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	<title>Antes dos 30</title>
	
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		<title>O caminho do autoconhecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 12:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que iniciei o caminho do autoconhecimento, sinto-me mais feliz e mais inteiro. Penso que isso tem a ver com as mudanças que tenho realizado em minha vida. Por isto, procuro na maioria dos textos relatar essas mudanças ou estados &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/06/03/o-caminho-do-autoconhecimento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que iniciei o caminho do autoconhecimento, sinto-me mais feliz e mais inteiro. Penso que isso tem a ver com as mudanças que tenho realizado em minha vida. Por isto, procuro na maioria dos textos relatar essas mudanças ou estados de espírito&#8230; Estou convencido de que o ato de cultivar a disposição interior é muito importante para qualquer mudança.</p>
<p>Minha busca tem a ver com o autoconhecimento e autodomínio&#8230; Tenho procurado manter meus sentidos aguçados para aprender a realidade ao meu redor. Ao que me parece, isto me possibilita encontrar pistas para uma nova compreensão das coisas, de modo que cada pista revelada é um bom motivo para refletir e, quiçá, me orientar em busca doutra.</p>
<p>Quero estar concentrado no caminho, não no destino. Viver o momento intensamente. </p>
<p>Marcos Amaro</p>
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		<item>
		<title>Diferenciando os caprichos das necessidades</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/31/diferenciando-os-caprichos-das-necessidades/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 May 2011 21:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou concentrado em meu caminho e sinto que estou construindo algo&#8230; a começar pela identificação dos meus desejos mais profundos&#8230; Penso que é importante aprender a diferenciar capricho e necessidade. Comer demasiadamente, por exemplo, é um capricho, ao passo que &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/31/diferenciando-os-caprichos-das-necessidades/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou concentrado em meu caminho e sinto que estou construindo algo&#8230; a começar pela identificação dos meus desejos mais profundos&#8230; </p>
<p>Penso que é importante aprender a diferenciar capricho e necessidade. Comer demasiadamente, por exemplo, é um capricho, ao passo que comer é o necessário para uma vida sadia. Não é assim? Ocorre o mesmo com o álcool, o sexo, a diversão, o jogo, a curiosidade e muitos outros. Tendo a entender os caprichos como contornos de nossa existência&#8230; </p>
<p>Quero estar concentrado em minhas necessidades. O que não quer dizer que não realize caprichos, mas não quero que eles sejam o fundamento de minha existência&#8230; Quero me alimentar do conhecimento, da sabedoria&#8230; </p>
<p>Isto me faz feliz!</p>
<p>Marcos Amaro</p>
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		<item>
		<title>O evento da mudança</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/22/o-evento-da-mudanca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 May 2011 20:18:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho vivido situações que me fazem pensar sobre a importância da mudança em nossas vidas&#8230; De minha parte, sinto que estou mudando muito rapidamente &#8211; na velocidade de uma locomotiva. Tenho renunciado a coisas que, há pouco tempo atrás, pareciam &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/22/o-evento-da-mudanca/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho vivido situações que me fazem pensar sobre a importância da mudança em nossas vidas&#8230;</p>
<p>De minha parte, sinto que estou mudando muito rapidamente &#8211; na velocidade de uma locomotiva. Tenho renunciado a coisas que, há pouco tempo atrás, pareciam ser fundamentais para minha vida. Por outro lado, tenho descoberto novas situações que me fazem muito feliz&#8230; O que é preciso para viver e ser feliz além do básico? Boa alimentação, bom sono, boa música, alguns livros, um pouco de afeto&#8230; Que mais?</p>
<p>É comum o fato de algumas pessoas não compreenderem &#8211; e até julgarem &#8211; a mudança que estou vivendo. O que é compreensível, uma vez que, em geral, não estamos abertos às mudanças; fomos educados para valorizar o contrário, isto é, a resistência, a rigidez, o impedimento do novo&#8230; </p>
<p>Não tem sido fácil conviver com impedimentos e burocracias no dia-a-dia. Não estou me queixando dessas coisas ou da falta de compreensão alheia, mas não deixo de perguntar: quais são (ou serão) as conseqüências deste tipo de escolha para a vida social?</p>
<p>Mudar tem a ver com alterar, modificar, transformar. Penso que uma mesma pessoa pode ser muitas outras em uma só vida, de modo que não aceitar a mudança é, no mínimo, reduzir as possibilidades de experiências ao longo de uma vida. Mais: impedir a mudança é impedir o movimento, é cristalizar opiniões, convicções, crenças&#8230; que podem nos levar ao enrijecimento do espírito, isto é, a doença.</p>
<p>Abandonar convicções e caminhar no sentido do grande evento da mudança. Que tal?</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Toda mudança exterior começa com uma mudança interior</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/17/toda-mudanca-exterior-comeca-com-uma-mudanca-interior/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 May 2011 12:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia escrevi que toda mudança exterior começa com uma mudança interior. E logo em seguida me perguntei: mas será possível, tentando ser honesto, empreender alguma coisa sem, antes, mudar interiormente? Tomo meu próprio exemplo para tentar responder: considero-me um &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/17/toda-mudanca-exterior-comeca-com-uma-mudanca-interior/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia escrevi que toda mudança exterior começa com uma mudança interior. E logo em seguida me perguntei: mas será possível, tentando ser honesto, empreender alguma coisa sem, antes, mudar interiormente?</p>
<p>Tomo meu próprio exemplo para tentar responder: considero-me um empreendedor desde os dezoito anos de idade, portanto, há oito empreendo coisas em diferentes segmentos da economia e da sociedade. Ocorre que somente agora percebo que muitas de minhas iniciativas foram motivadas por sentimentos e pensamentos equivocados, isto é, por desejos que foram construídos e alimentados pelo meio em que cresci e supostamente me desenvolvi. Fosse o contrário, minhas motivações possivelmente seriam outras&#8230;</p>
<p>Não estou dizendo que é errado, por exemplo, seguir os passos ou conselhos de nossos entes mais próximos. Penso, todavia, que é fundamental investigar nossos desejos, sobretudo quando nos propomos a empreender alguma coisa. Caso contrário, corremos o risco de ser levados somente pelas influências externas, ao invés de escolhermos as coisas que realmente desejamos.</p>
<p>Há um tempo estou investigando de modo analítico os pressupostos que me levaram a empreender coisas. Neste caminho, tenho me apropriado de filosofias, da psicanálise, do conhecimento religioso&#8230; Bem por isso, sinto que estou me encaminhando no sentido de realizar os desejos mais profundos de meu coração, a fim de que esses desejos se tornem realidade.</p>
<p>Penso que a mudança interior é, no mínimo, muito importante para a realização de quaisquer empreendimentos, principalmente quando o que se quer é ser honesto consigo mesmo.</p>
<p>Marcos Amaro   </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Em busca do SER</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/10/em-busca-do-ser/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 11:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns anos estou no caminho do autoconhecimento, que, ao que parece, é longo e solitário, exige disciplina e rigor&#8230; Penso que ainda estamos distantes da &#8220;verdade&#8221;; muitos de nós optamos pela mentira&#8230; O comum é nos relacionarmos com as &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/10/em-busca-do-ser/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos estou no caminho do autoconhecimento, que, ao que parece, é longo e solitário, exige disciplina e rigor&#8230;</p>
<p>Penso que ainda estamos distantes da &#8220;verdade&#8221;; muitos de nós optamos pela mentira&#8230; O comum é nos relacionarmos com as representações que criamos dos sujeitos e dos objetos, quando &#8220;poderíamos&#8221; ter optado pela verdade. Não é assim? É possível que a &#8220;verdade&#8221; esteja atrás das máscaras&#8230;.</p>
<p>Um filho que vive se queixando da mãe, por exemplo. Estaria ele PERCEBENDO a mãe ou estaria ele atribuindo a ela suas inseguranças e frustrações, isto é, à representação (ou imagem) que construiu ele próprio dela? </p>
<p>É evidente que temos nossas mazelas. Penso, todavia, que é possível superá-las (ou diminuí-las) pelo caminho do autoconhecimento. Concentrar-se em si mesmo e nos acontecimentos em geral é no mínimo muito importante para PERCEBER-SE e PERCEBER os outros. </p>
<p>Entendo a concentração como uma tentativa de perceber as coisas, o que exige, paralelamente, atenção a começar pelo básico: distinguir os pensamentos corretos dos equivocados, já que, em geral, eles são permeados de falsas noções e preconceitos. Mais: acredito que nossos pensamentos e sentimentos são &#8211; em sua maioria &#8211; provocados pelos outros. Por esse e outros motivos, somos tão vulneráveis as influências externas. </p>
<p>E como perceber tais influências? Penso que o exercício filosófico é indispensável para percebê-las e, quiçá, nos orientar em como prosseguir sobre tais influências&#8230;</p>
