nestas
coisas, chegou a estudar em seminário.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
De certo modo já se sentia
vingada dele. A pensão era boa e ai dele se não tivesse dado o que pediu. O
implante no cabelo, as sobrancelhas delineadas, a maquiagem e a depilação das
axilas davam-lhe um aspecto de boneco de plástico. Depois da aplicação de
botox, então, o riso meio paralisado transformaram-no no próprio Coringa. Era
hilário. A sirigaita mandava e desmandava na vida dele agora. Disse que o
repaginou para ficar mais jovem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Martira, contudo, não se sentia
vingada completamente. Era preciso atingir aquela ladra de marido alheio. Não
que ele fizesse falta, mas já estava acostumada. Mas onde doeria na sarfadana? Sem
querer descobre que o “amor” da vida da sujeita era um gato que chamava de
mimo. Nem se conteve, deu um gritinho de êxtase antevendo sua ira vingada.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Sorrateiramente entrou na casa
dos pombinhos e roubou o gato. Por azar, uma câmera filmou tudo e foi
descoberta. Não depois da cutruca dar escândalos até na tv. Foi um chilique só.
A câmera de vigilância a dedurou. Sentiu-se ridícula entrando sorrateira e
sendo questionada pelo sumiço do gato. Mesmo diante das imagens, negou. Quando
disseram que carregava um gato debaixo do braço, fingiu espanto. Era um gato?
Resolveu ter uma ataque de amnésia.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Fui apenas deixar uma catrevage
que meu ex deixou lá em casa. Não queria lembrança dele lá. Jamais faria
qualquer coisa com o animalzinho. Dizia com olhos cândidos. O vídeo mostra a
senhora com o gato na mão. Afagava o pobre animal que parecia faminto. A
senhora aparece saindo do recinto com o gato à tiracolo. Quem disse que sou eu?
É uma pessoa de costas, parecida comigo, reconheço, mas não eu. Qualquer um
poderia pegar o fofinho, bem cuidado. Tem muita gente má. Já pediram resgate?
Dizem que agora é moda. Tem gente que gosta mais de bicho que de pessoas,
sabia?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
O investigador sugeriu que
bastava devolver o gato e tudo acabaria. A dona do animal estava disposta a
esquecer o ocorrido. Mas se devolvesse, onde ficaria sua vingança? Ora, se o
sofrimento da peste é que lhe dava alegria. Bateu o pé entre um esquecimento,
sonambulismo e a negação descarada. Foi ameaçada de processo, mas o que seria
um processozinho diante da alegria que sentia de vê-la descabelada e
macambúzia? Dava até pena. Sentia toda a carga prazerosa do desdém nesta frase.
Sem contar que ela faria da vida do ex um inferno. Que a processassem.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;O investigador, desolado, ante
tamanha renitência, jogou a toalha. Pois diga, o que fez com o gato? Nem afirmo
nem nego nada. O senhor me julga por segundos em que apareço no vídeo que,
repito, afagava o animalito – disse com as mãos em forma de garra. A senhora é
a única suspeita. Quem sabe, respondeu Martira, não foi um desses vendedores de
churrasquinho de gato, dizem que um petisco saboroso, embora, naturalmente,
atentem contra nossos tabus e a vigilância sanitária, não é?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-7172992213721612915?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-10-01T18:17:13.757-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-KWUAzccjihI/ToeDRaxhs0I/AAAAAAAAAt8/_Uz0vf5zin8/s72-c/mulher+com+gato.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/10/em-video-todo-gato-e-pardo.html</feedburner:origLink></item><item><title>Mulher Ketchup</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/YbuemD4O0rA/mulher-ketchup.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sat, 24 Sep 2011 12:25:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4099458448191753032</guid><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;
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&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;
&lt;style&gt;
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&lt;![endif]--&gt;

&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J5U-joF3iJY/Tn4uljEdweI/AAAAAAAAAt4/ZGnGew3DLo4/s1600/foto_ketchup.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://2.bp.blogspot.com/-J5U-joF3iJY/Tn4uljEdweI/AAAAAAAAAt4/ZGnGew3DLo4/s320/foto_ketchup.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Um suposto roubo levou
a polícia a descobrir um caso de assassinato forjado em Pindobaçu (BA). Segundo
a Polícia Civil, o homem que havia sido contratado para o crime desistiu do
assassinato, cobriu com ketchup o corpo da mulher que seria sua vítima e ficou
com os R$ 1.000 pagos pelo serviço.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Fonte: Folha de São Paulo
(21/09/2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Todos já nos acostumamos com as
famosas subcelebridades que enfestam programas de gosto absolutamente duvidoso
na tv e as revistinhas de mexericos de coisas descartáveis, desinteressantes,
inúteis como&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a mudança da cor de cabelo
daquela atriz que ninguém nem lembra o nome. &lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Entre esta miuçalha de “artistas”
sempre houve mulheres, as “gostosas” toda sorrisos, pouca roupa e nada mais.
