<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:blogger='http://schemas.google.com/blogger/2008' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd="http://schemas.google.com/g/2005" xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849</id><updated>2026-10-17T20:53:02.853-03:00</updated><category term="Crônica"/><category term="Comportamento"/><category term="Poesia"/><category term="Cotidiano"/><category term="Homenagem"/><category term="Amor"/><category term="Aprendizado"/><category term="Gente"/><category term="Rio de Janeiro"/><category term="Opinião"/><category term="Música"/><category term="Notícia"/><category term="Caio"/><category term="Amizade"/><category term="cultura"/><category term="Reflexões"/><category term="Perfil"/><category term="religião"/><category term="Graça"/><category term="País"/><category term="Livros"/><category term="Aniversário"/><category term="Evento"/><category term="Filme"/><category term="Internet"/><category term="Literatura"/><category term="Utilidade Pública"/><category term="mulher"/><category term="Esporte"/><category term="TV"/><category term="Exposição"/><category term="Família"/><category term="Política"/><category term="Meio-ambiente"/><category term="Saúde"/><category term="Teatro"/><category term="Intolerância"/><category term="Liberdade"/><category term="Cinema"/><category term="Educação"/><category term="Governo"/><category term="Infância"/><category term="Olimpíadas"/><category term="Show"/><category term="Conto"/><category term="Eleições"/><category term="Dança"/><category term="Saudade"/><title type='text'>.......... farelos &amp; silabas ..........</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default?redirect=false'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;redirect=false'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>354</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-5562532626182363904</id><published>2012-03-28T15:18:00.005-03:00</published><updated>2012-05-17T15:33:19.855-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Crônica dos sonhos que não vivi e...</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzJ0tSRknc4ZJ7TyBociIPTryNH0VLCEMsOVdC3TE0Ggu_-0Fl1_r_HJZxjF0H5hBZjk6xAE-21gYkh-YRh8rl4QxGGAbOzT_TLV2QsYHVqHQBFgSGzfYblz7PLzEPkvyzynhPPA5KxeYZ/s1600/Farelos_das+garrafinhas+que+vir%25C3%25A3o.jpg&quot; style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5725014331639610706&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzJ0tSRknc4ZJ7TyBociIPTryNH0VLCEMsOVdC3TE0Ggu_-0Fl1_r_HJZxjF0H5hBZjk6xAE-21gYkh-YRh8rl4QxGGAbOzT_TLV2QsYHVqHQBFgSGzfYblz7PLzEPkvyzynhPPA5KxeYZ/s400/Farelos_das+garrafinhas+que+vir%25C3%25A3o.jpg&quot; style=&quot;cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
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Dentro de uma garrafinha cabe tanta coisa que até um desavisado acreditaria. Fiz a experiência ainda há pouco. Tudo bem, fiz a mesma experiência momentos antes do instante que se passou; aliás, tenho feito já há certo tempo. Pra meu alimento, a esperança de viver todos os dias de forma única, de modo que cada dia carregue consigo um sabor próprio, se desdobra numa força-motriz que mexe com as pernas e produz passos distintos e de cada vez. Um dia não carrega as mesmas impressões que o anterior por mais que o olhar se turve, ensina a sabedoria dos simples. Quem é que se desespera com o amanhã quando se faz do agora uma certeza risonha? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Uma certeza é uma pérola achada. Uma verdade pessoal pode muito bem servir como desdobramento da esperança que se crê. Tem verdade que de tão introjetada na pele da certeza acaba robustecendo o alimento-fé. Rezam as cartilhas das tradições mais antigas que fé é um dom, o dom de acreditar mesmo quando todos os cenários reais se mantêm inalterados. Intactos. Desfavoráveis, por um ponto de vista. À vista de todas estas coisas, porém, maior que o dom que falei e a própria esperança que amadurece no pé, avisto pra dentro de mim um pé-de-amor. Dizem que é árvore difícil de se cuidar, mas eu não acredito em todas as coisas só porque me disseram. Afinal, a sabedoria da verdade é como tesão. O que pertence ao universo do outro é do outro. Bem, nem sempre é assim. Quem sou eu pra julgar os interesses alheios, mas há que se pensar nas muitas possibilidades de evitar o inevitável. No entanto, ao cabo de um tempo, tudo &lt;st1:personname productid=&quot;em vão. Inevitável&quot; st=&quot;on&quot;&gt;em vão. Inevitável&lt;/st1:personname&gt; é inevitável, assim como amor é amor em qualquer língua, corpo e paixão. Não gostaria de abrir parêntese algum. Não creio que se deva fazer correções quando se tempera o texto com a palavra amor. Amor é amor e ponto final. Ou não. Há reticências também e muita continuidade pelo tempo afora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Nem todas as coisas são previsíveis, eu sei. Há coisas que nos acometem sem que esperemos. Quantos não receberam visitas inesperadas? Quantos não abriram correspondências sem saber direito acerca do remetente? Quem nunca teve a estranha sensação de ter sido observado para além de um simples olhar na rua? E se eu começar a falar de sentimentos, &lt;i&gt;fu&lt;/i&gt;...! Deu e dará pano pra muita manga, das verdes às maduras. Esperar tem lá seus encantos (eu que o diga!), mas nem todas as coisas se esperam que aconteçam no exato momento da chegada do Senhor Tempo, o Mestre da Razão, aluno dileto na Escola-vida, matriculado desde sempre e com as melhores notas. O que, particularmente, anoto bem embaixo das sombras do pé-de-amor são algumas certezas bem pessoais, mas não posso contá-las todas. Indiscrição não é meu forte. Sou fraco para algumas coisas, sobretudo as que me fazem bem só de saber que existem. Todavia, segredo não é apenas uma senha. Pode ser também uma troca de olhares correspondidos mas que não se pode fazer alarde. Silêncio algumas vezes é imperativo à própria sobrevivência... Não é bem pela inveja, se bem que ela é uma merda - é como intimidade, às vezes! -, talvez muito mais pela incerteza do que se poderia interpretar fora do texto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Viver é como escrever um texto com linhas muito estranhas e nem sempre retas. A interpretação que mencionei no parágrafo anterior tem a ver com os enredos já construídos, anos antes, por outros protagonistas. Você, eu, cada um de nós pode ser um travessão no texto. Nada que se explique, mas fica lá. É notório. No entanto, imprevisível. Você anda descalço pelas areias molhadas da praia e sente o carinho das ondas beijando os dedos mínimos depois de ter beijado todos os outros. É algo diferente. Mais ainda quando o instante se parte em mil pedaços, daí alguma coisa aparece boiando na mente. Não, no olhar! Uma garrafinha sendo carregada pelo sopro dos ventos até Vossa Senhoria: você. O detalhe é que não se trata de mais um daqueles episódios tristes de lixo lançado ao mar. É uma garrafinha repleta de sonhos. Altamente simbólica a presença de uma garrafinha de vidro bem transparente (porque o que sei e o que sinto não traz dúvidas pra mim mesmo... eu sei o que quero!). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Mas, convenhamos: é ou não é algo inexplicável – ao menos para os mortais que conhecemos as coisas pela metade? Quem conhecerá a outra metade senão os oráculos do Futuro?&lt;/div&gt;
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O que surpreende é a curiosidade de ler no rótulo que abraça o vidro da garrafinha: “&lt;i&gt;São seus”&lt;/i&gt;. Meus? A pergunta acaba sofrendo com o olhar duvidoso, uma vergonha pra quem disse ter fé. Sofrimento porque a pergunta soa confusa e ao mesmo tempo questionadora. Se são meus por que estão pra fora de mim? Pior, presos dentro de uma garrafinha de vidro? E que sonhos são estes que não sei mas que se lê serem meus? Nada que não se possa saber de imediato ou aos poucos, depende. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Tudo na vida depende de alguma coisa, de algum esforço, de um estado de ser ou saber ser. Daí, decorre espocar a rolha rumo à sua própria liberdade de papel cumprido. Segurar firme a garrafinha e avistar a despedida feliz da rolha no vaivém das ondas, sempre por cima delas, tem lá seus significados pueris. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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E o que há por dentro da tal garrafinha? Uns versos musicais, presumo de início. Presunção, às vezes, não é empáfia. Isto, porém, não vem ao caso agora. Um outro questionamento que me sobre ao coração é sobre os sonhos. Afinal, sonhos são para ler ou para viver? Nem um nem outro verbo, conjugo com o pensamento. Sonhos são para sonhar e aguar as terras e as raízes do coração. Mas os versos estão lá como nutrientes daquelas terras e segredos revelados naquela garrafinha. Li e reli a ciranda daquelas palavras incontáveis vezes. Inevitável foi sussurrar com a voz afiada da alma tratar-se de versos musicais. Não sei, a sua musicalidade poética acabou falando mais alto. Lembrei de uma canção, acho que furtando um cadinho daqueles versos pra mim: “eu corro pro mar pra não lembrar você e o vento me traz o que eu quero esquecer. Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar, nos teus braços é o meu lugar... Contemplando as estrelas, minha solidão, aperta forte o peito, é mais que uma emoção...”. Uma canção que noutro dia ouvi e pareceu de carne e osso. Eu vi a canção! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Privilégio saber que algumas canções não apenas se ouvem, mas se vêem! Os versos musicais que o digam!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Não são exatamente palavras brincando de ciranda, embora pareçam no primeiro olhar. Os versos são realmente musicados e a lembrança de fato existiu. O rótulo da garrafinha não se equivocou, por mais que eu não entenda todas as coisas justamente porque conheço em parte as coisas neste instante. São meus sonhos sim, não duvido. Certeza é uma roupa que não tem lado avesso, dos dois lados é sempre tecida de fé. São meus não em razão de possessividade pronominal. O lance é pra lá de gramatical. É visceral. É expectativa que engravida a esperança pra um Futuro que ainda não conheço. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Os sonhos, de repente, não passam de justificativa pro texto. Sei lá, tem palavras que a gente não encontra significado léxico. Acima das palavras apenas esta sombra que jaz ao redor do tudo que há debaixo do pé-de-amor. Meu pensamento. Minha lembrança. Meu desejo. Minha esperança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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O mar não foi exatamente o mar, mas uma visão pessoal de mundo. Algo inifinito e que carrega surpresas inesperadas como o vaivém das ondas que levam rolhas e outras dimensões de nossos desejos... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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E a tal garrafinha, o que poderá ter sido? Ah, isso não conto não. Tem coisas indecifráveis para o olhar alheio. Já disse que sou discreto, só não tinha assegurado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Eu prefiro dizer que coisas indecifráveis nada tem a ver com cifras musicais. São notas ou símbolos que poucos traduzem. É tal qual o fruto maduro da fé, o qual nasce na hora que tem que nascer. É tal qual fatos que não se vêem mas que nos seduzem com abraço apertado das convicções nuas e das alegrias só nossas. Bom repetir: Só nossas. Pra sempre nossas, mesmo que somente o Futuro esteja hábil a afirmar categoricamente qualquer coisa pra lá do instante chamado agora. É pra sempre porque tem a ver com os desejos indecifráveis de alma. É o que cabe dentro de uma garrafinha chamada “ser”, o ser indivíduo, o ser amante, o ser apaixonado, o ser e não meramente “estar”. Há muita diferença entre um e outro. Assim é cada dia que nasce aqui dentro e lá fora do olhar da gente. Assim é com o conteúdo de cada garrafinha que chega ou que um dia chegará pra gente entregue pelo Senhor Tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;
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Há coisas que sei, outras que estou aprendendo a saber debaixo do pé-de-amor. Só sei que garrafinhas com cifras indecifráveis chegam quando tudo se encontra descalço em nossa vida. Sem entraves nos pés, nos dedos, na mente e no coração... Prontas para serem totalmente nossas, definitivamente!&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%;&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-style: normal;&quot;&gt;
&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/5562532626182363904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/5562532626182363904?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/5562532626182363904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/5562532626182363904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/03/cronica-dos-sonhos-que-nao-vivi-e.html' title='Crônica dos sonhos que não vivi e...'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzJ0tSRknc4ZJ7TyBociIPTryNH0VLCEMsOVdC3TE0Ggu_-0Fl1_r_HJZxjF0H5hBZjk6xAE-21gYkh-YRh8rl4QxGGAbOzT_TLV2QsYHVqHQBFgSGzfYblz7PLzEPkvyzynhPPA5KxeYZ/s72-c/Farelos_das+garrafinhas+que+vir%25C3%25A3o.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7200567379219703731</id><published>2012-03-22T12:50:00.008-03:00</published><updated>2012-03-22T13:19:02.702-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Do que se pode fazer para não ser</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-qhJg-I5pfcivwhX6YicYzeycx6wY7EPxuZ9VeYpkxaCkI4MpGC2t5CwZynsRUfumjNn84lXfvaT3xBU-d6A6pSes_qTHJjDfvpU4bt1ymn9J72-TIRyn6wfKI9wk2FS5Em8cwQHF6ADF/s1600/Farelos_que+fiz+das+chaves-2.jpg&quot; style=&quot;font-style: normal; font-size: 100%; font-family: Georgia, serif; &quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-qhJg-I5pfcivwhX6YicYzeycx6wY7EPxuZ9VeYpkxaCkI4MpGC2t5CwZynsRUfumjNn84lXfvaT3xBU-d6A6pSes_qTHJjDfvpU4bt1ymn9J72-TIRyn6wfKI9wk2FS5Em8cwQHF6ADF/s400/Farelos_que+fiz+das+chaves-2.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5722750590939919538&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; font-family: Georgia, serif; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style=&quot;font-size: 100%; font-family: Georgia, serif; font-style: normal; text-align: center; &quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;span&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span&gt;osso passar uma vida inteirinha brincando de ser feliz, e, dependendo do ambiente onde esteja plantado, aprender a sobreviver com as máscaras que me fazem ser ‘aceito’ no mundo que escolhi viver...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Posso ser de todas as cores porque, no fundo no fundo, não é a cor da pele que importa, e sim a da maquiagem no grande palco chamado Vida... sobrevive e se dá bem quem aprendeu a arte de ser cínico, matando leões todos os dias sem que ninguém perceba tal carnificina que ocorre pelo lado de dentro da alma...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Posso não entender algumas coisas, posso até invejar os que não passam pelos mesmos porquês que eu, posso dar golpes desesperado por me dar bem, custe o que custar, até fazer terceiros e terceiras para sempre infelizes e traumatizados na condição de vítimas de minha covardia. Eu sei que posso! Tantos não podem... e fazem?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Posso atravessar todas as fases da vida até atingir as cãs e colecionar nas mãos os calos de tantos golpes desferidos contra mim mesmo... quem se importa? Posso sobreviver em meio a tantas estratégias que nem me dou conta neste momento... até empedrar de vez!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Onde o ser humano que um dia existiu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;O que fiz com as chaves de felicidade que um dia me foram entregues pelo Dom da Vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Onde a alma que gozava saúde no ser e aninhava sonhos de criança – lembrando que da simplicidade delas é o Reino dos céus - ?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;É possível que algum dia, nos limites do último fôlego, às portas de uma Grande Viagem, uma Voz desfira o golpe final: &lt;i&gt;“- Insano, hoje pedirão tua vida... e tudo o que você empreendeu em ações e omissões diárias de esvaziamento de si mesmo, pra que te serviu?”&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Posso tantas coisas, mas e a mais simples delas? Viver e não meramente existir? Abrir portas com as chaves que um dia recebi de um par de mãos, não lembro de Quem, acho que sei o Nome, mas fiquei confuso se ainda me reconhece ou não? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Na dúvida, se ela - a tal dúvida - ainda existe em meio a tanto esvaziamento – eis um bom sinal, nem tudo está perdido! – o que fazer para deixar de não-viver e ressuscitar do pó das cinzas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Eu acho que sei! – Você sabe?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;Como o poeta que não morre, o conselho de Drummond é apenas uma mãozinha:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;“Chega mais perto e contempla as palavras, cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;O poeta pergunta pra mim, coisa inexplicável mas que dá pra sentir numa simples releitura... talvez por isso eu acredite que é pra mim que pergunta, não sei se é pra mais alguém.  É como se me dissesse, clamando pela poesia – que não é pedra, mas clama! -, se ainda estou com as chaves que um dia recebi daquelas mãos de Alguém cujo Nome nem mais sei após tantos descaminhos pra longe de mim, me pedindo pra abrir as portas que fechei não vivendo, não sendo, não eu até não-sei mais de mim... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;Eis o ponto crucial! Alguma coisa bem firme me assegura que aquela Voz pode esperar... o Amor sempre espera porque tudo espera. Tanto o pronome quanto o advérbio esperam tal qual o Amor que espera porque  tudo crê... E se crê de todas as formas é porque, no final das contas, o Amor jamais acaba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;Ainda não é tarde demais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span &gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;O que faço deste ser humano que achou que podia a vida inteira pra longe de mim mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;O que qualquer ser humano ainda pode fazer se assim viveu (ou morreu) a vida inteira?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;Dos outros não sei; quanto a mim, está decidido: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: white; &quot; &gt;Onde eu coloquei o raio dessas chaves!?&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-variant: normal; line-height: normal; font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7200567379219703731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7200567379219703731?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7200567379219703731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7200567379219703731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/03/do-que-se-pode-fazer-para-nao-ser.html' title='Do que se pode fazer para não ser'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj-qhJg-I5pfcivwhX6YicYzeycx6wY7EPxuZ9VeYpkxaCkI4MpGC2t5CwZynsRUfumjNn84lXfvaT3xBU-d6A6pSes_qTHJjDfvpU4bt1ymn9J72-TIRyn6wfKI9wk2FS5Em8cwQHF6ADF/s72-c/Farelos_que+fiz+das+chaves-2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-2758070785053954749</id><published>2012-03-18T12:48:00.004-03:00</published><updated>2012-03-18T12:55:16.545-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Caio"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Crônica dominical de final de verão</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheDuZQHzfWIGzty_YGnaFGf3oFVftlbleLeOSvfiH1PV0AfnipUZu3Y2RRV38OHkX6wecDq9zsAXuyisiXHE0PqxVzfq5jUHZGznUrFmuP2VVOHNkvJgScN9lzEN6R3quZKHXsqFeGbiQb/s1600/Farelos_cachorras%252C+sexo+e+brioches.jpg&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-family: Georgia, serif; &quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheDuZQHzfWIGzty_YGnaFGf3oFVftlbleLeOSvfiH1PV0AfnipUZu3Y2RRV38OHkX6wecDq9zsAXuyisiXHE0PqxVzfq5jUHZGznUrFmuP2VVOHNkvJgScN9lzEN6R3quZKHXsqFeGbiQb/s400/Farelos_cachorras%252C+sexo+e+brioches.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5721264864052959218&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;Cachorras, sexo e brioches – numa época de ofertas fáceis, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify; &quot;&gt;amor é privilégio que poucos e poucas querem ter...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava procurando uma receita de bolo simples. Queria alguma coisa bem simples, porque de simplicidade é que a vida se torna rica (bela, quero dizer).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;Daí, folheando uns artigos, encontrei uma história retratada no quadro de um psicanalista. “Por que as cachorras acabam se dando bem?”, perguntava a leitora. Aquilo me chamou a atenção. Viajei pra dentro daquele contexto e foi inevitável pensar nas letras de músicas que ouvi, aqui de casa, na noite de ontem, quando de alguma comemoração na vizinhança... Não, não enlouqueci nem soltei os meus cachorros! Souberam respeitar a lei do silêncio. Até lá, no entanto, ouvi várias vezes as letras enigmáticas sobre os seres-cachorros...