<p>Estou tentando!</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um texto àqueles que estão no caminho do autoconhecimento</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/05/um-texto-aqueles-que-estao-no-caminho-do-autoconhecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 May 2011 12:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto pretende abordar um momento muito especial de minha vida: o sentido de minha existência&#8230; Tenho muitas dúvidas e questionamentos sobre o meu projeto de vida. Em alguns momentos senti medo e insegurança sobre o meu destino. Penso que &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/05/05/um-texto-aqueles-que-estao-no-caminho-do-autoconhecimento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto pretende abordar um momento muito especial de minha vida: o sentido de minha existência&#8230; </p>
<p>Tenho muitas dúvidas e questionamentos sobre o meu projeto de vida. Em alguns momentos senti medo e insegurança sobre o meu destino. Penso que essas coisas são naturais de um menino que viveu poucas situações em sua vida&#8230;  </p>
<p>Ocorre que nas últimas semanas minha vida se encheu de sentido. Penso que encontrei os meus sentimentos e desejos mais sinceros. Sinto-me em profunda conexão comigo mesmo.</p>
<p>Mas isso só foi possível no momento que me afastei do dia-a-dia de minhas empresas. De lá pra cá, ampliei meu conhecimento sobre o mundo estudando e vivendo sobre filosofias.</p>
<p>Penso que não é possível conhecer-se apenas se ocupando com coisas burocráticas. O encontro consigo mesmo se inicia no momento que desatamos os nós de nos mesmos.</p>
<p>Desde então o meu objetivo tem sido esse (me desconstruir), para, quem sabe!, simplesmente SER.</p>
<p>Sinto-me mais emocionado e feliz com a vida. </p>
<p>Lembro-me sempre da humildade &#8211; talvez o maior ensinamento de meu pai. E consigo PERCEBER os outros ao meu redor, isto é, suas dores, dificuldades, limitações. </p>
<p>Não me coloco em uma posição superior. Ao contrário, sinto que estou aprendendo muito com esses acontecimentos&#8230; </p>
<p>Não sei qual é o verdadeiro propósito de minha existência. Mas sinto que estou me conectando a ele.</p>
<p>De modo que os meus desejos mais profundos e sinceros se tornem realidade. Eu acredito nisso!</p>
<p>Marcos Amaro </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ética e liberdade</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/21/etica-e-liberdade/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 23:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Em geral, entendemos a ideia de liberdade como algo relacionado à realização de um (ou mais) desejo(s). Mas, será isto a liberdade? Considere o menino que costuma sair e se alcoolizar com os amigos nos finais de semana. É livre &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/21/etica-e-liberdade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral, entendemos a ideia de liberdade como algo relacionado à realização de um (ou mais) desejo(s). Mas, será isto a liberdade? </p>
<p>Considere o menino que costuma sair e se alcoolizar com os amigos nos finais de semana. É livre esse menino, deixando-se orientar pelos desejos? Penso que não. Se ele tivesse entendendido a ideia de liberdade, possivelmente suas preocupações seriam outras&#8230; </p>
<p>É que a ideia de liberdade caminha ao lado a ideia de Ética &#8211; não no sentido clássico do termo, explicitando, o estudo sobre a moral &#8211; mas como algo que se refere à constituição e autonomia de um sujeito. SER Ético, ao que parece, é cuidar de nossas experiências, dos nossos sentimentos e pensamentos, de modo que o processo de nossa constituição vise (ou considere) o que é melhor para si mesmo e para a sociedade&#8230; </p>
<p>Não se trata de dizer o que é melhor para um ou para outro, mas reforçar a importância de considerar a Ética em nossas escolhas, principalmente quando se refere a um desejo, dado que é muito comum nos arrependermos de uma escolha&#8230;</p>
<p><em>Penso que Ética e liberdade estão engendradas uma na outra.</em></p>
<p>Obs: meu jeito de ser está intimamente ligado aos assuntos que escrevo, em particular quando cito o processo de constituição e autonomia de um sujeito&#8230; Meu esforço &#8211; reconhecendo minhas limitações &#8211; é me tornar um sujeito digno. Sinto-me muito feliz e satisfeito pelo caminho que estou escolhendo. Penso que estou me fortalecendo!!! E por isso, convido você, leitor, ao ler meus textos, me questionar sempre que possível!!   </p>
<p>Com carinho, Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma carta ao leitor</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/19/uma-carta-ao-leitor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 21:29:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Caro leitor, sinto-me feliz por compartilhar meus posts com você. Agradeço a revista Exame pela oportunidade e liberdade que tenho para escrever neste Blog. O ato de escrever é muito importante para minha constituição Ética. Quando escrevo, penso sobre os &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/19/uma-carta-ao-leitor/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro leitor, sinto-me feliz por compartilhar meus posts com você. Agradeço a revista Exame pela oportunidade e liberdade que tenho para escrever neste Blog.  </p>
<p>O ato de escrever é muito importante para minha constituição Ética. Quando escrevo, penso sobre os meus sentimentos e pensamentos, sobre as minhas experiências de modo geral. Procuro me deslocar fisicamente pela cidade de São Paulo, o que me parece fundamental para entender as questões políticas, sociais e econômicas; isto, claro, alimenta meus textos com mais perspectivas&#8230;</p>
<p>Penso que cada um deles registra um momento de minha vida, ou o confronto entre diferentes pontos de vista. E por mais que o contexto social no qual estou inserido influencie no modo de eu ver as coisas, considero essa situação como importante neles. Talvez, assim, eu reduza os preconceitos e falsos juízos de meus sentimentos e pensamentos&#8230;</p>
<p>Reconheço minhas limitações na elaboração de um texto. Bem por isso, procuro me aparelhar de instrumentos para aprimorar minha redação. Não costumo citar pensadores. Procuro pensar o pensamento, e não apenas reproduzir ou vomitar conteúdo para os leitores – o que não quer dizer que não os valorize.</p>
<p>Bem pelo contrário, valorizo muito cada pensador ou artista que fez ou faz parte de minha vida. São eles: Donizete Soares, Grácia Lopes Lima, Edson Fragoaz, Viviane Mosé, Rubens Espírito Santo, Nietzsche, Freud, Marx, Kant, Aristóteles, Heráclito, Joseph Beuys e outros. Sinto que a arte e a filosofia têm contribuído muito para o meu fortalecimento. </p>
<p>Mas o que é esse fortalecimento? Penso que é deixar de lado a vaidade, o ciúmes, a arrogância&#8230; os sentimentos do EGO. Será possível escapar dessas mazelas?</p>
<p>Sinceramente, não sei. Mas estou tentando&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>crescer no presente ou focar no futuro…</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ExameAntesDos30/~3/XJWEryvRQmw/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/12/crescer-no-presente-ou-focar-no-futuro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 13:08:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia, recebi um e-mail de Murilo Anholeto, um dos leitores deste blog. Murilo descreve sua situação particular e propõe à mim o seguinte assunto para um post: crescer no presente ou focar no futuro&#8230; E adiciona ao conteúdo da &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/12/crescer-no-presente-ou-focar-no-futuro/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, recebi um e-mail de Murilo Anholeto, um dos leitores deste blog. Murilo descreve sua situação particular e propõe à mim o seguinte assunto para um post: <em>crescer no presente ou focar no futuro&#8230;</em> E adiciona ao conteúdo da mensagem: <em>se puder abrir mais minha mente, e indicar algo&#8230;</em></p>
<p>Respondo: Murilo, penso que seria desonesto lhe indicar algo, uma vez que não sei&#8230; Talvez possa – contando com minha pouca experiência de vida e um pouco de ousadia – apenas lhe dizer alguma coisa:  até há pouco tempo, pensava muito sobre o futuro, em minhas metas e planos, nas vontades de modo geral&#8230;  Atualmente, tenho buscado viver intensamente o momento ou, como digo sempre, o teor dos acontecimentos&#8230; Tenho tentado manter os sentidos aguçados e apreender a realidade ao meu redor&#8230; </p>
<p><em>Penso que cuidar do agora é, ao que parece, cuidar do depois&#8230;</em></p>
<p>Um abraço do Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Reflexões filosóficas</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 13:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[I. Sinto necessidade e curiosidade de compreender o homem e o mundo, e aposto no conhecimento filosófico – como um repertório de instrumentos – para compreender as coisas de modo geral&#8230; Penso que conhecer é se deslocar, procurando observar as &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/08/reflexoes-filosoficas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>I.</strong></p>
<p>Sinto necessidade e curiosidade de compreender o homem e o mundo, e  aposto no conhecimento filosófico – como um repertório de instrumentos – para compreender as coisas de modo geral&#8230; </p>
<p>Penso que conhecer é se deslocar, procurando observar as coisas por diferentes pontos de vista&#8230; de modo que quando colocamos o pensamento em movimento, em geral, desconstruímos as falsas noções e preconceitos, evitando cristalizações ou convicções de nossa parte.</p>
<p>É possível que o preconceito seja oriundo da preguiça e do comodismo&#8230; Penso que o ato de movimentar-se talvez seja uma forma de escapar dessas armadilhas que permeiam a vida social&#8230;</p>
<p><strong>II.</strong></p>
