<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" media="screen" href="/~d/styles/rss2full.xsl"?><?xml-stylesheet type="text/css" media="screen" href="http://feeds.feedburner.com/~d/styles/itemcontent.css"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:openSearch="http://a9.com/-/spec/opensearch/1.1/" xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr="http://purl.org/syndication/thread/1.0" xmlns:feedburner="http://rssnamespace.org/feedburner/ext/1.0" version="2.0"><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778</atom:id><lastBuildDate>Fri, 07 Oct 2011 06:09:05 +0000</lastBuildDate><category>Textos</category><category>Videos</category><category>Darwin</category><category>Especial</category><category>Origem da Vida</category><category>Noticias</category><category>Paleontologia</category><category>Preservação</category><category>Evolução</category><category>Animais Extintos</category><category>Botânica</category><category>Zoologia</category><category>Genética</category><title>Evolução e biologia</title><description>"Nada em biologia faz sentido exceto a luz da evolução" - Dobzhansky</description><link>http://evolucaobiologia.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="self" type="application/rss+xml" href="http://feeds.feedburner.com/EvoluoEBiologia" /><feedburner:info uri="evoluoebiologia" /><atom10:link xmlns:atom10="http://www.w3.org/2005/Atom" rel="hub" href="http://pubsubhubbub.appspot.com/" /><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-7234843672424161046</guid><pubDate>Wed, 09 Jun 2010 02:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-06-12T18:39:38.034-07:00</atom:updated><title>O cão-lobo</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TBHHqbciKeI/AAAAAAAAAWA/vCQFn1jo7MA/s1600/Czechoslovakian-Wolfdog.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 182px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481381753222474210" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TBHHqbciKeI/AAAAAAAAAWA/vCQFn1jo7MA/s200/Czechoslovakian-Wolfdog.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Um híbrido é um animal resultado de um cruzamento entre dois individuos de espécies diferentes. Existem diversos casos de híbridos registrados, um dos mais conhecidos por nós é a mula, resultado do cruzamento entre um jumento e uma égua. Vários outros (pouco conhecidos) são vistos na natureza e em jardins zoológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles é o cão-lobo; cruzamento entre o cão doméstico e o lobo-selvagem. Provavelmente, os primeiros destes híbridos podem ter ocorrido ainda na antiguidade, quando os primeiros cães ainda estavam sendo domesticados. Porém, o primeiro caso registrado ocorreu apenas em 1766, na Grã-Bretanha, onde uma cadela-da-Pomerânia deu a luz a nove filhotes, após acasalar com um lobo-cinzento. Nobres costumavam comprar os filhotes e jardins zoológicos e coleções científicas os exibiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acasalamento entre o cão e seu ancestral selvagem, ocorriam eventualmente, com pai e mãe de ambos os lados. Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, revelou que os lobos de pelo negro, devem sua cor a uma mutação que ocorreu em cães-domésticos; e que, por hibridação, se espalhou pela população selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os cães-lobos conseguem gerar descendentes férteis, muitos sugerem que cão e lobo são, na verdade, da mesma espécie. Tanto que o cachorro, antes conhecido pelo nome científico &lt;em&gt;Canis familiaris&lt;/em&gt;, agora é chamado de &lt;em&gt;Canis lupus familiares&lt;/em&gt;. É considerado agora uma subespécie. Não só ele, como todos os animais domésticos como gatos, porcos e carneiros também são classificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães-lobo não possuem caracteristicas físicas definidas, variando muito conforme o físico de seus pais. O seu comportamento também não pode ser determinado com precisão como nas raças caninas. Contudo, eles possuem a chamada aptidão do híbrido, tendo estatura maior que a de seus pais, maior resistência em corridas, caninos maiores que o normal e olfato muito apurado. Também são menos atingidos por doenças genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 20, o holandês Leendert Saarloos cruzou um pastor alemão com uma loba européia e após outros cruzamentos sucessivos ele obteve a primeira raça com descendencia lupina, o Saarlooswolfhond. Na década de 50, o exército tchecoeslovaco, cruzou um pastor-alemão e uma loba-dos-Cárpatos, dando origem ao cão-lobo-Tchecoeslovaco, criado para fazer patrulhas de fronteira. Existem sete raças de cães que descendem de lobos. Os criadores manejaram os cruzamentos afim de adquirirem animais com aparência lupina e comportamento manso. Ao contrário do que se possa imaginar, eles não são agressivos, servindo até como cães-guia de cegos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-7234843672424161046?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/dMeve91MXG4/o-cao-lobo.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TBHHqbciKeI/AAAAAAAAAWA/vCQFn1jo7MA/s72-c/Czechoslovakian-Wolfdog.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>6</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2010/06/o-cao-lobo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-286179244774438638</guid><pubDate>Fri, 16 Apr 2010 00:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-25T13:17:59.944-07:00</atom:updated><title>Vacinação contra o H1N1</title><description>Ano passado, o vírus da gripe suína iniciou uma epidemia, ao ser transmitido de porcos para seres humanos. E rapidamente se transformou em uma pandemia ao se espalhar por diversos países. Essa foi uma amostra de seu alto poder de contágio. A OMS entrou em alerta, essa cepa do vírus H1N1 era bem diferente das que afetam nossa espécie. Com o aumento do número de casos e de mortos o medo aumentou. As principais vítimas não eram idosos e crianças, tradicionais vitimas do influenza, mas pessoas jovens e saudáveis, em especial mulheres grávidas. A gripe espanhola e outros fantasmas do passado foram lembrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, os piores rumores não se concretizaram. E, felizmente, desde o final de 2009, foi criada uma vacina contra a epidemia. E agora ela chega ao Brasil, que lançou a campanha de vacinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, vem surgindo pessoas e grupos que espalham boatos mentirosos sobre a vacinação, principalmente atravez de correntes de e-mail, recheadas de informações erradas, teorias conspiratórias acompanhadas do apelo do "não se vacine". A maioria das bobagens são sobre os constituintes da vacina. Principalmente sobre o mercúrio e o esqualeno. Abaixo, estão algumas informações que refutam boa parte delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercúrio - O mercúrio é um metal pesado, que é usado (na forma de timerosal) como conservante nas vacinas, devido ao seu efeito antimicrobiano. O mineral também tem efeitos bioacumulativos e pode afetar o sistema nervoso quando em grande quantidade e, pro isso, os conspiracionistas afirmam que a vacina é tóxica. Porém, a quantidade de mercúrio contida é de 1,25 a 25 μg, muito abaixo do limite de consumo semanal que é de 0,5 mg. Você ingeriria uma quantidade muito maior se consumisse um cação em postas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqualeno - É um tipo de lipídio, encontrado no fígado de tubarões e no azeite de oliva. Na verdade, esse óleo é encontrado em vários seres vivos, incluindo nossa espécie. Em nosso organismo, o esqualeno faz parte do ciclo bioquimico do colesterol e da vitamina D. Está presente no óleo de novas impressões digitais. Nas vacinas, ele tem o papel de adjuvante imunológico, ou seja, aumenta a resposta imunológica, sem ter efeito antígeno. Algo muito útil, pois permite a fabricação de uma quantidade ainda maior de vacina. Mais uma vez, divulgam o relato de que essa substancia é nociva; e de novo, ela não faz sentido. O esqualeno está presente naturalmente no corpo humano, e a dose aplicada é tão pequena que não aumenta consideravelmente a quantidade já presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas informações falsas não causam um engano inocente. Cada pessoa que não se vacina põe em risco a própria vida e pode transmitir a doença para outras pessoas. Por isso, vacine-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-286179244774438638?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/48eIeOpdpQk/vacinacao-contra-o-h1n1.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2010/04/vacinacao-contra-o-h1n1.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-527869328464421603</guid><pubDate>Sat, 20 Feb 2010 02:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-29T18:35:58.622-07:00</atom:updated><title>O impulso rumo ao óvulo</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TAHAtZG8atI/AAAAAAAAAV4/J30oX9DNHK4/s1600/como-funciona-a-fecundacao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476870507925891794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TAHAtZG8atI/AAAAAAAAAV4/J30oX9DNHK4/s200/como-funciona-a-fecundacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Muitos acham que todas as etapas de uma viagem tão curta como a que os espermatozóides fazem pelo aparelho reprodutor feminino até o óvulo não guardavam mais segredos. Porém, cientistas da universidade da Califórnia, descobriram o processo bioquímico que dá um impulso extra para os gametas masculinos quando estão prestes a chegar ao óvulo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O estudo, publicado na revista Cell, mostra o efeito da acidez intracelular no movimento do espermatozóide. A velocidade dessas células depende de seu pH interno. Quanto mais íons de hidrogênio estiverem presentes neles, menor será a movimentação do flagelo. E o nível de acidez externa influencia a quantidade de íons dentro do gameta. Quanto mais ácido (pH baixo) maior a quantidade de prótons no meio intracelular e, portanto, menos movimentação haverá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No epidídimo, o pH ácido faz com que os gametas fiquem pouco ativos. Já na prostata, eles entram no liquido seminal, que é alcalino, aumentando sua atividade. E quando ocorre a ejaculação no aparelho reprodutor feminino, os milhões de espermatozóides encontram um lugar com pH ainda mais alto. Normalmente o pH vaginal se encontra em torno de 3,5 e 4,2; devido às bactérias anaeróbicas que produzem ácido lático atravez da fermentação. Portanto, esse deveria ser um meio inóspito para as células reprodutivas masculinas. Porém, quando a mulher está em seu período fértil, ela produz um muco que deixa o pH da vagina básico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A alcalinidade aumenta ainda mais quando eles estão próximos ao óvulo, ficando ainda mais rápidos. Além de mais alcalino, a região próxima ao óvulo tem baixas concentrações de zinco e altas concentrações de anandamida, que estimulam a abertura de canais na cauda do espermatozóides, chamadas Hv1; por onde saem os íons de hidrogênio. Essa bomba de prótons, funciona comoa troca de marcha de um carro, dando velocidade e ajudando-o a penetrar no óvulo. Alguns problemas de fertilidade podem estar no funcionamento anormal desse processo. A descoberta abre caminho para uma cura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os biólogos também encontraram relação entre os endocanabinóides e o movimeto dos espermatozóides. A substância está presente no sistema reprodutivo dos dois sexos e também aumentaria sua velocidade. O consumo da maconha, que possui os canabinóides, levaia a uma quantidade anormal da substancia no organismo e faria os gametas se esgotarem antes de chegar ao óvulo, reforçando a sua relação com a infertilidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.scientificamerican.com/blog/post.cfm?id=sperm-cells-swimming-secrets-reveal-2010-02-04"&gt;http://www.scientificamerican.com/blog/post.cfm?id=sperm-cells-swimming-secrets-reveal-2010-02-04&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-527869328464421603?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/Tr8dvytCv8g/o-impulso-rumo-ao-ovulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/TAHAtZG8atI/AAAAAAAAAV4/J30oX9DNHK4/s72-c/como-funciona-a-fecundacao.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2010/02/o-impulso-rumo-ao-ovulo.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-372342204086950397</guid><pubDate>Wed, 30 Dec 2009 01:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-04-15T22:24:21.969-07:00</atom:updated><title>Textos na gaveta</title><description>Muitas vezes, os estudos e outras atividades tomam todo o tempo disponível e você é obrigado a deixar algumas coisas de lado. A agenda ocupada é o motivo de eu não publicar textos com muita frequencia. No arquivo do Evolução e biologia existem vários textos imcompletos que eu não tive tempo de terminar. baixo, vão dois deles que eu publiquei atrasado.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s1600/Charles_Darwin_Biography.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s1600/Charles_Darwin_Biography.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460594296194645618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s200/Charles_Darwin_Biography.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/02/o-bicentenario-de-charles-darwin.html"&gt;O bicentenário de Charles Darwin&lt;/a&gt;. Texto especial, pela ocasião dos 200 anos de nascimento do naturalista inglês e dos 150 anos da teoria da evolução pela seleção natural.