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Não tentarei responder de uma maneira puramente teórica à pergunta do subtítulo, pois não acho que a teoria seja o problema principal: é um servente útil, mas um mau patrão, suscetível de dar origem a ortodoxias de toda classe. Sempre deveríamos utilizá-la com cautela e tratar de encontrar atitudes de melhorá-la à luz da prática terapêutica. É esta a proposição que constitui o verdadeiro núcleo do problema. Em última instância, os bons terapeutas não nascem já formados; o que fazem é aproveitar ao máximo a formação. Talvez a pergunta: Até que ponto é completo o resultado da terapia psicanalítica? Leve a esta outra dúvida: Até que ponto foi completo o resultado de nossas próprias análise-didátas? Aconselha-se aos analistas que se mostrem abertos às melhorias psicanalíticas. Talvez porque não esperamos de nenhuma análise um resultado completo e definitivo. Por isso seja necessário conhecer as mudanças psicanalíticas para avaliar os verdadeiros resultados da análise. Resulta que é impossível encarar este problema só sobre a base dos registros de nossos pacientes. Necessariamente, estes são incompletos ao cabo da primeira análise e inexistentes ou ainda que demorem. Como esta pergunta teve relevância imperiosa e inesperada em meu caso, me vi obrigado a encontrar uma resposta e este, que é o motivo pelo qual decidi correr o risco de descrever minha análise com Fairbairn e com Winnicott e seus efeitos posteriores, já que é a única maneira em que posso oferecer um quadro realista  que, na minha opinião, é a relação entre as contribuições respectivas destes dois grandes profissionais e do que lhes devo.

A pergunta: até que ponto é possível um resultado completo? De enorme importância para mim, porque está relacionada a um fator insólito: uma completa amnésia com relação a um trauma severo aos três anos e meio em relação à morte de um irmão menor. Duas análises não conseguiram superá-la. Resolveu-se depois de forma inesperada, mas sem dúvida graças ao que se obteve nelas, quanto ao “suavizar” a principal repressão. Acredito em que esta experiência interesse aos leitores tanto teórica como humanamente. A longa busca de uma solução para esse problema foi muito introvertida para que seja recebida de muito bom grado, mas não tinha alternativa, não podia passar em vão, e por isso tomei uma decisão que talvez sirva para ajudar a outros. Tanto Fairbairn como Winnicott pensavam  que se não houvesse esse trauma, talvez eu nunca me teria transformado em psicoterapeuta. Fairbairn disse em certa ocasião: “Se não tivéssemos nossos próprios problemas, seria improvável compreender o que pode motivar a qualquer um de nós a converter-se em psicoterapeuta”. Não era muito otimista e em certa ocasião e me disse: “Uma vez que a conduta básica da personalidade se fixa numa infância prematura, acontece ser impossível modificá-la. As novas experiências podem limpar as velhas condutas da emoção correspondente, mas a água sempre pode voltar a correr por esses velhos leitos secos”. Não se lhe pode proporcionar a ninguém uma história diferente. Em certa ocasião assinalou: “É possível se analisar indefinidamente sem chegar a nenhum lado. O elemento terapêutico é a relação pessoal. A ciência não tem outros valores que os cientistas, os valores esquizóides do investigador que se coloca fora da vida e observa. É puramente instrumental, útil durante um tempo, mas depois é necessário retornar à vida”. Essa era seu visão do “analista espelho”, um observador não participante e que se limita a interpretar. Assim, sustentava que a interpretação psicanalítica não é terapêutica por ser, mas só na medida em que expressa uma relação pessoal e uma genuína compreensão. Minha própria opinião é que a ciência não é necessariamente esquizóide, mas está motivada por fatores de ordem prática e a miúde se volta esquizóide porque oferece um fácil refúgio aos intelectuais esquizóides. Na psicoterapia, qualquer seja seu tipo, não há lugar para isso.
Eu já pensava então que a terapia psicanalítica não é puramente teórica, mas uma relação pessoal verdadeiramente compreensiva e assim li, tinha assinalado em meu primeiro livro, antes de saber quem era Fairbairn. Depois de ler seu trabalho de 1949, quis conhecê-lo porque compartilhávamos uma mesma posição filosófica e sabia que nenhum desacordo intelectual poderia interferir a análise. Mas a capacidade para estabelecer uma relação não depende tão só de nossas teorias. Nem todos têm a mesma facilidade para estabelecer relações pessoais, e a todos nos é mais fácil relacionar-nos com algumas pessoas que com outras. O fator imponderável de um “encaixe natural” tem muito que a ver com isso. Assim, apesar de sua convicção, Fairbairn não tinha a mesma capacidade que Winnicott para a “relação pessoal” espontânea. Em meu caso se comportou mais do que ele mesmo achava ou do que eu esperava como um “intérprete técnico”, mas é necessário fazer algumas reservas neste sentido. O conheci na década de 1950, quando já não se encontrava no apogeu de sua capacidade criativa e sua saúde começava a decair lentamente. Disse-me que na década de 1930 e na de 1940 havia tratado com sucessos vários pacientes esquizofrênicos e regressivos, e isso o tinha levado a sua “revisão teórica” na década de 1940. Considerava que tinha cometido um erro ao publicar sua teoria antes de contar com provas clínicas. Desde 1927 até 1935 se desempenhou como psiquiatra na The University Psychological Clinic for Children, e realizou muitos trabalhos para N.S.P.C.C.* É impossível ser pessoal com as crianças. Em certa ocasião lhe perguntou a uma menina cuja mãe lhe batia cruelmente: “Você gostaria encontrar uma mamãe boa?” A menina respondeu: “Não. Quero a minha mamãe”, mostrando assim a intensidade do vinculo libidinal com o objeto amado. O demônio conhecido é melhor que o demônio por conhecer, e melhor que a falta total de um demônio. De tais experiências com pacientes psicóticos e regressivos, e com crianças, surgiu sua revisão teórica, baseada na qualidade da relação progenitor-filho e não nos períodos do crescimento biológico, isto é, uma “teoria da personalidade”, e não uma “teoria impessoal do controle de energia”. Resumiu seus pontos de vista ao dizer que “a causa do problema é que os pais não conseguem se fazer sentir para com menino que o amam por isso é, como uma pessoa por direito próprio”. Pouco antes de 1950, quando já me tratava com ele, decidiu com sensatez não aceitar mais pacientes com regressões severas. Com surpresa, comprovei que voltava gradualmente a ser um “analista clássico”, com uma “técnica interpretativa”, quando eu sentia que necessitava fazer uma regressão ao nível daquele severo trauma infantil.
Stephen Morse (1972), no seu estudo sobre a “estrutura” nos trabalhos de Winnicott e Balint, chegou à conclusão que ambos descobriam novos dados, mas não desenvolviam uma teoria estrutural capaz de explicá-los, o qual, no entanto, poderia conseguir mediante o que Morse chamou a “metáfora Fairbairn–Guntrip”. Havendo gozado das vantagens de analisar-me com estes dois notáveis terapeutas, considero que a situação é muito mais complexa. A relação entre Fairbairn e Winnicott é importante desde o ponto de vista histórico e também muito interessante. Aparentemente, eram muito diferentes em mentalidade e métodos de trabalho, o qual lhes impediu perceber até que ponto estavam perto um do outro em última instância. Ambos tinham profundas raízes na teoria e as terapias freudianas clássicas e, de diferentes atitudes, ambos abriram novos caminhos a partir daquelas. Fairbairn o compreendeu intelectualmente com mais claridade que Winnicott. No entanto, na década de 1950 Fairbairn era mais ortodoxo que Winnicott na prática clínica. Nessa época tive algo mais de mil sessões com Fairbairn e muito pouco mais de cento cinqüenta com Winnicott na década seguinte. Conservei sempre um registro detalhado de todas as sessões com ambos, e toda a correspondência. Winnicott assinalou: “Jamais tive um paciente que pudesse dizer-me com tanta exatidão que disse a última vez”. O ano passado [1974] o artigo de Morse me sugeriu um novo exame desses registros e me senti desconcertado ao comprovar até que ponto lançava luz sobre o motivo pelo qual minhas duas análises não puderam resolver minha amnésia com relação ao trauma sofrido aos três anos e meio, mas ambos, de diferentes atitudes, prepararam o caminho para sua resolução como uma conquista psicanalítico. 
Tive que perguntar-me mais uma vez: “Em que consiste o processo terapêutico analítico?”
Em geral, comprovei que Fairbairn se mostrava mais ortodoxo na prática que na teoria, ao tempo que Winnicott era mais revolucionário na prática que na teoria. Ambos eram opostos completamentários. Na sua nota necrológica, Sutherland (1965) escreveu:

Fairbairn tinha um ar levemente formal, notavelmente aristocrático, mas falando com
ele comprovei que não era em absoluto formal nem distante. Para ele, a arte e a religião constituíam profundas expressões das necessidades humanas, pelas quais sentia profundo respeito, mas seus interesses revelavam uma atitude conservadora bastante desusada.
Eu o encontrei formal nas sessões, o analista que interpreta com precisão intelectual, mas depois das sessões falávamos sobre teoria e ele costumava deixar de lado sua atitude formal, e pude descobrir um Fairbairn humano enquanto falávamos lado a lado.
Em termos realistas, era meu pai bom, compreensivo depois das sessões e, durante estas e na transferência, era minha mãe má e dominante que me impunha interpretações exatas. Considero que, depois do período experimental e criativo da década de 1940, uma atitude conservadora se infiltrou lentamente na década seguinte. O golpe que significou a súbita morte de sua esposa em 1952 criou óbvios problemas domésticos. No começo da década de 1950 teve o primeiro de seus ataques de inacessibilidade, que se voltaram mais intensos à medida que transcorreram os anos. O dois anos posterior à morte de sua mulher os dedicou intensamente a seu excelente trabalho. “Observações sobre a natureza dos estados histéricos” (Fairbairn, 1954), que marcou o final de suas concepções originais. Em dois trabalhos (Fairbairn, 1952b, 1955) clarificou suas idéias sobre “Psicanálises e Ciência”, mas no seu trabalho seguinte, “Considerações derivadas do Caso Shereber” (Fairbairn, 1956), observa se uma mudança sutil. Aqui o autor voltou a sua psicologia do “Eu e as relações objetais”, segundo a qual tudo se explica sobre a base das excitações libidinais e os temores derivados da “cena primária”. Finalmente, no seu último trabalho, “Sobre a natureza e as metas do tratamento psicanalítico” (Fairbairn, 1958), toda a intenção está posta no “sistema fechado interno” da análise edipiana em sentido amplo, não em termos dos instintos, mas de relações libidinizadas e antilibidinizadas internalizadas com um objeto mau. Cheguei a ele para superar a amnésia com relação ao trauma provocado pela morte do meu irmão, para chegar ao que havia atrás desse episódio. Sentia que ali se encontrava a causa das minhas vagas experiências prévias de isolamento esquizóide e irrealidade, e sabia que tinham a ver com mais com minhas relações primordiais com minha mãe, ainda que só através da informação que ela me tinha proporcionado.
Depois da morte do meu irmão Percy, iniciei uma ativa batalha com minha mãe que durou quatro anos e cujo objetivo era obrigá-la a “relacionar-se”; depois renunciei à tentativa e cresci afastado dela. Por motivos de ordem prática, descreverei essa época como o período de relações edipianas internalizadas com o objeto mal: povoava meus sonhos, mas uma e outras vezes faziam irrupções claras e súbitas experiências esquizóides que Fairbairn interpretou sempre como “retraimentos”, no sentido de “fugas” das relações internalizadas com o objeto mal. Fairbairn me levava constantemente aos conflitos edipianos, libidinais e antilibidinais, em meu “mundo interno”, as “cisões objetais” kleinianas e as “cisões psicóticas” de Fairbairn, no sentido de excitações libidinais edipianas. Em 1956 lhe escrevi para pedir-lhe que me dissesse exatamente que pensava sobre o complexo de Édipo e me respondeu: “O complexo de Édipo é básico para a terapia, mas não para a teoria”. Repliquei-lhe que não podia aceitar essa posição já que para minha teoria era a teoria da terapia e o que resultava válido para uma devia sê-lo para ambas. Desenvolvi uma dupla resistência consciente com relação a ele: em parte sentia que era minha mãe má que me obrigava a aceitar seus pontos de vista e, em parte, estava em aberto desacordo com ele por motivos genuínos. Comecei a insistir em que meu verdadeiro problema não tinha a ver com as más relações do período posterior à morte do meu irmão, mas com a incapacidade básica da minha mãe “para relacionar-se de algum modo” desde o começo. Disse-lhe que a análise edipiana me fazia marcar passo no lugar, me obrigava a utilizar relações más porque isso era melhor que nada, com o qual estas seguiam sendo operativas em meu mundo interno como uma defesa contra o problema esquizóide mais profundo. Em sua opinião, essa atitude constituía um rasgo caracterológico defensivo de “retraimento” (Fairbairn, 1952ª, Cap. 1). Para mim era um problema por si mesmo e não só uma defesa contra seu sistema fechado de tipo “mundo interno de relações com um objeto mau”.
Mas minha análise edípica com Fairbairn não constituiu uma perda de tempo. É necessário analisar as defesas, e, além disso, me permitiu compreender que na verdade tinha reprimido o trauma da morte de Percy e tudo o que aquilo ocultava, construindo sobre ele uma complexa experiência de luta mantida nas relações de tipo objeto mau com minha mãe, que por sua vez também tive que reprimir. Essa era à base de meu “tropel” de sonhos e da aparição intermitente de sintomas de conversão. Durante muito tempo Fairbairn insistiu em que este era o verdadeiro núcleo da minha psicopatologia. Sem dúvida, estava errado, e também sem dúvida era necessário analisá-lo a fundo para poder alcançar níveis mais profundos. E isso foi o que sucedeu. Fenômenos esquizóides regressivos e negativos começaram a aparecer no material que lhe levava e, por último, começou a aceitar em teoria o que já não tinha forças para enfrentar na prática. Com grande generosidade, aceitou meu conceito de um “Eu regressivo”, dissociado de seu “Eu libidinal” e a concretização que era inútil seguir lutando por obter uma resposta da minha mãe. Quando publiquei essa idéia, Winnicott me escreveu para perguntar-me: “Quisesse saber se seu Eu regressivo é retraído ou reprimido”. Respondi-lhe: “As duas coisas. Primeiro retraído e depois se o mantém reprimido”. Fairbairn me escreveu o seguinte: esta é sua própria idéia, não a minha, é original e explica o que nunca pude explicar minha própria teoria, isto é, a regressão. O acento que põe na debilidade egóica.
Produz melhores resultados terapêuticos que a interpretação em termos de
dissimulações libidinais e antilibidinais.


Em 1960, quando publiquei “Debilidade egóica, o verdadeiro núcleo do problema da psicoterapia”, disse em uma carta: “se pudesse escrever agora, me ocuparia precisamente desse tema”. Sabia que minha teoria era em geral correta já que conceitualizava o que ainda não podia alcançar através da análise, feito com que, com grande valentia, Fairbairn aceitou.
Completarei minha descrição de Fairbairn como analista e como homem assinalando a diferença logo ao “tipo humano” entre ele e Winnicott, um fator que desempenha um grande papel na terapia. O marco do consultório cria uma atmosfera que encerra significado. Fairbairn vivia no campo e via a seus pacientes na antiga mansão dos Fairbairn em Edimburgo. Eu entrava a um salão grande que servia de sala de espera, mobiliado com belas e valiosas antigüidades, e passava ao estudo, que cumpria as funções de consultório, também muito amplo e com uma antiga biblioteca que ocupava quase toda uma parede. Fairbairn se sentava atrás de uma grande escrivaninha e me dava à sensação de ser uma espécie de alto dignatário em uma poltrona de veludo e apoio alto. A cabeceira do divã dava ao frente da escrivaninha. Às vezes sentia que podia inclinar-se sobre a escrivaninha e machucar-me na cabeça. Tudo isto me causava estranheza em alguém que não achava na teoria do “analista espelho”. Demorei muito em advertir que eu havia “eleito” essa posição do divã, pois também podia sentar-me em um pequeno poltrona que tive no curso do primeiro mês se evidenciou que esta situação imponente tinha também um significado transferencial inconsciente para mim. Devo explicar que meu pai foi predicador metodista de notável eloqüência como orador público e que, a partir de 1885, fundou e dirigiu um trabalho que chegou a transformar-se em uma Igreja que ainda existe. Nos sonhos de toda minha vida, apareceu sempre como uma figura de apoio frente a minha mãe e, na realidade, ela jamais se irritou na sua presença. Queria que Fairbairn fora na transferência um pai protetor que me ajudasse a fazer frente a minha mãe agressiva, mas sem dúvida inconscientemente sentia outra coisa, pois sonhei o seguinte:

Me encontrava no ofício de meu pai. Fairbairn estava de pé sobre a plataforma
mas tinha o rosto duro da minha mãe. Eu estava passivamente deitado em um divã
colocado sobre o apartamento e cuja cabeceira dava ao frente da plataforma. O desceu
e disse: “Você sabe que a porta está aberta?” Lhe respondi: “Eu não a deixei aberta”, e se mostrou perplexo ao ver o que tinha feito frente. Depois retornou à plataforma.

Se tratava de uma versão mal distorcida de seu consultório e mostrava que eu queria que Fairbairn atuasse como um pai que proporciona apoio, mas que este desejo se via cancelado por uma clara transferência negativa com minha mãe severa e dominante. Esse seguiu sendo em geral o rol transferencial de Fairbairn “nas sessões” e o interpretava como o tipo de relação “sobe e baixa” entre o menino e o progenitor mau, no qual sempre um dos participantes domina ao outro. A situação só pode modificar-se se a investe. Isto me resultou muito de maneira muito esclarecedora, pois continha todos os ingredientes das necessidades insatisfeitas, a raiva afogada e a espontaneidade dividida. Foi à relação transferencial predominante nas sessões. Fora delas, Fairbairn era capaz de adotar uma atitude informal em nossas conversações sobre teoria e terapia: o pai bom e humano.

Esta transferência negativa durante as sessões se via fomentada pelas suas interpretações intelectualmente muito precisas. Em certa ocasião interpretou o seguinte: “Algo impede o processo ativo no curso de seu desenvolvimento”. Eu teria dito: “Sua mãe achatou seu self naturalmente ativo”. Mas analisou com toda exatidão minha luta emocional por obrigar a minha mãe a atuar como tal depois da morte de Percy e me mostrou de que modo a havia internalizado. Era necessário fazer isso primeiro, mas, em sua opinião, constituía o problema edípico central e não pôde aceitar até que foi muito demore que essa situação ocultava um problema muito mais profundo e sério. Mas demorei, Winnicott assinalou em duas ocasiões: “No senhor não há signos de haver tido jamais um complexo de Édipo”. Meu padrão familiar não era edipiano: o mesmo se via em meus sonhos, um dos quais o revela com particular claridade.

Me encontrava sitiado e falava sobre o tema com meu pai, ambos sentados em uma
quarto. Era minha mãe a que me sitiava e eu lhe dizia a meu pai: “Você sabe que jamais me renderei a ela. Não importa que suceda. Jamais me renderei”. Meu pai respondeu: “Se, lo sei. Irei a decírselo”. Afastava-se para dizer-lhe a minha mãe: “Será melhor que você renuncie”. “Nunca você conseguirá dominar”. E minha mãe seguia seu conselho.

A insistência de Fairbairn em fazer interpretações edipianas que eu não podia aceitar como definitivas o colocava no papel da mãe dominadora. Inteiramos-nos que Winnicott e Hoffer consideravam que meu apoio à teoria de Fairbairn se devia a que esta não lhe permitia analisar minha agressão na transferência. Mas nunca me viram atirar ao chão seu cinzeiro de pé, dar-lhe um pontapé ao sutiã de porta de vidro, “acidentalmente”, sem dúvida (e todos sabem o que isso significa em uma sessão, como Fairbairn costumava assinalar). Não me viram quando em uma ocasião esparramei sobre o apartamento alguns dos livros que ocupavam as prateleiras da enorme biblioteca, como símbolo de “arrancar-lhe uma resposta a minha mãe”, e depois colocá-los ordenadamente no seu lugar para fazer uma reparação à  Melanie Klein. Mas depois das sessões podíamos falar e eu sempre encontrava ao ser humano espontâneo e cálido atrás do analista que me fazia interpretações exatas.
A melhor maneira de descrevê-lo é através de uma comparação com Winnicott. O consultório deste era simples, discreto quanto a cores e móveis, nada ostentoso, cuidadosamente planejado pelos Winnicott, segundo me disse a esposa, para que o paciente se sentisse cômodo. Eu costumava bater e depois entrava e poucos segundos depois Winnicott aparecia com uma xícara de chá na mão e um alegre “Olá”, e se sentava em uma pequena cadeira de madeira junto ao divã. Eu me sentava de costado no divã ou me recostava quando sentia desejos de fazê-lo, e mudava livremente de posição segundo o que sentia ou o que dizia nesse momento. Ao terminar a sessão, sempre estendia a mão para estreitar a minha em gesto cordial. Quando me despedia de Fairbairn depois da última sessão, compreendi de repente que em todo esse tempo nunca nos tínhamos dado a mão e que me deixava partir sem esse gesto amistoso. Estendi a mão e ele não vacilou em tomá-la; de repente as lágrimas se deslizaram pelas suas bochechas. Vi o coração mole desse homem de mente clara e natureza tímida. Convidou-me a tomar o chá em companhia da minha mulher toda vez que visitássemos a minha sogra em Perthshire.
Para que o final da minha análise com Fairbairn resulte significativo, devo apresentar um breve rascunho da minha história familiar. Minha mãe era uma “madrecita” afligida antes de casar-se, a maior de onze irmãos a quatro dos quais viu morrer. Sua mãe tinha sido rainha de beleza e era uma mulher frívola que deixou que a filha maior se encarregasse de tudo desde que teve idade para ir à escola. Minha mãe, aos doze anos, fugiu da casa onde se sentia muito desventurada, mas a fizeram retornar. Sua melhor virtude era um profundo sentido do dever e da responsabilidade para com sua mãe viúva e seus três irmãos menores, o qual impressionou muito a meu pai quando todos eles ingressaram ao seu convívio. Casaram-se em 1898. Meu pai não sabia que sua esposa já tinha cumprido com sua quota de maternidade e não desejava ter filhos. Em minha adolescência às vezes minha mãe me fazia confidências e me contava os fatos mais destacados da história familiar, por exemplo, que tinha decidido amamentar-me para evitar assim outra gravidez e que se tinha se negado a amamentar Percy, depois ao qual não quis ter relações com meu pai. Este era o filho menor de uma família conservadora de classe alta e pertencente à Igreja oficial, politicamente o rebelde de esquerda e desde o ponto de vista religioso o não conformista. Meu pai esteve a ponto de perder seu emprego por negar-se a assinar uma petição a favor da guerra contra os boers. Esse momento de ansiedade proporcionou a minha mãe a oportunidade de detestar-me, de repente e abrir uma loja. Mudamos-nos quando eu tinha um ano. Minha mãe escolheu um mal o lugar e perdeu dinheiro durante sete anos, mesmo que a mudança seguinte lhe permitiu recuperar mais do que tinha perdido. Esses primeiros sete anos da minha vida, seis dos quais transcorreram na primeira loja, constituíram o período severamente perturbado da minha vida. Fiquei ao cuidado de uma tia inválida que vivia conosco. Percy nasceu quando eu tinha dois anos e morreu um ano e meio depois. Minha mãe disse que meu pai sustentava que Percy teria vivido se ela o tivesse amamentado, fato este que a enfureceu. Foi uma época muito convulsionada. Já velha, quando vivia em minha casa, costumava dizer coisas reveladoras: “Jamais devia ter me casado e ter tido filhos. A natureza não me fez para ser esposa e mãe, mas uma mulher de negócios” e “Acho que jamais compreendi as crianças. Nunca me interessaram”. Disse-me que, quando eu tinha três anos e meio, entrei no seu quarto e vi a meu irmão desnudo e morto na sua saia. Lancei-me sobre Percy e disse: “Não  vou deixar você  ir.” Minha mãe disse Nunca você voltará a encontrá-lo”. Me fez sair do quarto e eu adoeci de um mal misterioso, a tal ponto que se pensou que morreria. O médico lhe disse: “Se está morrendo de pena pelo seu irmão, se sua intuição de mãe não pode salvá-lo, eu também não”, motivo pelo qual me levou a casa de uma tia materna que tinha vários filhos e junto do qual me recuperei. Tanto Fairbairn como Winnicott pensava que teria morrido se não me tivesse afastado dela. A lembrança desse episódio estava totalmente reprimido. A amnésia persistiu durante o resto da minha vida e apesar das duas análises, até há três anos, quando cumpri setenta, mas a lembrança permaneceu viva em mim e, sem que eu o soubesse, feitos correlação ao longo dos anos serviram para desencadear. Aos 26 anos, já na universidade, me fiz amigo de um companheiro que foi para mim a figura de um irmão. Quando deixou a universidade e eu retornei a casa para as férias, “me adoeci” devido a um misterioso esgotamento que desapareceu logo retornei à universidade. Não tinha idéia naquele momento que este era o equivalente da família dessa tia. Em 1938, à idade de 37 anos, me transformei em ministro de uma Igreja de Leeds cujas atividades educacionais, sociais e recreativas era numerosas e muito organizadas. Os domingos acudiam mil pessoas às reuniões vespertinas e oitocentas às noturnas. Era muito para um só ministro. Vinha um colega que se transformou em outro substituto do meu irmão Percy. Se afastou de Leeds quando a ameaça de uma guerra começou a converter-se na verdade. Voltei a adoecer do mesmo mistério. Logo atribuiu a excesso de trabalho, mas para esse momento, então, eu já contava com consideráveis conhecimentos psicanalíticos: tinha estudado a teoria clássica com Flugel, conhecia a bibliografia básica, estava escrevendo uma tese sob a supervisão do professor John McMurray na qual me propunha traduzir a psicobiología de Freud ou, pelo contrário, os dados clínicos, aos termos de uma filosofia das “relações pessoais”, e tinha estudado meus próprios sonhos durante dois anos. Portanto, já me encontrava alerta quando esta doença trouxe outro sonho importante.

Eu descia a um túmulo e via a um homem enterrado vivo. Este tratava de sair, mas
eu o ameaçava com a doença, o trancava e me afastada com rapidez.

Ao amanhã seguinte me senti melhor. Pela primeira vez reconheci a reaparição da minha doença depois da morte de Percy e compreendi que sempre tinha vivido sobre a base de sua repressão. Soube então que não poderia descansar até haver resolvido o problema.
Quando começou a guerra me dediquei à psicoterapia de emergência, me outorgaram uma cátedra na Faculdade de Medicina e segui estudando meus próprios sonhos. Há pouco voltei a ler o registro correspondente e comprovei que só tinha feito interpretações edipianas algumas forçadas e típicas de livros de texto.

O mais  importante era que se destacavam três tipo de sonhos: 1) uma mulher selvagem me atacava; 2) uma figura paterna serena, firme e amistosa que me apoiava, e 3) um misterioso sonho com ameaças de morte, o exemplo mais claro baseado na lembrança de um episódio no qual, quando eu tinha seis anos, minha mãe me levava ao dormitório da minha tia invalida, que jazia branca e silenciosa e à qual todos achavam à beira da morte devido a uma febre reumática. Este é um dos sonhos:

Trabalhava na planta baixa sentado a minha escrivaninha quando, de repente, uma banda invisível de ectoplasma que me atava a uma inválida moribunda, no primeiro andar me arrastava fora do quarto. Sabia que terminaria por me engolir. Lutei e de repente a aquilo que me atava uma fita, se soltou
e soube que estava livre.

Tinha suficientes conhecimentos para supor que a lembrança da minha tia moribunda cumpria um papel encobridor com relação à lembrança reprimida do meu irmão morto, que seguia exercendo em mim uma influência inconsciente que me apartava da vida e me levava para a derrocada e a morte aparente. Sabia que em algum momento deveria iniciar uma análise. Em 1946, o professor Dicks me nomeou primeiro membro titular do novo Departamento de Psiquiatria e me comentou que, dados meus pontos de vista, me conviria ler Fairbairn. Assim o diz e, para fins de 1949, comecei a analisar-me com ele. Durante os primeiros anos, sua análise edipiana em sentido amplo, do meu mundo de “relações internalizadas com um objeto mau” correspondeu a um período da minha infância. Depois da morte de Percy e meu retorno ao lar, entre os três anos e meio e os cinco, lutei por obrigar a minha mãe a atuar como tal com relação a mim mediante constantes transtornos psicossomáticos triviais: dor de estômago, perda do apetite, resfriado e febre alta e repentina, ocasiões nas quais me armava uma espécie de cama na cozinha e ia e vinha da tenda de ver-me. Disse-me que o médico lhe tinha dito: “Nunca voltarei a ver seu filho. Realmente me atemorizam suas súbitas Febres e comprovar ao amanhã seguinte que está bem”. Mas tudo foi em vão. Quando tinha aproximadamente cinco anos decidi mudar de tática. Uma escola nova e maior me deu mais independência e minha mãe me disse: “Você começou a deixar de lado ao que te digo”. Entre os cinco e os sete anos, costumava irritar-se e machucar-me. Cada vez que se rompia a vara com que me batia, me enviava a comprar outra. Aos sete anos passei a uma escola ainda maior e pouco a pouco desenvolvi uma vida independente fora da minha casa. Voltamos a mudar nos quando cumpri oito anos. A outra loja de  minha mãe teve um grande sucesso comercial. Começou a sentir-se menos deprimida, me dava todo o dinheiro que necessitava para meus passatempos e atividades ao ar livre, excursões, esportes, e pouco a pouco esqueci quase todas as lembranças desses primeiros sete anos que tinham sido tão maus. A análise de Fairbairn se ocupou precisamente de todos os temores, raivas, culpa, sintomas psicossomáticos passageiros, sonhos perturbados e da ventilação dos conflitos entre os três anos e meio e os sete. Sendo já idosa, minha mãe me disse: “Quando teu pai e a tia Mary morreram e eu fiquei só, quis ter um cachorro na casa, mas tive que abandonar a idéia. Não podia deixar que te atacasse”. Isso é o ocorreu comigo. Não estranho que tivesse um mundo interno de relações internalizadas com um objeto mau, libidinalmente excitado, e devo muito a profundo análise de Fairbairn em tal sentido.
Mas depois dos primeiros três ou quatro anos cheguei em convencer-me que isto me obrigava a permanecer em um mundo interno sado masoquista de relações com um objeto mau com minha mãe, como uma defesa contra problemas muito diferentes no período prévio à morte de Percy. Este material mais profundo pressionava por sair à superfície. O episódio desencadeante teve lugar em dezembro de 1957 com a súbita morte do meu antigo amigo, cujo afastamento da universidade provocou o primeiro episódio da doença-Percy em 1927. Pela terceira vez o esgotamento se apoderou de mim. Conservava suficientes  forças como para trabalhar e viajar para Edimburgo para analisar-me, com a sensação que agora podia chegar ao fundo do problema. Então, justamente quando sentia que estávamos avançando, Fairbairn contraiu uma gripe viral. Motivo este que esteve a ponto de morrer e não pôde trabalhar durante seis meses. Tive que restabelecer a repressão, mas de imediato comecei a “intelectualizar” o problema que não podia elaborar com ele em pessoa. Não se tratava de uma pura intelectualização mediante um pensamento deliberado. Em todo momento surgiam insights espontâneos, e eu os anotava à medida que apareciam com intensidade cada vez maior. Este material deu origem a três trabalhos que se transformaram na base de meu livro Schizoid Phenomena Object-Relationd and The Self (1968): “Debilidade egóica, o núcleo do problema das psicoterapias”, escrito em 1960 (Capítulo 6), “O problema esquizóide, a regressão e a luta por preservar um Eu” (Capítulo 2), escrito em 1961, e “O problema maníaco-depressivo à luz do processo esquizóide” (Capítulo 5), escrito em 1962. Em dois anos me levaram além do ponto em que se tinha detido Fairbairn, quem aceitou generosamente este fato como uma ampliação válida e necessária de sua teoria. Quando Fairbairn voltou a trabalhar em 1959, me referi à morte do meu amigo e à doença. “Já não sou seu pai bom nem sua mãe má, mas seu irmão que morre no senhor”. De repente vi toda a situação analítica sob uma luz extraordinária e lhe escrevi uma carta que ainda conservo mas que nunca lhe enviei. Sabia que essa carta o obrigaria a um esforço que sua precária saúde não poderia tolerar. Compreendi de repente que jamais poderia resolver meu problema como um analista. Para ele escrevi: “Me encontro em um dilema. Devo colocar fim a minha análise para ter oportunidade de completá-la, mas, por outra parte, não conto com o senhor para ajudar-me em tal sentido”. Uma vez que Fairbairn se transformou em meu irmão na transferência, o fato de perdê-lo, fora pondo um fim no análise ou permanecendo com ele até sua morte, representaria a morte de Percy e eu sofreria uma irrupção em grande escala desse fato traumático sem contar com nenhuma ajuda. Poderia Fairbairn ter ajudado em tal sentido na análise da transferência? Não no seu precário estado de saúde, e nesse ano me desinteressei gradualmente da minha análise. Tenho insolentes motivos para estar-lhe agradecido por haver permanecido junto de mim, apesar de sua saúde cada vez mais débil, até que havia alcançado esse insight crítico. O motivo principal que me levou a formular minha teoria em 1952-1962 foi o reativação do trauma de Percy, que provocou um corrente de idéias espontâneas. Pude contê-lo e utilizá-lo para a investigação construtiva, em parte porque renunciava gradualmente a Fairbairn e, em parte, porque este aceitou a invalidez das minhas idéias e também porque eu tinha decidido analisar-me com Winnicott antes que Fairbairn morresse.
Fairbairn me apresentou a Winnicott em 1954 quando lhe pediu que me fizesse chegar um exemplar de seu trabalho: “regressão dentro do marco psicanalítico” (em Winnicott, 1958). Me o enviou e, para minha surpresa, acrescentou uma carta na qual dizia: “O convido a estudar o tema de sua relação com Freud, de modo que possa ter sua própria relação e não a de Fairbairn. Este destrói seu excelente trabalho com seu desejo de derrubar a Freud”. Intercâmbios cartas em outras três ocasiões. Assinalei que minha relação com Freud tinha ficado estabelecida muitos anos antes de ouvir falar de Fairbairn, quando estudava com Flugel em Londres. Eu rejeitava a psicobiologia dos instintos de Freud, mas compreendia a enorme importância de seus descobrimentos em psicopatologia. Com relação a essa correspondência, compreendo agora que me antecipei em 18 anos à conclusão de Morse (1972) e quase com suas mesmas palavras: “o Self Verdadeiro de Winnicott não é realizado na teoria freudiana. Só é possível encontrá-lo no ego (isso), mas isso resulta numa impossibilidade devido a que o Ego ( Isso) não é mas que energia impessoal”. De fato, sentia que Winnicott tinha deixado tão atrás na terapia como Fairbairn na teoria. Em 1961 lhe enviei um exemplar do meu livro Estrutura da personalidade e interação humana (Guntrip, 1961) e me respondeu que já tinha comprado um exemplar. Eu lia seus trabalhos à medida que se publicavam e o mesmo fazia Fairbairn, quem o descrevia como “clinicamente brilhante”. Para 1962 não duvidava que era o único homem ao que podia recorrer na busca de ajuda. Por essa época só podia viajar para Londres uma vez por mês para ter um par de sessões, mas a experiência analítica com que contava me permitiu tirar bom partido delas. Entre 1962 e 1968 tive 150 sessões, cujo valor era muito superior a seu número. Winnicott manifestou que lhe surpreendia haver elaborado tanto com sessões tão separadas entre si, o qual se deveu, segundo acho, a todo o trabalho preliminar que tinha realizado Fairbairn e ao feito que eu podia manter vivo a análise entre uma sessão e outra, mas sobretudo aos profundos insights intuitivos de Winnicott com relação ao período da infância que eu tanto necessitava esclarecer. Winnicott me permitiu obter provas notavelmente claras que minha mãe tinha tido um período inicial de genuína atitude maternal comigo, seu primeiro filho, durante, talvez um par de meses, antes que seus problemas de personalidade me privassem dessa “mãe boa”. Tinha esquecido totalmente a carta que nunca lhe enviei a Fairbairn sobre o dilema em que me encontrava, isto é, não poder por um fim no análise nem continuar com ele, uma vez que meu analista se transformou em Percy na transferência. Por um fim no análise equivaleria à morte de Percy e não contaria com ninguém que me ajudasse a tolerar as conseqüências. Se não punha um fim na análise, o único que faria seria utilizar a meu analista para impedir a irrupção do trauma e, portanto, não receberia nenhuma ajuda ao respeito e correria o risco que aquele morresse. Também minha análise com Winnicott não me permitiu superar minha amnésia com relação a este trauma cedo. Só há pouco pude compreender que, de fato e se sabê-lo, modificou toda a natureza do problema ao permitir-me recuperar uma mãe boa inicial e encontrá-la nele e na transferência. Descobri mais demore que me havia posto em condições de enfrentar o duplo trauma da morte de Percy e a atitude da minha mãe para mim.
Quando volto a ler meus registros me surpreende a rapidez com que Winnicott chegou ao núcleo do problema. Na primeira sessão mencionei minha amnésia com relação ao trauma da morte de Percy e sentia que com Fairbairn tinha feito uma análise profunda das “resistências internalizadas contra o objeto mau” que tinha construído contra esse trauma, mas que nunca tínhamos chegado no que, na minha opinião, constituía o problema básico, isto é, não a mãe de forma ativa objeto mau da infância, mas a mãe anterior que não tinha podido relacionar-se em absoluto. Quase no final da sessão me disse: “Não tenho nada em particular que dizer, mas se não falo o senhor pode começar a sentir que não estou aqui”. Na segunda sessão assinalou:
O senhor sabe coisas sobre mim, mas ainda não sou uma pessoa para o senhor. É possível que vá sentindo que está só e que eu não sou real. Deve haver tido uma   enfermidade anterior ao nascimento de Percy e possivelmente sentiu que sua mãe o abandoava e o senhor devia cuidar de se mesmo. Aceitou a Percy como seu próprio Self infantil que necessitava cuidados. Quando morreu, o senhor ficou sem nada e se derrubou.