<p>Em Relatando um estado de espírito (post anterior), admiti a possibilidade de alterar nosso <em>jeito de ser</em> através do pensamento. Neste, quero adicionar a importância da linguagem em nosso jeito de ser, buscando compreender suas relações&#8230;</p>
<p>Observando meu filho de dois anos de idade, percebo seu jeito de ser, o modo como ele se relaciona com as coisas. Pedro, ao que parece, tem muito dos pais – evidentemente, pode haver um erro nessa afirmação, pois é no mínimo curioso o pai falar do filho&#8230; Ocorre que sinto a influência da família em seu jeito de ser, em particular, na linguagem, uma vez que as palavras que ele fala, em geral, são as mesmas de seus familiares..</p>
<p>Outro exemplo, muito comum em nossa sociedade: o pai que chega do trabalho cansado e tenso com as questões do dia-a-dia. Ele não observa seus pensamentos e sentimentos, e desenvolve a conversa em casa como se estivesse no escritório. Como a linguagem não é apenas de um conjunto de palavras e expressões, mas composta de pensamentos e sentimentos, os incômodos do pai, assim como os das pessoas com as quais ele conversa, possivelmente, são transmitidos à criança. </p>
<p>Qual será o efeito dessas palavras, que são expressão da linguagem, no jeito de ser da criança, no seu jeito de ser?</p>
<p>Estou convencido da necessidade de <em>pensar antes de falar</em>.</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Relatando um estado de espírito</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/05/relatando-um-estado-de-espirito/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 11:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma dessas manhãs frias e chuvosas, pensando sobre os meus pensamentos, tomei, em particular, o sentido da vida ou, mais exatamente, sobre o que, muito cuidadosamente, venho pensando sobre a possível composição de meu destino&#8230; Não consigo não admitir &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/04/05/relatando-um-estado-de-espirito/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma dessas manhãs frias e chuvosas, pensando sobre os meus pensamentos, tomei, em particular, o sentido da vida ou, mais exatamente, sobre o que, muito <em>cuidadosamente</em>, venho pensando sobre a possível composição de meu destino&#8230; </p>
<p>Não consigo não admitir que cada pensamento está intimamente ligado com a possibilidade de mudança&#8230; Penso que as ideias têm o poder de alterar nosso <em>jeito de ser&#8230; </em>Cada pensamento, ao que parece, é uma possibilidade de mudança, uma porta que se abre para novos caminhos e infinitas possibilidades&#8230; Procuro observar cuidadosamente as ideias, para, quem sabe!, alterar de modo consciente meu jeito de ser&#8230; </p>
<p>Evidentemente, isto não significa conhecer o resultado da possível mudança. Todavia, quando observo as ideias, penso que conheço mais o mundo.</p>
<p>É possível que me equivoque, é claro, mas, naquela manhã, uma informação importante se acrescentou em meus pensamentos: <em>pensei sobre a possibilidade de despersonalizar meu jeito de ser&#8230;<br />
</em><br />
Talvez tenha compreendido – reconhecendo minhas limitações – um ponto de vista pouco comum a este tipo de sociedade, porque despersonalizar o jeito de ser, ao que parece, é explorar um campo das possibilidades&#8230; e não se encobrir em falsas verdades&#8230; É reconhecer a pluralidade das coisas&#8230; É ter a noção, talvez, de que somos seres limitados em um campo ilimitado, de infinitas comibinações e possibilidades&#8230; É não tomar, como nosso, um sentimento, um desagrado, um desgosto, um desatino&#8230;  </p>
<p>Metaforicamente, é caminhar como um pelicano, acima das águas, observando e tentando compreender as complexas relações humanas&#8230; </p>
<p>Marcos Amaro </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Educação para a Ética</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/31/educacao-para-a-etica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 12:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[I. Em meus textos, de modo geral, escrevo sobre a necessidade de um tipo de Educação voltada para a Ética, como Uma flecha na escola e Educação para Ética. Ambos os posts são tentativas de criticar os costumes de nosso &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/31/educacao-para-a-etica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>I.</strong></p>
<p>Em meus textos, de modo geral, escrevo sobre a necessidade de um tipo de Educação voltada para a Ética, como <em>Uma flecha na escola e Educação para</em> <em>Ética</em>. Ambos os posts são tentativas de criticar os costumes de nosso tempo e de um tipo de Educação, ao que parece, voltada para as inseguranças dos adultos.</p>
<p>Neste, pretendo elaborar mais essa ideia, buscando acrescentar algo mais, e quem sabe!, por meio de exemplos e questionamentos, torná-la mais clara para os leitores que me acompanham&#8230;</p>
<p>Nunca pretendi que esse modo de ver fosse, sobre qualquer aspecto, melhor do que outros. Ao contrário, continuo me questionando sobre ele. Quero dizer, contudo, que tenho alterado substancialmente meu modo de ser e de me relacionar com o mundo. Venho aumentando gradativamente meu conhecimento sobre mim mesmo e, de acordo com meu próprio juízo, me tornando mais Ético. É bem possível, ao que parece, que me engane; bem sei das minhas e das nossas limitações e falsos juízos&#8230;</p>
<p>Compartilho com você, caro leitor, o tipo de Educação que estou me referindo para que possa julgá-la e criticá-la. Talvez, assim, eu tenha motivo para me questionar.</p>
<p>Quero dizer, antes de continuar, que não estou buscando um ideal de Educação, assim como não pretendo reproduzir ou criar um modelo, alguma coisa exemplar.</p>
<p>O que quero é compartilhar algumas ideias sobre a Educação adquiridas pelo confrontamento entre estudos e ações, em particular, nas aulas de filosofia com o professor Donizete Soares, no desenvolvimento de um projeto social, em meus relacionamentos de modo geral e em momentos de solidão e reflexão&#8230;</p>
<p>Tenho conhecimento de que as ideias são produzidas, ao que parece, pelos contatos que estabelecemos com o mundo. Bem por isso, tento me deslocar para, talvez, ampliar meu conhecimento sobre ele.</p>
<p>Pretendo propor, pelos meus olhos, um modo de ver a Educação para a Ética, tendo como perspectiva uma abordagem livre e acolhedora, assunto que tratarei mais adiante.</p>
<p>Quem sabe assim, como toda dificuldade, consiga me constituir – mesmo que momentaneamente – autor, dado que, por hora, estou apenas registrando um momento de minha vida&#8230;</p>
<p><strong>II.</strong></p>
<p>Escrevi num post anterior que <em>educar as crianças, ao que parece, é nos educar&#8230;</em>ou seja, sobre o quanto é necessário a autocrítica de nossos próprios atos. Não há como criar uma Educação voltada para a Ética sem olhar para as nossas próprias inseguranças&#8230;</p>
<p>Tomemos o exemplo, muito comum em nossa sociedade, de alguém que se encontre perto dos trinta anos de idade e ainda não encontrou sua profissão. O comum é  dizermos que ele está perdido. Ou pode ser que queiramos encaminhá-lo para uma carreira&#8230;</p>
<p>Ora, isso não tem a ver muito mais com a nossa insegurança? Estaríamos realmente ocupados com a felicidade desse alguém?</p>
<p><strong>III.</strong></p>
<p>No momento, estou envolvido num projeto social e político que tem como objetivo fortalecer um grupo de indivíduos em situação de rua, através da arte, em particular, a fotografia. Devo dizer que sou um dos mais beneficiados por esse projeto, dado que, ao criar as condições para sua realização, ao que parece, aumento minha autonomia.</p>
<p>Talvez por conta disso, um amigo me pediu para escrever sobre um ideal de Educação que acredito para o fortalecimento de indivíduos. Ocorre, todavia, que não acredito em um ideal de Educação. No máximo, talvez, em uma abordagem de Educação livre e acolhedora voltada para a Ética.</p>
<p>Como pretendo ser coerente e honesto com meus pensamentos e ações, não consigo falar de algo se não me envolver espiritualmente&#8230;</p>
<p><strong>IV.</strong></p>
<p>Mas o que é uma abordagem de Educação livre e acolhedora?</p>
<p>Vejamos, por exemplo, o que acontece na minha casa com meu filho de dois anos de idade. A enorme curiosidade do Pedro o faz mexer nas coisas, movido pela ânsia de descobrir o mundo. Minha esposa, Patricia, e eu, todavia, nos preocupamos com suas ações, dado que ele ainda não tem noção das coisas&#8230;</p>
<p>Mas, quando dizemos Não à criança – isto acontece sempre, e não somente conosco, obviamente – não estamos gerando nela dúvidas e incertezas? Mais: muitas vezes, nós, os pais e mães, dizemos coisas sem pensar, definindo de modo subjetivo e incerto sobre o que e onde a criança pode ou não mexer. Não é assim?</p>
<p>Bem por isso, um caminho, talvez, seja deixar as crianças mais livres – o que não significa, é claro, descuido de nossa parte&#8230; <em>Pensar antes de falar&#8230;</em></p>
<p>Outro exemplo, desta vez muito comum no meio empresarial: contratamos um funcionário para uma função específica, evitando que ele seja envolvido nos assuntos de nossos interesses na empresa. Estaríamos pensando no seu fortalecimento? Fosse assim, não haveria necessidade de se criar hierarquias nas Instituições. Não é mesmo?</p>
<p>Fico pensando no quanto é necessário quebrar os muros das Instituições, como empresa, escola, família etc. Afinal, pode haver liberdade e acolhimento se nossos interesses se colocam acima dos demais?</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma flecha na escola</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/24/uma-flecha-na-escola/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2011 18:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo este texto para meu amigo Cassio Beldi, que, conforme percebo, está trilhando um caminho – de certa forma – semelhante ao meu, isto é, o caminho do autoconhecimento&#8230; Li, hoje, no feed de notícias do facebook que ele está &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/24/uma-flecha-na-escola/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo este texto para meu amigo Cassio Beldi, que, conforme percebo, está trilhando um caminho – de certa forma – semelhante ao meu, isto é, o caminho do autoconhecimento&#8230;</p>