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s1600/Charles_Darwin_Biography.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/04/peixe-olhos-de-barril.html"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460595922014662738" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8fvD0GhcFI/AAAAAAAAAVQ/fwO8OdWgVg0/s200/peixe.bmp" /&gt;Peixe olhos-de-barril&lt;/a&gt;. Texto sobre a descoberta feita pelo MBARI sobre essa espécie de peixe abissal, que revelou muita coisa desconhecida sobre sua morfologia e hábitos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s1600/Charles_Darwin_Biography.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-372342204086950397?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/MqgHzCSl_uk/textos-na-gaveta.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S8ftlLc0vnI/AAAAAAAAAVI/IjNb3oWc82U/s72-c/Charles_Darwin_Biography.gif" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/12/textos-na-gaveta.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-7368658487444058997</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 19:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-02T20:11:40.502-08:00</atom:updated><title>A Evolução das Toutinegras</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S0AX-LxqwCI/AAAAAAAAAU4/RI0QAEUjetE/s1600-h/comedouro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422360308434518050" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S0AX-LxqwCI/AAAAAAAAAU4/RI0QAEUjetE/s320/comedouro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São diversos os impactos ambientais causados pelas atividades humanas. Mas cientistas britânicos observaram um caso peculiar. A vários anos, os ingleses começaram com o hábito de instalar comedouros para pássaros em seus jardins, para enfeitá-los com a presença deles. O costume se popularizou com o tempo, tanto que causou certas conseqüências as populações das aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As toutinegras de barrete preto (&lt;em&gt;Sylvia atricapilla&lt;/em&gt;), migravam durante o inverno para Espanha, onde se alimentavam de frutos. Porém, uma parte delas, agora passa a estação no sul da Inglaterra. As que se deslocavam mais para o norte, acabavam pousando por lá, mas o alimento era escasso e não permaneciam. Agora com os alimentadores elas ficam por ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Análises de alguns exemplares, mostra que os comedouros podem estar causando uma especiação. Foram notadas diferenças na plumagem, no bico e nas asas. Como a viagem agora é mais curta, essas toutinegras apresentam asas mais arredondadas e os bicos ficaram mais longos para poderem alcançar melhor as sementes. Todas essas modificações aconteceram no intervalo de 50 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é o primeiro caso de seleção natural influenciada por nós. O aumento do número de elefantes com presas menores e a diminuição do tamanho médio dos peixes de valor comercial, são alguns exemplos. Causados pela caça pelo marfim e pela pesca em larga escala. O&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S0AYeF_vx0I/AAAAAAAAAVA/77eqMNbt0fg/s1600-h/Sylvia_atricapilla_male_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422360856638768962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 211px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S0AYeF_vx0I/AAAAAAAAAVA/77eqMNbt0fg/s320/Sylvia_atricapilla_male_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; que os diferencia das toutinegras é que o impacto sobre as aves não foi negativo. As ilhas britânicas ficam mais próximas de seus locais de nidificação e os pássaros que vão para lá, não precisam se arriscar sobre os Alpes. Toda essa influencia antrópica resultou em vantagem adaptativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-7368658487444058997?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/IVR8bL1ABOY/evolucao-das-toutinegras.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/S0AX-LxqwCI/AAAAAAAAAU4/RI0QAEUjetE/s72-c/comedouro.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/12/evolucao-das-toutinegras.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-8594050572303510143</guid><pubDate>Sat, 28 Nov 2009 01:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-22T11:55:34.201-08:00</atom:updated><title>O Homem de Piltdown</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzA4SO_XPRI/AAAAAAAAATE/4ESPWR3uV8o/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417892237639367954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 231px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzA4SO_XPRI/AAAAAAAAATE/4ESPWR3uV8o/s320/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1912, o arqueólogo e geólogo amador Charles Dawson alegou a descoberta de fósseis humanos, na pedreira de Piltdown, Sussex, Inglaterra. O achado consistia em uma mandíbula e a calota craniana, próximos um do outro. A reconstituição mostrou um hominídeo com caixa craniana de tamanho semelhante ao nosso e uma mandíbula robusta com dentes semelhante a de símios. Com a colaboração de Arthur Woodward e Pierre Teilhard, a nova espécie foi anunciada no mesmo ano e recebeu o nome científico de&lt;em&gt; Eoanthropus dawsoni. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O hominídeo descoberto por Dawson, não era o primeiro. Em 1856 - três anos antes da publicação de A Origem das Espécies - encontraram o homem de neandertal. O hominídeo mais próximo de nós. E em 1891, Eugéne Dubois, encontrou o &lt;em&gt;Homo Erectus&lt;/em&gt;. O primeiro ancestral direto da linhagem humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E então veio o achado de 1912, que foi apresentado como um ancestral humano. Os fósseis até então encontrados possuíam cérebro bem evoluído e mandíbula e dentes diminuídos. Já o exemplar de Dawson, possuia cérebro grande e uma mandíbula primitiva. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por esse motivo, levantaram a hipótese que o homem de Piltdown era um ancestral mais antigo e suas características pareciam comprovar a hipótese - muito popular entre os cientistas britânicos - de que o cérebro teria evoluído antes da dieta onívora. Calcularam que ele viveu por volta de 500.000 anos atras. O que não veio desacompanhado de certo ceticismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já em 1915, o paleontólogo francês Marcellin Boule concluiu que a mandíbula era de um macaco. Da mesma forma que o zoólogo americano Gerrit Smith Miller. E em 1923, Franz Weidenreich analisou os moldes e concluiu que era o crânio de um humano moderno e uma mandíbula de orangotango.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém, no mesmo ano, Dawson anunciou ter descoberto um segundo crânio; também em Piltdown, mas em lugar não revelado. O segundo espécime calou boa parte das críticas e afastou a suspeita de engano. Dawson morreria em 1916, vítima de septicemia. E nenhum outro exemplar seria achado. Em 1920, Teilhard publicou importante artigo sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas o castelo de cartas começou a cair lentamente. Em 1920, paleontólogos descobriram os ossos do Australopithecus afarensis. Em 1929, foi a vez do homem de Pequim e em 1934 a do &lt;em&gt;Homo rudolphensis&lt;/em&gt;. Assim como outros australopitecus e membros do gênero Homo e foi possível montar a árvore genealógica humana. Ficando claro que o cérebro e a dieta onívora evoluíram conjuntamente. O homem de Piltdown não se encaixava na linhagem. Sua anatomia era totalmente anacrônica. O fóssil perdeu importância e na década de 40 nem era mais listado na descendência do homem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E em 1953, Page Kenneth Oakley, Sir Wilfrid Edward Le Gross Clark e Joseph Weiner constataram a fraude. Tratava-se de um crânio humano, uma mandíbula de um orangotango e os dentes de um chimpanzé. A datação com isótopos de fluor, revelou que o cranio humano datava da idade média e os ossos de macaco mais recentes. Os ossos foram banhados em uma solução de óxido férrico e ácido crômico para ficarem com o aspecto envelhecido. E os dentes tiveram seus tamanhos reduzidos com o uso de um abrasivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal suspeito de ser o autor da fraude é Dawson, que anunciou a descoberta dos dois exemplares. Um levantamento de seu acervo pessoal identificou 38 itens que são fraudes evidentes. Sua motivações seriam o ganho de notoriedade e uma bolsa na Real Society. Mas a identidade do falsário até hoje é um mistério e mesmo que fosse o autor existem suspeitas de que ele teria colaboradores. Como Pierre Teilhard, Arthur Woodward e Sir Arthur Keith, também  apontado como cumplices ou autores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Criacionistas frequentemente citam o homem de Piltdown como uma armação feita pelos cientistas para provar que a teoria de Darwin está certa. Ou ainda para levantar suspeitas sobre os demais hominídeos fósseis. Porém, analisando a cronologia dos fatos e o contexto é possível entender os motivos da farsa ter durado mais de quarenta anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando a espécie foi anunciada, poucos hominídeos haviam sido descobertos e o conhecimento sobre sua evolução era escasso. E as caracteristicas do achado pareciam confirmar a teoria vigente de que a alimentação atual evoluiu depois do cérebro. Também a técnica de datação pelo flúor só foi desenvolvida anos depois. O nacionalismo pode ter influenciado a aceitação do fóssil pelos cientistas britânicos. Já haviam encontrado hominídeos fósseis na Alemanha e na França, mas não na Inglaterra. Isso explicaria o fato de os primeiros críticos serem de outras nações. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;É muito mais provável que a criação e longa duração do embuste, tenha sido motivada mais por ambições pessoais e pela falta de conhecimento da época. Hoje em dia, seria muito difícil que algo assim durasse tanto tempo, com os recursos tecnológicos disponíveis para a investigação atualmente. A ciência com sua continua revisão garante que as fraudes sejam descobertas e se chegue mais próximo da realidade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-8594050572303510143?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/npPSpWazJI4/o-homem-de-piltdown.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzA4SO_XPRI/AAAAAAAAATE/4ESPWR3uV8o/s72-c/untitled.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/11/o-homem-de-piltdown.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-8869831887747301522</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 02:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-23T08:07:13.620-08:00</atom:updated><title>Mais um pterossauro</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SwS0mJnQFmI/AAAAAAAAASw/rCTzqHw4iIQ/s1600/tupux.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405644020260017762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SwS0mJnQFmI/AAAAAAAAASw/rCTzqHw4iIQ/s320/tupux.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Brasil já conta com uma verdadeira coleção de espécies de pterossauros, rica em quantidade e variedade. Paleontólogos identificaram mais uma espécie de réptil voador que viveu em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Tupuxuara deliradamus&lt;/em&gt;, de 4,5 metros de invergadura e de 100 milhões de anos de idade. Seu nome científico foi dado por causa do formato da fenestra nasorbital, localizadano crânio e que possui formato de diamante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A característica mais marcante é a crista localizada no topo de sua cabeça e que segundo o paleontólogo Mark Witton servia apenas para indicar dimorfismo sexual. O que contrária a hipotese formulada pelo paleontólogo brasileiro Alexander Kellner, de que a crista serviria para resfriar o corpo do animal, tal qual o radiador de um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Witton firma que os vestígios de vasos sanguíneos são muito superficiais e dessa forma não poderia exercer essa função. Argumenta ainda que em outros tupuxuaras, a crista só é encontrada desenvolvida em indivíduos adultos o que reforçaria a sua tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta causou rebuliço não só pelo conteúdo científico, mas também pelo fato do fóssil brasileiro ter sido estudado e descrito em uma universidade do exterior. A venda de fósseis é proibida por lei e existe suspeita de contrabando para o exterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-8869831887747301522?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/_JqaIsMABFo/mais-um-pterossauro.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SwS0mJnQFmI/AAAAAAAAASw/rCTzqHw4iIQ/s72-c/tupux.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>5</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/11/mais-um-pterossauro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-3563166774624926302</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2009 04:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-15T17:21:09.899-07:00</atom:updated><title>Noticias da biologia</title><description>POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nessa última década o número de descobertas e pesquisas surpreenderam pela quantidade e pela importância. Aqui no Evolução e Biologia divulgamos duas delas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Aranha vegetariana&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Ste79EuloDI/AAAAAAAAASo/1e6J-pKeMqw/s1600-h/0928643.