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;Mas o artigo me interessou neste momento de tanto protesto a que mergulhei. Protesto por perceber a ruína dos valores e da própria ética no dia a dia. E continuei lendo aqueles parágrafos até me deparar com uma letra de Gabriel, o Pensador, que na sua linguagem musical foi capaz de dizer “não inveje as cachorras...”. E por que disse isso? O articulista se adiantou em responder...  “Elas ‘dão muito’... mas não levam nada... e envelhecem amarguradas.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;E prosseguiu: “Ora, até para ter plenitude de prazer sexual tem-se que ter mais do que um corpo de macho ou fêmea em atrito sexual sobre a pele. Gozo é privilegio do amor e da confiança; não do sexo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;A maioria das mulheres que conheço que ‘dão muito por aí...’, não sabem até hoje o que é prazer. Confundem a biologia animal do prazer com a plenitude dele. Aí é que tá: essa plenitude só vem do amor. Prazer sem amor existe, é verdade, mas não é profundo e nem realiza o ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;Sexo sem amor enjoa como qualquer outra coisa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;O que faz do sexo algo sempre novo é o amor... Nunca desista do amor, pois um dia ele te achará! Portanto, cuide de você... investindo em você... se amando!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: -webkit-auto; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;Tenho que concordar: amor, esse ‘sentimento-dom-maior-que-meu-desejo’ está ficando cada vez mais raro, diz-se até que nestes dias tão egocêntricos a tendência é se esfriar de muitos corações. Até a Bíblia dos cristãos assegurou isso sem precisar conhecer a contemporaneidade. E eu creio. Por isso, pra mim, uma pergunta pertinente a se/me/nos fazer é a respeito do que sentimos fome. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A fome de quem almeja amar sem posse, sem controle, sem coisificar o ser que ama, mas deixando-a(o) livre pra ser com saúde emocional, deve ser a de construir caminhos de certeza. Quem se ama, por exemplo, não se angustia por ter sido esquecido(a). Quem se ama, sabe que o amor nunca nos deixará na mão, desnutridos. É desta certeza que falo. O amor existe. E a certeza de que ele existe é sempre um dos meus mais fortes alentos para viver neste mundo onde quase nada do que de fato é, é visto como sendo, pois, aqui, só vale o que parece ser. Porém, mesmo passando alguns dias ensimesmados (coisas minhas, reflexões, sonhos que mudam de cor, vontades não supridas, etc), não consigo deixar de crer no que está arraigado em mim como uma espécie de fome saciada: a certeza de que o amor é!&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;E quanto a fome das cachorras e dos cachorrões? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Tenho um amigo que responderia isso de uma maneira bem peculiar (sem deixar de ser sensata): que elas e que eles comam brioches já que não tem (porque não fazem questão de ter) pão-amor!&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; font-family: Garamond; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; font-family: Arial; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-family: Georgia, serif; font-size: 100%; font-weight: normal; text-align: justify; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:14.0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/2758070785053954749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/2758070785053954749?isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2758070785053954749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2758070785053954749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/03/cronica-dominical-de-final-de-verao.html' title='Crônica dominical de final de verão'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEheDuZQHzfWIGzty_YGnaFGf3oFVftlbleLeOSvfiH1PV0AfnipUZu3Y2RRV38OHkX6wecDq9zsAXuyisiXHE0PqxVzfq5jUHZGznUrFmuP2VVOHNkvJgScN9lzEN6R3quZKHXsqFeGbiQb/s72-c/Farelos_cachorras%252C+sexo+e+brioches.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-3732296160917308382</id><published>2012-02-14T13:37:00.010-02:00</published><updated>2012-02-14T21:02:45.269-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><title type='text'>Prioridades modernas______________</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKTrOwotZ2RCzzHHHi2Jh9A6Rc-I6DjjLjeBvSVRs-1BaqY1m0OW_1jjSYoQSuGyMouk4Cc7Emw04M8NKeO5YU59zU0J8KYF9lFWu2bMkupkzvJgn_h792KteMYQr_eApBfBpNn8pfLryR/s1600/Farelos_pesquisa+de+campo.jpg&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKTrOwotZ2RCzzHHHi2Jh9A6Rc-I6DjjLjeBvSVRs-1BaqY1m0OW_1jjSYoQSuGyMouk4Cc7Emw04M8NKeO5YU59zU0J8KYF9lFWu2bMkupkzvJgn_h792KteMYQr_eApBfBpNn8pfLryR/s400/Farelos_pesquisa+de+campo.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5709016212582193714&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;Fiquei quarenta dias e quarenta noites {numerologia oriental hebraica pra significar toda uma existência}, andando pra lá e pra cá pelas ruas mais movimentadas com uma placa bem visível no peito, que dizia:&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; &quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;“Oferece-se um coração. Nota: segue envelopado por um corpo emocionalmente saudável.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal; &quot;&gt;Resultado de toda essa, digamos, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;pesquisa de campo&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;75% quiseram saber sobre como é fisicamente o corpo, quero dizer, os ditos &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;atributos&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt; do corpo, não se importando nem um pouco com a questão emocional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;20% quiseram saber -- ou provar, é o mais coerente! -- como é o currículo em termos de experiências e habilidades com as posições que o corpo oferece, não se importando com o emocional, desde que não mostrasse de cara tratar-se de um louco ou psicótico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-style: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;3% deixaram contato, mas fizeram questão de frisar que seria apenas pra um “lance legal”, &quot;sem compromisso&quot;. Assim fizeram, digamos, de maneira bem capitalista -- porque até as relações sociais e afetivas acabaram sendo vistas pelos tais como oferta, demanda, distribuição, lucratividade e preço -- mas estes também não se preocuparam com o emocional. Havendo acumulação de capital (prazer, por exemplo), &lt;/span&gt;&lt;i&gt;laissez-faire&lt;/i&gt;...&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;2% apenas olharam, esboçaram gestos tímidos ou não e até pararam, mas não conseguiram se comunicar por muito tempo, seja pelo armário do tipo “blindado” em que estavam, seja pela pressa que permeia o método convencional do &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;fast-food-living&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;0% se importou com o coração ou com &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;qualquer coisa a ele correlata. Questão de &lt;/span&gt;&lt;i style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;prioridade&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;, não necessariamente falta de interesse imediata...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;Eu voltei pra casa, assim, pensativo... A propósito, o coração recusa estar em oferta. É alguma coisa quase idealista diante de tanto capitalismo e pouca importância com o que realmente pode mudar uma história... pra melhor!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-style: normal; font-weight: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/3732296160917308382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/3732296160917308382?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3732296160917308382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3732296160917308382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/02/pesquisa-de-campo.html' title='Prioridades modernas______________'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKTrOwotZ2RCzzHHHi2Jh9A6Rc-I6DjjLjeBvSVRs-1BaqY1m0OW_1jjSYoQSuGyMouk4Cc7Emw04M8NKeO5YU59zU0J8KYF9lFWu2bMkupkzvJgn_h792KteMYQr_eApBfBpNn8pfLryR/s72-c/Farelos_pesquisa+de+campo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-2105469388065400719</id><published>2012-02-14T13:32:00.008-02:00</published><updated>2012-02-14T21:09:02.987-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Conto"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>só mais um conto de Dona Vida_____________</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ0CEAJL2BwKK-H-pkvxJc2k8Wl5HL_KA_U-a6WEm19B7Y3gRHgqowbEJy8AJFiGk4uAcCGfrtBy8eW8EzbCxGI7A8j7e6TqJVYduO35X432gdoaK_Bm2gtAm4Y4D_U3VfVGxhX6UGqLsB/s1600/Farelos_um+lance+bonitinho.jpg&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ0CEAJL2BwKK-H-pkvxJc2k8Wl5HL_KA_U-a6WEm19B7Y3gRHgqowbEJy8AJFiGk4uAcCGfrtBy8eW8EzbCxGI7A8j7e6TqJVYduO35X432gdoaK_Bm2gtAm4Y4D_U3VfVGxhX6UGqLsB/s400/Farelos_um+lance+bonitinho.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5709015345748110594&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span&gt;- Olha só que florzinha mais bonitinha que eu tô vendo... {risos}&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;- É, mas essa florzinha aqui não abre em qualquer plantinha nem pra qualquer jardim...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;- Mas eu sou uma plantinha fiel.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;- Duvido!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;- Olha, não duvida que eu provo...&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;i&gt;- Então, prova! {risos}&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;Quatro semanas depois o lance acabou. Dona Vida bateu à porta certo dia e os chamou para passear no chão da realidade, nua e crua, debaixo dos percursos naturais e do sol escaldante... Tudo era bonitinho demais, perfeitinho demais...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;Dona Vida não perdoa: sem raiz, não há plantinha nem florzinha que dure muito tempo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 100%; &quot;&gt;Que o digam o verão e seus amores passageiros... a internet e suas quimeras de pura projeção...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;font-size: 100%; font-style: normal; &quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/2105469388065400719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/2105469388065400719?isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2105469388065400719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2105469388065400719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/02/um-lance-so-bonitinho.html' title='só mais um conto de Dona Vida_____________'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhQ0CEAJL2BwKK-H-pkvxJc2k8Wl5HL_KA_U-a6WEm19B7Y3gRHgqowbEJy8AJFiGk4uAcCGfrtBy8eW8EzbCxGI7A8j7e6TqJVYduO35X432gdoaK_Bm2gtAm4Y4D_U3VfVGxhX6UGqLsB/s72-c/Farelos_um+lance+bonitinho.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7690837573321267065</id><published>2012-02-04T15:41:00.013-02:00</published><updated>2012-02-05T13:32:58.076-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Perfil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reflexões"/><title type='text'>meu lado B________________</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsInIAhyphenhyphencdSMGWrNiXg7yfcWxf9OV7NP5SaCeUbNanuePfehRvbZWTNeA8g9-IY79metEhL-jP1PtR1RJx4ZAF7N7ytGiigKZECKNIGKEaJyE0Pv3y597x1LN4m21M2JZW8w0YtvK4olig/s1600/Farelos_mas+n%25C3%25A3o+curto.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 378px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsInIAhyphenhyphencdSMGWrNiXg7yfcWxf9OV7NP5SaCeUbNanuePfehRvbZWTNeA8g9-IY79metEhL-jP1PtR1RJx4ZAF7N7ytGiigKZECKNIGKEaJyE0Pv3y597x1LN4m21M2JZW8w0YtvK4olig/s400/Farelos_mas+n%25C3%25A3o+curto.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5705337418084052066&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 21px;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:16.0pt; font-family:Garamond&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Garamond; font-size: 16pt; &quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Comida pegando fogo de tão quente. Pergunto: pra quê? Como curtiria os excessos? Imagina um pão entupido de manteiga, margarina ou lá que seja maionese. Mais uma vez pergunto: pra quê? Não é melhor o equilíbrio? Outra coisa, gente sem-noção. Não curto. Acho que não preciso explicar os porquês. Sem-noção é adjetivação de inconveniência. Dispensável, todos entendem (exceto os sem-noção, esses nunca respeitam os limites do outro). Até que gosto da noite (juro!), mas a madrugada pra mim só tem sentido se for pra dormir ou mergulhar nos braços amantes. Nos últimos longos tempos, tem servido apenas para dormir... Quando quero a quietude como inspiração, busco o momento em qualquer lugar apropriado, e não ao socorro precípuo da madrugada. Não curto de jeito nenhum os lugares altos, o odor impregnado de nicotina, a louça largada dentro da pia, bem como meias furadas, chá de boldo (embora ame chás!), arroz queimado, bolo solado, remédios pra dormir, remédios de qualquer jeito, pássaros engaiolados, insetos, livros de auto-ajuda, paisagens sem árvores, fé sem atitude, atitude sem viço de coerência, música eletrônica, roda de pagode, ambientes sem janelas, quartos escuros, escada sem corrimão, chats (um saco!), unhas grandes, pêlos rapados, tintura no cabelo, andar de moto, atravessar ruas com sinal aberto, calor em excesso, frio em excesso, duvidar em excesso e o exceder no excesso. Embora tenha falado dos excessos, convenhamos, não oferece prazer ao paladar um pão sem manteiga. Conveniências à parte, que se registre que gosto de samba e dos batuques de percussão! No entanto, não é assim que me coloco ante os partidos de direita, os guetos como diminuição geográfica identitária e o Deus implacável da religião. Saiam de retro! Distância quero de toda forma de mentira, de toda forma de covardia, bem como da preguiça, do descaso, da grosseria, das verdades impostas, da meia-verdade, do egoísta, do ególatra, de gente problemática, de gente que diz mas não faz e de gente que ultrapassa o direito da existência do outro. Não gosto também de gente que se vitimiza só pra buscar uma atenção como esmola. Penso que é tão insuportável quanto o ser vaidoso (não pela estética, mas em razão do sentir-se superior aos demais). No desafio do que não curto, afirmo que não suporto projeções: o cara é, por exemplo, mentiroso e crê que todos são assim também. A mulher é infiel e crê que todas e todos são assim também. Isso pra mim é projeção. Pra mim não é questão de mau-gosto e sim de injustiça para com quem não for assim. Crianças adultas e homens infantilizados também não me soam bem. Há que se respeitar as estações da vida sem medo de ser o que se é em cada uma delas. Passaria o dia inteiro pensando em muitas outras coisas que não me atraem (às vezes, até me causam indignação) e cuja lista entesa como um arco e flecha: tudo o que é “&lt;i&gt;fake&lt;/i&gt;”, a desesperança, a VIL-olência, a sequidão de sonhos, os estereótipos, os barulhos inchados de desrespeito, a aridez de idéias, o não-ser, etc. O que, todavia, colocaria como &quot;top of tops&quot;, ou seja, como o que me causa maior distanciamento do meu bem-querer, seria o amor sem entrega e o amor como produto (pra não dizer &quot;coisa&quot;) de um capitalismo internalizado como uma espécie de “modo de ser com as pessoas”. Há que se ter respeito. O outro – o qualquer outro para além de minhas fronteiras! – pode ser alguém com aspirações completamente diferentes... Pelo que já me expus, dei-me como cara à tapa a muita gente. Um aviso, porém: não me leia interpretando pra si o que é apenas meu próprio olhar de mundo, de vida, de mim mesmo... De repente, você curte pão ensopado de margarina e não tá nem aí para as taxas de colesterol LDL ou HDL, bebe em excesso, curte um bom pagode na roda de amigos, troca de namorado(a) como quem troca de camisa, enxerga o amor como mera satisfação fisiológica e até se esconde nos estereótipos pra se auto-proteger. &quot;&lt;i&gt;Cada um no seu quadrado&quot;&lt;/i&gt;, canta a sabedoria simples das massas. No entanto, em meio às linhas entrelaçadas do meu pensamento exposto nu e cru, eis-me numa leitura-de-mim conforme meus próprios sinais em forma de letras e na textura de palavras. Eis-me sendo assim no lado B da vida (sobre o lado A, antagônico a este, o das minhas paixões e curtições, direi mais tarde em outros tecidos de palavras costuradas)!&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:16.0pt; font-family:Garamond&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7690837573321267065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7690837573321267065?isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7690837573321267065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7690837573321267065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/02/meu-lado-b.html' title='meu lado B________________'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsInIAhyphenhyphencdSMGWrNiXg7yfcWxf9OV7NP5SaCeUbNanuePfehRvbZWTNeA8g9-IY79metEhL-jP1PtR1RJx4ZAF7N7ytGiigKZECKNIGKEaJyE0Pv3y597x1LN4m21M2JZW8w0YtvK4olig/s72-c/Farelos_mas+n%25C3%25A3o+curto.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-3796370545197534723</id><published>2012-01-30T19:55:00.004-02:00</published><updated>2012-01-30T20:02:16.007-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>uma crônica após tanto tempo de ausências neste blogue</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwdES1dgNncTSXC5h62hiiUri1PmSrTP5_AuqrPJLs7L2BgoQU2die7hP0RZSkZqvtybn6-SJeueGn92NzVeqiDfjeR9EZqLsXCKfGJXjdKUAN8fYMUp6Xu0uEL13l_4cj0ejqOu0s2jw6/s1600/Farelos_relatos+de+um+cara+das+antigas.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwdES1dgNncTSXC5h62hiiUri1PmSrTP5_AuqrPJLs7L2BgoQU2die7hP0RZSkZqvtybn6-SJeueGn92NzVeqiDfjeR9EZqLsXCKfGJXjdKUAN8fYMUp6Xu0uEL13l_4cj0ejqOu0s2jw6/s400/Farelos_relatos+de+um+cara+das+antigas.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5703548027418982978&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;Vivem-se dias de pressa. Alguns entendem como algo bom. É bom ter pressa, asseguram. Otimiza-se o tempo. É o que muitos consideram. Sou das antigas, por mais que o tom de cor seja embotado no meio dessas palavras. Eu sei que sou um cara das antigas. Neste fim de semana fiz algo que já não fazia há alguns meses (poucos meses, confesso). Fui até a agência de correios do bairro onde moro. Postei uma correspondência. Estranho dizer isso, mas pra muita gente é coisa das antigas. Não tiro a razão, principalmente porque um e-mail sai e já chega com a resposta em questão de minutos, dependendo do destinatário. Dia desses também saltei do metrô, ali no Largo do Machado, e me encontrei (pra não dizer que me perdi!) num daqueles quiosques de flores e nem me dei conta que demorei horas entre pétalas, cores e aromas. Eu quis dar pra mim mesmo um bouquê. Nada demais, é só porque gosto de receber flores e a última vez que recebi de alguém deve ter mais de meia dúzia de anos, certamente. Enviar flores, escrever cartas e postá-las por método convencional, escrever bilhetes, ouvir “&lt;i&gt;The Carpenters&lt;/i&gt;” e “&lt;i&gt;Chicago&lt;/i&gt;” (pra evitar de dizer que amo ouvir &lt;i&gt;Callas &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Piaf&lt;/i&gt;), sair à frente e segurar a mão da dama quando descemos de algum lugar, visitar idosos numa instituição asilar e ganhar uma tarde inteira quando estou com eles, entre outras coisas acabam por me estereotipar como um cara com hábitos, diria, antiquados para a pressa da contemporaneidade e os costumes que nascem a partir daí. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;Ninguém tem tempo pra muita coisa, tudo é resumido aos estalos e aos cliques do momento. Se escrevemos um e-mail, por exemplo, e não o respondemos em questão de minutos, horas ou, nos casos mais raros, em até um dia, entende-se que não se deu a importância devida. Esquecem, no entanto, que pessoas são pequenos mundos particulares. Eu, por exemplo, costumo demorar dias pela resposta do e-mail, salvo raras exceções. É o velho hábito das cartas convencionais arraigado aqui dentro. De telefone celular nem falo mais. Nunca conseguimos ir além de um namoro. Acabo tendo por uma espécie de necessidade, mas daquelas necessidades que não são vitais. Que fique claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;Quando o assunto é lincado aos terrenos do coração (não falo apenas de paixão, mas de qualquer envolvimento afetivo, inclusive o fraternal), não fujo à regra dos meus sentires mais inatos. Talvez porque meu olhar lançado aos pés da vida seja absorvido pelas verdades que me vestem. É uma possibilidade, quem sabe. E como me vestem as minhas verdades? De roupas simples, tecidos modestos, nada extravagantes, mas convictos e seguros de como posso usá-los (e até onde me deixarão confortáveis). Sou daqueles que acreditam (sim, eu acredito!) nas possibilidades de amar quanto mais me ofereça, sem, contudo, me perder no processo. Não é porque se ama que se deixa de ser quem se é desde sempre! Afinal, duas estacas sustentam minhas convicções: a certeza-de-mim que é produzida pela fé e a esperança de continuar sendo-sem-fim como um produto inacabado mas que persegue um alvo, o ser cada vez mais humano. Eis por que talvez não tenha desistido até hoje de suportar os sonhos grávidos que ainda não pariram. Sou pai de muitos deles, mas ainda não posso segurar as crias. Nem todas nasceram. Algumas nem nascerão. São as paixões que me levaram ao delírio mas que, por alguma razão, se foram sem que eu notasse que não eram pra mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;Gostaria de descortinar um parêntese e lhes revelar algumas confissões. Um cara das antigas como eu se assusta com o assédio. Sábado passado, depois de sair da festinha de aniversário divertidíssima de minha irmã, corri para me fazer presente na comemoração do aniversário de outros dois amigos. E não é que foram três os pedidos pra ficarem comigo? O último pedido foi tão insistente que me constrangeu. O pior é que o não querer, às vezes, é lido como bancar o difícil. Como assim, ficar por ficar? Como diria a retórica da blogueira Cleycianne: &lt;i&gt;cadê o romance? Cadê o governo?&lt;/i&gt; (risos). Eu remendaria: &lt;i&gt;Cadê o interesse pelo que se é? &lt;/i&gt;Uma outra confissão que faço tem a ver com o que espero.  E o que espero? Da vida, os frutos de minha semeadura feliz. Dos projetos de vida, os sinais confirmadores de que ainda há sempre o que melhorar, sem jamais desistir. Dos terrenos do coração, uma semente que germine e se enraíze com fortável na terra que lhe acomoda, terra simples, mas umedecida de afeto que acolhe e segura na mão até perder o vigor pela idade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Fechando os parênteses, a pergunta que me soa uma sinfonia de expectativa é o que me embala tanta certeza. Nem sempre estou certo. A prova é que já caí inúmeras vezes! E que bom que esses processos me habitam; deve ser um prisão – um adoecimento constante – crer que não se erra! Mas quero um dia poder acertar de uma maneira diferente, sabe. Olhar, sorrir, falar sem dizer palavra e finalmente encontrar uma outra resposta pra fora de mim, que venha ao encontro da minha própria e decida – ambos decidamos! – a ser resposta mútua e satisfatória. Quando virá? Não sei. Como virá? Certamente por meio de nossas verdades, nunca pelo trágico manuseio das aparências. Assim, que todos saibam pra fora das letras que não sou bonito, não tenho o melhor sorriso, não sou rico nem carrego estirpe.  A vida me presenteou com a gana de persistir até tornar tudo um Dia Perfeito. Batalho sob o sol escaldante, pego ônibus e metrô, me doo, ponho cara à tapa, fui liberto pela Força esmagadora do Amor do auto-engano e do medo de ser flagrado pelos seres humanos, tenho verdadeiro horror à coisificação do ser humano e creio com todas as minhas forças que é possível abraçar todos os dias a mesma pessoa por muitos e duradouros anos, sentindo a pele ficar flácida e enrugada com o passar dos anos. O que sou? Um cara das antigas num mundo cibernético? Um ser humano, aprendiz-errante. Eis o que sou-sendo. Sim, pois os processos dentro de mim não se cumpriram. Sequer ainda encontrei os braços certos pra abraçar por toda a vida. Sem pressa, &lt;i&gt;obviamente&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Garamond; &quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=&quot;MsoListBullet&quot; style=&quot;margin-left:0cm;text-align:justify;text-indent: 0cm;mso-list:none;tab-stops:35.4pt&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:14.0pt; font-family:Garamond&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align:justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:14.0pt; font-family:Garamond&quot;&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/3796370545197534723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/3796370545197534723?isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3796370545197534723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3796370545197534723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2012/01/uma-cronica-apos-mais-de-um-ano-de.html' title='uma crônica após tanto tempo de ausências neste blogue'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwdES1dgNncTSXC5h62hiiUri1PmSrTP5_AuqrPJLs7L2BgoQU2die7hP0RZSkZqvtybn6-SJeueGn92NzVeqiDfjeR9EZqLsXCKfGJXjdKUAN8fYMUp6Xu0uEL13l_4cj0ejqOu0s2jw6/s72-c/Farelos_relatos+de+um+cara+das+antigas.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-6911742274988433680</id><published>2011-03-02T13:19:00.017-03:00</published><updated>2011-03-02T18:56:16.294-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reflexões"/><title type='text'>Avisando que preciso de tempo...</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqhDJlnfujwRTkEyp9kkJVsCBVo1NoeiYg8mYkui8P2DdGg5RP9zMNTdFZxzi6dfJGpsDJzfxMtAyNRl2Wc66nCGNL6nFtNt7eFfFmasJp1AbFIYPE7MifrkenosR0m_rPCRlx2mmX0SZD/s1600/Farelos_pensamentos%252C+jardins+e+%25C3%25B3pera.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5579520690219996322&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqhDJlnfujwRTkEyp9kkJVsCBVo1NoeiYg8mYkui8P2DdGg5RP9zMNTdFZxzi6dfJGpsDJzfxMtAyNRl2Wc66nCGNL6nFtNt7eFfFmasJp1AbFIYPE7MifrkenosR0m_rPCRlx2mmX0SZD/s400/Farelos_pensamentos%252C+jardins+e+%25C3%25B3pera.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando você percebe que há flores não cuidadas no jardim? Sabe quando as semeaduras, por si só, não tecem a fertilidade do solo nem trazem água pra dentro das canaletas? A palavra é quase certa que me distrai. E digo quase porque sei que já me colocou de ponta a cabeça em textos afora. Ando distraído, confesso. Mas não é difícil pensar que há uma quantidade enorme de ações pra serem executadas com palavras e significado. Tenho, literalmente, uma dúzia de excelentes obras pra serem lidas, uma a uma aguardando a sua vez. Ontem, irresistivelmente, puxei das prateleiras da Saraiva a obra “&lt;a href=&quot;http://www.submarino.com.br/produto/1/21346085/ostra+feliz+nao+faz+perola&quot;&gt;Ostra feliz não faz pérola&lt;/a&gt;”. Quase quinze minutos devorando a obra, de pé. Segurei-me, mas não resisti. Comprei. O ‘Farelos &amp;amp; Sílabas’, de vez em quando, me suspira idéias e me inspira o desejo das saudades. Saudades de quem precisa atualizar as linhas, os fatos, o prazer de parir palavras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVUP7TENYMOPgHn1pe6WME6a2tuaIU5JQ01KBdN03WGSpysHdoNCKCO3xpqqIowW5SC7mDT6ixr278pqu3KOZmqQE0sv2-cXfGAMHS_akxp59N_ygH_jCxyu3AYpGhRSFKKoKcop8X2eEP/s1600/Blog_este+mergulho+pra+dentro.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 332px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5579520898527868946&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVUP7TENYMOPgHn1pe6WME6a2tuaIU5JQ01KBdN03WGSpysHdoNCKCO3xpqqIowW5SC7mDT6ixr278pqu3KOZmqQE0sv2-cXfGAMHS_akxp59N_ygH_jCxyu3AYpGhRSFKKoKcop8X2eEP/s400/Blog_este+mergulho+pra+dentro.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Há flores não cuidadas nos textos que ando produzindo, quase sempre deixando-os à margem. O tempo é curto, confesso pra minha ansiedade e meu sereno desespero. Não convenço. Não começo. Não saio do papel. As palavras me traem com consentimento. Prossigo. Persisto. Nem sempre consigo. Quem não recebe meu consentimento é o tempo, que não titubeia; que, mesmo curto, avança impávido e, às vezes, impiedoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo da sombra das paredes nesta selva de pedra, após os contratos redigidos, mergulhei num estudo sobre a nova ortografia, projetos traçados que o meu futuro compartilhará no momento oportuno. As horas foram engolindo o tempo e o tom de meu vigor. Umas gotinhas de cansaço molharam alguns sonhos. Ao fim do dia, voltei pra casa pensativo, dentro do metrô. Meu pensamento naquele instante estava descalço, surrado pelas reflexões. E tem estado assim ultimamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, na companhia do travesseiro e dos lençóis, tem horas que um friozinho assopra ventinhos pra lá de gelados. Acho que já era madrugada quando meu peito e algumas necessidades vitais quase morreram de frio. De repente, lembro que o pensamento voou da cama e me recordou o último ato de “&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=5nZb7YHzHy8&amp;amp;feature=related&quot;&gt;La Bohème&lt;/a&gt;”, de Puccini, com Rodolfo gritando e soluçando por sua amada Mimi, que morria de frio no quarto. Do lado de fora de mim, no entanto, nada se comportava gélido ou morto. Ao contrário, estávamos eu e as idéias descalças e confortavelmente vivas. Estranho tudo o que disse, mas penso que somos parte de um todo, de um grande jardim dentro de nós... Deve ser por aí mesmo! Creio que me assisti criando brotos, rasgando alguma parte de mim pra folhas novas nascerem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este mergulho pra dentro das emoções é o que me aponta a certeza do crescimento, o de me perceber vivo e produzindo novas fases dentro de mim. Este foi um tempo só meu, um tempo de certezas sendo fecundadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, porém, certezas e certezas. Uma delas é a que percorri cantos vazios e outros floridos nos meus jardins de alma. E há apelos sendo feitos tanto quanto há reivindicações justas e necessárias de um homem de quase meia-idade. E o que eu digo diante de tudo isso? &lt;em&gt;“Está tudo acabado entre nós!”&lt;/em&gt;, como dito por Rodolfo à Mimi em “La Bohéme”? É pra ser assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não pode ser assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso conduzir a roda viva da vida por entre os cantos que aprecio e por aqueles outros não percorridos. E que se dane se atravessei os anos distraidamente, cego-de-mim, se engoli etapas, se me recusei a dançar com a vida quando mais jovem, se tanta coisa eu quis em outros tempos mais obscuros de negação de minhas verdades, se tanta coisa que não é nada se eu comparar ao que ainda pode ser e me fazer cada vez mais feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero terminar o texto e ficar triste ou perplexo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só peço um tempo, uma necessidade latejante de reavaliar algumas coisas, catar folhas secas e limpar as cores vivas de minha natureza. Desde ontem a idéia me persegue: eu preciso cuidar {mais} de mim e das {muitas} ações que nascem de meu ânimo e de minha esperança particular. Dessa vez até meu corpo e todo o imenso coral de testosterona que por ele canta, me pedem atenção!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNfyGciU-qgAYAFI-4Uv59ZKzZw3Gng-qBElVnEeqNuFz576-pOu0dykwpylSumLf2qbkA37dkReJ2mYmfCW9Feprap3-o_4SbMqTGtzuqF7Vc8-DZ6UZiXfSwJLC5qQEWJUoUkeetgviQ/s1600/Blog_eu+s%25C3%25B3+pe%25C3%25A7o+um+tempo.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;Quero dar-me tempo pra umas coisas e nem tanto pra outras. Decidi que perco a inteireza do necessário tempo nos programas de relacionamento social. Necessário pra mim, quero dizer. Não irei excluir o twitter e o facebook {tal como o fiz com o Orkut há mais de um ano atrás}, mas um afastamento premeditado e coerente com os rumos que desejo me conduziriam ao tempo que quero de volta pra mim. É um reinvestimento do tempo que me concedo. Nada muito novo, já tomei medidas assim outras vezes. Decidi que preciso de reajustes, algumas podas, uns amassos firmes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair aos poucos, de fininho, à francesa, é interessante? Quem sabe... Eu ainda não sei, apenas considero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCnCih1B7RMoSqYL46r8oinpzRxbqE-cKRDp1JOLaM4aaAlsdMD5oM133ItdeMC6F3fF-v82sAuPqctpyizB-xu6SC1JmP2YNEVLekbCTe38auUO92Dq97ZbJu6bF885zZUQPtVVkJ6Co2/s1600/Blog_eu+s%25C3%25B3+pe%25C3%25A7o+um+tempo.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5579521366022945362&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgCnCih1B7RMoSqYL46r8oinpzRxbqE-cKRDp1JOLaM4aaAlsdMD5oM133ItdeMC6F3fF-v82sAuPqctpyizB-xu6SC1JmP2YNEVLekbCTe38auUO92Dq97ZbJu6bF885zZUQPtVVkJ6Co2/s400/Blog_eu+s%25C3%25B3+pe%25C3%25A7o+um+tempo.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Só não quero pegar os amigos de surpresa. Talvez, por isso mesmo, cuide pra que essas idéias germinem em palavras exatas, nada furtivo ou incoerente com o carinho que sinto pelo que faço e por todos os amigos que tenho no universo virtual. Talvez o faça para os próximos dias, quem sabe depois do Carnaval ou do sono que se perdeu na cama... &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/6911742274988433680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/6911742274988433680?isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/6911742274988433680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/6911742274988433680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2011/03/avisando-que-preciso-de-tempo.html' title='Avisando que preciso de tempo...'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqhDJlnfujwRTkEyp9kkJVsCBVo1NoeiYg8mYkui8P2DdGg5RP9zMNTdFZxzi6dfJGpsDJzfxMtAyNRl2Wc66nCGNL6nFtNt7eFfFmasJp1AbFIYPE7MifrkenosR0m_rPCRlx2mmX0SZD/s72-c/Farelos_pensamentos%252C+jardins+e+%25C3%25B3pera.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-1484123267247897431</id><published>2011-02-11T01:58:00.007-02:00</published><updated>2011-02-11T02:10:43.850-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amor"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gente"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Reflexões"/><title type='text'>Uma crônica sem pretensão alguma de matar a sede</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNas8e5bOF22gtkeQzEuNVuJCJ-V5LmGPeb8T3QRK8BUaYJrHABASTMZe-4A-tNVcJ3ODjmcik7fNs75S3PMnvqc7Ft2q6sDFqnIFzYw5fckZ-vog_piH6MJvPZXr1Jzf2Y6iw1CWvP8Zx/s1600/Farelos_garrafinhas+%2528blue%2529.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 367px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5572276750946620002&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNas8e5bOF22gtkeQzEuNVuJCJ-V5LmGPeb8T3QRK8BUaYJrHABASTMZe-4A-tNVcJ3ODjmcik7fNs75S3PMnvqc7Ft2q6sDFqnIFzYw5fckZ-vog_piH6MJvPZXr1Jzf2Y6iw1CWvP8Zx/s400/Farelos_garrafinhas+%2528blue%2529.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Sabe quanto tempo um plástico dura pra se decompor? Não sei dizer exatamente, mas é coisa de séculos! A resistência do material frente às intempéries e a todas as demais formas de erosão natural é algo que me chama a atenção. A coisa dura porque é resistente. E é resistente porque sua constituição – aquilo que realmente é desde o âmago! – favorece a integridade do material por anos e anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse calor de matar carioca, tão acostumado aos quarentinha &lt;strike&gt;graus&lt;/strike&gt; dos verões, não tenho outra alternativa senão me refugiar nos pensamentos. Eles me refrescam. É a explicação. Fico mergulhado em mil pensamentos sobre a descartabilidade e a resistência nas relações – qualquer uma, desde que humana – enquanto giro lentamente a garrafa de água mineral nas minhas mãos. O plástico, a sua textura e sua utilidade me inspiram numa série de vaivens de idéias e de algumas projeções também. Eu mesmo queria ser assim, mais resistente às intempéries por natureza. Mas não sou. Isso é bom, não chega a ser ruim. Saber que, diferentemente das garrafinhas de água mineral, preciso desenvolver meu potencial para criar possibilidades e assim caminhar por elas, acaba me pondo no meu eixo original. Ser humano é reinventar-se, é renascer a cada inconstância, é desabrochar sem perder a gana de florescer, tenha ou não tenha mais primaveras na estação. Acho que o eixo se equivale a tudo isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem tudo que é plástico é garrafinha. A maior prova disso está no mundo das virtualidades, o universo pra dentro do qual o limite de uma relação está a um toque dos dedos. É pelos caracteres que o programa impinge na tela que muita gente constrói seus encantos e suas muralhas. Eu, por exemplo, que sou forte, gostoso, acabei de pintar meus olhos de azul (baratinho, baratinho, graças ao photoshop!) e retocar uma dezena de imagens só pra ficar com peitoral definido, cabelinho empinado em gel e óculos &lt;em&gt;rayban&lt;/em&gt;. Tá vendo só! &lt;strike&gt;Eu me pegaria, caso me desse mole&lt;/strike&gt;. Olhando para as imagens, a imaginação instiga a curiosidade. Não agüentei e acabei pegando MSN e facebook da criatura, no caso, eu mesmo (ou o “suposto eu”). Não poderia perder a chance de ficar comigo mesmo, justifico-me. Depois que me vi de cuequinha branca numa pose pra lá de sedutora, as cabeças pensaram ao mesmo tempo e a uma só velocidade: deve ser um tesão na cama! ‘Quero você!’, me disse a mim mesmo num bate-papo pelas madrugadas. ‘Você é um carinha raro, tudo o que sempre esperei!’, reafirmei pra parecer mais convincente. Não é que deu certo!? Marcamos nosso primeiro encontro neste final de semana! Tudo transcorreu conforme o ritmo dos processos que nós mesmos construímos, alguns mais sagazes nessa caçada; outros, menos. E, casos mais raros, alguns mais ingênuos e românticos demais, coisas fora de moda na vanguarda dos relacionamentos plásticos. Que tolice! “&lt;em&gt;Un non-sens absurde&lt;/em&gt;”, me diria a perspicaz Simone de Beauvoir. Obviamente tudo isso não passa de uma ficção pra lá de absurda. Por outro lado, absurdo ou não, a gente vai plastificando nossas relações {&lt;strike&gt;e nossos relacionamentos&lt;/strike&gt;} à medida que adere esse ‘modo de existir’ como estanque às carências photoshopadas. Nem sempre somos água mineral, somos garrafinhas plásticas mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, esperando um carro na rua, encontrei-me com Fernanda. Nome fictício, claro. Não somos amigos, mas nos tornamos muito próximos pelas razões do dia a dia: a gente mora no mesmo bairro, temos vários amigos em comum e costumamos pegar ônibus juntos. Conversa vai e vem, ela me pergunta se poderia tirar uma dúvida sobre questões de direitos de herança e doação de imóvel. Tiradas as dúvidas, me conta sobre o desejo de fazer testamento em prol de sua companheira de vinte anos de relação. Explicando-lhe sobre direitos homoafetivos, nos ativemos ao ponto crucial de todos aqueles relatos: o carinho, o respeito e o companheirismo, fruto daquele amor que ardia duas décadas depois de iniciado. Tem segredo?, quis perguntar, mas desisti pela certeza da resposta que é particular de cada um. Cada um precisa saber, no mínimo, se está disposto a um relacionamento que mostre a cara {&lt;strike&gt;e o coração!&lt;/strike&gt;} sem photoshop. “Sabe qual o segredo?”, ela me perguntou para surpresa de minha discrição. Gostaria de saber, respondi. “É saber que uma igualzinha a que eu tenho não encontrarei mais!”, resumiu na sua poesia de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijV8brY_EK7B0Orn616xXtnX2Lwc0yLu3Cd464fyVC_D6hIXNKkamsl3DJa6hTz1KMPdYXa6DKhDFNAZGHzwN0lRfNL00E1xIkQrp1sH24k0rEACm46hwum-TsXyh5y2cKh8I0GTwhmRLM/s1600/Blog_%25C3%25A1gua+mineral+para+n%25C3%25B3s+mesmos.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5572276941517125506&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEijV8brY_EK7B0Orn616xXtnX2Lwc0yLu3Cd464fyVC_D6hIXNKkamsl3DJa6hTz1KMPdYXa6DKhDFNAZGHzwN0lRfNL00E1xIkQrp1sH24k0rEACm46hwum-TsXyh5y2cKh8I0GTwhmRLM/s320/Blog_%25C3%25A1gua+mineral+para+n%25C3%25B3s+mesmos.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Claro que não iria esmiuçar aquela história, até porque não sou psicanalista nem teria razão pra fazê-lo mesmo que o fosse. Precisei saltar antes dela, acabei me despedindo e felicitando-lhe pela certeza de ter encontrado alguém de verdade, de carne e osso, de pele cansada e olheiras nas noites mal dormidas, de coração pulsante nas euforias e nos limites da emoção, de acertos e de equívocos que ultrapassam o desejo instintual numa madrugada e o frisson dos gemidos paridos nos vaivens dos quadris. Na pressa, na hora de saltar, esbarrei e deixei cair a garrafinha de água mineral. Ela se adiantou, segurou e me devolveu. “Cuidado pra não cair de novo!” E completou em seguida: “É assim que digo pra mim mesma quando estou nos braços da mulher que escolhi pra amar!”. Hã? Como assim? “A gente cai em tentação todo o dia, mas não é por isso que eu vou largar meu investimento mais seguro, a minha vida!”, filosofou. Ela é a sua vida?, perguntei só pra questionar. “Não, eu é que não encontro vida, vida de verdade, longe do prazer da companhia dela!”