Foi uma interpretação perfeita do tipo “relações objetais”, mas feita de Winnicott, não de Fairbairn. Ainda que demore assinalei que em algumas ocasiões experimentava uma sensação estática, inalterável, inanimada, muito funda em meu interior, e sentia que não podia movimentar-me. Winnicott respondeu: Se cem por cento do senhor se sentisse assim, provavelmente não poderia movimentar-se e
alguém teria que despertá-lo. Quando Percy morreu, o senhor se derrubou, mas conseguiu salvar o suficiente do senhor mesmo como para seguir vivendo, com grande energia e colocou o resto em um botão de flor, como o do verme de seda, reprimido, inconsciente.

Gostaria de ter tempo para ilustrar com maiores detalhes seu penetrante insight, mas devo dar outro exemplo. Assinalei que as pessoas a miúde se referiam a minha atividade e energia inesgotáveis e que nas sessões não me agradavam os momentos de silêncio e às vezes falava muito. Segundo Fairbairn, tentava assim tomar o controle da análise e realizar sua tarefa: roubar o pênis paterno, rivalidade edipiana. Winnicott lançou uma nova e dramática luz sobre esta tendência: 

“Seu problema consiste em que essa tendência a derrubar-se nunca se resolveu”. Tive que manter-lo vivo apesar dela. Não pude dar por certa sua existência ativa. Tive que
esforçar-me muito por mantê-lo. Temi deixá-lo de atuar, de falar ou de estar desperto.
Senti que poderia morrer em um momento de inatividade ou silêncio, da mesma forma que Percy, “por que
que se deixa de atuar, sua mãe não pode fazer nada. Não poderia salvar a Percy ou ao senhor.”Inevitavelmente teme que eu não possa mantê-lo vivo, pela qual mantém relacionadas duas sessões mensais comigo mediante seus registros. Não deve haver brecha alguma. Não pode sentir que eu experimente um interesse permanente pelo senhor, porque sua mãe
não pôde salvá-lo. O senhor é uma pessoa capacitada por “estar ativo”, mas não em “simplesmente crescer, simplesmente respirar” você dorme, sem que tenha que fazer nada a respeito”.

Comecei a poder tolerar alguns momentos de silêncio e em certa ocasião, sentindo-me algo ansioso, me aliviou ouvir que Winnicott se movimentava. Não disse nada, mas, com surpreendente intuição, Winnicott me assinalou:

Começou a temer que eu o abandonasse. Sente que o silêncio é abandono. A brecha
não consiste em que o senhor esqueça a sua mãe, mas em que esta o esqueça ao senhor, e agora
volta a viver essa situação comigo. Está começando a recuperar um trauma prévio que
talvez jamais tivesse encontrado sem a ajuda da repetição que significou o trauma de
Percy. Tem que lembrar o abandono de sua mãe transferindo-o a mim. E finda como que quase impossível transmitir a fundo a impressão que me produziu, comprovar que Winnicott trabalhava diretamente com o vazio de minha “situação de relações objetais” no começo de minha vida com uma mãe incapaz de relacionar-se.
Quase no final da minha análise reapareceu minha tendência a falar incessantemente durante a sessão. Esta vez me fez um assinalamento diferente e extraordinário:

É como se desse à luz um menino com minha ajuda. Dedicou-me meia hora de bate-papo concentrado, rico em conteúdo. Tive que fazer um esforço para escutá-lo e conter a situação para o senhor. O senhor necessitava saber que eu podia tolerar que me falasse assim sem ficar destruído.
Tinha que suportá-lo enquanto o senhor se encontrava no trabalho de parto, com uma atitude criativa, não destrutiva, produzindo algo rico quanto a seu conteúdo. O senhor está falando de “relacionar-se com objetos”, “utilizar o objeto” e comprovar que não o destrói. Não poderia haver-lhe feito esta interpretação há cinco anos.

Não demorou apresentou nos Estados Unidos seu trabalho sobre “O uso do objeto” (em Winnicott, 1971) e foi alvo de muitas críticas, o que, na minha opinião, era de esperar. Só um homem excepcional podia haver chegado nessa classe de insight. Transformou-se em uma boa mãe-peito para mim, Self infantil em meu inconsciente profundo. No ponto em que minha verdadeira mãe tinha perdido sua atitude maternal e já não podia tolerar-me como um bebê vivo. Nesse momento não compreendi, como se sucedeu mais demorei a perceber, que tinha transformado toda minha compreensão do trauma da morte de Percy, sobretudo quando acrescentou: 

“Também o senhor tem um peito bom. Sempre foi mais capaz de dar que de receber.
Sou bom para o senhor é bom para mim. Analisá-lo é quase o mais tranqüilizador que me acontece. O paciente anterior para o senhor há sentir que não sirvo para nada. Não tem que ser bom comigo. Não o necessito e posso ordená-las sem isso, mas o certo é
que é o senhor é bom.

Por último tinha uma mãe que podia valorar  seu filho e por isso pude fazer frente ao que haveria de vir. Quase não vale a pena mencionar que as únicas ocasiões em que estava em desacordo com Winnicott foram quando se referia a “chegar ao seu sadismo primitivo, a crueldade e a atitude implacável do bebê, sua agressão“, de uma maneira que não sugeria minha luta raivosa por alcançar uma resposta da minha mãe fria, mas a “teoria do instinto” de Freud e Klein, o Ego (Isso), a agressão inata, porque sabia que Winnicott rejeitava o “instinto de morte” e tinha chegado muito além que Freud quando procurei por ele. Em certa ocasião me disse: “Estamos em desacordo com Freud. A ele lhe interessava curar os sintomas. A nós nos interessam as pessoas, você viva, pessoas que vivem e amam”. Fazia 1967 escreveu um trabalho, do qual me entregou um exemplar, “A localização da experiência cultural” (em Winnicott, 1971) no qual assinalava: “compreendo que me encontro no território de Fairbairn: ‘busca de objeto&#39;, em contraste com ‘busca de satisfação&#39; ”. Senti então que Winnicott e tinham unido suas forças para neutralizar meus mais adiantados anos traumáticos. 

Devo completar esta descrição com o único feito com que não pude prever: que Winnicott se transformasse na mãe boa, que me permitisse estar vivo e criativo, transformou a significação da morte de Percy de modo tal que me permitiu resolver esse trauma e meu dilema de poder por fim à análise. Ao relacionar-se comigo em meu inconsciente profundo, Winnicott me permitiu ver que não se tratava só da perda de Percy, mas também do fato de ficar só com a mãe que não podia manter-me vivo, o que provocou mim derrubada e minha aparente agonia. Mas, graças aos seu profundo insight intuitivo, agora não estava só com uma mãe incapaz de relacionar-se. Eu o vi pela última vez em Julio de 1969. Em fevereiro do ano seguinte minha médica me disse  estava trabalhando muito, e que,  não deixava de fazê-lo, “a Natureza me obrigaria”. Devo fazer sentido inconscientemente que se tratava de uma ameaça que a “Mãe Natureza” terminaria por achatar meu Self ativo. Cada vez que descansava sentia a compulsão a retornar ao passado, que se expressava como o desejo de repassar os detalhes da partida do ministro que havia mas uma “figura fraterna” em 1938, e meu posterior esgotamento. Em breve compreendi que isto era significativo e decidi escrever toda a história da minha vida, como se tivesse que descobrir tolo o que me tinha ocorrido. Em outubro contraí pneumonia e passei seis semanas no hospital. O especialista me disse: “Deve descansar”. É muito ativo”. Seguia sem compreender que lutava contra uma regressão compulsiva inconsciente. Nunca tinha relacionado a idéia de “deixar de trabalhar” com o profundo temor a perder minha batalha com mina mãe para manter vivo meu Self ativo. Depois de uma lenta recuperação durante o inverno, no dia primeiro de janeiro de 1971 me inteirei que Winnicott tinha tido um ataque de influenza. Me apressei a averiguar através de Masud Khan como se encontrava Winnicott e me respondeu que já estava trabalhando e que queria ter notícias de seus amigos, pelo qual lhe enviei umas linhas. Logo depois soou o telefone e uma voz conhecida disse: “Olá. Graças pela sua carta”, e conversamos uns minutos. Cerca de mais duas semanas mais tarde telefone voltou a soar e era sua secretária: me disse que tinha morrido. Essa mesma noite tive um sonho surpreendente. Vi a minha mãe, de preto, imobilizada, contemplando fixamente o espaço, ignorando me totalmente enquanto eu a olhava e me sentia congelado até lhe paralisia total: era a primeira vez que a via assim em um sonho, já que antes sempre me tinha atacado. Meu primeiro pensamento foi: “Perdi a Winnicott e estou só com minha mãe, afundada na depressão e sem ter notícias da minha existência. Assim me senti quando morreu Percy”. Pensei que tinha tomado a perda de Winnicott como uma repetição do trauma de Percy. Só nos últimos tempos me tenho dado conta que estava totalmente errado. Não sonhei assim com minha mãe quando morreu meu companheiro de estudos ou quando meu colega deixou a igreja. Nessas ocasiões me adoeci, como tinha ocorrido depois da morte de Percy. Esta vez se tratava de algo muito diferente Esse sonho foi o primeiro de uma série que prosseguiu noite após noite e me levou em ordem cronológico através de todas as casas em que tinha vivido, em Leeds, Ipswich, a universidade, a segunda loja em Dulwich e, por ultimo, à primeira loja na primeira casa dos primeiros sete anos da minha vida. Figuras familiares, minha esposa, minha filha, minha tia María, meu pai e minha mãe reapareciam uma e outra vez – meu pai sempre prestando-me apoio, minha mãe sempre hostil – mas não havia sinais de Percy. Tratava de permanecer no período posterior a sua morte, o período da batalha com minha mãe. Depois, depois de aproximadamente dois meses, dois sonhos me permitiram superar a amnésia com relação à vida e a morte de Percy. Fiquei atônito ao ver-me em um sonho no qual tinha três anos e podia reconhecer-me claramente, sustentado um berço no qual se encontrava meu irmão irmão, que tinha um ano. Estava tenso, olhando ansiosamente à esquerda, onde se achava minha mãe, para ver se nos prestava atenção. Mas ela tinha o olhar perdido no vazio, não se ocupava de nós, como no primeiro sonho dessa série. A noite seguinte tive um sonho mais ainda surpreendente:
Esse sonho foi o primeiro de uma série que prosseguiu noite após noite e me levou em ordem cronológico através de todas as casas em que tinha vivido, em Leeds, Ipswich, a universidade, a segunda loja em Dulwich e, por ultimo, à primeira loja na primeira casa dos primeiros sete anos da minha vida. Figuras familiares, minha esposa, minha filha, minha tia María, meu pai e minha mãe reapareciam uma e outra vez – meu pai sempre prestándome apoio, minha mãe sempre hostil –, mas não havia sinais de Percy. Tratava de permanecer no período posterior a sua morte, o período da batalha com meu mãe. Depois, depois de aproximadamente dois meses, dois sonhos me permitiram superar a amnésia com relação à vida e a morte de Percy. Fiquei atônito ao ver-me em um sonho no qual tinha três anos e podia reconhecer-me claramente, sustentado uma cunita na qual se encontrava mim irmão, que tinha um ano. Estava tenso, olhando ansiosamente à esquerda, onde se achada minha mãe, para ver se nos prestava atenção. Mas ela tinha o olhar perdida no vazio, não se ocupava de nós, como no primeiro sonho dessa série. A noite seguinte tive um sonho mais ainda surpreendente:
Me encontrava de pé junto de outro homem, meu próprio duplo, e os dois estendíamos a mão
para agarrar um objeto murto. De repente, o outro homem se derrubava como uma sacola de
papas. O sonho mudou de repente e estava em um quarto iluminada, onde voltava a ver
a Percy. Sabia que era ele, sentado nas saias de uma mulher que carecia de rosto, braços 
ou peito. Não era mais que as saias para sentar-se, não uma pessoa. Percy se via profunda-
mente deprimido, com as comissuras dos lábios para abaixo, e eu tratava de fazê-lo sorrir.

Nesse sonho tinha recuperado à lembrança de uma derrubada quando o vi como um objeto morto e tratei de agarrá-lo. Mas tinha feito mais ainda. Na verdade, em ambos sonhos tinha retrocedido até a época anterior a sua morte, para ver à mãe despersonalizada e “sem rosto”, a mãe deprimida e de preto, que não tinha podido relacionar-se com nenhum dos dois. Winnicott me tinha dito: “O senhor aceitou a Percy como a seu próprio Self infantil que necessitava cuidados. Quando ele morreu, o senhor ficou sem nada e se derrubou”. Por Que sonhei primeiro com “derrumbarme” e depois com retornar para cuidar de Percy? Supus que a derrubada foi meu primea reação de desesperança aterrada ante o golpe que significou encontrar Percy morto nas saias da minha mãe, mas na família da minha tia aproveitei a oportunidade para permanecer vivo ao encontrar outros seres pelos quais podia viver. Esta série de sonhos me fez repassar todos os registros da minha análise até que compreendi que, mesmo que a morte de Winnicott me tinha feito lembrar a de Percy, a situação era completamente diferente. Esse processo de regressão não tinha começado com a morte de Winnicott mas com a ameaça de “deixar de trabalhar”, como se minha mãe tivesse alcançado por último solapar minhas forças. Não sonhei com a morte de Winnicott mas com a de Percy e com total incapacidade da minha mãe para relacionar-se conosco. Que melhor prova se poderia ter do acertado das palavras de Winnicott quando me disse: “Não existe isso que se considera um bebê”, isto é, deve haver uma “mãe e bebê”, e daí melhor prova do acerto de Fairbairn no sentido que a realidade psíquica básica é a “relação objetal pessoal?” Que me deu forças em meu inconsciente profundo para voltar a enfrentar esse trauma básico? Deve haver sido porque Winnicott não estava não podia estar morto para mim, e sem dúvida também não para muitos outros. Nunca pude sentir que meu pai estava morto, mas profundamente vivo em mim, ajudando-me a enfrentar a ativa influência inibitória e paralisante da minha mãe. Agora Winnicott estava de forma ativa relacionado precisamente com minha parte perdida que adoeceu porque minha mãe não se relacionou comigo. Ocupou o lugar da minha mãe e fez com que me resulte possível e seguro recordá-la em uma repetição onírica de seu retraimento esquizóide paralisante. Lentamente, isso se transformou em uma firme convicção que crescia em mim e me recuperei do turbulento transtorno dessa série de sonhos autonomamente regressivos, sentindo que por último tinha colhido os frutos que tinha buscado na análise ao longo de 20 anos. Uma vez elaborados todas as lembranças detalhados, os sonhos, os sintomas de feitos traumáticos, as pessoas e as tensões emocionais específicas só uma coisa ficava: lhe qualidade da atmosfera geral das relações pessoais que constituíram nossa vida familiar nesses primeiros sete anos. Persiste como uma sensação de tristeza pela minha mãe, que sofreu tanto dano na sua infância, que não pôde ser seu “verdadeiro Self” nem permitir que eu fora o meu. Não posso ter lembranças diferentes. Mas isso se vê em oposição pelo meu descobrimento em análise do grau em que meu pai se transformou em uma firme posição mental em mim, apoiando minha luta por encontrar meu ser, meu “verdadeiro Self” e pelo fato de que Fairbairn alcançou resolver minha transferência negativa com ele como minha mãe dominante até que se transformou em outro pai bom que tinha fé em mim e, por ultimo, pelo fato de que Winnicott pôde penetrar no vazio deixado pela minha mãe incapaz de relacionar-se, de modo que eu pudesse experimentar a segurança de ser meu próprio Self. Devo acrescentar que sem a compreensão e o apoio da minha esposa não poderia ter me submetido a essas análises nem alcançar esse resultado. Que é a psicoterapia psicanalítica? Na minha opinião, consiste em proporcionar uma relação humana confiável e compreensiva de um tipo que estabelece contato com o menino traumatizado profundamente reprimido, de modo tal que permite ao paciente voltar cada vez mais capaz de viver, na segurança de uma nova relação real, com a herança traumática dos mais adiantados anos formativos, à medida que se insinuam ou irrompem na consciência.
A teoria psicanalítica não é como uma “técnica” das ciências experimentais, uma “coisa-em-sim-mesma” objetiva que funciona em forma automática. Constitui um processo de interação, uma função de dois volúveis, as personalidades de dois indivíduos que trabalham juntos para alcançar um crescimento espontâneo e livre. O analista cresce tanto como o paciente. Algo não marcha bem quando um analista permanece estático apesar de enfrentar tais experiências pessoais dinâmicas. Para mim, Fairbairn como pessoa construiu a partir do que mim pai fez por mim e, como analista, me permitiu descobrir com grande detalhe de que modos minhas lutas pela independência com relação a minha mãe entre os três anos e meio e os sete tinham chegado a fazer parte da minha personalidade. Sem isso poderia ter-me deteriorado na velhice e transformado em uma pessoa tão estranha como minha mãe. Winnicott, uma personalidade totalmente diferente, compreendeu e encheu o vazio criado pela minha mãe nos primeiros três anos e meio da minha vida. Os necessitei, a ambos e tive a incrível sorte de encontrá-los. Suas diferenças mesmas foram um estímulo para diferentes aspectos da minha personalidade. As idéias de Fairbairn sobre o Eu libidinal, o antilibidinal e o central como uma teoria da estrutura endopsíquica, com o “Self verdadeiro e o Self falso” de Winnicott com insights intuitivos com relação à confusa realidade psíquica de pessoas concretas. Talvez nenhum analista pode ser tudo o que um paciente necessita e devemos conformar-nos com deixar que os pacientes tirem de nós o maior proveito possível. Não nos atrevamos a apresentar-nos como seres oniscientes e onipotentes porque temos uma teoria. O mesmo Fairbairn disse em certa ocasião: “Se obtém da análise o que se põe nele”, e acho que este se aplica tanto ao analista como ao paciente. Penso que o desenvolvimento de um claro insight consciente significa haver tomado plena posse dos benefícios já conseguidos no plano emocional, estar em condições de correr o risco de novas tensões emocionais para alcançar um maior crescimento emocional. Representa não só uma compreensão consciente mas também o fortalecimento de um núcleo interno da “mismidad” e a capacidade para “relacionar-se”. No que concerne ao material psicopatológico, os sonhos expressam nossa estrutura endopsíquica. Constituem uma maneira de experimentar nos limites da consciência nossos conflitos internalizados, nossas lembranças de lutas que originalmente tiveram lugar no mundo externo e depois como lembranças e fantasias de conflitos que se transformaram em nossa realidade interna, manter vivas as “relações objetais”, mesmo que só sejam “relações com objetos maus” porque as necessitamos para conservar a posse de nosso “Eu”. Segundo minha experiência, quanto mais profundo o nível que esse “encontro” final de sonhos alcançou em meu inconsciente, em maior medida ao passo que os mesmo se desvaneceram lentamente e foram substituídos por “despertar em um determinado estado de ânimo”. Comprovei que não estava fantasiando ou pensando mas simplesmente sentindo, conscientemente submetido ainda estado de ânimo que, segundo comecei a compreender, existia conscientemente desde fazia muito tempo e tinha permanecido imerso no fundo de meu inconsciente: um estado de ânimo apagado, mecânico, sem vida, sem interesse por nada, silencioso, fechado em mim mesmo, fazendo os gestos cotidianos com uma sensação de haver perdido o significado da existência. Tive esta experiência durante várias manhãs consecutivas até que comecei a comprovar que esse estado de ânimo desaparecia e dava lugar a um interesse normal pela vida, o qual, ao fim de contas, parece ser o que cerca esperar.
Em cada indivíduo existe uma ordem natural peculiar e determinado pela sua história, no qual (1) os problemas podem voltar conscientes e (2) as interpretações resultam pertinentes e mutativas. É algo que não podemos dizer e devemos limitar-nos a seguir o curso do desenvolvimento individual. Por último, e com  relação ao difícil tema das fontes da teoria, pareceria que nossa teoria devesse ter suas raízes em nossa psicopatologia. Isto já estava implícito na corajosa auto-analise de Freud em uma época em que tudo era muito escuro. A idéia que podíamos elaborar uma teoria da estrutura e o funcionamento da personalidade sem que tivesse nenhuma relação com a estrutura e o funcionamento de nossa própria personalidade deveria ser um absurdo evidente. Se nossa teoria é muito rígida, é provável que conceitualizem nossas defesas egóicas. Se é flexível e progressiva, é possível que conceitualizem nossos processos de crescimento e lance luz sobre problemas alheios e sobre possibilidades terapêuticas. A “falha básica e, portanto, a de outras pessoas. Em contraste com as concepções teóricas exata e intelectualmente definidas de Fairbairn, que formulam desenvolvimentos logicamente progressivos na teoria existente, abrem o caminho para mais uma exploração profunda do Reimer período de vida durante o qual, qualquer seja a dotação genética do bebê, a capacidade ou impossibilidade da mãe para “relacionar-se” é a condição sie qua non da saúde psíquica do menino. Encontrar um bom progenitor desde o começo da base da saúde psíquica. Quando isso não ocorre, encontrar um “objeto bom” genuíno no próprio analista é, a um mesmo tempo, uma experiência transferencial e uma experiência da vida real. Tanto na análise como na vida real, todas as relações têm uma natureza sutilmente dual. Durante toda a vida incorporamos figuras boas e más que nos fortalecem ou nos perturbam, e o mesmo sucede na terapia psicanalítica: é o encontro e a interação de duas pessoas reais com todas suas complexas possibilidades.


 
Tradução Fábio Ulrich 



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Winnicott, D. W. (1958). Collected papers. Through Pediatrics to Psycho-Analysis. Tavistock, Londres.
- (1971), Playing an Reality. Tavistock. Londres. [Realidad y juego, Granica, Buenos Aires, 1972]

</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/6937171429925522736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2013/06/minha-experiencia-analitica-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6937171429925522736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6937171429925522736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2013/06/minha-experiencia-analitica-com.html' title='MINHA EXPERIÊNCIA ANALITICA COM FAIRBAIRN E COM WINNICOTT.        Até que ponto é completo o resultado da terapia psicanalítica?.       Harry Guntrip    '/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-4906524253595803676</id><published>2013-06-10T13:10:00.002-07:00</published><updated>2013-06-24T13:47:24.850-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este é um filme que conta um pouco da História de Freud.
 