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392985736715018290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 164px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Ste79EuloDI/AAAAAAAAASo/1e6J-pKeMqw/s320/0928643.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cientistas descobriram no México uma espécie de aranha vegetariana. A &lt;em&gt;Bagheera kiplingi&lt;/em&gt; que se alimenta das pontas das folhas de acácias e, ocasionalmente, devora larvas de formiga. Tornando-se o primeiro entre os 40 mil aracnídeos conhecidos que se alimenta de plantas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não se sabe qual o motivo da aranha devorar formigas. As possíveis hipóteses são a predação como fonte de alimento. Uma tentativa de eliminar as formigas que também se alimentam das mesmas pontas de folhas; (elas estabelecem uma relação de cooperação com a árvore se alimentando das folhas e eliminando outros insetos nocivos). Ou ainda, comeriam as lavas para adquirirem sua flora intestinal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diferente de outras aranhas, ela não precisa jogar suco gástrico em sua comida, usando suas quelíceras para se alimentar. Porém, precisando mastigar ante de engolir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Novo pterossauro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pesquisadores descobriram uma nova espécie de pterossauro. Descoberto na China, viveu a aproximadamente 220 milhões de anos atrás e foi batizado com o nome de Darwinopterus, em homenagem a Charles Darwin, cujo nascimento completa 200 anos em 2009. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Ste7VqZOmvI/AAAAAAAAASY/sEnAFSUCYYM/s1600-h/darwinopterus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392985059631209202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 190px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Ste7VqZOmvI/AAAAAAAAASY/sEnAFSUCYYM/s320/darwinopterus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O fóssil possui bico com dentes e um pescoço flexível. O achado é importante, pois até então se encontrava apenas repteis voadores com cauda longa e outros com cauda mais curta. O Darwinopterus é um meio temo entre os dois extremos, com uma cauda de comprimento médio., preenchendo a lacuna no registro fóssil. Suas mandíbulas longas serviam para caçar outros seres voadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A nova espécie é um transicional entre os pterossauros, misturando características novas com primitivas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-3563166774624926302?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/Cyeq8bn9Njg/noticias-da-biologia.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Ste79EuloDI/AAAAAAAAASo/1e6J-pKeMqw/s72-c/0928643.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/10/noticias-da-biologia.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-7455550754586536361</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2009 22:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-14T21:04:08.097-07:00</atom:updated><title>Peixe descoberto no litoral brasileiro</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Stae1GzuhBI/AAAAAAAAASI/1f_oT9S4hyQ/s1600-h/Peixe1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392672239020573714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Stae1GzuhBI/AAAAAAAAASI/1f_oT9S4hyQ/s320/Peixe1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores do projeto TAMAR tiveram uma surpresa ao achar um peixe desconhecido; fisgado em anzóis circulares que não oferecem risco para as tartarugas-marinhas e que estavam sendo testados.&lt;br /&gt;Ele estava a 1000 metros de profundidade e foi filmado e capturado pelos técnicos que então analisaram esse peixe diferente. Não possuía escamas, tinha olhos pequenos e dentes diminutos. Sua carne possui uma grande quantidade de gordura, o que dá a ele uma &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/StaZ2n-60XI/AAAAAAAAASA/3m8UcCXGlBU/s1600-h/bahia_abissal.jpg"&gt;&lt;/a&gt;consistência gelatinosa. O espécime pesava quarenta quilos e media um metro e oitenta e três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe registro da espécie na literatura científica, o que faz do encontro casual com o peixe algo especial. Calcula-se que existam cerca de 150 espécies de peixe ainda desconhecidas no litoral brasileiro. O exemplar capturado é de um peixe abissal, zona do mar ainda pouco estudada no Brasil. Vamos aguardar qual nome será dado ao nosso amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-7455550754586536361?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/K0xnZTTx5iw/peixe-descoberto-no-litoral-brasileiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Stae1GzuhBI/AAAAAAAAASI/1f_oT9S4hyQ/s72-c/Peixe1.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/10/peixe-descoberto-no-litoral-brasileiro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-7010135424056487738</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2009 02:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-08T17:04:37.782-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Pato de cabeça rosa</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SqxjuTRAQEI/AAAAAAAAAQQ/7-AGWePNock/s1600-h/BMImg_25461_25461_pinkheadedduck.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380785301897625666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SqxjuTRAQEI/AAAAAAAAAQQ/7-AGWePNock/s320/BMImg_25461_25461_pinkheadedduck.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O pato de cabeça rosa (Netta caryophyllacea) é uma espécie de ave anseriforme extinta, que vivia nas margens alagadas e pantanosas dos rios Ganges e Brahmaputra, na Índia e Bangladesh. A espécie foi descrita pela primeira vez em 1790.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pato de cabeça rosa media 60 cm de comprimento e tinha asas com 25 cm em média. A sua principal caracteristica era a cabeça e parte posterior do pescoço em tons rosa claro, com uma risca mais escura sobre a testa. O resto da plumagem era castanha-chocolate, com as pontas das asas branco amarelado. A espécie apresentava dimorfismo sexual, tendo a fêmea plumagem mais escura e cabeça rosa claro esbranquiçado. Tinha olhos encarnados, patas altas e negras e pescoço e bico eram relativamente compridos e elegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha hábitos diurnos e passava a maior parte do tempo nadando em busca de alimento. A alimentação era onívora e baseava-se em moluscos, pequenos crustáceos e vegetação aquática. Embora preferisse a superfície, era capaz de realizar curtos mergulhos.&lt;br /&gt;A época de reprodução era entre Abril e Maio. Os patos de cabeça rosa construiam ninhos circulares com quase dois metros de diâmetro, em zonas de vegetação densa perto da margem do rio. As posturas continham entre 5 a 10 ovos amarelados de formato esférico, com cerca de 4 centímetros de diâmetro.&lt;br /&gt;O declínio dos patos de cabeça rosa começou no fim do século XIX e deve-se à intervenção humana. Apesar de não ser considerada uma especialidade gastronomica, a espécie era uma ave cinegética popular devido à sua aparência exótica e foi caçada em grande número pelos colonos britânicos estabelecidos na Índia e Bangladesh. O aumento da densidade populacional nas zonas do seu habitat impôs também pressão sob a espécie. Por volta de 1900 os patos de cabeça rosa eram já considerados raros. Um dos últimos avistamentos foi feito em 1925, mas no fim dos anos vinte foram caçados três pares vivos de patos de cabeça rosa, que foram levados para uma propriedade particular no Surrey, Reino Unido. Estes animais sobreviveram bem em cativeiro mas não se reproduziram. O último morreu em 1936.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-7010135424056487738?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/cehbL7qanu8/pato-de-cabeca-rosa.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SqxjuTRAQEI/AAAAAAAAAQQ/7-AGWePNock/s72-c/BMImg_25461_25461_pinkheadedduck.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/09/pato-de-cabeca-rosa.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-4829270835554684008</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2009 23:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-04T11:01:18.422-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Preservação</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos</category><title>O perigo da Medicina Tradicional Chinesa</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrWe88jfgXI/AAAAAAAAARo/qJFZjKJb8YE/s1600-h/ChineseHerbDisp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383383699475628402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrWe88jfgXI/AAAAAAAAARo/qJFZjKJb8YE/s320/ChineseHerbDisp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A medicina tradicional é predominante em países ocidentais e suas práticas são bem conhecidas pela população. Contudo, não são as únicas práticas de saúde. Existindo métodos conhecidos genéricamente como terapias alternativas. Entre elas está a medicina tradicional chinesa. Rara no Ocidente, porém comum no leste asiático.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Possuí diversos tipos de tratamentos, como a acupuntura. Porém, o texto focará medicamentos a base de produtos animais, oriundos da fitoterapia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua origem é muito anterior a era cristã, surgindo por volta de 2200 anos a. c. E seu princípio de funcionamento está estritamente relacionado á filosofia presente no Taoismo e conceitos espirituais orientais. O indivíduo é visto como um sistema integrado entre a mente e o corpo que trabalha para para manter o funcionamento normal. Esse é o princípio do ying e yang e é o desequilíbrio entre eles que causaria as doenças e certos componentes ajudariam a reestabelecer o equilíbrio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A MTC possui uma grande lista de ingredientes de origem animal. Um tigre, após morto, tem seu corpo desmontado em vários compostos aos quais são atribuídos as mais variadas funções: seu pênis embebido em álcool seria um potente afrodisíaco, seus ossos curariam artrite, seus bigodes seria trataria dor de dente, a fumaça de seus pêlos queimados afastariam centopéias e seu focinho pendurado sobre o leito matrimonial aumentaria as chances de ter um filho do sexo masculino. Chifres de rinoceronte curariam febres e convulsões. Chifre de veado também trataria artrite.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por certos ingrediente serem retirados de espécie ameaçadas de extinção, os impactos dessa prática preocupam muito. De 2004 para cá a população de tigres na natureza caiu de 4600 para 2000 animais. Deixando o grande felino ainda mais próximo da extinção. O rinoceronte-indiano (&lt;em&gt;Rhinoceros unicornis&lt;/em&gt;) também corre risco; com a procura por seus chifres o número de indivíduos encolheu. O já criticamente ameaçado rinoceronte-de-Sumatra (&lt;em&gt;Dicerorhinus sumatrensis&lt;/em&gt;), que conta com apenas 300 indivíduos em liberdade, tem a pressão dos caçadores aumentada. As espécies africanas também não estão a salvo. E mais chocante, é o fato de não existirem&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrLmaBuk5KI/AAAAAAAAARY/rUXJ9NUfv8w/s1600-h/tiger-regal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382617839475942562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 289px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrLmaBuk5KI/AAAAAAAAARY/rUXJ9NUfv8w/s320/tiger-regal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; evidências de que tais fármacos possuam qualquer efeito. Sendo a eficácia alegada, fruto de conceitos religiosos e místicos ou da mera simbologia entre as características do animal e supostos benefícios e não de um estudo científico controlado. E mesmo que fossem efetivos contra diversas doenças, existem diversos fármacos da medicina científica que possuem ação comprovada e que não tem por conseqüência tais impactos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra amostra é vista nos mares; motivada pela sopa de barbatana de tubarão. Bem conhecida no Leste Asiático, e tida como um tônico contra uma série de males, considerada afrodisiaca por alguns. Também é um prato de elite, servido em banquetes e festas de casamento. Com o crescimento econômico asiático, a nascente classe média a consome cada vez mais, como um símblo de ostentação. Uma tigela de sopa custa cerca de 100 dólares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para conseguí-la, é realizada a pesca do tubarão, ou finning, em que o seláquio é capturado e tem as nadadeiras cortadas. Porém, a carcaça não possui valor econômico e é jogada ao mar, onde sem ter como se locomover o tubarão morre de fome ou é devorado por peixes menores. Não existe controle de peso e idade e analisando as barbatanas e quase impossível distinguir as espécies. As mais raras - como o tubarão-baleia - chegam a custar 10.000 a 20.000 dólares.