. Sorri. Saí com a garrafinha vazia mas com os pensamentos mergulhados em mil idéias. Alcei voo numa certeza enquanto atravessava a Avenida Passos, no Centro. Amores de plástico não matam a sede durante toda a estação. É preciso ser água mineral pra nós mesmos e para os outros. Com ou sem gás? Ah, isso já dá pano e letra pra uma nova crônica... &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/1484123267247897431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/1484123267247897431?isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/1484123267247897431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/1484123267247897431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2011/02/uma-cronica-de-matar-sede.html' title='Uma crônica sem pretensão alguma de matar a sede'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgNas8e5bOF22gtkeQzEuNVuJCJ-V5LmGPeb8T3QRK8BUaYJrHABASTMZe-4A-tNVcJ3ODjmcik7fNs75S3PMnvqc7Ft2q6sDFqnIFzYw5fckZ-vog_piH6MJvPZXr1Jzf2Y6iw1CWvP8Zx/s72-c/Farelos_garrafinhas+%2528blue%2529.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-2710198457166838210</id><published>2011-02-10T01:42:00.006-02:00</published><updated>2011-02-10T02:41:21.197-02:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Crônicas do mundo virtual – I</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQvPKEWvWp44By3BsO3qro7kmApEBcOn_yqTZv7c-rkvrfzLh-Zd3QJePev3OaFHV0dVDl3yT2DtkArWvYxy63t_Y9e6wUVuO_ZA1nE6ynCKgJLV5mlQiBW9wp6ZeGb9afS6azJhT8u2_S/s1600/Farelos_casas+firmes.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5571901537707098914&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQvPKEWvWp44By3BsO3qro7kmApEBcOn_yqTZv7c-rkvrfzLh-Zd3QJePev3OaFHV0dVDl3yT2DtkArWvYxy63t_Y9e6wUVuO_ZA1nE6ynCKgJLV5mlQiBW9wp6ZeGb9afS6azJhT8u2_S/s400/Farelos_casas+firmes.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Quero construir uma casa bem segura, mas não dispenso o conforto. Uma casa tão linda quanto firme, é o que preciso. Obviamente, beleza e conteúdo são decorações que dependerão apenas de meu olhar. As paredes precisam ser altas e ter bom prumo. O telhado não precisa ser clássico, mas experiência nas tempestades é uma virtude indispensável. Preciso de material para começar a tornar tudo realidade, dar forma e formosura ao sonho. Um amigo me indica coisas interessantes a bom preço. Só tem um probleminha: a quantidade de promessas “fakes” é enorme, o que exigirá paciência monástica e uma capacidade absurda de discernimento das propostas, das chantagens e até das apelações. Preocupado e ao mesmo tempo curioso, entrei. Vamos ver no que dá, pensei. Como há de tudo na vitrine indicada! Tem material que a gente jura ser sólido, mas se dissolve num simples gesto de contrariedade. Tem ainda aqueles materiais cujo mostruário é pura jura de tudo o que você estiver precisando. Eles juram que serão a melhor aquisição feita por você. Não agüentam um tranco, o produto quebra pela falta de consistência. É apenas ‘pra inglês ver’. Vi alguns outros querendo a todo custo ser peças de uma casinha feliz, bem estilo família. Pura malandragem, logo percebi. Só estão querendo sair da vitrine e contabilizar mais um &#39;consumidor&#39; desatento. É, a lei do mercado não perdoa os desavisados... Pareço frio com o teor da palavra, mas ninguém duvida que para muitos pessoas são coisas. E coisas-pessoas se garantem em meras estatísticas de consumismo, coisa de gente diluída no próprio ser, sabemos. A regra é não ter regra. Se alguns não se importam em ser coisas-pessoas, tudo o mais se apequena. Rodando por todas as seções, caminhando por ‘ene’ corredores, dos mais simples aos luxuosos, a constatação é que um bom material rarissimamente se encontrará por aqui. Estoque esgotado. Sem previsão de reposição. Dei-me conta dos elementos encontrados nas esquinas da natureza, produtos que se podem olhar e até tocar por fora das vitrines. Madeira de lei, virtude que enobrece. Material sólido para uma casa firme. Elementos personalizados, únicos. Produto de incomparável qualidade. Estão lá. Às vezes, bem pertinho de nosso território. E é seguindo as setas de minha intuição que continuarei meu rumo. E meus sonhos. E minhas esperanças. E tantas certezas famintas de concretude. Tenho uma casa pra construir! Por aqui, só de passagem. E olhe lá!&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Adeus, vitrines!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Nota de rodapé&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;: estou voltando e farelando sílabas aos poucos, pegando tijolinhos e poeirinhas de pão de cada vez, montando o texto sobre meus sonhos, untando as letras com saudades e tantas outras coisas que nem sei... Há quantos meses não postava por aqui! Estou surpreso!... &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/2710198457166838210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/2710198457166838210?isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2710198457166838210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2710198457166838210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2011/02/cronicas-do-mundo-virtual-i.html' title='Crônicas do mundo virtual – I'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQvPKEWvWp44By3BsO3qro7kmApEBcOn_yqTZv7c-rkvrfzLh-Zd3QJePev3OaFHV0dVDl3yT2DtkArWvYxy63t_Y9e6wUVuO_ZA1nE6ynCKgJLV5mlQiBW9wp6ZeGb9afS6azJhT8u2_S/s72-c/Farelos_casas+firmes.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-3702375029211537866</id><published>2010-08-31T17:13:00.005-03:00</published><updated>2010-08-31T17:50:38.384-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Um terceiro momento</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2KmgOY3eLc0nDH2lSJptTIVnz-G4y3ppi3E4FSe2fo_NwPXcpSJDyeOYRRzCcwxjkAx7MU6MGf69s2HWJMh5RvMk0vDhxijZlUI9ccGetcgRtR9bTKF5kGj61DXJd0FCTASeS3Um3isQY/s1600/Farelos_coisas+do+pensamento.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5511671007663687682&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2KmgOY3eLc0nDH2lSJptTIVnz-G4y3ppi3E4FSe2fo_NwPXcpSJDyeOYRRzCcwxjkAx7MU6MGf69s2HWJMh5RvMk0vDhxijZlUI9ccGetcgRtR9bTKF5kGj61DXJd0FCTASeS3Um3isQY/s400/Farelos_coisas+do+pensamento.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEju3ywUVetPdYP9hbQ209MhzjxJoPlFcphihVNXJhEbqC3NRodzduhIoOK907C1nt220A3O9w-YMFzjMo4HlVxl7jJF_tisIavVgLtIbYp1_jlS0nRBJLA8_RSz0z6xPlCu3lyVOfhLag6p/s1600/Farelos_coisas+do+pensamento.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Estou vendo os cabelos brancos refletidos no espelho do banheiro enquanto escovo os dentes. Eles despontam entre os tímidos cachos e se esguicham por sobre o castanho escuro [ainda] predominante. Pensando na possibilidade de uma invasão deles – o que seria prazerosamente bem-vindo! – é que se percebe a dimensão do finito sobre as coisas e do infinito sobre o que nos constitui. Não me refiro ao envelhecimento, o que é tão natural quanto a sede, a fome e o frio. Penso exatamente no percurso do processo, na trajetória de como até aqui se chega. Alegrias, prazeres, lágrimas, soluços, medos, culpas, fugas, prisões, iras, bravuras, covardias, insurgências, tensões, milagres, coisas inexplicáveis e outras tão lógicas que nem se dão valor, a princípio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés caminham na direção do pseudo-fim, divago num olhar pra dentro. A existência nem sempre é precisa, afirmo pra mim mesmo no mergulho do silêncio. Há dias em que pareço voar, voar. Há momentos em que nem sei por que sinto saudade, a tal vontade de refazer o percurso na própria existência (por lembrança, por fé ou por nostalgia). É coisa do pensamento, eu sei. Mas bem pode ser coisa da vida, a danada que firma o chão sobre o qual caminho. De olhos antes fechados, agora abertos, eu vou. E sou. Maior do que o pensamento. Mais altaneiro que os olhos. Assim, fecundo, de mansinho, de pé até este momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/3702375029211537866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/3702375029211537866?isPopup=true' title='39 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3702375029211537866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/3702375029211537866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/08/um-terceiro-momento.html' title='Um terceiro momento'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi2KmgOY3eLc0nDH2lSJptTIVnz-G4y3ppi3E4FSe2fo_NwPXcpSJDyeOYRRzCcwxjkAx7MU6MGf69s2HWJMh5RvMk0vDhxijZlUI9ccGetcgRtR9bTKF5kGj61DXJd0FCTASeS3Um3isQY/s72-c/Farelos_coisas+do+pensamento.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>39</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7839614068154792623</id><published>2010-08-30T16:59:00.005-03:00</published><updated>2010-08-30T17:16:24.502-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amizade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aprendizado"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Observações em dois momentos</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwPeeY9NqIKEI7B_8rnxlZHTcGeLYyk3x4AJjtNRaik6rZ3NtiFUHcmAe2qU9N7fLsuGE3R3X_w400ZRcBemQQMBDaGTh7hG45-pEqc_mQsjZGiKRYf23GVj3BEEG0rhM8tO3l1PWmHFWg/s1600/Farelos_o+olhar+em+12h.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 380px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5511297737981198562&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwPeeY9NqIKEI7B_8rnxlZHTcGeLYyk3x4AJjtNRaik6rZ3NtiFUHcmAe2qU9N7fLsuGE3R3X_w400ZRcBemQQMBDaGTh7hG45-pEqc_mQsjZGiKRYf23GVj3BEEG0rhM8tO3l1PWmHFWg/s400/Farelos_o+olhar+em+12h.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhCFkbgDAhR8dNhr1QxnYF1AA6BHO0VX4eRH1_oQqcDAKcVVydCAEW-lpWuqvXVH105R18A52Z_eU0O93RToxtRQ7OZXLWyF4Kq_kBvedQHAHz_709B1c7GXk1AFDuHxTS40z1VumHsdA-N/s1600/Farelos_o+olhar+em+24h+%5B2%5D.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyddq9wWKO3Yi4icZSviZ-7dWprQR5MSQgwbZHsuwJUPMIG5iBnsN0ntK7w48hYqTdjL9FcVI_djmu8_VkGgMfUloS7OmnSZOk7PYYPnNC647UTQUWPZVJEdpej6IYoZPYch8vnuWb0Txf/s1600/Farelos_o+olhar+em+24h.jpg&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º momento – o início da noite de ontem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Canetas repousam sobre a mesa diametralmente colocada para servir a duas dúzias de cotovelos e pernas. Olhei para o relógio de pulso, que me pulsava a chance de mais uma interrupção naquela reunião. Brinquei com a palavra parida antes de meu parto natural. Era um amigo que reclamava seu ponto de vista sobre determinada situação que não gostaria de ter vivido. Falávamos sobre o papel político que nos vestia o “sentir subversivo” contra toda ordem de intolerância na sociedade. Lembrávamos – embora eu apenas observasse – o encontro da última sexta-feira com os candidatos do PSOL ao governo do estado, à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. Recalcitrantes àquele palavrar politicamente ideológico, amigos reconheciam que o fundamentalismo religioso – diferentemente do que eles nos passavam – era e é o câncer que grassa nosso país. As lembranças apenas ilustraram parte da preocupação de nossos olhares. Estratégias foram delineadas pelas manifestações tão acolhedoras de todos. Ali, todos pareciam querer a mesma coisa, embora ninguém carregasse fuzis dentro dos olhos ou do próprio coração; ao contrário, o sentir mais visível estava no doce aroma da paz. Ela, a paz, não era um ideal menino, nem um cheirinho gostosamente inalcançável, mas uma nota alta de si maior na garganta de nossa vontade. Léa falava sobre os sonhos e, dentro deles, o projeto para alfabetizar travestis. Márcio, perguntado por mim, ressaltou os convites que fez com os psicólogos para desenvolvermos o mais rápido o projeto anteriormente aprovado para dar assistência aos jovens portadores do HIV. No fim de tudo, se é que sonhos podem ter fim, lembramos o ardor que carregamos e que não cabem em outra palavra senão no amor que desejamos não apenas pra nós, mas para todos. Afinal, buarquianamente nós cremos que &lt;em&gt;“dura a vida alguns instantes, porém mais do que bastante, quando cada instante é sempre.&quot; &lt;/em&gt;Tudo o mais foram falas e mais falas até o sinal do fim. Reunião terminada. Cafezinho quentinho na ponta dos lábios. Um abraço, dois, três. Os meus olhos, sorrindo, acolhiam e se transformavam entre tanta gente que não apenas deseja os quês da vida, mas vai e faz. O domingo continuava produtivo, [antropo]logicamente falando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;strong&gt;2º momento – o início do dia de hoje&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Abri a janela. Olhei com olhar entreaberto para o mundo lá fora. O dia me pareceu ter amanhecido acinzentado pelos cantos. Os rabiscos pelo firmamento não mostraram os raios do sol. A preocupação foi tanta com os detalhes que as nuvens sequer notaram o campo todo preenchido, sem chance para o sol surgir e mostrar seu brilho. Instante pensativo. Barulhos no andar de baixo não me seduziram. Olhei para o relógio sobre um canto qualquer da estante no quarto, reparei que apontava a indicação para além da hora esperada. Sequer percebi os minutos. Isso é difícil de acontecer, mas tem coisas que nos escapam. Olhei novamente para o cenário das nuvens e do próprio firmamento, confessei pra mim mesmo uma reza certeira de que o dia prometia trabalho. Fui lá cumprir a promessa de granjear o pão nosso de cada dia. Fiel, cumpri prazerosamente a força do meu desejo: devorei a fome. Sim, comi. Foi bom para ambos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7839614068154792623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7839614068154792623?isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7839614068154792623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7839614068154792623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/08/observacoes-em-dois-momentos.html' title='Observações em dois momentos'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwPeeY9NqIKEI7B_8rnxlZHTcGeLYyk3x4AJjtNRaik6rZ3NtiFUHcmAe2qU9N7fLsuGE3R3X_w400ZRcBemQQMBDaGTh7hG45-pEqc_mQsjZGiKRYf23GVj3BEEG0rhM8tO3l1PWmHFWg/s72-c/Farelos_o+olhar+em+12h.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-1428220508058079832</id><published>2010-08-28T00:21:00.002-03:00</published><updated>2010-08-28T02:17:55.343-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Saudade"/><title type='text'>Devaneios, o meu e o nosso Bem</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjym68NyBERNSeTDk5DIzjt93daXoUc2rht-pCud-4-emz2t-PqfXMrgTrQpZ0UfKm0cdH2sXaGaVgmghj6yn-SXfe7BTMKfi9_vzphOHDOtgga-ESi1bCPCOAuK7K9R1KocL4_dn-e0H6o/s1600/Farelos_palavras+e+quereres.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5510295968551175602&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjym68NyBERNSeTDk5DIzjt93daXoUc2rht-pCud-4-emz2t-PqfXMrgTrQpZ0UfKm0cdH2sXaGaVgmghj6yn-SXfe7BTMKfi9_vzphOHDOtgga-ESi1bCPCOAuK7K9R1KocL4_dn-e0H6o/s400/Farelos_palavras+e+quereres.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Eu penso todas as vezes vir aqui, deitar sobre uma linha imaginária e sonhar palavras, significados, sinais, qualquer coisa que instigue o momento a ponto de modificá-lo. Penso, mas me retraio. Deixo para o instante chamado depois. Os meus dias, melhor, as minhas últimas semanas foram carregadas de frutos penosos de trabalhos e outras atividades que sobrecarregaram a minha carga natural das coisas e de mim mesmo. Sobrecarga já é um peso só na palavra, dá nó só de ler! Não deveria ser assim. Carga, por si só, já denota o peso das coisas. Imagina, então, a sobrecarga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras, palavras e palavras... Na vida se aprende que somos mais que a palavra, mais que os signos das coisas, mais que qualquer emblema... somos o que somos, e isto transcende, salta para além do olhar de quem quer que seja. Maior do que nós somente o Bem que fecunda a terra e dá crescimento aos nossos sonhos. Maior do que nós é quase um eufemismo, mas dá no mesmo. Somos o que somos, e isto é o que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, isto é o que deveria importar. Mas nem sempre [se] é assim. Os dias passam, os costumes vão e vem num tricoteio efêmero do tempo, e, no entanto, as mentes pouco absorvem as certezas mais óbvias. Afinal, eu sou o que sou mas não sou sozinho! Há vida na terra, dentro em mim e – pasmem, desavisados! – fora de mim também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se há vida pro lado de fora, há jardins que não foram plantados por mim – embora deles possa até cuidar, quem sabe... Eis a questão: há mundos pra todos os cantos e pra todos os lados. O meu. O seu. O dele. O dela. O daquele outro ainda indecifrável. O daquela sequer aparecida, mas certo que existirá. E por que não sabemos as lições mais simples da sobrevivência? Por que ignorar qualquer outro universo para além de mim/de nós? Por que a verdade soa sempre como o último grão sobre o prato diante dos famintos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;[Instante mudo, falta palavra exata, nem precisa, basta a pausa...]&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Por que, heim? Sei lá! A gente é assim, coisa de nossa pretensão, dos quereres que a gente [sobre]carrega. Cansei disso há algum tempo, só não cansei de mim. Eu preciso de sonho pra sobreviver, pra tocar em frente, pra continuar querendo além de. Querer faz bem. &lt;strong&gt;Bem faz querer o Bem!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu quero apenas um cafezinho ao pé da varanda. Quero, se possível, as horinhas de descuido para ouvir histórias, qualquer uma delas. Quero o sabor de família na quentura da xícara, aquela que a gente pega sem levantar os dedinhos, mas, às vezes, nem se importando se um deles faz graça e se arrebita frente aos demais. Quero na simplicidade a sua companhia, mostrando presença e força no silêncio da naturalidade das coisas. Quero observar a família do jeitinho que é, assim como eu também sou, mas sem querer mudar nada em mais ninguém. Quero lançar sobre o sonho o cuidado de ser sem sobrecargas, sem cobranças, sem lembranças, desde que esperanças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se minhas últimas semanas foram tão cheias, já nem peço mais licença para deitar nestas linhas e fechar os olhos pra fora de mim. Quero mergulhar naqueles sabores ditos ainda há pouco. Quero experimentá-los com a quentura do cafezinho vespertino recém saído do bule. De prazer em prazer as palavras vão vindo a convite do tempo, que não para, mas faz dengo na medida em que as coisas ficam mais leves, mais equilibradas e maiores que nós. Bem maiores que nós. Como é cada um de nós... É por isso que vim, vi e venci (a preguiça, a saudade de rever o carinho de todos, o tempo que não me dispunha, o vácuo, o lapso temporal...). Isto me faz um bem danado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Nota de rodapé&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;: saudades de vir aqui, de roubar letras, de correr em disparada, de trepar na cerca e fugir fabricando as minhas próprias palavras. Gosto de inventar a rebeldia. Gosto tanto quanto o cafezinho aos pés da varanda... basta me convidar na leitura que eu sigo mais as palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/1428220508058079832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/1428220508058079832?isPopup=true' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/1428220508058079832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/1428220508058079832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/08/devaneios-o-meu-e-o-nosso-bem.html' title='Devaneios, o meu e o nosso Bem'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjym68NyBERNSeTDk5DIzjt93daXoUc2rht-pCud-4-emz2t-PqfXMrgTrQpZ0UfKm0cdH2sXaGaVgmghj6yn-SXfe7BTMKfi9_vzphOHDOtgga-ESi1bCPCOAuK7K9R1KocL4_dn-e0H6o/s72-c/Farelos_palavras+e+quereres.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-413044569499590746</id><published>2010-07-22T02:16:00.011-03:00</published><updated>2010-07-22T02:42:06.592-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="cultura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gente"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Homenagem"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Perfil"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="TV"/><title type='text'>Meus heróis morreram de “overdose” (de talento)</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX6zrorQLxfNVgfiGa_er-92w7nm0r5b_AR-z1d3Yy1kzdjH-9A_HXRW-jnfyTgS7vJ8Y5UDhHlRfStBWZc5HiTYl3KR-ygf2mq3Zg2vBonvqPGEMMD72R1C8NiFjf5R16EO-pn64PPmDx/s1600/Farelos_saudades+e+esperan%C3%A7a.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496595583398078674&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX6zrorQLxfNVgfiGa_er-92w7nm0r5b_AR-z1d3Yy1kzdjH-9A_HXRW-jnfyTgS7vJ8Y5UDhHlRfStBWZc5HiTYl3KR-ygf2mq3Zg2vBonvqPGEMMD72R1C8NiFjf5R16EO-pn64PPmDx/s400/Farelos_saudades+e+esperan%C3%A7a.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa semana em que me entristeço com tantos fatos que se entrelaçam com o cotidiano da cidade e do país, tento destemperar a existência com os episódios mais recentes dos noticiários. E antes que alguém suponha que destemperar é abstrair, afirmo que não. É retirar o excesso, o que desequilibra. Casos de bullying em várias cidades. Assassinatos do lado de fora das janelas de nossas casas. Atos covardes em toda a parte. Crescimento do fundamentalismo religioso nos cenários do Poder Político. Intolerância gerando desamor sob vários graus. Oquidão dos seres que se coisificaram tanto que, de tão fúteis, nada restou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o cenário não é de chuva, mas também não é de céu de brigadeiro. É de realidade mesmo. Com toda a expressão de seus matizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3bseE2Fn1NklvKpNF_Cp7Fb9vGlAzUnSr1noZBe6aBsFk4ErcYJVDAAMvxdVIl24Q3Q6h6eeEUTV9wWsBCI8rhhI3JagHMKN2jjugfPEwh4ZTwx8ac_QLUXUdTwOqMN-bSnRxqWxAr2Vk/s1600/O_SONH+01.