<p>Li, hoje, no feed de notícias do facebook que ele está pensando em criar uma escola. Devo dizer, antes de mais nada, que fiquei muito feliz ao observar o movimento de seu pensamento&#8230; Cassio, com toda disposição e disponibilidade, está procurando encontrar o seu lugar no mundo &#8211; e isto é muito bonito! Mais: é preciso muita coragem para anunciar que está pensando em criar uma escola, sobretudo aos vinte e poucos anos de idade. Meu amigo merece todo nosso respeito!</p>
<p>Todavia, parece-me necessário levantar algumas questões sobre essa ideia, dado que tenho muitas dúvidas sobre este tipo de Instituição. Não tenho, é claro, a pretensão de diminuir o propósito de meu amigo, mas, antes que a ideia se torne matéria, julgo necessário fazer um questionamento: é realmente necessário criar uma escola? Por que precisamos dela? Não podemos educar nossas crianças em casa?</p>
<p>Ocorre que, de modo geral, não valorizamos o conhecimento e, por isso, julgamo-nos incompetentes para tal finalidade, não é assim? Além disso, estamos muito ocupados com as atividades do dia-a-dia. Mas se nós não nos preocuparmos com o desenvolvimento de nossas crianças, quem se preocupará? Fosse nossa preocupação voltada às crianças, haveria a necessidade de escolas? </p>
<p>Ora, educar as crianças, ao que parece, é nos educar&#8230;  </p>
<p>Tomemos como exemplo minha situação particular: ao observar meu filho de dois anos de idade, percebo minha mediocridade enquanto educador&#8230; Como é difícil perceber esse tipo de coisas, já que as situações cotidianas são muito rápidas e complexas para nossa compreensão imediata! </p>
<p>Penso que vem daí a necessidade de valorizar o conhecimento. Por ele, talvez nos tornamos mais Éticos, isto é, atentos aos nossos próprios atos, para, assim, quem sabe!, educar os outros de modo geral&#8230; Por ser algo complexo e difícil, a educação merece toda nossa atenção e cuidado. </p>
<p>Se um dia eu também fui pretensioso ao querer por em prática a mesma ideia do meu amigo, peço desculpas à vida pela incapacidade de compreensão naquele momento&#8230; </p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Relacionamentos e autoconhecimento</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/21/relacionamentos-e-autoconhecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 19:39:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que geralmente nos encontramos insatisfeitos nos relacionamentos? Não ocorre de a chama da liberdade extrapolar os limites dos relacionamentos? Não é difícil conciliar nossos valores e normas com os desejos do outro? O sentimento de ciúme, por exemplo, pode &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/21/relacionamentos-e-autoconhecimento/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que geralmente nos encontramos insatisfeitos nos relacionamentos? Não ocorre de a chama da liberdade extrapolar os limites dos relacionamentos? Não é difícil conciliar nossos valores e normas com os desejos do outro?</p>
<p>O sentimento de ciúme, por exemplo, pode gerar obstáculos para nossa constituição, já que envolve amplo conjunto de emoções, tais como medo, tristeza, ressentimento etc. Seria possível evitá-lo?</p>
<p>Certamente, não &#8211; pelo menos nesse tipo de sociedade, que busca poder, sucesso e riqueza&#8230;</p>
<p>O auto conhecimento, talvez, seja uma via para o aprimoramento dos relacionamentos, supondo que conhecer-se é também aprender a conviver com o ciúme e coisas do tipo, dado que evitá-las parece ser quase impossível&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Educação para Ética</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/16/educacao-para-etica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 13:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[autocrítica]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[modo de ser]]></category>

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		<description><![CDATA[Do ponto de vista clássico, Ética é o estudo da moral como conjunto de costumes, normas e preceitos de uma comunidade. Em grego, todavia, o termo significa a interioridade do ato humano, isto é, o modo de ser de cada &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/16/educacao-para-etica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista clássico, Ética é o estudo da moral como conjunto de costumes, normas e preceitos de uma comunidade. Em grego, todavia, o termo significa a interioridade do ato humano, isto é, o modo de ser de cada um, a morada do humano. </p>
<p>Ocorre que as normas e preceitos de uma comunidade – a família, por exemplo – criam obstáculos para a constituição Ética, pois estão sempre muito ocupadas com a manutenção de seus valores e crenças&#8230;</p>
<p>Vejamos, por exemplo, o que em geral acontece na comunidade familiar, quando o pai educa o filho para assumir seu lugar na empresa. O desejo de continuar a obra é do pai ou do filho? Do pai, evidentemente. Fosse o contrário, isto é, do pai se voltar apenas à felicidade do filho, as preocupações seriam outras, não é mesmo?</p>
<p>Não há aqui a pretensão de diminuir os pais e/ou mães que têm esses objetivos para seus filhos. Todavia, ao que parece, convém lembrá-los que, além da educação para as fragilidades e inseguranças dos adultos, há um modo de Educação voltada para Ética.</p>
<p>E talvez a única maneira de estabelecer este tipo de educação seja pela autocrítica de nossos próprios atos&#8230; posto que também estamos em constituição&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/16/educacao-para-etica/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Relações humanas</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ExameAntesDos30/~3/dH0a4tFeoFY/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/14/relacoes-humanas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 12:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/?p=501</guid>
		<description><![CDATA[Nós somos seres gregários, isto é, precisamos dos outros para sobreviver. É o que nos fez e nos faz andar em bandos. Em primeiro lugar, talvez, pela necessidade de ocupação do planeta, pois é pela reprodução humana que ampliamos a &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/14/relacoes-humanas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós somos seres gregários, isto é, precisamos dos outros para sobreviver. É o que nos fez e nos faz andar em bandos. Em primeiro lugar, talvez, pela necessidade de ocupação do planeta, pois é pela reprodução humana que ampliamos a espécie e, assim, nos sentimos mais seguros; em segundo, pela impossibilidade de sermos felizes sozinhos, supondo que a felicidade só é possível quando compartilhada&#8230; </p>
<p>É muito comum a ideia de que a criação de normas e regras assegura harmonia e previsibilidade nas relações humanas, não é? Ao que parece, todavia, isto é algo presunçoso de nossa parte, já que as relações são conflituosas por natureza&#8230; Como, então, seriam harmônicas e previsíveis?</p>
<p>Freud se propôs a compreender esse problema, demonstrando que a razão é apenas a ponta dum iceberg; o incosciente é o que está embaixo da água&#8230;</p>
<p>Observando a história, ocorre que, ao invés de optarmos pela investigação filosófica das coisas, optamos pela superficialidade. Ou criamos a ideia – por meio da normatização das relações humanas – de controle das circunstâncias. Ora, não seria isto mais uma ilusão? </p>
<p>Quando estabelecemos um contrato entre dois indivíduos, supomos o cumprimento das partes. Mas quem tem a garantia que os contratos serão cumpridos? Não esperamos que os sujeitos de nossa confiança sejam sempre fiéis a nós e/ou se comportem exatamente como desejamos? Não chamamos isto – algumas vezes – de caráter? Ora, não é demais depositar este peso nos ombros dos outros? </p>
<p>Talvez nos tornássemos mais livres se nos livrássemos da suposta “harmonia” e “previsibilidade” das relações humanas&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O que dizer aos administradores brasileiros?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 12:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei muito feliz de receber um e-mail do Prof. Dr. Rogério Calia, docente da USP Ribeirão – filosofia, sustentabilidade e estatística. No conteúdo do e-mail, Rogério, questiona-me sobre quais competências filosóficas esperaria para os futuros administradores brasileiros. Penso, Rogério, pela &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/03/05/o-que-dizer-aos-administradores-brasileiros/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei muito feliz de receber um e-mail do Prof. Dr. Rogério Calia, docente da USP Ribeirão – filosofia, sustentabilidade e estatística. </p>
<p>No conteúdo do e-mail, Rogério, questiona-me sobre quais competências filosóficas esperaria para os futuros administradores brasileiros.</p>
<p>Penso, Rogério, pela experiência de meus últimos anos – tendo atuado como executivo, conselheiro e acionista de minhas empresas –, que a necessidade do auto-conhecimento é fundamental para uma sociedade mais criativa e solidária&#8230;</p>
<p>Mas as empresas – em geral – não investem no auto-conhecimento de seus colaboradores, não é? Talvez, o máximo que fazem é proporcionar cursos técnicos e especializações. Ora, seria isto auto-conhecimento? </p>
<p>Ocorre que as Instituições criam obstáculos para a constituição criativa e Ética do sujeito, visto que estão muito ocupadas com o resultado final de suas metas.</p>
<p>O investimento em pequenos grupos – de até 12 indivíduos – pode ser uma alternativa para escapar da burocracia e da política Institucional, isto é, a criação de núcleos independentes mas conectados entre si&#8230;</p>