Personas cujos principais atributos são as partes pudendas que elas amostram
sem a menor cerimônia onde for. Verdade que ultimamente, depois da Tiazinha
(lembram dela?), elas cantam funk, ainda rebolam&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e se submetem a exames de câmeras indiscretas
de baixo arriba. Com estas tvs lcd e led é quase como se estivessem na sua
sala.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Uma variante deste seres de vida
curta como uma aleluia, são uma espécie de evolução feminina. Os glúteos são
descomunais (pobre Rita Cadillac!). Peitos com litros de silicone. As pernas
apresentam coxas e panturrilhas bombadas e se alcunham com nome de fruta. Há de
tudo: melancia, morango, jaca, maçã, melão e tem uma alienígena, mulher filé.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O que faltava era uma mulher
ketchup. Jurema saltou de sua insignificância, do dia para a noite, para o
mundo do sucesso. Calma, leitor, não espezinhe seu juízo tentando imaginar o
que leva alguém a ser alcunhado com algo tão inusitado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Não em desfavor de Jurema, mas a
bichinha é uma bisca. Dizem as más línguas do cordel da feira que Jurema andou
se saracoteando para um certo sujeito cuja esposa não ficou nada feliz.
Jandira, assim se chama a esposa, é mulher passionalíssima. Dona de um ciúme
patológico. Sem mais lero lero, contratou um ex-presidiário para dar cabo da
enxerida em seu casamento.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Tião, sujeito estúpido e mau
caráter, até queria se endireitar. Mas, recém saído de uma cana de cinco anos,
estava meio que sem grana. Emprego ele não cogitava por que além de ser um ajé,
nunca gostou de criar calo nas mãos. Aliás, mantém as unhas impecáveis, com
brilho, por suposto. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Com faca ou à bala? Só quero a
mulher fora do meu caminho, respondeu Jandira. A senhora não tem preferência?
Não, resmungou meio desconfortável. Feito o acordo, acertou-se que a encomenda
custaria R$1.000,00 à contratante. Pagos de uma vez. Tião dava garantia do
cumprimento. Qual era o pedaço que a dona queria, perguntou meio que de chiste
e maldade? Uma orelhazinha, um dedo... Jandira declinou da prova.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Recebido o pagamento, Tião foi ao
encalço da desditosa vítima. Dia inteiro tocaiando e na hora agá, eis que nosso
desesperado homicida é surpreendido. Jurema era velha amiga, um rolo, amizade
colorida, um velho xodó. Jurema, como é que tu te meteu nisso, sua doida? Por
que tu num deixou o homi da outra em paz, diaba? Cavalo amarrado também pasta,
respondeu e deu uma gaitada. Não disse que essa Jurema é o capiroto!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Quero vê tu ri agora. A mulher me
contratou pra te matar. Jurema perdeu o riso no meio da boca. Reuniu alguma
coragem e perguntou: por quanto? Milzinho. É muito dinheiro! Eu não posso
perder este negócio. Ô Jurema, e agora o que que eu faço? Larga de sê besta. Tu
finge que me matou e manda uma foto. E o sangue? Tem que tê muito sangue, e
minha fama de matador, como é que fica? &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Jurema foi lá dentro e já veio
toda ensaboada de ketchup. Bota a faca aqui, entre o braço e o bucho. Pronto! Amarra.