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrWiWK7suFI/AAAAAAAAARw/GFT734CRZrU/s1600-h/398px-Chinese_cuisine-Shark_fin_soup-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383387431366867026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 179px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrWiWK7suFI/AAAAAAAAARw/GFT734CRZrU/s320/398px-Chinese_cuisine-Shark_fin_soup-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;100 milhões de toneladas de tubarões são pescadas por ano. Mas estima-se que a quantidade possa ser mais que o dobro. O enorme consumo é sustentado por pescadores de todos os mares. Incluindo os da costa brasileira Nem reservas marinhas - como as Ilhas Cocos, onde existe a maior concentração de tubarão do planeta - são respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As populações de um predador que é vital para o ecossistema marinho estão encolhendo drásticamente, a ponto de serem considerados criticamente ameaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O governo chinês já fez medidas para inibir a matança. Proibiu o comércio de remédios que contnham partes de tigres e pune quem caçar um deles com a pena de morte. Com isso, ossos, garras e outros órgãos sumiram das lojas medicinais chinesas. E fármacos que eram feitos de animais em risco estão sendo substituidos pelos que são feitos de animais domésticos. Outra opção , é criá-los para o aproveitamento farmaceutico. O que já é aplicado para a extração de bile-de-urso. Antes caçadores os procuravam antes do inverno, os capturavam e arrancavam a vesícula. As fazendas de urso se tornaram mais viáveis que a caça. Nelas, instalam um catéter, por onde a bile é tirada. Contudo, a IUCN denuncia diversos maus-tratos. Mesmo essas medidas apesar de terem seu mérito, mas são inda insuficients para conter a devastação causada. A Medicina Tradicional Chinesa mostra que a pseudociência e obscurantismo podem causar danos não apenas ao homem, mas também para o meio ambiente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;REFERENCIAS:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/"&gt;http://en.wikipedia.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/"&gt;http://pt.wikipedia.org/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://news.nationalgeographic.com/"&gt;http://news.nationalgeographic.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/"&gt;http://news.bbc.co.uk/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://edition.cnn.com/"&gt;http://edition.cnn.com/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://skepticblog.org/2008/11/09/tcm-ii/"&gt;http://skepticblog.org/2008/11/09/tcm-ii/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://saude.hsw.uol.com.br/medicina-chinesa.htm"&gt;http://saude.hsw.uol.com.br/medicina-chinesa.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-4829270835554684008?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/F22wmTCSUCg/o-perigo-da-medicina-tradicional.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SrWe88jfgXI/AAAAAAAAARo/qJFZjKJb8YE/s72-c/ChineseHerbDisp.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/08/o-perigo-da-medicina-tradicional.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-1799530074170970881</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2009 00:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-27T16:43:09.771-07:00</atom:updated><title>Fóssil revela "asa inteligente" de pterossauro</title><description>REINALDO JOSÉ LOPES&lt;br /&gt;da Folha de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os engenheiros aeronáuticos do século 21 talvez possam aprender alguns truques com répteis alados de 130 milhões de anos. Uma pesquisa apresentada ontem por uma equipe internacional, incluindo uma dupla de brasileiros, sugere que camadas especializadas de fibras nas asas dos bichos permitiam ajustes sutis dos movimentos deles no ar --uma espécie de "voo inteligente" em pleno período Cretáceo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão vem da nova análise de um fóssil maravilhosamente bem preservado, o pterossauro chinês Jeholopterus ningchengensis, cujas asas mediam cerca de 90 cm de uma ponta à outra. Por um golpe de sorte pré-histórico, não apenas os ossos, mas também boa parte dos tecidos moles do bicho sobreviveram ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre esses tecidos estão as asas membranosas, parecidas com as de morcegos e típicas de todos os pterossauros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fly by wire&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhança com os atuais mamíferos voadores, no entanto, é apenas superficial. Para o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os pterossauros provavelmente punham seus sucessores no chinelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A membrana dos morcegos é menos espessa e muito mais simples que a dos pterossauros", disse Kellner à Folha. "Claramente o voo desses animais era bem mais sofisticado do que a gente imaginava."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kellner e seus colegas, como o também brasileiro Diógenes de Almeida Campos e paleontólogos da China e da Alemanha, publicaram sua análise do fóssil na edição desta semana da revista científica britânica "Proceedings of the Royal Society B". Com a ajuda de luz ultravioleta, os pesquisadores conseguiram ver detalhes milimétricos da membrana das asas, que dão apoio à hipótese de que ela sofria modificações sutis para se ajustar às necessidades de voo do animal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sinal mais claro disso são três camadas diferentes de pequenas fibras, as chamadas actinofibrilas, dispostas em orientações diferentes (na vertical ou na horizontal, o que, no fóssil, dá a impressão de um tabuleiro de xadrez, porque as camadas foram "amassadas" pelos processos geológicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós só vamos poder confirmar o que eram essas fibras com uma análise da estrutura microscópica delas. Acredito que eram fibras musculares. De qualquer maneira, elas obrigatoriamente influenciavam a estrutura da asa e são condizentes com a ideia de que o animal era capaz de ajeitá-la durante o voo", afirma Kellner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprimindo ou distendendo as fibras entre si, o bicho poderia, por exemplo, modificar ativamente a resistência de sua membrana ao ar, tornando-a mais ou menos rígida. Para Kellner, o achado confirma que os pterossauros não eram meros planadores, mas voadores ativos e sofisticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem pelado nem peludo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova análise do fóssil também pode acabar com uma velha dúvida: afinal, os pterossauros tinham pelos? A ideia de uma cobertura pilosa parece esquisitice pura em se tratando de um réptil, mas alguns fósseis bem preservados já tinham indicado essa possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kellner e seus colegas, ao examinar estruturas vagamente parecidas com pelos no corpo do bicho, dizem ter determinado que elas não se parecem exatamente nem com as penas das aves nem com os pelos dos mamíferos. No entanto, podem ter tido uma função similar: conservar o calor do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós preferimos chamar esses supostos pelos de picnofibras, ou seja, fibras densas. Ao toque, talvez elas fossem parecidas com uma vassoura de piaçava, mais duras e eriçadas", compara Kellner. É possível que pterossauros de diferentes regiões tivessem mais ou menos picnofibras, dependendo do clima de cada lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u605803.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u605803.shtml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-1799530074170970881?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/fiByxSNzsco/fossil-revela-asa-inteligente-de.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/08/fossil-revela-asa-inteligente-de.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-1284358672437440139</guid><pubDate>Tue, 18 Aug 2009 00:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-05T19:34:11.256-07:00</atom:updated><title>Foja</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SpVozjSMo7I/AAAAAAAAAQI/JZkBOFNzHiQ/s1600-h/Foja_canguru.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374316965190738866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SpVozjSMo7I/AAAAAAAAAQI/JZkBOFNzHiQ/s320/Foja_canguru.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Duas expedições realizadas em 2005 e 2007 foram até as montanhas de Foja, no oeste da Nova Guiné. Uma região de 1 milhão de hectares, sendo a maior floresta tropical preservada da Ásia e uma das florestas mais inexploradas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira expedição, realizada em dezembro de 2005, foi feita por uma equipe multidisciplinar, com cientistas norte-americanos, australianos e indonésios. Lá eles solucionaram um grande quebra-cabeça: a localização da ave-do-paraiso de Berlepsch (Parotia berlepsch). A ave foi descrita no século 19, com base em espécimes coletados por caçadores nativos e somente agora foi registrada em fotografia. Também foram encontrados ali monotremados (mamíferos que botam ovos) e marsupiais como o canguru de árvore (Dendrolagus pulcherimus), que só havia sido registrado no território vizinho de Papua Nov&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/So2whkehrTI/AAAAAAAAAO4/gNzlzafoALE/s1600-h/ave-do-mel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372144021296753970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/So2whkehrTI/AAAAAAAAAO4/gNzlzafoALE/s320/ave-do-mel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a Guiné e que era considerado extinto. Eles são raros ou quase inexistentes em outras partes da ilha, mas são abundantes em Foja devido a ausência de caça.&lt;br /&gt;A expedição ainda descobriu várias espécies novas. Como uma ave-do-mel de penugem preta e face alaranjada que foi batizada de (Melipotes carolae), 20 anfíbios (entre eles, uma rã de 14 milímetros), quatro borboletas, cinco palmeiras e uma espécie de rododendro branco – também conhecida como azaléia – de 15 cm de largura, podendo ser a maior flor do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornarem em 2007, as surpresas não foram menores. Com a descoberta de um rato gigante de 1,4 kg (Mallomys sp.) e uma espécie de gambá pigmeu (Cercartetus sp.), o menor marsupial do mundo. Foja mostra que ainda hoje é possível encontrar lugares com a biodiversidade original preservada e os seres vivos encontrados façam com que o lugar mereça ser chamado de paraíso perdido. Ainda evoca a época dos naturalistas viajantes como Charles Darwin e Alfred Wallace que viajaram pelo mundo quando a biologia ainda estava nascendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-1284358672437440139?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/dsc1LBRX2Rw/foja.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SpVozjSMo7I/AAAAAAAAAQI/JZkBOFNzHiQ/s72-c/Foja_canguru.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/08/foja.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-14962039917017178</guid><pubDate>Tue, 04 Aug 2009 06:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-24T14:38:55.759-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Tartaruga-gigante de Rodrigues</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SnfRPDywmbI/AAAAAAAAAOg/mcPMOEkwuNM/s1600-h/cylindraspis+vosmaeri.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365987537681684914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 287px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SnfRPDywmbI/AAAAAAAAAOg/mcPMOEkwuNM/s320/cylindraspis+vosmaeri.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A tartaruga-gigante-de-Rodrigues (Cylindraspis vosmaeri) foi uma espécie de quelônio que viveu nas ilhas Mascarenhas, que pertencem as ilhas Reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitando um ambiente sem predadores, o quelônio pode atingir grandes dimensões; chegando a 1,2 metros de altura e 1 metro de comprimento. Possuía um longo e flexível pescoço, uma cabeça pequena e pernas dianteiras maiores que as traseiras, dando ao animal um aspecto inclinado. Com uma carapaça delgada e que permitia maior mobilidade dos membros e do pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viviam em grandes grupos nas ilhas Rodrigues, que eram ponto de parada para marinheiros que capturavam as tartarugas gigantes que serviam de um estoque vivo de carne, deixando-as com o casco virado para baixo no convés do navio, graças a grande resistência do animal que podia ficar longos períodos sem água e alimento. No iníco era explorada ocasionalmente por piratas e expedições holandesas. O diário de François Leguat, um francês huguenot que morou na ilha, descrevia bandos de até 3000 individuos. O que chamou a atenção para a ilha. Calcula-se que entre 1732 e 1771, cerca de 280 000 exemplares foram removidos. E em 1802, as tartarugas-gigantes-de-Rodrigues não eram mais avistadas e foram declaradas extintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre seu comportamento, exceto que enterrava seus ovos na areia e que viviam em grupo. Muito de sua anatomia também era desconhecida. Até que expedições científicas encontraram ossadas de exemplares que morreram ao cai alí, o que permitiu a reconstituição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-14962039917017178?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/5mX_pcwpAnQ/tartaruga-gigante-de-rodrigues.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SnfRPDywmbI/AAAAAAAAAOg/mcPMOEkwuNM/s72-c/cylindraspis+vosmaeri.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/08/tartaruga-gigante-de-rodrigues.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-6884861056907692929</guid><pubDate>Sun, 26 Jul 2009 02:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-23T13:18:01.897-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos</category><title>O amigo que Darwin tinha no Brasil</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sn9ay0dF8wI/AAAAAAAAAOo/6nQnoPFS-yQ/s1600-h/Fritz-muller-1821-1897.