http://www.youtube.com/watch?v=-op3s6s-yw4</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/4906524253595803676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2013/06/httpwww.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4906524253595803676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4906524253595803676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2013/06/httpwww.html' title=''/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-3640161024823731070</id><published>2012-01-24T04:35:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T04:35:55.736-08:00</updated><title type='text'>A CONSULTA TERAPÊUTICA E O JOGO DOS RABISCOS</title><content type='html'>jose Outeiral&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(1)Donald Winnicott (DWW) foi essencialmente um clínico e Masud Kahn, na introdução que faz ao Da pediatria à psicanálise, escreve que ele atendeu cerca de 60.000 crianças, adolescentes e familiares. Durante cerca de quarenta anos ele atendeu pacientes em consultas em um hospital de pediatria (Paddington Green Children’s Hospital) de Londres.&lt;br /&gt;
Esta experiência clínica originou contribuições à teoria psicanalítica, tanto no que diz respeito à psicanálise propriamente dita como à utilização do conhecimento psicanalítico no atendimento sob demanda, ou ao que ele se referiu como importância de adaptação às necessidades do paciente.&lt;br /&gt;
Em um trabalho de 1962 (The aims of psycho analytical treatment) DWW escreve relatando seu modo de pensar a clínica: &lt;br /&gt;
“... gosto de fazer análise e sempre guardo com expectativa o final de cada uma delas. A análise pela análise não tem sentido para mim. Faço análise porque é disto que o paciente precisa e aceita. Se o paciente não precisa de análise, faço então outra coisa. Na análise, pergunta se: Quanto é permitido fazer? Por contraste, em minha clínica o lema é: Quão pouco precisa ser feito... Em minha opinião, nossos objetivos no exercício da técnica padrão não são alterados, no caso de interpretarmos só mecanismos mentais que pertencem aos tipos psicóticos de desordem e aos estágios primitivos nas fases emocionais do indivíduo. Se nosso objetivo continua a ser o de verbalizar o consciente incipiente em termos da transferência, então estaremos fazendo análise; caso contrário, seremos então analistas fazendo outra coisa que consideramos apropriada à ocasião. E por que não?”&lt;br /&gt;
A última frase desta citação é instigante e nos induz a pensar a clínica, nossa própria experiência com os pacientes que nos procuram e que por motivos variados, conscientes e/ou inconscientes, reais ou fantasiados, nos convidam a trabalhar com eles; não a partir de um modelo teórico preestabelecido, mas a partir de uma experiência compartida e de mutualidade: quando em Playing and reality (1971) ele nos esclarece que, em sua opinião, a psicoterapia acontece na superposição da área de brincar e do paciente e do terapeuta – e que quando a criança não consegue brincar o terapeuta deve buscar que ela o consiga – ele não só nos introduz na importância do espaço potencial, espaço dos objetos e fenômenos transicionais, espaço da experiência de mutualidade, como também nos oferece estratégias como, por exemplo, a consulta terapêutica e o jogo dos rabiscos (skuiggle game), nossos temas de hoje.   &lt;br /&gt;
Lembremos, antes de continuar, que brincar, para DWW, é equivalente à espontaneidade (espontaneous gestur) e criatividade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A contribuição de Jan Abram&lt;br /&gt;
(2)&lt;br /&gt;
Em seu dicionário, Jan Abram, que esteve entre nós em 1998, dedica um capítulo exclusivamente ao jogo dos rabiscos, alinhavando as idéias contidas na obra de DWW, através de referências e comentários que faz, esta técnica. Ao longo desta bricollage as citações estão presentes e os comentários se superpõem; mas, pela importância de seu trabalho, coloco seu texto como um anexo. &lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A contribuição de Maria Ivone&lt;br /&gt;
(3)&lt;br /&gt;
Maria Ivone Accioly Lins, autora carioca e bastante conhecida de todos nós, tem se dedicado com muita criatividade e propriedade ao tema das consultas terapêuticas e do jogo dos rabiscos. &lt;br /&gt;
Em um trabalho intitulado O jogo dos rabiscos: uma aplicação da teoria do jogo de D.W. Winnicott (1990) Maria Ivone alinhava uma série de idéias que vale a pena retomar. Escreve ela: &lt;br /&gt;
“A psicoterapeuta situa se, para Winnicott, numa região onde se superpõem duas áreas de brincar, a do paciente e a do terapeuta. &lt;br /&gt;
A palavra chave que define as consultas terapêuticas de Winnicott é flexibilidade. Tal característica lhes é conferida, particularmente, pela aplicação do jogo dos rabiscos (skuiggle game), que se caracteriza pela liberdade dos parceiros e pela ausência de normas fixas, o que é próprio das brincadeiras (playing) das crianças, contrastando dessa forma com os jogos estruturados por sistemas de regras (game).&lt;br /&gt;
Winnicott utiliza este jogo como técnica de comunicação com a criança. O terapeuta e o paciente executam, alternadamente, traços livres; cada parceiro deve modificar o rabisco do outro à medida que forem sendo realizados. Um sentido põe se a circular, um espaço intermediário se constitui. O procedimento engendra um processo que vai ao gesto criador e à criatividade.&lt;br /&gt;
Diria que, nas consultas, os dois parceiros vêm, gradativamente, habitar um espaço potencial onde a criança auxiliada pelo terapeuta realiza, através do gesto criativo – o rabisco que se transforma em imagem e depois em discurso –, uma experiência desveladora de seu self... &lt;br /&gt;
A leitura dos relatos das consultas apresentadas por Winnicott mostra, de maneira evidente, como o jogo dos rabiscos se constitui em um processo. As instruções de jogo são muito simples e deixam à criança bastante liberdade: ‘faço um rabisco e você o modifica; depois é sua vez de começar, e sou eu que vou modificá lo’.” &lt;br /&gt;
Maria Ivone apresenta neste trabalho o caso de uma jovem de 18 anos, Rosária, e é um texto que sugiro ao leitor interessado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algumas idéias de DWW sobre o jogo dos rabiscos&lt;br /&gt;
(4)&lt;br /&gt;
O livro onde DWW sistematiza sobre as consultas terapêuticas e sobre o jogo do rabisco é Terapeutic consultations in child psychiatry (1971). Neste livro ele nos apresenta 21 casos clínicos, de pacientes entre 21 meses aos 30 anos. O primeiro dos casos “Iiro” é o que nos capturará hoje. Vamos ler o caso, assistir ao vídeo de Hilda Katz (artista plástica e analista da APA – Asociación Psicoanalitica Argentina) e colaboradoras e, por fim, conversaremos sobre o tema...  &lt;br /&gt;
Se houver interesse e curiosidade no livro Psycho analytic explorations (1989), DWW escreve dois capítulos exatamente sobre o que nos reúne hoje: “O jogo do rabisco” (Cap. 40) e “O valor da consulta terapêutica” (Cap. 41). &lt;br /&gt;
Anexo, ao final, o verbete skuiggle game de Alexander Newman (Non compliance in Winnicott’s words, 1995), em seu “Dicionário” sobre a obra de DWW, porque nos remete aos livros, com as páginas inclusive, onde são feitas referências ao tema.&lt;br /&gt;
Vejamos alguns comentários de DWW que nos ajudarão em nossa tarefa... Alguns rabiscos que DWW faz para que completemos com os nossos, como ele escreve, quase textualmente, em carta a L. Joseph Stone (18 de junho de 1968, The spontaneous gestur. Sellect letters of D.W. Winnicott, 1987).&lt;br /&gt;
“... tenho certamente a intenção de reunir todas estas idéias (sobre a técnica dos rabiscos), porém como você pode imaginar, sou cauteloso a iniciar uma ‘técnica dos rabiscos’ que rivalize com outras técnicas projetivas. Poderia surgir algo estereotipado, como o teste de Rorschach, e se frustraria o objetivo principal do exercício. É essencial a liberdade absoluta, de tal modo que qualquer modificação seja aceita caso seja apropriada. Talvez uma característica distintiva não seja tanto o uso de desenhos mas sim a livre participação do analista atuando na qualidade de psicoterapeuta. (O grifo é meu)  &lt;br /&gt;
Me encanta falar sobre estas coisas, que ilustram o jogo dos rabiscos que estão nas consultas terapêuticas, porém ao mesmo tempo ... sou muito cauteloso ao colocar isto definitivamente por escrito, para sempre. Melhor, preferiria que cada terapeuta desenvolvesse seu próprio método, tal como eu desenvolvi o meu. (O grifo é meu) ...”&lt;br /&gt;
Temos aí algumas peculiaridades de DWW: sugere espontaneidade e criatividade, não quer uma técnica estereotipada e espera que cada terapeuta “crie”, a partir da experiência que ele descreve, seu próprio “jogo dos rabiscos”. Por curiosidade, lembro que esta carta se refere ao texto, publicado originalmente em Voices (1968) e reproduzido no Explorations, no Cap. 40 (“O jogo do rabisco”), leitura que sugeri antes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A consulta terapêutica&lt;br /&gt;
“Eu não diria que uma análise em plena escala é sempre melhor para o paciente do que uma entrevista psicoterapêutica.” Donald Winnicott, O valor da consulta terapêutica, 1965 (Explorations ...)&lt;br /&gt;
(5)&lt;br /&gt;
A consulta terapêutica, que ocasionalmente pode representar um ou mais encontros, significa a plena utilização da consulta para obter dela a melhor otimização possível, em termos de resultados terapêuticos. &lt;br /&gt;
Como DWW deixa bem estabelecido, esta técnica não tem nada em comum com os testes projetivos. Resulta de uma experiência de mutualidade – superposição da área de brincar do paciente e do terapeuta – onde flexibilidade e criatividade do terapeuta são pontos nodais.&lt;br /&gt;
DWW escreve (O valor da consulta terapêutica):&lt;br /&gt;
“... em outras palavras, há casos em que uma mudança sintomática rápida é preferível a uma cura psicanalítica, ainda que se preferisse a última. Independente disso, existe uma vasta demanda clínica por psicoterapia que não se acha relacionada de maneira alguma à oferta de psicanalistas e, portanto, se houver um tipo de caso que pode ser ajudado por uma ou três visitas a um psicanalista, isso amplia imensamente o valor social do analista e ajuda a justificar sua necessidade de efetuar análises em plena escala, a fim de aprender seu ofício. &lt;br /&gt;
Aquilo que estou chamando de entrevista psicoterapêutica faz o mais complexo uso possível deste material relativamente ‘não defendido’. Há perigo real neste trabalho, mas contudo há o perigo de não fazer se absolutamente nada, e os riscos provêm da timidez ou da ignorância do terapeuta, antes que o paciente sinta que foi enganado.” &lt;br /&gt;
Quero, brevemente, comentar que para DWW este material “não defendido” é aquele que nas entrevistas iniciais com um paciente levantamos como hipóteses de trabalho, “em termos da descoberta de significados mais profundos e sutis em acontecimentos e associações livres fornecidas na primeira sessão”.&lt;br /&gt;
DWW continua, no mesmo trabalho:&lt;br /&gt;
“O psicoterapeuta, neste primeiro estágio da entrevista, é um objeto subjetivo.&lt;br /&gt;
Com freqüência a criança sonhará com o psiquiatra na noite anterior ao dia da entrevista, de maneira que, na realidade, o psiquiatra está se ajustando à idéia preconcebida do paciente. Em outra linguagem o paciente traz à situação uma certa medida de crença ou de capacidade de acreditar em uma pessoa compreensiva ou que o ajude. Traz também uma certa medida de desconfiança. O terapeuta aproveita se do que o paciente traz e age até o limite da oportunidade que isto concede. O paciente vai embora sem ter feito uma percepção objetiva do terapeuta, e será necessária uma segunda visita para objetificar e despir o terapeuta de magia.” &lt;br /&gt;
Quando fala de objeto subjetivo DWW está se referindo à área de ilusão, condição necessária para o estabelecimento do espaço potencial.  Este aporte teórico permite localizar este primeiro estágio da consulta terapêutica na conceituação de objeto subjetivo. Somente em encontros posteriores o terapeuta será um objeto objetivamente percebido.&lt;br /&gt;
A seguir DWW pontua diferenças entre esta técnica e a psicanálise.&lt;br /&gt;
“... existe uma diferença então entre esta técnica e a psicanálise, no fato de que na última a neurose transferencial se desdobra gradualmente e é usada para interpretar, na entrevista terapêutica há um papel já pré ordenado para o terapeuta, baseado no padrão de expectativa do paciente. A dificuldade, para o terapeuta, é sair se tão bem quanto pode descobrir se ser permitido fazer... Naturalmente, não podemos compreender de imediato, a menos que sejamos informados; e na primeira entrevista o paciente está amiúde disposto e em verdade ávido por informar ao terapeuta, fornecendo tudo que é necessário para a interpretação profunda e significante.&lt;br /&gt;
Eu diria que é comum os pacientes saírem da primeira entrevista desiludidos e sem disposição para efetuar uma nova tentativa de buscar auxílio psiquiátrico por causa do fracasso do terapeuta em utilizar o material apresentado. É comparativamente raro um paciente ser ferido por interpretações erradas, feitas em uma tentativa genuína de usar o que é apresentado... aprendi isto com meus pacientes psicóticos (esquizofrênicos limítrofes), que são excepcionalmente tolerantes quanto às limitações do entendimento por parte do analista, embora possam ser, ao mesmo tempo, extremamente intolerantes quanto a irregularidades no comportamento do analista (sua inconfiabilidade, um desempenho desigual, exibição através da tranqüilização do ódio inconsciente, mau gosto, etc.).”&lt;br /&gt;
No tocante à sua experiência neste setting específico, DWW escreve:&lt;br /&gt;
“... Não existem instruções técnicas nítidas a serem dadas ao terapeuta, uma vez que ele deve ficar livre para adotar qualquer técnica que seja apropriada ao caso. O princípio básico é o fornecimento de um setting humano e, embora o terapeuta fique livre para ser ele próprio, que ele não distorça o curso dos acontecimentos por fazer ou não fazer coisas por causa de sua própria ansiedade ou culpa, ou sua própria necessidade de alcançar sucesso. O piquenique é do paciente, e até mesmo o tempo que faz é do paciente. O final da entrevista pertence também a ele, exceto onde não existe estrutura na entrevista por causa de uma falta de estrutura na personalidade do paciente ou no relacionamento do paciente com objetos, caso em que esta falta de estruturação é ela própria comunicada... Tenho esperança que o único aspecto estabelecido que será observado, após um amplo exame de meus casos, será uma liberdade de minha parte em utilizar meu conhecimento e minha experiência para atender a necessidade do paciente específico...”&lt;br /&gt;
Mas DWW comenta algumas questões específicas...&lt;br /&gt;
“É bom preparar antecipadamente os pais, talvez por telefone, que provavelmente será melhor para a criança que ela seja vista em primeiro lugar. O fato é que o progenitor pode ter de ser negligenciado nesta primeira ocasião. É direito do paciente ser o paciente e se o progenitor não consegue cooperar com este arranjo, precisa se então considerar se a pessoa enferma não será de fato o progenitor. Se o progenitor quer ser o paciente, então ele deve ser visto em primeiro lugar...&lt;br /&gt;
É axiomático que se um setting profissional correto é fornecido, o paciente, isto é, a criança (ou adulto) que se acha em sofrimento, trará a aflição para a entrevista de uma forma ou de outra. A motivação é muito profundamente determinada. Talvez seja desconfiança o que se demonstra, ou uma confiança grande demais, ou a confiança é logo estabelecida e as confidências cedo se seguem. Seja o que for que aconteça, é o acontecer que é importante.” &lt;br /&gt;
DWW conclui o texto com um parágrafo memorável.&lt;br /&gt;
“Uma menina de dez anos me disse: ‘Não importa que algumas das coisas que o senhor diz estejam erradas, porque eu sei quais são as certas e quais as erradas’. Pouco mais tarde, durante o tratamento, ela me disse: ‘Eu não continuaria a tentar adivinhar, se fosse o senhor’, querendo dizer com isto que podia tolerar o fato de eu não saber.”  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
... e, finalmente, para arrematar, o jogo dos rabiscos&lt;br /&gt;
“Trata se de um jogo sem regras” (Donald Winnicott, O jogo dos rabiscos, 1964, 1968 [Explorations...]).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(6)&lt;br /&gt;
Podemos agora retomar o jogo dos rabiscos com a ajuda de DWW: &lt;br /&gt;
“... com relação a qualquer técnica que o terapeuta esteja preparado para usar, a base é o brincar. Declarei em outro momento que, em minha opinião, a psicoterapia tem de ser efetuada na sobreposição das duas áreas do brincar (a do paciente e a do terapeuta), ou, então, o tratamento tem de ser dirigido no sentido de capacitar a criança a tornar se capaz de brincar – isto é, ter razões para confiar na provisão ambiental. Tem de se presumir que o terapeuta possa brincar e tenha prazer em brincar... Uma técnica útil foi denominada de ‘jogo do rabisco’, que é simplesmente um método para estabelecer contato com um paciente infantil. É um jogo que duas pessoas quaisquer podem jogar, mas geralmente na vida social o jogo rapidamente deixa de ter significado... O fato de o terapeuta jogar livremente sua própria parte na troca de desenhos tem, certamente, grande importância para o sucesso da técnica...”&lt;br /&gt;
“... em um momento adequado após a chegada do paciente, geralmente após pedir ao genitor que o acompanha para ir à sala de espera, digo à criança: ‘Vamos jogar alguma coisa. Sei o que gostaria de jogar e vou lhe mostrar’. Há uma mesa entre a criança e eu, com papel e dois lápis. Primeiro apanho um pouco de papel e rasgo as folhas ao meio, dando a impressão de que o que estamos fazendo não é freneticamente importante, e então começo a explicar. Digo: ‘Este jogo que gosto de jogar não tem regras. Pego apenas o meu lápis e faço assim...’ e provavelmente aperto os olhos e faço um rabisco às cegas, prossigo com a explicação e digo: ‘Mostre me se se parece com alguma coisa a você ou se pode transformá lo em algo; depois faça o mesmo comigo e verei se posso fazer algo com seu rabisco’...” &lt;br /&gt;
“... Isto é tudo que existe a título de técnica e tem se de enfatizar que sou totalmente flexível mesmo neste estágio inicial, de maneira que se a criança quer desenhar, ou conversar, ou brincar com brinquedos, ou fazer música ou traquinagens, fico livre para adaptar me aos desejos dela. Com freqüência um menino quererá jogar o que chama ‘jogo de pontos’, isto é, algo que pode ser ganho ou perdido. Apesar disso, em uma alta proporção de casos de primeira entrevista, a criança aceita por tempo suficientemente longo os meus desejos e o que gosto de jogar para que algum progresso seja alcançado. Cedo as recompensas começam a aparecer, de maneira que o jogo continua. Amiúde, no decorrer de uma hora, fizemos juntos 20 a 30 desenhos e, gradualmente, a significância destes desenhos conjuntos tornou se cada vez mais profunda e é sentida pela criança como fazendo parte de uma comunicação de importância.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bibliografia&lt;br /&gt;
ABRAM, J. (1996). The Language of Winnicott. A dictionary of Winnicott’s use of words. London: Karnac Books, 1996.&lt;br /&gt;
NEWMAN, A. (1995). Non-compliance in Winnicott’s words. London, 1995.&lt;br /&gt;
RODMAN, F. (1987). El gesto espontaneo. Cartas escogidas de D.W. Winnicott. Buenos Aires: Paidós, 1990.&lt;br /&gt;
WINNICOTT, D. (1978). The piggle. London: Hogarth Press, 1978.&lt;br /&gt;
___. (1989). Explorações psicanaliticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/3640161024823731070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2012/01/consulta-terapeutica-e-o-jogo-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/3640161024823731070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/3640161024823731070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2012/01/consulta-terapeutica-e-o-jogo-dos.html' title='A CONSULTA TERAPÊUTICA E O JOGO DOS RABISCOS'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-3248478568405957344</id><published>2011-06-07T11:54:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T11:54:34.578-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmNgWYzSCD9BJbRDYJ8QXDn3YEfC9a7B_2Jelhp4lM9SuN6vacdcqVfY-sc89V-r2-t5PcmwzGEkrl2t7CkJGv9LVqWbCaYs0eImExOvyq0L9XiUSSBeBPH1hDmR8kM6NDJLpy9BHYCOU/s1600/cartaz.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;400&quot; width=&quot;284&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmNgWYzSCD9BJbRDYJ8QXDn3YEfC9a7B_2Jelhp4lM9SuN6vacdcqVfY-sc89V-r2-t5PcmwzGEkrl2t7CkJGv9LVqWbCaYs0eImExOvyq0L9XiUSSBeBPH1hDmR8kM6NDJLpy9BHYCOU/s400/cartaz.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/3248478568405957344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/06/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/3248478568405957344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/3248478568405957344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjmNgWYzSCD9BJbRDYJ8QXDn3YEfC9a7B_2Jelhp4lM9SuN6vacdcqVfY-sc89V-r2-t5PcmwzGEkrl2t7CkJGv9LVqWbCaYs0eImExOvyq0L9XiUSSBeBPH1hDmR8kM6NDJLpy9BHYCOU/s72-c/cartaz.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-8056101739213248882</id><published>2011-04-28T19:39:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T19:39:09.268-07:00</updated><title type='text'>http://instiutomigueldecervantes.blogspot.com/</title><content type='html'>&lt;b&gt;http://instiutomigueldecervantes.blogspot.com/&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Instituto Psicanalítico Miguel de Cervantes&lt;br /&gt;
Trabalhos e Estudos Psicanalíticos&lt;br /&gt;
Santana do Livramento – Rs.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/8056101739213248882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/04/httpinstiutomigueldecervantesblogspotco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/8056101739213248882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/8056101739213248882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/04/httpinstiutomigueldecervantesblogspotco.html' title='http://instiutomigueldecervantes.blogspot.com/'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-669663394765385156</id><published>2011-03-27T15:43:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T15:43:07.364-07:00</updated><title type='text'>CUANDO EL ALMA Y EL CUERPO LLORA POR ENFERMEDAD: Un psicosomáticos.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7B_cHgBkckJ-cPuYokw7AYpq8n9UTi_kH79oi7ERjXWc2izb4T4mhOYtr1fv8KqtvJzmAS_Ohyphenhyphen4yNKOnbrcdcRXMaur3L6dyJ0Dd36pfXlyq75iDjpSl3PDzrhdWrW6bAtvE5mtRhnZ0/s1600/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;218&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7B_cHgBkckJ-cPuYokw7AYpq8n9UTi_kH79oi7ERjXWc2izb4T4mhOYtr1fv8KqtvJzmAS_Ohyphenhyphen4yNKOnbrcdcRXMaur3L6dyJ0Dd36pfXlyq75iDjpSl3PDzrhdWrW6bAtvE5mtRhnZ0/s400/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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El término &quot;psicosomático&quot; se escribe con esto, apareció por primera vez en la literatura médica desde hace casi 200 años, en un texto Heinroth, una clínica alemana donde el autor trató de describir las cosas de una forma particular de insomnio. Hoy en día nadie discute la interacción entre la psique inequívoca determinación de cambios somáticos y viceversa, que permitiría a los médicos para ilustrar con ejemplos que van desde simples (los estados las pruebas triviales de la ira o el miedo produce palidez, taquicardia, enrojecimiento de la vergüenza que causa , una gripe estado provocando una reacción depresiva, y por el contrario, un estado de depresión, facilitando la aparición de una gripe, etc.), a través de situaciones relativamente complejas. Por lo tanto, es bastante conocido el hecho de que, aunque frecuente en las mujeres que desean quedar embarazadas, siguen siendo infértiles durante un largo período de años hasta que, después de la adopción de un hijo para la pareja de quedar embarazada con facilidad. enfermedad psicosomática también puede llegar a niveles mucho más compleja y hasta ahora inexplicable, explica David Zimerman, como lo demuestra el estudio moderno de Psychoimmunological y los datos de la observación clínica, como la instalación de los carcinógenos antes de marcos grandes pérdidas, etc. &lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;La elección de la lengua y el cuerpo. &lt;br /&gt;
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El trabajo del psicoanálisis eran de suma importancia para entender el problema de decidir cuál es el órgano de enfermedad psicógena sin sustratos orgánicos - síntomas histéricos o hipocondríacos - es acompañado en el caso de perjuicio establecido, como las enfermedades mencionadas aquí. Lo que confirma las observaciones iniciales de Freud y Ferenczi de manifiesto la importancia que adquieren ciertos sistemas de órganos y partes del cuerpo, después de haber sido la sede de la enfermedad en determinados períodos cruciales de nuestro desarrollo, o han recibido una atención especial por parte del medio ambiente, que se está cargando de significado afectivo. Este es el caso de una neurosis cardiaca cuya infancia se encontró un soplo en el corazón sin sentido, pero estaba sobrevaluado por una madre ansiosa y sobreprotectora, o un episodio grave de gastroenteritis en la primera infancia, trabajando como un punto de referencia para futuros eventos, o funcionales somáticos , el tracto digestivo, lo que representaría el papel clásico de órgano de choque. Este conocimiento adquirido y los avances en el estudio de la mente y la relación del niño recién nacido con el medio ambiente nos ha permitido entender la llamada de los órganos del habla. Esta fenomenología universal, fácilmente comprobable en cualquier lenguaje de expresiones como &quot;me haces repugnante&quot;, &quot;este problema es que me da un dolor de cabeza&quot;, figura también en la sabiduría convencional acerca de los mecanismos de la enfermedad, en frases como &quot;me estás poniendo hombre enfermo &quot;o&quot; enfrenta un gran problema que se va a enfermar &quot;, tuvo una recaída y murió.&quot; Este lenguaje, por lo menos en la actualidad potencionalmente en cualquier enfermedad, es básicamente un remanente de las fases en las que el ser humano universalmente utilizado, no confiar en el desarrollo de las dos principales avenidas de expresión en la vida adulta: la acción verbal y motora. Momentos más tarde en la vida en la que, por situaciones de inhibición o de conflicto, el uso de estas vías está bloqueado, de nuevo a su antiguo uso de la lengua, por lo arcaico y primitivo que a menudo escapa a nuestra observación. &lt;br /&gt;
En una conexión clara con las primeras etapas de desarrollo, el tracto digestivo es la sede principal de estos fenómenos es fácil sentir cómo sus funciones se pueden expresar los actos de gran importancia para nuestra vida emocional, la forma de recibir, dar y retener, pero la importancia de la piel y aparato de respiración también hay que destacar en este sentido. Winnicott, en particular, hizo hincapié en la importancia del contacto madre-hijo importante fenómeno epidérmico de la explotación, es decir, la creación, por la madre de todos una atmósfera de amor, aceptación y protección, el &quot;nido&quot; del niño. Hoy también sabemos la importancia de este hecho en el establecimiento de límites del ego en el proceso de diferenciación y el mundo. En cuanto a la respiración, particularmente importante desde el momento del nacimiento, y el monitor, se alternaron en el estado emocional principal, también contiene en sí el sentido mismo de la recepción de las funciones de orar. La importancia de estos hechos en la patogénesis de enfermedades como problemas digestivos funcionales, dermatosis alérgica, asma bronquial y disnea, en general, ha sido demostrado por numerosos trabajos del psicoanalista René Spitz, por la alta incidencia de la dermatitis atópica en niños predispuestos, que fueron rechazados por sus madres, sobre todo en el contacto físico. Por cierto, este autor ha hecho hincapié en que la mayoría de las necesidades afectivas, derivada de la maternidad, especialmente en el desarrollo y la salud del niño que describe la situación que calificó de &quot;recesión&quot; en la que el pequeño ser que entre en la caquexia e incluso morir por falta de amor. Si la deficiencia no es sin embargo hasta el momento puede generar múltiples respuestas anómalas somáticos en los niños. &lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Identificación y somatización &lt;br /&gt;
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Otro importante proceso mental estudiados desde el trabajo analítico y de gran importancia para nuestro tema es la identificación. Este es el mecanismo por el cual el niño, automática e inconsciente, irá inconsciente y parecido se asemeja a la del conducto. Adquisición de los intereses, valores e ideales de los que depende para adultos, ama y admira o temores. Este comportamiento se repetirá connotaciones cada vez más complejos como el individuo se desarrolla y puede hacer que las identificaciones, selectiva, sintonía con su manera de ser. La identificación se realiza a través de introyecciones sucesivas - de las identificaciones introyectiva. A lo largo de este proceso se basará su sentido de identidad, que le permite sentir una única, lo que permite que usted se sienta un ser único, al mismo tiempo iguales y diferentes de todos los demás que quedan en el mismo paso de los años a pesar de grandes cambios internos y externos. En este desarrollo son de gran importancia las distintas etapas de la separación-individuación, procesos complementarios estudiado por el psicoanalista M. Mahler, a través del cual el niño, mientras que poco a poco se separa de la madre adquiere su individualidad, identidad &lt;br /&gt;
Si la capacidad por diversas razones, el desarrollo emocional también se ve afectada será la capacidad del individuo para hacer identificaciones más maduro y selectivo. Predominante identificaciones más infantiles y de imitación. Al mismo tiempo, los modelos ofrecidos para el niño son de gran importancia, ya que no es suficiente, proporcionar identificaciones incompatible con el desarrollo armónico emocional, psicológico, dijo. Estas etiquetas explicar muchos rasgos patológicos de carácter neurótico y puede causar síntomas somáticos, imitando el proceso de sufrimiento y la enfermedad del modelo estándar que fueron significativas. Así, por ejemplo, la dismenorrea puede ser una consecuencia de la identificación de un adolescente con una madre que hizo este foro por muchos años y esta hija íntimamente influenciado en este sentido. Al mismo tiempo, las identificaciones son procesos muy importantes en la dinámica de las patologías de la familia, sino también en los estados histéricos y hipocondríacos. La identificación puede ser con un órgano enfermo o en su totalidad un ser enfermo, mental o físicamente. &lt;br /&gt;
Como la identificación, la identidad también tiene sus patologías. Por lo tanto, problemas de identidad se pueden presentar como síntomas de despersonalización o incluso resultar en cambios permanentes, personalidades, &quot;como si&quot; en el que el individuo trabaja inauthentically igual a otro. Por otra parte, todos pasamos por una crisis de identidad, a través de nuestra evolución. El más importante de ellos es la crisis de la adolescencia, debido principalmente a la adquisición definitiva de la identidad sexual. Durante estas crisis pueden surgir síntomas mentales o las enfermedades somáticas diversas, tales como la pubertad, el acné ha reconocido que la relación con la tensión emocional. Entre nosotros Hoirisich estudio de estas crisis se refirió a la importancia en su génesis las múltiples causas de cambios en la imagen corporativa, representada por ambisexualidad la obesidad y el aspecto de un caso se derivan de múltiples cirugías plásticas en otro. &lt;br /&gt;
La transexualidad es un trastorno de la identidad sexual es de particular importancia en la actualidad, la tendencia de estos pacientes para tratar de cambiar su sexo a través de la cirugía &quot;correctiva&quot;. En tres casos hemos tenido la oportunidad de estudiar, se muestra que, además de los aspectos psicológicos pueden coexistir prevalente sexual deformada (cambios en la imagen corporal) actitud contribuyó a un transexual. Vemos que estos pacientes no sólo cambia la identidad sexual, sino de la identidad personal, tratando de ser &quot;como si fueran personas del sexo opuesto. No hay que decir que aquí nos referimos a la homosexualidad. Uno tiene que distinguir entre una condición abismal de la homosexualidad, la heterosexualidad (géneros) y la transexualidad como un sufijo que empiecen con la transexualidad. &lt;br /&gt;
También dentro de las esferas de los procesos de identificación se describe el nacimiento de reacción. Es la aparición de la enfermedad en un período que se corresponde con el &quot;cumpleaños&quot; de un evento traumático que afectó a una persona importante para el individuo - generalmente la muerte de un miembro de la familia. A veces se presenta como una reacción a la celebración de una enfermedad que lo anterior. , En estas situaciones, la experiencia inconsciente de tiempo - mucho más poderosa de lo que imaginamos - desempeña un papel decisivo, ya que el fenómeno se produce sin ser conscientes de la interrelación de los hechos. Ejemplo de este tipo era peculiar a una persona con lupus eritematoso sistémico Era una mujer joven que entró en la depresión desde que su padre adoptivo, que él llamaba su abuelo se enfermó de cáncer de estómago. Cuando pasó, hubo una pequeña lesión eritematosa facial, que luego desapareció. Un año más tarde, exactamente en el mes aniversario del &quot;abuelo&quot;, fue la imagen completa de lupus sistémico. En este ejemplo podemos ver la relación entre la reacción de dolor frecuente y patológica con el aniversario. &lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigM5Jor-HxYjPBZkubEcnA1ZBMJeIPhZKkSfXRrKFUZMt1kGFapiHZPra24GBOo5hDPvn60HLTxU8AqhjjKbAtPxqd0UAnszGTi3DA5m4Jz8F5JnUOTveTEm2vuAPr7EfD84fevb4dWgw/s1600/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;323&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEigM5Jor-HxYjPBZkubEcnA1ZBMJeIPhZKkSfXRrKFUZMt1kGFapiHZPra24GBOo5hDPvn60HLTxU8AqhjjKbAtPxqd0UAnszGTi3DA5m4Jz8F5JnUOTveTEm2vuAPr7EfD84fevb4dWgw/s400/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Pérdida, pena y la enfermedad &lt;br /&gt;
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Otra conclusión del trabajo psicoanalítico se evidencia de las situaciones de pérdida anterior a la aparición de diversas enfermedades. Aquí lo que importa es el significado emocional de la pérdida de un ser querido es, el estado o algo que sería irrelevante para otros. En esta línea podemos citar el trabajo importante de Engel en el estudio de la colitis ulcerosa y en el asma bronquial. También en la úlcera péptica, tireotoxiose, diabetes, leucemia y otras enfermedades, tal hecho se ha descrito en la producción psicoanalítica. Engel, de nuevo, que ha estado estudiando este problema desde hace muchos años, da especial énfasis a la invasión de nuestro mundo interior de sentimientos de desesperanza y desesperación después de la pérdida, antes de somatización. La realización de una condición de pérdida se encuentra en un lado, dentro de la influencia global de la frustración por el otro, como consecuencia de la intensidad de los impulsos agresivos constitucionalmente creados. La vulnerabilidad del yo a la frustración parece estar generando la condición de base, o neurosis, o la predisposición a una enfermedad psicológica, como las contribuciones psicoanalíticas de M. Klein y W. Bion, haciendo hincapié en la importancia de la fuerza cohesiva del índice Ego común de salud mental y física. Aún Dentro de esta línea nos referimos a la importancia de los procesos de duelo en la génesis de las enfermedades. Hacemos un llamado al estado de duelo tras la pérdida de un ser querido. Esta pérdida implica la necesidad de superar - como un duelo normal - y la incapacidad de aceptar como tal no hemos completado el duelo duelo patológico. El estudio del proceso de duelo se inició con la monumental obra de Freud, &quot;Duelo y melancolía en la diferenciación del proceso normal de duelo o tristeza tras la muerte de un ser querido, el duelo patológico expresado en el contexto de la melancolía. Él nos mostró que hay un duelo por la introyección del objeto dentro del yo - y la consiguiente identificación con el objeto perdido - cuyo objetivo es mantener un estrecho contacto con él durante el período necesario para la aceptación de la pérdida y la realización del duelo normal . La dificultad de hacer el duelo se basa en la importancia de la pérdida de la capacidad del yo para hacer frente a ella, y sobre todo el tipo de relación con el objeto perdido. Así que si estamos en deuda o culpa con esto, hay una tendencia a expresar estos sentimientos a través de la oscuridad, después de la pérdida. Gringerb la reanudación de los estudios de Freud y M. Klein sobre el luto nos dice que no sólo la pérdida de un ser querido lleva a un estado de duelo, por lo que cualquier situación de pérdida - de una persona, país, estado, ideal - que requiere la superación de superarlos y el duelo en consecuencia. Añade a nosotros, junto con la gran pérdida y un gran dolor y pérdida que micro micro luto todo el día, como una reunión que llegamos tarde, que cualquier objetivo una no se cumple. Esto afecta a muchas de las ansiedades y depresiones del día a día y muchos somáticas transitorios como dolor de cabeza, dispepsia y múltiples síntomas relacionados con estos hechos complejos en la expresión traducida como &quot;problemas&quot;. &lt;br /&gt;
El duelo patológico debido a una muerte real se puede manifestar como una depresión u otras formas diversas de expresión somática, que en nuestra experiencia es una realidad frecuente no sólo en el desencadenamiento de las enfermedades somáticas como en otras patologías en general. &lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Los pacientes hipocondríacos &lt;br /&gt;
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Sin duda, la hipocondría era y sigue siendo un gran desafío para el psicoanálisis y la medicina. Al principio parece útil distinguir las reacciones hipocondríaca transitoria - que a menudo surgen en los estudiantes durante la escuela de medicina, por ejemplo - de hipocondría crónica, que es considerado por los modernos autores psicoanalítica como una psicosis no deterioro. &lt;br /&gt;
Estos pacientes suelen ser conocido por el extraño comportamiento de sus denuncias y, a menudo, la preocupación compulsiva con sus síntomas y permanente actitud sospechosa, causa irritación contratransferencial frecuentes en los médicos que atraviesan. Lipsitt, escribiendo en este sentido hace hincapié en la importancia de la inducción iatrogénica de estos casos a través de cirugías innecesarias y múltiples visitas médico y, sobre todo, como consecuencia de la necesidad de que el médico que le haga, también compulsivamente, un diagnóstico clínico de enfermedad-aún por definir . &lt;br /&gt;