<p>O contado com a vida de indivíduos criativos como, por exemplo, Albert Einstein, Steve Jobs, Friedrich Nietzsche, Joseph Beuyes, Raul Seixas, Frida kahlo e outros pode servir de inspiração para quem está no caminho do auto-conhecimento&#8230;</p>
<p>Não sei como ensinar um sujeito a ter satisfação – disponibilidade e disposição – de Estudar, todavia, não seria uma das competências mais importantes para os futuros administradores brasileiros, isto é, gostar de Estudar?</p>
<p>E como ensinar um sujeito a ser solidário? Penso que antes, é necessário cuidar de si – da higiene, da alimentação, dos sentimentos, dos pensamentos –, para aí sim, quem sabe, cuidar do próximo&#8230;</p>
<p>Quais competências valorizo num administrador? Resumidamente, estas: cuidado de si, Ética, solidariedade e criatividade. Ora, não são estas &#8220;competências universais&#8221;?</p>
<p>Com respeito, Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>ANTI-ARTE?</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/28/anti-arte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 13:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto tem como objetivo reforçar o papel da arte como forma de conhecimento, situando-a como um posicionamento crítico frente a esse estágio da civilização, o capitalismo. O indivíduo não contempla a arte sem, antes, ter uma noção da obra &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/28/anti-arte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto tem como objetivo reforçar o papel da arte como forma de conhecimento, situando-a como um posicionamento crítico frente a esse estágio da civilização, o capitalismo.</p>
<p>O indivíduo não contempla a arte sem, antes, ter uma noção da obra e de toda sua extensão. Toda e qualquer manifestação artística deve levar em conta o conhecimento racional, de modo que a razão assume definitivamente toda sua potencialidade de combater a ideologia, a política, a moral, a religião.</p>
<p>Assim, a obra de arte, antes estimada, perde espaço para o homem. Agora, o homem é visto como obra de arte. Seu conhecimento, sua imaginação, sua criatividade, sua intuição, sua sensibilidade são usados como instrumento de crítica. A obra de arte é feita a partir de uma reflexão, serve como início do diálogo, de conteúdo crítico para a transformação social.</p>
<p>Tal reflexão desnuda todo tipo de ideologia. A obra – instalação, performance, vídeo&#8230; – passa a ser tão somente pretexto para o diálogo que, conduzido pelo artista, tem como propósito superar a negação, criando uma nova afirmação&#8230; É um processo racional e crítico que se retroalimenta por ações e reflexões, tendo como objetivo a superação da ideologia e, por conseguinte, o fim da arte&#8230;</p>
<p>No decorrer do processo racional e crítico – ações e reflexões – o espectador necessariamente questiona o artista que, por sua vez, se alimenta da crítica e amplia sua própria visão. O artista se alimenta da filosofia – sofisticada caixa de ferramenta –, assumindo o papel de educador. Sua presença física é fundamental na exposição, visto que sua obra está em constante mutação, assim como seus pensamentos em direção a superação desse tipo de história.</p>
<p>A arte existe apenas porque coexiste com a ideologia – um discurso que lê a realidade e, por outro lado, esconde outros aspectos dela. O fim da ideologia é o fim da arte, da arte extensão da razão como forma de conhecimento.</p>
<p><strong>O homem como estética da existência </strong></p>
<p>O século XX foi o século da decadência. A civilização moderna trouxe para o homem uma série de desdobramentos antes inimagináveis: duas grandes guerras mundiais, o aumento expressivo da população, o aumento da fome, da miséria, o crescimento desordenado das cidades, a perda da perspectiva do homem e outros tantos.</p>
<p>O homem, que na Grécia era educado pela poesia e pela arte, se transformou em um técnico especializado. Cada vez mais a estilização do sistema capitalista reduz a subjetividade humana à objetividade restrita do conhecimento científico para, assim, levá-lo à alienação e total perda da perspectiva de si mesmo.</p>
<p>É preciso aguçar todas as contradições anti-naturais para que o natural (tudo o que não tem carga ideológica) se estabeleça (de novo) como ordem universal. Por outro lado, será que o homem atual pode viver sem ideologia?</p>
<p>Para que o homem se aproxime de sua real condição, todavia, é necessário que ele altere o modo como produz a sua vida.</p>
<p>A arte, por sua vez, deve ser dirigida contra qualquer tipo de viseira ideológica. A meta do artista é o inaudito, o imponderável. Contudo, ele deve se lembrar de seus pré-conceitos, quando pretender alterar a realidade, uma vez que ele também faz parte da mesma. É somente pelo esforço contínuo de observar, pensar e agir que o artista supera sua condição. É no decorrer do processo de superação de sua condição que o artista se torna ético e autônomo.</p>
<p><strong>O próprosito dos museus e a arte como linguagem universal</strong></p>
<p>Na maior parte das vezes é a burguesia quem elege os ídolos da humanidade e, como não poderia ser diferente, isso ocorre também no universo da arte. Os elegidos são privilegiados por uma classe detentora do poder econômico e político. Não por acaso, os museus são um dos principais pilares de sustentação da ideologia. Não deveria o artista derrubar as paredes dos museus, assumindo por sua vez um papel crítico e pedagógico – criando seu próprio anti-jogo contra a classe dominante?</p>
<p>Que o museu sirva apenas como um espaço de exposição, para que o artista experimente suas ideias e debata com o espectador sobre o sentido e desdobramentos dos seus signos&#8230; Mas, para tanto, é necessário determinação e ousadia&#8230; O conteúdo (do trabalho) do artista deve ser transmitido ao maior número de indivíduos possível – a democratização da arte – a linguagem da arte deve ser simples e acolhedora.</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma visão de artista contemporâneo</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 03:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se devo escrever sobre pensamentos e reflexões que possivelmente me levaram a escrever sobre este tema. Todavia, parece-me necessário dizer algo a respeito. Penso que é honesto de minha parte, pois, na verdade, este texto tem a ver &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/22/uma-visao-de-artista-contemporaneo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/files/2011/02/andy-warhol-joseph-beuys-1980-FS-II_2441.jpg"><img src="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/files/2011/02/andy-warhol-joseph-beuys-1980-FS-II_2441-247x300.jpg" alt="" width="247" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-301" /></a></p>
<p>Não sei se devo escrever sobre pensamentos e reflexões que possivelmente me levaram a escrever sobre este tema. Todavia, parece-me necessário dizer algo a respeito. Penso que é honesto de minha parte, pois, na verdade, este texto tem a ver com minha vida – especificamente nos últimos anos&#8230;</p>
<p>Para começar, alterei significativamente o sentido de minha realidade, isto é, meus propósitos e julgamentos acerca da vida. Há algum tempo, minha principal preocupação era de ordem econômica: a rotina de escritório era o que mais me consumia a existência&#8230;</p>
<p>É possível que até aquele momento, não estava pensando o pensamento. Ao contrário!! Estava sendo levado pelo pensamento pensado. Todavia, a busca pelo conhecimento filosófico foi o que efetivamente me permitiu alterar o teor dos acontecimentos. Como o pensamento não é algo estático, ele depende necessariamente de exercícios e movimentos para seu desenvolvimento&#8230;</p>
<p>O conhecimento filosófico está sendo fundamental para minha transformação individual, pois me possibilita encontrar vias para a felicidade&#8230; Tenho alterado significativamente meus hábitos de consumo, de alimentação, de relacionamentos etc. E o mais interessante: tenho mudado o modo de falar e olhar as coisas, o que me possibilita renovar o espírito&#8230;</p>
<p>Do ponto de vista social, busco ser um cidadão mais coerente e honesto. Pela primeira vez em minha vida realizo minhas próprias vontades – o que somente é possível graças a disponibilidade e vontade de meu espírito em mudar as coisas&#8230; Sinto-me mais fortalecido e criativo. Primeiro, porque estou mais ocupado com meus sentimentos e pensamentos, e isto me possibilita olhar para o próximo e, consequentemente para mim mesmo. Segundo, porque, como a mente se tornou mais livre, crio outras realidades para mim&#8230;</p>
<p>Penso que a busca pelo conhecimento filosofico, curiosamente, me leva para o mundo das artes. Não, como antes, quando ocupava-me em comprar uma obra de arte para a parede de meu apartamento; não que isto seja menos importante, uma vez que possibilita uma experência estética para o ambiente. Atualmente, ocupo-me com a criação de projetos para efetiva transformação social do país&#8230;</p>
<p>Cito, por exemplo, o projeto Trecho 2.8 – criação e pesquisa em Fotografia, uma obra que tem o objetivo de inserir adultos em situação de rua por meio da arte na sociedade&#8230; Criações como essa, talvez, sejam as verdadeiras obras de arte, uma vez que possibilitam a efetiva transformação social&#8230;</p>
<p>Penso a valorização de sujeitos criadores como a verdadeira obra de arte contemporânea, pois o artista é aquele que transforma o ambiente ao seu redor por meio da criação e da educação&#8230; É um arquiteto, articulador social que pensa a cultura de seu país por seu principal sentido: a visão!!</p>
<p>Marcos Amaro</p>
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		<item>