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368109109969548034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sn9ay0dF8wI/AAAAAAAAAOo/6nQnoPFS-yQ/s320/Fritz-muller-1821-1897.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;POR EDUARDO REAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Johann Friedrich Theodor Müller, conhecido como Fritz Müller, nasceu em 31 de março de 1822 na aldeia de Windischolzhausen próxima a Erfurt na Alemanha.Neto e filho de pastores protestantes, Müller demonstrou desde a infância grande interesse pela história natural no que foi estimulado pelo pai.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cursou universidade em Berlim onde teve mestres como Lichtenstein e Erichson (zoólogos), Hornschuch e Kunth (botânicos) e Johannes Müller (fisiólogo).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estudou farmacologia, ciências naturais e matemática. Doutorando-se em filosofia aos 22 anos de idade.&lt;br /&gt;Em 1845 se inscreveu em um concurso para professor ginasial em Erfurt. Mas sua carreira durou pouco, pois as perseguições políticas realizadas pelo imperador Frederico “O Grande” obrigavam os professores a ensinar apenas o que o governo queria. Diante de seu propósito de jamais ser hipócrita (“sempre que tiver que falar, hei de dizer a verdade” – frase em carta enviada ao irmão August) abandonou seu emprego.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após deixar de lecionar, Fritz Müller foi estudar medicina concluindo o curso em 1849.Novamente teve seu sonho interrompido. Por não ser mais cristão, negou a pronunciar frases religiosas durante o juramento em sua colação de grau e por esse motivo não recebeu o diploma de médico e não pode exercer a profissão. Voltou então a lecionar, mas desta vez como professor particular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fritz deixou de ser cristão durante a faculdade de medicina. O motivo foi a hipocrisia das instituições religiosas. Em 1848 se casou com Karoline Töellner e em 1849 nasceu sua primeira filha, Louise. Em 1852 nasceu sua segunda filha, Johanna e poucos dias depois a filha primogenita morreu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No mesmo ano, leu um livreto escrito pelo Dr. Blumenau que divulgava a colônia fundada por ele no Brasil e Fritz Müller decidiu emigrar. Sobre o qual disse “Nessa intolerância religiosa vigente no país de Frederico não se poderia esperar por enquanto alguma mudança, então decidi emigrar. Escolhi o Brasil, primeiramente por sua rica flora e fauna, em segundo lugar porque acreditava que aqui a índole alemã poderia se conservar mais facilmente do que entre os ianques e em terceiro lugar porque o fundador da Colônia Blumenau, já me era conhecido de muitos anos”. Em 19 de maio de 1852 embarcou para o Brasil a bordo do veleiro Florentin, juntamente com a sua família e o irmão August e sua esposa. Após dois meses chegaram ao Brasil e se instalaram em Blumenau abrindo clareiras na mata e construindo uma cabana. Tempos depois uma enchente destruiu sua casa e se mudou para a outra margem do rio Itajaí onde construiu uma casa no estilo enxaimel (onde hoje é o Museu Ecológico Fritz Müller). &lt;a href="http://www.blumenauonline.com.br/conhecablumenau/pontosturisticos_detalhes.aspx?pontoid=1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos primeiros anos em que morou na colônia, Müller ajudou a construí-la, pesquisou a fauna e flora e atendeu os casos de doenças mais graves. Tinha relacionamento amigável com os índios da região que o protegiam contra animais selvagens enquanto realizava pesquisas na mata.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, Dr. Blumenau se sentiu incomodado com seu comportamento, temia que suas convicções políticas e seu descaso com a religião pudessem influenciar outros colonos. Logo tratou de lhe arranjar um emprego de professor de matemática em Desterro (atual Florianópolis) e apesar de saber as verdadeiras intenções de Dr. Blumenau, Fritz Müller aceitou o cargo de bom grado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O emprego lhe caiu como uma luva, pois tinha tempo livre para realizar suas pesquisas sobre história natural e aliado ao fato de morar perto do mar, uma fonte inesgotável de pesquisa, foram determinantes em sua carreira de naturalista. Morou em Desterro de 1856 até 1867. Em 1856 foi ao Rio de Janeiro se naturalizar brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1861 Fritz Müller recebeu de presente de seu amigo Max Schultze, professor de zoologia em Halle, um exemplar do livro “A Origem das espécies” de Charles Darwin em alemão e ficou fascinado com os argumentos apresentados por Darwin, aceitando a teoria da evolução.Após a leitura do livro resolveu escrever uma carta para Charles Darwin falando sobre o livro (pratica comum entre os naturalistas da época). Então lhe veio outra idéia. Fazer seus próprios experimentos para comprovar a teoria da evolução.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fritz Müller então buscou uma espécie para servir como modelo para colocar a prova a teoria de Darwin. Optou pelos crustáceos por vários motivos; por serem abundantes na região, já terem uma classificação taxionômica conhecida e por apresentarem um desenvolvimento ortogenético complexo e variado.Em abril de 1862 ele escrevia ao irmão em Lippstadt: "No último verão me ocupei quase que exclusivamente com crustáceos, mais propriamente com a história do desenvolvimento dos camarões e lagostins, que lança uma luz totalmente nova nas condições de parentesco dos crustáceos e sobre toda a morfologia dos artrópodes; espero que isto possa ser utilizado como importante meio de comprovação a favor dos ensinamentos de Darwin sobre a origem das espécies animais e vegetais. Elaborar a história do desenvolvimento dos animais a partir de larvas pescadas no mar, as quais percorrem uma longa série de formas, é um dos trabalhos mais sacrificados e que mais tempo consomem, mas também é de todos o mais atraente, emocionante e com freqüência, cheio de verdadeiro enredo romanesco, decepções, surpresas”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O objetivo de Müller era descobrir se os crustáceos evoluíram, se adaptando ao ambiente. Estudou em várias espécies as formas que os crustáceos passam até chegar a idade adulta definitiva. Descobriu que algumas espécies tinham um desenvolvimento mais complexo, passando por vários desses estágios. Outras paravam no meio do caminho, adotando um desses pré-estágios como forma adulta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim ele montou uma espécie de árvore genealógica dos crustáceos, concluindo que as espécies com desenvolvimento mais complexo evoluíram de outras com desenvolvimento mais simples por meio de adaptações ao ambiente. Todos os estudos comprovaram o que Darwin havia descrito em teoria. Os estágios pelos quais passam os crustáceos antes de chegar à forma adulta seriam repetições das espécies ancestrais a partir das quais esses animais evoluíram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 7 de Setembro de 1863, Fritz Müller concluía um pequeno porém consistente livro, repleto de fatos novos e em consonância com as ideias propostas por Darwin."Für Darwin" (A Favor Darwin) foi editado em Leipzig, Alemanha, em 1864. Não demorou para que o próprio Darwin viesse a tomar conhecimento deste precioso e inesperado colaborador que se manifestava da América do Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Darwin ficou impressionado com o livro e bancou a tradução para o inglês, lançando a obra com o nome Facts and arguments for Darwin (Fatos e argumentos a favor de Darwin), e passou a citar o cientista alemão nas edições seguintes de "Sobre a origem das espécies". Os dois naturalistas trocaram correspondência intensa e se tornaram amigos. A primeira carta foi escrita por Darwin em 10 de agosto de 1865. A última carta que Darwin remeteu para Fritz Müller, foi datada em 4 de abril de 1882, quinze dias antes de sua morte. Sabe-se que Darwin escreveu 58 cartas a Fritz Müller, em 17 anos de troca de correspondência. Uma freqüência considerável, uma vez que em média, uma carta levava 45 dias a caminho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também manteve correspondência com Hermann Müller, Alexander Agassiz, Ernst Krause, e Ernst Haeckel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Haeckel generalizou conceitos introduzidos por Fritz Müller, elaborando a controversa Lei da Biogenética Fundamental. Passou a afirmar, de forma dogmática, que todas as espécies de animais recapitulam as mudanças ocorridas em sua ancestralidade durante o desenvolvimento larval ou embrionário. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros trabalhos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fritz Müller também contribuiu com a biologia com a teoria do mimetismo mülleriano. Formulou a teoria ao observar que diferentes espécies de borboletas da mata Atlântica possuíam sabor desagradável se assemelhavam mutuamente a fim de enganar as aves. Se um pássaro “experimentasse” uma borboleta de qualquer uma destas espécies se lembraria de seu gosto horrível e evitaria comer outras borboletas parecidas. Essa relação é chamada de mimetismo de Müller ou anel mimético que era diferente do mimetismo apresentado por Henry Bates. &lt;a href="http://www.lepidoptera.datahosting.com.br/mimetismo.htm"&gt;[2]&lt;/a&gt;Para analisar o mimetismo entre duas espécies de lepidópteros, ele elaborou a primeira equação matemática aplicada à ecologia. &lt;a href="http://www.ucl.ac.uk/taxome/jim/Mim/Muller.html"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Publicou 248 artigos científicos sobre o estudo de animais e plantas. Catalogou novas espécies e realizou estudos sobre crustáceos, borboletas, cupins, abelhas brasileiras (foi um dos maiores observadores) e outros insetos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Uma boa parte do que se sabe sobre a biologia desses seres vivos. Do qual podemos citar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abelhas sem ferrão.&lt;/strong&gt; Um dos seus temas preferidos, etudou os habitos das ablhas melíferas sem ferrão dos gêneros Melpoma e Trigona. Se protegem expelindo um veneno quando perturbadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dimorfismo sexual em mosquitos.&lt;/strong&gt; Outra descobera foi o dimorfismo sexual em mosquitos da familia Blepharicedae. Existem duas formas femininas com diferentes aparelhos bucais: uma suga sangue e outra néctar - igual aos machos. Para comprovar, ele seccionou as moscas; criadas desde o estágio de pupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cupins.&lt;/strong&gt; Müller corrigiu muitos erros da literatura científica sobre os cupins. Seu sistema d castas é bem diferente das formigas. Existindo membros de ambos os sexos, enquanto que entre os himenópteros as castas são formada apenas por fêmeas. Os cupins são classificados em um grupo totalmente a parte das formigas, denominada Isoptera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1884 e 1885, encontrou um verme gigante de 1,5 metros (Balanoglossus gigas), até então conhecido apenas em versões bem menores. Mas não conseguiu convencer a comunidade científica da descoberta por não conseguir enviar um exemplar inteiro para a Europa (ele se enterrava na areia e quebrava ao ser puxado). Só em 1893 a descoberta foi confirmada, com exemplares do mesmo animal encontrados em São Sebastião, no litoral paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisou a simbiose entre a embaúba e formigas. No pecíolo da folha da embaúba existe uma parte branca e saliente que vista pelo microscópio revela uma glândula (chamada “corpúsculo de Müller” em homenagem ao descobridor) que produz uma substância doce que contem glicogênio. As formigas se alimentam deste mel e vivem entre os nós dos galhos da embaúba protegendo a árvore do ataque de insetos nocivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez também excelentes observações sobre a fecundação de orquidáceas. Descobrindo que tais plantas são auto-estéreis, ou seja, o pólen de uma flor é incapaz de fecundar os óvulos da mesma. Dependendo de agentes polinizadores. Esses dados ajudaram Darwin em sua pesquisas sobre orquideas. Fritz também trocou sementes com Joseph Hooker, que lhe enviou amostras do Jardim Botânico de Kew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim da vida se dedicou ao estudo de bromélias. E uma das mais belas descobertas se refere à fauna encontrada nas bromeliáceas. Nestas plantas ocorre o acúmulo de água suficiente para permitir a proliferação de muitos seres minúsculos – protozoários, miriápodes, larvas de dípteros, ortópteros, neurópteros, tricópteros, tipulídeos e sirfídeos, além turbelários, aracnídeos e um crustáceo da família Cytheridae, ao qual deu o nome de &lt;em&gt;Elpidium bromeliarum&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez também excelentes observações sobre a fecundação de orquidáceas. Descobrindo que tais plantas são auto-estéreis, ou seja, o pólen de uma flor é incapaz de fecundar os óvulos da mesma. Dependendo de agentes polinizadores.Retornou a Blumenau em 1867 e voltou à atividade de colono, pesquisador e médico se tornando presidente da câmara dos vereadores anos depois. 1876 foi nomeado “Naturalista viajante” do museu nacional por D. Pedro II e só perdeu o cargo em 1891 com a proclamação da república.