Schmale, comentando sobre la labor de Lipsitt define la hipocondría como un paciente que busca una enfermedad somática. Para él, este paciente tiene una estructura de personalidad obsesiva y, básicamente, algunas características comunes. También lo son las personas que tienen responsabilidades de adultos demasiado pronto o temprano. A menudo tenían un padre o hermano con enfermedades incapacitantes, lo que ayudó a aumentar su sentido de responsabilidad temprana. Más tarde, cuando estas personas se convierten en cambios enfermo o experiencia en su salud, tienden a convertirse en observadores de los fieles de su funcionamiento corporal. Esto da lugar a los síntomas de la naturaleza hipocondríaca que se ven reforzadas por la actitud de las personas que trabajan con el paciente, lo que permite una situación de dependencia, que no sería aceptado de otro modo. Las recaídas se producen cuando el paciente se ve amenazada por los cambios ambientales que se siente no ser capaz de controlar. A continuación se encuentran la dinámica inconsciente en el hipocondrio: hostilidad reprimida contra la representación simbólica de un síntoma físico como una solución parcial a este conflicto, la necesidad de expiar la culpa a través de síntomas somáticos, la enfermedad como una defensa contra los sentimientos de abandono y peligro de muerte, las relaciones ambivalentes importante durante la fase de desarrollo y, finalmente, los beneficios secundarios derivados de la enfermedad.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/669663394765385156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/cuando-el-alma-y-el-cuerpo-llora-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/669663394765385156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/669663394765385156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/cuando-el-alma-y-el-cuerpo-llora-por.html' title='CUANDO EL ALMA Y EL CUERPO LLORA POR ENFERMEDAD: Un psicosomáticos.'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7B_cHgBkckJ-cPuYokw7AYpq8n9UTi_kH79oi7ERjXWc2izb4T4mhOYtr1fv8KqtvJzmAS_Ohyphenhyphen4yNKOnbrcdcRXMaur3L6dyJ0Dd36pfXlyq75iDjpSl3PDzrhdWrW6bAtvE5mtRhnZ0/s72-c/psicossom%25C3%25A1tica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-4156081061189374860</id><published>2011-03-27T15:32:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T15:34:47.784-07:00</updated><title type='text'>Eine psychosomatische: Wenn die Seele und Körper SICK weint.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRsRvdBmE1JTYBGgbCzAAzZIse703Hep42cmmKOSHEJaaX-jR8JDZvVvGowJyaevr1dO9i2HxhEo3yeJAd7Mf-zcIMd68YrhwraHBQU4LniVdqRoJpRYawJhr1QrWibfyR9LxrD_MgRxk/s1600/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;218&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRsRvdBmE1JTYBGgbCzAAzZIse703Hep42cmmKOSHEJaaX-jR8JDZvVvGowJyaevr1dO9i2HxhEo3yeJAd7Mf-zcIMd68YrhwraHBQU4LniVdqRoJpRYawJhr1QrWibfyR9LxrD_MgRxk/s400/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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Der Begriff &quot;psycho-somatische&quot; ist mit dieser Schreibweise, erschien zuerst in der medizinischen Literatur seit fast 200 Jahren, in einem Text-Heinroth, deutscher Klinik, wo der Autor versucht zu beschreiben, was eine besondere Form der Schlaflosigkeit. Heute bestreitet niemand die eindeutige Wechselwirkung zwischen der Psyche bestimmen somatische Veränderungen und umgekehrt ermöglichen würde Kliniker mit Beispielen von einfachen (der Beweis trivial Staaten von Ärger oder Angst erzeugen Blässe, Tachykardie veranschaulichen, Hitzegefühl verursachen Schande , ein Zustand Grippe Auslösen einer depressiven Reaktion, und umgekehrt, ein depressiver Zustand, indem sie die Entstehung einer Grippe, etc..), durch relativ komplexe Situationen. So ist es durchaus eine bekannte Tatsache, dass zwar bei Frauen häufiger wollen, schwanger zu werden, sie unfruchtbar bleiben über einen langen Zeitraum von Jahren, bis nach der Adoption eines Kindes für das Paar schwanger leicht. Psychosomatische Erkrankungen können auch über den Bereich, viel komplexer und noch ungeklärte erklärt David Zimerman, wie durch die moderne Studie psychoimmunologische und Daten aus klinischen Beobachtungen hervorgeht, wie die Installation von Frames Karzinogene vor Großschäden, etc.. &lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgT0p3g4gBUfmnwxqCG0tAf5Ksy1QMwOBbFxQQy_aZKeefNZdqgPI7iwZeuk6eqsh7LvHlAwNT_vDwF-69f26D69ewUEkHTgPodjK3kysnnIqAwcSQoBHwu8tHUCG8GmMmxaBbn3gt-6s8/s1600/despedida.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;370&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgT0p3g4gBUfmnwxqCG0tAf5Ksy1QMwOBbFxQQy_aZKeefNZdqgPI7iwZeuk6eqsh7LvHlAwNT_vDwF-69f26D69ewUEkHTgPodjK3kysnnIqAwcSQoBHwu8tHUCG8GmMmxaBbn3gt-6s8/s400/despedida.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Die Wahl der Sprache und Körper. &lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
Die Arbeit der Psychoanalyse waren von größter Bedeutung, um das Problem zu entscheiden, welches Organ ist in psychogene Erkrankung ohne organische Substrate zu verstehen - hysterisch oder hypochondrisch Symptome - ist im Falle von Verletzungen beigefügt, da die genannten Krankheiten steht. So bestätigt die ersten Beobachtungen von Freud und Ferenczi zeigten die Bedeutung, die sie erwerben bestimmte Organsysteme und Körperteile, nachdem er den Sitz der Krankheit in bestimmten entscheidenden Phasen unserer Entwicklung oder empfangen hatte die besondere Aufmerksamkeit der Umwelt, geladen affektiver Bedeutung. Dies ist der Fall einer Herzneurose deren Kindheit fand ein Herzgeräusch ohne Bedeutung, aber es wurde von einem ängstlichen und überfürsorglichen Mutter oder eine schwerwiegende Folge von Gastroenteritis in der frühen Kindheit überbewertet, arbeitete als Orientierungspunkt für zukünftige Ereignisse oder funktionelle somatische , Verdauungstrakt, der die klassische Rolle der Schock Organ darstellen würde. Das erworbene Wissen und die Fortschritte bei der Erforschung von Geist und Säugling Beziehung mit der Umgebung erlaubt es uns, den Ruf der Sprechorgane verstehen. Diese Phänomenologie universellen, leicht nachprüfbar in jeder Sprache Ausdrücke wie &quot;du machst mich widerlich&quot;, &quot;dieses Problem gibt mir Kopfschmerzen&quot;, ist auch in der konventionellen Weisheit über die Mechanismen der Krankheit enthalten sind, in Sätze wie &quot;Sie setzen mir bist krank &quot;oder&quot; Kerl vor ein großes Problem, dass krank wird &quot;, hatte einen Rückschlag und starb.&quot; Eine solche Sprache, zumindest potencionalmente in jeder Krankheit, ist im Grunde ein Überbleibsel der Phasen, in denen der Mensch allgemein verwendet wird, nicht auf die Entwicklung der beiden wichtigsten Straßen des Ausdrucks im Erwachsenenalter verlassen: die verbale und motorische Aktion. Nur wenige Minuten später im Leben in denen, durch die Hemmung oder Konfliktsituationen, die Verwendung dieser Signalwege blockiert ist, wieder zu seiner früheren Verwendung von Sprache, so archaisch und primitiv, dass oft entzieht sich unserer Beobachtung. &lt;br /&gt;
An einem klaren Zusammenhang mit den frühen Phasen der Entwicklung ist der Verdauungstrakt der Hauptsitz dieser Phänomene ist einfach zu spüren, wie ihre Funktionen können Handlungen von großer Bedeutung für unser emotionales Leben, wie zu empfangen, zu geben und zurückhalten ausdrücken, aber die Bedeutung der Haut und Atemschutzgeräte sollten ebenfalls in diese Richtung markiert. Winnicott, insbesondere die Bedeutung der Mutter-Kind-Kontakt epidermalen wichtiges Phänomen in der Holding, dh die Schöpfung, von der Mutter aller einer Atmosphäre von Liebe, Akzeptanz und Schutz, das &quot;Nest&quot; des Kindes. Heute wissen wir auch, die Bedeutung dieser Tatsache bei der Festsetzung Grenzen des Ichs in den Prozess der Differenzierung und I-Welt. Wie für die Atmung, besonders wichtig, da zum Zeitpunkt der Geburt und zu überwachen, in den wichtigsten emotionalen Zustand wechselten, es enthält auch in sich das gleiche Gefühl der Aufnahme-Funktionen zu beten. Die Relevanz dieser Fakten in der Pathogenese von Erkrankungen wie funktionelle Magen-Darmbeschwerden, allergische Dermatosen, Asthma bronchiale und Dyspnoe im Allgemeinen ist durch zahlreiche Werke der Psychoanalytiker Rene Spitz bewiesen, über die hohe Inzidenz der atopischen Dermatitis bei disponierten Kindern, die abgelehnt wurden von ihren Müttern, vor allem in körperlichen Kontakt. Übrigens hat dieser Autor betont, dass die meisten der affektiven Bedürfnisse von Müttern, vor allem auf die Entwicklung und Gesundheit des Kindes die Situation, die er als &quot;Einbruch&quot;, in denen die winzigen Wesen tritt in Kachexie und auch aus Mangel an Liebe sterben zu beschreiben. Wird der Mangel jedoch nicht so weit generieren können mehrere anomale somatischen Reaktionen bei Kindern. &lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Identifizierung und Somatisierung &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
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Ein weiterer wichtiger mentaler Prozess aus der analytischen Arbeit und von großer Bedeutung für unser Thema untersucht ist die Identifikation. Dies ist der Mechanismus, durch den das Kind, die automatisch und unbewusst, gehen bewusstlos und ähnlich ähnlich der Leitung wird. Erwerb von Interessen, Werte und Ideale von denen es abhängt, um Erwachsene, liebt und bewundert oder Ängste. Dieses Verhalten wird wiederholt Konnotationen immer komplexer als die einzelnen entwickelt und kann Identifikationen, selektiv, Syntonic mit ihren eigenen Weg des Seins zu machen. Die Identifizierung erfolgt durch aufeinanderfolgende Introjektionen gemacht - für introjektiven Identifikationen. Während dieses Prozesses werden beim Aufbau ihrer Identität, mit denen Sie das Gefühl einer einzigartigen erlaubt, so dass Sie das Gefühl ein einzigartiges Wesen, zur gleichen Zeit gleich und verschieden von allen anderen gleich bleibt über die Jahre trotz großer interner und externer Veränderungen. In dieser Entwicklung sind von großer Bedeutung die verschiedenen Phasen der Trennung-Individuation, komplementäre Prozesse durch den Psychoanalytiker M. studierte Mahler, durch die das Kind während und nach trennt sich von der Mutter erhält ihre Individualität, Identität &lt;br /&gt;
Wenn die aus verschiedenen Gründen die Entwicklung beeinträchtigt ist emotionale Kapazität wird auch die Fähigkeit des Individuums, um Identifikationen reifer und selektiv sein. Überwiegende Identifikationen am kindisch und imitierenden. Zur gleichen Zeit, die Modelle angeboten, das Kind von großer Bedeutung sind, weil sie unzureichend ist, bieten Identifikationen unvereinbar mit der harmonischen Entwicklung emotionaler, psychologischer sagte. Diese Tags erklären vielen pathologischen neurotischen Charakterzüge und somatische Symptome verursachen, imitiert den Prozess des Leidens und der Krankheit des Standardmodells, die signifikant waren. So kann zum Beispiel Dysmenorrhö eine Folge der Identifizierung eines Teenagers mit einer Mutter, die das Board seit vielen Jahren und diese Tochter innig in dieser Hinsicht beeinflusst werden. Zur gleichen Zeit, die IDs sehr wichtige Prozesse in der Dynamik der Familie Pathologien sind, sondern auch bei hysterischen und hypochondrischen Zuständen. Die Identifikation kann mit einem erkrankten Organ oder eine ganze krank werden, geistig oder körperlich. &lt;br /&gt;
Als Identifikation, Identität hat auch seine Pathologien. So kann Identität Probleme sich als Symptome von Depersonalisation anwesend oder sogar dauerhafte Veränderungen, Persönlichkeiten, &quot;als ob&quot; in der die einzelnen Werke uneigentlich wie der andere. Auf der anderen Seite, wir alle gehen durch eine Identitätskrise, in unserer Evolution. Die wichtigste davon ist die Krise der Adoleszenz, vor allem wegen endgültigen Erwerb der sexuellen Identität. Während solcher Krisen psychische Symptome oder die verschiedenen somatischen Erkrankungen entstehen können wie Akne Pubertät hat erkannt, dass die Beziehung mit emotionaler Spannung. Zwischen uns Hoirisich Studium dieser Krisen auf die Bedeutung in ihrer Entstehung mehrere Ursachen der Veränderungen im Corporate Image, von Adipositas und Aspekt ambisexuality vertreten Fall die sich aus mehreren plastischen Operationen in einem anderen. &lt;br /&gt;
Transsexualität ist eine Störung der sexuellen Identität von besonderer Bedeutung ist gegenwärtig die Tendenz dieser Patienten, zu versuchen, ihr Geschlecht durch eine Operation ändern &quot;Korrekturmaßnahmen.&quot; In drei Fällen haben wir die Möglichkeit zu studieren war, zeigen wir, dass neben den psychologischen Aspekten kann vorherrschenden sexuellen deformiert (Veränderungen in Körper-Bild) koexistieren Haltung dazu beigetragen, eine transsexuelle. Wir sehen diese Patienten nicht nur Veränderungen der sexuellen Identität, sondern der persönlichen Identität indem man versucht, sein &#39;, als ob sie Personen des anderen Geschlechts waren. Man sollte nicht sagen, dass wir hier auf Homosexualität beziehen. Ein zwischen einem abgründigen Zustand der Homosexualität zu unterscheiden hat, beginnend Heterosexualität (Geschlechter) und Transsexualität als Suffix mit: Transsexualität. &lt;br /&gt;
Auch innerhalb der Sphären der Identifizierung Prozesse ist die Reaktion Geburtstag beschrieben. Es ist das Auftreten der Seuche in einem Zeitraum, der zu den &quot;Geburtstag&quot; von einem traumatischen Ereignis, dass eine Person wichtig, die einzelnen Betroffenen entspricht - in der Regel ein Familienmitglied starb. Manchmal kommt als Reaktion auf den Jahrestag eines bedeutenden Pathologie früher. , In diesen Situationen das Unbewusste Erfahrung von Zeit - spielt eine entscheidende Rolle, da das Phänomen auftritt, ohne sich dessen bewusst den Zusammenhang der Tatsachen - viel stärker als wir uns vorstellen. Beispiel dieser Art war merkwürdig an eine natürliche Person mit systemischem Lupus erythematodes Es war eine junge Frau, die in die Depression seit ihrem Adoptivvater ging, rief er seinem Großvater erkrankte mit Magenkrebs. Wenn er vorbeikam, gab es eine kleine erythematöse Läsionen im Gesicht, die dann verschwunden. Ein Jahr später, genau am Jahrestag Monat der &quot;Großvater&quot;, kam das komplette Bild eines systemischen Lupus. In diesem Beispiel sehen wir auch die Beziehung zwischen häufigen und pathologische Trauer Reaktion auf das Jubiläum. &lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXkh6VhpQ1fmTkj6DtpePo6dEjDbWKez6CWM-ughTyYTcT2rhOGQzKTss7y709L6LTboiFhZp4P8PqtUb8yhfvgsSCE2ax_lGb44nZFrvO1yRnMHogvjoD_PiObN2ox3v_JWmOtJDA0Wk/s1600/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;323&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXkh6VhpQ1fmTkj6DtpePo6dEjDbWKez6CWM-ughTyYTcT2rhOGQzKTss7y709L6LTboiFhZp4P8PqtUb8yhfvgsSCE2ax_lGb44nZFrvO1yRnMHogvjoD_PiObN2ox3v_JWmOtJDA0Wk/s400/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;b&gt;Verlust, Trauer und Krankheit &lt;br /&gt;
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Ein weiteres Ergebnis der psychoanalytischen Arbeit zeugt von Verlust-Situationen vor dem Ausbruch von verschiedenen Krankheiten. Hier kommt es auf die emotionale Bedeutung des Verlustes eines geliebten Menschen ist, den Status oder etwas, das als irrelevant für andere wäre. In dieser Linie können wir wichtige Arbeit der Engel in der Studie der Colitis ulcerosa und bei Asthma bronchiale zu nennen. Auch in Magengeschwür, tireotoxiose, Diabetes, Leukämie und anderen Krankheiten, so ist dies in der psychoanalytischen Produktion beschrieben worden. Engel, wieder, der studiert hat dieses Problem seit vielen Jahren misst der die Invasion von unserer inneren Welt der Gefühle von Hoffnungslosigkeit und Verzweiflung nach dem Verlust vor Somatisierung. Die Leistung des Zustandes der Verlust liegt auf der einen Seite innerhalb der gesamten Einfluss von Frustration auf der anderen, als Folge der Intensität der aggressiven Impulse verfassungsrechtlich unverfallbar. Die Anfälligkeit des Ego, die Frustration zu sein scheint Erzeugung der Grundbedingung, oder Neurosen oder Prädispositionen einer psychischen Erkrankung, wie psychoanalytische Beiträge von M. Klein und W. Bion, betont die Bedeutung der Bindekraft des Ego gemeinsamen Index der psychischen und physischen Gesundheit. Noch innerhalb dieser Linie verweisen wir auf die Bedeutung der Trauer Prozesse bei der Entstehung von Krankheiten. Wir nennen den Zustand der Trauer nach dem Verlust eines geliebten Menschen. Dieser Verlust ergibt sich die Notwendigkeit zu überwinden - wie ein normaler Trauer - und die Unfähigkeit zu akzeptieren, als solche haben wir nicht abgeschlossen Trauer pathologischen Trauer. Das Studium der Trauerprozess begann mit monumentalen Werk Freuds &quot;Trauer und Melancholie in die Differenzierung der normalen Trauerprozess oder Trauer nach dem Tod eines geliebten Menschen, der pathologischen Trauer im Zusammenhang mit der Melancholie zum Ausdruck. Er zeigte uns, dass es eine Trauer um die Introjektion des Objekts innerhalb des Ichs - und damit die Identifikation mit dem verlorenen Objekt - die einen engen Kontakt mit ihr während der Frist für die Annahme des Verlustes und der Realisierung von normaler Trauer erforderlich halten soll . Die Schwierigkeit dabei ist die Trauer über die Bedeutung der Verlust der Fähigkeit des Ichs bezogen, damit umzugehen, und vor allem die Art der Beziehung mit dem verlorenen Objekt. Also, wenn wir in der Schuld oder Schuld mit dieser sind, gibt es eine Tendenz, diese Gefühle durch die Dunkelheit, nach dem Verlust auszudrücken. Gringerb Wiederaufnahme der Studien über Freud und M. Klein auf der Trauer erzählt uns, dass nicht nur der Verlust eines geliebten Menschen zu einem Zustand der Trauer führt, so dass jeder Verlust-Situation - eine Person, Land, Status, ideal - es Überwindung Überwindung erfordert und somit Trauer. Er fügt hinzu, die uns, zusammen mit den großen Verlust und großer Trauer und Verlust haben Accounts Accounts Trauer den ganzen Tag, als ein Treffen, dass wir zu spät, dass ein Ziel nicht erfüllt. Dies wirkt sich auf viele der Ängste und Depressionen der Tag zu Tag und viele somatische vergänglich wie Kopfschmerzen, Dyspepsie und mehrere Symptome, die mit diesen komplexen Sachverhalt in dem Ausdruck übersetzt &quot;Ärger&quot;. &lt;br /&gt;
Die pathologische Trauer wegen eines tatsächlichen Tod kann sich als eine Depression oder andere Formen der somatischen Ausdruck, was nach unserer Erfahrung ist eine häufige Realität nicht nur bei der Auslösung von somatischen Erkrankungen wie in anderen Pathologien im Allgemeinen. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgEvAmCDzdCHsSv61jNE7tBY07aibyfKBw1UmyBO-dHTDRLSgL7Z6uTpCqRbCYxMdUIAmEMVQfUgeDMjNYHH7cU384V4-Qv2QIhTKarzIHHI4pZzrYBFheu__JlYt39r87o2xuZ1SYDk/s1600/hipocondria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;163&quot; width=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiSgEvAmCDzdCHsSv61jNE7tBY07aibyfKBw1UmyBO-dHTDRLSgL7Z6uTpCqRbCYxMdUIAmEMVQfUgeDMjNYHH7cU384V4-Qv2QIhTKarzIHHI4pZzrYBFheu__JlYt39r87o2xuZ1SYDk/s400/hipocondria.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Die hypochondrischen Patienten &lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;
Zweifellos Hypochondrie war und bleibt eine große Herausforderung für Psychoanalyse und Medizin. Zunächst scheint es sinnvoll, die vorübergehend hypochondrischen Reaktionen unterscheiden - die oft entstehen bei den Schülern während der medizinischen Schule, zum Beispiel - an chronischer Hypochondrie, die durch moderne psychoanalytische Autoren als eine Psychose nicht verschlechtert betrachtet. &lt;br /&gt;
Diese Patienten werden oft durch die bizarre Verhalten ihrer Beschwerden bekannt und oft auch die zwanghafte Beschäftigung mit ihren Symptomen und permanent misstrauische Haltung, häufige Reizung Gegenübertragung bei Ärzten, die sie passieren verursachen. Lipsitt, Schreiben betont in diesem Zusammenhang die Bedeutung der iatrogenen Induktion dieser Fälle durch unnötige Operationen und mehrere Arztbesuche und vor allem als Folge der Notwendigkeit für den Arzt zu tun, auch zwanghaft, eine Diagnose der klinischen schlecht definiert noch . &lt;br /&gt;
Schmale, kommentiert die Arbeit der Lipsitt definiert Hypochondrie als Patient suche eine somatische Erkrankung. Für ihn ist diese Patientin hat eine obsessive Persönlichkeitsstruktur und im Grunde einige gemeinsame Merkmale. So sind Menschen, die erwachsenen Verantwortlichkeiten haben zu früh oder zu früh. Oft hatten sie einen Elternteil oder Geschwister mit lähmenden Krankheiten, eine Tatsache, die ihr Verantwortungsbewusstsein frühen Anstieg beigetragen. Später, wenn diese Leute krank werden oder Erfahrung Veränderungen in ihrer Gesundheit, eher treu Beobachter des Körpers funktionieren werden. Dies führt zu Symptomen der Hypochonder Natur, die durch die Haltung der Menschen, die mit dem Patienten umzugehen, so dass eine Situation der Abhängigkeit, die nicht akzeptiert sonst verstärkt werden. Rückfälle auftreten, wenn der Patient durch Veränderungen der Umwelt, die nicht fühlt Lage zu kontrollieren, ist bedroht. Die folgenden würde unbewusste Dynamik in der Hypochonder finden Sie hier: unterdrückte Feindseligkeit gegen die symbolische Darstellung der ein körperliches Symptom als eine partielle Lösung dieses Konflikts gerichtet ist, die Notwendigkeit, die Schuld durch somatische Beschwerden büßen, Krankheit als Abwehr gegen Gefühle der Verlassenheit und Todesgefahr, Beziehungen ambivalente Bedeutung während der Entwicklungsphase und schließlich die sekundäre Vorteile aus der Krankheit.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/4156081061189374860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/eine-psychosomatische-wenn-die-seele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4156081061189374860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4156081061189374860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/eine-psychosomatische-wenn-die-seele.html' title='Eine psychosomatische: Wenn die Seele und Körper SICK weint.'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRsRvdBmE1JTYBGgbCzAAzZIse703Hep42cmmKOSHEJaaX-jR8JDZvVvGowJyaevr1dO9i2HxhEo3yeJAd7Mf-zcIMd68YrhwraHBQU4LniVdqRoJpRYawJhr1QrWibfyR9LxrD_MgRxk/s72-c/psicossom%25C3%25A1tica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-4397673619435594399</id><published>2011-03-27T15:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T15:25:27.392-07:00</updated><title type='text'>ET CORPS MALADE CRIES: Un psychosomatiques.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCUIuJUSKh5ZYW7ykP41P5gCkgMaxOQQnij5znRRXC4sBJwV9pr0v4zgdjcmUIgJlzSwFYYqIRNQpYNYPkyGq9SqIbqCtljORqCK-ihqhF1aDgHTOGxnOSIxNZ-CmzXF1O6zQpM5zMiSU/s1600/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;218&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCUIuJUSKh5ZYW7ykP41P5gCkgMaxOQQnij5znRRXC4sBJwV9pr0v4zgdjcmUIgJlzSwFYYqIRNQpYNYPkyGq9SqIbqCtljORqCK-ihqhF1aDgHTOGxnOSIxNZ-CmzXF1O6zQpM5zMiSU/s400/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Le terme &quot;psycho-somatique» est écrit avec cela, d&#39;abord apparu dans la littérature médicale depuis presque 200 ans, dans un texte Heinroth, une clinique allemande, où l&#39;auteur a tenté de décrire les choses d&#39;une forme particulière d&#39;insomnie. Aujourd&#39;hui personne ne conteste l&#39;interaction entre le psychisme sans équivoque la détermination des changements somatiques et vice versa qui permettent aux cliniciens d&#39;illustrer par des exemples allant de la simple Etats de la preuve (trivial de la colère ou la peur produire pâleur, tachycardie, des rougeurs de honte entraînant , une grippe état déclencher une réaction dépressive, et inversement, un état dépressif, en facilitant l&#39;émergence d&#39;une grippe, etc.), à travers des situations relativement complexes. Il est donc tout à fait un fait connu que, bien que fréquente chez les femmes qui souhaitent devenir enceintes, elles restent stériles pendant une longue période d&#39;années jusqu&#39;à ce que, après l&#39;adoption d&#39;un enfant pour le couple tomber enceinte facilement. maladies psychosomatiques peuvent également atteindre des niveaux beaucoup plus complexe et encore inexpliqué, explique David Zimerman, comme en témoigne l&#39;étude moderne de Psychoimmunological et les données de l&#39;observation clinique, comme l&#39;installation des agents cancérigènes des cadres avant des pertes importantes, etc. &lt;br /&gt;
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Le choix de la langue et du corps. &lt;br /&gt;
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Le travail de la psychanalyse ont été d&#39;une importance capitale pour comprendre le problème de décider quel organe est une maladie psychogène sans substrats organiques - les symptômes hystériques ou hypochondriaques - est accompagné dans le cas de préjudice établi, que les maladies mentionnées ici. Confirmant ainsi les observations initiales de Freud et Ferenczi a montré l&#39;importance qu&#39;ils acquièrent certains systèmes d&#39;organes et parties du corps, ayant été le siège de la maladie dans certaines périodes cruciales de notre développement, ou avaient reçu une attention particulière de l&#39;environnement, en cours de chargement de signification affective. C&#39;est le cas d&#39;une névrose cardiaque dont l&#39;enfance a été trouvé un souffle au cœur qui n&#39;a aucun sens, mais il a été surévalué par une mère anxieuse et surprotectrice, ou un épisode grave de gastro-entérite dans la petite enfance, travaillant comme un repère pour les événements futurs, ou somatiques fonctionnels , tube digestif, ce qui représenterait le rôle classique de l&#39;organe de choc. Cette connaissance acquise et des progrès dans l&#39;étude de l&#39;esprit et la relation enfant en bas âge avec l&#39;environnement nous a permis de comprendre l&#39;appel des organes de la parole. Cette phénoménologie universelle, facilement vérifiable dans toutes les expressions des expressions comme «vous me faites dégoûtant&quot;, &quot;ce problème me donne un mal de tête,&quot; figure également dans les idées reçues sur les mécanismes de la maladie, dans des phrases comme «tu me mets Guy malade »ou« un gros problème qui tombent malades », a un revers et il est mort.&quot; Un tel langage, présente potencionalmente au moins dans toute maladie, est en fait un vestige des phases dans lesquelles l&#39;être humain universellement utilisé, ne pas se fier sur le développement des deux principales avenues d&#39;expression dans la vie adulte: l&#39;action verbale et motrice. Quelques instants plus tard dans la vie où, par des situations de conflit ou l&#39;inhibition, l&#39;utilisation de ces voies est bloquée, le dos à son ancienne utilisation de la langue, si archaïque et primitif qui échappe souvent à notre observation. &lt;br /&gt;
Sur un lien clair avec les premiers stades de développement, le tube digestif est le siège principal de ces phénomènes est facile de sentir combien leurs fonctions peuvent exprimer des actes de grande importance pour notre vie émotionnelle, la façon de recevoir, donner et retenir, mais la signification de la peau et appareil respiratoire devrait également être mis en évidence dans cette direction. Winnicott, en particulier, a souligné l&#39;importance du contact mère-enfant épidermiques phénomène important dans la Holding, à savoir la création, par la mère de tous une atmosphère d&#39;amour, d&#39;acceptation et de la protection, le «nid» de l&#39;enfant. Aujourd&#39;hui, nous savons aussi l&#39;importance de ce fait à fixer des limites de l&#39;ego dans le processus de différenciation et de I-monde. Comme pour la respiration, particulièrement important car le moment de la naissance, et de suivre, en alternance dans l&#39;état émotionnel principal, il contient également en lui le même sens de la réception de fonctions prier. La pertinence de ces faits dans la pathogenèse de maladies comme les troubles digestifs fonctionnels, dermatoses allergiques, l&#39;asthme bronchique et la dyspnée en général a été prouvé par de nombreuses oeuvres du psychanalyste René Spitz, l&#39;incidence élevée de la dermatite atopique chez les enfants prédisposés, qui ont été rejetés par leurs mères, en particulier dans les contacts physiques. Par ailleurs, cet auteur a souligné que la plupart des besoins affectifs, maternelle, en particulier sur le développement et la santé de l&#39;enfant décrivant la situation qu&#39;il a appelé «crise» dans lequel le petit être entrée en cachexie et même de mourir par manque d&#39;amour. Si le déficit n&#39;est cependant pas à ce jour peuvent générer de multiples anomalies des réponses somatiques chez les enfants. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj22OztvFacOhE6QnkMpMzVITMaV4aXWIFBqF_QWL_w_578LLCPANWb6OF6dHvJl1eHxxXeeoomduE0EqZO9oTfY-iFJg-JPmqhIkntzj3s9vUVgdWi8b1clCVbOFy4ks-KoUU2FE-ClqE/s1600/despedida.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;370&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj22OztvFacOhE6QnkMpMzVITMaV4aXWIFBqF_QWL_w_578LLCPANWb6OF6dHvJl1eHxxXeeoomduE0EqZO9oTfY-iFJg-JPmqhIkntzj3s9vUVgdWi8b1clCVbOFy4ks-KoUU2FE-ClqE/s400/despedida.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Identification et somatisation &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Un autre processus important mentale étudiés à partir des travaux d&#39;analyse et d&#39;une grande importance pour notre thème est l&#39;identification. C&#39;est le mécanisme par lequel l&#39;enfant, l&#39;automatique et inconsciente, ira inconscient et ressemblant ressemblant à la conduite. Acquisition d&#39;intérêts, les valeurs et les idéaux dont il dépend pour les adultes, aime et admire ou des craintes. Ce comportement se répète connotations plus en plus complexe que l&#39;individu se développe et peut faire des identifications, sélective, syntonique avec leur propre façon d&#39;être. L&#39;identification se fait par introjections successives - pour l&#39;identification introjective. Tout au long de ce processus va construire leur sentiment d&#39;identité, qui permet de se sentir unique, vous permettant ainsi de se sentir un être unique, en même temps égaux et différents de tous les autres restant les mêmes au fil des ans malgré l&#39;ampleur des changements internes et externes. Dans cette évolution sont d&#39;une grande importance aux différentes étapes de la séparation-individuation, de processus complémentaires étudiés par le psychanalyste M. Mahler, à travers laquelle l&#39;enfant tandis que peu à peu se sépare de la mère acquiert son individualité, l&#39;identité &lt;br /&gt;
Si pour diverses raisons, le développement est altéré la capacité émotionnelle sera également la capacité de l&#39;individu à faire des identifications plus mature et plus sélective. identifications prédominante plus enfantin et imitative. Dans le même temps, les modèles proposés à l&#39;enfant sont d&#39;une grande importance parce qu&#39;il est insuffisant, fournir des identifications incompatible avec le développement harmonieux émotionnel, psychologique dit. Ces balises d&#39;expliquer de nombreux traits névrotiques pathologique du caractère et peut causer des symptômes somatiques, imitant le processus de la souffrance et la maladie du modèle standard qui ont été importants. Ainsi, par exemple, la dysménorrhée peut être une conséquence de l&#39;identification d&#39;un adolescent avec une mère qui fait de ce conseil pendant de nombreuses années et cette fille intimement influencés à cet égard. Dans le même temps, les ID sont des processus très important dans la dynamique des pathologies de la famille, mais aussi dans les états hystériques et hypocondriaques. L&#39;identification peut être un organe malade ou d&#39;un ensemble d&#39;être malade, mentalement ou physiquement. &lt;br /&gt;
Comme l&#39;identification, l&#39;identité a aussi ses pathologies. Ainsi, les problèmes d&#39;identité peuvent se présenter comme des symptômes de dépersonnalisation, voire des changements permanents, personnalités, «comme si» dans lequel l&#39;individu travaille inauthentically comme un autre. D&#39;autre part, nous passons tous par une crise d&#39;identité, tout au long de notre évolution. Le plus important est la crise de l&#39;adolescence, principalement en raison de l&#39;acquisition définitive de l&#39;identité sexuelle. Au cours de ces crises peuvent survenir des symptômes mentaux ou les différentes maladies somatiques, tels que l&#39;acné la puberté a reconnu que la relation avec la tension émotionnelle. Entre nous Hoirisich l&#39;étude de ces crises a évoqué l&#39;importance dans sa genèse de multiples causes des changements à l&#39;image de l&#39;entreprise, représenté par l&#39;obésité et ambisexuality aspect un cas provenant de multiples interventions de chirurgie plastique dans un autre. &lt;br /&gt;
Le transsexualisme est un trouble de l&#39;identité sexuelle est d&#39;une importance particulière à l&#39;heure actuelle, la tendance de ces patients pour tenter de changer de sexe par la chirurgie &quot;correctives&quot;. Dans trois cas, nous avons eu l&#39;occasion d&#39;étudier, nous montrons que, outre les aspects psychologiques peuvent coexister répandue sexuelle déformée (modifications de l&#39;image corporelle) attitude a contribué à un transsexuel. Nous voyons ces patients non seulement des changements d&#39;identité sexuelle, mais de l&#39;identité personnelle en essayant d&#39;être «comme si elles étaient des personnes du sexe opposé. Il ne faut pas dire que nous nous référons ici à l&#39;homosexualité. Il faut distinguer entre un état catastrophique de l&#39;homosexualité, l&#39;hétérosexualité (sexes) et le transsexualisme comme un suffixe qui commencent par: transsexualisme. &lt;br /&gt;
Toujours dans les domaines de l&#39;identification des processus est décrit l&#39;anniversaire de la réaction. Il est l&#39;apparition de la maladie dans une période qui correspond à la &quot;naissance&quot; d&#39;un événement traumatique qui a touché une personne importante pour l&#39;individu - en général la mort d&#39;un membre de la famille. Parfois, vient en réaction à l&#39;anniversaire d&#39;une pathologie importante plus tôt. , Dans ces situations, l&#39;expérience inconsciente du temps - beaucoup plus puissant qu&#39;on ne l&#39;imagine - joue un rôle déterminant, puisque le phénomène se produit sans être conscients de l&#39;interdépendance des faits. Exemple de ce type est particulier à une personne ayant le lupus érythémateux disséminé C&#39;était une jeune femme qui est allé dans la dépression depuis que son père adoptif, il a appelé son grand-père est tombé malade avec cancer de l&#39;estomac. Quand il passait, il y avait un petit érythémateuse lésions faciales, qui a ensuite disparu. Un an plus tard, exactement sur le mois anniversaire de la «grand-père&quot; a l&#39;image complète du lupus systémique. Dans cet exemple, nous pouvons également voir la relation entre la réaction de deuil fréquentes et pathologique à l&#39;anniversaire. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7MxKUudxn0frdiY0QF6FUjhYGpccRIWz0366blglApDrUwcjBqWafqT2Wni7MsB5JUMCpIPUvOfIDBPAmUg7_K9_LGXNiiCVBrKLW7s-XEKZ7on4Mt8xK-n0CGsZYb22u7x_2No0ds4A/s1600/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;323&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7MxKUudxn0frdiY0QF6FUjhYGpccRIWz0366blglApDrUwcjBqWafqT2Wni7MsB5JUMCpIPUvOfIDBPAmUg7_K9_LGXNiiCVBrKLW7s-XEKZ7on4Mt8xK-n0CGsZYb22u7x_2No0ds4A/s400/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Perte, le deuil et la maladie &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Une autre conclusion du travail psychanalytique est la preuve de situations de perte précédant l&#39;apparition de maladies diverses. Voici ce qui importe, c&#39;est la signification émotionnelle de la perte d&#39;un être cher est, le statut ou quelque chose qui ne serait pas pertinente pour les autres. Dans cette ligne, on peut citer le travail important de Engel dans l&#39;étude de la colite ulcéreuse et dans l&#39;asthme bronchique. Egalement dans l&#39;ulcère gastro-duodénal, tireotoxiose, le diabète, la leucémie et d&#39;autres maladies, ce fait a été décrit dans la production psychanalytique. Engel, à nouveau, qui a étudié ce problème pendant de nombreuses années, accorde une attention particulière à l&#39;invasion de notre monde intérieur des sentiments d&#39;impuissance et de désespoir après la perte, avant de somatisation. La performance d&#39;un état de perte se trouve sur un côté, sous l&#39;influence globale de la frustration de l&#39;autre, comme une conséquence de l&#39;intensité des pulsions agressives conféré par la constitution. La vulnérabilité de l&#39;ego à la frustration semble être la condition de base de production, ou de névroses, ou les prédispositions d&#39;une maladie psychologique, comme des contributions psychanalytiques de M. Klein et W. Bion, soulignant l&#39;importance de la force de cohésion du Moi commune de l&#39;indice de la santé mentale et physique. Toujours dans cette ligne nous nous référons à l&#39;importance du processus de deuil dans la genèse des maladies. Nous appelons l&#39;état de deuil après la perte d&#39;un être cher. Cette perte implique la nécessité de surmonter - comment un deuil normal - et l&#39;incapacité d&#39;accepter en tant que telle nous n&#39;avons pas terminé le deuil deuil pathologique. L&#39;étude du processus de deuil a commencé avec le travail monumental de Freud, «Deuil et mélancolie dans la différenciation des processus normal de deuil, ou la douleur après la mort d&#39;un être cher, le deuil pathologique exprimé dans le contexte de la mélancolie. Il nous a montré qu&#39;il ya un deuil de l&#39;introjection de l&#39;objet dans le Moi - et par conséquent l&#39;identification à l&#39;objet perdu - qui vise à maintenir un contact étroit avec elle au cours de la période nécessaire à l&#39;acceptation de la perte et la réalisation d&#39;un deuil normal . La difficulté à faire le deuil est basée sur l&#39;importance de la perte de la capacité de l&#39;ego pour y faire face, et surtout le type de relation à l&#39;objet perdu. Donc, si nous sommes dans la dette ou la culpabilité en cela, il ya une tendance à exprimer ces sentiments à travers l&#39;obscurité, suite à la perte. Gringerb reprendre les études de Freud et de M. Klein sur le deuil nous apprend que non seulement la perte d&#39;un être cher conduit à un état de deuil, de sorte que toute situation de perte - une personne, pays, état, idéal - il faut surmonter les surmonter et, par conséquent le deuil. Il ajoute à nous, avec la grande perte et une grande douleur et une perte ont micro micro deuil toute la journée, une réunion que nous sommes en retard, que toute fin, on n&#39;est pas remplie. Cela affecte beaucoup les angoisses et les dépressions du jour à l&#39;autre et de nombreux somatiques transitoires comme des maux de tête, la dyspepsie et de multiples symptômes liés à ces faits complexes dans l&#39;expression traduit par «problèmes». &lt;br /&gt;