Amordaça e tira a foto com o celular. Tião estav embasbacado com a esperteza de
Jurema. E aí, como é que fiquei, perguntou ela, puxando o celular para ver.
Vixe, tô mortinha! Ê, quanto é que eu ganho? Cem? Que cem o quê? Duzentos. Tá
feito! Ô bicha perigosa, é por isso que gosto de tu.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Dali, Tião foi mostrar à
contratante que ficou por demais satisfeita. Não havia dúvida, aquela sarfadana
estava mortinha da silva. Sentiu nojo, mas não conseguia tirar os olhos e, no
fundo, se deliciar com a morte bem matada daquela fuleira. Ô dinheiro bem
gasto, disse. Cuspiu o chão em sinal de desprezo: Quenga!&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
O reencontro entre Tião e Jurema
em condição tão desesperante acendeu uma fagulha entre eles. De repente, os
dois eram só love. Jurema, eu tô doidim por tu. Tião, até que tu num é de se
jogar fora. Os dois andavam para cima e para baixo. Dias depois, foram à feira
comer um chambaril e deram de cara com Jandira com a sacola de compras. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
Os três ficaram paralisados.
Jandira fez um escândalo e saiu dando rabanada. Seu ódio agora era duplo. Logo
apelidaram Jurema de mulher ketchup. Até jornal do sul deu cobertura. O
prefeito ficou feliz porque sua miserável cidade ficou conhecida. Achou boa a
fama. Pensa em fazer uma praça e colocar uma estátua da cena de Jurema morta.&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Jandira, soltando fogo pelas
ventas, foi direto à delegacia dar parte de um certo Tião que lhe tinha roubado
R$1.000,00. O delegado mandou fazer averiguações e prendeu Tião por via das
dúvidas. A história se revelou outra coisa. Mas Tião ainda estava no xilindró e
só queria saber de uma coisa: Dotô, vô tê direito a visita íntima da Jurema?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-4099458448191753032?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-09-24T16:25:44.100-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-J5U-joF3iJY/Tn4uljEdweI/AAAAAAAAAt4/ZGnGew3DLo4/s72-c/foto_ketchup.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/09/mulher-ketchup.html</feedburner:origLink></item><item><title>Cartas perdidas</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/SuVnse4jfUE/cartas-perdidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Sun, 18 Sep 2011 11:45:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-4840479955228687531</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yt1mPyKuZrU/TnY8M-YIf6I/AAAAAAAAAt0/7ZDhxk7y4x8/s1600/carta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-yt1mPyKuZrU/TnY8M-YIf6I/AAAAAAAAAt0/7ZDhxk7y4x8/s1600/carta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: left;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span&gt;Por conta do aumento da taxa de
divórcios no país, as autoridades postais chinesas criaram um serviço no qual
as cartas de amor são entregues apenas sete anos depois de enviadas. O objetivo
do serviço é fazer com que o parceiro receba a correspondência em um momento em
que a relação esfriou e possa reacender novamente o amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Do G1, em São
Paulo (14/09/2011) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Algumas coisas,
embora pareçam simples, exigem extrema organização e planejamento. Funcionarão
em alguns lugares, em outros, como o Brasil, país que tem uma queda pelo
improviso, será no mínimo, avacalhada. Basta ligeira investigação histórica e
já nos damos conta que nossa descoberta foi farsante, o grito de independência
foi entre a capital e a casa da amante do gritador. O império era meia boca, a
proclamação da República foi um convescote do atraso. E o que falar da política
nacional? E, aqui entre nós, alguém acredita que o país estará pronto para a
Copa de 2014?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal"&gt;
&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Calma, não
desanco nossa briosa nação por não ter o que fazer, constato fatos. Os Correios
estavam em crise. A inspiração veio da China. País que tem gente como formigas
e com a mesma determinação soldadesca. Logo, se dizem que entregam uma carta a
uma pessoa sete anos depois, eles entregam.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A ideia é simples e bem
intencionada. Aparentemente, todos os casais vivem a síndrome dos sete anos. O
Estado chinês, preocupado com o aumento dos divórcios, decidiu que os correios
vermelho daria uma forcinha. O casal escreveria uma carta endereçada ao seu
respectivo cônjuge, logo que casassem, mas só seria entregue sete anos depois!