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496598374254503746&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3bseE2Fn1NklvKpNF_Cp7Fb9vGlAzUnSr1noZBe6aBsFk4ErcYJVDAAMvxdVIl24Q3Q6h6eeEUTV9wWsBCI8rhhI3JagHMKN2jjugfPEwh4ZTwx8ac_QLUXUdTwOqMN-bSnRxqWxAr2Vk/s200/O_SONH+01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Pensando nas coisas boas que me transportavam para os melhores anos, revisitei a memória à procura de coisas ou pessoas pra recordar. Lembrei dos cadernos de poesia que escrevia aos montes na adolescência. Lembrei das pilhas de livros que faziam parte de meu cardápio diário (literatura nacional e estrangeira). Engraçado, não sei por que mas adorava livros de auto-ajuda). Lembrei dos ratinhos brancos que criei. Lembrei da febre pelos álbuns de figurinhas, fosse qual fosse. Lembrei dos programas de rádio nas ondas curtas e das correspondências que recebia de amigos de várias partes do mundo. Como estarão hoje em dia? É apenas uma perguntinha retórica sem muitas pretensões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, então. Neste embalo saudosista, esta semana me lembrei com &lt;strike&gt;uma puta&lt;/strike&gt; saudade dos 21 anos de partida do Laurinho Corona. Vivia meus idos de adolescente quando o vi partir. Era um ator carismático, sorridente e dotado de uma beleza que &lt;strike&gt;*#@!&lt;/strike&gt; encantava a muitos, senão a todos. Excelente profissional, fez par com excelentes atrizes contemporâneas. Dancin’ Days (1978), era par da personagem de Glória Pires. Em 1984, se não me engano, fez o personagem Rodrigo em Bete Balanço, par romântico da personagem de Débora Bloch. Mas foi nas telenovelas que se destacou. Marina, Baila Comigo, Elas por Elas, Louco Amor, Corpo a Corpo e Direito de Amar. A última foi Vida Nova, de 1988, no papel de um imigrante português que namorava uma judia brasileira, interpretada por Deborah Evelyn. Além das novelas, gostava bastante do programa Globo de Ouro, que ele apresentava nos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZpsz8L6SD-AXzyHdbZ7Nmega0uKhHp9S-om-GMn-5WKoNR_hp44pQVWrjI92Aa3PRfsTtjCm8tQ5EN5eTx4JzIkv7105iLicQeDA21Kn8_G6AqRjM_KuEuxMC-Umk1zvlKIRBRUI1pvfz/s1600/Lauro+02.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496596110027680290&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZpsz8L6SD-AXzyHdbZ7Nmega0uKhHp9S-om-GMn-5WKoNR_hp44pQVWrjI92Aa3PRfsTtjCm8tQ5EN5eTx4JzIkv7105iLicQeDA21Kn8_G6AqRjM_KuEuxMC-Umk1zvlKIRBRUI1pvfz/s320/Lauro+02.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;Laurinho foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS. O personagem na novela Vida Nova teve um final apressado com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em &lt;em&gt;off&lt;/em&gt; pelo próprio ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os boatos de que estaria com AIDS surgiram em janeiro de 1989, quando pediu afastamento de Vida Nova, na qual era protagonista, alegando estafa. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram o hospital de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de nove dias internado, partiu... e se eternizou em nossa memória. Um ano após a partida de Laurinho, foi o poeta Cazuza quem partiu em condições semelhantes... Poderia parar por aqui, mas aqueles idos me deixou órfão de heróis vestidos de humanos talentosos. Um ano após Cazuza, foi a vez de Freddie Mercury, astro iluminado do Queen nos deixar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As constelações foram aumentando sobre nossas cabeças e, paradoxalmente, se silenciando nos céus de nossos tempos, nos idos de minha adolescência e início de juventude...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, são todas elas (as constelações) mar de doces lembranças. Isso pra mim é reequilibrar o caldo da existência com bons temperos. Por mais que meus heróis tenham morrido de “overdose” de talento e por mais que meus atuais inimigos estejam no Poder, meu mais insistente desejo é sempre trazer à memória o que pode me dar esperança!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width=&quot;380&quot; height=&quot;292&quot;&gt;&lt;param name=&quot;movie&quot; value=&quot;http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf&quot;&gt;&lt;param name=&quot;quality&quot; value=&quot;high&quot;&gt;&lt;param name=&quot;FlashVars&quot; value=&quot;midiaId=1303719&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=380&amp;amp;height=292&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed width=&quot;380&quot; height=&quot;292&quot; flashvars=&quot;midiaId=1303719&amp;autoStart=false&amp;width=380&amp;height=292&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; quality=&quot;high&quot; src=&quot;http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf&quot;&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Notinha de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por falar em esperança, começaremos aqui no Rio de Janeiro, no projeto Betel, uma série de encontros com candidatos a cargos eletivos que defendem programas em prol da diversidade. O primeiro deles será o Jean Wyllys. Portanto, quem estiver pelo Rio, não custa aparecer na &lt;strong&gt;Praia de Botafogo, 430, 2º andar, domingo, 25/07, às 17h30.&lt;/strong&gt; Apareça(m)! Quero dar um abraço nos meus leitores por lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzvzWHc-LrYU3eg604ffhOifkawYHlJZOZtpUGxuv-VV43M7qsqKNyZt0RctnR44Bm5eG3Q4hkgU97qI2wCZbZyd68xejmZlEU6X3BYkIsePz7jwEhuvWm4TABl7p2262TfYs0qEpOFQNb/s1600/jeanwyllys3.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5496596729269818098&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgzvzWHc-LrYU3eg604ffhOifkawYHlJZOZtpUGxuv-VV43M7qsqKNyZt0RctnR44Bm5eG3Q4hkgU97qI2wCZbZyd68xejmZlEU6X3BYkIsePz7jwEhuvWm4TABl7p2262TfYs0qEpOFQNb/s400/jeanwyllys3.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/413044569499590746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/413044569499590746?isPopup=true' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/413044569499590746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/413044569499590746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/07/meus-herois-morreram-de-overdose-de.html' title='Meus heróis morreram de “overdose” (de talento)'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgX6zrorQLxfNVgfiGa_er-92w7nm0r5b_AR-z1d3Yy1kzdjH-9A_HXRW-jnfyTgS7vJ8Y5UDhHlRfStBWZc5HiTYl3KR-ygf2mq3Zg2vBonvqPGEMMD72R1C8NiFjf5R16EO-pn64PPmDx/s72-c/Farelos_saudades+e+esperan%C3%A7a.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-6886626405457114571</id><published>2010-07-19T12:33:00.012-03:00</published><updated>2010-07-19T13:05:02.208-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Meus sentires nesse retorno</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEje9FxCq2WkCeDhVNZsOOE88CaIAw3OAJ0wIfYzosjFBdS7KzZvjtyrLW_E8qNbzEa5mvEby5smXqASZndV4GNFMLJXrCu9y1ddhOQBarrV6aRII7v4XB6K77IGnQP_IcZixLYJtbG7sCUm/s1600/Farelos_olhares,+muitas+palavras.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5495641655534079282&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEje9FxCq2WkCeDhVNZsOOE88CaIAw3OAJ0wIfYzosjFBdS7KzZvjtyrLW_E8qNbzEa5mvEby5smXqASZndV4GNFMLJXrCu9y1ddhOQBarrV6aRII7v4XB6K77IGnQP_IcZixLYJtbG7sCUm/s400/Farelos_olhares,+muitas+palavras.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vai me ver com &lt;u&gt;outros&lt;/u&gt; olhos ou&lt;/em&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;com os olhos &lt;u&gt;dos outros&lt;/u&gt;? &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:100%;&quot;&gt;(Leminski)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Um mês e meio se passou. As palavras não emudeceram, saibam disso. É que tem horas que a gente cala pra se ouvir mais. Por outro lado, há tantas formas de se fabricar uma palavra. A escrita é apenas uma delas. O caracter é outra na dimensão informatizada. Há palavras que não se dizem, mas se percebem. É nítido. É evidente. Quantas vezes disse tantas palavras em meio ao burburinho de apenas-olhares!... Calei-me por aqui, nessas terras, mas me fiz ouvir em outras. O twitter é só mais uma delas. O e-mail [como tenho usado ultimamente!] é outra terra que frequentemente recebe as pegadas de minha presença e de meus suores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que estive ausente de um canal que me fascina e por intermédio do qual tantas portas se abriram. Portas de entrada para gente do bem. Semeadores de vida na vida de quem os lê. Assim é que sinto o clima “humano” na blogosfera. Falava dia desses com amigos a respeito do sentir a humanidade. Aliás, ontem também falei numa aula em pleno domingo. Sentir a humanidade é pra quem tempo de ouvir o outro. Às vezes soa contraditório falar exatamente disso dentro de uma perspectiva no planeta &lt;em&gt;“world wide web”&lt;/em&gt;, fica meio raso, sei disso, afinal, a internet é um mundão sem porteiras. Pessoas entram e saem tais como as informações. Costuma-se não ter tempo para ouvir. &lt;span style=&quot;font-family:times new roman;&quot;&gt;&lt;em&gt;As usual as natural...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; Mas, convenhamos, o contraditório está em nos fazermos gente que para e ouve em meio à multidão que apenas passa, não semeia nada porque não traz nada para oferecer ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho buscado sentir o outro na sua dimensão histórico-sócio-cultural. Minha pretensão é tanta que diria ser um exerciciozinho de amor pela humanidade. Tudo bem, ando meio que abusado ultimamente. Não é nada premeditado. Acontece. Por outro lado, não é olhar o outro com quaisquer outros olhos. Não! Já vivi isso numa parte de mim que se foi com um novo florescer de idéias e de transformações no ser. É olhar com vontade de entender, acolhendo, ainda que. E quando falo em acolhimento não afirmo que concordo com tudo o que olho e entendo (ou não). É apenas lançar um bom olhar sobre o outro, de modo que ele não seja “o inferno” de Sartre nem o “lobo” de Hobbes. Seja apenas o que é pra mim, o que fará toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, olhar o outro com os olhos dos outros é o que fomenta o mecanismo sórdido das nivelações de um humano para outro. Aqui, pelo licença aos desavisados para me referir às nivelações que nutrem o &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:times new roman;&quot;&gt;“status quo”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; do universo dos preconceitos. Apenas para ilustrar o que acabei de dizer, na semana passada meu amigo Márcio Retamero – que lançará seu segundo livro daqui a duas semanas -, dizia num editorial: “reduzir a pessoa humana à sua orientação sexual é de uma violência atroz! Dia desses eu lia uma manchete de um jornal do nordeste: ‘Gay em Alagoas é morto’; nunca li: ‘Heterossexual carioca é preso’, ‘Mulher heterossexual paulista é assassinada’. Por que reduzir uma pessoa à sua orientação sexual? Porque o preconceito usa dos rótulos para denegrir, reduzir e rebaixar socialmente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pra mim, que sou um carioca tão limitado e com tanto caminho pela frente a percorrer, que, embora tendo caminhado até aqui em segurança, já foi vítima de preconceito e do que atualmente se convencionou chamar &lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;, já foi traído muitas vezes por mim mesmo (porque o outro, o qualquer outro, apenas foi o que foi pela minha desatenção em não observar que o mundo não é um eterno comercial de margarina e que pessoas nem sempre falam com palavras, mas com pequenos gestos, ou seja, na perspectiva da lição ensinada pelo pedagogo Jesus quando afirmou que &lt;em&gt;“pelos frutos os conhecereis”&lt;/em&gt;), ter mudado radicalmente minha maneira de pensar o mundo, a vida, as pessoas e sobretudo a mim mesmo – a tal &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family:times new roman;&quot;&gt;“metanoia”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, palavrinha traduzida por “conversão” – é que me estimula a percorrer neste caminho, caminhando com vontade de aproximação. É o ter tempo para ouvir ao qual me referi no início dessas palavras. É o construir pontes, e não muralhas, conforme li na obra de Colin Higgins, &lt;em&gt;“Ensina-me a viver”&lt;/em&gt;, clássico dos anos setenta que acabou virando peça de teatro e filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gozado que escrevi tudo isso em meio a um ar de ceticismo pelo desenhar das nuvens que anunciam um temporal daqueles. Sim, pesquisas indicam que a próxima legislatura no Congresso Nacional tende a ser a mais fundamentalista de toda a história, considerando o avanço do fundamentalismo religioso que se candidatou nos TREs (tanto nos que concorrem pela primeira vez quanto nos que desejam se manter em seus cargos eletivos). Num próximo texto explicarei melhor as minhas razões. De antemão, saiba-se, é legítimo que um fundamentalista se candidate e seja eleito. Entretanto, não é legítimo que faça de sua legislatura uma orquestração para olhar o outro com o olhar da religião, a qual sempre divide [pois só o amor constrói, liga qualquer coisa!], impedindo que muitos avanços alcancem uma parcela da população da qual faço parte. Mas, no final das contas, penso que tudo isso apenas sirva como [mais uma] lição para eu aprender a ter cuidado com meu olhar, sabendo que &lt;em&gt;“não se colhem uvas dos abrolhos”&lt;/em&gt;. É o que disse, sou apenas um aprendiz com muito o que caminhar pela frente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Notinha de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A imagem acima foi proposital. Busquei a autoria para a questão dos créditos, mas não a encontrei. Achei-a provocativa num texto que li, no original em inglês, falando sobre impressões equivocadas que temos sobre algumas coisas que apenas aparentam ser. Mas não são. Ou, quem sabe, são muito maiores que a imagem. Reduzir o que alguém é a uma imagem é coisa de publicitário. Não deveria ser assim no cotidiano. Jefferson Lessa, no brilhante texto &lt;em&gt;“&lt;a href=&quot;http://migre.me/Y7v9&quot;&gt;Medo de ser&lt;/a&gt;”&lt;/em&gt;, publicado ontem no jornal O GLOBO, fazendo referência ao &lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt; pelo qual passou, traduz o cotidiano como feito de muitas e pequenas coisas que deveriam ser levadas em conta (ao invés de um rótulo). É por aí... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/6886626405457114571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/6886626405457114571?isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/6886626405457114571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/6886626405457114571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/07/meus-sentires-nesse-retorno.html' title='Meus sentires nesse retorno'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEje9FxCq2WkCeDhVNZsOOE88CaIAw3OAJ0wIfYzosjFBdS7KzZvjtyrLW_E8qNbzEa5mvEby5smXqASZndV4GNFMLJXrCu9y1ddhOQBarrV6aRII7v4XB6K77IGnQP_IcZixLYJtbG7sCUm/s72-c/Farelos_olhares,+muitas+palavras.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-2930798873739049507</id><published>2010-06-05T21:10:00.004-03:00</published><updated>2010-06-05T21:27:30.267-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amizade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Aniversário"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>Embalos [da madrugada] de sábado à noite</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP5MmuyOt3OPwpBZoba7972Cw3WgNjZMQQQOgc9j4B9CdtUjE2IJhvw3havf4TSsvRNa5LXOu8n3jL3in6a-4hZvaUXg7udTTRP5ByKDeoGt9-_pIHcqZDs1zaNjjgc9mrK5s0TfclirUj/s1600/Farelos_o+bom+do+incontrol%C3%A1vel_2.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5479446582419550658&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP5MmuyOt3OPwpBZoba7972Cw3WgNjZMQQQOgc9j4B9CdtUjE2IJhvw3havf4TSsvRNa5LXOu8n3jL3in6a-4hZvaUXg7udTTRP5ByKDeoGt9-_pIHcqZDs1zaNjjgc9mrK5s0TfclirUj/s400/Farelos_o+bom+do+incontrol%C3%A1vel_2.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Noitinha fria pede passagem e assenta-se, fazendo-me companhia. Somos eu e ela próximos. O mar anda meio duvidoso, rugindo seus cantos de ressaca, irrequieto com o barulho dos ventos. A natureza tem dessas coisas, a gente não controla. Aliás, o que a gente controla? A lágrima? A saudade? A perda? A ausência? O tempo? A vida? A morte? O presente? O futuro? O quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos controle sobre quase coisa alguma. No máximo, quando queremos, a palavra não sai. O texto não sai. O beijo não sai. E tantas outras coisas também não saem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas parecem ser passageiras? – alguém pode perguntar. Talvez. Depende do que se espera e por quanto tempo se espera. Depende, portanto, de quem espera, não das coisas em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, comemorando o aniversário de um amigo na Lapa, sucumbi a vários momentos sobre os quais não tenho controle. A princípio, não estava disposto o suficiente. Fazia frio e havia muito cansaço sobre a pele que me veste o corpo. A hora também não me soava interessante, pois qualquer evento que inicie após às 22h já me força o [des]controle com as coisas que costumo controlar. No entanto, fui. Algumas coisas não podemos controlar. O momento seguinte é uma delas. O fato é que acabei encontrando amigos outros que não imaginava, gente com quem não falava – sequer por e-mail, carta, telegrama, nada! – desde meados de 2008! Amigos de perto ficaram felizes com minha presença, pois sabem que não sou das viradas da noite, o que aumentava mais ainda a contagiante alegria pelo ineditismo da ocasião. Entre rostos conhecidos e outros nem tanto, fui apresentado a quem não conhecia. Conversei com todos e todas, essas coisas naturais do convívio social dos seres humanos. Emocionei-me com as cores daquelas alegrias e sobretudo com as músicas cantadas ao vivo. “Como nossos pais” me retirou das mãos os aplausos antes tímidos. Há quem canta e quem interpreta. Vi quem faz os dois verbos se tornarem um só pela conjunção carnal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre sorrisos e palavras, gargalhadas e conselhos dados, alegrei-me com a oportunidade do encontro e com a dádiva da vida sobre quem aniversariava. Quando tudo, enfim, preencheu seu lugar no baú das memórias vividas naquela madrugada, despedi-me sob a intensidade das cores daquelas alegrias. Tudo tinha valido a pena até então. E como tudo concorre para lições que aprendemos no incontrolável das coisas, saí a passos gratos daquele bar. Do lado de fora, o friozinho ainda dava o ar de graça. Mas não estava sozinho com minha própria companhia. Um ventinho na consciência me sussurrava a certeza de que ainda havia um pedacinho de noite pra me consolar sob o edredon...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que falei em lições que aprendemos, uma delas é que o fluxo da vida não pode ser controlado. É necessário que não consigamos controlá-lo! E assim é com o que não depende de nós. No meu caso, pra quem não estava muito a fim sequer de sair, o cansaço emudeceu diante da emoção do que não esperava. É bom demais não me sentir deus em momento algum. Meus embalos se afirmam no chão do que me estabelece. No baú das memórias, bom mesmo é a essência da simplicidade nas coisas. Como aprendi com meus pais. Sem pretensão alguma, não é que os ecos da canção de Belchior foram comigo para o edredon?! É, bons ecos! E como me ensinam mesmo depois do amanhecer!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“É por isso que não quero falar das coisas que aprendi nos discos... quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo. Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/2930798873739049507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/2930798873739049507?isPopup=true' title='45 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2930798873739049507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2930798873739049507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/06/embalos-da-madrugada-de-sabado-noite.html' title='Embalos [da madrugada] de sábado à noite'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhP5MmuyOt3OPwpBZoba7972Cw3WgNjZMQQQOgc9j4B9CdtUjE2IJhvw3havf4TSsvRNa5LXOu8n3jL3in6a-4hZvaUXg7udTTRP5ByKDeoGt9-_pIHcqZDs1zaNjjgc9mrK5s0TfclirUj/s72-c/Farelos_o+bom+do+incontrol%C3%A1vel_2.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>45</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7937162430320345047</id><published>2010-06-02T18:48:00.008-03:00</published><updated>2010-06-02T19:07:42.147-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Internet"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícia"/><title type='text'>Um [novo] verbo: twittar</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis6t3bCB1c1IDP8yO-Rjc-rQiitl54R1GzAezrcrrUNb1j_hrwwJbeWpBx63NgLbHv9AlQzpIGg29KLOaCYkpswSZTfksMgcPzB09OA6l0Xal7BOgOVDBb-d1jR4O0sE4m_jqiEMfH8pyF/s1600/Farelos_twitter+01.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 391px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5478298350680021506&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis6t3bCB1c1IDP8yO-Rjc-rQiitl54R1GzAezrcrrUNb1j_hrwwJbeWpBx63NgLbHv9AlQzpIGg29KLOaCYkpswSZTfksMgcPzB09OA6l0Xal7BOgOVDBb-d1jR4O0sE4m_jqiEMfH8pyF/s400/Farelos_twitter+01.