Le deuil pathologique due à une mort réelle peut se manifester par une dépression ou d&#39;autres formes d&#39;expression somatique, qui, dans notre expérience est une réalité fréquente non seulement dans le déclenchement de maladies somatiques comme dans d&#39;autres pathologies en général. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjugH7xQcimEab4x51BYzX4RyUG6OEQK_O7rB1jotaFyoclCF8UolFiNb3djoICZJv9-lwWlcgVEzuRPudlMS-uOLAz3Ch4ikL2xnAAUHUbdio7IdYzprKlKssOxtNTZowLLsnEeq827fA/s1600/hipocondria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;163&quot; width=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjugH7xQcimEab4x51BYzX4RyUG6OEQK_O7rB1jotaFyoclCF8UolFiNb3djoICZJv9-lwWlcgVEzuRPudlMS-uOLAz3Ch4ikL2xnAAUHUbdio7IdYzprKlKssOxtNTZowLLsnEeq827fA/s400/hipocondria.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Les patients hypocondriaques &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sans doute l&#39;hypocondrie a été et reste un défi majeur à la psychanalyse et la médecine. Au début, il semble utile de distinguer les réactions transitoires hypocondriaque - qui surgissent souvent à des étudiants pendant les études médicales, par exemple - à partir de l&#39;hypocondrie chronique, qui est considéré par les auteurs modernes psychanalytique comme une psychose ne se détériore pas. &lt;br /&gt;
Ces patients sont souvent connus par le comportement bizarre de leurs plaintes et, souvent, la préoccupation compulsive avec leurs symptômes et de façon permanente suspecte l&#39;attitude, la cause contre-irritation fréquente chez les médecins qu&#39;ils traversent. Lipsitt, écrit à ce sujet souligne l&#39;importance de l&#39;induction iatrogène de ces cas grâce à des opérations inutiles et de multiples visites chez le médecin et, surtout, comme une conséquence de la nécessité pour le médecin de le faire, aussi compulsive, un diagnostic clinique de mal définie encore . &lt;br /&gt;
Schmale, commentant le travail de l&#39;hypocondrie Lipsitt définit comme un patient désireux d&#39;une maladie somatique. Pour lui, ce patient a une structure de la personnalité obsessionnelle et essentiellement des caractéristiques communes. Donc, des gens qui ont des responsabilités d&#39;adultes trop tôt ou au début. Souvent, ils avaient un parent, frère ou sœur avec les maladies invalidantes, un fait qui a contribué à accroître leur sens des responsabilités premières. Plus tard, quand ces personnes deviennent malades ou des changements d&#39;expérience dans leur santé, ont tendance à devenir observateurs fidèles de votre fonctionnement du corps. Cela donne lieu à des symptômes de la nature hypocondriaque qui sont renforcées par l&#39;attitude des personnes qui traitent avec le patient, permettant une situation de dépendance, qui ne seraient pas acceptées autrement. Les rechutes se produisent lorsque le patient est menacée par les changements environnementaux qui se sent pas en mesure de contrôler. Les éléments suivants seraient trouvés dynamique inconsciente dans l&#39;hypocondriaque: l&#39;hostilité réprimée à l&#39;encontre de la représentation symbolique d&#39;un symptôme physique comme une solution partielle à ce conflit, la nécessité d&#39;expier sa culpabilité par des plaintes somatiques, la maladie comme un moyen de défense contre les sentiments d&#39;abandon et de danger de mort, les relations ambivalente important au cours de la phase de développement et, enfin, les avantages secondaires découlant de la maladie.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/4397673619435594399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/et-corps-malade-cries-un.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4397673619435594399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4397673619435594399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/et-corps-malade-cries-un.html' title='ET CORPS MALADE CRIES: Un psychosomatiques.'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCUIuJUSKh5ZYW7ykP41P5gCkgMaxOQQnij5znRRXC4sBJwV9pr0v4zgdjcmUIgJlzSwFYYqIRNQpYNYPkyGq9SqIbqCtljORqCK-ihqhF1aDgHTOGxnOSIxNZ-CmzXF1O6zQpM5zMiSU/s72-c/psicossom%25C3%25A1tica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-473917044404095701</id><published>2011-03-27T15:12:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T15:12:55.234-07:00</updated><title type='text'>QUANDO A ALMA ADOEÇE E O CORPO CHORA: A PSICOSSOMÁTICA.</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXdh0MEh8d-f-UV9tHWXefu9rd7EPGhjFCJ7MZYy_VqFAr-hdaR-mdZne2nSzVJhOMQw3JAa6glXr8MtpyAikQQ2E3JXZI_BuJuufEHVjI1nvjYCwtZZrObSVwdguw3nMBMu1hX2-Lo8Y/s1600/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;218&quot; width=&quot;300&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXdh0MEh8d-f-UV9tHWXefu9rd7EPGhjFCJ7MZYy_VqFAr-hdaR-mdZne2nSzVJhOMQw3JAa6glXr8MtpyAikQQ2E3JXZI_BuJuufEHVjI1nvjYCwtZZrObSVwdguw3nMBMu1hX2-Lo8Y/s400/psicossom%25C3%25A1tica.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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 O termo “psico-somático”, tal com está grafado, apareceu pela primeira vez na literatura médica há aproximadamente 200 anos, em um texto de Heinroth, clinico alemão no qual o autor buscava adjetivar uma forma particular de insônia. Hoje em dia ninguém mais contesta a inequívoca interação entre o psiquismo determinando alterações somáticas e vice-versa o que permitiria a ilustração com exemplos clínicos que vão dos mais simples ( a corriqueira evidência de estados de raiva ou medo produzindo palidez e taquicardia, vergonha causando enrubescimento, um estado gripal desencadeando uma reação depressiva e reciprocamente, um estado depressivo facilitando o surgimento de uma gripe, etc.), passando por situações relativamente complexas. Assim é conhecido o fato bastante freqüente de mulheres que embora desejosas de engravidar, mantêm-se inférteis durante um longo período de anos até que, após a adoção de uma criança pelo casal comecem a engravidar com facilidade. Igualmente as psicossomatizações podem atingir níveis bem mais complexos e ainda inexplicáveis como nos explica David Zimerman; conforme comprovam os modernos estudos da psicoimunologia e dados da observação clínica, como da instalação de quadros cancerígenos diante de perdas importantes, etc. &lt;br /&gt;
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A escolha e linguagem do órgão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os trabalhos da psicanálise foram da maior importância para entender o problema da escolha do órgão, seja em doenças psicogênicas sem substratos orgânicos – sintomas histéricos ou hipocondríacos – seja acompanhada em situação de lesão estabelecida, como as enfermidades aqui citadas. Assim, confirmando as primeiras observações de Freud e Ferenczi mostraram a importância que adquirem certos órgãos, sistemas e partes do corpo, por terem sido sede de doenças em certos períodos cruciais do nosso desenvolvimento, ou por terem recebido especial atenção do meio ambiente, ficando carregados de significação afetiva. Este é o caso de uma neurose cardíaca em cuja infância se constatou um sopro cardíaco sem qualquer significação, mas foi supervalorizado por uma mãe ansiosa e superprotetora; ou um sério episodio de gastroenterite na primeira infância, funcionando como marco para futuras manifestações, funcional ou somático, do trato digestivo, que passaria a representar o clássico papel de órgão de choque.  Estes conhecimentos e os progressos adquiridos no estudo da mente infantil e da relação da criança com o ambiente permitiram compreender a chamada linguagem dos órgãos. Esta fenomenologia universal, facilmente constatável em expressões de qualquer idioma como “você me provoca náuseas”, “este problema está me dando dor de cabeça”, também está contido na sabedoria popular sobre os mecanismos causadores de doenças, em frases” você está me pondo doente” ou” fulano enfrentando um problema tão grande que vai ficar doente”, “ teve uma contrariedade e morreu”. Tal linguagem, pelo menos potencionalmente presente em qualquer enfermidade, é basicamente um resquício das fases em que o ser humano a usava universalmente, por não contar com desenvolvimento das duas principais vias de expressão da vida adulta: a linguagem verbal e a ação motora. Assim em momentos ulteriores da vida em que, por situações de inibição ou de conflito, o uso destas vias fica bloqueado, volta ao uso de sua antiga linguagem, tão arcaica e primitiva que frequentemente escapa a nossa observação.&lt;br /&gt;
Por nítida conexão com as primeiras fases do desenvolvimento, o aparelho digestivo é a sede principal destes fenômenos é fácil sentir como suas funções podem expressar atos da maior significação para nossa vida afetiva, como receber, dar e reter, porém a significação da pele e do aparelho respiratório também deve ser destacada neste sentido. Winnicott, especialmente, enfatizou a importância do contato epidérmico mãe-filho no importante fenômeno do Holding, isto é, a criação, por parte da mãe, de toda uma atmosfera de carinho, aceitação e proteção, ao “aninhar” o filho. Hoje se sabe também da significação deste fato no estabelecimento de limites do Ego e no processo de diferenciação eu-mundo. Quanto a respiração, adquire especial importância desde o momento do nascimento, além de acompanhar, se alternado nos principais estado emocionais; também contém em si o mesmo sentido de receber funções orai. A relevância destes fatos na gênese de condições como os problemas funcionais digestivos, as dermatoses alérgicas, a asma brônquica e as dispnéias em geral tem sido comprovavas por inúmeros trabalhos do psicanalista René Spitz, a respeito da grande incidência de dermatites atópicas em crianças predispostas, que eram rejeitadas por suas mães, principalmente no contato físico. Alías este autor foi dos que mais enfatizaram as carências afetivas, maternas, sobretudo, sobre o desenvolvimento e saúde da criança descrevendo a situação que chamou “marasmo”, na qual o pequeno ser entra em caquexia e mesmo morre por falta de amor. Se a carência não é, contudo tão extrema pode gerar várias respostas anômalas somáticas na criança.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibAJd5sAjpUF9UxambOL_eCfTArhFDiMH_f575X4fxEPjDZ8I0g5YuL7m3ucEyesWaAjTZ6QBg4fTDQtYyYMvywWKyJvhDEAXx9r8is5BPt1FiAEjifDjDcJn-9TJ2aeLgamJUQAaiyW4/s1600/despedida.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;370&quot; width=&quot;320&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEibAJd5sAjpUF9UxambOL_eCfTArhFDiMH_f575X4fxEPjDZ8I0g5YuL7m3ucEyesWaAjTZ6QBg4fTDQtYyYMvywWKyJvhDEAXx9r8is5BPt1FiAEjifDjDcJn-9TJ2aeLgamJUQAaiyW4/s400/despedida.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Identificação e somatização&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
 Outro importante processo mental estudado a partir dos trabalhos analíticos e de grande significação para o nosso tema é a identificação. Este é o mecanismo pelo qual a criança, de modo automático e inconsciente, vai se assemelhando e inconsciente vai se assemelhando na conduta. Aquisição de interesses, valores e ideais aos adultos dos quais depende, ama e admira ou teme. Este repetir de comportamentos vai adquirindo conotações cada vez mais complexas à medida que o indivíduo se desenvolve e pode fazer identificações e seletivas, sintônicas com sua própria maneira de ser. A identificação é feita através de sucessivas introjeções – no caso identificações introjetivas. Ao longo desse processo irá construindo o seu sentimento de identidade, que lhe permite sentir-se um ser único, que lhe permite sentir-se um ser único, ao mesmo tempo igual e diferente de todos os demais, permanecendo o mesmo ao longo dos anos, apesar das grandes mudanças internas e externas. Neste desenvolvimento  têm grande importância as várias etapas de separação –individualização, processos complementares estudados pela psicanalista M. Mahler, através dos quais a criança ao mesmo tempo que progressivamente se separa da mãe vai adquirindo sua individualidade-identidade &lt;br /&gt;
Se por várias razões o desenvolvimento emocional é prejudicado também será capacidade a capacidade do indivíduo de fazer identificações mais adultas e seletivas. Predominando identificações mais infantis e imitativas. Ao mesmo tempo, os modelos oferecidos à criança têm grande importância, pois, se são inadequados, propiciam identificações incompatíveis com o desenvolvimento emocional harmônico, ditas psicológicas. Estas identificações patológicas explicam muitos traços neuróticos de caráter e podem gerar sintomas somáticos, no processo de mimetizar sofrimentos e enfermidades dos modelo-padrão que foram significativos. Assim, por exemplo, uma dismenorréia pode ser conseqüência da identificação de uma adolescente com uma mãe que apresentou este quadro por muitos anos e influenciou intimamente esta filha a este respeito. Ao mesmo tempo, as identificações são processos importantíssimos na dinâmica das patologias familiares, como também nos estados histéricos e hipocondríacos. A identificação pode ser com um órgão doente ou com todo um ser doente, mental ou fisicamente.&lt;br /&gt;
Como a identificação, a identidade também tem suas patologias. Assim, problemas de identidade podem apresentar-se como sintomas de despersonalização ou mesmo constituir alterações permanentes, personalidades “como se”, em que o indivíduo funciona inautenticamente como se fosse outro. Por outro lado, todos nós passamos por crises de identidade, ao longo de nossa evolução. Destas a mais importante é a crise da adolescência, em função principalmente de aquisição definitiva da identidade sexual. Durante tais crises podem surgir sintomas mentais ou as mais variadas somatizações, como por exemplo, a acne puberal que tem reconhecida relação com a tensão emocional. Entre nós Hoirisich estudando estas crises referiu-se a importância na sua gênese, entre múltiplas causas, de alterações da imagem corpora, representadas por obesidade e aspecto ambissexual num caso, e decorrentes de múltiplas cirurgias plásticas em outro.&lt;br /&gt;
O transexualismo é uma perturbação de identidade sexual que tem particular importância no momento atual, pela tendência desses pacientes a tentarem mudar de sexo através de cirurgias “corretivas”. Em três casos que tivemos a oportunidade de estudar, mostramos que além dos aspectos psicológicos, prevalentes podem coexistir disformias sexuais (alterações da imagem corporal) contribuído para uma atitude transexual. Vemos nesses pacientes não apenas alterações de identidade sexual, porém da própria identidade pessoal, ao tentarem existir “como se” fossem pessoas de outro sexo. Há de se dizer que aqui não fazemos referência à homossexualidade. Há de se fazer uma distinção abissal entre uma condição de homossexualidade, heterossexualidade (gêneros sexuais) e transexualismo a como começar pelo sufixo: transexualismo. &lt;br /&gt;
Também dentro das esferas dos processos identificativos está descrita a reação de aniversário. Trata-se da ocorrência de uma enfermidade no período que corresponde ao “aniversário” de um evento traumático que afetou uma pessoa importante para o indivíduo – morte de um familiar geralmente. Por vezes surge como reação ao aniversário de uma patologia importante anterior. , Nestas situações, a vivência inconsciente do tempo – muito mais poderosa que imaginamos – joga um papel decisivo, já que o fenômeno ocorre sem que se dê conta da inter-relação dos fatos. Exemplo deste tipo peculiar ocorreu com um indivíduo com lúpus eritematoso sistêmico  Tratava-se de uma mulher jovem que entrava em depressão desde que seu pai adotivo, que chamava de avô, adoeceu com câncer gástrico. Quando este faleceu, surgiu uma pequena lesão eritematosa facial, que depois desapareceu. Um ano depois, exatamente no mês de aniversário do “avô”, surgiu o quadro completo do lúpus sistêmico. Neste exemplo também podemos ver a relação freqüente entre luto patológico e reação ao aniversário.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDhmeKuwlGG2LAYWqSW8E5u2Zoi0Hmk8s9efjJYIkSLuJKfZnRj-WLlTmzrHXEoLq38iTEMU6etnmUYgUJ5op3ZDu6-6c107wa5cjjbjRevMcuHrIThwYXeF6a9tuXfg86Q_0DWT-jZFU/s1600/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;323&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhDhmeKuwlGG2LAYWqSW8E5u2Zoi0Hmk8s9efjJYIkSLuJKfZnRj-WLlTmzrHXEoLq38iTEMU6etnmUYgUJ5op3ZDu6-6c107wa5cjjbjRevMcuHrIThwYXeF6a9tuXfg86Q_0DWT-jZFU/s400/William-Adolphe+Bouguereau+-+O+primeiro+luto%252C+1888.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;Perda, Luto e enfermidade&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;
Outra constatação dos trabalhos psicanalíticos é a evidência de situações de perda antecedendo a eclosão de várias enfermidades. Aqui o que tem importância é a significação emocional da perda, seja de um ente querido, status ou algo que para outrem seria irrelevante. Nesta linha podemos citar importantes trabalhos de Engel no estudo de colite ulcerativa, na asma brônquica. Também na úlcera péptica, tireotoxiose, diabete, leucemia e outras doenças, tal fato tem sido descrito na produção psicanalítica. Engel, novamente, que vem estudando há muitos anos este problema, dá especial ênfase à invasão do nosso mundo interno por sentimentos de desânimo e desesperança após a perda, antecedendo a somatização. A atuação de uma condição de perda se situa de um lado, dentro da influência geral da frustração, de outro, como conseqüência da intensidade dos impulsos agressivos constitucionalmente adquiridos. A vulnerabilidade do ego à frustração parece ser a condição básica geradora, seja das neuroses, seja das predisposições, de ordem psicológica de adoecer, conforme contribuições psicanalíticas de M. Klein e W. Bion, enfatizando a importância da força de coesão do Ego comum índice de saúde mental e física. Ainda Dentro desta linha queremos nos referir à importância dos processos de luto na gênese das enfermidades. Chamamos de luto ao estado que segue à perda de um ser amado. Esta perda implica na necessidade de superação – fazer um luto normal – e, na incapacidade de a aceitarmos como tal, temos o luto não cumprido o luto patológico. O estudo do processo do luto começou com Freud, monumental trabalho, Luto e Melancolia em que diferenciou o processo de luto normal , ou pesar que segue a morte de um ente querido, do luto patológico, expresso no quadro de melancolia. Mostrou-nos que durante o luto há uma introjeção do objeto dentro do ego – e conseqüente identificação com o objeto perdido – que tem a finalidade de manter um estreito contato com o mesmo durante o período necessário para a aceitação da perda e a realização do luto normal. A dificuldade em fazermos o luto é em função da importância da perda, da capacidade do Ego de lidar com a mesma e, principalmente, do tipo de relação com o objeto perdido. Assim se nos sentimos em débito ou culpa com este, surge a tendência de expressar estes sentimentos através da melancolia, que segue a perda. Gringerb retomando os estudos de Freud e M. Klein sobre o luto diz-nos que não apenas a perda de um ente querido leva a um estado de luto; assim qualquer situação de perda - de uma pessoa, país, status, ideal – requer sua superação sua superação e conseqüentemente luto. E acrescenta-nos, ao lado das grandes perdas e dos grandes lutos temos a micro perdas e micro lutos de todo o dia, como um encontro que chegamos atrasados, um propósito qualquer que não se cumpre. Isso condiciona muitas das angústias ou depressões do dia a dia e muitas somatizações passageiras como cefaléias, dispepsias e múltiplos sintomas relacionados com estes complexos fatos traduzidos na expressão “aborrecimentos”.  &lt;br /&gt;
O luto patológico decorrente de uma morte real pode se manifestar por um quadro depressivo ou por outras várias formas de expressão somática, o que na nossa experiência pessoal é um fato freqüente não só no desencadear de doenças somáticas como nas demais patologias em geral. &lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFcoCWL2sX18GCQmH-9B9EqwFb7HWq7pRjLWOS4ac7QULcR8c5h7w3BImPJ4des2E9OQJBO-voYjj67qoGNoWPFISa2lU_oLN7COBGnRVSB_WO4G7fvxS5Hrzc7enlPw3jSEVNnpDN43E/s1600/hipocondria.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;163&quot; width=&quot;200&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFcoCWL2sX18GCQmH-9B9EqwFb7HWq7pRjLWOS4ac7QULcR8c5h7w3BImPJ4des2E9OQJBO-voYjj67qoGNoWPFISa2lU_oLN7COBGnRVSB_WO4G7fvxS5Hrzc7enlPw3jSEVNnpDN43E/s400/hipocondria.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;b&gt;O Paciente Hipocondríaco &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Sem dúvida a hipocondria foi e contínua sendo uma dos maiores desafios à psicanálise e a medicina. De início parece-nos útil distinguir a reações hipocondríacas passageiras – que costumam surgir em estudantes durante o curso médico, por exemplo – da hipocondria crônica, que é considerada pelos modernos autores psicanalíticos como uma psicose não deteriorante.&lt;br /&gt;
Estes pacientes que são muitas vezes conhecidos pela bizarria das suas queixas e comportamento, costumam, pela preocupação compulsiva com seus sintomas e pela atitude permanentemente suspeita, provocar freqüentes irritações contratransferenciais nos médicos pelos quais passam. Lipsitt, escrevendo a este respeito enfatiza a importância da iatrogenia na indução destes casos, através de cirurgias desnecessárias, múltiplas visitas médicas e, principalmente, como conseqüência da necessidade que tem o médico de fazer, também compulsivamente, um diagnóstico de quadros clínicos ainda mal definidos.&lt;br /&gt;
Schmale, comentando o trabalho de Lipsitt define o hipocondríaco como um paciente à procura de uma doença somática. Para ele este paciente tem uma estrutura de personalidade basicamente obsessiva e certas características comuns. Assim são pessoa que tiveram responsabilidades de adultos muito cedo ou desde cedo. Freqüentemente eles tiveram pais ou irmão com doenças incapacitantes fato que concorreu para aumentar seu sentimento precoce de responsabilidade. Posteriormente quando estas pessoas ficam doentes ou experimentam modificações no seu estado de saúde, costumam tornar-se fiéis observadores de seu funcionamento corporal. Isso faz surgir sintomas de natureza hipocondríaca que são reforçados pela atitude das pessoas que lidam com o paciente, permitindo uma situação de dependência, que não seria aceita de outra forma. Ocorrem recidivas, quando o paciente é ameaçado por modificações ambientais que sente não ter condições de controlar. A seguinte dinâmica inconsciente seria encontrada no hipocondríaco: hostilidade reprimida dirigida contra a representação simbólica de um sintoma físico como a solução parcial desse conflito; necessidade de expiar culpas através das queixas somáticas; doença como uma defesa contra sentimentos de abandono e perigo de morte, relações ambivalentes durante importante fase do desenvolvimento e finalmente o benefícios secundário advindo da doença.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/473917044404095701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/quando-alma-adoece-e-o-corpo-chora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/473917044404095701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/473917044404095701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/03/quando-alma-adoece-e-o-corpo-chora.html' title='QUANDO A ALMA ADOEÇE E O CORPO CHORA: A PSICOSSOMÁTICA.'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgXdh0MEh8d-f-UV9tHWXefu9rd7EPGhjFCJ7MZYy_VqFAr-hdaR-mdZne2nSzVJhOMQw3JAa6glXr8MtpyAikQQ2E3JXZI_BuJuufEHVjI1nvjYCwtZZrObSVwdguw3nMBMu1hX2-Lo8Y/s72-c/psicossom%25C3%25A1tica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-715455615000675504</id><published>2011-01-25T18:05:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T18:05:36.452-08:00</updated><title type='text'>Tendência Antissocial</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKLIf1uITXGYgkocchhVguiF_bDePcRDC97MVS2HkCOfP6l7dzLzkAjQOmqD8cz5O724Vw4WqFBwFh8_q7AdwzcLi1oFn-6pPH1hBvd8ta84oeXcz-4H1zKuPK_MFlyXzIJxlQxd_9UT4/s1600/freud+olho.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;192&quot; width=&quot;262&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKLIf1uITXGYgkocchhVguiF_bDePcRDC97MVS2HkCOfP6l7dzLzkAjQOmqD8cz5O724Vw4WqFBwFh8_q7AdwzcLi1oFn-6pPH1hBvd8ta84oeXcz-4H1zKuPK_MFlyXzIJxlQxd_9UT4/s400/freud+olho.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A TENDÊNCIA ANTI-SOCIAL&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Numa conferência proferida em 1956 para a Sociedade Britânica de Psicanálise, Winnicott escreveu;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A tendência anti-social cria para a psicanálise alguns problemas espinhosos, problemas de natureza prática e teórica. Freud, através de sua introdução ao livro de Aichohorn, Wayward Youth, mostrou que a psicanálise não só contribui para a compreensão de delinqüência como é enriquecida por uma compreensão do trabalho daqueles que lidam com delinqüentes (...). Decidi discutir não a delinqüência, mas a tendência anti-social. A razão é que a defesa anti-social organizada está sobrecarregada de ganho secundário e reações sociais que tornam difícil ao investigador atingir seu amargo. Em contrapartida, a tendência anti-social pode ser estudada tal como se apresenta na criança normal ou quase normal, onde se relaciona com dificuldades inerentes ao desenvolvimento emocional.”&lt;br /&gt;
Apesar desta relação apontada por Freud, os distúrbios de caráter e a delinqüência não têm, a meu ver, por razões várias, recebendo da psicanálise toda a carga de conhecimento e de pesquisas que poderiam ser levantadas por este portentoso problema que preocupa hoje em dia a humanidade inteira. Assim sendo, os trabalhos de Winnicott a este respeito, embora escritos nas décadas de 40, 50 e 60, ainda conservam todo um frescor, oportunidade e sentido para os dias atuais. Continua ele;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A tendência anti-social não é um diagnóstico. Não se compara diretamente com outros termos diagnósticos como neurose e psicose. A tendência anti-social pode ser encontrada num individuo normal ou num individuo neurótico ou psicótico.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para ele a tendência anti-social está sempre relacionada a uma privação importante no passado do individuo, muito embora essa privação – representada, por exemplo, pelo nascimento de um irmão ou por um episódio depressivo na vida da mãe – possa passar despercebida pelo meio ambiente. Em suas palavras;&lt;br /&gt;
“Uma criança sofre privação quando passam a faltar características essenciais da vida familiar. Torna-se manifesto um certo grau de privação.&lt;br /&gt;
O comportamento anti-social será manifesto no lar ou numa esfera mais ampla. Em virtude da tendência anti-social, a criança poderá finalmente ter que ser considerada desajustada e receber tratamento num alojamento para crianças desajustadas, ou pode ser levada aos tribunais como criança incontrolável. Agora, delinqüente a criança pode tornar-se um individuo em liberdade condicional, sob mandado judicial ou ser enviada para um reformatório (...) Caso todas essas medidas fracassem, o jovem adulto será considerado um psicopata e remetido pelos tribunais para um instituto correcional para jovens delinqüentes ou para uma prisão.”&lt;br /&gt;
Noutro trecho, continua Winnicott;&lt;br /&gt;
“Existe uma relação direta entre a tendência anti-social e a privação (...) Deve-se a John Bowlby o fato de haver hoje um relacionamento generalizado das relações entre a tendência anti-social e a privação emocional, tipicamente no período que vai até a idade em que a criança começa a dar os primeiros passos, entre um e dois anos de idade (...) Quando existe uma tendência anti-social, houve um verdadeiro desapossamento (não uma simples carência); quer dizer, houve perda de algo bom que foi positivo na experiência da criança até uma certa data e que foi retirado; a retirada estendeu-se por período maior do que aquele em que a criança pode manter viva a lembrança da experiência.”&lt;br /&gt;
Numa das suas visões clínicas mais simples e integradoras sobre este problema ele adverte que;&lt;br /&gt;
“Existem sempre duas direções da tendência anti-social, embora às vezes uma seja mais acentuada do que a outra. Uma direção é representada tipicamente pelo roubo e a outra pela destrutividade. Numa direção a criança procura alguma coisa, em algum lugar, quando tem esperança. Na outra a criança está procurando aquele montante de estabilidade ambiental que suporte a tensão resultante do comportamento impulsivo. É a busca de um suprimento ambiental que se perdeu , uma atitude humana, que uma vez que se possa confiar nela , dê a liberdade ao indivíduo de se movimentar, agir e excitar. É sobretudo por causa da segunda tendência que a criança provoca tendências ambientais totais, como buscando moldura cada vez mais ampla , um círculo que teve como seu primeiro exemplo os braços da mãe ou o corpo da mãe. È possível discernir uma série : o corpo da mãe , os braços da mãe, a relação parental, o lar, a família, a escola, o país com suas leis”&lt;br /&gt;
Sobre o Roubo ele escreve:&lt;br /&gt;
“O furto está no centro da tendência anti-social, associado a mentira. A criança que furta um objeto não está desejando o objeto furtado, mas a mãe sobre quem ela tem direitos. Será possível unir as duas tendências, o furto a destruição, a busca do objeto e aquilo que a provoca, as compulsões libidinosas e agressivas? Na minha opinião, união das duas tendências está na criança e representa uma tendência para uma autocura, cura de uma dissociação de instintos. Quando há na época, na privação original, alguma razão de fusão de raízes agressivas(ou motilidade) com raízes libidinais, a criança reclama a mãe por uma combinação de furto, agressividade e sujeira, de acordo com detalhes específicos do estado de desenvolvimento emocional dessa criança. Quando existe menos fusão, a busca do objeto e agressão estão mais separadas uma da outra e há uma maior grau de dissociação da criança. Isso leva à proposição de que o valor de incômodo da criança anti-social é uma característica essencial, e também é, sob o aspecto positivo, uma característica favorável, que indica uma potencialidade de recuperação da fusão perdida dos impulsos libidinais e motilidade”&lt;br /&gt;
Sobre o valor do incômodo do bebê em relação à mãe, Winnicott está referindo a “amolação” que uma criança impõe à mãe através de uma enurese noturna ou as expensas de um comportamento de bagunça, de um dirigir-se constantemente à mãe para incomodá-la e para receber uma resposta qualquer desta. Por este motivo para ele qualquer exagero do valor do incômodo de um bebê pode indicar a existência de certo grau de privação anti-social. A manifestação da tendência anti-social inclui roubo, mentira, incontinência e modo geral, uma conduta desordenada, caótica. A partir deste estudo da tendência anti-social há sempre uma esperança. Enquanto existe um comportamento anti-social de provocação há esperança da criança de que o meio se recupere e lhe forneça a provisão ambiental que lhe é devida. Entretanto num bom número de casos, ou o ambiente não reconhece a privação e a falta e não se corrige, ou quando o faz, a criança a esta tentativa de cura ou de alguma. Este é um dos aspectos mais intrigantes e frustradores “do tratamento analítico destes pacientes eles reivindicam, de várias formas, um tipo de ajuda e quando lhe és oferecido e uma oportunidade de recuperação” (Mello 1989)&lt;br /&gt;
Winnicott sublinha o tempo todo que a terapia da privação original e da tendência anti-social em privação original e da tendência anti-social em estruturação é realizada pela própria mãe e pela família como um todo, ou numa instituição especializada. Neste casos na segunda intenção poderíamos acrescentar sobre a perda original Winnicott acrescentou que a perda original que há um ponto especial de deve-se sublinhar. Na base da tendência anti-social está uma boa experiência emocional que se perdeu. Sem dúvida é uma característica essencial que o bebê tenha atingido a capacidade que a causa do desastre reside numa falha ou omissão ambiental. O Estado de maturidade do Ego, possibilitando uma percepção desse tipo, determina o desenvolvimento de uam doença anti-social, em vez de uma doença psicótica.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/715455615000675504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/tendencia-antissocial.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/715455615000675504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/715455615000675504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/tendencia-antissocial.html' title='Tendência Antissocial'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhKLIf1uITXGYgkocchhVguiF_bDePcRDC97MVS2HkCOfP6l7dzLzkAjQOmqD8cz5O724Vw4WqFBwFh8_q7AdwzcLi1oFn-6pPH1hBvd8ta84oeXcz-4H1zKuPK_MFlyXzIJxlQxd_9UT4/s72-c/freud+olho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-6881314282542122429</id><published>2011-01-21T17:04:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T17:16:15.197-08:00</updated><title type='text'>&quot;sometimes a hat, it&#39;s only a hat&quot;     Dr. Freud</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8u2BV3fhs6y6-C3xCthrRrP81CGVpUSNuKsG_26jNY48IJ1EU0gDsI9Wt-DSkMzvXyvvlByDsb18xhVRr7uTKSKQYVXOXdbShX_x9G7PEtEy3hjBwx-osvTO9LEk6P-ecrn1UHlMg-8A/s1600/freud+dali.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;200&quot; width=&quot;252&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8u2BV3fhs6y6-C3xCthrRrP81CGVpUSNuKsG_26jNY48IJ1EU0gDsI9Wt-DSkMzvXyvvlByDsb18xhVRr7uTKSKQYVXOXdbShX_x9G7PEtEy3hjBwx-osvTO9LEk6P-ecrn1UHlMg-8A/s400/freud+dali.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sunscreen!&lt;br /&gt;
Never stop using it?&lt;br /&gt;
If I could offer you only one tip for the future&lt;br /&gt;
would be this: wear sunscreen!&lt;br /&gt;
The long-term benefits of the use of sunscreen have been proved by science,&lt;br /&gt;
But the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience.&lt;br /&gt;
But now I will dispense this advice now ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enjoy fine, as long as possible, the power and beauty of&lt;br /&gt;
youth.&lt;br /&gt;
Or, forget it ... You will not understand the power and beauty of youth&lt;br /&gt;
until they have faded.&lt;br /&gt;
But you can believe that twenty years from now you will evoke your photos,&lt;br /&gt;
And notice in a way that you do not suspect today&lt;br /&gt;
How much possibility sprang open before her.&lt;br /&gt;
And like you really had it all over,&lt;br /&gt;
You&#39;re not fat or fat ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYZcGL0zHkeRBvGYyV5E1hOn__SuArqQTqg3OBS3YN1gsSyvtCnRtfowkmB_ii-Y5R6WIHIi_6KxD-Obl2V7jmWMv15BndfeM4eylzbRn2WY5H67OX5YO57TCNLe_f1HoaG4kcEYCninQ/s1600/elvis.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;225&quot; width=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiYZcGL0zHkeRBvGYyV5E1hOn__SuArqQTqg3OBS3YN1gsSyvtCnRtfowkmB_ii-Y5R6WIHIi_6KxD-Obl2V7jmWMv15BndfeM4eylzbRn2WY5H67OX5YO57TCNLe_f1HoaG4kcEYCninQ/s400/elvis.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do not worry about the future.&lt;br /&gt;
Or worry, if you want, but know that&lt;br /&gt;
pre-occupation is as effective as chewing gum to try&lt;br /&gt;
solve an algebra equation.&lt;br /&gt;
The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind;&lt;br /&gt;
and get you in weakness at 4 pm on a sleepy Tuesday.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Every day, face at least one thing that really frightens you.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sing.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6W4TBaomthnJBbIFarn1VTSLNf-kdDpAm6zIh7O5RksyTZRibwGlKJxjNUgXwG8GRiVRfO7t6g7queeliy_AJ_uwGQxHxG8toKr3wP1X8M2ZXghgRw0rQ1Gg1CnFqBNxCvSSvcTqfxnc/s1600/GeorgeHarrison.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh6W4TBaomthnJBbIFarn1VTSLNf-kdDpAm6zIh7O5RksyTZRibwGlKJxjNUgXwG8GRiVRfO7t6g7queeliy_AJ_uwGQxHxG8toKr3wP1X8M2ZXghgRw0rQ1Gg1CnFqBNxCvSSvcTqfxnc/s400/GeorgeHarrison.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do not be reckless with other people&#39;s hearts.&lt;br /&gt;
Ature not frivolous people at heart.&lt;br /&gt;
Floss.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do not waste your time on jealousy.&lt;br /&gt;
Sometimes you&#39;re up and&lt;br /&gt;
sometimes low.&lt;br /&gt;
The race is long and in the end&lt;br /&gt;
it&#39;s just you against yourself.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Remember compliments you receive.&lt;br /&gt;
Forget the insults.&lt;br /&gt;
Achieve this, teach me.&lt;br /&gt;
Keep your old love letters.&lt;br /&gt;
Throw away your old bank statements.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Stretch.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do not feel guilty for not knowing what to do in life&lt;br /&gt;
The most interesting people I know do not know at&lt;br /&gt;
twenty-two&lt;br /&gt;
what they wanted to do in life.&lt;br /&gt;
Some of the most interesting forties that I still know&lt;br /&gt;
do not know.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Get plenty of calcium.&lt;br /&gt;
Be kind to your knees.&lt;br /&gt;
You&#39;ll miss them.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maybe you&#39;ll marry, maybe not.&lt;br /&gt;
Maybe you have children, maybe not.&lt;br /&gt;
Maybe you&#39;ll divorce at forty, maybe you&#39;ll dance the funky chicken on your&lt;br /&gt;
diamond wedding.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Whatever you do do not congratulate yourself too much or berate yourself,&lt;br /&gt;
Your choices are half chance of working,&lt;br /&gt;
It is well for everyone.&lt;br /&gt;
Enjoy your body Use it every way you can, even!&lt;br /&gt;
Do not be afraid of it or of what other people think of it.&lt;br /&gt;
It&#39;s the greatest instrument you&#39;ll ever own.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dance.&lt;br /&gt;
Even though no where but in your own room.&lt;br /&gt;
Read the instructions that will not even follow them.&lt;br /&gt;
Do not read beauty magazines, they will only make you feel ugly&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chorus: Brother and Sister&lt;br /&gt;
Together we&#39;ll make it trough&lt;br /&gt;
Someday the spirit Will you take&lt;br /&gt;
And guide you there&lt;br /&gt;
I know you&#39;ve b hurting&lt;br /&gt;
But I&#39;ve been waiting to be there for you&lt;br /&gt;
And I&#39;ll be there just helping you out&lt;br /&gt;
Whenever I Can&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Get to know your parents. It is impossible to predict when they&lt;br /&gt;
&#39;ll be gone for good.&lt;br /&gt;
Be nice to your siblings. They&#39;re your best link to your&lt;br /&gt;
past and the people most likely stick with you in the future.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Understand that friends come and go, but never let go of some&lt;br /&gt;
just and good.&lt;br /&gt;
Strive for truth to bridge the gaps in geography and lifestyle because the older you get,&lt;br /&gt;
More you need the people you knew when you were young.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
More in New York once, but leave before it hardens.&lt;br /&gt;
More in Northern California once, but leave before it makes you soft.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Travel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Accept certain inalienable truths:&lt;br /&gt;
Prices will rise, politicians will philander, you too will get old.&lt;br /&gt;