Por que estava preocupado o formigueiro chinês? Eles tem a regra de filho único
por casal, mas com o crescimento econômico, começa a faltar braço, quero dizer,
mão-de-obra. Se as pessoas se separam, como é que vai ficar?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Depois da greve dos correios
brasileira, resolveu-se fazer uma promoção. Sei lá, mostrar que os correios
participam da vida das pessoas. Um olhar saudosista para um passado em que as
pessoas sabiam escrever e se escreviam. Nada de “naum”, “bj”, “vc”, etc. O
princípio era o mesmo, com um detalhe, os correios brasileiros não estavam
interessados em salvar o casamento de ninguém.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Surpresa. Uma enxurrada de cartas
chegou aos correios pelo serviço da entrega em sete anos. Onde armazená-las? E
se a pessoa mudasse de endereço? Que dispositivo seria usado para alertar que
uma carta específica havia chegado ao prazo e deveria ser entregue? Ninguém
havia pensado nestes aborrecidos detalhes. Sem plano, o resultado foi mais ou
menos este:&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Você não acredita em mim?
Interpelou a mulher. Eram recém-casados. O homem, atônito, não sabia responder.
Ela jogou a carta em sua cara. É assim? Nem bem casamos e você já pede para
enviarem a carta? Mas eu... Nada. Soluços. Está tudo acabado, não posso ficar
com quem não confia em mim. Você acha que sou uma tresloucada que precisa ser
lembrada de meu compromisso. Mas eu não disse isso. A cara do homem era de
desolação. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Quem é este cara? Como assim?
Quedou-se assustada a mulher. Este cara da pintinha no rosto? Não sei. Ela
procurava desesperadamente alguém conhecido com uma pintinha no rosto. É amigo
do trabalho? Não. Não sabe? Que conversa é essa de “nosso amor será eterno”? O
correio entregou a carta no endereço errado,&lt;span&gt;&amp;nbsp;
&lt;/span&gt;mas aí, o estrago já estava feito.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Meu amor, disse a mulher toda
dengosa, chegou uma carta para você. havia passado quase sete anos e, incrível,
a carta foi pontual. E eu lá recebo carta. Recebo email. Torpedo. Só pode ser
cobrança. Não é não. Duvido. Deixa eu ver. Abriu a carta, leu a primeira frase.
“Daqui a sete anos, quando você receber esta carta, saiba que meu amor
continuará igual como hoje...” Não disse que era cobrança?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
A mulher verificava a caixa
postal todos os dias. O homem desconfiou. Deve estar me traindo, pensou. O que
faz esta mulher esperando o carteiro todos os dias? Espera algo que não quer
que eu saiba, especulou lá com seus botões. Valha-me, me trai com o carteiro.