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Confesso que ainda estou aprendendo sobre o tal programa Twitter. Confesso que Orkut e MSN não me seduzem há séculos, tanto que não os tenho. Confesso que fui atraído porque o programa não é de conversação, o que não me agrada, e sim de troca de informações. Confesso que a sede por informações é o que mais me convenceu da utilidade (eu as seleciono por categorias e temas). Confesso que, às vezes, me perco nas ferramentas (apesar de tão simples), mas até que o &lt;a href=&quot;http://twitter.com/amigocardo&quot;&gt;meu twitter&lt;/a&gt; já deu uma melhorada básica. Confesso que os poucos caracteres me exercitam o dom. Confesso que é viciante nos primeiros dias. De uma certa forma, confesso que fico mais ‘antenado’ agora sobre vários assuntos (trânsito na minha cidade, meteorologia, promoções musicais – amo ganhar CDs! –, promoções literárias – adoro ganhar livros! -, shows, exposições e peças em cartaz no momento, cancelamentos de shows, os projetos que estão sendo votados neste instante e até quantos compareceram nas sessões da Câmara e do Senado, as novas leis promulgadas, resultados de jogos, etc). Confesso, por sua vez, que há muita coisa que não vem ao caso (informações sem nexo algum, bobagens, etc). Confesso que é preciso ter discernimento e bom senso pra não perder-se lendo tanta coisa. Não somos máquinas. Somos seres com um tempo apropriado para nosso aprendizado. Por falar nisso, eis uma pérola que captei neste instante &lt;strike&gt;das praias twitteiras&lt;/strike&gt; de um dos autores que mais admiro (suas obras me fazem um bem daqueles!):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;“Nós não somos máquinas. Somos seres da natureza (...) .É perigoso introduzir pressa num corpo que tem suas raízes na lentidão da natureza.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rubem Alves&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Notinhas de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;/em&gt; Já coloquei o link do &lt;a href=&quot;http://twitter.com/amigocardo&quot;&gt;meu twitter&lt;/a&gt; no texto. Acho que vou colocá-lo mais destacado na barrinha ao lado. Ainda decidirei sobre a conveniência ou não. E, como não poderia deixar de ser: um excelente feriado &lt;strike&gt;de Corpus Christi&lt;/strike&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;&lt;u&gt;a todos&lt;/u&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7937162430320345047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7937162430320345047?isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7937162430320345047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7937162430320345047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/06/um-novo-verbo-twittar.html' title='Um [novo] verbo: twittar'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEis6t3bCB1c1IDP8yO-Rjc-rQiitl54R1GzAezrcrrUNb1j_hrwwJbeWpBx63NgLbHv9AlQzpIGg29KLOaCYkpswSZTfksMgcPzB09OA6l0Xal7BOgOVDBb-d1jR4O0sE4m_jqiEMfH8pyF/s72-c/Farelos_twitter+01.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-5036456804864023443</id><published>2010-05-31T20:42:00.008-03:00</published><updated>2010-06-01T01:03:10.241-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><title type='text'>O absurdo da liberdade, os limites do amor</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipkMhOjRT1uChjOJMQM9klIipymT7NXNhB79wKSfaFzy78qUbfxJttNa5QytUK-D_WIIgdEEH7Wu9cMx9yIZcIRZkoNhwTidCJOgt1-JGfCRGIquxHIRm5bJx-gsEQg-VXqG4K-Cb_lwL9/s1600/Farelos_e+a+tal+escadinha.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5477586145575870306&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipkMhOjRT1uChjOJMQM9klIipymT7NXNhB79wKSfaFzy78qUbfxJttNa5QytUK-D_WIIgdEEH7Wu9cMx9yIZcIRZkoNhwTidCJOgt1-JGfCRGIquxHIRm5bJx-gsEQg-VXqG4K-Cb_lwL9/s400/Farelos_e+a+tal+escadinha.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Não é não. Sim é sim. Possibilidades são sempre caminhos. Aonde levam? É preciso descobrir. Descobertas se fazem enquanto se caminha. Enquanto se vive. Seres em “vegetação” ambulante não caminham, por isso não vivem. Viver é diferente de existir. Há pessoas que vivem; outras, apenas existem. Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Parece simples. É apenas “uma” regra de “um” processo biológico tido padrão. Na existência há padrões estabelecidos. Na vida, nada é estabelecido a não ser por quem se lança a descobrir. Eu queria ter uma escada que me levasse, algumas vezes, para lugares acima de minhas possibilidades. Delírio. Eu não posso querer soluções mágicas. A vida tem ensinado que é preciso se lançar e voar. É voando que se perde os medos. Clarice tinha razão, é absurdamente adorável voar sem medos. E daí? É preciso fazer apenas aquilo que [me] der na telha. Às vezes, também não é preciso nada. Basta um olhar. O olhar convence o sábio de muita coisa. Nem todas as coisas precisam ser ditas. Vive-se em alto e bom som! Quem vive seguro de si aprende, mesmo sem saber, que a máxima do 1º século, devotada a São Paulo, tem toda a razão de ser: &lt;em&gt;“feliz é o homem que não se condena naquilo que ele mesmo aprova!”&lt;/em&gt;. Liberdade é a plena certeza do que se tem e do que se quer. No entanto, liberdade também é o nome do medo de muita gente. Liberdade é subir até as nuvens e não ter medo sequer das quedas. Elas são inevitáveis pra quem sai do lugar. Sim, basta ir adiante. É na queda que a gente reaprende a ficar de pé. Isso se dá desde criancinha, seria diferente agora? Mas o barato de viver é não saber o dia de amanhã. O totalmente desconhecido é estimulante. Quem espera por algo que já se tem? E assim, de acertos e equívocos, a gente monta um castelo dentro das nossas planícies. Mas não me chamem pra me encastelar definitivamente. Nada de definitivos aqui embaixo! A vida é um gerúndio que escorre para além do possível. É bem provável que nem mesmo o texto se encerre aqui. Reflexo do meu caminhar, seguro, porém desconhecedor do que virá depois. Nem mesmo o amor é definitivo, ou seja, preso aos limites, encerrado e pronto. A morte seria um definitivo à vida? Quem disse? Eu creio é em vida sem fim. Quem acaba é espetáculo. A vida deve continuar! Se no corpo ou na memória, cada qual decida enquanto pode discernir as coisas. A vida não tem tempo a perder. Só perde tempo quem apenas existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2w4gxQoVOOCc0ZJhWfZqbvzzpXHYlXliCJg93LZo67-ZVpl-2HfyuB85iL0KtBSKJ8tNwISnmNpAfNlZcTWyY0WE5frM5oO4pHY06AbZyCo9seUPtf-T262-zrntUXNGJTjSifjxPtjJ5/s1600/Blog__Clarice+tinha+raz%C3%A3o.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5477586405798740322&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj2w4gxQoVOOCc0ZJhWfZqbvzzpXHYlXliCJg93LZo67-ZVpl-2HfyuB85iL0KtBSKJ8tNwISnmNpAfNlZcTWyY0WE5frM5oO4pHY06AbZyCo9seUPtf-T262-zrntUXNGJTjSifjxPtjJ5/s400/Blog__Clarice+tinha+raz%C3%A3o.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem vive, e vive no gozo da liberdade, sobe para além das nuvens. Vai além das chuvas e dos temporais. Lá em cima o sol é constante. Ele, definitivamente, nasce para todos e todas. O &lt;em&gt;“definitivo”&lt;/em&gt; aqui é apenas a certeza de como lá em cima as coisas são diferentes. O buraco é mais embaixo lá em cima! Lá em cima é acima do quê? De meus limites. O perfeito amor lança fora toda a proposta de limite, inclusive o medo de ser. É por isso que o amor jamais acaba. Havendo profecias, elas passarão. O amor é apenas eterno, mas até o conceito de eternidade não o encaixota. O amor é! É porque não tem tempo de durar. Quem tem tempo é quem tem amarras, portanto, não goza da total liberdade. Liberdade é o não-tempo? Não, é antes o benefício de quem não está nem um pouco aí para o que é, para o que ainda não é e para o que não é. É tal como o amor, que deveria ser o chão desta vida, mas, às vezes a gente faz de teste inconsciente dos nossos próprios limites. Mas a gente não agüenta o amor. Ele é sempre além de nós, para acima da escadinha que eu imagino e que leva para não-sei-onde, mas só sei que é acima dos meus próprios limites – os limites de minha própria consciência. Quem dera todos vivessem nos limites de suas próprias consciências! E o que passar disso? É abismo. Para nós. Não para o amor. Mas que cada um descubra isso enquanto caminha. Eu sigo o meu próprio caminho. Adiante de mim, a tal escadinha e o desconhecido amanhã. Subirei assoviando porque o melhor desta &lt;strike&gt;liberdade chamada&lt;/strike&gt; vida é viver cantando esperanças. Uma delas? A de que o sol me aguarda lá em cima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Nota de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;/em&gt; Um texto que parece ter sido psicografado, dada a &lt;strike&gt;velocidade da&lt;/strike&gt; vontade de fabricar palavras que surgiram do nada, após ter terminado um trabalho. Em dois ou três minutinhos, eis o conjunto delas – as palavras. Um sentimento de dever cumprido me toma neste momento ao saber que a inspiração desceu e, brincando, voltou a subir a tal escadinha para além das nuvens – os limites da consciência. &lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/5036456804864023443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/5036456804864023443?isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/5036456804864023443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/5036456804864023443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/o-absurdo-da-liberdade-os-limites-do.html' title='O absurdo da liberdade, os limites do amor'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipkMhOjRT1uChjOJMQM9klIipymT7NXNhB79wKSfaFzy78qUbfxJttNa5QytUK-D_WIIgdEEH7Wu9cMx9yIZcIRZkoNhwTidCJOgt1-JGfCRGIquxHIRm5bJx-gsEQg-VXqG4K-Cb_lwL9/s72-c/Farelos_e+a+tal+escadinha.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-8159230043215864526</id><published>2010-05-30T16:17:00.005-03:00</published><updated>2010-05-31T14:44:45.322-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Amizade"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Gente"/><title type='text'>Notinhas do ainda-acontecendo final de semana</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1h8KNI5edv8ymHdvmaPIWIFYsOfsQmpdmWPxeMDKd1Ks3d0t4gs8eOLY2WgxJbEdxCg-alMFSZgfyGle-rqJMWHF5JgBkEiRBV_-M6PKt-L9C4NZcfK_ddqivWBCwev_S6e8GQ8ibbc2q/s1600/Farelos_debates,+prazeres+e+mudan%C3%A7as.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5477144416306598754&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1h8KNI5edv8ymHdvmaPIWIFYsOfsQmpdmWPxeMDKd1Ks3d0t4gs8eOLY2WgxJbEdxCg-alMFSZgfyGle-rqJMWHF5JgBkEiRBV_-M6PKt-L9C4NZcfK_ddqivWBCwev_S6e8GQ8ibbc2q/s400/Farelos_debates,+prazeres+e+mudan%C3%A7as.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Final de semana em pleno gerúndio, ou seja, acontecendo. Talvez por isso esteja agitado, senão vejamos. Sepultamento do pai de amigos de infância na manhã de sexta. À noite, pra despairecer, Teatro de Arena em Copacabana, assistindo ao brilhante texto do professor, filósofo e dramaturgo português Vicente Sanches na peça “África!”. Sábado ao lado de amigos numa programação de alto nível com os professores Luiz Ribeiro e Fátima Almeida, da PUC/Rio, ocasião em que conheci o &lt;strike&gt;ex-BBB&lt;/strike&gt; Jean Wyllys, que, por sinal, é um ser humano carismático e inteligente. Claro, não ficam pra trás o &lt;a href=&quot;http://glsgls.blogspot.com/&quot;&gt;Serginho Viula&lt;/a&gt;, que teve ótima participação no debate, nem o &lt;a href=&quot;http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=10918&amp;amp;titulo=Brasil:&quot;&gt;Marcinho Retamero&lt;/a&gt;, que conduziu tudo com brilhantismo e academicismo inigualáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um e outro dia neste final de semana, ainda arranjei tempo, numa tarde dessas qualquer, ao lado de uma amiga, para cumprir cabalmente minha Missão junto aos idosos de uma instituição asilar. Tudo, diga-se, movido pelo inconfundível prazer de fazer o que me faz bem. Pra mim o amor também carrega esses apelidos, o de fazer o bem sem esperar algo em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, meu final de semana &lt;strike&gt;até agora&lt;/strike&gt; não teve balada, bebedeira, nem sequer sacudi o esqueleto ao som de DJ famoso algum. Se bem que, de tempos pra cá, sinto meu relógio biológico cada vez mais resoluto e carrancudo quanto à necessidade de dormir (&lt;strike&gt;nem que seja no início da madrugada&lt;/strike&gt;). Por outro lado, não que todas essas coisas não sejam, de alguma forma, proveitosas (&lt;strike&gt;é fato que gosto não se discute, respeita-se!&lt;/strike&gt;), mas é que a cada dia me dou mais conta que o que me faz bem acaba me lançando para outros rumos. Segui-los, torna-me mais diferente a cada dia. Diferente entre os diferentes e diferente entre os iguais. Diferença não é superioridade, é bom que se saliente pra não exacerbar pretensas vaidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o debate de ontem à noite [&lt;strike&gt;o que o Jean Wyllys também participou&lt;/strike&gt;], amigos me convidaram para uma esticada numa pizzaria e, de quebra, no aconchego da madrugada, nos braços de uma balada. Recusei a ambos movido pela falta de vontade, o que não deixa de ser sintoma da liberdade que me possui. Minha vontade era a de estar em casa saboreando algumas obras, não entre paredes barulhentas e ao som de hit algum. Ando numa paixonite aguda pelos livros e, particularmente, por uma obra sobre a qual me debruço em pesquisa. Leio até o sono me convidar para ‘nossa’ cama. E assim ocorreu, literalmente. Levei-o pra cama comigo (ou vice-versa, confesso não me lembrar!). Falo do sono, o único que me corteja com êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em côrte, o &lt;a href=&quot;http://glsgls.blogspot.com/&quot;&gt;Viula&lt;/a&gt; e meu amigo chileno Jorgito ainda insistem na tese de doutorado de que &lt;em&gt;estoy solo por mi própio deseo&lt;/em&gt;. Era o que diziam no coquetel pós-debate de ontem. Eles sabem que discordo disso. Considerando que os meses têm passado tão rapidamente [&lt;strike&gt;ao menos essa é a minha impressão!&lt;/strike&gt;]; considerando que os programas noturnos que abocanham as horas típicas da madrugada não me chamam mais a atenção; considerando que algumas oportunidades surgem muito mais na “&lt;em&gt;night”&lt;/em&gt; que ao longo do dia; considerando que &lt;em&gt;sex appeal&lt;/em&gt; é algo que definitivamente não me pertence, creio que dificilmente alguma coisa mudará no reino da Dinamarca. Enquanto não muda, porém, segue o domingo-pé-de-cachimbo com a oportunidade vestida do momento “hoje”. E hoje é o dia pra continuar conjugando verbos no gerúndio até que o final de semana espoque na segunda-feira, aquela acerca da qual o Garfield e milhares de brasileiros não gostam muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, tô de saía pra mais uma aulinha no projeto &lt;a href=&quot;http://www.betelrj.com/&quot;&gt;Betel&lt;/a&gt;. Domingo ainda promete... É isso, ao menos por agora. Bom domingo a todos! &lt;/div&gt;&lt;/strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strike&gt;&lt;/strike&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/8159230043215864526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/8159230043215864526?isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/8159230043215864526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/8159230043215864526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/notinhas-do-ainda-acontecendo-final-de.html' title='Notinhas do ainda-acontecendo final de semana'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1h8KNI5edv8ymHdvmaPIWIFYsOfsQmpdmWPxeMDKd1Ks3d0t4gs8eOLY2WgxJbEdxCg-alMFSZgfyGle-rqJMWHF5JgBkEiRBV_-M6PKt-L9C4NZcfK_ddqivWBCwev_S6e8GQ8ibbc2q/s72-c/Farelos_debates,+prazeres+e+mudan%C3%A7as.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7512085594813754507</id><published>2010-05-26T20:47:00.007-03:00</published><updated>2010-05-27T00:50:49.431-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Filme"/><title type='text'>Fazendo amor com os sons e com as palavras</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYvNVusG_78TCkTiVq60g8xvBiiiOIHjySC3MPSR1Mx7VDBGGXXJFuPHFY3IEiQ_RjyOGkh5-NfEcvzNDjBDh6lXthPMk7AxsJr1vJe6Z-gVNPCvlDie9HaDf9gZ7IxZ7ZP77LKDXte3f6/s1600/Farelos_da+arte+de+engravidar+textos.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5475729908152025282&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYvNVusG_78TCkTiVq60g8xvBiiiOIHjySC3MPSR1Mx7VDBGGXXJFuPHFY3IEiQ_RjyOGkh5-NfEcvzNDjBDh6lXthPMk7AxsJr1vJe6Z-gVNPCvlDie9HaDf9gZ7IxZ7ZP77LKDXte3f6/s400/Farelos_da+arte+de+engravidar+textos.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Quatro paredes. Um tempo e um contratempo. O copo pela metade. A outra, em mim. Um minutinho é o atraso do meu relógio. Em segundos, já consertei. Um bom tempo é o que tive neste final de semana. Lançamento do livro de meu amigo, seu primeiro romance. Aos jardins do Palácio do Catete, lado a lado aos burburinhos do lançamento, a melodia outonal de uma roda de seresteiros. Amo serestas, embora às vezes me assalte a idéia de que o “clima” saudosista é que me contagia. Soube que aos sábados o pessoal da antiga faz encontro naqueles jardins. Do encontro, vários outros encontros com a música de boa qualidade. Se ainda não rabisquei em palavras por aqui, quem me conhece sabe que sou das antigas (ainda que não tendo vivido nesses áureos tempos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em sons que não são tocados, os do abraço e os do tapinha nas costas são estimulantes. O som da lembrança que a memória não apaga também o é. Às vezes, até o som do pranto (e por que não?). Há outros mais estranhos, mas não perdem o destaque enquanto fabricantes de sons. A folha que rasga quando assume que era rascunho. O plac-plac dos sapatos pelos corredores famintos de ecos. O selvático tabefe na cara do filho que assume ser original, e não rascunho social. O cansaço da madrugada que rasga tal como folha até que tombe na cama. Há um sem número de sons espalhados pelas ondas que, por sua vez, são pela física conhecidas como perturbações que se propagam pelo espaço. Se perturbam, emitem qualquer ruído. E assim, fabricando e fabricando sons a gente se percebe vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUrVnitSbYd1iK9Rt6ligHc-ZpHvmj6jnz56hz3rHtkl7sFtpMkJ9eTRYSvz_HRfYixRq5s4lC5j-ilx2BUKF4a-3iRnrDXl8tX0G-epCeCpWXKEs2XpUxdNgDjZK19aOtFrBdzGYr7AyL/s1600/Blog_somos+somente+eu+e+o+texto.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5475730082067537010&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUrVnitSbYd1iK9Rt6ligHc-ZpHvmj6jnz56hz3rHtkl7sFtpMkJ9eTRYSvz_HRfYixRq5s4lC5j-ilx2BUKF4a-3iRnrDXl8tX0G-epCeCpWXKEs2XpUxdNgDjZK19aOtFrBdzGYr7AyL/s400/Blog_somos+somente+eu+e+o+texto.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há sons de ventos lá fora. Aqui dentro, calmaria. É o que importa. Tomo a outra metade do copo sem companhia. Volto ao pré-texto e me embriago de lembranças e alguns pensamentos torpes. Rasgo alguns deles como folha de papel. Vou fabricando ruídos em ondas e rascunhos. A noite tomba, mas o pensamento sobrevive à queda. Estou no melhor horário pra procriar textos. Há um clima fértil me esquentando as idéias, mas até que tudo se consuma vou de leve pelas bordas das divagações. Gosto dessas coisas, preliminares ou não, só sei que gosto. As quatro paredes são meras testemunhas silenciosas. É assim que deve ser. Somos somente eu e as palavras. Breve, se tudo der certo, após o ciclo natural da gestação, o texto. Enquanto não penetro no absurdo das palavras, levanto-me para encher só mais um copo. A noite promete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Notinha de rodapé&lt;/u&gt; [convite]:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não poderia deixar de mencionar um evento que ocorrerá no fim de semana e para o qual fui convidado. Quem estiver pelo Rio &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;color:#cc0000;&quot;&gt;neste sábado&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, 29 de maio, segue aqui o convite para uma discussão interessante sobre o filme &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;“&lt;a href=&quot;http://www.webcine.com.br/filmessi/meninosn.htm&quot;&gt;Meninos não choram&lt;/a&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Após a exibição, os doutores em psicologia Luiz Ribeiro e Fátima Almeida, ambos da PUC/Rio, darão uma palestra seguida de debate sobre a temática envolvida no filme. O endereço do evento consta na imagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYNjJoR-4TTWXCw73ghyN2fpbx_mlCgXbPh_whHh3QBEDGlO1cv-TQAS0wkr68kJi4RkbmmfkFy5fHb_9Qj8UymLqyMSv0k_k9vpgmwMLgNxDNaKSwH5yjyeVXwMVL9OKRi9qW4KEMbbKM/s1600/cinebetel_29maio_4.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5475790682105467378&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYNjJoR-4TTWXCw73ghyN2fpbx_mlCgXbPh_whHh3QBEDGlO1cv-TQAS0wkr68kJi4RkbmmfkFy5fHb_9Qj8UymLqyMSv0k_k9vpgmwMLgNxDNaKSwH5yjyeVXwMVL9OKRi9qW4KEMbbKM/s400/cinebetel_29maio_4.