And when you do you&#39;ll fantasize that when you were young prices were reasonable, politicians were noble&lt;br /&gt;
And children respected their elders.&lt;br /&gt;
Respect your elders!&lt;br /&gt;
And do not expect anyone else to support you.&lt;br /&gt;
Maybe you have a trust fund.&lt;br /&gt;
Maybe you&#39;ll marry a good party, but you never know when either one might run out.&lt;br /&gt;
Do not mess too much with your hair or not when you&#39;re 40 it will look 85.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Be careful whose advice you buy,&lt;br /&gt;
but be patient with those who supply it.&lt;br /&gt;
Advice is a form of nostalgia.&lt;br /&gt;
Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal&lt;br /&gt;
wiping it off,&lt;br /&gt;
painting over the ugly parts and recycling it for more than it&#39;s worth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
But the sunscreen, believe me.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRor6YOODJMIW4_9YKUxbmz79SxeMUYguzPjZx-kqy2nwzHpKw3qrX3wVWlMqhqQmtBODdbwHXeHqsAgm8RDkrFHbZFa4AQ4kGvhHmVabllZhALVH5Qv2oatz8yLSDzm-ojJPa18Urxnk/s1600/syd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;142&quot; width=&quot;354&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRor6YOODJMIW4_9YKUxbmz79SxeMUYguzPjZx-kqy2nwzHpKw3qrX3wVWlMqhqQmtBODdbwHXeHqsAgm8RDkrFHbZFa4AQ4kGvhHmVabllZhALVH5Qv2oatz8yLSDzm-ojJPa18Urxnk/s400/syd.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/6881314282542122429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/sunscreen-never-stop-using-it-if-i.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6881314282542122429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6881314282542122429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/sunscreen-never-stop-using-it-if-i.html' title='&quot;sometimes a hat, it&#39;s only a hat&quot;     Dr. Freud'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8u2BV3fhs6y6-C3xCthrRrP81CGVpUSNuKsG_26jNY48IJ1EU0gDsI9Wt-DSkMzvXyvvlByDsb18xhVRr7uTKSKQYVXOXdbShX_x9G7PEtEy3hjBwx-osvTO9LEk6P-ecrn1UHlMg-8A/s72-c/freud+dali.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-2661840197449257215</id><published>2011-01-21T17:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T17:19:14.326-08:00</updated><title type='text'>&quot;A volte un cappello, è solo un cappello&quot;     Il dottor Freud</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhol0GsUPiuGV-XC2EUsWUNDVEOBamQDLJFpYhhbPpG6UNwnwnD97tgdnvMLULWQGl_DNu0tPDGHyrohrlqHQ5gNoDhdGZBuRkl8WKAsLOFt6xf11XsubCP4D5LtnbmlD781Hh3XOr6hXM/s1600/dr.freud.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;251&quot; width=&quot;201&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhol0GsUPiuGV-XC2EUsWUNDVEOBamQDLJFpYhhbPpG6UNwnwnD97tgdnvMLULWQGl_DNu0tPDGHyrohrlqHQ5gNoDhdGZBuRkl8WKAsLOFt6xf11XsubCP4D5LtnbmlD781Hh3XOr6hXM/s400/dr.freud.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Per la protezione solare!&lt;br /&gt;
Non smettere mai di usarlo?&lt;br /&gt;
Se potessi offrire solo un suggerimento per il futuro&lt;br /&gt;
sarebbe questo: la protezione solare usura!&lt;br /&gt;
I benefici a lungo termine dell&#39;uso di protezione solare sono stati dimostrati dalla scienza,&lt;br /&gt;
Ma il resto dei miei consigli non ha basi più affidabile la mia esperienza meandri proprio.&lt;br /&gt;
Ma ora mi darò questi consigli ora ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Godetevi la fine, più a lungo possibile, il potere e la bellezza di&lt;br /&gt;
giovani.&lt;br /&gt;
Oppure, dimenticare ... Non si capisce la potenza e la bellezza della gioventù&lt;br /&gt;
fino a che non sono sbiaditi.&lt;br /&gt;
Ma si può credere che venti anni da oggi potrete evocare le tue foto,&lt;br /&gt;
E notate in un modo che non si sospetta oggi&lt;br /&gt;
Quante possibilità si spalancò davanti a lei.&lt;br /&gt;
E come se davvero fosse tutto finito,&lt;br /&gt;
Tu non sei grasso o grasso ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Non preoccuparti del futuro.&lt;br /&gt;
Oppure ti preoccupare, se vuoi, ma sappi che&lt;br /&gt;
pre-occupazione è efficace quanto la gomma da masticare per provare&lt;br /&gt;
risolvere un&#39;equazione algebrica.&lt;br /&gt;
I veri problemi della vita saranno sicuramente cose che mai passate per la mente;&lt;br /&gt;
e si ottiene in debolezza alle 4 del pomeriggio su una sonnolenta Martedì.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ogni giorno, faccia almeno una cosa che spaventa davvero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sing.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpOXMUOE78i0CUZzoe1l6nGTWpGHwkuT7xK2wTf-ahTycMIs1Xq7fWVyI6ppJCO-jkehLam851IgZYPdJiIe84iitPtZGt-7iibMjWn53-eY5StBAdYeVK-IQVf4xlq8ITHY3_CyHAzGA/s1600/elvis.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;225&quot; width=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgpOXMUOE78i0CUZzoe1l6nGTWpGHwkuT7xK2wTf-ahTycMIs1Xq7fWVyI6ppJCO-jkehLam851IgZYPdJiIe84iitPtZGt-7iibMjWn53-eY5StBAdYeVK-IQVf4xlq8ITHY3_CyHAzGA/s400/elvis.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Non essere crudele col cuore degli altri.&lt;br /&gt;
Atura non persone frivole a cuore.&lt;br /&gt;
Floss.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Non sprecate il vostro tempo con l&#39;invidia.&lt;br /&gt;
Qualche volta sei su e&lt;br /&gt;
a volte bassa.&lt;br /&gt;
La corsa è lunga e alla fine&lt;br /&gt;
sei solo tu contro te stesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ricorda i complimenti che ricevi.&lt;br /&gt;
Scordati gli insulti.&lt;br /&gt;
Raggiungere questo obiettivo, mi insegnano.&lt;br /&gt;
Tenere le vecchie lettere d&#39;amore.&lt;br /&gt;
Butta via i vecchi estratti conto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Stretch.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Non sentirti in colpa per non sapere cosa fare nella vita&lt;br /&gt;
Le persone più interessanti che conosco, non so a&lt;br /&gt;
22&lt;br /&gt;
quello che volevo fare nella vita.&lt;br /&gt;
Alcuni dei più interessanti quarantenni che non so ancora&lt;br /&gt;
Non lo so.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prendi molto calcio.&lt;br /&gt;
Sii gentile con le tue ginocchia.&lt;br /&gt;
Ti mancheranno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Forse ti sposerai, forse no.&lt;br /&gt;
Forse hai dei figli, forse no.&lt;br /&gt;
Forse divorzierai a quarant&#39;anni, forse ti ballerai sul&lt;br /&gt;
nozze di diamante.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qualunque cosa tu faccia non congratularti troppo con te o rimproverarti,&lt;br /&gt;
Le tue scelte sono scommesse di lavoro,&lt;br /&gt;
E &#39;bene per tutti.&lt;br /&gt;
Goditi il tuo corpo lo uso ogni modo è possibile, anche!&lt;br /&gt;
Non abbiate paura di essa o di ciò che gli altri pensano di esso.&lt;br /&gt;
E &#39;il più grande strumento che potrai mai avere.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRXFeamlmum_qcr8B6DpeY6bgTLUcy_L6csV1qeDj6lQjKHNsZyvHLkok_RQ0FIvOp5gakuYKkFbmQj6-oGrWhivTWbSCUSUIMVwII58nMs4Cqq_gX07l1clLCRz57GOm8MfD3p5IBWEc/s1600/GeorgeHarrison.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRXFeamlmum_qcr8B6DpeY6bgTLUcy_L6csV1qeDj6lQjKHNsZyvHLkok_RQ0FIvOp5gakuYKkFbmQj6-oGrWhivTWbSCUSUIMVwII58nMs4Cqq_gX07l1clLCRz57GOm8MfD3p5IBWEc/s400/GeorgeHarrison.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dance.&lt;br /&gt;
Anche se nessun dove, ma nella vostra camera.&lt;br /&gt;
Leggere attentamente le istruzioni che non sarà nemmeno li seguono.&lt;br /&gt;
Non leggere le riviste di bellezza, si faranno solo sentire orrendo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chorus: fratello e sorella&lt;br /&gt;
Insieme ce la faremo attraverso&lt;br /&gt;
Un giorno lo Spirito vi prendono&lt;br /&gt;
E tu ci guida&lt;br /&gt;
So che hai sofferto b&lt;br /&gt;
Ma ho aspettato di essere lì per voi&lt;br /&gt;
E io sarò lì per te dare una mano&lt;br /&gt;
Ogni volta che posso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imparare a conoscere i tuoi genitori. E &#39;impossibile prevedere quando&lt;br /&gt;
&#39;Ll essere andato per sempre.&lt;br /&gt;
Tratta bene i tuoi fratelli. Sono il migliore legame con il&lt;br /&gt;
bastone passato e quelli che più probabilmente con voi in futuro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capire che gli amici vanno e vengono, ma non rinunciava mai a qualche&lt;br /&gt;
giusto e buono.&lt;br /&gt;
Lottano per la verità per colmare le distanze geografiche e di stili di vita, perché più diventi vecchio,&lt;br /&gt;
Più hai bisogno delle persone che conoscevi da giovane.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Più in New York &#39;, ma lasciala prima che indurisca.&lt;br /&gt;
Più in California per un po &#39;, ma lasciala prima che ti molli.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viaggi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Accettare alcune verità inalienabili:&lt;br /&gt;
I prezzi aumenteranno, i politici saranno donnaioli, anche tu diventerai vecchio.&lt;br /&gt;
E quando lo fai ti fantasticare che quando eri giovane prezzi erano ragionevoli, i politici erano nobili&lt;br /&gt;
E i bambini rispettavano gli anziani.&lt;br /&gt;
Rispetta il tuo anziani!&lt;br /&gt;
E non aspettarti che qualcuno possa aiutare.&lt;br /&gt;
Forse hai un fondo fiduciario.&lt;br /&gt;
Forse ti sposerai una bella festa, ma non si sa mai quando uno dei due potrebbe esaurirsi.&lt;br /&gt;
Non pasticciare troppo con i capelli o no quando sei 40 apparirà 85.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sii cauto nell&#39;accettare consigli,&lt;br /&gt;
ma sii paziente con chi li dispensa.&lt;br /&gt;
I consigli sono una forma di nostalgia.&lt;br /&gt;
Dispensarli è un modo di ripescare il passato dal smaltimento&lt;br /&gt;
ripulirlo,&lt;br /&gt;
pittura sopra le parti brutte e riciclarlo per più di quello che vale la pena.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ma la crema solare, mi creda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBV5wvFYRix38ZDI9O-tiWR-ldTVaWnMWrUOG9SZoG5NXZFGgddrLJmqnrsb7oF6kNVdwh3mKqmq9aispd2YdFDukifwS-uA1IWS1Lb5MJVa9TVfO55sbhJ0Bn19UAKgN-_qLe8O3ohYI/s1600/syd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;142&quot; width=&quot;354&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgBV5wvFYRix38ZDI9O-tiWR-ldTVaWnMWrUOG9SZoG5NXZFGgddrLJmqnrsb7oF6kNVdwh3mKqmq9aispd2YdFDukifwS-uA1IWS1Lb5MJVa9TVfO55sbhJ0Bn19UAKgN-_qLe8O3ohYI/s400/syd.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/2661840197449257215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/per-la-protezione-solare-non-smettere.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2661840197449257215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2661840197449257215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/per-la-protezione-solare-non-smettere.html' title='&quot;A volte un cappello, è solo un cappello&quot;     Il dottor Freud'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhol0GsUPiuGV-XC2EUsWUNDVEOBamQDLJFpYhhbPpG6UNwnwnD97tgdnvMLULWQGl_DNu0tPDGHyrohrlqHQ5gNoDhdGZBuRkl8WKAsLOFt6xf11XsubCP4D5LtnbmlD781Hh3XOr6hXM/s72-c/dr.freud.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-4473944332092222415</id><published>2011-01-21T16:41:00.000-08:00</published><updated>2011-01-21T16:44:45.577-08:00</updated><title type='text'>&quot;Parfois, un chapeau n&#39;est qu&#39;un chapeau&quot;                                                Dr Freud</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoh-tc5R_hNA-gm_pqWyoz9BQnP7Qzuf_3Zm9O5TAFL7SltyiXJdcHHmf8SNUWnNbjSfguUWeBTRqdKfTr_SBBayCkw887oF9bRM1u_iDoSCHzyqJzaC9AqGvBxA63lkpDcmkU_8uTBvs/s1600/SigmundFreud.JPG&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;289&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoh-tc5R_hNA-gm_pqWyoz9BQnP7Qzuf_3Zm9O5TAFL7SltyiXJdcHHmf8SNUWnNbjSfguUWeBTRqdKfTr_SBBayCkw887oF9bRM1u_iDoSCHzyqJzaC9AqGvBxA63lkpDcmkU_8uTBvs/s400/SigmundFreud.JPG&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Crème solaire!&lt;br /&gt;
Ne jamais cesser de l&#39;utiliser?&lt;br /&gt;
Si je pouvais vous offrir un seul conseil pour l&#39;avenir&lt;br /&gt;
ne serait-ce: utilisez un écran solaire!&lt;br /&gt;
Les avantages à long terme de l&#39;utilisation de crème solaire ont été prouvé par la science,&lt;br /&gt;
Mais le reste de mon avis n&#39;a pas de fondement plus fiable que mon expérience propre méandres.&lt;br /&gt;
Mais maintenant, je vais passer cet avis maintenant ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Profitez bien, aussi longtemps que possible, la puissance et la beauté de&lt;br /&gt;
des jeunes.&lt;br /&gt;
Ou encore, on oublie ... Vous ne comprendrez pas la puissance et la beauté de la jeunesse&lt;br /&gt;
jusqu&#39;à ce qu&#39;ils se sont estompées.&lt;br /&gt;
Mais vous pouvez croire que vingt ans à partir de maintenant vous pourrez évoquer vos photos,&lt;br /&gt;
Et remarquez une manière que vous ne soupçonnez pas aujourd&#39;hui&lt;br /&gt;
Comment possibilité beaucoup s&#39;ouvrit devant elle.&lt;br /&gt;
Et comme il fallait vraiment qu&#39;il partout,&lt;br /&gt;
Vous n&#39;êtes pas gras ou sans gras ...&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ne pas s&#39;inquiéter de l&#39;avenir.&lt;br /&gt;
Ou vous inquiétez pas, si vous voulez, mais sachez que&lt;br /&gt;
pré-occupation est aussi efficace que la gomme à mâcher pour essayer&lt;br /&gt;
résoudre une équation.&lt;br /&gt;
Les vrais problèmes dans votre vie sont susceptibles d&#39;être des choses qui n&#39;ont jamais traversé l&#39;esprit inquiet;&lt;br /&gt;
et vous obtenez dans la faiblesse à 16 heures sur une somnolence mardi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Chaque jour, face à au moins une chose qui fait vraiment peur que vous.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sing.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8-pQIm9nsvSRxyuf3oIIbXrnntxN3G77jXAggRpbX6SEx5CD8VZn6V4T4Y1rdOwEPg5IWBtF_fuGiapUY4nVEhOdlhwfidW14hFCWe6i8dPys9TXsVI-bEFVbLPkXKzHO78rlWVMqfHM/s1600/elvis.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;225&quot; width=&quot;225&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8-pQIm9nsvSRxyuf3oIIbXrnntxN3G77jXAggRpbX6SEx5CD8VZn6V4T4Y1rdOwEPg5IWBtF_fuGiapUY4nVEhOdlhwfidW14hFCWe6i8dPys9TXsVI-bEFVbLPkXKzHO78rlWVMqfHM/s400/elvis.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ne soyez pas imprudent avec le cœur des autres.&lt;br /&gt;
ATURE pas des gens frivoles à cœur.&lt;br /&gt;
Floss.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ne perdez pas votre temps avec la jalousie.&lt;br /&gt;
Parfois, vous êtes et&lt;br /&gt;
parfois faible.&lt;br /&gt;
La course est longue et à la fin&lt;br /&gt;
c&#39;est juste vous contre vous-même.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVXb6BfNDN9wVRg6P1qT25ukEKgY5pZ6aALtQixiQyqlaT233qhs_rDzDcUxpTTkmbfrktRNuh1qVRwpFQsBc9OkiRN_TZ5TVH6GlF5Yc59V5wKxwpk_92CKYQxddntHra5ci18P_go8c/s1600/GeorgeHarrison.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgVXb6BfNDN9wVRg6P1qT25ukEKgY5pZ6aALtQixiQyqlaT233qhs_rDzDcUxpTTkmbfrktRNuh1qVRwpFQsBc9OkiRN_TZ5TVH6GlF5Yc59V5wKxwpk_92CKYQxddntHra5ci18P_go8c/s400/GeorgeHarrison.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Souvenez-vous des compliments que vous recevez.&lt;br /&gt;
Oubliez les insultes.&lt;br /&gt;
Atteindre cet objectif, apprends-moi.&lt;br /&gt;
Gardez vos vieilles lettres d&#39;amour.&lt;br /&gt;
Jetez vos vieux relevés bancaires.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Stretch.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ne vous sentez pas coupable de ne pas savoir quoi faire dans la vie&lt;br /&gt;
Les personnes les plus intéressantes que je sais ne sais pas à&lt;br /&gt;
vingt-deux&lt;br /&gt;
ce qu&#39;ils voulaient faire dans la vie.&lt;br /&gt;
Certains des années quarante les plus intéressants que je sais encore&lt;br /&gt;
ne sais pas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Prenez beaucoup de calcium.&lt;br /&gt;
Soyez gentil avec vos genoux.&lt;br /&gt;
Vous les manquez pas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Peut-être vous marier, peut-être pas.&lt;br /&gt;
Peut-être que vous avez des enfants, peut-être pas.&lt;br /&gt;
Peut-être que vous le divorce à quarante ans, peut-être vous la danse du poulet funky sur votre&lt;br /&gt;
diamants mariage.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quoi que vous fassiez ne vous félicitez pas trop ou vous réprimander,&lt;br /&gt;
Vos choix sont à moitié chance de travailler,&lt;br /&gt;
Il est bien pour tout le monde.&lt;br /&gt;
Profitez de votre corps Utilisez toutes les façons possibles, même!&lt;br /&gt;
N&#39;ayez pas peur de lui ou de ce que les autres pensent de lui.&lt;br /&gt;
C&#39;est le plus grand instrument que vous aurez jamais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dance.&lt;br /&gt;
Même si aucun cas, mais dans votre propre chambre.&lt;br /&gt;
Lisez les instructions qui ne sera même pas les suivre.&lt;br /&gt;
Ne pas lire les magazines de beauté, ils ne feront que vous faire sentir laide&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Refrain: Frère et sœur&lt;br /&gt;
Ensemble, nous allons rendre creux&lt;br /&gt;
Un jour, l&#39;esprit Voulez-vous prendre&lt;br /&gt;
Et vous guide&lt;br /&gt;
Je sais que vous avez mal b&lt;br /&gt;
Mais j&#39;ai attendu d&#39;être là pour vous&lt;br /&gt;
Et je serai là juste pour vous aider à&lt;br /&gt;
Dès que je peux&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apprenez à connaître vos parents. Il est impossible de prédire quand elles&lt;br /&gt;
«Ll est parti pour de bon.&lt;br /&gt;
Soyez gentils avec vos frères et sœurs. Ils sont votre meilleur lien avec votre&lt;br /&gt;
bâton passé et les personnes les plus susceptibles de vous dans le futur.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comprendre que les amis vont et viennent, mais ne jamais laisser aller de certains&lt;br /&gt;
juste et bon.&lt;br /&gt;
Efforcez-vous de la vérité pour combler les lacunes en géographie et en style de vie parce que plus on vieillit,&lt;br /&gt;
Plus vous avez besoin des gens que vous connaissiez quand vous étiez jeune.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Plus d&#39;une fois à New York, mais laisser avant qu&#39;elle ne durcisse.&lt;br /&gt;
Plus d&#39;une fois en Californie du Nord, mais partir avant qu&#39;il ne vous fait doux.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voyage.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Accepter certaines vérités inaliénables:&lt;br /&gt;
Les prix vont augmenter, les politiciens philander, vous aussi devenir vieux.&lt;br /&gt;
Et quand vous ne vous fantasmer que quand vous étiez jeunes et des prix étaient raisonnables, les politiciens étaient nobles&lt;br /&gt;
Et les enfants respectaient leurs aînés.&lt;br /&gt;
Respectez vos aînés!&lt;br /&gt;
Et ne vous attendez pas quelqu&#39;un d&#39;autre pour vous soutenir.&lt;br /&gt;
Peut-être vous avez un fonds d&#39;affectation spéciale.&lt;br /&gt;
Peut-être que vous allez épouser un bon parti, mais vous ne savez jamais quand un ou l&#39;autre risque de manquer.&lt;br /&gt;
Ne jouez pas trop avec vos cheveux ou non lorsque vous êtes 40, il se penchera 85.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soyez prudent dont les conseils que vous achetez,&lt;br /&gt;
mais soyez patient avec ceux qui les lui fournir.&lt;br /&gt;
Des conseils sont une forme de nostalgie.&lt;br /&gt;
Dosage c&#39;est une façon de la pêche par le passé de la vente&lt;br /&gt;
il essuyer,&lt;br /&gt;
la peinture sur les parties laides et de recyclage pour plus de cela vaut la peine.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais la protection solaire, croyez-moi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqk6duTfySY-MF_yOLShG-Bcv5nvZ5awWSFbZADUd_4dWT5Bp3uBy9XlgwgpVST-9NJP26tjKkYkWZQr5kfoSDeDmKcS1zfRe9P1GsbUa3_iHbxy7ezAOOuIAW7yNs-EAaTJR3ATcKHr4/s1600/syd.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;142&quot; width=&quot;354&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhqk6duTfySY-MF_yOLShG-Bcv5nvZ5awWSFbZADUd_4dWT5Bp3uBy9XlgwgpVST-9NJP26tjKkYkWZQr5kfoSDeDmKcS1zfRe9P1GsbUa3_iHbxy7ezAOOuIAW7yNs-EAaTJR3ATcKHr4/s400/syd.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/4473944332092222415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/parfois-un-chapeau-nest-quun-chapeau-dr.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4473944332092222415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/4473944332092222415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/parfois-un-chapeau-nest-quun-chapeau-dr.html' title='&quot;Parfois, un chapeau n&#39;est qu&#39;un chapeau&quot;                                                Dr Freud'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoh-tc5R_hNA-gm_pqWyoz9BQnP7Qzuf_3Zm9O5TAFL7SltyiXJdcHHmf8SNUWnNbjSfguUWeBTRqdKfTr_SBBayCkw887oF9bRM1u_iDoSCHzyqJzaC9AqGvBxA63lkpDcmkU_8uTBvs/s72-c/SigmundFreud.JPG" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-8282099537672222812</id><published>2011-01-19T14:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T14:51:39.272-08:00</updated><title type='text'>Barokk Hi-Tec</title><content type='html'>A töredezett Tárgy: Barokk Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIqSMLCss7hALkm-sih2mfGMmepdvKo16saEQFIE9_zHyO6XXIsNlRN4GuvMMvHmxxIWI7f3_bl0xvbKcHzu3yU-6hmspER6fgXdy3me5hhdsJ04hFjkryzyyrkJNmAdbMKSVTk8KsFPY/s1600/dali.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;167&quot; width=&quot;223&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIqSMLCss7hALkm-sih2mfGMmepdvKo16saEQFIE9_zHyO6XXIsNlRN4GuvMMvHmxxIWI7f3_bl0xvbKcHzu3yU-6hmspER6fgXdy3me5hhdsJ04hFjkryzyyrkJNmAdbMKSVTk8KsFPY/s400/dali.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ha elolvassuk a kortárs, vagy mások inkább a &quot;posztmodernitás&quot; a neoliberális globalizáció, mi lesz azonosítani, mennyire könnyű a válság a nemzetállamok, annak gyengülése határai, különbséget kultúrák, párosulva gazdasági mobilitás, földrajzi és kulturális. Ehhez hozzátesszük, hogy a jellemzői az általános jellegű háború és béke a huszadik század végén, azt mondja, Bartucci (2006) &quot;a határvonalat, ami megkülönbözteti a belső konfliktusok nemzetközi eltűnt vagy kezd eltűnni&quot;, és így elismerik a mai &quot; helye a garanciák hiánya &quot;&lt;br /&gt;
Ez a megerősítés, ha ratifikálja a beszéd a mi analysands és a szakemberek a klinikai felügyelet kaptak irodánkban. Továbbá, az egyének született a háború után, bizonyulnak produktív gondok gyermekeiket és unokáikat. Azok, akik bizonyítani improduktív megpróbálja megérteni, mi &quot;volt a baj&quot; keresztül újraértelmezése a tapasztalata annak egyediségét és szubjektivitás. .&lt;br /&gt;
Vitathatatlan tény: az új generációk már nem várható a jövőben. A résztvevők ebben a globalizált világban, túszul az igények a mai &quot;teljesítményt állandó&quot; alanyok nem történik meg, vagy legalábbis igénybe minden rendelkezésére álló eszközzel, hogy nem lehet elhagyni, előmozdítása megerősítő hiánya közötti különbség lét és elpusztulnak.&lt;br /&gt;
Szociológusok, közgazdászok, történészek, dolgozik a téma a mai világban, &quot;hangsúlyozta, hogy az érintettek kötelesek a agilis, áll a gyors változásokat, amelyek folyamatosan kockázatokat. &quot;Bal saját eszközökkel autonómiát jelenik meg, mint a szabadság illúziója&quot;&lt;br /&gt;
Emlékezés a filozófus Vernon Benjamin, annyira áthatja a közepén pszichológiai folyamatokat a &quot;normalizáció&quot; a magára folyamat, amely alapján az azonos (I), a másik (akikkel én kapcsolatban), &quot;ostromolták&quot; között, a vágy, hogy szabványosítás és a lehetőséget, hogy a létezését és ellenálló képességük az arcát a lemondást minden olyan terv vagy utópisztikus remény, úgy tűnik, hogy a töredezettség a téma, a szubjektivitás megvan a maga helye egy új társadalmi konfiguráció alakul ki a Nyugat. Az úgynevezett önálló központúság, Bartucci (2006), ezáltal kombinálva az értékét az externália - a célpontok a vágy felé feltételezve önző és így jár az exhibicionista általános csúszott a &quot;való&quot; a &quot;tanácsadás&quot;. Halál Live. Az a tény, szubjektivitás. A drog ők vásárolt &quot;Bocas&quot; vagy a &quot;gyógyszertárak&quot;. Tablettát, vagy könyvek a saját ajuda.E néhány tévesen azt diktálja, hogy vándorolni, és csoda: A fiam lesz, amit veszek?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/8282099537672222812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barokk-hi-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/8282099537672222812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/8282099537672222812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barokk-hi-tec.html' title='Barokk Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhIqSMLCss7hALkm-sih2mfGMmepdvKo16saEQFIE9_zHyO6XXIsNlRN4GuvMMvHmxxIWI7f3_bl0xvbKcHzu3yU-6hmspER6fgXdy3me5hhdsJ04hFjkryzyyrkJNmAdbMKSVTk8KsFPY/s72-c/dali.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-7470656822435607202</id><published>2011-01-19T14:45:00.001-08:00</published><updated>2011-01-19T14:45:49.838-08:00</updated><title type='text'>Барокко Привет-Tec</title><content type='html'>Раздробленность Тема: барокко Привет-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaRn2Z6nGryzsPqzqxA7SN44Sx4bLWjT_ZIwBwpK-Qg-Msm4R3PKZY-COZuZIlZ68D8-Szmsr8e59qsVZURLz8V-9jByVWjeRVvMGAaIg9cvIFjhsPrWgks-U_Wbc1Lr9VXJC82VZm5jQ/s1600/dali4.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;271&quot; width=&quot;186&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaRn2Z6nGryzsPqzqxA7SN44Sx4bLWjT_ZIwBwpK-Qg-Msm4R3PKZY-COZuZIlZ68D8-Szmsr8e59qsVZURLz8V-9jByVWjeRVvMGAaIg9cvIFjhsPrWgks-U_Wbc1Lr9VXJC82VZm5jQ/s400/dali4.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Если мы читаем современный, или как другие предпочитают &quot;постмодерна&quot; от неолиберальной глобализации, мы будем определять, сколько легкость кризиса государства-нации, с ее ослабление ее границ, различий между культурами, в сочетании с экономической мобильности, географические и культурные. Добавим, что характеристики общего характера войны и мира в конце ХХ века, говорит Bartucci (2006) &quot;разделительная линия, которая отличает внутренних конфликтов международного исчезли, либо стремится к исчезнуть&quot; и тем самым признать в современной &quot; место отсутствие гарантий &quot;&lt;br /&gt;
Это подтверждение, если ратифицирован речи наших анализандов и профессионалов в клинических наблюдений они получили в нашем офисе. Кроме того, людей, родившихся после войны, оказываются продуктивными проблемы со своими детьми и внуками. Те, которые демонстрируют непродуктивными попытки понять, что &quot;пошло не так&quot; через переосмысление опыта своей уникальности и субъективности. .&lt;br /&gt;
Неоспоримый факт: новые поколения не имеют ожидание будущего. Участники в этом глобализованном мире, в заложниках у требованиям современного &quot;производительность постоянных&quot; предметы бывают или по крайней мере прибегать к все имеющиеся в его распоряжении не остаться за бортом, продвижение подтверждающую отсутствие различия между бытием и погибнуть.&lt;br /&gt;
Социологи, экономисты, историки, работая с темой современного мира &quot;, подчеркнул, что субъекты должны быть гибкими, доступных для быстрого изменения, которые постоянно идти на риск. &quot;Предоставленные самим себе автономии устройств появляется как иллюзия свободы&quot;&lt;br /&gt;
Вспоминая Философ Вернон Бенджамин, настолько погружен в разгар психологические процессы &quot;нормализации&quot; в отказ процесс, который основан из того же (я) и других (с которыми я состою в родстве), &quot;осажденном&quot; между желанием стандартизации и возможность существования и устойчивости в условиях отказа от какого-либо плана или утопические надежды, похоже, что фрагментация тему, субъективность имеет свое место в новой социальной конфигурации, образованной на Западе. Так называемых эгоцентризма, Bartucci (2006), объединив значение внешнего - Направления желания к предполагая эгоцентричны и, следовательно, привести к эксгибиционист обобщенного скольжения &quot;быть&quot; за &quot;советы&quot;. Смерть Live. Отказ субъективности. Злоупотребления наркотиками они покупают в &quot;Бока&quot; и &quot;Аптеки&quot;. Таблетки или книги по самостоятельной ajuda.E несколько ошибочно подсказывает, что бродить и удивляться: Мой сын будет то, что я покупаю?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/7470656822435607202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7470656822435607202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7470656822435607202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/tec.html' title='Барокко Привет-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaRn2Z6nGryzsPqzqxA7SN44Sx4bLWjT_ZIwBwpK-Qg-Msm4R3PKZY-COZuZIlZ68D8-Szmsr8e59qsVZURLz8V-9jByVWjeRVvMGAaIg9cvIFjhsPrWgks-U_Wbc1Lr9VXJC82VZm5jQ/s72-c/dali4.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-2428046620899529823</id><published>2011-01-19T14:43:00.001-08:00</published><updated>2011-01-19T14:43:56.172-08:00</updated><title type='text'>バロックハイテック</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSDkpAmc9z0j41tVUjGzNnzLIHwdKMHa3YUr1CfZCrXgAiiwhYhutsaOqyBuXCJbE14XdmRb5aRy-qn1R6w6bIn7oMw3P9Y48Y2I8SXMz0uTmseQmij-sDpa83nvCuKrd2fG-FWx-Z3q8/s1600/dom.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;255&quot; width=&quot;197&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSDkpAmc9z0j41tVUjGzNnzLIHwdKMHa3YUr1CfZCrXgAiiwhYhutsaOqyBuXCJbE14XdmRb5aRy-qn1R6w6bIn7oMw3P9Y48Y2I8SXMz0uTmseQmij-sDpa83nvCuKrd2fG-FWx-Z3q8/s400/dom.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
題目断片化：バロックハイテック。&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
我々は、現代を読む場合、または他の新自由主義的なグローバル化から&quot;ポストモダニティ&quot;を好むように、我々は多く、その境界線の、その弱体化と国民国家の危機を緩和する方法を識別する、文化の違いは、結合経済モビリティ、地理的、文化的。私たちは&quot;戦争と平和20世紀後半の一般的な性質の特徴は、その結果現代的な認識Bartucci（2006）&quot;消えて国際的な内部対立を区別たり消えたりする傾向にある境界線は&quot;言うことを付け加え&quot;保証の欠如を配置する&lt;br /&gt;
彼らは私たちのオフィスで受信した臨床指導に私たちのanalysandsや専門家の音声による批准場合は、この確認がされます。また、個人が自分の子供や孫と生産性の懸念を証明され、戦後に生まれた。誰が非生産的な試みを示すものはその独自性と主体性の経験の再解釈を通じて&quot;間違っていた&quot;ことを理解する。 。&lt;br /&gt;
明白な事実は：新世代の未来のない期待を持っています。被験者が起こるのか現代的な&quot;永久的なパフォーマンス&quot;の要求によって、あるいは少なくともリゾートでの処分で、すべての手段を人質に開催されるこのグローバル化した世界の参加者は、さと滅びの区別がないことを補強の促進を任せておくにしていません。&lt;br /&gt;
社会学者は、経済学者、歴史家は、現代の世界をテーマとした作業を、&quot;被験者は、使用可能な継続的にリスクを取るの急速な変化に機敏にする必要があることを強調した。 &quot;自分のデバイスの自律性、左は、自由の幻想として表示されます。&quot;&lt;br /&gt;
、哲学者ヴァーノンベンジャミンを覚えるように（I）および他の同じから基づいている放棄プロセスの&quot;正常化&quot;（私は関連している人）で、心理学的プロセスの真っ只中に染み込んでいると欲望の間の&quot;包囲&quot;標準化の存在と弾力性の計画やユートピア希望の放棄の顔の可能性は、被写体の断片化が、主観は西に形成された新たな社会構成では、その場所を持っていることが表示されます。いわゆる自己中心は、Bartucci（2006年）、このように外部の値を組み合わせる - 欲望の目的地を&quot;アドバイス&quot;については、&quot;中&quot;の摺動一般顕示で自己中心的、したがって、その結果を想定に向かって。死が住んでいます。主観性のに失敗しました。薬物の乱用は、彼らが&quot;ボカス&quot;または購入している&quot;薬局&quot;。錠剤、または本自己ajuda.Eにいくつかの詳細が誤ってさまようことと不思議指示：私の息子は私が購入するものでしょうか？</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/2428046620899529823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/blog-post_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2428046620899529823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2428046620899529823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/blog-post_19.html' title='バロックハイテック'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhSDkpAmc9z0j41tVUjGzNnzLIHwdKMHa3YUr1CfZCrXgAiiwhYhutsaOqyBuXCJbE14XdmRb5aRy-qn1R6w6bIn7oMw3P9Y48Y2I8SXMz0uTmseQmij-sDpa83nvCuKrd2fG-FWx-Z3q8/s72-c/dom.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-1104692360845399112</id><published>2011-01-19T14:42:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T14:42:04.210-08:00</updated><title type='text'>Baroque Hi-Tec</title><content type='html'>Den fragmenterade Ämne: Baroque Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaVHWTGiEm66FkRyIVdcFbjlLZQFbmks5OyFD5gRlIMh6GiMH72k21XlemfWbkVOOKVLGcpyNtUO8FSColpxgSkETbVDkspn24ongQl11p_m2VVDRDsoNYiVmD1wGslaq_c2cQpDTYOU0/s1600/dom+quixote.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;167&quot; width=&quot;223&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaVHWTGiEm66FkRyIVdcFbjlLZQFbmks5OyFD5gRlIMh6GiMH72k21XlemfWbkVOOKVLGcpyNtUO8FSColpxgSkETbVDkspn24ongQl11p_m2VVDRDsoNYiVmD1wGslaq_c2cQpDTYOU0/s400/dom+quixote.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Om vi läser samtida, eller som andra föredrar att &quot;postmodernism&quot; från den nyliberala globaliseringen, kommer vi att identifiera hur stor lätthet krisen i nationalstater, med dess försvagning av dess gränser, distinktioner mellan kulturer, i kombination med en ekonomisk rörlighet, geografiska och kulturella. Vi tillägga att egenskaperna hos den allmänna karaktären av krig och fred i slutet av nittonhundratalet, säger Bartucci (2006) &quot;en skiljelinje som skiljer de interna konflikter av internationell försvunnit eller tenderar att försvinna&quot; och därmed känna igen i den moderna &quot; plats bristen på garantier &quot;&lt;br /&gt;
Denna bekräftelse är om ratificeras av tal av våra analysands och yrkesverksamma inom klinisk övervakning de fick på vårt kontor. Dessutom individer födda efter kriget, har visat produktiva frågor med sina barn och barnbarn. De som visar improduktiva försök att förstå vad &quot;gick fel&quot; genom en omtolkning av erfarenheterna av dess unika och subjektivitet. .&lt;br /&gt;
Obestridliga faktum: de nya generationerna har några förväntningar på framtiden. Deltagare i denna globaliserade värld, som gisslan av de krav som den moderna &quot;prestanda permanent&quot; ämnen händer eller åtminstone ta till alla till buds stående medel att inte lämnas ut, främjande av bekräftar bristen på skillnad mellan att vara och förgås.&lt;br /&gt;
Sociologer, ekonomer, historiker, som arbetar med temat i dagens värld, &quot;betonade att försökspersonerna måste vara vig, tillgänglig för de snabba förändringar som ständigt ta risker. &quot;Vänster till sina egna enheter självständighet framstår som en illusion av frihet&quot;&lt;br /&gt;
Att minnas de vises Vernon Benjamin, så är genomsyrad mitt i psykologiska processer av &quot;normalisering&quot; i övergivande process som bygger på samma (jag) och den andra (med vem jag är relaterade), &quot;belägrade&quot; mellan önskan att standardisering och möjligheten till existens och motståndskraft inför ett undantag av någon plan eller utopiska hopp verkar det som fragmenteringen av ärendet, har subjektivitet sin plats i en ny social konfiguration bildades i väst. Den så kallade självcentrering, Bartucci (2006), som kombinerar därmed värdet av externalitet - för destinationer önskan mot antar en självcentrerad och därmed resultera i en exhibitionist generaliserade glidning &quot;vara&quot; för &quot;råd&quot;. Döden Live. Misslyckandet av subjektivitet. Missbruket av droger de köps i &quot;Bocas&quot; eller &quot;Apotek&quot;. Piller eller böcker på egen ajuda.E lite mer felaktigt dikterar att vandra och undrar: Min son kommer att vara vad jag köper?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/1104692360845399112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/baroque-hi-tec_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/1104692360845399112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/1104692360845399112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/baroque-hi-tec_19.html' title='Baroque Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgaVHWTGiEm66FkRyIVdcFbjlLZQFbmks5OyFD5gRlIMh6GiMH72k21XlemfWbkVOOKVLGcpyNtUO8FSColpxgSkETbVDkspn24ongQl11p_m2VVDRDsoNYiVmD1wGslaq_c2cQpDTYOU0/s72-c/dom+quixote.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-9088614821158338483</id><published>2011-01-19T14:40:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T14:40:27.442-08:00</updated><title type='text'>Barokin Hi-Tec</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-avY6WquT4D1zqvyaG2qMqMuukgDHUH2vfV_Qo-3FWzqvDVmUlR42h5a5FzDfiPSm98bCuXbxukcDWD_YO1hwh8aGSz_rHGv5fwMjhK0toUEbcXVSKPCi1g55uKgNl2ZiQ3T3aB0L0T8/s1600/etica.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;197&quot; width=&quot;256&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-avY6WquT4D1zqvyaG2qMqMuukgDHUH2vfV_Qo-3FWzqvDVmUlR42h5a5FzDfiPSm98bCuXbxukcDWD_YO1hwh8aGSz_rHGv5fwMjhK0toUEbcXVSKPCi1g55uKgNl2ZiQ3T3aB0L0T8/s400/etica.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
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Hajanainen Aihe: Barokki Hi-Tec.&lt;br /&gt;
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Jos luemme nykyaikainen, tai muuta mieluummin &quot;postmodernity&quot; pois uusliberalistisen globalisaation, tulemme selvittämään, miten paljon helpottaa kriisin kansallisvaltioiden kanssa heikentää sen rajojen eroa kulttuurien yhdistettynä taloudellisen liikkuvuuden, maantieteellisiä ja kulttuurisia. Lisäämme, että ominaisuudet yleisluontoisia sodan ja rauhan myöhään vuosisadan, sanoo Bartucci (2006) &quot;raja, joka erottaa sisäiset konfliktit kansainvälisen kadonneiden tai taipumus kadota&quot; ja siten tunnustamaan nykyajan &quot; paikka ei ole takeita &quot;&lt;br /&gt;
Tämä vahvistus on, jos ratifioi puheen meidän analysands ja ammattilaisille työnohjauksen he saivat toimistossamme. Lisäksi yksityishenkilöt ovat syntyneet sodan jälkeen, ovat osoittautumassa tuottavia koskee heidän lapsensa ja lapsenlapsensa. Ne, jotka osoittavat tuottamatonta yrittää ymmärtää, mitä &quot;meni pieleen&quot; läpi uudelleentulkinta kokemusta sen ainutlaatuisuus ja subjektiivisuus. .&lt;br /&gt;
Kiistaton tosiasia: uudet sukupolvet eivät odotuksia tulevaisuudesta. Osallistujat tässä globaalissa maailmassa, panttivankina vaatimuksiin nykyajan &quot;suorituskyvyn pysyvää&quot; aiheita sattuu tai ainakin turvautumaan kaikkiin käytettävissä olevin keinoin ei saa jättää pois, edistäminen vahvistavia puute ero on ja kadotukseen.&lt;br /&gt;
Sosiologit, taloustieteilijät, historioitsijat, kanssa teema nykyajan maailmassa &quot;, korosti, että aiheet on oltava ketteriä, käytettävissä nopeat muutokset jatkuvasti ottamaan riskejä. &quot;Vasen oman onnensa nojaan itsenäisyyden näkyy illuusio vapauden&quot;&lt;br /&gt;