Nunca gostei dele, este farsante. Contratou um detetive. Instalou câmera.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;A mulher continuava esperando o
carteiro, trocavam poucas palavras. Ele balançava a cabeça em negativa, ela
entrava. Ela assedia o carteiro, concluiu. Ela esperava a carta do marido
escrita sete anos antes. De manhã, ele bebeu o último gole de café e disse: vou
me divorciar. Ela ficou muda. Eu sei de tudo sobre você e o carteiro, arrematou
ele. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-4840479955228687531?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-09-18T15:45:23.896-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/-yt1mPyKuZrU/TnY8M-YIf6I/AAAAAAAAAt0/7ZDhxk7y4x8/s72-c/carta.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/09/cartas-perdidas.html</feedburner:origLink></item><item><title>Casamento sem coisar não dá</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/0n7n1q5onx4/casamento-sem-coisar-nao-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 04:51:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-5173908092242792041</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FU86bGdIqRE/TnHmwisLJxI/AAAAAAAAAtw/fZ2cfCFVyUg/s1600/casamento+partiu.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-FU86bGdIqRE/TnHmwisLJxI/AAAAAAAAAtw/fZ2cfCFVyUg/s1600/casamento+partiu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Um tribunal da cidade de
Rosário, na província argentina de Santa Fé, anulou um casamento ao se
constatar, clinicamente, que a esposa continuava virgem, após cinco anos de
casada. O Tribunal da Família disse à BBC Brasil que a Justiça atendeu ao
pedido feito pela esposa, que argumentou querer ter filhos e que desta maneira
“não seria possível construir uma família”.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;


&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt; font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Fonte: De Buenos Aires para a BBC
Brasil (06/09/2011)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;


&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Se
lhe perguntassem, ele não saberia responder por que casara. Um psicólogo
abelhudo indicado pelo juiz perguntou, mas ele saiu-se com evasivas. Agora ali,
pouco antes da audiência, sua vida passava diante dele, pelo menos os últimos
cinco anos. Que estratégia usar para salvar sua honra rota? Como se portar com
as perguntas mais escarafuchantes? Sim, a história se espalhara perigosamente e
havia, como dizer?, uma sangria desatada por saber, afinal o que acontecera.
Cidade pequena é uma porcaria, irritou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Aguentou
risinhos, provocações, ironias e piadas descaradas sobre sua masculinidade. O
diabo daquela mulher, só podia ser. Ela dizia para as amigas que diziam umas
paras outras que diziam aos maridos e estava aí a explicação. Aqueles machistas
ridículos. Eles descontavam em mim suas próprias falhas, pensou. Todo mundo
falha uma vez na hora agá. E daí se eu nunca consegui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Isso
faz de mim o quê? Um desajustado? Um sem apetite para saliência? Sou gay e não
sei? Eunuco. Acho que sou eunuco. Arre, sei lá... Culpei a infeliz da tarada.
Disse que o problema era dela. Que mais podia fazer? Dizer que não cumpri com
minha obrigação de comparecer nos deveres masculinos e maritais? Coitada, mas
tinha que salvar um pouco de dignidade que me restou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A
mulher pediu o divórcio. Alegou que nunca houvera conjunção carnal. Não que ela
não tivesse tentado de todas as formas que conseguiu imaginar, assegurou ao
juiz. O padre não acreditava e não sabia o que fazer até que saiu o resultado.
Um lustro depois, a mulher continuava do que jeito que começou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O
padre nunca enfrentara uma coisa assim. Pediu ajuda ao bispo que disse: em
casos como esse tem que separar, pois ele casara a moça com um frouxo e sabe-se
lá o que seria de verdade. Que não lhe desse mais a comunhão, que desabençoasse
esta união imprópria, este casamento goro, que o excomungasse se fosse preciso.
Em tal circunstância, a igreja autorizava o desenlace, pois casamento tem que
gerar resultado em filhos, pois assim ordenara o Senhor: crescei e
multiplicai-vos. Se um não se multiplica, peca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O
juiz até tentou dar ao caso a discrição que coisas desta natureza pedem, mas a
cidade inteira já sabia. Paco nunca tocara na mulher. Doutor, depois de pedir,
implorar e suplicar para este homem coisar comigo, ele chegou ao cúmulo de
dizer que tinha nojo. É um impotente! Você entende a sorte que tem, senhor
Paco? Esta senhora, a despeito de nunca ter podido deleitar-se com as alegrias
do casamento, manteve-se fiel. Sou católica praticante, doutor, mas uma hora eu
tinha direito a um pouco de diversão, né? Comporte-se, minha senhora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele
manteve-se calado. Ansiava que aquilo tudo terminasse. Impotente não: sem
costume. Sustentou pateticamente que a culpa era dela, mesmo sabendo que não
fazia qualquer sentido manter tal fala diante da prova incontestável: a mulher
estava virgem. O senhor casou com esta senhora por quê? Indagou o juiz
aborrecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-no-proof: yes;"&gt;Ele como que acordou do transe.