		<title>Criar para realizar</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 19:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[alienação]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos analisar muitos pontos de vista sobre os significados do termo realidade&#8230; Mas o que mais me interessa é contribuir para que alguns indivíduos alterem suas realidades. Em outras palavras, não reproduzam o pensamento pensado – senso comum –, e &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/18/criar-para-realizar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos analisar muitos pontos de vista sobre os significados do termo realidade&#8230; </p>
<p>Mas o que mais me interessa é contribuir para que alguns indivíduos alterem suas realidades. Em outras palavras, não reproduzam o pensamento pensado – senso comum –, e sim pensem o pensamento&#8230;</p>
<p>Vou me esforçar para indicar um dos possíveis caminhos para pensar o pensamento&#8230;</p>
<p>– criar tem a ver com realizar&#8230; Desse ponto de vista, somente os indivíduos realizadores criam suas próprias realidades&#8230; Minha proposição é: crio, logo realizo (chamo a existência para mim&#8230;)</p>
<p>Muitos indivíduos vivem a realidade de outros. Noutras palavras, alienação  (não criam sua própria realidade&#8230;)</p>
<p>O pensamento é material. O material é real. Alterar o pensamento é alterar o material, isto é, o real.</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Crítica ao Individualismo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 12:42:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[individualidade]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Entendemos que a justiça não pode ser imposta ao indivíduo, mas é uma faculdade do eu individual que, sem sair do seu foro interior, sente a dignidade da pessoa do próximo como a sua própria e, portanto, adapta-se à realidade &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/16/critica-ao-individualismo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entendemos que a justiça não pode ser imposta ao indivíduo, mas é uma faculdade do eu individual que, sem sair do seu foro interior, sente a dignidade da pessoa do próximo como a sua própria e, portanto, adapta-se à realidade coletiva mesmo conservando a sua individualidade (Proudhon, A Justiça na revolução e na Igreja, 1858).</p>
<p>Esse ponto de vista reforça a individualidade e a solidariedade como necessidades da humanidade. E, na medida em que privilegiamos essas noções ou conceitos, necessariamente contestamos o individualismo e o egoísmo.</p>
<p>Vamos ver o porquê.</p>
<p>A individualidade pode ser definida como o conjunto de atributos que constituem a originalidade do sujeito – o modo de ser  – enquanto que individualismo é um conceito político que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente às comunidades de que faz parte. Individualismo tem a ver com egoísmo, com pensar sempre no melhor para si mesmo em detrimento das necessidades das pessoas que nos cercam. Isto é, o sujeito egoísta se apega somenta aos seus próprios valores ou àqueles que podem tornar-se seus&#8230;</p>
<p>O termo egoísmo foi criado no século XVIII para indicar a atitude de quem dá importância a si mesmo ou aos seus próprios juízos, sentimentos ou necessidades, e pouco ou nada se preocupa com os outros.</p>
<p>Do mesmo modo, o sujeito egoísta, talvez, estaria rompendo a cadeia da solidariedade em seu grupo. Dado que o homem é um ser gregário – de juntar-se em grupos para poder sobreviver – não seria  no mínimo inconsequente não considerar o próximo?</p>
<p>Em nossa opinião, o sujeito individualista ou egoísta se torna um problema para ele mesmo. O homem é um ser inteligente, assim, um agente de diálogo e solidariedade. Deste modo, não deveria o egoísmo permanecer ao lado da solidariedade para o desenvolvimento social da humanidade? Ora, não seria a solidariedade uma necessidade humana?</p>
<p>O princípio de solidariedade, como foi dito, é uma necessidade, na medida em que não seria possível conceber o homem sozinho. Ser solidário é participar ao menos de uma mesma época. Segundo J.F de Castro Farias (A origem do Direito de Solidariedade, p.188), antes de ser um princípio jurídico, a solidariedade fora considerada uma virtude entre os cristãos – posta em prática por meio da caridade e da filantropia.</p>
<p>Pensamos que solidariedade não combina com meritocracia. Se a primeira tem em si a assistência recíproca entre os membros de um mesmo grupo, a segunda não considera a interdependência entre eles, tanto que a avaliação, nesse caso, acirra ainda mais a competição entre o grupo.</p>
<p>E mais: ao invés de incluir os indivíduos na comunidade da qual fazem parte, a meritocracia contribui para a exclusão social. Além disso, em geral, não seriam os métodos utilizados para avaliação injustos, insuficientes e muitas vezes arbitrários?</p>
<p>O que basicamente caracteriza a meritocracia é a competição acirrada – competir tem a ver com luta e rivalidade.</p>
<p>E o que acha de procurarmos refletir sobre isso?</p>
<p>Não estamos negando a importância de realçar o talento individual de cada um de nós. Ao contrário! Todavia, não seria pelo grupo que conseguimos a liberdade? Pois é, estamos vendo as incongruências do modelo de sociedade individualista e egoísta&#8230;</p>
<p>Mas como superar essas mazelas?</p>
<p>Não seria escolhendo a individualidade e a solidariedade como necessidades para o desenvolvimento social da humanidade? Você há de concordar que essas escolhas, talvez, sejam as mais importantes para a manutenção do homem no planeta&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro e Ricardo Mellão</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pensando sobre a justiça</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/01/pensando-sobre-a-justica/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 22:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>

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		<description><![CDATA[I. O que é a justiça? É possível definí-lá? Como os valores e práticas se alteram com as diferentes gerações, parece difícil estabelecer um conceito de justiça&#8230; Penso que o mito é um bom ponto de vista para pensá-la, posto &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/02/01/pensando-sobre-a-justica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I.</p>
<p>O que é a justiça? É possível definí-lá? Como os valores e práticas se alteram com as diferentes gerações, parece difícil estabelecer um conceito de justiça&#8230; </p>
<p>Penso que o mito é um bom ponto de vista para pensá-la, posto que é a forma de conhecimento mais antiga na história da humanidade. Ainda hoje são muitos os indivíduos que o consideram como o mais importante&#8230; Nas tribos ameríndias-antropofágicas, por exemplo, o canibalismo era uma prática comum – do nosso ponto de vista, todavia, é algo inadimissível&#8230; </p>
<p>Mas no mito, o que vale é a vontade dos deuses. Quaisquer rituais e práticas devem ser julgados pelas suas vontades. Dizemos que ele é irracional e autoritário, portanto não considera o desenvolvimento das ideias e muito menos a democracia&#8230; Seria possível alcançar a justiça num ambiente irracional e autoritário?</p>
<p>A política, por outro lado, é a forma que encontramos para superar o mito. Isto é, conviver em sociedade pelas nossas próprias capacidades e habilidades – não dependendo duma vontade divina e irracional&#8230; E mais: conseguimos definir leis e regras para a sociedade. Mas isto quer dizer que a justiça está sendo cumprida? Penso que o julgamento de Sócrates é um bom exemplo para esse questionamento&#8230;</p>
<p>Mito e política: dois pontos de vista muito diferentes a propósito da justiça. O primeiro é irracional e autoritário e o segundo, racional e democrático.</p>
<p>Serão os valores e preceitos da moralidade o que define a justiça?</p>
<p>II.</p>
<p>Difícil imaginar e definir o que é justiça sem a carga de valores igrejeiros que recebemos, não é? Todavia, parece-me um bom exercício para o pensamento&#8230; Supondo que seja possível imaginar um indivíduo sem essa influência, qual seria seu conceito de justiça? Os valores relativos a conservação da vida no planeta, por exemplo, seriam importantes para ele? </p>
<p>Obs. estou apenas me referindo a justiça do homem&#8230; pois sem a linguagem não seria possível ter essa reflexão [?]&#8230; logo – com exeção da humanidade – não considero que há justiça no reino animal ou em qualquer organismo vivo&#8230;</p>
<p>III.</p>
<p>Talvez não seja possível definir a justiça ou quaisquer outros elementos por apenas um ponto de vista&#8230; Mas o que podemos perceber, talvez, é que não importa o que é a justiça, e sim para quem é a justiça&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Uma resposta ao destino</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/25/uma-resposta-ao-destino/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 04:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi um e-mail dum leitor pela manhã me questionando sobre e existência do destino&#8230; Isto me fez pensar se o simples recebimento deste e-mail, por exemplo, já não faz parte de “algo maior”&#8230; Sim, porque meus planos eram outros: queria &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/25/uma-resposta-ao-destino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um e-mail dum leitor pela manhã me questionando sobre e existência do destino&#8230; Isto me fez pensar se o simples recebimento deste e-mail, por exemplo, já não faz parte de “algo maior”&#8230; Sim, porque meus planos eram outros: queria escrever sobre a capacidade de algumas pessoas de influenciar a vida de milhares&#8230; Ao ler o e-mail do Rogério, porém, alterei curiosamente meu destino. Ou será que isto já estava escrito? Talvez eu esteja indo em direção a um problema da filosofia&#8230; </p>
<p>Caro Rogério, também já pensei muitas vezes sobre essa questão. O mais curioso, todavia, é que toda vez que me deparo com ela novamente tenho as mesmas dúvidas e questionamentos&#8230; Penso, sinceramente, que não sei se conseguiremos obter a resposta&#8230; </p>