Muistaa Filosofi Vernon Benjamin, on niin täynnä keskellä psykologinen prosesseja &quot;normalisointi&quot; ja hylkäämisen prosessi, joka perustuu samasta (I) ja muut (jonka kanssa olen liittyvä), &quot;piiritti&quot; välillä halu standardointi ja mahdollisuus olemassa ja sietokyvyn edessä luopumista kaikki suunnitelmat tai utopistiselta toivoa, vaikuttaa siltä, että hajanaisuus aihe, subjektiivisuus on paikkansa uuden sosiaalisen kokoonpano muodostui West. Ns. itsekeskeisyys, Bartucci (2006), mikä yhdistetään arvo ulkoisuus - kohteisiin halu kohtaan oletetaan itsekeskeisiä ja siten aiheuttaa ekshibitionisti yleisesti liukumisen &quot;on&quot; on &quot;neuvoja&quot;. Death Live. Epäonnistuminen subjektiivisuutta. Huumeiden väärinkäyttö ne ostetaan &quot;Bocas&quot; tai &quot;Apteekit&quot;. Pillerit tai kirjoja itse ajuda.E hieman virheellisesti sanelee sen, että vaeltaa ja ihme: Poikani on mitä ostan?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/9088614821158338483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barokin-hi-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/9088614821158338483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/9088614821158338483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barokin-hi-tec.html' title='Barokin Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg-avY6WquT4D1zqvyaG2qMqMuukgDHUH2vfV_Qo-3FWzqvDVmUlR42h5a5FzDfiPSm98bCuXbxukcDWD_YO1hwh8aGSz_rHGv5fwMjhK0toUEbcXVSKPCi1g55uKgNl2ZiQ3T3aB0L0T8/s72-c/etica.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-5450094660056738037</id><published>2011-01-19T14:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T14:30:12.306-08:00</updated><title type='text'>Barocco Hi-Tec</title><content type='html'>La frammentazione Oggetto: Barocco Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ2nFcE5zvZniJlLuyEbKG0mi9dhqNeE7KAGN7J_3G4dobkBXqmEEQ7Lk9vkx8A2xhS77maPIfYm-cst-QfVIGyQUoVDBCb_D67vlBgR6A13xS2jG6vr5HRfn817p_lMUBNstJpJCgmLE/s1600/barroco.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;234&quot; width=&quot;215&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ2nFcE5zvZniJlLuyEbKG0mi9dhqNeE7KAGN7J_3G4dobkBXqmEEQ7Lk9vkx8A2xhS77maPIfYm-cst-QfVIGyQUoVDBCb_D67vlBgR6A13xS2jG6vr5HRfn817p_lMUBNstJpJCgmLE/s400/barroco.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se leggiamo la contemporanea, o come altri preferiscono &quot;postmodernità&quot; dalla globalizzazione neoliberista, si individueranno quanto alleviare la crisi degli stati-nazione, con il suo indebolimento delle sue frontiere, le distinzioni tra le culture, accoppiato con una mobilità economica, geografica e culturale. Noi aggiungiamo che le caratteristiche della natura generale della guerra e della pace nel tardo ventesimo secolo, dice Bartucci (2006) &quot;una linea di demarcazione che distingue i conflitti interni di International scomparse o tende a scomparire&quot;, e quindi riconoscere nel contemporaneo &quot; luogo la mancanza di garanzie &quot;&lt;br /&gt;
Tale conferma è se ratificata dal discorso del nostro analizzandi e professionisti nel supervisione clinica che hanno ricevuto nel nostro ufficio. Inoltre, gli individui nati dopo la guerra, si stanno rivelando preoccupazioni produttive con i loro figli e nipoti. Coloro che dimostrano tentativi improduttivi di capire cosa è andato storto &quot;, attraverso una rilettura delle esperienze della sua unicità e la soggettività. .&lt;br /&gt;
fatto indiscutibile: le nuove generazioni non hanno alcuna speranza per il futuro. I partecipanti a questo mondo globalizzato, tenuti in ostaggio dalle esigenze del contemporaneo &quot;performance permanente&quot; soggetti accadono o, almeno, ricorrere a tutti i mezzi a sua disposizione per non essere lasciato fuori, la promozione di corroborare la mancanza di distinzione tra l&#39;essere e morire.&lt;br /&gt;
Sociologi, economisti, storici, lavorando con il tema del mondo contemporaneo &quot;, ha sottolineato che i soggetti sono tenuti ad essere agile, disponibile ai rapidi cambiamenti che continuamente correre dei rischi. &quot;Sinistra per la propria autonomia dispositivi appare come un&#39;illusione di libertà&quot;&lt;br /&gt;
Ricordando il Filosofo Vernon Benjamin, è così penetrata nel bel mezzo di processi psicologici di &quot;normalizzazione&quot; nel processo di abbandono che si basa dallo stesso (I) e l&#39;altro (con cui sono correlate), &quot;assediata&quot;, tra il desiderio di standardizzazione e la possibilità di esistenza e la resilienza di fronte a una rinuncia a qualsiasi piano o speranza utopica, sembra che la frammentazione del soggetto, la soggettività ha il suo posto in una nuova configurazione sociale formata in Occidente. La cosiddetta egocentrismo, Bartucci (2006), combinando così il valore delle esternalità - le destinazioni del desiderio verso assumendo un risultato di auto-centrato e quindi in un esibizionista generalizzato scivolamento di &quot;essere&quot; per &quot;consulenza&quot;. La morte in diretta. Il fallimento della soggettività. L&#39;abuso di farmaci che vengono acquistati in &quot;Bocas&quot; o &quot;Farmacie&quot;. Pillole o libri su di sé ajuda.E ancora un po &#39;erroneamente detta che vagano e mi chiedo: Mio figlio sarà quello che posso acquistare?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/5450094660056738037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barocco-hi-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/5450094660056738037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/5450094660056738037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barocco-hi-tec.html' title='Barocco Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhJ2nFcE5zvZniJlLuyEbKG0mi9dhqNeE7KAGN7J_3G4dobkBXqmEEQ7Lk9vkx8A2xhS77maPIfYm-cst-QfVIGyQUoVDBCb_D67vlBgR6A13xS2jG6vr5HRfn817p_lMUBNstJpJCgmLE/s72-c/barroco.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-6301975220924389720</id><published>2011-01-17T18:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T18:31:48.389-08:00</updated><title type='text'>Hallo Barock-Tec</title><content type='html'>Der Fragmentierte Betrifft: Barock Hallo-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipPIJbYrPzfXB5WycxiVIXIcQkOCLazS52QPd03oG7rDpP-INTS-sqArRZToxP_RfqazoZgP1FNogotieq7Dm_Q5IVa5CXdnumvbe6mSnIEG72EWGsjVfZrcvThAl85UwVMLoRTFheERQ/s1600/dom.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;255&quot; width=&quot;197&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipPIJbYrPzfXB5WycxiVIXIcQkOCLazS52QPd03oG7rDpP-INTS-sqArRZToxP_RfqazoZgP1FNogotieq7Dm_Q5IVa5CXdnumvbe6mSnIEG72EWGsjVfZrcvThAl85UwVMLoRTFheERQ/s400/dom.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Wenn wir die zeitgenössische lesen, oder wie andere es vorziehen, &quot;Postmoderne&quot; aus der neoliberalen Globalisierung, werden wir erkennen, wie viel Leichtigkeit der Krise der Nationalstaaten, mit seiner Schwächung seiner Grenzen, gekoppelt Unterschiede zwischen den Kulturen, mit eine wirtschaftliche Mobilität, geografischer und kultureller. Wir fügen, dass die Merkmale der allgemeinen Natur des Krieges und des Friedens in den späten zwanzigsten Jahrhunderts, sagt Bartucci (2006) &quot;eine Trennlinie, dass die internen Konflikte der internationalen verschwunden unterscheidet oder eher verschwinden&quot; und damit zu erkennen in der heutigen &quot; Ort der Mangel an Garantien &quot;&lt;br /&gt;
Diese Bestätigung ist, wenn durch die Rede von unseren Analysanden und Profis in der klinischen Aufsicht über sie in unserem Büro empfangen ratifiziert. Außerdem Einzelpersonen nach dem Krieg geboren, erweisen sich produktiv Bedenken mit ihren Kindern und Enkeln. Diejenigen, die unproduktiven Versuche zeigen, zu verstehen, was &quot;schief gegangen&quot; durch eine Neuinterpretation der Erfahrung seiner Einzigartigkeit und Subjektivität. .&lt;br /&gt;
Unbestreitbare Tatsache: die neuen Generationen haben keine Erwartung der Zukunft. Die Teilnehmer in dieser globalisierten Welt, eine Geisel von den Anforderungen der modernen &quot;Performance permanent&quot; Themen passieren oder zumindest Rückgriff auf alle ihr zur Verfügung stehenden nicht ausgelassen werden, die Förderung der bestätigenden die fehlende Unterscheidung zwischen Sein und untergehen.&lt;br /&gt;
Soziologen, Ökonomen, Historiker, arbeitet mit dem Thema der heutigen Welt &quot;, betonte, dass die Probanden erforderlich sind agil sein, entweder auf die rasanten Veränderungen, die ständig Risiken einzugehen. &quot;Linke ihre eigenen Geräte Autonomie erscheint als eine Illusion der Freiheit&quot;&lt;br /&gt;
Erinnerung an den Philosophen Benjamin Vernon, so mitten in der psychologischen Prozessen der &quot;Normalisierung&quot; in der Verlassenheit Prozess, der aus dem gleichen (I) und die andere basiert (mit denen ich in Verbindung), durchdrungen &quot;belagert&quot; zwischen dem Wunsch, Standardisierung und die Möglichkeit der Existenz und Stabilität in das Gesicht eines Verzichts auf einen Plan oder utopische Hoffnung scheint es, dass die Fragmentierung des Subjekts, Subjektivität ihren Platz hat in einer neuen sozialen Konfiguration im Westen gebildet. Die sogenannte Ichbezogenheit, Bartucci (2006) und kombiniert somit den Wert der Äußerlichkeit - die Orte der Sehnsucht nach der Annahme eines egozentrischen und damit in Folge ein Exhibitionist generalisierte des &quot;Seins&quot; für &quot;Beratung&quot; Gleiten. Death Live. Das Scheitern der Subjektivität. Der Missbrauch von Drogen sind in der &quot;Bocas&quot; oder gekauft &quot;Apotheken&quot;. Pillen oder Bücher über die Selbstbestimmung ajuda.E etwas mehr fälschlicherweise schreibt vor, dass wandern und frage mich: Mein Sohn wird das sein, was ich kaufen?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/6301975220924389720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hallo-barock-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6301975220924389720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/6301975220924389720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hallo-barock-tec.html' title='Hallo Barock-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipPIJbYrPzfXB5WycxiVIXIcQkOCLazS52QPd03oG7rDpP-INTS-sqArRZToxP_RfqazoZgP1FNogotieq7Dm_Q5IVa5CXdnumvbe6mSnIEG72EWGsjVfZrcvThAl85UwVMLoRTFheERQ/s72-c/dom.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-7359694701127933160</id><published>2011-01-17T18:19:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T18:19:25.035-08:00</updated><title type='text'>Barroco Hi-Tec</title><content type='html'>La fragmentación Asunto: Barroco Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUA-P6qewAiXAGZ1YEboqpZcU9kFWY1LGmV7k4DjMJCJnpQn7UXaTyC6E4TBnJoy_mabMtnT2Xh8ieVd0YDg50Rj7fAtzMc2oBbig3uMLRTk_A2egdBAuPqmj0fgSxlDe3TT8hCmYYaMc/s1600/dom+quixote.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;167&quot; width=&quot;223&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUA-P6qewAiXAGZ1YEboqpZcU9kFWY1LGmV7k4DjMJCJnpQn7UXaTyC6E4TBnJoy_mabMtnT2Xh8ieVd0YDg50Rj7fAtzMc2oBbig3uMLRTk_A2egdBAuPqmj0fgSxlDe3TT8hCmYYaMc/s400/dom+quixote.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Si leemos lo contemporáneo, o como otros prefieren &quot;posmodernidad&quot; de la globalización neoliberal, vamos a identificar la cantidad de aliviar la crisis de los estados-nación, con su debilitamiento de sus fronteras, las distinciones entre las culturas, junto con una movilidad económica, geográfica y cultural. Agregamos que las características de la naturaleza general de la guerra y la paz en el siglo XX, dice Bartucci (2006) &quot;una línea divisoria que distingue a los conflictos internos de internacionales desaparecido o tiende a desaparecer&quot; y por lo tanto reconocer en lo contemporáneo &quot; lugar la falta de garantías &quot;&lt;br /&gt;
Esta confirmación es si es ratificado por el discurso de nuestro analizados y los profesionales de la supervisión clínica que recibieron en nuestra oficina. Además, las personas nacidas después de la guerra, están demostrando las preocupaciones productivas con sus hijos y nietos. Los que demuestran los intentos improductivos para entender lo que &quot;salió mal&quot; a través de una reinterpretación de la experiencia de su singularidad y subjetividad. .&lt;br /&gt;
hecho indiscutible: las nuevas generaciones no tienen ninguna expectativa de futuro. Los participantes en este mundo globalizado, rehén de las demandas de lo contemporáneo &quot;rendimiento sostenido&quot; sujetos suceden, o al menos recurrir a todos los medios a su alcance para no quedarse atrás, la promoción de corroborar la falta de distinción entre el ser y perecer.&lt;br /&gt;
Los sociólogos, economistas, historiadores, que trabajan con el tema del mundo contemporáneo &quot;, hizo hincapié en que los sujetos deben ser ágiles, a disposición de los rápidos cambios que continuamente asumir riesgos. &quot;Abandonados a su suerte la autonomía aparece como una ilusión de libertad&quot;&lt;br /&gt;
Recordando el Filósofo Vernon Benjamin, es tan empapada en medio de los procesos psicológicos de la &quot;normalización&quot; en el proceso de abandono que se basa en el mismo (I) y el otro (con los que estoy relacionado), &quot;sitiada&quot; entre el deseo de la normalización y la posibilidad de la existencia y capacidad de recuperación frente a una renuncia de cualquier plan o esperanza utópica, parece que la fragmentación del sujeto, la subjetividad tiene su lugar en una nueva configuración social formada en el Oeste. El llamado egocentrismo, Bartucci (2006), combinando así el valor de la externalidad - los destinos de deseo para asumir la consecuencia egoísta y por lo tanto, en un exhibicionista deslizamiento generalizado del &quot;ser&quot; por &quot;consejo&quot;. La muerte en directo. El fracaso de la subjetividad. El abuso de medicamentos que se compran en &quot;Bocas&quot; o &quot;Farmacias&quot;. Pastillas o libros de auto-ajuda.E poco más erróneamente dicta que vagan y se pregunta: Mi hijo se lo puedo comprar?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/7359694701127933160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barroco-hi-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7359694701127933160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7359694701127933160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/barroco-hi-tec.html' title='Barroco Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiUA-P6qewAiXAGZ1YEboqpZcU9kFWY1LGmV7k4DjMJCJnpQn7UXaTyC6E4TBnJoy_mabMtnT2Xh8ieVd0YDg50Rj7fAtzMc2oBbig3uMLRTk_A2egdBAuPqmj0fgSxlDe3TT8hCmYYaMc/s72-c/dom+quixote.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-7754006715866013341</id><published>2011-01-17T18:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T18:16:37.732-08:00</updated><title type='text'>Baroque Hi-Tec</title><content type='html'>The Fragmented Subject: Baroque Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGR41Wo2tx0d-EgTrEaEY8CXwXeP7i1NHXcGA87YXtyXpV7Iabsd-2XdDXlAE_Az9Nhn7TBmWn4OqrkHXqM1qOmVhWY5fGilEFSPaytBeIlZQyo-09VTlqsKHLWAgv5ScA7CzX_5LTR3c/s1600/dom+qioxote.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;186&quot; width=&quot;271&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGR41Wo2tx0d-EgTrEaEY8CXwXeP7i1NHXcGA87YXtyXpV7Iabsd-2XdDXlAE_Az9Nhn7TBmWn4OqrkHXqM1qOmVhWY5fGilEFSPaytBeIlZQyo-09VTlqsKHLWAgv5ScA7CzX_5LTR3c/s400/dom+qioxote.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
If we read the contemporary, or as others prefer to &quot;postmodernity&quot; from the neoliberal globalization, we will identify how much ease the crisis of nation-states, with its weakening of its borders, distinctions between cultures, coupled with an economic mobility, geographical and cultural. We add that the characteristics of the general nature of war and peace in the late twentieth century, says Bartucci (2006) &quot;a dividing line that distinguishes the internal conflicts of international disappeared or tends to disappear&quot; and thus recognize in the contemporary &quot; place the lack of guarantees &quot;&lt;br /&gt;
This confirmation is if ratified by the speech of our analysands and professionals in the clinical supervision they received in our office. Furthermore, individuals born after the war, are proving productive concerns with their children and grandchildren. Those who demonstrate unproductive attempts to understand what &quot;went wrong&quot; through a reinterpretation of the experience of its uniqueness and subjectivity. .&lt;br /&gt;
Indisputable fact: the new generations have no expectation of the future. Participants in this globalized world, held hostage by the demands of the contemporary &quot;performance permanent&quot; subjects do happen or at least resort to all means at its disposal not to be left out, promotion of corroborating the lack of distinction between being and perish.&lt;br /&gt;
Sociologists, economists, historians, working with the theme of the contemporary world, &quot;emphasized that the subjects are required to be agile, available to the rapid changes that continually take risks. &quot;Left to their own devices autonomy appears as an illusion of freedom&quot;&lt;br /&gt;
Remembering the Philosopher Vernon Benjamin, is so steeped in the midst of psychological processes of &quot;normalization&quot; in the abandonment process that is based from the same (I) and the other (with whom I am related), &quot;besieged&quot; between the desire to standardization and the possibility of the existence and resilience in the face of a waiver of any plan or utopian hope, it appears that the fragmentation of the subject, subjectivity has its place in a new social configuration formed in the West. The so-called self-centeredness, Bartucci (2006), thus combining the value of the externality - the destinations of desire toward assuming a self-centered and hence result in an exhibitionist generalized sliding of &quot;being&quot; for &quot;advice&quot;. Death Live. The failure of subjectivity. The abuse of drugs they are bought in &quot;Bocas&quot; or &quot;Pharmacies.&quot; Pills or books on self-ajuda.E some more erroneously dictates that wander and wonder: My son will be what I buy?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The Fragmented Subject: Baroque Hi-Tec.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
If we read the contemporary, or as others prefer to &quot;postmodernity&quot; from the neoliberal globalization, we will identify how much ease the crisis of nation-states, with its weakening of its borders, distinctions between cultures, coupled with an economic mobility, geographical and cultural. We add that the characteristics of the general nature of war and peace in the late twentieth century, says Bartucci (2006) &quot;a dividing line that distinguishes the internal conflicts of international disappeared or tends to disappear&quot; and thus recognize in the contemporary &quot; place the lack of guarantees &quot;&lt;br /&gt;
This confirmation is if ratified by the speech of our analysands and professionals in the clinical supervision they received in our office. Furthermore, individuals born after the war, are proving productive concerns with their children and grandchildren. Those who demonstrate unproductive attempts to understand what &quot;went wrong&quot; through a reinterpretation of the experience of its uniqueness and subjectivity. .&lt;br /&gt;
Indisputable fact: the new generations have no expectation of the future. Participants in this globalized world, held hostage by the demands of the contemporary &quot;performance permanent&quot; subjects do happen or at least resort to all means at its disposal not to be left out, promotion of corroborating the lack of distinction between being and perish.&lt;br /&gt;
Sociologists, economists, historians, working with the theme of the contemporary world, &quot;emphasized that the subjects are required to be agile, available to the rapid changes that continually take risks. &quot;Left to their own devices autonomy appears as an illusion of freedom&quot;&lt;br /&gt;
Remembering the Philosopher Vernon Benjamin, is so steeped in the midst of psychological processes of &quot;normalization&quot; in the abandonment process that is based from the same (I) and the other (with whom I am related), &quot;besieged&quot; between the desire to standardization and the possibility of the existence and resilience in the face of a waiver of any plan or utopian hope, it appears that the fragmentation of the subject, subjectivity has its place in a new social configuration formed in the West. The so-called self-centeredness, Bartucci (2006), thus combining the value of the externality - the destinations of desire toward assuming a self-centered and hence result in an exhibitionist generalized sliding of &quot;being&quot; for &quot;advice&quot;. Death Live. The failure of subjectivity. The abuse of drugs they are bought in &quot;Bocas&quot; or &quot;Pharmacies.&quot; Pills or books on self-ajuda.E some more erroneously dictates that wander and wonder: My son will be what I buy?</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/7754006715866013341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/baroque-hi-tec.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7754006715866013341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/7754006715866013341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/baroque-hi-tec.html' title='Baroque Hi-Tec'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGR41Wo2tx0d-EgTrEaEY8CXwXeP7i1NHXcGA87YXtyXpV7Iabsd-2XdDXlAE_Az9Nhn7TBmWn4OqrkHXqM1qOmVhWY5fGilEFSPaytBeIlZQyo-09VTlqsKHLWAgv5ScA7CzX_5LTR3c/s72-c/dom+qioxote.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-36753605048746466</id><published>2011-01-15T13:08:00.000-08:00</published><updated>2011-01-15T13:08:15.513-08:00</updated><title type='text'>Hysteria - Summary of case</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK2p_eam97tjpYRXk4ioCTjf4qTu7wJlPEZLBBdSMJ-lZahzVkkyfPbRDxMFXpI4rgHghZvVxrfsRi0UZFOjmfZjFZ51f4oT4Y8kR2bp9u1y5SckipCpUV-d3gLXznQ0MF7fpxj5hEGlk/s1600/anna+O.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;236&quot; width=&quot;177&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK2p_eam97tjpYRXk4ioCTjf4qTu7wJlPEZLBBdSMJ-lZahzVkkyfPbRDxMFXpI4rgHghZvVxrfsRi0UZFOjmfZjFZ51f4oT4Y8kR2bp9u1y5SckipCpUV-d3gLXznQ0MF7fpxj5hEGlk/s400/anna+O.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HYSTERIA, PSYCHE-SOMA: A CASE REPORT - HISTERIO-EPILESIA?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Do not believe in Leprechauns, They Lie Too, The Nutty Boy, Ziraldo&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Introduction:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
The present work has as objective to trace some points about the hysteria in the modern world which in turn has been of interest to study in my clinical practice, or in my &quot;Current Work&quot;, the &quot;Psycho-Soma,&quot; the report a Case Report and theoretical influences that have adopted.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. About Contemporary Clinic:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outeiral in presenting his work &quot;The Clinical transitional&quot; cites Clarisse Lispector, a phrase, &quot;To write is to try to understand, seek to reproduce the irreproducible, it is felt until the last end the feeling that remains vague and choker&quot; That&#39;s what more than brings me inspiration right now, &quot;I write to save someone&#39;s life, probably mine.&quot; That said, I try to contextualize the clinic, its possibilities, its impossibilities, this second, that little talk. Again citing Outeiral that translates with his undeniable sensitivity &quot;Seeking help us endure the loneliness, uncertainty, abstinence, curiosity and not knowing that, among many other factors, are part of our daily clinical (...). Within this context I would like to talk about the hysteria, taking into consideration that theoretical revisions are made. But today we speak more of the disappearance of the &quot;Hysterical&quot; than the perception of its manifestations and today can be offered: or rather the question: Is there in the Modern World, time, possibility of attending this event psychic?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. On Hysteria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
I think no need for a theoretical review of Hysteria from Freud. While Boll (2000) states that in any test on Hysteria is necessary to refer to his famous lines. According to the author in hysteria when we think of people disturbed by his sexual demands physical and sexual repressed ideas. Be oblivious to the conversion, superidentificadas with others, express themselves theatrically, daydreaming instead the existence of what it even engaging opting then for the illusion of childhood innocence to the mundanity of adult life.&lt;br /&gt;
BERLINCK (1997) asks: After all that has been said and written about the hysteria by psychoanalysts of yesterday and today is that there is room for anyone else to speak or say something about what is a key concern of the clinic and theories inaugurated by Freud? Here the author of &quot;Or is it the time to listen to silence those who have something to tell us: Hysterical themselves?&quot;&lt;br /&gt;
Theoretical context within which I will relate a case that was sent me some years ago that I return to this text. But for both, I think some important theoretical revision that still go on.&lt;br /&gt;
KHAN writes that from the earliest writings of Freud, 100 years ago, we did not have much in the literature that would allow us to better understand the hysterical, however their clinical status was mistaken for his more serious personality disorders.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Everyone knows that Freud initially attributed this not knowing the actual episodes of sexual seduction in childhood prior to relate them to the ghosts of seduction repressed the patient expressed at present by a somatic language, but which refused to become aware psychically &quot;(M. Khan)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Masud Khan for &quot;it is true that the hysterical at the beginning of his psychosexual development, replaces the sexual exploitation of self-development of the body&#39;s functions I can understand why he not only proves fundamentally ambivalent and hostile to innate abilities of self, but also because a witness hostile and envious disgust in relation to any operation on the object that I loved, during adult life &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Appeared Ana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana &quot;appeared.&quot; I say this because she did not seek care. It was brought literally &quot;by hand&quot; by his neurologist in a makeshift clinic in a public service. Before entering the room talked to his doctor in particular, as she waited outside the office. He told me: &quot;She has Histerio-Epilepsy! Already made all possible tests. Nothing found. His seizures are severe and do not respond to medications at all. We interact in a clinic to monitor your sleep. She ran away from jersey bus to his house. 40 Km He repeats: She has Histerio-epilepsy. Need to do analysis. &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - It is a hysterical:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BOLLA For the hysteric, your body requires a logic that he detests. Replacing his body propelled by a biology for &quot;another&quot; imagery symbolizing their suffering for their shares weakened, while showing little interest in the plight of these.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(He will remain indifferent to this body. His Sexuality and although it seems disharmonious sexual repression ideas, believes, paradoxically, they become a very powerful core of what was banned and that continually strives to return to consciousness. He will always be decoupling of these returns, looking cold and ascetic. Or you can do just the opposite, becoming a kind of director general of his internal world, displaying his own ideas on theater BOLLA C. 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Continues the author who in the midst of these extremes, the hysteric is shown lost in his own world. A world of daydreams in which, among other possibilities may remain an eternal innocent, living with a child inside the adult body. It can transmit power with her mental state so that others with similar temperaments, can identify with their plight. Continue Boll: &quot;He could find himself in a community of kindred, all transmitting symptoms that come and go its own internet psychic.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - The Mind and the Psyche-Soma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRAM in his book &quot;The Language of Winnicott,&quot; writes that the contribution made by Winnicott to Psychosomatics would start work in 1949 in a 1949 work of Mind and Its Relation to the Psyche-Soma that would have been inspired by a comment Ernest Jones in a text of 1946 in which he would write &quot;I do not think the mind exists as an entity.&quot;&lt;br /&gt;
Winnicott agree, but add that in their clinical practice would have noticed that there were patients who felt his mind somewhere else, then as if this were a separate entity.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;This quote ... encouraged me to try to get my own ideas around this subject so vast and difficult. The body schema, with its temporal and spatial aspects, provides a valuable example of the diagram that the individual has of himself. From there I believe there is a clear location for the mind. In clinical practice we come across the mind as an entity located somewhere in the patient ... &quot;&lt;br /&gt;
(Winnicott, Mind and Its Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott used the term &quot;mind&quot; to describe the intellectual functioning similar to a decoupling of the individual who feels his as an entity that is not part of their sense of self. At a later point of his work, Winnicott refers to this phenomenon as &quot;cleavage of the intellect.&quot; It is this split personality that Winnicott uses when writing about psychosomatic illnesses.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
In their study Winnicott weaves a criticism of doctors who insist on seeing only the physical component of the patient, not seeing that psychosomatic disorders are located &quot;between the mental and physical.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;These doctors are quite puzzled by his theory, interestingly, many of them overlook the importance that the physical body possesses, which is part of the brain (.&quot; (Winnicott, Mind and Its Relation))&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
For Winnicott, in healthy development, the psyche and soma are indistinguishable, as is the infant and child development that are involved. The individual who is supposed to sound his sense of self is part of your body.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;This is a body. The psyche and soma can not be distinguished, except by how we see. We can turn to the body or the psyche that develops. I believe that the word psyche here means the imaginative elaboration of the elements, feelings and somatic functions, or physical activity. We know that this imaginative elaboration depends on the existence and the healthy functioning of the brain, especially certain parts. The psyche, however, is not perceived by the individual as located in the brain, or even somewhere else. Little by little aspect of psyche and soma related to growing person become involved in a process of inter-relationships. This interrelationship between psyche and soma is in an early stage of development of the individual. &quot;(Winnicott, Mind and Its Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
This inter-relationship between psyche and soma is the central point from which the sense of self develops.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;At a later stage, the living body, which has limits, an interior and exterior, the individual is feeling so that it can form the nucleus of the imaginative self.&quot; (Winnicott, Mind and Its Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As a result, the core of self that comes from the early mother-infant relationship ends the concept of an integration between mind and body.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Let us accept the principle that the health of an individual&#39;s development is linked to the continuity of being. The beginning of the psyche-soma is given together with certain line of development that makes the continuity of being is not interrupted, in other words, that there is a healthy development of early Blink-sum there is a need for a perfect environment. Initially this need is absolute. &quot;(Winnicott, Mind and Its Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott is referring to total identification from mother to baby, which is precisely what gives rise to a perfect environment. That means she is able to handle, manage and care for your baby with interest, protecting him, and with all the elements of love. If all goes well in the early stages, it will give the baby the feeling of being self and one lodged in his body.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Hannah in attendance.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;It is clear that the hysteria has not disappeared, but she is more experienced and treated as a depression (...) to replace it is lived and accompanied, in fact, for an appreciation of the psychological processes of normalization, to the detriment of the different forms of exploitation of the unconscious (...) to psychoanalysis, psychopharmacology, for psychotherapy, homeopathy. &quot; (ROUDINESCO 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.1: About the Setting: The place where Anne attended deserves a description. It was a public service for 20 years. It was part of a project to care for the poor. The number of queries was limited and there was started the work contract. Therapeutic consultations? Probably. Would not fit here discuss Therapeutic Consultations, although the context would merit such a theoretical split.&lt;br /&gt;
7.2: The service and Hannah&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana started the treatments and their stories. At the time of just over 20 years, married with one son. According to her came from a family and a very stern father, and player of &quot;bowling.&quot; Ana says she fell in love when her husband would have 17 years. Says not a great love, but in addition, this relationship would be a good way to leave home. Asked by me about his reported seizure-like symptoms which the neurologist had said. But something is revealed to be very interesting way: their seizures began just when she started her relationship with her boyfriend, opposing the &quot;will of the father.&quot; His seizures were in important numbers, in different situations and even then not tied to any more specific situation, such as a stress situation, the sexual act, finally occurred randomly not responding to medication and their various attempts. His neurological examination showed no change at all.&lt;br /&gt;
Initially Ana shown poor will. But he was always on duty. Without delay. He trusted in attendance. I was hoping.&lt;br /&gt;
From the second month Hannah reports that her seizures have changed. There were so frequent and most did not happen on the street.&lt;br /&gt;
Asked about their relationship, their marriage says that when she started dating her, then got pregnant and she hid the pregnancy for as long as you can and when it was no longer possible to run away from home and never made contact with parents. His son was born, and only increased their seizures. I asked her why hide such a painful pregnancy and that this grandson. Why put all this time had more contact with their parents. Ana says her father, anti-marriage threatened: &quot;If you stay pregnant I cut your head and that bum and play with them if they were bowling balls.&quot; Ana said this is a seizure. Bate, if urine, rolls her eyes and repeats several times during the seizure: &quot;Yes sir whatever you say!&quot; After the seizure in the office, embarrassed, scared, pissed, you have the urge to run. I tell her to calm down and said, &quot;that&#39;s good that his seizure had occurred in the office, in a place where she was being cared for, listened to, in treatment.&quot; Ana is calmed, and his concern would be how to leave and go through service all pissed. Look for a towel table and asks if he can use the towel to go. Say yes and ask them to bring it back next session, after the towel was not mine nor hers. It was the institution, explain.&lt;br /&gt;
Ana fiosonomia returns with a different, quieter, more comfortable without reporting the seizure. He professes to be quieter, since between one and another session would have had no seizures. The calls continue to reduce their seizures and until then no longer occur. Wonder if she does not want to see more parents and answered that he felt more comfortable to think about it. By contract, the end of the service begins to approach. That said the next session with their child attends. I do not read. I like. At the end of the session thank you for submitting his son and score points that would be interesting if the next &quot;query&quot; come alone. She agrees and says: &quot;No need to walk with him, my seizures do not happen anymore.&quot;&lt;br /&gt;
In the next session sits and tells me: &quot;I dreamed that I slept with you doctor. The Lord does not dream about having sex with me? &quot;My answer is: what good can you talk about that here. I am grateful for your interest, but I&#39;m your therapist and that his desires were normal because I had to have helped and with it a healthy bond and important. And more importantly would be if she could keep links so that you do well without destroying itself. Ana cries and says he will miss. I tell her that another colleague would serve her and that she would not interrupt the treatment. Hannah shows in the coming consultations and sad at our last meeting said he did not want to be better serviced by anyone other than me. &quot;If I try to worsen the doctor, in his private office.&quot; Also missed Ana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
References:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRAN, Jan., The Language of Winnicott. Dictionary of Words and Phrases Used by Donald W. Winnicott Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
Boll, Christopher, Hyteria Sao Paulo. Listen (2000).&lt;br /&gt;
BERLINCK, Manuel (ed.) Hysteria, St. Paul Listen (1997).&lt;br /&gt;
Outeiral Jose Clinic of transitionnality fragment teenager, Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
ROUDINESCO, E (1997). El siglo del psicoanálisis a fine century. La situación en Francia: clinical perspectives y building. International psycoanalysis. The news letter of IPA. v.6, 1, p.40-45.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/36753605048746466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-summary-of-case.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/36753605048746466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/36753605048746466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-summary-of-case.html' title='Hysteria - Summary of case'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiK2p_eam97tjpYRXk4ioCTjf4qTu7wJlPEZLBBdSMJ-lZahzVkkyfPbRDxMFXpI4rgHghZvVxrfsRi0UZFOjmfZjFZ51f4oT4Y8kR2bp9u1y5SckipCpUV-d3gLXznQ0MF7fpxj5hEGlk/s72-c/anna+O.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-58281752561348459</id><published>2011-01-15T13:01:00.001-08:00</published><updated>2011-01-15T13:01:28.137-08:00</updated><title type='text'>Hysteria - Résumé de l&#39;affaire</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwU5myud_r4LnvX8kXeImy-BSuupJmAHYfahQ1uWT7Y4F4AXCWYuDls53tTQMSDdZs_dG_K2nd5UnPswHGozFy-mS1BlXGhdXCnfE2RsoSR9gocGlWwZupe_39ssbO3UUERhJuSFHuCMY/s1600/images.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;147&quot; width=&quot;253&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwU5myud_r4LnvX8kXeImy-BSuupJmAHYfahQ1uWT7Y4F4AXCWYuDls53tTQMSDdZs_dG_K2nd5UnPswHGozFy-mS1BlXGhdXCnfE2RsoSR9gocGlWwZupe_39ssbO3UUERhJuSFHuCMY/s400/images.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