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7512085594813754507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7512085594813754507?isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7512085594813754507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7512085594813754507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/fazendo-amor-com-os-sons-e-com-as.html' title='Fazendo amor com os sons e com as palavras'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhYvNVusG_78TCkTiVq60g8xvBiiiOIHjySC3MPSR1Mx7VDBGGXXJFuPHFY3IEiQ_RjyOGkh5-NfEcvzNDjBDh6lXthPMk7AxsJr1vJe6Z-gVNPCvlDie9HaDf9gZ7IxZ7ZP77LKDXte3f6/s72-c/Farelos_da+arte+de+engravidar+textos.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-35013524104322014</id><published>2010-05-19T12:23:00.010-03:00</published><updated>2010-05-19T12:40:53.675-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Literatura"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Poesia"/><title type='text'>Frases soltas no ar, o simples sem complexidade</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Apenas porque eu quis pensar um pouco mais. Apenas porque não sou dono das verdades, apenas a minha, e olha lá. Apenas porque parado não dá pra ficar, nem com os pés, menos ainda com o pensamento. Apenas porque eu, às vezes, me canso da anormalidade e &lt;span style=&quot;color:#000000;&quot;&gt;surto&lt;/span&gt; como ser normal. Apenas porque &lt;span style=&quot;font-size:180%;color:#cc0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;a vida vale mais&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que as aves no céu. Apenas porque os conceitos, os dogmas e as idéias não podem ir contra a simplicidade das coisas nem contra o &lt;span style=&quot;font-size:130%;color:#cc0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;direito&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de ninguém. Apenas porque eu, às vezes, também sou sonhador e fujo dos que tornam tudo difícil. Sabe, coisas de quem insiste que ainda pode dar fé. Mas fé em alguma coisa &lt;span style=&quot;font-size:130%;color:#cc0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;melhor&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que, às vezes, nem sei se virá mesmo ou é só mais um surto de minha normalidade teimosamente pensante...&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1V2XVqACvU98jkvrJL6G0wxJPOeavUw4zaljfySgtdeGppl5MWRMygo8oT-5guVMcYC8yTygU-i08cHlbv-wCgE3XJJSHJFC21-p-BOwBUGsb4sL4D9UA5Bsjo8fRE4THaOdT7kboDZM2/s1600/Blog_a+gente+s%C3%B3+muda+o+mundo+%5B1%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5473003051629183362&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1V2XVqACvU98jkvrJL6G0wxJPOeavUw4zaljfySgtdeGppl5MWRMygo8oT-5guVMcYC8yTygU-i08cHlbv-wCgE3XJJSHJFC21-p-BOwBUGsb4sL4D9UA5Bsjo8fRE4THaOdT7kboDZM2/s400/Blog_a+gente+s%C3%B3+muda+o+mundo+%5B1%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtmd2Q6LdUq9erdf54IS32K9XAoet2-se8wdJnlg-m-ghNEVMAQ1rrJgb5nA-rN_tM4w2Uzs_WzjzUaEuGo8A8opCN9Fd0R_5GpVbbhLh1_nRSw3jONKivY_jRdqXXoOhwiKHq_Om65bv5/s1600/Blog_cada+qual+sabe+%5B1%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5473003172057984306&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjtmd2Q6LdUq9erdf54IS32K9XAoet2-se8wdJnlg-m-ghNEVMAQ1rrJgb5nA-rN_tM4w2Uzs_WzjzUaEuGo8A8opCN9Fd0R_5GpVbbhLh1_nRSw3jONKivY_jRdqXXoOhwiKHq_Om65bv5/s400/Blog_cada+qual+sabe+%5B1%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6ZqMOV9jsNCPycOX6WHD-a-DD1w02BfxQXIJZiWyk2PKNfpO4Q9P1h6ciVQZDAweT3B-KQVZ5jQ7W9F_rsRat2dL1imyXnFfEtmrEHTWI4ftlUsrvYLQtRfNUeJ4JAQiVNiu9YHr-91YU/s1600/Blog_como+dizer+quem+come+%5B1%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5473003363185035298&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6ZqMOV9jsNCPycOX6WHD-a-DD1w02BfxQXIJZiWyk2PKNfpO4Q9P1h6ciVQZDAweT3B-KQVZ5jQ7W9F_rsRat2dL1imyXnFfEtmrEHTWI4ftlUsrvYLQtRfNUeJ4JAQiVNiu9YHr-91YU/s400/Blog_como+dizer+quem+come+%5B1%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraídos da obra &lt;em&gt;“No caminho do arco-íris”&lt;/em&gt;, organizado por Lea Carvalho. RJ: &lt;a href=&quot;http://www.metanoiaeditora.com/&quot;&gt;Editora Metanoia&lt;/a&gt;, 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/35013524104322014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/35013524104322014?isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/35013524104322014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/35013524104322014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/frases-soltas-no-ar-o-simples-sem.html' title='Frases soltas no ar, o simples sem complexidade'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1V2XVqACvU98jkvrJL6G0wxJPOeavUw4zaljfySgtdeGppl5MWRMygo8oT-5guVMcYC8yTygU-i08cHlbv-wCgE3XJJSHJFC21-p-BOwBUGsb4sL4D9UA5Bsjo8fRE4THaOdT7kboDZM2/s72-c/Blog_a+gente+s%C3%B3+muda+o+mundo+%5B1%5D.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-7541197873887329967</id><published>2010-05-18T15:30:00.009-03:00</published><updated>2010-05-18T20:43:06.200-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Comportamento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Opinião"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="País"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Política"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="religião"/><title type='text'>O debate sobre o Estatuto das Famílias na CCJ da Câmara Federal</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinscYT4pmZYcg0f0sBwrZuwzTDXeKgM99twFjRSQRFadtLUyJAqWaY-3WVpbgNG36ech2KuLX4rtXmOidFX8jEbbrxc8TX9ImwlN7-Yt1wxOWi4SIATQrD6kGangWSwXfwSbBpudwK4wkj/s1600/Farelos_deus+e+o+diabo.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5472683982647605314&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinscYT4pmZYcg0f0sBwrZuwzTDXeKgM99twFjRSQRFadtLUyJAqWaY-3WVpbgNG36ech2KuLX4rtXmOidFX8jEbbrxc8TX9ImwlN7-Yt1wxOWi4SIATQrD6kGangWSwXfwSbBpudwK4wkj/s400/Farelos_deus+e+o+diabo.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Um debate bastante polarizado dominou o clima da audiência pública sobre o Estatuto das Famílias na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na quarta-feira passada, 12/05/2010, em Brasília, reconhecida pela cultura local como a terra dos Candangos. O Estatuto engloba diversos projetos de lei (PL 674/07 e 2285/07, entre outros) e, em alguns deles, existe a regulamentação da união entre pessoas do mesmo sexo e da adoção feita por esses casais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticos e defensores da união civil de homossexuais colocaram seus argumentos diante do plenário lotado, onde evangélicos contrários à união de pessoas do mesmo sexo estavam em maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar chegar a um acordo, o presidente da CCJ e relator do Estatuto das Famílias, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse que diante de tantas diferenças e dúvidas, vai tentar encontrar um meio termo. Hã? &lt;em&gt;“Meio termo”&lt;/em&gt;? Não me peçam pra imaginar o que poderá sair desse estatuto &lt;em&gt;franksteinizado&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, não se trata de casamento, mas sim de garantir direitos civis. &lt;em&gt;&quot;Envolve essa questão da herança, de planos de saúde, de adoção. Nós queremos nem menos nem mais, queremos direitos iguais. Nós não queremos é o casamento, nesse momento não é a nossa pretensão. O que nós queremos são os &lt;u&gt;direitos civis&lt;/u&gt;&quot;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toni Reis citou declarações das organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA) para defender o direito ao reconhecimento da união civil e da adoção entre pessoas do mesmo sexo. Ele destacou que o Governo Lula também apoia a reivindicação e mencionou o programa Brasil sem Homofobia, coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. E argumentou ao final: &lt;em&gt;&quot;O Brasil é um Estado &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;laico&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; e queremos o que a Constituição preconiza, direitos civis&quot;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor da Assembleia de Deus, Silas Malafaia, questionou se outros comportamentos poderiam, futuramente, virar lei. &lt;em&gt;&quot;Então vamos liberar &lt;u&gt;relações com cachorro&lt;/u&gt;, vamos liberar com &lt;u&gt;cadáveres&lt;/u&gt;, isso também não é um comportamento?&quot;&lt;/em&gt; O pastor foi muito aplaudido durante sua exposição. Malafaia afirmou que conceder os diretos civis é a porta para depois aprovarem o casamento. Ele defendeu que a família é o homem, a mulher e a prole, sendo que a própria Constituição defende esse desenho familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha crítica, o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Abner Ferreira afirmou que o Estatuto das Famílias seria, na verdade, o Estatuto da Desconstrução da Família. Segundo ele, ao admitir a união de pessoas do mesmo sexo, a proposta pretende &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;destruir o padrão&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; da família natural, em vez de protegê-la. Ele disse que todas as outras formas de família são incompletas e que toda manobra contrária à família &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;natural&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; deve ser rejeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Maria Berenice Dias, afirmou que o fato de a Constituição proteger a união entre homem e mulher não significa que uniões homoafetivas também não possam ter direitos na esfera civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela avaliou que o debate foi para a esfera ideológica. &lt;em&gt;&quot;Estou sentindo nesse espaço um clima de muito medo, de muito revanchismo, pouco técnico, pouco científico, pouco preparado”&lt;/em&gt;, observou. &lt;em&gt;“As pessoas estão se deixando dominar por &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;posições religiosas muito ferrenhas&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, e confesso que não sei porque têm &lt;u&gt;medo&lt;/u&gt; que simplesmente se assegure direitos aos homossexuais, se assegure a crianças terem um lar&quot;&lt;/em&gt;, acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitcbSCkayHqYUwYQQbYhfX2hjYkWI62XdmrAZwPlRPtRCHrU1DdcXY9PXL09AGO5kE9E_N5dG0T94qsjNhwE_GY73nf5EtXpuAUAVATu98W0zoYl7GO9wI494AO4fobF1xnA_wgZiKSmjz/s1600/Blog_que+pa%C3%ADs+%C3%A9+este+%5B1%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 317px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5472686350833940386&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEitcbSCkayHqYUwYQQbYhfX2hjYkWI62XdmrAZwPlRPtRCHrU1DdcXY9PXL09AGO5kE9E_N5dG0T94qsjNhwE_GY73nf5EtXpuAUAVATu98W0zoYl7GO9wI494AO4fobF1xnA_wgZiKSmjz/s400/Blog_que+pa%C3%ADs+%C3%A9+este+%5B1%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maria Berenice Dias citou decisão recente do Superior Tribunal de Justiça, que reconheceu a adoção feita por duas mulheres, e afirmou que a união homoafetiva não ameaça a família. &lt;em&gt;&quot;Argentina, Uruguai, México e Canadá são alguns dos países que reconhecem essas uniões. Quem conhece esses lugares sabe que, por lá, a família vai &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;muito bem&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, obrigada&quot;&lt;/em&gt;, disse. Aliás, diga-se, não apenas por lá, mas em pelo menos 17 países pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, 17 de maio, no dia mundial de combate à homofobia, o presidente de Portugal , Aníbal Cavaco Silva, anunciou em cadeia nacional a promulgação da lei que autoriza o mesmo tratamento das uniões homo às hetero. Particularmente, saltou aos olhos seu pronunciamento ao dizer que estaria deixando de lado suas “convicções pessoais” como católico praticante para pensar mais elevado em outros temas nacionais: &lt;em&gt;“sinto que não deveria contribuir para prolongar inutilmente esse debate, que só serviria para aumentar as divisões entre os portugueses e tirar a atenção dos políticos dos graves problemas que nos afetam”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sítio da Câmara Federal [Agência Câmara de Notícias] do dia 12 de maio de 2010 é possível ver como o assunto mexe com os ânimos da fé de muitos – isso mesmo, a coisa está sendo reduzida à esfera religiosa! -, pois os comentários postados pelos internautas reproduzem o quantitativo de opiniões sob a mesma vertente ideológica. Os mais recentes comentários diziam, entre outras coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Uma coisa é respeitar o homossexual e não ter preconceitos quanto à sua opção sexual, assim como fazemos com os fumantes no tocante à opção de fumar, ninguém deve discriminá-los. Outra coisa é dizer que o fumo faz bem à saúde. Respeitar as opções não quer dizer que todas as opções sejam iguais. A opção de não fumar é melhor que a de fumar e a opção heterossexual é melhor que a homossexual”&lt;/em&gt;, assina Bruno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Definitivamente essa proposta de regulamentar a união de homossexuais é uma desonra aos preceitos da palavra de Deus para o homem e a mulher pois contraria e se opõe à santidade do nosso Deus”&lt;/em&gt;, assina Robervanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tal de Vanderlei foi mais tirânico, pois disse: &lt;em&gt;“Vivemos na democracia. Em outras palavras, a maioria do povo governa ou decide como deve ser o governo. As minorias devem acatar o que &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;u&gt;a maioria determinar&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;. Este é o princípio básico da democracia. Existem países que não existe a democracia. Será que lá é melhor?”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, pergunto: vivemos num país ideal no qual as pessoas são respeitadas por aquilo que são ou vivemos num país do &lt;em&gt;“ainda-não”&lt;/em&gt; em que se é &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;necessário&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; lutar com as armas da cidadania plena para o respeito à dignidade da pessoa humana? Sim, pois é preciso avisar aos desavisados que homossexualidade não é “opção”, ou seja, não é escolha de ninguém em sã consciência psíquica sofrer diante de um padrão heterossexista, o ter que passar por esse achincalhe ou, para os que se curvam ao letrismo dos dogmas de natureza moral e tirânica, o padecer pela escravidão ao medo da danação eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5xTGb685A3yAiBgsfjJi51hIP4rlj6qf2Ok9rtG3gKiU8yFJOObIE0EkL6RthwAIkrA3rIiwLnN5oeznGbyhzKLARvT9mmnzY-h5vBBl3_XF3EYVQ2ZyVxmVov4wfA6qD4m4fumo-2-7u/s1600/Blog_a+dissemina%C3%A7%C3%A3o+do+mal.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5472759168933315842&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5xTGb685A3yAiBgsfjJi51hIP4rlj6qf2Ok9rtG3gKiU8yFJOObIE0EkL6RthwAIkrA3rIiwLnN5oeznGbyhzKLARvT9mmnzY-h5vBBl3_XF3EYVQ2ZyVxmVov4wfA6qD4m4fumo-2-7u/s400/Blog_a+dissemina%C3%A7%C3%A3o+do+mal.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os debates, obviamente, ainda não levaram a muitos passos dado o abismo entre as posições suscitadas. De qualquer forma, ficam aqui as implicações sobre o cenário dos fatos que se discute em nosso Parlamento. Vale a pena ficar calado e permitir que a &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;omissão&lt;/span&gt;&lt;/u&gt; seja a chave para abrir as portas do retrocesso no campo das relações sociais e jurídicas existentes? Ou será que alguém duvida das manobras articuladas pelos segmentos fundamentalistas religiosos junto aos seus pares eleitos graças aos seus “e$forço$” eleitoreiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada assistimos chocados ao acinte da malta dos perversos transfigurados em defensores da família [a família na obsolescência do entendimento deles!], comparando comportamentos qualificados como doenças ou distúrbios psíquicos pela OMS e as orientações sexuais. Sim, a disseminação do mal foi tão acintosa e certa de impunidade que ousou verborragiar a estupidez sem máscara alguma: gays e pedófilos, gays e necrófilos, gays e zoófilos foram assemelhados na cara dura diante de uma Comissão de Constituição e Justiça! A arrogância de um deles, aplaudida pela maioria ortodoxa religiosa ali presente, foi tanta que deu seu recado às lideranças partidárias, trazendo o debate para o contexto político das eleições presidenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;Eu ouvi os homossexuais fazerem aqui pronunciamentos dizendo que o presidente os indicou para a ONU, que o presidente os apoia totalmente, então nós evangélicos, que representamos 25% da população, temos que pensar muito bem em quem vamos votar para presidente da República&quot;&lt;/em&gt;, avisou do alto de sua insolência o suposto porta-voz de ¼ do eleitorado nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém me entenda mal, tenho lá minhas convicções de ordem religiosa, as quais me inspiram à &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;u&gt;coexistência pacífica&lt;/u&gt;&lt;/span&gt; com todos os meus confrades [de todos os credos ou não], mas justamente porque amo os princípios pacificadores que são a essência da Igreja [aqui entendida não como termo com referência a qualquer institucionalização, mas apenas como categoria dos que são &lt;em&gt;&quot;chamados para fora&quot;&lt;/em&gt; [1] do arbítrio dos deuses &lt;em&gt;“Poder”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“Glória”&lt;/em&gt;], é que não engulo os ideais ensimesmados e absolutistas da &quot;igreja evangélica&quot;. Sim, não engulo porque não reconheço nela – nem de longe, nem como sombra ou sereno – as marcas amorosas e portanto revolucionárias daquele que se diz o seu “inspirador”, conforme leio nos Evangelhos. Creio que somente quando o que está aí passar por uma desconstrução é que a Igreja terá chance de renascer no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, à vista daquilo a que todos assistimos na CCJ da Câmara, cabe-me a retórica da pergunta inspirada numa das letras do saudoso profeta cantador Renato Russo: &lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&quot;Que país é este?&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Que país é este que nega direitos aos seus cidadãos, que faz do mais nobre Palácio das Leis neste solo um palco para &lt;em&gt;“panem et circenses”&lt;/em&gt;, conforme nos inspiram os versos das Sátiras de Juvenal? Que país é este que transforma um debate sério num solilóquio moral-religioso desses &lt;em&gt;“diabólós”&lt;/em&gt; [2] que fazem da fé uma bandeira política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pra se pensar, prezados cidadãos de bem e consortes &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;amantes da democracia&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;. Porque parado nem mesmo os modelos tradicionais de família em sociedade não ficam mais! Não me lembro neste instante, mas acho que o nome que se dá a isso é evolução natural das coisas. É, deve ser isso. Evolução natural. Na próxima audiência pública, não poderemos esquecer de levar isso para os &lt;em&gt;“diabos-acusadores” &lt;/em&gt;quando emergirem lá no centro da terra dos Candangos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, à lei e ao amor! Xô, &lt;em&gt;Satanases&lt;/em&gt; [3] !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:85%;&quot;&gt;Texto adaptado da reportagem de Daniele Lessa no sítio da Câmara Federal, &lt;em&gt;“Religiosos, juristas e ongs divergem sobre união civil gay”&lt;/em&gt;, de 12/05/2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Do original grego &lt;em&gt;&quot;ekklésia&quot;&lt;/em&gt;, ou seja, os &lt;em&gt;&quot;chamados para fora&quot;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Do original grego, &lt;em&gt;“acusador”&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;“acusadores”&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&quot;opositor&quot;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&quot;o que lança através ou por intermédio de&quot;&lt;/em&gt;. Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Do original grego, Satan, ou seja, &lt;em&gt;&quot;adversário&quot;&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/7541197873887329967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/7541197873887329967?isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7541197873887329967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/7541197873887329967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/o-debate-sobre-o-estatuto-das-familias.html' title='O debate sobre o Estatuto das Famílias na CCJ da Câmara Federal'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEinscYT4pmZYcg0f0sBwrZuwzTDXeKgM99twFjRSQRFadtLUyJAqWaY-3WVpbgNG36ech2KuLX4rtXmOidFX8jEbbrxc8TX9ImwlN7-Yt1wxOWi4SIATQrD6kGangWSwXfwSbBpudwK4wkj/s72-c/Farelos_deus+e+o+diabo.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-2311327771394980710</id><published>2010-05-16T01:39:00.010-03:00</published><updated>2010-05-17T18:30:01.912-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Evento"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Livros"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Notícia"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Utilidade Pública"/><title type='text'>Algumas observâncias do “finde”...