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi chamado por Darwin de “O Príncipe das Observações” e recebeu o título de Doutor Honoris Causa das universidades de Tübingen e de Bonn na Alemanha.No final de sua vida era considerado um dos maiores cientistas do mundo apesar de estar longe dos grandes centros acadêmicos da Europa e praticamente não ter contato com outros pesquisadores. Seus artigos podem ser vistos na biblioteca da USP em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johann Friedrich Theodor Müller faleceu no dia 21 de maio de 1897, aos 75 anos, na casa de sua filha Johanna em Blumenau. Teve dez filhos, destes apenas um do sexo masculino que morreu pouco depois do parto. Recebeu várias homenagens póstumas incluindo uma estátua em uma praça em Blumenau e um museu ecológico instalado em sua antiga casa. Além de várias homenagens do meio acadêmico. Haeckel o chamou de “Herói da Ciência”. Sua vida foi descritas em várias biografias e deixando uma lição de humildade, amor pela ciência e busca pela liberdade expressada por duas de suas frases; “sem liberdade não há verdade e nem virtude” e “... tomei a firme decisão de tudo sacrificar pela verdade e pela liberdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Fritz Müller "Facts and Arguments for Darwin" pode ser visto no site abaixo (em inglês):&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.wattpad.com/10558"&gt;http://www.wattpad.com/10558&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-6884861056907692929?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/l33ubp6k2mU/o-amigo-que-darwin-tinha-no-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sn9ay0dF8wI/AAAAAAAAAOo/6nQnoPFS-yQ/s72-c/Fritz-muller-1821-1897.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/07/o-amigo-que-darwin-tinha-no-brasil.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-134566984854952861</guid><pubDate>Fri, 24 Jul 2009 02:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T21:52:48.099-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Especial</category><title>Selo da Scientifican American Brasil</title><description>O Evolução e biologia está prestes a completar dois anos de existência com o objetivo de divulgar a ciência e defender a biologia do ataque de pseudociências. Sempre com a preocupação da qualidade das informações. E, com surpresa, que no mês passado recebi uma mensagem da editora Duetto informando que o Evolução e biologia receberia o elo da Scientific American Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito gratificante esse reconhecimento vindo de uma das melhores revistas de divulgação científica do país. E reforça ainda mais o compromisso de fazer divulgação científica de qualidade e continuar a abordar temas sobre a biologia. A promoção da ciência e do pensamento crítico é muito importante para a sociedade e é esse ideal que move este blog. Meu fascínio por esses temas e a intenção de fazer ciência vieram justamente pela divulgação da mesma e com essa iniciativa, quem sabe, também inspirar futuros cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que agradecer a Scientific American Brasil que teve essa iniciativa e a Fernanda da Editora Duetto que foi quem descobriu o blog. E também ao Ravick Bitencourt, um grande amigo e entusiasta do blog que sempre me apoiou e acompanhou como leitor e colaborador, divulgando o E&amp;amp;B no Os Amorais. Assim como a todos os colaboradores e leitores do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Toda a nossa ciência, comparada com a realidade, é primitiva e infantil - e, no entanto, é a coisa mais preciosa que temos." (Albert Einstein)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Real&lt;br /&gt;"Evolução e Biologia"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-134566984854952861?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/WJC1sqgWX1k/selo-da-scientifican-american-brasil.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/07/selo-da-scientifican-american-brasil.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-2711428332091086293</guid><pubDate>Sat, 11 Jul 2009 00:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:47:19.964-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Arau gigante</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Slfe_7N6KsI/AAAAAAAAAN0/ln_ewi2M15g/s1600-h/Keulemans-GreatAuk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356995471589649090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Slfe_7N6KsI/AAAAAAAAAN0/ln_ewi2M15g/s320/Keulemans-GreatAuk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Arau-gigante (&lt;em&gt;Pinguinus impennis&lt;/em&gt;) é uma espécie de ave alcídeo não voadora que habitava ilhas do Atlântico Norte, nas costas do Canadá, Groelândia, Islândia, Noruega e Grã-Bretanha. Apesar do nome pinguinus não possuía ligação evolutiva próxima com os pingüins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arau-gigante era o maior do grupo dos alcídeos, com cerca de 75 cm de comprimento para 5 kg, um peso relativamente elevado para uma ave do seu tamanho e possível apenas porque era não voador. A sua plumagem era brilhante, branca e negra, com as maiores remiges (penas de vôo) medindo apenas cerca de 10 cm, insuficientes para voar. Os pés eram pretos, bem como os dedos que estavam unidos por uma membrana interdigital de cor castanha. O bico era também negro, com riscas transversais brancas. A cabeça era predominantemente preta, com manchas de plumas brancas entre o bico e olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arau-gigante não voava mas era um excelente nadador subaquático, propulsionado pelas asas, convertidas em barbatanas. A sua fonte de alimentação era peixes de tamanho médio, até cerca de metade do seu comprimento total. Os seus principais predadores eram cetáceos e aves de rapina. Em terra o arau-gigante não conhecia predadores e movimentava-se lentamente sem receios inatos.A época de reprodução tinha lugar no Verão e os juvenis chocavam por volta de Junho. Cada casal de araus-gigantes incubava apenas um ovo, amarelado e ponteado de negro, por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Extin.C3.A7.C3.A3o"&gt;&lt;/a&gt;O desaparecimento do arau-gigante deve-se apenas à intervenção do Homem. O arau-gigante era procurado pela carne, ovos e plumas, mas este tipo de caça não afectou a sua população em termos globais. Com o advento da exploração marítima do Atlântico Norte, o Homem passou a caçar os araus-gigantes em toda a extensão do seu habitat e nas suas colónias de nidificação. Em terra, era particularmente vulnerável, dada a sua incapacidade de voar e falta de medo de humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era caçado como alimento por baleeiros sua carne era usada como isca na pesca do bacalhau e da lagosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração do arau-gigante colocou a espécie em perigo de extinção entre os séculos XVIII e XIX. Porém, a mentalidade da época tinha uma perspectiva diferente sobre como abordar uma espécie ameaçada. No auge do entusiasmo com o naturalismo, os ovos e exemplares de arau-gigante tornaram-se um item muito apreciado por colecionadores, o que aumentou ainda mais a pressão sobre as suas populações. O último casal foi caçado em Julho de 1844 enquanto chocava um ovo, numa ilha ao largo da Islândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restam cerca de 80 ovos e outros tantos exemplares taxidermizados em museus e coleções particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357001725486096882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Slfkr8zA4fI/AAAAAAAAAN8/f0h0l9cTPTU/s320/800px-Alca_Impennis_by_John_Gould.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-2711428332091086293?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/RHGGRRnCMzU/arau-gigante.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Slfe_7N6KsI/AAAAAAAAAN0/ln_ewi2M15g/s72-c/Keulemans-GreatAuk.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/07/arau-gigante.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-8379511453368743309</guid><pubDate>Sun, 28 Jun 2009 00:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:48:09.857-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Cervo de Schomburgk</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SkbL4HRiZqI/AAAAAAAAANM/mvy6mKjexdM/s1600-h/SchomburgksDeer-Berlin1911.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352189372062131874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SkbL4HRiZqI/AAAAAAAAANM/mvy6mKjexdM/s320/SchomburgksDeer-Berlin1911.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O cervo-de-Schomburgk (Rocervus schomburgki) era um mamífero cervídeo endêmico da Tailândia. E foi descrito por Edward Blyth em 1863, e foi batizado em homenagem a Robert Hermann Schomburgk, cônsul britânico na Tailandia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tinha 1,80 metros de comprimento; 1,4 metros de altura e 120 kg de peso. A parte superior da pelagem era de um marrom uniforme, enquanto a inferior era mais clara. Os cascos e os chifres era de um tom avermelhado. A galhada mediam de 32 a 84 cm e ausentes nas fêmeas. Viviam em grupos com apenas um macho e algumas fêmeas e filhotes. Se alimentavam durante a manhã e a noite e evitavam a mata cerrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi extinto pela caça excessiva. Era intensamente perseguido na época das chuvas, quando as inundações o cercavam em pequenas ilhas. Os motivos da caça são sua pele - que era exportada - e por seus chifres serem muito procurados pela medicina tradicional chinesa, alegando propriedades medicas e supostos poderes mágicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O último exemplar selvagem foi caçado em 1932 e o último cervo em cativeiro foi morto em 1938.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 1991, um chifre foi descoberto em uma loja medicinal chinesa no Laos. Laurent Chazée, um agrônomo das Nações Unidas, o identificou como um cervo-de-schomburgk e pode ser que ele ainda viva nesse país.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-8379511453368743309?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/N7AZO0czJNs/cervo-de-schomburgk.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://3.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SkbL4HRiZqI/AAAAAAAAANM/mvy6mKjexdM/s72-c/SchomburgksDeer-Berlin1911.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/06/cervo-de-schomburgk.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-563236688939263908</guid><pubDate>Sat, 02 May 2009 16:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:49:16.455-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Noticias</category><title>"Elo perdido" explica evolução das focas</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sfx-7IJ7q0I/AAAAAAAAAM8/FLXu456fh3k/s1600-h/1176174-9312-atm17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331275613166349122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sfx-7IJ7q0I/AAAAAAAAAM8/FLXu456fh3k/s320/1176174-9312-atm17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;RICARDO BONALUME NETO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;da &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um fóssil achado no Canadá é um bicho tão original que merece ser descrito pelo mais velho e surrado clichê da evolução biológica: trata-se do "elo perdido" entre mamíferos aquáticos como focas e morsas e seus ancestrais terrestres.&lt;br /&gt;Os mamíferos conhecidos como pinípedes têm nadadeiras que facilitam a natação, mas tornam sua movimentação em terra pouco eficiente. O fóssil de 23 milhões de anos batizado Puijila darwini tem membros robustos para andar, mas seus ossos indicam que haveria membranas entre os dedos semelhantes às de uma ave aquática, um tipo de "pé-de-pato". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes dessa descoberta, o pinípede considerado o mais antigo era o Enaliarctos, achado na costa noroeste da América do Norte, e dotado de nadadeiras. O Puijila está descrito em estudo na edição de hoje da revista "Nature", liderado por Natalia Rybczynski, do Museu Canadense da Natureza. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O nome Puijila darwini homenageia o naturalista Charles Darwin, pai da teoria da evolução, que previu a existência de uma forma de transição entre esses animais. Puijila é a palavra para "pequeno mamífero marinho" na língua dos esquimós da região do achado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros vestígios do mamífero foram achados em 2007 num lago criado na cratera do impacto de um meteoro. Uma expedição em 2008 achou mais pedaços. Ao todo, 65% do esqueleto foi desvendado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A região do Ártico é considerada a área de origem dos pinípedes. Há 23 milhões de anos o clima era ameno como o de uma região temperada. Vivendo primeiro em lagos de água doce, os animais foram se adaptando à vida aquática a ponto de passar a caçar no mar. O achado dá uma visão de como seriam os pinípedes antes de passarem a ter nadadeiras, segundo Rybczynski, que chefiou a expedição de campo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O fóssil retém uma longa cauda e membros com proporções mais semelhantes às de carnívoros terrestres do que dos pinípedes atuais. Mas alguns ossos indicam que ele levava uma vida semiaquática. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A passagem da terra para o mar aconteceu diversas vezes entre os mamíferos, indicam as lontras, o peixe-boi-marinho, as baleias e os golfinhos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Essa transição é caracterizada por inovações associadas com muitos aspectos da vida, incluindo locomoção, alimentação e reprodução. O registro fóssil tem documentado os primeiros estágios de algumas dessas transformações, com mais sucesso no caso das baleias a partir de artiodáctilos terrestres", escreveram os autores. Artiodáctilos são mamíferos ungulados (com casco) e com número par de dedos nas patas, como o boi e o camelo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o "elo perdido" das baleias foi identificado como um pequeno artiodáctilo fóssil, o Indohyus, achado na Índia. Mas só agora, com a descoberta do fóssil canadense, é que a primitiva evolução dos pinípedes passa a ser melhor conhecida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O sítio paleontológico no Canadá tem ainda peixes, aves e outros fósseis, como coelhos, rinocerontes e os ancestrais das modernas girafas e veados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u554965.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u554965.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para saber mais: &lt;a href="http://cienciahoje.uol.com.br/143445"&gt;http://cienciahoje.uol.com.br/143445&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-563236688939263908?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/wPocv2iuPXE/elo-perdido-explica-evolucao-das-focas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sfx-7IJ7q0I/AAAAAAAAAM8/FLXu456fh3k/s72-c/1176174-9312-atm17.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>1</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/05/elo-perdido-explica-evolucao-das-focas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-2151676478190448052</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2009 22:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T21:52:19.346-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Zoologia</category><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Textos</category><title>Gladiador</title><description>Gladiadores: uma nova ordem de insetos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por JOACHIM ADIS, OLIVER ZOMPRO, ESTHER MOOMBOLAH-GOAGOSES E EUGÈNE MARAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine ver pela primeira vez uma borboleta, um besouro, um marimbondo. Imagine o assombro diante de um mundo tão vasto que não só contém espécies, gêneros e famílias por descobrir, mas ordens inteiras ainda não batizadas. Carl Lineu deve ter tido essa sensação 250 anos atrás, ao organizar plantas e animais descobertos pouco tempo antes na taxonomia que inventara. O mesmo deve ter acontecido com E. M. Walker, o primeiro a descrever, em 1914, os Grylloblattodea, pequenos animais das regiões frias do hemisfério norte, elevando para 30 o número de ordens da classe dos insetos.&lt;br /&gt;A maioria dos entomologistas acreditava que o número era definitivo: embora talvez haja milhões de espécies de insetos ainda por &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjS4v3_IAI/AAAAAAAAAM0/zeRNdfqN4hE/s1600-h/fasmo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330242031358779394" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 185px; height: 296px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjS4v3_IAI/AAAAAAAAAM0/zeRNdfqN4hE/s320/fasmo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;identificar (até agora, 1,2 milhão já foi nomeada), durante quase um século pressupomos que toda espécie recém descoberta entraria numa numa dessas 30 categorias básicas. Para os biólogos, o mundo natural não parecia mais tão grande e caótico quanto antes. Mas, em junho de 2001, Zompro recebeu um pedacinho de âmbar que mudaria nossa forma de ver o mundo dos insetos, dando-nos um vislumbre da antiga alegria da descoberta – e renovando nosso assombro diante da variedade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Congelado no tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedaço de âmbar, proveniente de um coleção da University of Hamburg, Alemanha, foi retirado do mar Báltico. Quando a seiva da árvore se solidificou, há cerca de 45 milhões de anos, capturou várias larvas de insetos que pareciam completamente diferentes de qualquer coisa que Zompro vira antes. Um mês depois, o pesquisador, que na época trabalhava no Instituto Max Planck de Limnologia em Plön, visitou o Museu de História Natural de Londres e a curadora Judith A. Marshal mostrou-lhe um besouro preservado que havia sido encontrado na Tanzânia em 1950. Era claramente carcaça de um macho adulto, mas ninguém tinha sido capaz de identificar que tipo de inseto ele havia sido um dia. Zompro tirou algumas fotografias e voltou para a Alemanha.Alguns dias depois, outro pedaço de âmbar chegou pelo correio. Este de uma coleção particular, continha um macho adulto fossilizado de um tipo desconhecido. Quando o examinou minuciosamente as coleções de vários museus europeus em busca de outros besouros não-identificados parecidos com este. Mas nem depois de esquadrinhar um museu após outro, Zompro chegou a encontrar um espécime semelhante. Entretanto, no museu de História Natural de Berlim, acabou dando com o veio de ouro: um vidrinho cheio de álcool continha o corpo embalsamado de uma fêmea adulta de inseto que se parecia muito com o misterioso besouro do pedaço de âmbar.À medida que Zompro e Adis estudavam cuidadosamente esses dois novos espécimes, um pré-histórico e outro encontrado no chão da Namíbia um século antes, sua excitação aumentava. À primeira vista, os bichos, com suas fortes pernas traseiras, lembravam gafanhotos. Mas não tinha asas, ao contrário da maioria dos gafanhotos. As pernas da frente eram crivadas de espinhos, como aqueles que os louva-a-deuses usam para capturar e segurar a presa enquanto a devoram viva. Mas a cabeça e as pernas traseiras desses insetos desconcertantes eram bem diferentes. Vistos de cima, eram muito parecidos com bichos-pau, vegetarianos. Mas o segundo segmento de seu corpo era curto demais para um bicho-pau, e os intestinos continham partes de corpos de outros insetos, prova de que eram carnívoros.As diferenças não eram triviais. Com tantas distinções fundamentais na forma do corpo e na alimentação, foram necessárias somente algumas horas para concluir com certeza que esses organismos não se encaixavam em nenhuma ordem existente de insetos. Teríamos de criar uma nova categoria para eles, onde ficassem ao lado das moscas, besouros e cupins.Decidimos pelo nome científico Mantophasmatodea porque os bichos pareciam um cruzamento bizarro de um louva-a-deus (ordem Mantodea) com um bicho-pau (ordem Phasmatodea). Mas entre nós, começamos a chamá-los de “gladiadores”, inspirados por sua aparência assustadora e pela armadura que os cobre no estágio de ninfa. Embora suspeitemos que os gladiadores tenham um ancestral comum com os louva-a-deuses e os bichos-pau, vai ser preciso trabalhar mais para determinar sua posição exata na árvore evolutiva da vida dos insetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caça ao besouro no deserto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira pergunta que queríamos responder era: os gladiadores ainda estão vivos ou a ordem extinguiu-se desde que o gladiador da Tanzânia foi descoberto, há meio século? Adis enviou fotografias dos insetos por e-mail a colegas do mundo todo, pedindo lhes que procurassem espécimes semelhantes em suas coleções.Um gladiador adulto e duas larvas foram localizadas na University of Leeds, Inglaterra. Tinham sido encontrados no maciço de Brandberg, na Namíbia, num momento qualquer entre 1998 e 2000. E um de nós (Marais) encontrou dois insetos que correspondiam à descrição. Marais havia coletado um deles pessoalmente na Namíbia em 1990; o outro foi coletado por um estudante namíbio em 2001.Marais viajou para a Alemanha e traçou planos com Zompro e Adis para uma expedição à Namíbia em busca de gladiadores vivos. No último dia de fevereiro de 2002, 10 cientistas de 5 países partiram para o deserto tropical da Namíbia. A equipe dirigia-se a Bandberg, um maciço circular que, como uma enorme borbulha de granito, eleva-se 1.800 metros acima de um planalto árido da província de Erongo. A população local chama-o de Dâures: a Montanha Abrasadora. Remota e protegida como parque nacional, Brandberg é o único lar de vários animais endêmicos.A busca começou no início de março num platô alto e pedregoso circundado por penedos elevados. Zompro e John Irish, um ecologista namíbio, batiam nos arbustos com galhos para ver se algum inseto saía dali. Depois de algumas horas, Irish disse: “Acho que tenho algo para você, Oliver”. Na palma de sua mão estava uma larva pequena, um gladiador no segundo estágio de sua vida. Naquela mesma noite, outro membro da equipe encontrou mais quatro larvas. Mal conseguíamos conter a excitação. Desconhecida pela ciência, essa cadeia da vida se mantivera intacta por mais de 45 milhões de anos!O grupo queria pesquisar outras partes do maciço - e outras montanhas próximas – mas o tempo não ajudou. As temperaturas superiores a 44ºC tornavam árdua a descida das encostas íngremes. Aguaceiros periódicos faziam riachos modestíssimos virar corredeiras perigosas.Em meados de março, Zompro e seus colaboradores aventuraram-se pelas montanhas vizinhas. Uma caçada noturna rendeu mais uma espécie de gladiador; já tínhamos identificado quatro espécies distintas da nova ordem. E, no dia seguinte, Zompro conseguiu fazer as primeiras observações do comportamento dos insetos em seu ambiente natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A vida de um gladiador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dúzia de gladiadores havia sido capturada viva e levada para a Alemanha, onde estávamos estudando sua biologia. Até agora descobrimos muito pouco sobre esse novo tipo de inseto, embora a pesquisa esteja progredindo rapidamente.Nas encostas das montanhas, vimos gladiadores escondendo-se durante o dia em tufos de grama e gretas das rochas. Ficavam camuflados, com as cores do corpo fundindo-se com as plantas e pedras. Ao cair da noite saiam para caçar.Os gladiadores são carnívoros e comem um grande número de outros insetos, alguns tão grandes quanto eles. Em seu ambiente natural, vimos gladiadores devorando mariposas pequenas, traças e baratas. Em cativeiro, parecem preferir moscas e grilos vivos. Esses insetos usam suas poderosas pernas traseiras para imobilizar presas pequenas. Quando a refeição é maior, eles a seguram também com as pernas medianas. As moscas grandes primeiro são mortas com mordidas fortes no pescoço. Em seguida, os gladiadores devoram a cabeça. Comem todas as partes de sua presa, exceto as asas e as pernas. Vimos jovens gladiadores, quando feridos, serem vítimas de canibalismo.As larvas crescem muito depressa, trocando de pele várias vezes durante seu processo de maturação. Parecem ter adaptado seu ciclo de vida à curta estação das chuvas que, em Brandberg, dura apenas alguns meses. Ainda não sabemos onde e quando as fêmeas dos gladiadores põem os ovos no seu hábitat natural.A descoberta inesperada de uma nova ordem no reino dos insetos deixou muitos entomologistas perplexos, e grupos de pesquisa do mundo todo logo ofereceram ajuda para dar continuidade a nosso estudo sobre o comportamento, o ciclo de vida e a reprodução dos gladiadores.Romano Dallai, da University of Siena, na Itália, está pesquisando a forma e a estrutura do esperma dos machos. Equipes dirigidas por Michael F. Whiting, da Brigham Young University, e Roger K. Butlin, da University of Leeds, estão analisando o DNA dos gladiadores. Até o final de 2002, esses experimentos podem nos dar uma idéia melhor de onde os Mantophasmatodea se encaixam nos ramos da classe dos insetos, a parte mais povoada da árvore da vida.Mas o fato de que a evidência dessa nova ordem tenha ficado em museus, ignorada durante décadas até um encontro casual e um estudante alerta juntarem as peças do quebra-cabeça, deixou-nos com a pulga atrás da orelha. Será que existem outras ordens de insetos a serem descobertas? Para gente que adora besouros como nós, o mundo natural de repente parece um pouco maior e mais fantástico do que imaginávamos que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/elnamugrabi/gladiadores.htm"&gt;http://br.geocities.com/elnamugrabi/gladiadores.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-2151676478190448052?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/-vwrYAmLUTE/gladiador.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjS4v3_IAI/AAAAAAAAAM0/zeRNdfqN4hE/s72-c/fasmo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/04/gladiador.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-6355716424948053558</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2009 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:49:40.343-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Pombo-passageiro</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjM37OIbcI/AAAAAAAAAMs/U2rDGJozAkY/s1600-h/375px-Ectopistes_migratoriusMCN2P28CA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330235420154817986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjM37OIbcI/AAAAAAAAAMs/U2rDGJozAkY/s320/375px-Ectopistes_migratoriusMCN2P28CA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O pombo passageiro vivia na América do Norte, provavelmente a ave mais abundante no século 17. Estima-se que havia até 5 bilhões de pássaros somente nos EUA.&lt;br /&gt;O maior bando conhecido tinha quase 2 bilhões de aves, que voando ocupavam um espaço de 1,6 km de largura por 500 quilômetros de comprimento. Sua passagem por uma cidade levava dias seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pombo passageiro começou a ser caçado pelo homem como alimento. Depois se descobriu que poderia ser usado em ração para porcos e até como fertilizante.