Sei não. Como assim não sabe? A gente se conheceu... simpatizou. Uma coisa leva
a outra, quando me espantei, estava casado. Nem pensei que tinha que... o
senhor sabe. Sei não. Como não sabe? Você é quem tem que saber. Saber o quê,
doutor? Meirinho, prenda este infeliz que quer me confundir. O divórcio está
dado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-5173908092242792041?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-09-15T08:51:44.238-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/-FU86bGdIqRE/TnHmwisLJxI/AAAAAAAAAtw/fZ2cfCFVyUg/s72-c/casamento+partiu.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/09/casamento-sem-coisar-nao-da.html</feedburner:origLink></item><item><title>Vida fácil, o escambau!</title><link>http://feedproxy.google.com/~r/EudesAlencar/~3/_suwsVb0m0M/vida-facil-o-escambau.html</link><author>noreply@blogger.com (Eudes Alencar)</author><pubDate>Thu, 15 Sep 2011 04:43:00 PDT</pubDate><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-4755203385922465065.post-1701950754762857313</guid><description>&lt;br /&gt;
&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VjAPs9s1JbY/TnHku4Oa7FI/AAAAAAAAAts/qDVDnNg64Z0/s1600/foto+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-VjAPs9s1JbY/TnHku4Oa7FI/AAAAAAAAAts/qDVDnNg64Z0/s1600/foto+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: 3.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;A cidade de Bonn, na Alemanha,
resolveu instalar parquímetros para cobrar imposto de prostitutas que trabalham
nas ruas. Como a atividade é legalizada no país, cada trabalhadora precisa
depositar seis euros (R$ 13,70) por cada noite. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background: white; color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Segundo reportagem desta quarta-feira da revista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #333333; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span&gt;Der Spiegel&lt;/span&gt;&lt;span style="background: white;"&gt;, a prefeitura de Bonn espera arrecadar cerca de 200
mil euros por ano (cerca de R$ 458 mil) com a taxação, que já ocorre em
bordéis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="line-height: 15.0pt; margin-bottom: 2.25pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: left;"&gt;
&lt;span style="background: white; color: #333333; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.5pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-no-proof: no;"&gt;Fonte: BBC Brasil (31/08/2011)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Havia um burburinho entre os
participantes da reunião. Era pelo ineditismo da coisa, mas também pela
presença das representantes das mariposas que causavam algum desconforto no
grupo masculino. Enroupadas em suas saias minúsculas e rabacués, as catraias estavam
impossíveis. Não que alguns dos homens fossem prostibulários, mas dizer coisas
chulas ao pé do ouvido, desafiar para demonstrações de virilidade era um pouco
demais.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
De comum acordo com a
representante das mulheres-damas, optou-se por discutir o importante assunto
num grupo menor. Uma coisa era regulamentar a vadiagem, outra era tornar
qualquer reunião numa zona, que nem por isso tem que ser uma bacafuzada. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Pessoal, como manda o
politicamente correto, vamos abolir o termo prostituta nesta reunião, afinal
estamos falando de profissionais do sexo, pessoas com importante função social.