</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie1eZaVZ164KiYDecqQ9kDxZDNM3XHcU-Qg4h-A5_k0jXiALGMARtFsoJ0cgdWKKFJZe10OIdj6Ho8a6WjfX2BHfjnL-NT8S-9gBkjE3O5tWVk38-Z4H6BR8dFAuIzaeioErqdelUDu7Lq/s1600/Farelos_clippings+de+maio.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5471723169145808146&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie1eZaVZ164KiYDecqQ9kDxZDNM3XHcU-Qg4h-A5_k0jXiALGMARtFsoJ0cgdWKKFJZe10OIdj6Ho8a6WjfX2BHfjnL-NT8S-9gBkjE3O5tWVk38-Z4H6BR8dFAuIzaeioErqdelUDu7Lq/s400/Farelos_clippings+de+maio.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;••&lt;/span&gt; Este final de semana, fazendo minhas comprinhas no supermercado [sim, sou dono de casa!], acabei passando por uma amiga que é funcionária naquele estabelecimento. Perguntei-lhe como tinha sido seu dia das mães. Respondeu-me exaltando as virtudes do maridão, o mesmo que lhe havia preparado todo o almoço em comemoração àquela data. Elogiei a atitude do camarada. A partir daí, ela foi me dizendo como o conheceu, etc e tal. Ao final, arremtatou: &lt;em&gt;“- E ainda ouço alguns dizerem que não existe amor à primeira vista. Sim, existe. Assim ocorreu comigo. Conheci-o e me apaixonei por ele no instante em que o vi. Assegurei que seria meu. Estamos juntos há treze anos. E felizes, tá!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não duvido. Mas que é exceção à regra, ah, isso é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;••&lt;/span&gt; Nesta noite de sábado, estive com três amigos assistindo ao musical &lt;em&gt;“Era no tempo do Rei”&lt;/em&gt;, baseado no romance de Ruy Castro, roteiro de Heloisa Seixas e Julia Romeu. Grande elenco. Achei divertido e enriquecedor. Aplaudi efusivamente. O barato é que um amigo está no elenco, ao lado de Leo Jaime, Soraya Ravenle, Tadeu Aguiar, Alice Borges, entre outras estrelas – e nem tinha noção do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrada pela rainha Dona Maria – que, apesar de louca, presta atenção em tudo o que acontece à sua volta, - a comédia musical está recheada de paixões proibidas, seduções e intrigas, perseguições e ciúme. Sem falar nas risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excelente programa para quem está no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;••&lt;/span&gt; Nesta segunda-feira, 17 de maio, às 20h, no dia mundial de combate à homofobia, minha amiga querida e mais-que-amada Lea Carvalho, que me honra em ser assídua nos meus estudos e palestras, lançará a obra “&lt;a href=&quot;http://www.metanoiaeditora.com/images/stories/caminho_lancamento.jpg&quot;&gt;No caminho do arco-íris&lt;/a&gt;”. A proposta é discutir as questões ligadas à diversidade ou, como a autora pondera, &lt;em&gt;&quot;tocar os corações e as mentes para que se possa apreciar e acolher a experiência humana em todas as suas cores e matizes, a fim de fazermos parte de algo realmente grande: a construção de um paradigma social totalmente &lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;inclusivo&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, justo e solidário&quot;&lt;/em&gt;. Tive a honra de escrever algumas palavrinhas em forma de depoimento na obra.&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;O lançamento será virtual e, de quebra, &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;todos&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; poderão assisti-la numa teleconferência com o tema &lt;em&gt;“Direitos Sexuais são Direitos Humanos”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Aos interessados em assisti-la no lançamento virtual - &lt;strike&gt;que, sei, será de grande valia! -&lt;/strike&gt; bastará &lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;color:#ff0000;&quot;&gt;enviar um e-mail&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; para &lt;a href=&quot;mailto:faleconosco@metanoiaeditora.com&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;faleconosco@metanoiaeditora.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color:#ff0000;&quot;&gt;••&lt;/span&gt; Por falar em homofobia, hoje às 15h, em Ipanema, haverá uma marcha contra a intolerância com a participação de diversos organismos da sociedade civil, entre os quais a própria autora da obra e outros grandes amigos. Só não estarei presente em razão de um estudo que darei sobre o tema lá em Botafogo no mesmo período. Logo abaixo segue uma imagem da campanha &lt;em&gt;“Homofobia é abominação”&lt;/em&gt; promovida pelos queridos do projeto &lt;a href=&quot;http://www.betelrj.com/&quot;&gt;Betel &lt;/a&gt;aqui no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnWIPO-y4MItQ0TVR4Ja3dNav4oYbykAsIjrMYfToSaha-tdW0vJGfbrN5evqiNQJRgl9dHHw-C11Sfk89k5074Jq8OtULdCbt7DWk8cYboDzf0YNVWbtzixm0kwpWrVoOEBe6igzTQBSk/s1600/Betel_combate+%C3%A0+homofobia+%5B3C%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 248px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5471906746972354242&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhnWIPO-y4MItQ0TVR4Ja3dNav4oYbykAsIjrMYfToSaha-tdW0vJGfbrN5evqiNQJRgl9dHHw-C11Sfk89k5074Jq8OtULdCbt7DWk8cYboDzf0YNVWbtzixm0kwpWrVoOEBe6igzTQBSk/s400/Betel_combate+%C3%A0+homofobia+%5B3C%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/2311327771394980710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/2311327771394980710?isPopup=true' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2311327771394980710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/2311327771394980710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/algumas-observancias-do-finde.html' title='Algumas observâncias do “finde”...'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEie1eZaVZ164KiYDecqQ9kDxZDNM3XHcU-Qg4h-A5_k0jXiALGMARtFsoJ0cgdWKKFJZe10OIdj6Ho8a6WjfX2BHfjnL-NT8S-9gBkjE3O5tWVk38-Z4H6BR8dFAuIzaeioErqdelUDu7Lq/s72-c/Farelos_clippings+de+maio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-8238547372876151056</id><published>2010-05-11T01:50:00.006-03:00</published><updated>2010-05-11T02:29:13.950-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Família"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Utilidade Pública"/><title type='text'>A maio o que é de maio!</title><content type='html'>&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXpDhQBN9b1TzdblaEJ5MHP5h7DiGY18FbpjVqndw-JEoEYxOx4qK3GS525VATYqa5sDgorW1mcDavCVJnFuX-Ec0u80_1p2cC392HrxPa-Q4HlC_jJyAcKuOgCVu-w1LIc4b47GNu4OQK/s1600/Farelos_par%C3%AAnese+ao+5%C2%BA+m%C3%AAs.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5469871734142821378&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXpDhQBN9b1TzdblaEJ5MHP5h7DiGY18FbpjVqndw-JEoEYxOx4qK3GS525VATYqa5sDgorW1mcDavCVJnFuX-Ec0u80_1p2cC392HrxPa-Q4HlC_jJyAcKuOgCVu-w1LIc4b47GNu4OQK/s400/Farelos_par%C3%AAnese+ao+5%C2%BA+m%C3%AAs.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;Maio atravessa o calendário sem nos fazer alarde. Corre maroto. Sapeca que só, quase alcança o meio do mês. Sorri, dá uns passos pra trás. Sabe que é apenas o quinto dos meses no ano. Brinca, volta pra frente. Pula de dez para onze dias corridos assim que ultrapassa a meia-noite. Hoje são onze, mas ainda há caminho de mais três semanas pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo sentido bem familiar, maio é um mês com diversas lembranças esculpidas pelas datas natalícias. Ao menos, para minha família. Um dos sobrinhos, festejou aniversário dia quatro. Irmão, dia cinco. Mãe, dia oito. Tia, festejará oitenta no dia doze. Maio é bem peculiar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mês das noivas para um monte de gente. Mês de todas as mães, as do ventre e as feitas pelos laços profundos do coração. Mês da família, alguns insistem. E quanto aos outros meses? Bom, deixemos pra lá. Maio é o mês dos trabalhadores. É o mês de heróis e heroínas. De Joana D’Arc, capturada pelos franceses e entregue aos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos à Ayrton Senna, morto durante o Grande Prêmio de San Marino. O mês tem também cores fortes em nossa História, como a negra. Foi aos treze do mês que, ao menos oficialmente, abolimos a escravatura neste país. Abolimos mesmo? Bom, deixemos por ora. Maio também foi palco de um célebre julgamento, o de Oscar Wilde no início do século passado, condenado aos vinte e sete deste mês à pena de dois anos de prisão pelo crime de “sodomia”. Apesar da enorme crítica da classe literária à época, o famoso escritor inglês teve que cumprir a pena, imposta apenas porque fruto das convenções vitorianas da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio também é o mês da luta mundial contra a homofobia, especificamente no dia dezessete. A data foi escolhida lembrando da tiragem da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial de Saúde, fato ocorrido em 1990. Se inspirado na data ou não, este é o mês dos lançamentos dos livros escritos por dois queridos amigos: “&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCv9yfZWqD4zAibs43LPi3DoNyHi1KVGuto7qcOIHt9WIR0Fnsnk6n2OmXLF3cjk5nMEIubUtdk7k4sZPMObaaLRsHcaiMxKuNraj-JH1_0f_wTNJWUgumSEHayBhNIiuSXnhR43VsYLaF/s1600/Convite+oficial+LanÃ§amento.jpg&quot;&gt;Proibido Amor&lt;/a&gt;” e “&lt;a href=&quot;http://www.metanoiaeditora.com/index.php?page=shop.product_details&amp;amp;category_id=14&amp;amp;flypage=flypage.tpl&amp;amp;product_id=42&amp;amp;option=com_virtuemart&amp;amp;Itemid=79&quot;&gt;No caminho do arco-íris&lt;/a&gt;”, de Davy Alberto Rodrigues e Léa Carvalho, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente criado, maio também celebra aos vinte e cinco o dia nacional da adoção. E penso que muitos outros fatos já aconteceram e ainda acontecerão neste mês. Eu mesmo me sinto retornando, de certa forma, às atividades blogueiras. Fiquei duas semanas mergulhado na defesa de um julgamento, coisa de uma outra missão, diria profética, que desempenho profissionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, maio está apenas no início. Eu ando ultimamente me sentindo assim, no início. [Re]começando. A obra “Os Lusíadas”, de Camões, utiliza o &lt;em&gt;“ab initio”&lt;/em&gt; para transformá-la &lt;em&gt;“in media res”&lt;/em&gt;, ou seja, a técnica para começar pelo meio, e não necessariamente pelo início. Talvez tenha começado pelo meio. Talvez por isso me sinta agora no início. Há tanta coisa &lt;em&gt;nova&lt;/em&gt; pra mim, mesmo depois dos trintinha! (risos). Bem, são meus talvezes que dialogam comigo. De talvez em talvez, certo mesmo é meu desejo de querer um final feliz ou, quem sabe, um &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;feliz-acontecendo-sempre&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Pra mim e para os mais caros. Neste e nos outros meses também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim ser demagogo, mas eu tenho procurado me &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;u&gt;esmerar&lt;/u&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size:180%;&quot;&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Nota de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;/em&gt; segue logo abaixo, mais uma vez, o apelo para aqueles que desejarem doar leite integral (em pó) para as crianças soropositivas da Casa Maria de Magdala, localizada em Niterói (RJ). Aos que estiverem distantes mas quiserem ajudar, a sugestão é acessar o site da instituição filantrópica e procurar saber como doar amor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvH4hIVcwENAFkbgGpcyAJZctTuYU0pgc2ZeflIo8bbHJZgclHrHdFC4I3I-5uwwPA9sXeNjKrK-eML8MUcdN1i1oClZw6jpiDRn3CvnKQ3kUb9U3acBDbPw3TnFYYCark8Ngn-jiPzZJR/s1600/Betel_campanha+do+leite_IV.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 284px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5469874991821013634&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjvH4hIVcwENAFkbgGpcyAJZctTuYU0pgc2ZeflIo8bbHJZgclHrHdFC4I3I-5uwwPA9sXeNjKrK-eML8MUcdN1i1oClZw6jpiDRn3CvnKQ3kUb9U3acBDbPw3TnFYYCark8Ngn-jiPzZJR/s400/Betel_campanha+do+leite_IV.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/8238547372876151056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/8238547372876151056?isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/8238547372876151056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/8238547372876151056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/05/maio-o-que-e-de-maio.html' title='A maio o que é de maio!'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXpDhQBN9b1TzdblaEJ5MHP5h7DiGY18FbpjVqndw-JEoEYxOx4qK3GS525VATYqa5sDgorW1mcDavCVJnFuX-Ec0u80_1p2cC392HrxPa-Q4HlC_jJyAcKuOgCVu-w1LIc4b47GNu4OQK/s72-c/Farelos_par%C3%AAnese+ao+5%C2%BA+m%C3%AAs.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1808861115199463849.post-755953250846019844</id><published>2010-04-30T21:23:00.014-03:00</published><updated>2010-05-01T12:49:33.594-03:00</updated><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Cotidiano"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Crônica"/><category scheme="http://www.blogger.com/atom/ns#" term="Teatro"/><title type='text'>Palavras em boas companhias</title><content type='html'>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgivRtJ_KawK6_qACeFoKE3UfRjR8SsWuuPm3ewGOzFX5PnF2hflxsNXXOEv2dc9AvTr_6ISZeG-5OG7qTWVkMFqJ8ACAE4sLUl9SNA-xUTRTq93H6L2M2wUalZD-2ga4JRtr7WnA6HHxIs/s1600/Farelos_e+o+que+se+faz+necess%C3%A1rio.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5466092401723201282&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgivRtJ_KawK6_qACeFoKE3UfRjR8SsWuuPm3ewGOzFX5PnF2hflxsNXXOEv2dc9AvTr_6ISZeG-5OG7qTWVkMFqJ8ACAE4sLUl9SNA-xUTRTq93H6L2M2wUalZD-2ga4JRtr7WnA6HHxIs/s400/Farelos_e+o+que+se+faz+necess%C3%A1rio.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao resfriado que me tomou no início da semana, lenços e descongestionantes não se separaram de mim desde domingo. Fez-se necessário. Melhorei ou, quem sabe (e sei!), estou ficando bem melhor. Juro (sem atchins!). Mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que parece clichê, mas só parece, eu tava mesmo é com saudades de vir aqui. Trabalhos. Defesas escritas. Alguns probleminhas, ups, oportunidades de crescimento para aprender a resolver. Tudo isso foi formando uma espécie de caldo que venho tomando. Depois de vários dias “ausente”, separei tempo e, dentro dele, alguns e-mails para responder. Há muitos outros. Assim como há alguns comentários no post anterior que merecem um sinal de vida, uns farelinhos para alimento da resposta. Inobstante, rabisco umas frases e as engravido de significados particulares desde sábado passado, quando voltava do teatro. O trabalho ainda requer acabamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em acabamento, resolvi deletar uma narrativa que preparei para postar aqui. Sabe quando você acha que o que escreveu não tinha muito sentido? Mas, para evitar comentários, só adianto que o tema não era nada novo, apenas minha insatisfação com o comportamento &lt;em&gt;delivery&lt;/em&gt; dos humanos que buscam &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt; companhia. É que saí do teatro, estive num barzinho na Lapa, acompanhado de amigos. Invoquei-me com as investidas deselegantes. &lt;strike&gt;Sim, sim e sim! Sou chato com essas coisas, não me adequo a esta cultura e tenho plena consciência que a maioria de meus pares discordará de mim, fazendo-me motivo de motejo. Este é o preço a pagar por ser diferente entre os diferentes&lt;/strike&gt;. Acabei mudando de bar, pois tinha plena consciência do que me propus ao aceitar o convite para sair com amigos. Infelizmente, a coisa se repetiu. Só não perdi a noite porque as cenas do “&lt;a href=&quot;http://www.oamantedogirassol.com.br/&quot;&gt;O amante do Girassol&lt;/a&gt;” [Bravo! Bravo!] me inspiraram – assim como ainda me inspiram! – a não semear no vento... no vento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhV8pA7bo7vOrsnmT5P01BLW5cb8cwpjeakK8KnZMRecGtoWKH67Bug5G6Hm-7h-hf5dFr2dT3OdhXGEO75d88Zbj8mmi31AK2LN2ei-zrqwAgBDnC1lyU4DGUkJaLoTJRFscc0nR9A2c2W/s1600/Blog_verso+de+Daniel+Lobo+%5B1BW%5D.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 395px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5466092559157900626&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhV8pA7bo7vOrsnmT5P01BLW5cb8cwpjeakK8KnZMRecGtoWKH67Bug5G6Hm-7h-hf5dFr2dT3OdhXGEO75d88Zbj8mmi31AK2LN2ei-zrqwAgBDnC1lyU4DGUkJaLoTJRFscc0nR9A2c2W/s400/Blog_verso+de+Daniel+Lobo+%5B1BW%5D.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, assisti com certo interesse ao filme “&lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=HvmPgR6LzOM&quot;&gt;Pecado na carne&lt;/a&gt;” e, na posição de observador-aprendiz, ao espetáculo musical “&lt;a href=&quot;http://www.canalteatro.com.br/info_peca.php?cod_pecas=324&quot;&gt;Vicente Celestino&lt;/a&gt; – A voz orgulho do Brasil”, no Teatro Ginástico. Acompanhado de amigas, fizemo-nos necessários uns para com os outros e, além da apreciação às artes, ponderamos sobre muitas questões nos campos profissional e afetivo. Falamos muito sobre companhias e a arte de saber ser boa companhia como necessidade, inicialmente, pra si mesmo (pois quem não se gosta não terá muitos frutos a apresentar para os demais a quem supostamente vir a gostar); logo depois, para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, fiquei pensando sobre o que soa necessário no vestir do sangue. Sim, o que se faz necessário quando o que se quer é mais que presença? Rabisquei diversos pensamentos, mas resolvi não publicá-los. São pensamentos. Desculpem a confissão, mas esses a gente semeia é pelo lado de dentro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se faz necessário numa boa companhia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja presente. Que esteja atenta às necessidades do momento. Que tenha bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não ultrapasse limites, mas acolha sem posse. Em outras palavras: que saiba o seu lugar. Que acredite, pois confiança é um sentir legítimo. Que erre de vez em quando, mas naturalmente. Nada soa mais artificial que o empedramento do comportamento e a maquiagem de heroísmo. Ser humano é ser frágil e forte, gigante e pequeno, mestre e aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que leia-perceba-discirna quando a verdade soar coerente com a trajetória (que é bem mais que o momento dela, seja ele qual for). Que sorria e que chore, sem medos para atravessar as margens do mesmo rio-sentimento. Que se dê chances, sejam elas quais forem. Dar-se chance é abrir janelas. Quanto mais abertas, maior a circulação de ares-sentimentos-fragores-de-vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh21q6cgu5DfK0JTK0BerjiP2BFLMZLwWOzt6r2wtjt3I1Vbsd0rzLbMi_a52jyT2lCtXwM8XLNbFNNrKLAy-mAZntvWnUOZLBdUK8SCAjAT9Oa_gpWZEAHnUJC4QyURDD42BReuPpSCGbU/s1600/Blog_verso+de+Cora+Coralina.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand&quot; id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5466092789527114914&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh21q6cgu5DfK0JTK0BerjiP2BFLMZLwWOzt6r2wtjt3I1Vbsd0rzLbMi_a52jyT2lCtXwM8XLNbFNNrKLAy-mAZntvWnUOZLBdUK8SCAjAT9Oa_gpWZEAHnUJC4QyURDD42BReuPpSCGbU/s400/Blog_verso+de+Cora+Coralina.jpg&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saiba satisfazer os legítimos desejos do coração ou ao menos tente, pois ousar é também mostrar-se presente. Que construa – palavras, uma história ou o próprio momento -, seja como faz um bom pedreiro ou um dedicado artífice. Que produza sons nas suas sinfonias mais viscerais, nunca o barulho, restrito apenas aos címbalos que retinem pela desafinação do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, que seja – e que não aparente ser – qualquer coisa, mas seja com louvor dos próprios suores no caminhar. Que caminhe semeando, não importa de que caminho desde que seja sincero. Se, porventura, houver pedras, que desvie e continue seguindo. E semeando. &lt;span style=&quot;font-size:130%;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pra mim, isto se faz necessário.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;u&gt;Nota de rodapé&lt;/u&gt;:&lt;/em&gt; os créditos para a segunda imagem são para André Bernardo. Imagem extraída do original (em cores) &lt;em&gt;“Left Alone”&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/feeds/755953250846019844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment/fullpage/post/1808861115199463849/755953250846019844?isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/755953250846019844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1808861115199463849/posts/default/755953250846019844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://farelosesilabas.blogspot.com/2010/04/palavras-em-boas-companhias.html' title='Palavras em boas companhias'/><author><name>[Farelos e Sílabas]</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01675046773157696131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='//blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzdDkoHh52MOZifP68KWkxI5GxywF_s5lQqokP3zpMZ6THi9xI6EwqyYR1nY5TCQ8wUC5xOmmNVl5_nsfdUTB2h967xhs7TkH8c9asVISpv3Bybkv9qiiFEL_raqHOSH0/s220/020.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" url="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgivRtJ_KawK6_qACeFoKE3UfRjR8SsWuuPm3ewGOzFX5PnF2hflxsNXXOEv2dc9AvTr_6ISZeG-5OG7qTWVkMFqJ8ACAE4sLUl9SNA-xUTRTq93H6L2M2wUalZD-2ga4JRtr7WnA6HHxIs/s72-c/Farelos_e+o+que+se+faz+necess%C3%A1rio.jpg" height="72" width="72"/><thr:total>19</thr:total></entry></feed>