L&#39;hystérie, psyché-soma: UN RAPPORT DE CAS - HISTERIO-EPILESIA?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Ne croyez pas en lutins, ils mentent trop, The Boy Nutty, Ziraldo&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Introduction:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Le présent travail a pour objectif de tracer des points sur l&#39;hystérie dans le monde moderne qui à son tour a été intéressant d&#39;étudier dans ma pratique clinique, ou dans mon &quot;travail en cours&quot;, le &quot;Psycho-Soma,&quot; le rapport un rapport de cas et des influences théoriques qui ont adopté.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. A propos de la clinique contemporaine:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outeiral dans la présentation de son ouvrage &quot;La clinique de transition» cite Clarisse Lispector, une phrase, «Écrire, c&#39;est essayer de comprendre, chercher à reproduire la reproductibles, il est estimé jusqu&#39;à la fin dernière, le sentiment qui reste vague et tour de cou&quot; C&#39;est ce que plus de apporte-moi l&#39;inspiration à l&#39;heure actuelle, «J&#39;écris pour sauver la vie de quelqu&#39;un, sans doute la mienne.&quot; Cela dit, je tente de contextualiser la clinique, de ses possibilités, ses impossibilités, ce deuxième, qui parlent peu. Encore une fois citant Outeiral qui traduit avec sa sensibilité indéniable &quot;Cherche nous aider à supporter la solitude, l&#39;incertitude, l&#39;abstinence, la curiosité et ne sachant pas que, parmi beaucoup d&#39;autres facteurs, font partie de notre clinique quotidienne (...). Dans ce contexte, je voudrais parler de l&#39;hystérie, en prenant en considération que les révisions théoriques sont effectués. Mais aujourd&#39;hui, on parle de plus de la disparition de la «hystérique» que la perception de ses manifestations et, aujourd&#39;hui, peuvent être offertes: ou plutôt la question: Y at-il dans le monde moderne, le temps, possibilité d&#39;assister à cet événement psychique?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Sur l&#39;hystérie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Je pense que pas besoin d&#39;un examen théorique de l&#39;hystérie de Freud. Bien que Boll (2000) stipule que, dans tout essai sur l&#39;hystérie est nécessaire de se référer à ses lignes célèbres. Selon l&#39;auteur dans l&#39;hystérie quand on pense à des gens dérangés par ses désirs sexuels, physiques et sexuelles idées refoulées. Totalement insensibles à la conversion, superidentificadas avec les autres, s&#39;exprimer en salles, la rêverie au contraire l&#39;existence de ce qu&#39;elle même engagement optant alors pour l&#39;illusion de l&#39;innocence de l&#39;enfance à la mondanité de la vie adulte.&lt;br /&gt;
BERLINCK (1997) pose la question: Après tout ce qui a été dit et écrit sur l&#39;hystérie par les psychanalystes d&#39;hier et d&#39;aujourd&#39;hui, c&#39;est qu&#39;il ya de la place pour quelqu&#39;un d&#39;autre de parler ou de dire quelque chose sur ce qui est une préoccupation majeure de la clinique et les théories inaugurée par Freud? Ici, l&#39;auteur de &quot;Ou est-ce le temps d&#39;écouter le silence de ceux qui ont quelque chose à nous dire:? Hystérique eux-mêmes»&lt;br /&gt;
Le contexte théorique dans lequel je vais raconter un cas qui a été envoyé moi il ya quelques années que je reviens à ce texte. Mais pour les deux, je pense que certains de révision théorique importante que encore continuer.&lt;br /&gt;
KHAN écrit que dès les premiers écrits de Freud, il ya 100 ans, nous n&#39;avons pas beaucoup dans la littérature qui nous permettrait de mieux comprendre l&#39;hystérie, mais leur état clinique a été pris pour plus de ses troubles graves de la personnalité.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Tout le monde sait que Freud initialement attribué ce ne connaissant pas les épisodes réels de la séduction sexuelle dans l&#39;enfance avant de les rapporter à des fantômes de la séduction réprimée le malade a exprimées à l&#39;heure actuelle par une langue somatiques, mais qui a refusé de prendre conscience psychiquement »(M. Khan)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Masud Khan pour &quot;il est vrai que l&#39;hystérique au début de son développement psychosexuel, remplace l&#39;exploitation sexuelle des auto-développement des fonctions de l&#39;organisme que je peux comprendre pourquoi il ne prouve que fondamentalement ambivalente et hostile à capacités innées de l&#39;auto, mais aussi parce que le dégoût témoin hostile et envieux par rapport à toute opération sur l&#39;objet que j&#39;aimais, pendant la vie adulte &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Apparu Ana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana &quot;est apparu.&quot; Je dis cela parce qu&#39;elle n&#39;a pas fait soigner. Il a été littéralement «à la main&quot; par son neurologue dans une clinique de fortune dans un service public. Avant d&#39;entrer dans la salle a parlé à son médecin en particulier, alors qu&#39;elle attendait l&#39;extérieur du bureau. Il m&#39;a dit: &quot;Elle a Histerio-épilepsie! Déjà fait tous les tests possibles. Rien trouvé. Ses crises sont graves et ne répondent pas aux médicaments à tous. Nous interagissons dans une clinique pour surveiller votre sommeil. Elle s&#39;est enfuie de bus maillot à sa maison. 40 km Il répète: Elle a Histerio-épilepsie. Besoin de faire une analyse. &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - C&#39;est un hystérique:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BOLLA Pour l&#39;hystérique, votre corps a besoin d&#39;une logique qu&#39;il déteste. Remplacement de son corps mû par une biologie pour &quot;une autre&quot; image symbolisant leurs souffrances pour leurs actions affaibli, tout en montrant peu d&#39;intérêt pour le sort de ces.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Il restera indifférent à cet organisme. Sa sexualité et bien qu&#39;il semble semer la discorde idées répression sexuelle, estime, paradoxalement, ils deviennent un noyau très puissant de ce qui était interdit et que s&#39;efforce continuellement de retour à la conscience. Il sera toujours découplage de ces retours, en regardant à froid et ascétique. Ou vous pouvez faire exactement le contraire, devenir une sorte de directeur général de son monde interne, affichant ses propres idées sur le théâtre BOLLA C. 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Poursuit l&#39;auteur qui, au milieu de ces extrêmes, l&#39;hystérique est représenté perdu dans son propre monde. Un monde de rêves dans lequel, entre autres possibilités peuvent rester un innocent éternel, vivant avec un enfant à l&#39;intérieur du corps d&#39;un adulte. Il peut transmettre le pouvoir à son état mental afin que d&#39;autres avec des tempéraments similaires, peuvent s&#39;identifier à leur sort. Continuer Boll: «Il pourrait se retrouver dans une communauté de parenté, tous les symptômes de transmission qui vont et viennent de son propre internet psychique.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - L&#39;esprit et la psyché-soma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRAM dans son livre «Le langage de Winnicott,&quot; écrit que la contribution apportée par Winnicott à Psychosomatique entamerait ses travaux en 1949 dans une œuvre de 1949 de l&#39;esprit et sa relation avec le psyché-soma qui aurait été inspiré par un commentaire Ernest Jones dans un texte de 1946 dans lequel il écrivait: «Je ne pense pas que l&#39;esprit existe comme une entité.&quot;&lt;br /&gt;
Winnicott d&#39;accord, mais ajoutent que dans leur pratique clinique aurait remarqué qu&#39;il y avait des patients qui sentait son esprit ailleurs, alors que s&#39;il s&#39;agissait d&#39;une entité distincte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
»Cette citation ... m&#39;a encouragé à essayer de faire mes propres idées autour de ce sujet si vaste et si difficile. Le schéma corporel, avec ses aspects temporels et spatiaux, fournit un précieux exemple de la figure que l&#39;individu a de lui-même. De là, je crois qu&#39;il ya un endroit précis pour l&#39;esprit. En pratique clinique, nous rencontrons l&#39;esprit comme une entité située quelque part dans le patient ... »&lt;br /&gt;
(Winnicott, Mind et sa relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott a utilisé le terme «esprit» pour décrire le fonctionnement intellectuel semblable à un découplage de l&#39;individu qui sent son comme une entité qui ne fait pas partie de leur sens de soi. À un stade ultérieur de son œuvre, Winnicott se réfère à ce phénomène comme un «clivage de l&#39;intellect.&quot; C&#39;est ce dédoublement de la personnalité que Winnicott utilise lors de l&#39;écriture sur les maladies psychosomatiques.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dans leur étude Winnicott tisse une critique de médecins qui insistent pour voir que la composante physique du patient, ne pas voir que les troubles psychosomatiques sont situées &quot;entre le mental et physique.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Ces médecins sont très intrigué par sa théorie, il est intéressant, beaucoup d&#39;entre eux donnent sur l&#39;importance que le corps physique possède, qui fait partie du cerveau (.&quot; (Winnicott, Mind et sa relation))&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pour Winnicott, dans un développement sain, la psyché et soma sont indiscernables, comme c&#39;est le développement du nourrisson et l&#39;enfant qui sont impliqués. L&#39;individu qui est censé faire retentir son sentiment de soi est une partie de votre corps.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Il s&#39;agit d&#39;un corps. La psyché et soma ne peuvent être distingués, que par la façon dont nous voyons. Nous pouvons tourner vers le corps ou le psychisme qui se développe. Je crois que la psyché, nous entendons l&#39;élaboration imaginative des éléments, les sentiments et les fonctions somatiques, ou l&#39;activité physique. Nous savons que cette élaboration imaginative dépend de l&#39;existence et le fonctionnement sain du cerveau, en particulier certaines parties. Le psychisme, cependant, n&#39;est pas perçue par l&#39;individu comme située dans le cerveau, ou même ailleurs. Petit à petit aspect de la psyché et soma liés à la croissance de la personne s&#39;impliquer dans un processus d&#39;inter-relations. Cette interrelation entre psyché et soma est à un stade précoce de développement de l&#39;individu. &quot;(Winnicott, Mind et sa relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cette inter-relation entre psyché et soma est le point central à partir duquel la conscience de soi se développe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«À un stade ultérieur, le corps vivant, qui a des limites, une intérieure et extérieure, l&#39;individu se sent afin qu&#39;il puisse former le noyau de l&#39;auto d&#39;imagination.&quot; (Winnicott, Mind et sa relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
En conséquence, le noyau de l&#39;auto qui vient de la relation précoce mère-enfant se termine le concept de l&#39;intégration entre l&#39;esprit et le corps.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Laissez-nous accepter le principe que la santé du développement d&#39;un individu est lié à la continuité de l&#39;être. Le début de la psyché-soma est administré avec de certaines lignes de développement qui fait la continuité de l&#39;être n&#39;est pas interrompu, en d&#39;autres termes, qu&#39;il ya un développement sain du début de Blink-somme il ya une nécessité d&#39;un environnement parfait. Initialement, ce besoin est absolu. &quot;(Winnicott, Mind et sa relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott se réfère à l&#39;identification totale de la mère à l&#39;enfant, qui est précisément ce qui donne lieu à un environnement parfait. Cela signifie qu&#39;elle est capable de traiter, de gérer et de s&#39;occuper de votre bébé avec intérêt, le protéger, et avec tous les éléments de l&#39;amour. Si tout va bien dans les premiers stades, il donnera à l&#39;enfant le sentiment d&#39;être un soi-même et introduit dans son corps.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Hannah présents.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Il est clair que l&#39;hystérie n&#39;a pas disparu, mais elle est plus expérimenté et traitée comme une dépression (...) à remplacer, il est vécu et accompagné, en fait, pour une appréciation des processus psychologiques de la normalisation, au détriment de l&#39;autre les formes d&#39;exploitation de l&#39;inconscient (...) à la psychanalyse, la psychopharmacologie, la psychothérapie, l&#39;homéopathie. &quot; (Roudinesco 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.1: À propos du Cadre: L&#39;endroit où Anne assisté mérite une description. Il était un service public pendant 20 ans. Il faisait partie d&#39;un projet de soins pour les pauvres. Le nombre de requêtes a été limitée et il n&#39;y avait commencé le contrat de travail. consultations thérapeutiques? Probablement. Ne tiendrait pas ici de discuter des consultations thérapeutiques, bien que le contexte ne mérite une telle séparation théorique.&lt;br /&gt;
7.2: Le service et Hannah&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana a commencé les traitements et leurs histoires. Au moment d&#39;un peu plus de 20 ans, marié avec un fils. Selon elle venait d&#39;une famille et d&#39;un père très sévère, et le lecteur de «bowling». Ana dit qu&#39;elle est tombée amoureuse de son mari aurait 17 ans. Ne dit pas un grand amour, mais en plus, cette relation serait un bon moyen de quitter la maison. Interrogé par moi au sujet de son état de symptômes de type convulsif qui le neurologue avait dit. Mais quelque chose se révèle être d&#39;une manière très intéressante: les crises ont commencé au moment où elle a commencé sa relation avec son petit ami, s&#39;opposant à la «volonté du père.&quot; Ses crises étaient en nombre important, dans des situations différentes et, même alors, pas lié à une situation plus spécifique, comme une situation de stress, l&#39;acte sexuel, a finalement eu lieu au hasard ne répond pas aux médicaments et de leurs diverses tentatives. Son examen neurologique n&#39;a montré aucun changement du tout.&lt;br /&gt;
Initialement Ana montré seront pauvres. Mais il était toujours en service. Sans tarder. Il s&#39;est confié en présence. J&#39;espérais.&lt;br /&gt;
Dans le deuxième rapport Hannah mois que ses crises ont changé. Il y avait tellement fréquentes et les plus n&#39;a pas eu lieu dans la rue.&lt;br /&gt;
Interrogés sur leur relation, leur mariage dit que quand elle a commencé à fréquenter son, puis est tombée enceinte et elle a caché la grossesse aussi longtemps que vous pouvez et quand il n&#39;était plus possible de s&#39;enfuir de la maison et ne jamais en contact avec les parents. Son fils est né, et n&#39;a augmenté que de leurs crises. Je lui ai demandé pourquoi cacher une telle grossesse douloureuse et que ce petit-fils. Pourquoi mettre tout ce temps, avait plus de contacts avec leurs parents. Ana dit son père, anti-mariage menacé: &quot;. Si vous restez enceintes j&#39;ai coupé la tête et que les fesses et jouer avec eux s&#39;ils étaient boules&quot; Ana dit que c&#39;est une crise. Bate, si l&#39;urine, roule des yeux et répète à plusieurs reprises pendant la crise: «Oui, monsieur ce que vous dites!&quot; Après la saisie dans le bureau, embarrassé, effrayé, énervé, vous avez l&#39;envie de courir. Je lui dis de se calmer et a dit, &quot;c&#39;est une bonne chose que sa saisie a eu lieu dans le bureau, dans un endroit où elle a été pris en charge, écouté, dans le traitement.&quot; Ana est calmée, et son souci serait de savoir comment quitter et passer par tous les services énervé. Recherchez une table serviette et lui demande s&#39;il peut utiliser la serviette pour aller. Dites oui et leur demander de ramener sa prochaine session, après la serviette n&#39;était pas le mien ni le sien. Il a été l&#39;institution, expliquer.&lt;br /&gt;
retourne fiosonomia Ana avec un autre, plus silencieux, plus confortable sans avoir signalé la saisie. Il professe à être plus calme, car entre un et une autre session aurait eu aucune saisie. Les appels continuent à réduire leurs saisies et jusque-là ne se produisent plus. Je me demande si elle ne veut pas voir plus de parents et répondu qu&#39;il se sentait plus à l&#39;aise d&#39;y penser. Par contrat, la fin du service commence à approcher. Cela dit la prochaine session avec leur enfant fréquente. Je ne lis pas. J&#39;aime. À la fin de la session vous remercie d&#39;avoir présenté son fils et de marquer des points ce serait intéressant si le prochain &quot;query&quot; viennent seuls. Elle accepte et dit: &quot;. Pas besoin de marcher avec lui, mes crises ne se produisent pas plus&quot;&lt;br /&gt;
Dans la prochaine session est assis et me dit: «J&#39;ai rêvé que je couchais avec votre médecin. ? Le Seigneur ne rêve pas d&#39;avoir des relations sexuelles avec moi »Ma réponse est: à quoi bon vous en parler ici. Je suis reconnaissant de votre intérêt, mais je suis votre thérapeute et que ses désirs étaient normaux parce que j&#39;avais d&#39;avoir aidé et avec elle une relation saine et importante. Et plus important encore serait si elle pouvait garder des liens afin que vous faites bien sans se détruire. Ana pleure et dit qu&#39;il va manquer. Je lui dis que l&#39;autre collègue de la servir, et qu&#39;elle ne serait pas interrompre le traitement. Hannah montre dans les prochaines consultations et triste à notre dernière réunion a déclaré qu&#39;il ne voulait pas être mieux desservies par une personne autre que moi. &quot;Si j&#39;essaye d&#39;aggraver le médecin, dans son bureau privé.&quot; A également raté Ana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Références:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRAN, janvier, Le Langage de Winnicott. Dictionnaire des mots et expressions utilisés par Donald W. Winnicott Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
Boll, Christopher, Sao Paulo Hyteria. Ecoute (2000).&lt;br /&gt;
BERLINCK, Manuel (ed.) Hysteria, Saint-Paul Ecoute (1997).&lt;br /&gt;
Outeiral Jose clinique d&#39;une adolescente fragment transitionnalité, Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
Roudinesco, E (1997). El siglo del psicoanálisis un siècle amende. La situación en Francia: perspectives cliniques de construction y. International psycoanalysis. La lettre de nouvelles de l&#39;IPA. v.6, 1, p.40-45.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/58281752561348459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-resume-de-laffaire.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/58281752561348459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/58281752561348459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-resume-de-laffaire.html' title='Hysteria - Résumé de l&#39;affaire'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiwU5myud_r4LnvX8kXeImy-BSuupJmAHYfahQ1uWT7Y4F4AXCWYuDls53tTQMSDdZs_dG_K2nd5UnPswHGozFy-mS1BlXGhdXCnfE2RsoSR9gocGlWwZupe_39ssbO3UUERhJuSFHuCMY/s72-c/images.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5715405726366577100.post-2231859202781074202</id><published>2011-01-15T12:58:00.001-08:00</published><updated>2011-01-15T12:58:55.970-08:00</updated><title type='text'>Hysteria - Zusammenfassung der Fall</title><content type='html'>&lt;div class=&quot;separator&quot; style=&quot;clear: both; text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvbxhMiK3XPnK8DrYMJ1Cqnv-qd149v0Bq92odgKpFA51_W8MdQSL0ZVMcVkthCWb3tZCdk6ub4vxusuUBmZ6tOb0Zc_R4xuI-LvDeJyzJYfwYv5BzoN1fWsi1LitzS2QgCm9zNa6Pt58/s1600/BORDER.jpg&quot; imageanchor=&quot;1&quot; style=&quot;margin-left:1em; margin-right:1em&quot;&gt;&lt;img border=&quot;0&quot; height=&quot;300&quot; width=&quot;246&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvbxhMiK3XPnK8DrYMJ1Cqnv-qd149v0Bq92odgKpFA51_W8MdQSL0ZVMcVkthCWb3tZCdk6ub4vxusuUBmZ6tOb0Zc_R4xuI-LvDeJyzJYfwYv5BzoN1fWsi1LitzS2QgCm9zNa6Pt58/s400/BORDER.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hysterie, Psyche-Soma: Ein Fallbericht - HISTERIO-EPILESIA?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Nicht in Kobolde, Sie lügen zu glauben, Der verrückte Junge, Ziraldo&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Einleitung:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Die vorliegende Arbeit hat zum Ziel, einige Punkte über die Hysterie in der modernen Welt, die wiederum von Interesse wurde in meiner klinischen Praxis oder in meinem &quot;Aktuelle Arbeit&quot;, die &quot;Psycho-Soma&quot;, der Bericht Studie Spur ein Fallbericht und theoretischen Einflüsse, die nicht eingeführt haben.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Über Moderne Klinik:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outeiral präsentieren seinem Werk &quot;Die Klinische Übergangsregelung&quot; zitiert Clarisse Lispector, eine Phrase, &quot;zu schreiben ist, zu versuchen zu verstehen, versuchen, die nicht nachvollziehbar wiederzugeben, ist es bis zum letzten Ende das Gefühl, dass vage bleibt und Halsband Filz&quot; Das ist, was mehr als bringt mir Inspiration gerade jetzt, &quot;Ich schreibe, um das Leben eines Menschen, wohl mein retten.&quot; Das heißt, ich versuche die Klinik, seine Möglichkeiten, seine Unmöglichkeiten, diese zweite, die wenig sprechen zu kontextualisieren. Wieder Anführungen Outeiral dass übersetzt mit seinem unbestreitbaren Sensibilität &quot;Ich suche Helfen Sie uns, ertragen die Einsamkeit, Unsicherheit, Enthaltsamkeit, Neugier und ohne zu wissen, dass unter vielen anderen Faktoren, sind Teil unserer täglichen klinischen (...). In diesem Zusammenhang möchte ich über die Hysterie zu sprechen, unter Berücksichtigung, dass die theoretische Revisionen vorgenommen werden. Aber heute sprechen wir mehr von dem Verschwinden der &quot;hysterisch&quot; als die Wahrnehmung seiner Erscheinungsformen und heute angeboten werden kann: oder vielmehr die Frage: Gibt es in der modernen Welt, Zeit, Möglichkeit der Teilnahme an dieser Veranstaltung psychischen?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Über Hysterie.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ich denke, keine Notwendigkeit für eine theoretische Überprüfung der Hysterie von Freud. Während Boll (2000) besagt, dass in jedem Test über Hysterie ist notwendig, um zu seinem berühmten Linien verweisen. Nach Ansicht des Autors bei der Hysterie, wenn wir von Menschen, die von seinen sexuellen Forderungen körperlicher und sexueller verdrängten Vorstellungen gestört zu denken. Seien Sie vernachlässige die Umwandlung superidentificadas mit anderen, äußern sich theatralisch, Tagträumen statt die Existenz dessen, was sie selbst Eingriff entscheiden dann für die Illusion der kindlichen Unschuld, die Banalität des Erwachsenenlebens.&lt;br /&gt;
BERLINCK (1997) fragt: Nach allem, was gesagt worden ist und geschrieben über die Hysterie von Psychoanalytikern von gestern und heute ist, dass es Raum für jemand anderes zu sprechen oder etwas darüber sagen, was ist ein zentrales Anliegen der Klinik und Theorien eingeweiht von Freud? Hier ist die Autorin von &quot;Oder ist es an der Zeit, zum Schweigen zu bringen diejenigen, die uns etwas zu sagen haben hören: Hysterische sich selbst&quot;&lt;br /&gt;
Theoretische Kontext, in dem ich einen Fall, der mich gesandt wurde vor einigen Jahren, dass ich diesen Text wieder beziehen werden. Aber für beide, denke ich, einige wichtige theoretische Revision, die noch weiter gehen.&lt;br /&gt;
KHAN schreibt, dass von den frühesten Schriften Freuds, vor 100 Jahren, hatten wir nicht viel in der Literatur, die es uns ermöglichen, ein besseres Verständnis der hysterisch, aber ihre klinischen Status wurde für seine ernstere Persönlichkeitsstörungen verwechselt würde.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Jeder weiß, dass Freud ursprünglich zugeschrieben dieser Unkenntnis der tatsächlichen Folgen der sexuellen Verführung in der Kindheit vor ihnen, um die Geister der Verführung verdrängte der Patient zur Zeit durch eine somatische Sprache ausgedrückt beziehen, die aber abgelehnt bewusst zu werden psychisch &quot;(M. Khan)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Masud Khan für &quot;es ist wahr, dass die hysterische am Anfang seiner psychosexuellen Entwicklung, der sexuellen Ausbeutung von Selbst-Entwicklung des körpereigenen Funktionen verstehe ich, warum er beweist nicht nur grundlegend ambivalent und feindselig zu können ersetzt angeborenen Fähigkeiten des Selbst, sondern auch, weil ein Zeuge feindselig und neidisch Ekel in Bezug auf eine Operation auf dem Objekt, das ich liebte, im Erwachsenenalter &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4 - Ana Erschien&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana &quot;erschien.&quot; Ich sage dies, weil sie nicht versuchen Pflege. Es war buchstäblich &quot;von Hand&quot; brachte von seinem Neurologen in einem provisorischen Klinik im öffentlichen Dienst. Vor Betreten des Zimmers spricht mit seinem Arzt insbesondere, da sie außerhalb des Büros wartete. Er sagte mir: &quot;Sie hat Histerio-Epilepsie! Bereits alle möglichen Tests. Nichts gefunden. Seine Anfälle sind schwerer und nicht auf Medikamente überhaupt reagieren. Wir sind in einer Klinik interagieren, um Ihren Schlaf zu überwachen. Sie rannte weg von Jersey Bus in sein Haus. 40 Km Er wiederholt: Sie hat Histerio-Epilepsie. Brauchen Sie eine Analyse zu tun. &quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5 - Es ist eine hysterische:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BOLLA Für den Hysteriker, benötigt Ihr Körper eine Logik, die er verabscheut. Ersetzen seinen Körper angetrieben von einem Biologie für &quot;andere&quot; Bilder symbolisieren ihr Leiden für ihre Aktien geschwächt, während zeigen wenig Interesse an der Not dieser.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Er bleibt gleichgültig gegen diese Körper. Seine Sexualität und obwohl es scheint, disharmonische sexuelle Unterdrückung Ideen glaubt, paradoxerweise, sie zu einem sehr leistungsfähigen Kern dessen, was verboten war, und dass ständig bemüht, das Bewusstsein zurück. Er wird immer Entkopplung von diesen zurück und sah kalt und asketisch. Oder Sie tun können, ganz im Gegenteil, zu einer Art Generaldirektor der seine innere Welt und zeigt seine eigenen Ideen über das Theater BOLLA C 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Setzt der Autor, der in der Mitte dieser beiden Extreme, die hysterischen gezeigt verloren in seiner eigenen Welt ist. Eine Welt der Tagträume, in denen unter anderen Möglichkeiten bleiben kann ein ewiges unschuldig, das Leben mit einem Kind im erwachsenen Körper. Es kann Macht mit ihr geistiger Zustand übertragen, so dass andere mit ähnlichen Temperamenten, mit ihrer Not identifizieren können. Weiter Boll: &quot;Er konnte sich in einer Gemeinschaft von Gleichgesinnten, die alle Sende-Symptome, die kommen und gehen ihre eigenen psychischen Internet zu finden.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6 - Der Geist und die Psyche-Soma:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ABRAM in seinem Buch &quot;The Language of Winnicott,&quot; schreibt, dass der Beitrag von Winnicott zu Psychosomatik gemacht funktionieren würde im Jahr 1949 in einer Arbeit von 1949 den Geist und seine Beziehung zur Psyche-Soma starten das würde durch einen Kommentar inspiriert worden Ernest Jones in einem Text von 1946, in dem er schreiben würde: &quot;Ich glaube nicht, dass der Geist existiert als eine Einheit.&quot;&lt;br /&gt;
Winnicott zustimmen, aber hinzufügen, dass in ihrer klinischen Praxis würde bemerkt haben, dass es Patienten, die seinen Geist fühlte woanders, dann, als ob dies eine separate Einheit waren.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Dieses Zitat ... ermutigte mich, zu versuchen, meine eigenen Ideen rund um dieses Thema so groß und schwer zu bekommen. Der Körper-Schema, mit seinen zeitlichen und räumlichen Aspekten stellt ein wertvolles Beispiel des Diagramms, dass die einzelnen von sich selbst hat. Von dort Ich glaube, es ist eine klare Position für den Geist. In der klinischen Praxis begegnen wir den Geist als eine Einheit irgendwo in der Patienten befindet ... &quot;&lt;br /&gt;
(Winnicott, Geist und seine Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott verwendet den Begriff &quot;Geist&quot; zur Nutzung des geistigen Funktionieren ähnlich einer Entkopplung der einzelnen, der seine als eine Einheit, die nicht Teil von ihr Selbstwertgefühl fühlt beschreiben. Zu einem späteren Zeitpunkt von seiner Arbeit, findet Winnicott, um dieses Phänomen als &quot;Spaltung des Geistes.&quot; Es ist dieses gespaltene Persönlichkeit, die Winnicott beim Schreiben über psychosomatische Erkrankungen.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
In ihrer Studie Winnicott webt eine Kritik von Ärzten, die beim Anblick nur die physische Komponente des Patienten, nicht zu sehen, dass psychosomatische Störungen befinden bestehen &quot;zwischen der geistigen und körperlichen.&quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Diese Ärzte sind ziemlich verwirrt durch seine Theorie interessanterweise viele von ihnen die Bedeutung übersehen, dass der physische Körper besitzt, welcher Teil des Gehirns ist (.&quot; (Winnicott, Geist und seine Beziehung))&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Für Winnicott, in gesunde Entwicklung werden die Psyche und Soma zu unterscheiden, ebenso wie die Säuglings-und Kindersterblichkeit, die Entwicklung beteiligt sind. Das Individuum, das soll sein Selbstwertgefühl Klang ist Teil Ihres Körpers.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Dies ist ein Körper. Die Psyche und Soma kann nicht unterscheiden, außer durch, wie wir sehen. Wir können den Körper oder die Psyche entwickelt einzuschalten. Ich glaube, dass das Wort Psyche bedeutet hier die phantasievolle Ausgestaltung der Elemente, Gefühle und körperliche Funktionen oder körperliche Aktivität. Wir wissen, dass dieser fantasievolle Ausarbeitung über das Bestehen und die gesunde Funktion des Gehirns, insbesondere bestimmte Teile abhängt. Die Psyche ist jedoch nicht durch das Individuum wahrgenommen als im Gehirn, oder sogar woanders. Allmählich Aspekt der Psyche und Soma im Zusammenhang mit wachsenden Person verwickelt in einen Prozess der wechselseitigen Beziehungen. Dieser Zusammenhang zwischen Psyche und Soma ist in einem frühen Stadium der Entwicklung des Individuums. &quot;(Winnicott, Geist und seine Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diese Wechselwirkung zwischen Psyche und Soma ist der zentrale Punkt, von dem das Selbstwertgefühl entwickelt.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Zu einem späteren Zeitpunkt, den lebenden Körper, welche Grenzen hat, ein Innen und Außen, ist das individuelle Gefühl, damit sie den Kern der fantasievollen selbst zu bilden.&quot; (Winnicott, Geist und seine Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Als Folge endet der Kern des Selbst, das aus der frühen Mutter-Kind-Beziehung kommt das Konzept einer Integration von Körper und Geist.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Lasst uns den Grundsatz akzeptieren, dass die Gesundheit der individuellen Entwicklung, um die Kontinuität des Seins verbunden ist. Der Beginn der Psyche-Soma ist zusammen mit bestimmten Linie der Entwicklung, dass die Kontinuität des Seins wird nicht unterbrochen, in anderen Worten macht gegeben, dass es eine gesunde Entwicklung der frühen Blink-Summe besteht ein Bedarf für ein perfektes Umfeld. Anfangs dieses Bedürfnis ist absolut. &quot;(Winnicott, Geist und seine Relation)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Winnicott bezieht, um die Identifizierung von Mutter auf das Kind, und genau das führt zu einem perfekten Umfeld ist total. Das heißt, sie ist in der Lage zu handhaben, zu verwalten und Pflege für Ihr Baby mit Interesse, schützt ihn, und mit allen Elementen der Liebe. Wenn alles gut geht in den frühen Phasen, wird es dem Baby das Gefühl, ein Selbst-und eingegangen in seinem Körper.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7 - Hannah anwesend.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&quot;Es ist klar, dass die Hysterie nicht verschwunden, aber sie ist mehr erlebt und behandelt werden, als eine Depression (...) zu ersetzen ist es gelebt und begleitet, in der Tat, für eine Aufwertung des psychologischen Prozesse der Normalisierung, zu Lasten der verschiedenen Formen der Ausbeutung des Unbewußten (...) zur Psychoanalyse, Psychopharmakologie, für Psychotherapie, Homöopathie. &quot; (Roudinesco 2000)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.1: Über den Rahmen: Der Ort, wo Anne besucht verdient eine Beschreibung. Es war eine öffentliche Dienstleistung für 20 Jahre. Es war Teil eines Projekts für die Armen kümmern. Die Zahl der Abfragen begrenzt war und da war der Arbeitsvertrag gestartet. Therapeutische Beratung? Wahrscheinlich. Wäre das nicht passt hier diskutieren Therapeutische Beratung, obwohl der Zusammenhang einer solchen theoretischen gespalten Verdienst würde.&lt;br /&gt;
7.2: Der Service und Hannah&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ana begann die Behandlungen und ihre Geschichten. Zu der Zeit von knapp über 20 Jahren mit einem Sohn verheiratet. Nach ihr kam aus einer Familie und einem sehr strengen Vater, und Spieler von &quot;Bowling&quot;. Ana sagt sie verliebt hatte, als ihr Mann hätte 17 Jahre. Sagt nicht eine große Liebe, sondern darüber hinaus, diese Beziehung wäre ein guter Weg, um nach Hause zu verlassen. Auf die Frage von mir berichtet über seine Beschlagnahme-ähnliche Symptome, die der Neurologe gesagt hatte. Aber etwas ist offenbarte sehr interessante Weise: ihre Anfälle begannen gerade, wenn sie ihre Beziehung mit ihrem Freund begonnen, gegen den &quot;Willen des Vaters.&quot; Seine Anfälle wurden in großer Zahl, in unterschiedlichen Situationen und auch dann nicht mehr zu bestimmten Situation, z. B. eine Stress-Situation, der sexuelle Akt gebunden, schließlich kam zufällig reagiert nicht auf Medikamente und ihre verschiedenen Versuche. Seine neurologische Untersuchung zeigte keine Veränderung.&lt;br /&gt;
Zunächst Ana Armen dargestellt. Aber er war immer im Dienst. Ohne Verzögerung. Er vertraute auf die Teilnahme. Ich hatte gehofft.&lt;br /&gt;
Ab dem zweiten Monat Hannah berichtet, dass ihre Anfälle haben sich geändert. Es waren so häufig und die meisten nicht auf der Straße passieren.&lt;br /&gt;
Angesprochen auf ihre Beziehung, sagt ihre Ehe, als sie begann ihre Datierung, dann wurde schwanger und verbarg die Schwangerschaft so lange wie du kannst und wenn es nicht mehr möglich war, um von zu Hause wegzulaufen und nie Kontakt mit den Eltern. Sein Sohn wurde geboren, und nur erhöhten ihre Anfälle. Ich fragte sie, warum verstecken wie eine schmerzhafte Schwangerschaft und dass diese Enkel. Warum setzen all dieser Zeit hatte mehr Kontakt zu ihren Eltern. Ana sagt ihr Vater, Anti-Ehe bedroht: &quot;. Wenn Sie schwanger bleibe ich den Kopf und Hintern geschnitten und mit ihnen zu spielen, wenn sie Bowlingkugeln waren&quot; Ana sagte, dies sei ein Anfall. Bate, wenn Urin, rollt mit den Augen und wiederholt mehrmals während des Anfalls: &quot;Ja, Sir, was Sie sagen!&quot; Nach der Machtergreifung im Büro, in Verlegenheit, Angst, sauer, den Drang zu laufen haben. Ich sage ihr, sich zu beruhigen und sagte, &quot;das ist gut, dass seine Beschlagnahme im Büro eingetreten war, in einem Ort, wo sie wegen wurde gepflegt, gehört, in Behandlung.&quot; Ana ist beruhigt, und seine Sorge wäre, wie verlassen und durch Service alle sauer. Suchen Sie nach einem Handtuch Tisch und fragt, ob er das Handtuch benutzen können, um zu gehen. Sag ja und sie bitten, sie zurück zu bringen nächsten Sitzung, nachdem das Handtuch war nicht mein noch ihr. Es war die Institution, zu erklären.&lt;br /&gt;
Ana fiosonomia kehrt mit einem anderen, leiser, komfortabler, ohne die Berichterstattung über die Beschlagnahme. Er bekennt sich zu leiser werden, da zwischen einer und einer anderen Sitzung würden keine Anfälle gehabt haben. Die Anrufe weiterhin ihre Anfälle zu reduzieren und bis dahin nicht mehr auftreten. Ob sie will sich nicht mehr Eltern sehen und antwortete, daß er mehr Komfort, darüber nachzudenken fühlte. Mit Vertrag beginnt das Ende des Gottesdienstes zu nähern. Das sagte der nächsten Sitzung mit ihrem Kind besucht. Ich lese nicht. Ich mag. Am Ende der Sitzung danken Ihnen für die Einreichung von seinem Sohn und Punkte, die interessant sein würde, wenn die nächste &quot;query&quot; kommen allein. Sie willigt ein und sagt: &quot;. Keine Notwendigkeit, mit ihm zu gehen, meine Anfälle nicht mehr passieren&quot;&lt;br /&gt;
In der nächsten Sitzung sitzt und sagt mir: &quot;Ich träumte, dass ich mit dir geschlafen Arzt. ? Der Herr träumt nicht über Sex mit mir &quot;Meine Antwort ist: Was gut ist, kann man darüber reden kann. Ich bin dankbar für Ihr Interesse, aber ich bin Ihr Therapeut und seine Wünsche waren normal, weil ich geholfen hatten und mit ihm eine gesunde Bindung und wichtig. Und was noch wichtiger wäre es, wenn sie Links halten konnte, so dass Sie gut daran tun, ohne sich selbst zu zerstören. Ana weint und sagt, er werde zu verpassen. Ich sage ihr, dass ein anderer Kollege hätte ihr zu dienen und dass sie nicht die Behandlung unterbrechen. Hannah zeigt in den kommenden Beratungen und traurig bei unserem letzten Treffen sagte er nicht besser zu sein gewartet von jemand anderem als mir. &quot;Wenn ich zum Arzt, in seinem privaten Büro verschlechtern versuchen.&quot; Auch verpasste Ana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Referenzen:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abran, Jan., die Sprache der Winnicott. Wörterbuch der Begriffe und Redewendungen von Donald W. Gebrauchtwagen Winnicott Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
Boll, Christopher, Hyteria Sao Paulo. Hören (2000).&lt;br /&gt;
BERLINCK, Manuel (Hrsg.) Hysteria, St. Paul Hören (1997).&lt;br /&gt;
Outeiral Jose Klinik für Fragment transitionnality Teenager, Rio de Janeiro, Revinter (2000).&lt;br /&gt;
Roudinesco, E (1997). El Siglo del psicoanálisis einem feinen Jahrhunderts. La situación de Francia: Klinische Perspektiven y Gebäude. Internationale psycoanalysis. Die Nachricht Schreiben vom IPA. v.6, 1, S.40-45.</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabioulrich.blogspot.com/feeds/2231859202781074202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-zusammenfassung-der-fall.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2231859202781074202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5715405726366577100/posts/default/2231859202781074202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabioulrich.blogspot.com/2011/01/hysteria-zusammenfassung-der-fall.html' title='Hysteria - Zusammenfassung der Fall'/><author><name>Fabio Ulrich</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14666719186522707648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='https://img1.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgvbxhMiK3XPnK8DrYMJ1Cqnv-qd149v0Bq92odgKpFA51_W8MdQSL0ZVMcVkthCWb3tZCdk6ub4vxusuUBmZ6tOb0Zc_R4xuI-LvDeJyzJYfwYv5BzoN1fWsi1LitzS2QgCm9zNa6Pt58/s72-c/BORDER.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>