A sociedade regulariza a profissão, mas por outro lado, todos tem que pagar
impostos. Ouviu-se um muxoxo geral ecoado pelas madames que aguardavam do lado
de fora. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Decidido a levar a história até o
fim, o representante governamental tratou de explicar tudo de uma vez. É o
seguinte: à porta de cada lupanar, bordel, covil, randevu da cidade será
colocado um parquímetro, que nem aqueles dos carros. A profisisonal deposita
pequena quantia e o sistema emite uma bilhete que dá direito ao exercício
profissional até de manhã. Tem que pagar todo dia, senão o pessoal da
fiscalização vai impedir o trabalho. Mais algazarra.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Depois que a presidente da
associação das quengas botou as mãos nas cadeiras e rodou a bolsa pra cima do
coordenador ameaçando uma greve, ele quase teve que expulsá-la também, mas aí
não teria para quem explicar que o governo precisava do dinheiro-, pois
convenhamos, os legisladores e a maioria dos executivos governamentais se
prostituem de formas muito piores-, que nos perdoem as profissionais do ramo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Por fim, conseguiu-se alguma
calma. A questão é que as galdrapinhas terão que pagar, até para que o governo
possa garantir a segurança do serviço. Então viramos cafetões, disse um
engraçadinho, sem conseguir arrancar um riso do coordenador que não via a hora
daquilo acabar. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
E tem mais, como a gente sabe, se
deixar a coisa sem fiscalização, não funciona. Num canto, um grupo estava em
silêncio. Estes senhores, apontou o coordenador, serão o corpo de fiscalização.
Lembrem-se senhores, não se mistura trabalho com diversão. Uma escorregadela e o
assanhado vai pro olho da rua. &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Entre os fiscais, alguém levantou
a mão. Chefe, a fiscalização das profissionais acontece em que momento? Ora,
durante o trabalho. Com trabalho o senhor quer dizer na hora da cópula? Ô
rapaz, então, nessa sua cabeça oca cabe a possibilidade de entrar na alcova
mostrar sua carteira e dizer: perdão senhora, mas, por obséquio, poderia me
mostrar sua licença para sua prática profissional nesta noite? E você acha que
o freguês, estupefato, sem saber o que seria esta louca fantasia, faria o quê?&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Não vamos constranger as senhoras
madamas, que o façam na hora do cafezinho e sem gracinhas, estou lhes avisando.
A mão do estado será pesada com as sonegadoras. Serão multadas e não poderão
exercer a arte. Acho que é tudo. Estamos entendidos? O presidente do sindicato
dos fiscais tributários das profissionais do sexo e afins garantiu que tudo
seria dentro da ordem e da mais perfeita correção.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Antes que a reunião acabasse, a
presidenta da associação profissional das catirobas pediu a palavra. A senhora
se comportará dentro das normas de civilidade? Eu sou muito dama, se o senhor
quer saber. Estamos de acordo com a cobrança. Queremos contribuir com a
sociedade na horizontalidade tributária também, se o senhor me entende, mas
isso não vai dar certo.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;
Tenho aqui várias denúncias de
que seus fiscais não só cobram por fora, como também aceitam suborno em
espécie. A agitação voltou. Um deles ensinou uma das meninas a burlar a
máquina. outro abriu uma casa de coisamento e disse que é para as meninas irem
pra lá que ele alivia o imposto. Vários políticos tem nos visitado prometendo
mundos e fundos – mais estes que aqueles – pra gente apoiá-los na próxima
eleição. &lt;/div&gt;
&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-no-proof: yes;"&gt;O coordenador, desolado,
procurou os fiscais e metade havia saído na surdina. Será possível que não
conseguimos organizar nem a putaiada?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Prezados (as) visitantes, assine nosso Feed e receba as atualizações do Blog. Obrigado&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4755203385922465065-1701950754762857313?l=eudesalencar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><atom:updated xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">2011-09-15T08:43:06.197-03:00</atom:updated><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/-VjAPs9s1JbY/TnHku4Oa7FI/AAAAAAAAAts/qDVDnNg64Z0/s72-c/foto+2.jpg" height="72" width="72" /><thr:total xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0">0</thr:total><feedburner:origLink>http://eudesalencar.blogspot.com/2011/09/vida-facil-o-escambau.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