<p>Mas penso que vale a pena uma outra abordagem para a mesma questão: será que realmente é tão importante saber se existe ou não o destino? Não seria mais importante saber o que nos traz felicidade na vida? Se nos preocuparmos mais com nosso projeto de vida, por exemplo, não seremos mais felizes?</p>
<p>É muito comum procurar verdades imutáveis&#8230; Por outro lado, há centenas de questões que poderiam ser analisadas com mais afinco pela humanidade&#8230; Por exemplo: como ampliar a colaboração mútua entre as pessoas? Como diminuir nossos preconceitos, reduzindo drasticamente as discriminações&#8230;?</p>
<p>Com respeito, Marcos Amaro</p>
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		<title>Criatividade</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 18:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual é o valor que as atividades cotidianas tem para a vida? Será possível ser criativo dada a quantidade de preocupações que temos? Se a criatividade é a capacidade que o homem tem de produzir algo novo e original, quais &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/23/criatividade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual é o valor que as atividades cotidianas tem para a vida? Será possível ser criativo dada a quantidade de preocupações que temos? Se a criatividade é a capacidade que o homem tem de produzir algo novo e original, quais seriam as condições necessárias para o seu desenvolvimento?</p>
<p>O conhecimento, talvez, seja uma ótima via. Através dele ampliamos nossa visão de mundo e nos tornamos mais autônomos – condição importante para a criatividade&#8230;</p>
<p>E os preconceitos – eliminá-los não é também um requisito necessário para ampliar a criatividade? Uma vez que o preconceito é um erro – algo marcado pela superficialidade e estereotipia –, ele não faz parte do domínio do conhecimento, mas da crença&#8230; </p>
<p>O ócio, por sua vez, é fundamental para a criatividade. A mente humana está sempre em movimento, mesmo quando não está “fazendo nada”. Afinal, é justamente no descanso mental que podem surgir grandes ideias&#8230;</p>
<p>Bem por isso, penso que a criatividade é um elemento importante para a vida.</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pensamento múltiplo e crítico</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 12:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero registrar aqui um pouco do conhecimento que aprendi nos últimos anos, em particular nos últimos dois anos, estudando sobre filosofias&#8230; Sobre a Educação Antes de tudo, quero agradecer o meu Educador Donizete Soares, que superou quaisquer diferenças – ideológicas, &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/17/pensamento-multiplo-e-critico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero registrar aqui um pouco do conhecimento que aprendi nos últimos anos, em particular nos últimos dois anos, estudando sobre filosofias&#8230;</p>
<p><strong>Sobre a Educação</strong></p>
<p>Antes de tudo, quero agradecer o meu Educador Donizete Soares, que superou quaisquer diferenças – ideológicas, econômicas, sociais&#8230; em causa do Amor ao conhecimento&#8230; Também quero dizer que somente neste momento – após dois anos servindo e amando o conhecimento – percebo sua verdadeira grandeza. Em outras palavras: ele criou as condições necessárias para me transmitir o conhecimento&#8230; que em meu ponto de vista, só é possível se houver Amor e respeito entre as pessoas&#8230;</p>
<p>Muito diferente, portanto, das Intituições que, geralmente, optam pela fria relação do saber com seus alunos, não é? Será possível aprender e ao mesmo tempo ser criativo numa Instituição?</p>
<p>Mas, voltando ao Donizete, é meu dever moral, concluindo, lembrá-lo e citá-lo em meus textos&#8230; pois sua abordagem é próxima ao ideal de Educação do homem grego, cujo propósito era se tornar herói&#8230;</p>
<p>Obs. podemos lembrar da tragetória de Hércules, recuperando sua honra como ideal de Educação grega&#8230;</p>
<p><strong>Sobre a busca pela verdade e vaidade </strong></p>
<p>Numa de nossas conversas, falávamos sobre a diferença entre a busca pela verdade e a vaidade&#8230; Compreendi, naquele momento, o contraste entre ambos: enquanto o primeiro é elevado de grandeza, pois tem a ver com a curiosidade inata dos homens, o segundo é privado dela, atendo-se às mazelas da humanidade&#8230;</p>
<p>Exemplo semelhante ocorre quando um homem se encanta pela imortalidade da alma, mas acaba perdendo o espanto e encantamento pelo conhecimento.</p>
<p>Isso, geralmente, é provocado pela sociedade, que pressiona o indivíduo a desempenhar um determinado papel social&#8230; Mas onde fica o indivíduo nesta história? Por isso a necessidade do autoconhecimento, não é?</p>
<p><strong>Sobre a Sabedoria </strong></p>
<p>É possível que somente nos aproximemos da Sabedoria quando velhos&#8230; A força de jovialidade, talvez, dificulte o exercício do pensamento, ou a suspensão da crítica provisória e a análise múltipla de possibilidades&#8230; Por outro lado, o exercício da velhice, talvez, seja cultivar a ousadia da juventude, ou questionar quaisquer autoridades, leis, normas, preceitos&#8230;</p>
<p>Obs. penso que a figura de Sócrates é a Sabedoria encarnada, ou o mais próximo que se chegou dela&#8230;</p>
<p><strong>Sobre a amizade </strong></p>
<p>Esta parte tem a ver com meu amigo Ricardo Mellão. No nosso dia-a-dia, aprendemos muito um com o outro – pressuposto importante para qualquer relação de amizade, não é?</p>
<p>Geralmente, conversamos sobre questões conflitantes. Colocamos nossos modos diferentes de olhar o mundo em colisão&#8230; mas o mais surpreendente é nossa capacidade de síntese (ou superação) de nossos próprios preconceitos&#8230; Sinto-me – e tenho certeza que ele também – fortalecido a cada conversa&#8230; Impressiona-me sua capacidade de relacionar conceitos e humildade – mais um pressuposto importante para o conhecimento, não é?</p>
<p>Estabelecemos, talvez, um ideal de amizade: a valorização do conhecimento como eixo, mas em volta disto a admiração, o respeito, a alegria, a solidariedade&#8230;</p>
<p>Obs. parece-me difícil ter uma relação assim nos dias de hoje&#8230; as pessoas, em geral, estão mergulhadas em atividades corriqueiras&#8230;</p>
<p><strong>Sobre o conflito</strong></p>
<p>Num diálogo com o Ricardo, concordamos sobre a tese da relação conflituosa do homem com a natureza. Em resumo: sabemos que vamos morrer, pois enterramos os mortos; os animais não sabem; estabelecemos, assim, uma relação conflitante entre a vida e a morte; a cultura é fruto desta relação (conhecimento filosófico, arte, religião, ciência etc).</p>
<p>Em nosso ponto de vista – e certamente de outros também – o mito, a religião e, principalmente, o capitalismo são maneiras dos homens dirigirem os desdobramentos que surgem desta relação vida/morte&#8230; O que você acha disso?</p>
<p><strong>Sobre a política</strong></p>
<p>É possível que a única maneira de estabelecer uma relação de suposta igualdade entre homens seja pela política, que busca esconder o conflito&#8230; Mas ele continua lá no interior das relações, não é? O mito, por sua vez, implica outra forma de convívio, mas pela vontade dos Deuses&#8230;</p>
<p>Será possível superar o mito e a política?</p>
<p><strong>Incitar as contradições</strong></p>
<p>É, talvez, a única alternativa para a Ética&#8230; Se somos seres em conflito, não seria melhor incitar as contradições ao invés de escondê-las por meio da retórica? É possível que, incitando as contradições, os diálogos se tornem mais verdadeiros e honestos&#8230;</p>
<p>Obs. tenho a sorte de conhecer o Donizete e o Ricardo, pois ambos adoram incitar as contradições&#8230; e o mais interessante é que logo depois dum diálogo acalentado, temos a capacidade de nos divertir e rir de nós mesmos&#8230; de nossa ridícula condição humana!</p>
<p><strong>Sobre o capitalismo</strong></p>
<p>Quero apontar pelo menos um desdobramento do capitalismo: a fome, a miséria e a concentração de poder não são pré requisitos para o funcionamento do sistema? Veja com seus próprios olhos!! Observe a máxima: não faça ao próximo aquilo que não gostaria que fizessem com você&#8230; Pergunto: você gostaria de ser o miserável ou o indigente da história?</p>
<p>Outro ponto: ao que parece, o homem está começando a rever sua relação com a natureza, principalmente por causa do aquecimento global&#8230; Podemos observar este movimento pelas ONGs e governos se posicionando a favor duma nova economia, não é? Seria uma mudança global ou apenas um movimento pontual? Supondo que revisitemos nossa relação com a natureza, para onde o conflito será dirigido? Ou melhor, ele será dirigido para outra coisa?</p>
<p><strong>A necessidade da Solidariedade</strong></p>
<p>Um sinal de amadurecimento é perceber que não somos nós que definimos nossas qualidades, e sim os outros. Ora, se somos alguém porque alguém disse, não devemos no mínimo ser solidários? E o que é ser solidário? Seria respeitar e amar o próximo? O que você acha?</p>
<p><strong>O que é A verdade? </strong></p>
<p>Tavez a verdade exista, mas não conseguimos alcançá-la&#8230; Aliás, ela não está no domínio da filosofia, embora seja sua razão de ser&#8230; Sendo crítica, ela necessita da multiplicidade para sobreviver&#8230; A verdade é unidade, e não multiplicidade, dado que é A verdade, e não as verdades&#8230;</p>
<p>Mas o mais bonito é que, mesmo sabendo que ela não pode (e não deve) ser alcançada – caso contrário, a filosofia deixa de existir – os filósofos continuam a procurá-la&#8230; apenas por serem amantes do conhecimento. Precisam dela para viver. Procuram por ela, quando estão tristes (ou felizes). Escrevem sobre ela, falam sobre ela, pensam nela! E ela também lhes responde, por meio da meditação, intuição, reflexão&#8230;</p>
<p>Na verdade, ela só existe porque eles pensam que ela existe&#8230; e isso a torna mágica, interessante, intrigante&#8230;</p>