&lt;br /&gt;Nos séculos 17 e 18, sua carne aparecia em quase todas as refeições dos escravos. Em 1805, um par de pombos passageiros custava 2 centavos de dólar em Nova York.&lt;br /&gt;Em 1850 notaram que o número de pombos havia caído drasticamente. As fêmeas botavam apenas um ovo por vez e seriam necessários alguns anos para a população se recuperar, mas não deu tempo.&lt;br /&gt;Acredita-se que todos os pássaros do último grupo tenham sido mortos em um único dia, em 1896, quando aproximadamente 250 mil indivíduos foram abatidos numa caçada esportiva. Em 1900, um garoto de Ohio matou o último exemplar selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou apenas um pombo passageiro em cativeiro, uma fêmea chamada Martha, que morreu no zoológico de Cincinnati, Ohio, em 1914. Seu corpo conservado está em exposição no Museu Nacional de História Natural em Washington. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-6355716424948053558?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/nt02MArgzmc/pombo-passageiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://2.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SfjM37OIbcI/AAAAAAAAAMs/U2rDGJozAkY/s72-c/375px-Ectopistes_migratoriusMCN2P28CA.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>2</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/04/pombo-passageiro.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-5685505706872212832</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2009 02:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:50:16.644-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Videos</category><title>Camarão-pistola</title><description>&lt;p&gt;O camarão-pistola é um dos seres vivos mais interessantes que existem. O crustáceo vive em águas tropicais profundas e tem uma arma de ataque única: uma garra assimétrica, que ao ser fechada, produz uma pequena bolha que ao estoura gerando uma explosão com temperatura próxima a da superfície do Sol. A pressão gerada pode matar pequenos peixes e invertebrados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pequena explosão gera grande barulho, tanto que os vários estouros produzidos por uma colônia de camarões-pistola no fundo do mar podem ser usadas por submarinos par se esconderem do sonar inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-62ad5b6408f5bb4c" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;
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&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-5685505706872212832?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><enclosure type="video/mp4" url="http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=62ad5b6408f5bb4c&amp;type=video%2Fmp4" length="0" /><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/eyJU2rcUtWw/camarao-pistola.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/04/camarao-pistola.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-2246937506905266076</guid><pubDate>Mon, 27 Apr 2009 22:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-28T22:57:21.644-07:00</atom:updated><title>peixe-olhos-de-barril</title><description>POR EDUARDO REAL &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzhRf_Yn9uI/AAAAAAAAAUQ/fNNoVCTz6og/s1600-h/peixe.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 293px; FLOAT: right; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420171761572902626" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzhRf_Yn9uI/AAAAAAAAAUQ/fNNoVCTz6og/s320/peixe.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores do MBARI (Monterrey Bay Aquarium Research Institute) realizaram uma expedição submarina e conseguiram observar, a 600 metros de profundidade e entre os seres das profundezas observados estava o peixe &lt;em&gt;Macropinna microstoma&lt;/em&gt;; uma espécie abissal (que vive em águas profundas) e que possui peculiares olhos tubulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Macropinna microstoma&lt;/em&gt; já é conhecido desde o final da década de 30, e peixes com olhos tubulares não são uma novidade para a ciência, existindo outras espécies conhecidas com essa características, pertencentes a familia Opisthoproctidae, mas a nova pesquisa resolveu um mistério que durava anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os únicos &lt;em&gt;Macropinna&lt;/em&gt; vistos eram exemplares que ficaram presos em redes de pesca, e todos tiveram a membrana que cobria seus olhos colapsada durante a captura. O MBARI fez os primeiros registros de um exemplar da espécie vivo e foi possível observar que a membrana forma um escudo transparente em torno dos olhos, sendo preenchida com liquido gelatinoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra novidade foi quanto aos olhos. Olhos tubulares são ótimos para captar luz sem aumentar muito o tamanho do órgão. Adaptação ideal para um ambiente como aquele, onde chega pouca luz solar. Com eles, é possível enxergar muito bem as silhuetas dos outros animais marinhos. Olhando a foto, você pode pensar que eles são os dois circulos acima da boca, mas as duas estruturas circulares que são as narinas, os olhos são as estruturas verdes dentro da membrana transparente. E como os olhos deste peixe são voltados para cima, permitem que ele se aproxime furtivamente de sua presa por baixo, porém não seria possível ver o que está a sua frente e nem o que se está comendo, tendo um campo de visão muito limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os pesquisadores observaram que o &lt;em&gt;Macroppina microstoma&lt;/em&gt; pode girar seus olhos para a frente, tudo foi registrado por câmeras no fundo do oceano e depois em indivíduos capturados vivos e mantidos em um aquário a bordo de um navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os peixe-olhos-de-barril assim conseguem localizar suas presas em todas as direções. Sua principal fonte de alimento são as águas-vivas, abundantes neste habitat, onde o pigmento verde de seus olhos ajudam a detectar a bioluminescencia desses animais em meio a escuridão oceanica. Um dos tipos mais comuns são os sifonóforos, hidrozoários coloniais que formam uma rede com mais de 10 metros para capturar pequenos animais usando seus tentáculos urticantes. O &lt;em&gt;M. microstoma&lt;/em&gt; conseguiria roubar os seres presos nas redes, usando sua grande barbatana lateral para manobrar com precisão por entre os filamentos urticantes e a cúpula revestda de liquido protegeria seus delicados orgãos oculares. No estômago dos peixes capturados haviam pedaços desses animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobertas como essa, mostram como que a biologia ainda guarda grandes surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mbari.org/news/news_releases/2009/barreleye/barreleye.html"&gt;http://www.mbari.org/news/news_releases/2009/barreleye/barreleye.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/explicando-o-peixe-de-cabeca-transparente.php"&gt;http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/02/explicando-o-peixe-de-cabeca-transparente.php&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-2246937506905266076?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/BFGUYEyvEcM/peixe-olhos-de-barril.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/SzhRf_Yn9uI/AAAAAAAAAUQ/fNNoVCTz6og/s72-c/peixe.bmp" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/04/peixe-olhos-de-barril.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-171275341798074645</guid><pubDate>Sun, 29 Mar 2009 19:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T20:51:12.793-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Animais Extintos</category><title>Cormorão-de-lunetas</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sk9_RhGAmMI/AAAAAAAAANs/-X7_pgdRjiA/s1600-h/424px-Extinctbirds1907_P39_Carbo_perspicillatus0369.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354638420884887746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sk9_RhGAmMI/AAAAAAAAANs/-X7_pgdRjiA/s320/424px-Extinctbirds1907_P39_Carbo_perspicillatus0369.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O cormorão-de-Steller ou cormorão-de-lunetas (Plalacrocorax perspicillatus) era uma ave da família dos cormorões que habitava as ilhas do Mar de Bering. Foi descrita pelo naturalista alemão George Steller em 1741, na mesma expedição em que houve o primeiro registro visual do dugongo-de-steller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cormorão-de-lunetas media cerca de 1 metro de comprimento, sendo o maior dos cormorões. A plumagem era verde escura, com tons metálicos azulados e uma mancha branca nos flancos. Os machos não tinham penas em torno dos olhos, onde a pele de cor branca parecia descrever um par de lunetas. Outro dimorfismo sexual era a presença, nos machos, de uma crista dupla de penas verde-azuladas, decorada com penas mais finas e longas de cor amarelada que se espalhavam na cabeça e no pescoço. Além disso, as fêmeas eram menores. Suas asas eram bastante reduzidas – com apenas 30 centímetros de comprimento – e assim o cormorão quase não voava. A ave passava a maior parte do tempo na água, não possuía predadores naturais nas ilhas onde se reproduzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseqüência, sua falta de agilidade em terra fazia dele presa fácil para os primeiros homens que visitaram o estreito de Bering. Steller, que o descreveu como um pássaro grande, desajeitado e que quase não voava, afirmou que sua carne era deliciosa e que um pássaro era o suficiente para alimentar três homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Ártico era uma próspera área baleeira e havia grandes populações de raposas e outros animais de pele valiosa, um fluxo maciço de baleeiros e comerciantes de pele aconteceu na região. As aves eram uma fonte prática de alimento, portanto foram caçados por causa de sua carne. Com uma distribuição bastante reduzida, o cormorão de lunetas não resistiu e foi extinto em 1850.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre o seu comportamento, apenas que ele se alimentava de peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o sucesso científico da expedição, a expedição de Georg Steller retornou a Rússia, mas sofreu um naufrágio na viagem de regresso, a tripulação ficou presa em uma ilha e muitos morreram de frio e escorbuto. Após o inverno, os homens construíram um novo navio e retomaram o caminho de casa. Mas Georg Steller morreu em Tyumen, antes de chegar a Rússia. Sua obra foi publicada após sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-171275341798074645?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/1W58rNkST8Q/cormorao-de-lunetas.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://4.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/Sk9_RhGAmMI/AAAAAAAAANs/-X7_pgdRjiA/s72-c/424px-Extinctbirds1907_P39_Carbo_perspicillatus0369.png" height="72" width="72" /><thr:total>0</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/03/cormorao-de-lunetas.html</feedburner:origLink></item><item><guid isPermaLink="false">tag:blogger.com,1999:blog-2574547124810371778.post-6426969483439627529</guid><pubDate>Sun, 15 Mar 2009 19:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-08-03T21:49:44.991-07:00</atom:updated><category domain="http://www.blogger.com/atom/ns#">Botânica</category><title>Árvore Água-Viva</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/ScF-X1nOU6I/AAAAAAAAAMc/9VSTjVtTIWY/s1600-h/photo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314667983267582882" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 226px; height: 328px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/ScF-X1nOU6I/AAAAAAAAAMc/9VSTjVtTIWY/s320/photo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta espécie vegetal mostrada aqui no Evolução e biologia é a árvore água-viva (Medusagyne oppositifolia) a única espécie da familia Medusagynaceae. Vive na ilha de Mahé, no arquipélago de Seychelles e chega a até 10 metros de altura, apresentando uma arredondada copa de uma folhagem verde brilhante que fica vermelha com a idade. Suas pequenas flores brancas possuem vários estames que dão o formato que dá nome ao fruto, após seco ele é levado pelo vento como um pequeno para-quedas. É uma planta rara que foi considerada extinta até a década de 70, quando descobriram 4 árvores, mas a espécie continua severamente ameaçada. Porém, ao contrário da grande maioria das espécies em risco, o declínio da árvore água-viva não ocorreu por ação antrópica. A espécie só é encontradas em condições muito úmidas. Mudanças climáticas tornaram o ambiente da ilha mais seco. Pesquisadores só conseguiram sua reprodução fora do ambiente natural em extrema umidade. E nem se encontra indivíduos jovens pelas matas de Mahé. São conhecidas apenas 50 árvores restantes, como a da foto, vinda do Jardim Botânico de Kew.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2574547124810371778-6426969483439627529?l=evolucaobiologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://feedproxy.google.com/~r/EvoluoEBiologia/~3/HCJ3g9zz2ZY/arvore-agua-viva.html</link><author>noreply@blogger.com (Eduardo Real)</author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="http://1.bp.blogspot.com/_c3qgNkLxquw/ScF-X1nOU6I/AAAAAAAAAMc/9VSTjVtTIWY/s72-c/photo.jpg" height="72" width="72" /><thr:total>3</thr:total><feedburner:origLink>http://evolucaobiologia.blogspot.com/2009/03/arvore-agua-viva.html</feedburner:origLink></item></channel></rss>