<p>Diferentemente da religião ou do mito, a filosofia não cria verdades. Ao contrário!! Ela faz a crítica!! Deve, portanto, agradecer aos legisladores do conhecimento (aqueles que criam as verdades)&#8230;</p>
<p>Até logo, Marcos Amaro</p>
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		<item>
		<title>Incitar as contradições!</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 12:44:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a política]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito comum elegermos pessoas semelhantes a nós para conviver em nosso dia-a-dia. Mais comum ainda é não aceitar a opinião dos outros. Em geral, isto ocorre porque temos dificuldade em lidar com as nossas próprias mazelas&#8230; Na maior parte &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/07/incitar-as-contradicoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito comum elegermos pessoas semelhantes a nós para conviver em nosso dia-a-dia. Mais comum ainda é não aceitar a opinião dos outros. Em geral, isto ocorre porque temos dificuldade em lidar com as nossas próprias mazelas&#8230; Na maior parte das vezes, no dia-a-dia de nossas relações, optamos por esconder as diferenças individuais. Passamos pano quente e escondemos as contradições numa conversa, por exemplo, quando o melhor seria aguçá-las, não é assim? </p>
<p>Quando há o acirramento das contradições, o conflito fica latente. É possível que o ato de encará-las seja uma forma de desenvolver o pensamento&#8230; Uma vez que as contradições são antagônicas e intensas, incitá-las exige melhores ideias e palavras dos indivíduos&#8230; Além disso, solicita paciência, autocontrole e pode vir a criar as condições necessárias para a criatividade e a imaginação reinarem no campo do pensamento&#8230; </p>
<p>Incitar as contradições pode causar algum mal estar no diálogo. Mas isto não significa perder o respeito e solidariedade pelo próximo, não é?</p>
<p>Marcos Amaro</p>
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		<item>
		<title>O que é pensar?</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/06/o-que-e-pensar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 18:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[imaginar]]></category>
		<category><![CDATA[intuir]]></category>
		<category><![CDATA[pensar]]></category>
		<category><![CDATA[querer]]></category>
		<category><![CDATA[sentir]]></category>

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		<description><![CDATA[A imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein Pensar é compreender o mundo pela nossa própria capacidade&#8230; É aprender a observar, analisar e criticar – por diferentes pontos de vista – as opiniões gerais&#8230; É não se conformar &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2011/01/06/o-que-e-pensar/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein</em></p>
<p>Pensar é compreender o mundo pela nossa própria capacidade&#8230; É aprender a observar, analisar e criticar – por diferentes pontos de vista – as opiniões gerais&#8230; </p>
<p>É não se conformar com as nossas próprias restrições ou preconceitos, isto é, as representações que criamos, baseadas na nossa própria história. </p>
<p>É ampliar os nossos canais sensoriais&#8230; É querer, imaginar, sentir e, principalmente intuir o cosmos&#8230; </p>
<p>É superar as nossas próprias características e limitações para, talvez, ampliar o conhecimento fornecido pelos sentidos e pela experiência&#8230;</p>
<p>O pensamento, portanto, não se resume a razão – que pode ser limitadora na capacidade de captar toda realidade das experiências que ocorrem ao nosso redor&#8230;</p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Revelação Ética</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/12/13/revelacao-etica/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Dec 2010 16:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[aprender]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[fortalecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano se encerra, querido amigo. De minha parte, costumo fazer uma reflexão sobre os acontecimentos em geral&#8230; E, geralmente, não me arrependo de minhas ações&#8230; Ao contrário! Penso que elas são parte do meu amadurecimento&#8230; Como nem sempre &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/12/13/revelacao-etica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano se encerra, querido amigo. </p>
<p>De minha parte, costumo fazer uma reflexão sobre os acontecimentos em geral&#8230; E, geralmente, não me arrependo de minhas ações&#8230; Ao contrário! Penso que elas são parte do meu amadurecimento&#8230; </p>
<p>Como nem sempre somos exatos em nossas palavras e ações, o reconhecimento do erro se torna necessário em nossas vidas. Ora, não seria isto humildade? </p>
<p>Durante boa parte do ano, procurei pensar, meditar e escrever sobre a Ética. Mais que isto: mergulhei na mundanidade para compreender mais as coisas&#8230; </p>
<p>Penso que o resultado foi um certo aprimoramento do espírito. É evidente que tenho muito a aprender, todavia, sinto-me mais fortalecido para caminhada&#8230;</p>
<p>Por esse motivo, eu o encorajo a nutrir a fome e sede pelo conhecimento&#8230; </p>
<p>Com amor e carinho, boas festas, Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Reflexões Extemporâneas</title>
		<link>http://feedproxy.google.com/~r/ExameAntesDos30/~3/hmG67bIHvsU/</link>
		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/12/03/reflexoes-extemporaneas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 12:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a ética]]></category>
		<category><![CDATA[curiosidade]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos dizer que a maior parte das crianças são curiosas&#8230; É suficiente observá-las por alguns minutos para ter esta idéia, não é? Não seria a curiosidade uma das principais características da humanidade? Todavia, o que facilmente se observa é a &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/12/03/reflexoes-extemporaneas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Podemos dizer que a maior parte das crianças são curiosas&#8230;</p>
<p>É suficiente observá-las por alguns minutos para ter esta idéia, não é? Não seria a curiosidade uma das principais características da humanidade? Todavia, o que facilmente se observa é a curiosidade perder espaço para verdades ou tradições&#8230; Mas o que faz o espírito humano se acomodar em verdades imutáveis?</p>
<p>Há quem diga que a ideologia como forma de controle social cumpre este objetivo, conduzindo o indivíduo para um tipo de conhecimento do mundo e, portanto, não desenvolvendo sua autonomia&#8230;</p>
<p>Penso que o ser humano é livre dentro de suas possibilidades. E, por mais que a ideologia dificulte o ato de conhecer o mundo, pergunto: não seria possível superá-la?</p>
<p>No caso do liberalismo, por exemplo. É evidente que seus valores políticos (o individualismo, a propriedade privada, a meritocracia, o Estado mínimo etc.) servem como justificativas para seus representantes (os detentores do capital). Igualmente, no caso do marxismo: não seria o materialismo histórico uma forma dos proletários aumentarem seu poderio contra a burguesia? Cada indivíduo justifica sua vida duma forma (ou por uma determinada ideologia); do mesmo modo, quando os indivíduos se juntam num grupo pelos mesmos interesses&#8230;</p>
<p>Os seres humanos são diferentes, mas não seriam iguais em essência?</p>
<p>Penso que a afirmação da Liberdade é uma necessidade Ética. Não seria, então, a Educação a via para a Liberdade? Desse modo, <em>onde houver Educação voltada para Ética não haverá diferença de classes&#8230;</em></p>
<p>Marcos Amaro</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um olhar sobre os Estados Unidos</title>
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		<comments>http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/11/26/um-olhar-sobre-os-estados-unidos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 10:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Amaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre a política]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>
		<category><![CDATA[valores]]></category>

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		<description><![CDATA[Do ponto de vista econômico, podemos dizer que, nos últimos 100 anos, os Estados Unidos foram muito respeitados no mundo. Todavia, em menos duma década, o país vem perdendo seu poderio econômico e sua influência sobre outros países: não há &#8230; <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/antes-dos-30/2010/11/26/um-olhar-sobre-os-estados-unidos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, podemos dizer que, nos últimos 100 anos, os Estados Unidos foram muito respeitados no mundo. Todavia, em menos duma década, o país vem perdendo seu poderio econômico e sua influência sobre outros países: não há dúvidas de que está enfrentando uma das maiores crises financeiras e econômicas da história.</p>
<p>No início do século, era muito difícil prever a relevante participação dos Bric(s) nos fluxos mundiais de capitais, investimentos, comércio e tecnologia. </p>
<p>Mas o que ocorreu com os Estados Unidos na última década? É evidente que a falta de transparência na condução da política externa foi uma das causas do retrocesso econômico.</p>
<p>Penso que os atentados de 11 de setembro de 2001 foram uma oportunidade para o país restabelecer suas alianças políticas e econômicas ao redor do mundo, uma vez que muitos povos se solidarizaram pelo acontecimento&#8230; Mas, ao invés disso, o governo dos Estados Unidos inventou uma Guerra e respondeu aos ataques invadindo o Iraque&#8230; </p>
<p>Se o reconhecimento do erro, o arrependimento, a solidariedade e a liberdade não fizerem parte dos valores centrais da Nação, talvez, estaremos por ver sua queda.</p>
<p>Marcos Amaro</p>
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